{"ref": "cc/adi/1/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/1/", "verse_text": "vande gurūn īśa-bhaktān\nīśam īśāvatārakān\ntat-prakāśāṁś ca tac-chaktīḥ\nkṛṣṇa-caitanya-saṁjñakam", "devanagari": "> বন্দে গুরূনীশভক্তানীশমীশাবতারকান্ ।\n> তৎপ্রকাশাংশ্চ তচ্ছক্তীঃ কৃষ্ণচৈতন্যসংজ্ঞকম্ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço respeitosas reverências; *gurūn*—aos mestres espirituais; *īśa-bhaktān*—aos devotos do Senhor Supremo; *īśam*—ao Senhor Supremo; *īśa-avatārakān*—às encarnações do Senhor Supremo; *tat*—do Senhor Supremo; *prakāśān*—às manifestações; *ca*—e; *tat*—do Senhor Supremo; *śaktīḥ*—às potências; *kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *saṁjñakam*—chamado.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências aos mestres espirituais, aos devotos do Senhor, às encarnações do Senhor, a Suas porções plenárias, a Suas energias e ao próprio Senhor primordial, Śrī Kṛṣṇa Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/2/", "verse_text": "vande śrī-kṛṣṇa-caitanya-\nnityānandau sahoditau\ngauḍodaye puṣpavantau\ncitrau śan-dau tamo-nudau", "devanagari": "> বন্দে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যনিত্যানন্দৌ সহোদিতৌ ।\n> গৌড়োদয়ে পুষ্পবন্তৌ চিত্রৌ শন্দৌ তমোনুদৌ ॥২॥", "synonyms": "*vande*—ofereço respeitosas reverências; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *nityānandau*—e ao Senhor Nityānanda; *saha-uditau*—surgidos simultaneamente; *gauḍa-udaye*—no horizonte oriental de Gauḍa; *puṣpavantau*—o sol e a lua juntos; *citrau*—maravilhosos; *śam-dau*—outorgando bênção; *tamaḥ-nudau*—dissipando a escuridão.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Kṛṣṇa Caitanya e ao Senhor Nityānanda, que são como o sol e a lua. Eles surgiram simultaneamente no horizonte de Gauḍa para dissipar a escuridão da ignorância e, assim, outorgar maravilhosamente a bênção a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/3/", "verse_text": "yad advaitaṁ brahmopaniṣadi tad apy asya tanu-bhā\nya ātmāntar-yāmī puruṣa iti so 'syāṁśa-vibhavaḥ\nṣaḍ-aiśvaryaiḥ pūrṇo ya iha bhagavān sa svayam ayaṁ\nna caitanyāt krṣṇāj jagati para-tattvaṁ param iha", "devanagari": "> যদদ্বৈতং ব্রহ্মোপনিষদি তদপ্যস্য তনুভা\n> য আত্মান্তর্যামী পুরুষ ইতি সোঽস্যাংশবিভবঃ ।\n> ষড়ৈশ্বর্যৈঃ পূর্ণো য ইহ ভগবান্ স স্বয়ময়ং\n> ন চৈতন্যাৎ কৃষ্ণাজ্জগতি পরতত্ত্বং পরমিহ ॥৩॥", "synonyms": "*yat*—aquilo que; *advaitam*—não dual; *brahma*—o Brahman impessoal; *upaniṣadi*—nos *Upaniṣads*; *tat*—aquele; *api*—certamente; *asya*—Sua; *tanu-bhā*—a refulgência de Seu corpo transcendental; *yaḥ*—que; *ātmā*—a Superalma; *antaḥ-yāmī*—o Senhor interior; *puruṣaḥ*—desfrutador supremo; *iti*—assim; *saḥ*—Ele; *asya*—Sua; *aṁśa-vibhavaḥ*—expansão plenária; *ṣaṭ-aiśvaryaiḥ*—com todas as seis opulências; *pūrṇaḥ*—pleno; *yaḥ*—que; *iha*—aqui; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *saḥ*—Ele; *svayam*—Ele mesmo; *ayam*—este; *na*—não; *caitanyāt*—do que o Senhor Caitanya; *kṛṣṇāt*—do que o Senhor Kṛṣṇa; *jagati*—no mundo; *para*—maior; *tattvam*—verdade; *param*—outra; *iha*—aqui.", "translation": "**Aquilo que os *Upaniṣads* descrevem como o Brahman impessoal nada mais é que a refulgência de Seu corpo, e o Senhor conhecido como a Superalma nada mais é que Sua porção plenária localizada. Ele é a Suprema Personalidade de Deus, o próprio Kṛṣṇa, pleno das seis opulências. Ele é a Verdade Absoluta, e nenhuma outra verdade é maior do que Ele ou igual a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/4/", "verse_text": "anarpita-carīṁ cirāt karuṇayāvatīrṇaḥ kalau\nsamarpayitum unnatojjvala-rasāṁ sva-bhakti-śriyam\nhariḥ puraṭa-sundara-dyuti-kadamba-sandīpitaḥ\nsadā hṛdaya-kandare sphuratu vaḥ śacī-nandanaḥ", "devanagari": "> অনর্পিতচরীং চিরাৎ করুণয়াবতীর্ণঃ কলৌ\n> সমর্পয়িতুমুন্নতোজ্জ্বলরসাং স্বভক্তিশ্রিয়ম্ ।\n> হরিঃ পুরটসুন্দরদ্যুতিকদম্বসন্দীপিতঃ\n> সদা হৃদয়কন্দরে স্ফুরতু বঃ শচীনন্দনঃ ॥৪॥", "synonyms": "*anarpita*—não outorgado; *carīm*—tendo sido anteriormente; *cirāt*—por muito tempo; *karuṇayā*—por misericórdia imotivada; *avatīrṇaḥ*—descido; *kalau*—na Era de Kali; *samarpayitum*—para outorgar; *unnata*—elevado; *ujjvala-rasām*—a doçura conjugal; *sva-bhakti*—de Seu próprio serviço; *śriyam*—o tesouro; *hariḥ*—o Senhor Supremo; *puraṭa*—do que o ouro; *sundara*—mais belo; *dyuti*—de esplendor; *kadamba*—com uma multidão; *sandīpitaḥ*—iluminado; *sadā*—sempre; *hṛdaya-kandare*—na cavidade do coração; *sphuratu*—que Ele Se manifeste; *vaḥ*—vosso; *śacī-nandanaḥ*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Que esse Senhor, conhecido como o filho de Śrīmatī Śacīdevī, esteja transcendentalmente situado nas câmaras mais íntimas de vosso coração. Resplandecente com o brilho do ouro fundido, Ele apareceu na Era de Kali, por Sua misericórdia imotivada, para outorgar aquilo que nenhuma encarnação jamais ofereceu antes: o mais sublime e radiante conhecimento espiritual da saborosa doçura de Seu serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/5/", "verse_text": "rādhā kṛṣṇa-praṇaya-vikṛtir hlādinī śaktir asmād\nekātmānāv api bhuvi purā deha-bhedaṁ gatau tau\ncaitanyākhyaṁ prakaṭam adhunā tad-dvayaṁ caikyam āptaṁ\nrādhā-bhāva-dyuti-suvalitaṁ naumi kṛṣṇa-svarūpam", "devanagari": "> রাধা কৃষ্ণপ্রণয়বিকৃতির্হ্লাদিনীশক্তিরস্মা-\n> দেকাত্মানাবপি ভুবি পুরা দেহভেদং গতৌ তৌ ।\n> চৈতন্যাখ্যং প্রকটমধুনা তদ্দ্বয়ং চৈক্যমাপ্তং\n> রাধাভাবদ্যুতিসুবলিতং নৌমি কৃষ্ণস্বরূপম্ ॥৫॥", "synonyms": "*rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *praṇaya*—de amor; *vikṛtiḥ*—a transformação; *hlādinī śaktiḥ*—potência de prazer; *asmāt*—disto; *eka-ātmānau*—ambos idênticos em identidade; *api*—embora; *bhuvi*—na Terra; *purā*—desde tempo imemorial; *deha-bhedam*—formas separadas; *gatau*—obtiveram; *tau*—aqueles dois; *caitanya-ākhyam*—conhecido como Śrī Caitanya; *prakaṭam*—manifesto; *adhunā*—agora; *tat-dvayam*—os dois Deles; *ca*—e; *aikyam*—unidade; *āptam*—obtida; *rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva*—disposição; *dyuti*—o brilho; *su-valitam*—que está adornado com; *naumi*—ofereço minhas reverências; *kṛṣṇa-svarūpam*—a Ele, que é idêntico a Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**Os romances amorosos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa são manifestações transcendentais da potência interna do Senhor, aquela que confere prazer. Embora Rādhā e Kṛṣṇa sejam um em Sua identidade, Eles Se separaram eternamente. Agora estas duas identidades transcendentais voltaram a unir-se na forma de Śrī Kṛṣṇa Caitanya. Curvo-me diante d'Ele, que Se manifestou com o sentimento e a tez de Śrīmatī Rādhārāṇī, embora seja o próprio Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/6/", "verse_text": "śrī-rādhāyāḥ praṇaya-mahimā kīdṛśo vānayaivā-\nsvādyo yenādbhuta-madhurimā kīdṛśo vā madīyaḥ\nsaukhyaṁ cāsyā mad-anubhavataḥ kīdṛśaṁ veti lobhāt\ntad-bhāvāḍhyaḥ samajani śacī-garbha-sindhau harīnduḥ", "devanagari": "> শ্রীরাধায়াঃ প্রণয়মহিমা কীদৃশো বানয়ৈবা-\n> স্বাদ্যো যেনাদ্ভুতমধুরিমা কীদৃশো বা মদীয়ঃ ।\n> সৌখ্যঞ্চাস্যা মদনুভবতঃ কীদৃশং বেতি লোভা-\n> ত্তদ্ভাবাঢ্যঃ সমজনি শচীগর্ভসিন্ধৌ হরীন্দুঃ ॥৬॥", "synonyms": "*śrī-rādhāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *praṇaya-mahimā*—a grandeza do amor; *kīdṛśaḥ*—de que espécie; *vā*—ou; *anayā*—por esta (Rādhā); *eva*—sozinha; *āsvādyaḥ*—a ser saboreada; *yena*—por aquele amor; *adbhuta-madhurimā*—a maravilhosa doçura; *kīdṛśaḥ*—de que espécie; *vā*—ou; *madīyaḥ*—de Mim; *saukhyam*—a felicidade; *ca*—e; *asyāḥ*—d'Ela; *mat-anubhavataḥ*—da realização de Minha doçura; *kīdṛśam*—de que espécie; *vā*—ou; *iti*—assim; *lobhāt*—do desejo; *tat*—d'Ela; *bhāva-āḍhyaḥ*—ricamente dotado de emoções; *samajani*—nasceu; *śacī-garbha*—do ventre de Śrīmatī Śacīdevī; *sindhau*—no oceano; *hari*—o Senhor Kṛṣṇa; *induḥ*—como a lua.", "translation": "**Desejando compreender a glória do amor de Rādhārāṇī, as maravilhosas qualidades n'Ele que somente Ela saboreia através de Seu amor, e a felicidade que Ela sente ao compreender a doçura do amor d'Ele, o Senhor Supremo Hari, ricamente dotado das emoções d'Ela, apareceu do ventre de Śrīmatī Śacīdevī, assim como a lua apareceu do oceano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/7/", "verse_text": "saṅkarṣaṇaḥ kāraṇa-toya-śāyī\ngarbhoda-śāyī ca payobdhi-śāyī\nśeṣaś ca yasyāṁśa-kalāḥ sa nityā-\nnandākhya-rāmaḥ śaraṇaṁ mamāstu", "devanagari": "> সঙ্কর্ষণঃ কারণতোয়শায়ী\n> গর্ভোদশায়ী চ পয়োব্ধিশায়ী ।\n> শেষশ্চ যস্যাংশকলাঃ স নিত্যা-\n> নন্দাখ্যরামঃ শরণং মমাস্তু ॥৭॥", "synonyms": "*saṅkarṣaṇaḥ*—Mahā-Saṅkarṣaṇa no céu espiritual; *kāraṇa-toya-śāyī*—Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, que jaz no Oceano Causal; *garbha-uda-śāyī*—Garbhodakaśāyī Viṣṇu, que jaz no Oceano Garbhodaka do universo; *ca*—e; *payaḥ-abdhi-śāyī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, que jaz no oceano de leite; *śeṣaḥ*—Śeṣa Nāga, o leito de Viṣṇu; *ca*—e; *yasya*—cujas; *aṁśa*—porções plenárias; *kalāḥ*—e partes das porções plenárias; *saḥ*—Ele; *nityānanda-ākhya*—conhecido como o Senhor Nityānanda; *rāmaḥ*—o Senhor Balarāma; *śaraṇam*—refúgio; *mama*—meu; *astu*—que haja.", "translation": "**Que Śrī Nityānanda Rāma seja o objeto de minha constante lembrança. Saṅkarṣaṇa, Śeṣa Nāga e os Viṣṇus que jazem no Oceano Kāraṇa, no Oceano Garbha e no oceano de leite são Suas porções plenárias e as porções de Suas porções plenárias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/8/", "verse_text": "māyātīte vyāpi-vaikuṇṭha-loke\npūrṇaiśvarye śrī-catur-vyūha-madhye\nrūpaṁ yasyodbhāti saṅkarṣaṇākhyaṁ\ntaṁ śrī-nityānanda-rāmaṁ prapadye", "devanagari": "> মায়াতীতে ব্যাপিবৈকুণ্ঠলোকে\n> পূর্ণৈশ্বর্যে শ্রীচতুর্ব্যূহমধ্যে ।\n> রূপং যস্যোদ্ভাতি সঙ্কর্ষণাখ্যং\n> তং শ্রীনিত্যানন্দরামং প্রপদ্যে ॥৮॥", "synonyms": "*māyā-atīte*—além da criação material; *vyāpi*—onipenetrante; *vaikuṇṭha-loke*—em Vaikuṇṭhaloka, o mundo espiritual; *pūrṇa-aiśvarye*—dotado de plena opulência; *śrī-catuḥ-vyūha-madhye*—nas expansões quádruplas (Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha); *rūpam*—forma; *yasya*—cuja; *udbhāti*—aparece; *saṅkarṣaṇa-ākhyam*—conhecido como Saṅkarṣaṇa; *tam*—a Ele; *śrī-nityānanda-rāmam*—ao Senhor Balarāma sob a forma do Senhor Nityānanda; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**Rendo-me aos pés de lótus de Śrī Nityānanda Rāma, que é conhecido como Saṅkarṣaṇa em meio ao catur-vyūha [que consiste em Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha]. Ele possui plenas opulências e reside em Vaikuṇṭhaloka, muito além da criação material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/9/", "verse_text": "māyā-bhartājāṇḍa-saṅghāśrayāṅgaḥ\nśete sākṣāt kāraṇāmbhodhi-madhye\nyasyaikāṁśaḥ śrī-pumān ādi-devas\ntaṁ śrī-nityānanda-rāmaṁ prapadye", "devanagari": "> মায়াভর্তাজাণ্ডসংঘাশ্রয়াঙ্গঃ\n> শেতে সাক্ষাৎ কারণাম্ভোধিমধ্যে ।\n> যস্যৈকাংশঃ শ্রীপুমানাদিদেব-\n> স্তং শ্রীনিত্যানন্দরামং প্রপদ্যে ॥৯॥", "synonyms": "*māyā-bhartā*—o senhor da energia ilusória; *aja-aṇḍa-saṅgha*—da multidão de universos; *āśraya*—o refúgio; *aṅgaḥ*—cujo corpo; *śete*—Ele jaz; *sākṣāt*—diretamente; *kāraṇa-ambhodhi-madhye*—em meio ao Oceano Causal; *yasya*—cuja; *eka-aṁśaḥ*—uma porção; *śrī-pumān*—a Pessoa Suprema; *ādi-devaḥ*—a encarnação puruṣa original; *tam*—a Ele; *śrī-nityānanda-rāmam*—ao Senhor Balarāma sob a forma do Senhor Nityānanda; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**Ofereço minhas plenas reverências aos pés de Śrī Nityānanda Rāma, cuja representação parcial chamada Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, jazendo no Oceano Kāraṇa, é o puruṣa original, o senhor da energia ilusória e o refúgio de todos os universos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/10/", "verse_text": "yasyāṁśāṁśaḥ śrīla-garbhoda-śāyī\nyan-nābhy-abjaṁ loka-saṅghāta-nālam\nloka-sraṣṭuḥ sūtikā-dhāma dhātus\ntaṁ śrī-nityānanda-rāmaṁ prapadye", "devanagari": "> যস্যাংশাংশঃ শ্রীল-গর্ভোদশায়ী\n> যন্নাভ্যব্জং লোকসংঘাতনালম্ ।\n> লোকস্রষ্টুঃ সূতিকাধামধাতু-\n> স্তং শ্রীনিত্যানন্দরামং প্রপদ্যে ॥১০॥", "synonyms": "*yasya*—cuja; *aṁśa-aṁśaḥ*—porção de uma porção plenária; *śrīla-garbha-uda-śāyī*—Garbhodakaśāyī Viṣṇu; *yat*—de quem; *nābhi-abjam*—o lótus do umbigo; *loka-saṅghāta*—da multidão de planetas; *nālam*—tendo um caule que é o lugar de repouso; *loka-sraṣṭuḥ*—do Senhor Brahmā, o criador dos planetas; *sūtikā-dhāma*—o local de nascimento; *dhātuḥ*—do criador; *tam*—a Ele; *śrī-nityānanda-rāmam*—ao Senhor Balarāma sob a forma do Senhor Nityānanda; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**Ofereço minhas plenas reverências aos pés de Śrī Nityānanda Rāma, parte parcial de quem é Garbhodakaśāyī Viṣṇu. Do umbigo de Garbhodakaśāyī Viṣṇu brota o lótus que é o local de nascimento de Brahmā, o engenheiro do universo. O caule desse lótus é o lugar de repouso da multidão de planetas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/11/", "verse_text": "yasyāṁśāṁśāṁśaḥ parātmākhilānāṁ\npoṣṭā viṣṇur bhāti dugdhābdhi-śāyī\nkṣauṇī-bhartā yat-kalā so 'py anantas\ntaṁ śrī-nityānanda-rāmaṁ prapadye", "devanagari": "> যস্যাংশাংশাংশঃ পরাত্মাখিলানাং\n> পোষ্টা বিষ্ণুর্ভাতি দুগ্ধাব্ধিশায়ী ।\n> ক্ষৌণীভর্তা যৎকলা সোঽপ্যনন্ত-\n> স্তং শ্রীনিত্যানন্দরামং প্রপদ্যে ॥১১॥", "synonyms": "*yasya*—cuja; *aṁśa-aṁśa-aṁśaḥ*—uma porção de uma porção de uma porção plenária; *para-ātmā*—a Superalma; *akhilānām*—de todas as entidades vivas; *poṣṭā*—o mantenedor; *viṣṇuḥ*—Viṣṇu; *bhāti*—aparece; *dugdha-abdhi-śāyī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu; *kṣauṇī-bhartā*—o sustentáculo da terra; *yat*—cuja; *kalā*—porção de uma porção; *saḥ*—Ele; *api*—certamente; *anantaḥ*—Śeṣa Nāga; *tam*—a Ele; *śrī-nityānanda-rāmam*—ao Senhor Balarāma sob a forma do Senhor Nityānanda; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de Śrī Nityānanda Rāma, cuja parte secundária é o Viṣṇu que jaz no oceano de leite. Esse Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu é a Superalma de todas as entidades vivas e o mantenedor de todos os universos. Śeṣa Nāga é Sua subparte ulterior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/12/", "verse_text": "mahā-viṣṇur jagat-kartā\nmāyayā yaḥ sṛjaty adaḥ\ntasyāvatāra evāyam\nadvaitācārya īśvaraḥ", "devanagari": "> মহাবিষ্ণুর্জগৎকর্তা মায়য়া যঃ সৃজত্যদঃ ।\n> তস্যাবতার এবায়মদ্বৈতাচার্য ঈশ্বরঃ ॥১২॥", "synonyms": "*mahā-viṣṇuḥ*—Mahā-Viṣṇu, o lugar de repouso da causa eficiente; *jagat-kartā*—o criador do mundo cósmico; *māyayā*—pela energia ilusória; *yaḥ*—que; *sṛjati*—cria; *adaḥ*—aquele universo; *tasya*—Sua; *avatāraḥ*—encarnação; *eva*—certamente; *ayam*—este; *advaita-ācāryaḥ*—de nome Advaita Ācārya; *īśvaraḥ*—o Senhor Supremo, o lugar de repouso da causa material.", "translation": "**O Senhor Advaita Ācārya é a encarnação de Mahā-Viṣṇu, cuja principal função é criar o mundo cósmico por meio das ações de Māyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/13/", "verse_text": "advaitaṁ hariṇādvaitād\nācāryaṁ bhakti-śaṁsanāt\nbhaktāvatāram īśaṁ tam\nadvaitācāryam āśraye", "devanagari": "> অদ্বৈতং হরিণাদ্বৈতাদাচার্যং ভক্তিশংসনাৎ ।\n> ভক্তাবতারমীশং তমদ্বৈতাচার্যমাশ্রয়ে ॥১৩॥", "synonyms": "*advaitam*—conhecido como Advaita; *hariṇā*—com o Senhor Hari; *advaitāt*—por ser não diferente; *ācāryam*—conhecido como Ācārya; *bhakti-śaṁsanāt*—pela propagação do serviço devocional a Śrī Kṛṣṇa; *bhakta-avatāram*—a encarnação como devoto; *īśam*—ao Senhor Supremo; *tam*—a Ele; *advaita-ācāryam*—a Advaita Ācārya; *āśraye*—eu me refugio.", "translation": "**Por ser não diferente de Hari, o Senhor Supremo, Ele é chamado Advaita, e, por propagar o culto da devoção, Ele é chamado Ācārya. Ele é o Senhor e a encarnação do devoto do Senhor. Portanto, eu me refugio n'Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/14/", "verse_text": "pañca-tattvātmakaṁ kṛṣṇaṁ\nbhakta-rūpa-svarūpakam\nbhaktāvatāraṁ bhaktākhyaṁ\nnamāmi bhakta-śaktikam", "devanagari": "> পঞ্চতত্ত্বাত্মকং কৃষ্ণং ভক্তরূপস্বরূপকম্ ।\n> ভক্তাবতারং ভক্তাখ্যং নমামি ভক্তশক্তিকম্ ॥১৪॥", "synonyms": "*pañca-tattva-ātmakam*—compreendendo os cinco temas transcendentais; *kṛṣṇam*—ao Senhor Kṛṣṇa; *bhakta-rūpa*—na forma de um devoto; *sva-rūpakam*—na expansão de um devoto; *bhakta-avatāram*—na encarnação de um devoto; *bhakta-ākhyam*—conhecido como devoto; *namāmi*—ofereço minhas reverências; *bhakta-śaktikam*—a energia da Suprema Personalidade de Deus, que fornece energia ao devoto.", "translation": "**Ofereço minhas reverências ao Senhor Supremo, Kṛṣṇa, que é não diferente de Seus aspectos como devoto, encarnação devocional, manifestação devocional, devoto puro e energia devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/15/", "verse_text": "jayatāṁ suratau paṅgor\nmama manda-mater gatī\nmat-sarvasva-padāmbhojau\nrādhā-madana-mohanau", "devanagari": "> জয়তাং সুরতৌ পঙ্গোর্মম মন্দমতের্গতী ।\n> মৎসর্বস্বপদাম্ভোজৌ রাধামদনমোহনৌ ॥১৫॥", "synonyms": "*jayatām*—todas as glórias a; *su-ratau*—muito misericordiosos, ou apegados em amor conjugal; *paṅgoḥ*—de quem é coxo; *mama*—de mim; *manda-mateḥ*—tolo; *gatī*—refúgio; *mat*—meu; *sarva-sva*—tudo; *pada-ambhojau*—cujos pés de lótus; *rādhā-madana-mohanau*—Rādhārāṇī e Madana-mohana.", "translation": "**Glória a Rādhā e Madana-mohana, plenos de misericórdia! Sou coxo e mal-aconselhado, mas Eles são meus guias, e Seus pés de lótus são tudo para mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/16/", "verse_text": "dīvyad-vṛndāraṇya-kalpa-drumādhaḥ-\nśrīmad-ratnāgāra-siṁhāsana-sthau\nśrīmad-rādhā-śrīla-govinda-devau\npreṣṭhālībhiḥ sevyamānau smarāmi", "devanagari": "> দীব্যদ্বৃন্দারণ্যকল্পদ্রুমাধঃ-\n> শ্রীমদ্রত্নাগারসিংহাসনস্থৌ ।\n> শ্রীমদ্রাধা-শ্রীলগোবিন্দদেবৌ\n> প্রেষ্ঠালীভিঃ সেব্যমানৌ স্মরামি ॥১৬॥", "synonyms": "*dīvyat*—brilhante; *vṛndā-araṇya*—na floresta de Vṛndāvana; *kalpa-druma*—árvore dos desejos; *adhaḥ*—debaixo; *śrīmat*—belíssimo; *ratna-āgāra*—num templo de joias; *siṁha-āsana-sthau*—sentados num trono; *śrīmat*—muito belos; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *śrīla-govinda-devau*—e Śrī Govindadeva; *preṣṭha-ālībhiḥ*—pelos mais íntimos associados; *sevyamānau*—sendo servidos; *smarāmi*—eu me lembro.", "translation": "**Num templo de joias em Vṛndāvana, debaixo de uma árvore dos desejos, Śrī Śrī Rādhā-Govinda, servidos por Seus mais íntimos associados, sentam-Se sobre um trono refulgente. Ofereço-Lhes minhas humildes reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/17/", "verse_text": "śrīmān rāsa-rasārambhī\nvaṁśīvaṭa-taṭa-sthitaḥ\nkarṣan veṇu-svanair gopīr\ngopī-nāthaḥ śriye 'stu naḥ", "devanagari": "> শ্রীমান্ রাসরসারম্ভী বংশীবটতটস্থিতঃ ।\n> কর্ষন্ বেণুস্বনৈর্গোপীর্গোপীনাথঃ শ্রিয়েঽস্তু নঃ ॥১৭॥", "synonyms": "*śrī-mān*—belíssimo; *rāsa*—da dança da rāsa; *rasa*—da doçura; *ārambhī*—o iniciador; *vaṁśī-vaṭa*—de nome Vaṁśīvaṭa; *taṭa*—na margem; *sthitaḥ*—em pé; *karṣan*—atraindo; *veṇu*—da flauta; *svanaiḥ*—pelos sons; *gopīḥ*—as vaqueirinhas; *gopī-nāthaḥ*—Śrī Gopīnātha; *śriye*—bênção; *astu*—que haja; *naḥ*—nossa.", "translation": "**Śrī Śrīla Gopīnātha, que deu origem à doçura transcendental da dança da rāsa, está em pé na margem em Vaṁśīvaṭa e atrai a atenção das vaqueirinhas com o som de Sua célebre flauta. Que todas elas nos confiram sua bênção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/18/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥১৮॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—a Śrī Caitanya; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Glória a Śrī Caitanya e Nityānanda! Glória a Advaitacandra! E glória a todos os devotos de Śrī Gaura [o Senhor Caitanya]!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/19/", "verse_text": "ei tina ṭhākura gauḍīyāke kariyāchena ātmasāt\ne tinera caraṇa vandoṅ, tine mora nātha", "devanagari": "> এই তিন ঠাকুর গৌড়ীয়াকে করিয়াছেন আত্মসাৎ ।\n> এ তিনের চরণ বন্দোঁ, তিনে মোর নাথ ॥১৯॥", "synonyms": "*ei*—estas; *tina*—três; *ṭhākura*—Deidades; *gauḍīyāke*—os vaiṣṇavas Gauḍīyas; *kariyāchena*—têm feito; *ātmasāt*—absorvido; *e*—estes; *tinera*—dos três; *caraṇa*—pés de lótus; *vandoṅ*—eu adoro; *tine*—estes três; *mora*—meus; *nātha*—Senhores.", "translation": "**Estas três Deidades de Vṛndāvana [Madana-mohana, Govinda e Gopīnātha] absorveram o coração e a alma dos vaiṣṇavas Gauḍīyas [seguidores do Senhor Caitanya]. Adoro Seus pés de lótus, pois Eles são os Senhores de meu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/20/", "verse_text": "> granthera ārambhe kari 'maṅgalācaraṇa'\n> guru, vaiṣṇava, bhagavān,—tinera smaraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*granthera*—deste livro; *ārambhe*—no início; *kari*—eu faço; *maṅgala-ācaraṇa*—invocação auspiciosa; *guru*—o mestre espiritual; *vaiṣṇava*—os devotos do Senhor; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tinera*—destes três; *smaraṇa*—lembrança.", "translation": "**No início desta narração, simplesmente por lembrar o mestre espiritual, os devotos do Senhor e a Personalidade de Deus, invoquei as bênçãos deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/21/", "verse_text": "> tinera smaraṇe haya vighna-vināśana\n> anāyāse haya nija vāñchita-pūraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*tinera*—destes três; *smaraṇe*—pela lembrança; *haya*—há; *vighna-vināśana*—a destruição de todas as dificuldades; *anāyāse*—muito facilmente; *haya*—há; *nija*—nosso próprio; *vāñchita*—do objeto desejado; *pūraṇa*—realização.", "translation": "**Tal lembrança destrói todas as dificuldades e capacita a pessoa, muito facilmente, a realizar seus próprios desejos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/22/", "verse_text": "> se maṅgalācaraṇa haya tri-vidha prakāra\n> vastu-nirdeśa, āśīrvāda, namaskāra", "devanagari": "", "synonyms": "*se*—essa; *maṅgala-ācaraṇa*—invocação auspiciosa; *haya*—é; *tri-vidha*—três tipos; *prakāra*—processos; *vastu-nirdeśa*—a definição do objeto; *āśīḥ-vāda*—bênçãos; *namaḥ-kāra*—reverências.", "translation": "**A invocação envolve três processos: definir o objetivo, oferecer bênçãos e oferecer reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/23/", "verse_text": "> prathama dui śloke iṣṭa-deva-namaskāra\n> sāmānya-viśeṣa-rūpe dui ta' prakāra", "devanagari": "", "synonyms": "*prathama*—no primeiro; *dui*—dois; *śloke*—versos; *iṣṭa-deva*—Deidade adorável; *namaskāra*—reverências; *sāmānya*—geralmente; *viśeṣa-rūpe*—e especificamente; *dui*—dois; *ta'*—certamente; *prakāra*—modos.", "translation": "**Os dois primeiros versos oferecem respeitosas reverências, geral e especificamente, ao Senhor, que é o objeto de adoração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/24/", "verse_text": "> tṛtīya ślokete kari vastura nirdeśa\n> yāhā ha-ite jāni para-tattvera uddeśa", "devanagari": "", "synonyms": "*tṛtīya ślokete*—no terceiro verso; *kari*—eu faço; *vastura*—do objeto; *nirdeśa*—indicação; *yāhā ha-ite*—de onde; *jāni*—eu compreendo; *para-tattvera*—da Verdade Absoluta; *uddeśa*—identificação.", "translation": "**No terceiro verso, indico a Verdade Absoluta, que é a substância suprema. Com tal descrição, é possível visualizar a Verdade Suprema.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/25/", "verse_text": "> caturtha ślokete kari jagate āśīrvāda\n> sarvatra māgiye kṛṣṇa-caitanya-prasāda", "devanagari": "", "synonyms": "*caturtha*—quarto; *ślokete*—no verso; *kari*—eu faço; *jagate*—para o mundo; *āśīḥ-vāda*—bênção; *sarvatra*—em toda parte; *māgiye*—eu suplico; *kṛṣṇa-caitanya*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—a misericórdia.", "translation": "**No quarto verso, invoquei a bênção do Senhor sobre todo o mundo, suplicando ao Senhor Caitanya por Sua misericórdia sobre todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/26/", "verse_text": "> sei śloke kahi bāhyāvatāra-kāraṇa\n> pañca ṣaṣṭha śloke kahi mūla-prayojana", "devanagari": "", "synonyms": "*sei śloke*—nesse mesmo verso; *kahi*—eu digo; *bāhya*—a externa; *avatāra*—para a encarnação do Senhor Caitanya; *kāraṇa*—razão; *pañca*—o quinto; *ṣaṣṭha*—e o sexto; *śloke*—nos versos; *kahi*—eu digo; *mūla*—a primordial; *prayojana*—finalidade.", "translation": "**Nesse verso, também expliquei a razão externa para a encarnação do Senhor Caitanya. Mas no quinto e no sexto versos, expliquei a razão primordial de Seu advento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/27/", "verse_text": "> ei chaya śloke kahi caitanyera tattva\n> āra pañca śloke nityānandera mahattva", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—estes; *chaya*—seis; *śloke*—em versos; *kahi*—eu descrevo; *caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tattva*—a verdade; *āra*—além disso; *pañca śloke*—em cinco versos; *nityānandera*—do Senhor Nityānanda; *mahattva*—a glória.", "translation": "**Nestes seis versos, descrevi a verdade acerca do Senhor Caitanya, ao passo que nos cinco versos seguintes descrevi a glória do Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/28/", "verse_text": "> āra dui śloke advaita-tattvākhyāna\n> āra eka śloke pañca-tattvera vyākhyāna", "devanagari": "", "synonyms": "*āra*—além disso; *dui śloke*—em dois versos; *advaita*—de Śrī Advaita Prabhu; *tattva*—da verdade; *ākhyāna*—descrição; *āra*—além disso; *eka śloke*—em um verso; *pañca-tattvera*—do Pañca-tattva; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**Os dois versos seguintes descrevem a verdade acerca de Advaita Prabhu, e o verso subsequente descreve o Pañca-tattva [o Senhor, Sua porção plenária, Sua encarnação, Suas energias e Seus devotos].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/29/", "verse_text": "> ei caudda śloke kari maṅgalācaraṇa\n> taṅhi madhye kahi saba vastu-nirūpaṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*ei caudda śloke*—nestes catorze versos; *kari*—eu faço; *maṅgala-ācaraṇa*—invocação auspiciosa; *taṅhi*—portanto, nesse; *madhye*—dentro; *kahi*—eu falo; *saba*—toda; *vastu*—objeto; *nirūpaṇa*—descrição.", "translation": "**Estes catorze versos, portanto, oferecem invocações auspiciosas e descrevem a Verdade Suprema.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/30/", "verse_text": "> saba śrotā-vaiṣṇavere kari' namaskāra\n> ei saba ślokera kari artha-vicāra", "devanagari": "", "synonyms": "*saba*—todos; *śrotā*—ouvintes ou audiência; *vaiṣṇavere*—aos vaiṣṇavas; *kari'*—oferecendo; *namaskāra*—reverências; *ei saba ślokera*—de todos estes (catorze) versos; *kari*—eu faço; *artha*—do significado; *vicāra*—análise.", "translation": "**Ofereço minhas reverências a todos os meus leitores vaiṣṇavas ao começar a explicar as sutilezas de todos estes versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/31/", "verse_text": "> sakala vaiṣṇava, śuna kari' eka-mana\n> caitanya-kṛṣṇera śāstra-mata-nirūpaṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*sakala*—todos; *vaiṣṇava*—ó devotos do Senhor; *śuna*—por favor, ouvi; *kari'*—prestando; *eka-mana*—atenção concentrada; *caitanya*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇera*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *śāstra*—referência escritural; *mata*—segundo; *nirūpaṇa*—determinação.", "translation": "**Peço a todos os meus leitores vaiṣṇavas que leiam e ouçam com atenção concentrada esta narração de Śrī Kṛṣṇa Caitanya, tal como é inculcada nas escrituras reveladas.**", "purport": "O Senhor Caitanya é a Verdade Absoluta, o próprio Kṛṣṇa. Isso é corroborado por evidências das escrituras espirituais autênticas. Às vezes, as pessoas aceitam um homem como Deus com base em seus sentimentos caprichosos e sem referência às escrituras reveladas, mas o autor do *Caitanya-caritāmṛta* prova todas as suas afirmações citando os *śāstras.* Assim, ele estabelece que Caitanya Mahāprabhu é a Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/1/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/32/", "verse_text": "> kṛṣṇa, guru, bhakta, śakti, avatāra, prakāśa\n> kṛṣṇa ei chaya-rūpe karena vilāsa", "devanagari": "", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Supremo, Śrī Kṛṣṇa; *guru*—os mestres espirituais; *bhakta*—os devotos; *śakti*—as potências; *avatāra*—as encarnações; *prakāśa*—porções plenárias; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ei chaya-rūpe*—nestes seis aspectos; *karena vilāsa*—desfruta.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa desfruta manifestando-Se como os mestres espirituais, os devotos, as diversas energias, as encarnações e as porções plenárias. Todos eles são seis em um.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/33/", "verse_text": "> ei chaya tattvera kari caraṇa vandana\n> prathame sāmānye kari maṅgalācaraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—estas; *chaya*—seis; *tattvera*—destas expansões; *kari*—eu faço; *caraṇa*—os pés de lótus; *vandana*—orações; *prathame*—a princípio; *sāmānye*—em geral; *kari*—eu faço; *maṅgala-ācaraṇa*—invocação auspiciosa.", "translation": "**Adoro, portanto, os pés de lótus destas seis diversidades da única verdade, invocando suas bênçãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/34/", "verse_text": "> vande gurūn īśa-bhaktān\n> īśam īśāvatārakān\n> tat-prakāśāṁś ca tac-chaktīḥ\n> kṛṣṇa-caitanya-saṁjñakam", "devanagari": "", "synonyms": "*vande*—ofereço respeitosas reverências; *gurūn*—aos mestres espirituais; *īśa-bhaktān*—aos devotos do Senhor Supremo; *īśam*—ao Senhor Supremo; *īśa-avatārakān*—às encarnações do Senhor Supremo; *tat*—do Senhor Supremo; *prakāśān*—às manifestações; *ca*—e; *tat*—do Senhor Supremo; *śaktīḥ*—às potências; *kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *saṁjñakam*—chamado.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências aos mestres espirituais, aos devotos do Senhor, às encarnações do Senhor, às Suas porções plenárias, às Suas energias e ao próprio Senhor primordial, Śrī Kṛṣṇa Caitanya.**", "purport": "Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī compôs este verso sânscrito para o início de seu livro, e agora ele o explicará em detalhe. Ele oferece suas respeitosas reverências aos seis princípios da Verdade Absoluta. *Gurūn* está no plural porque todo aquele que dá instruções espirituais baseadas nas escrituras reveladas é aceito como mestre espiritual. Embora outros ajudem mostrando o caminho aos principiantes, o *guru* que primeiro inicia a pessoa com o *mahā-mantra* deve ser conhecido como o iniciador, e os santos que dão instruções para o avanço progressivo em consciência de Kṛṣṇa são chamados mestres espirituais instrutores. Os mestres espirituais iniciador e instrutor são manifestações iguais e idênticas de Kṛṣṇa, embora tenham diferentes funções. A função deles é guiar as almas condicionadas de volta ao lar, de volta ao Supremo. Por isso, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī aceitou Nityānanda Prabhu e os seis Gosvāmīs na categoria de *guru.*\n\nĪśa-bhaktān refere-se aos devotos do Senhor, como Śrī Śrīvāsa e todos os demais seguidores semelhantes, que são a energia do Senhor e qualitativamente não diferentes dEle. *Īśāvatārakān* refere-se aos *ācāryas* como Advaita Prabhu, que é um *avatāra* do Senhor. *Tat-prakāśān* indica a manifestação direta da Suprema Personalidade de Deus, Nityānanda Prabhu, e o mestre espiritual iniciador. *Tac-chaktīḥ* refere-se às energias espirituais (*śaktis*) de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Gadādhara, Dāmodara e Jagadānanda pertencem a esta categoria de energia interna.\n\nOs seis princípios são manifestados de modos diferentes, mas todos igualmente dignos de adoração. Kṛṣṇadāsa Kavirāja começa oferecendo suas reverências a eles para nos ensinar o método de adorar o Senhor Caitanya. A potência externa de Deus, chamada *māyā,* jamais pode associar-se com o Senhor, assim como a escuridão não pode permanecer na presença da luz; contudo, a escuridão, sendo apenas uma cobertura ilusória e temporária da luz, não tem existência independente da luz."}
{"ref": "cc/adi/1/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/35/", "verse_text": "> mantra-guru āra yata śikṣā-guru-gaṇa\n> tāṅhāra caraṇa āge kariye vandana", "devanagari": "", "synonyms": "*mantra-guru*—o mestre espiritual iniciador; *āra*—e também; *yata*—tantos (quantos haja); *śikṣā-guru-gaṇa*—todos os mestres espirituais instrutores; *tāṅhāra*—de todos eles; *caraṇa*—aos pés de lótus; *āge*—a princípio; *kariye*—eu ofereço; *vandana*—respeitosas reverências.", "translation": "**Primeiro ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de lótus de meu mestre espiritual iniciador e de todos os meus mestres espirituais instrutores.**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī, em sua tese *Bhakti-sandarbha* (202), afirmou que o serviço devocional não contaminado é o objetivo dos vaiṣṇavas puros e que a pessoa deve executar tal serviço na associação de outros devotos. Associando-se com devotos do Senhor Kṛṣṇa, a pessoa desenvolve um senso de consciência de Kṛṣṇa e assim se torna inclinada ao serviço amoroso ao Senhor. Este é o processo de aproximar-se do Senhor Supremo mediante a apreciação gradual no serviço devocional. Se a pessoa deseja o serviço devocional imaculado, ela deve associar-se com devotos de Śrī Kṛṣṇa, pois somente por tal associação pode uma alma condicionada alcançar um gosto pelo amor transcendental e assim reviver sua relação eterna com o Supremo, numa manifestação específica e em termos do mellow transcendental específico (*rasa*) que lhe é eternamente inerente.\n\nSe a pessoa desenvolve amor por Kṛṣṇa mediante atividades conscientes de Kṛṣṇa, pode conhecer a Suprema Verdade Absoluta; mas aquele que tenta compreender Deus simplesmente por argumentos lógicos não terá êxito, nem obterá um gosto pela devoção imaculada. O segredo é que a pessoa deve ouvir submissamente aqueles que conhecem perfeitamente a ciência de Deus, e deve iniciar o modo de serviço regulado pelo preceptor. Um devoto já atraído pelo nome, forma, qualidades, etc., do Senhor Supremo pode ser dirigido à sua maneira específica de serviço devocional; ele não precisa desperdiçar tempo aproximando-se do Senhor por meio da lógica. O mestre espiritual perito sabe muito bem como ocupar a energia de seu discípulo no transcendental serviço amoroso ao Senhor, e assim ocupa o devoto num serviço devocional específico de acordo com sua tendência especial. Um devoto deve ter apenas um mestre espiritual iniciador, porque nas escrituras a aceitação de mais de um é sempre proibida. Não há limite, contudo, para o número de mestres espirituais instrutores que a pessoa pode aceitar. Geralmente, um mestre espiritual que instrui constantemente um discípulo na ciência espiritual torna-se mais tarde seu mestre espiritual iniciador.\n\nDeve-se sempre lembrar que uma pessoa relutante em aceitar um mestre espiritual e em ser iniciada certamente fracassará em seu empenho de voltar ao Supremo. Aquele que não é devidamente iniciado pode apresentar-se como um grande devoto, mas, de fato, certamente encontrará muitos obstáculos em sua senda de progresso rumo à compreensão espiritual, com o resultado de que terá de continuar seu período de existência material sem alívio. Tal pessoa desamparada é comparada a um navio sem leme, pois tal navio jamais pode alcançar seu destino. É imperativo, portanto, que a pessoa aceite um mestre espiritual se de algum modo deseja conquistar o favor do Senhor. O serviço ao mestre espiritual é essencial. Se não houver oportunidade de servir o mestre espiritual diretamente, o devoto deve servi-lo lembrando-se de suas instruções. Não há diferença entre as instruções do mestre espiritual e o próprio mestre espiritual. Em sua ausência, portanto, suas palavras de orientação devem ser o orgulho do discípulo. Se a pessoa pensa que está acima de consultar qualquer outro, incluindo um mestre espiritual, ela imediatamente se torna ofensora aos pés de lótus do Senhor. Tal ofensor jamais pode voltar ao Supremo. É imperativo que uma pessoa séria aceite um mestre espiritual genuíno segundo as injunções *śāstricas*. Śrī Jīva Gosvāmī aconselha que não se aceite um mestre espiritual em razão de convenções sociais e eclesiásticas hereditárias ou consuetudinárias. A pessoa deve simplesmente tentar encontrar um mestre espiritual genuinamente qualificado para o verdadeiro avanço na compreensão espiritual."}
{"ref": "cc/adi/1/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/36/", "verse_text": "> śrī-rūpa, sanātana, bhaṭṭa-raghunātha\n> śrī-jīva, gopāla-bhaṭṭa, dāsa-raghunātha", "devanagari": "", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *bhaṭṭa-raghunātha*—Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī; *śrī-jīva*—Śrīla Jīva Gosvāmī; *gopāla-bhaṭṭa*—Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī; *dāsa-raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī.", "translation": "**Os mestres espirituais instrutores são Śrī Rūpa Gosvāmī, Śrī Sanātana Gosvāmī, Śrī Bhaṭṭa Raghunātha, Śrī Jīva Gosvāmī, Śrī Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī e Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/37/", "verse_text": "> ei chaya guru—śikṣā-guru ye āmāra\n> tāṅ'-sabāra pāda-padme koṭi namaskāra", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—estes; *chaya*—seis; *guru*—mestres espirituais; *śikṣā-guru*—mestres espirituais instrutores; *ye*—que são; *āmāra*—meus; *tāṅ'-sabāra*—de todos eles; *pāda-padme*—aos pés de lótus; *koṭi*—dez milhões; *namaskāra*—respeitosas reverências.", "translation": "**Estes seis são meus mestres espirituais instrutores, e por isso ofereço milhões de respeitosas reverências a seus pés de lótus.**", "purport": "Ao aceitar os seis Gosvāmīs como seus mestres espirituais instrutores, o autor torna especificamente claro que ninguém deve ser reconhecido como vaiṣṇava Gauḍīya se não for obediente a eles."}
{"ref": "cc/adi/1/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/38/", "verse_text": "> bhagavānera bhakta yata śrīvāsa pradhāna\n> tāṅ'-sabhāra pāda-padme sahasra praṇāma", "devanagari": "", "synonyms": "*bhagavānera*—da Suprema Personalidade de Deus; *bhakta*—os devotos; *yata*—tantos (quantos haja); *śrīvāsa pradhāna*—encabeçados por Śrī Śrīvāsa; *tāṅ'-sabhāra*—de todos eles; *pāda-padme*—aos pés de lótus; *sahasra*—milhares; *praṇāma*—respeitosas reverências.", "translation": "**Há inumeráveis devotos do Senhor, dos quais Śrīvāsa Ṭhākura é o principal. Ofereço minhas respeitosas reverências milhares de vezes a seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/39/", "verse_text": "> advaita ācārya—prabhura aṁśa-avatāra\n> tāṅra pāda-padme koṭi praṇati āmāra", "devanagari": "", "synonyms": "*advaita ācārya*—Advaita Ācārya; *prabhura*—do Senhor Supremo; *aṁśa*—parcial; *avatāra*—encarnação; *tāṅra*—dEle; *pāda-padme*—aos pés de lótus; *koṭi*—dez milhões; *praṇati*—respeitosas reverências; *āmāra*—minhas.", "translation": "**Advaita Ācārya é a encarnação parcial do Senhor, e por isso ofereço minhas reverências milhões de vezes a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/40/", "verse_text": "> nityānanda-rāya—prabhura svarūpa-prakāśa\n> tāṅra pāda-padma vando yāṅra muñi dāsa", "devanagari": "", "synonyms": "*nityānanda-rāya*—o Senhor Nityānanda; *prabhura*—do Senhor Supremo; *sva-rūpa-prakāśa*—manifestação pessoal; *tāṅra*—Dele; *pāda-padma*—aos pés de lótus; *vando*—ofereço respeitosas reverências; *yāṅra*—de quem; *muñi*—sou; *dāsa*—o servo.", "translation": "**Śrīla Nityānanda Rāma é a manifestação plenária do Senhor, e por Ele fui iniciado. Portanto, ofereço minhas respeitosas reverências a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/41/", "verse_text": "> gadādhara-paṇḍitādi—prabhura nija-śakti\n> tāṅ'-sabāra caraṇe mora sahasra praṇati", "devanagari": "", "synonyms": "*gadādhara-paṇḍita-ādi*—encabeçados por Śrī Gadādhara Paṇḍita; *prabhura*—do Senhor Supremo; *nija-śakti*—potências internas; *tāṅ'-sabāra*—de todos eles; *caraṇe*—aos pés de lótus; *mora*—minhas; *sahasra*—milhares de; *praṇati*—respeitosas reverências.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências às potências internas do Senhor, dentre as quais Śrī Gadādhara Prabhu é o principal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/42/", "verse_text": "> śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu svayaṁ-bhagavān\n> tāṅhāra padāravinde ananta praṇāma", "devanagari": "", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *prabhu*—o Senhor Supremo; *svayam-bhagavān*—é a original Personalidade de Deus; *tāṅhāra*—Seus; *pada-aravinde*—aos pés de lótus; *ananta*—inumeráveis; *praṇāma*—respeitosas reverências.", "translation": "**O Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é a própria Personalidade de Deus e, portanto, ofereço inumeráveis prostrações a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/43/", "verse_text": "> sāvaraṇe prabhure kariyā namaskāra\n> ei chaya teṅho yaiche—kariye vicāra", "devanagari": "", "synonyms": "*sa-āvaraṇe*—juntamente com Seus associados; *prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyā*—tendo feito; *namaskāra*—respeitosas reverências; *ei*—estas; *chaya*—seis; *teṅho*—Ele; *yaiche*—como são; *kariye*—faço; *vicāra*—exposição.", "translation": "**Tendo oferecido reverências ao Senhor e a todos os Seus associados, tentarei agora explicar estas seis diversidades em um só.**", "purport": "Há muitos devotos imaculados da Suprema Personalidade de Deus, e todos eles são considerados associados que rodeiam o Senhor. Kṛṣṇa deve ser adorado juntamente com Seus devotos. Os princípios diversos são, portanto, a parafernália eterna através da qual se pode aproximar-se da Verdade Absoluta."}
{"ref": "cc/adi/1/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/44/", "verse_text": "> yadyapi āmāra guru—caitanyera dāsa\n> tathāpi jāniye āmi tāṅhāra prakāśa", "devanagari": "", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *āmāra*—meu; *guru*—mestre espiritual; *caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dāsa*—o servidor; *tathāpi*—ainda assim; *jāniye*—sei; *āmi*—eu; *tāṅhāra*—do Senhor; *prakāśa*—manifestação direta.", "translation": "**Embora eu saiba que meu mestre espiritual é um servidor de Śrī Caitanya, também o conheço como manifestação plenária do Senhor.**", "purport": "Toda entidade viva é essencialmente um servo da Suprema Personalidade de Deus, e o mestre espiritual também é Seu servo. Ainda assim, o mestre espiritual é uma manifestação direta do Senhor. Com essa convicção, o discípulo pode progredir na consciência de Kṛṣṇa. O mestre espiritual não é diferente de Kṛṣṇa, porque é uma manifestação de Kṛṣṇa.\n\nO Senhor Nityānanda, que é o próprio Balarāma, a primeira manifestação ou expansão direta de Kṛṣṇa, é o mestre espiritual original. Ele auxilia o Senhor Kṛṣṇa em Seus passatempos e é um servo do Senhor.\n\nToda entidade viva é eternamente um servo de Śrī Kṛṣṇa Caitanya; por conseguinte, o mestre espiritual não pode ser senão um servo do Senhor Caitanya. A ocupação eterna do mestre espiritual é expandir o serviço ao Senhor, treinando os discípulos numa atitude de serviço. O mestre espiritual jamais se faz passar pelo próprio Senhor Supremo; ele é considerado um representante do Senhor. As escrituras reveladas proíbem que alguém finja ser Deus, mas um mestre espiritual genuíno é o mais fiel e íntimo servo do Senhor e, portanto, merece tanto respeito quanto Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/1/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/45/", "verse_text": "> guru kṛṣṇa-rūpa hana śāstrera pramāṇe\n> guru-rūpe kṛṣṇa kṛpā karena bhakta-gaṇe", "devanagari": "", "synonyms": "*guru*—o mestre espiritual; *kṛṣṇa-rūpa*—tão bom quanto Kṛṣṇa; *hana*—é; *śāstrera*—das escrituras reveladas; *pramāṇe*—pela evidência; *guru-rūpe*—sob a forma do mestre espiritual; *kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *kṛpā*—misericórdia; *karena*—distribui; *bhakta-gaṇe*—a Seus devotos.", "translation": "**Segundo a opinião ponderada de todas as escrituras reveladas, o mestre espiritual não é diferente de Kṛṣṇa. O Senhor Kṛṣṇa, sob a forma do mestre espiritual, liberta Seus devotos.**", "purport": "A relação de um discípulo com seu mestre espiritual equivale à sua relação com o Senhor Supremo. O mestre espiritual sempre se apresenta como o mais humilde servidor da Personalidade de Deus, mas o discípulo deve vê-lo como a representação manifesta de Deus."}
{"ref": "cc/adi/1/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/46/", "verse_text": "> ācāryaṁ māṁ vijānīyān\n> nāvamanyeta karhicit\n> na martya-buddhyāsūyeta\n> sarva-deva-mayo guruḥ", "devanagari": "", "synonyms": "*ācāryam*—o mestre espiritual; *mām*—a Mim mesmo; *vijānīyāt*—deve-se conhecer; *na avamanyeta*—jamais se deve desrespeitar; *karhicit*—em tempo algum; *na*—nunca; *martya-buddhyā*—com a ideia de que ele seja um homem comum; *asūyeta*—deve-se invejar; *sarva-deva*—de todos os semideuses; *mayaḥ*—representante; *guruḥ*—o mestre espiritual.", "translation": "**\"Deve-se conhecer o ācārya como sendo Eu mesmo, e jamais desrespeitá-lo de modo algum. Não se deve invejá-lo, considerando-o um homem comum, pois ele é o representante de todos os semideuses.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.17.27) falado pelo Senhor Kṛṣṇa quando Uddhava O interrogou a respeito das quatro ordens sociais e espirituais da sociedade. Ele instruía especificamente como um *brahmacārī* deve comportar-se sob os cuidados de um mestre espiritual. O mestre espiritual não é um desfrutador das comodidades oferecidas por seus discípulos. Ele é como um pai. Sem o serviço atento de seus pais, uma criança não pode chegar à idade adulta; de modo semelhante, sem os cuidados do mestre espiritual, ninguém pode elevar-se ao plano do serviço transcendental.\n\nO mestre espiritual também é chamado de *ācārya,* ou professor transcendental da ciência espiritual. A *Manu-saṁhitā* (2.140) explica os deveres de um *ācārya,* descrevendo que um mestre espiritual genuíno se encarrega dos discípulos, ensina-lhes o conhecimento Védico com todas as suas minúcias e concede-lhes o segundo nascimento. A cerimônia realizada para iniciar um discípulo no estudo da ciência espiritual chama-se *upanīti,* ou a função que aproxima a pessoa do mestre espiritual. Aquele que não pode ser aproximado de um mestre espiritual não pode ter o cordão sagrado, sendo, assim, indicado como um *śūdra.* O cordão sagrado no corpo de um *brāhmaṇa, kṣatriya* ou *vaiśya* é símbolo da iniciação pelo mestre espiritual; nada vale se for usado apenas para ostentar nobre linhagem. O dever do mestre espiritual é iniciar o discípulo com a cerimônia do cordão sagrado e, após esse *saṁskāra,* ou processo purificatório, o mestre espiritual de fato começa a ensinar o discípulo acerca dos *Vedas.* Uma pessoa nascida *śūdra* não está impedida de receber tal iniciação espiritual, contanto que seja aprovada pelo mestre espiritual, o qual está devidamente autorizado a conceder a um discípulo o direito de ser um *brāhmaṇa* caso o considere perfeitamente qualificado. No *Vāyu Purāṇa,* um *ācārya* é definido como aquele que conhece o significado de toda a literatura Védica, explica o propósito dos *Vedas,* observa suas regras e regulações e ensina seus discípulos a agir do mesmo modo.\n\nÉ unicamente por Sua imensa compaixão que a Personalidade de Deus Se revela como o mestre espiritual. Por isso, nos atos de um *ācārya* não há atividades senão as do amoroso serviço transcendental ao Senhor. Ele é a Suprema Personalidade de Deus Servidor. Vale a pena abrigar-se em um devoto tão constante, que é chamado de *āśraya-vigraha,* ou a manifestação ou forma do Senhor em quem se deve buscar refúgio.\n\nSe alguém se faz passar por *ācārya,* mas não possui atitude de servidão ao Senhor, deve ser considerado um ofensor, e essa atitude ofensiva o desqualifica de ser um *ācārya.* O mestre espiritual genuíno sempre se ocupa em serviço devocional imaculado à Suprema Personalidade de Deus. Por essa prova, sabe-se que ele é uma manifestação direta do Senhor e um representante genuíno de Śrī Nityānanda Prabhu. Tal mestre espiritual é conhecido como *ācāryadeva.* Influenciados por um temperamento invejoso e insatisfeitos devido a uma atitude de gratificação dos sentidos, os mundanos criticam um verdadeiro *ācārya.* De fato, contudo, um *ācārya* genuíno não é diferente da Personalidade de Deus e, portanto, invejar tal *ācārya* é invejar a própria Personalidade de Deus. Isso produzirá um efeito subversivo à percepção transcendental.\n\nComo se mencionou anteriormente, o discípulo deve sempre respeitar o mestre espiritual como uma manifestação de Śrī Kṛṣṇa, mas, ao mesmo tempo, deve sempre lembrar-se de que jamais um mestre espiritual está autorizado a imitar os passatempos transcendentais do Senhor. Falsos mestres espirituais fazem-se passar por idênticos a Śrī Kṛṣṇa sob todos os aspectos, a fim de explorar os sentimentos de seus discípulos, mas tais impersonalistas só podem desencaminhar seus discípulos, pois seu objetivo final é tornar-se unos com o Senhor. Isso vai contra os princípios do culto devocional.\n\nA verdadeira filosofia Védica é o *acintya-bhedābheda-tattva,* que estabelece que tudo é simultaneamente uno e diferente da Personalidade de Deus. Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī confirma que esta é a verdadeira posição de um mestre espiritual genuíno e diz que sempre se deve pensar no mestre espiritual em termos de seu íntimo relacionamento com Mukunda (Śrī Kṛṣṇa). Śrīla Jīva Gosvāmī, em seu *Bhakti-sandarbha* (213), definiu claramente que a observação que o devoto puro faz do mestre espiritual e do Senhor Śiva como unos com a Personalidade de Deus existe em termos de eles serem muito queridos pelo Senhor, não idênticos a Ele sob todos os aspectos. Seguindo os passos de Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī e Śrīla Jīva Gosvāmī, *ācāryas* posteriores como Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura confirmaram as mesmas verdades. Em suas orações ao mestre espiritual, Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura confirma que todas as escrituras reveladas aceitam o mestre espiritual como idêntico à Personalidade de Deus, porque ele é um servo muito querido e íntimo do Senhor. Os vaiṣṇavas Gauḍīyas, portanto, adoram Śrīla Gurudeva (o mestre espiritual) à luz de seu caráter de servidor da Personalidade de Deus. Em todas as escrituras antigas do serviço devocional e nas canções mais recentes de Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura e outros vaiṣṇavas imaculados, o mestre espiritual é sempre considerado quer um dos companheiros íntimos de Śrīmatī Rādhārāṇī, quer uma representação manifesta de Śrīla Nityānanda Prabhu."}
{"ref": "cc/adi/1/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/47/", "verse_text": "> śikṣā-guruke ta' jāni kṛṣṇera svarūpa\n> antaryāmī, bhakta-śreṣṭha,—ei dui rūpa", "devanagari": "", "synonyms": "*śikṣā-guruke*—o mestre espiritual que instrui; *ta'*—de fato; *jāni*—sei; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *sva-rūpa*—o representante direto; *antaryāmī*—a Superalma residente; *bhakta-śreṣṭha*—o melhor devoto; *ei*—estas; *dui*—duas; *rūpa*—formas.", "translation": "**Deve-se conhecer o mestre espiritual instrutor como sendo a Personalidade de Kṛṣṇa. O Senhor Kṛṣṇa Se manifesta como a Superalma e como o maior devoto do Senhor.**", "purport": "Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī afirma que o mestre espiritual instrutor é um representante genuíno de Śrī Kṛṣṇa. O próprio Śrī Kṛṣṇa nos ensina como o mestre espiritual instrutor, por dentro e por fora. Por dentro, Ele ensina como Paramātmā, nosso companheiro constante, e, por fora, Ele ensina a partir do *Bhagavad-gītā,* como o mestre espiritual instrutor. Há dois tipos de mestres espirituais instrutores. Um é a pessoa liberada plenamente absorta em meditação no serviço devocional, e o outro é aquele que invoca a consciência espiritual do discípulo por meio de instruções pertinentes. Dessa forma, as instruções na ciência da devoção diferenciam-se em termos das maneiras objetiva e subjetiva de compreensão. O *ācārya* no verdadeiro sentido do termo, que está autorizado a entregar Kṛṣṇa, enriquece o discípulo com pleno conhecimento espiritual e, assim, desperta-o para as atividades do serviço devocional.\n\nQuando, ao aprender com o mestre espiritual autorrealizado, a pessoa de fato se ocupa no serviço ao Senhor Viṣṇu, começa o serviço devocional funcional. Os procedimentos desse serviço devocional são conhecidos como *abhidheya,* ou as ações que se está obrigado a realizar. Nosso único refúgio é o Senhor Supremo, e aquele que ensina como aproximar-se de Kṛṣṇa é a forma funcional da Personalidade de Deus. Não há diferença entre o Senhor Supremo, que concede refúgio, e os mestres espirituais iniciador e instrutor. Se alguém, tolamente, discrimina entre eles, comete uma ofensa no desempenho do serviço devocional.\n\nŚrīla Sanātana Gosvāmī é o mestre espiritual ideal, pois ele concede o refúgio dos pés de lótus de Madana-mohana. Embora a pessoa possa ser incapaz de transitar pelo campo de Vṛndāvana devido ao esquecimento de seu relacionamento com a Suprema Personalidade de Deus, ela pode obter uma oportunidade adequada de permanecer em Vṛndāvana e auferir todos os benefícios espirituais pela misericórdia de Sanātana Gosvāmī. Śrī Govindajī age exatamente como o *śikṣā-guru* (mestre espiritual instrutor), ao ensinar a Arjuna o *Bhagavad-gītā.* Ele é o preceptor original, pois nos dá instruções e a oportunidade de servi-Lo. O mestre espiritual iniciador é uma manifestação pessoal de Śrīla Madana-mohana *vigraha,* ao passo que o mestre espiritual instrutor é um representante pessoal de Śrīla Govindadeva *vigraha.* Ambas essas Deidades são adoradas em Vṛndāvana. Śrīla Gopīnātha é a atração suprema na percepção espiritual."}
{"ref": "cc/adi/1/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/48/", "verse_text": "> naivopayanty apacitiṁ kavayas taveśa\n> brahmāyuṣāpi kṛtam ṛddha-mudaḥ smarantaḥ\n> yo 'ntar bahis tanu-bhṛtām aśubhaṁ vidhunvann\n> ācārya-caittya-vapuṣā sva-gatiṁ vyanakti", "devanagari": "", "synonyms": "*na eva*—de modo algum; *upayanti*—são capazes de expressar; *apacitim*—sua gratidão; *kavayaḥ*—devotos eruditos; *tava*—Vossa; *īśa*—ó Senhor; *brahma-āyuṣā*—com uma duração de vida igual à do Senhor Brahmā; *api*—apesar de; *kṛtam*—obra magnânima; *ṛddha*—aumentada; *mudaḥ*—alegria; *smarantaḥ*—lembrando; *yaḥ*—que; *antaḥ*—por dentro; *bahiḥ*—por fora; *tanu-bhṛtām*—daqueles que são corporificados; *aśubham*—infortúnio; *vidhunvan*—dissipando; *ācārya*—do mestre espiritual; *caittya*—da Superalma; *vapuṣā*—pelas formas; *sva*—próprio; *gatim*—senda; *vyanakti*—mostra.", "translation": "**\"Ó meu Senhor! Os poetas transcendentais e os peritos na ciência espiritual não poderiam expressar plenamente sua dívida para conVosco, ainda que fossem dotados da prolongada duração de vida de Brahmā, pois Vós apareceis em dois aspectos — externamente como o ācārya e internamente como a Superalma — para libertar o ser vivo corporificado, orientando-o sobre como vir a Vós.\"**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.29.6) foi falado por Śrī Uddhava após ouvir de Śrī Kṛṣṇa todas as instruções necessárias sobre *yoga.*"}
{"ref": "cc/adi/1/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/49/", "verse_text": "> teṣāṁ satata-yuktānāṁ\n> bhajatāṁ prīti-pūrvakam\n> dadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\n> yena mām upayānti te", "devanagari": "", "synonyms": "*teṣām*—a eles; *satata-yuktānām*—sempre ocupados; *bhajatām*—em serviço devocional; *prīti-pūrvakam*—em êxtase amoroso; *dadāmi*—Eu dou; *buddhi-yogam*—inteligência verdadeira; *tam*—essa; *yena*—pela qual; *mām*—a Mim; *upayānti*—vêm; *te*—eles.", "translation": "**\"Àqueles que constantemente se dedicam a Me servir com amor, Eu dou a compreensão pela qual podem vir a Mim.\"**", "purport": "Este verso do *Bhagavad-gītā* [[bg/10/10|(Bg. 10.10)]] declara claramente como Govindadeva instrui Seu devoto genuíno. O Senhor declara que, mediante a iluminação no conhecimento teísta, Ele concede apego por Ele àqueles que se ocupam constantemente em Seu transcendental serviço amoroso. Esse despertar da consciência divina cativa o devoto, que assim saboreia sua eterna doçura transcendental. Tal despertar é concedido apenas àqueles que o serviço devocional convenceu acerca da natureza transcendental da Personalidade de Deus. Eles sabem que a Verdade Suprema, a pessoa inteiramente espiritual e onipotente, é única e sem igual, e possui sentidos plenamente transcendentais. Ela é a fonte de todas as emanações. Tais devotos puros, sempre imersos no conhecimento de Kṛṣṇa e absortos na consciência de Kṛṣṇa, trocam pensamentos e percepções assim como os grandes cientistas trocam seus pontos de vista e discutem os resultados de suas pesquisas nas academias científicas. Tais trocas de pensamentos a respeito de Kṛṣṇa dão prazer ao Senhor, que, por conseguinte, favorece esses devotos com toda a iluminação."}
{"ref": "cc/adi/1/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/50/", "verse_text": "> yathā brahmaṇe bhagavān\n> svayam upadiśyānubhāvitavān", "devanagari": "", "synonyms": "*yathā*—assim como; *brahmaṇe*—ao Senhor Brahmā; *bhagavān*—o Senhor Supremo; *svayam*—Ele mesmo; *upadiśya*—tendo instruído; *anubhāvitavān*—fez perceber.", "translation": "**A Suprema Personalidade de Deus [svayaṁ bhagavān] ensinou Brahmā e o tornou autorrealizado.**", "purport": "A máxima inglesa de que Deus ajuda aqueles que se ajudam também se aplica ao plano transcendental. Há muitos exemplos, nas escrituras reveladas, da Personalidade de Deus agindo como mestre espiritual a partir de dentro. Ele foi o mestre espiritual que instruiu Brahmā, o ser vivo original na criação cósmica. Quando Brahmā foi criado pela primeira vez, não pôde aplicar sua energia criativa para organizar a situação cósmica. No início, havia apenas som, vibrando a palavra *tapa,* que indica a aceitação de dificuldades em prol da compreensão espiritual. Abstendo-se do gozo sensual, deve-se aceitar voluntariamente todo tipo de dificuldade em prol da compreensão espiritual. Isso se chama *tapasya.* Um desfrutador dos sentidos jamais poderá compreender Deus, a divindade ou a ciência do conhecimento teísta. Assim, quando Brahmā, iniciado por Śrī Kṛṣṇa por meio da vibração sonora *tapa,* ocupou-se em atos de austeridade, pelo prazer de Viṣṇu pôde visualizar o mundo transcendental, Śrī Vaikuṇṭha, através da percepção transcendental. A ciência moderna pode comunicar-se usando descobertas materiais como o rádio, a televisão e os computadores, mas a ciência invocada pelas austeridades de Śrī Brahmā, o pai original da humanidade, era ainda mais sutil. Com o tempo, os cientistas materiais talvez também saibam como podemos nos comunicar com o mundo de Vaikuṇṭha. O Senhor Brahmā indagou sobre a potência do Senhor Supremo, e a Personalidade de Deus respondeu à sua indagação nas seis afirmações consecutivas a seguir. Essas instruções, que estão reproduzidas no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.31-36), foram transmitidas pela Personalidade de Deus, atuando como o mestre espiritual supremo."}
{"ref": "cc/adi/1/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/51/", "verse_text": "> jñānaṁ parama-guhyaṁ me\n> yad vijñāna-samanvitam\n> sa-rahasyaṁ tad-aṅgaṁ ca\n> gṛhāṇa gaditaṁ mayā", "devanagari": "", "synonyms": "*jñānam*—conhecimento; *parama*—extremamente; *guhyam*—confidencial; *me*—de Mim; *yat*—que; *vijñāna*—percepção; *samanvitam*—plenamente dotado de; *sa-rahasyam*—juntamente com o mistério; *tat*—disso; *aṅgam*—partes suplementares; *ca*—e; *gṛhāṇa*—simplesmente trata de assimilar; *gaditam*—explicado; *mayā*—por Mim.", "translation": "**\"Por favor, ouve atentamente o que te direi, pois o conhecimento transcendental a Meu respeito não é apenas científico, mas também repleto de mistérios.**", "purport": "O conhecimento transcendental de Śrī Kṛṣṇa é mais profundo que o conhecimento impessoal do Brahman, pois inclui o conhecimento não apenas de Sua forma e personalidade, mas também de tudo o mais que se relaciona com Ele. Não há nada em existência que não esteja relacionado com Śrī Kṛṣṇa. Em certo sentido, não há nada além de Śrī Kṛṣṇa e, contudo, nada é Śrī Kṛṣṇa exceto Sua personalidade primordial. Esse conhecimento constitui uma completa ciência transcendental, e Viṣṇu desejava dar a Brahmājī pleno conhecimento sobre essa ciência. O mistério desse conhecimento culmina no apego pessoal ao Senhor, com o efeito resultante do desapego de tudo o que é \"não-Kṛṣṇa\". Há nove meios transcendentais alternativos para alcançar essa etapa: ouvir, cantar, lembrar, servir os pés de lótus do Senhor, adorar, orar, auxiliar, confraternizar com o Senhor e sacrificar tudo por Ele. Essas são diferentes partes do mesmo serviço devocional, que está repleto de mistério transcendental. O Senhor disse a Brahmā que, visto estar satisfeito com ele, por Sua graça o mistério estava sendo revelado."}
{"ref": "cc/adi/1/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/52/", "verse_text": "> yāvān ahaṁ yathā-bhāvo\n> yad-rūpa-guṇa-karmakaḥ\n> tathaiva tattva-vijñānam\n> astu te mad-anugrahāt", "devanagari": "", "synonyms": "*yāvān*—tal como sou em Minha forma eterna; *aham*—Eu; *yathā*—de qualquer maneira que; *bhāvaḥ*—existência transcendental; *yat*—quaisquer que sejam; *rūpa*—várias formas e cores; *guṇa*—qualidades; *karmakaḥ*—atividades; *tathā eva*—exatamente assim; *tattva-vijñānam*—percepção factual; *astu*—que haja; *te*—tua; *mat*—Minha; *anugrahāt*—pela misericórdia imotivada.", "translation": "**\"Por Minha misericórdia imotivada, sê iluminado na verdade acerca de Minha personalidade, manifestações, qualidades e passatempos.**", "purport": "As formas pessoais transcendentais do Senhor são um mistério, e os sintomas dessas formas, que são absolutamente diferentes de tudo o que é feito de elementos mundanos, também são misteriosos. As inumeráveis formas do Senhor, tais como Śyāmasundara, Nārāyaṇa, Rāma e Gaurasundara; as cores dessas formas (branca, vermelha, amarela, a *śyāma* semelhante a nuvem e outras); Suas qualidades, como Personalidade de Deus que corresponde aos devotos puros e como Brahman impessoal para os áridos especuladores; Suas atividades incomuns, como erguer a colina de Govardhana, desposar mais de dezesseis mil rainhas em Dvārakā e participar da dança da *rāsa* com as donzelas de Vraja, expandindo-Se em tantas formas quantas eram as donzelas na dança — esses e inumeráveis outros atos e atributos incomuns são todos mistérios, um aspecto dos quais se apresenta no conhecimento científico do *Bhagavad-gītā,* que é lido e adorado no mundo inteiro por todas as classes de eruditos, com tantas interpretações quantos são os filósofos empíricos. A verdade desses mistérios foi revelada a Brahmā pelo processo descendente, sem a ajuda do processo ascendente. Sua misericórdia desce a um devoto como Brahmā e, através de Brahmā, a Nārada, de Nārada a Vyāsa, de Vyāsadeva a Śukadeva e assim por diante na genuína cadeia de sucessão discipular. Não podemos descobrir os mistérios do Senhor por meio de nossos esforços mundanos; eles só são revelados, por Sua graça, aos devotos adequados. Esses mistérios são revelados gradualmente aos vários graus de devotos, em proporção ao desenvolvimento gradual de sua atitude de serviço. Em outras palavras, os impersonalistas que dependem da força de seu pobre acervo de conhecimento e de seus mórbidos hábitos especulativos, sem submissão e serviço sob as formas de ouvir, cantar e as demais mencionadas acima, não conseguem penetrar na misteriosa região da transcendência, onde a Verdade Suprema é uma pessoa transcendental, livre de todos os matizes dos elementos materiais. Descobrir o mistério do Senhor elimina o aspecto impessoal percebido pelos espiritualistas comuns que simplesmente tentam entrar na região espiritual a partir da plataforma mundana."}
{"ref": "cc/adi/1/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/53/", "verse_text": "> aham evāsam evāgre\n> nānyad yat sad-asat param\n> paścād ahaṁ yad etac ca\n> yo 'vaśiṣyeta so 'smy aham", "devanagari": "", "synonyms": "*aham*—Eu, a Personalidade de Deus; *eva*—certamente; *āsam*—existia; *eva*—apenas; *agre*—antes da criação; *na*—nunca; *anyat*—qualquer outra coisa; *yat*—que; *sat*—o efeito; *asat*—a causa; *param*—o supremo; *paścāt*—no fim; *aham*—Eu, a Personalidade de Deus; *yat*—que; *etat*—esta criação; *ca*—também; *yaḥ*—que; *avaśiṣyeta*—permanece; *saḥ*—isso; *asmi*—sou; *aham*—Eu, a Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Antes da criação cósmica, apenas Eu existo, e não existe fenômeno algum, seja grosseiro, sutil ou primordial. Após a criação, apenas Eu existo em tudo, e após a aniquilação, apenas Eu permaneço eternamente.**", "purport": "*Aham* significa \"Eu\"; portanto, aquele que fala e diz *aham,* \"Eu\", deve ter Sua própria personalidade. Os filósofos māyāvādīs interpretam esta palavra *aham* como referindo-se ao Brahman impessoal. Esses māyāvādīs muito se orgulham de seu conhecimento gramatical, mas qualquer pessoa que tenha conhecimento real de gramática pode compreender que *aham* significa \"Eu\" e que \"Eu\" se refere a uma personalidade. Por isso, a Personalidade de Deus, ao falar com Brahmā, usa *aham* enquanto descreve Sua própria forma transcendental. *Aham* tem um significado específico; não é um termo vago que se possa interpretar caprichosamente. *Aham,* quando proferido por Kṛṣṇa, refere-se à Suprema Personalidade de Deus e a nada mais.\n\nAntes da criação e após a sua dissolução, apenas a Suprema Personalidade de Deus e Seus associados existem; não há existência dos elementos materiais. Isso é confirmado na literatura Védica. *Vāsudevo vā idam agra āsīn na brahmā na ca śaṅkaraḥ.* O significado deste *mantra* é que, antes da criação, não havia existência de Brahmā ou Śiva, pois apenas Viṣṇu existia. Viṣṇu existe em Sua morada, os Vaikuṇṭhas. Há inumeráveis planetas Vaikuṇṭha no céu espiritual, e em cada um deles Viṣṇu reside com Seus associados e Sua parafernália. Também se confirma no *Bhagavad-gītā* que, embora a criação se dissolva periodicamente, há outra morada, que jamais se dissolve. A palavra \"criação\" refere-se à criação material, pois no mundo espiritual tudo existe eternamente e não há criação nem dissolução.\n\nO Senhor indica aqui que, antes da criação material, Ele existia em plenitude, com todas as opulências transcendentais, incluindo toda a força, toda a riqueza, toda a beleza, todo o conhecimento, toda a fama e toda a renúncia. Quando se pensa num rei, automaticamente se pensa em seus secretários, ministros, comandantes militares, palácios e assim por diante. Visto que um rei possui tais opulências, basta tentar imaginar a opulência da Suprema Personalidade de Deus. Quando o Senhor diz *aham,* portanto, deve-se compreender que Ele existe com plena potência, incluindo todas as opulências.\n\nA palavra *yat* refere-se ao Brahman, a refulgência impessoal do Senhor. Na *Brahma-saṁhitā* (5.40) afirma-se: *tad brahma niṣkalam anantam aśeṣa-bhūtam:* a refulgência do Brahman expande-se ilimitadamente. Assim como o sol é um planeta localizado, embora a luz solar se expanda ilimitadamente a partir dessa fonte, do mesmo modo a Verdade Absoluta é a Suprema Personalidade de Deus, mas Sua refulgência de energia, o Brahman, expande-se ilimitadamente. Dessa energia Brahman surge a criação, assim como uma nuvem surge à luz do sol. Da nuvem vem a chuva, da chuva vem a vegetação, e da vegetação vêm os frutos e as flores, que são a base de subsistência de muitas outras formas de vida. De modo semelhante, o brilho refulgente do corpo do Senhor Supremo é a causa da criação de infinitos universos. A refulgência do Brahman é impessoal, mas a causa dessa energia é a Suprema Personalidade de Deus. Dele, em Sua morada, os Vaikuṇṭhas, emana este *brahmajyoti.* Ele jamais é impessoal. Visto que não conseguem compreender a fonte da energia Brahman, os impersonalistas equivocadamente escolhem considerar este Brahman impessoal a meta última ou absoluta. Porém, como se afirma nos *Upaniṣads,* é preciso penetrar a refulgência impessoal para ver o rosto do Senhor Supremo. Se alguém deseja alcançar a fonte da luz solar, tem de viajar através da luz solar para chegar ao sol e então encontrar ali a deidade predominante. A Verdade Absoluta é a Pessoa Suprema, o Bhagavān, como explica o *Śrīmad-Bhāgavatam.*\n\n*Sat* significa \"efeito\", *asat* significa \"causa\", e *param* refere-se à verdade última, que é transcendental à causa e ao efeito. A causa da criação chama-se *mahat-tattva,* ou a totalidade da energia material, e seu efeito é a própria criação. Mas nem causa nem efeito existiam no início; ambos emanaram da Suprema Personalidade de Deus, assim como a energia do tempo. Isso é declarado no *Vedānta-sūtra* (*janmādy asya yataḥ*). A fonte do nascimento da manifestação cósmica, ou *mahat-tattva,* é a Personalidade de Deus. Isso se confirma ao longo de todo o *Śrīmad-Bhāgavatam* e do *Bhagavad-gītā.* No *Bhagavad-gītā* [[bg/10/8|(Bg. 10.8)]] o Senhor diz: *ahaṁ sarvasya prabhavaḥ:* \"Eu sou a fonte de todas as emanações.\" O cosmos material, por ser temporário, às vezes está manifesto e às vezes imanifesto, mas sua energia emana do Supremo Senhor Absoluto. Antes da criação não havia nem causa nem efeito, mas a Suprema Personalidade de Deus existia com Sua plena opulência e energia.\n\nAs palavras *paścād aham* indicam que o Senhor existe após a dissolução da manifestação cósmica. Quando o mundo material se dissolve, o Senhor ainda existe pessoalmente nos Vaikuṇṭhas. Durante a criação, o Senhor também existe tal como é nos Vaikuṇṭhas, e existe igualmente como a Superalma dentro dos universos materiais. Isso se confirma na *Brahma-saṁhitā* (5.37). *Goloka eva nivasati:* embora Ele esteja perfeita e eternamente presente em Goloka Vṛndāvana, em Vaikuṇṭha, Ele é, não obstante, onipenetrante (*akhilātma-bhūtaḥ*). O aspecto onipenetrante do Senhor chama-se Superalma. No *Bhagavad-gītā* afirma-se: *ahaṁ kṛtsnasya jagataḥ prabhavaḥ:* a manifestação cósmica é uma exibição da energia do Senhor Supremo. Os elementos materiais (terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e ego falso) exibem a energia inferior do Senhor, e as entidades vivas são Sua energia superior. Visto que a energia do Senhor não é diferente Dele, na verdade tudo o que existe é Kṛṣṇa em Seu aspecto impessoal. A luz do sol, o brilho solar e o calor não são diferentes do sol e, contudo, simultaneamente são energias distintas do sol. De modo semelhante, a manifestação cósmica e as entidades vivas são energias do Senhor, e considera-se que são simultaneamente unas e diferentes Dele. O Senhor diz, portanto: \"Eu sou tudo\", porque tudo é Sua energia e, por conseguinte, não é diferente Dele.\n\n*Yo 'vaśiṣyeta so 'smy aham* indica que o Senhor é o remanescente que existe após a dissolução da criação. A manifestação espiritual jamais desaparece. Ela pertence à energia interna do Senhor Supremo e existe eternamente. Quando a manifestação externa é retirada, as atividades espirituais em Goloka e no restante dos Vaikuṇṭhas continuam, sem serem restringidas pelo tempo material, que não tem existência no mundo espiritual. Por isso, no *Bhagavad-gītā* afirma-se: *yad gatvā na nivartante tad dhāma paramaṁ mama:* \"A morada da qual ninguém retorna a este mundo material é a morada suprema do Senhor.\" [[bg/15/6|(Bg. 15.6)]]"}
{"ref": "cc/adi/1/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/54/", "verse_text": "> ṛte 'rthaṁ yat pratīyeta\n> na pratīyeta cātmani\n> tad vidyād ātmano māyāṁ\n> yathābhāso yathā tamaḥ", "devanagari": "", "synonyms": "*ṛte*—sem; *artham*—valor; *yat*—aquilo que; *pratīyeta*—parece ser; *na*—não; *pratīyeta*—parece ser; *ca*—certamente; *ātmani*—em relação a Mim; *tat*—isso; *vidyāt*—deves saber; *ātmanaḥ*—Minha; *māyām*—energia ilusória; *yathā*—assim como; *ābhāsaḥ*—o reflexo; *yathā*—assim como; *tamaḥ*—a escuridão.", "translation": "**\"Aquilo que parece ser verdade sem Mim é certamente Minha energia ilusória, pois nada pode existir sem Mim. É como o reflexo de uma luz real nas sombras, pois na luz não há sombras nem reflexos.**", "purport": "No verso anterior, explicaram-se a Verdade Absoluta e sua natureza. Para conhecer de fato o Absoluto, é preciso compreender também a verdade relativa. A verdade relativa, que se chama *māyā,* ou natureza material, é explicada aqui. A *māyā* não possui existência independente. Aquele que é menos inteligente fica cativado pelas atividades maravilhosas da *māyā,* mas não compreende que por trás dessas atividades está a direção do Senhor Supremo. No *Bhagavad-gītā* afirma-se: *mayādhyakṣeṇa prakṛtiḥ sūyate sa-carācaram:* a natureza material atua e produz os seres móveis e imóveis apenas sob a supervisão de Kṛṣṇa [[bg/9/10|(Bg. 9.10)]].\n\nA verdadeira natureza da *māyā,* a existência ilusória da manifestação material, é claramente explicada no *Śrīmad-Bhāgavatam.* A Verdade Absoluta é a substância, e a verdade relativa depende, para existir, de sua relação com o Absoluto. *Māyā* significa energia; portanto, explica-se que a verdade relativa é a energia da Verdade Absoluta. Visto que é difícil compreender a distinção entre as verdades absoluta e relativa, pode-se dar um exemplo para esclarecimento. A Verdade Absoluta pode ser comparada ao sol, que é apreciado em termos de duas verdades relativas: o reflexo e a escuridão. A escuridão é a ausência da luz solar, e um reflexo é uma projeção da luz solar na escuridão. Nem a escuridão nem o reflexo têm existência independente. A escuridão surge quando a luz solar é bloqueada. Por exemplo, se alguém fica de frente para o sol, suas costas estarão na escuridão. Visto que a escuridão decorre da ausência do sol, ela é, portanto, relativa ao sol. O mundo espiritual é comparado à verdadeira luz solar, e o mundo material é comparado às regiões escuras onde o sol não é visível.\n\nQuando a manifestação material parece muito maravilhosa, isso se deve a um reflexo pervertido da suprema luz solar, a Verdade Absoluta, como se confirma no *Vedānta-sūtra.* Tudo o que aqui se pode ver tem sua substância no Absoluto. Assim como a escuridão está situada muito longe do sol, do mesmo modo o mundo material também está muito longe do mundo espiritual. A literatura Védica nos orienta a não nos deixarmos cativar pelas regiões escuras (*tamaḥ*), mas a tentar alcançar as regiões resplandecentes do Absoluto (*yogi-dhāma*).\n\nO mundo espiritual é intensamente iluminado, mas o mundo material está envolto em escuridão. No mundo material, a luz do sol, o luar ou diferentes tipos de luz artificial são necessários para dissipar a escuridão, especialmente à noite, pois, por natureza, o mundo material é escuro. Por isso, o Senhor Supremo proveu a luz solar e o luar. Mas em Sua morada, conforme se descreve no *Bhagavad-gītā* [[bg/15/6|(Bg. 15.6)]], não há necessidade de iluminação pela luz solar, pelo luar ou pela eletricidade, porque tudo é autorrefulgente.\n\nAquilo que é relativo, temporário e está longe da Verdade Absoluta chama-se *māyā,* ou ignorância. Essa ilusão manifesta-se de duas maneiras, como se explica no *Bhagavad-gītā.* A ilusão inferior é a matéria inerte, e a ilusão superior é a entidade viva. As entidades vivas são chamadas de ilusórias neste contexto apenas porque estão implicadas nas estruturas e atividades ilusórias do mundo material. Na verdade, as entidades vivas não são ilusórias, pois são partes da energia superior do Senhor Supremo e não precisam ser cobertas pela *māyā,* caso não o desejem. As ações das entidades vivas no reino espiritual não são ilusórias; são as atividades reais e eternas das almas liberadas."}
{"ref": "cc/adi/1/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/55/", "verse_text": "> yathā mahānti bhūtāni\n> bhūteṣūccāvaceṣv anu\n> praviṣṭāny apraviṣṭāni\n> tathā teṣu na teṣv aham", "devanagari": "", "synonyms": "*yathā*—assim como; *mahānti*—os universais; *bhūtāni*—elementos; *bhūteṣu*—nas entidades vivas; *ucca-avaceṣu*—tanto gigantescas quanto diminutas; *anu*—após; *praviṣṭāni*—situados internamente; *apraviṣṭāni*—situados externamente; *tathā*—assim; *teṣu*—neles; *na*—não; *teṣu*—neles; *aham*—Eu.", "translation": "**\"Assim como os elementos materiais entram nos corpos de todos os seres vivos e, ainda assim, permanecem fora de todos eles, Eu existo dentro de todas as criações materiais e, ainda assim, não estou dentro delas.**", "purport": "Os elementos materiais grosseiros (terra, água, fogo, ar e éter) combinam-se com os elementos materiais sutis (mente, inteligência e ego falso) para construir os corpos deste mundo material e, contudo, estão além desses corpos também. Qualquer construção material nada mais é que uma amálgama ou combinação de elementos materiais em proporções variadas. Esses elementos existem tanto dentro quanto além do corpo. Por exemplo, embora o céu exista no espaço, ele também penetra dentro do corpo. De modo semelhante, o Senhor Supremo, que é a causa da energia material, vive dentro do mundo material assim como além dele. Sem Sua presença dentro do mundo material, o corpo cósmico não poderia desenvolver-se, assim como, sem a presença do espírito dentro do corpo físico, o corpo não poderia desenvolver-se. Toda a manifestação material desenvolve-se e existe porque a Suprema Personalidade de Deus entra nela como Paramātmā, ou a Superalma. A Personalidade de Deus, em Seu aspecto onipenetrante de Paramātmā, entra em cada entidade, da maior à mais minúscula. Sua existência pode ser percebida por aquele que possui a única qualificação da submissão e que, dessa forma, torna-se uma alma rendida. O desenvolvimento da submissão é a causa da percepção espiritual proporcional, mediante a qual a pessoa pode, em última análise, encontrar o Senhor Supremo em pessoa, assim como um homem encontra outro homem face a face.\n\nDevido ao desenvolvimento de seu apego transcendental pelo Senhor Supremo, uma alma rendida sente a presença de seu amado em toda parte, e todos os seus sentidos ocupam-se no serviço amoroso ao Senhor. Seus olhos ocupam-se em ver o belo casal Śrī Rādhā e Kṛṣṇa sentado em um trono decorado sob uma árvore-dos-desejos na terra transcendental de Vṛndāvana. Seu nariz ocupa-se em sentir o aroma espiritual dos pés de lótus do Senhor. De modo semelhante, seus ouvidos ocupam-se em escutar mensagens de Vaikuṇṭha, e suas mãos abraçam os pés de lótus do Senhor e de Seus associados. Assim, o Senhor manifesta-Se ao devoto puro por dentro e por fora. Este é um dos mistérios da relação devocional, na qual o devoto e o Senhor estão atados por um laço de amor espontâneo. Alcançar esse amor deve ser a meta da vida para todo ser vivo."}
{"ref": "cc/adi/1/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/56/", "verse_text": "> etāvad eva jijñāsyaṁ\n> tattva-jijñāsunātmanaḥ\n> anvaya-vyatirekābhyāṁ\n> yat syāt sarvatra sarvadā", "devanagari": "", "synonyms": "*etāvat*—até aqui; *eva*—certeza; *jijñāsyam*—a ser indagado; *tattva*—da Verdade Absoluta; *jijñāsunā*—pelo estudante; *ātmanaḥ*—do Eu; *anvaya*—diretamente; *vyatirekābhyām*—e indiretamente; *yat*—o que quer que seja; *syāt*—possa ser; *sarvatra*—em toda parte; *sarvadā*—sempre.", "translation": "**\"Portanto, a pessoa interessada no conhecimento transcendental deve sempre indagar acerca dele, direta e indiretamente, para conhecer a verdade onipenetrante.\"**", "purport": "Aqueles que são sérios quanto ao conhecimento do mundo transcendental, que está muito além da criação material cósmica, devem aproximar-se de um mestre espiritual genuíno para aprender a ciência tanto direta quanto indiretamente. É preciso aprender tanto os meios de aproximar-se do destino desejado quanto os obstáculos a tal progresso. O mestre espiritual sabe como regular os hábitos de um discípulo neófito e, portanto, um estudante sério deve aprender com ele a ciência em todos os seus aspectos.\n\nHá diferentes graus e critérios de prosperidade. O critério de conforto e felicidade concebido por um homem comum dedicado ao trabalho material é o grau mais baixo de felicidade, pois está relacionado com o corpo. O mais elevado critério de tal conforto corpóreo é alcançado por um trabalhador fruitivo que, por meio de atividades piedosas, atinge o plano do céu, ou o reino dos deuses criadores com seus poderes delegados. Mas a concepção de vida confortável no céu é insignificante em comparação com a felicidade desfrutada no Brahman impessoal, e este *brahmānanda*, a bem-aventurança espiritual derivada do Brahman impessoal, é como a água na pegada de um bezerro comparada ao oceano de amor a Deus. Quando a pessoa desenvolve amor puro pelo Senhor, ela deriva um oceano de felicidade transcendental da associação com a Personalidade de Deus. Qualificar-se para alcançar esse estágio da vida é a mais elevada perfeição.\n\nA pessoa deve procurar comprar um bilhete para voltar ao lar, voltar ao Supremo. O preço de tal bilhete é o seu intenso desejo por ele, que não se desperta facilmente, ainda que se realizem atividades piedosas continuamente por milhares de vidas. Todas as relações mundanas certamente se romperão no decorrer do tempo, mas, uma vez que se estabeleça uma relação com a Personalidade de Deus em determinado *rasa*, ela jamais se romperá, nem mesmo após a aniquilação do mundo material.\n\nDeve-se compreender, através do meio transparente do mestre espiritual, que o Senhor Supremo existe em toda parte em Sua natureza espiritual transcendental e que as relações das entidades vivas com o Senhor existem direta e indiretamente em toda parte, mesmo neste mundo material. No mundo espiritual há cinco espécies de relações com o Senhor Supremo—*śānta*, *dāsya*, *sakhya*, *vātsalya* e *mādhurya*. Os reflexos pervertidos desses *rasas* encontram-se no mundo material. A terra, o lar, os móveis e outros objetos materiais inertes estão relacionados em *śānta*, ou no sentido neutro e silencioso, ao passo que os servos trabalham na relação *dāsya*. A reciprocidade entre amigos chama-se *sakhya*, a afeição de um pai por um filho conhece-se como *vātsalya*, e os assuntos do amor conjugal constituem *mādhurya*. Essas cinco relações no mundo material são reflexos distorcidos dos sentimentos originais e puros, que devem ser compreendidos e aperfeiçoados na relação com a Suprema Personalidade de Deus, sob a orientação de um mestre espiritual genuíno. No mundo material, os *rasas* pervertidos trazem frustração. Se esses *rasas* forem restabelecidos com o Senhor Kṛṣṇa, o resultado é uma vida eterna e bem-aventurada.\n\nA partir deste e dos três versos precedentes do *Caitanya-caritāmṛta*, que foram selecionados do *Śrīmad-Bhāgavatam*, podem-se compreender as atividades missionárias do Senhor Caitanya. O *Śrīmad-Bhāgavatam* tem dezoito mil versos, que se resumem nos quatro versos que começam com *aham evāsam evāgre* (53) e concluem com *yat syāt sarvatra sarvadā* (56). No primeiro desses versos (53), explica-se a natureza transcendental do Senhor Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus. O segundo verso (54) explica adicionalmente que o Senhor é desapegado das operações da energia material, *māyā*. As entidades vivas, como partes integrantes do Senhor Kṛṣṇa, estão propensas a ser controladas pela energia externa porque, embora sejam espirituais, no mundo material estão revestidas de corpos de energia material. A relação eterna das entidades vivas com o Senhor Supremo explica-se nesse verso. O verso seguinte (55) instrui que a Suprema Personalidade de Deus, por meio de Suas energias inconcebíveis, é simultaneamente una com e diferente das entidades vivas e da energia material. Esse conhecimento chama-se *acintya-bhedābheda-tattva*. Quando uma entidade viva individual se rende ao Senhor Kṛṣṇa, ela pode então desenvolver amor transcendental natural pelo Senhor Supremo. Esse processo de render-se deve ser a preocupação primordial de um ser humano. No verso seguinte (56), diz-se que uma alma condicionada deve, em última análise, aproximar-se de um mestre espiritual genuíno e tentar compreender perfeitamente os mundos material e espiritual e sua própria posição existencial. Aqui, as palavras *anvaya-vyatirekābhyām*, \"direta e indiretamente\", sugerem que se deve aprender o processo do serviço devocional em seus dois aspectos: deve-se executar diretamente o processo do serviço devocional e evitar indiretamente os impedimentos ao progresso."}
{"ref": "cc/adi/1/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/57/", "verse_text": "> cintāmaṇir jayati somagirir gurur me\n> śikṣā-guruś ca bhagavān śikhi-piñcha-mauliḥ\n> yat-pāda-kalpataru-pallava-śekhareṣu\n> līlā-svayaṁvara-rasaṁ labhate jayaśrīḥ", "devanagari": "", "synonyms": "*cintāmaṇiḥ jayati*—todas as glórias a Cintāmaṇi; *soma-giriḥ*—Somagiri (o *guru* iniciador); *guruḥ*—mestre espiritual; *me*—meu; *śikṣā-guruḥ*—mestre espiritual instrutor; *ca*—e; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *śikhi-piñcha*—com penas de pavão; *mauliḥ*—cuja cabeça; *yat*—cujos; *pāda*—dos pés de lótus; *kalpa-taru*—como árvores-dos-desejos; *pallava*—como folhas novas; *śekhareṣu*—nas unhas dos dedos dos pés; *līlā-svayam-vara*—dos passatempos conjugais; *rasam*—a doçura; *labhate*—obtém; *jaya-śrīḥ*—Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\"Todas as glórias a Cintāmaṇi e a Somagiri, meu mestre espiritual iniciador. Todas as glórias a meu mestre espiritual instrutor, a Suprema Personalidade de Deus, que usa penas de pavão em Sua coroa. Sob a sombra de Seus pés de lótus, que são como árvores-dos-desejos, Jayaśrī [Rādhārāṇī] desfruta a doçura transcendental de uma consorte eterna.\"**", "purport": "Este verso é do *Kṛṣṇa-karṇāmṛta*, que foi escrito por um grande *sannyāsī* vaiṣṇava chamado Bilvamaṅgala Ṭhākura, também conhecido como Līlāśuka. Ele desejava intensamente entrar nos passatempos eternos do Senhor e viveu em Vṛndāvana por setecentos anos, nas proximidades de Brahma-kuṇḍa, um tanque de banho ainda existente em Vṛndāvana. A história de Bilvamaṅgala Ṭhākura é apresentada em um livro chamado *Śrī Vallabha-digvijaya*. Ele apareceu no oitavo século da era Śaka, na província de Draviḍa, e foi o principal discípulo de Viṣṇusvāmī. Em uma lista de templos e mosteiros mantida no mosteiro de Śaṅkarācārya em Dvārakā, Bilvamaṅgala é mencionado como o fundador do templo de Dvārakādhīśa ali existente. Ele confiou o serviço de sua Deidade a Hari Brahmacārī, um discípulo de Vallabha Bhaṭṭa.\n\nBilvamaṅgala Ṭhākura realmente entrou nos passatempos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa. Ele registrou suas experiências e apreciações transcendentais no livro conhecido como *Kṛṣṇa-karṇāmṛta*. No início desse livro, ele oferece suas reverências a seus diferentes *gurus*, e deve-se notar que ele os adorou a todos igualmente. O primeiro mestre espiritual mencionado é Cintāmaṇi, que foi uma de suas mestras espirituais instrutoras, pois ela primeiro lhe mostrou a senda espiritual. Cintāmaṇi era uma prostituta com quem Bilvamaṅgala teve intimidade no começo de sua vida. Ela lhe deu a inspiração para iniciar a senda do serviço devocional e, porque ela o convenceu a abandonar a existência material para tentar a perfeição amando Kṛṣṇa, ele primeiro ofereceu seus respeitos a ela. Em seguida, ele oferece seus respeitos a seu mestre espiritual iniciador, Somagiri, e depois à Suprema Personalidade de Deus, que foi também seu mestre espiritual instrutor. Ele menciona explicitamente o Bhagavān, que tem penas de pavão em Sua coroa, porque o Senhor de Vṛndāvana, Kṛṣṇa, o menino vaqueiro, costumava vir a Bilvamaṅgala para conversar com ele e fornecer-lhe leite. Em sua adoração a Śrī Kṛṣṇa, a Personalidade de Deus, ele descreve que Jayaśrī, a deusa da fortuna, Śrīmatī Rādhārāṇī, abriga-se na sombra de Seus pés de lótus para desfrutar o *rasa* transcendental do amor nupcial. O tratado completo *Kṛṣṇa-karṇāmṛta* é dedicado aos passatempos transcendentais de Śrī Kṛṣṇa e Śrīmatī Rādhārāṇī. É um livro a ser lido e compreendido pelos mais elevados devotos de Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/1/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/58/", "verse_text": "> jīve sākṣāt nāhi tāte guru caittya-rūpe\n> śikṣā-guru haya kṛṣṇa-mahānta-svarūpe", "devanagari": "", "synonyms": "*jīve*—pela entidade viva; *sākṣāt*—experiência direta; *nāhi*—não há; *tāte*—portanto; *guru*—o mestre espiritual; *caittya-rūpe*—sob a forma da Superalma; *śikṣā-guru*—o mestre espiritual que instrui; *haya*—aparece; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus; *mahānta*—o mais elevado devoto; *sva-rūpe*—sob a forma de.", "translation": "**Visto que a pessoa não pode experimentar visualmente a presença da Superalma, Ele aparece diante de nós como um devoto liberado. Tal mestre espiritual não é outro senão o próprio Kṛṣṇa.**", "purport": "Não é possível que uma alma condicionada encontre diretamente Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, mas, se a pessoa se torna um devoto sincero e se ocupa seriamente no serviço devocional, o Senhor Kṛṣṇa envia um mestre espiritual instrutor para mostrar-lhe favor e despertar sua propensão adormecida de servir ao Supremo. O preceptor aparece diante dos sentidos externos da afortunada alma condicionada e, ao mesmo tempo, o devoto é guiado por dentro pelo *caittya-guru*, Kṛṣṇa, que está sentado como o mestre espiritual dentro do coração da entidade viva."}
{"ref": "cc/adi/1/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/59/", "verse_text": "> tato duḥsaṅgam utsṛjya\n> satsu sajjeta buddhi-mān\n> santa evāsya chindanti\n> mano-vyāsaṅgam uktibhiḥ", "devanagari": "", "synonyms": "*tataḥ*—portanto; *duḥsaṅgam*—má associação; *utsrjya*—abandonando; *satsu*—com os devotos; *sajjeta*—deve-se associar; *buddhi-mān*—uma pessoa inteligente; *santaḥ*—devotos; *eva*—certamente; *asya*—de alguém; *chindanti*—cortam; *manaḥ-vyāsaṅgam*—apegos opostos; *uktibhiḥ*—com suas instruções.", "translation": "**\"Deve-se, portanto, evitar a má companhia e associar-se somente com os devotos. Com suas instruções realizadas, esses santos podem cortar o nó que liga a pessoa às atividades desfavoráveis ao serviço devocional.\"**", "purport": "Este verso, que aparece no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.26.26), foi falado pelo Senhor Kṛṣṇa a Uddhava no texto conhecido como *Uddhava-gīta.* A discussão relaciona-se à história de Purūravā e da cortesã celestial Urvaśī. Quando Urvaśī abandonou Purūravā, ele ficou profundamente afetado pela separação e teve de aprender a superar sua aflição.\n\nIndica-se que, para aprender a ciência transcendental, é imperativo que a pessoa evite a companhia de pessoas indesejáveis e busque sempre a companhia de santos e sábios capazes de transmitir lições de conhecimento transcendental. As palavras potentes dessas almas realizadas penetram o coração, erradicando assim todas as dúvidas acumuladas por anos de associação indesejável. Para um devoto neófito, há dois tipos de pessoas cuja associação é indesejável: (1) materialistas grosseiros que se ocupam constantemente na gratificação dos sentidos e (2) descrentes que não servem à Suprema Personalidade de Deus, mas servem a seus sentidos e a seus caprichos mentais segundo seus hábitos especulativos. As pessoas inteligentes que buscam a realização transcendental devem evitar escrupulosamente a companhia delas."}
{"ref": "cc/adi/1/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/60/", "verse_text": "> satāṁ prasaṅgān mama vīrya-saṁvido\n> bhavanti hṛt-karṇa-rasāyanāḥ kathāḥ\n> taj-joṣaṇād āśv apavarga-vartmani\n> śraddhā ratir bhaktir anukramiṣyati", "devanagari": "", "synonyms": "*satām*—dos devotos; *prasaṅgāt*—pela associação íntima; *mama*—de Mim; *vīrya-saṁvidaḥ*—conversas cheias de potência espiritual; *bhavanti*—surgem; *hṛt*—ao coração; *karṇa*—e aos ouvidos; *rasa-āyanāḥ*—uma fonte de doçura; *kathāḥ*—conversas; *tat*—delas; *joṣaṇāt*—do cultivo apropriado; *āśu*—rapidamente; *apavarga*—da liberação; *vartmani*—na senda; *śraddhā*—fé; *ratiḥ*—atração; *bhaktiḥ*—amor; *anukramiṣyati*—seguirão um após o outro.", "translation": "**\"A mensagem espiritualmente poderosa da Divindade só pode ser apropriadamente discutida numa sociedade de devotos, e é muito agradável ouvi-la nessa associação. Quem ouve dos devotos vê abrir-se rapidamente diante de si a senda da experiência transcendental e, gradualmente, alcança um gosto pelo conhecimento que, com o tempo, se desenvolve em atração e devoção.\"**", "purport": "Este verso aparece no *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.25.25), onde Kapiladeva responde às perguntas de Sua mãe, Devahūti, acerca do processo do serviço devocional. À medida que a pessoa avança nas atividades devocionais, o processo se torna progressivamente mais claro e mais animador. A menos que se receba esse estímulo espiritual seguindo as instruções do mestre espiritual, não é possível progredir. Portanto, o desenvolvimento de um gosto por executar essas instruções é a prova do serviço devocional da pessoa. Inicialmente, a pessoa precisa desenvolver confiança ouvindo a ciência da devoção de um mestre espiritual qualificado. Em seguida, à medida que se associa com os devotos e tenta adotar em sua própria vida os meios instruídos pelo mestre espiritual, suas dúvidas e demais obstáculos são vencidos pela execução do serviço devocional. Um forte apego ao serviço transcendental do Senhor se desenvolve à medida que ela continua ouvindo as mensagens da Divindade e, se prosseguir firmemente dessa maneira, será certamente elevada ao amor espontâneo pela Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/1/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/61/", "verse_text": "> īśvara-svarūpa bhakta tāṅra adhiṣṭhāna\n> bhaktera hṛdaye kṛṣṇera satata viśrāma", "devanagari": "", "synonyms": "*īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *svarūpa*—idêntico a; *bhakta*—o devoto puro; *tāṅra*—Sua; *adhiṣṭhāna*—morada; *bhaktera*—do devoto; *hṛdaye*—no coração; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *satata*—sempre; *viśrāma*—o lugar de descanso.", "translation": "**Um devoto puro constantemente ocupado no serviço amoroso ao Senhor é idêntico ao Senhor, que está sempre sentado em seu coração.**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus é uno e inigualável e, portanto, é todo-poderoso. Ele possui energias inconcebíveis, das quais três são principais. O devoto é considerado uma dessas energias, nunca a fonte energética. A fonte energética é sempre o Senhor Supremo. As energias estão relacionadas a Ele com o propósito do serviço eterno. Uma entidade viva na fase condicionada pode revelar sua aptidão para servir à Verdade Absoluta pela graça de Kṛṣṇa e do mestre espiritual. Então, o Senhor Se revela dentro de seu coração, e ela pode saber que Kṛṣṇa está sentado no coração de todo devoto puro. Kṛṣṇa, na verdade, está situado no coração de toda entidade viva, mas somente um devoto pode perceber esse fato."}
{"ref": "cc/adi/1/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/62/", "verse_text": "> sādhavo hṛdayaṁ mahyaṁ\n> sādhūnāṁ hṛdayaṁ tv aham\n> mad-anyat te na jānanti\n> nāhaṁ tebhyo manāg api", "devanagari": "", "synonyms": "*sādhavaḥ*—os santos; *hṛdayam*—coração; *mahyam*—Meu; *sādhūnām*—dos santos; *hṛdayam*—o coração; *tu*—de fato; *aham*—Eu; *mat*—do que Eu; *anyat*—outro; *te*—eles; *na*—não; *jānanti*—conhecem; *na*—nem; *aham*—Eu; *tebhyaḥ*—do que eles; *manāk*—ligeiramente; *api*—mesmo.", "translation": "**\"Os santos são Meu coração, e somente Eu sou o coração deles. Eles não conhecem ninguém senão a Mim e, portanto, não reconheço ninguém além deles como Meu.\"**", "purport": "Este verso aparece no *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.4.68) em conexão com um desentendimento entre Durvāsā Muni e Mahārāja Ambarīṣa. Em consequência desse desentendimento, Durvāsā Muni tentou matar o rei, quando o Sudarśana *cakra,* a célebre arma da Divindade, surgiu em cena para a proteção do rei devotado. Quando o Sudarśana *cakra* atacou Durvāsā Muni, este fugiu com medo da arma e buscou abrigo em todos os grandes semideuses do céu. Nenhum deles foi capaz de protegê-lo, e por isso Durvāsā Muni orou ao Senhor Viṣṇu por perdão. O Senhor Viṣṇu, porém, advertiu-o de que, se desejasse o perdão, teria de obtê-lo de Mahārāja Ambarīṣa, e não Dele. Nesse contexto, o Senhor Viṣṇu falou este verso.\n\nO Senhor, sendo pleno e livre de problemas, pode cuidar de todo o coração de Seus devotos. Sua preocupação é como elevar e proteger todos aqueles que se abrigaram a Seus pés. A mesma responsabilidade é também confiada ao mestre espiritual. A preocupação do mestre espiritual genuíno é como os devotos que se renderam a ele, como representante do Senhor, podem progredir no serviço devocional. A Suprema Personalidade de Deus está sempre atento aos devotos que se ocupam plenamente em cultivar o conhecimento Dele, tendo-se abrigado a Seus pés de lótus."}
{"ref": "cc/adi/1/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/63/", "verse_text": "> bhavad-vidhā bhāgavatās\n> tīrtha-bhūtāḥ svayaṁ vibho\n> tīrthī-kurvanti tīrthāni\n> svāntaḥ-sthena gadā-bhṛtā", "devanagari": "", "synonyms": "*bhavat*—vossa boa pessoa; *vidhāḥ*—como; *bhāgavatāḥ*—devotos; *tīrtha*—santos lugares de peregrinação; *bhūtāḥ*—existindo; *svayam*—eles próprios; *vibho*—ó todo-poderoso; *tīrthī-kurvanti*—transformam em santos lugares de peregrinação; *tīrthāni*—os lugares sagrados; *sva-antaḥ-sthena*—estando situado em seus corações; *gadā-bhṛtā*—pela Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Os santos de vosso calibre são, eles próprios, lugares de peregrinação. Devido à sua pureza, são companheiros constantes do Senhor e, portanto, podem purificar até mesmo os lugares de peregrinação.\"**", "purport": "Este verso foi falado por Mahārāja Yudhiṣṭhira a Vidura no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.13.10). Mahārāja Yudhiṣṭhira recebia seu santo tio Vidura, que estivera visitando lugares sagrados de peregrinação. Mahārāja Yudhiṣṭhira disse a Vidura que devotos puros como ele são lugares sagrados personificados, porque a Suprema Personalidade de Deus está sempre com eles em seus corações. Por sua associação, as pessoas pecaminosas se libertam das reações pecaminosas e, portanto, onde quer que vá um devoto puro é um sagrado lugar de peregrinação. A importância dos lugares sagrados deve-se à presença, ali, de tais devotos puros."}
{"ref": "cc/adi/1/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/64/", "verse_text": "> sei bhakta-gaṇa haya dvi-vidha prakāra\n> pāriṣad-gaṇa eka, sādhaka-gaṇa āra", "devanagari": "", "synonyms": "*sei*—estes; *bhakta-gaṇa*—devotos; *haya*—são; *dvi-vidha*—dois tipos; *prakāra*—variedades; *pāriṣat-gaṇa*—devotos efetivos; *eka*—um; *sādhaka-gaṇa*—devotos em perspectiva; *āra*—o outro.", "translation": "**Esses devotos puros são de dois tipos: associados pessoais [pāriṣats] e devotos neófitos [sādhakas].**", "purport": "Os servidores perfeitos do Senhor são considerados Seus associados pessoais, ao passo que os devotos que se esforçam por alcançar a perfeição são chamados de neófitos. Entre os associados, alguns são atraídos pelas opulências da Personalidade de Deus, e outros são atraídos pelo amor nupcial à Divindade. Os primeiros devotos são colocados no reino de Vaikuṇṭha para prestar serviço devocional reverencial, ao passo que os últimos devotos são colocados em Vṛndāvana para o serviço direto a Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/1/65-66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/65-66/", "verse_text": "> īśvarera avatāra e-tina prakāra\n> aṁśa-avatāra, āra guṇa-avatāra\n\n> śaktyāveśa-avatāra—tṛtīya e-mata\n> aṁśa-avatāra—puruṣa-matsyādika yata", "devanagari": "", "synonyms": "*īśvarera*—do Senhor Supremo; *avatāra*—encarnações; *e-tina*—estas três; *prakāra*—espécies; *aṁśa-avatāra*—encarnações parciais; *āra*—e; *guṇa-avatāra*—encarnações qualitativas; *śakti-āveśa-avatāra*—encarnações dotadas de poder; *tṛtīya*—a terceira; *e-mata*—assim; *aṁśa-avatāra*—encarnações parciais; *puruṣa*—as três encarnações *puruṣa*; *matsya*—a encarnação como peixe; *ādika*—e assim por diante; *yata*—todas.", "translation": "**Há três categorias de encarnações da Divindade: encarnações parciais, encarnações qualitativas e encarnações dotadas de poder. Os puruṣas e Matsya são exemplos de encarnações parciais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/67/", "verse_text": "> brahmā viṣṇu śiva—tina guṇāvatāre gaṇi\n> śakty-āveśa—sanakādi, pṛthu, vyāsa-muni", "devanagari": "", "synonyms": "*brahmā*—o Senhor Brahmā; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *śiva*—o Senhor Śiva; *tina*—três; *guṇa-avatāre*—entre as encarnações que controlam os três modos da natureza material; *gaṇi*—eu conto; *śakti-āveśa*—encarnações dotadas de poder; *sanaka-ādi*—os quatro Kumāras; *pṛthu*—o rei Pṛthu; *vyāsa-muni*—Vyāsadeva.", "translation": "**Brahmā, Viṣṇu e Śiva são encarnações qualitativas. As encarnações dotadas de poder são aquelas como os Kumāras, o rei Pṛthu e Mahā-muni Vyāsa [o compilador dos Vedas].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/68/", "verse_text": "> dui-rūpe haya bhagavānera prakāśa\n> eke ta' prakāśa haya, āre ta' vilāsa", "devanagari": "", "synonyms": "*dui-rūpe*—em duas formas; *haya*—são; *bhagavānera*—da Suprema Personalidade de Deus; *prakāśa*—manifestações; *eke*—numa; *ta'*—certamente; *prakāśa*—manifestação; *haya*—é; *āre*—na outra; *ta'*—certamente; *vilāsa*—ocupado em passatempos.", "translation": "**A Personalidade de Deus Se exibe em dois tipos de formas: prakāśa e vilāsa.**", "purport": "O Senhor Supremo expande Suas formas pessoais em duas categorias primárias. As formas *prakāśa* são manifestadas pelo Senhor Kṛṣṇa para Seus passatempos, e seus traços são exatamente iguais aos Dele. Quando o Senhor Kṛṣṇa Se casou com dezesseis mil rainhas em Dvārakā, fê-lo em dezesseis mil expansões *prakāśa.* De modo semelhante, durante a dança da *rāsa,* Ele Se expandiu em formas *prakāśa* idênticas para dançar ao lado de cada uma das *gopīs* simultaneamente. Quando o Senhor manifesta Suas expansões *vilāsa,* porém, todas elas são de algum modo diferentes em seus traços corporais. O Senhor Balarāma é a primeira expansão *vilāsa* do Senhor Kṛṣṇa, e as formas de Nārāyaṇa de quatro braços em Vaikuṇṭha expandem-se a partir de Balarāma. Não há diferença entre as formas corporais de Śrī Kṛṣṇa e Balarāma, exceto que as cores de Seus corpos são diferentes. De modo semelhante, Śrī Nārāyaṇa em Vaikuṇṭha tem quatro braços, ao passo que Kṛṣṇa tem apenas dois. As expansões do Senhor que manifestam tais diferenças corporais são conhecidas como *vilāsa-vigrahas.*"}
{"ref": "cc/adi/1/69-70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/69-70/", "verse_text": "> eka-i vigraha yadi haya bahu-rūpa\n> ākāre ta' bheda nāhi, eka-i svarūpa\n\n> mahiṣī-vivāhe, yaiche yaiche kaila rāsa\n> ihāke kahiye kṛṣṇera mukhya 'prakāśa'", "devanagari": "", "synonyms": "*eka-i*—a mesma; *vigraha*—pessoa; *yadi*—se; *haya*—torna-se; *bahu-rūpa*—muitas formas; *ākāre*—na aparência; *ta'*—certamente; *bheda*—diferença; *nāhi*—não há; *eka-i*—uma; *sva-rūpa*—identidade; *mahiṣī*—com as rainhas de Dvārakā; *vivāhe*—no casamento; *yaiche yaiche*—de modo semelhante; *kaila*—Ele fez; *rāsa*—dança da *rāsa*; *ihāke*—isto; *kahiye*—eu digo; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *mukhya*—principais; *prakāśa*—formas manifestadas.", "translation": "**Quando a Personalidade de Deus Se expande em muitas formas, todas não diferentes em Seus traços, como o Senhor Kṛṣṇa fez quando Se casou com dezesseis mil rainhas e quando realizou Sua dança da rāsa, tais formas do Senhor são chamadas de formas manifestadas [prakāśa-vigrahas].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/71/", "verse_text": "> citraṁ bataitad ekena\n> vapuṣā yugapat pṛthak\n> gṛheṣu dvy-aṣṭa-sāhasraṁ\n> striya eka udāvahat", "devanagari": "", "synonyms": "*citram*—maravilhoso; *bata*—oh; *etat*—isto; *ekena*—com uma; *vapuṣā*—forma; *yugapat*—simultaneamente; *pṛthak*—separadamente; *gṛheṣu*—nas casas; *dvi-aṣṭa-sāhasram*—dezesseis mil; *striyaḥ*—todas as rainhas; *ekaḥ*—o único Śrī Kṛṣṇa; *udāvahat*—casou-Se.", "translation": "**\"É assombroso que o Senhor Śrī Kṛṣṇa, que é uno e inigualável, Se expandisse em dezesseis mil formas semelhantes para casar-Se com dezesseis mil rainhas em seus respectivos lares.\"**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.69.2)."}
{"ref": "cc/adi/1/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/72/", "verse_text": "> rāsotsavaḥ sampravṛtto\n> gopī-maṇḍala-maṇḍitaḥ\n> yogeśvareṇa kṛṣṇena\n> tāsāṁ madhye dvayor dvayoḥ", "devanagari": "", "synonyms": "*rāsa-utsavaḥ*—o festival da dança da *rāsa*; *sampravṛttaḥ*—começou; *gopī-maṇḍala*—por grupos de *gopīs*; *maṇḍitaḥ*—decorado; *yoga-īśvareṇa*—pelo senhor de todos os poderes místicos; *kṛṣṇena*—pelo Senhor Kṛṣṇa; *tāsām*—delas; *madhye*—no meio; *dvayoḥ dvayoḥ*—de cada duas.", "translation": "**\"Quando o Senhor Kṛṣṇa, rodeado por grupos de pastorinhas, deu início às festividades da dança da rāsa, o Senhor de todos os poderes místicos colocou-Se entre cada duas moças.\"**", "purport": "Este verso também é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.33.3)."}
{"ref": "cc/adi/1/73-74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/73-74/", "verse_text": "> praviṣṭena gṛhītānāṁ\n> kaṇṭhe sva-nikaṭaṁ striyaḥ\n> yaṁ manyeran nabhas tāvad\n> vimāna-śata-saṅkulam\n\n> divaukasāṁ sa-dārāṇām\n> aty-autsukya-bhṛtātmanām\n> tato dundubhayo nedur\n> nipetuḥ puṣpa-vṛṣṭayaḥ", "devanagari": "", "synonyms": "*praviṣṭena*—tendo entrado; *gṛhītānām*—daquelas que abraçavam; *kaṇṭhe*—no pescoço; *sva-nikaṭam*—situado a seu próprio lado; *striyaḥ*—as *gopīs*; *yam*—a quem; *manyeran*—pensariam; *nabhaḥ*—o céu; *tāvat*—imediatamente; *vimāna*—de aviões; *śata*—com centenas; *saṅkulam*—repleto; *diva-okasām*—dos semideuses; *sa-dārāṇām*—com suas esposas; *ati-autsukya*—de ansiedade; *bhṛta-ātmanām*—cujas mentes estavam cheias; *tataḥ*—então; *dundubhayaḥ*—timbales; *neduḥ*—soaram; *nipetuḥ*—caíram; *puṣpa-vṛṣṭayaḥ*—chuvas de flores.", "translation": "**\"Quando as pastorinhas e Kṛṣṇa assim se uniram, cada moça pensava que Kṛṣṇa estava abraçando ternamente apenas a ela. Para contemplar esse maravilhoso passatempo do Senhor, os habitantes do céu e suas esposas, todos muito ansiosos por ver a dança, voaram pelo céu em suas centenas de aviões. Lançaram chuvas de flores e tocaram docemente os tambores.\"**", "purport": "Esta é outra citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.33.3-4)."}
{"ref": "cc/adi/1/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/75/", "verse_text": "> anekatra prakaṭatā\n> rūpasyaikasya yaikadā\n> sarvathā tat-svarūpaiva\n> sa prakāśa itīryate", "devanagari": "", "synonyms": "*anekatra*—em muitos lugares; *prakaṭatā*—a manifestação; *rūpasya*—da forma; *ekasya*—uma; *yā*—que; *ekadā*—de uma só vez; *sarvathā*—sob todos os aspectos; *tat*—Sua; *sva-rūpa*—própria forma; *eva*—certamente; *saḥ*—essa; *prakāśaḥ*—forma manifestada; *iti*—assim; *īryate*—é chamada.", "translation": "**\"Quando numerosas formas, todas iguais em seus traços, são exibidas simultaneamente, tais formas são chamadas de prakāśa-vigrahas do Senhor.\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Laghu-bhāgavatāmṛta* (1.21), compilado por Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/1/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/76/", "verse_text": "> eka-i vigraha kintu ākāre haya āna\n> aneka prakāśa haya, 'vilāsa' tāra nāma", "devanagari": "", "synonyms": "*eka-i*—uma; *vigraha*—forma; *kintu*—mas; *ākāre*—em aparência; *haya*—é; *āna*—diferente; *aneka*—muitas; *prakāśa*—manifestações; *haya*—aparecem; *vilāsa*—forma de passatempo; *tāra*—disso; *nāma*—o nome.", "translation": "**Mas quando as numerosas formas diferem ligeiramente umas das outras, são chamadas vilāsa-vigrahas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/77/", "verse_text": "> svarūpam anyākāraṁ yat\n> tasya bhāti vilāsataḥ\n> prāyeṇātma-samaṁ śaktyā\n> sa vilāso nigadyate", "devanagari": "", "synonyms": "*sva-rūpam*—a própria forma do Senhor; *anya*—outras; *ākāram*—características do corpo; *yat*—que; *tasya*—Sua; *bhāti*—aparece; *vilāsataḥ*—de passatempos específicos; *prāyena*—quase; *ātma-samam*—semelhante a Si mesmo; *śaktyā*—por Sua potência; *saḥ*—essa; *vilāsaḥ*—a forma *vilāsa* (de passatempo); *nigadyate*—é chamada.", "translation": "**\"Quando o Senhor manifesta numerosas formas com características diferentes por meio de Sua potência inconcebível, tais formas são chamadas vilāsa-vigrahas.\"**", "purport": "Esta é outra citação do *Laghu-bhāgavatāmṛta* (1.15)."}
{"ref": "cc/adi/1/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/78/", "verse_text": "> yaiche baladeva, paravyome nārāyaṇa\n> yaiche vāsudeva pradyumnādi saṅkarṣaṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*yaiche*—assim como; *baladeva*—Baladeva; *para-vyome*—no céu espiritual; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *yaiche*—assim como; *vāsudeva*—Vāsudeva; *pradyumna-ādi*—Pradyumna, etc.; *saṅkarṣaṇa*—Saṅkarṣaṇa.", "translation": "**Exemplos de tais vilāsa-vigrahas são Baladeva, Nārāyaṇa em Vaikuṇṭha-dhāma, e o catur-vyūha-Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/79-80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/79-80/", "verse_text": "> īśvarera śakti haya e-tina prakāra\n> eka lakṣmī-gaṇa, pure mahiṣī-gaṇa āra\n\n> vraje gopī-gaṇa āra sabhāte pradhāna\n> vrajendra-nandana yā'te svayaṁ bhagavān", "devanagari": "", "synonyms": "*īśvarera*—do Senhor Supremo; *śakti*—energia; *haya*—é; *e-tina*—estas três; *prakāra*—espécies; *eka*—uma; *lakṣmī-gaṇa*—as deusas da fortuna em Vaikuṇṭha; *pure*—em Dvārakā; *mahiṣī-gaṇa*—as rainhas; *āra*—e; *vraje*—em Vṛndāvana; *gopī-gaṇa*—as *gopīs*; *āra*—e; *sabhāte*—entre todas elas; *pradhāna*—as principais; *vraja-indra-nandana*—Kṛṣṇa, o filho do rei de Vraja; *yā'te*—porque; *svayam*—Ele mesmo; *bhagavān*—o Senhor primordial.", "translation": "**As energias [consortes] do Senhor Supremo são de três espécies: as Lakṣmīs em Vaikuṇṭha, as rainhas em Dvārakā e as gopīs em Vṛndāvana. As gopīs são as melhores de todas, pois têm o privilégio de servir a Śrī Kṛṣṇa, o Senhor primordial, o filho do rei de Vraja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/81/", "verse_text": "> svayaṁ-rūpa kṛṣṇera kāya-vyūha—tāṅra sama\n> bhakta sahite haya tāṅhāra āvaraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*svayam-rūpa*—Sua própria forma original (Kṛṣṇa de dois braços); *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kāya-vyūha*—expansões pessoais; *tāṅra*—com Ele; *sama*—iguais; *bhakta*—os devotos; *sahite*—associados a; *haya*—são; *tāṅhāra*—Sua; *āvaraṇa*—cobertura.", "translation": "**Os associados pessoais do Senhor primordial, Śrī Kṛṣṇa, são Seus devotos, que são idênticos a Ele. Ele é completo com Seu séquito de devotos.**", "purport": "Śrī Kṛṣṇa e Suas várias expansões pessoais não são diferentes quanto ao poder potencial. Essas expansões estão associadas a expansões adicionais, secundárias, ou expansões servidoras, que são chamadas devotos."}
{"ref": "cc/adi/1/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/82/", "verse_text": "> bhakta ādi krame kaila sabhāra vandana\n> e-sabhāra vandana sarva-śubhera kāraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*bhakta*—os devotos; *ādi*—e assim por diante; *krame*—em ordem; *kaila*—fiz; *sabhāra*—da assembleia; *vandana*—adoração; *e-sabhāra*—desta assembleia; *vandana*—adoração; *sarva-śubhera*—de toda boa fortuna; *kāraṇa*—a fonte.", "translation": "**Agora adorei todos os diversos níveis de devotos. Adorá-los é a fonte de toda boa fortuna.**", "purport": "Para oferecer orações ao Senhor, deve-se primeiro oferecer orações a Seus devotos e associados."}
{"ref": "cc/adi/1/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/83/", "verse_text": "> prathama śloke kahi sāmānya maṅgalācaraṇa\n> dvitīya ślokete kari viśeṣa vandana", "devanagari": "", "synonyms": "*prathama*—primeiro; *śloke*—no verso; *kahi*—expresso; *sāmānya*—geral; *maṅgala-ācaraṇa*—invocação de bênção; *dvitīya*—segundo; *ślokete*—no verso; *kari*—faço; *viśeṣa*—particular; *vandana*—oferecimento de orações.", "translation": "**No primeiro verso invoquei uma bênção geral, mas no segundo orei ao Senhor em uma forma particular.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/84/", "verse_text": "> vande śrī-kṛṣṇa-caitanya-\n> nityānandau sahoditau\n> gauḍodaye puṣpavantau\n> citrau śan-dau tamo-nudau", "devanagari": "", "synonyms": "*vande*—ofereço respeitosas reverências; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *nityānandau*—e ao Senhor Nityānanda; *saha-uditau*—surgidos simultaneamente; *gauḍa-udaye*—no horizonte oriental de Gauḍa; *puṣpavantau*—o sol e a lua juntos; *citrau*—maravilhosos; *śam-dau*—concedendo bênção; *tamaḥ-nudau*—dissipando a escuridão.", "translation": "**\"Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Kṛṣṇa Caitanya e ao Senhor Nityānanda, que são como o sol e a lua. Eles surgiram simultaneamente no horizonte de Gauḍa para dissipar a escuridão da ignorância e, assim, maravilhosamente conceder bênção a todos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/85-86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/85-86/", "verse_text": "> vraje ye vihare pūrve kṛṣṇa-balarāma\n> koṭī-sūrya-candra jini doṅhāra nija-dhāma\n\n> sei dui jagatere ha-iyā sadaya\n> gauḍadeśe pūrva-śaile karilā udaya", "devanagari": "", "synonyms": "*vraje*—em Vraja (Vṛndāvana); *ye*—que; *vihare*—brincaram; *pūrve*—outrora; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *balarāma*—o Senhor Balarāma; *koṭī*—milhões; *sūrya*—sóis; *candra*—luas; *jini*—superando; *doṅhāra*—dos dois; *nija-dhāma*—a refulgência; *sei*—esses; *dui*—dois; *jagatere*—pelo universo; *ha-iyā*—tornando-se; *sa-daya*—compassivos; *gauḍa-deśe*—no país de Gauḍa; *pūrva-śaile*—no horizonte oriental; *karilā*—fizeram; *udaya*—surgir.", "translation": "**Śrī Kṛṣṇa e Balarāma, as Personalidades de Deus, que outrora apareceram em Vṛndāvana e eram milhões de vezes mais refulgentes que o sol e a lua, surgiram sobre o horizonte oriental de Gauḍadeśa [Bengala Ocidental], sendo compassivos para com o estado decaído do mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/87/", "verse_text": "> śrī-kṛṣṇa-caitanya āra prabhu nityānanda\n> yāṅhāra prakāśe sarva jagat ānanda", "devanagari": "", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *āra*—e; *prabhu nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *yāṅhāra*—de quem; *prakāśe*—com o aparecimento; *sarva*—todo; *jagat*—o mundo; *ānanda*—cheio de felicidade.", "translation": "**O aparecimento de Śrī Kṛṣṇa Caitanya e Prabhu Nityānanda saturou o mundo de felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/88-89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/88-89/", "verse_text": "> sūrya-candra hare yaiche saba andhakāra\n> vastu prakāśiyā kare dharmera pracāra\n\n> ei mata dui bhāi jīvera ajñāna-\n> tamo-nāśa kari' kaila tattva-vastu-dāna", "devanagari": "", "synonyms": "*sūrya-candra*—o sol e a lua; *hare*—afastam; *yaiche*—assim como; *saba*—toda; *andhakāra*—escuridão; *vastu*—verdade; *prakāśiyā*—manifestando; *kare*—fazem; *dharmera*—da natureza inata; *pracāra*—pregação; *ei mata*—desta forma; *dui*—dois; *bhāi*—irmãos; *jīvera*—do ser vivo; *ajñāna*—da ignorância; *tamaḥ*—da escuridão; *nāśa*—destruição; *kari'*—fazendo; *kaila*—fizeram; *tattva-vastu*—da Verdade Absoluta; *dāna*—dádiva.", "translation": "**Assim como o sol e a lua afastam a escuridão com seu aparecimento e revelam a natureza de tudo, esses dois irmãos dissipam a escuridão da ignorância que encobre os seres vivos e os iluminam com o conhecimento da Verdade Absoluta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/90/", "verse_text": "> ajñāna-tamera nāma kahiye 'kaitava'\n> dharma-artha-kāma-mokṣa-vāñchā ādi saba", "devanagari": "", "synonyms": "*ajñāna-tamera*—da escuridão da ignorância; *nāma*—nome; *kahiye*—chamo; *kaitava*—processo de trapaça; *dharma*—religiosidade; *artha*—desenvolvimento econômico; *kāma*—gratificação dos sentidos; *mokṣa*—liberação; *vāñchā*—desejo de; *ādi*—e assim por diante; *saba*—tudo.", "translation": "**A escuridão da ignorância chama-se kaitava, o caminho da trapaça, que começa com religiosidade, desenvolvimento econômico, gratificação dos sentidos e liberação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/91/", "verse_text": "> dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra paramo nirmatsarāṇāṁ satāṁ\n> vedyaṁ vāstavam atra vastu śiva-daṁ tāpa-trayonmūlanam\n> śrīmad-bhāgavate mahā-muni-kṛte kiṁ vā parair īśvaraḥ\n> sadyo hṛdy avarudhyate 'tra kṛtibhiḥ śuśrūṣubhis tat-kṣaṇāt", "devanagari": "", "synonyms": "*dharmaḥ*—religiosidade; *projjhita*—completamente rejeitada; *kaitavaḥ*—na qual a intenção fruitiva; *atra*—aqui; *paramaḥ*—o mais elevado; *nirmatsarāṇām*—dos que são cem por cento puros de coração; *satām*—devotos; *vedyam*—a ser compreendida; *vāstavam*—factual; *atra*—aqui; *vastu*—substância; *śiva-dam*—que concede bem-estar; *tāpa-traya*—das três espécies de misérias; *unmūlanam*—que provoca o desarraigamento; *śrīmat*—belo; *bhāgavate*—no *Bhāgavata Purāṇa*; *mahā-muni*—pelo grande sábio (Vyāsadeva); *kṛte*—compilado; *kim*—que; *vā*—de fato; *paraiḥ*—com outras; *īśvaraḥ*—o Senhor Supremo; *sadyaḥ*—de imediato; *hṛdi*—dentro do coração; *avarudhyate*—fica aprisionado; *atra*—aqui; *kṛtibhiḥ*—por homens piedosos; *śuśrūṣubhiḥ*—que desejam ouvir; *tat-kṣaṇāt*—sem demora.", "translation": "**\"A grande escritura Śrīmad-Bhāgavatam, compilada por Mahā-muni Vyāsadeva a partir de quatro versos originais, descreve os devotos mais elevados e de bom coração e rejeita completamente os ardis enganosos da religiosidade movida por motivações materiais. Propõe o princípio supremo da religião eterna, que pode de fato mitigar as três espécies de misérias de um ser vivo e conceder a bênção máxima de plena prosperidade e conhecimento. Aqueles que estiverem dispostos a ouvir a mensagem desta escritura numa atitude submissa de serviço podem de imediato capturar o Senhor Supremo em seus corações. Portanto, não há necessidade de nenhuma outra escritura além do Śrīmad-Bhāgavatam.\"**", "purport": "Este verso aparece no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.2). As palavras *mahā-muni-kṛte* indicam que o *Śrīmad-Bhāgavatam* foi compilado pelo grande sábio Vyāsadeva, que às vezes é conhecido como Nārāyaṇa Mahā-muni por ser uma encarnação de Nārāyaṇa. Vyāsadeva, portanto, não é um homem comum, mas alguém dotado de poder pela Suprema Personalidade de Deus. Ele compilou o belo *Bhāgavatam* para narrar alguns dos passatempos da Suprema Personalidade de Deus e de Seus devotos.\n\nNo *Śrīmad-Bhāgavatam*, faz-se uma clara distinção entre a religião verdadeira e a religião pretensiosa. Segundo este comentário original e genuíno sobre o *Vedānta-sūtra*, há numerosas crenças pretensiosas que se fazem passar por religião, mas negligenciam a verdadeira essência da religião. A verdadeira religião de um ser vivo é sua qualidade natural e inata, ao passo que a religião pretensiosa é uma forma de ignorância que artificialmente encobre a consciência pura da entidade viva sob certas condições desfavoráveis. A verdadeira religião permanece adormecida quando a religião artificial domina a partir do plano mental. Um ser vivo pode despertar essa religião adormecida ao ouvir com um coração puro.\n\nA senda da religião prescrita pelo *Śrīmad-Bhāgavatam* difere de todas as formas de religiosidade imperfeita. A religião pode ser considerada nas três divisões seguintes: (1) a senda do trabalho fruitivo, (2) a senda do conhecimento e dos poderes místicos, e (3) a senda da adoração e do serviço devocional.\n\nA senda do trabalho fruitivo (*karma-kāṇḍa*), mesmo quando adornada por cerimônias religiosas destinadas a elevar a condição material de alguém, é um processo enganoso, pois jamais pode capacitar a pessoa a obter alívio da existência material e alcançar a meta suprema. A entidade viva luta perpetuamente com afinco para livrar-se das dores da existência material, mas a senda do trabalho fruitivo conduz a felicidade temporária ou a aflição temporária na existência material. Pelo trabalho fruitivo piedoso, a pessoa é colocada numa posição em que pode sentir temporariamente felicidade material, ao passo que as atividades viciosas levam a uma posição aflitiva de carência e escassez materiais. No entanto, mesmo que alguém seja colocado na mais perfeita situação de felicidade material, não pode, dessa maneira, libertar-se das dores do nascimento, da morte, da velhice e da doença. Uma pessoa materialmente feliz, portanto, necessita do alívio eterno que a religiosidade mundana, em termos de trabalho fruitivo, jamais pode conceder.\n\nAs sendas do cultivo do conhecimento (*jñāna-mārga*) e dos poderes místicos (*yoga-mārga*) são igualmente perigosas, pois ninguém sabe aonde irá ao seguir esses métodos incertos. Um filósofo empírico em busca do conhecimento espiritual pode esforçar-se com a maior dedicação durante muitíssimos nascimentos em especulação mental, mas, a menos que e até que alcance a etapa da mais pura qualidade da bondade — em outras palavras, até que transcenda o plano da especulação material —, não lhe é possível saber que tudo emana da Personalidade de Deus, Vāsudeva. Seu apego ao aspecto impessoal do Senhor Supremo torna-o incapaz de elevar-se a essa etapa transcendental de compreensão de *vāsudeva* e, por conseguinte, devido a seu estado mental impuro, ele desliza novamente para a existência material, mesmo após ter ascendido à mais elevada etapa de liberação. Essa queda ocorre devido à falta de um *locus standi* no serviço ao Senhor Supremo.\n\nQuanto aos poderes místicos dos *yogīs*, eles também são enredamentos materiais na senda da percepção espiritual. Certo erudito alemão que se tornou devoto de Deus na Índia disse que a ciência material já havia feito louvável progresso em duplicar os poderes místicos dos *yogīs*. Por isso, ele veio à Índia não para aprender os métodos dos poderes místicos dos *yogīs*, mas para aprender a senda do serviço amoroso transcendental ao Senhor Supremo, conforme mencionado na grande escritura *Śrīmad-Bhāgavatam*. Os poderes místicos podem tornar um *yogī* materialmente poderoso e, assim, conceder alívio temporário das misérias do nascimento, da morte, da velhice e da doença, como também podem fazer outras ciências materiais; tais poderes místicos, contudo, jamais podem ser uma fonte permanente de alívio dessas misérias. Por conseguinte, segundo a escola *Bhāgavata*, essa senda de religiosidade é também um método de enganar seus seguidores. No *Bhagavad-gītā*, define-se claramente que o mais elevado e poderoso *yogī* místico é aquele que pode pensar constantemente no Senhor Supremo dentro de seu coração e ocupar-se no serviço amoroso ao Senhor.\n\nA senda da adoração aos inumeráveis *devas*, ou semideuses administradores, é ainda mais perigosa e incerta do que os processos acima mencionados de *karma-kāṇḍa* e *jñāna-kāṇḍa*. Esse sistema de adorar muitos deuses, tais como Durgā, Śiva, Gaṇeśa, Sūrya e a forma impessoal de Viṣṇu, é aceito por pessoas que foram cegadas por um intenso desejo de gratificação dos sentidos. Quando devidamente executada conforme os ritos mencionados nos *śāstras* — que agora são muito difíceis de realizar nesta era de carência e escassez —, tal adoração pode certamente satisfazer os desejos de gratificação dos sentidos, mas o êxito obtido por tais métodos é decerto transitório, e adequado apenas a uma pessoa menos inteligente. Esse é o veredito do *Bhagavad-gītā*. Nenhum homem ajuizado deveria contentar-se com tais benefícios temporários.\n\nNenhuma das três sendas religiosas acima mencionadas pode livrar uma pessoa das três espécies de misérias da existência material, a saber: as misérias causadas pelo corpo e pela mente, as misérias causadas por outras entidades vivas e as misérias causadas pelos semideuses. O processo de religião descrito no *Śrīmad-Bhāgavatam*, contudo, é capaz de conceder a seus seguidores alívio permanente das três espécies de misérias. O *Bhāgavatam* descreve a mais elevada forma de religião — o restabelecimento da entidade viva em sua posição original de serviço amoroso transcendental ao Senhor Supremo, que está livre das infecções dos desejos de gratificação dos sentidos, do trabalho fruitivo e do cultivo do conhecimento com o objetivo de fundir-se no Absoluto para tornar-se uno com o Senhor Supremo.\n\nQualquer processo de religiosidade baseado na gratificação dos sentidos, grosseira ou sutil, deve ser considerado uma religião pretensiosa, pois é incapaz de conceder proteção perpétua a seus seguidores. A palavra *projjhita* é significativa. *Pra* significa \"completa\", e *ujjhita* indica rejeição. A religiosidade sob a forma de trabalho fruitivo é diretamente um método de grosseira gratificação dos sentidos, ao passo que o processo de cultivar o conhecimento espiritual com vistas a tornar-se uno com o Absoluto é um método de sutil gratificação dos sentidos. Toda essa religiosidade pretensiosa baseada na gratificação grosseira ou sutil dos sentidos é completamente rejeitada no processo do *bhāgavata-dharma*, ou seja, a religião transcendental que é uma função eterna do ser vivo.\n\nO bhāgavata-dharma, ou o princípio religioso descrito no *Śrīmad-Bhāgavatam*, do qual o *Bhagavad-gītā* é um estudo preliminar, destina-se às pessoas liberadas da mais elevada ordem, que atribuem muito pouco valor à gratificação dos sentidos da religiosidade pretensiosa. A primeira e principal preocupação dos trabalhadores fruitivos, dos elevacionistas, dos filósofos empíricos e dos salvacionistas é elevar sua posição material. Mas os devotos de Deus não têm esses desejos egoístas. Eles servem ao Senhor Supremo unicamente para Sua satisfação. Śrī Arjuna, desejando satisfazer seus sentidos ao tornar-se um suposto homem não violento e piedoso, decidiu a princípio não lutar. Porém, quando ficou plenamente situado nos princípios do *bhāgavata-dharma*, que culminam na completa rendição à vontade do Senhor Supremo, ele mudou sua decisão e concordou em lutar para a satisfação do Senhor. Então, ele disse:\n\n> naṣṭo mohaḥ smṛtir labdhā\n> tvat-prasādān mayācyuta\n> sthito 'smi gata-sandehaḥ\n> kariṣye vacanaṁ tava\n\n\"Meu querido Kṛṣṇa, ó infalível, minha ilusão agora se foi. Recobrei minha memória por Tua misericórdia, e agora estou firme e livre de dúvidas, e preparado para agir segundo Tuas instruções.\" [[bg/18/73|(Bg. 18.73)]] É a posição constitucional de uma entidade viva estar situada nesta consciência pura. Qualquer suposto processo religioso que interfira nessa posição espiritual imaculada do ser vivo deve, portanto, ser considerado um processo pretensioso de religiosidade.\n\nA verdadeira forma de religião é o serviço amoroso espontâneo a Deus. Essa relação do ser vivo com a Absoluta Personalidade de Deus em serviço é eterna. A Personalidade de Deus é descrita como *vastu*, ou a Substância, e as entidades vivas são descritas como *vāstavas*, ou as inumeráveis amostras da Substância na existência relativa. A relação dessas porções substantivas com a Substância Suprema jamais pode ser aniquilada, pois é uma qualidade eterna inerente ao ser vivo.\n\nPelo contato com a natureza material, as entidades vivas exibem variados sintomas da doença da consciência material. Curar essa doença material é o objetivo supremo da vida humana. O processo que trata essa doença chama-se *bhāgavata-dharma*, ou *sanātana-dharma* — a verdadeira religião. Isso está descrito nas páginas do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Por conseguinte, todo aquele que, por causa de seu histórico de atividades piedosas em vidas anteriores, está ansioso por ouvir o *Śrīmad-Bhāgavatam* percebe de imediato a presença do Senhor Supremo dentro de seu coração e cumpre a missão de sua vida."}
{"ref": "cc/adi/1/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/92/", "verse_text": "> tāra madhye mokṣa-vāñchā kaitava-pradhāna\n> yāhā haite kṛṣṇa-bhakti haya antardhāna", "devanagari": "", "synonyms": "*tāra*—deles; *madhye*—no meio; *mokṣa-vāñchā*—o desejo de fundir-se no Supremo; *kaitava*—dos processos enganosos; *pradhāna*—o principal; *yāhā haite*—do qual; *kṛṣṇa-bhakti*—a devoção ao Senhor Kṛṣṇa; *haya*—torna-se; *antardhāna*—desaparecimento.", "translation": "**O principal processo de engano é desejar alcançar a liberação fundindo-se no Supremo, pois isso causa o desaparecimento permanente do serviço amoroso a Kṛṣṇa.**", "purport": "O desejo de fundir-se no Brahman impessoal é o tipo mais sutil de ateísmo. Logo que tal ateísmo, disfarçado nas vestes da liberação, é estimulado, a pessoa torna-se completamente incapaz de percorrer a senda do serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/1/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/93/", "verse_text": "> \"pra-śabdena mokṣābhisandhir api nirastaḥ\" iti", "devanagari": "", "synonyms": "*pra-śabdena*—pelo prefixo \"*pra*\"; *mokṣa-abhisandhiḥ*—a intenção de liberação; *api*—certamente; *nirastaḥ*—anulada; *iti*—assim.", "translation": "**\"O prefixo 'pra' [no verso do Śrīmad-Bhāgavatam] indica que o desejo de liberação é completamente rejeitado.\"**", "purport": "Esta é uma anotação de Śrīdhara Svāmī, o grande comentador do *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/adi/1/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/94/", "verse_text": "> kṛṣṇa-bhaktira bādhaka—yata śubhāśubha karma\n> seha eka jīvera ajñāna-tamo-dharma", "devanagari": "", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhaktira*—do serviço devocional a Kṛṣṇa; *bādhaka*—obstáculo; *yata*—todas; *śubha-aśubha*—auspiciosa ou inauspiciosa; *karma*—atividade; *seha*—essa; *eka*—uma; *jīvera*—da entidade viva; *ajñāna-tamaḥ*—da escuridão da ignorância; *dharma*—o caráter.", "translation": "**Toda espécie de atividades, tanto auspiciosas quanto inauspiciosas, que sejam prejudiciais à execução do serviço amoroso transcendental ao Senhor Śrī Kṛṣṇa são ações da escuridão da ignorância.**", "purport": "A comparação poética do Senhor Caitanya e do Senhor Nityānanda com o sol e a lua é muito significativa. As entidades vivas são centelhas espirituais, e sua posição constitucional consiste em prestar serviço devocional ao Senhor Supremo em plena consciência de Kṛṣṇa. As supostas atividades piedosas e outras práticas ritualísticas, piedosas ou ímpias, bem como o desejo de escapar da existência material, são todos considerados coberturas dessas centelhas espirituais. As entidades vivas precisam livrar-se dessas coberturas supérfluas e ocupar-se plenamente na consciência de Kṛṣṇa. O propósito do advento do Senhor Caitanya e do Senhor Nityānanda é dissipar a escuridão da alma. Antes de Seu advento, todas essas atividades supérfluas das entidades vivas encobriam a consciência de Kṛṣṇa, mas, após o advento desses dois irmãos, os corações das pessoas estão sendo purificados, e elas estão novamente situando-se na verdadeira posição da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/1/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/95/", "verse_text": "> yāṅhāra prasāde ei tamo haya nāśa\n> tamo nāśa kari' kare tattvera prakāśa", "devanagari": "", "synonyms": "*yāṅhāra*—cuja; *prasāde*—pela graça; *ei*—esta; *tamaḥ*—escuridão; *haya*—é; *nāśa*—destruída; *tamaḥ*—escuridão; *nāśa*—destruição; *kari'*—fazendo; *kare*—faz; *tattvera*—da verdade; *prakāśa*—revelação.", "translation": "**Pela graça do Senhor Caitanya e do Senhor Nityānanda, esta escuridão da ignorância é removida, e a verdade é trazida à luz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/96/", "verse_text": "> tattva-vastu—kṛṣṇa, kṛṣṇa-bhakti, prema-rūpa\n> nāma-saṅkīrtana—saba ānanda-svarūpa", "devanagari": "", "synonyms": "*tattva-vastu*—Verdade Absoluta; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *prema-rūpa*—assumindo a forma de amor pelo Senhor Kṛṣṇa; *nāma-saṅkīrtana*—canto congregacional do santo nome; *saba*—tudo; *ānanda*—de bem-aventurança; *svarūpa*—a identidade.", "translation": "**A Verdade Absoluta é Śrī Kṛṣṇa, e a devoção amorosa a Śrī Kṛṣṇa, manifestada em amor puro, alcança-se através do canto congregacional do santo nome, que é a essência de toda a bem-aventurança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/97/", "verse_text": "> sūrya candra bāhirera tamaḥ se vināśe\n> bahir-vastu ghaṭa-paṭa-ādi se prakāśe", "devanagari": "", "synonyms": "*sūrya*—o sol; *candra*—a lua; *bāhirera*—do mundo externo; *tamaḥ*—escuridão; *se*—eles; *vināśe*—destroem; *bahiḥ-vastu*—coisas externas; *ghaṭa*—potes de água; *paṭa-ādi*—espaço, etc.; *se*—eles; *prakāśe*—revelam.", "translation": "**O sol e a lua dissipam a escuridão do mundo externo e assim revelam objetos materiais externos, como potes e pratos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/98/", "verse_text": "> dui bhāi hṛdayera kṣāli' andhakāra\n> dui bhāgavata-saṅge karāna sākṣātkāra", "devanagari": "", "synonyms": "*dui*—dois; *bhāi*—irmãos; *hṛdayera*—do coração; *kṣāli'*—purificando; *andhakāra*—escuridão; *dui bhāgavata*—dos dois *bhāgavatas*; *saṅge*—pela associação; *karāna*—fazem; *sākṣāt-kāra*—um encontro.", "translation": "**Mas esses dois irmãos [o Senhor Caitanya e o Senhor Nityānanda] dissipam a escuridão do âmago do coração, e assim Eles ajudam a pessoa a encontrar os dois tipos de bhāgavatas [pessoas ou coisas em relação com a Personalidade de Deus].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/99/", "verse_text": "> eka bhāgavata baḍa—bhāgavata-śāstra\n> āra bhāgavata—bhakta bhakti-rasa-pātra", "devanagari": "", "synonyms": "*eka*—um; *bhāgavata*—em relação ao Senhor Supremo; *baḍa*—grande; *bhāgavata-śāstra*—*Śrīmad-Bhāgavatam*; *āra*—o outro; *bhāgavata*—em relação ao Senhor Supremo; *bhakta*—devoto puro; *bhakti-rasa*—da doçura da devoção; *pātra*—o receptáculo.", "translation": "**Um dos bhāgavatas é a grande escritura Śrīmad-Bhāgavatam, e o outro é o devoto puro absorto nas doçuras da devoção amorosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/100/", "verse_text": "> dui bhāgavata dvārā diyā bhakti-rasa\n> tāṅhāra hṛdaye tāṅra preme haya vaśa", "devanagari": "", "synonyms": "*dui*—dois; *bhāgavata*—os *bhāgavatas*; *dvārā*—por meio de; *diyā*—dando; *bhakti-rasa*—inspiração devocional; *tāṅhāra*—de Seu devoto; *hṛdaye*—no coração; *tāṅra*—dele; *preme*—pelo amor; *haya*—fica; *vaśa*—sob controle.", "translation": "**Por meio das ações desses dois bhāgavatas, o Senhor infunde as doçuras do serviço amoroso transcendental no coração de um ser vivo, e assim o Senhor, no coração de Seu devoto, fica sob o controle do amor do devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/101/", "verse_text": "> eka adbhuta—sama-kāle doṅhāra prakāśa\n> āra adbhuta—citta-guhāra tamaḥ kare nāśa", "devanagari": "", "synonyms": "*eka*—uma; *adbhuta*—coisa maravilhosa; *sama-kāle*—ao mesmo tempo; *doṅhāra*—de ambos; *prakāśa*—a manifestação; *āra*—a outra; *adbhuta*—coisa maravilhosa; *citta-guhāra*—do âmago do coração; *tamaḥ*—escuridão; *kare*—fazem; *nāśa*—destruição.", "translation": "**A primeira maravilha é que ambos os irmãos aparecem simultaneamente, e a outra é que Eles iluminam as profundezas mais íntimas do coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/102/", "verse_text": "> ei candra sūrya dui parama sadaya\n> jagatera bhāgye gauḍe karilā udaya", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—estes; *candra*—lua; *sūrya*—sol; *dui*—dois; *parama*—muito; *sa-daya*—bondosos; *jagatera*—das pessoas do mundo; *bhāgye*—para a fortuna; *gauḍe*—na terra de Gauḍa; *karilā*—fizeram; *udaya*—aparecimento.", "translation": "**Esses dois, o sol e a lua, são muito bondosos com as pessoas do mundo. Assim, para a boa fortuna de todos, Eles surgiram no horizonte de Bengala.**", "purport": "A célebre e antiga capital da dinastia Sena, conhecida como Gauḍadeśa ou Gauḍa, situava-se no que hoje é o moderno distrito de Maldah. Mais tarde, essa capital foi transferida para a nona ilha, ou ilha central, no lado ocidental do Ganges, em Navadvīpa, que hoje é conhecida como Māyāpur e que então se chamava Gauḍapura. O Senhor Caitanya apareceu ali, e o Senhor Nityānanda foi até lá e a Ele Se uniu, vindo do distrito de Birbhum. Eles surgiram no horizonte de Gauḍadeśa para difundir a ciência da consciência de Kṛṣṇa, e está predito que, à medida que o sol e a lua avançam gradualmente para o ocidente, o movimento que Eles iniciaram há quinhentos anos chegará às civilizações ocidentais por Sua misericórdia.\n\nCaitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu afastam os cinco tipos de ignorância das almas condicionadas. No *Mahābhārata, Udyoga-parva,* Quadragésimo Terceiro Capítulo, descrevem-se esses cinco tipos de ignorância. São eles: (1) aceitar que o corpo é o eu, (2) fazer da gratificação material dos sentidos o próprio critério de gozo, (3) estar ansioso devido à identificação material, (4) lamentar-se e (5) pensar que existe algo além da Verdade Absoluta. Os ensinamentos do Senhor Caitanya erradicam esses cinco tipos de ignorância. Tudo o que a pessoa vê ou de outro modo experimenta deve saber que é simplesmente uma exibição da energia da Suprema Personalidade de Deus. Tudo é uma manifestação de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/1/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/103/", "verse_text": "> sei dui prabhura kari caraṇa vandana\n> yāṅhā ha-ite vighna-nāśa abhīṣṭa-pūraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*sei*—esses; *dui*—dois; *prabhura*—dos Senhores; *kari*—eu faço; *caraṇa*—pés; *vandana*—reverência; *yāṅhā ha-ite*—dos quais; *vighna-nāśa*—destruição de obstáculos; *abhīṣṭa-pūraṇa*—realização de desejos.", "translation": "**Adoremos, portanto, os santos pés desses dois Senhores. Assim, a pessoa pode livrar-se de todas as dificuldades na senda da autorrealização.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/104/", "verse_text": "> ei dui śloke kaila maṅgala-vandana\n> tṛtīya ślokera artha śuna sarva-jana", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—estes; *dui*—dois; *śloke*—nos versos; *kaila*—eu fiz; *maṅgala*—auspiciosa; *vandana*—reverência; *tṛtīya*—terceiro; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *śuna*—por favor, ouvi; *sarva-jana*—todos.", "translation": "**Invoquei a bênção dos Senhores com esses dois versos. Agora, por favor, ouvi atentamente o significado do terceiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/105/", "verse_text": "> vaktavya-bāhulya, grantha-vistārera ḍare\n> vistāre nā varṇi, sārārtha kahi alpākṣare", "devanagari": "", "synonyms": "*vaktavya*—de palavras a serem ditas; *bāhulya*—elaboração; *grantha*—do livro; *vistārera*—do grande volume; *ḍare*—com receio; *vistāre*—de forma expandida; *nā*—não; *varṇi*—descrevo; *sāra-artha*—significado essencial; *kahi*—digo; *alpa-akṣare*—em poucas palavras.", "translation": "**Evito propositadamente a descrição extensa, com receio de aumentar o volume deste livro. Descreverei a essência da maneira mais concisa possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/106/", "verse_text": "> \"mitaṁ ca sāraṁ ca vaco hi vāgmitā\" iti", "devanagari": "", "synonyms": "*mitam*—conciso; *ca*—e; *sāram*—essencial; *ca*—e; *vacaḥ*—discurso; *hi*—certamente; *vāgmitā*—eloquência; *iti*—assim.", "translation": "**\"A verdade essencial dita de forma concisa é a verdadeira eloquência.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/107/", "verse_text": "> śunile khaṇḍibe cittera ajñānādi doṣa\n> kṛṣṇe gāḍha prema habe, pāibe santoṣa", "devanagari": "", "synonyms": "*śunile*—ao ouvir; *khaṇḍibe*—removerá; *cittera*—do coração; *ajñāna-ādi*—de ignorância, etc.; *doṣa*—as faltas; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *gāḍha*—profundo; *prema*—amor; *habe*—haverá; *pāibe*—obterá; *santoṣa*—satisfação.", "translation": "**O simples ouvir submisso libertará o coração de todas as faltas da ignorância, e assim a pessoa alcançará profundo amor por Kṛṣṇa. Esta é a senda da paz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/108-109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/108-109/", "verse_text": "> śrī-caitanya-nityānanda-advaita-mahattva\n> tāṅra bhakta-bhakti-nāma-prema-rasa-tattva\n\n> bhinna bhinna likhiyāchi kariyā vicāra\n> śunile jānibe saba vastu-tattva-sāra", "devanagari": "", "synonyms": "*śrī-caitanya*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—do Senhor Nityānanda; *advaita*—de Śrī Advaita; *mahattva*—grandeza; *tāṅra*—Seus; *bhakta*—devotos; *bhakti*—devoção; *nāma*—nomes; *prema*—amor; *rasa*—doçuras; *tattva*—natureza real; *bhinna bhinna*—diferentes; *likhiyāchi*—escrevi; *kariyā*—fazendo; *vicāra*—consideração; *śunile*—ao ouvir; *jānibe*—conhecerá; *saba*—toda; *vastu-tattva-sāra*—a essência da Verdade Absoluta.", "translation": "**Se a pessoa ouvir pacientemente as glórias de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrī Nityānanda Prabhu e Śrī Advaita Prabhu — e de Seus devotos, atividades devocionais, nomes, fama e das doçuras de Suas trocas amorosas transcendentais —, aprenderá a essência da Verdade Absoluta. Por isso, descrevi esses temas [no Caitanya-caritāmṛta] com lógica e discernimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/1/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/1/110/", "verse_text": "> śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n> caitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado *Caitanya-caritāmṛta*; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī Caitanya-caritāmṛta, seguindo seus passos.**", "purport": "*Assim terminam os significados Bhaktivedanta ao Śrī Caitanya-caritāmṛta, Ādi-līlā, Primeiro Capítulo, que descreve os mestres espirituais.*\n\n## Ādi-līlā, Capítulo 2"}
{"ref": "cc/adi/2/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/1/", "verse_text": "śrī-caitanya-prabhuṁ vande\nbālo 'pi yad-anugrahāt\ntaren nānā-mata-grāha-\nvyāptaṁ siddhānta-sāgaram", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্যপ্রভুং বন্দে বালোঽপি যদনুগ্রহাৎ ।\n> তরেন্নানমতগ্রাহব্যাপ্তং সিদ্ধান্তসাগরম্ ॥১॥", "synonyms": "*śrī-caitanya-prabhum*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vande*—ofereço reverências; *bālaḥ*—uma criança ignorante; *api*—mesmo; *yat*—de quem; *anugrahāt*—pela misericórdia; *taret*—pode atravessar; *nānā*—várias; *mata*—de teorias; *grāha*—os crocodilos; *vyāptam*—repleto de; *siddhānta*—de conclusões; *sāgaram*—o oceano.", "translation": "**Ofereço minhas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, por cuja misericórdia até uma criança ignorante pode atravessar a nado o oceano da verdade conclusiva, que está repleto dos crocodilos das mais variadas teorias.**", "purport": "Pela misericórdia da Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu, até mesmo um menino inexperiente, sem cultura educacional alguma, pode ser salvo do oceano da ignorância, que está repleto de diversos tipos de doutrinas filosóficas semelhantes a perigosos animais aquáticos. A filosofia de Buda, as apresentações argumentativas dos jñānīs, os sistemas de yoga de Patañjali e Gautama, e os sistemas de filósofos como Kaṇāda, Kapila e Dattātreya são criaturas perigosas no oceano da ignorância. Pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a pessoa pode ter compreensão verdadeira da essência do conhecimento, evitando essas concepções sectárias e aceitando os pés de lótus de Kṛṣṇa como a meta última da vida. Adoremos todos o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu por Sua graciosa misericórdia para com as almas condicionadas."}
{"ref": "cc/adi/2/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/2/", "verse_text": "kṛṣṇotkīrtana-gāna-nartana-kalā-pāthojani-bhrājitā\nsad-bhaktāvali-haṁsa-cakra-madhupa-śreṇī-vihārāspadam\nkarṇānandi-kala-dhvanir vahatu me jihvā-maru-prāṅgaṇe\nśrī-caitanya dayā-nidhe tava lasal-līlā-sudhā-svardhunī", "devanagari": "> কৃষ্ণোৎকীর্তনগাননর্তনকলাপাথোজনি-ভ্রাজিতা\n> সদ্ভক্তাবলিহংসচক্রমধুপশ্রেণীবিহারাস্পদম্ ।\n> কর্ণানন্দিকলধ্বনির্বহতু মে জিহ্বামরুপ্রাঙ্গণে\n> শ্রীচৈতন্যদয়ানিধে তব লসল্লীলাসুধাস্বর্ধুনী ॥২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *utkīrtana*—canto em voz alta; *gāna*—cantar; *nartana*—dançar; *kalā*—das demais belas-artes; *pāthaḥ-jani*—com lótus; *bhrājitā*—embelezada; *sat-bhakta*—de devotos puros; *āvali*—fileiras; *haṁsa*—de cisnes; *cakra*—pássaros cakravāka; *madhu-pa*—e abelhas; *śreṇī*—como enxames; *vihāra*—de prazer; *āspadam*—a morada; *karṇa-ānandi*—que alegra os ouvidos; *kala*—melodioso; *dhvaniḥ*—som; *vahatu*—que ela flua; *me*—minha; *jihvā*—da língua; *maru*—semelhante a um deserto; *prāṅgaṇe*—no pátio; *śrī-caitanya dayā-nidhe*—ó Senhor Caitanya, oceano de misericórdia; *tava*—de Ti; *lasat*—reluzente; *līlā-sudhā*—do néctar dos passatempos; *svardhunī*—o Ganges.", "translation": "**Ó meu misericordioso Senhor Caitanya, que as nectáreas águas do Ganges de Tuas atividades transcendentais fluam sobre a superfície de minha língua semelhante a um deserto. Embelezando essas águas estão as flores de lótus do cantar, do dançar e do canto em voz alta do santo nome de Kṛṣṇa, que são as moradas de prazer dos devotos imaculados. Esses devotos são comparados a cisnes, patos e abelhas. O fluir do rio produz um som melodioso que alegra seus ouvidos.**", "purport": "Nossas línguas sempre se ocupam em vibrar sons inúteis que não nos ajudam a perceber a paz transcendental. A língua é comparada a um deserto porque o deserto necessita de um suprimento constante de água refrescante para se tornar fértil e frutífero. A água é a substância de que mais se necessita no deserto. O prazer transitório derivado de assuntos mundanos como arte, cultura, política, sociologia, filosofia árida, poesia e assim por diante é comparado a uma mera gota de água, pois, embora tais assuntos possuam uma característica qualitativa de prazer transcendental, estão saturados dos modos da natureza material. Por conseguinte, nem coletiva nem individualmente podem satisfazer as vastas necessidades da língua semelhante a um deserto. Apesar de clamar em diversas conferências, a língua semelhante a um deserto continua, portanto, ressequida. Por essa razão, pessoas de todas as partes do mundo devem chamar pelos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que são comparados a cisnes a nadar ao redor dos belos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ou a abelhas a zumbir em torno de Seus pés de lótus em prazer transcendental, em busca de mel. A secura da felicidade material não pode ser umedecida pelos supostos filósofos que clamam por Brahman, liberação e semelhantes objetos áridos de especulação. O anseio próprio da alma é diferente. A alma só pode ser consolada pela misericórdia do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus muitos devotos genuínos, que jamais abandonam os pés de lótus do Senhor para se tornarem imitadores de Mahāprabhus, mas todos se agarram a Seus pés de lótus como abelhas que nunca deixam uma flor de lótus embebida em mel.\n\nO movimento de consciência de Kṛṣṇa do Senhor Caitanya está repleto de dança e canto sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Aqui ele é comparado às águas puras do Ganges, que estão repletas de flores de lótus. Os desfrutadores dessas flores de lótus são os devotos puros, que são como abelhas e cisnes. Eles cantam como o fluir do Ganges, o rio do reino celestial. O autor deseja que tais ondas de fluir tão doce cubram sua língua. Ele humildemente se compara às pessoas materialistas que sempre se ocupam em conversas áridas das quais não obtêm satisfação alguma. Se elas usassem suas línguas áridas para cantar o santo nome do Senhor — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare —, como exemplificou o Senhor Caitanya, saboreariam o doce néctar e desfrutariam da vida."}
{"ref": "cc/adi/2/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/3/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Gaurāṅga.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e ao Senhor Śrī Nityānanda. Todas as glórias a Advaitacandra, e todas as glórias aos devotos do Senhor Gaurāṅga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/4/", "verse_text": "tṛtīya ślokera artha kari vivaraṇa\nvastu-nirdeśa-rūpa maṅgalācaraṇa", "devanagari": "> তৃতীয় শ্লোকের অর্থ করি বিবরণ ।\n> বস্তু-নির্দেশরূপ মঙ্গলাচরণ ॥৪॥", "synonyms": "*tṛtīya*—terceiro; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *kari*—faço; *vivaraṇa*—descrição; *vastu*—da Verdade Absoluta; *nirdeśa-rūpa*—na forma de delineamento; *maṅgala*—auspiciosa; *ācaraṇa*—conduta.", "translation": "**Permitam-me descrever o significado do terceiro verso [dos primeiros catorze]. Trata-se de uma vibração auspiciosa que descreve a Verdade Absoluta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/5/", "verse_text": "yad advaitaṁ brahmopaniṣadi tad apy asya tanu-bhā\nya ātmāntar-yāmī puruṣa iti so 'syāṁśa-vibhavaḥ\nṣaḍ-aiśvaryaiḥ pūrṇo ya iha bhagavān sa svayam ayaṁ\nna caitanyāt krṣṇāj jagati para-tattvaṁ param iha", "devanagari": "> যদদ্বৈতং ব্রহ্মোপনিষদি তদপ্যস্য তনুভা\n> য আত্মান্তর্যামী পুরুষ ইতি সোঽস্যাংশবিভবঃ ।\n> ষড়ৈশ্বর্যৈঃ পূর্ণো য ইহ ভগবান্ স স্বয়ময়ং\n> ন চৈতন্যাৎ কৃষ্ণাজ্জগতি পরতত্ত্বং পরমিহ ॥৫॥", "synonyms": "*yat*—aquilo que; *advaitam*—não dual; *brahma*—o Brahman impessoal; *upaniṣadi*—nos *Upaniṣads*; *tat*—aquele; *api*—certamente; *asya*—Sua; *tanu-bhā*—a refulgência de Seu corpo transcendental; *yaḥ*—que; *ātmā*—a Superalma; *antaḥ-yāmī*—o Senhor interior; *puruṣaḥ*—o desfrutador supremo; *iti*—assim; *saḥ*—Ele; *asya*—Sua; *aṁśa-vibhavaḥ*—expansão de uma porção plenária; *ṣaṭ-aiśvaryaiḥ*—com as seis opulências; *pūrṇaḥ*—pleno; *yaḥ*—que; *iha*—aqui; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *saḥ*—Ele; *svayam*—Ele mesmo; *ayam*—este; *na*—não; *caitanyāt*—do que o Senhor Caitanya; *kṛṣṇāt*—do que o Senhor Kṛṣṇa; *jagati*—no mundo; *para*—maior; *tattvam*—verdade; *param*—outra; *iha*—aqui.", "translation": "**Aquilo que os *Upaniṣads* descrevem como o Brahman impessoal nada mais é que a refulgência de Seu corpo, e o Senhor conhecido como a Superalma nada mais é que Sua porção plenária localizada. Ele é a Suprema Personalidade de Deus, o próprio Kṛṣṇa, pleno das seis opulências. Ele é a Verdade Absoluta, e nenhuma outra verdade é maior do que Ele ou igual a Ele.**", "purport": "Os compiladores dos *Upaniṣads* falam muito elogiosamente do Brahman impessoal. Os *Upaniṣads*, que são considerados a porção mais elevada da literatura Védica, destinam-se a pessoas que desejam livrar-se da associação material e que, por isso, se aproximam de um mestre espiritual genuíno em busca de iluminação. O prefixo *upa-* indica que se deve receber de um mestre espiritual o conhecimento acerca da Verdade Absoluta. Quem tem fé em seu mestre espiritual recebe de fato instrução transcendental e, à medida que seu apego à vida material afrouxa, torna-se capaz de avançar na senda espiritual. O conhecimento da ciência transcendental dos *Upaniṣads* pode libertar a pessoa do enredamento da existência no mundo material, e, uma vez liberada, ela pode elevar-se ao reino espiritual da Suprema Personalidade de Deus mediante o avanço na vida espiritual.\n\nO início da iluminação espiritual é a percepção do Brahman impessoal. Tal percepção efetua-se pela negação gradual da variedade material. A percepção do Brahman impessoal é a experiência parcial e distante da Verdade Absoluta que se alcança através da abordagem racional. É comparada a alguém que vê uma colina à distância e a toma por uma nuvem de fumaça. Uma colina não é uma nuvem de fumaça, mas parece sê-lo à distância, devido à nossa visão imperfeita. Na percepção imperfeita ou enfumaçada da Verdade Absoluta, a variedade espiritual brilha por sua ausência. Essa experiência chama-se, portanto, *advaita-vāda*, ou percepção da unidade do Absoluto.\n\nA refulgência impessoal e brilhante do Brahman consiste apenas nos raios corpóreos pessoais da Divindade Suprema, Śrī Kṛṣṇa. Como Śrī Gaurasundara, ou o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, é idêntico ao próprio Śrī Kṛṣṇa, a refulgência Brahman consiste nos raios de Seu corpo transcendental.\n\nDe modo semelhante, a Superalma, que é chamada Paramātmā, é uma representação plenária de Caitanya Mahāprabhu. O *antar-yāmī*, a Superalma no coração de todos, é o controlador de todas as entidades vivas. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/15/15|(Bg. 15.15)]], onde o Senhor Kṛṣṇa diz, *sarvasya cāhaṁ hṛdi sanniviṣṭaḥ*/ \"Estou situado no coração de todos.\" O *Bhagavad-gītā* [[bg/5/29|(Bg. 5.29)]] também afirma, *bhoktāraṁ yajña-tapasāṁ sarva-loka-maheśvaram*, indicando que o Senhor Supremo, agindo em Sua expansão como a Superalma, é o proprietário de tudo. Igualmente, o *Brahma-saṁhitā* (5.35) declara, *aṇḍāntara-stha-paramāṇu-cayāntara-stham*. O Senhor está presente em toda parte, dentro do coração de toda entidade viva e também dentro de todos e cada um dos átomos. Assim, por esse aspecto de Superalma, o Senhor é onipenetrante.\n\nAdemais, o Senhor Caitanya é também o senhor de toda riqueza, força, fama, beleza, conhecimento e renúncia, porque Ele é o próprio Śrī Kṛṣṇa. Ele é descrito como *pūrṇa*, ou completo. No aspecto do Senhor Caitanya, o Senhor é um renunciante ideal, assim como Śrī Rāma foi um rei ideal. Ele aceitou a ordem de *sannyāsa* e exemplificou princípios extraordinariamente maravilhosos em Sua própria vida. Ninguém pode comparar-se a Ele na ordem de *sannyāsa*. Embora em Kali-yuga a aceitação da ordem de *sannyāsa* seja geralmente proibida, o Senhor Caitanya a aceitou porque Ele é completo em renúncia. Os outros não podem imitá-lO, mas apenas seguir Seus passos tanto quanto possível. Aqueles que não estão aptos para essa ordem de vida são estritamente proibidos pelos preceitos dos *śāstras* de aceitá-la. O Senhor Caitanya, contudo, é completo tanto em renúncia quanto em todas as demais opulências. Ele é, portanto, o princípio máximo da Verdade Absoluta.\n\nMediante um estudo analítico da verdade do Senhor Caitanya, a pessoa descobrirá que Ele não é diferente da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; ninguém é maior do que Ele, nem sequer igual a Ele. No *Bhagavad-gītā* [[bg/7/7|(Bg. 7.7)]], o Senhor Kṛṣṇa diz a Arjuna, *mattaḥ parataraṁ nānyat kiñcid asti dhanañjaya*: \"Ó conquistador de riquezas [Arjuna], não há verdade superior a Mim.\" Assim, confirma-se aqui que não há verdade mais elevada do que o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya.\n\nO Brahman impessoal é a meta daqueles que cultivam o estudo de livros de conhecimento transcendental, e a Superalma é a meta daqueles que realizam as práticas de *yoga*. Quem conhece a Suprema Personalidade de Deus ultrapassa a percepção tanto do Brahman quanto do Paramātmā, porque Bhagavān é a plataforma máxima do conhecimento absoluto.\n\nA Personalidade de Deus é a forma completa de *sac-cid-ānanda* (vida, conhecimento e bem-aventurança plenos). Pela percepção da porção *sat* do Todo Completo (existência ilimitada), percebe-se o Brahman impessoal do Senhor. Pela percepção da porção *cit* do Todo Completo (conhecimento ilimitado), pode-se perceber o aspecto localizado do Senhor, o Paramātmā. Nenhuma dessas percepções parciais do Todo Completo, porém, pode ajudar alguém a perceber *ānanda*, ou a bem-aventurança completa. Sem essa percepção de *ānanda*, o conhecimento da Verdade Absoluta é incompleto.\n\nEste verso do *Caitanya-caritāmṛta*, de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, é confirmado por uma declaração paralela no *Tattva-sandarbha*, de Śrīla Jīva Gosvāmī. Na Oitava Parte do *Tattva-sandarbha*, afirma-se que a Verdade Absoluta às vezes é abordada como o Brahman impessoal, o qual, embora espiritual, é apenas uma representação parcial da Verdade Absoluta. Nārāyaṇa, a Deidade predominante em Vaikuṇṭha, deve ser conhecido como uma expansão de Śrī Kṛṣṇa, mas Śrī Kṛṣṇa é a Suprema Verdade Absoluta, o objeto do amor transcendental de todas as entidades vivas."}
{"ref": "cc/adi/2/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/6/", "verse_text": "brahma, ātmā, bhagavān--anuvāda tina\naṅga-prabhā, aṁśa, svarūpa--tina vidheya-cihna", "devanagari": "> ব্রহ্ম, আত্মা, ভগবান্ — অনুবাদ তিন ।\n> অঙ্গপ্রভা, অংশ, স্বরূপ — তিন বিধেয়-চিহ্ন ॥৬॥", "synonyms": "*brahma*—o Brahman impessoal; *ātmā*—o Paramātmā localizado; *bhagavān*—a Personalidade de Deus; *anuvāda*—sujeitos; *tina*—três; *aṅga-prabhā*—refulgência corpórea; *aṁśa*—manifestação parcial; *svarūpa*—forma original; *tina*—três; *vidheya-cihna*—predicados.", "translation": "**O Brahman impessoal, o Paramātmā localizado e a Personalidade de Deus são três sujeitos, e a reluzente refulgência, a manifestação parcial e a forma original são seus três respectivos predicados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/7/", "verse_text": "anuvāda āge, pāche vidheya sthāpana\nsei artha kahi, śuna śāstra-vivaraṇa", "devanagari": "> অনুবাদ আগে, পাছে বিধেয় স্থাপন ।\n> সেই অর্থ কহি, শুন শাস্ত্র-বিবরণ ॥৭॥", "synonyms": "*anuvāda*—o sujeito; *āge*—primeiro; *pāche*—depois; *vidheya*—o predicado; *sthāpana*—colocando; *sei*—este; *artha*—o significado; *kahi*—falo; *śuna*—por favor, escutai; *śāstra-vivaraṇa*—à descrição das escrituras.", "translation": "**Um predicado sempre segue seu sujeito. Agora explicarei o significado deste verso conforme as escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/8/", "verse_text": "svayaṁ bhagavān kṛṣṇa, viṣṇu-paratattva\npūrṇa-jñāna pūrṇānanda parama mahattva", "devanagari": "> স্বয়ং ভগবান্ কৃষ্ণ, বিষ্ণু-পরতত্ত্ব ।\n> পূর্ণজ্ঞান পূর্ণানন্দ পরম মহত্ত্ব ॥৮॥", "synonyms": "*svayam*—Ele mesmo; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *viṣṇu*—do onipenetrante Viṣṇu; *para-tattva*—a verdade última; *pūrṇa-jñāna*—conhecimento pleno; *pūrṇa-ānanda*—bem-aventurança plena; *parama*—suprema; *mahattva*—grandeza.", "translation": "**Kṛṣṇa, a forma original da Personalidade de Deus, é o summum bonum do onipenetrante Viṣṇu. Ele é todo o conhecimento perfeito e toda a bem-aventurança perfeita. Ele é a Transcendência Suprema.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/9/", "verse_text": "'nanda-suta' bali' yāṅre bhāgavate gāi\nsei kṛṣṇa avatīrṇa caitanya-gosāñi", "devanagari": "> ‘নন্দসুত’ বলি, যাঁরে ভাগবতে গাই ।\n> সেই কৃষ্ণ অবতীর্ণ চৈতন্যগোসাঞি ॥৯॥", "synonyms": "*nanda-suta*—o filho de Nanda Mahārāja; *bali'*—como; *yāṅre*—quem; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *gāi*—é cantado; *sei*—aquele; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatīrṇa*—descido; *caitanya-gosāñi*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Aquele que o *Śrīmad-Bhāgavatam* descreve como o filho de Nanda Mahārāja desceu à Terra como o Senhor Caitanya.**", "purport": "Segundo as regras de organização retórica para uma composição eficiente em literatura, um sujeito deve ser mencionado antes de seu predicado. A literatura Védica menciona com frequência o Brahman, o Paramātmā e o Bhagavān, e, por isso, esses três termos são amplamente conhecidos como os sujeitos da compreensão transcendental. Mas não é amplamente conhecido que aquilo que se aborda como o Brahman impessoal é a refulgência do corpo transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Tampouco é amplamente conhecido que a Superalma, ou Paramātmā, é apenas uma representação parcial do Senhor Caitanya, que é idêntico ao próprio Bhagavān. Por conseguinte, as descrições do Brahman como a refulgência do Senhor Caitanya, do Paramātmā como Sua representação parcial e da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, como idêntica ao Senhor Caitanya Mahāprabhu devem ser verificadas mediante evidência das literaturas Védicas autorizadas.\n\nO autor deseja estabelecer, primeiramente, que a essência dos *Vedas* é o viṣṇu-tattva, a Verdade Absoluta, Viṣṇu, o onipenetrante Deus. O viṣṇu-tattva tem diferentes categorias, das quais a mais elevada é o Senhor Kṛṣṇa, o derradeiro viṣṇu-tattva, como se confirma no *Bhagavad-gītā* e em toda a literatura Védica. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, essa mesma Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é descrita como Nanda-suta, o filho do rei Nanda. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī diz que Nandasuta voltou a aparecer como o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, porque a conclusão da literatura Védica é que não há diferença entre o Senhor Kṛṣṇa e o Senhor Caitanya Mahāprabhu. É isso que o autor provará. Uma vez assim provado que Śrī Kṛṣṇa é a origem de todos os tattvas (verdades), a saber, Brahman, Paramātmā e Bhagavān, e que não há diferença entre Śrī Kṛṣṇa e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, não será difícil compreender que Śrī Caitanya Mahāprabhu é também a mesma origem de todos os tattvas. A mesma Verdade Absoluta, conforme Se revela aos estudantes de diferentes níveis de compreensão, é chamada de Brahman, Paramātmā e Bhagavān."}
{"ref": "cc/adi/2/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/10/", "verse_text": "prakāśa-viśeṣe teṅha dhare tina nāma\nbrahma, paramātmā āra svayaṁ-bhagavān", "devanagari": "> প্রকাশবিশেষে তেঁহ ধরে তিন নাম ।\n> ব্রহ্ম, পরমাত্মা আর স্বয়ং-ভগবান্ ॥১০॥", "synonyms": "*prakāśa*—de manifestação; *viśeṣe*—em variedade; *teṅha*—Ele; *dhare*—detém; *tina*—três; *nāma*—nomes; *brahma*—Brahman; *paramātmā*—Paramātmā (Superalma); *āra*—e; *svayam*—Ele mesmo; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Em termos de Suas várias manifestações, Ele é conhecido em três aspectos, chamados o Brahman impessoal, o Paramātmā localizado e a Personalidade de Deus original.**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī explicou a palavra *bhagavān* em seu *Bhagavat-sandarbha*. A Personalidade de Deus, sendo plena de todas as potências concebíveis e inconcebíveis, é o Todo Supremo absoluto. O Brahman impessoal é uma manifestação parcial da Verdade Absoluta percebida na ausência dessas potências completas. A primeira sílaba da palavra *bhagavān* é *bha*, que significa \"sustentador\" e \"protetor\". A letra seguinte, *ga*, significa \"líder\", \"impulsor\" e \"criador\". *Va* significa \"morada\" (todos os seres vivos moram no Senhor Supremo, e o Senhor Supremo mora no coração de todo ser vivo). Combinando todos esses conceitos, a palavra *bhagavān* carrega o significado de potência inconcebível em conhecimento, energia, força, opulência, poder e influência, desprovida de toda variedade de inferioridade. Sem tais potências inconcebíveis, não se pode sustentar nem proteger plenamente. Nossa civilização moderna é sustentada por arranjos científicos concebidos por muitos grandes cérebros científicos. Podemos, portanto, simplesmente imaginar o cérebro gigantesco cujos arranjos sustentam a gravidade do número ilimitado de planetas e satélites e que cria o espaço ilimitado em que eles flutuam. Se considerarmos a inteligência necessária para pôr em órbita satélites feitos pelo homem, não poderemos deixar-nos enganar pensando que não existe uma inteligência gigantesca responsável pelos arranjos dos diversos sistemas planetários. Não há razão para crer que todos os gigantescos planetas flutuem no espaço sem o arranjo superior de uma inteligência superior. Esse assunto é tratado claramente no *Bhagavad-gītā* [[bg/15/13|(Bg. 15.13)]], onde a Personalidade de Deus diz: \"Eu entro em cada planeta, e, por Minha energia, eles permanecem em órbita.\" Se os planetas não estivessem presos nas mãos da Personalidade de Deus, todos eles se espalhariam como poeira no ar. Os cientistas modernos só conseguem explicar de modo impraticável essa força inconcebível da Personalidade de Deus.\n\nAs potências das sílabas *bha, ga* e *va* aplicam-se em termos de muitos significados diferentes. Por meio de Seus diferentes agentes potenciais, o Senhor protege e sustenta tudo, mas Ele mesmo protege e sustenta pessoalmente apenas Seus devotos, assim como um rei sustenta e protege pessoalmente seus próprios filhos, ao passo que confia a proteção e a sustentação do estado a vários agentes administrativos. O Senhor é o líder de Seus devotos, como aprendemos no *Bhagavad-gītā*, que menciona que a Personalidade de Deus instrui pessoalmente Seus devotos amorosos sobre como fazer progresso seguro na senda da devoção e, assim, aproximar-se com certeza do reino de Deus. O Senhor é também o receptor de toda a adoração que Lhe oferecem Seus devotos, para quem Ele é o objetivo e a meta. Para Seus devotos, o Senhor cria uma condição favorável ao desenvolvimento de um sentimento de amor transcendental a Deus. Às vezes, Ele faz isso tirando à força os apegos materiais do devoto e frustrando todos os seus agentes protetores materiais, pois assim o devoto precisa depender completamente da proteção do Senhor. Dessa maneira, o Senhor prova ser o líder de Seus devotos.\n\nO Senhor não está diretamente apegado à criação, manutenção e destruição do mundo material, pois está eternamente ocupado no desfrute de bem-aventurança transcendental com Sua parafernália potencial interna. Contudo, como iniciador da energia material, bem como da potência marginal (os seres vivos), Ele Se expande como os *puruṣa-avatāras*, que são investidos de potências semelhantes às Suas. Os *puruṣa-avatāras* também estão na categoria de *bhagavat-tattva*, porque todos e cada um deles são idênticos à forma original da Personalidade de Deus. As entidades vivas são Suas partículas infinitesimais e são qualitativamente unas com Ele. Elas são enviadas a este mundo material para o desfrute material, a fim de satisfazerem seus desejos de serem indivíduos independentes, mas, ainda assim, estão sujeitas à vontade suprema do Senhor. O Senhor Se delega no estado de Superalma para supervisionar os arranjos para esse desfrute material. O exemplo de uma feira temporária é bastante apropriado a esse respeito. Se os cidadãos de um estado se reúnem numa feira para se divertirem por um curto período, o governo designa um oficial especial para supervisioná-la. Tal oficial é investido de todo o poder governamental e, por isso, é idêntico ao governo. Quando a feira termina, não há necessidade de tal oficial, e ele regressa ao lar. O Paramātmā é comparado a esse oficial.\n\nOs seres vivos não são tudo em todos. Eles são, sem dúvida, partes do Senhor Supremo e são qualitativamente unos com Ele; no entanto, estão sujeitos ao Seu controle. Assim, eles jamais são iguais ao Senhor nem unos com Ele. O Senhor que Se associa com o ser vivo é o Paramātmā, ou ser vivo supremo. Ninguém, portanto, deve considerar que os diminutos seres vivos e o ser vivo supremo estejam no mesmo nível.\n\nA verdade onipenetrante que existe eternamente durante a criação, manutenção e aniquilação do mundo material, e na qual os seres vivos repousam em transe, chama-se Brahman impessoal."}
{"ref": "cc/adi/2/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/11/", "verse_text": "vadanti tat tattva-vidas\ntattvaṁ yaj jñānam advayam\nbrahmeti paramātmeti\nbhagavān iti śabdyate", "devanagari": "> বদন্তি তত্তত্ত্ববিদস্তত্ত্বং যজ্জ্ঞানমদ্বয়ম্ ।\n> ব্রহ্মেতি পরমাত্মেতি ভগবানিতি শব্দ্যতে ॥১১॥", "synonyms": "*vadanti*—eles dizem; *tat*—essa; *tattva-vidaḥ*—as almas eruditas; *tattvam*—a Verdade Absoluta; *yat*—que; *jñānam*—conhecimento; *advayam*—não dual; *brahma*—Brahman; *iti*—assim; *paramātmā*—Paramātmā; *iti*—assim; *bhagavān*—Bhagavān; *iti*—assim; *śabdyate*—é conhecida.", "translation": "**\"Os transcendentalistas eruditos que conhecem a Verdade Absoluta dizem que ela é conhecimento não dual e é chamada de Brahman impessoal, Paramātmā localizado e Personalidade de Deus.\"**", "purport": "Este verso sânscrito aparece como o décimo primeiro verso do Segundo Capítulo do Primeiro Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*, onde Sūta Gosvāmī responde às perguntas dos sábios encabeçados por Śaunaka Ṛṣi a respeito da essência de todas as instruções das escrituras. Tattva-vidaḥ refere-se às pessoas que têm conhecimento da Verdade Absoluta. Elas certamente conseguem compreender o conhecimento sem dualidade, porque se encontram no plano espiritual. A Verdade Absoluta é conhecida ora como Brahman, ora como Paramātmā, ora como Bhagavān. As pessoas que conhecem a verdade sabem que aquele que tenta aproximar-se do Absoluto unicamente pela especulação mental acabará por compreender o Brahman impessoal, e aquele que tenta aproximar-se do Absoluto através da prática de yoga será capaz de compreender o Paramātmā, mas aquele que tem conhecimento completo e compreensão espiritual compreende a forma espiritual do Bhagavān, a Personalidade de Deus.\n\nOs devotos da Personalidade de Deus sabem que Śrī Kṛṣṇa, o filho do rei de Vraja, é a Verdade Absoluta. Eles não fazem distinção entre o nome, a forma, a qualidade e os passatempos de Śrī Kṛṣṇa. Deve-se entender que aquele que deseja separar o nome, a forma e as qualidades absolutas do Senhor carece de conhecimento absoluto. Um devoto puro sabe que, ao cantar o nome transcendental Kṛṣṇa, Śrī Kṛṣṇa está presente como som transcendental. Por isso, ele canta com pleno respeito e veneração. Quando vê as formas de Śrī Kṛṣṇa, ele não vê nada diferente do Senhor. Quem vê de outra maneira deve ser considerado destreinado em conhecimento absoluto. Essa carência de conhecimento absoluto é chamada de māyā. Aquele que não é consciente de Kṛṣṇa é governado pelo encanto da māyā, sob o controle de uma dualidade no conhecimento. No Absoluto, todas as manifestações do Senhor Supremo são não duais, assim como as multifárias formas de Viṣṇu, o controlador da māyā, são não duais. Os filósofos empíricos que perseguem o Brahman impessoal aceitam apenas o conhecimento de que a personalidade da entidade viva não é diferente da personalidade do Senhor Supremo, e os yogīs místicos que tentam localizar o Paramātmā aceitam apenas o conhecimento de que a alma pura não é diferente da Superalma. A concepção absoluta de um devoto puro, contudo, inclui todas as demais. Um devoto nada vê senão em sua relação com Kṛṣṇa e, portanto, sua compreensão é a mais perfeita de todas."}
{"ref": "cc/adi/2/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/12/", "verse_text": "tāṅhāra aṅgera śuddha kiraṇa-maṇḍala\nupaniṣat kahe tāṅre brahma sunirmala", "devanagari": "> তাঁহার অঙ্গের শুদ্ধ কিরণ-মণ্ডল ।\n> উপনিষৎ কহে তাঁরে ব্রহ্ম সুনির্মল ॥১২॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—Seu; *aṅgera*—do corpo; *śuddha*—puros; *kiraṇa*—de raios; *maṇḍala*—o âmbito; *upaniṣat*—os Upaniṣads; *kahe*—dizem; *tāṅre*—a isso; *brahma*—Brahman; *su-nirmala*—transcendental.", "translation": "**Aquilo que os *Upaniṣads* chamam de Brahman transcendental e impessoal é o âmbito da reluzente refulgência dessa mesma Pessoa Suprema.**", "purport": "Três mantras do Muṇḍaka Upaniṣad (2.2.9-11) fornecem informações sobre a refulgência corpórea da Suprema Personalidade de Deus. Eles afirmam:\n\nhiraṇmaye pare kośe\nvirajaṁ brahma niṣkalam\ntac chubhraṁ jyotiṣāṁ jyotis\ntad yad ātma-vido viduḥ\n\nna tatra sūryo bhāti na candra-tārakaṁ\nnemā vidyuto bhānti kuto 'yam agniḥ\ntam eva bhāntam anubhāti sarvaṁ\ntasya bhāsā sarvam idaṁ vibhāti\n\nbrahmaivedam amṛtaṁ purastād brahma\npaścād brahma dakṣiṇataś cottareṇa\nadhaś cordhvaṁ ca prasṛtaṁ brahmai-\nvedaṁ viśvam idaṁ variṣṭham\n\n\"No reino espiritual, além da cobertura material, está a ilimitada refulgência do Brahman, que é livre de contaminação material. Os transcendentalistas compreendem que essa refulgente luz branca é a luz de todas as luzes. Naquele reino não há necessidade da luz do sol, da luz da lua, do fogo ou da eletricidade para a iluminação. De fato, toda iluminação que aparece no mundo material é apenas um reflexo dessa iluminação suprema. Esse Brahman está na frente e atrás, ao norte, ao sul, a leste e a oeste, e também acima e abaixo. Em outras palavras, essa suprema refulgência do Brahman estende-se por toda parte, tanto no céu material quanto no espiritual.\""}
{"ref": "cc/adi/2/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/13/", "verse_text": "carma-cakṣe dekhe yaiche sūrya nirviśeṣa\njñāna-mārge laite nāre kṛṣṇera viśeṣa", "devanagari": "> চর্মচক্ষে দেখে যৈছে সূর্য নির্বিশেষ ।\n> জ্ঞানমার্গে লৈতে নারে কৃষ্ণের বিশেষ ॥১৩॥", "synonyms": "*carma-cakṣe*—com o olho nu; *dekhe*—vê-se; *yaiche*—assim como; *sūrya*—o sol; *nirviśeṣa*—sem variedade; *jñāna-mārge*—pela senda da especulação filosófica; *laite*—aceitar; *nāre*—não se é capaz; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viśeṣa*—a variedade.", "translation": "**Assim como, com o olho nu, não se pode conhecer o sol senão como uma substância brilhante, também, por meio da mera especulação filosófica, não se pode compreender as variedades transcendentais do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/14/", "verse_text": "yasya prabhā prabhavato jagad-aṇḍa-koṭi-\nkoṭīṣv aśeṣa-vasudhādi-vibhūti-bhinnam\ntad brahma niṣkalam anantam aśeṣa-bhūtaṁ\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> যস্য প্রভা প্রভবতো জগদণ্ডকোটি-\n> কোটিষ্বশেষবসুধাদিবিভূতিভিন্নম্ ।\n> তদ্ব্রহ্ম নিষ্কলমনন্তমশেষভূতং\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥১৪॥", "synonyms": "*yasya*—de quem; *prabhā*—a refulgência; *prabhavataḥ*—daquele que sobressai em poder; *jagat-aṇḍa*—de universos; *koṭi-koṭīṣu*—em milhões e milhões; *aśeṣa*—ilimitados; *vasudhā-ādi*—com planetas, etc; *vibhūti*—com opulências; *bhinnam*—tornando-se variegada; *tat*—esse; *brahma*—Brahman; *niṣkalam*—sem partes; *anantam*—ilimitado; *aśeṣa-bhūtam*—sendo completo; *govindam*—o Senhor Govinda; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**[O Senhor Brahmā disse:] \"Adoro Govinda, o Senhor primordial, que é dotado de grande poder. A refulgência brilhante de Sua forma transcendental é o Brahman impessoal, que é absoluto, completo e ilimitado e que exibe as variedades de incontáveis planetas, com suas diferentes opulências, em milhões e milhões de universos.**", "purport": "Este verso aparece na *Brahma-saṁhitā* (5.40). Cada um dos incontáveis universos está repleto de inumeráveis planetas com diferentes constituições e atmosferas. Todos eles provêm do ilimitado Brahman não dual, ou Todo Completo, que existe em conhecimento absoluto. A origem dessa ilimitada refulgência do Brahman é o corpo transcendental de Govinda, a quem se oferecem respeitosas reverências como a original e suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/2/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/15/", "verse_text": "koṭī koṭī brahmāṇḍe ye brahmera vibhūti\nsei brahma govindera haya aṅga-kānti", "devanagari": "> কোটী কোটী ব্রহ্মাণ্ডে যে ব্রহ্মের বিভূতি ।\n> সেই ব্রহ্ম গোবিন্দের হয় অঙ্গকান্তি ॥১৫॥", "synonyms": "*koṭī*—dezenas de milhões; *koṭī*—dezenas de milhões; *brahma-aṇḍe*—em universos; *ye*—que; *brahmera*—do Brahman; *vibhūti*—opulências; *sei*—esse; *brahma*—Brahman; *govindera*—do Senhor Govinda; *haya*—é; *aṅga-kānti*—a refulgência corpórea.", "translation": "**\"As opulências do Brahman impessoal espalham-se por milhões e milhões de universos. Esse Brahman nada mais é que a refulgência corpórea de Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/16/", "verse_text": "sei govinda bhaji āmi, tehoṅ mora pati\ntāṅhāra prasāde mora haya sṛṣṭi-śakti", "devanagari": "> সেই গোবিন্দ ভজি আমি, তেহোঁ মোর পতি ।\n> তাঁহার প্রসাদে মোর হয় সৃষ্টিশক্তি ॥১৬॥", "synonyms": "*sei*—esse; *govinda*—o Senhor Govinda; *bhaji*—adoro; *āmi*—eu; *tehoṅ*—Ele; *mora*—meu; *pati*—Senhor; *tāṅhāra*—Sua; *prasāde*—pela misericórdia; *mora*—meu; *haya*—torna-se; *sṛṣṭi*—de criação; *śakti*—poder.", "translation": "**\"Adoro Govinda. Ele é meu Senhor. Somente por Sua graça recebo o poder de criar o universo.\"**", "purport": "Embora o sol esteja situado bem distante dos demais planetas, seus raios sustentam e mantêm a todos. De fato, o sol difunde seu calor e sua luz por todo o universo. De modo semelhante, o sol supremo, Govinda, difunde Seu calor e Sua luz por toda parte sob a forma de Suas diferentes potências. O calor e a luz do sol não são diferentes do sol. Da mesma maneira, as ilimitadas potências de Govinda não são diferentes do próprio Govinda. Por conseguinte, o Brahman onipenetrante é o onipenetrante Govinda. O *Bhagavad-gītā* (14.27) menciona claramente que o Brahman impessoal depende de Govinda. Essa é a verdadeira concepção do conhecimento absoluto."}
{"ref": "cc/adi/2/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/17/", "verse_text": "munayo vāta-vāsanāḥ\nśramaṇā ūrdhva-manthinaḥ\nbrahmākhyaṁ dhāma te yānti\nśāntāḥ sannyāsino 'malāḥ", "devanagari": "> মুনয়ো বাতবাসনাঃ শ্রমণা ঊর্দ্ধ্বমন্থিনঃ ।\n> ব্রহ্মাখ্যং ধাম তে যান্তি শান্তাঃ সন্ন্যাসিনোঽমলাঃ ॥১৭॥", "synonyms": "*munayaḥ*—santos; *vāta-vāsanāḥ*—nus; *śramanāḥ*—que realizam severas penitências físicas; *ūrdhva*—elevado; *manthinaḥ*—cujo sêmen; *brahma-ākhyam*—conhecido como Brahmaloka; *dhāma*—à morada; *te*—eles; *yānti*—vão; *śāntāḥ*—equilibrados no Brahman; *sannyāsinaḥ*—que estão na ordem de vida renunciada; *amalāḥ*—puros.", "translation": "**\"Santos e sannyāsīs nus que se submetem a severas penitências físicas, que são capazes de elevar o sêmen ao cérebro e que estão completamente equilibrados no Brahman podem viver no reino conhecido como Brahmaloka.\"**", "purport": "Neste verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.6.47), vāta-vāsanāḥ refere-se aos mendicantes que não se importam com nada material, incluindo as vestes, mas que dependem inteiramente da natureza. Esses sábios não cobrem o corpo nem mesmo no inverno rigoroso ou sob o sol escaldante. Empenham-se ao máximo para não evitar nenhuma espécie de sofrimento corpóreo e vivem mendigando de porta em porta. Jamais descarregam o sêmen, seja consciente, seja inconscientemente. Por meio desse celibato, são capazes de elevar o sêmen ao cérebro. Assim, tornam-se sumamente inteligentes e desenvolvem uma memória muito aguçada. Suas mentes nunca se perturbam nem se desviam da contemplação da Verdade Absoluta, tampouco se contaminam jamais pelo desejo de gozo material. Praticando austeridades sob estrita disciplina, esses mendicantes alcançam um estado neutro, transcendental aos modos da natureza, e imergem no Brahman impessoal."}
{"ref": "cc/adi/2/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/18/", "verse_text": "ātmāntaryāmī yāṅre yoga-śāstre kaya\nseha govindera aṁśa vibhūti ye haya", "devanagari": "> আত্মান্তর্যামী যাঁরে যোগশাস্ত্রে কয় ।\n> সেহ গোবিন্দের অংশ বিভূতি যে হয় ॥১৮॥", "synonyms": "*ātmā antaḥ-yāmī*—a Superalma residente; *yāṅre*—que; *yoga-śāstre*—nas escrituras do yoga; *kaya*—é mencionada; *seha*—essa; *govindera*—de Govinda; *aṁśa*—porção plenária; *vibhūti*—expansão; *ye*—que; *haya*—é.", "translation": "**Aquele que é descrito nos yoga-śāstras como a Superalma residente [ātmā antar-yāmī] também é uma porção plenária da expansão pessoal de Govinda.**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus é, por natureza, jubilosa. Seus desfrutes, ou passatempos, são completamente transcendentais. Ele está na quarta dimensão da existência, pois, embora o mundo material seja medido pelas limitações de comprimento, largura e altura, o Senhor Supremo é completamente ilimitado em Seu corpo, forma e existência. Ele não está pessoalmente apegado a nenhum dos afazeres dentro do cosmo material. O mundo material é criado pela expansão de Seus *puruṣa-avatāras*, que dirigem o agregado da energia material e todas as almas condicionadas. Por compreender as três expansões do *puruṣa*, a entidade viva pode transcender a posição de conhecer apenas os vinte e quatro elementos do mundo material.\n\nUma das expansões de Mahā-Viṣṇu é Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, a Superalma dentro de cada entidade viva. Como a Superalma do agregado total das entidades vivas, ou o segundo *puruṣa*, Ele é conhecido como Garbhodakaśāyī Viṣṇu. Como o criador, ou causa original, dos inumeráveis universos, ou o primeiro *puruṣa*, que está deitado no Oceano Causal, Ele é chamado Mahā-Viṣṇu. Os três *puruṣas* dirigem os afazeres do mundo material.\n\nAs escrituras autorizadas orientam as almas individuais a reviverem sua relação com a Superalma. De fato, o sistema de *yoga* é o processo de transcender a influência dos elementos materiais mediante o estabelecimento de uma conexão com o *puruṣa* conhecido como Paramātmā. Quem tiver estudado por completo as complexidades da criação pode saber muito facilmente que esse Paramātmā é a porção plenária do Ser Supremo, Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/2/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/19/", "verse_text": "ananta sphaṭike yaiche eka sūrya bhāse\ntaiche jīve govindera aṁśa prakāśe", "devanagari": "> অনন্ত স্ফটিকে যৈছে এক সূর্য ভাসে ।\n> তৈছে জীবে গোবিন্দের অংশ প্রকাশে ॥১৯॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *sphaṭike*—em cristais; *yaiche*—assim como; *eka*—um; *sūrya*—sol; *bhāse*—aparece; *taiche*—assim também; *jīve*—na entidade viva; *govindera*—de Govinda; *aṁśa*—porção; *prakāśe*—manifesta-se.", "translation": "**Assim como o sol único aparece refletido em incontáveis joias, Govinda manifesta-Se [como o Paramātmā] nos corações de todos os seres vivos.**", "purport": "O sol está situado num local específico, mas se reflete em incontáveis joias e aparece em inumeráveis aspectos localizados. De modo semelhante, a Suprema Personalidade de Deus, embora eternamente presente em Sua morada transcendental, Goloka Vṛndāvana, reflete-Se no coração de todos como a Superalma. Nos *Upaniṣads*, afirma-se que a *jīva* (entidade viva) e o Paramātmā (Superalma) são como dois pássaros pousados na mesma árvore. A Superalma ocupa o ser vivo na execução de trabalho fruitivo como resultado de seus atos no passado, mas o Paramātmā nada tem a ver com tais ocupações. Assim que o ser vivo deixa de agir em termos de trabalho fruitivo e adota o serviço ao Senhor (Paramātmā), passando a conhecer Sua supremacia, ele se liberta imediatamente de todas as designações e, nesse estado puro, entra no reino de Deus conhecido como Vaikuṇṭha.\n\nA Superalma (Paramātmā), o guia dos seres vivos individuais, não participa da satisfação dos desejos dos seres vivos, mas providencia que a natureza material os satisfaça. Assim que a alma individual se torna consciente de sua relação eterna com a Superalma e olha apenas para Ele, livra-se de imediato dos enredamentos do desfrute material. Os filósofos cristãos que não acreditam na lei do *karma* apresentam o argumento de que é absurdo alguém aceitar os resultados de atos passados dos quais não tem consciência. Um criminoso é primeiro lembrado de seus delitos por testemunhas num tribunal e, então, é punido. Se a morte é o esquecimento completo, por que uma pessoa deveria ser punida por seus delitos passados? A concepção do Paramātmā é uma resposta invencível a esses argumentos falaciosos. O Paramātmā é a testemunha das atividades passadas do ser vivo individual. O homem pode não se lembrar do que fez em sua infância, mas seu pai, que o viu crescer através de diferentes fases de desenvolvimento, certamente se lembra. Da mesma forma, o ser vivo passa por muitas mudanças de corpo ao longo de muitas vidas, mas a Superalma está sempre com ele e se lembra de todas as suas atividades, apesar de sua evolução através de diferentes corpos."}
{"ref": "cc/adi/2/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/20/", "verse_text": "atha vā bahunaitena\nkiṁ jñātena tavārjuna\nviṣṭabhyāham idaṁ kṛtsnam\nekāṁśena sthito jagat", "devanagari": "> অথবা বহুনৈতেন কিং জ্ঞাতেন তবার্জুন ।\n> বিষ্টভ্যাহমিদং কৃৎস্নমেকাংশেন স্থিতো জগৎ ॥২০॥", "synonyms": "*atha vā*—ou; *bahunā*—muito; *etena*—com isto; *kim*—que utilidade; *jñātena*—ser conhecido; *tava*—por ti; *arjuna*—ó Arjuna; *viṣṭabhya*—penetrando; *aham*—Eu; *idam*—este; *kṛtsnam*—inteiro; *eka-aṁśena*—com uma porção; *sthitaḥ*—situado; *jagat*—universo.", "translation": "**[A Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, disse:] \"Que mais te direi? Existo por toda esta manifestação cósmica apenas por meio de Minha única porção plenária.\"**", "purport": "Descrevendo Suas próprias potências a Arjuna, a Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa proferiu este verso do *Bhagavad-gītā* (10.42)."}
{"ref": "cc/adi/2/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/21/", "verse_text": "tam imam aham ajaṁ śarīra-bhājāṁ\nhṛḍi hṛdi dhiṣṭhitam ātma-kalpitānām\nprati-dṛśam iva naikadhārkam ekaṁ\nsamadhigato 'smi vidhūta-bheda-mohaḥ", "devanagari": "> তমিমমহমজং শরীরভাজাং\n> হৃদি হৃদি ধিষ্ঠিতমাত্মকল্পিতানাম্ ।\n> প্রতিদৃশমিব নৈকধার্কমেকং\n> সমধিগতোঽস্মি বিধূতভেদমোহঃ ॥২১॥", "synonyms": "*tam*—a Ele; *imam*—este; *aham*—eu; *ajam*—o não nascido; *śarīra-bhājām*—das almas condicionadas dotadas de corpos; *hṛdi hṛdi*—em cada um dos corações; *dhiṣṭhitam*—situado; *ātma*—por elas mesmas; *kalpitānām*—que são imaginadas; *prati-dṛśam*—para cada olho; *iva*—como; *na eka-dhā*—não de uma só maneira; *arkam*—o sol; *ekam*—um; *samadhigataḥ*—aquele que obteve; *asmi*—estou; *vidhūta*—removida; *bheda-mohaḥ*—cuja concepção errônea de dualidade.", "translation": "**[O avô Bhīṣma disse:] \"Assim como o sol único aparece situado de modo diferente para diferentes observadores, também Tu, o não nascido, apareces representado de modo diferente como o Paramātmā em cada ser vivo. Mas, quando um observador conhece a si mesmo como um de Teus próprios servidores, ele já não mantém tal dualidade. Assim, agora sou capaz de compreender Tuas formas eternas, sabendo bem que o Paramātmā é apenas Tua porção plenária.\"**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.9.42) foi proferido por Bhīṣmadeva, o avô dos Kurus, quando ele jazia num leito de flechas no último estágio de sua vida. Arjuna, Kṛṣṇa e inúmeros amigos, admiradores, parentes e sábios haviam se reunido no local enquanto Mahārāja Yudhiṣṭhira recebia instruções morais e religiosas do moribundo Bhīṣma. Justamente quando o momento final chegou para ele, Bhīṣma proferiu este verso enquanto olhava para o Senhor Kṛṣṇa.\n\nAssim como o sol único é o objeto da visão de muitas pessoas diferentes, também a única representação parcial do Senhor Kṛṣṇa que vive no coração de cada entidade viva como o Paramātmā é um objeto percebido de modos variados. Aquele que entra em contato íntimo com o Senhor Kṛṣṇa ocupando-se em Seu serviço eterno vê a Superalma como a representação parcial localizada da Suprema Personalidade de Deus. Bhīṣma sabia que a Superalma era uma expansão parcial do Senhor Kṛṣṇa, a quem ele compreendia ser a suprema forma transcendental não nascida."}
{"ref": "cc/adi/2/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/22/", "verse_text": "seita govinda sākṣāc caitanya gosāñi\njīva nistārite aiche dayālu āra nāi", "devanagari": "> সেইত গোবিন্দ সাক্ষাচ্চৈতন্য গোসাঞি ।\n> জীব নিস্তারিতে ঐছে দয়ালু আর নাই ॥২২॥", "synonyms": "*seita*—esse; *govinda*—Govinda; *sākṣāt*—pessoalmente; *caitanya*—o Senhor Caitanya; *gosāñi*—Gosāñi; *jīva*—as entidades vivas decaídas; *nistārite*—libertar; *aiche*—tão; *dayālu*—um Senhor misericordioso; *āra*—outro; *nāi*—não há.", "translation": "**Esse Govinda aparece pessoalmente como Caitanya Gosāñi. Nenhum outro Senhor é tão misericordioso em libertar as almas decaídas.**", "purport": "Tendo descrito Govinda em termos de Seus aspectos Brahman e Paramātmā, agora o autor de *Śrī Caitanya-caritāmṛta* avança em seu argumento para provar que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é a personalidade idêntica. O mesmo Senhor Śrī Kṛṣṇa, sob o disfarce de um devoto de Śrī Kṛṣṇa, desceu a este mundo mortal para resgatar os seres humanos decaídos que haviam compreendido mal a Personalidade de Deus mesmo após a explicação do *Bhagavad-gītā*. No *Bhagavad-gītā*, a Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa instruiu diretamente que o Supremo é uma pessoa. O Brahman impessoal é Sua refulgência brilhante, o Paramātmā é Sua representação parcial, e, portanto, aconselham-se todos os homens a seguir a senda de Śrī Kṛṣṇa, deixando de lado todos os \"ismos\" mundanos. Os ofensores, porém, compreenderam mal essa instrução, devido a seu escasso acervo de conhecimento. Assim, por Sua imotivada e ilimitada misericórdia, Śrī Kṛṣṇa veio novamente como Śrī Caitanya Gosāñi.\n\nO autor de *Śrī Caitanya-caritāmṛta* enfatiza com a máxima veemência que o Senhor Caitanya Mahāprabhu é o próprio Śrī Kṛṣṇa. Ele não é uma expansão das formas prakāśa ou vilāsa de Śrī Kṛṣṇa; Ele é a svayaṁ-rūpa, Govinda. Além da evidência escritural pertinente apresentada por Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, há inumeráveis outras afirmações escriturais a respeito de o Senhor Caitanya ser o próprio Senhor Supremo. Podem citar-se os seguintes exemplos:\n\n(1) Do Caitanya Upaniṣad (5): gauraḥ sarvātmā mahā-puruṣo mahātmā mahā-yogī tri-guṇātītaḥ sattva-rūpo bhaktiṁ loke kāśyati. \"O Senhor Gaura, que é a onipenetrante Superalma, a Suprema Personalidade de Deus, aparece como um grande santo e poderoso místico que está acima dos três modos da natureza e é o emblema da atividade transcendental. Ele dissemina o culto da devoção por todo o mundo.\"\n\n(2) Do Śvetāśvatara Upaniṣad:\n\ntam īśvarāṇāṁ paramaṁ maheśvaraṁ\ntaṁ devatānāṁ paramaṁ ca daivatam\npatiṁ patīnāṁ paramaṁ parastād\nvidāma devaṁ bhuvaneśam īḍyam\n\n\"Ó Senhor Supremo, Tu és o Supremo Maheśvara, a Deidade adorável de todos os semideuses e o Senhor Supremo de todos os senhores. Tu és o controlador de todos os controladores, a Personalidade de Deus, o Senhor de tudo o que é adorável.\" (Śvetāśvatara Upaniṣad 6.7)\n\nmahān prabhur vai puruṣaḥ\nsattvasyaiṣa pravartakaḥ\nsu-nirmalām imāṁ prāptim\nīśāno jyotir avyayaḥ\n\n\"A Suprema Personalidade de Deus é Mahāprabhu, que dissemina a iluminação transcendental. O simples fato de estar em contato com Ele já é estar em contato com o indestrutível brahmajyoti.\" (Śvetāśvatara Upaniṣad 3.12)\n\n(3) Do Muṇḍaka Upaniṣad (3.1.3):\n\nyadā paśyaḥ paśyate rukma-varṇaṁ\nkartāram īśaṁ puruṣaṁ brahma-yonim\n\n\"Aquele que vê essa Personalidade de Deus de cor dourada, o Senhor Supremo, o ator supremo, que é a fonte do Brahman Supremo, está liberado.\"\n\n(4) Do *Śrīmad-Bhāgavatam*:\n\ndhyeyaṁ sadā paribhava-ghnam abhīṣṭa-dohaṁ\ntīrthāspadaṁ śiva-viriñci-nutaṁ śaraṇyam\nbhṛtyārti-haṁ praṇata-pāla bhavābdhi-potaṁ\nvande mahā-puruṣa te caraṇāravindam\n\n\"Oferecemos nossas respeitosas reverências aos pés de lótus d'Ele, o Senhor, em quem se deve sempre meditar. Ele destrói os insultos a Seus devotos. Ele remove as aflições de Seus devotos e satisfaz seus desejos. Ele, a morada de todos os lugares sagrados e o refúgio de todos os sábios, é adorável pelo Senhor Śiva e pelo Senhor Brahmā. Ele é o barco dos semideuses para atravessar o oceano de nascimento e morte.\" (Bhāg. 11.5.33)\n\ntyaktvā sudustyaja-surepsita-rājya-lakṣmīṁ\ndharmiṣṭha ārya-vacasā yad agād araṇyam\nmāyā-mṛgaṁ dayitayepsitam anvadhāvad\nvande mahā-puruṣa te caraṇāravindam\n\n\"Oferecemos nossas respeitosas reverências aos pés de lótus do Senhor, em quem se deve sempre meditar. Ele deixou Sua vida de chefe de família, abandonando Sua eterna consorte, a quem até os habitantes do céu adoram. Ele foi para a floresta a fim de libertar as almas decaídas, que são postas em ilusão pela energia material.\" (Bhāg. 11.5.34)\n\nPrahlāda disse:\n\nitthaṁ nṛ-tiryag-ṛṣi-deva-jhaṣāvatārair\nlokān vibhāvayasi haṁsi jagat-pratīpān\ndharmaṁ mahā-puruṣa pāsi yugānuvṛttaṁ\nchannaḥ kalau yad abhavas tri-yugo 'tha sa tvam\n\n\"Meu Senhor, Tu matas todos os inimigos do mundo em Tuas multifárias encarnações nas famílias de homens, animais, semideuses, ṛṣis, criaturas aquáticas e assim por diante. Desse modo, Tu iluminas os mundos com conhecimento transcendental. Na Era de Kali, ó Mahāpuruṣa, Tu às vezes apareces numa encarnação encoberta. Por isso, és conhecido como Tri-yuga [aquele que aparece em apenas três yugas].\" (Bhāg. 7.9.38)\n\n(5) Do Kṛṣṇa-yāmala-tantra: puṇya-kṣetre navadvīpe bhaviṣyāmi śacī-sutaḥ. \"Aparecerei na terra sagrada de Navadvīpa como o filho de Śacīdevī.\"\n\n(6) Do Vāyu Purāṇa: kalau saṅkīrtanārambhe bhaviṣyāmi śacī-sutaḥ. \"Na Era de Kali, quando o movimento de saṅkīrtana for inaugurado, descerei como o filho de Śacīdevī.\"\n\n(7) Do Brahma-yāmala-tantra:\n\natha vāhaṁ dharādhāme\nbhūtvā mad-bhakta-rūpa-dhṛk\nmāyāyāṁ ca bhaviṣyāmi\nkalau saṅkīrtanāgame\n\n\"Às vezes apareço pessoalmente na superfície do mundo sob o disfarce de um devoto. Especificamente, apareço como o filho de Śacī em Kali-yuga para iniciar o movimento de saṅkīrtana.\"\n\n(8) Da Ananta-saṁhitā:\n\nya eva bhagavān kṛṣṇo\nrādhikā-prāṇa-vallabhaḥ\nsṛṣṭy ādau sa jagan-nātho\ngaura āsīn maheśvari\n\n\"A Pessoa Suprema, o próprio Śrī Kṛṣṇa, que é a vida de Śrī Rādhārāṇī e é o Senhor do universo na criação, na manutenção e na aniquilação, aparece como Gaura, ó Maheśvarī.\""}
{"ref": "cc/adi/2/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/23/", "verse_text": "para-vyomete vaise nārāyaṇa nāma\nṣaḍ-aiśvarya-pūrṇa lakṣmī-kānta bhagavān", "devanagari": "> পরব্যোমেতে বৈসে নারায়ণ নাম ।\n> ষড়ৈশ্বর্যপূর্ণ লক্ষ্মীকান্ত ভগবান্ ॥২৩॥", "synonyms": "*para-vyomete*—no mundo transcendental; *vaise*—senta-Se; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *nāma*—de nome; *ṣaṭ-aiśvarya*—das seis espécies de opulências; *pūrṇa*—pleno; *lakṣmī-kānta*—o esposo da deusa da opulência; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**O Senhor Nārāyaṇa, que domina o mundo transcendental, é pleno em seis opulências. Ele é a Personalidade de Deus, o Senhor da deusa da fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/24/", "verse_text": "veda, bhāgavata, upaniṣat, āgama\n'pūrṇa-tattva' yāṅre kahe, nāhi yāṅra sama", "devanagari": "> বেদ, ভাগবত, উপনিষৎ, আগম ।\n> ‘পূর্ণতত্ত্ব’ যাঁরে কহে, নাহি যাঁর সম ॥২৪॥", "synonyms": "*veda*—os Vedas; *bhāgavata*—o Śrīmad-Bhāgavatam; *upaniṣat*—os Upaniṣads; *āgama*—outras literaturas transcendentais; *pūrṇa-tattva*—a verdade plena; *yāṅre*—a quem; *kahe*—dizem; *nāhi*—não há; *yāṅra*—de quem; *sama*—igual.", "translation": "**A Personalidade de Deus é aquele que se descreve como o Todo Absoluto nos *Vedas*, no *Bhāgavatam*, nos *Upaniṣads* e em outras literaturas transcendentais. Ninguém é igual a Ele.**", "purport": "Há inumeráveis afirmações autorizadas nos *Vedas* a respeito do aspecto pessoal da Verdade Absoluta. Algumas delas são as seguintes:\n\n(1) Do Ṛk-saṁhitā (1.22.20):\n\ntad viṣṇoḥ paramaṁ padaṁ sadā\npaśyanti sūrayo divīva cakṣur ātatam\n\n\"A Personalidade de Deus Viṣṇu é a Verdade Absoluta, cujos pés de lótus todos os semideuses estão sempre ansiosos por contemplar. Tal como o deus do Sol, Ele penetra tudo por meio dos raios de Sua energia. Aos olhos imperfeitos, Ele parece impessoal.\"\n\n(2) Do Nārāyaṇātharva-śira Upaniṣad (1-2): nārāyaṇād eva samutpadyante nārāyaṇāt pravartante nārāyaṇe pralīyante. . . . atha nityo nārāyaṇaḥ. . . . nārāyaṇa evedaṁ sarvaṁ yad bhūtaṁ yac ca bhavyam. . . . śuddho deva eko nārāyaṇo na dvitīyo 'sti kaścit. \"É unicamente de Nārāyaṇa que tudo é gerado, é unicamente por Ele que tudo é mantido, e é unicamente n'Ele que tudo é aniquilado. Portanto, Nārāyaṇa existe eternamente. Tudo o que existe agora ou será criado no futuro nada mais é que Nārāyaṇa, que é a Deidade impoluta. Existe apenas Nārāyaṇa, e nada mais.\"\n\n(3) Do Nārāyaṇa Upaniṣad (1.4): yataḥ prasūtā jagataḥ prasūtī. \"Nārāyaṇa é a fonte da qual emanam todos os universos.\"\n\n(4) Do Hayaśīrṣa Pañcarātra: paramātmā harir devaḥ. \"Hari é o Senhor Supremo.\"\n\n(5) Do *Bhāgavatam* (11.3.34-35):\n\nnārāyaṇābhidhānasya\nbrahmaṇaḥ paramātmanaḥ\nniṣṭhām arhatha no vaktuṁ\nyūyaṁ hi brahma-vittamāḥ\n\n\"Ó melhor dos brāhmaṇas, por favor, falai-nos da posição de Nārāyaṇa, que também é conhecido como Brahman e Paramātmā.\"\n\nsthity-udbhava-pralaya-hetur ahetur asya\nyat svapna-jāgara-suṣuptiṣu sad bahiś ca\ndehendriyāsu-hṛdayāni caranti yena\nsañjīvitāni tad avehi paraṁ narendra\n\n\"Ó rei, conhece aquele que é desprovido de causa, mas que, ainda assim, é a causa da criação, da manutenção e da aniquilação. Ele existe nos três estados de consciência — a saber, a vigília, o sonho e o sono profundo — bem como além deles. Ele anima o corpo, os sentidos, o sopro vital e o coração e, dessa forma, eles se movem. Conhece-O como o supremo.\""}
{"ref": "cc/adi/2/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/25/", "verse_text": "bhakti-yoge bhakta pāya yāṅhāra darśana\nsūrya yena savigraha dekhe deva-gaṇa", "devanagari": "> ভক্তিযোগে ভক্ত পায় যাঁহার দর্শন ।\n> সূর্য যেন সবিগ্রহ দেখে দেবগণ ॥২৫॥", "synonyms": "*bhakti-yoge*—pelo serviço devocional; *bhakta*—o devoto; *pāya*—obtém; *yāṅhāra*—cuja; *darśana*—visão; *sūrya*—o deus do Sol; *yena*—como; *sa-vigraha*—com forma; *dekhe*—veem; *deva-gaṇa*—os habitantes do céu.", "translation": "**Por meio de seu serviço, os devotos veem essa Personalidade de Deus, assim como os habitantes do céu veem a personalidade do Sol.**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus tem Sua forma eterna, que não pode ser vista por olhos materiais nem pela especulação mental. Somente pelo serviço devocional transcendental se pode compreender a forma transcendental do Senhor. A comparação feita aqui é com os requisitos para contemplar os aspectos pessoais do deus do Sol. O deus do Sol é uma pessoa que, embora não seja visível a nossos olhos, é vista dos planetas superiores pelos semideuses, cujos olhos são apropriados para enxergar através da resplandecente luz solar que o circunda. Cada planeta tem sua própria atmosfera de acordo com a influência do arranjo da natureza material. É necessário, portanto, ter um tipo específico de constituição corporal para alcançar um determinado planeta. Os habitantes da Terra talvez sejam capazes de alcançar a Lua, mas os habitantes do céu podem alcançar até mesmo a esfera ígnea chamada Sol. O que é impossível para o homem na Terra é fácil para os semideuses no céu, em razão de seus corpos diferentes. De modo semelhante, para ver o Senhor Supremo é preciso ter os olhos espirituais do serviço devocional. A Personalidade de Deus é inacessível àqueles que estão habituados a especular sobre a Verdade Absoluta em termos do pensamento científico experimental, sem referência à vibração transcendental. A abordagem ascendente da Verdade Absoluta termina na compreensão do Brahman impessoal e do Paramātmā localizado, mas não da Suprema Personalidade Transcendental."}
{"ref": "cc/adi/2/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/26/", "verse_text": "jñāna-yoga-mārge tāṅre bhaje yei saba\nbrahma-ātma-rūpe tāṅre kare anubhava", "devanagari": "> জ্ঞানযোগমার্গে তাঁরে ভজে যেই সব ।\n> ব্রহ্ম-আত্মরূপে তাঁরে করে অনুভব ॥২৬॥", "synonyms": "*jñāna*—da especulação filosófica; *yoga*—e do yoga místico; *mārge*—nas sendas; *tāṅre*—a Ele; *bhaje*—adoram; *yei*—quem; *saba*—todos; *brahma*—do Brahman impessoal; *ātma*—e da Superalma (Paramātmā); *rūpe*—nas formas; *tāṅre*—a Ele; *kare*—fazem; *anubhava*—percebem.", "translation": "**Aqueles que trilham as sendas do conhecimento e do yoga adoram somente a Ele, pois é a Ele que percebem como o Brahman impessoal e o Paramātmā localizado.**", "purport": "Aqueles que apreciam a especulação mental (jñāna-mārga) ou desejam meditar no yoga místico para encontrar a Verdade Absoluta devem aproximar-se, respectivamente, da refulgência impessoal do Senhor e de Sua representação parcial. Tais pessoas não conseguem compreender a forma eterna do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/2/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/27/", "verse_text": "upāsanā-bhede jāni īśvara-mahimā\nataeva sūrya tāṅra diyeta upamā", "devanagari": "> উপাসনা-ভেদে জানি ঈশ্বর-মহিমা ।\n> অতএব সূর্য তাঁর দিয়েত উপমা ॥২৭॥", "synonyms": "*upāsanā-bhede*—pelas diferentes sendas de adoração; *jāni*—conheço; *īśvara*—do Senhor Supremo; *mahimā*—a grandeza; *ataeva*—portanto; *sūrya*—o Sol; *tāṅra*—d'Ele; *diyeta*—foi dada; *upamā*—comparação.", "translation": "**Assim, pode-se compreender as glórias do Senhor por meio de diferentes modos de adoração, como ilustra o exemplo do Sol.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/28/", "verse_text": "sei nārāyaṇa kṛṣṇera svarūpa-abheda\neka-i vigraha, kintu ākāra-vibheda", "devanagari": "> সেই নারায়ণ কৃষ্ণের স্বরূপ-অভেদ ।\n> একই বিগ্রহ, কিন্তু আকার-বিভেদ ॥২৮॥", "synonyms": "*sei*—esse; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa*—forma original; *abheda*—não diferente; *eka-i*—uma; *vigraha*—identidade; *kintu*—mas; *ākāra*—dos traços corporais; *vibheda*—diferença.", "translation": "**Nārāyaṇa e Śrī Kṛṣṇa são a mesma Personalidade de Deus, mas, embora sejam idênticos, Seus traços corporais são diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/29/", "verse_text": "iṅhota dvi-bhuja, tiṅho dhare cāri hātha\niṅho veṇu dhare, tiṅho cakrādika sātha", "devanagari": "> ইহোঁত দ্বিভুজ, তিঁহো ধরে চারি হাথ ।\n> ইহোঁ বেণু ধরে, তিঁহো চক্রাদিক সাথ ॥২৯॥", "synonyms": "*iṅhota*—este; *dvi-bhuja*—dois braços; *tiṅho*—Ele; *dhare*—manifesta; *cāri*—quatro; *hātha*—mãos; *iṅho*—este; *veṇu*—flauta; *dhare*—segura; *tiṅho*—Ele; *cakra-ādika*—o disco, etc.; *sātha*—com.", "translation": "**Esta Personalidade de Deus [Śrī Kṛṣṇa] tem dois braços e segura uma flauta, ao passo que o outro [Nārāyaṇa] tem quatro mãos, com búzio, disco, maça e lótus.**", "purport": "Nārāyaṇa é idêntico a Śrī Kṛṣṇa. De fato, Eles são a mesma pessoa manifestada de maneiras diferentes, assim como um juiz de tribunal superior que se situa de modo distinto em seu gabinete e em sua casa. Como Nārāyaṇa, o Senhor manifesta-Se com quatro mãos, mas, como Kṛṣṇa, manifesta-Se com duas mãos."}
{"ref": "cc/adi/2/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/30/", "verse_text": "nārāyaṇas tvaṁ na hi sarva-dehinām\nātmāsy adhīśākhila-loka-sākṣī\nnārāyaṇo 'ṅgaṁ nara-bhū-jalāyanāt\ntac cāpi satyaṁ na tavaiva māyā", "devanagari": "> নারায়ণস্ত্বং ন হি সর্বদেহিনা-\n> মাত্মাস্যধীশাখিললোকসাক্ষী ।\n> নারায়ণোঽঙ্গং নরভূ-জলায়না-\n> ত্তচ্চাপি সত্যং ন তবৈব মায়া ॥৩০॥", "synonyms": "*nārāyaṇaḥ*—o Senhor Nārāyaṇa; *tvam*—Tu; *na*—não; *hi*—certamente; *sarva*—todos; *dehinām*—dos seres corporificados; *ātmā*—a Superalma; *asi*—és; *adhīśa*—ó Senhor; *akhila-loka*—de todos os mundos; *sākṣī*—a testemunha; *nārāyaṇaḥ*—conhecido como Nārāyaṇa; *aṅgam*—porção plenária; *nara*—de Nara; *bhū*—nascida; *jala*—na água; *ayanāt*—devido ao lugar de refúgio; *tat*—esse; *ca*—e; *api*—certamente; *satyam*—verdade suprema; *na*—não; *tava*—Tua; *eva*—de modo algum; *māyā*—a energia ilusória.", "translation": "**\"Ó Senhor dos senhores, Tu és quem tudo vê na criação. Tu és, de fato, a vida mais querida de todos. Não és Tu, portanto, meu pai, Nārāyaṇa? Nārāyaṇa refere-se àquele cuja morada está na água nascida de Nara [Garbhodakaśāyī Viṣṇu], e esse Nārāyaṇa é Tua porção plenária. Todas as Tuas porções plenárias são transcendentais. Elas são absolutas e não são criações de māyā.\"**", "purport": "Esta afirmação, que provém do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.14), foi proferida pelo Senhor Brahmā em suas orações ao Senhor Kṛṣṇa, depois que o Senhor o derrotou ao exibir Seus poderes místicos. Brahmā havia tentado pôr o Senhor Kṛṣṇa à prova para ver se Ele era realmente a Suprema Personalidade de Deus brincando como um vaqueirinho. Brahmā roubou todos os outros meninos e seus bezerros dos campos de pastoreio, mas, quando retornou às pastagens, viu que todos os meninos e bezerros ainda estavam ali, pois o Senhor Kṛṣṇa os havia criado a todos novamente. Quando Brahmā viu esse poder místico do Senhor Kṛṣṇa, admitiu a derrota e ofereceu orações ao Senhor, dirigindo-Se a Ele como o proprietário e a testemunha de tudo na criação e como a Superalma que está dentro de cada entidade viva e é querida por todos. Esse Senhor Kṛṣṇa é Nārāyaṇa, o pai de Brahmā, porque a expansão plenária do Senhor Kṛṣṇa, Garbhodakaśāyī Viṣṇu, após situar-Se no Oceano Garbha, criou Brahmā de Seu próprio corpo. Mahā-Viṣṇu no Oceano Causal e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, a Superalma no coração de todos, são também expansões transcendentais da Verdade Suprema."}
{"ref": "cc/adi/2/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/31/", "verse_text": "śiśu vatsa hari' brahmā kari aparādha\naparādha kṣamāite māgena prasāda", "devanagari": "> শিশু বত্স হরি’ ব্রহ্মা করি অপরাধ ।\n> অপরাধ ক্ষমাইতে মাগেন প্রসাদ ॥৩১॥", "synonyms": "*śiśu*—companheiros de brincadeira; *vatsa*—bezerros; *hari'*—roubando; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *kari*—cometendo; *aparādha*—ofensa; *aparādha*—ofensa; *kṣamāite*—perdoar; *māgena*—implorou; *prasāda*—misericórdia.", "translation": "**Depois de ter ofendido Kṛṣṇa ao roubar Seus companheiros de brincadeira e Seus bezerros, Brahmā implorou o perdão do Senhor por seu ato ofensivo e orou pela misericórdia do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/32/", "verse_text": "tomāra nābhi-padma haite āmāra janmodaya\ntumi pitā-mātā, āmi tomāra tanaya", "devanagari": "> তোমার নাভিপদ্ম হৈতে আমার জন্মোদয় ।\n> তুমি পিতা-মাতা, আমি তোমার তনয় ॥৩২॥", "synonyms": "*tomāra*—Teu; *nābhi-padma*—o lótus do umbigo; *haite*—de; *āmāra*—meu; *janma-udaya*—nascimento; *tumi*—Tu; *pitā*—pai; *mātā*—mãe; *āmi*—eu; *tomāra*—Teu; *tanaya*—filho.", "translation": "**\"Eu nasci do lótus que cresceu de Teu umbigo. Assim, és tanto meu pai quanto minha mãe, e eu sou Teu filho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/33/", "verse_text": "pitā mātā bālakera nā laya aparādha\naparādha kṣama, more karaha prasāda", "devanagari": "> পিতা মাতা বালকের না লয় অপরাধ ।\n> অপরাধ ক্ষম, মোরে করহ প্রসাদ ॥৩৩॥", "synonyms": "*pitā*—pai; *mātā*—mãe; *bālakera*—da criança; *nā*—não; *laya*—levam a sério; *aparādha*—a ofensa; *aparādha*—a ofensa; *kṣama*—por favor, perdoa; *more*—a mim; *karaha*—por favor, concede; *prasāda*—misericórdia.", "translation": "**\"Os pais nunca levam a sério as ofensas de seus filhos. Por isso, imploro Teu perdão e peço Tua bênção.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/34/", "verse_text": "kṛṣṇa kahena--brahmā, tomāra pitā nārāyaṇa\nāmi gopa, tumi kaiche āmāra nandana", "devanagari": "> কৃষ্ণ কহেন — ব্রহ্মা, তোমার পিতা নারায়ণ ।\n> আমি গোপ, তুমি কৈছে আমার নন্দন ॥৩৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kahena*—diz; *brahmā*—ó Senhor Brahmā; *tomāra*—teu; *pitā*—pai; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *āmi*—Eu (sou); *gopa*—vaqueirinho; *tumi*—tu; *kaiche*—como; *āmāra*—Meu; *nandana*—filho.", "translation": "**Śrī Kṛṣṇa disse: \"Ó Brahmā, teu pai é Nārāyaṇa. Eu não passo de um vaqueirinho. Como podes ser Meu filho?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/35/", "verse_text": "brahmā balena, tumi ki nā hao nārāyaṇa\ntumi nārāyaṇa--śuna tāhāra kāraṇa", "devanagari": "> ব্রহ্মা বলেন, তুমি কি না হও নারায়ণ ।\n> তুমি নারায়ণ — শুন তাহার কারণ ॥৩৫॥", "synonyms": "*brahmā*—o Senhor Brahmā; *balena*—diz; *tumi*—Tu; *ki nā hao*—não és; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *tumi*—Tu; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *śuna*—por favor, ouve; *tāhāra*—disso; *kāraṇa*—a razão.", "translation": "**Brahmā respondeu: \"Não és Tu Nārāyaṇa? Tu és certamente Nārāyaṇa. Por favor, ouve enquanto exponho as provas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/36/", "verse_text": "prākṛtāprākṛta-sṛṣṭye yata jīva-rūpa\n\ntāhāra ye ātmā tumi mūla-svarūpa", "devanagari": "> প্রাকৃতাপ্রাকৃত-সৃষ্ট্যে যত জীবরূপ ।\n> তাহার যে আত্মা তুমি মূল-স্বরূপ ॥৩৬॥", "synonyms": "*prākṛta*—material; *aprākṛta*—e espiritual; *sṛṣṭye*—nas criações; *yata*—tantos quantos haja; *jīva-rūpa*—os seres vivos; *tāhāra*—deles; *ye*—que; *ātmā*—a Superalma; *tumi*—Tu; *mūla-svarūpa*—fonte última.", "translation": "**\"Todos os seres vivos, dentro dos mundos material e espiritual, em última análise nascem de Ti, pois Tu és a Superalma de todos eles.**", "purport": "A manifestação cósmica é gerada pela interação dos três modos da natureza material. O mundo transcendental não tem tais modos materiais, embora seja, não obstante, pleno de variedade espiritual. Nesse mundo espiritual, há também inumeráveis entidades vivas, que são almas eternamente liberadas, ocupadas no serviço transcendental amoroso ao Senhor Kṛṣṇa. As almas condicionadas, que permanecem dentro da criação cósmica material, estão sujeitas às três espécies de misérias e aflições da natureza material. Elas existem em diferentes espécies de vida porque são eternamente avessas à devoção transcendental amorosa ao Senhor Supremo.\n\nSaṅkarṣaṇa é a fonte original de todas as entidades vivas, porque todas elas são expansões de Sua potência marginal. Algumas delas estão condicionadas pela natureza material, ao passo que outras estão sob a proteção da natureza espiritual. A natureza material é uma manifestação condicional da natureza espiritual, assim como a fumaça é um estágio condicional do fogo. A fumaça depende do fogo, mas, num fogo ardente, não há lugar para a fumaça. A fumaça perturba, mas o fogo serve. O espírito de serviço dos residentes do mundo transcendental manifesta-se em cinco variedades de relacionamento com o Senhor Supremo, que é o desfrutador central. No mundo material, todos são desfrutadores egocêntricos da felicidade e da aflição mundanas. A pessoa se considera o senhor de tudo e tenta desfrutar da energia ilusória, mas não obtém êxito, porque não é independente: ela não passa de uma partícula diminuta da energia do Senhor Saṅkarṣaṇa. Todos os seres vivos existem sob o controle do Senhor Supremo, que, por isso, é chamado Nārāyaṇa."}
{"ref": "cc/adi/2/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/37/", "verse_text": "pṛthvī yaiche ghaṭa-kulera kāraṇa āśraya\n\njīvera nidāna tumi, tumi sarvāśraya", "devanagari": "> পৃথ্বী যৈছে ঘটকুলের কারণ আশ্রয় ।\n> জীবের নিদান তুমি, তুমি সর্বাশ্রয় ॥৩৭॥", "synonyms": "*pṛthvī*—a terra; *yaiche*—assim como; *ghaṭa*—de potes de barro; *kulera*—da multidão; *kāraṇa*—a causa; *āśraya*—o abrigo; *jīvera*—dos seres vivos; *nidāna*—causa primária; *tumi*—Tu; *tumi*—Tu; *sarva-āśraya*—abrigo de todos.", "translation": "**\"Assim como a terra é a causa original e o abrigo de todos os potes feitos de barro, Tu és a causa última e o abrigo de todos os seres vivos.**", "purport": "Assim como a vasta terra é a fonte dos ingredientes de todos os potes de barro, a Alma Suprema é a fonte da substância completa de todas as entidades vivas individuais. A causa de todas as causas, a Suprema Personalidade de Deus, é a causa das entidades vivas. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* (7.10), onde o Senhor diz: bījaṁ māṁ sarva-bhūtānām (\"Eu sou a semente de todas as entidades vivas\"), e nos *Upaniṣads* (Kaṭha Upaniṣad 5.3), que dizem: nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām (\"o Senhor é o líder supremo entre todos os eternos seres vivos\").\n\nO Senhor é o reservatório de toda a manifestação cósmica, animada e inanimada. Os defensores da filosofia Viśiṣṭādvaita-vāda explicam o *Vedānta-sūtra* dizendo que, embora a entidade viva possua dois tipos de corpo — o sutil (constituído de mente, inteligência e ego falso) e o grosseiro (constituído dos cinco elementos básicos) — e embora ela viva, assim, em três dimensões corporais (grosseira, sutil e espiritual), ela é, não obstante, uma alma espiritual. De modo semelhante, a Suprema Personalidade de Deus, que emana os mundos material e espiritual, é o Espírito Supremo. Assim como uma alma espiritual individual é quase idêntica a seus corpos grosseiro e sutil, o Senhor Supremo é quase idêntico aos mundos material e espiritual. O mundo material, repleto de almas condicionadas que tentam assenhorear-se da matéria, é uma manifestação da energia externa do Senhor Supremo, e o mundo espiritual, repleto de servidores perfeitos do Senhor, é uma manifestação de Sua energia interna. Visto que todas as entidades vivas são diminutas centelhas da Suprema Personalidade de Deus, Ele é a Alma Suprema tanto no mundo material como no espiritual. Os vaiṣṇavas que seguem o Senhor Caitanya enfatizam a doutrina do acintya-bhedābheda-tattva, que afirma que o Senhor Supremo, sendo a causa e o efeito de tudo, é inconcebível e simultaneamente uno com Suas manifestações de energia e diferente delas."}
{"ref": "cc/adi/2/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/38/", "verse_text": "'nāra'-śabde kahe sarva jīvera nicaya\n\n'ayana'-śabdete kahe tāhāra āśraya", "devanagari": "> ‘নার’-শব্দে কহে সর্বজীবের নিচয় ।\n> ‘অয়ন’-শব্দেতে কহে তাহার আশ্রয় ॥৩৮॥", "synonyms": "*nāra-śabde*—pela palavra nāra; *kahe*—entende-se; *sarva jīvera*—de todas as entidades vivas; *nicaya*—o conjunto; *ayana-śabdete*—pela palavra ayana; *kahe*—entende-se; *tāhāra*—delas; *āśraya*—o refúgio.", "translation": "**\"A palavra nāra refere-se ao conjunto de todos os seres vivos, e a palavra ayana refere-se ao refúgio de todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/39/", "verse_text": "ataeva tumi hao mūla nārāyaṇa\n\nei eka hetu, śuna dvitīya kāraṇa", "devanagari": "> অতএব তুমি হও মূল নারায়ণ ।\n> এই এক হেতু, শুন দ্বিতীয় কারণ ॥৩৯॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tumi*—Tu; *hao*—és; *mūla*—original; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa; *ei*—esta; *eka*—uma; *hetu*—razão; *śuna*—por favor, escuta; *dvitīya*—segunda; *kāraṇa*—a razão.", "translation": "**\"Tu és, portanto, o Nārāyaṇa original. Esta é uma razão; por favor, escuta enquanto exponho a segunda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/40/", "verse_text": "jīvera īśvara--puruṣādi avatāra\n\ntāṅhā sabā haite tomāra aiśvarya apāra", "devanagari": "> জীবের ঈশ্বর — পুরুষাদি অবতার ।\n> তাঁহা সবা হৈতে তোমার ঐশ্বর্য অপার ॥৪০॥", "synonyms": "*jīvera*—dos seres vivos; *īśvara*—o Senhor Supremo; *puruṣa-ādi*—as encarnações puruṣa, etc.; *avatāra*—encarnações; *tāṅhā*—Eles; *sabā*—todos; *haite*—do que; *tomāra*—Tua; *aiśvarya*—opulências; *apāra*—ilimitadas.", "translation": "**\"Os Senhores diretos dos seres vivos são as encarnações puruṣa. Mas Tua opulência e Teu poder são mais elevados do que os Deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/41/", "verse_text": "ataeva adhīśvara tumi sarva pitā\n\ntomāra śaktite tāṅrā jagat-rakṣitā", "devanagari": "> অতএব অধীশ্বর তুমি সর্ব পিতা ।\n> তোমার শক্তিতে তাঁরা জগৎ-রক্ষিতা ॥৪১॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *adhīśvara*—Senhor primordial; *tumi*—Tu; *sarva*—de todos; *pitā*—pai; *tomāra*—Tua; *śaktite*—pela energia; *tāṅrā*—Eles; *jagat*—das criações cósmicas; *rakṣitā*—protetores.", "translation": "**\"Tu és, portanto, o Senhor primordial, o pai original de todos. Eles [os puruṣas] são os protetores dos universos por Teu poder.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/42/", "verse_text": "nārera ayana yāte karaha pālana\n\nataeva hao tumi mūla nārāyaṇa", "devanagari": "> নারের অয়ন যাতে করহ পালন ।\n> অতএব হও তুমি মূল নারায়ণ ॥৪২॥", "synonyms": "*nārera*—dos seres vivos; *ayana*—os abrigos; *yāte*—aqueles a quem; *karaha*—dás; *pālana*—proteção; *ataeva*—portanto; *hao*—és; *tumi*—Tu; *mūla*—original; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa.", "translation": "**\"Visto que proteges aqueles que são os abrigos de todos os seres vivos, Tu és o Nārāyaṇa original.**", "purport": "As Deidades controladoras dos seres vivos nos mundos terrenos são os três puruṣa-avatāras. Contudo, a potente energia exibida por Śrī Kṛṣṇa é muito mais extensa do que a dos puruṣas. Śrī Kṛṣṇa é, por isso, o pai e Senhor original que protege todas as manifestações criativas por meio de Suas diversas porções plenárias. Visto que Ele sustenta até mesmo os abrigos dos seres vivos coletivos, não há dúvida de que Śrī Kṛṣṇa é o Nārāyaṇa original."}
{"ref": "cc/adi/2/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/43/", "verse_text": "tṛtīya kāraṇa śuna śrī-bhagavān\n\nananta brahmāṇḍa bahu vaikuṇṭhādi dhāma", "devanagari": "> তৃতীয় কারণ শুন শ্রীভগবান্ ।\n> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ড বহু বৈকুণ্ঠাদি ধাম ॥৪৩॥", "synonyms": "*tṛtīya*—terceira; *kāraṇa*—razão; *śuna*—por favor, ouve; *śrī-bhagavān*—ó Suprema Personalidade de Deus; *ananta*—ilimitados; *brahma-aṇḍa*—universos; *bahu*—muitos; *vaikuṇṭha-ādi*—Vaikuṇṭha, etc.; *dhāma*—planetas.", "translation": "**\"Ó meu Senhor, ó Suprema Personalidade de Deus! Por favor, ouve minha terceira razão. Há incontáveis universos e insondáveis Vaikuṇṭhas transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/44/", "verse_text": "ithe yata jīva, tāra trai-kālika karma\n\ntāhā dekha, sākṣī tumi, jāna saba marma", "devanagari": "> ইথে যত জীব, তার ত্রৈকালিক কর্ম ।\n> তাহা দেখ, সাক্ষী তুমি, জান সব মর্ম ॥৪৪॥", "synonyms": "*ithe*—nestes; *yata*—tantos quantos; *jīva*—seres vivos; *tāra*—deles; *trai-kālika*—passadas, presentes e futuras; *karma*—as atividades; *tāhā*—isso; *dekha*—Tu vês; *sākṣī*—testemunha; *tumi*—Tu; *jāna*—Tu conheces; *saba*—de tudo; *marma*—a essência.", "translation": "**\"Tanto neste mundo material como no mundo transcendental, Tu vês todos os atos de todos os seres vivos, no passado, no presente e no futuro. Visto que és a testemunha de todos esses atos, conheces a essência de tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/45/", "verse_text": "tomāra darśane sarva jagatera sthiti\n\ntumi nā dekhile kāro nāhi sthiti gati", "devanagari": "> তোমার দর্শনে সর্ব জগতের স্থিতি ।\n> তুমি না দেখিলে কারো নাহি স্থিতি গতি ॥৪৫॥", "synonyms": "*tomāra*—Tua; *darśane*—pela visão; *sarva*—toda; *jagatera*—do universo; *sthiti*—manutenção; *tumi*—Tu; *nā dekhile*—em não vendo; *kāro*—de ninguém; *nāhi*—não há; *sthiti*—permanência; *gati*—movimento.", "translation": "**\"Todos os mundos existem porque Tu os supervisionas. Ninguém pode viver, mover-se ou ter sua existência sem Tua supervisão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/46/", "verse_text": "nārera ayana yāte kara daraśana\n\ntāhāteo hao tumi mūla nārāyaṇa", "devanagari": "> নারের অয়ন যাতে কর দরশন ।\n> তাহাতেও হও তুমি মূল নারায়ণ ॥৪৬॥", "synonyms": "*nārera*—dos seres vivos; *ayana*—o movimento; *yāte*—visto que; *kara*—Tu fazes; *daraśana*—vendo; *tāhāteo*—portanto; *hao*—és; *tumi*—Tu; *mūla*—original; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa.", "translation": "**\"Tu supervisionas as andanças de todos os seres vivos. Por essa razão também, Tu és o Senhor primordial Nārāyaṇa.\"**", "purport": "Śrī Kṛṣṇa, em Seu aspecto de Paramātmā, vive nos corações de todos os seres vivos, tanto nas criações transcendentais como nas terrenas. Como Paramātmā, Ele testemunha todas as ações que os seres vivos realizam em todas as fases do tempo, a saber, no passado, no presente e no futuro. Śrī Kṛṣṇa sabe o que os seres vivos fizeram durante centenas e milhares de nascimentos passados, vê o que estão fazendo agora e, por isso, conhece os resultados de suas ações presentes, que frutificarão no futuro. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*, toda a situação cósmica é criada assim que Ele lança Seu olhar sobre a energia material. Nada pode existir sem Sua superintendência. Visto que Ele vê até mesmo a morada de repouso dos seres vivos coletivos, Ele é o Nārāyaṇa original."}
{"ref": "cc/adi/2/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/47/", "verse_text": "kṛṣṇa kahena--brahmā, tomāra nā bujhi vacana\n\njīva-hṛdi, jale vaise sei nārāyaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণ কহেন — ব্রহ্মা, তোমার না বুঝি বচন ।\n> জীব-হৃদি, জলে বৈসে সেই নারায়ণ ॥৪৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kahena*—diz; *brahmā*—ó Brahmā; *tomāra*—tua; *nā*—não; *bujhi*—compreendo; *vacana*—fala; *jīva*—da entidade viva; *hṛdi*—no coração; *jale*—na água; *vaise*—senta-Se; *sei*—esse; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa.", "translation": "**Kṛṣṇa disse: \"Brahmā, não consigo compreender o que dizes. O Senhor Nārāyaṇa é Aquele que reside nos corações de todos os seres vivos e Se deita nas águas do Oceano Kāraṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/48/", "verse_text": "brahmā kahe--jale jīve yei nārāyaṇa\n\nse saba tomāra aṁśa--e satya vacana", "devanagari": "> ব্রহ্মা কহে — জলে জীবে যেই নারায়ণ ।\n> সে সব তোমার অংশ — এ সত্য বচন ॥৪৮॥", "synonyms": "*brahmā*—o Senhor Brahmā; *kahe*—diz; *jale*—na água; *jīve*—no ser vivo; *yei*—que; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa; *se*—Eles; *saba*—todos; *tomāra*—Tua; *aṁśa*—parte plenária; *e*—esta; *satya*—verdadeira; *vacana*—palavra.", "translation": "**Brahmā respondeu: \"O que eu disse é verdade. O mesmo Senhor Nārāyaṇa que vive sobre as águas e nos corações de todos os seres vivos é apenas uma porção plenária de Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/49/", "verse_text": "kāraṇābdhi-garbhodaka-kṣīrodaka-śāyī\n\nmāyā-dvāre sṛṣṭi kare, tāte saba māyī", "devanagari": "> কারণাব্ধি-গর্ভোদক-ক্ষীরোদকশায়ী ।\n> মায়াদ্বারে সৃষ্টি করে, তাতে সব মায়ী ॥৪৯॥", "synonyms": "*kāraṇa-abdhi*—Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu; *garbha-udaka*—Garbhodakaśāyī Viṣṇu; *kṣīra-udaka-śāyī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu; *māyā-dvāre*—com a energia material; *sṛṣṭi*—criação; *kare*—Eles fazem; *tāte*—portanto; *saba*—todos; *māyī*—ligados à māyā.", "translation": "**\"As formas de Nārāyaṇa conhecidas como Kāraṇodakaśāyī, Garbhodakaśāyī e Kṣīrodakaśāyī criam todas em cooperação com a energia material. Dessa maneira, Eles estão ligados à māyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/50/", "verse_text": "sei tina jala-śāyī sarva-antaryāmī\n\nbrahmāṇḍa-vṛndera ātmā ye puruṣa-nāmī", "devanagari": "> সেই তিন জলশায়ী সর্ব-অন্তর্যামী ।\n> ব্রহ্মাণ্ডবৃন্দের আত্মা যে পুরুষ-নামী ॥৫০॥", "synonyms": "*sei*—esses; *tina*—três; *jala-śāyī*—que jazem na água; *sarva*—de todos; *antaḥ-yāmī*—a Superalma; *brahma-aṇḍa*—de universos; *vṛndera*—da multidão; *ātmā*—Superalma; *ye*—que; *puruṣa*—puruṣa; *nāmī*—chamado.", "translation": "**\"Esses três Viṣṇus que jazem na água são a Superalma de tudo. A Superalma de todos os universos é conhecida como o primeiro puruṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/51/", "verse_text": "hiraṇya-garbhera ātmā garbhodaka-śāyī\n\nvyaṣṭi-jīva-antaryāmī kṣīrodaka-śāyī", "devanagari": "> হিরণ্যগর্ভের আত্মা গর্ভোদকশায়ী ।\n> ব্যষ্টিজীব-অন্তর্যামী ক্ষীরোদকশায়ী ॥৫১॥", "synonyms": "*hiraṇya-garbhera*—do total das entidades vivas; *ātmā*—a Superalma; *garbha-udaka-śāyī*—Garbhodakaśāyī Viṣṇu; *vyaṣṭi*—a individual; *jīva*—da entidade viva; *antaḥ-yāmī*—Superalma; *kṣīra-udaka-śāyī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu.", "translation": "**\"Garbhodakaśāyī Viṣṇu é a Superalma do conjunto das entidades vivas, e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu é a Superalma de cada ser vivo individual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/52/", "verse_text": "e sabhāra darśanete āche māyā-gandha\nturīya kṛṣṇera nāhi māyāra sambandha", "devanagari": "> এ সভার দর্শনেতে আছে মায়াগন্ধ ।\n> তুরীয় কৃষ্ণের নাহি মায়ার সম্বন্ধ ॥৫২॥", "synonyms": "*e*—este; *sabhāra*—da assembleia; *darśanete*—no ver; *āche*—há; *māyā-gandha*—contato com a māyā; *turīya*—o quarto; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāhi*—não há; *māyāra*—da energia material; *sambandha*—contato.", "translation": "**\"Superficialmente, vemos que esses puruṣas têm uma relação com a māyā, mas, acima deles, na quarta dimensão, está o Senhor Kṛṣṇa, que não tem nenhum contato com a energia material.**", "purport": "Os três puruṣas — Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu — têm todos uma relação com a energia material, chamada māyā, porque é por meio da māyā que criam o cosmo material. Esses três puruṣas, que jazem nos oceanos Kāraṇa, Garbha e Kṣīra, são a Superalma de tudo o que existe: Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu é a Superalma dos universos coletivos, Garbhodakaśāyī Viṣṇu é a Superalma dos seres vivos coletivos, e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu é a Superalma de todas as entidades vivas individuais. Como todos Eles se sentem de algum modo atraídos pelos assuntos da energia material, pode-se dizer que têm certa afeição pela māyā. Mas a posição transcendental do próprio Śrī Kṛṣṇa não é minimamente tocada pela māyā. Seu estado transcendental denomina-se turīya, ou o estágio da quarta dimensão."}
{"ref": "cc/adi/2/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/53/", "verse_text": "virāḍ hiraṇya-garbhaś ca\nkāraṇaṁ cety upādhayaḥ\nīśasya yat tribhir hīnaṁ\nturīyaṁ tat pracakṣate", "devanagari": "> বিরাড়্ হিরণ্যগর্ভশ্চ কারণং চেত্যুপাধয়ঃ ।\n> ঈশস্য যত্রিভির্হীনং তুরীয়ং তৎ প্রচক্ষতে ॥৫৩॥", "synonyms": "*virāṭ*—a manifestação virāṭ; *hiraṇya-garbhaḥ*—a manifestação hiraṇyagarbha; *ca*—e; *kāraṇam*—a manifestação kāraṇa; *ca*—e; *iti*—assim; *upādhayaḥ*—designações específicas; *īśasya*—do Senhor; *yat*—aquilo que; *tribhiḥ*—estes três; *hīnam*—sem; *turīyam*—o quarto; *tat*—isso; *pracakṣate*—considera-se.", "translation": "**\" 'No mundo material, o Senhor é designado como virāṭ, hiraṇyagarbha e kāraṇa. Mas, além dessas três designações, o Senhor está, em última análise, na quarta dimensão.'**", "purport": "A manifestação fenomênica do Todo Supremo, a alma numênica de tudo e a causa, ou natureza causal, são todas apenas designações dos *puruṣas*, que são responsáveis pela criação material. A posição transcendental ultrapassa essas designações e, por isso, é chamada de posição da quarta dimensão. Esta é uma citação do comentário de Śrīdhara Svāmī ao verso 16 do Décimo Quinto Capítulo do Décimo Primeiro Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/adi/2/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/54/", "verse_text": "yadyapi tinera māyā la-iyā vyavahāra\ntathāpi tat-sparśa nāhi, sabhe māyā-pāra", "devanagari": "> যদ্যপি তিনের মায়া লইয়া ব্যবহার ।\n> তথাপি তৎস্পর্শ নাহি, সভে মায়া-পার ॥৫৪॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *tinera*—destes três; *māyā*—a energia material; *la-iyā*—tomando; *vyavahāra*—os tratos; *tathāpi*—ainda; *tat*—disso; *sparśa*—o toque; *nāhi*—não há; *sabhe*—todos eles; *māyā-pāra*—além da energia material.", "translation": "**\"Embora esses três aspectos do Senhor tratem diretamente com a energia material, nenhum deles é tocado por ela. Todos estão além da ilusão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/55/", "verse_text": "etad īśanam īśasya\nprakṛti-stho 'pi tad-guṇaiḥ\nna yujyate sadātma-sthair\nyathā buddhis tad-āśrayā", "devanagari": "> এতদীশনমীশস্য প্রকৃতিস্থোঽপি তদ্গুণৈঃ ।\n> ন যুজ্যতে সদাত্মস্থৈর্যথা বুদ্ধিস্তদাশ্রয়া ॥৫৫॥", "synonyms": "*etat*—esta; *īśanam*—opulência; *īśasya*—do Senhor Supremo; *prakṛti-sthaḥ*—situado na natureza material; *api*—embora; *tat*—da māyā; *guṇaiḥ*—pelas qualidades; *na*—não; *yujyate*—é afetado; *sadā*—sempre; *ātma-sthaiḥ*—que estão situadas em Sua própria energia; *yathā*—assim como; *buddhiḥ*—a inteligência; *tat*—d'Ele; *āśrayā*—que se abrigou.", "translation": "**\" 'Esta é a opulência do Senhor: embora situado na natureza material, Ele jamais é afetado pelos modos da natureza. De modo semelhante, aqueles que se renderam a Ele e fixaram nele a sua inteligência não são influenciados pelos modos da natureza.'**", "purport": "Este texto é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.11.38). Aqueles que se abrigaram aos pés de lótus da Personalidade de Deus não se identificam com o mundo material, mesmo enquanto vivem nele. Os devotos puros podem lidar com os três modos da natureza material, mas, devido à sua inteligência transcendental em consciência de Kṛṣṇa, não são influenciados pelas qualidades materiais. O fascínio das atividades materiais não atrai tais devotos. Por isso, o Senhor Supremo e Seus devotos, que agem sob Sua orientação, estão sempre livres da contaminação material."}
{"ref": "cc/adi/2/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/56/", "verse_text": "sei tina janera tumi parama āśraya\ntumi mūla nārāyaṇa--ithe ki saṁśaya", "devanagari": "> সেই তিন জনের তুমি পরম আশ্রয় ।\n> তুমি মূল নারায়ণ — ইথে কি সংশয় ॥৫৬॥", "synonyms": "*sei*—estas; *tina*—três; *janera*—das porções plenárias; *tumi*—Tu; *parama*—último; *āśraya*—refúgio; *tumi*—Tu; *mūla*—primordial; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa; *ithe*—nisto; *ki*—que; *saṁśaya*—dúvida.", "translation": "**\"Tu és o refúgio último dessas três porções plenárias. Assim, não há a mínima dúvida de que Tu és o Nārāyaṇa primordial.**", "purport": "Brahmā confirmou que o Senhor Kṛṣṇa é o Supremo, a fonte das três manifestações conhecidas como Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu (Mahā-Viṣṇu). Para Seus passatempos, o Senhor Kṛṣṇa tem quatro manifestações originais — a saber, Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. O primeiro puruṣa-avatāra, Mahā-Viṣṇu no Oceano Causal, que é o criador da energia material agregada, é uma expansão de Saṅkarṣaṇa; o segundo puruṣa, Garbhodakaśāyī Viṣṇu, é uma expansão de Pradyumna; e o terceiro puruṣa, Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, é uma expansão de Aniruddha. Todos esses estão na categoria das manifestações de Nārāyaṇa, que é uma manifestação de Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/2/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/57/", "verse_text": "sei tinera aṁśī paravyoma-nārāyaṇa\nteṅha tomāra vilāsa, tumi mūla-nārāyaṇa", "devanagari": "> সেই তিনের অংশী পরব্যোম-নারায়ণ ।\n> তেঁহ তোমার বিলাস, তুমি মূল-নারায়ণ ॥৫৭॥", "synonyms": "*sei*—estas; *tinera*—dos três; *aṁśī*—fonte; *para-vyoma*—no céu espiritual; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *teṅha*—Ele; *tomāra*—Tua; *vilāsa*—expansão de passatempo; *tumi*—Tu; *mūla*—original; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa.", "translation": "**\"A fonte desses três aspectos é o Nārāyaṇa no céu espiritual. Ele é Tua expansão vilāsa. Portanto, Tu és o Nārāyaṇa último.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/58/", "verse_text": "ataeva brahma-vākye--paravyoma-nārāyaṇa\nteṅho kṛṣṇera vilāsa--ei tattva-vivaraṇa", "devanagari": "> অতএব ব্রহ্মবাক্যে — পরব্যোম-নারায়ণ ।\n> তেঁহো কৃষ্ণের বিলাস — এই তত্ত্ব-বিবরণ ॥৫৮॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *brahma*—do Senhor Brahmā; *vākye*—no discurso; *para-vyoma*—no céu espiritual; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *teṅho*—Ele; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vilāsa*—encarnação de passatempo; *ei*—esta; *tattva*—da verdade; *vivaraṇa*—descrição.", "translation": "**Portanto, segundo a autoridade de Brahmā, o Nārāyaṇa que é a Deidade predominante no mundo transcendental nada mais é que o aspecto vilāsa de Kṛṣṇa. Isto ficou agora conclusivamente provado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/59/", "verse_text": "ei śloka tattva-lakṣaṇa bhāgavata-sāra\nparibhāṣā-rūpe ihāra sarvatrādhikāra", "devanagari": "> এই শ্লোক তত্ত্ব-লক্ষণ ভাগবত-সার ।\n> পরিভাষা-রূপে ইহার সর্বত্রাধিকার ॥৫৯॥", "synonyms": "*ei*—este; *śloka*—verso; *tattva*—a verdade; *lakṣaṇa*—indicando; *bhāgavata*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *sāra*—a essência; *paribhāṣā*—de sinônimos; *rūpe*—na forma; *ihāra*—disto (do Śrīmad-Bhāgavatam); *sarvatra*—em toda parte; *adhikāra*—jurisdição.", "translation": "**A verdade indicada neste verso [Texto 30] é a essência do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Esta conclusão, por meio de sinônimos, aplica-se em toda parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/60/", "verse_text": "brahma, ātmā, bhagavān--kṛṣṇera vihāra\ne artha nā jāni' mūrkha artha kare āra", "devanagari": "> ব্রহ্ম, আত্মা, ভগবান্ — কৃষ্ণের বিহার ।\n> এ অর্থ না জানি’ মূর্খ অর্থ করে আর ॥৬০॥", "synonyms": "*brahma*—o Brahman impessoal; *ātmā*—a Superalma; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vihāra*—manifestações; *e*—este; *artha*—significado; *nā*—não; *jāni'*—conhecendo; *mūrkha*—tolos; *artha*—significado; *kare*—fazem; *āra*—outro.", "translation": "**Não sabendo que o Brahman, o Paramātmā e o Bhagavān são todos aspectos de Kṛṣṇa, os eruditos tolos especulam de diversas maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/61/", "verse_text": "avatārī nārāyaṇa, kṛṣṇa avatāra\nteṅha catur-bhuja, iṅha manuṣya-ākāra", "devanagari": "> অবতারী নারায়ণ, কৃষ্ণ অবতার ।\n> তেঁহ চতুর্ভুজ, ইঁহ মনুষ্য-আকার ॥৬১॥", "synonyms": "*avatārī*—fonte das encarnações; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatāra*—encarnação; *teṅha*—aquele; *catuḥ-bhuja*—quatro braços; *iṅha*—este; *manuṣya*—como um homem; *ākāra*—forma.", "translation": "**Como Nārāyaṇa tem quatro braços, ao passo que Kṛṣṇa Se parece exatamente com um homem, eles dizem que Nārāyaṇa é o Deus original, ao passo que Kṛṣṇa nada mais é que uma encarnação.**", "purport": "Alguns eruditos argumentam que Nārāyaṇa é a Personalidade de Deus original, da qual Kṛṣṇa é uma encarnação, porque Śrī Kṛṣṇa tem dois braços, ao passo que Nārāyaṇa tem quatro. Tais eruditos pouco inteligentes não compreendem os aspectos do Absoluto."}
{"ref": "cc/adi/2/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/62/", "verse_text": "ei-mate nānā-rūpa kare pūrva-pakṣa\ntāhāre nirjite bhāgavata-padya dakṣa", "devanagari": "> এইমতে নানারূপ করে পূর্বপক্ষ ।\n> তাহারে নির্জিতে ভাগবত-পদ্য দক্ষ ॥৬২॥", "synonyms": "*ei-mate*—assim; *nānā*—muitas; *rūpa*—formas; *kare*—assume; *pūrva-pakṣa*—as objeções; *tāhāre*—elas; *nirjite*—superando; *bhāgavata*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *padya*—poesia; *dakṣa*—perita.", "translation": "**Dessa maneira, seus argumentos aparecem sob diversas formas, mas a poesia do *Bhāgavatam* refuta-os todos com perícia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/63/", "verse_text": "vadanti tat tattva-vidas\ntattvaṁ yaj jñānam advayam\nbrahmeti paramātmeti\nbhagavān iti śabdyate", "devanagari": "> বদন্তি তত্তত্ত্ববিদস্তত্ত্বং যজ্জ্ঞানমদ্বয়ম্ ।\n> ব্রহ্মেতি পরমাত্মেতি ভগবানিতি শব্দ্যতে ॥৬৩॥", "synonyms": "*vadanti*—dizem; *tat*—isso; *tattva-vidaḥ*—as almas eruditas; *tattvam*—a Verdade Absoluta; *yat*—que; *jñānam*—conhecimento; *advayam*—não dual; *brahma*—Brahman; *iti*—assim; *paramātmā*—Paramātmā; *iti*—assim; *bhagavān*—Bhagavān; *iti*—assim; *śabdyate*—é conhecida.", "translation": "**\"Os transcendentalistas eruditos que conhecem a Verdade Absoluta dizem que ela é conhecimento não dual e é chamada Brahman impessoal, Paramātmā localizado e Personalidade de Deus.\"**", "purport": "Este texto é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.11)."}
{"ref": "cc/adi/2/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/64/", "verse_text": "śuna bhāi ei śloka karaha vicāra\neka mukhya-tattva, tina tāhāra pracāra", "devanagari": "> শুন ভাই এই শ্লোক করহ বিচার ।\n> এক মুখ্যতত্ত্ব, তিন তাহার প্রচার ॥৬৪॥", "synonyms": "*śuna*—por favor, ouvi; *bhāi*—irmãos; *ei*—este; *śloka*—verso; *karaha*—por favor, dai; *vicāra*—consideração; *eka*—uma; *mukhya*—principal; *tattva*—verdade; *tina*—três; *tāhāra*—dessa; *pracāra*—manifestações.", "translation": "**Meus caros irmãos, ouvi atentamente a explicação deste verso e considerai o seu significado: a única entidade original é conhecida em Seus três aspectos diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/65/", "verse_text": "advaya-jñāna tattva-vastu kṛṣṇera svarūpa\nbrahma, ātmā, bhagavān--tina tāṅra rūpa", "devanagari": "> অদ্বয়জ্ঞান তত্ত্ববস্তু কৃষ্ণের স্বরূপ ।\n> ব্রহ্ম, আত্মা, ভগবান্ — তিন তাঁর রূপ ॥৬৫॥", "synonyms": "*advaya-jñāna*—conhecimento sem dualidade; *tattva-vastu*—a Verdade Absoluta; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sva-rūpa*—própria natureza; *brahma*—Brahman; *ātmā*—Paramātmā; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tina*—três; *tāṅra*—d'Ele; *rūpa*—formas.", "translation": "**O próprio Senhor Kṛṣṇa é a única Verdade Absoluta indivisa, a realidade última. Ele Se manifesta em três aspectos — como Brahman, Paramātmā e Bhagavān.**", "purport": "No verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* citado acima (Bhāg. 1.2.11), a palavra principal, bhagavān, indica a Personalidade de Deus, e o Brahman e o Paramātmā são concomitantes deduzidos da Personalidade Absoluta, assim como um governo e seus ministros são deduções do supremo chefe do poder executivo. Em outras palavras, a verdade principal exibe-se em três fases diferentes. A Verdade Absoluta, a Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa (Bhagavān), também é conhecida como Brahman e Paramātmā, embora todos esses aspectos sejam idênticos."}
{"ref": "cc/adi/2/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/66/", "verse_text": "ei ślokera arthe tumi hailā nirvacana\nāra eka śuna bhāgavatera vacana", "devanagari": "> এই শ্লোকের অর্থে তুমি হৈলা নির্বচন ।\n> আর এক শুন ভাগবতের বচন ॥৬৬॥", "synonyms": "*ei*—este; *ślokera*—do verso; *arthe*—pelo significado; *tumi*—tu; *hailā*—te tornaste; *nirvacana*—mudo; *āra*—outro; *eka*—um; *śuna*—por favor, ouve; *bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *vacana*—discurso.", "translation": "**O sentido deste verso impediu-te de argumentar. Ouve agora outro verso do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/67/", "verse_text": "ete cāṁśa-kalāḥ puṁsaḥ\nkṛṣṇas tu bhagavān svayam\nindrāri-vyākulaṁ lokaṁ\nmṛḍayanti yuge yuge", "devanagari": "> এতে চাংশকলাঃ পুংসঃ কৃষ্ণস্তু ভগবান্ স্বয়ম্ ।\n> ইন্দ্রারি-ব্যাকুলং লোকং মৃড়য়ন্তি যুগে যুগে ॥৬৭॥", "synonyms": "*ete*—estas; *ca*—e; *aṁśa*—porções plenárias; *kalāḥ*—partes das porções plenárias; *puṁsaḥ*—dos puruṣa-avatāras; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *tu*—mas; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *svayam*—Ele mesmo; *indra-ari*—os inimigos do Senhor Indra; *vyākulam*—cheio de; *lokam*—o mundo; *mṛḍayanti*—fazem feliz; *yuge yuge*—no momento adequado de cada era.", "translation": "**\"Todas estas encarnações de Deus são porções plenárias ou partes das porções plenárias dos puruṣa-avatāras. Mas Kṛṣṇa é a própria Suprema Personalidade de Deus. Em cada era, Ele protege o mundo por meio de Seus diferentes aspectos quando o mundo é perturbado pelos inimigos de Indra.\"**", "purport": "Esta afirmação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.28) nega definitivamente a concepção de que Śrī Kṛṣṇa seja um avatāra de Viṣṇu ou Nārāyaṇa. O Senhor Śrī Kṛṣṇa é a Personalidade de Deus original, a causa suprema de todas as causas. Este verso indica claramente que encarnações da Personalidade de Deus, tais como Śrī Rāma, Nṛsiṁha e Varāha, pertencem todas, sem dúvida, ao grupo de Viṣṇu, mas todas Elas são porções plenárias ou porções das porções plenárias da Personalidade de Deus original, o Senhor Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/2/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/68/", "verse_text": "saba avatārera kari sāmānya-lakṣaṇa\ntāra madhye kṛṣṇa-candrera karila gaṇana", "devanagari": "> সব অবতারের করি সামান্য-লক্ষণ ।\n> তার মধ্যে কৃষ্ণচন্দ্রের করিল গণন ॥৬৮॥", "synonyms": "*saba*—de todas; *avatārera*—as encarnações; *kari*—fazendo; *sāmānya*—gerais; *lakṣaṇa*—sintomas; *tāra*—delas; *madhye*—no meio; *kṛṣṇa-candrera*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *karila*—fez; *gaṇana*—a contagem.", "translation": "**O *Bhāgavatam* descreve em geral os sintomas e os feitos das encarnações e conta Śrī Kṛṣṇa entre elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/69/", "verse_text": "tabe sūta gosāñi mane pāñā baḍa bhaya\nyāra ye lakṣaṇa tāhā karila niścaya", "devanagari": "> তবে সূত গোসাঞি মনে পাঞা বড় ভয় ।\n> যার যে লক্ষণ তাহা করিল নিশ্চয় ॥৬৯॥", "synonyms": "*tabe*—então; *sūta gosāñi*—Sūta Gosvāmī; *mane*—na mente; *pāñā*—obtendo; *baḍa*—grande; *bhaya*—temor; *yāra*—de quem; *ye*—os quais; *lakṣaṇa*—sintomas; *tāhā*—isso; *karila*—ele fez; *niścaya*—certamente.", "translation": "**Isso deixou Sūta Gosvāmī muito apreensivo. Por isso, ele distinguiu cada encarnação por seus sintomas específicos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/70/", "verse_text": "avatāra saba--puruṣera kalā, aṁśa\nsvayaṁ-bhagavān kṛṣṇa sarva-avataṁsa", "devanagari": "> অবতার সব — পুরুষের কলা, অংশ ।\n> স্বয়ং-ভগবান্ কৃষ্ণ সর্ব-অবতংস ॥৭০॥", "synonyms": "*avatāra*—as encarnações; *saba*—todas; *puruṣera*—dos puruṣa-avatāras; *kalā*—partes das porções plenárias; *aṁśa*—porções plenárias; *svayam*—Ele mesmo; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sarva*—de todas; *avataṁsa*—a coroa.", "translation": "**Todas as encarnações de Deus são porções plenárias ou partes das porções plenárias dos puruṣa-avatāras, mas o Senhor primordial é Śrī Kṛṣṇa. Ele é a Suprema Personalidade de Deus, a fonte de todas as encarnações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/71/", "verse_text": "pūrva-pakṣa kahe--tomāra bhāla ta' vyākhyāna\nparavyoma-nārāyaṇa svayaṁ-bhagavān", "devanagari": "> পূর্বপক্ষ কহে — তোমার ভালত’ ব্যাখ্যান ।\n> পরব্যোম-নারায়ণ স্বয়ং-ভগবান্ ॥৭১॥", "synonyms": "*pūrva-pakṣa*—o lado oponente; *kahe*—diz; *tomāra*—tua; *bhāla*—boa; *ta'*—certamente; *vyākhyāna*—exposição; *para-vyoma*—situado no céu espiritual; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *svayam*—Ele mesmo; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Um oponente poderia dizer: \"Esta é a tua interpretação, mas, na verdade, o Senhor Supremo é Nārāyaṇa, que está no reino transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/72/", "verse_text": "teṅha āsi' kṛṣṇa-rūpe karena avatāra\nei artha śloke dekhi ki āra vicāra", "devanagari": "> তেঁহ আসি’ কৃষ্ণরূপে করেন অবতার ।\n> এই অর্থ শ্লোকে দেখি কি আর বিচার ॥৭২॥", "synonyms": "*teṅha*—Ele (Nārāyaṇa); *āsi'*—vindo; *kṛṣṇa-rūpe*—sob a forma do Senhor Kṛṣṇa; *karena*—faz; *avatāra*—a encarnação; *ei*—este; *artha*—significado; *śloke*—no verso; *dekhi*—eu vejo; *ki*—que; *āra*—outra; *vicāra*—consideração.", "translation": "**\"Ele [Nārāyaṇa] encarna como o Senhor Kṛṣṇa. Este é o significado do verso conforme eu o vejo. Não há necessidade de maior consideração.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/73/", "verse_text": "tāre kahe--kene kara kutarkānumāna\nśāstra-viruddhārtha kabhu nā haya pramāṇa", "devanagari": "> তারে কহে — কেনে কর কুতর্কানুমান ।\n> শাস্ত্রবিরুদ্ধার্থ কভু না হয় প্রমাণ ॥৭৩॥", "synonyms": "*tāre*—a ele; *kahe*—diz-se; *kene*—por que; *kara*—fazes; *ku-tarka*—de um argumento falacioso; *anumāna*—a conjectura; *śāstra-viruddha*—contrário à escritura; *artha*—um significado; *kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *haya*—é; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**A tal intérprete desorientado podemos responder: \"Por que sugeres uma lógica tão falaciosa? Uma interpretação jamais é aceita como evidência se se opuser aos princípios da escritura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/74/", "verse_text": "anuvādam anuktvā tu\nna vidheyam udīrayet\nna hy alabdhāspadaṁ kiñcit\nkutracit pratitiṣṭhati", "devanagari": "> অনুবাদমনুক্ত্বা তু ন বিধেয়মুদীরয়েৎ ।\n> ন হ্যলব্ধাস্পদং কিঞ্চিৎ কুত্রচিৎ প্রতিতিষ্ঠতি ॥৭৪॥", "synonyms": "*anuvādam*—o sujeito; *anuktvā*—não declarando; *tu*—mas; *na*—não; *vidheyam*—o predicado; *udīrayet*—deve-se proferir; *na*—não; *hi*—certamente; *alabdha-āspadam*—sem uma posição segura; *kiñcit*—algo; *kutracit*—em parte alguma; *pratitiṣṭhati*—permanece.", "translation": "**\" 'Não se deve enunciar um predicado antes de seu sujeito, pois assim ele não pode permanecer sem o devido apoio.'**", "purport": "Esta regra retórica aparece no *Ekādaśī-tattva*, Décimo Terceiro Canto, em relação ao uso metafórico das palavras. Um objeto desconhecido não deve ser colocado antes do sujeito conhecido, porque o objeto não tem significado se o sujeito não for apresentado primeiro."}
{"ref": "cc/adi/2/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/75/", "verse_text": "anuvāda nā kahiyā nā kahi vidheya\nāge anuvāda kahi, paścād vidheya", "devanagari": "> অনুবাদ না কহিয়া না কহি বিধেয় ।\n> আগে অনুবাদ কহি, পশ্চাদ্বিধেয় ॥৭৫॥", "synonyms": "*anuvāda*—o sujeito; *nā kahiyā*—não dizendo; *nā*—não; *kahi*—eu digo; *vidheya*—o predicado; *āge*—primeiro; *anuvāda*—o sujeito; *kahi*—eu digo; *paścāt*—depois; *vidheya*—o predicado.", "translation": "**\"Se eu não enuncio um sujeito, não enuncio um predicado. Primeiro declaro o primeiro e depois declaro o segundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/76/", "verse_text": "'vidheya' kahiye tāre, ye vastu ajñāta\n'anuvāda' kahi tāre, yei haya jñāta", "devanagari": "> ‘বিধেয়’ কহিয়ে তারে, যে বস্তু অজ্ঞাত ।\n> ‘অনুবাদ’ কহি তারে, যেই হয় জ্ঞাত ॥৭৬॥", "synonyms": "*vidheya*—o predicado; *kahiye*—eu digo; *tāre*—a ele; *ye*—aquela; *vastu*—coisa; *ajñāta*—desconhecida; *anuvāda*—o sujeito; *kahi*—eu digo; *tāre*—a ele; *yei*—aquilo que; *haya*—é; *jñāta*—conhecido.", "translation": "**\"O predicado de uma frase é aquilo que é desconhecido para o leitor, ao passo que o sujeito é aquilo que lhe é conhecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/77/", "verse_text": "yaiche kahi,--ei vipra parama paṇḍita\nvipra--anuvāda, ihāra vidheya--pāṇḍitya", "devanagari": "> যৈছে কহি, — এই বিপ্র পরম পণ্ডিত ।\n> বিপ্র — অনুবাদ, ইহার বিধেয় — পাণ্ডিত্য ॥৭৭॥", "synonyms": "*yaiche*—assim como; *kahi*—eu digo; *ei*—este; *vipra*—brāhmaṇa; *parama*—grande; *paṇḍita*—homem erudito; *vipra*—o brāhmaṇa; *anuvāda*—o sujeito; *ihāra*—disto; *vidheya*—o predicado; *pāṇḍitya*—a erudição.", "translation": "**\"Por exemplo, podemos dizer: 'Este vipra é um homem muito erudito.' Nesta frase, o vipra é o sujeito, e o predicado é sua erudição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/78/", "verse_text": "vipratva vikhyāta tāra pāṇḍitya ajñāta\nataeva vipra āge, pāṇḍitya paścāta", "devanagari": "> বিপ্রত্ব বিখ্যাত তার পাণ্ডিত্য অজ্ঞাত ।\n> অতএব বিপ্র আগে, পাণ্ডিত্য পশ্চাত ॥৭৮॥", "synonyms": "*vipratva*—a qualidade de ser um vipra; *vikhyāta*—bem conhecida; *tāra*—sua; *pāṇḍitya*—erudição; *ajñāta*—desconhecida; *ataeva*—portanto; *vipra*—a palavra vipra; *āge*—primeiro; *pāṇḍitya*—a erudição; *paścāta*—depois.", "translation": "**\"O fato de o homem ser um vipra é conhecido, mas sua erudição é desconhecida. Por isso, a pessoa é identificada primeiro e sua erudição em seguida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/79/", "verse_text": "taiche iṅha avatāra saba haila jñāta\nkāra avatāra?--ei vastu avijñāta", "devanagari": "> তৈছে ইঁহ অবতার সব হৈল জ্ঞাত ।\n> কার অবতার? — এই বস্তু অবিজ্ঞাত ॥৭৯॥", "synonyms": "*taiche*—da mesma forma; *iṅha*—estas; *avatāra*—encarnações; *saba*—todas; *haila*—foram; *jñāta*—conhecidas; *kāra*—de quem; *avatāra*—encarnações; *ei*—esta; *vastu*—coisa; *avijñāta*—desconhecida.", "translation": "**\"Da mesma forma, todas estas encarnações eram conhecidas, mas de quem eram encarnações permanecia desconhecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/80/", "verse_text": "'ete'-śabde avatārera āge anuvāda\n'puruṣera aṁśa' pāche vidheya-saṁvāda", "devanagari": "> ‘এতে’-শব্দে অবতারের আগে অনুবাদ ।\n> ‘পুরুষের অংশ’ পাছে বিধেয়-সংবাদ ॥৮০॥", "synonyms": "*ete-śabde*—na palavra ete (estas); *avatārera*—das encarnações; *āge*—primeiro; *anuvāda*—o sujeito; *puruṣera*—dos puruṣa-avatāras; *aṁśa*—porções plenárias; *pāche*—depois; *vidheya*—do predicado; *saṁvāda*—a mensagem.", "translation": "**\"Primeiro, a palavra 'ete' ['estas'] estabelece o sujeito [as encarnações]. Em seguida, vem 'porções plenárias dos puruṣa-avatāras' como predicado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/81/", "verse_text": "taiche kṛṣṇa avatāra-bhitare haila jñāta\ntāṅhāra viśeṣa-jñāna sei avijñāta", "devanagari": "> তৈছে কৃষ্ণ অবতার-ভিতরে হৈল জ্ঞাত ।\n> তাঁহার বিশেষ-জ্ঞান সেই অবিজ্ঞাত ॥৮১॥", "synonyms": "*taiche*—da mesma forma; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatāra-bhitare*—entre as encarnações; *haila*—foi; *jñāta*—conhecido; *tāṅhāra*—d'Ele; *viśeṣa-jñāna*—conhecimento específico; *sei*—esse; *avijñāta*—desconhecido.", "translation": "**\"Da mesma forma, quando Kṛṣṇa foi inicialmente contado entre as encarnações, o conhecimento específico a Seu respeito ainda permanecia desconhecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/82/", "verse_text": "ataeva 'kṛṣṇa'-śabda āge anuvāda\n'svayaṁ-bhagavattā' piche vidheya-saṁvāda", "devanagari": "> অতএব ‘কৃষ্ণ’-শব্দ আগে অনুবাদ ।\n> ‘স্বয়ং-ভগবত্তা’ পিছে বিধেয়-সংবাদ ॥৮২॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *kṛṣṇa-śabda*—a palavra kṛṣṇa; *āge*—primeiro; *anuvāda*—o sujeito; *svayam-bhagavattā*—ser Ele mesmo a Suprema Personalidade de Deus; *piche*—depois; *vidheya*—do predicado; *saṁvāda*—a mensagem.", "translation": "**\"Por isso, primeiro a palavra 'kṛṣṇa' aparece como o sujeito, seguida pelo predicado, que O descreve como a Personalidade de Deus original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/83/", "verse_text": "kṛṣṇera svayaṁ-bhagavattā--ihā haila sādhya\n\nsvayaṁ-bhagavānera kṛṣṇatva haila bādhya", "devanagari": "> কৃষ্ণের স্বয়ং-ভগবত্তা — ইহা হৈল সাধ্য ।\n> স্বয়ং-ভগবানের কৃষ্ণত্ব হৈল বাধ্য ॥৮৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svayam-bhagavattā*—a qualidade de ser Ele próprio a Suprema Personalidade de Deus; *ihā*—isto; *haila*—foi; *sādhya*—a ser estabelecido; *svayam-bhagavānera*—da Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇatva*—a qualidade de ser o Senhor Kṛṣṇa; *haila*—foi; *bādhya*—obrigatório.", "translation": "**\"Isso estabelece que Śrī Kṛṣṇa é a Personalidade de Deus original. A Personalidade de Deus original é, portanto, necessariamente Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/84/", "verse_text": "kṛṣṇa yadi aṁśa haita, aṁśī nārāyaṇa\n\ntabe viparīta haita sūtera vacana", "devanagari": "> কৃষ্ণ যদি অংশ হৈত, অংশী নারায়ণ ।\n> তবে বিপরীত হৈত সূতের বচন ॥৮৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—se; *aṁśa*—porção plenária; *haita*—fosse; *aṁśī*—a fonte de todas as expansões; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *tabe*—então; *viparīta*—o inverso; *haita*—teria sido; *sūtera*—de Sūta Gosvāmī; *vacana*—a afirmação.", "translation": "**\"Se Kṛṣṇa fosse a porção plenária e Nārāyaṇa o Senhor primordial, a afirmação de Sūta Gosvāmī teria sido invertida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/85/", "verse_text": "nārāyaṇa aṁśī yei svayaṁ-bhagavān\n\nteṅha śrī-kṛṣṇa--aiche karita vyākhyāna", "devanagari": "> নারায়ণ অংশী যেই স্বয়ং-ভগবান্ ।\n> তেঁহ শ্রীকৃষ্ণ — ঐছে করিত ব্যাখান ॥৮৫॥", "synonyms": "*nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *aṁśī*—a fonte de todas as encarnações; *yei*—quem; *svayam-bhagavān*—Ele próprio a Suprema Personalidade de Deus; *teṅha*—Ele; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *aiche*—dessa maneira; *karita*—teria feito; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**\"Assim, ele teria dito: 'Nārāyaṇa, a fonte de todas as encarnações, é a Personalidade de Deus original. Ele apareceu como Śrī Kṛṣṇa.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/86/", "verse_text": "bhrama, pramāda, vipralipsā, karaṇāpāṭava\n\nārṣa-vijña-vākye nāhi doṣa ei saba", "devanagari": "> ভ্রম, প্রমাদ, বিপ্রলিপ্সা, করণাপাটব ।\n> আর্ষ-বিজ্ঞবাক্যে নাহি দোষ এই সব ॥৮৬॥", "synonyms": "*bhrama*—enganos; *pramāda*—ilusão; *vipralipsā*—trapaça; *karaṇa-apāṭava*—imperfeição dos sentidos; *ārṣa*—dos sábios autorizados; *vijña-vākye*—na palavra sábia; *nāhi*—não; *doṣa*—falhas; *ei*—estas; *saba*—todas.", "translation": "**\"Enganos, ilusões, trapaça e percepção deficiente não ocorrem nas palavras dos sábios autorizados.**", "purport": "O *Śrīmad-Bhāgavatam* enumerou os avatāras, as expansões plenárias do puruṣa, e o Senhor Kṛṣṇa aparece entre eles. Mas o *Bhāgavatam* explica ainda a posição específica do Senhor Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus. Visto que o Senhor Kṛṣṇa é a Personalidade de Deus original, a razão e o argumento estabelecem que Sua posição é sempre suprema.\n\nSe Kṛṣṇa fosse uma expansão plenária de Nārāyaṇa, o verso original teria sido composto de modo diferente; de fato, sua ordem teria sido invertida. Mas não pode haver enganos, ilusão, trapaça ou percepção imperfeita nas palavras dos sábios liberados. Por isso, não há engano nesta afirmação de que o Senhor Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus. As afirmações em sânscrito do *Śrīmad-Bhāgavatam* são todas sons transcendentais. Śrīla Vyāsadeva revelou essas afirmações após perfeita compreensão, e por isso elas são perfeitas, pois os sábios liberados como Vyāsadeva nunca cometem erros em seus arranjos retóricos. A menos que se aceite este fato, não há utilidade em tentar obter ajuda das escrituras reveladas.\n\nBhrama refere-se ao conhecimento falso ou aos enganos, tais como aceitar uma corda como uma serpente ou uma concha de ostra como ouro. Pramāda refere-se à desatenção ou à má compreensão da realidade, e vipralipsā é a tendência a trapacear. Karaṇāpāṭava refere-se à imperfeição dos sentidos materiais. Há muitos exemplos dessa imperfeição. Os olhos não conseguem ver aquilo que está muito distante ou que é muito pequeno. A pessoa não consegue sequer ver a própria pálpebra, que é a coisa mais próxima de seu olho, e, se está perturbada por uma doença como a icterícia, vê tudo amarelo. De modo semelhante, os ouvidos não conseguem ouvir sons distantes. Visto que a Personalidade de Deus, Suas porções plenárias e Seus devotos autorrealizados estão todos transcendentalmente situados, eles não podem ser desencaminhados por tais deficiências."}
{"ref": "cc/adi/2/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/87/", "verse_text": "viruddhārtha kaha tumi, kahite kara roṣa\n\ntomāra arthe avimṛṣṭa-vidheyāṁśa-doṣa", "devanagari": "> বিরুদ্ধার্থ কহ তুমি, কহিতে কর রোষ ।\n> তোমার অর্থে অবিমৃষ্টবিধেয়াংশ-দোষ ॥৮৭॥", "synonyms": "*viruddha-artha*—significado contrário; *kaha*—dizes; *tumi*—tu; *kahite*—ao apontar; *kara*—fazes; *roṣa*—ira; *tomāra*—tua; *arthe*—no significado; *avimṛṣṭa-vidheya-aṁśa*—da porção predicativa não considerada; *doṣa*—a falha.", "translation": "**\"Tu dizes algo contraditório e te enfureces quando isso é apontado. Tua explicação tem a falha de um objeto deslocado. Trata-se de um ajuste não considerado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/88/", "verse_text": "yāṅra bhagavattā haite anyera bhagavattā\n\n'svayaṁ-bhagavān'-śabdera tāhātei sattā", "devanagari": "> যাঁর ভগবত্তা হৈতে অন্যের ভগবত্তা ।\n> ‘স্বয়ং-ভগবান্’-শব্দের তাহাতেই সত্তা ॥৮৮॥", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *bhagavattā*—a qualidade de ser a Suprema Personalidade de Deus; *haite*—de; *anyera*—de outros; *bhagavattā*—a qualidade de ser a Suprema Personalidade de Deus; *svayam-bhagavān-śabdera*—da palavra svayaṁ-bhagavān; *tāhātei*—nele; *sattā*—a presença.", "translation": "**\"Somente a Personalidade de Deus, a fonte de todas as outras Divindades, está apta a ser designada svayaṁ bhagavān, o Senhor primordial.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/89/", "verse_text": "dīpa haite yaiche bahu dīpera jvalana\n\nmūla eka dīpa tāhā kariye gaṇana", "devanagari": "> দীপ হৈতে যৈছে বহু দীপের জ্বলন ।\n> মূল এক দীপ তাহা করিয়ে গণন ॥৮৯॥", "synonyms": "*dīpa*—uma lamparina; *haite*—de; *yaiche*—assim como; *bahu*—muitas; *dīpera*—de lamparinas; *jvalana*—o acender; *mūla*—a original; *eka*—uma; *dīpa*—lamparina; *tāhā*—essa; *kariye*—eu faço; *gaṇana*—consideração.", "translation": "**\"Quando de uma vela se acendem muitas outras, considero aquela a original.**", "purport": "A Brahma-saṁhitā, Capítulo Cinco, verso 46, afirma que o viṣṇu-tattva, ou o princípio da Absoluta Personalidade de Deus, é como uma lamparina, porque as expansões igualam sua origem em todos os aspectos. Uma lamparina acesa pode acender inúmeras outras lamparinas que não lhe são inferiores, mas ainda assim uma lamparina deve ser considerada a original. De modo semelhante, a Suprema Personalidade de Deus expande-Se nas formas plenárias do viṣṇu-tattva, mas, embora sejam igualmente poderosas, a Personalidade de Deus poderosa e original é considerada a fonte. Este exemplo também explica o aparecimento de encarnações qualitativas como o Senhor Śiva e o Senhor Brahmā. Segundo Śrīla Jīva Gosvāmī, śambhos tu tamo-'dhiṣṭhānatvāt kajjalamaya-sūkṣma-dīpa-śikhā-sthānīyasya na tathā sāmyam: \"O śambhu-tattva, ou o princípio do Senhor Śiva, é como uma lamparina coberta de carbono por ele estar encarregado do modo da ignorância. A iluminação proveniente dessa lamparina é mínima. Por isso, o poder do Senhor Śiva não se compara ao do princípio Viṣṇu.\""}
{"ref": "cc/adi/2/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/90/", "verse_text": "taiche saba avatārera kṛṣṇa se kāraṇa\n\nāra eka śloka śuna, kuvyākhyā-khaṇḍana", "devanagari": "> তৈছে সব অবতারের কৃষ্ণ সে কারণ ।\n> আর এক শ্লোক শুন, কুব্যাখ্যা-খণ্ডন ॥৯০॥", "synonyms": "*taiche*—de maneira semelhante; *saba*—de todas; *avatārera*—das encarnações; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *se*—Ele; *kāraṇa*—a causa; *āra*—outro; *eka*—um; *śloka*—verso; *śuna*—por favor, ouve; *ku-vyākhyā*—explicações falaciosas; *khaṇḍana*—refutando.", "translation": "**\"Kṛṣṇa, da mesma forma, é a causa de todas as causas e de todas as encarnações. Por favor, ouve outro verso para derrotar todas as interpretações errôneas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/91-92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/91-92/", "verse_text": "atra sargo visargaś ca\n\nsthānaṁ poṣaṇam ūtayaḥ\n\nmanvantareśānukathā\n\nnirodho muktir āśrayaḥ\n\ndaśamasya viśuddhy-arthaṁ\n\nnavānām iha lakṣaṇam\n\nvarṇayanti mahātmānaḥ\n\nśrutenārthena cāñjasā", "devanagari": "> অত্র সর্গো বিসর্গশ্চ স্থানং পোষণমূতয়ঃ ।\n> মন্বন্তরেশানুকথা নিরোধো মুক্তিরাশ্রয়ঃ ॥৯১॥\n> দশমস্য বিশুদ্ধ্যর্থং নবানামিহ লক্ষণম্ ।\n> বর্ণয়ন্তি মহাত্মানঃ শ্রুতেনার্থেন চাঞ্জসা ॥৯২॥", "synonyms": "*atra*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *sargaḥ*—a criação dos ingredientes do universo; *visargaḥ*—as criações de Brahmā; *ca*—e; *sthānam*—a manutenção da criação; *poṣaṇam*—o favorecimento dos devotos do Senhor; *ūtayaḥ*—impulsos para a atividade; *manu-antara*—deveres prescritos dados pelos Manus; *īśa-anukathāḥ*—uma descrição das encarnações do Senhor; *nirodhaḥ*—o encerramento da criação; *muktiḥ*—liberação; *āśrayaḥ*—o refúgio último, a Suprema Personalidade de Deus; *daśamasya*—do décimo (o āśraya); *viśuddhi-artham*—com o propósito de conhecimento perfeito; *navānām*—dos nove; *iha*—aqui; *lakṣaṇam*—a natureza; *varṇayanti*—descrevem; *mahā-ātmānaḥ*—as grandes almas; *śrutena*—por meio de oração; *arthena*—por meio de explicação; *ca*—e; *añjasā*—direta.", "translation": "**\" 'Aqui [no *Śrīmad-Bhāgavatam*] descrevem-se dez assuntos: (1) a criação dos ingredientes do cosmos, (2) as criações de Brahmā, (3) a manutenção da criação, (4) o favor especial concedido aos fiéis, (5) os impulsos para a atividade, (6) os deveres prescritos para os homens cumpridores da lei, (7) uma descrição das encarnações do Senhor, (8) o encerramento da criação, (9) a liberação da existência material grosseira e sutil, e (10) o refúgio último, a Suprema Personalidade de Deus. O décimo item é o refúgio de todos os demais. Para distinguir esse refúgio último dos outros nove assuntos, os mahājanas descreveram esses nove, direta ou indiretamente, por meio de orações ou de explicações diretas.'**", "purport": "Estes versos do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.10.1-2) enumeram os dez assuntos tratados no texto do *Bhāgavatam*. Destes, o décimo é a substância, e os outros nove são categorias derivadas da substância. Estes dez assuntos enumeram-se a seguir:\n\n(1) Sarga—a primeira criação por Viṣṇu, o surgimento dos cinco elementos materiais grosseiros, dos cinco objetos da percepção sensorial, dos dez sentidos, da mente, da inteligência, do ego falso e da energia material total, ou forma universal.\n\n(2) Visarga—a criação secundária, ou o trabalho de Brahmā ao produzir os corpos móveis e imóveis no universo (brahmāṇḍa).\n\n(3) Sthāna—a manutenção do universo pela Personalidade de Deus, Viṣṇu. A função de Viṣṇu é mais importante e Sua glória maior do que as de Brahmā e do Senhor Śiva, pois, embora Brahmā seja o criador e o Senhor Śiva o destruidor, Viṣṇu é o mantenedor.\n\n(4) Poṣaṇa—cuidado e proteção especiais para os devotos por parte do Senhor. Assim como um rei mantém seu reino e seus súditos mas, ainda assim, dá atenção especial aos membros de sua família, a Personalidade de Deus presta cuidado especial a Seus devotos, que são almas completamente rendidas a Ele.\n\n(5) Ūti—o impulso para a criação, ou poder de iniciativa, que é a causa de todas as invenções, de acordo com as necessidades de tempo, espaço e objetos.\n\n(6) Manvantara—os princípios reguladores para os seres vivos que desejam alcançar a perfeição na vida humana. As regras de Manu, conforme descritas na Manu-saṁhitā, guiam o caminho para tal perfeição.\n\n(7) Īśānukathā: a informação escritural a respeito da Personalidade de Deus, Suas encarnações na Terra e as atividades de Seus devotos. As escrituras que tratam desses assuntos são essenciais para uma vida humana progressiva.\n\n(8) Nirodha: o encerramento de todas as energias empregadas na criação. Tais potências são emanações da Personalidade de Deus, que eternamente repousa no Oceano Kāraṇa. As criações cósmicas, manifestadas com Sua respiração, são novamente dissolvidas no devido tempo.\n\n(9) Mukti: a liberação das almas condicionadas aprisionadas pelas coberturas grosseiras e sutis do corpo e da mente. Quando se liberta de toda afeição material, a alma, abandonando os corpos materiais grosseiro e sutil, pode alcançar o céu espiritual em seu corpo espiritual original e ocupar-se em transcendental serviço amoroso ao Senhor em Vaikuṇṭhaloka ou Kṛṣṇaloka. Quando a alma se situa em sua posição constitucional original de existência, diz-se que está liberada. É possível ocupar-se em transcendental serviço amoroso ao Senhor e tornar-se jīvan-mukta, uma alma liberada, mesmo ainda no corpo material.\n\n(10) Āśraya: a Transcendência, o summum bonum, de quem tudo emana, sobre quem tudo repousa e em quem tudo se funde após a aniquilação. Ele é a fonte e o suporte de tudo. O āśraya também é chamado o Brahman Supremo, como no *Vedānta-sūtra* (athāto brahma-jijñāsā, janmādy asya yataḥ). O *Śrīmad-Bhāgavatam* descreve especialmente esse Brahman Supremo como o āśraya. Śrī Kṛṣṇa é esse āśraya, e por isso a maior necessidade da vida é estudar a ciência de Kṛṣṇa.\n\nO *Śrīmad-Bhāgavatam* aceita Śrī Kṛṣṇa como o refúgio de todas as manifestações porque o Senhor *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, é a fonte última de tudo, a meta suprema de todos.\n\nDois princípios diferentes devem ser considerados aqui—a saber, o āśraya, o objeto que provê refúgio, e o āśrita, os dependentes que requerem refúgio. Os āśrita existem sob o princípio original, o āśraya. As primeiras nove categorias, descritas nos primeiros nove cantos do *Śrīmad-Bhāgavatam*, da criação à liberação—incluindo os puruṣa-avatāras; as encarnações; a energia marginal, ou seres vivos; e a energia externa, ou mundo material—são todas āśrita. As orações do *Śrīmad-Bhāgavatam*, contudo, têm por alvo o āśraya-tattva, a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa. As grandes almas peritas em descrever o *Śrīmad-Bhāgavatam* delinearam com muita diligência as outras nove categorias, ora por narrações diretas, ora por narrações indiretas como histórias. O verdadeiro propósito de fazê-lo é conhecer perfeitamente a Absoluta Transcendência, Śrī Kṛṣṇa, pois toda a criação, tanto material quanto espiritual, repousa sobre o corpo de Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/2/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/93/", "verse_text": "āśraya jānite kahi e nava padārtha\n\ne navera utpatti-hetu sei āśrayārtha", "devanagari": "> আশ্রয় জানিতে কহি এ নব পদার্থ ।\n> এ নবের উৎপত্তি-হেতু সেই আশ্রয়ার্থ ॥৯৩॥", "synonyms": "*āśraya*—o refúgio último; *jānite*—para conhecer; *kahi*—eu discuto; *e*—estas; *nava*—nove; *pada-artha*—categorias; *e*—estes; *navera*—dos nove; *utpatti*—da origem; *hetu*—causa; *sei*—essa; *āśraya*—do refúgio; *artha*—o significado.", "translation": "**\"Para conhecer distintamente o refúgio último de tudo o que existe, descrevi as outras nove categorias. A causa do aparecimento desses nove é justamente chamada seu refúgio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/94/", "verse_text": "kṛṣṇa eka sarvāśraya, kṛṣṇa sarva-dhāma\n\nkṛṣṇera śarīre sarva-viśvera viśrāma", "devanagari": "> কৃষ্ণ এক সর্বাশ্রয়, কৃষ্ণ সর্বধাম ।\n> কৃষ্ণের শরীরে সর্ব-বিশ্বের বিশ্রাম ॥৯৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *eka*—um; *sarva-āśraya*—refúgio de tudo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sarva-dhāma*—a morada de tudo; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śarīre*—no corpo; *sarva-viśvera*—de todos os universos; *viśrāma*—o lugar de repouso.", "translation": "**\"A Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa é o refúgio e a morada de tudo. Todos os universos repousam em Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/95/", "verse_text": "daśame daśamaṁ lakṣyam\n\nāśritāśraya-vigraham\n\nśrī-kṛṣṇākhyaṁ paraṁ dhāma\n\njagad-dhāma namāmi tat", "devanagari": "> দশমে দশমং লক্ষ্যমাশ্রিতাশ্রয়বিগ্রহম্ ।\n> শ্রীকৃষ্ণাখ্যং পরং ধাম জগদ্ধাম নমামি তৎ ॥৯৫॥", "synonyms": "*daśame*—no Décimo Canto; *daśamam*—o décimo assunto; *lakṣyam*—a ser visto; *āśrita*—dos abrigados; *āśraya*—do refúgio; *vigraham*—que é a forma; *śrī-kṛṣṇa-ākhyam*—conhecido como o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *param*—supremo; *dhāma*—morada; *jagat-dhāma*—a morada dos universos; *namāmi*—ofereço minhas reverências; *tat*—a Ele.", "translation": "**\" 'O Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* revela o décimo objeto, a Suprema Personalidade de Deus, que é o refúgio de todas as almas rendidas. Ele é conhecido como Śrī Kṛṣṇa, e é a fonte última de todos os universos. Permita-me oferecer minhas reverências a Ele.'**", "purport": "Esta citação provém do comentário de Śrīdhara Svāmī ao primeiro verso do Décimo Canto, Capítulo Um, do *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/adi/2/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/96/", "verse_text": "kṛṣṇera svarūpa, āra śakti-traya-jñāna\n\nyāṅra haya, tāṅra nāhi kṛṣṇete ajñāna", "devanagari": "> কৃষ্ণের স্বরূপ, আর শক্তিত্রয়-জ্ঞান ।\n> যাঁর হয়, তাঁর নাহি কৃষ্ণেতে অজ্ঞান ॥৯৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sva-rūpa*—a verdadeira natureza; *āra*—e; *śakti-traya*—das três energias; *jñāna*—conhecimento; *yāṅra*—de quem; *haya*—há; *tāṅra*—dele; *nāhi*—não há; *kṛṣṇete*—no Senhor Kṛṣṇa; *ajñāna*—ignorância.", "translation": "**\"Aquele que conhece o verdadeiro aspecto de Śrī Kṛṣṇa e Suas três diferentes energias não pode permanecer ignorante a respeito d'Ele.**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī afirma em seu Bhagavat-sandarbha (16) que, por meio de Suas potências, que atuam em sequências naturais além do alcance da especulativa mente humana, a Suprema Transcendência, o summum bonum, existe eterna e simultaneamente em quatro aspectos transcendentais: Sua personalidade, Sua refulgência impessoal, partículas de Sua potência (os seres vivos) e a principal causa de todas as causas. O Todo Supremo é comparado ao sol, que também existe em quatro aspectos, a saber, a personalidade do deus do sol, o brilho de sua esfera resplandecente, os raios solares dentro do planeta sol e os reflexos do sol em muitos outros objetos. A ambição de corroborar a existência da transcendental Verdade Absoluta por meio de limitados esforços conjecturais não pode ser satisfeita, porque Ele está além do alcance de nossas limitadas mentes especulativas. Numa busca honesta pela verdade, devemos admitir que Seus poderes são inconcebíveis para nossos diminutos cérebros. A exploração do espaço exigiu o trabalho dos maiores cientistas do mundo, mas ainda há incontáveis problemas relativos até mesmo ao conhecimento fundamental da criação material que confundem os cientistas que com eles se deparam. Tal conhecimento material está muito distante da natureza espiritual e, por isso, os atos e arranjos da Verdade Absoluta são, sem sombra de dúvida, inconcebíveis.\n\nAs potências primárias da Verdade Absoluta são mencionadas como sendo três: interna, externa e marginal. Pelos atos de Sua potência interna, a Personalidade de Deus, em Sua forma original, exibe as manifestações cósmicas espirituais conhecidas como os eternos Vaikuṇṭhalokas, que existem eternamente, mesmo após a destruição da manifestação cósmica material. Por Sua potência marginal, o Senhor expande-Se como seres vivos que são parte d'Ele, assim como o sol distribui seus raios em todas as direções. Por Sua potência externa, o Senhor manifesta a criação material, assim como o sol, com seus raios, cria a névoa. A criação material nada mais é que um reflexo distorcido da eterna natureza de Vaikuṇṭha.\n\nEstas três energias da Verdade Absoluta também são descritas no *Viṣṇu Purāṇa*, onde se diz que o ser vivo é igual em qualidade à potência interna, ao passo que a potência externa é indiretamente controlada pela principal causa de todas as causas. A māyā, a energia ilusória, desencaminha o ser vivo assim como a névoa desencaminha o pedestre ao bloquear a luz do sol. Embora a potência da māyā seja inferior em qualidade à potência marginal, que consiste nos seres vivos, partes integrantes do Senhor, ela, não obstante, tem o poder de controlar os seres vivos, assim como a névoa pode bloquear as ações de certa porção dos raios do sol, embora não possa cobrir o sol. Os seres vivos cobertos pela energia ilusória evoluem em diferentes espécies de vida, com corpos que vão do de uma insignificante formiga ao de Brahmā, o construtor do cosmos. O pradhāna, a principal causa de todas as causas na visão impessoal, não é outro senão o Senhor Supremo, a quem se pode ver face a face na potência interna. Ele assume a forma material onipenetrante por Seu poder inconcebível. Embora todas as três potências—a saber, interna, externa e marginal—sejam essencialmente uma no fim último, elas diferem em ação, como a energia elétrica, que pode produzir tanto frio quanto calor sob diferentes condições. As potências externa e marginal assim se denominam sob várias condições, mas na original potência interna não existem tais condições, nem é possível que as condições da potência externa existam na marginal, ou vice-versa. Aquele que for capaz de compreender as complexidades de todas essas energias do Senhor Supremo não poderá mais permanecer um impersonalista empírico sob a influência de um parco acervo de conhecimento."}
{"ref": "cc/adi/2/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/97/", "verse_text": "kṛṣṇera svarūpera haya ṣaḍ-vidha vilāsa\nprābhava-vaibhava-rūpe dvi-vidha prakāśa", "devanagari": "> কৃষ্ণের স্বরূপের হয় ষড়্বিধ বিলাস ।\n> প্রাভব-বৈভব-রূপে দ্বিবিধ প্রকাশ ॥৯৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpera*—da forma; *haya*—há; *ṣaṭ-vidha*—seis tipos; *vilāsa*—formas de passatempo; *prābhava-vaibhava-rūpe*—nas divisões de prābhava e vaibhava; *dvi-vidha*—dois tipos; *prakāśa*—manifestações.", "translation": "**\"A Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa desfruta a Si mesmo em seis expansões primárias. Suas duas manifestações são prābhava e vaibhava.**", "purport": "Ora, o autor de *Śrī Caitanya-caritāmṛta* passa a descrever a Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, em Suas inumeráveis expansões. O Senhor expande-Se primariamente em duas categorias, a saber, prābhava e vaibhava. As formas prābhava são plenamente potentes como Śrī Kṛṣṇa, ao passo que as formas vaibhava são parcialmente potentes. As formas prābhava manifestam-se em relação com as potências, mas as formas vaibhava manifestam-se em relação com as excelências. As potentes manifestações prābhava são também de duas variedades: temporárias e eternas. As formas Mohinī, Haṁsa e Śukla manifestam-se apenas temporariamente, no âmbito de uma era particular. Entre os outros prābhavas, que não são muito famosos segundo a estimação material, estão Dhanvantari, Ṛṣabha, Vyāsa, Dattātreya e Kapila. Entre as formas vaibhava-prakāśa estão Kūrma, Matsya, Nara-Nārāyaṇa, Varāha, Hayagrīva, Pṛśnigarbha e Baladeva, bem como os avatāras manv-antara Yajña, Vibhu, Satyasena, Hari, Vaikuṇṭha, Ajita, Vāmana, Sārvabhauma, Ṛṣabha, Viṣvaksena, Dharmasetu, Sudhāmā, Yogeśvara e Bṛhadbhānu."}
{"ref": "cc/adi/2/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/98/", "verse_text": "aṁśa-śaktyāveśa-rūpe dvi-vidhāvatāra\nbālya paugaṇḍa dharma dui ta' prakāra", "devanagari": "> অংশ-শক্ত্যাবেশরূপে দ্বিবিধাবতার ।\n> বাল্য পৌগণ্ড ধর্ম দুই ত’ প্রকার ॥৯৮॥", "synonyms": "*aṁśa*—da expansão plenária; *śakti-āveśa*—do plenamente capacitado; *rūpe*—nas formas; *dvi-vidha*—dois tipos; *avatāra*—encarnações; *bālya*—infância; *paugaṇḍa*—meninice; *dharma*—características da idade; *dui*—dois; *ta'*—certamente; *prakāra*—tipos.", "translation": "**\"Suas encarnações são de dois tipos, a saber, parciais e plenamente capacitadas. Ele aparece em duas idades — a infância e a meninice.**", "purport": "As formas vilāsa são em número de seis. As encarnações são de duas variedades, a saber, śakty-āveśa (plenamente capacitadas) e aṁśāveśa (parciais). Estas encarnações também se incluem na categoria das manifestações prābhava e vaibhava. A infância e a meninice são dois aspectos especiais da Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa, mas Seu aspecto permanente é Sua forma eterna como um jovem adolescente. A original Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa é sempre adorada nesta eterna forma adolescente."}
{"ref": "cc/adi/2/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/99/", "verse_text": "kiśora-svarūpa kṛṣṇa svayaṁ avatārī\nkrīḍā kare ei chaya-rūpe viśva bhari'", "devanagari": "> কিশোরস্বরূপ কৃষ্ণ স্বয়ং অবতারী ।\n> ক্রীড়া করে এই ছয়-রূপে বিশ্ব ভরি’ ॥৯৯॥", "synonyms": "*kiśora-svarūpa*—cuja natureza real é a de um adolescente; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam*—Ele mesmo; *avatārī*—a fonte de todas as encarnações; *krīḍā kare*—Ele brinca; *ei*—estas; *chaya-rūpe*—em seis formas; *viśva*—os universos; *bhari'*—mantendo.", "translation": "**\"A Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa, que é eternamente um adolescente, é o Senhor primordial, a fonte de todas as encarnações. Ele expande-Se nestas seis categorias de formas para estabelecer Sua supremacia por todo o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/100/", "verse_text": "ei chaya-rūpe haya ananta vibheda\nananta-rūpe eka-rūpa, nāhi kichu bheda", "devanagari": "> এই ছয়-রূপে হয় অনন্ত বিভেদ ।\n> অনন্তরূপে একরূপ, নাহি কিছু ভেদ ॥১০০॥", "synonyms": "*ei*—estas; *chaya-rūpe*—em seis formas; *haya*—há; *ananta*—ilimitadas; *vibheda*—variedades; *ananta-rūpe*—em formas ilimitadas; *eka-rūpa*—uma forma; *nāhi*—não há; *kichu*—nenhuma; *bheda*—diferença.", "translation": "**\"Nestes seis tipos de formas há inumeráveis variedades. Embora sejam muitas, todas são uma só: não há diferença entre elas.**", "purport": "A Personalidade de Deus manifesta-Se em seis aspectos diferentes: (1) prābhava, (2) vaibhava, (3) encarnações plenamente capacitadas, (4) encarnações parciais, (5) a infância e (6) a meninice. A Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa, cujo aspecto permanente é a adolescência, desfruta Suas inclinações transcendentais realizando passatempos nestas seis formas. Nestes seis aspectos há ilimitadas divisões das formas da Personalidade de Deus. As jīvas, ou seres vivos, são partes integrantes diferenciadas do Senhor. Todas elas são diversidades d'Aquele que é um sem segundo, a Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/2/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/101/", "verse_text": "cic-chakti, svarūpa-śakti, antaraṅgā nāma\ntāhāra vaibhava ananta vaikuṇṭhādi dhāma", "devanagari": "> চিচ্ছক্তি, স্বরূপশক্তি, অন্তরঙ্গা নাম ।\n> তাহার বৈভব অনন্ত বৈকুণ্ঠাদি ধাম ॥১০১॥", "synonyms": "*cit-śakti*—energia espiritual; *svarūpa-śakti*—energia pessoal; *antaḥ-aṅgā*—interna; *nāma*—chamada; *tāhāra*—disso; *vaibhava*—manifestações; *ananta*—ilimitadas; *vaikuṇṭha-ādi*—Vaikuṇṭha, etc.; *dhāma*—moradas.", "translation": "**\"A cit-śakti, que também se chama svarūpa-śakti ou antaraṅga-śakti, exibe muitas manifestações variadas. Ela sustenta o reino de Deus e seus apetrechos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/102/", "verse_text": "māyā-śakti, bahiraṅgā, jagat-kāraṇa\ntāhāra vaibhava ananta brahmāṇḍera gaṇa", "devanagari": "> মায়াশক্তি, বহিরঙ্গা, জগৎকারণ ।\n> তাহার বৈভব অনন্ত ব্রহ্মাণ্ডের গণ ॥১০২॥", "synonyms": "*māyā-śakti*—a energia ilusória; *bahiḥ-aṅgā*—externa; *jagat-kāraṇa*—a causa do universo; *tāhāra*—disso; *vaibhava*—manifestações; *ananta*—ilimitados; *brahma-aṇḍera*—de universos; *gaṇa*—multidões.", "translation": "**\"A energia externa, chamada māyā-śakti, é a causa de inumeráveis universos com variadas potências materiais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/103/", "verse_text": "jīva-śakti taṭasthākhya, nāhi yāra anta\nmukhya tina śakti, tāra vibheda ananta", "devanagari": "> জীবশক্তি তটস্থাখ্য, নাহি যার অন্ত ।\n> মুখ্য তিন শক্তি, তার বিভেদ অনন্ত ॥১০৩॥", "synonyms": "*jīva-śakti*—a energia da entidade viva; *taṭa-stha-ākhya*—conhecida como marginal; *nāhi*—não há; *yāra*—da qual; *anta*—fim; *mukhya*—principais; *tina*—três; *śakti*—energias; *tāra*—delas; *vibheda*—variedades; *ananta*—ilimitadas.", "translation": "**\"A potência marginal, que está entre essas duas, consiste nos inumeráveis seres vivos. Estas são as três energias principais, que possuem ilimitadas categorias e subdivisões.**", "purport": "A potência interna do Senhor, que se chama cit-śakti ou antaraṅga-śakti, exibe variedade no cosmo transcendental de Vaikuṇṭha. Além de nós mesmos, há ilimitado número de seres vivos liberados que se associam com a Personalidade de Deus em Seus inumeráveis aspectos. O cosmo material exibe a energia externa, na qual os seres vivos condicionados recebem toda a liberdade para voltar à Personalidade de Deus depois de deixarem o tabernáculo material. O Śvetāśvatara Upaniṣad (6.8) informa-nos:\n\nna tasya kāryaṁ karaṇaṁ ca vidyate\nna tat-samaś cābhyadhikaś ca dṛśyate\nparāsya śaktir vividhaiva śrūyate\nsvābhāvikī jñāna-bala-kriyā ca\n\n\"O Senhor Supremo é um sem segundo. Ele nada tem a fazer pessoalmente, nem possui sentidos materiais. Ninguém é igual a Ele ou maior do que Ele. Ele possui ilimitadas e variadas potências de diferentes nomes, que existem dentro d'Ele como atributos autônomos e Lhe proporcionam pleno conhecimento, poder e passatempos.\""}
{"ref": "cc/adi/2/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/104/", "verse_text": "e-mata svarūpa-gaṇa, āra tina śakti\nsabhāra āśraya kṛṣṇa, kṛṣṇe sabhāra sthiti", "devanagari": "> এমত স্বরূপগণ, আর তিন শক্তি ।\n> সভার আশ্রয় কৃষ্ণ, কৃষ্ণে সভার স্থিতি ॥১০৪॥", "synonyms": "*e-mata*—dessa maneira; *svarūpa-gaṇa*—formas pessoais; *āra*—e; *tina*—três; *śakti*—energias; *sabhāra*—de toda a assembleia; *āśraya*—o abrigo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *sabhāra*—de toda a assembleia; *sthiti*—a existência.", "translation": "**\"Estas são as principais manifestações e expansões da Personalidade de Deus e Suas três energias. Todas elas são emanações de Śrī Kṛṣṇa, a Transcendência. Têm sua existência n'Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/105/", "verse_text": "yadyapi brahmāṇḍa-gaṇera puruṣa āśraya\nsei puruṣādi sabhāra kṛṣṇa mūlāśraya", "devanagari": "> যদ্যপি ব্রহ্মাণ্ডগণের পুরুষ আশ্রয় ।\n> সেই পুরুষাদি সভার কৃষ্ণ মূলাশ্রয় ॥১০৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *brahma-aṇḍa-gaṇera*—da multidão de universos; *puruṣa*—o puruṣa-avatāra; *āśraya*—o abrigo; *sei*—esse; *puruṣa-ādi*—dos puruṣa-avatāras, etc.; *sabhāra*—da assembleia; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *mūla-āśraya*—fonte original.", "translation": "**\"Embora os três puruṣas sejam o abrigo de todos os universos, o Senhor Kṛṣṇa é a fonte original dos puruṣas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/106/", "verse_text": "svayaṁ bhagavān kṛṣṇa, kṛṣṇa sarvāśraya\nparama īśvara kṛṣṇa sarva-śāstre kaya", "devanagari": "> স্বয়ং ভগবান্ কৃষ্ণ, কৃষ্ণ সর্বাশ্রয় ।\n> পরম ঈশ্বর কৃষ্ণ সর্বশাস্ত্রে কয় ॥১০৬॥", "synonyms": "*svayam*—Ele mesmo; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sarva-āśraya*—o abrigo de todos; *parama*—Supremo; *īśvara*—Senhor; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sarva-śāstre*—todas as escrituras; *kaya*—dizem.", "translation": "**\"Assim, a Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa é o Senhor primordial original, a fonte de todas as outras expansões. Todas as escrituras reveladas aceitam Śrī Kṛṣṇa como o Senhor Supremo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/107/", "verse_text": "īśvaraḥ paramaḥ kṛṣṇaḥ\nsac-cid-ānanda-vigrahaḥ\nanādir ādir govindaḥ\nsarva-kāraṇa-kāraṇam", "devanagari": "> ঈশ্বরঃ পরমঃ কৃষ্ণঃ সচ্চিদানন্দবিগ্রহ ।\n> অনাদিরাদির্গোবিন্দঃ সর্বকারণকারণম্ ॥১০৭॥", "synonyms": "*īśvaraḥ*—o controlador; *paramaḥ*—supremo; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *sat*—existência eterna; *cit*—conhecimento absoluto; *ānanda*—bem-aventurança absoluta; *vigrahaḥ*—cuja forma; *anādiḥ*—sem começo; *ādiḥ*—a origem; *govindaḥ*—o Senhor Govinda; *sarva-kāraṇa-kāraṇam*—a causa de todas as causas.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa, que é conhecido como Govinda, é o controlador supremo. Ele tem um corpo eterno, bem-aventurado e espiritual. Ele é a origem de tudo. Ele não tem outra origem, pois é a causa primeira de todas as causas.'**", "purport": "Este é o primeiro verso do Quinto Capítulo da Brahma-saṁhitā."}
{"ref": "cc/adi/2/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/108/", "verse_text": "e saba siddhānta tumi jāna bhāla-mate\ntabu pūrva-pakṣa kara āmā cālāite", "devanagari": "> এ সব সিদ্ধান্ত তুমি জান ভালমতে ।\n> তবু পূর্বপক্ষ কর আমা চালাইতে ॥১০৮॥", "synonyms": "*e*—estas; *saba*—todas; *siddhānta*—conclusões; *tumi*—tu; *jāna*—conheces; *bhāla-mate*—de modo apropriado; *tabu*—ainda; *pūrva-pakṣa*—objeção; *kara*—fazes; *āmā*—a mim; *cālāite*—para causar inquietação inútil.", "translation": "**\"Tu conheces muito bem todas as conclusões das escrituras. Crias estes argumentos lógicos apenas para me agitar.\"**", "purport": "Um homem erudito que estudou minuciosamente as escrituras não pode hesitar em aceitar Śrī Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus. Se tal homem argumenta sobre este assunto, certamente o faz para agitar a mente de seus oponentes."}
{"ref": "cc/adi/2/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/109/", "verse_text": "sei kṛṣṇa avatārī vrajendra-kumāra\nāpane caitanya-rūpe kaila avatāra", "devanagari": "> সেই কৃষ্ণ অবতারী ব্রজেন্দ্রকুমার ।\n> আপনে চৈতন্যরূপে কৈল অবতার ॥১০৯॥", "synonyms": "*sei*—esse; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatārī*—a fonte de todas as encarnações; *vrajendra-kumāra*—o filho do Rei de Vraja; *āpane*—pessoalmente; *caitanya-rūpe*—na forma do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *avatāra*—encarnação.", "translation": "**Esse mesmo Senhor Kṛṣṇa, a origem de todas as encarnações, é conhecido como o filho do Rei de Vraja. Ele desceu pessoalmente como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/110/", "verse_text": "ataeva caitanya gosāñi paratattva-sīmā\ntāṅre kṣīroda-śāyī kahi, ki tāṅra mahimā", "devanagari": "> অতএব চৈতন্য গোসাঞি পরতত্ত্ব-সীমা ।\n> তাঁরে ক্ষীরোদশায়ী কহি, কি তাঁর মহিমা ॥১১০॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *caitanya gosāñi*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *para-tattva-sīmā*—o limite mais elevado da Verdade Absoluta; *tāṅre*—a Ele; *kṣīroda-śāyī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu; *kahi*—se eu digo; *ki*—que; *tāṅra*—d'Ele; *mahimā*—glória.", "translation": "**Portanto, o Senhor Caitanya é a Suprema Verdade Absoluta. Chamá-lo de Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu nada acrescenta à Sua glória.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/111/", "verse_text": "sei ta' bhaktera vākya nahe vyabhicārī\nsakala sambhave tāṅte, yāte avatārī", "devanagari": "> সেই ত’ ভক্তের বাক্য নহে ব্যভিচারী ।\n> সকল সম্ভবে তাঁতে, যাতে অবতারী ॥১১১॥", "synonyms": "*sei*—essa; *ta'*—certamente; *bhaktera*—de um devoto; *vākya*—palavra; *nahe*—não é; *vyabhicārī*—desvio; *sakala*—todas; *sambhave*—possibilidades; *tāṅte*—n'Ele; *yāte*—visto que; *avatārī*—a fonte de todas as encarnações.", "translation": "**Contudo, tais palavras dos lábios de um devoto sincero não podem ser falsas. Todas as possibilidades residem n'Ele, pois Ele é o Senhor primordial.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/112/", "verse_text": "avatārīra dehe saba avatārera sthiti\n\nkeho kona-mate kahe, yemana yāra mati", "devanagari": "> অবতারীর দেহে সব অবতারের স্থিতি ।\n> কেহো কোনমতে কহে, যেমন যার মতি ॥১১২॥", "synonyms": "*avatārīra*—da fonte; *dehe*—no corpo; *saba*—todas; *avatārera*—das encarnações; *sthiti*—existência; *keho*—alguém; *kona-mate*—de alguma maneira; *kahe*—diz; *yemana*—conforme; *yāra*—de quem; *mati*—a opinião.", "translation": "**Todas as demais encarnações situam-se em forma potencial no corpo original do Senhor primordial. Assim, de acordo com sua opinião, a pessoa pode dirigir-se a Ele como qualquer uma das encarnações.**", "purport": "Não é contraditório que o devoto chame o Senhor Supremo por qualquer um dos vários nomes de Suas expansões plenárias, pois a Personalidade de Deus original inclui todas essas categorias. Visto que as expansões plenárias existem dentro da pessoa original, pode-se chamá-Lo por qualquer um desses nomes. No Śrī *Caitanya-bhāgavata* (Madhya 6.95), o Senhor Caitanya diz: \"Eu jazia adormecido no oceano de leite, mas fui despertado pelo chamado de Nāḍā, Śrī Advaita Prabhu.\" Aqui o Senhor refere-Se à Sua forma como Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu."}
{"ref": "cc/adi/2/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/113/", "verse_text": "kṛṣṇake kahaye keha—nara-nārāyaṇa\n\nkeho kahe, kṛṣṇa haya sākṣāṭ vāmana", "devanagari": "> কৃষ্ণকে কহয়ে কেহ — নর-নারায়ণ ।\n> কেহো কহে, কৃষ্ণ হয় সাক্ষাৎ বামন ॥১১৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇake*—ao Senhor Kṛṣṇa; *kahaye*—diz; *keha*—alguém; *nara-nārāyaṇa*—Nara-Nārāyaṇa; *keho*—alguém; *kahe*—diz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *haya*—é; *sākṣāt*—diretamente; *vāmana*—o Senhor Vāmana.", "translation": "**Alguns dizem que Śrī Kṛṣṇa é diretamente Nara-Nārāyaṇa. Outros dizem que Ele é diretamente Vāmana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/114/", "verse_text": "keho kahe, kṛṣṇa kṣīroda-śāyī avatāra\n\nasambhava nahe, satya vacana sabāra", "devanagari": "> কেহো কহে, কৃষ্ণ ক্ষীরোদশায়ী অবতার ।\n> অসম্ভব নহে, সত্য বচন সবার ॥১১৪॥", "synonyms": "*keho*—alguém; *kahe*—diz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṣīroda-śāyī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu; *avatāra*—encarnação; *asambhava*—impossível; *nahe*—não é; *satya*—verdadeiras; *vacana*—afirmações; *sabāra*—de todos.", "translation": "**Alguns dizem que Kṛṣṇa é a encarnação de Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu. Nenhuma dessas afirmações é impossível; cada uma é tão correta quanto as outras.**", "purport": "O Laghu-bhāgavatāmṛta (5.383) afirma:\n\nata evā purāṇādau\nkecin nara-sakhātmatām\nmahendrānujatāṁ kecit\nkecit kṣīrābdhi-śāyitām\n\nsahasra-śīrṣatāṁ kecit\nkecid vaikuṇṭha-nāthatām\nbrūyuḥ kṛṣṇasya munayas\ntat-tad-vṛtty-anugāminaḥ\n\n\"De acordo com as relações íntimas entre Śrī Kṛṣṇa (o Senhor primordial) e Seus devotos, os *Purāṇas* descrevem-No por vários nomes. Às vezes Ele é chamado de Nārāyaṇa; às vezes de Upendra (Vāmana), o irmão mais novo de Indra, rei do céu; e às vezes de Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu. Às vezes Ele é chamado de Śeṣa Nāga de mil capelos, e às vezes de Senhor de Vaikuṇṭha.\""}
{"ref": "cc/adi/2/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/115/", "verse_text": "keho kahe, para-vyome nārāyaṇa hari\n\nsakala sambhave kṛṣṇe, yāte avatārī", "devanagari": "> কেহো কহে, পরব্যোমে নারায়ণ হরি ।\n> সকল সম্ভবে কৃষ্ণে, যাতে অবতারী ॥১১৫॥", "synonyms": "*keho*—alguém; *kahe*—diz; *para-vyome*—no mundo transcendental; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *hari*—a Suprema Personalidade de Deus; *sakala sambhave*—todas as possibilidades; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *yāte*—visto que; *avatārī*—a fonte de todas as encarnações.", "translation": "**Alguns O chamam de Hari, ou o Nārāyaṇa do mundo transcendental. Tudo é possível em Kṛṣṇa, pois Ele é o Senhor primordial.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/116/", "verse_text": "saba śrotā-gaṇera kari caraṇa vandana\n\ne saba siddhānta śuna, kari' eka mana", "devanagari": "> সব শ্রোতাগণের করি চরণ বন্দন ।\n> এ সব সিদ্ধান্ত শুন, করি’ এক মন ॥১১৬॥", "synonyms": "*saba*—todos; *śrotā-gaṇera*—dos ouvintes; *kari*—eu faço; *caraṇa*—aos pés de lótus; *vandana*—orando; *e*—estas; *saba*—todas; *siddhānta*—conclusões; *śuna*—por favor, ouvi; *kari'*—fazendo; *eka*—uma; *mana*—mente.", "translation": "**Ofereço minhas reverências aos pés de todos os que ouvem ou leem este discurso. Ouvi, por favor, com atenção a conclusão de todas estas afirmações.**", "purport": "Prostrando-se aos pés de seus leitores, o autor do Śrī *Caitanya-caritāmṛta* suplica-lhes, com toda a humildade, que ouçam com rapta atenção estes argumentos conclusivos a respeito da Verdade Absoluta. Ninguém deve deixar de ouvir tais argumentos, pois somente por meio desse conhecimento é que se pode conhecer Kṛṣṇa perfeitamente."}
{"ref": "cc/adi/2/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/117/", "verse_text": "siddhānta baliyā citte nā kara alasa\n\nihā ha-ite kṛṣṇe lāge sudṛḍha mānasa", "devanagari": "> সিদ্ধান্ত বলিয়া চিত্তে না কর অলস ।\n> ইহা হইতে কৃষ্ণে লাগে সুদৃঢ় মানস ॥১১৭॥", "synonyms": "*siddhānta*—conclusão; *baliyā*—considerando; *citte*—na mente; *nā kara*—não sejais; *alasa*—preguiçosos; *ihā*—isto; *ha-ite*—de; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *lāge*—fixa-se; *su-dṛḍha*—muito firme; *mānasa*—a mente.", "translation": "**Um estudante sincero não deve negligenciar a discussão de tais conclusões, considerando-as controversas, pois essas discussões fortalecem a mente. Dessa forma, a mente da pessoa apega-se a Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": "Há muitos estudantes que, apesar de lerem o *Bhagavad-gītā*, compreendem Kṛṣṇa de modo equivocado por causa de conhecimento imperfeito e concluem que Ele é uma personalidade comum e histórica. Isso não se deve fazer. A pessoa deve ser particularmente cuidadosa em compreender a verdade sobre Kṛṣṇa. Se, por preguiça, alguém não chegar a conhecer Kṛṣṇa de modo conclusivo, será desencaminhado quanto ao culto da devoção, como aqueles que se declaram devotos avançados e imitam os sintomas transcendentais às vezes observados nas almas liberadas. Embora o uso de raciocínios e argumentos seja o processo mais adequado para induzir uma pessoa não iniciada a tornar-se devota, os neófitos no serviço devocional devem sempre compreender Kṛṣṇa com atenção, por meio da visão das escrituras reveladas, dos devotos genuínos e do mestre espiritual. A menos que se ouça sobre Śrī Kṛṣṇa a partir de tais autoridades, não se pode progredir em devoção a Śrī Kṛṣṇa. As escrituras reveladas mencionam nove meios de atingir o serviço devocional, dos quais o primeiro e mais importante é ouvir da autoridade. A semente da devoção não pode germinar a menos que seja regada pelo processo de ouvir e cantar. A pessoa deve receber submissamente as mensagens transcendentais de fontes espiritualmente avançadas e cantar essas mesmas mensagens para seu próprio benefício, bem como para o benefício de seu auditório.\n\nQuando Brahmā descreveu a situação dos devotos puros, livres da cultura da filosofia empírica e das ações fruitivas, recomendou o processo de ouvir das pessoas que estão na senda da devoção. Seguir os passos de tais almas liberadas, que são capazes de vibrar o verdadeiro som transcendental, pode conduzir a pessoa ao mais elevado estágio de devoção, e assim ela pode tornar-se um mahā-bhāgavata. Dos ensinamentos do Senhor Caitanya Mahāprabhu a Sanātana Gosvāmī (Cc. Madhya 22.65) aprendemos:\n\nśāstra-yuktye sunipuṇa, dṛḍha-śraddhā yāṅra\n'uttama-adhikārī' sei tāraye saṁsāra\n\n\"A pessoa que é perita em compreender a conclusão das escrituras reveladas e que se rende plenamente à causa do Senhor é realmente capaz de libertar outros das garras da existência material.\" Śrīla Rūpa Gosvāmī, em seu Upadeśāmṛta (3), aconselha que, para progredir rapidamente no culto do serviço devocional, a pessoa deve ser muito ativa e deve perseverar na execução dos deveres especificados nas escrituras reveladas e confirmados pelo mestre espiritual. Aceitar a senda das almas liberadas e a associação dos devotos puros enriquece tais atividades.\n\nOs devotos imitadores, que desejam apresentar-se como vaiṣṇavas elevados e que, por isso, imitam os ācāryas anteriores, mas não os seguem em princípio, são condenados nas palavras do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.3.24) como pessoas de coração de pedra. Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura comentou sobre sua condição de coração de pedra da seguinte maneira: bahir aśru-pulakayoḥ sator api yad dhṛdayaṁ na vikriyeta tad aśma-sāram iti kaniṣṭhādhikāriṇām eva aśru-pulakādi-mattve 'pi aśma-sāra-hṛdayatayā nindaiṣā. \"Aqueles que derramam lágrimas por prática, mas cujos corações não se transformaram, devem ser conhecidos como devotos de coração de pedra, do grau mais baixo. Seu choro imitativo, induzido por prática artificial, é sempre condenado.\" A desejada transformação do coração mencionada acima torna-se visível na relutância em fazer qualquer coisa não condizente com o caminho devocional. Para criar tal transformação do coração, é absolutamente necessária a discussão conclusiva acerca de Śrī Kṛṣṇa e Suas potências. Os falsos devotos podem pensar que simplesmente derramar lágrimas conduzirá a pessoa ao plano transcendental, mesmo que ela não tenha tido uma transformação factual no coração, mas tal prática é inútil se não houver realização transcendental. Os falsos devotos, carentes da conclusão do conhecimento transcendental, pensam que derramar lágrimas artificialmente os libertará. De modo semelhante, outros falsos devotos pensam que estudar os livros dos ācāryas anteriores é desaconselhável, tal como estudar áridas filosofias empíricas. Mas Śrīla Jīva Gosvāmī, seguindo os ācāryas anteriores, inculcou as conclusões das escrituras nas seis teses chamadas Ṣaṭ-sandarbhas. Os falsos devotos que têm muito pouco conhecimento de tais conclusões deixam de alcançar a devoção pura por falta de empenho em aceitar as orientações favoráveis ao serviço devocional dadas pelos devotos autorrealizados. Tais falsos devotos são como os impersonalistas, que também consideram o serviço devocional não melhor que as ações fruitivas comuns."}
{"ref": "cc/adi/2/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/118/", "verse_text": "caitanya-mahimā jāni e saba siddhānte\n\ncitta dṛḍha hañā lāge mahimā-jñāna haite", "devanagari": "> চৈতন্য-মহিমা জানি এ সব সিদ্ধান্তে ।\n> চিত্ত দৃঢ় হঞা লাগে মহিমা-জ্ঞান হৈতে ॥১১৮॥", "synonyms": "*caitanya-mahimā*—a glória do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jāni*—eu conheço; *e*—estas; *saba*—todas; *siddhānte*—pelas conclusões; *citta*—a mente; *dṛḍha*—firme; *hañā*—tornando-se; *lāge*—fixa-se; *mahimā-jñāna*—conhecimento da grandeza; *haite*—a partir de.", "translation": "**Por meio desses estudos conclusivos, conheço as glórias do Senhor Caitanya. Somente conhecendo essas glórias é que a pessoa pode tornar-se forte e fixa em apego a Ele.**", "purport": "A pessoa pode conhecer as glórias de Śrī Caitanya Mahāprabhu somente ao alcançar, em conhecimento, uma decisão conclusiva sobre Śrī Kṛṣṇa, fortalecida pelo estudo genuíno das conclusões dos ācāryas."}
{"ref": "cc/adi/2/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/119/", "verse_text": "caitanya-prabhura mahimā kahibāra tare\n\nkṛṣṇera mahimā kahi kariyā vistāre", "devanagari": "> চৈতন্যপ্রভুর মহিমা কহিবার তরে ।\n> কৃষ্ণের মহিমা কহি করিয়া বিস্তারে ॥১১৯॥", "synonyms": "*caitanya-prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mahimā*—as glórias; *kahibāra tare*—com o propósito de falar; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mahimā*—as glórias; *kahi*—eu falo; *kariyā*—fazendo; *vistāre*—em expansão.", "translation": "**Apenas para enunciar as glórias de Śrī Caitanya Mahāprabhu, procurei descrever as glórias de Śrī Kṛṣṇa em detalhe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/120/", "verse_text": "caitanya-gosāñira ei tattva-nirūpaṇa\n\nsvayaṁ-bhagavān kṛṣṇa vrajendra-nandana", "devanagari": "> চৈতন্য-গোসাঞির এই তত্ত্ব-নিরূপণ ।\n> স্বয়ং-ভগবান্ কৃষ্ণ ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥১২০॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñira*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ei*—esta; *tattva*—da verdade; *nirūpaṇa*—definição; *svayam-bhagavān*—Ele próprio a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vrajendra-nandana*—o filho do rei de Vraja.", "translation": "**A conclusão é que o Senhor Caitanya é a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o filho do rei de Vraja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/2/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/2/121/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্য-চরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১২১॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Segundo Capítulo, que descreve Śrī Caitanya Mahāprabhu como a Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/3/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/1/", "verse_text": "śrī-caitanya-prabhuṁ vande\nyat-pādāśraya-vīryataḥ\nsaṅgṛhṇāty ākara-vrātād\najñaḥ siddhānta-san-maṇīn", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্যপ্রভুং বন্দে যৎপাদাশ্রয়বীর্যতঃ ।\n> সংগৃহ্ণাত্যাকরব্রাতাদজ্ঞঃ সিদ্ধান্তসন্মণীন্ ॥১॥", "synonyms": "*śrī-caitanya-prabhum*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *yat*—de quem; *pāda-āśraya*—do refúgio dos pés de lótus; *vīryataḥ*—do poder; *saṅgṛhṇāti*—coleta; *ākara-vrātāt*—da multidão de minas na forma das escrituras; *ajñaḥ*—um tolo; *siddhānta*—da conclusão; *sat-maṇīn*—as melhores joias.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Pela potência do refúgio de Seus pés de lótus, até mesmo um tolo pode coletar as valiosas joias da verdade conclusiva nas minas das escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—a todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya. Todas as glórias ao Senhor Nityānanda. Todas as glórias a Advaitacandra. E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/3/", "verse_text": "tṛtīya ślokera artha kaila vivaraṇa\ncaturtha ślokera artha śuna bhakta-gaṇa", "devanagari": "> তৃতীয় শ্লোকের অর্থ কৈল বিবরণ ।\n> চতুর্থ শ্লোকের অর্থ শুন ভক্তগণ ॥৩॥", "synonyms": "*tṛtīya*—terceiro; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *kaila*—houve; *vivaraṇa*—descrição; *caturtha*—quarto; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *śuna*—por favor, ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos.", "translation": "**Já expus o significado do terceiro verso. Agora, ó devotos, ouvi com toda a atenção o significado do quarto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/4/", "verse_text": "anarpita-carīṁ cirāt karuṇayāvatīrṇaḥ kalau\nsamarpayitum unnatojjvala-rasāṁ sva-bhakti-śriyam\nhariḥ puraṭa-sundara-dyuti-kadamba-sandīpitaḥ\nsadā hṛdaya-kandare sphuratu vaḥ śacī-nandanaḥ", "devanagari": "> অনর্পিতচরীং চিরাৎ করুণয়াবতীর্ণঃ কলৌ\n> সমর্পয়িতুমুন্নতোজ্জ্বলরসাং স্বভক্তিশ্রিয়ম্ ।\n> হরিঃ পুরটসুন্দরদ্যুতিকদম্বসন্দীপিতঃ\n> সদা হৃদয়কন্দরে স্ফুরতু বঃ শচীনন্দনঃ ॥৪॥", "synonyms": "*anarpita*—não outorgado; *carīm*—tendo sido anteriormente; *cirāt*—por muito tempo; *karuṇayā*—por misericórdia imotivada; *avatīrṇaḥ*—descido; *kalau*—na Era de Kali; *samarpayitum*—para outorgar; *unnata*—elevado; *ujjvala-rasām*—a doçura conjugal; *sva-bhakti*—de Seu próprio serviço; *śriyam*—o tesouro; *hariḥ*—o Senhor Supremo; *puraṭa*—do que o ouro; *sundara*—mais belo; *dyuti*—de esplendor; *kadamba*—com uma multidão; *sandīpitaḥ*—iluminado; *sadā*—sempre; *hṛdaya-kandare*—na cavidade do coração; *sphuratu*—que Ele Se manifeste; *vaḥ*—vosso; *śacī-nandanaḥ*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**\"Que esse Senhor, conhecido como o filho de Śrīmatī Śacīdevī, esteja transcendentalmente situado nas câmaras mais íntimas de vosso coração. Resplandecente com o brilho do ouro fundido, Ele desceu na Era de Kali, por Sua misericórdia imotivada, para outorgar aquilo que nenhuma encarnação jamais ofereceu antes: a mais elevada doçura do serviço devocional, a doçura do amor conjugal.\"**", "purport": "Esta é uma citação do Vidagdha-mādhava, um drama compilado e editado por Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/3/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/5/", "verse_text": "pūrṇa bhagavān kṛṣṇa vrajendra-kumāra\ngoloke vrajera saha nitya vihāra", "devanagari": "> পূর্ণ ভগবান্ কৃষ্ণ ব্রজেন্দ্রকুমার ।\n> গোলোকে ব্রজের সহ নিত্য বিহার ॥৫॥", "synonyms": "*pūrṇa*—pleno; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vrajendra-kumāra*—o filho do Rei de Vraja; *goloke*—em Goloka; *vrajera saha*—juntamente com Vrajadhāma; *nitya*—eternos; *vihāra*—passatempos.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa, o filho do Rei de Vraja, é o Senhor Supremo. Ele desfruta eternamente de passatempos transcendentais em Sua morada eterna, Goloka, que inclui Vrajadhāma.**", "purport": "No capítulo anterior, estabeleceu-se que Kṛṣṇa, o filho de Vrajendra (o Rei de Vraja), é a Suprema Personalidade de Deus, dotado de seis opulências. Ele desfruta eternamente de opulências transcendentalmente diversas em Seu planeta, conhecido como Goloka. Os passatempos eternos do Senhor no planeta espiritual Kṛṣṇaloka chamam-se aprakaṭa, ou passatempos não manifestos, porque estão além do alcance das almas condicionadas. O Senhor Kṛṣṇa está sempre presente em toda parte, mas, quando não está presente diante de nossos olhos, diz-se que Ele é aprakaṭa, ou não manifesto."}
{"ref": "cc/adi/3/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/6/", "verse_text": "brahmāra eka dine tiṅho eka-bāra\navatīrṇa hañā karena prakaṭa vihāra", "devanagari": "> ব্রহ্মার এক দিনে তিহোঁ একবার ।\n> অবতীর্ণ হঞা করেন প্রকট বিহার ॥৬॥", "synonyms": "*brahmāra*—do Senhor Brahmā; *eka*—um; *dine*—no dia; *tiṅho*—Ele; *eka-bāra*—uma vez; *avatīrṇa*—descido; *hañā*—sendo; *karena*—realiza; *prakaṭa*—manifestos; *vihāra*—passatempos.", "translation": "**Uma vez em cada dia de Brahmā, Ele desce a este mundo para manifestar Seus passatempos transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/7/", "verse_text": "satya, tretā, dvāpara, kali, cāri-yuga jāni\nsei cāri-yuge divya eka-yuga māni", "devanagari": "> সত্য, ত্রেতা, দ্বাপর, কলি, চারিযুগ জানি ।\n> সেই চারিযুগে দিব্য একযুগ মানি ॥৭॥", "synonyms": "*satya*—Satya; *tretā*—Tretā; *dvāpara*—Dvāpara; *kali*—Kali; *cāri-yuga*—quatro eras; *jāni*—nós sabemos; *sei*—estas; *cāri-yuge*—nas quatro eras; *divya*—divina; *eka-yuga*—uma era; *māni*—nós consideramos.", "translation": "**Sabemos que há quatro eras [yugas], a saber, Satya, Tretā, Dvāpara e Kali. Estas quatro, juntas, compõem um divya-yuga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/8/", "verse_text": "ekāttara catur-yuge eka manv-antara\ncaudda manv-antara brahmāra divasa bhitara", "devanagari": "> একাত্তর চতুর্যুগে এক মন্বন্তর ।\n> চৌদ্দ মন্বন্তর ব্রহ্মার দিবস ভিতর ॥৮॥", "synonyms": "*ekāttara*—setenta e um; *catuḥ-yuge*—em ciclos de quatro eras; *eka*—um; *manu-antara*—período de um Manu; *caudda*—catorze; *manu-antara*—períodos de Manu; *brahmāra*—do Senhor Brahmā; *divasa*—um dia; *bhitara*—dentro.", "translation": "**Setenta e um divya-yugas constituem um manv-antara. Há catorze manv-antaras em um dia de Brahmā.**", "purport": "Um manv-antara é o período controlado por um Manu. O reinado de catorze Manus equivale à duração de um dia (doze horas) na vida de Brahmā, e a noite de Brahmā tem a mesma duração. Esses cálculos são apresentados no autêntico livro de astronomia conhecido como Sūrya-siddhānta. Esse livro foi compilado pelo grande professor de astronomia e matemática Bimal Prasād Datta, mais tarde conhecido como Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī, que foi nosso misericordioso mestre espiritual. Ele foi honrado com o título de Siddhānta Sarasvatī por escrever um comentário sobre o Sūrya-siddhānta, e o título de Gosvāmī Mahārāja foi acrescentado quando ele aceitou sannyāsa, a ordem de vida renunciada."}
{"ref": "cc/adi/3/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/9/", "verse_text": "'vaivasvata'-nāma ei saptama manv-antara\nsātāiśa catur-yuga tāhāra antara", "devanagari": "> ‘বৈবস্বত’-নাম এই সপ্তম মন্বন্তর ।\n> সাতাইশ চতুর্যুগ তাহার অন্তর ॥৯॥", "synonyms": "*vaivasvata-nāma*—chamado Vaivasvata; *ei*—este; *saptama*—sétimo; *manu-antara*—período de Manu; *sātāiśa*—vinte e sete; *catuḥ-yuga*—ciclos de quatro eras; *tāhāra*—desse; *antara*—período.", "translation": "**O Manu atual, que é o sétimo, chama-se Vaivasvata [o filho de Vivasvān]. Vinte e sete divya-yugas [27 x 4.320.000 anos solares] de sua era já se passaram.**", "purport": "Os nomes dos catorze Manus são os seguintes: (1) Svāyambhuva, (2) Svārociṣa, (3) Uttama, (4) Tāmasa, (5) Raivata, (6) Cākṣuṣa, (7) Vaivasvata, (8) Sāvarṇi, (9) Dakṣa-sāvarṇi, (10) Brahma-sāvarṇi, (11) Dharma-sāvarṇi, (12) Rudraputra (Rudra-sāvarṇi), (13) Raucya, ou Deva-sāvarṇi, e (14) Bhautyaka, ou Indra-sāvarṇi."}
{"ref": "cc/adi/3/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/10/", "verse_text": "aṣṭāviṁśa catur-yuge dvāparera śeṣe\nvrajera sahite haya kṛṣṇera prakāśe", "devanagari": "> অষ্টাবিংশ চতুর্যুগে দ্বাপরের শেষে ।\n> ব্রজের সহিতে হয় কৃষ্ণের প্রকাশে ॥১০॥", "synonyms": "*aṣṭāviṁśa*—vigésimo oitavo; *catuḥ-yuge*—no ciclo de quatro eras; *dvāparera*—do Dvāpara-yuga; *śeṣe*—no final; *vrajera sahite*—juntamente com Vraja; *haya*—há; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *prakāśe*—manifestação.", "translation": "**No final do Dvāpara-yuga do vigésimo oitavo divya-yuga, o Senhor Kṛṣṇa aparece na Terra com toda a parafernália de Sua eterna Vraja-dhāma.**", "purport": "Agora é o período de Vaivasvata Manu, durante o qual o Senhor Caitanya aparece. Primeiro o Senhor Kṛṣṇa aparece no encerramento do Dvāpara-yuga do vigésimo oitavo divya-yuga, e depois o Senhor Caitanya aparece no Kali-yuga do mesmo divya-yuga. O Senhor Kṛṣṇa e o Senhor Caitanya aparecem uma vez em cada dia de Brahmā, ou uma vez a cada catorze manv-antaras, sendo cada um deles de setenta e um divya-yugas de duração.\n\nDesde o início do dia de Brahmā, de 4.320.000.000 anos, seis Manus aparecem e desaparecem antes que o Senhor Kṛṣṇa apareça. Assim, 1.975.320.000 anos do dia de Brahmā transcorrem antes do advento do Senhor Kṛṣṇa. Este é um cálculo astronômico segundo os anos solares."}
{"ref": "cc/adi/3/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/11/", "verse_text": "dāsya, sakhya, vātsalya, śṛṅgāra--cāri rasa\ncāri bhāvera bhakta yata kṛṣṇa tāra vaśa", "devanagari": "> দাস্য, সখ্য, বাৎসল্য, শৃঙ্গার — চারি রস ।\n> চারি ভাবের ভক্ত যত কৃষ্ণ তার বশ ॥১১॥", "synonyms": "*dāsya*—servidão; *sakhya*—amizade; *vātsalya*—afeição parental; *śṛṅgāra*—amor conjugal; *cāri*—quatro; *rasa*—doçuras; *cāri*—quatro; *bhāvera*—dos sentimentos; *bhakta*—devotos; *yata*—tantos quantos haja; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāra*—por eles; *vaśa*—subjugado.", "translation": "**Servidão [dāsya], amizade [sakhya], afeição parental [vātsalya] e amor conjugal [śṛṅgāra] são as quatro doçuras transcendentais [rasas]. Pelos devotos que cultivam estas quatro doçuras, o Senhor Kṛṣṇa é subjugado.**", "purport": "Dāsya, sakhya, vātsalya e śṛṅgāra são os modos transcendentais de serviço amoroso ao Senhor. O śānta-rasa, ou a fase neutra, não é mencionado neste verso porque, embora no śānta-rasa a pessoa considere a Verdade Absoluta o sublime e grandioso, ela não vai além dessa concepção. O śānta-rasa é uma ideia muito grandiosa para os filósofos materialistas, mas tal apreciação idealista é apenas o começo; trata-se da mais baixa entre as relações no mundo espiritual. Ao śānta-rasa não se dá muita importância porque, tão logo haja um leve entendimento entre o conhecedor e o conhecido, começam as ativas e amorosas reciprocidades e trocas transcendentais. O dāsya-rasa é a relação básica entre Kṛṣṇa e Seus devotos; por isso, este verso considera o dāsya a primeira fase do transcendental serviço devocional."}
{"ref": "cc/adi/3/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/12/", "verse_text": "dāsa-sakhā-pitā-mātā-kāntā-gaṇa lañā\nvraje krīḍā kare kṛṣṇa premāviṣṭa hañā", "devanagari": "> দাস-সখা-পিতামাতা-কান্তাগণ লঞা ।\n> ব্রজে ক্রীড়া করে কৃষ্ণ প্রেমাবিষ্ট হঞা ॥১২॥", "synonyms": "*dāsa*—servos; *sakhā*—amigos; *pitā-mātā*—pai e mãe; *kāntā-gaṇa*—amadas; *lañā*—levando; *vraje*—em Vraja; *krīḍā kare*—brinca; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *prema-āviṣṭa*—absorto em amor; *hañā*—estando.", "translation": "**Absorto em tal amor transcendental, o Senhor Śrī Kṛṣṇa desfruta em Vraja com Seus devotados servos, amigos, pais e amadas conjugais.**", "purport": "A descida de Śrī Kṛṣṇa, a Absoluta Personalidade de Deus, é muito proposital. No *Bhagavad-gītā* diz-se que aquele que conhece a verdade acerca da descida de Śrī Kṛṣṇa e de Suas diversas atividades é imediatamente liberado e não tem de cair novamente nesta existência de nascimento e morte depois de deixar seu atual corpo material. Em outras palavras, aquele que de fato compreende Kṛṣṇa torna sua vida perfeita. A vida imperfeita realiza-se na existência material, em cinco relações distintas que compartilhamos com todos dentro do mundo material: neutralidade, servidão, amizade, amor filial e amor amoroso entre marido e mulher ou entre amante e amada. Estas cinco relações prazerosas dentro do mundo material são reflexos pervertidos das relações com a Absoluta Personalidade de Deus na natureza transcendental. Essa Absoluta Personalidade, Śrī Kṛṣṇa, desce para reviver as cinco relações eternamente existentes. Assim, Ele manifesta Seus passatempos transcendentais em Vraja para que as pessoas se sintam atraídas a essa esfera de atividades e abandonem suas imitações de relações com o mundano. Então, depois de exibir plenamente todas essas atividades, o Senhor desaparece."}
{"ref": "cc/adi/3/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/13/", "verse_text": "yatheṣṭa vihari' kṛṣṇa kare antardhāna\nantardhāna kari' mane kare anumāna", "devanagari": "> যথেষ্ট বিহরি’ কৃষ্ণ করে অন্তর্ধান ।\n> অন্তর্ধান করি’ মনে করে অনুমান ॥১৩॥", "synonyms": "*yathā-iṣṭa*—tanto quanto Ele deseja; *vihari'*—desfrutando; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *antardhāna*—desaparecimento; *antardhāna kari'*—desaparecendo; *mane*—na mente; *kare*—Ele faz; *anumāna*—consideração.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa desfruta de Seus passatempos transcendentais por quanto tempo deseja e, então, desaparece. Depois de desaparecer, contudo, Ele pensa assim:**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/14/", "verse_text": "cira-kāla nāhi kari prema-bhakti dāna\nbhakti vinā jagatera nāhi avasthāna", "devanagari": "> চিরকাল নাহি করি প্রেমভক্তি দান ।\n> ভক্তিবিনা জগতের নাহি অবস্থান ॥১৪॥", "synonyms": "*cira-kāla*—por muito tempo; *nāhi kari*—não tenho concedido; *prema-bhakti*—serviço devocional amoroso; *dāna*—dar; *bhakti*—serviço devocional; *vinā*—sem; *jagatera*—do universo; *nāhi*—não; *avasthāna*—existência.", "translation": "**\"Há muito tempo não outorgo aos habitantes do mundo o imaculado serviço amoroso a Mim. Sem tal apego amoroso, a existência do mundo material é inútil.**", "purport": "Raramente o Senhor concede o puro amor transcendental, mas, sem esse puro amor a Deus, livre das atividades fruitivas e da especulação empírica, não se pode alcançar a perfeição na vida."}
{"ref": "cc/adi/3/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/15/", "verse_text": "sakala jagate more kare vidhi-bhakti\nvidhi-bhaktye vraja-bhāva pāite nāhi śakti", "devanagari": "> সকল জগতে মোরে করে বিধি-ভক্তি ।\n> বিধি-ভক্ত্যে ব্রজভাব পাইতে নাহি শক্তি ॥১৫॥", "synonyms": "*sakala*—todo; *jagate*—no universo; *more*—a Mim; *kare*—prestam; *vidhi-bhakti*—serviço devocional regulado; *vidhi-bhaktye*—pelo serviço devocional regulado; *vraja-bhāva*—os sentimentos daqueles que estão em Vraja; *pāite*—obter; *nāhi*—não; *śakti*—o poder.", "translation": "**\"Em toda parte do mundo, as pessoas Me adoram conforme os preceitos das escrituras. Mas, pelo simples fato de seguir tais princípios reguladores, não se podem alcançar os sentimentos amorosos dos devotos de Vrajabhūmi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/16/", "verse_text": "aiśvarya-jñānete saba jagat miśrita\naiśvarya-śithila-preme nāhi mora prīta", "devanagari": "> ঐশ্বর্যজ্ঞানেতে সব জগৎ মিশ্রিত ।\n> ঐশ্বর্য-শিথিল-প্রেমে নাহি মোর প্রীত ॥১৬॥", "synonyms": "*aiśvarya-jñānete*—com o conhecimento das opulências; *saba*—todo; *jagat*—o mundo; *miśrita*—misturado; *aiśvarya-śithila-preme*—pelo amor enfraquecido pela opulência; *nāhi*—não há; *mora*—Minha; *prīta*—atração.", "translation": "**\"Conhecendo Minhas opulências, o mundo inteiro Me contempla com temor e veneração. Mas a devoção enfraquecida por essa reverência não Me atrai.**", "purport": "Após Seu aparecimento, o Senhor Kṛṣṇa pensou que não havia distribuído as relações pessoais transcendentais com Seus devotos em dāsya, sakhya, vātsalya e mādhurya. A pessoa pode compreender a ciência da Suprema Personalidade de Deus a partir da literatura Védica e, assim, tornar-se devota do Senhor e adorá-Lo dentro dos princípios reguladores descritos nas escrituras, mas, dessa maneira, não saberá como Kṛṣṇa é servido pelos residentes de Vrajabhūmi. Não se podem compreender as relações do Senhor em Vṛndāvana simplesmente por executar os princípios reguladores ritualísticos mencionados nas escrituras. Ao seguir os preceitos das escrituras, a pessoa pode aumentar sua apreciação pelas glórias do Senhor, mas não há possibilidade de entrar em relações pessoais com Ele. Dar atenção excessiva à compreensão das elevadas glórias do Senhor reduz a possibilidade de entrar em relações amorosas pessoais com Ele. Para ensinar os princípios de tais relações amorosas, o Senhor decidiu aparecer como o Senhor Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/3/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/17/", "verse_text": "aiśvarya-jñāne vidhi-bhajana kariyā\nvaikuṇṭhake yāya catur-vidha mukti pāñā", "devanagari": "> ঐশ্বর্যজ্ঞানে বিধি-ভজন করিয়া ।\n> বৈকুণ্ঠকে যায় চতুর্বিধ মুক্তি পাঞা ॥১৭॥", "synonyms": "*aiśvarya-jñāne*—no conhecimento das opulências; *vidhi*—conforme as regras e regulações; *bhajana*—adoração; *kariyā*—praticando; *vaikuṇṭhake*—a Vaikuṇṭha; *yāya*—vão; *catuḥ-vidha*—quatro espécies; *mukti*—liberação; *pāñā*—alcançando.", "translation": "**\"Ao executar tal serviço devocional regulado, em temor e veneração, a pessoa pode ir a Vaikuṇṭha e alcançar as quatro espécies de liberação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/18/", "verse_text": "sārṣṭi, sārūpya, āra sāmīpya, sālokya\nsāyujya nā laya bhakta yāte brahma-aikya", "devanagari": "> সার্ষ্টি, সারূপ্য, আর সামীপ্য, সালোক্য ।\n> সাযুজ্য না লয় ভক্ত যাতে ব্রহ্ম-ঐক্য ॥১৮॥", "synonyms": "*sārṣṭi*—opulências iguais às do Senhor; *sārūpya*—a mesma forma do Senhor; *āra*—e; *sāmīpya*—associação pessoal com o Senhor; *sālokya*—residência num planeta Vaikuṇṭha; *sāyujya*—unidade com o Senhor; *nā laya*—não aceitam; *bhakta*—os devotos; *yāte*—visto que; *brahma-aikya*—unidade com o Brahman.", "translation": "**\"Essas liberações são sārṣṭi [alcançar opulências iguais às do Senhor], sārūpya [ter uma forma igual à do Senhor], sāmīpya [viver como associado pessoal do Senhor] e sālokya [viver num planeta Vaikuṇṭha]. Os devotos, contudo, nunca aceitam sāyujya, pois esta é a unidade com o Brahman.**", "purport": "Aqueles que se dedicam ao serviço devocional conforme os princípios ritualísticos mencionados nas escrituras alcançam essas diferentes espécies de liberação. Mas, embora tais devotos possam alcançar sārṣṭi, sārūpya, sāmīpya e sālokya, eles não se preocupam com essas liberações, pois esses devotos só se satisfazem em prestar serviço amoroso transcendental ao Senhor. A quinta espécie de liberação, sāyujya, jamais é aceita sequer pelos devotos que executam apenas a adoração ritualística. Alcançar sāyujya, ou fundir-se na refulgência Brahman da Suprema Personalidade de Deus, é a aspiração dos impersonalistas. O devoto jamais se importa com a liberação sāyujya."}
{"ref": "cc/adi/3/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/19/", "verse_text": "yuga-dharma pravartāimu nāma-saṅkīrtana\ncāri bhāva-bhakti diyā nācāmu bhuvana", "devanagari": "> যুগধর্ম প্রবর্তাইমু নাম-সংকীর্তন ।\n> চারি ভাব-ভক্তি দিয়া নাচামু ভুবন ॥১৯॥", "synonyms": "*yuga-dharma*—a religião da era; *pravartāimu*—inaugurarei; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome; *cāri*—quatro; *bhāva*—das disposições; *bhakti*—devoção; *diyā*—outorgando; *nācāmu*—farei dançar; *bhuvana*—o mundo.", "translation": "**\"Inaugurarei pessoalmente a religião da era — o nāma-saṅkīrtana, o cantar congregacional do santo nome. Farei o mundo dançar em êxtase, realizando as quatro doçuras do serviço devocional amoroso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/20/", "verse_text": "āpani karimu bhakta-bhāva aṅgīkāre\nāpani ācari' bhakti śikhāimu sabāre", "devanagari": "> আপনি করিমু ভক্তভাব অঙ্গীকারে ।\n> আপনি আচরি’ ভক্তি শিখাইমু সবারে ॥২০॥", "synonyms": "*āpani*—pessoalmente; *karimu*—farei; *bhakta-bhāva*—a posição de um devoto; *aṅgīkāre*—aceitação; *āpani*—pessoalmente; *ācari'*—praticando; *bhakti*—serviço devocional; *śikhāimu*—ensinarei; *sabāre*—a todos.", "translation": "**\"Aceitarei o papel de um devoto e ensinarei o serviço devocional praticando-o Eu mesmo.**", "purport": "Quando a pessoa se associa com um devoto puro, eleva-se a tal ponto que não aspira sequer a sārṣṭi, sārūpya, sāmīpya ou sālokya, pois sente que tal liberação é uma espécie de gratificação dos sentidos. Os devotos puros nada pedem ao Senhor para seu benefício pessoal. Mesmo que lhes sejam oferecidos benefícios pessoais, os devotos puros não os aceitam, porque seu único desejo é satisfazer a Suprema Personalidade de Deus por meio de serviço amoroso transcendental. Ninguém, exceto o próprio Senhor, pode ensinar essa forma mais elevada de serviço devocional. Por isso, quando o Senhor assumiu o lugar da encarnação de Kali-yuga para difundir as glórias do cantar de Hare Kṛṣṇa — o sistema de adoração recomendado nesta era —, Ele também distribuiu o processo de serviço devocional executado na plataforma do amor espontâneo transcendental. Para ensinar os mais elevados princípios da vida espiritual, o próprio Senhor apareceu como devoto na forma do Senhor Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/3/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/21/", "verse_text": "āpane nā kaile dharma śikhāna nā yāya\nei ta' siddhānta gītā-bhāgavate gāya", "devanagari": "> আপনে না কৈলে ধর্ম শিখান না যায় ।\n> এই ত’ সিদ্ধান্ত গীতা-ভাগবতে গায় ॥২১॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *nā kaile*—se não for praticado; *dharma*—religião; *śikhāna*—o ensino; *nā yāya*—não avança; *ei*—esta; *ta'*—certamente; *siddhānta*—conclusão; *gītā*—no Bhagavad-gītā; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *gāya*—cantam.", "translation": "**\"A menos que a pessoa pratique ela mesma o serviço devocional, não poderá ensiná-lo aos outros. Esta conclusão é, de fato, confirmada em todo o *Gītā* e o *Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/22/", "verse_text": "yadā yadā hi dharmasya\nglānir bhavati bhārata\nabhyutthānam adharmasya\ntadātmānaṁ sṛjāmy aham", "devanagari": "> যদা যদা হি ধর্মস্য গ্লানির্ভবতি ভারত ।\n> অভ্যুত্থানমধর্মস্য তদাত্মানং সৃজাম্যহম্ ॥২২॥", "synonyms": "*yadā yadā*—sempre que; *hi*—certamente; *dharmasya*—dos princípios religiosos; *glāniḥ*—declínio; *bhavati*—há; *bhārata*—ó descendente de Bharata; *abhyutthānam*—aumento; *adharmasya*—da irreligião; *tadā*—nesse momento; *ātmānam*—a Mim mesmo; *sṛjāmi*—manifesto; *aham*—Eu.", "translation": "**\" 'Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensão predominante da irreligião — nesse momento Eu Mesmo descendo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/23/", "verse_text": "paritrāṇāya sādhūnāṁ\nvināśāya ca duṣkṛtām\ndharma-saṁsthāpanārthāya\nsambhavāmi yuge yuge", "devanagari": "> পরিত্রাণায় সাধূনাং বিনাশায় চ দুষ্কৃতাম্ ।\n> ধর্মসংস্থাপনার্থায় সম্ভবামি যুগে যুগে ॥২৩॥", "synonyms": "*paritrāṇāya*—para a libertação; *sādhūnām*—dos devotos; *vināśāya*—para a destruição; *ca*—e; *duṣkṛtām*—dos canalhas; *dharma*—princípios religiosos; *saṁsthāpana-arthāya*—com o propósito de estabelecer; *sambhavāmi*—apareço; *yuge yuge*—em cada era.", "translation": "**\" 'Para libertar os piedosos e aniquilar os canalhas, bem como para restabelecer os princípios da religião, Eu Mesmo apareço, milênio após milênio.'**", "purport": "Os textos 22 e 23 foram falados pelo Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (4.7-8). Os textos 24 e 25, que se seguem, também são do *Bhagavad-gītā* (3.24, 21)."}
{"ref": "cc/adi/3/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/24/", "verse_text": "utsīdeyur ime lokā\nna kuryāṁ karma ced aham\nsaṅkarasya ca kartā syām\nupahanyām imāḥ prajāḥ", "devanagari": "> উৎসীদেয়ুরিমে লোকা ন কুর্যাং কর্ম চেদহম্ ।\n> সঙ্করস্য চ কর্তা স্যামুপহন্যামিমাঃ প্রজাঃ ॥২৪॥", "synonyms": "*utsīdeyuḥ*—cairiam em ruína; *ime*—estes; *lokāḥ*—mundos; *na kuryām*—não executasse; *karma*—ação; *cet*—se; *aham*—Eu; *saṅkarasya*—de população indesejada; *ca*—e; *kartā*—um criador; *syām*—Eu Me tornaria; *upahanyām*—estragaria; *imāḥ*—estas; *prajāḥ*—entidades vivas.", "translation": "**\" 'Se Eu não mostrasse os devidos princípios da religião, todos estes mundos cairiam em ruína. Eu seria a causa de população indesejada e estragaria todas estas entidades vivas.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/25/", "verse_text": "yad yad ācarati śreṣṭhas\ntat tad evetaro janaḥ\nsa yat pramāṇaṁ kurute\nlokas tad anuvartate", "devanagari": "> যদ্যদাচরতি শ্রেষ্ঠস্তত্তদেবেতরো জনঃ ।\n> স যৎ প্রমাণং কুরুতে লোকস্তদনুবর্ততে ॥২৫॥", "synonyms": "*yat yat*—quaisquer que; *ācarati*—realiza; *śreṣṭhaḥ*—o melhor homem; *tat tat*—isso; *eva*—certamente; *itaraḥ*—o homem comum; *janaḥ*—pessoa; *saḥ*—ele; *yat*—o qual; *pramāṇam*—critério; *kurute*—mostra; *lokaḥ*—as pessoas; *tat*—esse; *anuvartate*—seguem.", "translation": "**\" 'Quaisquer ações que um grande homem realize, as pessoas comuns seguem. E quaisquer critérios que ele estabeleça por atos exemplares, o mundo inteiro segue.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/26/", "verse_text": "yuga-dharma-pravartana haya aṁśa haite\nāmā vinā anye nāre vraja-prema dite", "devanagari": "> যুগধর্ম-প্রবর্তন হয় অংশ হৈতে ।\n> আমা বিনা অন্যে নারে ব্রজপ্রেম দিতে ॥২৬॥", "synonyms": "*yuga-dharma*—da religião da era; *pravartana*—a inauguração; *haya*—é; *aṁśa*—a porção plenária; *haite*—a partir de; *āmā*—por Mim; *vinā*—exceto; *anye*—outro; *nāre*—não é capaz; *vraja-prema*—o amor como o dos residentes de Vraja; *dite*—outorgar.", "translation": "**\"Minhas porções plenárias podem estabelecer os princípios da religião para cada era. Ninguém, exceto Eu, contudo, pode outorgar a espécie de serviço amoroso executado pelos residentes de Vraja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/27/", "verse_text": "santv avatārā bahavaḥ\npaṅkaja-nābhasya sarvato-bhadrāḥ\nkṛṣṇād anyaḥ ko vā latāsv\napi prema-do bhavati", "devanagari": "> সন্ত্ববতারা বহবঃ পঙ্কজনাভস্য সর্বতোভদ্রাঃ ।\n> কৃষ্ণাদন্যঃ কো বা লতাস্বপি প্রেমদো ভবতি ॥২৭॥", "synonyms": "*santu*—que haja; *avatārāḥ*—encarnações; *bahavaḥ*—muitas; *paṅkaja-nābhasya*—do Senhor, de cujo umbigo cresce uma flor de lótus; *sarvataḥ-bhadrāḥ*—completamente auspiciosas; *kṛṣṇāt*—do que o Senhor Kṛṣṇa; *anyaḥ*—outro; *kaḥ vā*—quem possivelmente; *latāsu*—às almas rendidas; *api*—também; *prema-daḥ*—o outorgador de amor; *bhavati*—é.", "translation": "**\" 'Pode haver muitas encarnações totalmente auspiciosas da Personalidade de Deus, mas quem, senão o Senhor Śrī Kṛṣṇa, pode outorgar amor a Deus às almas rendidas?'**", "purport": "Esta citação de Bilvamaṅgala Ṭhākura encontra-se no *Laghu-bhāgavatāmṛta* (1.5.37)."}
{"ref": "cc/adi/3/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/28/", "verse_text": "tāhāte āpana bhakta-gaṇa kari' saṅge\npṛthivīte avatari' karimu nānā raṅge", "devanagari": "> তাহাতে আপন ভক্তগণ করি’ সঙ্গে ।\n> পৃথিবীতে অবতরি’ করিমু নানা রঙ্গে ॥২৮॥", "synonyms": "*tāhāte*—nisso; *āpana*—Meus próprios; *bhakta-gaṇa*—com devotos; *kari'*—fazendo; *saṅge*—em associação; *pṛthivīte*—na Terra; *avatari'*—descendo; *karimu*—executarei; *nānā*—vários; *raṅge*—passatempos coloridos.", "translation": "**\"Portanto, na companhia de Meus devotos, aparecerei na Terra e executarei vários passatempos coloridos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/29/", "verse_text": "eta bhāvi' kali-kāle prathama sandhyāya\navatīrṇa hailā kṛṣṇa āpani nadīyāya", "devanagari": "> এত ভাবি’ কলিকালে প্রথম সন্ধ্যায় ।\n> অবতীর্ণ হৈলা কৃষ্ণ আপনি নদীয়ায় ॥২৯॥", "synonyms": "*eta*—assim; *bhāvi'*—pensando; *kali-kāle*—na Era de Kali; *prathama*—primeiro; *sandhyāya*—na junção; *avatīrṇa hailā*—desceu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *āpani*—Ele mesmo; *nadīyāya*—em Nadia.", "translation": "**Pensando assim, a Personalidade de Deus, o próprio Śrī Kṛṣṇa, desceu em Nadia no início da Era de Kali.**", "purport": "O prathama-sandhyā é o começo da era. Segundo o cálculo astronômico, a era divide-se em doze partes. A primeira dessas doze divisões é conhecida como prathama-sandhyā. O prathama-sandhyā e o śeṣa-sandhyā, a última divisão da era precedente, formam a junção das duas eras. Segundo o *Sūrya-siddhānta*, o prathama-sandhyā de Kali-yuga dura 36.000 anos solares. O Senhor Caitanya apareceu no prathama-sandhyā depois de transcorridos 4.586 anos solares de Kali-yuga."}
{"ref": "cc/adi/3/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/30/", "verse_text": "caitanya-siṁhera navadvīpe avatāra\nsiṁha-grīva, siṁha-vīrya, siṁhera huṅkāra", "devanagari": "> চৈতন্যসিংহের নবদ্বীপে অবতার ।\n> সিংহগ্রীব, সিংহবীর্য, সিংহের হুঙ্কার ॥৩০॥", "synonyms": "*caitanya-siṁhera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu, semelhante a um leão; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *avatāra*—a encarnação; *siṁha-grīva*—tendo o pescoço de um leão; *siṁha-vīrya*—a força de um leão; *siṁhera huṅkāra*—o rugido de um leão.", "translation": "**Assim, o Senhor Caitanya, semelhante a um leão, apareceu em Navadvīpa. Ele tem os ombros de um leão, os poderes de um leão e a voz potente de um leão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/31/", "verse_text": "sei siṁha vasuk jīvera hṛdaya-kandare\nkalmaṣa-dvirada nāśe yāṅhāra huṅkāre", "devanagari": "> সেই সিংহ বসুক্ জীবের হৃদয়-কন্দরে ।\n> কল্মষ-দ্বিরদ নাশে যাঁহার হুঙ্কারে ॥৩১॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *siṁha*—leão; *vasuk*—que Ele Se assente; *jīvera*—das entidades vivas; *hṛdaya*—do coração; *kandare*—na cavidade; *kalmaṣa*—dos pecados; *dvi-rada*—o elefante; *nāśe*—destrói; *yāṅhāra*—de quem; *huṅkāre*—o rugido.", "translation": "**Que esse leão Se assente no âmago do coração de cada ser vivo. Que, assim, com Seu rugido retumbante, Ele afugente os vícios elefantinos da pessoa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/32/", "verse_text": "prathama līlāya tāṅra 'viśvambhara' nāma\nbhakti-rase bharila, dharila bhūta-grāma", "devanagari": "> প্রথম লীলায় তাঁর ‘বিশ্বম্ভর’ নাম ।\n> ভক্তিরসে ভরিল, ধরিল ভূতগ্রাম ॥৩২॥", "synonyms": "*prathama*—primeiros; *līlāya*—nos passatempos; *tāṅra*—d'Ele; *viśvambhara nāma*—o nome Viśvambhara; *bhakti-rase*—com a doçura do serviço devocional; *bharila*—Ele encheu; *dharila*—salvou; *bhūta-grāma*—todas as entidades vivas.", "translation": "**Em Seus primeiros passatempos, Ele é conhecido como Viśvambhara porque inunda o mundo com o néctar da devoção e, dessa forma, salva os seres vivos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/33/", "verse_text": "ḍubhṛñ dhātura artha--poṣaṇa, dhāraṇa\npuṣila, dharila prema diyā tri-bhuvana", "devanagari": "> ডুভৃঞ্ ধাতুর অর্থ — পোষণ, ধারণ ।\n> পুষিল, ধরিল প্রেম দিয়া ত্রিভুবন ॥৩৩॥", "synonyms": "*ḍubhṛñ*—conhecida como ḍubhṛñ (bhṛ); *dhātura*—da raiz verbal; *artha*—o significado; *poṣaṇa*—nutrir; *dhāraṇa*—manter; *puṣila*—nutriu; *dharila*—manteve; *prema diyā*—distribuindo amor a Deus; *tri-bhuvana*—nos três mundos.", "translation": "**A raiz verbal \"ḍubhṛñ\" [que é a raiz da palavra \"viśvambhara\"] indica nutrir e manter. Ele [o Senhor Caitanya] nutre e mantém os três mundos distribuindo amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/34/", "verse_text": "śeṣa-līlāya dhare nāma 'śrī-kṛṣṇa-caitanya'\nśrī-kṛṣṇa jānāye saba viśva kaila dhanya", "devanagari": "> শেষলীলায় ধরে নাম ‘শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য’।\n> শ্রীকৃষ্ণ জানায়ে সব বিশ্ব কৈল ধন্য ॥৩৪॥", "synonyms": "*śeṣa-līlāya*—em Seus últimos passatempos; *dhare*—Ele adotou; *nāma*—o nome; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *śrī-kṛṣṇa*—sobre o Senhor Kṛṣṇa; *jānāye*—Ele ensinou; *saba*—todo; *viśva*—o mundo; *kaila*—tornou; *dhanya*—afortunado.", "translation": "**Em Seus passatempos posteriores, Ele é conhecido como o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya. Ele abençoa o mundo inteiro ao ensinar sobre o nome e a fama do Senhor Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": "O Senhor Caitanya permaneceu como chefe de família apenas até completar Seu vigésimo quarto ano. Em seguida, Ele entrou na ordem renunciada e permaneceu manifesto neste mundo material até Seu quadragésimo oitavo ano. Portanto, a śeṣa-līlā, ou a porção final de Suas atividades, durou vinte e quatro anos.\n\nAlguns supostos vaiṣṇavas dizem que a ordem de vida renunciada não é aceita na sampradāya vaiṣṇava, ou sucessão discipular, oriunda do Senhor Caitanya. Esta não é uma proposição muito inteligente. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem de sannyāsa de Śrīpāda Keśava Bhāratī, que pertencia à seita de Śaṅkara, a qual aprova apenas dez nomes para os sannyāsīs. Muito antes do advento de Śrīpāda Śaṅkarācārya, contudo, a ordem de sannyāsa já existia na linha vaiṣṇava de Viṣṇusvāmī. Na sampradāya vaiṣṇava de Viṣṇusvāmī, há dez tipos diferentes de nomes de sannyāsa e 108 nomes diferentes para os sannyāsīs que aceitam a tri-daṇḍa, o tríplice bastão de sannyāsa. Isso é aprovado pelas regras Védicas. Por conseguinte, o sannyāsa vaiṣṇava já existia mesmo antes do aparecimento de Śaṅkarācārya, embora aqueles que nada sabem sobre o sannyāsa vaiṣṇava declarem desnecessariamente que não há sannyāsa na sampradāya vaiṣṇava.\n\nDurante a época do Senhor Caitanya, a influência de Śaṅkarācārya na sociedade era muito forte. As pessoas pensavam que só se podia aceitar sannyāsa na sucessão discipular de Śaṅkarācārya. O Senhor Caitanya poderia ter realizado Suas atividades missionárias como chefe de família, mas Ele considerou a vida de chefe de família um obstáculo a Sua missão. Por isso, Ele decidiu aceitar a ordem renunciada, sannyāsa. Visto que Sua aceitação de sannyāsa também foi planejada para atrair a atenção do público, o Senhor Caitanya, não desejando perturbar a convenção social, aceitou a ordem de vida renunciada de um sannyāsī na sucessão discipular de Śaṅkarācārya, embora o sannyāsa também fosse sancionado na sampradāya vaiṣṇava.\n\nNa Śaṅkara-sampradāya, há dez nomes diferentes outorgados aos sannyāsīs: (1) Tīrtha, (2) Āśrama, (3) Vana, (4) Araṇya, (5) Giri, (6) Parvata, (7) Sāgara, (8) Sarasvatī, (9) Bhāratī e (10) Purī. Antes de entrar na ordem de sannyāsa, a pessoa recebe um dos vários nomes de um brahmacārī, o assistente de um sannyāsī. Os sannyāsīs com os títulos Tīrtha e Āśrama geralmente permanecem em Dvārakā, e seu nome de brahmacārī é Svarūpa. Aqueles conhecidos pelos nomes Vana e Araṇya permanecem em Puruṣottama, ou Jagannātha Purī, e seu nome de brahmacārī é Prakāśa. Aqueles com os nomes Giri, Parvata e Sāgara geralmente permanecem em Badarikāśrama, e seu nome de brahmacārī é Ānanda. Aqueles com os títulos Sarasvatī, Bhāratī e Purī costumam viver em Śṛṅgerī, no sul da Índia, e seu nome de brahmacārī é Caitanya.\n\nŚrīpāda Śaṅkarācārya estabeleceu quatro mosteiros na Índia, nas quatro direções norte, sul, leste e oeste, e confiou-os a quatro sannyāsīs que eram seus discípulos. Atualmente, há centenas de mosteiros subsidiários sob esses quatro mosteiros principais e, embora haja uma simetria oficial entre eles, há muitas diferenças em suas relações. As quatro seitas diferentes desses mosteiros são conhecidas como Ānandavāra, Bhogavāra, Kīṭavāra e Bhūmivāra e, com o passar do tempo, desenvolveram ideias diferentes e lemas diferentes.\n\nSegundo a regulação da sucessão discipular, quem deseja entrar na ordem renunciada na seita de Śaṅkara deve primeiro ser treinado como brahmacārī sob a orientação de um sannyāsī genuíno. O nome do brahmacārī é determinado de acordo com o grupo a que pertence o sannyāsī. O Senhor Caitanya aceitou sannyāsa de Keśava Bhāratī. Quando primeiro se dirigiu a Keśava Bhāratī, Ele foi aceito como brahmacārī com o nome Śrī Kṛṣṇa Caitanya Brahmacārī. Depois que aceitou sannyāsa, Ele preferiu manter o nome Kṛṣṇa Caitanya.\n\nAs grandes autoridades na sucessão discipular não haviam oferecido uma explicação de por que o Senhor Caitanya recusou adotar o nome Bhāratī depois de aceitar sannyāsa de um Bhāratī, até que Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī Mahārāja se dispôs a explicar que, como um sannyāsī na Śaṅkara-sampradāya pensa que se tornou o Supremo, o Senhor Caitanya, querendo evitar tal equívoco, manteve o nome Śrī Kṛṣṇa Caitanya, colocando-Se como um servidor eterno. Espera-se que um brahmacārī sirva ao mestre espiritual; portanto, Ele não negou essa relação de servidão a Seu mestre espiritual. Aceitar tal posição é favorável para a relação entre o discípulo e o mestre espiritual.\n\nAs biografias autênticas também mencionam que o Senhor Caitanya aceitou o daṇḍa (bastão) e o pote de mendicância, símbolos da ordem de sannyāsa, no momento em que aceitou sannyāsa."}
{"ref": "cc/adi/3/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/35/", "verse_text": "tāṅra yugāvatāra jāni' garga mahāśaya\nkṛṣṇera nāma-karaṇe kariyāche nirṇaya", "devanagari": "> তাঁর যুগাবতার জানি’ গর্গ মহাশয় ।\n> কৃষ্ণের নামকরণে করিয়াছে নির্ণয় ॥৩৫॥", "synonyms": "*tāṅra*—d'Ele; *yuga-avatāra*—encarnação para a era; *jāni'*—conhecendo; *garga*—Garga Muni; *mahāśaya*—a grande personalidade; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāma-karaṇe*—na cerimônia de outorga de nome; *kariyāche*—fez; *nirṇaya*—determinação.", "translation": "**Sabendo que Ele [o Senhor Caitanya] era a encarnação para Kali-yuga, Garga Muni, durante a cerimônia de nomeação de Kṛṣṇa, predisse Seu aparecimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/36/", "verse_text": "āsan varṇās trayo hy asya\ngṛhṇato 'nu-yugaṁ tanūḥ\nśuklo raktas tathā pīta\nidānīṁ kṛṣṇatāṁ gataḥ", "devanagari": "> আসন্ বর্ণাস্ত্রয়ো হ্যস্য গৃহ্ণতোঽনুযুগং তনূঃ ।\n> শুক্লো রক্তস্তথা পীত ইদানীং কৃষ্ণতাং গতঃ ॥৩৬॥", "synonyms": "*āsan*—eram; *varṇāḥ*—cores; *trayaḥ*—três; *hi*—certamente; *asya*—deste; *gṛhṇataḥ*—que está manifestando; *anu-yugam*—de acordo com a era; *tanūḥ*—corpos; *śuklaḥ*—branco; *raktaḥ*—vermelho; *tathā*—assim; *pītaḥ*—amarelo; *idānīm*—agora; *kṛṣṇatām*—negridão; *gataḥ*—obteve.", "translation": "**\"Este menino [Kṛṣṇa] tem outras três cores—branco, vermelho e amarelo—conforme aparece em diferentes eras. Agora Ele apareceu numa cor transcendental enegrecida.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.8.13)."}
{"ref": "cc/adi/3/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/37/", "verse_text": "śukla, rakta, pīta-varṇa--ei tina dyuti\nsatya-tretā-kali-kāle dharena śrī-pati", "devanagari": "> শুক্ল, রক্ত, পীতবর্ণ — এই তিন দ্যুতি ।\n> সত্য-ত্রেতা-কলিকালে ধরেন শ্রীপতি ॥৩৭॥", "synonyms": "*śukla*—branco; *rakta*—vermelho; *pīta-varṇa*—a cor amarela; *ei*—estas; *tina*—três; *dyuti*—refulgências; *satya*—em Satya-yuga; *tretā*—em Tretā-yuga; *kali-kāle*—na Era de Kali; *dharena*—manifesta; *śrī-pati*—o esposo da deusa da fortuna.", "translation": "**Branco, vermelho e amarelo—estas são as três refulgências corpóreas que o Senhor, o esposo da deusa da fortuna, assume nas eras de Satya, Tretā e Kali respectivamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/38/", "verse_text": "idānīṁ dvāpare tiṅho hailā kṛṣṇa-varṇa\nei saba śāstrāgama-purāṇera marma", "devanagari": "> ইদানীং দ্বাপরে তিঁহো হৈলা কৃষ্ণবর্ণ ।\n> এই সব শাস্ত্রাগম-পুরাণের মর্ম ॥৩৮॥", "synonyms": "*idānīm*—agora; *dvāpare*—em Dvāpara-yuga; *tiṅho*—Ele; *hailā*—era; *kṛṣṇa-varṇa*—cor enegrecida; *ei*—estes; *saba*—todos; *śāstra-āgama*—e as literaturas Védicas; *purāṇera*—dos Purāṇas; *marma*—o âmago.", "translation": "**Ora, em Dvāpara-yuga, o Senhor descera num matiz enegrecido. Esta é a essência das afirmações dos *Purāṇas* e de outras literaturas Védicas com referência ao contexto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/39/", "verse_text": "dvāpare bhagavān śyāmaḥ\npīta-vāsā nijāyudhaḥ\nśrī-vatsādibhir aṅkaiś ca\nlakṣaṇair upalakṣitaḥ", "devanagari": "> দ্বাপরে ভগবান্ শ্যামঃ পীতবাসা নিজায়ুধঃ ।\n> শ্রীবৎসাদিভিরঙ্কৈশ্চ লক্ষণৈরুপলক্ষিতঃ ॥৩৯॥", "synonyms": "*dvāpare*—em Dvāpara-yuga; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *śyāmaḥ*—enegrecido; *pīta-vāsāḥ*—tendo roupas amarelas; *nija*—próprias; *āyudhaḥ*—tendo armas; *śrīvatsa-ādibhiḥ*—tais como o Śrīvatsa; *aṅkaiḥ*—por marcas corpóreas; *ca*—e; *lakṣaṇaiḥ*—por características externas tais como a joia Kaustubha; *upalakṣitaḥ*—caracterizado.", "translation": "**\"Em Dvāpara-yuga, a Personalidade de Deus aparece num matiz enegrecido. Ele Se veste de amarelo, empunha Suas próprias armas e Se adorna com a joia Kaustubha e as marcas de Śrīvatsa. É assim que se descrevem Seus sintomas.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.27), proferido pelo santo Karabhājana, um dos nove místicos reais que explicaram ao rei Nimi os diferentes aspectos do Senhor em diferentes eras."}
{"ref": "cc/adi/3/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/40/", "verse_text": "kali-yuge yuga-dharma--nāmera pracāra\ntathi lāgi' pīta-varṇa caitanyāvatāra", "devanagari": "> কলিযুগে যুগধর্ম — নামের প্রচার ।\n> তথি লাগি’ পীতবর্ণ চৈতন্যাবতার ॥৪০॥", "synonyms": "*kali-yuge*—na Era de Kali; *yuga-dharma*—a prática religiosa para a era; *nāmera*—do santo nome; *pracāra*—propagação; *tathi*—isto; *lāgi'*—para; *pīta-varṇa*—tendo uma cor amarela; *caitanya-avatāra*—a encarnação do Senhor Caitanya.", "translation": "**A prática religiosa para a Era de Kali é difundir as glórias do santo nome. Somente com esse propósito é que o Senhor, numa cor amarela, desceu como o Senhor Caitanya.**", "purport": "Nesta Era de Kali, o sistema prático de religião para todos é o cantar do nome de Deus. Isso foi introduzido nesta era pelo Senhor Caitanya. O bhakti-yoga começa, de fato, com o cantar do santo nome, como confirma Madhvācārya em seu comentário sobre o Muṇḍaka Upaniṣad. Ele cita este verso da Nārāyaṇa-saṁhitā:\n\ndvāparīyair janair viṣṇuḥ\npañcarātrais tu kevalaiḥ\nkalau tu nāma-mātreṇa\npūjyate bhagavān hariḥ\n\n\"Em Dvāpara-yuga, as pessoas devem adorar o Senhor Viṣṇu somente pelos princípios reguladores da Nārada-pañcarātra e de outros livros autorizados semelhantes. Na Era de Kali, entretanto, as pessoas devem simplesmente cantar os santos nomes da Suprema Personalidade de Deus.\" O mantra Hare Kṛṣṇa é especificamente mencionado em muitos *Upaniṣads*, tais como o Kali-santaraṇa Upaniṣad, onde se diz:\n\nhare kṛṣṇa hare kṛṣṇa\nkṛṣṇa kṛṣṇa hare hare\nhare rāma hare rāma\nrāma rāma hare hare\n\niti ṣoḍaśakaṁ nāmnāṁ\nkali-kalmaṣa-nāśanam\nnātaḥ parataropāyaḥ\nsarva-vedeṣu dṛśyate\n\n\"Depois de pesquisar toda a literatura Védica, não se pode encontrar um método de religião mais sublime para esta era do que o cantar de Hare Kṛṣṇa.\""}
{"ref": "cc/adi/3/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/41/", "verse_text": "tapta-hema-sama-kānti, prakāṇḍa śarīra\nnava-megha jini kaṇṭha-dhvani ye gambhīra", "devanagari": "> তপ্তহেম-সমকান্তি, প্রকাণ্ড শরীর ।\n> নবমেঘ জিনি কণ্ঠধ্বনি যে গম্ভীর ॥৪১॥", "synonyms": "*tapta-hema*—como ouro fundido; *sama-kānti*—a mesma refulgência; *prakāṇḍa*—enorme; *śarīra*—corpo; *nava-megha*—novas nuvens; *jini*—vencendo; *kaṇṭha-dhvani*—o som da voz; *ye*—que; *gambhīra*—profundo.", "translation": "**A refulgência de Seu corpo expansivo assemelha-se a ouro fundido. O som profundo de Sua voz vence o trovejar das nuvens recém-formadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/42/", "verse_text": "dairghya-vistāre yei āpanāra hāta\ncāri hasta haya 'mahā-puruṣa' vikhyāta", "devanagari": "> দৈর্ঘ্য-বিস্তারে যেই আপনার হাত ।\n> চারি হস্ত হয় ‘মহাপুরুষ’ বিখ্যাত ॥৪২॥", "synonyms": "*dairghya*—em comprimento; *vistāre*—e em largura; *yei*—quem; *āpanāra*—de sua própria; *hāta*—mão; *cāri*—quatro; *hasta*—côvados; *haya*—é; *mahā-puruṣa*—como uma grande personalidade; *vikhyāta*—celebrado.", "translation": "**Aquele que mede quatro côvados em altura e em largura por sua própria mão é celebrado como uma grande personalidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/43/", "verse_text": "'nyagrodha-parimaṇḍala' haya tāṅra nāma\nnyagrodha-parimaṇḍala-tanu caitanya guṇa-dhāma", "devanagari": "> ‘ন্যগ্রোধপরিমণ্ডল’ হয় তাঁর নাম ।\n> ন্যগ্রোধপরিমণ্ডল-তনু চৈতন্য গুণধাম ॥৪৩॥", "synonyms": "*nyagrodha-parimaṇḍala*—nyagrodha-parimaṇḍala; *haya*—é; *tāṅra*—dele; *nāma*—o nome; *nyagrodha-parimaṇḍala*—nyagrodha-parimaṇḍala; *tanu*—tendo tal corpo; *caitanya*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *guṇa-dhāma*—a morada das boas qualidades.", "translation": "**Tal pessoa é chamada nyagrodha-parimaṇḍala. Śrī Caitanya Mahāprabhu, que personifica todas as boas qualidades, tem o corpo de um nyagrodha-parimaṇḍala.**", "purport": "Ninguém além do próprio Senhor Supremo, que ocupou as almas condicionadas por meio de Sua própria energia ilusória, pode possuir essas características corporais. Tais características certamente indicam uma encarnação de Viṣṇu, e mais ninguém."}
{"ref": "cc/adi/3/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/44/", "verse_text": "ājānulambita-bhuja kamala-locana\ntilaphula-jini-nāsā, sudhāṁśu-vadana", "devanagari": "> আজানুলম্বিতভুজ কমললোচন ।\n> তিলফুল-জিনি-নাসা, সুধাংশু-বদন ॥৪৪॥", "synonyms": "*ā-jānu-lambita-bhuja*—braços que alcançam os joelhos; *kamala-locana*—com olhos de lótus; *tila-phula*—a flor da planta de gergelim; *jini*—vencendo; *nāsā*—cujo nariz; *sudhā-aṁśu-vadana*—cujo rosto é como a lua.", "translation": "**Seus braços são longos o suficiente para alcançar Seus joelhos, Seus olhos são como flores de lótus, Seu nariz é como uma flor de gergelim e Seu rosto é tão belo quanto a lua.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/45/", "verse_text": "śānta, dānta, kṛṣṇa-bhakti-niṣṭhā-parāyaṇa\nbhakta-vatsala, suśīla, sarva-bhūte sama", "devanagari": "> শান্ত, দান্ত, কৃষ্ণভক্তি-নিষ্ঠাপরায়ণ ।\n> ভক্তবৎসল, সুশীল, সর্বভূতে সম ॥৪৫॥", "synonyms": "*śānta*—pacífico; *dānta*—controlado; *kṛṣṇa-bhakti*—ao serviço do Senhor Kṛṣṇa; *niṣṭhā-parāyaṇa*—plenamente devotado; *bhakta-vatsala*—afetuoso para com os devotos; *su-śīla*—de bom caráter; *sarva-bhūte*—para com todos os seres vivos; *sama*—equânime.", "translation": "**Ele é pacífico, autocontrolado e plenamente devotado ao serviço transcendental do Senhor Śrī Kṛṣṇa. Ele é afetuoso para com Seus devotos, é gentil e mostra-se igualmente disposto para com todos os seres vivos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/46/", "verse_text": "candanera aṅgada-bālā, candana-bhūṣaṇa\nnṛtya-kāle pari' karena kṛṣṇa-saṅkīrtana", "devanagari": "> চন্দনের অঙ্গদ-বালা, চন্দন-ভূষণ ।\n> নৃত্যকালে পরি’ করেন কৃষ্ণসংকীর্তন ॥৪৬॥", "synonyms": "*candanera*—de sândalo; *aṅgada*—e braceletes; *bālā*—pulseiras; *candana*—de pasta de sândalo; *bhūṣaṇa*—decorações; *nṛtya-kāle*—na hora de dançar; *pari'*—pondo; *karena*—faz; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—canto congregacional do nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**Ele é decorado com pulseiras e braceletes de sândalo e ungido com a pasta de sândalo. Ele usa especialmente essas decorações para dançar no śrī-kṛṣṇa-saṅkīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/47/", "verse_text": "ei saba guṇa lañā muni vaiśampāyana\nsahasra-nāme kaila tāṅra nāma-gaṇana", "devanagari": "> এই সব গুণ লঞা মুনি বৈশম্পায়ন ।\n> সহস্রনামে কৈল তাঁর নাম-গণন ॥৪৭॥", "synonyms": "*ei*—estas; *saba*—todas; *guṇa*—qualidades; *lañā*—tomando; *muni*—o sábio; *vaiśampāyana*—chamado Vaiśampāyana; *sahasra-nāme*—no Viṣṇu-sahasra-nāma; *kaila*—fez; *tāṅra*—d'Ele; *nāma-gaṇana*—enumeração do nome.", "translation": "**Registrando todas essas qualidades do Senhor Caitanya, o sábio Vaiśampāyana incluiu Seu nome no Viṣṇu-sahasra-nāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/48/", "verse_text": "dui līlā caitanyera--ādi āra śeṣa\ndui līlāya cāri cāri nāma viśeṣa", "devanagari": "> দুই লীলা চৈতন্যের — আদি আর শেষ ।\n> দুই লীলায় চারি চারি নাম বিশেষ ॥৪৮॥", "synonyms": "*dui*—dois; *līlā*—passatempos; *caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ādi*—primeiro; *āra*—e; *śeṣa*—final; *dui*—dois; *līlāya*—nos passatempos; *cāri*—quatro; *cāri*—e quatro; *nāma*—nomes; *viśeṣa*—específicos.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Caitanya têm duas divisões: os primeiros passatempos [ādi-līlā] e os passatempos posteriores [śeṣa-līlā]. Ele tem quatro nomes em cada um desses dois līlās.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/49/", "verse_text": "suvarṇa-varṇo hemāṅgo\nvarāṅgaś candanāṅgadī\nsannyāsa-kṛc chamaḥ śānto\nniṣṭhā-śānti-parāyaṇaḥ", "devanagari": "> সুবর্ণবর্ণো হেমাঙ্গো বরাঙ্গশ্চন্দনাঙ্গদী ।\n> সন্ন্যাসকৃচ্ছমঃ শান্তো নিষ্ঠাশান্তিপরায়ণঃ ॥৪৯॥", "synonyms": "*suvarṇa*—de ouro; *varṇaḥ*—tendo a cor; *hema-aṅgaḥ*—cujo corpo era como ouro fundido; *vara-aṅgaḥ*—tendo um corpo deveras belo; *candana-aṅgadī*—cujo corpo estava untado com sândalo; *sannyāsa-kṛt*—praticando a ordem de vida renunciada; *śamaḥ*—equilibrado; *śāntaḥ*—pacífico; *niṣṭhā*—devoção; *śānti*—e de paz; *parāyaṇaḥ*—o refúgio supremo.", "translation": "**\"Em Seus primeiros passatempos, Ele aparece como chefe de família, com uma tez dourada. Seus membros são belos, e Seu corpo, untado com a pasta de sândalo, parece ouro fundido. Em Seus passatempos posteriores, Ele aceita a ordem de sannyāsa, e é equilibrado e pacífico. Ele é a morada suprema da paz e da devoção, pois silencia os impersonalistas não devotos.\"**", "purport": "Este é um verso do *Mahābhārata* (Dāna-dharma, Viṣṇu-sahasra-nāma-stotra). Em seu comentário sobre o Viṣṇu-sahasra-nāma chamado Nāmārtha-sudhā, Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa, comentando este verso, afirma que o Senhor Caitanya é a Suprema Personalidade de Deus, segundo a evidência dos *Upaniṣads*. Ele explica que suvarṇa-varṇaḥ significa uma tez dourada. Ele também cita o preceito Védico yadā paśyaḥ paśyate rukma-varṇaṁ kartāram īśaṁ puruṣaṁ brahma-yonim (Muṇḍaka Upaniṣad 3.1.3). Rukma-varṇaṁ kartāram īśam refere-se à Suprema Personalidade de Deus como tendo uma tez da cor do ouro fundido. Puruṣam significa o Senhor Supremo, e brahma-yonim indica que Ele é também o Brahman Supremo. Esta evidência, igualmente, prova que o Senhor Caitanya é a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Outro significado da descrição do Senhor como tendo um matiz dourado é que a personalidade do Senhor Caitanya é tão fascinante quanto o ouro é atraente. Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa explicou que a palavra varāṅga significa \"primorosamente belo\".\n\nO Senhor Caitanya aceitou sannyāsa, deixando de lado Sua vida de chefe de família, para pregar Sua missão. Ele tem equanimidade em diferentes sentidos. Primeiro, Ele descreve a verdade confidencial da Personalidade de Deus; segundo, satisfaz a todos com conhecimento e apego a Kṛṣṇa. Ele é pacífico porque renuncia a todos os assuntos não relacionados ao serviço de Kṛṣṇa. Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa explicou que a palavra niṣṭhā indica que Ele está rigidamente fixo no canto do santo nome de Śrī Kṛṣṇa. O Senhor Caitanya subjugou todos os oponentes perturbadores do serviço devocional, especialmente os monistas, que de fato são avessos ao aspecto pessoal do Senhor Supremo."}
{"ref": "cc/adi/3/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/50/", "verse_text": "vyakta kari' bhāgavate kahe bāra bāra\nkali-yuge dharma--nāma-saṅkīrtana sāra", "devanagari": "> ব্যক্ত করি’ ভাগবতে কহে বার বার ।\n> কলিযুগে ধর্ম — নামসংকীর্তন সার ॥৫০॥", "synonyms": "*vyakta*—evidente; *kari'*—tornando; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *kahe*—dizem; *bāra bāra*—repetidas vezes; *kali-yuge*—na Era de Kali; *dharma*—a religião; *nāma-saṅkīrtana*—canto congregacional do santo nome; *sāra*—a essência.", "translation": "**No *Śrīmad-Bhāgavatam*, diz-se repetida e claramente que a essência da religião na Era de Kali é o canto do santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/51/", "verse_text": "iti dvāpara urv-īśa\nstuvanti jagad-īśvaram\nnānā-tantra-vidhānena\nkalāv api yathā śṛṇu", "devanagari": "> ইতি দ্বাপর উর্বীশ স্তুবন্তি জগদীশ্বরম্ ।\n> নানাতন্ত্রবিধানেন কলাবপি যথা শৃণু ॥৫১॥", "synonyms": "*iti*—assim; *dvāpare*—na Era de Dvāpara; *uru-īśa*—ó rei; *stuvanti*—eles louvam; *jagat-īśvaram*—o Senhor do universo; *nānā*—vários; *tantra*—de escrituras; *vidhānena*—pelas regulações; *kalau*—na Era de Kali; *api*—também; *yathā*—de que maneira; *śṛṇu*—por favor, ouve.", "translation": "**\"Ó rei, dessa maneira, as pessoas em Dvāpara-yuga adoravam o Senhor do universo. Em Kali-yuga, elas também adoram a Suprema Personalidade de Deus pelas regulações das escrituras reveladas. Ouve agora isso de mim, por favor.**", "purport": "Este verso é proferido pelo santo Karabhājana no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.31)."}
{"ref": "cc/adi/3/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/52/", "verse_text": "kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇaṁ\nsāṅgopāṅgāstra-pārṣadam\nyajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair\nyajanti hi su-medhasaḥ", "devanagari": "> কৃষ্ণবর্ণং ত্বিষাঽকৃষ্ণং সাঙ্গোপাঙ্গাস্ত্রপার্ষদম্ ।\n> যজ্ঞৈঃ সংকীর্তনপ্রায়ৈর্যজন্তি হি সুমেধসঃ ॥৫২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-varṇam*—repetindo as sílabas kṛṣ-ṇa; *tviṣā*—com um brilho; *akṛṣṇam*—não negro (dourado); *sa-aṅga*—junto com associados; *upāṅga*—servidores; *astra*—armas; *pārṣadam*—companheiros íntimos; *yajñaiḥ*—por sacrifício; *saṅkīrtana-prāyaiḥ*—consistindo principalmente em canto congregacional; *yajanti*—eles adoram; *hi*—certamente; *su-medhasaḥ*—pessoas inteligentes.", "translation": "**\"Na Era de Kali, as pessoas inteligentes realizam o canto congregacional para adorar a encarnação de Deus que canta constantemente o nome de Kṛṣṇa. Embora Sua tez não seja enegrecida, Ele é o próprio Kṛṣṇa. Ele é acompanhado por Seus associados, servos, armas e companheiros íntimos.\"**", "purport": "Este texto é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.32). Śrīla Jīva Gosvāmī explicou este verso em seu comentário sobre o *Bhāgavatam*, conhecido como Krama-sandarbha, onde diz que o Senhor Kṛṣṇa também aparece com uma tez dourada. Esse Senhor Kṛṣṇa dourado é o Senhor Caitanya, que é adorado pelos homens inteligentes nesta era. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* por Garga Muni, que disse que, embora a criança Kṛṣṇa fosse enegrecida, Ele também aparece em três outras cores: vermelha, branca e amarela. Ele exibiu Suas tezes branca e vermelha nas eras de Satya e Tretā, respectivamente. Ele não exibiu a cor restante, amarelo-ouro, até aparecer como o Senhor Caitanya, que é conhecido como Gaura Hari.\n\nŚrīla Jīva Gosvāmī explica que kṛṣṇa-varṇam significa Śrī Kṛṣṇa Caitanya. Kṛṣṇa-varṇa e Kṛṣṇa Caitanya são equivalentes. O nome Kṛṣṇa aparece tanto com o Senhor Kṛṣṇa quanto com o Senhor Caitanya Kṛṣṇa. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é a Suprema Personalidade de Deus, mas Ele sempre Se ocupa em descrever Kṛṣṇa e, assim, desfruta de bem-aventurança transcendental ao cantar e lembrar Seu nome e forma. O próprio Senhor Kṛṣṇa aparece como o Senhor Caitanya para pregar o mais elevado evangelho.\n\nO Senhor Caitanya sempre canta o santo nome de Kṛṣṇa e também o descreve, e, por ser o próprio Kṛṣṇa, quem quer que O encontre cantará automaticamente o santo nome de Kṛṣṇa e, mais tarde, o descreverá a outros. Ele inocula a pessoa com a transcendental consciência de Kṛṣṇa, que mergulha quem canta em bem-aventurança transcendental. Em todos os aspectos, portanto, Ele aparece diante de todos como Kṛṣṇa, seja por personalidade, seja por som. Simplesmente ao ver o Senhor Caitanya, a pessoa imediatamente se lembra do Senhor Kṛṣṇa. Pode-se, por conseguinte, aceitá-Lo como viṣṇu-tattva. Em outras palavras, o Senhor Caitanya é o próprio Senhor Kṛṣṇa.\n\nSāṅgopāṅgāstra-pārṣadam indica ainda que o Senhor Caitanya é o Senhor Kṛṣṇa. Seu corpo está sempre decorado com ornamentos de sândalo e com pasta de sândalo. Por Sua beleza superexcelente, Ele subjuga todas as pessoas da era. Em outros descensos, o Senhor às vezes usou armas para derrotar os demoníacos, mas nesta era o Senhor os subjuga com Sua figura plenamente atraente como Caitanya Mahāprabhu. Śrīla Jīva Gosvāmī explica que Sua beleza é Seu astra, ou arma, para subjugar os demônios. Por ser plenamente atraente, deve-se compreender que todos os semideuses viviam com Ele como Seus companheiros. Seus atos eram incomuns, e Seus associados, maravilhosos. Quando Ele propagou o movimento de saṅkīrtana, atraiu muitos grandes eruditos e ācāryas, especialmente em Bengala e Orissa. O Senhor Caitanya é sempre acompanhado por Seus melhores associados, como o Senhor Nityānanda, Advaita, Gadādhara e Śrīvāsa.\n\nŚrīla Jīva Gosvāmī cita um verso da literatura Védica que diz não haver necessidade de realizar demonstrações sacrificiais ou funções cerimoniais. Ele comenta que, em vez de se ocuparem em tais exibições externas e pomposas, todas as pessoas, independentemente de casta, cor ou credo, podem reunir-se e cantar Hare Kṛṣṇa para adorar o Senhor Caitanya. Kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇam indica que se deve dar proeminência ao nome de Kṛṣṇa. O Senhor Caitanya ensinou a consciência de Kṛṣṇa e cantou o nome de Kṛṣṇa. Portanto, para adorar o Senhor Caitanya, todos devem cantar juntos o mahā-mantra: Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Não é possível propagar a adoração em igrejas, templos ou mesquitas, porque as pessoas perderam o interesse nisso. Mas em qualquer lugar e em toda parte, as pessoas podem cantar Hare Kṛṣṇa. Assim, adorando o Senhor Caitanya, elas podem realizar a mais elevada atividade e cumprir o mais elevado propósito religioso de satisfazer o Senhor Supremo.\n\nŚrīla Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, um famoso discípulo do Senhor Caitanya, disse: \"Tendo-se perdido o princípio do serviço devocional transcendental, Śrī Kṛṣṇa Caitanya apareceu para entregar novamente o processo da devoção. Ele é tão bondoso que está distribuindo amor a Kṛṣṇa. Todos devem sentir-se cada vez mais atraídos por Seus pés de lótus, assim como as abelhas zumbidoras são atraídas por uma flor de lótus.\""}
{"ref": "cc/adi/3/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/53/", "verse_text": "śuna, bhāi, ei saba caitanya-mahimā\nei śloke kahe tāṅra mahimāra sīmā", "devanagari": "> শুন, ভাই, এই সব চৈতন্য-মহিমা ।\n> এই শ্লোকে কহে তাঁর মহিমার সীমা ॥৫৩॥", "synonyms": "*śuna*—por favor, ouvi; *bhāi*—ó irmãos; *ei*—estas; *saba*—todas; *caitanya*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mahimā*—as glórias; *ei*—este; *śloke*—verso; *kahe*—diz; *tāṅra*—d'Ele; *mahimāra*—das glórias; *sīmā*—o limite.", "translation": "**Meus caros irmãos, por favor, ouvi todas estas glórias do Senhor Caitanya. Este verso resume claramente Suas atividades e características.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/54/", "verse_text": "'kṛṣṇa' ei dui varṇa sadā yāṅra mukhe\nathavā, kṛṣṇake tiṅho varṇe nija sukhe", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ’ এই দুই বর্ণ সদা যাঁর মুখে ।\n> অথবা, কৃষ্ণকে তিহোঁ বর্ণে নিজ সুখে ॥৫৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—kṛṣ-ṇa; *ei*—estas; *dui*—duas; *varṇa*—sílabas; *sadā*—sempre; *yāṅra*—de quem; *mukhe*—na boca; *athavā*—ou então; *kṛṣṇake*—o Senhor Kṛṣṇa; *tiṅho*—Ele; *varṇe*—descreve; *nija*—Sua própria; *sukhe*—em felicidade.", "translation": "**As duas sílabas \"kṛṣ-ṇa\" estão sempre em Sua boca; ou então, Ele descreve constantemente Kṛṣṇa com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/55/", "verse_text": "kṛṣṇa-varṇa-śabdera artha dui ta pramāṇa\nkṛṣṇa vinu tāṅra mukhe nāhi āise āna", "devanagari": "> কৃষ্ণবর্ণ-শব্দের অর্থ দুই ত প্রমাণ ।\n> কৃষ্ণ বিনু তাঁর মুখে নাহি আইসে আন ॥৫৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-varṇa-śabdera*—da palavra kṛṣṇa-varṇa; *artha*—o significado; *dui*—dois; *ta*—certamente; *pramāṇa*—exemplos; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *vinu*—exceto; *tāṅra*—d'Ele; *mukhe*—na boca; *nāhi āise*—não vem; *āna*—nada mais.", "translation": "**Estes são dois significados da palavra \"kṛṣṇa-varṇa\". De fato, nada além de Kṛṣṇa sai de Sua boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/56/", "verse_text": "keha tāṅre bale yadi kṛṣṇa-varaṇa\nāra viśeṣaṇe tāra kare nivāraṇa", "devanagari": "> কেহ তাঁরে বলে যদি কৃষ্ণ-বরণ ।\n> আর বিশেষণে তার করে নিবারণ ॥৫৬॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *tāṅre*—a Ele; *bale*—atribui; *yadi*—se; *kṛṣṇa*—negra; *varaṇa*—a cor; *āra*—outro; *viśeṣaṇe*—no adjetivo; *tāra*—disso; *kare*—faz; *nivāraṇa*—impedimento.", "translation": "**Se alguém tentar descrevê-Lo como sendo de tez enegrecida, o adjetivo seguinte [tviṣā akṛṣṇam] imediatamente o restringe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/57/", "verse_text": "deha-kāntye haya teṅho akṛṣṇa-varaṇa\nakṛṣṇa-varaṇe kahe pīta-varaṇa", "devanagari": "> দেহকান্ত্যে হয় তেঁহো অকৃষ্ণবরণ ।\n> অকৃষ্ণবরণে কহে পীতবরণ ॥৫৭॥", "synonyms": "*deha-kāntye*—no brilho do corpo; *haya*—é; *teṅho*—Ele; *akṛṣṇa*—não negra; *varaṇa*—a cor; *akṛṣṇa-varaṇe*—por uma cor que não é enegrecida; *kahe*—significa-se; *pīta*—amarela; *varaṇa*—a cor.", "translation": "**Sua tez certamente não é enegrecida. De fato, o fato de não ser enegrecida indica que Sua tez é amarela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/58/", "verse_text": "kalau yaṁ vidvāṁsaḥ sphuṭam abhiyajante dyuti-bharād\nakṛṣṇāṅgaṁ kṛṣṇaṁ makha-vidhibhir utkīrtana-mayaiḥ\nupāsyaṁ ca prāhur yam akhila-caturthāśrama-juṣāṁ\nsa devaś caitanyākṛtir atitarāṁ naḥ kṛpayatu", "devanagari": "> কলৌ যং বিদ্বাংসঃ স্ফূটমভিযজন্তে দ্যুতিভরা-\n> দকৃষ্ণাঙ্গং কৃষ্ণং মখবিধিভিরুৎকীর্তনময়ৈঃ ।\n> উপাস্যঞ্চ প্রাহুর্যমখিলচতুর্থাশ্রমজুষাং\n> স দেবশ্চৈতন্যাকৃতিরতিতরাং নঃ কৃপয়তু ॥৫৮॥", "synonyms": "*kalau*—na Era de Kali; *yam*—Aquele a quem; *vidvāṁsaḥ*—os homens eruditos; *sphuṭam*—claramente manifesto; *abhiyajante*—adoram; *dyuti-bharāt*—devido a uma abundância de refulgência corporal; *akṛṣṇa-aṅgam*—cujo corpo não é enegrecido; *kṛṣṇam*—o Senhor Kṛṣṇa; *makha-vidhibhiḥ*—pelas execuções de sacrifício; *utkīrtana-mayaiḥ*—consistindo no canto em voz alta do santo nome; *upāsyam*—objeto adorável; *ca*—e; *prāhuḥ*—disseram; *yam*—a quem; *akhila*—todos; *caturtha-āśrama-juṣām*—daqueles que estão na quarta ordem de vida (sannyāsa); *saḥ*—Ele; *devaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *caitanya-ākṛtiḥ*—tendo a forma do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *atitarām*—excessivamente; *naḥ*—a nós; *kṛpayatu*—que Ele mostre Sua misericórdia.", "translation": "**\"Ao executar o sacrifício do canto congregacional do santo nome, os eruditos da Era de Kali adoram o Senhor Kṛṣṇa, que agora não é enegrecido por causa da grande efervescência dos sentimentos de Śrīmatī Rādhārāṇī. Ele é a única Deidade adorável para os paramahaṁsas, que alcançaram a fase mais elevada da quarta ordem [sannyāsa]. Que essa Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Caitanya, nos mostre Sua grande misericórdia imotivada.\"**", "purport": "Este texto, bem como o texto 63 e o texto 66, provém do Stava-mālā de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/3/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/59/", "verse_text": "pratyakṣa tāṅhāra tapta-kāñcanera dyuti\nyāṅhāra chaṭāya nāśe ajñāna-tamastati", "devanagari": "> প্রত্যক্ষ তাঁহার তপ্তকাঞ্চনের দ্যুতি ।\n> যাঁহার ছটায় নাশে অজ্ঞান-তমস্ততি ॥৫৯॥", "synonyms": "*pratyakṣa*—vívida; *tāṅhāra*—d'Ele; *tapta*—fundido; *kāñcanera*—de ouro; *dyuti*—refulgência; *yāṅhāra*—de quem; *chaṭāya*—pelo brilho; *nāśe*—destrói; *ajñāna*—da ignorância; *tamastati*—a extensão da escuridão.", "translation": "**Pode-se ver vividamente Sua refulgente tez de ouro fundido, que dissipa a escuridão da ignorância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/60/", "verse_text": "jīvera kalmaṣa-tamo nāśa karibāre\naṅga-upāṅga-nāma nānā astra dhare", "devanagari": "> জীবের কল্মষ-তমো নাশ করিবারে ।\n> অঙ্গ-উপাঙ্গ-নাম নানা অস্ত্র ধরে ॥৬০॥", "synonyms": "*jīvera*—da entidade viva; *kalmaṣa*—das atividades pecaminosas; *tamaḥ*—a escuridão; *nāśa karibāre*—para destruir; *aṅga*—associados; *upāṅga*—devotos; *nāma*—santos nomes; *nānā*—várias; *astra*—armas; *dhare*—Ele empunha.", "translation": "**A vida pecaminosa dos seres vivos resulta da ignorância. Para destruir essa ignorância, Ele trouxe várias armas, tais como Seus associados plenários, Seus devotos e o santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/61/", "verse_text": "bhaktira virodhī karma-dharma vā adharma\ntāhāra 'kalmaṣa' nāma, sei mahā-tamaḥ", "devanagari": "> ভক্তির বিরোধী কর্ম-ধর্ম বা অধর্ম ।\n> তাহার ‘কল্মষ’ নাম, সেই মহাতমঃ ॥৬১॥", "synonyms": "*bhaktira*—ao serviço devocional; *virodhī*—avessas; *karma*—atividade; *dharma*—religiosa; *vā*—ou; *adharma*—irreligiosa; *tāhāra*—disso; *kalmaṣa*—pecado; *nāma*—o nome; *sei*—esta; *mahā-tamaḥ*—grande escuridão.", "translation": "**A maior ignorância consiste em atividades, sejam religiosas ou irreligiosas, que se opõem ao serviço devocional. Tais atividades devem ser conhecidas como pecados [kalmaṣa].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/62/", "verse_text": "bāhu tuli' hari bali' prema-dṛṣṭye cāya\nkariyā kalmaṣa nāśa premete bhāsāya", "devanagari": "> বাহু তুলি’ হরি বলি’ প্রেমদৃষ্ট্যে চায় ।\n> করিয়া কল্মষ নাশ প্রেমেতে ভাসায় ॥৬২॥", "synonyms": "*bāhu tuli'*—erguendo os braços; *hari bali'*—cantando o santo nome; *prema-dṛṣṭye*—com Seu olhar de profundo amor; *cāya*—Ele olha; *kariyā*—causando; *kalmaṣa*—dos pecados; *nāśa*—a destruição; *premete*—em amor a Deus; *bhāsāya*—Ele inunda.", "translation": "**Erguendo os braços, cantando o santo nome e olhando para todos com profundo amor, Ele afasta todos os pecados e inunda a todos com amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/63/", "verse_text": "smitālokaḥ śokaṁ harati jagatāṁ yasya parito\ngirāṁ tu prārambhaḥ kuśala-paṭalīṁ pallavayati\npadālambhaḥ kaṁ vā praṇayati na hi prema-nivahaṁ\nsa devaś caitanyākṛtir atitarāṁ naḥ kṛpayatu", "devanagari": "> স্মিতালোকঃ শোকং হরতি জগতাং যস্য পরিতো\n> গিরান্তু প্রারম্ভঃ কুশলপটলীং পল্লবয়তি ।\n> পদালম্ভঃ কং বা প্রণয়তি ন হি প্রেমনিবহং\n> স দেবশ্চৈতন্যাকৃতিরতিতরাং নঃ কৃপয়তু ॥৬৩॥", "synonyms": "*smita*—sorridente; *ālokaḥ*—olhar; *śokam*—o pesar; *harati*—leva embora; *jagatām*—do mundo; *yasya*—cujo; *paritaḥ*—por toda parte; *girām*—da fala; *tu*—também; *prārambhaḥ*—o início; *kuśala*—de auspiciosidade; *paṭalīm*—a massa; *pallavayati*—faz desabrochar; *pada-ālambhaḥ*—o refugiar-se nos pés de lótus; *kam vā*—o que possivelmente; *praṇayati*—conduz a; *na*—não; *hi*—certamente; *prema-nivaham*—quantidade de amor a Deus; *saḥ*—Ele; *devaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *caitanya-ākṛtiḥ*—tendo a forma do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *atitarām*—excessivamente; *naḥ*—a nós; *kṛpayatu*—que Ele mostre Sua misericórdia.", "translation": "**\"Que a Suprema Personalidade de Deus, na forma do Senhor Śrī Caitanya, conceda Sua misericórdia imotivada a nós. Seu olhar sorridente imediatamente afasta todos os pesares do mundo, e Suas próprias palavras animam as auspiciosas trepadeiras da devoção, expandindo suas folhas. Refugiar-se em Seus pés de lótus invoca de imediato o amor transcendental a Deus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/64/", "verse_text": "śrī-aṅga, śrī-mukha yei kare daraśana\ntāra pāpa-kṣaya haya, pāya prema-dhana", "devanagari": "> শ্রীঅঙ্গ, শ্রীমুখ যেই করে দরশন ।\n> তার পাপক্ষয় হয়, পায় প্রেমধন ॥৬৪॥", "synonyms": "*śrī-aṅga*—Seu corpo; *śrī-mukha*—Seu rosto; *yei*—todo aquele que; *kare*—faz; *daraśana*—contemplação; *tāra*—dele; *pāpa-kṣaya*—destruição dos pecados; *haya*—há; *pāya*—obtém; *prema-dhana*—o tesouro do amor a Deus.", "translation": "**Todo aquele que contempla Seu belo corpo ou Seu belo rosto fica livre de todos os pecados e obtém o tesouro do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/65/", "verse_text": "anya avatāre saba sainya-śastra saṅge\ncaitanya-kṛṣṇera sainya aṅga-upāṅge", "devanagari": "> অন্য অবতারে সব সৈন্য-শস্ত্র সঙ্গে ।\n> চৈতন্য-কৃষ্ণের সৈন্য অঙ্গ-উপাঙ্গে ॥৬৫॥", "synonyms": "*anya*—outras; *avatāre*—em encarnações; *saba*—todos; *sainya*—soldados; *śastra*—e armas; *saṅge*—junto com; *caitanya-kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa como o Senhor Caitanya; *sainya*—soldados; *aṅga*—partes plenárias; *upāṅge*—e associados.", "translation": "**Em outras encarnações, o Senhor desceu com exércitos e armas, mas, nesta encarnação, Seus soldados são Suas partes plenárias e Seus associados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/66/", "verse_text": "sadopāsyaḥ śrīmān dhṛta-manuja-kāyaiḥ praṇayitāṁ\nvahadbhir gīr-vāṇair giriśa-parameṣṭhi-prabhṛtibhiḥ\nsva-bhaktebhyaḥ śuddhāṁ nija-bhajana-mudrām upadiśan\nsa caitanyaḥ kiṁ me punar api dṛśor yāsyati padam", "devanagari": "> সদোপাস্যঃ শ্রীমান্ ধৃতমনুজকায়ৈঃ প্রণয়িতাং\n> বহদ্ভির্গীর্বাণৈর্গিরিশ-পরমেষ্ঠি-প্রভৃতিভিঃ ।\n> স্বভক্তেভ্যঃ শুদ্ধাং নিজভজনমুদ্রামুপদিশন্\n> স চৈতন্যঃ কিং মে পুনরপি দৃশোর্যাস্যতি পদম্ ॥৬৬॥", "synonyms": "*sadā*—sempre; *upāsyaḥ*—adorável; *śrīmān*—belo; *dhṛta*—que aceitaram; *manuja-kāyaiḥ*—os corpos de homens; *praṇayitām*—amor; *vahadbhiḥ*—que traziam; *giḥ-vāṇaiḥ*—pelos semideuses; *giriśa*—o Senhor Śiva; *parameṣṭhi*—o Senhor Brahmā; *prabhṛtibhiḥ*—encabeçados por; *sva-bhaktebhyaḥ*—a Seus próprios devotos; *śuddhām*—pura; *nija-bhajana*—de Sua própria adoração; *mudrām*—a marca; *upadiśan*—instruindo; *saḥ*—Ele; *caitanyaḥ*—o Senhor Caitanya; *kim*—o que; *me*—meus; *punaḥ*—novamente; *api*—certamente; *dṛśoḥ*—dos dois olhos; *yāsyati*—Ele irá; *padam*—à morada.", "translation": "**\"O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é sempre a Deidade mais adorável dos semideuses, inclusive do Senhor Śiva e do Senhor Brahmā, que vieram no traje de homens comuns, trazendo amor por Ele. Ele instrui Seu próprio serviço devocional puro a Seus próprios devotos. Será Ele novamente o objeto de minha visão?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/67/", "verse_text": "āṅgopāṅga astra kare sva-kārya-sādhana\n'aṅga'-śabdera artha āra śuna diyā mana", "devanagari": "> আঙ্গোপাঙ্গ অস্ত্র করে স্বকার্যসাধন ।\n> ‘অঙ্গ’-শব্দের অর্থ আর শুন দিয়া মন ॥৬৭॥", "synonyms": "*āṅga-upāṅga*—partes plenárias e associados; *astra*—armas; *kare*—fazem; *sva-kārya*—de seu próprio dever; *sādhana*—como a realização; *aṅga-śabdera*—da palavra aṅga; *artha*—o significado; *āra*—outro; *śuna*—por favor, ouve; *diyā*—prestando; *mana*—a mente.", "translation": "**Suas partes plenárias e Seus associados realizam a obra das armas como seus deveres específicos. Por favor, ouve de mim outro significado da palavra \"aṅga\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/68/", "verse_text": "'aṅga'-śabde aṁśa kahe śāstra-paramāṇa\naṅgera avayava 'upāṅga'-vyākhyāna", "devanagari": "> ‘অঙ্গ’-শব্দের অংশ কহে শাস্ত্র-পরমাণ ।\n> অঙ্গের অবয়ব ‘উপাঙ্গ’-ব্যাখ্যান ॥৬৮॥", "synonyms": "*aṅga-śabde*—pela palavra aṅga, ou membro; *aṁśa*—parte; *kahe*—diz; *śāstra*—das escrituras; *paramāṇa*—a evidência; *aṅgera*—do membro; *avayava*—a parte constituinte; *upāṅga-vyākhyāna*—a exposição da palavra upāṅga.", "translation": "**Segundo a evidência das escrituras reveladas, um membro corporal [aṅga] também se chama parte [aṁśa], e a parte de um membro se chama parte parcial [upāṅga].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/69/", "verse_text": "nārāyaṇas tvaṁ na hi sarva-dehinām\nātmāsy adhīśākhila-loka-sākṣī\nnārāyaṇo 'ṅgaṁ nara-bhū-jalāyanāt\ntac cāpi satyaṁ na tavaiva māyā", "devanagari": "> নারায়ণস্ত্বং ন হি সর্বদেহিনা-\n> মাত্মাস্যধীশাখিললোকসাক্ষী ।\n> নারায়ণোঽঙ্গং নরভূজলায়না-\n> ত্তচ্চাপি সত্যং ন তবৈব মায়া ॥৬৯॥", "synonyms": "*nārāyaṇaḥ*—o Senhor Nārāyaṇa; *tvam*—Tu; *na*—não; *hi*—certamente; *sarva*—todos; *dehinām*—dos seres corporificados; *ātmā*—a Superalma; *asi*—és; *adhīśa*—ó Senhor; *akhila-loka*—de todos os mundos; *sākṣī*—a testemunha; *nārāyaṇaḥ*—conhecido como Nārāyaṇa; *aṅgam*—porção plenária; *nara*—de Nara; *bhū*—nascida; *jala*—na água; *ayanāt*—devido ao lugar de refúgio; *tat*—essa; *ca*—e; *api*—certamente; *satyam*—verdade suprema; *na*—não; *tava*—Tua; *eva*—de modo algum; *māyā*—a energia ilusória.", "translation": "**\"Ó Senhor dos senhores, Tu és o observador de toda a criação. Tu és, de fato, a vida mais querida de todos. Não és, portanto, meu pai, Nārāyaṇa? 'Nārāyaṇa' refere-se àquele cuja morada está na água nascida de Nara [Garbhodakaśāyī Viṣṇu], e esse Nārāyaṇa é Tua porção plenária. Todas as Tuas porções plenárias são transcendentais. Elas são absolutas e não são criações de māyā.\"**", "purport": "Este texto foi dirigido ao Senhor Kṛṣṇa por Brahmā no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.14)."}
{"ref": "cc/adi/3/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/70/", "verse_text": "jala-śāyī antar-yāmī yei nārāyaṇa\nseho tomāra aṁśa, tumi mūla nārāyaṇa", "devanagari": "> জলশায়ী অন্তর্যামী যেই নারায়ণ ।\n> সেহো তোমার অংশ, তুমি মূল নারায়ণ ॥৭০॥", "synonyms": "*jala-śāyī*—que jaz na água; *antaḥ-yāmī*—a Superalma residente no interior; *yei*—Aquele que; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *seho*—Ele; *tomāra*—Tua; *aṁśa*—porção plenária; *tumi*—Tu; *mūla*—original; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa.", "translation": "**A manifestação do Nārāyaṇa que predomina no coração de todos, bem como o Nārāyaṇa que vive nas águas [Kāraṇa, Garbha e Kṣīra], é Tua porção plenária. Tu és, portanto, o Nārāyaṇa original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/71/", "verse_text": "'aṅga'-śabde aṁśa kahe, seho satya haya\nmāyā-kārya nahe--saba cid-ānanda-maya", "devanagari": "> ‘অঙ্গ’-শব্দে অংশ কহে, সেহো সত্য হয় ।\n> মায়াকার্য নহে — সব চিদানন্দময় ॥৭১॥", "synonyms": "*aṅga-śabde*—pela palavra aṅga; *aṁśa*—porção plenária; *kahe*—quer dizer; *seho*—essa; *satya*—a verdade; *haya*—é; *māyā*—da energia material; *kārya*—a obra; *nahe*—não é; *saba*—tudo; *cit-ānanda-maya*—pleno de conhecimento e bem-aventurança.", "translation": "**A palavra \"aṅga\" refere-se, de fato, a porções plenárias. Tais manifestações jamais devem ser consideradas produtos da natureza material, pois são todas transcendentais, plenas de conhecimento e plenas de bem-aventurança.**", "purport": "No mundo material, se um fragmento é retirado de um objeto original, o objeto original fica reduzido pela remoção desse fragmento. Mas a Suprema Personalidade de Deus não é de modo algum afetada pelas ações de māyā. O *Īśopaniṣad* afirma:\n\noṁ pūrṇam adaḥ pūrṇam idaṁ\npūrṇāt pūrṇam udacyate\npūrṇasya pūrṇam ādāya\npūrṇam evāvaśiṣyate\n\n\"A Personalidade de Deus é perfeita e completa e, por ser completamente perfeita, todas as emanações que provêm d'Ele, tais como este mundo fenomenal, estão perfeitamente equipadas como todos completos. Tudo o que é produzido do todo completo também é completo em si mesmo. Por ser o todo completo, ainda que tantas unidades completas emanem d'Ele, Ele permanece o equilíbrio completo.\" (*Śrī Īśopaniṣad*, Invocação)\n\nNo reino do Absoluto, um mais um é igual a um, e um menos um é igual a um. Portanto, não se deve conceber um fragmento do Senhor Supremo no sentido material. No mundo espiritual não há influência da energia material nem cálculos materiais de fragmentos. No Décimo Quinto Capítulo do *Bhagavad-gītā*, o Senhor diz que as entidades vivas são Suas partes integrantes. Há inumeráveis entidades vivas por todos os universos materiais e espirituais, mas, ainda assim, o Senhor Kṛṣṇa é pleno em Si mesmo. Pensar que Deus perdeu Sua personalidade porque Suas muitas partes integrantes estão distribuídas por todo o universo é uma ilusão. Trata-se de um cálculo material. Tais cálculos só são possíveis sob a influência da energia material, māyā. No mundo espiritual, a energia material se faz notar apenas por sua ausência.\n\nNa categoria de viṣṇu-tattva não há perda de poder de uma expansão para a seguinte, assim como não há perda de iluminação quando uma vela acende outra. Milhares de velas podem ser acesas por uma vela original, e todas terão a mesma intensidade luminosa. Dessa forma, deve-se compreender que, embora todos os viṣṇu-tattvas, desde Kṛṣṇa e o Senhor Caitanya até Rāma, Nṛsiṁha, Varāha e assim por diante, apareçam com características diferentes em eras diferentes, todos estão igualmente investidos de suprema potência.\n\nSemideuses como o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva entram em contato com a energia material e, por isso, seu poder e sua potência são de gradações diferentes. Todas as encarnações de Viṣṇu, porém, são iguais em potência, pois a influência de māyā não consegue sequer aproximar-Se d'Elas."}
{"ref": "cc/adi/3/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/72/", "verse_text": "advaita, nityānanda--caitanyera dui aṅga\naṅgera avayava-gaṇa kahiye upāṅga", "devanagari": "> অদ্বৈত, নিত্যানন্দ — চৈতন্যের দুই অঙ্গ ।\n> অঙ্গের অবয়বগণ কহিয়ে উপাঙ্গ ॥৭২॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Ācārya; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dui*—dois; *aṅga*—membros; *aṅgera*—dos membros; *avayava-gaṇa*—as partes constituintes; *kahiye*—eu digo; *upāṅga*—partes.", "translation": "**Śrī Advaita Prabhu e Śrī Nityānanda Prabhu são ambos porções plenárias do Senhor Caitanya. Assim, Eles são os membros [aṅgas] de Seu corpo. As partes desses dois membros chamam-se upāṅgas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/73/", "verse_text": "aṅgopāṅga tīkṣṇa astra prabhura sahite\nsei saba astra haya pāṣaṇḍa dalite", "devanagari": "> অঙ্গোপাঙ্গ তীক্ষ্ণ অস্ত্র প্রভুর সহিতে ।\n> সেই সব অস্ত্র হয় পাষণ্ড দলিতে ॥৭৩॥", "synonyms": "*aṅga-upāṅga*—porções plenárias e partes; *tīkṣṇa*—afiadas; *astra*—armas; *prabhura sahite*—juntamente com o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *sei*—estas; *saba*—todas; *astra*—armas; *haya*—são; *pāṣaṇḍa*—os ateístas; *dalite*—para esmagar.", "translation": "**Assim, o Senhor está munido de armas afiadas sob a forma de Suas partes e porções plenárias. Todas essas armas são capazes de esmagar os ateístas descrentes.**", "purport": "A palavra pāṣaṇḍa é muito significativa aqui. Aquele que compara a Suprema Personalidade de Deus aos semideuses é conhecido como pāṣaṇḍa. Os pāṣaṇḍas tentam rebaixar o Senhor Supremo a um nível mundano. Às vezes, criam seu próprio Deus imaginário ou aceitam uma pessoa comum como Deus e a divulgam como igual à Suprema Personalidade de Deus. São tão tolos que apresentam alguém como a próxima encarnação do Senhor Caitanya ou de Kṛṣṇa, embora as atividades dessa pessoa sejam todas contraditórias às de uma encarnação genuína, e dessa forma enganam o público inocente. Aquele que é inteligente e que estuda as características da Suprema Personalidade de Deus à luz do contexto Védico não pode ser confundido pelos pāṣaṇḍas.\n\nOs pāṣaṇḍas, ou ateístas, não conseguem compreender os passatempos do Senhor Supremo nem o transcendental serviço amoroso ao Senhor. Eles pensam que o serviço devocional não é melhor do que as atividades fruitivas comuns (karma). Como confirma o *Bhagavad-gītā* (4.8), contudo, a Suprema Personalidade de Deus e Seus devotos, salvando os virtuosos e castigando os malfeitores (paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām), sempre reprimem esses ateístas absurdos. Os malfeitores sempre querem negar a Suprema Personalidade de Deus e colocar obstáculos na senda do serviço devocional. O Senhor envia Seus representantes fidedignos e aparece Ele próprio para reprimir esse disparate."}
{"ref": "cc/adi/3/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/74/", "verse_text": "nityānanda gosāñi sākṣāt haladhara\nadvaita ācārya gosāñi sākṣāt īśvara", "devanagari": "> নিত্যানন্দ গোসাঞি সাক্ষাৎ হলধর ।\n> অদ্বৈত আচার্য গোসাঞি সাক্ষাৎ ঈশ্বর ॥৭৪॥", "synonyms": "*nityānanda gosāñi*—o Senhor Nityānanda Gosāñi; *sākṣāt*—diretamente; *hala-dhara*—o Senhor Balarāma, o portador do arado; *advaita ācārya gosāñi*—Śrī Advaita Ācārya Gosāñi; *sākṣāt*—diretamente; *īśvara*—a Personalidade de Deus.", "translation": "**Śrī Nityānanda Gosāñi é diretamente Haladhara [o Senhor Balarāma], e Advaita Ācārya é a própria Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/75/", "verse_text": "śrīvāsādi pāriṣada sainya saṅge lañā\ndui senā-pati bule kīrtana kariyā", "devanagari": "> শ্রীবাসাদি পারিষদ সৈন্য সঙ্গে লঞা ।\n> দুই সেনাপতি বুলে কীর্তন করিয়া ॥৭৫॥", "synonyms": "*śrīvāsa-ādi*—Śrīvāsa e outros; *pāriṣada*—associados; *sainya*—soldados; *saṅge*—juntamente com; *lañā*—levando; *dui*—dois; *senā-pati*—capitães; *bule*—viajam; *kīrtana kariyā*—cantando o santo nome.", "translation": "**Esses dois capitães, com Seus soldados, tais como Śrīvāsa Ṭhākura, viajam por toda parte, cantando o santo nome do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/76/", "verse_text": "pāṣaṇḍa-dalana-vānā nityānanda rāya\nācārya-huṅkāre pāpa-pāṣaṇḍī palāya", "devanagari": "> পাষণ্ডদলনবানা নিত্যানন্দ রায় ।\n> আচার্য-হুঙ্কারে পাপ-পাষন্ডী পলায় ॥৭৬॥", "synonyms": "*pāṣaṇḍa-dalana*—de esmagar os ateístas; *vānā*—tendo o traço; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *rāya*—o honorável; *ācārya*—de Advaita Ācārya; *huṅkāre*—pelo grito de guerra; *pāpa*—pecados; *pāṣaṇḍī*—e ateístas; *palāya*—fogem.", "translation": "**Os próprios traços do Senhor Nityānanda indicam que Ele é o subjugador dos descrentes. Todos os pecados e descrentes fogem dos altos brados de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/77/", "verse_text": "saṅkīrtana-pravartaka śrī-kṛṣṇa-caitanya\nsaṅkīrtana-yajñe tāṅre bhaje, sei dhanya", "devanagari": "> সংকীর্তন-প্রবর্তক শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> সংকীর্তন-যজ্ঞে তাঁরে ভজে, সেই ধন্য ॥৭৭॥", "synonyms": "*saṅkīrtana-pravartaka*—o iniciador do canto congregacional; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *saṅkīrtana*—do canto congregacional; *yajñe*—pelo sacrifício; *tāṅre*—a Ele; *bhaje*—adora; *sei*—ele; *dhanya*—afortunado.", "translation": "**O Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya é o iniciador do saṅkīrtana [canto congregacional do santo nome do Senhor]. Aquele que O adora por meio do saṅkīrtana é, de fato, afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/78/", "verse_text": "sei ta' sumedhā, āra kubuddhi saṁsāra\nsarva-yajña haite kṛṣṇa-nāma-yajña sāra", "devanagari": "> সেই ত’ সুমেধা, আর কুবুদ্ধি সংসার ।\n> সর্ব-যজ্ঞ হৈতে কৃষ্ণনামযজ্ঞ সার ॥৭৮॥", "synonyms": "*sei*—ele; *ta'*—certamente; *su-medhā*—inteligente; *āra*—os outros; *ku-buddhi*—de fraca compreensão; *saṁsāra*—no mundo material; *sarva-yajña haite*—do que todos os outros sacrifícios; *kṛṣṇa-nāma*—de cantar o nome do Senhor Kṛṣṇa; *yajña*—o sacrifício; *sāra*—o melhor.", "translation": "**Tal pessoa é verdadeiramente inteligente, ao passo que as demais, que têm apenas um escasso fundo de conhecimento, devem suportar o ciclo de repetidos nascimentos e mortes. De todas as execuções de sacrifício, cantar o santo nome do Senhor é a mais sublime.**", "purport": "O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é o pai e o inaugurador do movimento de saṅkīrtana. Aquele que O adora sacrificando sua vida, seu dinheiro, sua inteligência e suas palavras pelo movimento de saṅkīrtana é reconhecido pelo Senhor e agraciado com Suas bênçãos. Todos os demais podem ser chamados de tolos, pois, de todos os sacrifícios em que um homem possa empregar sua energia, o sacrifício feito pelo movimento de saṅkīrtana é o mais glorioso."}
{"ref": "cc/adi/3/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/79/", "verse_text": "koṭi aśvamedha eka kṛṣṇa nāma sama\nyei kahe, se pāṣaṇḍī, daṇḍe tāre yama", "devanagari": "> কোটি অশ্বমেধ এক কৃষ্ণ নাম সম ।\n> যেই কহে, সে পাষণ্ডী, দণ্ডে তারে যম ॥৭৯॥", "synonyms": "*koṭi*—dez milhões; *aśvamedha*—sacrifícios de cavalo; *eka*—um; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāma*—nome; *sama*—igual a; *yei*—aquele que; *kahe*—diz; *se*—ele; *pāṣaṇḍī*—ateísta; *daṇḍe*—pune; *tāre*—a ele; *yama*—Yamarāja.", "translation": "**Aquele que diz que dez milhões de sacrifícios aśvamedha equivalem a cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa é, indubitavelmente, um ateísta. Ele certamente será punido por Yamarāja.**", "purport": "Na lista das dez espécies de ofensas ao cantar o santo nome da Suprema Personalidade de Deus, Hare Kṛṣṇa, a oitava ofensa é dharma-vrata-tyāga-hutādi-sarva-śubha-kriyā-sāmyam api pramādaḥ. Jamais se deve considerar o canto do santo nome de Deus igual a atividades piedosas como dar caridade aos brāhmaṇas ou às pessoas santas, abrir instituições educacionais beneficentes, distribuir alimento gratuito e assim por diante. Os resultados das atividades piedosas não equivalem aos resultados de cantar o santo nome de Kṛṣṇa.\n\nAs escrituras Védicas dizem:\n\ngo-koṭi-dānaṁ grahaṇe khagasya\nprayāga-gaṅgodaka-kalpa-vāsaḥ\nyajñāyutaṁ meru-suvarṇa-dānaṁ\ngovinda-kīrter na samaṁ śatāṁśaiḥ\n\n\"Mesmo que se distribuam dez milhões de vacas em caridade durante um eclipse do sol, se viva na confluência do Ganges e do Yamunā por milhões de anos, ou se ofereça uma montanha de ouro em sacrifício aos brāhmaṇas, não se obtém nem a centésima parte do mérito derivado de cantar Hare Kṛṣṇa.\" Em outras palavras, aquele que aceita o canto de Hare Kṛṣṇa como uma espécie de atividade piedosa está completamente desorientado. Decerto que é piedoso; mas a verdade real é que Kṛṣṇa e Seu nome, sendo transcendentais, estão muito acima de toda atividade piedosa mundana. A atividade piedosa situa-se no plano material, mas o canto do santo nome de Kṛṣṇa situa-se inteiramente no plano espiritual. Por conseguinte, embora os pāṣaṇḍīs não compreendam isso, a atividade piedosa jamais pode comparar-se ao canto do santo nome."}
{"ref": "cc/adi/3/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/80/", "verse_text": "'bhāgavata-sandarbha'-granthera maṅgalācaraṇe\ne-śloka jīva-gosāñi kariyāchena vyākhyāne", "devanagari": "> ‘ভাগবতসন্দর্ভ’-গ্রন্থের মঙ্গলাচরণে ।\n> এ-শ্লোক জীবগোসাঞি করিয়াছেন ব্যাখ্যানে ॥৮০॥", "synonyms": "*bhāgavata-sandarbha-granthera*—do livro chamado Bhāgavata-sandarbha; *maṅgala-ācaraṇe*—na introdução auspiciosa; *e-śloka*—este verso; *jīva-gosāñi*—Jīva Gosvāmī; *kariyāchena*—fez; *vyākhyāne*—ao explicar.", "translation": "**Na auspiciosa introdução do Bhāgavata-sandarbha, Śrīla Jīva Gosvāmī apresentou o seguinte verso como explicação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/81/", "verse_text": "antaḥ kṛṣṇaṁ bahir gauraṁ\ndarśitāṅgādi-vaibhavam\nkalau saṅkīrtanādyaiḥ sma\nkṛṣṇa-caitanyam āśritāḥ", "devanagari": "> অন্তঃকৃষ্ণং বহির্গৌরং দর্শিতাঙ্গাদিবৈভবম্ ।\n> কলৌ সংকীর্তনাদ্যৈঃ স্ম কৃষ্ণচৈতন্যমাশ্রিতাঃ ॥৮১॥", "synonyms": "*antaḥ*—internamente; *kṛṣṇam*—o Senhor Kṛṣṇa; *bahiḥ*—externamente; *gauram*—de tez clara; *darśita*—exibidos; *aṅga*—membros; *ādi*—começando com; *vaibhavam*—expansões; *kalau*—na Era de Kali; *saṅkīrtana-ādyaiḥ*—pelo canto congregacional etc.; *sma*—certamente; *kṛṣṇa-caitanyam*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āśritāḥ*—refugiados.", "translation": "**\"Refugio-me no Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, que externamente tem uma tez clara, mas que internamente é o próprio Kṛṣṇa. Nesta Era de Kali, Ele exibe Suas expansões [Seus aṅgas e upāṅgas] ao executar o canto congregacional do santo nome do Senhor.\"**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī colocou o verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* citado no texto 52 (kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇam) como a auspiciosa introdução de seu Bhāgavata-sandarbha, ou Ṣaṭ-sandarbha. Ele compôs este texto (81), que é, de fato, uma explicação do verso do *Bhāgavatam*, como o segundo verso da mesma obra. O verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* foi enunciado por Karabhājana, um dos nove grandes sábios, e é explicado pormenorizadamente pelo Sarva-saṁvādinī, o comentário de Jīva Gosvāmī sobre seu próprio Ṣaṭ-sandarbha.\n\nAntaḥ kṛṣṇa refere-se a alguém que está sempre pensando em Kṛṣṇa. Essa atitude é um traço predominante de Śrīmatī Rādhārāṇī. Embora muitos devotos pensem sempre em Kṛṣṇa, nenhum pode superar as gopīs, entre as quais Rādhārāṇī é a líder em pensar em Kṛṣṇa. A consciência de Kṛṣṇa de Rādhārāṇī supera a de todos os outros devotos. O Senhor Caitanya aceitou a posição de Śrīmatī Rādhārāṇī para compreender Kṛṣṇa; por isso, Ele estava sempre pensando em Kṛṣṇa da mesma maneira que Rādhārāṇī. Ao pensar no Senhor Kṛṣṇa, Ele sempre Se sobrepunha a Kṛṣṇa.\n\nŚrī Kṛṣṇa Caitanya, que externamente era muito claro, com uma tez como ouro fundido, manifestou simultaneamente Seus associados eternos, Suas opulências, Suas expansões e Suas encarnações. Ele pregou o processo de cantar Hare Kṛṣṇa, e aqueles que estão sob Seus pés de lótus são gloriosos."}
{"ref": "cc/adi/3/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/82/", "verse_text": "upa-purāṇeha śuni śrī-kṛṣṇa-vacana\nkṛpā kari vyāsa prati kariyāchena kathana", "devanagari": "> উপপুরাণেহ শুনি শ্রীকৃষ্ণবচন ।\n> কৃপা করি ব্যাস প্রতি করিয়াছেন কথন ॥৮২॥", "synonyms": "*upa-purāṇeha*—nos Upapurāṇas; *śuni*—ouvimos; *śrī-kṛṣṇa-vacana*—as palavras do Senhor Kṛṣṇa; *kṛpā kari*—tendo misericórdia; *vyāsa prati*—para com Vyāsadeva; *kariyāchena*—Ele fez; *kathana*—falando.", "translation": "**Nos Upapurāṇas, ouvimos Śrī Kṛṣṇa mostrar Sua misericórdia a Vyāsadeva ao falar-lhe da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/83/", "verse_text": "aham eva kvacid brahman\nsannyāsāśramam āśritaḥ\nhari-bhaktiṁ grāhayāmi\nkalau pāpa-hatān narān", "devanagari": "> অহমেব ক্বচিদ্ব্রহ্মন্ সন্ন্যাসাশ্রমমাশ্রিতঃ ।\n> হরিভক্তিং গ্রাহয়ামি কলৌ পাপহতান্নরান্ ॥৮৩॥", "synonyms": "*aham*—Eu; *eva*—certamente; *kvacit*—em algum lugar; *brahman*—ó brāhmaṇa; *sannyāsa-āśramam*—a ordem de vida renunciada; *āśritaḥ*—recorrendo a; *hari-bhaktim*—serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus; *grāhayāmi*—Eu darei; *kalau*—na Era de Kali; *pāpa-hatān*—pecadores; *narān*—aos homens.", "translation": "**\"Ó brāhmaṇa erudito, às vezes Eu aceito a ordem de vida renunciada para induzir as pessoas decaídas da Era de Kali a aceitar o serviço devocional ao Senhor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/84/", "verse_text": "bhāgavata, bhārata-śāstra, āgama, purāṇa\ncaitanya-kṛṣṇa-avatāre prakaṭa pramāṇa", "devanagari": "> ভাগবত, ভারতশাস্ত্র, আগম, পুরাণ ।\n> চৈতন্য-কৃষ্ণ-অবতারে প্রকট প্রমাণ ॥৮৪॥", "synonyms": "*bhāgavata*—o Śrīmad-Bhāgavatam; *bhārata-śāstra*—o Mahābhārata; *āgama*—as literaturas Védicas; *purāṇa*—os Purāṇas; *caitanya*—como o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *avatāre*—na encarnação; *prakaṭa*—exibida; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**O *Śrīmad-Bhāgavatam*, o *Mahābhārata*, os *Purāṇas* e outras obras da literatura Védica oferecem evidências para provar que o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é a encarnação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/85/", "verse_text": "pratyakṣe dekhaha nānā prakaṭa prabhāva\nalaukika karma, alaukika anubhāva", "devanagari": "> প্রত্যক্ষে দেখহ নানা প্রকট প্রভাব ।\n> অলৌকিক কর্ম, অলৌকিক অনুভাব ॥৮৫॥", "synonyms": "*pratyakṣe*—diretamente; *dekhaha*—vede só; *nānā*—várias; *prakaṭa*—manifesta; *prabhāva*—influência; *alaukika*—incomuns; *karma*—atividades; *alaukika*—incomum; *anubhāva*—percepções em consciência de Kṛṣṇa.", "translation": "**Pode-se também ver diretamente a influência manifesta do Senhor Caitanya em Seus feitos incomuns e em Sua incomum percepção consciente de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/86/", "verse_text": "dekhiyā nā dekhe yata abhaktera gaṇa\nulūke nā dekhe yena sūryera kiraṇa", "devanagari": "> দেখিয়া না দেখে যত অভক্তের গণ ।\n> উলূকে না দেখে যেন সূর্যের কিরণ ॥৮৬॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *nā dekhe*—não veem; *yata*—todos; *abhaktera*—de não-devotos; *gaṇa*—multidões; *ulūke*—a coruja; *nā dekhe*—não vê; *yena*—assim como; *sūryera*—do sol; *kiraṇa*—os raios.", "translation": "**Mas os descrentes sem fé não veem o que é claramente evidente, assim como as corujas não veem os raios do sol.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/87/", "verse_text": "tvāṁ śīla-rūpa-caritaiḥ parama-prakṛṣṭaiḥ\nsattvena sāttvikatayā prabalaiś ca śāstraiḥ\nprakhyāta-daiva-paramārtha-vidāṁ mataiś ca\nnaivāsura-prakṛtayaḥ prabhavanti boddhum", "devanagari": "> ত্বাং শীলরূপচরিতৈঃ পরমপ্রকৃষ্টৈঃ\n> সত্ত্বেন সাত্ত্বিকতয়া প্রবলৈশ্চ শাস্ত্রৈঃ ।\n> প্রখ্যাতদৈবপরমার্থবিদাং মতৈশ্চ\n> নৈবাসুরপ্রকৃতয়ঃ প্রভবন্তি বোদ্ধুম্ ॥৮৭॥", "synonyms": "*tvām*—a Ti; *śīla*—caráter; *rūpa*—formas; *caritaiḥ*—pelos atos; *parama*—mais; *prakṛṣṭaiḥ*—eminentes; *sattvena*—pelo poder incomum; *sāttvikatayā*—com a qualidade da bondade predominante; *prabalaiḥ*—grandes; *ca*—e; *śāstraiḥ*—pelas escrituras; *prakhyāta*—renomados; *daiva*—divinos; *parama-artha-vidām*—daqueles que conhecem a meta suprema; *mataiḥ*—pelas opiniões; *ca*—e; *na*—não; *eva*—certamente; *āsura-prakṛtayaḥ*—aqueles cuja disposição é demoníaca; *prabhavanti*—são capazes; *boddhum*—de conhecer.", "translation": "**\"Ó meu Senhor, aqueles que estão sob a influência de princípios demoníacos não conseguem compreender-Te, embora sejas claramente o Supremo em virtude de Tuas atividades, formas, caráter e poder incomum, sublimes, os quais são confirmados por todas as escrituras reveladas na qualidade da bondade e pelos célebres transcendentalistas de natureza divina.\"**", "purport": "Este é um verso do Stotra-ratna (12) de Yāmunācārya, o mestre espiritual de Rāmānujācārya. As escrituras autênticas descrevem as atividades, os aspectos, a forma e as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, e Kṛṣṇa explica-Se a Si mesmo no *Bhagavad-gītā*, a escritura mais autêntica do mundo. Ele é explicado ainda no *Śrīmad-Bhāgavatam*, que é considerado a explicação do *Vedānta-sūtra*. O Senhor Kṛṣṇa é aceito como a Suprema Personalidade de Deus por essas escrituras autênticas, e não simplesmente por vox populi. Na era moderna, certa classe de tolos pensa que pode eleger qualquer um para a posição de Deus, assim como pode eleger um homem para a posição de chefe do poder executivo. Mas a transcendental Suprema Personalidade de Deus está perfeitamente descrita nas escrituras autênticas. No *Bhagavad-gītā*, o Senhor diz que somente os tolos zombam d'Ele, pensando que qualquer um pode falar como Kṛṣṇa.\n\nMesmo segundo as referências históricas, as atividades de Kṛṣṇa são extremamente incomuns. Kṛṣṇa afirmou: \"Eu sou Deus\", e agiu de acordo com isso. Os māyāvādīs pensam que qualquer pessoa pode declarar-se Deus, mas isso é sua ilusão, pois ninguém mais pode realizar atividades tão extraordinárias como Kṛṣṇa. Quando ainda era uma criança no colo de Sua mãe, Ele matou a demônia Pūtanā. Depois, matou os demônios Tṛṇāvarta, Vatsāsura e Baka. Quando ficou um pouco mais crescido, matou os demônios Aghāsura e Ṛṣabhāsura. Portanto, Deus é Deus desde o próprio início. A ideia de que alguém pode tornar-se Deus por meio da meditação é ridícula. Com árduo esforço, a pessoa pode compreender sua natureza divina, mas jamais se tornará Deus. Os asuras, ou demônios, que pensam que qualquer um pode tornar-se Deus, estão condenados.\n\nAs escrituras autênticas são compiladas por personalidades como Vyāsadeva, Nārada, Asita e Parāśara, que não são homens comuns. Todos os seguidores do modo de vida Védico aceitaram essas famosas personalidades, cujas escrituras autênticas estão em conformidade com a literatura Védica. Não obstante, os demoníacos não creem em suas afirmações e propositadamente se opõem à Suprema Personalidade de Deus e a Seus devotos. Hoje em dia, está na moda que homens comuns escrevam palavras caprichosas como supostas encarnações de Deus e sejam aceitos como autênticos por outros homens comuns. Essa mentalidade demoníaca é condenada no Sétimo Capítulo do *Bhagavad-gītā*, onde se afirma que aqueles que são malfeitores e os mais baixos da humanidade, que são tolos e asnos, não conseguem aceitar a Suprema Personalidade de Deus por causa de sua natureza demoníaca. Eles são comparados aos ulūkas, ou corujas, que não conseguem abrir os olhos à luz do sol. Por não suportarem a luz do sol, escondem-se dela e nunca a veem. Eles não conseguem crer que exista tal iluminação."}
{"ref": "cc/adi/3/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/88/", "verse_text": "āpanā lukāite kṛṣṇa nānā yatna kare\ntathāpi tāṅhāra bhakta jānaye tāṅhāre", "devanagari": "> আপনা লুকাইতে কৃষ্ণ নানা যত্ন করে ।\n> তথাপি তাঁহার ভক্ত জানয়ে তাঁহারে ॥৮৮॥", "synonyms": "*āpanā*—a Si mesmo; *lukāite*—ocultar; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nānā*—vários; *yatna*—esforços; *kare*—faz; *tathāpi*—mesmo assim; *tāṅhāra*—Seus; *bhakta*—devoto; *jānaye*—conhecem; *tāṅhāre*—a Ele.", "translation": "**O Senhor Śrī Kṛṣṇa procura ocultar-Se de várias maneiras, mas, ainda assim, Seus devotos puros O conhecem como Ele é.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/89/", "verse_text": "ullaṅghita-trividha-sīma-samātiśāyi-\nsambhāvanaṁ tava parivraḍhima-svabhāvam\nmāyā-balena bhavatāpi niguhyamānaṁ\npaśyanti kecid aniśaṁ tvad-ananya-bhāvāḥ", "devanagari": "> উল্লংঘিতত্রিবিধসীমসমাতিশায়ি-\n> সম্ভাবনং তব পরিব্রঢ়িম-স্বভাবম্ ।\n> মায়াবলেন ভবতাপি নিগুহ্যমানং\n> পশ্যন্তি কেচিদনিশং ত্বদনন্যভাবাঃ ॥৮৯॥", "synonyms": "*ullaṅghita*—ultrapassados; *tri-vidha*—três tipos; *sīma*—as limitações; *sama*—de igualdade; *atiśāyi*—e de superação; *sambhāvanam*—pelos quais a adequação; *tava*—Tua; *parivraḍhima*—da supremacia; *svabhāvam*—a natureza real; *māyā-balena*—pela força da energia ilusória; *bhavatā*—Tua; *api*—embora; *niguhyamānam*—sendo ocultada; *paśyanti*—eles veem; *kecit*—alguns; *aniśam*—sempre; *tvat*—a Ti; *ananya-bhāvāḥ*—aqueles que são exclusivamente devotados.", "translation": "**\"Ó meu Senhor, tudo dentro da natureza material é limitado por tempo, espaço e pensamento. Tuas características, porém, sendo inigualáveis e insuperáveis, são sempre transcendentais a tais limitações. Às vezes encobres tais características por Tua própria energia, mas, mesmo assim, Teus devotos imaculados são sempre capazes de Te ver em todas as circunstâncias.\"**", "purport": "Este verso também é citado do Stotra-ratna (13) de Yāmunācārya. Tudo o que está coberto pela influência de māyā encontra-se dentro dos limites de espaço, tempo e pensamento. Mesmo a maior manifestação que podemos conceber, o céu, também tem limitações. Pelas escrituras autênticas, contudo, é evidente que, além do céu, há uma cobertura de sete camadas, cada uma dez vezes mais espessa que a anterior. As camadas que cobrem são vastas, mas, com ou sem coberturas, o espaço é limitado. Nosso poder de pensar acerca de espaço e tempo também é limitado. O tempo é eterno; podemos imaginar bilhões e trilhões de anos, mas isso ainda será uma estimativa inadequada da extensão do tempo. Nossos sentidos imperfeitos, portanto, não conseguem pensar na grandeza da Suprema Personalidade de Deus, tampouco podemos trazê-Lo para dentro das limitações do tempo ou de nosso poder de pensamento. Sua posição é, por conseguinte, descrita pela palavra ullaṅghita. Ele é transcendental a espaço, tempo e pensamento; embora apareça dentro deles, existe transcendentalmente. Mesmo quando a existência transcendental do Senhor está disfarçada por espaço, tempo e pensamento, contudo, os devotos puros do Senhor Supremo conseguem vê-Lo em Seus aspectos pessoais, além de espaço, tempo e pensamento. Em outras palavras, embora o Senhor não seja visível aos olhos dos homens comuns, aqueles que estão além das camadas que O cobrem, em razão de seu serviço devocional transcendental, ainda assim conseguem vê-Lo.\n\nO sol pode parecer coberto por uma nuvem, mas, na verdade, são os olhos das diminutas pessoas abaixo da nuvem que estão cobertos, e não o sol. Se essas diminutas pessoas se elevassem acima da nuvem num avião, então poderiam ver a luz do sol e o próprio sol sem impedimento. De modo semelhante, embora a cobertura de māyā seja muito forte, o Senhor Kṛṣṇa diz no *Bhagavad-gītā* (7.14):\n\ndaivī hy eṣā guṇa-mayī\nmama māyā duratyayā\nmām eva ye prapadyante\nmāyām etāṁ taranti te\n\n\"Esta Minha energia divina, constituída dos três modos da natureza material, é difícil de superar. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpô-la.\" Superar a influência da energia ilusória é muito difícil, mas aqueles que estão determinados a agarrar-se aos pés de lótus do Senhor libertam-se das garras de māyā. Por isso, os devotos puros conseguem compreender a Suprema Personalidade de Deus, mas os demônios, por causa de seu comportamento iníquo, não conseguem compreender o Senhor, apesar de verem as muitas escrituras reveladas e as atividades incomuns do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/3/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/90/", "verse_text": "asura-svabhāve kṛṣṇe kabhu nāhi jāne\nlukāite nāre kṛṣṇa bhakta-jana-sthāne", "devanagari": "> অসুরস্বভাবে কৃষ্ণে কভু নাহি জানে ।\n> লুকাইতে নারে কৃষ্ণ ভক্তজন-স্থানে ॥৯০॥", "synonyms": "*asura-svabhāve*—aqueles cuja natureza é demoníaca; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *kabhu*—em tempo algum; *nāhi*—não; *jāne*—conhecem; *lukāite*—ocultar-Se; *nāre*—não é capaz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhakta-jana*—dos devotos puros; *sthāne*—num lugar.", "translation": "**Aqueles cuja natureza é demoníaca jamais conseguem conhecer Kṛṣṇa, mas Ele não consegue ocultar-Se de Seus devotos puros.**", "purport": "As pessoas que desenvolvem a natureza dos asuras, como Rāvaṇa e Hiraṇyakaśipu, nunca conseguem conhecer Kṛṣṇa, a Personalidade de Deus, por desafiarem a autoridade de Deus. Mas Śrī Kṛṣṇa não consegue ocultar-Se de Seus devotos puros."}
{"ref": "cc/adi/3/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/91/", "verse_text": "dvau bhūta-sargau loke 'smin\ndaiva āsura eva ca\nviṣṇu-bhaktaḥ smṛto daiva\nāsuras tad-viparyayaḥ", "devanagari": "> দ্বৌ ভূতসর্গৌ লোকেঽস্মিন্ দৈব আসুর এব চ ।\n> বিষ্ণুভক্তঃ স্মৃতো দৈব আসুরস্তদ্বিপর্যয়ঃ ॥৯১॥", "synonyms": "*dvau*—duas; *bhūta*—dos seres vivos; *sargau*—disposições; *loke*—no mundo; *asmin*—neste; *daivaḥ*—divina; *āsuraḥ*—demoníaca; *eva*—certamente; *ca*—e; *viṣṇu-bhaktaḥ*—um devoto do Senhor Viṣṇu; *smṛtaḥ*—lembrado; *daivaḥ*—divino; *āsuraḥ*—demoníaco; *tat-viparyayaḥ*—o oposto disso.", "translation": "**\"Há duas classes de homens no mundo criado. Uma é constituída pelos demoníacos e a outra pelos divinos. Os devotos do Senhor Viṣṇu são os divinos, ao passo que aqueles que são exatamente o oposto são chamados de demônios.\"**", "purport": "Este é um verso do *Padma Purāṇa*. Os viṣṇu-bhaktas, ou devotos em consciência de Kṛṣṇa, são conhecidos como devas (semideuses). Os ateus, que não creem em Deus ou que se declaram Deus, são asuras (demônios). Os asuras sempre se ocupam em atividades materiais ateístas, explorando maneiras de utilizar os recursos da matéria para desfrutar da gratificação dos sentidos. Os viṣṇu-bhaktas, devotos conscientes de Kṛṣṇa, também são ativos, mas seu objetivo é satisfazer a Suprema Personalidade de Deus por meio do serviço devocional. Superficialmente, ambas as classes podem parecer trabalhar da mesma maneira, mas seus propósitos são completamente opostos, por causa de uma diferença na consciência. Os asuras trabalham para a gratificação pessoal dos sentidos, ao passo que os devotos trabalham para a satisfação do Senhor Supremo. Ambos trabalham conscienciosamente, mas seus motivos são diferentes.\n\nO movimento da consciência de Kṛṣṇa destina-se aos devas, ou devotos. Os demônios não conseguem participar das atividades conscientes de Kṛṣṇa, nem os devotos em consciência de Kṛṣṇa conseguem participar das atividades demoníacas ou trabalhar como cães e gatos simplesmente para a gratificação dos sentidos. Tal atividade não atrai aqueles que estão em consciência de Kṛṣṇa. Os devotos aceitam apenas as necessidades básicas da vida para se manterem aptos a agir em consciência de Kṛṣṇa. O restante de sua energia é empregado no desenvolvimento da consciência de Kṛṣṇa, por meio da qual a pessoa pode ser transferida para a morada de Kṛṣṇa, pensando sempre n'Ele, mesmo no momento da morte."}
{"ref": "cc/adi/3/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/92/", "verse_text": "ācārya gosāñi prabhura bhakta-avatāra\nkṛṣṇa-avatāra-hetu yāṅhāra huṅkāra", "devanagari": "> আচার্য গোসাঞি প্রভুর ভক্ত-অবতার ।\n> কৃষ্ণ-অবতার-হেতু যাঁহার হুঙ্কার ॥৯২॥", "synonyms": "*ācārya gosāñi*—Advaita Ācārya Gosāñi; *prabhura*—do Senhor; *bhakta-avatāra*—encarnação de um devoto; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *avatāra*—da encarnação; *hetu*—a causa; *yāṅhāra*—cujos; *huṅkāra*—altos clamores.", "translation": "**Advaita Ācārya Gosvāmī é uma encarnação do Senhor como devoto. Seus altos clamores foram a causa da encarnação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/93/", "verse_text": "kṛṣṇa yadi pṛthivīte karena avatāra\nprathame karena guru-vargera sañcāra", "devanagari": "> কৃষ্ণ যদি পৃথিবীতে করেন অবতার ।\n> প্রথমে করেন গুরুবর্গের সঞ্চার ॥৯৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—se; *pṛthivīte*—na Terra; *karena*—faz; *avatāra*—encarnação; *prathame*—primeiro; *karena*—faz; *guru-vargera*—do grupo de respeitáveis predecessores; *sañcāra*—o advento.", "translation": "**Sempre que Śrī Kṛṣṇa deseja manifestar Sua encarnação na Terra, primeiro Ele cria as encarnações de Seus respeitáveis predecessores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/94/", "verse_text": "pitā mātā guru ādi yata mānya-gaṇa\nprathame karena sabāra pṛthivīte janama", "devanagari": "> পিতা মাতা গুরু আদি যত মান্যগণ ।\n> প্রথমে করেন সবার পৃথিবীতে জনম ॥৯৪॥", "synonyms": "*pitā*—pai; *mātā*—mãe; *guru*—mestre espiritual; *ādi*—encabeçados por; *yata*—todos; *mānya-gaṇa*—membros respeitáveis; *prathame*—primeiro; *karena*—Ele faz; *sabāra*—de todos eles; *pṛthivīte*—na Terra; *janama*—os nascimentos.", "translation": "**Assim, personalidades respeitáveis, tais como Seu pai, Sua mãe e Seu mestre espiritual, nascem todas na Terra primeiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/95/", "verse_text": "mādhava-īśvara-purī, śacī, jagannātha\nadvaita ācārya prakaṭa hailā sei sātha", "devanagari": "> মাধব-ঈশ্বর-পুরী, শচী, জগন্নাথ ।\n> অদ্বৈত আচার্য প্রকট হৈলা সেই সাথ ॥৯৫॥", "synonyms": "*mādhava*—Mādhavendra Purī; *īśvara-purī*—Īśvara Purī; *śacī*—Śacīmātā; *jagannātha*—Jagannātha Miśra; *advaita ācārya*—Advaita Ācārya; *prakaṭa*—manifestaram-se; *hailā*—foram; *sei*—este; *sātha*—com.", "translation": "**Mādhavendra Purī, Īśvara Purī, Śrīmatī Śacīmātā e Śrīla Jagannātha Miśra apareceram todos juntamente com Śrī Advaita Ācārya.**", "purport": "Sempre que a Suprema Personalidade de Deus desce em Sua forma humana, Ele envia à frente todos os Seus devotos, que atuam como Seu pai, mestre e associados em muitos papéis. Tais personalidades aparecem antes do descenso da Suprema Personalidade de Deus. Antes do aparecimento do Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, apareceram Seus devotos, como Śrī Mādhavendra Purī; Seu mestre espiritual, Śrī Īśvara Purī; Sua mãe, Śrīmatī Śacīdevī; Seu pai, Śrī Jagannātha Miśra; e Śrī Advaita Ācārya."}
{"ref": "cc/adi/3/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/96/", "verse_text": "prakaṭiyā dekhe ācārya sakala saṁsāra\nkṛṣṇa-bhakti gandha-hīna viṣaya-vyavahāra", "devanagari": "> প্রকটিয়া দেখে আচার্য সকল সংসার ।\n> কৃষ্ণভক্তিগন্ধহীন বিষয়-ব্যবহার ॥৯৬॥", "synonyms": "*prakaṭiyā*—manifestando-Se; *dekhe*—Ele viu; *ācārya*—Advaita Ācārya; *sakala*—toda; *saṁsāra*—existência material; *kṛṣṇa-bhakti*—de devoção ao Senhor Kṛṣṇa; *gandha-hīna*—sem um traço; *viṣaya*—dos objetos dos sentidos; *vyavahāra*—assuntos.", "translation": "**Tendo aparecido, Advaita Ācārya constatou que o mundo estava desprovido de serviço devocional a Śrī Kṛṣṇa, porque as pessoas estavam absortas em assuntos materiais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/97/", "verse_text": "keha pāpe, keha puṇye kare viṣaya-bhoga\nbhakti-gandha nāhi, yāte yāya bhava-roga", "devanagari": "> কেহ পাপে, কেহ পুণ্যে করে বিষয়-ভোগ ।\n> ভক্তিগন্ধ নাহি, যাতে যায় ভবরোগ ॥৯৭॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *pāpe*—em atividades pecaminosas; *keha*—alguém; *puṇye*—em atividades piedosas; *kare*—fazem; *viṣaya*—dos objetos dos sentidos; *bhoga*—desfrute; *bhakti-gandha*—um traço de serviço devocional; *nāhi*—não há; *yāte*—pelo qual; *yāya*—vai embora; *bhava-roga*—a doença da existência material.", "translation": "**Todos estavam ocupados no desfrute material, fosse pecaminosa ou virtuosamente. Ninguém se interessava pelo serviço transcendental do Senhor, que pode dar alívio total da repetição de nascimentos e mortes.**", "purport": "Advaita Ācārya viu o mundo inteiro ocupado em atividades de piedade e impiedade materiais, sem um traço de serviço devocional ou consciência de Kṛṣṇa em parte alguma. O fato é que, neste mundo material, não há escassez de nada, exceto de consciência de Kṛṣṇa. As necessidades materiais são supridas pela misericórdia do Senhor Supremo. Às vezes sentimos escassez por causa de nossa má administração, mas o verdadeiro problema é que as pessoas estão fora de contato com a consciência de Kṛṣṇa. Todos estão ocupados na gratificação material dos sentidos, mas as pessoas não têm plano algum para dar uma solução definitiva a seus verdadeiros problemas, a saber, nascimento, doença, velhice e morte. Essas quatro misérias materiais chamam-se bhava-roga, ou doenças materiais. Elas só podem ser curadas pela consciência de Kṛṣṇa. Por conseguinte, a consciência de Kṛṣṇa é a maior bênção para a sociedade humana."}
{"ref": "cc/adi/3/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/98/", "verse_text": "loka-gati dekhi' ācārya karuṇa-hṛdaya\nvicāra karena, lokera kaiche hita haya", "devanagari": "> লোকগতি দেখি’ আচার্য করুণ-হৃদয় ।\n> বিচার করেন, লোকের কৈছে হিত হয় ॥৯৮॥", "synonyms": "*loka-gati*—o curso do mundo; *dekhi'*—vendo; *ācārya*—Advaita Ācārya; *karuṇa-hṛdaya*—coração compassivo; *vicāra karena*—considera; *lokera*—do mundo; *kaiche*—como; *hita*—o bem-estar; *haya*—há.", "translation": "**Vendo as atividades do mundo, o Ācārya sentiu compaixão e começou a ponderar como poderia agir para o benefício das pessoas.**", "purport": "Esse tipo de interesse sério pelo bem-estar do público faz de alguém um ācārya genuíno. Um ācārya não explora seus seguidores. Visto que o ācārya é um servidor confidencial do Senhor, seu coração está sempre repleto de compaixão pela humanidade em seu sofrimento. Ele sabe que todo sofrimento se deve à ausência de serviço devocional ao Senhor e, portanto, sempre procura encontrar maneiras de mudar as atividades das pessoas, tornando-as favoráveis à obtenção da devoção. Essa é a qualificação de um ācārya. Embora o próprio Śrī Advaita Prabhu fosse suficientemente poderoso para realizar a obra, como servidor submisso Ele pensou que, sem o aparecimento pessoal do Senhor, ninguém poderia melhorar a condição decaída da sociedade.\n\nNas terríveis garras de māyā, os prisioneiros de primeira classe deste mundo material pensam erroneamente que são felizes, porque são ricos, poderosos, engenhosos e assim por diante. Essas criaturas tolas não sabem que não passam de bonecos de brincar nas mãos da natureza material e que, a qualquer momento, as impiedosas intrigas da natureza material podem reduzir a pó todos os seus planos para atividades sem Deus. Tais prisioneiros tolos não conseguem ver que, por mais que melhorem sua posição por meios artificiais, as calamidades de repetidos nascimentos, mortes, doenças e velhice estão sempre além da jurisdição de seu controle. Tolos como são, negligenciam esses grandes problemas da vida e ocupam-se com coisas falsas que não conseguem ajudá-los a resolver seus verdadeiros problemas. Eles sabem que não querem sofrer a morte nem as dores da doença e da velhice, mas, sob a influência da energia ilusória, são grosseiramente negligentes e, por isso, nada fazem para resolver os problemas. Isso se chama māyā. As pessoas presas nas garras de māyā são lançadas ao esquecimento após a morte e, como resultado de seu karma, na próxima vida tornam-se cães ou deuses, embora a maioria delas se torne cães. Para se tornarem deuses na próxima vida, devem ocupar-se no serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus; do contrário, com toda a certeza se tornarão cães ou porcos, segundo as leis da natureza.\n\nOs prisioneiros de terceira classe, sendo materialmente menos opulentos que os de primeira classe, esforçam-se por imitá-los, pois também não têm informação alguma sobre a verdadeira natureza de seu aprisionamento. Assim, também são desencaminhados pela ilusória natureza material. A função do ācārya, porém, é mudar as atividades tanto dos prisioneiros de primeira classe quanto dos de terceira para o seu verdadeiro benefício. Esse empenho faz dele um devoto muito querido do Senhor, que diz claramente no *Bhagavad-gītā* que ninguém na sociedade humana Lhe é mais querido do que um devoto que constantemente se ocupa em Seu serviço, encontrando maneiras de pregar a mensagem de Deus para o verdadeiro benefício do mundo. Os supostos ācāryas da Era de Kali preocupam-se mais em explorar os recursos de seus seguidores do que em mitigar suas misérias; mas Śrī Advaita Prabhu, como ācārya ideal, preocupava-se em melhorar a condição da situação mundial."}
{"ref": "cc/adi/3/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/99/", "verse_text": "āpani śrī-kṛṣṇa yadi karena avatāra\nāpane ācari' bhakti karena pracāra", "devanagari": "> আপনি শ্রীকৃষ্ণ যদি করেন অবতার ।\n> আপনে আচরি’ ভক্তি করেন প্রচার ॥৯৯॥", "synonyms": "*āpani*—Ele mesmo; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—se; *karena*—Ele faz; *avatāra*—encarnação; *āpane*—Ele mesmo; *ācari'*—praticando; *bhakti*—serviço devocional; *karena*—faz; *pracāra*—propagação.", "translation": "**[Advaita Ācārya pensou:] \"Se Śrī Kṛṣṇa aparecesse como uma encarnação, Ele mesmo poderia pregar a devoção por Seu exemplo pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/100/", "verse_text": "nāma vinu kali-kāle dharma nāhi āra\nkali-kāle kaiche habe kṛṣṇa avatāra", "devanagari": "> নাম বিনু কলিকালে ধর্ম নাহি আর ।\n> কলিকালে কৈছে হবে কৃষ্ণ অবতার ॥১০০॥", "synonyms": "*nāma vinu*—exceto pelo santo nome; *kali-kāle*—na Era de Kali; *dharma*—religião; *nāhi*—não há; *āra*—outra; *kali-kāle*—na Era de Kali; *kaiche*—como; *habe*—haverá; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatāra*—encarnação.", "translation": "**\"Nesta Era de Kali não há religião alguma além do cantar do santo nome do Senhor, mas como, nesta era, aparecerá o Senhor como encarnação?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/101/", "verse_text": "śuddha-bhāve kariba kṛṣṇera ārādhana\nnirantara sadainye kariba nivedana", "devanagari": "> শুদ্ধভাবে করিব কৃষ্ণের আরাধন ।\n> নিরন্তর সদৈন্যে করিব নিবেদন ॥১০১॥", "synonyms": "*śuddha-bhāve*—num estado de mente purificado; *kariba*—farei; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ārādhana*—a adoração; *nirantara*—constantemente; *sa-dainye*—com humildade; *kariba*—farei; *nivedana*—súplica.", "translation": "**\"Adorarei Kṛṣṇa num estado de mente purificado. Eu Lhe suplicarei constantemente, com humildade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/102/", "verse_text": "āniyā kṛṣṇere karoṅ kīrtana sañcāra\ntabe se 'advaita' nāma saphala āmāra", "devanagari": "> আনিয়া কৃষ্ণেরে করোঁ কীর্তন সঞ্চার ।\n> তবে সে ‘অদ্বৈত’ নাম সফল আমার ॥১০২॥", "synonyms": "*āniyā*—trazendo; *kṛṣṇere*—o Senhor Kṛṣṇa; *karoṅ*—faço; *kīrtana*—o cantar do santo nome; *sañcāra*—o advento; *tabe*—então; *se*—este; *advaita*—não dual; *nāma*—nome; *sa-phala*—realizado; *āmāra*—Meu.", "translation": "**\"Meu nome, 'Advaita', será apropriado se Eu for capaz de induzir Kṛṣṇa a inaugurar o movimento do cantar do santo nome.\"**", "purport": "O filósofo Māyāvādī não dualista, que falsamente acredita não ser diferente do Senhor, é incapaz de chamá-Lo como faz Advaita Prabhu. Advaita Prabhu não é diferente do Senhor, mas, em Seu relacionamento com o Senhor, Ele não Se funde n'Ele, e sim presta-Lhe eternamente serviço como uma porção plenária. Isto é inconcebível para os Māyāvādīs, porque eles pensam em termos da percepção sensorial mundana e, por isso, julgam que o não dualismo exige a perda da própria identidade separada. Fica claro neste verso, porém, que Advaita Prabhu, embora conserve Sua identidade separada, não é diferente do Senhor.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu pregou a filosofia da inconcebível e simultânea unidade com o Senhor e diferença d'Ele. O dualismo e o monismo concebíveis são concepções dos sentidos imperfeitos, que são incapazes de alcançar a Transcendência, porque a Transcendência está além da concepção da potência limitada. As ações de Śrī Advaita Prabhu, contudo, fornecem prova tangível do inconcebível não dualismo. Aquele que, portanto, se rende a Śrī Advaita Prabhu pode facilmente seguir a filosofia do inconcebível e simultâneo dualismo e monismo."}
{"ref": "cc/adi/3/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/103/", "verse_text": "kṛṣṇa vaśa karibena kon ārādhane\nvicārite eka śloka āila tāṅra mane", "devanagari": "> কৃষ্ণ বশ করিবেন কোন্ আরাধনে ।\n> বিচারিতে এক শ্লোক আইল তাঁর মনে ॥১০৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vaśa karibena*—propiciará; *kon ārādhane*—por que adoração; *vicārite*—enquanto considerava; *eka*—um; *śloka*—verso; *āila*—veio; *tāṅra*—d'Ele; *mane*—à mente.", "translation": "**Enquanto Ele pensava em como propiciar Kṛṣṇa por meio da adoração, o seguinte verso veio à Sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/104/", "verse_text": "tulasī-dala-mātreṇa\njalasya culukena vā\nvikrīṇīte svam ātmānaṁ\nbhaktebhyo bhakta-vatsalaḥ", "devanagari": "> তুলসীদলমাত্রেণ জলস্য চুলুকেন বা ।\n> বিক্রীণীতে স্বমাত্মানং ভক্তেভ্যো ভক্তবৎসলঃ ॥১০৪॥", "synonyms": "*tulasī*—de tulasī; *dala*—uma folha; *mātreṇa*—apenas com; *jalasya*—de água; *culukena*—com uma concha das mãos; *vā*—e; *vikrīṇīte*—vende; *svam*—Seu próprio; *ātmānam*—eu; *bhaktebhyaḥ*—aos devotos; *bhakta-vatsalaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa, que é afetuoso para com Seus devotos.", "translation": "**\"Śrī Kṛṣṇa, que é muito afetuoso para com Seus devotos, vende-Se a um devoto que Lhe oferece apenas uma folha de tulasī e uma concha de água nas mãos.\"**", "purport": "Este é um verso do Gautamīya-tantra.\n\nei ślokārtha ācārya karena vicāraṇa\nkṛṣṇake tulasī-jala deya yei jana\ntāra ṛṇa śodhite kṛṣṇa karena cintana--\n'jala-tulasīra sama kichu ghare nāhi dhana'\n\nSinônimos\n\nei–este; śloka–do verso; artha–o significado; ācārya–Advaita Ācārya; karena–faz; vicāraṇa–considerando; kṛṣṇake–ao Senhor Kṛṣṇa; tulasī-jala–tulasī e água; deya–dá; yei jana–aquela pessoa que; tāra–a Ele; ṛṇa–a dívida; śodhite–pagar; kṛṣṇa–o Senhor Kṛṣṇa; karena–faz; cintana–pensando; jala-tulasīra sama–igual a água e tulasī; kichu–alguma; ghare–em casa; nāhi–não há; dhana–riqueza.\n\nTradução\n\nAdvaita Ācārya considerou o significado do verso desta maneira: não encontrando meio algum de saldar a dívida que tem para com aquele que Lhe oferece uma folha de tulasī e água, o Senhor Kṛṣṇa pensa: \"Não há em Minha posse riqueza alguma que seja igual a uma folha de tulasī e água.\""}
{"ref": "cc/adi/3/105-106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/105-106/", "verse_text": "> ei ślokārtha ācārya karena vicāraṇa\n> kṛṣṇake tulasī-jala deya yei jana\n\n> tāra ṛṇa śodhite kṛṣṇa karena cintana—\n> 'jala-tulasīra sama kichu ghare nāhi dhana'", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—este; *śloka*—do verso; *artha*—o significado; *ācārya*—Advaita Ācārya; *karena*—faz; *vicāraṇa*—considerando; *kṛṣṇake*—ao Senhor Kṛṣṇa; *tulasī-jala*—*tulasī* e água; *deya*—oferece; *yeijana*—aquela pessoa que; *tāra*—a Ele; *ṛṇa*—a dívida; *śodhite*—para pagar; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *karena*—faz; *cintana*—pensamento; *jala-tulasīra sama*—igual a água e *tulasī*; *kichu*—alguma; *ghare*—na casa; *nāhi*—não há; *dhana*—riqueza.", "translation": "**Advaita Ācārya considerou o significado do verso desta maneira: não encontrando meio algum de saldar a dívida que tem para com aquele que Lhe oferece uma folha de tulasī e água, o Senhor Kṛṣṇa pensa: \"Não há em Minha posse riqueza alguma que seja igual a uma folha de tulasī e água.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/107/", "verse_text": "tabe ātmā veci' kare ṛṇera śodhana\neta bhāvi' ācārya karena ārādhana", "devanagari": "> তবে আত্মা বেচি’ করে ঋণের শোধন ।\n> এত ভাবি’ আচার্য করেন আরাধন ॥১০৭॥", "synonyms": "*tabe*—então; *ātmā*—a Si mesmo; *veci'*—vendendo; *kare*—faz; *ṛṇera*—da dívida; *śodhana*—o pagamento; *eta*—assim; *bhāvi'*—pensando; *ācārya*—Advaita Ācārya; *karena*—faz; *ārādhana*—adorando.", "translation": "**Assim, o Senhor liquida a dívida oferecendo Seu próprio ser ao devoto. Considerando isso, o Ācārya começou a adorar o Senhor.**", "purport": "Por meio do serviço devocional, a pessoa pode facilmente agradar o Senhor Kṛṣṇa com uma folha da planta de tulasī e um pouco de água. Como o Senhor diz no *Bhagavad-gītā* (9.26), uma folha, uma flor, um fruto ou um pouco de água (patraṁ puṣpaṁ phalaṁ toyam), quando oferecidos com devoção, agradam-No imensamente. Ele aceita universalmente os serviços de Seus devotos. Até mesmo o mais pobre dos devotos em qualquer parte do mundo pode conseguir uma pequena flor, um fruto ou uma folha e um pouco de água; e, se essas oferendas, sobretudo folhas de tulasī e água do Ganges, forem oferecidas a Kṛṣṇa com devoção, Ele fica muito satisfeito. Diz-se que Kṛṣṇa fica tão agradado por tal serviço devocional que Se oferece a Seu devoto em troca dele. Śrīla Advaita Ācārya conhecia este fato e, por isso, decidiu chamar a Personalidade de Deus Kṛṣṇa para que descesse, adorando o Senhor com folhas de tulasī e água do Ganges."}
{"ref": "cc/adi/3/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/108/", "verse_text": "gaṅgā-jala, tulasī-mañjarī anukṣaṇa\nkṛṣṇa-pāda-padma bhāvi' kare samarpaṇa", "devanagari": "> গঙ্গাজল, তুলসীমঞ্জরী অনুক্ষণ ।\n> কৃষ্ণপাদপদ্ম ভাবি’ করে সমর্পণ ॥১০৮॥", "synonyms": "*gaṅgā-jala*—a água do Ganges; *tulasī-mañjarī*—botões de tulasī; *anukṣaṇa*—constantemente; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *pāda-padma*—pés de lótus; *bhāvi'*—pensando em; *kare*—faz; *samarpaṇa*—oferenda.", "translation": "**Pensando nos pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa, Ele oferecia constantemente botões de tulasī em água do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/109/", "verse_text": "kṛṣṇera āhvāna kare kariyā huṅkāra\ne-mate kṛṣṇere karāila avatāra", "devanagari": "> কৃষ্ণের আহ্বান করে করিয়া হুঙ্কার ।\n> এমতে কৃষ্ণেরে করাইল অবতার ॥১০৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *āhvāna*—convite; *kare*—faz; *kariyā*—fazendo; *huṅkāra*—altos clamores; *e-mate*—desta maneira; *kṛṣṇere*—o Senhor Kṛṣṇa; *karāila*—fez surgir; *avatāra*—encarnação.", "translation": "**Ele apelou a Śrī Kṛṣṇa com altos clamores e, assim, tornou possível que Kṛṣṇa aparecesse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/110/", "verse_text": "caitanyera avatāre ei mukhya hetu\nbhaktera icchāya avatare dharma-setu", "devanagari": "> চৈতন্যের অবতারে এই মুখ্য হেতু ।\n> ভক্তের ইচ্ছায় অবতরে ধর্মসেতু ॥১১০॥", "synonyms": "*caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *avatāre*—na encarnação; *ei*—esta; *mukhya*—principal; *hetu*—causa; *bhaktera*—do devoto; *icchāya*—pelo desejo; *avatare*—Ele desce; *dharma-setu*—protetor da religião.", "translation": "**Portanto, a razão principal do descenso de Śrī Caitanya é este apelo de Advaita Ācārya. O Senhor, o protetor da religião, aparece pelo desejo de Seu devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/111/", "verse_text": "tvaṁ bhakti-yoga-paribhāvita-hṛt-saroja\nāsse śrutekṣita-patho nanu nātha puṁsām\nyad yad dhiyā ta urugāya vibhāvayanti\ntat tad vapuḥ praṇayase sad-anugrahāya", "devanagari": "> ত্বং ভক্তিযোগপরিভাবিত-হৃৎসরোজ\n> আস্সে শ্রুতেক্ষিতপথো ননু নাথ পুংসাম্ ।\n> যদ্যদ্ধিয়া ত উ়রুগায় বিভাবয়ন্তি\n> তত্তদ্বপুঃ প্রণয়সে সদনুগ্রহায় ॥১১১॥", "synonyms": "*tvam*—Tu; *bhakti-yoga*—pelo serviço devocional; *paribhāvita*—saturado; *hṛt*—do coração; *saroje*—no lótus; *āsse*—habitas; *śruta*—ouvido; *īkṣita*—visto; *pathaḥ*—cujo caminho; *nanu*—certamente; *nātha*—ó Senhor; *puṁsām*—pelos devotos; *yat yat*—qualquer que seja; *dhiyā*—pela mente; *te*—eles; *uru-gāya*—ó Senhor, que és glorificado de excelentes maneiras; *vibhāvayanti*—contemplam; *tat tat*—essa; *vapuḥ*—forma; *praṇayase*—Tu manifestas; *sat*—a Teus devotos; *anugrahāya*—para mostrar favor.", "translation": "**\"Ó meu Senhor, Tu sempre habitas na visão e na audição de Teus devotos puros. Vives também em seus corações semelhantes ao lótus, que estão purificados pelo serviço devocional. Ó meu Senhor, que és glorificado por orações exaltadas, Tu mostras favor especial a Teus devotos manifestando-Te nas formas eternas em que eles Te acolhem.\"**", "purport": "Este texto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.9.11) é uma oração do Senhor Brahmā à Suprema Personalidade de Deus Kṛṣṇa, pedindo Suas bênçãos para a obra da criação. O conhecimento acerca da Suprema Personalidade de Deus pode ser compreendido a partir das descrições das escrituras Védicas. Por exemplo, o *Brahma-saṁhitā* (5.29) descreve que, na morada do Senhor Kṛṣṇa, que é feita de *cintāmaṇi* (pedra filosofal), o Senhor, agindo como um vaqueirinho, é servido por centenas e milhares de deusas da fortuna. Os māyāvādīs pensam que os devotos imaginaram a forma de Kṛṣṇa, mas as escrituras Védicas autênticas de fato descrevem Kṛṣṇa e Suas diversas formas transcendentais.\n\nA palavra *śruta*, em *śrutekṣita-pathaḥ*, refere-se aos *Vedas*, e *īkṣita* indica que o caminho para se compreender a Suprema Personalidade de Deus é o estudo adequado das escrituras Védicas. Não se pode imaginar algo a respeito de Deus ou de Sua forma. Semelhante imaginação não é aceita por aqueles que levam a sério a iluminação. Aqui, Brahmā diz que se pode conhecer Kṛṣṇa por meio da senda da compreensão adequada dos textos Védicos. Se, ao estudar a forma, o nome, as qualidades, os passatempos e a parafernália do Deus Supremo, a pessoa se sentir atraída pelo Senhor, ela poderá executar o serviço devocional, e a forma do Senhor ficará gravada em seu coração e ali permanecerá transcendentalmente situada. A menos que o devoto desenvolva de fato amor transcendental pelo Senhor, não lhe é possível pensar sempre no Senhor dentro do coração. Esse pensamento constante no Senhor é a perfeição sublime do processo de yoga, como o *Bhagavad-gītā* confirma no Sexto Capítulo (47), ao afirmar que todo aquele que está absorto em tal pensamento é o melhor de todos os *yogīs*. Essa absorção transcendental é conhecida como *samādhi*. O devoto puro que pensa sempre na Suprema Personalidade de Deus é a pessoa qualificada para ver o Senhor.\n\nNinguém pode falar de Urugāya (o Senhor, que é glorificado com orações sublimes) sem estar transcendentalmente elevado. O Senhor tem inumeráveis formas, como confirma o *Brahma-saṁhitā* (*advaitam acyutam anādim ananta-rūpam*). O Senhor Se expande em inumeráveis formas *svāṁśa*. Quando um devoto, ao ouvir sobre essas inumeráveis formas, apega-se a uma delas e pensa sempre nela, o Senhor lhe aparece nessa forma. O Senhor Kṛṣṇa Se compraz especialmente com os devotos em cujo coração Ele está sempre presente devido ao elevadíssimo amor transcendental deles."}
{"ref": "cc/adi/3/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/112/", "verse_text": "ei ślokera artha kahi saṅkṣepera sāra\nbhaktera icchāya kṛṣṇera sarva avatāra", "devanagari": "> এই শ্লোকের অর্থ কহি সংক্ষেপের সার ।\n> ভক্তের ইচ্ছায় কৃষ্ণের সর্ব অবতার ॥১১২॥", "synonyms": "*ei*—este; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *kahi*—relato; *saṅkṣepera*—da concisão; *sāra*—a essência; *bhaktera*—do devoto; *icchāya*—pelo desejo; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sarva*—todas; *avatāra*—as encarnações.", "translation": "**A essência do significado deste verso é que o Senhor Kṛṣṇa aparece em todas as Suas inumeráveis formas eternas devido aos desejos de Seus devotos puros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/113/", "verse_text": "caturtha ślokera artha haila suniścite\navatīrṇa hailā gaura prema prakāśite", "devanagari": "> চতুর্থ শ্লোকের অর্থ হৈল সুনিশ্চিতে ।\n> অবতীর্ণ হৈলা গৌর প্রেম প্রকাশিতে ॥১১৩॥", "synonyms": "*caturtha*—quarto; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *haila*—foi; *su-niścite*—com toda a certeza; *avatīrṇa hailā*—encarnou; *gaura*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *prema*—amor a Deus; *prakāśite*—para manifestar.", "translation": "**Assim, determinei com certeza o significado do quarto verso. O Senhor Gaurāṅga [o Senhor Caitanya] apareceu como encarnação para pregar o amor puro a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/3/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/114/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১১৪॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus de; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando sua misericórdia, eu, Kṛṣṇadāsa, narro Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Terceiro Capítulo, que descreve as causas do descenso do Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/3/summary", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/3/summary/", "verse_text": "Neste capítulo, o autor discutiu plenamente a razão do descenso de Śrī Caitanya Mahāprabhu. A Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Śrī Kṛṣṇa, após exibir Seus passatempos como o Senhor Kṛṣṇa, julgou prudente fazer Seu advento sob a forma de um devoto, a fim de explicar pessoalmente as reciprocidades de doçura transcendental, de serviço e amor, entre Ele próprio e Seus servos, amigos, pais e noivas. Segundo a literatura Védica, o principal dever ocupacional da humanidade nesta Era de Kali é o *nāma-saṅkīrtana,* ou canto congregacional do santo nome do Senhor. A encarnação para esta era prega especialmente esse processo, mas apenas o próprio Kṛṣṇa pode explicar o serviço amoroso confidencial executado nas quatro variedades principais de relações amorosas entre o Senhor Supremo e Seus devotos. Por isso, o Senhor Kṛṣṇa apareceu pessoalmente, com Suas porções plenárias, como o Senhor Caitanya. Como se afirma neste capítulo, foi unicamente com esse propósito que o Senhor Kṛṣṇa apareceu pessoalmente em Navadvīpa sob a forma de Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu.\n\nKṛṣṇadāsa Kavirāja apresentou aqui numerosas evidências autênticas do *Śrīmad-Bhāgavatam* e de outras escrituras para comprovar a identidade do Senhor Caitanya com o próprio Śrī Kṛṣṇa. Ele descreveu no Senhor Caitanya sintomas corporais que só são visíveis na pessoa do Senhor Supremo, e provou que o Senhor Caitanya apareceu com Seus associados pessoais — Śrī Nityānanda, Advaita, Gadādhara, Śrīvāsa e outros devotos — para pregar o significado especial do canto de Hare Kṛṣṇa. O aparecimento do Senhor Caitanya é, ao mesmo tempo, significativo e confidencial. Só pode ser apreciado pelos devotos puros e somente através do processo do serviço devocional. O Senhor tentou ocultar Sua identidade como a Suprema Personalidade de Deus, apresentando-Se como um devoto, mas Seus devotos puros podem reconhecê-Lo por Seus traços especiais. Os *Vedas* e os *Purāṇas* predizem o aparecimento do Senhor Caitanya, mas, ainda assim, Ele é por vezes chamado, significativamente, de o descenso oculto da Suprema Personalidade de Deus.\n\nAdvaita Ācārya era contemporâneo do pai do Senhor Caitanya. Ele lamentava a condição do mundo, pois, mesmo após o aparecimento do Senhor Kṛṣṇa, ninguém tinha interesse no serviço devocional a Kṛṣṇa. Esse esquecimento era tão avassalador que Advaita Prabhu estava convencido de que ninguém, exceto o próprio Senhor Kṛṣṇa, poderia esclarecer as pessoas acerca do serviço devocional ao Senhor Supremo. Por isso, Advaita pediu ao Senhor Kṛṣṇa que aparecesse como o Senhor Caitanya. Oferecendo folhas de *tulasī* e água do Ganges, Ele clamou pelo aparecimento do Senhor. O Senhor, satisfeito por Seus devotos puros, desce para satisfazê-los. Dessa forma, estando satisfeito com Advaita Ācārya, o Senhor Caitanya apareceu.", "devanagari": "", "synonyms": "", "translation": "", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/1/", "verse_text": "śrī-caitanya-prasādena\ntad-rūpasya vinirṇayam\nbālo 'pi kurute śāstraṁ\ndṛṣṭvā vraja-vilāsinaḥ", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্যপ্রসাদেন তদ্রূপস্য বিনির্ণয়ম্ ।\n> বালোঽপি কুরুতে শাস্ত্রং দৃষ্ট্বা ব্রজবিলাসিনঃ ॥১॥", "synonyms": "*śrī-caitanya-prasādena*—pela misericórdia do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tat*—de Ele; *rūpasya*—da forma; *vinirṇayam*—determinação completa; *bālaḥ*—uma criança; *api*—mesmo; *kurute*—faz; *śāstram*—as escrituras reveladas; *dṛṣṭvā*—tendo visto; *vraja-vilāsinaḥ*—que desfruta os passatempos de Vraja.", "translation": "**Pela misericórdia do Senhor Caitanya Mahāprabhu, até mesmo uma criança tola pode descrever plenamente a verdadeira natureza do Senhor Kṛṣṇa, o desfrutador dos passatempos de Vraja, segundo a visão das escrituras reveladas.**", "purport": "Só se pode determinar o significado deste śloka sânscrito quando se está dotado da misericórdia imotivada do Senhor Caitanya. O Senhor Śrī Kṛṣṇa, sendo a absoluta Personalidade de Deus, não pode ser exposto aos instrumentos mundanos de visão. Ele reserva-Se o direito de não Se expor às proezas intelectuais dos não devotos. Não obstante essa verdade, até mesmo uma criancinha pode compreender facilmente o Senhor Śrī Kṛṣṇa e Seus passatempos transcendentais na terra de Vṛndāvana pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/4/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—toda glória; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya; *jaya*—toda glória; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya*—toda glória; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—toda glória; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Toda glória ao Senhor Caitanya Mahāprabhu. Toda glória ao Senhor Nityānanda. Toda glória a Śrī Advaita Ācārya. E toda glória a todos os devotos do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/3/", "verse_text": "caturtha ślokera artha kaila vivaraṇa\npañcama ślokera artha śuna bhakta-gaṇa", "devanagari": "> চতুর্থ শ্লোকের অর্থ কৈল বিবরণ ।\n> পঞ্চম শ্লোকের অর্থ শুন ভক্তগণ ॥৩॥", "synonyms": "*caturtha*—quarto; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *kaila*—fiz; *vivaraṇa*—descrição; *pañcama*—quinto; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *śuna*—por favor, ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos.", "translation": "**Descrevi o significado do quarto verso. Agora, ó devotos, ouvi gentilmente a explicação do quinto verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/4/", "verse_text": "mūla-ślokera artha karite prakāśa\nartha lāgāite āge kahiye ābhāsa", "devanagari": "> মূল-শ্লোকের অর্থ করিতে প্রকাশ ।\n> অর্থ লাগাইতে আগে কহিয়ে আভাস ॥৪॥", "synonyms": "*mūla*—original; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *karite*—fazer; *prakāśa*—revelação; *artha*—o significado; *lāgāite*—tocar; *āge*—primeiro; *kahiye*—falarei; *ābhāsa*—indício.", "translation": "**Apenas para explicar o verso original, primeiro sugerirei seu significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/5/", "verse_text": "caturtha ślokera artha ei kaila sāra\nprema-nāma pracārite ei avatāra", "devanagari": "> চতুর্থ শ্লোকের অর্থ এই কৈল সার ।\n> প্রেম-নাম প্রচারিতে এই অবতার ॥৫॥", "synonyms": "*caturtha*—quarto; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *ei*—este; *kaila*—dei; *sāra*—essência; *prema*—amor a Deus; *nāma*—o santo nome; *pracārite*—propagar; *ei*—esta; *avatāra*—encarnação.", "translation": "**Dei o significado essencial do quarto verso: esta encarnação desce para propagar o cantar do santo nome e difundir o amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/6/", "verse_text": "satya ei hetu, kintu eho bahiraṅga\nāra eka hetu, śuna, āche antaraṅga", "devanagari": "> সত্য এই হেতু, কিন্তু এহো বহিরঙ্গ ।\n> আর এক হেতু, শুন, আছে অন্তরঙ্গ ॥৬॥", "synonyms": "*satya*—verdadeira; *ei*—esta; *hetu*—razão; *kintu*—mas; *eho*—esta; *bahiraṅga*—externa; *āra*—outra; *eka*—uma; *hetu*—razão; *śuna*—por favor, ouvi; *āche*—há; *antaraṅga*—interna.", "translation": "**Embora isso seja verdade, esta é apenas a razão externa da encarnação do Senhor. Por favor, ouvi uma outra razão — a razão confidencial — do advento do Senhor.**", "purport": "No Terceiro Capítulo, quarto verso, afirmou-se claramente que o Senhor Caitanya apareceu a fim de distribuir o amor a Kṛṣṇa e o cantar de Seu transcendental santo nome, Hare Kṛṣṇa. Esse foi o propósito secundário do advento do Senhor Caitanya. A verdadeira razão é diferente, como veremos neste capítulo."}
{"ref": "cc/adi/4/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/7/", "verse_text": "pūrve yena pṛthivīra bhāra haribāre\nkṛṣṇa avatīrṇa hailā śāstrete pracāre", "devanagari": "> পূর্বে যেন পৃথিবীর ভার হরিবারে ।\n> কৃষ্ণ অবতীর্ণ হৈলা শাস্ত্রেতে প্রচারে ॥৭॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yena*—como; *pṛthivīra*—da terra; *bhāra*—fardo; *haribāre*—retirar; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatīrṇa*—encarnado; *hailā*—foi; *śāstrete*—as escrituras; *pracāre*—proclamam.", "translation": "**As escrituras proclamam que o Senhor Kṛṣṇa anteriormente desceu para retirar o fardo da terra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/8/", "verse_text": "svayaṁ-bhagavānera karma nahe bhāra-haraṇa\nsthiti-kartā viṣṇu karena jagat-pālana", "devanagari": "> স্বয়ং-ভগবানের কর্ম নহে ভারহরণ ।\n> স্থিতিকর্তা বিষ্ণু করেন জগৎপালন ॥৮॥", "synonyms": "*svayam-bhagavānera*—da original Suprema Personalidade de Deus; *karma*—a tarefa; *nahe*—não é; *bhāra-haraṇa*—retirar o fardo; *sthiti-kartā*—o mantenedor; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *karena*—faz; *jagat-pālana*—proteção do universo.", "translation": "**Retirar esse fardo, porém, não é a tarefa da Suprema Personalidade de Deus. O mantenedor, o Senhor Viṣṇu, é quem protege o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/9/", "verse_text": "kintu kṛṣṇera yei haya avatāra-kāla\nbhāra-haraṇa-kāla tāte ha-ila miśāla", "devanagari": "> কিন্তু কৃষ্ণের যেই হয় অবতার-কাল ।\n> ভারহরণ-কাল তাতে হইল মিশাল ॥৯॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *yei*—aquele que; *haya*—é; *avatāra*—de encarnação; *kāla*—o tempo; *bhāra-haraṇa*—de retirar o fardo; *kāla*—o tempo; *tāte*—nele; *ha-ila*—houve; *miśāla*—mistura.", "translation": "**Mas o tempo de aliviar o fardo do mundo misturou-se com o tempo do advento do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Sabemos pelo *Bhagavad-gītā* que o Senhor aparece em intervalos determinados para reajustar uma cultura espiritual desgastada pelo tempo. O Senhor Śrī Kṛṣṇa apareceu no final de Dvāpara-yuga para regenerar a cultura espiritual da sociedade humana e também para manifestar Seus passatempos transcendentais. Viṣṇu é o Senhor autorizado que mantém o cosmos criado, e Ele é também a Deidade principal que faz os ajustes necessários diante da administração inadequada na criação cósmica. Śrī Kṛṣṇa é o Senhor primordial, e Ele aparece não para fazer tais ajustes administrativos, mas apenas para exibir Seus passatempos transcendentais e, assim, atrair as almas caídas de volta ao lar, de volta ao Supremo.\n\nContudo, o tempo da retificação administrativa e o tempo do advento do Senhor Śrī Kṛṣṇa coincidiram no final do último Dvāpara-yuga. Por isso, quando Śrī Kṛṣṇa apareceu, Viṣṇu, o Senhor da manutenção, também se fundiu nEle, pois todas as porções plenárias e partes da absoluta Personalidade de Deus fundem-se nEle durante Seu advento."}
{"ref": "cc/adi/4/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/10/", "verse_text": "pūrṇa bhagavān avatare yei kāle\nāra saba avatāra tāṅte āsi' mile", "devanagari": "> পূর্ণ ভগবান্ অবতরে যেই কালে ।\n> আর সব অবতার তাঁতে আসি’ মিলে ॥১০॥", "synonyms": "*pūrṇa*—pleno; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *avatare*—encarna; *yei*—aquele; *kāle*—no tempo; *āra*—outras; *saba*—todas; *avatāra*—encarnações; *tāṅte*—nEle; *āsi'*—vindo; *mile*—reúnem-se.", "translation": "**Quando a completa Suprema Personalidade de Deus desce, todas as outras encarnações do Senhor reúnem-se dentro dEle.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/11-12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/11-12/", "verse_text": "nārāyaṇa, catur-vyūha, matsyādy-avatāra\nyuga-manvantarāvatāra, yata āche āra\nsabe āsi' kṛṣṇa-aṅge haya avatīrṇa\naiche avatare kṛṣṇa bhagavān pūrṇa", "devanagari": "> নারায়ণ, চতুর্ব্যূহ, মৎস্যাদ্যবতার ।\n> যুগ-মন্বন্তরাবতার, যত আছে আর ॥১১॥\n> সবে আসি’ কৃষ্ণ-অঙ্গে হয় অবতীর্ণ ।\n> ঐছে অবতরে কৃষ্ণ ভগবান্ পূর্ণ ॥১২॥", "synonyms": "*nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *catuḥ-vyūha*—as quatro expansões; *matsya-ādi*—começando por Matsya; *avatāra*—as encarnações; *yuga-manv-antara-avatāra*—as encarnações dos yugas e dos manv-antaras; *yata*—tantas quantas; *āche*—há; *āra*—outras; *sabe*—todas; *āsi'*—vindo; *kṛṣṇa-aṅge*—no corpo do Senhor Kṛṣṇa; *haya*—são; *avatīrṇa*—encarnadas; *aiche*—desse modo; *avatare*—encarna; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *pūrṇa*—plena.", "translation": "**O Senhor Nārāyaṇa, as quatro expansões primárias [Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha], Matsya e as demais encarnações de līlā, os yuga-avatāras, as encarnações dos manv-antaras e tantas outras encarnações quantas existam — todos descem no corpo do Senhor Kṛṣṇa. Dessa maneira, o completo Deus Supremo, o próprio Senhor Kṛṣṇa, aparece.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/13/", "verse_text": "ataeva viṣṇu takhana kṛṣṇera śarīre\nviṣṇu-dvāre kare kṛṣṇa asura-saṁhāre", "devanagari": "> অতএব বিষ্ণু তখন কৃষ্ণের শরীরে ।\n> বিষ্ণুদ্বারে করে কৃষ্ণ অসুর-সংহারে ॥১৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *takhana*—naquele momento; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śarīre*—no corpo; *viṣṇu-dvāre*—por meio do Senhor Viṣṇu; *kare*—faz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *asura-saṁhāre*—a matança dos demônios.", "translation": "**Naquele momento, portanto, o Senhor Viṣṇu está presente no corpo do Senhor Kṛṣṇa, e o Senhor Kṛṣṇa mata os demônios por meio dEle.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/14/", "verse_text": "ānuṣaṅga-karma ei asura-māraṇa\nye lāgi' avatāra, kahi se mūla kāraṇa", "devanagari": "> আনুসঙ্গ-কর্ম এই অসুর-মারণ ।\n> যে লাগি’ অবতার, কহি সে মূল কারণ ॥১৪॥", "synonyms": "*ānuṣaṅga-karma*—trabalho secundário; *ei*—esta; *asura*—dos demônios; *māraṇa*—matança; *ye*—aquela; *lāgi'*—por; *avatāra*—a encarnação; *kahi*—falarei; *se*—a; *mūla*—raiz; *kāraṇa*—causa.", "translation": "**Assim, a matança dos demônios é apenas um trabalho secundário. Falarei agora da razão principal do advento do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/15-16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/15-16/", "verse_text": "prema-rasa-niryāsa karite āsvādana\nrāga-mārga bhakti loke karite pracāraṇa\nrasika-śekhara kṛṣṇa parama-karuṇa\nei dui hetu haite icchāra udgama", "devanagari": "> প্রেমরস-নির্যাস করিতে আস্বাদন ।\n> রাগমার্গ ভক্তি লোকে করিতে প্রচারণ ॥১৫॥\n> রসিক-শেখর কৃষ্ণ পরমকরুণ ।\n> এই দুই হেতু হৈতে ইচ্ছার উদ্গম ॥১৬॥", "synonyms": "*prema-rasa*—da doçura do amor a Deus; *niryāsa*—a essência; *karite*—fazer; *āsvādana*—saborear; *rāga-mārga*—a senda da atração espontânea; *bhakti*—serviço devocional; *loke*—no mundo; *karite*—fazer; *pracāraṇa*—propagação; *rasika-śekhara*—o supremamente jubiloso; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *parama-karuṇa*—o mais misericordioso; *ei*—estas; *dui*—duas; *hetu*—razões; *haite*—a partir de; *icchāra*—do desejo; *udgama*—o nascimento.", "translation": "**O desejo do Senhor de aparecer nasceu de duas razões: Ele quis saborear a doce essência das doçuras do amor a Deus e quis propagar o serviço devocional no mundo no plano da atração espontânea. Por isso, Ele é conhecido como o supremamente jubiloso e como o mais misericordioso de todos.**", "purport": "Durante o período do aparecimento do Senhor Kṛṣṇa, o extermínio de *asuras*, ou descrentes, tais como Kaṁsa e Jarāsandha, foi executado por Viṣṇu, que estava dentro da pessoa de Śrī Kṛṣṇa. Esse aparente matar realizado pelo Senhor Śrī Kṛṣṇa ocorreu naturalmente e foi uma atividade incidental. Mas o verdadeiro propósito do aparecimento do Senhor Kṛṣṇa era encenar uma representação dramática de Seus passatempos transcendentais em Vrajabhūmi, exibindo assim o limite máximo da doçura transcendental nas trocas de amor recíproco entre a entidade viva e o Senhor Supremo. Essas trocas recíprocas de doçuras chamam-se *rāga-bhakti*, ou serviço devocional ao Senhor em arrebatamento transcendental. O Senhor Śrī Kṛṣṇa deseja fazer com que todas as almas condicionadas saibam que Ele Se sente mais atraído pelo *rāga-bhakti* do que pelo *vidhi-bhakti*, ou serviço devocional sob regulações prescritas. Diz-se nos *Vedas* (*Taittirīya Upaniṣad* 2.7), *raso vai saḥ*: a Verdade Absoluta é o reservatório de todas as espécies de trocas recíprocas de sentimentos amorosos. Ele também é imotivadamente misericordioso e deseja conceder-nos esse privilégio do *rāga-bhakti*. Assim, Ele apareceu por meio de Sua própria energia interna. Ele não foi forçado a aparecer por nenhuma força externa."}
{"ref": "cc/adi/4/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/17/", "verse_text": "aiśvarya-jñānete saba jagat miśrita\n\naiśvarya-śithila-preme nahi mora prīta", "devanagari": "> ঐশ্বর্য-জ্ঞানেতে সব জগৎ মিশ্রিত ।\n> ঐশ্বর্য-শিথিল-প্রেমে নাহি মোর প্রীত ॥১৭॥", "synonyms": "*aiśvarya-jñānete*—com conhecimento da majestade; *saba*—todo; *jagat*—o universo; *miśrita*—mesclado; *aiśvarya-śithila*—enfraquecido pela majestade; *preme*—no amor; *nāhi*—não há; *mora*—Meu; *prīta*—prazer.", "translation": "**[O Senhor Kṛṣṇa pensou:] \"Todo o universo está repleto da concepção de Minha majestade, mas o amor enfraquecido por esse senso de majestade não Me satisfaz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/18/", "verse_text": "āmāre īśvara māne, āpanāke hīna\n\ntāra preme vaśa āmi nā ha-i adhīna", "devanagari": "> আমারে ঈশ্বর মানে, আপনাকে হীন ।\n> তার প্রেমে বশ আমি না হই অধীন ॥১৮॥", "synonyms": "*āmāre*—a Mim; *īśvara*—o Senhor; *māne*—considera; *āpanāke*—a si mesmo; *hīna*—inferior; *tāra*—dele; *preme*—pelo amor; *vaśa*—controlado; *āmi*—Eu; *nā ha-i*—não sou; *adhīna*—subordinado.", "translation": "**\"Se alguém Me considera o Senhor Supremo e a si mesmo um subordinado, não Me torno subserviente a seu amor, nem este pode controlar-Me.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/19/", "verse_text": "āmāke ta' ye ye bhakta bhaje yei bhāve\n\ntāre se se bhāve bhaji,--e mora svabhāve", "devanagari": "> আমাকে ত’ যে যে ভক্ত ভজে যেই ভাবে ।\n> তারে সে সে ভাবে ভজি, — এ মোর স্বভাবে ॥১৯॥", "synonyms": "*āmāke*—a Mim; *ta'*—certamente; *ye ye*—em qualquer; *bhakta*—devoto; *bhaje*—adora; *yei*—que; *bhāve*—na disposição; *tāre*—a ele; *se se*—nessa; *bhāve*—na disposição; *bhaji*—correspondo; *e*—esta; *mora*—Minha; *svabhāve*—na natureza.", "translation": "**\"Em qualquer doçura transcendental que Meu devoto Me adore, correspondo a ele. Esse é o Meu comportamento natural.**", "purport": "O Senhor, por Sua natureza inerente, revela-Se diante de Seus devotos de acordo com o serviço devocional inerente a eles. Os passatempos de Vṛndāvana demonstraram que, embora em geral as pessoas adorem a Deus com reverência, o Senhor fica mais satisfeito quando o devoto pensa n'Ele como seu querido filho, seu amigo pessoal ou seu amado mais caro e Lhe presta serviço com tal afeição natural. O Senhor torna-Se um objeto de amor subordinado em tais relações transcendentais. Esse amor puro a Deus não está adulterado por nenhum vestígio de desejos supérfluos não devocionais e não se mistura com nenhuma espécie de ação fruitiva ou especulação filosófica empírica. É amor puro e natural a Deus, despertado espontaneamente no plano absoluto. Esse serviço devocional é executado numa atmosfera favorável, livre da afeição material."}
{"ref": "cc/adi/4/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/20/", "verse_text": "ye yathā māṁ prapadyante\n\ntāṁs tathaiva bhajāmy aham\n\nmama vartmānuvartante\n\nmanuṣyāḥ pārtha sarvaśaḥ", "devanagari": "> যে যথা মাং প্রপদ্যন্তে তাংস্তথৈব ভজাম্যহম্ ।\n> মম বর্ত্মানুবর্তন্তে মনুষ্যাঃ পার্থ সর্বশঃ ॥২০॥", "synonyms": "*ye*—aqueles que; *yathā*—como; *mām*—a Mim; *prapadyante*—rendem-se; *tān*—a eles; *tathā*—assim; *eva*—certamente; *bhajāmi*—recompenso; *aham*—Eu; *mama*—Meu; *vartma*—caminho; *anuvartante*—seguem; *manuṣyāḥ*—os homens; *pārtha*—ó filho de Pṛthā; *sarvaśaḥ*—em todos os aspectos.", "translation": "**\" 'Da maneira como Meus devotos se rendem a Mim, Eu os recompenso de acordo. Todos seguem o Meu caminho em todos os aspectos, ó filho de Pṛthā.'**", "purport": "No Quarto Capítulo do *Bhagavad-gītā*, o Senhor Kṛṣṇa afirma que outrora (cerca de 120 milhões de anos antes da Batalha de Kurukṣetra) Ele explicara a filosofia mística do *Gītā* ao deus do Sol. A mensagem foi recebida através da corrente de sucessão discipular, mas, com o passar do tempo, tendo a corrente se rompido de uma forma ou de outra, o Senhor Śrī Kṛṣṇa apareceu novamente e ensinou a Arjuna as verdades do *Bhagavad-gītā*. Naquela ocasião, o Senhor falou este verso (Bg. 4.11) a Seu amigo Arjuna."}
{"ref": "cc/adi/4/21-22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/21-22/", "verse_text": "mora putra, mora sakhā, mora prāṇa-pati\n\nei-bhāve yei more kare śuddha-bhakti\n\nāpanāke baḍa māne, āmāre sama-hīna\n\nsei bhāve ha-i āmi tāhāra adhīna", "devanagari": "> মোর পুত্র, মোর সখা, মোর প্রাণপতি ।\n> এইভাবে যেই মোরে করে শুদ্ধভক্তি ॥২১॥\n> আপনাকে বড় মানে, আমারে সম-হীন ।\n> সেই ভাবে হই আমি তাহার অধীন ॥২২॥", "synonyms": "*mora*—meu; *putra*—filho; *mora*—meu; *sakhā*—amigo; *mora*—meu; *prāṇa-pati*—senhor da vida; *ei bhāve*—dessa maneira; *yei*—aqueles que; *more*—a Mim; *kare*—fazem; *śuddha-bhakti*—devoção pura; *āpanāke*—a si mesmo; *baḍa*—grande; *māne*—considera; *āmāre*—a Mim; *sama*—igual; *hīna*—ou inferior; *sei bhāve*—dessa maneira; *ha-i*—torno-Me; *āmi*—Eu; *tāhāra*—a ele; *adhīna*—subordinado.", "translation": "**\"Se alguém cultiva pura devoção amorosa por Mim, pensando em Mim como seu filho, seu amigo ou seu amado, considerando a si mesmo grande e considerando-Me seu igual ou inferior, torno-Me subordinado a ele.**", "purport": "No *Caitanya-caritāmṛta*, descrevem-se três espécies de serviço devocional, a saber: bhakti (serviço devocional comum), śuddha-bhakti (serviço devocional puro) e viddha-bhakti (serviço devocional misto).\n\nQuando o serviço devocional é executado com algum propósito material, envolvendo atividades fruitivas, especulações mentais ou yoga místico, chama-se serviço devocional misto ou adulterado. Além do bhakti-yoga, o *Bhagavad-gītā* também descreve o karma-yoga, o jñāna-yoga e o dhyāna-yoga. Yoga significa unir-se ao Senhor Supremo, o que só é possível através da devoção. As atividades fruitivas que culminam em serviço devocional, a especulação filosófica que culmina em serviço devocional e a prática do misticismo que culmina em serviço devocional conhecem-se respectivamente como karma-yoga, jñāna-yoga e dhyāna-yoga. Mas tal serviço devocional está adulterado pelas três espécies de atividades materiais.\n\nPara aqueles que se ocupam grosseiramente em identificar o corpo com o eu, recomenda-se a atividade piedosa, ou karma-yoga. Para aqueles que identificam a mente com o eu, recomenda-se a especulação filosófica, ou jñāna-yoga. Mas os devotos situados no plano espiritual não têm necessidade de tais concepções materiais de devoção adulterada. O serviço devocional adulterado não visa diretamente ao amor à Suprema Personalidade de Deus. Por isso, o serviço executado estritamente em conformidade com as escrituras reveladas é superior a esse viddha-bhakti, porque está livre de todas as espécies de contaminação material. É executado em consciência de Kṛṣṇa, unicamente para satisfazer a Suprema Personalidade de Deus.\n\nAqueles que são espontaneamente devotados ao Senhor e não têm objetivos de ganho material são chamados de devotos atraídos. Eles sentem-se espontaneamente atraídos ao serviço do Senhor e seguem as pegadas das almas autorrealizadas. Sua devoção pura (śuddha-bhakti), manifestada a partir do amor puro a Deus, ultrapassa os princípios reguladores das escrituras autorizadas. Às vezes, o êxtase amoroso transcende os princípios reguladores; tal êxtase, contudo, está completamente no plano espiritual e não pode ser imitado. Os princípios reguladores ajudam os devotos comuns a elevar-se à etapa do amor perfeito a Deus. O amor puro por Kṛṣṇa é a perfeição da devoção pura, e o serviço devocional puro é idêntico ao serviço devocional espontâneo.\n\nA execução impecável dos princípios reguladores é exibida nos planetas Vaikuṇṭha. Executando estritamente esses princípios, pode-se ser elevado aos planetas Vaikuṇṭha. Mas o serviço amoroso puro e espontâneo encontra-se somente em Kṛṣṇaloka."}
{"ref": "cc/adi/4/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/23/", "verse_text": "mayi bhaktir hi bhūtānām\n\namṛtatvāya kalpate\n\ndiṣṭyā yad āsīn mat-sneho\n\nbhavatīnāṁ mad-āpanaḥ", "devanagari": "> ময়ি ভক্তির্হি ভূতানামমৃতত্বায় কল্পতে ।\n> দিষ্ট্যা যদাসীন্মৎস্নেহো ভবতীনাং মদাপনঃ ॥২৩॥", "synonyms": "*mayi*—a Mim; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *hi*—certamente; *bhūtānām*—dos seres vivos; *amṛtatvāya*—a vida eterna; *kalpate*—propicia; *diṣṭyā*—por boa fortuna; *yat*—que; *āsīt*—era; *mat*—por Mim; *snehaḥ*—a afeição; *bhavatīnām*—de todas vós; *mat*—de Mim; *āpanaḥ*—a obtenção.", "translation": "**\" 'O serviço devocional que os seres vivos Me prestam reaviva sua vida eterna. Ó Minhas queridas donzelas de Vraja, vossa afeição por Mim é vossa boa fortuna, pois é o único meio pelo qual obtivestes Meu favor.'**", "purport": "O serviço devocional puro está representado nas atividades dos residentes de Vrajabhūmi (Vṛndāvana). Durante um eclipse solar, o Senhor veio de Dvārakā e encontrou-Se com os habitantes de Vṛndāvana em Samanta-pañcaka. O encontro foi intensamente doloroso para as donzelas de Vrajabhūmi, porque o Senhor Kṛṣṇa aparentemente as havia deixado para residir em Dvārakā. Mas o Senhor, gentilmente, reconheceu o serviço devocional puro das donzelas de Vraja ao falar este verso (Bhāg. 10.82.44)."}
{"ref": "cc/adi/4/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/24/", "verse_text": "mātā more putra-bhāve karena bandhana\n\natihīna-jñāne kare lālana pālana", "devanagari": "> মাতা মোরে পুত্রভাবে করেন বন্ধন ।\n> অতিহীন-জ্ঞানে করে লালন-পালন ॥২৪॥", "synonyms": "*mātā*—a mãe; *more*—a Mim; *putra-bhāve*—na posição de filho; *karena*—faz; *bandhana*—prender; *ati-hīna-jñāne*—pensando muito desamparado; *kare*—faz; *lālana*—nutrir; *pālana*—proteger.", "translation": "**\"A mãe às vezes Me prende como seu filho. Ela Me nutre e Me protege, pensando-Me totalmente desamparado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/25/", "verse_text": "sakhā śuddha-sakhye kare, skandhe ārohaṇa\n\ntumi kon baḍa loka,--tumi āmi sama", "devanagari": "> সখা শুদ্ধ-সখ্যে করে স্কন্ধে আরোহণ ।\n> তুমি কোন্ বড় লোক, — তুমি আমি সম ॥২৫॥", "synonyms": "*sakhā*—o amigo; *śuddha-sakhye*—em amizade pura; *kare*—faz; *skandhe*—nos ombros; *ārohaṇa*—subir; *tumi*—Tu; *kon*—que; *baḍa*—grande; *loka*—pessoa; *tumi*—Tu; *āmi*—eu; *sama*—o mesmo.", "translation": "**\"Meus amigos sobem em Meus ombros em pura amizade, dizendo: 'Que espécie de homem importante és Tu? Tu e eu somos iguais.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/26/", "verse_text": "priyā yadi māna kari' karaye bhartsana\n\nveda-stuti haite hare sei mora mana", "devanagari": "> প্রিয়া যদি মান করি’ করয়ে ভর্ৎসন ।\n> বেদস্তুতি হৈতে হরে সেই মোর মন ॥২৬॥", "synonyms": "*priyā*—a amada; *yadi*—se; *māna kari'*—amuada; *karaye*—faz; *bhartsana*—repreensão; *veda-stuti*—as orações Védicas; *haite*—do que; *hare*—arrebata; *sei*—isso; *mora*—Minha; *mana*—mente.", "translation": "**\"Se Minha amada consorte Me repreende num estado de amuo, isso arrebata Minha mente para longe dos hinos reverentes dos *Vedas*.**", "purport": "Segundo os *Upaniṣads*, todas as entidades vivas dependem da entidade viva suprema, a Personalidade de Deus. Como se afirma (Kaṭha Upaniṣad 5.3), nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām eko bahūnāṁ yo vidadhāti kāmān: uma entidade viva eterna sustenta todas as demais entidades vivas eternas. Visto que a Suprema Personalidade de Deus mantém todas as outras entidades vivas, elas permanecem subordinadas ao Senhor, mesmo quando se unem a Ele na reciprocidade de afetos amorosos.\n\nMas, no decorrer do intercâmbio de amor transcendental da mais elevada pureza, às vezes o devoto subordinado tenta predominar sobre o predominador. Aquele que se ocupa amorosamente com o Senhor Supremo como Sua mãe ou Seu pai às vezes supera a posição da Suprema Personalidade de Deus. De modo semelhante, Sua amada ou consorte às vezes supera a posição do Senhor. Mas tais tentativas são exibições do mais elevado amor. É somente por amor puro que o amado subordinado da Suprema Personalidade de Deus O repreende. O Senhor, deleitando-Se com essa repreensão, recebe-a muito bem. A exibição do amor natural torna tais atividades muito prazerosas. Na adoração ao Senhor Supremo com veneração, não há manifestação desse amor natural, porque o devoto considera o Senhor seu superior.\n\nOs princípios reguladores no serviço devocional destinam-se àqueles que não despertaram seu amor natural a Deus. Quando o amor natural surge, todos os métodos reguladores são ultrapassados, e o amor puro manifesta-se entre o Senhor e o devoto. Embora, nesse plano de amor, o devoto às vezes pareça predominar sobre o Senhor ou transgredir os princípios reguladores, tais tratos são muito mais avançados do que os tratos comuns por meio dos princípios reguladores, com temor e veneração. Um devoto que está realmente livre de todas as designações, devido a um completo apego no amor ao Supremo, exibe amor espontâneo a Deus, o qual é sempre superior à devoção dos princípios reguladores.\n\nA linguagem informal usada entre amado e amada é significativa de afeição pura. Quando os devotos adoram seu amado como o objeto mais venerável, observa-se a ausência de sentimentos amorosos espontâneos. Um devoto neófito que segue as instruções Védicas reguladoras daqueles que carecem de amor puro a Deus pode superficialmente parecer mais exaltado do que um devoto em amor espontâneo a Deus. Mas, de fato, esse amor puro e espontâneo é muito superior ao serviço devocional regulado. Esse amor puro a Deus é sempre glorioso em todos os aspectos, mais do que o serviço devocional reverencial prestado por um devoto menos afetuoso."}
{"ref": "cc/adi/4/27-28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/27-28/", "verse_text": "ei śuddha-bhakta lañā karimu avatāra\n\nkariba vividha-vidha adbhuta vihāra\n\nvaikuṇṭhādye nāhi ye ye līlāra pracāra\n\nse se līlā kariba, yāte mora camatkāra", "devanagari": "> এই শুদ্ধভক্ত লইয়া করিমু অবতার ।\n> করিব বিবিধবিধ অদ্ভুত বিহার ॥২৭॥\n> বৈকুণ্ঠাদ্যে নাহি যে যে লীলার প্রচার ।\n> সে সে লীলা করিব, যাতে মোর চমৎকার ॥২৮॥", "synonyms": "*ei*—estes; *śuddha-bhakta*—devotos puros; *lañā*—levando; *karimu*—farei; *avatāra*—encarnação; *kariba*—realizarei; *vividha-vidha*—várias espécies; *adbhuta*—maravilhosos; *vihāra*—passatempos; *vaikuṇṭha-ādye*—nos planetas Vaikuṇṭha, etc.; *nāhi*—não; *ye ye*—quaisquer; *līlāra*—dos passatempos; *pracāra*—difusão; *se se*—aqueles; *līlā*—passatempos; *kariba*—realizarei; *yāte*—nos quais; *mora*—Minha; *camatkāra*—maravilha.", "translation": "**\"Levando comigo estes devotos puros, descerei e Me divertirei de várias maneiras maravilhosas, desconhecidas até mesmo em Vaikuṇṭha. Difundirei tais passatempos que até mesmo Eu fico maravilhado.**", "purport": "O Senhor Kṛṣṇa, sob a forma do Senhor Caitanya, educa Seus devotos para que se desenvolvam progressivamente até a etapa do serviço devocional puro. Assim, Ele aparece periodicamente como devoto a fim de tomar parte em várias atividades maravilhosas retratadas em Sua sublime filosofia e em Seus ensinamentos.\n\nHá inumeráveis planetas Vaikuṇṭha no céu espiritual, e em todos eles o Senhor aceita o serviço prestado por Seus devotos eternos numa disposição reverencial. Por isso, o Senhor Śrī Kṛṣṇa apresenta Seus passatempos mais confidenciais, tais como Ele os desfruta em Seu reino transcendental. Tais passatempos são tão atraentes que atraem até mesmo o Senhor, e assim Ele os saboreia na forma do Senhor Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/4/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/29/", "verse_text": "mo-viṣaye gopī-gaṇera upapati-bhāve\n\nyoga-māyā karibeka āpana-prabhāve", "devanagari": "> মো-বিষয়ে গোপীগণের উপপতি-ভাবে ।\n> যোগমায়া করিবেক আপনপ্রভাবে ॥২৯॥", "synonyms": "*mo-viṣaye*—a respeito de Mim; *gopī-gaṇera*—das gopīs; *upapati*—de amante; *bhāve*—na posição; *yoga-māyā*—yogamāyā, a potência interna do Senhor Kṛṣṇa; *karibeka*—fará; *āpana*—sua própria; *prabhāve*—pela influência.", "translation": "**\"A influência de yogamāyā inspirará as gopīs com o sentimento de que sou o amante delas.**", "purport": "*Yogamāyā* é o nome da potência interna que faz o Senhor esquecer-Se de Si mesmo e tornar-Se um objeto de amor para Seu devoto puro em diferentes doçuras transcendentais. Essa potência *yogamāyā* cria um sentimento espiritual na mente das donzelas de Vraja, pelo qual elas pensam no Senhor Kṛṣṇa como seu amante. Esse sentimento jamais deve ser comparado ao amor sexual ilícito mundano. Ele nada tem a ver com a psicologia sexual, embora o amor puro de tais devotos pareça sexual. Deve-se saber com certeza que nada pode existir nesta manifestação cósmica que não tenha sua verdadeira contraparte no campo espiritual. Todas as manifestações materiais são emanações da Transcendência. Os princípios eróticos do amor apaixonado, refletidos em valores materiais mistos, são reflexos pervertidos da realidade espiritual, mas não se pode compreender essa realidade sem estar suficientemente instruído na ciência espiritual."}
{"ref": "cc/adi/4/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/30/", "verse_text": "āmiha nā jāni tāhā, nā jāne gopī-gaṇa\n\nduṅhāra rūpa-guṇe duṅhāra nitya hare mana", "devanagari": "> আমিহ না জানি তাহা, না জানে গোপীগণ ।\n> দুঁহার রূপগুণে দুঁহার নিত্য হরে মন ॥৩০॥", "synonyms": "*āmiha*—Eu; *nā jāni*—não saberei; *tāhā*—isso; *nā jāne*—não saberão; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *duṅhāra*—dos dois; *rūpa-guṇe*—a beleza e as qualidades; *duṅhāra*—dos dois; *nitya*—sempre; *hare*—arrebatam; *mana*—as mentes.", "translation": "**\"Nem as gopīs nem Eu notaremos isso, pois nossas mentes estarão sempre arrebatadas pela beleza e pelas qualidades um do outro.**", "purport": "No céu espiritual, os planetas Vaikuṇṭha são predominados por Nārāyaṇa. Seus devotos têm os mesmos traços que Ele, e o intercâmbio de devoção ali se dá no plano da reverência. Mas, acima de todos esses planetas Vaikuṇṭha, está Goloka, ou Kṛṣṇaloka, onde a Personalidade de Deus original, Kṛṣṇa, manifesta plenamente Sua potência de prazer em livres afetos amorosos. Visto que os devotos do mundo material quase nada sabem sobre esses afetos, o Senhor deseja mostrá-los a eles.\n\nEm Goloka Vṛndāvana, há um intercâmbio de amor conhecido como parakīya-rasa. É algo semelhante à atração de uma mulher casada por um homem que não seja seu esposo. No mundo material, esse tipo de relação é o mais abominável, porque é um reflexo pervertido do parakīya-rasa no mundo espiritual, onde é a mais elevada espécie de afeto amoroso. Tais sentimentos entre o devoto e o Senhor são apresentados pela influência de yogamāyā. O *Bhagavad-gītā* afirma que os devotos do mais elevado grau estão sob os cuidados de daiva-māyā, ou yogamāyā: mahātmānas tu māṁ pārtha daivīṁ prakṛtim āśritāḥ (Bg. 9.13). Aqueles que são realmente grandes almas (mahātmās) estão plenamente absortos em consciência de Kṛṣṇa, sempre ocupados no serviço ao Senhor. Eles estão sob os cuidados de daivī-prakṛti, ou yogamāyā. Yogamāyā cria uma situação na qual o devoto está disposto a transgredir todos os princípios reguladores simplesmente para amar Kṛṣṇa. O devoto naturalmente não gosta de transgredir as leis da reverência à Suprema Personalidade de Deus, mas, pela influência de yogamāyā, ele está disposto a fazer qualquer coisa para amar melhor o Senhor Supremo.\n\nAqueles que estão sob o feitiço da energia material não podem absolutamente apreciar as atividades de yogamāyā, pois uma alma condicionada dificilmente consegue compreender a reciprocidade pura entre o Senhor e Seu devoto. Mas, executando serviço devocional sob os princípios reguladores, a pessoa pode tornar-se altamente elevada e então começar a apreciar os tratos de amor puro sob a administração de yogamāyā.\n\nNo sentimento amoroso espiritual induzido pela potência yogamāyā, tanto o Senhor Śrī Kṛṣṇa como as donzelas de Vraja esquecem-se de si mesmos em arrebatamento espiritual. Pela influência desse esquecimento, a beleza atraente das gopīs desempenha um papel proeminente na satisfação transcendental do Senhor, que nada tem a ver com o sexologia mundana. Visto que o amor espiritual a Deus está acima de tudo o que é mundano, as gopīs superficialmente parecem transgredir os códigos da moralidade mundana. Isso desconcerta perpetuamente os moralistas mundanos. Por isso, yogamāyā atua para cobrir o Senhor e Seus passatempos dos olhos dos mundanos, como se confirma no *Bhagavad-gītā* (7.25), onde o Senhor diz que reserva para Si o direito de não Se expor a todos.\n\nOs atos de yogamāyā tornam possível que o Senhor e as gopīs, em êxtase amoroso, às vezes se encontrem e às vezes se separem. Esses afetos amorosos transcendentais do Senhor são inimagináveis para os empiristas envolvidos no aspecto impessoal da Verdade Absoluta. Por isso, o próprio Senhor aparece diante dos mundanos para conceder-lhes a mais elevada forma de compreensão espiritual e também saborear pessoalmente sua essência. O Senhor é tão misericordioso que Ele mesmo desce para levar as almas caídas de volta ao lar, ao reino de Deus, onde os princípios eróticos de Deus são eternamente saboreados em sua forma real, distinta do amor sexual pervertido tão adorado e cultivado pelas almas caídas em sua condição enferma. A razão pela qual o Senhor exibe a rāsa-līlā é, essencialmente, induzir todas as almas caídas a abandonar sua moralidade e religiosidade enfermas e atraí-las ao reino de Deus para desfrutarem da realidade. A pessoa que realmente compreende o que é a rāsa-līlā certamente detestará entregar-se à vida sexual mundana. Para a alma realizada, ouvir a rāsa-līlā do Senhor através do canal apropriado resultará em completa abstinência do prazer sexual material."}
{"ref": "cc/adi/4/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/31/", "verse_text": "dharma chāḍi' rāge duṅhe karaye milana\n\nkabhu mile, kabhu nā mile,--daivera ghaṭana", "devanagari": "> ধর্ম ছাড়ি’ রাগে দুঁহে করয়ে মিলন ।\n> কভু মিলে, কভু না মিলে, — দৈবের ঘটন ॥৩১॥", "synonyms": "*dharma chāḍi'*—abandonando os costumes religiosos; *rāge*—em amor; *duṅhe*—ambos; *karaye*—fazem; *milana*—encontro; *kabhu*—às vezes; *mile*—eles se encontram; *kabhu*—às vezes; *nā mile*—eles não se encontram; *daivera*—do destino; *ghaṭana*—o acontecimento.", "translation": "**\"O apego puro nos unirá, mesmo às custas dos deveres morais e religiosos [dharma]. O destino às vezes nos reunirá e às vezes nos separará.**", "purport": "As gopīs saíam para encontrar Kṛṣṇa em plena calada da noite quando ouviam o som da flauta de Kṛṣṇa. Śrīla Rūpa Gosvāmī compôs, de acordo com isso, um belo verso (ver Cc. Ādi 5.224) que descreve o belo menino chamado Govinda em pé à margem do Yamunā, com Sua flauta junto aos lábios, sob o luar resplandecente. Aqueles que desejam desfrutar a vida à maneira materialista da sociedade, da amizade e do amor não devem ir ao Yamunā para ver a forma de Govinda. O som da flauta do Senhor Kṛṣṇa é tão doce que fez as gopīs esquecerem por completo todas as suas relações com os seus parentes e fugirem em direção a Kṛṣṇa em plena calada da noite.\n\nAo deixar o lar dessa maneira, as gopīs transgrediram as regulações Védicas da vida familiar. Isso indica que, quando os sentimentos naturais de amor por Kṛṣṇa se manifestam plenamente, o devoto pode negligenciar as regras e regulações sociais convencionais. No mundo material, situamo-nos apenas em posições designativas, mas o serviço devocional puro começa quando a pessoa se liberta de todas as designações. Quando o amor por Kṛṣṇa desperta, superam-se as posições designativas.\n\nA atração espontânea de Śrī Kṛṣṇa por Suas mais queridas partes integrantes gera um entusiasmo que obriga Śrī Kṛṣṇa e as gopīs a se encontrarem. Para celebrar esse entusiasmo transcendental, há necessidade de um sentimento de separação entre o amante e a amada. Na condição de tribulação material, ninguém deseja as dores da separação. Porém, na forma transcendental, essa mesma separação, sendo absoluta em sua natureza, fortalece os laços de amor e intensifica o desejo do amante e da amada de se encontrarem. O período de separação, avaliado transcendentalmente, é mais saboroso do que o próprio encontro, ao qual faltam os sentimentos de crescente expectativa, porque tanto o amante quanto a amada estão presentes."}
{"ref": "cc/adi/4/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/32/", "verse_text": "ei saba rasa-niryāsa kariba āsvāda\n\nei dvāre kariba saba bhaktere prasāda", "devanagari": "> এই সব রসনির্যাস করিব আস্বাদ ।\n> এই দ্বারে করিব সব ভক্তেরে প্রসাদ ॥৩২॥", "synonyms": "*ei*—estes; *saba*—todos; *rasa-niryāsa*—a essência das doçuras; *kariba*—farei; *āsvāda*—saborear; *ei dvāre*—por meio disto; *kariba*—farei; *saba*—a todos; *bhaktere*—aos devotos; *prasāda*—favor.", "translation": "**\"Saborearei a essência de todos esses rasas e, dessa maneira, favorecerei todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/33/", "verse_text": "vrajera nirmala rāga śuni' bhakta-gaṇa\n\nrāga-mārge bhaje yena chāḍi' dharma-karma", "devanagari": "> ব্রজের নির্মল রাগ শুনি’ ভক্তগণ ।\n> রাগমার্গে ভজে যেন ছাড়ি’ ধর্ম-কর্ম ॥৩৩॥", "synonyms": "*vrajera*—de Vraja; *nirmala*—imaculado; *rāga*—amor; *śuni'*—ouvindo; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *rāga-mārge*—na senda do amor espontâneo; *bhaje*—eles adoram; *yena*—de modo que; *chāḍi'*—abandonando; *dharma*—religiosidade; *karma*—atividade fruitiva.", "translation": "**\"Então, ao ouvirem sobre o amor puro dos habitantes de Vraja, os devotos Me adorarão na senda do amor espontâneo, abandonando todos os rituais de religiosidade e atividade fruitiva.\"**", "purport": "Muitas almas autorrealizadas, tais como Raghunātha dāsa Gosvāmī e o rei Kulaśekhara, recomendaram com grande ênfase que se cultive esse amor espontâneo por Deus, mesmo ao risco de transgredir todos os códigos tradicionais de moralidade e religiosidade. Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī, um dos seis Gosvāmīs de Vṛndāvana, escreveu em suas orações chamadas Manaḥ-śikṣā que se deve simplesmente adorar Rādhā e Kṛṣṇa com toda a atenção. Na dharmaṁ nādharmaṁ śruti-gaṇa-niruktaṁ kila kuru: não se deve ter muito interesse em realizar rituais Védicos nem em simplesmente seguir regras e regulações.\n\nO rei Kulaśekhara escreveu de modo semelhante em seu livro Mukunda-mālā-stotra (5):\n\nnāsthā dharme na vasu-nicaye naiva kāmopabhoge\nyad bhāvyaṁ tad bhavatu bhagavan pūrva-karmānurūpam\netat prārthyaṁ mama bahu-mataṁ janma-janmāntare 'pi\ntvat-pādāmbho-ruha-yuga-gatā niścalā bhaktir astu\n\n\"Não tenho atração alguma por realizar rituais religiosos nem por possuir qualquer reino terreno. Não me importo com os prazeres dos sentidos; que eles apareçam e desapareçam de acordo com os meus atos passados. Meu único desejo é estar fixo no serviço devocional aos pés de lótus do Senhor, ainda que eu continue a nascer aqui vida após vida.\""}
{"ref": "cc/adi/4/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/34/", "verse_text": "anugrahāya bhaktānāṁ\nmānuṣaṁ deham āśritaḥ\nbhajate tādṛśīḥ krīḍā\nyāḥ śrutvā tat-paro bhavet", "devanagari": "> অনুগ্রহায় ভক্তানাং মানুষং দেহমাশ্রিতঃ ।\n> ভজতে তাদৃশীঃ ক্রীড়া যাঃ শ্রুত্বা তৎপরো ভবেৎ ॥৩৪॥", "synonyms": "*anugrahāya*—para mostrar favor; *bhaktānām*—aos devotos; *mānuṣam*—humana; *deham*—forma; *āśritaḥ*—aceitando; *bhajate*—Ele desfruta; *tādṛśīḥ*—tais; *krīḍāḥ*—passatempos; *yāḥ*—os quais; *śrutvā*—tendo ouvido; *tat-paraḥ*—plenamente voltado para Ele; *bhavet*—a pessoa deve tornar-se.", "translation": "**\"Kṛṣṇa manifesta Sua eterna forma semelhante à humana e realiza Seus passatempos para mostrar misericórdia aos devotos. Tendo ouvido tais passatempos, a pessoa deve ocupar-se em serviço a Ele.\"**", "purport": "Este texto é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.33.36). A Suprema Personalidade de Deus possui inumeráveis expansões de Sua forma transcendental, que existem eternamente no mundo espiritual. Este mundo material é apenas um reflexo pervertido do mundo espiritual, onde tudo se manifesta sem embriaguez. Lá, tudo está em sua existência original, livre da dominação do tempo. O tempo não pode deteriorar nem interferir nas condições do mundo espiritual, onde diferentes manifestações da Suprema Personalidade de Deus recebem a adoração de diferentes entidades vivas em suas posições espirituais constitucionais. No mundo espiritual, toda a existência é bondade imaculada. A bondade encontrada no mundo material está contaminada pelos modos da paixão e da ignorância.\n\nO dito de que a forma de vida humana é a melhor posição para o serviço devocional tem seu significado especial, pois somente nessa forma a entidade viva pode reviver sua relação eterna com a Suprema Personalidade de Deus. A forma humana é considerada o estado mais elevado no ciclo das espécies de vida no mundo material. Se a pessoa tirar proveito dessa forma material superior, poderá recuperar sua posição de serviço devocional ao Senhor.\n\nAs encarnações da Suprema Personalidade de Deus aparecem em todas as espécies de vida, embora isso seja inconcebível para o cérebro humano. Os passatempos do Senhor diferenciam-se de acordo com a capacidade de apreciação dos diferentes tipos de corpos das entidades vivas. O Senhor Supremo concede a bênção mais misericordiosa à sociedade humana quando aparece em Sua forma humana. É então que a humanidade recebe a oportunidade de ocupar-se em diferentes espécies de serviço eterno ao Senhor.\n\nA especial apreciação natural das descrições de um determinado passatempo de Deus indica a posição constitucional da entidade viva. Adoração, servidão, amizade, afeição parental e amor conjugal são as cinco relações primárias com Kṛṣṇa. O estágio de perfeição máxima da relação conjugal, enriquecido por muitos sentimentos, dá ao devoto a doçura mais saborosa.\n\nO Senhor aparece em diferentes encarnações — como peixe, tartaruga e javali, como Paraśurāma, o Senhor Rāma, Buddha e assim por diante — para reciprocar as diferentes apreciações das entidades vivas em diferentes estágios de evolução. A relação conjugal de amor apaixonado chamada *parakīya-rasa* é a perfeição ímpar do amor exibido pelo Senhor Kṛṣṇa e Seus devotos.\n\nUma classe de supostos devotos conhecidos como *sahajiyās* tenta imitar os passatempos do Senhor, embora não tenha nenhuma compreensão do amor apaixonado existente em Suas expansões da potência de prazer. Sua imitação superficial pode causar estragos na senda do avanço da relação espiritual da pessoa com o Senhor. A indulgência sexual material jamais pode ser equiparada ao amor espiritual, que está em bondade imaculada. As atividades dos *sahajiyās* simplesmente afundam a pessoa ainda mais na contaminação material dos sentidos e da mente. Os passatempos transcendentais de Kṛṣṇa exibem servidão eterna a Adhokṣaja, o Senhor Supremo, que está além de toda concepção por meio dos sentidos materiais. As almas condicionadas materialistas não compreendem as trocas transcendentais de amor, mas gostam de entregar-se à gratificação dos sentidos em nome do serviço devocional. As atividades do Senhor Supremo jamais podem ser compreendidas por pessoas irresponsáveis que consideram os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa casos ordinários. A dança da *rāsa* é organizada pela potência interna de Kṛṣṇa, *yogamāyā*, e está além do alcance da pessoa afetada pela matéria. Tentando, com sua perversidade, atirar lama na transcendência, os *sahajiyās* interpretam erroneamente os ditos *tat-paratvena nirmalam* e *tat-paro bhavet*. Por interpretarem mal *tādrśīḥ krīḍāḥ*, eles querem entregar-se ao sexo enquanto fingem imitar o Senhor Kṛṣṇa. Mas é preciso compreender de fato o sentido dessas palavras por intermédio da inteligência dos *gosvāmīs* autorizados. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura, em suas orações aos Gosvāmīs, explicou sua incapacidade de compreender tais assuntos espirituais.\n\n> rūpa-raghunātha-pade ha-ibe ākuti\n> kabe hāma bujhaba se yugala-pīriti\n\n“Quando eu estiver ansioso por compreender a literatura dada pelos Gosvāmīs, então serei capaz de compreender os transcendentais casos amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa.” Em outras palavras, sem ser treinado sob a sucessão discipular dos Gosvāmīs, ninguém pode compreender Rādhā e Kṛṣṇa. As almas condicionadas são naturalmente avessas a compreender a existência espiritual do Senhor, e, se tentarem conhecer a natureza transcendental dos passatempos do Senhor enquanto permanecerem absortas no materialismo, certamente tropeçarão como os *sahajiyās*."}
{"ref": "cc/adi/4/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/35/", "verse_text": "'bhavet' kriyā vidhiliṅ, sei ihā kaya\n\nkartavya avaśya ei, anyathā pratyavāya", "devanagari": "> ‘ভবেৎ’ ক্রিয়া বিধিলিঙ্, সেই ইহা কয় ।\n> কর্তব্য অবশ্য এই, অন্যথা প্রত্যবায় ॥৩৫॥", "synonyms": "*bhavet*—bhavet; *kriyā*—o verbo; *vidhi-liṅ*—uma injunção do modo imperativo; *sei*—isso; *ihā*—aqui; *kaya*—diz; *kartavya*—a ser feito; *avaśya*—certamente; *ei*—isto; *anyathā*—de outro modo; *pratyavāya*—prejuízo.", "translation": "**Aqui, o uso do verbo \"bhavet\", que está no modo imperativo, diz-nos que isto certamente deve ser feito. O descumprimento seria abandono do dever.**", "purport": "Este imperativo aplica-se aos devotos puros. Os neófitos só serão capazes de compreender esses assuntos depois de serem elevados pelo serviço devocional regulado, sob a guia especializada do mestre espiritual. Então, eles também estarão aptos a ouvir sobre os romances amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa.\n\nEnquanto a pessoa estiver na vida material e condicionada, exige-se disciplina estrita no que se refere às atividades morais e imorais. O mundo absoluto é transcendental e livre de tais distinções, pois ali a embriaguez não é possível. Mas, neste mundo material, um apetite sexual torna necessária a distinção entre conduta moral e imoral. Não há atividades sexuais no mundo espiritual. As transações entre o amante e a amada no mundo espiritual são puro amor transcendental e bem-aventurança imaculada.\n\nAquele que não tiver sido atraído pela beleza transcendental do rasa certamente será arrastado para a atração material, vindo assim a agir em contaminação material e a progredir rumo à mais escura região da vida infernal. Mas, ao compreender o amor conjugal de Rādhā e Kṛṣṇa, a pessoa se liberta da garra da atração pelo suposto amor material entre homem e mulher. De modo semelhante, aquele que compreende o puro amor parental de Nanda e Yaśodā por Kṛṣṇa será salvo de ser arrastado para a afeição parental material. Se a pessoa aceita Kṛṣṇa como o amigo supremo, a atração da amizade material chegará ao fim para ela, e ela não se decepcionará com a suposta amizade dos disputadores mundanos. Se ela for atraída pela servidão a Kṛṣṇa, não terá mais de servir o corpo material na degradante condição da existência material, com a falsa esperança de tornar-se senhor no futuro. Igualmente, aquele que vê a grandeza de Kṛṣṇa na neutralidade certamente jamais buscará novamente o suposto alívio da filosofia impersonalista ou vazista. Se a pessoa não for atraída pela natureza transcendental de Kṛṣṇa, será com certeza atraída pelo gozo material, vindo assim a enredar-se na pegajosa teia de atividades virtuosas e pecaminosas e a continuar a existência material, transmigrando de um corpo material para outro. Somente na consciência de Kṛṣṇa pode a pessoa alcançar a mais elevada perfeição da vida."}
{"ref": "cc/adi/4/36-37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/36-37/", "verse_text": "ei vāñchā yaiche kṛṣṇa-prākaṭya-kāraṇa\n\nasura-saṁhāra--ānuṣaṅga prayojana\n\nei mata caitanya-kṛṣṇa pūrṇa bhagavān\n\nyuga-dharma-pravartana nahe tāṅra kāma", "devanagari": "> এই বাঞ্চা যৈছে কৃষ্ণপ্রাকট্য-কারণ ।\n> অসুরসংহার — আনুষঙ্গ প্রয়োজন ॥৩৬॥\n> এই মত চৈতন্য-কৃষ্ণ পূর্ণ ভগবান্ ।\n> যুগধর্মপ্রবর্তন নহে তাঁর কাম ॥৩৭॥", "synonyms": "*ei*—este; *vāñchā*—desejo; *yaiche*—assim como; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *prākaṭya*—para a manifestação; *kāraṇa*—razão; *asura-saṁhāra*—a destruição dos demônios; *ānuṣaṅga*—secundária; *prayojana*—razão; *ei mata*—dessa maneira; *caitanya*—como o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *pūrṇa*—pleno; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *yuga-dharma*—a religião da era; *pravartana*—iniciar; *nahe*—não é; *tāṅra*—d'Ele; *kāma*—o desejo.", "translation": "**Assim como esses desejos são a razão fundamental do aparecimento de Kṛṣṇa, ao passo que destruir os demônios é apenas uma necessidade incidental, da mesma forma, para Śrī Kṛṣṇa Caitanya, a Suprema Personalidade de Deus, promulgar o dharma da era é algo incidental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/38/", "verse_text": "kona kāraṇe yabe haila avatāre mana\n\nyuga-dharma-kāla haila se kāle milana", "devanagari": "> কোন কারণে যবে হৈল অবতারে মন ।\n> যুগধর্ম-কাল হৈল সে কালে মিলন ॥৩৮॥", "synonyms": "*kona kāraṇe*—por alguma razão; *yabe*—quando; *haila*—houve; *avatāre*—em encarnar; *mana*—inclinação; *yuga-dharma*—para a religião da era; *kāla*—o tempo; *haila*—houve; *se kāle*—nesse momento; *milana*—conjunção.", "translation": "**Quando o Senhor desejou aparecer por outra razão, surgiu também o momento de promulgar a religião da era.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/39/", "verse_text": "dui hetu avatari' lañā bhakta-gaṇa\n\nāpane āsvāde prema-nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> দুই হেতু অবতরি’ লঞা ভক্তগণ ।\n> আপনে আস্বাদে প্রেম-নামসংকীর্তন ॥৩৯॥", "synonyms": "*dui*—duas; *hetu*—razões; *avatari'*—encarnando; *lañā*—levando; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *āpane*—Ele mesmo; *āsvāde*—saboreia; *prema*—amor a Deus; *nāma-saṅkīrtana*—e o cantar congregacional do santo nome.", "translation": "**Assim, com duas intenções, o Senhor apareceu com Seus devotos e saboreou o néctar do prema com o cantar congregacional do santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/40/", "verse_text": "sei dvāre ācaṇḍāle kīrtana sañcāre\n\nnāma-prema-mālā gāṅthi' parāila saṁsāre", "devanagari": "> সেই দ্বারে আচণ্ডালে কীর্তন সঞ্চারে ।\n> নাম-প্রেমমালা গাঁথি’ পরাইল সংসারে ॥৪০॥", "synonyms": "*sei dvāre*—por meio disso; *ā-caṇḍāle*—até mesmo entre os caṇḍālas; *kīrtana*—o cantar dos santos nomes; *sañcāre*—Ele infunde; *nāma*—dos santos nomes; *prema*—e do amor a Deus; *mālā*—uma guirlanda; *gāṅthi'*—entrelaçando; *parāila*—Ele a colocou; *saṁsāre*—no mundo material inteiro.", "translation": "**Dessa maneira, Ele espalhou o kīrtana até mesmo entre os intocáveis. Ele teceu uma guirlanda do santo nome e do prema, com a qual enguirlandou o mundo material inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/41/", "verse_text": "ei-mata bhakta-bhāva kari' aṅgīkāra\n\nāpani ācari' bhakti karila pracāra", "devanagari": "> এইমত ভক্তভাব করি’ অঙ্গীকার ।\n> আপনি আচরি’ ভক্তি করিল প্রচার ॥৪১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bhakta-bhāva*—a posição de um devoto; *kari'*—assumindo; *aṅgīkāra*—aceitação; *āpani*—Ele mesmo; *ācari'*—praticando; *bhakti*—serviço devocional; *karila*—fez; *pracāra*—propagação.", "translation": "**Dessa maneira, assumindo o sentimento de um devoto, Ele pregava o serviço devocional ao mesmo tempo em que o praticava Ele próprio.**", "purport": "Quando Rūpa Gosvāmī encontrou o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu em Prayāga (Allahabad), ofereceu-Lhe respeitosas reverências, declarando que o Senhor Caitanya era mais magnânimo do que qualquer outro *avatāra* de Kṛṣṇa, porque distribuía amor por Kṛṣṇa. Sua missão era aumentar o amor a Deus. Na forma de vida humana, a conquista mais elevada é alcançar a plataforma do amor a Deus. O Senhor Caitanya não inventou um sistema de religião, como as pessoas às vezes supõem. Os sistemas religiosos destinam-se a mostrar a existência de Deus, de quem então as pessoas geralmente se aproximam como o supridor da ordem cósmica. Mas a missão transcendental do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é distribuir amor a Deus a todos. Qualquer pessoa que aceite Deus como o Supremo pode adotar o processo de cantar Hare Kṛṣṇa e tornar-se um amante de Deus. Por isso, o Senhor Caitanya é o mais magnânimo. Essa munificente difusão do serviço devocional só é possível para o próprio Kṛṣṇa. Logo, o Senhor Caitanya é Kṛṣṇa.\n\nNo *Bhagavad-gītā*, Kṛṣṇa ensinou a filosofia da rendição à Suprema Personalidade de Deus. Quem se rendeu ao Supremo pode progredir ainda mais aprendendo a amá-lO. Assim sendo, o movimento da consciência de Kṛṣṇa propagado pelo Senhor Caitanya destina-se especialmente àqueles que estão cientes da presença do Deus Supremo, o controlador último de tudo. Sua missão é ensinar às pessoas como se harmonizarem com as ocupações do serviço amoroso transcendental. Ele é Kṛṣṇa ensinando Seu próprio serviço a partir da posição de devoto. O fato de o Senhor aceitar o papel de devoto na forma eterna do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é outro dos maravilhosos traços do Senhor. A alma condicionada não pode alcançar a absoluta Personalidade de Deus mediante seu esforço imperfeito, daí ser maravilhoso que o Senhor Śrī Kṛṣṇa, sob a forma do Senhor Gaurāṅga, tenha facilitado a todos a aproximação a Ele.\n\nSvarūpa Dāmodara Gosvāmī descreveu o Senhor Caitanya como o próprio Kṛṣṇa com a atitude de Rādhārāṇī, ou uma combinação de Rādhā e Kṛṣṇa. A intenção do Senhor Caitanya é saborear a doçura de Kṛṣṇa em amor transcendental. Ele não Se preocupa em pensar em Si mesmo como Kṛṣṇa, porque deseja a posição de Rādhārāṇī. Devemos lembrar-nos disso. Uma classe de supostos devotos chamados *nadīyā-nāgarīs* ou *gaura-nāgarīs* finge ter o sentimento das *gopīs* para com o Senhor Caitanya, mas eles não percebem que Ele Se colocou não como o desfrutador, Kṛṣṇa, e sim como o desfrutado, o devoto de Kṛṣṇa. As invenções de pessoas desautorizadas que se fazem passar por genuínas não foram aceitas pelo Senhor Caitanya. Apresentações como as dos *gaura-nāgarīs* são apenas perturbações à execução sincera da missão do Senhor Caitanya. O Senhor Caitanya é, sem dúvida, o próprio Kṛṣṇa, e Ele nunca é diferente de Śrīmatī Rādhārāṇī. Mas a emoção tecnicamente chamada *vipralambha-bhāva*, que o Senhor adotou por razões confidenciais, não deve ser perturbada em nome do serviço. Um mundano não deve intrometer-se desnecessariamente em assuntos da transcendência e, com isso, desagradar o Senhor. Deve-se estar sempre em guarda contra esse tipo de anomalia devocional. O devoto não deve criar perturbações para Kṛṣṇa. Como explicou Śrīla Rūpa Gosvāmī, o serviço devocional é *ānukūlyena*, ou seja, favorável a Kṛṣṇa. Agir desfavoravelmente para com Kṛṣṇa não é devoção. Kaṁsa era inimigo de Kṛṣṇa. Ele sempre pensava em Kṛṣṇa, mas pensava nEle como inimigo. Deve-se sempre evitar esse tipo de suposto serviço desfavorável.\n\nO Senhor Caitanya aceitou o papel de Rādhārāṇī, e devemos apoiar essa posição, como o fez Svarūpa Dāmodara no Gambhīrā (o quarto onde o Senhor Caitanya Mahāprabhu Se hospedou em Purī). Ele sempre lembrava o Senhor Caitanya dos sentimentos de separação de Rādhā, conforme descritos no *Śrīmad-Bhāgavatam*, e o Senhor Caitanya apreciava sua ajuda. Mas os *gaura-nāgarīs*, que colocam o Senhor Caitanya na posição de desfrutador e a si próprios como Seus desfrutados, não são aprovados pelo Senhor Caitanya nem pelos seguidores do Senhor Caitanya. Em vez de serem abençoados, os tolos imitadores ficam completamente de fora. Suas invenções vão contra os princípios do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. A doutrina do desfrute transcendental por parte de Kṛṣṇa não pode ser misturada com a doutrina do sentimento transcendental de separação de Kṛṣṇa no papel de Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/adi/4/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/42/", "verse_text": "dāsya, sakhya, vātsalya, āra ye śṛṅgāra\n\ncāri prema, catur-vidha bhakta-i ādhāra", "devanagari": "> দাস্য, সখ্য, বাৎসল্য, আর যে শৃঙ্গার ।\n> চারি প্রেম, চতুর্বিধ ভক্তই আধার ॥৪২॥", "synonyms": "*dāsya*—servidão; *sakhya*—amizade; *vātsalya*—afeição parental; *āra*—e; *ye*—que; *śṛṅgāra*—amor conjugal; *cāri*—quatro tipos; *prema*—amor a Deus; *catuḥ-vidha*—quatro espécies; *bhakta-i*—devotos; *ādhāra*—os recipientes.", "translation": "**Quatro espécies de devotos são os recipientes das quatro espécies de doçuras no amor a Deus, a saber, servidão, amizade, afeição parental e amor conjugal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/43/", "verse_text": "nija nija bhāva sabe śreṣṭha kari' māne\n\nnija-bhāve kare kṛṣṇa-sukha āsvādane", "devanagari": "> নিজ নিজ ভাব সবে শ্রেষ্ঠ করি’ মানে ।\n> নিজভাবে করে কৃষ্ণসুখ আস্বাদনে ॥৪৩॥", "synonyms": "*nija nija*—cada um o seu próprio; *bhāva*—sentimento; *sabe*—todos; *śreṣṭha kari'*—tendo por melhor; *māne*—aceita; *nija-bhāve*—em seu próprio sentimento; *kare*—faz; *kṛṣṇa-sukha*—a felicidade com o Senhor Kṛṣṇa; *āsvādane*—saborear.", "translation": "**Cada espécie de devoto sente que seu sentimento é o mais excelente, e assim, nesse sentimento, ele saboreia grande felicidade com o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/44/", "verse_text": "taṭastha ha-iyā mane vicāra yadi kari\n\nsaba rasa haite śṛṅgāre adhika mādhurī", "devanagari": "> তটস্থ হইয়া মনে বিচার যদি করি ।\n> সব রস হৈতে শৃঙ্গারে অধিক মাধুরী ॥৪৪॥", "synonyms": "*taṭa-stha ha-iyā*—tornando-se imparcial; *mane*—na mente; *vicāra*—consideração; *yadi*—se; *kari*—fazendo; *saba rasa*—todas as doçuras; *haite*—do que; *śṛṅgāre*—no amor conjugal; *adhika*—maior; *mādhurī*—doçura.", "translation": "**Mas, se compararmos os sentimentos num estado imparcial, descobriremos que o sentimento conjugal é superior a todos em doçura.**", "purport": "Ninguém é mais elevado ou mais baixo do que ninguém nas relações transcendentais com o Senhor, pois, no reino absoluto, tudo é igual. Mas, embora essas relações sejam absolutas, há também diferenças transcendentais entre elas. Assim, considera-se a relação transcendental de amor conjugal a mais elevada perfeição."}
{"ref": "cc/adi/4/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/45/", "verse_text": "yathottaram asau svāda-\nviśeṣollāsamayy api\nratir vāsanayā svādvī\nbhāsate kāpi kasyacit", "devanagari": "> যথোত্তরমসৌ স্বাদবিশেষোল্লাসময্যপি ।\n> রতির্বাসনয়া স্বাদ্বী ভাসতে কাপি কস্যচিৎ ॥৪৫॥", "synonyms": "*yathā-uttaram*—um após o outro; *asau*—esse; *svāda-viśeṣa*—de sabores específicos; *ullāsa-mayī*—consistindo no aumento; *api*—embora; *ratiḥ*—amor; *vāsanayā*—pelo desejo diferenciado; *svādvī*—doce; *bhāsate*—existe; *kā api*—qualquer; *kasyacit*—de alguém (o devoto).", "translation": "**\"O amor crescente é experimentado em diversos sabores, um acima do outro. Mas aquele amor que possui o sabor mais elevado na sucessão gradual do desejo manifesta-se sob a forma de amor conjugal.\"**", "purport": "Este é um verso do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.38) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/46/", "verse_text": "ataeva madhura rasa kahi tara nāma\nsvakīyā-parakīyā-bhāve dvi-vidha saṁsthāna", "devanagari": "> অতএব মধুর রস কহি তার নাম ।\n> স্বকীয়া-পরকীয়া-ভাবে দ্বিবিধ সংস্থান ॥৪৬॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *madhura*—doce; *rasa*—doçura; *kahi*—eu digo; *tāra*—disto; *nāma*—o nome; *svakīyā*—svakīyā (próprio); *parakīyā*—e chamado parakīyā (de outrem); *bhāve*—nas disposições; *dvi-vidha*—dois tipos; *saṁsthāna*—posições.", "translation": "**Portanto, eu o chamo de madhura-rasa. Ele possui ainda duas divisões, a saber, o amor matrimonial e o amor extramatrimonial.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/47/", "verse_text": "parakīyā-bhāve ati rasera ullāsa\nvraja vinā ihāra anyatra nāhi vāsa", "devanagari": "> পরকীয়া-ভাবে অতি রসের উল্লাস ।\n> ব্রজ বিনা ইহার অন্যত্র নাহি বাস ॥৪৭॥", "synonyms": "*parakīyā-bhāve*—na disposição de parakīyā, ou relações conjugais fora do casamento; *ati*—muito grande; *rasera*—de doçura; *ullāsa*—aumento; *vraja vinā*—exceto Vraja; *ihāra*—disto; *anyatra*—em qualquer outro lugar; *nāhi*—não há; *vāsa*—residência.", "translation": "**Há um grande aumento de doçura na disposição conjugal extramatrimonial. Tal amor não se encontra em parte alguma senão em Vraja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/48/", "verse_text": "vraja-vadhū-gaṇera ei bhāva niravadhi\ntāra madhye śrī-rādhāya bhāvera avadhi", "devanagari": "> ব্রজবধূগণের এই ভাব নিরবধি ।\n> তার মধ্যে শ্রীরাধায় ভাবের অবধি ॥৪৮॥", "synonyms": "*vraja-vadhū-gaṇera*—das jovens esposas de Vraja; *ei*—esta; *bhāva*—disposição; *niravadhi*—ilimitada; *tāra madhye*—entre elas; *śrī-rādhāya*—em Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāvera*—da disposição; *avadhi*—o limite mais elevado.", "translation": "**Esta disposição é ilimitada nas donzelas de Vraja, mas, entre elas, encontra sua perfeição em Śrī Rādhā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/49/", "verse_text": "prauḍha nirmala-bhāva prema sarvottama\nkṛṣṇera mādhurya-rasa-āsvāda-kāraṇa", "devanagari": "> প্রৌঢ় নির্মলভাব প্রেম সর্বোত্তম ।\n> কৃষ্ণের মাধুর্যরস-আস্বাদ-কারণ ॥৪৯॥", "synonyms": "*prauḍha*—amadurecido; *nirmala-bhāva*—condição pura; *prema*—amor; *sarva-uttama*—o melhor de todos; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mādhurya-rasa*—da doçura da relação conjugal; *āsvāda*—do saborear; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**Seu amor puro e maduro supera o de todos os demais. Seu amor é a causa do saborear que o Senhor Kṛṣṇa faz da doçura da relação conjugal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/50/", "verse_text": "ataeva sei bhāva aṅgīkāra kari'\nsādhilena nija vāñchā gaurāṅga-śrī-hari", "devanagari": "> অতএব সেই ভাব অঙ্গীকার করি’ ।\n> সাধিলেন নিজ বাঞ্ছা গৌরাঙ্গ-শ্রীহরি ॥৫০॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *sei bhāva*—aquela disposição; *aṅgīkāra kari'*—aceitando; *sādhilena*—satisfez; *nija*—Seu próprio; *vāñchā*—desejo; *gaurāṅga*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *śrī-hari*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Portanto, o Senhor Gaurāṅga, que é o próprio Śrī Hari, aceitou os sentimentos de Rādhā e, assim, satisfez Seus próprios desejos.**", "purport": "Das quatro espécies de reciprocidade do serviço amoroso — *dāsya*, *sakhya*, *vātsalya* e *mādhurya* —, *mādhurya* é considerada a mais plena. Mas a relação conjugal divide-se ainda em duas variedades, a saber, *svakīya* e *parakīya*. *Svakīya* é a relação com Kṛṣṇa como esposo formalmente casado, e *parakīya* é a relação com Kṛṣṇa como amante. Analistas peritos concluíram que o êxtase transcendental da doçura *parakīya* é melhor, por ser mais entusiástico. Essa fase do amor conjugal encontra-se naqueles que se renderam ao Senhor com amor intenso, sabendo bem que tal amor ilícito com um amante não é moralmente aprovado pela sociedade. Os riscos envolvidos em tal amor a Deus tornam essa emoção superior à relação em que tal risco não existe. A validade de tal risco, porém, só é possível no reino transcendental. O amor conjugal a Deus, *svakīya* e *parakīya*, não existe no mundo material, e o *parakīya* não se exibe em parte alguma de Vaikuṇṭha, mas somente na porção de Goloka Vṛndāvana conhecida como Vraja.\n\nAlguns devotos pensam que Kṛṣṇa é eternamente o desfrutador em Goloka Vṛndāvana e que apenas às vezes vem à plataforma de Vraja para desfrutar do *parakīya-rasa*. Os seis Gosvāmīs de Vṛndāvana, contudo, explicaram que os passatempos de Kṛṣṇa em Vraja são eternos, como Suas outras atividades em Goloka Vṛndāvana. Vraja é uma parte confidencial de Goloka Vṛndāvana. Kṛṣṇa exibiu Seus passatempos de Vraja na superfície deste mundo, e passatempos semelhantes são eternamente exibidos em Vraja, em Goloka Vṛndāvana, onde o *parakīya-rasa* existe perpetuamente.\n\nNo Terceiro Capítulo desta epopeia, Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī aceitou explicitamente o fato de que Kṛṣṇa aparece neste mundo material no final da era de Dvāpara do vigésimo oitavo *catur-yuga* de Vaivasvata Manu e traz consigo Seu Vrajadhāma, que é a morada eterna de Seus passatempos mais elevados. Assim como o Senhor aparece por Sua própria potência interna, assim também traz toda a Sua parafernália por meio da mesma potência interna, sem ajuda externa. Afirma-se ainda aqui, no *Caitanya-caritāmṛta*, que o sentimento *parakīya* existe apenas naquele reino transcendental, e em nenhum outro lugar. Essa forma máxima de êxtase só pode existir na parte mais confidencial do mundo transcendental, mas, pela misericórdia imotivada do Senhor, podemos ter um vislumbre daquele Vraja invisível.\n\nA doçura transcendental saboreada pelas *gopīs* em Vraja apresenta-se de modo superexcelente em Śrīmatī Rādhārāṇī. A assimilação madura do humor transcendental do amor conjugal é representada por Śrīmatī Rādhārāṇī, cujos sentimentos são incompreensíveis até mesmo para o próprio Senhor. A intensidade de Seu serviço amoroso é a forma mais elevada de êxtase. Ninguém pode superar Śrīmatī Rādhārāṇī em saborear as transcendentais qualidades de doçura do Senhor. Por conseguinte, o próprio Senhor concordou em assumir a posição de Rādhārāṇī na forma do Senhor Śrī Gaurāṅga. Ele então saboreou a posição mais elevada do *parakīya-rasa*, como se exibe na morada transcendental de Vraja."}
{"ref": "cc/adi/4/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/51/", "verse_text": "sureśānāṁ durgaṁ gatir atiśayenopaniṣadāṁ\nmunīnāṁ sarva-svaṁ praṇata-paṭalīnāṁ madhurimā\nviniryāsaḥ premṇo nikhila-paśu-pālāmbuja-dṛśāṁ\nsa caitanyaḥ kiṁ me punar api dṛśor yāsyati padam", "devanagari": "> সুরেশানাং দুর্গং গতিরতিশয়েনোপনিষদাং\n> মুনীনাং সর্বস্বং প্রণতপটলীনাং মধুরিমা ।\n> বিনির্যাসঃ প্রেম্ণো নিখিলপশুপালাম্বুজদৃশাং\n> স চৈতন্যঃ কিং মে পুনরপি দৃশোর্যাস্যতি পদম্ ॥৫১॥", "synonyms": "*sura-īśānām*—dos reis dos semideuses; *durgam*—fortaleza; *gatiḥ*—a meta; *atiśayena*—eminentemente; *upaniṣadām*—dos Upaniṣads; *munīnām*—dos sábios; *sarva-svam*—a razão de ser de tudo; *praṇata-paṭalīnām*—dos grupos dos devotos; *madhurimā*—a doçura; *viniryāsaḥ*—a essência; *premṇaḥ*—do amor; *nikhila*—todas; *paśu-pālā*—das vaqueiras; *ambuja-dṛśām*—de olhos de lótus; *saḥ*—Ele; *caitanyaḥ*—o Senhor Caitanya; *kim*—o que; *me*—meus; *punaḥ*—novamente; *api*—certamente; *dṛśoḥ*—dos dois olhos; *yāsyati*—virá; *padam*—à morada.", "translation": "**“O Senhor Caitanya é o abrigo dos semideuses, a meta dos Upaniṣads, o tudo em tudo dos grandes sábios, o belo abrigo de Seus devotos e a essência do amor das gopīs de olhos de lótus. Será que Ele voltará a ser o objeto de minha visão?”**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/52/", "verse_text": "apāraṁ kasyāpi praṇayi-jana-vṛndasya kutukī\nrasa-stomaṁ hṛtvā madhuram upabhoktuṁ kam-api yaḥ\nrucaṁ svām āvavre dyutim iha tadīyāṁ prakaṭayan\nsa devaś caitanyākṛtir atitarāṁ naḥ kṛpayatu", "devanagari": "> অপারং কস্যাপি প্রণয়িজনবৃন্দস্য কুতুকী\n> রসস্তোমং হৃত্বা মধুরমুপভোক্তুং কমপি যঃ ।\n> রুচং স্বামাবব্রে দ্যুতিমিহ তদীয়াং প্রকটয়ন্\n> স দেবশ্চৈতন্যাকৃতিরতিতরাং নঃ কৃপয়তু ॥৫২॥", "synonyms": "*apāram*—ilimitado; *kasya api*—de alguém; *praṇayi-jana-vṛndasya*—da multidão de amantes; *kutukī*—aquele que é curioso; *rasa-stomam*—o conjunto de doçuras; *hṛtvā*—roubando; *madhuram*—doce; *upabhoktum*—para desfrutar; *kam api*—algum; *yaḥ*—que; *rucam*—brilho; *svām*—próprio; *āvavre*—cobriu; *dyutim*—brilho; *iha*—aqui; *tadīyām*—relacionado a Ele; *prakaṭayan*—manifestando; *saḥ*—Ele; *devaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *caitanya-ākṛtiḥ*—tendo a forma do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *atitarām*—grandemente; *naḥ*—a nós; *kṛpayatu*—que Ele mostre Sua misericórdia.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa desejou saborear as ilimitadas doçuras nectáreas do amor de uma de Suas inúmeras donzelas amorosas [Śrī Rādhā] e, por isso, assumiu a forma do Senhor Caitanya. Ele saboreou esse amor enquanto ocultava Sua própria tez escura com a refulgente cor amarela d'Ela. Que esse Senhor Caitanya nos conceda Sua graça.\"**", "purport": "Os textos 51 e 52 provêm do *Stava-mālā* de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/53/", "verse_text": "bhāva-grahaṇera hetu kaila dharma-sthāpana\ntāra mukhya hetu kahi, śuna sarva-jana", "devanagari": "> ভাবগ্রহণের হেতু কৈল ধর্ম স্থাপন ।\n> তার মুখ্য হেতু কহি, শুন সর্বজন ॥৫৩॥", "synonyms": "*bhāva-grahaṇera*—de aceitar a disposição; *hetu*—a razão; *kaila*—fez; *dharma*—religião; *sthāpana*—estabelecer; *tāra*—disto; *mukhya*—principal; *hetu*—razão; *kahi*—eu digo; *śuna*—por favor, ouçam; *sarva-jana*—todos.", "translation": "**Aceitar o amor extático é a razão principal pela qual Ele apareceu e restabeleceu o sistema religioso para esta era. Explicarei agora essa razão. Por favor, que todos ouçam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/54/", "verse_text": "mūla hetu āge ślokera kaila ābhāsa\nebe kahi sei ślokera artha prakāśa", "devanagari": "> মূল হেতু আগে শ্লোকের কৈল আভাস ।\n> এবে কহি সেই শ্লোকের অর্থ প্রকাশ ॥৫৪॥", "synonyms": "*mūla hetu*—a causa fundamental; *āge*—no princípio; *ślokera*—do verso; *kaila*—deu; *ābhāsa*—indício; *ebe*—agora; *kahi*—falarei; *sei*—aquele; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**Tendo dado primeiro indícios a respeito do verso que descreve a razão principal pela qual o Senhor apareceu, manifestarei agora seu pleno significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/55/", "verse_text": "rādhā kṛṣṇa-praṇaya-vikṛtir hlādinī śaktir asmād\nekātmānāv api bhuvi purā deha-bhedaṁ gatau tau\ncaitanyākhyaṁ prakaṭam adhunā tad-dvayaṁ caikyam āptaṁ\nrādhā-bhāva-dyuti-suvalitaṁ naumi kṛṣṇa-svarūpam", "devanagari": "> রাধা কৃষ্ণ প্রণয়বিকৃতির্হ্লাদিনীশক্তিরস্মা-\n> দেকাত্মানাবপি ভুবি পুরা দেহভেদং গতৌ তৌ ।\n> চৈতন্যাখ্যং প্রকটমধুনা তদ্দ্বয়ঞ্চৈক্যমাপ্তং\n> রাধাভাবদ্যুতিসুবলিতং নৌমি কৃষ্ণস্বরূপম্ ॥৫৫॥", "synonyms": "*rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *praṇaya*—de amor; *vikṛtiḥ*—a transformação; *hlādinī śaktiḥ*—potência de prazer; *asmāt*—disto; *eka-ātmānau*—ambos idênticos em identidade; *api*—embora; *bhuvi*—na Terra; *purā*—desde tempo imemorial; *deha-bhedam*—formas separadas; *gatau*—obtiveram; *tau*—aqueles dois; *caitanya-ākhyam*—conhecido como Śrī Caitanya; *prakaṭam*—manifesto; *adhunā*—agora; *tat-dvayam*—os dois Deles; *ca*—e; *aikyam*—unidade; *āptam*—obtida; *rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva*—disposição; *dyuti*—o brilho; *su-valitam*—que está adornado com; *naumi*—ofereço minhas reverências; *kṛṣṇa-svarūpam*—a Ele, que é idêntico a Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Os romances amorosos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa são manifestações transcendentais da potência interna do Senhor, aquela que confere prazer. Embora Rādhā e Kṛṣṇa sejam um em Sua identidade, Eles Se separaram eternamente. Agora estas duas identidades transcendentais voltaram a unir-se na forma de Śrī Kṛṣṇa Caitanya. Curvo-me diante d'Ele, que Se manifestou com o sentimento e a tez de Śrīmatī Rādhārāṇī, embora seja o próprio Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Este texto provém do diário de Śrīla Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. Ele aparece como o quinto dos primeiros catorze versos do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/4/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/56/", "verse_text": "rādhā-kṛṣṇa eka ātmā, dui deha dhari'\nanyonye vilase rasa āsvādana kari'", "devanagari": "> রাধাকৃষ্ণ এক আত্মা, দুই দেহ ধরি’ ।\n> অন্যোন্যে বিলসে রস আস্বাদন করি’ ॥৫৬॥", "synonyms": "*rādhā-kṛṣṇa*—Rādhā e Kṛṣṇa; *eka*—um; *ātmā*—ser; *dui*—dois; *deha*—corpos; *dhari'*—assumindo; *anyonye*—um ao outro; *vilase*—Eles desfrutam; *rasa*—as doçuras do amor; *āsvādana kari'*—saboreando.", "translation": "**Rādhā e Kṛṣṇa são um único e mesmo ser, mas assumiram dois corpos. Assim, Eles desfrutam um do outro, saboreando as doçuras do amor.**", "purport": "Os dois transcendentalistas Rādhā e Kṛṣṇa são um enigma para os materialistas. A descrição acima de Rādhā e Kṛṣṇa, extraída do diário de Śrīla Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, é uma explicação condensada, mas é preciso grande percepção espiritual para compreender o mistério dessas duas personalidades. Um único ser desfruta em dois. Śrī Kṛṣṇa é o fator potente, e Śrīmatī Rādhārāṇī é a potência interna. Segundo a filosofia vedānta, não há diferença entre o potente e a potência: ambos são idênticos. Não podemos diferenciar um do outro, assim como não podemos separar o fogo do calor.\n\nTudo no Absoluto é inconcebível na existência relativa. Por conseguinte, na cognição relativa, é muito difícil assimilar esta verdade da unidade entre o potente e a potência. A filosofia da inconcebível unidade e diferença propagada pelo Senhor Caitanya é a única fonte de compreensão para tais complexidades da transcendência.\n\nDe fato, Rādhārāṇī é a potência interna de Śrī Kṛṣṇa, e Ela intensifica eternamente o prazer de Śrī Kṛṣṇa. Os impersonalistas não conseguem compreender isso sem a ajuda de um devoto mahā-bhāgavata. O próprio nome Rādhā sugere que Ela é eternamente a principal senhora dos confortos de Śrī Kṛṣṇa. Como tal, Ela é o meio que transmite o serviço das entidades vivas a Śrī Kṛṣṇa. Por isso, os devotos em Vṛndāvana buscam a misericórdia de Śrīmatī Rādhārāṇī a fim de serem reconhecidos como amorosos servidores de Śrī Kṛṣṇa.\n\nO Senhor Caitanya Mahāprabhu aproxima-Se pessoalmente das almas condicionadas caídas da era de ferro para entregar o mais elevado princípio das relações transcendentais com o Senhor. As atividades do Senhor Caitanya se dão principalmente no papel da porção de Sua potência interna que confere prazer.\n\nA absoluta Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, é a onipotente forma de existência, conhecimento e bem-aventurança transcendentais em plenitude. Sua potência interna exibe-se primeiro como sat, ou existência — ou, em outras palavras, como a porção que expande a função da existência do Senhor. A mesma potência, ao exibir pleno conhecimento, chama-se cit, ou samvit, que expande as formas transcendentais do Senhor. Por fim, essa mesma potência, ao atuar como um meio que confere prazer, é conhecida como hlādinī, ou a transcendental potência bem-aventurada. Assim, o Senhor manifesta Sua potência interna em três divisões transcendentais."}
{"ref": "cc/adi/4/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/57/", "verse_text": "sei dui eka ebe caitanya gosāñi\nrasa āsvādite doṅhe hailā eka-ṭhāṅi", "devanagari": "> সেই দুই এক এবে চৈতন্য গোসাঞি ।\n> রস আস্বাদিতে দোঁহে হৈলা একঠাঁই ॥৫৭॥", "synonyms": "*sei*—estes; *dui*—dois; *eka*—um; *ebe*—agora; *caitanya gosāñi*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rasa*—doçura; *āsvādite*—para saborear; *doṅhe*—os dois; *hailā*—tornaram-se; *eka-ṭhāṅi*—um único corpo.", "translation": "**Agora, para desfrutar do rasa, Eles apareceram em um único corpo como o Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/58/", "verse_text": "ithi lāgi' āge kari tāra vivaraṇa\nyāhā haite haya gaurera mahimā-kathana", "devanagari": "> ইথি লাগি’ আগে করি তার বিবরণ ।\n> যাহা হৈতে হয় গৌরের মহিমা-কথন ॥৫৮॥", "synonyms": "*ithi lāgi'*—por esta razão; *āge*—primeiro; *kari*—farei; *tāra*—disto; *vivaraṇa*—descrição; *yāhā haite*—de onde; *haya*—há; *gaurera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mahimā*—a glória; *kathana*—narração.", "translation": "**Por esta razão, delinearei primeiro a posição de Rādhā e Kṛṣṇa. A partir disso, a glória do Senhor Caitanya se tornará conhecida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/59/", "verse_text": "rādhikā hayena kṛṣṇera praṇaya-vikāra\nsvarūpa-śakti--'hlādinī' nāma yāṅhāra", "devanagari": "> রাধিকা হয়েন কৃষ্ণের প্রণয়-বিকার ।\n> স্বরূপশক্তি — ‘হ্লাদিনী’ নাম যাঁহার ॥৫৯॥", "synonyms": "*rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *hayena*—é; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *praṇaya-vikāra*—a transformação do amor; *svarūpa-śakti*—a energia pessoal; *hlādinī*—hlādinī; *nāma*—nome; *yāṅhāra*—cujo.", "translation": "**Śrīmatī Rādhikā é a transformação do amor de Kṛṣṇa. Ela é Sua energia interna chamada hlādinī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/60/", "verse_text": "hlādinī karāya kṛṣṇe ānandāsvādana\nhlādinīra dvārā kare bhaktera poṣaṇa", "devanagari": "> হ্লাদিনী করায় কৃষ্ণে আনন্দাস্বাদন ।\n> হ্লাদিনীর দ্বারা করে ভক্তের পোষণ ॥৬০॥", "synonyms": "*hlādinī*—a energia hlādinī; *karāya*—faz com que; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *ānanda-āsvādana*—a degustação da bem-aventurança; *hlādinīra dvārā*—pela potência de prazer; *kare*—faz; *bhaktera*—do devoto; *poṣaṇa*—o nutrir.", "translation": "**Essa energia hlādinī dá prazer a Kṛṣṇa e nutre Seus devotos.**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī discutiu elaboradamente a potência *hlādinī* em seu *Prīti-sandarbha*. Ele diz que os *Vedas* afirmam claramente: “Somente o serviço devocional pode levar a pessoa à Personalidade de Deus. Somente o serviço devocional pode ajudar o devoto a encontrar-se face a face com o Senhor Supremo. A Suprema Personalidade de Deus Se sente atraída pelo serviço devocional, e, por isso, a supremacia última do conhecimento Védico repousa em conhecer a ciência do serviço devocional.”\n\nQual é a atração particular que torna o Senhor Supremo entusiasmado em aceitar o serviço devocional, e qual é a natureza de tal serviço? As escrituras Védicas nos informam que a Suprema Personalidade de Deus, a Verdade Absoluta, é autossuficiente e que *māyā*, a ignorância, jamais pode influenciá-lO de modo algum. Sendo assim, a potência que subjuga o Supremo deve ser puramente espiritual. Tal potência não pode ser nada que pertença à manifestação material. A bem-aventurança desfrutada pela Suprema Personalidade de Deus não pode ser de composição material, como a concepção impersonalista da bem-aventurança do Brahman. O serviço devocional é uma reciprocidade entre dois, de modo que não pode estar localizado simplesmente dentro do próprio eu. Em consequência, a bem-aventurança da autorrealização, *brahmānanda*, não pode ser equiparada ao serviço devocional.\n\nA Suprema Personalidade de Deus tem três espécies de potência interna, a saber: a *hlādinī-śakti*, ou potência de prazer; a *sandhinī-śakti*, ou potência existencial; e a *samvit-śakti*, ou potência cognitiva. No *Viṣṇu Purāṇa* (1.12.69), o Senhor é tratado da seguinte maneira: “Ó Senhor, Tu és o sustentáculo de tudo. Os três atributos *hlādinī*, *sandhinī* e *samvit* existem em Ti como uma única energia espiritual. Mas os modos materiais, que causam felicidade, sofrimento e misturas dos dois, não existem em Ti, pois não tens qualidades materiais.”\n\nHlādinī é a manifestação pessoal da bem-aventurança da Suprema Personalidade de Deus, pela qual Ele desfruta de prazer. Como a potência de prazer está perpetuamente presente no Senhor Supremo, não se pode aceitar a teoria dos impersonalistas de que o Senhor aparece no modo material da bondade. A conclusão impersonalista vai contra a versão Védica de que o Senhor possui uma potência de prazer transcendental. Quando a potência de prazer da Suprema Personalidade de Deus se exibe, por Sua graça, na pessoa de um devoto, essa manifestação chama-se amor a Deus. Amor a Deus é outro epíteto da potência de prazer do Senhor. Por conseguinte, o serviço devocional reciprocado entre o Senhor e Seu devoto é uma exibição da potência de prazer transcendental do Senhor.\n\nA potência da Suprema Personalidade de Deus que sempre O enriquece com bem-aventurança transcendental não é material, mas os śaṅkaritas a aceitaram como tal, porque ignoram a identidade do Senhor Supremo e de Sua potência de prazer. Essas pessoas ignorantes não podem compreender a distinção entre a bem-aventurança espiritual impessoal e a variedade da potência espiritual de prazer. A potência *hlādinī* dá ao Senhor todo o prazer transcendental, e o Senhor concede tal potência a Seu devoto puro."}
{"ref": "cc/adi/4/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/61/", "verse_text": "sac-cid-ānanda, pūrṇa, kṛṣṇera svarūpa\neka-i cic-chakti tāṅra dhare tina rūpa", "devanagari": "> সচ্চিদানন্দ, পূর্ণ, কৃষ্ণের স্বরূপ ।\n> একই চিচ্ছক্তি তাঁর ধরে তিন রূপ ॥৬১॥", "synonyms": "*sat-cit-ānanda*—eternidade, conhecimento e bem-aventurança; *pūrṇa*—pleno; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sva-rūpa*—a própria forma; *eka-i*—uma; *cit-śakti*—energia espiritual; *tāṅra*—d'Ele; *dhare*—manifesta; *tina*—três; *rūpa*—formas.", "translation": "**O corpo do Senhor Kṛṣṇa é eterno [sat], pleno de conhecimento [cit] e pleno de bem-aventurança [ānanda]. Sua única energia espiritual manifesta três formas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/62/", "verse_text": "ānandāṁśe hlādinī, sad-aṁśe sandhinī\ncid-aṁśe samvit--yāre jñāna kari' māni", "devanagari": "> আনন্দাংশে হ্লাদিনী, সদংশে সন্ধিনী ।\n> চিদংশে সম্বিৎ — যারে জ্ঞান করি’ মানি ॥৬২॥", "synonyms": "*ānanda-aṁśe*—na porção de bem-aventurança; *hlādinī*—a energia de prazer; *sat-aṁśe*—na porção eterna; *sandhinī*—a energia que expande a existência; *cit-aṁśe*—na porção cognoscente; *samvit*—a plena energia de conhecimento; *yāre*—a qual; *jñāna kari'*—como conhecimento; *māni*—eu aceito.", "translation": "**A hlādinī é Seu aspecto de bem-aventurança; a sandhinī, de existência eterna; e a samvit, de cognição, que também se aceita como conhecimento.**", "purport": "Em sua tese *Bhagavat-sandarbha* (verso 102), Śrīla Jīva Gosvāmī explica as potências do Senhor da seguinte maneira: a potência transcendental da Suprema Personalidade de Deus pela qual Ele mantém Sua existência chama-se *sandhinī*. A potência transcendental pela qual Ele conhece a Si mesmo e faz com que outros O conheçam chama-se *samvit*. A potência transcendental pela qual Ele possui bem-aventurança transcendental e faz com que Seus devotos tenham bem-aventurança chama-se *hlādinī*.\n\nA exibição total dessas potências chama-se *viśuddha-sattva*, e essa plataforma de variedade espiritual manifesta-se até mesmo no mundo material, quando o Senhor aparece aqui. Os passatempos e manifestações do Senhor no mundo material não são, portanto, de modo algum materiais: eles pertencem ao estado transcendental puro. O *Bhagavad-gītā* confirma que todo aquele que compreende a natureza transcendental do aparecimento, das atividades e do desaparecimento do Senhor torna-se elegível para livrar-se do cativeiro material ao abandonar o atual tabernáculo material. Ele pode entrar no reino espiritual para associar-se com a Suprema Personalidade de Deus e reciprocar a potência *hlādinī* nas relações entre ele e o Senhor. No modo mundano da bondade, há vestígios de paixão e ignorância. Logo, a bondade mundana, por ser mista, chama-se *miśra-sattva*. Mas a variedade transcendental de *viśuddha-sattva* está completamente livre de todas as qualidades mundanas. *Viśuddha-sattva* é, portanto, a atmosfera adequada para se experimentar a Personalidade de Deus e Seus passatempos transcendentais. A variedade espiritual é eternamente independente de todas as condições materiais e não é diferente da Suprema Personalidade de Deus, sendo ambas absolutas. O Senhor e Seus devotos percebem simultânea e diretamente a potência *hlādinī* pelo poder da potência *samvit*.\n\nOs modos materiais da natureza controlam as almas condicionadas, mas a Suprema Personalidade de Deus jamais é influenciada por esses modos, como toda a literatura Védica corrobora direta e indiretamente. O próprio Senhor Kṛṣṇa diz no Décimo Primeiro Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.25.12), *sattvaṁ rajas tama iti guṇā jīvasya naiva me*: “Os modos materiais da bondade, da paixão e da ignorância estão ligados às almas condicionadas, mas nunca a Mim, a Suprema Personalidade de Deus.” O *Viṣṇu Purāṇa* confirma isso da seguinte maneira:\n\n> sattvādayo na santīśe\n> yatra na prākṛtā gunāḥ\n> sa śuddhaḥ sarva-śuddhebhyaḥ\n> pumān ādyaḥ prasīdatu\n\n“A Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu, está além das três qualidades — bondade, paixão e ignorância. Nele não existem qualidades materiais. Que essa pessoa original, Nārāyaṇa, que está situada em uma posição completamente transcendental, Se compraza conosco.” No Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.27.4), Indra louvou Kṛṣṇa da seguinte maneira:\n\n> viśuddha-sattvaṁ tava dhāma śāntaṁ\n> tapo-mayaṁ dhvasta-rajas-tamaskam\n> māyā-mayo 'yaṁ guṇa-sampravāho\n> na vidyate te 'grahaṇānubandhaḥ\n\n“Meu querido Senhor, Tua morada é *viśuddha-sattva*, sempre imperturbada pelas qualidades materiais, e as atividades de lá são serviço amoroso transcendental a Teus pés. A bondade, a austeridade e a penitência dos devotos realçam tais atividades, que estão sempre livres da contaminação da paixão e da ignorância. As qualidades materiais não podem tocar-Te em circunstância alguma.”\n\nQuando não manifestados, diz-se que os modos da natureza material estão em bondade. Quando se manifestam externamente e se tornam ativos, produzindo as variedades da existência material, diz-se que estão em paixão. E, quando há falta de atividade e de variedade, diz-se que estão em ignorância. Em outras palavras, a disposição contemplativa é bondade; a atividade é paixão; e a inatividade é ignorância. Acima de todas essas manifestações qualitativas mundanas está *viśuddha-sattva*. Quando predominado pela potência *sandhinī*, ele é perceptível como a existência de tudo o que há. Quando predominado pela potência *samvit*, é percebido como conhecimento em transcendência. E, quando predominado pela potência *hlādinī*, é percebido como o mais confidencial amor a Deus. *Viśuddha-sattva*, a manifestação simultânea dessas três em uma, é o traço principal do reino de Deus.\n\nA Verdade Absoluta é, portanto, a substância da realidade, eternamente manifesta em três energias. A manifestação da energia interna do Senhor é o inconcebivelmente variado mundo espiritual; a manifestação da energia marginal são as entidades vivas; e a manifestação da energia externa é o cosmos material. Por conseguinte, a Verdade Absoluta inclui estes quatro princípios — a própria Suprema Personalidade de Deus, Sua energia interna, Sua energia marginal e Sua energia externa. A forma do Senhor e as expansões de Sua forma como *svayaṁ-rūpa* e *vaibhava-prakāśa* são diretamente os desfrutadores da energia interna, que é a exibidora eterna do mundo espiritual, a mais confidencial das manifestações de energia. A manifestação externa, a energia material, fornece os corpos que cobrem as entidades vivas condicionadas, desde Brahmā até a insignificante formiga. Essa energia encobridora manifesta-se sob os três modos da natureza material e é apreciada de diversas maneiras pelas entidades vivas, tanto nas formas de vida superiores quanto nas inferiores.\n\nCada uma das três divisões da potência interna — as energias *sandhinī*, *samvit* e *hlādinī* — influencia uma das potências externas pelas quais as almas condicionadas são conduzidas. Tal influência manifesta os três modos qualitativos da natureza material, provando definitivamente que as entidades vivas, a potência marginal, são eternamente servas do Senhor e, portanto, são controladas pela potência interna ou pela externa."}
{"ref": "cc/adi/4/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/63/", "verse_text": "hlādinī sandhinī samvit\ntvayy ekā sarva-saṁsthitau\nhlāda-tāpa-karī miśrā\ntvayi no guṇa-varjite", "devanagari": "> হ্লাদিনী সন্ধিনী সম্বিত্ত্বয্যেকা সর্বসংস্থিতৌ ।\n> হ্লাদতাপকরী মিশ্রা ত্বয়ি নো গুণবর্জিতে ॥৬৩॥", "synonyms": "*hlādinī*—potência de prazer; *sandhinī*—potência de existência; *samvit*—potência de conhecimento; *tvayi*—em Ti; *ekā*—uma; *sarva-saṁsthitau*—que és a base de todas as coisas; *hlāda*—prazer; *tāpa*—e sofrimento; *karī*—causando; *miśrā*—uma mistura dos dois; *tvayi*—em Ti; *na u*—não; *guṇa-varjite*—que estás sem os três modos da natureza material.", "translation": "**\"Ó Senhor, Tu és o suporte de tudo. Os três atributos hlādinī, sandhinī e samvit existem em Ti como uma única energia espiritual. Mas os modos materiais, que causam felicidade, sofrimento e misturas dos dois, não existem em Ti, pois não possuis qualidades materiais.\"**", "purport": "Este texto provém do *Viṣṇu Purāṇa* (1.12.69)."}
{"ref": "cc/adi/4/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/64/", "verse_text": "sandhinīra sāra aṁśa--'śuddha-sattva' nāma\nbhagavānera sattā haya yāhāte viśrāma", "devanagari": "> সন্ধিনীর সার অংশ — ‘শুদ্ধসত্ত্ব’ নাম ।\n> ভগবানের সত্তা হয় যাহাতে বিশ্রাম ॥৬৪॥", "synonyms": "*sandhinīra*—da potência de existência; *sāra*—essência; *aṁśa*—porção; *śuddha-sattva*—śuddha-sattva (existência pura); *nāma*—chamada; *bhagavānera*—da Suprema Personalidade de Deus; *sattā*—a existência; *haya*—é; *yāhāte*—na qual; *viśrāma*—o lugar de repouso.", "translation": "**A porção essencial da potência sandhinī é o śuddha-sattva. A existência do Senhor Kṛṣṇa repousa sobre ela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/65/", "verse_text": "mātā, pitā, sthāna, gṛha, śayyāsana āra\ne-saba kṛṣṇera śuddha-sattvera vikāra", "devanagari": "> মাতা, পিতা, স্থান, গৃহ, শয্যাসন আর ।\n> এসব কৃষ্ণের শুদ্ধসত্ত্বের বিকার ॥৬৫॥", "synonyms": "*mātā*—mãe; *pitā*—pai; *sthāna*—lugar; *gṛha*—casa; *śayya-āsana*—leitos e assentos; *āra*—e; *e-saba*—tudo isto; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śuddha-sattvera*—do śuddha-sattva; *vikāra*—transformações.", "translation": "**A mãe, o pai, a morada, a casa, o leito, os assentos de Kṛṣṇa, e assim por diante, são todos transformações do śuddha-sattva.**", "purport": "O pai, a mãe e os afazeres domésticos do Senhor Kṛṣṇa exibem-se todos na mesma existência viśuddha-sattva. Uma entidade viva situada no estado de pura bondade pode compreender a forma, a qualidade e os demais aspectos da Suprema Personalidade de Deus. A consciência de Kṛṣṇa começa no plano da pura bondade. Embora a princípio haja uma débil percepção de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa é de fato percebido como Vāsudeva, o proprietário absoluto da onipotência, ou a principal Deidade predominante de todas as potências. Quando a entidade viva está situada em viśuddha-sattva, transcendental aos três modos materiais da natureza, ela pode perceber a forma, a qualidade e os demais aspectos da Suprema Personalidade de Deus por meio de sua atitude de serviço. O estado de pura bondade é o plano da compreensão, pois o Senhor Supremo está sempre em existência espiritual.\n\nKṛṣṇa é sempre inteiramente espiritual. Além dos pais da Personalidade de Deus, toda a demais parafernália de Sua existência é também essencialmente uma manifestação da sandhinī-śakti, ou uma transformação do viśuddha-sattva. Para tornar isto mais claro, pode-se dizer que essa sandhinī-śakti da potência interna mantém e manifesta toda a variedade do mundo espiritual. No reino de Deus, os servos e as servas do Senhor, Suas consortes, Seu pai e Sua mãe, e tudo o mais, são todos transformações da existência espiritual da sandhinī-śakti. A existencial sandhinī-śakti na potência externa expande, de modo semelhante, toda a variedade do cosmos material, do qual podemos ter um vislumbre do campo espiritual."}
{"ref": "cc/adi/4/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/66/", "verse_text": "sattvaṁ viśuddhaṁ vasudeva-śabditaṁ\nyad īyate tatra pumān apāvṛtaḥ\nsattve ca tasmin bhagavān vāsudevo\nhy adhokṣajo me manasā vidhīyate", "devanagari": "> সত্ত্বং বিশুদ্ধং বসুদেবশব্দিতং\n> যদীয়তে তত্র পুমানপাবৃতঃ ।\n> সত্ত্বে চ তস্মিন্ ভগবান্ বাসুদেবো\n> হ্যধোক্ষজো মে মনসা বিধীয়তে ॥৬৬॥", "synonyms": "*sattvam*—existência; *viśuddham*—pura; *vasudeva-śabditam*—chamada vasudeva; *yat*—da qual; *īyate*—aparece; *tatra*—nessa; *pumān*—a Suprema Personalidade de Deus; *apāvṛtaḥ*—sem nenhuma cobertura; *sattve*—em bondade; *ca*—e; *tasmin*—nessa; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *vāsudevaḥ*—Vāsudeva; *hi*—certamente; *adhokṣajaḥ*—que está além dos sentidos; *me*—minha; *manasā*—pela mente; *vidhīyate*—é alcançado.", "translation": "**\"A condição de pura bondade [śuddha-sattva], na qual a Suprema Personalidade de Deus Se revela sem nenhuma cobertura, chama-se vasudeva. Nesse estado puro, a Suprema Divindade, que está além dos sentidos materiais e que é conhecida como Vāsudeva, é percebida por minha mente.\"**", "purport": "Este texto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (4.3.23), proferido pelo Senhor Śiva quando condenou Dakṣa, o pai de Satī, como oponente de Viṣṇu, confirma sem sombra de dúvida que o Senhor Kṛṣṇa, Seu nome, Sua fama, Suas qualidades e tudo o que se relaciona com Sua parafernália existem na sandhinī-śakti da potência interna do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/4/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/67/", "verse_text": "kṛṣṇe bhagavattā-jñāna--saṁvitera sāra\nbrahma-jñānādika saba tāra parivāra", "devanagari": "> কৃষ্ণে ভগবত্তা-জ্ঞান — সংবিতের সার ।\n> ব্রহ্মজ্ঞানাদিক সব তার পরিবার ॥৬৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—em Kṛṣṇa; *bhagavattā*—da qualidade de ser a Suprema Personalidade de Deus original; *jñāna*—conhecimento; *saṁvitera*—da potência de conhecimento; *sāra*—a essência; *brahma-jñāna*—conhecimento do Brahman; *ādika*—e assim por diante; *saba*—todos; *tāra*—dela; *parivāra*—dependentes.", "translation": "**A essência da potência samvit é o conhecimento de que a Suprema Personalidade de Deus é o Senhor Kṛṣṇa. Todas as outras espécies de conhecimento, tais como o conhecimento do Brahman, são seus componentes.**", "purport": "As atividades da samvit-śakti produzem o efeito da cognição. Tanto o Senhor quanto as entidades vivas são cognoscentes. Śrī Kṛṣṇa, como a Suprema Personalidade de Deus, possui pleno conhecimento de tudo em toda parte e, portanto, não há impedimentos à Sua cognição. Ele pode obter conhecimento simplesmente lançando o olhar sobre um objeto, ao passo que inúmeros impedimentos bloqueiam a cognição dos seres vivos comuns. A cognição dos seres vivos tem três divisões: conhecimento direto, conhecimento indireto e conhecimento pervertido. A percepção sensorial dos objetos materiais pelos sentidos mundanos, tais como o olho, o ouvido, o nariz e a mão, sempre produz conhecimento definitivamente pervertido. Essa ilusão é uma apresentação da energia material, que é influenciada pela samvit-śakti de maneira pervertida. A cognição negativa de um objeto que está além do alcance da percepção sensorial é o caminho do conhecimento indireto, o qual não é de todo imperfeito, mas que produz apenas conhecimento fragmentário sob a forma de percepção espiritual impessoal e monismo. Mas quando o fator samvit da cognição é iluminado pela potência hlādinī da mesma energia interna, ambos atuam em conjunto, e somente assim se pode alcançar o conhecimento da Personalidade de Deus. A samvit-śakti deve ser mantida nesse estado. O conhecimento material e o conhecimento espiritual indireto são subprodutos da samvit-śakti."}
{"ref": "cc/adi/4/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/68/", "verse_text": "hlādinīra sāra 'prema', prema-sāra 'bhāva'\nbhāvera parama-kāṣṭhā, nāma--'mahā-bhāva'", "devanagari": "> হ্লাদিনীর সার ‘প্রেম’, প্রেমসার ‘ভাব’ ।\n> ভাবের পরমকাষ্ঠা, নাম — ‘মহাভাব’ ॥৬৮॥", "synonyms": "*hlādinīra*—da potência de prazer; *sāra*—a essência; *prema*—amor a Deus; *prema-sāra*—a essência desse amor; *bhāva*—emoção; *bhāvera*—da emoção; *parama-kāṣṭhā*—o limite mais elevado; *nāma*—chamado; *mahā-bhāva*—mahābhāva.", "translation": "**A essência da potência hlādinī é o amor a Deus, a essência do amor a Deus é a emoção [bhāva], e o desenvolvimento último da emoção é o mahābhāva.**", "purport": "O produto da hlādinī-śakti é o amor a Deus, que tem duas divisões — a saber, o amor puro a Deus e o amor adulterado a Deus. Somente quando a hlādinī-śakti emana de Śrī Kṛṣṇa e é outorgada ao ser vivo para atraí-lO é que o ser vivo se torna um amante puro de Deus. Mas quando a mesma hlādinī-śakti é adulterada pela energia material externa e emana do ser vivo, ela não atrai Kṛṣṇa; pelo contrário, o ser vivo se torna atraído pelo fascínio da energia material. Nesse momento, em vez de ficar enlouquecido de amor a Deus, o ser vivo enlouquece atrás do gozo material dos sentidos e, devido à sua associação com os modos qualitativos da natureza material, fica cativado por suas interações de sentimentos aflitivos e infelizes."}
{"ref": "cc/adi/4/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/69/", "verse_text": "mahābhāva-svarūpā śrī-rādhā-ṭhākurāṇī\nsarva-guṇa-khani kṛṣṇa-kāntā-śiromaṇi", "devanagari": "> মহাভাবস্বরূপা শ্রীরাধা-ঠাকুরাণী ।\n> সর্বগুণখনি কৃষ্ণকান্তাশিরোমণি ॥৬৯॥", "synonyms": "*mahā-bhāva*—de mahābhāva; *svarūpā*—a forma; *śrī-rādhā-ṭhākurāṇī*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sarva-guṇa*—de todas as boas qualidades; *khani*—mina; *kṛṣṇa-kāntā*—das amadas do Senhor Kṛṣṇa; *śiromaṇi*—joia suprema.", "translation": "**Śrī Rādhā Ṭhākurāṇī é a personificação do mahābhāva. Ela é o repositório de todas as boas qualidades e a joia mais elevada entre todas as amáveis consortes do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "A ação não adulterada da hlādinī-śakti exibe-se nas relações das donzelas de Vraja e de Śrīmatī Rādhārāṇī, que é a participante suprema desse grupo transcendental. A essência da hlādinī-śakti é o amor a Deus, a essência do amor a Deus é o bhāva, ou sentimento transcendental, e o ponto culminante desse bhāva chama-se mahābhāva. Śrīmatī Rādhārāṇī é a personificação dessas três facetas da consciência transcendental. Ela é, portanto, o princípio mais elevado em amor a Deus e o objeto supremo de amor de Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/4/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/70/", "verse_text": "tayor apy ubhayor madhye\nrādhikā sarvathādhikā\nmahābhāva-svarūpeyaṁ\nguṇair ativarīyasī", "devanagari": "> তয়োরপ্যুভয়োর্মধ্যে রাধিকা সর্বথাধিকা ।\n> মহাভাবস্বরূপেয়ং গুণৈরতিবরীয়সী ॥৭০॥", "synonyms": "*tayoḥ*—delas; *api*—mesmo; *ubhayoḥ*—de ambas (Candrāvalī e Rādhārāṇī); *madhye*—no meio; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sarvathā*—em todos os aspectos; *adhikā*—maior; *mahā-bhāva-svarūpā*—a forma de mahābhāva; *iyam*—esta; *guṇaiḥ*—com boas qualidades; *ativarīyasī*—a melhor de todas.", "translation": "**\"Destas duas gopīs [Rādhārāṇī e Candrāvalī], Śrīmatī Rādhārāṇī é superior em todos os aspectos. Ela é a personificação do mahābhāva e supera todas em boas qualidades.\"**", "purport": "Este texto é o verso 2 do *Ujjvala-nīlamaṇi* de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/71/", "verse_text": "kṛṣṇa-prema-bhāvita yāṅra cittendriya-kāya\nkṛṣṇa-nija-śakti rādhā krīḍāra sahāya", "devanagari": "> কৃষ্ণপ্রেম-ভাবিত যাঁর চিত্তেন্দ্রিয়-কায় ।\n> কৃষ্ণ-নিজশক্তি রাধা ক্রীড়ার সহায় ॥৭১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-prema*—amor pelo Senhor Kṛṣṇa; *bhāvita*—impregnados; *yāṅra*—cuja; *citta*—mente; *indriya*—sentidos; *kāya*—corpo; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *nija-śakti*—a própria energia; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *krīḍāra*—dos passatempos; *sahāya*—companheira.", "translation": "**A mente, os sentidos e o corpo d'Ela estão impregnados de amor por Kṛṣṇa. Ela é a própria energia de Kṛṣṇa, e O auxilia em Seus passatempos.**", "purport": "Śrīmatī Rādhārāṇī é tão plenamente espiritual quanto Kṛṣṇa. Ninguém deve considerá-La material. Ela decididamente não se assemelha às almas condicionadas, que têm corpos materiais, grosseiro e sutil, cobertos por sentidos materiais. Ela é inteiramente espiritual, e tanto Seu corpo quanto Sua mente são da mesma constituição espiritual. Por ser espiritual Seu corpo, Seus sentidos também são espirituais. Assim, Seu corpo, Sua mente e Seus sentidos resplandecem plenamente em amor por Kṛṣṇa. Ela é a hlādinī-śakti personificada (a energia que confere prazer pertencente à potência interna do Senhor) e, por conseguinte, é a única fonte de desfrute para Śrī Kṛṣṇa.\n\nŚrī Kṛṣṇa não pode desfrutar de nada que seja internamente diferente d'Ele. Logo, Rādhā e Śrī Kṛṣṇa são idênticos. A porção sandhinī da potência interna de Śrī Kṛṣṇa manifestou a forma plenamente atraente de Śrī Kṛṣṇa, e essa mesma potência interna, em seu aspecto hlādinī, apresentou Śrīmatī Rādhārāṇī, que é a atração para o plenamente atraente. Ninguém pode igualar-se a Śrīmatī Rādhārāṇī nos passatempos transcendentais de Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/4/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/72/", "verse_text": "ānanda-cinmaya-rasa-pratibhāvitābhis\ntābhir ya eva nija-rūpatayā kalābhiḥ\ngoloka eva nivasaty akhilātma-bhūto\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> আনন্দচিন্ময়রসপ্রতিভাবিতাভি-\n> স্তাভির্য এব নিজরূপতয়া কলাভিঃ ।\n> গোলোক এব নিবসত্যখিলাত্মভূতো\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥৭২॥", "synonyms": "*ānanda*—bem-aventurança; *cit*—e conhecimento; *maya*—constituídos de; *rasa*—doçuras; *prati*—a cada segundo; *bhāvitābhiḥ*—que estão absortas em; *tābhiḥ*—com aquelas; *yaḥ*—que; *eva*—certamente; *nija-rūpatayā*—com Sua própria forma; *kalābhiḥ*—que são partes de porções de Sua potência de prazer; *goloke*—em Goloka Vṛndāvana; *eva*—certamente; *nivasati*—reside; *akhila-ātma*—como a alma de tudo; *bhūtaḥ*—que existe; *govindam*—o Senhor Govinda; *ādi-puruṣam*—a personalidade original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\"Adoro Govinda, o Senhor primordial, que reside em Sua própria morada, Goloka, com Rādhā, que se assemelha à Sua própria figura espiritual e que personifica a potência extática [hlādinī]. As companheiras d'Eles são as confidentes d'Ela, que personificam extensões da forma corpórea d'Ela e que estão imbuídas e permeadas do sempre bem-aventurado rasa espiritual.\"**", "purport": "Este texto provém da *Brahma-saṁhitā* (5.37)."}
{"ref": "cc/adi/4/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/73/", "verse_text": "kṛṣṇere karāya yaiche rasa āsvādana\nkrīḍāra sahāya yaiche, śuna vivaraṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণেরে করায় যৈছে রস আস্বাদন ।\n> ক্রীড়ার সহায় যৈছে, শুন বিবরণ ॥৭৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇere*—ao Senhor Kṛṣṇa; *karāya*—fazem com que; *yaiche*—como; *rasa*—as doçuras; *āsvādana*—saborear; *krīḍāra*—dos passatempos; *sahāya*—auxiliares; *yaiche*—como; *śuna*—por favor, ouve; *vivaraṇa*—a descrição.", "translation": "**Agora, por favor, ouve como as consortes do Senhor Kṛṣṇa O ajudam a saborear o rasa e como O auxiliam em Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/74-75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/74-75/", "verse_text": "kṛṣṇa-kāntā-gaṇa dekhi tri-vidha prakāra\neka lakṣmī-gaṇa, pure mahiṣī-gaṇa āra\nvrajāṅganā-rūpa, āra kāntā-gaṇa-sāra\nśrī-rādhikā haite kāntā-gaṇera vistāra", "devanagari": "> কৃষ্ণকান্তাগণ দেখি ত্রিবিধ প্রকার ।\n> এক লক্ষ্মীগণ, পুরে মহিষীগণ আর ॥৭৪॥\n> ব্রজাঙ্গনা-রূপ, আর কান্তাগণ-সার ।\n> শ্রীরাধিকা হৈতে কান্তাগণের বিস্তার ॥৭৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-kāntā-gaṇa*—as amadas do Senhor Kṛṣṇa; *dekhi*—vejo; *tri-vidha*—três; *prakāra*—espécies; *eka*—uma; *lakṣmī-gaṇa*—as deusas da fortuna; *pure*—na cidade; *mahiṣī-gaṇa*—as rainhas; *āra*—e; *vraja-aṅganā*—das belas mulheres de Vraja; *rūpa*—que têm a forma; *āra*—outro tipo; *kāntā-gaṇa*—das amadas; *sāra*—a essência; *śrī-rādhikā haite*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kāntā-gaṇera*—das amadas de Kṛṣṇa; *vistāra*—a expansão.", "translation": "**As amadas consortes do Senhor Kṛṣṇa são de três espécies: as deusas da fortuna, as rainhas e as vaqueirinhas de Vraja, que são as principais de todas. Todas essas consortes procedem de Rādhikā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/76/", "verse_text": "avatārī kṛṣṇa yaiche kare avatāra\naṁśinī rādhā haite tina gaṇera vistāra", "devanagari": "> অবতারী কৃষ্ণ যৈছে করে অবতার ।\n> অংশিনী রাধা হৈতে তিন গণের বিস্তার ॥৭৬॥", "synonyms": "*avatārī*—a fonte de todas as encarnações; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yaiche*—assim como; *kare*—faz; *avatāra*—encarnação; *aṁśinī*—a fonte de todas as porções; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *haite*—de; *tina*—três; *gaṇera*—dos grupos; *vistāra*—expansão.", "translation": "**Assim como o manancial, o Senhor Kṛṣṇa, é a causa de todas as encarnações, Śrī Rādhā é a causa de todas essas consortes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/77/", "verse_text": "vaibhava-gaṇa yena tāṅra aṅga-vibhūti\nbimba-pratibimba-rūpa mahiṣīra tati", "devanagari": "> বৈভবগণ যেন তাঁর অঙ্গ-বিভূতি ।\n> বিম্ব-প্রতিবিম্ব-রূপ মহিষীর ততি ॥৭৭॥", "synonyms": "*vaibhava-gaṇa*—as expansões; *yena*—como se fossem; *tāṅra*—d'Ela; *aṅga*—do corpo; *vibhūti*—poderosas expansões; *bimba*—reflexos; *pratibimba*—contrarreflexos; *rūpa*—que têm a forma; *mahiṣīra*—das rainhas; *tati*—a expansão.", "translation": "**As deusas da fortuna são manifestações parciais de Śrīmatī Rādhikā, e as rainhas são reflexos de Sua imagem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/78/", "verse_text": "laksmī-gaṇa tāṅra vaibhava-vilāsāṁśa-rūpa\nmahiṣī-gaṇa vaibhava-prakāśa-svarūpa", "devanagari": "> লক্ষ্মীগণ তাঁর বৈভব-বিলাসাংশরূপ ।\n> মহিষীগণ বৈভব-প্রকাশস্বরূপ ॥৭৮॥", "synonyms": "*lakṣmī-gaṇa*—as deusas da fortuna; *tāṅra*—d'Ela; *vaibhava-vilāsa*—como vaibhava-vilāsa; *aṁśa*—de porções plenárias; *rūpa*—que têm a forma; *mahiṣī-gaṇa*—as rainhas; *vaibhava-prakāśa*—de vaibhava-prakāśa; *svarūpa*—que têm a natureza.", "translation": "**As deusas da fortuna são Suas porções plenárias e exibem as formas de vaibhava-vilāsa. As rainhas são da natureza de Seu vaibhava-prakāśa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/79/", "verse_text": "ākāra svabhāva-bhede vraja-devī-gaṇa\nkāya-vyūha-rūpa tāṅra rasera kāraṇa", "devanagari": "> আকার স্বভাব-ভেদে ব্রজদেবীগণ ।\n> কায়ব্যূহরূপ তাঁর রসের কারণ ॥৭৯॥", "synonyms": "*ākāra*—de feições; *svabhāva*—de naturezas; *bhede*—com diferenças; *vraja-devī-gaṇa*—as gopīs; *kāya*—de Seu corpo; *vyūha*—de expansões; *rūpa*—que têm a forma; *tāṅra*—d'Ela; *rasera*—de doçuras; *kāraṇa*—instrumentos.", "translation": "**As Vraja-devīs têm feições corpóreas diversas. Elas são Suas expansões e os instrumentos para expandir o rasa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/80/", "verse_text": "bahu kāntā vinā nahe rasera ullāsa\nlīlāra sahāya lāgi' bahuta prakāśa", "devanagari": "> বহু কান্তা বিনা নহে রসের উল্লাস ।\n> লীলার সহায় লাগি’ বহুত প্রকাশ ॥৮০॥", "synonyms": "*bahu*—muitas; *kāntā*—amadas; *vinā*—sem; *nahe*—não há; *rasera*—de doçura; *ullāsa*—exultação; *līlāra*—dos passatempos; *sahāya*—auxiliar; *lāgi'*—com o propósito de ser; *bahuta*—muitas; *prakāśa*—manifestações.", "translation": "**Sem muitas consortes, não há tal exultação no rasa. Por isso, há muitas manifestações de Śrīmatī Rādhārāṇī para auxiliar nos passatempos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/81/", "verse_text": "tāra madhye vraje nānā bhāva-rasa-bhede\nkṛṣṇake karāya rāsādika-līlāsvāde", "devanagari": "> তার মধ্যে ব্রজে নানা ভাব-রস-ভেদে ।\n> কৃষ্ণকে করায় রাসাদিক-লীলাস্বাদে ॥৮১॥", "synonyms": "*tāra madhye*—entre elas; *vraje*—em Vraja; *nānā*—várias; *bhāva*—de disposições; *rasa*—e de doçuras; *bhede*—por diferenças; *kṛṣṇake*—o Senhor Kṛṣṇa; *karāya*—fazem com que; *rāsa-ādika*—começando pela dança da rāsa; *līlā*—dos passatempos; *āsvāde*—saborear.", "translation": "**Entre elas, há vários grupos de consortes em Vraja que possuem variedades de sentimentos e doçuras. Elas ajudam o Senhor Kṛṣṇa a saborear toda a doçura da dança da rāsa e de outros passatempos.**", "purport": "Como já se explicou, Kṛṣṇa e Rādhā são um em dois. Eles são idênticos. Kṛṣṇa Se expande em múltiplas encarnações e porções plenárias, como os *puruṣas*. Da mesma forma, Śrīmatī Rādhārāṇī Se expande em múltiplas formas, como as deusas da fortuna, as rainhas e as donzelas de Vraja. Tais expansões de Śrīmatī Rādhārāṇī são todas porções plenárias dEla. Todas essas formas femininas de Kṛṣṇa são expansões correspondentes às Suas expansões plenárias de formas de Viṣṇu. Essas expansões têm sido comparadas a formas refletidas da forma original. Não há diferença entre a forma original e as formas refletidas. Os reflexos femininos da potência de prazer de Kṛṣṇa são tão bons quanto o próprio Kṛṣṇa.\n\nAs expansões plenárias da personalidade de Kṛṣṇa chamam-se *vaibhava-vilāsa* e *vaibhava-prakāśa*, e as expansões de Rādhā são descritas de modo semelhante. As deusas da fortuna são Suas formas *vaibhava-vilāsa*, e as rainhas são Suas formas *vaibhava-prakāśa*. As associadas pessoais de Rādhārāṇī, as donzelas de Vraja, são expansões diretas de Seu corpo. Como expansões de Sua forma pessoal e de Sua disposição transcendental, elas são agentes de diferentes reciprocidades de amor nos passatempos do Senhor Kṛṣṇa, sob a direção suprema de Śrīmatī Rādhārāṇī. No reino transcendental, o desfrute é plenamente saboreado em variedade. A exuberância da doçura transcendental aumenta com a associação de um grande número de personalidades semelhantes a Rādhārāṇī, que também são conhecidas como *gopīs* ou *sakhīs*. A variedade de inumeráveis amadas é uma fonte de deleite para Śrī Kṛṣṇa, e, portanto, essas expansões de Śrīmatī Rādhārāṇī são necessárias para realçar a potência de prazer de Śrī Kṛṣṇa. Suas trocas transcendentais de amor são os casos superexcelentes dos passatempos de Vṛndāvana. Por meio dessas expansões do corpo pessoal de Śrīmatī Rādhārāṇī, Ela ajuda o Senhor Kṛṣṇa a saborear a dança da *rāsa* e outras atividades semelhantes. Śrīmatī Rādhārāṇī, sendo a pétala central da flor do *rāsa-līlā*, é também conhecida pelos nomes que se encontram nos versos seguintes."}
{"ref": "cc/adi/4/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/82/", "verse_text": "govindānandinī rādhā, govinda-mohinī\ngovinda-sarvasva, sarva-kāntā-śiromaṇi", "devanagari": "> গোবিন্দানন্দিনী, রাধা, গোবিন্দমোহিনী ।\n> গোবিন্দসর্বস্ব, সর্বকান্তা-শিরোমণি ॥৮২॥", "synonyms": "*govinda-ānandinī*—Aquela que dá prazer a Govinda; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *govinda-mohinī*—Aquela que enfeitiça Govinda; *govinda-sarvasva*—o todo do Senhor Govinda; *sarva-kāntā*—de todas as amadas do Senhor; *śiromaṇi*—a joia suprema.", "translation": "**Rādhā é Aquela que dá prazer a Govinda, e também é a encantadora de Govinda. Ela é o princípio e o fim de Govinda, e a joia maior de todas as Suas consortes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/83/", "verse_text": "devī kṛṣṇa-mayī proktā\nrādhikā para-devatā\nsarva-lakṣmī-mayī sarva-\nkāntiḥ sammohinī parā", "devanagari": "> দেবী কৃষ্ণময়ী প্রোক্তা রাধিকা পরদেবতা ।\n> সর্বলক্ষ্মীময়ী সর্বকান্তিঃ সম্মোহিনী পরা ॥৮৩॥", "synonyms": "*devī*—que brilha resplandecentemente; *kṛṣṇa-mayī*—não diferente do Senhor Kṛṣṇa; *proktā*—chamada; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *para-devatā*—suprema adorável; *sarva-lakṣmī-mayī*—que preside sobre todas as deusas da fortuna; *sarva-kāntiḥ*—em quem todo o esplendor existe; *sammohinī*—cujo caráter desconcerta por completo o Senhor Kṛṣṇa; *parā*—a energia superior.", "translation": "**\"A deusa transcendental Śrīmatī Rādhārāṇī é a contraparte direta do Senhor Śrī Kṛṣṇa. Ela é a figura central de todas as deusas da fortuna. Ela possui toda a atratividade para atrair a plenamente atraente Personalidade de Deus. Ela é a primordial potência interna do Senhor.\"**", "purport": "Este texto provém do *Bṛhad-gautamīya-tantra*."}
{"ref": "cc/adi/4/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/84/", "verse_text": "'devī' kahi dyotamānā, paramā sundarī\nkimvā, kṛṣṇa-pūjā-krīḍāra vasati nagarī", "devanagari": "> ‘দেবী’ কহি দ্যোতমানা, পরমা সুন্দরী ।\n> কিম্বা, কৃষ্ণপূজা-ক্রীড়ার বসতি নগরী ॥৮৪॥", "synonyms": "*devī*—a palavra devī; *kahi*—digo; *dyotamānā*—resplandecente; *paramā*—extremamente; *sundarī*—bela; *kimvā*—ou; *kṛṣṇa-pūjā*—da adoração ao Senhor Kṛṣṇa; *krīḍāra*—e dos folguedos; *vasati*—a morada; *nagarī*—a cidade.", "translation": "**\"Devī\" significa \"resplandecente e extremamente bela\". Ou então significa \"a encantadora morada da adoração e dos folguedos amorosos do Senhor Kṛṣṇa\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/85/", "verse_text": "kṛṣṇa-mayī--kṛṣṇa yāra bhitare bāhire\nyāṅhā yāṅhā netra paḍe tāṅhā kṛṣṇa sphure", "devanagari": "> কৃষ্ণময়ী — কৃষ্ণ যার ভিতরে বাহিরে ।\n> যাঁহা যাঁহা নেত্র পড়ে তাঁহা কৃষ্ণ স্ফুরে ॥৮৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-mayī*—a palavra kṛṣṇa-mayī; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yāra*—de quem; *bhitare*—o interior; *bāhire*—o exterior; *yāṅhā yāṅhā*—onde quer que; *netra*—os olhos; *paḍe*—pousem; *tāṅhā*—ali; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sphure*—manifesta-se.", "translation": "**\"Kṛṣṇa-mayī\" significa \"aquela cujo interior e exterior são o Senhor Kṛṣṇa\". Ela vê o Senhor Kṛṣṇa onde quer que dirija Seu olhar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/86/", "verse_text": "kimvā, prema-rasa-maya kṛṣṇera svarūpa\ntāṅra śakti tāṅra saha haya eka-rūpa", "devanagari": "> কিম্বা, প্রেমরসময় কৃষ্ণের স্বরূপ ।\n> তাঁর শক্তি তাঁর সহ হয় একরূপ ॥৮৬॥", "synonyms": "*kimvā*—ou; *prema-rasa*—as doçuras do amor; *maya*—feita de; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa*—a verdadeira natureza; *tāṅra*—d'Ele; *śakti*—a energia; *tāṅra saha*—com Ele; *haya*—há; *eka-rūpa*—unidade.", "translation": "**Ou então, Ela é idêntica ao Senhor Kṛṣṇa, pois personifica as doçuras do amor. A energia do Senhor Kṛṣṇa é idêntica a Ele.**", "purport": "Kṛṣṇa-mayī tem dois sentidos distintos. Primeiro, uma pessoa que sempre pensa em Kṛṣṇa, tanto interior quanto exteriormente, e que sempre se lembra apenas de Kṛṣṇa, aonde quer que vá ou o que quer que veja, chama-se kṛṣṇa-mayī. Além disso, visto que a personalidade de Kṛṣṇa é plena de amor, Sua potência amorosa, Rādhārāṇī, sendo não diferente d'Ele, chama-se kṛṣṇa-mayī."}
{"ref": "cc/adi/4/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/87/", "verse_text": "kṛṣṇa-vāñchā-pūrti-rūpa kare ārādhane\nataeva 'rādhikā' nāma purāṇe vākhāne", "devanagari": "> কৃষ্ণবাঞ্ছা-পূর্তিরূপ করে আরাধনে ।\n> অতএব ‘রাধিকা’ নাম পুরাণে বাখানে ॥৮৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-vāñchā*—do desejo do Senhor Kṛṣṇa; *pūrti-rūpa*—da natureza da satisfação; *kare*—faz; *ārādhane*—adoração; *ataeva*—portanto; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhikā; *nāma*—chamada; *purāṇe*—nos Purāṇas; *vākhāne*—na descrição.", "translation": "**Sua adoração [ārādhana] consiste em satisfazer os desejos do Senhor Kṛṣṇa. Portanto, os *Purāṇas* chamam-na de Rādhikā.**", "purport": "O nome Rādhā deriva da palavra-raiz ārādhana, que significa \"adoração\". A personalidade que sobrepuja a todas na adoração a Kṛṣṇa pode, por isso, ser chamada de Rādhikā, a maior servidora."}
{"ref": "cc/adi/4/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/88/", "verse_text": "anayārādhito nūnaṁ\nbhagavān harir īśvaraḥ\nyan no vihāya govindaḥ\nprīto yām anayad rahaḥ", "devanagari": "> অনয়ারাধিতো নূনং ভগবান্ হরিরীশ্বরঃ ।\n> যন্নো বিহায় গোবিন্দঃ প্রীতো যামনয়দ্রহঃ ॥৮৮॥", "synonyms": "*anayā*—por esta; *ārādhitaḥ*—adorado; *nūnam*—certamente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *hariḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *īśvaraḥ*—o Senhor Supremo; *yat*—do qual; *naḥ*—a nós; *vihāya*—deixando de lado; *govindaḥ*—Govinda; *prītaḥ*—satisfeito; *yām*—a quem; *anayat*—conduziu; *rahaḥ*—a um lugar solitário.", "translation": "**\"Em verdade, a Personalidade de Deus foi adorada por Ela. Por isso o Senhor Govinda, estando satisfeito, conduziu-a a um lugar solitário, deixando-nos a todas para trás.\"**", "purport": "Este texto provém do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.30.28)."}
{"ref": "cc/adi/4/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/89/", "verse_text": "ataeva sarva-pūjyā, parama-devatā\nsarva-pālikā, sarva jagatera mātā", "devanagari": "> অতএব সর্বপূজ্যা, পরম-দেবতা ।\n> সর্বপালিকা, সর্ব-জগতের মাতা ॥৮৯॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *sarva-pūjyā*—adorável por todos; *parama*—suprema; *devatā*—deusa; *sarva-pālikā*—a protetora de todos; *sarva jagatera*—de todos os universos; *mātā*—a mãe.", "translation": "**Portanto, Rādhā é parama-devatā, a deusa suprema, e é adorável por todos. Ela é a protetora de todos e a mãe de todo o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/90/", "verse_text": "'sarva-lakṣmī'-śabda pūrve kariyāchi vyākhyāna\nsarva-lakṣmī-gaṇera tiṅho hana adhiṣṭhāna", "devanagari": "> ‘সর্বলক্ষ্মী’-শব্দ পূর্বে করিয়াছি ব্যাখ্যান ।\n> সর্বলক্ষ্মীগণের তিহোঁ হন অধিষ্ঠান ॥৯০॥", "synonyms": "*sarva-lakṣmī-śabda*—a palavra sarva-lakṣmī; *pūrve*—anteriormente; *kariyāchi*—eu fiz; *vyākhyāna*—explicação; *sarva-lakṣmī-gaṇera*—de todas as deusas da fortuna; *tiṅho*—Ela; *hana*—é; *adhiṣṭhāna*—a morada.", "translation": "**Já expliquei o significado de \"sarva-lakṣmī\". Rādhā é a fonte original de todas as deusas da fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/91/", "verse_text": "kimvā, 'sarva-lakṣmī'--kṛṣṇera ṣaḍ-vidha aiśvarya\ntāṅra adhiṣṭhātrī śakti--sarva-śakti-varya", "devanagari": "> কিম্বা, ‘সর্বলক্ষ্মী’ — কৃষ্ণের ষড়্বিধ ঐশ্বর্য ।\n> তাঁর অধিষ্ঠাত্রী শক্তি — সর্বশক্তিবর্য ॥৯১॥", "synonyms": "*kimvā*—ou; *sarva-lakṣmī*—a palavra sarva-lakṣmī; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ṣaṭ-vidha*—seis espécies; *aiśvarya*—opulências; *tāṅra*—d'Ele; *adhiṣṭhātrī*—principal; *śakti*—energia; *sarva-śakti*—de todas as energias; *varya*—a melhor.", "translation": "**Ou então \"sarva-lakṣmī\" indica que Ela representa plenamente as seis opulências de Kṛṣṇa. Por isso, Ela é a energia suprema do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/92/", "verse_text": "sarva-saundarya-kānti vaisaye yāṅhāte\nsarva-lakṣmī-gaṇera śobhā haya yāṅhā haite", "devanagari": "> সর্ব-সৌন্দর্য-কান্তি বৈসয়ে যাঁহাতে ।\n> সর্বলক্ষ্মীগণের শোভা হয় যাঁহা হৈতে ॥৯২॥", "synonyms": "*sarva-saundarya*—de toda a beleza; *kānti*—o esplendor; *vaisaye*—repousa; *yāṅhāte*—em quem; *sarva-lakṣmī-gaṇera*—de todas as deusas da fortuna; *śobhā*—o esplendor; *haya*—é; *yāṅhā haite*—de quem.", "translation": "**A palavra \"sarva-kānti\" indica que toda a beleza e todo o brilho repousam em Seu corpo. Todas as lakṣmīs derivam d'Ela a sua beleza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/93/", "verse_text": "kimvā 'kānti'-śabde kṛṣṇera saba icchā kahe\nkṛṣṇera sakala vāñchā rādhātei rahe", "devanagari": "> কিংবা ‘কান্তি’-শব্দে কৃষ্ণের সব ইচ্ছা কহে ।\n> কৃষ্ণের সকল বাঞ্ছা রাধাতেই রহে ॥৯৩॥", "synonyms": "*kimvā*—ou; *kānti-śabde*—pela palavra kānti; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *saba*—todos; *icchā*—os desejos; *kahe*—diz; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sakala*—todos; *vāñchā*—os desejos; *rādhātei*—em Śrīmatī Rādhārāṇī; *rahe*—permanecem.", "translation": "**\"Kānti\" também pode significar \"todos os desejos do Senhor Kṛṣṇa\". Todos os desejos do Senhor Kṛṣṇa repousam em Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/94/", "verse_text": "rādhikā karena kṛṣṇera vāñchita pūraṇa\n'sarva-kānti'-śabdera ei artha vivaraṇa", "devanagari": "> রাধিকা করেন কৃষ্ণের বাঞ্ছিত পূরণ ।\n> ‘সর্বকান্তি’-শব্দের এই অর্থ বিবরণ ॥৯৪॥", "synonyms": "*rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *karena*—faz; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vāñchita*—o objeto desejado; *pūraṇa*—satisfazendo; *sarva-kānti-śabdera*—da palavra sarva-kānti; *ei*—este; *artha*—significado; *vivaraṇa*—a descrição.", "translation": "**Śrīmatī Rādhikā satisfaz todos os desejos do Senhor Kṛṣṇa. Este é o significado de \"sarva-kānti\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/95/", "verse_text": "jagat-mohana kṛṣṇa, tāṅhāra mohinī\nataeva samastera parā ṭhākurāṇī", "devanagari": "> জগৎমোহন কৃষ্ণ, তাঁহার মোহিনী ।\n> অতএব সমস্তের পরা ঠাকুরাণী ॥৯৫॥", "synonyms": "*jagat-mohana*—que encanta o universo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāṅhāra*—d'Ele; *mohinī*—a encantadora; *ataeva*—portanto; *samastera*—de todos; *parā*—a principal; *ṭhākurāṇī*—deusa.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa encanta o mundo, mas Śrī Rādhā encanta até mesmo a Ele. Por isso, Ela é a deusa suprema de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/96/", "verse_text": "rādhā--pūrṇa-śakti, kṛṣṇa--pūrṇa-śaktimān\ndui vastu bheda nāi, śāstra-paramāṇa", "devanagari": "> রাধা — পূর্ণশক্তি, কৃষ্ণ — পূর্ণশক্তিমান্ ।\n> দুই বস্তু ভেদ নাই, শাস্ত্র-পরমাণ ॥৯৬॥", "synonyms": "*rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *pūrṇa-śakti*—a energia completa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *pūrṇa-śaktimān*—o completo possuidor da energia; *dui*—duas; *vastu*—coisas; *bheda*—diferença; *nāi*—não há; *śāstra-paramāṇa*—a evidência das escrituras reveladas.", "translation": "**Śrī Rādhā é a potência plena, e o Senhor Kṛṣṇa é o possuidor da potência plena. Os dois não são diferentes, como o comprovam as escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/97/", "verse_text": "mṛgamada, tāra gandha--yaiche aviccheda\nagni, jvālāte--yaiche kabhu nāhi bheda", "devanagari": "> মৃগমদ, তার গন্ধ — যৈছে অবিচ্ছেদ ।\n> অগ্নি, জ্বালাতে — যৈছে কভু নাহি ভেদ ॥৯৭॥", "synonyms": "*mṛga-mada*—o almíscar; *tāra*—dele; *gandha*—a fragrância; *yaiche*—assim como; *aviccheda*—inseparáveis; *agni*—o fogo; *jvālāte*—o calor; *yaiche*—assim como; *kabhu*—alguma; *nāhi*—não há; *bheda*—diferença.", "translation": "**De fato, os dois são um só, assim como o almíscar e seu aroma são inseparáveis, ou como o fogo e seu calor não são diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/98/", "verse_text": "rādhā-kṛṣṇa aiche sadā eka-i svarūpa\nlīlā-rasa āsvādite dhare dui-rūpa", "devanagari": "> রাধাকৃষ্ণ ঐছে সদা একই স্বরূপ ।\n> লীলারস আস্বাদিতে ধরে দুইরূপ ॥৯৮॥", "synonyms": "*rādhā-kṛṣṇa*—Rādhā e Kṛṣṇa; *aiche*—dessa maneira; *sadā*—sempre; *eka-i*—uma só; *svarūpa*—natureza; *līlā-rasa*—as doçuras de um passatempo; *āsvādite*—para saborear; *dhare*—manifestam; *dui-rūpa*—duas formas.", "translation": "**Assim, Rādhā e o Senhor Kṛṣṇa são um só, embora tenham assumido duas formas para saborear as doçuras dos passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/99-100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/99-100/", "verse_text": "prema-bhakti śikhāite āpane avatari\nrādhā-bhāva-kānti dui aṅgīkāra kari'\nśrī-kṛṣṇa-caitanya-rūpe kaila avatāra\nei ta' pañcama ślokera artha paracāra", "devanagari": "> প্রেমভক্তি শিখাইতে আপনে অবতরি ।\n> রাধা-ভাব-কান্তি দুই অঙ্গীকার করি’ ॥৯৯॥\n> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যরূপে কৈল অবতার ।\n> এই ত’ পঞ্চম শ্লোকের অর্থ পরচার ॥১০০॥", "synonyms": "*prema-bhakti*—serviço devocional em amor a Deus; *śikhāite*—para ensinar; *āpane*—Ele mesmo; *avatari*—descendo; *rādhā-bhāva*—a disposição de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kānti*—e a tez; *dui*—duas; *aṅgīkāra kari'*—aceitando; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rūpe*—na forma; *kaila*—fez; *avatāra*—encarnação; *ei*—este; *ta'*—certamente; *pañcama*—quinto; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *paracāra*—proclamação.", "translation": "**Para promulgar o prema-bhakti [serviço devocional em amor a Deus], Kṛṣṇa apareceu como Śrī Kṛṣṇa Caitanya, com a disposição e a tez de Śrī Rādhā. Assim expliquei o significado do quinto verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/101/", "verse_text": "ṣaṣṭha ślokera artha karite prakāśa\nprathame kahiye sei ślokera ābhāsa", "devanagari": "> ষষ্ঠ শ্লোকের অর্থ করিতে প্রকাশ ।\n> প্রথমে কহিয়ে সেই শ্লোকের আভাস ॥১০১॥", "synonyms": "*ṣaṣṭha*—sexto; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *karite*—fazer; *prakāśa*—manifestação; *prathame*—primeiro; *kahiye*—falarei; *sei*—daquele; *ślokera*—do verso; *ābhāsa*—uma indicação.", "translation": "**Para explicar o sexto verso, darei primeiro uma indicação de seu significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/102/", "verse_text": "avatari' prabhu pracārila saṅkīrtana\neho bāhya hetu, pūrve kariyāchi sūcana", "devanagari": "> অবতরি’ প্রভু প্রচারিল সংকীর্তন ।\n> এহো বাহ্য হেতু, পূর্বে করিয়াছি সূচন ॥১০২॥", "synonyms": "*avatari'*—encarnando; *prabhu*—o Senhor; *pracārila*—propagou; *saṅkīrtana*—o cantar congregacional do santo nome; *eho*—esta; *bāhya*—externa; *hetu*—razão; *pūrve*—anteriormente; *kariyāchi*—eu dei; *sūcana*—uma indicação.", "translation": "**O Senhor veio para propagar o saṅkīrtana. Esse é um propósito externo, como já indiquei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/103/", "verse_text": "avatārera āra eka āche mukhya-bīja\nrasika-śekhara kṛṣṇera sei kārya nija", "devanagari": "> অবতারের আর এক আছে মুখ্যবীজ ।\n> রসিকশেখর কৃষ্ণের সেই কার্য নিজ ॥১০৩॥", "synonyms": "*avatārera*—da encarnação; *āra*—outra; *eka*—uma; *āche*—há; *mukhya-bīja*—a semente principal; *rasika-śekhara*—o supremo desfrutador das doçuras do amor; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sei*—essa; *kārya*—ocupação; *nija*—própria.", "translation": "**Há uma causa principal para o aparecimento do Senhor Kṛṣṇa. Ela brota de Suas próprias ocupações como o supremo desfrutador das trocas amorosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/104/", "verse_text": "ati gūḍha hetu sei tri-vidha prakāra\ndāmodara-svarūpa haite yāhāra pracāra", "devanagari": "> অতি গূঢ় হেতু সেই ত্রিবিধ প্রকার ।\n> দামোদরস্বরূপ হৈতে যাহার প্রচার ॥১০৪॥", "synonyms": "*ati*—muito; *gūḍha*—esotérica; *hetu*—razão; *sei*—essa; *tri-vidha*—três; *prakāra*—espécies; *dāmodara-svarūpa haite*—de Svarūpa Dāmodara; *yāhāra*—da qual; *pracāra*—a proclamação.", "translation": "**Essa razão tão confidencial é tríplice. Svarūpa Dāmodara a revelou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/105/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi--prabhura ati antaraṅga\ntāhāte jānena prabhura e-saba prasaṅga", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি — প্রভুর অতি অন্তরঙ্গ ।\n> তাহাতে জানেন প্রভুর এসব প্রসঙ্গ ॥১০৫॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ati*—muito; *antaraṅga*—associado íntimo; *tāhāte*—por isso; *jānena*—ele conhece; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *e-saba*—todos estes; *prasaṅga*—assuntos.", "translation": "**Svarūpa Gosāñi é o mais íntimo associado do Senhor. Por isso, ele conhece bem todos estes assuntos.**", "purport": "Antes que o Senhor aceitasse a ordem renunciada, Puruṣottama Bhaṭṭācārya, um residente de Navadvīpa, desejou ingressar na ordem de vida renunciada. Por isso, deixou o lar e foi a Benares, onde aceitou a posição de brahmacarya de um sannyāsī māyāvādī. Quando se tornou brahmacārī, recebeu o nome de Śrī Dāmodara Svarūpa. Pouco depois deixou Benares, sem aceitar o sannyāsa, e veio a Nīlācala, Jagannātha Purī, onde o Senhor Caitanya estava hospedado. Ali encontrou-se com Caitanya Mahāprabhu e dedicou sua vida ao serviço do Senhor. Tornou-se o secretário e companheiro constante do Senhor Caitanya. Costumava intensificar a potência de prazer do Senhor cantando canções apropriadas, que eram muito apreciadas. Svarūpa Dāmodara podia compreender a missão secreta do Senhor Caitanya, e foi somente por sua graça que todos os devotos do Senhor Caitanya puderam conhecer o verdadeiro propósito do Senhor.\n\nSvarūpa Dāmodara foi identificado como Lalitā-devī, a segunda expansão de Rādhārāṇī. No entanto, o autoritativo *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* de Kavi-karṇapūra descreve Svarūpa Dāmodara como a mesma Viśākhā-devī que serve o Senhor em Goloka Vṛndāvana. Portanto, deve-se compreender que Śrī Svarūpa Dāmodara é uma expansão direta de Rādhārāṇī que ajuda o Senhor a experimentar a disposição de Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/adi/4/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/106/", "verse_text": "rādhikāra bhāva-mūrti prabhura antara\nsei bhāve sukha-duḥkha uṭhe nirantara", "devanagari": "> রাধিকার ভাব-মূর্তি প্রভুর অন্তর ।\n> সেই ভাবে সুখ-দুঃখ উঠে নিরন্তর ॥১০৬॥", "synonyms": "*rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva-mūrti*—a forma das emoções; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *antara*—o coração; *sei*—essa; *bhāve*—na condição; *sukha-duḥkha*—felicidade e aflição; *uṭhe*—surgem; *nirantara*—constantemente.", "translation": "**O coração do Senhor Caitanya é a imagem das emoções de Śrī Rādhikā. Assim, sentimentos de prazer e dor surgem nele constantemente.**", "purport": "O coração do Senhor Caitanya estava pleno dos sentimentos de Śrīmatī Rādhārāṇī, e Sua aparência assemelhava-se à dEla. Svarūpa Dāmodara explicou Sua atitude como *rādhā-bhāva-mūrti*, a atitude de Rādhārāṇī. Quem se ocupa em gratificação dos sentidos na plataforma material dificilmente pode compreender o *rādhā-bhāva*, mas quem está livre das exigências da gratificação dos sentidos pode compreendê-lo. O *rādhā-bhāva* deve ser compreendido a partir dos Gosvāmīs, aqueles que de fato controlam os sentidos. A partir dessas fontes autorizadas, deve-se saber que a atitude de Śrīmatī Rādhārāṇī é a perfeição máxima do amor conjugal, que é a mais elevada das cinco doçuras transcendentais, e é a perfeição completa do amor por Kṛṣṇa.\n\nEssas relações transcendentais podem ser compreendidas em duas plataformas. Uma se chama elevada, e a outra, superelevada. Os casos amorosos exibidos em Dvārakā são a forma elevada. A posição superelevada é alcançada nas manifestações dos passatempos de Vṛndāvana. A atitude do Senhor Caitanya é, sem dúvida, superelevada.\n\nA partir da vida de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a pessoa inteligente ocupada em serviço devocional puro pode compreender que Ele sempre sentia dentro de Si a separação de Kṛṣṇa. Nessa separação, Ele às vezes sentia que havia encontrado Kṛṣṇa e desfrutava do encontro. O significado dessa separação e desse encontro é muito específico. Se alguém tentar compreender a posição excelsa do Senhor Caitanya sem conhecer isso, certamente a compreenderá mal. É preciso primeiro tornar-se plenamente autorrealizado. Caso contrário, pode-se identificar erroneamente o Senhor como *nāgara*, ou o desfrutador das donzelas de Vraja, cometendo assim o erro de *rasābhāsa*, ou compreensão sobreposta."}
{"ref": "cc/adi/4/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/107/", "verse_text": "śeṣa-līlāya prabhura kṛṣṇa-viraha-unmāda\nbhrama-maya ceṣṭā, āra pralāpa-maya vāda", "devanagari": "> শেষলীলায় প্রভুর কৃষ্ণবিরহ-উন্মাদ ।\n> ভ্রমময় চেষ্টা, আর প্রলাপময় বাদ ॥১০৭॥", "synonyms": "*śeṣa-līlāya*—nos passatempos finais; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-viraha*—da separação do Senhor Kṛṣṇa; *unmāda*—a loucura; *bhrama-maya*—errôneos; *ceṣṭā*—esforços; *āra*—e; *pralāpa-maya*—delirante; *vāda*—conversa.", "translation": "**Na porção final de Seus passatempos, o Senhor Caitanya estava obcecado pela loucura da separação do Senhor Kṛṣṇa. Ele agia de maneiras errôneas e falava deliriosamente.**", "purport": "O Senhor Śrī Caitanya exibiu o mais elevado estágio dos sentimentos de um devoto na separação do Senhor. Essa exibição foi sublime porque Ele era completamente perfeito nos sentimentos de separação. Os materialistas, porém, não conseguem compreender isto. Às vezes os eruditos materialistas pensam que Ele estava doente ou louco. O problema deles é que sempre se ocupam em gratificação material dos sentidos e jamais conseguem compreender os sentimentos dos devotos e do Senhor. Os materialistas são os mais abomináveis em suas ideias. Eles pensam que podem desfrutar diretamente, com seus sentidos, dos objetos grosseiros perceptíveis, e que podem lidar de modo semelhante com os aspectos transcendentais do Senhor Caitanya. Mas o Senhor só é compreendido em conformidade com os princípios estabelecidos pelos Gosvāmīs, encabeçados por Svarūpa Dāmodara. Doutrinas como as dos nadīyā-nāgarīs, uma classe de supostos devotos, jamais são apresentadas por pessoas autorizadas como Svarūpa Dāmodara ou os seis Gosvāmīs. As ideias dos gaurāṅga-nāgarīs são simplesmente uma invenção mental, e estão completamente no plano mental."}
{"ref": "cc/adi/4/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/108/", "verse_text": "rādhikāra bhāva yaiche uddhava-darśane\nsei bhāve matta prabhu rahe rātri-dine", "devanagari": "> রাধিকার ভাব যৈছে উদ্ধবদর্শনে ।\n> সেই ভাবে মত্ত প্রভু রহে রাত্রিদিনে ॥১০৮॥", "synonyms": "*rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva*—emoção; *yaiche*—assim como; *uddhava-darśane*—ao ver Śrī Uddhava; *sei*—esse; *bhāve*—no estado; *matta*—enlouquecido; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rahe*—permanece; *rātri-dine*—dia e noite.", "translation": "**Assim como Rādhikā enlouqueceu à vista de Uddhava, assim também o Senhor Caitanya estava obcecado dia e noite pela loucura da separação.**", "purport": "Aqueles que estão sob o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu podem compreender que Seu modo de adorar o Supremo Senhor Kṛṣṇa em separação é a verdadeira adoração do Senhor. Quando os sentimentos de separação se tornam muito intensos, alcança-se o estágio de encontrar-se com Śrī Kṛṣṇa.\n\nOs supostos devotos como os sahajiyās imaginam de modo barato que estão encontrando Kṛṣṇa em Vṛndāvana. Tal pensamento pode ser útil, mas na verdade encontrar Kṛṣṇa é possível por meio da disposição de separação ensinada por Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/4/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/109/", "verse_text": "rātre pralāpa kare svarūpera kaṇṭha dhari'\nāveśe āpana bhāva kahaye ughāḍi'", "devanagari": "> রাত্রে প্রলাপ করে স্বরূপের কণ্ঠ ধরি’ ।\n> আবেশে আপন ভাব কহয়ে উঘাড়ি’ ॥১০৯॥", "synonyms": "*rātre*—à noite; *pralāpa*—delírio; *kare*—faz; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *kaṇṭha dhari'*—abraçando o pescoço; *āveśe*—em êxtase; *āpana*—Sua própria; *bhāva*—disposição; *kahaye*—fala; *ughāḍi'*—exuberantemente.", "translation": "**À noite, Ele falava incoerentemente, com pesar, com os braços ao redor do pescoço de Svarūpa Dāmodara. Ele expressava Seu coração em inspiração extática.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/110/", "verse_text": "yabe yei bhāva uṭhe prabhura antara\nsei gīti-śloke sukha dena dāmodara", "devanagari": "> যবে যেই ভাব উঠে প্রভুর অন্তর ।\n> সেই গীতি-শ্লোকে সুখ দেন দামোদর ॥১১০॥", "synonyms": "*yabe*—quando; *yei*—essa; *bhāva*—disposição; *uṭhe*—surge; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *antara*—no coração; *sei*—essa; *gīti*—pela canção; *śloke*—ou verso; *sukha*—felicidade; *dena*—dá; *dāmodara*—Svarūpa Dāmodara.", "translation": "**Sempre que um sentimento particular surgia em Seu coração, Svarūpa Dāmodara O satisfazia cantando canções ou recitando versos da mesma natureza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/111/", "verse_text": "ebe kārya nāhi kichu e-saba vicāre\nāge ihā vivariba kariyā vistāre", "devanagari": "> এবে কার্য নাহি কিছু এসব বিচারে ।\n> আগে ইহা বিবরিব করিয়া বিস্তারে ॥১১১॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *kārya*—necessidade; *nāhi*—não há; *kichu*—nenhuma; *e-saba*—todas estas; *vicāre*—nas considerações; *āge*—adiante; *ihā*—isto; *vivariba*—descreverei; *kariyā*—fazendo; *vistāre*—em detalhe expandido.", "translation": "**Não é necessário analisar estes passatempos agora. Mais adiante eu os descreverei em detalhe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/112/", "verse_text": "pūrve vraje kṛṣṇera tri-vidha vayo-dharma\nkaumāra, paugaṇḍa, āra kaiśora atimarma", "devanagari": "> পূর্বে ব্রজে কৃষ্ণের ত্রিবিধ বয়োধর্ম ।\n> কৌমার, পৌগণ্ড, আর কৈশোর অতিমর্ম ॥১১২॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *vraje*—em Vraja; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *tri-vidha*—três espécies; *vayaḥ-dharma*—características da idade; *kaumāra*—infância; *paugaṇḍa*—meninice; *āra*—e; *kaiśora*—adolescência; *ati-marma*—o âmago.", "translation": "**Outrora, em Vraja, o Senhor Kṛṣṇa exibiu três idades, a saber, a infância, a meninice e a adolescência. Sua adolescência é especialmente significativa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/113/", "verse_text": "vātsalya-āveśe kaila kaumāra saphala\npaugaṇḍa saphala kaila lañā sakhāvala", "devanagari": "> বাৎসল্য-আবেশে কৈল কৌমার সফল ।\n> পৌগণ্ড সফল কৈল লঞা সখাবল ॥১১৩॥", "synonyms": "*vātsalya*—do amor parental; *āveśe*—na afeição; *kaila*—tornou; *kaumāra*—a infância; *sa-phala*—frutífera; *paugaṇḍa*—a meninice; *sa-phala*—frutífera; *kaila*—tornou; *lañā*—levando consigo; *sakhā-āvala*—os amigos.", "translation": "**A afeição parental tornou Sua infância frutífera. Sua meninice foi bem-sucedida com Seus amigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/114/", "verse_text": "rādhikādi lañā kaila rāsādi-vilāsa\nvāñchā bhari' āsvādila rasera niryāsa", "devanagari": "> রাধিকাদি লঞা কৈল রাসাদি-বিলাস ।\n> বাঞ্ছা ভরি’ আস্বাদিল রসের নির্যাস ॥১১৪॥", "synonyms": "*rādhikā-ādi*—Śrīmatī Rādhārāṇī e as outras gopīs; *lañā*—levando consigo; *kaila*—realizou; *rāsa-ādi*—começando pela dança da rāsa; *vilāsa*—passatempos; *vāñchā bhari'*—satisfazendo desejos; *āsvādila*—Ele saboreou; *rasera*—da doçura; *niryāsa*—a essência.", "translation": "**Na juventude, Ele saboreou a essência do rasa, satisfazendo Seus desejos em passatempos como a dança da rāsa com Śrīmatī Rādhikā e as outras gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/115/", "verse_text": "kaiśora-vayase kāma, jagat-sakala\nrāsādi-līlāya tina karila saphala", "devanagari": "> কৈশোর-বয়সে কাম, জগৎসকল ।\n> রাসাদি-লীলায় তিন করিল সফল ॥১১৫॥", "synonyms": "*kaiśora-vayase*—na idade adolescente; *kāma*—amor amoroso; *jagat-sakala*—o universo inteiro; *rāsa-ādi*—tais como a dança da rāsa; *līlāya*—por passatempos; *tina*—três; *karila*—tornou; *sa-phala*—bem-sucedidas.", "translation": "**Em Sua juventude, o Senhor Kṛṣṇa tornou bem-sucedidas todas as três de Suas idades, e o universo inteiro, por meio de Seus passatempos de amor amoroso, como a dança da rāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/116/", "verse_text": "so 'pi kaiśoraka-vayo\nmānayan madhusūdanaḥ\nreme strī-ratna-kūṭa-sthaḥ\nkṣapāsu kṣapitāhitaḥ", "devanagari": "> সোঽপি কৈশোরক-বয়ো মানয়ন্মধুসূদনঃ ।\n> রেমে স্ত্রীরত্নকূটস্থঃ ক্ষপাসু ক্ষপিতাহিতঃ ॥১১৬॥", "synonyms": "*saḥ*—Ele; *api*—especialmente; *kaiśoraka-vayaḥ*—a idade da adolescência; *mānayan*—honrando; *madhu-sūdanaḥ*—o matador do demônio Madhu; *reme*—desfrutou; *strī-ratna*—das gopīs; *kūṭa*—em multidões; *sthaḥ*—situado; *kṣapāsu*—nas noites de outono; *kṣapita-ahitaḥ*—que destrói a desventura.", "translation": "**\"O Senhor Madhusūdana desfrutou de Sua juventude com passatempos nas noites de outono em meio às leiteiras semelhantes a joias. Assim Ele dissipou todas as desventuras do mundo.\"**", "purport": "Este é um verso do *Viṣṇu Purāṇa* (5.13.60)."}
{"ref": "cc/adi/4/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/117/", "verse_text": "vācā sūcita-śarvarī-rati-kalā-prāgalbhyayā rādhikāṁ\nvrīḍā-kuñcita-locanāṁ viracayann agre sakhīnām asau\ntad-vakṣo-ruha-citra-keli-makarī-pāṇḍitya-pāraṁ gataḥ\nkaiśoraṁ saphalī-karoti kalayan kuñje vihāraṁ hariḥ", "devanagari": "> বাচা সূচিতশর্বরীরতিকলাপ্রাগল্ভ্যয়া রাধিকাং\n> ব্রীড়াকুঞ্চিতলোচনাং বিরচয়ন্নগ্রে সখীনামসৌ ।\n> তদ্বক্ষোরুহচিত্রকেলিমকরীপাণ্ডিত্যপারং গতঃ\n> কৈশোরং সফলীকরোতি কলয়ন্ কুঞ্জে বিহারং হরিঃ ॥১১৭॥", "synonyms": "*vācā*—pela fala; *sūcita*—revelando; *śarvarī*—da noite; *rati*—nos passatempos amorosos; *kalā*—da porção; *prāgalbhyayā*—a importância; *rādhikām*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *vrīḍā*—de vergonha; *kuñcita-locanām*—com os olhos fechados; *viracayan*—fazendo; *agre*—diante; *sakhīnām*—de Suas amigas; *asau*—aquele; *tat*—d'Ela; *vakṣaḥ-ruha*—nos seios; *citra-keli*—com passatempos variegados; *makarī*—em desenhar golfinhos; *pāṇḍitya*—de habilidade; *pāram*—o limite; *gataḥ*—que alcançou; *kaiśoram*—a adolescência; *sa-phalī-karoti*—torna bem-sucedida; *kalayan*—realizando; *kuñje*—nos arbustos; *vihāram*—passatempos; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa fez Śrīmatī Rādhārāṇī fechar os olhos de vergonha diante de Suas amigas com Suas palavras que relatavam as atividades amorosas de ambos na noite anterior. Em seguida, Ele demonstrou o mais alto limite de habilidade ao desenhar figuras de golfinhos em vários esportes lúdicos sobre os seios d'Ela. Dessa maneira, o Senhor Hari tornou Sua juventude bem-sucedida ao realizar passatempos nos arbustos com Śrī Rādhā e Suas amigas.\"**", "purport": "Este é um verso do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.231) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/118/", "verse_text": "harir eṣa na ced avātariṣyan\nmathurāyāṁ madhurākṣi rādhikā ca\nabhaviṣyad iyaṁ vṛthā visṛṣṭir\nmakarāṅkas tu viśeṣatas tadātra", "devanagari": "> হরিরেষ ন চেদবাতরিস্যন্মথুরায়াং মধুরাক্ষি রাধিকা চ ।\n> অভবিষ্যদিয়ং বৃথা বিসৃষ্টি-র্মকরাঙ্কস্তু বিশেষতস্তদাত্র\n> এই মত পূর্বে কৃষ্ণ রসের সদন ।\n> যদ্যপি করিল রস-নির্যাস-চর্বণ\n> তথাপি নহিল তিন বাঞ্ছিত পূরণ ।\n> তাহা আস্বাদিতে যদি করিল যতন ॥১১৮॥", "synonyms": "*hariḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *eṣaḥ*—este; *na*—não; *cet*—se; *avātariṣyat*—tivesse descido; *mathurāyām*—em Mathurā; *madhura-akṣi*—ó tu de belos olhos (Paurṇamāsī); *rādhikā*—Śrīmatī Rādhikā; *ca*—e; *abhaviṣyat*—teria sido; *iyam*—esta; *vṛthā*—inútil; *visṛṣṭiḥ*—toda a criação; *makara-aṅkaḥ*—o semideus do amor, Cupido; *tu*—então; *viśeṣataḥ*—acima de tudo; *tadā*—então; *atra*—nisto.", "translation": "**\"Ó Paurṇamāsī, se o Senhor Hari não tivesse descido em Mathurā com Śrīmatī Rādhārāṇī, toda esta criação — e especialmente Cupido, o semideus do amor — teria sido inútil.\"**", "purport": "Este verso é proferido por Śrī Vṛndā-devī no *Vidagdha-mādhava* (7.3) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/119-120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/119-120/", "verse_text": "ei mata pūrve kṛṣṇa rasera sadana\nyadyapi karila rasa-niryāsa-carvaṇa\ntathāpi nahila tina vāñchita pūraṇa\ntāhā āsvādite yadi karila yatana", "devanagari": "> এই মত পূর্বে কৃষ্ণ রসের সদন ।\n> যদ্যপি করিল রস-নির্যাস-চর্বণ ॥১১৯॥\n> তথাপি নহিল তিন বাঞ্ছিত পূরণ ।\n> তাহা আস্বাদিতে যদি করিল যতন ॥১২০॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *pūrve*—anteriormente; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *rasera*—das doçuras; *sadana*—o reservatório; *yadyapi*—embora; *karila*—fizesse; *rasa*—das doçuras; *niryāsa*—a essência; *carvaṇa*—mastigação; *tathāpi*—ainda; *nahila*—não foi; *tina*—três; *vāñchita*—objetos desejados; *pūraṇa*—satisfação; *tāhā*—isso; *āsvādite*—saborear; *yadi*—embora; *karila*—fossem feitos; *yatana*—esforços.", "translation": "**Embora o Senhor Kṛṣṇa, a morada de todas as doçuras, tivesse dessa maneira mastigado anteriormente a essência das doçuras do amor, ainda assim Ele foi incapaz de satisfazer três desejos, apesar de fazer esforços para saboreá-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/121/", "verse_text": "tāṅhāra prathama vāñchā kariye vyākhyāna\nkṛṣṇa kahe,--'āmi ha-i rasera nidāna", "devanagari": "> তাঁহার প্রথম বাঞ্ছা করিয়ে ব্যাখ্যান ।\n> কৃষ্ণ কহে, — ‘আমি হই রসের নিদান ॥১২১॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—Seu; *prathama*—primeiro; *vāñchā*—desejo; *kariye*—faço; *vyākhyāna*—explicação; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kahe*—diz; *āmi*—Eu; *ha-i*—sou; *rasera*—da doçura; *nidāna*—causa primária.", "translation": "**Explicarei Seu primeiro desejo. Kṛṣṇa diz: \"Eu sou a causa primária de todos os rasas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/122/", "verse_text": "pūrṇānanda-maya āmi cin-maya pūrṇa-tattva\nrādhikāra preme āmā karāya unmatta", "devanagari": "> পূর্ণানন্দময় আমি চিন্ময় পূর্ণতত্ত্ব ।\n> রাধিকার প্রেমে আমা করায় উন্মত্ত ॥১২২॥", "synonyms": "*pūrṇa-ānanda-maya*—feito de plena alegria; *āmi*—Eu; *cit-maya*—espiritual; *pūrṇa-tattva*—pleno de verdade; *rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *preme*—o amor; *āmā*—a Mim; *karāya*—faz; *unmatta*—enlouquecido.", "translation": "**\"Eu sou a plena verdade espiritual e sou feito de plena alegria, mas o amor de Śrīmatī Rādhārāṇī Me enlouquece.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/123/", "verse_text": "nā jāni rādhāra preme āche kata bala\nye bale āmāre kare sarvadā vihvala", "devanagari": "> না জানি রাধার প্রেমে আছে কত বল ।\n> যে বলে আমারে করে সর্বদা বিহ্বল ॥১২৩॥", "synonyms": "*nā jāni*—Eu não sei; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *preme*—no amor; *āche*—há; *kata*—quanta; *bala*—força; *ye*—a qual; *bale*—força; *āmāre*—a Mim; *kare*—faz; *sarvadā*—sempre; *vihvala*—dominado.", "translation": "**\"Eu não conheço a força do amor de Rādhā, com o qual Ela sempre Me domina.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/124/", "verse_text": "rādhikāra prema--guru, āmi--śiṣya naṭa\nsadā āmā nānā nṛtye nācāya udbhaṭa", "devanagari": "> রাধিকার প্রেম — গুরু, আমি — শিষ্য নট ।\n> সদা আমা নানা নৃত্যে নাচায় উদ্ভট ॥১২৪॥", "synonyms": "*rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *prema*—o amor; *guru*—mestre; *āmi*—Eu; *śiṣya*—discípulo; *naṭa*—dançarino; *sadā*—sempre; *āmā*—a Mim; *nānā*—várias; *nṛtye*—em danças; *nācāya*—faz dançar; *udbhaṭa*—inéditas.", "translation": "**\"O amor de Rādhikā é Meu mestre, e Eu sou Seu aluno de dança. Seu prema Me faz dançar várias danças inéditas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/125/", "verse_text": "kasmād vṛnde priya-sakhi hareḥ pāda-mūlāt kuto 'sau\nkuṇḍāraṇye kim iha kurute nṛtya-śikṣāṁ guruḥ kaḥ\ntaṁ tvan-mūrtiḥ prati-taru-lataṁ dig-vidikṣu sphurantī\nśailūṣīva bhramati parito nartayantī sva-paścāt", "devanagari": "> কস্মাদ্বৃন্দে প্রিয়সখি হরেঃ পাদমূলাৎ কুতোঽসৌ\n> কুণ্ডারণ্যে কিমিহ কুরুতে নৃত্যশিক্ষাং গুরুঃ কঃ ।\n> তং ত্বন্মূর্তিঃ প্রতিতরুলতং দিগ্বিদিক্ষু স্ফুরন্তী\n> শৈলূষীব ভ্রমতি পরিতো নর্তয়ন্তী স্ব-পশ্চাৎ ॥১২৫॥", "synonyms": "*kasmāt*—de onde; *vṛnde*—ó Vṛndā; *priyā-sakhi*—ó querida amiga; *hareḥ*—do Senhor Hari; *pāda-mūlāt*—dos pés de lótus; *kutaḥ*—onde; *asau*—aquele (o Senhor Kṛṣṇa); *kuṇḍa-araṇye*—na floresta às margens do Rādhā-kuṇḍa; *kim*—o que; *iha*—aqui; *kurute*—Ele faz; *nṛtya-śikṣām*—prática de dança; *guruḥ*—mestre; *kaḥ*—quem; *tam*—a Ele; *tvat-mūrtiḥ*—tua forma; *prati-taru-latam*—em cada árvore e trepadeira; *dik-vidikṣu*—em todas as direções; *sphurantī*—aparecendo; *śailūṣī*—dançarina experiente; *iva*—como; *bhramati*—vagueia; *paritaḥ*—por toda parte; *nartayantī*—fazendo dançar; *sva-paścāt*—atrás.", "translation": "**\"Ó minha querida amiga Vṛndā, de onde vens?\"\n\n\"Venho dos pés de Śrī Hari.\"\n\n\"Onde está Ele?\"\n\n\"Na floresta às margens do Rādhā-kuṇḍa.\"\n\n\"O que Ele está fazendo lá?\"\n\n\"Ele está aprendendo a dançar.\"\n\n\"Quem é Seu mestre?\"\n\n\"Tua imagem, Rādhā, revelando-se em cada árvore e trepadeira em todas as direções, vagueia como uma dançarina hábil, fazendo-O dançar atrás dela.\"**", "purport": "Este texto provém do *Govinda-līlāmṛta* (8.77) de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/126/", "verse_text": "nija-premāsvāde mora haya ye āhlāda\ntāhā ha'te koṭi-guṇa rādhā-premāsvāda", "devanagari": "> নিজ-প্রেমাস্বাদে মোর হয় যে আহ্লাদ ।\n> তাহা হ’তে কোটিগুণ রাধা-প্রেমাস্বাদ ॥১২৬॥", "synonyms": "*nija*—próprio; *prema*—amor; *āsvāde*—no saborear; *mora*—Meu; *haya*—há; *ye*—qualquer que seja; *āhlāda*—prazer; *tāhā ha'te*—do que esse; *koṭi-guṇa*—dez milhões de vezes maior; *rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *prema-āsvāda*—o saborear do amor.", "translation": "**\"Qualquer prazer que Eu obtenha ao saborear Meu amor por Śrīmatī Rādhārāṇī, Ela o saboreia dez milhões de vezes mais do que Eu por meio de Seu amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/127/", "verse_text": "āmi yaiche paraspara viruddha-dharmāśraya\nrādhā-prema taiche sadā viruddha-dharma-maya", "devanagari": "> আমি যৈছে পরস্পর বিরুদ্ধধর্মাশ্রয় ।\n> রাধাপ্রেম তৈছে সদা বিরুদ্ধধর্মময় ॥১২৭॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *yaiche*—assim como; *paraspara*—mutuamente; *viruddha-dharma*—de características conflitantes; *āśraya*—a morada; *rādhā-prema*—o amor de Śrīmatī Rādhārāṇī; *taiche*—assim também; *sadā*—sempre; *viruddha-dharma-maya*—consiste em características conflitantes.", "translation": "**\"Assim como Eu sou a morada de todas as características mutuamente contraditórias, assim também o amor de Rādhā está sempre repleto de semelhantes contradições.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/128/", "verse_text": "rādhā-premā vibhu--yāra bāḍite nāhi ṭhāñi\ntathāpi se kṣaṇe kṣaṇe bāḍaye sadāi", "devanagari": "> রাধা-প্রেমা বিভু — যার বাড়িতে নাহি ঠাঞি ।\n> তথাপি সে ক্ষণে ক্ষণে বাড়য়ে সদাই ॥১২৮॥", "synonyms": "*rādhā-premā*—o amor de Śrīmatī Rādhārāṇī; *vibhu*—onipenetrante; *yāra*—do qual; *bāḍite*—para aumentar; *nāhi*—não há; *ṭhāñi*—espaço; *tathāpi*—ainda; *se*—esse; *kṣaṇe kṣaṇe*—a cada instante; *bāḍaye*—aumenta; *sadāi*—sempre.", "translation": "**\"O amor de Rādhā é onipenetrante, não deixando espaço para expansão. Mesmo assim, ele se expande constantemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/129/", "verse_text": "yāhā va-i guru vastu nāhi suniścita\ntathāpi gurura dharma gaurava-varjita", "devanagari": "> যাহা বই গুরু বস্তু নাহি সুনিশ্চিত ।\n> তথাপি গুরুর ধর্ম গৌরব-বর্জিত ॥১২৯॥", "synonyms": "*yāhā*—o qual; *va-i*—além de; *guru*—grande; *vastu*—coisa; *nāhi*—não há; *suniścita*—com toda a certeza; *tathāpi*—ainda; *gurura*—de grandeza; *dharma*—características; *gaurava-varjita*—desprovidas de orgulho.", "translation": "**\"Não há certamente nada maior do que Seu amor. Contudo, Seu amor é desprovido de orgulho. Esse é o sinal de sua grandeza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/130/", "verse_text": "yāhā haite sunirmala dvitīya nāhi āra\ntathāpi sarvadā vāmya-vakra-vyavahāra", "devanagari": "> যাহা হৈতে সুনির্মল দ্বিতীয় নাহি আর ।\n> তথাপি সর্বদা বাম্য-বক্র-ব্যবহার ॥১৩০॥", "synonyms": "*yāhā haite*—do que o qual; *su-nirmala*—muito puro; *dvitīya*—segundo; *nāhi*—não há; *āra*—outro; *tathāpi*—ainda; *sarvadā*—sempre; *vāmya*—perverso; *vakra*—tortuoso; *vyavahāra*—comportamento.", "translation": "**\"Nada é mais puro do que Seu amor. Porém seu comportamento é sempre perverso e tortuoso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/131/", "verse_text": "vibhur api kalayan sadābhivṛddhiṁ\ngurur api gaurava-caryayā vihīnaḥ\nmuhur upacita-vakrimāpi śuddho\njayati mura-dviṣi rādhikānurāgaḥ", "devanagari": "> বিভুরপি কলয়ন্ সদাভিবৃদ্ধিং\n> গুরুরপি গৌরবচর্যয়া বিহীনঃ ।\n> মুহুরুপচিতবক্রিমাপি শুদ্ধো\n> জয়তি মুরদ্বিষি রাধিকানুরাগঃ ॥১৩১॥", "synonyms": "*vibhuḥ*—onipenetrante; *api*—embora; *kalayan*—fazendo; *sadā*—sempre; *abhivṛddhim*—aumento; *guruḥ*—importante; *api*—embora; *gaurava-caryayā vihīnaḥ*—sem comportamento orgulhoso; *muhuḥ*—repetidas vezes; *upacita*—aumentada; *vakrimā*—duplicidade; *api*—embora; *śuddhaḥ*—puro; *jayati*—todas as glórias a; *mura-dviṣi*—por Kṛṣṇa, o inimigo do demônio Mura; *rādhikā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *anurāgaḥ*—o amor.", "translation": "**\"Todas as glórias ao amor de Rādhā por Kṛṣṇa, o inimigo do demônio Mura. Embora seja onipenetrante, ele tende a aumentar a cada momento. Embora seja importante, é desprovido de orgulho. E embora seja puro, está sempre cercado de duplicidade.\"**", "purport": "Este é um verso do *Dāna-keli-kaumudī* (2) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/132/", "verse_text": "sei premāra śrī-rādhikā parama 'āśraya'\nsei premāra āmi ha-i kevala 'viṣaya'", "devanagari": "> সেই প্রেমার শ্রীরাধিকা পরম ‘আশ্রয়’ ।\n> সেই প্রেমার আমি হই কেবল ‘বিষয়’ ॥১৩২॥", "synonyms": "*sei*—esse; *premāra*—do amor; *śrī-rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *parama*—suprema; *āśraya*—morada; *sei*—esse; *premāra*—do amor; *āmi*—Eu; *ha-i*—sou; *kevala*—único; *viṣaya*—objeto.", "translation": "**\"Śrī Rādhikā é a suprema morada desse amor, e Eu sou o seu único objeto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/133/", "verse_text": "viṣaya-jātīya sukha āmāra āsvāda\nāmā haite koṭi-guṇa āśrayera āhlāda", "devanagari": "> বিষয়জাতীয় সুখ আমার আস্বাদ ।\n> আমা হৈতে কোটিগুণ আশ্রয়ের আহ্লাদ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*viṣaya jātīya*—relativa ao objeto; *sukha*—felicidade; *āmāra*—Meu; *āsvāda*—saborear; *āmā haite*—do que Eu; *koṭi-guṇa*—dez milhões de vezes mais; *āśrayera*—da morada; *āhlāda*—prazer.", "translation": "**\"Eu saboreio a bem-aventurança à qual o objeto do amor tem direito. Mas o prazer de Rādhā, a morada desse amor, é dez milhões de vezes maior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/134/", "verse_text": "āśraya-jātiya sukha pāite mana dhāya\nyatne āsvādite nāri, ki kari upāya", "devanagari": "> আশ্রয়জাতীয় সুখ পাইতে মন ধায় ।\n> যত্নে আস্বাদিতে নারি, কি করি উপায় ॥১৩৪॥", "synonyms": "*āśraya-jātīya*—relativa à morada; *sukha*—felicidade; *pāite*—para obter; *mana*—a mente; *dhāya*—corre; *yatne*—com esforço; *āsvādite*—saborear; *nāri*—sou incapaz; *ki*—o que; *kari*—faço; *upāya*—maneira.", "translation": "**\"Minha mente corre para saborear o prazer experimentado pela morada, mas não consigo saboreá-lo, nem mesmo com Meus melhores esforços. Como posso saboreá-lo?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/135/", "verse_text": "kabhu yadi ei premāra ha-iye āśraya\ntabe ei premānandera anubhava haya", "devanagari": "> কভু যদি এই প্রেমার হইয়ে আশ্রয় ।\n> তবে এই প্রেমানন্দের অনুভব হয় ॥১৩৫॥", "synonyms": "*kabhu*—em algum momento; *yadi*—se; *ei*—deste; *premāra*—do amor; *ha-iye*—Eu Me torno; *āśraya*—a morada; *tabe*—então; *ei*—desta; *prema-ānandera*—da alegria do amor; *anubhava*—experiência; *haya*—há.", "translation": "**\"Se em algum momento Eu puder ser a morada desse amor, somente então poderei saborear sua alegria.\"**", "purport": "Viṣaya e āśraya são duas palavras muito significativas relacionadas à reciprocidade entre Kṛṣṇa e Seu devoto. O devoto chama-se āśraya, e seu amado, Kṛṣṇa, é o viṣaya. Diversos ingredientes estão envolvidos no intercâmbio de amor entre o āśraya e o viṣaya, os quais se conhecem como vibhāva, anubhāva, sāttvika e vyabhicārī. O vibhāva divide-se em duas categorias: ālambana e uddīpana. O ālambana pode dividir-se ainda em āśraya e viṣaya. Nos relacionamentos amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa, Rādhārāṇī é o aspecto āśraya e Kṛṣṇa, o viṣaya. A consciência transcendental do Senhor diz-Lhe: \"Eu sou Kṛṣṇa, e experimento prazer como o viṣaya. O prazer desfrutado por Rādhārāṇī, o āśraya, é muitas vezes maior que o prazer que Eu sinto.\" Por conseguinte, para sentir o prazer da categoria āśraya, o Senhor Kṛṣṇa apareceu como Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/4/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/136/", "verse_text": "eta cinti' rahe kṛṣṇa parama-kautukī\nhṛdaye bāḍaye prema-lobha dhakdhaki", "devanagari": "> এত চিন্তি’ রহে কৃষ্ণ পরমকৌতুকী ।\n> হৃদয়ে বাড়য়ে প্রেম-লোভ ধক্ধকি ॥১৩৬॥", "synonyms": "*eta cinti'*—pensando isto; *rahe*—permanece; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *parama-kautukī*—o supremamente curioso; *hṛdaye*—no coração; *bāḍaye*—aumenta; *prema-lobha*—o desejo ardente de amor; *dhakdhaki*—ardendo.", "translation": "**Pensando dessa maneira, o Senhor Kṛṣṇa sentia curiosidade de saborear esse amor. Seu ardente desejo por esse amor ardia cada vez mais em Seu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/137/", "verse_text": "ei eka, śuna āra lobhera prakāra\nsva-mādhurya dekhi' kṛṣṇa karena vicāra", "devanagari": "> এই এক, শুন আর লোভের প্রকার ।\n> স্বমাধুর্য দেখি’ কৃষ্ণ করেন বিচার ॥১৩৭॥", "synonyms": "*ei*—este; *eka*—um; *śuna*—por favor, ouve; *āra*—outro; *lobhera*—do desejo ardente; *prakāra*—tipo; *sva-mādhurya*—própria doçura; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *karena*—faz; *vicāra*—consideração.", "translation": "**Esse é um desejo. Agora, por favor, ouve sobre outro. Ao ver Sua própria beleza, o Senhor Kṛṣṇa pôs-se a refletir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/138/", "verse_text": "adbhuta, ananta, pūrṇa mora madhurimā\ntri-jagate ihāra keha nāhi pāya sīmā", "devanagari": "> অদ্ভুত, অনন্ত, পূর্ণ মোর মধুরিমা ।\n> ত্রিজগতে ইহার কেহ নাহি পায় সীমা ॥১৩৮॥", "synonyms": "*adbhuta*—maravilhosa; *ananta*—ilimitada; *pūrṇa*—plena; *mora*—Minha; *madhurimā*—doçura; *tri-jagate*—nos três mundos; *ihāra*—desta; *keha*—alguém; *nāhi*—não; *pāya*—obtém; *sīmā*—limite.", "translation": "**\"Minha doçura é maravilhosa, infinita e plena. Ninguém nos três mundos pode encontrar seu limite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/139/", "verse_text": "ei prema-dvāre nitya rādhikā ekali\nāmāra mādhuryāmṛta āsvāde sakali", "devanagari": "> এই প্রেমদ্বারে নিত্য রাধিকা একলি ।\n> আমার মাধুর্যামৃত আস্বাদে সকলি ॥১৩৯॥", "synonyms": "*ei*—este; *prema-dvāre*—por meio do amor; *nitya*—sempre; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *ekali*—somente; *āmāra*—de Mim; *mādhurya-amṛta*—o néctar da doçura; *āsvāde*—saboreia; *sakali*—todo.", "translation": "**\"Somente Rādhikā, pela força de Seu amor, saboreia todo o néctar de Minha doçura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/140/", "verse_text": "yadyapi nirmala rādhāra sat-prema-darpaṇa\ntathāpi svacchatā tāra bāḍhe kṣaṇe kṣaṇa", "devanagari": "> যদ্যপি নির্মল রাধার সৎপ্রেমদর্পণ ।\n> তথাপি স্বচ্ছতা তার বাঢ়ে ক্ষণে ক্ষণ ॥১৪০॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *nirmala*—puro; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *sat-prema*—de amor verdadeiro; *darpaṇa*—o espelho; *tathāpi*—ainda assim; *svacchatā*—transparência; *tāra*—daquele; *bāḍhe*—aumenta; *kṣaṇe kṣaṇa*—a cada momento.", "translation": "**\"Embora o amor de Rādhā seja puro como um espelho, sua pureza aumenta a cada momento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/141/", "verse_text": "āmāra mādhurya nāhi bāḍhite avakāśe\ne-darpaṇera āge nava nava rūpe bhāse", "devanagari": "> আমার মাধুর্য নাহি বাঢ়িতে অবকাশে ।\n> এ-দর্পণের আগে নব নব রূপে ভাসে ॥১৪১॥", "synonyms": "*āmāra*—de Mim; *mādhurya*—doçura; *nāhi*—não; *bāḍhite*—aumentar; *avakāśe*—oportunidade; *e-darpaṇera āge*—diante deste espelho; *nava nava*—cada vez mais nova; *rūpe*—em beleza; *bhāse*—resplandece.", "translation": "**\"Minha doçura tampouco tem espaço para expandir-se, mas, mesmo assim, resplandece diante desse espelho com beleza cada vez mais nova.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/142/", "verse_text": "man-mādhurya rādhāra prema--doṅhe hoḍa kari'\nkṣaṇe kṣaṇe bāḍe doṅhe, keha nāhi hāri", "devanagari": "> মন্মাধুর্য রাধার প্রেম — দোঁহে হোড় করি’ ।\n> ক্ষণে ক্ষণে বাড়ে দোঁহে, কেহ নাহি হারি ॥১৪২॥", "synonyms": "*mat-mādhurya*—Minha doçura; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *prema*—o amor; *doṅhe*—ambos juntos; *hoḍa kari'*—desafiando; *kṣaṇe kṣaṇe*—a cada instante; *bāḍe*—aumentam; *doṅhe*—ambos; *keha nāhi*—ninguém; *hāri*—derrotado.", "translation": "**\"Há uma competição constante entre Minha doçura e o espelho do amor de Rādhā. Ambos continuam a aumentar, mas nenhum conhece a derrota.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/143/", "verse_text": "āmāra mādhurya nitya nava nava haya\nsva-sva-prema-anurūpa bhakte āsvādaya", "devanagari": "> আমার মাধুর্য নিত্য নব নব হয় ।\n> স্ব-স্ব-প্রেম-অনুরূপ ভক্তে আস্বাদয় ॥১৪৩॥", "synonyms": "*āmāra*—de Mim; *mādhurya*—a doçura; *nitya*—sempre; *nava nava*—cada vez mais nova; *haya*—é; *sva-sva-prema-anurūpa*—conforme o próprio amor de cada um; *bhakte*—o devoto; *āsvādaya*—saboreia.", "translation": "**\"Minha doçura é sempre cada vez mais nova. Os devotos a saboreiam conforme o amor respectivo de cada um.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/144/", "verse_text": "darpaṇādye dekhi' yadi āpana mādhurī\nāsvādite haya lobha, āsvādite nāri", "devanagari": "> দর্পণাদ্যে দেখি’ যদি আপন মাধুরী ।\n> আস্বাদিতে হয় লোভ, আস্বাদিতে নারি ॥১৪৪॥", "synonyms": "*darpaṇa-ādye*—começando num espelho; *dekhi'*—vendo; *yadi*—se; *āpana*—própria; *mādhurī*—doçura; *āsvādite*—saborear; *haya*—há; *lobha*—desejo; *āsvādite*—saborear; *nāri*—não sou capaz.", "translation": "**\"Se vejo Minha doçura num espelho, sinto-Me tentado a saboreá-la, mas, ainda assim, não posso fazê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/145/", "verse_text": "vicāra kariye yadi āsvāda-upāya\nrādhikā-svarūpa ha-ite tabe mana dhāya", "devanagari": "> বিচার করিয়ে যদি আস্বাদ-উপায় ।\n> রাধিকাস্বরূপ হইতে তবে মন ধায় ॥১৪৫॥", "synonyms": "*vicāra*—consideração; *kariye*—faço; *yadi*—se; *āsvāda*—saborear; *upāya*—maneira; *rādhikā-svarūpa*—a natureza de Śrīmatī Rādhārāṇī; *ha-ite*—tornar-Me; *tabe*—então; *mana*—mente; *dhāya*—corre atrás.", "translation": "**\"Se reflito sobre uma maneira de saboreá-la, descubro que anseio pela posição de Rādhikā.\"**", "purport": "A atratividade de Kṛṣṇa é maravilhosa e ilimitada. Ninguém pode conhecer-lhe o fim. Somente Śrīmatī Rādhārāṇī pode saborear tamanha amplitude a partir de Sua posição na categoria āśraya. O espelho do amor transcendental de Śrīmatī Rādhārāṇī é perfeitamente claro, mas, ainda assim, mostra-se cada vez mais claro no método transcendental de compreender Kṛṣṇa. No espelho do coração de Rādhārāṇī, os aspectos transcendentais de Kṛṣṇa surgem cada vez mais novos e renovados. Em outras palavras, a atração por Kṛṣṇa aumenta na proporção em que se compreende Śrīmatī Rādhārāṇī. Cada um tenta superar o outro. Nenhum deseja ser derrotado em aumentar a intensidade do amor. Desejando compreender a atitude de amor crescente de Rādhārāṇī, o Senhor Kṛṣṇa apareceu como Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/4/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/146/", "verse_text": "aparikalita-pūrvaḥ kaś camatkāra-kārī\nsphurati mama garīyān eṣa mādhurya-pūraḥ\nayam aham api hanta prekṣya yaṁ lubdha-cetāḥ\nsarabhasam upabhoktuṁ kāmaye rādhikeva", "devanagari": "> অপরিকলিতপূর্বঃ কশ্চমৎকারকারী\n> স্ফুরতি মম গরীয়ানেষ মাধুর্যপূরঃ ।\n> অয়মহমপি হন্ত প্রেক্ষ্য যং লুব্ধচেতাঃ\n> সরভসমুপভোক্তুং কাময়ে রাধিকেব ॥১৪৬॥", "synonyms": "*aparikalita*—não experimentada; *pūrvaḥ*—anteriormente; *kaḥ*—quem; *camatkāra-kārī*—causando admiração; *sphurati*—manifesta; *mama*—Minha; *garīyān*—maior; *eṣaḥ*—esta; *mādhurya-pūraḥ*—abundância de doçura; *ayam*—este; *aham*—Eu; *api*—mesmo; *hanta*—ai; *prekṣya*—vendo; *yam*—a qual; *lubdha-cetāḥ*—com a mente confusa; *sa-rabhasam*—impetuosamente; *upabhoktum*—desfrutar; *kāmaye*—desejo; *rādhikā iva*—como Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\"Quem manifesta uma abundância de doçura maior que a Minha, jamais experimentada antes e que causa admiração a todos? Ai de Mim, Eu próprio, com a mente confusa ao ver essa beleza, desejo impetuosamente desfrutá-la como Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": "Este texto provém do *Lalita-mādhava* (8.34) de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Foi proferido pelo Senhor Kṛṣṇa quando Ele viu a beleza de Seu próprio reflexo numa fonte cravejada de joias, em Dvārakā."}
{"ref": "cc/adi/4/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/147/", "verse_text": "kṛṣṇa-mādhuryera eka svābhāvika bala\nkṛṣṇa-ādi nara-nārī karaye cañcala", "devanagari": "> কৃষ্ণমাধুর্যের এক স্বাভাবিক বল ।\n> কৃষ্ণআদি নরনারী করয়ে চঞ্চল ॥১৪৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *mādhuryera*—da doçura; *eka*—uma; *svābhāvika*—natural; *bala*—força; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ādi*—começando por; *nara-nārī*—homens e mulheres; *karaye*—faz; *cañcala*—perturbados.", "translation": "**A beleza de Kṛṣṇa tem uma força natural: emociona o coração de todos os homens e mulheres, começando pelo próprio Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/148/", "verse_text": "śravaṇe, darśane ākarṣaye sarva-mana\nāpanā āsvādite kṛṣṇa karena yatana", "devanagari": "> শ্রবণে, দর্শনে আকর্ষয়ে সর্বমন ।\n> আপনা আস্বাদিতে কৃষ্ণ করেন যতন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*śravaṇe*—ao ouvir; *darśane*—ao ver; *ākarṣaye*—atrai; *sarva-mana*—todas as mentes; *āpanā*—a Si mesmo; *āsvādite*—saborear; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *karena*—faz; *yatana*—esforços.", "translation": "**Todas as mentes são atraídas ao ouvir Sua doce voz e Sua flauta, ou ao ver Sua beleza. Até o próprio Senhor Kṛṣṇa faz esforços para saborear essa doçura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/149/", "verse_text": "e mādhuryāmṛta pāna sadā yei kare\ntṛṣṇā-śānti nahe, tṛṣṇā bāḍhe nirantare", "devanagari": "> এ মাধুর্যামৃত পান সদা যেই করে ।\n> তৃষ্ণাশান্তি নহে, তৃষ্ণা বাঢ়ে নিরন্তরে ॥১৪৯॥", "synonyms": "*e*—este; *mādhurya-amṛta*—néctar da doçura; *pāna*—bebe; *sadā*—sempre; *yei*—aquele que; *kare*—faz; *tṛṣṇā-śānti*—satisfação da sede; *nahe*—não há; *tṛṣṇā*—sede; *bāḍhe*—aumenta; *nirantare*—constantemente.", "translation": "**A sede de quem sempre bebe o néctar dessa doçura jamais se satisfaz. Ao contrário, essa sede aumenta constantemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/150/", "verse_text": "atṛpta ha-iyā kare vidhira nindana\navidagdha vidhi bhāla nā jāne sṛjana", "devanagari": "> অতৃপ্ত হইয়া করে বিধির নিন্দন ।\n> অবিদগ্ধ বিধি ভাল না জানে সৃজন ॥১৫০॥", "synonyms": "*atṛpta*—insatisfeito; *ha-iyā*—estando; *kare*—faz; *vidhira*—do Senhor Brahmā; *nindana*—blasfêmia; *avidagdha*—inexperiente; *vidhi*—o Senhor Brahmā; *bhāla*—bem; *nā jāne*—não sabe; *sṛjana*—criar.", "translation": "**Tal pessoa, estando insatisfeita, passa a blasfemar contra o Senhor Brahmā, dizendo que ele não sabe a arte de criar bem e é simplesmente inexperiente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/151/", "verse_text": "koṭi netra nāhi dila, sabe dila dui\ntāhāte nimeṣa,--kṛṣṇa ki dekhiba muñi", "devanagari": "> কোটি নেত্র নাহি দিল, সবে দিল দুই ।\n> তাহাতে নিমেষ, — কৃষ্ণ কি দেখিব মুঞি ॥১৫১॥", "synonyms": "*koṭi*—dez milhões; *netra*—olhos; *nāhi dila*—não deu; *sabe*—a todos; *dila*—deu; *dui*—dois; *tāhāte*—nisso; *nimeṣa*—um piscar; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ki*—como; *dekhiba*—verei; *muñi*—eu.", "translation": "**Ele não deu milhões de olhos para ver a beleza de Kṛṣṇa. Deu apenas dois olhos, e mesmo esses olhos piscam. Como, então, hei de ver o belo rosto de Kṛṣṇa?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/152/", "verse_text": "aṭati yad bhavān ahni kānanaṁ\ntruṭir yugāyate tvām apaśyatām\nkuṭila-kuntalaṁ śrī-mukhaṁ ca te\njaḍa udīkṣatāṁ pakṣma-kṛd dṛśām", "devanagari": "> অটতি যদ্ভবানহ্নি কাননং,\n> ত্রুটির্যুগায়তে ত্বামপশ্যতাম্ ।\n> কুটিলকুন্তলং শ্রীমুখঞ্চ তে,\n> জড় উদীক্ষতাং পক্ষ্মকৃদ্দৃশাম্ ॥১৫২॥", "synonyms": "*aṭati*—vai; *yat*—quando; *bhavān*—Vossa Onipotência; *ahni*—de dia; *kānanam*—à floresta; *truṭiḥ*—meio segundo; *yugāyate*—parece um yuga; *tvām*—a Vós; *apaśyatām*—daqueles que não veem; *kuṭila-kuntalam*—adornado com cabelos cacheados; *śrī-mukham*—belo rosto; *ca*—e; *te*—Vosso; *jaḍaḥ*—estúpido; *udīkṣatām*—olhando; *pakṣma-kṛt*—aquele que fez as pálpebras; *dṛśām*—dos olhos.", "translation": "**[As gopīs dizem:] \"Ó Kṛṣṇa, quando vais à floresta durante o dia e não vemos Teu doce rosto, que é envolto por belos cabelos cacheados, meio segundo torna-se tão longo quanto uma era inteira para nós. E consideramos que o criador, que pôs pálpebras nos olhos com que Te vemos, é simplesmente um tolo.\"**", "purport": "Este verso é falado pelas gopīs no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.31.15)."}
{"ref": "cc/adi/4/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/153/", "verse_text": "gopyaś ca kṛṣṇam upalabhya cirād abhīṣṭaṁ\nyat-prekṣaṇe dṛśiṣu pakṣma-kṛtaṁ śapanti\ndṛgbhir hṛdi kṛtam alaṁ parirabhya sarvās\ntad-bhāvam āpur api nitya-yujāṁ durāpam", "devanagari": "> গোপ্যশ্চ কৃষ্ণমুপলভ্য চিরাদভীষ্টং\n> যৎপ্রেক্ষণে দৃশিষু পক্ষ্মকৃতং শপন্তি ।\n> দৃগ্ভির্হৃদীকৃতমলং পরিরভ্য সর্বা-\n> স্তদ্ভাবমাপুরপি নিত্যযুজাং দুরাপম্ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*gopyaḥ*—as gopīs; *ca*—e; *kṛṣṇam*—o Senhor Kṛṣṇa; *upalabhya*—vendo; *cirāt*—após muito tempo; *abhīṣṭam*—objeto desejado; *yat-prekṣaṇe*—no ver de quem; *dṛśiṣu*—nos olhos; *pakṣma-kṛtam*—aquele que fez as pálpebras; *śapanti*—amaldiçoam; *dṛgbhiḥ*—com os olhos; *hṛdi kṛtam*—que entrou no coração; *alam*—suficiente; *parirabhya*—abraçando; *sarvāḥ*—todas; *tat-bhāvam*—aquele estágio supremo de júbilo; *āpuḥ*—obtiveram; *api*—embora; *nitya-yujām*—pelos yogīs perfeitos; *durāpam*—difícil de obter.", "translation": "**\"As gopīs viram seu amado Kṛṣṇa em Kurukṣetra após uma longa separação. Elas O retiveram e abraçaram em seus corações através de seus olhos, e alcançaram um júbilo tão intenso que nem mesmo os yogīs perfeitos podem alcançar. As gopīs amaldiçoaram o criador por criar pálpebras que interferiam em sua visão.\"**", "purport": "Este texto é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.82.39)."}
{"ref": "cc/adi/4/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/154/", "verse_text": "kṛṣṇāvalokana vinā netra phala nāhi āna\nyei jana kṛṣṇa dekhe, sei bhāgyavān", "devanagari": "> কৃষ্ণাবলোকন বিনা নেত্র ফল নাহি আন ।\n> যেই জন কৃষ্ণ দেখে, সেই ভাগ্যবান্ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avalokana*—olhar para; *vinā*—sem; *netra*—os olhos; *phala*—fruto; *nāhi*—não; *āna*—outro; *yei*—quem; *jana*—a pessoa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *dekhe*—vê; *sei*—ela; *bhāgyavān*—muito afortunada.", "translation": "**Não há outra consumação para os olhos senão a visão de Kṛṣṇa. Quem quer que O veja é, de fato, o mais afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/155/", "verse_text": "akṣaṇvatāṁ phalam idaṁ na paraṁ vidāmaḥ\nsakhyaḥ paśūn anuviveśayator vayasyaiḥ\nvaktraṁ vrajeśa-sutayor anuveṇu-juṣṭaṁ\nyair vā nipītam anurakta-kaṭākṣa-mokṣam", "devanagari": "> অক্ষণ্বতাং ফলমিদং ন পরং বিদামঃ\n> সখ্যঃ পশূননুবিবেশয়তোর্বয়স্যৈঃ ।\n> বক্ত্রং ব্রজেশসুতয়োরনুবেণুজুষ্টং\n> যৈর্বা নিপীতমনুরক্তকটাক্ষমোক্ষম্ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*akṣaṇvatām*—daqueles que têm olhos; *phalam*—o fruto; *idam*—este; *na*—não; *param*—outro; *vidāmaḥ*—conhecemos; *sakhyaḥ*—ó amigas; *paśūn*—as vacas; *anuviveśayatoḥ*—fazendo entrar de uma floresta a outra; *vayasyaiḥ*—com Seus amigos da mesma idade; *vaktram*—os rostos; *vraja-īśa*—de Mahārāja Nanda; *sutayoḥ*—dos dois filhos; *anuveṇu-juṣṭam*—dotados de flautas; *yaiḥ*—pelos quais; *vā*—ou; *nipītam*—bebido; *anurakta*—amorosos; *kaṭa-akṣa*—olhares; *mokṣam*—lançando.", "translation": "**[As gopīs dizem:] \"Ó amigas, aqueles olhos que veem os belos rostos dos filhos de Mahārāja Nanda são certamente afortunados. Quando esses dois filhos entram na floresta, rodeados por Seus amigos e conduzindo as vacas à frente, levam Suas flautas à boca e olham amorosamente para os habitantes de Vṛndāvana. Para aqueles que têm olhos, pensamos que não há objeto de visão mais elevado.\"**", "purport": "Assim como as gopīs, a pessoa pode ver Kṛṣṇa continuamente, se for afortunada o bastante. No *Brahma-saṁhitā*, afirma-se que os sábios cujos olhos foram untados com o ungüento do amor puro podem ver continuamente a forma de Śyāmasundara (Kṛṣṇa) nos recônditos de seus corações. Este texto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.21.7) foi cantado pelas gopīs no advento da estação śarat."}
{"ref": "cc/adi/4/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/156/", "verse_text": "gopyas tapaḥ kim acaran yad amuṣya rūpaṁ\nlāvaṇya-sāram asamordhvam ananya-siddham\ndṛgbhiḥ pibanty anusavābhinavaṁ durāpam\nekānta-dhāma yaśasaḥ śriya aiśvarasya", "devanagari": "> গোপ্যস্তপঃ কিমচরন্ যদমুষ্য রূপং\n> লাবণ্যসারমসমোর্ধ্বমনন্যসিদ্ধম্ ।\n> দৃগ্ভিঃ পিবন্ত্যনুসবাভিনবং দুরাপ-\n> মেকান্তধাম যশসঃ শ্রিয় ঐশ্বরস্য ॥১৫৬॥", "synonyms": "*gopyaḥ*—as gopīs; *tapaḥ*—austeridades; *kim*—que; *acaran*—realizaram; *yat*—pelas quais; *amuṣya*—de tal pessoa (o Senhor Kṛṣṇa); *rūpam*—a forma; *lāvaṇya-sāram*—a essência da beleza; *asama-ūrdhvam*—não igualada nem superada; *ananya-siddham*—não aperfeiçoada por nenhum outro ornamento (perfeita em si mesma); *dṛgbhiḥ*—com os olhos; *pibanti*—elas bebem; *anusava-abhinavam*—constantemente nova; *durāpam*—difícil de obter; *ekānta-dhāma*—a única morada; *yaśasaḥ*—de fama; *śriyaḥ*—de beleza; *aiśvarasya*—de opulência.", "translation": "**[As mulheres de Mathurā dizem:] “Que austeridades devem ter realizado as gopīs? Com seus olhos, elas bebem sempre o néctar da forma do Senhor Kṛṣṇa, que é a essência da formosura e não pode ser igualada nem superada. Essa formosura é a única morada da beleza, da fama e da opulência. Ela é perfeita em si mesma, sempre nova e extremamente rara.”**", "purport": "Este texto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.44.14) foi proferido pelas mulheres de Mathurā quando viram Kṛṣṇa e Balarāma na arena com Muṣṭika e Cāṇūra, os grandes lutadores do rei Kaṁsa."}
{"ref": "cc/adi/4/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/157/", "verse_text": "apūrva mādhurī kṛṣṇera, apūrva tāra bala\nyāhāra śravaṇe mana haya ṭalamala", "devanagari": "> অপূর্ব মাধুরী কৃষ্ণের, অপূর্ব তার বল ।\n> যাহার শ্রবণে মন হয় টলমল ॥১৫৭॥", "synonyms": "*apūrva*—sem precedentes; *mādhurī*—doçura; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *apūrva*—sem precedentes; *tāra*—dessa; *bala*—a força; *yāhāra*—da qual; *śravaṇe*—ao ouvir; *mana*—a mente; *haya*—torna-se; *ṭalamala*—instável.", "translation": "**A doçura do Senhor Kṛṣṇa não tem precedentes, e sua força também não tem precedentes. Simplesmente por ouvir falar de tal beleza, a mente torna-se instável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/158/", "verse_text": "kṛṣṇera mādhurye kṛṣṇe upajaya lobha\nsamyak āsvādite nāre, mane rahe kṣobha", "devanagari": "> কৃষ্ণের মাধুর্যে কৃষ্ণে উপজয় লোভ ।\n> সম্যক্ আস্বাদিতে নারে, মনে রহে ক্ষোভ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mādhurye*—na doçura; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *upajaya*—surge; *lobha*—desejo ardente; *samyak*—plenamente; *āsvādite*—saborear; *nāre*—não é capaz; *mane*—na mente; *rahe*—permanece; *kṣobha*—pesar.", "translation": "**A própria beleza do Senhor Kṛṣṇa atrai o próprio Senhor Kṛṣṇa. Mas, como Ele não pode desfrutá-la plenamente, Sua mente permanece cheia de pesar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/159/", "verse_text": "ei ta' dvitīya hetura kahila vivaraṇa\ntṛtīya hetura ebe śunaha lakṣaṇa", "devanagari": "> এই ত’ দ্বিতীয় হেতুর কহিল বিবরণ ।\n> তৃতীয় হেতুর এবে শুনহ লক্ষণ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*ei*—este; *ta'*—certamente; *dvitīya*—segundo; *hetura*—do motivo; *kahila*—foi dita; *vivaraṇa*—descrição; *tṛtīya*—do terceiro; *hetura*—do motivo; *ebe*—agora; *śunaha*—por favor, ouça; *lakṣaṇa*—a característica.", "translation": "**Esta é uma descrição de Seu segundo desejo. Agora, por favor, ouça enquanto descrevo o terceiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/160/", "verse_text": "atyanta-nigūḍha ei rasera siddhānta\nsvarūpa-gosāñi mātra jānena ekānta", "devanagari": "> অত্যন্তনিগূঢ় এই রসের সিদ্ধান্ত ।\n> স্বরূপগোসাঞি মাত্র জানেন একান্ত ॥১৬০॥", "synonyms": "*atyanta*—extremamente; *nigūḍha*—profunda; *ei*—esta; *rasera*—do rasa; *siddhānta*—conclusão; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *mātra*—somente; *jānena*—conhece; *ekānta*—muito.", "translation": "**Esta conclusão do rasa é extremamente profunda. Somente Svarūpa Dāmodara conhece muito a respeito dela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/161/", "verse_text": "yebā keha anya jāne, seho tāṅhā haite\ncaitanya-gosāñira teṅha atyanta marma yāte", "devanagari": "> যেবা কেহ অন্য জানে, সেহো তাঁহা হৈতে ।\n> চৈতন্যগোসাঞির তেঁহ অত্যন্ত মর্ম যাতে ॥১৬১॥", "synonyms": "*yebā*—quem quer que; *keha*—alguém; *anya*—outro; *jāne*—conhece; *seho*—ele; *tāṅhā haite*—dele (de Svarūpa Dāmodara); *caitanya-gosāñira*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *teṅha*—ele; *atyanta*—extremamente; *marma*—essência secreta; *yāte*—visto que.", "translation": "**Qualquer outra pessoa que afirme conhecê-la deve tê-la ouvido dele, pois ele era o mais íntimo companheiro do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/162/", "verse_text": "gopī-gaṇera premera 'rūḍha-bhāva' nāma\nviśuddha nirmala prema, kabhu nahe kāma", "devanagari": "> গোপীগণের প্রেমের ‘রূঢ়ভাব’ নাম ।\n> বিশুদ্ধ নির্মল প্রেম, কভু নহে কাম ॥১৬২॥", "synonyms": "*gopī-gaṇera*—das gopīs; *premera*—do amor; *rūḍha-bhāva*—rūḍha-bhāva; *nāma*—chamado; *viśuddha*—puro; *nirmala*—imaculado; *prema*—amor; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não é; *kāma*—luxúria.", "translation": "**O amor das gopīs chama-se rūḍha-bhāva. É puro e imaculado. Em momento algum é luxúria.**", "purport": "Como já se explicou, a posição das gopīs em suas relações amorosas com Kṛṣṇa é transcendental. Sua emoção chama-se rūḍha-bhāva. Embora seja aparentemente semelhante ao sexo mundano, não se deve confundi-la com o amor sexual mundano, pois é amor puro e imaculado por Deus."}
{"ref": "cc/adi/4/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/163/", "verse_text": "premaiva gopa-rāmānāṁ\nkāma ity agamat prathām\nity uddhavādayo 'py etaṁ\nvāñchanti bhagavat-priyāḥ", "devanagari": "> ‘প্রেমৈব গোপরামাণাং কাম ইত্যগমৎ প্রথাম্ ।’\n> ইত্যুদ্ধবাদয়োঽপ্যেতং বাঞ্ছন্তি ভগবৎপ্রিয়াঃ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*prema*—amor; *eva*—somente; *gopa-rāmānām*—das mulheres de Vraja; *kāmaḥ*—luxúria; *iti*—como; *agamat*—tornou-se; *prathām*—famoso; *iti*—assim; *uddhava-ādayaḥ*—encabeçados por Śrī Uddhava; *api*—mesmo; *etam*—este; *vāñchanti*—desejam; *bhagavat-priyāḥ*—queridos devotos da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"O amor puro das gopīs tornou-se célebre com o nome de 'luxúria'. Os queridos devotos do Senhor, encabeçados por Śrī Uddhava, desejam saborear esse amor.\"**", "purport": "Este é um verso do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.285)."}
{"ref": "cc/adi/4/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/164/", "verse_text": "kāma, prema,--doṅhākāra vibhinna lakṣaṇa\nlauha āra hema yaiche svarūpe vilakṣaṇa", "devanagari": "> কাম, প্রেম, — দোঁহাকার বিভিন্ন লক্ষণ ।\n> লৌহ আর হেম যৈছে স্বরূপে বিলক্ষণ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*kāma*—luxúria; *prema*—amor; *doṅhākāra*—dos dois; *vibhinna*—distintos; *lakṣaṇa*—sintomas; *lauha*—ferro; *āra*—e; *hema*—ouro; *yaiche*—assim como; *svarūpe*—em natureza; *vilakṣaṇa*—diferentes.", "translation": "**A luxúria e o amor têm características distintas, assim como o ferro e o ouro têm naturezas diferentes.**", "purport": "A pessoa deve procurar discriminar entre o amor sexual e o amor puro, pois pertencem a categorias diferentes, com um abismo de diferença entre eles. São tão diferentes um do outro quanto o ferro é do ouro."}
{"ref": "cc/adi/4/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/165/", "verse_text": "ātmendriya-prīti-vāñchā--tāre bali 'kāma'\n\nkṛṣṇendriya-prīti-icchā dhare 'prema' nāma", "devanagari": "> আত্মেন্দ্রিয়প্রীতি-বাঞ্ছা — তারে বলি, ‘কাম’ ।\n> কৃষ্ণেন্দ্রিয়প্রীতি-ইচ্ছা ধরে ‘প্রেম’ নাম ॥১৬৫॥", "synonyms": "*ātma-indriya-prīti*—pelo prazer dos próprios sentidos; *vāñchā*—desejos; *tāre*—a isso; *bali*—eu chamo; *kāma*—luxúria; *kṛṣṇa-indriya-prīti*—pelo prazer dos sentidos do Senhor Kṛṣṇa; *icchā*—desejo; *dhare*—tem; *prema*—amor; *nāma*—o nome.", "translation": "**O desejo de satisfazer os próprios sentidos é kāma [luxúria], mas o desejo de agradar aos sentidos do Senhor Kṛṣṇa é prema [amor].**", "purport": "As escrituras reveladas descrevem o amor puro da seguinte maneira:\n\nsarvathā dhvaṁsa-rahitaṁ\nsaty api dhvaṁsa-kāraṇe\nyad bhāva-bandhanaṁ yūnoḥ\nsa premā parikīrtitaḥ\n\n\"Quando há motivo amplo para o rompimento de uma relação conjugal e, ainda assim, tal rompimento não ocorre, essa relação de amor íntimo é chamada de pura.\"\n\nAs gopīs predominadas estavam ligadas a Kṛṣṇa por esse amor puro. Para elas, não havia possibilidade de amor sexual baseado na gratificação dos sentidos. Sua única ocupação na vida era ver Kṛṣṇa feliz sob todos os aspectos, independentemente de seus próprios interesses pessoais. Elas dedicavam suas almas unicamente à satisfação da Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa. Não havia o mínimo vestígio de amor sexual entre as gopīs e Kṛṣṇa.\n\nO autor do *Śrī Caitanya-caritāmṛta* afirma com autoridade que o amor sexual é uma questão de gozo pessoal dos sentidos. Todos os princípios reguladores dos *Vedas* relativos aos desejos de fama, de paternidade, de riqueza e assim por diante são diferentes fases da gratificação dos sentidos. Atos de gratificação dos sentidos podem ser realizados sob a capa do bem-estar público, do nacionalismo, da religião, do altruísmo, dos códigos éticos, dos códigos bíblicos, das diretrizes de saúde, da ação fruitiva, do pudor, da tolerância, do conforto pessoal, da liberação do cativeiro material, do progresso, da afeição familiar ou do medo do ostracismo social ou da punição legal, mas todas essas categorias são diferentes subdivisões de uma única substância: a gratificação dos sentidos. Todos esses bons atos são realizados basicamente para a própria gratificação dos sentidos, pois ninguém pode sacrificar seu interesse pessoal ao cumprir esses tão propalados princípios morais e religiosos. Mas acima de tudo isso há um estágio transcendental no qual a pessoa se sente apenas um servidor eterno de Kṛṣṇa, a absoluta Personalidade de Deus. Todos os atos realizados nesse espírito de servidão são chamados de amor puro a Deus, porque são realizados para a absoluta gratificação dos sentidos de Śrī Kṛṣṇa. Contudo, qualquer ato realizado com o propósito de desfrutar de seus frutos ou resultados é um ato de gratificação dos sentidos. Tais ações são visíveis ora em formas grosseiras, ora em formas sutis."}
{"ref": "cc/adi/4/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/166/", "verse_text": "kāmera tātparya--nija-sambhoga kevala\n\nkṛṣṇa-sukha-tātparya-mātra prema ta' prabala", "devanagari": "> কামের তাৎপর্য — নিজসম্ভোগ কেবল ।\n> কৃষ্ণসুখতাৎপর্য-মাত্র প্রেম ত’ প্রবল ॥১৬৬॥", "synonyms": "*kāmera*—da luxúria; *tātparya*—o intuito; *nija*—próprio; *sambhoga*—desfrute; *kevala*—apenas; *kṛṣṇa-sukha*—pela felicidade do Senhor Kṛṣṇa; *tātparya*—o intuito; *mātra*—apenas; *prema*—amor; *ta'*—certamente; *prabala*—poderoso.", "translation": "**O objeto da luxúria é apenas o desfrute dos próprios sentidos. Mas o amor atende ao desfrute do Senhor Kṛṣṇa, e por isso é muito poderoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/167-169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/167-169/", "verse_text": "loka-dharma, veda-dharma, deha-dharma, karma\n\nlajjā, dhairya, deha-sukha, ātma-sukha-marma\n\ndustyaja ārya-patha, nija parijana\n\nsva-jane karaye yata tāḍana-bhartsana\n\nsarva-tyāga kari' kare kṛṣṇera bhajana\n\nkṛṣṇa-sukha-hetu kare prema-sevana", "devanagari": "> লোকধর্ম, বেদধর্ম, দেহধর্ম, কর্ম ।\n> লজ্জা, ধৈর্য, দেহসুখ, আত্মসুখ-মর্ম ॥১৬৭॥\n> দুস্ত্যজ আর্যপথ, নিজ পরিজন ।\n> স্বজনে করয়ে যত তাড়ন-ভর্ৎসন ॥১৬৮॥\n> সর্বত্যাগ করি’ করে কৃষ্ণের ভজন ।\n> কৃষ্ণসুখহেতু করে প্রেম-সেবন ॥১৬৯॥", "synonyms": "*loka-dharma*—os costumes do povo; *veda-dharma*—as injunções Védicas; *deha-dharma*—as necessidades do corpo; *karma*—o trabalho fruitivo; *lajjā*—o pudor; *dhairya*—a paciência; *deha-sukha*—a felicidade do corpo; *ātma-sukha*—a felicidade do eu; *marma*—a essência; *dustyaja*—difícil de abandonar; *ārya-patha*—a senda do varṇāśrama; *nija*—próprios; *parijana*—familiares; *sva-jane*—os próprios familiares; *karaye*—fazem; *yata*—toda; *tāḍana*—punição; *bhartsana*—repreensão; *sarva-tyāga kari'*—abandonando tudo; *kare*—fazem; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *bhajana*—adoração; *kṛṣṇa-sukha-hetu*—com o propósito da felicidade do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—prestam; *prema*—por amor; *sevana*—serviço.", "translation": "**Os costumes sociais, as injunções das escrituras, as exigências corporais, a ação fruitiva, a timidez, a paciência, os prazeres corporais, a autogratificação e a senda do varṇāśrama-dharma, que é difícil de abandonar — as gopīs renunciaram a tudo isso, bem como a seus próprios parentes e à punição e repreensão destes, em prol de servir ao Senhor Kṛṣṇa. Elas Lhe prestam serviço amoroso em prol de Seu desfrute.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/170/", "verse_text": "ihāke kahiye kṛṣṇe dṛḍha anurāga\n\nsvaccha dhauta-vastre yaiche nāhi kona dāga", "devanagari": "> ইহাকে কহিয়ে কৃষ্ণে দৃঢ় অনুরাগ ।\n> স্বচ্ছ ধৌতবস্ত্রে যৈছে নাহি কোন দাগ ॥১৭০॥", "synonyms": "*ihāke*—a isto; *kahiye*—eu chamo; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *dṛḍha*—firme; *anurāga*—amor; *svaccha*—puro; *dhauta*—limpo; *vastre*—no pano; *yaiche*—assim como; *nāhi*—não; *kona*—alguma; *dāga*—mancha.", "translation": "**A isso se chama firme apego ao Senhor Kṛṣṇa. É imaculadamente puro, como um pano limpo que não tem mancha alguma.**", "purport": "O autor do *Śrī Caitanya-caritāmṛta* aconselha a todos que abandonem todas as ocupações de gratificação dos sentidos e, como as gopīs, harmonizem-se inteiramente com a vontade do Senhor Supremo. Essa é a instrução suprema de Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā*. Devemos estar preparados para fazer absolutamente qualquer coisa para agradar ao Senhor, mesmo correndo o risco de violar os princípios Védicos ou as leis éticas. Esse é o padrão do amor a Deus. Tais atividades, realizadas em amor puro a Deus, são tão imaculadas quanto o linho branco que foi completamente lavado. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura nos adverte, a esse respeito, de que não devemos pensar erroneamente que a ideia de abandonar tudo implica a renúncia aos deveres necessários em relação ao corpo e à mente. Mesmo tais deveres não são gratificação dos sentidos se forem empreendidos num espírito de serviço a Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/4/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/171/", "verse_text": "ataeva kāma-preme bahuta antara\n\nkāma--andha-tamaḥ, prema--nirmala bhāskara", "devanagari": "> অতএব কাম-প্রেমে বহুত অন্তর ।\n> কাম — অন্ধতমঃ, প্রেম — নির্মল ভাস্কর ॥১৭১॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *kāma-preme*—na luxúria e no amor; *bahuta*—muito; *antara*—distância entre; *kāma*—luxúria; *andha-tamaḥ*—escuridão cega; *prema*—amor; *nirmala*—puro; *bhāskara*—sol.", "translation": "**Portanto, a luxúria e o amor são bem diferentes. A luxúria é como a densa escuridão, mas o amor é como o sol resplandecente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/172/", "verse_text": "ataeva gopī-gaṇera nāhi kāma-gandha\n\nkṛṣṇa-sukha lāgi mātra, kṛṣṇa se sambandha", "devanagari": "> অতএব গোপীগণের নাহি কামগন্ধ ।\n> কৃষ্ণসুখ লাগি মাত্র, কৃষ্ণ সে সম্বন্ধ ॥১৭২॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *gopī-gaṇera*—das gopīs; *nāhi*—não; *kāma-gandha*—a mínima réstia de luxúria; *kṛṣṇa-sukha*—a felicidade do Senhor Kṛṣṇa; *lāgi*—por; *mātra*—apenas; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *se*—essa; *sambandha*—a relação.", "translation": "**Assim, não há a mínima mácula de luxúria no amor das gopīs. Sua relação com Kṛṣṇa é apenas em prol de Seu desfrute.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/173/", "verse_text": "yat te sujāta-caraṇāmburuhaṁ staneṣu\nbhītāḥ śanaiḥ priya dadhīmahi karkaśeṣu\ntenāṭavīm aṭasi tad vyathate na kiṁ svit\nkūrpādibhir bhramati dhīr bhavad-āyuṣāṁ naḥ", "devanagari": "> যত্তে সুজাতচরণাম্বুরুহং স্তনেষু\n> ভীতাঃ শনৈঃ প্রিয় দধীমহি কর্কশেষু ।\n> তেনাটবীমটসি তদ্ব্যথতে ন কিং স্বিৎ\n> কূর্পাদিভির্ভ্রমতি ধীর্ভবদায়ুষাং নঃ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*yat*—os quais; *te*—Teus; *sujāta*—muito delicados; *caraṇa-ambu-ruham*—pés de lótus; *staneṣu*—sobre os seios; *bhītāḥ*—temerosas; *śanaiḥ*—suavemente; *priya*—ó querido; *dadhīmahi*—colocamos; *karkaśeṣu*—ásperos; *tena*—com eles; *aṭavīm*—a senda; *aṭasi*—Tu percorres; *tat*—eles; *vyathate*—são afligidos; *na*—não; *kim svit*—perguntamo-nos; *kūrpa-ādibhiḥ*—por pequenas pedras e assim por diante; *bhramati*—vacila; *dhīḥ*—a mente; *bhavat-āyuṣām*—daquelas de quem Vossa Onipotência é a própria vida; *naḥ*—de nós.", "translation": "**\"Ó muito amado! Teus pés de lótus são tão suaves que os colocamos gentilmente sobre nossos seios, temendo que Teus pés se machuquem. Nossa vida repousa unicamente em Ti. Nossas mentes, portanto, enchem-se de ansiedade ante a possibilidade de que Teus tenros pés sejam feridos por pedrinhas enquanto vagas pela senda da floresta.\"**", "purport": "Este texto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.31.19) foi falado pelas gopīs quando Kṛṣṇa as deixou em meio à rāsa-līlā."}
{"ref": "cc/adi/4/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/174/", "verse_text": "ātma-sukha-duḥkhe gopīra nāhika vicāra\n\nkṛṣṇa-sukha-hetu ceṣṭā mano-vyavahāra", "devanagari": "> আত্ম-সুখ-দুঃখে গোপীর নাহিক বিচার ।\n> কৃষ্ণসুখহেতু চেষ্টা মনোব্যবহার ॥১৭৪॥", "synonyms": "*ātma-sukha-duḥkhe*—na felicidade ou aflição pessoal; *gopīra*—das gopīs; *nāhika*—não; *vicāra*—consideração; *kṛṣṇa-sukha-hetu*—com o propósito da felicidade do Senhor Kṛṣṇa; *ceṣṭā*—atividade; *manaḥ*—da mente; *vyavahāra*—a ocupação.", "translation": "**As gopīs não se importam com seus próprios prazeres ou dores. Todas as suas atividades físicas e mentais estão voltadas para oferecer desfrute ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/175/", "verse_text": "kṛṣṇa lāgi' āra saba kare parityāga\n\nkṛṣṇa-sukha-hetu kare śuddha anurāga", "devanagari": "> কৃষ্ণ লাগি’ আর সব করে পরিত্যাগ ।\n> কৃষ্ণসুখহেতু করে শুদ্ধ অনুরাগ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa lāgi'*—pelo Senhor Kṛṣṇa; *āra*—outras; *saba*—todas; *kare*—fazem; *parityāga*—renúncia; *kṛṣṇa-sukha-hetu*—com o propósito da felicidade do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—têm; *śuddha*—puro; *anurāga*—apego.", "translation": "**Elas renunciaram a tudo por Kṛṣṇa. Têm puro apego a proporcionar prazer a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/176/", "verse_text": "evaṁ mad-arthojjhita-loka-veda-\nsvānāṁ hi vo mayy anuvṛttaye 'balāḥ\nmayā parokṣaṁ bhajatā tirohitaṁ\nmāsūyituṁ mārhatha tat priyaṁ priyāḥ", "devanagari": "> এবং মদর্থোজ্ঝিতলোকবেদ-\n> স্বানাং হি বো ময্যনুবৃত্তয়েঽবলাঃ ।\n> ময়া পরোক্ষং ভজতা তিরোহিতং\n> মাসূয়িতুং মার্হথ তৎ প্রিয়ং প্রিয়াঃ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*evam*—assim; *mat-artha*—por Mim; *ujjhita*—rejeitados; *loka*—os costumes populares; *veda*—as injunções Védicas; *svānām*—as próprias famílias; *hi*—certamente; *vaḥ*—de vós; *mayi*—por Mim; *anuvṛttaye*—para aumentar a consideração; *abalāḥ*—ó mulheres; *mayā*—por Mim; *parokṣam*—invisível; *bhajatā*—favorecendo; *tirohitam*—subtraído à vista; *mā*—de Mim; *asūyitum*—ficar descontentes; *mā arhatha*—vós não mereceis; *tat*—portanto; *priyam*—que sou caro; *priyāḥ*—ó queridas.", "translation": "**\"Ó Minhas amadas gopīs, vós renunciastes aos costumes sociais, às injunções das escrituras e a vossos parentes por Minha causa. Desapareci diante de vós apenas para aumentar vossa concentração em Mim. Visto que desapareci para vosso benefício, não deveis ficar descontentes comigo.\"**", "purport": "Este texto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.32.21) foi falado pelo Senhor Kṛṣṇa quando Ele retornou à arena da rāsa-līlā."}
{"ref": "cc/adi/4/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/177/", "verse_text": "kṛṣṇera pratijñā eka āche pūrva haite\n\nye yaiche bhaje, kṛṣṇa tāre bhaje taiche", "devanagari": "> কৃষ্ণের প্রতিজ্ঞা এক আছে পূর্ব হৈতে  ।\n> যে যৈছে ভজে, কৃষ্ণ তারে ভজে তৈছে ॥১৭৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *pratijñā*—promessa; *eka*—uma; *āche*—há; *pūrva haite*—de tempos antigos; *ye*—quem quer que; *yaiche*—assim como; *bhaje*—O adora; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāre*—a ele; *bhaje*—retribui; *taiche*—do mesmo modo.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa tem, desde tempos antigos, uma promessa de retribuir a Seus devotos conforme a maneira como O adoram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/178/", "verse_text": "ye yathā māṁ prapadyante\ntāṁs tathaiva bhajāmy aham\nmama vartmānuvartante\nmanuṣyāḥ pārtha sarvaśaḥ", "devanagari": "> যে যথা মাং প্রপদ্যন্তে তাংস্তথৈব ভজাম্যহম্ ।\n> মম বর্ত্মানুবর্তন্তে মনুষ্যাঃ পার্থ সর্বশঃ ॥১৭৮॥", "synonyms": "*ye*—aqueles que; *yathā*—como; *mām*—a Mim; *prapadyante*—se rendem; *tān*—a eles; *tathā*—assim; *eva*—certamente; *bhajāmi*—recompenso; *aham*—Eu; *mama*—Minha; *vartma*—senda; *anuvartante*—seguem; *manuṣyāḥ*—os homens; *pārtha*—ó filho de Pṛthā; *sarvaśaḥ*—sob todos os aspectos.", "translation": "**\"Conforme a maneira como Meus devotos se rendem a Mim, Eu os recompenso. Todos seguem Minha senda sob todos os aspectos, ó filho de Pṛthā.\"**", "purport": "Kṛṣṇa jamais foi ingrato com as gopīs, pois, como Ele declara a Arjuna neste verso do *Bhagavad-gītā* (4.11), Ele retribui a Seus devotos na proporção do serviço amoroso transcendental que Lhe prestam. Todos seguem a senda que conduz a Ele, mas há diferentes graus de progresso nessa senda, e o Senhor é alcançado na proporção do avanço de cada um. A senda é uma só, mas o progresso na aproximação da meta última é diferente; portanto, também é diferente a proporção da realização dessa meta — a saber, a absoluta Personalidade de Deus. As gopīs alcançaram a meta suprema, e o Senhor Caitanya afirmou que não há método mais elevado de adorar a Deus do que aquele seguido pelas gopīs."}
{"ref": "cc/adi/4/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/179/", "verse_text": "se pratijñā bhaṅga haila gopīra bhajane\n\ntāhāte pramāṇa kṛṣṇa-śrī-mukha-vacane", "devanagari": "> সে প্রতিজ্ঞা ভঙ্গ হৈল গোপীর ভজনে ।\n> তাহাতে প্রমাণ কৃষ্ণ-শ্রীমুখবচনে ॥১৭৯॥", "synonyms": "*se*—essa; *pratijñā*—promessa; *bhaṅga haila*—foi quebrada; *gopīra*—das gopīs; *bhajane*—pela adoração; *tāhāte*—nisto; *pramāṇa*—a prova; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *śrī-mukha-vacane*—pelas palavras saídas da boca.", "translation": "**Essa promessa foi quebrada pela adoração das gopīs, como o próprio Senhor Kṛṣṇa admite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/180/", "verse_text": "na pāraye 'haṁ niravadya-saṁyujāṁ\nsva-sādhu-kṛtyaṁ vibudhāyuṣāpi vaḥ\nyā mābhajan durjaya-geha-śṛṅkhalāḥ\nsaṁvṛścya tad vaḥ pratiyātu sādhunā", "devanagari": "> ন পারয়েঽহং নিরবদ্যসংযুজাং\n> স্বসাধুকৃত্যং বিবুধায়ুষাপি বঃ ।\n> যা মাঽভজন্ দুর্জয়গেহশৃঙ্খলাঃ\n> সংবৃশ্চ্য তদ্বঃ প্রতিযাতু সাধুনা ॥১৮০॥", "synonyms": "*na*—não; *pāraye*—sou capaz de oferecer; *aham*—Eu; *niravadya-saṁyujām*—àquelas que estão completamente livres de falsidade; *sva-sādhu-kṛtyam*—a devida compensação; *vibudha-āyuṣā*—com um tempo de vida tão longo quanto o dos semideuses; *api*—embora; *vaḥ*—a vós; *yāḥ*—as quais; *mā*—a Mim; *abhajan*—adorastes; *durjaya-geha-śṛṅkhalāḥ*—os grilhões da vida doméstica, que são difíceis de transpor; *saṁvṛścya*—cortando; *tat*—essa; *vaḥ*—de vós; *pratiyātu*—que seja retribuída; *sādhunā*—pela própria boa atividade.", "translation": "**\"Ó gopīs, não sou capaz de saldar Minha dívida por vosso imaculado serviço, mesmo dentro de um tempo de vida de Brahmā. Vossa ligação comigo está acima de toda censura. Vós Me adorastes, cortando todos os laços domésticos, que são difíceis de romper. Portanto, que vossos próprios feitos gloriosos sejam vossa compensação.\"**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.32.22) foi falado pelo próprio Śrī Kṛṣṇa quando Ele retornou às gopīs ao ouvir seus cânticos de separação."}
{"ref": "cc/adi/4/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/181/", "verse_text": "tabe ye dekhiye gopīra nija-dehe prīta\nseho ta' kṛṣṇera lāgi, jāniha niścita", "devanagari": "> তবে যে দেখিয়ে গোপীর নিজদেহে প্রীত ।\n> সেহো ত’ কৃষ্ণের লাগি, জানিহ নিশ্চিত ॥১৮১॥", "synonyms": "*tabe*—agora; *ye*—o que quer que; *dekhiye*—vemos; *gopīra*—das gopīs; *nija-dehe*—em seus próprios corpos; *prīta*—afeto; *seho*—isso; *ta'*—certamente; *kṛṣṇera lāgi*—para o Senhor Kṛṣṇa; *jāniha*—saiba; *niścita*—com certeza.", "translation": "**Ora, todo o afeto que vemos as gopīs demonstrarem por seus próprios corpos, saiba com certeza que é apenas em benefício do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "O amor altruísta a Deus manifestado pelas gopīs não pode ter paralelo. Não devemos, portanto, interpretar mal o cuidado das gopīs com seu adorno pessoal. As gopīs vestiam-se da maneira mais bela possível, apenas para deixar Kṛṣṇa feliz ao vê-las. Não tinham desejos ocultos. Dedicavam seus corpos, e tudo o que possuíam, ao serviço de Śrī Kṛṣṇa, tomando como certo que seus corpos se destinavam ao desfrute d'Ele. Vestiam-se na compreensão de que Kṛṣṇa ficaria feliz ao vê-las e tocá-las."}
{"ref": "cc/adi/4/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/182/", "verse_text": "'ei deha kailuṅ āmi kṛṣṇe samarpaṇa\ntāṅra dhana tāṅra ihā sambhoga-sādhana", "devanagari": "> ‘এই দেহ কৈলুঁ আমি কৃষ্ণে সমর্পণ ।\n> তাঁর ধন তাঁর ইহা সম্ভোগ-সাধন ॥১৮২॥", "synonyms": "*ei*—este; *deha*—corpo; *kailuṅ*—fiz; *āmi*—eu; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *samarpaṇa*—oferenda; *tāṅra*—d'Ele; *dhana*—a riqueza; *tāṅra*—d'Ele; *ihā*—isto; *sambhoga-sādhana*—proporciona o desfrute.", "translation": "**[As gopīs pensam:] \"Ofereci este corpo ao Senhor Kṛṣṇa. Ele é seu dono, e isso Lhe proporciona desfrute.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/183/", "verse_text": "e-deha-darśana-sparśe kṛṣṇa-santoṣaṇa'\nei lāgi' kare dehera mārjana-bhūṣaṇa", "devanagari": "> এদেহ-দর্শন-স্পর্শে কৃষ্ণ-সন্তোষণ’ ।\n> এই লাগি’ করে দেহের মার্জন-ভূষণ ॥১৮৩॥", "synonyms": "*e-deha*—deste corpo; *darśana*—pela visão; *sparśe*—e pelo toque; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *santoṣaṇa*—a satisfação; *ei lāgi'*—por isso; *kare*—fazem; *dehera*—do corpo; *mārjana*—a limpeza; *bhūṣaṇa*—o adorno.", "translation": "**\"Kṛṣṇa sente alegria em ver e tocar este corpo.\" É por essa razão que elas limpam e adornam seus corpos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/184/", "verse_text": "nijāṅgam api yā gopyo\nmameti samupāsate\ntābhyaḥ paraṁ na me pārtha\nnigūḍha-prema-bhājanam", "devanagari": "> নিজাঙ্গমপি যা গোপ্যো মমেতি সমুপাসতে ।\n> তাভ্যঃ পরং ন মে পার্থ নিগূঢ়প্রেমভাজনম্ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*nija-aṅgam*—o próprio corpo; *api*—embora; *yāḥ*—que; *gopyaḥ*—as gopīs; *mama*—Meu; *iti*—pensando assim; *samupāsate*—dedicam-se a adornar; *tābhyaḥ*—do que elas; *param*—maiores; *na*—não; *me*—para Mim; *pārtha*—ó Arjuna; *nigūḍha-prema*—de amor profundo; *bhājanam*—receptáculos.", "translation": "**\"Ó Arjuna, não há receptáculos maiores de amor profundo por Mim do que as gopīs, que limpam e adornam seus corpos porque os consideram Meus.\"**", "purport": "Este verso é proferido pelo Senhor Kṛṣṇa no *Ādi Purāṇa*."}
{"ref": "cc/adi/4/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/185/", "verse_text": "āra eka adbhuta gopī-bhāvera svabhāva\nbuddhira gocara nahe yāhāra prabhāva", "devanagari": "> আর এক অদ্ভুত গোপীভাবের স্বভাব ।\n> বুদ্ধির গোচর নহে যাহার প্রভাব ॥১৮৫॥", "synonyms": "*āra*—outra; *eka*—uma; *adbhuta*—maravilhosa; *gopī-bhāvera*—da emoção das gopīs; *svabhāva*—natureza; *buddhira*—da inteligência; *gocara*—um objeto de percepção; *nahe*—não é; *yāhāra*—do qual; *prabhāva*—o poder.", "translation": "**Há outro aspecto maravilhoso da emoção das gopīs. Seu poder está além da compreensão da inteligência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/186/", "verse_text": "gopī-gaṇa kare yabe kṛṣṇa-daraśana\nsukha-vāñchā nāhi, sukha haya koṭi-guṇa", "devanagari": "> গোপীগণ করে যবে কৃষ্ণ-দরশন ।\n> সুখবাঞ্ছা নাহি, সুখ হয় কোটিগুণ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*gopī-gaṇa*—as gopīs; *kare*—fazem; *yabe*—quando; *kṛṣṇa-daraśana*—vendo o Senhor Kṛṣṇa; *sukha-vāñchā*—desejo de felicidade; *nāhi*—não há; *sukha*—a felicidade; *haya*—há; *koṭi-guṇa*—dez milhões de vezes.", "translation": "**Quando as gopīs veem o Senhor Kṛṣṇa, obtêm uma bem-aventurança ilimitada, embora não tenham desejo algum de tal prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/187/", "verse_text": "gopīkā-darśane kṛṣṇera ye ānanda haya\ntāhā haite koṭi-guṇa gopī āsvādaya", "devanagari": "> গোপিকা-দর্শনে কৃষ্ণের যে আনন্দ হয় ।\n> তাহা হৈতে কোটিগুণ গোপী আস্বাদয় ॥১৮৭॥", "synonyms": "*gopikā-darśane*—ao ver as gopīs; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ye*—o que quer que; *ānanda*—alegria; *haya*—há; *tāhā haite*—do que isso; *koṭi-guṇa*—dez milhões de vezes mais; *gopī*—as gopīs; *āsvādaya*—saboreiam.", "translation": "**As gopīs saboreiam um prazer dez milhões de vezes maior do que o prazer que o Senhor Kṛṣṇa obtém ao vê-las.**", "purport": "As maravilhosas características das gopīs estão além da imaginação. Elas não têm desejo algum de satisfação pessoal; contudo, quando Kṛṣṇa fica feliz ao vê-las, essa felicidade de Kṛṣṇa torna as gopīs um milhão de vezes mais felizes do que o próprio Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/4/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/188/", "verse_text": "tāṅ sabāra nāhi nija-sukha-anurodha\ntathāpi bāḍhaye sukha, paḍila virodha", "devanagari": "> তাঁ সবার নাহি নিজসুখ-অনুরোধ ।\n> তথাপি বাঢ়য়ে সুখ, পড়িল বিরোধ ॥১৮৮॥", "synonyms": "*tāṅ sabāra*—de todas elas; *nāhi*—não há; *nija-sukha*—por sua própria felicidade; *anurodha*—súplica; *tathāpi*—mesmo assim; *bāḍhaye*—aumenta; *sukha*—a felicidade; *paḍila*—surgiu; *virodha*—contradição.", "translation": "**As gopīs não têm inclinação alguma por seu próprio desfrute, e, no entanto, sua alegria aumenta. Isso é, de fato, uma contradição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/189/", "verse_text": "e virodhera eka mātra dekhi samādhāna\ngopikāra sukha kṛṣṇa-sukhe paryavasāna", "devanagari": "> এ বিরোধের এক মাত্র দেখি সমাধান ।\n> গোপিকার সুখ কৃষ্ণসুখে পর্যবসান ॥১৮৯॥", "synonyms": "*e*—desta; *virodhera*—da contradição; *eka*—uma; *mātra*—única; *dekhi*—vejo; *samādhāna*—solução; *gopikāra*—das gopīs; *sukha*—a felicidade; *kṛṣṇa-sukhe*—na felicidade do Senhor Kṛṣṇa; *paryavasāna*—a conclusão.", "translation": "**Para esta contradição, vejo apenas uma solução: a alegria das gopīs reside na alegria de seu amado Kṛṣṇa.**", "purport": "A situação das gopīs é desconcertante, pois, embora não desejassem felicidade pessoal, esta lhes foi imposta. A solução para esse enigma é que o senso de felicidade de Śrī Kṛṣṇa é delimitado pela felicidade das gopīs. Por isso, os devotos em Vṛndāvana procuram servir às gopīs, a saber, Rādhārāṇī e Suas companheiras. Quem obtém o favor das gopīs facilmente obtém o favor de Kṛṣṇa, pois, por recomendação das gopīs, Kṛṣṇa aceita de imediato o serviço de um devoto. O Senhor Caitanya, portanto, desejava agradar às gopīs em vez de a Kṛṣṇa. Seus contemporâneos, porém, interpretaram-No mal e, por essa razão, o Senhor Caitanya renunciou à ordem de vida familiar e tornou-se sannyāsī."}
{"ref": "cc/adi/4/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/190/", "verse_text": "gopikā-darśane kṛṣṇera bāḍhe praphullatā\nse mādhurya bāḍhe yāra nāhika samatā", "devanagari": "> গোপিকা-দর্শনে কৃষ্ণের বাঢ়ে প্রফুল্লতা ।\n> সে মাধুর্য বাঢ়ে যার নাহিক সমতা ॥১৯০॥", "synonyms": "*gopikā-darśane*—ao ver as gopīs; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *bāḍhe*—aumenta; *praphullatā*—a alegria; *se*—essa; *mādhurya*—doçura; *bāḍhe*—aumenta; *yāra*—da qual; *nāhika*—não há; *samatā*—igualdade.", "translation": "**Quando o Senhor Kṛṣṇa vê as gopīs, Sua alegria aumenta, e Sua doçura incomparável também aumenta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/191/", "verse_text": "āmāra darśane kṛṣṇa pāila eta sukha\nei sukhe gopīra praphulla aṅga-mukha", "devanagari": "> আমার দর্শনে কৃষ্ণ পাইল এত সুখ ।\n> এই সুখে গোপীর প্রফুল্ল অঙ্গমুখ ॥১৯১॥", "synonyms": "*āmāra darśane*—ao ver-me; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *pāila*—obteve; *eta*—tanta; *sukha*—felicidade; *ei*—esta; *sukhe*—na felicidade; *gopīra*—das gopīs; *praphulla*—desabrochados; *aṅga-mukha*—corpos e rostos.", "translation": "**[As gopīs pensam:] \"Kṛṣṇa obteve tanto prazer ao ver-me.\" Esse pensamento intensifica o viço e a beleza de seus rostos e de seus corpos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/192/", "verse_text": "gopī-śobhā dekhi' kṛṣṇera śobhā bāḍhe yata\nkṛṣṇa-śobhā dekhi' gopīra śobhā bāḍhe tata", "devanagari": "> গোপী-শোভা দেখি’ কৃষ্ণের শোভা বাঢ়ে যত ।\n> কৃষ্ণ-শোভা দেখি’ গোপীর শোভা বাঢ়ে তত ॥১৯২॥", "synonyms": "*gopī-śobhā*—a beleza das gopīs; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śobhā*—a beleza; *bāḍhe*—aumenta; *yata*—tanto quanto; *kṛṣṇa-śobhā*—a beleza do Senhor Kṛṣṇa; *dekhi'*—vendo; *gopīra*—das gopīs; *śobhā*—a beleza; *bāḍhe*—aumenta; *tata*—na mesma medida.", "translation": "**A beleza do Senhor Kṛṣṇa aumenta diante da visão da beleza das gopīs. E quanto mais as gopīs veem a beleza do Senhor Kṛṣṇa, mais a beleza delas aumenta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/193/", "verse_text": "ei-mata paraspara paḍe huḍāhuḍi\nparaspara bāḍhe, keha mukha nāhi muḍi", "devanagari": "> এইমত পরস্পর পড়ে হুড়াহুড়ি ।\n> পরস্পর বাঢ়ে, কেহ মুখ নাহি মুড়ি ॥১৯৩॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa forma; *paraspara*—recíproca; *paḍe*—acontece; *huḍāhuḍi*—rivalidade; *paraspara*—mutuamente; *bāḍhe*—aumenta; *keha*—alguém; *mukha*—o rosto; *nāhi*—não; *muḍi*—cobrindo.", "translation": "**Dessa forma, ocorre entre eles uma competição em que ninguém admite a derrota.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/194/", "verse_text": "kintu kṛṣṇera sukha haya gopī-rūpa-guṇe\ntāṅra sukhe sukha-vṛddhi haye gopī-gaṇe", "devanagari": "> কিন্তু কৃষ্ণের সুখ হয় গোপী-রূপ-গুণে ।\n> তাঁর সুখে সুখবৃদ্ধি হয়ে গোপীগণে ॥১৯৪॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sukha*—a felicidade; *haya*—é; *gopī-rūpa-guṇe*—nas qualidades e na beleza das gopīs; *tāṅra*—d'Ele; *sukhe*—na felicidade; *sukha-vṛddhi*—aumento de felicidade; *haye*—há; *gopī-gaṇe*—nas gopīs.", "translation": "**Kṛṣṇa, porém, obtém prazer da beleza e das boas qualidades das gopīs. E, quando as gopīs veem o prazer d'Ele, a alegria das gopīs aumenta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/195/", "verse_text": "ataeva sei sukha kṛṣṇa-sukha poṣe\nei hetu gopī-preme nāhi kāma-doṣe", "devanagari": "> অতএব সেই সুখ কৃষ্ণ-সুখ পোষে ।\n> এই হেতু গোপী-প্রেমে নাহি কাম-দোষে ॥১৯৫॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *sei*—essa; *sukha*—felicidade; *kṛṣṇa-sukha*—a felicidade do Senhor Kṛṣṇa; *poṣe*—nutre; *ei*—esta; *hetu*—razão; *gopī-preme*—no amor das gopīs; *nāhi*—não há; *kāma-doṣe*—o defeito da luxúria.", "translation": "**Portanto, vemos que a alegria das gopīs nutre a alegria do Senhor Kṛṣṇa. Por essa razão, o defeito da luxúria não está presente no amor delas.**", "purport": "Ao contemplar as belas gopīs, Kṛṣṇa anima-Se, e isso anima as gopīs, cujos rostos e corpos juvenis desabrocham. Essa competição de crescente beleza entre as gopīs e Kṛṣṇa, que é ilimitada, é tão delicada que, por vezes, os moralistas mundanos interpretam erroneamente esses tratos como puramente amorosos. Mas tais relações não são, de modo algum, mundanas, pois o intenso desejo das gopīs de satisfazer Kṛṣṇa impregna toda a cena de amor puro a Deus, sem o mínimo vestígio de gratificação sexual."}
{"ref": "cc/adi/4/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/196/", "verse_text": "upetya pathi sundarī-tatibhir ābhir abhyarcitaṁ\nsmitāṅkura-karambitair naṭad-apāṅga-bhaṅgī-śataiḥ\nstana-stavaka-sañcaran-nayana-cañcarīkāñcalaṁ\nvraje vijayinaṁ bhaje vipina-deśataḥ keśavam", "devanagari": "> উপেত্য পথি সুন্দরীততিভিরাভিরভ্যর্চিতং\n> স্মিতাঙ্কুরকরম্বিতৈর্নটদপাঙ্গভঙ্গীশতৈঃ ।\n> স্তন-স্তবকসঞ্চরন্নয়নচঞ্চরীকাঞ্চলং\n> ব্রজে বিজয়িনং ভজে বিপিনদেশতঃ কেশবম্ ॥১৯৬॥", "synonyms": "*upetya*—tendo subido a seus palácios; *pathi*—no caminho; *sundarī-tatibhiḥ ābhiḥ*—pelas mulheres de Vraja; *abhyarcitam*—que é adorado; *smita-aṅkura-karambitaiḥ*—entremeados com os brotos de gentis sorrisos; *naṭat*—dançantes; *apāṅga*—de olhares; *bhaṅgī-śataiḥ*—com cem maneiras; *stana-stavaka*—a multidão de seios; *sañcarat*—vagueando; *nayana*—dos dois olhos; *cañcarīka*—como abelhas; *añcalam*—Aquele cujos cantos; *vraje*—em Vraja; *vijayinam*—vindo; *bhaje*—adoro; *vipina-deśataḥ*—da floresta; *keśavam*—o Senhor Keśava.", "translation": "**\"Adoro o Senhor Keśava. Voltando da floresta de Vraja, Ele é adorado pelas gopīs, que sobem aos terraços de seus palácios e O encontram no caminho com cem maneiras de olhares dançantes e gentis sorrisos. Os cantos de Seus olhos vagueiam, como grandes abelhas negras, em torno dos seios das gopīs.\"**", "purport": "Esta afirmação aparece no *Keśavāṣṭaka* (8) do *Stava-mālā*, compilado por Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/197/", "verse_text": "āra eka gopī-premera svābhāvika cihna\n\nye prakāre haya prema kāma-gandha-hīna", "devanagari": "> আর এক গোপীপ্রেমের স্বাভাবিক চিহ্ন ।\n> যে প্রকারে হয় প্রেম কামগন্ধহীন ॥১৯৭॥", "synonyms": "*āra*—outro; *eka*—um; *gopī-premera*—do amor das gopīs; *svābhāvika*—natural; *cihna*—sintoma; *ye*—o qual; *prakāre*—na maneira; *haya*—é; *prema*—o amor; *kāma-gandha-hīna*—sem o menor vestígio de luxúria.", "translation": "**Há outro sintoma natural do amor das gopīs que demonstra estar ele isento de qualquer vestígio de luxúria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/198/", "verse_text": "gopī-preme kare kṛṣṇa-mādhuryera puṣṭi\n\nmādhurye bāḍhāya prema hañā mahā-tuṣṭi", "devanagari": "> গোপীপ্রেমে করে কৃষ্ণমাধুর্যের পুষ্টি ।\n> মাধুর্যে বাঢ়ায় প্রেম হঞা মহাতুষ্টি ॥১৯৮॥", "synonyms": "*gopī-preme*—o amor das gopīs; *kare*—faz; *kṛṣṇa-mādhuryera*—da doçura do Senhor Kṛṣṇa; *puṣṭi*—nutrição; *mādhurye*—a doçura; *bāḍhāya*—faz aumentar; *prema*—o amor; *hañā*—estando; *mahā-tuṣṭi*—imensamente satisfeitas.", "translation": "**O amor das gopīs nutre a doçura do Senhor Kṛṣṇa. Essa doçura, por sua vez, faz aumentar o amor delas, pois elas ficam imensamente satisfeitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/199/", "verse_text": "prīti-viṣayānande tad-āśrayānanda\n\ntāṅhā nāhi nija-sukha-vāñchāra sambandha", "devanagari": "> প্রীতিবিষয়ানন্দে তদাশ্রয়ানন্দ ।\n> তাঁহা নাহি নিজসুখবাঞ্ছার সম্বন্ধ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*prīti-viṣaya-ānande*—na alegria do objeto do amor; *tat*—desse amor; *āśraya-ānanda*—a alegria da morada; *tāṅhā*—essa; *nāhi*—não; *nija-sukha-vāñchāra*—do desejo da própria felicidade; *sambandha*—relação.", "translation": "**A felicidade da morada do amor está na felicidade do objeto desse amor. Não se trata de uma relação de desejo de gratificação pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/200-201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/200-201/", "verse_text": "nirupādhi prema yāṅhā, tāṅhā ei rīti\n\nprīti-viṣaya-sukhe āśrayera prīti\n\nnija-premānande kṛṣṇa-sevānanda bādhe\n\nse ānandera prati bhaktera haya mahā-krodhe", "devanagari": "> নিরুপাধি প্রেম যাঁহা, তাঁহা এই রীতি ।\n> প্রীতিবিষয়সুখে আশ্রয়ের প্রীতি ॥২০০॥\n> নিজ প্রেমানন্দে কৃষ্ণ-সেবানন্দ বাধে ।\n> সে আনন্দের প্রতি ভক্তের হয় মহাক্রোধে ॥২০১॥", "synonyms": "*nirupādhi*—sem identificação; *prema*—amor; *yāṅhā*—o qual; *tāṅhā*—esse; *ei*—este; *rīti*—estilo; *prīti-viṣaya*—do objeto do amor; *sukhe*—na felicidade; *āśrayera*—da morada desse amor; *prīti*—o prazer; *nija*—próprio; *prema*—do amor; *ānande*—pela alegria; *kṛṣṇa*—ao Senhor Kṛṣṇa; *seva-ānanda*—a alegria do serviço; *bādhe*—é obstruída; *se*—essa; *ānandera prati*—em relação à alegria; *bhaktera*—do devoto; *haya*—há; *mahā-krodhe*—grande ira.", "translation": "**Sempre que existe amor altruísta, esse é o seu estilo. O reservatório do amor obtém prazer quando o objeto amável fica satisfeito. Quando o prazer do amor interfere no serviço ao Senhor Kṛṣṇa, o devoto fica irado para com esse êxtase.**", "purport": "Como se mencionou acima, as gopīs são as amantes predominadas, e Śrī Kṛṣṇa é o predominador, o amado. O amor da predominada nutre o amor do predominador. As gopīs não tinham nenhum desejo de desfrute egoísta. Seu sentimento de felicidade era indireto, pois dependia do prazer de Kṛṣṇa. O amor imotivado a Deus é sempre assim. Tal amor puro só é possível quando a predominada se torna feliz com a felicidade do predominador. Tal amor imaculado fica exemplificado quando a amante deprecia a sua própria felicidade no serviço que a impede de prestá-lo."}
{"ref": "cc/adi/4/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/202/", "verse_text": "aṅga-stambhārambham uttuṅgayantaṁ\n\npremānandaṁ dāruko nābhyanandat\n\nkaṁsārāter vījane yena sākṣād\n\nakṣodīyān antarāyo vyadhāyi", "devanagari": "> অঙ্গস্তম্ভারম্ভমুত্তুঙ্গয়ন্তং প্রেমা-\n> নন্দং দারুকো নাভ্যনন্দৎ ।\n> কংসারাতের্বীজনে যেন সাক্ষাদ-\n> ক্ষোদীয়ানন্তরায়ো ব্যধায়ি ॥২০২॥", "synonyms": "*aṅga*—dos membros; *stambha-ārambham*—o início do entorpecimento; *uttuṅgayantam*—que o estava fazendo alcançar; *prema-ānandam*—a alegria do amor; *dārukaḥ*—Dāruka, o quadrigário do Senhor; *na*—não; *abhyanandat*—recebeu de bom grado; *kaṁsa-arāteḥ*—do Senhor Kṛṣṇa, o inimigo de Kaṁsa; *vījane*—ao abanar com um leque cāmara; *yena*—pelo qual; *sākṣāt*—claramente; *akṣodīyān*—maior; *antarāyaḥ*—obstáculo; *vyadhāyi*—foi criado.", "translation": "**\"Śrī Dāruka não apreciava seus sentimentos extáticos de amor, pois eles faziam seus membros entorpecerem e assim obstruíam seu serviço de abanar o Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Este verso é do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.2.62)."}
{"ref": "cc/adi/4/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/203/", "verse_text": "govinda-prekṣaṇākṣepi-\n\nbāṣpa-pūrābhivarṣiṇam\n\nuccair anindad ānandam\n\naravinda-vilocanā", "devanagari": "> গোবিন্দপ্রেক্ষণাক্ষেপি-বাষ্পপূরাভিবর্ষিণম্ ।\n> উচ্চৈরনিন্দদানন্দমরবিন্দবিলোচনা ॥২০৩॥", "synonyms": "*govinda*—do Senhor Govinda; *prekṣaṇa*—a visão; *ākṣepi*—impedindo; *bāṣpa-pūra*—torrentes de lágrimas; *abhivarṣiṇam*—que fazem chover; *uccaiḥ*—intensamente; *anindat*—condenou; *ānandam*—a bem-aventurança; *aravinda-vilocanā*—Rādhārāṇī, a de olhos de lótus.", "translation": "**\"Rādhārāṇī, a de olhos de lótus, condenou intensamente o amor extático que causava um fluxo de lágrimas que impedia Sua visão de Govinda.\"**", "purport": "Este verso também é do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.3.54)."}
{"ref": "cc/adi/4/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/204/", "verse_text": "āra śuddha-bhakta kṛṣṇa-prema-sevā vine\n\nsva-sukhārtha sālokyādi nā kare grahaṇe", "devanagari": "> আর শুদ্ধভক্ত কৃষ্ণ-প্রেম-সেবা বিনে ।\n> স্বসুখার্থ সালোক্যাদি না করে গ্রহণে ॥২০৪॥", "synonyms": "*āra*—e; *śuddha-bhakta*—o devoto puro; *kṛṣṇa-prema*—por amor ao Senhor Kṛṣṇa; *sevā*—serviço; *vine*—sem; *sva-sukha-artha*—com o propósito da própria felicidade; *sālokya-ādi*—os cinco tipos de liberação, começando por sālokya (residir no mesmo planeta espiritual que o Senhor); *nā kare*—não fazem; *grahaṇe*—aceitação.", "translation": "**Além disso, os devotos puros jamais abandonam o serviço amoroso ao Senhor Kṛṣṇa para aspirar ao próprio prazer pessoal por meio dos cinco tipos de liberação.**", "purport": "Um devoto puro de Kṛṣṇa que O ama exclusivamente recusará categoricamente aceitar qualquer espécie de liberação, desde a fusão no corpo do Senhor até as outras variedades de liberação, tais como a igualdade de forma, de opulência ou de morada e a opulência de viver perto do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/4/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/205/", "verse_text": "mad-guṇa-śruti-mātreṇa\n\nmayi sarva-guhāśaye\n\nmano-gatir avicchinnā\n\nyathā gaṅgāmbhaso 'mbudhau", "devanagari": "> মদ্গুণশ্রুতিমাত্রেণ ময়ি সর্বগুহাশয়ে ।\n> মনোগতিরবিচ্ছিন্না যথা গঙ্গাম্ভসোঽম্বুধৌ ॥২০৫॥", "synonyms": "*mat*—de Mim; *guṇa*—das qualidades; *śruti-mātreṇa*—apenas por ouvir; *mayi*—a Mim; *sarva-guhā*—em todos os corações; *āśaye*—que estou situado; *manaḥ-gatiḥ*—o movimento da mente; *avicchinnā*—ininterrupto; *yathā*—assim como; *gaṅgā-ambhasaḥ*—das águas celestiais do Ganges; *ambudhau*—ao oceano.", "translation": "**\"Assim como as águas celestiais do Ganges fluem sem obstrução ao oceano, do mesmo modo, quando Meus devotos simplesmente ouvem falar de Mim, suas mentes vêm a Mim, que resido nos corações de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/206/", "verse_text": "lakṣaṇaṁ bhakti-yogasya\n\nnirguṇasya hy udāhṛtam\n\nahaituky avyavahitā\n\nyā bhaktiḥ puruṣottame", "devanagari": "> লক্ষণং ভক্তিযোগস্য নির্গুণস্য হ্যুদাহৃতম্ ।\n> অহৈতুক্যব্যবহিতা যা ভক্তিঃ পুরুষোত্তমে ॥২০৬॥", "synonyms": "*lakṣaṇam*—o sintoma; *bhakti-yogasya*—do serviço devocional; *nirguṇasya*—além dos três modos da natureza; *hi*—certamente; *udāhṛtam*—é citado; *ahaitukī*—imotivado; *avyavahitā*—ininterrupto; *yā*—o qual; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *puruṣottame*—à Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Estas são as características do transcendental serviço amoroso a Puruṣottama, a Suprema Personalidade de Deus: ele é imotivado e não pode ser obstruído de maneira alguma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/207/", "verse_text": "sālokya-sārṣṭi-sārūpya-\n\nsāmīpyaikatvam apy uta\n\ndīyamānaṁ na gṛhṇanti\n\nvinā mat-sevanaṁ janāḥ", "devanagari": "> সালোক্য-সার্ষ্টি-সারূপ্য-সামীপ্যৈকত্বমপ্যুত ।\n> দীয়মানং ন গৃহ্ণন্তি বিনা মৎসেবনং জনাঃ ॥২০৭॥", "synonyms": "*sālokya*—estar no mesmo planeta que Eu; *sārṣṭi*—ter opulência igual à Minha; *sārūpya*—ter a mesma forma que Eu; *sāmīpya*—ter associação direta comigo; *ekatvam*—unidade comigo; *api*—mesmo; *uta*—ou; *dīyamānam*—sendo oferecidas; *na*—não; *gṛhṇanti*—aceitam; *vinā*—sem; *mat-sevanam*—Meu serviço; *janāḥ*—os devotos.", "translation": "**\"Meus devotos não aceitam sālokya, sārṣṭi, sārūpya, sāmīpya ou a unidade comigo — mesmo que Eu ofereça essas liberações — em preferência a servir-Me.\"**", "purport": "Estes três versos do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.29.11-13) foram falados pelo Senhor Kṛṣṇa na forma de Kapiladeva."}
{"ref": "cc/adi/4/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/208/", "verse_text": "mat-sevayā pratītaṁ te\n\nsālokyādi-catuṣṭayam\n\nnecchanti sevayā pūrṇāḥ\n\nkuto 'nyat kāla-viplutam", "devanagari": "> মৎসেবয়া প্রতীতং তে সালোক্যাদি-চতুষ্টয়ম্ ।\n> নেচ্ছন্তি সেবয়া পূর্ণাঃ কুতোঽন্যৎ কালবিপ্লুতম্ ॥২০৮॥", "synonyms": "*mat*—de Mim; *sevayā*—pelo serviço; *pratītam*—obtidas; *te*—eles; *sālokya-ādi*—a liberação, começando por sālokya; *catuṣṭayam*—quatro tipos de; *na icchanti*—não desejam; *sevayā*—pelo serviço; *pūrṇāḥ*—completos; *kutaḥ*—onde; *anyat*—outras coisas; *kāla-viplutam*—que se perdem no tempo.", "translation": "**\"Meus devotos, tendo satisfeito seus desejos ao Me servirem, não aceitam os quatro tipos de salvação que são facilmente obtidos por esse serviço. Por que, então, haveriam de aceitar quaisquer prazeres que se perdem com o passar do tempo?\"**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.4.67) foi falado pelo Senhor em relação às características de Mahārāja Ambarīṣa. Fundir-se na existência do Absoluto é tão temporário quanto viver no reino celestial. Ambas as posições são controladas pelo tempo; nenhuma delas é permanente."}
{"ref": "cc/adi/4/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/209/", "verse_text": "kama-gandha-hīna svābhāvika gopī-prema\n\nnirmala, ujjvala, śuddha yena dagdha hema", "devanagari": "> কামগন্ধহীন স্বাভাবিক গোপী-প্রেম ।\n> নির্মল, উজ্জ্বল, শুদ্ধ যেন দগ্ধ হেম ॥২০৯॥", "synonyms": "*kāma-gandha-hīna*—sem qualquer indício de luxúria; *svābhāvika*—natural; *gopī-prema*—o amor das gopīs; *nirmala*—imaculado; *ujjvala*—reluzente; *śuddha*—puro; *yena*—como; *dagdha hema*—ouro fundido.", "translation": "**O amor natural das gopīs é desprovido de qualquer vestígio de luxúria. É impecável, brilhante e puro, como ouro fundido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/210/", "verse_text": "kṛṣṇera sahāya, guru, bāndhava, preyasī\n\ngopikā hayena priyā śiṣyā, sakhī dāsī", "devanagari": "> কৃষ্ণের সহায়, গুরু, বান্ধব, প্রেয়সী ।\n> গোপিকা হয়েন প্রিয়া শিষ্যা, সখী, দাসী ॥২১০॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sahāya*—auxiliares; *guru*—mestras; *bāndhava*—amigas; *preyasī*—esposas; *gopikā*—as gopīs; *hayena*—são; *priyā*—queridas; *śiṣyā*—discípulas; *sakhī*—confidentes; *dāsī*—servas.", "translation": "**As gopīs são as auxiliares, mestras, amigas, esposas, queridas discípulas, confidentes e servas do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/211/", "verse_text": "sahāyā guravaḥ śiṣyā\n\nbhujiṣyā bāndhavāḥ striyaḥ\n\nsatyaṁ vadāmi te pārtha\n\ngopyaḥ kiṁ me bhavanti na", "devanagari": "> সহায়া গুরবঃ শিষ্যা ভুজিষ্যা বান্ধবাঃ স্ত্রিয়ঃ ।\n> সত্যং বদামি তে পার্থ গোপ্যঃ কিং মে ভবন্তি ন ॥২১১॥", "synonyms": "*sahāyāḥ*—auxiliares; *guravaḥ*—mestras; *śiṣyāḥ*—discípulas; *bhujiṣyāḥ*—servas; *bāndhavāḥ*—amigas; *striyaḥ*—esposas; *satyam*—verdadeiramente; *vadāmi*—Eu digo; *te*—a você; *pārtha*—ó Arjuna; *gopyaḥ*—as gopīs; *kim*—o que; *me*—para Mim; *bhavanti*—são; *na*—não.", "translation": "**\"Ó Pārtha, digo-te a verdade. As gopīs são Minhas auxiliares, mestras, discípulas, servas, amigas e consortes. Não sei o que elas não são para Mim.\"**", "purport": "Este é um verso do Gopī-premāmṛta."}
{"ref": "cc/adi/4/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/212/", "verse_text": "gopikā jānena kṛṣṇera manera vāñchita\nprema-sevā-paripāṭī, iṣṭa-samīhita", "devanagari": "> গোপিকা জানেন কৃষ্ণের মনের বাঞ্ছিত ।\n> প্রেমসেবা-পরিপাটী, ইষ্ট-সমীহিত ॥২১২॥", "synonyms": "*gopikā*—as gopīs; *jānena*—conhecem; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *manera*—da mente; *vāñchita*—o objeto desejado; *prema-sevā*—do serviço amoroso; *paripāṭī*—a perfeição; *iṣṭa-samīhita*—a realização do objetivo desejado da vida.", "translation": "**As gopīs conhecem os desejos de Kṛṣṇa e sabem como prestar serviço amoroso perfeito para o desfrute d'Ele. Elas executam seu serviço com perícia para a satisfação de seu amado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/213/", "verse_text": "man-māhātmyaṁ mat-saparyāṁ\nmac-chraddhāṁ man-mano-gatam\njānanti gopikāḥ pārtha\nnānye jānanti tattvataḥ", "devanagari": "> মন্মাহাত্ম্যং মৎসপর্যাং মাচ্ছ্রদ্ধাং মন্মনোগতম্ ।\n> জানন্তি গোপিকাঃ পার্থ নান্যে জানন্তি তত্ত্বতঃ ॥২১৩॥", "synonyms": "*mat-māhātmyam*—Minha grandeza; *mat-saparyām*—Meu serviço; *mat-śraddhām*—o respeito por Mim; *mat-manaḥ-gatam*—a intenção de Minha mente; *jānanti*—elas conhecem; *gopikāḥ*—as gopīs; *pārtha*—ó Arjuna; *na*—não; *anye*—outros; *jānanti*—conhecem; *tattvataḥ*—de fato.", "translation": "**\"Ó Pārtha, as gopīs conhecem Minha grandeza, Meu serviço amoroso, o respeito por Mim e Minha mentalidade. Outros não podem realmente conhecer estas coisas.\"**", "purport": "Este verso foi falado pelo Senhor Kṛṣṇa a Arjuna no Ādi Purāṇa."}
{"ref": "cc/adi/4/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/214/", "verse_text": "sei gopī-gaṇa-madhye uttamā rādhikā\nrūpe, guṇe, saubhāgye, preme sarvādhikā", "devanagari": "> সেই গোপীগণ-মধ্যে উত্তমা রাধিকা ।\n> রূপে, গুণে, সৌভাগ্যে, প্রেমে সর্বাধিকা ॥২১৪॥", "synonyms": "*sei*—aquelas; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *madhye*—entre; *uttamā*—a mais elevada; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *rūpe*—em beleza; *guṇe*—em qualidades; *saubhāgye*—em boa fortuna; *preme*—em amor; *sarva-adhikā*—acima de todas.", "translation": "**Entre as gopīs, Śrīmatī Rādhikā é a principal. Ela supera todas em beleza, em boas qualidades, em boa fortuna e, acima de tudo, em amor.**", "purport": "Entre todas as gopīs, Śrīmatī Rādhārāṇī é a mais excelsa. Ela é a mais bela, a mais qualificada e, acima de tudo, a maior amante de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/4/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/215/", "verse_text": "yathā rādhā priyā viṣṇos\ntasyāḥ kuṇḍaṁ priyaṁ tathā\nsarva-gopīṣu saivaikā\nviṣṇor atyanta-vallabhā", "devanagari": "> যথা রাধা প্রিয়া বিষ্ণোস্তস্যাঃ কুণ্ডং প্রিয়ং তথা ।\n> সর্বগোপীষু সৈবৈকা বিষ্ণোরত্যন্তবল্লভা ॥২১৫॥", "synonyms": "*yathā*—assim como; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *priyā*—muito querida; *viṣṇoḥ*—ao Senhor Kṛṣṇa; *tasyāḥ*—d'Ela; *kuṇḍam*—o local de banho; *priyam*—muito querido; *tathā*—assim também; *sarva-gopīṣu*—entre todas as gopīs; *sā*—Ela; *eva*—certamente; *ekā*—única; *viṣṇoḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *atyanta-vallabhā*—a mais querida.", "translation": "**“Assim como Śrīmatī Rādhārāṇī é muitíssimo querida por Śrī Kṛṣṇa, Seu local de banho [o Rādhā-kuṇḍa] também Lhe é querido. Dentre todas as gopīs, somente Ela é a Sua mais amada; Śrīmatī Rādhārāṇī é suprema e muito querida pelo Senhor Kṛṣṇa.”**", "purport": "Este verso é do *Padma Purāṇa*."}
{"ref": "cc/adi/4/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/216/", "verse_text": "trai-lokye pṛthivī dhanyā\nyatra vṛndāvanaṁ purī\ntatrāpi gopikāḥ pārtha\nyatra rādhābhidhā mama", "devanagari": "> ত্রৈলোক্যে পৃথিবী ধন্যা যত্র বৃন্দাবনং পুরী ।\n> তত্রাপি গোপিকাঃ পার্থ যত্র রাধাভিধা মম ॥২১৬॥", "synonyms": "*trai-lokye*—nos três mundos; *pṛthivī*—a Terra; *dhanyā*—afortunada; *yatra*—onde; *vṛndāvanam*—Vṛndāvana; *purī*—a cidade; *tatra*—ali; *api*—certamente; *gopikāḥ*—as gopīs; *pārtha*—ó Arjuna; *yatra*—onde; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *abhidhā*—chamada; *mama*—Minha.", "translation": "**\"Ó Pārtha, em todos os três sistemas planetários, esta Terra é especialmente afortunada, pois na Terra está a cidade de Vṛndāvana. E ali as gopīs são especialmente gloriosas, porque entre elas está Minha Śrīmatī Rādhārāṇī.\"**", "purport": "Este verso, falado pelo Senhor Kṛṣṇa a Arjuna, é citado do Ādi Purāṇa."}
{"ref": "cc/adi/4/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/217/", "verse_text": "rādhā-saha krīḍā rasa-vṛddhira kāraṇa\nāra saba gopī-gaṇa rasopakaraṇa", "devanagari": "> রাধাসহ ক্রীড়া রস-বৃদ্ধির কারণ ।\n> আর সব গোপীগণ রসোপকরণ ॥২১৭॥", "synonyms": "*rādhā-saha*—com Śrīmatī Rādhārāṇī; *krīḍā*—os passatempos; *rasa*—da doçura; *vṛddhira*—do aumento; *kāraṇa*—a causa; *āra*—as outras; *saba*—todas; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *rasa-upakaraṇa*—acessórios da doçura.", "translation": "**Todas as demais gopīs ajudam a aumentar a alegria dos passatempos de Kṛṣṇa com Rādhārāṇī. As gopīs atuam como os instrumentos do desfrute mútuo d'Ambos.**", "purport": "Diz-se que as gopīs estão divididas em cinco grupos, a saber, as sakhīs, as nitya-sakhīs, as prāṇa-sakhīs, as priya-sakhīs e as parama-preṣṭha-sakhīs. Todas essas associadas de tez clara de Śrīmatī Rādhārāṇī, a Rainha de Vṛndāvana-dhāma, são peritas artistas em evocar sentimentos eróticos em Kṛṣṇa. As parama-preṣṭha-sakhīs são em número de oito e, nas trocas extáticas entre Kṛṣṇa e Rādhā, ora ficam do lado de Kṛṣṇa, ora do lado de Rādhārāṇī, apenas para criar uma situação em que pareça que favorecem um contra o outro. Isso torna o intercâmbio de doçuras mais saboroso."}
{"ref": "cc/adi/4/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/218/", "verse_text": "kṛṣṇera vallabhā rādhā kṛṣṇa-prāṇa-dhana\ntāṅhā vinu sukha-hetu nahe gopī-gaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণের বল্লভা রাধা কৃষ্ণ-প্রাণধন ।\n> তাঁহা বিনু সুখহেতু নহে গোপীগণ ॥২১৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vallabhā*—a amada; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *kṛṣṇa-prāṇa-dhana*—o tesouro da vida do Senhor Kṛṣṇa; *tāṅhā*—Ela; *vinu*—sem; *sukha-hetu*—causa de felicidade; *nahe*—não são; *gopī-gaṇa*—as gopīs.", "translation": "**Rādhā é a amada consorte de Kṛṣṇa e é o tesouro de Sua vida. Sem Ela, as gopīs não podem dar-Lhe prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/219/", "verse_text": "kaṁsārir api saṁsāra-\nvāsanā-baddha-śṛṅkhalām\nrādhām ādhāya hṛdaye\ntatyāja vraja-sundarīḥ", "devanagari": "> কংসারিরপি সংসারবাসনাবদ্ধশৃঙ্খলাম্ ।\n> রাধামাধায় হৃদয়ে তত্যাজ ব্রজসুন্দরীঃ ॥২১৯॥", "synonyms": "*kaṁsa-ariḥ*—o Senhor Kṛṣṇa, o inimigo de Kaṁsa; *api*—além disso; *saṁsāra*—para a essência do desfrute (rāsa-līlā); *vāsanā*—pelo desejo; *baddha*—atada; *śṛṅkhalām*—que era como as correntes; *rādhām*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *ādhāya*—tomando; *hṛdaye*—no coração; *tatyāja*—deixou de lado; *vraja-sundarīḥ*—as outras gopīs.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa, o inimigo de Kaṁsa, deixou de lado as outras gopīs durante a dança da rāsa e tomou Śrīmatī Rādhārāṇī em Seu coração, pois Ela é a auxiliar do Senhor na realização da essência de Seus desejos.\"**", "purport": "Neste verso do Gīta-govinda (3.1), Jayadeva Gosvāmī descreve Śrī Kṛṣṇa deixando o rāsa-līlā em busca de Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/adi/4/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/220/", "verse_text": "sei rādhāra bhāva lañā caitanyāvatāra\nyuga-dharma nāma-prema kaila paracāra", "devanagari": "> সেই রাধার ভাব লঞা চৈতন্যাবতার ।\n> যুগধর্ম নাম-প্রেম কৈল পরচার ॥২২০॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva*—a emoção; *lañā*—tomando; *caitanya*—do Senhor Caitanya; *avatāra*—a encarnação; *yuga-dharma*—a religião da era; *nāma-prema*—o santo nome e o amor a Deus; *kaila*—fez; *paracāra*—pregação.", "translation": "**O Senhor Caitanya apareceu com o sentimento de Rādhā. Ele pregou o dharma desta era — o cantar do santo nome e o amor puro a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/221/", "verse_text": "sei bhāve nija-vāñchā karila pūraṇa\navatārera ei vāñchā mūla-kāraṇa", "devanagari": "> সেই ভাবে নিজবাঞ্ছা করিল পূরণ ।\n> অবতারের এই বাঞ্ছা মূল-কারণ ॥২২১॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *bhāve*—na disposição; *nija-vāñchā*—Seus próprios desejos; *karila*—fez; *pūraṇa*—satisfazendo; *avatārera*—da encarnação; *ei*—esta; *vāñchā*—desejo; *mūla*—raiz; *kāraṇa*—causa.", "translation": "**Na disposição de Śrīmatī Rādhārāṇī, Ele também satisfez Seus próprios desejos. Esta é a razão principal de Seu aparecimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/222/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya gosāñi vrajendra-kumāra\nrasa-maya-mūrti kṛṣṇa sākṣāt śṛṅgāra", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য গোসাঞি ব্রজেন্দ্রকুমার ।\n> রসময়-মূর্তি কৃষ্ণ সাক্ষাৎ শৃঙ্গার ॥২২২॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vrajendra-kumāra*—o filho do Rei Nanda; *rasa-maya*—consistindo em doçuras; *mūrti*—a forma; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sākṣāt*—diretamente; *śṛṅgāra*—o amor conjugal.", "translation": "**O Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya é Kṛṣṇa [Vrajendra-kumāra], a personificação dos rasas. Ele é o amor conjugal personificado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/223/", "verse_text": "sei rasa āsvādite kaila avatāra\nānusaṅge kaila saba rasera pracāra", "devanagari": "> সেই রস আস্বাদিতে কৈল অবতার ।\n> আনুষঙ্গে কৈল সব রসের প্রচার ॥২২৩॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *rasa*—doçura; *āsvādite*—para saborear; *kaila*—fez; *avatāra*—encarnação; *ānusaṅge*—como motivo secundário; *kaila*—fez; *saba*—de todas; *rasera*—das doçuras; *pracāra*—a divulgação.", "translation": "**Ele fez Seu aparecimento para saborear essa doçura conjugal e, incidentalmente, para difundir todos os rasas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/224/", "verse_text": "viśveṣām anurañjanena janayann ānandam indīvara-\nśreṇī-śyāmala-komalair upanayann aṅgair anaṅgotsavam\nsvacchandaṁ vraja-sundarībhir abhitaḥ praty-aṅgam āliṅgitaḥ\nśṛṅgāraḥ sakhi mūrtimān iva madhau mugdho hariḥ krīḍati", "devanagari": "> বিশ্বেষামনুরঞ্জনেন জনয়ন্নানন্দমিন্দীবর-\n> শ্রেণীশ্যামলকোমলৈরুপনয়ন্নঙ্গৈরনঙ্গোৎসবম্ ।\n> স্বচ্ছন্দং ব্রজসুন্দরীভিরভিতঃ প্রত্যঙ্গমালিঙ্গিতঃ\n> শৃঙ্গারঃ সখি মূর্তিমানিব মধৌ মুগ্ধো হরিঃ ক্রীড়তি ॥২২৪॥", "synonyms": "*viśveṣām*—de todas as gopīs; *anurañjanena*—pelo ato de agradar; *janayan*—produzindo; *ānandam*—a bem-aventurança; *indīvara-śreṇī*—como uma fileira de lótus azuis; *śyāmala*—negro-azulado; *komalaiḥ*—e suaves; *upanayan*—trazendo; *aṅgaiḥ*—com Seus membros; *anaṅga-utsavam*—um festival para o Cupido; *svacchandam*—sem restrição; *vraja-sundarībhiḥ*—pelas jovens de Vraja; *abhitaḥ*—de ambos os lados; *prati-aṅgam*—cada membro; *āliṅgitaḥ*—abraçado; *śṛṅgāraḥ*—o amor conjugal; *sakhi*—ó amiga; *mūrtimān*—personificado; *iva*—como; *madhau*—na primavera; *mugdhaḥ*—perplexo; *hariḥ*—o Senhor Hari; *krīḍati*—brinca.", "translation": "**\"Minhas queridas amigas, vede só como Śrī Kṛṣṇa desfruta da estação da primavera! Com as gopīs abraçando cada um de Seus membros, Ele é como o amor conjugal personificado. Com Seus passatempos transcendentais, Ele anima todas as gopīs e toda a criação. Com Seus braços e pernas suaves e negro-azulados, que se assemelham a flores de lótus azuis, Ele criou um festival para o Cupido.\"**", "purport": "Este é um verso do *Gīta-govinda* (1.11)."}
{"ref": "cc/adi/4/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/225/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya gosāñi rasera sadana\naśeṣa-viśeṣe kaila rasa āsvādana", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য গোসাঞি রসের সদন ।\n> অশেষ-বিশেষে কৈল রস আস্বাদন ॥২২৫॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rasera*—da doçura; *sadana*—a morada; *aśeṣa-viśeṣe*—variedades ilimitadas de desfrute; *kaila*—fez; *rasa*—doçura; *āsvādana*—o saborear.", "translation": "**O Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya é a morada do rasa. Ele próprio saboreou a doçura do rasa de incontáveis maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/226/", "verse_text": "sei dvāre pravartāila kali-yuga-dharma\n\ncaitanyera dāse jāne ei saba marma", "devanagari": "> সেই দ্বারে প্রবর্তাইল কলিযুগ-ধর্ম ।\n> চৈতন্যের দাসে জানে এই সব মর্ম ॥২২৬॥", "synonyms": "*sei dvāre*—dessa maneira; *pravartāila*—Ele iniciou; *kali-yuga*—da Era de Kali; *dharma*—a religião; *caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dāse*—o servo; *jāne*—conhece; *ei*—estes; *saba*—todos; *marma*—segredos.", "translation": "**Assim, Ele iniciou o dharma para a Era de Kali. Os devotos do Senhor Caitanya conhecem todas essas verdades.**", "purport": "O Senhor Caitanya é o próprio Śrī Kṛṣṇa, o desfrutador absoluto do amor das gopīs. Ele mesmo assume o papel das gopīs para saborear a felicidade predominada das doçuras transcendentais. Ele apareceu nessa disposição, mas, simultaneamente, propagou o processo religioso para esta era de uma forma deveras fascinante. Somente os devotos íntimos de Śrī Caitanya Mahāprabhu podem compreender esse segredo transcendental."}
{"ref": "cc/adi/4/227-228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/227-228/", "verse_text": "advaita ācārya, nityānanda, śrīnivāsa\n\ngadādhara, dāmodara, murāri, haridāsa\n\nāra yata caitanya-kṛṣṇera bhakta-gaṇa\n\nbhakti-bhāve śire dhari sabāra caraṇa", "devanagari": "> অদ্বৈত আচার্য, নিত্যানন্দ, শ্রীনিবাস ।\n> গদাধর, দামোদর, মুরারি, হরিদাস ॥২২৭॥\n> আর যত চৈতন্য-কৃষ্ণের ভক্তগণ ।\n> ভক্তিভাবে শিরে ধরি সবার চরণ ॥২২৮॥", "synonyms": "*advaita ācārya*—Advaita Ācārya; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *śrīnivāsa*—Śrīvāsa Paṇḍita; *gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *dāmodara*—Svarūpa Dāmodara; *murāri*—Murāri Gupta; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *āra*—outros; *yata*—todos; *caitanya-kṛṣṇera*—de Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *bhakta-gaṇa*—devotos; *bhakti-bhāve*—com uma atitude devocional; *śire*—sobre minha cabeça; *dhari*—eu coloco; *sabāra*—de todos eles; *caraṇa*—os pés de lótus.", "translation": "**Curvando-me com devoção, coloco sobre minha cabeça os pés de lótus de Advaita Ācārya, Nityānanda, Śrīvāsa Paṇḍita, Gadādhara, Svarūpa Dāmodara, Murāri Gupta, Haridāsa e todos os demais devotos de Śrī Kṛṣṇa Caitanya.**", "purport": "O autor de *Śrī Caitanya-caritāmṛta* ensina-nos que devemos oferecer nossas respeitosas reverências a todos esses devotos puros e íntimos do Senhor Caitanya, se de fato desejamos conhecê-lo em verdade."}
{"ref": "cc/adi/4/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/229/", "verse_text": "ṣaṣṭha-ślokera ei kahila ābhāsa\n\nmūla ślokera artha śuna kariye prakāśa", "devanagari": "> ষষ্ঠশ্লোকের এই কহিল আভাস ।\n> মূল শ্লোকের অর্থ শুন করিয়ে প্রকাশ ॥২২৯॥", "synonyms": "*ṣaṣṭha-ślokera*—do sexto verso; *ei*—este; *kahila*—foi falado; *ābhāsa*—um indício; *mūla ślokera*—do verso original; *artha*—significado; *śuna*—por favor, ouça; *kariye prakāśa*—estou revelando.", "translation": "**Dei um indício do sexto verso. Agora, por favor, ouça enquanto revelo o significado desse verso original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/230/", "verse_text": "śrī-rādhāyāḥ praṇaya-mahimā kīdṛśo vānayaivā-\n\nsvādyo yenādbhuta-madhurimā kīdṛśo vā madīyaḥ\n\nsaukhyaṁ cāsyā mad-anubhavataḥ kīdṛśaṁ veti lobhāt\n\ntad-bhāvāḍhyaḥ samajani śacī-garbha-sindhau harīnduḥ", "devanagari": "> শ্রীরাধায়াঃ প্রণয়মহিমা কীদৃশো বানয়ৈবা-\n> স্বাদ্যো যেনাদ্ভুতমধুরিমা কীদৃশো বা মদীয়ঃ ।\n> সৌখ্যঞ্চাস্যা মদনুভবতঃ কীদৃশং বেতি লোভা-\n> ত্তদ্ভাবাঢ্যঃ সমজনি শচীগর্ভসিন্ধৌ হরীন্দুঃ ॥২৩০॥", "synonyms": "*śrī-rādhāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *praṇaya-mahimā*—a grandeza do amor; *kīdṛśaḥ*—de que espécie; *vā*—ou; *anayā*—por esta (Rādhā); *eva*—sozinha; *āsvādyaḥ*—a ser saboreada; *yena*—por aquele amor; *adbhuta-madhurimā*—a maravilhosa doçura; *kīdṛśaḥ*—de que espécie; *vā*—ou; *madīyaḥ*—de Mim; *saukhyam*—a felicidade; *ca*—e; *asyāḥ*—d'Ela; *mat-anubhavataḥ*—da realização de Minha doçura; *kīdṛśam*—de que espécie; *vā*—ou; *iti*—assim; *lobhāt*—do desejo; *tat*—d'Ela; *bhāva-āḍhyaḥ*—ricamente dotado de emoções; *samajani*—nasceu; *śacī-garbha*—do ventre de Śrīmatī Śacīdevī; *sindhau*—no oceano; *hari*—o Senhor Kṛṣṇa; *induḥ*—como a lua.", "translation": "**\"Desejando compreender a glória do amor de Rādhārāṇī, as maravilhosas qualidades n'Ele que somente Ela saboreia através de Seu amor, e a felicidade que Ela sente ao compreender a doçura do amor d'Ele, o Senhor Supremo Hari, ricamente dotado das emoções d'Ela, apareceu do ventre de Śrīmatī Śacīdevī, assim como a lua apareceu do oceano.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/231/", "verse_text": "e saba siddhānta gūḍha,--kahite nā yuyāya\n\nnā kahile, keha ihāra anta nāhi pāya", "devanagari": "> এ সব সিদ্ধান্ত গূঢ়, — কহিতে না যুয়ায় ।\n> না কহিলে, কেহ ইহার অন্ত নাহি পায় ॥২৩১॥", "synonyms": "*e*—estas; *saba*—todas; *siddhānta*—conclusões; *gūḍha*—muito confidenciais; *kahite*—falar; *nā*—não; *yuyāya*—muito apropriado; *nā*—não; *kahile*—falando; *keha*—ninguém; *ihāra*—delas; *anta*—fim; *nāhi*—não; *pāya*—obtém.", "translation": "**Todas essas conclusões não são apropriadas para se divulgar em público. Mas, se não forem divulgadas, ninguém as compreenderá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/232/", "verse_text": "ataeva kahi kichu kariñā nigūḍha\n\nbujhibe rasika bhakta, nā bujhibe mūḍha", "devanagari": "> অতএব কহি কিছু করিঞা নিগূঢ় ।\n> বুঝিবে রসিক ভক্ত, না বুঝিবে মূঢ় ॥২৩২॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *kahi*—eu falo; *kichu*—algo; *kariñā*—extraindo; *nigūḍha*—essência; *bujhibe*—podem compreender; *rasika*—amorosos; *bhakta*—devotos; *nā*—não; *bujhibe*—compreenderão; *mūḍha*—tolos.", "translation": "**Portanto, vou mencioná-las, revelando apenas sua essência, de modo que os devotos amorosos as compreendam, mas os tolos não.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/233/", "verse_text": "hṛdaye dharaye ye caitanya-nityānanda\n\ne-saba siddhānte sei pāibe ānanda", "devanagari": "> হৃদয়ে ধরয়ে যে চৈতন্য-নিত্যানন্দ ।\n> এসব সিদ্ধান্তে সেই পাইবে আনন্দ ॥২৩৩॥", "synonyms": "*hṛdaye*—no coração; *dharaye*—capta; *ye*—todo aquele que; *caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—e o Senhor Nityānanda; *e-saba*—todas estas; *siddhānte*—pelas conclusões transcendentais; *sei*—essa pessoa; *pāibe*—obterá; *ānanda*—bem-aventurança.", "translation": "**Todo aquele que tiver captado em seu coração o Senhor Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Nityānanda Prabhu se tornará bem-aventurado ao ouvir todas essas conclusões transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/234/", "verse_text": "e saba siddhānta haya āmrera pallava\n\nbhakta-gaṇa-kokilera sarvadā vallabha", "devanagari": "> এ সব সিদ্ধান্ত হয় আম্রের পল্লব ।\n> ভক্তগণ-কোকিলের সর্বদা বল্লভ ॥২৩৪॥", "synonyms": "*e*—estas; *saba*—todas; *siddhānta*—conclusões transcendentais; *haya*—são; *āmrera*—de mangueira; *pallava*—os ramos novos; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *kokilera*—àqueles que são como os cucos; *sarvadā*—sempre; *vallabha*—agradáveis.", "translation": "**Todas essas conclusões são como os ramos recém-brotados de uma mangueira; são sempre agradáveis aos devotos, que, dessa forma, assemelham-se aos cucos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/235/", "verse_text": "abhakta-uṣṭrera ithe nā haya praveśa\n\ntabe citte haya mora ānanda-viśeṣa", "devanagari": "> অভক্ত-উষ্ট্রের ইথে না হয় প্রবেশ ।\n> তবে চিত্তে হয় মোর আনন্দ-বিশেষ ॥২৩৫॥", "synonyms": "*abhakta*—não devoto; *uṣṭrera*—de um camelo; *ithe*—nisto; *nā*—não; *haya*—há; *praveśa*—entrada; *tabe*—então; *citte*—em meu coração; *haya*—há; *mora*—meu; *ānanda-viśeṣa*—júbilo especial.", "translation": "**Os não devotos, semelhantes a camelos, não podem entrar nestes assuntos. Por isso, há um júbilo especial em meu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/236/", "verse_text": "ye lāgi kahite bhaya, se yadi nā jāne\n\nihā va-i kibā sukha āche tribhuvane", "devanagari": "> যে লাগি কহিতে ভয়, সে যদি না জানে ।\n> ইহা বই কিবা সুখ আছে ত্রিভুবনে ॥২৩৬॥", "synonyms": "*ye lāgi*—por causa de quem; *kahite bhaya*—temo falar; *se yadi nā jāne*—se eles não souberem; *ihā va-i*—exceto isto; *kibā*—que; *sukha*—felicidade; *āche*—há; *tri-bhuvane*—nos três mundos.", "translation": "**É por temor deles que não desejo falar, mas, se eles não compreenderem, então que felicidade maior poderia haver em todos os três mundos?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/237/", "verse_text": "ataeva bhakta-gaṇe kari namaskāra\n\nnihśaṅke kahiye, tāra hauk camatkāra", "devanagari": "> অতএব ভক্তগণে করি নমস্কার ।\n> নিঃশঙ্কে কহিয়ে, তার হউক্ চমৎকার ॥২৩৭॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *bhakta-gaṇe*—aos devotos; *kari*—eu ofereço; *namaskāra*—reverências; *niḥśaṅke*—sem qualquer dúvida; *kahiye*—eu falo; *tāra*—dos devotos; *hauk*—que haja; *camatkāra*—espanto.", "translation": "**Portanto, após oferecer reverências aos devotos, falarei sem hesitar, para a satisfação deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/238/", "verse_text": "kṛṣṇera vicara eka āchaye antare\n\npūrṇānanda-pūrṇa-rasa-rūpa kahe more", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিচার এক আছয়ে অন্তরে ।\n> পূর্ণানন্দ-পূর্ণরসরূপ কহে মোরে ॥২৩৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vicāra*—consideração; *eka*—uma; *āchaye*—há; *antare*—no íntimo do coração; *pūrṇa-ānanda*—completa bem-aventurança transcendental; *pūrṇa-rasa-rūpa*—pleno de doçuras transcendentais; *kahe more*—dizem-Me.", "translation": "**Certa vez, o Senhor Kṛṣṇa considerou dentro de Seu coração: \"Todos dizem que sou a completa bem-aventurança, pleno de todos os rasas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/239/", "verse_text": "āmā ha-ite ānandita haya tribhuvana\n\nāmāke ānanda dibe--aiche kon jana", "devanagari": "> আমা হইতে আনন্দিত হয় ত্রিভুবন ।\n> আমাকে আনন্দ দিবে — ঐছে কোন্ জন ॥২৩৯॥", "synonyms": "*āmā ha-ite*—de Mim; *ānandita*—satisfeitos; *haya*—tornam-se; *tri-bhuvana*—todos os três mundos; *āmāke*—a Mim; *ānanda dibe*—dará prazer; *aiche*—tal; *kon jana*—que pessoa.", "translation": "**\"O mundo inteiro deriva prazer de Mim. Haverá alguém que possa dar prazer a Mim?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/240/", "verse_text": "āmā haite yāra haya śata śata guṇa\n\nsei-jana āhlādite pāre mora mana", "devanagari": "> আমা হৈতে যার হয় শত শত গুণ ।\n> সেইজন আহ্লাদিতে পারে মোর মন ॥২৪০॥", "synonyms": "*āmā haite*—do que Eu; *yāra*—de quem; *haya*—há; *śata śata guṇa*—centenas de qualidades a mais; *sei-jana*—essa pessoa; *āhlādite*—dar prazer; *pāre*—é capaz; *mora*—Minha; *mana*—à mente.", "translation": "**\"Aquele que tiver cem vezes mais qualidades do que Eu poderia dar prazer à Minha mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/241/", "verse_text": "āmā haite guṇī baḍa jagate asambhava\n\nekali rādhāte tāhā kari anubhava", "devanagari": "> আমা হৈতে গুণী বড় জগতে অসম্ভব ।\n> একলি রাধাতে তাহা করি অনুভব ॥২৪১॥", "synonyms": "*āmā haite*—do que Eu; *guṇī*—qualificado; *baḍa*—maior; *jagate*—no mundo; *asambhava*—não há possibilidade; *ekali*—somente; *rādhāte*—em Śrīmatī Rādhārāṇī; *tāhā*—isso; *kari anubhava*—posso perceber.", "translation": "**\"É impossível encontrar no mundo alguém mais qualificado do que Eu. Mas, somente em Rādhā, sinto a presença de alguém que pode dar-Me prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/242-243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/242-243/", "verse_text": "koṭi-kāma jini' rūpa yadyapi āmāra\n\nasamordhva-mādhurya--sāmya nāhi yāra\n\nmora rūpe āpyāyita haya tribhuvana\n\nrādhāra darśane mora juḍāya nayana", "devanagari": "> কোটিকাম জিনি’ রূপ যদ্যপি আমার ।\n> অসমোর্ধ্বমাধুর্য — সাম্য নাহি যার ॥২৪২॥\n> মোর রূপে আপ্যায়িত হয় ত্রিভুবন ।\n> রাধার দর্শনে মোর জুড়ায় নয়ন ॥২৪৩॥", "synonyms": "*koṭi-kāma*—dez milhões de Cupidos; *jini'*—conquistando; *rūpa*—beleza; *yadyapi*—embora; *āmāra*—Minha; *asama-ūrdhva*—inigualada e insuperável; *mādhurya*—doçura; *sāmya*—igualdade; *nāhi*—não há; *yāra*—da qual; *mora*—Minha; *rūpe*—na beleza; *āpyāyita*—satisfeitos; *haya*—tornam-se; *tri-bhuvana*—todos os três mundos; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *darśane*—vendo; *mora*—Meus; *juḍāya*—satisfaz; *nayana*—olhos.", "translation": "**\"Embora Minha beleza derrote a beleza de dez milhões de Cupidos, embora seja inigualada e insuperável e embora dê prazer aos três mundos, ver Rādhārāṇī dá prazer aos Meus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/244/", "verse_text": "mora vaṁśī-gīte ākarṣaye tri-bhuvana\nrādhāra vacane hare āmāra śravaṇa", "devanagari": "> মোর বংশী-গীতে আকর্ষয়ে ত্রিভুবন ।\n> রাধার বচনে হরে আমার শ্রবণ ॥২৪৪॥", "synonyms": "*mora*—Minha; *vaṁśī-gīte*—pela vibração da flauta; *ākarṣaye*—Eu atraio; *tri-bhuvana*—os três mundos; *rādhāra vacane*—as palavras de Śrīmatī Rādhārāṇī; *hare*—conquistam; *āmāra*—Minha; *śravaṇa*—capacidade de ouvir.", "translation": "**\"A vibração de Minha flauta transcendental atrai os três mundos, mas Meus ouvidos são encantados pelas doces palavras de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/245/", "verse_text": "yadyapi āmāra gandhe jagat sugandha\nmora citta-prāṇa hare rādhā-aṅga-gandha", "devanagari": "> যদ্যপি আমার গন্ধে জগৎ সুগন্ধ ।\n> মোর চিত্ত-প্রাণ হরে রাধা-অঙ্গ-গন্ধ ॥২৪৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *āmāra*—Meu; *gandhe*—pela fragrância; *jagat*—todo o universo; *su-gandha*—perfumado; *mora*—Meu; *citta-prāṇa*—mente e coração; *hare*—atrai; *rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *aṅga*—corporal; *gandha*—aroma.", "translation": "**\"Embora Meu corpo confira fragrância a toda a criação, o aroma dos membros de Rādhārāṇī cativa Minha mente e Meu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/246/", "verse_text": "yadyapi āmāra rase jagat sarasa\nrādhāra adhara-rasa āmā kare vaśa", "devanagari": "> যদ্যপি আমার রসে জগৎ সরস ।\n> রাধার অধর-রস আমা করে বশ ॥২৪৬॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *āmāra*—de Mim; *rase*—pelo sabor; *jagat*—o mundo inteiro; *sa-rasa*—é saboroso; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *adhara-rasa*—o sabor dos lábios; *āmā*—a Mim; *kare*—torna; *vaśa*—submisso.", "translation": "**\"Embora a criação inteira esteja repleta de diferentes sabores por causa de Mim, fico encantado pelo nectáreo sabor dos lábios de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/247/", "verse_text": "yadyapi āmāra sparśa koṭīndu-śītala\nrādhikāra sparśe āmā kare suśītala", "devanagari": "> যদ্যপি আমার স্পর্শ কোটিন্দু-শীতল ।\n> রাধিকার স্পর্শে আমা করে সুশীতল ॥২৪৭॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *āmāra*—Meu; *sparśa*—toque; *koṭi-indu*—como milhões e milhões de luas; *śītala*—fresco; *rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *sparśe*—o toque; *āmā*—a Mim; *kare*—torna; *su-śītala*—muitíssimo fresco.", "translation": "**\"E, embora Meu toque seja mais fresco do que dez milhões de luas, sou refrescado pelo toque de Śrīmatī Rādhikā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/248/", "verse_text": "ei mata jagatera sukhe āmi hetu\nrādhikāra rūpa-guṇa āmāra jīvātu", "devanagari": "> এই মত জগতের সুখে আমি হেতু ।\n> রাধিকার রূপগুণ আমার জীবাতু ॥২৪৮॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *jagatera*—do mundo inteiro; *sukhe*—no que se refere à felicidade; *āmi*—Eu sou; *hetu*—a causa; *rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *rūpa-guṇa*—beleza e atributos; *āmāra*—Minha; *jīvātu*—vida e alma.", "translation": "**\"Assim, embora Eu seja a fonte da felicidade do mundo inteiro, a beleza e os atributos de Śrī Rādhikā são Minha vida e Minha alma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/249/", "verse_text": "ei mata anubhava āmāra pratīta\nvicāri' dekhiye yadi, saba viparīta", "devanagari": "> এই মত অনুভব আমার প্রতীত ।\n> বিচারি’ দেখিয়ে যদি, সব বিপরীত ॥২৪৯॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *anubhava*—sentimentos afetuosos; *āmāra*—Meus; *pratīta*—compreendidos; *vicāri'*—pela consideração; *dekhiye*—Eu vejo; *yadi*—se; *saba*—tudo; *viparīta*—contraditório.", "translation": "**\"Dessa maneira, podem ser compreendidos Meus sentimentos afetuosos por Śrīmatī Rādhārāṇī, mas, ao analisá-los, considero-os contraditórios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/250/", "verse_text": "rādhāra darśane mora juḍāya nayana\nāmāra darśane rādhā sukhe ageyāna", "devanagari": "> রাধার দর্শনে মোর জুড়ায় নয়ন ।\n> আমার দর্শনে রাধা সুখে অগেয়ান ॥২৫০॥", "synonyms": "*rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *darśane*—ao encontrar; *mora*—Meus; *juḍāya*—ficam satisfeitos; *nayana*—olhos; *āmāra*—de Mim; *darśane*—ao encontrar; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sukhe*—em felicidade; *ageyāna*—mais avançada.", "translation": "**\"Meus olhos ficam plenamente satisfeitos quando contemplo Śrīmatī Rādhārāṇī, mas, ao contemplar-Me, Ela fica ainda mais avançada em satisfação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/251/", "verse_text": "paraspara veṇu-gīte haraye cetana\nmora bhrame tamālere kare āliṅgana", "devanagari": "> পরস্পর বেণুগীতে হরয়ে চেতন ।\n> মোর ভ্রমে তমালেরে করে আলিঙ্গন ॥২৫১॥", "synonyms": "*paraspara*—uns contra os outros; *veṇu-gīte*—o canto dos bambus; *haraye*—atrai; *cetana*—a consciência; *mora*—de Mim; *bhrame*—por engano; *tamālere*—uma árvore negra conhecida como tamāla; *kare*—Ela faz; *āliṅgana*—abraçar.", "translation": "**\"O murmúrio semelhante a uma flauta dos bambus que se roçam uns contra os outros rouba a consciência de Rādhārāṇī, pois Ela o toma pelo som de Minha flauta. E Ela abraça uma árvore tamāla, confundindo-a comigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/252/", "verse_text": "kṛṣṇa-āliṅgana pāinu, janama saphale\nkṛṣṇa-sukhe magna rahe vṛkṣa kari' kole", "devanagari": "> কৃষ্ণ-আলিঙ্গন পাইনু, জনম সফলে ।\n> কৃষ্ণসুখে মগ্ন রহে বৃক্ষ করি’ কোলে ॥২৫২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *āliṅgana*—o abraço; *pāinu*—obtive; *janama sa-phale*—Minha vida agora está realizada; *kṛṣṇa-sukhe*—no que se refere a agradar a Kṛṣṇa; *magna*—imersa; *rahe*—Ela permanece; *vṛkṣa*—a árvore; *kari'*—tomando; *kole*—nos braços.", "translation": "**\" 'Obtive o abraço de Śrī Kṛṣṇa', pensa Ela, 'de modo que agora Minha vida está realizada.' Assim, Ela permanece imersa em agradar a Kṛṣṇa, tomando a árvore em Seus braços.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/253/", "verse_text": "anukūla-vāte yadi pāya mora gandha\nuḍiyā paḍite cāhe, preme haya andha", "devanagari": "> অনুকূলবাতে যদি পায় মোর গন্ধ ।\n> উড়িয়া পড়িতে চাহে, প্রেমে হয় অন্ধ ॥২৫৩॥", "synonyms": "*anukūla-vāte*—numa brisa favorável; *yadi*—se; *pāya*—há; *mora*—Minha; *gandha*—sabor; *uḍiyā*—voando; *paḍite*—lançar-se; *cāhe*—Ela deseja; *preme*—em amor extático; *haya*—torna-se; *andha*—cega.", "translation": "**\"Quando uma brisa favorável leva-Lhe a fragrância de Meu corpo, Ela fica cega de amor e tenta voar para dentro dessa brisa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/254/", "verse_text": "tāmbūla-carvita yabe kare āsvādane\nānanda-samudre ḍube, kichui nā jāne", "devanagari": "> তাম্বূলচর্বিত যবে করে আস্বাদনে ।\n> আনন্দসমুদ্রে ডুবে, কিছুই না জানে ॥২৫৪॥", "synonyms": "*tāmbūla*—noz de bétel; *carvita*—mastigada; *yabe*—quando; *kare*—faz; *āsvādane*—saborear; *ānanda-samudre*—num oceano de bem-aventurança transcendental; *ḍube*—afoga-se; *kichui*—coisa alguma; *nā*—não; *jāne*—conhece.", "translation": "**\"Quando Ela saboreia a noz de bétel mastigada por Mim, mergulha num oceano de júbilo e esquece-se de tudo o mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/255/", "verse_text": "āmāra saṅgame rādhā pāya ye ānanda\nśata-mukhe bali, tabu nā pāi tāra anta", "devanagari": "> আমার সঙ্গমে রাধা পায় যে আনন্দ ।\n> শতমুখে বলি, তবু না পাই তার অন্ত ॥২৫৫॥", "synonyms": "*āmāra*—Minha; *saṅgame*—em associação; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *pāya*—obtém; *ye*—qualquer; *ānanda*—bem-aventurança transcendental; *śata-mukhe*—com centenas de bocas; *bali*—se Eu disser; *tabu*—ainda assim; *nā*—não; *pāi*—alcanço; *tāra*—seu; *anta*—limite.", "translation": "**\"Mesmo com centenas de bocas, Eu não poderia expressar o prazer transcendental que Ela obtém de Minha associação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/256/", "verse_text": "līlā-ante sukhe iṅhāra aṅgera mādhurī\ntāhā dekhi' sukhe āmi āpanā pāśari", "devanagari": "> লীলা-অন্তে সুখে ইঁহার অঙ্গের মাধুরী ।\n> তাহা দেখি’ সুখে আমি আপনা পাশরি ॥২৫৬॥", "synonyms": "*līlā-ante*—ao fim de Nossos passatempos; *sukhe*—em felicidade; *iṅhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *aṅgera*—do corpo; *mādhurī*—a doçura; *tāhā*—essa; *dekhi'*—vendo; *sukhe*—em felicidade; *āmi*—Eu; *āpanā*—a Mim mesmo; *pāśari*—esqueço.", "translation": "**\"Ao ver o brilho de Sua tez após Nossos passatempos juntos, esqueço-Me de Minha própria identidade em felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/257/", "verse_text": "doṅhāra ye sama-rasa, bharata-muni māne\nāmāra vrajera rasa seha nāhi jāne", "devanagari": "> দোঁহার যে সমরস, ভরতমুনি মানে ।\n> আমার ব্রজের রস সেহ নাহি জানে ॥২৫৭॥", "synonyms": "*doṅhāra*—de ambos; *ye*—qualquer; *sama-rasa*—doçuras iguais; *bharata-muni*—o santo chamado Bharata Muni; *māne*—aceita; *āmāra*—Minhas; *vrajera*—de Vṛndāvana; *rasa*—doçuras; *seha*—ele; *nāhi*—não; *jāne*—conhece.", "translation": "**\"O sábio Bharata disse que as doçuras do amante e da amada são iguais. Mas ele não conhece as doçuras de Minha Vṛndāvana.**", "purport": "Segundo sexólogos peritos como Bharata Muni, tanto o homem quanto a mulher desfrutam igualmente do prazer sexual material. Mas, no mundo espiritual, as relações são diferentes, embora isso seja desconhecido pelos peritos mundanos."}
{"ref": "cc/adi/4/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/258/", "verse_text": "anyera saṅgame āmi yata sukha pāi\ntāhā haite rādhā-sukha śata adhikāi", "devanagari": "> অন্যের সঙ্গমে আমি যত সুখ পাই ।\n> তাহা হৈতে রাধা-সুখ শত অধিকাই ॥২৫৮॥", "synonyms": "*anyera*—de outras; *saṅgame*—pelo encontro; *āmi*—Eu; *yata*—toda; *sukha*—felicidade; *pāi*—obtenho; *tāhā haite*—do que essa; *rādhā-sukha*—felicidade pela associação com Rādhārāṇī; *śata*—cem vezes; *adhikāi*—maior.", "translation": "**\"A felicidade que sinto ao encontrar Rādhārāṇī é cem vezes maior do que a felicidade que obtenho ao encontrar outras.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/259/", "verse_text": "nirdhūtāmṛta-mādhurī-parimalaḥ kalyāṇi bimbādharo\nvaktraṁ paṅkaja-saurabhaṁ kuharita-ślāghā-bhidas te giraḥ\naṅgaṁ candana-śītalaṁ tanur iyaṁ saundarya-sarvasva-bhāk\ntvām āsādya mamedam indriya-kulaṁ rādhe muhur modate", "devanagari": "> নির্ধূতামৃতমাধুরীপরিমলঃ কল্যাণি বিম্বাধরো\n> বক্ত্রং পঙ্কজসৌরভং কুহরিতশ্লাঘাভিদস্তে গিরঃ ।\n> অঙ্গং চন্দনশীতলং তনুরিয়ং সৌন্দর্যসর্বস্বভাক্\n> ত্বামাসাদ্য মমেদমিন্দ্রিয়কুলং রাধে মুহুর্মোদতে ॥২৫৯॥", "synonyms": "*nirdhūta*—derrota; *amṛta*—de néctar; *mādhurī*—a doçura; *parimalaḥ*—cujo aroma; *kalyāṇi*—ó tu, a mais auspiciosa; *bimba-adharaḥ*—lábios vermelhos; *vaktram*—rosto; *paṅkaja-saurabham*—que tem o perfume de uma flor de lótus; *kuharita*—dos doces sons feitos pelos cucos; *ślāghā*—o orgulho; *bhidaḥ*—que derrotam; *te*—Tuas; *giraḥ*—palavras; *aṅgam*—membros; *candana-śītalam*—tão frescos quanto a polpa de sândalo; *tanuḥ*—corpo; *iyam*—este; *saundarya*—de beleza; *sarva-sva-bhāk*—que exibe a totalidade; *tvām*—a Ti; *āsādya*—saboreando; *mama*—Meus; *idam*—estes; *indriya-kulam*—todos os sentidos; *rādhe*—ó Śrīmatī Rādhārāṇī; *muhuḥ*—repetidamente; *modate*—ficam satisfeitos.", "translation": "**\"Minha querida e auspiciosa Rādhārāṇī, Teu corpo é a fonte de toda a beleza. Teus lábios vermelhos são mais suaves do que a sensação da doçura imortal, Teu rosto exala o aroma de uma flor de lótus, Tuas doces palavras derrotam as vibrações do cuco e Teus membros são mais frescos do que a polpa de sândalo. Todos os Meus sentidos transcendentais ficam dominados de prazer extático ao saborear-Te, ó Tu, que estás completamente adornada de belas qualidades.\"**", "purport": "Este verso, dito pelo Senhor Kṛṣṇa a Rādhā, está registrado no *Lalita-mādhava* (9.33) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/260/", "verse_text": "rūpe kaṁsa-harasya lubdha-nayanāṁ sparśe 'tihṛṣyat-tvacaṁ\nvāṇyām utkalita-śrutiṁ parimale saṁhṛṣṭa-nāsā-puṭām\nārajyad-rasanāṁ kilādhara-puṭe nyañcan-mukhāmbho-ruhāṁ\ndambhodgīrṇa-mahā-dhṛtiṁ bahir api prodyad-vikārākulām", "devanagari": "> রূপে কংসহরস্য লুব্ধনয়নাং স্পর্শেঽতিহৃষ্যত্ত্বচং\n> বাণ্যামুৎকলিতশ্রুতিং পরিমলে সংহৃষ্টনাসাপুটাম্ ।\n> আরজ্যদ্রসনাং কিলাধরপুটে ন্যঞ্চন্মুখাম্ভোরুহাং\n> দম্ভোদ্গীর্ণমহাধৃতিং বহিরপি প্রোদ্যদ্বিকারাকুলাম্ ॥২৬০॥", "synonyms": "*rūpe*—na beleza; *kaṁsa-harasya*—de Kṛṣṇa, o inimigo de Kaṁsa; *lubdha*—cativados; *nayanām*—cujos olhos; *sparśe*—no toque; *ati-hṛṣyat*—muitíssimo jubilante; *tvacam*—cuja pele; *vāṇyām*—na vibração das palavras; *utkalita*—muito ávido; *śrutim*—cujo ouvido; *parimale*—na fragrância; *saṁhṛṣṭa*—roubadas pela felicidade; *nāsā-puṭām*—cujas narinas; *ārajyat*—sendo completamente atraída; *rasanām*—cuja língua; *kila*—o que dizer; *adhara-puṭe*—dos lábios; *nyañcat*—inclinando-se; *mukha*—cujo rosto; *ambhaḥ-ruhām*—como uma flor de lótus; *dambha*—pelo orgulho; *udgīrṇa*—manifestando; *mahā-dhṛtim*—grande paciência; *bahiḥ*—externamente; *api*—embora; *prodyat*—manifestando; *vikāra*—transformações; *ākulām*—dominada.", "translation": "**\"Seus olhos são encantados pela beleza do Senhor Kṛṣṇa, o inimigo de Kaṁsa. Seu corpo estremece de prazer ao toque d'Ele. Seus ouvidos sentem-se sempre atraídos por Sua doce voz, suas narinas são encantadas por Sua fragrância e sua língua anseia pelo néctar de Seus suaves lábios. Ela inclina o rosto semelhante a um lótus, exercendo autocontrole apenas por fingimento, mas não consegue evitar mostrar os sinais externos de seu espontâneo amor pelo Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Assim, Śrīla Rūpa Gosvāmī descreve o semblante de Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/adi/4/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/261/", "verse_text": "tāte jāni, mote āche kona eka rasa\n\nāmāra mohinī rādhā, tāre kare vaśa", "devanagari": "> তাতে জানি, মোতে আছে কোন এক রস ।\n> আমার মোহিনী রাধা, তারে করে বশ ॥২৬১॥", "synonyms": "*tāte*—em razão disso; *jāni*—posso compreender; *mote*—em Mim; *āche*—há; *kona*—alguma; *eka*—uma; *rasa*—doçura transcendental; *āmāra*—Minha; *mohinī*—encantadora; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *tāre*—a Ela; *kare vaśa*—subjuga.", "translation": "**\"Em razão disso, posso compreender que alguma doçura desconhecida em Mim controla toda a existência de Minha encantadora, Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/262/", "verse_text": "āmā haite rādhā pāya ye jātīya sukha\n\ntāhā āsvādite āmi sadāi unmukha", "devanagari": "> আমা হৈতে রাধা পায় যে জাতীয় সুখ ।\n> তাহা আস্বাদিতে আমি সদাই উন্মুখ ॥২৬২॥", "synonyms": "*āmā haite*—de Mim; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *pāya*—obtém; *ye*—qualquer que seja; *jātīya*—tipos de; *sukha*—felicidade; *tāhā*—essa; *āsvādite*—saborear; *āmi*—Eu; *sadāi*—sempre; *unmukha*—muito ansioso.", "translation": "**\"Estou sempre ansioso por saborear a alegria que Rādhārāṇī obtém de Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/263/", "verse_text": "nānā yatna kari āmi, nāri āsvādite\n\nsei sukha-mādhurya-ghrāṇe lobha bāḍhe citte", "devanagari": "> নানা যত্ন করি আমি, নারি আস্বাদিতে ।\n> সেই সুখমাধুর্য-ঘ্রাণে লোভ বাঢ়ে চিত্তে ॥২৬৩॥", "synonyms": "*nānā*—vários; *yatna*—esforços; *kari*—faço; *āmi*—Eu; *nāri*—não sou capaz; *āsvādite*—de saborear; *sei*—dessa; *sukha*—felicidade; *mādhurya*—a doçura; *ghrāṇe*—ao sentir o aroma; *lobha*—o desejo; *bāḍhe*—aumenta; *citte*—na mente.", "translation": "**\"Apesar de vários esforços, não fui capaz de saboreá-la. Mas Meu desejo de fruir esse prazer aumenta à medida que sinto o aroma de sua doçura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/264/", "verse_text": "rasa āsvādite āmi kaila avatāra\n\nprema-rasa āsvādiba vividha prakāra", "devanagari": "> রস আস্বাদিতে আমি কৈল অবতার ।\n> প্রেমরস আস্বাদিল বিবিধ প্রকার ॥২৬৪॥", "synonyms": "*rasa*—as doçuras; *āsvādite*—saborear; *āmi*—Eu; *kaila*—fiz; *avatāra*—encarnação; *prema-rasa*—a doçura transcendental do amor; *āsvādiba*—saborearei; *vividha prakāra*—de diferentes variedades.", "translation": "**\"Apareci no mundo para saborear as doçuras. Saborearei as doçuras do amor puro de diversas maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/265/", "verse_text": "rāga-mārge bhakta bhakti kare ye prakāre\n\ntāhā śikhāiba līlā-ācaraṇa-dvāre", "devanagari": "> রাগমার্গে ভক্ত ভক্তি করে যে প্রকারে ।\n> তাহা শিখাইল লীলা-আচরণ-দ্বারে ॥২৬৫॥", "synonyms": "*rāga-mārge*—na senda do amor espontâneo; *bhakta*—o devoto; *bhakti*—serviço devocional; *kare*—presta; *ye prakāre*—de que maneira; *tāhā*—isso; *śikhāiba*—ensinarei; *līlā*—passatempos; *ācaraṇa-dvāre*—por meio de demonstração prática.", "translation": "**\"Ensinarei o serviço devocional, que brota do amor espontâneo dos devotos, demonstrando-o Eu mesmo com Meus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/266/", "verse_text": "ei tina tṛṣṇā mora nahila pūraṇa\n\nvijātīya-bhāve nahe tāhā āsvādana", "devanagari": "> এই তিন তৃষ্ণা মোর নহিল পূরণ ।\n> বিজাতীয়-ভাবে নহে তাহা আস্বাদন ॥২৬৬॥", "synonyms": "*ei*—estes; *tina*—três; *tṛṣṇā*—desejos; *mora*—Meus; *nahila*—não foram; *pūraṇa*—satisfeitos; *vijātīya*—do parceiro oposto de uma relação; *bhāve*—em êxtase; *nahe*—não é possível; *tāhā*—esse; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**\"Mas estes três desejos não foram satisfeitos, pois ninguém pode fruí-los em uma posição contrária.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/267/", "verse_text": "rādhikāra bhāva-kānti aṅgīkāra vine\n\nsei tina sukha kabhu nahe āsvādane", "devanagari": "> রাধিকার ভাবকান্তি অঙ্গীকার বিনে ।\n> সেই তিন সুখ কভু নহে আস্বাদনে ॥২৬৭॥", "synonyms": "*rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva-kānti*—o brilho do amor extático; *aṅgīkāra*—aceitar; *vine*—sem; *sei*—essas; *tina*—três; *sukha*—felicidades; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não é possível; *āsvādane*—saborear.", "translation": "**\"A menos que Eu aceite o brilho do amor extático de Śrī Rādhikā, estes três desejos não podem ser satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/268/", "verse_text": "rādhā-bhāva aṅgīkari' dhari' tāra varṇa\n\ntina-sukha āsvādite haba avatīrṇa", "devanagari": "> রাধাভাব অঙ্গীকরি’ ধরি’ তার বর্ণ ।\n> তিনসুখ আস্বাদিতে হব অবতীর্ণ ॥২৬৮॥", "synonyms": "*rādhā-bhāva*—os estados de ânimo de Rādhārāṇī; *aṅgīkari'*—aceitando; *dhari'*—assumindo; *tāra varṇa*—Sua tez corporal; *tina*—três; *sukha*—felicidades; *āsvādite*—para saborear; *haba*—hei de; *avatīrṇa*—descer como encarnação.", "translation": "**\"Portanto, assumindo os sentimentos e a tez corporal de Rādhārāṇī, descerei para satisfazer estes três desejos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/269/", "verse_text": "sarva-bhāve kaila kṛṣṇa ei ta' niścaya\n\nhena-kāle āila yugāvatāra-samaya", "devanagari": "> সর্বভাবে কৈল কৃষ্ণ এই ত’ নিশ্চয় ।\n> হেনকালে আইল যুগাবতার-সময় ॥২৬৯॥", "synonyms": "*sarva-bhāve*—sob todos os aspectos; *kaila*—tomou; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ei*—esta; *ta'*—certamente; *niścaya*—decisão; *hena-kāle*—neste momento; *āila*—chegou; *yuga-avatāra*—da encarnação conforme a era; *samaya*—o tempo.", "translation": "**Dessa forma, o Senhor Kṛṣṇa tomou uma decisão. Simultaneamente, chegou o tempo para a encarnação da era.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/270/", "verse_text": "sei-kāle śrī-advaita karena ārādhana\n\ntāṅhāra huṅkāre kaila kṛṣṇe ākarṣaṇa", "devanagari": "> সেইকালে শ্রীঅদ্বৈত করেন আরাধন ।\n> তাঁহার হুঙ্কারে কৈল কৃষ্ণে আকর্ষণ ॥২৭০॥", "synonyms": "*sei-kāle*—naquele momento; *śrī-advaita*—Advaita Ācārya; *karena*—realiza; *ārādhana*—adoração; *tāṅhāra*—d'Ele; *huṅkāre*—pelo clamor tumultuoso; *kaila*—fez; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *ākarṣaṇa*—atração.", "translation": "**Naquele momento, Śrī Advaita O adorava fervorosamente. Advaita atraiu-O com Seus altos clamores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/271-272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/271-272/", "verse_text": "pitā-mātā, guru-gaṇa, āge avatāri'\n\nrādhikāra bhāva-varṇa aṅgīkāra kari'\n\nnava-dvīpe śacī-garbha-śuddha-dugdha-sindhu\n\ntāhāte prakaṭa hailā kṛṣṇa pūrṇa indu", "devanagari": "> পিতামাতা, গুরুগণ, আগে অবতারি’ ।\n> রাধিকার ভাব-বর্ণ অঙ্গীকার করি’ ॥২৭১॥\n> নবদ্বীপে শচীগর্ভ-শুদ্ধদুগ্ধসিন্ধু ।\n> তাহাতে প্রকট হৈলা কৃষ্ণ পূর্ণ ইন্দু ॥২৭২॥", "synonyms": "*pitā-mātā*—os pais; *guru-gaṇa*—os preceptores; *āge*—primeiro; *avatāri'*—descendo; *rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva-varṇa*—o brilho do êxtase transcendental; *aṅgīkāra kari'*—aceitando; *nava-dvīpe*—em Navadvīpa; *śacī-garbha*—o ventre de Śacī; *śuddha*—puro; *dugdha-sindhu*—o oceano de leite; *tāhāte*—nele; *prakaṭa*—manifestado; *hailā*—tornou-Se; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *pūrṇa indu*—lua cheia.", "translation": "**Primeiro, o Senhor Kṛṣṇa fez Seus pais e preceptores aparecerem. Em seguida, o próprio Kṛṣṇa, com os sentimentos e a tez de Rādhikā, apareceu em Navadvīpa, como a lua cheia, do ventre de mãe Śacī, que é como um oceano de leite puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/273/", "verse_text": "ei ta' kariluṅ ṣaṣṭha ślokera vyākhyāna\n\nśrī-rūpa-gosāñira pāda-padma kari' dhyāna", "devanagari": "> এই ত’ করিলুঁ ষষ্ঠশ্লোকের ব্যাখ্যান ।\n> শ্রীরূপ-গোসাঞির পাদপদ্ম করি’ ধ্যান ॥২৭৩॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kariluṅ*—fiz; *ṣaṣṭha ślokera*—do sexto verso; *vyākhyāna*—a explicação; *śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *gosāñira*—do mestre; *pāda-padma*—os pés de lótus; *kari'*—fazendo; *dhyāna*—meditação.", "translation": "**Meditando nos pés de lótus de Śrī Rūpa Gosvāmī, expliquei assim o sexto verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/274/", "verse_text": "ei dui ślokera āmi ye karila artha\n\nśrī-rūpa-gosāñira śloka pramāṇa samartha", "devanagari": "> এই দুই শ্লোকের আমি যে করিল অর্থ ।\n> শ্রীরূপ-গোসাঞির শ্লোক প্রমাণ সমর্থ ॥২৭৪॥", "synonyms": "*ei*—destes; *dui*—dois; *ślokera*—versos; *āmi*—eu; *ye*—qualquer que seja; *karila*—dei; *artha*—os significados; *śrī-rūpa-gosāñira*—de Śrī Rūpa Gosvāmī; *śloka*—o verso; *pramāṇa*—evidência; *samartha*—competente.", "translation": "**Posso amparar a explicação destes dois versos [versos 5 e 6 do Primeiro Capítulo] com um verso de Śrī Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/275/", "verse_text": "apāraṁ kasyāpi praṇayi-jana-vṛndasya kutukī\nrasa-stomaṁ hṛtvā madhuram upabhoktuṁ kam api yaḥ\nrucaṁ svām āvavre dyutim iha tadīyāṁ prakaṭayan\nsa devaś caitanyākṛtir atitarāṁ naḥ kṛpayatu", "devanagari": "> অপারং কস্যাপি প্রণয়িজনবৃন্দস্য কুতুকী\n> রসস্তোমং হৃত্বা মধুরমুপভোক্তুং কমপি যঃ ।\n> রুচং স্বামাবব্রে দ্যুতিমিহ তদীয়াং প্রকটয়ন্\n> স দেবশ্চৈতন্যাকৃতিরতিতরাং নঃ কৃপয়তু ॥২৭৫॥", "synonyms": "*apāram*—ilimitado; *kasya api*—de alguém; *praṇayi-jana-vṛndasya*—da multidão de amorosas; *kutukī*—aquele que é curioso; *rasa-stomam*—o conjunto de doçuras; *hṛtvā*—roubando; *madhuram*—doce; *upabhoktum*—fruir; *kam api*—alguma; *yaḥ*—quem; *rucam*—o brilho; *svām*—próprio; *āvavre*—cobriu; *dyutim*—o brilho; *iha*—aqui; *tadīyām*—relacionado a Ela; *prakaṭayan*—manifestando; *saḥ*—Ele; *devaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *caitanya-ākṛtiḥ*—tendo a forma do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *atitarām*—grandemente; *naḥ*—a nós; *kṛpayatu*—que Ele mostre Sua misericórdia.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa desejou saborear as ilimitadas doçuras nectáreas do amor de uma de Suas inúmeras amorosas donzelas [Śrī Rādhā], e por isso assumiu a forma do Senhor Caitanya. Ele saboreou esse amor enquanto ocultava Sua própria tez escura com a refulgente cor amarela d'Ela. Que esse Senhor Caitanya nos conceda Sua graça.\"**", "purport": "Este é o terceiro verso do segundo Caitanyāṣṭaka do Stava-mālā de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/4/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/276/", "verse_text": "maṅgalācaraṇaṁ kṛṣṇa-\ncaitanya-tattva-lakṣaṇam\nprayojanaṁ cāvatāre\nśloka-ṣaṭkair nirūpitam", "devanagari": "> মঙ্গলাচরণং কৃষ্ণচৈতন্য-তত্ত্বলক্ষণম্ ।\n> প্রয়োজনঞ্চাবতারে শ্লোকষট্কৈর্নিরূপিতম্ ॥২৭৬॥", "synonyms": "*maṅgala-ācaraṇam*—a invocação de auspiciosidade; *kṛṣṇa-caitanya*—do Senhor Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *tattva-lakṣaṇam*—os sintomas da verdade; *prayojanam*—a necessidade; *ca*—também; *avatāre*—no tocante a Sua encarnação; *śloka*—versos; *ṣaṭkaiḥ*—por seis; *nirūpitam*—determinados.", "translation": "**Dessa maneira, a auspiciosa invocação, a natureza essencial da verdade acerca do Senhor Caitanya e a necessidade de Seu aparecimento foram expostas em seis versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/4/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/4/277/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৭৭॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando sua misericórdia, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo as pegadas deles.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Quarto Capítulo, que descreve as razões confidenciais do aparecimento do Senhor Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/5/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/1/", "verse_text": "vande 'nantādbhutaiśvaryaṁ\nśrī-nityānandam īśvaram\nyasyecchayā tat-svarūpam\najñenāpi nirūpyate", "devanagari": "> বন্দেঽনন্তাদ্ভুতৈশ্বর্যং শ্রীনিত্যানন্দমীশ্বরম্ ।\n> যস্যেচ্ছয়া তত্স্বরূপমজ্ঞেনাপি নিরূপ্যতে ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas reverências; *ananta*—ilimitada; *adbhuta*—e maravilhosa; *aiśvaryam*—cuja opulência; *śrī-nityānandam*—ao Senhor Nityānanda; *īśvaram*—a Suprema Personalidade de Deus; *yasya*—cuja; *icchayā*—pela vontade; *tat-svarūpam*—Sua identidade; *ajñena*—pelo ignorante; *api*—até mesmo; *nirūpyate*—pode ser determinada.", "translation": "**Ofereço minhas reverências ao Senhor Śrī Nityānanda, a Suprema Personalidade de Deus, cuja opulência é maravilhosa e ilimitada. Por Sua vontade, até mesmo um tolo pode compreender Sua identidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya nityānanda*—todas as glórias ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todas as glórias ao Senhor Nityānanda. Todas as glórias a Advaita Ācārya. E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/3/", "verse_text": "ei ṣaṭ-śloke kahila kṛṣṇa-caitanya-mahimā\npañca-śloke kahi nityānanda-tattva-sīmā", "devanagari": "> এই ষট্শ্লোকে কহিল কৃষ্ণচৈতন্য-মহিমা ।\n> পঞ্চশ্লোকে কহি নিত্যানন্দতত্ত্ব-সীমা ॥৩॥", "synonyms": "*ei*—isto; *ṣaṭ-śloke*—em seis versos; *kahila*—descrevi; *kṛṣṇa-caitanya-mahimā*—as glórias do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pañca-śloke*—em cinco versos; *kahi*—deixai-me explicar; *nityānanda*—do Senhor Nityānanda; *tattva*—da verdade; *sīmā*—a limitação.", "translation": "**Descrevi a glória de Śrī Kṛṣṇa Caitanya em seis versos. Agora, em cinco versos, descreverei a glória do Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/4/", "verse_text": "sarva-avatārī kṛṣṇa svayaṁ bhagavān\ntāṅhāra dvitīya deha śrī-balarāma", "devanagari": "> সর্ব-অবতারী কৃষ্ণ স্বয়ং ভগবান্ ।\n> তাঁহার দ্বিতীয় দেহ শ্রীবলরাম ॥৪॥", "synonyms": "*sarva-avatārī*—a fonte de todas as encarnações; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tāṅhāra*—Seu; *dvitīya*—segundo; *deha*—expansão do corpo; *śrī-balarāma*—o Senhor Balarāma.", "translation": "**A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é a origem de todas as encarnações. O Senhor Balarāma é Seu segundo corpo.**", "purport": "O Senhor Śrī Kṛṣṇa, a absoluta Personalidade de Deus, é o Senhor primordial, a forma original da Divindade, e Sua primeira expansão é Śrī Balarāma. A Personalidade de Deus pode expandir-Se em inúmeras formas. As formas que têm potência ilimitada chamam-se svāṁśa, e as formas que têm potências limitadas (as entidades vivas) chamam-se vibhinnāṁśa."}
{"ref": "cc/adi/5/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/5/", "verse_text": "eka-i svarūpa doṅhe, bhinna-mātra kāya\nādya kāya-vyūha, kṛṣṇa-līlāra sahāya", "devanagari": "> একই স্বরূপ দোঁহে, ভিন্নমাত্র কায় ।\n> আদ্য কায়ব্যূহ, কৃষ্ণলীলার সহায় ॥৫॥", "synonyms": "*eka-i*—uma só; *svarūpa*—identidade; *doṅhe*—ambos Eles; *bhinna-mātra kāya*—apenas dois corpos diferentes; *ādya*—original; *kāya-vyūha*—expansões quádruplas; *kṛṣṇa-līlāra*—nos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *sahāya*—assistência.", "translation": "**Ambos são uma única e mesma identidade. Diferem apenas na forma. Ele é a primeira expansão corpórea de Kṛṣṇa e auxilia nos passatempos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Balarāma é uma expansão svāṁśa do Senhor e, portanto, não há diferença de potência entre Kṛṣṇa e Balarāma. A única diferença está em Sua estrutura corpórea. Como a primeira expansão da Divindade, Balarāma é a principal Deidade entre as primeiras formas quádruplas, e é o principal assistente de Śrī Kṛṣṇa em Suas atividades transcendentais."}
{"ref": "cc/adi/5/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/6/", "verse_text": "sei kṛṣṇa--navadvīpe śrī-caitanya-candra\nsei balarāma--saṅge śrī-nityānanda", "devanagari": "> সেই কৃষ্ণ — নবদ্বীপে শ্রীচৈতন্যচন্দ্র ।\n> সেই বলরাম — সঙ্গে শ্রীনিত্যানন্দ ॥৬॥", "synonyms": "*sei kṛṣṇa*—aquele Kṛṣṇa original; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *śrī-caitanya-candra*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei balarāma*—aquele Senhor Balarāma; *saṅge*—com Ele; *śrī-nityānanda*—o Senhor Nityānanda.", "translation": "**Aquele Senhor Kṛṣṇa original apareceu em Navadvīpa como o Senhor Caitanya, e Balarāma apareceu com Ele como o Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/7/", "verse_text": "saṅkarṣaṇaḥ kāraṇa-toya-śāyī\ngarbhoda-śāyī ca payobdhi-śāyī\nśeṣaś ca yasyāṁśa-kalāḥ sa nityā-\nnandākhya-rāmaḥ śaraṇaṁ mamāstu", "devanagari": "> সঙ্কষর্ণ়ঃ কারণতোয়শায়ী\n> গর্ভোদশায়ী চ পয়োঽব্ধিশায়ী ।\n> শেষশ্চ যস্যাংশকলাঃ স\n> নিত্যানন্দাখ্যরামঃ শরণং মমাস্তু ॥৭॥", "synonyms": "*saṅkarṣaṇaḥ*—Mahā-Saṅkarṣaṇa no céu espiritual; *kāraṇa-toya-śāyī*—Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, que jaz no Oceano Causal; *garbha-uda-śāyī*—Garbhodakaśāyī Viṣṇu, que jaz no Oceano Garbhodaka do universo; *ca*—e; *payaḥ-abdhi-śāyī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, que jaz no oceano de leite; *śeṣaḥ*—Śeṣa Nāga, o leito de Viṣṇu; *ca*—e; *yasya*—cujas; *aṁśa*—porções plenárias; *kalāḥ*—e partes das porções plenárias; *saḥ*—Ele; *nityānanda-ākhya*—conhecido como o Senhor Nityānanda; *rāmaḥ*—o Senhor Balarāma; *śaraṇam*—refúgio; *mama*—meu; *astu*—que haja.", "translation": "**Que Śrī Nityānanda Rāma seja o objeto de minha constante lembrança. Saṅkarṣaṇa, Śeṣa Nāga e os Viṣṇus que jazem no Oceano Kāraṇa, no Oceano Garbha e no oceano de leite são Suas porções plenárias e as porções de Suas porções plenárias.**", "purport": "Śrī Svarūpa Dāmodara Gosvāmī registrou este verso em seu diário para oferecer suas respeitosas reverências ao Senhor Nityānanda Prabhu. Este verso também aparece como o sétimo dos primeiros catorze versos do *Śrī Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/5/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/8/", "verse_text": "śrī-balarāma gosāñi mūla-saṅkarṣaṇa\npañca-rūpa dhari' karena kṛṣṇera sevana", "devanagari": "> শ্রীবলরাম গোসাঞি মূল-সঙ্কর্ষণ ।\n> পঞ্চরূপ ধরি’ করেন কৃষ্ণের সেবন ॥৮॥", "synonyms": "*śrī-balarāma*—Balarāma; *gosāñi*—o Senhor; *mūla-saṅkarṣaṇa*—o Saṅkarṣaṇa original; *pañca-rūpa dhari'*—aceitando cinco corpos; *karena*—faz; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sevana*—serviço.", "translation": "**O Senhor Balarāma é o Saṅkarṣaṇa original. Ele assume cinco outras formas para servir ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/9/", "verse_text": "āpane karena kṛṣṇa-līlāra sahāya\nsṛṣṭi-līlā-kārya kare dhari' cāri kāya", "devanagari": "> আপনে করেন কৃষ্ণলীলার সহায় ।\n> সৃষ্টিলীলা-কার্য করে ধরি’ চারি কায় ॥৯॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *karena*—realiza; *kṛṣṇa-līlāra sahāya*—assistência nos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *sṛṣṭi-līlā*—dos passatempos da criação; *kārya*—a obra; *kare*—faz; *dhari'*—aceitando; *cāri kāya*—quatro corpos.", "translation": "**Ele mesmo auxilia nos passatempos do Senhor Kṛṣṇa e realiza a obra da criação em quatro outras formas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/10/", "verse_text": "sṛṣṭy-ādika sevā,--tāṅra ājñāra pālana\n'śeṣa'-rūpe kare kṛṣṇera vividha sevana", "devanagari": "> সৃষ্ট্যাদিক সেবা, — তাঁর আজ্ঞার পালন ।\n> ‘শেষ’-রূপে করে কৃষ্ণের বিবিধ সেবন ॥১০॥", "synonyms": "*sṛṣṭi-ādika sevā*—serviço relativo à criação; *tāṅra*—Suas; *ājñāra*—da ordem; *pālana*—execução; *śeṣa-rūpe*—na forma do Senhor Śeṣa; *kare*—faz; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vividha sevana*—variedades de serviço.", "translation": "**Ele executa as ordens do Senhor Kṛṣṇa na obra da criação e, na forma do Senhor Śeṣa, serve a Kṛṣṇa de variadas maneiras.**", "purport": "Segundo a opinião dos peritos, Balarāma, como o principal das formas quádruplas originais, é também o Saṅkarṣaṇa original. Balarāma, a primeira expansão de Kṛṣṇa, expande-Se em cinco formas: (1) Mahā-saṅkarṣaṇa, (2) Kāraṇābdhiśāyī, (3) Garbhodakaśāyī, (4) Kṣīrodakaśāyī e (5) Śeṣa. Essas cinco porções plenárias são responsáveis tanto pelas manifestações cósmicas espirituais quanto pelas materiais. Nessas cinco formas, o Senhor Balarāma auxilia o Senhor Kṛṣṇa em Suas atividades. As primeiras quatro dessas formas são responsáveis pelas manifestações cósmicas, ao passo que Śeṣa é responsável pelo serviço pessoal ao Senhor. Śeṣa é chamado Ananta, ou ilimitado, porque auxilia a Personalidade de Deus em Suas ilimitadas expansões, prestando uma variedade ilimitada de serviços. Śrī Balarāma é a Divindade servidora que serve ao Senhor Kṛṣṇa em todos os assuntos de existência e conhecimento. O Senhor Nityānanda Prabhu, que é essa mesma Divindade servidora, Balarāma, presta o mesmo serviço ao Senhor Gaurāṅga mediante associação constante."}
{"ref": "cc/adi/5/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/11/", "verse_text": "sarva-rūpe āsvādaye kṛṣṇa-sevānanda\nsei balarāma--gaura-saṅge nityānanda", "devanagari": "> সর্বরূপে আস্বাদয়ে কৃষ্ণ-সেবানন্দ ।\n> সেই বলরাম — গৌরসঙ্গে নিত্যানন্দ ॥১১॥", "synonyms": "*sarva-rūpe*—em todas essas formas; *āsvādaye*—saboreia; *kṛṣṇa-sevā-ānanda*—a bem-aventurança transcendental de servir a Kṛṣṇa; *sei balarāma*—aquele Senhor Balarāma; *gaura-saṅge*—com Gaurasundara; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda.", "translation": "**Em todas as formas, Ele saboreia a bem-aventurança transcendental de servir a Kṛṣṇa. Esse mesmo Balarāma é o Senhor Nityānanda, o companheiro do Senhor Gaurasundara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/12/", "verse_text": "saptama ślokera artha kari cāri-śloke\nyāte nityānanda-tattva jāne sarva-loke", "devanagari": "> সপ্তম শ্লোকের অর্থ করি চারিশ্লোকে ।\n> যাতে নিত্যানন্দতত্ত্ব জানে সর্বলোকে ॥১২॥", "synonyms": "*saptama ślokera*—do sétimo verso; *artha*—o significado; *kari*—faço; *cāri-śloke*—em quatro versos; *yāte*—nos quais; *nityānanda-tattva*—a verdade do Senhor Nityānanda; *jāne*—conhece-se; *sarva-loke*—por todo o mundo.", "translation": "**Expliquei este sétimo verso em quatro versos subsequentes. Por meio desses versos, todo o mundo pode conhecer a verdade sobre o Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/13/", "verse_text": "māyātīte vyāpi-vaikuṇṭha-loke\npūrṇaiśvarye śrī-catur-vyūha-madhye\nrūpaṁ yasyodbhāti saṅkarṣaṇākhyaṁ\ntaṁ śrī-nityānanda-rāmaṁ prapadye", "devanagari": "> মায়াতীতে ব্যাপিবৈকুণ্ঠলোকে\n> পূর্ণৈশ্বর্যে শ্রীচতুর্ব্যূহমধ্যে ।\n> রূপং যস্যোদ্ভাতি সঙ্কর্ষণাখ্যং\n> তং শ্রীনিত্যানন্দরামং প্রপদ্যে ॥১৩॥", "synonyms": "*māyā-atīte*—além da criação material; *vyāpi*—todo-expansivo; *vaikuṇṭha-loke*—em Vaikuṇṭhaloka, o mundo espiritual; *pūrṇa-aiśvarye*—dotado de plena opulência; *śrī-catuḥ-vyūha-madhye*—nas expansões quádruplas (Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha); *rūpam*—forma; *yasya*—cuja; *udbhāti*—aparece; *saṅkarṣaṇa-ākhyam*—conhecida como Saṅkarṣaṇa; *tam*—a Ele; *śrī-nityānanda-rāmam*—ao Senhor Balarāma na forma do Senhor Nityānanda; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**Rendo-me aos pés de lótus de Śrī Nityānanda Rāma, que é conhecido como Saṅkarṣaṇa no meio do catur-vyūha [composto de Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha]. Ele possui plenas opulências e reside em Vaikuṇṭhaloka, muito além da criação material.**", "purport": "Este é um verso do diário de Śrī Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. Ele aparece como o oitavo dos primeiros catorze versos do *Śrī Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/5/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/14/", "verse_text": "prakṛtira pāra 'paravyoma'-nāme dhāma\nkṛṣṇa-vigraha yaiche vibhūty-ādi-guṇavān", "devanagari": "> প্রকৃতির পার ‘পরব্যোম’-নামে ধাম ।\n> কৃষ্ণবিগ্রহ যৈছে বিভূত্যাদি-গুণবান্ ॥১৪॥", "synonyms": "*prakṛtira*—a natureza material; *pāra*—além; *para-vyoma*—o céu espiritual; *nāme*—em nome; *dhāma*—o lugar; *kṛṣṇa-vigraha*—a forma do Senhor Kṛṣṇa; *yaiche*—assim como; *vibhūti-ādi*—como as seis opulências; *guṇa-vān*—cheio de atributos transcendentais.", "translation": "**Além da natureza material está o reino conhecido como paravyoma, o céu espiritual. Tal como o próprio Senhor Kṛṣṇa, ele possui todos os atributos transcendentais, como as seis opulências.**", "purport": "Segundo a filosofia Sāṅkhya, o cosmos material é composto de vinte e quatro elementos: os cinco elementos materiais grosseiros, os três elementos materiais sutis, os cinco sentidos que adquirem conhecimento, os cinco sentidos ativos, os cinco objetos do prazer dos sentidos e o mahat-tattva (a energia material total). Os filósofos empíricos, incapazes de ir além desses elementos, especulam que tudo o que se encontre além deles deve ser avyakta, ou inexplicável. Mas o mundo que está além dos vinte e quatro elementos não é inexplicável, pois é explicado no *Bhagavad-gītā* como a natureza eterna (sanātana). Além da existência manifestada e imanifestada da natureza material (vyaktāvyakta) está a natureza sanātana, que se chama paravyoma, ou o céu espiritual. Visto que essa natureza é espiritual em qualidade, ali não há diferenças qualitativas; tudo ali é espiritual, tudo é bom e tudo possui a forma espiritual do próprio Śrī Kṛṣṇa. Esse céu espiritual é a potência interna manifestada de Śrī Kṛṣṇa; é distinto do céu material manifestado por Sua potência externa.\n\nO Brahman todo-penetrante, o raio luminoso impessoal de Śrī Kṛṣṇa, existe no mundo espiritual junto com os planetas Vaikuṇṭha. Podemos ter alguma ideia desse céu espiritual mediante uma comparação com o céu material, pois os raios do Sol no céu material podem ser comparados ao brahmajyoti, os raios brilhantes da Personalidade de Deus. No brahmajyoti há ilimitados planetas Vaikuṇṭha, que são espirituais e, portanto, autoluminosos, com um brilho muitas vezes maior do que o do Sol. A Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa, Suas inúmeras porções plenárias e as porções de Suas porções plenárias dominam cada planeta Vaikuṇṭha. Na região mais elevada do céu espiritual está o planeta chamado Kṛṣṇaloka, que tem três divisões, a saber, Dvārakā, Mathurā e Goloka.\n\nPara um materialista grosseiro, esse reino de Deus, Vaikuṇṭha, é certamente um mistério. Mas, para um homem ignorante, tudo é um mistério por falta de conhecimento suficiente. O reino de Deus não é um mito. Até mesmo os planetas materiais, que flutuam sobre nossas cabeças aos milhões e bilhões, ainda são um mistério para os ignorantes. Os cientistas materiais tentam agora penetrar nesse mistério, e pode chegar o dia em que as pessoas desta Terra serão capazes de viajar pelo espaço sideral e ver com seus próprios olhos a variedade desses milhões de planetas. Em cada planeta há tanta variedade material quanto a que encontramos em nosso próprio planeta.\n\nEste planeta Terra é apenas um ponto insignificante na estrutura cósmica. No entanto, homens insensatos, envaidecidos por um falso senso de avanço científico, concentraram sua energia na busca do chamado desenvolvimento econômico neste planeta, sem saber das variadas facilidades econômicas disponíveis em outros planetas. Segundo a astronomia moderna, a gravidade da Lua é diferente da gravidade da Terra. Portanto, quem for à Lua poderá erguer grandes pesos e saltar vastas distâncias. No *Rāmāyaṇa*, descreve-se que Hanumān era capaz de levantar pesos enormes, tão pesados quanto colinas, e saltar por sobre o oceano. A astronomia moderna confirmou que isso é de fato possível.\n\nA doença do homem civilizado moderno é sua descrença em tudo o que está nas escrituras reveladas. Os descrentes infiéis não podem progredir na realização espiritual, pois não conseguem compreender a potência espiritual. O pequeno fruto de uma figueira-de-bengala contém centenas de sementes, e em cada semente está a potência de produzir outra figueira-de-bengala dotada da potência de produzir milhões de outros frutos semelhantes. Essa lei da natureza é visível diante de nós, embora o modo como ela funciona esteja além de nossa compreensão. Este é apenas um exemplo insignificante da potência da Divindade; há muitos fenômenos semelhantes que nenhum cientista pode explicar.\n\nTudo, de fato, é inconcebível, pois a verdade revela-se apenas às pessoas adequadas. Embora existam variedades de personalidades, desde Brahmā até a insignificante formiga, todas elas seres vivos, seu desenvolvimento de conhecimento é diferente. Portanto, temos de obter conhecimento da fonte correta. De fato, na realidade só podemos obter conhecimento das fontes Védicas. Os quatro *Vedas*, com seus *Purāṇas* suplementares, o *Mahābhārata*, o *Rāmāyaṇa* e seus corolários, conhecidos como smṛtis, são todos fontes autorizadas de conhecimento. Se realmente quisermos obter conhecimento, devemos obtê-lo dessas fontes sem hesitação.\n\nO conhecimento revelado pode, de início, parecer inacreditável, devido ao nosso desejo paradoxal de verificar tudo com nossos cérebros diminutos, mas os meios especulativos de obter conhecimento são sempre imperfeitos. O conhecimento perfeito propugnado nas escrituras reveladas é confirmado pelos grandes ācāryas, que deixaram amplos comentários sobre elas; nenhum desses ācāryas descreu dos śāstras. Aquele que não acredita nos śāstras é um ateu, e não devemos consultar um ateu, por maior que ele seja. Um crente convicto nos śāstras, com todas as suas diversidades, é a pessoa certa de quem obter conhecimento verdadeiro. Tal conhecimento pode parecer inconcebível de início, mas, quando apresentado pela autoridade adequada, seu significado se revela, e então a pessoa já não tem nenhuma dúvida a respeito dele."}
{"ref": "cc/adi/5/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/15/", "verse_text": "sarvaga, ananta, vibhu--vaikuṇṭhādi dhāma\nkṛṣṇa, kṛṣṇa-avatārera tāhāñi viśrāma", "devanagari": "> সর্বগ, অনন্ত, বিভু — বৈকুণ্ঠাদি ধাম ।\n> কৃষ্ণ, কৃষ্ণ-অবতারের তাহাঞি বিশ্রাম ॥১৫॥", "synonyms": "*sarva-ga*—onipenetrante; *ananta*—ilimitado; *vibhu*—o maior; *vaikuṇṭha-ādi dhāma*—todos os lugares conhecidos como Vaikuṇṭhaloka; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-avatārera*—das encarnações do Senhor Kṛṣṇa; *tāhāñi*—lá; *viśrāma*—a residência.", "translation": "**Essa região de Vaikuṇṭha é onipenetrante, infinita e suprema. Ela é a residência do Senhor Kṛṣṇa e de Suas encarnações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/16/", "verse_text": "tāhāra upari-bhāge 'kṛṣṇa-loka'-khyāti\ndvārakā-mathurā-gokula--tri-vidhatve sthiti", "devanagari": "> তাহার উপরিভাগে ‘কৃষ্ণলোক’-খ্যাতি ।\n> দ্বারকা-মথুরা-গোকুল — ত্রিবিধত্বে স্থিতি ॥১৬॥", "synonyms": "*tāhāra*—de todos eles; *upari-bhāge*—no topo; *kṛṣṇa-loka-khyāti*—o planeta conhecido como Kṛṣṇaloka; *dvārakā-mathurā-gokula*—os três lugares conhecidos como Dvārakā, Mathurā e Vṛndāvana; *tri-vidhatve*—em três departamentos; *sthiti*—situado.", "translation": "**Na região mais elevada desse céu espiritual está o planeta espiritual chamado Kṛṣṇaloka. Ele tem três divisões: Dvārakā, Mathurā e Gokula.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/17/", "verse_text": "sarvopari śrī-gokula--vrajaloka-dhāma\nśrī-goloka, śvetadvīpa, vṛndāvana nāma", "devanagari": "> সর্বোপরি শ্রীগোকুল — ব্রজলোক-ধাম ।\n> শ্রীগোলোক, শ্বেতদ্বীপ, বৃন্দাবন নাম ॥১৭॥", "synonyms": "*sarva-upari*—acima de todos eles; *śrī-gokula*—o lugar conhecido como Gokula; *vraja-loka-dhāma*—o lugar de Vraja; *śrī-goloka*—o lugar chamado Goloka; *śveta-dvīpa*—a ilha branca; *vṛndāvana nāma*—também chamado Vṛndāvana.", "translation": "**Śrī Gokula, o mais elevado de todos, também é chamado de Vraja, Goloka, Śvetadvīpa e Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/18/", "verse_text": "sarvaga, ananta, vibhu, kṛṣṇa-tanu-sama\nupary-adho vyāpiyāche, nāhika niyama", "devanagari": "> সর্বগ, অনন্ত, বিভু, কৃষ্ণতনুসম ।\n> উপর্যধো ব্যাপিয়াছে, নাহিক নিয়ম ॥১৮॥", "synonyms": "*sarva-ga*—onipenetrante; *ananta*—ilimitado; *vibhu*—o maior; *kṛṣṇa-tanu-sama*—exatamente como o corpo transcendental de Kṛṣṇa; *upari-adhaḥ*—para cima e para baixo; *vyāpiyāche*—expandido; *nāhika*—não há; *niyama*—regulação.", "translation": "**Assim como o corpo transcendental do Senhor Kṛṣṇa, Gokula é onipenetrante, infinito e supremo. Ele se expande tanto para cima quanto para baixo, sem qualquer restrição.**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī, a grande autoridade e filósofo na linha de Śrī Caitanya Mahāprabhu, discutiu a morada de Kṛṣṇa em seu Kṛṣṇa-sandarbha. No *Bhagavad-gītā*, o Senhor refere-Se a \"Minha morada\". Śrīla Jīva Gosvāmī, examinando a natureza da morada de Kṛṣṇa, refere-se ao Skanda Purāṇa, que afirma:\n\nyā yathā bhuvi vartante\npuryo bhagavataḥ priyāḥ\ntās tathā santi vaikuṇṭhe\ntat-tal-līlārtham ādṛtāḥ\n\n\"As moradas de Deus no mundo material, tais como Dvārakā, Mathurā e Goloka, são fac-símiles que representam as moradas de Deus no reino de Deus, Vaikuṇṭha-dhāma.\" A atmosfera espiritual ilimitada desse Vaikuṇṭha-dhāma está muito acima e além do cosmos material. Isso é confirmado no Svāyambhuva-tantra, numa discussão entre o senhor Śiva e Pārvatī a respeito do efeito de cantar o mantra de quatorze sílabas. Lá se afirma:\n\nnānā-kalpa-latākīrṇaṁ\nvaikuṇṭhaṁ vyāpakaṁ smaret\nadhaḥ sāmyaṁ guṇānāṁ ca\nprakṛtiḥ sarva-kāraṇam\n\n\"Enquanto canta o mantra, deve-se sempre lembrar do mundo espiritual, que é muito vasto e cheio de árvores dos desejos, capazes de produzir tudo o que se queira. Abaixo dessa região de Vaikuṇṭha está a energia material potencial, que causa a manifestação material.\" Os lugares dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa, tais como Dvārakā, Mathurā e Vṛndāvana, existem eterna e independentemente em Kṛṣṇaloka. Eles são a verdadeira morada do Senhor Kṛṣṇa, e não há dúvida de que estão situados acima da manifestação cósmica material.\n\nA morada conhecida como Vṛndāvana ou Gokula também é conhecida como Goloka. A Brahma-saṁhitā afirma que Gokula, a região mais elevada do reino de Deus, assemelha-se a uma flor de lótus com milhares de pétalas. A parte externa desse planeta semelhante a um lótus é um lugar quadrangular conhecido como Śvetadvīpa. Na parte interna de Gokula, há um arranjo elaborado para a residência de Śrī Kṛṣṇa com Seus associados eternos, como Nanda e Yaśodā. Essa morada transcendental existe pela energia de Śrī Baladeva, que é a totalidade original de Śeṣa, ou Ananta. Os tantras também confirmam essa descrição, afirmando que a morada de Śrī Anantadeva, a porção plenária de Baladeva, é chamada de reino de Deus. Vṛndāvana-dhāma é a morada mais interna dentro do reino quadrangular de Śvetadvīpa, que fica fora dos limites de Gokula Vṛndāvana.\n\nSegundo Jīva Gosvāmī, Vaikuṇṭha também é chamado de Brahmaloka. O Nārada-pañcarātra, numa declaração a respeito do mistério de Vijaya, descreve:\n\ntat sarvopari goloke\ntatra lokopari svayam\nviharet paramānandī\ngovindo 'tula-nāyakaḥ\n\n\"O predominador das gopīs, Govinda, a principal Deidade de Gokula, sempre Se diverte num lugar chamado Goloka, na parte mais elevada do céu espiritual.\"\n\nA partir da evidência autorizada citada por Jīva Gosvāmī, podemos concluir que Kṛṣṇaloka é o planeta supremo no céu espiritual, que está muito além do cosmos material. Para o desfrute da variedade transcendental, os passatempos de Kṛṣṇa ali têm três divisões, e esses passatempos são executados nas três moradas Dvārakā, Mathurā e Gokula. Quando Kṛṣṇa desce a este universo, Ele desfruta os passatempos em lugares com o mesmo nome. Esses lugares na Terra não são diferentes daquelas moradas originais, pois são fac-símiles daqueles lugares sagrados originais do mundo transcendental. Eles são tão bons quanto o próprio Śrī Kṛṣṇa e são igualmente adoráveis. O Senhor Caitanya declarou que o Senhor Kṛṣṇa, que Se apresenta como o filho do rei de Vraja, é adorável, e Vṛndāvana-dhāma é igualmente adorável."}
{"ref": "cc/adi/5/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/19/", "verse_text": "brahmāṇḍe prakāśa tāra kṛṣṇera icchāya\neka-i svarūpa tāra, nāhi dui kāya", "devanagari": "> ব্রহ্মাণ্ডে প্রকাশ তার কৃষ্ণের ইচ্ছায় ।\n> একই স্বরূপ তার, নাহি দুই কায় ॥১৯॥", "synonyms": "*brahmāṇḍe*—dentro do mundo material; *prakāśa*—manifestação; *tāra*—dela; *kṛṣṇera icchāya*—pela vontade suprema do Senhor Kṛṣṇa; *eka-i*—é a mesma; *svarūpa*—identidade; *tāra*—dela; *nāhi*—não; *dui*—dois; *kāya*—corpos.", "translation": "**Essa morada é manifestada dentro do mundo material pela vontade do Senhor Kṛṣṇa. Ela é idêntica ao Gokula original; não são dois corpos diferentes.**", "purport": "Os dhāmas mencionados acima são móveis pela vontade onipotente do Senhor Kṛṣṇa. Quando Śrī Kṛṣṇa aparece na face da Terra, Ele também pode fazer com que Seus dhāmas apareçam, sem alterar sua estrutura original. Não se deve discriminar entre os dhāmas na Terra e os do céu espiritual, pensando que os da Terra são materiais e que as moradas originais são espirituais. Todos eles são espirituais. Somente para nós, que não podemos experimentar nada além da matéria em nosso atual estado condicionado, os dhāmas e o próprio Senhor, em Sua forma arcā, aparecem diante de nós assemelhando-se à matéria, a fim de nos dar a facilidade de ver o espírito com olhos materiais. No início, isso pode ser difícil de um neófito compreender, mas, no devido tempo, quando a pessoa estiver avançada no serviço devocional, será mais fácil, e ela apreciará a presença do Senhor nessas formas tangíveis."}
{"ref": "cc/adi/5/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/20/", "verse_text": "cintāmaṇi-bhūmi, kalpa-vṛkṣa-maya vana\ncarma-cakṣe dekhe tāre prapañcera sama", "devanagari": "> চিন্তামণিভূমি, কল্পবৃক্ষময় বন ।\n> চর্মচক্ষে দেখে তারে প্রপঞ্চের সম ॥২০॥", "synonyms": "*cintāmaṇi-bhūmi*—a terra da pedra de toque; *kalpa-vṛkṣa-maya*—cheia de árvores dos desejos; *vana*—florestas; *carma-cakṣe*—os olhos materiais; *dekhe*—veem; *tāre*—a; *prapañcera sama*—igual à criação material.", "translation": "**A terra ali é pedra de toque [cintāmaṇi], e as florestas são repletas de árvores dos desejos. Os olhos materiais a veem como um lugar comum.**", "purport": "Pela graça do Senhor, Seus dhāmas e Ele próprio podem estar todos presentes simultaneamente, sem perder sua importância original. Somente quando a pessoa se desenvolve plenamente em afeição e amor a Deus é que pode ver esses dhāmas em sua aparência original.\n\nŚrīla Narottama dāsa Ṭhākura, um grande ācārya na linha preceptorial do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, disse, para nosso benefício, que só se pode ver perfeitamente os dhāmas quando se abandona por completo a mentalidade de dominar a natureza material. A visão espiritual da pessoa desenvolve-se proporcionalmente ao abandono da mentalidade degradada de desfrutar desnecessariamente da matéria. Uma pessoa enferma, que adoeceu por causa de um determinado mau hábito, deve estar pronta a seguir o conselho do médico e, como sequência natural, deve esforçar-se por abandonar a causa da doença. O paciente não pode entregar-se ao mau hábito e, ao mesmo tempo, esperar ser curado pelo médico. A civilização material moderna, entretanto, mantém uma atmosfera enferma. O ser vivo é uma centelha espiritual, tão espiritual quanto o próprio Senhor. A única diferença é que o Senhor é grande e o ser vivo é pequeno. Qualitativamente, eles são um, mas quantitativamente são diferentes. Portanto, como o ser vivo é espiritual em sua constituição, ele só pode ser feliz no céu espiritual, onde há esferas espirituais ilimitadas chamadas Vaikuṇṭhas. Um ser espiritual condicionado por um corpo material deve, pois, tentar livrar-se de sua doença, em vez de desenvolver a causa da doença.\n\nPessoas tolas, absortas em seus bens materiais, orgulham-se desnecessariamente de serem líderes do povo, mas ignoram o valor espiritual do homem. Esses líderes iludidos fazem planos que abrangem qualquer número de anos, mas dificilmente conseguem tornar a humanidade feliz num estado condicionado pelas três misérias infligidas pela natureza material. Não é possível controlar as leis da natureza por mais que se lute. Por fim, é preciso sujeitar-se à morte, a lei suprema da natureza. Morte, nascimento, velhice e doença são sintomas da condição enferma do ser vivo. O objetivo mais elevado da vida humana, portanto, deve ser livrar-se dessas misérias e voltar para casa, de volta ao Supremo."}
{"ref": "cc/adi/5/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/21/", "verse_text": "prema-netre dekhe tāra svarūpa-prakāśa\ngopa-gopī-saṅge yāṅhā kṛṣṇera vilāsa", "devanagari": "> প্রেমনেত্রে দেখে তার স্বরূপ-প্রকাশ ।\n> গোপ-গোপীসঙ্গে যাঁহা কৃষ্ণের বিলাস ॥২১॥", "synonyms": "*prema-netre*—com os olhos do amor a Deus; *dekhe*—vê-se; *tāra*—sua; *svarūpa-prakāśa*—manifestação de identidade; *gopa*—vaqueirinhos; *gopī-saṅge*—com as vaqueirinhas; *yāṅhā*—onde; *kṛṣṇera vilāsa*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Mas, com os olhos do amor a Deus, pode-se ver sua verdadeira identidade como o lugar onde o Senhor Kṛṣṇa realiza Seus passatempos com os vaqueirinhos e as vaqueirinhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/22/", "verse_text": "cintāmaṇi-prakara-sadmasu kalpa-vṛkṣa-\nlakṣāvṛteṣu surabhīr abhipālayantam\nlakṣmī-sahasra-śata-sambhrama-sevyamānaṁ\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> চিন্তামণিপ্রকরসদ্মসু কল্পবৃক্ষ-\n> লক্ষাবৃতেষু সুরভীরভিপালয়ন্তম্ ।\n> লক্ষ্মীসহস্রশতসম্ভ্রমসেব্যমানং\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥২২॥", "synonyms": "*cintāmaṇi*—pedra de toque; *prakara*—grupos feitos de; *sadmasu*—em moradas; *kalpa-vṛkṣa*—de árvores dos desejos; *lakṣa*—por milhões; *āvṛteṣu*—cercadas; *surabhīḥ*—vacas surabhi; *abhipālayantam*—cuidando; *lakṣmī*—de deusas da fortuna; *sahasra*—de milhares; *śata*—de centenas; *sambhrama*—com grande respeito; *sevyamānam*—sendo servido; *govindam*—Govinda; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\"Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, o primeiro progenitor, que cuida das vacas que satisfazem todos os desejos em moradas construídas com gemas espirituais e cercadas por milhões de árvores-dos-desejos. Ele é sempre servido com grande reverência e afeição por centenas e milhares de deusas da fortuna.\"**", "purport": "Este é um verso do *Brahma-saṁhitā* (5.29). Esta descrição da morada de Kṛṣṇa nos dá informações precisas sobre o lugar transcendental onde não só a vida é eterna, bem-aventurada e plena de conhecimento, mas há abundância de vegetais, leite, joias, e belas casas e jardins cuidados por donzelas encantadoras que são todas deusas da fortuna. Kṛṣṇaloka é o planeta mais elevado do céu espiritual, e abaixo dele há incontáveis esferas, cuja descrição pode ser encontrada no *Śrīmad-Bhāgavatam.* No início da autorrealização do Senhor Brahmā, lhe foi concedida uma visão transcendental das esferas de Vaikuṇṭha pela graça de Nārāyaṇa. Depois, pela graça de Kṛṣṇa, lhe foi concedida uma visão transcendental de Kṛṣṇaloka. Esta visão transcendental é semelhante à recepção de televisão proveniente da lua por meio de um sistema mecânico receptor de ondas moduladas, porém é alcançada por meio de penitência e meditação interior.\n\nO *Śrīmad-Bhāgavatam* (Segundo Canto) afirma que em Vaikuṇṭhaloka os modos materiais da natureza, representados pelas qualidades da bondade, da paixão e da ignorância, não exercem nenhuma influência. No mundo material, a manifestação qualitativa mais elevada é a bondade, caracterizada pela veracidade, pelo equilíbrio mental, pela limpeza, pelo controle dos sentidos, pela simplicidade, pelo conhecimento essencial, pela fé em Deus, pelo conhecimento científico e assim por diante. Não obstante, todas essas qualidades estão mescladas com paixão e imperfeição. Já as qualidades em Vaikuṇṭha são uma manifestação da potência interna de Deus e, por isso, são puramente espirituais e transcendentais, sem nenhum traço de contaminação material. Nenhum planeta material, nem mesmo Satyaloka, é comparável em qualidade aos planetas espirituais, onde as cinco qualidades inerentes ao mundo material — a saber, ignorância, miséria, egoísmo, ira e inveja — estão completamente ausentes.\n\nNo mundo material, tudo é criação. Tudo o que podemos conceber dentro de nossa experiência, inclusive nossos próprios corpos e mentes, foi criado. Este processo de criação teve início com a vida de Brahmā, e o princípio criativo prevalece em todo o universo material em razão da qualidade da paixão. Mas, como a qualidade da paixão está conspicuamente ausente nos planetas de Vaikuṇṭha, ali nada é criado: tudo existe eternamente. E, como não há modo de ignorância, tampouco há questão de aniquilação ou destruição. No mundo material, pode-se tentar tornar tudo permanente desenvolvendo as qualidades de bondade acima mencionadas, mas, como a bondade no mundo material está mesclada com paixão e ignorância, nada aqui pode existir de forma permanente, a despeito de todos os bons planos das melhores mentes científicas. Por isso, no mundo material não temos experiência de eternidade, bem-aventurança e plenitude de conhecimento. Mas no mundo espiritual, devido à completa ausência dos modos qualitativos, tudo é eterno, bem-aventurado e cognoscente. Tudo pode falar, tudo pode se mover, tudo pode ouvir e tudo pode ver numa existência plenamente abençoada por toda a eternidade. Sendo assim, naturalmente o espaço e o tempo, nas formas de passado, presente e futuro, não exercem nenhuma influência ali. No céu espiritual não há mudança, pois o tempo não tem influência. Em consequência, a influência de *māyā,* a energia externa total, que nos induz a tornarmo-nos cada vez mais materialistas e a esquecer nosso relacionamento com Deus, também está ausente ali.\n\nComo fagulhas espirituais dos raios que emanam do corpo transcendental do Senhor, todos nós estamos permanentemente relacionados com Ele e somos iguais a Ele em qualidade. A energia material é um revestimento da fagulha espiritual, mas, na ausência desse revestimento material, os seres vivos em Vaikuṇṭhaloka nunca se esquecem de suas identidades: são eternamente conscientes de seu relacionamento com Deus em sua posição constitucional de prestar serviço amoroso transcendental ao Senhor. Como se ocupam constantemente no serviço transcendental ao Senhor, é natural concluir que seus sentidos também são transcendentais, pois não se pode servir ao Senhor com sentidos materiais. Os habitantes de Vaikuṇṭhaloka não possuem sentidos materiais com os quais dominar a natureza material.\n\nPessoas com escasso fundo de conhecimento concluem que um lugar desprovido de qualidades materiais deve ser uma espécie de nada sem forma. Na realidade, porém, há qualidades no mundo espiritual, mas elas diferem das qualidades materiais porque tudo ali é eterno, ilimitado e puro. A atmosfera ali é autoiluminada e, portanto, não há necessidade de sol, lua, fogo, eletricidade e assim por diante. Quem pode alcançar aquela morada não retorna ao mundo material com um corpo material. Não há diferença entre ateus e fiéis nos planetas de Vaikuṇṭha, pois todos os que se estabelecem ali estão livres das qualidades materiais, e assim *suras* e *asuras* se tornam igualmente obedientes servidores amorosos do Senhor.\n\nOs habitantes de Vaikuṇṭha têm complexões de um negro brilhante, muito mais fascinante e atraente do que as opacas complexões brancas e negras encontradas no mundo material. Seus corpos, por serem espirituais, não têm equivalentes no mundo material. A beleza de uma nuvem luminosa quando relâmpagos a iluminam apenas sugere sua beleza. Em geral, os habitantes de Vaikuṇṭha vestem roupas amarelas. Seus corpos são delicados e de constituição atraente, e seus olhos são como pétalas de flores de lótus. À semelhança do Senhor Viṣṇu, os habitantes de Vaikuṇṭha têm quatro braços adornados com búzio, disco, maça e flor de lótus. Seus peitos são amplamente belos e ricamente adornados com colares de um metal brilhante semelhante ao diamante, circundado por joias preciosas jamais encontradas no mundo material. Os habitantes de Vaikuṇṭha são sempre poderosos e refulgentes. Alguns têm complexões como olhos de gato de coral vermelho e flores de lótus, e cada um deles usa brincos de joias preciosas. Em suas cabeças usam coroas floridas semelhantes a guirlandas.\n\nEm Vaikuṇṭha há aeronaves, mas elas não produzem sons estridentes. As aeronaves materiais não são nada seguras: podem cair e se despedaçar a qualquer momento, pois a matéria é imperfeita em todos os aspectos. No céu espiritual, porém, as aeronaves também são espirituais e são espiritualmente brilhantes e resplandecentes. Essas aeronaves não transportam executivos de negócios, políticos ou comissões de planejamento como passageiros, nem carregam carga ou sacas postais, pois essas coisas são totalmente desconhecidas ali. Esses aviões servem apenas a passeios de prazer, e os habitantes de Vaikuṇṭha voam neles com suas consortes celestiais, belas como fadas. Por isso, essas aeronaves, repletas de habitantes de Vaikuṇṭha — tanto masculinos quanto femininos — realçam a beleza do céu espiritual. Não podemos imaginar quão belas são, mas sua beleza pode ser comparada às nuvens no céu acompanhadas por ramos prateados de relâmpagos elétricos. O céu espiritual de Vaikuṇṭhaloka está sempre assim adornado.\n\nA plena opulência da potência interna da Divindade está sempre resplandecente em Vaikuṇṭhaloka, onde as deusas da fortuna estão cada vez mais apegadas a servir os pés de lótus da Personalidade de Deus. Essas deusas da fortuna, acompanhadas de suas amigas, sempre criam uma atmosfera festiva de júbilo transcendental. Cantando sempre as glórias do Senhor, elas não ficam em silêncio nem por um momento.\n\nHá incontáveis planetas de Vaikuṇṭha no céu espiritual, e a proporção desses planetas em relação aos planetas materiais no céu material é de três para um. Assim, o pobre materialista ocupa-se fazendo ajustes políticos num planeta absolutamente insignificante na criação de Deus. Para não falar deste planeta Terra, o universo inteiro, com incontáveis planetas por todas as galáxias, é comparável a uma única semente de mostarda num saco cheio de sementes de mostarda. Mas o pobre materialista faz planos para viver confortavelmente aqui e assim desperdiça sua valiosa energia humana em algo fadado à frustração. Em vez de desperdiçar seu tempo com especulações de negócios, poderia ter buscado a vida de simplicidade material e elevado pensamento espiritual, salvando-se assim da agitação materialista perpétua.\n\nMesmo que um materialista queira desfrutar de recursos materiais mais desenvolvidos, pode transferir-se para planetas onde pode experimentar prazeres materiais muito mais avançados do que os disponíveis na Terra. O melhor plano é preparar-se para retornar ao céu espiritual após deixar o corpo. Contudo, se alguém está determinado a desfrutar de recursos materiais, pode transferir-se para outros planetas no céu material utilizando poderes yóguicos. As caprichosas naves espaciais dos astronautas não são mais que entretenimentos infantis e de nenhuma utilidade para esse fim. O sistema de *aṣṭāṅga-yoga* é uma arte materialista de controlar o ar transferindo-o do estômago ao umbigo, do umbigo ao coração, do coração à clavícula, daí aos globos oculares, daí ao cerebelo e daí a qualquer planeta desejado. As velocidades do ar e da luz são levadas em consideração pelo cientista material, mas ele não tem informação sobre a velocidade da mente e da inteligência. Temos alguma experiência limitada da velocidade da mente porque num instante podemos transferir nossa mente a lugares a centenas de milhares de milhas de distância. A inteligência é ainda mais sutil. Mais sutil que a inteligência é a alma, que não é matéria como a mente e a inteligência, mas é espírito, ou antimatéria. A alma é centenas de milhares de vezes mais sutil e poderosa que a inteligência. Podemos assim apenas imaginar a velocidade da alma ao viajar de um planeta a outro. Desnecessário dizer que a alma viaja por sua própria força e não com a ajuda de qualquer tipo de veículo material.\n\nA civilização bestial de comer, dormir, temer e satisfazer os sentidos desviou o homem moderno, fazendo-o esquecer quão poderosa é a alma que possui. Como já descrevemos, a alma é uma fagulha espiritual muitas, muitas vezes mais iluminada, deslumbrante e poderosa que o sol, a lua ou a eletricidade. A vida humana é desperdiçada quando o homem não percebe sua verdadeira identidade com sua alma. O Senhor Caitanya apareceu com o Senhor Nityānanda para salvar o homem desse tipo de civilização enganosa.\n\nO *Śrīmad-Bhāgavatam* também descreve como os *yogīs* podem viajar para todos os planetas do universo. Quando a força vital é elevada ao cerebelo, há grande possibilidade de que essa força irrompa pelos olhos, nariz, ouvidos etc., pois esses são lugares conhecidos como a sétima órbita da força vital. Mas os *yogīs* podem bloquear esses orifícios pela suspensão completa do ar. O *yogī* concentra então a força vital na posição mediana, isto é, entre as sobrancelhas. Nessa posição, o *yogī* pode pensar no planeta ao qual deseja entrar após deixar o corpo. Pode então decidir se quer ir à morada de Kṛṣṇa nos Vaikuṇṭhas transcendentais — de onde não será obrigado a descer ao mundo material — ou viajar para planetas superiores no universo material. O *yogī* perfeito tem liberdade para fazer uma coisa ou outra.\n\nPara o *yogī* perfeito que alcançou êxito no método de deixar seu corpo em plena consciência, transferir-se de um planeta a outro é tão fácil quanto um homem comum caminhando até o armazém. Como já discutido, o corpo material não é mais que um revestimento da alma espiritual. A mente e a inteligência são os revestimentos interiores, e o corpo grosseiro de terra, água, ar etc. é o revestimento exterior da alma. Assim sendo, qualquer alma avançada que se tenha autorrealizado pelo processo yóguico, que conhece a relação entre matéria e espírito, pode deixar o revestimento grosseiro da alma em perfeita ordem e conforme deseja. Pela graça de Deus, temos completa liberdade. Como o Senhor é bondoso para conosco, podemos viver em qualquer lugar — seja no céu espiritual ou no céu material, em qualquer planeta que desejemos. Contudo, o mau uso dessa liberdade faz a alma cair no mundo material e sofrer as três misérias da vida condicionada. A vida miserável que a alma leva no mundo material por escolha própria é bem ilustrada por Milton em *Paradise Lost.* De modo semelhante, por escolha a alma pode recuperar o paraíso e retornar ao lar, de volta ao Supremo.\n\nNo momento crítico da morte, pode-se colocar a força vital entre as duas sobrancelhas e decidir para onde se quer ir. Se não se deseja manter nenhuma conexão com o mundo material, em menos de um segundo pode-se chegar ao Vaikuṇṭha transcendental e ali aparecer completamente em seu corpo espiritual, que será adequado na atmosfera espiritual. Basta desejar deixar o mundo material tanto nas formas mais sutis quanto nas mais grosseiras, mover a força vital para a parte mais alta do crânio e deixar o corpo pelo orifício no crânio chamado *brahma-randhra.* Isso é fácil para aquele que é perfeito na prática do *yoga.*\n\nNaturalmente, o homem é dotado de livre-arbítrio e, como tal, se não quiser libertar-se do mundo material, pode desfrutar da vida de *brahma-pada* (ocupação do posto de Brahmā) e visitar Siddhaloka, o planeta dos seres materialmente perfeitos que têm plena capacidade de controlar a gravidade, o espaço e o tempo. Para visitar tais planetas superiores no universo material, não é necessário abandonar a mente e a inteligência (matéria mais sutil), mas apenas abandonar a matéria mais grosseira (o corpo material).\n\nCada planeta tem sua atmosfera particular, e quem deseja viajar a qualquer planeta específico dentro do universo material precisa adaptar seu corpo material às condições climáticas daquele planeta. Por exemplo, quem quer ir da Índia para a Europa, onde as condições climáticas são diferentes, tem que mudar sua vestimenta de acordo. De modo semelhante, uma completa mudança de corpo é necessária para quem deseja ir aos planetas transcendentais de Vaikuṇṭha. Porém, quem deseja ir aos planetas materiais superiores pode manter seu revestimento mais sutil de mente, inteligência e ego, mas tem que deixar seu revestimento grosseiro (corpo) feito de terra, água, fogo etc.\n\nQuando se vai a um planeta transcendental, é necessário mudar tanto o corpo mais sutil quanto o grosseiro, pois é preciso chegar ao céu espiritual completamente em forma espiritual. Esta mudança de vestimenta ocorrerá automaticamente no momento da morte se assim se desejar.\n\nO *Bhagavad-gītā* confirma que se obterá o próximo corpo material conforme os desejos no momento em que se deixa o corpo. O desejo da mente carrega a alma para uma atmosfera adequada assim como o vento carrega aromas de um lugar a outro. Infelizmente, aqueles que não são *yogīs* mas grosseiros materialistas, que durante toda a vida se entregam à gratificação dos sentidos, ficam perplexos com a desordem das condições corporal e mental no momento da morte. Esses grosseiros sensualistas, sobrecarregados pelas principais ideias, desejos e associações das vidas que levaram, desejam algo contra seus próprios interesses e assim tolamente assumem novos corpos que perpetuam suas misérias materiais.\n\nPor isso, é necessário um treinamento sistemático da mente e da inteligência, de modo que no momento da morte se possa conscientemente desejar um corpo adequado, seja neste planeta, em outro planeta material ou mesmo em um planeta transcendental. Uma civilização que não considera o avanço progressivo da alma imortal não faz mais que promover uma vida bestial de ignorância.\n\nÉ uma tolice pensar que toda alma que parte vai para o mesmo lugar. Ou a alma vai para um lugar que deseja no momento da morte, ou, ao deixar seu corpo, é forçada a aceitar uma posição conforme seus atos na vida anterior. A diferença entre o materialista e o *yogī* é que o materialista não pode determinar seu próximo corpo, ao passo que o *yogī* pode conscientemente obter um corpo adequado para desfrutar nos planetas superiores. Ao longo de sua vida, o grosseiro materialista que está constantemente atrás da gratificação dos sentidos passa o dia inteiro ganhando seu sustento para manter sua família, e à noite desperdiça sua energia em prazer sexual ou então vai dormir pensando em tudo o que fez durante o dia. Essa é a vida monótona do materialista. Embora classificados de formas diferentes como homens de negócios, advogados, políticos, professores, juízes, carregadores, batedores de carteira, operários e assim por diante, os materialistas simplesmente se ocupam em comer, dormir, temer e satisfazer os sentidos, desperdiçando assim suas vidas valiosas em busca do luxo e negligenciando o aperfeiçoamento de suas vidas por meio da autorrealização espiritual.\n\nOs *yogīs,* porém, tentam aperfeiçoar suas vidas, e por isso o *Bhagavad-gītā* prescreve que todos se tornem *yogīs. Yoga* é o sistema de vincular a alma ao serviço do Senhor. Somente sob orientação superior se pode praticar tal *yoga* na vida sem mudar sua posição social. Como já descrito, um *yogī* pode ir a qualquer lugar que deseje sem ajuda mecânica, pois pode colocar sua mente e inteligência dentro do ar que circula dentro de seu corpo e, praticando a arte do controle da respiração, pode misturar esse ar com o ar que sopra por todo o universo fora de seu corpo. Com a ajuda desse ar universal, um *yogī* pode viajar a qualquer planeta e obter um corpo adequado à sua atmosfera. Podemos entender este processo comparando-o à transmissão eletrônica de mensagens de rádio. Com transmissores de rádio, as ondas sonoras produzidas em determinada estação podem viajar por toda a Terra em segundos. Mas o som é produzido a partir do céu etéreo e, como já explicado, mais sutil que o céu etéreo é a mente, e mais sutil que a mente é a inteligência. O espírito é ainda mais sutil que a inteligência e, por natureza, é completamente diferente da matéria. Podemos assim apenas imaginar com que rapidez a alma espiritual pode viajar pela atmosfera universal.\n\nPara chegar ao estágio de manipular elementos mais sutis como mente, inteligência e espírito, é necessário treinamento adequado, modo de vida adequado e associação adequada. Tal treinamento depende de orações sinceras, serviço devocional, obtenção de êxito na perfeição mística e a bem-sucedida fusão de si mesmo nas atividades da alma e da Superalma. Um grosseiro materialista, seja ele um filósofo empírico, um cientista, um psicólogo ou qualquer outro, não pode alcançar tal êxito por meio de esforços cegos e malabarismos verbais.\n\nOs materialistas que realizam *yajñas,* ou grandes sacrifícios, são comparativamente melhores que os materialistas mais grosseiros, que não conhecem nada além de laboratórios e tubos de ensaio. Os materialistas avançados que realizam tais sacrifícios podem alcançar o planeta chamado Vaiśvānara, um planeta de fogo semelhante ao sol. Neste planeta, que está situado no caminho para Brahmaloka, o planeta mais elevado do universo, tal materialista avançado pode livrar-se de todos os traços de vício e seus efeitos. Quando esse materialista é purificado, pode ascender à órbita da estrela polar (Dhruvaloka). Dentro desta órbita, chamada Śiśumāra-cakra, estão situados os Āditya-lokas e o planeta Vaikuṇṭha dentro deste universo.\n\nUm materialista purificado que realizou muitos sacrifícios, submeteu-se a severas penitências e doou a maior parte de sua riqueza em caridade pode alcançar planetas como Dhruvaloka, e se ali se tornar ainda mais qualificado, pode penetrar órbitas ainda mais elevadas e passar pelo umbigo do universo para alcançar o planeta Maharloka, onde vivem sábios como Bhṛgu Muni. Em Maharloka pode-se viver até mesmo até o momento da aniquilação parcial do universo. Esta aniquilação começa quando Anantadeva, desde a posição mais baixa do universo, produz um grande fogo ardente. O calor desse fogo alcança até Maharloka, e então os habitantes de Maharloka viajam para Brahmaloka, que existe pelo dobro da duração do tempo *parārdha.*\n\nEm Brahmaloka há um número ilimitado de aeronaves controladas não por *yantra* (máquina) mas por *mantra* (ação psíquica). Devido à existência da mente e da inteligência em Brahmaloka, seus habitantes têm sentimentos de felicidade e sofrimento, mas não há causa de lamentação por velhice, morte, medo ou angústia. Sentem compaixão, porém, pelos seres vivos que sofrem e são consumidos no fogo da aniquilação. Os habitantes de Brahmaloka não têm corpos materiais grosseiros a trocar na morte, mas transformam seus corpos sutis em corpos espirituais e assim entram no céu espiritual. Os habitantes de Brahmaloka podem alcançar a perfeição de três maneiras diferentes. As pessoas virtuosas que alcançam Brahmaloka em virtude de suas ações piedosas tornam-se mestres de vários planetas após a ressurreição de Brahmā; aqueles que adoraram Garbhodakaśāyī Viṣṇu são libertados com Brahmā; e aqueles que são devotos puros da Personalidade de Deus imediatamente atravessam a cobertura do universo e entram no céu espiritual.\n\nOs incontáveis universos existem juntos em aglomerados semelhantes a espuma, e por isso apenas alguns deles são circundados pelas águas do Oceano Causal. Quando agitada pelo olhar de Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, a natureza material produz os elementos totais, que são oito em número e que gradualmente evoluem do mais sutil ao mais grosseiro. Uma parte do ego é o céu, uma parte do qual é o ar, uma parte do qual é o fogo, uma parte do qual é a água, uma parte do qual é a terra. Assim, um universo se infla a uma área de quatro bilhões de milhas de diâmetro. Um *yogī* que deseja a liberação gradual deve penetrar todas as diferentes coberturas do universo, inclusive as coberturas sutis dos três modos qualitativos da natureza material. Quem faz isso jamais tem que retornar a este mundo mortal.\n\nSegundo Śukadeva Gosvāmī, a descrição acima do céu material e espiritual não é imaginária nem utópica. Os fatos reais estão registrados nos hinos Védicos, e o Senhor Vāsudeva os revelou ao Senhor Brahmā quando Brahmā O satisfez. A perfeição da vida só pode ser alcançada quando se tem uma ideia definitiva de Vaikuṇṭha e da Suprema Divindade. Deve-se sempre pensar e falar sobre a Suprema Personalidade de Deus, pois isso é recomendado tanto no *Bhagavad-gītā* quanto no *Bhāgavata Purāṇa,* que são dois comentários autorizados sobre os *Vedas.* O Senhor Caitanya tornou todos esses assuntos mais acessíveis para as pessoas caídas desta era, e o *Śrī Caitanya-caritāmṛta* os apresentou, portanto, para fácil compreensão de todos os interessados."}
{"ref": "cc/adi/5/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/23/", "verse_text": "mathurā-dvārakāya nija-rūpa prakāśiyā\nnānā-rūpe vilasaye catur-vyūha haiñā", "devanagari": "> মথুরা-দ্বারকায় নিজরূপ প্রকাশিয়া ।\n> নানারূপে বিলসয়ে চতুর্ব্যূহ হৈঞা ॥২৩॥", "synonyms": "*mathurā*—em Mathurā; *dvārakāya*—em Dvārakā; *nija-rūpa*—corpo pessoal; *prakāśiyā*—manifestando; *nānā-rūpe*—de várias maneiras; *vilasaye*—desfruta passatempos; *catuḥ-vyūha haiñā*—expandindo-Se em quatro formas maravilhosas.", "translation": "**Ele manifesta Sua própria forma em Mathurā e Dvārakā. Ele desfruta passatempos de várias maneiras, expandindo-Se nas formas quádruplas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/24/", "verse_text": "vāsudeva-saṅkarṣaṇa-pradyumnāniruddha\nsarva-catur-vyūha-aṁśī, turīya, viśuddha", "devanagari": "> বাসুদেব-সঙ্কর্ষণ-প্রদ্যুম্নানিরুদ্ধ ।\n> সর্বচতুর্ব্যূহ-অংশী, তুরীয়, বিশুদ্ধ ॥২৪॥", "synonyms": "*vāsudeva*—o Senhor Vāsudeva; *saṅkarṣaṇa*—o Senhor Saṅkarṣaṇa; *pradyumna*—o Senhor Pradyumna; *aniruddha*—e o Senhor Aniruddha; *sarva-catuḥ-vyūha*—de todas as outras expansões quádruplas; *aṁśī*—a fonte; *turīya*—transcendental; *viśuddha*—pura.", "translation": "**Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha são as formas quádruplas primárias a partir das quais todas as outras formas quádruplas se manifestam. Todas elas são puramente transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/25/", "verse_text": "ei tina loke kṛṣṇa kevala-līlā-maya\n\nnija-gaṇa lañā khele ananta samaya", "devanagari": "> এই তিন লোকে কৃষ্ণ কেবল-লীলাময় ।\n> নিজগণ লঞা খেলে অনন্ত সময় ॥২৫॥", "synonyms": "*ei*—estes; *tina*—três; *loke*—nas localidades; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kevala*—somente; *līlā-maya*—consistindo em passatempos; *nija-gaṇa lañā*—com Seus associados pessoais; *khele*—Ele Se diverte; *ananta samaya*—tempo ilimitado.", "translation": "**Somente nesses três lugares [Dvārakā, Mathurā e Gokula] é que o Senhor Kṛṣṇa, todo dado a esportes, realiza Seus intermináveis passatempos com Seus associados pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/26/", "verse_text": "para-vyoma-madhye kari' svarūpa prakāśa\n\nnārāyaṇa-rūpe karena vividha vilāsa", "devanagari": "> পরব্যোম-মধ্যে করি’ স্বরূপ প্রকাশ ।\n> নারায়ণরূপে করেন বিবিধ বিলাস ॥২৬॥", "synonyms": "*para-vyoma-madhye*—dentro do céu espiritual; *kari'*—fazendo; *svarūpa prakāśa*—manifestando Sua identidade; *nārāyaṇa-rūpe*—na forma do Senhor Nārāyaṇa; *karena*—realiza; *vividha vilāsa*—variedades de passatempos.", "translation": "**Nos planetas Vaikuṇṭha do céu espiritual, o Senhor manifesta Sua identidade como Nārāyaṇa e realiza passatempos de várias maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/27-28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/27-28/", "verse_text": "svarūpa-vigraha kṛṣṇera kevala dvi-bhuja\n\nnārāyaṇa-rūpe sei tanu catur-bhuja\n\nśaṅkha-cakra-gadā-padma, mahaiśvarya-maya\n\nśrī-bhū-nīlā-śakti yāṅra caraṇa sevaya", "devanagari": "> স্বরূপবিগ্রহ কৃষ্ণের কেবল দ্বিভুজ ।\n> নারায়ণরূপে সেই তনু চতুর্ভুজ ॥২৭॥\n> শঙ্খ-চক্র-গদা-পদ্ম, মহৈশ্বর্যময় ।\n> শ্রী-ভূ-নীলা-শক্তি যাঁর চরণ সেবয় ॥২৮॥", "synonyms": "*svarūpa-vigraha*—forma pessoal; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kevala*—somente; *dvi-bhuja*—duas mãos; *nārāyaṇa-rūpe*—na forma do Senhor Nārāyaṇa; *sei*—aquele; *tanu*—corpo; *catuḥ-bhuja*—de quatro mãos; *śaṅkha-cakra*—búzio e disco; *gadā*—maça; *padma*—flor de lótus; *mahā*—muito grande; *aiśvarya-maya*—cheio de opulência; *śrī*—chamada śrī; *bhū*—chamada bhū; *nīlā*—chamada nīlā; *śakti*—energias; *yāṅra*—cujos; *caraṇa sevaya*—servem os pés de lótus.", "translation": "**A própria forma de Kṛṣṇa tem apenas duas mãos, mas, na forma do Senhor Nārāyaṇa, Ele tem quatro mãos. O Senhor Nārāyaṇa empunha um búzio, um disco, uma maça e uma flor de lótus, e é pleno de grande opulência. As energias śrī, bhū e nīlā servem a Seus pés de lótus.**", "purport": "Nas seitas Rāmānuja e Madhva do vaiṣṇavismo, há extensas descrições das energias śrī, bhū e nīlā. Em Bengala, a energia nīlā é por vezes chamada de energia līlā. Essas três energias são empregadas no serviço do Nārāyaṇa de quatro mãos em Vaikuṇṭha. Ao relatar como três dos Alwars, a saber, Bhūta-yogī, Sara-yogī e Bhrānta-yogī, viram Nārāyaṇa em pessoa quando se abrigaram na casa de um brāhmaṇa na aldeia de Gehalī, o Prapannāmṛta do Śrī-sampradāya descreve Nārāyaṇa da seguinte maneira:\n\ntārkṣyādhirūḍhaṁ taḍid-ambudābhaṁ\nlakṣmī-dharaṁ vakṣasi paṅkajākṣam\nhasta-dvaye śobhita-śaṅkha-cakraṁ\nviṣṇuṁ dadṛśur bhagavantam ādyam\n\nā-jānu-bāhuṁ kamanīya-gātraṁ\npārśva-dvaye śobhita-bhūmi-nīlam\npītāmbaraṁ bhūṣaṇa-bhūṣitāṅgaṁ\ncatur-bhujaṁ candana-ruṣitāṅgam\n\n\"Eles viram o Senhor Viṣṇu de olhos de lótus, a Suprema Personalidade de Deus, montado em Garuḍa e segurando Lakṣmī, a deusa da fortuna, junto a Seu peito. Ele Se assemelhava a uma nuvem de chuva azulada com relâmpagos cintilantes, e, em duas de Suas quatro mãos, segurava um búzio e um disco. Seus braços estendiam-se até os joelhos, e todos os Seus belos membros estavam untados de sândalo e adornados com ornamentos reluzentes. Ele vestia roupas amarelas, e, de cada lado, postavam-se Suas energias Bhūmi e Nīlā.\"\n\nHá a seguinte referência às energias śrī, bhū e nīlā no Sītopaniṣad: mahā-lakṣmīr deveśasya bhinnābhinna-rūpā cetanācetanātmikā. sā devī tri-vidhā bhavati, śakty-ātmanā icchā-śaktiḥ kriyā-śaktiḥ sākṣāc-chaktir iti. icchā-śaktis tri-vidhā bhavati, śrī-bhūmi-nīlātmikā. \"Mahā-Lakṣmī, a energia suprema do Senhor, é percebida de diferentes maneiras. Ela divide-se em potências materiais e espirituais e, em ambos os aspectos, atua como a energia volitiva, a energia criativa e a energia interna. A energia volitiva, por sua vez, divide-se em três, a saber, śrī, bhū e nīlā.\"\n\nCitando as escrituras reveladas em seu comentário sobre o *Bhagavad-gītā* (4.6), Madhvācārya afirmou que a mãe natureza material, concebida como a energia ilusória, Durgā, tem três divisões, a saber, śrī, bhū e nīlā. Ela é a energia ilusória para aqueles que são fracos em força espiritual, porque tais energias são energias criadas do Senhor Viṣṇu. Embora nenhuma energia tenha relação direta com o ilimitado, todas são subordinadas ao Senhor, pois o Senhor é o mestre de todas as energias.\n\nEm seu Bhagavat-sandarbha (Parte 23, Textos 8-9), Śrīla Jīva Gosvāmī Prabhu afirma: \"O *Padma Purāṇa* refere-se à morada eternamente auspiciosa da Divindade, que é plena em todas as opulências, incluindo as energias śrī, bhū e nīlā. O Mahā-saṁhitā, que discute o nome e a forma transcendentais da Divindade, também menciona Durgā como a potência da Superalma em relação às entidades vivas. A potência interna age em relação a Seus assuntos pessoais, e a potência material manifesta os três modos.\" Citando outras passagens das escrituras reveladas, ele afirma que śrī é a energia da Divindade que mantém a manifestação cósmica, bhū é a energia que cria a manifestação cósmica, e nīlā, Durgā, é a energia que destrói a criação. Todas essas energias agem em relação aos seres vivos e, por isso, são chamadas conjuntamente de jīva-māyā."}
{"ref": "cc/adi/5/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/29/", "verse_text": "yadyapi kevala tāṅra krīḍā-mātra dharma\n\ntathāpi jīvere kṛpāya kare eka karma", "devanagari": "> যদ্যপি কেবল তাঁর ক্রীড়ামাত্র ধর্ম ।\n> তথাপি জীবেরে কৃপায় করে এক কর্ম ॥২৯॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *kevala*—somente; *tāṅra*—Sua; *krīḍā-mātra*—unicamente passatempo; *dharma*—função característica; *tathāpi*—ainda assim; *jīvere*—às almas caídas; *kṛpāya*—pela misericórdia sem causa; *kare*—faz; *eka*—uma; *karma*—atividade.", "translation": "**Embora Seus passatempos sejam Suas únicas funções características, por Sua misericórdia sem causa Ele realiza uma atividade em favor das almas caídas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/30/", "verse_text": "sālokya-sāmīpya-sārṣṭi-sārūpya-prakāra\n\ncāri mukti diyā kare jīvera nistāra", "devanagari": "> সালোক্য-সামীপ্য-সার্ষ্টি-সারূপ্যপ্রকার ।\n> চারি মুক্তি দিয়া করে জীবের নিস্তার ॥৩০॥", "synonyms": "*sālokya*—a liberação chamada sālokya; *sāmīpya*—a liberação chamada sāmīpya; *sārṣṭi*—a liberação chamada sārṣṭi; *sārūpya*—a liberação chamada sārūpya; *prakāra*—variedades; *cāri*—quatro; *mukti*—liberação; *diyā*—concedendo; *kare*—faz; *jīvera*—das almas caídas; *nistāra*—libertação.", "translation": "**Ele liberta as entidades vivas caídas oferecendo-lhes os quatro tipos de liberação: sālokya, sāmīpya, sārṣṭi e sārūpya.**", "purport": "Há dois tipos de almas liberadas: aquelas que são liberadas pelo favor do Senhor e aquelas que são liberadas por seu próprio esforço. Quem obtém a liberação por seu próprio esforço é chamado de impersonalista e se funde na refulgência ofuscante do Senhor, o brahmajyoti. Mas aos devotos do Senhor que se qualificam para a liberação por meio do serviço devocional são oferecidos quatro tipos de liberação, a saber, sālokya (situação igual à do Senhor), sāmīpya (associação constante com o Senhor), sārṣṭi (opulência igual à do Senhor) e sārūpya (traços semelhantes aos do Senhor)."}
{"ref": "cc/adi/5/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/31/", "verse_text": "brahma-sāyujya-muktera tāhā nāhi gati\n\nvaikuṇṭha-bāhire haya tā'-sabāra sthiti", "devanagari": "> ব্রহ্মসাযুজ্য-মুক্তের তাহা নাহি গতি ।\n> বৈকুণ্ঠ-বাহিরে হয় তা’সবার স্থিতি ॥৩১॥", "synonyms": "*brahma-sāyujya*—de fundir-se no Brahman Supremo; *muktera*—da liberação; *tāhā*—ali (em Vaikuṇṭha); *nāhi*—não; *gati*—entrada; *vaikuṇṭha-bāhire*—fora dos planetas Vaikuṇṭha; *haya*—há; *tā'-sabāra sthiti*—a residência de todos eles.", "translation": "**Aqueles que alcançam a liberação brahma-sāyujya não conseguem entrar em Vaikuṇṭha; sua residência situa-se fora dos planetas Vaikuṇṭha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/32/", "verse_text": "vaikuṇṭha-bāhire eka jyotir-maya maṇḍala\n\nkṛṣṇera aṅgera prabhā, parama ujjvala", "devanagari": "> বৈকুণ্ঠ-বাহিরে এক জ্যোতির্ময় মণ্ডল ।\n> কৃষ্ণের অঙ্গের প্রভা, পরম উজ্জ্বল ॥৩২॥", "synonyms": "*vaikuṇṭha-bāhire*—fora dos Vaikuṇṭhalokas; *eka*—uma; *jyotiḥ-maya maṇḍala*—a atmosfera da refulgência incandescente; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *aṅgera*—do corpo; *prabhā*—raios; *parama*—supremamente; *ujjvala*—brilhante.", "translation": "**Fora dos planetas Vaikuṇṭha está a atmosfera da refulgência incandescente, que consiste nos raios supremamente brilhantes do corpo do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/33/", "verse_text": "'siddha-loka' nāma tāra prakṛtira pāra\n\ncit-svarūpa, tāṅhā nāhi cic-chakti vikāra", "devanagari": "> ‘সিদ্ধলোক’ নাম তার প্রকৃতির পার ।\n> চিৎস্বরূপ, তাঁহা নাহি চিচ্ছক্তি-বিকার ॥৩৩॥", "synonyms": "*'siddha-loka'*—a região dos Siddhas; *nāma*—chamada; *tāra*—da atmosfera refulgente; *prakṛtira pāra*—além desta natureza material; *cit-svarūpa*—plena de conhecimento; *tāṅhā*—ali; *nāhi*—não há; *cit-śakti-vikāra*—mudança da energia espiritual.", "translation": "**Essa região chama-se Siddhaloka e está além da natureza material. Sua essência é espiritual, mas ela não possui variedades espirituais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/34/", "verse_text": "sūrya-maṇḍala yena bāhire nirviśeṣa\n\nbhitare sūryera ratha-ādi saviśeṣa", "devanagari": "> সূর্যমণ্ডল যেন বাহিরে নির্বিশেষ ।\n> ভিতরে সূর্যের রথ-আদি সবিশেষ ॥৩৪॥", "synonyms": "*sūrya-maṇḍala*—o globo solar; *yena*—como; *bāhire*—externamente; *nirviśeṣa*—sem variedades; *bhitare*—dentro; *sūryera*—do deus-sol; *ratha-ādi*—opulências como carruagens e outras coisas; *sa-viśeṣa*—pleno de variedades.", "translation": "**É como a refulgência homogênea ao redor do sol. Mas dentro do sol estão as carruagens, os cavalos e as demais opulências do deus-sol.**", "purport": "Fora de Vaikuṇṭha, a morada de Kṛṣṇa, que se chama paravyoma, está a refulgência ofuscante dos raios corpóreos de Kṛṣṇa. Isso se chama brahmajyoti. A região transcendental dessa refulgência chama-se Siddhaloka ou Brahmaloka. Quando os impersonalistas alcançam a liberação, eles se fundem nessa refulgência de Brahmaloka. Essa região transcendental é, sem dúvida, espiritual, mas não contém manifestações de atividades espirituais nem variedade. Ela é comparada ao fulgor do sol. Dentro do fulgor do sol está a esfera solar, onde se pode experimentar toda sorte de variedades."}
{"ref": "cc/adi/5/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/35/", "verse_text": "kāmād dveṣād bhayāt snehād\n\nyathā bhaktyeśvare manaḥ\n\nāveśya tad aghaṁ hitvā\n\nbahavas tad gatiṁ gatāḥ", "devanagari": "> কামাদ্দ্বেষাদ্ ভয়াৎ স্নেহাদ্ যথা ভক্ত্যেশ্বরে মনঃ ।\n> আবেশ্য তদঘং হিত্বা বহবস্তদ্গতিং গতাঃ ॥৩৫॥", "synonyms": "*kāmāt*—influenciado pelo desejo luxurioso; *dveṣāt*—pela inveja; *bhayāt*—pelo medo; *snehāt*—ou pela afeição; *yathā*—como; *bhaktyā*—pela devoção; *īśvare*—na Suprema Personalidade de Deus; *manaḥ*—a mente; *āveśya*—absorvendo completamente; *tat*—aquela; *agham*—atividade pecaminosa; *hitvā*—abandonando; *bahavaḥ*—muitos; *tat*—aquele; *gatim*—destino; *gatāḥ*—alcançaram.", "translation": "**\"Assim como, por meio da devoção ao Senhor, pode-se alcançar Sua morada, muitos alcançaram essa meta abandonando suas atividades pecaminosas e absorvendo sua mente no Senhor por meio da luxúria, da inveja, do medo ou da afeição.\"**", "purport": "Assim como o poderoso sol, com seus raios incandescentes, pode purificar todo tipo de impureza, também a inteiramente espiritual Personalidade de Deus pode purificar todas as qualidades materiais numa pessoa que Ele atrai. Mesmo que alguém seja atraído por Deus no modo da luxúria material, tal atração se converte em amor espiritual a Deus por Sua graça. De modo semelhante, se alguém se relaciona com o Senhor em medo e animosidade, ele também se purifica pela atração espiritual do Senhor. Embora Deus seja grande e a entidade viva, pequena, ambos são indivíduos espirituais e, portanto, assim que há uma troca recíproca pelo livre-arbítrio da entidade viva, de imediato o grande ser espiritual atrai a pequena entidade viva, libertando-a, assim, de todo o cativeiro material. Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.1.30)."}
{"ref": "cc/adi/5/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/36/", "verse_text": "yad arīṇāṁ priyāṇāṁ ca\n\nprāpyam ekam ivoditam\n\ntad brahma-kṛṣṇayor aikyāt\n\nkiraṇārkopamā-juṣoḥ", "devanagari": "> যদরীণাং প্রিয়াণাঞ্চ প্রাপ্যমেকমিবোদিতম্ ।\n> তদ্ব্রহ্মকৃষ্ণয়োরৈক্যাৎ কিরণার্কোপমাজুষোঃ ॥৩৬॥", "synonyms": "*yat*—aquilo; *arīṇām*—dos inimigos da Suprema Personalidade de Deus; *priyāṇām*—dos devotos, que são muito queridos à Suprema Personalidade de Deus; *ca*—e; *prāpyam*—destino; *ekam*—um só; *iva*—assim; *uditam*—dito; *tat*—aquilo; *brahma*—do Brahman impessoal; *kṛṣṇayoḥ*—e de Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus; *aikyāt*—devido à unidade; *kiraṇa*—a luz do sol; *arka*—e o sol; *upamā*—a comparação; *juṣoḥ*—que é compreendida por.", "translation": "**\"Onde se afirmou que os inimigos e os devotos do Senhor alcançam o mesmo destino, isso se refere à unidade última entre o Brahman e o Senhor Kṛṣṇa. Isso pode ser compreendido pelo exemplo do sol e da luz do sol, em que o Brahman é como a luz do sol e o próprio Kṛṣṇa é como o sol.\"**", "purport": "Este verso é do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.278) de Śrīla Rūpa Gosvāmī, que discute este mesmo tópico em seu *Laghu-bhāgavatāmṛta* (*Pūrva* 5.41). Ali ele se refere ao *Viṣṇu Purāṇa* (4.15.1), onde Maitreya Muni perguntou a Parāśara, a respeito de Jaya e Vijaya, como foi que Hiraṇyakaśipu se tornou em seguida Rāvaṇa e desfrutou de mais felicidade material do que os semideuses, mas não alcançou a salvação, ao passo que quando se tornou Śiśupāla, brigou com Kṛṣṇa e foi morto, alcançou a salvação e se fundiu no corpo do Senhor Kṛṣṇa. Parāśara respondeu que Hiraṇyakaśipu não reconheceu o Senhor Nṛsiṁhadeva como o Senhor Viṣṇu. Ele pensou que Nṛsiṁhadeva era alguma entidade viva que havia adquirido tal opulência por meio de várias atividades piedosas. Dominado pelo modo da paixão, considerou o Senhor Nṛsiṁhadeva uma entidade viva comum, sem compreender Sua forma. Não obstante, como Hiraṇyakaśipu foi morto pelas mãos do Senhor Nṛsiṁhadeva, em sua próxima vida tornou-se Rāvaṇa e teve a propriedade de opulência ilimitada. Como Rāvaṇa, com gozo material ilimitado, não conseguiu aceitar o Senhor Rāma como a Personalidade de Deus. Por isso, embora tenha sido morto por Rāma, não alcançou *sāyujya,* ou a unidade com o corpo do Senhor. Em seu corpo de Rāvaṇa estava demasiado atraído pela esposa de Rāma, Jānakī, e por causa dessa atração pôde ver o Senhor Rāma. Mas, em vez de aceitar o Senhor Rāma como uma encarnação de Viṣṇu, Rāvaṇa O considerou um ser vivo comum. Ao ser morto pelas mãos de Rāma, obteve, portanto, o privilégio de nascer como Śiśupāla, que tinha opulência tão imensa que podia considerar-se um rival de Kṛṣṇa. Embora Śiśupāla fosse sempre invejoso de Kṛṣṇa, frequentemente pronunciava o nome de Kṛṣṇa e sempre pensava nas belas feições de Kṛṣṇa. Assim, ao constantemente pensar e cantar sobre Kṛṣṇa, ainda que de forma desfavorável, foi purificado da contaminação de suas atividades pecaminosas. Quando Śiśupāla foi morto pelo *cakra* Sudarśana de Kṛṣṇa como inimigo, sua constante lembrança de Kṛṣṇa dissolveu as reações de seus vícios, e ele alcançou a salvação tornando-se uno com o corpo do Senhor.\n\nDeste incidente se pode compreender que mesmo uma pessoa que pensa em Kṛṣṇa como inimigo e é morta por Ele pode ser libertada ao fundir-se no corpo de Kṛṣṇa. Qual será então o destino dos devotos que sempre pensam favoravelmente em Kṛṣṇa como seu mestre ou amigo? Esses devotos devem alcançar uma situação melhor que Brahmaloka, a efulgência corporal impessoal de Kṛṣṇa. Os devotos não podem estar situados na efulgência impessoal do Brahman, na qual os impersonalistas desejam se fundir. Os devotos são colocados em Vaikuṇṭhaloka ou Kṛṣṇaloka.\n\nEsta discussão entre Maitreya Muni e Parāśara Muni girava em torno de saber se os devotos descem ao mundo material em cada milênio como Jaya e Vijaya, que foram amaldiçoados pelos Kumāras a esse efeito. No decorrer dessas instruções a Maitreya sobre Hiraṇyakaśipu, Rāvaṇa e Śiśupāla, Parāśara não disse que esses demônios eram anteriormente Jaya e Vijaya. Ele simplesmente descreveu a transmigração através de três vidas. Não é necessário que os associados de Vaikuṇṭha da Suprema Personalidade de Deus venham assumir os papéis de Seus inimigos em todos os milênios em que Ele aparece. A \"queda\" de Jaya e Vijaya ocorreu num milênio específico; Jaya e Vijaya não descem em cada milênio para atuar como demônios. Pensar que alguns associados do Senhor caem de Vaikuṇṭha em cada milênio para se tornarem demônios é totalmente incorreto.\n\nA Suprema Personalidade de Deus possui todas as tendências que podem ser encontradas na entidade viva, pois Ele é a principal entidade viva. Por isso é natural que às vezes o Senhor Viṣṇu queira lutar. Assim como tem as tendências de criar, de desfrutar, de ser amigo, de aceitar uma mãe e um pai e assim por diante, também tem a tendência de lutar. Às vezes proprietários de terras e reis importantes mantêm lutadores com os quais praticam combates simulados, e Viṣṇu faz arranjos semelhantes. Os demônios que combatem a Suprema Personalidade de Deus no mundo material são às vezes Seus associados. Quando há escassez de demônios e o Senhor quer combater, Ele instiga alguns de Seus associados de Vaikuṇṭha a virem e desempenharem o papel de demônios. Quando se diz que Śiśupāla se fundiu no corpo de Kṛṣṇa, deve-se notar que neste caso ele não era Jaya ou Vijaya; era na verdade um demônio.\n\nEm seu *Bṛhad-bhāgavatāmṛta,* Śrīla Sanātana Gosvāmī explicou que a obtenção da salvação pela fusão na efulgência do Brahman do Senhor não pode ser aceita como o maior êxito na vida, pois demônios como Kaṁsa, famosos por matar *brāhmaṇas* e vacas, alcançaram essa salvação. Para os devotos, tal salvação é abominável. Os devotos estão realmente em posição transcendental, ao passo que os não devotos são candidatos a condições infernais de vida. Há sempre uma diferença entre a vida de um devoto e a vida de um demônio, e suas realizações são tão diferentes quanto o céu e o inferno.\n\nOs demônios estão sempre acostumados a ser maliciosos para com os devotos e a matar *brāhmaṇas* e vacas. Para os demônios, fundir-se na efulgência do Brahman pode ser algo glorioso, mas para os devotos é infernal. O objetivo de vida de um devoto é alcançar a perfeição no amor à Suprema Personalidade de Deus. Aqueles que aspiram a fundir-se na efulgência do Brahman são tão abomináveis quanto os demônios. Os devotos que aspiram a associar-se com o Senhor Supremo para prestar-Lhe serviço amoroso transcendental são muito superiores."}
{"ref": "cc/adi/5/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/37/", "verse_text": "taiche para-vyome nānā cic-chakti-vilāsa\n\nnirviśeṣa jyotir-bimba bāhire prakāśa", "devanagari": "> তৈছে পরব্যোমে নানা চিচ্ছক্তিবিলাস ।\n> নির্বিশেষ জ্যোতির্বিম্ব বাহিরে প্রকাশ ॥৩৭॥", "synonyms": "*taiche*—dessa maneira; *para-vyome*—no céu espiritual; *nānā*—variedades; *cit-śakti-vilāsa*—passatempos da energia espiritual; *nirviśeṣa*—impessoal; *jyotiḥ*—da refulgência; *bimba*—reflexo; *bāhire*—externamente; *prakāśa*—manifestado.", "translation": "**Assim, no céu espiritual há variedades de passatempos dentro da energia espiritual. Fora dos planetas Vaikuṇṭha aparece o reflexo impessoal da luz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/38/", "verse_text": "nirviśeṣa-brahma sei kevala jyotir-maya\n\nsāyujyera adhikārī tāṅhā pāya laya", "devanagari": "> নির্বিশেষ-ব্রহ্ম সেই কেবল জ্যোতির্ময় ।\n> সাযুজ্যের অধিকারী তাঁহা পায় লয় ॥৩৮॥", "synonyms": "*nirviśeṣa-brahma*—a refulgência impessoal do Brahman; *sei*—aquela; *kevala*—somente; *jyotiḥ-maya*—raios refulgentes; *sāyujyera*—da liberação chamada sāyujya (unidade com o Supremo); *adhikārī*—aquele que é apto a; *tāṅhā*—ali (na refulgência impessoal do Brahman); *pāya*—obtém; *laya*—fusão.", "translation": "**Essa refulgência Brahman impessoal consiste apenas nos raios refulgentes do Senhor. Aqueles que são aptos para a liberação sāyujya fundem-se nessa refulgência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/39/", "verse_text": "siddha-lokas tu tamasaḥ\npāre yatra vasanti hi\nsiddhā brahma-sukhe magnā\ndaityāś ca hariṇā hatāḥ", "devanagari": "> সিদ্ধলোকস্তু তমসঃ পারে যত্র বসন্তি হি ।\n> সিদ্ধা ব্রহ্মসুখে মগ্না দৈত্যাশ্চ হরিণা হতাঃ ॥৩৯॥", "synonyms": "*siddha-lokaḥ*—Siddhaloka, ou o Brahman impessoal; *tu*—mas; *tamasaḥ*—da escuridão; *pāre*—além da jurisdição; *yatra*—onde; *vasanti*—residem; *hi*—certamente; *siddhāḥ*—os espiritualmente perfeitos; *brahma-sukhe*—na bem-aventurança transcendental de tornar-se uno com o Supremo; *magnāḥ*—absortos; *daityāḥ ca*—bem como os demônios; *hariṇā*—pela Suprema Personalidade de Deus; *hatāḥ*—mortos.", "translation": "**\"Além da região da ignorância [a manifestação cósmica material] está o reino de Siddhaloka. Os Siddhas residem ali, absortos na bem-aventurança do Brahman. Os demônios mortos pelo Senhor também alcançam esse reino.\"**", "purport": "Tamas significa escuridão. O mundo material é escuro, e além do mundo material há luz. Em outras palavras, depois de atravessar toda a atmosfera material, pode-se chegar ao luminoso céu espiritual, cuja refulgência impessoal é conhecida como Siddhaloka. Os filósofos māyāvādīs que aspiram a fundir-se com o corpo da Suprema Personalidade de Deus, bem como as pessoas demoníacas mortas por Kṛṣṇa, tais como Kaṁsa e Śiśupāla, entram nessa refulgência do Brahman. Os yogīs que atingem a unidade por meio da meditação, segundo o sistema de yoga de Patañjali, também alcançam Siddhaloka. Esse é um verso do Brahmāṇḍa Purāṇa."}
{"ref": "cc/adi/5/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/40/", "verse_text": "sei para-vyome nārāyaṇera cāri pāśe\ndvārakā-catur-vyūhera dvitīya prakāśe", "devanagari": "> সেই পরব্যোমে নারায়ণের চারি পাশে ।\n> দ্বারকা-চতুর্ব্যূহের দ্বিতীয় প্রকাশে ॥৪০॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *para-vyome*—no céu espiritual; *nārāyaṇera*—do Senhor Nārāyaṇa; *cāri pāśe*—nos quatro lados; *dvārakā*—Dvārakā; *catur-vyūhera*—das expansões quádruplas; *dvitīya*—a segunda; *prakāśe*—manifestação.", "translation": "**Naquele céu espiritual, nos quatro lados de Nārāyaṇa, estão as segundas expansões das expansões quádruplas de Dvārakā.**", "purport": "Dentro do céu espiritual há uma segunda manifestação das formas quádruplas de Dvārakā oriundas da morada de Kṛṣṇa. Entre essas formas, que são todas espirituais e imunes aos modos materiais, Śrī Baladeva é representado como Mahā-saṅkarṣaṇa.\n\nAs ações no céu espiritual manifestam-se através da potência interna em pura existência espiritual. Elas se expandem em seis opulências transcendentais, que são todas manifestações de Mahā-saṅkarṣaṇa, o reservatório e objetivo último de todas as entidades vivas. Embora pertençam à potência marginal conhecida como jīva-śakti, as centelhas espirituais conhecidas como entidades vivas estão sujeitas às condições da energia material. É por estarem essas centelhas relacionadas tanto com a potência interna quanto com a externa do Senhor que se diz pertencerem elas à potência marginal.\n\nAo considerarem as formas quádruplas da absoluta Personalidade de Deus, conhecidas como Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha, os impersonalistas, encabeçados por Śrīpāda Śaṅkarācārya, interpretaram os aforismos do *Vedānta-sūtra* de uma maneira adequada à escola impersonalista. Para fornecer, contudo, o significado intrínseco de tais aforismos, Śrīla Rūpa Gosvāmī, o líder dos seis Gosvāmīs de Vṛndāvana, respondeu apropriadamente aos impersonalistas em seu Laghu-bhāgavatāmṛta, que é um comentário natural sobre os aforismos do *Vedānta-sūtra*.\n\nO *Padma Purāṇa*, conforme citado por Śrīla Rūpa Gosvāmī em seu Laghu-bhāgavatāmṛta, descreve que no céu espiritual há quatro direções, correspondentes ao leste, oeste, norte e sul, nas quais se situam Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Aniruddha e Pradyumna. As mesmas formas também se situam no céu material. O *Padma Purāṇa* descreve igualmente um lugar no céu espiritual conhecido como Vedavatī-pura, onde reside Vāsudeva. Em Viṣṇuloka, que está acima de Satyaloka, reside Saṅkarṣaṇa. Mahā-saṅkarṣaṇa é outro nome de Saṅkarṣaṇa. Pradyumna vive em Dvārakā-pura, e Aniruddha repousa no leito eterno de Śeṣa, geralmente conhecido como ananta-śayyā, na ilha chamada Śvetadvīpa, no oceano de leite."}
{"ref": "cc/adi/5/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/41/", "verse_text": "vāsudeva-saṅkarṣaṇa-pradyumnāniruddha\n'dvitīya catur-vyūha' ei--turīya, viśuddha", "devanagari": "> বাসুদেব-সঙ্কর্ষণ-প্রদ্যুম্নানিরুদ্ধ ।\n> ‘দ্বিতীয় চতুর্ব্যূহ’ এই — তুরীয়, বিশুদ্ধ ॥৪১॥", "synonyms": "*vāsudeva*—a expansão denominada Vāsudeva; *saṅkarṣaṇa*—a expansão denominada Saṅkarṣaṇa; *pradyumna*—a expansão denominada Pradyumna; *aniruddha*—a expansão denominada Aniruddha; *dvitīya catuḥ-vyūha*—a segunda expansão quádrupla; *ei*—esta; *turīya*—transcendental; *viśuddha*—livre de toda contaminação material.", "translation": "**Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha constituem este segundo quádruplo. Eles são puramente transcendentais.**", "purport": "Śrīpāda Śaṅkarācārya interpretou de forma enganosa a forma quádrupla (*catur-vyūha*) em seu comentário sobre o quadragésimo segundo aforismo do Capítulo Dois do segundo *khaṇḍa* do *Vedānta-sūtra* (*utpatty-asambhavāt*). Nos versos 41 a 47 deste capítulo do *Śrī Caitanya-caritāmṛta,* Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī responde às enganosas objeções de Śrīpāda Śaṅkarācārya ao aspecto pessoal da Verdade Absoluta.\n\nA Suprema Personalidade de Deus, a Verdade Absoluta, não é como um objeto material que pode ser conhecido pelo conhecimento experimental ou pela percepção sensorial. No *Nārada-pañcarātra,* esse fato foi explicado pelo próprio Nārāyaṇa ao Senhor Śiva. Porém, Śaṅkarācārya, a encarnação de Śiva, sob a ordem de Nārāyaṇa, seu mestre, teve de enganar os monistas, que são favoráveis à extinção última. No estágio condicionado da existência, todas as entidades vivas possuem quatro deficiências básicas, das quais uma é a propensão para trapacear. Śaṅkarācārya levou essa propensão ao extremo para enganar os monistas.\n\nNa verdade, as formas quádruplas explicadas na literatura Védica não podem ser compreendidas pela especulação de uma alma condicionada. As formas quádruplas devem, por conseguinte, ser aceitas tal como são descritas. A autoridade dos *Vedas* é tal que, mesmo que alguém não compreenda algo por sua percepção limitada, deve aceitar a injunção Védica e não criar interpretações para adequá-la à sua compreensão imperfeita. Em seu *Śārīraka-bhāṣya,* no entanto, Śaṅkarācārya aumentou o equívoco dos monistas.\n\nAs formas quádruplas possuem uma existência espiritual que pode ser percebida no *vāsudeva-sattva* (*śuddha-sattva*), ou bondade sem qualificação, que acompanha a absorção completa na compreensão de Vāsudeva. As formas quádruplas, repletas das seis opulências da Suprema Personalidade de Deus, são os usufrutuários da potência interna. Pensar que a Personalidade de Deus absoluta é desprovida de recursos ou não tem potência — ou seja, que é impotente — é simplesmente uma canalhadice. Essa canalhadice é a profissão da alma condicionada e aumenta sua confusão. Aquele que não consegue compreender as distinções entre o mundo espiritual e o mundo material não tem qualificação para examinar ou conhecer a situação das formas quádruplas transcendentais. Em seu comentário sobre o *Vedānta-sūtra* 2.2.42-45, Sua Santidade Śrīpāda Śaṅkarācārya fez uma tentativa inútil de anular a existência dessas formas quádruplas no mundo espiritual.\n\nŚaṅkarācārya diz (*sūtra* 42) que os devotos consideram a Suprema Personalidade de Deus Vāsudeva, Śrī Kṛṣṇa, como uno, livre das qualidades materiais e dotado de um corpo transcendental repleto de bem-aventurança e existência eterna. Ele é o objetivo último dos devotos, que acreditam que a Suprema Personalidade de Deus Se expande em quatro outras formas transcendentais eternas — Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. De Vāsudeva, que é a expansão primária, emanam Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha, nessa ordem. Outro nome de Vāsudeva é Paramātmā, outro nome de Saṅkarṣaṇa é *jīva* (a entidade viva), outro nome de Pradyumna é mente, e outro nome de Aniruddha é *ahaṅkāra* (ego falso). Entre essas expansões, Vāsudeva é considerado a origem da natureza material. Por isso, Śaṅkarācārya afirma que Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha devem ser criações dessa causa original.\n\nAlmas elevadas afirmam que Nārāyaṇa, conhecido como Paramātmā, a Superalma, está além da natureza material, o que está em conformidade com as afirmações da literatura Védica. Os māyāvādīs também concordam que Nārāyaṇa pode Se expandir em várias formas. Śaṅkara diz que não tenta contestar essa parte da compreensão dos devotos, mas deve protestar contra a ideia de que Saṅkarṣaṇa é produzido de Vāsudeva, Pradyumna é produzido de Saṅkarṣaṇa, e Aniruddha é produzido de Pradyumna, pois se Saṅkarṣaṇa for entendido como representando as entidades vivas criadas do corpo de Vāsudeva, as entidades vivas teriam de ser não eternas. Supõe-se que as entidades vivas se libertem da contaminação material ao ocuparem-se na adoração prolongada no templo da Suprema Personalidade de Deus, na leitura da literatura Védica e na prática do yoga e de atividades piedosas para alcançar o Senhor Supremo. Mas se as entidades vivas tivessem sido criadas a partir da natureza material em determinado momento, seriam não eternas e não teriam possibilidade de se libertar e associar-se à Suprema Personalidade de Deus. Quando uma causa é anulada, seus resultados também são anulados. No segundo capítulo do segundo *khaṇḍa* do *Vedānta-sūtra,* o Ācārya Vedavyāsa também refutou a concepção de que as entidades vivas um dia nasceram (*nātmā śruter nityatvāc ca tābhyaḥ*). Por não haver criação para as entidades vivas, elas devem ser eternas.\n\nŚaṅkarācārya diz (*sūtra* 43) que os devotos pensam que Pradyumna, que se considera representar os sentidos, surgiu de Saṅkarṣaṇa, que se considera representar as entidades vivas. Mas na prática não podemos verificar que uma pessoa possa produzir sentidos. Os devotos também dizem que de Pradyumna surgiu Aniruddha, que representa o ego. Mas Śaṅkarācārya afirma que, a menos que os devotos possam mostrar como o ego e os meios de conhecimento podem emanar de uma pessoa, tal explicação do *Vedānta-sūtra* não pode ser aceita, pois nenhum outro filósofo aceita os *sūtras* dessa forma.\n\nŚaṅkarācārya também diz (*sūtra* 44) que não pode aceitar a ideia dos devotos de que Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha são igualmente poderosos que a Personalidade de Deus absoluta, plenos nas seis opulências de conhecimento, riqueza, força, fama, beleza e renúncia, e livres da falha de terem surgido em determinado momento. Mesmo que sejam expansões plenas, a falha do surgimento permanece. Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha, sendo pessoas individuais distintas, não podem ser um. Portanto, se forem aceitos como absolutos, plenos e iguais, haveria necessariamente muitas Personalidades de Deus. Mas não há necessidade de aceitar que existam muitas Personalidades de Deus, pois a aceitação de um Deus onipotente é suficiente para todos os propósitos. A aceitação de mais de um Deus é contraditória à conclusão de que o Senhor Vāsudeva, a Personalidade de Deus absoluta, é uno sem um segundo. Mesmo que concordemos em aceitar que as formas quádruplas de Deus sejam todas idênticas, não podemos evitar a falha incongruente da não eternidade. A menos que aceitemos algumas diferenças entre as personalidades, não há sentido na ideia de que Saṅkarṣaṇa é uma expansão de Vāsudeva, Pradyumna é uma expansão de Saṅkarṣaṇa, e Aniruddha é uma expansão de Pradyumna. Deve haver uma distinção entre causa e efeito. Por exemplo, um pote é distinto da terra da qual é feito, e por isso podemos determinar que a terra é a causa e o pote é o efeito. Sem tais distinções, causa e efeito não têm significado. Além disso, os seguidores dos princípios Pañcarātricos não aceitam nenhuma diferença de conhecimento e qualidades entre Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. Os devotos aceitam todas essas expansões como uma, mas por que deveriam restringir a unidade a essas quatro expansões? Certamente não devemos fazê-lo, pois todas as entidades vivas, desde Brahmā até a insignificante formiga, são expansões de Vāsudeva, como aceito em todas as *śrutis* e *smṛtis.*\n\nŚaṅkarācārya também diz (*sūtra* 45) que os devotos que seguem o *Pañcarātra* afirmam que as qualidades de Deus e o próprio Deus, como o proprietário das qualidades, são o mesmo. Mas como pode a escola do *Bhāgavata* afirmar que as seis opulências — sabedoria, riqueza, força, fama, beleza e renúncia — são idênticas ao Senhor Vāsudeva? Isso é impossível.\n\nEm seu *Laghu-bhāgavatāmṛta* (*Pūrva* 5.165-193), Śrīla Rūpa Gosvāmī refutou as acusações dirigidas contra os devotos por Śrīpāda Śaṅkarācārya a respeito de sua explicação das formas quádruplas Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. Ele afirma que essas quatro expansões de Nārāyaṇa estão presentes no céu espiritual, onde são famosas como Mahāvastha. Entre elas, Vāsudeva é adorado dentro do coração pela meditação, pois É a Deidade predominante do coração, como explicado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (4.3.23).\n\nSaṅkarṣaṇa, a segunda expansão, é a expansão pessoal de Vāsudeva para os passatempos e, como É o reservatório de todas as entidades vivas, às vezes é chamado de *jīva.* A beleza de Saṅkarṣaṇa supera a de inúmeras luas cheias irradiando feixes de luz. É adorável como o princípio do ego. Ele investiu Anantadeva com todas as potências de sustentação. Para a dissolução da criação, Ele também Se manifesta como a Superalma em Rudra, na irreligiosidade, no *sarpa* (a serpente), no *antaka* (a morte) e nos demônios.\n\nPradyumna, a terceira manifestação, surge de Saṅkarṣaṇa. Aqueles que são especialmente inteligentes adoram essa expansão Pradyumna de Saṅkarṣaṇa como o princípio da inteligência. A deusa da fortuna sempre canta as glórias de Pradyumna no lugar conhecido como *Ilāvṛta-varṣa,* e sempre O serve com grande devoção. Sua tez às vezes parece dourada e às vezes azulada, como novas nuvens de monção no céu. Ele é a origem da criação do mundo material e investiu seu princípio criativo em Cupido. É apenas por Sua direção que todos os homens, semideuses e outras entidades vivas funcionam com energia para a regeneração.\n\nAniruddha, o quarto das expansões quádruplas, é adorado por grandes sábios e psicólogos como o princípio da mente. Sua tez é semelhante ao azul de uma nuvem azulada. Ele Se ocupa na manutenção da manifestação cósmica e é a Superalma de Dharma (a divindade da religiosidade), dos Manus (os progenitores da humanidade) e das *devatās* (semideuses). A escritura Védica *Mokṣa-dharma* indica que Pradyumna é a Deidade da mente total, ao passo que Aniruddha é a Deidade do ego total, mas as afirmações anteriores a respeito das formas quádruplas são confirmadas nos *Pañcarātra tantras* em todos os aspectos.\n\nNo *Laghu-bhāgavatāmṛta* (*Pūrva* 5.86-100), há uma explicação lúcida das potências inconcebíveis da Suprema Personalidade de Deus. Refutando as afirmações de Śaṅkarācārya, o *Mahā-varāha Purāṇa* declara:\n\n> sarve nityāḥ śāśvatāś ca\n> dehās tasya parātmanaḥ\n> hānopādāna-rahitā\n> naiva prakṛti-jāḥ kvacit\n\n\"Todas as variadas expansões da Personalidade de Deus são transcendentais e eternas, e todas elas descem repetidamente a todos os diferentes universos da criação material. Seus corpos, compostos de eternidade, bem-aventurança e conhecimento, são imperecíveis; não há possibilidade de se deteriorarem, pois não são criações do mundo material. Suas formas são existência espiritual concentrada, sempre completa com todas as qualidades espirituais e desprovida de contaminação material.\"\n\nConfirmando essas afirmações, o *Nārada-pañcarātra* assevera:\n\n> maṇir yathā vibhāgena\n> nīla-pītādibhir yutaḥ\n> rūpa-bhedam avāpnoti\n> dhyāna-bhedāt tathācyutaḥ\n\n\"A infalível Personalidade de Deus pode manifestar Seu corpo de diferentes maneiras de acordo com diferentes modos de adoração, assim como a gema *vaidūrya* pode se manifestar em várias cores, como azul e amarelo.\" Cada encarnação é distinta de todas as outras. Isso é possível pela potência inconcebível do Senhor, pela qual Ele pode simultaneamente Se representar como um, como várias formas parciais e como a origem dessas formas parciais. Nada é impossível para Suas potências inconcebíveis.\n\nKṛṣṇa é uno sem um segundo, mas Se manifesta em diferentes corpos, como afirmado por Nārada no Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam:*\n\n> citraṁ bataitad ekena\n> vapuṣā yugapat pṛthak\n> gṛheṣu dvy-aṣṭa-sāhasraṁ\n> striya eka udāvahat\n\n\"É verdadeiramente admirável que um único Kṛṣṇa Se tenha tornado simultaneamente diferentes Kṛṣṇas em 16.000 palácios para aceitar 16.000 rainhas como Suas esposas.\" (*Bhāg.* 10.69.2) O *Padma Purāṇa* também explica:\n\n> sa devo bahudhā bhūtvā\n> nirguṇaḥ puruṣottamaḥ\n> ekī-bhūya punaḥ śete\n> nirdoṣo harir ādi-kṛt\n\n\"A mesma Personalidade de Deus, Puruṣottama, a pessoa original, que está sempre desprovida de qualidades e contaminação materiais, pode Se manifestar em várias formas e ao mesmo tempo repousar em uma única forma.\"\n\nNo Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* está dito, *yajanti tvan-mayās tvāṁ vai bahu-mūrty-eka-mūrtikam:* \"Ó meu Senhor, embora Te manifestes em variedades de formas, és uno sem um segundo. Portanto, os devotos puros se concentram em Ti e Te adoram exclusivamente.\" (*Bhāg.* 10.40.7) No *Kūrma Purāṇa* está dito:\n\n> asthūlaś cānaṇuś caiva\n> sthūlo 'ṇuś caiva sarvataḥ\n> avarṇaḥ sarvataḥ proktaḥ\n> śyāmo raktānta-locanaḥ\n\n\"O Senhor é pessoal embora impessoal, é atômico embora grandioso, e é negrício e tem olhos avermelhados embora seja incolor.\" Pelo cálculo material tudo isso pode parecer contraditório, mas se compreendermos que a Suprema Personalidade de Deus possui potências inconcebíveis, podemos aceitar esses fatos como eternamente possíveis nEle. Em nossa condição presente não podemos compreender as atividades espirituais e como elas ocorrem, mas embora sejam inconcebíveis no contexto material, não devemos descartar tais concepções aparentemente contraditórias.\n\nEmbora aparentemente inconcebível, é perfeitamente possível para o Absoluto reconciliar todos os elementos opostos. O *Śrīmad-Bhāgavatam* estabelece isso no Sexto Canto (6.9.34-37):\n\n\"Ó meu Senhor, Teus passatempos e deleites transcendentais parecem todos inconcebíveis porque não são limitados pelas ações causais e efetivas do pensamento material. Podes fazer tudo sem realizar trabalho corporal. Os *Vedas* dizem que a Verdade Absoluta possui múltiplas potências e não precisa fazer nada pessoalmente. Meu querido Senhor, estás inteiramente desprovido de qualidades materiais. Sem a ajuda de ninguém, podes criar, manter e dissolver toda a manifestação material qualitativa, mas em todas essas atividades não mudas. Não aceitas os resultados de Tuas atividades, ao contrário dos demônios e semideuses comuns, que sofrem ou desfrutam as reações de suas atividades no mundo material. Sem ser afetado pelas reações do trabalho, existes eternamente com Tua plena potência espiritual. Isso não podemos compreender plenamente.\n\n\"Por seres ilimitado em Tuas seis opulências, ninguém pode contar Tuas qualidades transcendentais. Filósofos e outras pessoas pensantes ficam perplexos diante das manifestações contraditórias do mundo físico e das proposições dos argumentos e julgamentos lógicos. Por estarem confundidos pelo malabarismo de palavras e perturbados pelos diferentes cálculos das escrituras, suas teorias não podem alcançar-Te, que és o governante e controlador de todos e cujas glórias estão além da concepção.\n\n\"Tua potência inconcebível Te mantém desapegado das qualidades mundanas. Transcendendo todas as concepções da contemplação material, Teu puro conhecimento transcendental Te mantém além de todos os processos especulativos. Por Tua potência inconcebível, não há nada contraditório em Ti.\n\n\"As pessoas às vezes podem pensar em Ti como impessoal ou pessoal, mas és uno. Para as pessoas confusas ou desconcertadas, uma corda pode se manifestar como diferentes tipos de serpentes. Para pessoas igualmente confusas que estão incertas a Teu respeito, Tu crias vários métodos filosóficos em conformidade com suas posições incertas.\"\n\nDeve-se sempre lembrar as diferenças entre as ações espirituais e materiais. O Senhor Supremo, sendo todo-espiritual, pode realizar qualquer ato sem ajuda externa. No mundo material, se queremos fabricar um pote de barro, precisamos dos ingredientes, de uma máquina e também de um trabalhador. Mas não devemos estender essa ideia às ações do Senhor Supremo, pois Ele pode criar qualquer coisa num instante sem aquilo que parece necessário na nossa própria concepção. Quando o Senhor aparece como uma encarnação para cumprir um propósito específico, isso não indica que seja incapaz de cumpri-lo sem aparecer. Ele pode fazer qualquer coisa simplesmente por Sua vontade, mas por Sua misericórdia sem causa aparece como dependente de Seus devotos. Ele aparece como filho de Yaśodāmātā não porque dependa de seus cuidados, mas porque aceita esse papel por Sua misericórdia sem causa. Quando aparece para a proteção de Seus devotos, naturalmente aceita provações e tribulações em nome deles.\n\nNo *Bhagavad-gītā* está dito que o Senhor, sendo igualmente disposto para com cada entidade viva, não tem inimigos nem amigos, mas tem afeição especial pelo devoto que sempre pensa nEle com amor. Por conseguinte, tanto a neutralidade quanto a parcialidade estão entre as qualidades transcendentais do Senhor, e são devidamente ajustadas por Sua energia inconcebível. O Senhor é Parabrahman, ou a fonte do Brahman impessoal, que é Seu aspecto onipenetrante de neutralidade. Em Seu aspecto pessoal, no entanto, como proprietário de todas as opulências transcendentais, o Senhor demonstra Sua parcialidade ao tomar o partido de Seus devotos. Parcialidade, neutralidade e todas essas qualidades estão presentes em Deus; do contrário, não poderiam ser experimentadas na criação. Como Ele é a existência total, todas as coisas são devidamente ajustadas no Absoluto. No mundo relativo, tais qualidades são manifestadas de forma pervertida e, por isso, experimentamos a não dualidade como um reflexo pervertido. Por não haver lógica para explicar como as coisas acontecem no âmbito do espírito, o Senhor às vezes é descrito como estando além do alcance da experiência. Mas se simplesmente aceitarmos a inconcebibilidade do Senhor, podemos então ajustar todas as coisas nEle. Os não devotos não conseguem compreender a energia inconcebível do Senhor e, consequentemente, para eles diz-se que Ele está além do alcance da expressão concebível. O autor dos *Brahma-sūtras* aceita esse fato e diz, *śrutes tu śabda-mūlatvāt:* a Suprema Personalidade de Deus, sendo inconcebível para o homem comum, só pode ser compreendida por meio das evidências das injunções Védicas. O *Skanda Purāṇa* confirma, *acintyāḥ khalu ye bhāvā na tāṁs tarkeṇa yojayet:* \"Assuntos inconcebíveis para o homem comum não devem ser objeto de argumento.\" Encontramos qualidades muito admiráveis mesmo em joias e drogas materiais. De fato, suas qualidades frequentemente parecem inconcebíveis. Portanto, se não atribuirmos potências inconcebíveis à Suprema Personalidade de Deus, não podemos estabelecer Sua supremacia. É por causa dessas potências inconcebíveis que as glórias do Senhor sempre foram aceitas como difíceis de compreender.\n\nA ignorância e o malabarismo de palavras são muito comuns na sociedade humana, mas não ajudam a compreender as energias inconcebíveis da Suprema Personalidade de Deus. Se aceitarmos tal ignorância e malabarismo de palavras, não podemos aceitar a perfeição do Senhor Supremo nas seis opulências. Por exemplo, uma das opulências do Senhor Supremo é o conhecimento completo. Assim sendo, como poderia a ignorância ser concebível nEle? As instruções Védicas e os argumentos sensatos estabelecem que o Senhor manter a manifestação cósmica e ao mesmo tempo ser indiferente às atividades de sua manutenção não pode ser contraditório, por causa de Suas energias inconcebíveis. Para uma pessoa sempre absorta no pensamento de serpentes, uma corda sempre parece ser uma serpente, e, de modo semelhante, para uma pessoa confundida pelas qualidades materiais e desprovida de conhecimento do Absoluto, a Suprema Personalidade de Deus aparece conforme diversas conclusões confusas.\n\nAlguém poderia argumentar que o Absoluto seria afetado pela dualidade se fosse ao mesmo tempo todo-cognoscente (Brahman) e a Personalidade de Deus com seis opulências em pleno (Bhagavān). Para refutar tal argumento, o aforismo *svarūpa-dvayam īkṣyate* declara que, apesar das aparências, não há possibilidade de dualidade no Absoluto, pois Ele é uno em diversas manifestações. Compreender que o Absoluto exibe variados passatempos pela influência de Suas energias remove imediatamente a aparente incongruência de Suas energias opostas, mas igualmente inconcebíveis. O *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.4.16) fornece a seguinte descrição da potência inconcebível do Senhor:\n\n> karmāṇy anīhasya bhavo 'bhavasya te\n> durgāśrayo 'thāri-bhayāt palāyanam\n> kālātmano yat pramadā-yutāśrayaḥ\n> svātman-rateḥ khidyati dhīr vidām iha\n\n\"Embora a Suprema Personalidade de Deus nada tenha a fazer, age; embora seja sempre não nascido, todavia nasce; embora seja o tempo, temível para todos, foge de Mathurā com medo de Seu inimigo para abrigar-se em um forte; e embora seja autossuficiente, casa-Se com 16.000 mulheres. Esses passatempos parecem contradições desconcertantes, mesmo para os mais inteligentes.\" Se essas atividades do Senhor não fossem uma realidade, os sábios não teriam ficado perplexos com elas. Portanto, tais atividades nunca devem ser consideradas imaginárias. Sempre que o Senhor deseja, Sua energia inconcebível (*yogamāyā*) O serve, criando e realizando tais passatempos.\n\nAs escrituras conhecidas como os *Pañcarātra-śāstras* são escrituras Védicas reconhecidas que foram aceitas pelos grandes *ācāryas.* Essas escrituras não são produtos dos modos da paixão e da ignorância. Os eruditos e *brāhmaṇas* instruídos, por isso, sempre as chamam de *sātvata-saṁhitās.* O orador original dessas escrituras é Nārāyaṇa, a Suprema Personalidade de Deus. Isso é mencionado especialmente no *Mokṣa-dharma* (349.68), que é parte do *Śānti-parva* do *Mahābhārata.* Sábios liberados como Nārada e Vyāsa, que estão livres das quatro deficiências das almas condicionadas, são os propagadores dessas escrituras. Śrī Nārada Muni é o orador original do *Pañcarātra-śāstra.* O *Śrīmad-Bhāgavatam* também é considerado uma *sātvata-saṁhitā.* De fato, Śrī Caitanya Mahāprabhu declarou, *śrīmad-Bhāgavatam purāṇam amalam:* \"O *Śrīmad-Bhāgavatam* é um *Purāṇa* imaculado.\" Os editores e estudiosos maliciosos que tentam deturpar os *Pañcarātra-śāstras* para refutar suas regras são os mais abomináveis. Na era moderna, tais estudiosos maliciosos até comentaram de forma enganosa o *Bhagavad-gītā,* que foi falado por Kṛṣṇa, para provar que não existe Kṛṣṇa. Como os māyāvādīs deturparam a *pāñcarātrika-vidhi* será mostrado a seguir.\n\n(1) Ao comentar o *Vedānta-sūtra* 2.2.42, Śrīpāda Śaṅkarācārya afirmou que Saṅkarṣaṇa é um *jīva,* uma entidade viva comum, mas não há evidência em nenhuma escritura Védica de que os devotos do Senhor tenham jamais dito que Saṅkarṣaṇa é uma entidade viva comum. Ele é uma expansão plenária infalível da Suprema Personalidade de Deus na categoria de Viṣṇu, e está além da criação da natureza material. Ele é a fonte original das entidades vivas. Os *Upaniṣads* declaram, *nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām:* \"Ele é a entidade viva suprema entre todas as entidades vivas.\" Por isso, Ele é *vibhu-caitanya,* o maior. É diretamente a causa da manifestação cósmica e dos seres vivos infinitesimais. Ele é a entidade viva infinita, ao passo que as entidades vivas comuns são infinitesimais. Portanto, jamais deve ser considerado um ser vivo comum, pois isso seria contrário à conclusão das escrituras autorizadas. As entidades vivas também estão além das limitações do nascimento e da morte. Esta é a versão dos *Vedas,* e é aceita por aqueles que seguem as injunções das escrituras e que genuinamente descendem na sucessão discipular.\n\n(2) Em resposta ao comentário de Śaṅkarācārya sobre o *Vedānta-sūtra* 2.2.43, deve-se dizer que o Viṣṇu original de todas as categorias de Viṣṇu, distribuídas de várias maneiras, é Mūla-saṅkarṣaṇa. *Mūla* significa \"o original.\" Saṅkarṣaṇa também é Viṣṇu, mas dEle emanam todos os outros Viṣṇus. Isso é confirmado na *Brahma-saṁhitā,* onde se afirma que assim como uma chama transferida de outra chama age como a original, os Viṣṇus que emanam de Mūlasaṅkarṣaṇa são tão bons quanto o Viṣṇu original. Deve-se adorar aquela Suprema Personalidade de Deus, Govinda, que assim Se expande.\n\n(3) Em resposta ao comentário de Śaṅkarācārya sobre o quadragésimo quarto aforismo, pode-se dizer que nenhum devoto puro que siga estritamente os princípios do *Pañcarātra* jamais aceitará a afirmação de que todas as expansões de Viṣṇu são identidades diferentes, pois essa ideia é completamente falsa. O próprio Śrīpāda Śaṅkarācārya, em seu comentário sobre o quadragésimo segundo aforismo, aceitou que a Personalidade de Deus pode Se expandir automaticamente de várias formas. Portanto, seu comentário sobre o quadragésimo segundo aforismo e seu comentário sobre o quadragésimo quarto aforismo são contraditórios. É uma deficiência dos comentários māyāvādīs fazer uma afirmação em um lugar e uma afirmação contraditória em outro, como tática para refutar a escola Bhāgavata. Assim sendo, os comentaristas māyāvādīs não seguem nem mesmo princípios regulativos. Deve-se notar que a escola Bhāgavata aceita as formas quádruplas de Nārāyaṇa, mas isso não significa que aceite muitos Deuses. Os devotos sabem perfeitamente que a Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus, é una sem um segundo. Nunca são panteístas, adoradores de muitos Deuses, pois isso é contrário à injunção dos *Vedas.* Os devotos creem completamente, com fé firme, que Nārāyaṇa é transcendental e possui inconcebivelmente várias potências transcendentais. Recomendamos, portanto, que os estudiosos consultem o *Laghu-bhāgavatāmṛta* de Śrīla Rūpa Gosvāmī, onde essas ideias são explicitamente declaradas. Śrīpāda Śaṅkarācārya tentou provar que Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha se expandem por causa e efeito. Comparou-Os à terra e aos potes de barro. Isso é completamente ignorante, no entanto, pois não existe causa e efeito em Suas expansões (*nānyad yat sad-asat-param*). O *Kūrma Purāṇa* também confirma, *deha-dehi-vibhedo 'yaṁ neśvare vidyate kvacit:* \"Não há diferença entre corpo e alma na Suprema Personalidade de Deus.\" Causa e efeito são materiais. Por exemplo, vê-se que o corpo do pai é a causa do corpo do filho, mas a alma não é nem causa nem efeito. Na plataforma espiritual não existem as diferenças que encontramos em causa e efeito. Como todas as formas da Suprema Personalidade de Deus são espiritualmente supremas, são igualmente controladoras da natureza material. Situando-Se na quarta dimensão, são figuras predominantes na plataforma transcendental. Não há vestígio de contaminação material em Suas expansões porque as leis materiais não podem influenciá-Las. Não há tal regra de causa e efeito fora do mundo material. Portanto, a compreensão de causa e efeito não pode aproximar-se das expansões plenas, transcendentais e completas da Suprema Personalidade de Deus. A literatura Védica comprova isso:\n\n> oṁ pūrṇam adaḥ pūrṇam idaṁ\n> pūrṇāt pūrṇam udacyate\n> pūrṇasya pūrṇam ādāya\n> pūrṇam evāvaśiṣyate\n\n\"A Personalidade de Deus é perfeita e completa, e por ser completamente perfeita, todas as emanações dEla, como este mundo fenoménico, estão perfeitamente equipadas como todos completos. Tudo o que é produzido do todo completo também é completo em si mesmo. Por ser o todo completo, mesmo que tantas unidades completas emanem dEle, Ele permanece o equilíbrio completo.\" (*Bṛhad-āraṇyaka Upaniṣad* 5.1) É evidente que os não devotos violam as regras e regulações do serviço devocional ao equiparar toda a manifestação cósmica, que é o aspecto externo de Viṣṇu, com a Suprema Personalidade de Deus, que é o controlador de *māyā,* ou com Suas expansões quádruplas. A equiparação de *māyā* e espírito, ou de *māyā* e o Senhor, é um sinal de ateísmo. A criação cósmica, que manifesta vida em formas desde Brahmā até a formiga, é o aspecto externo do Senhor Supremo. Compreende um quarto da energia do Senhor, como confirmado no *Bhagavad-gītā* (*ekāṁśena sthito jagat*). A manifestação cósmica da energia ilusória é a natureza material, e tudo dentro da natureza material é feito de matéria. Por isso, não se deve tentar comparar as expansões da natureza material ao *catur-vyūha,* as expansões quádruplas da Personalidade de Deus, mas infelizmente a escola māyāvādī tenta fazer isso de modo irrazoável.\n\n(4) Para responder ao comentário de Śaṅkarācārya sobre o *Vedānta-sūtra* 2.2.45, a substância das qualidades transcendentais e sua natureza espiritual é descrita no *Laghu-bhāgavatāmṛta* (*Pūrva* 5.208-214) da seguinte forma: \"Alguns dizem que a transcendência deve ser desprovida de todas as qualidades, pois as qualidades se manifestam apenas na matéria. Segundo eles, todas as qualidades são como miragens temporárias e fugidias. Mas isso não é aceitável. Como a Suprema Personalidade de Deus é absoluta, Suas qualidades são não diferentes dEle. Sua forma, nome, qualidades e tudo o mais que Lhe pertence são tão espirituais quanto Ele. Cada expansão qualitativa da Personalidade de Deus absoluta é idêntica a Ele. Como a Verdade Absoluta, a Personalidade de Deus, é o reservatório de todo o prazer, todas as qualidades transcendentais que dEla emanam também são reservatórios de prazer. Isso é confirmado na escritura conhecida como *Brahma-tarka,* que afirma que o Senhor Supremo Hari se qualifica por Si mesmo e, portanto, Viṣṇu e Seus devotos puros e suas qualidades transcendentais não podem ser diferentes de suas pessoas. No *Viṣṇu Purāṇa,* o Senhor Viṣṇu é adorado com as seguintes palavras: 'Que a Suprema Personalidade de Deus seja misericordiosa para conosco. Sua existência nunca é infectada por qualidades materiais.' No mesmo *Viṣṇu Purāṇa* também está dito que todas as qualidades atribuídas ao Senhor Supremo, como conhecimento, opulência, beleza, força e influência, são consideradas não diferentes dEle. Isso também é confirmado no *Padma Purāṇa,* que explica que sempre que o Senhor Supremo é descrito como não tendo qualidades, isso deve ser entendido como indicando que Ele é desprovido de qualidades materiais. No Primeiro Capítulo do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.16.29) está dito: 'Ó Dharma, protetor dos princípios religiosos, todas as qualidades nobres e sublimes são eternamente manifestadas na pessoa de Kṛṣṇa, e os devotos e transcendentalistas que aspiram tornar-se fiéis também desejam possuir tais qualidades transcendentais.' \" Compreende-se, portanto, que o Senhor Śrī Kṛṣṇa, a forma transcendental de bem-aventurança absoluta, é a fonte de todas as qualidades transcendentais aprazíveis e potências inconcebíveis. A esse respeito, podemos recomendar referências ao *Śrīmad-Bhāgavatam,* Terceiro Canto, Capítulo Vinte e Seis, versos 21, 25, 27 e 28.\n\nŚrīpāda Rāmānujācārya também refutou os argumentos de Śaṅkara em seu próprio comentário sobre o *Vedānta-sūtra,* conhecido como o *Śrī-bhāṣya:* \"Śrīpāda Śaṅkarācārya tentou equiparar os *Pañcarātras* com a filosofia do ateu Kapila, e assim procurou provar que os *Pañcarātras* contradizem as injunções Védicas. Os *Pañcarātras* afirmam que a personalidade do *jīva* chamada Saṅkarṣaṇa emergiu de Vāsudeva, a causa suprema de todas as causas, que Pradyumna, a mente, veio de Saṅkarṣaṇa, e que Aniruddha, o ego, veio de Pradyumna. Mas não se pode dizer que a entidade viva (*jīva*) nasce ou é criada, pois tal afirmação é contrária à injunção dos *Vedas.* Como afirmado na *Kaṭha Upaniṣad* (2.18), as entidades vivas, como almas espirituais individuais, não podem ter nem nascimento nem morte. Toda a literatura Védica declara que as entidades vivas são eternas. Portanto, quando se diz que Saṅkarṣaṇa é *jīva,* isso indica que Ele é a Deidade predominante das entidades vivas. De modo semelhante, Pradyumna é a Deidade predominante da mente, e Aniruddha é a Deidade predominante do ego.\n\n\"Foi dito que Pradyumna, a mente, foi produzido de Saṅkarṣaṇa. Mas se Saṅkarṣaṇa fosse uma entidade viva, isso não poderia ser aceito, porque uma entidade viva não pode ser a causa da mente. As injunções Védicas afirmam que tudo — incluindo a vida, a mente e os sentidos — vem da Suprema Personalidade de Deus. É impossível que a mente seja produzida por uma entidade viva, pois os *Vedas* afirmam que tudo vem da Verdade Absoluta, o Senhor Supremo.\n\n\"Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha possuem todos os aspectos potentes da Personalidade de Deus absoluta, de acordo com as escrituras reveladas, que contêm fatos inegáveis que ninguém pode refutar. Portanto, essas formas quádruplas jamais devem ser consideradas entidades vivas comuns. Cada uma delas é uma expansão plenária do Deus Absoluto e, assim sendo, é idêntica ao Senhor Supremo em conhecimento, opulência, energia, influência, valentia e potências. A evidência do *Pañcarātra* não pode ser negligenciada. Somente pessoas sem treinamento que não estudaram genuinamente os *Pañcarātras* pensam que os *Pañcarātras* contradizem as *śrutis* quanto ao nascimento ou início da entidade viva. A esse respeito, devemos aceitar o veredito do *Śrīmad-Bhāgavatam,* que diz: 'A Personalidade de Deus absoluta, conhecida como Vāsudeva e muito afetuosa para com Seus devotos rendidos, Se expande em formas quádruplas que são subordinadas a Ele e ao mesmo tempo idênticas a Ele em todos os aspectos.' A *Pauṣkara-saṁhitā* afirma: 'As escrituras que recomendam que os *brāhmaṇas* adorem as formas quádruplas da Suprema Personalidade de Deus são chamadas de *āgamas* [obras autorizadas da literatura Védica].' Em toda a literatura vaiṣṇava está dito que adorar essas formas quádruplas é tão bom quanto adorar a Suprema Personalidade de Deus Vāsudeva, que em Suas diferentes expansões, completas nas seis opulências, pode aceitar as oferendas de Seus devotos dos resultados de seus deveres prescritos. Adorar as expansões para os passatempos, como Nṛsiṁha, Rāma, Śeṣa e Kūrma, eleva ao culto da quadrupla Saṅkarṣaṇa. Dessa posição, eleva-se à plataforma de adoração de Vāsudeva, o Brahman Supremo. Na *Pauṣkara-saṁhitā* está dito: 'Se alguém adorar plenamente de acordo com os princípios regulativos, poderá atingir a Suprema Personalidade de Deus, Vāsudeva.' Deve-se aceitar que Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha são tão bons quanto o Senhor Vāsudeva, pois todos possuem poder inconcebível e podem aceitar formas transcendentais como Vāsudeva. Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha nunca nascem, mas podem Se manifestar em várias encarnações diante dos olhos dos devotos puros. Esta é a conclusão de toda a literatura Védica. O fato de o Senhor poder Se manifestar diante de Seus devotos por Sua potência inconcebível não é contrário ao ensinamento do *Pañcarātra.* Como Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha são de fato as Deidades predominantes de todas as entidades vivas, da mente total e do ego total, as descrições de Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha como *jīva,* mente e ego jamais são contraditórias às afirmações das escrituras. Esses nomes identificam essas Deidades, assim como os termos 'céu' e 'luz' às vezes identificam o Brahman Absoluto.\n\n\"As escrituras negam completamente o nascimento ou a produção da entidade viva. Na *Parama-saṁhitā* está descrito que a natureza material, que é usada para o propósito de outros, é de fato inerte e sempre sujeita à transformação. O campo da natureza material é a arena das atividades dos agentes fruitivos, e como o campo material está externamente relacionado com a Suprema Personalidade de Deus, também é eterno. Em toda *saṁhitā,* o *jīva* (entidade viva) é aceito como eterno, e no *Pañcarātra* o nascimento do *jīva* é completamente negado. Tudo o que é produzido também deve ser aniquilado. Por isso, se aceitarmos o nascimento da entidade viva, também temos de aceitar sua aniquilação. Mas como a literatura Védica diz que a entidade viva é eterna, não se deve pensar que o ser vivo foi produzido em determinado momento. No início da *Parama-saṁhitā* está definitivamente declarado que o aspecto da natureza material está em constante mutação. Portanto, 'início', 'aniquilação' e todos esses termos são aplicáveis apenas na natureza material.\n\n\"Considerando todos esses pontos, deve-se compreender que a afirmação de Śaṅkarācārya de que Saṅkarṣaṇa nasce como um *jīva* é completamente contrária às afirmações Védicas. Suas asserções são completamente refutadas pelos argumentos acima. A esse respeito, o comentário de Śrīdhara Svāmī sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.1.34) é muito útil.\"\n\nPara uma refutação detalhada dos argumentos de Śaṅkarācārya para provar que Saṅkarṣaṇa é um ser vivo comum, pode-se consultar o comentário de Śrīmat Sudarśanācārya sobre o *Śrī-bhāṣya,* conhecido como o *Śruta-prakāśikā.*\n\nAs formas quádruplas originais Kṛṣṇa, Baladeva, Pradyumna e Aniruddha Se expandem em outro grupo quádruplo, que está presente nos planetas Vaikuṇṭha do céu espiritual. Portanto, as formas quádruplas no céu espiritual são a segunda manifestação das formas quádruplas originais em Dvārakā. Como explicado acima, Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha são todos imutáveis, expansões plenárias transcendentais do Senhor Supremo, sem nenhuma relação com os modos materiais. A forma Saṅkarṣaṇa no segundo grupo quádruplo não é apenas uma representação de Balarāma, mas também a causa original do Oceano Causal, onde Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu repousa adormecido, exalando as sementes de inumeráveis universos.\n\nNo céu espiritual há uma energia criativa espiritual tecnicamente chamada *śuddha-sattva,* que é uma energia espiritual pura que sustenta todos os planetas Vaikuṇṭha com as plenas opulências de conhecimento, riqueza, valentia etc. Todas essas ações de *śuddha-sattva* manifestam as potências de Mahā-saṅkarṣaṇa, que é o reservatório último de todas as entidades vivas individuais que sofrem no mundo material. Quando a criação cósmica é aniquilada, as entidades vivas, que são indestrutíveis por natureza, repousam no corpo de Mahā-saṅkarṣaṇa. Por isso, Saṅkarṣaṇa às vezes é chamado de *jīva* total. Como faíscas espirituais, as entidades vivas tendem a ficar inativas na associação com a energia material, assim como as faíscas de um fogo tendem a se apagar assim que deixam o fogo. A natureza espiritual do ser vivo pode ser reacesa, no entanto, na associação com o Ser Supremo. Como a entidade viva pode aparecer tanto na matéria quanto no espírito, o *jīva* é chamado de potência marginal.\n\nSaṅkarṣaṇa é a origem de Kāraṇa Viṣṇu, que é a forma original que cria os universos, e esse Saṅkarṣaṇa nada mais é do que uma expansão plenária de Śrī Nityānanda Rāma."}
{"ref": "cc/adi/5/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/42/", "verse_text": "tāṅhā ye rāmera rūpa--mahā-saṅkarṣaṇa\ncic-chakti-āśraya tiṅho, kāraṇera kāraṇa", "devanagari": "> তাঁহা যে রামের রূপ — মহাসঙ্কর্ষণ ।\n> চিচ্ছক্তি-আশ্রয় তিহোঁ, কারণের কারণ ॥৪২॥", "synonyms": "*tāṅhā*—ali; *ye*—que; *rāmera rūpa*—o aspecto pessoal de Balarāma; *mahā-saṅkarṣaṇa*—Mahā-saṅkarṣaṇa; *cit-śakti-āśraya*—o abrigo da potência espiritual; *tiṅho*—Ele; *kāraṇera kāraṇa*—a causa de todas as causas.", "translation": "**Ali, o aspecto pessoal de Balarāma, chamado Mahā-saṅkarṣaṇa, é o abrigo da energia espiritual. Ele é a causa primária, a causa de todas as causas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/43/", "verse_text": "cic-chakti-vilāsa eka--'śuddha-sattva' nāma\nśuddha-sattva-maya yata vaikuṇṭhādi-dhāma", "devanagari": "> চিচ্ছক্তি-বিলাস এক — ‘শুদ্ধসত্ত্ব’ নাম ।\n> শুদ্ধসত্ত্বময় যত বৈকুণ্ঠাদি-ধাম ॥৪৩॥", "synonyms": "*cit-śakti-vilāsa*—passatempos na energia espiritual; *eka*—um; *śuddha-sattva nāma*—denominado śuddha-sattva, pura existência, livre de contaminação material; *śuddha-sattva-maya*—de existência puramente espiritual; *yata*—todas; *vaikuṇṭha-ādi-dhāma*—as moradas espirituais, conhecidas como Vaikuṇṭhas.", "translation": "**Uma das variedades dos passatempos da energia espiritual é descrita como bondade pura [viśuddha-sattva]. Ela abrange todas as moradas de Vaikuṇṭha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/44/", "verse_text": "ṣaḍ-vidhaiśvarya tāṅhā sakala cinmaya\n\nsaṅkarṣaṇera vibhūti saba, jāniha niścaya", "devanagari": "> ষড়্বিধৈশ্বর্য তাঁহা সকল চিন্ময় ।\n> সঙ্কর্ষণের বিভূতি সব, জানিহ নিশ্চয় ॥৪৪॥", "synonyms": "*ṣaṭ-vidha-aiśvarya*—seis tipos de opulências; *tāṅhā*—ali; *sakala cit-maya*—tudo espiritual; *saṅkarṣaṇera*—do Senhor Saṅkarṣaṇa; *vibhūti saba*—todas as diferentes opulências; *jāniha niścaya*—saiba com certeza.", "translation": "**Os seis atributos são todos espirituais. Saiba com certeza que todos eles são manifestações da opulência de Saṅkarṣaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/45/", "verse_text": "'jīva'-nāma taṭasthākhya eka śakti haya\n\nmahā-saṅkarṣaṇa--saba jīvera āśraya", "devanagari": "> ‘জীব’-নাম তটস্থাখ্য এক শক্তি হয় ।\n> মহাসঙ্কর্ষণ — সব জীবের আশ্রয় ॥৪৫॥", "synonyms": "*jīva*—a entidade viva; *nāma*—chamada; *taṭa-sthā-ākhya*—conhecida como a potência marginal; *eka*—uma; *śakti*—energia; *haya*—é; *mahā-saṅkarṣaṇa*—de nome Mahā-saṅkarṣaṇa; *saba*—todas; *jīvera*—das entidades vivas; *āśraya*—o abrigo.", "translation": "**Há uma potência marginal, conhecida como a jīva. Mahā-saṅkarṣaṇa é o abrigo de todas as jīvas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/46/", "verse_text": "yāṅhā haite viśvotpatti, yāṅhāte pralaya\n\nsei puruṣera saṅkarṣaṇa samāśraya", "devanagari": "> যাঁহা হৈতে বিশ্বোৎপত্তি, যাঁহাতে প্রলয় ।\n> সেই পুরুষের সঙ্কর্ষণ সমাশ্রয় ॥৪৬॥", "synonyms": "*yāṅhā haite*—de quem; *viśva-utpatti*—a criação da manifestação cósmica material; *yāṅhāte*—em quem; *pralaya*—a dissolução; *sei puruṣera*—daquela Suprema Personalidade de Deus; *saṅkarṣaṇa*—de nome Saṅkarṣaṇa; *samāśraya*—o abrigo original.", "translation": "**Saṅkarṣaṇa é o abrigo original do puruṣa, de quem este mundo é criado e em quem ele é dissolvido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/47/", "verse_text": "sarvāśraya, sarvādbhuta, aiśvarya apāra\n\n'ananta' kahite nāre mahimā yāṅhāra", "devanagari": "> সর্বাশ্রয়, সর্বাদ্ভুত, ঐশ্বর্য অপার ।\n> ‘অনন্ত’ কহিতে নারে মহিমা যাঁহার ॥৪৭॥", "synonyms": "*sarva-āśraya*—o abrigo de tudo; *sarva-adbhuta*—maravilhoso em todos os aspectos; *aiśvarya*—opulências; *apāra*—insondáveis; *ananta*—Ananta Śeṣa; *kahite nāre*—não pode descrever; *mahimā yāṅhāra*—as glórias de quem.", "translation": "**Ele [Saṅkarṣaṇa] é o abrigo de tudo. Ele é maravilhoso em todos os aspectos, e Suas opulências são infinitas. Nem mesmo Ananta pode descrever Sua glória.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/48/", "verse_text": "turīya, viśuddha-sattva, 'saṅkarṣaṇa' nāma\n\ntiṅho yāṅra aṁśa, sei nityānanda-rāma", "devanagari": "> তুরীয়, বিশুদ্ধসত্ত্ব, ‘সঙ্কর্ষণ’ নাম ।\n> তিঁহো যাঁর অংশ, সেই নিত্যানন্দ-রাম ॥৪৮॥", "synonyms": "*turīya*—transcendental; *viśuddha-sattva*—existência pura; *saṅkarṣaṇa nāma*—chamado Saṅkarṣaṇa; *tiṅho yāṅra aṁśa*—de quem esse Saṅkarṣaṇa é também uma expansão parcial; *sei nityānanda-rāma*—essa pessoa é conhecida como Balarāma ou Nityānanda.", "translation": "**Esse Saṅkarṣaṇa, que é bondade pura transcendental, é uma expansão parcial de Nityānanda Balarāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/49/", "verse_text": "aṣṭama ślokera kaila saṅkṣepe vivaraṇa\n\nnavama ślokera artha śuna diyā mana", "devanagari": "> অষ্টম শ্লোকের কৈল সংক্ষেপে বিবরণ ।\n> নবম শ্লোকের অর্থ শুন দিয়া মন ॥৪৯॥", "synonyms": "*aṣṭama*—oitavo; *ślokera*—do verso; *kaila*—fiz; *saṅkṣepe*—em resumo; *vivaraṇa*—descrição; *navama*—o nono; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *śuna*—por favor, ouça; *diyā mana*—com atenção mental.", "translation": "**Expliquei brevemente o oitavo verso. Agora, por favor, ouçam com atenção enquanto explico o nono verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/50/", "verse_text": "māyā-bhartājāṇḍa-saṅghāśrayāṅgaḥ\nśete sākṣāt kāraṇāmbhodhi-madhye\nyasyaikāṁśaḥ śrī-pumān ādi-devas\ntaṁ śrī-nityānanda-rāmaṁ prapadye", "devanagari": "> মায়াভর্তাজাণ্ডসঙঘাশ্রয়াঙ্গঃ\n> শেতে সাক্ষাৎ কারণাম্ভোধি-মধ্যে ।\n> যস্যৈকাংশঃ শ্রীপুমানাদিদেব-\n> স্তং শ্রীনিত্যানন্দরামং প্রপদ্যে ॥৫০॥", "synonyms": "*māyā-bhartā*—o mestre da energia ilusória; *aja-aṇḍa-saṅgha*—da multidão de universos; *āśraya*—o abrigo; *aṅgaḥ*—cujo corpo; *śete*—Ele jaz; *sākṣāt*—diretamente; *kāraṇa-ambhodhi-madhye*—no meio do Oceano Causal; *yasya*—de quem; *eka-aṁśaḥ*—uma porção; *śrī-pumān*—a Pessoa Suprema; *ādi-devaḥ*—a encarnação puruṣa original; *tam*—a Ele; *śrī-nityānanda-rāmam*—ao Senhor Balarāma na forma do Senhor Nityānanda; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**Ofereço minhas plenas reverências aos pés de Śrī Nityānanda Rāma, cuja representação parcial, chamada Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, deitado no Oceano Kāraṇa, é o puruṣa original, o mestre da energia ilusória e o abrigo de todos os universos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/51/", "verse_text": "vaikuṇṭha-bāhire yei jyotir-maya dhāma\n\ntāhāra bāhire 'kāraṇārṇava' nāma", "devanagari": "> বৈকুণ্ঠ-বাহিরে যেই জ্যোতির্ময় ধাম ।\n> তাহার বাহিরে ‘কারণার্ণব’ নাম ॥৫১॥", "synonyms": "*vaikuṇṭha-bāhire*—fora dos planetas Vaikuṇṭha; *yei*—aquela; *jyotiḥ-maya dhāma*—refulgência do Brahman impessoal; *tāhāra bāhire*—fora dessa refulgência; *kāraṇa-arṇava nāma*—um oceano chamado Kāraṇa.", "translation": "**Fora dos planetas Vaikuṇṭha está a refulgência impessoal do Brahman, e além dessa refulgência está o Oceano Kāraṇa, ou Oceano Causal.**", "purport": "A refulgência impessoal brilhante conhecida como Brahman impessoal é o espaço exterior dos planetas Vaikuṇṭha no céu espiritual. Além desse Brahman impessoal encontra-se o grande Oceano Causal, que se situa entre os céus material e espiritual. A natureza material é um subproduto desse Oceano Causal.\n\nKāraṇodakaśāyī Viṣṇu, que repousa sobre o Oceano Causal, cria os universos simplesmente lançando Seu olhar sobre a natureza material. Por isso, Kṛṣṇa pessoalmente nada tem a ver com a criação material. O *Bhagavad-gītā* confirma que o Senhor olha para a natureza material, e assim ela produz os inúmeros universos materiais. Nem Kṛṣṇa em Goloka nem Nārāyaṇa em Vaikuṇṭha entram diretamente em contato com a criação material. Eles estão completamente alheios à energia material.\n\nÉ função de Mahā-saṅkarṣaṇa na forma de Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu olhar para a criação material, que se situa além dos limites do Oceano Causal. A natureza material está conectada com a Personalidade de Deus pelo Seu olhar sobre ela, e nada mais. Diz-se que ela é fecundada pela energia de Seu olhar. A energia material, *māyā,* jamais toca sequer o Oceano Causal, pois o olhar do Senhor se concentra sobre ela a uma grande distância.\n\nO poder do olhar do Senhor agita toda a energia cósmica, e assim suas ações começam imediatamente. Isso indica que a matéria, por mais poderosa que seja, não tem poder por si mesma. Sua atividade começa pela graça do Senhor, e então toda a criação cósmica se manifesta de maneira sistemática. O exemplo da concepção de uma mulher pode ajudar a compreender este assunto até certo ponto. A mãe é passiva, mas o pai deposita sua energia dentro da mãe, que então concebe. Ela fornece os ingredientes para o nascimento da criança em seu ventre. De modo semelhante, o Senhor ativa a natureza material, que então fornece os ingredientes para o desenvolvimento cósmico.\n\nA natureza material tem duas fases distintas. O aspecto chamado *pradhāna* fornece os ingredientes materiais para o desenvolvimento cósmico, e o aspecto chamado *māyā* causa a manifestação de seus ingredientes, que são temporários, como espuma no oceano. Na realidade, as manifestações temporárias da natureza material são originalmente causadas pelo olhar espiritual do Senhor. A Personalidade de Deus é a causa direta, ou remota, da criação, e a natureza material é a causa indireta, ou imediata. Os cientistas materialistas, convencidos pelas mudanças mágicas que suas chamadas invenções produziram, não conseguem ver a potência real de Deus por trás da matéria. Por isso, o malabarismo da ciência está gradualmente conduzindo as pessoas a uma civilização ímpia, ao custo do objetivo da vida humana. Tendo perdido o objetivo da vida, os materialistas correm atrás da autossuficiência, sem saber que a natureza material já é autossuficiente pela graça de Deus. Assim, criando um embuste colossal em nome da civilização, eles criam um desequilíbrio na autossuficiência natural da natureza material.\n\nConsiderar a natureza material como tudo em tudo, sem conhecer a causa original, é ignorância. O Senhor Caitanya apareceu para dissipar essa escuridão de ignorância, acendendo a centelha da vida espiritual que pode, por Sua misericórdia incausada, iluminar o mundo inteiro.\n\nPara explicar como a *māyā* age pelo poder de Kṛṣṇa, o autor do *Śrī Caitanya-caritāmṛta* dá o exemplo de que uma barra de ferro no fogo, embora não seja fogo, torna-se incandescente e age como o próprio fogo. De modo semelhante, todas as ações e reações da natureza material não são, na verdade, obra da natureza material, mas ações e reações da energia do Senhor Supremo manifestadas por meio da matéria. O poder da eletricidade é transmitido pelo meio do cobre, mas isso não significa que o cobre seja eletricidade. O poder é gerado em uma usina sob o controle de um ser vivo especializado. Da mesma forma, por trás de todo o malabarismo das leis naturais há um grande ser vivo, que é uma pessoa como o engenheiro mecânico na usina. É por Sua inteligência que toda a criação cósmica se move de maneira sistemática.\n\nOs modos da natureza que diretamente causam as ações materiais também são originalmente ativados por Nārāyaṇa. Um exemplo simples explicará como isso se dá: quando um oleiro fabrica um pote de terra, a roda do oleiro, suas ferramentas e a argila são as causas imediatas do pote, mas o oleiro é a causa principal. De modo semelhante, Nārāyaṇa é a causa principal de todas as criações materiais, e a energia material fornece os ingredientes da matéria. Por conseguinte, sem Nārāyaṇa, todas as demais causas são inúteis, assim como a roda e as ferramentas do oleiro são inúteis sem o próprio oleiro. Como os cientistas materialistas ignoram a Personalidade de Deus, é como se estivessem preocupados com a roda do oleiro e sua rotação, as ferramentas do oleiro e os ingredientes para os potes, mas não tivessem nenhum conhecimento do oleiro em si. Por isso, a ciência moderna criou uma civilização imperfeita e ímpia, em profunda ignorância da causa última. O avanço científico deveria ter um grande objetivo a atingir, e esse grande objetivo deveria ser a Personalidade de Deus. No *Bhagavad-gītā* diz-se que, após conduzir pesquisas por muitos e muitos nascimentos, grandes homens de conhecimento que enfatizam a importância do pensamento experimental podem conhecer a Personalidade de Deus, que é a causa de todas as causas. Quando alguém O conhece perfeitamente, rende-se a Ele e então se torna um *mahātmā.*"}
{"ref": "cc/adi/5/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/52/", "verse_text": "vaikuṇṭha beḍiyā eka āche jala-nidhi\n\nananta, apāra--tāra nāhika avadhi", "devanagari": "> বৈকুণ্ঠ বেড়িয়া এক আছে জলনিধি ।\n> অন্তত, অপার — তার নাহিক অবধি ॥৫২॥", "synonyms": "*vaikuṇṭha*—os planetas espirituais de Vaikuṇṭha; *beḍiyā*—cercando; *eka*—um; *āche*—há; *jala-nidhi*—oceano de água; *ananta*—ilimitado; *apāra*—insondável; *tāra*—disso; *nāhika*—não há; *avadhi*—limite.", "translation": "**Ao redor de Vaikuṇṭha há uma massa de água infinita, insondável e ilimitada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/53/", "verse_text": "vaikuṇṭhera pṛthivy-ādi sakala cinmaya\n\nmāyika bhūtera tathi janma nāhi haya", "devanagari": "> বৈকুণ্ঠের পৃথিব্যাদি সকল চিন্ময় ।\n> মায়িক ভূতের তথি জন্ম নাহি হয় ॥৫৩॥", "synonyms": "*vaikuṇṭhera*—do mundo espiritual; *pṛthivī-ādi*—terra, água, etc.; *sakala*—tudo; *cit-maya*—espiritual; *māyika*—material; *bhūtera*—dos elementos; *tathi*—ali; *janma*—geração; *nāhi haya*—não há.", "translation": "**A terra, a água, o fogo, o ar e o éter de Vaikuṇṭha são todos espirituais. Os elementos materiais não se encontram ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/54/", "verse_text": "cinmaya-jala sei parama kāraṇa\n\nyāra eka kaṇā gaṅgā patita-pāvana", "devanagari": "> চিন্ময়-জল সেই পরম কারণ ।\n> যার এক কণা গঙ্গা পতিতপাবন ॥৫৪॥", "synonyms": "*cit-maya*—espiritual; *jala*—água; *sei*—essa; *parama kāraṇa*—causa original; *yāra*—da qual; *eka*—uma; *kaṇā*—gota; *gaṅgā*—o sagrado Ganges; *patita-pāvana*—o libertador das almas caídas.", "translation": "**A água do Oceano Kāraṇa, que é a causa original, é, portanto, espiritual. O sagrado Ganges, que é apenas uma gota dela, purifica as almas caídas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/55/", "verse_text": "sei ta' kāraṇārṇave sei saṅkarṣaṇa\n\nāpanāra eka aṁśe karena śayana", "devanagari": "> সেই ত’ কারণার্ণবে সেই সঙ্কর্ষণ ।\n> আপনার এক অংশে করেন শয়ন ॥৫৫॥", "synonyms": "*sei*—esse; *ta'*—certamente; *kāraṇa-arṇave*—no oceano da causa, ou Oceano Causal; *sei*—esse; *saṅkarṣaṇa*—Senhor Saṅkarṣaṇa; *āpanāra*—de Si próprio; *eka*—uma; *aṁśe*—pela parte; *karena śayana*—deita-se.", "translation": "**Nesse oceano, deita-se uma porção plenária do Senhor Saṅkarṣaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/56/", "verse_text": "mahat-sraṣṭā puruṣa, tiṅho jagat-kāraṇa\n\nādya-avatāra kare māyāya īkṣaṇa", "devanagari": "> মহৎস্রষ্টা পুরুষ, তিঁহো জগৎ-কারণ ।\n> আদ্য-অবতার করে মায়ায় ঈক্ষণ ॥৫৬॥", "synonyms": "*mahat-sraṣṭā*—o criador da energia material total; *puruṣa*—a pessoa; *tiṅho*—Ele; *jagat-kāraṇa*—a causa da manifestação cósmica material; *ādya*—original; *avatāra*—encarnação; *kare*—faz; *māyāya*—sobre a energia material; *īkṣaṇa*—o olhar.", "translation": "**Ele é conhecido como o primeiro puruṣa, o criador de toda a energia material. Ele, a causa dos universos, a primeira encarnação, lança Seu olhar sobre a māyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/57/", "verse_text": "māyā-śakti rahe kāraṇābdhira bāhire\n\nkāraṇa-samudra māyā paraśite nāre", "devanagari": "> মায়াশক্তি রহে কারণাব্ধির বাহিরে ।\n> কারণ-সমুদ্র মায়া পরশিতে নারে ॥৫৭॥", "synonyms": "*māyā-śakti*—a energia material; *rahe*—permanece; *kāraṇa-abdhira*—do Oceano Causal; *bāhire*—fora; *kāraṇa-samudra*—o Oceano Causal; *māyā*—a energia material; *paraśite nāre*—não pode tocar.", "translation": "**A māyā-śakti reside fora do Oceano Causal; māyā não pode tocar suas águas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/58/", "verse_text": "sei ta' māyāra dui-vidha avasthiti\n\njagatera upādāna 'pradhāna', prakṛti", "devanagari": "> সেই ত’ মায়ার দুইবিধ অবস্থিতি ।\n> জগতের উপাদান ‘প্রধান’, প্রকৃতি ॥৫৮॥", "synonyms": "*sei*—essa; *ta'*—certamente; *māyāra*—da energia material; *dui-vidha*—duas variedades; *avasthiti*—existência; *jagatera*—do mundo material; *upādāna*—os ingredientes; *pradhāna*—chamada pradhāna; *prakṛti*—natureza material.", "translation": "**A māyā tem duas variedades de existência. Uma é chamada pradhāna ou prakṛti. Ela fornece os ingredientes do mundo material.**", "purport": "A māyā, a energia externa da Suprema Personalidade de Deus, divide-se em duas partes. A māyā é a causa e o ingrediente da manifestação cósmica. Como causa da manifestação cósmica, ela é conhecida como māyā, e como agente que fornece os ingredientes da manifestação cósmica, ela é conhecida como pradhāna. Uma descrição explícita dessas divisões da energia externa é dada no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.24.1-4). Em outra passagem do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.63.26), os ingredientes e a causa da manifestação cósmica material são descritos da seguinte maneira:\n\nkālo daivaṁ karma jīvaḥ svabhāvo\ndravyaṁ kṣetraṁ prāṇa ātmā vikāraḥ\ntat-saṅghāto bīja-roha-pravāhas\ntvan-māyaiṣā tan-niṣedhaṁ prapadye\n\n\"Ó meu Senhor! O tempo, a atividade, a providência e a natureza são quatro partes do aspecto causal [a māyā] da energia externa. A força vital condicionada, os ingredientes materiais sutis chamados dravya e a natureza material (que é o campo de atividade em que o falso ego age como a alma), bem como os onze sentidos e os cinco elementos (terra, água, fogo, ar e éter), que são os dezesseis ingredientes do corpo — esses são o aspecto ingrediente da māyā. O corpo é gerado a partir da atividade, e a atividade é gerada a partir do corpo, assim como uma árvore é gerada de uma semente que é gerada de uma árvore. Essa recíproca causa e efeito é chamada māyā. Meu querido Senhor, Tu podes salvar-me deste ciclo de causa e efeito. Adoro Teus pés de lótus.\"\n\nEmbora a entidade viva esteja primariamente relacionada com a porção causal da māyā, ela é, não obstante, conduzida pelos ingredientes da māyā. Três forças atuam na porção causal da māyā: o conhecimento, o desejo e a atividade. Os ingredientes materiais são uma manifestação da māyā como pradhāna. Em outras palavras, quando as três qualidades da māyā estão num estágio adormecido, elas existem como prakṛti, avyakta ou pradhāna. A palavra avyakta, que se refere ao não-manifesto, é outro nome de pradhāna. No estágio avyakta, a natureza material não tem variedades. As variedades são manifestadas pela porção pradhāna da māyā. A palavra pradhāna é, portanto, mais importante do que avyakta ou prakṛti."}
{"ref": "cc/adi/5/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/59/", "verse_text": "jagat-kāraṇa nahe prakṛti jaḍa-rūpā\nśakti sañcāriyā tāre kṛṣṇa kare kṛpā", "devanagari": "> জগৎকারণ নহে প্রকৃতি জড়রূপা ।\n> শক্তি সঞ্চারিয়া তারে কৃষ্ণ করে কৃপা ॥৫৯॥", "synonyms": "*jagat*—do mundo material; *kāraṇa*—a causa; *nahe*—não pode ser; *prakṛti*—a natureza material; *jaḍa-rūpā*—inerte, sem ação; *śakti*—energia; *sañcāriyā*—infundindo; *tāre*—à inerte natureza material; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—mostra; *kṛpā*—misericórdia.", "translation": "**Como prakṛti é inerte e desprovida de ação, ela não pode ser de fato a causa do mundo material. Mas o Senhor Kṛṣṇa mostra Sua misericórdia infundindo Sua energia na inerte e entorpecida natureza material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/60/", "verse_text": "kṛṣṇa-śaktye prakṛti haya gauṇa kāraṇa\nagni-śaktye lauha yaiche karaye jāraṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণশক্ত্যে প্রকৃতি হয় গৌণ কারণ ।\n> অগ্নিশক্ত্যে লৌহ যৈছে করয়ে জারণ ॥৬০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-śaktye*—pela energia de Kṛṣṇa; *prakṛti*—a natureza material; *haya*—torna-se; *gauṇa*—indireta; *kāraṇa*—causa; *agni-śaktye*—pela energia do fogo; *lauha*—o ferro; *yaiche*—assim como; *karaye*—torna-se; *jāraṇa*—poderoso ou incandescente.", "translation": "**Dessa forma, prakṛti, pela energia do Senhor Kṛṣṇa, torna-se a causa secundária, assim como o ferro se torna incandescente pela energia do fogo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/61/", "verse_text": "ataeva kṛṣṇa mūla-jagat-kāraṇa\nprakṛti--kāraṇa yaiche ajā-gala-stana", "devanagari": "> অতএব কৃষ্ণ মূল-জগত্কারণ ।\n> প্রকৃতি — কারণ যৈছে অজাগলস্তন ॥৬১॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *mūla*—original; *jagat-kāraṇa*—a causa da manifestação cósmica; *prakṛti*—natureza material; *kāraṇa*—causa; *yaiche*—exatamente como; *ajā-gala-stana*—os mamilos no pescoço de uma cabra.", "translation": "**Portanto, o Senhor Kṛṣṇa é a causa original da manifestação cósmica. Prakṛti é como os mamilos no pescoço de uma cabra, pois eles não podem dar leite algum.**", "purport": "A energia externa, composta de pradhāna ou prakṛti como a porção que fornece os ingredientes e māyā como a porção causal, é conhecida como māyā-śakti. A natureza material inerte não é a verdadeira causa da manifestação material, pois Kāraṇārṇavaśāyī, Mahā-Viṣṇu, a expansão plenária de Kṛṣṇa, ativa todos os ingredientes. É dessa maneira que a natureza material adquire o poder de fornecer os ingredientes. O exemplo dado é o do ferro, que não tem poder de aquecer nem de queimar, mas que, depois de entrar em contato com o fogo, fica incandescente e pode então difundir calor e queimar outras coisas. A natureza material é como o ferro, pois não tem independência para agir sem o toque de Viṣṇu, que é comparado ao fogo. O Senhor Viṣṇu ativa a natureza material pelo poder de Seu olhar, e então a natureza material, semelhante ao ferro, torna-se um agente fornecedor de ingredientes materiais, assim como o ferro tornado incandescente se torna um agente de combustão. A natureza material não pode, por si só, tornar-se um agente fornecedor dos ingredientes materiais. Isso é explicado com mais clareza por Śrī Kapiladeva, uma encarnação da Divindade, no *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.28.40):\n\nyatholmukād visphuliṅgād\ndhūmād vāpi sva-sambhavāt\napy ātmatvenābhimatād\nyathāgniḥ pṛthag ulmukāt\n\n\"Embora a fumaça, a madeira flamejante e as faíscas sejam todas consideradas em conjunto como ingredientes de um fogo, a madeira flamejante é, não obstante, diferente do fogo, e a fumaça é diferente da madeira flamejante.\" Os elementos materiais (terra, água, fogo, etc.) são como a fumaça, as entidades vivas são como as faíscas, e a natureza material como pradhāna é como a madeira flamejante. Mas todos eles em conjunto recebem o poder da Suprema Personalidade de Deus e, assim, são capazes de manifestar suas capacidades individuais. Em outras palavras, a Suprema Personalidade de Deus é a origem de todas as manifestações. A natureza material só pode fornecer ingredientes quando é ativada pelo olhar da Suprema Personalidade de Deus.\n\nAssim como uma mulher pode dar à luz uma criança depois de ser fecundada pelo sêmen de um homem, a natureza material pode fornecer os elementos materiais depois de ser contemplada por Mahā-Viṣṇu. Portanto, o pradhāna não pode ser independente da superintendência da Suprema Personalidade de Deus. Isso se confirma no *Bhagavad-gītā* (9.10): mayādhyakṣeṇa prakṛtiḥ sūyate sa-carācaram. Prakṛti, a energia material total, trabalha sob a superintendência do Senhor. A fonte original dos elementos materiais é Kṛṣṇa. Por conseguinte, a tentativa dos filósofos ateístas Sāṅkhya de considerar a natureza material a fonte desses elementos, esquecendo-se de Kṛṣṇa, é inútil, como tentar obter leite das protuberâncias de pele semelhantes a mamilos que pendem do pescoço de uma cabra."}
{"ref": "cc/adi/5/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/62/", "verse_text": "māyā-aṁśe kahi tāre nimitta-kāraṇa\nseha nahe, yāte kartā-hetu--nārāyaṇa", "devanagari": "> মায়া-অংশে কহি তারে নিমিত্ত-কারণ ।\n> সেহ নহে, যাতে কর্তা-হেতু — নারায়ণ ॥৬২॥", "synonyms": "*māyā-aṁśe*—à outra porção da natureza material; *kahi*—eu digo; *tāre*—a ela; *nimitta-kāraṇa*—causa imediata; *seha nahe*—isso não pode ser; *yāte*—porque; *kartā-hetu*—a causa original; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa.", "translation": "**O aspecto māyā da natureza material é a causa imediata da manifestação cósmica. Mas ele tampouco pode ser a causa real, pois a causa original é o Senhor Nārāyaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/63/", "verse_text": "ghaṭera nimitta-hetu yaiche kumbhakāra\ntaiche jagatera kartā--puruṣāvatāra", "devanagari": "> ঘটের নিমিত্ত-হেতু যৈছে কুম্ভকার ।\n> তৈছে জগতের কর্তা — পুরুষাবতার ॥৬৩॥", "synonyms": "*ghaṭera*—do pote de barro; *nimitta-hetu*—causa original; *yaiche*—assim como; *kumbhakāra*—o oleiro; *taiche*—de modo semelhante; *jagatera kartā*—o criador do mundo material; *puruṣa-avatāra*—a encarnação puruṣa, ou Kāraṇārṇavaśāyī Viṣṇu.", "translation": "**Assim como a causa original de um pote de barro é o oleiro, o criador do mundo material é a primeira encarnação puruṣa [Kāraṇārṇavaśāyī Viṣṇu].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/64/", "verse_text": "kṛṣṇa--kartā, māyā tāṅra karena sahāya\nghaṭera kāraṇa--cakra-daṇḍādi upāya", "devanagari": "> কৃষ্ণ — কর্তা, মায়া তাঁর করেন সহায় ।\n> ঘটের কারণ — চক্র-দণ্ডাদি উপায় ॥৬৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kartā*—o criador; *māyā*—a energia material; *tāṅra*—Sua; *karena*—presta; *sahāya*—assistência; *ghaṭera kāraṇa*—a causa do pote de barro; *cakra-daṇḍa-ādi*—a roda, a vara e assim por diante; *upāya*—instrumentos.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa é o criador, e māyā apenas O ajuda como um instrumento, assim como a roda do oleiro e outros instrumentos, que são as causas instrumentais de um pote.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/65/", "verse_text": "dūra haite puruṣa kare māyāte avadhāna\njīva-rūpa vīrya tāte karena ādhāna", "devanagari": "> দূর হৈতে পুরুষ করে মায়াতে অবধান ।\n> জীবরূপ বীর্য তাতে করেন আধান ॥৬৫॥", "synonyms": "*dūra haite*—à distância; *puruṣa*—a Suprema Personalidade de Deus; *kare*—lança; *māyāte*—sobre a energia material; *avadhāna*—o olhar; *jīva-rūpa*—as entidades vivas; *vīrya*—a semente; *tāte*—nela; *karena*—faz; *ādhāna*—a impregnação.", "translation": "**O primeiro puruṣa lança Seu olhar sobre māyā à distância e, assim, Ele a impregna com a semente da vida na forma das entidades vivas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/66/", "verse_text": "eka aṅgābhāse kare māyāte milana\nmāyā haite janme tabe brahmāṇḍera gaṇa", "devanagari": "> এক অঙ্গাভাসে করে মায়াতে মিলন ।\n> মায়া হৈতে জন্মে তবে ব্রহ্মাণ্ডের গণ ॥৬৬॥", "synonyms": "*eka*—um; *aṅga-ābhāse*—o reflexo corporal; *kare*—faz; *māyāte*—na energia material; *milana*—a mistura; *māyā*—a energia material; *haite*—de; *janme*—nascem; *tabe*—então; *brahma-aṇḍera gaṇa*—os grupos de universos.", "translation": "**Os raios refletidos de Seu corpo se mesclam com māyā, e assim māyā dá à luz miríades de universos.**", "purport": "A conclusão Védica é que a manifestação cósmica visível aos olhos da alma condicionada é causada pela Verdade Absoluta, a Personalidade de Deus, por meio do exercício de Suas energias específicas, embora na conclusão das deliberações ateístas essa exibição cósmica manifestada seja atribuída à natureza material. A energia da Verdade Absoluta se exibe de três maneiras: espiritual, material e marginal. A Verdade Absoluta é idêntica à Sua energia espiritual. Somente quando contactada pela energia espiritual pode a energia material funcionar, e as manifestações materiais temporárias assim aparecem ativas. No estado condicionado, as entidades vivas da energia marginal são uma mistura de energias espiritual e material. A energia marginal está originalmente sob o controle da energia espiritual, mas, sob o controle da energia material, as entidades vivas têm vagado no esquecimento dentro do mundo material desde tempos imemoriais.\n\nO estado condicionado é causado pelo mau uso da independência individual da plataforma espiritual, pois isso separa a entidade viva da associação com a energia espiritual. Mas quando a entidade viva é iluminada pela graça do Senhor Supremo ou de Seu devoto puro e se inclina a reviver seu estado original de serviço amoroso, ela se encontra na plataforma mais auspiciosa de bem-aventurança e conhecimento eternos. A *jīva* marginal, ou entidade viva, usa mal sua independência e torna-se avessa à atitude de serviço eterno quando pensa independentemente que não é energia, mas o energético. Essa concepção equivocada de sua própria existência a conduz à atitude de querer ser senhora da natureza material.\n\nA natureza material parece ser exatamente o oposto da energia espiritual. O fato é que a energia material só pode funcionar quando em contato com a energia espiritual. Originalmente a energia de Kṛṣṇa é espiritual, mas funciona de maneiras diversas, como a energia elétrica, que pode exibir as funções de refrigerar ou aquecer por meio de suas manifestações de diferentes formas. A energia material é a energia espiritual coberta por uma nuvem de ilusão, ou *māyā.* Por isso, a energia material não é autossuficiente em seu funcionamento. Kṛṣṇa investe Sua energia espiritual na energia material, e então ela pode agir, assim como o ferro pode agir como fogo depois de ser aquecido pelo fogo. A energia material só pode agir quando dotada de poder pela energia espiritual.\n\nQuando coberta pela nuvem da energia material, a entidade viva, que também é uma energia espiritual da Suprema Personalidade de Deus, esquece as atividades da energia espiritual e considera maravilhoso tudo o que acontece na manifestação material. Mas uma pessoa ocupada no serviço devocional em plena consciência de Kṛṣṇa, e que está portanto já situada na energia espiritual, pode compreender que a energia material não tem poderes independentes: quaisquer ações que ocorrem se devem à ajuda da energia espiritual. A energia material, que é uma forma pervertida da energia espiritual, apresenta tudo de forma pervertida, causando assim concepções errôneas e dualidade. Os cientistas e filósofos materialistas condicionados pelo encanto da natureza material supõem que a energia material age automaticamente, e por isso ficam frustrados, como uma pessoa iludida que tenta obter leite dos pendões de pele semelhantes a tetas no pescoço de uma cabra. Assim como não há possibilidade de obter leite desses pendões de pele, da mesma forma não há possibilidade de que alguém seja bem-sucedido em compreender a causa original da criação por meio de teorias produzidas pela energia material. Tal tentativa é uma manifestação de ignorância.\n\nA energia material da Suprema Personalidade de Deus é chamada *māyā,* ou ilusão, porque em duas capacidades (fornecendo os elementos materiais e causando a manifestação material) ela torna a alma condicionada incapaz de compreender a verdade real da criação. Quando uma entidade viva é liberada, no entanto, da vida condicionada da matéria, ela pode compreender as duas diferentes atividades da natureza material, a saber, cobrir e iludir.\n\nA origem da criação é a Suprema Personalidade de Deus. Como confirmado no *Bhagavad-gītā* (9.10), a manifestação cósmica funciona sob a direção do Senhor Supremo, que investe a energia material com três qualidades materiais. Agitados por essas qualidades, os elementos fornecidos pela energia material produzem variedades de coisas, assim como um artista produz variedades de pinturas misturando as três cores vermelho, amarelo e azul. O amarelo representa a qualidade da bondade, o vermelho representa a paixão e o azul representa a ignorância. Dessa forma, a colorida criação material não é mais do que uma interação dessas três qualidades, representada em oitenta e uma variedades de misturas (3 x 3 equivale a 9, 9 x 9 equivale assim a 81). Iludida pela energia material, a alma condicionada, encantada por essas oitenta e uma variedades de manifestação, quer ser senhora da energia material, assim como uma mariposa quer desfrutar do fogo. Essa ilusão é o resultado líquido do esquecimento da alma condicionada de sua relação eterna com a Suprema Personalidade de Deus. Quando condicionada, a alma é impelida pela energia material a dedicar-se à gratificação dos sentidos, ao passo que aquela iluminada pela energia espiritual se ocupa no serviço do Senhor Supremo em sua relação eterna.\n\nKṛṣṇa é a causa original do mundo espiritual, e é a causa coberta da manifestação material. É também a causa original da potência marginal, as entidades vivas. É tanto o líder quanto o mantenedor das entidades vivas, que são chamadas de potência marginal porque podem agir sob a proteção da energia espiritual ou sob a cobertura da energia material. Com a ajuda da energia espiritual podemos compreender que a independência é visível apenas em Kṛṣṇa, que por Sua energia inconcebível é capaz de agir de qualquer maneira que Lhe apraza.\n\nA Suprema Personalidade de Deus é o Todo Absoluto, e as entidades vivas são partes do Todo Absoluto. Essa relação da Suprema Personalidade de Deus com as entidades vivas é eterna. Nunca se deve pensar equivocadamente que o todo espiritual pode ser dividido em pequenas partes pela pequena energia material. O *Bhagavad-gītā* não apoia essa teoria māyāvāda. Ao contrário, afirma claramente que as entidades vivas são fragmentos eternamente pequenos do todo espiritual supremo. Assim como uma parte jamais pode ser igual ao todo, uma entidade viva, como fragmento diminuto do todo espiritual, não pode ser igual em momento algum ao Todo Supremo, a Personalidade de Deus absoluta. Embora o Senhor Supremo e as entidades vivas estejam quantitativamente relacionados como o todo e as partes, as partes são, contudo, qualitativamente uma com o todo. Assim, as entidades vivas, embora sempre qualitativamente uma com o Senhor Supremo, estão em uma posição relativa. A Suprema Personalidade de Deus é o controlador de tudo, e as entidades vivas são sempre controladas, seja pela energia espiritual, seja pela energia material. Por isso, uma entidade viva jamais pode tornar-se controladora das energias material ou espiritual. A posição natural do ser vivo é sempre como subordinado da Suprema Personalidade de Deus. Quando alguém concorda em agir em tal posição, alcança a perfeição na vida; mas se alguém se rebela contra esse princípio, encontra-se no estado condicionado."}
{"ref": "cc/adi/5/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/67/", "verse_text": "agaṇya, ananta yata aṇḍa-sanniveśa\ntata-rūpe puruṣa kare sabāte prakāśa", "devanagari": "> অগণ্য, অনন্ত যত অণ্ড-সন্নিবেশ ।\n> ততরূপে পুরুষ করে সবাতে প্রকাশ ॥৬৭॥", "synonyms": "*agaṇya*—inumeráveis; *ananta*—ilimitados; *yata*—todos; *aṇḍa*—universos; *sanniveśa*—grupos; *tata-rūpe*—em outras tantas formas; *puruṣa*—o Senhor; *kare*—faz; *sabāte*—em cada um deles; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**O puruṣa entra em todos e cada um dos incontáveis universos. Ele Se manifesta em tantas formas separadas quantos são os universos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/68/", "verse_text": "puruṣa-nāsāte yabe bāhirāya śvāsa\nniśvāsa sahite haya brahmāṇḍa-prakāśa", "devanagari": "> পুরুষ-নাসাতে যবে বাহিরায় শ্বাস ।\n> নিশ্বাস সহিতে হয় ব্রহ্মাণ্ড-প্রকাশ ॥৬৮॥", "synonyms": "*puruṣa-nāsāte*—nas narinas do Senhor; *yabe*—quando; *bāhirāya*—expele; *śvāsa*—a respiração; *niśvāsa sahite*—com essa exalação; *haya*—há; *brahmāṇḍa-prakāśa*—a manifestação dos universos.", "translation": "**Quando o puruṣa expira, os universos se manifestam a cada expiração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/69/", "verse_text": "punarapi śvāsa yabe praveśe antare\nśvāsa-saha brahmāṇḍa paiśe puruṣa-śarīre", "devanagari": "> পুনরপি শ্বাস যবে প্রবেশে অন্তরে ।\n> শ্বাস-সহ ব্রহ্মাণ্ড পৈশে পুরুষ-শরীরে ॥৬৯॥", "synonyms": "*punarapi*—em seguida; *śvāsa*—a respiração; *yabe*—quando; *praveśe*—entra; *antare*—dentro; *śvāsa-saha*—com essa respiração inalada; *brahmāṇḍa*—os universos; *paiśe*—entram; *puruṣa-śarīre*—dentro do corpo do Senhor.", "translation": "**Em seguida, quando Ele inspira, todos os universos voltam a entrar em Seu corpo.**", "purport": "Em Sua forma de Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, o Senhor impregna a natureza material com Seu olhar. As moléculas transcendentais desse olhar são partículas de espírito, ou átomos espirituais, que aparecem em diferentes espécies de vida de acordo com as sementes de seu karma individual da manifestação cósmica anterior. E o próprio Senhor, por meio de Sua representação parcial, cria um corpo de inúmeros universos e novamente entra em cada um desses universos como Garbhodakaśāyī Viṣṇu. Seu contato com māyā é explicado no *Bhagavad-gītā* por meio de uma comparação entre o ar e o céu. O céu entra em tudo o que é material, e contudo está muito longe de nós."}
{"ref": "cc/adi/5/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/70/", "verse_text": "gavākṣera randhre yena trasareṇu cale\npuruṣera loma-kūpe brahmāṇḍera jāle", "devanagari": "> গবাক্ষের রন্ধ্রে যেন ত্রসরেণু চলে ।\n> পুরুষের লোমকূপে ব্রহ্মাণ্ডের জালে ॥৭০॥", "synonyms": "*gavākṣera*—das janelas de um cômodo; *randhre*—dentro dos orifícios; *yena*—como; *trasareṇu*—seis átomos juntos; *cale*—move-se; *puruṣera*—do Senhor; *loma-kūpe*—nos poros dos pelos; *brahmāṇḍera*—dos universos; *jāle*—uma rede.", "translation": "**Assim como as partículas atômicas de poeira passam pelas aberturas de uma janela, as redes de universos passam pelos poros da pele do puruṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/71/", "verse_text": "yasyaika-niśvasita-kālam athāvalambya\njīvanti loma-vila-jā jagad-aṇḍa-nāthāḥ\nviṣṇur mahān sa iha yasya kalā-viśeṣo\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> যস্যৈকনিশ্বসিত-কালমথাবলম্ব্য\n> জীবন্তি লোমবিলজা জগদণ্ডনাথাঃ ।\n> বিষ্ণুর্মহান্ স ইহ যস্য কলাবিশেষো\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥৭১॥", "synonyms": "*yasya*—cuja; *eka*—uma; *niśvasita*—da respiração; *kālam*—o tempo; *atha*—assim; *avalambya*—abrigando-se de; *jīvanti*—vivem; *loma-vila-jāḥ*—crescidos dos poros dos pelos; *jagat-aṇḍa-nāthāḥ*—os mestres dos universos (os Brahmās); *viṣṇuḥ mahān*—o Senhor Supremo, Mahā-Viṣṇu; *saḥ*—aquele; *iha*—aqui; *yasya*—de quem; *kalā-viśeṣaḥ*—porção plenária ou expansão particular; *govindam*—o Senhor Govinda; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\"Os Brahmās e outros senhores dos mundos mundanos emergem dos poros de Mahā-Viṣṇu e permanecem vivos pela duração de uma de Suas exalações. Adoro o Senhor primevo, Govinda, do qual Mahā-Viṣṇu é uma porção de Sua porção plenária.\"**", "purport": "Esta descrição da energia criativa do Senhor provém da *Brahma-saṁhitā* (5.48), que o Senhor Brahmā compilou após sua realização pessoal. Quando Mahā-Viṣṇu expira, as sementes espirituais dos universos emanam Dele na forma de partículas moleculares semelhantes àquelas que são visíveis, três vezes o tamanho de um átomo, quando a luz solar é difundida por um pequeno orifício. Nestes dias de pesquisa atômica, será uma ocupação proveitosa para os cientistas atômicos aprender com esta declaração como o universo inteiro se desenvolve a partir dos átomos espirituais que emanam do corpo do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/5/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/72/", "verse_text": "kvāhaṁ tamo-mahad-ahaṁ-kha-carāgni-vār-bhū-\nsaṁveṣṭitāṇḍa-ghaṭa-sapta-vitasti-kāyaḥ\nkvedṛg-vidhāvigaṇitāṇḍa-parāṇu-caryā-\nvātādhva-roma-vivarasya ca te mahitvam", "devanagari": "> ক্বাহং তমো-মহদহং-খ-চরাগ্নিবার্ভূ-\n> সংবেষ্টিতাণ্ডঘট-সপ্তবিতস্তিকায়ঃ ।\n> ক্বেদৃগ্বিধাঽবিগণিতাণ্ডপরাণুচর্যা-\n> বাতাধ্বরোমবিবরস্য চ তে মহিত্বম্ ॥৭২॥", "synonyms": "*kva*—onde; *aham*—eu; *tamaḥ*—a natureza material; *mahat*—a energia material total; *aham*—o ego falso; *kha*—o éter; *cara*—o ar; *agni*—o fogo; *vāḥ*—a água; *bhū*—a terra; *saṁveṣṭita*—cercado por; *aṇḍa-ghaṭa*—um universo semelhante a um pote; *sapta-vitasti*—sete vitastis; *kāyaḥ*—o corpo; *kva*—onde; *īdṛk*—tal; *vidha*—espécie; *avigaṇita*—ilimitados; *aṇḍa*—universos; *para-aṇu-caryā*—movendo-se como a poeira atômica; *vāta-adhva*—os orifícios de ar; *roma*—dos pelos do corpo; *vivarasya*—dos poros; *ca*—também; *te*—Tua; *mahitvam*—grandeza.", "translation": "**\"Onde estou eu, uma pequena criatura de sete palmos pela medida de minha própria mão? Estou encerrado no universo composto pela natureza material, a energia material total, o ego falso, o éter, o ar, a água e a terra. E qual é a Tua glória? Universos ilimitados passam pelos poros de Teu corpo, assim como partículas de poeira passam pela abertura de uma janela.\"**", "purport": "Quando o Senhor Brahmā, depois de ter roubado todas as vacas e os vaqueirinhos de Kṛṣṇa, retornou e viu que as vacas e os meninos ainda vagueavam com Kṛṣṇa, ofereceu esta oração (Bhāg. 10.14.11) em sua derrota. Uma alma condicionada, mesmo uma tão grande como Brahmā, que administra os assuntos de todo o universo, não pode comparar-se à Personalidade de Deus, pois Ele pode produzir incontáveis universos simplesmente pelos raios espirituais que emanam dos poros de Seu corpo. Os cientistas materiais deveriam tirar lições das declarações de Śrī Brahmā a respeito de nossa insignificância em comparação com Deus. Nessas orações de Brahmā, há muito que aprender para aqueles que estão falsamente envaidecidos pelo acúmulo de poder."}
{"ref": "cc/adi/5/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/73/", "verse_text": "aṁśera aṁśa yei, 'kalā' tāra nāma\ngovindera pratimūrti śrī-balarāma", "devanagari": "> অংশের অংশ যেই, ‘কলা’ তার নাম ।\n> গোবিন্দের প্রতিমূর্তি শ্রীবলরাম ॥৭৩॥", "synonyms": "*aṁśera*—da parte; *aṁśa*—parte; *yei*—aquilo que; *kalā*—uma kalā, ou parte da porção plenária; *tāra*—seu; *nāma*—nome; *govindera*—do Senhor Govinda; *prati-mūrti*—contraforma; *śrī-balarāma*—o Senhor Balarāma.", "translation": "**Uma parte de uma parte de um todo é chamada de kalā. Śrī Balarāma é a contraforma do Senhor Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/74/", "verse_text": "tāṅra eka svarūpa--śrī-mahā-saṅkarṣaṇa\ntāṅra aṁśa 'puruṣa' haya kalāte gaṇana", "devanagari": "> তাঁর এক স্বরূপ — শ্রীমহাসঙ্কর্ষণ ।\n> তাঁর অংশ ‘পুরুষ’ হয় কলাতে গণন ॥৭৪॥", "synonyms": "*tāṅra*—Sua; *eka*—uma; *svarūpa*—manifestação; *śrī-mahā-saṅkarṣaṇa*—o grande Senhor Mahā-saṅkarṣaṇa; *tāṅra*—Sua; *aṁśa*—parte; *puruṣa*—a encarnação Mahā-Viṣṇu; *haya*—é; *kalāte gaṇana*—contado como uma kalā.", "translation": "**A própria expansão de Balarāma chama-se Mahā-Saṅkarṣaṇa, e Seu fragmento, o puruṣa, é contado como uma kalā, ou parte de uma porção plenária.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/75/", "verse_text": "yāṅhāke ta' kalā kahi, tiṅho mahā-viṣṇu\nmahā-puruṣāvatārī teṅho sarva-jiṣṇu", "devanagari": "> যাঁহাকে ত’ কলা কহি, তিঁহো মহাবিষ্ণু ।\n> মহাপুরুষাবতারী তেঁহো সর্বজিষ্ণু ॥৭৫॥", "synonyms": "*yāṅhāke*—a quem; *ta'*—certamente; *kalā kahi*—chamo de kalā; *tiṅho*—Ele; *mahā-viṣṇu*—o Senhor Mahā-Viṣṇu; *mahā-puruṣāvatārī*—Mahā-Viṣṇu, a fonte das outras encarnações puruṣa; *teṅho*—Ele; *sarva-jiṣṇu*—onipenetrante.", "translation": "**Eu digo que esta kalā é Mahā-Viṣṇu. Ele é o Mahā-puruṣa, que é a fonte dos outros puruṣas e que é onipenetrante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/76/", "verse_text": "garbhoda-kṣīroda-śāyī doṅhe 'puruṣa' nāma\nsei dui, yāṅra aṁśa,--viṣṇu, viśva-dhāma", "devanagari": "> গর্ভোদ-ক্ষীরোদশায়ী দোঁহে ‘পুরুষ’ নাম ।\n> সেই দুই, যাঁর অংশ, — বিষ্ণু, বিশ্বধাম ॥৭৬॥", "synonyms": "*garbha-uda*—no oceano conhecido como Garbhodaka, dentro do universo; *kṣīra-uda-śāyī*—aquele que jaz no oceano de leite; *doṅhe*—ambos; *puruṣa nāma*—conhecidos como puruṣa, o Senhor Viṣṇu; *sei*—aqueles; *dui*—dois; *yāṅra aṁśa*—cujas porções plenárias; *viṣṇu viśva-dhāma*—o Senhor Viṣṇu, a morada de todos os universos.", "translation": "**Garbhodaśāyī e Kṣīrodaśāyī são ambos chamados puruṣas. Eles são porções plenárias de Kāraṇodaśāyī Viṣṇu, o primeiro puruṣa, que é a morada de todos os universos.**", "purport": "Os sintomas do puruṣa são descritos no Laghu-bhāgavatāmṛta. Ao descrever as encarnações da Suprema Personalidade de Deus, o autor citou o *Viṣṇu Purāṇa* (6.8.59), onde se diz: \"Permita-me oferecer minhas respeitosas reverências a Puruṣottama, o Senhor Kṛṣṇa, que está sempre livre da contaminação das seis dualidades materiais; cuja expansão plenária, Mahā-Viṣṇu, lança Seu olhar sobre a matéria para criar a manifestação cósmica; que Se expande em várias formas transcendentais, todas elas uma e a mesma; que é o senhor de todas as entidades vivas; que está sempre livre e liberado da contaminação da energia material; e que, quando aparece neste mundo material, parece um de nós, embora possua uma forma eternamente espiritual, bem-aventurada e transcendental.\" Resumindo essa afirmação, Rūpa Gosvāmī concluiu que a expansão plenária da Suprema Personalidade de Deus que age em cooperação com a energia material é chamada de puruṣa."}
{"ref": "cc/adi/5/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/77/", "verse_text": "viṣṇos tu trīṇi rūpāṇi\npuruṣākhyāny atho viduḥ\nekaṁ tu mahataḥ sraṣṭṛ\ndvitīyaṁ tv aṇḍa-saṁsthitam\ntṛtīyaṁ sarva-bhūta-sthaṁ\ntāni jñātvā vimucyate", "devanagari": "> বিষ্ণোস্তু ত্রীণি রূপাণি পুরুষাখ্যান্যথো বিদুঃ ।\n> একন্তু মহতঃ স্রষ্টৃ দ্বিতীয়ং ত্বণ্ডসংস্থিতম্ ।\n> তৃতীয়ং সর্বভূতস্থং তানি জ্ঞাত্বা বিমুচ্যতে ॥৭৭॥", "synonyms": "*viṣṇoḥ*—do Senhor Viṣṇu; *tu*—certamente; *trīṇi*—três; *rūpāṇi*—formas; *puruṣa-ākhyāni*—celebradas como o puruṣa; *atho*—como; *viduḥ*—eles conhecem; *ekam*—uma delas; *tu*—mas; *mahataḥ sraṣṭṛ*—o criador da energia material total; *dvitīyam*—a segunda; *tu*—mas; *aṇḍa-saṁsthitam*—situada dentro do universo; *tṛtīyam*—a terceira; *sarva-bhūta-stham*—dentro do coração de todas as entidades vivas; *tāni*—esses três; *jñātvā*—conhecendo; *vimucyate*—a pessoa libera-se.", "translation": "**\"Viṣṇu tem três formas chamadas puruṣas. A primeira, Mahā-Viṣṇu, é o criador da energia material total [mahat]; a segunda é Garbhodaśāyī, que está situado dentro de cada universo; e a terceira é Kṣīrodaśāyī, que vive no coração de cada ser vivo. Aquele que conhece esses três libera-se das garras de māyā.\"**", "purport": "Este verso aparece no Laghu-bhāgavatāmṛta (Pūrva 2.9), onde foi citado do Sātvata-tantra."}
{"ref": "cc/adi/5/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/78/", "verse_text": "yadyapi kahiye tāṅre kṛṣṇera 'kalā' kari\nmatsya-kūrmādy-avatārera tiṅho avatārī", "devanagari": "> যদ্যপি কহিয়ে তাঁরে কৃষ্ণের ‘কলা’ করি ।\n> মৎস্য-কূর্মাদ্যবতারের তিঁহো অবতারী ॥৭৮॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *kahiye*—eu diga; *tāṅre*—a Ele; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kalā*—parte da parte; *kari*—fazendo; *matsya*—a encarnação peixe; *kūrma-ādi*—a encarnação tartaruga e outras; *avatārera*—de todas essas encarnações; *tiṅho*—Ele; *avatārī*—a fonte original.", "translation": "**Embora Kṣīrodaśāyī Viṣṇu seja chamado de kalā do Senhor Kṛṣṇa, Ele é a fonte de Matsya, Kūrma e das demais encarnações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/79/", "verse_text": "ete cāṁśa-kalāḥ puṁsaḥ\nkṛṣṇas tu bhagavān svayam\nindrāri-vyākulaṁ lokaṁ\nmṛḍayanti yuge yuge", "devanagari": "> এতে চাংশকলাঃ পুংসঃ কৃষ্ণস্তু ভগবান্ স্বয়ম্ ।\n> ইন্দ্রারি-ব্যাকুলং লোকং মৃড়য়ন্তি যুগে যুগে ॥৭৯॥", "synonyms": "*ete*—todas essas; *ca*—também; *aṁśa-kalāḥ*—porção ou parte da porção; *puṁsaḥ*—da Pessoa Suprema; *kṛṣṇaḥ tu*—mas o Senhor Kṛṣṇa; *bhagavān*—a Personalidade de Deus original; *svayam*—Ele mesmo; *indra-ari*—os demônios; *vyākulam*—perturbado; *lokam*—todos os planetas; *mṛḍayanti*—torna-os felizes; *yuge yuge*—em diferentes milênios.", "translation": "**\"Todas essas encarnações de Deus são porções plenárias ou partes das porções plenárias dos puruṣa-avatāras. Mas Kṛṣṇa é a própria Suprema Personalidade de Deus. Em todas as eras Ele protege o mundo, por meio de Seus diferentes aspectos, quando este é perturbado pelos inimigos de Indra.\"**", "purport": "Esta citação é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.28)."}
{"ref": "cc/adi/5/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/80/", "verse_text": "sei puruṣa sṛṣṭi-sthiti-pralayera kartā\nnānā avatāra kare, jagatera bhartā", "devanagari": "> সেই পুরুষ সৃষ্টি-স্থিতি-প্রলয়ের কর্তা ।\n> নানা অবতার করে, জগতের ভর্তা ॥৮০॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *puruṣa*—a Personalidade de Deus; *sṛṣṭi-sthiti-pralayera*—da criação, manutenção e aniquilação; *kartā*—executor; *nānā*—várias; *avatāra*—encarnações; *kare*—faz; *jagatera*—do mundo material; *bhartā*—mantenedor.", "translation": "**Aquele puruṣa [Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu] é o executor da criação, manutenção e destruição. Ele Se manifesta em muitas encarnações, pois é o mantenedor do mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/81/", "verse_text": "sṛṣṭy-ādi-nimitte yei aṁśera avadhāna\nsei ta' aṁśere kahi 'avatāra' nāma", "devanagari": "> সৃষ্ট্যাদি-নিমিত্তে যেই অংশের অবধান ।\n> সেই ত’ অংশেরে কহি ‘অবতার’ নাম ॥৮১॥", "synonyms": "*sṛṣṭi-ādi-nimitte*—para a causa da criação, manutenção e aniquilação; *yei*—que; *aṁśera avadhāna*—manifestação da parte; *sei ta'*—essa certamente; *aṁśere kahi*—falo dessa expansão plenária; *avatāra nāma*—pelo nome de \"encarnação\".", "translation": "**Aquele fragmento do Mahā-puruṣa que aparece com o propósito de criação, manutenção e aniquilação é chamado de encarnação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/82/", "verse_text": "ādyāvatāra, mahā-puruṣa, bhagavān\nsarva-avatāra-bīja, sarvāśraya-dhāma", "devanagari": "> আদ্যাবতার, মহাপুরুষ, ভগবান্ ।\n> সর্ব-অবতার-বীজ, সর্বাশ্রয়-ধাম ॥৮২॥", "synonyms": "*ādya-avatāra*—a encarnação original; *mahā-puruṣa*—o Senhor Mahā-Viṣṇu; *bhagavān*—a Personalidade de Deus; *sarva-avatāra-bīja*—a semente de todos os diferentes tipos de encarnações; *sarva-āśraya-dhāma*—o abrigo de tudo.", "translation": "**Aquele Mahā-puruṣa é idêntico à Personalidade de Deus. Ele é a encarnação original, a semente de todas as demais e o abrigo de tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/83/", "verse_text": "ādyo 'vatāraḥ puruṣaḥ parasya\nkālaḥ svabhāvaḥ sad-asan manaś ca\ndravyaṁ vikāro guṇa indriyāṇi\nvirāṭ svarāṭ sthāsnu cariṣṇu bhūmnaḥ", "devanagari": "> আদ্যোঽবতারঃ পুরুষঃ পরস্য\n> কালঃ স্বভাবঃ সদসন্মনশ্চ ।\n> দ্রব্যং বিকারো গুণ ইন্দ্রিয়াণি\n> বিরাট্ স্বরাট্ স্থাস্নু চরিষ্ণু ভূম্নঃ ॥৮৩॥", "synonyms": "*ādyaḥ avatāraḥ*—encarnação original; *puruṣaḥ*—o Senhor; *parasya*—do Supremo; *kālaḥ*—tempo; *svabhāvaḥ*—natureza; *sat-asat*—causa e efeito; *manaḥ ca*—bem como a mente; *dravyam*—os cinco elementos; *vikāraḥ*—transformação ou o falso ego; *guṇaḥ*—modos da natureza; *indriyāṇi*—sentidos; *virāṭ*—a forma universal; *svarāṭ*—independência completa; *sthāsnu*—imóvel; *cariṣṇu*—móvel; *bhūmnaḥ*—da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"O puruṣa é a encarnação primária da Suprema Personalidade de Deus. O tempo, a natureza, prakṛti (como causa e efeito), a mente, os elementos materiais, o falso ego, os modos da natureza, os sentidos, a forma universal, a independência completa e os seres móveis e imóveis aparecem subsequentemente como Suas opulências.\"**", "purport": "Descrevendo as encarnações e seus sintomas, o Laghu-bhāgavatāmṛta afirma que, quando o Senhor Kṛṣṇa desce para conduzir os assuntos criativos da manifestação material, Ele é um avatāra, ou encarnação. As duas categorias de avatāras são os devotos capacitados e tad-ekātma-rūpa (o próprio Senhor). Um exemplo de tad-ekātma-rūpa é Śeṣa, e um exemplo de devoto é Vasudeva, o pai do Senhor Kṛṣṇa. Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa comentou que a manifestação cósmica material é um reino parcial de Deus, ao qual Deus às vezes precisa vir para executar uma função específica. A porção plenária do Senhor por meio da qual o Senhor Kṛṣṇa executa tais ações é chamada de Mahā-Viṣṇu, que é o início primordial de todas as encarnações. Observadores inexperientes presumem que a energia material fornece tanto a causa quanto os elementos da manifestação cósmica e que as entidades vivas são os desfrutadores da natureza material. Mas os devotos da escola Bhāgavata, que examinou minuciosamente toda a situação, podem compreender que a natureza material não pode ser, por si só, nem a fornecedora dos elementos materiais nem a causa da manifestação material. A natureza material recebe o poder de fornecer os elementos materiais a partir do olhar do supremo puruṣa, Mahā-Viṣṇu, e, quando é capacitada por Ele, é chamada de causa da manifestação material. Ambas as características da natureza material, como causa da criação material e como fonte de seus elementos, existem devido ao olhar da Suprema Personalidade de Deus. As várias expansões do Senhor Supremo que agem para capacitar a energia material são conhecidas como expansões plenárias ou encarnações. Como ilustra o exemplo de muitas chamas acesas a partir de uma única chama, todas essas expansões plenárias e encarnações são tão boas quanto o próprio Viṣṇu; não obstante, por causa de suas atividades no controle de māyā, às vezes são conhecidas como māyika, ou como tendo relação com māyā. Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.6.42)."}
{"ref": "cc/adi/5/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/84/", "verse_text": "jagṛhe pauruṣaṁ rūpaṁ\nbhagavān mahad-ādibhiḥ\nsambhūtaṁ ṣoḍaśa-kalam\nādau loka-sisṛkṣayā", "devanagari": "> জগৃহে পৌরুষং রূপং ভগবান্মহদাদিভিঃ ।\n> সম্ভূতং ষোড়শকলমাদৌ লোকসিসৃক্ষয়া ॥৮৪॥", "synonyms": "*jagṛhe*—aceitou; *pauruṣam*—a encarnação puruṣa; *rūpam*—a forma; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *mahat-ādibhiḥ*—pela energia material total etc.; *sambhūtam*—criada; *ṣoḍaśa*—dezesseis; *kalam*—energias; *ādau*—originalmente; *loka*—os mundos materiais; *sisṛkṣayā*—com o desejo de criar.", "translation": "**\"No início da criação, o Senhor Se expandiu na forma da encarnação puruṣa, acompanhado de todos os ingredientes da criação material. Primeiro, Ele criou as dezesseis principais energias adequadas à criação. Isso foi com o propósito de manifestar os universos materiais.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.1). O comentário de Madhva sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* menciona que as dezesseis energias espirituais seguintes estão presentes no mundo espiritual: (1) śrī, (2) bhū, (3) līlā, (4) kānti, (5) kīrti, (6) tuṣṭi, (7) gīr, (8) puṣṭi, (9) satyā, (10) jñānājñānā, (11) jayā utkarṣiṇī, (12) vimalā, (13) yogamāyā, (14) prahvī, (15) īśānā e (16) anugrahā. Em seu comentário sobre o Laghu-bhāgavatāmṛta, Śrī Baladeva Vidyābhūṣaṇa disse que as energias acima também são conhecidas por nove nomes: (1) vimalā, (2) utkarṣiṇī, (3) jñānā, (4) kriyā, (5) yogā, (6) prahvī, (7) satyā, (8) īśānā e (9) anugrahā. No Bhagavat-sandarbha de Śrīla Jīva Gosvāmī (Anuccheda 103), elas são descritas como śrī, puṣṭi, gīr, kānti, kīrti, tuṣṭi, ilā, jaya; vidyāvidyā, māyā, samvit, sandhinī, hlādinī, bhakti, mūrti, vimalā, yogā, prahvī, īśānā, anugrahā, etc. Todas essas energias atuam em diferentes esferas da supremacia do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/5/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/85/", "verse_text": "yadyapi sarvāśraya tiṅho, tāṅhāte saṁsāra\nantarātmā-rūpe tiṅho jagat-ādhāra", "devanagari": "> যদ্যপি সর্বাশ্রয় তিঁহো, তাঁহাতে সংসার ।\n> অন্তরাত্মা-রূপে তিঁহো জগত্-আধার ॥৮৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *sarva-āśraya*—o abrigo de tudo; *tiṅho*—Ele (o Senhor); *tāṅhāte*—nEle; *saṁsāra*—a criação material; *antaḥ-ātmā-rūpe*—na forma da Superalma; *tiṅho*—Ele; *jagat-ādhāra*—o suporte de toda a criação.", "translation": "**Embora o Senhor seja o abrigo de tudo e embora todos os universos repousem nEle, Ele, como a Superalma, é também o suporte de tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/86/", "verse_text": "prakṛti-sahite tāṅra ubhaya sambandha\ntathāpi prakṛti-saha nāhi sparśa-gandha", "devanagari": "> প্রকৃতি-সহিতে তাঁর উভয় সম্বন্ধ ।\n> তথাপি প্রকৃতি-সহ নাহি স্পর্শগন্ধ ॥৮৬॥", "synonyms": "*prakṛti-sahite*—com a energia material; *tāṅra*—Suas; *ubhaya sambandha*—ambas as relações; *tathāpi*—ainda assim; *prakṛti-saha*—com a natureza material; *nāhi*—não há; *sparśa-gandha*—nem o mais leve contato.", "translation": "**Embora esteja assim ligado à energia material de duas maneiras, Ele não tem o menor contato com ela.**", "purport": "No Laghu-bhāgavatāmṛta, Śrīla Rūpa Gosvāmī, comentando a posição transcendental do Senhor, além das qualidades materiais, diz que Viṣṇu, como controlador e superintendente da natureza material, tem uma conexão com as qualidades materiais. Essa conexão é chamada de yoga. Entretanto, aquele que dirige uma prisão não é, ele próprio, um prisioneiro. De modo semelhante, embora a Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu, dirija ou supervisione a natureza qualitativa, Ele não tem conexão alguma com os modos materiais da natureza. As expansões do Senhor Viṣṇu sempre mantêm sua supremacia; elas nunca estão ligadas às qualidades materiais. Alguém poderia argumentar que Mahā-Viṣṇu não pode ter conexão alguma com as qualidades materiais, pois, se Ele tivesse tal conexão, o *Śrīmad-Bhāgavatam* não afirmaria que a natureza material, envergonhada de sua ingrata tarefa de induzir as entidades vivas a se tornarem avessas ao Senhor Supremo, permanece atrás do Senhor por timidez. Em resposta a esse argumento, pode-se dizer que a palavra guṇa significa \"regulação\". O Senhor Viṣṇu, o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva estão situados neste universo como os diretores dos três modos, e sua conexão com os modos é conhecida como yoga. Isso não indica, porém, que essas personalidades estejam presas às qualidades da natureza. O Senhor Viṣṇu, especificamente, é sempre o controlador das três qualidades. Não há possibilidade de que Ele venha a ficar sob o controle delas.\n\nEmbora as características causais e fornecedoras de elementos existam na natureza material em virtude do olhar da Suprema Personalidade de Deus, o Senhor nunca é afetado por lançar Seu olhar sobre as qualidades materiais. Pela vontade do Senhor Supremo, ocorrem as diferentes mudanças qualitativas no mundo material, mas não há possibilidade de afeição, mudança ou contaminação material para o Senhor Viṣṇu."}
{"ref": "cc/adi/5/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/87/", "verse_text": "etad īśanam īśasya\nprakṛti-stho 'pi tad-guṇaiḥ\nna yujyate sadātma-sthair\nyathā buddhis tad-āśrayā", "devanagari": "> এতদীশনমীশস্য প্রকৃতিস্থোঽপি তদ্গুণৈঃ ।\n> ন যুজ্যতে সদাত্মস্থৈর্যথা বুদ্ধিস্তদাশ্রয়া ॥৮৭॥", "synonyms": "*etat*—isto é; *īśanam*—opulência; *īśasya*—do Senhor; *prakṛti-sthaḥ*—dentro deste mundo material; *api*—embora; *tat-guṇaiḥ*—pelas qualidades materiais; *na yujyate*—nunca afetado; *sadā*—sempre; *ātma-sthaiḥ*—situado em Sua própria energia; *yathā*—como também; *buddhiḥ*—inteligência; *tat*—Seus; *āśrayā*—devotos.", "translation": "**\"Esta é a opulência do Senhor. Embora situado dentro da natureza material, Ele nunca é afetado pelos modos da natureza. De modo semelhante, aqueles que se renderam a Ele e fixaram a sua inteligência n'Ele não são influenciados pelos modos da natureza.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.11.38)."}
{"ref": "cc/adi/5/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/88/", "verse_text": "ei mata gītāteha punaḥ punaḥ kaya\nsarvadā īśvara-tattva acintya-śakti haya", "devanagari": "> এই মত গীতাতেহ পুনঃ পুনঃ কয় ।\n> সর্বদা ঈশ্বর-তত্ত্ব অচিন্ত্যশক্তি হয় ॥৮৮॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa forma; *gītāteha*—no Bhagavad-gītā; *punaḥ punaḥ*—repetidamente; *kaya*—diz-se; *sarvadā*—sempre; *īśvara-tattva*—a verdade da Verdade Absoluta; *acintya-śakti haya*—é inconcebível.", "translation": "**Assim, o *Bhagavad-gītā* também afirma repetidamente que a Verdade Absoluta sempre possui poder inconcebível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/89/", "verse_text": "āmi ta' jagate vasi, jagat āmāte\nnā āmi jagate vasi, nā āmā jagate", "devanagari": "> আমি ত’ জগতে বসি, জগৎ আমাতে ।\n> না আমি জগতে বসি, না আমা জগতে ॥৮৯॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *ta'*—certamente; *jagate*—no mundo material; *vasi*—situado; *jagat*—a criação material inteira; *āmāte*—em Mim; *nā*—não; *āmi*—Eu; *jagate*—dentro do mundo material; *vasi*—situado; *nā*—nem; *āmā*—em Mim; *jagate*—o mundo material.", "translation": "**\"Eu estou situado no mundo material, e o mundo repousa em Mim. Mas, ao mesmo tempo, não estou situado no mundo material, nem ele repousa em Mim, de fato.**", "purport": "Nada na existência é possível a menos que seja energizado pela vontade do Senhor. Toda a criação manifestada está, portanto, repousando na energia do Senhor, mas não se deve por isso presumir que a manifestação material seja idêntica à Suprema Personalidade de Deus. Uma nuvem pode repousar no céu, mas isso não significa que o céu e a nuvem sejam uma só e a mesma coisa. De modo semelhante, a natureza material qualitativa e seus produtos nunca são idênticos ao Senhor Supremo. A tendência de dominar a natureza material, ou māyā, não pode ser uma característica da Suprema Personalidade de Deus. Quando desce ao mundo material, Ele mantém Sua natureza transcendental, sem ser afetado pelas qualidades materiais. Tanto no mundo espiritual quanto no material, Ele é sempre o controlador de todas as energias. A natureza espiritual incontaminada sempre existe dentro d'Ele. O Senhor aparece e desaparece no mundo material sob diferentes aspectos para Seus passatempos, mas Ele é a origem de todas as manifestações cósmicas.\n\nA manifestação material não pode existir separada do Senhor Supremo; contudo, o Senhor Viṣṇu, a Suprema Personalidade de Deus, apesar de Sua conexão com a natureza material, não pode subordinar-se à influência desta. Sua forma original de bem-aventurança e conhecimento eternos jamais está subordinada às três qualidades da natureza material. Esta é uma característica específica das potências inconcebíveis do Senhor Supremo."}
{"ref": "cc/adi/5/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/90/", "verse_text": "acintya aiśvarya ei jāniha āmāra\nei ta' gītāra artha kaila paracāra", "devanagari": "> অচিন্ত্য ঐশ্বর্য এই জানিহ আমার ।\n> এই ত’ গীতার অর্থ কৈল পরচার ॥৯০॥", "synonyms": "*acintya*—inconcebível; *aiśvarya*—opulência; *ei*—isto; *jāniha*—deves conhecer; *āmāra*—de Mim; *ei ta'*—este; *gītāra artha*—o significado do Bhagavad-gītā; *kaila paracāra*—o Senhor Kṛṣṇa propagou.", "translation": "**\"Ó Arjuna, deves conhecer isto como Minha opulência inconcebível.\" Este é o significado propagado pelo Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/91/", "verse_text": "sei ta' puruṣa yāṅra 'aṁśa' dhare nāma\ncaitanyera saṅge sei nityānanda-rāma", "devanagari": "> সেই ত’ পুরুষ যাঁর ‘অংশ’ ধরে নাম ।\n> চৈতন্যের সঙ্গে সেই নিত্যানন্দ-রাম ॥৯১॥", "synonyms": "*sei ta'*—esse; *puruṣa*—a Pessoa Suprema; *yāṅra*—de quem; *aṁśa*—como parte; *dhare nāma*—é conhecido; *caitanyera saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—esse; *nityānanda-rāma*—o Senhor Nityānanda ou Balarāma.", "translation": "**Esse Mahā-puruṣa [Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu] é conhecido como uma parte plenária d'Aquele que é o Senhor Nityānanda Balarāma, o associado predileto do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/92/", "verse_text": "ei ta' navama ślokera artha-vivaraṇa\ndaśama ślokera artha śuna diyā mana", "devanagari": "> এই ত’ নবম শ্লোকের অর্থ-বিবরণ ।\n> দশম শ্লোকের অর্থ শুন দিয়া মন ॥৯২॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *navama ślokera*—do nono verso; *artha-vivaraṇa*—a descrição do significado; *daśama ślokera*—do décimo verso; *artha*—o significado; *śuna*—ouvi; *diyā mana*—com atenção.", "translation": "**Assim, expliquei o nono verso, e agora explicarei o décimo. Por favor, ouvi com toda a atenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/93/", "verse_text": "yasyāṁśāṁśaḥ śrīla-garbhoda-śāyī\nyan-nābhy-abjaṁ loka-saṅghāta-nālam\nloka-sraṣṭuḥ sūtikā-dhāma dhātus\ntaṁ śrī-nityānanda-rāmaṁ prapadye", "devanagari": "> যস্যাংশাংশঃ শ্রীল-গর্ভোদশায়ী\n> যন্নাভ্যব্জং লোকসংঘাতনালম্ ।\n> লোকস্রষ্টুঃ সূতিকাধাম ধাতু-\n> স্তং শ্রীনিত্যানন্দরামং প্রপদ্যে ॥৯৩॥", "synonyms": "*yasya*—cuja; *aṁśa-aṁśaḥ*—porção de uma porção plenária; *śrīla-garbha-uda-śāyī*—Garbhodakaśāyī Viṣṇu; *yat*—de quem; *nābhi-abjam*—o lótus do umbigo; *loka-saṅghāta*—da multidão de planetas; *nālam*—tendo um caule que é o lugar de repouso; *loka-sraṣṭuḥ*—do Senhor Brahmā, o criador dos planetas; *sūtikā-dhāma*—o local de nascimento; *dhātuḥ*—do criador; *tam*—a Ele; *śrī-nityānanda-rāmam*—ao Senhor Balarāma sob a forma do Senhor Nityānanda; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**Ofereço minhas plenas reverências aos pés de Śrī Nityānanda Rāma, parte parcial de quem é Garbhodakaśāyī Viṣṇu. Do umbigo de Garbhodakaśāyī Viṣṇu brota o lótus que é o local de nascimento de Brahmā, o engenheiro do universo. O caule desse lótus é o lugar de repouso da multidão de planetas.**", "purport": "No *Mahābhārata*, Śānti-parva, afirma-se que Aquele que é Pradyumna também é Aniruddha. Ele é também o pai de Brahmā. Assim, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu são expansões plenárias idênticas de Pradyumna, a Deidade original de Brahmā, que nasce da flor de lótus. É Pradyumna quem orienta Brahmā no gerenciamento cósmico. Uma descrição completa do nascimento de Brahmā é dada no *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.8.15-16).\n\nAo descrever as características dos três puruṣas, o *Laghu-bhāgavatāmṛta* diz que Garbhodakaśāyī Viṣṇu tem uma forma de quatro mãos e que, quando Ele mesmo entra no oco do universo e Se deita no oceano de leite, é conhecido como Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, que é a Superalma de todas as entidades vivas, inclusive dos semideuses. No *Sātvata-tantra*, diz-se que a terceira encarnação puruṣa, Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, está situada como a Superalma no coração de todos. Esse Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu é uma expansão de Garbhodakaśāyī Viṣṇu para os passatempos."}
{"ref": "cc/adi/5/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/94/", "verse_text": "sei ta' puruṣa ananta-brahmāṇḍa sṛjiyā\nsaba aṇḍe praveśilā bahu-mūrti hañā", "devanagari": "> সেই ত’ পুরুষ অনন্তব্রহ্মাণ্ড সৃজিয়া ।\n> সব অণ্ডে প্রবেশিলা বহু-মূর্তি হঞা ॥৯৪॥", "synonyms": "*sei*—esse; *ta'*—certamente; *puruṣa*—a encarnação; *ananta-brahmāṇḍa*—inumeráveis universos; *sṛjiyā*—criando; *saba*—todos; *aṇḍe*—nos universos semelhantes a ovos; *praveśilā*—entrou; *bahu-mūrti hañā*—assumindo formas multifárias.", "translation": "**Depois de criar milhões de universos, o primeiro puruṣa entrou em cada um deles sob uma forma separada, como Śrī Garbhodakaśāyī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/95/", "verse_text": "bhitare praveśi' dekhe saba andhakāra\nrahite nāhika sthāna karila vicāra", "devanagari": "> ভিতরে প্রবেশি’ দেখে সব অন্ধকার ।\n> রহিতে নাহিক স্থান করিল বিচার ॥৯৫॥", "synonyms": "*bhitare*—dentro do universo; *praveśi'*—entrando; *dekhe*—Ele vê; *saba*—toda; *andhakāra*—escuridão; *rahite*—para permanecer; *nāhika*—não há; *sthāna*—lugar; *karila vicāra*—considerou.", "translation": "**Ao entrar no universo, Ele encontrou apenas escuridão, sem nenhum lugar onde residir. Assim, pôs-Se a refletir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/96/", "verse_text": "nijāṅga-sveda-jala karila sṛjana\nsei jale kaila ardha-brahmāṇḍa bharaṇa", "devanagari": "> নিজাঙ্গ-স্বেদজল করিল সৃজন ।\n> সেই জলে কৈল অর্ধ-ব্রহ্মাণ্ড ভরণ ॥৯৬॥", "synonyms": "*nija-aṅga*—de Seu próprio corpo; *sveda-jala*—a água da transpiração; *karila*—realizou; *sṛjana*—a criação; *sei jale*—com essa água; *kaila*—fez; *ardha-brahmāṇḍa*—a metade do universo; *bharaṇa*—o enchimento.", "translation": "**Então Ele criou água a partir da transpiração de Seu próprio corpo e, com essa água, encheu metade do universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/97/", "verse_text": "brahmāṇḍa-pramāṇa pañcāśat-koṭi-yojana\nāyāma, vistāra, dui haya eka sama", "devanagari": "> ব্রহ্মাণ্ড-প্রমাণ পঞ্চাশৎকোটি-যোজন ।\n> আয়াম, বিস্তার, দুই হয় এক সম ॥৯৭॥", "synonyms": "*brahmāṇḍa-pramāṇa*—a medida do universo; *pañcāśat*—cinquenta; *koṭi*—dez milhões; *yojana*—comprimentos de oito milhas; *āyāma*—comprimento; *vistāra*—largura; *dui*—ambos; *haya*—são; *eka sama*—um e o mesmo.", "translation": "**O universo mede quinhentos milhões de yojanas. Seu comprimento e sua largura são um só e o mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/98/", "verse_text": "jale bhari' ardha tāṅhā kaila nija-vāsa\nāra ardhe kaila caudda-bhuvana prakāśa", "devanagari": "> জলে ভরি’ অর্ধ তাঁহা কৈল নিজ-বাস ।\n> আর অর্ধে কৈল চৌদ্দভুবন প্রকাশ ॥৯৮॥", "synonyms": "*jale*—com água; *bhari'*—enchendo; *ardha*—metade; *tāṅhā*—ali; *kaila*—fez; *nija-vāsa*—sua própria residência; *āra*—outra; *ardhe*—na metade; *kaila*—realizou; *caudda-bhuvana*—dos catorze mundos; *prakāśa*—a manifestação.", "translation": "**Após encher metade do universo com água, Ele fez ali Sua própria residência e manifestou os catorze mundos na outra metade.**", "purport": "Os catorze mundos são enumerados no *Śrīmad-Bhāgavatam*, Segundo Canto, Quinto Capítulo. Os sistemas planetários superiores são (1) Bhū, (2) Bhuvar, (3) Svar, (4) Mahar, (5) Janas, (6) Tapas e (7) Satya. Os sete sistemas planetários inferiores são (1) Tala, (2) Atala, (3) Vitala, (4) Nitala, (5) Talātala, (6) Mahātala e (7) Sutala. Os planetas inferiores, como um todo, chamam-se Pātāla. Entre os sistemas planetários superiores, Bhū, Bhuvar e Svar constituem Svargaloka, e os demais chamam-se Martya. O universo inteiro é, assim, conhecido como Triloka."}
{"ref": "cc/adi/5/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/99/", "verse_text": "tāṅhāi prakaṭa kaila vaikuṇṭha nija-dhāma\nśeṣa-śayana-jale karila viśrāma", "devanagari": "> তাঁহাই প্রকট কৈল বৈকুণ্ঠ নিজ-ধাম ।\n> শেষ-শয়ন-জলে করিল বিশ্রাম ॥৯৯॥", "synonyms": "*tāṅhāi*—ali; *prakaṭa*—a manifestação; *kaila*—realizou; *vaikuṇṭha*—o mundo espiritual; *nija-dhāma*—Sua própria morada; *śeṣa*—do Senhor Śeṣa; *śayana*—no leito; *jale*—sobre a água; *karila*—entregou-Se ao; *viśrāma*—descanso.", "translation": "**Ali Ele manifestou Vaikuṇṭha como Sua própria morada e descansou nas águas, sobre o leito do Senhor Śeṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/100-101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/100-101/", "verse_text": "ananta-śayyāte tāṅhā karila śayana\nsahasra mastaka tāṅra sahasra vadana\nsahasra-caraṇa-hasta, sahasra-nayana\nsarva-avatāra-bīja, jagat-kāraṇa", "devanagari": "> অনন্তশয্যাতে তাঁহা করিল শয়ন ।\n> সহস্র মস্তক তাঁর সহস্র বদন ॥১০০॥\n> সহস্র-চরণ-হস্ত, সহস্র-নয়ন ।\n> সর্ব-অবতার-বীজ, জগৎ-কারণ ॥১০১॥", "synonyms": "*ananta-śayyāte*—sobre o Senhor Ananta como leito; *tāṅhā*—ali; *karila śayana*—deitou-Se; *sahasra*—milhares; *mastaka*—de cabeças; *tāṅra*—Suas; *sahasra vadana*—milhares de faces; *sahasra*—milhares; *caraṇa*—de pernas; *hasta*—de mãos; *sahasra-nayana*—milhares de olhos; *sarva-avatāra-bīja*—a semente de todas as encarnações; *jagat-kāraṇa*—a causa do mundo material.", "translation": "**Ele Se deitou ali com Ananta como Seu leito. O Senhor Ananta é uma serpente divina que possui milhares de cabeças, milhares de faces, milhares de olhos e milhares de mãos e pés. Ele é a semente de todas as encarnações e é a causa do mundo material.**", "purport": "No reservatório de água criado primeiramente pela transpiração de Garbhodakaśāyī Viṣṇu, o Senhor repousa sobre a expansão plenária Śeṣa de Viṣṇu, que é descrita no *Śrīmad-Bhāgavatam* e nos quatro *Vedas* da seguinte maneira:\n\nsahasra-śīrṣā puruṣaḥ sahasrākṣaḥ sahasra-pāt\nsa bhūmiṁ viśvato vṛtvātyatiṣṭhad daśāṅgulam\n\nA forma de Viṣṇu chamada Ananta-śayana tem milhares de mãos e pernas e milhares de olhos, e Ele é o gerador ativo de todas as encarnações dentro do mundo material."}
{"ref": "cc/adi/5/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/102/", "verse_text": "tāṅra nābhi-padma haite uṭhila eka padma\nsei padme haila brahmāra janma-sadma", "devanagari": "> তাঁর নাভিপদ্ম হৈতে উঠিল এক পদ্ম ।\n> সেই পদ্মে হৈল ব্রহ্মার জন্ম-সদ্ম ॥১০২॥", "synonyms": "*tāṅra*—Seu; *nābhi-padma*—lótus do umbigo; *haite*—de; *uṭhila*—brotou; *eka*—uma; *padma*—flor de lótus; *sei padme*—naquele lótus; *haila*—houve; *brahmāra*—do Senhor Brahmā; *janma-sadma*—o local de nascimento.", "translation": "**De Seu umbigo brotou uma flor de lótus, que se tornou o local de nascimento do Senhor Brahmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/103/", "verse_text": "sei padma-nāle haila caudda-bhuvana\nteṅho brahmā hañā sṛṣṭi karila sṛjana", "devanagari": "> সেই পদ্মনালে হৈল চৌদ্দভুবন ।\n> তেঁহো ব্রহ্মা হঞা সৃষ্টি করিল সৃজন ॥১০৩॥", "synonyms": "*sei padma-nāle*—dentro do caule daquela flor de lótus; *haila*—estavam; *caudda-bhuvana*—os catorze mundos; *teṅho*—Ele mesmo; *brahmā hañā*—aparecendo como Brahmā; *sṛṣṭi*—a criação; *karila sṛjana*—criou.", "translation": "**Dentro do caule daquele lótus estavam os catorze mundos. Assim, o Senhor Supremo, como Brahmā, criou toda a criação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/104/", "verse_text": "viṣṇu-rūpa hañā kare jagat pālane\nguṇātīta-viṣṇu sparśa nāhi māyā-guṇe", "devanagari": "> বিষ্ণুরূপ হঞা করে জগৎ পালনে ।\n> গুণাতীত-বিষ্ণু স্পর্শ নাহি মায়া-গুণে ॥১০৪॥", "synonyms": "*viṣṇu-rūpa*—a forma do Senhor Viṣṇu; *hañā*—tornando-Se; *kare*—faz; *jagat pālane*—a manutenção do mundo material; *guṇa-atīta*—além das qualidades materiais; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *sparśa*—contato; *nāhi*—não; *māyā-guṇe*—com as qualidades materiais.", "translation": "**E como Senhor Viṣṇu, Ele mantém o mundo inteiro. O Senhor Viṣṇu, estando além de todos os atributos materiais, não tem contato algum com as qualidades materiais.**", "purport": "Śrī Baladeva Vidyābhūṣaṇa afirma que, embora Viṣṇu seja a Deidade predominante da qualidade da bondade no mundo material, Ele jamais é afetado pela qualidade da bondade, pois dirige essa qualidade simplesmente por Sua vontade suprema. Diz-se que todas as entidades vivas podem obter toda a boa fortuna do Senhor unicamente por Sua vontade. No Vāmana Purāṇa, afirma-se que esse mesmo Viṣṇu Se expande como Brahmā e Śiva para dirigir as diferentes qualidades.\n\nComo o Senhor Viṣṇu expande a qualidade da bondade, Ele recebe o nome de Sattvatanu. As múltiplas encarnações de Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu são conhecidas como Sattvatanu. Por isso, em todas as escrituras Védicas, Viṣṇu é descrito como livre de todas as qualidades materiais. No Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*, afirma-se:\n\nharir hi nirguṇaḥ sākṣāt\npuruṣaḥ prakṛteḥ paraḥ\nsa sarva-dṛg upadraṣṭā\ntaṁ bhajan nirguṇo bhavet\n\n\"A Suprema Personalidade de Deus, Hari, está sempre incontaminado pelos modos da natureza material, pois Se encontra além da manifestação material. Ele é a fonte do conhecimento de todos os semideuses, encabeçados pelo Senhor Brahmā, e é a testemunha de tudo. Portanto, aquele que adora o Supremo Senhor Viṣṇu também alcança a liberação da contaminação da natureza material.\" (Bhāg. 10.88.5) Pode-se alcançar a liberação da contaminação da natureza material adorando Viṣṇu, e por isso Ele é chamado Sattvatanu, como descrito acima."}
{"ref": "cc/adi/5/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/105/", "verse_text": "rudra-rūpa dhari' kare jagat saṁhāra\nsṛṣṭi-sthiti-pralaya--icchāya yāṅhāra", "devanagari": "> রুদ্ররূপ ধরি’ করে জগৎ সংহার ।\n> সৃষ্টি-স্থিতি-প্রলয় — ইচ্ছায় যাঁহার ॥১০৫॥", "synonyms": "*rudra-rūpa*—a forma do Senhor Śiva; *dhari'*—aceitando; *kare*—faz; *jagat saṁhāra*—a aniquilação do mundo material; *sṛṣṭi-sthiti-pralaya*—criação, manutenção e aniquilação; *icchāya*—pela vontade; *yāṅhāra*—de quem.", "translation": "**Assumindo a forma de Rudra, Ele destrói a criação. Assim, criação, manutenção e dissolução são realizadas por Sua vontade.**", "purport": "Maheśvara, ou o Senhor Śiva, não é um ser vivo comum, nem é igual ao Senhor Viṣṇu. Comparando efetivamente o Senhor Viṣṇu e o Senhor Śiva, o *Brahma-saṁhitā* afirma que Viṣṇu é como o leite, ao passo que Śiva é como a coalhada. A coalhada em nada se assemelha ao leite, mas, mesmo assim, também é leite."}
{"ref": "cc/adi/5/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/106/", "verse_text": "hiraṇya-garbha, antaryāmī, jagat-kāraṇa\nyāṅra aṁśa kari' kare virāṭa-kalpana", "devanagari": "> হিরণ্যগর্ভ, অন্তর্যামী, জগৎ-কারণ ।\n> ঙ্মযাঁর অংশ করি’ করে বিরাট-কল্পন ॥১০৬॥", "synonyms": "*hiraṇya-garbha*—de nome Hiraṇyagarbha; *antaḥ-yāmī*—a Superalma; *jagat-kāraṇa*—a causa do mundo material; *yāṅra aṁśa kari'*—tomando como Sua expansão; *kare*—faz; *virāṭa-kalpana*—a concepção da forma universal.", "translation": "**Ele é a Superalma, Hiraṇyagarbha, a causa do mundo material. A forma universal é concebida como Sua expansão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/107/", "verse_text": "hena nārāyaṇa,--yāṅra aṁśera aṁśa\nsei prabhu nityānanda--sarva-avataṁsa", "devanagari": "> হেন নারায়ণ, — যাঁর অংশের অংশ ।\n> সেই প্রভু নিত্যানন্দ — সর্ব-অবতংস ॥১০৭॥", "synonyms": "*hena*—tal; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *yāṅra*—de quem; *aṁśera*—da porção plenária; *aṁśa*—uma parte; *sei*—esse; *prabhu*—o Senhor; *nityānanda*—de nome Nityānanda; *sarva-avataṁsa*—a fonte de todas as encarnações.", "translation": "**Esse Senhor Nārāyaṇa é uma parte de uma porção plenária do Senhor Nityānanda Balarāma, que é a fonte de todas as encarnações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/108/", "verse_text": "daśama ślokera artha kaila vivaraṇa\nekādaśa ślokera artha śuna diyā mana", "devanagari": "> দশম শ্লোকের অর্থ কৈল বিবরণ ।\n> একাদশ শ্লোকের অর্থ শুন দিয়া মন ॥১০৮॥", "synonyms": "*daśama*—décimo; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *kaila*—fiz; *vivaraṇa*—a descrição; *ekādaśa*—décimo primeiro; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *śuna*—por favor, ouça; *diyā mana*—com a mente.", "translation": "**Assim, expliquei o décimo verso. Agora, por favor, ouça o significado do décimo primeiro verso com toda a sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/109/", "verse_text": "yasyāṁśāṁśāṁśaḥ parātmākhilānāṁ\npoṣṭā viṣṇur bhāti dugdhābdhi-śāyī\nkṣauṇī-bhartā yat-kalā so 'py anantas\ntaṁ śrī-nityānanda-rāmaṁ prapadye", "devanagari": "> যস্যাংশাংশাংশঃ পরাত্মাখিলানাং\n> পোষ্টা বিষ্ণুর্ভাতি দুগ্ধাব্ধিশায়ী ।\n> ক্ষৌণীভর্তা যৎকলা সোঽপ্যনন্ত-\n> স্তং শ্রীনিত্যানন্দরামং প্রপদ্যে ॥১০৯॥", "synonyms": "*yasya*—cuja; *aṁśa-aṁśa-aṁśaḥ*—uma porção de uma porção de uma porção plenária; *para-ātmā*—a Superalma; *akhilānām*—de todas as entidades vivas; *poṣṭā*—o mantenedor; *viṣṇuḥ*—Viṣṇu; *bhāti*—aparece; *dugdha-abdhi-śāyī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu; *kṣauṇī-bhartā*—o sustentáculo da terra; *yat*—cuja; *kalā*—porção de uma porção; *saḥ*—Ele; *api*—certamente; *anantaḥ*—Śeṣa Nāga; *tam*—a Ele; *śrī-nityānanda-rāmam*—ao Senhor Balarāma na forma do Senhor Nityānanda; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de Śrī Nityānanda Rāma, cuja parte secundária é o Viṣṇu deitado no oceano de leite. Esse Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu é a Superalma de todas as entidades vivas e o mantenedor de todos os universos. Śeṣa Nāga é Sua subparte ulterior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/110/", "verse_text": "nārāyaṇera nābhi-nāla-madhyete dharaṇī\ndharaṇīra madhye sapta samudra ye gaṇi", "devanagari": "> নারায়ণের নাভিনাল-মধ্যেতে ধরণী ।\n> ধরণীর মধ্যে সপ্ত সমুদ্র যে গণি ॥১১০॥", "synonyms": "*nārāyaṇera*—do Senhor Nārāyaṇa; *nābhi-nāla*—o caule que sai do umbigo; *madhyete*—dentro; *dharaṇī*—os planetas materiais; *dharaṇīra madhye*—entre os planetas materiais; *sapta*—sete; *samudra*—oceanos; *ye gaṇi*—eles contam.", "translation": "**Os planetas materiais repousam dentro do caule que cresceu do umbigo de lótus do Senhor Nārāyaṇa. Entre esses planetas há sete oceanos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/111/", "verse_text": "tāṅhā kṣīrodadhi-madhye 'śvetadvīpa' nāma\npālayitā viṣṇu,--tāṅra sei nija dhāma", "devanagari": "> তাঁহা ক্ষীরোদধি-মধ্যে ‘শ্বেতদ্বীপ’ নাম ।\n> পালয়িতা বিষ্ণু, — তাঁর সেই নিজ ধাম ॥১১১॥", "synonyms": "*tāṅhā*—ali dentro; *kṣīra-udadhi-madhye*—na parte do oceano conhecida como oceano de leite; *śvetadvīpa nāma*—a ilha chamada Śvetadvīpa; *pālayitā viṣṇu*—o mantenedor, o Senhor Viṣṇu; *tāṅra*—d'Ele; *sei*—essa; *nija dhāma*—própria morada residencial.", "translation": "**Ali, na parte do oceano de leite, encontra-se Śvetadvīpa, a morada do sustentador, o Senhor Viṣṇu.**", "purport": "No *Siddhānta-śiromaṇi,* texto astrológico, os diferentes oceanos são descritos da seguinte maneira: (1) o oceano de água salgada, (2) o oceano de leite, (3) o oceano de coalhada, (4) o oceano de manteiga clarificada, (5) o oceano de suco de cana-de-açúcar, (6) o oceano de licor e (7) o oceano de água doce. No lado sul do oceano de água salgada está o oceano de leite, onde reside o Senhor Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu. Ele é ali adorado por semideuses como Brahmā."}
{"ref": "cc/adi/5/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/112/", "verse_text": "sakala jīvera tiṅho haye antaryāmī\njagat-pālaka tiṅho jagatera svāmī", "devanagari": "> সকল জীবের তিঁহো হয়ে অন্তর্যামী ।\n> জগৎ-পালক তিঁহো জগতের স্বামী ॥১১২॥", "synonyms": "*sakala*—todas; *jīvera*—das entidades vivas; *tiṅho*—Ele; *haye*—é; *antaḥ-yāmī*—a Superalma; *jagat-pālaka*—o mantenedor do mundo material; *tiṅho*—Ele; *jagatera svāmī*—o Senhor do mundo material.", "translation": "**Ele é a Superalma de todas as entidades vivas. Ele mantém este mundo material e é o Senhor dele.**", "purport": "O *Laghu-bhāgavatāmṛta* apresenta a seguinte descrição do Viṣṇuloka dentro deste universo, citada do *Viṣṇu-dharmottara:* \"Acima de Rudraloka, o planeta do Senhor Śiva, encontra-se o planeta chamado Viṣṇuloka, com 400.000 milhas de circunferência, inacessível a qualquer ser vivo mortal. Acima desse Viṣṇuloka e a leste do Monte Sumeru há uma ilha dourada chamada Mahā-Viṣṇuloka, no oceano de sal. O Senhor Brahmā e outros semideuses às vezes vão até lá para se encontrar com o Senhor Viṣṇu. O Senhor Viṣṇu repousa ali com a deusa da fortuna, e diz-se que durante os quatro meses da estação chuvosa Ele desfruta de Seu sono no leito de Śeṣa Nāga. A leste de Sumeru está o oceano de leite, no qual há uma cidade branca em uma ilha branca onde o Senhor pode ser visto sentado com Sua consorte, Lakṣmījī, em um trono de Śeṣa. Essa manifestação de Viṣṇu também desfruta do sono durante os quatro meses da estação chuvosa. O Śvetadvīpa no oceano de leite está situado exatamente ao sul do oceano de água salgada. Calcula-se que a área de Śvetadvīpa é de 200.000 milhas quadradas. Esta ilha de beleza transcendental é ornamentada com árvores dos desejos para agradar ao Senhor Viṣṇu e à Sua consorte.\" Há referências a Śvetadvīpa no *Brahmāṇḍa Purāṇa, Viṣṇu Purāṇa, Mahābhārata* e *Padma Purāṇa,* e a seguinte referência no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.15.18).\n\n> śvetadvīpa-patau cittaṁ\n> śuddhe dharma-maye mayi\n> dhārayañ chvetatāṁ yāti\n> ṣaḍ-ūrmi-rahito naraḥ\n\n\"Meu querido Uddhava, podes saber que Minha forma transcendental de Viṣṇu em Śvetadvīpa é idêntica a Mim em divindade. Aquele que coloca esse Senhor de Śvetadvīpa em seu coração pode superar os tormentos das seis tribulações materiais: fome, sede, nascimento, morte, lamentação e ilusão. Assim, pode-se alcançar a própria forma original e transcendental.\""}
{"ref": "cc/adi/5/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/113/", "verse_text": "yuga-manvantare dhari' nānā avatāra\ndharma saṁsthāpana kare, adharma saṁhāra", "devanagari": "> যুগ-মন্বন্তরে ধরি’ নানা অবতার ।\n> ধর্ম সংস্থাপন করে, অধর্ম সংহার ॥১১৩॥", "synonyms": "*yuga-manu-antare*—nas eras dos milênios de Manu; *dhari'*—aceitando; *nānā*—várias; *avatāra*—encarnações; *dharma saṁsthāpana kare*—estabelece os princípios da religião; *adharma saṁhāra*—vencendo os princípios irreligiosos.", "translation": "**Nas eras e milênios de Manu, Ele aparece como diferentes encarnações para estabelecer os princípios da verdadeira religião e derrotar os princípios da irreligião.**", "purport": "O Senhor Viṣṇu, que jaz no oceano de leite, encarna-Se em várias formas para manter as leis do cosmos e aniquilar as causas de perturbação. Tais encarnações são visíveis em cada manv-antara (ou seja, no decorrer do reinado de cada Manu, que vive por 71 x 4.320.000 anos). Catorze desses Manus nascem e morrem, para dar lugar ao próximo, durante um dia de Brahmā."}
{"ref": "cc/adi/5/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/114/", "verse_text": "deva-gaṇe nā pāya yāṅhāra daraśana\nkṣīrodaka-tīre yāi' karena stavana", "devanagari": "> দেবগণে না পায় যাঁহার দরশন ।\n> ক্ষীরোদকতীরে যাই’ করেন স্তবন ॥১১৪॥", "synonyms": "*deva-gaṇe*—os semideuses; *nā*—não; *pāya*—obtêm; *yāṅhāra*—cuja; *daraśana*—visão; *kṣīra-udaka-tīre*—na margem do oceano de leite; *yāi'*—vão; *karena stavana*—oferecem orações.", "translation": "**Incapazes de vê-Lo, os semideuses vão até a margem do oceano de leite e oferecem orações a Ele.**", "purport": "Os habitantes do céu, que vivem nos sistemas planetários a partir de Svarloka, não podem sequer ver o Senhor Viṣṇu em Śvetadvīpa. Incapazes de alcançar a ilha, podem apenas aproximar-se da praia do oceano de leite para oferecer orações transcendentais ao Senhor, apelando a Ele, em ocasiões especiais, para que apareça como uma encarnação."}
{"ref": "cc/adi/5/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/115/", "verse_text": "tabe avatari' kare jagat pālana\nananta vaibhava tāṅra nāhika gaṇana", "devanagari": "> তবে অবতরি’ করে জগৎ পালন ।\n> অনন্ত বৈভব তাঁর নাহিক গণন ॥১১৫॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *avatari'*—descendo; *kare*—faz; *jagat pālana*—a manutenção do mundo material; *ananta*—ilimitadas; *vaibhava*—as opulências; *tāṅra*—d'Ele; *nāhika*—não há; *gaṇana*—contagem.", "translation": "**Ele então desce para manter o mundo material. Suas opulências ilimitadas não podem ser contadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/116/", "verse_text": "sei viṣṇu haya yāṅra aṁśāṁśera aṁśa\nsei prabhu nityānanda--sarva-avataṁsa", "devanagari": "> সেই বিষ্ণু হয় যাঁর অংশাংশের অংশ ।\n> সেই প্রভু নিত্যানন্দ — সর্ব-অবতংস ॥১১৬॥", "synonyms": "*sei*—esse; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *haya*—é; *yāṅra*—cuja; *aṁśa-aṁśera*—da parte da porção plenária; *aṁśa*—uma parte; *sei*—esse; *prabhu*—o Senhor; *nityānanda*—Nityānanda; *sarva-avataṁsa*—a fonte de todas as encarnações.", "translation": "**Esse Senhor Viṣṇu não é senão uma parte da porção plenária do Senhor Nityānanda, que é a fonte de todas as encarnações.**", "purport": "O Senhor de Śvetadvīpa possui imensa potência para a criação e a destruição. Śrī Nityānanda Prabhu, sendo o próprio Baladeva, a forma original de Saṅkarṣaṇa, é a forma original do Senhor de Śvetadvīpa."}
{"ref": "cc/adi/5/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/117/", "verse_text": "sei viṣṇu 'śeṣa'-rūpe dharena dharaṇī\n\nkāṅhā āche mahī, śire, hena nāhi jāni", "devanagari": "> সেই বিষ্ণু ‘শেষ’-রূপে ধরেন ধরণী ।\n> কাঁহা আছে মহী, শিরে, হেন নাহি জানি ॥১১৭॥", "synonyms": "*sei*—esse; *viṣṇu*—Senhor Viṣṇu; *śeṣa-rūpe*—na forma do Senhor Śeṣa; *dharena*—carrega; *dharaṇī*—os planetas; *kāṅhā*—onde; *āche*—estão; *mahī*—os planetas; *śire*—na cabeça; *hena nāhi jāni*—não consigo entender.", "translation": "**Esse mesmo Senhor Viṣṇu, na forma do Senhor Śeṣa, sustenta os planetas sobre Suas cabeças, embora não saiba onde eles estão, pois não pode sentir a existência deles sobre Suas cabeças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/118/", "verse_text": "sahasra vistīrṇa yāṅra phaṇāra maṇḍala\n\nsūrya jini' maṇi-gaṇa kare jhala-mala", "devanagari": "> সহস্র বিস্তীর্ণ যাঁর ফণার মণ্ডল ।\n> সূর্য জিনি’ মণিগণ করে ঝলমল ॥১১৮॥", "synonyms": "*sahasra*—milhares; *vistīrṇa*—espalhados; *yāṅra*—cujos; *phaṇāra*—dos capelos; *maṇḍala*—grupo; *sūrya*—o sol; *jini'*—superando; *maṇi-gaṇa*—as joias; *kare*—fazem; *jhala-mala*—um brilho cintilante.", "translation": "**Seus milhares de capelos estendidos são adornados com joias deslumbrantes que superam o sol.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/119/", "verse_text": "pañcāśat-koṭi-yojana pṛthivī-vistāra\n\nyāṅra eka-phaṇe rahe sarṣapa-ākāra", "devanagari": "> পঞ্চাশৎকোটি-যোজন পৃথিবী-বিস্তার ।\n> যাঁর একফণে রহে সর্ষপ-আকার ॥১১৯॥", "synonyms": "*pañcāśat*—cinquenta; *koṭi*—dez milhões; *yojana*—treze quilômetros; *pṛthivī*—do universo; *vistāra*—a extensão; *yāṅra*—cujo; *eka-phaṇe*—sobre um dos capelos; *rahe*—repousa; *sarṣapa-ākāra*—como um grão de mostarda.", "translation": "**O universo, que mede quinhentos milhões de yojanas de diâmetro, repousa sobre um de Seus capelos como um grão de mostarda.**", "purport": "O Senhor de Śvetadvīpa expande-Se como Śeṣa Nāga, que sustenta todos os planetas sobre Seus inumeráveis capelos. Essas enormes esferas globais são comparadas a grãos de mostarda que repousam sobre os capelos espirituais de Śeṣa Nāga. A lei da gravidade dos cientistas é uma explicação parcial da energia do Senhor Saṅkarṣaṇa. O nome \"Saṅkarṣaṇa\" tem uma relação etimológica com a ideia de gravidade. Há uma referência a Śeṣa Nāga no *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.17.21), onde se afirma:\n\nyam āhur asya sthiti janma-saṁyamaṁ\ntribhir vihīnaṁ yam anantam ṛṣayaḥ\nna veda siddārtham iva kvacit sthitaṁ\nbhū-maṇḍalaṁ mūrdha-sahasra-dhāmasu\n\n\"Ó meu Senhor, os hinos dos *Vedas* proclamam que sois a causa efetiva da criação, da manutenção e da destruição. Mas, na verdade, sois transcendental a todas as limitações e, portanto, sois conhecido como ilimitado. Sobre Vossos milhares de capelos repousam as inúmeras esferas globais, como grãos de mostarda tão insignificantes que não percebeis o peso deles.\" O *Bhāgavatam* afirma ainda (5.25.2):\n\nyasyedaṁ kṣiti-maṇḍalaṁ bhagavato 'nanta-mūrteḥ sahasra-śirasa ekasminn eva śīrṣaṇi dhriyamāṇaṁ siddhārtha iva lakṣyate.\n\n\"O Senhor Anantadeva tem milhares de capelos. Cada um sustenta uma esfera global que se assemelha a um grão de mostarda.\""}
{"ref": "cc/adi/5/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/120/", "verse_text": "sei ta' 'ananta' 'śeṣa'--bhakta-avatāra\n\nīśvarera sevā vinā nāhi jāne āra", "devanagari": "> সেই ত’ ‘অনন্ত’ ‘শেষ’ — ভক্ত-অবতার ।\n> ঈশ্বরের সেবা বিনা নাহি জানে আর ॥১২০॥", "synonyms": "*sei ta'*—esse; *ananta*—Senhor Ananta; *śeṣa*—a encarnação Śeṣa; *bhakta-avatāra*—encarnação de um devoto; *īśvarera sevā*—o serviço ao Senhor; *vinā*—sem; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *āra*—outra coisa.", "translation": "**Esse Ananta Śeṣa é a encarnação devota da Divindade. Ele não conhece nada além do serviço ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī, em seu Kṛṣṇa-sandarbha, descreveu Śeṣa Nāga da seguinte maneira: \"Śrī Anantadeva tem milhares de rostos e é plenamente independente. Sempre pronto para servir à Suprema Personalidade de Deus, Ele O serve constantemente. Saṅkarṣaṇa é a primeira expansão de Vāsudeva e, por aparecer por Sua própria vontade, é chamado svarāṭ, plenamente independente. Portanto, Ele é infinito e transcendental a todos os limites de tempo e espaço. Ele mesmo aparece como o Śeṣa de mil cabeças.\" No Skanda Purāṇa, no capítulo Ayodhyā-māhātmya, o semideus Indra pediu ao Senhor Śeṣa, que estava diante dele como Lakṣmaṇa: \"Por favor, ide para Vossa morada eterna, Viṣṇuloka, onde Vossa expansão Śeṣa, com Seus capelos serpentinos, também está presente.\" Depois de assim despachar Lakṣmaṇa para as regiões de Pātāla, o Senhor Indra retornou à sua morada. Essa citação indica que o Saṅkarṣaṇa da forma quádrupla desce com o Senhor Rāma como Lakṣmaṇa. Quando o Senhor Rāma desaparece, Śeṣa novamente se separa da personalidade de Lakṣmaṇa. Śeṣa, então, retorna à Sua própria morada nas regiões de Pātāla, e Lakṣmaṇa retorna à Sua morada em Vaikuṇṭha.\n\nO Laghu-bhāgavatāmṛta apresenta a seguinte descrição: \"O Saṅkarṣaṇa do segundo grupo de formas quádruplas aparece como Rāma, levando consigo Śeṣa, que sustenta as esferas globais. Há duas características de Śeṣa. Uma é a do portador dos globos, e a outra é a do servo que serve de leito. O Śeṣa que sustenta os globos é uma potente encarnação de Saṅkarṣaṇa e, por isso, às vezes também é chamado de Saṅkarṣaṇa. A característica de leito de Śeṣa sempre se apresenta como um servo eterno do Senhor.\""}
{"ref": "cc/adi/5/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/121/", "verse_text": "sahasra-vadane kare kṛṣṇa-guṇa gāna\n\nniravadhi guṇa gā'na, anta nāhi pā'na", "devanagari": "> সহস্র বদনে করে কৃষ্ণগুণ গান ।\n> নিরবধি গুণ গা’ন, অন্ত নাহি পা’ন ॥১২১॥", "synonyms": "*sahasra-vadane*—em milhares de bocas; *kare*—faz; *kṛṣṇa-guṇa gāna*—o canto dos atributos sagrados de Kṛṣṇa; *niravadhi*—continuamente; *guṇa gā'na*—o canto das qualidades transcendentais; *anta nāhi pā'na*—não chega ao fim.", "translation": "**Com Suas milhares de bocas, Ele canta as glórias do Senhor Kṛṣṇa, mas, embora sempre cante dessa maneira, não encontra um fim para as qualidades do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/122/", "verse_text": "sanakādi bhāgavata śune yāṅra mukhe\n\nbhagavānera guṇa kahe, bhāse prema-sukhe", "devanagari": "> সনকাদি ভাগবত শুনে যাঁর মুখে ।\n> ভগবানের গুণ কহে, ভাসে প্রেমসুখে ॥১২২॥", "synonyms": "*sanaka-ādi*—os grandes sábios encabeçados por Sanaka, Sananda, etc.; *bhāgavata*—o Śrīmad-Bhāgavatam; *śune*—ouvem; *yāṅra mukhe*—de cuja boca; *bhagavānera*—da Personalidade de Deus; *guṇa*—os atributos; *kahe*—dizem; *bhāse*—flutuam; *prema-sukhe*—na bem-aventurança transcendental do amor a Deus.", "translation": "**Os quatro Kumāras ouvem o *Śrīmad-Bhāgavatam* dos lábios d'Ele e, por sua vez, repetem-no na bem-aventurança transcendental do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/123/", "verse_text": "chatra, pādukā, śayyā, upādhāna, vasana\n\nārāma, āvāsa, yajña-sūtra, siṁhāsana", "devanagari": "> ছত্র, পাদুকা, শয্যা, উপাধান, বসন ।\n> আরাম, আবাস, যজ্ঞসূত্র, সিংহাসন ॥১২৩॥", "synonyms": "*chatra*—guarda-chuva; *pādukā*—chinelos; *śayyā*—leito; *upādhāna*—travesseiro; *vasana*—vestimentas; *ārāma*—cadeira de descanso; *āvāsa*—residência; *yajña-sūtra*—fio sagrado; *siṁha-āsana*—trono.", "translation": "**Ele serve ao Senhor Kṛṣṇa, assumindo todas as seguintes formas: guarda-chuva, chinelos, roupa de cama, travesseiro, vestimentas, cadeira de descanso, residência, fio sagrado e trono.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/124/", "verse_text": "eta mūrti-bheda kari' kṛṣṇa-sevā kare\n\nkṛṣṇera śeṣatā pāñā 'śeṣa' nāma dhare", "devanagari": "> এত মূর্তিভেদ করি’ কৃষ্ণসেবা করে ।\n> কৃষ্ণের শেষতা পাঞা ‘শেষ’ নাম ধরে ॥১২৪॥", "synonyms": "*eta*—tantas; *mūrti-bheda*—formas diferentes; *kari'*—assumindo; *kṛṣṇa-sevā kare*—serve ao Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śeṣatā*—o fim último; *pāñā*—havendo alcançado; *śeṣa nāma dhare*—assume o nome Śeṣa Nāga.", "translation": "**Ele é assim chamado Senhor Śeṣa, pois alcançou o fim último da servidão a Kṛṣṇa. Ele assume muitas formas para servir a Kṛṣṇa e, dessa maneira, serve ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/125/", "verse_text": "sei ta' ananta, yāṅra kahi eka kalā\n\nhena prabhu nityānanda, ke jāne tāṅra khelā", "devanagari": "> সেই ত’ অনন্ত, যাঁর কহি এক কলা ।\n> হেন প্রভু নিত্যানন্দ, কে জানে তাঁর খেলা ॥১২৫॥", "synonyms": "*sei ta'*—esse; *ananta*—Senhor Ananta; *yāṅra*—de quem; *kahi*—digo; *eka kalā*—uma parte da parte; *hena*—tal; *prabhu nityānanda*—Senhor Nityānanda Prabhu; *ke*—quem; *jāne*—conhece; *tāṅra*—Seus; *khelā*—passatempos.", "translation": "**A pessoa de quem o Senhor Ananta é um kalā, ou parte de uma parte plenária, é o Senhor Nityānanda Prabhu. Quem, portanto, pode conhecer os passatempos do Senhor Nityānanda?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/126/", "verse_text": "e-saba pramāṇe jāni nityānanda-tattva-sīmā\n\ntāṅhāke 'ananta' kahi, ki tāṅra mahimā", "devanagari": "> এসব প্রমাণে জানি নিত্যানন্দতত্ত্বসীমা ।\n> তাঁহাকে ‘অনন্ত’ কহি, কি তাঁর মহিমা ॥১২৬॥", "synonyms": "*e-saba*—todas essas; *pramāṇe*—pelas evidências; *jāni*—conheço; *nityānanda-tattva-sīmā*—o limite da verdade do Senhor Nityānanda; *tāṅhāke*—a Ele (o Senhor Nityānanda, Balarāma); *ananta*—Senhor Ananta; *kahi*—se digo; *ki tāṅra mahimā*—que glória Lhe atribuo.", "translation": "**A partir dessas conclusões, podemos conhecer o limite da verdade do Senhor Nityānanda. Mas que glória há em chamá-Lo de Ananta?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/127/", "verse_text": "athavā bhaktera vākya māni satya kari'\n\nsakala sambhave tāṅte, yāte avatārī", "devanagari": "> অথবা ভক্তের বাক্য মানি সত্য করি’ ।\n> সকল সম্ভবে তাঁতে, যাতে অবতারী ॥১২৭॥", "synonyms": "*athavā*—de outro modo; *bhaktera vākya*—qualquer coisa dita por um devoto puro; *māni*—aceito; *satya kari'*—como verdade; *sakala*—tudo; *sambhave*—é possível; *tāṅte*—n'Ele; *yāte*—visto que; *avatārī*—a fonte original de todas as encarnações.", "translation": "**Mas eu aceito isso como verdade, porque foi dito pelos devotos. Visto que Ele é a fonte de todas as encarnações, tudo é possível n'Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/128/", "verse_text": "avatāra-avatārī--abheda, ye jāne\n\npūrve yaiche kṛṣṇake keho kāho kari' māne", "devanagari": "> অবতার-অবতারী — অভেদ, যে জানে ।\n> পূর্বে যৈছে কৃষ্ণকে কেহো কাহো করি’ মানে ॥১২৮॥", "synonyms": "*avatāra-avatārī*—uma encarnação e a fonte de todas as encarnações; *abheda*—idênticos; *ye jāne*—qualquer um que saiba; *pūrve*—anteriormente; *yaiche*—assim como; *kṛṣṇake*—ao Senhor Kṛṣṇa; *keho*—alguém; *kāho*—de algum modo; *kari'*—fazendo; *māne*—aceita.", "translation": "**Eles sabem que não há diferença entre a encarnação e a fonte de todas as encarnações. Anteriormente, o Senhor Kṛṣṇa era considerado à luz de diferentes princípios por diferentes pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/129/", "verse_text": "keho kahe, kṛṣṇa sākṣāt nara-nārāyaṇa\n\nkeho kahe, kṛṣṇa haya sākṣāt vāmana", "devanagari": "> কেহো কহে, কৃষ্ণ সাক্ষাৎ নরনারায়ণ ।\n> কেহো কহে, কৃষ্ণ হয় সাক্ষাৎ বামন ॥১২৯॥", "synonyms": "*keho kahe*—alguém diz; *kṛṣṇa*—Senhor Kṛṣṇa; *sākṣāt*—diretamente; *nara-nārāyaṇa*—Senhor Nara-Nārāyaṇa; *keho kahe*—alguém diz; *kṛṣṇa haya*—Kṛṣṇa é; *sākṣāt vāmana*—Senhor Vāmanadeva.", "translation": "**Alguns diziam que Kṛṣṇa era diretamente o Senhor Nara-Nārāyaṇa, e outros O chamavam de Senhor Vāmanadeva encarnado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/130/", "verse_text": "keho kahe, kṛṣṇa kṣīroda-śāyī avatāra\n\nasambhava nahe, satya vacana sabāra", "devanagari": "> কেহো কহে, কৃষ্ণ ক্ষীরোদশায়ী অবতার ।\n> অসম্ভব নহে, সত্য বচন সবার ॥১৩০॥", "synonyms": "*keho kahe*—alguém diz; *kṛṣṇa*—Senhor Kṛṣṇa; *kṣīroda-śāyī avatāra*—uma encarnação do Senhor Viṣṇu que jaz no oceano de leite; *asambhava nahe*—não há impossibilidade; *satya*—verdadeira; *vacana sabāra*—a afirmação de todos.", "translation": "**Alguns chamavam o Senhor Kṛṣṇa de uma encarnação do Senhor Kṣīrodakaśāyī. Todos esses nomes são verdadeiros; nada é impossível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/131/", "verse_text": "kṛṣṇa yabe avatare sarvāṁśa-āśraya\n\nsarvāṁśa āsi' tabe kṛṣṇete milaya", "devanagari": "> কৃষ্ণ যবে অবতরে সর্বাংশ-আশ্রয় ।\n> সর্বাংশ আসি’ তবে কৃষ্ণেতে মিলয় ॥১৩১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—Senhor Kṛṣṇa; *yabe*—quando; *avatare*—desce; *sarva-aṁśa-āśraya*—o abrigo de todos os outros viṣṇu-tattvas; *sarva-aṁśa*—todas as porções plenárias; *āsi'*—vindo; *tabe*—naquela ocasião; *kṛṣṇete*—em Kṛṣṇa; *milaya*—unem-se.", "translation": "**Quando a Suprema Personalidade de Deus Kṛṣṇa aparece, Ele é o abrigo de todas as partes plenárias. Assim, naquele momento, todas as Suas porções plenárias se unem a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/132/", "verse_text": "yei yei rūpe jāne, sei tāhā kahe\n\nsakala sambhave kṛṣṇe, kichu mithyā nahe", "devanagari": "> যেই যেই রূপে জানে, সেই তাহা কহে ।\n> সকল সম্ভবে কৃষ্ণে, কিছু মিথ্যা নহে ॥১৩২॥", "synonyms": "*yei yei*—qualquer que seja; *rūpe*—a forma; *jāne*—conhece-se; *sei*—ele; *tāhā*—isso; *kahe*—diz; *sakala sambhave kṛṣṇe*—tudo é possível em Kṛṣṇa; *kichu mithyā nahe*—não há falsidade.", "translation": "**Seja qual for a forma em que se conheça o Senhor, é dessa maneira que se fala d'Ele. Nisso não há falsidade, pois tudo é possível em Kṛṣṇa.**", "purport": "A esse respeito, podemos mencionar um incidente que ocorreu entre dois de nossos sannyāsīs enquanto pregávamos o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em Hyderabad. Um deles afirmou que \"Hare Rāma\" se refere a Śrī Balarāma, e o outro protestou que \"Hare Rāma\" significa o Senhor Rāma. Por fim, a controvérsia chegou até mim, e dei a decisão de que, se alguém disser que \"Rāma\" em \"Hare Rāma\" é o Senhor Rāmacandra e outra pessoa disser que o \"Rāma\" em \"Hare Rāma\" é Śrī Balarāma, ambos estão corretos, porque não há diferença entre Śrī Balarāma e o Senhor Rāma. Aqui, no Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, encontramos que Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī afirmou a mesma conclusão:\n\nyei yei rūpe jāne, sei tāhā kahe\nsakala sambhave kṛṣṇe, kichu mithyā nahe\n\nSe alguém chama o Senhor Rāmacandra pela vibração Hare Rāma, ou se entende \"Rāmacandra\", está perfeitamente certo. De modo semelhante, se alguém diz que Hare Rāma significa Śrī Balarāma, também está certo. Aqueles que estão cientes do viṣṇu-tattva não disputam sobre todos esses detalhes.\n\nNo Laghu-bhāgavatāmṛta, Śrīla Rūpa Gosvāmī explicou o fato de Kṛṣṇa ser tanto Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu quanto Nārāyaṇa no céu espiritual e de expandir-Se em formas quádruplas como Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. Ele refutou a ideia de que Kṛṣṇa é uma encarnação de Nārāyaṇa. Alguns devotos pensam que Nārāyaṇa é a Personalidade de Deus original e que Kṛṣṇa é uma encarnação. Até mesmo Śaṅkarācārya, em seu comentário sobre o *Bhagavad-gītā*, aceitou Nārāyaṇa como a transcendental Personalidade de Deus que apareceu como Kṛṣṇa, o filho de Devakī e Vasudeva. Portanto, esse assunto pode ser difícil de compreender. Mas a Gauḍīya Vaiṣṇava-sampradāya, liderada por Rūpa Gosvāmī, estabeleceu o princípio do *Bhagavad-gītā* de que tudo emana de Kṛṣṇa, que diz no *Bhagavad-gītā*, ahaṁ sarvasya prabhavaḥ: \"Eu sou a fonte original de tudo.\" \"Tudo\" inclui Nārāyaṇa. Por conseguinte, Rūpa Gosvāmī, em seu Laghu-bhāgavatāmṛta, estabeleceu que Kṛṣṇa, e não Nārāyaṇa, é a Personalidade de Deus original.\n\nA esse respeito, ele citou um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.2.15) que afirma:\n\nsva-śānta-rūpeṣv itaraiḥ svarūpair\nabhyardyamāneṣv anukampitātmā\nparāvareśo mahad-aṁśa-yukto\nhy ajo 'pi jāto bhagavān yathāgniḥ\n\n\"Quando os devotos puros do Senhor, como Vasudeva, são muito perturbados por demônios perigosos como Kaṁsa, o Senhor Kṛṣṇa Se une a todas as Suas expansões de passatempo, tais como o Senhor de Vaikuṇṭha, e, embora não nascido, manifesta-Se, assim como o fogo se manifesta pela fricção da madeira araṇi.\" A madeira araṇi é usada para acender um fogo sacrificial sem fósforos ou qualquer outra chama. Assim como o fogo surge da madeira araṇi, o Senhor Supremo aparece quando há atrito entre devotos e não devotos. Quando Kṛṣṇa aparece, Ele aparece por completo, incluindo em Si mesmo todas as Suas expansões, como Nārāyaṇa, Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Aniruddha e Pradyumna. Kṛṣṇa está sempre integrado a Suas outras encarnações, como Nṛsiṁhadeva, Varāha, Vāmana, Nara-Nārāyaṇa, Hayagrīva e Ajita. Em Vṛndāvana, às vezes o Senhor Kṛṣṇa exibe as funções de tais encarnações.\n\nNo Brahmāṇḍa Purāṇa, afirma-se: \"A mesma Personalidade de Deus que é conhecida em Vaikuṇṭha como o Nārāyaṇa de quatro mãos, o amigo de todas as entidades vivas, e no oceano de leite como o Senhor de Śvetadvīpa, e que é o melhor de todos os puruṣas, apareceu como o filho de Nanda. Num fogo, há muitas faíscas de diferentes dimensões; algumas delas são muito grandes, e outras são pequenas. As pequenas faíscas são comparadas às entidades vivas, e as grandes faíscas são comparadas às expansões Viṣṇu do Senhor Kṛṣṇa. Todas as encarnações emanam de Kṛṣṇa e, após o fim de seus passatempos, fundem-se novamente com Kṛṣṇa.\"\n\nPortanto, nos vários *Purāṇas*, Kṛṣṇa é descrito ora como Nārāyaṇa, ora como Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, ora como Garbhodakaśāyī Viṣṇu e ora como Vaikuṇṭhanātha, o Senhor de Vaikuṇṭha. Como Kṛṣṇa está sempre completo, Mūla-saṅkarṣaṇa está em Kṛṣṇa, e, visto que todas as encarnações se manifestam a partir de Mūla-saṅkarṣaṇa, deve-se entender que Ele pode manifestar diferentes encarnações por Sua vontade suprema, mesmo na presença de Kṛṣṇa. Por isso, grandes sábios glorificaram o Senhor com diferentes nomes. Dessa forma, quando a pessoa original, a fonte de todas as encarnações, é às vezes descrita como uma encarnação, não há discrepância."}
{"ref": "cc/adi/5/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/133/", "verse_text": "ataeva śrī-kṛṣṇa-caitanya gosāñi\n\nsarva avatāra-līlā kari' sabāre dekhāi", "devanagari": "> অতএব শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য গোসাঞি ।\n> সর্ব অবতার-লীলা করি’ সবারে দেখাই ॥১৩৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gosāñi*—o Senhor; *sarva*—todos; *avatāra-līlā*—os passatempos das diferentes encarnações; *kari'*—exibindo; *sabāre*—a todos; *dekhāi*—Ele mostrou.", "translation": "**Portanto, o Senhor Caitanya Mahāprabhu exibiu a todos os passatempos de todas as várias encarnações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/134/", "verse_text": "ei-rūpe nityānanda 'ananta'-prakāśa\n\nsei-bhāve--kahe muñi caitanyera dāsa", "devanagari": "> এইরূপে নিত্যানন্দ ‘অনন্ত’-প্রকাশ ।\n> সেইভাবে — কহে মুঞি চৈতন্যের দাস ॥১৩৪॥", "synonyms": "*ei-rūpe*—dessa forma; *nityānanda*—Senhor Nityānanda; *ananta-prakāśa*—manifestações ilimitadas; *sei-bhāve*—naquela emoção transcendental; *kahe*—Ele diz; *muñi*—eu; *caitanyera dāsa*—o servo do Senhor Caitanya.", "translation": "**Assim, o Senhor Nityānanda tem encarnações ilimitadas. Em uma emoção transcendental, Ele Se chama servo do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/135/", "verse_text": "kabhu guru, kabhu sakhā, kabhu bhṛtya-līlā\n\npūrve yena tina-bhāve vraje kaila khelā", "devanagari": "> কভু গুরু, কভু সখা, কভু ভৃত্য-লীলা ।\n> পূর্বে যেন তিনভাবে ব্রজে কৈল খেলা ॥১৩৫॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *guru*—mestre espiritual; *kabhu*—às vezes; *sakhā*—amigo; *kabhu*—às vezes; *bhṛtya-līlā*—passatempos como servo; *pūrve*—anteriormente; *yena*—como; *tina-bhāve*—em três modos diferentes; *vraje*—em Vṛndāvana; *kaila khelā*—brincou com Kṛṣṇa.", "translation": "**Às vezes, Ele serve ao Senhor Caitanya como Seu guru, às vezes como Seu amigo e às vezes como Seu servo, assim como o Senhor Balarāma brincou com o Senhor Kṛṣṇa nesses três modos diferentes em Vraja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/136/", "verse_text": "vṛṣa hañā kṛṣṇa-sane māthā-māthi raṇa\n\nkabhu kṛṣṇa kare tāṅra pāda-saṁvāhana", "devanagari": "> বৃষ হঞা কৃষ্ণসনে মাথামাথি রণ ।\n> কভু কৃষ্ণ করে তাঁর পাদ-সম্বাহন ॥১৩৬॥", "synonyms": "*vṛṣa hañā*—fazendo-Se de touro; *kṛṣṇa-sane*—com Kṛṣṇa; *māthā-māthi raṇa*—lutando cabeça a cabeça; *kabhu*—às vezes; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *kare*—faz; *tāṅra*—Seus; *pāda-saṁvāhana*—a massagem dos pés.", "translation": "**Fazendo-Se de touro, o Senhor Balarāma luta com Kṛṣṇa cabeça a cabeça. E, às vezes, o Senhor Kṛṣṇa massageia os pés do Senhor Balarāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/137/", "verse_text": "āpanāke bhṛtya kari' kṛṣṇe prabhu jāne\n\nkṛṣṇera kalāra kalā āpanāke māne", "devanagari": "> আপনাকে ভৃত্য করি’ কৃষ্ণে প্রভু জানে ।\n> কৃষ্ণের কলার কলা আপনাকে মানে ॥১৩৭॥", "synonyms": "*āpanāke*—a Si mesmo; *bhṛtya kari'*—considerando um servo; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *prabhu*—mestre; *jāne*—Ele sabe; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kalāra kalā*—como uma porção plenária de uma porção plenária; *āpanāke*—a Si mesmo; *māne*—Ele aceita.", "translation": "**Ele Se considera um servo e sabe que Kṛṣṇa é Seu mestre. Assim, Ele Se considera um fragmento de Sua porção plenária.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/138/", "verse_text": "vṛṣāyamāṇau nardantau\n\nyuyudhāte parasparam\n\nanukṛtya rutair jantūṁś\n\nceratuḥ prākṛtau yathā", "devanagari": "> বৃষায়মাণৌ নর্দন্তৌ যুযুধাতে পরস্পরম্ ।\n> অনুকৃত্য রুতৈর্জন্তূংশ্চেরতুঃ প্রাকৃতৌ যথা ॥১৩৮॥", "synonyms": "*vṛṣāyamāṇau*—fazendo-se de touros; *nardantau*—emitindo sons de rugido; *yuyudhāte*—ambos costumavam lutar; *parasparam*—um com o outro; *anukṛtya*—imitando; *rutaiḥ*—com gritos; *jantūn*—os animais; *ceratuḥ*—costumavam brincar; *prākṛtau*—meninos comuns; *yathā*—assim como.", "translation": "**\"Agindo exatamente como meninos comuns, Eles brincavam como touros que rugiam enquanto lutavam um com o outro, e imitavam os chamados de vários animais.\"**", "purport": "Esta citação e a seguinte são do *Bhāgavatam* (10.11.40 e 10.15.14)."}
{"ref": "cc/adi/5/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/139/", "verse_text": "kvacit krīḍā-pariśrāntaṁ\n\ngopotsaṅgopabarhaṇam\n\nsvayaṁ viśrāmayaty āryaṁ\n\npāda-saṁvāhanādibhiḥ", "devanagari": "> ক্বচিৎ ক্রীড়া-পরিশ্রান্তং গোপোত্সঙ্গোপবর্হণম ।\n> স্বয়ং বিশ্রাময়ত্যার্যং পাদসম্বাহনাদিভিঃ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*kvacit*—às vezes; *krīḍā*—brincar; *pariśrāntam*—muito fatigado; *gopa-utsaṅga*—o colo de um vaqueirinho; *upabarhaṇam*—cujo travesseiro; *svayam*—o próprio Senhor Kṛṣṇa; *viśrāmayati*—fazendo descansar; *āryam*—Seu irmão mais velho; *pāda-saṁvāhana-ādibhiḥ*—massageando-Lhe os pés, etc.", "translation": "**\"Às vezes, quando o irmão mais velho do Senhor Kṛṣṇa, o Senhor Balarāma, Se sentia cansado depois de brincar e deitava a cabeça no colo de um vaqueirinho, o próprio Senhor Kṛṣṇa O servia massageando-Lhe os pés.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/140/", "verse_text": "keyaṁ vā kuta āyātā\n\ndaivī vā nāry utāsurī\n\nprāyo māyāstu me bhartur\n\nnānyā me 'pi vimohinī", "devanagari": "> কেয়ং বা কুত আয়াতা দৈবী বা নার্যুতাসুরী ।\n> প্রায়ো মায়াস্তু মে ভর্তুর্নান্যা মেঽপি বিমোহিনী ॥১৪০॥", "synonyms": "*kā*—quem; *iyam*—esta; *vā*—ou; *kutaḥ*—de onde; *āyātā*—veio; *daivī*—se semideusa; *vā*—ou; *nārī*—mulher; *uta*—ou; *āsurī*—demônia; *prāyaḥ*—na maioria dos casos; *māyā*—energia ilusória; *astu*—ela deve ser; *me*—Meu; *bhartuḥ*—do mestre, o Senhor Kṛṣṇa; *na*—não; *anyā*—qualquer outra; *me*—a Mim; *api*—certamente; *vimohinī*—a que confunde.", "translation": "**\"Quem é este poder místico, e de onde ela veio? Será uma semideusa ou uma demônia? Ela deve ser a energia ilusória de Meu mestre, o Senhor Kṛṣṇa, pois quem mais poderia Me confundir?\"**", "purport": "Os passatempos brincalhões do Senhor causaram suspeita na mente do Senhor Brahmā e, portanto, o Senhor Brahmā, para testar a divindade de Kṛṣṇa, roubou todas as vacas e todos os vaqueirinhos do Senhor com seu próprio poder místico. Śrī Kṛṣṇa, no entanto, respondeu substituindo todas as vacas e meninos no campo. Os pensamentos de espanto do Senhor Balarāma diante de tão maravilhosa retaliação estão registrados neste verso (Bhāg. 10.13.37)."}
{"ref": "cc/adi/5/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/141/", "verse_text": "yasyāṅghri-paṅkaja-rajo 'khila-loka-pālair\n\nmauly-uttamair dhṛtam upāsita-tīrtha-tīrtham\n\nbrahmā bhavo 'ham api yasya kalāḥ kalāyāḥ\n\nśrīś codvahema ciram asya nṛpāsanaṁ kva", "devanagari": "> যস্যাঙ্ঘ্রিপঙ্কজারজো ঽখিললোক-পালৈ-\n> র্মৌল্যুত্তমৈর্ধৃতমুপাসিত-তীর্থতীর্থম্ ।\n> ব্রহ্মা ভবোঽহমপি যস্য কলাঃ কলায়াঃ\n> শ্রীশ্চোদ্বহেম চিরমস্য নৃপাসনং ক্ব? ॥১৪১॥", "synonyms": "*yasya*—cujos; *aṅghri-paṅkaja*—pés semelhantes ao lótus; *rajaḥ*—a poeira; *akhila-loka*—dos sistemas planetários universais; *pālaiḥ*—pelos mestres; *mauli-uttamaiḥ*—com valiosos turbantes em suas cabeças; *dhṛtam*—aceita; *upāsita*—adorado; *tīrtha-tīrtham*—o santificador dos lugares sagrados; *brahmā*—Senhor Brahmā; *bhavaḥ*—Senhor Śiva; *aham api*—mesmo eu; *yasya*—de quem; *kalāḥ*—porções; *kalāyāḥ*—de uma porção plenária; *śrīḥ*—a deusa da fortuna; *ca*—e; *udvahema*—nós carregamos; *ciram*—eternamente; *asya*—Dele; *nṛpa-āsanam*—o trono de um rei; *kva*—onde.", "translation": "**\"Que valor tem um trono para o Senhor Kṛṣṇa? Os mestres dos vários sistemas planetários aceitam a poeira de Seus pés de lótus em suas cabeças coroadas. Essa poeira torna sagrados os lugares santos, e até mesmo o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva, Lakṣmī e eu próprio, que somos todos porções de Sua porção plenária, carregamos eternamente essa poeira em nossas cabeças.\"**", "purport": "Quando os Kauravas, para bajular Baladeva de modo que Ele Se tornasse seu aliado, falaram mal de Śrī Kṛṣṇa, o Senhor Baladeva ficou irado e proferiu este verso (Bhāg. 10.68.37)."}
{"ref": "cc/adi/5/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/142/", "verse_text": "ekale īśvara kṛṣṇa, āra saba bhṛtya\n\nyāre yaiche nācāya, se taiche kare nṛtya", "devanagari": "> একলে ঈশ্বর কৃষ্ণ, আর সব ভৃত্য ।\n> যারে যৈছে নাচায়, সে তৈছে করে নৃত্য ॥১৪২॥", "synonyms": "*ekale*—sozinho; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *āra*—outros; *saba*—todos; *bhṛtya*—servos; *yāre*—a quem; *yaiche*—como; *nācāya*—Ele faz dançar; *se*—ele; *taiche*—dessa forma; *kare nṛtya*—dança.", "translation": "**Somente o Senhor Kṛṣṇa é o controlador supremo, e todos os outros são Seus servos. Eles dançam conforme Ele os faz dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/143/", "verse_text": "ei mata caitanya-gosāñi ekale īśvara\n\nāra saba pāriṣada, keha vā kiṅkara", "devanagari": "> এই মত চৈতন্যগোসাঞি একলে ঈশ্বর ।\n> আর সব পারিষদ, কেহ বা কিঙ্কর ॥১৪৩॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *caitanya-gosāñi*—Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ekale*—sozinho; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *āra saba*—todos os outros; *pāriṣada*—associados; *keha*—alguém; *vā*—ou; *kiṅkara*—servos.", "translation": "**Assim, o Senhor Caitanya também é o único controlador. Todos os outros são Seus associados ou servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/144-145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/144-145/", "verse_text": "guru-varga,--nityānanda, advaita ācārya\n\nśrīvāsādi, āra yata--laghu, sama, ārya\n\nsabe pāriṣada, sabe līlāra sahāya\n\nsabā lañā nija-kārya sādhe gaura-rāya", "devanagari": "> গুরুবর্গ, — নিত্যানন্দ, অদ্বৈত আচার্য ।\n> শ্রীবাসাদি, আর যত — লঘু, সম, আর্য ॥১৪৪॥\n> সবে পারিষদ, সবে লীলার সহায় ।\n> সবা লঞা নিজ-কার্য সাধে গৌর-রায় ॥১৪৫॥", "synonyms": "*guru-varga*—os anciãos; *nityānanda*—Senhor Nityānanda; *advaita ācārya*—e Advaita Ācārya; *śrīvāsa-ādi*—Śrīvāsa Ṭhākura e outros; *āra*—outros; *yata*—todos; *laghu, sama, ārya*—júnior, igual ou superior; *sabe*—todos; *pāriṣada*—associados; *sabe*—todos; *līlāra sahāya*—ajudantes nos passatempos; *sabā lañā*—levando todos eles; *nija-kārya*—Seus próprios objetivos; *sādhe*—executa; *gaura-rāya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Seus anciãos, tais como o Senhor Nityānanda, Advaita Ācārya e Śrīvāsa Ṭhākura, bem como Seus outros devotos — sejam eles juniores, iguais ou superiores — são todos Seus associados, que O ajudam em Seus passatempos. O Senhor Gaurāṅga cumpre Seus objetivos com a ajuda deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/146/", "verse_text": "advaita ācārya, nityānanda,--dui aṅga\n\ndui-jana lañā prabhura yata kichu raṅga", "devanagari": "> অদ্বৈত আচার্য, নিত্যানন্দ, — দুই অঙ্গ ।\n> দুইজন লঞা প্রভুর যত কিছু রঙ্গ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*advaita ācārya*—Śrī Advaita Ācārya; *nityānanda*—Senhor Nityānanda; *dui aṅga*—dois membros do Senhor; *dui-jana lañā*—levando os dois Deles; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yata*—todas; *kichu*—algumas; *raṅga*—atividades lúdicas.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya e Śrīla Nityānanda Prabhu, que são partes plenárias do Senhor, são Seus principais associados. Com esses dois, o Senhor realiza Seus passatempos de várias maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/147/", "verse_text": "advaita-ācārya-gosāñi sākṣāt īśvara\n\nprabhu guru kari' māne, tiṅho ta' kiṅkara", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্য-গোসাঞি সাক্ষাৎ ঈশ্বর ।\n> প্রভু গুরু করি’ মানে, তিঁহো ত’ কিঙ্কর ॥১৪৭॥", "synonyms": "*advaita-ācārya*—de nome Advaita Ācārya; *gosāñi*—o Senhor; *sākṣāt īśvara*—diretamente a Suprema Personalidade de Deus; *prabhu*—Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *guru kari' māne*—aceita-O como Seu mestre; *tiṅho ta' kiṅkara*—mas Ele é o servo.", "translation": "**O Senhor Advaita Ācārya é diretamente a Suprema Personalidade de Deus. Embora o Senhor Caitanya O aceite como Seu preceptor, Advaita Ācārya é um servo do Senhor.**", "purport": "O Senhor Caitanya sempre ofereceu respeitos a Advaita Prabhu como faria a Seu pai, porque Advaita era ainda mais velho do que Seu pai; contudo, Advaita Prabhu sempre Se considerou um servo do Senhor Caitanya. Śrī Advaita Prabhu e Īśvara Purī, o mestre espiritual do Senhor Caitanya, eram ambos discípulos de Mādhavendra Purī, que também era o mestre espiritual de Nityānanda Prabhu. Assim, Advaita Prabhu, como tio espiritual do Senhor Caitanya, sempre devia ser respeitado, pois é preciso respeitar os irmãos espirituais do próprio mestre espiritual como se respeita o próprio mestre espiritual. Em razão de todas essas considerações, Śrī Advaita Prabhu era superior ao Senhor Caitanya; mesmo assim, Advaita Prabhu Se considerava subordinado ao Senhor Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/5/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/148/", "verse_text": "ācārya-gosāñira tattva nā yāya kathana\n\nkṛṣṇa avatāri yeṅho tārila bhuvana", "devanagari": "> আচার্য-গোসাঞির তত্ত্ব না যায় কথন ।\n> কৃষ্ণ অবতারি যেঁহো তারিল ভুবন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*ācārya-gosāñira*—de Advaita Ācārya; *tattva*—a verdade; *nā yāya kathana*—não pode ser descrita; *kṛṣṇa*—Senhor Kṛṣṇa; *avatāri*—fazendo descer; *yeṅho*—quem; *tārila*—libertou; *bhuvana*—todo o mundo.", "translation": "**Não posso descrever a verdade de Advaita Ācārya. Ele libertou o mundo inteiro ao fazer o Senhor Kṛṣṇa descer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/149/", "verse_text": "nityānanda-svarūpa pūrve ha-iyā lakṣmaṇa\nlaghu-bhrātā haiyā kare rāmera sevana", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-স্বরূপ পূর্বে হইয়া লক্ষ্মণ ।\n> লঘুভ্রাতা হৈয়া করে রামের সেবন ॥১৪৯॥", "synonyms": "*nityānanda-svarūpa*—o Senhor Nityānanda Svarūpa; *pūrve*—anteriormente; *ha-iyā*—tornando-Se; *lakṣmaṇa*—Lakṣmaṇa, o irmão mais novo do Senhor Rāmacandra; *laghu-bhrātā haiyā*—tornando-Se o irmão mais novo; *kare*—presta; *rāmera sevana*—serviço ao Senhor Rāmacandra.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Svarūpa apareceu anteriormente como Lakṣmaṇa e serviu ao Senhor Rāmacandra como Seu irmão mais novo.**", "purport": "Entre os *sannyāsīs* da Śaṅkara-sampradāya há diferentes nomes para os *brahmacārīs.* Cada *sannyāsī* tem alguns assistentes, conhecidos como *brahmacārīs,* que recebem nomes diferentes conforme os nomes do *sannyāsī.* Entre esses *brahmacārīs* há quatro nomes: Svarūpa, Ānanda, Prakāśa e Caitanya. Nityānanda Prabhu manteve-Se como *brahmacārī;* Ele nunca aceitou o *sannyāsa.* Como *brahmacārī,* Seu nome era Nityānanda Svarūpa, e portanto o *sannyāsī* sob cuja tutela Ele vivia devia pertencer aos *tīrthas* ou *āśramas,* pois o *brahmacārī* assistente de tal *sannyāsī* é chamado Nityānanda Svarūpa."}
{"ref": "cc/adi/5/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/150/", "verse_text": "rāmera caritra saba,--duḥkhera kāraṇa\nsvatantra līlāya duḥkha sahena lakṣmaṇa", "devanagari": "> রামের চরিত্র সব, — দুঃখের কারণ ।\n> স্বতন্ত্র লীলায় দুঃখ সহেন লক্ষ্মণ ॥১৫০॥", "synonyms": "*rāmera caritra saba*—todas as atividades do Senhor Rāmacandra; *duḥkhera kāraṇa*—causas de sofrimento; *sva-tantra*—embora independente; *līlāya*—nos passatempos; *duḥkha*—sofrimento; *sahena lakṣmaṇa*—Lakṣmaṇa tolera.", "translation": "**As atividades do Senhor Rāma eram repletas de sofrimento, mas Lakṣmaṇa, por Sua própria iniciativa, tolerava esse sofrimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/151/", "verse_text": "niṣedha karite nāre, yāte choṭa bhāi\nmauna dhari' rahe lakṣmaṇa mane duḥkha pāi'", "devanagari": "> নিষেধ করিতে নারে, যাতে ছোট ভাই ।\n> মৌন ধরি’ রহে লক্ষ্মণ মনে দুঃখ পাই’ ॥১৫১॥", "synonyms": "*niṣedha karite nāre*—incapaz de impedir o Senhor Rāmacandra; *yāte*—porque; *choṭa bhāi*—irmão mais novo; *mauna dhari'*—permanecendo em silêncio; *rahe*—fica; *lakṣmaṇa*—Lakṣmaṇa; *mane*—na mente; *duḥkha*—sofrimento; *pāi'*—sentindo.", "translation": "**Como irmão mais novo, Ele não podia dissuadir o Senhor Rāma de Sua determinação e, assim, permanecia em silêncio, embora aflito em Sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/152/", "verse_text": "kṛṣṇa-avatāre jyeṣṭha hailā sevāra kāraṇa\nkṛṣṇake karāila nānā sukha āsvādana", "devanagari": "> কৃষ্ণ-অবতারে জ্যেষ্ঠ হৈলা সেবার কারণ ।\n> কৃষ্ণকে করাইল নানা সুখ আস্বাদন ॥১৫২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-avatāre*—na encarnação do Senhor Kṛṣṇa; *jyeṣṭha hailā*—Ele Se tornou o irmão mais velho; *sevāra kāraṇa*—com o propósito de servir; *kṛṣṇake*—a Kṛṣṇa; *karāila*—fez; *nānā*—várias; *sukha*—felicidades; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**Quando o Senhor Kṛṣṇa apareceu, Ele [Balarāma] tornou-Se Seu irmão mais velho para servi-Lo a contento e fazê-Lo desfrutar de todo tipo de felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/153/", "verse_text": "rāma-lakṣmaṇa--kṛṣṇa-rāmera aṁśa-viśeṣa\navatāra-kāle doṅhe doṅhāte praveśa", "devanagari": "> রাম-লক্ষ্মণ — কৃষ্ণ-রামের অংশবিশেষ ।\n> অবতার-কালে দোঁহে দোঁহাতে প্রবেশ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*rāma-lakṣmaṇa*—Rāmacandra e Lakṣmaṇa; *kṛṣṇa-rāmera aṁśa-viśeṣa*—expansões particulares do Senhor Kṛṣṇa e do Senhor Balarāma; *avatāra-kāle*—na ocasião da encarnação; *doṅhe*—ambos (Rāma e Lakṣmaṇa); *doṅhāte praveśa*—entraram em Ambos (Kṛṣṇa e Balarāma).", "translation": "**Śrī Rāma e Śrī Lakṣmaṇa, que são porções plenárias do Senhor Kṛṣṇa e do Senhor Balarāma, entraram Neles no momento do aparecimento de Kṛṣṇa e Balarāma.**", "purport": "Com referência ao Viṣṇu-dharmottara, o Laghu-bhāgavatāmṛta explica que Rāma é uma encarnação de Vāsudeva, Lakṣmaṇa é uma encarnação de Saṅkarṣaṇa, Bharata é uma encarnação de Pradyumna e Śatrughna é uma encarnação de Aniruddha. O *Padma Purāṇa* descreve que Rāmacandra é Nārāyaṇa e que Lakṣmaṇa, Bharata e Śatrughna são, respectivamente, Śeṣa, Cakra e Śaṅkha (o búzio na mão de Nārāyaṇa). No Rāma-gītā do Skanda Purāṇa, Lakṣmaṇa, Bharata e Śatrughna são descritos como os três atendentes do Senhor Rāma."}
{"ref": "cc/adi/5/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/154/", "verse_text": "sei aṁśa lañā jyeṣṭha-kaniṣṭhābhimāna\naṁśāṁśi-rūpe śāstre karaye vyākhyāna", "devanagari": "> সেই অংশ লঞা জ্যেষ্ঠ-কনিষ্ঠাভিমান ।\n> অংশাংশি-রূপে শাস্ত্রে করয়ে ব্যাখ্যান ॥১৫৪॥", "synonyms": "*sei aṁśa lañā*—tomando aquela porção plenária; *jyeṣṭha-kaniṣṭha-abhimāna*—considerando-Se o mais velho ou o mais novo; *aṁśa-aṁśi-rūpe*—como a expansão e a Suprema Personalidade de Deus original; *śāstre*—nas escrituras reveladas; *karaye*—fazem; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**Kṛṣṇa e Balarāma apresentam-Se como irmão mais velho ou mais novo, mas nas escrituras Eles são descritos como a Suprema Personalidade de Deus original e Sua expansão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/155/", "verse_text": "rāmādi-mūrtiṣu kalā-niyamena tiṣṭhan\nnānāvatāram akarod bhuvaneṣu kintu\nkṛṣṇaḥ svayaṁ samabhavat paramaḥ pumān yo\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> রামাদিমূর্তিষু কলানিয়মেন তিষ্ঠন্\n> নানাবতারমকরোদ্ভুবনেষু কিন্তু ।\n> কৃষ্ণঃ স্বয়ং সমভবৎ পরমঃ পুমান্ যো\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥১৫৫॥", "synonyms": "*rāma-ādi*—a encarnação do Senhor Rāma etc.; *mūrtiṣu*—em diferentes formas; *kalā-niyamena*—pela ordem das porções plenárias; *tiṣṭhan*—existindo; *nānā*—várias; *avatāram*—encarnações; *akarot*—executou; *bhuvaneṣu*—dentro dos mundos; *kintu*—mas; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam*—pessoalmente; *samabhavat*—apareceu; *paramaḥ*—o supremo; *pumān*—pessoa; *yaḥ*—quem; *govindam*—a Govinda; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\"Adoro Govinda, o Senhor primordial, que, por meio de Suas várias porções plenárias, apareceu no mundo em diferentes formas e encarnações, tais como o Senhor Rāma, mas que aparece pessoalmente em Sua forma original suprema como o Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.39)."}
{"ref": "cc/adi/5/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/156/", "verse_text": "śrī-caitanya--sei kṛṣṇa, nityānanda--rāma\nnityānanda pūrṇa kare caitanyera kāma", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য — সেই কৃষ্ণ, নিত্যানন্দ — রাম ।\n> নিত্যানন্দ পূর্ণ করে চৈতন্যের কাম ॥১৫৬॥", "synonyms": "*śrī-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya; *sei kṛṣṇa*—aquele Kṛṣṇa original; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *rāma*—Balarāma; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *pūrṇa kare*—satisfaz; *caitanyera kāma*—todos os desejos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**O Senhor Caitanya é o mesmo Senhor Kṛṣṇa, e o Senhor Nityānanda é o Senhor Balarāma. O Senhor Nityānanda satisfaz todos os desejos do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/157/", "verse_text": "nityānanda-mahimā-sindhu ananta, apāra\neka kaṇā sparśi mātra,--se kṛpā tāṅhāra", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-মহিমা-সিন্ধু অনন্ত, অপার ।\n> এক কণা স্পর্শি মাত্র, — সে কৃপা তাঁহার ॥১৫৭॥", "synonyms": "*nityānanda-mahimā*—das glórias do Senhor Nityānanda; *sindhu*—o oceano; *ananta*—ilimitado; *apāra*—insondável; *eka kaṇā*—um fragmento; *sparśi*—toco; *mātra*—apenas; *se*—essa; *kṛpā*—misericórdia; *tāṅhāra*—Sua.", "translation": "**O oceano das glórias do Senhor Nityānanda é infinito e insondável. Somente por Sua misericórdia posso tocar sequer uma gota dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/158/", "verse_text": "āra eka śuna tāṅra kṛpāra mahimā\nadhama jīvere caḍhāila ūrdhva-sīmā", "devanagari": "> আর এক শুন তাঁর কৃপার মহিমা ।\n> অধম জীবেরে চঢ়াইল ঊর্ধ্বসীমা ॥১৫৮॥", "synonyms": "*āra*—outra; *eka*—uma; *śuna*—por favor, ouve; *tāṅra kṛpāra mahimā*—a glória de Sua misericórdia; *adhama jīvere*—a entidade viva caída; *caḍhāila*—Ele elevou; *ūrdhva-sīmā*—ao limite mais elevado.", "translation": "**Por favor, ouve outra glória de Sua misericórdia. Ele fez uma entidade viva caída ascender ao limite mais elevado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/159/", "verse_text": "veda-guhya kathā ei ayogya kahite\ntathāpi kahiye tāṅra kṛpā prakāśite", "devanagari": "> বেদগুহ্য কথা এই অযোগ্য কহিতে ।\n> তথাপি কহিয়ে তাঁর কৃপা প্রকাশিতে ॥১৫৯॥", "synonyms": "*veda*—como os Vedas; *guhya*—muito confidencial; *kathā*—incidente; *ei*—este; *ayogya kahite*—impróprio de revelar; *tathāpi*—ainda assim; *kahiye*—falo; *tāṅra*—Sua; *kṛpā*—misericórdia; *prakāśite*—para manifestar.", "translation": "**Não é apropriado divulgá-lo, pois deve ser mantido tão confidencial quanto os *Vedas*; ainda assim, falarei dele para tornar Sua misericórdia conhecida de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/160/", "verse_text": "ullāsa-upari lekhoṅ tomāra prasāda\nnityānanda prabhu, mora kṣama aparādha", "devanagari": "> উল্লাস-উপরি লেখোঁ তোমার প্রসাদ ।\n> নিত্যানন্দ প্রভু, মোর ক্ষম অপরাধ ॥১৬০॥", "synonyms": "*ullāsa-upari*—em virtude do grande êxtase; *lekhoṅ*—escrevo; *tomāra prasāda*—Tua misericórdia; *nityānanda prabhu*—o Senhor Nityānanda; *mora*—minhas; *kṣama*—por favor, perdoa; *aparādha*—ofensas.", "translation": "**Ó Senhor Nityānanda, escrevo sobre Tua misericórdia em virtude de grande exultação. Por favor, perdoa-me minhas ofensas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/161/", "verse_text": "avadhūta gosāñira eka bhṛtya prema-dhāma\nmīnaketana rāmadāsa haya tāṅra nāma", "devanagari": "> অবধূত গোসাঞির এক ভৃত্য প্রেমধাম ।\n> মীনকেতন রামদাস হয় তাঁর নাম ॥১৬১॥", "synonyms": "*avadhūta*—o mendicante; *gosāñira*—do Senhor Nityānanda; *eka*—um; *bhṛtya*—servo; *prema-dhāma*—reservatório de amor; *mīnaketana*—Mīnaketana; *rāma-dāsa*—Rāmadāsa; *haya*—é; *tāṅra*—seu; *nāma*—nome.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu tinha um servo chamado Śrī Mīnaketana Rāmadāsa, que era um reservatório de amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/162/", "verse_text": "āmāra ālaye aho-rātra-saṅkīrtana\ntāhāte āilā teṅho pāñā nimantraṇa", "devanagari": "> আমার আলয়ে অহোরাত্র-সংকীর্তন ।\n> তাহাতে আইলা তেঁহো পাঞা নিমন্ত্রণ ॥১৬২॥", "synonyms": "*āmāra ālaye*—em minha casa; *ahaḥ-rātra*—dia e noite; *saṅkīrtana*—canto do mantra Hare Kṛṣṇa; *tāhāte*—em razão disso; *āilā*—veio; *teṅho*—ele; *pāñā nimantraṇa*—recebendo um convite.", "translation": "**Em minha casa havia saṅkīrtana dia e noite e, por isso, ele foi até lá, tendo sido convidado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/163/", "verse_text": "mahā-prema-maya tiṅho vasilā aṅgane\nsakala vaiṣṇava tāṅra vandilā caraṇe", "devanagari": "> মহাপ্রেমময় তিঁহো বসিলা অঙ্গনে ।\n> সকল বৈষ্ণব তাঁর বন্দিলা চরণে ॥১৬৩॥", "synonyms": "*mahā-prema-maya*—absorto em amor emocional; *tiṅho*—ele; *vasilā*—sentou-se; *aṅgane*—no pátio; *sakala vaiṣṇava*—todos os outros vaiṣṇavas; *tāṅra*—seus; *vandilā*—adoraram; *caraṇe*—os pés de lótus.", "translation": "**Absorto em amor emocional, ele se sentou em meu pátio, e todos os vaiṣṇavas se curvaram a seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/164/", "verse_text": "namaskāra karite, kā'ra uparete caḍe\npreme kā're vaṁśī māre, kāhāke cāpaḍe", "devanagari": "> নমস্কার করিতে, কা’র উপরেতে চড়ে ।\n> প্রেমে কা’রে বংশী মারে, কাহাকে চাপড়ে ॥১৬৪॥", "synonyms": "*namaskāra karite*—enquanto ofereciam reverências, curvando-se; *kā'ra*—de alguém; *uparete*—sobre o corpo; *caḍe*—sobe; *preme*—em amor extático; *kā're*—em alguém; *vaṁśī*—a flauta; *māre*—golpeia; *kāhāke*—em alguém; *cāpaḍe*—dá tapas.", "translation": "**Num alegre estado de amor a Deus, ele às vezes subia ao ombro de alguém que oferecia reverências, e às vezes golpeava outros com sua flauta ou lhes dava leves tapas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/165/", "verse_text": "ye nayana dekhite aśru haya mane yāra\n\nsei netre avicchinna vahe aśru-dhāra", "devanagari": "> যে নয়ন দেখিতে অশ্রু হয় মনে যার ।\n> সেই নেত্রে অবিচ্ছিন্ন বহে অশ্রুধার ॥১৬৫॥", "synonyms": "*ye*—seus; *nayana*—olhos; *dekhite*—ao verem; *aśru*—lágrimas; *haya*—aparecem; *mane*—da mente; *yāra*—de alguém; *sei netre*—em seus olhos; *avicchinna*—continuamente; *vahe*—flui; *aśru-dhāra*—uma torrente de lágrimas.", "translation": "**Quando alguém via os olhos de Mīnaketana Rāmadāsa, lágrimas fluíam automaticamente de seus próprios olhos, pois uma torrente constante de lágrimas fluía dos olhos de Mīnaketana Rāmadāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/166/", "verse_text": "kabhu kona aṅge dekhi pulaka-kadamba\n\neka aṅge jāḍya tāṅra, āra aṅge kampa", "devanagari": "> কভু কোন অঙ্গে দেখি পুলক-কদম্ব ।\n> এক অঙ্গে জাড্য তাঁর, আর অঙ্গে কম্প ॥১৬৬॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *kona*—em algumas; *aṅge*—partes do corpo; *dekhi*—eu vejo; *pulaka-kadamba*—erupções de êxtase como as flores de kadamba; *eka aṅge*—em uma parte do corpo; *jāḍya*—atordoamento; *tāṅra*—seu; *āra aṅge*—em outro membro; *kampa*—tremor.", "translation": "**Às vezes havia erupções de êxtase, como flores de kadamba, em algumas partes de seu corpo, e às vezes um membro ficava atordoado enquanto outro tremia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/167/", "verse_text": "nityānanda bali' yabe karena huṅkāra\n\ntāhā dekhi' lokera haya mahā-camatkāra", "devanagari": "> নিত্যানন্দ বলি’ যবে করেন হুঙ্কার ।\n> তাহা দেখি’ লোকের হয় মহা-চমত্কার ॥১৬৭॥", "synonyms": "*nityānanda*—o nome Nityānanda; *bali'*—dizendo; *yabe*—sempre que; *karena huṅkāra*—emite um grande brado; *tāhā dekhi'*—vendo isso; *lokera*—das pessoas; *haya*—há; *mahā-camatkāra*—grande admiração e espanto.", "translation": "**Sempre que ele bradava em voz alta o nome Nityānanda, as pessoas ao seu redor enchiam-se de grande admiração e espanto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/168/", "verse_text": "guṇārṇava miśra nāme eka vipra ārya\n\nśrī-mūrti-nikaṭe teṅho kare sevā-kārya", "devanagari": "> গুণার্ণব মিশ্র নামে এক বিপ্র আর্য ।\n> শ্রীমূর্তি-নিকটে তেঁহো করে সেবা-কার্য ॥১৬৮॥", "synonyms": "*guṇārṇava miśra*—de Guṇārṇava Miśra; *nāme*—pelo nome; *eka*—um; *vipra*—brāhmaṇa; *ārya*—muito respeitável; *śrī-mūrti-nikaṭe*—ao lado da Deidade; *teṅho*—ele; *kare*—realiza; *sevā-kārya*—atividades em devoção.", "translation": "**Um respeitável brāhmaṇa chamado Śrī Guṇārṇava Miśra estava servindo a Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/169/", "verse_text": "aṅgane āsiyā teṅho nā kaila sambhāṣa\n\ntāhā dekhi' kruddha hañā bale rāmadāsa", "devanagari": "> অঙ্গনে আসিয়া তেঁহো না কৈল সম্ভাষ ।\n> তাহা দেখি’ ক্রুদ্ধ হঞা বলে রামদাস ॥১৬৯॥", "synonyms": "*aṅgane*—ao pátio; *āsiyā*—chegando; *teṅho*—ele; *nā*—não; *kaila*—fez; *sambhāṣa*—saudação; *tāhā dekhi'*—vendo isso; *kruddha hañā*—ficando irado; *bale*—diz; *rāma-dāsa*—Śrī Rāmadāsa.", "translation": "**Quando Mīnaketana estava sentado no pátio, esse brāhmaṇa não lhe ofereceu respeito. Vendo isso, Śrī Rāmadāsa ficou irado e falou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/170/", "verse_text": "'ei ta' dvitīya sūta romaharaṣaṇa\n\nbaladeva dekhi' ye nā kaila pratyudgama'", "devanagari": "> ‘এই ত’ দ্বিতীয় সূত রোমহরষণ ।\n> বলদেব দেখি’ যে না কৈল প্রত্যুদ্গম’ ॥১৭০॥", "synonyms": "*ei ta'*—este; *dvitīya*—segundo; *sūta romaharaṣaṇa*—do nome Romaharṣaṇa-sūta; *baladeva dekhi'*—vendo o Senhor Balarāma; *ye*—quem; *nā*—não; *kaila*—fez; *pratyudgama*—levantar-se.", "translation": "**\"Aqui encontro o segundo Romaharṣaṇa-sūta, que não se levantou para mostrar honra quando viu o Senhor Balarāma.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/171/", "verse_text": "eta bali' nāce gāya, karaye santoṣa\n\nkṛṣṇa-kārya kare vipra--nā karila roṣa", "devanagari": "> এত বলি’ নাচে গায়, করয়ে সন্তোষ ।\n> কৃষ্ণকার্য করে বিপ্র — না করিল রোষ ॥১৭১॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *nāce*—ele dança; *gāya*—canta; *karaye santoṣa*—fica satisfeito; *kṛṣṇa-kārya*—os deveres de adoração à Deidade; *kare*—realiza; *vipra*—o brāhmaṇa; *nā karila*—não ficou; *roṣa*—irado.", "translation": "**Depois de dizer isso, ele dançou e cantou à vontade, mas o brāhmaṇa não ficou irado, pois então estava servindo ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Mīnaketana Rāmadāsa era um grande devoto do Senhor Nityānanda. Quando ele entrou na casa de Kṛṣṇadāsa Kavirāja, Guṇārṇava Miśra, o sacerdote que estava adorando a Deidade instalada na casa, não o recebeu muito bem. Um acontecimento semelhante ocorreu quando Romaharṣaṇa-sūta estava falando à grande assembleia de sábios em Naimiṣāraṇya. O Senhor Baladeva entrou naquela grande assembleia, mas, como Romaharṣaṇa-sūta estava no vyāsāsana, ele não desceu para oferecer respeito ao Senhor Baladeva. O comportamento de Guṇārṇava Miśra indicava que ele não tinha grande respeito pelo Senhor Nityānanda, e essa ideia não era nem um pouco aprazível para Mīnaketana Rāmadāsa. Por essa razão, a mentalidade de Mīnaketana Rāmadāsa nunca é depreciada pelos devotos."}
{"ref": "cc/adi/5/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/172/", "verse_text": "utsavānte gelā tiṅho kariyā prasāda\n\nmora bhrātā-sane tāṅra kichu haila vāda", "devanagari": "> উৎসবান্তে গেলা তিঁহো করিয়া প্রসাদ ।\n> মোর ভ্রাতা-সনে তাঁর কিছু হৈল বাদ ॥১৭২॥", "synonyms": "*utsava-ante*—após o festival; *gelā*—foi embora; *tiṅho*—ele; *kariyā prasāda*—mostrando misericórdia; *mora*—de mim; *bhrātā-sane*—com o irmão; *tāṅra*—dele; *kichu*—alguma; *haila*—houve; *vāda*—controvérsia.", "translation": "**Ao final do festival, Mīnaketana Rāmadāsa foi embora, oferecendo suas bênçãos a todos. Naquela ocasião, ele teve uma controvérsia com meu irmão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/173/", "verse_text": "caitanya-prabhute tāṅra sudṛḍha viśvāsa\n\nnityānanda-prati tāṅra viśvāsa-ābhāsa", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্যপ্রভুতে তাঁর সুদৃঢ় বিশ্বাস ।\n> নিত্যানন্দ-প্রতি তাঁর বিশ্বাস-আভাস ॥১৭৩॥", "synonyms": "*caitanya-prabhute*—no Senhor Caitanya; *tāṅra*—sua; *su-dṛḍha*—firme; *viśvāsa*—fé; *nityānanda-prati*—no Senhor Nityānanda; *tāṅra*—sua; *viśvāsa-ābhāsa*—pálido reflexo de fé.", "translation": "**Meu irmão tinha fé firme no Senhor Caitanya, mas apenas um pálido vislumbre de fé no Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/174/", "verse_text": "ihā jāni' rāmadāsera duḥkha ha-ila mane\n\ntabe ta' bhrātāre āmi karinu bhartsane", "devanagari": "> ইহা জানি’ রামদাসের দুঃখ হইল মনে ।\n> তবে ত’ ভ্রাতারে আমি করিনু ভর্ৎসনে ॥১৭৪॥", "synonyms": "*ihā*—isso; *jāni'*—sabendo; *rāma-dāsera*—do santo Rāmadāsa; *duḥkha*—infelicidade; *ha-ila*—houve; *mane*—na mente; *tabe*—naquela ocasião; *ta'*—certamente; *bhrātāre*—a meu irmão; *āmi*—eu; *karinu*—fiz; *bhartsane*—repreensão.", "translation": "**Sabendo disso, Śrī Rāmadāsa sentiu-se infeliz em sua mente. Então repreendi meu irmão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/175/", "verse_text": "dui bhāi eka-tanu--samāna-prakāśa\n\nnityānanda nā māna, tomāra habe sarva-nāśa", "devanagari": "> দুই ভাই একতনু — সমান-প্রকাশ ।\n> নিত্যানন্দ না মান, তোমার হবে সর্বনাশ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*dui bhāi*—dois irmãos; *eka-tanu*—um só corpo; *samāna-prakāśa*—manifestação igual; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *nā māna*—você não crê; *tomāra*—sua; *habe*—haverá; *sarva-nāśa*—ruína total.", "translation": "**\"Esses dois irmãos\", eu lhe disse, \"são como um só corpo; são manifestações idênticas. Se você não crer no Senhor Nityānanda, cairá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/176/", "verse_text": "ekete viśvāsa, anye nā kara sammāna\n\n\"ardha-kukkuṭī-nyāya\" tomāra pramāṇa", "devanagari": "> একেতে বিশ্বাস, অন্যে না কর সম্মান ।\n> “অর্ধকুক্কুটী-ন্যায়” তোমার প্রমাণ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*ekete viśvāsa*—fé em um; *anye*—no outro; *nā*—não; *kara*—presta; *sammāna*—respeito; *ardha-kukkuṭī-nyāya*—a lógica de aceitar metade de uma galinha; *tomāra*—sua; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**\"Se você tem fé em um, mas desrespeita o outro, sua lógica é como a lógica de aceitar metade de uma galinha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/177/", "verse_text": "kiṁvā, doṅhā nā māniñā hao ta' pāṣaṇḍa\n\neke māni' āre nā māni,--ei-mata bhaṇḍa", "devanagari": "> কিংবা, দোঁহা না মানিঞা হও ত’ পাষণ্ড ।\n> একে মানি’ আরে না মানি, — এইমত ভণ্ড ॥১৭৭॥", "synonyms": "*kiṁvā*—do contrário; *doṅhā*—a ambos; *nā*—não; *māniñā*—aceitando; *hao*—você se torna; *ta'*—certamente; *pāṣaṇḍa*—ateu; *eke*—um Deles; *māni'*—aceitando; *āre*—o outro; *nā māni*—não aceitando; *ei-mata*—esse tipo de fé; *bhaṇḍa*—hipocrisia.", "translation": "**\"Seria melhor ser um ateu, desprezando ambos os irmãos, do que um hipócrita, crendo em um e desprezando o outro.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/178/", "verse_text": "kruddha haiyā vaṁśī bhāṅgi' cale rāmadāsa\n\ntat-kāle āmāra bhrātāra haila sarva-nāśa", "devanagari": "> ক্রুদ্ধ হৈয়া বংশী ভাঙ্গি’ চলে রামদাস ।\n> তৎকালে আমার ভ্রাতার হৈল সর্বনাশ ॥১৭৮॥", "synonyms": "*kruddha haiyā*—estando muito irado; *vaṁśī*—a flauta; *bhāṅgi'*—quebrando; *cale*—parte; *rāma-dāsa*—do nome Rāmadāsa; *tat-kāle*—naquela ocasião; *āmāra*—de meu; *bhrātāra*—irmão; *haila*—houve; *sarva-nāśa*—ruína total.", "translation": "**Assim, Śrī Rāmadāsa quebrou sua flauta de raiva e foi embora, e, naquele momento, meu irmão caiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/179/", "verse_text": "ei ta' kahila tāṅra sevaka-prabhāva\n\nāra eka kahi tāṅra dayāra svabhāva", "devanagari": "> এই ত’ কহিল তাঁর সেবক-প্রভাব ।\n> আর এক কহি তাঁর দয়ার স্বভাব ॥১৭৯॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahila*—expliquei; *tāṅra*—d'Ele; *sevaka-prabhāva*—o poder do servo; *āra*—outra; *eka*—uma; *kahi*—eu digo; *tāṅra*—Sua; *dayāra*—de misericórdia; *svabhāva*—característica.", "translation": "**Descrevi assim o poder dos servos do Senhor Nityānanda. Agora descreverei outra característica de Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/180/", "verse_text": "bhāike bhartsinu muñi, lañā ei guṇa\n\nsei rātre prabhu more dilā daraśana", "devanagari": "> ভাইকে ভর্ৎসিনু মুঞি, লঞা এই গুণ ।\n> সেই রাত্রে প্রভু মোরে দিলা দরশন ॥১৮০॥", "synonyms": "*bhāike*—meu irmão; *bhartsinu*—repreendi; *muñi*—eu; *lañā*—considerando; *ei*—essa; *guṇa*—boa qualidade; *sei rātre*—naquela noite; *prabhu*—meu Senhor; *more*—a mim; *dilā*—deu; *daraśana*—aparição.", "translation": "**Naquela noite, o Senhor Nityānanda apareceu-me em sonho por causa de minha boa qualidade em repreender meu irmão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/181/", "verse_text": "naihāṭi-nikaṭe 'jhāmaṭapura' nāme grāma\n\ntāṅhā svapne dekhā dilā nityānanda-rāma", "devanagari": "> নৈহাটি নিকটে ‘ঝামটপুর’ নামে গ্রাম ।\n> তাঁহা স্বপ্নে দেখা দিলা নিত্যানন্দ-রাম ॥১৮১॥", "synonyms": "*naihāṭi-nikaṭe*—próximo à aldeia Naihāṭi; *jhāmaṭapura*—Jhāmaṭapura; *nāme*—pelo nome; *grāma*—aldeia; *tāṅhā*—ali; *svapne*—em sonho; *dekhā*—aparição; *dilā*—deu; *nityānanda-rāma*—o Senhor Nityānanda Balarāma.", "translation": "**Na aldeia de Jhāmaṭapura, que fica perto de Naihāṭi, o Senhor Nityānanda apareceu-me em sonho.**", "purport": "Existe agora uma linha férrea até Jhāmaṭapura. Se alguém quiser ir até lá, pode tomar um trem na linha férrea de Katwa e ir diretamente à estação conhecida como Sālāra. Dessa estação, pode-se ir diretamente a Jhāmaṭapura."}
{"ref": "cc/adi/5/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/182/", "verse_text": "daṇḍavat haiyā āmi paḍinu pāyete\nnija-pāda-padma prabhu dilā mora māthe", "devanagari": "> দণ্ডবৎ হৈয়া আমি পড়িনু পায়েতে ।\n> নিজপাদপদ্ম প্রভু দিলা মোর মাথে ॥১৮২॥", "synonyms": "*daṇḍavat haiyā*—oferecendo reverências; *āmi*—eu; *paḍinu*—caí; *pāyete*—a Seus pés de lótus; *nija-pāda-padma*—Seus próprios pés de lótus; *prabhu*—o Senhor; *dilā*—colocou; *mora*—minha; *māthe*—na cabeça.", "translation": "**Eu me prostrei a Seus pés, oferecendo minhas reverências, e Ele então colocou Seus próprios pés de lótus sobre minha cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/183/", "verse_text": "'uṭha', 'uṭha' bali' more bale bāra bāra\nuṭhi' tāṅra rūpa dekhi' hainu camatkāra", "devanagari": "> ‘উঠ’, ‘উঠ’ বলি’ মোরে বলে বার বার ।\n> উঠি’ তাঁর রূপ দেখি’ হৈনু চমৎকার ॥১৮৩॥", "synonyms": "*uṭha uṭha*—levanta-te, levanta-te; *bali'*—dizendo; *more*—a mim; *bale*—diz; *bāra bāra*—repetidamente; *uṭhi'*—levantando-me; *tāṅra*—Sua; *rūpa dekhi'*—vendo a beleza; *hainu*—fiquei; *camatkāra*—atônito.", "translation": "**\"Levanta-te! Levanta-te!\" Ele me disse repetidas vezes. Ao me erguer, fiquei profundamente atônito ao contemplar Sua beleza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/184/", "verse_text": "śyāma-cikkaṇa kānti, prakāṇḍa śarīra\nsākṣāt kandarpa, yaiche mahā-malla-vīra", "devanagari": "> শ্যাম-চিক্কণ কান্তি, প্রকাণ্ড শরীর ।\n> সাক্ষাৎ কন্দর্প, যৈছে মহামল্ল-বীর ॥১৮৪॥", "synonyms": "*śyāma*—enegrecido; *cikkaṇa*—lustroso; *kānti*—brilho; *prakāṇḍa*—robusto; *śarīra*—corpo; *sākṣāt*—diretamente; *kandarpa*—Cupido; *yaiche*—como; *mahā-malla*—muito robusto e forte; *vīra*—herói.", "translation": "**Ele tinha uma tez enegrecida e lustrosa, e Sua estatura alta, forte e heroica fazia com que Ele parecesse o próprio Cupido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/185/", "verse_text": "suvalita hasta, pada, kamala-nayāna\npaṭṭa-vastra śire, paṭṭa-vastra paridhāna", "devanagari": "> সুবলিত হস্ত, পদ, কমল-নয়ান ।\n> পট্টবস্ত্র শিরে, পট্টবস্ত্র পরিধান ॥১৮৫॥", "synonyms": "*suvalita*—bem-formados; *hasta*—mãos; *pada*—pernas; *kamala-nayāna*—olhos como flores de lótus; *paṭṭa-vastra*—tecido de seda; *śire*—na cabeça; *paṭṭa-vastra*—vestes de seda; *paridhāna*—usando.", "translation": "**Ele tinha mãos, braços e pernas belamente formados, e olhos como flores de lótus. Ele usava uma roupa de seda, com um turbante de seda na cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/186/", "verse_text": "suvarṇa-kuṇḍala karṇe, svarṇāṅgada-vālā\npāyete nūpura bāje, kaṇṭhe puṣpa-mālā", "devanagari": "> সুবর্ণ-কুণ্ডল কর্ণে, স্বর্ণাঙ্গদ-বালা ।\n> পায়েতে নূপুর বাজে, কণ্ঠে পুষ্পমালা ॥১৮৬॥", "synonyms": "*suvarṇa-kuṇḍala*—brincos de ouro; *karṇe*—nas orelhas; *svarṇa-aṅgada*—braceletes de ouro; *vālā*—e pulseiras; *pāyete*—nos pés; *nūpura*—guizos de tornozelo; *bāje*—tilintam; *kaṇṭhe*—no pescoço; *puṣpa-mālā*—guirlanda de flores.", "translation": "**Ele usava brincos de ouro nas orelhas, e braceletes e pulseiras de ouro. Ele usava tornozeleiras tilintantes nos pés e uma guirlanda de flores em volta do pescoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/187/", "verse_text": "candana-lepita-aṅga, tilaka suṭhāma\nmatta-gaja jini' mada-manthara payāna", "devanagari": "> চন্দনলেপিত-অঙ্গ, তিলক সুঠাম ।\n> মত্তগজ জিনি’ মদ-মন্থর পয়ান ॥১৮৭॥", "synonyms": "*candana*—com polpa de sândalo; *lepita*—untado; *aṅga*—corpo; *tilaka suṭhāma*—graciosamente decorado com tilaka; *matta-gaja*—um elefante enlouquecido; *jini'*—superando; *mada-manthara*—embriagado pela bebida; *payāna*—movimento.", "translation": "**Seu corpo estava untado com polpa de sândalo, e Ele estava graciosamente decorado com tilaka. Seus movimentos superavam os de um elefante enlouquecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/188/", "verse_text": "koṭi-candra jini' mukha ujjvala-varaṇa\ndāḍimba-bīja-sama danta tāmbūla-carvaṇa", "devanagari": "> কোটিচন্দ্র জিনি’ মুখ উজ্জ্বল-বরণ ।\n> দাড়িম্ব-বীজ-সম দন্ত তাম্বূল-চর্বণ ॥১৮৮॥", "synonyms": "*koṭi-candra*—milhões e milhões de luas; *jini'*—superando; *mukha*—o rosto; *ujjvala-varaṇa*—brilhante e radiante; *dāḍimba-bīja*—sementes de romã; *sama*—como; *danta*—dentes; *tāmbūla-carvaṇa*—mascando noz de bétel.", "translation": "**Seu rosto era mais belo do que milhões e milhões de luas, e Seus dentes eram como sementes de romã por causa de Sua mastigação de bétel.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/189/", "verse_text": "preme matta aṅga ḍāhine-vāme dole\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' baliyā gambhīra bola bale", "devanagari": "> প্রেমে মত্ত অঙ্গ ডাহিনে-বামে দোলে ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ বলিয়া গম্ভীর বোল বলে ॥১৮৯॥", "synonyms": "*preme*—em êxtase; *matta*—absorto; *aṅga*—todo o corpo; *ḍāhine*—para o lado direito; *vāme*—para o lado esquerdo; *dole*—move-se; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—Kṛṣṇa, Kṛṣṇa; *baliyā*—dizendo; *gambhīra*—profunda; *bola*—palavras; *bale*—proferia.", "translation": "**Seu corpo movia-se de um lado para outro, à direita e à esquerda, pois Ele estava absorto em êxtase. Ele cantava \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\" com voz profunda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/190/", "verse_text": "rāṅgā-yaṣṭi haste dole yena matta siṁha\ncāri-pāśe veḍi āche caraṇete bhṛṅga", "devanagari": "> রাঙ্গা-যষ্টি হস্তে দোলে যেন মত্ত সিংহ ।\n> চারিপাশে বেড়ি আছে চরণেতে ভৃঙ্গ ॥১৯০॥", "synonyms": "*rāṅgā-yaṣṭi*—um bastão vermelho; *haste*—na mão; *dole*—move-se; *yena*—como; *matta*—enlouquecido; *siṁha*—leão; *cāri-pāśe*—por todos os lados; *veḍi*—ao redor; *āche*—há; *caraṇete*—aos pés de lótus; *bhṛṅga*—abelhas.", "translation": "**Com Seu bastão vermelho movendo-se em Sua mão, Ele parecia um leão enlouquecido. Ao redor dos quatro lados de Seus pés havia abelhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/191/", "verse_text": "pāriṣada-gaṇe dekhi' saba gopa-veśe\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahe sabe saprema āveśe", "devanagari": "> পারিষদগণে দেখি’ সব গোপ-বেশে ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহে সবে সপ্রেম আবেশে ॥১৯১॥", "synonyms": "*pāriṣada-gaṇe*—associados; *dekhi'*—vendo; *saba*—todos; *gopa-veśe*—nas vestes de vaqueirinhos; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—Kṛṣṇa, Kṛṣṇa; *kahe*—dizem; *sabe*—todos; *sa-prema*—de amor extático; *āveśe*—em absorção.", "translation": "**Seus devotos, vestidos como vaqueirinhos, rodeavam Seus pés como tantas abelhas e também cantavam \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\", absortos em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/192/", "verse_text": "śiṅgā vāṁśī bājāya keha, keha nāce gāya\nsevaka yogāya tāmbūla, cāmara ḍhulāya", "devanagari": "> শিঙ্গা বাঁশী বাজায় কেহ, কেহ নাচে গায় ।\n> সেবক যোগায় তাম্বূল, চামর ঢুলায় ॥১৯২॥", "synonyms": "*śiṅgā vāṁśī*—cornetas e flautas; *bājāya*—tocam; *keha*—alguns; *keha*—alguns deles; *nāce*—dançam; *gāya*—cantam; *sevaka*—um servo; *yogāya*—fornece; *tāmbūla*—noz de bétel; *cāmara*—abano; *ḍhulāya*—move.", "translation": "**Alguns deles tocavam cornetas e flautas, e outros dançavam e cantavam. Alguns ofereciam nozes de bétel, e outros agitavam abanos de cāmara em torno d'Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/193/", "verse_text": "nityānanda-svarūpera dekhiyā vaibhava\nkibā rūpa, guṇa, līlā--alaukika saba", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-স্বরূপের দেখিয়া বৈভব ।\n> কিবা রূপ, গুণ, লীলা — অলৌকিক সব ॥১৯৩॥", "synonyms": "*nityānanda-svarūpera*—do Senhor Nityānanda Svarūpa; *dekhiyā*—vendo; *vaibhava*—a opulência; *kibā rūpa*—que forma maravilhosa; *guṇa*—qualidades; *līlā*—passatempos; *alaukika*—incomuns; *saba*—todos.", "translation": "**Assim, vi tamanha opulência no Senhor Nityānanda Svarūpa. Sua maravilhosa forma, Suas qualidades e Seus passatempos são todos transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/194/", "verse_text": "ānande vihvala āmi, kichu nāhi jāni\ntabe hāsi' prabhu more kahilena vāṇī", "devanagari": "> আনন্দে বিহ্বল আমি, কিছু নাহি জানি ।\n> তবে হাসি’ প্রভু মোরে কহিলেন বাণী ॥১৯৪॥", "synonyms": "*ānande*—em êxtase transcendental; *vihvala*—dominado; *āmi*—eu; *kichu*—coisa alguma; *nāhi*—não; *jāni*—sei; *tabe*—naquele momento; *hāsi'*—sorrindo; *prabhu*—o Senhor; *more*—a mim; *kahilena*—disse; *vāṇī*—algumas palavras.", "translation": "**Eu estava dominado pelo êxtase transcendental, sem saber de mais nada. Então o Senhor Nityānanda sorriu e me dirigiu as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/195/", "verse_text": "āre āre kṛṣṇadāsa, nā karaha bhaya\nvṛndāvane yāha,--tāṅhā sarva labhya haya", "devanagari": "> আরে আরে কৃষ্ণদাস, না করহ ভয় ।\n> বৃন্দাবনে যাহ, — তাঁহা সর্ব লভ্য হয় ॥১৯৫॥", "synonyms": "*āre āre*—ó! ó!; *kṛṣṇa-dāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa; *nā*—não; *karaha*—faças; *bhaya*—temor; *vṛndāvane yāha*—vai a Vṛndāvana; *tāṅhā*—lá; *sarva*—tudo; *labhya*—disponível; *haya*—é.", "translation": "**\"Ó meu querido Kṛṣṇadāsa, não temas. Vai a Vṛndāvana, pois lá alcançarás todas as coisas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/196/", "verse_text": "eta bali' prerilā more hātasāni diyā\nantardhāna kaila prabhu nija-gaṇa lañā", "devanagari": "> এত বলি’ প্রেরিলা মোরে হাতসানি দিয়া ।\n> অন্তর্ধান কৈল প্রভু নিজগণ লঞা ॥১৯৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prerilā*—despachou; *more*—a mim; *hātasāni*—indicação da mão; *diyā*—dando; *antardhāna kaila*—desapareceu; *prabhu*—meu Senhor; *nija-gaṇa lañā*—levando Seus associados pessoais.", "translation": "**Depois de dizer isto, Ele me encaminhou para Vṛndāvana, acenando com a mão. Em seguida, Ele desapareceu com Seus associados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/197/", "verse_text": "mūrcchita ha-iyā muñi paḍinu bhūmite\nsvapna-bhaṅga haila, dekhi, hañāche prabhāte", "devanagari": "> মূর্চ্ছিত হইয়া মুঞি পড়িনু ভূমিতে ।\n> স্বপ্নভঙ্গ হৈল, দেখি, হঞাছে প্রভাতে ॥১৯৭॥", "synonyms": "*mūrcchita ha-iyā*—desfalecendo; *muñi*—eu; *paḍinu*—caí; *bhūmite*—ao chão; *svapna-bhaṅga*—o rompimento do sonho; *haila*—houve; *dekhi*—vi; *hañāche*—surgira; *prabhāte*—a luz da manhã.", "translation": "**Desfaleci e caí ao chão; meu sonho se desfez, e, quando recobrei a consciência, vi que a manhã havia chegado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/198/", "verse_text": "ki dekhinu ki śuninu, kariye vicāra\nprabhu-ājñā haila vṛndāvana yāibāra", "devanagari": "> কি দেখিনু কি শুনিনু, করিয়ে বিচার ।\n> প্রভু-আজ্ঞা হৈল বৃন্দাবন যাইবার ॥১৯৮॥", "synonyms": "*ki dekhinu*—o que vi; *ki śuninu*—o que ouvi; *kariye vicāra*—comecei a considerar; *prabhu-ājñā*—a ordem de meu Senhor; *haila*—houve; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *yāibāra*—de ir.", "translation": "**Refleti sobre o que havia visto e ouvido e concluí que o Senhor me ordenara que seguisse imediatamente para Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/199/", "verse_text": "sei kṣaṇe vṛndāvane karinu gamana\nprabhura kṛpāte sukhe āinu vṛndāvana", "devanagari": "> সেইক্ষণে বৃন্দাবনে করিনু গমন ।\n> প্রভুর কৃপাতে সুখে আইনু বৃন্দাবন ॥১৯৯॥", "synonyms": "*sei kṣaṇe*—naquele mesmo instante; *vṛndāvane*—rumo a Vṛndāvana; *karinu*—parti; *gamana*—partida; *prabhura kṛpāte*—pela misericórdia do Senhor Nityānanda; *sukhe*—em grande felicidade; *āinu*—cheguei; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana.", "translation": "**Naquele mesmo instante, parti rumo a Vṛndāvana e, por Sua misericórdia, ali cheguei em grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/200/", "verse_text": "jaya jaya nityānanda, nityānanda-rāma\n\nyāṅhāra kṛpāte pāinu vṛndāvana-dhāma", "devanagari": "> জয় জয় নিত্যানন্দ, নিত্যানন্দ-রাম ।\n> যাঁহার কৃপাতে পাইনু বৃন্দাবন-ধাম ॥২০০॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *nityānanda-rāma*—ao Senhor Balarāma, que apareceu como Nityānanda; *yāṅhāra kṛpāte*—por cuja misericórdia; *pāinu*—obtive; *vṛndāvana-dhāma*—o abrigo de Vṛndāvana.", "translation": "**Toda glória, toda glória ao Senhor Nityānanda Balarāma, por cuja misericórdia alcancei abrigo na morada transcendental de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/201/", "verse_text": "jaya jaya nityānanda, jaya kṛpā-maya\n\nyāṅhā haite pāinu rūpa-sanātanāśraya", "devanagari": "> জয় জয় নিত্যানন্দ, জয় কৃপাময় ।\n> যাঁহা হৈতে পাইনু রূপ-সনাতনাশ্রয় ॥২০১॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya kṛpā-maya*—todas as glórias ao Senhor mais misericordioso; *yāṅhā haite*—de quem; *pāinu*—obtive; *rūpa-sanātana-āśraya*—o abrigo aos pés de lótus de Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Toda glória, toda glória ao misericordioso Senhor Nityānanda, por cuja misericórdia alcancei abrigo aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Sanātana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/202/", "verse_text": "yāṅhā haite pāinu raghunātha-mahāśaya\n\nyāṅhā haite pāinu śrī-svarūpa-āśraya", "devanagari": "> যাঁহা হৈতে পাইনু রঘুনাথ-মহাশয় ।\n> যাঁহা হৈতে পাইনু শ্রীস্বরূপ-আশ্রয় ॥২০২॥", "synonyms": "*yāṅhā haite*—de quem; *pāinu*—obtive; *raghunātha-mahā-āśaya*—o abrigo de Raghunātha dāsa Gosvāmī; *yāṅhā haite*—de quem; *pāinu*—obtive; *śrī-svarūpa-āśraya*—o abrigo aos pés de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.", "translation": "**Por Sua misericórdia, alcancei o abrigo da grande personalidade Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī e, por Sua misericórdia, encontrei o refúgio de Śrī Svarūpa Dāmodara.**", "purport": "Quem quer que deseje tornar-se perito no serviço de Śrī Śrī Rādhā e Kṛṣṇa deve sempre aspirar a estar sob a orientação de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī. Para colocar-se sob a proteção dos Gosvāmīs, é preciso obter a misericórdia e a graça de Nityānanda Prabhu. O autor procurou explicar esse fato nestes dois versos."}
{"ref": "cc/adi/5/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/203/", "verse_text": "sanātana-kṛpāya pāinu bhaktira siddhānta\n\nśrī-rūpa-kṛpāya pāinu bhakti-rasa-prānta", "devanagari": "> সনাতন-কৃপায় পাইনু ভক্তির সিদ্ধান্ত ।\n> শ্রীরূপ-কৃপায় পাইনু ভক্তিরসপ্রান্ত ॥২০৩॥", "synonyms": "*sanātana-kṛpāya*—pela misericórdia de Sanātana Gosvāmī; *pāinu*—obtive; *bhaktira siddhānta*—as conclusões do serviço devocional; *śrī-rūpa-kṛpāya*—pela misericórdia de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *pāinu*—obtive; *bhakti-rasa-prānta*—o limite das doçuras do serviço devocional.", "translation": "**Pela misericórdia de Sanātana Gosvāmī, aprendi as conclusões finais do serviço devocional e, pela graça de Śrī Rūpa Gosvāmī, saboreei o néctar mais elevado do serviço devocional.**", "purport": "Śrī Sanātana Gosvāmī Prabhu, o mestre da ciência do serviço devocional, escreveu vários livros, dentre os quais o Bṛhad-bhāgavatāmṛta é muito famoso; quem quer que deseje conhecer o assunto referente aos devotos, ao serviço devocional e a Kṛṣṇa deve ler esse livro. Sanātana Gosvāmī também escreveu um comentário especial sobre o Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*, conhecido como Daśama-ṭippanī, que é tão excelente que, ao lê-lo, pode-se compreender muito profundamente os passatempos de Kṛṣṇa em Suas trocas de atividades amorosas. Outro livro famoso de Sanātana Gosvāmī é o *Hari-bhakti-vilāsa*, que estabelece as regras e regulações para todas as divisões de vaiṣṇavas, a saber, os vaiṣṇavas chefes de família, os vaiṣṇavas *brahmacārīs*, os vaiṣṇavas *vānaprasthas* e os vaiṣṇavas *sannyāsīs*. Esse livro, no entanto, foi escrito especialmente para os vaiṣṇavas chefes de família. Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī descreveu Sanātana Gosvāmī em sua oração Vilāpa-kusumāñjali, verso seis, onde expressou sua dívida para com Sanātana Gosvāmī com as seguintes palavras:\n\nvairāgya-yug-bhakti-rasaṁ prayatnair\napāyayan mām anabhīpsum andham\nkṛpāmbudhir yaḥ para-duḥkha-duḥkhī\nsanātanas taṁ prabhum āśrayāmi\n\n\"Eu não estava disposto a beber o néctar do serviço devocional dotado de renúncia, mas Sanātana Gosvāmī, por sua misericórdia imotivada, fez-me bebê-lo, ainda que de outro modo eu fosse incapaz de fazê-lo. Por isso, ele é um oceano de misericórdia. Ele é muito compassivo com almas caídas como eu e, assim sendo, é meu dever oferecer minhas respeitosas reverências a seus pés de lótus.\" Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī também, na última seção do *Caitanya-caritāmṛta*, menciona especificamente os nomes de Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e Śrīla Jīva Gosvāmī e oferece suas respeitosas reverências aos pés de lótus desses três mestres espirituais, bem como aos de Raghunātha dāsa. Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī também aceitou Sanātana Gosvāmī como o mestre da ciência do serviço devocional. Descreve-se Śrīla Rūpa Gosvāmī como o *bhakti-rasācārya*, ou aquele que conhece a essência do serviço devocional. Seu famoso livro *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* é a ciência do serviço devocional, e, ao lê-lo, pode-se compreender o significado do serviço devocional. Outro de seus famosos livros é o Ujjvala-nīlamaṇi. Nesse livro, ele explica minuciosamente os romances amorosos e as atividades transcendentais do Senhor Kṛṣṇa e de Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/adi/5/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/204/", "verse_text": "jaya jaya nityānanda-caraṇāravinda\n\nyāṅhā haite pāinu śrī-rādhā-govinda", "devanagari": "> জয় জয় নিত্যানন্দ-চরণারবিন্দ ।\n> যাঁহা হৈতে পাইনু শ্রীরাধাগোবিন্দ ॥২০৪॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias a; *nityānanda*—do Senhor Nityānanda; *caraṇa-aravinda*—os pés de lótus; *yāṅhā haite*—de quem; *pāinu*—obtive; *śrī-rādhā-govinda*—o abrigo de Śrī Rādhā e Govinda.", "translation": "**Toda glória, toda glória aos pés de lótus do Senhor Nityānanda, por cuja misericórdia alcancei Śrī Rādhā-Govinda.**", "purport": "Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura, famoso por sua composição poética conhecida como Prārthanā, lamentou-se em uma de suas orações: \"Quando o Senhor Nityānanda será misericordioso comigo, de modo que eu esqueça todos os desejos materiais?\" Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura confirma que, a menos que a pessoa se livre dos desejos materiais de satisfazer as necessidades do corpo e dos sentidos, não pode compreender a morada transcendental do Senhor Kṛṣṇa, Vṛndāvana. Ele também confirma que não se podem compreender os romances amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa sem passar pela direção dos seis Gosvāmīs. Em outro verso, Narottama dāsa Ṭhākura afirmou que, sem a misericórdia imotivada de Nityānanda Prabhu, não se pode adentrar os assuntos de Rādhā e Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/5/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/205/", "verse_text": "jagāi mādhāi haite muñi se pāpiṣṭha\n\npurīṣera kīṭa haite muñi se laghiṣṭha", "devanagari": "> জগাই মাধাই হৈতে মুঞি সে পাপিষ্ঠ ।\n> পুরীষের কীট হৈতে মুঞি সে লঘিষ্ঠ ॥২০৫॥", "synonyms": "*jagāi mādhāi*—os dois irmãos Jagāi e Mādhāi; *haite*—do que; *muñi*—eu; *se*—esse; *pāpiṣṭha*—mais pecaminoso; *purīṣera*—nas fezes; *kīṭa*—os vermes; *haite*—do que; *muñi*—eu; *se*—esse; *laghiṣṭha*—mais baixo.", "translation": "**Sou mais pecaminoso do que Jagāi e Mādhāi e ainda mais baixo do que os vermes das fezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/206/", "verse_text": "mora nāma śune yei tāra puṇya kṣaya\n\nmora nāma laya yei tāra pāpa haya", "devanagari": "> মোর নাম শুনে যেই তার পুণ্য ক্ষয় ।\n> মোর নাম লয় যেই তার পাপ হয় ॥২০৬॥", "synonyms": "*mora nāma*—meu nome; *śune*—ouve; *yei*—qualquer um que; *tāra*—sua; *puṇya kṣaya*—destruição da piedade; *mora nāma*—meu nome; *laya*—profere; *yei*—qualquer um; *tāra*—seu; *pāpa*—pecado; *haya*—é.", "translation": "**Quem quer que ouça meu nome perde os resultados de suas atividades piedosas. Quem quer que profira meu nome torna-se pecaminoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/207/", "verse_text": "emana nirghṛṇa more kebā kṛpā kare\n\neka nityānanda vinu jagat bhitare", "devanagari": "> এমন নির্ঘৃণ মোরে কেবা কৃপা করে ।\n> এক নিত্যানন্দ বিনু জগৎ ভিতরে ॥২০৭॥", "synonyms": "*emana*—tão; *nirghṛṇa*—abominável; *more*—a mim; *kebā*—quem; *kṛpā*—misericórdia; *kare*—mostra; *eka*—único; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *vinu*—exceto; *jagat*—mundo; *bhitare*—dentro.", "translation": "**Quem, neste mundo, além de Nityānanda, poderia mostrar Sua misericórdia a uma pessoa tão abominável como eu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/208/", "verse_text": "preme matta nityānanda kṛpā-avatāra\n\nuttama, adhama, kichu nā kare vicāra", "devanagari": "> প্রেমে মত্ত নিত্যানন্দ কৃপা-অবতার ।\n> উত্তম, অধম, কিছু না করে বিচার ॥২০৮॥", "synonyms": "*preme*—em amor extático; *matta*—enlouquecido; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *kṛpā*—misericordiosa; *avatāra*—encarnação; *uttama*—bom; *adhama*—mau; *kichu*—qualquer; *nā*—não; *kare*—faz; *vicāra*—consideração.", "translation": "**Por estar embriagado de amor extático e ser uma encarnação da misericórdia, Ele não distingue entre o bom e o mau.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/209/", "verse_text": "ye āge paḍaye, tāre karaye nistāra\n\nataeva nistārilā mo-hena durācāra", "devanagari": "> যে আগে পড়য়ে, তারে করয়ে নিস্তার ।\n> অতএব নিস্তারিলা মো-হেন দুরাচার ॥২০৯॥", "synonyms": "*ye*—quem quer que seja; *āge*—à frente; *paḍaye*—prostra-se; *tāre*—a ele; *karaye*—faz; *nistāra*—libertação; *ataeva*—por isso; *nistārilā*—libertou; *mo*—como eu; *hena*—tal; *durācāra*—pessoa pecaminosa e caída.", "translation": "**Ele liberta todos aqueles que se prostram diante d'Ele. Por isso, libertou uma pessoa tão pecaminosa e caída como eu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/210/", "verse_text": "mo-pāpiṣṭhe ānilena śrī-vṛndāvana\n\nmo-hena adhame dilā śrī-rūpa-caraṇa", "devanagari": "> মো-পাপিষ্ঠে আনিলেন শ্রীবৃন্দাবন ।\n> মো-হেন অধমে দিলা শ্রীরূপ-চরণ ॥২১০॥", "synonyms": "*mo-pāpiṣṭhe*—a mim, que sou tão pecaminoso; *ānilena*—Ele trouxe; *śrī-vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *mo-hena*—como eu; *adhame*—ao mais baixo da humanidade; *dilā*—conferiu; *śrī-rūpa-caraṇa*—os pés de lótus de Rūpa Gosvāmī.", "translation": "**Embora eu seja pecaminoso e o mais caído, Ele me conferiu os pés de lótus de Śrī Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/211/", "verse_text": "śrī-madana-gopāla-śrī-govinda-daraśana\n\nkahibāra yogya nahe e-saba kathana", "devanagari": "> শ্রীমদনগোপাল-শ্রীগোবিন্দ-দরশন ।\n> কহিবার যোগ্য নহে এসব কথন ॥২১১॥", "synonyms": "*śrī-madana-gopāla*—o Senhor Madana Gopāla; *śrī-govinda*—o Senhor Rādhā-Govinda; *daraśana*—visitar; *kahibāra*—falar; *yogya*—apto; *nahe*—não; *e-saba kathana*—todas estas palavras confidenciais.", "translation": "**Não estou apto a proferir todas estas palavras confidenciais acerca de minha visita ao Senhor Madana Gopāla e ao Senhor Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/212/", "verse_text": "vṛndāvana-purandara śrī-madana-gopāla\n\nrāsa-vilāsī sākṣāt vrajendra-kumāra", "devanagari": "> বৃন্দাবন-পুরন্দর শ্রীমদনগোপাল ।\n> রাসবিলাসী সাক্ষাৎ ব্রজেন্দ্রকুমার ॥২১২॥", "synonyms": "*vṛndāvana-purandara*—a principal Deidade de Vṛndāvana; *śrī-madana-gopāla*—o Senhor Madana Gopāla; *rāsa-vilāsī*—o desfrutador da dança da rāsa; *sākṣāt*—diretamente; *vrajendra-kumāra*—o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**O Senhor Madana Gopāla, a principal Deidade de Vṛndāvana, é o desfrutador da dança da rāsa e é diretamente o filho do rei de Vraja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/213/", "verse_text": "śrī-rādhā-lalitā-saṅge rāsa-vilāsa\n\nmanmatha-manmatha-rūpe yāṅhāra prakāśa", "devanagari": "> শ্রীরাধা-ললিতা-সঙ্গে রাস-বিলাস ।\n> মন্মথ-মন্মথরূপে যাঁহার প্রকাশ ॥২১৩॥", "synonyms": "*śrī-rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *lalitā*—Sua associada pessoal chamada Lalitā; *saṅge*—com; *rāsa-vilāsa*—o desfrute da dança da rāsa; *manmatha*—de Cupido; *manmatha-rūpe*—na forma de Cupido; *yāṅhāra*—de quem; *prakāśa*—a manifestação.", "translation": "**Ele desfruta da dança da rāsa com Śrīmatī Rādhārāṇī, Śrī Lalitā e outras. Ele Se manifesta como o Cupido dos Cupidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/214/", "verse_text": "tāsām āvirabhūc chauriḥ\nsmayamāna-mukhāmbujaḥ\npītāmbara-dharaḥ sragvī\nsākṣān manmatha-manmathaḥ", "devanagari": "> তাসামাবিরভূচ্ছৌরিঃ স্ময়মানমুখাম্বুজঃ ।\n> পীতাম্বরধরঃ স্রগ্বী সাক্ষান্মন্মথমন্মথঃ ॥২১৪॥", "synonyms": "*tāsām*—entre elas; *āvirabhūt*—apareceu; *śauriḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *smayamāna*—sorridente; *mukha-ambujaḥ*—rosto de lótus; *pīta-ambara-dharaḥ*—vestido com roupas amarelas; *sragvī*—adornado com uma guirlanda de flores; *sākṣāt*—diretamente; *manmatha*—de Cupido; *manmathaḥ*—Cupido.", "translation": "**\"Vestindo roupas amarelas e adornado com uma guirlanda de flores, o Senhor Kṛṣṇa, aparecendo entre as gopīs com Seu sorridente rosto de lótus, parecia diretamente o encantador do coração de Cupido.\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.32.2)."}
{"ref": "cc/adi/5/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/215/", "verse_text": "sva-mādhurye lokera mana kare ākarṣaṇa\n\ndui pāśe rādhā lalitā karena sevana", "devanagari": "> স্বমাধুর্যে লোকের মন করে আকর্ষণ ।\n> দুই পাশে রাধা ললিতা করেন সেবন ॥২১৫॥", "synonyms": "*sva-mādhurye*—em Sua própria doçura; *lokera*—de todas as pessoas; *mana*—as mentes; *kare*—faz; *ākarṣaṇa*—atraindo; *dui pāśe*—de ambos os lados; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *lalitā*—e Sua associada Lalitā; *karena*—fazem; *sevana*—serviço.", "translation": "**Com Rādhā e Lalitā servindo-O de ambos os lados, Ele atrai os corações de todos com Sua própria doçura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/216/", "verse_text": "nityānanda-dayā more tāṅre dekhāila\n\nśrī-rādhā-madana-mohane prabhu kari' dila", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-দয়া মোরে তাঁরে দেখাইল ।\n> শ্রীরাধা-মদনমোহনে প্রভু করি’ দিল ॥২১৬॥", "synonyms": "*nityānanda-dayā*—a misericórdia do Senhor Nityānanda; *more*—a mim; *tāṅre*—Madana-mohana; *dekhāila*—mostrou; *śrī-rādhā-madana-mohane*—Rādhā-Madana-mohana; *prabhu kari' dila*—deu como meu Senhor e mestre.", "translation": "**A misericórdia do Senhor Nityānanda mostrou-me Śrī Madana-mohana e deu-me Śrī Madana-mohana como meu Senhor e mestre.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/217/", "verse_text": "mo-adhame dila śrī-govinda daraśana\n\nkahibāra kathā nahe akathya-kathana", "devanagari": "> মো-অধমে দিল শ্রীগোবিন্দ দরশন ।\n> কহিবার কথা নহে অকথ্য-কথন ॥২১৭॥", "synonyms": "*mo-adhame*—a alguém tão abominável como eu; *dila*—concedeu; *śrī-govinda daraśana*—a audiência do Senhor Śrī Govinda; *kahibāra*—de falar isto; *kathā*—palavras; *nahe*—não há; *akathya*—indizível; *kathana*—narração.", "translation": "**Ele concedeu a alguém tão baixo como eu a visão do Senhor Govinda. Palavras não podem descrever isto, nem é próprio que se divulgue.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/218-219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/218-219/", "verse_text": "vṛndāvane yoga-pīṭhe kalpa-taru-vane\n\nratna-maṇḍapa, tāhe ratna-siṁhāsane\n\nśrī-govinda vasiyāchena vrajendra-nandana\n\nmādhurya prakāśi' karena jagat mohana", "devanagari": "> বৃন্দাবনে যোগপীঠে কল্পতরু-বনে ।\n> রত্নমণ্ডপ, তাহে রত্নসিংহাসনে ॥২১৮॥\n> শ্রীগোবিন্দ বসিয়াছেন ব্রজেন্দ্রনন্দন ।\n> মাধুর্য প্রকাশি’ করেন জগৎ মোহন ॥২১৯॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *yoga-pīṭhe*—no templo principal; *kalpa-taru-vane*—na floresta de árvores dos desejos; *ratna-maṇḍapa*—um altar feito de pedras preciosas; *tāhe*—sobre ele; *ratna-siṁha-āsane*—no trono de pedras preciosas; *śrī-govinda*—o Senhor Govinda; *vasiyāchena*—estava sentado; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja; *mādhurya prakāśi'*—manifestando Sua doçura; *karena*—faz; *jagat mohana*—o encantamento do mundo inteiro.", "translation": "**Sobre um altar feito de pedras preciosas no templo principal de Vṛndāvana, em meio a uma floresta de árvores dos desejos, o Senhor Govinda, o filho do rei de Vraja, senta-Se num trono de pedras preciosas e manifesta toda a Sua glória e doçura, encantando assim o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/220/", "verse_text": "vāma-pārśve śrī-rādhikā sakhī-gaṇa-saṅge\n\nrāsādika-līlā prabhu kare kata raṅge", "devanagari": "> বাম-পার্শ্বে শ্রীরাধিকা সখীগণ-সঙ্গে ।\n> রাসাদিক-লীলা প্রভু করে কত রঙ্গে ॥২২০॥", "synonyms": "*vāma-pārśve*—no lado esquerdo; *śrī-rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sakhī-gaṇa-saṅge*—com Suas amigas pessoais; *rāsa-ādika-līlā*—passatempos como a dança da rāsa; *prabhu*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—realiza; *kata raṅge*—de muitas maneiras.", "translation": "**A Seu lado esquerdo estão Śrīmatī Rādhārāṇī e Suas amigas pessoais. Com elas, o Senhor Govinda desfruta da rāsa-līlā e de muitos outros passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/221/", "verse_text": "yāṅra dhyāna nija-loke kare padmāsana\n\naṣṭādaśākṣara-mantre kare upāsana", "devanagari": "> যাঁর ধ্যান নিজ-লোকে করে পদ্মাসন ।\n> অষ্টাদশাক্ষর-মন্ত্রে করে উপাসন ॥২২১॥", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *dhyāna*—a meditação; *nija-loke*—em sua própria morada; *kare*—faz; *padma-āsana*—o Senhor Brahmā; *aṣṭādaśa-akṣara-mantre*—com o hino composto de dezoito letras; *kare*—faz; *upāsana*—adoração.", "translation": "**O Senhor Brahmā, sentado em seu assento de lótus em sua própria morada, sempre medita nEle e O adora com o mantra que consiste em dezoito sílabas.**", "purport": "Em seu próprio planeta, o Senhor Brahmā, juntamente com os habitantes desse planeta, adora a forma do Senhor Govinda, Kṛṣṇa, com o mantra de dezoito sílabas, klīṁ kṛṣṇāya govindāya gopī-jana-vallabhāya svāhā. Aqueles que são iniciados por um mestre espiritual genuíno e que cantam o mantra Gāyatrī três vezes por dia conhecem este mantra aṣṭādaśākṣara (de dezoito sílabas). Os habitantes de Brahmaloka e dos planetas abaixo de Brahmaloka adoram o Senhor Govinda meditando com este mantra. Não há diferença entre meditar e cantar, mas na era atual a meditação não é possível neste planeta. Por isso, recomenda-se o canto em voz alta de um mantra como o mahā-mantra, Hare Kṛṣṇa, juntamente com o canto suave do aṣṭādaśākṣara, o mantra de dezoito sílabas.\n\nO Senhor Brahmā vive no sistema planetário mais elevado, conhecido como Brahmaloka ou Satyaloka. Em cada planeta há uma deidade predominante. Assim como a deidade predominante em Satyaloka é o Senhor Brahmā, nos planetas celestiais Indra é a deidade predominante e, no sol, o deus do sol, Vivasvān, é a deidade predominante. A todos os habitantes e deidades predominantes de cada planeta recomenda-se que adorem Govinda, seja por meio da meditação, seja por meio do canto."}
{"ref": "cc/adi/5/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/222/", "verse_text": "caudda-bhuvane yāṅra sabe kare dhyāna\n\nvaikuṇṭhādi-pure yāṅra līlā-guṇa gāna", "devanagari": "> চৌদ্দভুবনে যাঁর সবে করে ধ্যান ।\n> বৈকুণ্ঠাদি-পুরে যাঁর লীলাগুণ গান ॥২২২॥", "synonyms": "*caudda-bhuvane*—dentro dos quatorze mundos; *yāṅra*—de quem; *sabe*—todos; *kare dhyāna*—realizam meditação; *vaikuṇṭha-ādi-pure*—nas moradas dos planetas Vaikuṇṭha; *yāṅra*—de quem; *līlā-guṇa*—atributos e passatempos; *gāna*—cantando.", "translation": "**Todos os habitantes dos quatorze mundos meditam nEle, e todos os habitantes de Vaikuṇṭha cantam Suas qualidades e Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/223/", "verse_text": "yāṅra mādhurīte kare lakṣmī ākarṣaṇa\n\nrūpa-gosāñi kariyāchena se-rūpa varṇana", "devanagari": "> যাঁর মাধুরীতে করে লক্ষ্মী আকর্ষণ ।\n> রূপগোসাঞি করিয়াছেন সে-রূপ বর্ণন ॥২২৩॥", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *mādhurīte*—pela doçura; *kare*—faz; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *ākarṣaṇa*—atração; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *kariyāchena*—fez; *se*—essa; *rūpa*—da beleza; *varṇana*—a enunciação.", "translation": "**A deusa da fortuna é atraída por Sua doçura, que Śrīla Rūpa Gosvāmī descreveu desta maneira:**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī, em seu Laghu-bhāgavatāmṛta, citou o *Padma Purāṇa*, onde se afirma que Lakṣmīdevī, a deusa da fortuna, depois de ver as características atraentes do Senhor Kṛṣṇa, sentiu-se atraída por Ele e, para obter o favor do Senhor Kṛṣṇa, ocupou-se em meditar. Quando Kṛṣṇa lhe perguntou por que se ocupava em meditação com austeridade, Lakṣmīdevī respondeu: \"Quero ser uma de Tuas associadas, como as gopīs em Vṛndāvana.\" Ao ouvir isto, o Senhor Śrī Kṛṣṇa respondeu que isso era totalmente impossível. Lakṣmīdevī disse então que desejava permanecer apenas como uma linha dourada no peito do Senhor. O Senhor atendeu ao pedido e, desde então, Lakṣmī sempre esteve situada no peito do Senhor Kṛṣṇa como uma linha dourada. A austeridade e a meditação de Lakṣmīdevī também são mencionadas no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.16.36), onde as Nāga-patnīs, as esposas da serpente Kāliya, no decurso de suas orações a Kṛṣṇa, disseram que a deusa da fortuna, Lakṣmī, também queria a associação dEle como uma gopī e desejava a poeira de Seus pés de lótus."}
{"ref": "cc/adi/5/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/224/", "verse_text": "smerāṁ bhaṅgī-traya-paricitāṁ sāci-vistīrṇa-dṛṣṭiṁ\n\nvaṁśī-nyastādhara-kiśalayām ujjvalāṁ candrakeṇa\n\ngovindākhyāṁ hari-tanum itaḥ keśī-tīrthopakaṇṭhe\n\nmā prekṣiṣṭhās tava yadi sakhe bandhu-saṅge 'sti raṅgaḥ", "devanagari": "> স্মেরাং ভঙ্গীত্রয়পরিচিতাং সাচিবিস্তীর্ণদৃষ্টিং\n> বংশীন্যস্তাধরকিশলয়ামুজ্জ্বলাং চন্দ্রকেণ ।\n> গোবিন্দাখ্যাং হরিতনুমিতঃ কেশিতীর্থোপকণ্ঠে\n> মা প্রেক্ষিষ্ঠাস্তব যদি সখে বন্ধুসঙ্গেঽস্তি রঙ্গঃ ॥২২৪॥", "synonyms": "*smerām*—sorrindo; *bhaṅgī-traya-paricitām*—curvado em três lugares, a saber, o pescoço, a cintura e os joelhos; *sāci-vistīrṇa-dṛṣṭim*—com um amplo olhar de soslaio; *vaṁśī*—na flauta; *nyasta*—colocados; *adhara*—lábios; *kiśalayām*—recém-desabrochados; *ujjvalām*—muito brilhante; *candrakeṇa*—pelo luar; *govinda-ākhyām*—chamado Senhor Govinda; *hari-tanum*—o corpo transcendental do Senhor; *itaḥ*—aqui; *keśī-tīrtha-upakaṇṭhe*—na margem do Yamunā, nas imediações de Keśīghāṭa; *mā*—não; *prekṣiṣṭhāḥ*—olhes; *tava*—teu; *yadi*—se; *sakhe*—ó querido amigo; *bandhu-saṅge*—pelos amigos mundanos; *asti*—há; *raṅgaḥ*—apego.", "translation": "**\"Meu querido amigo, se de fato estás apegado a teus amigos mundanos, não olhes para a face sorridente do Senhor Govinda enquanto Ele está na margem do Yamunā em Keśīghāṭa. Lançando olhares de soslaio, Ele coloca Sua flauta sobre Seus lábios, que parecem ramos recém-desabrochados. Seu corpo transcendental, curvado em três partes, parece muito brilhante ao luar.\"**", "purport": "Este é um verso citado do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.239) em relação ao serviço devocional prático. Em geral, as pessoas, em sua vida condicionada, ocupam-se no prazer da sociedade, da amizade e do amor. Esse suposto amor é luxúria, e não amor. Mas as pessoas se contentam com essa falsa compreensão do amor. Vidyāpati, um grande e erudito poeta de Mithilā, disse que o prazer derivado da amizade, da sociedade e da vida familiar no mundo material é como uma gota d'água, mas nosso coração deseja um prazer como o de um oceano. Assim, o coração é comparado a um deserto de existência material que requer a água de um oceano de prazer para satisfazer sua secura. Se houver uma gota de água no deserto, pode-se de fato dizer que é água, mas uma quantidade tão diminuta de água não tem valor algum. De modo semelhante, neste mundo material ninguém se satisfaz com as relações de sociedade, amizade e amor. Portanto, se alguém quiser obter verdadeiro prazer dentro de seu coração, deve buscar os pés de lótus de Govinda. Neste verso, Rūpa Gosvāmī indica que, se alguém quiser satisfazer-se com o prazer da sociedade, da amizade e do amor, não precisa buscar abrigo nos pés de lótus de Govinda, pois, se a pessoa se abrigar sob Seus pés de lótus, esquecerá aquela quantidade ínfima do suposto prazer. Aquele que não se satisfaz com esse suposto prazer pode buscar os pés de lótus de Govinda, que está na margem do Yamunā, em Keśitīrtha, ou Keśīghāṭa, em Vṛndāvana, e atrai todas as gopīs para Seu transcendental serviço amoroso."}
{"ref": "cc/adi/5/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/225/", "verse_text": "sākṣāt vrajendra-suta ithe nāhi āna\n\nyebā ajñe kare tāṅre pratimā-hena jñāna", "devanagari": "> সাক্ষাৎ ব্রজেন্দ্রসুত ইথে নাহি আন ।\n> যেবা অজ্ঞে করে তাঁরে প্রতিমা-হেন জ্ঞান ॥২২৫॥", "synonyms": "*sākṣāt*—diretamente; *vrajendra-suta*—o filho de Nanda Mahārāja; *ithe*—neste assunto; *nāhi*—não há; *āna*—nenhuma exceção; *yebā*—quem quer que; *ajñe*—uma pessoa tola; *kare*—faz; *tāṅre*—dEle; *pratimā-hena*—como uma estátua; *jñāna*—tal consideração.", "translation": "**Sem dúvida, Ele é diretamente o filho do rei de Vraja. Somente um tolo O considera uma estátua.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/226/", "verse_text": "sei aparādhe tāra nāhika nistāra\n\nghora narakete paḍe, ki baliba āra", "devanagari": "> সেই অপরাধে তার নাহিক নিস্তার ।\n> ঘোর নরকেতে পড়ে, কি বলিব আর ॥২২৬॥", "synonyms": "*sei aparādhe*—por essa ofensa; *tāra*—dele; *nāhika*—não há; *nistāra*—libertação; *ghora*—terrível; *narakete*—numa condição infernal; *paḍe*—cai; *ki baliba*—que direi; *āra*—mais.", "translation": "**Por essa ofensa, ele não pode libertar-se. Pelo contrário, cairá numa terrível condição infernal. Que mais devo dizer?**", "purport": "Em seu Bhakti-sandarbha, Jīva Gosvāmī afirmou que aqueles que levam realmente muito a sério o serviço devocional não diferenciam entre a forma do Senhor feita de barro, metal, pedra ou madeira e a forma original do Senhor. No mundo material, uma pessoa e sua fotografia, quadro ou estátua são diferentes. Mas a estátua do Senhor Kṛṣṇa e o próprio Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, não são diferentes, porque o Senhor é absoluto. Aquilo que chamamos de pedra, madeira e metal são energias do Senhor Supremo, e as energias nunca estão separadas do energético. Como já explicamos várias vezes, ninguém pode separar a energia da luz do sol do sol energético. Por conseguinte, a energia material pode parecer separada do Senhor, mas transcendentalmente não é diferente dEle.\n\nO Senhor pode aparecer em qualquer lugar e em toda parte porque Suas diversas energias estão distribuídas por toda parte como a luz do sol. Devemos, portanto, compreender que tudo o que vemos é a energia do Senhor Supremo e não devemos diferenciar entre o Senhor e Sua forma arcā feita de argila, metal, madeira ou tinta. Mesmo que a pessoa não tenha desenvolvido essa consciência, deve aceitá-la teoricamente a partir das instruções do mestre espiritual e adorar a arcā-mūrti, ou forma do Senhor no templo, como não diferente do Senhor.\n\nO *Padma Purāṇa* menciona especificamente que qualquer um que pense que a forma do Senhor no templo é feita de madeira, pedra ou metal está certamente numa condição infernal. Os impersonalistas são contra a adoração da forma do Senhor no templo, e há até mesmo um grupo de pessoas que se passam por hindus, mas condenam tal adoração. Sua suposta aceitação dos *Vedas* não tem sentido, pois todos os ācāryas, até mesmo o impersonalista Śaṅkarācārya, recomendaram a adoração da forma transcendental do Senhor. Impersonalistas como Śaṅkarācārya recomendam a adoração de cinco formas, conhecida como pañcopāsanā, que inclui o Senhor Viṣṇu. Os vaiṣṇavas, contudo, adoram as formas do Senhor Viṣṇu em Suas variadas manifestações, tais como Rādhā-Kṛṣṇa, Lakṣmī-Nārāyaṇa, Sītā-Rāma e Rukmiṇī-Kṛṣṇa. Os māyāvādīs admitem que a adoração da forma do Senhor é necessária no início, mas pensam que, no final, tudo é impessoal. Por isso, como em última análise são contra a adoração da forma do Senhor, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu os descreveu como ofensores.\n\nO *Śrīmad-Bhāgavatam* condenou aqueles que pensam que o corpo é o eu, chamando-os de bhauma ijya-dhīḥ. Bhauma significa terra, e ijya-dhīḥ significa adorador. Há dois tipos de bhauma ijya-dhīḥ: aqueles que adoram a terra onde nasceram, como os nacionalistas, que fazem muitos sacrifícios pela pátria, e aqueles que condenam a adoração da forma do Senhor. Não se deve adorar o planeta Terra ou a terra do próprio nascimento, nem se deve condenar a forma do Senhor, que se manifesta em metal ou madeira para nossa conveniência. As coisas materiais também são a energia do Senhor Supremo."}
{"ref": "cc/adi/5/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/227/", "verse_text": "hena ye govinda prabhu, pāinu yāṅhā haite\n\ntāṅhāra caraṇa-kṛpā ke pāre varṇite", "devanagari": "> হেন যে গোবিন্দ প্রভু, পাইনু যাঁহা হৈতে ।\n> তাঁহার চরণ-কৃপা কে পারে বর্ণিতে ॥২২৭॥", "synonyms": "*hena*—assim; *ye govinda*—este Senhor Govinda; *prabhu*—mestre; *pāinu*—obtive; *yāṅhā haite*—de quem; *tāṅhāra*—dele; *caraṇa-kṛpā*—a misericórdia dos pés de lótus; *ke*—quem; *pāre*—é capaz; *varṇite*—de descrever.", "translation": "**Portanto, quem pode descrever a misericórdia dos pés de lótus dEle [o Senhor Nityānanda], por meio de quem alcancei o abrigo deste Senhor Govinda?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/228/", "verse_text": "vṛndāvane vaise yata vaiṣṇava-maṇḍala\n\nkṛṣṇa-nāma-parāyaṇa, parama-maṅgala", "devanagari": "> বৃন্দাবনে বৈসে যত বৈষ্ণব-মণ্ডল ।\n> কৃষ্ণনাম-পরায়ণ, পরম-মঙ্গল ॥২২৮॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *vaise*—residem; *yata*—todos; *vaiṣṇava-maṇḍala*—grupos de devotos; *kṛṣṇa-nāma-parāyaṇa*—dedicados ao nome do Senhor Kṛṣṇa; *parama-maṅgala*—todo-auspiciosos.", "translation": "**Todos os grupos de vaiṣṇavas que vivem em Vṛndāvana estão absortos em cantar o todo-auspicioso nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/229/", "verse_text": "yāṅra prāṇa-dhana--nityānanda-śrī-caitanya\n\nrādhā-kṛṣṇa-bhakti vine nāhi jāne anya", "devanagari": "> যাঁর প্রাণধন — নিত্যানন্দ-শ্রীচৈতন্য ।\n> রাধাকৃষ্ণ-ভক্তি বিনে নাহি জানে অন্য ॥২২৯॥", "synonyms": "*yāṅra*—cuja; *prāṇa-dhana*—vida e alma; *nityānanda-śrī-caitanya*—o Senhor Nityānanda e Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rādhā-kṛṣṇa*—a Kṛṣṇa e Rādhārāṇī; *bhakti*—serviço devocional; *vine*—exceto; *nāhi jāne anya*—não conhecem nada mais.", "translation": "**O Senhor Caitanya e o Senhor Nityānanda são a vida e a alma deles. Eles não conhecem nada além do serviço devocional a Śrī Śrī Rādhā-Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/230/", "verse_text": "se vaiṣṇavera pada-reṇu, tāra pada-chāyā\n\nadhamere dila prabhu-nityānanda-dayā", "devanagari": "> সে বৈষ্ণবের পদরেণু, তার পদছায়া ।\n> অধমেরে দিল প্রভু-নিত্যানন্দ-দয়া ॥২৩০॥", "synonyms": "*se vaiṣṇavera*—de todos esses vaiṣṇavas; *pada-reṇu*—a poeira dos pés; *tāra*—deles; *pada-chāyā*—a sombra dos pés; *adhamere*—a esta alma caída; *dila*—deu; *prabhu-nityānanda-dayā*—a misericórdia do Senhor Nityānanda Prabhu.", "translation": "**A poeira e a sombra dos pés de lótus dos vaiṣṇavas foram concedidas a esta alma caída pela misericórdia do Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/231/", "verse_text": "'tāṅhā sarva labhya haya'--prabhura vacana\n\nsei sūtra--ei tāra kaila vivaraṇa", "devanagari": "> ‘তাঁহা সর্ব লভ্য হয়’ — প্রভুর বচন ।\n> সেই সূত্র — এই তার কৈল বিবরণ ॥২৩১॥", "synonyms": "*tāṅhā*—naquele lugar; *sarva*—tudo; *labhya*—obtenível; *haya*—é; *prabhura*—do Senhor; *vacana*—a palavra; *sei sūtra*—essa sinopse; *ei*—esta; *tāra*—dela; *kaila vivaraṇa*—foi feita a descrição.", "translation": "**O Senhor Nityānanda disse: \"Em Vṛndāvana, todas as coisas são possíveis.\" Aqui expliquei em detalhes Sua breve declaração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/232/", "verse_text": "se saba pāinu āmi vṛndāvane āya\n\nsei saba labhya ei prabhura kṛpāya", "devanagari": "> সে সব পাইনু আমি বৃন্দাবনে আয় ।\n> সেই সব লভ্য এই প্রভুর কৃপায় ॥২৩২॥", "synonyms": "*se saba*—tudo isto; *pāinu*—obtive; *āmi*—eu; *vṛndāvane*—a Vṛndāvana; *āya*—vindo; *sei saba*—tudo isto; *labhya*—obtenível; *ei*—esta; *prabhura kṛpāya*—pela misericórdia do Senhor Nityānanda.", "translation": "**Alcancei tudo isto ao vir a Vṛndāvana, e isso foi possível pela misericórdia do Senhor Nityānanda.**", "purport": "Todos os habitantes de Vṛndāvana são vaiṣṇavas. São todos-auspiciosos porque, de uma forma ou de outra, sempre cantam o santo nome de Kṛṣṇa. Embora alguns deles não sigam estritamente as regras e regulações do serviço devocional, no geral são devotos de Kṛṣṇa e cantam Seu nome direta ou indiretamente. Propositadamente ou não, mesmo quando passam pela rua, têm a sorte de trocar saudações dizendo o nome de Rādhā ou de Kṛṣṇa. Assim, direta ou indiretamente, são auspiciosos.\n\nA atual cidade de Vṛndāvana foi estabelecida pelos Gauḍīya vaiṣṇavas desde que os seis Gosvāmīs foram para lá e dirigiram a construção de seus diferentes templos. De todos os templos de Vṛndāvana, noventa por cento pertencem à seita Gauḍīya vaiṣṇava, os seguidores dos ensinamentos do Senhor Caitanya Mahāprabhu e de Nityānanda, e sete templos são muito famosos. Os habitantes de Vṛndāvana não conhecem nada além da adoração de Rādhā e Kṛṣṇa. Nos últimos anos, alguns supostos sacerdotes sem escrúpulos, conhecidos como gosvāmīs de casta, introduziram em particular a adoração de semideuses, mas nenhum vaiṣṇava genuíno e rígido participa disso. Aqueles que levam a sério o método vaiṣṇava de atividades devocionais não tomam parte em tal adoração de semideuses.\n\nOs Gauḍīya vaiṣṇavas nunca diferenciam entre Rādhā-Kṛṣṇa e o Senhor Caitanya. Eles dizem que, como o Senhor Caitanya é a forma combinada de Rādhā-Kṛṣṇa, Ele não é diferente de Rādhā e Kṛṣṇa. No entanto, algumas pessoas enganadas tentam provar que são muito elevadas dizendo que gostam de cantar o santo nome do Senhor Gaura em vez dos nomes Rādhā e Kṛṣṇa. Assim, diferenciam propositadamente o Senhor Caitanya de Rādhā-Kṛṣṇa. Segundo elas, o sistema de nadīyā-nāgarī, que inventaram recentemente em seus cérebros férteis, é a adoração de Gaura, o Senhor Caitanya, mas não gostam de adorar Rādhā e Kṛṣṇa. Apresentam o argumento de que, uma vez que o próprio Senhor Caitanya apareceu como Rādhā e Kṛṣṇa combinados, não há necessidade de adorar Rādhā e Kṛṣṇa. Tal diferenciação feita pelos supostos devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu é considerada perturbadora pelos devotos puros. Quem quer que diferencie entre Rādhā-Kṛṣṇa e Gaurāṅga deve ser considerado um brinquedo nas mãos de māyā.\n\nHá outros que são contra a adoração de Caitanya Mahāprabhu, julgando-O mundano. Mas qualquer seita que diferencie entre o Senhor Caitanya Mahāprabhu e Rādhā-Kṛṣṇa — seja adorando Rādhā-Kṛṣṇa como distinto do Senhor Caitanya, seja adorando o Senhor Caitanya, mas não Rādhā-Kṛṣṇa — encontra-se no grupo dos prākṛta-sahajiyās.\n\nŚrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, o autor do *Caitanya-caritāmṛta*, prediz nos versos 225 e 226 que, no futuro, aqueles que fabricam métodos imaginários de adoração abandonarão gradualmente a adoração de Rādhā-Kṛṣṇa e, embora se chamem devotos do Senhor Caitanya, abandonarão também a adoração de Caitanya Mahāprabhu e cairão em atividades materiais. Para os verdadeiros adoradores do Senhor Caitanya, a meta última da vida é adorar Śrī Śrī Rādhā e Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/5/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/233/", "verse_text": "āpanāra kathā likhi nirlajja ha-iyā\n\nnityānanda-guṇe lekhāya unmatta kariyā", "devanagari": "> আপনার কথা লিখি নির্লজ্জ হইয়া ।\n> নিত্যানন্দগুণে লেখায় উন্মত্ত করিয়া ॥২৩৩॥", "synonyms": "*āpanāra*—pessoal; *kathā*—descrição; *likhi*—escrevo; *nirlajja ha-iyā*—sendo desavergonhado; *nityānanda-guṇe*—os atributos de Nityānanda; *lekhāya*—fazem escrever; *unmatta kariyā*—tornando-me como um louco.", "translation": "**Descrevi minha própria história sem reservas. Os atributos do Senhor Nityānanda, tornando-me como um louco, forçam-me a escrever estas coisas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/234/", "verse_text": "nityānanda-prabhura guṇa-mahimā apāra\n\n'sahasra-vadane' śeṣa nāhi pāya yāṅra", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-প্রভুর গুণ-মহিমা অপার ।\n> ‘সহস্রবদনে’ শেষ নাহি পায় যাঁর ॥২৩৪॥", "synonyms": "*nityānanda-prabhura*—do Senhor Nityānanda; *guṇa-mahimā*—as glórias dos atributos transcendentais; *apāra*—insondáveis; *sahasra-vadane*—em milhares de bocas; *śeṣa*—o limite final; *nāhi*—não; *pāya*—obtém; *yāṅra*—cujas.", "translation": "**As glórias dos atributos transcendentais do Senhor Nityānanda são insondáveis. Mesmo o Senhor Śeṣa, com Suas milhares de bocas, não consegue encontrar o limite delas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/5/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/5/235/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৩৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Quinto Capítulo, que descreve as glórias do Senhor Nityānanda Balarāma."}
{"ref": "cc/adi/6/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/1/", "verse_text": "vande taṁ śrīmad-advaitā-\ncāryam adbhuta-ceṣṭitam\nyasya prasādād ajño 'pi\ntat-svarūpaṁ nirūpayet", "devanagari": "> বন্দে তং শ্রীমদদ্বৈতাচার্যমদ্ভুতচেষ্টিতম্ ।\n> যস্য প্রসাদাদজ্ঞোঽপি তত্স্বরূপং নিরূপয়েৎ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *tam*—a Ele; *śrīmat*—com todas as opulências; *advaita-ācāryam*—Śrī Advaita Ācārya; *adbhuta-ceṣṭitam*—cujas atividades são maravilhosas; *yasya*—de quem; *prasādāt*—pela misericórdia; *ajñaḥ api*—até mesmo uma pessoa tola; *tat-svarūpam*—Suas características; *nirūpayet*—pode descrever.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Advaita Ācārya, cujas atividades são todas maravilhosas. Por Sua misericórdia, até mesmo uma pessoa tola pode descrever Suas características.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todas as glórias ao Senhor Nityānanda. Todas as glórias a Advaita Ācārya. E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/3/", "verse_text": "pañca śloke kahila śrī-nityānanda-tattva\nśloka-dvaye kahi advaitācāryera mahattva", "devanagari": "> পঞ্চ শ্লোকে কহিল শ্রীনিত্যানন্দ-তত্ত্ব ।\n> শ্লোকদ্বয়ে কহি অদ্বৈতাচার্যের মহত্ত্ব ॥৩॥", "synonyms": "*pañca śloke*—em cinco versos; *kahila*—descrevi; *śrī-nityānanda-tattva*—a verdade acerca de Śrī Nityānanda; *śloka-dvaye*—em dois versos; *kahi*—descrevo; *advaita-ācāryera*—de Advaita Ācārya; *mahattva*—as glórias.", "translation": "**Em cinco versos, descrevi o princípio do Senhor Nityānanda. Em seguida, nos dois versos seguintes, descrevo as glórias de Śrī Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/4/", "verse_text": "mahā-viṣṇur jagat-kartā\nmāyayā yaḥ sṛjaty adaḥ\ntasyāvatāra evāyam\nadvaitācārya īśvaraḥ", "devanagari": "> মহাবিষ্ণুর্জগৎকর্তা মায়য়া যঃ সৃজত্যদঃ ।\n> তস্যাবতার এবায়মদ্বৈতাচার্য ঈশ্বরঃ ॥৪॥", "synonyms": "*mahā-viṣṇuḥ*—de nome Mahā-Viṣṇu, o lugar de repouso da causa eficiente; *jagat-kartā*—o criador do mundo cósmico; *māyayā*—pela energia ilusória; *yaḥ*—quem; *sṛjati*—cria; *adaḥ*—esse universo; *tasya*—Sua; *avatāraḥ*—encarnação; *eva*—certamente; *ayam*—este; *advaita-ācāryaḥ*—de nome Advaita Ācārya; *īśvaraḥ*—o Senhor Supremo, o lugar de repouso da causa material.", "translation": "**O Senhor Advaita Ācārya é a encarnação de Mahā-Viṣṇu, cuja função principal é criar o mundo cósmico por meio das ações da māyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/5/", "verse_text": "advaitaṁ hariṇādvaitād\nācāryaṁ bhakti-śaṁsanāt\nbhaktāvatāram īśaṁ tam\nadvaitācāryam āśraye", "devanagari": "> অদ্বৈতং হরিণাদ্বৈতাদাচার্যং ভক্তিশংসনাৎ ।\n> ভক্তাবতারমীশং তমদ্বৈতাচার্যমাশ্রয়ে ॥৫॥", "synonyms": "*advaitam*—conhecido como Advaita; *hariṇā*—com o Senhor Hari; *advaitāt*—de ser não-diferente; *ācāryam*—conhecido como Ācārya; *bhakti-śaṁsanāt*—da propagação do serviço devocional a Śrī Kṛṣṇa; *bhakta-avatāram*—a encarnação como devoto; *īśam*—ao Senhor Supremo; *tam*—a Ele; *advaita-ācāryam*—a Advaita Ācārya; *āśraye*—eu me refugio.", "translation": "**Por não ser diferente de Hari, o Senhor Supremo, Ele é chamado Advaita, e, por propagar o culto da devoção, Ele é chamado Ācārya. Ele é o Senhor e a encarnação do devoto do Senhor. Portanto, refugio-me Nele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/6/", "verse_text": "advaita-ācārya gosāñi sākṣāt īśvara\nyāṅhāra mahimā nahe jīvera gocara", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্য গোসাঞি সাক্ষাৎ ঈশ্বর ।\n> যাঁহার মহিমা নহে জীবের গোচর ॥৬॥", "synonyms": "*advaita-ācārya*—de nome Advaita Ācārya; *gosāñi*—o Senhor; *sākṣāt īśvara*—diretamente a Suprema Personalidade de Deus; *yāṅhāra mahimā*—cujas glórias; *nahe*—não; *jīvera gocara*—ao alcance da compreensão dos seres vivos comuns.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya é, de fato, diretamente a própria Suprema Personalidade de Deus. Sua glória está além da concepção dos seres vivos comuns.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/7/", "verse_text": "mahā-viṣṇu sṛṣṭi karena jagad-ādi kārya\ntāṅra avatāra sākṣāt advaita ācārya", "devanagari": "> মহাবিষ্ণু সৃষ্টি করেন জগদাদি কার্য ।\n> তাঁর অবতার সাক্ষাৎ অদ্বৈত আচার্য ॥৭॥", "synonyms": "*mahā-viṣṇu*—o Viṣṇu original; *sṛṣṭi*—criação; *karena*—faz; *jagat-ādi*—o mundo material; *kārya*—a ocupação; *tāṅra*—Sua; *avatāra*—encarnação; *sākṣāt*—diretamente; *advaita ācārya*—Prabhu Advaita Ācārya.", "translation": "**Mahā-Viṣṇu executa todas as funções para a criação dos universos. Śrī Advaita Ācārya é Sua encarnação direta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/8/", "verse_text": "ye puruṣa sṛṣṭi-sthiti karena māyāya\nananta brahmāṇḍa sṛṣṭi karena līlāya", "devanagari": "> যে পুরুষ সৃষ্টি-স্থিতি করেন মায়ায় ।\n> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ড সৃষ্টি করেন লীলায় ॥৮॥", "synonyms": "*ye puruṣa*—aquela personalidade que; *sṛṣṭi-sthiti*—criação e manutenção; *karena*—realiza; *māyāya*—por meio da energia externa; *ananta brahmāṇḍa*—universos ilimitados; *sṛṣṭi*—criação; *karena*—faz; *līlāya*—mediante passatempos.", "translation": "**Esse puruṣa cria e mantém com Sua energia externa. Ele cria inumeráveis universos em Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/9/", "verse_text": "icchāya ananta mūrti karena prakāśa\neka eka mūrte karena brahmāṇḍe praveśa", "devanagari": "> ইচ্ছায় অনন্ত মূর্তি করেন প্রকাশ ।\n> এক এক মূর্তে করেন ব্রহ্মাণ্ডে প্রবেশ ॥৯॥", "synonyms": "*icchāya*—por Sua vontade; *ananta mūrti*—formas ilimitadas; *karena*—faz; *prakāśa*—manifestação; *eka eka*—cada uma e todas; *mūrte*—forma; *karena*—faz; *brahmāṇḍe*—dentro do universo; *praveśa*—entrada.", "translation": "**Por Sua vontade, Ele Se manifesta em formas ilimitadas, nas quais entra em cada um dos universos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/10/", "verse_text": "se puruṣera aṁśa--advaita, nāhi kichu bheda\nśarīra-viśeṣa tāṅra--nāhika viccheda", "devanagari": "> সে পুরুষের অংশ — অদ্বৈত, নাহি কিছু ভেদ ।\n> শরীর-বিশেষ তাঁর, — নাহিক বিচ্ছেদ ॥১০॥", "synonyms": "*se*—esse; *puruṣera*—do Senhor; *aṁśa*—parte; *advaita*—Advaita Ācārya; *nāhi*—não; *kichu*—nenhuma; *bheda*—diferença; *śarīra-viśeṣa*—outro corpo transcendental específico; *tāṅra*—d'Ele; *nāhika viccheda*—não há separação.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya é uma parte plenária desse puruṣa e, portanto, não é diferente d'Ele. De fato, Śrī Advaita Ācārya não é separado, mas é outra forma desse puruṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/11/", "verse_text": "sahāya karena tāṅra la-iyā 'pradhāna'\nkoṭi brahmāṇḍa karena icchāya nirmāṇa", "devanagari": "> সহায় করেন তাঁর লইয়া ‘প্রধান’ ।\n> কোটি ব্রহ্মাণ্ড করেন ইচ্ছায় নির্মাণ ॥১১॥", "synonyms": "*sahāya karena*—Ele auxilia; *tāṅra*—Seus; *lā-iyā*—com; *pradhāna*—a energia material; *koṭi-brahmāṇḍa*—milhões de universos; *karena*—faz; *icchāya*—apenas pela vontade; *nirmāṇa*—criação.", "translation": "**Ele [Advaita Ācārya] auxilia nos passatempos do puruṣa, com cuja energia material e por cuja vontade Ele cria inumeráveis universos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/12/", "verse_text": "jagat-maṅgala advaita, maṅgala-guṇa-dhāma\nmaṅgala-caritra sadā, 'maṅgala' yāṅra nāma", "devanagari": "> জগৎ-মঙ্গল অদ্বৈত, মঙ্গল-গুণধাম ।\n> মঙ্গল-চরিত্র সদা, ‘মঙ্গল’ যাঁর নাম ॥১২॥", "synonyms": "*jagat-maṅgala*—todo-auspicioso para o mundo; *advaita*—Advaita Ācārya; *maṅgala-guṇa-dhāma*—o reservatório de todos os atributos auspiciosos; *maṅgala-caritra*—todas as características são auspiciosas; *sadā*—sempre; *maṅgala*—auspicioso; *yāṅra nāma*—cujo nome.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya é todo-auspicioso para o mundo, pois Ele é um reservatório de todos os atributos auspiciosos. Suas características, atividades e nome são sempre auspiciosos.**", "purport": "Śrī Advaita Prabhu, que é uma encarnação de Mahā-Viṣṇu, é um ācārya, ou mestre. Todas as Suas atividades e todas as demais atividades de Viṣṇu são auspiciosas. Quem quer que consiga ver a plena auspiciosidade dos passatempos do Senhor Viṣṇu também se torna auspicioso simultaneamente. Portanto, visto que o Senhor Viṣṇu é a fonte da auspiciosidade, quem quer que se sinta atraído pelo serviço devocional ao Senhor Viṣṇu pode prestar o maior serviço à sociedade humana. As pessoas rejeitadas do mundo material, que se recusam a compreender o serviço devocional puro como a função eterna das entidades vivas e como a verdadeira liberação do ser vivo da vida condicional, ficam destituídas de todo serviço devocional por causa de seu escasso acervo de conhecimento.\n\nNos ensinamentos de Advaita Prabhu não há possibilidade de atividades fruitivas nem de liberação impessoal. Contudo, iludidas pelo encanto da energia material, as pessoas que não conseguiam compreender que Advaita Prabhu não é diferente de Viṣṇu quiseram segui-Lo com suas concepções impessoais. A tentativa de Advaita Prabhu de puni-las também é auspiciosa. O Senhor Viṣṇu e Suas atividades podem conceder toda a boa fortuna, direta e indiretamente. Em outras palavras, ser favorecido pelo Senhor Viṣṇu e ser punido pelo Senhor Viṣṇu são uma só e a mesma coisa, pois todas as atividades de Viṣṇu são absolutas. Segundo alguns, Maṅgala era outro nome de Advaita Prabhu. Como encarnação causal, ou encarnação do Senhor Viṣṇu para uma ocasião específica, Ele é o agente fornecedor, ou o ingrediente, na natureza material. No entanto, Ele jamais deve ser considerado material. Todas as Suas atividades são espirituais. Qualquer um que ouça falar d'Ele e O glorifique torna-se ele próprio glorificado, pois tais atividades livram a pessoa de todos os tipos de infortúnio. Não se deve atribuir nenhuma contaminação material nem impersonalismo à forma de Viṣṇu. Todos devem procurar compreender a verdadeira identidade do Senhor Viṣṇu, pois, por esse conhecimento, pode-se alcançar o mais elevado estágio de perfeição."}
{"ref": "cc/adi/6/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/13/", "verse_text": "koṭi aṁśa, koṭi śakti, koṭi avatāra\neta lañā sṛje puruṣa sakala saṁsāra", "devanagari": "> কোটি অংশ, কোটি শক্তি, কোটি অবতার ।\n> এত লঞা সৃজে পুরুষ সকল সংসার ॥১৩॥", "synonyms": "*koṭi aṁśa*—milhões de partes integrantes; *koṭi śakti*—milhões e milhões de energias; *koṭi avatāra*—milhões e milhões de encarnações; *eta*—tudo isto; *lañā*—tomando; *sṛje*—cria; *puruṣa*—a pessoa original, Mahā-Viṣṇu; *sakala saṁsāra*—todo o mundo material.", "translation": "**Mahā-Viṣṇu cria todo o mundo material, com milhões de Suas partes, energias e encarnações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/14-15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/14-15/", "verse_text": "māyā yaiche dui aṁśa--'nimitta', 'upādāna'\nmāyā--'nimitta'-hetu, upādāna--'pradhāna'\npuruṣa īśvara aiche dvi-mūrti ha-iyā\nviśva-sṛṣṭi kare 'nimitta' 'upādāna' lañā", "devanagari": "> মায়া যৈছে দুই অংশ — ‘নিমিত্ত’, ‘উপাদান’ ।\n> মায়া — ‘নিমিত্ত’-হেতু, উপাদান — ‘প্রধান’ ॥১৪॥\n> পুরুষ ঈশ্বর ঐছে দ্বিমূর্তি হইয়া ।\n> বিশ্ব-সৃষ্টি করে ‘নিমিত্ত’ ‘উপাদান’ লঞা ॥১৫॥", "synonyms": "*māyā*—a energia externa; *yaiche*—como; *dui aṁśa*—duas partes; *nimitta*—a causa; *upādāna*—os ingredientes; *māyā*—a energia material; *nimitta-hetu*—causa original; *upādāna*—ingredientes; *pradhāna*—causa imediata; *puruṣa*—a pessoa do Senhor Viṣṇu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *aiche*—dessa forma; *dvi-mūrti ha-iyā*—assumindo duas formas; *viśva-sṛṣṭi kare*—cria este mundo material; *nimitta*—a causa original; *upādāna*—a causa material; *lañā*—com.", "translation": "**Assim como a energia externa consiste em duas partes — a causa eficiente [nimitta] e a causa material [upādāna], sendo a māyā a causa eficiente e o pradhāna a causa material —, o Senhor Viṣṇu, a Suprema Personalidade de Deus, assume duas formas para criar o mundo material com as causas eficiente e material.**", "purport": "Há dois tipos de pesquisa para encontrar a causa original da criação. Uma conclusão é que a Suprema Personalidade de Deus, a forma eterna, onisciente e plenamente bem-aventurada, é indiretamente a causa desta manifestação cósmica e diretamente a causa do mundo espiritual, onde há incontáveis planetas espirituais conhecidos como Vaikuṇṭhas, bem como Sua morada pessoal, conhecida como Goloka Vṛndāvana. Em outras palavras, há duas manifestações — o cosmos material e o mundo espiritual. Assim como no mundo material há incontáveis planetas e universos, também no mundo espiritual há incontáveis planetas e universos espirituais, incluindo as Vaikuṇṭhas e Goloka. O Senhor Supremo é a causa de ambos os mundos, material e espiritual. A outra conclusão, naturalmente, é que esta manifestação cósmica é causada por um vazio inexplicável e não manifesto. Tal argumento é desprovido de sentido.\n\nA primeira conclusão é aceita pelos filósofos Vedāntistas, e a segunda é sustentada pelo sistema filosófico ateísta do Sāṅkhya *smṛti,* que se opõe diretamente à conclusão filosófica Vedāntica. Os cientistas materialistas não conseguem perceber nenhuma substância espiritual cognoscente que pudesse ser a causa da criação. Tais filósofos ateístas do Sāṅkhya pensam que os sintomas de conhecimento e força vital visíveis nas incontáveis criaturas vivas são causados pelas três qualidades da manifestação cósmica. Por isso os sāṅkhyistas se opõem à conclusão do Vedānta quanto à causa original da criação.\n\nDe fato, a suprema alma espírito absoluta é a causa de toda espécie de manifestação, e Ela é sempre completa, tanto como a energia quanto como o energético. A manifestação cósmica é causada pela energia da Suprema Pessoa Absoluta, em quem todas as energias são conservadas. Os filósofos que estão subjetivamente ocupados com a manifestação cósmica podem apreciar apenas as maravilhosas energias da matéria. Tais filósofos aceitam a concepção de Deus apenas como um produto da energia material. Segundo suas conclusões, a fonte da energia é também um produto da energia. Esses filósofos observam erroneamente que as criaturas vivas existentes na manifestação cósmica são causadas pela energia material, e pensam que o supremo ser consciente absoluto deve ser igualmente um produto da energia material.\n\nComo os filósofos e cientistas materialistas estão demasiadamente ocupados com seus sentidos imperfeitos, naturalmente concluem que a força vital é um produto de uma combinação material. Mas o fato real é exatamente o oposto. A matéria é um produto do espírito. Segundo o *Bhagavad-gītā,* o espírito supremo, a Personalidade de Deus, é a fonte de todas as energias. Quando alguém avança no trabalho de pesquisa estudando uma substância limitada dentro dos limites do espaço e do tempo, fica admirado pelas diversas e maravilhosas manifestações cósmicas e, naturalmente, passa a aceitar hipnoticamente o caminho do trabalho de pesquisa ou o método indutivo. Por meio do modo dedutivo de compreensão, porém, aceita-se a Suprema Pessoa Absoluta, a Personalidade de Deus, como a causa de todas as causas, plena de energias diversas e que não é nem impessoal nem vazia. A manifestação impessoal da Suprema Pessoa é outra expressão de Sua energia. Por conseguinte, a conclusão de que a matéria é a causa original da criação é completamente diferente da verdade real. A manifestação material é causada pelo olhar da Suprema Personalidade de Deus, que possui potências inconcebíveis. A natureza material é eletrizada pela suprema autoridade, e a alma condicionada, dentro dos limites do tempo e do espaço, fica presa pela reverência diante da manifestação material. Em outras palavras, a Suprema Personalidade de Deus é na verdade percebida na visão de um filósofo e cientista materialista por meio das manifestações de Sua energia material. Para quem não compreende o poder da Suprema Personalidade de Deus nem Suas diversas energias — por não conhecer a relação entre a fonte das energias e as próprias energias —, há sempre a chance de incorrer em erro, o que é conhecido como *vivarta.* Enquanto os cientistas e filósofos materialistas não chegarem à conclusão correta, certamente continuarão a pairar acima do campo material, desprovidos de compreensão adequada da Verdade Absoluta.\n\nO grande filósofo vaiṣṇava Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa explicou muito bem a conclusão materialista em seu *Govinda-bhāṣya* sobre o *Vedānta-sūtra.* Ele escreve o seguinte:\n\n\"O filósofo Sāṅkhya Kapila conectou as diferentes verdades elementares segundo sua própria opinião. A natureza material, segundo ele, consiste no equilíbrio das três qualidades materiais: bondade, paixão e ignorância. A natureza material produziu a energia material, conhecida como *mahat,* e o *mahat* produziu o ego falso. O ego produziu os cinco objetos de percepção sensorial, que produziram os dez sentidos (cinco para adquirir conhecimento e cinco para agir), a mente e os cinco elementos grosseiros. Contando o *puruṣa,* ou o desfrutador, com esses vinte e quatro elementos, há vinte e cinco verdades distintas. O estágio não manifesto dessas vinte e cinco verdades elementares é chamado *prakṛti,* ou natureza material. As qualidades da natureza material podem se associar em três diferentes estágios, a saber: como causa de felicidade, causa de sofrimento e causa de ilusão. A qualidade da bondade é a causa da felicidade material, a qualidade da paixão é a causa do sofrimento material, e a qualidade da ignorância é a causa da ilusão. Nossa experiência material situa-se dentro dos limites dessas três manifestações de felicidade, sofrimento e ilusão. Por exemplo, uma bela mulher é certamente uma causa de felicidade material para quem a possui como esposa, mas essa mesma bela mulher é uma causa de sofrimento para o homem que ela rejeita ou que é objeto de sua ira, e se ela abandona um homem torna-se para ele causa de ilusão.\n\n\"Os dois tipos de sentidos são os dez sentidos externos e o único sentido interno, a mente. Há, portanto, onze sentidos. Segundo Kapila, a natureza material é eterna e todo-poderosa. Originalmente não há espírito, e a matéria não tem causa. A própria matéria é a causa principal de tudo. Ela é a causa onipervadente de todas as causas. A filosofia Sāṅkhya considera a energia total (*mahat-tattva*), o ego falso e os cinco objetos de percepção sensorial como as sete diversas manifestações da natureza material, que possui dois aspectos, conhecidos como causa material e causa eficiente. O *puruṣa,* o desfrutador, não passa por transformação, enquanto a natureza material está sempre sujeita a transformações. Mas, embora a natureza material seja inerte, ela é a causa de gozo e salvação para muitas criaturas vivas. Suas atividades estão além da concepção da percepção sensorial, mas ainda assim se pode conjeturá-las por meio de inteligência superior. A natureza material é uma, mas devido à interação das três qualidades pode produzir a energia total e a maravilhosa manifestação cósmica. Tais transformações dividem a natureza material em dois aspectos, a saber, as causas eficiente e material. O *puruṣa,* o desfrutador, é inativo e sem qualidades materiais, embora ao mesmo tempo seja o mestre, existindo separadamente em cada corpo como emblema do conhecimento. Ao compreender a causa material, pode-se conjeturar que o *puruṣa,* o desfrutador, por ser sem atividade, está alheio a todo tipo de gozo ou supervisão. A filosofia Sāṅkhya, após descrever a natureza de *prakṛti* (natureza material) e *puruṣa* (o desfrutador), afirma que a criação é apenas um produto de sua unificação ou proximidade entre si. Com tal unificação os sintomas de vida são visíveis na natureza material, mas pode-se conjeturar que na pessoa do desfrutador, *puruṣa,* há poderes de controle e gozo. Quando o *puruṣa* é iludido por falta de conhecimento suficiente, sente-se como o desfrutador, e quando está em pleno conhecimento está liberado. Na filosofia Sāṅkhya o *puruṣa* é descrito como sempre indiferente às atividades de *prakṛti.*\n\n\"O filósofo Sāṅkhya aceita três tipos de evidências, a saber, percepção direta, hipótese e autoridade tradicional. Quando tal evidência é completa, tudo é perfeito. O processo de comparação está dentro dessa perfeição. Além dessas evidências não há prova. Não há muita controvérsia quanto à evidência perceptual direta ou à evidência tradicional autorizada. O sistema de filosofia Sāṅkhya identifica três tipos de procedimentos — a saber, *parimāṇāt* (transformação), *samanvayāt* (ajuste) e *śaktitaḥ* (desempenho de energias) — como as causas da manifestação cósmica.\"\n\nŚrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa, em seu comentário ao *Vedānta-sūtra,* procurou anular esta conclusão porque considera que desacreditar essas supostas causas da manifestação cósmica anulará toda a filosofia Sāṅkhya. Os filósofos materialistas aceitam a matéria como causa material e eficiente da criação; para eles, a matéria é a causa de todo tipo de manifestação. Em geral, citam o exemplo do vaso d'água e da argila. A argila é a causa do vaso, mas a argila pode ser encontrada tanto como causa quanto como efeito. O vaso é o efeito e a própria argila é a causa, mas a argila está visível em toda parte. Uma árvore é matéria, mas uma árvore produz fruto. A água é matéria, mas a água flui. Dessa forma, dizem os sāṅkhyistas, a matéria é a causa de movimentos e produção. Sendo assim, a matéria pode ser considerada a causa material e eficiente de tudo na manifestação cósmica. Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa enunciou, portanto, a natureza de *pradhāna* da seguinte maneira:\n\n\"A natureza material é inerte e, como tal, não pode ser a causa da matéria, nem como causa material nem como causa eficiente. Ao observar a maravilhosa disposição e administração da manifestação cósmica, geralmente se percebe que há um cérebro vivo por trás dessa disposição, pois sem um cérebro vivo tal disposição não poderia existir. Não se deve imaginar que tal disposição possa existir sem direção consciente. Em nossa experiência prática, nunca vemos que tijolos inertes possam por si mesmos construir um grande edifício.\n\n\"O exemplo do vaso d'água não pode ser aceito porque um vaso não tem percepção de prazer e sofrimento. Tal percepção está no interior. Por isso o corpo externo, ou o vaso, não pode ser sincronizado com ela.\n\n\"Às vezes o cientista materialista sugere que as árvores crescem da terra automaticamente, sem a assistência de um jardineiro, porque essa é uma tendência da matéria. Eles também consideram material a intuição das criaturas vivas desde o nascimento. Mas tais tendências materiais como a intuição corporal não podem ser aceitas como independentes, pois sugerem a existência de uma alma espiritual dentro do corpo. Na verdade, a árvore ou o corpo de uma criatura viva não tem tendência nem intuição; a tendência e a intuição existem porque a alma está presente dentro do corpo. A esse respeito, pode-se citar muito proveitosamente o exemplo de um carro e seu motorista. O carro tem a tendência de virar à direita e à esquerda, mas não se pode dizer que o próprio carro, como matéria, vira à direita e à esquerda sem a direção de um motorista. Um carro material não tem tendências nem intuições independentes das intenções do motorista dentro do carro. O mesmo princípio se aplica ao crescimento automático das árvores na floresta. O crescimento ocorre devido à presença da alma dentro da árvore.\n\n\"Às vezes pessoas tolas dão por certo que, como escorpiões nascem de montes de arroz, o arroz produziu os escorpiões. O fato real, porém, é que a mãe escorpião deposita ovos dentro do arroz, e pela fermentação adequada do arroz os ovos dão origem a vários escorpiões filhotes, que em tempo oportuno saem. Isso não significa que o arroz dá à luz os escorpiões. De modo semelhante, às vezes se vê insetos saindo de camas sujas. Isso não significa, porém, que as camas dão à luz os insetos. É a alma viva que se manifesta, aproveitando-se da condição suja da cama. Há diferentes tipos de criaturas vivas. Algumas surgem de embriões, algumas de ovos e algumas da fermentação da transpiração. Diferentes criaturas vivas têm diferentes fontes de aparecimento, mas não se deve concluir que a matéria produz tais criaturas vivas.\n\n\"O exemplo citado pelos materialistas de que as árvores surgem automaticamente da terra segue o mesmo princípio. Aproveitando-se de determinada condição, uma entidade viva surge da terra. Segundo o *Bṛhad-āraṇyaka Upaniṣad,* toda entidade viva é compelida pela superintendência divina a aceitar determinado tipo de corpo de acordo com suas ações passadas. Há muitas variedades de corpos, e devido a uma disposição divina uma entidade viva aceita corpos de diferentes formas.\n\n\"Quando uma pessoa pensa 'Estou fazendo isto', o 'Estou' não se refere ao corpo. Refere-se a algo mais do que o corpo, ou dentro do corpo. Como tal, o corpo em si não tem tendências nem intuição; as tendências e a intuição pertencem à alma dentro do corpo. Os cientistas materialistas às vezes sugerem que as tendências dos corpos masculino e feminino causam sua união e que esta é a causa do nascimento do filho. Mas como o *puruṣa,* segundo a filosofia Sāṅkhya, é sempre inabalável, de onde vem a tendência de dar à luz?\n\n\"Às vezes os cientistas materialistas citam o exemplo de que o leite se transforma em coalhada automaticamente e que a água destilada que cai das nuvens desce à terra, produz diferentes tipos de árvores e penetra em diferentes tipos de flores e frutos com diferentes fragrâncias e sabores. Por isso, dizem eles, a matéria produz variedades de coisas materiais por conta própria. Em resposta a esse argumento, repete-se a mesma proposição do *Bṛhad-āraṇyaka Upaniṣad* — de que diferentes tipos de criaturas vivas são colocados em diferentes tipos de corpos pela administração de um poder superior. Sob superintendência superior, diversas almas, de acordo com suas atividades passadas, recebem a oportunidade de aceitar determinado tipo de corpo — como o de uma árvore, animal, pássaro ou besta —, e assim suas diferentes tendências se desenvolvem nessas circunstâncias. O *Bhagavad-gītā* [[bg/13/22|(Bg. 13.22)]] também confirma:\n\n> puruṣaḥ prakṛti-stho hi\n> bhuṅkte prakṛti-jān guṇān\n> kāraṇaṁ guṇa-saṅgo 'sya\n> sad-asad-yoni-janmasu\n\n'A entidade viva na natureza material assim segue os caminhos da vida, desfrutando dos três modos da natureza. Isso se deve à sua associação com essa natureza material. Dessa forma ela se encontra com o bem e o mal entre as várias espécies.' A alma recebe diferentes tipos de corpos. Por exemplo, se as almas não recebessem variedades de corpos de árvores, as diferentes variedades de frutos e flores não poderiam ser produzidas. Cada classe de árvore produz determinado tipo de fruto e flor; não é que não haja distinção entre as diferentes classes. Uma árvore individual não produz flores de diferentes cores nem frutos de diferentes sabores. Há classes demarcadas, como as que encontramos entre humanos, animais, pássaros e outras espécies. Há incontáveis entidades vivas, e suas atividades, realizadas no mundo material de acordo com as diferentes qualidades dos modos materiais da natureza, dão-lhes a oportunidade de ter diferentes tipos de vida.\n\n\"Assim, deve-se compreender que *pradhāna,* a matéria, não pode agir a menos que seja impulsionada por uma criatura viva. A teoria materialista de que a matéria age independentemente não pode, portanto, ser aceita. A matéria é chamada *prakṛti,* que se refere à energia feminina. Uma mulher é *prakṛti,* um ser do sexo feminino. Uma fêmea não pode produzir um filho sem a associação de um *puruṣa,* um homem. O *puruṣa* é a causa do nascimento de um filho porque o homem injeta a alma, que está abrigada no sêmen, dentro do ventre da mulher. A mulher, como causa material, fornece o corpo da alma, e como causa eficiente dá à luz o filho. Mas embora a mulher pareça ser a causa material e eficiente do nascimento de um filho, originalmente o *puruṣa,* o macho, é a causa do filho. De modo semelhante, este mundo material dá origem a variedades de manifestações devido à entrada de Garbhodakaśāyī Viṣṇu dentro do universo. Ele está presente não apenas dentro do universo, mas dentro dos corpos de todas as criaturas vivas, bem como dentro do átomo. Compreendemos pela *Brahma-saṁhitā* que a Superalma está presente dentro do universo, dentro do átomo e dentro do coração de toda criatura viva. Por conseguinte, a teoria de que a matéria é a causa de toda a manifestação cósmica não pode ser aceita por nenhum homem com conhecimento suficiente de matéria e espírito.\n\n\"Os materialistas às vezes apresentam o argumento de que, assim como a palha comida por uma vaca produz leite automaticamente, a natureza material, sob diferentes circunstâncias, produz variedades de manifestações. Logo, originalmente a matéria é a causa. Ao refutar esse argumento, podemos dizer que um animal da mesma espécie que a vaca — a saber, o touro — também come palha como a vaca, mas não produz leite. Nessas circunstâncias, não se pode dizer que a palha em conexão com determinada espécie produz leite. A conclusão deve ser que há uma administração superior, como confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/10|(Bg. 9.10)]], onde o Senhor diz, *mayādhyakṣeṇa prakṛtiḥ sūyate sa-carācaram:* 'Esta natureza material está trabalhando sob Minha direção, ó filho de Kuntī, e está produzindo todos os seres móveis e imóveis.' O Senhor Supremo diz *mayādhyakṣeṇa* ('sob Minha supervisão'). Quando Ele deseja que a vaca produza leite comendo palha, há leite, e quando não deseja, a mistura de tal palha não pode produzir leite. Se a lei da natureza material fosse que a palha produz leite, uma pilha de palha também poderia produzir leite. Mas isso não é possível. E a mesma palha dada a uma fêmea humana também não pode produzir leite. Esse é o significado da afirmação do *Bhagavad-gītā* de que apenas sob ordens superiores algo ocorre. A própria matéria não tem poder de produzir independentemente. A conclusão, portanto, é que a matéria, que não possui autoconhecimento, não pode ser a causa da criação material. O criador supremo é a Suprema Personalidade de Deus.\n\n\"Se a matéria fosse aceita como causa original da criação, todas as escrituras autorizadas do mundo seriam inúteis, pois em toda escritura, especialmente as escrituras Védicas como o *Manu-smṛti,* afirma-se que a Suprema Personalidade de Deus é o criador supremo. O *Manu-smṛti* é considerado a mais elevada direção Védica para a humanidade. Manu é o doador da lei para a humanidade, e no *Manu-smṛti* está claramente declarado que antes da criação todo o espaço universal era trevas, sem informação e sem variedade, e estava num estado de completa suspensão, como um sonho. Tudo era trevas. A Suprema Personalidade de Deus então entrou no espaço universal e, embora invisível, criou a manifestação cósmica visível. No mundo material a Suprema Personalidade de Deus não se manifesta por Sua presença pessoal, mas a presença da manifestação cósmica em diferentes variedades é a prova de que tudo foi criado sob Sua direção. Ele entrou no universo com todas as potências criativas e assim removeu as trevas do espaço ilimitado.\n\n\"A forma da Suprema Personalidade de Deus é descrita como transcendental, muito sutil, eterna, onipervadente, inconcebível e, portanto, não manifesta para os sentidos materiais de uma criatura viva condicionada. Ele desejou expandir-Se em muitas entidades vivas e, com tal desejo, primeiro criou uma vasta extensão de água dentro do espaço universal e então impregnrou essa água com entidades vivas. Por esse processo de impregnação surgiu uma enorme massa, flamejante como mil sóis, e nessa massa estava o primeiro princípio criativo, Brahmā. O grande Parāśara Ṛṣi também confirmou isso no *Viṣṇu Purāṇa.* Ele diz que a manifestação cósmica visível para nós é produzida do Senhor Viṣṇu e sustentada sob Sua proteção. Ele é o principal mantenedor e destruidor da forma universal.\n\n\"Esta manifestação cósmica é uma das diversas energias da Suprema Personalidade de Deus. Assim como uma aranha secreta saliva e tece uma teia com seus próprios movimentos, mas ao final enrola a teia dentro de seu corpo, o Senhor Viṣṇu produz esta manifestação cósmica de Seu corpo transcendental e ao final a recolhe dentro de Si mesmo. Todos os grandes sábios da compreensão Védica aceitaram que a Suprema Personalidade de Deus é o criador original.\n\n\"Às vezes se afirma que as especulações impessoais de grandes filósofos destinam-se ao avanço do conhecimento sem princípios ritualísticos religiosos. Mas os princípios ritualísticos religiosos destinam-se na verdade ao avanço do conhecimento espiritual. Pela realização de rituais religiosos, alguém eventualmente alcança o objetivo supremo do conhecimento ao compreender que Vāsudeva, a Suprema Personalidade de Deus, é a causa de tudo. Está claramente declarado no *Bhagavad-gītā* que mesmo aqueles que são defensores apenas do conhecimento, sem quaisquer processos ritualísticos religiosos, avançam no conhecimento após muitas e muitas vidas de especulação e chegam assim à conclusão de que Vāsudeva é a causa suprema de tudo que existe. Como resultado desta conquista do objetivo da vida, tal sábio erudito ou filósofo avançado se rende à Suprema Personalidade de Deus. Os desempenhos ritualísticos religiosos destinam-se na verdade a purificar a mente contaminada no mundo material, e a característica especial desta Era de Kali é que facilmente se pode executar o processo de purificação da mente da contaminação cantando os santos nomes de Deus — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare/ Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare.\n\n\"Uma injunção Védica declara, *sarve vedā yat padam āmananti* (*Kaṭha Upaniṣad* 1.2.15): todo o conhecimento Védico está em busca da Suprema Personalidade de Deus. De modo semelhante, outra injunção Védica declara, *nārāyaṇa-parā vedāḥ:* os *Vedas* destinam-se a compreender Nārāyaṇa, o Senhor Supremo. Da mesma forma, o *Bhagavad-gītā* também confirma, *vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ:* por todos os *Vedas,* Kṛṣṇa deve ser conhecido. Portanto, o principal propósito de compreender os *Vedas,* realizar sacrifícios Védicos e especular sobre o *Vedānta-sūtra* é conhecer Kṛṣṇa. Aceitar a visão impersonalista do vazio ou a inexistência da Suprema Personalidade de Deus nega todo estudo dos *Vedas.* A especulação impessoal visa a desmentir a conclusão dos *Vedas.* Assim sendo, qualquer apresentação especulativa impessoal deve ser entendida como contrária aos princípios dos *Vedas* ou das escrituras padrão. Como a especulação dos impersonalistas não segue os princípios dos *Vedas,* sua conclusão deve ser considerada contrária aos princípios Védicos. Tudo que não é sustentado pelos princípios Védicos deve ser considerado imaginário e desprovido de prova padrão. Por conseguinte, nenhuma explicação impersonalista de qualquer literatura Védica pode ser aceita.\n\n\"Se alguém tentar anular as conclusões dos *Vedas* aceitando uma escritura não autorizada ou uma suposta escritura, ser-lhe-á muito difícil chegar à conclusão correta sobre a Verdade Absoluta. O sistema para ajustar duas escrituras contraditórias é recorrer aos *Vedas,* pois as referências dos *Vedas* são aceitas como julgamentos finais. Quando nos referimos a determinada escritura, ela deve ser autorizada, e para essa autoridade deve seguir estritamente as injunções Védicas. Se alguém apresentar uma doutrina alternativa que ele mesmo fabricou, essa doutrina se provará inútil, pois qualquer doutrina que tente provar que a evidência Védica não tem sentido imediatamente se prova a si mesma sem sentido. Os seguidores dos *Vedas* aceitam unanimemente a autoridade de Manu e Parāśara na sucessão discipular. Suas declarações, porém, não sustentam o ateísta Kapila, porque o Kapila mencionado nos *Vedas* é um Kapila diferente, o filho de Kardama e Devahūti. O ateísta Kapila é um descendente da dinastia de Agni e é uma das almas condicionadas. Mas o Kapila que é filho de Kardama Muni é aceito como encarnação de Vāsudeva. O *Padma Purāṇa* comprova que a Suprema Personalidade de Deus Vāsudeva nasce na encarnação de Kapila e, por Sua expansão da filosofia Sāṅkhya teísta, ensina todos os semideuses e um *brāhmaṇa* de nome Āsuri. Na doutrina do ateísta Kapila há muitas declarações diretamente contrárias aos princípios Védicos. O ateísta Kapila não aceita a Suprema Personalidade de Deus. Ele diz que a entidade viva é ela mesma o Senhor Supremo e que ninguém é maior do que ela. Suas concepções da chamada vida condicionada e liberada são materialistas, e ele recusa-se a aceitar a importância do tempo imortal. Todas essas declarações vão contra os princípios do *Vedānta-sūtra.*\""}
{"ref": "cc/adi/6/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/16/", "verse_text": "āpane puruṣa--viśvera 'nimitta'-kāraṇa\nadvaita-rūpe 'upādāna' hana nārāyaṇa", "devanagari": "> আপনে পুরুষ — বিশ্বের ‘নিমিত্ত’-কারণ ।\n> অদ্বৈত-রূপে ‘উপাদান’ হন নারায়ণ ॥১৬॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *puruṣa*—o Senhor Viṣṇu; *viśvera*—de todo o mundo material; *nimitta kāraṇa*—a causa original; *advaita-rūpe*—na forma de Advaita; *upādāna*—a causa material; *hana*—torna-se; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa.", "translation": "**O próprio Senhor Viṣṇu é a causa eficiente [nimitta] do mundo material, e Nārāyaṇa, na forma de Śrī Advaita, é a causa material [upādāna].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/17/", "verse_text": "'nimittāṁśe' kare teṅho māyāte īkṣaṇa\n'upādāna' advaita karena brahmāṇḍa-sṛjana", "devanagari": "> ‘নিমিত্তাংশে’ করে তেঁহো মায়াতে ঈক্ষণ ।\n> ‘উপাদান’ অদ্বৈত করেন ব্রহ্মাণ্ড-সৃজন ॥১৭॥", "synonyms": "*nimitta-aṁśe*—na porção como causa original; *kare*—faz; *teṅho*—Ele; *māyāte*—na energia externa; *īkṣaṇa*—lançando o olhar; *upādāna*—a causa material; *advaita*—Advaita Ācārya; *karena*—faz; *brahmāṇḍa-sṛjana*—a criação do mundo material.", "translation": "**O Senhor Viṣṇu, em Seu aspecto eficiente, lança Seu olhar sobre a energia material, e Śrī Advaita, como causa material, cria o mundo material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/18/", "verse_text": "yadyapi sāṅkhya māne, 'pradhāna'--kāraṇa\njaḍa ha-ite kabhu nahe jagat-sṛjana", "devanagari": "> যদ্যপি সাংখ্য মানে, ‘প্রধান’ — কারণ ।\n> জড় হইতে কভু নহে জগৎ-সৃজন ॥১৮॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *sāṅkhya*—a filosofia Sāṅkhya; *māne*—aceite; *pradhāna*—os ingredientes; *kāraṇa*—causa; *jaḍa ha-ite*—da matéria; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não há; *jagat-sṛjana*—a criação do mundo material.", "translation": "**Embora a filosofia Sāṅkhya aceite que os ingredientes materiais são a causa, jamais a criação do mundo surge da matéria morta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/19/", "verse_text": "nija sṛṣṭi-śakti prabhu sañcāre pradhāne\nīśvarera śaktye tabe haye ta' nirmāṇe", "devanagari": "> নিজ সৃষ্টিশক্তি প্রভু সঞ্চারে প্রধানে ।\n> ঈশ্বরের শক্ত্যে তবে হয়ে ত’ নির্মাণে ॥১৯॥", "synonyms": "*nija*—própria; *sṛṣṭi-śakti*—potência para a criação; *prabhu*—o Senhor; *sañcāre*—infunde; *pradhāne*—nos ingredientes; *īśvarera śaktye*—pelo poder do Senhor; *tabe*—então; *haye*—há; *ta'*—certamente; *nirmāṇe*—o início da criação.", "translation": "**O Senhor infunde nos ingredientes materiais Sua própria potência criativa. Então, pelo poder do Senhor, a criação acontece.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/20/", "verse_text": "advaita-rūpe kare śakti-sañcāraṇa\nataeva advaita hayena mukhya kāraṇa", "devanagari": "> অদ্বৈতরূপে করে শক্তি-সঞ্চারণ ।\n> অতএব অদ্বৈত হয়েন মুখ্য কারণ ॥২০॥", "synonyms": "*advaita-rūpe*—na forma de Advaita Ācārya; *kare*—faz; *śakti-sañcāraṇa*—a infusão da energia; *ataeva*—portanto; *advaita*—Advaita Ācārya; *hayena*—é; *mukhya kāraṇa*—a causa original.", "translation": "**Na forma de Advaita, Ele infunde nos ingredientes materiais a energia criativa. Portanto, Advaita é a causa original da criação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/21/", "verse_text": "advaita-ācārya koṭi-brahmāṇḍera kartā\nāra eka eka mūrtye brahmāṇḍera bhartā", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্য — কোটিব্রহ্মাণ্ডের কর্তা ।\n> আর এক এক মূর্ত্যে ব্রহ্মাণ্ডের ভর্তা ॥২১॥", "synonyms": "*advaita-ācārya*—de nome Advaita Ācārya; *koṭi-brahmāṇḍera kartā*—o criador de milhões e milhões de universos; *āra*—e; *eka eka*—cada um e todos; *mūrtye*—pelas expansões; *brahmāṇḍera bhartā*—o mantenedor do universo.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya é o criador de milhões e milhões de universos, e, por meio de Suas expansões [como Garbhodakaśāyī Viṣṇu], Ele mantém todo e qualquer universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/22/", "verse_text": "sei nārāyaṇera mukhya aṅga,--advaita\n'aṅga'-śabde aṁśa kari' kahe bhāgavata", "devanagari": "> সেই নারায়ণের মুখ্য অঙ্গ, — অদ্বৈত ।\n> ‘অঙ্গ’-শব্দে অংশ করি’ কহে ভাগবত ॥২২॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *nārāyaṇera*—do Senhor Nārāyaṇa; *mukhya aṅga*—o membro principal; *advaita*—Advaita Ācārya; *aṅga-śabde*—pela palavra aṅga; *aṁśa kari'*—tomando como porção plenária; *kahe*—diz; *bhāgavata*—o Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**Śrī Advaita é o membro principal [aṅga] de Nārāyaṇa. O *Śrīmad-Bhāgavatam* fala de \"membro\" [aṅga] como \"porção plenária\" [aṁśa] do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/23/", "verse_text": "nārāyaṇas tvaṁ na hi sarva-dehinām\nātmāsy adhīśākhila-loka-sākṣī\nnārāyaṇo 'ṅgaṁ nara-bhū-jalāyanāt\ntac cāpi satyaṁ na tavaiva māyā", "devanagari": "> নারায়ণস্ত্বং ন হি সর্বদেহিনা-\n> মাত্মাস্যধীশাখিল-লোকসাক্ষী ।\n> নারায়ণোঽঙ্গং নর-ভূ-জলায়না-\n> ত্তচ্চাপি সত্যং ন তবৈব মায়া ॥২৩॥", "synonyms": "*nārāyaṇaḥ*—o Senhor Nārāyaṇa; *tvam*—Tu; *na*—não; *hi*—certamente; *sarva*—todos; *dehinām*—dos seres encarnados; *ātmā*—a Superalma; *asi*—Tu és; *adhīśa*—ó Senhor; *akhila-loka*—de todos os mundos; *sākṣī*—a testemunha; *nārāyaṇaḥ*—conhecido como Nārāyaṇa; *aṅgam*—porção plenária; *nara*—de Nara; *bhū*—nascido; *jala*—na água; *ayanāt*—devido ao lugar de refúgio; *tat*—aquele; *ca*—e; *api*—certamente; *satyam*—verdade suprema; *na*—não; *tava*—Tua; *eva*—de modo algum; *māyā*—a energia ilusória.", "translation": "**\"Ó Senhor dos senhores, Tu és quem vês toda a criação. Tu és, de fato, a vida mais querida de todos. Não és, portanto, meu pai, Nārāyaṇa? 'Nārāyaṇa' refere-se àquele cuja morada está na água nascida de Nara [Garbhodakaśāyī Viṣṇu], e esse Nārāyaṇa é Tua porção plenária. Todas as Tuas porções plenárias são transcendentais. Elas são absolutas e não são criações de māyā.\"**", "purport": "Este texto é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.14)."}
{"ref": "cc/adi/6/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/24/", "verse_text": "īśvarera 'aṅga' aṁśa--cid-ānanda-maya\nmāyāra sambandha nāhi' ei śloke kaya", "devanagari": "> ঈশ্বরের ‘অঙ্গ’ অংশ — চিদানন্দময় ।\n> মায়ার সম্বন্ধ নাহি’ এই শ্লোকে কয় ॥২৪॥", "synonyms": "*īśvarera*—do Senhor; *aṅga*—membro; *aṁśa*—parte; *cit-ānanda-maya*—inteiramente espiritual; *māyāra*—com a energia material; *sambandha*—relação; *nāhi'*—não há; *ei śloke*—este verso; *kaya*—diz.", "translation": "**Este verso descreve que os membros e as porções plenárias do Senhor são todos espirituais; não têm relação alguma com a energia material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/25/", "verse_text": "'aṁśa' nā kahiyā, kene kaha tāṅre 'aṅga'\n'aṁśa' haite 'aṅga,' yāte haya antaraṅga", "devanagari": "> ‘অংশ’ না কহিয়া, কেনে কহ তাঁরে ‘অঙ্গ’ ।\n> ‘অংশ’ হৈতে ‘অঙ্গ’, যাতে হয় অন্তরঙ্গ ॥২৫॥", "synonyms": "*aṁśa*—parte; *nā kahiyā*—não dizendo; *kene*—por que; *kaha*—dizes; *tāṅre*—a Ele; *aṅga*—membro; *aṁśa haite*—do que uma parte; *aṅga*—membro; *yāte*—porque; *haya*—é; *antaraṅga*—mais íntimo.", "translation": "**Por que Śrī Advaita foi chamado de membro e não de parte? A razão é que \"membro\" implica maior intimidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/26/", "verse_text": "mahā-viṣṇura aṁśa--advaita guṇa-dhāma\nīśvare abheda, teñi 'advaita' pūrṇa nāma", "devanagari": "> মহাবিষ্ণুর অংশ — অদ্বৈত গুণধাম ।\n> ঈশ্বরে অভেদ, তেঞি ‘অদ্বৈত’ পূর্ণ নাম ॥২৬॥", "synonyms": "*mahā-viṣṇura*—do Senhor Mahā-Viṣṇu; *aṁśa*—parte; *advaita*—Advaita Ācārya; *guṇa-dhāma*—o reservatório de todos os atributos; *īśvare*—do Senhor; *abheda*—não diferente; *teñi*—portanto; *advaita*—não diferente; *pūrṇa nāma*—nome completo.", "translation": "**Śrī Advaita, que é um reservatório de virtudes, é o membro principal de Mahā-Viṣṇu. Seu nome completo é Advaita, pois Ele é idêntico em todos os aspectos àquele Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/27/", "verse_text": "pūrve yaiche kaila sarva-viśvera sṛjana\navatari' kaila ebe bhakti-pravartana", "devanagari": "> পূর্বে যৈছে কৈল সর্ব-বিশ্বের সৃজন ।\n> অবতরি’ কৈল এবে ভক্তি-প্রবর্তন ॥২৭॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yaiche*—como; *kaila*—realizou; *sarva*—de todos; *viśvera*—dos universos; *sṛjana*—a criação; *avatari'*—encarnando; *kaila*—fez; *ebe*—agora; *bhakti-pravartana*—a inauguração do culto do bhakti.", "translation": "**Assim como anteriormente Ele havia criado todos os universos, agora desceu para introduzir a senda do bhakti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/28/", "verse_text": "jīva nistārila kṛṣṇa-bhakti kari' dāna\ngītā-bhāgavate kaila bhaktira vyākhyāna", "devanagari": "> জীব নিস্তারিল কৃষ্ণভক্তি করি’ দান ।\n> গীতা-ভাগবতে কৈল ভক্তির ব্যাখ্যান ॥২৮॥", "synonyms": "*jīva*—as entidades vivas; *nistārila*—libertou; *kṛṣṇa-bhakti*—o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *kari'*—fazendo; *dāna*—dádiva; *gītā-bhāgavate*—no Bhagavad-gītā e no Śrīmad-Bhāgavatam; *kaila*—realizou; *bhaktira vyākhyāna*—a explicação do serviço devocional.", "translation": "**Ele libertou todos os seres vivos oferecendo a dádiva de kṛṣṇa-bhakti. Explicou o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam* à luz do serviço devocional.**", "purport": "Embora Śrī Advaita Prabhu seja uma encarnação de Viṣṇu, para o bem-estar das almas condicionadas Ele Se manifestou como um servidor da Suprema Personalidade de Deus e, em todas as Suas atividades, mostrou-Se um servidor eterno. O Senhor Caitanya e o Senhor Nityānanda também manifestaram o mesmo princípio, embora igualmente pertençam à categoria de Viṣṇu. Se o Senhor Caitanya, o Senhor Nityānanda e Advaita Prabhu tivessem exibido Suas potências todo-poderosas de Viṣṇu dentro deste mundo material, as pessoas se teriam tornado impersonalistas, monistas e adoradoras de si mesmas em grau ainda maior do que já o eram sob o feitiço desta era. Por isso, a Personalidade de Deus e Suas diferentes encarnações e formas desempenharam o papel de devotos, a fim de instruir as almas condicionadas sobre como aproximar-se do estágio transcendental do serviço devocional. Advaita Ācārya tinha a intenção especial de ensinar às almas condicionadas o serviço devocional. A palavra ācārya significa \"mestre\". A função especial de tal mestre é tornar as pessoas conscientes de Kṛṣṇa. Um mestre genuíno que segue as pegadas de Advaita Ācārya não tem outra ocupação senão difundir os princípios da consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo. A verdadeira qualificação de um ācārya é apresentar-se como servo do Supremo. Tal ācārya genuíno jamais pode apoiar as atividades demoníacas de homens ateístas que se apresentam como Deus. A principal ocupação de um ācārya é desmascarar esses impostores que se fazem passar por Deus diante do público inocente."}
{"ref": "cc/adi/6/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/29/", "verse_text": "bhakti-upadeśa vinu tāṅra nāhi kārya\nataeva nāma haila 'advaita ācārya'", "devanagari": "> ভক্তি-উপদেশ বিনু তাঁর নাহি কার্য ।\n> অতএব নাম হৈল ‘অদ্বৈত আচার্য’ ॥২৯॥", "synonyms": "*bhakti-upadeśa*—a instrução do serviço devocional; *vinu*—sem; *tāṅra*—Sua; *nāhi*—não há; *kārya*—ocupação; *ataeva*—portanto; *nāma*—o nome; *haila*—tornou-se; *advaita ācārya*—o mestre supremo (ācārya) Advaita Prabhu.", "translation": "**Visto que Ele não tem outra ocupação senão ensinar o serviço devocional, Seu nome é Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/30/", "verse_text": "vaiṣṇavera guru teṅho jagatera ārya\ndui-nāma-milane haila 'advaita-ācārya'", "devanagari": "> বৈষ্ণবের গুরু তেঁহো জগতের আর্য ।\n> দুইনাম-মিলনে হৈল ‘অদ্বৈত-আচার্য’ ॥৩০॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—dos devotos; *guru*—mestre espiritual; *teṅho*—Ele; *jagatera ārya*—a personalidade mais respeitável do mundo; *dui-nāma-milane*—pela combinação dos dois nomes; *haila*—surgiu; *advaita-ācārya*—o nome Advaita Ācārya.", "translation": "**Ele é o mestre espiritual de todos os devotos e a personalidade mais reverenciada do mundo. Pela combinação desses dois nomes, Seu nome é Advaita Ācārya.**", "purport": "Śrī Advaita Ācārya é o primordial mestre espiritual dos vaiṣṇavas, e Ele é digno de adoração por todos os vaiṣṇavas. Os vaiṣṇavas devem seguir as pegadas de Advaita Ācārya, pois, desse modo, podem de fato ocupar-se no serviço devocional ao Senhor."}
{"ref": "cc/adi/6/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/31/", "verse_text": "kamala-nayanera teṅho, yāte 'aṅga' 'aṁśa'\n'kamalākṣa' kari dhare nāma avataṁsa", "devanagari": "> কমল-নয়নের তেঁহো, যাতে ‘অঙ্গ’, ‘অংশ’ ।\n> ‘কমলাক্ষ’ করি ধরে নাম অবতংস ॥৩১॥", "synonyms": "*kamala-nayanera*—do Senhor de olhos de lótus; *teṅho*—Ele; *yāte*—visto que; *aṅga*—membro; *aṁśa*—parte; *kamala-akṣa*—o de olhos de lótus; *kari'*—aceitando isso; *dhare*—toma; *nāma*—o nome; *avataṁsa*—expansão parcial.", "translation": "**Visto que Ele é um membro ou parte do Senhor Supremo de olhos de lótus, Ele também leva o nome de Kamalākṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/32/", "verse_text": "īśvara-sārūpya pāya pāriṣada-gaṇa\ncatur-bhuja, pīta-vāsa, yaiche nārāyaṇa", "devanagari": "> ঈশ্বরসারূপ্য পায় পারিষদগণ ।\n> চতুর্ভুজ, পীতবাস, যৈছে নারায়ণ ॥৩২॥", "synonyms": "*īśvara-sārūpya*—as mesmas características corporais do Senhor; *pāya*—recebem; *pāriṣada-gaṇa*—os associados; *catur-bhuja*—quatro mãos; *pīta-vāsa*—vestes amarelas; *yaiche*—assim como; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa.", "translation": "**Seus associados têm as mesmas características corporais do Senhor. Todos eles possuem quatro braços e vestem-se com roupas amarelas, assim como Nārāyaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/33/", "verse_text": "advaita-ācārya--īśvarera aṁśa-varya\ntāṅra tattva-nāma-guṇa, sakali āścarya", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্য — ঈশ্বরের অংশবর্য ।\n> তাঁর তত্ত্ব-নাম-গুণ, সকলি আশ্চর্য ॥৩৩॥", "synonyms": "*advaita-ācārya*—Advaita Ācārya Prabhu; *īśvarera*—do Senhor Supremo; *aṁśa-varya*—a parte principal; *tāṅra*—Seus; *tattva*—verdades; *nāma*—nomes; *guṇa*—atributos; *sakali*—todos; *āścarya*—maravilhosos.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya é o membro principal do Senhor Supremo. Suas verdades, nomes e atributos são todos maravilhosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/34/", "verse_text": "yāṅhāra tulasī-jale, yāṅhāra huṅkāre\nsva-gaṇa sahite caitanyera avatāre", "devanagari": "> যাঁহার তুলসীজলে, যাঁহার হুঙ্কারে ।\n> স্বগণ সহিতে চৈতন্যের অবতারে ॥৩৪॥", "synonyms": "*yāṅhāra*—cujas; *tulasī-jale*—pelas folhas de tulasī e pela água do Ganges; *yāṅhāra*—de quem; *huṅkāre*—pela voz retumbante; *sva-gaṇa*—Seus associados pessoais; *sahite*—acompanhado por; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avatāre*—na encarnação.", "translation": "**Ele adorou Kṛṣṇa com folhas de tulasī e água do Ganges e O chamou em alta voz. Assim, o Senhor Caitanya Mahāprabhu apareceu na Terra, acompanhado por Seus associados pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/35/", "verse_text": "yāṅra dvārā kaila prabhu kīrtana pracāra\nyāṅra dvārā kaila prabhu jagat nistāra", "devanagari": "> যাঁর দ্বারা কৈল প্রভু কীর্তন প্রচার ।\n> যাঁর দ্বারা কৈল প্রভু জগৎ নিস্তার ॥৩৫॥", "synonyms": "*yāṅra dvārā*—por intermédio de quem; *kaila*—fez; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kīrtana pracāra*—a propagação do movimento de saṅkīrtana; *yāṅra dvārā*—por intermédio de quem; *kaila*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagat nistāra*—a libertação do mundo inteiro.", "translation": "**Foi por intermédio d'Ele [Advaita Ācārya] que o Senhor Caitanya propagou o movimento de saṅkīrtana, e por intermédio d'Ele que libertou o mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/36/", "verse_text": "ācārya gosāñira guṇa-mahimā apāra\njīva-kīṭa kothāya pāibeka tāra pāra", "devanagari": "> আচার্য গোসাঞির গুণ-মহিমা অপার ।\n> জীবকীট কোথায় পাইবেক তার পার ॥৩৬॥", "synonyms": "*ācārya gosāñira*—de Advaita Ācārya; *guṇa-mahimā*—a glória dos atributos; *apāra*—insondável; *jīva-kīṭa*—um ser vivo que é como um verme; *kothāya*—onde; *pāibeka*—obterá; *tāra*—disso; *pāra*—o outro extremo.", "translation": "**A glória e os atributos de Advaita Ācārya são ilimitados. Como poderão as insignificantes entidades vivas sondá-los?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/37/", "verse_text": "ācārya gosāñi caitanyera mukhya aṅga\nāra eka aṅga tāṅra prabhu nityānanda", "devanagari": "> আচার্য গোসাঞি চৈতন্যের মুখ্য অঙ্গ ।\n> আর এক অঙ্গ তাঁর প্রভু নিত্যানন্দ ॥৩৭॥", "synonyms": "*ācārya gosāñi*—Advaita Ācārya; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mukhya*—principal; *aṅga*—membro; *āra*—outro; *eka*—um; *aṅga*—membro; *tāṅra*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *prabhu nityānanda*—o Senhor Nityānanda.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya é um membro principal do Senhor Caitanya. Outro membro do Senhor é Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/38/", "verse_text": "prabhura upāṅga--śrīvāsādi bhakta-gaṇa\nhasta-mukha-netra-aṅga cakrādy-astra-sama", "devanagari": "> প্রভুর উপাঙ্গ — শ্রীবাসাদি ভক্তগণ ।\n> হস্তমুখনেত্র-অঙ্গ চক্রাদ্যস্ত্র-সম ॥৩৮॥", "synonyms": "*prabhura upāṅga*—os membros menores do Senhor Caitanya; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *hasta*—mãos; *mukha*—rosto; *netra*—olhos; *aṅga*—partes do corpo; *cakra-ādi*—o disco; *astra*—armas; *sama*—semelhantes.", "translation": "**Os devotos encabeçados por Śrīvāsa são Seus membros menores. São como Suas mãos, Seu rosto, Seus olhos e Seu disco e outras armas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/39/", "verse_text": "e-saba la-iyā caitanya-prabhura vihāra\ne-saba la-iyā karena vāñchita pracāra", "devanagari": "> এসব লইয়া চৈতন্যপ্রভুর বিহার ।\n> এসব লইয়া করেন বাঞ্ছিত প্রচার ॥৩৯॥", "synonyms": "*e-saba*—todos esses; *la-iyā*—tomando; *caitanya-prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vihāra*—passatempos; *e-saba*—todos eles; *la-iyā*—tomando; *karena*—faz; *vāñchita pracāra*—a propagação de Sua missão.", "translation": "**Com todos eles, o Senhor Caitanya realizou Seus passatempos e, com eles, propagou Sua missão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/40/", "verse_text": "mādhavendra-purīra iṅho śiṣya, ei jñāne\nācārya-gosāñire prabhu guru kari' māne", "devanagari": "> মাধবেন্দ্রপুরীর ইঁহো শিষ্য, এই জ্ঞানে ।\n> আচার্য-গোসাঞিরে প্রভু গুরু করি’ মানে ॥৪০॥", "synonyms": "*mādhavendra-purīra*—de Mādhavendra Purī; *iṅho*—Advaita Ācārya; *śiṣya*—discípulo; *ei jñāne*—por essa consideração; *ācārya-gosāñire*—a Advaita Ācārya; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *guru*—mestre espiritual; *kari'*—tomando como; *māne*—O obedece.", "translation": "**Pensando: \"Ele [Śrī Advaita Ācārya] é discípulo de Śrī Mādhavendra Purī\", o Senhor Caitanya O obedece, respeitando-O como Seu mestre espiritual.**", "purport": "Śrī Mādhavendra Purī é um dos ācāryas da sucessão discipular oriunda de Madhvācārya. Mādhavendra Purī teve dois discípulos principais: Īśvara Purī e Śrī Advaita Prabhu. Portanto, o Gauḍīya Vaiṣṇava-sampradāya é uma sucessão discipular proveniente de Madhvācārya. Esse fato foi aceito nos livros autorizados conhecidos como *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* e *Prameya-ratnāvalī*, bem como por Gopāla Guru Gosvāmī. A *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* declara claramente a sucessão discipular dos Gauḍīya Vaiṣṇavas da seguinte maneira: \"O Senhor Brahmā é o discípulo direto de Viṣṇu, o Senhor do céu espiritual. Seu discípulo é Nārada, o discípulo de Nārada é Vyāsa, e os discípulos de Vyāsa são Śukadeva Gosvāmī e Madhvācārya. Padmanābha Ācārya é o discípulo de Madhvācārya, e Narahari é o discípulo de Padmanābha Ācārya. Mādhava é o discípulo de Narahari, Akṣobhya é o discípulo direto de Mādhava, e Jayatīrtha é o discípulo de Akṣobhya. O discípulo de Jayatīrtha é Jñānasindhu, e o discípulo deste é Mahānidhi. Vidyānidhi é o discípulo de Mahānidhi, e Rājendra é o discípulo de Vidyānidhi. Jayadharma é o discípulo de Rājendra. Puruṣottama é o discípulo de Jayadharma. Śrīmān Lakṣmīpati é o discípulo de Vyāsatīrtha, que é o discípulo de Puruṣottama. E Mādhavendra Purī é o discípulo de Lakṣmīpati.\""}
{"ref": "cc/adi/6/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/41/", "verse_text": "laukika-līlāte dharma-maryādā-rakṣaṇa\nstuti-bhaktye karena tāṅra caraṇa vandana", "devanagari": "> লৌকিক-লীলাতে ধর্মমর্যাদা-রক্ষণ ।\n> স্তুতি-ভক্ত্যে করেন তাঁর চরণ বন্দন ॥৪১॥", "synonyms": "*laukika*—populares; *līlāte*—nos passatempos; *dharma-maryādā*—a etiqueta dos princípios religiosos; *rakṣaṇa*—observando; *stuti*—orações; *bhaktye*—com devoção; *karena*—Ele faz; *tāṅra*—de Advaita Ācārya; *caraṇa*—aos pés de lótus; *vandana*—adoração.", "translation": "**Para manter a devida etiqueta dos princípios da religião, o Senhor Caitanya curva-Se aos pés de lótus de Śrī Advaita Ācārya com orações reverenciais e devoção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/42/", "verse_text": "caitanya-gosāñike ācārya kare 'prabhu'-jñāna\nāpanāke karena tāṅra 'dāsa'-abhimāna", "devanagari": "> চৈতন্যগোসাঞিকে আচার্য করে ‘প্রভু’-জ্ঞান ।\n> আপনাকে করেন তাঁর ‘দাস’-অভিমান ॥৪২॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñike*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ācārya*—Advaita Ācārya; *kare*—faz; *prabhu-jñāna*—considerando-O Seu mestre; *āpanāke*—a Si mesmo; *karena*—faz; *tāṅra*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dāsa*—como servo; *abhimāna*—concepção.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya, contudo, considera o Senhor Caitanya Mahāprabhu Seu mestre, e considera-Se um servo do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "O *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* de Rūpa Gosvāmī explica a qualidade supremamente excelente do serviço devocional da seguinte forma:\n\n> brahmānando bhaved eṣa\n> cet parārdha-guṇī-kṛtaḥ\n> naiti bhakti-sukhāmbhodheḥ\n> paramāṇu-tulām api\n\n\"Se multiplicado bilhões de vezes, o prazer transcendental derivado da realização do Brahman impessoal ainda assim não poderia comparar-se nem a uma porção atômica do oceano de *bhakti,* ou serviço transcendental.\" (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.1.38) De modo semelhante, o *Bhāvārtha-dīpikā* declara:\n\n> tvat-kathāmṛta-pāthodhau\n> viharanto mahā-mudaḥ\n> kurvanti kṛtinaḥ kecic\n> catur-vargaṁ tṛṇopamam\n\n\"Para aqueles que se deleitam nos tópicos transcendentais da Suprema Personalidade de Deus, as quatro realizações progressivas de religiosidade, desenvolvimento econômico, gratificação dos sentidos e liberação, todas juntas, não podem comparar-se, nem mais do que uma palha, à felicidade derivada de ouvir sobre as atividades transcendentais do Senhor.\" Aqueles que se ocupam no serviço transcendental aos pés de lótus de Kṛṣṇa, livres de todo gozo material, não têm atração pelos tópicos do monismo impessoal. No *Padma Purāṇa,* em relação à glorificação do mês de Kārttika, declara-se que os devotos oram:\n\n> varaṁ deva mokṣaṁ na mokṣāvadhiṁ vā\n> na cānyaṁ vṛṇe 'haṁ vareśād apīha\n> idaṁ te vapur nātha gopāla-bālaṁ\n> sadā me manasy āvirāstāṁ kim anyaiḥ\n\n> kuverātmajau baddha-mūrtyaiva yadvat\n> tvayā mocitau bhakti-bhājau kṛtau ca\n> tathā prema-bhaktiṁ svakāṁ me prayaccha\n> na mokṣe graho me 'sti dāmodareha\n\n\"Querido Senhor, lembrar sempre Seus passatempos da infância em Vṛndāvana é melhor para nós do que aspirar a fundir-nos no Brahman impessoal. Durante Seus passatempos de infância, o Senhor libertou os dois filhos de Kuvera e os tornou grandes devotos de Sua Senhoria. De modo semelhante, desejo que, em vez de me dar a liberação, o Senhor me conceda tal devoção a Ele.\" No *Hayaśīrṣīya-śrī-nārāyaṇa-vyūha-stava,* no capítulo chamado *Nārāyaṇa-stotra,* declara-se:\n\n> na dharmaṁ kāmam arthaṁ vā\n> mokṣaṁ vā vara-deśvara\n> prārthaye tava pādābje\n> dāsyam evābhikāmaye\n\n\"Meu querido Senhor, não desejo tornar-me um homem de religião, nem um senhor do desenvolvimento econômico ou da gratificação dos sentidos, nem desejo a liberação. Embora possa ter tudo isso do Senhor, o supremo doador de bênçãos, não oro por nada disso. Simplesmente oro para que sempre possa estar ocupado como servo de Seus pés de lótus.\" Nṛsiṁhadeva ofereceu a Prahlāda Mahārāja todos os tipos de bênçãos, mas Prahlāda Mahārāja não aceitou nenhuma delas, pois desejava simplesmente ocupar-se no serviço aos pés de lótus do Senhor. De modo semelhante, um devoto puro deseja ser abençoado como Mahārāja Prahlāda, sendo assim dotado de serviço devocional. Os devotos também oferecem suas reverências a Hanumān, que sempre permaneceu servo do Senhor Rāma. O grande devoto Hanumān orou:\n\n> bhava-bandha-cchide tasyai\n> spṛhayāmi na muktaye\n> bhavān prabhur ahaṁ dāsa\n> iti yatra vilupyate\n\n\"Não desejo aceitar a liberação nem fundir-me no brilho de Brahman, onde a concepção de ser servo do Senhor é completamente perdida.\" Da mesma forma, no *Nārada-pañcarātra* declara-se:\n\n> dharmārtha-kāma-mokṣeṣu\n> necchā mama kadācana\n> tvat-pāda-paṅkajasyādho\n> jīvitaṁ dīyatāṁ mama\n\n\"Não desejo nenhuma das quatro estações desejáveis. Simplesmente desejo ocupar-me como servo dos pés de lótus do Senhor.\" O rei Kulaśekhara, em seu muito famoso livro *Mukunda-mālā-stotra,* ora:\n\n> nāhaṁ vande tava caraṇayor dvandvam advandva-hetoḥ\n> kumbhī-pākaṁ gurum api hare nārakaṁ nāpanetum\n> ramyā-rāmā-mṛdu-tanu-latā-nandane nābhirantuṁ\n> bhāve bhāve hṛdaya-bhavane bhāvayeyaṁ bhavantam\n\n\"Meu Senhor, não O adoro para ser libertado deste enredamento material, nem desejo salvar-me da condição infernal da existência material, nem jamais oro por uma bela esposa para desfrutar num belo jardim. Desejo apenas que sempre esteja em pleno êxtase com o prazer de servir a Sua Senhoria.\" (M.m.s. 4) No *Śrīmad-Bhāgavatam* também há muitos exemplos no Terceiro e no Quarto Cantos em que os devotos oram ao Senhor simplesmente para serem ocupados em Seu serviço, e nada mais (*Bhāg.* 3.4.15, 3.25.34, 3.25.36, 4.8.22, 4.9.10 e 4.20.24)."}
{"ref": "cc/adi/6/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/43/", "verse_text": "sei abhimāna-sukhe āpanā pāsare\n'kṛṣṇa-dāsa' hao--jīve upadeśa kare", "devanagari": "> সেই অভিমান-সুখে আপনা পাসরে ।\n> ‘কৃষ্ণদাস’ হও — জীবে উপদেশ করে ॥৪৩॥", "synonyms": "*sei*—essa; *abhimāna-sukhe*—na felicidade dessa concepção; *āpanā*—a Si mesmo; *pāsare*—Ele Se esquece; *kṛṣṇa-dāsa hao*—sois servos do Senhor Kṛṣṇa; *jīve*—às entidades vivas; *upadeśa kare*—Ele instrui.", "translation": "**Ele Se esquece de Si mesmo na alegria dessa concepção e ensina a todas as entidades vivas: \"Sois servos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": "O serviço devocional transcendental à Suprema Personalidade de Deus é tão extático que até mesmo o próprio Senhor desempenha o papel de devoto. Esquecendo-Se de ser o Supremo, Ele ensina pessoalmente ao mundo inteiro como prestar serviço à Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/6/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/44/", "verse_text": "kṛṣṇa-dāsa-abhimāne ye ānanda-sindhu\nkoṭī-brahma-sukha nahe tāra eka bindu", "devanagari": "> কৃষ্ণদাস-অভিমানে যে আনন্দসিন্ধু ।\n> কোটী-ব্রহ্মসুখ নহে তার এক বিন্দু ॥৪৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-dāsa-abhimāne*—sob essa concepção de ser servo de Kṛṣṇa; *ye*—aquele; *ānanda-sindhu*—oceano de bem-aventurança transcendental; *koṭī-brahma-sukha*—dez milhões de vezes a bem-aventurança transcendental de tornar-se uno com o Absoluto; *nahe*—não é; *tāra*—do oceano de bem-aventurança transcendental; *eka*—uma; *bindu*—gota.", "translation": "**A concepção de servidão a Śrī Kṛṣṇa gera na alma um oceano de alegria tão vasto que mesmo a alegria da unidade com o Absoluto, ainda que multiplicada dez milhões de vezes, não poderia comparar-se a uma única gota dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/45/", "verse_text": "muñi ye caitanya-dāsa āra nityānanda\ndāsa-bhāva-sama nahe anyatra ānanda", "devanagari": "> মুঞি যে চৈতন্যদাস, আর নিত্যানন্দ ।\n> দাস-ভাব-সম নহে অন্যত্র আনন্দ ॥৪৫॥", "synonyms": "*muñi*—Eu; *ye*—aquele; *caitanya-dāsa*—servo do Senhor Caitanya; *āra*—e; *nityānanda*—do Senhor Nityānanda; *dāsa-bhāva*—a emoção de ser servo; *sama*—igual a; *nahe*—não há; *anyatra*—em qualquer outro lugar; *ānanda*—bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Ele diz: \"Nityānanda e Eu somos servos do Senhor Caitanya.\" Em nenhum outro lugar há alegria igual à que se saboreia nessa emoção de servidão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/46/", "verse_text": "parama-preyasī lakṣmī hṛdaye vasati\nteṅho dāsya-sukha māge kariyā minati", "devanagari": "> পরমপ্রেয়সী লক্ষ্মী হৃদয়ে বসতি ।\n> তেঁহো দাস্য-সুখ মাগে করিয়া মিনতি ॥৪৬॥", "synonyms": "*parama-preyasī*—a mais amada; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *hṛdaye*—no peito; *vasati*—residência; *teṅho*—ela; *dāsya-sukha*—a felicidade de ser serva; *māge*—implora; *kariyā*—oferecendo; *minati*—orações.", "translation": "**A amadíssima deusa da fortuna reside no peito de Śrī Kṛṣṇa, mas ela também, orando humildemente, implora pela alegria de servir a Seus pés.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/47/", "verse_text": "dāsya-bhāve ānandita pāriṣada-gaṇa\nvidhi, bhava, nārada āra śuka, sanātana", "devanagari": "> দাস্য-ভাবে আনন্দিত পারিষদগণ ।\n> বিধি, ভব, নারদ আর শুক, সনাতন ॥৪৭॥", "synonyms": "*dāsya-bhāve*—na concepção de ser servo; *ānandita*—muito satisfeitos; *pāriṣada-gaṇa*—todos os associados; *vidhi*—o Senhor Brahmā; *bhava*—o Senhor Śiva; *nārada*—o grande sábio Nārada; *āra*—e; *śuka*—Śukadeva Gosvāmī; *sanātana*—e Sanātana.", "translation": "**Todos os associados do Senhor Kṛṣṇa, tais como Brahmā, Śiva, Nārada, Śuka e Sanātana, estão deveras satisfeitos no sentimento de servidão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/48/", "verse_text": "nityānanda avadhūta sabāte āgala\ncaitanyera dāsya-preme ha-ilā pāgala", "devanagari": "> নিত্যানন্দ অবধূত সবাতে আগল ।\n> চৈতন্যের দাস্য-প্রেমে হইলা পাগল ॥৪৮॥", "synonyms": "*nityānanda avadhūta*—o mendicante Senhor Nityānanda; *sabāte*—entre todos; *āgala*—o mais importante; *caitanyera dāsya-preme*—no amor extático e emocional de ser servo de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā pāgala*—ficou louco.", "translation": "**Śrī Nityānanda, o mendicante errante, é o mais importante de todos os associados do Senhor Caitanya. Ele enlouqueceu no êxtase do serviço ao Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/49-50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/49-50/", "verse_text": "śrīvāsa, haridāsa, rāmadāsa, gadādhara\nmurāri, mukunda, candraśekhara, vakreśvara\n\ne-saba paṇḍita-loka parama-mahattva\ncaitanyera dāsye sabāya karaye unmatta", "devanagari": "> শ্রীবাস, হরিদাস, রামদাস, গদাধর ।\n> মুরারি, মুকুন্দ, চন্দ্রশেখর, বক্রেশ্বর ॥৪৯॥\n> এসব পণ্ডিতলোক পরম-মহত্ত্ব ।\n> চৈতন্যের দাস্যে সবায় করয়ে উন্মত্ত ॥৫০॥", "synonyms": "*śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *rāmadāsa*—Rāmadāsa; *gadādhara*—Gadādhara; *murāri*—Murāri; *mukunda*—Mukunda; *candraśekhara*—Candraśekhara; *vakreśvara*—Vakreśvara; *e-saba*—todos eles; *paṇḍita-loka*—eruditos muito sábios; *parama-mahattva*—muito glorificados; *caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dāsye*—a servidão; *sabāya*—todos eles; *karaye unmatta*—enlouquece.", "translation": "**Śrīvāsa, Haridāsa, Rāmadāsa, Gadādhara, Murāri, Mukunda, Candraśekhara e Vakreśvara são todos gloriosos e todos eruditos sábios, mas o sentimento de servidão ao Senhor Caitanya os deixa loucos em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/51/", "verse_text": "ei mata gāya, nāce, kare aṭṭahāsa\nloke upadeśe,--'hao caitanyera dāsa'", "devanagari": "> এই মত গায়, নাচে, করে অট্টহাস ।\n> লোকে উপদেশে, — ‘হও চৈতন্যের দাস’ ॥৫১॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *gāya*—cantam; *nāce*—dançam; *kare*—fazem; *aṭṭa-hāsa*—riem como loucos; *loke*—às pessoas em geral; *upadeśe*—instruem; *hao*—simplesmente tornai-vos; *caitanyera dāsa*—servos de Śrī Caitanya.", "translation": "**Assim, eles dançam, cantam e riem como loucos, e instruem a todos: \"Sede simplesmente servos amorosos do Senhor Caitanya.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/52/", "verse_text": "caitanya-gosāñi more kare guru jñāna\ntathāpiha mora haya dāsa-abhimāna", "devanagari": "> চৈতন্যগোসাঞি মোরে করে গুরু-জ্ঞান ।\n> তথাপিহ মোর হয় দাস-অভিমান ॥৫২॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *more*—a Mim; *kare*—faz; *guru-jñāna*—consideração como mestre espiritual; *tathāpiha*—ainda assim; *mora*—Minha; *haya*—há; *dāsa-abhimāna*—a concepção de ser Seu servo.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya pensa: \"O Senhor Caitanya considera-Me Seu mestre espiritual, mas ainda assim Eu Me sinto apenas Seu servo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/53/", "verse_text": "kṛṣṇa-premera ei eka apūrva prabhāva\nguru-sama-laghuke karāya dāsya-bhāva", "devanagari": "> কৃষ্ণপ্রেমের এই এক অপূর্ব প্রভাব ।\n> গুরু-সম-লঘুকে করায় দাস্যভাব ॥৫৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-premera*—do amor a Kṛṣṇa; *ei*—esta; *eka*—uma; *apūrva prabhāva*—influência sem precedentes; *guru*—àqueles no nível do mestre espiritual; *sama*—no nível igual; *laghuke*—aos menos importantes; *karāya*—faz; *dāsya-bhāva*—a concepção de ser servo.", "translation": "**O amor a Kṛṣṇa tem este efeito único e sem precedentes: ele imbui superiores, iguais e inferiores com o espírito de serviço ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Há dois tipos de serviço devocional: a senda dos princípios reguladores pāñcarātrika e a senda do serviço amoroso transcendental bhāgavata. O amor a Deus daqueles que se ocupam com os princípios reguladores pāñcarātrika depende, em maior ou menor grau, da plataforma opulenta e reverencial, ao passo que a adoração a Rādhā e Kṛṣṇa se situa puramente na plataforma do amor transcendental. Mesmo as pessoas que atuam como superiores de Kṛṣṇa também aproveitam a oportunidade de oferecer serviço amoroso transcendental ao Senhor. A atitude de serviço dos devotos que desempenham os papéis de superiores do Senhor é muito difícil de compreender, mas pode ser compreendida com toda a clareza em conexão com a superexcelência de seu serviço específico ao Senhor Kṛṣṇa. Um exemplo vívido é o serviço de mãe Yaśodā a Kṛṣṇa, que é distinto. No aspecto de Nārāyaṇa, o Senhor pode aceitar serviços apenas de Seus associados que desempenham papéis nos quais são iguais ou inferiores a Ele; no aspecto do Senhor Kṛṣṇa, porém, Ele aceita serviço com toda a naturalidade de Seus pais, professores e demais anciãos, que são Seus superiores, bem como de Seus iguais e de Seus subordinados. Isso é deveras maravilhoso."}
{"ref": "cc/adi/6/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/54/", "verse_text": "ihāra pramāṇa śuna--śāstrera vyākhyāna\nmahad-anubhava yāte sudṛḍha pramāṇa", "devanagari": "> ইহার প্রমাণ শুন — শাস্ত্রের ব্যাখ্যান ।\n> মহদনুভব যাতে সুদৃঢ় প্রমাণ ॥৫৪॥", "synonyms": "*ihāra*—disto; *pramāṇa*—evidência; *śuna*—por favor, ouvi; *śāstrera vyākhyāna*—a descrição nas escrituras reveladas; *mahat-anubhava*—a concepção das grandes almas; *yāte*—pela qual; *su-dṛḍha*—forte; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**Como evidência, por favor, ouvi os exemplos descritos nas escrituras reveladas, que também são corroborados pela realização das grandes almas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/55-56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/55-56/", "verse_text": "anyera kā kathā, vraje nanda mahāśaya\ntāra sama 'guru' kṛṣṇera āra keha naya\n\nśuddha-vātsalye īśvara-jñāna nāhi tāra\ntāhākei preme karāya dāsya-anukāra", "devanagari": "> অন্যের কা কথা, ব্রজে নন্দ মহাশয় ।\n> তার সম ‘গুরু’ কৃষ্ণের আর কেহ নয় ॥৫৫॥\n> শুদ্ধবাৎসল্যে ঈশ্বর-জ্ঞান নাহি তার ।\n> তাহাকেই প্রেমে করায় দাস্য-অনুকার ॥৫৬॥", "synonyms": "*anyera*—de outros; *kā*—que; *kathā*—falar; *vraje*—em Vṛndāvana; *nanda mahāśaya*—Nanda Mahārāja; *tāra sama*—como ele; *guru*—um superior; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *āra*—outro; *keha*—alguém; *naya*—não há; *śuddha-vātsalye*—em amor paternal transcendental; *īśvara-jñāna*—concepção do Senhor Supremo; *nāhi*—não; *tāra*—dele; *tāhākei*—a ele; *preme*—o amor extático; *karāya*—faz; *dāsya-anukāra*—a concepção de ser servo.", "translation": "**Embora ninguém seja um ancião mais respeitado para Kṛṣṇa do que Nanda Mahārāja em Vraja — que no amor paternal transcendental não tem consciência de que seu filho é a Suprema Personalidade de Deus —, ainda assim o amor extático faz que ele mesmo, para não falar de outros, se sinta servo do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/57/", "verse_text": "teṅho rati-mati māge kṛṣṇera caraṇe\ntāhāra śrī-mukha-vāṇī tāhāte pramāṇe", "devanagari": "> তেঁহো রতি-মতি মাগে কৃষ্ণের চরণে ।\n> তাহার শ্রীমুখবাণী তাহাতে প্রমাণে ॥৫৭॥", "synonyms": "*teṅho*—ele também; *rati-mati*—afeição e atração; *māge*—implora; *kṛṣṇera caraṇe*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *tāhāra*—dele; *śrī-mukha-vāṇī*—as palavras de sua própria boca; *tāhāte*—nisso; *pramāṇe*—evidência.", "translation": "**Ele também roga por apego e devoção aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa, como evidenciam as palavras de sua própria boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/58-59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/58-59/", "verse_text": "śuna uddhava, satya, kṛṣṇa--āmāra tanaya\nteṅho īśvara--hena yadi tomāra mane laya\n\ntathāpi tāṅhāte rahu mora mano-vṛtti\ntomāra īśvara-kṛṣṇe hauka mora mati", "devanagari": "> শুন উদ্ধব, সত্য, কৃষ্ণ — আমার তনয় ।\n> তেঁহো ঈশ্বর — হেন যদি তোমার মনে লয় ॥৫৮॥\n> তথাপি তাঁহাতে রহু মোর মনোবৃত্তি ।\n> তোমার ঈশ্বর-কৃষ্ণে হউক মোর মতি ॥৫৯॥", "synonyms": "*śuna uddhava*—meu querido Uddhava, por favor, ouve-me; *satya*—a verdade; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *āmāra tanaya*—meu filho; *teṅho*—Ele; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *hena*—assim; *yadi*—se; *tomāra*—tua; *mane*—a mente; *laya*—toma; *tathāpi*—ainda assim; *tāṅhāte*—nEle; *rahu*—que permaneçam; *mora*—minhas; *manaḥ-vṛtti*—funções mentais; *tomāra*—teu; *īśvara-kṛṣṇe*—em Kṛṣṇa, o Senhor Supremo; *hauka*—que esteja; *mora*—minha; *mati*—atenção.", "translation": "**\"Meu querido Uddhava, por favor, ouve-me. Em verdade, Kṛṣṇa é meu filho, mas, ainda que penses que Ele é Deus, mesmo assim Eu nutriria por Ele meus próprios sentimentos por meu filho. Que minha mente esteja apegada ao teu Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/60/", "verse_text": "manaso vṛttayo naḥ syuḥ\nkṛṣṇa-pādāmbujāśrayāḥ\nvāco 'bhidhāyinīr nāmnāṁ\nkāyas tat-prahvaṇādiṣu", "devanagari": "> মনসো বৃত্তয়ো নঃ স্যুঃ কৃষ্ণপাদাম্বুজাশ্রয়াঃ ।\n> বাচোঽভিধায়িনীর্নাম্নাং কায়স্তৎপ্রহ্বণাদিষু ॥৬০॥", "synonyms": "*manasaḥ*—da mente; *vṛttayaḥ*—atividades (pensar, sentir e desejar); *naḥ*—de nós; *syuḥ*—que haja; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *pāda-ambuja*—os pés de lótus; *āśrayāḥ*—abrigadas por; *vācaḥ*—as palavras; *abhidhāyinīḥ*—proferindo; *nāmnām*—de Seus santos nomes; *kāyaḥ*—o corpo; *tat*—a Ele; *prahvaṇa-ādiṣu*—curvando-se a Ele, etc.", "translation": "**\"Que nossas mentes se apeguem aos pés de lótus de teu Senhor Kṛṣṇa, que nossas línguas cantem Seus santos nomes e que nossos corpos se prostrem diante dEle.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/61/", "verse_text": "karmabhir bhrāmyamāṇānāṁ\nyatra kvāpīśvarecchayā\nmaṅgalācaritair dānai\nratir naḥ kṛṣṇa īśvare", "devanagari": "> কর্মভির্ভ্রাম্যমাণানাং যত্র ক্বাপীশ্বরেচ্ছয়া ।\n> মঙ্গলাচরিতৈর্দানৈ রতির্নঃ কৃষ্ণ ঈশ্বরে ॥৬১॥", "synonyms": "*karmabhiḥ*—pelas atividades; *bhrāmyamāṇānām*—dos que vagueiam dentro do universo material; *yatra*—onde quer que; *kva api*—em qualquer lugar; *īśvara-icchayā*—pela vontade suprema da Personalidade de Deus; *maṅgala-ācaritaiḥ*—por atividades auspiciosas; *dānaiḥ*—como caridade e filantropia; *ratiḥ*—a atração; *naḥ*—nossa; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *īśvare*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Onde quer que vaguemos no universo material sob a influência do karma, pela vontade do Senhor, que nossas atividades auspiciosas façam aumentar nossa atração pelo Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Esses versos do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.47.66-67) foram proferidos pelos habitantes de Vṛndāvana, encabeçados por Mahārāja Nanda e seus associados, a Uddhava, que viera de Mathurā."}
{"ref": "cc/adi/6/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/62/", "verse_text": "śrīdāmādi vraje yata sakhāra nicaya\naiśvarya-jñāna-hīna, kevala-sakhya-maya", "devanagari": "> শ্রীদামাদি ব্রজে যত সখার নিচয় ।\n> ঐশ্বর্য-জ্ঞান-হীন, কেবল-সখ্যময় ॥৬২॥", "synonyms": "*śrīdāmā-ādi*—os amigos de Kṛṣṇa, encabeçados por Śrīdāmā; *vraje*—em Vṛndāvana; *yata*—todos; *sakhāra*—dos amigos; *nicaya*—o grupo; *aiśvarya*—de opulência; *jñāna*—conhecimento; *hīna*—sem; *kevala*—puramente; *sakhya-maya*—afeição fraternal.", "translation": "**Os amigos do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana, encabeçados por Śrīdāmā, têm pura afeição fraternal pelo Senhor Kṛṣṇa e não têm ideia de Suas opulências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/63/", "verse_text": "kṛṣṇa-saṅge yuddha kare, skandhe ārohaṇa\ntārā dāsya-bhāve kare caraṇa-sevana", "devanagari": "> কৃষ্ণসঙ্গে যুদ্ধ করে, স্কন্ধে আরোহণ ।\n> তারা দাস্যভাবে করে চরণ-সেবন ॥৬৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-saṅge*—com Kṛṣṇa; *yuddha kare*—lutam; *skandhe*—em Seus ombros; *ārohaṇa*—subindo; *tārā*—eles; *dāsya-bhāve*—na concepção de serem servos do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—fazem; *caraṇa-sevana*—adoram os pés de lótus.", "translation": "**Embora lutem com Ele e subam em Seus ombros, eles adoram Seus pés de lótus num espírito de servidão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/64/", "verse_text": "pāda-saṁvāhanaṁ cakruḥ\nkecit tasya mahātmanaḥ\napare hata-pāpmāno\nvyajanaiḥ samavījayan", "devanagari": "> পাদসংবাহনং চক্রুঃ কেচিত্তস্য মহাত্মনঃ ।\n> অপরে হতপাপ্মানো ব্যজনৈঃ সমবীজয়ন্ ॥৬৪॥", "synonyms": "*pāda-saṁvāhanam*—massageando os pés; *cakruḥ*—realizaram; *kecit*—alguns deles; *tasya*—do Senhor Kṛṣṇa; *mahā-ātmanaḥ*—da Suprema Personalidade de Deus; *apare*—outros; *hata*—destruídas; *pāpmānaḥ*—cujas reações resultantes da vida pecaminosa; *vyajanaiḥ*—com leques de mão; *samavījayan*—abanavam de maneira muito agradável.", "translation": "**\"Alguns dos amigos de Śrī Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, massageavam Seus pés, e outros, cujas reações pecaminosas haviam sido destruídas, abanavam-nO com leques de mão.\"**", "purport": "Esse verso, citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.15.17), descreve como o Senhor Kṛṣṇa e o Senhor Balarāma brincavam com os vaqueirinhos depois de matar Dhenukāsura em Tālavana."}
{"ref": "cc/adi/6/65-66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/65-66/", "verse_text": "kṛṣṇera preyasī vraje yata gopī-gaṇa\nyāṅra pada-dhūli kare uddhava prārthana\nyāṅ-sabāra upare kṛṣṇera priya nāhi āna\ntāṅhārā āpanāke kare dāsī-abhimāna", "devanagari": "> কৃষ্ণের প্রেয়সী ব্রজে যত গোপীগণ ।\n> যাঁর পদধূলি করে উদ্ধব প্রার্থন ॥৬৫॥\n> যাঁ-সবার উপরে কৃষ্ণের প্রিয় নাহি আন ।\n> তাঁহারা আপনাকে করে দাসী-অভিমান ॥৬৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *preyasī*—as moças amadas; *vraje*—em Vṛndāvana; *yata*—todas; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *yāṅra*—de quem; *pada-dhūli*—a poeira dos pés; *kare*—faz; *uddhava*—de nome Uddhava; *prārthana*—desejando; *yāṅ-sabāra*—todas elas; *upare*—além; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *priya*—querido; *nāhi*—não há; *āna*—ninguém mais; *tāṅhārā*—todas elas; *āpanāke*—a si mesmas; *kare*—fazem; *dāsī-abhimāna*—a concepção de serem criadas.", "translation": "**Mesmo as amadas namoradas do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana, as gopīs, a poeira de cujos pés era desejada por Śrī Uddhava e além das quais ninguém é mais querido a Kṛṣṇa, consideram-se criadas de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/67/", "verse_text": "vraja-janārti-han vīra yoṣitāṁ\nnija-jana-smaya-dhvaṁsana-smita\nbhaja sakhe bhavat-kiṅkarīḥ sma no\njala-ruhānanaṁ cāru darśaya", "devanagari": "> ব্রজজনার্তিহন্ বীর যোষিতাং নিজ-জনস্ময়ধ্বংসনস্মিত ।\n> ভজ সখে ভবৎকিঙ্করীঃ স্ম নো জলরুহাননং চারু দর্শয় ॥৬৭॥", "synonyms": "*vraja-jana-ārti-han*—ó Tu que diminuis todas as condições dolorosas dos habitantes de Vṛndāvana; *vīra*—ó herói; *yoṣitām*—das mulheres; *nija*—pessoais; *jana*—dos associados; *smaya*—o orgulho; *dhvaṁsana*—destruidor; *smita*—cujo sorriso; *bhaja*—adora; *sakhe*—ó querido amigo; *bhavat-kiṅkarīḥ*—Tuas servas; *sma*—certamente; *naḥ*—a nós; *jala-ruha-ānanam*—um rosto exatamente como uma flor de lótus; *cāru*—atraente; *darśaya*—por favor, mostra.", "translation": "**\"Ó Senhor, removedor das aflições dos habitantes de Vṛndāvana! Ó herói de todas as mulheres! Ó Senhor que destróis o orgulho de Teus devotos com Teu doce e gentil sorriso! Ó amigo! Nós somos Tuas criadas. Por favor, satisfaze nossos desejos e mostra-nos Tua atraente face de lótus.\"**", "purport": "Este verso, relacionado à dança rāsa de Kṛṣṇa com as gopīs, é citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.31.6). Quando Kṛṣṇa desapareceu de Suas companheiras no decorrer da dança, as gopīs cantaram assim, em separação de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/6/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/68/", "verse_text": "api bata madhu-puryām ārya-putro 'dhunāste\nsmarati sa pitṛ-gehān saumya bandhūṁś ca gopān\nkvacid api sa kathāṁ naḥ kiṅkariṇāṁ gṛṇīte\nbhujam aguru-sugandhaṁ mūrdhny adhāsyat kadā nu", "devanagari": "> অপি বত মধুপুর্যামার্যপুত্রোঽধুনাস্তে\n> স্মরতি স পিতৃগেহান্ সৌম্য বন্ধূংশ্চ গোপান্ ।\n> ক্বচিদপি স কথাং নঃ কিঙ্করীণাং গৃণীতে\n> ভুজমগুরুসুগন্ধং মূর্ধ্ন্যধাস্যৎ কদা নু ॥৬৮॥", "synonyms": "*api*—certamente; *bata*—lamentável; *madhu-puryām*—na cidade de Mathurā; *ārya-putraḥ*—o filho de Nanda Mahārāja; *adhunā*—agora; *āste*—reside; *smarati*—lembra; *saḥ*—Ele; *pitṛ-gehān*—dos afazeres domésticos de Seu pai; *saumya*—ó grande alma (Uddhava); *bandhūn*—Seus muitos amigos; *ca*—e; *gopān*—os vaqueirinhos; *kvacit*—às vezes; *api*—ou; *saḥ*—Ele; *kathām*—fala; *naḥ*—de nós; *kiṅkariṇām*—das criadas; *gṛṇīte*—relata; *bhujam*—mão; *aguru-su-gandham*—tendo a fragrância de aguru; *mūrdhni*—na cabeça; *adhāsyat*—pousará; *kadā*—quando; *nu*—poderá ser.", "translation": "**\"Ó Uddhava! É de fato lamentável que Kṛṣṇa resida em Mathurā. Será que Ele Se lembra dos afazeres domésticos de Seu pai e de Seus amigos, os vaqueirinhos? Ó grande alma! Será que Ele alguma vez fala de nós, Suas criadas? Quando pousará sobre nossas cabeças Sua mão perfumada de aguru?\"**", "purport": "Este verso aparece no Śrīmad-Bhāgavatam (10.47.21), na seção conhecida como Bhramara-gītā. Quando Uddhava chegou a Vṛndāvana, Śrīmatī Rādhārāṇī, em completa separação de Kṛṣṇa, cantou assim."}
{"ref": "cc/adi/6/69-70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/69-70/", "verse_text": "tāṅ-sabāra kathā rahu,--śrīmatī rādhikā\nsabā haite sakalāṁśe parama-adhikā\nteṅho yāṅra dāsī haiñā sevena caraṇa\nyāṅra prema-guṇe kṛṣṇa baddha anukṣaṇa", "devanagari": "> তাঁ-সবার কথা রহু, — শ্রীমতী রাধিকা ।\n> সবা হৈতে সকলাংশে পরম-অধিকা ॥৬৯॥\n> তেঁহো যাঁর দাসী হৈঞা সেবেন চরণ ।\n> যাঁর প্রেমগুণে কৃষ্ণ বদ্ধ অনুক্ষণ ॥৭০॥", "synonyms": "*tāṅ-sabāra*—das gopīs; *kathā*—fala; *rahu*—que se deixe de lado; *śrīmatī rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sabā haite*—do que todas elas; *sakala-aṁśe*—em todos os aspectos; *parama-adhikā*—altamente elevada; *teṅho*—Ela também; *yāṅra*—de quem; *dāsī*—criada; *haiñā*—tornando-se; *sevena*—adora; *caraṇa*—os pés de lótus; *yāṅra*—cujos; *prema-guṇe*—por causa dos atributos amorosos; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *baddha*—obrigado; *anukṣaṇa*—sempre.", "translation": "**O que dizer das outras gopīs, mesmo Śrī Rādhikā, que em todos os aspectos é a mais elevada de todas elas e que prendeu Śrī Kṛṣṇa para sempre por Seus atributos amorosos, serve a Seus pés como Sua criada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/71/", "verse_text": "hā nātha ramaṇa preṣṭha\nkvāsi kvāsi mahā-bhuja\ndāsyās te kṛpaṇāyā me\nsakhe darśaya sannidhim", "devanagari": "> হা নাথ রমণ প্রেষ্ঠ ক্বাসি ক্বাসি মহাভুজ ।\n> দাস্যাস্তে কৃপণায়া মে সখে দর্শয় সন্নিধিম্ ॥৭১॥", "synonyms": "*hā*—ó; *nātha*—Meu Senhor; *ramaṇa*—ó Meu esposo; *preṣṭha*—ó Meu mais querido; *kva asi kva asi*—onde estás, onde estás; *mahā-bhuja*—ó Tu de braços poderosos; *dāsyāḥ*—da criada; *te*—Tua; *kṛpaṇāyāḥ*—muito aflita por Tua ausência; *me*—a Mim; *sakhe*—ó Meu amigo; *darśaya*—mostra; *sannidhim*—Tua proximidade.", "translation": "**\"Ó Meu Senhor, ó Meu esposo, ó Meu mais querido amado! Ó Senhor de braços poderosos! Onde estás? Onde estás? Ó Meu amigo, revela-Te à Tua criada, que está muito aflita por Tua ausência.\"**", "purport": "Este verso é citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.30.39). Quando a dança rāsa transcorria em pleno andamento, Kṛṣṇa deixou todas as gopīs e levou consigo apenas Śrīmatī Rādhārāṇī. Naquele momento, todas as gopīs se lamentaram, e Śrīmatī Rādhārāṇī, orgulhosa de Sua posição, pediu a Kṛṣṇa que A levasse para onde Ele quisesse. Então Kṛṣṇa desapareceu imediatamente da cena, e Śrīmatī Rādhārāṇī começou a lamentar-se."}
{"ref": "cc/adi/6/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/72/", "verse_text": "dvārakāte rukmiṇy-ādi yateka mahiṣī\ntāṅhārāo āpanāke māne kṛṣṇa-dāsī", "devanagari": "> দ্বারকাতে রুক্মিণ্যাদি যতেক মহিষী ।\n> তাঁহারাও আপনাকে মানে কৃষ্ণদাসী ॥৭২॥", "synonyms": "*dvārakāte*—em Dvārakā-dhāma; *rukmiṇī-ādi*—encabeçadas por Rukmiṇī; *yateka*—todas elas; *mahiṣī*—as rainhas; *tāṅhārāo*—todas elas também; *āpanāke*—a si mesmas; *māne*—consideram; *kṛṣṇa-dāsī*—criadas de Kṛṣṇa.", "translation": "**Em Dvārakā-dhāma, todas as rainhas, encabeçadas por Rukmiṇī, também se consideram criadas do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/73/", "verse_text": "caidyāya mārpayitum udyata-kārmukeṣu\nrājasv ajeya-bhaṭa-śekharitāṅghri-reṇuḥ\nninye mṛgendra iva bhāgam ajāvi-yūthāt\ntac chrī-niketa-caraṇo 'stu mamārcanāya", "devanagari": "> চৈদ্যায় মার্পয়িতুমুদ্যত-কার্মুকেষু\n> রাজস্বজেয়-ভটশেখরিতাঙ্ঘ্রিরেণুঃ ।\n> নিন্যে মৃগেন্দ্র ইব ভাগমজাবিযূথা-\n> ত্তচ্ছ্রীনিকেত-চরণোঽস্তু মমার্চনায় ॥৭৩॥", "synonyms": "*caidyāya*—a Śiśupāla; *mā*—a mim; *arpayitum*—para entregar ou dar em caridade; *udyata*—erguidos; *kārmukeṣu*—cujos arcos e flechas; *rājasu*—entre os reis encabeçados por Jarāsandha; *ajeya*—invencíveis; *bhaṭa*—dos soldados; *śekharita-aṅghri-reṇuḥ*—a poeira de cujos pés de lótus é a coroa; *ninye*—tomou à força; *mṛga-indraḥ*—o leão; *iva*—como; *bhāgam*—a porção; *aja*—das cabras; *avi*—e ovelhas; *yūthāt*—do meio; *tat*—esses; *śrī-niketana*—do refúgio da deusa da fortuna; *caraṇaḥ*—os pés de lótus; *astu*—que sejam; *mama*—minha; *arcanāya*—para adoração.", "translation": "**\"Quando Jarāsandha e outros reis, com arcos e flechas erguidos, estavam prontos para me entregar em caridade a Śiśupāla, Ele me tomou à força do meio deles, assim como um leão toma sua porção de cabras e ovelhas. A poeira de Seus pés de lótus é, portanto, a coroa dos soldados invencíveis. Que esses pés de lótus, que são o refúgio da deusa da fortuna, sejam o objeto de minha adoração.\"**", "purport": "Este verso do Śrīmad-Bhāgavatam (10.83.8) foi proferido pela rainha Rukmiṇī."}
{"ref": "cc/adi/6/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/74/", "verse_text": "tapaś carantīm ājñāya\nsva-pāda-sparśanāśayā\nsakhyopetyāgrahīt pāṇiṁ\nsāhaṁ tad-gṛha-mārjanī", "devanagari": "> তপশ্চরন্তীমাজ্ঞায় স্বপাদস্পর্শনাশয়া ।\n> সখ্যোপেত্যাগ্রহীৎ পাণিং সাহং তদ্গৃহমার্জনী ॥৭৪॥", "synonyms": "*tapaḥ*—austeridade; *carantīm*—realizando; *ājñāya*—sabendo; *sva-pāda-sparśana*—de tocar Seus pés; *āśayā*—com o desejo; *sakhyā*—com Seu amigo Arjuna; *upetya*—vindo; *agrahīt*—aceitou; *pāṇim*—minha mão; *sā*—aquela mulher; *aham*—eu; *tat*—Sua; *gṛha-mārjanī*—varredora do lar.", "translation": "**\"Sabendo que eu realizava austeridades com o desejo de tocar Seus pés, Ele veio com Seu amigo Arjuna e aceitou minha mão. Contudo, não passo de uma criada ocupada em varrer o chão da casa de Śrī Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Como o verso anterior, este verso aparece no Śrīmad-Bhāgavatam (10.83.11) em conexão com o encontro das damas de família das dinastias Kuru e Yadu em Samanta-pañcaka. Na ocasião desse encontro, a rainha de Kṛṣṇa chamada Kālindī falou a Draupadī dessa maneira."}
{"ref": "cc/adi/6/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/75/", "verse_text": "ātmārāmasya tasyemā\nvayaṁ vai gṛha-dāsikāḥ\nsarva-saṅga-nivṛttyāddhā\ntapasā ca babhūvima", "devanagari": "> আত্মারামস্য তস্যেমা বয়ং বৈ গৃহদাসিকাঃ ।\n> সর্বসঙ্গনিবৃত্ত্যাদ্ধা তপসা চ বভূবিম ॥৭৫॥", "synonyms": "*ātmārāmasya*—da Suprema Personalidade de Deus, que é satisfeito em Si mesmo; *tasya*—Suas; *imāḥ*—todas; *vayam*—nós; *vai*—certamente; *gṛha-dāsikāḥ*—as criadas do lar; *sarva*—toda; *saṅga*—associação; *nivṛttyā*—totalmente desprovidas de; *addhā*—diretamente; *tapasā*—por conta da austeridade; *ca*—também; *babhūvima*—nos tornamos.", "translation": "**\"Por meio da austeridade e da renúncia a todo apego, tornamo-nos criadas no lar da Suprema Personalidade de Deus, que é satisfeito em Si mesmo.\"**", "purport": "Durante o mesmo incidente, este verso, citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.83.39), foi dirigido a Draupadī por outra rainha de Kṛṣṇa chamada Lakṣmaṇā."}
{"ref": "cc/adi/6/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/76/", "verse_text": "ānera ki kathā, baladeva mahāśaya\nyāṅra bhāva--śuddha-sakhya-vātsalyādi-maya", "devanagari": "> আনের কি কথা, বলদেব মহাশয়  ।\n> যাঁর ভাব — শুদ্ধসখ্য-বাৎসল্যাদিময় ॥৭৬॥", "synonyms": "*ānera*—dos outros; *ki kathā*—o que dizer; *baladeva*—o Senhor Baladeva; *mahāśaya*—a Suprema Personalidade; *yāṅra*—cuja; *bhāva*—emoção; *śuddha-sakhya*—amizade pura; *vātsalya-ādi-maya*—com um toque de amor paternal.", "translation": "**O que dizer dos outros, mesmo o Senhor Baladeva, a Suprema Personalidade de Deus, está repleto de emoções como amizade pura e amor paternal.**", "purport": "Embora o Senhor Baladeva tenha aparecido antes do nascimento do Senhor Kṛṣṇa e seja, portanto, o adorável irmão mais velho de Kṛṣṇa, Ele costumava agir como servidor eterno de Kṛṣṇa. No céu espiritual, todos os planetas Vaikuṇṭha são predominados pelas expansões quádruplas de Kṛṣṇa conhecidas como o catur-vyūha. Elas são expansões diretas de Baladeva. É a singularidade do Senhor Supremo que todos no céu espiritual se considerem servidores do Senhor. De acordo com a convenção social, alguém pode ser superior a Kṛṣṇa, mas, de fato, todos se ocupam em Seu serviço. Por conseguinte, no céu espiritual ou no céu material, em todos os diferentes planetas, ninguém é capaz de suplantar o Senhor Kṛṣṇa ou exigir serviço dEle. Pelo contrário, todos se ocupam no serviço ao Senhor Kṛṣṇa. Dessa forma, quanto mais uma pessoa se ocupa no serviço ao Senhor, mais importante ela é; e, inversamente, quanto mais alguém se priva do serviço transcendental a Kṛṣṇa, mais ele convida a má fortuna da contaminação material. No mundo material, embora os materialistas queiram tornar-se um com Deus ou competir com Deus, todos se ocupam direta ou indiretamente no serviço ao Senhor. Quanto mais a pessoa se esquece do serviço a Kṛṣṇa, mais ela é considerada moribunda. Portanto, quando alguém desenvolve a consciência pura de Kṛṣṇa, imediatamente desenvolve sua condição de servidor eterno de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/6/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/77/", "verse_text": "teṅho āpanāke karena dāsa-bhāvanā\nkṛṣṇa-dāsa-bhāva vinu āche kona janā", "devanagari": "> তেঁহো আপনাকে করেন দাস-ভাবনা  ।\n> কৃষ্ণদাস-ভাব বিনু আছে কোন জনা ॥৭৭॥", "synonyms": "*teṅho*—Ele também; *āpanāke*—a Si mesmo; *karena*—faz; *dāsa-bhāvanā*—considerando-se servo; *kṛṣṇa-dāsa-bhāva*—a concepção de ser servo de Kṛṣṇa; *vinu*—sem; *āche*—há; *kona*—que; *janā*—pessoa.", "translation": "**Ele também Se considera servo do Senhor Kṛṣṇa. De fato, quem existe que não tenha essa concepção de ser servo do Senhor Kṛṣṇa?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/78/", "verse_text": "sahasra-vadane yeṅho śeṣa-saṅkarṣaṇa\ndaśa deha dhari' kare kṛṣṇera sevana", "devanagari": "> সহস্র-বদনে যেঁহো শেষ-সঙ্কর্ষণ ।\n> দশ দেহ ধরি’ করে কৃষ্ণের সেবন ॥৭৮॥", "synonyms": "*sahasra-vadane*—com milhares de bocas; *yeṅho*—aquele que; *śeṣa-saṅkarṣaṇa*—o Senhor Śeṣa, a encarnação de Saṅkarṣaṇa; *daśa*—dez; *deha*—corpos; *dhari'*—aceitando; *kare*—faz; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sevana*—serviço.", "translation": "**Aquele que é Śeṣa, Saṅkarṣaṇa, com Suas milhares de bocas, serve a Śrī Kṛṣṇa assumindo dez formas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/79/", "verse_text": "ananta brahmāṇḍe rudra--sadāśivera aṁśa\nguṇāvatāra teṅho, sarva-deva-avataṁsa", "devanagari": "> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ডে রুদ্র — সদাশিবের অংশ ।\n> গুণাবতার তেঁহো, সর্বদেব-অবতংস ॥৭৯॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *brahmāṇḍe*—nos universos; *rudra*—o Senhor Śiva; *sadāśivera aṁśa*—parte integrante de Sadāśiva; *guṇa-avatāra*—uma encarnação qualitativa; *teṅho*—ele também; *sarva-deva-avataṁsa*—o ornamento de todos os semideuses.", "translation": "**Rudra, que é uma expansão de Sadāśiva e que aparece em ilimitados universos, é também um guṇāvatāra [encarnação qualitativa] e o ornamento de todos os semideuses nos infinitos universos.**", "purport": "Há onze expansões de Rudra, ou do Senhor Śiva. São elas: Ajaikapāt, Ahibradhna, Virūpākṣa, Raivata, Hara, Bahurūpa, Devaśreṣṭha Tryambaka, Sāvitra, Jayanta, Pināki e Aparājita. Além dessas expansões, há oito formas de Rudra denominadas terra, água, fogo, ar, céu, sol, lua e soma-yājī. Em geral, todos esses Rudras têm cinco faces, três olhos e dez braços. Às vezes, verifica-se que Rudra é comparado a Brahmā e considerado uma entidade viva. Quando, porém, se explica que Rudra é uma expansão parcial da Suprema Personalidade de Deus, ele é comparado a Śeṣa. O Senhor Śiva é, portanto, simultaneamente uma expansão do Senhor Viṣṇu e, em sua capacidade de aniquilar a criação, uma das entidades vivas. Como expansão do Senhor Viṣṇu, ele é chamado Hara e é transcendental às qualidades materiais, mas, quando entra em contato com o tamo-guṇa, parece contaminado pelos modos materiais da natureza. Isso é explicado no *Śrīmad-Bhāgavatam* e na Brahma-saṁhitā. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, Décimo Canto, afirma-se que o Senhor Rudra está sempre associado à natureza material quando ela se encontra no estágio neutro e imanifesto, mas, quando os modos da natureza material se agitam, ele se associa à natureza material à distância. Na Brahma-saṁhitā, a relação entre Viṣṇu e o Senhor Śiva é comparada à do leite com o iogurte. O leite converte-se em iogurte por meio de certos aditivos, mas, embora o leite e o iogurte tenham os mesmos ingredientes, possuem funções diferentes. De modo semelhante, o Senhor Śiva é uma expansão do Senhor Viṣṇu, mas, por tomar parte na aniquilação da manifestação cósmica, considera-se que ele se alterou, tal como o leite convertido em iogurte. Nos *Purāṇas*, verifica-se que Durgā aparece ora das cabeças de Brahmā, ora das cabeças de Viṣṇu. O aniquilador, Rudra, nasce de Saṅkarṣaṇa e é o fogo derradeiro destinado a queimar toda a criação. No Vāyu Purāṇa, há uma descrição de Sadāśiva em um dos planetas Vaikuṇṭha. Esse Sadāśiva é uma expansão direta da forma do Senhor Kṛṣṇa para os passatempos. Diz-se que Sadāśiva (o Senhor Śambhu) é uma expansão do Sadāśiva dos planetas Vaikuṇṭha (o Senhor Viṣṇu) e que sua consorte, Mahāmāyā, é uma expansão de Ramādevī, ou Lakṣmī. Mahāmāyā é a origem ou o local de nascimento da natureza material."}
{"ref": "cc/adi/6/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/80/", "verse_text": "teṅho karena kṛṣṇera dāsya-pratyāśa\nnirantara kahe śiva, 'muñi kṛṣṇa-dāsa'", "devanagari": "> তেঁহো করেন কৃষ্ণের দাস্য-প্রত্যাশ ।\n> নিরন্তর কহে শিব, ‘মুঞি কৃষ্ণদাস’ ॥৮০॥", "synonyms": "*teṅho*—ele; *karena*—faz; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *dāsya-pratyāśa*—expectativa de ser servo; *nirantara*—constantemente; *kahe*—diz; *śiva*—o Senhor Śiva; *muñi*—eu; *kṛṣṇa-dāsa*—um servo de Kṛṣṇa.", "translation": "**Ele também deseja unicamente ser servo do Senhor Kṛṣṇa. Śrī Sadāśiva sempre diz: \"Eu sou servo do Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/81/", "verse_text": "kṛṣṇa-preme unmatta, vihvala digambara\nkṛṣṇa-guṇa-līlā gāya, nāce nirantara", "devanagari": "> কৃষ্ণপ্রেমে উন্মত্ত, বিহ্বল দিগম্বর ।\n> কৃষ্ণ-গুণ-লীলা গায়, নাচে নিরন্তর ॥৮১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-preme*—em amor extático por Kṛṣṇa; *unmatta*—quase louco; *vihvala*—dominado; *digambara*—sem nenhuma vestimenta; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa*—atributos; *līlā*—passatempos; *gāya*—canta; *nāce*—dança; *nirantara*—constantemente.", "translation": "**Intoxicado pelo amor extático ao Senhor Kṛṣṇa, ele fica dominado e dança incessantemente sem roupas e canta sobre as qualidades e os passatempos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/82/", "verse_text": "pitā-mātā-guru-sakhā-bhāva kene naya\nkṛṣṇa-premera svabhāve dāsya-bhāva se karaya", "devanagari": "> পিতা-মাতা-গুরু-সখা-ভাব কেনে নয় ।\n> কৃষ্ণপ্রেমের স্বভাবে দাস্য-ভাব সে করয় ॥৮২॥", "synonyms": "*pitā*—pai; *mātā*—mãe; *guru*—mestre superior; *sakhā*—amigo; *bhāva*—a emoção; *kene naya*—seja qual for; *kṛṣṇa-premera*—do amor a Kṛṣṇa; *svabhāve*—em uma inclinação natural; *dāsya-bhāva*—a emoção de tornar-se servo; *se*—essa; *karaya*—faz.", "translation": "**Todas as emoções, sejam as de pai, mãe, mestre ou amigo, estão repletas de sentimentos de servidão. Essa é a natureza do amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/83/", "verse_text": "eka kṛṣṇa--sarva-sevya, jagat-īśvara\nāra yata saba,--tāṅra sevakānucara", "devanagari": "> এক কৃষ্ণ — সর্বসেব্য, জগৎ-ঈশ্বর ।\n> আর যত সব, — তাঁর সেবকানুচর ॥৮৩॥", "synonyms": "*eka kṛṣṇa*—o único Senhor Kṛṣṇa; *sarva-sevya*—digno de ser servido por todos; *jagat-īśvara*—o Senhor do universo; *āra yata saba*—todos os demais; *tāṅra*—Seus; *sevaka-anucara*—servos dos servos.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa, o único amo e Senhor do universo, é digno de ser servido por todos. De fato, todos não passam de servos de Seus servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/84/", "verse_text": "sei kṛṣṇa avatīrṇa--caitanya-īśvara\nataeva āra saba,--tāṅhāra kiṅkara", "devanagari": "> সেই কৃষ্ণ অবতীর্ণ — চৈতন্য-ঈশ্বর ।\n> অতএব আর সব, — তাঁহার কিঙ্কর ॥৮৪॥", "synonyms": "*sei*—esse; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatīrṇa*—desceu; *caitanya-īśvara*—o Senhor Caitanya, a Suprema Personalidade de Deus; *ataeva*—portanto; *āra*—os outros; *saba*—todos; *tāṅhāra kiṅkara*—Seus servos.", "translation": "**Esse mesmo Senhor Kṛṣṇa desceu como o Senhor Caitanya, a Suprema Personalidade de Deus. Todos, portanto, são Seus servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/85/", "verse_text": "keha māne, keha nā māne, saba tāṅra dāsa\nye nā māne, tāra haya sei pāpe nāśa", "devanagari": "> কেহ মানে, কেহ না মানে, সব তাঁর দাস ।\n> যে না মানে, তার হয় সেই পাপে নাশ ॥৮৫॥", "synonyms": "*keha māne*—alguém aceita; *keha nā māne*—alguém não aceita; *saba tāṅra dāsa*—todos são Seus servos; *ye nā māne*—aquele que não aceita; *tāra*—dele; *haya*—há; *sei*—essa; *pāpe*—em atividade pecaminosa; *nāśa*—aniquilação.", "translation": "**Alguns O aceitam, ao passo que outros não, mas todos são Seus servos. Aquele que não O aceita, contudo, será arruinado por suas atividades pecaminosas.**", "purport": "Quando uma entidade viva se esquece de sua posição constitucional, ela se prepara para ser desfrutadora dos recursos materiais. Às vezes, deixa-se também desorientar pelo pensamento de que o serviço à Suprema Personalidade de Deus não constitui uma ocupação absoluta. Em outras palavras, ela pensa que há muitas outras ocupações para uma entidade viva além do serviço ao Senhor. Essa pessoa tola não sabe que, em qualquer posição, ela se ocupa direta ou indiretamente em atividades de serviço ao Senhor Supremo. Na verdade, se uma pessoa não se ocupa no serviço ao Senhor, todas as atividades inauspiciosas a sobrecarregam, pois o serviço ao Senhor Supremo, o Senhor Caitanya, é a posição constitucional das entidades vivas infinitesimais. Por ser infinitesimal, a entidade viva é atraída pela sedução do prazer material, e tenta desfrutar da matéria, esquecendo-se de sua posição constitucional. Quando, porém, sua adormecida consciência de Kṛṣṇa é despertada, ela já não se ocupa no serviço à matéria, mas no serviço ao Senhor. Ou seja, quando alguém se esquece de sua posição constitucional, aparece na posição de senhor da natureza material. Mesmo nesse momento, ele continua sendo servo do Senhor Supremo, embora num estado não qualificado ou contaminado."}
{"ref": "cc/adi/6/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/86/", "verse_text": "caitanyera dāsa muñi, caitanyera dāsa\ncaitanyera dāsa muñi, tāṅra dāsera dāsa", "devanagari": "> চৈতন্যের দাস মুঞি, চৈতন্যের দাস ।\n> চৈতন্যের দাস মুঞি, তাঁর দাসের দাস ॥৮৬॥", "synonyms": "*caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dāsa*—servo; *muñi*—eu; *caitanyera dāsa*—um servo do Senhor Caitanya; *caitanyera dāsa muñi*—eu sou servo de Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra dāsera dāsa*—um servo de Seu servo.", "translation": "**\"Eu sou servo do Senhor Caitanya, servo do Senhor Caitanya. Eu sou servo do Senhor Caitanya e servo de Seus servos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/87/", "verse_text": "eta bali' nāce, gāya, huṅkāra gambhīra\nkṣaṇeke vasilā ācārya haiñā susthira", "devanagari": "> এত বলি’ নাচে, গায়, হুঙ্কার গম্ভীর ।\n> ক্ষণেকে বসিলা আচার্য হৈঞা সুস্থির ॥৮৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *huṅkāra*—vibrações altas; *gambhīra*—profundas; *kṣaṇeke*—em um instante; *vasilā*—senta-se; *ācārya*—Advaita Ācārya; *haiñā su-sthira*—ficando muito sereno.", "translation": "**Dizendo isso, Advaita Prabhu dança e canta bem alto. Então, no instante seguinte, Ele Se senta calmamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/88/", "verse_text": "bhakta-abhimāna mūla śrī-balarāme\nsei bhāve anugata tāṅra aṁśa-gaṇe", "devanagari": "> ভক্ত-অভিমান মূল শ্রীবলরামে ।\n> সেই ভাবে অনুগত তাঁর অংশগণে ॥৮৮॥", "synonyms": "*bhakta-abhimāna*—considerar-se devoto; *mūla*—original; *śrī-balarāme*—no Senhor Balarāma; *sei bhāve*—nesse êxtase; *anugata*—seguidores; *tāṅra aṁśa-gaṇe*—todas as Suas partes integrantes.", "translation": "**A fonte do sentimento de servidão é, de fato, o Senhor Balarāma. As expansões plenárias que O seguem são todas influenciadas por esse êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/89/", "verse_text": "tāṅra avatāra eka śri-saṅkarṣaṇa\nbhakta bali' abhimāna kare sarva-kṣaṇa", "devanagari": "> তাঁর অবতার এক শ্রীসঙ্কর্ষণ ।\n> ভক্ত বলি’ অভিমান করে সর্বক্ষণ ॥৮৯॥", "synonyms": "*tāṅra avatāra*—Sua encarnação; *eka*—uma; *śrī-saṅkarṣaṇa*—o Senhor Saṅkarṣaṇa; *bhakta bali'*—como devoto; *abhimāna*—concepção; *kare*—faz; *sarva-kṣaṇa*—sempre.", "translation": "**O Senhor Saṅkarṣaṇa, que é uma de Suas encarnações, sempre Se considera devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/90/", "verse_text": "tāṅra avatāra āna śrī-yuta lakṣmaṇa\nśrī-rāmera dāsya tiṅho kaila anukṣaṇa", "devanagari": "> তাঁর অবতার আন শ্রীযুত লক্ষ্মণ ।\n> শ্রীরামের দাস্য তিঁহো কৈল অনুক্ষণ ॥৯০॥", "synonyms": "*tāṅra avatāra*—Sua encarnação; *āna*—outra; *śrī-yuta*—com toda a beleza e opulência; *lakṣmaṇa*—o Senhor Lakṣmaṇa; *śrī-rāmera*—de Rāmacandra; *dāsya*—servidão; *tiṅho*—Ele; *kaila*—prestou; *anukṣaṇa*—sempre.", "translation": "**Outra de Suas encarnações, Lakṣmaṇa, que é dotado de grande beleza e opulência, sempre serve ao Senhor Rāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/91/", "verse_text": "saṅkarṣaṇa-avatāra kāraṇābdhi-śāyī\ntāṅhāra hṛdaye bhakta-bhāva anuyāyī", "devanagari": "> সঙ্কর্ষণ-অবতার কারণাব্ধিশায়ী ।\n> তাঁহার হৃদয়ে ভক্তভাব অনুযায়ী ॥৯১॥", "synonyms": "*saṅkarṣaṇa-avatāra*—uma encarnação do Senhor Saṅkarṣaṇa; *kāraṇa-abdhi-śāyī*—o Senhor Viṣṇu deitado no Oceano Causal; *tāṅhāra*—Seu; *hṛdaye*—no coração; *bhakta-bhāva*—a emoção de ser devoto; *anuyāyī*—em conformidade.", "translation": "**O Viṣṇu que repousa no Oceano Causal é uma encarnação do Senhor Saṅkarṣaṇa e, por conseguinte, a emoção de ser devoto está sempre presente em Seu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/92/", "verse_text": "tāṅhāra prakāśa-bheda, advaita-ācārya\nkāya-mano-vākye tāṅra bhakti sadā kārya", "devanagari": "> তাঁহার প্রকাশ-ভেদ, অদ্বৈত-আচার্য ।\n> কায়মনোবাক্যে তাঁর ভক্তি সদা কার্য ॥৯২॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—Sua; *prakāśa-bheda*—expansão separada; *advaita-ācārya*—Advaita Ācārya; *kāya-manaḥ-vākye*—com Seu corpo, mente e palavras; *tāṅra*—Seu; *bhakti*—serviço devocional; *sadā*—sempre; *kārya*—dever ocupacional.", "translation": "**Advaita Ācārya é uma expansão separada d'Ele. Ele sempre Se ocupa em serviço devocional com Seus pensamentos, palavras e ações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/93/", "verse_text": "vākye kahe, 'muñi caitanyera anucara'\nmuñi tāṅra bhakta--mane bhāve nirantara", "devanagari": "> বাক্যে কহে, ‘মুঞি চৈতন্যের অনুচর’ ।\n> মুঞি তাঁর ভক্ত — মনে ভাবে নিরন্তর ॥৯৩॥", "synonyms": "*vākye*—por palavras; *kahe*—Ele diz; *muñi*—eu sou; *caitanyera anucara*—um seguidor do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *muñi*—eu; *tāṅra*—Seu; *bhakta*—devoto; *mane*—em Sua mente; *bhāve*—nessa condição; *nirantara*—sempre.", "translation": "**Por Suas palavras, Ele declara: \"Eu sou servo do Senhor Caitanya.\" Assim, com Sua mente, Ele sempre pensa: \"Eu sou Seu devoto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/94/", "verse_text": "jala-tulasī diyā kare kāyāte sevana\nbhakti pracāriyā saba tārilā bhuvana", "devanagari": "> জল-তুলসী দিয়া করে কায়াতে সেবন ।\n> ভক্তি প্রচারিয়া সব তারিলা ভুবন ॥৯৪॥", "synonyms": "*jala-tulasī*—água do Ganges e folhas de tulasī; *diyā*—oferecendo conjuntamente; *kare*—faz; *kāyāte*—com o corpo; *sevana*—adoração; *bhakti*—o culto do serviço devocional; *pracāriyā*—pregando; *saba*—todo; *tārilā*—libertou; *bhuvana*—o universo.", "translation": "**Com Seu corpo, Ele adorou o Senhor oferecendo água do Ganges e folhas de tulasī, e, pregando o serviço devocional, libertou o universo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/95/", "verse_text": "pṛthivī dharena yei śeṣa-saṅkarṣaṇa\nkāya-vyūha kari' karena kṛṣṇera sevana", "devanagari": "> পৃথিবী ধরেন যেই শেষ-সঙ্কর্ষণ ।\n> কায়ব্যূহ করি’ করেন কৃষ্ণের সেবন ॥৯৫॥", "synonyms": "*pṛthivī*—os planetas; *dharena*—sustenta; *yei*—aquele que; *śeṣa-saṅkarṣaṇa*—o Senhor Śeṣa Saṅkarṣaṇa; *kāya-vyūha kari'*—expandindo-Se em diferentes corpos; *karena*—faz; *kṛṣṇera sevana*—serviço ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Śeṣa Saṅkarṣaṇa, que sustenta todos os planetas sobre Sua cabeça, expande-Se em diferentes corpos para prestar serviço ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/96/", "verse_text": "ei saba haya śrī-kṛṣṇera avatāra\nnirantara dekhi sabāra bhaktira ācāra", "devanagari": "> এই সব হয় শ্রীকৃষ্ণের অবতার ।\n> নিরন্তর দেখি সবার ভক্তির আচার ॥৯৬॥", "synonyms": "*ei saba*—todos eles; *haya*—são; *śrī-kṛṣṇera avatāra*—encarnações do Senhor Kṛṣṇa; *nirantara*—constantemente; *dekhi*—eu vejo; *sabāra*—de todos; *bhaktira ācāra*—o comportamento como devotos.", "translation": "**Todos esses são encarnações do Senhor Kṛṣṇa, e, no entanto, sempre observamos que agem como devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/97/", "verse_text": "e-sabāke śāstre kahe 'bhakta-avatāra'\n'bhakta-avatāra'-pada upari sabāra", "devanagari": "> এ-সবাকে শাস্ত্রে কহে ‘ভক্ত-অবতার’ ।\n> ‘ভক্ত-অবতার’-পদ উপরি সবার ॥৯৭॥", "synonyms": "*e-sabāke*—todos eles; *śāstre*—as escrituras; *kahe*—dizem; *bhakta-avatāra*—encarnações como devotos; *bhakta-avatāra*—de tal encarnação como devoto; *pada*—a posição; *upari sabāra*—acima de todas as outras.", "translation": "**As escrituras os chamam de encarnações como devotos [bhakta-avatāra]. A posição de ser uma encarnação desse tipo está acima de todas as demais.**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus aparece em diferentes encarnações, mas Seu aparecimento no papel de devoto é mais benéfico para as almas condicionadas do que as outras encarnações, com todas as suas opulências. Às vezes, uma alma condicionada fica desconcertada quando tenta compreender a encarnação da Divindade dotada de plena opulência. O Senhor Kṛṣṇa apareceu e executou muitas atividades incomuns, e alguns materialistas O entenderam mal; em Seu aparecimento como Senhor Caitanya, porém, Ele não manifestou muitas de Suas opulências, e, por isso, menos almas condicionadas se desconcertaram. Por entenderem mal o Senhor, muitos tolos consideram-se encarnações da Suprema Personalidade de Deus, mas o resultado é que, depois de deixarem o corpo material, ingressam na espécie dos chacais. As pessoas que não conseguem compreender o real significado de uma encarnação têm de alcançar tais espécies inferiores de vida como punição. As almas condicionadas que estão envaidecidas pelo falso ego e que tentam tornar-se unas com o Senhor Supremo transformam-se em māyāvādīs."}
{"ref": "cc/adi/6/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/98/", "verse_text": "eka-mātra 'aṁśī'--kṛṣṇa, 'aṁśa'--avatāra\naṁśī aṁśe dekhi jyeṣṭha-kaniṣṭha-ācāra", "devanagari": "> একমাত্র ‘অংশী’ — কৃষ্ণ’ ‘অংশ’ — অবতার ।\n> অংশী অংশে দেখি জ্যেষ্ঠ-কনিষ্ঠ-আচার ॥৯৮॥", "synonyms": "*eka-mātra*—apenas um; *aṁśī*—a fonte de todas as encarnações; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *aṁśa*—da parte; *avatāra*—encarnações; *aṁśī*—é a fonte de todas as encarnações; *aṁśe*—na encarnação; *dekhi*—podemos ver; *jyeṣṭha*—como superior; *kaniṣṭha*—e inferior; *ācāra*—comportamento.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa é a fonte de todas as encarnações, e todos os demais são Suas partes ou encarnações parciais. Observamos que o todo e a parte comportam-se como superior e inferior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/99/", "verse_text": "jyeṣṭha-bhāve aṁśīte haya prabhu-jñāna\nkaniṣṭha-bhāve āpanāte bhakta-abhimāna", "devanagari": "> জ্যেষ্ঠ-ভাবে অংশীতে হয় প্রভু-জ্ঞান ।\n> কনিষ্ঠ-ভাবে আপনাতে ভক্ত-অভিমান ॥৯৯॥", "synonyms": "*jyeṣṭha-bhāve*—na emoção de ser superior; *aṁśīte*—na fonte original de todas as encarnações; *haya*—há; *prabhu-jñāna*—o conhecimento de ser amo; *kaniṣṭha-bhāve*—em uma concepção inferior; *āpanāte*—em Si mesmo; *bhakta-abhimāna*—a concepção de ser um devoto.", "translation": "**A fonte de todas as encarnações tem as emoções de um superior quando Se considera o amo, e tem as emoções de um inferior quando Se considera um devoto.**", "purport": "Uma fração de determinada coisa chama-se parte, e aquilo do qual a fração se distingue chama-se todo. Portanto, a fração, ou parte, está incluída no todo. O Senhor é o todo, e o devoto é a parte, ou fração. Essa é a relação entre o Senhor e o devoto. Há também gradações de devotos, que se calculam como maiores e menores. Quando um devoto é grande, é chamado prabhu, e, quando é menor, é chamado bhakta, ou devoto. O todo supremo é Kṛṣṇa, e Baladeva e todas as encarnações de Viṣṇu são Suas frações. Por isso, o Senhor Kṛṣṇa está consciente de Sua posição superior, e todas as encarnações de Viṣṇu estão conscientes de Suas posições como devotos."}
{"ref": "cc/adi/6/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/100/", "verse_text": "kṛṣṇera samatā haite baḍa bhakta-pada\nātmā haite kṛṣṇera bhakta haya premāspada", "devanagari": "> কৃষ্ণের সমতা হৈতে বড় ভক্তপদ ।\n> আত্মা হৈতে কৃষ্ণের ভক্ত হয় প্রেমাস্পদ ॥১০০॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—com o Senhor Kṛṣṇa; *samatā*—igualdade; *haite*—do que; *baḍa*—maior; *bhakta-pada*—a posição de devoto; *ātmā haite*—do que Ele próprio; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *bhakta*—um devoto; *haya*—é; *prema-āspada*—o objeto de amor.", "translation": "**A posição de ser devoto é mais elevada do que a de igualdade com o Senhor Kṛṣṇa, pois os devotos são mais queridos para o Senhor Kṛṣṇa do que Ele próprio.**", "purport": "A concepção de unidade com a Suprema Personalidade de Deus é inferior à do serviço eterno ao Senhor, porque o Senhor Kṛṣṇa é mais afetuoso com os devotos do que com Seu próprio eu pessoal. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.4.68) o Senhor diz claramente:\n\n> sādhavo hṛdayaṁ mahyaṁ\n> sādhūnāṁ hṛdayaṁ tv aham\n> mad anyat te no jānanti\n> nāhaṁ tebhyo manāg api\n\n\"Os devotos são Meu coração, e Eu sou o coração de Meus devotos. Meus devotos não conhecem ninguém além de Mim; de modo semelhante, Eu não conheço ninguém além de Meus devotos.\" Esta é a íntima relação entre o Senhor e Seus devotos."}
{"ref": "cc/adi/6/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/101/", "verse_text": "ātmā haite kṛṣṇa bhakte baḍa kari' māne\nihāte bahuta śāstra-vacana pramāṇe", "devanagari": "> আত্মা হৈতে কৃষ্ণ ভক্তে বড় করি’ মানে ।\n> ইহাতে বহুত শাস্ত্র-বচন প্রমাণে ॥১০১॥", "synonyms": "*ātmā haite*—do que Ele próprio; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhakte*—Seu devoto; *baḍa kari' māne*—aceita como maior; *ihāte*—a esse respeito; *bahuta*—muitas; *śāstra-vacana*—citações das escrituras reveladas; *pramāṇe*—evidências.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa considera Seus devotos maiores do que Ele mesmo. A esse respeito, as escrituras fornecem uma abundância de evidências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/102/", "verse_text": "na tathā me priya-tama\nātma-yonir na śaṅkaraḥ\nna ca saṅkarṣaṇo na śrīr\nnaivātmā ca yathā bhavān", "devanagari": "> ন তথা মে প্রিয়তম আত্মযোনির্ন শঙ্করঃ ।\n> ন চ সঙ্কর্ষণো ন শ্রীর্নৈবাত্মা চ যথা ভবান্ ॥১০২॥", "synonyms": "*na tathā*—não tanto; *me*—Meu; *priya-tamaḥ*—mais querido; *ātma-yoniḥ*—o Senhor Brahmā; *na śaṅkaraḥ*—nem Śaṅkara (o Senhor Śiva); *na ca*—nem; *saṅkarṣaṇaḥ*—o Senhor Saṅkarṣaṇa; *na*—nem; *śrīḥ*—a deusa da fortuna; *na*—nem; *eva*—certamente; *ātmā*—Meu próprio eu; *ca*—e; *yathā*—como; *bhavān*—você.", "translation": "**\"Ó Uddhava! Nem Brahmā, nem Śaṅkara, nem Saṅkarṣaṇa, nem Lakṣmī, nem mesmo Meu próprio eu são tão queridos para Mim quanto você.\"**", "purport": "Este texto é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.14.15)."}
{"ref": "cc/adi/6/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/103/", "verse_text": "kṛṣṇa-sāmye nahe tāṅra mādhuryāsvādana\nbhakta-bhāve kare tāṅra mādhurya carvaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণসাম্যে নহে তাঁর মাধুর্যাস্বাদন ।\n> ভক্তভাবে করে তাঁর মাধুর্য চর্বণ ॥১০৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-sāmye*—em um nível igual ao de Kṛṣṇa; *nahe*—não; *tāṅra*—Sua; *mādhurya-āsvādana*—o saborear da doçura; *bhakta-bhāve*—como devoto; *kare*—faz; *tāṅra*—Sua; *mādhurya carvaṇa*—a mastigação da doçura.", "translation": "**A doçura do Senhor Kṛṣṇa não há de ser saboreada por aqueles que se consideram iguais a Kṛṣṇa. Ela só pode ser saboreada por meio do sentimento de servidão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/104/", "verse_text": "śāstrera siddhānta ei,--vijñera anubhava\nmūḍha-loka nāhi jāne bhāvera vaibhava", "devanagari": "> শাস্ত্রের সিদ্ধান্ত এই, — বিজ্ঞের অনুভব ।\n> মূঢ়লোক নাহি জানে ভাবের বৈভব ॥১০৪॥", "synonyms": "*śāstrera*—das escrituras reveladas; *siddhānta*—conclusão; *ei*—esta; *vijñera anubhava*—a realização dos devotos experientes; *mūḍha-loka*—tolos e patifes; *nāhi jāne*—não conhecem; *bhāvera vaibhava*—as opulências devocionais.", "translation": "**Esta conclusão das escrituras reveladas é também a realização dos devotos experientes. Tolos e patifes, contudo, não conseguem compreender as opulências das emoções devocionais.**", "purport": "Quando uma pessoa se liberta na forma de liberação sārūpya, tendo uma forma espiritual exatamente igual à de Viṣṇu, não lhe é possível saborear o relacionamento dos companheiros pessoais de Kṛṣṇa em suas trocas de doces sabores. Os devotos de Kṛṣṇa, todavia, em suas relações amorosas com Kṛṣṇa, às vezes se esquecem de suas próprias identidades; por vezes, consideram-se unos com Kṛṣṇa e, mesmo assim, saboreiam dessa maneira um doce sabor transcendental ainda maior. As pessoas em geral, devido unicamente à sua tolice, tentam tornar-se amos de tudo, esquecendo-se do doce sabor transcendental da servidão ao Senhor. Quando uma pessoa está realmente avançada na compreensão espiritual, porém, ela pode aceitar a servidão transcendental do Senhor sem hesitação."}
{"ref": "cc/adi/6/105-106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/105-106/", "verse_text": "bhakta-bhāva aṅgīkari' balarāma, lakṣmaṇa\nadvaita, nityānanda, śeṣa, saṅkarṣaṇa\nkṛṣṇera mādhurya-rasāmṛta kare pāna\nsei sukhe matta, kichu nāhi jāne āna", "devanagari": "> ভক্তভাব অঙ্গীকরি’ বলরাম, লক্ষ্মণ ।\n> অদ্বৈত, নিত্যানন্দ, শেষ, সঙ্কর্ষণ ॥১০৫॥\n> কৃষ্ণের মাধুর্যরসামৃত করে পান ।\n> সেই সুখে মত্ত, কিছু নাহি জানে আন ॥১০৬॥", "synonyms": "*bhakta-bhāva*—a concepção de ser um devoto; *aṅgīkari'*—aceitando; *balarāma*—o Senhor Balarāma; *lakṣmaṇa*—o Senhor Lakṣmaṇa; *advaita*—Advaita Ācārya; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *śeṣa*—o Senhor Śeṣa; *saṅkarṣaṇa*—o Senhor Saṅkarṣaṇa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mādhurya*—a doçura; *rasa-amṛta*—o néctar de tal sabor; *kare pāna*—bebem; *sei sukhe*—nessa felicidade; *matta*—loucos; *kichu*—qualquer outra coisa; *nāhi*—não; *jāne*—conhecem; *āna*—mais.", "translation": "**Baladeva, Lakṣmaṇa, Advaita Ācārya, o Senhor Nityānanda, o Senhor Śeṣa e o Senhor Saṅkarṣaṇa saboreiam os néctares dos doces sabores da bem-aventurança transcendental do Senhor Kṛṣṇa por reconhecerem-Se como Seus devotos e servos. Estão todos loucos com essa felicidade e não conhecem mais nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/107/", "verse_text": "anyera āchuk kārya, āpane śrī-kṛṣṇa\nāpana-mādhurya-pāne ha-ilā satṛṣṇa", "devanagari": "> অন্যের আছুক্ কার্য, আপনে শ্রীকৃষ্ণ ।\n> আপন-মাধুর্য-পানে হইলা সতৃষ্ণ ॥১০৭॥", "synonyms": "*anyera*—dos outros; *āchuk*—deixemos de lado; *kārya*—a atividade; *āpane*—pessoalmente; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *āpana-mādhurya*—a própria doçura; *pāne*—em saborear; *ha-ilā*—ficou; *sa-tṛṣṇa*—muito ávido.", "translation": "**O que falar dos outros, até mesmo o próprio Senhor Kṛṣṇa fica sedento por saborear Sua própria doçura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/108/", "verse_text": "svā-mādhurya āsvādite karena yatana\nbhakta-bhāva vinu nahe tāhā āsvādana", "devanagari": "> স্বমাধুর্য আস্বাদিতে করেন যতন ।\n> ভক্তভাব বিনু নহে তাহা আস্বাদন ॥১০৮॥", "synonyms": "*svā-mādhurya*—a doçura de Si mesmo; *āsvādite*—saborear; *karena yatana*—faz esforços; *bhakta-bhāva*—a emoção de ser um devoto; *vinu*—sem; *nahe*—não há; *tāhā*—esse; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**Ele Se esforça por saborear Sua própria doçura, mas não pode fazê-lo sem aceitar as emoções de um devoto.**", "purport": "O Senhor Śrī Kṛṣṇa quis saborear o doce sabor transcendental de um devoto e, por isso, aceitou o papel de devoto, aparecendo como Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/6/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/109/", "verse_text": "bhakta-bhāva aṅgīkari' hailā avatīrṇa\nśrī-kṛṣṇa-caitanya-rūpe sarva-bhāve pūrṇa", "devanagari": "> ভক্তভাব অঙ্গীকরি’ হৈলা অবতীর্ণ ।\n> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যরূপে সর্বভাবে পূর্ণ ॥১০৯॥", "synonyms": "*bhakta-bhāva*—o êxtase de ser um devoto; *aṅgīkari'*—aceitando; *hailā*—tornou-Se; *avatīrṇa*—encarnado; *śrī-kṛṣṇa-caitanya-rūpe*—na forma do Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *sarva-bhāve pūrṇa*—completo em todos os aspectos.", "translation": "**Portanto, o Senhor Kṛṣṇa aceitou a posição de devoto e desceu na forma do Senhor Caitanya, que é completo em todos os aspectos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/110/", "verse_text": "nānā-bhakta-bhāve karena sva-mādhurya pāna\n\npūrve kariyāchi ei siddhānta vyākhyāna", "devanagari": "> নানা-ভক্তভাবে করেন স্বমাধুর্য পান ।\n> পূর্বে করিয়াছি এই সিদ্ধান্ত ব্যাখ্যান ॥১১০॥", "synonyms": "*nānā-bhakta-bhāve*—as várias emoções de um devoto; *karena*—faz; *sva-mādhurya pāna*—beber a doçura de Si mesmo; *pūrve*—anteriormente; *kariyāchi*—eu discuti; *ei*—esta; *siddhānta*—conclusão; *vyākhyāna*—a explicação.", "translation": "**Ele saboreia Sua própria doçura por meio das várias emoções de um devoto. Eu já expliquei anteriormente esta conclusão.**", "purport": "O Senhor Caitanya, que é conhecido como Śrī Gaurahari, é completo em saborear todas as diferentes doçuras, a saber, neutralidade, servidão, fraternidade, afeição paternal e amor conjugal. Ao aceitar o êxtase dos diferentes graus de devotos, Ele é completo em saborear todas as doçuras desses relacionamentos."}
{"ref": "cc/adi/6/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/111/", "verse_text": "avatāra-gaṇera bhakta-bhāve adhikāra\n\nbhakta-bhāva haite adhika sukha nāhi āra", "devanagari": "> অবতারগণের ভক্তভাবে অধিকার ।\n> ভক্তভাব হৈতে অধিক সুখ নাহি আর ॥১১১॥", "synonyms": "*avatāra-gaṇera*—de todas as encarnações; *bhakta-bhāve*—na emoção de um devoto; *adhikāra*—há o direito; *bhakta-bhāva*—a emoção de ser um devoto; *haite*—do que; *adhika*—maior; *sukha*—felicidade; *nāhi*—não; *āra*—nenhuma outra.", "translation": "**Todas as encarnações têm direito às emoções dos devotos. Não há bem-aventurança maior do que esta.**", "purport": "Todas as diferentes encarnações do Senhor Viṣṇu têm o direito de desempenhar os papéis de servos do Senhor Kṛṣṇa, descendo como devotos. Quando uma encarnação abandona a compreensão de Sua divindade e desempenha o papel de um servo, Ela desfruta de uma doçura transcendental maior do que quando desempenha o papel da Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/6/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/112/", "verse_text": "mūla bhakta-avatāra śrī-saṅkarṣaṇa\n\nbhakta-avatāra taṅhi advaite gaṇana", "devanagari": "> মূল ভক্ত-অবতার শ্রীসঙ্কর্ষণ ।\n> ভক্ত-অবতার তঁহি অদ্বৈতে গণন ॥১১২॥", "synonyms": "*mūla*—original; *bhakta*—de um devoto; *avatāra*—encarnação; *śrī-saṅkarṣaṇa*—o Senhor Śrī Saṅkarṣaṇa; *bhakta-avatāra*—a encarnação de um devoto; *taṅhi*—como tal; *advaite*—Advaita Ācārya; *gaṇana*—contagem.", "translation": "**O bhakta-avatāra original é Saṅkarṣaṇa. Śrī Advaita é contado entre essas encarnações.**", "purport": "Embora Śrī Advaita Prabhu pertença à categoria de Viṣṇu, Ele demonstra servidão ao Senhor Caitanya Mahāprabhu como um de Seus associados. Quando o Senhor Viṣṇu aparece como servo, Ele é chamado de encarnação de um devoto do Senhor Kṛṣṇa. Śrī Saṅkarṣaṇa, que é uma encarnação de Viṣṇu no céu espiritual conhecido como o Vaikuṇṭha maior, é o principal das encarnações quádruplas e é a encarnação original de um devoto. O Senhor Mahā-Viṣṇu, que jaz no Oceano Causal, é outra manifestação de Saṅkarṣaṇa. Ele é a Personalidade de Deus original que lança Seu olhar sobre as causas materiais e eficientes da manifestação cósmica. Advaita Prabhu é aceito como uma encarnação de Mahā-Viṣṇu. Todas as manifestações plenárias de Saṅkarṣaṇa são expansões indiretas do Senhor Kṛṣṇa. Essa consideração também faz de Advaita Prabhu um servo eterno de Gaura Kṛṣṇa. Portanto, Ele é aceito como uma encarnação de devoto."}
{"ref": "cc/adi/6/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/113/", "verse_text": "advaita-ācārya gosāñira mahimā apāra\n\nyāṅhāra huṅkāre kaila caitanyāvatāra", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্য গোসাঞির মহিমা অপার ।\n> যাঁহার হুঙ্কারে কৈল চৈতন্যাবতার ॥১১৩॥", "synonyms": "*advaita-ācārya*—Advaita Ācārya; *gosāñira*—do Senhor; *mahimā apāra*—glórias ilimitadas; *yāṅhāra*—de quem; *huṅkāre*—pela vibração; *kaila*—trouxe; *caitanya-avatāra*—a encarnação do Senhor Caitanya.", "translation": "**As glórias de Śrī Advaita Ācārya são ilimitadas, pois Suas vibrações sinceras provocaram a descida do Senhor Caitanya a esta Terra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/114/", "verse_text": "saṅkīrtana pracāriyā saba jagat tārila\n\nadvaita-prasāde loka prema-dhana pāila", "devanagari": "> সংকীর্তন প্রচারিয়া সব জগৎ তারিল ।\n> অদ্বৈত-প্রসাদে লোক প্রেমধন পাইল ॥১১৪॥", "synonyms": "*saṅkīrtana pracāriyā*—ao pregar o culto do saṅkīrtana; *saba*—todo; *jagat*—o universo; *tārila*—libertou; *advaita-prasāde*—pela misericórdia de Advaita Ācārya; *loka*—todas as pessoas; *prema-dhana pāila*—receberam o tesouro do amor a Deus.", "translation": "**Ele libertou o universo pregando o saṅkīrtana. Assim, as pessoas do mundo receberam o tesouro do amor a Deus por meio da misericórdia de Śrī Advaita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/115/", "verse_text": "advaita-mahimā ananta ke pāre kahite\n\nsei likhi, yei śuni mahājana haite", "devanagari": "> অদ্বৈত-মহিমা অনন্ত কে পারে কহিতে ।\n> সেই লিখি, যেই শুনি মহাজন হৈতে ॥১১৫॥", "synonyms": "*advaita-mahimā*—as glórias de Advaita Ācārya; *ananta*—ilimitadas; *ke*—quem; *pāre*—é capaz; *kahite*—de descrever; *sei*—isso; *likhi*—escrevo; *yei*—tudo o que; *śuni*—ouço; *mahājana haite*—das autoridades.", "translation": "**Quem pode descrever as ilimitadas glórias de Advaita Ācārya? Escrevo aqui tanto quanto soube por meio das grandes autoridades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/116/", "verse_text": "ācārya-caraṇe mora koṭi namaskāra\n\nithe kichu aparādha nā labe āmāra", "devanagari": "> আচার্য-চরণে মোর কোটি নমস্কার ।\n> ইথে কিছু অপরাধ না লবে আমার ॥১১৬॥", "synonyms": "*ācārya-caraṇe*—aos pés de lótus de Advaita Ācārya; *mora*—minhas; *koṭi namaskāra*—oferecendo reverências dez milhões de vezes; *ithe*—neste contexto; *kichu*—alguma; *aparādha*—ofensa; *nā labe*—por favor, não leveis em conta; *āmāra*—minha.", "translation": "**Ofereço minhas reverências dez milhões de vezes aos pés de lótus de Śrī Advaita Ācārya. Por favor, não vos ofendais com isto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/117/", "verse_text": "tomāra mahimā--koṭi-samudra agādha\n\ntāhāra iyattā kahi,--e baḍa aparādha", "devanagari": "> তোমার মহিমা — কোটিসমুদ্র অগাধ ।\n> তাহার ইয়ত্তা কহি, — এ বড় অপরাধ ॥১১৭॥", "synonyms": "*tomāra mahimā*—Vossas glórias; *koṭi-samudra agādha*—tão insondáveis quanto os milhões de mares e oceanos; *tāhāra*—disso; *iyattā*—a medida; *kahi*—digo; *e*—esta; *baḍa*—grande; *aparādha*—ofensa.", "translation": "**Vossas glórias são tão insondáveis quanto milhões de oceanos e mares. Falar de sua medida é, de fato, uma grande ofensa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/118/", "verse_text": "jaya jaya jaya śrī-advaita ācārya\n\njaya jaya śrī-caitanya, nityānanda ārya", "devanagari": "> জয় জয় জয় শ্রীঅদ্বৈত আচার্য ।\n> জয় জয় শ্রীচৈতন্য, নিত্যানন্দ আর্য ॥১১৮॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *jaya*—todas as glórias; *śrī-advaita ācārya*—a Śrī Advaita Ācārya; *jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *ārya*—o superior.", "translation": "**Todas as glórias, todas as glórias a Śrī Advaita Ācārya! Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu e ao superior Senhor Nityānanda!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/119/", "verse_text": "dui śloke kahila advaita-tattva-nirūpaṇa\n\npañca-tattvera vicāra kichu śuna, bhakta-gaṇa", "devanagari": "> দুই শ্লোকে কহিল অদ্বৈত-তত্ত্বনিরূপণ ।\n> পঞ্চতত্ত্বের বিচার কিছু শুন, ভক্তগণ ॥১১৯॥", "synonyms": "*dui śloke*—em dois versos; *kahila*—descrevi; *advaita*—Advaita; *tattva-nirūpaṇa*—apurar a verdade; *pañca-tattvera*—das cinco verdades; *vicāra*—consideração; *kichu*—algo; *śuna*—por favor, ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos.", "translation": "**Assim, em dois versos, descrevi a verdade a respeito de Advaita Ācārya. Agora, ó devotos, por favor, ouvi sobre as cinco verdades [pañca-tattva].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/6/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/6/120/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১২০॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—de quem; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Sexto Capítulo, que descreve as glórias de Śrī Advaita Ācārya."}
{"ref": "cc/adi/7/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/1/", "verse_text": "agaty-eka-gatiṁ natvā\nhīnārthādhika-sādhakam\nśrī-caitanyaṁ likhyate 'sya\nprema-bhakti-vadānyatā", "devanagari": "> অগত্যেকগতিং নত্বা হীনার্থাধিকসাধকম্ ।\n> শ্রীচৈতন্যং লিখ্যতেঽস্য প্রেমভক্তিবদান্যতা ॥১॥", "synonyms": "*agati*—dos mais caídos; *eka*—o único; *gatim*—destino; *natvā*—após oferecer reverências; *hīna*—inferior; *artha*—interesse; *adhika*—maior do que isso; *sādhakam*—que pode conceder; *śrī-caitanyam*—ao Senhor Śrī Caitanya; *likhyate*—está sendo escrito; *asya*—do Senhor, Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema*—amor; *bhakti*—serviço devocional; *vadānyatā*—magnanimidade.", "translation": "**Permitam-me primeiro oferecer minhas respeitosas reverências ao Senhor Caitanya Mahāprabhu, que é a meta última da vida para aquele que está privado de todas as posses neste mundo material e é o único significado para aquele que avança na vida espiritual. Permitam-me, assim, escrever sobre Sua magnânima contribuição de serviço devocional em amor a Deus.**", "purport": "Uma pessoa no estado condicionado da existência material encontra-se numa atmosfera de desamparo, mas a alma condicionada, sob a ilusão de māyā, ou seja, a energia externa, pensa estar completamente protegida por seu país, sua sociedade, sua amizade e seu amor, sem saber que, na hora da morte, nada disso pode salvá-la. As leis da natureza material são tão poderosas que nenhuma de nossas posses materiais pode salvar-nos das mãos cruéis da morte. No *Bhagavad-gītā* (13.9) afirma-se: janma-mṛtyu-jarā-vyādhi-duḥkha-doṣānudarśanam — aquele que realmente está avançando deve sempre considerar os quatro princípios da vida miserável, a saber, nascimento, morte, velhice e doença. Ninguém pode salvar-se de todas essas misérias a menos que se abrigue aos pés de lótus do Senhor. Śrī Caitanya Mahāprabhu é, portanto, o único refúgio para todas as almas condicionadas. Uma pessoa inteligente, por conseguinte, não deposita sua fé em quaisquer posses materiais, mas se abriga por completo aos pés de lótus do Senhor. Tal pessoa é chamada de akiñcana, ou seja, aquele que nada possui neste mundo material. A Suprema Personalidade de Deus também é conhecida como Akiñcana-gocara, pois pode ser alcançada por uma pessoa que não deposita sua fé em posses materiais. Assim sendo, para a alma plenamente rendida que não tem posses materiais das quais depender, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é o único refúgio.\n\nTodos dependem de dharma (religiosidade), artha (desenvolvimento econômico), kāma (gratificação dos sentidos) e, por fim, mokṣa (salvação), mas Śrī Caitanya Mahāprabhu, devido a Seu caráter magnânimo, pode conceder mais do que a salvação. Por isso, neste verso, as palavras hīnārthādhika-sādhakam indicam que, embora segundo a estimativa material a salvação seja de qualidade superior aos interesses inferiores da religiosidade, do desenvolvimento econômico e da gratificação dos sentidos, acima da salvação está a posição do serviço devocional e do amor transcendental pela Suprema Personalidade de Deus. Śrī Caitanya Mahāprabhu é quem outorga esta grandiosa bênção. Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: premā pum-artho mahān — \"O amor a Deus é a bênção última para todos os seres humanos.\" Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, o autor do *Caitanya-caritāmṛta*, oferece, portanto, primeiramente suas respeitosas reverências ao Senhor Caitanya Mahāprabhu antes de descrever Sua magnanimidade em conceder o amor a Deus."}
{"ref": "cc/adi/7/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/2/", "verse_text": "jaya jaya mahāprabhu śrī-kṛṣṇa-caitanya\ntāṅhāra caraṇāśrita, sei baḍa dhanya", "devanagari": "> জয় জয় মহাপ্রভু শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> তাঁহার চরণাশ্রিত, সেই বড় ধন্য ॥২॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *jaya*—todas as glórias; *mahāprabhu*—ao Senhor Supremo; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—de nome Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *tāṅhāra*—d'Ele; *caraṇa-āśrita*—aquele que se abrigou aos pés de lótus; *sei*—ele; *baḍa*—é muito; *dhanya*—glorificado.", "translation": "**Permitam-me oferecer glorificação ao Senhor Supremo Śrī Caitanya Mahāprabhu. Aquele que se abrigou a Seus pés de lótus é a pessoa mais glorificada.**", "purport": "Prabhu significa mestre. Śrī Caitanya Mahāprabhu é o mestre supremo de todos os mestres; portanto, Ele é chamado de Mahāprabhu. Qualquer pessoa que se abrigue em Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é a mais glorificada, porque, pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ela é capaz de obter a promoção ao plano do serviço amoroso ao Senhor, que é transcendental à salvação."}
{"ref": "cc/adi/7/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/3/", "verse_text": "pūrve gurv-ādi chaya tattve kaila namaskāra\nguru-tattva kahiyāchi, ebe pāṅcera vicāra", "devanagari": "> পূর্বে গুর্বাদি ছয় তত্ত্বে কৈল নমস্কার ।\n> গুরুতত্ত্ব কহিয়াছি, এবে পাঁচের বিচার ॥৩॥", "synonyms": "*pūrve*—no início; *guru-ādi*—o mestre espiritual e outros; *chaya*—seis; *tattve*—nos temas de; *kaila*—eu fiz; *namaskāra*—reverências; *guru-tattva*—a verdade na compreensão do mestre espiritual; *kahiyāchi*—eu já descrevi; *ebe*—agora; *pāṅcera*—dos cinco; *vicāra*—consideração.", "translation": "**No início, discuti a verdade acerca do mestre espiritual. Agora tentarei explicar o Pañca-tattva.**", "purport": "No Primeiro Capítulo do *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, o autor, Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, descreveu o mestre espiritual iniciador e o mestre espiritual instrutor no verso que começa com as palavras vande gurūn īśa-bhaktān īśam īśāvatārakān. Nesse verso há seis temas transcendentais, dos quais a verdade a respeito do mestre espiritual já foi descrita. Agora o autor descreverá os outros cinco tattvas (verdades), a saber, īśa-tattva (o Senhor Supremo), Seu tattva de expansão, Seu tattva de encarnação, Seu tattva de energia e Seu tattva de devoto."}
{"ref": "cc/adi/7/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/4/", "verse_text": "pañca-tattva avatīrṇa caitanyera saṅge\npañca-tattva lañā karena saṅkīrtana raṅge", "devanagari": "> পঞ্চতত্ত্ব অবতীর্ণ চৈতন্যের সঙ্গে ।\n> পঞ্চতত্ত্ব লঞা করেন সংকীর্তন রঙ্গে ॥৪॥", "synonyms": "*pañca-tattva*—estes cinco tattvas; *avatīrṇa*—advindos; *caitanyera*—com Caitanya Mahāprabhu; *saṅge*—em companhia de; *pañca-tattva*—os mesmos cinco temas; *lañā*—levando consigo; *karena*—Ele realiza; *saṅkīrtana*—o movimento de saṅkīrtana; *raṅge*—com grande prazer.", "translation": "**Estes cinco tattvas encarnam com o Senhor Caitanya Mahāprabhu, e assim o Senhor executa Seu movimento de saṅkīrtana com grande prazer.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* há a seguinte declaração a respeito de Śrī Caitanya Mahāprabhu:\n\n> kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇaṁ\n> sāṅgopāṅgāstra-pārṣadam\n> yajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair\n> yajanti hi su-medhasaḥ\n\n\"Na Era de Kali, as pessoas dotadas de inteligência suficiente adorarão o Senhor, que é acompanhado por Seus associados, por meio da realização do *saṅkīrtana-yajña.*\" (*Bhāg.* 11.5.32) Śrī Caitanya Mahāprabhu é sempre acompanhado por Sua expansão plenária Śrī Nityānanda Prabhu, Sua encarnação Śrī Advaita Prabhu, Sua potência interna Śrī Gadādhara Prabhu e Sua potência marginal Śrīvāsa Prabhu. Ele está no meio deles como a Suprema Personalidade de Deus. Deve-se saber que Śrī Caitanya Mahāprabhu é sempre acompanhado por esses outros *tattvas.* Por isso, nossas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu são completas quando dizemos *śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda.* Como pregadores do movimento de consciência de Kṛṣṇa, primeiro oferecemos nossas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu cantando este *mantra* Pañca-tattva; depois cantamos Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Há dez ofensas no canto do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra,* mas essas não são consideradas no canto do *mantra* Pañca-tattva, a saber, *śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda.* Śrī Caitanya Mahāprabhu é conhecido como *mahā-vadānyāvatāra,* a encarnação mais magnânima, pois Ele não considera as ofensas das almas caídas. Assim, para obter o pleno benefício do canto do *mahā-mantra* (Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare), devemos primeiro abrigar-nos em Śrī Caitanya Mahāprabhu, aprender o *mahā-mantra* Pañca-tattva e, em seguida, cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra.* Isso será muito eficaz.\n\nAproveitando-se de Śrī Caitanya Mahāprabhu, muitos devotos inescrupulosos fabricam um *mahā-mantra* próprio. Às vezes cantam *bhaja nitāi gaura rādhe śyāma hare kṛṣṇa hare rāma* ou *śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda hare kṛṣṇa hare rāma śrī-rādhe govinda.* Na verdade, porém, deve-se cantar os nomes do Pañca-tattva completo (*śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda*) e depois as dezesseis palavras Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare, mas esses homens inescrupulosos e de pouca inteligência confundem o processo inteiro. Naturalmente, como também são devotos, podem expressar seus sentimentos dessa maneira, mas o método prescrito pelos devotos puros de Śrī Caitanya Mahāprabhu é cantar primeiro o *mantra* Pañca-tattva completo e depois cantar o *mahā-mantra* — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare."}
{"ref": "cc/adi/7/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/5/", "verse_text": "pañca-tattva--eka-vastu, nāhi kichu bheda\nrasa āsvādite tabu vividha vibheda", "devanagari": "> পঞ্চতত্ত্ব — একবস্তু, নাহি কিছু ভেদ ।\n> রস আস্বাদিতে তবু বিবিধ বিভেদ ॥৫॥", "synonyms": "*pañca-tattva*—os cinco temas; *eka-vastu*—são um em cinco; *nāhi*—não há; *kichu*—coisa alguma; *bheda*—diferença; *rasa*—doçuras; *āsvādite*—saborear; *tabu*—contudo; *vividha*—variedades; *vibheda*—diferenças.", "translation": "**Espiritualmente, não há diferenças entre estes cinco tattvas, pois, no plano transcendental, tudo é absoluto. Contudo, há também variedades no mundo espiritual, e, a fim de saborear estas variedades espirituais, deve-se distinguir entre elas.**", "purport": "Em seu comentário *Anubhāṣya,* Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura descreve o Pañca-tattva da seguinte forma: O energético supremo, a Personalidade de Deus, manifestando-se em cinco tipos de passatempos, aparece como o Pañca-tattva. Na verdade, não há diferença entre eles, pois estão situados na plataforma absoluta, mas manifestam diferentes variedades espirituais como um desafio aos impersonalistas para que saboreiem diferentes espécies de humores (*rasas*) espirituais. Nos *Vedas* diz-se, *parāsya śaktir vividhaiva śrūyate:* \"As variedades de energia da Suprema Personalidade de Deus são conhecidas de maneiras distintas.\" Por essa declaração dos *Vedas,* pode-se compreender que há variedades eternas de humores, ou gostos, no mundo espiritual. Śrī Gaurāṅga, Śrī Nityānanda, Śrī Advaita, Śrī Gadādhara e Śrīvāsa estão todos na mesma plataforma, mas ao se distinguir espiritualmente entre eles, deve-se compreender que Śrī Caitanya Mahāprabhu é a forma de um devoto, Nityānanda Prabhu aparece na forma do mestre espiritual de um devoto, Advaita Prabhu é a forma de encarnação de um *bhakta* (devoto), Gadādhara Prabhu é a energia de um *bhakta,* e Śrīvāsa é um devoto puro. Há, pois, distinções espirituais entre eles. O *bhakta-rūpa* (Śrī Caitanya Mahāprabhu), o *bhakta-svarūpa* (Śrī Nityānanda Prabhu) e o *bhakta-avatāra* (Śrī Advaita Prabhu) são descritos como a própria Suprema Personalidade de Deus, Sua manifestação imediata e Sua expansão plenária, e Todos pertencem à categoria de Viṣṇu. Embora as energias espiritual e marginal da Suprema Personalidade de Deus não sejam diferentes da Suprema Personalidade de Deus Viṣṇu, elas são sujeitos predominados, ao passo que o Senhor Viṣṇu é o predominador. Assim sendo, embora estejam na mesma plataforma, apareceram de maneira diferente a fim de facilitar o sabor dos melodiosos transcendentais. Na verdade, porém, não há possibilidade de um ser diferente do outro, pois o adorador e o adorável não podem ser separados em nenhum estágio. Na plataforma absoluta, um não pode ser compreendido sem o outro."}
{"ref": "cc/adi/7/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/6/", "verse_text": "pañca-tattvātmakaṁ kṛṣṇaṁ\nbhakta-rūpa-svarūpakam\nbhaktāvatāraṁ bhaktākhyaṁ\nnamāmi bhakta-śaktikam", "devanagari": "> পঞ্চতত্ত্বাত্মকং কৃষ্ণং ভক্তরূপ-স্বরূপকম্ ।\n> ভক্তাবতারং ভক্তাখ্যং নমামি ভক্তশক্তিকম্ ॥৬॥", "synonyms": "*pañca-tattva-ātmakam*—compreendendo os cinco temas transcendentais; *kṛṣṇam*—ao Senhor Kṛṣṇa; *bhakta-rūpa*—na forma de um devoto; *svarūpakam*—na expansão de um devoto; *bhakta-avatāram*—na encarnação de um devoto; *bhakta-ākhyam*—conhecido como devoto; *namāmi*—ofereço minhas reverências; *bhakta-śaktikam*—a energia da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Permitam-me oferecer minhas reverências ao Senhor Śrī Kṛṣṇa, que Se manifestou em cinco como devoto, expansão de um devoto, encarnação de um devoto, devoto puro e energia devocional.**", "purport": "Śrī Nityānanda Prabhu é a expansão imediata de Śrī Caitanya Mahāprabhu como Seu irmão. Ele é a bem-aventurança espiritual personificada do *sac-cid-ānanda-vigraha.* Seu corpo é transcendental e pleno de êxtase no serviço devocional. Śrī Caitanya Mahāprabhu é, por isso, chamado de *bhakta-rūpa* (a forma de um devoto), e Śrī Nityānanda Prabhu é chamado de *bhakta-svarūpa* (a expansão de um devoto). Śrī Advaita Prabhu, a encarnação de um devoto, é *viṣṇu-tattva* e pertence à mesma categoria. Há também diferentes tipos de *bhaktas,* ou devotos, nas plataformas da neutralidade, servidão, amizade, paternidade e amor conjugal. Devotos como Śrī Dāmodara, Śrī Gadādhara e Śrī Rāmānanda são diferentes energias. Isso confirma o *sūtra* Védico *parāsya śaktir vividhaiva śrūyate.* Todos esses sujeitos *bhakta* tomados em conjunto constituem Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é o próprio Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/7/", "verse_text": "svayaṁ bhagavān kṛṣṇa ekale īśvara\nadvitīya, nandātmaja, rasika-śekhara", "devanagari": "> স্বয়ং ভগবান্ কৃষ্ণ একলে ঈশ্বর ।\n> অদ্বিতীয়, নন্দাত্মজ, রসিক-শেখর ॥৭॥", "synonyms": "*svayam*—Ele mesmo; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ekale*—o único; *īśvara*—o controlador supremo; *advitīya*—sem segundo; *nanda-ātmaja*—apareceu como o filho de Mahārāja Nanda; *rasika*—o mais doce; *śekhara*—cume.", "translation": "**Kṛṣṇa, o reservatório de todo o prazer, é a própria Suprema Personalidade de Deus, o controlador supremo. Ninguém é maior do que Śrī Kṛṣṇa ou igual a Ele; ainda assim, Ele aparece como o filho de Mahārāja Nanda.**", "purport": "Neste verso, Kavirāja Gosvāmī faz uma descrição precisa do Senhor *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, afirmando que, embora ninguém seja igual ou superior a Ele e Ele seja o reservatório de todo o prazer espiritual, mesmo assim Ele aparece como o filho de Mahārāja Nanda e de Yaśodāmayī."}
{"ref": "cc/adi/7/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/8/", "verse_text": "rāsādi-vilāsī, vrajalalanā-nāgara\nāra yata saba dekha,--tāṅra parikara", "devanagari": "> রাসাদি-বিলাসী, ব্রজললনা-নাগর ।\n> আর যত সব দেখ, — তাঁর পরিকর ॥৮॥", "synonyms": "*rāsa-ādi*—a dança da rāsa; *vilāsī*—o desfrutador; *vraja-lalanā*—as donzelas de Vṛndāvana; *nāgara*—o líder; *āra*—outros; *yata*—todos; *saba*—cada um; *dekha*—deve-se saber; *tāṅra*—Seus; *parikara*—associados.", "translation": "**O Senhor Śrī *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, é o desfrutador supremo na dança da rāsa. Ele é o líder das donzelas de Vraja, e todos os demais são simplesmente Seus associados.**", "purport": "A palavra rāsādi-vilāsī (\"o desfrutador da dança da rāsa\") é muito importante. A dança da rāsa só pode ser desfrutada por Śrī Kṛṣṇa, porque Ele é o líder supremo e o principal das donzelas de Vṛndāvana. Todos os demais devotos são Seus associados. Embora ninguém possa comparar-se a Śrī *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, há muitos canalhas inescrupulosos que imitam a dança da rāsa de Śrī Kṛṣṇa. São Māyāvādīs, e as pessoas devem precaver-se contra eles. A dança da rāsa só pode ser realizada por Śrī Kṛṣṇa e por mais ninguém."}
{"ref": "cc/adi/7/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/9/", "verse_text": "sei kṛṣṇa avatīrṇa śrī-kṛṣṇa-caitanya\nsei parikara-gaṇa saṅge saba dhanya", "devanagari": "> সেই কৃষ্ণ অবতীর্ণ শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> সেই পরিকরগণ সঙ্গে সব ধন্য ॥৯॥", "synonyms": "*sei kṛṣṇa*—aquele mesmo Senhor Kṛṣṇa; *avatīrṇa*—adveio; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—na forma do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aqueles; *parikara-gaṇa*—associados; *saṅge*—com Ele; *saba*—todos; *dhanya*—gloriosos.", "translation": "**Esse mesmo Senhor Kṛṣṇa adveio como Śrī Caitanya Mahāprabhu com todos os Seus associados eternos, que são igualmente gloriosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/10/", "verse_text": "ekale īśvara-tattva caitanya-īśvara\nbhakta-bhāvamaya tāṅra śuddha kalevara", "devanagari": "> একলে ঈশ্বর-তত্ত্ব চৈতন্য-ঈশ্বর ।\n> ভক্তভাবময় তাঁর শুদ্ধ কলেবর ॥১০॥", "synonyms": "*ekale*—uma única pessoa; *īśvara-tattva*—o controlador supremo; *caitanya*—a suprema força viva; *īśvara*—controlador; *bhakta-bhāva-maya*—no êxtase de um devoto; *tāṅra*—Seu; *śuddha*—transcendental; *kalevara*—corpo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é o controlador supremo, a única Personalidade de Deus, tornou-Se extaticamente um devoto; ainda assim, Seu corpo é transcendental e não tem mácula material.**", "purport": "Há diferentes *tattvas,* ou verdades, incluindo *īśa-tattva, jīva-tattva* e *śakti-tattva. Īśa-tattva* refere-se à Suprema Personalidade de Deus Viṣṇu, que é a suprema força vital. No *Kaṭha Upaniṣad* está dito, *nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām:* a Suprema Personalidade de Deus é o supremo eterno e a suprema força vital. As entidades vivas também são eternas e são também forças vitais, mas são muito diminutas em quantidade, enquanto o Senhor Supremo é a suprema força vital e o supremo eterno. O supremo eterno nunca aceita um corpo de natureza material temporária, enquanto as entidades vivas, que são partes e parcelas do supremo eterno, estão sujeitas a fazê-lo. Assim, segundo os *mantras* Védicos, o Senhor Supremo é o supremo mestre de incontáveis entidades vivas.\n\nOs filósofos māyāvādīs, porém, tentam igualar as diminutas entidades vivas à suprema entidade viva. Como não reconhecem distinções entre elas, sua filosofia é chamada Advaita-vāda, ou monismo. De fato, porém, há uma distinção. Este verso destina-se especialmente a transmitir ao filósofo māyāvādī a compreensão de que a Suprema Personalidade de Deus é o supremo controlador. O supremo controlador, a Personalidade de Deus, é o próprio Kṛṣṇa, mas como passatempo transcendental Ele aceitou a forma de um devoto, o Senhor Caitanya Mahāprabhu.\n\nComo declarado no *Bhagavad-gītā,* quando a Suprema Personalidade de Deus Kṛṣṇa vem a este planeta exatamente como um ser humano, alguns patifes O consideram como um dos humanos comuns. Quem pensa dessa forma equivocada é descrito como *mūḍha,* ou tolo. Por isso não se deve tolamente considerar Caitanya Mahāprabhu como um ser humano comum. Ele aceitou o êxtase de um devoto, mas é a Suprema Personalidade de Deus. Desde Caitanya Mahāprabhu, têm surgido muitas encarnações imitadoras de Kṛṣṇa que não conseguem compreender que Caitanya Mahāprabhu é o próprio Kṛṣṇa e não um ser humano comum. Homens de menor inteligência criam seus próprios \"deuses\" anunciando um ser humano como Deus. Esse é seu equívoco. Por isso as palavras *tāṅra śuddha kalevara* advertem aqui que o corpo de Caitanya Mahāprabhu não é material, mas puramente espiritual. Não se deve, portanto, aceitar Caitanya Mahāprabhu como um devoto comum, embora Ele tenha assumido a forma de um devoto. Todavia, é preciso certamente saber que, embora Caitanya Mahāprabhu seja a Suprema Personalidade de Deus, como Ele aceitou o êxtase de um devoto, não se deve interpretar mal Seus passatempos e colocá-Lo exatamente na mesma posição que Kṛṣṇa. É por esta única razão que, quando Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu era chamado de Kṛṣṇa ou Viṣṇu, Ele tapava os ouvidos, não querendo ouvir-Se chamado de Suprema Personalidade de Deus. Há uma classe de devotos chamados Gaurāṅga-nāgarī, que encenam peças dos passatempos de Kṛṣṇa usando um *vigraha,* ou forma, de Caitanya Mahāprabhu. Isso é um equívoco tecnicamente chamado *rasābhāsa.* Enquanto Caitanya Mahāprabhu tenta desfrutar como devoto, não se deve perturbá-Lo chamando-O de Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/7/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/11/", "verse_text": "kṛṣṇa-mādhuryera eka adbhuta svabhāva\nāpanā āsvādite kṛṣṇa kare bhakta-bhāva", "devanagari": "> কৃষ্ণমাধুর্যের এক অদ্ভুত স্বভাব ।\n> আপনা আস্বাদিতে কৃষ্ণ করে ভক্তভাব ॥১১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-mādhuryera*—a suprema potência de prazer de Kṛṣṇa; *eka*—é uma; *adbhuta*—maravilhosa; *svabhāva*—natureza; *āpanā*—a Si mesmo; *āsvādite*—saborear; *kṛṣṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *kare*—faz; *bhakta-bhāva*—aceitar a forma de um devoto.", "translation": "**A doçura transcendental do amor conjugal de Kṛṣṇa é tão maravilhosa que o próprio Kṛṣṇa aceita a forma de um devoto para deleitar-Se com ela e saboreá-la plenamente.**", "purport": "Embora Kṛṣṇa seja o reservatório de todo o prazer, Ele tem a intenção especial de saborear a Si mesmo aceitando a forma de um devoto. Conclui-se que, embora o Senhor Caitanya esteja presente na forma de um devoto, Ele é o próprio Kṛṣṇa. Por isso, os vaiṣṇavas cantam: śrī-kṛṣṇa-caitanya rādhā-kṛṣṇa nahe anya — Rādhā e Kṛṣṇa combinados são Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu. Caitanyākhyaṁ prakaṭam adhunā tad-dvayaṁ caikyam āptam. Śrī Svarūpa-dāmodara Gosvāmī disse que Rādhā e Kṛṣṇa assumiram a unidade na forma de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/7/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/12/", "verse_text": "ithe bhakta-bhāva dhare caitanya gosāñi\n'bhakta-svarūpa' tāṅra nityānanda-bhāi", "devanagari": "> ইথে ভক্তভাব ধরে চৈতন্য গোসাঞি ।\n> ‘ভক্তস্বরূপ’ তাঁর নিত্যানন্দ-ভাই ॥১২॥", "synonyms": "*ithe*—por esta razão; *bhakta-bhāva*—o êxtase de um devoto; *dhare*—aceita; *caitanya*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *gosāñi*—o mestre transcendental; *bhakta-svarūpa*—exatamente como um devoto puro; *tāṅra*—Seu; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *bhāi*—irmão.", "translation": "**Por esta razão, Śrī Caitanya Mahāprabhu, o mestre supremo, aceita a forma de um devoto e aceita o Senhor Nityānanda como Seu irmão mais velho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/13/", "verse_text": "'bhakta-avatāra' tāṅra ācārya-gosāñi\n\nei tina tattva sabe prabhu kari' gāi", "devanagari": "> ‘ভক্ত-অবতার’ তাঁর আচার্য-গোসাঞি ।\n> এই তিন তত্ত্ব সবে প্রভু করি’ গাই ॥১৩॥", "synonyms": "*bhakta-avatāra*—encarnação como devoto; *tāṅra*—Sua; *ācārya-gosāñi*—o mestre supremo, Advaita Ācārya Prabhu; *ei*—todas estas; *tina*—três; *tattva*—verdades; *sabe*—todas; *prabhu*—o predominador; *kari'*—por tal compreensão; *gāi*—cantamos.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya é a encarnação do Senhor Caitanya como devoto. Portanto, estas três tattvas [Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu e Advaita Gosāñi] são os predominadores, ou senhores.**", "purport": "Gosāñi significa gosvāmī. Quem tem pleno controle sobre os sentidos e a mente é chamado de gosvāmī ou gosāñi. Quem não tem tal controle é chamado de godāsa, ou servo dos sentidos, e não pode tornar-se mestre espiritual. O mestre espiritual que de fato tem controle sobre a mente e os sentidos é chamado de gosvāmī. Embora o título de gosvāmī tenha se tornado uma designação hereditária para homens inescrupulosos, na verdade o título gosāñi, ou gosvāmī, começou com Śrī Rūpa Gosvāmī, que se apresentava como um gṛhastha comum e ministro a serviço do governo, mas tornou-se gosvāmī quando foi realmente elevado pela instrução do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Por conseguinte, gosvāmī não é um título hereditário, mas se refere às qualificações de uma pessoa. Quando alguém está muito elevado em avanço espiritual, independentemente de onde venha, pode ser chamado de gosvāmī. Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrī Nityānanda Prabhu e Śrī Advaita Gosāñi Prabhu são gosvāmīs naturais, pois pertencem à categoria viṣṇu-tattva. Como tais, todos Eles são prabhus (\"predominadores\" ou \"senhores\"), e às vezes são chamados de Caitanya Gosāñi, Nityānanda Gosāñi e Advaita Gosāñi. Infelizmente, Seus supostos descendentes, que não têm as qualificações de gosvāmīs, aceitaram esse título como uma designação hereditária ou um grau profissional. Isso não está de acordo com os preceitos śāstricos."}
{"ref": "cc/adi/7/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/14/", "verse_text": "eka mahāprabhu, āra prabhu duijana\n\ndui prabhu seve mahāprabhura caraṇa", "devanagari": "> এক মহাপ্রভু, আর প্রভু দুইজন ।\n> দুই প্রভু সেবে মহাপ্রভুর চরণ ॥১৪॥", "synonyms": "*eka mahāprabhu*—um Mahāprabhu, ou o predominador supremo; *āra prabhu duijana*—e os outros dois (Nityānanda e Advaita) são dois prabhus (senhores); *dui prabhu*—os dois prabhus (Nityānanda e Advaita Gosāñi); *seve*—servem; *mahāprabhura*—do predominador supremo, o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—os pés de lótus.", "translation": "**Um deles é Mahāprabhu, e os outros dois são prabhus. Esses dois prabhus servem aos pés de lótus de Mahāprabhu.**", "purport": "Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrī Nityānanda Prabhu e Śrī Advaita Prabhu pertençam todos à mesma categoria Viṣṇu, Śrī Caitanya Mahāprabhu é, não obstante, aceito como o Supremo, e os outros dois prabhus ocupam-se em Seu transcendental serviço amoroso para ensinar às entidades vivas comuns que cada um de nós está subordinado a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Em outra passagem do *Caitanya-caritāmṛta* (Ādi 5.142), afirma-se: ekale īśvara kṛṣṇa, āra saba bhṛtya — o único senhor supremo é Kṛṣṇa, e todos os demais, tanto o viṣṇu-tattva como o jīva-tattva, ocupam-se no serviço ao Senhor. Tanto o viṣṇu-tattva (como Nityānanda Prabhu e Advaita) quanto o jīva-tattva (śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda) ocupam-se no serviço ao Senhor, mas é preciso distinguir entre os servidores viṣṇu-tattva e os servidores jīva-tattva. O servidor jīva-tattva, o mestre espiritual, é de fato o Deus servidor. Como se explicou nos versos anteriores, no mundo absoluto não há tais diferenças, mas ainda assim é preciso observá-las a fim de distinguir o Supremo de Seus subordinados."}
{"ref": "cc/adi/7/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/15/", "verse_text": "ei tina tattva,--'sarvārādhya' kari māni\n\ncaturtha ye bhakta-tattva,--'ārādhaka' jāni", "devanagari": "> এই তিন তত্ত্ব, — ‘সর্বারাধ্য’ করি মানি ।\n> চতুর্থ যে ভক্ততত্ত্ব, — ‘আরাধক’ জানি ॥১৫॥", "synonyms": "*ei tina tattva*—todas estas três verdades; *sarva-ārādhya*—adorável por todas as entidades vivas; *kari māni*—aceitando assim; *caturtha*—quarto; *ye*—que é; *bhakta-tattva*—na categoria de devotos; *ārādhaka*—adorador; *jāni*—eu compreendo.", "translation": "**Os três predominadores [Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu e Advaita Prabhu] são adoráveis por todas as entidades vivas, e o quarto princípio [Śrī Gadādhara Prabhu] deve ser compreendido como Seu adorador.**", "purport": "Em seu Anubhāṣya, Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, ao descrever a verdade acerca da Pañca-tattva, explica que podemos compreender que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é o predominador supremo e que Nityānanda Prabhu e Advaita Prabhu são Seus subordinados, embora também sejam predominadores. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é o Senhor Supremo, e Nityānanda Prabhu e Advaita Prabhu são manifestações do Senhor Supremo. Todos Eles são viṣṇu-tattva, o Supremo, e por isso são adoráveis pelas entidades vivas. Embora os outros dois tattvas dentro da categoria da Pañca-tattva — a saber, śakti-tattva e jīva-tattva, representados por Gadādhara e Śrīvāsa — sejam adoradores do Senhor Supremo, eles estão na mesma categoria, pois se ocupam eternamente no transcendental serviço amoroso ao Senhor."}
{"ref": "cc/adi/7/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/16/", "verse_text": "śrīvāsādi yata koṭi koṭi bhakta-gaṇa\n\n'śuddha-bhakta'-tattva-madhye tāṅ-sabāra gaṇana", "devanagari": "> শ্রীবাসাদি যত কোটি কোটি ভক্তগণ ।\n> ‘শুদ্ধভক্ত’-তত্ত্বমধ্যে তাঁ-সবার গণন ॥১৬॥", "synonyms": "*śrīvāsa-ādi*—os devotos encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *yata*—todos os outros; *koṭi koṭi*—inumeráveis; *bhakta-gaṇa*—devotos; *śuddha-bhakta*—devotos puros; *tattva-madhye*—na verdade; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *gaṇana*—contados.", "translation": "**Há inumeráveis devotos puros do Senhor, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura, que são conhecidos como devotos imaculados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/17/", "verse_text": "gadādhara-paṇḍitādi prabhura 'śakti'-avatāra\n\n'antaraṅga-bhakta' kari' gaṇana yāṅhāra", "devanagari": "> গদাধর-পণ্ডিতাদি প্রভুর ‘শক্তি’-অবতার ।\n> ‘অন্তরঙ্গ-ভক্ত’ করি’ গণন যাঁহার ॥১৭॥", "synonyms": "*gadādhara*—de nome Gadādhara; *paṇḍita*—do erudito sábio; *ādi*—encabeçados por; *prabhura*—do Senhor; *śakti*—potência; *avatāra*—encarnação; *antaraṅga*—muito íntimo; *bhakta*—devoto; *kari'*—aceitando; *gaṇana*—contagem; *yāṅhāra*—de quem.", "translation": "**Os devotos encabeçados por Gadādhara Paṇḍita devem ser considerados encarnações da potência interna do Senhor. São devotos da potência interna ocupados no serviço ao Senhor.**", "purport": "Em conexão com os versos dezesseis e dezessete, Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica em seu Anubhāṣya: \"Há sintomas específicos pelos quais se reconhecem os devotos internos e os devotos imaculados ou puros. Todos os devotos imaculados são śakti-tattvas, ou potências do Senhor. Alguns deles situam-se em amor conjugal e outros em afeição filial, fraternidade e servidão. Certamente todos eles são devotos, mas, fazendo-se um estudo comparativo, descobre-se que os devotos ou potências que se ocupam em amor conjugal estão mais bem situados do que os demais. Assim, os devotos que mantêm um relacionamento com a Suprema Personalidade de Deus em amor conjugal são considerados os devotos mais íntimos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Aqueles que se ocupam no serviço ao Senhor Nityānanda Prabhu e ao Senhor Advaita Prabhu geralmente têm relacionamentos de amor parental, fraternidade, servidão e neutralidade. Quando esses devotos desenvolvem grande apego por Śrī Caitanya Mahāprabhu, eles também se situam dentro do círculo íntimo dos devotos em amor conjugal.\" Esse desenvolvimento gradual do serviço devocional é descrito por Śrī Narottama dāsa Ṭhākura da seguinte maneira:\n\ngaurāṅga balite habe pulaka śarīra\n\nhari hari balite nayane ba'be nīra\n\nāra kabe nitāicāṅda karuṇā karibe\n\nsaṁsāra-vāsanā mora kabe tuccha habe\n\nviṣaya chāḍiyā kabe śuddha habe mana\n\nkabe hāma heraba śrī-vṛndāvana\n\nrūpa-raghunātha-pade ha-ibe ākuti\n\nkabe hāma bujhaba śrī-yugala-pirīti\n\n\"Quando haverá arrepios em meu corpo assim que eu cantar o nome do Senhor Caitanya, e quando haverá torrentes incessantes de lágrimas assim que eu cantar os santos nomes Hare Kṛṣṇa? Quando o Senhor Nityānanda será misericordioso comigo e me libertará de todos os desejos de gozo material? Quando minha mente estará completamente livre de toda contaminação dos desejos de prazer material? Somente nesse momento me será possível compreender Vṛndāvana. Somente se eu me apegar às instruções dadas pelos seis Gosvāmīs, encabeçados por Rūpa Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī, me será possível compreender o amor conjugal de Rādhā e Kṛṣṇa.\" Pelo apego ao serviço devocional ao Senhor Caitanya Mahāprabhu, a pessoa imediatamente chega à posição extática. Quando ela desenvolve seu amor por Nityānanda Prabhu, fica livre de todo apego ao mundo material e, nesse momento, torna-se apta a compreender os passatempos do Senhor em Vṛndāvana. Nessa condição, quando a pessoa desenvolve seu amor pelos seis Gosvāmīs, pode compreender o amor conjugal entre Rādhā e Kṛṣṇa. Essas são as diferentes etapas da promoção de um devoto puro ao amor conjugal no serviço a Rādhā e Kṛṣṇa, num relacionamento íntimo com Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/7/18-19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/18-19/", "verse_text": "yāṅ-sabā lañā prabhura nitya vihāra\n\nyāṅ-sabā lañā prabhura kīrtana-pracāra\n\nyāṅ-sabā lañā karena prema āsvādana\n\nyāṅ-sabā lañā dāna kare prema-dhana", "devanagari": "> যাঁ-সবা লঞা প্রভুর নিত্য বিহার ।\n> যাঁ-সবা লঞা প্রভুর কীর্তন-প্রচার ॥১৮॥\n> যাঁ-সবা লঞা করেন প্রেম আস্বাদন ।\n> যাঁ-সবা লঞা দান করে প্রেমধন ॥১৯॥", "synonyms": "*yāṅ-sabā*—todos; *lañā*—tomando a companhia; *prabhura*—do Senhor; *nitya*—eterno; *vihāra*—passatempo; *yāṅ-sabā*—todos aqueles que são; *lañā*—tomando a companhia; *prabhura*—do Senhor; *kīrtana*—saṅkīrtana; *pracāra*—movimento; *yāṅ-sabā*—pessoas com quem; *lañā*—em companhia; *karena*—Ele faz; *prema*—amor a Deus; *āsvādana*—saboreio; *yāṅ-sabā*—aqueles que são; *lañā*—em companhia; *dāna kare*—dá em caridade; *prema-dhana*—amor a Deus.", "translation": "**Os devotos internos, ou potências, são todos associados eternos nos passatempos do Senhor. Somente com eles é que o Senhor advém para propagar o movimento de saṅkīrtana, somente com eles é que o Senhor saboreia a doçura do amor conjugal e somente com eles é que Ele distribui esse amor a Deus às pessoas em geral.**", "purport": "Ao distinguir entre devotos puros e devotos internos ou íntimos, Śrī Rūpa Gosvāmī, em seu livro Upadeśāmṛta, traça o seguinte processo gradual de desenvolvimento. Entre muitos milhares de karmīs, um é melhor quando está situado no perfeito conhecimento Védico. Entre muitos desses eruditos e filósofos, aquele que está realmente liberado do cativeiro material é melhor, e entre muitas dessas pessoas que estão de fato liberadas, aquela que é devota da Suprema Personalidade de Deus é considerada a melhor. Entre os muitos desses amantes transcendentais da Suprema Personalidade de Deus, as gopīs são as melhores, e entre as gopīs Śrīmatī Rādhikā é a melhor. Śrīmatī Rādhikā é muito querida ao Senhor Kṛṣṇa e, de modo semelhante, Seus lagos, a saber, Śyāma-kuṇḍa e Rādhā-kuṇḍa, também são muito queridos à Suprema Personalidade de Deus.\n\nŚrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta em seu Anubhāṣya que, entre as cinco tattvas, duas são energias (śakti-tattva) e as outras três são energéticas (śaktimān tattva). Tanto os devotos imaculados como os internos ocupam-se no cultivo favorável da consciência de Kṛṣṇa, sem o tingimento da especulação filosófica ou das atividades fruitivas. Todos eles são compreendidos como devotos puros, e aqueles entre eles que simplesmente se ocupam em amor conjugal são chamados de mādhurya-bhaktas, ou devotos internos. Os serviços amorosos em amor parental, fraternidade e servidão estão incluídos no amor conjugal a Deus. Em conclusão, portanto, todo devoto íntimo é um devoto puro do Senhor.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu desfruta de Seus passatempos com Sua expansão imediata, Nityānanda Prabhu. Seus devotos puros e Suas três encarnações puruṣa, a saber, Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, sempre acompanham o Senhor Supremo para propagar o movimento de saṅkīrtana."}
{"ref": "cc/adi/7/20-21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/20-21/", "verse_text": "sei pañca-tattva mili' pṛthivī āsiyā\n\npūrva-premabhāṇḍārera mudrā ughāḍiyā\n\npāṅce mili' luṭe prema, kare āsvādana\n\nyata yata piye, tṛṣṇā bāḍhe anukṣaṇa", "devanagari": "> সেই পঞ্চতত্ত্ব মিলি’ পৃথিবী আসিয়া ।\n> পূর্ব-প্রেমভাণ্ডারের মুদ্রা উঘাড়িয়া ॥২০॥\n> পাঁচে মিলি’ লুটে প্রেম, করে আস্বাদন ।\n> যত যত পিয়ে, তৃষ্ণা বাঢ়ে অনুক্ষণ ॥২১॥", "synonyms": "*sei*—aqueles; *pañca-tattva*—cinco verdades; *mili'*—reunidos; *pṛthivī*—nesta terra; *āsiyā*—descendo; *pūrva*—original; *prema-bhāṇḍārera*—o depósito de amor transcendental; *mudrā*—selo; *ughāḍiyā*—abrindo; *pāṅce mili'*—misturando todos esses cinco; *luṭe*—saqueiam; *prema*—amor a Deus; *kare āsvādana*—saboreiam; *yata yata*—tanto quanto; *piye*—bebem; *tṛṣṇā*—sede; *bāḍhe*—aumenta; *anukṣaṇa*—repetidamente.", "translation": "**As características de Kṛṣṇa são compreendidas como um depósito de amor transcendental. Embora esse depósito de amor certamente tenha vindo com Kṛṣṇa quando Ele esteve presente, estava selado. Mas, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu veio com Seus demais associados da Pañca-tattva, eles romperam o selo e saquearam o depósito para saborear o amor transcendental a Kṛṣṇa. Quanto mais o saboreavam, mais crescia a sede deles por ele.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu é chamado de mahā-vadānyāvatāra porque, embora seja o próprio Śrī Kṛṣṇa, é ainda mais favoravelmente disposto às pobres almas caídas do que o Senhor Śrī Kṛṣṇa. Quando o próprio Senhor Śrī Kṛṣṇa esteve pessoalmente presente, exigiu que todos se rendessem a Ele e prometeu que então lhes daria toda proteção, mas, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu veio a esta terra com Seus associados, Ele simplesmente distribuiu o amor transcendental a Deus sem discriminação. Por isso, Śrī Rūpa Gosvāmī pôde compreender que o Senhor Caitanya não era outro senão o próprio Śrī Kṛṣṇa, pois ninguém, exceto a Suprema Personalidade de Deus, pode distribuir o amor íntimo à Pessoa Suprema."}
{"ref": "cc/adi/7/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/22/", "verse_text": "punaḥ punaḥ piyāiyā haya mahāmatta\n\nnāce, kānde, hāse, gāya, yaiche mada-matta", "devanagari": "> পুনঃ পুনঃ পিয়াইয়া হয় মহামত্ত ।\n> নাচে, কান্দে, হাসে, গায়, যৈছে মদমত্ত ॥২২॥", "synonyms": "*punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *piyāiyā*—fazendo beber; *haya*—torna-se; *mahā-matta*—altamente extático; *nāce*—dança; *kānde*—chora; *hāse*—ri; *gāya*—canta; *yaiche*—como se; *mada-matta*—alguém embriagado.", "translation": "**A própria Śrī Pañca-tattva dançou repetidas vezes e, assim, tornou mais fácil beber o nectáreo amor a Deus. Eles dançaram, choraram, riram e cantaram como loucos e, dessa maneira, distribuíram o amor a Deus.**", "purport": "As pessoas em geral não conseguem compreender o verdadeiro significado de cantar e dançar. Ao descrever os Gosvāmīs, Śrī Śrīnivāsa Ācārya afirmou: kṛṣṇotkīrtana-gāna-nartana-parau — não apenas o Senhor Caitanya Mahāprabhu e Seus associados demonstraram esse cantar e dançar, mas os seis Gosvāmīs também seguiram o exemplo na geração seguinte. O atual movimento da consciência de Kṛṣṇa segue o mesmo princípio e, por isso, simplesmente cantando e dançando temos recebido boas respostas no mundo inteiro. Deve-se compreender, contudo, que esse cantar e dançar não pertencem a este mundo material. Na verdade, são atividades transcendentais, pois quanto mais a pessoa se ocupa em cantar e dançar, mais pode saborear o néctar do amor transcendental a Deus."}
{"ref": "cc/adi/7/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/23/", "verse_text": "pātrāpātra-vicāra nāhi, nāhi sthānāsthāna\n\nyei yāṅhā pāya, tāṅhā kare prema-dāna", "devanagari": "> পাত্রাপাত্র-বিচার নাহি, নাহি স্থানাস্থান ।\n> যেই যাঁহা পায়, তাঁহা করে প্রেমদান ॥২৩॥", "synonyms": "*pātra*—receptor; *apātra*—não receptor; *vicāra*—consideração; *nāhi*—não há nenhuma; *nāhi*—não há nenhum; *sthāna*—lugar favorável; *asthāna*—lugar desfavorável; *yei*—qualquer um; *yāṅhā*—onde quer que; *pāya*—obtém a oportunidade; *tāṅhā*—ali mesmo; *kare*—faz; *prema-dāna*—distribuição do amor a Deus.", "translation": "**Ao distribuir o amor a Deus, Caitanya Mahāprabhu e Seus associados não consideravam quem era um candidato apto e quem não era, nem onde tal distribuição deveria ou não ocorrer. Eles não impunham condições. Onde quer que obtivessem a oportunidade, os membros da Pañca-tattva distribuíam o amor a Deus.**", "purport": "Há alguns canalhas que ousam falar contra a missão do Senhor Caitanya, criticando o movimento da consciência de Kṛṣṇa por aceitar europeus e americanos como brāhmaṇas e por conceder-lhes o sannyāsa. Mas aqui está uma afirmação autorizada de que, ao distribuir o amor a Deus, não se deve considerar se os receptores são europeus, americanos, hindus, muçulmanos, etc. O movimento da consciência de Kṛṣṇa deve ser difundido onde quer que seja possível, e deve-se aceitar como maiores que os brāhmaṇas, hindus ou indianos aqueles que assim se tornam vaiṣṇavas. Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava que Seu nome fosse difundido em cada cidade e aldeia da superfície do globo. Portanto, quando o culto de Caitanya Mahāprabhu se difunde pelo mundo inteiro, não deveriam aqueles que o abraçam ser aceitos como vaiṣṇavas, brāhmaṇas e sannyāsīs? Esses argumentos tolos às vezes são levantados por canalhas invejosos, mas os devotos conscientes de Kṛṣṇa não se importam com eles. Seguimos estritamente os princípios estabelecidos pela Pañca-tattva."}
{"ref": "cc/adi/7/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/24/", "verse_text": "luṭiyā, khāiyā, diyā, bhāṇḍāra ujāḍe\n\nāścarya bhāṇḍāra, prema śata-guṇa bāḍe", "devanagari": "> লুটিয়া, খাইয়া, দিয়া, ভাণ্ডার উজাড়ে ।\n> আশ্চর্য ভাণ্ডার, প্রেম শতগুণ বাড়ে ॥২৪॥", "synonyms": "*luṭiyā*—saqueando; *khāiyā*—comendo; *diyā*—distribuindo; *bhāṇḍāra*—depósito; *ujāḍe*—esvaziado; *āścarya*—maravilhoso; *bhāṇḍāra*—depósito; *prema*—amor a Deus; *śata-guṇa*—cem vezes; *bāḍe*—aumenta.", "translation": "**Embora os membros do Pañca-tattva tenham saqueado o depósito de amor a Deus e comido e distribuído seu conteúdo, não houve escassez, pois esse maravilhoso depósito é tão completo que, à medida que o amor é distribuído, o suprimento aumenta centenas de vezes.**", "purport": "Uma pseudoencarnação de Kṛṣṇa certa vez disse a seu discípulo que havia se esvaziado ao dar-lhe todo o conhecimento e que estava, portanto, falido espiritualmente. Tais embusteiros falam dessa forma para enganar o público, mas a consciência espiritual genuína é tão perfeita que quanto mais é distribuída, mais aumenta. A falência é um termo que se aplica no mundo material, mas o tesouro do amor a Deus no mundo espiritual jamais pode ser esgotado. Kṛṣṇa provê para milhões e trilhões de entidades vivas, suprindo todas as suas necessidades, e mesmo que todas as incontáveis entidades vivas quisessem tornar-se conscientes de Kṛṣṇa, não haveria escassez de amor a Deus, nem faltariam recursos para sua manutenção. Nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa foi iniciado de forma individual, sem que ninguém provesse nosso sustento, mas atualmente gastamos centenas e milhares de dólares em todo o mundo, e o movimento cresce cada vez mais. Assim sendo, não há questão de escassez. Embora pessoas invejosas possam sentir ciúmes, se nos mantivermos fiéis a nossos princípios e seguirmos os passos do Pañca-tattva, este movimento seguirá em frente sem ser obstado por *svāmīs* imitadores, *sannyāsīs,* religiosos, filósofos ou cientistas, pois é transcendental a todas as considerações materiais. Por conseguinte, aqueles que propagam o movimento da consciência de Kṛṣṇa não devem ter medo de tais canalhas e tolos."}
{"ref": "cc/adi/7/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/25/", "verse_text": "uchalila prema-vanyā caudike veḍāya\n\nstrī, vṛddha, bālaka, yuvā, sabāre ḍubāya", "devanagari": "> উছলিল প্রেমবন্যা চৌদিকে বেড়ায় ।\n> স্ত্রী, বৃদ্ধ, বালক, যুবা, সবারে ডুবায় ॥২৫॥", "synonyms": "*uchalila*—agitou-se; *prema-vanyā*—a inundação de amor a Deus; *caudike*—em todas as direções; *veḍāya*—envolvendo; *strī*—mulher; *vṛddha*—velhos; *bālaka*—crianças; *yuvā*—jovens; *sabāre*—todos eles; *ḍubāya*—submergiram.", "translation": "**A inundação de amor a Deus transbordou em todas as direções, e assim jovens, velhos, mulheres e crianças, todos ficaram imersos nessa enchente.**", "purport": "Quando o conteúdo do tesouro do amor a Deus é assim distribuído, há uma poderosa inundação que cobre toda a terra. Em Śrīdhāma Māyāpura, às vezes ocorre uma grande enchente após a estação das chuvas. Isso é uma indicação de que do local de nascimento do Senhor Caitanya a inundação do amor a Deus deve se espalhar por todo o mundo, pois isso beneficiará a todos, incluindo velhos, jovens, mulheres e crianças. O movimento da consciência de Kṛṣṇa de Śrī Caitanya Mahāprabhu é tão poderoso que pode inundar o mundo inteiro e despertar em todas as classes de homens o interesse pelo tema do amor a Deus."}
{"ref": "cc/adi/7/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/26/", "verse_text": "saj-jana, durjana, paṅgu, jaḍa, andha-gaṇa\n\nprema-vanyāya ḍubāila jagatera jana", "devanagari": "> সজ্জন, দুর্জন, পঙ্গু, জড়, অন্ধগণ ।\n> প্রেমবন্যায় ডুবাইল জগতের জন ॥২৬॥", "synonyms": "*sat-jana*—pessoas nobres; *durjana*—patifes; *paṅgu*—coxos; *jaḍa*—inválidos; *andha-gaṇa*—cegos; *prema-vanyāya*—na inundação de amor a Deus; *ḍubāila*—afogou; *jagatera*—do mundo inteiro; *jana*—pessoas.", "translation": "**O movimento da consciência de Kṛṣṇa inundará o mundo inteiro e afogará todos, quer se trate de uma pessoa nobre, de um patife, ou mesmo de coxos, inválidos ou cegos.**", "purport": "Aqui, mais uma vez, pode-se enfatizar que, embora canalhas invejosos protestem que não se pode dar a europeus e americanos o cordão sagrado ou o sannyāsa, não há nem mesmo necessidade de considerar se alguém é uma pessoa nobre ou um patife, pois este é um movimento espiritual que não se preocupa com o corpo externo de pele e ossos. Visto que está sendo conduzido apropriadamente sob a orientação da Pañca-tattva, seguindo estritamente os princípios reguladores, nada tem a ver com impedimentos externos."}
{"ref": "cc/adi/7/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/27/", "verse_text": "jagat ḍubila, jīvera haila bīja nāśa\n\ntāhā dekhi' pāṅca janera parama ullāsa", "devanagari": "> জগৎ ডুবিল, জীবের হৈল বীজ নাশ ।\n> তাহা দেখি’ পাঁচ জনের পরম উল্লাস ॥২৭॥", "synonyms": "*jagat*—o mundo inteiro; *ḍubila*—afogou-se; *jīvera*—das entidades vivas; *haila*—assim se deu; *bīja*—a semente; *nāśa*—completamente destruída; *tāhā*—então; *dekhi'*—ao ver; *pāñca*—cinco; *janera*—das pessoas; *parama*—suprema; *ullāsa*—felicidade.", "translation": "**Quando os cinco membros do Pañca-tattva viram o mundo inteiro afogado em amor a Deus e a semente do gozo material nas entidades vivas completamente destruída, todos ficaram extremamente felizes.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura escreve em seu *Anubhāṣya* que, como todas as entidades vivas pertencem à potência marginal do Senhor, cada uma delas tem uma tendência natural de tornar-se consciente de Kṛṣṇa, embora ao mesmo tempo a semente do desfrute material esteja indubitavelmente nela presente. A semente do desfrute material, regada pelo curso da natureza material, frutifica e se transforma numa árvore de enredamento material que concede à entidade viva todas as espécies de desfrute material. Desfrutar de tais facilidades materiais é ser afligido pelas três misérias materiais. No entanto, quando por lei da natureza sobrevém uma inundação, as sementes dentro da terra ficam inativas. De modo semelhante, à medida que a inundação do amor a Deus se espalha por todo o mundo, as sementes do desfrute material tornam-se impotentes. Assim sendo, quanto mais o movimento de consciência de Kṛṣṇa se expande, mais o desejo de desfrute material diminui. A semente do desfrute material automaticamente se torna impotente com o crescimento do movimento de consciência de Kṛṣṇa.\n\nEm vez de sentir inveja de que a consciência de Kṛṣṇa se está espalhando por todo o mundo pela graça do Senhor Caitanya, os que são ciumentos deveriam estar felizes, como aqui se indica pelas palavras *parama ullāsa.* Mas, por serem *kaniṣṭha-adhikārīs* ou *prākṛta-bhaktas* (devotos materialistas que não estão avançados no conhecimento espiritual), sentem inveja em vez de alegria e tentam encontrar falhas no movimento de consciência de Kṛṣṇa. Todavia, Śrīmat Prabodhānanda Sarasvatī escreve em seu *Caitanya-candrāmṛta* que, quando influenciados pelo movimento de consciência de Kṛṣṇa do Senhor Caitanya, os materialistas tornam-se avessos a falar de suas esposas e filhos, supostos eruditos abandonam seus fastidiosos estudos da literatura Védica, os *yogīs* abandonam suas práticas impraticáveis de *yoga* místico, os ascetas abandonam suas árduas atividades de penitência e austeridade, e os *sannyāsīs* abandonam seus estudos da filosofia Sāṅkhya. Desse modo, todos são atraídos pelas práticas de *bhakti-yoga* do Senhor Caitanya e não conseguem saborear nenhum rasa superior ao da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/28/", "verse_text": "yata yata prema-vṛṣṭi kare pañca-jane\n\ntata tata bāḍhe jala, vyāpe tri-bhuvane", "devanagari": "> যত যত প্রেমবৃষ্টি করে পঞ্চজনে ।\n> তত তত বাঢ়ে জল, ব্যাপে ত্রিভুবনে ॥২৮॥", "synonyms": "*yata*—quantas; *yata*—outras tantas; *prema-vṛṣṭi*—chuvas de amor a Deus; *kare*—causam; *pañca-jane*—os cinco membros do Pañca-tattva; *tata tata*—outro tanto; *bāḍhe*—aumenta; *jala*—água; *vyāpe*—espalha-se; *tri-bhuvane*—por todos os três mundos.", "translation": "**Quanto mais os cinco membros do Pañca-tattva fazem cair as chuvas de amor a Deus, mais a inundação aumenta e se espalha por todo o mundo.**", "purport": "O movimento da consciência de Kṛṣṇa não é estereotipado nem estagnado. Ele se espalhará por todo o mundo, a despeito de todas as objeções de tolos e patifes de que os mlecchas europeus e americanos não podem ser aceitos como brāhmaṇas ou sannyāsīs. Aqui se indica que este processo se espalhará e inundará o mundo inteiro com a consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/29-30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/29-30/", "verse_text": "māyāvādī, karma-niṣṭha kutārkika-gaṇa\n\nnindaka, pāṣaṇḍī yata paḍuyā adhama\n\nsei saba mahādakṣa dhāñā palāila\n\nsei vanyā tā-sabāre chuṅite nārila", "devanagari": "> মায়াবাদী, কর্মনিষ্ঠ কুতার্কিকগণ ।\n> নিন্দক, পাষণ্ডী, যত পড়ুয়া অধম ॥২৯॥\n> সেই সব মহাদক্ষ ধাঞা পলাইল ।\n> সেই বন্যা তা-সবারে ছুঁইতে নারিল ॥৩০॥", "synonyms": "*māyāvādī*—os filósofos impersonalistas; *karma-niṣṭha*—os trabalhadores fruitivos; *kutārkika-gaṇa*—os falsos lógicos; *nindaka*—os blasfemadores; *pāṣaṇḍī*—não devotos; *yata*—todos; *paḍuyā*—estudantes; *adhama*—a classe mais baixa; *sei saba*—todos eles; *mahā-dakṣa*—são muito peritos; *dhāñā*—correndo; *palāila*—foram embora; *sei vanyā*—aquela inundação; *tā-sabāre*—todos eles; *chuṅite*—tocar; *nārila*—não pôde.", "translation": "**Os impersonalistas, os trabalhadores fruitivos, os falsos lógicos, os blasfemadores, os não devotos e os mais baixos da comunidade estudantil são muito peritos em evitar o movimento da consciência de Kṛṣṇa, e, por isso, a inundação da consciência de Kṛṣṇa não pode tocá-los.**", "purport": "Assim como os filósofos māyāvādīs do passado, tais como Prakāśānanda Sarasvatī de Benares, os impersonalistas modernos não se interessam pelo movimento de consciência de Kṛṣṇa do Senhor Caitanya. Não conhecem o valor deste mundo material; consideram-no falso e não conseguem compreender como o movimento de consciência de Kṛṣṇa pode utilizá-lo. Estão tão absortos no pensamento impessoal que tomam como certo que toda variedade espiritual é material. Por não conhecerem nada além de sua concepção errônea do *brahmajyoti,* não conseguem compreender que Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, é espiritual e, por conseguinte, está além da concepção da ilusão material. Sempre que Kṛṣṇa se encarna pessoalmente ou como devoto, esses filósofos māyāvādīs O aceitam como um ser humano comum. Isso é condenado no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/11|(Bg. 9.11)]]:\n\n> avajānanti māṁ mūḍhā\n> mānuṣīṁ tanum āśritam\n> paraṁ bhāvam ajānanto\n> mama bhūta-maheśvaram\n\n\"Os tolos zombam de Mim quando desço na forma humana. Não conhecem Minha natureza transcendental nem Meu domínio Supremo sobre tudo o que existe.\"\n\nHá também outras pessoas inescrupulosas que exploram o aparecimento do Senhor posando como encarnações para enganar o público inocente. Uma encarnação de Deus deve ser submetida aos testes dos enunciados dos *śāstras* e também realizar atividades extraordinárias. Não se deve aceitar um canalha como encarnação de Deus, mas sim testar sua capacidade de agir como a Suprema Personalidade de Deus. Por exemplo, Kṛṣṇa instruiu Arjuna no *Bhagavad-gītā,* e Arjuna também O aceitou como a Suprema Personalidade de Deus, mas para nossa compreensão Arjuna pediu ao Senhor que manifestasse Sua forma universal, testando assim se Ele era de fato o Senhor Supremo. Da mesma forma, deve-se testar uma suposta encarnação da Suprema Divindade de acordo com os critérios estabelecidos. Para evitar ser enganado por uma exibição de poderes místicos, é melhor examinar uma suposta encarnação de Deus à luz dos enunciados dos *śāstras.* Caitanya Mahāprabhu é descrito nos *śāstras* como uma encarnação de Kṛṣṇa; por isso, se alguém quiser imitar o Senhor Caitanya e reivindicar ser uma encarnação, deve apresentar evidências dos *śāstras* sobre seu aparecimento para fundamentar tal reivindicação."}
{"ref": "cc/adi/7/31-32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/31-32/", "verse_text": "tāhā dekhi' mahāprabhu karena cintana\n\njagat ḍubāite āmi kariluṅ yatana\n\nkeha keha eḍāila, pratijñā ha-ila bhaṅga\n\ntā-sabā ḍubaite pātiba kichu raṅga", "devanagari": "> তাহা দেখি’ মহাপ্রভু করেন চিন্তন ।\n> জগৎ ডুবাইতে আমি করিলুঁ যতন ॥৩১॥\n> কেহ কেহ এড়াইল, প্রতিজ্ঞা হইল ভঙ্গ ।\n> তা-সবা ডুবাইতে পাতিব কিছু রঙ্গ ॥৩২॥", "synonyms": "*tāhā dekhi'*—observando esse avanço; *mahāprabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—faz; *cintana*—pensar; *jagat*—o mundo inteiro; *ḍubāite*—afogar; *āmi*—Eu; *kariluṅ*—esforcei-Me; *yatana*—tentativas; *keha keha*—alguns deles; *eḍāila*—escaparam; *pratijñā*—promessa; *ha-ila*—tornou-se; *bhaṅga*—quebrada; *tā-sabā*—todos eles; *ḍubāite*—fazê-los afogar; *pātiba*—conceberei; *kichu*—algum; *raṅga*—ardil.", "translation": "**Vendo que os māyāvādīs e outros fugiam, o Senhor Caitanya pensou: Eu queria que todos ficassem imersos nesta inundação de amor a Deus, mas alguns deles escaparam. Portanto, idearei um ardil para afogá-los também.**", "purport": "Aqui há um ponto importante. O Senhor Caitanya Mahāprabhu quis descobrir uma maneira de capturar os māyāvādīs e outros que não se interessavam pelo movimento de consciência de Kṛṣṇa. Este é o sintoma de um *ācārya.* Não se pode esperar que um *ācārya* que vem para o serviço do Senhor se conforme a um estereótipo, pois deve encontrar os meios pelos quais a consciência de Kṛṣṇa possa ser difundida. Às vezes, pessoas ciumentas criticam o movimento de consciência de Kṛṣṇa porque ele envolve igualmente rapazes e moças na distribuição do amor a Deus. Não sabendo que rapazes e moças em países como Europa e América se misturam com muita liberdade, esses tolos e canalhas criticam os rapazes e as moças conscientes de Kṛṣṇa por se misturarem. Mas esses canalhas deveriam considerar que não se pode mudar de repente os costumes sociais de uma comunidade. No entanto, como tanto os rapazes quanto as moças estão sendo treinados para se tornarem pregadores, essas moças não são moças comuns, mas são tão competentes quanto seus irmãos que estão pregando a consciência de Kṛṣṇa. Portanto, ocupar tanto rapazes quanto moças em atividades plenamente transcendentais é uma política concebida para difundir o movimento de consciência de Kṛṣṇa. Esses tolos ciumentos que criticam a mistura de rapazes e moças simplesmente terão de se contentar com sua própria tolice, pois não conseguem pensar em como difundir a consciência de Kṛṣṇa adotando meios favoráveis a esse fim. Seus métodos estereotipados jamais ajudarão a difundir a consciência de Kṛṣṇa. Em consequência, o que estamos fazendo é perfeito pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, pois foi Ele quem propôs descobrir uma maneira de capturar aqueles que se desviaram da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/33/", "verse_text": "eta bali' mane kichu kariyā vicāra\n\nsannyāsa-āśrama prabhu kailā aṅgīkāra", "devanagari": "> এত বলি’ মনে কিছু করিয়া বিচার ।\n> সন্ন্যাস-আশ্রম প্রভু কৈলা অঙ্গীকার ॥৩৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *mane*—dentro da mente; *kichu*—algo; *kariyā*—fazendo; *vicāra*—consideração; *sannyāsa-āśrama*—a ordem de vida renunciada; *prabhu*—o Senhor; *kailā*—fez; *aṅgīkāra*—aceitar.", "translation": "**Assim, o Senhor aceitou a ordem de vida de sannyāsa após plena consideração.**", "purport": "Não havia necessidade de o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitar o sannyāsa, pois Ele é o próprio Deus e, portanto, nada tem a ver com o conceito corporal e material da vida. Śrī Caitanya Mahāprabhu não Se identificava com nenhum dos oito varṇas e āśramas, a saber, brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya, śūdra, brahmacārī, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa. Ele Se identificava como o Espírito Supremo. Śrī Caitanya Mahāprabhu, ou, nesse sentido, qualquer devoto puro, jamais se identifica com essas divisões sociais e espirituais da vida, pois um devoto é sempre transcendental a essas diferentes gradações da sociedade. Não obstante, o Senhor Caitanya decidiu aceitar o sannyāsa sob o argumento de que, quando Se tornasse um sannyāsī, todos Lhe prestariam respeito e, dessa maneira, seriam favorecidos. Embora realmente não houvesse necessidade de Ele aceitar o sannyāsa, Ele o fez para o benefício daqueles que pudessem considerá-Lo um ser humano comum. O principal propósito de Sua aceitação do sannyāsa era libertar os sannyāsīs māyāvādīs. Isso ficará evidente mais adiante neste capítulo.\n\nŚrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explicou o termo \"māyāvādī\" da seguinte maneira: \"A Suprema Personalidade de Deus é transcendental à concepção material da vida. Um māyāvādī é aquele que considera que o corpo da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é feito de māyā, e que também considera que a morada do Senhor e o processo de aproximar-se d'Ele, o serviço devocional, são māyā. O māyāvādī considera que toda a parafernália do serviço devocional é māyā.\" Māyā refere-se à existência material, que é caracterizada pelas reações das atividades fruitivas. Os māyāvādīs consideram o serviço devocional como uma dessas atividades fruitivas. Segundo eles, quando os bhāgavatas (devotos) são purificados pela especulação filosófica, alcançarão o verdadeiro ponto da liberação. Aqueles que especulam dessa maneira a respeito do serviço devocional são chamados kutārkikas (falsos lógicos), e aqueles que consideram o serviço devocional como atividade fruitiva também são chamados karma-niṣṭhas. Aqueles que criticam o serviço devocional são chamados nindakas (blasfemadores). De modo semelhante, os não devotos que consideram as atividades devocionais como materiais também são chamados pāṣaṇḍīs, e os eruditos com um ponto de vista semelhante são chamados adhama paḍuyās.\n\nOs kutārkikas, nindakas, pāṣaṇḍīs e adhama paḍuyās todos evitaram o benefício do movimento de desenvolvimento do amor a Deus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu compaixão por eles, e foi por essa razão que Ele decidiu aceitar a ordem de sannyāsa, pois, ao vê-Lo como um sannyāsī, eles Lhe ofereceriam respeitos. A ordem de sannyāsa ainda é respeitada na Índia. De fato, a própria veste de um sannyāsī ainda inspira respeito no público indiano. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou o sannyāsa para facilitar a pregação de Seu culto devocional, embora, de outro modo, não tivesse necessidade de aceitar a quarta ordem de vida espiritual."}
{"ref": "cc/adi/7/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/34/", "verse_text": "cabbiśa vatsara chilā gṛhastha-āśrame\n\npañca-viṁśati varṣe kaila yati-dharme", "devanagari": "> চব্বিশ বৎসর ছিলা গৃহস্থ-আশ্রমে ।\n> পঞ্চবিংশতি বর্ষে কৈল যতিধর্মে ॥৩৪॥", "synonyms": "*cabbiśa*—vinte e quatro; *vatsara*—anos; *chilā*—Ele permaneceu; *gṛhastha*—vida de chefe de família; *āśrame*—a ordem de; *pañca*—cinco; *viṁśati*—vinte; *varṣe*—no ano; *kaila*—fez; *yati-dharme*—aceitou a ordem de sannyāsa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu na vida de chefe de família por vinte e quatro anos, e às vésperas de Seu vigésimo quinto ano aceitou a ordem de sannyāsa.**", "purport": "Há quatro ordens de vida espiritual, a saber, brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa, e em cada um desses āśramas há quatro divisões. As divisões do brahmacary-āśrama são sāvitrya, prājāpatya, brāhma e bṛhat, e as divisões do gṛhasthāśrama são vārtā (profissionais), sañcaya (acumuladores), śālīna (aqueles que nada pedem a ninguém) e śiloñchana (aqueles que recolhem grãos dos arrozais). De modo semelhante, as divisões do vānaprasthāśrama são vaikhānasa, vālakhilya, auḍumbara e pheṇapa, e as divisões de sannyāsa são kuṭīcaka, bahūdaka, haṁsa e niṣkriya. Há dois tipos de sannyāsīs, chamados dhīras e narottamas, como se afirma no Śrīmad-Bhāgavatam (1.13.26-27). No final do mês de janeiro do ano de 1432 śakābda (1511 d.C.), Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem de sannyāsa de Keśava Bhāratī, que pertencia à Śaṅkara-sampradāya."}
{"ref": "cc/adi/7/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/35/", "verse_text": "sannyāsa kariyā prabhu kailā ākarṣaṇa\n\nyateka pālāñāchila tārkikādigaṇa", "devanagari": "> সন্ন্যাস করিয়া প্রভু কৈলা আকর্ষণ ।\n> যতেক পালাঞাছিল তার্কিকাদিগণ ॥৩৫॥", "synonyms": "*sannyāsa*—a ordem de sannyāsa; *kariyā*—aceitando; *prabhu*—o Senhor; *kailā*—fez; *ākarṣaṇa*—atrair; *yateka*—todas; *pālāñāchila*—fugiram; *tārkika-ādi-gaṇa*—todas as pessoas, a começar pelos lógicos.", "translation": "**Após aceitar a ordem de sannyāsa, Śrī Caitanya Mahāprabhu atraiu a atenção de todos aqueles que O haviam evitado, a começar pelos lógicos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/36/", "verse_text": "paḍuyā, pāṣaṇḍī, karmī, nindakādi yata\n\ntārā āsi' prabhu-pāya haya avanata", "devanagari": "> পড়ুয়া, পাষণ্ডী, কর্মী, নিন্দকাদি যত ।\n> তারা আসি’ প্রভু-পায় হয় অবনত ॥৩৬॥", "synonyms": "*paḍuyā*—estudantes; *pāṣaṇḍī*—conciliadores materialistas; *karmī*—atores fruitivos; *nindaka-ādi*—críticos; *yata*—todos; *tārā*—eles; *āsi'*—vindo; *prabhu*—do Senhor; *pāya*—aos pés de lótus; *haya*—tornaram-se; *avanata*—rendidos.", "translation": "**Assim, os estudantes, os infiéis, os trabalhadores fruitivos e os críticos vieram todos render-se aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/37/", "verse_text": "aparādha kṣamāila, ḍubila prema-jale\n\nkebā eḍāibe prabhura prema-mahājāle", "devanagari": "> অপরাধ ক্ষমাইল, ডুবিল প্রেমজলে ।\n> কেবা এড়াইবে প্রভুর প্রেম-মহাজালে ॥৩৭॥", "synonyms": "*aparādha*—ofensa; *kṣamāila*—perdoou; *ḍubila*—imergiram; *prema-jale*—no oceano de amor a Deus; *kebā*—quem mais; *eḍāibe*—escapará; *prabhura*—do Senhor; *prema*—amorosa; *mahā-jāle*—rede.", "translation": "**O Senhor Caitanya a todos perdoou, e eles imergiram no oceano do serviço devocional, pois ninguém pode escapar da singular rede amorosa de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu foi um ācārya ideal. Um ācārya é um mestre ideal que conhece o propósito das escrituras reveladas, comporta-se exatamente de acordo com suas injunções e ensina seus discípulos a adotarem também esses princípios. Como ācārya ideal, Śrī Caitanya Mahāprabhu concebeu maneiras de capturar toda espécie de ateus e materialistas. Todo ācārya tem um meio específico de propagar seu movimento espiritual, com o objetivo de conduzir os homens à consciência de Kṛṣṇa. Por isso, o método de um ācārya pode ser diferente do de outro, mas a meta última nunca é negligenciada. Śrīla Rūpa Gosvāmī recomenda:\n\ntasmāt kenāpy upāyena\nmanaḥ kṛṣṇe niveśayet\nsarve vidhi-niṣedhā syur\netayor eva kiṅkarāḥ\n\nUm ācārya deve conceber um meio pelo qual as pessoas possam, de uma maneira ou de outra, chegar à consciência de Kṛṣṇa. Primeiro elas devem tornar-se conscientes de Kṛṣṇa, e todas as regras e regulações prescritas poderão ser introduzidas mais tarde, gradualmente. Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, seguimos esta política do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por exemplo, visto que rapazes e moças nos países ocidentais convivem livremente, são necessárias concessões especiais quanto a seus costumes e hábitos para conduzi-los à consciência de Kṛṣṇa. O ācārya deve conceber um meio de trazê-los ao serviço devocional. Por isso, embora eu seja um sannyāsī, às vezes participo do casamento de rapazes e moças, ainda que na história do sannyāsa nenhum sannyāsī jamais tenha pessoalmente tomado parte no casamento de seus discípulos."}
{"ref": "cc/adi/7/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/38/", "verse_text": "sabā nistārite prabhu kṛpā-avatāra\n\nsabā nistārite kare cāturī apāra", "devanagari": "> সবা নিস্তারিতে প্রভু কৃপা-অবতার ।\n> সবা নিস্তারিতে করে চাতুরী অপার ॥৩৮॥", "synonyms": "*sabā*—todos; *nistārite*—libertar; *prabhu*—o Senhor; *kṛpā*—misericórdia; *avatāra*—encarnação; *sabā*—todos; *nistārite*—libertar; *kare*—fez; *cāturī*—recursos; *apāra*—ilimitados.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu para libertar todas as almas caídas. Por isso, Ele concebeu muitos métodos para liberá-las das garras de māyā.**", "purport": "É da incumbência do ācārya mostrar misericórdia às almas caídas. A esse respeito, deve-se levar em consideração deśa-kāla-pātra (o lugar, o tempo e o objeto). Visto que os rapazes e as moças europeus e americanos de nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa pregam juntos, homens menos inteligentes criticam que eles se misturam sem restrição. Na Europa e na América, rapazes e moças convivem irrestritamente e têm direitos iguais; portanto, não é possível separar completamente os homens das mulheres. Contudo, estamos instruindo minuciosamente tanto homens como mulheres a pregar, e, de fato, eles estão pregando maravilhosamente. É claro que proibimos terminantemente o sexo ilícito. Não se permite que rapazes e moças que não são casados durmam juntos ou vivam juntos, e há arranjos separados para rapazes e moças em cada templo. Os gṛhasthas vivem fora do templo, pois, no templo, não permitimos que sequer marido e mulher vivam juntos. Os resultados disso são maravilhosos. Tanto homens como mulheres estão pregando o evangelho do Senhor Caitanya Mahāprabhu e do Senhor Kṛṣṇa com força redobrada. Neste verso, as palavras sabā nistārite kare cāturī apāra indicam que Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava libertar a todos, sem exceção. Por conseguinte, é um princípio que um pregador deve seguir estritamente as regras e regulações estabelecidas nos śāstras e, ao mesmo tempo, conceber um meio pelo qual o trabalho de pregação para recuperar os caídos possa prosseguir com toda a força."}
{"ref": "cc/adi/7/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/39/", "verse_text": "tabe nija bhakta kaila yata mleccha ādi\n\nsabe eḍāila mātra kāśīra māyāvādī", "devanagari": "> তবে নিজ ভক্ত কৈল যত ম্লেচ্ছ আদি ।\n> সবে এড়াইল মাত্র কাশীর মায়াবাদী ॥৩৯॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *nija*—próprios; *bhakta*—devotos; *kaila*—converteu; *yata*—todos; *mleccha*—aqueles que não seguem os princípios Védicos; *ādi*—encabeçando a lista; *sabe*—todos esses; *eḍāila*—escaparam; *mātra*—apenas; *kāśīra*—de Vārāṇasī; *māyāvādī*—impersonalistas.", "translation": "**Todos foram convertidos em devotos do Senhor Caitanya, até mesmo os mlecchas e yavanas. Somente os seguidores impersonalistas de Śaṅkarācārya O evitaram.**", "purport": "Neste verso, indica-se claramente que, embora o Senhor Caitanya Mahāprabhu tenha convertido muçulmanos e outros mlecchas em devotos, os seguidores impersonalistas de Śaṅkarācārya não puderam ser convertidos. Após aceitar a ordem de vida renunciada, Caitanya Mahāprabhu converteu muitos karma-niṣṭhas que eram viciados em atividades fruitivas, muitos grandes lógicos como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, nindakas (blasfemadores) como Prakāśānanda Sarasvatī, pāṣaṇḍīs (não devotos) como Jagāi e Mādhāi, e adhama paḍuyās (estudantes degradados) como Mukunda e seus amigos. Todos eles gradualmente se tornaram devotos do Senhor, até mesmo os patanes (muçulmanos), mas os piores ofensores, os impersonalistas, eram extremamente difíceis de converter, pois escaparam com muita habilidade aos ardis do Senhor Caitanya Mahāprabhu.\n\nAo descrever os māyāvādīs de Kāśī, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explicou que as pessoas que se deixam confundir pelo conhecimento empírico ou pela percepção sensorial direta, e que assim consideram que mesmo este mundo material limitado pode ser avaliado por suas estimativas materiais, concluem que tudo o que se pode discernir pela percepção sensorial direta não passa de māyā, ou ilusão. Elas sustentam que, embora a Verdade Absoluta esteja além do alcance da percepção sensorial, ela não inclui nenhuma variedade ou gozo espiritual. Segundo os māyāvādīs de Kāśī, o mundo espiritual é simplesmente um vazio. Eles não acreditam na Personalidade da Verdade Absoluta nem em Suas variedades de atividades no mundo espiritual. Embora tenham seus próprios argumentos, que não são muito fortes, não têm concepção alguma das variadas atividades da Verdade Absoluta. Esses impersonalistas, que são seguidores de Śaṅkarācārya, são geralmente conhecidos como māyāvādīs de Kāśī.\n\nPróximo a Vārāṇasī, há outro grupo de impersonalistas, que são conhecidos como māyāvādīs de Saranātha. Fora da cidade de Vārāṇasī, há um lugar conhecido como Saranātha, onde existe um grande stūpa budista. Muitos seguidores da filosofia budista vivem ali, e são conhecidos como māyāvādīs de Saranātha. Os impersonalistas de Saranātha diferem dos de Vārāṇasī, pois os impersonalistas de Vārāṇasī propagam a ideia de que o Brahman impessoal é a verdade, ao passo que as variedades materiais são falsas; mas os impersonalistas de Saranātha nem sequer acreditam que a Verdade Absoluta, ou Brahman, possa ser compreendida como o oposto de māyā, ou ilusão. Segundo sua visão, o materialismo é a única manifestação da Verdade Absoluta.\n\nNa verdade, tanto os māyāvādīs de Kāśī como os de Saranātha, bem como quaisquer outros filósofos que não têm conhecimento da alma espiritual, são defensores do mais completo materialismo. Nenhum deles possui conhecimento claro a respeito do Absoluto ou do mundo espiritual. Filósofos como os māyāvādīs de Saranātha, que não acreditam na existência espiritual da Verdade Absoluta, mas consideram as variedades materiais como tudo, não acreditam que existam dois tipos de natureza, a inferior (material) e a superior (espiritual), como se descreve no Bhagavad-gītā. Na realidade, nem os māyāvādīs de Vārāṇasī nem os de Saranātha aceitam os princípios do Bhagavad-gītā, devido a um pobre acervo de conhecimento.\n\nVisto que esses impersonalistas que não têm conhecimento espiritual perfeito não conseguem compreender os princípios do bhakti-yoga, eles devem ser classificados entre os não devotos que se opõem ao movimento da consciência de Kṛṣṇa. Às vezes, nos sentimos incomodados pelos obstáculos oferecidos por esses impersonalistas, mas não damos importância à sua suposta filosofia, pois estamos propagando nossa própria filosofia, tal como apresentada no Bhagavad-gītā Como Ele É, e obtendo resultados bem-sucedidos. Teorizando como se o serviço devocional estivesse sujeito a sua especulação mental, ambos os tipos de impersonalistas māyāvādīs concluem que o tema do bhakti-yoga é uma criação de māyā e que Kṛṣṇa, o serviço devocional e o devoto também são māyā. Por isso, como afirma Śrī Caitanya Mahāprabhu, māyāvādī kṛṣṇe aparādhī: \"Todos os māyāvādīs são ofensores ao Senhor Kṛṣṇa.\" (Cc. Madhya 17.129) Não lhes é possível compreender o movimento da consciência de Kṛṣṇa; por isso, não damos valor às suas conclusões filosóficas. Por mais peritos que sejam esses impersonalistas briguentos em apresentar sua suposta lógica, nós os derrotamos sob todos os aspectos e prosseguimos com nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa. Sua especulação mental imaginativa não pode deter o progresso do movimento da consciência de Kṛṣṇa, que é completamente espiritual e jamais está sob o controle de tais māyāvādīs."}
{"ref": "cc/adi/7/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/40/", "verse_text": "vṛndāvana yāite prabhu rahilā kāśīte\n\nmāyāvādi-gaṇa tāṅre lāgila nindite", "devanagari": "> বৃন্দাবন যাইতে প্রভু রহিলা কাশীতে ।\n> মায়াবাদিগণ তাঁরে লাগিল নিন্দিতে ॥৪০॥", "synonyms": "*vṛndāvana*—o lugar sagrado chamado Vṛndāvana; *yāite*—enquanto seguia para lá; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahilā*—permaneceu; *kāśīte*—em Vārāṇasī; *māyāvādi-gaṇa*—os filósofos māyāvādīs; *tāṅre*—contra Ele; *lāgila*—começaram; *nindite*—a falar contra Ele.", "translation": "**Enquanto o Senhor Caitanya Mahāprabhu passava por Vārāṇasī a caminho de Vṛndāvana, os filósofos sannyāsīs māyāvādīs blasfemaram contra Ele de muitas maneiras.**", "purport": "Enquanto pregava a consciência de Kṛṣṇa com todo o vigor, Śrī Caitanya Mahāprabhu enfrentou muitos filósofos māyāvādīs. De modo semelhante, nós também estamos enfrentando svāmīs, yogīs, impersonalistas, cientistas, filósofos e outros especuladores mentais que se opõem a nós, e, pela graça do Senhor Kṛṣṇa, derrotamos a todos eles com êxito, sem dificuldade."}
{"ref": "cc/adi/7/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/41/", "verse_text": "sannyāsī ha-iyā kare gāyana, nācana\nnā kare vedānta-pāṭha, kare saṅkīrtana", "devanagari": "> সন্ন্যাসী হইয়া করে গায়ন, নাচন ।\n> না করে বেদান্ত-পাঠ, করে সংকীর্তন ॥৪১॥", "synonyms": "*sannyāsī*—uma pessoa na ordem de vida renunciada; *ha-iyā*—aceitando tal posição; *kare*—faz; *gāyana*—cantar; *nācana*—dançar; *nā kare*—não pratica; *vedānta-pāṭha*—o estudo da filosofia Vedānta; *kare saṅkīrtana*—mas simplesmente ocupa-se em saṅkīrtana.", "translation": "**\"Embora seja um sannyāsī, Ele não Se interessa pelo estudo do Vedānta, mas, em vez disso, ocupa-Se sempre em cantar e dançar em saṅkīrtana.**", "purport": "Felizmente ou infelizmente, também nos deparamos com tais māyāvādīs que criticam nosso método de canto e nos acusam de não termos interesse no estudo. Não sabem que traduzimos volumes e mais volumes de livros para o inglês e que os estudantes em nossos templos os estudam regularmente pela manhã, à tarde e à noite. Estamos escrevendo e imprimindo livros, nossos estudantes os estudam e os distribuem por todo o mundo. Nenhuma escola māyāvādī pode apresentar tantos livros quantos temos; não obstante, eles nos acusam de não gostarmos de estudar. Tais acusações são completamente falsas. Mas, embora estudemos, não estudamos os disparates dos māyāvādīs.\n\nOs *sannyāsīs* māyāvādīs não cantam nem dançam. Sua objeção técnica é que esse método de cantar e dançar se chama *tauryatrika,* o que indica que um *sannyāsī* deve evitar completamente tais atividades e dedicar seu tempo ao estudo do Vedānta. Na verdade, tais homens não compreendem o que significa Vedānta. No *Bhagavad-gītā* [[bg/15/15|(Bg. 15.15)]] Kṛṣṇa diz, *vedaiś ca sarvair aham eva vedyo vedānta-kṛd veda-vid eva cāham:* \"Por todos os *Vedas* devo ser conhecido; de fato, sou o compilador do Vedānta e sou o conhecedor dos *Vedas.*\" O Senhor Kṛṣṇa é o verdadeiro compilador do Vedānta, e tudo o que Ele fala é filosofia Vedānta. Embora lhes falte o conhecimento do Vedānta apresentado pela Suprema Personalidade de Deus na forma transcendental do *Śrīmad-Bhāgavatam,* os māyāvādīs têm muito orgulho de seus estudos. Prevendo os maus efeitos de apresentarem a filosofia Vedānta de maneira distorcida, Śrīla Vyāsadeva compilou o *Śrīmad-Bhāgavatam* como comentário ao *Vedānta-sūtra. Śrīmad-Bhāgavatam* é *bhāṣyo 'yaṁ brahma-sūtrāṇām;* em outras palavras, toda a filosofia Vedānta nos aforismos do *Brahma-sūtra* está minuciosamente descrita nas páginas do *Śrīmad-Bhāgavatam.* Assim, o verdadeiro divulgador da filosofia Vedānta é uma pessoa consciente de Kṛṣṇa que sempre se ocupa em ler e compreender o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam* e em ensinar o significado desses livros ao mundo inteiro. Os māyāvādīs têm muito orgulho de terem monopolizado a filosofia Vedānta, mas os devotos possuem seus próprios comentários ao Vedānta, como o *Śrīmad-Bhāgavatam* e outros escritos pelos *ācāryas.* O comentário dos Gauḍīya Vaiṣṇavas é o *Govinda-bhāṣya.*\n\nA acusação māyāvādī de que os devotos não estudam Vedānta é falsa. Não sabem que cantar, dançar e pregar os princípios do *Śrīmad-Bhāgavatam,* chamados *bhāgavata-dharma,* equivalem ao estudo do Vedānta. Como pensam que ler a filosofia Vedānta é a única função de um *sannyāsī* e não encontraram Caitanya Mahāprabhu ocupado nesse estudo direto, criticaram o Senhor. Śrīpāda Śaṅkarācārya deu especial ênfase ao estudo da filosofia Vedānta: *vedānta-vākyeṣu sadā ramantaḥ kaupīnavantaḥ khalu bhāgyavantaḥ.* \"Um *sannyāsī,* aceitando a ordem renunciada de maneira muito estrita e usando apenas um pano de algodão ao redor dos quadris, deve sempre desfrutar das declarações filosóficas do *Vedānta-sūtra.* Tal pessoa na ordem renunciada deve ser considerada muito afortunada.\" Os māyāvādīs em Vārāṇasī blasfemaram contra o Senhor Caitanya porque Seu comportamento não seguia esses princípios. O Senhor Caitanya, porém, concedeu Sua misericórdia a esses *sannyāsīs* māyāvādīs e os libertou por meio de Seus discursos sobre Vedānta com Prakāśānanda Sarasvatī e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya."}
{"ref": "cc/adi/7/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/42/", "verse_text": "mūrkha sannyāsī nija-dharma nāhi jane\nbhāvuka ha-iyā phere bhāvukera sane", "devanagari": "> মূর্খ সন্ন্যাসী নিজ-ধর্ম নাহি জানে ।\n> ভাবুক হইয়া ফেরে ভাবুকের সনে ॥৪২॥", "synonyms": "*mūrkha*—iletrado; *sannyāsī*—alguém na ordem de vida renunciada; *nija-dharma*—próprio dever; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *bhāvuka*—em êxtase; *ha-iyā*—tornando-se; *phere*—perambula; *bhāvukera*—com outra pessoa extática; *sane*—com.", "translation": "**\"Este Caitanya Mahāprabhu é um sannyāsī iletrado e, portanto, não conhece Sua verdadeira função. Guiado apenas por Seus sentimentos, Ele perambula na companhia de outros sentimentalistas.\"**", "purport": "Os tolos māyāvādīs, sem saber que o movimento da consciência de Kṛṣṇa se baseia numa filosofia sólida da ciência transcendental, concluem superficialmente que aqueles que dançam e cantam não possuem conhecimento filosófico. Aqueles que são conscientes de Kṛṣṇa têm, na verdade, pleno conhecimento da essência da filosofia Vedānta, pois estudam o verdadeiro comentário à filosofia Vedānta, o *Śrīmad-Bhāgavatam*, e seguem as verdadeiras palavras da Suprema Personalidade de Deus, tais como se encontram no *Bhagavad-gītā Como Ele É*. Após compreenderem a filosofia Bhāgavata, ou bhāgavata-dharma, eles se tornam plenamente conscientes em termos espirituais, ou conscientes de Kṛṣṇa, e, por isso, seu cantar e dançar não é material, mas se encontra no plano espiritual. Embora todos admirem o cantar e dançar extáticos dos devotos, que, por essa razão, são popularmente conhecidos como \"o povo Hare Kṛṣṇa\", os māyāvādīs não conseguem apreciar essas atividades por causa de seu escasso acervo de conhecimento."}
{"ref": "cc/adi/7/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/43/", "verse_text": "e saba śuniyā prabhu hāse mane mane\nupekṣā kariyā kāro nā kaila sambhāṣaṇe", "devanagari": "> এ সব শুনিয়া প্রভু হাসে মনে মনে ।\n> উপেক্ষা করিয়া কারো না কৈল সম্ভাষণে ॥৪৩॥", "synonyms": "*e saba*—todas estas; *śuniyā*—depois de ouvir; *prabhu*—o Senhor; *hāse*—sorriu; *mane mane*—dentro de Sua mente; *upekṣā*—rejeição; *kariyā*—fazendo assim; *kāro*—com ninguém; *na*—não; *kaila*—fez; *sambhāṣaṇe*—conversa.", "translation": "**Ao ouvir toda essa blasfêmia, o Senhor Caitanya Mahāprabhu apenas sorriu para Si mesmo, rejeitou todas essas acusações e não conversou com os māyāvādīs.**", "purport": "Como devotos conscientes de Kṛṣṇa, não gostamos de conversar com os filósofos māyāvādīs simplesmente para desperdiçar tempo valioso, mas, sempre que há oportunidade, impomos-lhes nossa filosofia com grande vigor e êxito."}
{"ref": "cc/adi/7/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/44/", "verse_text": "upekṣā kariyā kaila mathurā gamana\nmathurā dekhiyā punaḥ kaila āgamana", "devanagari": "> উপেক্ষা করিয়া কৈল মথুরা গমন ।\n> মথুরা দেখিয়া পুনঃ কৈল আগমন ॥৪৪॥", "synonyms": "*upekṣā*—negligenciando-os; *kariyā*—fazendo assim; *kaila*—fez; *mathurā*—a cidade chamada Mathurā; *gamana*—viajando; *mathurā*—Mathurā; *dekhiyā*—depois de vê-la; *punaḥ*—novamente; *kaila āgamana*—retornou.", "translation": "**Assim, negligenciando a blasfêmia dos māyāvādīs de Vārāṇasī, o Senhor Caitanya Mahāprabhu seguiu para Mathurā e, após visitar Mathurā, retornou para enfrentar a situação.**", "purport": "O Senhor Caitanya Mahāprabhu não conversou com os filósofos māyāvādīs quando visitou Vārāṇasī pela primeira vez, mas voltou de Mathurā para lá a fim de convencê-los do verdadeiro propósito do Vedānta."}
{"ref": "cc/adi/7/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/45/", "verse_text": "kāśīte lekhaka śūdra-śrīcandraśekhara\ntāṅra ghare rahilā prabhu svatantra īśvara", "devanagari": "> কাশীতে লেখক শূদ্র-শ্রীচন্দ্রশেখর ।\n> তাঁর ঘরে রহিলা প্রভু স্বতন্ত্র ঈশ্বর ॥৪৫॥", "synonyms": "*kāśīte*—em Vārāṇasī; *lekhaka*—escrivão; *śūdra*—nascido em família śūdra; *śrī-candraśekhara*—de nome Candraśekhara; *tāṅra ghare*—em sua casa; *rahilā*—permaneceu; *prabhu*—o Senhor; *svatantra*—independente; *īśvara*—o controlador supremo.", "translation": "**Desta vez, o Senhor Caitanya ficou na casa de Candraśekhara, embora ele fosse considerado um śūdra ou kāyastha, pois o Senhor, como Suprema Personalidade de Deus, é completamente independente.**", "purport": "O Senhor Caitanya ficou na casa de Candraśekhara, um escrivão, embora não se espere que um sannyāsī resida na casa de um śūdra. Quinhentos anos atrás, especialmente em Bengala, vigorava o sistema segundo o qual as pessoas que nasciam em famílias de brāhmaṇas eram aceitas como brāhmaṇas, e todos os que nasciam em outras famílias — mesmo as castas mais altas, a saber, os kṣatriyas e vaiśyas — eram considerados śūdras não-brāhmaṇas. Portanto, embora Śrī Candraśekhara fosse um escrivão de família kāyastha do norte da Índia, ele era considerado um śūdra. De modo semelhante, os vaiśyas, especialmente os da comunidade suvarṇa-vaṇik, eram aceitos como śūdras em Bengala, e até os vaidyas, que geralmente eram médicos, também eram considerados śūdras. O Senhor Caitanya Mahāprabhu, contudo, não aceitava esse princípio artificial, introduzido na sociedade por homens interesseiros, e mais tarde os kāyasthas, vaidyas e vaṇiks todos passaram a aceitar o cordão sagrado, apesar das objeções dos supostos brāhmaṇas.\n\nAntes da época de Caitanya Mahāprabhu, a classe suvarṇa-vaṇik foi condenada por Ballal Sen, que era então o rei de Bengala, devido a um rancor pessoal. Em Bengala, a classe suvarṇa-vaṇik é sempre muito rica, pois eles são banqueiros e negociantes de ouro e prata. Por isso, Ballal Sen costumava tomar dinheiro emprestado de um banqueiro suvarṇa-vaṇik. A falência de Ballal Sen mais tarde obrigou o banqueiro suvarṇa-vaṇik a parar de lhe adiantar dinheiro, e assim ele ficou irado e condenou toda a sociedade suvarṇa-vaṇik como pertencente à comunidade śūdra. Ballal Sen tentou induzir os brāhmaṇas a não aceitar os suvarṇa-vaṇiks como seguidores das instruções dos *Vedas* sob a orientação bramânica, mas, embora alguns brāhmaṇas aprovassem as ações de Ballal Sen, outros não. Dessa maneira, os brāhmaṇas também se dividiram entre si, e aqueles que apoiavam a classe suvarṇa-vaṇik foram rejeitados da comunidade brāhmaṇa. Nos dias atuais, os mesmos preconceitos ainda são seguidos.\n\nHá muitas famílias vaiṣṇavas em Bengala cujos membros, embora não tenham nascido de fato como brāhmaṇas, atuam como ācāryas, iniciando discípulos e oferecendo o cordão sagrado conforme prescrito nos tantras vaiṣṇavas. Por exemplo, nas famílias de Ṭhākura Raghunandana Ācārya, Ṭhākura Kṛṣṇadāsa, Navanī Hoḍa e Rasikānanda-deva (um discípulo de Śyāmānanda Prabhu), realiza-se a cerimônia do cordão sagrado, assim como ocorre com os Gosvāmīs de casta, e esse sistema vem se mantendo nos últimos três a quatrocentos anos. Aceitando discípulos nascidos em famílias de brāhmaṇas, eles são mestres espirituais genuínos que dispõem da facilidade de adorar a śālagrāma-śilā, que é adorada juntamente com a Deidade. Até o momento desta escrita, a adoração à śālagrāma-śilā ainda não foi introduzida em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, mas em breve será introduzida em todos os nossos templos como uma função essencial do arcana-mārga (a adoração à Deidade)."}
{"ref": "cc/adi/7/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/46/", "verse_text": "tapana-miśrera ghare bhikṣā-nirvāhaṇa\nsannyāsīra saṅge nāhi māne nimantraṇa", "devanagari": "> তপন-মিশ্রের ঘরে ভিক্ষা-নির্বাহণ ।\n> সন্ন্যাসীর সঙ্গে নাহি মানে নিমন্ত্রণ ॥৪৬॥", "synonyms": "*tapana-miśrera*—de Tapana Miśra; *ghare*—na casa; *bhikṣā*—aceitando alimento; *nirvāhaṇa*—regularmente executado; *sannyāsīra*—com outros sannyāsīs māyāvādīs; *saṅge*—em companhia deles; *nāhi*—nunca; *māne*—aceitava; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Por uma questão de princípio, o Senhor Caitanya aceitava regularmente Seu alimento na casa de Tapana Miśra. Ele nunca se misturava com outros sannyāsīs, tampouco aceitava convites deles.**", "purport": "Este comportamento exemplar do Senhor Caitanya prova definitivamente que um sannyāsī vaiṣṇava não pode aceitar convites de sannyāsīs māyāvādīs nem misturar-se intimamente com eles."}
{"ref": "cc/adi/7/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/47/", "verse_text": "sanātana gosāñi āsi' tāṅhāi mililā\ntāṅra śikṣā lāgi' prabhu du-māsa rahilā", "devanagari": "> সনাতন গোসাঞি আসি’ তাঁহাই মিলিলা ।\n> তাঁর শিক্ষা লাগি’ প্রভু দু-মাস রহিলা ॥৪৭॥", "synonyms": "*sanātana*—de nome Sanātana; *gosāñi*—um grande devoto; *āsi'*—chegando ali; *tāṅhai*—ali em Vārāṇasī; *milila*—visitou-O; *tāṅra*—Sua; *śikṣā*—instrução; *lāgi'*—para fins de; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *du-māsa*—dois meses; *rahilā*—permaneceu ali.", "translation": "**Quando Sanātana Gosvāmī veio de Bengala, encontrou-se com o Senhor Caitanya na casa de Tapana Miśra, onde o Senhor Caitanya permaneceu continuamente por dois meses para ensinar-lhe o serviço devocional.**", "purport": "O Senhor Caitanya ensinou Sanātana Gosvāmī na linha de sucessão discipular. Sanātana Gosvāmī era um erudito muito versado em sânscrito e em outras línguas, mas, até ser instruído pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu, não escreveu nada acerca do comportamento vaiṣṇava. Seu famosíssimo livro *Hari-bhakti-vilāsa*, que dá orientações aos candidatos vaiṣṇavas, foi escrito inteiramente de acordo com as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Neste *Hari-bhakti-vilāsa*, Śrī Sanātana Gosvāmī dá instruções precisas de que, mediante a iniciação apropriada por um mestre espiritual genuíno, a pessoa pode tornar-se imediatamente um brāhmaṇa. A esse respeito, ele diz:\n\nyathā kāñcanatāṁ yāti kāṁsyaṁ rasa-vidhānataḥ\ntathā dīkṣā-vidhānena dvijatvaṁ jāyate nṛṇām\n\n\"Assim como o bronze se transforma em ouro quando misturado com mercúrio num processo alquímico, do mesmo modo, aquele que é devidamente treinado e iniciado por um mestre espiritual genuíno torna-se imediatamente um brāhmaṇa.\" Às vezes, aqueles que nasceram em famílias de brāhmaṇas protestam contra isso, mas não têm argumentos sólidos contra esse princípio. Pela graça de Kṛṣṇa e de Seu devoto, a vida de uma pessoa pode mudar. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* pelas palavras jahāti bandham e śudhyanti. Jahāti bandham indica que uma entidade viva é condicionada por um tipo específico de corpo. O corpo é certamente um empecilho, mas aquele que se associa com um devoto puro e segue suas instruções pode evitar esse empecilho e tornar-se um brāhmaṇa comum, mediante a iniciação sob sua estrita orientação. Śrīla Jīva Gosvāmī afirma como um não-brāhmaṇa pode transformar-se em brāhmaṇa pela associação de um devoto puro. Prabhaviṣṇave namaḥ: o Senhor Viṣṇu é tão poderoso que pode fazer tudo o que deseja. Por isso, não é difícil para Viṣṇu mudar o corpo de um devoto que está sob a orientação de um devoto puro do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/7/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/48/", "verse_text": "tāṅre śikhāilā saba vaiṣṇavera dharma\nbhāgavata-ādi śāstrera yata gūḍha marma", "devanagari": "> তাঁরে শিখাইলা সব বৈষ্ণবের ধর্ম ।\n> ভাগবত-আদি শাস্ত্রের যত গূঢ় মর্ম ॥৪৮॥", "synonyms": "*tāṅre*—a ele (Sanātana Gosvāmī); *śikhāilā*—o Senhor ensinou-lhe; *saba*—todas; *vaiṣṇavera*—dos devotos; *dharma*—atividades regulares; *bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavatam; *ādi*—começando por; *śāstrera*—das escrituras reveladas; *yata*—todo; *gūḍha*—confidencial; *marma*—propósito.", "translation": "**Com base em escrituras como o *Śrīmad-Bhāgavatam*, que revelam estas orientações confidenciais, Śrī Caitanya Mahāprabhu instruiu Sanātana Gosvāmī a respeito de todas as atividades regulares de um devoto.**", "purport": "No sistema paramparā, as instruções recebidas do mestre espiritual genuíno também devem basear-se nas escrituras Védicas reveladas. Aquele que está na linha de sucessão discipular não pode inventar seu próprio modo de comportamento. Há muitos supostos seguidores do culto vaiṣṇava na linha de Caitanya Mahāprabhu que não seguem escrupulosamente as conclusões dos śāstras e que, portanto, são considerados apa-sampradāya, o que significa \"fora da sampradāya\". Alguns desses grupos são conhecidos como āula, bāula, kartābhajā, neḍā, daraveśa, sāṅi sahajiyā, sakhībhekī, smārta, jata-gosāñi, ativāḍī, cūḍādhārī e gaurāṅga-nāgarī. A fim de seguir estritamente a sucessão discipular do Senhor Caitanya Mahāprabhu, não se deve associar com essas comunidades apa-sampradāya.\n\nAquele que não é ensinado por um mestre espiritual genuíno não pode compreender a literatura Védica. Para enfatizar esse ponto, o Senhor Kṛṣṇa, ao instruir Arjuna, disse claramente que era por Arjuna ser Seu devoto e amigo confidencial que ele podia compreender o mistério do *Bhagavad-gītā*. Conclui-se, portanto, que aquele que deseja compreender o mistério das escrituras reveladas deve aproximar-se de um mestre espiritual genuíno, ouvi-lo muito submissamente e prestar-lhe serviço. Então o significado das escrituras lhe será revelado. Afirma-se nos *Vedas* (Śvetāśvatara Upaniṣad 6.23):\n\nyasya deve parā bhaktir\nyathā deve tathā gurau\ntasyaite kathitā hy arthāḥ\nprakāśante mahātmanaḥ\n\n\"O verdadeiro significado das escrituras se revela àquele que tem fé inabalável tanto na Suprema Personalidade de Deus quanto no mestre espiritual.\" Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura aconselha: sādhu-śāstra-guru-vākya, hṛdaye kariyā aikya. O sentido dessa instrução é que se deve considerar as instruções do sādhu, das escrituras reveladas e do mestre espiritual a fim de compreender o verdadeiro propósito da vida espiritual. Nem um sādhu (pessoa santa ou vaiṣṇava) nem um mestre espiritual genuíno dizem algo que esteja além do alcance da sanção das escrituras reveladas. Assim, as afirmações das escrituras reveladas correspondem às do mestre espiritual genuíno e das pessoas santas. Deve-se, portanto, agir com referência a essas três importantes fontes de compreensão."}
{"ref": "cc/adi/7/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/49/", "verse_text": "itimadhye candraśekhara, miśra-tapana\nduḥkhī hañā prabhu-pāya kaila nivedana", "devanagari": "> ইতিমধ্যে চন্দ্রশেখর, মিশ্র-তপন ।\n> দুঃখী হঞা প্রভু-পায় কৈল নিবেদন ॥৪৯॥", "synonyms": "*iti-madhye*—nesse meio-tempo; *candraśekhara*—o escrivão de nome Candraśekhara; *miśra-tapana*—bem como Tapana Miśra; *duḥkhī hañā*—tornando-se muito infelizes; *prabhu-pāya*—aos pés de lótus do Senhor; *kaila*—fizeram; *nivedana*—uma súplica.", "translation": "**Enquanto o Senhor Caitanya Mahāprabhu instruía Sanātana Gosvāmī, tanto Candraśekhara quanto Tapana Miśra ficaram muito infelizes. Por isso, apresentaram uma súplica aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/50/", "verse_text": "kateka śuniba prabhu tomāra nindana\nnā pāri sahite, ebe chāḍiba jīvana", "devanagari": "> কতেক শুনিব প্রভু তোমার নিন্দন ।\n> না পারি সহিতে, এবে ছাড়িব জীবন ॥৫০॥", "synonyms": "*kateka*—quanto; *śuniba*—ouviremos; *prabhu*—ó Senhor; *tomāra*—Tua; *nindana*—blasfêmia; *nā pāri*—não somos capazes; *sahite*—de tolerar; *ebe*—agora; *chāḍiba*—abandonar; *jīvana*—vida.", "translation": "**\"Por quanto tempo poderemos tolerar a blasfêmia de Teus críticos contra Tua conduta? Preferiríamos abandonar nossas vidas a ouvir tal blasfêmia.**", "purport": "Uma das mais importantes instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu acerca do comportamento vaiṣṇava habitual é que um vaiṣṇava deve ser tolerante como uma árvore e submisso como a grama.\n\ntṛṇād api sunīcena\ntaror iva sahiṣṇunā\namāninā mānadena\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ\n\n\"Deve-se cantar o santo nome do Senhor num estado de espírito humilde, julgando-se mais baixo que a palha na rua; deve-se ser mais tolerante que uma árvore, isento de todo sentido de falso prestígio, e estar pronto a oferecer todo o respeito aos outros. Em tal estado de espírito, pode-se cantar o santo nome do Senhor constantemente.\" Não obstante, o autor dessas instruções, o Senhor Caitanya Mahāprabhu, não tolerou o mau comportamento de Jagāi e Mādhāi. Quando eles feriram o Senhor Nityānanda Prabhu, Ele imediatamente ficou irado e quis matá-los, e foi apenas pela misericórdia do Senhor Nityānanda Prabhu que eles se salvaram. Deve-se ser muito manso e humilde em suas relações pessoais e, se insultado, um vaiṣṇava deve ser tolerante e não se irar. Mas, se houver blasfêmia contra o próprio guru ou contra outro vaiṣṇava, deve-se ficar irado como o fogo. Isso foi demonstrado pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu. Não se deve tolerar a blasfêmia contra um vaiṣṇava, mas deve-se imediatamente tomar uma de três atitudes. Se alguém blasfema contra um vaiṣṇava, deve-se detê-lo com argumentos e raciocínio mais elevado. Se a pessoa não é suficientemente hábil para fazer isso, deve abandonar a vida no mesmo instante e, se não puder fazer isso, deve ir embora. Enquanto Caitanya Mahāprabhu estava em Benares, ou Kāśī, os sannyāsīs māyāvādīs blasfemaram contra Ele de muitas maneiras porque, embora fosse um sannyāsī, Ele se entregava a cantar e dançar. Tapana Miśra e Candraśekhara ouviram essa crítica, e ela era intolerável para eles porque eram grandes devotos do Senhor Caitanya. Eles não podiam detê-la, contudo, e por isso apelaram ao Senhor Caitanya Mahāprabhu, pois essa blasfêmia era tão intolerável que eles haviam decidido abandonar suas vidas."}
{"ref": "cc/adi/7/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/51/", "verse_text": "tomāre nindaye yata sannyāsīra gaṇa\nśunite nā pāri, phāṭe hṛdaya-śravaṇa", "devanagari": "> তোমারে নিন্দয়ে যত সন্ন্যাসীর গণ ।\n> শুনিতে না পারি, ফাটে হৃদয়-শ্রবণ ॥৫১॥", "synonyms": "*tomāre*—a Ti; *nindaye*—blasfema; *yata*—todos; *sannyāsīra gaṇa*—os sannyāsīs māyāvādīs; *śunite*—ouvir; *nā*—não conseguimos; *pāri*—tolerar; *phāṭe*—parte-se; *hṛdaya*—nossos corações; *śravaṇa*—ao ouvir tal blasfêmia.", "translation": "**\"Os sannyāsīs māyāvādīs estão todos criticando Tua Santidade. Não conseguimos tolerar ouvir tal crítica, pois essa blasfêmia parte nossos corações.\"**", "purport": "Esta é uma manifestação de verdadeiro amor por Kṛṣṇa e pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu. Há três categorias de vaiṣṇavas: kaniṣṭha-adhikārīs, madhyama-adhikārīs e uttama-adhikārīs. O kaniṣṭha-adhikārī, ou o devoto no estágio mais baixo da vida vaiṣṇava, tem fé firme, mas não está familiarizado com as conclusões dos śāstras. O devoto no segundo estágio, o madhyama-adhikārī, está plenamente ciente da conclusão śāstrica e tem fé firme em seu guru e no Senhor. Ele, portanto, evitando os não-devotos, prega aos inocentes. Contudo, o mahā-bhāgavata, ou uttama-adhikārī, o devoto no estágio mais elevado da vida devocional, não vê ninguém como sendo contrário aos princípios vaiṣṇavas, pois considera todos vaiṣṇavas, exceto a si mesmo. Esta é a essência da instrução de Caitanya Mahāprabhu de que se deve ser mais tolerante que uma árvore e julgar-se mais baixo que a palha na rua (tṛṇād api su-nīcena taror iva sahiṣṇunā). Entretanto, ainda que um devoto esteja na posição uttama-bhāgavata, ele precisa descer ao segundo estágio da vida, madhyama-adhikārī, para ser um pregador, pois um pregador não deve tolerar a blasfêmia contra outro vaiṣṇava. Embora um kaniṣṭha-adhikārī também não possa tolerar tal blasfêmia, ele não é competente para detê-la citando evidências śāstricas. Portanto, entende-se que Tapana Miśra e Candraśekhara eram kaniṣṭha-adhikārīs, porque não podiam refutar os argumentos dos sannyāsīs em Benares. Eles apelaram ao Senhor Caitanya Mahāprabhu para que tomasse providências, pois sentiam que não podiam tolerar tal crítica, embora também não pudessem detê-la."}
{"ref": "cc/adi/7/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/52/", "verse_text": "ihā śuni rahe prabhu īṣat hāsiyā\nsei kāle eka vipra milila āsiyā", "devanagari": "> ইহা শুনি রহে প্রভু ঈষত্ হাসিয়া ।\n> সেই কালে এক বিপ্র মিলিল আসিয়া ॥৫২॥", "synonyms": "*ihā*—isto; *śuni*—ouvindo; *rahe*—permaneceu; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *īṣat*—ligeiramente; *hāsiyā*—sorrindo; *sei kāle*—naquele momento; *eka*—um; *vipra*—brāhmaṇa; *milila*—encontrou; *āsiyā*—chegando ali.", "translation": "**Enquanto Tapana Miśra e Candraśekhara conversavam assim com Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele apenas sorriu de leve e permaneceu em silêncio. Naquele momento, um brāhmaṇa chegou ali para encontrar-se com o Senhor.**", "purport": "Como a blasfêmia foi lançada contra o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele não Se sentiu magoado e, por isso, estava sorrindo. Este é o comportamento vaiṣṇava ideal. Não se deve ficar irado ao ouvir críticas a si mesmo, mas, se outros vaiṣṇavas forem criticados, deve-se estar preparado para agir como foi sugerido anteriormente. Śrī Caitanya Mahāprabhu era muito compassivo para com Seus devotos puros Tapana Miśra e Candraśekhara; por isso, por Sua graça, este brāhmaṇa veio imediatamente a Ele. Por Sua onipotência, o Senhor criou esta situação para a felicidade de Seus devotos."}
{"ref": "cc/adi/7/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/53/", "verse_text": "āsi' nivedana kare caraṇe dhariyā\n\neka vastu māgoṅ, deha prasanna ha-iyā", "devanagari": "> আসি’ নিবেদন করে চরণে ধরিয়া ।\n> এক বস্তু মাগোঁ, দেহ প্রসন্ন হইয়া ॥৫৩॥", "synonyms": "*āsi'*—chegando ali; *nivedana*—declaração submissa; *kare*—fez; *caraṇe*—aos pés de lótus; *dhariyā*—segurando; *eka*—uma; *vastu*—coisa; *māgoṅ*—imploro a Ti; *deha*—por favor, concede-ma; *prasanna*—estando satisfeito; *ha-iyā*—tornando-se assim.", "translation": "**O brāhmaṇa prostrou-se imediatamente aos pés de lótus de Caitanya Mahāprabhu e Lhe pediu que aceitasse sua proposta com ânimo alegre.**", "purport": "Os preceitos Védicos afirmam, tad viddhi praṇipātena paripraśnena sevayā: a pessoa deve aproximar-se de uma autoridade superior com humildade (Bg. 4.34). Ninguém pode desafiar uma autoridade superior, mas com grande submissão pode-se apresentar sua proposta para que o mestre espiritual ou as autoridades espirituais a aceitem. Śrī Caitanya Mahāprabhu é um mestre ideal por Seu comportamento pessoal, e assim também o são todos os Seus discípulos. Dessa forma, este brāhmaṇa, purificado pela associação com Caitanya Mahāprabhu, seguiu esses princípios ao submeter seu pedido à autoridade superior. Prostrou-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e então falou da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/adi/7/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/54/", "verse_text": "sakala sannyāsī muñi kainu nimantraṇa\n\ntumi yadi āisa, pūrṇa haya mora mana", "devanagari": "> সকল সন্ন্যাসী মুঞি কৈনু নিমন্ত্রণ ।\n> তুমি যদি আইস, পূর্ণ হয় মোর মন ॥৫৪॥", "synonyms": "*sakala*—todos; *sannyāsī*—renunciantes; *muñi*—eu; *kainu*—fiz; *nimantraṇa*—convidei; *tumi*—Tua boa pessoa; *yadi*—se; *āisa*—vens; *pūrṇa*—satisfação; *haya*—torna-se; *mora*—minha; *mana*—mente.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, convidei à minha casa todos os sannyāsīs de Benares. Meus desejos serão satisfeitos se Tu também aceitares meu convite.**", "purport": "Este brāhmaṇa sabia que Caitanya Mahāprabhu era o único sannyāsī vaiṣṇava de Benares naquela época, e todos os demais eram māyāvādīs. É dever de um gṛhastha às vezes convidar sannyāsīs para comerem em sua casa. Este gṛhastha-brāhmaṇa queria convidar todos os sannyāsīs à sua casa, mas também sabia que seria muito difícil induzir o Senhor Caitanya Mahāprabhu a aceitar tal convite, porque os sannyāsīs māyāvādīs estariam presentes. Por isso, prostrou-se a Seus pés e apelou fervorosamente ao Senhor para que fosse compassivo e atendesse seu pedido. Assim, submeteu humildemente seu desejo."}
{"ref": "cc/adi/7/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/55/", "verse_text": "nā yāha sannyāsi-goṣṭhī, ihā āmi jāni\n\nmore anugraha kara nimantraṇa māni'", "devanagari": "> না যাহ সন্ন্যাসি-গোষ্ঠী, ইহা আমি জানি ।\n> মোরে অনুগ্রহ কর নিমন্ত্রণ মানি’ ॥৫৫॥", "synonyms": "*nā*—não; *yāha*—vais; *sannyāsi-goṣṭhī*—à associação dos sannyāsīs māyāvādīs; *ihā*—isto; *āmi*—eu; *jāni*—sei; *more*—a mim; *anugraha*—misericordioso; *kara*—torna-Te; *nimantraṇa*—convite; *māni'*—aceitando.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, sei que Tu nunca Te misturas com outros sannyāsīs, mas, por favor, sê misericordioso comigo e aceita meu convite.**", "purport": "Um ācārya, ou grande personalidade da escola vaiṣṇava, é muito estrito em seus princípios mas, embora seja duro como um raio, às vezes é suave como uma rosa. Assim, na verdade ele é independente. Segue estritamente todas as regras e regulações, mas às vezes afrouxa essa política. Sabia-se que o Senhor Caitanya nunca Se misturava com os sannyāsīs māyāvādīs; ainda assim, Ele cedeu ao pedido do brāhmaṇa, conforme se afirma no verso seguinte."}
{"ref": "cc/adi/7/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/56/", "verse_text": "prabhu hāsi' nimantraṇa kaila aṅgīkāra\n\nsannyāsīre kṛpā lāgi' e bhaṅgī tāṅhāra", "devanagari": "> প্রভু হাসি’ নিমন্ত্রণ কৈল অঙ্গীকার ।\n> সন্ন্যাসীরে কৃপা লাগি’ এ ভঙ্গী তাঁহার ॥৫৬॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *hāsi'*—sorrindo; *nimantraṇa*—convite; *kaila*—fez; *aṅgīkāra*—aceitação; *sannyāsīre*—aos sannyāsīs māyāvādīs; *kṛpā*—para mostrar-lhes misericórdia; *lāgi'*—para o propósito de; *e*—este; *bhaṅgī*—gesto; *tāṅhāra*—Seu.", "translation": "**O Senhor Caitanya sorriu e aceitou o convite do brāhmaṇa. Ele fez esse gesto para mostrar Sua misericórdia aos sannyāsīs māyāvādīs.**", "purport": "Tapana Miśra e Candraśekhara apelaram aos pés de lótus do Senhor a respeito de sua tristeza com as críticas que os sannyāsīs de Benares Lhe dirigiam. Caitanya Mahāprabhu apenas sorriu; ainda assim, queria satisfazer os desejos de Seus devotos, e a oportunidade surgiu quando o brāhmaṇa veio pedir-Lhe que aceitasse seu convite para estar presente em meio aos outros sannyāsīs. Essa coincidência foi possibilitada pela onipotência do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/7/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/57/", "verse_text": "se vipra jānena prabhu nā yā'na kā'ra ghare\n\ntāṅhāra preraṇāya tāṅre atyāgraha kare", "devanagari": "> সে বিপ্র জানেন প্রভু না যা’ন কা’র ঘরে ।\n> তাঁহার প্রেরণায় তাঁরে অত্যাগ্রহ করে ॥৫৭॥", "synonyms": "*se*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *jānena*—sabia disso; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nā*—nunca; *yā'na*—vai; *kā'ra*—de ninguém; *ghare*—à casa; *tāṅhāra*—Sua; *preraṇāya*—por inspiração; *tāṅre*—a Ele; *atyāgraha kare*—insistindo fortemente para que aceitasse o convite.", "translation": "**TEXTO 57 57>O brāhmaṇa sabia que o Senhor Caitanya Mahāprabhu nunca ia à casa de ninguém, mas, por inspiração do Senhor, solicitou-Lhe com insistência que aceitasse este convite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/58/", "verse_text": "āra dine gelā prabhu se vipra-bhavane\n\ndekhilena, vasiyāchena sannyāsīra gaṇe", "devanagari": "> আর দিনে গেলা প্রভু সে বিপ্র-ভবনে ।\n> দেখিলেন, বসিয়াছেন সন্ন্যাসীর গণে ॥৫৮॥", "synonyms": "*āra*—seguinte; *dine*—dia; *gelā*—foi; *prabhu*—o Senhor; *se*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *bhavane*—à casa de; *dekhilena*—Ele viu; *vasiyāchena*—ali estavam sentados; *sannyāsīra*—todos os sannyāsīs; *gaṇe*—em grupo.", "translation": "**No dia seguinte, quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu foi à casa daquele brāhmaṇa, viu todos os sannyāsīs de Benares sentados ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/59/", "verse_text": "sabā namaskari' gelā pāda-prakṣālane\n\npāda prakṣālana kari vasilā sei sthāne", "devanagari": "> সবা নমস্করি’ গেলা পাদ-প্রক্ষালনে ।\n> পাদ প্রক্ষালন করি বসিলা সেই স্থানে ॥৫৯॥", "synonyms": "*sabā*—a todos; *namaskari'*—oferecendo reverências; *gelā*—foi; *pāda*—pé; *prakṣālane*—para lavar; *pāda*—pé; *prakṣālana*—lavando; *kari*—terminando; *vasilā*—sentou-se; *sei*—naquele; *sthāne*—lugar.", "translation": "**Assim que Śrī Caitanya Mahāprabhu viu os sannyāsīs, imediatamente lhes ofereceu reverências e então foi lavar Seus pés. Após lavar Seus pés, sentou-Se junto ao lugar onde o havia feito.**", "purport": "Ao oferecer Suas reverências aos sannyāsīs māyāvādīs, Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou com muita clareza Sua humildade a todos. Os vaiṣṇavas não devem ser desrespeitosos com ninguém, muito menos com um sannyāsī. Śrī Caitanya Mahāprabhu ensina, amāninā māna-dena: deve-se sempre ser respeitoso com os outros, mas não se deve exigir respeito para si mesmo. Um sannyāsī deve sempre andar descalço e, portanto, ao entrar num templo ou numa sociedade de devotos, deve primeiro lavar os pés e então sentar-se num lugar apropriado. Na Índia, ainda prevalece o costume de a pessoa deixar os sapatos num lugar determinado e então entrar no templo descalça, depois de lavar os pés. Śrī Caitanya Mahāprabhu é um ācārya ideal, e aqueles que seguem Suas pegadas devem praticar os métodos de vida devocional que Ele nos ensina."}
{"ref": "cc/adi/7/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/60/", "verse_text": "vasiyā karilā kichu aiśvarya prakāśa\n\nmahātejomaya vapu koṭi-sūryābhāsa", "devanagari": "> বসিয়া করিলা কিছু ঐশ্বর্য প্রকাশ ।\n> মহাতেজোময় বপু কোটিসূর্যাভাস ॥৬০॥", "synonyms": "*vasiyā*—após sentar-Se; *karilā*—exibiu; *kichu*—certo; *aiśvarya*—poder místico; *prakāśa*—manifestou; *mahā-tejo-maya*—muito brilhantemente; *vapu*—corpo; *koṭi*—milhões; *sūrya*—sol; *ābhāsa*—reflexo.", "translation": "**Depois de sentar-Se no chão, Caitanya Mahāprabhu exibiu Seu poder místico ao manifestar uma refulgência tão brilhante quanto a iluminação de milhões de sóis.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu, como a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é pleno de todas as potências. Por isso não é notável que Ele manifeste a iluminação de milhões de sóis. O Senhor Śrī Kṛṣṇa é conhecido como Yogeśvara, o mestre de todos os poderes místicos. Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é o próprio Senhor Kṛṣṇa; portanto, pode exibir qualquer poder místico."}
{"ref": "cc/adi/7/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/61/", "verse_text": "prabhāve ākarṣila saba sannyāsīra mana\n\nuṭhila sannyāsī saba chāḍiyā āsana", "devanagari": "> প্রভাবে আকর্ষিল সব সন্ন্যাসীর মন ।\n> উঠিল সন্ন্যাসী সব ছাড়িয়া আসন ॥৬১॥", "synonyms": "*prabhāve*—por tal iluminação; *ākarṣila*—Ele atraiu; *saba*—todas; *sannyāsīra*—dos sannyāsīs māyāvādīs; *mana*—mentes; *uṭhila*—levantaram-se; *sannyāsī*—todos os sannyāsīs māyāvādīs; *saba*—todos; *chāḍiyā*—abandonando; *āsana*—lugares onde estavam sentados.", "translation": "**Quando os sannyāsīs viram a refulgência brilhante do corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, suas mentes ficaram atraídas, e todos imediatamente abandonaram seus assentos e ficaram de pé em sinal de respeito.**", "purport": "Para atrair a atenção dos homens comuns, às vezes pessoas santas, *ācāryas* e mestres exibem opulências extraordinárias. Isso é necessário para atrair a atenção dos tolos, mas uma pessoa santa não deve fazer mau uso de tal poder para a gratificação pessoal dos sentidos, como fazem os falsos santos que se declaram ser Deus. Até um mágico pode exibir feitos extraordinários que os homens comuns não conseguem compreender, mas isso não significa que o mágico seja Deus. É uma atividade sumamente pecaminosa atrair atenção exibindo poderes místicos e depois aproveitar essa oportunidade para declarar-se Deus. Uma pessoa verdadeiramente santa jamais se declara Deus, mas sempre se coloca na posição de servo de Deus. Para um servo de Deus não há necessidade de exibir poderes místicos, e ele não gosta de fazê-lo, mas em nome da Suprema Personalidade de Deus um humilde servo de Deus realiza suas atividades de maneira tão maravilhosa que nenhum homem comum ousa tentar agir como ele. Ainda assim, uma pessoa santa nunca reivindica crédito por tais ações, pois sabe muito bem que quando coisas maravilhosas são feitas em seu nome pela graça do Senhor Supremo, todo o mérito vai para o mestre e não para o servo."}
{"ref": "cc/adi/7/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/62/", "verse_text": "prakāśānanda-nāme sarva sannyāsi-pradhāna\n\nprabhuke kahila kichu kariyā sammāna", "devanagari": "> প্রকাশানন্দ-নামে সর্ব সন্ন্যাসী-প্রধান ।\n> প্রভুকে কহিল কিছু করিয়া সম্মান ॥৬২॥", "synonyms": "*prakāśānanda*—Prakāśānanda; *nāme*—de nome; *sarva*—todos; *sannyāsi-pradhāna*—chefe dos sannyāsīs māyāvādīs; *prabhuke*—ao Senhor; *kahila*—disse; *kichu*—algo; *kariyā*—mostrando-Lhe; *sammāna*—respeito.", "translation": "**O líder de todos os sannyāsīs māyāvādīs presentes chamava-se Prakāśānanda Sarasvatī e, após levantar-se, dirigiu-se ao Senhor Caitanya Mahāprabhu da seguinte maneira, com grande respeito.**", "purport": "Assim como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou respeito a todos os sannyāsīs māyāvādīs, da mesma forma o líder dos sannyāsīs māyāvādīs, Prakāśānanda, também mostrou seu respeito ao Senhor."}
{"ref": "cc/adi/7/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/63/", "verse_text": "ihāṅ āisa, ihāṅ āisa, śunaha śrīpāda\n\napavitra sthāne vaisa, kibā avasāda", "devanagari": "> ইহাঁ আইস, ইহাঁ আইস, শুনহ শ্রীপাদ ।\n> অপবিত্র স্থানে বৈস, কিবা অবসাদ ॥৬৩॥", "synonyms": "*ihāṅ āisa*—vem aqui; *ihāṅ āisa*—vem aqui; *śunaha*—por favor, ouve; *śrīpāda*—Vossa Santidade; *apavitra*—impuro; *sthāne*—lugar; *vaisa*—estás sentado; *kibā*—o que é isso; *avasāda*—lamentação.", "translation": "**\"Por favor, vinde para cá. Por favor, vinde para cá, Vossa Santidade. Por que Vos sentais nesse lugar imundo? O que causou Vossa lamentação?\"**", "purport": "Aqui está a distinção entre o Senhor Caitanya Mahāprabhu e Prakāśānanda Sarasvatī. No mundo material, todos querem se apresentar como muito importantes e grandiosos, mas Caitanya Mahāprabhu Se apresentou de maneira muito humilde e submissa. Os māyāvādīs estavam sentados em posição elevada, e Caitanya Mahāprabhu sentou-se num lugar que nem mesmo era limpo. Por isso, os *sannyāsīs* māyāvādīs pensaram que Ele devia estar aflito por alguma razão, e Prakāśānanda Sarasvatī perguntou sobre a causa de Sua lamentação."}
{"ref": "cc/adi/7/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/64/", "verse_text": "prabhu kahe,--āmi ha-i hīna-sampradāya\n\ntomā-sabāra sabhāya vasite nā yuyāya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — আমি হই হীন-সম্প্রদায় ।\n> তোমা-সবার সভায় বসিতে না যুয়ায় ॥৬৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *āmi*—eu; *ha-i*—sou; *hīna-sampradāya*—pertencente a uma escola espiritual inferior; *tomā-sabāra*—de todos vós; *sabhāya*—na assembleia; *vasite*—sentar-se; *nā*—nunca; *yuyāya*—posso ousar.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Pertenço a uma ordem inferior de sannyāsīs. Por isso, não mereço sentar-me convosco.\"**", "purport": "Os sannyāsīs māyāvādīs são sempre muito convencidos por causa de seu conhecimento do sânscrito e por pertencerem à Śaṅkara-sampradāya. Estão sempre sob a impressão de que, a menos que se seja um brāhmaṇa e um exímio erudito em sânscrito, especialmente em gramática, não se pode aceitar a ordem renunciada da vida nem tornar-se um pregador. Os sannyāsīs māyāvādīs sempre interpretam erroneamente todos os śāstras com seus malabarismos verbais e composições gramaticais; contudo, o próprio Śrīpāda Śaṅkarācārya condenou tal malabarismo de palavras no verso prāpte sannihite kāle na hi na hi rakṣati ḍukṛñ karaṇe. Ḍukṛñ refere-se a sufixos e prefixos na gramática sânscrita. Śaṅkarācārya advertiu seus discípulos de que, se eles se preocupassem apenas com os princípios da gramática, sem adorar Govinda, seriam tolos que jamais se salvariam. Não obstante as instruções de Śrīpāda Śaṅkarācārya, os tolos sannyāsīs māyāvādīs estão sempre ocupados em fazer malabarismos com as palavras na base da estrita gramática sânscrita.\n\nOs sannyāsīs māyāvādīs ficam muito convencidos quando ostentam o elevado título de sannyāsa Tīrtha, Āśrama ou Sarasvatī. Mesmo entre os māyāvādīs, aqueles que pertencem a outras sampradāyas e ostentam outros títulos, tais como Vana, Araṇya ou Bhāratī, são considerados sannyāsīs de categoria inferior. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou sannyāsa da Bhāratī-sampradāya e, assim, considerou-Se um sannyāsī inferior a Prakāśānanda Sarasvatī. Para permanecerem distintos dos sannyāsīs vaiṣṇavas, os sannyāsīs da māyāvādi-sampradāya sempre se consideram situados numa ordem espiritual muito elevada; mas o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, a fim de ensinar-lhes como tornar-se humildes e mansos, aceitou-Se como pertencente a uma sampradāya inferior de sannyāsīs. Assim, Ele quis apontar claramente que sannyāsī é aquele que é avançado em conhecimento espiritual. Quem é avançado em conhecimento espiritual deve ser aceito como ocupante de uma posição melhor do que aqueles que carecem de tal conhecimento.\n\nOs sannyāsīs da māyāvādi-sampradāya são geralmente conhecidos como vedāntīs, como se o Vedānta fosse monopólio deles. Na verdade, porém, vedāntī refere-se a uma pessoa que conhece perfeitamente Kṛṣṇa. Como se confirma no Bhagavad-gītā, vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ: \"Por todos os *Vedas*, é Kṛṣṇa quem deve ser conhecido.\" (Bg. 15.15) Os supostos vedāntīs māyāvādīs não sabem quem é Kṛṣṇa; portanto, seu título de vedāntī, ou \"conhecedor da filosofia Vedānta\", é simples pretensão. Os sannyāsīs māyāvādīs sempre se consideram verdadeiros sannyāsīs e consideram os sannyāsīs da ordem vaiṣṇava como brahmacārīs. Supõe-se que um brahmacārī se ocupe no serviço de um sannyāsī e o aceite como seu guru. Por isso, os sannyāsīs māyāvādīs declaram-se não apenas gurus, mas jagad-gurus, ou os mestres espirituais do mundo inteiro, embora, é claro, não possam ver o mundo inteiro. Às vezes vestem-se suntuosamente e viajam em procissões sobre o dorso de elefantes, e assim estão sempre convencidos, aceitando-se como jagad-gurus. Śrīla Rūpa Gosvāmī, contudo, explicou que jagad-guru refere-se propriamente àquele que é o controlador de sua língua, mente, palavras, ventre, genitais e ira. Pṛthivīṁ sa śiṣyāt: tal jagad-guru é plenamente apto para fazer discípulos por todo o mundo. Devido ao falso prestígio, os sannyāsīs māyāvādīs que não têm essas qualificações às vezes molestam e blasfemam um sannyāsī vaiṣṇava que humildemente se ocupa no serviço do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/7/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/65/", "verse_text": "āpane prakāśānanda hātete dhariyā\n\nvasāilā sabhā-madhye sammāna kariyā", "devanagari": "> আপনে প্রকাশানন্দ হাতেতে ধরিয়া ।\n> বসাইলা সভামধ্যে সম্মান করিয়া ॥৬৫॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *prakāśānanda*—Prakāśānanda; *hātete*—pela mão; *dhariyā*—segurando; *vasāilā*—fê-Lo sentar; *sabhā-madhye*—no meio da assembleia; *sammāna*—com grande respeito; *kariyā*—oferecendo-Lhe.", "translation": "**Prakāśānanda Sarasvatī, contudo, tomou pessoalmente Śrī Caitanya Mahāprabhu pela mão e O sentou com grande respeito no meio da assembleia.**", "purport": "O comportamento respeitoso de Prakāśānanda Sarasvatī para com Śrī Caitanya Mahāprabhu merece ser muito apreciado. Tal comportamento é considerado *ajñāta-sukṛti,* ou atividades piedosas que a pessoa executa sem saber. Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu muito habilmente deu a Prakāśānanda Sarasvatī a oportunidade de avançar em *ajñāta-sukṛti,* para que no futuro ele pudesse tornar-se de fato um *sannyāsī* vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/adi/7/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/66/", "verse_text": "puchila, tomāra nāma 'śrī-kṛṣṇa-caitanya'\n\nkeśava-bhāratīra śiṣya, tāte tumi dhanya", "devanagari": "> পুছিল, তোমার নাম ‘শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য’ ।\n> কেশব-ভারতীর শিষ্য, তাতে তুমি ধন্য ॥৬৬॥", "synonyms": "*puchila*—indagou; *tomāra*—Teu; *nāma*—nome; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o nome Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *keśava-bhāratīra śiṣya*—és um discípulo de Keśava Bhāratī; *tāte*—nesse sentido; *tumi*—és; *dhanya*—glorioso.", "translation": "**Prakāśānanda Sarasvatī então disse: \"Compreendo que Teu nome é Śrī Kṛṣṇa Caitanya. És um discípulo de Śrī Keśava Bhāratī e, portanto, és glorioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/67/", "verse_text": "sāmpradāyika sannyāsī tumi, raha ei grāme\n\nki kāraṇe āmā-sabāra nā kara darśane", "devanagari": "> সাম্প্রদায়িক সন্ন্যাসী তুমি, রহ এই গ্রামে ।\n> কি কারণে আমা-সবার না কর দর্শনে ॥৬৭॥", "synonyms": "*sāmpradāyika*—da comunidade; *sannyāsī*—sannyāsī māyāvādī; *tumi*—Tu és; *raha*—vives; *ei*—nesta; *grāme*—em Vārāṇasī; *ki kāraṇe*—por que razão; *āmā-sabāra*—conosco; *nā*—não; *kara*—te esforças; *darśane*—por misturar-Te.", "translation": "**\"Tu pertences à nossa Śaṅkara-sampradāya e vives em nossa aldeia, Vārāṇasī. Por que, então, não Te associas conosco? Por que evitas até mesmo ver-nos?**", "purport": "Um sannyāsī vaiṣṇava, ou um vaiṣṇava no segundo estágio de avanço no conhecimento espiritual, pode compreender quatro princípios — a saber, a Suprema Personalidade de Deus, os devotos, os inocentes e os invejosos — e comporta-se de maneira diferente com cada um deles. Ele procura aumentar seu amor a Deus, fazer amizade com os devotos e pregar a consciência de Kṛṣṇa entre os inocentes, mas evita os invejosos que têm inveja do movimento da consciência de Kṛṣṇa. O próprio Senhor Caitanya Mahāprabhu exemplificou tal comportamento, e é por isso que Prakāśānanda Sarasvatī perguntou por que Ele não Se associava nem mesmo falava com eles. Caitanya Mahāprabhu confirmou por meio do exemplo que um pregador do movimento da consciência de Kṛṣṇa, de modo geral, não deve desperdiçar seu tempo conversando com os sannyāsīs māyāvādīs; quando, porém, há discussões com base no śāstra, um vaiṣṇava deve adiantar-se para falar e derrotá-los na filosofia.\n\nSegundo os sannyāsīs māyāvādīs, apenas aquele que aceita o sannyāsa na sucessão discipular de Śaṅkarācārya é um sannyāsī Védico. Às vezes, contesta-se que os sannyāsīs que pregam no movimento da consciência de Kṛṣṇa não são genuínos por não pertencerem a famílias brāhmaṇas, pois os māyāvādīs não conferem o sannyāsa a quem não pertença, por nascimento, a uma família brāhmaṇa. Infelizmente, contudo, eles não sabem que, no presente, todos nascem śūdras (kalau śūdra-sambhavaḥ). Deve-se compreender que não há brāhmaṇas nesta era, porque aqueles que se proclamam brāhmaṇas simplesmente com base no direito de nascimento não possuem as qualificações bramânicas. No entanto, mesmo que alguém nasça numa família não brāhmaṇa, se tiver as qualificações bramânicas, deve ser aceito como brāhmaṇa, conforme confirmam Śrīla Nārada Muni e o grande santo Śrīdhara Svāmī. Isso também se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam*. Tanto Nārada como Śrīdhara Svāmī concordam plenamente em que não se pode ser brāhmaṇa por direito de nascimento, mas sim que se deve possuir as qualidades de um brāhmaṇa. Assim, em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, jamais conferimos a ordem de sannyāsa a uma pessoa que não consideremos qualificada conforme os princípios bramânicos prescritos. Embora seja um fato que, a menos que alguém seja brāhmaṇa, não possa tornar-se sannyāsī, não é um princípio válido afirmar que um homem desqualificado nascido numa família brāhmaṇa seja brāhmaṇa, ao passo que uma pessoa bramanicamente qualificada nascida numa família não brāhmaṇa não possa ser aceita. O movimento da consciência de Kṛṣṇa segue estritamente as injunções do *Śrīmad-Bhāgavatam*, evitando heresias enganosas e conclusões fabricadas."}
{"ref": "cc/adi/7/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/68/", "verse_text": "sannyāsī ha-iyā kara nartana-gāyana\n\nbhāvuka saba saṅge lañā kara saṅkīrtana", "devanagari": "> সন্ন্যাসী হইয়া কর নর্তন-গায়ন ।\n> ভাবুক সব সঙ্গে লঞা কর সংকীর্তন ॥৬৮॥", "synonyms": "*sannyāsī*—a ordem de vida renunciada; *ha-iyā*—aceitando; *kara*—fazes; *nartana-gāyana*—dança e canto; *bhāvuka*—fanáticos; *saba*—todos; *saṅge*—em Tua companhia; *lañā*—aceitando-os; *kara*—fazes; *saṅkīrtana*—canto do santo nome do Senhor.", "translation": "**\"Tu és um sannyāsī. Por que, então, Te entregas ao canto e à dança, ocupando-Te em Teu movimento de saṅkīrtana na companhia de fanáticos?**", "purport": "Este é um desafio de Prakāśānanda Sarasvatī a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura escreve em seu Anubhāṣya que Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é o objeto da pesquisa filosófica do Vedānta, determinou muito bondosamente quem é o candidato apropriado ao estudo da filosofia Vedānta. A primeira qualificação de tal candidato é expressa por Śrī Caitanya Mahāprabhu em Seu Śikṣāṣṭaka:\n\ntṛṇād api sunīcena\ntaror iva sahiṣṇunā\namāninā mānadena\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ\n\nEsta afirmação indica que se pode ouvir ou falar sobre a filosofia Vedānta por meio da sucessão discipular. É preciso ser muito humilde e manso, mais tolerante que uma árvore e mais humilde que a grama. Não se deve exigir respeito para si próprio, mas estar preparado para oferecer todo o respeito aos demais. É necessário ter estas qualificações para estar apto a compreender o conhecimento Védico."}
{"ref": "cc/adi/7/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/69/", "verse_text": "vedānta-paṭhana, dhyāna,--sannyāsīra dharma\n\ntāhā chāḍi' kara kene bhāvukera karma", "devanagari": "> বেদান্ত-পঠন, ধ্যান, — সন্ন্যাসীর ধর্ম ।\n> তাহা ছাড়ি’ কর কেনে ভাবুকের কর্ম ॥৬৯॥", "synonyms": "*vedānta-paṭhana*—estudar a filosofia Vedānta; *dhyāna*—meditação; *sannyāsīra*—de um sannyāsī; *dharma*—deveres; *tāhā chāḍi'*—abandonando-os; *kara*—fazes; *kene*—por que; *bhāvukera*—dos fanáticos; *karma*—atividades.", "translation": "**\"A meditação e o estudo do Vedānta são os únicos deveres de um sannyāsī. Por que abandonas isso para dançar com fanáticos?**", "purport": "Como se explicou a respeito do verso 41, os sannyāsīs māyāvādīs não aprovam o canto e a dança. Prakāśānanda Sarasvatī, como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, equivocadamente entendeu Śrī Caitanya Mahāprabhu como um jovem sannyāsī desencaminhado e, por isso, perguntou-Lhe por que Ele Se entregava à associação de fanáticos em vez de executar o dever de um sannyāsī."}
{"ref": "cc/adi/7/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/70/", "verse_text": "prabhāve dekhiye tomā sākṣāt nārāyaṇa\n\nhīnācāra kara kene, ithe ki kāraṇa", "devanagari": "> প্রভাবে দেখিয়ে তোমা সাক্ষাৎ নারায়ণ ।\n> হীনাচার কর কেনে, ইথে কি কারণ ॥৭০॥", "synonyms": "*prabhāve*—em Tua opulência; *dekhiye*—vejo; *tomā*—a Ti; *sākṣāt*—diretamente; *nārāyaṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *hīna-ācāra*—comportamento de classe inferior; *kara*—fazes; *kene*—por que; *ithe*—nisto; *ki*—qual é; *kāraṇa*—a razão.", "translation": "**\"Tu pareces tão brilhante como se fosses o próprio Nārāyaṇa. Terias a bondade de explicar a razão pela qual adotaste o comportamento das pessoas de classe inferior?\"**", "purport": "Devido à renúncia, ao estudo do Vedānta, à meditação e aos estritos princípios regulativos de sua rotina diária, os *sannyāsīs* māyāvādīs certamente estão em posição de executar atividades piedosas. Assim, Prakāśānanda Sarasvatī, em virtude de sua piedade, pôde compreender que Caitanya Mahāprabhu não era uma pessoa comum, mas a Suprema Personalidade de Deus. *Sākṣāt nārāyaṇa:* ele O considerou o próprio Nārāyaṇa. Os *sannyāsīs* māyāvādīs se tratam mutuamente como Nārāyaṇa porque pensam que todos vão se tornar Nārāyaṇa ou se fundir com Nārāyaṇa na próxima vida. Prakāśānanda Sarasvatī reconheceu que Caitanya Mahāprabhu já havia diretamente se tornado Nārāyaṇa e não precisava esperar até Sua próxima vida. Uma diferença entre as filosofias vaiṣṇava e māyāvādī é que os filósofos māyāvādīs pensam que, depois de abandonar seus corpos, vão se tornar Nārāyaṇa fundindo-se com Seu corpo, ao passo que os filósofos vaiṣṇavas compreendem que, depois que o corpo morre, vão ter um corpo transcendental e espiritual com o qual se associarão com Nārāyaṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/71/", "verse_text": "prabhu kahe--śuna, śrīpāda, ihāra kāraṇa\n\nguru more mūrkha dekhi' karila śāsana", "devanagari": "> প্রভু কহে — শুন, শ্রীপাদ, ইহার কারণ ।\n> গুরু মোরে মূর্খ দেখি’ করিল শাসন ॥৭১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *śuna*—tem a bondade de ouvir; *śrīpāda*—Vossa Santidade; *ihāra*—disto; *kāraṇa*—a razão; *guru*—Meu mestre espiritual; *more*—a Mim; *mūrkha*—tolo; *dekhi'*—entendendo; *karila*—ele fez; *śāsana*—castigo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu a Prakāśānanda Sarasvatī: \"Meu caro senhor, tem a bondade de ouvir a razão. Meu mestre espiritual considerou-Me um tolo e, por isso, castigou-Me.**", "purport": "Quando Prakāśānanda Sarasvatī perguntou ao Senhor Caitanya Mahāprabhu por que Ele nem estudava o Vedānta nem praticava a meditação, o Senhor Caitanya apresentou-Se como o número um dos tolos, a fim de indicar que a presente era, Kali-yuga, é uma era de tolos e patifes, na qual não é possível obter a perfeição simplesmente lendo a filosofia Vedānta e meditando. Os śāstras recomendam veementemente:\n\nharer nāma harer nāma\nharer nāmaiva kevalam\nkalau nāsty eva nāsty eva\nnāsty eva gatir anyathā\n\n\"Nesta era de discórdia e hipocrisia, o único meio de libertação é o canto dos santos nomes do Senhor. Não há outro caminho. Não há outro caminho. Não há outro caminho.\" As pessoas em geral, em Kali-yuga, estão tão caídas que não lhes é possível obter a perfeição simplesmente estudando o *Vedānta-sūtra*. Deve-se, portanto, dedicar-se seriamente ao canto constante do santo nome do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/7/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/72/", "verse_text": "mūrkha tumi, tomāra nāhika vedāntādhikāra\n\n'kṛṣṇa-mantra' japa sadā,--ei mantra-sāra", "devanagari": "> মূর্খ তুমি, তোমার নাহিক বেদান্তাধিকার ।\n> ‘কৃষ্ণমন্ত্র’ জপ’ সদা, — এই মন্ত্রসার ॥৭২॥", "synonyms": "*mūrkha tumi*—Tu és um tolo; *tomāra*—Tua; *nāhika*—não há; *vedānta*—filosofia Vedānta; *adhikāra*—qualificação para estudar; *kṛṣṇa-mantra*—o hino de Kṛṣṇa (Hare Kṛṣṇa); *japa*—canta; *sadā*—sempre; *ei*—este; *mantra*—hino; *sāra*—essência de todo o conhecimento Védico.", "translation": "**\" 'Tu és um tolo', disse ele. 'Não estás qualificado para estudar a filosofia Vedānta e, portanto, deves sempre cantar o santo nome de Kṛṣṇa. Esta é a essência de todos os mantras, ou hinos Védicos.**", "purport": "Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī Mahārāja comenta a esse respeito: \"A pessoa pode tornar-se perfeitamente bem-sucedida na missão de sua vida se agir exatamente segundo as palavras que ouve da boca de seu mestre espiritual.\" Essa aceitação das palavras do mestre espiritual chama-se *śrauta-vākya,* o que indica que o discípulo deve cumprir as instruções do mestre espiritual sem desvio. Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura observa a esse respeito que um discípulo deve aceitar as palavras de seu mestre espiritual como sua vida e alma. Śrī Caitanya Mahāprabhu aqui confirma isso dizendo que, como Seu mestre espiritual lhe ordenou apenas que cantasse o santo nome de Kṛṣṇa, Ele sempre cantou o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* de acordo com essa orientação (*'kṛṣṇa-mantra' japa sadā,-ei mantra-sāra*).\n\nKṛṣṇa é a origem de tudo. Por isso, quando uma pessoa é plenamente consciente de Kṛṣṇa, entende-se que sua relação com Kṛṣṇa foi plenamente confirmada. Sem a consciência de Kṛṣṇa, a pessoa está apenas parcialmente relacionada com Kṛṣṇa e, portanto, não se encontra em sua posição constitucional. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu seja a Suprema Personalidade de Deus Kṛṣṇa, o mestre espiritual do universo inteiro, Ele assumiu mesmo assim a posição de discípulo a fim de ensinar pelo exemplo como um devoto deve seguir estritamente as ordens de um mestre espiritual no cumprimento do dever de sempre cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra.* Quem se interessa muito pelo estudo da filosofia Vedānta deve tomar lições de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Nesta era, ninguém é realmente competente para estudar Vedānta, e por isso é melhor que se cante o santo nome do Senhor, que é a essência de todo o conhecimento Védico, como o próprio Kṛṣṇa confirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/15/15|(Bg. 15.15)]]:\n\n> vedaiś ca sarvair aham eva vedyo\n> vedānta-kṛd veda-vid eva cāham\n\n\"Por todos os *Vedas,* devo ser conhecido. De fato, sou o compilador do *Vedānta* e sou o conhecedor dos *Vedas.*\"\n\nSomente tolos abandonam o serviço do mestre espiritual e se consideram avançados no conhecimento espiritual. A fim de conter tais tolos, Caitanya Mahāprabhu Ele mesmo apresentou o exemplo perfeito de como ser um discípulo. Um mestre espiritual sabe muito bem como ocupar cada discípulo numa tarefa específica, mas se um discípulo, pensando-se mais avançado do que seu mestre espiritual, abandona suas ordens e age de forma independente, obstaculiza seu próprio progresso espiritual. Todo discípulo deve se considerar completamente ignorante da ciência de Kṛṣṇa e deve estar sempre pronto a cumprir as ordens do mestre espiritual para tornar-se competente na consciência de Kṛṣṇa. Um discípulo deve sempre permanecer um tolo diante de seu mestre espiritual. Daí que às vezes pseudoespiritualistas aceitam um mestre espiritual que nem mesmo é apto para se tornar discípulo, porque querem mantê-lo sob seu controle. Isso não tem valor algum para a autorrealização.\n\nQuem conhece imperfeitamente a consciência de Kṛṣṇa não pode conhecer a filosofia Vedānta. Uma exibição ostensiva de estudo do Vedānta sem a consciência de Kṛṣṇa é uma manifestação da energia externa, *māyā,* e enquanto a pessoa se deixa atrair pelas embriagueses dessa energia material em constante transformação, desvia-se da devoção à Suprema Personalidade de Deus. Um verdadeiro seguidor da filosofia Vedānta é um devoto do Senhor Viṣṇu, que é o maior entre os grandes e o mantenedor do universo inteiro. A menos que se transcenda o campo de atividades a serviço do limitado, não se pode alcançar o ilimitado. O conhecimento do ilimitado é o verdadeiro *brahma-jñāna,* ou conhecimento do Supremo. Os que são viciados em atividades fruitivas e conhecimento especulativo não conseguem compreender o valor do santo nome do Senhor Kṛṣṇa, que é sempre completamente puro, eternamente liberado e pleno de bem-aventurança espiritual. Aquele que se abrigou no santo nome do Senhor, que é idêntico ao Senhor, não precisa estudar a filosofia Vedānta, pois já completou todo esse estudo.\n\nQuem não é apto para cantar o santo nome de Kṛṣṇa mas pensa que o santo nome é diferente de Kṛṣṇa e assim se refugia no estudo do Vedānta para compreendê-Lo deve ser considerado um tolo de primeira categoria, como confirma Caitanya Mahāprabhu por Seu comportamento pessoal; e os especuladores filosóficos que querem fazer da filosofia Vedānta uma carreira acadêmica também são considerados pertencentes à energia material. Uma pessoa que sempre canta o santo nome do Senhor, porém, já está além do oceano da nesciência, e assim mesmo uma pessoa nascida em família humilde que se ocupa em cantar o santo nome do Senhor é considerada além do estudo da filosofia Vedānta. A esse respeito, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.33.7) declara:\n\n> aho bata śva-paco 'to garīyān\n> yaj-jihvāgre vartate nāma tubhyam\n> tepus tapas te juhuvuḥ sasnur āryā\n> brahmānūcur nāma gṛṇanti ye te\n\n\"Se uma pessoa nascida em família de comedores de cães passa a cantar o santo nome de Kṛṣṇa, deve-se compreender que em sua vida anterior ela executou todas as espécies de austeridades e penitências e realizou todos os *yajñas* Védicos.\" Outra citação diz:\n\n> ṛg-vedo 'tha yajur-vedaḥ sāma-vedo 'py atharvaṇaḥ\n> adhītās tena yenoktaṁ harir ity akṣara-dvayam\n\n\"A pessoa que canta as duas sílabas *ha-ri* já estudou os quatro *Vedas* — Sāma, Ṛg, Yajur e Atharva.\"\n\nAproveitando-se desses versos, há alguns *sahajiyās* que, tomando tudo de forma muito barata, se consideram vaiṣṇavas elevados mas não se importam nem de tocar no *Vedānta-sūtra* ou na filosofia Vedānta. Um verdadeiro vaiṣṇava deve, contudo, estudar a filosofia Vedānta, mas se depois de estudar Vedānta a pessoa não adotar o canto do santo nome do Senhor, não é melhor do que um māyāvādī. Portanto, não se deve ser māyāvādī, mas também não se deve desconhecer o assunto da filosofia Vedānta. De fato, Caitanya Mahāprabhu exibiu Seu conhecimento de Vedānta em Seus discursos com Prakāśānanda Sarasvatī. Assim, deve-se compreender que um vaiṣṇava deve estar completamente familiarizado com a filosofia Vedānta, mas não deve pensar que estudar Vedānta é tudo e, por conseguinte, desapegar-se do canto do santo nome. Um devoto deve conhecer a importância de simultaneamente compreender a filosofia Vedānta e cantar os santos nomes. Se ao estudar Vedānta a pessoa se torna impersonalista, é porque não conseguiu compreender o Vedānta. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/15/15|(Bg. 15.15)]]. *Vedānta* significa \"o fim do conhecimento\". O fim último do conhecimento é o conhecimento de Kṛṣṇa, que é idêntico ao Seu santo nome. Os vaiṣṇavas baratos (*sahajiyās*) não se preocupam em estudar a filosofia Vedānta conforme comentada pelos quatro *ācāryas.* Na Gauḍīya-sampradāya há um comentário ao Vedānta chamado *Govinda-bhāṣya,* mas os *sahajiyās* consideram tais comentários como especulação filosófica intocável e consideram os *ācāryas* como devotos mistos. Assim, abrem seu próprio caminho para o inferno."}
{"ref": "cc/adi/7/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/73/", "verse_text": "kṛṣṇa-mantra haite habe saṁsāra-mocana\n\nkṛṣṇa-nāma haite pābe kṛṣṇera caraṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণমন্ত্র হৈতে হবে সংসার-মোচন ।\n> কৃষ্ণনাম হৈতে পাবে কৃষ্ণের চরণ ॥৭৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-mantra*—o canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *haite*—de; *habe*—haverá; *saṁsāra*—existência material; *mocana*—libertação; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *haite*—de; *pābe*—se obterá kṛṣṇera–do Senhor Kṛṣṇa; *caraṇa*—os pés de lótus.", "translation": "**\"Simplesmente cantando o santo nome de Kṛṣṇa, pode-se obter a libertação da existência material. De fato, simplesmente cantando o mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa poderá ver os pés de lótus do Senhor.**", "purport": "Em seu *Anubhāṣya,* Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī diz que o efeito real que se tornará visível assim que alguém alcança o conhecimento transcendental é que imediatamente ficará livre das garras de *māyā* e se dedicará plenamente ao serviço do Senhor. A menos que se sirva à Suprema Personalidade de Deus Mukunda, não se pode ficar livre das atividades fruitivas sob a energia externa. No entanto, quando se canta o santo nome do Senhor sem ofensas, pode-se realizar uma posição transcendental completamente alheia à concepção material da vida. Prestando serviço ao Senhor, um devoto se relaciona com a Suprema Personalidade de Deus numa das cinco relações — a saber, *śānta, dāsya, sakhya, vātsalya* ou *mādhurya* — e assim saboreia a bem-aventurança transcendental nessa relação. Tal relação certamente transcende o corpo e a mente. Quando se percebe que o santo nome do Senhor é idêntico à Suprema Pessoa, torna-se completamente apto a cantar o santo nome do Senhor. Tal cantante e dançarino extático deve ser considerado como tendo uma relação direta com o Senhor.\n\nDe acordo com os princípios Védicos, há três estágios de avanço espiritual, a saber, *sambandha-jñāna, abhidheya* e *prayojana. Sambandha-jñāna* refere-se ao estabelecimento da relação original com a Suprema Personalidade de Deus, *abhidheya* refere-se a agir de acordo com essa relação constitucional, e *prayojana* é o objetivo último da vida, que é desenvolver o amor a Deus (*premā pum-artho mahān*). Se a pessoa adere aos princípios regulativos sob a ordem do mestre espiritual, alcança muito facilmente o objetivo último de sua vida. Uma pessoa viciada no canto do *mantra* Hare Kṛṣṇa obtém com muita facilidade a oportunidade de servir diretamente à Suprema Personalidade de Deus. Não há necessidade de tal pessoa compreender os malabarismos gramaticais nos quais os *sannyāsīs* māyāvādīs geralmente se envolvem. Śrī Śaṅkarācārya também enfatizou esse ponto: *na hi na hi rakṣati ḍukṛñ karaṇe.* \"Simplesmente manipulando sufixos e prefixos gramaticais, não se pode salvar das garras da morte.\" Os que fazem malabarismos gramaticais não conseguem confundir um devoto que se ocupa em cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra.* Simplesmente dirigindo-se à energia do Senhor Supremo como Hare e ao próprio Senhor como Kṛṣṇa, em breve o Senhor Se instala no coração do devoto. Dirigindo-se assim a Rādhā e Kṛṣṇa, a pessoa diretamente se ocupa no serviço de Sua Senhoria. A essência de todas as escrituras reveladas e de todo o conhecimento está presente quando se se dirige ao Senhor e à Sua energia pelo *mantra* Hare Kṛṣṇa, pois essa vibração transcendental pode libertar completamente uma alma condicionada e ocupá-la diretamente no serviço do Senhor.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu Se apresentou como um grande tolo, mas sustentou que todas as palavras que ouvira de Seu mestre espiritual seguiam estritamente os princípios enunciados por Vyāsadeva no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.7.6).\n\n> anarthopaśamaṁ sākṣād\n> bhakti-yogam adhokṣaje\n> lokasyājānato vidvāṁś\n> cakre sātvata-saṁhitām\n\n\"As misérias materiais de uma entidade viva, que lhe são supérfluas, podem ser diretamente mitigadas pelo processo de ligação do serviço devocional. Mas a massa de pessoas não sabe disso, e portanto o erudito Vyāsadeva compilou esta escritura Védica [*Śrīmad-Bhāgavatam*], que está em relação com a Verdade Suprema.\" A pessoa pode superar todas as concepções errôneas e o enredamento no mundo material praticando *bhakti-yoga,* e por isso Vyāsadeva, agindo sob a instrução de Śrī Nārada, introduziu muito bondosamente o *Śrīmad-Bhāgavatam* para libertar as almas condicionadas das garras de *māyā.* O mestre espiritual do Senhor Caitanya lhe instruiu, portanto, que se deve ler o *Śrīmad-Bhāgavatam* regularmente e com escrutínio para gradualmente apegar-se ao canto do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra.*\n\nO santo nome e o Senhor são idênticos. Quem está completamente livre das garras de *māyā* pode compreender esse fato. Esse conhecimento, alcançado pela misericórdia do mestre espiritual, coloca a pessoa na plataforma transcendental suprema. Śrī Caitanya Mahāprabhu Se apresentou como um tolo porque, antes de aceitar o refúgio de um mestre espiritual, não compreendia que simplesmente cantando a pessoa pode ser libertada de todas as condições materiais. Mas assim que Se tornou um servo fiel de Seu mestre espiritual e seguiu suas instruções, Ele muito facilmente vislumbrou o caminho da liberação. Deve-se compreender que o canto do Hare Kṛṣṇa *mantra* por Śrī Caitanya Mahāprabhu estava isento de todas as ofensas. As dez ofensas contra o santo nome são as seguintes: (1) blasfemar um devoto do Senhor; (2) considerar o Senhor e os semideuses no mesmo nível ou pensar que há muitos deuses; (3) negligenciar as ordens do mestre espiritual; (4) diminuir a autoridade das escrituras (*Vedas*); (5) interpretar o santo nome de Deus; (6) cometer pecados contando com o canto; (7) ensinar as glórias do nome do Senhor aos infiéis; (8) comparar o canto do santo nome com a piedade material; (9) ser desatento ao cantar o santo nome; e (10) apegar-se às coisas materiais apesar de cantar o santo nome."}
{"ref": "cc/adi/7/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/74/", "verse_text": "nāma vinu kali-kāle nāhi āra dharma\n\nsarva-mantra-sāra nāma, ei śāstra-marma", "devanagari": "> নাম বিনু কলিকালে নাহি আর ধর্ম ।\n> সর্বমন্ত্রসার নাম, এই শাস্ত্রমর্ম ॥৭৪॥", "synonyms": "*nāma*—o santo nome; *vinu*—sem; *kali-kāle*—nesta Era de Kali; *nāhi*—não há; *āra*—ou qualquer alternativa; *dharma*—princípio religioso; *sarva*—todos; *mantra*—hinos; *sāra*—essência; *nāma*—o santo nome; *ei*—este é; *śāstra*—as escrituras reveladas; *marma*—o significado.", "translation": "**\" 'Nesta era de Kali não há princípio religioso outro que não o cantar do santo nome, que é a essência de todos os hinos Védicos. Este é o significado de todas as escrituras.' \"**", "purport": "Os princípios do sistema de *paramparā* eram estritamente respeitados nas eras anteriores — Satya-yuga, Tretā-yuga e Dvāpara-yuga —, mas na presente era, o Kali-yuga, as pessoas negligenciam a importância desse sistema de *śrauta-paramparā,* ou seja, de receber o conhecimento por meio da sucessão discipular. Nesta era, as pessoas estão dispostas a argumentar que podem compreender o que transcende seu conhecimento e percepção limitados por meio de observações e experimentos supostamente científicos, sem saber que a verdade real desce ao homem por intermédio de autoridades. Essa atitude argumentativa é contrária aos princípios Védicos, e para quem a adota é muito difícil compreender que o santo nome de Kṛṣṇa é tão bom quanto o próprio Kṛṣṇa. Como Kṛṣṇa e Seu santo nome são idênticos, o santo nome é eternamente puro e está além da contaminação material. É a Suprema Personalidade de Deus como vibração transcendental. O santo nome é completamente diferente do som material, como confirma Narottama dāsa Ṭhākura: *golokera prema-dhana, hari-nāma-saṅkīrtana.* A vibração transcendental do *hari-nāma-saṅkīrtana* é importada do mundo espiritual. Assim, embora os materialistas viciados no conhecimento experimental e no chamado \"método científico\" não consigam depositar sua fé no canto do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra,* é um fato que simplesmente cantando o Hare Kṛṣṇa *mantra* sem ofensas, a pessoa pode ser libertada de todas as condições materiais sutis e grosseiras. O mundo espiritual é chamado Vaikuṇṭha, que significa \"sem ansiedade\". No mundo material tudo está repleto de ansiedade (*kuṇṭha*), enquanto no mundo espiritual (Vaikuṇṭha) tudo está livre de ansiedade. Por conseguinte, aqueles que são afligidos por uma combinação de ansiedades não conseguem compreender o Hare Kṛṣṇa *mantra,* que está livre de toda ansiedade. Na presente era, a vibração do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* é o único processo que se encontra em posição transcendental, além da contaminação material. Como o santo nome pode libertar uma alma condicionada, explica-se aqui que ele é *sarva-mantra-sāra,* a essência de todos os hinos Védicos.\n\nUm nome que representa um objeto deste mundo material pode ser submetido a argumentos e ao conhecimento experimental, mas no mundo absoluto um nome e seu proprietário, a fama e o famoso, são idênticos; da mesma forma, as qualidades, os passatempos e tudo o mais relativo ao Absoluto também são absolutos. Embora os Māyāvādīs professem o monismo, diferenciam o santo nome do Senhor Supremo do próprio Senhor. Por essa ofensa de *nāmāparādha,* gradualmente caem de sua exaltada posição de *brahma-jñāna,* como confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32):\n\n> āruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\n> patanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ\n\nEmbora por severas austeridades se elevem à exaltada posição de *brahma-jñāna,* caem, no entanto, devido ao conhecimento imperfeito da Verdade Absoluta. Embora professem compreender o *mantra* Védico *sarvaṁ khalv idaṁ brahma* (*Chāndogya Upaniṣad* 3.14.1), que significa \"Tudo é *brahman,*\" são incapazes de compreender que o santo nome também é *brahman.* Se cantarem regularmente o *mahā-mantra,* porém, podem ser libertados desse equívoco. A menos que a pessoa se abrigue adequadamente no santo nome, não pode ser libertada do estágio ofensivo ao cantar o santo nome."}
{"ref": "cc/adi/7/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/75/", "verse_text": "eta bali' eka śloka śikhāila more\n\nkaṇṭhe kari' ei śloka kariha vicāre", "devanagari": "> এত বলি’ এক শ্লোক শিখাইল মোরে ।\n> কণ্ঠে করি’ এই শ্লোক করিহ বিচারে ॥৭৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *eka śloka*—um verso; *śikhāila*—ensinou; *more*—a Mim; *kaṇṭhe*—na garganta; *kari'*—mantendo; *ei*—este; *śloka*—verso; *kariha*—deves fazer; *vicāre*—em consideração.", "translation": "**\"Depois de descrever a potência do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, Meu mestre espiritual Me ensinou outro verso, aconselhando-Me a manter sempre o nome em Minha garganta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/76/", "verse_text": "harer nāma harer nāma\n\nharer nāmaiva kevalam\n\nkalau nāsty eva nāsty eva\n\nnāsty eva gatir anyathā", "devanagari": "> হরের্নাম হরের্নাম হরের্নামৈব কেবলম্ ।\n> কলৌ নাস্ত্যেব নাস্ত্যেব নাস্ত্যেব গতিরন্যথা ॥৭৬॥", "synonyms": "*hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor; *eva*—certamente; *kevalam*—somente; *kalau*—nesta Era de Kali; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *gatiḥ*—progresso; *anyathā*—de outra forma.", "translation": "**\" 'Para o progresso espiritual nesta Era de Kali, não há alternativa, não há alternativa, não há alternativa para o progresso espiritual senão o santo nome, o santo nome, o santo nome do Senhor.'**", "purport": "Para o progresso na vida espiritual, os śāstras recomendam a meditação em Satya-yuga, o sacrifício para a satisfação do Senhor Viṣṇu em Tretā-yuga e a opulenta adoração ao Senhor no templo em Dvāpara-yuga; mas, na Era de Kali, só se pode alcançar o progresso espiritual cantando o santo nome do Senhor. Isso é confirmado em várias escrituras. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, há muitas referências a este fato. No Décimo Segundo Canto (12.3.51), afirma-se: kīrtanād eva kṛṣṇasya mukta-saṅgaḥ paraṁ vrajet — na Era de Kali há muitas faltas, pois as pessoas estão sujeitas a muitas condições miseráveis; contudo, nesta era há uma grande bênção: simplesmente por cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa pode libertar-se de toda contaminação material e, assim, ser elevada ao mundo espiritual. O Nārada-pañcarātra também louva o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa da seguinte maneira:\n\ntrayo vedāḥ ṣaḍ-aṅgāni\nchandāṁsi vividhāḥ surāḥ\nsarvam aṣṭākṣarāntaḥsthaṁ\nyac cānyad api vāṅ-mayam\nsarva-vedānta-sārārthaḥ\nsaṁsārārṇava-tāraṇaḥ\n\n\"A essência de todo o conhecimento Védico — abrangendo os três tipos de atividade Védica [karma-kāṇḍa, jñāna-kāṇḍa e upāsanā-kāṇḍa], os chandas, ou hinos Védicos, e os processos para satisfazer os semideuses — está incluída nas oito sílabas Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa. Esta é a realidade de todo o Vedānta. O canto do santo nome é o único meio de atravessar o oceano da ignorância.\" De modo semelhante, o Kali-santaraṇa Upaniṣad afirma: \"Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare — estes dezesseis nomes, compostos de trinta e duas sílabas, são o único meio de contrabalançar os efeitos malignos de Kali-yuga. Em todos os *Vedas*, vê-se que, para atravessar o oceano da ignorância, não há alternativa ao canto do santo nome.\" De modo semelhante, Śrī Madhvācārya, ao comentar o Muṇḍaka Upaniṣad, disse:\n\ndvāparīyair janair viṣṇuḥ\npañcarātrais tu kevalaiḥ\nkalau tu nāma-mātreṇa\npūjyate bhagavān hariḥ\n\n\"No Dvāpara-yuga, podia-se satisfazer Kṛṣṇa ou Viṣṇu apenas adorando-O opulentamente conforme o sistema pāñcarātrikī, mas, na Era de Kali, pode-se satisfazer e adorar a Suprema Personalidade de Deus Hari simplesmente cantando o santo nome.\" Em seu Bhakti-sandarbha (verso 284), Śrīla Jīva Gosvāmī enfatiza vigorosamente o canto do santo nome do Senhor da seguinte maneira:\n\nnanu bhagavan-nāmātmakā eva mantrāḥ, tatra viśeṣeṇa namaḥ-śabdādy-alaṅkṛtāḥ śrī-bhagavatā śrīmad-ṛṣibhiś cāhita-śakti-viśeṣāḥ, śrī-bhagavatā samam ātma-sambandha-viśeṣa-pratipādakāś ca tatra kevalāni śrī-bhagavan-nāmāny api nirapekṣāṇy eva parama-puruṣārtha-phala-paryanta-dāna-samarthāni tato mantreṣu nāmato 'py adhika-sāmarthye labdhe kathaṁ dīkṣādy-apekṣā. ucyate-yady api svarūpato nāsti, tathāpi prāyaḥ svabhāvato dehādi-sambandhena kadarya-śīlānāṁ vikṣipta-cittānāṁ janānāṁ tat-saṅkocī-karaṇāya śrīmad-ṛṣi-prabhṛtibhir atrārcana-mārge kvacit kvacit kācit kācin maryādā sthāpitāsti.\n\nŚrīla Jīva Gosvāmī afirma que a substância de todos os mantras Védicos é o canto do santo nome do Senhor. Todo mantra começa com o prefixo nama oṁ e, por fim, dirige-se pelo nome à Suprema Personalidade de Deus. Pela suprema vontade do Senhor, há uma potência específica em todo e cada mantra cantado por grandes sábios como Nārada Muni e outros ṛṣis. O canto do santo nome do Senhor imediatamente renova a relação transcendental do ser vivo com o Senhor Supremo.\n\nPara cantar o santo nome do Senhor, a pessoa não precisa depender de outra parafernália, pois pode obter imediatamente todos os resultados desejados de conectar-se ou vincular-se à Suprema Personalidade de Deus. Pode-se, portanto, perguntar por que há necessidade de iniciação ou de outras atividades espirituais no serviço devocional para aquele que se ocupa no canto do santo nome do Senhor. A resposta é que, embora seja correto que aquele que plenamente se ocupa em cantar o santo nome não precise depender do processo de iniciação, geralmente um devoto está viciado em muitos hábitos materiais abomináveis, devido à contaminação material de sua vida anterior. A fim de obter rápido alívio de todas essas contaminações, requer-se que a pessoa se ocupe na adoração ao Senhor no templo. A adoração à Deidade no templo é essencial para reduzir a inquietação da pessoa, decorrente das contaminações da vida condicionada. Assim, Nārada, em seu pāñcarātrikī-vidhi, e outros grandes sábios às vezes enfatizaram que, visto que toda alma condicionada tem um conceito corporal da vida voltado para o gozo dos sentidos, para restringir esse gozo dos sentidos as regras e regulações para adorar a Deidade no templo são essenciais. Śrīla Rūpa Gosvāmī descreveu que o santo nome do Senhor pode ser cantado por almas liberadas, mas quase todas as almas que temos de iniciar são condicionadas. Aconselha-se que a pessoa cante o santo nome do Senhor sem ofensas e conforme os princípios reguladores; contudo, devido a seus maus hábitos passados, elas violam essas regras e regulações. Assim, os princípios reguladores para a adoração à Deidade também são simultaneamente essenciais."}
{"ref": "cc/adi/7/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/77/", "verse_text": "ei ājñā pāñā nāma la-i anukṣaṇa\n\nnāma laite laite mora bhrānta haila mana", "devanagari": "> এই আজ্ঞা পাঞা নাম লই অনুক্ষণ ।\n> নাম লৈতে লৈতে মোর ভ্রান্ত হৈল মন ॥৭৭॥", "synonyms": "*ei*—esta; *ājñā*—ordem; *pāñā*—recebendo; *nāma*—o santo nome; *la-i*—canto; *anukṣaṇa*—sempre; *nāma*—o santo nome; *laite*—aceitar; *laite*—aceitar; *mora*—Minha; *bhrānta*—perplexidade; *haila*—ocorrendo; *mana*—na mente.", "translation": "**\"Desde que recebi esta ordem de Meu mestre espiritual, canto sempre o santo nome, mas penso que, de tanto cantar e cantar o santo nome, fiquei perplexo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/78/", "verse_text": "dhairya dharite nāri, hailāma unmatta\n\nhāsi, kāndi, nāci, gāi, yaiche madamatta", "devanagari": "> ধৈর্য ধরিতে নারি, হৈলাম উন্মত্ত ।\n> হাসি, কান্দি, নাচি, গাই, যৈছে মদমত্ত ॥৭৮॥", "synonyms": "*dhairya*—paciência; *dharite*—conter; *nāri*—incapaz de manter; *hailāma*—tornei-Me; *unmatta*—louco por isso; *hāsi*—rio; *kāndi*—choro; *nāci*—danço; *gāi*—canto; *yaiche*—tanto quanto; *madamatta*—um louco.", "translation": "**\"Enquanto canto o santo nome do Senhor em puro êxtase, perco-Me de Mim mesmo e, assim, rio, choro, danço e canto como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/79/", "verse_text": "tabe dhairya dhari' mane kariluṅ vicāra\n\nkṛṣṇa-nāme jñānācchanna ha-ila āmāra", "devanagari": "> তবে ধৈর্য ধরি’ মনে করিলুঁ বিচার ।\n> কৃষ্ণনামে জ্ঞানাচ্ছন্ন হইল আমার ॥৭৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *dhairya*—paciência; *dhari'*—recobrando; *mane*—na mente; *kariluṅ*—fiz; *vicāra*—consideração; *kṛṣṇa-nāme*—no santo nome de Kṛṣṇa; *jñāna ācchanna*—encobrimento de Meu conhecimento; *ha-ila*—tornou-se; *āmāra*—de Mim.", "translation": "**\"Recobrando Minha paciência, então, comecei a considerar que cantar o santo nome de Kṛṣṇa havia encoberto todo o Meu conhecimento espiritual.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu sugere neste verso que, para cantar o santo nome de Kṛṣṇa, não é preciso especular sobre os aspectos filosóficos da ciência de Deus, pois a pessoa torna-se automaticamente extática e, sem qualquer reflexão, imediatamente canta, dança, ri, chora e canta como um louco."}
{"ref": "cc/adi/7/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/80/", "verse_text": "pāgala ha-ilāṅ āmi, dhairya nāhi mane\n\neta cinti' nivediluṅ gurura caraṇe", "devanagari": "> পাগল হইলাঙ আমি, ধৈর্য নাহি মনে ।\n> এত চিন্তি’ নিবেদিলুঁ গুরুর চরণে ॥৮০॥", "synonyms": "*pāgala*—louco; *ha-ilāṅ*—tornei-Me; *āmi*—Eu; *dhairya*—paciência; *nāhi*—não; *mane*—na mente; *eta*—assim; *cinti'*—considerando; *nivediluṅ*—submeti; *gurura*—do mestre espiritual; *caraṇe*—a seus pés de lótus.", "translation": "**\"Vi que Me havia tornado louco por cantar o santo nome, e imediatamente submeti isto aos pés de lótus de Meu mestre espiritual.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu, como mestre ideal, mostra-nos como um discípulo deve lidar com seu mestre espiritual. Sempre que houver dúvida acerca de qualquer ponto, ele deve remeter o assunto a seu mestre espiritual para esclarecimento. Śrī Caitanya Mahāprabhu disse que, enquanto cantava e dançava, desenvolvera o tipo de êxtase enlouquecido que só é possível para uma alma liberada. No entanto, mesmo em Sua posição liberada, Ele remetia tudo a Seu mestre espiritual sempre que havia dúvidas. Assim, em qualquer condição, mesmo quando liberados, jamais devemos julgar-nos independentes do mestre espiritual, mas devemos recorrer a ele tão logo surja alguma dúvida em nossa vida espiritual progressiva."}
{"ref": "cc/adi/7/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/81/", "verse_text": "kibā mantra dilā, gosāñi, kibā tāra bala\n\njapite japite mantra karila pāgala", "devanagari": "> কিবা মন্ত্র দিলা, গোসাঞি, কিবা তার বল ।\n> জপিতে জপিতে মন্ত্র করিল পাগল ॥৮১॥", "synonyms": "*kibā*—que espécie de; *mantra*—hino; *dilā*—destes; *gosāñi*—meu senhor; *kibā*—qual é; *tāra*—sua; *bala*—força; *japite*—cantando; *japite*—cantando; *mantra*—o hino; *karila*—fez-Me; *pāgala*—louco.", "translation": "**\" 'Meu querido senhor, que espécie de mantra Me destes? Fiquei louco simplesmente por cantar este mahā-mantra!**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu ora em Seu Śikṣāṣṭaka:\n\nyugāyitaṁ nimeṣeṇa\ncakṣuṣā prāvṛṣāyitam\nśūnyāyitaṁ jagat sarvaṁ\ngovinda-viraheṇa me\n\n\"Ó Govinda! Sentindo Tua separação, considero um instante como doze anos ou mais. Lágrimas brotam de meus olhos como torrentes de chuva, e sinto todo o mundo vazio em Tua ausência.\" É a aspiração de um devoto que, enquanto canta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, seus olhos se encham de lágrimas, sua voz vacile e seu coração palpite. Estes são bons sinais ao cantar o santo nome do Senhor. Em êxtase, deve-se sentir que o mundo inteiro está vazio sem a presença de Govinda. Isto é um sinal de separação de Govinda. Na vida material, estamos todos separados de Govinda e absortos na gratificação material dos sentidos. Por isso, quando a pessoa recobra a razão na plataforma espiritual, ela fica tão ansiosa por encontrar Govinda que, sem Govinda, o mundo inteiro se torna um lugar vazio."}
{"ref": "cc/adi/7/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/82/", "verse_text": "hāsāya, nācāya, more karāya krandana\n\neta śuni' guru hāsi balilā vacana", "devanagari": "> হাসায়, নাচায়, মোরে করায় ক্রন্দন ।\n> এত শুনি’ গুরু হাসি বলিলা বচন ॥৮২॥", "synonyms": "*hāsāya*—faz-Me rir; *nācāya*—faz-Me dançar; *more*—a Mim; *karāya*—faz; *krandana*—chorar; *eta*—assim; *śuni'*—ouvindo; *guru*—Meu mestre espiritual; *hāsi*—sorrindo; *balilā*—disse; *vacana*—palavras.", "translation": "**\" 'Cantar o santo nome em êxtase faz-Me dançar, rir e chorar.' Quando Meu mestre espiritual ouviu tudo isto, sorriu e então começou a falar.**", "purport": "Quando um discípulo progride muito perfeitamente na vida espiritual, isso alegra o mestre espiritual, que também sorri em êxtase, pensando: \"Como meu discípulo se tornou bem-sucedido!\" Sente tamanha satisfação que sorri enquanto aprecia o progresso do discípulo, assim como um pai sorridente aprecia as atividades de uma criança que tenta se levantar ou engatinhar perfeitamente."}
{"ref": "cc/adi/7/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/83/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma-mahā-mantrera ei ta' svabhāva\n\nyei jape, tāra kṛṣṇe upajaye bhāva", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম-মহামন্ত্রের এই ত’ স্বভাব ।\n> যেই জপে, তার কৃষ্ণে উপজয়ে ভাব ॥৮৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *mahā-mantrera*—do hino supremo; *ei ta'*—esta é sua; *svabhāva*—natureza; *yei*—qualquer um; *jape*—canta; *tāra*—seu; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *upajaye*—desenvolve; *bhāva*—êxtase.", "translation": "**É da natureza do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa que qualquer um que o cante desenvolva imediatamente seu amoroso êxtase por Kṛṣṇa.**", "purport": "> ahaṁ sarvasya prabhavo\n> mattaḥ sarvaṁ pravartate\n> iti matvā bhajante māṁ\n> budhā bhāva-samanvitāḥ\n\nMuitos tolos, desconhecendo a natureza transcendental do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra,* às vezes impedem que cantemos em voz alta esse *mantra;* contudo, aquele que é realmente avançado na realização do canto do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* induz outros a cantar também. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī explica: *kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana;* a menos que a pessoa receba poderes especiais da Suprema Personalidade de Deus, não pode pregar as glórias do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra.* À medida que os devotos propagam o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra,* a população em geral do mundo inteiro recebe a oportunidade de compreender as glórias do santo nome. Ao cantar, dançar ou ouvir o santo nome do Senhor, automaticamente se recorda a Suprema Personalidade de Deus, e como não há diferença entre o santo nome e Kṛṣṇa, o cantor fica imediatamente ligado a Kṛṣṇa. Assim conectado, o devoto desenvolve sua atitude original de serviço ao Senhor. Nessa atitude de servir constantemente a Kṛṣṇa, denominada *bhāva,* ele sempre pensa em Kṛṣṇa de muitas formas diferentes. Aquele que atingiu esse estágio de *bhāva* não está mais nas garras da energia ilusória. Quando outros ingredientes espirituais, como tremores, transpiração e lágrimas, se somam a esse estágio de *bhāva,* o devoto alcança gradualmente o amor por Kṛṣṇa.\n\nO santo nome de Kṛṣṇa é chamado de *mahā-mantra.* Outros *mantras* mencionados no *Nārada-pañcarātra* são conhecidos simplesmente como *mantras,* mas o canto do santo nome do Senhor é chamado de *mahā-mantra.*"}
{"ref": "cc/adi/7/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/84/", "verse_text": "kṛṣṇa-viṣayaka premā--parama puruṣārtha\n\nyāra āge tṛṇa-tulya cāri puruṣārtha", "devanagari": "> কৃষ্ণবিষয়ক প্রেমা — পরম পুরুষার্থ ।\n> যার আগে তৃণতুল্য চারি পুরুষার্থ ॥৮৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-viṣayaka*—no tema de Kṛṣṇa; *premā*—amor; *parama*—a mais elevada; *puruṣa-artha*—consecução da meta da vida; *yāra*—cujo; *āge*—diante; *tṛṇa-tulya*—como a grama da rua; *cāri*—quatro; *puruṣa-artha*—consecuções.", "translation": "**\" 'A religiosidade, o desenvolvimento econômico, a gratificação dos sentidos e a liberação são conhecidos como as quatro metas da vida, mas, diante do amor a Deus, a quinta e mais elevada meta, estas parecem tão insignificantes quanto palha na rua.**", "purport": "Ao cantar o santo nome do Senhor, não se deve desejar os avanços materiais representados pelo desenvolvimento econômico, pela religiosidade, pela gratificação dos sentidos e, finalmente, pela liberação do mundo material. Como afirma Caitanya Mahāprabhu, a mais elevada perfeição da vida é desenvolver o amor por Kṛṣṇa (*premā pum-artho mahān śri-caitanya-mahāprabhor matam idam*). Quando comparamos o amor a Deus com a religiosidade, o desenvolvimento econômico, a gratificação dos sentidos e a liberação, podemos compreender que essas conquistas podem ser objetivos desejáveis para os *bubhukṣus,* ou seja, aqueles que desejam desfrutar deste mundo material, e para os *mumukṣus,* ou seja, aqueles que desejam a liberação dele, mas são muito insignificantes aos olhos de um devoto puro que desenvolveu o *bhāva,* o estágio preliminar do amor a Deus.\n\nO *dharma* (religiosidade), o *artha* (desenvolvimento econômico), o *kāma* (gratificação dos sentidos) e o *mokṣa* (liberação) são os quatro princípios da religião pertencentes ao mundo material. Por isso, no início do *Śrīmad-Bhāgavatam* declara-se: *dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra:* os sistemas religiosos fraudulentos em termos desses quatro princípios materiais são completamente descartados do *Śrīmad-Bhāgavatam,* pois o *Śrīmad-Bhāgavatam* ensina apenas como desenvolver o amor adormecido a Deus. O *Bhagavad-gītā* é o estudo preliminar do *Śrīmad-Bhāgavatam,* e por isso termina com as palavras *sarva-dharmān parityajya mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja:* \"Abandone todas as variedades de religião e simplesmente renda-se a Mim.\" [[bg/18/66|(Bg. 18.66)]] Para adotar esse princípio, deve-se rejeitar todas as ideias de religiosidade, desenvolvimento econômico, gratificação dos sentidos e liberação, e dedicar-se plenamente ao serviço do Senhor, que é transcendental a esses quatro princípios. O amor a Deus é a função original da alma espiritual, e é tão eterno quanto a alma e a Suprema Personalidade de Deus. Essa eternidade é chamada *sanātana.* Quando um devoto revive seu serviço amoroso à Suprema Personalidade de Deus, deve-se compreender que ele alcançou com êxito o objetivo desejado de sua vida. Nesse momento, tudo é feito automaticamente pela misericórdia do santo nome, e o devoto avança espontaneamente em seu progresso espiritual."}
{"ref": "cc/adi/7/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/85/", "verse_text": "pañcama puruṣārtha--premānandāmṛta-sindhu\n\nmokṣādi ānanda yāra nahe eka bindu", "devanagari": "> পঞ্চম পুরুষার্থ — প্রেমানন্দামৃতসিন্ধু ।\n> মোক্ষাদি আনন্দ যার নহে এক বিন্দু ॥৮৫॥", "synonyms": "*pañcama*—quinta; *puruṣa-artha*—meta da vida; *prema-ānanda*—a bem-aventurança espiritual do amor a Deus; *amṛta*—eterno; *sindhu*—oceano; *mokṣa-ādi*—liberação e outros princípios da religiosidade; *ānanda*—prazeres deles derivados; *yāra*—cujo; *nahe*—jamais comparáveis; *eka*—uma; *bindu*—gota.", "translation": "**\" 'Para um devoto que realmente desenvolveu bhāva, o prazer derivado de dharma, artha, kāma e mokṣa parece uma gota diante do mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/86/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāmera phala--'premā', sarva-śāstre kaya\n\nbhāgye sei premā tomāya karila udaya", "devanagari": "> কৃষ্ণনামের ফল — ‘প্রেমা’, সর্বশাস্ত্রে কয় ।\n> ভাগ্যে সেই প্রেমা তোমায় করিল উদয় ॥৮৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāmera*—do santo nome do Senhor; *phala*—resultado; *premā*—amor a Deus; *sarva*—em todas; *śāstre*—as escrituras reveladas; *kaya*—descrevem; *bhāgye*—afortunadamente; *sei*—esse; *premā*—amor a Deus; *tomāya*—Teu; *karila*—fez; *udaya*—surgir.", "translation": "**\" 'A conclusão de todas as escrituras reveladas é que a pessoa deve despertar seu amor adormecido por Deus. És grandemente afortunado por já o haveres feito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/87/", "verse_text": "premāra svabhāve kare citta-tanu kṣobha\n\nkṛṣṇera caraṇa-prāptye upajāya lobha", "devanagari": "> প্রেমার স্বভাবে করে চিত্ত-তনু ক্ষোভ ।\n> কৃষ্ণের চরণ-প্রাপ্ত্যে উপজায় লোভ ॥৮৭॥", "synonyms": "*premāra*—do amor a Deus; *svabhāve*—por natureza; *kare*—induz; *citta*—a consciência; *tanu*—o corpo; *kṣobha*—agitado; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *caraṇa*—pés de lótus; *prāptye*—tendo obtido; *upajāya*—assim se torna; *lobha*—aspiração.", "translation": "**\" 'É característica do amor a Deus que, por natureza, ele induz sintomas transcendentais no corpo da pessoa e a torna cada vez mais ávida por alcançar o refúgio dos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/88/", "verse_text": "premāra svabhāve bhakta hāse, kānde, gāya\n\nunmatta ha-iyā nāce, iti-uti dhāya", "devanagari": "> প্রেমার স্বভাবে ভক্ত হাসে, কান্দে, গায় ।\n> উন্মত্ত হইয়া নাচে, ইতি-উতি ধায় ॥৮৮॥", "synonyms": "*premāra*—por tal amor a Deus; *svabhāve*—por natureza; *bhakta*—o devoto; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *gāya*—canta; *unmatta*—louco; *ha-iyā*—tornando-se; *nāce*—dança; *iti*—aqui; *uti*—ali; *dhāya*—corre.", "translation": "**\" 'Quando a pessoa realmente desenvolve o amor a Deus, ela naturalmente às vezes chora, às vezes ri, às vezes canta e às vezes corre de um lado para outro como um louco.**", "purport": "A este respeito, Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī diz que, às vezes, pessoas que não têm amor algum a Deus exibem sintomas corporais extáticos. Artificialmente, elas às vezes riem, choram e dançam como loucos, mas isto não pode ajudar ninguém a progredir na consciência de Kṛṣṇa. Pelo contrário, tal agitação artificial do corpo deve ser abandonada quando a pessoa naturalmente desenvolve os sintomas corporais necessários. A verdadeira vida bem-aventurada, manifestada no genuíno riso, choro e dança espirituais, é o sintoma do verdadeiro avanço na consciência de Kṛṣṇa, que pode ser alcançado por alguém que sempre se ocupa voluntariamente no transcendental serviço amoroso ao Senhor. Se aquele que ainda não está desenvolvido imita tais sintomas artificialmente, ele cria caos na vida espiritual da sociedade humana."}
{"ref": "cc/adi/7/89-90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/89-90/", "verse_text": "sveda, kampa, romāñcāśru, gadgada, vaivarṇya\n\nunmāda, viṣāda, dhairya, garva, harṣa, dainya\n\neta bhāve premā bhaktagaṇere nācāya\n\nkṛṣṇera ānandāmṛta-sāgare bhāsāya", "devanagari": "> স্বেদ, কম্প, রোমাঞ্চাশ্রু, গদ্গদ, বৈবর্ণ্য ।\n> উন্মাদ, বিষাদ, ধৈর্য, গর্ব, হর্ষ, দৈন্য ॥৮৯॥\n> এত ভাবে প্রেমা ভক্তগণেরে নাচায় ।\n> কৃষ্ণের আনন্দামৃতসাগরে ভাসায় ॥৯০॥", "synonyms": "*sveda*—transpiração; *kampa*—tremor; *romāñca*—arrepio dos pelos do corpo; *aśru*—lágrimas; *gadgada*—voz embargada; *vaivarṇya*—mudança da cor do corpo; *unmāda*—loucura; *viṣāda*—melancolia; *dhairya*—paciência; *garva*—orgulho; *harṣa*—júbilo; *dainya*—humildade; *eta*—de muitas maneiras; *bhāve*—em êxtase; *premā*—amor a Deus; *bhakta-gaṇere*—aos devotos; *nācāya*—faz dançar; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ānanda*—bem-aventurança transcendental; *amṛta*—néctar; *sāgare*—no oceano; *bhāsāya*—flutua.", "translation": "**\" 'Transpiração, tremores, arrepio dos pelos do corpo, lágrimas, voz entrecortada, palidez, loucura, melancolia, paciência, orgulho, alegria e humildade — esses são vários sintomas naturais do amor extático a Deus, que faz o devoto dançar e flutuar num oceano de bem-aventurança transcendental enquanto canta o Hare Kṛṣṇa mantra.**\"", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī, em seu *Prīti-sandarbha* (66), explica esse estágio do amor a Deus: *bhagavat-prīti-rūpā vṛttir māyādi-mayī na bhavati. kiṁ tarhi, svarūpa-śakty-ānanda-rūpā, yad-ānanda-parādhīnaḥ śrī-bhagavān apīti.* Da mesma forma, no 69º *anuccheda* oferece explicação adicional: *tad evaṁ prīter lakṣaṇaṁ citta-dravas tasya ca roma-harṣādikam. kathañcij jāte 'pi citta-drave roma-harṣādike vā na ced āśaya-śuddhis tadāpi na bhakteḥ samyag-āvirbhāva iti jñāpitam. āśaya-śuddhir nāma cānya-tātparya-parityāgaḥ prīti-tātparyaṁ ca. ata evānimittā svābhāvikī ceti tad viśeṣaṇam.* O amor transcendental a Deus não está sob a jurisdição da energia material, pois é a bem-aventurança transcendental e a potência de prazer da Suprema Personalidade de Deus. Como o Senhor Supremo também está sob a influência da bem-aventurança transcendental, quando a pessoa entra em contato com essa bem-aventurança no amor a Deus, seu coração se derrete, e os sintomas disso são o arrepio dos pelos do corpo, etc. Às vezes uma pessoa assim se derrete e manifesta esses sintomas transcendentais, mas ao mesmo tempo não se comporta bem em suas transações pessoais. Isso indica que ainda não atingiu a perfeição completa na vida devocional. Em outras palavras, um devoto que dança em êxtase, mas depois de dançar e chorar parece atraído pelos assuntos materiais, ainda não alcançou a perfeição do serviço devocional, chamada *āśaya-śuddhi,* ou a perfeição da existência. Aquele que atinge a perfeição da existência é completamente avesso ao gozo material e absorto no amor transcendental a Deus. Conclui-se, portanto, que os sintomas extáticos da *āśaya-śuddhi* se manifestam quando o serviço de um devoto não tem causa material e é puramente espiritual em sua natureza. Essas são as características do amor transcendental a Deus, como afirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.6):\n\n> sa vai puṁsāṁ paro dharmo\n> yato bhaktir adhokṣaje\n> ahaituky apratihatā\n> yayātmā suprasīdati\n\n\"A melhor religião é aquela que faz seus seguidores ficarem extáticos no amor a Deus, que é imotivado e livre de impedimentos materiais, pois somente isso pode satisfazer completamente o ser.\")"}
{"ref": "cc/adi/7/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/91/", "verse_text": "bhāla haila, pāile tumi parama-puruṣārtha\n\ntomāra premete āmi hailāṅ kṛtārtha", "devanagari": "> ভাল হৈল, পাইলে তুমি পরমপুরুষার্থ ।\n> তোমার প্রেমেতে আমি হৈলাঙ কৃতার্থ ॥৯১॥", "synonyms": "*bhāla haila*—que seja bom; *pāile*—Tu obtiveste; *tumi*—Tu; *parama-puruṣārtha*—o supremo e excelso objetivo da vida; *tomāra*—Teu; *premete*—pelo desenvolvimento do amor a Deus; *āmi*—eu; *hailāṅ*—torno-me; *kṛta-artha*—muito agradecido.", "translation": "**\" 'É muito bom, Meu querido filho, que tenhas alcançado o objetivo supremo da vida desenvolvendo amor a Deus. Assim Me agradaste muito, e estou-Te muito agradecido.**", "purport": "Segundo as escrituras reveladas, se um mestre espiritual consegue converter até mesmo uma só alma num devoto perfeitamente puro, sua missão na vida está cumprida. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura costumava sempre dizer: \"Ainda que à custa de todas as propriedades, templos e maṭhas que possuo, se eu pudesse converter ao menos uma pessoa num devoto puro, minha missão estaria cumprida.\" É muito difícil, contudo, compreender a ciência de Kṛṣṇa, isso sem falar em desenvolver amor a Deus. Por isso, se, pela graça do Senhor Caitanya e do mestre espiritual, um discípulo atinge o padrão do serviço devocional puro, o mestre espiritual fica muito feliz. O mestre espiritual não fica realmente feliz se o discípulo lhe traz dinheiro, mas, quando vê que um discípulo segue os princípios reguladores e avança na vida espiritual, ele se alegra muito e se sente agradecido a tal discípulo avançado."}
{"ref": "cc/adi/7/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/92/", "verse_text": "nāca, gāo, bhakta-saṅge kara saṅkīrtana\n\nkṛṣṇa-nāma upadeśi' tāra' sarva-jana", "devanagari": "> নাচ, গাও, ভক্তসঙ্গে কর সংকীর্তন ।\n> কৃষ্ণনাম উপদেশি’ তার’ সর্বজন ॥৯২॥", "synonyms": "*nāca*—continua a dançar; *gāo*—canta; *bhakta-saṅge*—na companhia dos devotos; *kara*—continua; *saṅkīrtana*—canto congregacional do santo nome; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *upadeśi'*—instruindo; *tāra'*—libera; *sarva-jana*—todas as almas caídas.", "translation": "**\" 'Meu querido filho, continua a dançar, a cantar e a executar saṅkīrtana na companhia dos devotos. Além disso, sai a pregar o valor de cantar o kṛṣṇa-nāma, pois, por meio desse processo, serás capaz de liberar todas as almas caídas.'**", "purport": "É outra ambição do mestre espiritual ver seus discípulos não apenas cantarem, dançarem e seguirem os princípios reguladores, mas também pregarem o movimento de saṅkīrtana a outros, a fim de liberá-los, pois o movimento da consciência de Kṛṣṇa baseia-se no princípio de que a pessoa deve tornar-se tão perfeita quanto possível no serviço devocional e também pregar o culto para o benefício alheio. Há duas classes de devotos imaculados, a saber, os goṣṭhy-ānandīs e os bhajanānandīs. Bhajanānandī refere-se àquele que se satisfaz em cultivar o serviço devocional para si mesmo, e goṣṭhy-ānandī é aquele que não se satisfaz simplesmente em tornar-se perfeito ele próprio, mas quer ver os outros também tirarem proveito do santo nome do Senhor e avançarem na vida espiritual. O exemplo notável é Prahlāda Mahārāja. Quando o Senhor Nṛsiṁhadeva lhe ofereceu uma bênção, Prahlāda Mahārāja disse:\n\nnaivodvije para duratyaya-vaitaraṇyās\ntvad-vīrya-gāyana-mahāmṛta-magna-cittaḥ\nśoce tato vimukha-cetasa indriyārtha-\nmāyā-sukhāya bharam udvahato vimūḍhān\n\n\"Meu querido Senhor, não tenho problemas e não quero nenhuma bênção de Ti, pois estou bastante satisfeito em cantar Teu santo nome. Isso me basta, porque, sempre que canto, imediatamente mergulho num oceano de bem-aventurança transcendental. Apenas lamento ver os outros desprovidos de Teu amor. Eles apodrecem em atividades materiais em busca de prazeres materiais transitórios e estragam suas vidas labutando o dia e a noite inteiros simplesmente em prol da gratificação dos sentidos, sem nenhum apego ao amor a Deus. Apenas lamento por eles e arquiteto vários planos para liberá-los das garras da māyā.\" (Bhāg. 7.9.43)\n\nŚrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica em seu Anubhāṣya: \"A pessoa que atraiu a atenção do mestre espiritual por seu serviço sincero gosta de dançar e cantar com devotos conscientes de Kṛṣṇa igualmente desenvolvidos. O mestre espiritual autoriza tal devoto a liberar as almas caídas em todas as partes do mundo. Aqueles que não são avançados preferem cantar o mantra Hare Kṛṣṇa num lugar solitário.\" Tais atividades constituem, na linguagem de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, uma espécie de processo de trapaça, no sentido de que imitam as atividades de personalidades elevadas, como Haridāsa Ṭhākura. Não se deve tentar imitar tais devotos elevados. Pelo contrário, todos devem esforçar-se por pregar o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu em todas as partes do mundo e, assim, obter êxito na vida espiritual. Aquele que não é muito hábil em pregar pode cantar num lugar recluso, evitando as más companhias, mas, para quem é realmente avançado, pregar e encontrar-se com pessoas que não estão ocupadas em serviço devocional não constituem desvantagens. O devoto dá aos não devotos sua companhia, mas não é afetado pelo mau comportamento deles. Assim, pelas atividades de um devoto puro, mesmo aqueles que estão desprovidos de amor a Deus têm a oportunidade de um dia se tornarem devotos do Senhor. Nesse contexto, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura aconselha que se discuta o verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* que começa com naitat samācarej jātu manasāpi hy anīśvaraḥ (10.33.30), e o verso seguinte do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.255):\n\nanāsaktasya viṣayān\nyathārham upayuñjataḥ\nnirbandhaḥ kṛṣṇa-sambandhe\nyuktaṁ vairāgyam ucyate\n\nNão se devem imitar as atividades das grandes personalidades. A pessoa deve estar desapegada do gozo material e deve aceitar tudo em relação com o serviço a Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/93/", "verse_text": "eta bali' eka śloka śikhāila more\n\nbhāgavatera sāra ei--bale vāre vāre", "devanagari": "> এত বলি’ এক শ্লোক শিখাইল মোরে ।\n> ভাগবতের সার এই — বলে বারে বারে ॥৯৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *eka*—um; *śloka*—verso; *śikhāila*—ensinou; *more*—a Mim; *bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *sāra*—essência; *ei*—esta é; *bale*—ele disse; *vāre vāre*—repetidas vezes.", "translation": "**\"Dizendo isso, Meu mestre espiritual Me ensinou um verso do Śrīmad-Bhāgavatam. É a essência de todas as instruções do Bhāgavatam; por isso ele Me instruiu sobre esse verso repetidas vezes.\"**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.40) foi falado por Śrī Nārada Muni a Vasudeva para ensiná-lo sobre o Bhāgavata-dharma. Vasudeva já havia alcançado o resultado do Bhāgavata-dharma, pois o Senhor Kṛṣṇa apareceu em sua casa como seu filho; ainda assim, a fim de ensinar os outros, ele desejou ouvir de Śrī Nārada Muni para ser iluminado no processo do Bhāgavata-dharma. Esta é a humildade de um grande devoto."}
{"ref": "cc/adi/7/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/94/", "verse_text": "evaṁ-vrataḥ sva-priya-nāma-kīrtyā\n\njātānurāgo druta-citta uccaiḥ\n\nhasaty atho roditi rauti gāyaty\n\nunmāda-van nṛtyati loka-bāhyaḥ", "devanagari": "> এবংব্রতঃ স্বপ্রিয়নামকীর্ত্যা\n> জাতানুরাগো দ্রুতচিত্ত উচ্চৈঃ ।\n> হসত্যথো রোদিতি রৌতি গায়-\n> ত্যুন্মাদবন্নৃত্যতি লোকবাহ্যঃ ॥৯৪॥", "synonyms": "*evam-vrataḥ*—quando a pessoa assim se ocupa no voto de cantar e dançar; *sva*—próprio; *priya*—muito querido; *nāma*—santo nome; *kīrtyā*—por cantar; *jāta*—desenvolve assim; *anurāgaḥ*—apego; *druta-cittaḥ*—muito avidamente; *uccaiḥ*—em voz alta; *hasati*—ri; *atho*—também; *roditi*—chora; *rauti*—fica agitada; *gāyati*—canta; *unmāda-vat*—como um louco; *nṛtyati*—dançando; *loka-bāhyaḥ*—sem se importar com os estranhos.", "translation": "**\" 'Quando uma pessoa está realmente avançada e sente prazer em cantar o santo nome do Senhor, que Lhe é muito querido, ela fica agitada e canta o santo nome em voz alta. Ela também ri, chora, fica agitada e canta como um louco, sem se importar com os estranhos.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/95-96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/95-96/", "verse_text": "ei tāṅra vākye āmi dṛḍha viśvāsa dhari'\n\nnirantara kṛṣṇa-nāma saṅkīrtana kari\n\nsei kṛṣṇa-nāma kabhu gāoyāya, nācāya\n\ngāhi, nāci nāhi āmi āpana-icchāya", "devanagari": "> এই তাঁর বাক্যে আমি দৃঢ় বিশ্বাস ধরি’ ।\n> নিরন্তর কৃষ্ণনাম সংকীর্তন করি ॥৯৫॥\n> সেই কৃষ্ণনাম কভু গাওয়ায়, নাচায় ।\n> গাহি, নাচি নাহি আমি আপন-ইচ্ছায় ॥৯৬॥", "synonyms": "*ei*—estas; *tāṅra*—suas (de Meu mestre espiritual); *vākye*—nas palavras de; *āmi*—Eu; *dṛḍha*—firme; *viśvāsa*—fé; *dhari'*—deposito; *nirantara*—sempre; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *saṅkīrtana*—cantando; *kari*—continuo; *sei*—aquele; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kabhu*—às vezes; *gāoyāya*—faz-Me cantar; *nācāya*—faz-Me dançar; *gāhi*—cantando; *nāci*—dançando; *nāhi*—não; *āmi*—Eu mesmo; *āpana*—própria; *icchāya*—vontade.", "translation": "**\"Acredito firmemente nestas palavras de Meu mestre espiritual e, por isso, sempre canto o santo nome do Senhor, a sós e na companhia dos devotos. Aquele santo nome do Senhor Kṛṣṇa às vezes Me faz cantar e dançar, e por isso Eu canto e danço. Por favor, não penses que Eu o faço intencionalmente. Eu o faço de modo automático.**", "purport": "A pessoa que não consegue manter sua fé nas palavras de seu mestre espiritual, mas age de forma independente, jamais recebe a autoridade para cantar o santo nome do Senhor. Afirma-se nos *Vedas* (Śvetāśvatara Upaniṣad 6.23):\n\nyasya deve parā bhaktir\nyathā deve tathā gurau\ntasyaite kathitā hy arthāḥ\nprakāśante mahātmanaḥ\n\n\"Somente àquelas grandes almas que têm fé implícita tanto no Senhor quanto no mestre espiritual é que todos os significados do conhecimento Védico se revelam automaticamente.\" Este preceito Védico é muito importante, e Śrī Caitanya Mahāprabhu sustentou-o com Seu comportamento pessoal. Acreditando nas palavras de Seu mestre espiritual, Ele introduziu o movimento de saṅkīrtana, assim como o atual movimento da consciência de Kṛṣṇa começou com a crença nas palavras de nosso mestre espiritual. Ele quis pregar, nós acreditamos em suas palavras e tentamos de uma forma ou de outra cumpri-las, e agora este movimento alcançou êxito por todo o mundo. Portanto, a fé nas palavras do mestre espiritual e na Suprema Personalidade de Deus é o segredo do êxito. Śrī Caitanya Mahāprabhu nunca desobedeceu às ordens de Seu mestre espiritual nem deixou de propagar o movimento de saṅkīrtana. Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī, na hora de seu desaparecimento, ordenou a todos os seus discípulos que trabalhassem conjuntamente para pregar a missão de Caitanya Mahāprabhu por todo o mundo. Mais tarde, contudo, alguns discípulos tolos e interesseiros desobedeceram às suas ordens. Cada um deles queria tornar-se o chefe da missão, e eles brigaram nos tribunais, negligenciando a ordem do mestre espiritual, e toda a missão foi derrotada. Não nos orgulhamos disto; entretanto, a verdade deve ser explicada. Acreditamos nas palavras de nosso mestre espiritual e começamos de modo humilde — de modo desamparado —, mas, devido à força espiritual da ordem da autoridade suprema, este movimento alcançou êxito.\n\nDeve-se compreender que, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava e dançava, fazia-o pela influência da potência de prazer do mundo espiritual. Śrī Caitanya Mahāprabhu nunca considerou o santo nome do Senhor uma vibração material, tampouco algum devoto puro confunde o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa com uma manifestação musical material. O Senhor Caitanya nunca tentou ser o senhor do santo nome; pelo contrário, Ele nos ensinou a ser servos do santo nome. Se a pessoa canta o santo nome do Senhor apenas para fazer um espetáculo, sem conhecer o segredo do êxito, pode aumentar sua secreção biliar, mas jamais alcançará a perfeição no cantar do santo nome. Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou-Se desta maneira: \"Sou um grande tolo e não tenho conhecimento do certo e do errado. A fim de compreender o verdadeiro significado do *Vedānta-sūtra*, nunca segui a explicação da Śaṅkara-sampradāya nem dos sannyāsīs māyāvādīs. Tenho muito medo dos argumentos ilógicos dos filósofos māyāvādīs. Por isso, penso que não tenho autoridade alguma a respeito de suas explicações do *Vedānta-sūtra*. Acredito firmemente que simplesmente cantar o santo nome do Senhor pode remover todos os equívocos do mundo material. Acredito que, simplesmente cantando o santo nome do Senhor, a pessoa pode alcançar o refúgio dos pés de lótus do Senhor. Nesta era de disputa e desavença, o cantar dos santos nomes é o único caminho para a liberação das garras materiais.\n\n\"Cantando o santo nome\", continuou o Senhor Caitanya, \"tornei-Me quase louco. Contudo, após inquirir de Meu mestre espiritual, cheguei à conclusão de que, em vez de esforçar-se por alcançar os quatro princípios da religiosidade [dharma], do desenvolvimento econômico [artha], da gratificação dos sentidos [kāma] e da liberação [mokṣa], é melhor que de uma forma ou de outra a pessoa desenvolva amor transcendental a Deus. Esse é o maior êxito na vida. Quem alcançou amor a Deus canta e dança por sua própria natureza, sem se importar com o público.\" Esta fase da vida é conhecida como bhāgavata-jīvana, ou a vida de um devoto.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Nunca cantei nem dancei para fazer um espetáculo artificial. Danço e canto porque acredito firmemente nas palavras de Meu mestre espiritual. Embora os filósofos māyāvādīs não gostem desse cantar e dançar, ainda assim Eu o executo com base na força de suas palavras. Portanto, deve-se concluir que mereço muito pouco crédito por essas atividades de cantar e dançar, pois elas estão sendo realizadas de modo automático, pela graça da Suprema Personalidade de Deus.\""}
{"ref": "cc/adi/7/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/97/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāme ye ānanda-sindhu-āsvādana\n\nbrahmānanda tāra āge khātodaka-sama", "devanagari": "> কৃষ্ণনামে যে আনন্দসিন্ধু-আস্বাদন ।\n> ব্রহ্মানন্দ তার আগে খাতোদক-সম ॥৯৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāme*—no santo nome do Senhor; *ye*—o qual; *ānanda*—bem-aventurança transcendental; *sindhu*—oceano; *āsvādana*—saboreando; *brahma-ānanda*—a bem-aventurança transcendental da compreensão impessoal; *tāra*—seu; *āge*—diante; *khāta-udaka*—a água rasa dos canais; *sama*—como.", "translation": "**\"Comparado ao oceano de bem-aventurança transcendental que se saboreia ao cantar o Hare Kṛṣṇa mantra, o prazer derivado da realização do Brahman impessoal [brahmānanda] é como a água rasa de um canal.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.38), afirma-se:\n\n> brahmānando bhaved eṣa\n> cet parārdha-guṇī-kṛtaḥ\n> naiti bhakti-sukhāmbhodheḥ\n> paramāṇu-tulām api\n\n\"Se *brahmānanda,* a bem-aventurança transcendental derivada da compreensão do Brahman impessoal, fosse multiplicada um milhão de vezes, tal quantidade de *brahmānanda* não se compararia nem mesmo a uma porção atômica do prazer saboreado no serviço devocional puro.\""}
{"ref": "cc/adi/7/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/98/", "verse_text": "tvat-sākṣāt-karaṇāhlāda-\n\nviśuddhābdhi-sthitasya me\n\nsukhāni goṣpadāyante\n\nbrāhmāṇy api jagad-guro", "devanagari": "> ত্বৎসাক্ষাৎকরণাহ্লাদ-বিশুদ্ধাব্ধিস্থিতস্য মে ।\n> সুখানি গোষ্পদায়ন্তে ব্রাহ্মাণ্যপি জগদ্গুরো ॥৯৮॥", "synonyms": "*tvat*—Teu; *sākṣāt*—encontro; *karaṇa*—tal ação; *āhlāda*—prazer; *viśuddha*—espiritualmente purificado; *abdhi*—oceano; *sthitasya*—estando situado; *me*—por mim; *sukhāni*—felicidade; *goṣpadāyante*—um pequeno buraco criado pelo casco de um bezerro; *brāhmaṇi*—o prazer derivado da compreensão do Brahman impessoal; *api*—também; *jagat-guro*—ó mestre do universo.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, ó mestre do universo, visto que Te vi diretamente, minha bem-aventurança transcendental assumiu a forma de um grande oceano. Estando situado nesse oceano, agora percebo toda a assim chamada felicidade restante como a água contida na pegada do casco de um bezerro.' \"**", "purport": "A bem-aventurança transcendental desfrutada no serviço devocional puro é como um oceano, ao passo que a felicidade material e até mesmo a felicidade que se deriva da compreensão do Brahman impessoal são exatamente como a água na pegada do casco de um bezerro. Este é um verso do Hari-bhakti-sudhodaya (14.36)."}
{"ref": "cc/adi/7/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/99/", "verse_text": "prabhura miṣṭa-vākya śuni' sannyāsīra gaṇa\n\ncitta phiri' gela, kahe madhura vacana", "devanagari": "> প্রভুর মিষ্টবাক্য শুনি’ সন্ন্যাসীর গণ ।\n> চিত্ত ফিরি’ গেল, কহে মধুর বচন ॥৯৯॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *miṣṭa-vākya*—palavras doces; *śuni'*—após ouvir; *sannyāsīra gaṇa*—todos os grupos de sannyāsīs; *citta*—consciência; *phiri'*—moveu; *gela*—foi; *kahe*—disseram; *madhura*—agradáveis; *vacana*—palavras.", "translation": "**Após ouvir o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os sannyāsīs māyāvādīs ficaram comovidos. Suas mentes mudaram e, assim, eles falaram com palavras agradáveis.**", "purport": "Os *sannyāsīs* Māyāvādīs encontraram-se com Caitanya Mahāprabhu em Vārāṇasī para criticar o Senhor por Sua participação no movimento de *saṅkīrtana,* que não lhes agradava. Essa natureza demoníaca de oposição ao movimento de *saṅkīrtana* existe perpetuamente. Assim como existia no tempo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, da mesma forma existia muito antes disso, mesmo no tempo de Prahlāda Mahārāja. Ele costumava cantar em *saṅkīrtana* embora seu pai não gostasse, e essa foi a razão do desentendimento entre pai e filho. No *Bhagavad-gītā* [[bg/7/15|(Bg. 7.15)]] o Senhor diz:\n\nno māṁ duṣkṛtino mūḍhāh\n> prapadyante narādhamāḥ\n> māyayāpahṛta-jñānā\n> āsuraṁ bhāvam āśritāḥ\n\n\"Aqueles patifes que são grosseiramente tolos, que são os mais baixos entre a humanidade, cujo conhecimento é roubado pela ilusão e que participam da natureza ateísta dos demônios não se rendem a Mim.\" Os *sannyāsīs* Māyāvādīs são *āsuraṁ bhāvam āśritāḥ,* o que significa que tomaram o caminho dos *asuras* (demônios), que não creem na existência da forma do Senhor. Os Māyāvādīs afirmam que a fonte última de tudo é impessoal, negando assim a existência de Deus. Dizer que não há Deus é a negação direta de Deus, e dizer que Deus existe, mas não tem cabeça, pernas nem mãos, e não pode falar, ouvir ou comer, é uma forma negativa de negar Sua existência. Uma pessoa que não pode ver é chamada de cega; aquela que não pode andar pode ser chamada de capenga; aquela que não tem mãos pode ser chamada de indefesa; aquela que não pode falar pode ser chamada de muda; e aquela que não pode ouvir pode ser chamada de surda. A proposta dos Māyāvādīs de que Deus não tem pernas, olhos, ouvidos nem mãos é uma forma indireta de insultá-Lo, definindo-O como cego, surdo, mudo, capenga, indefeso, etc. Por isso, embora se apresentem como grandes Vedāntistas, são de fato *māyayāpahṛta-jñāna;* em outras palavras, parecem ser eruditos muito instruídos, mas a essência de seu conhecimento foi tomada.\n\nOs Māyāvādīs impersonalistas sempre tentam refutar os vaiṣṇavas, porque estes aceitam a Suprema Personalidade como causa suprema e querem servi-Lo, conversar com Ele e vê-Lo, assim como o Senhor também está ansioso para ver Seus devotos e conversar, comer e dançar com eles. Essas trocas pessoais de amor não agradam aos *sannyāsīs* Māyāvādīs. Por isso, o propósito original dos *sannyāsīs* Māyāvādīs de Benares ao se encontrarem com Caitanya Mahāprabhu era derrotar Sua concepção pessoal de Deus. Śrī Caitanya Mahāprabhu, porém, como pregador, transformou as mentes dos *sannyāsīs* Māyāvādīs. Eles foram abrandados pelas doces palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu e, assim, tornaram-se amigáveis e também falaram com Ele em palavras gentis. Da mesma forma, todos os pregadores terão de enfrentar opositores, mas não devem torná-los ainda mais inimigos. Eles já são inimigos, e se falarmos com eles de forma áspera ou indelicada sua hostilidade apenas aumentará. Devemos, portanto, seguir as pegadas do Senhor Caitanya Mahāprabhu tanto quanto possível e tentar convencer a oposição citando os *śāstras* e apresentando a conclusão dos *ācāryas.* É dessa maneira que devemos tentar derrotar todos os inimigos do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/7/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/100/", "verse_text": "ye kichu kahile tumi, saba satya haya\n\nkṛṣṇa-premā sei pāya, yāra bhāgyodaya", "devanagari": "> যে কিছু কহিলে তুমি, সব সত্য হয় ।\n> কৃষ্ণপ্রেমা সেই পায়, যার ভাগ্যোদয় ॥১০০॥", "synonyms": "*ye*—tudo; *kichu*—aquilo; *kahile*—Tu falaste; *tumi*—Tu; *saba*—tudo; *satya*—verdade; *haya*—torna-se; *kṛṣṇa-premā*—amor a Deus; *sei*—qualquer um; *pāya*—alcança; *yāra*—cuja; *bhāgya-udaya*—a fortuna está agora despertada.", "translation": "**\"Querido Śrī Caitanya Mahāprabhu, tudo o que disseste é verdade. Somente quem é favorecido pela fortuna alcança o amor a Deus.**", "purport": "Aquele que é realmente muito afortunado pode iniciar a consciência de Kṛṣṇa, como afirmou Caitanya Mahāprabhu a Śrīla Rūpa Gosvāmī:\n\nbrahmāṇḍa bhramite kona bhāgyavān jīva\nguru-kṛṣṇa-prasāde pāya bhakti-latā-bīja\n\n(Cc. Madhya 19.151)\n\nHá milhões de entidades vivas que se tornaram condicionadas pelas leis da natureza material, e elas vagueiam pelos sistemas planetários deste universo em diferentes formas corpóreas. Entre elas, aquela que é afortunada encontra um mestre espiritual genuíno, pela graça de Kṛṣṇa, e passa a compreender o significado do serviço devocional. Executando o serviço devocional sob a direção do mestre espiritual genuíno, ou ācārya, ela desenvolve amor a Deus. Aquele cujo amor a Deus (kṛṣṇa-prema) é despertado e que assim se torna um devoto da inconcebível Suprema Personalidade de Deus deve ser considerado extremamente afortunado. Os sannyāsīs māyāvādīs admitiram este fato a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Não é fácil para a pessoa tornar-se consciente de Kṛṣṇa, mas, pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, isso se torna possível, como será provado no decorrer desta narração."}
{"ref": "cc/adi/7/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/101/", "verse_text": "kṛṣṇe bhakti kara--ihāya sabāra santoṣa\n\nvedānta nā śuna kene, tāra kibā doṣa", "devanagari": "> কৃষ্ণে ভক্তি কর — ইহায় সবার সন্তোষ ।\n> বেদান্ত না শুন কেনে, তার কিবা দোষ ॥১০১॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *bhakti*—serviço devocional; *kara*—presta; *ihāya*—nesta questão; *sabāra*—de todos; *santoṣa*—há satisfação; *vedānta*—a filosofia do Vedānta-sūtra; *nā*—não; *śuna*—ouves; *kene*—por quê; *tāra*—da filosofia; *kibā*—qual é; *doṣa*—defeito.", "translation": "**\"Prezado senhor, não há objeção a que Tu sejas um grande devoto do Senhor Kṛṣṇa. Todos estão satisfeitos com isso. Mas por que evitas a discussão sobre o *Vedānta-sūtra*? Qual é o defeito nela?\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta a este respeito: \"Os sannyāsīs māyāvādīs aceitam que o comentário de Śrī Śaṅkarācārya conhecido como Śārīraka-bhāṣya dá o verdadeiro significado do Vedānta-sūtra. Em outras palavras, os sannyāsīs māyāvādīs aceitam os significados expressos nas explicações do *Vedānta-sūtra* feitas por Śaṅkarācārya, que se baseiam no monismo. Assim, eles explicam o *Vedānta-sūtra*, os *Upaniṣads* e toda essa literatura Védica à sua própria maneira impessoal.\" O grande sannyāsī māyāvādī Sadānanda Yogīndra escreveu um livro conhecido como Vedānta-sāra, no qual escreve: vedānto nāma upaniṣat-pramāṇam. tad-upakārīṇi śārīraka-sūtrādīni ca. Segundo Sadānanda Yogīndra, o *Vedānta-sūtra* e os *Upaniṣads*, conforme apresentados por Śrī Śaṅkarācārya em seu comentário Śārīraka-bhāṣya, são as únicas fontes de evidência Védica. Na realidade, contudo, Vedānta refere-se à essência do conhecimento Védico, e não é verdade que não haja nada além do Śārīraka-bhāṣya de Śaṅkarācārya. Há outros comentários ao Vedānta, escritos por ācāryas vaiṣṇavas, nenhum dos quais segue Śrī Śaṅkarācārya ou aceita o comentário imaginativo de sua escola. Seus comentários baseiam-se na filosofia da dualidade. Os filósofos monistas, como Śaṅkarācārya e seus seguidores, querem estabelecer que Deus e a entidade viva são um só e, em vez de adorar a Suprema Personalidade de Deus, apresentam-se como Deus. Eles querem ser adorados como Deus pelos outros. Tais pessoas não aceitam as filosofias dos ācāryas vaiṣṇavas, que são conhecidas como śuddhādvaita (monismo purificado), śuddha-dvaita (dualismo purificado), viśiṣṭādvaita (monismo específico), dvaitādvaita (monismo e dualismo) e acintya-bhedābheda (inconcebível unidade e diferença). Os māyāvādīs não discutem essas filosofias, pois estão firmemente convencidos de sua própria filosofia de kevalādvaita, o monismo exclusivo. Aceitando este sistema de filosofia como a pura compreensão do *Vedānta-sūtra*, eles acreditam que Kṛṣṇa tem um corpo feito de elementos materiais e que as atividades de serviço amoroso a Kṛṣṇa são sentimentalismo. Eles são conhecidos como māyāvādīs porque, segundo a opinião deles, Kṛṣṇa tem um corpo feito de māyā, e o serviço amoroso ao Senhor executado pelos devotos também é māyā. Eles consideram tal serviço devocional um aspecto das atividades fruitivas (karma-kāṇḍa). Segundo a visão deles, o bhakti consiste em especulação mental ou, às vezes, em meditação. Esta é a diferença entre as filosofias māyāvādī e vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/adi/7/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/102/", "verse_text": "eta śuni' hāsi' prabhu balilā vacana\n\nduḥkha nā mānaha yadi, kari nivedana", "devanagari": "> এত শুনি’ হাসি’ প্রভু বলিলা বচন ।\n> দুঃখ না মানহ যদি, করি নিবেদন ॥১০২॥", "synonyms": "*eta*—assim; *śuni'*—ouvindo; *hāsi'*—sorrindo; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *balilā*—disse; *vacana*—Suas palavras; *duḥkha*—infelizes; *nā*—não; *mānaha*—tomem isto; *yadi*—se; *kari*—eu digo; *nivedana*—algo a vós.", "translation": "**Depois de ouvir os *sannyāsīs* māyāvādīs falarem dessa maneira, o Senhor Caitanya Mahāprabhu sorriu levemente e disse: \"Meus caros senhores, se não se importarem, posso dizer-lhes algo a respeito da filosofia do Vedānta.\" O estudante ou sábio seriamente curioso, bem equipado com conhecimento e desapego, realiza a Verdade Absoluta prestando serviço devocional em conformidade com o que ouviu da *Vedānta-śruti.***", "purport": "Os *sannyāsīs* māyāvādīs, apreciando o Senhor Caitanya Mahāprabhu, indagaram por que Ele não discutia a filosofia do Vedānta. Na verdade, porém, todo o sistema de atividades vaiṣṇavas baseia-se na filosofia do Vedānta. Os vaiṣṇavas não negligenciam o Vedānta, mas não se preocupam em compreendê-lo com base no comentário *Śārīraka-bhāṣya.* Por isso, para esclarecer a situação, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, com a permissão dos *sannyāsīs* māyāvādīs, quis falar sobre a filosofia do Vedānta.\n\nOs vaiṣṇavas são, de longe, os maiores filósofos do mundo, e o maior deles foi Śrīla Jīva Gosvāmī Prabhu, cuja filosofia foi novamente apresentada menos de quatrocentos anos depois por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura Mahārāja. Por isso, deve-se saber muito bem que os filósofos vaiṣṇavas não são sentimentalistas nem devotos superficiais como os *sahajiyās.* Todos os *ācāryas* vaiṣṇavas eram eruditos de vastíssimo conhecimento que compreendiam a filosofia do Vedānta plenamente, pois sem conhecer a filosofia do Vedānta não se pode ser um *ācārya.* Para ser aceito como *ācārya* entre os transcendentalistas indianos que seguem os princípios Védicos, é preciso tornar-se um erudito de vasto conhecimento em filosofia do Vedānta, seja estudando-a seja ouvindo-a.\n\nO *bhakti* se desenvolve em conformidade com a filosofia do Vedānta. Isso é afirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.12):\n\n> tac chraddadhānā munayo\n> jñāna-vairāgya-yuktayā\n> paśyanty ātmani cātmānaṁ\n> bhaktyā śruta-gṛhītayā\n\nAs palavras *bhaktyā śruta-gṛhītayā* neste verso são muito importantes, pois indicam que o *bhakti* deve basear-se na filosofia dos *Upaniṣads* e do *Vedānta-sūtra.* Śrīla Rūpa Gosvāmī disse:\n\n> śruti-smṛti-purāṇādi-\n> pañcarātra-vidhiṁ vinā\n> aikāntikī harer bhaktir\n> utpātāyaiva kalpate\n\n\"O serviço devocional prestado sem referência aos *Vedas, Purāṇas, Pañcarātras,* etc., deve ser considerado sentimentalismo, e nada causa senão perturbação à sociedade.\" Há diferentes graus de vaiṣṇavas (*kaniṣṭha-adhikārī, madhyama-adhikārī* e *uttama-adhikārī*), mas para ser um pregador *madhyama-adhikārī* é preciso ser um erudito versado no *Vedānta-sūtra* e em outra literatura Védica, porque quando o *bhakti-yoga* se desenvolve com base na filosofia do Vedānta ele é genuíno e firme. A esse respeito, citamos a tradução e o significado do verso mencionado acima (Bhāg. 1.2.12):\n\nA Verdade Absoluta é realizada em sua plenitude pelo processo de serviço devocional ao Senhor, Vāsudeva, ou a Personalidade de Deus, que é a Verdade Absoluta plena e completa. O Brahman é o refulgência corporal transcendental Dele, e o Paramātmā é Sua representação parcial. Assim sendo, a realização do Brahman ou do Paramātmā como Verdade Absoluta não é senão uma realização parcial. Há quatro tipos diferentes de seres humanos — os *karmīs,* os *jñānīs,* os *yogīs* e os devotos. Os *karmīs* são materialistas, ao passo que os outros três são transcendentais. Os transcendentalistas de primeira classe são os devotos que realizaram a Pessoa Suprema. Os transcendentalistas de segunda classe são aqueles que realizaram parcialmente a porção plenária da pessoa absoluta. E os transcendentalistas de terceira classe são aqueles que mal realizaram o foco espiritual da pessoa absoluta. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* e em outras literaturas Védicas, a Pessoa Suprema é realizada pelo serviço devocional, que é apoiado por pleno conhecimento e desapego da associação material. Já discutimos o ponto de que o serviço devocional é seguido pelo conhecimento e pelo desapego da associação material. Assim como as realizações do Brahman e do Paramātmā são realizações imperfeitas da Verdade Absoluta, também os meios de realizar o Brahman e o Paramātmā — isto é, os caminhos do *jñāna* e do *yoga* — são meios imperfeitos de realizar a Verdade Absoluta. O serviço devocional que se baseia no terreno do pleno conhecimento combinado com o desapego da associação material, e que se consolida pela recepção auditiva da *Vedānta-śruti,* é o único método perfeito pelo qual o estudante seriamente curioso pode realizar a Verdade Absoluta. Por conseguinte, o serviço devocional não se destina à classe menos inteligente de transcendentalistas.\n\nHá três classes de devotos: primeira, segunda e terceira classe. Os devotos de terceira classe, ou neófitos, que não têm conhecimento e não estão desapegados da associação material, mas que são simplesmente atraídos pelo processo preliminar de adoração à Deidade no templo, são chamados devotos materiais. Os devotos materiais estão mais apegados ao benefício material do que ao lucro transcendental. Por isso, é preciso progredir definitivamente da posição do serviço devocional material para a posição devocional de segunda classe. Na posição de segunda classe, o devoto pode ver quatro princípios na linha devocional, a saber: a Personalidade de Deus, Seus devotos, os ignorantes e os invejosos. Deve-se elevar ao menos ao estágio de devoto de segunda classe e assim tornar-se apto a conhecer a Verdade Absoluta.\n\nUm devoto de terceira classe, portanto, deve receber as instruções do serviço devocional das fontes autorizadas do *Bhāgavata.* O *Bhāgavata* número um é a personalidade estabelecida de devoto, e o outro *Bhāgavata* é a mensagem de Deus. O devoto de terceira classe, assim sendo, deve ir até a personalidade de devoto a fim de aprender as instruções do serviço devocional. Tal personalidade de devoto não é um homem profissional que ganha sua vida com o negócio do *Bhāgavatam.* Esse devoto deve ser um representante de Śukadeva Gosvāmī, como Sūta Gosvāmī, e deve pregar o culto do serviço devocional para o bem integral de todas as pessoas. Um devoto neófito tem muito pouco gosto por ouvir das autoridades. Tal devoto neófito faz uma demonstração de ouvir do homem profissional para satisfazer seus sentidos. Esse tipo de ouvir e cantar estragou tudo, de modo que se deve ter muito cuidado com o processo falho. As santas mensagens de Deus, como inculcadas no *Bhagavad-gītā* ou no *Śrīmad-Bhāgavatam,* são indubitavelmente assuntos transcendentais, mas ainda que o sejam, tais temas transcendentais não devem ser recebidos do homem profissional, que os estraga assim como a serpente estraga o leite simplesmente pelo toque de sua língua.\n\nUm devoto sincero deve, portanto, estar preparado para ouvir a literatura Védica como os *Upaniṣads, Vedānta-sūtra* e outras literaturas deixadas pelas autoridades anteriores, ou Gosvāmīs, para o benefício de seu progresso. Sem ouvir tais literaturas, não se pode fazer progresso real. E sem ouvir e seguir as instruções, a aparência de serviço devocional torna-se inútil e, por isso, uma espécie de perturbação no caminho do serviço devocional. A menos, portanto, que o serviço devocional esteja estabelecido nos princípios das autoridades da *śruti, smṛti, Purāṇa* e *Pañcarātra,* a aparência de serviço devocional deve ser rejeitada de imediato. Um devoto não autorizado jamais deve ser reconhecido como devoto puro. Pela assimilação de tais mensagens das literaturas Védicas, pode-se ver o aspecto localizado e onipenetrante da Personalidade de Deus dentro de si mesmo constantemente. Isso chama-se *samādhi.*"}
{"ref": "cc/adi/7/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/103/", "verse_text": "ihā śuni' bale sarva sannyāsīra gaṇa\n\ntomāke dekhiye yaiche sākṣāt nārāyaṇa", "devanagari": "> ইহা শুনি’ বলে সর্ব সন্ন্যাসীর গণ ।\n> তোমাকে দেখিয়ে যৈছে সাক্ষাৎ নারায়ণ ॥১০৩॥", "synonyms": "*ihā*—isto; *śuni'*—ouvindo; *bale*—falaram; *sarva*—todos; *sannyāsīra*—dos sannyāsīs māyāvādīs; *gaṇa*—grupo; *tomāke*—a Ti; *dekhiye*—vemos; *yaiche*—exatamente como; *sākṣāt*—diretamente; *nārāyaṇa*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Ao ouvirem isto, os sannyāsīs māyāvādīs tornaram-se algo humildes e dirigiram-se a Caitanya Mahāprabhu como o próprio Nārāyaṇa, que todos concordavam que Ele era.**", "purport": "Os sannyāsīs māyāvādīs dirigem-se uns aos outros como Nārāyaṇa. Sempre que veem outro sannyāsī, oferecem-lhe respeito chamando oṁ namo nārāyaṇāya (\"Ofereço meu respeito a ti, Nārāyaṇa\"), embora saibam perfeitamente bem que espécie de Nārāyaṇa ele é. Nārāyaṇa tem quatro mãos, mas, embora estejam inchados com a ideia de serem Nārāyaṇa, eles não conseguem exibir mais que duas. Visto que sua filosofia declara que Nārāyaṇa e um ser humano comum estão ambos no mesmo nível, eles às vezes usam o termo daridra-nārāyaṇa (\"Nārāyaṇa pobre\"), que foi inventado por um suposto svāmī que não sabia nada a respeito da filosofia Vedānta. Por isso, embora todos esses sannyāsīs māyāvādīs que se chamavam Nārāyaṇa estivessem, na verdade, alheios à posição de Nārāyaṇa, devido às suas austeridades o Senhor Caitanya Mahāprabhu lhes permitiu compreendê-Lo como o próprio Nārāyaṇa. O Senhor Caitanya é, com certeza, a Suprema Personalidade de Deus Nārāyaṇa aparecendo como um devoto de Nārāyaṇa, e assim os sannyāsīs māyāvādīs, compreendendo que Ele era diretamente o próprio Nārāyaṇa, ao passo que eles eram Nārāyaṇas falsos e inchados, falaram-Lhe da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/adi/7/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/104/", "verse_text": "tomāra vacana śuni' juḍāya śravaṇa\n\ntomāra mādhurī dekhi' juḍāya nayana", "devanagari": "> তোমার বচন শুনি’ জুড়ায় শ্রবণ ।\n> তোমার মাধুরী দেখি’ জুড়ায় নয়ন ॥১০৪॥", "synonyms": "*tomāra*—Tuas; *vacana*—palavras; *śuni'*—ouvindo; *juḍāya*—muito satisfeita; *śravaṇa*—a recepção auditiva; *tomāra*—Tua; *mādhurī*—doçura; *dekhi'*—vendo; *juḍāya*—satisfaz; *nayana*—nossos olhos.", "translation": "**\"Caro Caitanya Mahāprabhu\", disseram eles, \"para dizer-Te a verdade, ficamos imensamente satisfeitos ao ouvir Tuas palavras e, ademais, Tuas características corpóreas são tão agradáveis que sentimos extraordinária satisfação ao ver-Te.**", "purport": "Nos śāstras, afirma-se:\n\nataḥ śrī-kṛṣṇa-nāmādi\nna bhaved grāhyam indriyaiḥ\nsevonmukhe hi jihvādau\nsvayam eva sphuraty adaḥ\n\n\"Com os sentidos materialmente contaminados, não se pode compreender a Suprema Personalidade de Deus nem Seu nome, forma, qualidades ou parafernália, mas, se a pessoa Lhe presta serviço, o Senhor revela-Se a ela.\" (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.2.234) Aqui se pode ver o efeito do serviço dos sannyāsīs māyāvādīs a Nārāyaṇa. Por terem oferecido um pouco de respeito a Śrī Caitanya Mahāprabhu e por serem piedosos e seguirem realmente as austeras regras e regulações do sannyāsa, eles tinham alguma compreensão da filosofia Vedānta e, pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, puderam apreciar que Ele não era outro senão a Suprema Personalidade de Deus, que é dotada de todas as seis opulências. Uma dessas opulências é Sua beleza. Por Suas características corpóreas extraordinariamente belas, os sannyāsīs māyāvādīs reconheceram Śrī Caitanya Mahāprabhu como o próprio Nārāyaṇa. Ele não era um Nārāyaṇa ridículo, como os daridra-nārāyaṇas inventados por supostos sannyāsīs."}
{"ref": "cc/adi/7/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/105/", "verse_text": "tomāra prabhāve sabāra ānandita mana\n\nkabhu asaṅgata nahe tomāra vacana", "devanagari": "> তোমার প্রভাবে সবার আনন্দিত মন ।\n> কভু অসঙ্গত নহে তোমার বচন ॥১০৫॥", "synonyms": "*tomāra*—Tua; *prabhāve*—pela influência; *sabāra*—de todos; *ānandita*—alegre; *mana*—mente; *kabhu*—em momento algum; *asaṅgata*—irracionais; *nahe*—não são; *tomāra*—Tuas; *vacana*—palavras.", "translation": "**\"Caro senhor, por Tua influência, nossas mentes ficam imensamente satisfeitas, e cremos que Tuas palavras jamais serão irracionais. Portanto, podes falar sobre o *Vedānta-sūtra*.\"**", "purport": "Neste verso, as palavras tomāra prabhāve (\"Tua influência\") são muito importantes. A menos que alguém seja espiritualmente avançado, não pode influenciar uma audiência. Bhaktivinoda Ṭhākura cantou: śuddha-bhakata-caraṇa-reṇu, bhajana-anukūla. \"A menos que alguém se associe com um devoto puro, não pode ser influenciado a compreender o serviço devocional.\" Esses sannyāsīs māyāvādīs tiveram a fortuna suficiente de encontrar a Suprema Personalidade de Deus na forma de um devoto e, com certeza, foram imensamente influenciados pelo Senhor. Eles sabiam que, visto que um espiritualista perfeitamente avançado nunca diz nada falso, todas as suas palavras são racionais e concordam com a versão Védica. Uma pessoa altamente realizada nunca diz nada que não tenha significado. Os filósofos māyāvādīs alegam ser a Suprema Personalidade de Deus, e isso não tem significado algum, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu jamais proferiu semelhante disparate. Os sannyāsīs māyāvādīs estavam convencidos de Sua personalidade e, por isso, quiseram ouvir d'Ele o significado da filosofia Vedānta."}
{"ref": "cc/adi/7/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/106/", "verse_text": "prabhu kahe, vedānta-sūtra īśvara-vacana\n\nvyāsa-rūpe kaila yāhā śrī-nārāyaṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, বেদান্ত-সূত্র ঈশ্বর-বচন ।\n> ব্যাসরূপে কৈল যাহা শ্রীনারায়ণ ॥১০৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor começou a falar; *vedānta-sūtra*—a filosofia do Vedānta-sūtra; *īśvara-vacana*—falada pela Suprema Personalidade de Deus; *vyāsa-rūpe*—sob a forma de Vyāsadeva; *kaila*—Ele fez; *yāhā*—tudo o que; *śrī-nārāyaṇa*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**O Senhor disse: \"A filosofia Vedānta consiste em palavras faladas pela Suprema Personalidade de Deus, Nārāyaṇa, sob a forma de Vyāsadeva.**", "purport": "O *Vedānta-sūtra,* que consiste em aforismos que revelam o método de compreensão do conhecimento Védico, é a forma concisa de todo o conhecimento Védico. Começa com as palavras *athāto brahma-jijñāsā* (\"Agora é o momento de indagar sobre a Verdade Absoluta\"). A forma humana de vida destina-se especialmente a esse propósito e, por isso, o *Vedānta-sūtra* explica de modo muito conciso a missão humana. Isso é confirmado pelas palavras dos *Purāṇas Vāyu* e *Skanda,* que definem um *sūtra* da seguinte forma:\n\n> alpākṣaram asandigdhaṁ\n> sāra-vat viśvato-mukham\n> astobham anavadyaṁ ca\n> sūtraṁ sūtra-vido viduḥ\n\n\"Um *sūtra* é um aforismo que exprime a essência de todo o conhecimento no mínimo de palavras. Deve ser de aplicação universal e irrepreensível em sua apresentação linguística.\" Qualquer pessoa familiarizada com tais *sūtras* deve estar ciente do *Vedānta-sūtra,* que é bem conhecido entre os eruditos pelos seguintes nomes diferentes: (1) *Brahma-sūtra,* (2) *Śārīraka,* (3) *Vyāsa-sūtra,* (4) *Bādarāyaṇa-sūtra,* (5) *Uttara-mīmāṁsā* e (6) *Vedānta-darśana.*\n\nHá quatro capítulos (*adhyāyas*) no *Vedānta-sūtra,* e há quatro divisões (*pādas*) em cada capítulo. Por isso, o *Vedānta-sūtra* pode ser referido como *ṣoḍaśa-pāda,* ou dezesseis divisões de aforismos. O tema de cada divisão é descrito em sua totalidade em termos de cinco diferentes assuntos (*adhikaraṇas*), que tecnicamente se chamam *pratijñā, hetu, udāharaṇa, upanaya* e *nigamana.* Todo tema deve necessariamente ser explicado com referência à *pratijñā,* ou uma declaração solene do propósito do tratado. A declaração solene dada no início do *Vedānta-sūtra* é *athāto brahma-jijñāsā,* que indica que este livro foi escrito com a declaração solene de indagar sobre a Verdade Absoluta. Da mesma forma, devem-se expressar as razões (*hetu*), devem-se dar exemplos em termos de vários fatos (*udāharaṇa*), o tema deve ser gradualmente aproximado para a compreensão (*upanaya*) e, finalmente, deve ser sustentado por citações autorizadas dos *śāstras* Védicos (*nigamana*).\n\nSegundo o grande compilador de dicionários Hemacandra, também conhecido como Koṣakāra, Vedānta refere-se ao purport dos *Upaniṣads* e da porção *Brāhmaṇa* dos *Vedas.* O Professor Apte, em seu dicionário, descreve a porção *Brāhmaṇa* dos *Vedas* como aquela parte que estabelece as regras para o emprego de hinos em vários sacrifícios e dá explicações detalhadas de sua origem, às vezes com longas ilustrações na forma de lendas e histórias. É distinta da porção *mantra* dos *Vedas.* Hemacandra disse que o suplemento dos *Vedas* é chamado de *Vedānta-sūtra. Veda* significa conhecimento, e *anta* significa o fim. Em outras palavras, a correta compreensão do propósito último dos *Vedas* é chamada de conhecimento Vedānta. Tal conhecimento, tal como dado nos aforismos do *Vedānta-sūtra,* deve ser sustentado pelos *Upaniṣads.*\n\nSegundo eruditos versados, há três diferentes fontes de conhecimento, que se chamam *prasthāna-traya.* Segundo esses eruditos, o Vedānta é uma dessas fontes, pois apresenta o conhecimento Védico com base na lógica e em argumentos sólidos. No *Bhagavad-gītā* [[bg/13/5|(Bg. 13.5)]] o Senhor diz, *brahma-sūtra-padaiś caiva hetumadbhir viniścitaiḥ:* \"A compreensão do objetivo último da vida é determinada no *Brahma-sūtra* por lógica e argumentação legítimas sobre causa e efeito.\" Por isso, o *Vedānta-sūtra* é conhecido como *nyāya-prasthāna,* os *Upaniṣads* são conhecidos como *śruti-prasthāna,* e o *Gītā, Mahābhārata* e os *Purāṇas* são conhecidos como *smṛti-prasthāna.* Todo conhecimento científico da transcendência deve ser sustentado pela *śruti, smṛti* e por uma base lógica sólida.\n\nDiz-se que tanto o conhecimento Védico quanto o suplemento dos *Vedas* chamado *Sātvata-pañcarātra* emanaram da respiração de Nārāyaṇa, a Suprema Personalidade de Deus. Os aforismos do *Vedānta-sūtra* foram compilados por Śrīla Vyāsadeva, uma poderosa encarnação de Śrī Nārāyaṇa, embora às vezes se diga que foram compilados por um grande sábio chamado Apāntaratamā. Tanto o *Pañcarātra* quanto o *Vedānta-sūtra,* porém, expressam as mesmas opiniões. Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma, por isso, que não há diferença de opinião entre os dois, e Ele declara que, como o *Vedānta-sūtra* foi compilado por Śrīla Vyāsadeva, pode-se entender que emanou da respiração de Śrī Nārāyaṇa. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que, enquanto Vyāsadeva compilava o *Vedānta-sūtra,* sete de seus grandes contemporâneos santos também se ocupavam em obra semelhante. Esses santos eram Ātreya Ṛṣi, Āśmarathya, Auḍulomi, Kārṣnājini, Kāśakṛtsna, Jaimini e Bādarī. Além disso, afirma-se que Pārāśarī e Karmandī-bhikṣu também discutiram os aforismos do *Vedānta-sūtra* diante de Vyāsadeva.\n\nO *Vedānta-sūtra* consiste em quatro capítulos. Os dois primeiros discutem a relação da entidade viva com a Suprema Personalidade de Deus. Isso é conhecido como *sambandha-jñāna,* ou conhecimento da relação. O terceiro capítulo descreve como se pode agir em sua relação com a Suprema Personalidade de Deus. Isso se chama *abhidheya-jñāna.* A relação da entidade viva com o Senhor Supremo é descrita por Śrī Caitanya Mahāprabhu: *jīvera 'svarūpa' haya kṛṣṇera 'nitya-dāsa'.* \"A entidade viva é uma serva eterna de Kṛṣṇa, o Deus Supremo.\" (Cc. Madhya 20.108) Por isso, para agir nessa relação é preciso executar *sādhana-bhakti,* ou os deveres prescritos de serviço à Suprema Personalidade de Deus. Isso se chama *abhidheya-jñāna.* O quarto capítulo descreve o resultado de tal serviço devocional (*prayojana-jñāna*). Esse objetivo último da vida é regressar ao lar, de volta ao Supremo. As palavras *anāvṛttiḥ śabdāt* no *Vedānta-sūtra* indicam esse objetivo último.\n\nŚrīla Vyāsadeva, uma poderosa encarnação de Nārāyaṇa, compilou o *Vedānta-sūtra* e, para protegê-lo de comentários não autorizados, compôs pessoalmente o *Śrīmad-Bhāgavatam* por instrução de seu mestre espiritual, Nārada Muni, como o comentário original sobre o *Vedānta-sūtra.* Além do *Śrīmad-Bhāgavatam,* há comentários sobre o *Vedānta-sūtra* compostos por todos os principais *ācāryas* vaiṣṇavas, e em cada um deles o serviço devocional ao Senhor é descrito de modo muito explícito. Apenas os que seguem o comentário de Śaṅkara descreveram o *Vedānta-sūtra* de modo impessoal, sem referência ao *viṣṇu-bhakti,* ou serviço devocional ao Senhor Viṣṇu. Em geral, as pessoas apreciam muito esse *Śārīraka-bhāṣya,* ou descrição impessoal do *Vedānta-sūtra,* mas todos os comentários desprovidos de serviço devocional ao Senhor Viṣṇu devem ser considerados divergentes em propósito do *Vedānta-sūtra* original. Em outras palavras, o Senhor Caitanya confirmou definitivamente que os comentários, ou *bhāṣyas,* escritos pelos *ācāryas* vaiṣṇavas com base no serviço devocional ao Senhor Viṣṇu — e não o *Śārīraka-bhāṣya* de Śaṅkarācārya — oferecem a explicação real do *Vedānta-sūtra.*"}
{"ref": "cc/adi/7/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/107/", "verse_text": "bhrama, pramāda, vipralipsā, karaṇāpāṭava\n\nīśvarera vākye nāhi doṣa ei saba", "devanagari": "> ভ্রম, প্রমাদ, বিপ্রলিপ্সা, করণাপাটব ।\n> ঈশ্বরের বাক্যে নাহি দোষ এই সব ॥১০৭॥", "synonyms": "*bhrama*—engano; *pramāda*—ilusão; *vipralipsā*—propósitos enganadores; *karaṇa-apāṭava*—ineficiência dos sentidos materiais; *īśvarera*—do Senhor; *vākye*—na fala; *nāhi*—não há; *doṣa*—defeito; *ei saba*—tudo isto.", "translation": "**\"Os defeitos materiais de cometer erros, de cair em ilusão, de trapacear e de ter sentidos imperfeitos não existem nas palavras da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Um erro é a aceitação de um objeto como sendo diferente do que é, ou a aceitação de conhecimento falso. Por exemplo, pode-se ver uma corda no escuro e pensar que é uma serpente, ou pode-se ver uma ostra brilhante e pensar que é ouro. Esses são erros. Da mesma forma, uma ilusão é um equívoco que surge da falta de atenção ao ouvir, e o embuste é a transmissão de tal conhecimento deficiente a outros. Os cientistas e filósofos materialistas geralmente usam palavras como \"talvez\" e \"possivelmente\" porque não têm conhecimento real dos fatos completos. Por isso, seu ato de instruir outros é um exemplo de embuste. O defeito final da pessoa materialista é a ineficiência de seus sentidos. Embora nossos olhos, por exemplo, tenham o poder de ver, não podem ver o que está situado a uma grande distância, nem podem ver a pálpebra, que é o objeto mais próximo do olho. Para nossos olhos não treinados, o sol parece ser apenas um disco, e para os olhos de quem sofre de icterícia tudo parece amarelo. Por isso, não podemos confiar no conhecimento adquirido por meio de olhos tão imperfeitos. Os ouvidos são igualmente imperfeitos. Não podemos ouvir um som vibrado a longa distância a menos que coloquemos um telefone ao ouvido. Da mesma forma, se analisarmos todos os nossos sentidos dessa maneira, verificaremos que todos são imperfeitos. Por isso, é inútil adquirir conhecimento por meio dos sentidos. O processo Védico é ouvir da autoridade. No *Bhagavad-gītā* [[bg/4/2|(Bg. 4.2)]] o Senhor diz, *evaṁ paramparā-prāptam imaṁ rājarṣayo viduḥ:* \"A ciência suprema foi assim recebida através da cadeia da sucessão discipular, e os reis santos a compreenderam dessa maneira.\" Temos de ouvir não de um telefone, mas de uma pessoa autorizada, pois é ela quem possui conhecimento real."}
{"ref": "cc/adi/7/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/108/", "verse_text": "upaniṣat-sahita sūtra kahe yei tattva\n\nmukhya-vṛttye sei artha parama mahattva", "devanagari": "> উপনিষৎ-সহিত সূত্র কহে যেই তত্ত্ব ।\n> মুখ্যবৃত্ত্যে সেই অর্থ পরম মহত্ত্ব ॥১০৮॥", "synonyms": "*upaniṣat*—a versão Védica autorizada; *sahita*—juntamente com; *sūtra*—o Vedānta-sūtra; *kahe*—diz-se; *yei*—o assunto; *tattva*—em verdade; *mukhya-vṛttye*—pela compreensão direta; *sei*—essa verdade; *artha*—significado; *parama*—última; *mahattva*—glória.", "translation": "**\"A Verdade Absoluta é descrita pelos Upaniṣads e pelo Brahma-sūtra, mas é preciso compreender os versos tal como são. Essa é a glória suprema na compreensão.**", "purport": "Desde o tempo de Śaṅkarācārya tornou-se moda explicar tudo a respeito dos *śāstras* de maneira indireta. Os eruditos se orgulham de explicar tudo à sua própria maneira, e declaram que se podem compreender as escrituras Védicas da forma que se quiser. Esse método do \"da forma que quiser\" é uma tolice, e criou estragos na cultura Védica. Não se pode aceitar o conhecimento científico da forma que se deseja. Na ciência da matemática, por exemplo, dois mais dois é igual a quatro, e não se pode fazer que seja igual a três ou cinco. No entanto, embora não seja possível alterar o conhecimento real, as pessoas adotaram a moda de compreender o conhecimento Védico da forma que lhes aprouver. É por essa razão que apresentamos o *Bhagavad-gītā Como Ele É.* Não criamos significados por invenção. Às vezes os comentadores dizem que a palavra *kurukṣetra* no primeiro verso do *Bhagavad-gītā* refere-se ao corpo de alguém, mas não aceitamos isso. Compreendemos que Kurukṣetra é um lugar que ainda existe e que, segundo a versão Védica, é um *dharma-kṣetra,* ou local de peregrinação. As pessoas ainda vão até lá para realizar sacrifícios Védicos. Comentadores tolos, porém, dizem que *kurukṣetra* significa o corpo e que *pañca-pāṇḍava* refere-se aos cinco sentidos. Dessa maneira distorcem o significado, e as pessoas são enganadas. Aqui Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma que toda a literatura Védica, incluindo os *Upaniṣads, Brahma-sūtra* e outros, seja *śruti, smṛti* ou *nyāya,* deve ser compreendida de acordo com suas afirmações originais. Descrever o significado direto das escrituras Védicas é glorioso, mas descrevê-las à própria maneira, usando sentidos imperfeitos e conhecimento imperfeito, é um erro desastroso. Śrī Caitanya Mahāprabhu deprecou totalmente a tentativa de descrever os *Vedas* dessa forma.\n\nQuanto aos *Upaniṣads,* os onze seguintes são considerados os mais elevados: *Īśa, Kena, Kaṭha, Praśna, Muṇḍaka, Māṇḍūkya, Taittirīya, Aitareya, Chāndogya, Bṛhad-āraṇyaka* e *Śvetāśvatara.* No entanto, no *Muktikopaniṣad,* versos 30-39, há uma descrição de 108 *Upaniṣads.* São os seguintes: (1) *Īśopaniṣad,* (2) *Kenopaniṣad,* (3) *Kaṭhopaniṣad,* (4) *Praśnopaniṣad,* (5) *Muṇḍakopaniṣad,* (6) *Māṇḍūkyopaniṣad,* (7) *Taittirīyopaniṣad,* (8) *Aitareyopaniṣad,* (9) *Chāndogyopaniṣad,* (10) *Bṛhad-āraṇyakopaniṣad,* (11) *Brahmopaniṣad,* (12) *Kaivalyopaniṣad,* (13) *Jābālopaniṣad,* (14) *Śvetāśvataropaniṣad,* (15) *Haṁsopaniṣad,* (16) *Āruṇeyopaniṣad,* (17) *Garbhopaniṣad,* (18) *Nārāyaṇopaniṣad,* (19) *Paramahaṁsopaniṣad,* (20) *Amṛta-bindūpaniṣad,* (21) *Nāda-bindūpaniṣad,* (22) *Śiropaniṣad,* (23) *Atharva-śikhopaniṣad,* (24) *Maitrāyaṇy-upaniṣad,* (25) *Kauṣītaky-upaniṣad,* (26) *Bṛhaj-jābālopaniṣad,* (27) *Nṛsiṁha-tāpanīyopaniṣad,* (28) *Kālāgni-rudropaniṣad,* (29) *Maitreyy-upaniṣad,* (30) *Subālopaniṣad,* (31) *Kṣurikopaniṣad,* (32) *Mantrikopaniṣad,* (33) *Sarva-sāropaniṣad,* (34) *Nirālambopaniṣad,* (35) *Śuka-rahasyopaniṣad,* (36) *Vajra-sūcikopaniṣad,* (37) *Tejo-bindūpaniṣad,* (38) *Nāda-bindūpaniṣad,* (39) *Dhyāna-bindūpaniṣad,* (40) *Brahma-vidyopaniṣad,* (41) *Yoga-tattvopaniṣad,* (42), *Ātma-bodhopaniṣad,* (43) *Nārada-parivrājakopaniṣad,* (44) *Triśikhy-upaniṣad,* (45) *Sītopaniṣad,* (46) *Yoga-cūḍāmaṇy-upaniṣad,* (47) *Nirvāṇopaniṣad,* (48) *Maṇḍala-brāhmaṇopaniṣad,* (49) *Dakṣiṇā-mūrty-upaniṣad,* (50) *Śarabhopaniṣad,* (51) *Skandopaniṣad,* (52) *Mahānārāyaṇopaniṣad,* (53) *Advaya-tārakopaniṣad,* (54) *Rāma-rahasyopaniṣad,* (55) *Rāma-tāpaṇy-upaniṣad,* (56) *Vāsudevopaniṣad,* (57) *Mudgalopaniṣad,* (58) *Śāṇḍilyopaniṣad,* (59) *Paiṅgalopaniṣad,* (60) *Bhikṣūpaniṣad,* (61) *Mahad-upaniṣad,* (62) *Śārīrakopaniṣad,* (63) *Yoga-śikhopaniṣad,* (64) *Turīyātītopaniṣad,* (65) *Sannyāsopaniṣad,* (66) *Paramahaṁsa-parivrājakopaniṣad,* (67) *Mālikopaniṣad,* (68) *Avyaktopaniṣad,* (69) *Ekākṣaropaniṣad,* (70) *Pūrṇopaniṣad,* (71) *Sūryopaniṣad,* (72) *Akṣy-upaniṣad,* (73) *Adhyātmopaniṣad,* (74) *Kuṇḍikopaniṣad,* (75) *Sāvitry-upaniṣad,* (76) *Ātmopaniṣad,* (77) *Pāśupatopaniṣad,* (78) *Param-brahmopaniṣad,* (79) *Avadhūtopaniṣad,* (80) *Tripurātapanopaniṣad,* (81) *Devy-upaniṣad,* (82) *Tripuropaniṣad,* (83) *Kaṭha-rudropaniṣad,* (84) *Bhāvanopaniṣad,* (85) *Hṛdayopaniṣad,* (86) *Yoga-kuṇḍaliny-upaniṣad,* (87) *Bhasmopaniṣad,* (88) *Rudrākṣopaniṣad,* (89) *Gaṇopaniṣad,* (90) *Darśanopaniṣad,* (91) *Tāra-sāropaniṣad,* (92) *Mahā-vākyopaniṣad,* (93) *Pañca-brahmopaniṣad,* (94) *Prāṇāgni-hotropaniṣad,* (95) *Gopāla-tāpany-upaniṣad,* (96) *Kṛṣṇopaniṣad,* (97) *Yājñavalkyopaniṣad,* (98) *Varāhopaniṣad,* (99) *Śāṭyāyany-upaniṣad,* (100) *Hayagrīvopaniṣad,* (101) *Dattātreyopaniṣad,* (102) *Gāruḍopaniṣad,* (103) *Kaly-upaniṣad,* (104) *Jābāly-upaniṣad,* (105) *Saubhāgyopaniṣad,* (106) *Sarasvatī-rahasyopaniṣad,* (107) *Bahvṛcopaniṣad* e (108) *Muktikopaniṣad.* Há, portanto, 108 *Upaniṣads* geralmente aceitos, dos quais onze são os mais importantes, como anteriormente indicado."}
{"ref": "cc/adi/7/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/109/", "verse_text": "gauṇa-vṛttye yebā bhāṣya karila ācārya\n\ntāhāra śravaṇe nāśa haya sarva kārya", "devanagari": "> গৌণ-বৃত্ত্যে যেবা ভাষ্য করিল আচার্য ।\n> তাহার শ্রবণে নাশ হয় সর্ব কার্য ॥১০৯॥", "synonyms": "*gauṇa-vṛttye*—por significados indiretos; *yebā*—o qual; *bhāṣya*—comentário; *karila*—preparou; *ācārya*—Śaṅkarācārya; *tāhāra*—seu; *śravaṇe*—ouvir; *nāśa*—destruição; *haya*—torna-se; *sarva*—todo; *kārya*—empreendimento.", "translation": "**\"Śrīpāda Śaṅkarācārya descreveu toda a literatura Védica em termos de significados indiretos. Quem ouve tais explicações está arruinado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/110/", "verse_text": "tāṅhāra nāhika doṣa, īśvara-ājñā pāñā\n\ngauṇārtha karila mukhya artha ācchādiyā", "devanagari": "> তাঁহার নাহিক দোষ, ঈশ্বর-আজ্ঞা পাঞা ।\n> গৌণার্থ করিল মুখ্য অর্থ আচ্ছাদিয়া ॥১১০॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—de Śrī Śaṅkarācārya; *nāhika*—não há; *doṣa*—defeito; *īśvara*—o Senhor Supremo; *ājñā*—ordem; *pāñā*—recebendo; *gauṇa-artha*—significado indireto; *karila*—fez; *mukhya*—direto; *artha*—significado; *ācchādiyā*—encobrindo.", "translation": "**\"Śaṅkarācārya não tem culpa, pois assim encobriu o verdadeiro propósito dos Vedas por ordem da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "A literatura Védica deve ser considerada uma fonte de conhecimento real, mas se não se a toma como é, a pessoa será enganada. Por exemplo, o *Bhagavad-gītā* é um importante livro da literatura Védica que foi ensinado por muitos anos, mas por ter sido comentado por patifes inescrupulosos, as pessoas não obtiveram nenhum benefício dele e ninguém chegou à conclusão da consciência de Kṛṣṇa. Porém, como o propósito do *Bhagavad-gītā* está sendo apresentado como ele é, em quatro ou cinco breves anos milhares de pessoas em todo o mundo tornaram-se conscientes de Kṛṣṇa. Essa é a diferença entre explicações diretas e indiretas da literatura Védica. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse, *mukhya-vṛttye sei artha parama mahattva:* \"Ensinar a literatura Védica segundo seu significado direto, sem comentário falso, é glorioso.\" Infelizmente, Śrī Śaṅkarācārya, por ordem da Suprema Personalidade de Deus, fez um acordo entre o ateísmo e o teísmo a fim de enganar os ateus e trazê-los ao teísmo, e para tanto abandonou o método direto do conhecimento Védico e tentou apresentar um significado que é indireto. É com esse propósito que ele escreveu seu comentário *Śārīraka-bhāṣya* sobre o *Vedānta-sūtra.*\n\nNão se deve, portanto, atribuir muita importância ao *Śārīraka-bhāṣya.* Para compreender a filosofia do Vedānta, é preciso estudar o *Śrīmad-Bhāgavatam,* que começa com as palavras *oṁ namo bhagavate vāsudevāya, janmādy asya yato 'nvayād itarataś cārtheṣv abhijñaḥ sva-rāṭ:* \"Ofereço minhas reverências ao Senhor Śrī Kṛṣṇa, filho de Vasudeva, que é a Suprema Personalidade de Deus onipenetrante. Medito nEle, a realidade transcendente, que é a causa primordial de todas as causas, do qual surgem todos os universos manifestos, nos quais eles habitam e pelo qual são destruídos. Medito naquele Senhor eternamente refulgente que é direta e indiretamente consciente de todas as manifestações e ainda assim é plenamente independente.\" (Bhāg. 1.1.1) O *Śrīmad-Bhāgavatam* é o comentário real sobre o *Vedānta-sūtra.* Infelizmente, se alguém se deixar atrair pelo comentário de Śrī Śaṅkarācārya, o *Śārīraka-bhāṣya,* sua vida espiritual está condenada.\n\nAlguém pode argumentar que, sendo Śaṅkarācārya uma encarnação do Senhor Śiva, como é que ele enganou as pessoas dessa forma? A resposta é que ele assim procedeu por ordem de seu mestre, a Suprema Personalidade de Deus. Isso é confirmado no *Padma Purāṇa* pelas palavras do próprio Senhor Śiva:\n\n> māyāvādam asac chāstraṁ\n> pracchannaṁ bauddham ucyate\n> mayaiva kalpitaṁ devi\n> kalau brāhmaṇa-rūpiṇā\n\n> brahmaṇaś cāparaṁ rūpaṁ\n> nirguṇaṁ vakṣyate mayā\n> sarva-svaṁ jagato'py asya\n> mohanārthaṁ kalau yuge\n\n> vedānte tu mahā-śāstre\n> māyāvādam avaidikam\n> mayaiva vakṣyate devi\n> jagatāṁ nāśa-kāraṇāt\n\n\"A filosofia māyāvāda,\" o Senhor Śiva informou a sua esposa Pārvatī, \"é ímpia [*asac chāstra*]. É o budismo encoberto. Minha querida Pārvatī, na forma de um *brāhmaṇa* no Kali-yuga eu ensino essa imaginada filosofia māyāvāda. A fim de enganar os ateus, descrevo a Suprema Personalidade de Deus como sem forma e sem qualidades. Da mesma forma, ao explicar o Vedānta descrevo a mesma filosofia māyāvāda a fim de conduzir toda a população ao ateísmo, negando a forma pessoal do Senhor.\" No *Śiva Purāṇa* a Suprema Personalidade de Deus disse ao Senhor Śiva:\n\n> dvāparādau yuge bhūtvā\n> kalayā mānuṣādiṣu\n> svāgamaiḥ kalpitais tvaṁ ca\n> janān mad-vimukhān kuru\n\n\"No Kali-yuga, afasta as pessoas em geral propondo significados imaginários para os *Vedas* a fim de confundi-las.\" Essas são as descrições dos *Purāṇas.*\n\nŚrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que *mukhya-vṛtti* (\"o significado direto\") é *abhidhā-vṛtti,* ou o significado que se pode compreender imediatamente a partir das afirmações dos dicionários, ao passo que *gauṇa-vṛtti* (\"o significado indireto\") é um significado que alguém imagina sem consultar o dicionário. Por exemplo, um político disse que Kurukṣetra refere-se ao corpo, mas no dicionário não há tal definição. Por isso, esse significado imaginário é *gauṇa-vṛtti,* ao passo que o significado direto encontrado no dicionário é *mukhya-vṛtti* ou *abhidhā-vṛtti.* Essa é a distinção entre os dois. Śrī Caitanya Mahāprabhu recomenda que se compreenda a literatura Védica em termos de *abhidhā-vṛtti,* e o *gauṇa-vṛtti* Ele rejeita. Às vezes, porém, por necessidade, a literatura Védica é descrita em termos de *lakṣaṇā-vṛtti* ou *gauṇa-vṛtti,* mas não se devem aceitar tais explicações como verdades permanentes.\n\nO propósito das discussões nos *Upaniṣads* e no *Vedānta-sūtra* é estabelecer filosoficamente o aspecto pessoal da Verdade Absoluta. Os impersonalistas, porém, a fim de estabelecer sua filosofia, aceitam essas discussões em termos de *lakṣaṇā-vṛtti,* ou significados indiretos. Assim, em vez de ser *tattva-vāda,* ou em busca da Verdade Absoluta, tornam-se māyāvāda, ou iludidos pela energia material. Quando Śrī Viṣṇusvāmī, um dos quatro *ācāryas* do culto vaiṣṇava, apresentou sua tese sobre o assunto do *śuddhādvaita-vāda,* imediatamente os māyāvādīs se aproveitaram dessa filosofia e tentaram estabelecer seu *advaita-vāda* ou *kevalādvaita-vāda.* Para derrotar esse *kevalādvaita-vāda,* Śrī Rāmānujācārya apresentou sua filosofia como *viśiṣṭādvaita-vāda,* e Śrī Madhvācārya apresentou sua filosofia do *tattva-vāda,* ambas as quais são obstáculos para os māyāvādīs porque derrotam sua filosofia em minucioso detalhe. Os estudantes de filosofia Védica sabem muito bem como o *viśiṣṭādvaita-vāda* de Śrī Rāmānujācārya e o *tattva-vāda* de Śrī Madhvācārya contestam com vigor a filosofia māyāvāda impessoal. Śrī Caitanya Mahāprabhu, no entanto, aceitou o significado direto da filosofia Vedānta e assim derrotou a filosofia māyāvāda imediatamente. Ele opinou a esse respeito que qualquer um que siga os princípios do *Śārīraka-bhāṣya* está condenado. Isso é confirmado no *Padma Purāṇa,* onde o Senhor Śiva diz a Pārvatī:\n\n> śṛṇu devi pravakṣyāmi\n> tāmasāni yathā-kramam\n> yeṣāṁ śravaṇa-mātreṇa\n> pātityaṁ jñāninām api\n\n> apārthaṁ śruti-vākyānāṁ\n> darśayaḹ loka-garhitam\n> karma-svarūpa-tyājyatvam\n> atra ca pratipādyate\n\n> sarva-karma-paribhraṁśān\n> naiṣkarmyaṁ tatra cocyate\n> parātma-jīvayor aikyaṁ\n> mayātra pratipādyate\n\n\"Minha querida esposa, ouve minhas explicações de como espalhei a ignorância por meio da filosofia māyāvāda. Simplesmente por ouvi-la, mesmo um erudito avançado cairá. Nessa filosofia, que é certamente muito nefasta para as pessoas em geral, distorci o significado real dos *Vedas* e recomendei que se abandonem todas as atividades para alcançar a liberdade do *karma.* Nessa filosofia māyāvāda descrevi o *jīvātmā* e o Paramātmā como sendo um e o mesmo.\" Como a filosofia māyāvāda foi condenada por Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus seguidores é descrito no *Śrī Caitanya-caritāmṛta, Antya-līlā,* Segundo Capítulo, versos 94 a 99, onde Svarūpa-dāmodara Gosvāmī diz que qualquer um que esteja ansioso para compreender a filosofia māyāvāda deve ser considerado insano. Isso se aplica especialmente a um vaiṣṇava que leia o *Śārīraka-bhāṣya* e se considere uno com Deus. Os filósofos māyāvādīs apresentaram seus argumentos em linguagem tão atraente e florida que ouvir a filosofia māyāvāda pode às vezes mudar a mente até mesmo de um *mahā-bhāgavata,* ou devoto muito avançado. Um vaiṣṇava genuíno não pode tolerar nenhuma filosofia que afirme que Deus e o ser vivo são um e o mesmo."}
{"ref": "cc/adi/7/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/111/", "verse_text": "'brahma'-śabde mukhya arthe kahe--'bhagavān'\n\ncid-aiśvarya-paripūrṇa, anūrdhva-samāna", "devanagari": "> ‘ব্রহ্ম’-শব্দে মুখ্য অর্থে কহে — ‘ভগবান্’ ।\n> চিদৈশ্বর্য-পরিপূর্ণ, অনূর্ধ্ব-সমান ॥১১১॥", "synonyms": "*brahma*—a Verdade Absoluta; *śabde*—por esta palavra; *mukhya*—direto; *arthe*—significado; *kahe*—diz; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *cit-aiśvarya*—opulência espiritual; *paripūrṇa*—pleno de; *anūrdhva*—insuperável por quem quer que seja; *samāna*—não igualado por ninguém.", "translation": "**\"Segundo a compreensão direta, a Verdade Absoluta é a Suprema Personalidade de Deus, que possui todas as opulências espirituais. Ninguém pode ser igual ou superior a Ele.**", "purport": "Esta afirmação de Śrī Caitanya Mahāprabhu está confirmada no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.11):\n\nvadanti tat tattva-vidas\ntattvaṁ yaj jñānam advayam\nbrahmeti paramātmeti\nbhagavān iti śabdyate\n\n\"Os transcendentalistas eruditos que conhecem a Verdade Absoluta chamam essa substância não dual de Brahman, Paramātmā ou Bhagavān.\" A Verdade Absoluta é compreendida em última análise como Bhagavān, parcialmente compreendida como Paramātmā e vagamente compreendida como o Brahman impessoal. Bhagavān, ou a Suprema Personalidade de Deus, é opulento em toda excelência; ninguém pode ser igual ou superior a Ele. Isso também se confirma no *Bhagavad-gītā* (7.7), onde o Senhor diz, mattaḥ parataraṁ nānyat kiñcid asti dhanañjaya: \"Ó conquistador de riquezas [Arjuna], não há verdade superior a Mim.\" Há muitos outros versos que provam que a Verdade Absoluta, em seu sentido último, é compreendida como sendo a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/112/", "verse_text": "tāṅhāra vibhūti, deha,--saba cid-ākāra\n\ncid-vibhūti ācchādi' tāṅre kahe 'nirākāra'", "devanagari": "> তাঁহার বিভূতি, দেহ, — সব চিদাকার ।\n> চিদ্বিভূতি আচ্ছাদি’ তাঁরে কহে ‘নিরাকার’ ॥১১২॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—Sua (da Suprema Personalidade de Deus); *vibhūti*—poder espiritual; *deha*—corpo; *saba*—tudo; *cit-ākāra*—forma espiritual; *cit-vibhūti*—opulência espiritual; *ācchādi'*—cobrindo; *tāṅre*—a Ele; *kahe*—disse; *nirākāra*—sem forma.", "translation": "**\"Tudo a respeito da Suprema Personalidade de Deus é espiritual, incluindo Seu corpo, Sua opulência e Sua parafernália. A filosofia māyāvāda, contudo, encobrindo Sua opulência espiritual, advoga a teoria do impersonalismo.**", "purport": "Afirma-se na *Brahma-saṁhitā, īśvaraḥ paramaḥ kṛṣṇaḥ sac-cid-ānanda-vigrahaḥ:* \"A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, tem um corpo espiritual que é pleno de conhecimento, eternidade e bem-aventurança.\" Neste mundo material, o corpo de todos é exatamente o oposto — temporário, pleno de ignorância e pleno de miséria. Por isso, quando a Suprema Personalidade de Deus é às vezes descrita como *nirākāra,* isso indica que Ele não tem um corpo material como o nosso.\n\nOs filósofos māyāvādīs não sabem como é que a Suprema Personalidade de Deus não tem forma. O Senhor Supremo não tem uma forma como a nossa, mas tem uma forma espiritual. Sem saber disso, os filósofos māyāvādīs simplesmente defendem a visão unilateral de que o Supremo Deus, ou Brahman, não tem forma (*nirākāra*). A esse respeito, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura oferece muitas citações da literatura Védica. Se se aceitar o significado real ou direto dessas afirmações Védicas, pode-se compreender que a Suprema Personalidade de Deus tem um corpo espiritual (*sac-cid-ānanda-vigrahaḥ*).\n\nNo *Bṛhad-āraṇyaka Upaniṣad* (5.1.1) diz-se, *pūrṇam adaḥ pūrṇam idaṁ pūrṇāt pūrṇam udacyate.* Isso indica que o corpo da Suprema Personalidade de Deus é espiritual, pois ainda que Ele se expanda de muitas maneiras permanece o mesmo. No *Bhagavad-gītā* [[bg/10/8|(Bg. 10.8)]] o Senhor diz, *ahaṁ sarvasya prabhavo mattaḥ sarvaṁ pravartate:* \"Sou a origem de tudo. Tudo emana de Mim.\" Os filósofos māyāvādīs pensam materialmente que, se a Verdade Suprema Se expande em tudo, deve perder Sua forma original. Assim, pensam que não pode haver nenhuma forma além do gigantesco corpo expansivo do Senhor. Porém, o *Bṛhad-āraṇyaka Upaniṣad* confirma, *pūrṇam idaṁ pūrṇāt pūrṇam udacyate:* \"Embora Ele se expanda de muitas maneiras, mantém Sua personalidade original. Seu corpo espiritual original permanece como está.\" Da mesma forma, em outro lugar afirma-se, *vicitra-śaktiḥ puruṣaḥ purāṇaḥ:* \"A Suprema Personalidade de Deus, a pessoa original [*puruṣa*], tem multifárias energias.\" E o *Śvetāśvatara Upaniṣad* declara, *sa vṛkṣa-kālākṛtibhiḥ paro 'nyo yasmāt prapañcaḥ parivartate 'yaṁ dharmāvahaṁ pāpanudaṁ bhageśam:* \"Ele é a origem da criação material, e é somente por causa Dele que tudo muda. Ele é o protetor do dharma e o aniquilador de todas as atividades pecaminosas. Ele é o senhor de todas as opulências.\" (*Śvetāśvatara Upaniṣad* 6.6) *Vedāham etaṁ puruṣaṁ mahāntam āditya-varṇaṁ tamasaḥ parastāt:* \"Agora compreendo que a Suprema Personalidade de Deus é o maior dos grandes. Ele é refulgente como o sol e está além deste mundo material.\" (*Śvetāśvatara Upaniṣad* 3.8) *Patiṁ patīnāṁ paramaṁ parastāt:* \"Ele é o senhor de todos os senhores, o superior de todos os superiores.\" (*Śvetāśvatara Upaniṣad* 6.7) *Mahān prabhur vai puruṣaḥ:* \"Ele é o mestre supremo e a pessoa suprema.\" (*Śvetāśvatara Upaniṣad* 3.12) *Parāsya śaktir vividhaiva śrūyate:* \"Podemos compreender Suas opulências de diferentes maneiras.\" (*Śvetāśvatara Upaniṣad* 6.8) Estas são todas afirmações do *Śvetāśvatara Upaniṣad.* Da mesma forma, no *Ṛg Veda* afirma-se, *tad viṣṇoḥ paramaṁ padaṁ sadā paśyanti sūrayaḥ:* \"Viṣṇu é o Supremo, e os que são verdadeiramente eruditos pensam apenas em Seus pés de lótus.\" No *Praśna Upaniṣad* diz-se, *sa īkṣāṁ cakre:* \"Ele lançou Seu olhar sobre a criação material.\" (6.3) No *Aitareya Upaniṣad* diz-se, *sa aikṣata* — \"Ele lançou Seu olhar sobre a criação material\" — e *sa imāḹ lokān asṛjata* — \"Ele criou todo este mundo material.\" (1.1.1-2)\n\nAssim, muitos versos podem ser citados dos *Upaniṣads* e dos *Vedas* que provam que o Supremo Deus não é impessoal. No *Kaṭha Upaniṣad* (2.2.13) também se diz, *nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām eko bahūnāṁ yo vidadhāti kāmān:* \"Ele é a suprema pessoa eterna e consciente que mantém todas as outras entidades vivas.\" De todas essas referências Védicas pode-se compreender que a Verdade Absoluta é uma pessoa, embora ninguém possa ser igual a Ela ou superior a Ela. Embora haja muitos filósofos māyāvādīs tolos que pensam ser até maiores do que Kṛṣṇa, Kṛṣṇa é *asamaurdhva:* ninguém é igual a Ele ou está acima Dele.\n\nComo se afirma no *Śvetāśvatara Upaniṣad* (3.19), *apāṇi-pādo javano grahītā.* Este verso descreve a Verdade Absoluta como não tendo pernas nem mãos. Embora esta seja uma descrição impessoal, porém, não significa que a Personalidade Absoluta de Deus não tem forma. Ele tem uma forma espiritual que é distinta das formas da matéria. Neste verso, Caitanya Mahāprabhu esclarece essa distinção."}
{"ref": "cc/adi/7/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/113/", "verse_text": "cid-ānanda--teṅho, tāṅra sthāna, parivāra\n\ntāṅre kahe--prākṛta-sattvera vikāra", "devanagari": "> চিদানন্দ — তেঁহো, তাঁর স্থান, পরিবার ।\n> তাঁরে কহে — প্রাকৃত-সত্ত্বের বিকার ॥১১৩॥", "synonyms": "*cit-ānanda*—bem-aventurança espiritual; *teṅho*—Ele pessoalmente; *tāṅra*—Sua; *sthāna*—morada; *parivāra*—séquito; *tāṅre*—a Ele; *kahe*—alguém diz; *prākṛta*—material; *sattvera*—da bondade; *vikāra*—transformação.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus está repleta de potências espirituais. Portanto, Seu corpo, nome, fama e séquito são todos espirituais. O filósofo māyāvādī, devido à ignorância, diz que tudo isso não passa de transformações do modo material da bondade.**", "purport": "No Sétimo Capítulo do *Bhagavad-gītā* a Suprema Personalidade de Deus classificou Suas energias em duas divisões distintas — a saber, *prākṛta* e *aprākṛta,* ou *parā-prakṛti* e *aparā-prakṛti.* No *Viṣṇu Purāṇa* a mesma distinção é feita. Os filósofos māyāvādīs não conseguem compreender essas duas *prakṛtis,* ou naturezas — material e espiritual —, mas aquele que é verdadeiramente inteligente pode compreendê-las. Considerando as muitas variedades e atividades da natureza material, por que razão os filósofos māyāvādīs negariam as variedades espirituais do mundo espiritual? O *Bhāgavatam* (10.2.32) diz:\n\n> ye 'nye 'ravindākṣa vimukta-māninas\n> tvayy asta-bhāvād aviśuddha-buddhayaḥ\n\nA inteligência daqueles que se consideram liberados mas não têm informação sobre o mundo espiritual ainda não está clara. Neste verso, o termo *aviśuddha-buddhayaḥ* refere-se à inteligência impura. Devido à inteligência impura ou a um escasso acervo de conhecimento, os filósofos māyāvādīs não conseguem compreender a distinção entre variedades materiais e espirituais; por isso, sequer podem pensar nas variedades espirituais, pois partem do pressuposto de que toda variedade é material.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu, portanto, explica neste verso que Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus ou a Verdade Absoluta, tem um corpo espiritual distinto dos corpos materiais e, assim, Seu nome, morada, séquito e qualidades são todos espirituais. O modo material da bondade não tem nada a ver com as variedades espirituais. Os filósofos māyāvādīs, no entanto, não conseguem compreender claramente as variedades espirituais; por isso, imaginam que a negação do mundo material é o mundo espiritual. Os modos materiais de bondade, paixão e ignorância não podem agir no mundo espiritual, razão pela qual este é chamado *nirguṇa,* como claramente indicado no *Bhagavad-gītā* (*trai-guṇya-viṣayā vedā nistrai-guṇyo bhavārjuna*). O mundo material é uma manifestação dos três modos da natureza material, mas é preciso libertar-se desses modos para ingressar no mundo espiritual, onde sua influência está completamente ausente. Ora, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu irá dissociar o Senhor Śiva da filosofia māyāvāda no verso seguinte."}
{"ref": "cc/adi/7/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/114/", "verse_text": "tāṅra doṣa nāhi, teṅho ājñā-kārī dāsa\n\nāra yei śune tāra haya sarva-nāśa", "devanagari": "> তাঁর দোষ নাহি, তেঁহো আজ্ঞাকারী দাস ।\n> আর যেই শুনে তার হয় সর্বনাশ ॥১১৪॥", "synonyms": "*tāṅra*—dele (do Senhor Śiva); *doṣa*—falta; *nāhi*—não há nenhuma; *teṅho*—ele; *ājñā-kārī*—obediente cumpridor de ordens; *dāsa*—servo; *āra*—outros; *yei*—qualquer um; *śune*—ouve (a filosofia māyāvāda); *tāra*—dele; *haya*—torna-se; *sarva-nāśa*—tudo perdido.", "translation": "**\"Śaṅkarācārya, que é uma encarnação do Senhor Śiva, é impecável, pois é um servo que cumpre as ordens do Senhor. Mas aqueles que seguem sua filosofia māyāvādī estão condenados. Perderão todo o seu avanço em conhecimento espiritual.**", "purport": "Os filósofos māyāvādīs muito se orgulham de exibir seu conhecimento do Vedānta por meio de malabarismos gramaticais, mas no *Bhagavad-gītā* o Senhor Śrī Kṛṣṇa certifica que eles são *māyayāpahṛta-jñāna,* destituídos do conhecimento real por causa da *māyā.* A *māyā* possui duas potências com as quais executa suas duas funções — *prakṣepātmikā-śakti,* o poder de lançar a entidade viva no oceano da existência material, e *āvaraṇātmikā-śakti,* o poder de encobrir o conhecimento da entidade viva. A função da *āvaraṇātmikā-śakti* é explicada no *Bhagavad-gītā* pela palavra *māyayāpahṛta-jñānāḥ.*\n\nPor que a *daivī-māyā,* ou energia ilusória de Kṛṣṇa, retira o conhecimento dos filósofos māyāvādīs também é explicado no *Bhagavad-gīta* pelo uso das palavras *āsuraṁ bhāvam āśritāḥ,* que se referem a uma pessoa que não concorda com a existência do Senhor. Os Māyāvādīs, que não estão de acordo com a existência do Senhor, podem ser classificados em dois grupos, exemplificados pelos impersonalistas śaṅkaritas de Vārāṇasī e pelos budistas de Saranātha. Ambos os grupos são Māyāvādīs, e Kṛṣṇa retira seu conhecimento em razão de suas filosofias ateístas. Nenhum dos grupos concorda em aceitar a existência de um Deus pessoal. Os filósofos budistas negam claramente tanto a alma quanto Deus, e embora os śaṅkaritas não neguem abertamente Deus, afirmam que o Absoluto é *nirākāra,* ou sem forma. Assim, tanto os budistas quanto os śaṅkaritas são *aviśuddha-buddhayaḥ,* ou imperfeitos e impuros em seu conhecimento e inteligência.\n\nO mais proeminente erudito Māyāvādī, Sadānanda Yogīndra, escreveu um livro chamado *Vedānta-sāra,* no qual expõe a filosofia de Śaṅkarācārya, e todos os seguidores da filosofia de Śaṅkara atribuem grande importância às suas afirmações. Nesse *Vedānta-sāra* Sadānanda Yogīndra define Brahman como *sac-cid-ānanda* combinado com o conhecimento e sem dualidade, e define a ignorância (*jaḍa*) como o conhecimento distinto do *sat* e do *asat.* Isso é quase inconcebível, mas é um produto das três qualidades materiais. Assim, ele considera material qualquer coisa que não seja conhecimento puro. O centro da ignorância é considerado às vezes onipenetrante e às vezes individual. Desse modo, segundo sua opinião, tanto o Viṣṇu onipenetrante quanto as entidades vivas individuais são produtos da ignorância.\n\nEm linguagem simples, é a opinião de Sadānanda Yogīndra que, como tudo é *nirākāra* (sem forma), tanto a concepção de Viṣṇu quanto a concepção da alma individual são produtos da ignorância. Ele também explica que a concepção de *viśuddha-sattva* dos vaiṣṇavas nada mais é do que *pradhāna,* ou o princípio principal da criação. Sustenta que quando o conhecimento onipenetrante é contaminado pelo *viśuddha-sattva,* que consiste numa transformação da qualidade da bondade, surge a concepção da Suprema Personalidade de Deus, que é o governante supremo onipotente e onisciente, a Superalma, a causa de todas as causas, o *īśvara* supremo, etc. Segundo Sadānanda Yogīndra, como *īśvara,* o Senhor Supremo, é o reservatório de toda a ignorância, Ele pode ser chamado de *sarva-jña,* ou onisciente, mas aquele que nega a existência da Suprema Personalidade de Deus onipotente é superior a *īśvara,* ou ao Senhor. Sua conclusão, por conseguinte, é que a Suprema Personalidade de Deus (*īśvara*) é uma transformação da ignorância material e que a entidade viva (*jīva*) é encoberta pela ignorância. Assim, ele descreve tanto a existência coletiva quanto a individual nas trevas. Segundo os filósofos māyāvādīs, a concepção vaiṣṇava do Senhor como Suprema Personalidade de Deus e da *jīva,* ou alma individual, como Seu servo eterno é uma manifestação da ignorância. Se aceitarmos o julgamento do Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā,* no entanto, os Māyāvādīs devem ser considerados *māyayāpahṛta-jñāna,* ou destituídos de todo conhecimento, porque não reconhecem a existência da Suprema Personalidade de Deus ou afirmam que Sua existência é um produto da concepção material (*māyā*). Estas são características de *asuras,* ou demônios.\n\nO Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, em Seus discursos com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, disse:\n\n> jīvera nistāra lāgi' sūtra kaila vyāsa\n> māyāvādi-bhāṣya śunile haya sarva-nāśa\n\n(Cc. Madhya 6.169)\n\nVyāsadeva compôs o *Vedānta-sūtra* para libertar as almas condicionadas deste mundo material, mas Śaṅkarācārya, ao apresentar o *Vedānta-sūtra* à sua própria maneira, claramente prestou um grande desserviço à sociedade humana, pois aquele que segue sua filosofia māyāvāda está condenado. No *Vedanta-sūtra,* o serviço devocional é claramente indicado, mas os filósofos māyāvādīs recusam-se a aceitar o corpo espiritual da Suprema Pessoa Absoluta e recusam-se a aceitar que a entidade viva tenha uma existência individual separada da do Senhor Supremo. Assim, criaram um caos ateísta por todo o mundo, pois tal conclusão vai contra a própria natureza do processo transcendental do serviço devocional puro. A ambição irrealizável dos filósofos māyāvādīs de se tornarem um com o Supremo negando a existência da Personalidade de Deus resulta numa deturpação calamitosa do conhecimento espiritual, e aquele que segue esta filosofia está condenado a permanecer perpetuamente neste mundo material. Por isso os Māyāvādīs são chamados de *aviśuddha-buddhayaḥ,* ou impuros em conhecimento. Por serem impuros em conhecimento, todas as suas austeridades e penitências terminam em frustração. Assim, embora possam ser honrados a princípio como eruditos muito instruídos, acabam por se rebaixar a atividades físicas de política, trabalho social, etc. Em vez de se tornarem um com o Senhor Supremo, tornam-se novamente um com essas atividades materiais. Isso é explicado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32):\n\n> āruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\n> patanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ\n\nNa realidade, os filósofos māyāvādīs seguem muito rigorosamente as austeridades e penitências da vida espiritual e dessa forma se elevam à plataforma do Brahman impessoal, mas em razão de sua negligência aos pés de lótus do Senhor caem novamente na existência material."}
{"ref": "cc/adi/7/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/115/", "verse_text": "prākṛta kariyā māne viṣṇu-kalevara\n\nviṣṇu-nindā āra nāhi ihāra upara", "devanagari": "> প্রাকৃত করিয়া মানে বিষ্ণু-কলেবর ।\n> বিষ্ণুনিন্দা আর নাহি ইহার উপর ॥১১৫॥", "synonyms": "*prākṛta*—material; *kariyā*—tomando-o por tal; *māne*—aceita; *viṣṇu*—do Senhor Viṣṇu; *kalevara*—corpo; *viṣṇu-nindā*—difamar ou blasfemar contra o Senhor Viṣṇu; *āra*—além disso; *nāhi*—nenhuma; *ihāra*—disto; *upara*—acima.", "translation": "**\"Aquele que considera o corpo transcendental do Senhor Viṣṇu como feito de natureza material é o maior ofensor aos pés de lótus do Senhor. Não há blasfêmia maior contra a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī explica que o aspecto pessoal e variegado da Verdade Absoluta é o viṣṇu-tattva e que a energia material, que cria esta manifestação cósmica, é a energia do Senhor Viṣṇu. A força criadora é apenas a energia do Senhor, mas os tolos concluem que, porque o Senhor distribuiu a Si mesmo numa forma impessoal, Ele não tem existência separada. O Brahman impessoal, contudo, não pode possuir energias, nem a literatura Védica afirma que a māyā (a energia ilusória) seja coberta por outra māyā. Há centenas e milhares de referências, no entanto, à viṣṇu-māyā (parāsya śaktiḥ), ou energia do Senhor Viṣṇu. No *Bhagavad-gītā* (7.14), Kṛṣṇa refere-Se a mama māyā (\"Minha energia\"). A māyā é controlada pela Suprema Personalidade de Deus; não é que Ele seja coberto pela māyā. Por conseguinte, o Senhor Viṣṇu não pode ser um produto da energia material. No início do *Vedānta-sūtra*, diz-se, janmādy asya yataḥ, indicando que a energia material também é uma emanação do Brahman Supremo. Como, então, poderia Ele ser coberto pela energia material? Se isso fosse possível, a energia material seria maior do que o Brahman Supremo. Nem mesmo esses argumentos simples, contudo, podem ser compreendidos pelos filósofos māyāvādīs, e por isso o termo māyayāpahṛta-jñāna, que lhes é aplicado no *Bhagavad-gītā*, é extremamente apropriado. Qualquer um que pense que o Senhor Viṣṇu é um produto da energia material, como o explica Sadānanda Yogīndra, deve ser imediatamente entendido como louco, pois seu conhecimento foi roubado pela energia ilusória.\n\nO Senhor Viṣṇu não pode ser colocado na categoria dos semideuses. Aqueles que estão realmente confundidos pela filosofia māyāvāda e ainda se acham nas trevas da ignorância consideram o Senhor Viṣṇu um semideus, em desafio ao mantra ṛg-védico oṁ tad viṣṇoḥ paramaṁ padam (\"Viṣṇu está sempre numa posição superior\"). Esse mantra também é confirmado no *Bhagavad-gītā*: mattaḥ parataraṁ nānyat — não há verdade superior ao Senhor Kṛṣṇa, ou Viṣṇu. Assim, somente aqueles cujo conhecimento foi confundido consideram o Senhor Viṣṇu um semideus e, por isso, sugerem que se pode adorar o Senhor Viṣṇu, a deusa Kālī (Durgā) ou quem quer que se queira e alcançar o mesmo resultado. Esta é uma conclusão ignorante que não é aceita no *Bhagavad-gītā*, que diz distintamente, yānti deva-vratā devān . . . yānti mad-yājino 'pi mām: \"Os adoradores dos semideuses serão promovidos aos respectivos planetas dos semideuses, mas os devotos do Senhor Supremo voltarão ao lar, de volta ao Supremo.\" (Bg. 9.25) O Senhor Kṛṣṇa explica muito claramente no Bhagavad-gītā que Sua energia material é muito difícil de superar: daivī hy eṣā guṇa-mayī mama māyā duratyayā. A influência da māyā é tão forte que até eruditos doutos e espiritualistas também são cobertos pela māyā e se julgam tão bons quanto a Suprema Personalidade de Deus. Na realidade, porém, para libertar-se da influência da māyā, é preciso render-se à Suprema Personalidade de Deus, como Kṛṣṇa também afirma no *Bhagavad-gītā*: mām eva ye prapadyante māyām etāṁ taranti te. Deve-se concluir, portanto, que o Senhor Viṣṇu não pertence a esta criação material, mas ao mundo espiritual. Conceber erroneamente que o Senhor Viṣṇu tenha um corpo material ou equipará-Lo aos semideuses é a mais ofensiva blasfêmia contra o Senhor Viṣṇu, e os ofensores aos pés de lótus do Senhor Viṣṇu não podem avançar em conhecimento espiritual. Eles são chamados māyayāpahṛta-jñāna, ou aqueles cujo conhecimento foi roubado pela influência da ilusão.\n\nAquele que pensa que há diferença entre o corpo do Senhor Viṣṇu e Sua alma habita na mais escura região da ignorância. Não há diferença entre o corpo do Senhor Viṣṇu e a alma de Viṣṇu, pois eles são advaya-jñāna, um só conhecimento. Neste mundo há diferença entre o corpo material e a alma espiritual, mas no mundo espiritual tudo é espiritual, e não existem tais diferenças. A maior ofensa dos filósofos māyāvādīs é considerar o Senhor Viṣṇu e as entidades vivas uma única e mesma coisa. Nesse contexto, o *Padma Purāṇa* afirma, arcye viṣṇau śilā-dhīr guruṣu nara-matir vaiṣṇave jāti-buddhiḥ: \"Aquele que considera a arcā-mūrti, a Deidade adorável do Senhor Viṣṇu, como pedra, o mestre espiritual como um ser humano comum, e um vaiṣṇava como pertencente a uma determinada casta ou credo, possui inteligência infernal.\" Aquele que segue tais conclusões está condenado."}
{"ref": "cc/adi/7/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/116/", "verse_text": "īśvarera tattva--yena jvalita jvalana\n\njīvera svarūpa--yaiche sphuliṅgera kaṇa", "devanagari": "> ঈশ্বরের তত্ত্ব — যেন জ্বলিত জ্বলন ।\n> জীবের স্বরূপ — যৈছে স্ফুলিঙ্গের কণ ॥১১৬॥", "synonyms": "*īśvarera tattva*—a verdade da Suprema Personalidade de Deus; *yena*—é como; *jvalita*—ardente; *jvalana*—fogo; *jīvera*—das entidades vivas; *svarūpa*—identidade; *yaiche*—é como; *sphuliṅgera*—da centelha; *kaṇa*—partícula.", "translation": "**\"O Senhor é como um grande fogo ardente, e as entidades vivas são como pequenas centelhas desse fogo.**", "purport": "Embora faíscas e uma grande fogueira sejam ambas fogo e ambas tenham o poder de queimar, o poder de queimar do fogo e o da faísca não são iguais. Por que alguém tentaria artificialmente se tornar como uma grande fogueira se por constituição é como uma pequena faísca? É por ignorância. Deve-se, portanto, compreender que nem a Suprema Personalidade de Deus nem as pequenas entidades vivas semelhantes a faíscas têm qualquer relação com a matéria, mas quando a faísca espiritual entra em contato com o mundo material sua qualidade ígnea se extingue. Essa é a posição das almas condicionadas. Por estarem em contato com o mundo material, sua qualidade espiritual está quase morta, mas como essas faíscas espirituais são todas partes e parcelas de Kṛṣṇa, conforme o Senhor afirma no *Bhagavad-gītā* (*mamaivāṁśaḥ*), elas podem reviver sua posição original ao se libertar do contato material. Esta é a compreensão filosófica pura. No *Bhagavad-gītā* as faíscas espirituais são declaradas *sanātana* (eternas); portanto, a energia material, *māyā,* não pode afetar sua posição constitucional.\n\nAlguém pode argumentar: \"Por que há necessidade de criar as faíscas espirituais?\" A resposta pode ser dada desta forma: como a Personalidade Absoluta de Deus é onipotente, Ela possui tanto potências ilimitadas quanto potências limitadas. Este é o significado de onipotente. Para ser onipotente, Ele deve ter não apenas potências ilimitadas, mas também potências limitadas. Assim, para exibir Sua onipotência, Ele manifesta ambas. As entidades vivas são dotadas de potência limitada, embora sejam parte do Senhor. O Senhor manifesta o mundo espiritual por Suas potências ilimitadas, ao passo que por Suas potências limitadas o mundo material é manifestado. No *Bhagavad-gītā* [[bg/7/5|(Bg. 7.5)]] o Senhor diz:\n\n> apareyam itas tv anyāṁ\n> prakṛtiṁ viddhi me parām\n> jīva-bhūtāṁ mahā-bāho\n> yayedaṁ dhāryate jagat\n\n\"Além desta natureza inferior, ó poderoso Arjuna, há outra energia Minha superior, que consiste em todas as entidades vivas que estão explorando os recursos desta natureza material inferior.\" A *jīva-bhūta,* as entidades vivas, controla este mundo material com suas potências limitadas. Em geral, as pessoas ficam perplexas diante das atividades de cientistas e tecnólogos. Por causa da *māyā* pensam que não há necessidade de Deus e que podem fazer tudo e qualquer coisa, mas na verdade não podem. Como esta manifestação cósmica é limitada, sua existência também é limitada. Tudo neste mundo material é limitado, e por essa razão há criação, manutenção e dissolução. No entanto, no mundo de energia ilimitada, o mundo espiritual, não há nem criação nem destruição.\n\nSe a Personalidade de Deus não possuísse tanto energias limitadas quanto ilimitadas, não poderia ser chamada de onipotente. *Aṇor aṇīyān mahato mahīyān:* \"O Senhor é maior do que o maior e menor do que o menor.\" Ele é menor do que o menor na forma das entidades vivas e maior do que o maior em Sua forma de Kṛṣṇa. Se não houvesse ninguém a controlar, não haveria significado para a concepção do controlador supremo (*īśvara*), assim como não há significado para um rei sem seus súditos. Se todos os súditos se tornassem rei, não haveria distinção entre o rei e um cidadão comum. Assim, para que o Senhor seja o controlador supremo, deve haver uma criação a controlar. O princípio básico para a existência das entidades vivas é chamado de *cid-vilāsa,* ou prazer espiritual. O Senhor onipotente manifesta Sua potência do prazer como as entidades vivas. O Senhor é descrito no *Vedānta-sūtra* (1.1.12) como *ānanda-mayo 'bhyāsāt.* Por natureza Ele é o reservatório de todos os prazeres, e porque deseja desfrutar do prazer, deve haver energias para proporcionar-Lhe prazer ou fornecer-Lhe o estímulo para o prazer. Esta é a compreensão filosófica perfeita da Verdade Absoluta."}
{"ref": "cc/adi/7/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/117/", "verse_text": "jīva-tattva--śakti, kṛṣṇa-tattva--śaktimān\n\ngītā-viṣṇupurāṇādi tāhāte pramāṇa", "devanagari": "> জীবতত্ত্ব — শক্তি, কৃষ্ণতত্ত্ব — শক্তিমান্ ।\n> গীতা-বিষ্ণুপুরাণাদি তাহাতে প্রমাণ ॥১১৭॥", "synonyms": "*jīva-tattva*—a verdade das entidades vivas; *śakti*—energia; *kṛṣṇa-tattva*—a verdade da Suprema Personalidade de Deus; *śakti-mān*—o possuidor das energias; *gītā*—o Bhagavad-gītā; *viṣṇu-purāṇa-ādi*—o Viṣṇu Purāṇa e outros Purāṇas; *tāhāte*—neles; *pramāṇa*—há evidências.", "translation": "**\"As entidades vivas são energias, não o energético. O energético é Kṛṣṇa. Isso está descrito muito vividamente no *Bhagavad-gītā*, no *Viṣṇu Purāṇa* e em outras escrituras Védicas.**", "purport": "Como já se explicou, há três prasthānas na senda do avanço em conhecimento espiritual — a saber, nyāya-prasthāna (a filosofia Vedānta), śruti-prasthāna (os *Upaniṣads* e os mantras Védicos) e smṛti-prasthāna (o *Bhagavad-gītā*, o *Mahābhārata*, os *Purāṇas* etc.). Infelizmente, os filósofos māyāvādīs não aceitam o smṛti-prasthāna. Smṛti refere-se às conclusões tiradas da evidência Védica. Às vezes os filósofos māyāvādīs não aceitam a autoridade do *Bhagavad-gītā* e dos *Purāṇas*, e isso se chama ardha-kukkuṭī-nyāya, \"a lógica de meia galinha.\" (Certa vez, um agricultor tolo pensou que economizaria dinheiro cortando a cabeça da galinha, que ele tinha de alimentar, e deixando a cauda, que produzia os ovos.) Se a pessoa acredita na literatura Védica, deve aceitar todas as escrituras Védicas reconhecidas pelos grandes ācāryas, mas esses filósofos māyāvādīs aceitam apenas o nyāya-prasthāna e o śruti-prasthāna, rejeitando o smṛti-prasthāna. Aqui, contudo, Śrī Caitanya Mahāprabhu cita evidências do *Gītā*, do *Viṣṇu Purāṇa* etc., que são smṛti-prasthāna. Ninguém pode evitar a Personalidade de Deus nas afirmações do *Bhagavad-gītā* e de outras escrituras Védicas, tais como o *Mahābhārata* e os *Purāṇas*. Por isso, o Senhor Caitanya cita uma passagem do *Bhagavad-gītā* (7.5)."}
{"ref": "cc/adi/7/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/118/", "verse_text": "apareyam itas tv anyāṁ\n\nprakṛtiṁ viddhi me parām\n\njīva-bhūtāṁ mahā-bāho\n\nyayedaṁ dhāryate jagat", "devanagari": "> অপরেয়মিতস্ত্বন্যাং প্রকৃতিং বিদ্ধি মে পরাম্ ।\n> জীবভূতাং মহাবাহো যয়েদং ধার্যতে জগৎ ॥১১৮॥", "synonyms": "*aparā*—energia inferior; *iyam*—este mundo material; *itaḥ*—além deste; *tu*—mas; *anyām*—outra; *prakṛtim*—energia; *viddhi*—deves saber; *me*—de Mim; *parām*—que é energia superior; *jīva-bhūtām*—elas são as entidades vivas; *mahā-bāho*—ó pessoa de braços poderosos; *yayā*—pela qual; *idam*—este mundo material; *dhāryate*—está sendo conduzido; *jagat*—a manifestação cósmica.", "translation": "**“'Além desta natureza inferior, ó poderoso Arjuna, há outra energia Minha superior, que consiste em todas as entidades vivas que estão explorando os recursos desta natureza material inferior.'.'**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* é explicado que os cinco elementos terra, água, fogo, ar e éter constituem a energia grossa da Verdade Absoluta e que há também três energias sutis, a saber, a mente, a inteligência e o ego falso, ou identificação com o mundo fenomênico. Assim, toda a manifestação cósmica está dividida em oito energias, todas inferiores. Como explicado no *Bhagavad-gītā* (*mama māyā duratyayā*), a energia inferior, conhecida como *māyā,* é tão forte que embora a entidade viva não pertença a essa energia, em razão da força superior da energia inferior a entidade viva (*jīva-bhūta*) esquece sua posição real e se identifica com ela. Kṛṣṇa afirma claramente que além da energia material há uma energia superior que é conhecida como *jīva-bhūta,* ou as entidades vivas. Quando em contato com a energia material, essa energia superior conduz todas as atividades de todo o mundo material e fenomênico.\n\nA causa suprema é Kṛṣṇa (*janmādy asya yataḥ*), que é a origem de todas as energias, as quais atuam de diversas maneiras. A Suprema Personalidade de Deus tem tanto energias inferiores quanto superiores, e a diferença entre elas é que a energia superior é real, ao passo que a energia inferior é um reflexo da superior. Um reflexo do sol num espelho ou na água parece ser o sol, mas não é. De modo semelhante, o mundo material é apenas um reflexo do mundo espiritual. Embora pareça real, não o é; é apenas um reflexo temporário, enquanto o mundo espiritual é uma realidade factual. O mundo material, com suas formas grossas e sutis, é meramente um reflexo do mundo espiritual.\n\nA entidade viva não é um produto da energia material; ela é energia espiritual, mas em contato com a matéria esquece sua identidade. Assim, a entidade viva se identifica com a matéria e se ocupa entusiasticamente em atividades materiais sob a aparência de tecnólogo, cientista, filósofo, etc. Ela não sabe que não é de modo algum um produto material, mas é espiritual. Tendo assim perdido sua identidade real, luta muito arduamente no mundo material, e o movimento Hare Kṛṣṇa, ou movimento da consciência de Kṛṣṇa, tenta reviver sua consciência original. Suas atividades na construção de grandes arranha-céus são evidência de inteligência, mas esse tipo de inteligência não é nada avançado. Deve-se saber que a única preocupação real é como se libertar do contato material, pois ao absorver sua mente em atividades materiais a entidade viva assume corpos materiais repetidamente, e embora falsamente se julgue muito inteligente, na consciência material não é inteligente de modo algum. Quando falamos sobre o movimento da consciência de Kṛṣṇa, que tem por objetivo tornar as pessoas inteligentes, a entidade viva condicionada, por conseguinte, o compreende mal. Está tão absorta no conceito material de vida que não pensa que possa haver atividades realmente baseadas em inteligência além da construção de arranha-céus e grandes estradas e da fabricação de automóveis. Esta é a prova de *māyayāpahṛta-jñāna,* ou perda de toda inteligência devido à influência da *māyā.* Quando uma entidade viva se liberta de tais equívocos, é chamada de liberada. Quando alguém é realmente liberado, não se identifica mais com o mundo material. O sintoma de *mukti* (liberação) é que a pessoa se ocupa em atividades espirituais em vez de se engajar falsamente em atividades materiais.\n\nO serviço devocional amoroso transcendental é a atividade espiritual da alma espiritual. Os filósofos māyāvādīs confundem tal atividade espiritual com atividade material, mas o *Bhagavad-gītā* [[bg/14/26|(Bg. 14.26)]] confirma:\n\n> māṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\n> bhakti-yogena sevate\n> sa guṇān samatītyaitān\n> brahma-bhūyāya kalpate\n\nAquele que se ocupa nas atividades espirituais do serviço devocional puro (*avyabhicāriṇī-bhakti*) é imediatamente elevado à plataforma transcendental, e deve ser considerado *brahma-bhūta,* o que indica que ele não está mais no mundo material, mas no mundo espiritual. O serviço devocional é iluminação ou despertar. Quando a entidade viva executa perfeitamente atividades espirituais sob a orientação do mestre espiritual, torna-se perfeita em conhecimento e compreende que não é Deus, mas um servo de Deus. Como explicado por Caitanya Mahāprabhu, *jīvera 'svarūpa' haya-kṛṣṇera 'nitya-dāsa':* a identidade real da entidade viva é que ela é serva eterna do Supremo (Cc. Madhya 20.108). Enquanto não se chegar a essa conclusão, a pessoa permanece na ignorância. Isso também é confirmado pelo Senhor no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/19|(Bg. 7.19)]]: *bahūnāṁ janmanām ante jñānavān māṁ prapadyate.* \"Após muitos nascimentos de luta pela existência e cultivo do conhecimento, quando se chega ao ponto do conhecimento real, a pessoa se rende a Mim.\" Tal *mahātmā* avançado, ou grande alma, raramente se vê. Assim, embora os filósofos māyāvādīs pareçam muito avançados em conhecimento, ainda não são perfeitos. Para chegar ao ponto da perfeição, devem voluntariamente se render a Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/119/", "verse_text": "viṣṇu-śaktiḥ parā proktā\n\nkṣetra-jñākhyā tathā parā\n\navidyā-karma-saṁjñānyā\n\ntṛtīyā śaktir iṣyate", "devanagari": "> বিষ্ণুশক্তিঃ পরা প্রোক্তা ক্ষেত্রজ্ঞাখ্যা তথাপরা ।\n> অবিদ্যাকর্মসংজ্ঞান্যা তৃতীয়া শক্তিরিষ্যতে ॥১১৯॥", "synonyms": "*viṣṇu-śaktiḥ*—a potência do Senhor Viṣṇu; *parā*—espiritual; *proktā*—diz-se; *kṣetra-jña-ākhyā*—a potência conhecida como kṣetra-jña; *tathā*—bem como; *parā*—espiritual; *avidyā*—ignorância; *karma*—atividades fruitivas; *saṁjñā*—conhecida como; *anyā*—outra; *tṛtīyā*—terceira; *śaktiḥ*—potência; *iṣyate*—conhecida assim.", "translation": "**\" 'A potência do Senhor Viṣṇu se resume em três categorias — a saber, a potência espiritual, as entidades vivas e a ignorância. A potência espiritual é plena de conhecimento; as entidades vivas, embora pertençam à potência espiritual, estão sujeitas à confusão; e a terceira energia, que é plena de ignorância, está sempre visível nas atividades fruitivas.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (6.7.61).\n\nNo verso anterior, citado do *Bhagavad-gītā,* foi estabelecido que as entidades vivas devem ser categorizadas entre as potências do Senhor. O Senhor é potente, e há variedades de potências (*parāsya śaktir vividhaiva śrūyate*). Ora, nesta citação do *Viṣṇu Purāṇa,* isso é confirmado ainda mais. Há variedades de potências, e elas foram divididas em três categorias — a saber, espiritual, marginal e externa.\n\nA potência espiritual se manifesta no mundo espiritual. A forma, as qualidades, as atividades e o séquito de Kṛṣṇa são todos espirituais. Isso também é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/4/5|(Bg. 4.5)]]:\n\n> ajo 'pi sann avyayātmā\n> bhūtānām īśvaro 'pi san\n> prakṛtiṁ svām adhiṣṭhāya\n> sambhavāmy ātma-māyayā\n\n\"Embora Eu seja inato e Meu corpo transcendental nunca se deteriore, e embora Eu seja o Senhor de todas as entidades vivas, por Minha potência espiritual ainda apareço em cada milênio em Minha forma transcendental original.\" *Ātma-māyā* refere-se à potência espiritual. Quando Kṛṣṇa vem a este ou a qualquer outro universo, faz isso com Sua potência espiritual. Nós nascemos pela força da potência material, mas como se afirma aqui com referência ao *Viṣṇu Purāṇa,* o *kṣetra-jña,* ou entidade viva, pertence à potência espiritual; assim, quando nos libertamos das garras da potência material, podemos também entrar no mundo espiritual.\n\nA potência material é a energia das trevas, ou completa ignorância das atividades espirituais. Na potência material, a entidade viva se ocupa em atividades fruitivas, pensando que pode ser feliz pela expansão em termos de energia material. Esse fato se manifesta proeminentemente nesta Era de Kali porque a sociedade humana, sem compreender a natureza espiritual, está ocupada expandindo-se em atividades materiais. Os homens dos dias atuais são quase alheios à sua identidade espiritual. Pensam que são produtos dos elementos do mundo material e que tudo terminará com a aniquilação do corpo. Por isso concluem que enquanto se tem um corpo material composto de sentidos materiais, deve-se desfrutar dos sentidos ao máximo. Como são ateus, não se importam se há uma próxima vida. Tais atividades são descritas neste verso como *avidyā-karma-saṁjñānyā.*\n\nA energia material está separada da energia espiritual da Suprema Personalidade de Deus. Assim, embora tenha sido originalmente criada pelo Senhor Supremo, Ele não está de fato presente nela. O Senhor também confirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/4|(Bg. 9.4)]], *mat-sthāni sarva-bhūtāni:* \"Tudo repousa em Mim.\" Isso indica que tudo repousa em Sua própria energia. Por exemplo, os planetas repousam no espaço exterior, que é a energia separada de Kṛṣṇa. O Senhor explica no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/4|(Bg. 7.4)]]:\n\n> bhūmir āpo 'nalo vāyuḥ\n> khaṁ mano buddhir eva ca\n> ahaṅkāra itīyaṁ me\n> bhinnā prakṛtir aṣṭadhā\n\n\"Terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e ego falso — no conjunto, esses oito compõem Minhas energias materiais separadas.\" A energia separada age como se fosse independente, mas aqui se afirma que embora tais energias sejam certamente reais, não são independentes, mas simplesmente separadas.\n\nA energia separada pode ser compreendida por um exemplo prático. Componho livros falando num ditafone, e quando o ditafone é reproduzido, parece que estou falando pessoalmente, mas na verdade não estou. Falei pessoalmente, mas depois a fita do ditafone, que é separada de mim, age exatamente como eu. De modo semelhante, a energia material emana originalmente da Suprema Personalidade de Deus, mas age separadamente, embora a energia seja fornecida pelo Senhor. Isso também é explicado no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/10|(Bg. 9.10)]]: *mayādhyakṣeṇa prakṛtiḥ sūyate sa-carācaram.* \"Esta natureza material está atuando sob Minha direção, ó filho de Kuntī, e está produzindo todos os seres móveis e imóveis.\" Sob a orientação ou superintendência da Suprema Personalidade de Deus, a energia material age como se fosse independente, embora na verdade não seja.\n\nNeste verso do *Viṣṇu Purāṇa* a energia total da Suprema Personalidade de Deus é classificada em três divisões — a saber, a potência espiritual ou interna do Senhor, a potência marginal, ou *kṣetra-jña* (a entidade viva), e a potência material, que está separada da Suprema Personalidade de Deus e parece agir de forma independente. Quando Śrīla Vyāsadeva, por meditação e autorrealização, viu a Suprema Personalidade de Deus, também viu a energia separada do Senhor parada atrás d'Ele (*apaśyat puruṣaṁ pūrṇaṁ māyāṁ ca tad-apāśrayam*). Vyāsadeva também percebeu que é essa energia separada do Senhor, a energia material, que encobre o conhecimento das entidades vivas (*yayā sammohito jīva ātmānaṁ tri-guṇātmakam*). A energia material separada ilude as entidades vivas (*jīvas*), e assim elas trabalham muito arduamente sob sua influência, sem saber que não estão cumprindo sua missão na vida. Infelizmente, a maioria delas pensa que é o corpo e que, portanto, deve desfrutar irresponsavelmente dos sentidos materiais, já que quando a morte chegar tudo estará acabado. Essa filosofia ateísta também floresceu na Índia, onde às vezes foi propagada por Cārvāka Muni, que disse:\n\n> ṛṇaṁ kṛtvā ghṛtaṁ pibet\n> yāvaj jīvet sukhaṁ jīvet\n> bhasmī-bhūtasya dehasya kutaḥ\n> punar āgamano bhavet\n\nSua teoria era que enquanto se vive deve-se comer o máximo possível de ghee. Na Índia, o ghee (manteiga clarificada) é um ingrediente básico no preparo de muitas variedades de alimentos. Como todos querem desfrutar de boa comida, Cārvāka Muni aconselhou que se coma o máximo possível de ghee. Alguém pode dizer: \"Não tenho dinheiro. Como vou comprar ghee?\" Cārvāka Muni, porém, diz: \"Se não tem dinheiro, então peça, tome emprestado ou roube, mas de alguma forma obtenha ghee e aproveite a vida.\" Para quem ainda objeta que será responsabilizado por tais atividades não autorizadas como pedir esmola, pegar emprestado e roubar, Cārvāka Muni responde: \"Você não será responsabilizado. Assim que seu corpo for reduzido a cinzas após a morte, tudo estará acabado.\" Isso se chama ignorância. No *Bhagavad-gītā* se compreende que a pessoa não morre com a aniquilação de seu corpo (*na hanyate hanyamāne śarīre*). A aniquilação de um corpo implica a mudança para outro (*tathā dehāntara-prāptiḥ*). Por isso, executar atividades irresponsáveis no mundo material é muito perigoso. Sem conhecimento da alma espiritual e de sua transmigração, as pessoas são atraídas pela energia material a se ocupar em muitas dessas atividades, como se alguém pudesse ser feliz simplesmente em virtude do conhecimento material, sem referência à existência espiritual. Por isso todo o mundo material e suas atividades são referidos como *avidyā-karma-saṁjñānyā.*\n\nA fim de dissipar a ignorância dos seres humanos que trabalham sob a energia material, que está separada da Suprema Personalidade de Deus, o Senhor desce para reviver sua natureza original de atividades espirituais (*yadā yadā hi dharmasya glānir bhavati bhārata*). Assim que eles se desviam de sua natureza original, o Senhor vem para ensiná-los, *sarva-dharmān parityajya mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja:* \"Meus caros seres vivos, abandonem todas as atividades materiais e simplesmente se rendam a Mim para proteção.\" [[bg/18/66|(Bg. 18.66)]]\n\nÉ a afirmação de Cārvāka Muni que a pessoa deve pedir, tomar emprestado ou roubar dinheiro para comprar ghee e aproveitar a vida (*ṛṇaṁ kṛtvā ghṛtaṁ pibet*). Assim, mesmo o maior ateu da Índia recomenda que se coma ghee, não carne. Ninguém poderia conceber seres humanos comendo carne como tigres e cães, mas os homens se degradaram a tal ponto que são como animais e não podem mais reivindicar ter uma civilização humana."}
{"ref": "cc/adi/7/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/120/", "verse_text": "hena jīva-tattva lañā likhi' para-tattva\n\nācchanna karila śreṣṭha īśvara-mahattva", "devanagari": "> হেন জীবতত্ত্ব লঞা লিখি’ পরতত্ত্ব ।\n> আচ্ছন্ন করিল শ্রেষ্ঠ ঈশ্বর-মহত্ত্ব ॥১২০॥", "synonyms": "*hena*—tão degradadas; *jīva-tattva*—as entidades vivas; *lañā*—tomando-as; *likhi'*—tendo escrito; *para-tattva*—como o Supremo; *ācchanna*—encobrindo; *karila*—fez; *śreṣṭha*—a Suprema Personalidade de Deus; *īśvara*—do Senhor; *mahattva*—as glórias.", "translation": "**\"A filosofia māyāvāda é tão degradada que tomou as insignificantes entidades vivas como sendo o Senhor, a Verdade Suprema, encobrindo assim a glória e a supremacia da Verdade Absoluta com o monismo.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura comenta a este respeito que em todas as escrituras Védicas a *jīva-tattva,* a verdade das entidades vivas, é mencionada como sendo uma das energias do Senhor. Se alguém não aceita a entidade viva como uma centelha minúscula e infinitesimal do Supremo, mas equipara a *jīva-tattva* com o Brahman Supremo ou a Suprema Personalidade de Deus, deve-se entender que toda a sua filosofia baseia-se num equívoco. Infelizmente, Śrīpāda Śaṅkarācārya propositalmente reivindicou que a *jīva-tattva,* ou entidades vivas, é igual ao Deus Supremo. Por isso toda a sua filosofia baseia-se num equívoco e desorienta as pessoas a se tornarem ateus cuja missão na vida é insatisfeita. A missão da vida humana, conforme descrita no *Bhagavad-gītā,* é render-se ao Senhor Supremo e tornar-se Seu devoto, mas a filosofia māyāvāda induz à negação da existência da Suprema Personalidade de Deus e à pretensão de ser o próprio Senhor Supremo. Assim, desencaminhou centenas e milhares de homens inocentes.\n\nNo *Vedānta-sūtra,* Vyāsadeva descreveu que a Suprema Personalidade de Deus é potente e que tudo, material ou espiritual, é apenas uma emanação de Sua energia. O Senhor, o Brahman Supremo, é a origem ou fonte de tudo (*janmādy asya yataḥ*), e todas as demais manifestações são emanações de diferentes energias do Senhor. Isso também é confirmado no *Viṣṇu Purāṇa:*\n\n> ekadeśa-sthitasyāgner\n> jyotsnā vistāriṇī yathā\n> parasya brahmaṇaḥ śaktis\n> tathedam akhilaṁ jagat\n\n\"Tudo que vemos neste mundo é simplesmente uma expansão de diferentes energias da Suprema Personalidade de Deus, que é exatamente como um fogo que espalha iluminação por longa distância, embora esteja situado num só lugar.\" Este é um exemplo muito vívido. De modo semelhante, afirma-se que assim como tudo no mundo material existe na luz solar, que é a energia do sol, tudo existe com base nas energias espiritual e material da Suprema Personalidade de Deus. Assim, embora Kṛṣṇa esteja situado em Sua própria morada (*goloka eva nivasaty akhilātma-bhūtaḥ*), onde desfruta de Seus passatempos transcendentais com os vaqueirinhos e *gopīs,* está no entanto presente em toda parte, até mesmo nos átomos deste universo (*aṇḍāntara-stha-paramāṇu-cayāntara-stham*). Este é o veredito da literatura Védica.\n\nInfelizmente, a filosofia māyāvāda, desencaminhando as pessoas ao afirmar que a entidade viva é o Senhor, criou um caos por todo o mundo e levou quase todos ao ateísmo. Ao assim encobrir as glórias do Senhor Supremo, os filósofos māyāvādīs prestaram o maior desserviço à sociedade humana. É para neutralizar essas atividades mais abomináveis dos filósofos māyāvādīs que o Senhor Caitanya introduziu o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra.*\n\n> harer nāma harer nāma\n> harer nāmaiva kevalam\n> kalau nāsty eva nāsty eva\n> nāsty eva gatir anyathā\n\n\"Nesta era de querela e hipocrisia, o único meio de liberação é cantar o santo nome do Senhor. Não há outro caminho. Não há outro caminho. Não há outro caminho.\" As pessoas devem simplesmente se ocupar em cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra,* pois assim gradualmente compreenderão que não são a Suprema Personalidade de Deus, como lhes ensinaram os filósofos māyāvādīs, mas servos eternos do Senhor. Assim que a pessoa se ocupa no serviço transcendental do Senhor, torna-se livre.\n\n> māṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\n> bhakti-yogena sevate\n> sa guṇān samatītyaitān\n> brahma-bhūyāya kalpate\n\n\"Aquele que se ocupa no serviço devocional pleno, sem falhar em nenhuma circunstância, imediatamente transcende os modos da natureza material e assim chega ao nível do Brahman.\" [[bg/14/26|(Bg. 14.26)]] Portanto, o movimento Hare Kṛṣṇa, ou movimento da consciência de Kṛṣṇa, é a única luz para as tolas entidades vivas que pensam ou que não há Deus ou que, se Deus existe, é sem forma e elas próprias também são Deus. Esses equívocos são muito perigosos, e a única maneira de neutralizá-los é difundir o movimento Hare Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/7/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/121/", "verse_text": "vyāsera sūtrete kahe 'pariṇāma'-vāda\n\n'vyāsa bhrānta'--bali' tāra uṭhāila vivāda", "devanagari": "> ব্যাসের সূত্রেতে কহে ‘পরিণাম’-বাদ ।\n> ‘ব্যাস ভ্রান্ত’ — বলি’ তার উঠাইল বিবাদ ॥১২১॥", "synonyms": "*vyāsera*—de Śrīla Vyāsadeva; *sūtrete*—nos códigos; *kahe*—descreve; *pariṇāma*—transformação; *vāda*—filosofia; *vyāsa*—Śrīla Vyāsadeva; *bhrānta*—equivocado; *bali'*—acusando-o; *tāra*—sua; *uṭhāila*—suscitou; *vivāda*—oposição.", "translation": "**\"Em seu Vedānta-sūtra, Śrīla Vyāsadeva descreveu que tudo não passa de uma transformação da energia do Senhor. Śaṅkarācārya, contudo, desencaminhou o mundo ao comentar que Vyāsadeva estava equivocado. Assim, levantou grande oposição ao teísmo no mundo inteiro.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura explica: \"No *Vedanta-sūtra* de Śrīla Vyāsadeva é definitivamente estabelecido que todas as manifestações cósmicas resultam de transformações de várias energias do Senhor. Śaṅkarācārya, porém, não aceitando a energia do Senhor, pensa que é o próprio Senhor quem é transformado. Ele pegou muitas afirmações claras da literatura Védica e as distorceu para tentar provar que se o Senhor, ou a Verdade Absoluta, fosse transformado, Sua unidade seria perturbada. Assim, acusou Śrīla Vyāsadeva de ter se equivocado. Ao desenvolver sua filosofia do monismo, portanto, estabeleceu o *vivarta-vāda,* ou a teoria māyāvāda da ilusão.\"\n\nNo *Brahma-sūtra,* Segundo Capítulo, a primeira citação é a seguinte: *tad-ananyatvam ārambhaṇa-śabdādibhyaḥ.* Comentando este *sūtra* em seu *Śārīraka-bhāṣya,* Śaṅkarācārya introduziu a afirmação *vācārambhaṇaṁ vikāro nāmadheyam* da *Chāndogya Upaniṣad* (6.1.4) para tentar provar que a aceitação da transformação da energia do Senhor Supremo é falha. Tentou refutar essa transformação de energia de maneira equivocada, o que será explicado posteriormente. Como sua concepção de Deus é impessoal, ele não acredita que toda a manifestação cósmica seja uma transformação das energias do Senhor, pois assim que se aceita as várias energias da Verdade Absoluta, deve-se imediatamente aceitar que a Verdade Absoluta é pessoal, não impessoal. Uma pessoa pode criar muitas coisas pela transformação de sua energia. Por exemplo, um empresário transforma sua energia ao estabelecer muitas grandes fábricas ou organizações comerciais, e ainda assim permanece uma pessoa, embora sua energia tenha sido transformada nessas muitas fábricas ou empresas comerciais. Os filósofos māyāvādīs não compreendem esse fato simples. Seus cérebros diminutos e seu escasso cabedal de conhecimento não lhes proporcionam iluminação suficiente para perceber que quando a energia de um homem é transformada, o próprio homem não é transformado, mas permanece a mesma pessoa.\n\nNão acreditando no fato de que a energia da Verdade Absoluta é transformada, Śaṅkarācārya propôs sua teoria da ilusão. Essa teoria afirma que embora a Verdade Absoluta nunca seja transformada, pensamos que ela é transformada, o que é uma ilusão. Śaṅkarācārya não acredita na transformação da energia da Verdade Absoluta, pois afirma que tudo é um e que, portanto, a entidade viva também é uma com o Supremo. Esta é a teoria māyāvāda.\n\nŚrīla Vyāsadeva explicou que a Verdade Absoluta é uma pessoa que possui diferentes potências. Pelo simples desejo de que houvesse criação e por Seu olhar (*sa aikṣata*), Ele criou este mundo material (*sa asṛjata*). Após a criação, permanece a mesma pessoa; não é transformado em tudo. Deve-se aceitar que o Senhor possui energias inconcebíveis e que é por Sua ordem e vontade que variedades de manifestação vieram à existência. Na literatura Védica está dito, *sa-tattvato 'nyathā-buddhir vikāra ity udāhṛtaḥ.* Este *mantra* indica que de um fato outro fato é gerado. Por exemplo, um pai é um fato, e um filho gerado do pai é um segundo fato. Assim, ambos são verdades, embora um seja gerado do outro. Essa geração de uma segunda verdade independente a partir de uma primeira verdade é chamada de *vikāra,* ou transformação que resulta num subproduto. O Brahman Supremo é a Verdade Absoluta, e as energias que d'Ele emanaram e existem separadamente, tais como as entidades vivas e a manifestação cósmica, são também verdades. Este é um exemplo de transformação, que se chama *vikāra* ou *pariṇāma.* Para dar outro exemplo de *vikāra,* o leite é uma verdade, mas o mesmo leite pode ser transformado em iogurte. Assim, o iogurte é uma transformação do leite, embora os ingredientes do iogurte e do leite sejam os mesmos.\n\nNa *Chāndogya Upaniṣad* há o seguinte *mantra: aitad-ātmyam idaṁ sarvam.* Este *mantra* indica sem dúvida que o mundo inteiro é Brahman. A Verdade Absoluta possui energias inconcebíveis, como confirmado na *Śvetāśvatara Upaniṣad* (*parāsya śaktir vividhaiva śrūyate*), e toda a manifestação cósmica é evidência dessas diferentes energias do Senhor Supremo. O Senhor Supremo é um fato, e portanto tudo que é criado pelo Senhor Supremo também é factual. Tudo é verdadeiro e completo (*pūrṇam*), mas o *pūrṇam* original, a Verdade Absoluta completa, permanece sempre a mesma. *Pūrṇāt pūrṇam udacyate pūrṇasya pūrṇam ādāya.* A Verdade Absoluta é tão perfeita que embora inúmeras energias emane d'Ela e manifestem criações que parecem diferentes d'Ela, Ela não obstante mantém Sua personalidade. Nunca se deteriora sob nenhuma circunstância.\n\nConclui-se que toda a manifestação cósmica é uma transformação da energia do Senhor Supremo, não do próprio Senhor Supremo ou da Verdade Absoluta, que permanece sempre a mesma. O mundo material e as entidades vivas são transformações da energia do Senhor, a Verdade Absoluta ou Brahman, que é a fonte original. Em outras palavras, a Verdade Absoluta, Brahman, é o ingrediente original, e as demais manifestações são transformações desse ingrediente. Isso também é confirmado na *Taittirīya Upaniṣad* (3.1): *yato vā imāni bhūtani jāyante.* \"Toda esta manifestação cósmica é possibilitada pela Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus.\" Neste verso está indicado que Brahman, a Verdade Absoluta, é a causa original e que as entidades vivas (*jīvas*) e a manifestação cósmica são efeitos dessa causa. Sendo a causa um fato, os efeitos também são factuais. Não são ilusão. Śaṅkarācārya tentou inconsistentemente provar que aceitar o mundo material e as *jīvas* como subprodutos do Senhor Supremo é uma ilusão, porque nessa concepção a existência do mundo material e das *jīvas* é diferente e separada da da Verdade Absoluta. Com esse malabarismo de compreensão, os filósofos māyāvādīs propagaram o slogan *brahma satyaṁ jagan mithyā,* que declara que a Verdade Absoluta é um fato mas a manifestação cósmica e as entidades vivas são simplesmente ilusões, ou que todos eles são de fato a Verdade Absoluta e que o mundo material e as entidades vivas não existem separadamente.\n\nConclui-se, portanto, que Śaṅkarācārya, a fim de apresentar o Senhor Supremo, as entidades vivas e a natureza material como indivisíveis e ignorantes, tenta encobrir as glórias da Suprema Personalidade de Deus. Ele sustenta que a manifestação cósmica material é *mithyā,* ou falsa, mas isso é um grande equívoco. Se a Suprema Personalidade de Deus é um fato, como pode Sua criação ser falsa? Mesmo nos assuntos ordinários, não se pode pensar que a manifestação cósmica material seja falsa. Por isso os filósofos vaiṣṇavas afirmam que a criação cósmica não é falsa, mas temporária. Está separada da Suprema Personalidade de Deus, mas como foi criada de forma maravilhosa pela energia do Senhor, dizer que é falsa é uma blasfêmia.\n\nOs não devotos de fato apreciam a criação maravilhosa da natureza material, mas não conseguem apreciar a inteligência e a energia da Suprema Personalidade de Deus que está por trás dessa criação material. Śrīpāda Rāmānujācārya, porém, refere-se a um *sūtra* da *Aitareya Upaniṣad* (1.1.1),* ātmā vā idam agra āsīt,* que aponta que o *ātmā* supremo, a Verdade Absoluta, existia antes da criação. Alguém pode argumentar: \"Se a Suprema Personalidade de Deus é completamente espiritual, como é possível que Ela seja a origem da criação e tenha em Si mesma tanto energias materiais quanto espirituais?\" Para responder a esse desafio, Śrīpāda Rāmānujācārya cita um *mantra* da *Taittirīya Upaniṣad* (3.1) que afirma:\n\n> yato vā imāni bhūtāni jāyante yena jātāni jīvanti yat prayanty abhisaṁviśanti\n\nEste *mantra* confirma que toda a manifestação cósmica emana da Verdade Absoluta, repousa sobre a Verdade Absoluta e após a aniquilação entra novamente no corpo da Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus. A entidade viva é originalmente espiritual, e quando entra no mundo espiritual ou no corpo do Senhor Supremo, ainda retém sua identidade como alma individual. A este respeito Śrīpāda Rāmānujācārya dá o exemplo de que quando um pássaro verde entra numa árvore verde não se torna um com a árvore: retém sua identidade como pássaro, embora pareça se fundir na cor verde da árvore. Para dar outro exemplo, um animal que entra numa floresta mantém sua individualidade, embora aparentemente a besta se funda na floresta. De modo semelhante, na existência material, tanto a energia material quanto as entidades vivas da potência marginal mantêm sua individualidade. Assim, embora as energias da Suprema Personalidade de Deus interajam dentro da manifestação cósmica, cada uma mantém sua existência individual separada. Fundir-se nas energias material ou espiritual, portanto, não implica perda de individualidade. Segundo a teoria do Viśiṣṭādvaita de Śrī Rāmānujapāda, embora todas as energias do Senhor sejam uma, cada uma mantém sua individualidade (*vaiśiṣṭya*).\n\nŚrīpāda Śaṅkarācārya tentou induzir em erro os leitores do *Vedānta-sūtra* ao interpretar erroneamente as palavras *ānanda-mayo 'bhyāsāt,* e chegou até a tentar encontrar falhas em Vyāsadeva. Todos os aforismos do *Vedānta-sūtra* não precisam ser examinados aqui, porém, uma vez que pretendemos apresentar o *Vedānta-sūtra* em volume separado."}
{"ref": "cc/adi/7/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/122/", "verse_text": "pariṇāma-vāde īśvara hayena vikārī\n\neta kahi' 'vivarta'-vāda sthāpanā ye kari", "devanagari": "> পরিণাম-বাদে ঈশ্বর হয়েন বিকারী ।\n> এত কহি’ ‘বিবর্ত’-বাদ স্থাপনা যে করি ॥১২২॥", "synonyms": "*pariṇāma-vāde*—ao aceitar a teoria da transformação da energia; *īśvara*—o Senhor Supremo; *hayena*—torna-se; *vikārī*—transformado; *eta kahi'*—dizendo isto; *vivarta*—ilusão; *vāda*—teoria; *sthāpanā*—estabelecendo; *ye*—o que; *kari*—faço.", "translation": "**\"Segundo Śaṅkarācārya, ao aceitar a teoria da transformação da energia do Senhor, a pessoa cria uma ilusão, ao aceitar indiretamente que a Verdade Absoluta é transformada.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura comenta que, se alguém não compreende claramente o significado de pariṇāma-vāda, ou transformação de energia, certamente compreenderá mal a verdade a respeito desta manifestação cósmica material e das entidades vivas. Na Chāndogya Upaniṣad (6.8.4), afirma-se: san-mūlāḥ saumyemāḥ prajāḥ sad-āyatanāḥ sat-pratiṣṭhāḥ. O mundo material e as entidades vivas são seres separados, e são eternamente verdadeiros, não falsos. Śaṅkarācārya, porém, temendo desnecessariamente que, pelo pariṇāma-vāda (transformação de energia), Brahman fosse transformado (vikārī), imaginou que tanto o mundo material como as entidades vivas são falsos e não têm individualidade. Por meio do malabarismo de palavras, ele tentou provar que as identidades individuais das entidades vivas e do mundo material são ilusórias, e citou os exemplos de confundir uma corda com uma cobra ou uma concha de ostra com ouro. Dessa maneira, ele enganou de modo das mais abomináveis as pessoas em geral.\n\nO exemplo de tomar por engano uma corda por uma cobra é mencionado na Māṇḍūkya Upaniṣad, mas destina-se a explicar o erro de identificar o corpo com a alma. Visto que a alma é, de fato, uma partícula espiritual, como se confirma no *Bhagavad-gītā* (mamaivāṁśo jīva-loke), é por causa da ilusão (vivarta-vāda) que um ser humano, como um animal, identifica o corpo com o eu. Este é um exemplo apropriado de vivarta, ou ilusão. O verso atattvato 'nyathā-buddhir vivarta ity udāhṛtaḥ descreve essa ilusão. Não conhecer os fatos reais e, assim, confundir uma coisa com outra (como, por exemplo, aceitar o corpo como sendo o próprio eu) chama-se vivarta-vāda. Toda entidade viva condicionada que considera o corpo como a alma é iludida por esse vivarta-vāda. A pessoa pode ser atacada por essa filosofia do vivarta-vāda quando se esquece do poder inconcebível da onipotente Personalidade de Deus.\n\nComo a Suprema Personalidade de Deus permanece tal como é, jamais mudando, explica-se no *Īśopaniṣad*: pūrṇasya pūrṇam ādāya pūrṇam evāvaśiṣyate. Deus é completo. Mesmo que uma manifestação completa seja retirada d'Ele, Ele continua a ser completo. A criação material é manifestada pela energia do Senhor, mas Ele continua a ser a mesma pessoa. Sua forma, Seu séquito, Suas qualidades e assim por diante jamais se deterioram. Śrīla Jīva Gosvāmī, em seu Paramātma-sandarbha, comenta a respeito do vivarta-vāda da seguinte forma: \"Sob o feitiço do vivarta-vāda, a pessoa imagina que as entidades separadas, a saber, a manifestação cósmica e as entidades vivas, são uma com Brahman. Isso se deve à completa ignorância a respeito do fato real. A Verdade Absoluta, ou Parabrahman, é sempre una e sempre a mesma. Ela está completamente livre de todas as demais concepções de existência. Ela está completamente livre do ego falso, pois é a plena identidade espiritual. É absolutamente impossível que Ela esteja sujeita à ignorância e caia sob o feitiço de um conceito errôneo (vivarta-vāda). A Verdade Absoluta está além de nossa concepção. Deve-se admitir que Ela possui qualidades imaculadas que não compartilha com toda entidade viva. Ela jamais é manchada no mínimo que seja pelas falhas dos seres vivos comuns. Todos devem, portanto, compreender que a Verdade Absoluta possui potências inconcebíveis.\""}
{"ref": "cc/adi/7/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/123/", "verse_text": "vastutaḥ pariṇāma-vāda--sei se pramāṇa\n\ndehe ātma-buddhi--ei vivartera sthāna", "devanagari": "> বস্তুতঃ পরিণাম-বাদ — সেই সে প্রমাণ ।\n> দেহে আত্মবুদ্ধি — এই বিবর্তের স্থান ॥১২৩॥", "synonyms": "*vastutaḥ*—de fato; *pariṇāma-vāda*—transformação da energia; *sei*—essa; *se*—somente; *pramāṇa*—prova; *dehe*—no corpo; *ātma-buddhi*—conceito do eu; *ei*—esta; *vivartera*—da ilusão; *sthāna*—lugar.", "translation": "**\"A transformação da energia é um fato comprovado. É o falso conceito corporal do eu que é uma ilusão.**", "purport": "A jīva, ou entidade viva, é uma centelha espiritual que é parte integrante da Suprema Personalidade de Deus. Infelizmente, ela pensa que o corpo é o eu, e esse equívoco chama-se vivarta, ou aceitação da inverdade como verdade. O corpo não é o eu, mas os animais e as pessoas tolas pensam que ele o é. Vivarta (ilusão) não denota, contudo, uma mudança na identidade da alma espiritual; é o conceito errôneo de que o corpo é o eu que é uma ilusão. De modo semelhante, a Suprema Personalidade de Deus não muda quando Sua energia externa, que consiste nos oito elementos materiais grosseiros e sutis enumerados no *Bhagavad-gītā* (bhūmir āpo 'nalo vāyuḥ, etc.), age e reage em diferentes fases."}
{"ref": "cc/adi/7/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/124/", "verse_text": "avicintya-śakti-yukta śrī-bhagavān\n\nicchāya jagad-rūpe pāya pariṇāma", "devanagari": "> অবিচিন্ত্য-শক্তিযুক্ত শ্রীভগবান্ ।\n> ইচ্ছায় জগদ্রূপে পায় পরিণাম ॥১২৪॥", "synonyms": "*avicintya*—inconcebível; *śakti*—potência; *yukta*—dotado de; *śrī*—o opulento; *bhagavān*—Personalidade de Deus; *icchāya*—por Seu desejo; *jagat-rūpe*—na forma da manifestação cósmica; *pāya*—torna-se; *pariṇāma*—transformado por Sua energia.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus é opulenta sob todos os aspectos. Portanto, por Suas energias inconcebíveis, Ele transformou a manifestação cósmica material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/125/", "verse_text": "tathāpi acintya-śaktye haya avikārī\n\nprākṛta cintāmaṇi tāhe dṛṣṭānta ye dhari", "devanagari": "> তথাপি অচিন্ত্যশক্ত্যে হয় অবিকারী ।\n> প্রাকৃত চিন্তামণি তাহে দৃষ্টান্ত যে ধরি ॥১২৫॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *acintya-śaktye*—pela potência inconcebível; *haya*—permanece; *avikārī*—sem mudança; *prākṛta*—material; *cintāmaṇi*—pedra filosofal; *tāhe*—a esse respeito; *dṛṣṭānta*—exemplo; *ye*—o qual; *dhari*—aceitamos.", "translation": "**\"Usando o exemplo de uma pedra filosofal, que por sua energia transforma ferro em ouro e, ainda assim, permanece a mesma, podemos compreender que, embora a Suprema Personalidade de Deus transforme Suas inumeráveis energias, Ele permanece imutável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/126/", "verse_text": "nānā ratna-rāśi haya cintāmaṇi haite\n\ntathāpiha maṇi rahe svarūpe avikṛte", "devanagari": "> নানা রত্নরাশি হয় চিন্তামণি হৈতে ।\n> তথাপিহ মণি রহে স্বরূপে অবিকৃতে ॥১২৬॥", "synonyms": "*nānā*—variedades; *ratna-rāśi*—valiosas joias; *haya*—tornam-se possíveis; *cintāmaṇi*—a pedra filosofal; *haite*—a partir de; *tathāpiha*—ainda, certamente; *maṇi*—a pedra filosofal; *rahe*—permanece; *svarūpe*—em sua forma original; *avikṛte*—sem mudança.", "translation": "**\"Embora uma pedra filosofal produza muitas variedades de valiosas joias, ela, não obstante, permanece a mesma. Não muda sua forma original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/127/", "verse_text": "prākṛta-vastute yadi acintya-śakti haya\n\nīśvarera acintya-śakti,--ithe ki vismaya", "devanagari": "> প্রাকৃত-বস্তুতে যদি অচিন্ত্যশক্তি হয় ।\n> ঈশ্বরের অচিন্ত্যশক্তি, — ইথে কি বিস্ময় ॥১২৭॥", "synonyms": "*prākṛta-vastute*—nas coisas materiais; *yadi*—se; *acintya*—inconcebível; *śakti*—potência; *haya*—torna-se possível; *īśvarera*—do Senhor Supremo; *acintya*—inconcebível; *śakti*—potência; *ithe*—nisto; *ki*—que; *vismaya*—de admirar.", "translation": "**\"Se há tal potência inconcebível nos objetos materiais, por que não havemos de crer na potência inconcebível da Suprema Personalidade de Deus?**", "purport": "O argumento de Śrī Caitanya Mahāprabhu descrito neste verso pode ser compreendido com muita facilidade até mesmo por um homem comum, se ele simplesmente pensar nas atividades do sol, que vem irradiando quantidades ilimitadas de calor e luz desde tempos imemoriais sem ter diminuído sua potência nem um pouco. A ciência moderna acredita que é pela luz solar que toda a manifestação cósmica é sustentada, e de fato se pode observar como as ações e reações da luz solar mantêm a ordem em todo o universo. O crescimento dos vegetais e até a rotação dos planetas ocorrem devido ao calor e à luz do sol. Às vezes, por isso, os cientistas modernos consideram o sol como a causa original da criação, sem saber que o sol é apenas um meio, pois também foi criado pela energia suprema da Suprema Personalidade de Deus. Além do sol e da pedra de toque, há muitas outras coisas materiais que transformam sua energia de diversas maneiras e ainda assim permanecem como são. Não é necessário, portanto, que a causa original, a Suprema Personalidade de Deus, mude em virtude das mudanças ou transformações de Suas diferentes energias.\n\nA falsidade da explicação de Śrīpāda Śaṅkarācārya sobre *vivarta-vāda* e *pariṇāma-vāda* foi detectada pelos *ācāryas* vaiṣṇavas, especialmente por Jīva Gosvāmī, cuja opinião é que Śaṅkara, na verdade, não compreendeu o *Vedānta-sūtra.* Na explicação de Śaṅkara sobre um *sūtra* — *ānanda-mayo 'bhyāsāt* — ele interpretou o sufixo *mayaṭ* com tal malabarismo verbal que essa própria explicação prova que ele tinha pouco conhecimento do *Vedānta-sūtra* e simplesmente queria apoiar seu impersonalismo através dos aforismos da filosofia Vedānta. Na prática, porém, ele não conseguiu fazê-lo, pois não pôde apresentar argumentos sólidos. A esse respeito, Śrīla Jīva Gosvāmī cita a frase *brahma pucchaṁ pratiṣṭhā* (*Taittirīya Upaniṣad* 2.5), que fornece evidência Védica de que o Brahman é a origem de tudo. Ao explicar este verso, Śrīpāda Śaṅkarācārya interpretou várias palavras sânscritas de tal forma que implicou, segundo Jīva Gosvāmī, que Vyāsadeva tinha muito pouco conhecimento de lógica superior. Esse desvio inescrupuloso do real significado do *Vedānta-sūtra* criou uma classe de homens que, por malabarismo verbal, tenta extrair vários significados indiretos das literaturas Védicas, especialmente do *Bhagavad-gītā.* Um deles chegou até a explicar que a palavra *kurukṣetra* se refere ao corpo. Tais interpretações implicam, no entanto, que nem o Senhor Kṛṣṇa nem Vyāsadeva tinham uma percepção adequada do uso das palavras ou dos ajustes etimológicos. Elas levam a supor que, como o Senhor Kṛṣṇa não pôde perceber pessoalmente o significado do que estava falando e Vyāsadeva não sabia o significado do que estava escrevendo, o Senhor Kṛṣṇa deixou Seu livro para ser explicado posteriormente pelos Māyāvādīs. Tais interpretações apenas provam, contudo, que seus proponentes têm muito pouco senso filosófico.\n\nEm vez de desperdiçar o tempo derivando falsamente tais significados indiretos do *Vedānta-sūtra* e de outras escrituras Védicas, deve-se aceitar as palavras desses livros como elas são. Ao apresentar o *Bhagavad-gītā Como Ele É,* portanto, não mudamos o significado das palavras originais. De modo semelhante, se alguém estudar o *Vedānta-sūtra* como ele é, sem adulteração arbitrária e caprichosa, poderá compreender o *Vedānta-sūtra* com muita facilidade. Śrīla Vyāsadeva, por conseguinte, explica o *Vedānta-sūtra* a partir do primeiro *sūtra* — *janmādy asya yataḥ* — no seu *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.1):\n\n> janmādy asya yato 'nvayād itarataś cārtheṣv abhijñaḥ sva-rāṭ\n\n\"Medito sobre Ele [o Senhor Śrī Kṛṣṇa], a realidade transcendente, que é a causa primordial de todas as causas, de quem emanam todos os universos manifestados, em quem eles residem e por quem são destruídos. Medito sobre esse Senhor eternamente refulgente, que é direta e indiretamente consciente de todas as manifestações e ainda assim é plenamente independente.\" A Suprema Personalidade de Deus sabe muito bem como fazer tudo perfeitamente. Ele é *abhijña,* sempre plenamente consciente. O Senhor, por isso, afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/26|(Bg. 7.26)]] que conhece tudo — passado, presente e futuro —, mas que ninguém além de um devoto O conhece como Ele é. Assim sendo, a Verdade Absoluta, a Personalidade de Deus, é ao menos parcialmente compreendida pelos devotos do Senhor; os filósofos Māyāvādīs, porém, que especulam desnecessariamente para compreender a Verdade Absoluta, simplesmente desperdiçam seu tempo."}
{"ref": "cc/adi/7/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/128/", "verse_text": "'praṇava' se mahāvākya--vedera nidāna\n\nīśvara-svarūpa praṇava sarva-viśva-dhāma", "devanagari": "> ‘প্রণব’ সে মহাবাক্য — বেদের নিদান ।\n> ঈশ্বরস্বরূপ প্রণব সর্ববিশ্ব-ধাম ॥১২৮॥", "synonyms": "*praṇava*—o oṁkāra; *se*—esse; *mahā-vākya*—vibração sonora transcendental; *vedera*—dos Vedas; *nidāna*—princípio básico; *īśvara-svarūpa*—representação direta da Suprema Personalidade de Deus; *praṇava*—oṁkāra; *sarva-viśva*—de todos os universos; *dhāma*—é o reservatório.", "translation": "**\"A vibração sonora Védica *oṁkāra,* a palavra principal nas escrituras Védicas, é a base de todas as vibrações Védicas. Por isso, deve-se aceitar o *oṁkāra* como a representação sonora da Suprema Personalidade de Deus e o repositório da manifestação cósmica.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* (8.13), as glórias do *oṁkāra* são descritas da seguinte forma:\n\noṁ ity ekākṣaraṁ brahmā\nvyāharan mām anusmaran\nyaḥ prayāti tyajan dehaṁ\nsa yāti paramaṁ gatim\n\nEste verso indica que o *oṁkāra,* ou *praṇava,* é uma representação direta da Suprema Personalidade de Deus. Por conseguinte, se no momento da morte alguém simplesmente se lembrar do *oṁkāra,* lembrará a Suprema Personalidade de Deus e, dessa forma, será imediatamente transferido ao mundo espiritual. O *oṁkāra* é o princípio básico de todos os *mantras* Védicos, pois é uma representação do Senhor Kṛṣṇa, cujo conhecimento é o objetivo último dos *Vedas,* conforme se afirma no *Bhagavad-gītā* (*vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ*). Os filósofos Māyāvādīs não conseguem compreender esses fatos simples explicados no *Bhagavad-gītā,* e ainda assim têm muito orgulho de ser Vedāntīs. Às vezes, por isso, nos referimos aos filósofos Vedāntīs como Vidantīs, aqueles que não têm dentes (*vi* significa \"sem\" e *dantī* significa \"possuidor de dentes\"). As afirmações da filosofia de Śaṅkara, que são os dentes do filósofo Māyāvādī, são sempre quebradas pelos fortes argumentos dos filósofos vaiṣṇavas, como os grandes *ācāryas,* especialmente Rāmānujācārya. Śrīpāda Rāmānujācārya e Madhvācārya quebram os dentes dos filósofos Māyāvādīs, que podem, portanto, ser chamados de Vidantīs, \"os desdentados\".\n\nA vibração transcendental *oṁkāra* é explicada no *Bhagavad-gītā,* Capítulo Oito, verso treze:\n\noṁ ity ekākṣaraṁ brahmā\nvyāharan mām anusmaran\nyaḥ prayāti tyajan dehaṁ\nsa yāti paramaṁ gatim\n\n\"Após estar situado nesta prática de *yoga* e vibrar a sílaba sagrada *oṁ,* a combinação suprema de letras, se alguém pensar na Suprema Personalidade de Deus e abandonar o corpo, certamente atingirá os planetas espirituais.\"\n\nSe alguém realmente compreender que o *oṁkāra* é a representação sonora da Suprema Personalidade de Deus, quer cante o *oṁkāra* quer o *mantra* Hare Kṛṣṇa, o resultado é certamente o mesmo.\n\nA vibração transcendental do *oṁkāra* é explicada ainda no *Bhagavad-gītā,* Capítulo Nove, verso dezessete:\n\npitāham asya jagato\nmātā dhātā pitāmahaḥ\nvedyaṁ pavitram oṁkāra\nṛk śama yajur eva ca\n\n\"Sou o pai deste universo, a mãe, o sustentáculo e o avô. Sou o objeto do conhecimento, o purificador e a sílaba *oṁ.* Sou também o *Ṛg,* o *Śama* e os *Yajur Vedas.*\"\n\nDa mesma forma, o som transcendental *oṁ* é explicado ainda no *Bhagavad-gītā,* Capítulo Dezessete, verso vinte e três:\n\noṁ tat sad iti nirdeśo\nbrāhmaṇas tri-vidhaḥ smṛtaḥ\nbrāhmaṇas tena vedas ca\nyajñas ca vihitāḥ purā\n\n\"Desde o início da criação, as três sílabas *oṁ tat sat* têm sido usadas para indicar a Suprema Verdade Absoluta [Brahman]. Eram pronunciadas pelos *brāhmaṇas* ao cantar hinos Védicos e durante os sacrifícios para a satisfação do Supremo.\"\n\nEm todas as escrituras Védicas, as glórias do *oṁkāra* são especificamente mencionadas. Śrīla Jīva Gosvāmī, em sua tese *Bhagavat-sandarbha,* diz que na literatura Védica o *oṁkāra* é considerado a vibração sonora do santo nome da Suprema Personalidade de Deus. Somente essa vibração de som transcendental pode libertar uma alma condicionada das garras da *māyā.* Às vezes o *oṁkāra* também é chamado de o libertador (*tāra*). O *Śrīmad-Bhāgavatam* começa com a vibração do *oṁkāra*: *oṁ namo bhagavate vāsudevāya.* Por isso, o *oṁkāra* foi descrito pelo grande comentarista Śrīdhara Svāmī como *tārāṅkura,* a semente da libertação do mundo material. Como a Suprema Divindade é absoluta, Seu santo nome e Sua vibração sonora *oṁkāra* são tão bons quanto Ele mesmo. Caitanya Mahāprabhu diz que o santo nome, ou o *oṁkāra,* a representação transcendental da Suprema Personalidade de Deus, possui todas as potências da Personalidade de Deus.\n\nnāmnāṁ akāri bahudhā nija-sarva-śaktis\ntatrārpitā niyamitaḥ smaraṇe na kālaḥ\n\nTodas as potências estão investidas na vibração sagrada do santo nome do Senhor. Não há dúvida de que o santo nome do Senhor, ou o *oṁkāra,* é a própria Suprema Personalidade de Deus. Em outras palavras, qualquer pessoa que cante o *oṁkāra* e o santo nome do Senhor, Hare Kṛṣṇa, encontra imediatamente o Senhor Supremo em Sua forma sonora. No *Nārada-pañcarātra* diz-se claramente que a Suprema Personalidade de Deus Nārāyaṇa aparece pessoalmente diante do cantor que se ocupa em cantar o *aṣṭākṣara,* o *mantra* de oito sílabas, *oṁ namo nārāyaṇāya.* Uma declaração semelhante na *Māṇḍūkya Upaniṣad* afirma que tudo o que se vê no mundo espiritual é uma expansão da potência espiritual do *oṁkāra.*\n\nCom base em todas as *Upaniṣads,* Śrīla Jīva Gosvāmī diz que o *oṁkāra* é a Suprema Verdade Absoluta e é aceito como tal por todos os *ācāryas* e autoridades. O *oṁkāra* é sem começo, imutável, supremo e livre de deterioração e contaminação externa. O *oṁkāra* é a origem, o meio e o fim de tudo, e qualquer entidade viva que assim compreender o *oṁkāra* alcança a perfeição da identidade espiritual no *oṁkāra.* O *oṁkāra,* estando situado no coração de todos, é *īśvara,* a Suprema Personalidade de Deus, conforme confirmado no *Bhagavad-gītā* (18.61): *īśvaraḥ sarva-bhūtānāṁ hṛd-deśe 'rjuna tiṣṭhati.* O *oṁkāra* é tão bom quanto Viṣṇu porque o *oṁkāra* é tão onipresente quanto Viṣṇu. Aquele que sabe que o *oṁkāra* e o Senhor Viṣṇu são idênticos não precisa mais lamentar nem anseiar. Aquele que canta o *oṁkāra* não permanece mais como *śūdra,* mas imediatamente chega à posição de *brāhmaṇa.* Simplesmente cantando o *oṁkāra,* pode-se compreender que toda a criação é uma unidade, ou seja, uma expansão da energia do Senhor Supremo: *idaṁ hi viśvaṁ bhagavān ivetaro yato jagat-sthāna-nirodha-sambhavāḥ.* \"A própria Suprema Personalidade de Deus é este cosmos e, ainda assim, está separado dele. Somente d'Ele esta manifestação cósmica emanou, nEle ela repousa e a Ele retorna após a aniquilação.\" (*Bhāg.* 1.5.20) Embora quem não compreende chegue a outra conclusão, o *Śrīmad-Bhāgavatam* afirma que toda a manifestação cósmica não é mais que uma expansão da energia do Senhor Supremo. A percepção disso é possível simplesmente cantando o santo nome do Senhor, o *oṁkāra.*\n\nNão se deve, porém, concluir tolamente que, como a Suprema Personalidade de Deus é onipotente, fabricamos uma combinação de letras — *a, u* e *m* — para representá-Lo. De fato, o som transcendental *oṁkāra,* embora seja uma combinação das três letras *a, u* e *m,* possui potência transcendental, e quem canta o *oṁkāra* logo perceberá que o *oṁkāra* e o Senhor Viṣṇu são não-diferentes. Kṛṣṇa declara, *praṇavaḥ sarva-vedeṣu:* \"Sou a sílaba *oṁ* nos *mantras* Védicos.\" (Bg. 7.8) Deve-se, por conseguinte, concluir que, entre as muitas encarnações da Suprema Personalidade de Deus, o *oṁkāra* é a encarnação sonora. Todos os *Vedas* aceitam essa tese. Deve-se sempre lembrar que o santo nome do Senhor e o próprio Senhor são sempre idênticos (*abhinnatvān nāma-nāminoḥ*). Como o *oṁkāra* é o princípio básico de todo o conhecimento Védico, é pronunciado antes que se comece a cantar qualquer hino Védico. Sem o *oṁkāra,* nenhum *mantra* Védico é bem-sucedido. Os Gosvāmīs declaram, portanto, que o *praṇava* (*oṁkāra*) é a representação completa da Suprema Personalidade de Deus, e analisaram o *oṁkāra* em termos de seus constituintes alfabéticos da seguinte forma:\n\na-kāreṇocyate kṛṣṇaḥ\nsarva-lokaika-nāyakaḥ\nu-kāreṇocyate rādhā\nma-kāro jīva-vācakaḥ\n\nO *oṁkāra* é uma combinação das letras *a, u* e *m. A-kāreṇocyate kṛṣṇaḥ:* a letra *a* (*a-kāra*) refere-se a Kṛṣṇa, que é *sarva-lokaika-nāyakaḥ,* o líder de todas as entidades vivas e de todos os planetas, materiais e espirituais. *Nāyaka* significa \"líder\". Ele é o líder supremo (*nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām*). A letra *u* (*u-kāra*) indica Śrīmatī Rādhārāṇī, a potência do prazer de Kṛṣṇa, e o *m* (*ma-kāra*) indica as entidades vivas (*jīvas*). Assim, o *oṁ* é a combinação completa de Kṛṣṇa, Sua potência e Seus servidores eternos. Em outras palavras, o *oṁkāra* representa Kṛṣṇa, Seu nome, Sua fama, Seus passatempos, Seu séquito, Suas expansões, Seus devotos, Suas potências e tudo o mais que a Ele pertence. Como Caitanya Mahāprabhu afirma no presente verso do *Śrī Caitanya-caritāmṛta, sarva-viśva-dhāma:* o *oṁkāra* é a morada de tudo, assim como Kṛṣṇa é a morada de tudo (*brahmaṇo hi pratiṣṭhāham*).\n\nOs filósofos Māyāvādīs consideram muitos *mantras* Védicos como o *mahā-vākya,* ou *mantra* Védico principal, tais como *tat tvāṁ asi* (*Chāndogya Upaniṣad* 6.8.7), *idaṁ sarvaṁ yad ayaṁ ātmā* e *brahmedaṁ sarvaṁ* (*Bṛhad-āraṇyaka Upaniṣad* 2.5.1), *ātmaivedaṁ sarvaṁ* (*Chāndogya Upaniṣad* 7.25.2) e *neha nānāsti kiñcana* (*Kaṭha Upaniṣad* 2.1.11). Isso é um grande equívoco. Somente o *oṁkāra* é o *mahā-vākya.* Todos esses outros *mantras* que os Māyāvādīs aceitam como o *mahā-vākya* são apenas incidentais. Não podem ser tomados como o *mahā-vākya,* ou *mahā-mantra.* O *mantra tat tvāṁ asi* indica apenas uma compreensão parcial dos *Vedas,* diferentemente do *oṁkāra,* que representa a compreensão plena dos *Vedas.* Por isso, o som transcendental que inclui todo o conhecimento Védico é o *oṁkāra* (*praṇava*).\n\nExceto o *oṁkāra,* nenhuma das palavras proferidas pelos seguidores de Śaṅkarācārya pode ser considerada o *mahā-vākya.* São apenas observações passageiras. Śaṅkarācārya, porém, nunca enfatizou o canto do *mahā-vākya oṁkāra;* ele aceitou apenas o *tat tvāṁ asi* como o *mahā-vākya.* Imaginando que a entidade viva é Deus, deturpou todos os *mantras* do *Vedānta-sūtra* com o objetivo de provar que não há existência separada das entidades vivas e da Suprema Verdade Absoluta. Isso é semelhante à tentativa do político de provar a não-violência a partir do *Bhagavad-gītā.* Kṛṣṇa é violento com os demônios, e tentar provar que Kṛṣṇa não é violento é, em última análise, negar Kṛṣṇa. Assim como tais explicações do *Bhagavad-gītā* são absurdas, também o é a explicação de Śaṅkarācārya do *Vedānta-sūtra,* e nenhum homem são e razoável a aceitará. Atualmente, no entanto, o *Vedānta-sūtra* é deturpado não somente pelos chamados Vedāntīs, mas também por outras pessoas inescrupulosas tão degradadas que chegam a recomendar que os *sannyāsīs* comam carne, peixe e ovos. Dessa forma, os chamados seguidores de Śaṅkara, os Māyāvādīs impersonalistas, estão afundando cada vez mais baixo. Como podem esses homens degradados explicar o *Vedānta-sūtra,* que é a essência de toda a literatura Védica?\n\nO Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu declarou, *māyāvādi-bhāṣya śunile haya sarva-nāśa:* \"Qualquer pessoa que ouvir comentário sobre o *Vedānta-sūtra* da escola Māyāvāda estará completamente perdida.\" Como se explica no *Bhagavad-gītā* (15.15), *vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ:* toda a literatura Védica visa a compreender Kṛṣṇa. A filosofia Māyāvāda, porém, desviou todos de Kṛṣṇa. Por isso, há uma grande necessidade do movimento da consciência de Kṛṣṇa em todo o mundo para salvar o mundo da degradação. Todo homem inteligente e são deve abandonar a explicação filosófica dos Māyāvādīs e aceitar a explicação dos *ācāryas* vaiṣṇavas. Deve-se ler o *Bhagavad-gītā Como Ele É* para tentar compreender o real propósito dos *Vedas.*"}
{"ref": "cc/adi/7/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/129/", "verse_text": "sarvāśraya īśvarera praṇava uddeśa\n\n'tat tvam asi'--vākya haya vedera ekadeśa", "devanagari": "> সর্বাশ্রয় ঈশ্বরের প্রণব উদ্দেশ ।\n> ‘তত্ত্বমসি’-বাক্য হয় বেদের একদেশ ॥১২৯॥", "synonyms": "*sarva-āśraya*—o reservatório de tudo; *īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *praṇava*—oṁkāra; *uddeśa*—propósito; *tat tvam asi*—o mantra Védico tat tvam asi (\"tu és o mesmo\"); *vākya*—afirmação; *haya*—torna-se; *vedera*—da literatura Védica; *eka-deśa*—compreensão parcial.", "translation": "**\"O propósito da Suprema Personalidade de Deus é apresentar o praṇava [oṁkāra] como o reservatório de todo o conhecimento Védico. As palavras tat tvam asi são apenas uma explicação parcial do conhecimento Védico.**", "purport": "Tat tvam asi significa \"tu és a mesma identidade espiritual\"."}
{"ref": "cc/adi/7/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/130/", "verse_text": "'praṇava, mahā-vākya--tāhā kari' ācchādana\n\nmahāvākye kari 'tat tvam asi'ra sthāpana", "devanagari": "> ‘প্রণব, মহাবাক্য — তাহা করি’ আচ্ছাদন ।\n> মহাবাক্যে করি ‘তত্ত্বমসি’র স্থাপন ॥১৩০॥", "synonyms": "*praṇava*—oṁkāra; *mahā-vākya*—mantra principal; *tāhā*—isso; *kari'*—fazendo; *ācchādana*—coberto; *mahā-vākye*—em lugar do mantra principal; *kari*—eu faço; *'tat tvam asi'ra sthāpana*—o estabelecimento da afirmação tat tvam asi.", "translation": "**\"O praṇava [oṁkāra] é o mahā-vākya [mahā-mantra] nos *Vedas*. Os seguidores de Śaṅkarācārya o cobrem para, sem autoridade, enfatizar o mantra tat tvam asi.**", "purport": "Os filósofos Māyāvādīs enfatizam as declarações *tat tvam asi, so 'ham,* etc., mas não enfatizam o real *mahā-mantra, praṇava* (*oṁkāra*). Por isso, como deturpam o conhecimento Védico, são os maiores ofensores aos pés de lótus do Senhor. Caitanya Mahāprabhu diz claramente, *māyāvādī kṛṣṇe aparādhī:* \"Os filósofos Māyāvādīs são os maiores ofensores ao Senhor Kṛṣṇa.\" O Senhor Kṛṣṇa declara:\n\n> tān ahaṁ dviṣataḥ krūrān\n> saṁsāreṣu narādhamān\n> kṣipāmy ajasram aśubhān\n> āsurīṣv eva yoniṣu\n\n\"Aqueles que são invejosos e maliciosos, os mais baixos entre os homens, são lançados ao oceano da existência material, nas diversas espécies demoníacas de vida.\" [[bg/16/19|(Bg. 16.19)]] A vida nas espécies demoníacas aguarda os filósofos Māyāvādīs após a morte, pois eles são invejosos de Kṛṣṇa. Quando Kṛṣṇa afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/34|(Bg. 9.34)]], *man-manā bhava mad-bhakto mad-yājī māṁ namaskuru* (\"Ocupe sua mente sempre em pensar em Mim, torne-se Meu devoto, ofereça reverências a Mim e Me adore\"), um estudioso demoníaco diz que não é a Kṛṣṇa que se deve render. Esse estudioso já sofre nesta vida, e terá de sofrer novamente na próxima, caso nesta vida não conclua seu sofrimento prescrito. Deve-se ter muito cuidado para não ser invejoso da Suprema Personalidade de Deus. No verso seguinte, por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu declara claramente o propósito dos *Vedas.*"}
{"ref": "cc/adi/7/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/131/", "verse_text": "sarva-veda-sūtre kare kṛṣṇera abhidhāna\n\nmukhya-vṛtti chāḍi' kaila lakṣaṇā-vyākhyāna", "devanagari": "> সর্ববেদসূত্রে করে কৃষ্ণের অভিধান ।\n> মুখ্যবৃত্তি ছাড়ি’ কৈল লক্ষণা-ব্যাখ্যান ॥১৩১॥", "synonyms": "*sarva-veda-sūtre*—em todos os códigos do Vedānta-sūtra; *kare*—estabelece; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *abhidhāna*—explicação; *mukhya-vṛtti*—interpretação direta; *chāḍi'*—abandonando; *kaila*—fez; *lakṣaṇā*—indireta; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**\"Em todos os sūtras e escrituras Védicas, é o Senhor Kṛṣṇa que deve ser compreendido, mas os seguidores de Śaṅkarācārya cobriram o verdadeiro significado dos *Vedas* com explicações indiretas.**", "purport": "Afirma-se:\n\nvede rāmāyaṇe caiva\npurāṇe bhārate tathā\nādāv ante ca madhye ca\nhariḥ sarvatra gīyate\n\nNa literatura Védica, incluindo o *Rāmāyaṇa*, os *Purāṇas* e o *Mahābhārata*, desde o próprio início (ādau) até o fim (ante ca), bem como no meio (madhye ca), explica-se somente Hari, a Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/7/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/132/", "verse_text": "svataḥ-pramāṇa veda--pramāṇa-śiromaṇi\n\nlakṣaṇā karile svataḥ-pramāṇatā-hāni", "devanagari": "> স্বতঃপ্রমাণ বেদ প্রমাণ-শিরোমণি ।\n> লক্ষণা করিলে স্বতঃপ্রমাণতা-হানি ॥১৩২॥", "synonyms": "*svataḥ-pramāṇa*—autoevidente; *veda*—a literatura Védica; *pramāṇa*—evidência; *śiromaṇi*—a mais elevada; *lakṣaṇā*—interpretação; *karile*—fazendo; *svataḥ-pramāṇatā*—autoevidência; *hāni*—perdida.", "translation": "**\"As escrituras Védicas autoevidentes são a mais elevada evidência de todas, mas, se essas escrituras forem interpretadas, sua natureza autoevidente se perde.**", "purport": "Citamos a evidência Védica para apoiar nossas afirmações, mas, se a interpretarmos segundo nosso próprio julgamento, a autoridade da literatura Védica torna-se imperfeita ou inútil. Em outras palavras, ao interpretar a versão Védica, minimiza-se o valor da evidência Védica. Quando se cita a literatura Védica, entende-se que as citações são autorizadas. Como pode alguém submeter a autoridade a seu próprio controle? Esse é um caso de principiis obsta."}
{"ref": "cc/adi/7/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/133/", "verse_text": "ei mata pratisūtre sahajārtha chāḍiyā\n\ngauṇārtha vyākhyā kare kalpanā kariyā", "devanagari": "> এই মত প্রতিসূত্রে সহজার্থ ছাড়িয়া ।\n> গৌণার্থ ব্যাখ্যা করে কল্পনা করিয়া ॥১৩৩॥", "synonyms": "*ei mata*—assim; *prati-sūtre*—em cada sūtra, ou código, do Vedānta; *sahaja-artha*—o significado claro e simples; *chāḍiyā*—abandonando; *gauṇa-artha*—significado indireto; *vyākhyā*—explicação; *kare*—ele faz; *kalpanā kariyā*—pela imaginação.", "translation": "**\"Para provar sua filosofia, os membros da escola Māyāvāda, abandonando o real e facilmente compreensível significado da literatura Védica, introduziram significados indiretos baseados em seus poderes imaginativos.\"**", "purport": "Infelizmente, a interpretação śaṅkarita cobriu quase o mundo inteiro. Por isso, há grande necessidade de apresentar o sentido original, natural e facilmente compreensível da literatura Védica. Começamos, portanto, por apresentar o *Bhagavad-gītā Como Ele É*, e propomos apresentar toda a literatura Védica em termos do significado direto de suas palavras."}
{"ref": "cc/adi/7/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/134/", "verse_text": "ei mate pratisūtre karena dūṣaṇa\n\nśuni' camatkāra haila sannyāsīra gaṇa", "devanagari": "> এই মতে প্রতিসূত্রে করেন দূষণ ।\n> শুনি’ চমৎকার হৈল সন্ন্যাসীর গণ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*ei mate*—dessa maneira; *prati-sūtre*—em cada código; *karena*—mostra; *dūṣaṇa*—defeitos; *śuniyā*—ouvindo; *camatkāra*—maravilhados; *haila*—ficaram; *sannyāsīra*—de todos os māyāvādīs; *gaṇa*—o grupo.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou assim, em cada um dos sūtras, os defeitos das explicações de Śaṅkarācārya, todos os sannyāsīs māyāvādīs reunidos ficaram maravilhados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/135/", "verse_text": "sakala sannyāsī kahe,--'śunaha śrīpāda\n\ntumi ye khaṇḍile artha, e nahe vivāda", "devanagari": "> সকল সন্ন্যাসী কহে, — ‘শুনহ শ্রীপাদ ।\n> তুমি যে খণ্ডিলে অর্থ, এ নহে বিবাদ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*sakala*—todos; *sannyāsī*—os sannyāsīs māyāvādīs; *kahe*—dizem; *śunaha*—por favor, ouve; *śrīpāda*—Vossa Santidade; *tumi*—Tu; *ye*—que; *khaṇḍile*—refutaste; *artha*—significado; *e*—isto; *nahe*—não; *vivāda*—disputa.", "translation": "**Todos os sannyāsīs māyāvādīs disseram: \"Vossa Santidade, sabei de nós que, na verdade, não temos disputa alguma com Vossa refutação destes significados, pois destes uma clara compreensão dos sūtras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/136/", "verse_text": "ācārya-kalpita artha,--ihā sabhe jāni\n\nsampradāya-anurodhe tabu tāhā māni", "devanagari": "> আচার্য-কল্পিত অর্থ, — ইহা সভে জানি ।\n> সম্প্রদায়-অনুরোধে তবু তাহা মানি ॥১৩৬॥", "synonyms": "*ācārya*—Śaṅkarācārya; *kalpita*—imaginativo; *artha*—significado; *ihā*—isto; *sabhe*—todos nós; *jāni*—sabemos; *sampradāya-anurodhe*—mas em prol de nosso partido; *tabu*—ainda; *tāhā*—isso; *māni*—aceitamos.", "translation": "**\"Sabemos que todo esse malabarismo de palavras provém da imaginação de Śaṅkarācārya e, no entanto, por pertencermos a sua seita, nós o aceitamos, embora não nos satisfaça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/137/", "verse_text": "mukhyārtha vyākhyā kara, dekhi tomāra bala'\n\nmukhyārthe lāgāla prabhu sūtra-sakala", "devanagari": "> মুখ্যার্থ ব্যাখ্যা কর, দেখি তোমার বল ।’\n> মুখ্যার্থে লাগাল প্রভু সূত্রসকল ॥১৩৭॥", "synonyms": "*mukhya-artha*—significado direto; *vyākhyā*—explicação; *kara*—faze; *dekhi*—vejamos; *tomāra*—Tua; *bala*—força; *mukhya-arthe*—significado direto; *lāgāla*—começou; *prabhu*—o Senhor; *sūtra-sakala*—todos os sūtras do Vedānta.", "translation": "**\"Agora vejamos\", continuaram os sannyāsīs māyāvādīs, \"quão bem podes descrever os sūtras em termos de seu significado direto.\" Ao ouvir isso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu começou Sua explicação direta do *Vedānta-sūtra*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/138/", "verse_text": "bṛhad-vastu 'brahma' kahi--'śrī-bhagavān'\n\nṣaḍ-vidhaiśvarya-pūrṇa, para-tattva-dhāma", "devanagari": "> বৃহদ্বস্তু ‘ব্রহ্ম’ কহি — ‘শ্রীভগবান্’ ।\n> ষড়্বিধৈশ্বর্যপূর্ণ, পরতত্ত্বধাম ॥১৩৮॥", "synonyms": "*bṛhat-vastu*—a substância, que é maior do que o maior; *brahma*—chamada pelo nome Brahman; *kahi*—chamamos; *śrī-bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *ṣaṭ*—seis; *vidha*—variedades; *aiśvarya*—opulências; *pūrṇa*—pleno; *para-tattva*—Verdade Absoluta; *dhāma*—reservatório.", "translation": "**\"O Brahman, que é maior do que o maior, é a Suprema Personalidade de Deus. Ele é pleno de seis opulências e, portanto, é o reservatório da verdade última e do conhecimento absoluto.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam*, afirma-se que a Verdade Absoluta é compreendida em três fases de realização: o Brahman impessoal, o Paramātmā localizado e, em última instância, a Suprema Personalidade de Deus. O Brahman impessoal e o Paramātmā localizado são expansões da potência da Suprema Personalidade de Deus, que é completa em seis opulências, a saber, riqueza, fama, força, beleza, conhecimento e renúncia. Visto que possui Suas seis opulências, a Personalidade de Deus é a verdade última no conhecimento absoluto."}
{"ref": "cc/adi/7/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/139/", "verse_text": "svarūpa-aiśvarye tāṅra nāhi māyā-gandha\n\nsakala vedera haya bhagavān se 'sambandha'", "devanagari": "> স্বরূপ-ঐশ্বর্যে তাঁর নাহি মায়াগন্ধ ।\n> সকল বেদের হয় ভগবান্ সে ‘সম্বন্ধ’ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*svarūpa*—em Sua forma original; *aiśvarye*—opulência; *tāṅra*—Sua; *nāhi*—não há; *māyā-gandha*—contaminação do mundo material; *sakala*—em toda; *vedera*—dos Vedas; *haya*—é assim; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *se*—essa; *sambandha*—relação.", "translation": "**\"Em Sua forma original, a Suprema Personalidade de Deus é plena de opulências transcendentais, que estão livres da contaminação do mundo material. Deve-se compreender que, em toda a literatura Védica, a Suprema Personalidade de Deus é a meta última.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/140/", "verse_text": "tāṅre 'nirviśeṣa' kahi, cic-chakti nā māni\n\nardha-svarūpa nā mānile pūrṇatā haya hāni", "devanagari": "> তাঁরে ‘নির্বিশেষ’ কহি, চিচ্ছক্তি না মানি ।\n> অর্ধ স্বরূপ না মানিলে পূর্ণতা হয় হানি ॥১৪০॥", "synonyms": "*tāṅre*—a Ele; *nirviśeṣa*—impessoal; *kahi*—dizemos; *cit-śakti*—energia espiritual; *nā*—não; *māni*—aceitamos; *ardha*—metade; *svarūpa*—forma; *nā*—não; *mānile*—aceitando; *pūrṇatā*—plenitude; *haya*—torna-se; *hāni*—defeituosa.", "translation": "**\"Quando falamos do Supremo como impessoal, negamos Suas potências espirituais. Logicamente, se aceitas metade da verdade, não podes compreender o todo.**", "purport": "Nos *Upaniṣads*, afirma-se:\n\noṁ pūrṇam adaḥ pūrṇam idaṁ\npūrṇāt pūrṇam udacyate\npūrṇasya pūrṇam ādāya\npūrṇam evāvaśiṣyate\n\nEste verso, que é mencionado no *Īśopaniṣad*, no Bṛhad-āraṇyaka Upaniṣad e em muitos outros *Upaniṣads*, indica que a Suprema Personalidade de Deus é plena em seis opulências. Sua posição é única, pois Ele possui todas as riquezas, força, influência, beleza, conhecimento e renúncia. Brahman significa o maior, mas a Suprema Personalidade de Deus é maior do que o maior, assim como o globo solar é maior do que a luz do sol, que é onipenetrante no universo. Embora a luz do sol, que se espalha por todos os universos, pareça muito grande àqueles de menor conhecimento, maior do que a luz do sol é o próprio sol, e maior do que o sol é o deus do sol. De modo semelhante, o Brahman impessoal não é o maior, embora pareça sê-lo. O Brahman impessoal é apenas a refulgência corpórea da Suprema Personalidade de Deus, mas a forma transcendental do Senhor é maior do que o Brahman impessoal e o Paramātmā localizado. Por isso, sempre que a palavra Brahman é usada na literatura Védica, entende-se que se refere à Suprema Personalidade de Deus.\n\nNo *Bhagavad-gītā*, o Senhor também é tratado como Parabrahman. Os māyāvādīs e outros às vezes compreendem mal o Brahman, porque toda entidade viva também é Brahman. Por isso, Kṛṣṇa é referido como Parabrahman (o Brahman Supremo). Na literatura Védica, sempre que se usam as palavras Brahman ou Parabrahman, deve-se entender que se referem à Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Esse é o seu verdadeiro significado. Visto que toda a literatura Védica trata do assunto do Brahman, Kṛṣṇa é, portanto, a meta última da compreensão Védica. O brahmajyoti impessoal repousa sobre a forma pessoal do Senhor. Assim, embora a refulgência impessoal, o brahmajyoti, seja a primeira realização, deve-se penetrar nela, como se menciona no *Īśopaniṣad*, para encontrar a Pessoa Suprema, e então o conhecimento de cada um se torna perfeito. O *Bhagavad-gītā* (7.19) também confirma isso: bahūnāṁ janmanām ante jñānavān māṁ prapadyate. A busca da pessoa pela Verdade Absoluta por meio do conhecimento especulativo completa-se quando ela chega ao ponto de compreender Kṛṣṇa e render-se a Ele. Esse é o verdadeiro ponto do conhecimento perfeito.\n\nA realização parcial da Verdade Absoluta como Brahman impessoal nega as opulências completas do Senhor. Esta é uma compreensão perigosa da Verdade Absoluta. A menos que se aceitem todos os aspectos da Verdade Absoluta — a saber, o Brahman impessoal, o Paramātmā localizado e, em última instância, a Suprema Personalidade de Deus —, o conhecimento de alguém permanece imperfeito. Śrīpāda Rāmānujācārya, em seu Vedārtha-saṅgraha, diz: jñānena dharmeṇa svarūpam api nirūpitam, na tu jñāna-mātraṁ brahmeti katham idam avagamyate. Ele indica, assim, que a verdadeira identidade absoluta deve ser compreendida em termos tanto de Seu conhecimento quanto de Suas características. Simplesmente compreender que a Verdade Absoluta é plena de conhecimento não é suficiente. Na literatura Védica (Muṇḍaka Upaniṣad 1.1.9), encontramos a afirmação yaḥ sarva-jñaḥ sarva-vit, que significa que a Verdade Absoluta conhece tudo perfeitamente, mas também aprendemos da descrição Védica parāsya śaktir vividhaiva śrūyate que Ele não apenas conhece tudo, mas também age de acordo, utilizando Suas diferentes energias. Assim, compreender que o Brahman, o Supremo, é consciente não é suficiente. Deve-se saber como Ele age conscientemente por meio de Suas diferentes energias. A filosofia māyāvāda simplesmente nos informa da consciência da Verdade Absoluta, mas não nos dá informação de como Ele age com Sua consciência. Esse é o defeito dessa filosofia."}
{"ref": "cc/adi/7/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/141/", "verse_text": "bhagavān-prāpti-hetu ye kari upāya\n\nśravaṇādi bhakti--kṛṣṇa-prāptira sahāya", "devanagari": "> ভগবান্-প্রাপ্তিহেতু যে করি উপায় ।\n> শ্রবণাদি ভক্তি — কৃষ্ণ-প্রাপ্তির সহায় ॥১৪১॥", "synonyms": "*bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *prāpti-hetu*—o meio pelo qual se pode aproximar-se d'Ele; *ye*—que; *kari*—eu faço; *upāya*—meio; *śravaṇa-ādi*—serviço devocional, começando pela audição; *bhakti*—serviço devocional; *kṛṣṇa*—o Senhor Supremo; *prāptira*—de aproximar-se d'Ele; *sahāya*—meio.", "translation": "**\"É somente pelo serviço devocional, começando pela audição, que se pode aproximar-se da Suprema Personalidade de Deus. Esse é o único meio de aproximar-se d'Ele.**", "purport": "Os filósofos māyāvādīs satisfazem-se simplesmente em compreender que o Brahman é a soma total do conhecimento, mas os filósofos vaiṣṇavas não apenas conhecem em detalhe a Suprema Personalidade de Deus, como também sabem como aproximar-se d'Ele diretamente. Śrī Caitanya Mahāprabhu descreve o método para isso como os nove tipos de serviço devocional, começando pela audição:\n\nśravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ\nsmaraṇaṁ pāda-sevanam\narcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ\nsakhyam ātma-nivedanam\n\n(Bhāg. 7.5.23)\n\nPode-se aproximar-se diretamente da Suprema Personalidade de Deus simplesmente executando os nove tipos de serviço devocional, dos quais ouvir sobre o Senhor é o mais importante (śravaṇādi). Śrī Caitanya Mahāprabhu enfatizou muito favoravelmente a importância deste processo de audição. Segundo Seu método, se às pessoas se der simplesmente uma oportunidade de ouvir sobre Kṛṣṇa, certamente elas desenvolverão gradualmente sua consciência adormecida, ou seu amor por Deus. Śravaṇādi-śuddha-citte karaye udaya (Cc. Madhya 22.107). O amor a Deus está adormecido em todos, mas, se a alguém se der uma oportunidade de ouvir sobre o Senhor, certamente esse amor se desenvolverá. Nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa atua segundo este princípio. Simplesmente damos às pessoas a oportunidade de ouvir sobre a Suprema Personalidade de Deus e lhes damos prasāda para comer, e o resultado real é que, em todo o mundo, as pessoas estão respondendo a este processo e se tornando devotos puros do Senhor Kṛṣṇa. Abrimos centenas de centros por todo o mundo apenas para dar às pessoas em geral uma oportunidade de ouvir sobre Kṛṣṇa e aceitar o prasāda de Kṛṣṇa. Estes dois processos podem ser aceitos por qualquer um, mesmo por uma criança. Não importa se a pessoa é pobre ou rica, erudita ou tola, negra ou branca, idosa ou ainda criança — qualquer um que simplesmente ouça sobre a Suprema Personalidade de Deus e aceite o prasāda é certamente elevado à posição transcendental do serviço devocional."}
{"ref": "cc/adi/7/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/142/", "verse_text": "sei sarva-vedera 'abhidheya' nāma\n\nsādhana-bhakti haite haya premera udgama", "devanagari": "> সেই সর্ববেদের ‘অভিধেয়’ নাম ।\n> সাধনভক্তি হৈতে হয় প্রেমের উদ্গম ॥১৪২॥", "synonyms": "*sei sarva-vedera*—essa é a essência de toda a literatura Védica; *abhidheya nāma*—o processo chamado abhidheya, ou as atividades devocionais; *sādhana-bhakti*—outro nome desse processo, \"serviço devocional na prática\"; *haite*—disto; *haya*—há; *premera*—do amor a Deus; *udgama*—despertar.", "translation": "**\"Ao praticar esse serviço devocional regulado sob a direção do mestre espiritual, a pessoa certamente desperta seu adormecido amor a Deus. Esse processo chama-se abhidheya.**", "purport": "Pela prática do serviço devocional, que começa por ouvir e cantar, o coração impuro de uma alma condicionada purifica-se, e assim ela pode compreender sua relação eterna com a Suprema Personalidade de Deus. Essa relação eterna é descrita por Śrī Caitanya Mahāprabhu: jīvera 'svarūpa' haya kṛṣṇera 'nitya-dāsa'. \"A entidade viva é uma servidora eterna da Suprema Personalidade de Deus.\" Quando alguém se convence dessa relação, que se chama sambandha, então age de acordo com ela. Isso se chama abhidheya. A etapa seguinte é prayojana-siddhi, ou a realização da meta última da vida. Se a pessoa pode compreender sua relação com a Suprema Personalidade de Deus e agir de acordo com ela, sua missão na vida cumpre-se automaticamente. Os filósofos māyāvādīs perdem até mesmo a primeira etapa da autorrealização, pois não têm nenhuma concepção de que Deus seja pessoal. Ele é o senhor de todos, e Ele é a única pessoa que pode aceitar o serviço de todas as entidades vivas; mas, como esse conhecimento falta à filosofia māyāvāda, os māyāvādīs não têm conhecimento nem mesmo de sua relação com Deus. Eles pensam, erroneamente, que todos são Deus ou que todos são iguais a Deus. Por conseguinte, visto que a verdadeira posição da entidade viva não lhes é clara, como podem avançar mais? Embora estejam muito convencidos por se julgarem liberados, os filósofos māyāvādīs muito em breve recaem nas atividades materiais, por negligenciarem os pés de lótus do Senhor. Isso se chama patanty adhaḥ.\n\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\n\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ\n\n(Bhāg. 10.2.32)\n\nÉ a afirmação de Prahlāda Mahārāja que as pessoas que se julgam liberadas, mas não executam serviço devocional, sem conhecer sua relação com o Senhor, estão certamente desencaminhadas. A pessoa deve conhecer sua relação com o Senhor e agir de acordo com ela. Então será possível a realização da missão de sua vida."}
{"ref": "cc/adi/7/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/143/", "verse_text": "kṛṣṇera caraṇe haya yadi anurāga\n\nkṛṣṇa vinu anyatra tāra nāhi rahe rāga", "devanagari": "> কৃষ্ণের চরণে হয় যদি অনুরাগ ।\n> কৃষ্ণ বিনু অন্যত্র তার নাহি রহে রাগ ॥১৪৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *caraṇe*—aos pés de lótus; *haya*—torna-se; *yadi*—se; *anurāga*—apego; *kṛṣṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *vinu*—sem; *anyatra*—em qualquer outro lugar; *tāra*—seu; *nāhi*—não; *rahe*—permanece; *rāga*—apego.", "translation": "**\"Se a pessoa desenvolve seu amor a Deus e se apega aos pés de lótus de Kṛṣṇa, gradualmente perde seu apego a todo o resto.**", "purport": "Este é um teste de avanço no serviço devocional. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.42), bhaktir pareśānubhavo viraktir anyatra ca: no bhakti, o único apego de um devoto é Kṛṣṇa; ele já não deseja manter seus apegos a muitas outras coisas. Embora se suponha que os filósofos māyāvādīs estejam muito avançados na senda da liberação, vemos que, depois de algum tempo, eles descem à política e às atividades filantrópicas. Muitos grandes sannyāsīs supostamente liberados e muito avançados voltaram a recair em atividades materialistas, embora tivessem abandonado este mundo como mithyā (falso). Quando um devoto, porém, avança no serviço devocional, ele já não tem apego a tais atividades filantrópicas. Ele simplesmente sente-se inspirado a servir ao Senhor e dedica sua vida inteira a esse serviço. Esta é a diferença entre os filósofos vaiṣṇavas e os māyāvādīs. O serviço devocional, por isso, é prático, ao passo que a filosofia māyāvāda é mera especulação mental."}
{"ref": "cc/adi/7/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/144/", "verse_text": "pañcama puruṣārtha sei prema-mahādhana\n\nkṛṣṇera mādhurya-rasa karāya āsvādana", "devanagari": "> পঞ্চম পুরুষার্থ সেই প্রেম-মহাধন ।\n> কৃষ্ণের মাধুর্য-রস করায় আস্বাদন ॥১৪৪॥", "synonyms": "*pañcama*—quinta; *puruṣa-artha*—meta da vida; *sei*—essa; *prema*—amor a Deus; *mahā-dhana*—riqueza suprema; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mādhurya*—amor conjugal; *rasa*—doçura; *karāya*—faz; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**\"O amor a Deus é tão elevado que se considera a quinta meta da vida humana. Ao despertar seu amor a Deus, a pessoa pode alcançar o plano do amor conjugal, saboreando-o ainda durante a presente duração da vida.**", "purport": "Os filósofos māyāvādīs consideram que a meta máxima de perfeição é a liberação (mukti), que é o quarto plano de perfeição. De modo geral, as pessoas estão cientes de quatro metas principais da vida — religiosidade (dharma), desenvolvimento econômico (artha), gozo dos sentidos (kāma) e, por fim, a liberação (mokṣa) —, mas o serviço devocional situa-se no plano acima da liberação. Em outras palavras, quando alguém está realmente liberado (mukta), pode compreender o significado do amor a Deus (kṛṣṇa-prema). Ao ensinar Rūpa Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu afirmou: koṭi-mukta-madhye 'durlabha' eka kṛṣṇa-bhakta: \"Entre milhões de pessoas liberadas, uma talvez se torne devota do Senhor Kṛṣṇa.\"\n\nO mais elevado filósofo māyāvādī pode ascender ao plano da liberação, mas kṛṣṇa-bhakti, o serviço devocional a Kṛṣṇa, é transcendental a tal liberação. Śrīla Vyāsadeva explica este fato no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.2):\n\ndharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra paramo nirmatsarāṇāṁ satāṁ\n\nvedyaṁ vāstavam atra vastu śiva-daṁ tāpa-trayonmūlanam\n\n\"Rejeitando por completo todas as religiões que são materialmente motivadas, este Bhāgavata Purāṇa propõe a mais elevada verdade, que é compreensível por aqueles devotos que são puros de coração. A mais elevada verdade é a realidade distinguida da ilusão, para o bem-estar de todos. Tal verdade arranca pela raiz as três espécies de misérias.\" O *Śrīmad-Bhāgavatam*, a explicação do *Vedānta-sūtra*, destina-se a paramo nirmatsarāṇām, aqueles que estão completamente alheios à inveja. Os filósofos māyāvādīs invejam a existência da Personalidade de Deus. Por isso, o *Vedānta-sūtra* não se destina realmente a eles. Eles, desnecessariamente, metem o nariz no *Vedānta-sūtra*, mas não têm capacidade de compreendê-lo, porque o autor do *Vedānta-sūtra* escreve em seu comentário, o *Śrīmad-Bhāgavatam*, que ele se destina àqueles que são puros de coração (paramo nirmatsarāṇām). Se alguém é invejoso de Kṛṣṇa, como pode compreender o *Vedānta-sūtra* ou o *Śrīmad-Bhāgavatam*? A ocupação primordial dos māyāvādīs é ofender a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Por exemplo, embora Kṛṣṇa exija nossa rendição no *Bhagavad-gītā*, o maior erudito e suposto filósofo da Índia protestou que não é \"a Kṛṣṇa\" que devemos render-nos. Portanto, ele é invejoso. Visto que os māyāvādīs de todas as diferentes descrições invejam Kṛṣṇa, não têm como compreender o significado do *Vedānta-sūtra*. Mesmo que estivessem no plano liberado, como falsamente alegam, aqui Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī repete a afirmação de Śrī Caitanya Mahāprabhu de que o amor a Kṛṣṇa está além do estado de liberação."}
{"ref": "cc/adi/7/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/145/", "verse_text": "premā haite kṛṣṇa haya nija bhakta-vaśa\n\npremā haite pāya kṛṣṇera sevā-sukha-rasa", "devanagari": "> প্রেমা হৈতে কৃষ্ণ হয় নিজ ভক্তবশ ।\n> প্রেমা হৈতে পায় কৃষ্ণের সেবা-সুখরস ॥১৪৫॥", "synonyms": "*premā*—amor a Kṛṣṇa; *haite*—de; *kṛṣṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *haya*—torna-se; *nija*—Seu próprio; *bhakta-vaśa*—submisso aos devotos; *premā*—amor a Deus; *haite*—de; *pāya*—ele obtém; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sevā-sukha-rasa*—a doçura do serviço devocional.", "translation": "**\"O Senhor Supremo, que é maior que o maior, torna-se submisso até mesmo a um devoto muito insignificante, por causa de seu serviço devocional. É a bela e elevada natureza do serviço devocional que o Senhor infinito Se torne submisso à infinitesimal entidade viva por causa dele. Nas atividades devocionais recíprocas com o Senhor, o devoto efetivamente desfruta da transcendental e saborosa qualidade do serviço devocional.**", "purport": "Tornar-se uno com a Suprema Personalidade de Deus não é muito importante para um devoto. Muktiḥ svayaṁ mukulitāñjali sevate 'smān (Kṛṣṇa-karṇāmṛta 107). Falando de sua experiência efetiva, Śrīla Bilvamaṅgala Ṭhākura diz que, se a pessoa desenvolve amor a Deus, a mukti (liberação) torna-se subserviente e sem importância para ela. A mukti coloca-se diante do devoto e está pronta a prestar toda espécie de serviços. O critério de mukti dos filósofos māyāvādīs é muito insignificante para um devoto, pois, pelo serviço devocional, até mesmo a Suprema Personalidade de Deus Se torna subordinada a ele. Um exemplo concreto é que o Senhor Supremo Kṛṣṇa Se tornou o quadrigário de Arjuna, e, quando Arjuna Lhe pediu que conduzisse sua quadriga entre os dois exércitos (senayor ubhayor madhye rathaṁ sthāpaya me 'cyuta), Kṛṣṇa executou sua ordem. Tal é a relação entre o Senhor Supremo e um devoto, que, embora o Senhor seja maior que o maior, Ele Se dispõe a prestar serviço ao insignificante devoto, em virtude de seu sincero e imaculado serviço devocional."}
{"ref": "cc/adi/7/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/146/", "verse_text": "sambandha, abhidheya, prayojana nāma\n\nei tina artha sarva-sūtre paryavasāna", "devanagari": "> সম্বন্ধ, অভিধেয়, প্রয়োজন নাম ।\n> এই তিন অর্থ সর্বসূত্রে পর্যবসান ॥১৪৬॥", "synonyms": "*sambandha*—relação; *abhidheya*—deveres funcionais; *prayojana*—a meta da vida; *nāma*—nome; *ei*—estes; *tina*—três; *artha*—sentido; *sarva*—todos; *sūtre*—nos aforismos do Vedānta; *paryavasāna*—culminação.", "translation": "**\"A relação de alguém com a Suprema Personalidade de Deus, as atividades em termos dessa relação e o objetivo último da vida [desenvolver o amor a Deus] — esses três assuntos são explicados em cada código do *Vedānta-sūtra,* pois constituem o ponto culminante de toda a filosofia Vedānta.\"**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.5.5), afirma-se:\n\nparābhavas tāvad abodha-jāto\n\nyāvan na jijñāsata ātma-tattvam\n\n\"O ser humano é derrotado em todas as suas atividades enquanto não conhece a meta da vida, que se pode compreender quando alguém é inquisitivo a respeito do Brahman.\" É tal indagação que dá início ao *Vedānta-sūtra*: athāto brahma-jijñāsā. O ser humano deve ser inquisitivo para saber quem é, o que é o universo, o que é Deus e qual é a relação entre ele mesmo, Deus e o mundo material. Tais perguntas não podem ser feitas por cães e gatos, mas devem surgir no coração de um verdadeiro ser humano. O conhecimento destes quatro itens — a saber, a própria pessoa, o universo, Deus e a relação interna entre eles — chama-se sambandha-jñāna, ou o conhecimento da relação de alguém. Quando a relação de alguém com o Senhor Supremo está estabelecida, o programa seguinte é agir de acordo com essa relação. Isso se chama abhidheya, ou atividade na relação com o Senhor. Depois de executar tais deveres prescritos, quando a pessoa atinge a meta máxima da vida, o amor a Deus, ela alcança prayojana-siddhi, ou a realização de sua missão humana. No *Brahma-sūtra*, ou *Vedānta-sūtra*, esses assuntos são explicados com muito cuidado. Por conseguinte, quem não compreende o *Vedānta-sūtra* em função desses princípios está simplesmente desperdiçando seu tempo. Esta é a versão do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.8):\n\ndharmaḥ svanuṣṭhitaḥ puṁsāṁ\n\nviṣvaksena-kathāsu yaḥ\n\nnotpādayed yadi ratiṁ\n\nśrama eva hi kevalam\n\nA pessoa pode ser um erudito muito sábio e executar seu dever prescrito muito bem, mas, se ela, em última análise, não se torna inquisitiva acerca da Suprema Personalidade de Deus e se mostra indiferente ao śravaṇaṁ kīrtanam (ouvir e cantar), tudo o que fez não passa de desperdício de tempo. Os filósofos māyāvādīs, que não compreendem a relação entre eles mesmos, a manifestação cósmica e a Suprema Personalidade de Deus, estão simplesmente desperdiçando seu tempo, e sua especulação filosófica não tem valor algum."}
{"ref": "cc/adi/7/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/147/", "verse_text": "ei-mata sarva-sūtrera vyākhyāna śuniyā\n\nsakala sannyāsī kahe vinaya kariyā", "devanagari": "> এইমত সর্বসূত্রের ব্যাখ্যান শুনিয়া ।\n> সকল সন্ন্যাসী কহে বিনয় করিয়া ॥১৪৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *sarva-sūtrera*—de todos os códigos do Vedānta-sūtra; *vyākhyāna*—explicação; *śuniyā*—por ouvir; *sakala*—todos; *sannyāsī*—os grupos de sannyāsīs māyāvādīs; *kahe*—disseram; *vinaya*—humildemente; *kariyā*—fazendo-o.", "translation": "**Quando todos os sannyāsīs māyāvādīs ouviram, assim, a explicação de Caitanya Mahāprabhu com base em sambandha, abhidheya e prayojana, falaram com muita humildade.**", "purport": "Todo aquele que realmente deseja compreender a filosofia Vedānta deve certamente aceitar a explicação do Senhor Caitanya Mahāprabhu ou dos ācāryas vaiṣṇavas, que também comentaram o *Vedānta-sūtra* de acordo com os princípios do bhakti-yoga. Depois de ouvir a explicação do *Vedānta-sūtra* da parte de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os sannyāsīs, encabeçados por Prakāśānanda Sarasvatī, tornaram-se muito humildes e obedientes ao Senhor, e falaram como segue."}
{"ref": "cc/adi/7/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/148/", "verse_text": "vedamaya-mūrti tumi,--sākṣāt nārāyaṇa\n\nkṣama aparādha,--pūrve ye kailuṅ nindana", "devanagari": "> বেদময়-মূর্তি তুমি, — সাক্ষাৎ নারায়ণ ।\n> ক্ষম অপরাধ, — পূর্বে যে কৈলুঁ নিন্দন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*veda-maya*—transformação do conhecimento Védico; *mūrti*—forma; *tumi*—Tu; *sākṣāt*—diretamente; *nārāyaṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṣama*—desculpa; *aparādha*—ofensa; *pūrve*—antes; *ye*—que; *kailuṅ*—nós cometemos; *nindana*—crítica.", "translation": "**\"Caro senhor, Tu és o conhecimento Védico personificado e és diretamente o próprio Nārāyaṇa. Tem a bondade de desculpar-nos pelas ofensas que cometemos anteriormente ao criticar-Te.\"**", "purport": "O caminho completo do *bhakti-yoga* baseia-se no processo de tornar-se humilde e submisso. Pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, todos os *sannyāsīs* Māyāvādīs ficaram muito humildes e submissos após ouvirem Sua explicação do *Vedānta-sūtra,* e suplicaram que fossem perdoados pelas ofensas que tinham cometido ao criticar o Senhor por simplesmente cantar e dançar sem participar do estudo do *Vedānta-sūtra.* Estamos propagando o movimento da consciência de Kṛṣṇa simplesmente seguindo os passos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Talvez não sejamos muito versados nos aforismos do *Vedānta-sūtra* e não compreendamos seu significado, mas seguimos os passos dos *ācāryas* e, como seguimos estrita e obedientemente os passos do Senhor Caitanya Mahāprabhu, deve-se entender que conhecemos tudo a respeito do *Vedānta-sūtra.*"}
{"ref": "cc/adi/7/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/149/", "verse_text": "sei haite sannyāsīra phiri gela mana\n\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' nāma sadā karaye grahaṇa", "devanagari": "> সেই হৈতে সন্ন্যাসীর ফিরি গেল মন ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ নাম সদা করয়ে গ্রহণ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*sei haite*—a partir daquele momento; *sannyāsīra*—de todos os sannyāsīs māyāvādīs; *phiri*—virar; *gela*—tornou-se; *mana*—mente; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—o santo nome da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *nāma*—nome; *sadā*—sempre; *karaye*—fazem; *grahaṇa*—aceitar.", "translation": "**A partir do momento em que os sannyāsīs māyāvādīs ouviram a explicação do *Vedānta-sūtra* dada pelo Senhor, suas mentes mudaram, e, por instrução de Caitanya Mahāprabhu, também passaram a cantar sempre \"Kṛṣṇa! Kṛṣṇa!\".**", "purport": "A esse respeito, pode-se mencionar que, às vezes, a classe sahajiyā de devotos opina que Prakāśānanda Sarasvatī e Prabodhānanda Sarasvatī são a mesma pessoa. Prabodhānanda Sarasvatī foi um grande devoto vaiṣṇava do Senhor Caitanya Mahāprabhu, mas Prakāśānanda Sarasvatī, o líder dos sannyāsīs māyāvādīs em Benares, era uma pessoa diferente. Prabodhānanda Sarasvatī pertencia à Rāmānuja-sampradāya, ao passo que Prakāśānanda Sarasvatī pertencia à Śaṅkarācārya-sampradāya. Prabodhānanda Sarasvatī escreveu vários livros, entre os quais estão o Caitanya-candrāmṛta, o Rādhā-rasa-sudhā-nidhi, o Saṅgīta-mādhava, o Vṛndāvana-śataka e o Navadvīpa-śataka. Ao viajar pelo sul da Índia, Caitanya Mahāprabhu encontrou Prabodhānanda Sarasvatī, que tinha dois irmãos, Veṅkaṭa Bhaṭṭa e Tirumalaya Bhaṭṭa, que eram vaiṣṇavas da Rāmānuja-sampradāya. Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī era sobrinho de Prabodhānanda Sarasvatī. Pelos registros históricos, descobre-se que Śrī Caitanya Mahāprabhu viajou pelo sul da Índia no ano de 1433 śakābda (1511 d.C.), durante o período de Cāturmāsya, e foi nessa ocasião que Ele encontrou Prabodhānanda, que pertencia à Rāmānuja-sampradāya. Como, então, poderia a mesma pessoa encontrá-Lo como membro da Śaṅkara-sampradāya em 1435 śakābda, dois anos depois? Deve-se concluir que a suposição da sahajiyā-sampradāya de que Prabodhānanda Sarasvatī e Prakāśānanda Sarasvatī eram a mesma pessoa é uma ideia equivocada."}
{"ref": "cc/adi/7/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/150/", "verse_text": "ei-mate tāṅ-sabāra kṣami' aparādha\n\nsabākāre kṛṣṇa-nāma karilā prasāda", "devanagari": "> এইমতে তাঁ-সবার ক্ষমি’ অপরাধ ।\n> সবাকারে কৃষ্ণ নাম করিলা প্রসাদ ॥১৫০॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *tāṅ-sabāra*—de todos os sannyāsīs; *kṣami'*—desculpando; *aparādha*—ofensa; *sabākāre*—a todos eles; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *karilā*—deu; *prasāda*—como misericórdia.", "translation": "**Assim, o Senhor Caitanya desculpou todas as ofensas dos sannyāsīs māyāvādīs e, com muita misericórdia, abençoou-os com o kṛṣṇa-nāma.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu é a encarnação da misericórdia da Suprema Personalidade de Deus. Śrīla Rūpa Gosvāmī dirige-se a Ele como mahā-vadānyāvatāra, ou a encarnação mais magnânima. Śrīla Rūpa Gosvāmī também diz: karuṇayāvatīrṇaḥ kalau: é apenas por Sua misericórdia que Ele desceu nesta Era de Kali. Aqui isso fica exemplificado. Śrī Caitanya Mahāprabhu não gostava de ver os sannyāsīs māyāvādīs, porque os considerava ofensores aos pés de lótus de Kṛṣṇa, mas aqui Ele os desculpa (tāṅ-sabāra kṣami' aparādha). Este é um exemplo de pregação. Āpani ācari' bhakti śikhāimu sabāre. Śrī Caitanya Mahāprabhu ensina-nos que aqueles que os pregadores encontram são quase todos ofensores opostos à consciência de Kṛṣṇa, mas é dever de um pregador convencê-los do movimento da consciência de Kṛṣṇa e, então, induzi-los a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Nossa propagação do movimento de saṅkīrtana continua, apesar de muitos opositores, e as pessoas estão adotando este processo de cantar até mesmo em regiões remotas do mundo, como a África. Ao induzir os ofensores a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, o Senhor Caitanya Mahāprabhu exemplificou o êxito do movimento da consciência de Kṛṣṇa. Devemos seguir muito respeitosamente as pegadas do Senhor Caitanya, e não há dúvida de que seremos bem-sucedidos em nossas tentativas."}
{"ref": "cc/adi/7/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/151/", "verse_text": "tabe saba sannyāsī mahāprabhuke laiyā\n\nbhikṣā karilena sabhe, madhye vasāiyā", "devanagari": "> তবে সব সন্ন্যাসী মহাপ্রভুকে লৈয়া ।\n> ভিক্ষা করিলেন সভে, মধ্যে বসাইয়া ॥১৫১॥", "synonyms": "*tabe*—depois disto; *saba*—todos; *sannyāsī*—os sannyāsīs māyāvādīs; *mahāprabhuke*—Caitanya Mahāprabhu; *laiyā*—tomando-O; *bhikṣā karilena*—tomaram prasāda, ou almoçaram; *sabhe*—todos juntos; *madhye*—no meio; *vasāiyā*—sentando-O.", "translation": "**Depois disto, todos os sannyāsīs colocaram o Senhor em seu meio, e assim tomaram todos a refeição juntos.**", "purport": "Anteriormente, Śrī Caitanya Mahāprabhu não se misturava nem conversava com os *sannyāsīs* Māyāvādīs, mas agora está almoçando com eles. Deve-se concluir que, quando o Senhor Caitanya os induziu a cantar Hare Kṛṣṇa e os perdoou por suas ofensas, eles foram purificados, e por isso não havia objeção em almoçar, ou tomar o *bhagavat-prasādam,* com eles, embora Śrī Caitanya Mahāprabhu soubesse que a comida não havia sido oferecida à Divindade. Os *sannyāsīs* Māyāvādīs não adoram a Divindade, ou se o fazem geralmente adoram a divindade do Senhor Śiva ou o *pañcopāsanā* (o Senhor Viṣṇu, o Senhor Śiva, Durgādevī, Gaṇeśa e Sūrya). Aqui não encontramos nenhuma menção aos semideuses ou a Viṣṇu, e ainda assim Caitanya Mahāprabhu aceitou a comida no meio dos *sannyāsīs* com base no fato de que eles tinham cantado o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa e de que Ele havia perdoado suas ofensas."}
{"ref": "cc/adi/7/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/152/", "verse_text": "bhikṣā kari' mahāprabhu āilā vāsāghara\n\nhena citra-līlā kare gaurāṅga-sundara", "devanagari": "> ভিক্ষা করি’ মহাপ্রভু আইলা বাসাঘর ।\n> হেন চিত্র-লীলা করে গৌরাঙ্গ-সুন্দর ॥১৫২॥", "synonyms": "*bhikṣā*—aceitar alimento de outros; *kari'*—aceitando; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya; *āilā*—regressou; *vāsāghara*—à Sua residência; *hena*—assim; *citra-līlā*—passatempos maravilhosos; *kare*—realiza; *gaurāṅga*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sundara*—muito belo.", "translation": "**Depois de almoçar entre os sannyāsīs māyāvādīs, Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é conhecido como Gaurasundara, regressou à Sua residência. Assim, o Senhor realiza Seus maravilhosos passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/153/", "verse_text": "candraśekhara, tapana miśra, āra sanātana\n\nśuni' dekhi' ānandita sabākāra mana", "devanagari": "> চন্দ্রশেখর, তপন মিশ্র, আর সনাতন ।\n> শুনি’ দেখি’ আনন্দিত সবাকার মন ॥১৫৩॥", "synonyms": "*candraśekhara*—de nome Candraśekhara; *tapana miśra*—de nome Tapana Miśra; *āra*—e; *sanātana*—de nome Sanātana; *śuni'*—ouvindo; *dekhi'*—vendo; *ānandita*—muito satisfeitos; *sabākāra*—de todos eles; *mana*—mentes.", "translation": "**Ao ouvir os argumentos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e ao ver Sua vitória, Candraśekhara, Tapana Miśra e Sanātana Gosvāmī ficaram todos extremamente satisfeitos.**", "purport": "Eis um exemplo de como um sannyāsī deve pregar. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Vārāṇasī, foi para lá sozinho, não com um grande séquito. Localmente, porém, Ele fez amizade com Candraśekhara e Tapana Miśra, e Sanātana Gosvāmī também veio vê-Lo. Por conseguinte, embora Ele não tivesse muitos amigos ali, devido à Sua sólida pregação e à Sua vitória ao argumentar com os sannyāsīs locais sobre a filosofia Vedānta, Ele tornou-se grandemente famoso naquela parte do país, como se explica no verso seguinte."}
{"ref": "cc/adi/7/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/154/", "verse_text": "prabhuke dekhite āise sakala sannyāsī\n\nprabhura praśaṁsā kare saba vārāṇasī", "devanagari": "> প্রভুকে দেখিতে আইসে সকল সন্ন্যাসী ।\n> প্রভুর প্রশংসা করে সব বারাণসী ॥১৫৪॥", "synonyms": "*prabhuke*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—ver; *āise*—vieram; *sakala*—todos; *sannyāsī*—os sannyāsīs māyāvādīs; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *praśaṁsā*—louvor; *kare*—fazem; *saba*—toda; *vārāṇasī*—a cidade de Vārāṇasī.", "translation": "**Muitos sannyāsīs māyāvādīs de Vārāṇasī vieram ver o Senhor após esse incidente, e a cidade inteira O louvou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/155/", "verse_text": "vārāṇasī-purī āilā śrī-kṛṣṇa-caitanya\n\npurī-saha sarva-loka haila mahā-dhanya", "devanagari": "> বারাণসীপুরী আইলা শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> পুরীসহ সর্বলোক হৈল মহাধন্য ॥১৫৫॥", "synonyms": "*vārāṇasī*—de nome Vārāṇasī; *purī*—cidade; *āilā*—veio; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *purī*—cidade; *saha*—com; *sarva-loka*—todas as pessoas; *haila*—ficaram; *mahā-dhanya*—agradecidas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou a cidade de Vārāṇasī, e todos os seus habitantes ficaram muito agradecidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/156/", "verse_text": "lakṣa lakṣa loka āise prabhuke dekhite\n\nmahā-bhiḍa haila dvāre, nāre praveśite", "devanagari": "> লক্ষ লক্ষ লোক আইসে প্রভুকে দেখিতে ।\n> মহাভিড় হৈল দ্বারে, নারে প্রবেশিতে ॥১৫৬॥", "synonyms": "*lakṣa lakṣa*—centenas e milhares; *loka*—pessoas; *āise*—vinham; *prabhuke*—ao Senhor; *dekhite*—ver; *mahā-bhiḍa*—uma grande multidão; *haila*—aconteceu; *dvāre*—à porta; *nāre*—não podiam; *praveśite*—entrar.", "translation": "**A multidão à porta de Sua residência era tão grande que chegava a centenas e milhares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/157/", "verse_text": "prabhu yabe yā'na viśveśvara-daraśane\n\nlakṣa lakṣa loka āsi' mile sei sthāne", "devanagari": "> প্রভু যবে যা’ন বিশ্বেশ্বর-দরশনে ।\n> লক্ষ লক্ষ লোক আসি’ মিলে সেই স্থানে ॥১৫৭॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *yā'na*—vai; *viśveśvara*—a deidade de Vārāṇasī; *daraśane*—visitar; *lakṣa lakṣa*—centenas e milhares; *loka*—pessoas; *āsi'*—vindo; *mile*—encontram-se; *sei*—aquele; *sthāne*—no lugar.", "translation": "**Quando o Senhor foi visitar o templo de Viśveśvara, centenas e milhares de pessoas se reuniram para vê-Lo.**", "purport": "O ponto importante neste verso é que Śrī Caitanya Mahāprabhu visitava regularmente o templo de Viśveśvara (o Senhor Śiva) em Vārāṇasī. Os vaiṣṇavas geralmente não visitam o templo de um semideus, mas aqui vemos que Śrī Caitanya Mahāprabhu visitava regularmente o templo de Viśveśvara, que era a deidade predominante de Vārāṇasī. Em geral, os sannyāsīs māyāvādīs e os adoradores do Senhor Śiva vivem em Vārāṇasī, mas como pode ser que Caitanya Mahāprabhu, que assumiu o papel de um sannyāsī vaiṣṇava, também visitasse o templo de Viśveśvara? A resposta é que um vaiṣṇava não se comporta com insolência para com os semideuses. Um vaiṣṇava presta o devido respeito a todos, embora jamais aceite que um semideus seja tão bom quanto a Suprema Personalidade de Deus.\n\nNa Brahma-saṁhitā há mantras que oferecem reverências ao Senhor Śiva, ao Senhor Brahmā, ao deus do Sol e ao Senhor Gaṇeśa, bem como ao Senhor Viṣṇu, todos os quais são adorados pelos impersonalistas como pañcopāsanā. Em seus templos, os impersonalistas também instalam deidades do Senhor Viṣṇu, do Senhor Śiva, do deus do Sol, da deusa Durgā e, às vezes, também do Senhor Brahmā, e esse sistema continua hoje na Índia sob o disfarce da religião hindu. Os vaiṣṇavas também podem adorar todos esses semideuses, mas somente segundo os princípios da Brahma-saṁhitā, recomendada por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Podemos observar, nesse contexto, os mantras para a adoração do Senhor Śiva, do Senhor Brahmā, da deusa Durgā, do deus do Sol e de Gaṇeśa, conforme descritos na Brahma-saṁhitā.\n\nsṛṣṭi-sthiti-pralaya-sādhana-śaktir ekā\nchāyeva yasya bhuvanāni bibharti durgā\nicchānurūpam api yasya ca ceṣṭate sā\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"A potência externa, māyā, que é da natureza da sombra da potência cit [espiritual], é adorada por todas as pessoas como Durgā, o agente criador, preservador e destruidor deste mundo terreno. Adoro o Senhor primordial, Govinda, segundo cuja vontade Durgā se conduz.\" (Brahma-saṁhitā 5.44)\n\nkṣīraṁ yathā dadhi vikāra-viśeṣa-yogāt\nsañjāyate na hi tataḥ pṛthag asti hetoḥ\nyaḥ śambhutām api tathā samupaiti kāryād\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"O leite transforma-se em coalhada pela ação de ácidos, mas o efeito, a 'coalhada', não é nem o mesmo que sua causa, isto é, o leite, nem diferente dela. Adoro o Senhor primordial, Govinda, de quem o estado de Śambhu é uma transformação semelhante para a realização do trabalho de destruição.\" (Brahma-saṁhitā 5.45)\n\nbhāsvān yathāśma-śakaleṣu nijeṣu tejaḥ\nsvīyaṁ kiyat prakaṭayaty api tadvad atra\nbrahmā ya eṣa jagad-aṇḍa-vidhāna-kartā\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Adoro o Senhor primordial, Govinda, de quem a porção subjetiva separada, Brahmā, recebe seu poder para a regulação do mundo terreno, assim como o Sol manifesta uma porção de sua própria luz em todas as gemas refulgentes que levam nomes tais como sūrya-kānta.\" (Brahma-saṁhitā 5.49)\n\nyat-pāda-pallava-yugaṁ vinidhāya kumbha-\ndvandve praṇāma-samaye sa gaṇādhirājaḥ\nvighnān vihantum alam asya jagat-trayasya\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Adoro o Senhor primordial, Govinda. Gaṇeśa sempre mantém Seus pés de lótus sobre o par de protuberâncias que se projetam de sua cabeça de elefante, a fim de obter poder para sua função de destruir todos os obstáculos na senda do progresso nos três mundos.\" (Brahma-saṁhitā 5.50)\n\nyac cakṣur eṣa savitā sakala-grahāṇāṁ\nrājā samasta-sura-mūrtir aśeṣa-tejāḥ\nyasyājñayā bhramati sambhṛta-kāla-cakro\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"O Sol, pleno de refulgência infinita, que é o rei de todos os planetas e a imagem da alma boa, é como o olho deste mundo. Adoro o Senhor primordial, Govinda, em cumprimento a cuja ordem o Sol realiza sua jornada, montado na roda do tempo.\" (Bs. 5.52)\n\nTodos os semideuses são servidores de Kṛṣṇa; não são iguais a Kṛṣṇa. Portanto, mesmo que alguém vá a um templo da pañcopāsanā, como mencionado acima, não deve aceitar as deidades como são aceitas pelos impersonalistas. Todas elas devem ser aceitas como semideuses pessoais, mas todos servem à ordem da Suprema Personalidade de Deus. Śaṅkarācārya, por exemplo, é compreendido como uma encarnação do Senhor Śiva, conforme se descreve no *Padma Purāṇa*. Ele propagou a filosofia māyāvāda sob a ordem do Senhor Supremo. Já discutimos este ponto no texto 114 deste capítulo: tāṅra doṣa nāhi, teṅho ājñā-kārī dāsa. \"Śaṅkarācārya não tem culpa, pois assim encobriu o verdadeiro propósito dos *Vedas* sob a ordem da Suprema Personalidade de Deus.\" Embora o Senhor Śiva, sob a forma de um brāhmaṇa (Śaṅkarācārya), pregasse a falsa filosofia do māyāvāda, Śrī Caitanya Mahāprabhu, não obstante, disse que, visto que ele o fez sob a ordem da Suprema Personalidade de Deus, não havia culpa de sua parte (tāṅra doṣa nāhi).\n\nDevemos oferecer o devido respeito a todos os semideuses. Se alguém pode oferecer respeito até a uma formiga, por que não aos semideuses? Deve-se sempre saber, contudo, que nenhum semideus é igual ou superior ao Senhor Supremo. Ekale īśvara kṛṣṇa, āra saba bhṛtya: \"Somente Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus, e todos os demais, inclusive os semideuses tais como o Senhor Śiva, o Senhor Brahmā, a deusa Durgā e Gaṇeśa, são Seus servidores.\" Todos servem ao propósito do Deus Supremo, e o que dizer de entidades vivas tão pequenas e insignificantes como nós? Somos, com certeza, servidores eternos do Senhor. A filosofia māyāvāda sustenta que os semideuses, as entidades vivas e a Suprema Personalidade de Deus são todos iguais. É, por conseguinte, uma representação errônea e completamente tola do conhecimento Védico."}
{"ref": "cc/adi/7/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/158/", "verse_text": "snāna karite yabe yā'na gaṅgā-tīre\n\ntāhāñi sakala loka haya mahā-bhiḍe", "devanagari": "> স্নান করিতে যবে যা’ন গঙ্গাতীরে ।\n> তাহাঞি সকল লোক হয় মহাভিড়ে ॥১৫৮॥", "synonyms": "*snāna*—banho; *karite*—tomar; *yabe*—quando; *yā'na*—vai; *gaṅgā*—Ganges; *tīre*—margem; *tāhāñi*—então e ali; *sakala*—todas; *loka*—pessoas; *haya*—reuniam-se; *mahā-bhiḍe*—em grandes multidões.", "translation": "**Sempre que o Senhor Caitanya ia às margens do Ganges para tomar banho, grandes multidões de muitas centenas e milhares de pessoas também se reuniam lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/159/", "verse_text": "bāhu tuli' prabhu bale,--bala hari hari\n\nhari-dhvani kare loka svarga-martya bhari'", "devanagari": "> বাহু তুলি’ প্রভু বলে, — বল হরি হরি ।\n> হরিধ্বনি করে লোক স্বর্গমর্ত্য ভরি’ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*bāhu tuli'*—erguendo os braços; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bale*—fala; *bala*—todos vós cantai; *hari hari*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa (Hari); *hari-dhvani*—a vibração sonora de Hari; *kare*—faz; *loka*—todas as pessoas; *svarga-martya*—no céu, no firmamento e na terra; *bhari'*—enchendo completamente.", "translation": "**Sempre que as multidões eram demasiado grandes, Śrī Caitanya Mahāprabhu punha-se de pé, erguia as mãos e cantava: \"Hari! Hari!\", ao que todas as pessoas respondiam, enchendo tanto a terra quanto o céu com a vibração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/160/", "verse_text": "loka nistāriyā prabhura calite haila mana\n\nvṛndāvane pāṭhāilā śrī-sanātana", "devanagari": "> লোক নিস্তারিয়া প্রভুর চলিতে হৈল মন ।\n> বৃন্দাবনে পাঠাইলা শ্রীসনাতন ॥১৬০॥", "synonyms": "*loka*—pessoas; *nistāriyā*—libertando; *prabhura*—do Senhor; *calite*—partir; *haila*—ficou; *mana*—mente; *vṛndāvane*—rumo a Vṛndāvana; *pāṭhāilā*—enviou; *śrī-sanātana*—Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Após libertar assim as pessoas em geral, o Senhor desejou deixar Vārāṇasī. Após instruir Śrī Sanātana Gosvāmī, enviou-o rumo a Vṛndāvana.**", "purport": "O verdadeiro propósito da permanência do Senhor Caitanya em Vārāṇasī, após voltar de Vṛndāvana, era encontrar Sanātana Gosvāmī e ensiná-lo. Sanātana Gosvāmī encontrou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu depois do retorno do Senhor a Vārāṇasī, onde o Senhor o instruiu durante dois meses acerca das complexidades da filosofia vaiṣṇava e das atividades vaiṣṇavas. Após instruí-lo completamente, enviou-o a Vṛndāvana para executar Suas ordens. Quando Sanātana Gosvāmī foi a Vṛndāvana, não havia templos. A cidade estava deserta como um campo aberto. Sanātana Gosvāmī sentou-se à margem do Yamunā e, após algum tempo, construiu gradualmente o primeiro templo; depois, outros templos foram construídos, e agora a cidade está repleta de templos, em número de cerca de cinco mil."}
{"ref": "cc/adi/7/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/161/", "verse_text": "rātri-divase lokera śuni' kolāhala\n\nvārāṇasī chāḍi' prabhu āilā nīlācala", "devanagari": "> রাত্রি-দিবসে লোকের শুনি’ কোলাহল ।\n> বারাণসী ছাড়ি’ প্রভু আইলা নীলাচল ॥১৬১॥", "synonyms": "*rātri*—noite; *divase*—dia; *lokera*—das pessoas em geral; *śuni*—ouvindo; *kolāhala*—tumulto; *vārāṇasī*—a cidade de Benares; *chāḍi'*—deixando; *prabhu*—o Senhor; *āilā*—retornou; *nīlācala*—a Purī.", "translation": "**Porque a cidade de Vārāṇasī estava sempre cheia de multidões tumultuosas, Śrī Caitanya Mahāprabhu, após enviar Sanātana a Vṛndāvana, retornou a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/162/", "verse_text": "ei līlā kahiba āge vistāra kariyā\n\nsaṅkṣepe kahilāṅ ihāṅ prasaṅga pāiyā", "devanagari": "> এই লীলা কহিব আগে বিস্তার করিয়া ।\n> সংক্ষেপে কহিলাঙ ইহাঁ প্রসঙ্গ পাইয়া ॥১৬২॥", "synonyms": "*ei*—estes; *līlā*—passatempos; *kahiba*—falarei; *āge*—mais adiante; *vistāra*—descrição vívida; *kariyā*—fazendo; *saṅkṣepe*—em resumo; *kahilāṅ*—falei; *ihāṅ*—neste lugar; *prasaṅga*—tópicos; *pāiyā*—aproveitando.", "translation": "**Dei aqui um breve relato destes passatempos do Senhor Caitanya, mas mais adiante descrevê-los-ei de maneira extensa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/163/", "verse_text": "ei pañca-tattva-rūpe śrī-kṛṣṇa-caitanya\n\nkṛṣṇa-nāma-prema diyā viśva kailā dhanya", "devanagari": "> এই পঞ্চতত্ত্বরূপে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> কৃষ্ণ-নাম-প্রেম দিয়া বিশ্ব কৈলা ধন্য ॥১৬৩॥", "synonyms": "*ei*—este; *pañca-tattva-rūpe*—o Senhor em Suas cinco formas; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *prema*—amor a Kṛṣṇa; *diyā*—distribuindo; *viśva*—o mundo inteiro; *kailā*—tornou; *dhanya*—agradecido.", "translation": "**Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu e Seus associados do Pañca-tattva distribuíram o santo nome do Senhor para invocar o amor a Deus por todo o universo, e assim o universo inteiro ficou agradecido.**", "purport": "Aqui se diz que o Senhor Caitanya tornou o universo inteiro agradecido a Ele por propagar o movimento de saṅkīrtana com Seus associados. O Senhor Caitanya Mahāprabhu já santificou o universo inteiro com Sua presença há quinhentos anos e, portanto, qualquer um que tente servir sinceramente a Śrī Caitanya Mahāprabhu seguindo Suas pegadas e seguindo as instruções dos ācāryas conseguirá pregar com êxito os santos nomes do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa por todo o universo. Há alguns críticos tolos que dizem que aos europeus e americanos não se pode oferecer sannyāsa, mas aqui vemos que Śrī Caitanya Mahāprabhu queria pregar o movimento de saṅkīrtana por todo o universo. Para o trabalho de pregação, os sannyāsīs são essenciais. Esses críticos pensam que somente aos indianos ou hindus se deve oferecer sannyāsa para pregar, mas seu conhecimento é praticamente nulo. Sem sannyāsīs, o trabalho de pregação será impedido. Por conseguinte, sob a instrução do Senhor Caitanya e com as bênçãos de Seus associados, não deve haver discriminação nesta matéria; ao contrário, pessoas de todas as partes do mundo devem ser treinadas para pregar e receber sannyāsa, a fim de que o culto do movimento de saṅkīrtana de Śrī Caitanya Mahāprabhu se expanda ilimitadamente. Não nos importamos com a crítica dos tolos. Prosseguiremos com nosso trabalho e simplesmente dependeremos das bênçãos do Senhor Caitanya Mahāprabhu e de Seus associados, o Pañca-tattva."}
{"ref": "cc/adi/7/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/164/", "verse_text": "mathurāte pāṭhāila rūpa-sanātana\n\ndui senā-pati kaila bhakti pracāraṇa", "devanagari": "> মথুরাতে পাঠাইল রূপ-সনাতন ।\n> দুই সেনাপতি কৈল ভক্তি প্রচারণ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*mathurāte*—rumo a Mathurā; *pāṭhāila*—enviou; *rūpa-sanātana*—os dois irmãos Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī; *dui*—ambos; *senā-pati*—como comandantes-em-chefe; *kaila*—fez deles; *bhakti*—serviço devocional; *pracāraṇa*—difundir.", "translation": "**O Senhor Caitanya despachou os dois generais, Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, a Vṛndāvana para pregar o culto do bhakti.**", "purport": "Quando Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī foram a Vṛndāvana, não havia um único templo, mas com sua pregação foram gradualmente capazes de construir vários templos. Sanātana Gosvāmī construiu o templo de Madana-mohana, e Rūpa Gosvāmī construiu o templo de Govindajī. De modo semelhante, seu sobrinho Jīva Gosvāmī construiu o templo de Rādhā-Dāmodara, Śrī Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī construiu o templo de Rādhā-ramaṇa, Śrī Lokanātha Gosvāmī construiu o templo de Gokulānanda, e Śyāmānanda Gosvāmī construiu o templo de Śyāmasundara. Dessa forma, muitos templos foram gradualmente construídos. Para a pregação, a construção de templos também é necessária. Os Gosvāmīs não apenas se ocupavam em escrever livros, mas também construíam templos, pois ambos são necessários para o trabalho de pregação. Śrī Caitanya Mahāprabhu queria que o culto de Seu movimento de *saṅkīrtana* se espalhasse por todo o mundo. Agora que a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna assumiu essa tarefa de pregar o culto do Senhor Caitanya, seus membros não devem apenas construir templos em cada cidade e aldeia do globo, mas também distribuir os livros que já foram escritos e aumentar ainda mais o número de livros. Tanto a distribuição de livros quanto a construção de templos devem continuar lado a lado, em linhas paralelas."}
{"ref": "cc/adi/7/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/165/", "verse_text": "nityānanda-gosāñe pāṭhāilā gauḍa-deśe\n\nteṅho bhakti pracārilā aśeṣa-viśeṣe", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-গোসাঞে পাঠাইলা গৌড়দেশে ।\n> তেঁহো ভক্তি প্রচারিলা অশেষ-বিশেষে ॥১৬৫॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *gosāñe*—o ācārya; *pāṭhāilā*—foi enviado; *gauḍa-deśe*—a Bengala; *teṅho*—Ele; *bhakti*—culto devocional; *pracārilā*—pregou; *aśeṣa-viśeṣe*—de maneira muito extensa.", "translation": "**Assim como Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī foram enviados rumo a Mathurā, Nityānanda Prabhu foi enviado a Bengala para pregar extensamente o culto de Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "O nome do Senhor Nityānanda é muito famoso em Bengala. É claro que qualquer um que conheça o Senhor Nityānanda conhece também Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas há alguns devotos desorientados que enfatizam a importância do Senhor Nityānanda mais do que a de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Isso não é bom. Tampouco se deve enfatizar Śrī Caitanya Mahāprabhu mais do que o Senhor Nityānanda. O autor do *Caitanya-caritāmṛta*, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, deixou seu lar por causa de seu irmão enfatizar a importância de Śrī Caitanya Mahāprabhu sobre a de Nityānanda Prabhu. Na verdade, deve-se oferecer respeito ao Pañca-tattva sem tal discriminação tola, sem considerar Nityānanda Prabhu maior, Caitanya Mahāprabhu maior ou Advaita Prabhu maior. O respeito deve ser oferecido igualmente: śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda. Todos os devotos do Senhor Caitanya ou de Nityānanda são pessoas dignas de adoração."}
{"ref": "cc/adi/7/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/166/", "verse_text": "āpane dakṣiṇa deśa karilā gamana\n\ngrāme grāme kailā kṛṣṇa-nāma pracāraṇa", "devanagari": "> আপনে দক্ষিণ দেশ করিলা গমন ।\n> গ্রামে গ্রামে কৈলা কৃষ্ণনাম প্রচারণ ॥১৬৬॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *dakṣiṇa deśa*—a Índia do Sul; *karilā*—fez; *gamana*—viagem; *grāme grāme*—em cada aldeia; *kailā*—fez; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *pracāraṇa*—difundir.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu foi pessoalmente à Índia do Sul, e difundiu o santo nome do Senhor Kṛṣṇa em cada aldeia e cidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/167/", "verse_text": "setubandha paryanta kailā bhaktira pracāra\n\nkṛṣṇa-prema diyā kailā sabāra nistāra", "devanagari": "> সেতুবন্ধ পর্যন্ত কৈলা ভক্তির প্রচার ।\n> কৃষ্ণপ্রেম দিয়া কৈলা সবার নিস্তার ॥১৬৭॥", "synonyms": "*setubandha*—o lugar onde o Senhor Rāmacandra construiu Sua ponte; *paryanta*—até esse lugar; *kailā*—fez; *bhaktira*—do culto do serviço devocional; *pracāra*—difusão; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *diyā*—distribuindo; *kailā*—fez; *sabāra*—de todos; *nistāra*—libertação.", "translation": "**Assim, o Senhor foi até a ponta mais ao sul da península indiana, conhecida como Setubandha [Cabo Comorin]. Por toda parte, Ele distribuiu o culto do bhakti e o amor a Kṛṣṇa e, dessa maneira, libertou a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/168/", "verse_text": "ei ta' kahila pañca-tattvera vyākhyāna\n\nihāra śravaṇe haya caitanya-tattva jñāna", "devanagari": "> এই ত’ কহিল পঞ্চতত্ত্বের ব্যাখ্যান ।\n> ইহার শ্রবণে হয় চৈতন্যতত্ত্ব-জ্ঞান ॥১৬৮॥", "synonyms": "*ei ta'*—esta; *kahila*—descrevi; *pañca-tattvera*—do Pañca-tattva; *vyākhyāna*—explicação; *ihāra*—disto; *śravaṇe*—ao ouvir; *haya*—torna-se; *caitanya-tattva*—a verdade de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**Explico assim a verdade do Pañca-tattva. Quem ouve esta explicação aumenta seu conhecimento sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "O Pañca-tattva é um fator muito importante para a compreensão de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Há sahajiyās que, ignorando a importância do Pañca-tattva, inventam seus próprios slogans, tais como bhaja nitāi gaura, rādhe śyāma, japa hare kṛṣṇa hare rāma ou śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda hare kṛṣṇa hare rāma śrī-rādhe govinda. Tais cantos podem ser boa poesia, mas não podem ajudar-nos a avançar no serviço devocional. Nesses cantos há também muitas discrepâncias, que não precisam ser discutidas aqui. A rigor, ao cantar os nomes do Pañca-tattva, deve-se oferecer plenamente as reverências: śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda. Por meio desse canto, a pessoa é abençoada com a competência de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa sem ofensa. Ao cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, deve-se também cantá-lo por inteiro: Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Não se deve adotar tolamente nenhum dos slogans inventados por devotos imaginativos. Se alguém realmente deseja obter os efeitos do canto, deve seguir estritamente os grandes ācāryas. Isso é confirmado no *Mahābhārata*: mahā-jano yena gataḥ sa panthāḥ. \"A verdadeira senda do progresso é aquela percorrida pelos grandes ācāryas e autoridades.\""}
{"ref": "cc/adi/7/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/169/", "verse_text": "śrī-caitanya, nityānanda, advaita,--tina jana\n\nśrīvāsa-gadādhara-ādi yata bhakta-gaṇa", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য, নিত্যানন্দ, অদ্বৈত, — তিন জন ।\n> শ্রীবাস-গদাধর-আদি যত ভক্তগণ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*śrī-caitanya, nityānanda, advaita*—Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu e Advaita Prabhu; *tina*—estas três; *jana*—personalidades; *śrīvāsa-gadādhara*—Śrīvāsa e Gadādhara; *ādi*—etc.; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**Ao cantar o mahā-mantra do Pañca-tattva, deve-se cantar os nomes de Śrī Caitanya, Nityānanda, Advaita, Gadādhara e Śrīvāsa, com seus muitos devotos. Este é o processo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/170/", "verse_text": "sabākāra pādapadme koṭi namaskāra\n\nyaiche taiche kahi kichu caitanya-vihāra", "devanagari": "> সবাকার পাদপদ্মে কোটি নমস্কার ।\n> যৈছে তৈছে কহি কিছু চৈতন্য-বিহার ॥১৭০॥", "synonyms": "*sabākāra*—de todos eles; *pāda-padme*—aos pés de lótus; *koṭi*—incontáveis; *namaskāra*—reverências; *yaiche taiche*—de uma forma ou de outra; *kahi*—falo; *kichu*—algo; *caitanya-vihāra*—sobre os passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Ofereço repetidas vezes minhas reverências ao Pañca-tattva. Assim, penso que serei capaz de descrever algo sobre os passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/7/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/7/171/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৭১॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo suas pegadas.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu queria pregar o movimento de saṅkīrtana do amor a Kṛṣṇa pelo mundo inteiro e, portanto, durante Sua presença, inspirou o movimento de saṅkīrtana. Especificamente, enviou Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī a Vṛndāvana e Nityānanda a Bengala, e foi pessoalmente à Índia do Sul. Dessa maneira, Ele bondosamente deixou a tarefa de pregar Seu culto no restante do mundo para a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. Os membros desta Sociedade devem sempre lembrar-se de que, se se ativerem aos princípios reguladores e pregarem sinceramente de acordo com as instruções dos ācāryas, com certeza terão as profundas bênçãos do Senhor Caitanya Mahāprabhu, e seu trabalho de pregação será bem-sucedido em toda parte, por todo o mundo.\n\nAssim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Sétimo Capítulo, que descreve o Senhor Caitanya em cinco aspectos."}
{"ref": "cc/adi/8/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/1/", "verse_text": "vande caitanya-devaṁ taṁ\nbhagavantaṁ yad-icchayā\nprasabhaṁ nartyate citraṁ\nlekha-raṅge jaḍo 'py ayam", "devanagari": "> বন্দে চৈতন্যদেবং তং ভগবন্তং যদিচ্ছয়া ।\n> প্রসভং নর্ত্যতে চিত্রং লেখরঙ্গে জড়োঽপ্যয়ম্ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *caitanya-devam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tam*—a Ele; *bhagavantam*—a Personalidade de Deus; *yat-icchayā*—por cujos desejos; *prasabham*—de repente; *nartyate*—dançando; *citram*—maravilhosamente; *lekha-raṅge*—no que se refere a escrever; *jaḍaḥ*—tolo obtuso; *api*—embora; *ayam*—este.", "translation": "**Ofereço meus respeitos à Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu, por cujo desejo me tornei como um cão dançante e, embora seja um tolo, repentinamente dediquei-me a escrever Śrī *Caitanya-caritāmṛta*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya gauracandra\njaya jaya paramānanda jaya nityānanda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য গৌরচন্দ্র ।\n> জয় জয় পরমানন্দ জয় নিত্যানন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—a Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *gaura-candra*—cujo nome é Senhor Gaurāṅga; *jaya jaya*—todas as glórias; *paramānanda*—o mais jubiloso; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Permitam-me oferecer minhas respeitosas reverências a Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, que é conhecido como Gaurasundara. Também ofereço minhas respeitosas reverências a Nityānanda Prabhu, que é sempre muito jubiloso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/3/", "verse_text": "jaya jayādvaita ācārya kṛpāmaya\njaya jaya gadādhara paṇḍita mahāśaya", "devanagari": "> জয় জয়াদ্বৈত আচার্য কৃপাময় ।\n> জয় জয় গদাধর পণ্ডিত মহাশয় ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *advaita*—ao Senhor Advaita Prabhu; *ācārya*—mestre; *kṛpāmaya*—muito misericordioso; *jaya jaya*—todas as glórias a; *gadādhara*—de nome Gadādhara; *paṇḍita*—erudito instruído; *mahāśaya*—grande personalidade.", "translation": "**Permitam-me oferecer minhas respeitosas reverências a Advaita Ācārya, que é muito misericordioso, e também àquela grande personalidade Gadādhara Paṇḍita, o erudito instruído.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/4/", "verse_text": "jaya jaya śrīvāsādi yata bhakta-gaṇa\npraṇata ha-iyā vandoṅ sabāra caraṇa", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীবাসাদি যত ভক্তগণ ।\n> প্রণত হইয়া বন্দোঁ সবার চরণ ॥৪॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrīvāsa-ādi*—a Śrīvāsa Ṭhākura, etc.; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *praṇata*—oferecendo reverências; *ha-iyā*—assim fazendo; *vandoṅ*—oro; *sabāra*—de todos; *caraṇa*—pés de lótus.", "translation": "**Permitam-me oferecer minhas respeitosas reverências a Śrīvāsa Ṭhākura e a todos os demais devotos do Senhor. Prostro-me para oferecer-lhes respeito. Adoro seus pés de lótus.**", "purport": "Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī nos ensina primeiramente a oferecer respeito ao Pañca-tattva — Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu, Advaita Prabhu, Gadādhara Prabhu e Śrīvāsa e os demais devotos. Devemos seguir estritamente o princípio de oferecer nosso respeito ao Pañca-tattva, conforme resumido no mantra śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda. No início de toda atividade de pregação, especialmente antes de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare, Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare —, devemos cantar os nomes do Pañca-tattva e oferecer-lhes nosso respeito."}
{"ref": "cc/adi/8/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/5/", "verse_text": "mūka kavitva kare yāṅ-sabāra smaraṇe\npaṅgu giri laṅghe, andha dekhe tārā-gaṇe", "devanagari": "> মূক কবিত্ব করে যাঁ-সবার স্মরণে ।\n> পঙ্গু গিরি লঙ্ঘে, অন্ধ দেখে তারাগণে ॥৫॥", "synonyms": "*mūka*—mudo; *kavitva*—poeta; *kare*—torna-se; *yāṅ*—de quem; *sabāra*—de todos; *smaraṇe*—por lembrar; *paṅgu*—o coxo; *giri*—montanhas; *laṅghe*—atravessa; *andha*—cego; *dekhe*—vê; *tārā-gaṇe*—as estrelas.", "translation": "**Ao lembrar-se dos pés de lótus do Pañca-tattva, um mudo pode tornar-se poeta, um coxo pode atravessar montanhas e um cego pode ver as estrelas no céu.**", "purport": "Na filosofia vaiṣṇava existem três caminhos para a perfeição — a saber, sādhana-siddha, a perfeição alcançada pela execução do serviço devocional segundo as regras e regulações; nitya-siddha, a perfeição eterna alcançada por nunca esquecer Kṛṣṇa em momento algum; e kṛpā-siddha, a perfeição alcançada pela misericórdia do mestre espiritual ou de outro vaiṣṇava. Kavirāja Gosvāmī enfatiza aqui o kṛpā-siddha, a perfeição pela misericórdia das autoridades superiores. Essa misericórdia não depende das qualificações de um devoto. Por tal misericórdia, mesmo que um devoto seja mudo, ele pode falar ou escrever para glorificar o Senhor esplendidamente; mesmo que seja coxo, pode atravessar montanhas; e mesmo que seja cego, pode ver as estrelas no céu."}
{"ref": "cc/adi/8/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/6/", "verse_text": "e-saba nā māne yei paṇḍita sakala\ntā-sabāra vidyā-pāṭha bheka-kolāhala", "devanagari": "> এ-সব না মানে যেই পণ্ডিত সকল ।\n> তা-সবার বিদ্যাপাঠ ভেক-কোলাহল ॥৬॥", "synonyms": "*e-saba*—todos estes; *nā*—não; *māne*—aceita; *yei*—qualquer um; *paṇḍita*—supostos eruditos; *sakala*—todos; *tā-sabāra*—de todos eles; *vidyā-pāṭha*—o cultivo educacional; *bheka*—de rãs; *kolāhala*—som tumultuoso.", "translation": "**A educação cultivada pelos supostos eruditos instruídos que não acreditam nessas afirmações de Śrī *Caitanya-caritāmṛta* é como o tumultuoso coaxar das rãs.**", "purport": "O coaxar das rãs na estação chuvosa ressoa muito alto na floresta, com o resultado de que as serpentes, ao ouvir o coaxar na escuridão, aproximam-se das rãs e as engolem. De modo semelhante, as supostas vibrações educacionais das línguas dos professores universitários que não possuem conhecimento espiritual são como o coaxar das rãs."}
{"ref": "cc/adi/8/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/7/", "verse_text": "ei saba nā māne yebā kare kṛṣṇa-bhakti\nkṛṣṇa-kṛpā nāhi tāre, nāhi tāra gati", "devanagari": "> এই সব না মানে যেবা করে কৃষ্ণভক্তি ।\n> কৃষ্ণ-কৃপা নাহি তারে, নাহি তার গতি ॥৭॥", "synonyms": "*ei*—estes; *saba*—todos; *nā māne*—não aceita; *yebā*—qualquer um que; *kare*—executa; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional; *kṛṣṇa-kṛpā*—misericórdia de Kṛṣṇa; *nāhi*—não há; *tāre*—para ele; *nāhi*—não há; *tāra*—seu; *gati*—avanço.", "translation": "**Aquele que não aceita as glórias do Pañca-tattva mas, ainda assim, faz alarde de serviço devocional a Kṛṣṇa nunca poderá alcançar a misericórdia de Kṛṣṇa nem avançar até a meta última.**", "purport": "Se alguém está seriamente interessado nas atividades da consciência de Kṛṣṇa, deve estar pronto a seguir as regras e regulações estabelecidas pelos ācāryas, e deve compreender suas conclusões. O śāstra diz: dharmasya tattvaṁ nihitaṁ guhāyāṁ mahā-jano yena gataḥ sa panthāḥ (*Mahābhārata*, Vana-parva 313.117). É muito difícil compreender o segredo da consciência de Kṛṣṇa, mas aquele que avança pela instrução dos ācāryas anteriores e segue as pegadas de seus predecessores na linha de sucessão discipular obterá êxito. Os demais não obterão. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura diz, nesse contexto, chāḍiyā vaiṣṇava-sevā nistāra pāyeche kebā: \"A menos que se sirva ao mestre espiritual e aos ācāryas, não se pode ser liberado.\" Em outra passagem, ele diz:\n\nei chaya gosāñi yāra--mui tāra dāsa\ntāṅ' sabāra pada-reṇu mora pañca-grāsa\n\n\"Eu simplesmente aceito uma pessoa que segue as pegadas dos seis Gosvāmīs, e o pó dos pés de lótus de tal pessoa é meu alimento.\""}
{"ref": "cc/adi/8/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/8/", "verse_text": "pūrve yaiche jarāsandha-ādi rāja-gaṇa\nveda-dharma kari' kare viṣṇura pūjana", "devanagari": "> পূর্বে যৈছে জরাসন্ধ-আদি রাজগণ ।\n> বেদ-ধর্ম করি’ করে বিষ্ণুর পূজন ॥৮॥", "synonyms": "*pūrve*—antigamente; *yaiche*—assim como era; *jarāsandha*—o rei Jarāsandha; *ādi*—encabeçando; *rāja-gaṇa*—reis; *veda-dharma*—execução de rituais Védicos; *kari'*—fazendo; *kare*—faz; *viṣṇura*—do Senhor Viṣṇu; *pūjana*—adoração.", "translation": "**Antigamente, reis como Jarāsandha [o sogro de Kaṁsa] seguiam estritamente os rituais Védicos, adorando assim o Senhor Viṣṇu.**", "purport": "Nestes versos, o autor do *Śrī Caitanya-caritāmṛta*, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, insiste com muita seriedade na importância da adoração à Pañca-tattva. Se alguém se torna devoto de Gaurasundara ou de Kṛṣṇa mas não dá importância à Pañca-tattva (*śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda*), suas atividades são consideradas ofensas ou, nas palavras de Śrīla Rūpa Gosvāmī, *utpāta* (perturbações). Por conseguinte, é preciso estar pronto para oferecer o devido respeito à Pañca-tattva antes de tornar-se devoto do Senhor Gaurasundara ou de Śrī Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/8/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/9/", "verse_text": "kṛṣṇa nāhi māne, tāte daitya kari' māni\ncaitanya nā mānile taiche daitya tāre jāni", "devanagari": "> কৃষ্ণ নাহি মানে, তাতে দৈত্য করি’ মানি ।\n> চৈতন্য না মানিলে তৈছে দৈত্য তারে জানি ॥৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nāhi*—não; *māne*—aceita; *tāte*—portanto; *daitya*—demônio; *kari' māni*—nós aceitamos; *caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā*—sem; *mānile*—aceitar; *taiche*—de modo semelhante; *daitya*—demônio; *tāre*—a ele; *jāni*—nós sabemos.", "translation": "**Aquele que não aceita Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus é certamente um demônio. De modo semelhante, qualquer um que não aceite Śrī Caitanya Mahāprabhu como Kṛṣṇa, o mesmo Senhor Supremo, também deve ser considerado um demônio.**", "purport": "Antigamente havia reis como Jarāsandha que seguiam estritamente os rituais Védicos, agiam como *kṣatriyas* caridosos e competentes, possuíam todas as qualidades *kṣatriya* e eram inclusive obedientes à cultura brâhmana, mas que não aceitavam Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus. Jarāsandha atacou Kṛṣṇa muitas vezes, e cada vez, naturalmente, foi derrotado. Como Jarāsandha, qualquer homem que execute rituais Védicos mas não aceite Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus deve ser considerado um *asura*, ou demônio. Da mesma forma, quem não aceita Śrī Caitanya Mahāprabhu como o próprio Kṛṣṇa é também um demônio. Esta é a conclusão das escrituras autorizadas. Portanto, tanto a chamada devoção a Gaurasundara sem serviço devocional a Kṛṣṇa quanto a chamada *kṛṣṇa-bhakti* sem serviço devocional a Gaurasundara são atividades não devocionais. Se alguém quer ser bem-sucedido no caminho da consciência de Kṛṣṇa, deve estar completamente consciente tanto da personalidade de Gaurasundara quanto da personalidade de Kṛṣṇa. Conhecer a personalidade de Gaurasundara significa conhecer as personalidades de *śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda*. O autor do *Śrī Caitanya-caritāmṛta*, seguindo as autoridades, ressalta este princípio como condição para a perfeição na consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/8/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/10/", "verse_text": "more nā mānile saba loka habe nāśa\nithi lāgi' kṛpārdra prabhu karila sannyāsa", "devanagari": "> মোরে না মানিলে সব লোক হবে নাশ ।\n> ইথি লাগি’ কৃপার্দ্র প্রভু করিল সন্ন্যাস ॥১০॥", "synonyms": "*more*—a Mim; *nā*—sem; *mānile*—aceitar; *saba*—todas; *loka*—as pessoas em geral; *habe*—irão para; *nāśa*—a destruição; *ithi*—por isto; *lāgi'*—pela razão de; *kṛpā-ārdra*—todo misericordioso; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *karila*—aceitou; *sannyāsa*—a ordem de sannyāsa.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu pensou: \"A menos que as pessoas O aceitassem, todas seriam destruídas.\" Assim, o misericordioso Senhor aceitou a ordem do sannyāsa.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.3.51) afirma-se: kīrtanād eva kṛṣṇasya mukta-saṅgaḥ paraṁ vrajet: \"Simplesmente por cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, ou o nome do Senhor Kṛṣṇa, a pessoa é liberada e volta ao lar, volta ao Supremo.\" Esta consciência de Kṛṣṇa deve ser alcançada pela misericórdia do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Não se pode ser completo em consciência de Kṛṣṇa a menos que se aceite Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados como o único meio para o êxito. É por causa dessas considerações que o Senhor aceitou sannyāsa, pois assim as pessoas Lhe ofereceriam respeito e muito rapidamente chegariam à plataforma da consciência de Kṛṣṇa. Visto que o Senhor Caitanya Mahāprabhu, que é o próprio Kṛṣṇa, inaugurou o movimento da consciência de Kṛṣṇa, sem Sua misericórdia ninguém pode ser elevado à plataforma transcendental da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/8/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/11/", "verse_text": "sannyāsi-buddhye more karibe namaskāra\ntathāpi khaṇḍibe duḥkha, pāibe nistāra", "devanagari": "> সন্ন্যাসি-বুদ্ধ্যে মোরে করিবে নমস্কার ।\n> তথাপি খণ্ডিবে দুঃখ, পাইবে নিস্তার ॥১১॥", "synonyms": "*sannyāsi-buddhye*—pela consideração de um sannyāsī; *more*—a Mim; *karibe*—eles irão; *namaskāra*—oferecer reverências; *tathāpi*—portanto; *khaṇḍibe*—diminuirão; *duḥkha*—aflição; *pāibe*—obterão; *nistāra*—liberação.", "translation": "**\"Se uma pessoa Me oferece reverências, mesmo que O aceite apenas como um sannyāsī comum, suas aflições materiais diminuirão e ela eventualmente alcançará a liberação.\"**", "purport": "Kṛṣṇa é tão misericordioso que sempre pensa em como liberar as almas condicionadas da plataforma material. É por essa razão que Kṛṣṇa encarna, como se indica claramente no *Bhagavad-gītā* (4.7):\n\nyadā yadā hi dharmasya\nglānir bhavati bhārata\nabhyutthānam adharmasya\ntadātmānaṁ sṛjāmy aham\n\n\"Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensão predominante da irreligião, nesse momento Eu próprio descendo.\" Kṛṣṇa sempre protege as entidades vivas de muitas maneiras. Ele vem em pessoa, envia Seus próprios devotos confidenciais e deixa atrás de Si śāstras como o *Bhagavad-gītā*. Por quê? É para que as pessoas possam aproveitar a bênção de serem liberadas das garras de māyā. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou sannyāsa para que mesmo uma pessoa tola que O aceitasse como um sannyāsī comum Lhe oferecesse respeito, pois isso ajudaria a diminuir suas aflições materiais e finalmente o liberaria das garras materiais. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī assinala, nesse contexto, que Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é a forma combinada de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa (mahāprabhu śrī-caitanya, rādha-kṛṣṇa-nahe anya). Portanto, quando os tolos consideravam Caitanya Mahāprabhu um ser humano comum e, assim, O tratavam desrespeitosamente, o misericordioso Senhor, a fim de libertar esses ofensores, aceitou sannyāsa para que Lhe oferecessem reverências, aceitando-O como um sannyāsī. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou sannyāsa para conceder Sua grande misericórdia às pessoas em geral, que não podem apreciá-Lo como o próprio Rādhā e Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/8/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/12/", "verse_text": "hena kṛpāmaya caitanya nā bhaje yei jana\nsarvottama ha-ileo tāre asure gaṇana", "devanagari": "> হেন কৃপাময় চৈতন্য না ভজে যেই জন ।\n> সর্বোত্তম হইলেও তারে অসুরে গণন ॥১২॥", "synonyms": "*hena*—tal; *kṛpāmaya*—misericordioso; *caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya; *nā*—não; *bhaje*—adora; *yei*—uma; *jana*—pessoa; *sarvottama*—supremo; *ha-ileo*—apesar de ser; *tāre*—a ele; *asure*—entre os demônios; *gaṇana*—o cômputo.", "translation": "**Aquele que não mostra respeito a este misericordioso Senhor, Caitanya Mahāprabhu, ou que não O adora deve ser considerado um demônio, ainda que seja muito exaltado na sociedade humana.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Mahārāja diz, nesse contexto: \"Ó entidades vivas, simplesmente ocupai-vos em consciência de Kṛṣṇa. Esta é a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\" O Senhor Caitanya pregou esse culto, instruindo a filosofia da consciência de Kṛṣṇa em Seus oito versos, ou Śikṣāṣṭaka, e disse: ihā haite sarva-siddhi haibe tomāra: \"Por cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa alcançará toda a perfeição na vida.\" Portanto, aquele que não Lhe mostra respeito ou não consegue apreciar Sua misericórdia, apesar de todos esses gestos misericordiosos, ainda é um asura, ou opositor do genuíno serviço devocional ao Senhor Viṣṇu, ainda que seja muito exaltado na sociedade humana. A palavra asura refere-se àquele que é contra o serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu. Deve-se notar que, a menos que se adore Śrī Caitanya Mahāprabhu, é inútil tornar-se devoto de Kṛṣṇa; e, a menos que se adore Kṛṣṇa, também é inútil tornar-se devoto de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Tal serviço devocional deve ser compreendido como um produto de Kali-yuga. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa, nesse contexto, que os smārtas ateus, ou adoradores dos cinco tipos de semideuses, adoram o Senhor Viṣṇu em busca de uma pequena satisfação no êxito material, mas não têm respeito por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Pensando que Ele é uma das entidades vivas comuns, discriminam entre Gaurasundara e Śrī Kṛṣṇa. Tal compreensão também é demoníaca e vai contra a conclusão dos ācāryas. Tal conclusão é um produto de Kali-yuga."}
{"ref": "cc/adi/8/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/13/", "verse_text": "ataeva punaḥ kahoṅ ūrdhva-bāhu hañā\ncaitanya-nityānanda bhaja kutarka chāḍiyā", "devanagari": "> অতএব পুনঃ কহোঁ ঊর্ধ্ববাহু হঞা ।\n> চৈতন্য-নিত্যানন্দ ভজ কুতর্ক ছাড়িয়া ॥১৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *punaḥ*—de novo; *kahoṅ*—eu falo; *ūrdhva*—erguendo; *bāhu*—os braços; *hañā*—assim fazendo; *caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *bhaja*—adorai; *kutarka*—argumentos inúteis; *chāḍiyā*—abandonando.", "translation": "**Portanto, digo de novo, erguendo meus braços: ó semelhantes seres humanos, por favor, adorai Śrī Caitanya e Nityānanda sem argumentos falsos!**", "purport": "Visto que uma pessoa que executa kṛṣṇa-bhakti mas não compreende Śrī Kṛṣṇa Caitanya e Prabhu Nityānanda simplesmente desperdiçará seu tempo, o autor, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, pede que todos passem a adorar Śrī Caitanya e Nityānanda Prabhu e o Pañca-tattva. Ele assegura a todos que qualquer pessoa que assim faça terá êxito na consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/8/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/14/", "verse_text": "yadi vā tārkika kahe,--tarka se pramāṇa\n\ntarka-śāstre siddha yei, sei sevyamāna", "devanagari": "> যদি বা তার্কিক কহে, — তর্ক সে প্রমাণ ।\n> তর্কশাস্ত্রে সিদ্ধ যেই, সেই সেব্যমান ॥১৪॥", "synonyms": "*yadi*—se; *vā*—ou; *tārkika*—o lógico; *kahe*—diz; *tarka*—lógica; *se*—essa; *pramāṇa*—evidência; *tarka-śāstre*—na lógica; *siddha*—aceito; *yei*—o que quer que seja; *sei*—esse; *sevyamāna*—é digno de adoração.", "translation": "**Os lógicos dizem: \"A menos que a pessoa obtenha compreensão por meio da lógica e do raciocínio, como poderá decidir-se acerca de uma Deidade digna de adoração?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/15/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya-dayā karaha vicāra\n\nvicāra karite citte pābe camatkāra", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-দয়া করহ বিচার ।\n> বিচার করিলে চিত্তে পাবে চমৎকার ॥১৫॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dayā*—Sua misericórdia; *karaha*—simplesmente ponde em; *vicāra*—consideração; *vicāra*—quando tal consideração; *karile*—for feita por vós; *citte*—em vosso coração; *pābe*—obtereis; *camatkāra*—assombroso espanto.", "translation": "**Se de fato vos interessais por lógica e raciocínio, aplicai-os gentilmente à misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Se assim o fizerdes, ireis achá-la assombrosamente maravilhosa.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta, a este respeito, que as pessoas em geral, em sua estreita concepção de vida, criam muitos tipos diferentes de atividades humanitárias, mas as atividades humanitárias inauguradas por Śrī Caitanya Mahāprabhu são diferentes. Para os lógicos que querem aceitar apenas aquilo que se prova mediante lógica e raciocínio, é um fato que, sem lógica e razão, não pode haver questão de aceitar a Verdade Absoluta. Infelizmente, quando tais lógicos trilham essa senda sem a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, permanecem na plataforma da lógica e do raciocínio e não avançam na vida espiritual. Contudo, se alguém é inteligente o bastante para aplicar seus argumentos e sua lógica à compreensão sutil da substância espiritual fundamental, será capaz de saber que um parco caudal de conhecimento estabelecido com base na lógica material não pode ajudar a pessoa a compreender a Verdade Absoluta, a qual está além do alcance dos sentidos imperfeitos. O *Mahābhārata*, portanto, diz: acintyāḥ khalu ye bhāvā na tāṁs tarkeṇa yojayet. (*Mahābhārata*, Bhīṣma-parva 5.22) Como pode aquilo que está além da imaginação ou da especulação sensorial das criaturas mundanas ser abordado simplesmente pela lógica? A lógica e o raciocínio são muito pobres em força espiritual e sempre imperfeitos quando aplicados à compreensão espiritual. Ao apresentar a lógica mundana, a pessoa frequentemente chega à conclusão errada a respeito da Verdade Absoluta, e, em consequência de tal conclusão, pode cair a ponto de aceitar um corpo como o de um chacal.\n\nApesar de tudo isso, aqueles que de fato têm curiosidade de compreender a filosofia de Śrī Caitanya Mahāprabhu por meio da lógica e do raciocínio são bem-vindos. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī dirige-se a eles: \"Por favor, submetei a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu à vossa prova crucial, e, se sois de fato lógicos, chegareis à conclusão correta de que não há personalidade mais misericordiosa do que o Senhor Caitanya.\" Que os lógicos comparem todos os resultados das demais obras humanitárias com as atividades misericordiosas do Senhor Caitanya. Se o seu juízo for imparcial, compreenderão que nenhuma outra atividade humanitária pode superar as de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\n\nTodos se ocupam em atividades humanitárias com base no corpo, mas, pelo *Bhagavad-gītā* (2.18), entendemos: anta-vanta ime dehā nityasyoktāḥ śarīriṇaḥ — o corpo material está, em última análise, sujeito à destruição, ao passo que a alma espiritual é eterna. As atividades filantrópicas de Śrī Caitanya Mahāprabhu são realizadas em relação com a alma eterna. Por mais que alguém tente beneficiar o corpo, este será destruído, e a pessoa terá de aceitar outro corpo segundo suas atividades presentes. Portanto, se alguém não compreende essa ciência da transmigração e considera o corpo como sendo tudo, sua inteligência não é muito avançada. Śrī Caitanya Mahāprabhu, sem negligenciar as necessidades do corpo, transmitiu o avanço espiritual para purificar a condição existencial da humanidade. Assim sendo, se um lógico fizer seu juízo de modo imparcial, certamente descobrirá que Śrī Caitanya Mahāprabhu é o mahā-vadānyāvatāra, a mais magnânima encarnação. Ele é ainda mais magnânimo do que o próprio Senhor Kṛṣṇa. O Senhor Kṛṣṇa exigiu que a pessoa se rendesse a Ele, mas Ele não distribuiu o amor a Deus tão magnanimamente quanto Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, Śrīla Rūpa Gosvāmī oferece ao Senhor Caitanya suas respeitosas reverências com as palavras namo mahā-vadānyāya kṛṣṇa-prema-pradāya te kṛṣṇāya kṛṣṇa-caitanya-nāmne gaura-tviṣe namaḥ. O Senhor Kṛṣṇa simplesmente nos deu o *Bhagavad-gītā*, mediante o qual se pode compreender o Senhor Kṛṣṇa como Ele é, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu, que também é o próprio Kṛṣṇa, deu às pessoas o amor a Kṛṣṇa sem discriminação."}
{"ref": "cc/adi/8/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/16/", "verse_text": "bahu janma kare yadi śravaṇa, kīrtana\n\ntabu ta' nā pāya kṛṣṇa-pade prema-dhana", "devanagari": "> বহু জন্ম করে যদি শ্রবণ, কীর্তন ।\n> তবু ত’ না পায় কৃষ্ণপদে প্রেমধন ॥১৬॥", "synonyms": "*bahu*—muitos; *janma*—nascimentos; *kare*—faz; *yadi*—se; *śravaṇa*—ouvir; *kīrtana*—cantar; *tabu*—ainda; *ta'*—apesar de; *nā*—não; *pāya*—obtém; *kṛṣṇa-pade*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *prema-dhana*—amor a Deus.", "translation": "**Se alguém está infestado das dez ofensas no canto do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, apesar de seu esforço em cantar o santo nome por muitos nascimentos, não obterá o amor a Deus que é o objetivo supremo desse canto.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz a esse respeito que, a menos que a pessoa aceite Śrī Caitanya Mahāprabhu, embora continue cantando o Hare Kṛṣṇa *mantra* por muitos e muitos anos, não há possibilidade de ela atingir a plataforma do serviço devocional. É preciso seguir estritamente a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu dada no *Śikṣāṣṭaka* (3):\n\n> tṛṇād api sunīcena\n> taror iva sahiṣṇunā\n> amāninā mānadena\n> kīrtanīyaḥ sadā hariḥ\n\n\"Deve-se cantar o santo nome do Senhor num estado de humildade, considerando-se inferior à palha da rua; deve-se ser mais tolerante do que uma árvore, desprovido de todo senso de prestígio falso, e estar pronto para oferecer toda reverência aos outros. Nesse estado de espírito, pode-se cantar o santo nome do Senhor constantemente.\" Aquele que segue essa orientação, libertando-se dos dez tipos de ofensas, torna-se bem-sucedido na consciência de Kṛṣṇa e finalmente alcança a plataforma do serviço amoroso à Personalidade de Deus.\n\nA pessoa deve chegar à compreensão de que o santo nome do Senhor e a própria Suprema Personalidade de Deus são idênticos. Não se pode alcançar essa conclusão a menos que se cante o santo nome sem ofensas. Por nosso cálculo material, vemos uma diferença entre o nome e a substância, mas no mundo espiritual o Absoluto é sempre absoluto; o nome, a forma, as qualidades e os passatempos do Absoluto são todos tão bons quanto o próprio Absoluto. Assim sendo, compreende-se que uma pessoa é serva eterna da Suprema Personalidade de Deus se ela se considera serva eterna do santo nome e, nesse espírito, distribui o santo nome ao mundo. Aquele que canta nesse espírito, sem ofensas, certamente se eleva à plataforma de compreensão de que o santo nome e a Personalidade de Deus são idênticos. Associar-se com o santo nome e cantar o santo nome é associar-se diretamente com a Personalidade de Deus. No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* afirma-se claramente: *sevonmukhe hi jihvādau svayam eva sphuraty adaḥ.* O santo nome se manifesta quando a pessoa se ocupa no serviço do santo nome. Esse serviço em atitude submissa começa com a própria língua. *Sevonmukhe hi jihvādau:* a pessoa deve empregar sua língua no serviço do santo nome. Nosso movimento de consciência de Kṛṣṇa está baseado nesse princípio. Procuramos ocupar todos os membros do movimento de consciência de Kṛṣṇa no serviço do santo nome. Como o santo nome e Kṛṣṇa são indiferenciáveis, os membros do movimento de consciência de Kṛṣṇa não apenas cantam o santo nome do Senhor sem ofensas, mas também não permitem que suas línguas comam nada que não tenha sido primeiro oferecido à Suprema Personalidade de Deus. O Senhor Supremo declara:\n\n> patraṁ puṣpaṁ phalaṁ toyaṁ\n> yo me bhaktyā prayacchati\n> tad ahaṁ bhakty-upahṛtaṁ\n> aśnāmi prayatātmanaḥ\n\n\"Se alguém Me oferecer com amor e devoção uma folha, uma flor, um fruto ou água, Eu o aceitarei.\" [[bg/9/26|(Bg. 9.26)]] Por isso, a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna tem muitos templos ao redor do mundo, e em cada um deles o Senhor recebe essas oferendas. Com base em Suas exigências, os devotos cantam o santo nome do Senhor sem ofensas e jamais comem nada que não tenha sido primeiro oferecido ao Senhor. As funções da língua no serviço devocional são cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* e comer o *prasādam* oferecido ao Senhor."}
{"ref": "cc/adi/8/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/17/", "verse_text": "jñānataḥ su-labhā muktir\n\nbhuktir yajñādi-puṇyataḥ\n\nseyaṁ sādhana-sāhasrair\n\nhāri-bhaktiḥ su-durlabhā", "devanagari": "> জ্ঞানতঃ সুলভা মুক্তির্ভুক্তির্যজ্ঞাদিপুণ্যতঃ ।\n> সেয়ং সাধনসাহস্রৈর্হরিভক্তিঃ সুদুর্লভা ॥১৭॥", "synonyms": "*jñānataḥ*—pelo cultivo de conhecimento; *su-labhā*—facilmente obtenível; *muktiḥ*—liberação; *bhuktiḥ*—gozo dos sentidos; *yajña-ādi*—realização de sacrifícios etc.; *puṇyataḥ*—e pela execução de atividades piedosas; *sā*—essa; *iyam*—esta; *sādhana-sāhasraiḥ*—execução de milhares de sacrifícios; *hari-bhaktiḥ*—serviço devocional; *su-durlabhā*—é muito raro.", "translation": "**\"Pelo cultivo do conhecimento filosófico, a pessoa pode compreender sua posição espiritual e assim liberar-se, e, pela realização de sacrifícios e atividades piedosas, pode alcançar a gratificação dos sentidos num sistema planetário superior; mas o serviço devocional ao Senhor é tão raro que, mesmo executando centenas e milhares de tais sacrifícios, não se pode obtê-lo.\"**", "purport": "Prahlāda Mahārāja instrui:\n\nmatir na kṛṣṇe parataḥ svato vā\nmitho 'bhipadyeta gṛha-vratānām\n\n(Bhāg. 7.5.30)\n\nnaiṣāṁ matis tāvad urukramāṅghriṁ\nspṛśaty anarthāpagamo yad-arthaḥ\nmahīyasāṁ pāda-rajo-'bhiṣekaṁ\nniṣkiñcanānāṁ na vṛṇīta yāvat\n\n(Bhāg. 7.5.32)\n\nEsses ślokas devem ser discutidos. Seu significado é que não se pode obter kṛṣṇa-bhakti, ou o serviço devocional ao Senhor, pela execução oficial dos rituais Védicos. É preciso aproximar-se de um devoto puro. Narottama dāsa Ṭhākura canta: chāḍiyā vaiṣṇava-sevā nistāra pāyeche kebā — \"Quem jamais foi elevado sem prestar serviço a um vaiṣṇava puro?\" É a afirmação de Prahlāda Mahārāja que, a menos que a pessoa seja capaz de aceitar a poeira dos pés de lótus de um vaiṣṇava puro, não há possibilidade de alcançar a plataforma do serviço devocional. Esse é o segredo. O supracitado tantra-vacana, citado do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.36), é nossa orientação perfeita a este respeito."}
{"ref": "cc/adi/8/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/18/", "verse_text": "kṛṣṇa yadi chuṭe bhakte bhukti mukti diyā\n\nkabhu prema-bhakti nā dena rākhena lukāiyā", "devanagari": "> কৃষ্ণ যদি ছুটে ভক্তে ভুক্তি মুক্তি দিয়া ।\n> কভু প্রেমভক্তি না দেন রাখেন লুকাইয়া ॥১৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—evidentemente; *chuṭe*—afasta-se; *bhakte*—ao devoto; *bhukti*—gozo material; *mukti*—liberação; *diyā*—oferecendo; *kabhu*—em momento algum; *prema-bhakti*—amor a Deus; *nā*—não; *dena*—dá; *rākhena*—mantém; *lukāiyā*—oculto.", "translation": "**Se um devoto deseja gratificação material dos sentidos ou liberação por parte do Senhor, Kṛṣṇa imediatamente as concede, mas o serviço devocional puro Ele mantém oculto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/19/", "verse_text": "rājan patir gurur alaṁ bhavatāṁ yadūnāṁ\n\ndaivaṁ priyaḥ kula-patiḥ kva ca kiṅkaro vaḥ\n\nastv evam aṅga bhagavān bhajatāṁ mukundo\n\nmuktiṁ dadāti karhicit sma na bhakti-yogam", "devanagari": "> রাজন্ পতির্গুরুরলং ভবতাং যদূনাং\n> দৈবং প্রিয়ঃ কুলপতিঃ ক্ব চ কিঙ্করো বঃ ।\n> অস্ত্বেবমঙ্গ ভগবান্ ভজতাং মুকুন্দো\n> মুক্তিং দদাতি কর্হিচিৎ স্ম ন ভক্তিযোগম্ ॥১৯॥", "synonyms": "*rājan*—ó rei; *patiḥ*—senhor; *guruḥ*—mestre espiritual; *alam*—certamente; *bhavatām*—de vós; *yadūnām*—dos Yadus; *daivam*—Deus; *priyaḥ*—muito querido; *kula-patiḥ*—cabeça da família; *kva*—às vezes mesmo; *ca*—também; *kiṅkaraḥ*—portador de ordens; *vaḥ*—vós; *astu*—há; *evam*—assim; *aṅga*—contudo; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *bhajatām*—daqueles que estão no serviço devocional; *mukundaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *muktim*—liberação; *dadāti*—dá; *karhicit*—às vezes; *sma*—certamente; *na*—não; *bhakti-yogam*—serviço devocional.", "translation": "**\"O grande sábio Nārada disse: 'Meu querido Mahārāja Yudhiṣṭhira, a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, está sempre pronto a ajudar-vos. Ele é vosso senhor, guru, Deus, amigo muito querido e cabeça de vossa família. Não obstante, às vezes Ele concorda em agir como vosso servo ou portador de ordens. Sois grandemente afortunados, pois esta relação só é possível pelo bhakti-yoga. O Senhor pode dar a liberação [mukti] muito facilmente, mas Ele não dá tão facilmente o bhakti-yoga, porque, por esse processo, Ele fica atado ao devoto.'\"**", "purport": "Esta passagem é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.6.18). Enquanto Śukadeva Gosvāmī descrevia o caráter de Ṛṣabhadeva, distinguiu entre *bhakti-yoga* e liberação ao recitar este verso. Em seu relacionamento com os Yadus e os Pāṇḍavas, o Senhor agia às vezes como seu mestre, às vezes como seu conselheiro, às vezes como seu amigo, às vezes como o chefe de sua família e às vezes até como seu servo. Kṛṣṇa teve de certa vez que cumprir uma ordem de Yudhiṣṭhira, carregando uma carta que ele havia escrito a Duryodhana a respeito de negociações de paz. Da mesma forma, tornou-Se também o condutor da quadriga de Arjuna. Isso ilustra que no *bhakti-yoga* há um relacionamento estabelecido entre a Suprema Personalidade de Deus e o devoto. Tal relacionamento se estabelece nos sabores transcendentais conhecidos como *dāsya, sakhya, vātsalya* e *mādhurya.* Se um devoto deseja apenas a liberação, obtém-na muito facilmente da Suprema Personalidade de Deus, como confirmado por Bilvamaṅgala Ṭhākura. *Muktiḥ svayaṁ mukulitāñjali sevate 'smān:* para um devoto, *mukti* não é muito importante, pois a *mukti* está sempre em sua soleira, esperando para servi-lo de alguma forma. Um devoto, portanto, deve sentir-se atraído pelo comportamento dos habitantes de Vṛndāvana, que vivem em relacionamento com Kṛṣṇa. A terra, a água, as vacas, as árvores e as flores servem a Kṛṣṇa em *śānta-rasa,* Seus servos O servem em *dāsya-rasa,* e Seus amigos vaqueiros O servem em *sakhya-rasa.* Da mesma forma, as *gopīs* e os *gopas* mais velhos servem a Kṛṣṇa como pai e mãe, tio e outros parentes, e as *gopīs,* as jovens, servem a Kṛṣṇa no amor conjugal.\n\nAo executar o serviço devocional, a pessoa deve estar naturalmente inclinada a servir a Kṛṣṇa em um desses relacionamentos transcendentais. Esse é o êxito real da vida. Para um devoto, obter a liberação não é muito difícil. Mesmo aquele que é incapaz de estabelecer um relacionamento com Kṛṣṇa pode alcançar a liberação ao fundir-se no refulgente Brahman. Isso é chamado de *sāyujya-mukti.* Os vaiṣṇavas jamais aceitam a *sāyujya-mukti,* embora às vezes aceitem as outras formas de liberação, a saber, *sārūpya, sālokya, sāmīpya* e *sārṣṭi.* Um devoto puro, porém, não aceita nenhum tipo de *mukti.* Deseja apenas servir a Kṛṣṇa num relacionamento transcendental. Esse é o estágio de perfeição da vida espiritual. Os filósofos Māyāvādīs desejam fundir-se na existência do refulgente Brahman, embora esse aspecto da liberação seja sempre negligenciado pelos devotos. Śrīla Prabodhānanda Sarasvatī Ṭhākura, descrevendo esse tipo de *mukti,* chamada *kaivalya,* ou tornar-se um com o Supremo, disse: *kaivalyaṁ narakāyate:* \"Tornar-se um com o Supremo é tão bom quanto ir para o inferno.\" Por isso, o ideal da filosofia Māyāvāda, tornar-se um com o Supremo, é infernal para um devoto; ele jamais o aceita. Os filósofos Māyāvādīs não sabem que, mesmo que se fundam no refulgente do Supremo, isso não lhes dará repouso definitivo. Uma alma individual não pode viver no refulgente Brahman num estado de inatividade; após algum tempo, deve desejar ser ativa. Contudo, como não está relacionada com a Suprema Personalidade de Deus e, por isso, não tem atividade espiritual, deve descer novamente para novas atividades neste mundo material. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32):\n\n> āruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\n> patanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ\n\nComo os filósofos Māyāvādīs não têm informação sobre o serviço transcendental ao Senhor, mesmo após alcançar a liberação das atividades materiais e fundirem-se no refulgente Brahman, devem descer novamente a este mundo material para abrir hospitais ou escolas ou realizar atividades filantrópicas semelhantes."}
{"ref": "cc/adi/8/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/20/", "verse_text": "hena prema śrī-caitanya dilā yathā tathā\n\njagāi mādhāi paryanta--anyera kā kathā", "devanagari": "> হেন প্রেম শ্রীচৈতন্য দিলা যথা তথা ।\n> জগাই মাধাই পর্যন্ত — অন্যের কা কথা ॥২০॥", "synonyms": "*hena*—tal; *prema*—amor a Deus; *śrī-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dilā*—deu; *yathā*—em qualquer lugar; *tathā*—em toda parte; *jagāi*—de nome Jagāi; *mādhāi*—de nome Mādhāi; *paryanta*—até eles; *anyera*—dos outros; *kā*—que dizer; *kathā*—palavras.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu deu livremente este amor a Kṛṣṇa por toda parte e em qualquer lugar, mesmo aos mais caídos, tais como Jagāi e Mādhāi. Que dizer, então, daqueles que já são piedosos e elevados?**", "purport": "A distinção entre a dádiva de Śrī Caitanya Mahāprabhu à sociedade humana e as dádivas de outros é que, ao passo que os ditos trabalhadores filantrópicos e humanitários deram algum alívio à sociedade humana no que diz respeito ao corpo, Śrī Caitanya Mahāprabhu oferece as melhores facilidades para voltar ao lar, voltar ao Supremo, com amor a Deus. Se alguém fizer seriamente um estudo comparativo das duas dádivas, certamente, se for de algum modo sóbrio, dará o maior crédito a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Foi com esse propósito que Kavirāja Gosvāmī disse:\n\nśrī-kṛṣṇa-caitanya-dayā karaha vicāra\nvicāra karile citte pābe camatkāra\n\n\"Se de fato vos interessais por lógica e raciocínio, aplicai-os gentilmente à misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Se assim o fizerdes, ireis achá-la assombrosamente maravilhosa.\" (Cc. Ādi 8.15)\n\nŚrīla Narottama dāsa Ṭhākura diz:\n\ndīna-hīna yata chila, hari-nāme uddhārila,\ntā'ra sākṣī jagāi mādhāi\n\nOs dois irmãos Jagāi e Mādhāi personificam a população pecaminosa desta Era de Kali. Eles eram os elementos mais perturbadores da sociedade, pois eram comedores de carne, beberrões, caçadores de mulheres, malfeitores e ladrões. Ainda assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu os libertou, isso para não falar de outros que eram sóbrios, piedosos, devotados e conscienciosos. O *Bhagavad-gītā* confirma que, para não falar dos devotos qualificados como brāhmaṇas e dos rājarṣis (kiṁ punar brāhmaṇāḥ puṇyā bhaktā rājarṣayas tathā), qualquer um que, pela associação de um devoto puro, chegue à consciência de Kṛṣṇa torna-se apto a voltar ao lar, voltar ao Supremo. No *Bhagavad-gītā* (9.32), o Senhor declara assim:\n\nmāṁ hi pārtha vyapāśritya\nye 'pi syuḥ pāpa-yonayaḥ\nstriyo vaiśyās tathā śūdrās\nte 'pi yānti parāṁ gatim\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que se refugiam em Mim, embora sejam de nascimento inferior — mulheres, vaiśyas [mercadores], bem como śūdras [trabalhadores] —, podem aproximar-se do destino supremo.\"\n\nO Senhor Caitanya Mahāprabhu libertou os dois irmãos caídos Jagāi e Mādhāi, mas o mundo inteiro está presentemente repleto de Jagāis e Mādhāis, ou, em outras palavras, caçadores de mulheres, comedores de carne, jogadores, ladrões e outros malfeitores, que criam toda espécie de perturbação na sociedade. As atividades de tais pessoas tornaram-se agora práticas comuns. Já não se considera abominável ser beberrão, caçador de mulheres, comedor de carne, ladrão ou malfeitor, pois esses elementos foram assimilados pela sociedade humana. Isso não significa, contudo, que as qualidades abomináveis de tais pessoas ajudarão a libertar a sociedade humana das garras de māyā. Pelo contrário, elas enredarão a humanidade cada vez mais nas reações das rigorosas leis da natureza material. Todas as atividades da pessoa são realizadas sob a influência dos modos da natureza material (prakṛteḥ kriyamāṇāni guṇaiḥ karmāṇi sarvaśaḥ). Visto que as pessoas se associam agora com os modos da ignorância (tamo-guṇa) e, em certa medida, da paixão (rajo-guṇa), sem traço algum de bondade (sattva-guṇa), elas se tornam cada vez mais cobiçosas e luxuriosas, pois esse é o efeito de associar-se com esses modos. Tadā rajas-tamo-bhavāḥ kāma-lobhādayaś ca ye: \"Ao associar-se com as duas qualidades inferiores da natureza material, a pessoa torna-se luxuriosa e cobiçosa.\" (Bhāg. 1.2.19) Na verdade, na moderna sociedade humana, todos são cobiçosos e luxuriosos e, portanto, o único meio de libertação é o movimento de saṅkīrtana de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que pode promover todos os Jagāis e Mādhāis à mais elevada posição de sattva-guṇa, ou a cultura bramânica.\n\nO *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.18-19) afirma:\n\nnaṣṭa-prāyeṣv abhadreṣu\nnityaṁ bhāgavata-sevayā\nbhagavaty uttama-śloke\nbhaktir bhavati naiṣṭhikī\n\ntadā rajas-tamo-bhāvāḥ\nkāma-lobhādayaś ca ye\nceta etair anāviddhaṁ\nsthitaṁ sattve prasīdati\n\nConsiderando a condição caótica da sociedade humana, se alguém realmente quer paz e tranquilidade, deve adotar o movimento da consciência de Kṛṣṇa e ocupar-se sempre no bhāgavata-dharma. A ocupação no bhāgavata-dharma dissipa toda a ignorância e a paixão e, quando a ignorância e a paixão são dissipadas, a pessoa fica livre da cobiça e da luxúria. Quando livre da cobiça e da luxúria, a pessoa torna-se qualificada como brāhmaṇa, e, quando uma pessoa qualificada como brāhmaṇa avança ainda mais, ela se situa na plataforma vaiṣṇava. É somente nessa plataforma vaiṣṇava que se torna possível despertar o adormecido amor a Deus da pessoa e, tão logo isso aconteça, sua vida torna-se bem-sucedida.\n\nNa atualidade, a sociedade humana está especificamente cultivando o modo da ignorância (tamo-guṇa), embora possa haver também alguns sintomas de paixão (rajo-guṇa). Cheia de kāma e lobha, luxúria e cobiça, a população inteira do mundo consiste em sua maior parte de śūdras e uns poucos vaiśyas e, gradualmente, vai chegando a um ponto em que há somente śūdras. O comunismo é um movimento de śūdras, e o capitalismo destina-se aos vaiśyas. Na luta entre essas duas facções, os śūdras e os vaiśyas, gradualmente, devido à condição abominável da sociedade, os comunistas emergirão triunfantes, e, tão logo isso ocorra, o que quer que reste da sociedade ficará arruinado. O único remédio possível que pode neutralizar a tendência ao comunismo é o movimento da consciência de Kṛṣṇa, que pode dar mesmo aos comunistas a verdadeira ideia da sociedade comunista. Segundo a doutrina do comunismo, o Estado deve ser o proprietário de tudo. Mas o movimento da consciência de Kṛṣṇa, expandindo essa mesma ideia, aceita Deus como o proprietário de tudo. As pessoas não conseguem compreender isso porque não têm noção de Deus, mas o movimento da consciência de Kṛṣṇa pode ajudá-las a compreender Deus e a compreender que tudo pertence a Deus. Visto que tudo é propriedade de Deus, e todas as entidades vivas — não só os seres humanos, mas até os animais, as aves, as plantas e assim por diante — são filhos de Deus, todos têm o direito de viver às custas de Deus com consciência de Deus. Esta é a essência do movimento da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/8/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/21/", "verse_text": "svatantra īśvara prema-nigūḍha-bhāṇḍāra\n\nbilāila yāre tāre, nā kaila vicāra", "devanagari": "> স্বতন্ত্র ঈশ্বর প্রেম-নিগূঢ়ভাণ্ডার ।\n> বিলাইল যারে তারে, না কৈল বিচার ॥২১॥", "synonyms": "*svatantra*—plenamente independente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *prema*—amor a Deus; *nigūḍha*—muito confidencial; *bhāṇḍāra*—reserva; *bilāila*—distribuiu; *yāre*—a quem quer que seja; *tāre*—a todos; *nā*—não; *kaila*—fez; *vicāra*—consideração.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, como a própria Suprema Personalidade de Deus, é plenamente independente. Portanto, embora seja a bênção armazenada de modo mais confidencial, Ele pode distribuir o amor a Deus a todos e a cada um, sem consideração.**", "purport": "Este é o benefício do movimento do Senhor Caitanya. Se alguém, de um modo ou de outro, entra em contato com o movimento Hare Kṛṣṇa, sem consideração de ser ele um śūdra, um vaiśya, um Jagāi, um Mādhāi ou mesmo algo inferior, ele se torna avançado em consciência espiritual e imediatamente desenvolve amor a Deus. Temos agora a experiência efetiva de que, por todo o mundo, este movimento está fazendo muitas dessas pessoas se tornarem amantes de Deus simplesmente pelo cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Na verdade, Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu como o mestre espiritual do mundo inteiro. Ele não discrimina entre ofensores e inocentes. Kṛṣṇa-prema-pradāya te: Ele liberalmente dá o amor a Deus a todos e a cada um. Isso pode ser efetivamente experimentado, como se afirma no próximo verso."}
{"ref": "cc/adi/8/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/22/", "verse_text": "adyāpiha dekha caitanya-nāma yei laya\n\nkṛṣṇa-preme pulakāśru-vihvala se haya", "devanagari": "> অদ্যাপিহ দেখ চৈতন্য-নাম যেই লয় ।\n> কৃষ্ণ-প্রেমে পুলকাশ্রু-বিহ্বল সে হয় ॥২২॥", "synonyms": "*adyāpiha*—mesmo nos dias atuais; *dekha*—vês; *caitanya-nāma*—o nome do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yei*—qualquer um; *laya*—que toma; *kṛṣṇa-preme*—amor a Kṛṣṇa; *pulaka-aśru*—lágrimas em êxtase; *vihvala*—dominado; *se*—ele; *haya*—torna-se.", "translation": "**Quer seja ofensivo, quer seja inofensivo, qualquer um que, mesmo agora, cante śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda fica imediatamente dominado pelo êxtase, e lágrimas enchem-lhe os olhos.**", "purport": "Os prākṛta-sahajiyās que cantam nitāi-gaura rādhe śyāma têm muito pouco conhecimento da conclusão do Bhāgavatam, e dificilmente seguem as regras e regulações vaiṣṇavas; ainda assim, pelo fato de cantarem bhaja nitāi-gaura, seu cantar invoca imediatamente lágrimas e outros sinais de êxtase. Embora não conheçam os princípios da filosofia vaiṣṇava e não sejam muito avançados em educação, mediante esses sintomas atraem muitos homens para que se tornem seus seguidores. Suas lágrimas extáticas, naturalmente, hão de ajudá-los a longo prazo, pois, tão logo entrem em contato com um devoto puro, suas vidas se tornarão bem-sucedidas. Mesmo no início, contudo, pelo fato de cantarem os santos nomes de nitāi-gaura, seu rápido avanço na senda do amor a Deus é muito proeminentemente visível."}
{"ref": "cc/adi/8/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/23/", "verse_text": "'nityānanda' balite haya kṛṣṇa-premodaya\n\nāulāya sakala aṅga, aśru-gaṅgā vaya", "devanagari": "> ‘নিত্যানন্দ’ বলিতে হয় কৃষ্ণ-প্রেমোদয় ।\n> আউলায় সকল অঙ্গ, অশ্রু-গঙ্গা বয় ॥২৩॥", "synonyms": "*nityānanda balite*—enquanto se fala de Nityānanda Prabhu; *haya*—assim se torna; *kṛṣṇa-prema-udaya*—o despertar do amor a Kṛṣṇa; *āulāya*—agitados; *sakala*—todos; *aṅga*—os membros do corpo; *aśru-gaṅgā*—lágrimas como as águas do Ganges; *vaya*—fluem para baixo.", "translation": "**Pelo simples fato de falar de Nityānanda Prabhu, desperta-se o amor a Kṛṣṇa. Assim, todos os membros do corpo da pessoa são agitados pelo êxtase, e lágrimas fluem-lhe dos olhos como as águas do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/24/", "verse_text": "'kṛṣṇa-nāma' kare aparādhera vicāra\n\nkṛṣṇa balile aparādhīra nā haya vikāra", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণনাম’ করে অপরাধের বিচার ।\n> কৃষ্ণ বলিলে অপরাধীর না হয় বিকার ॥২৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *aparādhera*—de ofensas; *vicāra*—consideração; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *balile*—se a pessoa canta; *aparādhīra*—dos ofensores; *nā*—nunca; *haya*—torna-se; *vikāra*—transformado.", "translation": "**Há ofensas a serem consideradas ao cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Portanto, pelo simples fato de cantar Hare Kṛṣṇa, a pessoa não se torna extática.**", "purport": "É muito benéfico cantar os nomes *śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda* antes de cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra*, porque ao cantar esses dois nomes sagrados — *śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda* — a pessoa imediatamente entra em êxtase, e se em seguida cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* fica livre de ofensas.\n\nHá dez ofensas a evitar ao cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra*. A primeira ofensa é blasfemar das grandes personalidades que se dedicam a distribuir o santo nome do Senhor. Afirma-se no *śāstra* (Cc. Antya 7.11), *kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana:* ninguém pode distribuir os santos nomes do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* a menos que seja capacitado pela Suprema Personalidade de Deus. Por conseguinte, não se deve criticar nem blasfemar de um devoto que assim se ocupa.\n\nO *Śrī Padma Purāṇa* afirma:\n\n> satāṁ nindā nāmnaḥ paramam aparādhaṁ vitanute\n> yataḥ khyātiṁ yātaṁ katham u sahate tad-vigarhām\n\nBlasfemar das grandes pessoas santas que pregam as glórias do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* é a pior ofensa aos pés de lótus do santo nome. Não se deve criticar um pregador das glórias do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra*. Quem o fizer é um ofensor. O Nāma-prabhu, que é idêntico a Kṛṣṇa, jamais tolerará tais atividades blasfemas, nem mesmo da parte de quem se apresente como grande devoto.\n\nA segunda *nāmāparādha* é descrita da seguinte forma:\n\n> śivasya śrī-viṣṇor ya iha guṇa-nāmādi-sakalaṁ\n> dhiyā bhinnaṁ paśyet sa khalu hari-nāmāhita-karaḥ\n\nNeste mundo material, o santo nome de Viṣṇu é completamente auspicioso. O nome, a forma, as qualidades e os passatempos de Viṣṇu são todos transcendentais, conhecimento absoluto. Portanto, se alguém tenta separar a Absoluta Personalidade de Deus de Seu santo nome ou de Sua forma transcendental, qualidades e passatempos, julgando-os materiais, isso é ofensivo. Do mesmo modo, considerar que os nomes de semideuses como o Senhor Śiva são tão bons quanto o nome do Senhor Viṣṇu — ou seja, pensar que o Senhor Śiva e os demais semideuses são outras formas de Deus e, portanto, iguais a Viṣṇu — é também blasfemo. Esta é a segunda ofensa aos pés de lótus do Senhor.\n\nA terceira ofensa aos pés de lótus do santo nome, chamada *guror avajñā*, é considerar o mestre espiritual material e, por isso, invejar sua posição exaltada. A quarta ofensa (*śruti-śāstra-nindanam*) é blasfemar das escrituras Védicas, como os quatro *Vedas* e os *Purāṇas*. A quinta ofensa (*artha-vādaḥ*) é considerar as glórias do santo nome como exageros. Da mesma forma, a sexta ofensa (*hari-nāmni kalpanam*) é considerar o santo nome do Senhor como algo imaginário.\n\nA sétima ofensa é descrita da seguinte forma:\n\n> nāmno balād yasya hi pāpa-buddhir\n> na vidyate tasya yamair hi śuddhiḥ\n\nPensar que, como o Hare Kṛṣṇa *mantra* pode neutralizar todas as reações pecaminosas, pode-se portanto continuar com atividades pecaminosas e ao mesmo tempo cantar o Hare Kṛṣṇa *mantra* para anulá-las — isso é a maior ofensa aos pés de lótus do *hari-nāma*.\n\nA oitava ofensa é assim enunciada:\n\n> dharma-vrata-tyāga-hutādi-sarva-\n> śubha-kriyā-sāmyam api pramādaḥ\n\nÉ ofensivo considerar o canto do Hare Kṛṣṇa *mantra* uma cerimônia religiosa ritualística. A execução de cerimônias religiosas, o seguimento de votos, a prática de renúncia e de sacrifício são todas atividades materiais auspiciosas. O canto do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* não deve ser comparado a tal religiosidade materialista. Esta é uma ofensa aos pés de lótus do Senhor.\n\nA nona ofensa é descrita da seguinte forma:\n\n> aśraddadhāne vimukhe 'py aśṛṇvati\n> yaś copadeśaḥ śiva-nāmāparādhaḥ\n\nÉ uma ofensa pregar as glórias do santo nome entre pessoas que não têm inteligência nem fé no assunto. A essas pessoas deve-se dar a oportunidade de ouvir o canto do Hare Kṛṣṇa *mantra*, mas no início não se deve instruí-las sobre as glórias e o significado espiritual do santo nome. Pelo constante ouvir do santo nome, seus corações serão purificados e então poderão compreender a posição transcendental do santo nome.\n\nA décima ofensa é a seguinte:\n\n> śrute 'pi nāma-māhātmye yaḥ prīti-rahito naraḥ\n> ahaṁ-mamādi-paramo nāmni so 'py aparādha-kṛt\n\nSe alguém ouviu as glórias do transcendental santo nome do Senhor, mas mesmo assim continua num conceito materialista de vida, pensando \"Eu sou este corpo e tudo que pertence a este corpo é meu [*ahaṁ mameti*]\", e não manifesta respeito nem amor pelo canto do Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra*, isso é uma ofensa."}
{"ref": "cc/adi/8/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/25/", "verse_text": "tad aśma-sāraṁ hṛdayaṁ batedaṁ\n\nyad gṛhyamāṇair hari-nāmadheyaiḥ\n\nna vikriyetātha yadā vikāro\n\nnetre jalaṁ gātra-ruheṣu harṣaḥ", "devanagari": "> তদশ্মসারং হৃদয়ং বতেদং,\n> যদ্গৃহ্যমাণৈর্হরিনামধেয়ৈঃ ।\n> ন বিক্রিয়েতাথ যদা বিকারো,\n> নেত্রে জলং গাত্ররুহেষু হর্ষঃ ॥২৫॥", "synonyms": "*tat*—esse; *aśma-sāram*—duro como o ferro; *hṛdayam*—coração; *bata*—ó; *idam*—este; *yat*—o qual; *gṛhyamāṇaiḥ*—apesar de empreender o cantar; *hari-nāmadheyaiḥ*—meditando no santo nome do Senhor; *na*—não; *vikriyeta*—transforma; *atha*—assim; *yadā*—quando; *vikāraḥ*—transformação; *netre*—nos olhos; *jalam*—lágrimas; *gātra-ruheṣu*—nos poros do corpo; *harṣaḥ*—êxtase.", "translation": "**\"Se o coração de alguém não se transforma, se lágrimas não brotam de seus olhos, se seu corpo não estremece nem os pelos de seu corpo se arrepiam enquanto canta o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, deve-se entender que seu coração é duro como o ferro. Isso se deve às suas ofensas aos pés de lótus do santo nome do Senhor.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, ao comentar este verso — que é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.3.24) —, observa que às vezes um *mahā-bhāgavata*, ou devoto muito avançado, não manifesta tais sintomas transcendentais como lágrimas nos olhos, ao passo que às vezes um *kaniṣṭha-adhikārī*, um devoto neófito, os exibe artificialmente. Isso não significa, porém, que o neófito seja mais avançado do que o devoto *mahā-bhāgavata*. O teste da verdadeira transformação do coração que ocorre quando se canta o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* é que a pessoa se torna desapegada do gozo material. Esta é a mudança real. *Bhaktir pareśānubhavo viraktir anyatra ca* (*Bhāg.* 11.2.42). Se alguém está de fato avançando na vida espiritual, deve tornar-se muito desapegado do gozo material. Se por vezes se verifica que um *kaniṣṭha-adhikārī* (devoto neófito) exibe lágrimas artificiais nos olhos ao cantar o Hare Kṛṣṇa *mantra*, mas permanece completamente apegado às coisas materiais, seu coração não se transformou de verdade. A mudança deve manifestar-se nas atividades reais da pessoa."}
{"ref": "cc/adi/8/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/26/", "verse_text": "'eka' kṛṣṇa-nāme kare sarva-pāpa nāśa\n\npremera kāraṇa bhakti karena prakāśa", "devanagari": "> ‘এক’ কৃষ্ণনামে করে সর্বপাপ নাশ ।\n> প্রেমের কারণ ভক্তি করেন প্রকাশ ॥২৬॥", "synonyms": "*eka*—um; *kṛṣṇa-nāme*—pelo cantar do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *sarva*—toda; *pāpa*—vida pecaminosa; *nāśa*—exaurida; *premera*—do amor a Deus; *kāraṇa*—causa; *bhakti*—serviço devocional; *karena*—torna-se; *prakāśa*—manifesto.", "translation": "**O simples cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa sem ofensas aniquila todas as atividades pecaminosas. Assim, o serviço devocional puro, que é a causa do amor a Deus, torna-se manifesto.**", "purport": "Ninguém pode situar-se no serviço devocional ao Senhor a menos que esteja livre da vida pecaminosa. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/28|(Bg. 7.28)]]:\n\n> yeṣāṁ tv anta-gataṁ\n> pāpaṁ janānāṁ puṇya-karmanām\n> te dvandva-moha-nirmuktā\n> bhajante māṁ dṛḍha-vratāḥ\n\n\"As pessoas que agiram piedosamente em vidas anteriores e nesta vida, cujas ações pecaminosas estão completamente erradicadas, estão libertas da dualidade da ilusão e se dedicam ao Meu serviço com determinação.\" Uma pessoa que já está purificada de todos os vestígios de vida pecaminosa dedica-se sem desvio nem dualidade de propósito ao amoroso serviço transcendental do Senhor. Nesta era, embora as pessoas sejam muito pecaminosas, simplesmente cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* pode libertá-las das reações de seus pecados. *Eka kṛṣṇa-nāme:* isso só é possível pelo canto do nome de Kṛṣṇa. Isso é também confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (*kīrtanād eva kṛṣṇasya*). Caitanya Mahāprabhu também nos ensinou isso. Enquanto caminhava pela estrada, costumava cantar:\n\n> kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa he\n> kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa he\n> kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa rakṣa mām\n> kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa kṛṣṇa pāhi mām\n> rāma rāghava rāma rāghava rāma rāghava rakṣa mām\n> kṛṣṇa keśava kṛṣṇa keśava kṛṣṇa keśava pāhi mām\n\nSe alguém sempre canta o santo nome de Kṛṣṇa, gradualmente se liberta de todas as reações da vida pecaminosa, desde que cante sem ofensas e não cometa mais atividades pecaminosas baseado na força do canto do Hare Kṛṣṇa *mantra*. Dessa forma a pessoa se purifica, e seu serviço devocional provoca o despertar de seu amor adormecido por Deus. Simplesmente cantando o Hare Kṛṣṇa *mantra*, não cometendo atividades pecaminosas nem ofensas, a vida da pessoa é purificada, e assim ela alcança o quinto estágio de perfeição, ou seja, a ocupação no amoroso serviço do Senhor (*premā pum-artho mahān*)."}
{"ref": "cc/adi/8/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/27/", "verse_text": "premera udaye haya premera vikāra\n\nsveda-kampa-pulakādi gadgadāśrudhāra", "devanagari": "> প্রেমের উদয়ে হয় প্রেমের বিকার ।\n> স্বেদ-কম্প-পুলকাদি গদ্গদাশ্রুধার ॥২৭॥", "synonyms": "*premera*—do amor a Deus; *udaye*—quando há o despertar; *haya*—assim se torna; *premera*—do amor a Deus; *vikāra*—transformação; *sveda*—transpiração; *kampa*—tremor; *pulaka-ādi*—palpitação do coração; *gadgada*—embargo da voz; *aśru-dhāra*—lágrimas nos olhos.", "translation": "**Quando o transcendental serviço amoroso da pessoa ao Senhor é realmente despertado, ele gera transformações no corpo, tais como transpiração, tremor, palpitação do coração, embargo da voz e lágrimas nos olhos.**", "purport": "Estas transformações corpóreas manifestam-se automaticamente quando a pessoa está realmente situada em amor a Deus. Não se deve imitá-las artificialmente. Nossa doença é o desejo por aquilo que é material; mesmo enquanto avançamos na vida espiritual, queremos aclamação material. É preciso libertar-se dessa doença. A devoção pura deve ser anyābhilāṣitā-śūnyam, sem desejo por nada material. Os devotos avançados manifestam muitas transformações corpóreas, que são sintomas de êxtase, mas não se deve imitá-las para obter adoração barata do público. Quando a pessoa realmente atinge o estágio avançado, os sintomas extáticos aparecerão automaticamente; não há necessidade de imitá-los."}
{"ref": "cc/adi/8/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/28/", "verse_text": "anāyāse bhava-kṣaya, kṛṣṇera sevana\n\neka kṛṣṇa-nāmera phale pāi eta dhana", "devanagari": "> অনায়াসে ভবক্ষয়, কৃষ্ণের সেবন ।\n> এক কৃষ্ণনামের ফলে পাই এত ধন ॥২৮॥", "synonyms": "*anāyāse*—sem trabalho árduo; *bhava-kṣaya*—a cessação da repetição de nascimentos e mortes; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sevana*—serviço; *eka*—um; *kṛṣṇa-nāmera*—cantar o nome de Kṛṣṇa; *phale*—como resultado de; *pāi*—alcançamos; *eta*—tanta; *dhana*—riqueza.", "translation": "**Como resultado de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa faz tão grande avanço na vida espiritual que, simultaneamente, sua existência material termina e ela recebe o amor a Deus. O santo nome de Kṛṣṇa é tão poderoso que, ao cantar mesmo um único nome, a pessoa alcança com muita facilidade essas riquezas transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/29-30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/29-30/", "verse_text": "hena kṛṣṇa-nāma yadi laya bahu-bāra\n\ntabu yadi prema nahe, nahe aśrudhāra\n\ntabe jāni, aparādha tāhāte pracura\n\nkṛṣṇa-nāma-bīja tāhe nā kare aṅkura", "devanagari": "> হেন কৃষ্ণনাম যদি লয় বহুবার ।\n> তবু যদি প্রেম নহে, নহে অশ্রুধার ॥২৯॥\n> তবে জানি, অপরাধ তাহাতে প্রচুর ।\n> কৃষ্ণনাম-বীজ তাহে না করে অঙ্কুর ॥৩০॥", "synonyms": "*hena*—tal; *kṛṣṇa-nāma*—santo nome do Senhor; *yadi*—se; *laya*—a pessoa toma; *bahu-bāra*—repetidamente; *tabu*—ainda; *yadi*—se; *prema*—amor a Deus; *nahe*—não é visível; *nahe aśru-dhāra*—não há lágrimas nos olhos; *tabe*—então; *jāni*—compreendo; *aparādha*—ofensa; *tāhāte*—ali (nesse processo); *pracura*—suficiente; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *bīja*—semente; *tāhe*—nessas atividades; *nā*—não; *kare*—faz; *aṅkura*—brotar.", "translation": "**Se a pessoa canta repetidamente o sublime santo nome do Senhor, e ainda assim seu amor pelo Senhor Supremo não se desenvolve, e lágrimas não aparecem em seus olhos, é evidente que, por causa de suas ofensas no cantar, a semente do santo nome de Kṛṣṇa não brota.**", "purport": "Se a pessoa canta o mantra Hare Kṛṣṇa ofensivamente, não alcança o resultado desejado. Portanto, deve-se evitar cuidadosamente as ofensas que já foram descritas em conexão com o verso 24."}
{"ref": "cc/adi/8/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/31/", "verse_text": "caitanya-nityānande nāhi esaba vicāra\n\nnāma laite prema dena, vahe aśrudhāra", "devanagari": "> চৈতন্য-নিত্যানন্দে নাহি এসব বিচার ।\n> নাম লৈতে প্রেম দেন, বহে অশ্রুধার ॥৩১॥", "synonyms": "*caitanya-nityānande*—ao cantar os santos nomes do Senhor Caitanya e Nityānanda; *nāhi*—não há; *esaba*—todas estas; *vicāra*—considerações; *nāma*—o santo nome; *laite*—pelo simples cantar; *prema*—amor a Deus; *dena*—eles dão; *vahe*—há um fluxo; *aśru-dhāra*—lágrimas nos olhos.", "translation": "**Mas, se a pessoa apenas canta, com alguma leve fé, os santos nomes do Senhor Caitanya e Nityānanda, muito rapidamente ela se purifica de todas as ofensas. Assim, tão logo cante o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, ela sente o êxtase do amor a Deus.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa, nesse contexto, que, se a pessoa se refugia no Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e em Nityānanda, segue Suas instruções para tornar-se mais tolerante que a árvore e mais humilde que a grama, e, dessa maneira, canta o santo nome do Senhor, muito em breve alcança a plataforma do transcendental serviço amoroso ao Senhor, e lágrimas aparecem em seus olhos. Há ofensas a serem consideradas no cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, mas não há tais considerações no cantar dos nomes de Gaura-Nityānanda. Portanto, se a pessoa canta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, mas sua vida ainda está repleta de atividades pecaminosas, lhe será muito difícil alcançar a plataforma do serviço amoroso ao Senhor. Mas, se, a despeito de ser um ofensor, a pessoa canta os santos nomes de Gaura-Nityānanda, ela se liberta muito rapidamente das reações a suas ofensas. Portanto, deve-se primeiro aproximar-se do Senhor Caitanya e de Nityānanda, ou adorar Guru-Gaurāṅga, e então chegar ao estágio de adorar Rādhā-Kṛṣṇa. Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, nossos estudantes são primeiro aconselhados a adorar Guru-Gaurāṅga e então, quando estão um tanto avançados, a Deidade de Rādhā-Kṛṣṇa é instalada, e eles se ocupam na adoração ao Senhor.\n\nA pessoa deve primeiro refugiar-se em Gaura-Nityānanda a fim de alcançar, em última análise, Rādhā-Kṛṣṇa. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura canta, nesse contexto:\n\ngaurāṅga balite habe pulaka śarīra\n\nhari hari balite nayane ba'be nīra\n\nāra kabe nitāicāṅdera karuṇā ha-ibe\n\nsaṁsāra-vāsanā mora kabe tuccha habe\n\nviṣaya chāḍiyā kabe śuddha habe mana\n\nkabe hāma heraba śrī-vṛndāvana\n\nNo início, deve-se cantar com muita regularidade o santo nome de Śrī Gaurasundara e, em seguida, cantar o santo nome do Senhor Nityānanda. Assim, o coração da pessoa será purificado dos desejos impuros de gozo material. Então, a pessoa pode aproximar-se de Vṛndāvana-dhāma para adorar o Senhor Kṛṣṇa. A menos que seja favorecida pelo Senhor Caitanya e por Nityānanda, não há necessidade de ir a Vṛndāvana, pois, a menos que sua mente esteja purificada, a pessoa não pode ver Vṛndāvana, mesmo que vá para lá. Ir realmente a Vṛndāvana implica refugiar-se nos seis Gosvāmīs por meio da leitura do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, do *Vidagdha-mādhava*, do *Lalita-mādhava* e dos demais livros que eles nos legaram. Dessa maneira, a pessoa pode compreender os transcendentais romances amorosos entre Rādhā e Kṛṣṇa. Kabe hāma bujhaba se yugala-pirīti. O amor conjugal entre Rādhā e Kṛṣṇa não é um assunto humano comum; é plenamente transcendental. A fim de compreender Rādhā e Kṛṣṇa, adorá-Los e ocupar-se em Seu serviço amoroso, é preciso ser guiado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu e os seis Gosvāmīs, os discípulos diretos do Senhor Caitanya.\n\nPara um homem comum, a adoração a Śrī Caitanya e Nityānanda Prabhu, ou ao Pañca-tattva, é mais fácil que a adoração a Rādhā e Kṛṣṇa. A menos que seja muito afortunada, a pessoa não deve ser induzida a adorar Rādhā-Kṛṣṇa diretamente. Um estudante neófito que não está suficientemente educado ou iluminado não deve entregar-se à adoração a Śrī Rādhā e Kṛṣṇa nem ao cantar do mantra Hare Kṛṣṇa. Mesmo que o faça, não pode obter o resultado desejado. Deve-se, portanto, cantar os nomes de Nitāi-Gaura e adorá-Los sem falso prestígio. Visto que todos dentro deste mundo material estão mais ou menos influenciados por atividades pecaminosas, no início é essencial que a pessoa se dedique à adoração a Guru-Gaurāṅga e peça-lhes o favor, pois assim, a despeito de todas as suas desqualificações, ela muito em breve se tornará qualificada para adorar o vigraha de Rādhā-Kṛṣṇa.\n\nDeve-se notar, nesse contexto, que os santos nomes do Senhor Kṛṣṇa e de Gaurasundara são ambos idênticos à Suprema Personalidade de Deus. Portanto, não se deve considerar um nome mais potente que o outro. Considerando a posição das pessoas desta era, contudo, o cantar do nome de Śrī Caitanya Mahāprabhu é mais essencial que o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, porque Śrī Caitanya Mahāprabhu é a encarnação mais magnânima, e Sua misericórdia é alcançada com muita facilidade. Portanto, deve-se primeiro refugiar-se em Śrī Caitanya Mahāprabhu cantando śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda. Ao servir Gaura-Nityānanda, a pessoa se liberta dos enredamentos da existência material e, assim, torna-se qualificada para adorar a Deidade de Rādhā-Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/8/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/32/", "verse_text": "svatantra īśvara prabhu atyanta udāra\n\ntāṅre nā bhajile kabhu nā haya nistāra", "devanagari": "> স্বতন্ত্র ঈশ্বর প্রভু অত্যন্ত উদার ।\n> তাঁরে না ভজিলে কভু না হয় নিস্তার ॥৩২॥", "synonyms": "*svatantra īśvara*—o Senhor Supremo plenamente independente; *prabhu*—o Senhor; *atyanta*—muitíssimo; *udāra*—magnânimo; *tāṅre*—a Ele; *nā*—sem; *bhajile*—adorar; *kabhu nā*—nunca, em tempo algum; *haya*—acontece; *nistāra*—a liberação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus independente, é grandemente magnânimo. A menos que O adore, ninguém jamais poderá liberar-se.**", "purport": "Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa aqui que não se deve abandonar a adoração a Rādhā-Kṛṣṇa para adorar Śrī Caitanya Mahāprabhu. Adorando exclusivamente Rādhā-Kṛṣṇa ou exclusivamente o Senhor Caitanya, ninguém pode avançar. Não se deve tentar suplantar as instruções dos seis Gosvāmīs, pois eles são ācāryas e muito queridos pelo Senhor Caitanya. Por isso, Narottama dāsa Ṭhākura canta:\n\nrūpa-raghunātha-pade haibe ākuti\n\nkabe hāma bujhaba se yugala-pirīti\n\nÉ preciso ser um aluno submisso dos seis Gosvāmīs, desde Śrīla Rūpa Gosvāmī até Raghunātha dāsa Gosvāmī. Deixar de seguir suas instruções e, em vez disso, imaginar como adorar Gaurasundara e Rādhā-Kṛṣṇa é uma grande ofensa, em consequência da qual a pessoa abre para si um caminho para o inferno. Quem negligencia as instruções dos seis Gosvāmīs e ainda assim se torna um suposto devoto de Rādhā-Kṛṣṇa não faz mais do que criticar os verdadeiros devotos de Rādhā-Kṛṣṇa. Como resultado de sua especulação, ele considera Gaurasundara um devoto comum e, portanto, não pode progredir no serviço à Suprema Personalidade de Deus, Rādhā-Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/8/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/33/", "verse_text": "ore mūḍha loka, śuna caitanya-maṅgala\n\ncaitanya-mahimā yāte jānibe sakala", "devanagari": "> ওরে মূঢ় লোক, শুন চৈতন্যমঙ্গল ।\n> চৈতন্য-মহিমা যাতে জানিবে সকল ॥৩৩॥", "synonyms": "*ore*—ó todos vós; *mūḍha*—tolas; *loka*—pessoas; *śuna*—apenas ouvi; *caitanya-maṅgala*—o livro com esse nome; *caitanya*—do Senhor Caitanya; *mahimā*—as glórias; *yāte*—no qual; *jānibe*—conhecereis; *sakala*—todas.", "translation": "**Ó tolos, lede simplesmente o Śrī *Caitanya-maṅgala*! Ao ler este livro, podereis compreender todas as glórias de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "O *Caitanya-bhāgavata* de Śrī Vṛndāvana dāsa Ṭhākura intitulava-se originalmente *Caitanya-maṅgala*; porém, quando Śrīla Locana dāsa Ṭhākura escreveu mais tarde outro livro chamado *Caitanya-maṅgala*, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura mudou o nome de seu próprio livro, que por isso é conhecido agora como *Caitanya-bhāgavata*. A vida de Śrī Caitanya Mahāprabhu é descrita muito minuciosamente no *Caitanya-bhāgavata*, e Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī já nos informou que, em seu Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, descreveu tudo o que Vṛndāvana dāsa Ṭhākura não mencionou. Essa aceitação do Śrī *Caitanya-bhāgavata* por parte de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī indica sua aceitação da sucessão discipular. Um autor de literatura transcendental jamais tenta superar os ācāryas anteriores."}
{"ref": "cc/adi/8/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/34/", "verse_text": "kṛṣṇa-līlā bhāgavate kahe veda-vyāsa\n\ncaitanya-līlāra vyāsa--vṛndāvana-dāsa", "devanagari": "> কৃষ্ণলীলা ভাগবতে কহে বেদব্যাস ।\n> চৈতন্য-লীলার ব্যাস — বৃন্দাবন-দাস ॥৩৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-līlā*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *bhāgavate*—no livro Śrīmad-Bhāgavatam; *kahe*—narra; *veda-vyāsa*—Vyāsadeva, o compilador da literatura Védica; *caitanya-līlāra*—dos passatempos do Senhor Caitanya; *vyāsa*—compilador; *vṛndāvana-dāsa*—é Vṛndāvana dāsa.", "translation": "**Assim como Vyāsadeva compilou todos os passatempos do Senhor Kṛṣṇa no *Śrīmad-Bhāgavatam*, Ṭhākura Vṛndāvana dāsa retratou os passatempos do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/35/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa kaila 'caitanya-maṅgala'\n\nyāṅhāra śravaṇe nāśe sarva amaṅgala", "devanagari": "> বৃন্দাবন-দাস কৈল ‘চৈতন্যমঙ্গল’ ।\n> যাঁহার শ্রবণে নাশে সর্ব অমঙ্গল ॥৩৫॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsa*—de nome Vṛndāvana dāsa; *kaila*—compilou; *caitanya-maṅgala*—o livro chamado Caitanya-maṅgala; *yāṅhāra*—do qual; *śravaṇe*—ao ouvir; *nāśe*—aniquila; *sarva*—todo; *amaṅgala*—infortúnio.", "translation": "**Ṭhākura Vṛndāvana dāsa compôs o *Śrī Caitanya-maṅgala*. Ouvir este livro eliminará toda a infortúnio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/36/", "verse_text": "caitanya-nitāira yāte jāniye mahimā\n\nyāte jāni kṛṣṇa-bhakti-siddhāntera sīmā", "devanagari": "> চৈতন্য-নিতাইর যাতে জানিয়ে মহিমা ।\n> যাতে জানি কৃষ্ণভক্তিসিদ্ধান্তের সীমা ॥৩৬॥", "synonyms": "*caitanya-nitāira*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Nityānanda Prabhu; *yāte*—no qual; *jāniye*—pode-se conhecer; *mahimā*—todas as glórias; *yāte*—no qual; *jāni*—posso compreender; *kṛṣṇa-bhakti*—da devoção ao Senhor Kṛṣṇa; *siddhāntera*—da conclusão; *sīmā*—o limite.", "translation": "**Lendo o *Śrī Caitanya-maṅgala*, alguém pode compreender todas as glórias e verdades do Senhor Caitanya e Nityānanda e chegar à conclusão última do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "O *Śrīmad-Bhāgavatam* é o livro de referência autorizado a partir do qual se pode compreender o serviço devocional, mas como é muito extenso, poucos homens conseguem entender seu propósito. O *Śrīmad-Bhāgavatam* é o comentário original sobre o *Vedānta-sūtra*, chamado *nyāya-prasthāna*. Foi escrito para permitir a compreensão da Verdade Absoluta por meio de lógica e argumentação infalíveis, e por isso seu comentário natural, o *Śrīmad-Bhāgavatam*, é extremamente extenso. Recitadores profissionais criaram a impressão de que o *Śrīmad-Bhāgavatam* trata apenas da *rāsa-līlā* de Kṛṣṇa, embora a *rāsa-līlā* de Kṛṣṇa seja descrita apenas no Décimo Canto (capítulos 29-35). Dessa forma, apresentaram Kṛṣṇa ao mundo ocidental como um grande conquistador de mulheres, e por isso às vezes temos de lidar com tais equívocos na pregação. Outra dificuldade para compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam* é que os recitadores profissionais introduziram o *bhāgavata-saptāha*, ou leituras do *Bhāgavatam* em sete dias. Querem terminar o *Śrīmad-Bhāgavatam* em uma semana, embora seja tão sublime que mesmo um único verso do *Śrīmad-Bhāgavatam*, se devidamente explicado, não possa ser concluído em três meses. Nessas circunstâncias, é uma grande ajuda para o homem comum ler o *Caitanya-bhāgavata* de Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, pois assim pode de fato compreender o serviço devocional, Kṛṣṇa, o Senhor Caitanya e Nityānanda. Śrīla Rūpa Gosvāmī afirmou:\n\n> śruti-smṛti-purāṇādi-\n> pañcarātra-vidhiṁ vinā\n> aikāntikī harer bhaktir\n> utpātāyaiva kalpate\n\n\"O serviço devocional ao Senhor que ignora as escrituras Védicas autorizadas, como os *Upaniṣads*, os *Purāṇas*, o *Nārada-pañcarātra*, etc., é simplesmente uma perturbação desnecessária na sociedade.\" Devido à incompreensão do *Śrīmad-Bhāgavatam*, as pessoas são desencaminhadas em relação à ciência de Kṛṣṇa. Contudo, lendo o livro de Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, pode-se compreender essa ciência com muita facilidade."}
{"ref": "cc/adi/8/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/37/", "verse_text": "bhāgavate yata bhakti-siddhāntera sāra\n\nlikhiyāchena iṅhā jāni' kariyā uddhāra", "devanagari": "> ভাগবতে যত ভক্তিসিদ্ধান্তের সার ।\n> লিখিয়াছেন ইঁহা জানি’ করিয়া উদ্ধার ॥৩৭॥", "synonyms": "*bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *yata*—toda; *bhakti-siddhāntera*—da compreensão do serviço devocional; *sāra*—a essência; *likhiyāchena*—escreveu; *iṅhā*—isto; *jāni'*—eu sei; *kariyā*—fazendo; *uddhāra*—citação.", "translation": "**No Śrī *Caitanya-maṅgala* [mais tarde conhecido como Śrī *Caitanya-bhāgavata*], Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura apresentou a conclusão e a essência do serviço devocional citando as afirmações autorizadas do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/38/", "verse_text": "'caitanya-maṅgala' śune yadi pāṣaṇḍī, yavana\n\nseha mahā-vaiṣṇava haya tatakṣaṇa", "devanagari": "> ‘চৈতন্যমঙ্গল’ শুনে যদি পাষণ্ডী, যবন ।\n> সেহ মহাবৈষ্ণব হয় ততক্ষণ ॥৩৮॥", "synonyms": "*caitanya-maṅgala*—o livro chamado Caitanya-maṅgala; *śune*—quem quer que ouça; *yadi*—se; *pāṣaṇḍī*—grande ateu; *yavana*—alguém que não crê na cultura Védica; *seha*—ele também; *mahā-vaiṣṇava*—grande devoto; *haya*—torna-se; *tatakṣaṇa*—imediatamente.", "translation": "**Se mesmo um grande ateu ouvir o Śrī *Caitanya-maṅgala*, ele imediatamente se torna um grande devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/39/", "verse_text": "manuṣye racite nāre aiche grantha dhanya\n\nvṛndāvana-dāsa-mukhe vaktā śrī-caitanya", "devanagari": "> মনুষ্যে রচিতে নারে ঐছে গ্রন্থ ধন্য ।\n> বৃন্দাবনদাস-মুখে বক্তা শ্রীচৈতন্য ॥৩৯॥", "synonyms": "*manuṣye*—um ser humano; *racite*—compilar; *nāre*—não pode; *aiche*—tão; *grantha*—livro; *dhanya*—glorioso; *vṛndāvana-dāsa*—o autor, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *mukhe*—de sua boca; *vaktā*—o orador; *śrī-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**O tema deste livro é tão sublime que parece que o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu falou pessoalmente através dos escritos de Śrī Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.**", "purport": "Śrīla Sanātana Gosvāmī escreveu em seu *Hari-bhakti-vilāsa:*\n\n> avaiṣṇava-mukhodgīrṇaṁ\n> pūtaṁ hari-kathāmṛtam\n> śravaṇaṁ naiva kartavyaṁ\n> sarpocchiṣṭaṁ yathā payaḥ\n\nA literatura transcendental que segue estritamente os princípios Védicos e a conclusão dos *Purāṇas* e do *pañcarātrika-vidhi* só pode ser escrita por um devoto puro.\n\nNão é possível a um homem comum escrever livros sobre *bhakti*, pois seus escritos não serão eficazes. Ele pode ser um grande erudito e perito em apresentar literatura em linguagem florida, mas isso não ajuda em nada na compreensão da literatura transcendental. Mesmo que a literatura transcendental seja escrita em linguagem falha, é aceitável se escrita por um devoto, ao passo que a chamada literatura transcendental escrita por um erudito mundano, ainda que seja uma apresentação literária muito refinada, não pode ser aceita. O segredo na escrita de um devoto é que quando ele escreve sobre os passatempos do Senhor, o Senhor o ajuda; ele não escreve por si mesmo. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/10/10|(Bg. 10.10)]], *dadāmi buddhi-yogaṁ taṁ yena mām upayānti te.* Como um devoto escreve a serviço do Senhor, o Senhor, de dentro, concede-lhe tanta inteligência que ele se senta próximo ao Senhor e continua escrevendo livros. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī confirma que o que Vṛndāvana dāsa Ṭhākura escreveu foi na verdade falado pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu, e ele simplesmente o repetiu. O mesmo vale para o *Śrī Caitanya-caritāmṛta*. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī escreveu o *Śrī Caitanya-caritāmṛta* em sua velhice, em condição de inválido, mas é uma literatura tão sublime que Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī Mahārāja costumava dizer: \"Virá o tempo em que as pessoas do mundo aprenderão o bengali para ler o *Śrī Caitanya-caritāmṛta*.\" Estamos tentando apresentar o *Śrī Caitanya-caritāmṛta* em inglês e não sabemos quão bem-sucedidos seremos, mas quem ler o *Caitanya-caritāmṛta* original em bengali saboreará um êxtase crescente no serviço devocional."}
{"ref": "cc/adi/8/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/40/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa-pade koṭi namaskāra\n\naiche grantha kari' teṅho tārilā saṁsāra", "devanagari": "> বৃন্দাবনদাস-পদে কোটি নমস্কার ।\n> ঐছে গ্রন্থ করি’ তেঁহো তারিলা সংসার ॥৪০॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsa-pade*—aos pés de lótus de Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *koṭi*—milhões; *namaskāra*—reverências; *aiche*—tal; *grantha*—livro; *kari'*—compilando; *teṅho*—ele; *tārilā*—libertou; *saṁsāra*—todo o mundo.", "translation": "**Ofereço milhões de reverências aos pés de lótus de Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Ninguém mais poderia escrever um livro tão maravilhoso para a libertação de todas as almas caídas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/41/", "verse_text": "nārāyaṇī--caitanyera ucchiṣṭa-bhājana\n\ntāṅra garbhe janmilā śrī-dāsa-vṛndāvana", "devanagari": "> নারায়ণী — চৈতন্যের উচ্ছিষ্ট-ভাজন ।\n> তাঁর গর্ভে জন্মিলা শ্রীদাস-বৃন্দাবন ॥৪১॥", "synonyms": "*nārāyaṇī*—de nome Nārāyaṇī; *caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ucchiṣṭa-bhājana*—aquela que come os restos do alimento; *tāṅra*—dela; *garbhe*—no ventre; *janmilā*—nasceu; *śrī-dāsa-vṛndāvana*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Nārāyaṇī come eternamente os restos do alimento de Caitanya Mahāprabhu. Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura nasceu de seu ventre.**", "purport": "No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, livro escrito por Kavi-karṇapūra que descreve todos os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu e quem eles foram anteriormente, há a seguinte afirmação a respeito de Nārāyaṇī:\n\nambikāyāḥ svasā yāsīn\n\nnāmnā śrīla-kilimbikā\n\nkṛṣṇocchiṣṭaṁ prabhuñjānā\n\nseyaṁ nārāyaṇī matā\n\nQuando o Senhor Kṛṣṇa era criança, foi amamentado por uma mulher chamada Ambikā, que tinha uma irmã mais nova chamada Kilimbikā. Durante a encarnação do Senhor Caitanya, essa mesma Kilimbikā costumava comer os restos do alimento deixado pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Essa Kilimbikā era Nārāyaṇī, que era sobrinha de Śrīvāsa Ṭhākura. Mais tarde, quando ela cresceu e se casou, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura nasceu de seu ventre. Um devoto do Senhor Śrī Kṛṣṇa é celebrado em termos do serviço devocional prestado ao Senhor; assim, conhecemos Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura como o filho de Nārāyaṇī. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa, a esse respeito, que não há referência à sua ascendência paterna porque não há necessidade de compreendê-la."}
{"ref": "cc/adi/8/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/42/", "verse_text": "tāṅra ki adbhuta caitanya-carita-varṇana\n\nyāhāra śravaṇe śuddha kaila tri-bhuvana", "devanagari": "> তাঁর কি অদ্ভুত চৈতন্যচরিত-বর্ণন ।\n> যাহার শ্রবণে শুদ্ধ কৈল ত্রিভুবন ॥৪২॥", "synonyms": "*tāṅra*—de Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *ki*—quão; *adbhuta*—maravilhosa; *caitanya-carita*—dos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *varṇana*—descrição; *yāhāra*—da qual; *śravaṇe*—ao ouvir; *śuddha*—purificados; *kaila*—tornou; *tri-bhuvana*—os três mundos.", "translation": "**Quão maravilhosa é a descrição que ele deu dos passatempos do Senhor Caitanya! Qualquer pessoa nos três mundos que a ouça fica purificada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/43/", "verse_text": "ataeva bhaja, loka, caitanya-nityānanda\n\nkhaṇḍibe saṁsāra-duḥkha, pābe premānanda", "devanagari": "> অতএব ভজ, লোক, চৈতন্য-নিত্যানন্দ ।\n> খণ্ডিবে সংসার-দুঃখ, পাবে প্রেমানন্দ ॥৪৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *bhaja*—adorai; *loka*—ó pessoas em geral; *caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *khaṇḍibe*—destruirá; *saṁsāra-duḥkha*—a condição miserável da existência material; *pābe*—alcançará; *premānanda*—a bem-aventurança transcendental do serviço devocional.", "translation": "**Apelo fervorosamente a todos para que adotem o método de serviço devocional dado pelo Senhor Caitanya e por Nityānanda e, assim, se libertem das misérias da existência material e, por fim, alcancem o serviço amoroso ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/44/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa kaila 'caitanya-maṅgala'\n\ntāhāte caitanya-līlā varṇila sakala", "devanagari": "> বৃন্দাবন-দাস কৈল ‘চৈতন্য-মঙ্গল’ ।\n> তাহাতে চৈতন্য-লীলা বর্ণিল সকল ॥৪৪॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsa*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *kaila*—fez; *caitanya-maṅgala*—o livro de nome Caitanya-maṅgala; *tāhāte*—nesse livro; *caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Caitanya; *varṇila*—descreveu; *sakala*—tudo.", "translation": "**Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura escreveu o Śrī *Caitanya-maṅgala* e nele descreveu, em todos os aspectos, os passatempos do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/45/", "verse_text": "sūtra kari' saba līlā karila granthana\n\npāche vistāriyā tāhāra kaila vivaraṇa", "devanagari": "> সূত্র করি’ সব লীলা করিল গ্রন্থন ।\n> পাছে বিস্তারিয়া তাহার কৈল বিবরণ ॥৪৫॥", "synonyms": "*sūtra kari'*—fazendo uma sinopse; *saba*—todos; *līlā*—passatempos; *karila*—fez; *granthana*—escrita no livro; *pāche*—posteriormente; *vistāriyā*—descrevendo vividamente; *tāhāra*—todos eles; *kaila*—fez; *vivaraṇa*—descrição.", "translation": "**Primeiro, ele resumiu todos os passatempos do Senhor e, depois, descreveu-os vividamente em detalhe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/46/", "verse_text": "caitanya-candrera līlā ananta apāra\n\nvarṇite varṇite grantha ha-ila vistāra", "devanagari": "> চৈতন্যচন্দ্রের লীলা অনন্ত অপার ।\n> বর্ণিতে বর্ণিতে গ্রন্থ হইল বিস্তার ॥৪৬॥", "synonyms": "*caitanya-candrera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *līlā*—passatempos; *ananta*—ilimitados; *apāra*—insondáveis; *varṇite*—descrevendo; *varṇite*—descrevendo; *grantha*—o livro; *ha-ila*—tornou-se; *vistāra*—extenso.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Caitanya são ilimitados e insondáveis. Por isso, ao descrever todos esses passatempos, o livro tornou-se volumoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/47/", "verse_text": "vistāra dekhiyā kichu saṅkoca haila mana\n\nsūtra-dhṛta kona līlā nā kaila varṇana", "devanagari": "> বিস্তার দেখিয়া কিছু সঙ্কোচ হৈল মন ।\n> সূত্রধৃত কোন লীলা না কৈল বর্ণন ॥৪৭॥", "synonyms": "*vistāra*—extenso; *dekhiyā*—vendo; *kichu*—alguma; *saṅkoca*—com hesitação; *haila*—ficou; *mana*—a mente; *sūtra-dhṛta*—tomando os códigos; *kona*—alguns; *līlā*—passatempos; *nā*—não; *kaila*—fez; *varṇana*—descrição.", "translation": "**Ele os viu tão extensos que, mais tarde, sentiu que alguns não haviam sido adequadamente descritos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/48/", "verse_text": "nityānanda-līlā-varṇane ha-ila āveśa\n\ncaitanyera śeṣa-līlā rahila avaśeṣa", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-লীলা-বর্ণনে হইল আবেশ ।\n> চৈতন্যের শেষ-লীলা রহিল অবশেষ ॥৪৮॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *līlā*—passatempo; *varṇane*—no que se refere à descrição; *ha-ila*—houve; *āveśa*—êxtase; *caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa-līlā*—passatempos da última porção de Sua vida; *rahila*—permaneceram; *avaśeṣa*—suplemento.", "translation": "**Ele descreveu extaticamente os passatempos do Senhor Nityānanda, mas os passatempos posteriores de Caitanya Mahāprabhu permaneceram por narrar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/49/", "verse_text": "sei saba līlāra śunite vivaraṇa\n\nvṛndāvana-vāsī bhaktera utkaṇṭhita mana", "devanagari": "> সেই সব লীলার শুনিতে বিবরণ ।\n> বৃন্দাবনবাসী ভক্তের উত্কণ্ঠিত মন ॥৪৯॥", "synonyms": "*sei*—aqueles; *saba*—todos; *līlāra*—dos passatempos; *śunite*—ouvir; *vivaraṇa*—descrição; *vṛndāvana-vāsī*—os habitantes de Vṛndāvana; *bhaktera*—dos devotos; *utkaṇṭhita*—em ansiedade; *mana*—as mentes.", "translation": "**Os devotos de Vṛndāvana estavam todos muito ansiosos por ouvir esses passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/50/", "verse_text": "vṛndāvane kalpa-drume suvarṇa-sadana\n\nmahā-yogapīṭha tāhāṅ, ratna-siṁhāsana", "devanagari": "> বৃন্দাবনে কল্পদ্রুমে সুবর্ণ-সদন ।\n> মহা-যোগপীঠ তাহাঁ, রত্ন-সিংহাসন ॥৫০॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *kalpa-drume*—sob as árvores dos desejos; *suvarṇa-sadana*—trono dourado; *mahā*—grande; *yoga-pīṭha*—templo piedoso; *tāhāṅ*—ali; *ratna*—adornado com joias; *siṁhāsana*—trono.", "translation": "**Em Vṛndāvana, em um grande local de peregrinação, debaixo das árvores dos desejos, há um trono dourado adornado com joias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/51/", "verse_text": "tāte vasi' āche sadā vrajendra-nandana\n\n'śrī-govinda-deva' nāma sākṣāt madana", "devanagari": "> তাতে বসি’ আছে সদা ব্রজেন্দ্রনন্দন ।\n> ‘শ্রীগোবিন্দ-দেব’ নাম সাক্ষাৎ মদন ॥৫১॥", "synonyms": "*tāte*—nesse trono; *vasi'*—sentado; *āche*—está; *sadā*—sempre; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda; *śrī-govinda-deva*—cujo nome é Govinda; *nāma*—nome; *sākṣāt*—direto; *madana*—Cupido transcendental.", "translation": "**Nesse trono, senta-Se o filho de Nanda Mahārāja, Śrī Govindadeva, o Cupido transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/52/", "verse_text": "rāja-sevā haya tāṅhā vicitra prakāra\n\ndivya sāmagrī, divya vastra, alaṅkāra", "devanagari": "> রাজ-সেবা হয় তাঁহা বিচিত্র প্রকার ।\n> দিব্য সামগ্রী, দিব্য বস্ত্র, অলঙ্কার ॥৫২॥", "synonyms": "*rāja-sevā*—serviço majestoso; *haya*—presta-se; *tāṅhā*—ali; *vicitra*—variedades; *prakāra*—de toda espécie; *divya*—espiritual; *sāmagrī*—ingredientes; *divya*—espiritual; *vastra*—vestes; *alaṅkāra*—ornamentos.", "translation": "**Variedades de serviço majestoso são prestadas a Govinda ali. Suas vestes, ornamentos e parafernália são todos transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/53/", "verse_text": "sahasra sevaka sevā kare anukṣaṇa\n\nsahasra-vadane sevā nā yāya varṇana", "devanagari": "> সহস্র সেবক সেবা করে অনুক্ষণ ।\n> সহস্র-বদনে সেবা না যায় বর্ণন ॥৫৩॥", "synonyms": "*sahasra*—muitos milhares; *sevaka*—servidores; *sevā*—serviço; *kare*—prestam; *anukṣaṇa*—sempre; *sahasra*—milhares; *vadane*—bocas; *sevā*—processo de serviço; *nā*—não é possível; *yāya*—prossegue; *varṇana*—descrição.", "translation": "**Naquele templo de Govindajī, milhares de servidores sempre prestam serviço ao Senhor com devoção. Mesmo com milhares de bocas, não se poderia descrever esse serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/54/", "verse_text": "sevāra adhyakṣa--śrī-paṇḍita haridāsa\n\ntāṅra yaśaḥ-guṇa sarva-jagate prakāśa", "devanagari": "> সেবার অধ্যক্ষ — শ্রীপণ্ডিত হরিদাস ।\n> তাঁর যশঃ-গুণ সর্বজগতে প্রকাশ ॥৫৪॥", "synonyms": "*sevāra*—do serviço; *adhyakṣa*—comandante; *śrī-paṇḍita haridāsa*—Haridāsa Paṇḍita; *tāṅra*—dele; *yaśaḥ*—fama; *guṇa*—qualidade; *sarva-jagate*—por todo o mundo; *prakāśa*—conhecidas.", "translation": "**Naquele templo, o servidor principal era Śrī Haridāsa Paṇḍita. Suas qualidades e sua fama são conhecidas por todo o mundo.**", "purport": "Śrī Haridāsa Paṇḍita era discípulo de Śrī Ananta Ācārya, que era discípulo de Gadādhara Paṇḍita."}
{"ref": "cc/adi/8/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/55/", "verse_text": "suśīla, sahiṣṇu, śānta, vadānya, gambhīra\n\nmadhura-vacana, madhura-ceṣṭā, mahā-dhīra", "devanagari": "> সুশীল, সহিষ্ণু, শান্ত, বদান্য, গম্ভীর ।\n> মধুর-বচন, মধুর-চেষ্টা, মহাধীর ॥৫৫॥", "synonyms": "*suśīla*—de bom comportamento; *sahiṣṇu*—tolerante; *śānta*—pacífico; *vadānya*—magnânimo; *gambhīra*—grave; *madhura-vacana*—palavras doces; *madhura-ceṣṭā*—esforço doce; *mahā-dhīra*—completamente sóbrio.", "translation": "**Ele era gentil, tolerante, pacífico, magnânimo, grave, doce em suas palavras e muito sóbrio em seus empreendimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/56/", "verse_text": "sabāra sammāna-kartā, karena sabāra hita\n\nkauṭilya-mātsarya-hiṁsā nā jāne tāṅra cita", "devanagari": "> সবার সম্মান-কর্তা, করেন সবার হিত ।\n> কৌটিল্য-মাৎসর্য-হিংসা না জানে তাঁর চিত ॥৫৬॥", "synonyms": "*sabāra*—de todos; *sammāna-kartā*—respeitoso; *karena*—faz; *sabāra*—de todos; *hita*—o benefício; *kauṭilya*—diplomacia; *mātsarya*—inveja; *hiṁsā*—rancor; *nā jāne*—não conhece; *tāṅra*—seu; *cita*—coração.", "translation": "**Ele era respeitoso para com todos e trabalhava pelo benefício de todos. Diplomacia, rancor e inveja eram desconhecidos de seu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/57/", "verse_text": "kṛṣṇera ye sādhāraṇa sad-guṇa pañcāśa\n\nse saba guṇera tāṅra śarīre nivāsa", "devanagari": "> কৃষ্ণের যে সাধারণ সদ্গুণ পঞ্চাশ ।\n> সে সব গুণের তাঁর শরীরে নিবাস ॥৫৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ye*—que; *sādhāraṇa*—gerais; *sat-guṇa*—boas qualidades; *pañcāśa*—cinquenta; *se*—aquelas; *saba*—todas; *guṇera*—qualidades; *tāṅra*—seu; *śarīre*—no corpo; *nivāsa*—estavam sempre presentes.", "translation": "**As cinquenta qualidades do Senhor Kṛṣṇa estavam todas presentes em seu corpo.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, mencionam-se as qualidades transcendentais de Śrī Kṛṣṇa. Dentre elas, cinquenta são primárias (ayaṁ netā su-ramyāṅgaḥ, etc.) e, em quantidade diminuta, estavam todas presentes no corpo de Śrī Haridāsa Paṇḍita. Visto que toda entidade viva é parte da Suprema Personalidade de Deus, todas essas cinquenta boas qualidades de Śrī Kṛṣṇa estão originalmente presentes, em grau diminuto, em cada ser vivo. Devido a seu contato com a natureza material, essas qualidades não são visíveis na alma condicionada; mas, quando alguém se torna um devoto purificado, todas elas se manifestam automaticamente. Isso é afirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.18.12), como se menciona no texto abaixo."}
{"ref": "cc/adi/8/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/58/", "verse_text": "yasyāsti bhaktir bhagavaty akiñcanā\n\nsarvair guṇais tatra samāsate surāḥ\n\nharāv abhaktasya kuto mahad-guṇā\n\nmano-rathenāsati dhāvato bahiḥ", "devanagari": "> যস্যাস্তি ভক্তির্ভগবত্যকিঞ্চনা\n> সর্বৈর্গুণৈস্তত্র সমাসতে সুরাঃ ।\n> হরাবভক্তস্য কুতো মহদ্গুণা\n> মনোরথেনাসতি ধাবতো বহিঃ ॥৫৮॥", "synonyms": "*yasya*—aquele que; *asti*—tem; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *bhagavati*—à Suprema Personalidade de Deus; *akiñcanā*—sem motivo; *sarvaiḥ*—todas; *guṇaiḥ*—qualidades; *tatra*—ali; *samāsate*—manifestam-se; *surāḥ*—com todos os semideuses; *harau*—à Personalidade Suprema; *abhaktasya*—de quem não é devoto; *kutaḥ*—onde; *mahat-guṇāḥ*—elevadas qualidades; *manaḥ-rathena*—pela concepção mental; *asati*—a existência material; *dhāvataḥ*—corre atrás; *bahiḥ*—externamente.", "translation": "**\"Naquele que tem fé devocional inabalável em Kṛṣṇa, manifestam-se consistentemente todas as boas qualidades de Kṛṣṇa e dos semideuses. Entretanto, aquele que não tem devoção à Suprema Personalidade de Deus não possui boas qualificações, porque, mediante concepções mentais, ocupa-se na existência material, que é o aspecto externo do Senhor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/59/", "verse_text": "paṇḍita-gosāñira śiṣya--ananta ācārya\n\nkṛṣṇa-premamaya-tanu, udāra, sarva-ārya", "devanagari": "> পণ্ডিত-গোসাঞির শিষ্য — অনন্ত আচার্য ।\n> কৃষ্ণপ্রেমময়-তনু, উদার, সর্ব-আর্য ॥৫৯॥", "synonyms": "*paṇḍita-gosāñira*—de Gadādhara Paṇḍita; *śiṣya*—discípulo; *ananta ācārya*—de nome Ananta Ācārya; *kṛṣṇa-premamaya*—sempre dominado pelo amor a Deus; *tanu*—corpo; *udāra*—magnânimo; *sarva*—em todos os aspectos; *ārya*—avançado.", "translation": "**Ananta Ācārya era discípulo de Gadādhara Paṇḍita. Seu corpo estava sempre absorto em amor a Deus. Ele era magnânimo e avançado em todos os aspectos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/60/", "verse_text": "tāṅhāra ananta guṇa ke karu prakāśa\n\ntāṅra priya śiṣya iṅha--paṇḍita haridāsa", "devanagari": "> তাঁহার অনন্ত গুণ কে করু প্রকাশ ।\n> তাঁর প্রিয় শিষ্য ইঁহ — পণ্ডিত হরিদাস ॥৬০॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—suas; *ananta*—ilimitadas; *guṇa*—qualidades; *ke*—quem; *karu*—pode; *prakāśa*—exibir; *tāṅra*—seu; *priya*—querido; *śiṣya*—discípulo; *iṅha*—esta pessoa; *paṇḍita haridāsa*—de nome Haridāsa Paṇḍita.", "translation": "**Ananta Ācārya era um reservatório de todas as boas qualidades. Ninguém pode avaliar quão grandioso ele era. Paṇḍita Haridāsa era seu amado discípulo.**", "purport": "Śrī Ananta Ācārya é um dos associados eternos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Anteriormente, durante o advento do Senhor Śrī Kṛṣṇa, Ananta Ācārya foi Sudevī, uma das oito gopīs. Isso é afirmado na Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 165, da seguinte maneira: anantācārya-gosvāmī yā sudevī purā vraje. \"Ananta Ācārya Gosvāmī foi outrora Sudevī-gopī em Vraja [Vṛndāvana].\" Em Jagannātha Purī, ou Puruṣottama-kṣetra, há um mosteiro conhecido como Gaṅgā-mātā Maṭha, que foi estabelecido por Ananta Ācārya. Na sucessão discipular do Gaṅgā-mātā Maṭha, ele é conhecido como Vinoda-mañjarī. Um de seus discípulos foi Haridāsa Paṇḍita Gosvāmī, que também é conhecido como Śrī Raghu Gopāla e como Śrī Rāsa-mañjarī. Sua discípula Lakṣmīpriyā era a tia materna de Gaṅgā-mātā, uma princesa que era filha do rei de Puṭiyā. Gaṅgā-mātā trouxe uma Deidade de nome Śrī Rasika-rāya de Kṛṣṇa Miśra de Jaipur e instalou-A na casa de Sārvabhauma em Jagannātha Purī. O discípulo na quinta geração após Śrī Ananta Ācārya foi Śrī Vanamālī; na sexta geração, Śrī Bhagavān dāsa, que era bengali; na sétima geração, Madhusūdana dāsa, que era oriá; na oitava geração, Nīlāmbara dāsa; na nona geração, Śrī Narottama dāsa; na décima geração, Pītāmbara dāsa; e na décima primeira geração, Śrī Mādhava dāsa. O discípulo na décima segunda geração está atualmente encarregado do mosteiro Gaṅgā-mātā."}
{"ref": "cc/adi/8/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/61/", "verse_text": "caitanya-nityānande tāṅra parama viśvāsa\ncaitanya-carite tāṅra parama ullāsa", "devanagari": "> চৈতন্য-নিত্যানন্দে তাঁর পরম বিশ্বাস ।\n> চৈতন্য-চরিতে তাঁর পরম উল্লাস ॥৬১॥", "synonyms": "*caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānande*—no Senhor Nityānanda; *tāṅra*—sua; *parama*—imensa; *viśvāsa*—fé; *caitanya-carite*—nos passatempos do Senhor Caitanya; *tāṅra*—sua; *parama*—imensa; *ullāsa*—satisfação.", "translation": "**Paṇḍita Haridāsa tinha imensa fé no Senhor Caitanya e em Nityānanda. Por isso, sentia imensa satisfação em conhecer Seus passatempos e qualidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/62/", "verse_text": "vaiṣṇavera guṇa-grāhī, nā dekhaye doṣa\nkāya-mano-vākye kare vaiṣṇava-santoṣa", "devanagari": "> বৈষ্ণবের গুণগ্রাহী, না দেখয়ে দোষ ।\n> কায়মনোবাক্যে করে বৈষ্ণব-সন্তোষ ॥৬২॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—dos devotos; *guṇa-grāhī*—que aceita as boas qualidades; *nā*—nunca; *dekhaye*—vê; *doṣa*—defeito algum; *kāya-manaḥ-vākye*—de corpo, mente e palavras; *kare*—faz; *vaiṣṇava*—devoto; *santoṣa*—satisfação.", "translation": "**Ele sempre aceitava as boas qualidades dos vaiṣṇavas e jamais lhes encontrava defeito. Empenhava-se de corpo e alma apenas em satisfazer os vaiṣṇavas.**", "purport": "É uma qualificação do vaiṣṇava ser adoṣa-darśī: ele nunca vê os defeitos alheios. Naturalmente, todo ser humano possui tanto boas qualidades quanto defeitos. Por isso se diz, saj-janā guṇam icchanti doṣam icchanti pāmarāḥ: todos têm uma combinação de defeitos e glórias. Mas o vaiṣṇava, um homem sóbrio, aceita somente as glórias de uma pessoa e não os seus defeitos, pois as moscas procuram feridas, ao passo que as abelhas procuram mel. Haridāsa Paṇḍita jamais encontrava defeito num vaiṣṇava, mas considerava apenas as suas boas qualidades."}
{"ref": "cc/adi/8/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/63/", "verse_text": "nirantara śune teṅho 'caitanya-maṅgala'\ntāṅhāra prasāde śunena vaiṣṇava-sakala", "devanagari": "> নিরন্তর শুনে তেঁহো ‘চৈতন্যমঙ্গল’ ।\n> তাঁহার প্রসাদে শুনেন বৈষ্ণবসকল ॥৬৩॥", "synonyms": "*nirantara*—sempre; *śune*—ouve; *teṅho*—ele; *caitanya-maṅgala*—o livro; *prasāde*—pela misericórdia; *śunena*—ouvem; *vaiṣṇava-sakala*—todos os demais vaiṣṇavas.", "translation": "**Ele sempre ouvia a leitura do *Śrī Caitanya-maṅgala*, e todos os demais vaiṣṇavas costumavam ouvi-lo por sua graça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/64/", "verse_text": "kathāya sabhā ujjvala kare yena pūrṇa-candra\nnija-guṇāmṛte bāḍāya vaiṣṇava-ānanda", "devanagari": "> কথায় সভা উজ্জ্বল করে যেন পূর্ণচন্দ্র ।\n> নিজ-গুণামৃতে বাড়ায় বৈষ্ণব-আনন্দ ॥৬৪॥", "synonyms": "*kathāya*—com palavras; *sabhā*—a assembleia; *ujjvala*—iluminada; *kare*—faz; *yena*—como; *pūrṇa-candra*—a lua cheia; *nija*—próprias; *guṇa-amṛte*—com o néctar das qualidades; *bāḍāya*—aumenta; *vaiṣṇava*—dos devotos; *ānanda*—o prazer.", "translation": "**Tal como a lua cheia, ele iluminava toda a assembleia dos vaiṣṇavas ao recitar o *Śrī Caitanya-maṅgala*, e, com o néctar de suas qualidades, aumentava a bem-aventurança transcendental deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/65/", "verse_text": "teṅho ati kṛpā kari' ājñā kailā more\ngaurāṅgera śeṣa-līlā varṇibāra tare", "devanagari": "> তেঁহো অতি কৃপা করি’ আজ্ঞা কৈলা মোরে ।\n> গৌরাঙ্গের শেষলীলা বর্ণিবার তরে ॥৬৫॥", "synonyms": "*teṅho*—ele; *ati*—muito; *kṛpā*—misericórdia; *kari'*—mostrando; *ājñā*—ordem; *kailā*—deu; *more*—a mim; *gaurāṅgera*—do Senhor Caitanya; *śeṣa-līlā*—a última porção dos passatempos; *varṇibāra*—descrever; *tare*—com o propósito de.", "translation": "**Por sua misericórdia imotivada, ele me ordenou que escrevesse sobre os últimos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/66/", "verse_text": "kāśīśvara gosāñira śiṣya--govinda gosāñi\ngovindera priya-sevaka tāṅra sama nāñi", "devanagari": "> কাশীশ্বর গোসাঞির শিষ্য — গোবিন্দ গোসাঞি ।\n> গোবিন্দের প্রিয়সেবক তাঁর সম নাঞি ॥৬৬॥", "synonyms": "*kāśīśvara gosāñira*—de Kāśīśvara Gosvāmī; *śiṣya*—discípulo; *govinda*—chamado Govinda; *gosāñi*—mestre espiritual; *govindera*—de Govinda; *priya-sevaka*—o mais íntimo servidor; *tāṅra*—a ele; *sama*—igual; *nāñi*—não há nenhum.", "translation": "**Govinda Gosāñi, o sacerdote ocupado no serviço ao Senhor Govinda em Vṛndāvana, era discípulo de Kāśīśvara Gosāñi. Não havia servo mais querido para a Deidade de Govinda.**", "purport": "Kāśīśvara Gosāñi foi um dos contemporâneos de Śrī Caitanya Mahāprabhu que esteve com o Senhor em Jagannātha Purī. Também conhecido como Kāśīśvara Paṇḍita, ele era discípulo de Īśvara Purī e filho de Vāsudeva Bhaṭṭācārya, que pertencia à dinastia de Kāñjilāla Kānu. Seu sobrenome era Caudhurī. Seu sobrinho, filho de sua irmã, chamado Rudra Paṇḍita, foi o sacerdote original de Vallabhapura, que fica a cerca de um quilômetro e meio da estação ferroviária de Śrīrāmapura, na aldeia de Cātarā. Ali estão instaladas as Deidades de Rādhā-Govinda e do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Kāśīśvara Gosāñi era um homem muito forte e, por isso, quando o Senhor Caitanya visitava o templo de Jagannātha, ele costumava proteger o Senhor das multidões. Outro de seus deveres era distribuir prasāda aos devotos após o kīrtana.\n\nŚrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura também visitou este templo em Vallabhapura. Na época, o responsável era um śaivita, Śrī Śivacandra Caudhurī, que era descendente do irmão de Kāśīśvara Gosāñi. Em Vallabhapura, havia um arranjo permanente para cozinhar nove quilos de arroz, legumes e outros alimentos, e perto da aldeia há terra suficiente, que pertence à Deidade, na qual esse arroz era cultivado. Infelizmente, os descendentes do irmão de Kāśīśvara Gosāñi venderam grande parte dessas terras e, por isso, a adoração à Deidade ficou agora prejudicada.\n\nAfirma-se no *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* que o servo de Kṛṣṇa em Vṛndāvana chamado Bhṛṅgāra desceu como Kāśīśvara Gosāñi durante os passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Em nossa vida de chefe de família, também visitávamos por vezes este templo de Vallabhapura e ali tomávamos prasāda ao meio-dia. As Deidades deste templo, Śrī Śrī Rādhā-Govinda e o Gaurāṅga vigraha, são extremamente belas. Perto de Vallabhapura há outro belo templo de Jagannātha. Por vezes, também costumávamos tomar prasāda neste templo de Jagannātha. Esses dois templos situam-se num raio de um quilômetro e meio da estação ferroviária de Śrīrāmapura, perto de Calcutá."}
{"ref": "cc/adi/8/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/67/", "verse_text": "yādavācārya gosāñi śrī-rūpera saṅgī\ncaitanya-carite teṅho ati baḍa raṅgī", "devanagari": "> যাদবাচার্য গোসাঞি শ্রীরূপের সঙ্গী ।\n> চৈতন্যচরিতে তেঁহো অতি বড় রঙ্গী ॥৬৭॥", "synonyms": "*yādavācārya*—chamado Yādavācārya; *gosāñi*—mestre espiritual; *śrī-rūpera*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *saṅgī*—associado; *caitanya-carite*—nos passatempos do Senhor Caitanya; *teṅho*—ele; *ati*—muito; *baḍa*—grande; *raṅgī*—entusiasta.", "translation": "**Śrī Yādavācārya Gosāñi, associado constante de Śrīla Rūpa Gosvāmī, também era muito entusiasta em ouvir e cantar sobre os passatempos do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/68/", "verse_text": "paṇḍita-gosāñira śiṣya--bhugarbha gosāñi\ngaura-kathā vinā āra mukhe anya nāi", "devanagari": "> পণ্ডিত-গোসাঞির শিষ্য — ভুগর্ভ গোসাঞি ।\n> গৌরকথা বিনা আর মুখে অন্য নাই ॥৬৮॥", "synonyms": "*paṇḍita-gosāñira*—de Paṇḍita Gosāñi (Paṇḍita Haridāsa); *śiṣya*—discípulo; *bhugarbha gosāñi*—chamado Bhugarbha Gosāñi; *gaura-kathā*—os temas sobre o Senhor Caitanya; *vinā*—sem; *āra*—outra coisa; *mukhe*—em sua boca; *anya nāi*—nada mais.", "translation": "**Bhugarbha Gosāñi, discípulo de Gadādhara Paṇḍita, estava sempre ocupado nos temas referentes ao Senhor Caitanya, nada mais conhecendo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/69/", "verse_text": "tāṅra śiṣya--govinda pūjaka caitanya-dāsa\nmukundānanda cakravartī, premī kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> তাঁর শিষ্য — গোবিন্দ পূজক চৈতন্যদাস ।\n> মুকুন্দানন্দ চক্রবর্তী, প্রেমী কৃষ্ণদাস ॥৬৯॥", "synonyms": "*tāṅra śiṣya*—seu discípulo; *govinda*—a Deidade de Govinda; *pūjaka*—sacerdote; *caitanya-dāsa*—chamado Caitanya dāsa; *mukundānanda cakravartī*—chamado Mukundānanda Cakravartī; *premī*—um grande amante; *kṛṣṇadāsa*—chamado Kṛṣṇadāsa.", "translation": "**Entre seus discípulos estavam Caitanya dāsa, que era sacerdote da Deidade de Govinda, bem como Mukundānanda Cakravartī e o grande devoto Kṛṣṇadāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/70/", "verse_text": "ācārya-gosāñira śiṣya--cakravartī śivānanda\nniravadhi tāṅra citte caitanya-nityānanda", "devanagari": "> আচার্যগোসাঞির শিষ্য — চক্রবর্তী শিবানন্দ ।\n> নিরবধি তাঁর চিত্তে শ্রীচৈতন্য-নিত্যানন্দ ॥৭০॥", "synonyms": "*ācārya-gosāñira*—de Ācārya Gosāñi; *śiṣya*—o discípulo; *cakravartī śivānanda*—chamado Śivānanda Cakravartī; *niravadhi*—sempre; *tāṅra*—seu; *citte*—no coração; *caitanya-nityānanda*—o Senhor Caitanya e Nityānanda estão situados.", "translation": "**Entre os discípulos de Ananta Ācārya estava Śivānanda Cakravartī, em cujo coração o Senhor Caitanya e Nityānanda habitavam constantemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/71/", "verse_text": "āra yata vṛndāvane baise bhakta-gaṇa\nśeṣa-līlā śunite sabāra haila mana", "devanagari": "> আর যত বৃন্দাবনে বৈসে ভক্তগণ ।\n> শেষ-লীলা শুনিতে সবার হৈল মন ॥৭১॥", "synonyms": "*āra yata*—há muitos outros; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *baise*—residentes; *bhakta-gaṇa*—grandes devotos; *śeṣa-līlā*—as últimas porções dos passatempos de Caitanya Mahāprabhu; *śunite*—ouvir; *sabāra*—de todos; *haila*—tornou-se; *mana*—a mente.", "translation": "**Em Vṛndāvana havia também muitos outros grandes devotos, todos os quais desejavam ouvir os últimos passatempos do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/72/", "verse_text": "more ājñā karilā sabe karuṇā kariyā\ntāṅ-sabāra bole likhi nirlajja ha-iyā", "devanagari": "> মোরে আজ্ঞা করিলা সবে করুণা করিয়া ।\n> তাঁ-সবার বোলে লিখি নির্লজ্জ হইয়া ॥৭২॥", "synonyms": "*more*—a mim; *ājñā*—ordem; *karilā*—deram; *sabe*—todos; *karuṇā*—misericordiosos; *kariyā*—sendo assim; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *bole*—pela ordem; *likhi*—eu escrevo; *nirlajja*—sem vergonha; *ha-iyā*—tornando-me.", "translation": "**Por sua misericórdia, todos esses devotos ordenaram-me que escrevesse sobre os últimos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Foi somente devido à ordem deles que, embora eu seja desavergonhado, procurei escrever este *Caitanya-caritāmṛta*.**", "purport": "Escrever sobre os passatempos transcendentais da Suprema Personalidade de Deus não é um empreendimento comum. A menos que alguém seja capacitado pelas autoridades superiores, ou pelos devotos avançados, não pode escrever literatura transcendental, pois toda essa literatura deve estar acima de qualquer suspeita; em outras palavras, não deve conter nenhum dos defeitos das almas condicionadas, a saber, erros, ilusões, fraude e percepções sensoriais imperfeitas. As palavras de Kṛṣṇa e da sucessão discipular que transmite as ordens de Kṛṣṇa são realmente autorizadas. Ser capacitado a escrever literatura transcendental é um privilégio do qual o escritor pode orgulhar-se imensamente. Como humilde vaiṣṇava, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, estando assim capacitado, sentia-se muito envergonhado por ser ele quem deveria narrar os passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/8/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/73/", "verse_text": "vaiṣṇavera ājñā pāñā cintita-antare\nmadana-gopāle gelāṅ ājñā māgibāre", "devanagari": "> বৈষ্ণবের আজ্ঞা পাঞা চিন্তিত-অন্তরে ।\n> মদনগোপালে গেলাঙ আজ্ঞা মাগিবারে ॥৭৩॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—de todos os devotos vaiṣṇavas; *ājñā*—ordem; *pāñā*—recebendo; *cintita-antare*—com ansiedade dentro de mim; *madana-gopāle*—ao templo de Śrī Madana-mohana; *gelāṅ*—eu fui; *ājñā*—ordem; *māgibāre*—para receber.", "translation": "**Tendo recebido a ordem dos vaiṣṇavas, mas estando ansioso em meu coração, dirigi-me ao templo de Madana-mohana em Vṛndāvana para pedir também a Sua permissão.**", "purport": "O vaiṣṇava sempre segue a ordem do guru e de Kṛṣṇa. O *Śrī Caitanya-caritāmṛta* foi escrito por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī pela misericórdia de ambos. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī considerava todos os devotos que foram mencionados como seus gurus preceptores, ou mestres espirituais, e Madana-gopāla (o Śrī Madana-mohana vigraha) é o próprio Kṛṣṇa. Assim, ele pediu permissão a ambos, e, quando recebeu a misericórdia tanto do guru quanto de Kṛṣṇa, pôde escrever esta grandiosa literatura, o *Śrī Caitanya-caritāmṛta*. Este exemplo deve ser seguido. Quem quer que tente escrever sobre Kṛṣṇa deve primeiro obter permissão do mestre espiritual e de Kṛṣṇa. Kṛṣṇa está situado no coração de todos, e o mestre espiritual é Seu representante externo direto. Assim, Kṛṣṇa está situado antar-bahiḥ, dentro e fora. É preciso primeiro tornar-se um devoto puro seguindo os estritos princípios reguladores e cantando dezesseis voltas diárias, e, quando se julgar realmente situado na plataforma vaiṣṇava, deve-se então obter permissão do mestre espiritual, e essa permissão deve também ser confirmada por Kṛṣṇa dentro do coração. Então, se a pessoa for muito sincera e pura, poderá escrever literatura transcendental, seja em prosa, seja em verso."}
{"ref": "cc/adi/8/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/74/", "verse_text": "daraśana kari kailuṅ caraṇa vandana\ngosāñi-dāsa pūjārī kare caraṇa-sevana", "devanagari": "> দরশন করি কৈলুঁ চরণ বন্দন ।\n> গোসাঞিদাস পূজারী করে চরণ-সেবন ॥৭৪॥", "synonyms": "*daraśana*—ao visitar; *kari*—fazendo; *kailuṅ*—fiz; *caraṇa*—pés de lótus; *vandana*—adoração; *gosāñi-dāsa*—chamado Gosāñi dāsa; *pūjārī*—sacerdote; *kare*—faz; *caraṇa*—pés de lótus; *sevana*—serviço.", "translation": "**Quando visitei o templo de Madana-mohana, o sacerdote Gosāñi dāsa estava servindo aos pés do Senhor, e eu também orei aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/75/", "verse_text": "prabhura caraṇe yadi ājñā māgila\nprabhu-kaṇṭha haite mālā khasiyā paḍila", "devanagari": "> প্রভুর চরণে যদি আজ্ঞা মাগিল ।\n> প্রভুকণ্ঠ হৈতে মালা খসিয়া পড়িল ॥৭৫॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *caraṇe*—aos pés de lótus; *yadi*—quando; *ājñā*—ordem; *māgila*—pedi; *prabhu-kaṇṭha*—o pescoço do Senhor; *haite*—de; *mālā*—a guirlanda; *khasiyā*—deslizou; *paḍila*—caiu.", "translation": "**Quando orei ao Senhor pedindo permissão, uma guirlanda de Seu pescoço imediatamente deslizou e caiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/76/", "verse_text": "saba vaiṣṇava-gaṇa hari-dhvani dila\ngosāñi-dāsa āni' mālā mora gale dila", "devanagari": "> সব বৈষ্ণবগণ হরিধ্বনি দিল ।\n> গোসাঞিদাস আনি’ মালা মোর গলে দিল ॥৭৬॥", "synonyms": "*saba*—todos; *vaiṣṇava*—devotos; *gaṇa*—grupo; *hari-dhvani*—o canto de Hare Kṛṣṇa; *dila*—fizeram; *gosāñi-dāsa*—chamado Gosāñi dāsa; *āni'*—trazendo; *mālā*—a guirlanda; *mora*—meu; *gale*—no pescoço; *dila*—colocou.", "translation": "**Assim que isso aconteceu, todos os vaiṣṇavas ali presentes cantaram bem alto: \"Haribol!\", e o sacerdote, Gosāñi dāsa, trouxe-me a guirlanda e a colocou em meu pescoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/77/", "verse_text": "ājñā-mālā pāñā āmāra ha-ila ānanda\n\ntāhāṅi karinu ei granthera ārambha", "devanagari": "> আজ্ঞামালা পাঞা আমার হইল আনন্দ ।\n> তাহাঁই করিনু এই গ্রন্থের আরম্ভ ॥৭৭॥", "synonyms": "*ājñā-mālā*—a guirlanda da ordem; *pāñā*—recebendo; *āmāra*—meu; *ha-ila*—tornou-se; *ānanda*—grande prazer; *tāhāṅi*—ali mesmo; *karinu*—empreendi; *ei*—este; *granthera*—de Caitanya-caritāmṛta; *ārambha*—começo.", "translation": "**Fiquei imensamente satisfeito por receber a guirlanda que significava a ordem do Senhor, e ali mesmo dei início à escrita deste livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/78/", "verse_text": "ei grantha lekhāya more 'madana-mohana'\n\nāmāra likhana yena śukera paṭhana", "devanagari": "> এই গ্রন্থ লেখায় মোরে ‘মদনমোহন’ ।\n> আমার লিখন যেন শুকের পঠন ॥৭৮॥", "synonyms": "*ei*—esta; *grantha*—grande obra literária; *lekhāya*—faz-me escrever; *more*—a mim; *madana-mohana*—a Deidade; *āmāra*—minha; *likhana*—escrita; *yena*—como; *śukera*—do papagaio; *paṭhana*—resposta.", "translation": "**Na verdade, o Śrī Caitanya-caritāmṛta não é escrito por mim, mas ditado por Śrī Madana-mohana. Minha escrita é como a repetição de um papagaio.**", "purport": "Esta deve ser a atitude de todos os devotos. Quando a Suprema Personalidade de Deus reconhece um devoto, concede-lhe inteligência e dita como ele pode retornar ao lar, de volta ao Supremo. Isso é confirmado no *Śrīmad Bhagavad-gītā* (10.10):\n\n> teṣāṁ satata-yuktānāṁ\n> bhajatāṁ prīti-pūrvakam\n> dadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\n> yena mām upayānti te\n\n\"Àqueles que estão constantemente devotados a Me servirem com amor, concedo o entendimento pelo qual podem chegar a Mim.\" A oportunidade de dedicar-se ao amoroso serviço transcendental do Senhor está aberta a todos, pois toda entidade viva é constitucionalmente serva do Senhor. Dedicar-se ao serviço do Senhor é a função natural da entidade viva, mas como ela está coberta pela influência de *māyā*, a energia material, considera isso uma tarefa muito difícil. Mas se se coloca sob a orientação de um mestre espiritual e faz tudo com sinceridade, imediatamente o Senhor, que está situado no coração de todos, dita como servi-Lo (*dadāmi buddhi-yogaṁ tam*). O Senhor dá essa direção, e assim a vida do devoto torna-se perfeita. Tudo que um devoto puro faz é feito pela determinação do Senhor Supremo. Assim fica confirmado pelo autor do *Śrī Caitanya-caritāmṛta* que tudo o que ele escreveu foi escrito sob a direção da Deidade Śrī Madana-mohana."}
{"ref": "cc/adi/8/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/79/", "verse_text": "sei likhi, madana-gopāla ye likhāya\n\nkāṣṭhera puttalī yena kuhake nācāya", "devanagari": "> সেই লিখি, মদনগোপাল যে লিখায় ।\n> কাষ্ঠের পুত্তলী যেন কুহকে নাচায় ॥৭৯॥", "synonyms": "*sei likhi*—escrevo aquilo; *madana-gopāla*—a Deidade Madana-gopāla; *ye*—tudo o que; *likhāya*—dita-me; *kāṣṭhera*—de madeira; *puttalī*—um boneco; *yena*—como; *kuhake*—o encantador; *nācāya*—faz dançar.", "translation": "**Assim como um boneco de madeira é levado a dançar por um mágico, escrevo conforme Madana-gopāla me ordena que faça.**", "purport": "Esta é a posição de um devoto puro. A pessoa não deve assumir nenhuma responsabilidade por conta própria, mas deve ser uma alma rendida à Suprema Personalidade de Deus, que então lhe dará o ditado como caitya-guru, ou o mestre espiritual interior. A Suprema Personalidade de Deus tem o prazer de guiar o devoto por dentro e por fora. Por dentro, guia-o como a Superalma, e por fora, guia-o como o mestre espiritual."}
{"ref": "cc/adi/8/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/80/", "verse_text": "kulādhidevatā mora--madana-mohana\n\nyāṅra sevaka--raghunātha, rūpa, sanātana", "devanagari": "> কুলাধিদেবতা মোর — মদনমোহন ।\n> যাঁর সেবক — রঘুনাথ, রূপ, সনাতন ॥৮০॥", "synonyms": "*kula-adhidevatā*—a Deidade da família; *mora*—minha; *madana-mohana*—o Senhor Madana-mohana; *yāṅra*—cujos; *sevaka*—servidores; *raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Aceito como minha Deidade da família o Madana-mohana, cujos adoradores são Raghunātha dāsa, Śrī Rūpa e Sanātana Gosvāmīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/81/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsera pāda-padma kari' dhyāna\n\ntāṅra ājñā lañā likhi yāhāte kalyāṇa", "devanagari": "> বৃন্দাবন-দাসের পাদপদ্ম করি’ ধ্যান ।\n> তাঁর আজ্ঞা লঞা লিখি যাহাতে কল্যাণ ॥৮১॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsera*—de Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *pāda-padma*—pés de lótus; *kari'*—fazendo; *dhyāna*—meditação; *tāṅra*—dele; *ājñā*—ordem; *lañā*—recebendo; *likhi*—escrevo; *yāhāte*—na qual permissão; *kalyāṇa*—toda a auspiciosidade.", "translation": "**Tomei a permissão de Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura orando a seus pés de lótus e, ao receber sua ordem, procurei escrever esta auspiciosa escritura.**", "purport": "Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī tomou permissão não apenas dos vaiṣṇavas e de Madana-mohana, mas também de Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, que é tido como o Vyāsa dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/8/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/82/", "verse_text": "caitanya-līlāte 'vyāsa'--vṛndāvana-dāsa\n\ntāṅra kṛpā vinā anye nā haya prakāśa", "devanagari": "> চৈতন্যলীলাতে ‘ব্যাস’ — বৃন্দাবন-দাস ।\n> তাঁর কৃপা বিনা অন্যে না হয় প্রকাশ ॥৮২॥", "synonyms": "*caitanya-līlāte*—ao descrever os passatempos do Senhor Caitanya; *vyāsa*—Vyāsadeva; *vṛndāvana-dāsa*—é Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *tāṅra*—dele; *kṛpā*—misericórdia; *vinā*—sem; *anye*—outro; *nā*—nunca; *haya*—torna-se; *prakāśa*—manifesto.", "translation": "**Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura é o escritor autorizado sobre os passatempos do Senhor Caitanya. Sem a sua misericórdia, portanto, ninguém pode descrever esses passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/83/", "verse_text": "mūrkha, nīca, kṣudra muñi viṣaya-lālasa\n\nvaiṣṇavājñā-bale kari eteka sāhasa", "devanagari": "> মূর্খ, নীচ, ক্ষুদ্র মুঞি বিষয়-লালস ।\n> বৈষ্ণবাজ্ঞা-বলে করি এতেক সাহস ॥৮৩॥", "synonyms": "*mūrkha*—tolo; *nīca*—de nascimento baixo; *kṣudra*—muito insignificante; *muñi*—eu; *viṣaya*—material; *lālasa*—desejos; *vaiṣṇava*—dos vaiṣṇavas; *ājñā*—ordem; *bale*—pela força de; *kari*—faço; *eteka*—tanto; *sāhasa*—energia.", "translation": "**Sou tolo, de nascimento baixo e insignificante, e sempre desejo o gozo material; ainda assim, pela ordem dos vaiṣṇavas, estou muito entusiasmado em escrever esta literatura transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/84/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-caraṇera ei bala\n\nyāṅra smṛte siddha haya vāñchita-sakala", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-চরণের এই বল ।\n> যাঁর স্মৃতে সিদ্ধ হয় বাঞ্ছিতসকল ॥৮৪॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *caraṇera*—dos pés de lótus; *ei*—esta; *bala*—força; *yāṅra*—cuja; *smṛte*—pela lembrança; *siddha*—bem-sucedido; *haya*—torna-se; *vāñchita-sakala*—todos os desejos.", "translation": "**Os pés de lótus de Śrī Rūpa Gosvāmī e de Raghunātha dāsa Gosvāmī são minha fonte de força. Lembrar-se de seus pés de lótus pode satisfazer todos os desejos da pessoa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/8/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/8/85/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৮৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Oitavo Capítulo, que descreve o recebimento, pelo autor, das ordens das autoridades — Kṛṣṇa e o guru."}
{"ref": "cc/adi/9/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/1/", "verse_text": "taṁ śrīmat-kṛṣṇa-caitanya-\ndevaṁ vande jagad-gurum\nyasyānukampayā śvāpi\nmahābdhiṁ santaret sukham", "devanagari": "> তং শ্রীমৎকৃষ্ণচৈতন্যদেবং বন্দে জগদ্গুরুম্ ।\n> যস্যানুকম্পয়া শ্বাপি মহাব্ধিং সন্তরেৎ সুখম্ ॥১॥", "synonyms": "*tam*—junto a Ele; *śrīmat*—com toda a opulência; *kṛṣṇa-caitanya-devam*—junto ao Senhor Kṛṣṇa Caitanyadeva; *vande*—ofereço reverências; *jagat-gurum*—mestre espiritual do mundo; *yasya*—cuja; *anukampayā*—pela misericórdia; *śvā api*—até mesmo um cão; *mahā-abdhīm*—grande oceano; *santaret*—pode atravessar a nado; *sukham*—sem dificuldade.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências ao mestre espiritual do mundo inteiro, o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, por cuja misericórdia até mesmo um cão pode atravessar a nado um grande oceano.**", "purport": "Às vezes se observa que um cão consegue nadar na água por alguns metros e depois voltar à margem. Aqui, contudo, afirma-se que, se um cão for abençoado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele pode atravessar a nado um oceano. De modo semelhante, o autor de Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, colocando-se numa condição desamparada, declara que não tem poder pessoal algum, mas que, pelo desejo do Senhor Caitanya, expresso por meio dos Vaiṣṇavas e da vigraha de Madana-mohana, torna-se possível para ele atravessar um oceano transcendental a fim de apresentar Śrī *Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/9/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya gauracandra\njaya jayādvaita jaya jaya nityānanda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য গৌরচন্দ্র ।\n> জয় জয়াদ্বৈত জয় জয় নিত্যানন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gauracandra*—cujo nome é Gaurahari; *jaya jaya*—todas as glórias; *advaita*—a Advaita Gosāñi; *jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Kṛṣṇa Caitanya, conhecido como Gaurahari! Todas as glórias a Advaita e Nityānanda Prabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/3/", "verse_text": "jaya jaya śrīvāsādi gaura-bhakta-gaṇa\nsarvābhīṣṭa-pūrti-hetu yāṅhāra smaraṇa", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীবাসাদি গৌরভক্তগণ ।\n> সর্বাভীষ্ট-পূর্তি-হেতু যাঁহার স্মরণ ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrīvāsa-ādi*—a Śrīvāsa e outros; *gaura-bhakta-gaṇa*—todos os devotos do Senhor Caitanya; *sarva-abhīṣṭa*—toda ambição; *pūrti*—satisfação; *hetu*—para fins de; *yāṅhāra*—cuja; *smaraṇa*—lembrança.", "translation": "**Todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura! A fim de satisfazer todos os meus desejos, lembro-me de seus pés de lótus.**", "purport": "O autor aqui continua a seguir os mesmos princípios de adoração do Pañca-tattva que foram descritos no Sétimo Capítulo do *Ādi-līlā*."}
{"ref": "cc/adi/9/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/4/", "verse_text": "śrī-rūpa, sanātana, bhaṭṭa raghunātha\nśrī-jīva, gopāla-bhaṭṭa, dāsa-raghunātha", "devanagari": "> শ্রীরূপ, সনাতন, ভট্ট রঘুনাথ ।\n> শ্রীজীব, গোপালভট্ট, দাস-রঘুনাথ ॥৪॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sanātana*—Śrīla Sanātana Gosvāmī; *bhaṭṭa raghunātha*—Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī; *śrī-jīva*—Śrī Jīva Gosvāmī; *gopāla-bhaṭṭa*—Śrī Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī; *dāsa-raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī.", "translation": "**Também me lembro dos seis Gosvāmīs — Rūpa, Sanātana, Bhaṭṭa Raghunātha, Śrī Jīva, Gopāla Bhaṭṭa e Dāsa Raghunātha.**", "purport": "Este é o processo para escrever literatura transcendental. Um sentimentalista que não possui qualificações vaiṣṇavas não pode produzir escritos transcendentais. Há muitos tolos que consideram a kṛṣṇa-līlā um tema de arte e escrevem ou pintam quadros sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa com as gopīs, às vezes retratando-os de uma maneira praticamente obscena. Esses tolos têm prazer na gratificação material dos sentidos, mas quem deseja progredir na vida espiritual deve evitar escrupulosamente a literatura deles. A menos que se seja servo de Kṛṣṇa e dos Vaiṣṇavas — como Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī se apresenta ao oferecer respeitos ao Senhor Caitanya, a Seus associados e a Seus discípulos —, não se deve tentar escrever literatura transcendental."}
{"ref": "cc/adi/9/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/5/", "verse_text": "esaba-prasāde likhi caitanya-līlā-guṇa\njāni vā nā jāni, kari āpana-śodhana", "devanagari": "> এসব-প্রসাদে লিখি চৈতন্য-লীলাগুণ ।\n> জানি বা না জানি, করি আপন-শোধন ॥৫॥", "synonyms": "*esaba*—todos estes; *prasāde*—pela misericórdia de; *likhi*—eu escrevo; *caitanya*—do Senhor Caitanya; *līlā-guṇa*—passatempos e qualidade; *jāni*—saber; *vā*—ou; *nā*—não; *jāni*—saber; *kari*—faço; *āpana*—próprio; *śodhana*—purificação.", "translation": "**É pela misericórdia de todos esses Vaiṣṇavas e gurus que procuro escrever sobre os passatempos e as qualidades do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Quer eu saiba, quer não saiba, é para minha própria purificação que escrevo este livro.**", "purport": "Esta é a essência da escrita transcendental. A pessoa deve ser um Vaiṣṇava autorizado, humilde e puro. Deve-se escrever literatura transcendental para se purificar, não em busca de crédito. Ao escrever sobre os passatempos do Senhor, a pessoa associa-se diretamente com o Senhor. Não se deve pensar ambiciosamente: \"Hei de tornar-me um grande autor. Serei celebrado como escritor\". Esses são desejos materiais. Deve-se procurar escrever para a própria purificação. O escrito poderá ser publicado ou não, mas isso não importa. Se a pessoa for realmente sincera ao escrever, todas as suas ambições serão satisfeitas. O fato de ser conhecido como grande autor é incidental. Não se deve tentar escrever literatura transcendental em busca de nome e fama materiais."}
{"ref": "cc/adi/9/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/6/", "verse_text": "mālā-kāraḥ svayaṁ kṛṣṇa-\npremāmara-taruḥ svayam\ndātā bhoktā tat-phalānāṁ\nyas taṁ caitanyam āśraye", "devanagari": "> মালাকারঃ স্বয়ং কৃষ্ণপ্রেমামরতরুঃ স্বয়ম্ ।\n> দাতা ভোক্তা তৎফলানাং যস্তং চৈতন্যমাশ্রয়ে ॥৬॥", "synonyms": "*mālā-kāraḥ*—jardineiro; *svayam*—Ele mesmo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *prema*—amor; *amara*—transcendental; *taruḥ*—árvore; *svayam*—Ele mesmo; *dātā*—doador; *bhoktā*—desfrutador; *tat-phalānām*—de todos os frutos dessa árvore; *yaḥ*—aquele que; *tam*—junto a Ele; *caitanyam*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āśraye*—abrigo-me.", "translation": "**Abrigo-me na Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é, Ele mesmo, a árvore do amor transcendental por Kṛṣṇa, seu jardineiro e também o outorgador e desfrutador de seus frutos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/7/", "verse_text": "prabhu kahe, āmi 'viśvambhara' nāma dhari\nnāma sārthaka haya, yadi preme viśva bhari", "devanagari": "> প্রভু কহে, আমি ‘বিশ্বম্ভর’ নাম ধরি ।\n> নাম সার্থক হয়, যদি প্রেমে বিশ্ব ভরি ॥৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *āmi*—Eu; *viśvambhara*—Viśvambhara; *nāma*—nome; *dhari*—aceito; *nāma*—o nome; *sārthaka*—completo; *haya*—torna-se; *yadi*—se; *preme*—com amor a Deus; *viśva*—o universo inteiro; *bhari*—encher.", "translation": "**O Senhor Caitanya pensou: \"Meu nome é Viśvambhara, 'aquele que mantém o universo inteiro'. Seu significado se realizará se Eu puder encher o universo inteiro com amor a Deus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/8/", "verse_text": "eta cinti' lailā prabhu mālākāra-dharma\nnavadvīpe ārambhilā phalodyāna-karma", "devanagari": "> এত চিন্তি’ লৈলা প্রভু মালাকার-ধর্ম ।\n> নবদ্বীপে আরম্ভিলা ফলোদ্যান-কর্ম ॥৮॥", "synonyms": "*eta cinti'*—pensando assim; *lailā*—assumiu; *prabhu*—o Senhor; *mālā-kāra-dharma*—o ofício de jardineiro; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *ārambhilā*—começou; *phala-udyāna*—pomar; *karma*—atividades.", "translation": "**Pensando dessa maneira, Ele assumiu o dever de plantador e começou a cultivar um pomar em Navadvīpa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/9/", "verse_text": "śrī-caitanya mālākāra pṛthivīte āni'\nbhakti-kalpataru ropilā siñci' icchā-pāni", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য মালাকার পৃথিবীতে আনি’ ।\n> ভক্তি-কল্পতরু রোপিলা সিঞ্চি’ ইচ্ছা-পানি ॥৯॥", "synonyms": "*śrī-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mālā-kāra*—jardineiro; *pṛthivīte*—neste planeta; *āni'*—trazendo; *bhakti-kalpa-taru*—a árvore-dos-desejos do serviço devocional; *ropilā*—semeou; *siñci'*—regando; *icchā*—vontade; *pāni*—água.", "translation": "**Assim, o Senhor trouxe a árvore-dos-desejos do serviço devocional para esta terra e Se tornou seu jardineiro. Ele semeou a semente e aspergiu sobre ela a água de Sua vontade.**", "purport": "Em muitos lugares, o serviço devocional é comparado a uma trepadeira. A pessoa tem de semear a semente da trepadeira devocional, a bhakti-latā, em seu coração. À medida que ouve e canta regularmente, a semente frutificará e crescerá gradualmente até tornar-se uma planta madura, e então produzirá o fruto do serviço devocional, a saber, o amor a Deus, que o jardineiro (mālā-kāra) poderá então desfrutar sem impedimentos."}
{"ref": "cc/adi/9/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/10/", "verse_text": "jaya śrī mādhavapurī kṛṣṇa-prema-pūra\nbhakti-kalpatarura teṅho prathama aṅkura", "devanagari": "> জয় শ্রীমাধবপুরী কৃষ্ণপ্রেমপূর ।\n> ভক্তিকল্পতরুর তেঁহো প্রথম অঙ্কুর ॥১০॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *śrī mādhava-purī*—a Mādhavendra Purī; *kṛṣṇa-prema-pūra*—um depósito de todo o amor a Deus; *bhakti-kalpa-tarura*—da árvore-dos-desejos do serviço devocional; *teṅho*—ele é; *prathama*—o primeiro; *aṅkura*—broto.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Mādhavendra Purī, o depósito de todo o serviço devocional a Kṛṣṇa! Ele é uma árvore-dos-desejos do serviço devocional, e foi nele que a semente do serviço devocional frutificou pela primeira vez.**", "purport": "Śrī Mādhavendra Purī, também conhecido como Śrī Mādhava Purī, pertencia à sucessão discipular oriunda de Madhvācārya e foi um sannyāsī muitíssimo célebre. Śrī Caitanya Mahāprabhu foi o terceiro descendente discipular de Śrī Mādhavendra Purī. O processo de adoração na sucessão discipular de Madhvācārya estava repleto de cerimônias ritualísticas, quase sem nenhum sinal de amor a Deus; Śrī Mādhavendra Purī foi a primeira pessoa naquela sucessão discipular a manifestar os sintomas do amor a Deus e o primeiro a escrever um poema que começa com as palavras ayi dīna-dayārdra nātha, \"Ó Personalidade de Deus supremamente misericordiosa\". Nesse poema está a semente do cultivo do amor a Deus realizado por Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/9/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/11/", "verse_text": "śrī-iśvarapurī-rūpe aṅkura puṣṭa haila\nāpane caitanya-mālī skandha upajila", "devanagari": "> শ্রীঈশ্বরপুরী-রূপে অঙ্কুর পুষ্ট হৈল ।\n> আপনে চৈতন্যমালী স্কন্ধ উপজিল ॥১১॥", "synonyms": "*śrī-īśvara-purī*—pelo nome de Śrī Īśvara Purī; *rūpe*—na forma de; *aṅkura*—a semente; *puṣṭa*—cultivada; *haila*—tornou-se; *āpane*—Ele mesmo; *caitanya-mālī*—o jardineiro de nome Śrī Caitanya Mahāprabhu; *skandha*—tronco; *upajila*—expandiu-se.", "translation": "**A semente do serviço devocional frutificou em seguida na forma de Śrī Īśvara Purī, e então o próprio jardineiro, Caitanya Mahāprabhu, tornou-Se o tronco principal da árvore do serviço devocional.**", "purport": "Śrī Īśvara Purī era residente de Kumāra-haṭṭa, onde hoje há uma estação ferroviária conhecida como Kāmarhaṭṭa. Nas proximidades há também outra estação chamada Hālisahara, pertencente à Eastern Railway, que parte da seção leste de Calcutá.\n\nĪśvara Purī nasceu numa família *brāhmaṇa* e foi o discípulo mais querido de Śrīla Mādhavendra Purī. Na última parte do *Śrī Caitanya-caritāmṛta* (Antya 8.28-31), afirma-se:\n\n> īśvara-purī gosāñi kare śrī-pada sevana\n> sva-haste karena mala-mūtrādi mārjana\n\n> nirantara kṛṣṇa-nāma karāya smaraṇa\n> kṛṣṇa-nāma kṛṣṇa-līlā śunāya anukṣaṇa\n\n> tuṣṭa hañā purī tāṅre kaila āliṅgana\n> vara dilā kṛṣṇe tomāra ha-uka prema-dhana\n\n> sei haite īśvara-purī premera sāgara\n\n\"No último estágio de sua vida, Śrī Mādhavendra Purī tornou-se inválido e era completamente incapaz de se mover, e Īśvara Purī dedicou-se tão completamente ao seu serviço que pessoalmente limpava suas fezes e urina. Cantando sempre o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra* e lembrando continuamente Śrī Mādhavendra Purī dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa no último estágio de sua vida, Īśvara Purī prestou o melhor serviço entre seus discípulos. Assim Mādhavendra Purī, muito satisfeito com ele, abençoou-o dizendo: 'Meu caro filho, só posso orar a Kṛṣṇa para que fique satisfeito contigo.' Assim Īśvara Purī, pela graça de seu mestre espiritual, Śrī Mādhavendra Purī, tornou-se um grande devoto no oceano do amor a Deus.\" Śrīla Viśvanātha Cakravartī declara em sua oração *Gurv-aṣṭaka*, *yasya prasādād bhagavat-prasādo yasyāprasādān na gatiḥ kuto 'pi:* \"Pela misericórdia do mestre espiritual, recebe-se a bênção da misericórdia de Kṛṣṇa. Sem a graça do mestre espiritual, não se pode fazer nenhum avanço.\" É pela misericórdia do mestre espiritual que a pessoa se torna perfeita, como ilustrado vividamente aqui. Um vaiṣṇava está sempre protegido pela Suprema Personalidade de Deus, mas se aparece como inválido, isso dá a seus discípulos a oportunidade de servi-lo. Īśvara Purī agradou seu mestre espiritual pelo serviço, e pelas bênçãos de seu mestre espiritual tornou-se uma personalidade tão grande que o Senhor Caitanya Mahāprabhu o aceitou como seu mestre espiritual.\n\nŚrīla Īśvara Purī foi o mestre espiritual do Senhor Caitanya Mahāprabhu, mas antes de iniciá-Lo foi a Navadvīpa e viveu por alguns meses na casa de Gopīnātha Ācārya. Nessa época o Senhor Caitanya familiarizou-se com ele, e entende-se que ele serviu Śrī Caitanya Mahāprabhu recitando seu livro, *Kṛṣṇa-līlāmṛta*. Isso é explicado no *Śrī Caitanya-bhāgavata, Ādi-līlā*, Capítulo Onze.\n\nPara ensinar aos outros pelo exemplo como ser um discípulo fiel do próprio mestre espiritual, Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, visitou o local de nascimento de Īśvara Purī em Kāmarhaṭṭa e coletou um pouco de terra de seu lugar de nascimento. Guardava-a com muito cuidado, e costumava comer uma pequena porção diariamente. Isso é afirmado no *Caitanya-bhāgavata, Ādi-līlā*, Capítulo Doze. Tornou-se agora costume entre os devotos, seguindo o exemplo do Senhor Caitanya Mahāprabhu, ir até lá e recolher um pouco de terra daquele lugar."}
{"ref": "cc/adi/9/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/12/", "verse_text": "nijācintya-śaktye mālī hañā skandha haya\n\nsakala śākhāra sei skandha mūlāśraya", "devanagari": "> নিজাচিন্ত্যশক্ত্যে মালী হঞা স্কন্ধ হয় ।\n> সকল শাখার সেই স্কন্ধ মূলাশ্রয় ॥১২॥", "synonyms": "*nija*—Seu próprio; *acintya*—inconcebível; *śaktye*—pela potência; *mālī*—jardineiro; *hañā*—tornando-se; *skandha*—tronco; *haya*—tornou-se; *sakala*—de todos; *śākhāra*—os ramos; *sei*—aquele; *skandha*—tronco; *mūla-āśraya*—o suporte original.", "translation": "**Por Seus poderes inconcebíveis, o Senhor tornou-Se o jardineiro, o tronco e os ramos simultaneamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/13-15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/13-15/", "verse_text": "paramānanda purī, āra keśava bhāratī\nbrahmānanda purī, āra brahmānanda bhāratī\nviṣṇu-purī, keśava-purī, purī kṛṣṇānanda\nśrī-nṛsiṁhatīrtha, āra purī sukhānanda\nei nava mūla nikasila vṛkṣa-mūle\nei nava mūle vṛkṣa karila niścale", "devanagari": "> পরমানন্দ পুরী, আর কেশব ভারতী ।\n> ব্রহ্মানন্দ পুরী, আর ব্রহ্মানন্দ ভারতী ॥১৩॥\n> বিষ্ণুপুরী, কেশবপুরী, পুরী কৃষ্ণানন্দ ।\n> শ্রীনৃসিংহতীর্থ, আর পুরী সুখানন্দ ॥১৪॥\n> এই নব মূল নিকসিল বৃক্ষমূলে ।\n> এই নব মূলে বৃক্ষ করিল নিশ্চলে ॥১৫॥", "synonyms": "*paramānanda purī*—de nome Paramānanda Purī; *āra*—e; *keśava bhāratī*—de nome Keśava Bhāratī; *brahmānanda purī*—de nome Brahmānanda Purī; *āra*—e; *brahmānanda bhāratī*—de nome Brahmānanda Bhāratī; *viṣṇu-purī*—de nome Viṣṇu Purī; *keśava-purī*—de nome Keśava Purī; *purī kṛṣṇānanda*—de nome Kṛṣṇānanda Purī; *śrī-nṛsiṁha-tīrtha*—de nome Śrī Nṛsiṁha Tīrtha; *āra*—e; *purī sukhānanda*—de nome Sukhānanda Purī; *ei nava*—destas nove; *mūla*—raízes; *nikasila*—frutificaram; *vṛkṣa-mūle*—no tronco da árvore; *ei nava mūle*—nestas nove raízes; *vṛkṣa*—a árvore; *karila niścale*—tornou-se muito firme.", "translation": "**Paramānanda Purī, Keśava Bhāratī, Brahmānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī, Śrī Viṣṇu Purī, Keśava Purī, Kṛṣṇānanda Purī, Śrī Nṛsiṁha Tīrtha e Sukhānanda Purī — todas estas nove raízes sannyāsīs brotaram do tronco da árvore. Assim, a árvore manteve-se firme com base na força dessas nove raízes.**", "purport": "Paramānanda Purī: Paramānanda Purī pertencia a uma família brāhmaṇa do distrito de Trihut, em Uttara Pradesh. Mādhavendra Purī era seu mestre espiritual. Em virtude de seu relacionamento com Mādhavendra Purī, Paramānanda Purī era muito querido por Śrī Caitanya Mahāprabhu. No *Caitanya-bhāgavata*, *Antya-līlā*, há a seguinte afirmação:\n\nsannyāsīra madhye īśvarera priya-pātra\nāra nāhi eka purī gosāñi se mātra\n\ndāmodara-svarūpa paramānanda-purī\nsannyāsi-pārṣade ei dui adhikārī\n\nniravadhi nikaṭe thākena dui jana\nprabhura sannyāse kare daṇḍera grahaṇa\n\npurī dhyāna-para dāmodarera kīrtana\nyata-prīti īśvarera purī-gosāñire\n\ndāmodara-svarūpereo tata prīti kare\n\n\"Entre seus discípulos sannyāsīs, Īśvara Purī e Paramānanda Purī eram muito queridos por Mādhavendra Purī. Assim, Paramānanda Purī, como Svarūpa Dāmodara, que também era um sannyāsī, era muito querido por Śrī Caitanya Mahāprabhu e era Seu associado constante. Quando o Senhor Caitanya aceitou a ordem renunciada, Paramānanda Purī ofereceu-Lhe a daṇḍa. Paramānanda Purī estava sempre ocupado em meditação, e Śrī Svarūpa estava sempre ocupado em cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Assim como Śrī Caitanya Mahāprabhu oferecia pleno respeito a Seu mestre espiritual, Īśvara Purī, da mesma forma respeitava Paramānanda Purī e Svarūpa Dāmodara.\" Descreve-se no *Caitanya-bhāgavata*, *Antya-līlā*, Capítulo Três, que, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu Paramānanda Purī pela primeira vez, Ele fez a seguinte declaração:\n\nāji dhanya locana, saphala āji janma\nsaphala āmāra āji haila sarva-dharma\n\nprabhu bale āji mora saphala sannyāsa\nāji mādhavendra more ha-ilā prakāśa\n\n\"Meus olhos, Minha mente, Minhas atividades religiosas e Minha aceitação da ordem de sannyāsa tornaram-se todos perfeitos agora, porque hoje Mādhavendra Purī Se manifesta diante de Mim na forma de Paramānanda Purī.\" O *Caitanya-bhāgavata* afirma ainda:\n\nkathokṣaṇe anyo 'nye karena praṇāma\nparamānanda-purī caitanyera priya-dhāma\n\n\"Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu trocou respeitosas reverências com Paramānanda Purī, que Lhe era muito querido.\" Paramānanda Purī estabeleceu um pequeno mosteiro atrás do lado oeste do templo de Jagannātha, onde mandou cavar um poço para fornecer água. A água, contudo, era amarga e, por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu orou ao Senhor Jagannātha para que permitisse que a água do Ganges entrasse no poço e o tornasse doce. Quando o Senhor Jagannātha atendeu ao pedido, o Senhor Caitanya disse a todos os devotos que, daquele dia em diante, a água do poço de Paramānanda Purī deveria ser celebrada como água do Ganges, pois qualquer devoto que a bebesse ou nela se banhasse certamente obteria o mesmo benefício derivado de beber ou banhar-se nas águas do Ganges. Tal pessoa certamente desenvolveria amor puro a Deus. Afirma-se no *Caitanya-bhāgavata*, *Antya-līlā*:\n\nprabhu bale āmi ye āchiye pṛthivīte\nniścaya-i jāniha purī-gosāñira prīte\n\n\"Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava dizer: 'Estou vivendo neste mundo apenas por causa do excelente comportamento de Śrī Paramānanda Purī'.\" O Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 118, afirma: purī śrī-paramānando ya āsīd uddhavaḥ purā. \"Paramānanda Purī não é outro senão Uddhava.\" Uddhava era amigo e tio do Senhor Kṛṣṇa, e, na caitanya-līlā, o mesmo Uddhava tornou-se amigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seu tio em termos de seu relacionamento na sucessão discipular.\n\nKeśava Bhāratī: Os sampradāyas Sarasvatī, Bhāratī e Purī pertencem ao Śṛṅgerī Maṭha, no sul da Índia, e Śrī Keśava Bhāratī, que naquela época estava situado num mosteiro em Katwa, pertencia ao Bhāratī-sampradāya. Segundo algumas opiniões autorizadas, embora Keśava Bhāratī pertencesse ao Śaṅkara-sampradāya, ele fora anteriormente iniciado por um Vaiṣṇava. Diz-se que ele era um Vaiṣṇava pelo fato de ter sido iniciado por Mādhavendra Purī, pois alguns dizem que ele recebeu sannyāsa de Mādhavendra Purī. O templo e a adoração à Deidade iniciados por Keśava Bhāratī ainda existem na aldeia conhecida como Khāṭundi, que está sob a jurisdição postal de Kāndarā, no distrito de Burdwan. Segundo os administradores desse maṭha, os sacerdotes são descendentes de Keśava Bhāratī, e alguns dizem que os adoradores da Deidade são descendentes dos filhos de Keśava Bhāratī. Em sua vida de chefe de família, ele teve dois filhos, Niśāpati e Ūṣāpati, e um brāhmaṇa de nome Śrī Nakaḍicandra Vidyāratna, que era membro da família de Niśāpati, era o sacerdote responsável na época em que Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī visitou esse templo. Segundo alguns, os sacerdotes do templo pertencem à família do irmão de Keśava Bhāratī. Outra opinião ainda é que eles descendem de Mādhava Bhāratī, que foi outro discípulo de Keśava Bhāratī. Balabhadra, discípulo de Mādhava Bhāratī, que mais tarde também se tornou um sannyāsī do Bhāratī-sampradāya, teve dois filhos em sua vida familiar, chamados Madana e Gopāla. Madana, cujo sobrenome de família era Bhāratī, vivia na aldeia de Āuriyā, e Gopāla, cujo sobrenome de família era Brahmacārī, vivia na aldeia de Denduḍa. Ainda há muitos descendentes vivos de ambas as famílias.\n\nNo Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 52, diz-se:\n\nmathurāyāṁ yajña-sūtraṁ\npurā kṛṣṇāya yo muniḥ\ndadau sāndīpaniḥ so 'bhūd\nadya keśava-bhāratī\n\n\"Sāndīpani Muni, que anteriormente ofereceu o cordão sagrado a Kṛṣṇa e Balarāma, mais tarde tornou-se Keśava Bhāratī.\" Foi ele quem ofereceu sannyāsa a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Há outra afirmação no Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 117: iti kecit prabhāṣante 'krūraḥ keśava-bhāratī. \"Segundo algumas opiniões autorizadas, Keśava Bhāratī é uma encarnação de Akrūra.\" Keśava Bhāratī ofereceu a ordem de sannyāsa a Śrī Caitanya Mahāprabhu no ano de 1432 śakābda (1510 d.C.) em Katwa. Isso se afirma na Vaiṣṇava-mañjuṣā, Parte Dois.\n\nBrahmānanda Purī: Śrī Brahmānanda Purī foi um dos associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu enquanto Ele realizava kīrtana em Navadvīpa, e também se reuniu ao Senhor Caitanya em Jagannātha Purī. Podemos notar, a esse respeito, que o nome Brahmānanda é aceito não apenas pelos sannyāsīs māyāvādīs, mas também pelos sannyāsīs Vaiṣṇavas. Um de nossos tolos irmãos espirituais criticou nosso sannyāsī Brahmānanda Svāmī, dizendo que esse era um nome māyāvādī. O homem tolo não sabia que Brahmānanda nem sempre se refere ao impessoal. Parabrahman, o Brahman Supremo, é Kṛṣṇa. Portanto, um devoto de Kṛṣṇa também pode ser chamado de Brahmānanda; isso fica evidente pelo fato de que Brahmānanda Purī foi um dos principais associados sannyāsīs do Senhor Caitanya Mahāprabhu.\n\nBrahmānanda Bhāratī: Brahmānanda Bhāratī foi ver Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha-dhāma. Naquela época, ele costumava usar apenas uma pele de veado para cobrir-se, e Śrī Caitanya Mahāprabhu indicou indiretamente que não gostava dessa cobertura de pele de veado. Brahmānanda Bhāratī, por conseguinte, abandonou-a e aceitou uma tanga de cor açafrão, como a que usam os sannyāsīs Vaiṣṇavas. Por algum tempo, ele viveu com Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/adi/9/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/16/", "verse_text": "madhya-mūla paramānanda purī mahā-dhīra\naṣṭa dike aṣṭa mūla vṛkṣa kaila sthira", "devanagari": "> মধ্যমূল পরমানন্দ পুরী মহাধীর ।\n> অষ্ট দিকে অষ্ট মূল বৃক্ষ কৈল স্থির ॥১৬॥", "synonyms": "*madhya-mūla*—a raiz central; *paramānanda purī*—chamado Paramānanda Purī; *mahā-dhīra*—muitíssimo sóbrio; *aṣṭa dike*—nas oito direções; *aṣṭa mūla*—oito raízes; *vṛkṣa*—a árvore; *kaila sthira*—fixou.", "translation": "**Tendo o sóbrio e grave Paramānanda Purī como raiz central e as outras oito raízes nas oito direções, a árvore de Caitanya Mahāprabhu firmou-se solidamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/17/", "verse_text": "skandhera upare bahu śākhā upajila\nupari upari śākhā asaṅkhya ha-ila", "devanagari": "> স্কন্ধের উপরে বহু শাখা উপজিল।\n> উপরি উপরি শাখা অসংখ্য হইল ॥১৭॥", "synonyms": "*skandhera upare*—sobre o tronco; *bahu śākhā*—muitos ramos; *upajila*—cresceram; *upari upari*—acima e além deles; *śākhā*—outros ramos; *asaṅkhya*—inumeráveis; *ha-ila*—frutificaram.", "translation": "**Do tronco cresceram muitos ramos, e acima deles, inumeráveis outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/18/", "verse_text": "viśa viśa śākhā kari' eka eka maṇḍala\nmahā-mahā-śākhā chāila brahmāṇḍa sakala", "devanagari": "> বিশ বিশ শাখা করি’ এক এক মণ্ডল ।\n> মহা-মহা-শাখা ছাইল ব্রহ্মাণ্ড সকল ॥১৮॥", "synonyms": "*viśa viśa*—vinte, vinte; *śākhā*—ramos; *kari'*—formando um grupo; *eka eka maṇḍala*—constituem uma sociedade; *mahā-mahā-śākhā*—grandes ramos; *chāila*—cobriram; *brahmāṇḍa*—o universo inteiro; *sakala*—todo.", "translation": "**Assim, os ramos da árvore de Caitanya formaram um agrupamento, ou sociedade, e os grandes ramos cobriram todo o universo.**", "purport": "Nossa Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna é um dos ramos da árvore de Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/9/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/19/", "verse_text": "ekaika śākhāte upaśākhā śata śata\nyata upajila śākhā ke gaṇibe kata", "devanagari": "> একৈক শাখাতে উপশাখা শত শত ।\n> যত উপজিল শাখা কে গণিবে কত ॥১৯॥", "synonyms": "*ekaika*—cada ramo; *śākhāte*—no ramo; *upaśākhā*—sub-ramos; *śata śata*—centenas e centenas; *yata*—todos; *upajila*—cresceram; *śākhā*—ramos; *ke*—quem; *gaṇibe*—pode contar; *kata*—quantos.", "translation": "**De cada ramo cresceram muitas centenas de sub-ramos. Ninguém é capaz de contar quantos ramos cresceram dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/20/", "verse_text": "mukhya mukhya śākhā-gaṇera nāma agaṇana\nāge ta' kariba, śuna vṛkṣera varṇana", "devanagari": "> মুখ্য মুখ্য শাখাগণের নাম অগণন ।\n> আগে ত’ করিব, শুন বৃক্ষের বর্ণন ॥২০॥", "synonyms": "*mukhya mukhya*—os principais de todos; *śākhā-gaṇera*—dos ramos; *nāma*—o nome; *agaṇana*—incontáveis; *āge*—em seguida; *ta' kariba*—farei; *śuna*—ouve, por favor; *vṛkṣera varṇana*—a descrição da árvore de Caitanya.", "translation": "**Tentarei nomear os principais dentre os inumeráveis ramos. Ouve, por favor, a descrição da árvore de Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/21/", "verse_text": "vṛkṣera upare śākhā haila dui skandha\neka 'advaita' nāma, āra 'nityānanda'", "devanagari": "> বৃক্ষের উপরে শাখা হৈল দুই স্কন্ধ ।\n> এক ‘অদ্বৈত’ নাম, আর ‘নিত্যানন্দ’ ॥২১॥", "synonyms": "*vṛkṣera*—da árvore; *upare*—no topo; *śākhā*—o ramo; *haila*—tornou-se; *dui*—dois; *skandha*—troncos; *eka*—um; *advaita*—Śrī Advaita Prabhu; *nāma*—chamado; *āra*—e; *nityānanda*—chamado Nityānanda Prabhu.", "translation": "**No topo da árvore, o ramo dividiu-se em dois troncos. Um deles recebeu o nome de Śrī Advaita Prabhu, e o outro, de Śrī Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/22/", "verse_text": "sei dui-skandhe bahu śākhā upajila\ntāra upaśākhā-gaṇe jagat chāila", "devanagari": "> সেই দুইস্কন্ধে বহু শাখা উপজিল ।\n> তার উপশাখাগণে জগৎ ছাইল ॥২২॥", "synonyms": "*sei*—aqueles; *dui-skandhe*—nos dois troncos; *bahu*—muitos; *śākhā*—ramos; *upajila*—cresceram; *tāra*—destes; *upaśākhā-gaṇe*—os sub-ramos; *jagat*—o mundo inteiro; *chāila*—cobriram.", "translation": "**Desses dois troncos cresceram muitos ramos e sub-ramos que cobriram o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/23/", "verse_text": "baḍa śākhā, upaśākhā, tāra upaśākhā\nyata upajila tāra ke karibe lekhā", "devanagari": "> বড় শাখা, উপশাখা, তার উপশাখা ।\n> যত উপজিল তার কে করিবে লেখা ॥২৩॥", "synonyms": "*baḍa śākhā*—os grandes ramos; *upaśākhā*—sub-ramos; *tāra*—seus; *upaśākhā*—sub-ramos; *yata*—todos os que; *upajila*—cresceram; *tāra*—deles; *ke*—quem; *karibe*—pode contar; *lekhā*—ou escrever.", "translation": "**Esses ramos, sub-ramos e seus sub-ramos tornaram-se tão numerosos que ninguém é capaz de realmente escrever sobre eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/24/", "verse_text": "śiṣya, praśiṣya, āra upaśiṣya-gaṇa\njagat vyāpila tāra nāhika gaṇana", "devanagari": "> শিষ্য, প্রশিষ্য, আর উপশিষ্যগণ ।\n> জগৎ ব্যাপিল তার নাহিক গণন ॥২৪॥", "synonyms": "*śiṣya*—discípulos; *praśiṣya*—netos discípulos; *āra*—e; *upaśiṣya-gaṇa*—admiradores; *jagat*—o mundo inteiro; *vyāpila*—espalharam-se; *tāra*—destes; *nāhika*—não há; *gaṇana*—enumeração.", "translation": "**Dessa maneira, os discípulos, os netos discípulos e seus admiradores espalharam-se pelo mundo inteiro, e não é possível enumerá-los a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/25/", "verse_text": "uḍumbara-vṛkṣa yena phale sarva aṅge\nei mata bhakti-vṛkṣe sarvatra phala lāge", "devanagari": "> উড়ুম্বর-বৃক্ষ যেন ফলে সর্ব অঙ্গে ।\n> এই মত ভক্তিবৃক্ষে সর্বত্র ফল লাগে ॥২৫॥", "synonyms": "*uḍumbara-vṛkṣa*—uma grande figueira; *yena*—assim como; *phale*—produz frutos; *sarva*—todas; *aṅge*—as partes do corpo; *ei mata*—assim; *bhakti-vṛkṣe*—na árvore do serviço devocional; *sarvatra*—por toda parte; *phala*—fruto; *lāge*—surge.", "translation": "**Assim como uma grande figueira produz frutos por todo o seu corpo, cada parte da árvore do serviço devocional deu frutos.**", "purport": "Esta árvore do serviço devocional não pertence a este mundo material. Ela cresce no mundo espiritual, onde não há distinção entre uma parte do corpo e outra. É algo como uma árvore de açúcar, pois qualquer parte dessa árvore que se prove é sempre doce. A árvore do bhakti tem variedades de ramos, folhas e frutos, mas todos eles se destinam ao serviço da Suprema Personalidade de Deus. Há nove processos diferentes de serviço devocional (śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ smaraṇaṁ pāda-sevanam arcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ sakhyam ātma-nivedanam), mas todos eles se destinam unicamente ao serviço do Senhor Supremo. Por isso, quer a pessoa ouça, cante, lembre-se ou adore, suas atividades produzirão o mesmo resultado. Qual desses processos será o mais adequado para determinado devoto depende de seu gosto."}
{"ref": "cc/adi/9/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/26/", "verse_text": "mūla-skandhera śākhā āra upaśākhā-gaṇe\nlāgilā ye prema-phala,--amṛtake jine", "devanagari": "> মূলস্কন্ধের শাখা আর উপশাখাগণে ।\n> লাগিলা যে প্রেমফল, — অমৃতকে জিনে ॥২৬॥", "synonyms": "*mūla-skandhera*—do tronco principal; *śākhā*—os ramos; *āra*—e; *upaśākhā-gaṇe*—os sub-ramos; *lāgilā*—à medida que cresceu; *ye*—que; *prema-phala*—o fruto do amor; *amṛtake jine*—tal fruto supera o néctar.", "translation": "**Visto que Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu era o tronco original, o sabor dos frutos que cresceram nos ramos e sub-ramos superava o sabor do néctar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/27/", "verse_text": "pākila ye prema-phala amṛta-madhura\nvilāya caitanya-mālī, nāhi laya mūla", "devanagari": "> পাকিল যে প্রেমফল অমৃত-মধুর ।\n> বিলায় চৈতন্যমালী, নাহি লয় মূল ॥২৭॥", "synonyms": "*pākila*—amadureceu; *ye*—que; *prema-phala*—o fruto do amor a Deus; *amṛta*—nectáreo; *madhura*—doce; *vilāya*—distribui; *caitanya-mālī*—o jardineiro, o Senhor Caitanya; *nāhi*—não; *laya*—cobra; *mūla*—preço.", "translation": "**Os frutos amadureceram e tornaram-se doces e nectáreos. O jardineiro, Śrī Caitanya Mahāprabhu, distribuiu-os sem cobrar preço algum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/28/", "verse_text": "tri-jagate yata āche dhana-ratnamaṇi\neka-phalera mūlya kari' tāhā nāhi gaṇi", "devanagari": "> ত্রিজগতে যত আছে ধন-রত্নমণি ।\n> একফলের মূল্য করি’ তাহা নাহি গণি ॥২৮॥", "synonyms": "*tri-jagate*—nos três mundos; *yata*—tudo o que; *āche*—há; *dhana-ratna-maṇi*—a riqueza e os bens preciosos; *eka-phalera*—de um fruto; *mūlya*—o preço; *kari'*—calculando; *tāhā*—isso; *nāhi*—não; *gaṇi*—considero.", "translation": "**Toda a riqueza dos três mundos não pode igualar-se ao valor de um único fruto nectáreo do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/29/", "verse_text": "māge vā nā māge keha, pātra vā apātra\nihāra vicāra nāhi jāne, deya mātra", "devanagari": "> মাগে বা না মাগে কেহ, পাত্র বা অপাত্র ।\n> ইহার বিচার নাহি জানে, দেয় মাত্র ॥২৯॥", "synonyms": "*māge*—pede; *vā*—ou; *nā*—não; *māge*—pede; *keha*—alguém; *pātra*—candidato; *vā*—ou; *apātra*—não candidato; *ihāra*—disso; *vicāra*—consideração; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *deya*—dá; *mātra*—apenas.", "translation": "**Sem considerar quem pediu e quem não pediu, nem quem estava apto e quem não estava apto a recebê-lo, Caitanya Mahāprabhu distribuiu o fruto do serviço devocional.**", "purport": "Esta é a essência do movimento de saṅkīrtana do Senhor Caitanya. Não se faz distinção alguma entre os que estão aptos e os que não estão aptos a ouvir o movimento de saṅkīrtana ou dele participar. Por isso, ele deve ser pregado sem discriminação. O único propósito dos pregadores do movimento de saṅkīrtana deve ser o de continuar pregando sem restrição. Foi dessa maneira que Śrī Caitanya Mahāprabhu introduziu este movimento de saṅkīrtana no mundo."}
{"ref": "cc/adi/9/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/30/", "verse_text": "añjali añjali bhari' phele caturdiśe\ndaridra kuḍāñā khāya, mālākāra hāse", "devanagari": "> অঞ্জলি অঞ্জলি ভরি’ ফেলে চতুর্দিশে ।\n> দরিদ্র কুড়াঞা খায়, মালাকার হাসে ॥৩০॥", "synonyms": "*añjali*—punhado; *añjali*—punhado; *bhari'*—enchendo; *phele*—distribui; *catur-diśe*—em todas as direções; *daridra*—os pobres; *kuḍāñā*—recolhendo; *khāya*—comem; *mālā-kāra*—o jardineiro; *hāse*—sorri.", "translation": "**O jardineiro transcendental, Śrī Caitanya Mahāprabhu, distribuiu punhado após punhado de frutos em todas as direções, e, quando os pobres famintos comeram os frutos, o jardineiro sorriu com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/31/", "verse_text": "mālākāra kahe,--śuna, vṛkṣa-parivāra\nmūlaśākhā-upaśākhā yateka prakāra", "devanagari": "> মালাকার কহে, — শুন, বৃক্ষ-পরিবার ।\n> মূলশাখা-উপশাখা যতেক প্রকার ॥৩১॥", "synonyms": "*mālā-kāra*—o jardineiro; *kahe*—disse; *śuna*—ouvi; *vṛkṣa-parivāra*—a família desta árvore transcendental do serviço devocional; *mūla-śākhā*—ramos principais; *upaśākhā*—sub-ramos; *yateka*—todas as; *prakāra*—variedades.", "translation": "**O Senhor Caitanya dirigiu-se assim às múltiplas variedades de ramos e sub-ramos da árvore do serviço devocional:**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/32/", "verse_text": "alaukika vṛkṣa kare sarvendriya-karma\nsthāvara ha-iyā dhare jaṅgamera dharma", "devanagari": "> অলৌকিক বৃক্ষ করে, সর্বেন্দ্রিয়-কর্ম ।\n> স্থাবর হইয়া ধরে জঙ্গমের ধর্ম ॥৩২॥", "synonyms": "*alaukika*—transcendental; *vṛkṣa*—a árvore; *kare*—realiza; *sarva-indriya*—de todos os sentidos; *karma*—as atividades; *sthāvara*—imóvel; *ha-iyā*—sendo; *dhare*—assume; *jaṅgamera*—do que é móvel; *dharma*—as atividades.", "translation": "**\"Visto que a árvore do serviço devocional é transcendental, cada uma de suas partes pode realizar a ação de todas as outras. Embora se suponha que uma árvore seja imóvel, esta árvore, não obstante, move-se.**", "purport": "Nossa experiência no mundo material é que as árvores ficam num único lugar, mas no mundo espiritual uma árvore pode ir de um lugar a outro. Por isso tudo no mundo espiritual é chamado *alaukika*, incomum ou transcendental. Outra característica de tal árvore é que pode agir universalmente. No mundo material, as raízes de uma árvore penetram fundo na terra para buscar alimento, mas no mundo espiritual os galhos, ramos e folhas da parte superior da árvore podem agir como raízes."}
{"ref": "cc/adi/9/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/33/", "verse_text": "e vṛkṣera aṅga haya saba sa-cetana\nbāḍiyā vyāpila sabe sakala bhuvana", "devanagari": "> এ বৃক্ষের অঙ্গ হয় সব সচেতন ।\n> বাড়িয়া ব্যাপিল সবে সকল ভুবন ॥৩৩॥", "synonyms": "*e*—esta; *vṛkṣera*—da árvore de Caitanya; *aṅga*—partes; *haya*—são; *saba*—todas; *sa-cetana*—espiritualmente cônscias; *bāḍiyā*—crescendo; *vyāpila*—inundaram; *sabe*—todas as partes; *sakala*—todo; *bhuvana*—o mundo.", "translation": "**\"Todas as partes desta árvore são espiritualmente cônscias e, assim, à medida que crescem, espalham-se por todo o mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/34/", "verse_text": "ekalā mālākāra āmi kāhāṅ kāhāṅ yāba\nekalā vā kata phala pāḍiyā vilāba", "devanagari": "> একলা মালাকার আমি কাহাঁ কাহাঁ যাব ।\n> একলা বা কত ফল পাড়িয়া বিলাব ॥৩৪॥", "synonyms": "*ekalā*—sozinho; *mālā-kāra*—jardineiro; *āmi*—Eu sou; *kāhāṅ*—onde; *kāhāṅ*—onde; *yāba*—irei; *ekalā*—sozinho; *vā*—ou; *kata*—quantos; *phala*—frutos; *pāḍiyā*—colhendo; *vilāba*—distribuirei.", "translation": "**\"Eu sou o único jardineiro. A quantos lugares posso ir? Quantos frutos posso colher e distribuir?**", "purport": "Aqui, Śrī Caitanya Mahāprabhu indica que a distribuição do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa deve ser realizada por forças combinadas. Embora Ele seja a Suprema Personalidade de Deus, lamenta: \"Como posso agir sozinho? Como posso, Eu só, colher o fruto e distribuí-lo por todo o mundo?\" Isso indica que todas as classes de devotos devem unir-se para distribuir o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, sem levar em consideração o tempo, o lugar ou a situação."}
{"ref": "cc/adi/9/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/35/", "verse_text": "ekalā uṭhāñā dite haya pariśrama\nkeha pāya, keha nā pāya, rahe mane bhrama", "devanagari": "> একলা উঠাঞা দিতে হয় পরিশ্রম ।\n> কেহ পায়, কেহ না পায়, রহে মনে ভ্রম ॥৩৫॥", "synonyms": "*ekalā*—sozinho; *uṭhāñā*—colhendo; *dite*—dar; *haya*—torna-se; *pariśrama*—demasiado trabalhoso; *keha*—alguém; *pāya*—obtém; *keha*—alguém; *nā*—não; *pāya*—obtém; *rahe*—permanece; *mane*—na mente; *bhrama*—suspeita.", "translation": "**\"Certamente seria uma tarefa muito trabalhosa colher os frutos e distribuí-los sozinho, e ainda assim suspeito que alguns os receberiam e outros não.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/36/", "verse_text": "ataeva āmi ājñā diluṅ sabākāre\nyāhāṅ tāhāṅ prema-phala deha' yāre tāre", "devanagari": "> অতএব আমি আজ্ঞা দিলুঁ সবাকারে ।\n> যাহাঁ তাহাঁ প্রেমফল দেহ’ যারে তারে ॥৩৬॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *āmi*—Eu; *ājñā*—ordem; *diluṅ*—dou; *sabākāre*—a todos; *yāhāṅ*—onde quer que seja; *tāhāṅ*—em toda parte; *prema-phala*—o fruto do amor a Deus; *deha'*—distribuí; *yāre*—a qualquer um; *tāre*—a todos.", "translation": "**\"Portanto, ordeno a todos os homens deste universo que aceitem este movimento da consciência de Kṛṣṇa e o distribuam por toda parte.**", "purport": "A esse respeito, há uma canção entoada por Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura:\n\nenechi auṣadhi māyā nāśibāra lāgi'\nhari-nāma-mahā-mantra lao tumi māgi'\n\nbhakativinoda prabhu-caraṇe paḍiyā\nsei hari-nāma-mantra laila māgiyā\n\nO movimento de saṅkīrtana foi introduzido pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu justamente para dissipar a ilusão de māyā, pela qual todos neste mundo material julgam-se produtos da matéria e, por isso, dotados de muitos deveres relativos ao corpo. Na verdade, a entidade viva não é seu corpo material: ela é uma alma espiritual. Tem a necessidade espiritual de ser eternamente bem-aventurada e plena de conhecimento, mas, infelizmente, identifica-se com o corpo, ora como ser humano, ora como animal, ora como árvore, ora como ser aquático, ora como semideus, e assim por diante. Desse modo, a cada mudança de corpo, desenvolve um tipo diferente de consciência, com diferentes tipos de atividade, e fica cada vez mais enredada na existência material, transmigrando perpetuamente de um corpo para outro. Sob o feitiço de māyā, ou ilusão, não considera o passado nem o futuro, mas simplesmente se satisfaz com o curto período de vida que obteve no presente. Para erradicar essa ilusão, Śrī Caitanya Mahāprabhu trouxe o movimento de saṅkīrtana, e pede a todos que o aceitem e o distribuam. Quem for de fato um seguidor de Śrī Bhaktivinoda Ṭhākura deve aceitar imediatamente o pedido do Senhor Caitanya Mahāprabhu, oferecendo respeitosas reverências a Seus pés de lótus e, assim, suplicando-Lhe o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Quem for afortunado o bastante para suplicar ao Senhor este mahā-mantra Hare Kṛṣṇa terá sua vida coroada de êxito."}
{"ref": "cc/adi/9/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/37/", "verse_text": "ekalā mālākāra āmi kata phala khāba\nnā diyā vā ei phala āra ki kariba", "devanagari": "> একলা মালাকার আমি কত ফল খাব ।\n> না দিয়া বা এই ফল আর কি করিব ॥৩৭॥", "synonyms": "*ekalā*—sozinho; *mālā-kāra*—jardineiro; *āmi*—Eu; *kata*—quantos; *phala*—frutos; *khāba*—comerei; *nā*—sem; *diyā*—dar; *vā*—ou; *ei*—estes; *phala*—frutos; *āra*—mais; *ki*—o que; *kariba*—farei.", "translation": "**\"Eu sou o único jardineiro. Se não distribuir estes frutos, que farei com eles? Quantos frutos posso comer sozinho?**", "purport": "O Senhor Caitanya Mahāprabhu produziu tantos frutos de serviço devocional que eles devem ser distribuídos por todo o mundo; do contrário, como poderia Ele, sozinho, saborear e degustar cada um deles? A razão original pela qual o Senhor Śrī Kṛṣṇa desceu como Śrī Caitanya Mahāprabhu foi compreender o amor de Śrīmatī Rādhārāṇī por Kṛṣṇa e saborear esse amor. Os frutos da árvore do serviço devocional eram inumeráveis e, por conseguinte, Ele queria distribuí-los irrestritamente a todos. Śrīla Rūpa Gosvāmī, portanto, escreve:\n\nanarpita-carīṁ cirāt karuṇayāvatīrṇaḥ kalau\nsamarpayitum unnatojjvala-rasāṁ sva-bhakti-śriyam\nhariḥ puraṭa-sundara-dyuti-kadamba-sandīpitaḥ\nsadā hṛdaya-kandare sphuratu vaḥ śacī-nandanaḥ\n\nHouve muitas preciosas encarnações da Suprema Personalidade de Deus, mas nenhuma foi tão generosa, bondosa e magnânima quanto Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois Ele distribuiu o aspecto mais confidencial do serviço devocional, a saber, o amor conjugal de Rādhā e Kṛṣṇa. Por isso, Śrī Rūpa Gosvāmī Prabhupāda deseja que Śrī Caitanya Mahāprabhu viva perpetuamente no coração de todos os devotos, pois assim eles podem compreender e saborear os assuntos amorosos de Śrīmatī Rādhārāṇī e Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/9/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/38/", "verse_text": "ātma-icchāmṛte vṛkṣa siñci nirantara\ntāhāte asaṅkhya phala vṛkṣera upara", "devanagari": "> আত্ম-ইচ্ছামৃতে বৃক্ষ সিঞ্চি নিরন্তর ।\n> তাহাতে অসংখ্য ফল বৃক্ষের উপর ॥৩৮॥", "synonyms": "*ātma*—próprio; *icchā-amṛte*—pelo néctar da vontade; *vṛkṣa*—a árvore; *siñci*—borrifo; *nirantara*—constantemente; *tāhāte*—ali; *asaṅkhya*—inumeráveis; *phala*—frutos; *vṛkṣera*—na árvore; *upara*—em cima.", "translation": "**\"Pelo desejo transcendental da Suprema Personalidade de Deus, a água tem sido borrifada por toda a árvore e, assim, há inumeráveis frutos de amor a Deus.**", "purport": "Deus é ilimitado, e Seus desejos também são ilimitados. Este exemplo de frutos ilimitados é factualmente apropriado até mesmo dentro do contexto material, pois, com a boa vontade da Suprema Personalidade de Deus, podem ser produzidos frutos, grãos e outros alimentos em quantidade tal que todas as pessoas do mundo não conseguiriam consumi-los, ainda que comessem dez vezes mais do que sua capacidade. Neste mundo material, de fato, não há escassez de nada, exceto de consciência de Kṛṣṇa. Se as pessoas se tornarem conscientes de Kṛṣṇa, pela vontade transcendental da Suprema Personalidade de Deus serão produzidos alimentos suficientes, de modo que elas não terão problema econômico algum. É muito fácil compreender este fato. A produção de frutos e flores não depende de nossa vontade, mas da vontade suprema da Personalidade de Deus. Se Ele estiver satisfeito, poderá fornecer frutos, flores etc. em quantidade suficiente, mas, se as pessoas forem ateístas e ímpias, a natureza, por Sua vontade, restringirá o suprimento de alimento. Por exemplo, em várias províncias da Índia, especialmente Maharashtra, Uttar Pradesh e outros estados vizinhos, às vezes há grande escassez de alimentos devido à falta de chuva. Os assim chamados cientistas e economistas nada podem fazer a respeito. Por conseguinte, para resolver todos os problemas, é preciso buscar a boa vontade da Suprema Personalidade de Deus, tornando-se consciente de Kṛṣṇa e adorando-O regularmente em serviço devocional."}
{"ref": "cc/adi/9/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/39/", "verse_text": "ataeva saba phala deha' yāre tāre\nkhāiyā ha-uk loka ajara amare", "devanagari": "> অতএব সব ফল দেহ’ যারে তারে ।\n> খাইয়া হউক্ লোক অজর অমরে ॥৩৯॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *saba*—todos; *phala*—os frutos; *deha'*—distribuí; *yāre tāre*—a todos e a qualquer um; *khāiyā*—comendo; *ha-uk*—que se tornem; *loka*—todas as pessoas; *ajara*—sem velhice; *amare*—sem morte.", "translation": "**\"Distribuí este movimento da consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo. Que as pessoas comam estes frutos e, por fim, libertem-se da velhice e da morte.**", "purport": "O movimento da consciência de Kṛṣṇa introduzido pelo Senhor Caitanya é extremamente importante, porque aquele que o adota torna-se eterno, libertando-se do nascimento, da morte e da velhice. As pessoas não reconhecem que as verdadeiras aflições da vida são os quatro princípios do nascimento, da morte, da velhice e da doença. São tão tolas que se resignam a essas quatro misérias, sem conhecer o remédio transcendental do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Simplesmente por cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa pode livrar-se de toda miséria; contudo, por estarem encantadas pela energia ilusória, as pessoas não levam este movimento a sério. Por isso, aqueles que são de fato servos de Śrī Caitanya Mahāprabhu devem distribuir seriamente este movimento por todo o mundo, a fim de prestar o maior benefício à sociedade humana. É claro que os animais e outras espécies inferiores não são capazes de compreender este movimento; entretanto, se até mesmo um pequeno número de seres vivos o levar a sério, ao cantarem em voz alta, todas as entidades vivas — incluindo até mesmo árvores, animais e outras espécies inferiores — serão beneficiadas. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou a Haridāsa Ṭhākura como ele beneficiaria entidades vivas diferentes dos seres humanos, Śrīla Haridāsa Ṭhākura respondeu que o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa é tão potente que, se for cantado em voz alta, todos se beneficiarão, inclusive as espécies inferiores de vida."}
{"ref": "cc/adi/9/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/40/", "verse_text": "jagat vyāpiyā mora habe puṇya khyāti\nsukhī ha-iyā loka mora gāhibeka kīrti", "devanagari": "> জগৎ ব্যাপিয়া মোর হবে পুণ্য খ্যাতি ।\n> সুখী হইয়া লোক মোর গাহিবেক কীর্তি ॥৪০॥", "synonyms": "*jagat vyāpiyā*—espalhando-se por todo o mundo; *mora*—Minha; *habe*—haverá; *puṇya*—piedosa; *khyāti*—reputação; *sukhī*—felizes; *ha-iyā*—tornando-se; *loka*—todas as pessoas; *mora*—Meu; *gāhibeka*—glorificarão; *kīrti*—nome.", "translation": "**\"Se os frutos forem distribuídos por todo o mundo, Minha reputação de homem piedoso será conhecida em toda parte e, assim, todas as pessoas glorificarão Meu nome com grande prazer.**", "purport": "Esta predição do Senhor Caitanya Mahāprabhu está agora de fato se concretizando. O movimento da consciência de Kṛṣṇa está sendo distribuído por todo o mundo através do canto do santo nome do Senhor, o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, e as pessoas que levavam vidas confusas e caóticas estão agora sentindo felicidade transcendental. Elas estão encontrando paz no saṅkīrtana e, por isso, reconhecem o benefício supremo deste movimento. Esta é a bênção do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Sua predição cumpre-se agora factualmente, e aqueles que são sóbrios e conscienciosos apreciam o valor deste grande movimento."}
{"ref": "cc/adi/9/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/41/", "verse_text": "bhārata-bhūmite haila manuṣya janma yāra\njanma sārthaka kari' kara para-upakāra", "devanagari": "> ভারত-ভূমিতে হৈল মনুষ্য-জন্ম যার ।\n> জন্ম সার্থক করি’ কর পর-উপকার ॥৪১॥", "synonyms": "*bhārata*—da Índia; *bhūmite*—na terra; *haila*—tornou-se; *manuṣya*—ser humano; *janma*—nascimento; *yāra*—de quem quer que seja; *janma*—tal nascimento; *sārthaka*—realização; *kari'*—fazendo assim; *kara*—faze; *para*—dos outros; *upakāra*—benefício.", "translation": "**\"Aquele que nasceu como ser humano na terra da Índia [Bhārata-varṣa] deve tornar sua vida bem-sucedida e trabalhar para o benefício de todas as outras pessoas.**", "purport": "A magnanimidade do Senhor Caitanya Mahāprabhu é expressa neste verso muito importante. Embora Ele tenha nascido em Bengala e os bengalis, portanto, tenham um dever especial para com Ele, Śrī Caitanya Mahāprabhu dirige-se não apenas aos bengalis, mas a todos os habitantes da Índia. É na terra da Índia que a verdadeira civilização humana pode ser desenvolvida.\n\nA vida humana destina-se especialmente à realização de Deus, conforme se declara no *Vedānta-sūtra*: athāto brahma-jijñāsā. Quem quer que nasça na terra da Índia (Bhārata-varṣa) tem o privilégio especial de poder aproveitar a instrução e a orientação da civilização Védica. Recebe automaticamente os princípios básicos da vida espiritual, pois 99,9 % do povo indiano — até mesmo simples agricultores de aldeia e outros que não são instruídos nem refinados — acreditam na transmigração da alma, acreditam em vidas passadas e futuras, acreditam em Deus e naturalmente desejam adorar a Suprema Personalidade de Deus ou Seu representante. Estas ideias são a herança natural de uma pessoa nascida na Índia. A Índia tem muitos lugares sagrados de peregrinação, tais como Gayā, Benares, Mathurā, Prayāga, Vṛndāvana, Haridvāra, Rāmeśvaram e Jagannātha Purī, e ainda assim as pessoas vão até lá às centenas e aos milhares. Embora os atuais líderes da Índia estejam influenciando o povo a não acreditar em Deus, a não acreditar numa vida futura e a não acreditar numa distinção entre vida piedosa e ímpia, e estejam ensinando-o a beber vinho, comer carne e tornar-se supostamente civilizado, as pessoas, não obstante, têm medo das quatro atividades da vida pecaminosa — a saber, sexo ilícito, consumo de carne, intoxicação e jogos de azar — e, sempre que há um festival religioso, reúnem-se aos milhares. Temos experiência concreta disso. Sempre que o movimento da consciência de Kṛṣṇa realiza um festival de saṅkīrtana numa grande cidade como Calcutá, Bombaim, Madras, Ahmedabad ou Hyderabad, milhares de pessoas vêm ouvir. Às vezes falamos em inglês, mas, ainda que a maioria das pessoas não entenda inglês, mesmo assim vêm ouvir-nos. Até mesmo quando encarnações imitadoras do Supremo falam, as pessoas se reúnem aos milhares, pois todos os que nascem na terra da Índia têm uma inclinação espiritual natural e são instruídos nos princípios básicos da vida espiritual; precisam apenas ser um pouco mais educados nos princípios Védicos. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: janma sārthaka kari' kara para-upakāra — se um indiano for educado nos princípios Védicos, ele será capaz de realizar a mais benéfica atividade de bem-estar para o mundo inteiro.\n\nAtualmente, por falta de consciência de Kṛṣṇa, ou consciência de Deus, o mundo inteiro está na escuridão, coberto pelos quatro princípios da vida pecaminosa — consumo de carne, sexo ilícito, jogos de azar e intoxicação. Por conseguinte, há necessidade de vigorosa propaganda para educar as pessoas a se absterem de atividades pecaminosas. Isso trará paz e prosperidade; os patifes, os ladrões e os devassos diminuirão naturalmente em número, e toda a sociedade humana se tornará consciente de Deus.\n\nO efeito prático de difundirmos o movimento da consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo é que agora os mais degradados devassos estão se tornando os mais elevados santos. Este é apenas o humilde serviço de um indiano ao mundo. Se todos os indianos tivessem seguido esta senda, conforme aconselhado pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu, a Índia teria dado um presente único ao mundo e, assim, teria sido glorificada. Agora, todavia, a Índia é conhecida como um país assolado pela pobreza, e sempre que alguém dos Estados Unidos ou de outro país opulento vai à Índia, vê muitas pessoas deitadas pelas calçadas, para as quais não há sequer provisão de duas refeições por dia. Há também instituições que arrecadam dinheiro de todas as partes do mundo em nome de atividades de bem-estar para os pobres, mas o gastam em sua própria gratificação dos sentidos. Agora, por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, iniciou-se o movimento da consciência de Kṛṣṇa, e as pessoas estão se beneficiando dele. Portanto, é agora dever dos homens dirigentes da Índia considerar a importância deste movimento e treinar muitos indianos para irem fora da Índia pregar este culto. As pessoas o aceitarão, haverá cooperação entre o povo indiano e os demais povos do mundo, e a missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu então se cumprirá. Śrī Caitanya Mahāprabhu será então glorificado por todo o mundo, e as pessoas serão naturalmente felizes, pacíficas e prósperas, não apenas nesta vida, mas também na próxima, pois, como se declara no *Bhagavad-gītā*, quem quer que compreenda Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, obterá muito facilmente a salvação, ou a liberação da repetição de nascimento e morte, e voltará ao lar, de volta ao Supremo. Śrī Caitanya Mahāprabhu, portanto, pede a cada indiano que se torne um pregador de Seu culto para salvar o mundo da confusão desastrosa.\n\nEste não é apenas o dever dos indianos, mas o dever de todos, e estamos muito felizes de que rapazes e moças americanos e europeus estejam cooperando seriamente com este movimento. Deve-se saber com certeza que a melhor atividade de bem-estar para toda a sociedade humana é despertar a consciência de Deus, ou consciência de Kṛṣṇa, no homem. Portanto, todos devem ajudar este grande movimento. Isso se confirma no *Śrīmad-Bhāgavatam*, Décimo Canto, Vigésimo Segundo Capítulo, verso 35, que é citado em seguida no *Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/9/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/42/", "verse_text": "etāvaj janma-sāphalyaṁ\ndehinām iha dehiṣu\nprāṇair arthair dhiyā vācā\nśreya-ācaraṇaṁ sadā", "devanagari": "> এতাবজ্জন্মসাফল্যং দেহিনামিহ দেহিষু ।\n> প্রাণৈরর্থৈর্ধিয়া বাচা শ্রেয় আচরণং সদা ॥৪২॥", "synonyms": "*etāvat*—até aqui; *janma*—do nascimento; *sāphalyam*—perfeição; *dehinām*—de todo ser vivo; *iha*—neste mundo; *dehiṣu*—para com aqueles que estão encarnados; *prāṇaiḥ*—pela vida; *arthaiḥ*—pela riqueza; *dhiyā*—pela inteligência; *vācā*—pelas palavras; *śreyaḥ*—eterna boa fortuna; *ācaraṇam*—agindo na prática; *sadā*—sempre.", "translation": "**\"É dever de todo ser vivo realizar atividades de bem-estar para o benefício dos outros com sua vida, riqueza, inteligência e palavras.\"**", "purport": "Há dois tipos de atividades gerais: śreyas, ou atividades que são, em última instância, benéficas e auspiciosas, e preyas, ou aquelas que são imediatamente benéficas e auspiciosas. Por exemplo, as crianças adoram brincar. Não querem ir à escola para receber educação e julgam que brincar dia e noite e divertir-se com os amigos é o objetivo da vida. Mesmo na vida transcendental do Senhor Kṛṣṇa, vemos que, quando criança, Ele gostava muito de brincar com Seus amigos da mesma idade, os vaqueirinhos. Nem mesmo voltava para casa para jantar. Mãe Yaśodā tinha de sair para induzi-lO a voltar para casa. Assim, é da natureza da criança ocupar-se dia e noite em brincadeiras, sem se preocupar nem mesmo com a saúde e outras questões importantes. Este é um exemplo de preyas, ou atividades imediatamente benéficas. Mas também existem śreyas, ou atividades que são, em última instância, auspiciosas. Segundo a civilização Védica, o ser humano deve ser consciente de Deus. Deve compreender o que é Deus, o que é este mundo material, quem ele é e quais são as inter-relações entre eles. Isso se chama śreyas, ou atividade auspiciosa em última instância.\n\nNeste verso do *Śrīmad-Bhāgavatam*, diz-se que a pessoa deve interessar-se por śreyas. Para alcançar a meta última de śreyas, ou boa fortuna, deve-se empregar tudo, inclusive a vida, a riqueza e as palavras, não apenas em prol de si mesmo, mas também dos outros. Contudo, a menos que alguém se interesse por śreyas em sua própria vida, não poderá pregar śreyas para o benefício dos demais.\n\nEste verso citado por Śrī Caitanya Mahāprabhu aplica-se aos seres humanos, não aos animais. Como se indica no verso anterior pelas palavras manuṣya-janma, estas injunções destinam-se aos seres humanos. Infelizmente, os seres humanos, embora tenham corpos de homens, estão se tornando inferiores aos animais em seu comportamento. Isso é culpa da educação moderna. Os educadores modernos não conhecem o objetivo da vida humana; estão simplesmente preocupados em como desenvolver a condição econômica de seus países ou da sociedade humana. Isso também é necessário; a civilização Védica considera todos os aspectos da vida humana, incluindo dharma (religião), artha (desenvolvimento econômico), kāma (gratificação dos sentidos) e mokṣa (liberação). Mas a primeira preocupação da humanidade deve ser a religião. Para ser religioso, é preciso obedecer às ordens de Deus, mas, lamentavelmente, as pessoas desta era rejeitaram a religião e estão ocupadas com o desenvolvimento econômico. Por isso, adotarão qualquer meio para obter dinheiro. Para o desenvolvimento econômico, não é necessário conseguir dinheiro por meios escusos; basta ter dinheiro suficiente para manter o corpo e a alma juntos. No entanto, como o desenvolvimento econômico moderno prossegue sem nenhum fundamento religioso, as pessoas se tornaram luxuriosas, gananciosas e enlouquecidas por dinheiro. Estão simplesmente desenvolvendo as qualidades de rajas (paixão) e tamas (ignorância), negligenciando a outra qualidade da natureza, sattva (bondade), e as qualificações bramânicas. Assim sendo, toda a sociedade está num caos.\n\nO *Bhāgavatam* diz que é dever de um ser humano avançado agir de tal modo que facilite à sociedade humana atingir a meta última da vida. Há um verso semelhante no *Viṣṇu Purāṇa*, Parte Três, Capítulo Doze, verso 45, que é citado neste capítulo do *Caitanya-caritāmṛta* como verso 43."}
{"ref": "cc/adi/9/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/43/", "verse_text": "prāṇinām upakārāya\nyad eveha paratra ca\nkarmaṇā manasā vācā\ntad eva mati-mān bhajet", "devanagari": "> প্রাণিনামুপকারায় যদেবেহ পরত্র চ ।\n> কর্মণা মনসা বাচা তদেব মতিমান্ ভজেৎ ॥৪৩॥", "synonyms": "*prāṇinām*—de todas as entidades vivas; *upakārāya*—para o benefício; *yat*—o que quer que seja; *eva*—certamente; *iha*—neste mundo ou nesta vida; *paratra*—na próxima vida; *ca*—e; *karmaṇā*—pelo trabalho; *manasā*—pela mente; *vācā*—pelas palavras; *tat*—isso; *eva*—certamente; *mati-mān*—um homem inteligente; *bhajet*—deve agir.", "translation": "**\" 'Por meio de seu trabalho, pensamentos e palavras, um homem inteligente deve realizar ações que sejam benéficas para todas as entidades vivas nesta vida e na próxima.'**", "purport": "Infelizmente, as pessoas em geral não sabem o que ocorrerá na próxima vida. Preparar-se para a próxima vida é senso comum e é um princípio da civilização Védica, mas, atualmente, as pessoas em todo o mundo não acreditam numa próxima vida. Até mesmo professores influentes e outros educadores dizem que, assim que o corpo acaba, tudo acaba. Esta filosofia ateísta está matando a civilização humana. As pessoas estão realizando irresponsavelmente todos os tipos de atividades pecaminosas e, dessa forma, o privilégio da vida humana está sendo retirado pela propaganda educacional dos assim chamados líderes. Na verdade, é um fato que esta vida se destina à preparação para a próxima; pela evolução, passamos por muitas espécies, ou formas, e esta forma de vida humana é uma oportunidade de promovermo-nos a uma vida melhor. Isso é explicado no *Bhagavad-gītā* (9.25):\n\nyānti deva-vratā devān\npitṝn yānti pitṛ-vratāḥ\nbhūtāni yānti bhūtejyā\nyānti mad-yājino 'pi mām\n\n\"Aqueles que adoram os semideuses nascerão entre os semideuses; aqueles que adoram fantasmas e espíritos nascerão entre tais seres; aqueles que adoram os ancestrais irão ter com os ancestrais; e aqueles que Me adoram viverão comigo.\" Portanto, a pessoa pode promover-se aos sistemas planetários superiores, que são a residência dos semideuses, pode promover-se ao Pitṛloka, pode permanecer na Terra, ou também pode voltar ao lar, de volta ao Supremo. Isso se confirma em outra passagem do *Bhagavad-gītā* (4.9): tyaktvā dehaṁ punar janma naiti mām eti so 'rjuna. Depois de abandonar o corpo, aquele que conhece Kṛṣṇa em verdade não volta novamente a este mundo para aceitar um corpo material, mas volta ao lar, de volta ao Supremo. Este conhecimento está nos śāstras, e às pessoas deve-se dar a oportunidade de compreendê-lo. Mesmo que alguém não seja capaz de voltar ao Supremo numa só vida, a civilização Védica ao menos lhe dá a oportunidade de promover-se aos sistemas planetários superiores, onde vivem os semideuses, e não resvalar novamente para a vida animal. Atualmente, as pessoas não compreendem este conhecimento, embora ele constitua uma grande ciência, pois são incultas e foram treinadas a não aceitá-lo. Esta é a horrível condição da sociedade humana moderna. Sendo assim, o movimento da consciência de Kṛṣṇa é a única esperança de dirigir a atenção dos homens inteligentes para um benefício maior na vida."}
{"ref": "cc/adi/9/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/44/", "verse_text": "mālī manuṣya āmāra nāhi rājya-dhana\nphala-phula diyā kari' puṇya upārjana", "devanagari": "> মালী মনুষ্য আমার নাহি রাজ্য-ধন ।\n> ফল-ফুল দিয়া করি’ পুণ্য উপার্জন ॥৪৪॥", "synonyms": "*mālī*—jardineiro; *manuṣya*—homem; *āmāra*—Meu; *nāhi*—não há nenhum; *rājya*—reino; *dhana*—riqueza; *phala*—frutos; *phula*—flores; *diyā*—dando; *kari'*—faço; *puṇya*—piedade; *upārjana*—conquista.", "translation": "**\"Sou apenas um jardineiro. Não tenho nem um reino nem grandes riquezas. Tenho simplesmente alguns frutos e flores que desejo utilizar para alcançar a piedade em Minha vida.**", "purport": "Ao realizar atividades de bem-estar para a sociedade humana, Śrī Caitanya Mahāprabhu apresenta-Se como não muito rico, indicando assim que um homem não precisa ser rico ou opulento para agir pelo bem-estar da humanidade. Às vezes os homens ricos ficam muito orgulhosos de poder realizar atividades benéficas para a sociedade humana ao passo que outros não podem. Um exemplo prático é que quando há escassez de alimentos na Índia por conta de chuvas insuficientes, alguns membros da classe mais abastada distribuem alimentos com grande orgulho, fazendo enormes arranjos com a ajuda do governo, como se apenas com tais atividades as pessoas fossem beneficiadas. Suponhamos que não houvesse grãos. Como os ricos distribuiriam alimento? A produção de grãos está completamente nas mãos de Deus. Se não houvesse chuva, não haveria grãos, e esses chamados homens ricos seriam incapazes de distribuir grãos ao povo.\n\nO verdadeiro propósito da vida, portanto, é satisfazer a Suprema Personalidade de Deus. Śrīla Rūpa Gosvāmī descreve em seu *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* que o serviço devocional é tão exaltado que é benéfico e auspicioso para todo homem. Śrī Caitanya Mahāprabhu também declarou que para propagar o culto de *bhakti* do serviço devocional na sociedade humana, não é preciso ser muito rico. Qualquer pessoa pode fazê-lo e assim prestar o mais elevado benefício à humanidade, se conhecer a arte. O Senhor Caitanya Mahāprabhu assume o papel de jardineiro porque, embora um jardineiro não seja naturalmente um homem muito rico, possui algumas frutas e flores. Qualquer pessoa pode recolher algumas frutas e flores e satisfazer a Suprema Personalidade de Deus no serviço devocional, como o Senhor recomenda no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/26|(Bg. 9.26)]]:-\n\n> patraṁ puṣpaṁ phalaṁ toyaṁ\n> yo me bhaktyā prayacchati\n> tad ahaṁ bhakty-upahṛtam\n> aśnāmi prayatātmanaḥ\n\nNinguém pode satisfazer o Senhor Supremo por suas riquezas, bens ou posição opulenta, mas qualquer pessoa pode recolher uma pequena fruta ou uma flor e oferecê-la ao Senhor. O Senhor diz que se alguém trouxer tal oferenda com devoção, Ele a aceitará e a comerá. Quando Kṛṣṇa come, o mundo inteiro fica satisfeito. Há a história no *Mahābhārata* que ilustra como, pela alimentação de Kṛṣṇa, os sessenta mil discípulos de Durvāsā Muni ficaram todos satisfeitos. Portanto, é um fato que se por nossa vida (*prāṇaiḥ*), por nossa riqueza (*arthaiḥ*), por nossa inteligência (*dhiyā*) ou por nossas palavras (*vācā*) pudermos satisfazer a Suprema Personalidade de Deus, naturalmente o mundo inteiro ficará feliz. Sendo assim, nosso principal dever é satisfazer o Supremo Deus por nossas ações, nosso dinheiro e nossas palavras. Isso é muito simples. Mesmo sem dinheiro, pode-se pregar o Hare Kṛṣṇa *mantra* a todos. Pode-se ir a todo lugar, a cada lar, e pedir a todos que cantem o Hare Kṛṣṇa *mantra*. Assim toda a situação do mundo se tornará muito feliz e pacífica."}
{"ref": "cc/adi/9/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/45/", "verse_text": "mālī hañā vṛkṣa ha-ilāṅ ei ta' icchāte\nsarva-prāṇīra upakāra haya vṛkṣa haite", "devanagari": "> মালী হঞা বৃক্ষ হইলাঙ এই ত’ ইচ্ছাতে ।\n> সর্বপ্রাণীর উপকার হয় বৃক্ষ হৈতে ॥৪৫॥", "synonyms": "*mālī hañā*—embora Eu seja o jardineiro; *vṛkṣa ha-ilāṅ*—Eu também sou a árvore; *ei ta'*—isto é; *icchāte*—por Minha vontade; *sarva-prāṇīra*—de todas as entidades vivas; *upakāra*—bem-estar; *haya*—há; *vṛkṣa*—a árvore; *haite*—de.", "translation": "**\"Embora Eu esteja agindo como jardineiro, também quero ser a árvore, pois assim posso conceder benefício a todos.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu é a personalidade mais benevolente da sociedade humana, porque Seu único desejo é fazer as pessoas felizes. Seu movimento saṅkīrtana destina-se especialmente ao propósito de fazer as pessoas felizes. Ele queria tornar-Se a própria árvore, porque se supõe que uma árvore seja a entidade viva mais benevolente. No verso seguinte, que é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.22.33), o próprio Kṛṣṇa elogiou grandemente a existência de uma árvore."}
{"ref": "cc/adi/9/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/46/", "verse_text": "aho eṣāṁ varaṁ janma\nsarva-prāṇy-upajīvinām\nsu-janasyeva yeṣāṁ vai\nvimukhā yānti nārthinaḥ", "devanagari": "> অহো এষাং বরং জন্ম সর্বপ্রাণ্যুপজীবিনাম্ ।\n> সুজনস্যেব যেষাং বৈ বিমুখা যান্তি নার্থিনঃ ॥৪৬॥", "synonyms": "*aho*—oh, vejam só; *eṣām*—destas árvores; *varam*—superior; *janma*—nascimento; *sarva*—todas; *prāṇi*—entidades vivas; *upajīvinām*—aquele que provê a manutenção; *su-janasya iva*—como as grandes personalidades; *yeṣām*—de quem; *vai*—certamente; *vimukhāḥ*—desapontado; *yānti*—vai embora; *na*—nunca; *arthinaḥ*—aquele que está pedindo algo.", "translation": "**\" 'Vejam só como essas árvores mantêm toda entidade viva! Seu nascimento é bem-sucedido. Seu comportamento é exatamente como o das grandes personalidades, pois quem quer que peça algo a uma árvore nunca vai embora desapontado.' \"**", "purport": "De acordo com a civilização Védica, os kṣatriyas são considerados grandes personalidades, porque, se alguém procura um rei kṣatriya para pedir caridade, o rei nunca recusará. As árvores são comparadas a esses nobres kṣatriyas, porque todos delas obtêm todo tipo de benefício — algumas pessoas pegam frutos, outras pegam flores, outras pegam folhas, outras pegam galhos e outras até cortam a árvore, e ainda assim a árvore dá a todos sem hesitação.\n\nCortar árvores desnecessariamente e sem consideração é outro exemplo da devassidão humana. A indústria do papel corta muitas centenas e milhares de árvores para suas fábricas, e com o papel publica-se tanta literatura imprestável para a satisfação caprichosa da sociedade humana. Infelizmente, embora esses industriais estejam agora felizes nesta vida em virtude de seu desenvolvimento industrial, não sabem que incorrerão na responsabilidade de matar essas entidades vivas que estão na forma de árvores.\n\nEsse verso, citado do *Śrīmad-Bhāgavatam*, foi proferido pelo Senhor Kṛṣṇa a Seus amigos quando Ele descansava debaixo de uma árvore, após Seu passatempo de roubar as roupas das gopīs (vastra-haraṇa-līlā). Ao citar esse verso, Caitanya Mahāprabhu ensina-nos que devemos ser tolerantes como as árvores e também benéficos como as árvores, que dão tudo às pessoas necessitadas que se abrigam debaixo delas. Uma pessoa necessitada pode obter muitas vantagens das árvores e também de muitos animais, mas, na civilização moderna, as pessoas se tornaram tão ingratas que exploram as árvores e os animais e os matam. Essas são algumas das atividades pecaminosas da civilização moderna."}
{"ref": "cc/adi/9/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/47/", "verse_text": "ei ājñā kaila yadi caitanya-mālākāra\nparama ānanda pāila vṛkṣa-parivāra", "devanagari": "> এই আজ্ঞা কৈল যদি চৈতন্য-মালাকার ।\n> পরম আনন্দ পাইল বৃক্ষ-পরিবার ॥৪৭॥", "synonyms": "*ei*—esta; *ājñā*—ordem; *kaila*—deu; *yadi*—quando; *caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mālā-kāra*—como jardineiro; *parama*—o maior; *ānanda*—prazer; *pāila*—obteve; *vṛkṣa*—da árvore; *parivāra*—descendentes.", "translation": "**Os descendentes da árvore [os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu] ficaram muito contentes por receberem essa ordem diretamente do Senhor.**", "purport": "É o desejo do Senhor Caitanya Mahāprabhu que as atividades beneficentes do movimento saṅkīrtana, que foi inaugurado há quinhentos anos em Navadvīpa, sejam difundidas por todo o mundo para o benefício de todos os seres humanos. Infelizmente, há muitos supostos seguidores de Caitanya Mahāprabhu que se satisfazem simplesmente em construir um templo, exibir as Deidades, arrecadar alguns fundos e utilizá-los para comer e dormir. Não há a menor possibilidade de que preguem o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu por todo o mundo. Mas, embora sejam incapazes de fazê-lo, se algum outro o faz, eles ficam invejosos. Essa é a condição dos seguidores modernos de Caitanya Mahāprabhu. A Era de Kali é tão forte que afeta até mesmo os supostos seguidores do Senhor Caitanya. Pelo menos os seguidores de Caitanya Mahāprabhu devem sair da Índia para pregar Seu culto por todo o mundo, pois esta é a missão do Senhor Caitanya. Os seguidores do Senhor Caitanya devem executar Sua vontade de coração e alma, sendo mais tolerantes do que as árvores e mais humildes do que a palha na rua."}
{"ref": "cc/adi/9/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/48/", "verse_text": "yei yāhāṅ tāhāṅ dāna kare prema-phala\nphalāsvāde matta loka ha-ila sakala", "devanagari": "> যেই যাহাঁ তাহাঁ দান করে প্রেমফল ।\n> ফলাস্বাদে মত্ত লোক হইল সকল ॥৪৮॥", "synonyms": "*yei*—qualquer um; *yāhāṅ*—onde quer que seja; *tāhāṅ*—em qualquer lugar; *dāna*—caridade; *kare*—dá em; *prema-phala*—o fruto do amor a Deus; *phala*—fruto; *āsvāde*—ao saborear; *matta*—intoxicadas; *loka*—pessoas; *ha-ila*—tornam-se; *sakala*—todas.", "translation": "**O fruto do amor a Deus é tão saboroso que onde quer que um devoto o distribua, aqueles que o saboreiam, em qualquer parte do mundo, ficam imediatamente embriagados.**", "purport": "Aqui é descrito o maravilhoso fruto do amor a Deus distribuído pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu. Temos experiência prática de que qualquer pessoa que aceita esse fruto e o saboreia sinceramente fica imediatamente louca por ele e abandona todos os seus maus hábitos, embriagada pelo presente de Caitanya Mahāprabhu, o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra*. As afirmações do *Śrī Caitanya-caritāmṛta* são tão práticas que qualquer pessoa pode testá-las. No que nos diz respeito, temos plena confiança no êxito da distribuição do grande fruto do amor a Deus por meio do canto do *mahā-mantra* — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare/ Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare."}
{"ref": "cc/adi/9/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/49/", "verse_text": "mahā-mādaka prema-phala peṭa bhari' khāya\nmātila sakala loka--hāse, nāce, gāya", "devanagari": "> মহা-মাদক প্রেমফল পেট ভরি’ খায় ।\n> মাতিল সকল লোক — হাসে, নাচে, গায় ॥৪৯॥", "synonyms": "*mahā-mādaka*—grande intoxicante; *prema-phala*—este fruto do amor a Deus; *peṭa*—barriga; *bhari'*—enchendo; *khāya*—que comam; *mātila*—ficaram loucas; *sakala loka*—todas as pessoas em geral; *hāse*—riem; *nāce*—dançam; *gāya*—cantam.", "translation": "**O fruto do amor a Deus distribuído por Caitanya Mahāprabhu é um intoxicante tão grande que qualquer um que o coma, enchendo a barriga, imediatamente enlouquece por ele e, automaticamente, canta, dança, ri e desfruta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/50/", "verse_text": "keha gaḍāgaḍi yāya, keha ta' huṅkāra\ndekhi' ānandita hañā hāse mālākāra", "devanagari": "> কেহ গড়াগড়ি যায়, কেহ ত’ হুঙ্কার ।\n> দেখি’ আনন্দিত হঞা হাসে মালাকার ॥৫০॥", "synonyms": "*keha*—algumas delas; *gaḍāgaḍi yāya*—rolam no chão; *keha*—algumas delas; *ta'*—certamente; *huṅkāra*—bramam muito alto; *dekhi'*—vendo isso; *ānandita*—contente; *hañā*—tornando-Se assim; *hāse*—sorri; *mālā-kāra*—o grande jardineiro.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu, o grande jardineiro, vê que as pessoas estão cantando, dançando e rindo, e que algumas delas estão rolando no chão e outras bramando ruidosamente, Ele sorri com grande prazer.**", "purport": "Essa atitude de Śrī Caitanya Mahāprabhu é muito importante para as pessoas ocupadas no movimento Hare Kṛṣṇa da consciência de Kṛṣṇa. Em todos os centros de nossa instituição, a ISKCON, organizamos um banquete de amor todos os domingos, e, quando de fato vemos as pessoas virem ao nosso centro, cantarem, dançarem, tomarem prasāda, ficarem jubilosas e comprarem livros, sabemos que, certamente, Śrī Caitanya Mahāprabhu está sempre presente em tais atividades transcendentais, e Ele fica muito satisfeito e contente. Portanto, os membros da ISKCON devem expandir esse movimento cada vez mais, de acordo com os princípios que estamos atualmente tentando executar. Śrī Caitanya Mahāprabhu, estando assim satisfeito, lançará sobre eles Seu olhar sorridente, concedendo-lhes Seu favor, e o movimento será bem-sucedido."}
{"ref": "cc/adi/9/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/51/", "verse_text": "ei mālākāra khāya ei prema-phala\nniravadhi matta rahe, vivaśa-vihvala", "devanagari": "> এই মালাকার খায় এই প্রেমফল ।\n> নিরবধি মত্ত রহে, বিবশ-বিহ্বল ॥৫১॥", "synonyms": "*ei*—este; *mālā-kāra*—grande jardineiro; *khāya*—come; *ei*—este; *prema-phala*—fruto do amor a Deus; *niravadhi*—sempre; *matta*—enlouquecido; *rahe*—permanece; *vivaśa*—como se estivesse desamparado; *vihvala*—como se estivesse desnorteado.", "translation": "**O grande jardineiro, o Senhor Caitanya, come pessoalmente esse fruto e, em consequência, permanece constantemente louco, como se estivesse desamparado e desnorteado.**", "purport": "É a missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu agir Ele mesmo e ensinar as pessoas. Ele diz: āpani ācari' bhakti karila pracāra (Cc. Ādi 4.41). A pessoa deve primeiro agir por si mesma e, depois, ensinar. Esta é a função de um verdadeiro mestre. A menos que a pessoa seja capaz de compreender a filosofia que professa, esta não será eficaz. Por isso, não se deve apenas compreender a filosofia do culto de Caitanya, mas também implementá-la praticamente na própria vida.\n\nEnquanto cantava o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu às vezes desmaiava e permanecia inconsciente por muitas horas. Ele reza em Seu Śikṣāṣṭaka (7):\n\nyugāyitaṁ nimeṣeṇa\ncakṣuṣā prāvṛṣāyitam\nśūnyāyitaṁ jagat sarvaṁ\ngovinda-viraheṇa me\n\n\"Ó Govinda! Sentindo Tua separação, considero um momento como se fossem doze anos ou mais. Lágrimas escorrem de Meus olhos como torrentes de chuva, e sinto tudo vazio no mundo em Tua ausência.\" Este é o estágio perfeito de cantar o mantra Hare Kṛṣṇa e comer o fruto do amor a Deus, tal como exibido por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Não se deve imitar artificialmente esse estágio, mas, se a pessoa for séria e seguir sinceramente os princípios reguladores e cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, chegará o momento em que esses sintomas aparecerão. Lágrimas encherão seus olhos, ela será incapaz de cantar distintamente o mahā-mantra, e seu coração palpitará em êxtase. Śrī Caitanya Mahāprabhu diz que não se deve imitar isso, mas o devoto deve ansiar pelo dia em que tais sintomas de transe aparecerão automaticamente em seu corpo."}
{"ref": "cc/adi/9/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/52/", "verse_text": "sarva-loke matta kailā āpana-samāna\npreme matta loka vinā nāhi dekhi āna", "devanagari": "> সর্বলোকে মত্ত কৈলা আপন-সমান ।\n> প্রেমে মত্ত লোক বিনা নাহি দেখি আন ॥৫২॥", "synonyms": "*sarva-loke*—todas as pessoas; *matta*—enlouquecidas; *kailā*—Ele fez; *āpana*—Ele mesmo; *samāna*—como; *preme*—em amor a Deus; *matta*—enlouquecidas; *loka*—as pessoas em geral; *vinā*—sem; *nāhi*—não; *dekhi*—vemos; *āna*—qualquer outra coisa.", "translation": "**Com Seu movimento saṅkīrtana, o Senhor deixou todos enlouquecidos como Ele próprio. Não encontramos ninguém que não se tenha intoxicado com Seu movimento de saṅkīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/53/", "verse_text": "ye ye pūrve nindā kaila, bali' mātoyāla\nseho phala khāya, nāce, bale--bhāla bhāla", "devanagari": "> যে যে পূর্বে নিন্দা কৈল, বলি’ মাতোয়াল ।\n> সেহো ফল খায়, নাচে, বলে — ভাল, ভাল ॥৫৩॥", "synonyms": "*ye ye*—as pessoas que; *pūrve*—antes; *nindā*—blasfêmia; *kaila*—fizeram; *bali'*—dizendo; *mātoyāla*—beberrão; *seho*—tais pessoas; *phala*—fruto; *khāya*—tomam; *nāce*—dançam; *bale*—dizem; *bhāla bhāla*—muito bom, muito bom.", "translation": "**As pessoas que anteriormente haviam criticado o Senhor Caitanya Mahāprabhu, chamando-O de beberrão, também comeram o fruto e começaram a dançar, dizendo: \"Muito bom! Muito bom!\"**", "purport": "Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu iniciou o movimento saṅkīrtana, até mesmo Ele foi desnecessariamente criticado por māyāvādīs, ateus e tolos. Naturalmente, também somos criticados por tais homens. Eles sempre existirão e sempre criticarão qualquer coisa que seja de fato boa para a sociedade humana. Mas os pregadores do movimento saṅkīrtana não devem deixar-se intimidar por tais críticas. Nosso método deve ser converter esses tolos gradualmente, pedindo-lhes que venham e tomem prasāda, cantem e dancem conosco. Esta deve ser a nossa política. Qualquer pessoa que venha juntar-se a nós, é claro, deve ser sincera e séria quanto ao avanço espiritual na vida; então, tal pessoa, simplesmente por juntar-se a nós, cantar conosco, dançar conosco e tomar prasāda conosco, gradualmente também virá a dizer que este movimento é muito bom. Porém, aquele que se junta a nós com um propósito oculto, para obter benefício material ou gratificação pessoal, jamais será capaz de apreender a filosofia deste movimento."}
{"ref": "cc/adi/9/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/54/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ prema-phala-vitaraṇa\nebe śuna, phala-dātā ye ye śākhā-gaṇa", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ প্রেমফল-বিতরণ ।\n> এবে শুন, ফলদাতা যে যে শাখাগণ ॥৫৪॥", "synonyms": "*ei*—isto; *ta'*—porém; *kahiluṅ*—eu expliquei; *prema-phala*—o fruto do amor a Deus; *vitaraṇa*—distribuição; *ebe*—agora; *śuna*—ouvi; *phala-dātā*—o doador do fruto; *ye ye*—quem e quem; *śākhā-gaṇa*—ramos.", "translation": "**Depois de descrever a distribuição do fruto do amor a Deus pelo Senhor, desejo agora descrever os diferentes ramos da árvore do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/9/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/9/55/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৫৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—de quem; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo-lhes as pegadas.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Nono Capítulo, que descreve a árvore do serviço devocional."}
{"ref": "cc/adi/10/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/1/", "verse_text": "śrī-caitanya-padāmbhoja-\nmadhupebhyo namo namaḥ\nkathañcid āśrayād yeṣāṁ\nśvāpi tad-gandha-bhāg bhavet", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্যপদাম্ভোজ-মধুপেভ্যো নমো নমঃ ।\n> কথঞ্চিদাশ্রয়াদ্ যেষাং শ্বাপি তদ্গন্ধভাগ্ভবেৎ ॥১॥", "synonyms": "*śrī-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pada-ambhoja*—os pés de lótus; *madhu*—mel; *pebhyaḥ*—àqueles que bebem; *namaḥ*—respeitosas reverências; *namaḥ*—respeitosas reverências; *kathañcit*—um pouco disso; *āśrayāt*—abrigando-se de; *yeṣām*—de quem; *śvā*—cão; *api*—também; *tat-gandha*—o aroma da flor de lótus; *bhāk*—partilhante; *bhavet*—possa tornar-se.", "translation": "**Permita-me oferecer repetidamente minhas respeitosas reverências aos devotos semelhantes a abelhas, que sempre saboreiam o mel dos pés de lótus do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Se até mesmo um não devoto comparável a um cão de algum modo se abriga em tais devotos, ele desfruta o aroma da flor de lótus.**", "purport": "O exemplo de um cão é muito significativo neste contexto. Por natureza, um cão jamais se torna devoto; ainda assim, às vezes se observa que um cão pertencente a um devoto também se torna devoto aos poucos. Vimos de fato que um cão não tem respeito sequer pela planta de tulasī. Na verdade, um cão é especialmente inclinado a urinar sobre a planta de tulasī. Portanto, o cão é o não devoto número um. Mas o movimento de saṅkīrtana de Śrī Caitanya Mahāprabhu é tão poderoso que até mesmo um não devoto semelhante a um cão pode tornar-se devoto aos poucos, pela associação de um devoto do Senhor Caitanya. Śrīla Śivānanda Sena, um grande devoto chefe de família do Senhor Caitanya Mahāprabhu, atraiu um cão na rua enquanto se dirigia a Jagannātha Purī. O cão começou a segui-lo e, por fim, foi ver Caitanya Mahāprabhu e libertou-se. De modo semelhante, gatos e cães da casa de Śrīvāsa Ṭhākura também se libertaram. Não se espera que gatos, cães e outros animais se tornem devotos, mas, na associação de um devoto puro, eles também são libertados."}
{"ref": "cc/adi/10/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya-nityānanda\njayādvaitacandra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya, encabeçados por Śrīvāsa.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu e ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaita Prabhu, e todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya, encabeçados por Śrīvāsa!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/3/", "verse_text": "ei mālīra--ei vṛkṣera akathya kathana\nebe śuna mukhya-śākhāra nāma-vivaraṇa", "devanagari": "> এই মালীর — এই বৃক্ষের অকথ্য কথন ।\n> এবে শুন মুখ্যশাখার নাম-বিবরণ ॥৩॥", "synonyms": "*ei mālīra*—deste jardineiro; *ei vṛkṣera*—desta árvore; *akathya kathana*—descrição inconcebível; *ebe*—agora; *śuna*—ouve; *mukhya*—principais; *śākhāra*—dos ramos; *nāma*—dos nomes; *vivaraṇa*—descrição.", "translation": "**A descrição do Senhor Caitanya como o jardineiro e a árvore é inconcebível. Agora ouve com atenção a respeito dos ramos desta árvore.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/4/", "verse_text": "caitanya-gosāñira yata pāriṣada-caya\nguru-laghu-bhāva tāṅra nā haya niścaya", "devanagari": "> চৈতন্য-গোসাঞির যত পারিষদচয় ।\n> গুরু-লঘু-ভাব তাঁর না হয় নিশ্চয় ॥৪॥", "synonyms": "*caitanya*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *gosāñira*—do mestre espiritual supremo; *yata*—todos; *pāriṣada-caya*—grupos de associados; *guru-laghu-bhāva*—concepções de superior e inferior; *tāṅra*—deles; *nā*—nunca; *haya*—torna-se; *niścaya*—determinado.", "translation": "**Os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu eram muitos, mas nenhum deles deve ser considerado inferior ou superior. Isso não se pode determinar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/5/", "verse_text": "yata yata mahānta kailā tāṅ-sabāra gaṇana\nkeha karibāre nāre jyeṣṭha-laghu-krama", "devanagari": "> যত যত মহান্ত কৈলা তাঁ-সবার গণন ।\n> কেহ করিবারে নারে জ্যেষ্ঠ-লঘু-ক্রম ॥৫॥", "synonyms": "*yata yata*—tantos quantos há; *mahānta*—grandes devotos; *kailā*—fizeram; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *gaṇana*—contagem; *keha*—todos eles; *karibāre nāre*—não podem fazer; *jyeṣṭha*—mais velho; *laghu*—mais novo; *krama*—cronologia.", "translation": "**Todas as grandes personalidades na linha do Senhor Caitanya enumeraram esses devotos, mas não puderam distinguir entre o maior e o menor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/6/", "verse_text": "ataeva tāṅ-sabāre kari' namaskāra\nnāma-mātra kari, doṣa nā labe āmāra", "devanagari": "> অতএব তাঁ-সবারে করি’ নমস্কার ।\n> নাম-মাত্র করি, দোষ না লবে আমার ॥৬॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tāṅ-sabāre*—a todos eles; *kari'*—fazendo; *namaskāra*—ofereço minhas reverências; *nāma-mātra*—isso também é apenas um símbolo; *kari*—faço; *doṣa*—falta; *nā*—não; *labe*—levem; *āmāra*—de mim.", "translation": "**Ofereço minhas reverências a eles como sinal de respeito. Peço-lhes que não considerem minhas ofensas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/7/", "verse_text": "vande śrī-kṛṣṇa-caitanya-\npremāmara-taroḥ priyān\nśākhā-rūpān bhakta-gaṇān\nkṛṣṇa-prema-phala-pradān", "devanagari": "> বন্দে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-প্রেমামরতরোঃ প্রিয়ান্ ।\n> শাখারূপান্ ভক্তগণান্ কৃষ্ণপ্রেমফলপ্রদান্ ॥৭॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas reverências; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-amara-taroḥ*—da árvore eterna plena de amor a Deus; *priyān*—àqueles que são devotos; *śākhā-rūpān*—representados como ramos; *bhakta-gaṇān*—todos os devotos; *kṛṣṇa-prema*—de amor a Kṛṣṇa; *phala*—do fruto; *pradān*—os doadores.", "translation": "**Ofereço minhas reverências a todos os queridos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a árvore eterna do amor a Deus. Ofereço meus respeitos a todos os ramos da árvore, os devotos do Senhor que distribuem o fruto do amor a Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrī Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī dá o exemplo de oferecer reverências a todos os devotos pregadores do Senhor Caitanya, sem distinção de superior e inferior. Infelizmente, na atualidade, há muitos tolos supostos devotos do Senhor Caitanya que fazem tais distinções. Por exemplo, o título Prabhupāda é oferecido a um mestre espiritual, especialmente a um mestre espiritual distinto, tal como Śrīla Rūpa Gosvāmī Prabhupāda, Śrīla Jīva Gosvāmī Prabhupāda ou Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī Prabhupāda. Quando nossos discípulos quiseram, de modo semelhante, dirigir-se a seu mestre espiritual como Prabhupāda, algumas pessoas tolas tornaram-se invejosas. Sem considerar o trabalho de propaganda do movimento Hare Kṛṣṇa, simplesmente porque esses discípulos se dirigiam a seu mestre espiritual como Prabhupāda, eles ficaram tão invejosos que formaram uma facção junto com outras pessoas igualmente invejosas, apenas para minimizar o valor do movimento da consciência de Kṛṣṇa. Para castigar tais tolos, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī diz muito francamente: keha karibāre nāre jyeṣṭha-laghu-krama. Qualquer um que seja um pregador genuíno do culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve ser respeitoso para com os verdadeiros devotos do Senhor Caitanya; não se deve ser invejoso, considerando um pregador muito grande e outro muito ínfimo. Esta é uma distinção material e não tem lugar no plano das atividades espirituais. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, portanto, oferece igual respeito a todos os pregadores do culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que são comparados aos ramos da árvore. A ISKCON é um desses ramos e, por isso, deve ser respeitada por todos os devotos sinceros do Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/10/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/8/", "verse_text": "śrīvāsa paṇḍita, āra śrī-rāma paṇḍita\ndui bhāi--dui śākhā, jagate vidita", "devanagari": "> শ্রীবাস পণ্ডিত, আর শ্রীরাম পণ্ডিত ।\n> দুই ভাই — দুই শাখা, জগতে বিদিত ॥৮॥", "synonyms": "*śrīvāsa paṇḍita*—de nome Śrīvāsa Paṇḍita; *āra*—e; *śrī-rāma paṇḍita*—de nome Śrī Rāma Paṇḍita; *dui bhāi*—dois irmãos; *dui śākhā*—dois ramos; *jagate*—no mundo; *vidita*—bem conhecidos.", "translation": "**Os dois irmãos Śrīvāsa Paṇḍita e Śrī Rāma Paṇḍita iniciaram dois ramos que são bem conhecidos no mundo.**", "purport": "No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 90, Śrīvāsa Paṇḍita (Śrīvāsa Ṭhākura) é descrito como uma encarnação de Nārada Muni, e diz-se que Śrī Rāma Paṇḍita, seu irmão mais novo, é uma encarnação de Parvata Muni, um grande amigo de Nārada. Mālinī, a esposa de Śrīvāsa Paṇḍita, é celebrada como uma encarnação da ama Ambikā, que alimentou o Senhor Kṛṣṇa com seu leite materno, e, como já se observou, sua sobrinha Nārāyaṇī, a mãe de Ṭhākura Vṛndāvana dāsa, o autor do *Śrī Caitanya-bhāgavata,* foi a irmã de Ambikā no *kṛṣṇa-līlā.* Também compreendemos, pela descrição do *Śrī Caitanya-bhāgavata,* que, após o Senhor Caitanya Mahāprabhu aceitar a ordem de *sannyāsa,* Śrīvāsa Paṇḍita deixou Navadvīpa, possivelmente por causa de sentimentos de separação, e foi domiciliar-se em Kumārahaṭṭa."}
{"ref": "cc/adi/10/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/9/", "verse_text": "śrīpati, śrīnidhi--tāṅra dui sahodara\ncāri bhāira dāsa-dāsī, gṛha-parikara", "devanagari": "> শ্রীপতি, শ্রীনিধি — তাঁর দুই সহোদর  ।\n> চারি ভাইর দাস-দাসী, গৃহ-পরিকর ॥৯॥", "synonyms": "*śrīpati*—de nome Śrīpati; *śrīnidhi*—de nome Śrīnidhi; *tāṅra*—seus; *dui*—dois; *sahodara*—próprios irmãos; *cāri*—quatro; *bhāira*—irmãos; *dāsa-dāsī*—membros da família, criados e criadas; *gṛha-parikara*—todos contados em uma só família.", "translation": "**Seus dois irmãos chamavam-se Śrīpati e Śrīnidhi. Esses quatro irmãos e seus criados e criadas são considerados um grande ramo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/10/", "verse_text": "dui śākhāra upaśākhāya tāṅ-sabāra gaṇana\nyāṅra gṛhe mahāprabhura sadā saṅkīrtana", "devanagari": "> দুই শাখার উপশাখায় তাঁ-সবার গণন  ।\n> যাঁর গৃহে মহাপ্রভুর সদা সংকীর্তন ॥১০॥", "synonyms": "*dui śākhāra*—dos dois ramos; *upaśākhāya*—nos sub-ramos; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *gaṇana*—contagem; *yāṅra gṛhe*—em cuja casa; *mahāprabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *sadā*—sempre; *saṅkīrtana*—canto congregacional.", "translation": "**Não há como contar os sub-ramos desses dois ramos. Śrī Caitanya Mahāprabhu realizava o canto congregacional diariamente na casa de Śrīvāsa Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/11/", "verse_text": "cāri bhāi sa-vaṁśe kare caitanyera sevā\ngauracandra vinā nāhi jāne devī-devā", "devanagari": "> চারি ভাই সবংশে করে চৈতন্যের সেবা ।\n> গৌরচন্দ্র বিনা নাহি জানে দেবী-দেবা ॥১১॥", "synonyms": "*cāri bhāi*—quatro irmãos; *sa-vaṁśe*—com todos os membros da família; *kare*—fazem; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sevā*—serviço; *gauracandra*—Gaurasundara (o Senhor Caitanya Mahāprabhu); *vinā*—exceto; *nāhi jāne*—eles não conhecem; *devī*—deusa; *devā*—ou deus.", "translation": "**Esses quatro irmãos e os membros de sua família ocuparam-se plenamente no serviço do Senhor Caitanya. Eles não conheciam nenhum outro deus ou deusa.**", "purport": "Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura disse: anya-devāśraya nāi, tomāre kahinu bhāi, ei bhakti parama-kāraṇa: se alguém deseja tornar-se um devoto puro e firme, não deve abrigar-se em nenhum dos semideuses ou semideusas. Tolos māyāvādīs dizem que adorar semideuses é tão bom quanto adorar a Suprema Personalidade de Deus, mas isso não é um fato. Esta filosofia desencaminha as pessoas para o ateísmo. Aquele que não tem ideia do que Deus realmente é pensa que qualquer forma que ele imagine, ou qualquer canalha que ele aceite, pode ser Deus. Esta aceitação de deuses baratos ou encarnações de Deus é, na verdade, ateísmo. Conclui-se, portanto, que aqueles que adoram semideuses ou autoproclamadas encarnações de Deus são todos ateus. Eles perderam seu conhecimento, como se confirma no *Bhagavad-gītā* (7.20): kāmais tais tair hṛta-jñānāḥ prapadyante 'nya-devatāḥ. \"Aqueles cujas mentes estão distorcidas por desejos materiais rendem-se aos semideuses.\" Infelizmente, aqueles que não cultivam a consciência de Kṛṣṇa e não compreendem corretamente o conhecimento Védico aceitam qualquer canalha como uma encarnação de Deus, e são da opinião de que se pode tornar-se uma encarnação simplesmente adorando um semideus. Esta salada filosófica existe sob o nome de religião hindu, mas o movimento da consciência de Kṛṣṇa não a aprova. De fato, condenamo-la veementemente. Tal adoração de semideuses e supostas encarnações de Deus jamais deve ser confundida com o puro movimento da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/10/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/12/", "verse_text": "'ācāryaratna' nāma dhare baḍa eka śākhā\ntāṅra parikara, tāṅra śākhā-upaśākhā", "devanagari": "> ‘আচার্যরত্ন’ নাম ধরে বড় এক শাখা ।\n> তাঁর পরিকর, তাঁর শাখা-উপশাখা ॥১২॥", "synonyms": "*ācāryaratna*—de nome Ācāryaratna; *nāma*—nome; *dhare*—ele aceita; *baḍa*—grande; *eka*—um; *śākhā*—ramo; *tāṅra*—seus; *parikara*—associados; *tāṅra*—seus; *śākhā*—ramo; *upaśākhā*—sub-ramos.", "translation": "**Outro grande ramo foi Ācāryaratna, e seus associados eram sub-ramos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/13/", "verse_text": "ācāryaratnera nāma 'śrī-candraśekhara'--\nyāṅra ghare devī-bhāve nācilā īśvara", "devanagari": "> আচার্যরত্নের নাম ‘শ্রীচন্দ্রশেখর’ ।\n> যাঁর ঘরে দেবী-ভাবে নাচিলা ঈশ্বর ॥১৩॥", "synonyms": "*ācāryaratnera*—de Ācāryaratna; *nāma*—nome; *śrī-candraśekhara*—de nome Śrī Candraśekhara; *yāṅra*—de quem; *ghare*—no lar; *devī-bhāve*—como a deusa; *nācilā*—dançou; *īśvara*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Ācāryaratna também se chamava Śrī Candraśekhara Ācārya. Em uma peça teatral em sua casa, o Senhor Caitanya representou a deusa da fortuna.**", "purport": "Representações teatrais também eram encenadas durante a presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas os atores que tomavam parte em tais dramas eram todos devotos puros; não se permitia a entrada de estranhos. Os membros da ISKCON devem seguir este exemplo. Sempre que encenarem representações teatrais sobre as vidas de Śrī Caitanya Mahāprabhu ou do Senhor Kṛṣṇa, os atores devem ser devotos puros. Atores profissionais e atores dramáticos não têm nenhum senso de serviço devocional e, por isso, embora possam atuar de modo muito artístico, não há vida em tais representações. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura costumava referir-se a tal ator como yātrā-dale nārada, o que significa \"Nārada de farsa\". Às vezes, um ator em um drama desempenha o papel de Nārada Muni, embora, em sua vida privada, ele não seja em nada parecido com Nārada Muni, pois não é devoto. Tais atores não são necessários em representações teatrais sobre as vidas de Śrī Caitanya Mahāprabhu e do Senhor Kṛṣṇa.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu costumava encenar dramas com Advaita Prabhu, Śrīvāsa Ṭhākura e outros devotos na casa de Candraśekhara. O local onde se situava a casa de Candraśekhara é hoje conhecido como Vrajapattana. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura estabeleceu um ramo de seu Śrī Caitanya Maṭha neste local. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu decidiu aceitar a ordem de vida renunciada, Candraśekhara Ācārya foi informado disso por Śrī Nityānanda Prabhu e, por isso, também estava presente quando o Senhor Caitanya aceitou sannyāsa de Keśava Bhāratī em Katwa. Foi ele quem primeiro espalhou em Navadvīpa a notícia de que o Senhor Caitanya aceitara sannyāsa. Śrī Candraśekhara Ācārya esteve presente durante muitos incidentes importantes nos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Ele, portanto, forma o segundo ramo da árvore do Senhor Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/10/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/14/", "verse_text": "puṇḍarīka vidyānidhi--baḍa-śākhā jāni\nyāṅra nāma lañā prabhu kāndilā āpani", "devanagari": "> পুণ্ডরীক বিদ্যানিধি — বড়শাখা জানি ।\n> যাঁর নাম লঞা প্রভু কান্দিলা আপনি ॥১৪॥", "synonyms": "*puṇḍarīka vidyānidhi*—de nome Puṇḍarīka Vidyānidhi; *baḍa-śākhā*—outro grande ramo; *jāni*—eu sei; *yāṅra nāma*—cujo nome; *lañā*—tomando; *prabhu*—o Senhor; *kāndilā*—chorava; *āpani*—Ele mesmo.", "translation": "**Puṇḍarīka Vidyānidhi, o terceiro grande ramo, era tão querido do Senhor Caitanya Mahāprabhu que, em sua ausência, o próprio Senhor Caitanya às vezes chorava.**", "purport": "No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* Śrīla Puṇḍarīka Vidyānidhi é descrito como o pai de Śrīmatī Rādhārāṇī no *kṛṣṇa-līlā.* Por isso, Caitanya Mahāprabhu o tratava como Seu pai. O pai de Puṇḍarīka Vidyānidhi era conhecido como Bāṇeśvara ou, segundo outra opinião, Śuklāmbara Brahmacārī, e o nome de sua mãe era Gaṅgādevī. Segundo uma opinião, Bāṇeśvara era descendente de Śrī Śivarāma Gaṅgopādhyāya. O lar original de Puṇḍarīka Vidyānidhi ficava na Bengala Oriental, numa aldeia perto de Daca chamada Bāghiyā, que pertencia ao grupo Vārendra de famílias de *brāhmaṇas.* Às vezes, esses *brāhmaṇas* Vārendra estavam em desavença com outro grupo conhecido como *brāhmaṇas* Rāḍhīya, e por isso a família de Puṇḍarīka Vidyānidhi foi condenada ao ostracismo e, naquela época, não vivia como uma família respeitável. Bhaktisiddhānta Sarasvatī informa-nos que um dos membros dessa família vive em Vṛndāvana e chama-se Sarojānanda Gosvāmī. Uma característica especial dessa família é que cada um de seus membros tinha apenas um filho ou nenhum filho, e assim a família não era muito numerosa. Há um lugar no distrito de Caṭṭagrāma, na Bengala Oriental, conhecido como Hāta-hājāri, e a pouca distância desse lugar há uma aldeia conhecida como Mekhalā-grāma, na qual viveram os antepassados de Puṇḍarīka Vidyānidhi. Pode-se chegar a Mekhalā-grāma a partir de Caṭṭagrāma a cavalo, em carro de bois ou em barco a vapor. A estação do barco a vapor é conhecida como Annapūrṇāra-ghāṭa. O local de nascimento de Puṇḍarīka Vidyānidhi fica a cerca de duas milhas a sudoeste de Annapūrṇāra-ghāṭa. O templo que Puṇḍarīka Vidyānidhi construiu ali está agora muito velho e necessitando muito de reparos. Sem reparos, o templo pode desmoronar em breve. Há duas inscrições nos tijolos desse templo, mas elas são tão antigas que não se podem ler. Há, porém, outro templo, a cerca de duzentas jardas ao sul deste, e algumas pessoas dizem que esse é o velho templo construído por Puṇḍarīka Vidyānidhi.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu chamava Puṇḍarīka Vidyānidhi de \"pai\" e deu-lhe o título de Premanidhi. Puṇḍarīka Vidyānidhi mais tarde se tornou o mestre espiritual de Gadādhara Paṇḍita e amigo íntimo de Svarūpa Dāmodara. A princípio, Gadādhara Paṇḍita entendeu erroneamente que Puṇḍarīka Vidyānidhi fosse um homem comum, interessado em dinheiro, mas, mais tarde, ao ser corrigido por Śrī Caitanya Mahāprabhu, tornou-se seu discípulo. Outro incidente na vida de Puṇḍarīka Vidyānidhi envolve sua crítica ao sacerdote do templo de Jagannātha, pela qual Jagannātha Prabhu o castigou pessoalmente, esbofeteando-lhe as faces. Isso é descrito no *Śrī Caitanya-bhāgavata, Antya-līlā,* Capítulo Sete. Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura informa-nos que ainda há dois descendentes vivos da família de Puṇḍarīka Vidyānidhi, chamados Śrī Harakumāra Smṛtitīrtha e Śrī Kṛṣṇakiṅkara Vidyālaṅkāra. Para mais informações, deve-se consultar o dicionário conhecido como *Vaiṣṇava-mañjuṣā.*"}
{"ref": "cc/adi/10/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/15/", "verse_text": "baḍa śākhā,--gadādhara paṇḍita-gosāñi\nteṅho lakṣmī-rūpā, tāṅra sama keha nāi", "devanagari": "> বড় শাখা, — গদাধর পণ্ডিত-গোসাঞি ।\n> তেঁহো লক্ষ্মীরূপা, তাঁর সম কেহ নাই ॥১৫॥", "synonyms": "*baḍa śākhā*—grande galho; *gadādhara paṇḍita-gosāñi*—os descendentes ou a sucessão discipular de Gadādhara Paṇḍita; *teṅho*—Gadādhara Paṇḍita; *lakṣmī-rūpā*—encarnação da potência de prazer do Senhor Kṛṣṇa; *tāṅra*—dele; *sama*—igual; *keha*—alguém; *nāi*—não há.", "translation": "**Gadādhara Paṇḍita, o quarto galho, é descrito como uma encarnação da potência de prazer de Śrī Kṛṣṇa. Ninguém, portanto, pode igualar-se a ele.**", "purport": "Na *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, versos 147 a 153, afirma-se: \"A potência de prazer de Śrī Kṛṣṇa, anteriormente conhecida como Vṛndāvaneśvarī, está agora personificada na forma de Śrī Gadādhara Paṇḍita nos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.\" Śrī Svarūpa Dāmodara Gosvāmī assinalou que, sob a forma de Lakṣmī, a potência de prazer de Kṛṣṇa, ela era anteriormente muito querida do Senhor como Śyāmasundara-vallabhā. A mesma Śyāmasundara-vallabhā está agora presente como Gadādhara Paṇḍita. Anteriormente, como Lalitā-sakhī, ela sempre se dedicava a Śrīmatī Rādhārāṇī. No Décimo Segundo Capítulo desta parte do *Caitanya-caritāmṛta*, há uma descrição dos descendentes ou da sucessão discipular de Gadādhara Paṇḍita."}
{"ref": "cc/adi/10/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/16/", "verse_text": "tāṅra śiṣya-upaśiṣya,--tāṅra upaśākhā\neimata saba śākhā-upaśākhāra lekhā", "devanagari": "> তাঁর শিষ্য-উপশিষ্য, — তাঁর উপশাখা ।\n> এইমত সব শাখা-উপশাখার লেখা ॥১৬॥", "synonyms": "*tāṅra*—dele; *śiṣya*—discípulos; *upaśiṣya*—netos-discípulos e admiradores; *tāṅra*—dele; *upaśākhā*—subgalhos; *eimata*—dessa maneira; *saba*—todos; *śākhā*—galhos; *upaśākhāra*—dos subgalhos; *lekhā*—descrever por escrito.", "translation": "**Seus discípulos e netos-discípulos são seus subgalhos. Descrevê-los a todos seria difícil.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/17/", "verse_text": "vakreśvara paṇḍita--prabhura baḍa priya bhṛtya\neka-bhāve cabbiśa prahara yāṅra nṛtya", "devanagari": "> বক্রেশ্বর পণ্ডিত — প্রভুর বড় প্রিয় ভৃত্য ।\n> এক-ভাবে চব্বিশ প্রহর যাঁর নৃত্য ॥১৭॥", "synonyms": "*vakreśvara paṇḍita*—chamado Vakreśvara Paṇḍita; *prabhura*—do Senhor; *baḍa*—muito; *priya*—querido; *bhṛtya*—servo; *eka-bhāve*—continuamente no mesmo êxtase; *cabbiśa*—vinte e quatro; *prahara*—um período de tempo que compreende três horas; *yāṅra*—cuja; *nṛtya*—dança.", "translation": "**Vakreśvara Paṇḍita, o quinto galho da árvore, era um servo muito querido do Senhor Caitanya. Ele podia dançar com êxtase constante durante setenta e duas horas.**", "purport": "Na *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 71, afirma-se que Vakreśvara Paṇḍita era uma encarnação de Aniruddha, uma das expansões quádruplas de Viṣṇu (Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Aniruddha e Pradyumna). Ele podia dançar maravilhosamente durante setenta e duas horas seguidas. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu participava de representações dramáticas na casa de Śrīvāsa Paṇḍita, Vakreśvara Paṇḍita era um dos principais dançarinos, e dançava continuamente por todo esse tempo. Śrī Govinda dāsa, um devoto oriya do Senhor Caitanya Mahāprabhu, descreveu a vida de Vakreśvara Paṇḍita em seu livro *Gaura-kṛṣṇodaya*. Há muitos discípulos de Vakreśvara Paṇḍita em Orissa, e eles são conhecidos como Gauḍīya Vaiṣṇavas, embora sejam oriyas. Entre esses discípulos estão Śrī Gopālaguru e seu discípulo Śrī Dhyānacandra Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/10/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/18/", "verse_text": "āpane mahāprabhu gāya yāṅra nṛtya-kāle\nprabhura caraṇa dhari' vakreśvara bale", "devanagari": "> আপনে মহাপ্রভু গায় যাঁর নৃত্যকালে ।\n> প্রভুর চরণ ধরি’ বক্রেশ্বর বলে ॥১৮॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gāya*—cantava; *yāṅra*—cuja; *nṛtya-kāle*—na hora da dança; *prabhura*—do Senhor; *caraṇa*—pés de lótus; *dhari'*—abraçando; *vakreśvara*—Vakreśvara Paṇḍita; *bale*—disse.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava pessoalmente enquanto Vakreśvara Paṇḍita dançava, e então Vakreśvara Paṇḍita caiu aos pés de lótus do Senhor e falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/19/", "verse_text": "\"daśa-sahasra gandharva more deha' candramukha\ntārā gāya, muñi nācoṅ--tabe mora sukha\"", "devanagari": "> “দশসহস্র গন্ধর্ব মোরে দেহ’ চন্দ্রমুখ ।\n> তারা গায়, মুঞি নাচোঁ — তবে মোর সুখ ।।” ॥ ১৯ ॥", "synonyms": "*daśa-sahasra*—dez mil; *gandharva*—habitantes de Gandharvaloka; *more*—a mim; *deha'*—por favor, entrega; *candra-mukha*—ó tu de rosto de lua; *tārā gāya*—que eles cantem; *muñi nācoṅ*—que eu dance; *tabe*—então; *mora*—minha; *sukha*—felicidade.", "translation": "**\"Ó Candramukha! Por favor, dá-me dez mil Gandharvas. Que eles cantem enquanto eu danço, e então ficarei imensamente feliz.\"**", "purport": "Os Gandharvas, que são habitantes de Gandharvaloka, são celebrados como cantores celestiais. Sempre que se necessita de canto nos planetas celestiais, os Gandharvas são convidados a cantar. Os Gandharvas podem cantar continuamente por dias, e por isso Vakreśvara Paṇḍita queria dançar enquanto eles cantavam."}
{"ref": "cc/adi/10/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/20/", "verse_text": "prabhu bale--tumi mora pakṣa eka śākhā\nākāśe uḍitāma yadi pāṅ āra pākhā", "devanagari": "> প্রভু বলে — তুমি মোর পক্ষ এক শাখা ।\n> আকাশে উড়িতাম যদি পাঙ আর পাখা ॥২০॥", "synonyms": "*prabhu bale*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *tumi*—tu; *mora*—Minha; *pakṣa*—asa; *eka*—uma; *śākhā*—de um só lado; *ākāśe*—no céu; *uḍitāma*—Eu poderia voar; *yadi*—se; *pāṅ*—Eu pudesse conseguir; *āra*—outra; *pākhā*—asa.", "translation": "**O Senhor Caitanya respondeu: \"Tenho apenas uma asa, assim como tu, mas, se Eu tivesse outra, certamente voaria pelo céu!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/21/", "verse_text": "paṇḍita jagadānanda prabhura prāṇa-rūpa\nloke khyāta yeṅho satyabhāmāra svarūpa", "devanagari": "> পণ্ডিত জগদানন্দ প্রভুর প্রাণরূপ ।\n> লোকে খ্যাত যেঁহো সত্যভামার স্বরূপ ॥২১॥", "synonyms": "*paṇḍita jagadānanda*—chamado Paṇḍita Jagadānanda; *prabhura*—do Senhor; *prāṇa-rūpa*—vida e alma; *loke*—no mundo; *khyāta*—celebrado; *yeṅho*—quem; *satyabhāmāra*—de Satyabhāmā; *svarūpa*—personificação.", "translation": "**Paṇḍita Jagadānanda, o sexto galho da árvore de Caitanya, era celebrado como a vida e a alma do Senhor. Sabe-se que ele foi uma encarnação de Satyabhāmā [uma das principais rainhas do Senhor Kṛṣṇa].**", "purport": "Há muitas interações de Jagadānanda Paṇḍita com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Acima de tudo, ele foi o companheiro constante do Senhor e participou especialmente de todos os passatempos do Senhor nas casas de Śrīvāsa Paṇḍita e de Candraśekhara Ācārya."}
{"ref": "cc/adi/10/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/22/", "verse_text": "prītye karite cāhe prabhura lālana-pālana\nvairāgya-loka-bhaye prabhu nā māne kakhana", "devanagari": "> প্রীত্যে করিতে চাহে প্রভুর লালন-পালন ।\n> বৈরাগ্য-লোক-ভয়ে প্রভু না মানে কখন ॥২২॥", "synonyms": "*prītye*—com intimidade ou afeição; *karite*—fazer; *cāhe*—queria; *prabhura*—do Senhor; *lālana-pālana*—o sustento; *vairāgya*—renúncia; *loka-bhaye*—temendo o público; *prabhu*—o Senhor; *nā*—não; *māne*—aceitava; *kakhana*—em momento algum.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita [como encarnação de Satyabhāmā] sempre desejava cuidar do conforto do Senhor Caitanya, mas, visto que o Senhor era um sannyāsī, Ele não aceitava os luxos que Jagadānanda Paṇḍita lhe oferecia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/23/", "verse_text": "dui-jane khaṭmaṭi lāgāya kondala\ntāṅra prītyera kathā āge kahiba sakala", "devanagari": "> দুইজনে খট্মটি লাগায় কোন্দল ।\n> তাঁর প্রীত্যের কথা আগে কহিব সকল ॥২৩॥", "synonyms": "*dui-jane*—duas pessoas; *khaṭmaṭi*—disputando por ninharias; *lāgāya*—continuavam; *kondala*—rixa; *tāṅra*—dele; *prītyera*—de afeição; *kathā*—narração; *āge*—adiante; *kahiba*—falarei; *sakala*—tudo.", "translation": "**Às vezes, eles pareciam disputar por ninharias, mas essas contendas baseavam-se em sua afeição, da qual falarei mais adiante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/24/", "verse_text": "rāghava-paṇḍita--prabhura ādya-anucara\ntāṅra eka śākhā mukhya--makaradhvaja kara", "devanagari": "> রাঘব-পণ্ডিত — প্রভুর আদ্য-অনুচর ।\n> তাঁর এক শাখা মুখ্য, — মকরধ্বজ কর ॥২৪॥", "synonyms": "*rāghava paṇḍita*—chamado Rāghava Paṇḍita; *prabhura*—do Senhor; *ādya*—original; *anucara*—seguidor; *tāṅra*—dele; *eka*—um; *śākhā*—galho; *mukhya*—principal; *makaradhvaja*—chamado Makaradhvaja; *kara*—sobrenome.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita, o seguidor original do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, é tido como o sétimo galho. Dele procedeu outro subgalho, encabeçado por Makaradhvaja Kara.**", "purport": "Kara era o sobrenome de Makaradhvaja. Atualmente, esse sobrenome encontra-se geralmente na comunidade Kāyastha. A *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 166, afirma:\n\ndhaniṣṭhā bhakṣya-sāmagrīṁ\nkṛṣṇāyādād vraje 'mitām\nsaiva sāmprataṁ gaurāṅga-\npriyo rāghava-paṇḍitaḥ\n\nRāghava Paṇḍita era anteriormente uma gopī íntima em Vraja durante a época dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa, e seu nome anterior era Dhaniṣṭhā. Essa gopī, Dhaniṣṭhā, sempre se ocupava em preparar alimentos para Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/10/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/25/", "verse_text": "tāṅhāra bhaginī damayantī prabhura priya dāsī\nprabhura bhoga-sāmagrī ye kare vāra-māsi", "devanagari": "> তাঁহার ভগিনী দময়ন্তী প্রভুর প্রিয় দাসী ।\n> প্রভুর ভোগসামগ্রী যে করে বারমাসি ॥২৫॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—dele; *bhaginī*—irmã; *damayantī*—chamada Damayantī; *prabhura*—do Senhor; *priya*—querida; *dāsī*—criada; *prabhura*—do Senhor; *bhoga-sāmagrī*—ingredientes para cozinhar; *ye*—que; *kare*—fazia; *vāra-māsi*—ao longo de todo o ano.", "translation": "**Damayantī, irmã de Rāghava Paṇḍita, era a querida criada do Senhor. Ela sempre coletava diversos ingredientes com que cozinhar para o Senhor Caitanya.**", "purport": "Na *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 167, menciona-se guṇamālā vraje yāsīd damayantī tu tat-svasā: a gopī chamada Guṇamālā apareceu como Damayantī, irmã de Rāghava Paṇḍita. Na linha férrea de Bengala Oriental, começando pela estação de Sealdah, em Calcutá, há uma estação chamada Sodapura, que não fica muito longe de Calcutá. A menos de um quilômetro e meio dessa estação, para o lado oeste do Ganges, há uma aldeia conhecida como Pāṇihāṭī, na qual ainda existem os aposentos residenciais de Rāghava Paṇḍita. Sobre o túmulo de Rāghava Paṇḍita, há uma trepadeira numa plataforma de concreto. Há também uma Deidade de Madana-mohana num templo arruinado nas proximidades. Esse templo é administrado por um Zamindar local chamado Śrī Śivacandra Rāya Caudhurī. Makaradhvaja Kara também era um habitante de Pāṇihāṭī."}
{"ref": "cc/adi/10/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/26/", "verse_text": "se saba sāmagrī yata jhālite bhariyā\nrāghava la-iyā yā'na gupata kariyā", "devanagari": "> সে সব সামগ্রী যত ঝালিতে ভরিয়া ।\n> রাঘব লইয়া যা’ন গুপত করিয়া ॥২৬॥", "synonyms": "*se saba*—todos esses; *sāmagrī*—ingredientes; *yata*—todos eles; *jhālite bhariyā*—enchendo a sacola; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *la-iyā*—levava; *yā'na*—vai; *gupata kariyā*—muito confidencialmente.", "translation": "**Os alimentos que Damayantī cozinhava para o Senhor Caitanya, quando Ele estava em Purī, eram levados em sacolas por seu irmão Rāghava, sem que outros soubessem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/27/", "verse_text": "vāra-māsa tāhā prabhu karena aṅgīkāra\n'rāghavera jhāli' bali' prasiddhi yāhāra", "devanagari": "> বারমাস তাহা প্রভু করেন অঙ্গীকার ।\n> ‘রাঘবের ঝালি’ বলি’ প্রসিদ্ধি যাহার ॥২৭॥", "synonyms": "*vāra-māsa*—o ano inteiro; *tāhā*—todos esses alimentos; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—fazia; *aṅgīkāra*—aceitar; *rāghavera jhāli*—as sacolas de Rāghava Paṇḍita; *bali'*—assim chamadas; *prasiddhi*—celebrada; *yāhāra*—das quais.", "translation": "**O Senhor aceitou esses alimentos durante o ano inteiro. Aquela sacola ainda é célebre como rāghavera jhāli [\"as sacolas de Rāghava Paṇḍita\"].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/28/", "verse_text": "se-saba sāmagrī āge kariba vistāra\nyāhāra śravaṇe bhaktera vahe aśrudhāra", "devanagari": "> সে-সব সামগ্রী আগে করিব বিস্তার ।\n> যাহার শ্রবণে ভক্তের বহে অশ্রুধার ॥২৮॥", "synonyms": "*se-saba*—todas essas coisas; *sāmagrī*—ingredientes dos alimentos; *āge*—mais adiante; *kariba*—descreverei; *vistāra*—vividamente; *yāhāra*—das quais; *śravaṇe*—ao ouvir; *bhaktera*—de um devoto; *vahe*—fluem; *aśru-dhāra*—lágrimas.", "translation": "**Descreverei o conteúdo das sacolas de Rāghava Paṇḍita mais adiante neste livro. Ao ouvir essa narração, os devotos geralmente choram, e as lágrimas escorrem-lhes dos olhos.**", "purport": "Uma vívida descrição dessas rāghavera jhāli encontra-se no Décimo Capítulo da porção *Antya-līlā* do *Śrī Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/10/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/29/", "verse_text": "prabhura atyanta priya--paṇḍita gaṅgādāsa\nyāṅhāra smaraṇe haya sarva-bandha-nāśa", "devanagari": "> প্রভুর অত্যন্ত প্রিয় — পণ্ডিত গঙ্গাদাস ।\n> যাঁহার স্মরণে হয় সর্ববন্ধ-নাশ ॥২৯॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *atyanta*—muitíssimo; *priya*—querido; *paṇḍita gaṅgādāsa*—chamado Paṇḍita Gaṅgādāsa; *yāṅhāra*—quem; *smaraṇe*—ao lembrar; *haya*—torna-se; *sarva-bandha-nāśa*—a libertação de todo tipo de cativeiro.", "translation": "**Paṇḍita Gaṅgādāsa foi o oitavo querido galho da árvore de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quem lembra de suas atividades alcança a libertação de todo cativeiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/30/", "verse_text": "caitanya-pārṣada--śrī-ācārya purandara\n\npitā kari' yāṅre bale gaurāṅga-sundara", "devanagari": "> চৈতন্য-পার্ষদ — শ্রীআচার্য পুরন্দর ।\n> পিতা করি’ যাঁরে বলে গৌরাঙ্গসুন্দর ॥৩০॥", "synonyms": "*caitanya-pārṣada*—associado do Senhor Caitanya; *śrī-ācārya purandara*—chamado Śrī Ācārya Purandara; *pitā*—pai; *kari'*—tomando-o; *yāṅre*—a quem; *bale*—chama; *gaurāṅga-sundara*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Ācārya Purandara, o nono ramo, foi um associado constante do Senhor Caitanya. O Senhor aceitou-o como Seu pai.**", "purport": "Descreve-se no *Caitanya-bhāgavata* que, sempre que o Senhor Caitanya Mahāprabhu visitava a casa de Rāghava Paṇḍita, Ele também visitava Purandara Ācārya imediatamente ao receber um convite. Purandara Ācārya deve ser considerado o mais afortunado, porque o Senhor costumava saudá-lo dirigindo-Se a ele como Seu pai e abraçando-o com grande amor."}
{"ref": "cc/adi/10/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/31/", "verse_text": "dāmodara-paṇḍita śākhā premete pracaṇḍa\n\nprabhura upare yeṅho kaila vākya-daṇḍa", "devanagari": "> দামোদরপণ্ডিত শাখা প্রেমেতে প্রচণ্ড ।\n> প্রভুর উপরে যেঁহো কৈল বাক্যদণ্ড ॥৩১॥", "synonyms": "*dāmodara-paṇḍita*—chamado Dāmodara Paṇḍita; *śākhā*—outro ramo (o décimo ramo); *premete*—em afeição; *pracaṇḍa*—muito avançado; *prabhura*—o Senhor; *upare*—sobre; *yeṅho*—aquele que; *kaila*—fez; *vākya-daṇḍa*—repreensão por meio de palavras.", "translation": "**Dāmodara Paṇḍita, o décimo ramo da árvore Caitanya, era tão elevado em amor ao Senhor Caitanya que certa vez repreendeu o Senhor com palavras fortes, sem a menor hesitação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/32/", "verse_text": "daṇḍa-kathā kahiba āge vistāra kariyā\n\ndaṇḍe tuṣṭa prabhu tāṅre pāṭhāilā nadīyā", "devanagari": "> দণ্ড-কথা কহিব আগে বিস্তার করিয়া ।\n> দণ্ডে তুষ্ট প্রভু তাঁরে পাঠাইলা নদীয়া ॥৩২॥", "synonyms": "*daṇḍa-kathā*—a narração de tal repreensão; *kahiba*—falarei; *āge*—adiante; *vistāra*—descrição detalhada; *kariyā*—fazendo; *daṇḍe*—na questão da repreensão; *tuṣṭa prabhu*—o Senhor está muito satisfeito; *tāṅre*—a ele; *pāṭhāilā*—enviou de volta; *nadīyā*—Nadia (um distrito de Bengala).", "translation": "**Mais adiante no Caitanya-caritāmṛta, descreverei em detalhes esse incidente de repreensão. O Senhor, estando muito satisfeito com essa repreensão, enviou Dāmodara Paṇḍita para Navadvīpa.**", "purport": "Dāmodara Paṇḍita, que outrora era conhecido como Śaibyā em Vraja-dhāma, costumava levar mensagens do Senhor Caitanya a Śacīmātā e, durante o festival de Ratha-yātrā, levava mensagens de Śacīmātā ao Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/10/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/33/", "verse_text": "tāṅhāra anuja śākhā--śaṅkara-paṇḍita\n\n'prabhu-pādopādhāna' yāṅra nāma vidita", "devanagari": "> তাঁহার অনুজ শাখা — শঙ্করপণ্ডিত ।\n> ‘প্রভু-পাদোপাধান’ যাঁর নাম বিদিত ॥৩৩॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—dele (de Dāmodara Paṇḍita); *anuja*—irmão mais novo; *śākhā*—o décimo primeiro ramo; *śaṅkara-paṇḍita*—chamado Śaṅkara Paṇḍita; *prabhu*—do Senhor; *pāda-upadhāna*—sapatos; *yāṅra*—cujo; *nāma*—nome; *vidita*—célebre.", "translation": "**O décimo primeiro ramo, o irmão mais novo de Dāmodara Paṇḍita, era conhecido como Śaṅkara Paṇḍita. Ele era celebrado como os sapatos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/34/", "verse_text": "sadāśiva-paṇḍita yāṅra prabhu-pade āśa\n\nprathamei nityānandera yāṅra ghare vāsa", "devanagari": "> সদাশিবপণ্ডিত যাঁর প্রভুপদে আশ ।\n> প্রথমেই নিত্যানন্দের যাঁর ঘরে বাস ॥৩৪॥", "synonyms": "*sadāśiva-paṇḍita*—chamado Sadāśiva Paṇḍita; *yāṅra*—cujo; *prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor; *āśa*—desejo constante; *prathamei*—no início; *nityānandera*—do Senhor Nityānanda; *yāṅra*—de quem; *ghare*—na casa; *vāsa*—residência.", "translation": "**Sadāśiva Paṇḍita, o décimo segundo ramo, estava sempre ansioso por servir os pés de lótus do Senhor. Foi sua boa fortuna que, quando o Senhor Nityānanda veio a Navadvīpa, Ele residiu em sua casa.**", "purport": "Menciona-se no *Caitanya-bhāgavata*, *Antya-līlā*, Capítulo Nono, que Sadāśiva Paṇḍita era um devoto puro e que Nityānanda Prabhu residiu em sua casa."}
{"ref": "cc/adi/10/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/35/", "verse_text": "śrī-nṛsiṁha-upāsaka--pradyumna brahmacārī\n\nprabhu tāṅra nāma kailā 'nṛsiṁhānanda' kari'", "devanagari": "> শ্রীনৃসিংহ-উপাসক — প্রদ্যুম্ন ব্রহ্মচারী ।\n> প্রভু তাঁর নাম কৈলা ‘নৃসিংহানন্দ’ করি’ ॥৩৫॥", "synonyms": "*śrī-nṛsiṁha-upāsaka*—o adorador do Senhor Nṛsiṁhadeva; *pradyumna brahmacārī*—chamado Pradyumna Brahmacārī; *prabhu*—o Senhor; *tāṅra*—seu; *nāma*—nome; *kailā*—transformou em; *nṛsiṁhānanda*—chamado Nṛsiṁhānanda; *kari'*—com tal nome.", "translation": "**O décimo terceiro ramo foi Pradyumna Brahmacārī. Como era adorador do Senhor Nṛsiṁhadeva, Śrī Caitanya Mahāprabhu mudou seu nome para Nṛsiṁhānanda Brahmacārī.**", "purport": "Pradyumna Brahmacārī é descrito no *Antya-līlā*, Capítulo Segundo, de Śrī *Caitanya-caritāmṛta*. Ele era um grande devoto do Senhor Caitanya, que mudou seu nome para Nṛsiṁhānanda. Enquanto vinha da casa de Rāghava Paṇḍita, em Pānihāṭī, à casa de Śivānanda, o Senhor Caitanya Mahāprabhu apareceu no coração de Nṛsiṁhānanda Brahmacārī. Para reconhecer isso, Nṛsiṁhānanda Brahmacārī costumava aceitar como alimento a comida de três Deidades, a saber, Jagannātha, Nṛsiṁhadeva e o Senhor Caitanya Mahāprabhu. Isso é declarado no *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Capítulo Segundo, versos 48 a 78. Ao receber a informação de que o Senhor Caitanya Mahāprabhu estava avançando em direção a Vṛndāvana, partindo de Kuliyā, Nṛsiṁhānanda absorveu-se em meditação e, por suas atividades mentais, começou a construir uma estrada muito bela de Kuliyā a Vṛndāvana. De repente, contudo, interrompeu sua meditação e disse aos outros devotos que, dessa vez, o Senhor Caitanya Mahāprabhu não iria a Vṛndāvana, mas apenas até o lugar conhecido como Kānāi Nāṭaśālā. Isso é descrito no *Madhya-līlā*, Capítulo Primeiro, versos 155 a 162. O Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 74, diz: āveśaś ca tathājñeyo miśre pradyumna-saṁjñake — Śrī Caitanya Mahāprabhu mudou o nome de Pradyumna Miśra, ou Pradyumna Brahmacārī, para Nṛsiṁhānanda Brahmacārī, pois em seu coração o Senhor Nṛsiṁhadeva estava manifesto. Diz-se que o Senhor Nṛsiṁhadeva costumava falar diretamente com ele."}
{"ref": "cc/adi/10/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/36/", "verse_text": "nārāyaṇa-paṇḍita eka baḍa-i udāra\n\ncaitanya-caraṇa vinu nāhi jāne āra", "devanagari": "> নারায়ণ-পণ্ডিত এক বড়ই উদার ।\n> চৈতন্যচরণ বিনু নাহি জানে আর ॥৩৬॥", "synonyms": "*nārāyaṇa-paṇḍita*—chamado Nārāyaṇa Paṇḍita; *eka*—um; *baḍai*—muito; *udāra*—generoso; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Caitanya; *vinu*—exceto; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *āra*—nenhuma outra coisa.", "translation": "**Nārāyaṇa Paṇḍita, o décimo quarto ramo, um grande e generoso devoto, não conhecia nenhum outro refúgio senão os pés de lótus do Senhor Caitanya.**", "purport": "Nārāyaṇa Paṇḍita era um dos associados de Śrīvāsa Ṭhākura. Menciona-se no *Caitanya-bhāgavata*, Capítulo Nono, verso 93, que ele foi ver Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī com o irmão de Ṭhākura, Śrī Rāma Paṇḍita."}
{"ref": "cc/adi/10/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/37/", "verse_text": "śrīmān-paṇḍita śākhā--prabhura nija bhṛtya\n\ndeuṭi dharena, yabe prabhu karena nṛtya", "devanagari": "> শ্রীমান্পণ্ডিত শাখা — প্রভুর নিজ ভৃত্য ।\n> দেউটি ধরেন, যবে প্রভু করেন নৃত্য ॥৩৭॥", "synonyms": "*śrīmān-paṇḍita*—chamado Śrīmān Paṇḍita; *śākhā*—ramo; *prabhura*—do Senhor; *nija*—próprio; *bhṛtya*—servo; *deuṭi*—tocha; *dharena*—carrega; *yabe*—enquanto; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *karena*—faz; *nṛtya*—dança.", "translation": "**O décimo quinto ramo foi Śrīmān Paṇḍita, que foi um servidor constante do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Ele costumava carregar uma tocha enquanto o Senhor dançava.**", "purport": "Śrīmān Paṇḍita estava entre os companheiros do Senhor Caitanya Mahāprabhu quando o Senhor realizava o saṅkīrtana. Quando o Senhor Caitanya Se vestiu na forma da deusa Lakṣmī e dançou pelas ruas de Navadvīpa, Śrīmān Paṇḍita carregava uma tocha para iluminar o caminho."}
{"ref": "cc/adi/10/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/38/", "verse_text": "śuklāmbara-brahmacārī baḍa bhāgyavān\n\nyāṅra anna māgi' kāḍi' khāilā bhagavān", "devanagari": "> শুক্লাম্বর-ব্রহ্মচারী বড় ভাগ্যবান্ ।\n> যাঁর অন্ন মাগি’ কাড়ি’ খাইলা ভগবান্ ॥৩৮॥", "synonyms": "*śuklāmbara-brahmacārī*—chamado Śuklāmbara Brahmacārī; *baḍa*—muito; *bhāgyavān*—afortunado; *yāṅra*—cujo; *anna*—alimento; *māgi'*—mendigando; *kāḍi'*—arrebatando; *khāilā*—comeu; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**O décimo sexto ramo, Śuklāmbara Brahmacārī, era muito afortunado, porque o Senhor Caitanya Mahāprabhu, em tom de brincadeira ou a sério, mendigava-lhe alimento ou, às vezes, arrebatava-o dele à força e o comia.**", "purport": "Afirma-se que Śuklāmbara Brahmacārī, um habitante de Navadvīpa, foi o primeiro companheiro do Senhor Caitanya Mahāprabhu no movimento de saṅkīrtana. Quando o Senhor Caitanya regressou de Gayā após a iniciação, hospedou-Se com Śuklāmbara Brahmacārī, porque desejava ouvir desse devoto sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Śuklāmbara Brahmacārī recolhia esmolas de arroz dos habitantes de Navadvīpa, e Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia prazer em comer o arroz que ele cozinhava. Diz-se que Śuklāmbara Brahmacārī era uma das esposas dos brāhmaṇas yajñic durante a época dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana. O Senhor Kṛṣṇa mendigou alimento das esposas dos brāhmaṇas yajñic, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu realizou um passatempo semelhante ao mendigar arroz de Śuklāmbara Brahmacārī."}
{"ref": "cc/adi/10/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/39/", "verse_text": "nandana-ācārya-śākhā jagate vidita\n\nlukāiyā dui prabhura yāṅra ghare sthita", "devanagari": "> নন্দন-আচার্য-শাখা জগতে বিদিত ।\n> লুকাইয়া দুই প্রভুর যাঁর ঘরে স্থিত ॥৩৯॥", "synonyms": "*nandana-ācārya*—chamado Nandana Ācārya; *śākhā*—o décimo sétimo ramo; *jagate*—no mundo; *vidita*—célebre; *lukāiyā*—escondendo-se; *dui*—dois; *prabhura*—dos Senhores; *yāṅra*—de quem; *ghare*—na casa; *sthita*—situados.", "translation": "**Nandana Ācārya, o décimo sétimo ramo da árvore Caitanya, é célebre dentro do mundo, porque os dois Prabhus [o Senhor Caitanya e Nityānanda] às vezes Se escondiam em sua casa.**", "purport": "Nandana Ācārya foi outro companheiro do Senhor Caitanya Mahāprabhu durante Seus passatempos de *kīrtana* em Navadvīpa. Śrīla Nityānanda Prabhu, como Avadhūta, viajou em muitas peregrinações, e, quando veio pela primeira vez a Śrī Navadvīpa-dhāma, permaneceu escondido na casa de Nandana Ācārya. Foi ali que Ele encontrou pela primeira vez todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Quando Caitanya Mahāprabhu exibiu Seu *mahā-prakāśa,* pediu a Rāmāi Paṇḍita que chamasse Advaita Prabhu, que estava escondido na casa de Nandana Ācārya, pois Śrī Caitanya Mahāprabhu podia compreender que Ele estava escondido. De modo semelhante, o Senhor Caitanya também às vezes Se escondia na casa de Nandana Ācārya. A esse respeito, pode-se consultar o *Śrī Caitanya-bhāgavata, Madhya-līlā,* Capítulos Seis e Dezessete."}
{"ref": "cc/adi/10/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/40/", "verse_text": "śrī-mukunda-datta śākhā--prabhura samādhyāyī\n\nyāṅhāra kīrtane nāce caitanya-gosāñi", "devanagari": "> শ্রীমুকুন্দ-দত্ত শাখা — প্রভুর সমাধ্যায়ী ।\n> যাঁহার কীর্তনে নাচে চৈতন্য-গোসাঞি ॥৪০॥", "synonyms": "*śrī-mukunda-datta*—chamado Śrī Mukunda Datta; *śākhā*—outro ramo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samādhyāyī*—colega de classe; *yāṅhāra*—cujo; *kīrtane*—no saṅkīrtana; *nāce*—dança; *caitanya-gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Mukunda Datta, colega de classe do Senhor Caitanya, foi outro ramo da árvore Caitanya. O Senhor Caitanya dançava enquanto ele cantava.**", "purport": "Śrī Mukunda Datta nasceu no distrito de Caṭṭagrāma, na aldeia de Chanharā, que está sob a jurisdição da delegacia de polícia chamada Paṭiyā. Essa aldeia fica a dez *krośas,* ou cerca de vinte milhas, do lar de Puṇḍarīka Vidyānidhi. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (140), diz-se:\n\n> vraje sthitau gāyakau yau\n> madhukaṇṭha-madhuvratau\n> mukunda-vāsudevau tau\n> dattau gaurāṅga-gāyakau\n\n\"Em Vraja, havia dois cantores muito bons, chamados Madhukaṇṭha e Madhuvrata. Eles apareceram no *caitanya-līlā* como Mukunda e Vāsudeva Datta, que eram cantores na sociedade do Senhor Caitanya Mahāprabhu.\" Quando o Senhor Caitanya era estudante, Mukunda Datta era Seu colega de classe, e eles frequentemente se ocupavam em debates de lógica. Às vezes, o Senhor Caitanya Mahāprabhu disputava com Mukunda Datta, usando artifícios de lógica. Isso é descrito no *Caitanya-bhāgavata, Ādi-līlā,* Capítulos Sete e Oito. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu voltou de Gayā, Mukunda Datta deu-Lhe prazer recitando versos do *Śrīmad-Bhāgavatam* sobre o *kṛṣṇa-līlā.* Foi por seu esforço que Gadādhara Paṇḍita Gosvāmī se tornou discípulo de Puṇḍarīka Vidyānidhi, como se afirma no *Śrī Caitanya-bhāgavata, Madhya-līlā,* Capítulo Sete. Quando Mukunda Datta cantava no pátio de Śrīvāsa Prabhu, Mahāprabhu dançava ao som de seu canto, e, quando o Senhor Caitanya exibiu durante vinte e uma horas uma manifestação extática conhecida como *sāta-prahariyā,* Mukunda Datta inaugurou a função cantando.\n\nÀs vezes, o Senhor Caitanya Mahāprabhu repreendia Mukunda Datta chamando-o de *khaḍajāṭhiyā beṭā,* porque ele assistia a muitas funções realizadas por diferentes classes de não devotos. Isso é afirmado no *Caitanya-bhāgavata, Madhya-līlā,* Capítulo Dez. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu Se vestiu como a deusa da fortuna para dançar na casa de Candraśekhara, Mukunda Datta começou a primeira canção.\n\nAntes de revelar Seu desejo de adotar a ordem de vida renunciada, o Senhor Caitanya foi primeiro à casa de Mukunda Datta, mas, naquela ocasião, Mukunda Datta pediu ao Senhor Caitanya Mahāprabhu que continuasse Seu movimento de *saṅkīrtana* por mais alguns dias antes de aceitar *sannyāsa.* Isso é afirmado no *Caitanya-bhāgavata, Madhya-līlā,* Capítulo Vinte e Seis. A informação de que o Senhor Caitanya aceitaria a ordem renunciada foi dada a conhecer a Gadādhara Paṇḍita, Candraśekhara Ācārya e Mukunda Datta por Nityānanda Prabhu, e por isso todos eles foram a Katwa e providenciaram o *kīrtana* e toda a parafernália para a aceitação de *sannyāsa* pelo Senhor Caitanya. Depois que o Senhor adotou *sannyāsa,* todos eles O seguiram, especialmente Śrī Nityānanda Prabhu, Gadādhara Prabhu e Govinda, que O seguiram por todo o caminho até Puruṣottama-kṣetra. A esse respeito, pode-se consultar o *Śrī Caitanya-bhāgavata, Antya-līlā,* Capítulo Dois. No lugar conhecido como Jaleśvara, Nityānanda Prabhu quebrou o bastão de *sannyāsa* de Caitanya Mahāprabhu. Mukunda Datta também estava presente naquela ocasião. Ele ia todos os anos da Bengala ver o Senhor Caitanya em Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/adi/10/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/41/", "verse_text": "vāsudeva datta--prabhura bhṛtya mahāśaya\n\nsahasra-mukhe yāṅra guṇa kahile nā haya", "devanagari": "> বাসুদেব দত্ত — প্রভুর ভৃত্য মহাশয় ।\n> সহস্র-মুখে যাঁর গুণ কহিলে না হয় ॥৪১॥", "synonyms": "*vāsudeva datta*—chamado Vāsudeva Datta; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhṛtya*—servo; *mahāśaya*—grande personalidade; *sahasra-mukhe*—com milhares de bocas; *yāṅra*—cujas; *guṇa*—qualidades; *kahile*—descrevendo; *nā*—nunca; *haya*—se completam.", "translation": "**Vāsudeva Datta, o décimo nono ramo da árvore de Śrī Caitanya, foi uma grande personalidade e o mais íntimo devoto do Senhor. Não se poderiam descrever suas qualidades nem mesmo com milhares de bocas.**", "purport": "Vāsudeva Datta, o irmão de Mukunda Datta, também era residente de Caṭṭagrāma. No *Caitanya-bhāgavata,* diz-se: *yāṅra sthāne kṛṣṇa haya āpane vikraya* — Vāsudeva Datta era um devoto tão poderoso que Kṛṣṇa foi comprado por ele. Vāsudeva Datta hospedava-se na casa de Śrīvāsa Paṇḍita, e no *Caitanya-bhāgavata* descreve-se que o Senhor Caitanya Mahāprabhu estava tão satisfeito com Vāsudeva Datta, e era tão afetuoso com ele, que costumava dizer: \"Eu sou apenas o homem de Vāsudeva Datta. Meu corpo destina-se somente a agradar Vāsudeva Datta, e ele pode vender-Me em qualquer lugar.\" Três vezes Ele jurou que isso era um fato e que ninguém deveria descrer dessas declarações. \"Todos os Meus queridos devotos\", disse Ele, \"Eu vos digo a verdade: Meu corpo destina-se especialmente a Vāsudeva Datta.\" Vāsudeva Datta iniciou Śrī Yadunandana Ācārya, o mestre espiritual de Raghunātha dāsa, que mais tarde se tornou Raghunātha dāsa Gosvāmī. Isso se encontra no *Caitanya-caritāmṛta, Antya-līla,* Capítulo Seis, verso 161. Vāsudeva Datta gastava dinheiro com muita generosidade; por isso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu a Śivānanda Sena que se tornasse seu *sarakhela,* ou secretário, a fim de controlar seus gastos extravagantes. Vāsudeva Datta era tão bondoso com as entidades vivas que queria tomar sobre si todas as reações pecaminosas delas, para que elas pudessem ser liberadas por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Isso é descrito no Capítulo Quinze do *Madhya-līlā* do *Caitanya-caritāmṛta,* versos 159 a 180.\n\nHá uma estação ferroviária chamada Pūrvasthalī perto da estação ferroviária de Navadvīpa e, a cerca de uma milha dali, numa aldeia conhecida como Māmagāchi, que é o local de nascimento de Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, há atualmente um templo de Madana-gopāla que foi estabelecido por Vāsudeva Datta. Os devotos do Gauḍīya Maṭha agora assumiram a responsabilidade por esse templo, e o *sevā-pūjā* está sendo realizado muito bem. Todos os anos, todos os peregrinos do *navadvīpa-parikrama* visitam Māmagāchi. Desde que Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura inaugurou a função do *navadvīpa-parikrama,* o templo tem sido muito bem administrado."}
{"ref": "cc/adi/10/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/42/", "verse_text": "jagate yateka jīva, tāra pāpa lañā\n\nnaraka bhuñjite cāhe jīva chāḍāiyā", "devanagari": "> জগতে যতেক জীব, তার পাপ লঞা ।\n> নরক ভুঞ্জিতে চাহে জীব ছাড়াইয়া ॥৪২॥", "synonyms": "*jagate*—no mundo; *yateka*—todas; *jīva*—entidades vivas; *tāra*—suas; *pāpa*—atividades pecaminosas; *lañā*—tomando; *naraka*—inferno; *bhuñjite*—sofrer; *cāhe*—desejava; *jīva*—as entidades vivas; *chāḍāiyā*—libertando-as.", "translation": "**Śrīla Vāsudeva Datta Ṭhākura desejava sofrer pelas atividades pecaminosas de todas as pessoas do mundo, para que o Senhor Caitanya Mahāprabhu pudesse libertá-las.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/43/", "verse_text": "haridāsa-ṭhākura śākhāra adbhuta carita\n\ntina lakṣa nāma teṅho layena apatita", "devanagari": "> হরিদাসঠাকুর শাখার অদ্ভুত চরিত ।\n> তিন লক্ষ নাম তেঁহো লয়েন অপতিত ॥৪৩॥", "synonyms": "*haridāsa-ṭhākura*—chamado Haridāsa Ṭhākura; *śākhāra*—do ramo; *adbhuta*—maravilhosas; *carita*—características; *tina*—três; *lakṣa*—cem mil; *nāma*—nomes; *teṅho*—ele; *layena*—cantava; *apatita*—sem falha.", "translation": "**O vigésimo ramo da árvore Caitanya foi Haridāsa Ṭhākura. Seu caráter era maravilhoso. Ele costumava cantar o santo nome de Kṛṣṇa 300.000 vezes por dia, sem falha.**", "purport": "Certamente, o cantar de 300.000 santos nomes do Senhor é maravilhoso. Nenhuma pessoa comum pode cantar tantos nomes, nem se deve imitar artificialmente o comportamento de Haridāsa Ṭhākura. É essencial, contudo, que todos cumpram um voto específico de cantar o mantra Hare Kṛṣṇa. Por isso, prescrevemos em nossa Sociedade que todos os nossos estudantes devem cantar pelo menos dezesseis voltas diariamente. Tal cantar deve ser livre de ofensas para que seja de alta qualidade. O cantar mecânico não é tão poderoso quanto o cantar do santo nome sem ofensas. Afirma-se no *Caitanya-bhāgavata*, *Ādi-līlā*, Capítulo Segundo, que Haridāsa Ṭhākura nasceu numa vila conhecida como Buḍhana, mas, depois de algum tempo, veio morar na margem do Ganges, em Phuliyā, perto de Śāntipura. A partir da descrição de sua repreensão por um magistrado muçulmano, que se encontra no Capítulo Décimo Sexto do *Ādi-līlā* do *Caitanya-bhāgavata*, podemos compreender quão humilde e manso era Haridāsa Ṭhākura e como ele alcançou a misericórdia imotivada do Senhor. Nos dramas representados pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu, Haridāsa Ṭhākura desempenhava o papel de um chefe de polícia. Enquanto cantava o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em Benāpola, ele foi pessoalmente posto à prova pela própria Māyādevī. O desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura é descrito no *Antya-līlā* do *Caitanya-caritāmṛta*, Capítulo Décimo Primeiro. Não se sabe ao certo se Śrī Haridāsa Ṭhākura apareceu na vila chamada Buḍhana que fica no distrito de Khulnā. Antigamente, esta vila estava dentro de um distrito de vinte e quatro pargaṇas dentro da divisão de Sātakṣīrā."}
{"ref": "cc/adi/10/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/44/", "verse_text": "tāṅhāra ananta guṇa--kahi diṅmātra\n\nācārya gosāñi yāṅre bhuñjāya śrāddha-pātra", "devanagari": "> তাঁহার অনন্ত গুণ, — কহি দিঙ্মাত্র ।\n> আচার্য গোসাঞি যাঁরে ভুঞ্জায় শ্রাদ্ধপাত্র ॥৪৪॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—de Haridāsa Ṭhākura; *ananta*—ilimitadas; *guṇa*—qualidades; *kahi*—eu falo; *diṅ-mātra*—apenas uma pequena parte; *ācārya gosāñi*—Śrī Advaita Ācārya Prabhu; *yāṅre*—a quem; *bhuñjāya*—ofereceu para comer; *śrāddha-pātra*—o prasāda oferecido ao Senhor Viṣṇu.", "translation": "**Não havia fim para as qualidades transcendentais de Haridāsa Ṭhākura. Aqui menciono apenas uma fração de suas qualidades. Ele era tão excelso que Advaita Gosvāmī, ao realizar a cerimônia de śrāddha de seu pai, ofereceu-lhe o primeiro prato.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/45/", "verse_text": "prahlāda-samāna tāṅra guṇera taraṅga\n\nyavana-tāḍaneo yāṅra nāhika bhrū-bhaṅga", "devanagari": "> প্রহ্লাদ-সমান তাঁর গুণের তরঙ্গ ।\n> যবন-তাড়নেও যাঁর নাহিক ভ্রূভঙ্গ ॥৪৫॥", "synonyms": "*prahlāda-samāna*—exatamente como Prahlāda Mahārāja; *tāṅra*—suas; *guṇera*—das qualidades; *taraṅga*—ondas; *yavana*—dos maometanos; *tāḍaneo*—mesmo com a perseguição; *yāṅra*—de quem; *nāhika*—não houve nenhuma; *bhrū-bhaṅga*—nem a mais leve agitação de uma sobrancelha.", "translation": "**As ondas de suas boas qualidades eram como as de Prahlāda Mahārāja. Ele não ergueu sequer levemente uma sobrancelha ao ser perseguido pelo governante maometano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/46/", "verse_text": "teṅho siddhi pāile tāṅra deha lañā kole\n\nnācila caitanya-prabhu mahā-kutūhale", "devanagari": "> তেঁহো সিদ্ধি পাইলে তাঁর দেহ লঞা কোলে ।\n> নাচিল চৈতন্যপ্রভু মহাকুতূহলে ॥৪৬॥", "synonyms": "*teṅho*—ele; *siddhi*—a perfeição; *pāile*—após alcançar; *tāṅra*—seu; *deha*—corpo; *lañā*—tomando; *kole*—no colo; *nācila*—dançou; *caitanya-prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-kutūhale*—em grande êxtase.", "translation": "**Após o desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura, o próprio Senhor tomou seu corpo no colo e dançou com ele em grande êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/47/", "verse_text": "tāṅra līlā varṇiyāchena vṛndāvana-dāsa\n\nyebā avaśiṣṭa, āge kariba prakāśa", "devanagari": "> তাঁর লীলা বর্ণিয়াছেন বৃন্দাবনদাস ।\n> যেবা অবশিষ্ট, আগে করিব প্রকাশ ॥৪৭॥", "synonyms": "*tāṅra*—seus; *līlā*—passatempos; *varṇiyāchena*—descreveu; *vṛndāvana-dāsa*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *yebā*—tudo o que; *avaśiṣṭa*—permaneceu não descrito; *āge*—mais adiante no livro; *kariba*—farei; *prakāśa*—manifesto.", "translation": "**Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu vividamente os passatempos de Haridāsa Ṭhākura em seu *Caitanya-bhāgavata*. Tudo o que permaneceu sem ser descrito tentarei explicar mais adiante neste livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/48/", "verse_text": "tāṅra upaśākhā--yata kulīna-grāmī jana\n\nsatyarāja-ādi--tāṅra kṛpāra bhājana", "devanagari": "> তাঁর উপশাখা, — যত কুলীনগ্রামী জন ।\n> সত্যরাজ-আদি — তাঁর কৃপার ভাজন ॥৪৮॥", "synonyms": "*tāṅra upaśākhā*—seu sub-ramo; *yata*—todos; *kulīna-grāmī jana*—os habitantes de Kulīna-grāma; *satyarāja*—de nome Satyarāja; *ādi*—encabeçando a lista; *tāṅra*—de sua; *kṛpāra*—misericórdia; *bhājana*—recipiente.", "translation": "**Um sub-ramo de Haridāsa Ṭhākura consistia nos residentes de Kulīna-grāma. O mais importante entre eles era Satyarāja Khān, ou Satyarāja Vasu, que era recipiente de toda a misericórdia de Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": "Satyarāja Khān era o filho de Guṇarāja Khān e o pai de Rāmānanda Vasu. Haridāsa Ṭhākura viveu por algum tempo durante o período de Cāturmāsya na aldeia chamada Kulīna-grāma, onde cantava o santo nome, o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, e distribuía sua misericórdia aos descendentes da família Vasu. A Satyarāja Khān foi designado o serviço de fornecer cordas de seda para a Deidade de Jagannātha durante o festival de Rathayātrā. As respostas às suas perguntas a Śrī Caitanya Mahāprabhu acerca do dever dos devotos chefes de família estão vividamente descritas no *Madhya-līlā*, Capítulos Quinze e Dezesseis. A aldeia de Kulīna-grāma situa-se a duas milhas da estação ferroviária chamada Jaugrāma, na linha Newcord que vai de Howrah a Burdwan. O Senhor Caitanya Mahāprabhu elogiou muitíssimo o povo de Kulīna-grāma, e declarou que até mesmo um cão de Kulīna-grāma Lhe era muito querido."}
{"ref": "cc/adi/10/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/49/", "verse_text": "śrī-murāri gupta śākhā--premera bhāṇḍāra\n\nprabhura hṛdaya drave śuni' dainya yāṅra", "devanagari": "> শ্রীমুরারি গুপ্ত শাখা — প্রেমের ভাণ্ডার ।\n> প্রভুর হৃদয় দ্রবে শুনি’ দৈন্য যাঁর ॥৪৯॥", "synonyms": "*śrī-murāri gupta*—de nome Śrī Murāri Gupta; *śākhā*—ramo; *premera*—de amor a Deus; *bhāṇḍāra*—depósito; *prabhura*—do Senhor; *hṛdaya*—o coração; *drave*—derrete; *śuni'*—ao ouvir; *dainya*—humildade; *yāṅra*—de quem.", "translation": "**Murāri Gupta, o vigésimo primeiro ramo da árvore de Śrī Caitanya Mahāprabhu, era um repositório de amor a Deus. Sua grande humildade e mansidão derretiam o coração do Senhor Caitanya.**", "purport": "Śrī Murāri Gupta escreveu um livro chamado *Śrī Caitanya-carita.* Ele pertencia a uma família de médicos *vaidyas* de Śrīhaṭṭa, o lar paterno do Senhor Caitanya, e mais tarde tornou-se residente de Navadvīpa. Ele estava entre os mais velhos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor Caitanya exibiu Sua forma de Varāha na casa de Murāri Gupta, como se descreve no *Caitanya-bhāgavata, Madhya-līlā,* Capítulo Três. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu exibiu Sua forma de *mahā-prakāśa,* Ele apareceu diante de Murāri Gupta como o Senhor Rāmacandra. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu estavam sentados juntos na casa de Śrīvāsa Ṭhākura, Murāri Gupta ofereceu seus respeitos primeiro ao Senhor Caitanya e depois a Śrī Nityānanda Prabhu. Nityānanda Prabhu, contudo, era mais velho que Caitanya Mahāprabhu, e por isso o Senhor Caitanya observou que Murāri Gupta havia violado a etiqueta social, pois deveria ter mostrado respeito primeiro a Nityānanda Prabhu e depois a Ele. Dessa maneira, pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Murāri Gupta foi informado sobre a posição de Śrī Nityānanda Prabhu, e no dia seguinte ofereceu reverências primeiro ao Senhor Nityānanda e depois ao Senhor Caitanya. Śrī Caitanya Mahāprabhu deu a Murāri Gupta pan mascado, ou noz de bétel. Certa vez, Murāri Gupta ofereceu ao Senhor Caitanya alimentos que haviam sido cozidos com ghee em excesso, e no dia seguinte o Senhor adoeceu e foi a Murāri Gupta em busca de tratamento. O Senhor Caitanya aceitou um pouco de água do pote de Murāri Gupta e assim ficou curado. O remédio natural para a indigestão é beber um pouco de água, e, como Murāri Gupta era médico, ele deu ao Senhor um pouco de água para beber e O curou.\n\nQuando Caitanya Mahāprabhu apareceu na casa de Śrīvāsa Ṭhākura em Sua *mūrti* de Caturbhuja, Murāri Gupta tornou-se Seu portador na forma de Garuḍa, e nesses passatempos de êxtase o Senhor subiu então em suas costas. Era desejo de Murāri Gupta deixar o corpo antes do desaparecimento de Caitanya Mahāprabhu, mas o Senhor o proibiu de fazê-lo. Isso é descrito no *Caitanya-bhagāvata, Madhya-līlā,* Capítulo Vinte. Quando, certo dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu em êxtase como a *mūrti* de Varāha, Murāri Gupta Lhe ofereceu orações. Ele era um grande devoto do Senhor Rāmacandra, e sua firme devoção é vividamente descrita no *Caitanya-caritāmṛta, Madhya-līlā,* Capítulo Quinze, versos 137 a 157."}
{"ref": "cc/adi/10/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/50/", "verse_text": "pratigraha nāhi kare, nā laya kāra dhana\n\nātma-vṛtti kari' kare kuṭumba bharaṇa", "devanagari": "> প্রতিগ্রহ নাহি করে, না লয় কার ধন ।\n> আত্মবৃত্তি করি’ করে কুটুম্ব ভরণ ॥৫০॥", "synonyms": "*pratigraha nāhi kare*—ele não aceitava caridade de ninguém; *nā*—não; *laya*—aceitava; *kāra*—de ninguém; *dhana*—riqueza; *ātma-vṛtti*—própria profissão; *kari'*—exercendo; *kare*—mantinha; *kuṭumba*—família; *bharaṇa*—provimento.", "translation": "**Śrīla Murāri Gupta jamais aceitava caridade de amigos, nem aceitava dinheiro de ninguém. Exercia a profissão de médico e mantinha sua família com o que ganhava.**", "purport": "Deve-se notar que o *gṛhastha* (chefe de família) não deve ganhar seu sustento mendigando de ninguém. Todo chefe de família das castas superiores deve ocupar-se em seu próprio dever ocupacional como *brāhmaṇa, kṣatriya* ou *vaiśya,* mas não deve ocupar-se no serviço de outros, pois esse é o dever do *śūdra.* A pessoa deve simplesmente aceitar aquilo que ganhar com sua própria profissão. As ocupações do *brāhmaṇa* são *yajana, yājana, paṭhana, pāṭhana, dāna* e *pratigraha.* O *brāhmaṇa* deve ser adorador de Viṣṇu e também deve instruir os outros sobre como adorá-lO. O *kṣatriya* pode tornar-se proprietário de terras e ganhar seu sustento cobrando impostos ou recebendo aluguéis de arrendatários. O *vaiśya* pode aceitar a agricultura ou o comércio em geral como dever ocupacional. Como Murāri Gupta nasceu em uma família de médicos (*vaidya-vaṁśa*), ele exercia a medicina, e com a renda que obtinha mantinha sua família. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam,* cada pessoa deve executar seu dever ocupacional e, dessa forma, satisfazer a Suprema Personalidade de Deus. Essa é a perfeição da vida. Esse sistema chama-se *daivī-varṇāśrama.* Murāri Gupta era um *gṛhastha* ideal, pois era um grande devoto do Senhor Rāmacandra e de Caitanya Mahāprabhu. Exercendo a medicina, ele mantinha sua família e, ao mesmo tempo, satisfazia o Senhor Caitanya da melhor maneira possível. Esse é o ideal da vida de chefe de família."}
{"ref": "cc/adi/10/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/51/", "verse_text": "cikitsā karena yāre ha-iyā sadaya\n\ndeha-roga bhāva-roga,--dui tāra kṣaya", "devanagari": "> চিকিৎসা করেন যারে হইয়া সদয় ।\n> দেহরোগ ভবরোগ, — দুই তার ক্ষয় ॥৫১॥", "synonyms": "*cikitsā*—tratamento médico; *karena*—fazia; *yāre*—em quem; *ha-iyā*—tornando-se; *sadaya*—misericordioso; *deha-roga*—a doença do corpo; *bhāva-roga*—a doença da existência material; *dui*—ambas; *tāra*—suas; *kṣaya*—diminuíam.", "translation": "**À medida que Murāri Gupta tratava seus pacientes, por sua misericórdia ambas as doenças, a corporal e a espiritual, abrandavam.**", "purport": "Murāri Gupta podia tratar tanto a doença corporal quanto a espiritual porque era médico de profissão e um grande devoto do Senhor em termos de avanço espiritual. Este é um exemplo de serviço à humanidade. Todos devem saber que há dois tipos de doenças na sociedade humana. Uma doença, que se chama adhyātmika, ou doença material, refere-se ao corpo, mas a principal doença é a espiritual. A entidade viva é eterna, mas, de uma forma ou de outra, quando em contato com a energia material, fica sujeita à repetição de nascimento, morte, velhice e doença. Os médicos da atualidade deveriam aprender com Murāri Gupta. Embora os médicos filantrópicos modernos abram hospitais gigantescos, não há hospitais para curar a doença material da alma espiritual. O movimento da consciência de Kṛṣṇa assumiu a missão de curar essa doença, mas as pessoas não dão muito valor, porque não sabem o que é essa doença. Uma pessoa doente precisa tanto de remédio adequado quanto de dieta adequada, e por isso o movimento da consciência de Kṛṣṇa fornece às pessoas materialmente afligidas o remédio do cantar do santo nome, ou o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, e a dieta de prasāda. Há muitos hospitais e clínicas médicas para curar as doenças do corpo, mas não há tais hospitais para curar a doença material da alma espiritual. Os centros do movimento da consciência de Kṛṣṇa são os únicos hospitais estabelecidos que podem curar o homem do nascimento, da morte, da velhice e da doença."}
{"ref": "cc/adi/10/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/52/", "verse_text": "śrīmān sena prabhura sevaka pradhāna\n\ncaitanya-caraṇa vinu nāhi jāne āna", "devanagari": "> শ্রীমান্ সেন প্রভুর সেবক প্রধান ।\n> চৈতন্য-চরণ বিনু নাহি জানে আন ॥৫২॥", "synonyms": "*śrīmān sena*—de nome Śrīmān Sena; *prabhura*—do Senhor; *sevaka*—servo; *pradhāna*—principal; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *vinu*—exceto; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *āna*—qualquer outra coisa.", "translation": "**Śrīmān Sena, o vigésimo segundo ramo da árvore de Caitanya, era um servo muito fiel do Senhor Caitanya. Ele não conhecia nada além dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Śrīmān Sena era um dos habitantes de Navadvīpa e um companheiro constante do Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/10/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/53/", "verse_text": "śrī-gadādhara dāsa śākhā sarvopari\n\nkājī-gaṇera mukhe yeṅha bolāila hari", "devanagari": "> শ্রীগদাধর দাস শাখা সর্বোপরি ।\n> কাজীগণের মুখে যেঁহ বোলাইল হরি ॥৫৩॥", "synonyms": "*śrī-gadādhara dāsa*—de nome Śrī Gadādhara dāsa; *śākhā*—outro ramo; *sarva-upari*—acima de todos; *kājī-gaṇera*—dos Kāzīs (magistrados muçulmanos); *mukhe*—na boca; *yeṅha*—aquele que; *bolāila*—fez falar; *hari*—o santo nome de Hari.", "translation": "**Śrī Gadādhara dāsa, o vigésimo terceiro ramo, foi considerado o mais elevado, pois induziu todos os Kāzīs maometanos a cantarem o santo nome do Senhor Hari.**", "purport": "A cerca de oito ou dez milhas de Calcutá, às margens do Ganges, há uma aldeia conhecida como Eṅḍiyādaha-grāma. Śrīla Gadādhara dāsa era conhecido como habitante dessa aldeia (*eṅḍiyādaha-vāsī gadādhara dāsa*). O *Bhakti-ratnākara* (Sétima Onda) informa-nos que, após o desaparecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, Gadādhara dāsa foi de Navadvīpa para Katwa. Depois disso, ele foi para Eṅḍiyādaha e residiu ali. Afirma-se que ele é o brilho do corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī, assim como Śrīla Gadādhara Paṇḍita Gosvāmī é uma encarnação da própria Śrīmatī Rādhārāṇī. Caitanya Mahāprabhu é às vezes descrito como *rādhā-bhāva-dyuti-suvalita,* ou seja, caracterizado pelas emoções e pelo brilho corpóreo de Śrīmatī Rādhārāṇī. Gadādhara dāsa é esse *dyuti,* ou brilho. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* ele é descrito como a potência de expansão de Śrīmatī Rādhārāṇī. Ele se conta entre os associados tanto de Śrīla Gaurahari quanto de Nityānanda Prabhu; como devoto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele foi um dos associados do Senhor Kṛṣṇa em amor conjugal, e, como devoto do Senhor Nityānanda, considera-se que tenha sido um dos amigos de Kṛṣṇa em serviço devocional puro. Embora fosse um associado do Senhor Nityānanda Prabhu, ele não estava entre os vaqueirinhos, mas se situava na doçura transcendental do amor conjugal. Ele estabeleceu um templo de Śrī Gaurasundara em Katwa.\n\nEm 1434 *śakābda* (1513 d.C.), quando o Senhor Nityānanda Prabhu foi dotado de poder pelo Senhor Caitanya para pregar o movimento de *saṅkīrtana* na Bengala, Śrī Gadādhara dāsa foi um dos principais assistentes do Senhor Nityānanda. Ele pregou o movimento de *saṅkīrtana* pedindo a todos que cantassem o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa. Esse método simples de pregação de Śrīla Gadādhara dāsa pode ser seguido por toda e qualquer pessoa, em qualquer posição da sociedade. Basta ser um servo sincero e sério de Nityānanda Prabhu e pregar este culto de porta em porta.\n\nQuando Śrīla Gadādhara dāsa Prabhu pregava o culto do *hari-kīrtana,* havia um magistrado que era muito contrário ao seu movimento de *saṅkīrtana.* Seguindo os passos do Senhor Caitanya Mahāprabhu, Śrīla Gadādhara dāsa foi certa noite à casa do Kāzī e pediu-lhe que cantasse o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa. O Kāzī respondeu: \"Está bem, cantarei Hare Kṛṣṇa amanhã.\" Ao ouvir isso, Śrīla Gadādhara dāsa Prabhu começou a dançar e disse: \"Por que amanhã? Você já cantou o *mantra* Hare Kṛṣṇa, então simplesmente continue.\"\n\nNo *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (versos 154-55), diz-se:\n\n> rādhā-vibhūti-rūpā yā\n> candrakāntiḥ purā vraje\n> sa śrī-gaurāṅga-nikaṭe\n> dāsa-vaṁśyo gadādharaḥ\n\n> pūrṇānandā vraje yāsīd\n> baladeva-priyāgraṇī\n> sāpi kārya-vaśād eva\n> prāviśat taṁ gadādharam\n\nŚrīla Gadādhara dāsa é considerado uma forma unida de Candrakānti, que é a refulgência de Śrīmatī Rādhārāṇī, e de Pūrṇānandā, que é a principal das amigas muito queridas do Senhor Balarāma. Assim, Śrīla Gadādhara dāsa Prabhu foi um dos associados tanto de Caitanya Mahāprabhu quanto de Nityānanda Prabhu.\n\nCerta vez, quando Śrīla Gadādhara dāsa Prabhu regressava de Jagannātha Purī para a Bengala com Nityānanda Prabhu, ele se esqueceu de si mesmo e começou a falar muito alto, como se fosse uma jovem de Vrajabhūmi vendendo iogurte, e Śrīla Nityānanda Prabhu notou isso. Em outra ocasião, absorto no êxtase das *gopīs,* ele carregou na cabeça um cântaro cheio de água do Ganges, como se estivesse vendendo leite. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu, a caminho de Vṛndāvana, apareceu na casa de Rāghava Paṇḍita, Gadādhara dāsa foi vê-lO, e Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou tão contente que pôs Seu pé sobre a cabeça dele. Quando Gadādhara dāsa Prabhu esteve presente em Eṅḍiyādaha, ele estabeleceu ali uma *mūrti* de Bāla Gopāla para adoração. Śrī Mādhava Ghoṣa apresentou um drama conhecido como \"*Dāna-khaṇḍa*\" com a ajuda de Śrī Nityānanda Prabhu e de Śrī Gadādhara dāsa. Isso é explicado no *Caitanya-bhāgavata, Antya-līlā* 5.318-94.\n\nO túmulo de Gadādhara dāsa Prabhu, que fica na aldeia de Eṅḍiyādaha, esteve sob o controle dos vaiṣṇavas Saṁyogīs e, mais tarde, sob a direção de Siddha Bhagavān dāsa Bābājī de Kālnā. Por ordem dele, Śrī Madhusūdana Mullik, um dos membros da aristocrática família Mullik de Nārikelaḍāṅgā, em Calcutá, estabeleceu ali um *pāṭavāṭī* (mosteiro) no ano bengali de 1256 (1849 d.C.). Ele também providenciou a adoração de uma Deidade chamada Śrī Rādhākānta. Seu filho Balāicāṅda Mullik estabeleceu ali Deidades de Gaura-Nitāi no ano bengali de 1312 (1905 d.C.). Assim, no trono do templo, estão tanto as Deidades de Gaura-Nityānanda quanto as Deidades de Rādhā-Kṛṣṇa. Abaixo do trono, há uma placa com uma inscrição escrita em sânscrito. Nesse templo, há também uma pequena Deidade do Senhor Śiva como Gopeśvara. Tudo isso está descrito em uma pedra ao lado da porta de entrada."}
{"ref": "cc/adi/10/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/54/", "verse_text": "śivānanda sena--prabhura bhṛtya antaraṅga\n\nprabhu-sthāne yāite sabe layena yāṅra saṅga", "devanagari": "> শিবানন্দ সেন — প্রভুর ভৃত্য অন্তরঙ্গ ।\n> প্রভুস্থানে যাইতে সবে লয়েন যাঁর সঙ্গ ॥৫৪॥", "synonyms": "*śivānanda sena*—de nome Śivānanda Sena; *prabhura*—do Senhor; *bhṛtya*—servo; *antaraṅga*—muito íntimo; *prabhu-sthāne*—em Jagannātha Purī, onde o Senhor estava hospedado; *yāite*—ao irem; *sabe*—todos; *layena*—tomavam; *yāṅra*—de quem; *saṅga*—o abrigo.", "translation": "**Śivānanda Sena, o vigésimo quarto ramo da árvore, era um servo extremamente íntimo do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Todos os que iam a Jagannātha Purī visitar o Senhor Caitanya tomavam abrigo e orientação de Śrī Śivānanda Sena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/55/", "verse_text": "prativarṣe prabhu-gaṇa saṅgete lā-iyā\n\nnīlācale calena pathe pālana kariyā", "devanagari": "> প্রতিবর্ষে প্রভুগণ সঙ্গেতে লইয়া ।\n> নীলাচলে চলেন পথে পালন করিয়া ॥৫৫॥", "synonyms": "*prati-varṣe*—todos os anos; *prabhu-gaṇa*—os devotos do Senhor Caitanya; *saṅgete*—junto com; *lā-iyā*—levando; *nīlācale*—para Jagannātha Purī; *calena*—vai; *pathe*—na estrada; *pālana*—manutenção; *kariyā*—provendo.", "translation": "**Todos os anos, ele levava um grupo de devotos de Bengala a Jagannātha Purī para visitar o Senhor Caitanya. Ele mantinha o grupo inteiro enquanto viajavam pela estrada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/56/", "verse_text": "bhakte kṛpā karena prabhu e-tina svarūpe\n\n'sākṣāt,' 'āveśa' āra 'āvirbhāva'-rūpe", "devanagari": "> ভক্তে কৃপা করেন প্রভু এ-তিন স্বরূপে ।\n> ‘সাক্ষাৎ’, ‘আবেশ’ আর ‘আবির্ভাব’-রূপে ॥৫৬॥", "synonyms": "*bhakte*—aos devotos; *kṛpā*—misericórdia; *karena*—concede; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *e*—estes; *tina*—três; *svarūpe*—aspectos; *sākṣāt*—diretamente; *āveśa*—capacitado pelo Senhor; *āra*—e; *āvirbhāva*—aparecimento; *rūpe*—nos aspectos.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu concede Sua misericórdia imotivada a Seus devotos sob três aspectos: Seu próprio aparecimento direto [sākṣāt], Sua proeza dentro de alguém que Ele capacita [āveśa] e Sua manifestação [āvirbhāva].**", "purport": "O aspecto *sākṣāt* de Śrī Caitanya Mahāprabhu é Sua presença pessoal. *Āveśa* refere-se ao poder investido, como aquele investido em Nakula Brahmacārī. *Āvirbhāva* é uma manifestação do Senhor que aparece mesmo quando Ele não está pessoalmente presente. Por exemplo, Śrī Śacīmātā oferecia alimentos em casa a Śrī Caitanya Mahāprabhu, embora Ele estivesse longe, em Jagannātha Purī, e, quando ela abriu os olhos depois de oferecer o alimento, viu que ele realmente havia sido comido por Śrī Caitanya Mahāprabhu. De modo semelhante, quando Śrīvāsa Ṭhākura realizava *saṅkīrtana,* todos sentiam a presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu, mesmo em Sua ausência. Esse é outro exemplo de *āvirbhāva.*"}
{"ref": "cc/adi/10/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/57/", "verse_text": "'sākṣāte' sakala bhakta dekhe nirviśeṣa\n\nnakula brahmacāri-dehe prabhura 'āveśa'", "devanagari": "> ‘সাক্ষাতে’ সকল ভক্ত দেখে নির্বিশেষ ।\n> নকুল ব্রহ্মচারি-দেহে প্রভুর ‘আবেশ’ ॥৫৭॥", "synonyms": "*sākṣāte*—diretamente; *sakala*—todos; *bhakta*—devotos; *dekhe*—veem; *nirviśeṣa*—nada de peculiar, mas tal como Ele é; *nakula brahmacārī*—de nome Nakula Brahmacārī; *dehe*—no corpo; *prabhura*—do Senhor; *āveśa*—sintomas de poder.", "translation": "**O aparecimento do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu na presença de cada devoto chama-se sākṣāt. Seu aparecimento em Nakula Brahmacārī como sintoma de proeza especial é um exemplo de āveśa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/58/", "verse_text": "'pradyumna brahmacārī' tāṅra āge nāma chila\n\n'nṛsiṁhānanda' nāma prabhu pāche ta' rākhila", "devanagari": "> ‘প্রদ্যুম্ন ব্রহ্মচারী’ তাঁর আগে নাম ছিল ।\n> ‘নৃসিংহানন্দ’ নাম প্রভু পাছে ত’ রাখিল ॥৫৮॥", "synonyms": "*pradyumna brahmacārī*—de nome Pradyumna Brahmacārī; *tāṅra*—seu; *āge*—anteriormente; *nāma*—nome; *chila*—era; *nṛsiṁhānanda*—de nome Nṛsiṁhānanda; *nāma*—o nome; *prabhu*—o Senhor; *pāche*—posteriormente; *ta'*—certamente; *rākhila*—manteve.", "translation": "**Ao antigo Pradyumna Brahmacārī, Śrī Caitanya Mahāprabhu deu o nome de Nṛsiṁhānanda Brahmacārī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/59/", "verse_text": "tāṅhāte ha-ila caitanyera 'āvirbhāva'\n\nalaukika aiche prabhura aneka svabhāva", "devanagari": "> তাঁহাতে হইল চৈতন্যের ‘আবির্ভাব’ ।\n> অলৌকিক ঐছে প্রভুর অনেক স্বভাব ॥৫৯॥", "synonyms": "*tāṅhāte*—nele; *ha-ila*—houve; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āvirbhāva*—aparecimento; *alaukika*—incomum; *aiche*—como aquele; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *aneka*—vários; *svabhāva*—traços.", "translation": "**Em seu corpo houve sintomas de āvirbhāva. Tais aparecimentos são incomuns, mas o Senhor Caitanya Mahāprabhu manifestou muitos passatempos semelhantes através de Seus diferentes aspectos.**", "purport": "Na Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā (74), afirma-se que Nakula Brahmacārī manifestou a proeza (āveśa) e Pradyumna Brahmacārī o aparecimento (āvirbhāva) de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Há muitas centenas e milhares de devotos do Senhor Caitanya entre os quais não há sintomas especiais, mas, quando um devoto do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu atua com proeza específica, manifesta o aspecto chamado āveśa. Śrī Caitanya Mahāprabhu propagou pessoalmente o movimento de saṅkīrtana e aconselhou todos os habitantes de Bhāratavarṣa a adotarem Seu culto e a pregá-lo por todo o mundo. Os sintomas corpóreos visíveis dos devotos que seguem tais instruções chamam-se āveśa. Śrīla Śivānanda Sena observou tais sintomas de āveśa em Nakula Brahmacārī, que manifestava sintomas exatamente iguais aos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O *Caitanya-caritāmṛta* afirma que, na Era de Kali, a única função espiritual é difundir o santo nome do Senhor, mas essa função só pode ser realizada por alguém que esteja realmente investido de poder pelo Senhor Kṛṣṇa. O processo pelo qual um devoto recebe tal poder chama-se āveśa, ou, por vezes, śakty-āveśa.\n\nPradyumna Brahmacārī foi outrora morador de uma aldeia conhecida como Piyārīgañja, em Kālnā. Há uma descrição dele no *Antya-līlā* do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, Segundo Capítulo, e no *Antya-līlā* do Śrī *Caitanya-bhāgavata*, capítulos Três e Nove."}
{"ref": "cc/adi/10/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/60/", "verse_text": "āsvādila e saba rasa sena śivānanda\n\nvistāri' kahiba āge esaba ānanda", "devanagari": "> আস্বাদিল এ সব রস সেন শিবানন্দ ।\n> বিস্তারি’ কহিব আগে এসব আনন্দ ॥৬০॥", "synonyms": "*āsvādila*—saboreou; *e*—estes; *saba*—todas; *rasa*—doçuras; *sena śivānanda*—Śivānanda Sena; *vistāri'*—descrevendo vividamente; *kahiba*—falarei; *āge*—mais adiante; *esaba*—tudo isto; *ānanda*—bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Śrīla Śivānanda Sena experimentou os três aspectos: sākṣāt, āveśa e āvirbhāva. Mais adiante, descreverei vividamente este assunto transcendentalmente bem-aventurado.**", "purport": "Śrīla Śivānanda Sena foi descrito por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Mahārāja da seguinte maneira: ele era residente de Kumārahaṭṭa, que também é conhecida como Hālisahara, e era um grande devoto do Senhor. A cerca de uma milha e meia de Kumārahaṭṭa fica outra aldeia, conhecida como Kāṅcaḍāpāḍā, na qual há Deidades de Gaura-Gopāla instaladas por Śivānanda Sena, que também estabeleceu um templo de Kṛṣṇarāya que ainda existe. Śivānanda Sena foi o pai de Paramānanda Sena, que também era conhecido como Purī dāsa ou Kavi-karṇapūra. Paramānanda Sena escreveu em seu *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (176) que duas das *gopīs* de Vṛndāvana, cujos nomes anteriores eram Vīrā e Dūtī, combinaram-se para se tornarem seu pai. Śrīla Śivānanda Sena guiava todos os devotos do Senhor Caitanya que iam da Bengala a Jagannātha Purī, e ele pessoalmente arcava com todas as despesas da viagem deles. Isso é descrito no *Caitanya-caritāmṛta, Madhya-līlā,* Capítulo Dezesseis, versos 19 a 27. Śrīla Śivānanda Sena teve três filhos, chamados Caitanya dāsa, Rāmadāsa e Paramānanda. Este último filho mais tarde se tornou Kavi-karṇapūra, e ele é o autor do *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā.* Seu mestre espiritual foi Śrīnātha Paṇḍita, que era o sacerdote de Śivānanda Sena. Devido aos gastos generosos de Vāsudeva Datta, Śivānanda Sena foi encarregado de supervisionar suas despesas.\n\nŚrī Śivānanda Sena realmente experimentou os aspectos de *sākṣat, āveśa* e *āvirbhāva* de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Certa vez, ele recolheu um cachorro quando estava a caminho de Jagannātha Purī, e descreve-se no *Antya-līlā,* Capítulo Um, que esse cachorro mais tarde alcançou a salvação por sua associação. Quando Śrīla Raghunātha dāsa, que mais tarde se tornou Raghunātha dāsa Gosvāmī, fugiu de seu lar paterno para se juntar a Śrī Caitanya Mahāprabhu, seu pai escreveu uma carta a Śivānanda Sena para obter informações sobre ele. Śivānanda Sena forneceu-lhe os detalhes que pedia, e mais tarde o pai de Raghunātha dāsa Gosvāmī enviou alguns servos e dinheiro a Śivānanda Sena para que cuidasse de Raghunātha dāsa Gosvāmī. Certa vez, Śrī Śivānanda Sena convidou o Senhor Caitanya Mahāprabhu a sua casa e alimentou-O tão suntuosamente que o Senhor sentiu indigestão e ficou um tanto adoentado. Seu filho ficou sabendo disso e deu ao Senhor um remédio para a digestão, e assim o Senhor Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito. Isso é descrito no *Antya-līlā,* Capítulo Dez, versos 142 a 151.\n\nCerta vez, quando iam para Jagannātha Purī, todos os devotos tiveram de ficar debaixo de uma árvore, sem o abrigo de uma casa ou sequer de um alpendre, e Nityānanda Prabhu ficou muito irado, como se estivesse muito perturbado pela fome. Assim, Ele amaldiçoou os filhos de Śivānanda, condenando-os a morrer. A esposa de Śivānanda ficou muito aflita com isso e começou a chorar. Ela pensava com toda a seriedade que, como seus filhos haviam sido amaldiçoados por Nityānanda Prabhu, eles certamente morreriam. Quando Śivānanda voltou mais tarde e viu a esposa chorando, disse: \"Por que você está chorando? Que todos nós morramos, se Śrī Nityānanda Prabhu assim o desejar.\" Quando Śivānanda Sena voltou e Śrīla Nityānanda Prabhu o viu, o Senhor o chutou severamente, queixando-Se de que estava com muita fome e perguntando por que ele não havia providenciado Sua alimentação. Tal é o comportamento do Senhor com Seus devotos. Śrīla Nityānanda Prabhu comportou-Se como um homem faminto comum, como se dependesse completamente das providências de Śivānanda Sena.\n\nUm sobrinho de Śivānanda Sena chamado Śrīkānta deixou o grupo em protesto contra a maldição de Nityānanda Prabhu e foi diretamente até Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī, onde o Senhor o apaziguou. Nessa ocasião, o Senhor Caitanya Mahāprabhu permitiu que Seu dedo do pé fosse sugado por Purī dāsa, que era então uma criança. Foi por ordem de Caitanya Mahāprabhu que ele pôde compor imediatamente versos em sânscrito. Durante o mal-entendido com a família de Śivānanda, Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Govinda, Seu assistente pessoal, que lhes desse todos os restos de Sua comida. Isso é descrito no *Antya-līlā,* Capítulo Doze, verso 53."}
{"ref": "cc/adi/10/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/61/", "verse_text": "śivānandera upaśākhā, tāṅra parikara\n\nputra-bhṛty-ādi kari' caitanya-kiṅkara", "devanagari": "> শিবানন্দের উপশাখা, তাঁর পরিকর ।\n> পুত্র-ভৃত্য-আদি করি’ চৈতন্য-কিঙ্কর ॥৬১॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *upaśākhā*—subramo; *tāṅra*—seus; *parikara*—associados; *putra*—filhos; *bhṛtya*—servos; *ādi*—todos estes; *kari'*—tomados em conjunto; *caitanya-kiṅkara*—servos de Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Os filhos, servos e familiares de Śivānanda Sena constituíam um subramo. Todos eles eram servos sinceros do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/62/", "verse_text": "caitanya-dāsa, rāmadāsa, āra karṇapūra\n\ntina putra śivānandera prabhura bhakta-śūra", "devanagari": "> চৈতন্যদাস, রামদাস, আর কর্ণপূর ।\n> তিন পুত্র শিবানন্দের প্রভুর ভক্তশূর ॥৬২॥", "synonyms": "*caitanya-dāsa*—de nome Caitanya dāsa; *rāmadāsa*—de nome Rāmadāsa; *āra*—e; *karṇapūra*—de nome Karṇapūra; *tina putra*—três filhos; *śivānandera*—de Śivānanda Sena; *prabhura*—do Senhor; *bhakta-śūra*—dos devotos heroicos.", "translation": "**Os três filhos de Śivānanda Sena, chamados Caitanya dāsa, Rāmadāsa e Karṇapūra, eram todos devotos heroicos do Senhor Caitanya.**", "purport": "Caitanya dāsa, o filho mais velho de Śivānanda Sena, escreveu um comentário sobre o *Kṛṣṇa-karṇāmṛta* que mais tarde foi traduzido por Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura em seu jornal *Sajjana-toṣaṇī.* Segundo a opinião de peritos, Caitanya dāsa foi o autor do livro *Caitanya-carita* (também conhecido como *Caitanya-caritāmṛta*), que foi escrito em sânscrito. O autor não foi Kavi-karṇapūra, como geralmente se supõe. Esta é a opinião de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura. Śrī Rāmadāsa foi o segundo filho de Śivānanda Sena. Afirma-se no *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (145) que os dois famosos papagaios chamados Dakṣa e Vicakṣaṇa no *kṛṣṇa-līlā* se tornaram os irmãos mais velhos de Kavi-karṇapūra, a saber, Caitanya dāsa e Rāmadāsa. Karṇapūra, o terceiro filho, que também era conhecido como Paramānanda dāsa ou Purī dāsa, foi iniciado por Śrīnātha Paṇḍita, que era discípulo de Śrī Advaita Prabhu. Karṇapūra escreveu muitos livros importantes na literatura vaiṣṇava, tais como *Ānanda-vṛndāvana-campū, Alaṅkāra-kaustubha, Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* e o grande épico *Caitanya-candrodaya-nāṭaka.* Ele nasceu no ano de 1448 *śakābda* (1527 d.C.). Escreveu livros continuamente durante dez anos, de 1488 até 1498."}
{"ref": "cc/adi/10/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/63/", "verse_text": "śrī-vallabhasena, āra sena śrīkānta\n\nśivānanda-sambandhe prabhura bhakta ekānta", "devanagari": "> শ্রীবল্লভসেন, আর সেন শ্রীকান্ত ।\n> শিবানন্দ-সম্বন্ধে প্রভুর ভক্ত একান্ত ॥৬৩॥", "synonyms": "*śrī-vallabha-sena*—de nome Śrīvallabha Sena; *āra*—e; *sena śrīkānta*—de nome Śrīkānta Sena; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *sambandhe*—em relação; *prabhura*—do Senhor; *bhakta*—devotos; *ekānta*—inabaláveis.", "translation": "**Śrīvallabha Sena e Śrīkānta Sena também eram subramos de Śivānanda Sena, pois não eram apenas seus sobrinhos, mas também devotos imaculados de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Quando o Senhor Nityānanda Prabhu repreendeu Śivānanda Sena a caminho de Purī, esses dois sobrinhos de Śivānanda deixaram a companhia como protesto e foram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī. O Senhor pôde compreender os sentimentos dos rapazes e pediu a Seu assistente pessoal Govinda que lhes fornecesse prasāda até que o grupo de Śivānanda chegasse. Durante o festival de saṅkīrtana de Ratha-yātrā, esses dois irmãos faziam parte do grupo liderado por Mukunda. Na Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 174, afirma-se que a gopī cujo nome era Kātyāyanī apareceu como Śrīkānta Sena."}
{"ref": "cc/adi/10/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/64/", "verse_text": "prabhu-priya govindānanda mahābhāgavata\n\nprabhura kīrtanīyā ādi śrī-govinda datta", "devanagari": "> প্রভুপ্রিয় গোবিন্দানন্দ মহাভাগবত ।\n> প্রভুর কীর্তনীয়া আদি শ্রীগোবিন্দ দত্ত ॥৬৪॥", "synonyms": "*prabhu-priya*—o mais querido do Senhor; *govindānanda*—de nome Govindānanda; *mahā-bhāgavata*—grande devoto; *prabhura*—do Senhor; *kīrtanīyā*—executante de kīrtana; *ādi*—originalmente; *śrī-govinda datta*—de nome Śrī Govinda Datta.", "translation": "**Govindānanda e Govinda Datta, o vigésimo quinto e o vigésimo sexto ramos da árvore, eram executantes de kīrtana na companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Govinda Datta era o principal cantor no grupo de kīrtana do Senhor Caitanya.**", "purport": "Govinda Datta apareceu na aldeia de Sukhacara, perto de Khaḍadaha."}
{"ref": "cc/adi/10/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/65/", "verse_text": "śrī-vijaya-dāsa-nāma prabhura ākhariyā\n\nprabhure aneka puṅthi diyāche likhiyā", "devanagari": "> শ্রীবিজয়দাস-নাম প্রভুর আখরিয়া ।\n> প্রভুরে অনেক পুঁথি দিয়াছে লিখিয়া ॥৬৫॥", "synonyms": "*śrī-vijaya-dāsa*—de nome Śrī Vijaya dāsa; *nāma*—nome; *prabhura*—do Senhor; *ākhariyā*—cantor principal; *prabhure*—ao Senhor; *aneka*—muitas; *puṅthi*—literaturas; *diyāche*—deu; *likhiyā*—escrevendo.", "translation": "**Śrī Vijaya dāsa, o vigésimo sétimo ramo, outro dos cantores principais do Senhor, deu ao Senhor muitos livros escritos à mão.**", "purport": "Antigamente não havia prensas tipográficas nem livros impressos. Todos os livros eram manuscritos. Os livros preciosos eram conservados em forma de manuscrito nos templos ou em lugares importantes, e qualquer pessoa interessada num livro tinha de copiá-lo à mão. Vijaya dāsa era um copista profissional que copiou muitos manuscritos e os deu a Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/10/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/66/", "verse_text": "'ratnabāhu' bali' prabhu thuila tāṅra nāma\n\nakiñcana prabhura priya kṛṣṇadāsa-nāma", "devanagari": "> ‘রত্নবাহু’ বলি’ প্রভু থুইল তাঁর নাম ।\n> অকিঞ্চন প্রভুর প্রিয় কৃষ্ণদাস-নাম ॥৬৬॥", "synonyms": "*ratnabāhu*—o título Ratnabāhu; *bali'*—chamando-o; *prabhu*—o Senhor; *thuila*—manteve; *tāṅra*—seu; *nāma*—nome; *akiñcana*—imaculado; *prabhura*—do Senhor; *priya*—querido; *kṛṣṇadāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa; *nāma*—nome.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu deu a Vijaya dāsa o nome de Ratnabāhu [\"o de mãos de joia\"], porque ele copiou muitos manuscritos para Ele. O vigésimo oitavo ramo foi Kṛṣṇadāsa, que era muito querido do Senhor. Ele era conhecido como Akiñcana Kṛṣṇadāsa.**", "purport": "Akiñcana significa \"aquele que nada possui neste mundo\"."}
{"ref": "cc/adi/10/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/67/", "verse_text": "kholā-vecā śrīdhara prabhura priya-dāsa\n\nyāṅhā-sane prabhu kare nitya parihāsa", "devanagari": "> খোলা-বেচা শ্রীধর প্রভুর প্রিয়দাস ।\n> যাঁহা-সনে প্রভু করে নিত্য পরিহাস ॥৬৭॥", "synonyms": "*kholā-vecā*—uma pessoa que vende a casca das bananeiras; *śrīdhara*—Śrīdhara Prabhu; *prabhura*—do Senhor; *priya-dāsa*—servo muito querido; *yāṅhā-sane*—com quem; *prabhu*—o Senhor; *kare*—faz; *nitya*—diariamente; *parihāsa*—brincadeiras.", "translation": "**O vigésimo nono ramo foi Śrīdhara, um comerciante de casca de bananeira. Era um servo muito querido do Senhor. Em muitas ocasiões, o Senhor brincava com ele.**", "purport": "Śrīdhara era um pobre brāhmaṇa que ganhava a vida vendendo casca de bananeira, com a qual se faziam copos. Muito provavelmente ele tinha um bananal e recolhia as folhas, a casca e a polpa das bananeiras para vendê-las diariamente no mercado. Gastava cinquenta por cento de sua renda na adoração ao Ganges, e o restante usava para seu sustento. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu iniciou Seu movimento de desobediência civil em desafio ao Kāzī, Śrīdhara dançou em júbilo. O Senhor costumava beber água de seu jarro. Śrīdhara presenteou Śacīdevī com uma abóbora para cozinhar antes de o Senhor Caitanya aceitar sannyāsa. Todos os anos ele ia ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī. Segundo Kavi-karṇapūra, Śrīdhara foi um vaqueirinho de Vṛndāvana cujo nome era Kusumāsava. Em sua Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 133, afirma-se:\n\nkholā-vecātayā khyātaḥ\npaṇḍitaḥ śrīdharo dvijaḥ\nāsīd vraje hāsya-karo\nyo nāmnā kusumāsavaḥ\n\n\"O vaqueirinho conhecido como Kusumāsava no kṛṣṇa-līlā tornou-se mais tarde Kholāvecā Śrīdhara durante o līlā de Caitanya Mahāprabhu em Navadvīpa.\""}
{"ref": "cc/adi/10/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/68/", "verse_text": "prabhu yāṅra nitya laya thoḍa-mocā-phala\n\nyāṅra phuṭā-lauhapātre prabhu pilā jala", "devanagari": "> প্রভু যাঁর নিত্য লয় থোড়-মোচা-ফল ।\n> যাঁর ফুটা-লৌহপাত্রে প্রভু পিলা জল ॥৬৮॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *yāṅra*—de quem; *nitya*—diariamente; *laya*—toma; *thoḍa*—a polpa da bananeira; *mocā*—as flores da bananeira; *phala*—os frutos da bananeira; *yāṅra*—de quem; *phuṭā*—quebrado; *lauha-pātre*—no pote de ferro; *prabhu*—o Senhor; *pilā*—bebeu; *jala*—água.", "translation": "**Todos os dias, o Senhor Caitanya Mahāprabhu, brincando, tomava de Śrīdhara frutos, flores e polpa, e bebia de seu pote de ferro quebrado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/69/", "verse_text": "prabhura atipriya dāsa bhagavān paṇḍita\n\nyāṅra dehe kṛṣṇa pūrve hailā adhiṣṭhita", "devanagari": "> প্রভুর অতিপ্রিয় দাস ভগবান্ পণ্ডিত ।\n> যাঁর দেহে কৃষ্ণ পূর্বে হৈলা অধিষ্ঠিত ॥৬৯॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *atipriya*—muito querido; *dāsa*—servo; *bhagavān paṇḍita*—de nome Bhagavān Paṇḍita; *yāṅra*—de quem; *dehe*—no corpo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *pūrve*—anteriormente; *hailā*—tornou-se; *adhiṣṭhita*—estabelecido.", "translation": "**O trigésimo ramo foi Bhagavān Paṇḍita. Ele era um servo extremamente querido do Senhor, mas mesmo antes já era um grande devoto do Senhor Kṛṣṇa, que sempre mantinha o Senhor dentro de seu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/70/", "verse_text": "jagadīśa paṇḍita, āra hiraṇya mahāśaya\n\nyāre kṛpā kaila bālye prabhu dayāmaya", "devanagari": "> জগদীশ পণ্ডিত, আর হিরণ্য মহাশয় ।\n> যারে কৃপা কৈল বাল্যে প্রভু দয়াময় ॥৭০॥", "synonyms": "*jagadīśa paṇḍita*—de nome Jagadīśa Paṇḍita; *āra*—e; *hiraṇya*—de nome Hiraṇya; *mahāśaya*—grande personalidade; *yāre*—a quem; *kṛpā*—misericórdia; *kaila*—mostrou; *bālye*—na infância; *prabhu*—o Senhor; *dayāmaya*—misericordioso.", "translation": "**O trigésimo primeiro ramo foi Jagadīśa Paṇḍita, e o trigésimo segundo foi Hiraṇya Mahāśaya, a quem o Senhor Caitanya, em Sua infância, concedeu Sua misericórdia imotivada.**", "purport": "Jagadīśa Paṇḍita foi outrora um grande dançarino no *kṛṣṇa-līlā* e era conhecido como Candrahāsa. Quanto a Hiraṇya Paṇḍita, conta-se que, certa vez, quando o Senhor Nityānanda, adornado com joias valiosas, estava hospedado em sua casa, um grande ladrão tentou a noite inteira roubar essas joias, mas não obteve êxito. Mais tarde, ele veio até Nityānanda Prabhu e se rendeu a Ele."}
{"ref": "cc/adi/10/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/71/", "verse_text": "ei dui-ghare prabhu ekādaśī dine\nviṣṇura naivedya māgi' khāila āpane", "devanagari": "> এই দুই-ঘরে প্রভু একাদশী দিনে ।\n> বিষ্ণুর নৈবেদ্য মাগি’ খাইল আপনে ॥৭১॥", "synonyms": "*ei dui-ghare*—nessas duas casas; *prabhu*—o Senhor; *ekādaśī dine*—no dia de Ekādaśī; *viṣṇura*—do Senhor Viṣṇu; *naivedya*—alimento oferecido ao Senhor Viṣṇu; *māgi'*—mendigando; *khāila*—comia; *āpane*—pessoalmente.", "translation": "**Nessas duas casas, o Senhor Caitanya Mahāprabhu mendigava alimento no dia de Ekādaśī e comia-o pessoalmente.**", "purport": "A determinação de jejuar em Ekādaśī destina-se especialmente aos devotos; em Ekādaśī, não há restrição alguma quanto ao alimento que se pode oferecer ao Senhor. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, em Seu êxtase como viṣṇu-tattva, tomava o alimento do Senhor Viṣṇu."}
{"ref": "cc/adi/10/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/72/", "verse_text": "prabhura paḍuyā dui,--puruṣottama, sañjaya\nvyākaraṇe dui śiṣya--dui mahāśaya", "devanagari": "> প্রভুর পড়ুয়া দুই, — পুরুষোত্তম, সঞ্জয় ।\n> ব্যাকরণে দুই শিষ্য — দুই মহাশয় ॥৭২॥", "synonyms": "*prabhura paḍuyā dui*—os dois alunos do Senhor; *puruṣottama*—de nome Puruṣottama; *sañjaya*—de nome Sañjaya; *vyākaraṇe*—no estudo da gramática; *dui śiṣya*—dois discípulos; *dui mahāśaya*—duas grandes personalidades.", "translation": "**O trigésimo terceiro e o trigésimo quarto ramos foram os dois alunos de Caitanya Mahāprabhu chamados Puruṣottama e Sañjaya, que eram alunos destacados em gramática. Eram duas grandes personalidades.**", "purport": "Esses dois alunos eram habitantes de Navadvīpa e foram os primeiros companheiros do Senhor no movimento de saṅkīrtana. Segundo o *Caitanya-bhāgavata*, Puruṣottama Sañjaya era filho de Mukunda Sañjaya, mas o autor de Śrī Caitanya-caritāmṛta esclareceu que Puruṣottama e Sañjaya eram duas pessoas, e não uma só."}
{"ref": "cc/adi/10/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/73/", "verse_text": "vanamālī paṇḍita śākhā vikhyāta jagate\nsoṇāra muṣala hala dekhila prabhura hāte", "devanagari": "> বনমালী পণ্ডিত শাখা বিখ্যাত জগতে ।\n> সোণার মুষল হল দেখিল প্রভুর হাতে ॥৭৩॥", "synonyms": "*vanamālī paṇḍita*—de nome Vanamālī Paṇḍita; *śākhā*—o ramo seguinte; *vikhyāta*—célebre; *jagate*—no mundo; *soṇāra*—feitos de ouro; *muṣala*—maça; *hala*—arado; *dekhila*—viu; *prabhura*—do Senhor; *hāte*—na mão.", "translation": "**Vanamālī Paṇḍita, o trigésimo quinto ramo da árvore, era muito célebre neste mundo. Ele viu uma maça e um arado de ouro nas mãos do Senhor.**", "purport": "Vanamālī Paṇḍita viu o Senhor Caitanya no êxtase de Balarāma. Isso é descrito vividamente no *Caitanya-bhāgavata*, *Antya-līlā*, Capítulo Nove."}
{"ref": "cc/adi/10/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/74/", "verse_text": "śrī-caitanyera ati priya buddhimanta khān\nājanma ājñākārī teṅho sevaka-pradhāna", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্যের অতি প্রিয় বুদ্ধিমন্ত খান্ ।\n> আজন্ম আজ্ঞাকারী তেঁহো সেবক-প্রধান ॥৭৪॥", "synonyms": "*śrī-caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ati priya*—muito querido; *buddhimanta khān*—de nome Buddhimanta Khān; *ājanma*—desde o início mesmo de sua vida; *ājñā-kārī*—seguidor das ordens; *teṅho*—ele; *sevaka*—servo; *pradhāna*—principal.", "translation": "**O trigésimo sexto ramo, Buddhimanta Khān, era extremamente querido pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu. Ele estava sempre disposto a cumprir as ordens do Senhor e, por isso, era considerado um servo principal do Senhor.**", "purport": "Śrī Buddhimanta Khān foi um dos habitantes de Navadvīpa. Era muito rico, e foi ele quem providenciou o casamento do Senhor Caitanya com Viṣṇupriyā, a filha de Sanātana Miśra, que era o sacerdote do Zamindar local. Ele arcou pessoalmente com todas as despesas da cerimônia de casamento. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu foi acometido por vāyu-vyādhi (desequilíbrio do ar dentro do corpo), Buddhimanta Khān pagou por todos os medicamentos e tratamentos necessários para curar o Senhor. Ele foi o companheiro constante do Senhor no movimento de kīrtana. Ele reuniu ornamentos para o Senhor quando este desempenhou o papel da deusa da fortuna na casa de Candraśekhara Ācārya. Ele também foi ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu quando este estava em Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/adi/10/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/75/", "verse_text": "garuḍa paṇḍita laya śrīnāma-maṅgala\nnāma-bale viṣa yāṅre nā karila bala", "devanagari": "> গরুড় পণ্ডিত লয় শ্রীনাম-মঙ্গল ।\n> নাম-বলে বিষ যাঁরে না করিল বল ॥৭৫॥", "synonyms": "*garuḍa paṇḍita*—de nome Garuḍa Paṇḍita; *laya*—toma; *śrī-nāma-maṅgala*—o auspicioso mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *nāma-bale*—pela força deste cantar; *viṣa*—veneno; *yāṅre*—a quem; *nā*—não; *karila*—afetou; *bala*—força.", "translation": "**Garuḍa Paṇḍita, o trigésimo sétimo ramo da árvore, sempre se ocupava em cantar o auspicioso nome do Senhor. Devido à força desse cantar, nem mesmo os efeitos do veneno podiam tocá-lo.**", "purport": "Garuḍa Paṇḍita foi certa vez picado por uma serpente venenosa, mas o veneno da serpente não pôde afetá-lo, pois ele cantava o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/10/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/76/", "verse_text": "gopīnātha siṁha--eka caitanyera dāsa\nakrūra bali' prabhu yāṅre kailā parihāsa", "devanagari": "> গোপীনাথ সিংহ — এক চৈতন্যের দাস ।\n> অক্রূর বলি’ প্রভু যাঁরে কৈলা পরিহাস ॥৭৬॥", "synonyms": "*gopīnātha siṁha*—de nome Gopīnātha Siṁha; *eka*—um; *caitanyera dāsa*—servo do Senhor Caitanya; *akrūra bali'*—famoso como Akrūra; *prabhu*—o Senhor; *yāṅre*—a quem; *kaila*—fez; *parihāsa*—gracejo.", "translation": "**Gopīnātha Siṁha, o trigésimo oitavo ramo da árvore, era um fiel servo do Senhor Caitanya Mahāprabhu. O Senhor, gracejando, chamava-o de Akrūra.**", "purport": "Na verdade, ele era Akrūra, como se afirma na Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 117."}
{"ref": "cc/adi/10/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/77/", "verse_text": "bhāgavatī devānanda vakreśvara-kṛpāte\nbhāgavatera bhakti-artha pāila prabhu haite", "devanagari": "> ভাগবতী দেবানন্দ বক্রেশ্বর-কৃপাতে ।\n> ভাগবতের ভক্তি-অর্থ পাইল প্রভু হৈতে ॥৭৭॥", "synonyms": "*bhāgavatī devānanda*—Devānanda, que costumava recitar o Śrīmad-Bhāgavatam; *vakreśvara-kṛpāte*—pela misericórdia de Vakreśvara; *bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *bhakti-artha*—a interpretação devocional; *pāila*—obteve; *prabhu haite*—do Senhor.", "translation": "**Devānanda Paṇḍita era um recitador profissional do *Śrīmad-Bhāgavatam*, mas, pela misericórdia de Vakreśvara Paṇḍita e pela graça do Senhor, compreendeu a interpretação devocional do *Bhāgavatam*.**", "purport": "No *Caitanya-bhāgavata*, *Madhya-līlā*, Capítulo Vinte e Um, afirma-se que Devānanda Paṇḍita e Viśārada, o pai de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, viviam na mesma aldeia. Devānanda Paṇḍita era um recitador profissional do *Śrīmad-Bhāgavatam*, mas o Senhor Caitanya Mahāprabhu não apreciava sua interpretação dele. Na atual cidade de Navadvīpa, antigamente conhecida como Kuliyā, o Senhor Caitanya lhe demonstrou tamanha misericórdia que ele abandonou a interpretação Māyāvādī do *Śrīmad-Bhāgavatam* e aprendeu a explicar o *Śrīmad-Bhāgavatam* em termos de bhakti. Anteriormente, quando Devānanda expunha a interpretação Māyāvādī, Śrīvāsa Ṭhākura esteve certa vez presente em sua reunião e, ao começar a chorar, foi expulso pelos alunos de Devānanda. Alguns dias depois, Caitanya Mahāprabhu passou por aquele caminho e, ao encontrar-se com Devānanda, censurou-o severamente por causa de sua interpretação Māyāvāda do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Naquela ocasião, Devānanda tinha pouca fé em Śrī Caitanya Mahāprabhu como encarnação do Senhor Kṛṣṇa, mas, certa noite, algum tempo depois, Vakreśvara Paṇḍita foi hóspede em sua casa e, ao explicar a ciência de Kṛṣṇa, convenceu Devānanda da identidade do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Assim, ele foi induzido a explicar o *Śrīmad-Bhāgavatam* segundo a compreensão vaiṣṇava. Na Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 106, descreve-se que ele foi anteriormente Bhāguri Muni, que era o sabhā-paṇḍita que recitava a literatura Védica na casa de Nanda Mahārāja."}
{"ref": "cc/adi/10/78-79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/78-79/", "verse_text": "khaṇḍavāsī mukunda-dāsa, śrī-raghunandana\nnarahari-dāsa, cirañjīva, sulocana\n\nei saba mahāśākhā--caitanya-kṛpādhāma\nprema-phala-phula kare yāhāṅ tāhāṅ dāna", "devanagari": "> খণ্ডবাসী মুকুন্দদাস, শ্রীরঘুনন্দন ।\n> নরহরিদাস, চিরঞ্জীব, সুলোচন ॥৭৮॥\n> এই সব মহাশাখা — চৈতন্য-কৃপাধাম ।\n> প্রেম-ফল-ফুল করে যাহাঁ তাহাঁ দান ॥৭৯॥", "synonyms": "*khaṇḍa-vāsī mukunda-dāsa*—de nome Mukunda dāsa; *śrī-raghunandana*—de nome Raghunandana; *narahari-dāsa*—de nome Narahari dāsa; *cirañjīva*—de nome Cirañjīva; *sulocana*—de nome Sulocana; *ei saba*—todos eles; *mahā-śākhā*—grandes ramos; *caitanya-kṛpā-dhāma*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, o reservatório de misericórdia; *prema*—amor a Deus; *phala*—fruto; *phula*—flor; *kare*—faz; *yāhāṅ*—em toda parte; *tāhāṅ*—em toda parte; *dāna*—distribuição.", "translation": "**Śrī Khaṇḍavāsī Mukunda e seu filho Raghunandana foram o trigésimo nono ramo da árvore, Narahari foi o quadragésimo, Cirañjīva o quadragésimo primeiro e Sulocana o quadragésimo segundo. Todos eles eram grandes ramos da árvore plenamente misericordiosa de Caitanya Mahāprabhu. Eles distribuíam os frutos e as flores do amor a Deus por toda parte.**", "purport": "Śrī Mukunda dāsa era filho de Nārāyaṇa dāsa e irmão mais velho de Narahari Sarakāra. O nome de seu segundo irmão era Mādhava dāsa, e o filho deste se chamava Raghunandana dāsa. Descendentes de Raghunandana dāsa ainda vivem a quatro milhas a oeste de Katwa, na aldeia chamada Śrīkhaṇḍa, onde Raghunandana dāsa costumava viver. Raghunandana teve um filho chamado Kānāi, que teve dois filhos — Madana Rāya, que foi discípulo de Narahari Ṭhākura, e Vaṁśīvadana. Estima-se que pelo menos quatrocentos homens descenderam dessa dinastia. Todos os seus nomes estão registrados na aldeia conhecida como Śrīkhaṇḍa. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 175, afirma-se que a *gopī* cujo nome era Vṛndādevī se tornou Mukunda dāsa, viveu na aldeia de Śrīkhaṇḍa e era muito querido por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sua devoção maravilhosa e seu amor por Kṛṣṇa são descritos no *Caitanya-caritāmṛta, Madhya-līlā,* Capítulo Quinze. Afirma-se no *Bhakti-ratnākara* (Oitava Onda) que Raghunandana costumava servir uma Deidade do Senhor Caitanya Mahāprabhu.\n\nNarahari dāsa Sarakāra foi um devoto muito famoso. Locana dāsa Ṭhākura, o célebre autor do *Śrī Caitanya-maṅgala,* foi seu discípulo. No *Caitanya-maṅgala,* afirma-se que Śrī Gadādhara dāsa e Narahari Sarakāra eram extremamente queridos por Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas não há nenhuma declaração específica a respeito dos habitantes da aldeia de Śrīkhaṇḍa.\n\nCirañjīva e Sulocana eram ambos residentes de Śrīkhaṇḍa, onde seus descendentes ainda vivem. Dos dois filhos de Cirañjīva, o mais velho, Rāmacandra Kavirāja, foi discípulo de Śrīnivāsācārya e associado íntimo de Narottama dāsa Ṭhākura. O filho mais novo foi Govinda dāsa Kavirāja, o famoso poeta vaiṣṇava. A esposa de Cirañjīva era Sunandā, e seu sogro era Dāmodara Sena Kavirāja. Cirañjīva viveu anteriormente às margens do rio Ganges, na aldeia de Kumāranagara. O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 207, afirma que ele foi outrora Candrikā em Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/adi/10/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/80/", "verse_text": "kulīnagrāma-vāsī satyarāja, rāmānanda\nyadunātha, puruṣottama, śaṅkara, vidyānanda", "devanagari": "> কুলীনগ্রামবাসী সত্যরাজ, রামানন্দ ।\n> যদুনাথ, পুরুষোত্তম, শঙ্কর, বিদ্যানন্দ ॥৮০॥", "synonyms": "*kulīna-grāma-vāsī*—os habitantes de Kulīna-grāma; *satyarāja*—de nome Satyarāja; *rāmānanda*—de nome Rāmānanda; *yadunātha*—de nome Yadunātha; *puruṣottama*—de nome Puruṣottama; *śaṅkara*—de nome Śaṅkara; *vidyānanda*—de nome Vidyānanda.", "translation": "**Satyarāja, Rāmānanda, Yadunātha, Puruṣottama, Śaṅkara e Vidyānanda pertenciam todos ao vigésimo ramo. Eram habitantes da aldeia conhecida como Kulīna-grāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/81/", "verse_text": "vāṇīnātha vasu ādi yata grāmī jana\nsabei caitanya-bhṛtya,--caitanya-prāṇadhana", "devanagari": "> বাণীনাথ বসু আদি যত গ্রামী জন ।\n> সবেই চৈতন্যভৃত্য, — চৈতন্য-প্রাণধন ॥৮১॥", "synonyms": "*vāṇīnātha vasu*—de nome Vāṇīnātha Vasu; *ādi*—encabeçando a lista; *yata*—todos; *grāmī*—da aldeia; *jana*—habitantes; *sabei*—todos eles; *caitanya-bhṛtya*—servos do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *caitanya-prāṇa-dhana*—sua vida e alma era o Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todos os habitantes da aldeia de Kulīna-grāma, encabeçados por Vāṇīnātha Vasu, eram servos do Senhor Caitanya, que era sua única vida e riqueza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/82/", "verse_text": "prabhu kahe, kulīnagrāmera ye haya kukkura\nsei mora priya, anya jana rahu dūra", "devanagari": "> প্রভু কহে, কুলীনগ্রামের যে হয় কুক্কুর ।\n> সেই মোর প্রিয়, অন্য জন রহু দূর ॥৮২॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *kahe*—diz; *kulīna-grāmera*—da aldeia de Kulīna-grāma; *ye*—qualquer um que; *haya*—se torne; *kukkura*—até mesmo um cão; *sei*—ele; *mora*—Meu; *priya*—querido; *anya*—outras; *jana*—pessoas; *rahu*—que permaneçam; *dūra*—distantes.", "translation": "**O Senhor disse: \"Que dizer dos demais; até mesmo um cão da aldeia de Kulīna-grāma é Meu querido amigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/83/", "verse_text": "kulīnagrāmīra bhāgya kahane nā yāya\nśūkara carāya ḍoma, seha kṛṣṇa gāya", "devanagari": "> কুলীনগ্রামীর ভাগ্য কহনে না যায় ।\n> শূকর চরায় ডোম, সেহ কৃষ্ণ গায় ॥৮৩॥", "synonyms": "*kulīna-grāmīra*—os residentes de Kulīna-grāma; *bhāgya*—fortuna; *kahane*—descrever; *nā*—não; *yāya*—é possível; *śūkara*—porcos; *carāya*—pastoreando; *ḍoma*—varredor; *seha*—ele também; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *gāya*—canta.", "translation": "**“Ninguém pode descrever a posição afortunada de Kulīna-grāma. Ela é tão sublime que até os varredores que cuidam de seus porcos ali também cantam o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.”**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/84/", "verse_text": "anupama-vallabha, śrī-rūpa, sanātana\nei tina śākhā vṛkṣera paścime sarvottama", "devanagari": "> অনুপম-বল্লভ, শ্রীরূপ, সনাতন ।\n> এই তিন শাখা বৃক্ষের পশ্চিমে সর্বোত্তম ॥৮৪॥", "synonyms": "*anupama*—de nome Anupama; *vallabha*—de nome Vallabha; *śrī-rūpa*—de nome Śrī Rūpa; *sanātana*—de nome Sanātana; *ei*—estes; *tina*—três; *śākhā*—ramos; *vṛkṣera*—da árvore; *paścime*—no lado ocidental; *sarvottama*—muito grandes.", "translation": "**No lado ocidental estavam o quadragésimo terceiro, o quadragésimo quarto e o quadragésimo quinto ramos: Śrī Sanātana, Śrī Rūpa e Anupama. Eles eram os melhores de todos.**", "purport": "Śrī Anupama foi o pai de Śrīla Jīva Gosvāmī e o irmão mais novo de Śrī Sanātana Gosvāmī e de Śrī Rūpa Gosvāmī. Seu nome anterior era Vallabha, mas, depois que o Senhor Caitanya o encontrou, Ele lhe deu o nome Anupama. Por trabalharem no governo maometano, esses três irmãos receberam o título Mullik. Nossa família pessoal tem ligação com os Mulliks da Mahatma Gandhi Road, em Calcutá, e costumávamos visitar com frequência o templo de Rādhā-Govinda deles. Eles pertencem à mesma família que nós. (Nosso *gotra* familiar, ou linha genealógica original, é o Gautama-gotra, ou linha de discípulos de Gautama Muni, e nosso sobrenome é De.) Mas, por terem aceitado os postos de zamindares no governo muçulmano, eles receberam o título Mullik. De modo semelhante, Rūpa, Sanātana e Vallabha também receberam o título Mullik. Mullik significa \"senhor\". Assim como o governo inglês dá a pessoas ricas e respeitáveis o título de \"lorde\", os muçulmanos dão o título Mullik a famílias ricas e respeitáveis que têm ligações íntimas com o governo. O título Mullik encontra-se não somente entre a aristocracia hindu, mas também entre os muçulmanos. Esse título não está restrito a uma família em particular, mas é dado a diferentes famílias e castas. As qualificações para recebê-lo são riqueza e respeitabilidade.\n\nSanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī pertenciam ao Bharadvāja-gotra, o que indica que pertenciam à família ou à sucessão discipular de Bharadvāja Muni. Como membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa, nós pertencemos à família, ou sucessão discipular, de Sarasvatī Gosvāmī, e por isso somos conhecidos como Sārasvatas. Oferecem-se, portanto, reverências ao mestre espiritual como *sārasvata-deva,* ou membro da família Sārasvata (*namas te sārasvate deve*), cuja missão é difundir o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu (*gaura-vāṇī-pracāriṇe*) e lutar contra os impersonalistas e niilistas (*nirviśeṣa-śūnyavādi-pāścātya-deśa-tāriṇe*). Esse era também o dever ocupacional de Sanātana Gosvāmī, Rūpa Gosvāmī e Anupama Gosvāmī.\n\nA árvore genealógica de Sanātana Gosvāmī, Rūpa Gosvāmī e Vallabha Gosvāmī pode ser traçada até o século XII *śakābda,* quando um cavalheiro de nome Sarvajña apareceu em uma família *brāhmaṇa* muito rica e opulenta na província de Karṇāṭa. Ele teve dois filhos, chamados Aniruddhera Rūpeśvara e Harihara, que foram ambos privados de seus reinos e, assim, obrigados a residir nas terras altas. O filho de Rūpeśvara, que se chamava Padmanābha, mudou-se para um lugar na Bengala conhecido como Naihāṭī, às margens do Ganges. Ali ele teve cinco filhos, dos quais o mais novo, Mukunda, teve um filho bem-comportado chamado Kumāradeva, que foi o pai de Rūpa, Sanātana e Vallabha. Kumāradeva viveu em Bāklācandradvīpa, que ficava no distrito de Jessore e agora é conhecido como Phateyābād. De seus muitos filhos, três adotaram o caminho do vaiṣṇavismo. Mais tarde, Śrī Vallabha e seus irmãos mais velhos, Śrī Rūpa e Sanātana, foram de Candradvīpa para a aldeia conhecida como Rāmakeli, no distrito de Maldah, na Bengala. Foi nessa aldeia que Śrīla Jīva Gosvāmī nasceu, aceitando Vallabha como seu pai. Por se ocuparem no serviço do governo muçulmano, os três irmãos receberam o título Mullik. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu visitou a aldeia de Rāmakeli, Ele encontrou Vallabha ali. Mais tarde, Śrī Rūpa Gosvāmī, depois de se encontrar com Śrī Caitanya Mahāprabhu, demitiu-se do serviço governamental, e, quando foi a Vṛndāvana para encontrar o Senhor Caitanya, Vallabha o acompanhou. O encontro de Rūpa Gosvāmī e Vallabha com Caitanya Mahāprabhu em Allahabad é descrito no *Madhya-līlā,* Capítulo Dezenove.\n\nNa verdade, deve-se compreender, pela declaração de Sanātana Gosvāmī, que Śrī Rūpa Gosvāmī e Vallabha foram a Vṛndāvana sob as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Primeiro, eles foram a Mathurā, onde encontraram um cavalheiro chamado Subuddhi Rāya, que se mantinha vendendo lenha seca. Ele ficou muito satisfeito de encontrar Śrī Rūpa Gosvāmī e Anupama, e mostrou-lhes as doze florestas de Vṛndāvana. Assim, eles viveram em Vṛndāvana por um mês e depois partiram novamente em busca de Sanātana Gosvāmī. Seguindo o curso do Ganges, chegaram a Allahabad, ou Prayāga-tīrtha, mas, como Sanātana Gosvāmī havia chegado lá por uma estrada diferente, não o encontraram ali, e, quando Sanātana Gosvāmī chegou a Mathurā, foi informado por Subuddhi Rāya da visita de Rūpa Gosvāmī e Anupama. Quando Rūpa Gosvāmī e Anupama encontraram Caitanya Mahāprabhu em Benares, ouviram dEle sobre as viagens de Sanātana Gosvāmī, e assim voltaram à Bengala, ajustaram seus assuntos com o Estado e, por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, foram ver o Senhor em Jagannātha Purī.\n\nNo ano de 1436 *śakābda* (1515 d.C.), o irmão mais novo, Anupama, morreu e voltou ao lar, voltou ao Supremo. Ele foi para a morada no céu espiritual onde Śrī Rāmacandra está situado. Em Jagannātha Purī, Śrī Rūpa Gosvāmī informou Śrī Caitanya Mahāprabhu desse incidente. Vallabha era um grande devoto de Śrī Rāmacandra; por isso, não podia considerar seriamente a adoração a Rādhā-Govinda segundo as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Mesmo assim, ele aceitou diretamente Śrī Caitanya Mahāprabhu como uma encarnação da Suprema Personalidade de Deus Rāmacandra. No *Bhakti-ratnākara,* há a seguinte declaração: \"Vallabha recebeu de Śrī Gaurasundara o nome Anupama, mas estava sempre absorto no serviço devocional ao Senhor Rāmacandra. Ele não conhecia ninguém além de Śrī Rāmacandra, mas sabia que Caitanya Gosāñi era o mesmo Senhor Rāmacandra.\"\n\nNo *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (180), Śrī Rūpa Gosvāmī é descrito como a *gopī* chamada Śrī Rūpa-mañjarī. No *Bhakti-ratnākara,* há uma lista dos livros que Śrī Rūpa Gosvāmī compilou. De todos os seus livros, os dezesseis seguintes são muito populares entre os vaiṣṇavas: (1) *Haṁsadūta,* (2) *Uddhava-sandeśa,* (3) *Kṛṣṇa-janma-tithi-vidhi,* (4 e 5) *Rādhā-kṛṣṇa-gaṇoddeśa-dīpikā, Bṛhat* (maior) e *Laghu* (menor), (6) *Stavamālā,* (7) *Vidagdha-mādhava,* (8) *Lalita-mādhava,* (9) *Dāna-keli-kaumudi,* (10) *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (este é o livro mais célebre de Śrī Rūpa Gosvāmī), (11) *Ujjvala-nīlamaṇi,* (12) *Ākhyāta-candrikā,* (13) *Mathurā-mahimā,* (14) *Padyāvalī,* (15) *Nāṭaka-candrikā* e (16) *Laghu-bhāgavatāmṛta.* Śrī Rūpa Gosvāmī abandonou todas as ligações familiares, adotou a ordem de vida renunciada e dividiu seu dinheiro, dando cinquenta por cento aos *brāhmaṇas* e vaiṣṇavas e vinte e cinco por cento a seu *kuṭumba* (membros da família), e guardando vinte e cinco por cento para emergências pessoais. Ele encontrou Haridāsa Ṭhākura em Jagannātha Purī, onde também encontrou o Senhor Caitanya e Seus outros associados. Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava elogiar a caligrafia de Rūpa Gosvāmī. Śrīla Rūpa Gosvāmī podia compor versos de acordo com os desejos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e, por orientação dEle, escreveu dois livros chamados *Lalita-mādhava* e *Vidagdha-mādhava.* O Senhor Caitanya desejava que os dois irmãos, Sanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī, publicassem muitos livros em apoio à religião vaiṣṇava. Quando Sanātana Gosvāmī encontrou Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor o aconselhou também a ir para Vṛndāvana.\n\nŚrī Sanātana Gosvāmī é descrito no *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (181). Ele era anteriormente conhecido como Rati-mañjarī ou, às vezes, Lavaṅga-mañjarī. No *Bhakti-ratnākara,* afirma-se que seu mestre espiritual, Vidyāvācaspati, às vezes se hospedava na aldeia de Rāmakeli, e Sanātana Gosvāmī estudou toda a literatura Védica com ele. Ele era tão devotado a seu mestre espiritual que isso não pode ser descrito. Segundo o sistema Védico, se alguém vê um muçulmano, deve realizar rituais para expiar o encontro. Sanātana Gosvāmī sempre se associava com reis muçulmanos. Sem dar muita atenção aos preceitos Védicos, ele costumava visitar as casas de reis muçulmanos e, por isso, considerava-se convertido em muçulmano. Era, portanto, sempre muito humilde e manso. Quando Sanātana Gosvāmī se apresentou perante o Senhor Caitanya Mahāprabhu, admitiu: \"Estou sempre na companhia de pessoas de classe baixa, e meu comportamento é, portanto, muito abominável.\" Na realidade, ele pertencia a uma respeitável família *brāhmaṇa,* mas, por considerar seu comportamento abominável, não tentava colocar-se entre os *brāhmaṇas,* mas permanecia sempre entre as pessoas das castas inferiores. Ele escreveu o *Hari-bhakti-vilāsa* e o *Vaiṣṇava-toṣaṇī,* que é um comentário sobre o Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam.* No ano de 1476 *śakābda* (1555 d.C.), ele completou o comentário *Bṛhad-vaiṣṇava-toṣaṇī* sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam.* No ano de 1504 *śakābda* (1583 d.C.), terminou o *Laghu-toṣaṇī.*\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu ensinou Seus princípios por intermédio de quatro seguidores principais. Entre eles, Rāmānanda Rāya é excepcional, pois por meio dele o Senhor ensinou como o devoto pode subjugar completamente o poder do Cupido. Pelo poder do Cupido, assim que alguém vê uma bela mulher, é conquistado por sua beleza. Śrī Rāmānanda Rāya, porém, subjugou o orgulho do Cupido. De fato, enquanto ensaiava o *Jagannātha-vallabha-nāṭaka,* ele dirigiu pessoalmente jovens extremamente belas na dança, mas nunca foi afetado pela beleza juvenil delas. Śrī Rāmānanda Rāya banhava pessoalmente essas jovens, tocando-as e lavando-as com as próprias mãos, e, ainda assim, permanecia calmo e sem paixão, como deve ser um grande devoto. O Senhor Caitanya Mahāprabhu atestou que isso só era possível para Rāmānanda Rāya. De modo semelhante, Dāmodara Paṇḍita era notável por sua objetividade como crítico. Ele não poupava de suas críticas nem mesmo Caitanya Mahāprabhu. Isso tampouco pode ser imitado por outra pessoa. Haridāsa Ṭhākura é excepcional por sua paciência, pois, embora tenha sido espancado com varas em vinte e dois mercados, mesmo assim foi tolerante. Igualmente, Śrī Sanātana Gosvāmī, embora pertencesse a uma família *brāhmaṇa* das mais respeitáveis, foi excepcional por sua humildade e mansidão.\n\nNo *Madhya-līlā,* Capítulo Dezenove, descreve-se o artifício adotado por Sanātana Gosvāmī para se livrar do serviço governamental. Ele enviou um atestado de doença ao nababo, o governador muçulmano, mas, na verdade, estava estudando o *Śrīmad-Bhāgavatam* com *brāhmaṇas* em casa. O nababo recebeu informação disso por meio de um médico real e foi imediatamente ver Sanātana Gosvāmī para descobrir suas intenções. O nababo pediu a Sanātana que o acompanhasse em uma expedição a Orissa, mas, quando Sanātana Gosvāmī recusou, o nababo ordenou que ele fosse aprisionado. Quando Rūpa Gosvāmī deixou o lar, escreveu uma nota a Sanātana Gosvāmī informando-o de certo dinheiro que havia confiado a um comerciante local. Sanātana Gosvāmī aproveitou esse dinheiro para subornar o carcereiro e se livrar da detenção. Então, partiu para Benares a fim de encontrar Caitanya Mahāprabhu, levando consigo apenas um servo, cujo nome era Īśāna. No caminho, pararam em um *sarāi,* ou hospedaria, e, quando o hospedeiro descobriu que Īśāna trazia consigo algumas moedas de ouro, planejou matar tanto Sanātana Gosvāmī quanto Īśāna para tomar as moedas. Mais tarde, Sanātana Gosvāmī percebeu que, embora o hospedeiro não os conhecesse, estava sendo especialmente atencioso com o conforto deles. Concluiu, portanto, que Īśāna carregava secretamente algum dinheiro, que o hospedeiro sabia disso e que, por essa razão, planejava matá-los para roubá-lo. Ao ser interrogado por Sanātana Gosvāmī, Īśāna admitiu que de fato tinha dinheiro consigo, e imediatamente Sanātana Gosvāmī pegou o dinheiro e o deu ao hospedeiro, pedindo-lhe que os ajudasse a atravessar a selva. Assim, com a ajuda do hospedeiro, que era também o chefe dos ladrões daquele território, ele cruzou as montanhas de Hazipur, atualmente conhecidas como Hazaribags. Em seguida, encontrou seu cunhado Śrīkānta, que lhe pediu que ficasse com ele. Sanātana Gosvāmī recusou, mas, antes de se separarem, Śrīkānta deu-lhe uma manta valiosa.\n\nDe uma maneira ou de outra, Sanātana Gosvāmī chegou a Vārāṇasī e encontrou o Senhor Caitanya Mahāprabhu na casa de Candraśekhara. Por ordem do Senhor, Sanātana Gosvāmī foi completamente barbeado, e sua roupa foi trocada pela de um mendicante, ou *bābājī.* Ele vestiu roupas velhas de Tapana Miśra e aceitou *prasāda* na casa de um *brāhmaṇa* de Maharashtra. Depois, em conversas com o Senhor Caitanya Mahāprabhu, o próprio Senhor explicou tudo sobre o serviço devocional a Sanātana Gosvāmī. Ele aconselhou Sanātana Gosvāmī a escrever livros sobre o serviço devocional, incluindo um livro de instruções para as atividades vaiṣṇavas, e a escavar os lugares perdidos de peregrinação em Vṛndāvana. O Senhor Caitanya Mahāprabhu deu-lhe Suas bênçãos para fazer todo esse trabalho e também explicou a Sanātana Gosvāmī o significado do verso *ātmārāma* sob sessenta e um diferentes ângulos de visão.\n\nSanātana Gosvāmī foi para Vṛndāvana pela estrada principal e, ao chegar a Mathurā, encontrou Subuddhi Rāya. Depois, regressou a Jagannātha Purī através de Jhārikhaṇḍa, a selva de Uttar Pradesh. Em Jagannātha Purī, decidiu abandonar o corpo lançando-se sob uma roda do *ratha* de Jagannātha, mas Caitanya Mahāprabhu o salvou. Então, Sanātana Gosvāmī encontrou Haridāsa Ṭhākura e soube do desaparecimento de Anupama. Mais tarde, Sanātana Gosvāmī descreveu as glórias de Haridāsa Ṭhākura. Sanātana observou a etiqueta do templo de Jagannātha indo pela praia para visitar o Senhor Caitanya, embora fizesse calor extremo por causa do sol. Ele pediu a Jagadānanda Paṇḍita que lhe desse permissão para voltar a Vṛndāvana. O Senhor Caitanya Mahāprabhu louvou o caráter de Sanātana Gosvāmī e abraçou Sanātana, aceitando seu corpo como espiritual. Sanātana Gosvāmī recebeu de Śrī Caitanya Mahāprabhu a ordem de viver em Jagannātha Purī por um ano. Quando voltou a Vṛndāvana, depois de muitos anos, encontrou novamente Rūpa Gosvāmī, e ambos os irmãos permaneceram em Vṛndāvana para executar as ordens de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\n\nO lugar onde Śrī Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī viveram outrora tornou-se hoje um local de peregrinação. É geralmente conhecido como Gupta Vṛndāvana, ou Vṛndāvana oculta, e está situado a cerca de oito milhas ao sul de English Bazaar. Ali ainda se visitam os seguintes lugares: (1) o templo da Deidade de Śrī Madana-mohana, (2) a árvore Keli-kadamba, sob a qual Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrou Sanātana Gosvāmī à noite, e (3) Rūpasāgara, um grande lago escavado por Śrī Rūpa Gosvāmī. Uma sociedade chamada Rāmakeli-saṁskāra-samiti foi estabelecida em 1924 para reparar o templo e renovar o lago."}
{"ref": "cc/adi/10/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/85/", "verse_text": "tāṅra madhye rūpa-sanātana--baḍa śākhā\n\nanupama, jīva, rājendrādi upaśākhā", "devanagari": "> তাঁর মধ্যে রূপ-সনাতন — বড় শাখা ।\n> অনুপম, জীব, রাজেন্দ্রাদি উপশাখা ॥৮৫॥", "synonyms": "*tāṅra*—dentre esses; *madhye*—em meio a; *rūpa-sanātana*—o ramo conhecido como Rūpa-Sanātana; *baḍa śākhā*—o grande ramo; *anupama*—de nome Anupama; *jīva*—de nome Jīva; *rājendra-ādi*—e Rājendra e outros; *upaśākhā*—seus sub-ramos.", "translation": "**Entre esses ramos, Rūpa e Sanātana eram os principais. Anupama, Jīva Gosvāmī e outros, encabeçados por Rājendra, eram seus sub-ramos.**", "purport": "No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 195, afirma-se que Śrīla Jīva Gosvāmī foi anteriormente a *gopī* Vilāsa-mañjarī. Desde a mais tenra infância, Jīva Gosvāmī era muito afeiçoado ao *Śrīmad-Bhāgavatam.* Mais tarde, ele foi a Navadvīpa estudar sânscrito e, seguindo os passos de Śrī Nityānanda Prabhu, circum-ambulou todo o Navadvīpa-dhāma. Depois de visitar Navadvīpa-dhāma, foi a Benares estudar sânscrito sob a orientação de Madhusūdana Vācaspati e, ao concluir seus estudos em Benares, dirigiu-se a Vṛndāvana e abrigou-se aos cuidados de seus tios, Śrī Rūpa e Sanātana. Isso é descrito no *Bhakti-ratnākara.* Até onde vão nossas informações, Śrīla Jīva Gosvāmī compôs e editou pelo menos vinte e cinco livros. Todos eles são muito célebres e estão listados a seguir: (1) *Hari-nāmāmṛta-vyākaraṇa,* (2) *Sūtra-mālikā,* (3) *Dhātu-saṅgraha,* (4) *Kṛṣṇārcā-dīpikā,* (5) *Gopāla-virudāvalī,* (6) *Rasāmṛta-śeṣa,* (7) *Śrī Mādhava-mahotsava,* (8) *Śrī Saṅkalpa-kalpavṛkṣa,* (9) *Bhāvārtha-sūcaka-campū,* (10) *Gopāla-tāpanī-ṭīkā,* (11) um comentário sobre o *Brahma-saṁhitā,* (12) um comentário sobre o *Bhakti-rasāmṛta-sindhu,* (13) um comentário sobre o *Ujjvala-nīlamaṇi,* (14) um comentário sobre o *Yogasāra-stava,* (15) um comentário sobre o *Gāyatrī-mantra,* conforme descrito no *Agni Purāṇa,* (16) uma descrição dos pés de lótus do Senhor extraída do *Padma Purāṇa,* (17) uma descrição dos pés de lótus de Śrīmatī Rādhārāṇī, (18) o *Gopāla-campū* (em duas partes) e (19-25) sete *sandarbhas:* o *Krama-, Tattva-, Bhagavat-, Paramātma-, Kṛṣṇa-, Bhakti-* e *Prīti-sandarbha.* Após o desaparecimento de Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī em Vṛndāvana, Śrīla Jīva Gosvāmī tornou-se o *ācārya* de todos os vaiṣṇavas da Bengala, de Orissa e do resto do mundo, e era ele quem os guiava em seu serviço devocional. Em Vṛndāvana, ele estabeleceu o templo de Rādhā-Dāmodara, onde tivemos a oportunidade de viver e de nos recolher até a idade de sessenta e cinco anos, quando decidimos vir para os Estados Unidos da América. Quando Jīva Gosvāmī ainda estava presente, Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī compilou seu famoso *Caitanya-caritāmṛta.* Mais tarde, Śrīla Jīva Gosvāmī inspirou Śrīnivāsa Ācārya, Narottama dāsa Ṭhākura e Duḥkhī Kṛṣṇadāsa a pregarem a consciência de Kṛṣṇa na Bengala. Jīva Gosvāmī foi informado de que todos os manuscritos coletados em Vṛndāvana e enviados à Bengala para fins de pregação haviam sido saqueados perto de Viṣṇupura, na Bengala, mas depois recebeu a informação de que os livros tinham sido recuperados. Śrī Jīva Gosvāmī concedeu a designação Kavirāja a Rāmacandra Sena, um discípulo de Śrīnivāsa Ācārya, e ao irmão mais novo de Rāmacandra, Govinda. Enquanto Jīva Gosvāmī estava vivo, Śrīmatī Jāhnavī-devī, a potência de prazer de Śrī Nityānanda Prabhu, foi a Vṛndāvana com alguns devotos. Jīva Gosvāmī era muito bondoso com os Gauḍīya Vaiṣṇavas, os vaiṣṇavas da Bengala. A quem quer que fosse a Vṛndāvana ele providenciava residência e *prasāda.* Seu discípulo Kṛṣṇadāsa Adhikārī listou todos os livros dos Gosvāmīs em seu diário.\n\nOs *sahajiyās* fazem três acusações contra Śrīla Jīva Gosvāmī. Isso certamente não é favorável à execução do serviço devocional. A primeira acusação diz respeito a um materialista que, muito orgulhoso de sua reputação de grande erudito em sânscrito, aproximou-se de Śrī Rūpa e Sanātana para debater com eles acerca das escrituras reveladas. Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, não querendo perder seu tempo, deram-lhe uma declaração escrita de que ele os havia derrotado em um debate sobre as escrituras reveladas. De posse desse papel, o erudito procurou Jīva Gosvāmī em busca de um certificado de derrota semelhante, mas Jīva Gosvāmī não concordou em dar-lhe um. Pelo contrário, debateu com ele a respeito das escrituras e o derrotou. Certamente foi correto da parte de Jīva Gosvāmī impedir que tal erudito desonesto anunciasse haver derrotado Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, mas, devido à sua falta de instrução, a classe *sahajiyā* refere-se a esse incidente para acusar Śrīla Jīva Gosvāmī de desviar-se do princípio da humildade. Eles não sabem, contudo, que a humildade e a mansidão são apropriadas quando a honra da própria pessoa é insultada, mas não quando o Senhor Viṣṇu ou os *ācāryas* são blasfemados. Em tais casos, não se deve ser humilde e manso, mas é preciso agir. Deve-se seguir o exemplo dado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor Caitanya diz em Seu *Śikṣāṣṭaka* (3):\n\n> tṛṇād api sunīcena\n> taror ivasahiṣṇunā\n> amāninā mānadena\n> kīrtanīyaḥ sadā hariḥ\n\n\"Pode-se cantar o santo nome do Senhor em um estado de espírito humilde, considerando-se inferior à palha na rua. Deve-se ser mais tolerante do que uma árvore, desprovido de todo sentimento de falso prestígio, e estar pronto a oferecer todo respeito aos outros. Em tal estado de espírito, pode-se cantar o santo nome do Senhor constantemente.\" Não obstante, quando o Senhor foi informado de que Nityānanda Prabhu fora ferido por Jagāi e Mādhāi, Ele imediatamente foi ao local, irado como o fogo, querendo matá-los. Assim, o Senhor Caitanya explicou Seu verso com o exemplo de Seu próprio comportamento. Deve-se tolerar insultos contra a própria pessoa, mas, quando se comete blasfêmia contra superiores, tais como outros vaiṣṇavas, não se deve ser nem humilde nem manso; é preciso tomar as devidas providências para neutralizar tal blasfêmia. Esse é o dever de um servo do *guru* e dos vaiṣṇavas. Qualquer pessoa que compreenda o princípio da servidão eterna ao *guru* e aos vaiṣṇavas apreciará a ação de Śrī Jīva Gosvāmī com relação à suposta vitória do erudito sobre seus *gurus,* Śrīla Rūpa e Śrīla Sanātana Gosvāmī.\n\nOutra história inventada para difamar Śrīla Jīva Gosvāmī afirma que, após compilar o *Śrī Caitanya-caritāmṛta,* Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī mostrou o manuscrito a Jīva Gosvāmī, o qual, pensando que a obra prejudicaria sua reputação de grande erudito, atirou-a em um poço. Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī ficou profundamente chocado e morreu imediatamente. Felizmente, uma cópia do manuscrito do *Śrī Caitanya-caritāmṛta* havia sido guardada por uma pessoa chamada Mukunda, razão pela qual mais tarde foi possível publicar o livro. Essa história é outro exemplo ignominioso de blasfêmia contra o *guru* e vaiṣṇava. Semelhante história jamais deve ser aceita como autorizada.\n\nSegundo outra acusação, Śrīla Jīva Gosvāmī não aprovava os princípios do *pārakīya-rasa* de Vraja-dhāma e, por isso, apoiava o *svakīya-rasa,* mostrando que Rādhā e Kṛṣṇa são eternamente casados. Na verdade, quando Jīva Gosvāmī estava vivo, alguns de seus seguidores não gostavam do *pārakīya-rasa* das *gopīs.* Por conseguinte, para o benefício espiritual deles, Śrīla Jīva Gosvāmī apoiou o *svakīya-rasa,* pois podia compreender que, de outro modo, os *sahajiyās* explorariam o *pārakīya-rasa,* como de fato estão fazendo atualmente. Infelizmente, em Vṛndāvana e Navadvīpa, tornou-se moda entre os *sahajiyās,* em sua devassidão, encontrar uma parceira sexual solteira com quem viver para executar um suposto serviço devocional em *pārakīya-rasa.* Prevendo isso, Śrīla Jīva Gosvāmī apoiou o *svakīya-rasa,* e mais tarde todos os *ācāryas* vaiṣṇavas também o aprovaram. Śrīla Jīva Gosvāmī nunca se opôs ao *pārakīya-rasa* transcendental, nem nenhum outro vaiṣṇava jamais o desaprovou. Śrīla Jīva Gosvāmī seguiu estritamente seus *gurus* e vaiṣṇavas predecessores, Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, e Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī o aceitou como um de seus *gurus* instrutores."}
{"ref": "cc/adi/10/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/86/", "verse_text": "mālīra icchāya śākhā bahuta bāḍila\n\nbāḍiyā paścima deśa saba ācchādila", "devanagari": "> মালীর ইচ্ছায় শাখা বহুত বাড়িল ।\n> বাড়িয়া পশ্চিম দেশ সব আচ্ছাদিল ॥৮৬॥", "synonyms": "*mālīra icchāya*—pela vontade do jardineiro; *śākhā*—ramos; *bahuta*—muitos; *bāḍila*—expandiram-se; *bāḍiyā*—expandindo-se assim; *paścima*—ocidentais; *deśa*—países; *saba*—todos; *ācchādila*—cobriram.", "translation": "**Pela vontade do jardineiro supremo, os ramos de Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī cresceram muitas e muitas vezes, expandindo-se por todos os países ocidentais e cobrindo toda a região.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/87/", "verse_text": "ā-sindhunadī-tīra āra himālaya\n\nvṛndāvana-mathurādi yata tīrtha haya", "devanagari": "> আ-সিন্ধুনদী-তীর আর হিমালয় ।\n> বৃন্দাবন-মথুরাদি যত তীর্থ হয় ॥৮৭॥", "synonyms": "*ā-sindhu-nadī*—até a margem do rio Sindhu; *tīra*—margem; *āra*—e; *himālaya*—as Montanhas do Himalaia; *vṛndāvana*—de nome Vṛndāvana; *mathurā*—de nome Mathurā; *ādi*—encabeçando a lista; *yata*—todos; *tīrtha*—lugares de peregrinação; *haya*—há.", "translation": "**Estendendo-se até as fronteiras do rio Sindhu e os vales das montanhas dos Himalaias, eles se expandiram por toda a Índia, incluindo todos os lugares de peregrinação, tais como Vṛndāvana, Mathurā e Haridvāra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/88/", "verse_text": "dui śākhāra prema-phale sakala bhāsila\n\nprema-phalāsvāde loka unmatta ha-ila", "devanagari": "> দুই শাখার প্রেমফলে সকল ভাসিল ।\n> প্রেমফলাস্বাদে লোক উন্মত্ত হইল ॥৮৮॥", "synonyms": "*dui śākhāra*—dos dois ramos; *prema-phale*—pelo fruto do amor a Deus; *sakala*—todos; *bhāsila*—ficaram inundados; *prema-phala*—o fruto do amor a Deus; *āsvāde*—ao saborear; *loka*—todas as pessoas; *unmatta*—enlouquecidas; *ha-ila*—ficaram.", "translation": "**Os frutos do amor a Deus que amadureceram nesses dois ramos foram distribuídos em abundância. Ao saborear esses frutos, todos ficaram loucos por eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/89/", "verse_text": "paścimera loka saba mūḍha anācāra\n\ntāhāṅ pracārila doṅhe bhakti-sadācāra", "devanagari": "> পশ্চিমের লোক সব মূঢ় অনাচার ।\n> তাহাঁ প্রচারিল দোঁহে ভক্তি-সদাচার ॥৮৯॥", "synonyms": "*paścimera*—no lado ocidental; *loka*—as pessoas em geral; *saba*—todas; *mūḍha*—menos inteligentes; *anācāra*—de mau comportamento; *tāhāṅ*—ali; *pracārila*—pregaram; *doṅhe*—Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī; *bhakti*—serviço devocional; *sad-ācāra*—bom comportamento.", "translation": "**As pessoas em geral do lado ocidental da Índia não eram nem inteligentes nem de bom comportamento, mas, pela influência de Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, foram treinadas no serviço devocional e no bom comportamento.**", "purport": "Embora não tenha sido somente na Índia ocidental que as pessoas se contaminaram pela associação com os muçulmanos, é um fato que, quanto mais se avança para o oeste da Índia, mais se encontram pessoas caídas da cultura Védica. Mesmo até cinco mil anos atrás, quando o planeta inteiro estava sob o controle de Mahārāja Parīkṣit, a cultura Védica vigorava em toda parte. Aos poucos, porém, as pessoas foram influenciadas pela cultura não Védica e perderam de vista como se comportar com relação ao serviço devocional. Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, muito bondosamente, pregaram o culto do *bhakti* na Índia ocidental, e, seguindo seus passos, os propagadores do culto de Caitanya nos países ocidentais estão difundindo o movimento de *saṅkīrtana* e inculcando os princípios do comportamento vaiṣṇava, purificando e reformando assim muitas pessoas anteriormente acostumadas à cultura dos *mlecchas* e *yavanas.* Todos os nossos devotos nos países ocidentais abandonam seus velhos hábitos de sexo ilícito, intoxicação, consumo de carne e jogos de azar. É claro que, há quinhentos anos, essas práticas eram desconhecidas, pelo menos na Índia oriental — mas, infelizmente, no presente, toda a Índia foi vitimada por esses princípios não Védicos, que às vezes são até apoiados pelo governo."}
{"ref": "cc/adi/10/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/90/", "verse_text": "śāstra-dṛṣṭye kaila lupta-tīrthera uddhāra\n\nvṛndāvane kaila śrīmūrti-sevāra pracāra", "devanagari": "> শাস্ত্রদৃষ্ট্যে কৈল লুপ্ততীর্থের উদ্ধার ।\n> বৃন্দাবনে কৈল শ্রীমূর্তি-সেবার প্রচার ॥৯০॥", "synonyms": "*śāstra-dṛṣṭye*—segundo as orientações das escrituras reveladas; *kaila*—fizeram; *lupta*—esquecidos; *tīrthera*—do lugar de peregrinação; *uddhāra*—escavação; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *kaila*—fizeram; *śrī-mūrti*—da Deidade; *sevāra*—de adoração; *pracāra*—propagação.", "translation": "**De acordo com as orientações das escrituras reveladas, ambos os Gosvāmīs escavaram os lugares de peregrinação perdidos e inauguraram a adoração às Deidades em Vṛndāvana.**", "purport": "O local onde hoje encontramos Śrī Rādhā-kuṇḍa era um campo agrícola na época de Caitanya Mahāprabhu. Havia ali um pequeno reservatório de água, e Śrī Caitanya Mahāprabhu banhou-Se nessa água e indicou que, originalmente, Rādhā-kuṇḍa existia naquele lugar. Seguindo Suas orientações, Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī renovaram Rādhā-kuṇḍa. Este é um dos exemplos brilhantes de como os Gosvāmīs escavaram os lugares de peregrinação perdidos. De modo semelhante, foi pelo empenho dos Gosvāmīs que todos os templos importantes de Vṛndāvana foram estabelecidos. Originalmente, havia sete importantes templos gauḍīya vaiṣṇavas estabelecidos em Vṛndāvana, a saber: o templo de Madana-mohana, o templo de Govinda, o templo de Gopīnātha, o templo de Śrī Rādhāramaṇa, o templo de Rādhā-Śyāmasundara, o templo de Rādhā-Dāmodara e o templo de Gokulānanda."}
{"ref": "cc/adi/10/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/91/", "verse_text": "mahāprabhura priya bhṛtya--raghunātha-dāsa\n\nsarva tyaji' kaila prabhura pada-tale vāsa", "devanagari": "> মহাপ্রভুর প্রিয় ভৃত্য — রঘুনাথদাস  ।\n> ॥৯১॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *priya*—muito querido; *bhṛtya*—servo; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *sarva tyaji'*—renunciando a tudo; *kaila*—fez; *prabhura*—do Senhor; *pada-tale*—sob o abrigo dos pés de lótus; *vāsa*—morada.", "translation": "**Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī, o quadragésimo sexto ramo da árvore, foi um dos servos mais queridos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Ele abandonou todos os seus bens materiais para render-se completamente ao Senhor e viver a Seus pés de lótus.**", "purport": "Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī muito provavelmente nasceu no ano de 1416 *śakābda* (1495 d.C.), em uma família *kāyastha,* como filho de Govardhana Majumdāra, que era o irmão mais novo do então Zamindar, Hiraṇya Majumdāra. A aldeia onde ele nasceu é conhecida como Śrī Kṛṣṇapura. Na linha férrea entre Calcutá e Burdwan, há uma estação chamada Triśābaghā, e a cerca de uma milha e meia de distância fica a aldeia de Śrī Kṛṣṇapura, onde se situava a casa paterna de Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī. Um templo de Śrī Śrī Rādhā-Govinda ainda existe ali. Em frente ao templo, há uma grande área aberta, mas nenhum salão amplo para reuniões. No entanto, um rico cavalheiro de Calcutá chamado Haricaraṇa Ghoṣa, que residia no bairro de Simlā, reformou recentemente o templo. Todo o complexo do templo é cercado por muros, e em um pequeno cômodo bem ao lado do templo há uma pequena plataforma na qual Raghunātha dāsa Gosvāmī adorava a Deidade. Ao lado do templo, corre o agonizante rio Sarasvatī.\n\nOs antepassados de Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī eram todos vaiṣṇavas e homens muito ricos. Seu mestre espiritual em casa era Yadunandana Ācārya. Embora Raghunātha dāsa fosse um homem de família, ele não tinha nenhum apego à sua propriedade e esposa. Vendo sua tendência a deixar o lar, seu pai e seu tio contrataram guarda-costas especiais para vigiá-lo; ainda assim, ele conseguiu escapar da vigilância deles e fugiu para Jagannātha Purī, a fim de encontrar-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Esse incidente ocorreu no ano de 1439 *śakābda* (1518 d.C.). Raghunātha dāsa Gosvāmī compilou três livros, chamados *Stava-mālā* (ou *Stavāvalī*), *Dāna-carita* e *Muktācarita.* Ele viveu muito tempo. Durante a maior parte de sua vida, residiu em Rādhā-kuṇḍa. O lugar onde Raghunātha dāsa Gosvāmī executava seu serviço devocional ainda existe junto a Rādhā-kuṇḍa. Ele praticamente deixou de comer por completo e, por isso, era muito magro e de saúde frágil. Sua única preocupação era cantar o santo nome do Senhor. Gradualmente, ele foi reduzindo seu sono, até quase não dormir. Diz-se que seus olhos estavam sempre cheios de lágrimas. Quando Śrīnivāsa Ācārya foi ver Raghunātha dāsa Gosvāmī, o Gosvāmī o abençoou, abraçando-o. Śrīnivāsa Ācārya pediu-lhe bênçãos para pregar na Bengala, e Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī as concedeu. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (186), afirma-se que Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī foi anteriormente a *gopī* chamada Rasa-mañjarī. Às vezes se diz que ele era Rati-mañjarī."}
{"ref": "cc/adi/10/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/92/", "verse_text": "prabhu samarpila tāṅre svarūpera hāte\n\nprabhura gupta-sevā kaila svarūpera sāthe", "devanagari": "> প্রভু সমর্পিল তাঁরে স্বরূপের হাতে ।\n> প্রভুর গুপ্তসেবা কৈল স্বরূপের সাথে ॥৯২॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *samarpila*—entregou; *tāṅre*—a ele; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *hāte*—à mão; *prabhura*—do Senhor; *gupta-sevā*—serviço confidencial; *kaila*—fez; *svarūpera*—Svarūpa Dāmodara; *sāthe*—com.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa Gosvāmī aproximou-se de Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī, o Senhor o confiou aos cuidados de Svarūpa Dāmodara, Seu secretário. Assim, ambos ocuparam-se no serviço confidencial do Senhor.**", "purport": "Esse serviço confidencial consistia no cuidado pessoal do Senhor. Svarūpa Dāmodara, atuando como Seu secretário, encarregava-se dos banhos, das refeições, do repouso e das massagens do Senhor, e Raghunātha dāsa Gosvāmī o auxiliava. Com efeito, Raghunātha dāsa Gosvāmī atuava como secretário assistente do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/10/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/93/", "verse_text": "ṣoḍaśa vatsara kaila antaraṅga-sevana\n\nsvarūpera antardhāne āilā vṛndāvana", "devanagari": "> ষোড়শ বৎসর কৈল অন্তরঙ্গা-সেবন ।\n> স্বরূপের অন্তর্ধানে আইলা বৃন্দাবন ॥৯৩॥", "synonyms": "*ṣoḍaśa*—dezesseis; *vatsara*—anos; *kaila*—fez; *antaraṅga*—confidencial; *sevana*—serviço; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *antardhāne*—desaparecimento; *āilā*—veio; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana.", "translation": "**Ele prestou serviço confidencial ao Senhor por dezesseis anos em Jagannātha Purī e, após o desaparecimento tanto do Senhor quanto de Svarūpa Dāmodara, deixou Jagannātha Purī e foi a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/94/", "verse_text": "vṛndāvane dui bhāira caraṇa dekhiyā\n\ngovardhane tyajiba deha bhṛgupāta kariyā", "devanagari": "> বৃন্দাবনে দুই ভাইর চরণ দেখিয়া ।\n> গোবর্ধনে ত্যজিব দেহ ভৃগুপাত করিয়া ॥৯৪॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *dui bhāira*—dos dois irmãos (Rūpa e Sanātana); *caraṇa*—pés; *dekhiyā*—depois de ver; *govardhane*—na colina de Govardhana; *tyajiba*—abandonarei; *deha*—este corpo; *bhṛgupāta*—lançando-se; *kariyā*—fazendo assim.", "translation": "**Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī tinha a intenção de ir a Vṛndāvana para ver os pés de lótus de Rūpa e Sanātana e, depois, abandonar a vida atirando-se da colina de Govardhana.**", "purport": "Saltar do topo da colina de Govardhana é um sistema de suicídio executado especialmente por pessoas santas. Após o desaparecimento do Senhor Caitanya e de Svarūpa Dāmodara, Raghunātha dāsa Gosvāmī sentiu intensamente a separação dessas duas elevadas personalidades e, por isso, decidiu abandonar a vida saltando da colina de Govardhana, em Vṛndāvana. Antes de fazê-lo, porém, ele queria ver os pés de lótus de Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/10/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/95/", "verse_text": "ei ta' niścaya kari' āila vṛndāvane\n\nāsi' rūpa-sanātanera vandila caraṇe", "devanagari": "> এই ত’ নিশ্চয় করি’ আইল বৃন্দাবনে ।\n> আসি’ রূপ-সনাতনের বন্দিল চরণে ॥৯৫॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *niścaya kari'*—tendo decidido; *āila*—veio; *vṛndāvane*—a Vṛndāvana; *āsi'*—chegando ali; *rūpa-sanātanera*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī; *vandila*—ofereceu respeitos; *caraṇe*—aos pés de lótus.", "translation": "**Assim, Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī veio a Vṛndāvana, visitou Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī e ofereceu-lhes suas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/96/", "verse_text": "tabe dui bhāi tāṅre marite nā dila\n\nnija tṛtīya bhāi kari' nikaṭe rākhila", "devanagari": "> তবে দুই ভাই তাঁরে মরিতে না দিল ।\n> নিজ তৃতীয় ভাই করি’ নিকটে রাখিল ॥৯৬॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *dui bhāi*—os dois irmãos (Śrīla Rūpa e Sanātana); *tāṅre*—a ele; *marite*—morrer; *nā dila*—não permitiram; *nija*—próprio; *tṛtīya*—terceiro; *bhāi*—irmão; *kari'*—aceitando; *nikaṭe*—perto; *rākhila*—mantiveram-no.", "translation": "**Esses dois irmãos, porém, não o deixaram morrer. Aceitaram-no como seu terceiro irmão e mantiveram-no em sua companhia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/97/", "verse_text": "mahāprabhura līlā yata bāhira-antara\n\ndui bhāi tāṅra mukhe śune nirantara", "devanagari": "> মহাপ্রভুর লীলা যত বাহির-অন্তর ।\n> দুই ভাই তাঁর মুখে শুনে নিরন্তর ॥৯৭॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *līlā*—passatempos; *yata*—todos; *bāhira*—externos; *antara*—internos; *dui bhāi*—os dois irmãos; *tāṅra*—dele; *mukhe*—na boca; *śune*—ouvem; *nirantara*—sempre.", "translation": "**Por ser Raghunātha dāsa Gosvāmī um assistente de Svarūpa Dāmodara, ele conhecia muito sobre os aspectos externos e internos dos passatempos do Senhor Caitanya. Assim, os dois irmãos Rūpa e Sanātana sempre ouviam isso de seus lábios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/98/", "verse_text": "anna-jala tyāga kaila anya-kathana\n\npala dui-tina māṭhā karena bhakṣaṇa", "devanagari": "> অন্ন-জল ত্যাগ কৈল অন্য-কথন ।\n> পল দুই-তিন মাঠা করেন ভক্ষণ ॥৯৮॥", "synonyms": "*anna-jala*—alimento e bebida; *tyāga*—renúncia; *kaila*—fez; *anya-kathana*—falar de outras coisas; *pala dui-tina*—umas poucas gotas de; *māṭhā*—leite talhado; *karena*—faz; *bhakṣaṇa*—comer.", "translation": "**Raghunātha dāsa Gosvāmī gradualmente abandonou todo alimento e toda bebida, exceto algumas gotas de soro de leite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/99/", "verse_text": "sahasra daṇḍavat kare, laya lakṣa nāma\n\ndui sahasra vaiṣṇavere nitya paraṇāma", "devanagari": "> সহস্র দণ্ডবৎ করে, লয় লক্ষ নাম ।\n> দুই সহস্র বৈষ্ণবেরে নিত্য পরণাম ॥৯৯॥", "synonyms": "*sahasra*—mil; *daṇḍavat*—reverências; *kare*—faz; *laya*—toma; *lakṣa*—cem mil; *nāma*—santos nomes; *dui*—dois; *sahasra*—mil; *vaiṣṇavere*—aos devotos; *nitya*—diariamente; *paraṇāma*—reverências.", "translation": "**Como dever diário, ele oferecia regularmente mil reverências ao Senhor, cantava ao menos cem mil santos nomes e oferecia reverências a dois mil vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/100/", "verse_text": "rātri-dine rādhā-kṛṣṇera mānasa sevana\n\nprahareka mahāprabhura caritra-kathana", "devanagari": "> রাত্রিদিনে রাধাকৃষ্ণের মানস সেবন ।\n> প্রহরেক মহাপ্রভুর চরিত্র-কথন ॥১০০॥", "synonyms": "*rātri-dine*—dia e noite; *rādhā-kṛṣṇera*—de Rādhā e Kṛṣṇa; *mānasa*—dentro da mente; *sevana*—serviço; *prahareka*—cerca de três horas; *mahāprabhura*—do Senhor Caitanya; *caritra*—caráter; *kathana*—discutindo.", "translation": "**Dia e noite, ele prestava serviço, dentro de sua mente, a Rādhā-Kṛṣṇa, e, durante três horas por dia, discorria sobre o caráter do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Temos muito a aprender sobre o bhajana, ou adoração ao Senhor, seguindo as pegadas de Raghunātha dāsa Gosvāmī. Todos os Gosvāmīs ocupavam-se em tais atividades transcendentais, conforme as descreve Śrīnivāsa Ācārya em seu poema sobre eles (kṛṣṇotkīrtana-gāna-nartana-parau premāmṛtāmbho-nidhī). Seguindo as pegadas de Raghunātha dāsa Gosvāmī, Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, é preciso executar o serviço devocional muito rigorosamente, especificamente cantando o santo nome do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/10/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/101/", "verse_text": "tina sandhyā rādhā-kuṇḍe apatita snāna\n\nvraja-vāsī vaiṣṇave kare āliṅgana māna", "devanagari": "> তিন সন্ধ্যা রাধাকুণ্ডে অপতিত স্নান ।\n> ব্রজবাসী বৈষ্ণবে করে আলিঙ্গন মান ॥১০১॥", "synonyms": "*tina sandhyā*—três vezes, a saber, de manhã, à tarde e ao meio-dia; *rādhā-kuṇḍe*—no lago de Rādhā-kuṇḍa; *apatita*—sem falhar; *snāna*—tomando banho; *vraja-vāsī*—habitantes de Vrajabhūmi; *vaiṣṇave*—todos os devotos; *kare*—faz; *āliṅgana*—abraçando; *māna*—e oferecendo respeito.", "translation": "**Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī tomava três banhos diários no lago de Rādhā-kuṇḍa. Assim que encontrava um vaiṣṇava residente em Vṛndāvana, abraçava-o e lhe oferecia todo o respeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/102/", "verse_text": "sārdha sapta-prahara kare bhaktira sādhane\n\ncāri daṇḍa nidrā, seha nahe kona-dine", "devanagari": "> সার্ধ সপ্তপ্রহর করে ভক্তির সাধনে ।\n> চারি দণ্ড নিদ্রা, সেহ নহে কোনদিনে ॥১০২॥", "synonyms": "*sārdha*—uma hora e meia; *sapta-prahara*—sete praharas (vinte e uma horas); *kare*—faz; *bhaktira*—de serviço devocional; *sādhane*—na execução; *cāri daṇḍa*—cerca de duas horas; *nidrā*—dormindo; *seha*—isso também; *nahe*—não; *kona-dine*—alguns dias.", "translation": "**Ele ocupava-se em serviço devocional durante mais de vinte e duas horas e meia por dia, e dormia menos de duas horas, embora, em alguns dias, isso também não fosse possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/103/", "verse_text": "tāṅhāra sādhana-rīti śunite camatkāra\n\nsei rūpa-raghunātha prabhu ye āmāra", "devanagari": "> তাঁহার সাধনরীতি শুনিতে চমৎকার ।\n> সেই রূপ-রঘুনাথ প্রভু যে আমার ॥১০৩॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—seu; *sādhana-rīti*—processo de serviço devocional; *śunite*—ao ouvir; *camatkāra*—maravilhoso; *sei*—esse; *rūpa*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *prabhu*—senhor; *ye*—esse; *āmāra*—meu.", "translation": "**Fico tomado de admiração quando ouço falar do serviço devocional que ele executava. Aceito Śrīla Rūpa Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī como meus guias.**", "purport": "Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī aceitou Raghunātha dāsa Gosvāmī como seu guia especial. Por isso, ao fim de cada capítulo, ele diz: śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa caitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa. Às vezes, compreende-se erroneamente que, ao usar a palavra raghunātha, ele desejava oferecer suas respeitosas reverências a Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī, pois, por vezes, afirma-se que Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī foi seu mestre espiritual iniciador. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī não aprova essa afirmação; ele não aceita Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī como o mestre espiritual de Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/10/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/104/", "verse_text": "iṅhā-sabāra yaiche haila prabhura milana\n\nāge vistāriyā tāhā kariba varṇana", "devanagari": "> ইঁহা-সবার যৈছে হৈল প্রভুর মিলন ।\n> আগে বিস্তারিয়া তাহা করিব বর্ণন ॥১০৪॥", "synonyms": "*iṅhā*—deles; *sabāra*—todos; *yaiche*—como; *haila*—tornou-se; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milana*—encontro; *āge*—mais adiante; *vistāriyā*—expandindo; *tāhā*—isso; *kariba*—farei; *varṇana*—descrição.", "translation": "**Mais adiante, explicarei muito detalhadamente como todos esses devotos encontraram Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/105/", "verse_text": "śrī-gopāla bhaṭṭa eka śākhā sarvottama\n\nrūpa-sanātana-saṅge yāṅra prema-ālāpana", "devanagari": "> শ্রীগোপাল ভট্ট এক শাখা সর্বোত্তম ।\n> রূপ-সনাতন-সঙ্গে যাঁর প্রেম-আলাপন ॥১০৫॥", "synonyms": "*śrī-gopāla bhaṭṭa*—de nome Śrī Gopāla Bhaṭṭa; *eka*—um; *śākhā*—ramo; *sarva-uttama*—muito eminente; *rūpa*—de nome Rūpa; *sanātana*—de nome Sanātana; *saṅge*—companhia; *yāṅra*—cuja; *prema*—amor a Deus; *ālāpana*—discussão.", "translation": "**Śrī Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī, o quadragésimo sétimo ramo, foi um dos grandes e eminentes ramos da árvore. Ele sempre se ocupava em discorrer sobre o amor a Deus na companhia de Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī.**", "purport": "Śrī Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī era filho de Veṅkata Bhaṭṭa, um residente de Śrīraṅgam. Gopāla Bhaṭṭa pertencia anteriormente à sucessão discipular da Rāmānuja-sampradāya, mas, posteriormente, passou a fazer parte da Gauḍīya-sampradāya. No ano 1433 śakābda (1512 d.C.), quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu percorria o Sul da Índia, Ele permaneceu durante quatro meses, no período de Cāturmāsya, na casa de Veṅkata Bhaṭṭa, que então teve a oportunidade de servir ao Senhor a contento de seu coração. Gopāla Bhaṭṭa também teve a oportunidade de servir ao Senhor nessa ocasião. Śrī Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī foi posteriormente iniciado por seu tio, o grande sannyāsī Prabodhānanda Sarasvatī. Tanto o pai como a mãe de Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī foram extremamente afortunados, pois dedicaram suas vidas inteiras ao serviço do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Eles permitiram que Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī fosse a Vṛndāvana, e abandonaram suas vidas pensando em Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando o Senhor Caitanya foi posteriormente informado de que Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī havia ido a Vṛndāvana e encontrado Śrī Rūpa e Sanātana Gosvāmī, Ele ficou muito satisfeito, e aconselhou Śrī Rūpa e Sanātana a aceitarem Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī como seu irmão mais novo e a cuidarem dele. Śrī Sanātana Gosvāmī, por sua grande afeição por Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī, compilou o smṛti vaiṣṇava chamado *Hari-bhakti-vilāsa* e publicou-o sob o nome dele. Sob a instrução de Śrīla Rūpa e Sanātana, Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī instalou uma das sete Deidades principais de Vṛndāvana, a Deidade Rādhāramaṇa. Os sevaitas (sacerdotes) do templo de Rādhāramaṇa pertencem à Gauḍīya-sampradāya.\n\nQuando Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī pediu permissão a todos os vaiṣṇavas antes de escrever o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī também lhe deu suas bênçãos, mas pediu-lhe que não mencionasse seu nome no livro. Por isso, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī mencionou Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī apenas com muita cautela, em uma ou duas passagens do *Caitanya-caritāmṛta*. Śrīla Jīva Gosvāmī escreveu no início de seu Tattva-sandarbha: \"Um devoto do sul da Índia, que nasceu de uma família brāhmaṇa e era amigo muito íntimo de Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, escreveu um livro que não compilou cronologicamente. Por isso, eu, uma diminuta entidade viva conhecida como jīva, estou tentando ordenar cronologicamente os eventos do livro, consultando a orientação de grandes personalidades como Madhvācārya, Śrīdhara Svāmī, Rāmānujācārya e outros vaiṣṇavas seniores na sucessão discipular.\" No início do Bhagavat-sandarbha, há afirmações semelhantes de Śrīla Jīva Gosvāmī. Śrīla Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī compilou um livro chamado Sat-kriyā-sāra-dīpikā, editou o *Hari-bhakti-vilāsa*, escreveu um prefácio para o Ṣaṭ-sandarbha e um comentário sobre o Kṛṣṇa-karṇāmṛta, e instalou a Deidade Rādhāramaṇa em Vṛndāvana. No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 184, menciona-se que seu nome anterior, nos passatempos do Senhor Kṛṣṇa, era Anaṅga-mañjarī. Às vezes, também se diz que ele foi uma encarnação de Guṇa-mañjarī. Śrīnivāsa Ācārya e Gopīnātha Pūjārī foram dois de seus discípulos."}
{"ref": "cc/adi/10/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/106/", "verse_text": "śaṅkarāraṇya--ācārya-vṛkṣera eka śākhā\n\nmukunda, kāśīnātha, rudra--upaśākhā lekhā", "devanagari": "> শঙ্করারণ্য — আচার্য-বৃক্ষের এক শাখা ।\n> মুকুন্দ, কাশীনাথ, রুদ্র, — উপশাখা লেখা ॥১০৬॥", "synonyms": "*śaṅkarāraṇya*—de nome Śaṅkarāraṇya; *ācārya-vṛkṣera*—da árvore dos ācāryas; *eka*—um; *śākhā*—ramo; *mukunda*—de nome Mukunda; *kāśīnātha*—de nome Kāśīnātha; *rudra*—de nome Rudra; *upaśākhā lekhā*—são conhecidos como subramos.", "translation": "**O ācārya Śaṅkarāraṇya foi considerado o quadragésimo oitavo ramo da árvore original. Dele procederam os subramos conhecidos como Mukunda, Kāśīnātha e Rudra.**", "purport": "Diz-se que Śaṅkarāraṇya era o nome de *sannyāsa* de Śrīla Viśvarūpa, que era o irmão mais velho de Viśvambhara (o nome original de Śrī Caitanya Mahāprabhu). Śaṅkarāraṇya faleceu em 1432 *śakābda* (1512 d.C.) em Sholapur, onde há um lugar de peregrinação conhecido como Pāṇḍerapura. Isso é mencionado no *Madhya-līlā,* Capítulo Nove, versos 299 e 300.\n\nO Senhor Caitanya Mahāprabhu abriu uma escola primária na casa de Mukunda, ou Mukunda Sañjaya, e o filho de Mukunda, cujo nome era Puruṣottama, tornou-se aluno do Senhor. Kāśīnātha arranjou o casamento do Senhor Caitanya em Seu *āśrama* anterior, quando Seu nome era Viśvambhara. Ele induziu o *paṇḍita* da corte, Sanātana, a oferecer sua filha a Viśvambhara. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 50, menciona-se que Kāśīnātha era uma encarnação de Satrājit, que arranjou o casamento de Kṛṣṇa e Satyā, e no verso 135 menciona-se que Rudra, ou Śrī Rudrarāma Paṇḍita, fora outrora um amigo do Senhor Kṛṣṇa chamado Varūthapa. Śrī Rudrarāma Paṇḍita construiu um grande templo em Vallabhapura, que fica a uma milha ao norte de Māheśa, para as Deidades chamadas Rādhāvallabha. Os descendentes de seu irmão, Yadunandana Vandyopādhyāya, são conhecidos como Cakravartī Ṭhākuras, e eles estão encarregados da manutenção desse templo como *sevaits.* Antigamente, a Deidade de Jagannātha costumava ir de Māheśa ao templo de Rādhāvallabha durante o festival de Ratha-yātrā, mas no ano bengali de 1262 (1855 d.C.), devido a um mal-entendido entre os sacerdotes dos dois templos, a Deidade de Jagannātha deixou de ir."}
{"ref": "cc/adi/10/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/107/", "verse_text": "śrīnātha paṇḍita--prabhura kṛpāra bhājana\n\nyāṅra kṛṣṇa-sevā dekhi' vaśa tri-bhuvana", "devanagari": "> শ্রীনাথ পণ্ডিত — প্রভুর কৃপার ভাজন ।\n> যাঁর কৃষ্ণসেবা দেখি’ বশ ত্রিভুবন ॥১০৭॥", "synonyms": "*śrīnātha paṇḍita*—de nome Śrīnātha Paṇḍita; *prabhura*—do Senhor; *kṛpāra*—de misericórdia; *bhājana*—recebedor; *yāṅra*—cuja; *kṛṣṇa-sevā*—adoração ao Senhor Kṛṣṇa; *dekhi'*—vendo; *vaśa*—subjugados; *tri-bhuvana*—todos os três mundos.", "translation": "**Śrīnātha Paṇḍita, o quadragésimo nono ramo, foi o amado recipiente de toda a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todos nos três mundos ficaram maravilhados ao ver como ele adorava o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "A cerca de uma milha e meia de Kumārahaṭṭa, ou Kāmarhaṭṭa, que fica a poucas milhas de Calcutá, há uma aldeia conhecida como Kāṅcaḍāpāḍā, que era o lar de Śrī Śivānanda Sena. Ali ele construiu um templo de Śrī Gauragopāla. Outro templo foi estabelecido ali, com *mūrtis* de Śrī Rādhā-Kṛṣṇa, por Śrīnātha Paṇḍita. A Deidade desse templo chama-se Śrī Kṛṣṇa Rāya. O templo de Kṛṣṇa Rāya, construído no ano de 1708 *śakābda* (1787 d.C.) por um proeminente zamindar chamado Nimāi Mullik, de Pāthuriyā-ghāṭa, em Calcutá, é muito grande. Há um grande pátio em frente ao templo, e há aposentos residenciais para os visitantes e boas instalações para cozinhar *prasāda.* Todo o pátio é cercado por muros muito altos, e o templo é quase tão grande quanto o templo de Māheśa. Inscritos numa lápide estão os nomes de Śrīnātha Paṇḍita, de seu pai e de seu avô, bem como a data de construção do templo. Śrīnātha Paṇḍita, um dos discípulos de Advaita Prabhu, foi o mestre espiritual do terceiro filho de Śivānanda Sena, que era conhecido como Paramānanda Kavi-karṇapūra. Diz-se que foi na época de Kavi-karṇapūra que a Deidade de Kṛṣṇa Rāya foi instalada. Segundo se conta, Vīrabhadra Prabhu, o filho de Nityānanda Prabhu, trouxe de Murśidābād uma grande pedra da qual foram esculpidas três Deidades — a saber, o *vigraha* de Rādhāvallabha de Vallabhapura, o *vigraha* de Śyāmasundara de Khaḍadaha e o *vigraha* de Śrī Kṛṣṇa Rāya de Kāṅcaḍāpāḍā. O lar de Śivānanda Sena situava-se à margem do Ganges, perto de um templo quase em ruínas. Diz-se que o mesmo Nimāi Mullik de Calcutá viu esse templo arruinado de Kṛṣṇa Rāya quando ia a Benares e, depois disso, construiu o templo atual."}
{"ref": "cc/adi/10/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/108/", "verse_text": "jagannātha ācārya prabhura priya dāsa\n\nprabhura ājñāte teṅho kaila gaṅgā-vāsa", "devanagari": "> জগন্নাথ আচার্য প্রভুর প্রিয় দাস ।\n> প্রভুর আজ্ঞাতে তেঁহো কৈল গঙ্গাবাস ॥১০৮॥", "synonyms": "*jagannātha ācārya*—de nome Jagannātha Ācārya; *prabhura*—do Senhor; *priya dāsa*—servo muito querido; *prabhura ājñāte*—pela ordem do Senhor; *teṅho*—ele; *kaila*—concordou; *gaṅgā-vāsa*—morar à margem do Ganges.", "translation": "**Jagannātha Ācārya, o quinquagésimo ramo da árvore de Caitanya, foi um servo extremamente querido do Senhor, por cuja ordem ele decidiu morar à margem do Ganges.**", "purport": "Afirma-se, no Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā (111), que Jagannātha Ācārya fora outrora Durvāsā de Nidhuvana."}
{"ref": "cc/adi/10/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/109/", "verse_text": "kṛṣṇadāsa vaidya, āra paṇḍita-śekhara\n\nkavicandra, āra kīrtanīyā ṣaṣṭhīvara", "devanagari": "> কৃষ্ণদাস বৈদ্য, আর পণ্ডিত-শেখর ।\n> কবিচন্দ্র, আর কীর্তনীয়া ষষ্ঠীবর ॥১০৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇadāsa vaidya*—de nome Kṛṣṇadāsa Vaidya; *āra*—e; *paṇḍita-śekhara*—de nome Paṇḍita Śekhara; *kavicandra*—de nome Kavicandra; *āra*—e; *kīrtanīyā*—executante de kīrtana; *ṣaṣṭhīvara*—de nome Ṣaṣṭhīvara.", "translation": "**O quinquagésimo primeiro ramo da árvore de Caitanya foi Kṛṣṇadāsa Vaidya, o quinquagésimo segundo foi Paṇḍita Śekhara, o quinquagésimo terceiro foi Kavicandra, e o quinquagésimo quarto foi Ṣaṣṭhīvara, que era um grande executante de saṅkīrtana.**", "purport": "No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā (171), menciona-se que Śrīnātha Miśra foi Citrāṅgī e que Kavicandra foi Manoharā-gopī."}
{"ref": "cc/adi/10/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/110/", "verse_text": "śrīnātha miśra, śubhānanda, śrīrāma, īśāna\n\nśrīnidhi, śrīgopīkānta, miśra bhagavān", "devanagari": "> শ্রীনাথ মিশ্র, শুভানন্দ, শ্রীরাম, ঈশান ।\n> শ্রীনিধি, শ্রীগোপীকান্ত, মিশ্র ভগবান্ ॥১১০॥", "synonyms": "*śrīnātha miśra*—de nome Śrīnātha Miśra; *śubhānanda*—de nome Śubhānanda; *śrīrāma*—de nome Śrīrāma; *īśāna*—de nome Īśāna; *śrīnidhi*—de nome Śrīnidhi; *śrī-gopīkānta*—de nome Śrī Gopīkānta; *miśra bhagavān*—de nome Miśra Bhagavān.", "translation": "**O quinquagésimo quinto ramo foi Śrīnātha Miśra, o quinquagésimo sexto foi Śubhānanda, o quinquagésimo sétimo foi Śrīrāma, o quinquagésimo oitavo foi Īśāna, o quinquagésimo nono foi Śrīnidhi, o sexagésimo foi Śrī Gopīkānta, e o sexagésimo primeiro foi Miśra Bhagavān.**", "purport": "Śubhānanda, que outrora vivia em Vṛndāvana como Mālatī, foi um dos executantes de kīrtana que dançava diante do carro da Ratha-yātrā durante o festival de Jagannātha. Diz-se que ele comia a espuma que saía da boca do Senhor enquanto Este dançava diante do carro da Ratha-yātrā. Īśāna foi um servo pessoal de Śrīmatī Śacīdevī, que lhe concedeu sua grande misericórdia. Ele também era muito querido pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/10/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/111/", "verse_text": "subuddhi miśra, hṛdayānanda, kamala-nayana\n\nmaheśa paṇḍita, śrīkara, śrī-madhusūdana", "devanagari": "> সুবুদ্ধি মিশ্র, হৃদয়ানন্দ, কমলনয়ন ।\n> মহেশ পণ্ডিত, শ্রীকর, শ্রীমধুসূদন ॥১১১॥", "synonyms": "*subuddhi miśra*—de nome Subuddhi Miśra; *hṛdayānanda*—de nome Hṛdayānanda; *kamala-nayana*—de nome Kamala-nayana; *maheśa paṇḍita*—de nome Maheśa Paṇḍita; *śrīkara*—de nome Śrīkara; *śrī-madhusūdana*—de nome Śrī Madhusūdana.", "translation": "**O sexagésimo segundo ramo da árvore foi Subuddhi Miśra, o sexagésimo terceiro foi Hṛdayānanda, o sexagésimo quarto é Kamala-nayana, o sexagésimo quinto foi Maheśa Paṇḍita, o sexagésimo sexto foi Śrīkara, e o sexagésimo sétimo foi Śrī Madhusūdana.**", "purport": "Subuddhi Miśra, que era outrora Guṇacūḍā em Vṛndāvana, instalou as Deidades de Gaura-Nityānanda em um templo na aldeia conhecida como Belagān, que fica a cerca de três milhas de Śrīkhaṇḍa. Seu descendente atual é conhecido como Govindacandra Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/10/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/112/", "verse_text": "puruṣottama, śrī-gālīma, jagannātha-dāsa\n\nśrī-candraśekhara vaidya, dvija haridāsa", "devanagari": "> পুরুষোত্তম, শ্রীগালীম, জগন্নাথদাস ।\n> শ্রীচন্দ্রশেখর বৈদ্য, দ্বিজ হরিদাস ॥১১২॥", "synonyms": "*puruṣottama*—de nome Puruṣottama; *śrī-gālīma*—de nome Śrī Gālīma; *jagannātha-dāsa*—de nome Jagannātha dāsa; *śrī-candreśekhara vaidya*—de nome Śrī Candraśekhara Vaidya; *dvija haridāsa*—de nome Dvija Haridāsa.", "translation": "**O sexagésimo oitavo ramo da árvore original foi Puruṣottama, o sexagésimo nono foi Śrī Gālīma, o septuagésimo foi Jagannātha dāsa, o septuagésimo primeiro foi Śrī Candraśekhara Vaidya, e o septuagésimo segundo foi Dvija Haridāsa.**", "purport": "Há alguma dúvida sobre se Dvija Haridāsa foi o autor do Aṣṭottara-śata-nāma. Ele teve dois filhos chamados Śrīdāma e Gokulānanda, que eram discípulos de Śrī Advaita Ācārya. Sua aldeia, Kāñcana-gaḍiyā, situa-se a cinco milhas da estação de Bājārasāu, a quinta estação a partir de Ājīmagañja, no distrito de Murśidābād, em Bengala Ocidental."}
{"ref": "cc/adi/10/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/113/", "verse_text": "rāmadāsa, kavicandra, śrī-gopāladāsa\n\nbhāgavatācārya, ṭhākura sāraṅgadāsa", "devanagari": "> রামদাস, কবিচন্দ্র, শ্রীগোপালদাস ।\n> ভাগবতাচার্য, ঠাকুর সারঙ্গদাস ॥১১৩॥", "synonyms": "*rāmadāsa*—de nome Rāmadāsa; *kavicandra*—de nome Kavicandra; *śrī gopāla-dāsa*—de nome Śrī Gopāla dāsa; *bhāgavatācārya*—de nome Bhāgavatācārya; *ṭhākura sāraṅga-dāsa*—de nome Ṭhākura Sāraṅga dāsa.", "translation": "**O septuagésimo terceiro ramo da árvore original foi Rāmadāsa, o septuagésimo quarto foi Kavicandra, o septuagésimo quinto foi Śrī Gopāla dāsa, o septuagésimo sexto foi Bhāgavatācārya, e o septuagésimo sétimo foi Ṭhākura Sāraṅga dāsa.**", "purport": "No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (203), diz-se: \"Bhāgavatācārya compilou um livro intitulado *Kṛṣṇa-prema-taraṅgiṇī,* e ele era o devoto mais querido do Senhor Caitanya Mahāprabhu.\" Quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou Varāhanagara, um subúrbio de Calcutá, Ele Se hospedou na casa de um afortunadíssimo *brāhmaṇa* que era um erudito muito versado na literatura do *Bhāgavata.* Assim que esse *brāhmaṇa* viu o Senhor Caitanya Mahāprabhu, começou a ler o *Śrīmad-Bhāgavatam.* Quando Mahāprabhu ouviu sua explicação, que expunha o *bhakti-yoga,* Ele imediatamente caiu inconsciente em êxtase. Mais tarde, o Senhor Caitanya disse: \"Nunca ouvi uma explicação tão boa do *Śrīmad-Bhāgavatam.* Por isso, Eu te designo Bhāgavatācārya. Teu único dever é recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam.* Esta é a Minha ordem.\" Seu verdadeiro nome era Raghunātha. Seu mosteiro, situado em Varāhanagara, a cerca de três milhas e meia ao norte de Calcutá, à margem do Ganges, ainda existe e é administrado pelos discípulos iniciados do falecido Śrī Rāmadāsa Bābājī. Atualmente, contudo, não é tão bem administrado como na presença de Bābājī Mahārāja.\n\nOutro nome de Ṭhākura Śāraṅga dāsa era Śārṅga Ṭhākura. Às vezes ele também era chamado de Śārṅgapāṇi ou Śārṅgadhara. Era morador de Navadvīpa, na vizinhança conhecida como Modadruma-dvīpa, e costumava adorar o Senhor Supremo num lugar isolado à margem do Ganges. Ele não aceitava discípulos, mas era repetidamente inspirado de dentro pela Suprema Personalidade de Deus a fazê-lo. Assim, certa manhã ele decidiu: \"Quem quer que eu veja, farei dele meu discípulo.\" Quando foi à margem do Ganges tomar seu banho, viu por acaso um cadáver flutuando na água e tocou-o com os pés. Isso imediatamente trouxe o corpo de volta à vida, e Ṭhākura Sāraṅga dāsa aceitou-o como seu discípulo. Esse discípulo mais tarde ficou famoso como Ṭhākura Murāri, e seu nome está sempre associado ao de Śrī Sāraṅga. Sua sucessão discipular ainda habita a aldeia de Śar. Há um templo em Māmagācchi que se supõe ter sido iniciado por Śārṅga Ṭhākura. Não faz muito tempo, um novo edifício de templo foi erguido ali, diante de uma árvore *bakula,* e agora ele é administrado pelos membros do Gauḍīya Maṭha. Diz-se que a administração do templo está agora muito melhor do que antes. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (172), afirma-se que Śāraṅga Ṭhākura fora outrora uma *gopī* chamada Nāndīmukhī. Alguns devotos dizem que ele era anteriormente Prahlāda Mahārāja, mas Śrī Kavi-karṇapūra diz que seu pai, Śivānanda Sena, não aceita essa proposição."}
{"ref": "cc/adi/10/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/114/", "verse_text": "jagannātha tīrtha, vipra śrī-jānakīnātha\n\ngopāla ācārya, āra vipra vāṇīnātha", "devanagari": "> জগন্নাথ তীর্থ, বিপ্র শ্রীজানকীনাথ ।\n> গোপাল আচার্য, আর বিপ্র বাণীনাথ ॥১১৪॥", "synonyms": "*jagannātha tīrtha*—de nome Jagannātha Tīrtha; *vipra*—brāhmaṇa; *śrī-jānakīnātha*—de nome Śrī Jānakīnātha; *gopāla ācārya*—de nome Gopāla Ācārya; *āra*—e; *vipra vāṇīnātha*—o brāhmaṇa de nome Vāṇīnātha.", "translation": "**O septuagésimo oitavo ramo da árvore original foi Jagannātha Tīrtha, o septuagésimo nono foi o brāhmaṇa Śrī Jānakīnātha, o octogésimo foi Gopāla Ācārya e o octogésimo primeiro foi o brāhmaṇa Vāṇīnātha.**", "purport": "Jagannātha Tīrtha foi um dos nove principais sannyāsīs que foram associados do Senhor Caitanya. Vāṇīnātha Vipra era residente de Cāṅpāhāṭi, uma aldeia no distrito de Burdwan, perto da cidade de Navadvīpa, na delegacia de polícia de Pūrvasthalī e no posto dos correios de Samudragaḍa. O templo de lá estava muito negligenciado, mas foi renovado no ano bengali de 1328 (1921 d.C.) por Śrī Paramānanda Brahmacārī, um dos discípulos de Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, que reorganizou a sevā-pūjā (adoração no templo) e colocou o templo sob a administração do Śrī Caitanya Maṭha de Śrī Māyāpur. No templo tal como existe agora, a Deidade de Śrī Gaura-Gadādhara é adorada estritamente de acordo com os princípios das escrituras reveladas. Cāṅpāhāṭi fica a três quilômetros tanto de Samudragaḍa quanto da estação de Navadvīpa da ferrovia oriental."}
{"ref": "cc/adi/10/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/115/", "verse_text": "govinda, mādhava, vāsudeva--tina bhāi\n\nyāṅ-sabāra kīrtane nāce caitanya-nitāi", "devanagari": "> গোবিন্দ, মাধব, বাসুদেব, — তিন ভাই ।\n> যাঁ-সবার কীর্তনে নাচে চৈতন্য-নিতাই ॥১১৫॥", "synonyms": "*govinda*—de nome Govinda; *mādhava*—de nome Mādhava; *vāsudeva*—de nome Vāsudeva; *tina bhāi*—três irmãos; *yāṅ-sabāra*—de todos os quais; *kīrtane*—na execução do saṅkīrtana; *nāce*—dançam; *caitanya-nitāi*—o Senhor Caitanya e Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Os três irmãos Govinda, Mādhava e Vāsudeva foram o octogésimo segundo, o octogésimo terceiro e o octogésimo quarto ramos da árvore. O Senhor Caitanya e Nityānanda costumavam dançar em suas execuções de kīrtana.**", "purport": "Os três irmãos Govinda, Mādhava e Vāsudeva Ghoṣa pertenciam todos a uma família kāyastha. Govinda estabeleceu o templo de Gopīnātha em Agradvīpa, onde residia. Mādhava Ghoṣa era perito em executar kīrtana. Ninguém neste mundo podia competir com ele. Era conhecido como o cantor de Vṛndāvana e era muito querido por Śrī Nityānanda Prabhu. Diz-se que, quando os três irmãos executavam saṅkīrtana, o Senhor Caitanya e Nityānanda imediatamente dançavam em êxtase. Segundo o Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā (188), os três irmãos foram outrora Kalāvatī, Rasollāsā e Guṇatuṅgā, que recitavam as canções compostas por Śrī Viśākhā-gopī. Os três irmãos estavam entre um dos sete grupos que executavam kīrtana quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu compareceu ao festival de Ratha-yātrā em Jagannātha Purī. Vakreśvara Paṇḍita era o principal dançarino de seu grupo. Isso é vividamente descrito no *Madhya-līlā*, Capítulo Treze, versos 42 e 43."}
{"ref": "cc/adi/10/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/116/", "verse_text": "rāmadāsa abhirāma--sakhya-premarāśi\n\nṣolasāṅgera kāṣṭha tuli' ye karila vāṅśī", "devanagari": "> রামদাস অভিরাম — সখ্য-প্রেমরাশি ।\n> ষোলসাঙ্গের কাষ্ঠ তুলি’ যে করিল বাঁশী ॥১১৬॥", "synonyms": "*rāmadāsa abhirāma*—de nome Rāmadāsa Abhirāma; *sakhya-prema*—amizade; *rāśi*—grande volume; *ṣolasa-aṅgera*—de dezesseis nós; *kaṣṭha*—madeira; *tuli'*—erguendo; *ye*—aquele que; *karila*—fez; *vāṅśī*—flauta.", "translation": "**Rāmadāsa Abhirāma estava plenamente absorto na doçura da amizade. Ele fez uma flauta de uma vara de bambu com dezesseis nós.**", "purport": "Abhirāma era habitante de Khānākula-kṛṣṇa-nagara."}
{"ref": "cc/adi/10/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/117/", "verse_text": "prabhura ājñāya nityānanda gauḍe calilā\n\ntāṅra saṅge tina-jana prabhu-ājñāya āilā", "devanagari": "> প্রভুর আজ্ঞায় নিত্যানন্দ গৌড়ে চলিলা ।\n> তাঁর সঙ্গে তিনজন প্রভু-আজ্ঞায় আইলা ॥১১৭॥", "synonyms": "*prabhura ājñāya*—sob a ordem do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *gauḍe*—para Bengala; *calilā*—voltou; *tāṅra saṅge*—em Sua companhia; *tina jana*—três homens; *prabhu-ājñāya*—sob a ordem do Senhor; *āilā*—foram.", "translation": "**Por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, três devotos acompanharam o Senhor Nityānanda Prabhu quando Ele voltou a Bengala para pregar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/118/", "verse_text": "rāmadāsa, mādhava, āra vāsudeva ghoṣa\n\nprabhu-saṅge rahe govinda pāiyā santoṣa", "devanagari": "> রামদাস, মাধব, আর বাসুদেব ঘোষ ।\n> প্রভু-সঙ্গে রহে গোবিন্দ পাইয়া সন্তোষ ॥১১৮॥", "synonyms": "*rāmadāsa*—de nome Rāmadāsa; *mādhava*—de nome Mādhava; *āra*—e; *vāsudeva ghoṣa*—de nome Vāsudeva Ghosh; *prabhu-saṅge*—na companhia do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rahe*—permaneceu; *govinda*—de nome Govinda; *pāiyā*—sentindo; *santoṣa*—grande satisfação.", "translation": "**Esses três eram Rāmadāsa, Mādhava Ghoṣa e Vāsudeva Ghoṣa. Govinda Ghoṣa, contudo, permaneceu com Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī e, assim, sentiu grande satisfação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/119/", "verse_text": "bhāgavatācārya, cirañjīva śrī-raghunandana\n\nmādhavācārya, kamalākānta, śrī-yadunandana", "devanagari": "> ভাগবতাচার্য, চিরঞ্জীব, শ্রীরঘুনন্দন ।\n> মাধবাচার্য কমলাকান্ত, শ্রীযদুনন্দন ॥১১৯॥", "synonyms": "*bhāgavatācārya*—de nome Bhāgavatācārya; *cirañjīva*—de nome Cirañjīva; *śrī-raghunandana*—de nome Śrī Raghunandana; *mādhavācārya*—de nome Mādhavācārya; *kamalākānta*—de nome Kamalākānta; *śrī-yadunandana*—de nome Śrī Yadunandana.", "translation": "**Bhāgavatācārya, Cirañjīva, Śrī Raghunandana, Mādhavācārya, Kamalākānta e Śrī Yadunandana estavam todos entre os ramos da árvore de Caitanya.**", "purport": "Śrī Mādhavācārya era o esposo da filha do Senhor Nityānanda, Gaṅgādevī. Ele recebeu iniciação de Puruṣottama, um ramo de Nityānanda Prabhu. Diz-se que, quando a filha de Nityānanda Prabhu se casou com Mādhavācārya, o Senhor lhe deu como dote a aldeia chamada Pāṅjinagara. Seu templo está situado perto da estação ferroviária de Jīrāṭ, na ferrovia oriental. Segundo o *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (169), Śrī Mādhavācārya fora outrora a *gopī* chamada Mādhavī. Kamalākānta pertencia ao ramo de Śrī Advaita Prabhu. Seu nome completo era Kamalākānta Viśvāsa."}
{"ref": "cc/adi/10/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/120/", "verse_text": "mahā-kṛpā-pātra prabhura jagāi, mādhāi\n\n'patita-pāvana' nāmera sākṣī dui bhāi", "devanagari": "> মহা-কৃপাপাত্র প্রভুর জগাই, মাধাই ।\n> ‘পতিতপাবন’ নামের সাক্ষী দুই ভাই ॥১২০॥", "synonyms": "*mahā-kṛpā-pātra*—objeto de imensa misericórdia; *prabhura*—do Senhor; *jagāi mādhāi*—os dois irmãos Jagāi e Mādhāi; *patita-pāvana*—libertador dos caídos; *nāmera*—deste nome; *sākṣī*—testemunha; *dui bhāi*—estes dois irmãos.", "translation": "**Jagāi e Mādhāi, o octogésimo nono e o nonagésimo ramos da árvore, foram os maiores beneficiários da misericórdia do Senhor Caitanya. Esses dois irmãos foram as testemunhas que provaram que o Senhor Caitanya recebeu acertadamente o nome de Patita-pāvana, \"o libertador das almas caídas\".**", "purport": "No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā (115), diz-se que os dois irmãos Jagāi e Mādhāi foram outrora os porteiros chamados Jaya e Vijaya, que mais tarde se tornaram Hiraṇyākṣa e Hiraṇyakaśipu. Jagāi e Mādhāi nasceram em respeitáveis famílias brāhmaṇas, mas adotaram as profissões de ladrões e patifes e, assim, envolveram-se em toda espécie de atividades indesejáveis, especialmente a caça às mulheres, a intoxicação e o jogo. Mais tarde, pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu e de Śrī Nityānanda Prabhu, foram iniciados e tiveram a oportunidade de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Como resultado do cantar, ambos os irmãos se tornaram devotos exaltados do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Os descendentes de Mādhāi ainda existem, e são respeitáveis brāhmaṇas. Os túmulos desses dois irmãos, Jagāi e Mādhāi, encontram-se num lugar conhecido como Ghoṣahāṭa, ou Mādhāitalā-grāma, que se situa cerca de um quilômetro e meio ao sul de Katwa. Diz-se que Śrī Gopīcaraṇa dāsa Bābājī estabeleceu um templo de Nitāi-Gaura neste lugar há cerca de duzentos anos."}
{"ref": "cc/adi/10/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/121/", "verse_text": "gauḍa-deśa-bhaktera kaila saṅkṣepa kathana\n\nananta caitanya-bhakta nā yāya gaṇana", "devanagari": "> গৌড়দেশ-ভক্তের কৈল সংক্ষেপ কথন ।\n> অনন্ত চৈতন্যভক্ত না যায় গণন ॥১২১॥", "synonyms": "*gauḍa-deśa*—em Bengala; *bhaktera*—dos devotos; *kaila*—descrevi; *saṅkṣepa*—em breve; *kathana*—narração; *ananta*—ilimitados; *caitanya-bhakta*—devotos do Senhor Caitanya; *nā*—não; *yāya*—podem ser; *gaṇana*—contados.", "translation": "**Fiz uma breve descrição dos devotos do Senhor Caitanya em Bengala. Na verdade, Seus devotos são inumeráveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/122/", "verse_text": "nīlācale ei saba bhakta prabhu-saṅge\n\ndui sthāne prabhu-sevā kaila nānā-raṅge", "devanagari": "> নীলাচলে এই সব ভক্ত প্রভুসঙ্গে ।\n> দুই স্থানে প্রভু-সেবা কৈল নানা-রঙ্গে ॥১২২॥", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *ei*—estes; *saba*—todos; *bhakta*—devotos; *prabhu-saṅge*—na companhia do Senhor Caitanya; *dui sthāne*—em dois lugares; *prabhu-sevā*—serviço ao Senhor; *kaila*—executaram; *nānā-raṅge*—de diferentes maneiras.", "translation": "**Mencionei especialmente todos esses devotos porque eles acompanharam o Senhor Caitanya Mahāprabhu em Bengala e Orissa e O serviram de muitas maneiras.**", "purport": "A maioria dos devotos do Senhor Caitanya vivia em Bengala e Orissa. Por isso, são celebrados como oriyās e gauḍīyas. Atualmente, porém, pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, Seu culto está sendo propagado por todo o mundo, e é mais do que provável que, na futura história do movimento do Senhor Caitanya, europeus, americanos, canadenses, australianos, sul-americanos, asiáticos e pessoas de todo o mundo sejam celebrados como devotos do Senhor Caitanya. A Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna já construiu um grande templo em Māyāpur, Navadvīpa, que está sendo visitado por devotos de todas as partes do mundo, tal como predisse o Senhor Caitanya Mahāprabhu e antecipou Śrī Bhaktivinoda Ṭhākura."}
{"ref": "cc/adi/10/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/123/", "verse_text": "kevala nīlācale prabhura ye ye bhakta-gaṇa\n\nsaṅkṣepe kariye kichu se saba kathana", "devanagari": "> কেবল নীলাচলে প্রভুর যে যে ভক্তগণ ।\n> সংক্ষেপে করিয়ে কিছু সে সব কথন ॥১২৩॥", "synonyms": "*kevala*—somente; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *prabhura*—do Senhor; *ye ye*—todos aqueles; *bhakta-gaṇa*—devotos; *saṅkṣepe*—em breve; *kariye*—faço; *kichu*—alguma; *se saba*—todos aqueles; *kathana*—narração.", "translation": "**Permita-me descrever brevemente alguns dos devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/124-126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/124-126/", "verse_text": "nīlācale prabhu-saṅge yata bhakta-gaṇa\n\nsabāra adhyakṣa prabhura marma dui-jana\n\nparamānanda-purī, āra svarūpa-dāmodara\n\ngadādhara, jagadānanda, śaṅkara, vakreśvara\n\ndāmodara paṇḍita, ṭhākura haridāsa\n\nraghunātha vaidya, āra raghunātha-dāsa", "devanagari": "> নীলাচলে প্রভুসঙ্গে যত ভক্তগণ ।\n> সবার অধ্যক্ষ প্রভুর মর্ম দুইজন ॥১২৪॥\n> পরমানন্দপুরী, আর স্বরূপ-দামোদর ।\n> গদাধর, জগদানন্দ, শঙ্কর, বক্রেশ্বর ॥১২৫॥\n> দামোদর পণ্ডিত, ঠাকুর হরিদাস ।\n> রঘুনাথ বৈদ্য, আর রঘুনাথদাস ॥১২৬॥", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *prabhu-saṅge*—na companhia do Senhor Caitanya; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *sabāra*—de todos eles; *adhyakṣa*—o principal; *prabhura*—do Senhor; *marma*—coração e alma; *dui jana*—duas pessoas; *paramānanda-purī*—de nome Paramānanda Purī; *āra*—e; *svarūpa-dāmodara*—de nome Svarūpa Dāmodara; *gadādhara*—de nome Gadādhara; *jagadānanda*—de nome Jagadānanda; *śaṅkara*—de nome Śaṅkara; *vakreśvara*—de nome Vakreśvara; *dāmodara paṇḍita*—de nome Dāmodara Paṇḍita; *ṭhākura haridāsa*—de nome Ṭhākura Haridāsa; *raghunātha vaidya*—de nome Raghunātha Vaidya; *āra*—e; *raghunātha-dāsa*—de nome Raghunātha dāsa.", "translation": "**Entre os devotos que acompanharam o Senhor em Jagannātha Purī, dois deles — Paramānanda Purī e Svarūpa Dāmodara — eram o coração e a alma do Senhor. Entre os demais devotos estavam Gadādhara, Jagadānanda, Śaṅkara, Vakreśvara, Dāmodara Paṇḍita, Ṭhākura Haridāsa, Raghunātha Vaidya e Raghunātha dāsa.**", "purport": "O *Caitanya-bhāgavata*, *Antya-līlā*, Capítulo Cinco, afirma que Raghunātha Vaidya veio ver Śrī Caitanya Mahāprabhu quando o Senhor estava hospedado em Pāṇihāṭī. Ele era um grande devoto e tinha todas as boas qualidades. Segundo o *Caitanya-bhāgavata*, ele foi outrora Revatī, a esposa de Balarāma. Qualquer pessoa para quem ele lançasse o olhar imediatamente alcançava a consciência de Kṛṣṇa. Ele vivia à beira-mar em Jagannātha Purī e compilou um livro de nome Sthāna-nirūpaṇa."}
{"ref": "cc/adi/10/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/127/", "verse_text": "ityādika pūrva-saṅgī baḍa bhakta-gaṇa\n\nnīlācale rahi' kare prabhura sevana", "devanagari": "> ইত্যাদিক পূর্বসঙ্গী বড় ভক্তগণ ।\n> নীলাচলে রহি’ করে প্রভুর সেবন ॥১২৭॥", "synonyms": "*iti-ādika*—todos estes e outros; *pūrva-saṅgī*—antigos associados; *baḍa*—muito; *bhakta-gaṇa*—grandes devotos; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *rahi'*—permanecendo; *kare*—fazem; *prabhura*—do Senhor; *sevana*—serviço.", "translation": "**Todos esses devotos foram associados do Senhor desde o princípio, e, quando o Senhor passou a residir em Jagannātha Purī, eles permaneceram ali para servi-Lo fielmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/128/", "verse_text": "āra yata bhakta-gaṇa gauḍa-deśa-vāsī\n\npratyabde prabhure dekhe nīlācale āsi'", "devanagari": "> আর যত ভক্তগণ গৌড়দেশবাসী ।\n> প্রত্যব্দে প্রভুরে দেখে নীলাচলে আসি’ ॥১২৮॥", "synonyms": "*āra*—outros; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *gauḍa-deśa-vāsī*—residentes de Bengala; *prati-abde*—a cada ano; *prabhure*—o Senhor; *dekhe*—veem; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *āsi'*—vindo até lá.", "translation": "**Todos os devotos que residiam na Bengala costumavam visitar Jagannātha Purī anualmente para ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/129/", "verse_text": "nīlācale prabhu-saha prathama milana\n\nsei bhakta-gaṇera ebe kariye gaṇana", "devanagari": "> নীলাচলে প্রভুসহ প্রথম মিলন ।\n> সেই ভক্তগণের এবে করিয়ে গণন ॥১২৯॥", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *prabhu-saha*—com o Senhor; *prathama*—primeiro; *milana*—encontro; *sei*—esses; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *ebe*—agora; *kariye*—faço; *gaṇana*—contagem.", "translation": "**Permita-me agora enumerar os devotos de Bengala que vieram pela primeira vez ver o Senhor em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/130/", "verse_text": "baḍa-śākhā eka,--sārvabhauma bhaṭṭācārya\n\ntāṅra bhagnī-pati śrī-gopīnāthācārya", "devanagari": "> বড়শাখা এক, — সার্বভৌম ভট্টাচার্য ।\n> তাঁর ভগ্নীপতি শ্রীগোপীনাথাচার্য ॥১৩০॥", "synonyms": "*baḍa-śākhā eka*—um dos maiores ramos; *sārvabhauma bhaṭṭācārya*—de nome Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tāṅra bhagnī-pati*—seu cunhado (o marido da irmã de Sārvabhauma); *śrī-gopīnāthācārya*—de nome Śrī Gopīnāthācārya.", "translation": "**Havia Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, um dos maiores ramos da árvore do Senhor, e o marido de sua irmã, Śrī Gopīnātha Ācārya.**", "purport": "O nome original de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya era Vāsudeva Bhaṭṭācārya. Seu local de nascimento, conhecido como Vidyānagara, fica a cerca de duas milhas e meia da estação ferroviária de Navadvīpa, ou estação ferroviária de Cāṅpāhāṭī. Seu pai era um homem muito célebre, de nome Maheśvara Viśārada. Diz-se que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya foi o maior lógico de seu tempo na Índia. Em Mithilā, no Bihar, ele se tornou aluno de um grande professor chamado Pakṣadhara Miśra, que não permitia a nenhum aluno anotar suas explicações de lógica. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, porém, era tão talentoso que aprendeu as explicações de cor, e, quando mais tarde voltou a Navadvīpa, estabeleceu uma escola para o estudo da lógica, diminuindo assim a importância de Mithilā. Estudantes de várias partes da Índia ainda vêm a Navadvīpa para estudar lógica. Segundo algumas opiniões autorizadas, o célebre lógico Raghunātha Śiromaṇi também foi aluno de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Com efeito, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya tornou-se o líder de todos os estudantes de lógica. Embora fosse um *gṛhastha* (chefe de família), ele ensinou o conhecimento da lógica inclusive a muitos *sannyāsīs.*\n\nEle fundou em Jagannātha Purī uma escola para o estudo da filosofia vedānta, da qual era um grande erudito. Quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya encontrou Śrī Caitanya Mahāprabhu, aconselhou o Senhor a aprender com ele a filosofia vedānta, mas mais tarde se tornou aluno do Senhor Caitanya Mahāprabhu para compreender o verdadeiro significado do vedānta. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya teve a fortuna de ver a forma de seis braços do Senhor Caitanya, conhecida como Ṣaḍbhuja. Uma Deidade de Ṣaḍbhuja ainda está situada numa das extremidades do templo de Jagannātha. Realizam-se diariamente execuções de *saṅkīrtana* nessa parte do templo. O encontro de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya com o Senhor Caitanya Mahāprabhu é vividamente descrito no *Madhya-līlā,* Capítulo Seis. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya escreveu um livro chamado *Caitanya-śataka.* Além dos cem versos desse livro, dois versos que começam com as palavras *vairāgya-vidyā-nija-bhakti-yoga* e *kālān naṣṭaṁ bhakti-yogaṁ nijaṁ yaḥ* são muito famosos entre os vaiṣṇavas gauḍīyas. O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (119) afirma que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya era uma encarnação de Bṛhaspati, o sábio erudito dos planetas celestiais.\n\nGopīnātha Ācārya, que pertencia a uma respeitável família de *brāhmaṇas,* também era habitante de Navadvīpa e companheiro constante do Senhor. Como se menciona no presente verso do *Śrī Caitanya-caritāmṛta,* ele era o esposo da irmã de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (178), descreve-se que ele fora outrora a *gopī* chamada Ratnāvalī. Na opinião de outros, ele era uma encarnação de Brahmā."}
{"ref": "cc/adi/10/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/131/", "verse_text": "kāśī-miśra, pradyumna-miśra, rāya bhavānanda\n\nyāṅhāra milane prabhu pāilā ānanda", "devanagari": "> কাশীমিশ্র, প্রদ্যুম্নমিশ্র, রায় ভবানন্দ ।\n> যাঁহার মিলনে প্রভু পাইলা আনন্দ ॥১৩১॥", "synonyms": "*kāśī-miśra*—de nome Kāśī Miśra; *pradyumna-miśra*—de nome Pradyumna Miśra; *rāya bhavānanda*—de nome Bhavānanda Rāya; *yāṅhāra*—de quem; *milane*—ao encontrar-se; *prabhu*—o Senhor; *pāilā*—obteve; *ānanda*—grande prazer.", "translation": "**Na lista de devotos em Jagannātha Purī [que começa com Paramānanda Purī, Svarūpa Dāmodara, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Gopīnātha Ācārya], Kāśī Miśra era o quinto, Pradyumna Miśra o sexto e Bhavānanda Rāya o sétimo. O Senhor Caitanya sentia grande prazer ao encontrar-se com eles.**", "purport": "Em Jagannātha Purī, o Senhor Caitanya viveu na casa de Kāśī Miśra, que era o sacerdote do rei. Mais tarde, essa casa foi herdada por Vakreśvara Paṇḍita e depois por seu discípulo Gopālaguru Gosvāmī, que ali estabeleceu uma Deidade de Rādhākānta. O Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā (193) afirma que Kāśī Miśra fora outrora Kubjā, em Mathurā. Pradyumna Miśra, um habitante de Orissa, era um grande devoto do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Pradyumna Miśra nasceu numa família *brāhmaṇa* e Rāmānanda Rāya numa família não *brāhmaṇa*, mas, ainda assim, o Senhor Caitanya Mahāprabhu aconselhou Pradyumna Miśra a receber instrução de Rāmānanda Rāya. Esse incidente é descrito no *Antya-līlā*, Capítulo Cinco.\n\nBhavānanda Rāya era o pai de Śrī Rāmānanda Rāya. Sua residência ficava em Ālālanātha (Brahmagiri), cerca de dezenove quilômetros a oeste de Jagannātha Purī. Por casta, ele pertencia à comunidade karaṇa de Orissa, cujos membros às vezes eram conhecidos como kāyasthas e às vezes como śūdras; no entanto, ele era o governador de Madras, sob o controle do rei Pratāparudra de Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/adi/10/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/132/", "verse_text": "āliṅgana kari' tāṅre balila vacana\n\ntumi pāṇḍu, pañca-pāṇḍava--tomāra nandana", "devanagari": "> আলিঙ্গন করি’ তাঁরে বলিল বচন ।\n> তুমি পাণ্ডু, পঞ্চপাণ্ডব — তোমার নন্দন ॥১৩২॥", "synonyms": "*āliṅgana kari'*—abraçando; *tāṅre*—a ele; *balila*—disse; *vacana*—estas palavras; *tumi*—tu; *pāṇḍu*—foste Pāṇḍu; *pañca*—cinco; *pāṇḍava*—os Pāṇḍavas; *tomāra*—teus; *nandana*—filhos.", "translation": "**Abraçando Rāya Bhavānanda, o Senhor declarou-lhe: \"Tu apareceste outrora como Pāṇḍu, e teus cinco filhos apareceram como os cinco Pāṇḍavas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/133/", "verse_text": "rāmānanda rāya, paṭṭanāyaka gopīnātha\n\nkalānidhi, sudhānidhi, nāyaka vāṇīnātha", "devanagari": "> রামানন্দ রায়, পট্টনায়ক গোপীনাথ ।\n> কলানিধি, সুধানিধি, নায়ক বাণীনাথ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*rāmānanda rāya*—de nome Rāmānanda Rāya; *paṭṭanāyaka gopīnātha*—de nome Paṭṭanāyaka Gopīnātha; *kalānidhi*—de nome Kalānidhi; *sudhānidhi*—de nome Sudhānidhi; *nāyaka vāṇīnātha*—de nome Nāyaka Vāṇīnātha.", "translation": "**Os cinco filhos de Bhavānanda Rāya eram Rāmānanda Rāya, Paṭṭanāyaka Gopīnātha, Kalānidhi, Sudhānidhi e Nāyaka Vāṇīnātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/134/", "verse_text": "ei pañca putra tomāra mora priyapātra\n\nrāmānanda saha mora deha-bheda mātra", "devanagari": "> এই পঞ্চ পুত্র তোমার মোর প্রিয়পাত্র ।\n> রামানন্দ সহ মোর দেহ-ভেদ মাত্র ॥১৩৪॥", "synonyms": "*ei*—estes; *pañca*—cinco; *putra*—filhos; *tomāra*—teus; *mora*—Meus; *priya-pātra*—muito queridos; *rāmānanda saha*—com Śrī Rāmānanda Rāya; *mora*—Minha; *deha-bheda*—diferença corporal; *mātra*—apenas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Bhavānanda Rāya: \"Teus cinco filhos são todos Meus queridos devotos. Rāmānanda Rāya e Eu somos um só, embora nossos corpos sejam diferentes.\"**", "purport": "O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* (120-24) afirma que Rāmānanda Rāya fora outrora Arjuna. Considera-se também que ele foi uma encarnação da *gopī* Lalitā, embora, na opinião de outros, tenha sido uma encarnação de Viśākhādevī. Ele era um devoto muito confidencial do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Embora Eu seja um *sannyāsī,* Minha mente às vezes se perturba quando vejo uma mulher. Rāmānanda Rāya, porém, é maior do que Eu, pois permanece sempre imperturbável, mesmo quando toca uma mulher.\" Somente Rāmānanda Rāya era dotado da prerrogativa de tocar uma mulher dessa maneira; ninguém deve imitá-lo. Infelizmente, há canalhas que imitam as atividades de Rāmānanda Rāya. Não precisamos discuti-los mais.\n\nNos passatempos finais do Senhor Caitanya Mahāprabhu, tanto Rāmānanda Rāya quanto Svarūpa Dāmodara sempre se ocupavam em recitar versos adequados do *Śrīmad-Bhāgavatam* para apaziguar os sentimentos extáticos de separação de Kṛṣṇa que o Senhor sentia. Diz-se que, quando o Senhor Caitanya foi ao sul da Índia, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya aconselhou-O a encontrar-se com Rāmānanda Rāya, declarando que não havia devoto tão avançado na compreensão do amor conjugal de Kṛṣṇa e das *gopīs.* Enquanto percorria o sul da Índia, o Senhor Caitanya encontrou Rāmānanda Rāya à margem do Godāvarī, e, em seus longos discursos, o Senhor assumiu a posição de aluno, e Rāmānanda Rāya O instruiu. Caitanya Mahāprabhu concluiu esses discursos dizendo: \"Meu querido Rāmānanda Rāya, tanto tu quanto Eu somos loucos, e por isso nos encontramos intimamente em pé de igualdade.\" O Senhor Caitanya aconselhou Rāmānanda Rāya a renunciar a seu posto no governo e voltar a Jagannātha Purī para viver com Ele. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu Se recusasse a ver Mahārāja Pratāparudra por ele ser um rei, Rāmānanda Rāya, mediante um estratagema vaiṣṇava, arranjou um encontro entre o Senhor e o rei. Isso é descrito no *Madhya-līlā,* Capítulo Doze, versos 41-57. Śrī Rāmānanda Rāya esteve presente durante os passatempos aquáticos do Senhor após o festival de Ratha-yātrā.\n\nO Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu considerava Śrī Rāmānanda Rāya e Śrī Sanātana Gosvāmī iguais em sua renúncia, pois, embora Śrī Rāmānanda Rāya fosse um *gṛhastha* ocupado no serviço do governo e Śrī Sanātana Gosvāmī estivesse na ordem renunciada, em completo desapego das atividades materiais, ambos eram servos da Suprema Personalidade de Deus que mantinham Kṛṣṇa no centro de todas as suas atividades. Śrī Rāmānanda Rāya foi uma das três personalidades e meia com quem Śrī Caitanya Mahāprabhu discutiu os tópicos mais confidenciais da consciência de Kṛṣṇa. O Senhor Caitanya Mahāprabhu aconselhou Pradyumna Miśra a aprender a ciência de Kṛṣṇa com Śrī Rāmānanda Rāya. Assim como Subala sempre ajudava Kṛṣṇa em Seus relacionamentos com Rādhārāṇī no *kṛṣṇa-līlā,* assim também Rāmānanda Rāya ajudava o Senhor Caitanya Mahāprabhu em Seus sentimentos de separação de Kṛṣṇa. Śrī Rāmānanda Rāya foi o autor do *Jagannātha-vallabha-nāṭaka.*"}
{"ref": "cc/adi/10/135-136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/135-136/", "verse_text": "pratāparudra rājā, āra oḍhra kṛṣṇānanda\n\nparamānanda mahāpātra, oḍhra śivānanda\n\nbhagavān ācārya, brahmānandākhya bhāratī\n\nśrī-śikhi māhiti, āra murāri māhiti", "devanagari": "> প্রতাপরুদ্র রাজা, আর ওঢ্র কৃষ্ণানন্দ ।\n> পরমানন্দ মহাপাত্র, ওঢ্র শিবানন্দ ॥১৩৫॥\n> ভগবান্ আচার্য, ব্রহ্মানন্দাখ্য ভারতী ।\n> শ্রীশিখি মাহিতি, আর মুরারি মাহিতি ॥১৩৬॥", "synonyms": "*pratāparudra rājā*—o rei Pratāparudra de Orissa; *āra*—e; *oḍhra kṛṣṇānanda*—Kṛṣṇānanda, um devoto de Orissa; *paramānanda mahāpātra*—de nome Paramānanda Mahāpātra; *oḍhra śivānanda*—o oriya Śivānanda; *bhagavān ācārya*—de nome Bhagavān Ācārya; *brahmānanda-ākhya bhāratī*—de nome Brahmānanda Bhāratī; *śrī-śikhi māhiti*—de nome Śrī Śikhi Māhiti; *āra*—e; *murāri māhiti*—de nome Murāri Māhiti.", "translation": "**O rei Pratāparudra de Orissa, os devotos oriyas Kṛṣṇānanda e Śivānanda, Paramānanda Mahāpātra, Bhagavān Ācārya, Brahmānanda Bhāratī, Śrī Śikhi Māhiti e Murāri Māhiti associavam-se constantemente com Caitanya Mahāprabhu enquanto Ele residia em Jagannātha Purī.**", "purport": "Pratāparudra Mahārāja, que pertencia à dinastia dos reis Gaṅgā e cuja capital ficava em Cuttak, era o imperador de Orissa e um grande devoto do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Foi por iniciativa de Rāmānanda Rāya e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya que ele pôde servir ao Senhor Caitanya. No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā (118), diz-se que o rei Indradyumna, que estabeleceu o templo de Jagannātha há milhares de anos, mais tarde tornou a nascer em sua própria família como Mahārāja Pratāparudra na época de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Mahārāja Pratāparudra era tão poderoso quanto o rei Indra. O drama chamado Caitanya-candrodaya foi escrito sob sua direção.\n\nNo *Caitanya-bhāgavata*, *Antya-līlā*, Capítulo Cinco, Paramānanda Mahāpātra é descrito da seguinte forma: \"Paramānanda Mahāpātra estava entre os devotos que nasceram em Orissa e aceitaram Caitanya Mahāprabhu como seu único tesouro. No êxtase do amor conjugal, ele sempre pensava em Caitanya Mahāprabhu.\" Bhagavān Ācārya, um erudito muito instruído, fora outrora habitante de Hālisahara, mas deixou tudo para viver com Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī. Seu relacionamento com Caitanya Mahāprabhu era de amizade, como o de um vaqueirinho. Ele era sempre amigável com Svarūpa Gosāñi, mas estava firmemente devotado aos pés de lótus do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Às vezes, convidava Caitanya Mahāprabhu para sua casa.\n\nBhagavān Ācārya era muito generoso e simples. Seu pai, Śatānanda Khān, era completamente materialista, e seu irmão mais novo, Gopāla Bhaṭṭācārya, era um firme filósofo māyāvādī que estudara muito minuciosamente. Quando seu irmão veio a Jagannātha Purī, Bhagavān Ācārya quis ouvir dele sobre a filosofia māyāvāda, mas Svarūpa Dāmodara proibiu-o de fazê-lo, e ali o assunto cessou. Certa vez, um amigo de Bhagavān Ācārya, vindo de Bengala, quis recitar um drama que escrevera contra os princípios do serviço devocional; e, embora Bhagavān Ācārya quisesse recitar esse drama diante do Senhor Caitanya Mahāprabhu, Svarūpa Dāmodara, o secretário do Senhor, não lhe permitiu fazê-lo. Mais tarde, Svarūpa Dāmodara apontou no drama muitos erros e divergências com a conclusão do serviço devocional, e o autor tomou consciência das falhas em seu escrito e então se rendeu a Svarūpa Dāmodara, suplicando sua misericórdia. Isso é descrito no *Antya-līlā*, Capítulo Cinco, versos 91-158.\n\nNo Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 189, diz-se que Śikhi Māhiti fora outrora uma assistente de Śrīmatī Rādhārāṇī chamada Rāgalekhā. Sua irmã Mādhavī também era assistente de Śrīmatī Rādhārāṇī e chamava-se Kalākelī. Śikhi Māhiti, Mādhavī e seu irmão Murāri Māhiti eram todos devotos puros de Śrī Caitanya Mahāprabhu que não podiam esquecê-Lo por um só momento de suas vidas. Há um livro na língua oriya chamado Caitanya-carita-mahākāvya no qual existem muitas narrativas sobre Śikhi Māhiti. Uma das narrativas refere-se a um sonho extático que ele teve. Śikhi Māhiti sempre se ocupava em servir ao Senhor em sua mente. Certa noite, enquanto prestava tal serviço, adormeceu, e, enquanto dormia, seu irmão e sua irmã vieram acordá-lo. Naquele momento, ele estava em pleno êxtase, pois tinha um sonho maravilhoso de que o Senhor Caitanya, ao visitar o templo de Jagannātha, entrava no corpo de Jagannātha e dele saía novamente, contemplando a Deidade de Jagannātha. Assim, tão logo despertou, abraçou seu irmão e sua irmã e informou-lhes: \"Meu querido irmão e minha querida irmã, tive um sonho maravilhoso que agora vou explicar-vos. As atividades do Senhor Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī, são certamente as mais maravilhosas. Eu vi que o Senhor Caitanya Mahāprabhu, ao visitar o templo de Jagannātha, entrava no corpo de Jagannātha e dele saía novamente. Continuo vendo o mesmo sonho. Achais que enlouqueci? Ainda estou vendo o mesmo sonho! E o mais maravilhoso é que, tão logo me aproximei de Caitanya Mahāprabhu, Ele me abraçou com Seus longos braços.\" Enquanto falava assim com seu irmão e sua irmã, a voz de Śikhi Māhiti faltou-lhe, e havia lágrimas em seus olhos. Então os irmãos e a irmã foram ao templo de Jagannātha, e ali viram o Senhor Caitanya no Jagamohana (o salão de kīrtana do templo de Jagannātha), contemplando a beleza da Deidade de Śrī Jagannātha, exatamente como no sonho de Śikhi Māhiti. O Senhor era tão magnânimo que imediatamente abraçou Śikhi Māhiti, exclamando: \"Tu és o irmão mais velho de Murāri!\" Sendo assim abraçado, Śikhi Māhiti sentiu uma bem-aventurança transcendental extática. Dessa maneira, ele, seu irmão e sua irmã sempre se ocupavam em prestar serviço ao Senhor. Murāri Māhiti, o irmão mais novo de Śikhi Māhiti, é descrito no *Madhya-līlā*, Capítulo Dez, verso 44."}
{"ref": "cc/adi/10/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/137/", "verse_text": "mādhavī-devī--śikhi-māhitira bhaginī\n\nśrī-rādhāra dāsī-madhye yāṅra nāma gaṇi", "devanagari": "> মাধবী-দেবী — শিখিমাহিতির ভগিনী ।\n> শ্রীরাধার দাসীমধ্যে যাঁর নাম গণি ॥১৩৭॥", "synonyms": "*mādhavī-devī*—de nome Mādhavīdevī; *śikhi-māhitira*—de Śikhi Māhiti; *bhaginī*—irmã; *śrī-rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *dāsī-madhye*—entre as criadas; *yāṅra*—cujo; *nāma*—nome; *gaṇi*—conto.", "translation": "**Mādhavīdevī, a décima sétima entre os devotos proeminentes, era a irmã mais nova de Śikhi Māhiti. Considera-se que ela tenha sido outrora uma criada de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": "No *Antya-līlā* do *Caitanya-caritāmṛta*, Capítulo Dois, versos 104-106, há uma descrição de Mādhavīdevī. Śrī Caitanya Mahāprabhu considerava-a uma das criadas de Śrīmatī Rādhārāṇī. Dentro deste mundo, Caitanya Mahāprabhu tinha três devotos e meio extremamente íntimos. Os três eram Svarūpa Gosāñi, Śrī Rāmānanda Rāya e Śikhi Māhiti, e a irmã de Śikhi Māhiti, Mādhavīdevī, por ser mulher, era considerada a metade. Assim, sabe-se que Śrī Caitanya Mahāprabhu tinha três devotos íntimos e meio."}
{"ref": "cc/adi/10/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/138/", "verse_text": "īśvara-purīra śiṣya--brahmacārī kāśīśvara\n\nśrī-govinda nāma tāṅra priya anucara", "devanagari": "> ঈশ্বরপুরীর শিষ্য — ব্রহ্মচারী কাশীশ্বর ।\n> শ্রীগোবিন্দ নাম তাঁর প্রিয় অনুচর ॥১৩৮॥", "synonyms": "*īśvara-purīra śiṣya*—discípulo de Īśvara Purī; *brahmacārī kāśīśvara*—de nome Brahmacārī Kāśīśvara; *śrī-govinda*—de nome Śrī Govinda; *nāma*—nome; *tāṅra*—seu; *priya*—muito querido; *anucara*—seguidor.", "translation": "**Brahmacārī Kāśīśvara era um discípulo de Īśvara Purī, e Śrī Govinda era outro de seus queridos discípulos.**", "purport": "Govinda era o servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu. No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 137, afirma-se que os servos outrora chamados Bhṛṅgāra e Bhaṅgura em Vṛndāvana tornaram-se Kāśīśvara e Govinda nos passatempos de Caitanya Mahāprabhu. Govinda sempre se ocupava no serviço do Senhor, mesmo correndo grande risco."}
{"ref": "cc/adi/10/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/139/", "verse_text": "tāṅra siddhi-kāle doṅhe tāṅra ājñā pāñā\n\nnīlācale prabhu-sthāne milila āsiyā", "devanagari": "> তাঁর সিদ্ধিকালে দোঁহে তাঁর আজ্ঞা পাঞা ।\n> নীলাচলে প্রভুস্থানে মিলিল আসিয়া ॥১৩৯॥", "synonyms": "*tāṅra siddhi-kāle*—no momento do desaparecimento de Īśvara Purī; *doṅhe*—os dois; *tāṅra*—sua; *ājñā*—ordem; *pāñā*—recebendo; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *prabhu-sthāne*—no lugar do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *milila*—encontraram-se; *āsiyā*—vindo até lá.", "translation": "**Na lista de devotos proeminentes em Nīlācala [Jagannātha Purī], Kāśīśvara era o décimo oitavo e Govinda o décimo nono. Ambos vieram ver Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī, sendo assim ordenados por Īśvara Purī no momento de seu desaparecimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/140/", "verse_text": "gurura sambandhe mānya kaila duṅhākāre\n\ntāṅra ājñā māni' sevā dilena doṅhāre", "devanagari": "> গুরুর সম্বন্ধে মান্য কৈল দুঁহাকারে ।\n> তাঁর আজ্ঞা মানি’ সেবা দিলেন দোঁহারে ॥১৪০॥", "synonyms": "*gurura sambandhe*—em relação com Seu mestre espiritual; *mānya*—honra; *kaila*—ofereceu; *duṅhākāre*—a ambos; *tāṅra ājñā*—sua ordem; *māni'*—aceitando; *sevā*—serviço; *dilena*—deu-lhes; *doṅhāre*—aos dois.", "translation": "**Tanto Kāśīśvara como Govinda eram irmãos espirituais de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e assim o Senhor honrou-os devidamente tão logo eles chegaram. Mas, como Īśvara Purī lhes ordenara que prestassem serviço pessoal a Caitanya Mahāprabhu, o Senhor aceitou o serviço deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/141/", "verse_text": "aṅga-sevā govindere dilena īśvara\n\njagannātha dekhite calena āge kāśīśvara", "devanagari": "> অঙ্গসেবা গোবিন্দেরে দিলেন ঈশ্বর ।\n> জগন্নাথ দেখিতে চলেন আগে কাশীশ্বর ॥১৪১॥", "synonyms": "*aṅga-sevā*—cuidar do corpo; *govindere*—a Govinda; *dilena*—Ele deu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *jagannātha*—a Deidade de Jagannātha; *dekhite*—ao ir visitar; *calena*—ia; *āge*—à frente; *kāśīśvara*—de nome Kāśīśvara.", "translation": "**Govinda cuidava do corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ao passo que Kāśīśvara ia à frente do Senhor quando Ele ia ver Jagannātha no templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/142/", "verse_text": "aparaśa yāya gosāñi manuṣya-gahane\n\nmanuṣya ṭheli' patha kare kāśī balavāne", "devanagari": "> অপরশ যায় গোসাঞি মনুষ্য-গহনে ।\n> মনুষ্য ঠেলি’ পথ করে কাশী বলবানে ॥১৪২॥", "synonyms": "*aparaśa*—intocado; *yāya*—vai; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *manuṣya-gahane*—em meio à multidão; *manuṣya ṭheli'*—empurrando a multidão de homens; *patha kare*—abre o caminho; *kāśī*—Kāśīśvara; *balavāne*—muito forte.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu ia ao templo de Jagannātha, Kāśīśvara, por ser muito forte, afastava as multidões com as mãos, de modo que Caitanya Mahāprabhu pudesse passar intocado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/143/", "verse_text": "rāmāi-nandāi--doṅhe prabhura kiṅkara\n\ngovindera saṅge sevā kare nirantara", "devanagari": "> রামাই-নন্দাই — দোঁহে প্রভুর কিঙ্কর ।\n> গোবিন্দের সঙ্গে সেবা করে নিরন্তর ॥১৪৩॥", "synonyms": "*rāmāi-nandāi*—de nomes Rāmāi e Nandāi; *doṅhe*—ambos; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *kiṅkara*—servos; *govindera*—com Govinda; *saṅge*—com ele; *sevā*—serviço; *kare*—prestavam; *nirantara*—vinte e quatro horas por dia.", "translation": "**Rāmāi e Nandāi, o vigésimo e o vigésimo primeiro entre os importantes devotos de Jagannātha Purī, sempre auxiliavam Govinda vinte e quatro horas por dia em prestar serviço ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/144/", "verse_text": "bāiśa ghaḍā jala dine bharena rāmāi\n\ngovinda-ājñāya sevā karena nandāi", "devanagari": "> বাইশ ঘড়া জল দিনে ভরেন রামাই ।\n> গোবিন্দ-আজ্ঞায় সেবা করেন নন্দাই ॥১৪৪॥", "synonyms": "*bāiśa*—vinte e dois; *ghaḍā*—grandes potes de água; *jala*—água; *dine*—diariamente; *bharena*—enche; *rāmāi*—de nome Rāmāi; *govinda-ājñāya*—por ordem de Govinda; *sevā*—serviço; *karena*—presta; *nandāi*—de nome Nandāi.", "translation": "**Todos os dias, Rāmāi enchia vinte e dois grandes potes de água, ao passo que Nandāi auxiliava Govinda pessoalmente.**", "purport": "No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā (139), afirma-se que dois servos que outrora forneciam leite e água ao Senhor Kṛṣṇa tornaram-se Rāmāi e Nandāi nos passatempos de Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/10/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/145/", "verse_text": "kṛṣṇadāsa nāma śuddha kulīna brāhmaṇa\n\nyāre saṅge laiyā kailā dakṣiṇa gamana", "devanagari": "> কৃষ্ণদাস নাম শুদ্ধ কুলীন ব্রাহ্মণ ।\n> যারে সঙ্গে লৈয়া কৈলা দক্ষিণ গমন ॥১৪৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇadāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa; *nāma*—nome; *śuddha*—puro; *kulīna*—respeitável; *brāhmaṇa*—brāhmaṇa; *yāre*—a quem; *saṅge*—consigo; *laiyā*—levando; *kailā*—fez; *dakṣiṇa*—o sul da Índia; *gamana*—viagem.", "translation": "**O vigésimo segundo devoto, Kṛṣṇadāsa, nasceu numa família brāhmaṇa pura e respeitável. Durante Sua viagem pelo sul da Índia, o Senhor Caitanya levou Kṛṣṇadāsa consigo.**", "purport": "Kṛṣṇadāsa é descrito no *Madhya-līlā*, capítulos Sete e Nove. Ele acompanhou Śrī Caitanya Mahāprabhu para carregar Seu pote de água. No estado de Malabar, membros do culto Bhaṭṭathāri tentaram cativar Kṛṣṇadāsa, fornecendo-lhe uma mulher para seduzi-lo; mas, embora Śrī Caitanya Mahāprabhu o salvasse de ser prejudicado, quando retornaram a Jagannātha Purī, Ele pediu a Kṛṣṇadāsa que ali permanecesse, pois o Senhor nunca era favoravelmente disposto para com um associado que se sentisse atraído por uma mulher. Dessa forma, Kṛṣṇadāsa perdeu a associação pessoal do Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/10/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/146/", "verse_text": "balabhadra bhaṭṭācārya--bhakti adhikārī\n\nmathurā-gamane prabhura yeṅho brahmacārī", "devanagari": "> বলভদ্র ভট্টাচার্য — ভক্তি অধিকারী ।\n> মথুরা-গমনে প্রভুর যেঁহো ব্রহ্মচারী ॥১৪৬॥", "synonyms": "*ballabhadra bhaṭṭācārya*—de nome Balabhadra Bhaṭṭācārya; *bhakti adhikārī*—devoto genuíno; *mathurā-gamane*—enquanto percorria Mathurā; *prabhura*—do Senhor; *yeṅho*—que; *brahmacārī*—atuou como brahmacārī.", "translation": "**Como devoto genuíno, Balabhadra Bhaṭṭācārya, o vigésimo terceiro associado principal, atuou como o brahmacārī de Śrī Caitanya Mahāprabhu quando este percorreu Mathurā.**", "purport": "Balabhadra Bhaṭṭācārya atuou como brahmacārī, ou assistente pessoal de um sannyāsī. Não se espera que um sannyāsī cozinhe. Em geral, um sannyāsī aceita prasāda na casa de um gṛhastha, e um brahmacārī ajuda nesse sentido. Supõe-se que o sannyāsī seja um mestre espiritual e o brahmacārī seu discípulo. Balabhadra Bhaṭṭācārya atuou como brahmacārī de Śrī Caitanya Mahāprabhu quando o Senhor percorreu Mathurā e Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/adi/10/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/147/", "verse_text": "baḍa haridāsa, āra choṭa haridāsa\n\ndui kīrtanīyā rahe mahāprabhura pāśa", "devanagari": "> বড় হরিদাস, আর ছোট হরিদাস ।\n> দুই কীর্তনীয়া রহে মহাপ্রভুর পাশ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*baḍa haridāsa*—de nome Baḍa Haridāsa; *āra*—e; *choṭa haridāsa*—de nome Choṭa Haridāsa; *dui kīrtanīyā*—ambos eram bons cantores; *rahe*—ficam; *mahā-prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *pāśa*—junto a.", "translation": "**Baḍa Haridāsa e Choṭa Haridāsa, o vigésimo quarto e o vigésimo quinto devotos em Nīlācala, eram bons cantores que sempre acompanhavam o Senhor Caitanya.**", "purport": "Choṭa Haridāsa foi mais tarde banido da companhia do Senhor Caitanya Mahāprabhu, como se afirma no *Antya-līlā*, Segundo Capítulo."}
{"ref": "cc/adi/10/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/148/", "verse_text": "rāmabhadrācārya, āra oḍhra siṁheśvara\n\ntapana ācārya, āra raghu, nīlāmbara", "devanagari": "> রামভদ্রাচার্য, আর ওঢ্র সিংহেশ্বর ।\n> তপন আচার্য, আর রঘু, নীলাম্বর ॥১৪৮॥", "synonyms": "*rāmabhadrācārya*—de nome Rāmabhadra Ācārya; *āra*—e; *oḍhra*—residente de Orissa; *siṁheśvara*—de nome Siṁheśvara; *tapana ācārya*—de nome Tapana Ācārya; *āra raghu*—e outro Raghunātha; *nīlāmbara*—de nome Nīlāmbara.", "translation": "**Entre os devotos que viviam com o Senhor Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī, Rāmabhadra Ācārya era o vigésimo sexto, Siṁheśvara o vigésimo sétimo, Tapana Ācārya o vigésimo oitavo, Raghunātha o vigésimo nono e Nīlāmbara o trigésimo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/149/", "verse_text": "siṅgābhaṭṭa, kāmābhaṭṭa, dantura śivānanda\n\ngauḍe pūrva bhṛtya prabhura priya kamalānanda", "devanagari": "> সিঙ্গাভট্ট, কামাভট্ট, দন্তুর শিবানন্দ ।\n> গৌড়ে পূর্ব ভৃত্য প্রভুর প্রিয় কমলানন্দ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*siṅgābhaṭṭa*—de nome Siṅgābhaṭṭa; *kāmābhaṭṭa*—de nome Kāmābhaṭṭa; *dantura śivānanda*—de nome Dantura Śivānanda; *gauḍe*—em Bengala; *pūrva*—anteriormente; *bhṛtya*—servo; *prabhura*—do Senhor; *priya*—muito querido; *kamalānanda*—de nome Kamalānanda.", "translation": "**Siṅgābhaṭṭa era o trigésimo primeiro, Kāmābhaṭṭa o trigésimo segundo, Śivānanda o trigésimo terceiro e Kamalānanda o trigésimo quarto. Todos eles serviram outrora Śrī Caitanya Mahāprabhu em Bengala, mas, mais tarde, esses servos deixaram Bengala para viver com o Senhor em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/150/", "verse_text": "acyutānanda--advaita-ācārya-tanaya\n\nnīlācale rahe prabhura caraṇa āśraya", "devanagari": "> অচ্যুতানন্দ — অদ্বৈত-আচার্য-তনয় ।\n> নীলাচলে রহে প্রভুর চরণ আশ্রয় ॥১৫০॥", "synonyms": "*acyutānanda*—de nome Acyutānanda; *advaita-ācārya-tanaya*—o filho de Advaita Ācārya; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *rahe*—permanece; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—pés de lótus; *āśraya*—abrigando-se.", "translation": "**Acyutānanda, o trigésimo quinto devoto, era o filho de Advaita Ācārya. Ele também viveu com o Senhor Caitanya, abrigando-se em Seus pés de lótus em Jagannātha Purī.**", "purport": "Há uma declaração sobre Acyutānanda no Décimo Segundo Capítulo, verso 13, do *Ādi-līlā*."}
{"ref": "cc/adi/10/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/151/", "verse_text": "nirloma gaṅgādāsa, āra viṣṇudāsa\n\nei sabera prabhu-saṅge nīlācale vāsa", "devanagari": "> নির্লোম গঙ্গাদাস, আর বিষ্ণুদাস ।\n> এই সবের প্রভুসঙ্গে নীলাচলে বাস ॥১৫১॥", "synonyms": "*nirloma gaṅgādāsa*—de nome Nirloma Gaṅgādāsa; *āra*—e; *viṣṇudāsa*—de nome Viṣṇudāsa; *ei sabera*—de todos eles; *prabhu-saṅge*—com o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *vāsa*—residência.", "translation": "**Nirloma Gaṅgādāsa e Viṣṇudāsa eram o trigésimo sexto e o trigésimo sétimo entre os devotos que viviam em Jagannātha Purī como servos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/152-154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/152-154/", "verse_text": "vārāṇasī-madhye prabhura bhakta tina jana\n\ncandraśekhara vaidya, āra miśra tapana\n\nraghunātha bhaṭṭācārya--miśrera nandana\n\nprabhu yabe kāśī āilā dekhi' vṛndāvana\n\ncandraśekhara-gṛhe kaila dui māsa vāsa\n\ntapana-miśrera ghare bhikṣā dui māsa", "devanagari": "> বারাণসী-মধ্যে প্রভুর ভক্ত তিন জন ।\n> চন্দ্রশেখর বৈদ্য, আর মিশ্র তপন ॥১৫২॥\n> রঘুনাথ ভট্টাচার্য — মিশ্রের নন্দন ।\n> প্রভু যবে কাশী আইলা দেখি’ বৃন্দাবন ॥১৫৩॥\n> চন্দ্রশেখর-গৃহে কৈল দুই মাস বাস ।\n> তপন-মিশ্রের ঘরে ভিক্ষা দুই মাস ॥১৫৪॥", "synonyms": "*vārāṇasī-madhye*—em Vārāṇasī; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *bhakta*—devotos; *tina jana*—três pessoas; *candraśekhara vaidya*—o escrivão de nome Candraśekhara; *āra*—e; *miśra tapana*—Tapana Miśra; *raghunātha bhaṭṭācārya*—de nome Raghunātha Bhaṭṭācārya; *miśrera nandana*—o filho de Tapana Miśra; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *kāśī*—Vārāṇasī; *āilā*—veio; *dekhi'*—após visitar; *vṛndāvana*—o lugar sagrado; *candraśekhara gṛhe*—na casa de Candraśekhara Vaidya; *kaila*—fez; *dui māsa*—por dois meses; *vāsa*—residir; *tapana-miśrera*—de Tapana Miśra; *ghare*—na casa; *bhikṣā*—aceitou prasāda; *dui māsa*—por dois meses.", "translation": "**Os devotos proeminentes em Vārāṇasī eram o médico Candraśekhara, Tapana Miśra e Raghunātha Bhaṭṭācārya, o filho de Tapana Miśra. Quando o Senhor Caitanya veio a Vārāṇasī após ter visto Vṛndāvana, residiu por dois meses na casa de Candraśekhara Vaidya e aceitou prasāda na casa de Tapana Miśra.**", "purport": "Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estava em Bengala, Tapana Miśra aproximou-se d'Ele para discutir o avanço espiritual. Assim, ele foi favorecido pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu e recebeu a iniciação hari-nāma. Depois disso, por ordem do Senhor, Tapana Miśra residiu em Vārāṇasī, e, quando o Senhor Caitanya visitou Vārāṇasī, hospedou-Se na casa de Tapana Miśra."}
{"ref": "cc/adi/10/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/155/", "verse_text": "raghunātha bālye kaila prabhura sevana\n\nucchiṣṭa-mārjana āra pāda-saṁvāhana", "devanagari": "> রঘুনাথ বাল্যে কৈল প্রভুর সেবন ।\n> উচ্ছিষ্ট-মার্জন আর পাদ-সম্বাহন ॥১৫৫॥", "synonyms": "*raghunātha*—Raghunātha, o filho de Tapana Miśra; *bālye*—em sua infância; *kaila*—fez; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *sevana*—prestar serviço; *ucchiṣṭa-mārjana*—lavar a louça; *āra*—e; *pāda-saṁvāhana*—massagear os pés.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu hospedou-Se na casa de Tapana Miśra, Raghunātha Bhaṭṭa, que então era um menino, lavava Seus pratos e massageava Suas pernas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/156/", "verse_text": "baḍa haile nīlācale gelā prabhura sthāne\n\naṣṭa-māsa rahila bhikṣā dena kona dine", "devanagari": "> বড় হৈলে নীলাচলে গেলা প্রভুর স্থানে ।\n> অষ্টমাস রহিল ভিক্ষা দেন কোন দিনে ॥১৫৬॥", "synonyms": "*baḍa haile*—quando se tornou um rapaz; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *gelā*—foi; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sthāne*—ao lugar; *aṣṭa-māsa*—oito meses; *rahila*—permaneceu; *bhikṣā*—prasāda; *dena*—dava; *kona dine*—em alguns dias.", "translation": "**Quando Raghunātha se tornou um rapaz, visitou o Senhor Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī e ali permaneceu por oito meses. Às vezes, ele oferecia prasāda ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/157/", "verse_text": "prabhura ājñā pāñā vṛndāvanere āilā\n\nāsiyā śrī-rūpa-gosāñira nikaṭe rahilā", "devanagari": "> প্রভুর আজ্ঞা পাঞা বৃন্দাবনেরে আইলা ।\n> আসিয়া শ্রীরূপ-গোসাঞির নিকটে রহিলা ॥১৫৭॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—ordem; *pāñā*—recebendo; *vṛndāvanere*—a Vṛndāvana; *āilā*—ele veio; *āsiyā*—chegando ali; *śrī-rūpa-gosāñira*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *nikaṭe*—sob seu abrigo; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**Mais tarde, por ordem do Senhor Caitanya, Raghunātha foi a Vṛndāvana e ali permaneceu sob o abrigo de Śrīla Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/158/", "verse_text": "tāṅra sthāne rūpa-gosāñi śunena bhāgavata\n\nprabhura kṛpāya teṅho kṛṣṇa-preme matta", "devanagari": "> তাঁর স্থানে রূপ-গোসাঞি শুনেন ভাগবত ।\n> প্রভুর কৃপায় তেঁহো কৃষ্ণপ্রেমে মত্ত ॥১৫৮॥", "synonyms": "*tāṅra sthāne*—em seu lugar; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *śunena*—ouvia; *bhāgavata*—a recitação do Śrīmad-Bhāgavatam; *prabhura kṛpāya*—pela misericórdia do Senhor Caitanya; *teṅho*—ele; *kṛṣṇa-preme*—em amor a Kṛṣṇa; *matta*—sempre enlouquecido.", "translation": "**Enquanto permaneceu com Śrīla Rūpa Gosvāmī, sua ocupação era recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam* para que ele o ouvisse. Como resultado dessa recitação do *Bhāgavatam*, ele alcançou o amor perfeito a Kṛṣṇa, pelo qual permanecia sempre enlouquecido.**", "purport": "Raghunātha Bhaṭṭācārya, ou Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī, um dos seis Gosvāmīs, era o filho de Tapana Miśra. Nascido aproximadamente em 1425 śakābda (1504 d.C.), ele era perito em recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam*, e, no *Antya-līlā*, Décimo Terceiro Capítulo, afirma-se que ele também era perito em cozinhar; tudo o que cozinhava era nectáreo. Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia grande prazer em aceitar o alimento que ele cozinhava, e Raghunātha Bhaṭṭa costumava tomar os restos do alimento deixados por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Raghunātha Bhaṭṭācārya viveu oito meses em Jagannātha Purī, após o que o Senhor Caitanya ordenou-lhe que fosse a Vṛndāvana juntar-se a Śrī Rūpa Gosvāmī. Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Raghunātha Bhaṭṭācārya que não se casasse, mas permanecesse brahmacārī, e também lhe ordenou que lesse constantemente o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Assim, ele foi a Vṛndāvana, onde se ocupou em recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam* para Śrīla Rūpa Gosvāmī. Era tão perito em recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam* que recitava cada um dos versos em três melodias. Enquanto Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī vivia com Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor abençoou-o oferecendo-lhe nozes de bétel oferecidas à Deidade de Jagannātha e uma guirlanda de tulasī que se diz ter sido tão longa quanto catorze cúbitos. Sob a ordem de Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī, um de seus discípulos construiu o templo de Govinda. Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī forneceu todos os ornamentos da Deidade de Govinda. Ele nunca falava de tolices ou de assuntos mundanos, mas ocupava-se sempre em ouvir sobre Kṛṣṇa vinte e quatro horas por dia. Nunca se importava em ouvir blasfêmia de um vaiṣṇava. Mesmo quando havia pontos a serem criticados, costumava dizer que, visto que todos os vaiṣṇavas se ocupavam no serviço ao Senhor, ele não se importava com suas faltas. Mais tarde, Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī viveu junto a Rādhā-kuṇḍa numa pequena cabana. No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 185, diz-se que Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī era outrora a gopī chamada Rāga-mañjarī."}
{"ref": "cc/adi/10/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/159/", "verse_text": "ei-mata saṅkhyātīta caitanya-bhakta-gaṇa\n\ndiṅmātra likhi, samyak nā yāya kathana", "devanagari": "> এইমত সংখ্যাতীত চৈতন্য-ভক্তগণ ।\n> দিঙ্মাত্র লিখি, সম্যক্ না যায় কথন ॥১৫৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *saṅkhyā-atīta*—inumeráveis; *caitanya-bhakta-gaṇa*—devotos do Senhor Caitanya; *diṅ-mātra*—apenas uma parte fracionária; *likhi*—escrevo; *samyak*—completa; *nā*—não; *yāya*—é possível; *kathana*—explicar.", "translation": "**Enumero dessa maneira apenas uma porção dos inumeráveis devotos do Senhor Caitanya. Descrevê-los todos plenamente não é possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/160/", "verse_text": "ekaika-śākhāte lāge koṭi koṭi ḍāla\n\ntāra śiṣya-upaśiṣya, tāra upaḍāla", "devanagari": "> একৈক-শাখাতে লাগে কোটি কোটি ডাল ।\n> তার শিষ্য-উপশিষ্য, তার উপডাল ॥১৬০॥", "synonyms": "*eka-eka*—em cada; *śākhāte*—ramo; *lāge*—crescem; *koṭi koṭi*—centenas e milhares; *ḍāla*—galhos; *tāra*—Seus; *śiṣya*—discípulo; *upaśiṣya*—subdiscípulos; *tāra*—Seus; *upaḍāla*—sub-ramos.", "translation": "**De cada ramo da árvore cresceram centenas e milhares de sub-ramos de discípulos e netos discípulos.**", "purport": "Era o desejo do Senhor Caitanya Mahāprabhu que Seu culto se espalhasse pelo mundo inteiro. Por isso, há grande necessidade de muitos e muitos discípulos dos ramos da sucessão discipular de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Seu culto deve ser espalhado não apenas em algumas aldeias, ou em Bengala, ou na Índia, mas pelo mundo inteiro. É muito lamentável que pretensos devotos complacentes critiquem os membros da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna por aceitarem sannyāsa e espalharem o culto do Senhor Caitanya pelo mundo inteiro. Não nos cabe criticar ninguém, mas, como eles tentam encontrar defeitos neste movimento, a verdade real deve ser declarada. Śrī Caitanya Mahāprabhu queria devotos pelo mundo inteiro, e Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura e Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura também confirmaram isso. É em cumprimento à vontade deles que o movimento da ISKCON se espalha pelo mundo inteiro. Os devotos genuínos do Senhor Caitanya Mahāprabhu devem orgulhar-se da difusão do movimento da consciência de Kṛṣṇa, em vez de criticar viciosamente seu trabalho de propaganda."}
{"ref": "cc/adi/10/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/161/", "verse_text": "sakala bhariyā āche prema-phula-phale\n\nbhāsāila tri-jagat kṛṣṇa-prema-jale", "devanagari": "> সকল ভরিয়া আছে প্রেম-ফুল-ফলে ।\n> ভাসাইল ত্রিজগৎ কৃষ্ণপ্রেম-জলে ॥১৬১॥", "synonyms": "*sakala*—todos; *bhariyā*—cheios; *āche*—há; *prema*—amor a Deus; *phula*—flores; *phale*—frutos; *bhāsāila*—inundaram; *tri-jagat*—o mundo inteiro; *kṛṣṇa-prema*—de amor a Kṛṣṇa; *jale*—com água.", "translation": "**Cada ramo e sub-ramo da árvore está repleto de inumeráveis frutos e flores. Eles inundam o mundo com as águas do amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/162/", "verse_text": "eka eka śākhāra śakti ananta mahimā\n\n'sahasra vadane' yāra dite nāre sīmā", "devanagari": "> এক এক শাখার শক্তি অনন্ত মহিমা ।\n> ‘সহস্র বদনে’ যার দিতে নারে সীমা ॥১৬২॥", "synonyms": "*eka eka*—de cada um; *śākhāra*—ramo; *śakti*—poder; *ananta*—ilimitadas; *mahimā*—glórias; *sahasra vadane*—com milhares de bocas; *yāra*—dos quais; *dite*—dar; *nāre*—torna-se incapaz; *sīmā*—limite.", "translation": "**Cada um dos ramos dos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu possui poder e glória espirituais ilimitados. Mesmo que alguém tivesse milhares de bocas, seria impossível descrever os limites de suas atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/163/", "verse_text": "saṅkṣepe kahila mahāprabhura bhakta-gaṇa\n\nsamagra balite nāre 'sahasra-vadana'", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিল মহাপ্রভুর ভক্তগণ ।\n> সমগ্র বলিতে নারে ‘সহস্র-বদন’ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em resumo; *kahila*—descrevi; *mahāprabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *samagra*—todos; *balite*—falar; *nāre*—não pode; *sahasra-vadana*—o Senhor Śeṣa, que tem milhares de bocas.", "translation": "**Descrevi resumidamente os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu em diferentes lugares. Nem mesmo o Senhor Śeṣa, que tem milhares de bocas, poderia enumerá-los todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/10/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/10/164/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৬৪॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Décimo Capítulo, que descreve o tronco principal da árvore de Caitanya, seus ramos e seus sub-ramos."}
{"ref": "cc/adi/11/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/1/", "verse_text": "nityānanda-padāmbhoja-\nbhṛṅgān prema-madhūnmadān\nnatvākhilān teṣu mukhyā\nlikhyante katicin mayā", "devanagari": "> নিত্যানন্দপদাম্ভোজ-ভৃঙ্গান্ প্রেমমধূন্মদান্ ।\n> নত্বাখিলান্ তেষু মুখ্যা লিখ্যন্তে কতিচিন্ময়া ॥১॥", "synonyms": "*nityānanda*—do Senhor Śrī Nityānanda; *pada-ambhoja*—pés de lótus; *bhṛṅgān*—as abelhas; *prema*—de amor a Deus; *madhu*—pelo mel; *unmadān*—enlouquecidas; *natvā*—oferecendo reverências; *akhilān*—a todas elas; *teṣu*—dentre elas; *mukhyāḥ*—as principais; *likhyante*—sendo descritas; *katicit*—algumas delas; *mayā*—por mim.", "translation": "**Após oferecer minhas reverências a todos os devotos de Śrī Nityānanda Prabhu, que são como abelhas a colher mel de Seus pés de lótus, tentarei descrever aqueles que são os mais proeminentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/2/", "verse_text": "jaya jaya mahāprabhu śrī-kṛṣṇa-caitanya\ntāṅhāra caraṇāśrita yei, sei dhanya", "devanagari": "> জয় জয় মহাপ্রভু শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> তাঁহার চরণাশ্রিত যেই, সেই ধন্য ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *mahāprabhu*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—conhecido como Kṛṣṇa Caitanya; *tāṅhāra caraṇa-āśrita*—todo aquele que se abrigou em Seus pés de lótus; *yei*—qualquer um; *sei*—ele é; *dhanya*—glorioso.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todo aquele que se abrigou em Seus pés de lótus é glorioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/3/", "verse_text": "jaya jaya śrī-advaita, jaya nityānanda\njaya jaya mahāprabhura sarva-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীঅদ্বৈত, জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয় জয় মহাপ্রভুর সর্বভক্তবৃন্দ ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-advaita*—a Śrī Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Śrī Nityānanda Prabhu; *jaya jaya*—todas as glórias; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sarva*—todos; *bhakta-vṛnda*—os devotos.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Advaita Prabhu, a Nityānanda Prabhu e a todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/4/", "verse_text": "tasya śrī-kṛṣṇa-caitanya-\nsat-premāmara-śākhinaḥ\nūrdhva-skandhāvadhūtendoḥ\nśākhā-rūpān gaṇān numaḥ", "devanagari": "> তস্য শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-সৎপ্রেমামরশাখিনঃ ।\n> ঊর্ধ্বস্কন্ধাবধূতেন্দোঃ শাখারূপান্ গণান্নুমঃ ॥৪॥", "synonyms": "*tasya*—Sua; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *sat-prema*—de amor eterno a Deus; *amara*—indestrutível; *śākhinaḥ*—da árvore; *ūrdhva*—muito alto; *skandha*—ramo; *avadhūta-indoḥ*—de Śrī Nityānanda; *śākhā-rūpān*—na forma de diferentes ramos; *gaṇān*—aos devotos; *numaḥ*—ofereço meus respeitos.", "translation": "**Śrī Nityānanda Prabhu é o ramo mais elevado da indestrutível árvore do amor eterno a Deus, Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu. Ofereço minhas respeitosas reverências a todos os subramos desse ramo mais elevado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/5/", "verse_text": "śrī-nityānanda-vṛkṣera skandha gurutara\ntāhāte janmila śākhā-praśākhā vistara", "devanagari": "> শ্রীনিত্যানন্দ-বৃক্ষের স্কন্ধ গুরুতর ।\n> তাহাতে জন্মিল শাখা-প্রশাখা বিস্তর ॥৫॥", "synonyms": "*śrī-nityānanda-vṛkṣera*—da árvore conhecida como Śrī Nityānanda; *skandha*—ramo principal; *gurutara*—extremamente pesado; *tāhāte*—daquele ramo; *janmila*—cresceram; *śākhā*—ramos; *praśākhā*—subramos; *vistara*—extensamente.", "translation": "**Śrī Nityānanda Prabhu é um ramo extremamente pesado da árvore de Śrī Caitanya. Desse ramo crescem muitos ramos e subramos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/6/", "verse_text": "mālākarera icchā jale bāḍe śākhā-gaṇa\nprema-phula-phale bhari' chāila bhuvana", "devanagari": "> মালাকারের ইচ্ছা-জলে বাড়ে শাখাগণ ।\n> প্রেম-ফুল-ফলে ভরি’ ছাইল ভুবন ॥৬॥", "synonyms": "*mālā-kārera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *icchā-jale*—pela água de Seu desejo; *bāḍe*—aumentam; *śākhā-gaṇa*—os ramos; *prema*—amor a Deus; *phula-phale*—com flores e frutos; *bhari'*—enchendo; *chāila*—cobriu; *bhuvana*—o mundo inteiro.", "translation": "**Regados pelo desejo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, esses ramos e subramos cresceram ilimitadamente e cobriram o mundo inteiro com frutos e flores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/7/", "verse_text": "asaṅkhya ananta gaṇa ke karu gaṇana\nāpanā śodhite kahi mukhya mukhya jana", "devanagari": "> অসংখ্য অনন্ত গণ কে করু গণন ।\n> আপনা শোধিতে কহি মুখ্য মুখ্য জন ॥৭॥", "synonyms": "*asaṅkhya*—incontáveis; *ananta*—ilimitados; *gaṇa*—devotos; *ke*—quem; *karu*—pode; *gaṇana*—contar; *āpanā*—o eu; *śodhite*—para purificar; *kahi*—eu falo; *mukhya mukhya*—apenas os principais; *jana*—as pessoas.", "translation": "**Esses ramos e subramos de devotos são incontáveis e ilimitados. Quem poderia contá-los? Para minha purificação pessoal, tentarei enumerar apenas os mais proeminentes entre eles.**", "purport": "Ninguém deve escrever livros ou ensaios sobre assuntos transcendentais visando nome, fama ou lucro materiais. A literatura transcendental deve ser escrita sob a direção de uma autoridade superior, pois não se destina a fins materiais. Se a pessoa procurar escrever sob autoridade superior, ela se purifica. Todas as atividades da consciência de Kṛṣṇa devem ser realizadas para a purificação pessoal (āpanā śodhite), e não para o ganho material."}
{"ref": "cc/adi/11/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/8/", "verse_text": "śrī-vīrabhadra gosāñi--skandha-mahāśākhā\ntāṅra upaśākhā yata, asaṅkhya tāra lekhā", "devanagari": "> শ্রীবীরভদ্র গোসাঞি — স্কন্ধ-মহাশাখা ।\n> তাঁর উপশাখা যত, অসংখ্য তার লেখা ॥৮॥", "synonyms": "*śrī-vīrabhadra gosāñi*—de nome Śrī Vīrabhadra Gosāñi; *skandha*—do tronco; *mahā-śākhā*—o maior ramo; *tāṅra*—seus; *upaśākhā*—subramos; *yata*—todos; *asaṅkhya*—incontáveis; *tāra*—disso; *lekhā*—a descrição.", "translation": "**Após Nityānanda Prabhu, o maior ramo é Vīrabhadra Gosāñi, que também tem incontáveis ramos e subramos. Não é possível descrevê-los todos.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura descreve Vīrabhadra Gosāñi como o filho direto de Śrīla Nityānanda Prabhu e discípulo de Jāhnavā-devī. Sua verdadeira mãe foi Vasudhā. No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 67, ele é mencionado como uma encarnação de Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu. Portanto, Vīrabhadra Gosāñi não é diferente de Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu. Numa aldeia de nome Jhāmaṭapura, no distrito de Hugali, Vīrabhadra Gosāñi teve um discípulo chamado Yadunāthācārya, que tinha duas filhas — uma filha verdadeira chamada Śrīmatī e uma filha adotiva chamada Nārāyaṇī. Ambas as filhas se casaram, e elas são mencionadas no Bhakti-ratnākara (Décima Terceira Onda). Vīrabhadra Gosāñi teve três discípulos que são celebrados como seus filhos — Gopījana-vallabha, Rāmakṛṣṇa e Rāmacandra. O mais novo, Rāmacandra, pertencia à dinastia Śāṇḍilya e tinha o sobrenome Vaṭavyāla. Ele estabeleceu sua família em Khaḍadaha, e seus membros são conhecidos como os gosvāmīs de Khaḍadaha. O discípulo mais velho, Gopījana-vallabha, era residente de uma aldeia conhecida como Latā, perto da estação ferroviária de Mānakara, no distrito de Burdwan. O segundo, Rāmakṛṣṇa, vivia perto de Māladaha, numa aldeia chamada Gayeśapura. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que, visto que esses três discípulos pertenciam a diferentes gotras, ou dinastias, e também tinham sobrenomes diferentes e viviam em lugares diferentes, não é possível aceitá-los como filhos verdadeiros de Vīrabhadra Gosāñi. Rāmacandra teve quatro filhos, dos quais o mais velho foi Rādhāmādhava, cujo terceiro filho se chamava Yādavendra. O filho de Yādavendra foi Nandakiśora, cujo filho foi Nidhikṛṣṇa, cujo filho foi Caitanyacāṇḍa, cujo filho foi Kṛṣṇamohana, cujo filho foi Jaganmohana, cujo filho foi Vrajanātha, e cujo filho foi Śyāmalāla Gosvāmī. Esta é a tabela genealógica dada por Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura para os descendentes de Vīrabhadra Gosāñi."}
{"ref": "cc/adi/11/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/9/", "verse_text": "īśvara ha-iyā kahāya mahā-bhāgavata\nveda-dharmātīta hañā veda-dharme rata", "devanagari": "> ঈশ্বর হইয়া কহায় মহা-ভাগবত ।\n> বেদধর্মাতীত হঞা বেদধর্মে রত ॥৯॥", "synonyms": "*īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *ha-iyā*—sendo; *kahāya*—chama a Si mesmo; *mahā-bhāgavata*—grande devoto; *veda-dharma*—os princípios da religião Védica; *atīta*—transcendental; *hañā*—sendo; *veda-dharme*—no sistema Védico; *rata*—ocupado.", "translation": "**Embora Vīrabhadra Gosāñi fosse a Suprema Personalidade de Deus, Ele Se apresentava como um grande devoto. E, embora o Supremo Deus seja transcendental a todas as injunções Védicas, Ele seguia estritamente os rituais Védicos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/10/", "verse_text": "antare īśvara-ceṣṭā, bāhire nirdambha\ncaitanya-bhakti-maṇḍape teṅho mūla-stambha", "devanagari": "> অন্তরে ঈশ্বর-চেষ্টা, বাহিরে নির্দম্ভ ।\n> চৈতন্যভক্তিমণ্ডপে তেঁহো মূলস্তম্ভ ॥১০॥", "synonyms": "*antare*—dentro de Si mesmo; *īśvara-ceṣṭā*—as atividades da Suprema Personalidade de Deus; *bāhire*—externamente; *nirdambha*—sem orgulho; *caitanya-bhakti-maṇḍape*—no salão devocional de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *teṅho*—Ele é; *mūla-stambha*—o pilar principal.", "translation": "**Ele é o pilar principal no salão de serviço devocional erguido por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Dentro de Si mesmo, Ele sabia que agia como o Supremo Senhor Viṣṇu, mas externamente era desprovido de orgulho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/11/", "verse_text": "adyāpi yāṅhāra kṛpā-mahimā ha-ite\ncaitanya-nityānanda gāya sakala jagate", "devanagari": "> অদ্যাপি যাঁহার কৃপা-মহিমা হইতে ।\n> চৈতন্য-নিত্যানন্দ গায় সকল জগতে ॥১১॥", "synonyms": "*adyāpi*—até hoje; *yāṅhāra*—cuja; *kṛpā*—misericórdia; *mahimā*—gloriosa; *ha-ite*—de; *caitanya-nityānanda*—Śrī Caitanya-Nityānanda; *gāya*—cantam; *sakala*—todos; *jagate*—no mundo.", "translation": "**É pela gloriosa misericórdia de Śrī Vīrabhadra Gosāñi que pessoas no mundo inteiro têm agora a oportunidade de cantar os nomes de Caitanya e Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/12/", "verse_text": "sei vīrabhadra-gosāñira la-inu śaraṇa\nyāṅhāra prasāde haya abhīṣṭa-pūraṇa", "devanagari": "> সেই বীরভদ্র-গোসাঞির লইনু শরণ ।\n> যাঁহার প্রসাদে হয় অভীষ্ট-পূরণ ॥১২॥", "synonyms": "*sei*—esse; *vīrabhadra-gosāñira*—de Śrī Vīrabhadra Gosāñi; *la-inu*—eu tomo; *śaraṇa*—refúgio; *yāṅhāra*—cuja; *prasāde*—pela misericórdia; *haya*—torna-se assim; *abhīṣṭa-pūraṇa*—a realização do desejo.", "translation": "**Por isso, abrigo-me nos pés de lótus de Vīrabhadra Gosāñi, para que, por Sua misericórdia, meu grande desejo de escrever o *Śrī Caitanya-caritāmṛta* seja devidamente guiado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/13/", "verse_text": "śrī-rāmadāsa āra, gadādhara dāsa\ncaitanya-gosāñira bhakta rahe tāṅra pāśa", "devanagari": "> শ্রীরামদাস আর, গদাধর দাস ।\n> চৈতন্য-গোসাঞির ভক্ত রহে তাঁর পাশ ॥১৩॥", "synonyms": "*śrī-rāmadāsa*—de nome Śrī Rāmadāsa; *āra*—e; *gadādhara dāsa*—de nome Gadādhara dāsa; *caitanya-gosāñira*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta*—devotos; *rahe*—permaneciam; *tāṅra pāśa*—com Ele.", "translation": "**Dois devotos do Senhor Caitanya, chamados Śrī Rāmadāsa e Gadādhara dāsa, viviam sempre com Śrī Vīrabhadra Gosāñi.**", "purport": "Śrī Rāmadāsa, posteriormente conhecido como Abhirāma Ṭhākura, foi um dos doze gopālas, vaqueirinhos amigos de Śrī Nityānanda Prabhu. O Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 126, afirma que Śrī Rāmadāsa foi outrora Śrīdāmā. No Bhakti-ratnākara (Quarta Onda), há uma descrição de Śrīla Abhirāma Ṭhākura. Por ordem de Śrī Nityānanda Prabhu, Abhirāma Ṭhākura tornou-se um grande ācārya e pregador do culto de devoção de Caitanya. Ele era uma personalidade muito influente, e os não-devotos tinham muito medo dele. Investido de poder por Śrī Nityānanda Prabhu, ele estava sempre em êxtase e era extremamente bondoso para com todas as almas caídas. Diz-se que, se ele oferecesse reverências a qualquer pedra que não fosse uma śālagrāma-śilā, esta se quebraria imediatamente.\n\nDezesseis quilômetros a sudoeste da estação ferroviária de Cāṅpāḍāṅgā, na linha férrea de bitola estreita que vai de Howrah, em Calcutá, a Āmtā, uma aldeia no distrito de Hugalī, há uma pequena cidade de nome Khānākūla-kṛṣṇanagara, onde está situado o templo de Abhirāma Ṭhākura. Durante a estação chuvosa, quando essa área fica inundada de água, as pessoas precisam ir até lá por outra linha, que agora se chama ferrovia sudeste. Nessa linha há uma estação chamada Kolāghāṭa, da qual é preciso seguir de barco a vapor até Rāṇīcaka. A onze quilômetros e meio ao norte de Rāṇīcaka fica Khānākūla. O templo de Abhirāma Ṭhākura está situado em Kṛṣṇanagara, que fica perto do kūla (margem) do Khānā (rio Dvārakeśvara); por isso, esse lugar é celebrado como Khānākūla-kṛṣṇanagara. Fora do templo há uma árvore bakula. Esse lugar é conhecido como Siddha-bakula-kuñja. Diz-se que, quando Abhirāma Ṭhākura chegou ali, sentou-se sob essa árvore. Em Khānākūla-kṛṣṇanagara, há uma grande feira realizada todos os anos no mês de Caitra (março-abril), no Kṛṣṇa-saptamī, o sétimo dia da lua minguante. Muitas centenas e milhares de pessoas se reúnem para esse festival. O templo de Abhirāma Ṭhākura tem uma história muito antiga. A Deidade do templo é conhecida como Gopīnātha. Há muitas famílias sevaitas vivendo perto do templo. Diz-se que Abhirāma Ṭhākura tinha um chicote e que quem quer que ele tocasse com ele tornava-se imediatamente um devoto elevado de Kṛṣṇa. Entre seus muitos discípulos, Śrīmān Śrīnivāsa Ācārya foi o mais famoso e o mais querido, mas é duvidoso que ele tenha sido seu discípulo iniciado."}
{"ref": "cc/adi/11/14-15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/14-15/", "verse_text": "nityānande ājñā dila yabe gauḍe yāite\nmahāprabhu ei dui dilā tāṅra sāthe\nataeva dui-gaṇe duṅhāra gaṇana\nmādhava-vāsudeva ghoṣerao ei vivaraṇa", "devanagari": "> নিত্যানন্দে আজ্ঞা দিল যবে গৌড়ে যাইতে ।\n> মহাপ্রভু এই দুই দিলা তাঁর সাথে ॥১৪॥\n> অতএব দুইগণে দুঁহার গণন ।\n> মাধব-বাসুদেব ঘোষেরও এই বিবরণ ॥১৫॥", "synonyms": "*nityānande*—ao Senhor Nityānanda; *ājñā*—ordem; *dila*—deu; *yabe*—quando; *gauḍe*—a Bengala; *yāite*—para ir; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei dui*—estes dois; *dilā*—deu; *tāṅra sāthe*—com Ele; *ataeva*—portanto; *dui-gaṇe*—em ambos os grupos; *duṅhāra*—dois deles; *gaṇana*—são contados; *mādhava*—de nome Mādhava; *vāsudeva*—de nome Vāsudeva; *ghoṣerao*—do sobrenome Ghosh; *ei*—esta; *vivaraṇa*—descrição.", "translation": "**Quando Nityānanda Prabhu recebeu ordens de ir a Bengala para pregar, esses dois devotos [Śrī Rāmadāsa e Gadādhara dāsa] receberam ordens de ir com Ele. Assim, eles às vezes são contados entre os devotos do Senhor Caitanya e às vezes entre os devotos do Senhor Nityānanda. De modo semelhante, Mādhava e Vāsudeva Ghoṣa pertenciam a ambos os grupos de devotos simultaneamente.**", "purport": "Há um lugar de nome Dāṅihāṭa, perto da estação ferroviária de Agradvīpa e de Pāṭuli, no distrito de Burdwan, onde a Deidade de Śrī Gopīnāthajī ainda está situada. Essa Deidade aceitou Govinda Ghoṣa como Seu pai. Ainda hoje, a Deidade realiza a cerimônia de śrāddha no aniversário da morte de Govinda Ghoṣa. O templo dessa Deidade é administrado pela família rāja-vaṁśa de Kṛṣṇanagara, cujos membros são descendentes de Rājā Kṛṣṇacandra. Todos os anos, no mês de Vaiśākha, quando há uma cerimônia de bāradola, essa Deidade de Gopīnātha é levada a Kṛṣṇanagara. A cerimônia é realizada com outras onze Deidades, e então Śrī Gopīnāthajī é trazido de volta ao templo em Agradvīpa."}
{"ref": "cc/adi/11/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/16/", "verse_text": "rāmadāsa--mukhya-śākhā, sakhya-prema-rāśi\nṣolasāṅgera kāṣṭha yei tuli' kaila vaṁśī", "devanagari": "> রামদাস — মুখ্যশাখা, সখ্য-প্রেমরাশি ।\n> ষোলসাঙ্গের কাষ্ঠ যেই তুলি’ কৈল বাঁশী ॥১৬॥", "synonyms": "*rāma-dāsa*—de nome Rāmadāsa; *mukhya-śākhā*—ramo principal; *sakhya-prema-rāśi*—pleno de amor fraternal; *ṣolasa-aṅgera*—de dezesseis nós; *kāṣṭha*—madeira; *yei*—essa; *tuli'*—erguendo; *kaila*—fez; *vāṁśī*—flauta.", "translation": "**Rāmadāsa, um dos principais ramos, era pleno de amor fraternal a Deus. Ele fez uma flauta de uma vara com dezesseis nós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/17/", "verse_text": "gadādhara dāsa gopībhāve pūrṇānanda\nyāṅra ghare dānakeli kaila nityānanda", "devanagari": "> গদাধর দাস গোপীভাবে পূর্ণানন্দ ।\n> যাঁর ঘরে দানকেলি কৈল নিত্যানন্দ ॥১৭॥", "synonyms": "*gadādhara dāsa*—de nome Gadādhara dāsa; *gopī-bhāve*—no êxtase das gopīs; *pūrṇa-ānanda*—plenamente em bem-aventurança transcendental; *yāṅra ghare*—em cuja casa; *dāna-keli*—a representação do dānakeli-līlā; *kaila*—realizou; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Śrīla Gadādhara dāsa estava sempre plenamente absorto no êxtase de uma gopī. Em sua casa, o Senhor Nityānanda encenou o drama Dānakeli.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/18/", "verse_text": "śrī-mādhava ghoṣa--mukhya kīrtanīyā-gaṇe\nnityānanda-prabhu nṛtya kare yāṅra gāne", "devanagari": "> শ্রীমাধব ঘোষ — মুখ্য কীর্তনীয়াগণে ।\n> নিত্যানন্দপ্রভু নৃত্য করে যাঁর গানে ॥১৮॥", "synonyms": "*śrī-mādhava ghoṣa*—de nome Śrī Mādhava Ghoṣa; *mukhya*—principal; *kīrtanīyā-gaṇe*—entre os executantes do saṅkīrtana; *nityānanda-prabhu*—de nome Nityānanda Prabhu; *nṛtya*—dança; *kare*—faz; *yāṅra*—cujo; *gāne*—no canto.", "translation": "**Śrī Mādhava Ghoṣa era um dos principais executantes de kīrtana. Enquanto ele cantava, Nityānanda Prabhu dançava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/19/", "verse_text": "vāsudeva gīte kare prabhura varṇane\nkāṣṭha-pāṣāṇa drave yāhāra śravaṇe", "devanagari": "> বাসুদেব গীতে করে প্রভুর বর্ণনে ।\n> কাষ্ঠ-পাষাণ দ্রবে যাহার শ্রবণে ॥১৯॥", "synonyms": "*vāsudeva*—de nome Vāsudeva; *gīte*—enquanto cantava; *kare*—faz; *prabhura*—de Nityānanda Prabhu e Śrī Caitanya Prabhu; *varṇane*—na descrição; *kāṣṭha*—madeira; *pāṣāṇa*—pedra; *drave*—derretem; *yāhāra*—cujo; *śravaṇe*—ao ouvir.", "translation": "**Quando Vāsudeva Ghoṣa executava kīrtana, descrevendo o Senhor Caitanya e Nityānanda, até mesmo a madeira e a pedra derretiam ao ouvi-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/20/", "verse_text": "murāri-caitanya-dāsera alaukika līlā\nvyāghra-gāle caḍa māre, sarpa-sane khelā", "devanagari": "> মুরারি-চৈতন্যদাসের অলৌকিক লীলা ।\n> ব্যাঘ্র-গালে চড় মারে, সর্প-সনে খেলা ॥২০॥", "synonyms": "*murāri*—de nome Murāri; *caitanya-dāsera*—do servo de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *alaukika*—incomuns; *līlā*—passatempos; *vyāghra*—tigre; *gāle*—na face; *caḍa māre*—dá tapas; *sarpa*—uma serpente; *sane*—com; *khelā*—brincando.", "translation": "**Murāri, grande devoto do Senhor Caitanya Mahāprabhu, realizou muitas atividades extraordinárias. Às vezes, em seu êxtase, dava tapas na face de um tigre, e às vezes brincava com uma serpente venenosa.**", "purport": "Murāri Caitanya dāsa nasceu na aldeia de Sar-vṛndāvana-pura, situada a cerca de três quilômetros da estação de Galaśī, na linha de Burdwan. Quando Murāri Caitanya dāsa veio a Navadvīpa, estabeleceu-se na aldeia de Modadruma, ou Māmagāchi-grāma. Naquela época, passou a ser conhecido como Śārṅga ou Sāraṅga Murāri Caitanya dāsa. Os descendentes de sua família ainda residem em Sarer Pāṭa. No *Caitanya-bhāgavata*, *Antya-līlā*, Capítulo Cinco, há a seguinte afirmação: \"Murāri Caitanya dāsa não tinha características corporais materiais, pois era completamente espiritual. Assim, às vezes ele perseguia tigres na selva e tratava-os exatamente como gatos e cães. Dava tapas na face de um tigre e colocava uma serpente venenosa em seu colo. Não tinha medo de seu corpo externo, do qual se esquecia por completo. Podia passar todas as vinte e quatro horas do dia cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa ou falando sobre o Senhor Caitanya e Nityānanda. Às vezes permanecia submerso na água por dois ou três dias, mas não sentia nenhum incômodo corporal. Dessa forma, comportava-se quase como pedra ou madeira, mas sempre empregava sua energia em cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Ninguém pode descrever suas características específicas, mas entende-se que, onde quer que Murāri Caitanya dāsa passasse, quem quer que estivesse presente se iluminava em consciência de Kṛṣṇa simplesmente pela atmosfera que ele criava.\""}
{"ref": "cc/adi/11/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/21/", "verse_text": "nityānandera gaṇa yata--saba vraja-sakhā\nśṛṅga-vetra-gopaveśa, śire śikhi-pākhā", "devanagari": "> নিত্যানন্দের গণ যত, — সব ব্রজসখা ।\n> শৃঙ্গ-বেত্র-গোপবেশ, শিরে শিখিপাখা ॥২১॥", "synonyms": "*nityānandera*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *gaṇa*—seguidores; *yata*—todos; *saba*—todos; *vraja-sakhā*—habitantes de Vṛndāvana; *śṛṅga*—chifre; *vetra*—vara de cana; *gopa-veśa*—vestidos como vaqueirinhos; *śire*—na cabeça; *śikhi-pākhā*—a pluma de um pavão.", "translation": "**Todos os associados do Senhor Nityānanda foram outrora vaqueirinhos em Vrajabhūmi. Suas representações simbólicas eram os chifres e as varas que carregavam, suas vestes de vaqueiros e as plumas de pavão em suas cabeças.**", "purport": "Jāhnavā-mātā também está incluída na lista dos seguidores do Senhor Nityānanda. Ela é descrita no Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 66, como Anaṅga-mañjarī de Vṛndāvana. Todos os devotos que são seguidores de Jāhnavā-mātā estão incluídos na lista dos devotos de Śrī Nityānanda Prabhu."}
{"ref": "cc/adi/11/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/22/", "verse_text": "raghunātha vaidya upādhyāya mahāśaya\nyāṅhāra darśane kṛṣṇa-prema-bhakti haya", "devanagari": "> রঘুনাথ বৈদ্য উপাধ্যায় মহাশয় ।\n> যাঁহার দর্শনে কৃষ্ণপ্রেমভক্তি হয় ॥২২॥", "synonyms": "*raghunātha vaidya*—o médico Raghunātha; *upādhyāya mahāśaya*—uma grande personalidade com o título de Upādhyāya; *yāṅhāra*—cuja; *darśane*—pela visita; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *bhakti*—serviço devocional; *haya*—desperta.", "translation": "**O médico Raghunātha, também conhecido como Upādhyāya, era um devoto tão grande que, simplesmente por vê-lo, a pessoa despertava seu adormecido amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/23/", "verse_text": "sundarānanda--nityānandera śākhā, bhṛtya marma\nyāṅra saṅge nityānanda kare vraja-narma", "devanagari": "> সুন্দরানন্দ — নিত্যানন্দের শাখা, ভৃত্য মর্ম ।\n> যাঁর সঙ্গে নিত্যানন্দ করে ব্রজনর্ম ॥২৩॥", "synonyms": "*sundarānanda*—de nome Sundarānanda; *nityānandera śākhā*—um ramo de Nityānanda Prabhu; *bhṛtya marma*—servo muito íntimo; *yāṅra saṅge*—com quem; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *kare*—realiza; *vraja-narma*—as atividades de Vṛndāvana.", "translation": "**Sundarānanda, outro ramo de Śrī Nityānanda Prabhu, era o servo mais íntimo do Senhor Nityānanda. Em sua companhia, o Senhor Nityānanda Prabhu percebia a vida de Vrajabhūmi.**", "purport": "No *Caitanya-bhāgavata, Antya-līlā,* Capítulo Seis, afirma-se que Sundarānanda era um oceano de amor a Deus e o principal associado de Śrī Nityānanda Prabhu. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* declara-se que ele foi Sudāmā no *kṛṣṇa-līlā.* Assim, ele foi um dos doze vaqueirinhos que desceram com Balarāma quando Este adveio como Śrī Nityānanda Prabhu. O lugar sagrado onde Sundarānanda viveu situa-se na aldeia conhecida como Maheśapura, que fica a cerca de quatorze milhas a leste da estação ferroviária de Mājadiyā, da ferrovia oriental que vai de Calcutá a Burdwan. Esse lugar está dentro do distrito de Jeshore, que agora pertence a Bangladesh. Entre as relíquias dessa aldeia, apenas a antiga casa residencial de Sundarānanda ainda existe. No fim da aldeia, reside um *bāula* (pseudovaiṣṇava), e todas as construções, tanto os templos quanto a casa, parecem ter sido construídas recentemente. Em Maheśapura, há Deidades de Śrī Rādhāvallabha e Śrī Śrī Rādhāramaṇa. Perto do templo, há um pequeno rio chamado Vetravatī.\n\nSundarānanda Prabhu era um *naiṣṭhika-brahmacārī:* ele nunca se casou em sua vida. Portanto, não teve descendentes diretos, exceto seus discípulos, mas os descendentes de sua família ainda residem na aldeia conhecida como Maṅgalaḍihi, no distrito de Birbhum. Nessa mesma aldeia, há um templo de Balarāma, e a Deidade de lá é adorada regularmente. A Deidade original de Maheśapura, Rādhāvallabha, foi levada pelos Gosvāmīs de Saidābād, de Berhampur, e, desde que as atuais Deidades foram instaladas, uma família de Zamindares de Maheśapura tem cuidado de Sua adoração. No dia de lua cheia do mês de Māgha (janeiro-fevereiro), celebra-se regularmente o aniversário do desaparecimento de Sundarānanda, e as pessoas das áreas vizinhas se reúnem para observar esse festival."}
{"ref": "cc/adi/11/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/24/", "verse_text": "kamalākara pippalāi--alaukika rīta\nalaukika prema tāṅra bhuvane vidita", "devanagari": "> কমলাকর পিপ্পলাই — অলৌকিক রীত ।\n> অলৌকিক প্রেম তাঁর ভুবনে বিদিত ॥২৪॥", "synonyms": "*kamalākara pippalāi*—de nome Kamalākara Pippalāi; *alaukika*—incomum; *rīta*—comportamento ou passatempo; *alaukika*—incomum; *prema*—amor a Deus; *tāṅra*—seu; *bhuvane*—no mundo; *vidita*—célebre.", "translation": "**Diz-se que Kamalākara Pippalāi foi o terceiro gopāla. Seu comportamento e seu amor a Deus eram incomuns, e por isso ele é célebre no mundo inteiro.**", "purport": "No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 128, Kamalākara Pippalāi é descrito como o terceiro *gopāla.* Seu nome anterior era Mahābala. A Deidade de Jagannātha em Māheśa, em Śrī Rāmapura, foi instalada por Kamalākara Pippalāi. Essa aldeia de Māheśa situa-se a cerca de duas milhas e meia da estação ferroviária de Śrī Rāmapura. A genealogia da família de Kamalākara Pippalāi é dada da seguinte forma: Kamalākara Pippalāi teve um filho chamado Caturbhuja, o qual teve dois filhos chamados Nārāyaṇa e Jagannātha. Nārāyaṇa teve um filho chamado Jagadānanda, e o nome do filho deste era Rājīvalocana. Na época de Rājīvalocana, havia escassez de recursos para a adoração da Deidade de Jagannātha, e diz-se que o nababo de Daca, cujo nome era Shah Sujā, doou 1.185 *bighās* de terra no ano bengali de 1060 (1653 d.C.). Sendo a terra propriedade de Jagannātha, a aldeia recebeu o nome de Jagannātha-pura. Diz-se que, quando Kamalākara Pippalāi deixou o lar, seu irmão mais novo, Nidhipati Pippalāi, procurou por ele e, no devido tempo, encontrou-o na aldeia de Māheśa. Nidhipati Pippalāi fez o possível para trazer o irmão mais velho de volta para casa, mas ele não quis retornar. Nessas circunstâncias, Nidhipati Pippalāi, com todos os membros de sua família, veio residir em Māheśa. Os membros dessa família ainda residem nas vizinhanças da aldeia de Māheśa. Seu nome de família é Adhikārī, e eles são uma família *brāhmaṇa.*\n\nA história do templo de Jagannātha em Māheśa é a seguinte. Um devoto de nome Dhruvānanda foi ver o Senhor Jagannātha, Balarāma e Subhadrā em Jagannātha Purī, desejando oferecer a Jagannāthajī alimentos que ele houvesse cozinhado com as próprias mãos. Sendo esse o seu desejo, certa noite Jagannāthajī apareceu-lhe em sonho e pediu-lhe que fosse a Māheśa, às margens do Ganges, e ali iniciasse Sua adoração em um templo. Assim, Dhruvānanda foi a Māheśa, onde viu as três deidades — Jagannātha, Balarāma e Subhadrā — flutuando no Ganges. Ele recolheu todas aquelas deidades e as instalou em uma pequena cabana, e com grande satisfação executou a adoração ao Senhor Jagannātha. Quando ficou velho, estava muito ansioso por entregar a adoração aos cuidados de alguém digno de confiança, e, em um sonho, obteve de Jagannātha Prabhu a permissão para confiá-la a uma pessoa que ele encontraria na manhã seguinte. Na manhã seguinte, ele encontrou Kamalākara Pippalāi, que anteriormente era habitante da aldeia de Khālijuli, na área da floresta de Sundaravana, na Bengala, e era um vaiṣṇava puro, um grande devoto do Senhor Jagannātha; assim, imediatamente lhe entregou o encargo da adoração. Dessa maneira, Kamalākara Pippalāi tornou-se o adorador do Senhor Jagannātha, e desde então os membros de sua família são designados como Adhikārī, que significa \"aquele que é dotado do poder de adorar o Senhor\". Esses Adhikārīs pertencem a uma respeitável família *brāhmaṇa.* Cinco tipos de *brāhmaṇas* de classe superior são reconhecidos pelo sobrenome Pippalāi."}
{"ref": "cc/adi/11/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/25/", "verse_text": "sūryadāsa sarakhela, tāṅra bhāi kṛṣṇadāsa\nnityānande dṛḍha viśvāsa, premera nivāsa", "devanagari": "> সূর্যদাস সরখেল, তাঁর ভাই কৃষ্ণদাস ।\n> নিত্যানন্দে দৃঢ় বিশ্বাস, প্রেমের নিবাস ॥২৫॥", "synonyms": "*sūryadāsa sarakhela*—de nome Sūryadāsa Sarakhela; *tāṅra bhāi*—seu irmão; *kṛṣṇadāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa; *nityānande*—no Senhor Nityānanda; *dṛḍha viśvāsa*—firme fé; *premera nivāsa*—o reservatório de todo o amor a Deus.", "translation": "**Sūryadāsa Sarakhela e seu irmão mais novo, Kṛṣṇadāsa Sarakhela, ambos possuíam firme fé em Nityānanda Prabhu. Eram um reservatório de amor a Deus.**", "purport": "No *Bhakti-ratnākara* (Décima Segunda Onda), afirma-se que, a algumas milhas de Navadvīpa, há um lugar chamado Śāligrāma, que era a residência de Sūryadāsa Sarakhela. Ele estava empregado como secretário no governo muçulmano daquela época e, assim, acumulou uma boa fortuna. Sūryadāsa tinha quatro irmãos, todos eles vaiṣṇavas puros. Vasudhā e Jāhnavā eram duas filhas de Sūryadāsa Sarakhela."}
{"ref": "cc/adi/11/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/26/", "verse_text": "gaurīdāsa paṇḍita yāṅra premoddaṇḍa-bhakti\nkṛṣṇa-premā dite, nite, dhare mahāśakti", "devanagari": "> গৌরীদাস পণ্ডিত যাঁর প্রেমোদ্দণ্ডভক্তি ।\n> কৃষ্ণপ্রেমা দিতে, নিতে, ধরে মহাশক্তি ॥২৬॥", "synonyms": "*gaurīdāsa paṇḍita*—de nome Gaurīdāsa Paṇḍita; *yāṅra*—cujo; *prema-uddaṇḍa-bhakti*—o mais elevado em amor a Deus e serviço devocional; *kṛṣṇa-premā*—amor a Kṛṣṇa; *dite*—dar; *nite*—e receber; *dhare*—habilitado; *mahāśakti*—grande potência.", "translation": "**Gaurīdāsa Paṇḍita, o emblema do mais elevado serviço devocional em amor a Deus, tinha a maior potência para receber e dar tal amor.**", "purport": "Diz-se que Gaurīdāsa Paṇḍita sempre foi patrocinado pelo rei Kṛṣṇadāsa, filho de Harihoḍa. Gaurīdāsa Paṇḍita viveu na aldeia de Śāligrāma, situada a algumas milhas da estação ferroviária de Muḍāgāchā, e mais tarde passou a residir em Ambikā-kālanā. Afirma-se no *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 128, que ele foi anteriormente Subala, um dos vaqueirinhos amigos de Kṛṣṇa e Balarāma em Vṛndāvana. Gaurīdāsa Paṇḍita era o irmão mais novo de Sūryadāsa Sarakhela e, com a permissão de seu irmão mais velho, transferiu sua residência para a margem do Ganges, vivendo ali na cidade conhecida como Ambikā-kālanā. Alguns dos nomes dos descendentes de Gaurīdāsa Paṇḍita são os seguintes: (1) Śrī Nṛsiṁha-caitanya, (2) Kṛṣṇadāsa, (3) Viṣṇudāsa, (4) Baḍa Balarāma dāsa, (5) Govinda, (6) Raghunātha, (7) Baḍu Gaṅgādāsa, (8) Āuliyā Gaṅgārāma, (9) Yādavācārya, (10) Hṛdaya-caitanya, (11) Cānda Hāladāra, (12) Maheśa Paṇḍita, (13) Mukuṭa Rāya, (14) Bhātuyā Gaṅgārāma, (15) Āuliyā Caitanya, (16) Kāliyā Kṛṣṇadāsa, (17) Pātuyā Gopāla, (18) Baḍa Jagannātha, (19) Nityānanda, (20) Bhāvi, (21) Jagadīśa, (22) Rāiyā Kṛṣṇadāsa e (22) 12) Annapūrṇā. O filho mais velho de Gaurīdāsa Paṇḍita era conhecido como o grande Balarāma, e o mais novo era conhecido como Raghunātha. Os filhos de Raghunātha foram Maheśa Paṇḍita e Govinda. A filha de Gaurīdāsa Paṇḍita era conhecida como Annapūrṇā.\n\nA aldeia de Ambikā-kālanā, que se situa bem em frente a Śāntipura, do outro lado do rio Ganges, fica a duas milhas a leste da estação ferroviária de Kālanā-korṭa, na ferrovia oriental. Em Ambikā-kālanā, há um templo construído pelo Zamindar de Burdwan. Em frente ao templo, há um grande tamarindeiro, e diz-se que Gaurīdāsa Paṇḍita e o Senhor Caitanya Mahāprabhu se encontraram debaixo dessa árvore. O lugar onde o templo está situado é conhecido como Ambikā e, por estar na área de Kālanā, a aldeia é conhecida como Ambikā-kālanā. Diz-se que uma cópia do *Bhagavad-gītā* escrita por Śrī Caitanya Mahāprabhu ainda existe nesse templo."}
{"ref": "cc/adi/11/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/27/", "verse_text": "nityānande samarpila jāti-kula-pāṅti\nśrī-caitanya-nityānande kari prāṇapati", "devanagari": "> নিত্যানন্দে সমর্পিল জাতি-কুল-পাঁতি ।\n> শ্রীচৈতন্য-নিত্যানন্দে করি’ প্রাণপতি ॥২৭॥", "synonyms": "*nityānande*—ao Senhor Nityānanda; *samarpila*—ele ofereceu; *jāti*—distinção de casta; *kula*—família; *pāṅti*—convívio; *śrī-caitanya*—o Senhor Caitanya; *nityānande*—no Senhor Nityānanda; *kari*—fazendo; *prāṇa-pati*—os Senhores de sua vida.", "translation": "**Fazendo do Senhor Caitanya e do Senhor Nityānanda os Senhores de sua vida, Gaurīdāsa Paṇḍita sacrificou tudo pelo serviço ao Senhor Nityānanda, até mesmo o convívio de sua própria família.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/28/", "verse_text": "nityānanda prabhura priya--paṇḍita purandara\npremārṇava-madhye phire yaichana mandara", "devanagari": "> নিত্যানন্দ প্রভুর প্রিয় — পণ্ডিত পুরন্দর ।\n> প্রেমার্ণব-মধ্যে ফিরে যৈছন মন্দর ॥২৮॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *prabhura*—do Senhor; *priya*—muito querido; *paṇḍita purandara*—de nome Paṇḍita Purandara; *prema-arṇava-madhye*—no oceano de amor a Deus; *phire*—movia-se; *yaichana*—exatamente como; *mandara*—a colina Mandara.", "translation": "**O décimo terceiro importante devoto de Śrī Nityānanda Prabhu foi Paṇḍita Purandara, que se movia no oceano de amor a Deus exatamente como a colina Mandara.**", "purport": "Paṇḍita Purandara encontrou-se com Śrī Nityānanda Prabhu em Khaḍadaha. Quando Nityānanda Prabhu visitou essa aldeia, Ele dançou de maneira muito incomum, e Sua dança cativou Purandara Paṇḍita. O *paṇḍita* estava no topo de uma árvore e, ao ver a dança de Nityānanda, saltou ao chão, proclamando ser Aṅgada, um dos devotos do acampamento de Hanumān durante os passatempos do Senhor Rāmacandra."}
{"ref": "cc/adi/11/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/29/", "verse_text": "parameśvara-dāsa--nityānandaika-śaraṇa\nkṛṣṇa-bhakti pāya, tāṅre ye kare smaraṇa", "devanagari": "> পরমেশ্বরদাস — নিত্যানন্দৈক-শরণ ।\n> কৃষ্ণভক্তি পায়, তাঁরে যে করে স্মরণ ॥২৯॥", "synonyms": "*parameśvara-dāsa*—de nome Parameśvara dāsa; *nityānanda-eka-śaraṇa*—completamente rendido aos pés de lótus de Nityānanda; *kṛṣṇa-bhakti pāya*—obtém amor a Kṛṣṇa; *tāṅre*—dele; *ye*—quem quer que; *kare*—faça; *smaraṇa*—lembrança.", "translation": "**Parameśvara dāsa, de quem se diz ter sido o quinto gopāla do kṛṣṇa-līlā, rendeu-se completamente aos pés de lótus de Nityānanda. Quem quer que se lembre de seu nome, Parameśvara dāsa, obterá amor a Kṛṣṇa muito facilmente.**", "purport": "O *Caitanya-bhāgavata* afirma que Parameśvara dāsa, às vezes conhecido como Parameśvarī dāsa, era a própria vida e alma de Śrī Nityānanda Prabhu. O corpo de Parameśvara dāsa era o lugar dos passatempos do Senhor Nityānanda. Parameśvara dāsa, que viveu por algum tempo na aldeia de Khaḍadaha, estava sempre repleto do êxtase de um vaqueirinho. Outrora ele foi Arjuna, um amigo de Kṛṣṇa e Balarāma. Era o quinto entre os doze gopālas. Ele acompanhou Śrīmatī Jāhnavā-devī quando ela realizou o festival em Kheturi. No Bhakti-ratnākara afirma-se que, por ordem de Śrīmatī Jāhnavā-mātā, ele instalou Rādhā-Gopīnātha no templo de Āṭapura, no distrito de Hugalī. A estação de Āṭapura fica na linha ferroviária de bitola estreita entre Howrah e Āmatā. Outro templo em Āṭapura, estabelecido pela família Mitra, é conhecido como templo de Rādhā-Govinda. Em frente ao templo, num lugar muito atraente entre duas árvores bakula e uma árvore kadamba, está o túmulo de Parameśvarī Ṭhākura, e acima dele há um altar com uma planta de tulasī. Diz-se que apenas uma flor por ano brota da árvore kadamba. Ela é oferecida à Deidade.\n\nDiz-se que Parameśvarī Ṭhākura pertencia a uma família vaidya. Um descendente de seu irmão é atualmente um adorador no templo. Alguns dos membros de sua família ainda residem no distrito de Hugalī, perto da agência de correios de Caṇḍītalā. Os descendentes de Parameśvarī Ṭhākura aceitaram muitos discípulos de famílias brāhmaṇas, mas, como esses descendentes gradualmente adotaram a profissão de médicos, as pessoas de famílias brāhmaṇas deixaram de tornar-se seus discípulos. Os títulos de família dos descendentes de Parameśvarī são Adhikārī e Gupta. Infelizmente, os membros de sua família não adoram a Deidade diretamente; eles contrataram brāhmaṇas assalariados para adorar a Deidade. No templo, Baladeva e Śrī Śrī Rādhā-Gopīnātha estão juntos no trono. Supõe-se que a Deidade de Baladeva foi instalada mais tarde, pois, de acordo com a doçura transcendental, Baladeva, Kṛṣṇa e Rādhā não podem permanecer no mesmo trono. No dia de lua cheia de Vaiśākha (abril-maio), observa-se neste templo o festival do desaparecimento de Parameśvarī Ṭhākura."}
{"ref": "cc/adi/11/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/30/", "verse_text": "jagadīśa paṇḍita haya jagat-pāvana\nkṛṣṇa-premāmṛta varṣe, yena varṣā ghana", "devanagari": "> জগদীশ পণ্ডিত হয় জগৎ-পাবন ।\n> কৃষ্ণপ্রেমামৃত বর্ষে, যেন বর্ষা ঘন ॥৩০॥", "synonyms": "*jagadīśa paṇḍita*—de nome Jagadīśa Paṇḍita; *haya*—torna-se; *jagat-pāvana*—o libertador do mundo; *kṛṣṇa-prema-amṛta varṣe*—ele sempre derrama torrentes de serviço devocional; *yena*—como; *varṣā*—chuva; *ghana*—intensa.", "translation": "**Jagadīśa Paṇḍita, o décimo quinto ramo dos seguidores do Senhor Nityānanda, foi o libertador do mundo inteiro. O amor devocional a Kṛṣṇa derramava-se dele como torrentes de chuva.**", "purport": "Descrições de Jagadīśa Paṇḍita estão disponíveis no *Caitanya-bhāgavata*, *Ādi-līlā*, Capítulo Seis, e no *Caitanya-caritāmṛta*, Ādi-līlā, Capítulo Quatorze. Ele pertencia à aldeia de Yaśaḍā-grāma, no distrito de Nadia, perto da estação ferroviária de Cākadaha. Seu pai, filho de Bhaṭṭa Nārāyaṇa, chamava-se Kamalākṣa. Tanto seu pai como sua mãe eram grandes devotos do Senhor Viṣṇu e, após sua morte, Jagadīśa, com sua esposa Duḥkhinī e seu irmão Maheśa, deixou seu local de nascimento e veio a Śrī Māyāpur para viver na companhia de Jagannātha Miśra e de outros vaiṣṇavas. O Senhor Caitanya pediu a Jagadīśa que fosse a Jagannātha Purī pregar o movimento do hari-nāma-saṅkīrtana. Após retornar de Jagannātha Purī, por ordem do Senhor Jagannātha, ele estabeleceu Deidades de Jagannātha na aldeia de Yaśaḍā-grāma. Diz-se que, quando Jagadīśa Paṇḍita levou a Deidade de Jagannātha a Yaśaḍā-grāma, amarrou a pesada Deidade a uma vara e assim A levou até a aldeia. Os sacerdotes do templo ainda mostram a vara usada por Jagadīśa Paṇḍita para carregar a Deidade de Jagannātha."}
{"ref": "cc/adi/11/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/31/", "verse_text": "nityānanda-priyabhṛtya paṇḍita dhanañjaya\n\natyanta virakta, sadā kṛṣṇa-premamaya", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-প্রিয়ভৃত্য পণ্ডিত ধনঞ্জয় ।\n> অত্যন্ত বিরক্ত, সদা কৃষ্ণপ্রেমময় ॥৩১॥", "synonyms": "*nityānanda-priya-bhṛtya*—outro servo querido de Nityānanda Prabhu; *paṇḍita dhanañjaya*—de nome Paṇḍita Dhanañjaya; *atyanta*—muitíssimo; *virakta*—renunciado; *sadā*—sempre; *kṛṣṇa-prema-maya*—imerso em amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**O décimo sexto servo querido de Nityānanda Prabhu foi Dhanañjaya Paṇḍita. Ele era muitíssimo renunciado e vivia sempre imerso em amor a Kṛṣṇa.**", "purport": "Paṇḍita Dhanañjaya era morador da aldeia de Katwa chamada Śītala. Ele era um dos doze gopālas. Seu nome anterior, de acordo com o *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 127, era Vasudāma. Śītala-grāma situa-se perto da delegacia de polícia de Maṅgalakoṭa e da agência de correio de Kaicara, no distrito de Burdwan. Na linha férrea estreita que vai de Burdwan a Katwa, há uma estação ferroviária a cerca de quatorze quilômetros de Katwa conhecida como Kaicara. É preciso ir cerca de um quilômetro e meio a nordeste dessa estação para chegar a Śītala. O templo era uma casa de palha com paredes feitas de barro. Há algum tempo, os Zamindars de Bājāravana Kābāśī, os Mulliks, construíram uma grande casa com o propósito de servir de templo, mas, nos últimos sessenta e cinco anos, o templo ficou em ruínas e foi abandonado. Os alicerces do antigo templo ainda são visíveis. Há um pilar de tulasī perto do templo, e todos os anos, durante o mês de janeiro, observa-se o dia do desaparecimento de Dhanañjaya. Diz-se que, durante algum tempo, Paṇḍita Dhanañjaya esteve num grupo de saṅkīrtana sob a direção de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e depois foi a Vṛndāvana. Antes de ir a Vṛndāvana, viveu por algum tempo numa aldeia chamada Sāṅcaḍāpāṅcaḍā, que fica cerca de nove quilômetros ao sul da estação ferroviária de Memārī. Por vezes, essa aldeia também é conhecida como \"o lugar de Dhanañjaya\" (Dhanañjayera Pāṭa). Algum tempo depois, ele deixou a responsabilidade pela adoração com um discípulo e voltou a Vṛndāvana. Após retornar de Vṛndāvana a Śītala-grāma, estabeleceu no templo uma Deidade de Gaurasundara. Os descendentes de Paṇḍita Dhanañjaya ainda vivem em Śītala-grāma e cuidam da adoração no templo."}
{"ref": "cc/adi/11/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/32/", "verse_text": "maheśa paṇḍita--vrajera udāra gopāla\n\nḍhakkā-vādye nṛtya kare preme mātoyāla", "devanagari": "> মহেশ পণ্ডিত — ব্রজের উদার গোপাল ।\n> ঢক্কাবাদ্যে নৃত্য করে প্রেমে মাতোয়াল ॥৩২॥", "synonyms": "*maheśa paṇḍita*—de nome Maheśa Paṇḍita; *vrajera*—de Vṛndāvana; *udāra*—muito generoso; *gopāla*—vaqueirinho; *ḍhakkā-vādye*—com o rufar de um tambor; *nṛtya kare*—costumava dançar; *preme*—em amor; *mātoyāla*—como um louco.", "translation": "**Maheśa Paṇḍita, o sétimo dos doze gopālas, era muito generoso. Em grande amor a Kṛṣṇa, dançava ao rufar de um tambor como um louco.**", "purport": "A aldeia de Maheśa Paṇḍita, que é conhecida como Pālapāḍā, situa-se no distrito de Nadia, dentro de uma floresta, a cerca de um quilômetro e meio ao sul da estação ferroviária de Cākadaha. O Ganges corre nas proximidades. Diz-se que, anteriormente, Maheśa Paṇḍita vivia no lado oriental de Jirāṭ, na aldeia conhecida como Masipura ou Yaśīpura, e, quando Masipura foi tragada pelo leito do Ganges, as Deidades que ali se encontravam foram levadas a Pālapāḍā, que se situa em meio a diversas aldeias, tais como Beleḍāṅgā, Berigrāma, Sukhasāgara, Cānduḍe e Manasāpotā. (Há cerca de quatorze aldeias, e toda a vizinhança é conhecida como Pāñcanagara Paragaṇā.) Menciona-se que Maheśa Paṇḍita participou do festival realizado por Śrī Nityānanda Prabhu em Pāṇihāṭī. Narottama dāsa Ṭhākura também participou do festival, e Maheśa Paṇḍita o viu naquela ocasião. No templo de Maheśa Paṇḍita há Deidades de Gaura-Nityānanda, Śrī Gopīnātha, Śrī Madana-mohana e Rādhā-Govinda, bem como uma śālagrāma-śilā."}
{"ref": "cc/adi/11/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/33/", "verse_text": "navadvīpe puruṣottama paṇḍita mahāśaya\n\nnityānanda-nāme yāṅra mahonmāda haya", "devanagari": "> নবদ্বীপে পুরুষোত্তম পণ্ডিত মহাশয় ।\n> নিত্যানন্দ-নামে যাঁর মহোন্মাদ হয় ॥৩৩॥", "synonyms": "*navadvīpe puruṣottama*—Puruṣottama de Navadvīpa; *paṇḍita mahāśaya*—um erudito muito sábio; *nityānanda-nāme*—no nome do Senhor Nityānanda Prabhu; *yāṅra*—cujo; *mahā-unmāda*—grande êxtase; *haya*—torna-se.", "translation": "**Puruṣottama Paṇḍita, morador de Navadvīpa, era o oitavo gopāla. Ele quase enlouquecia tão logo ouvia o santo nome de Nityānanda Prabhu.**", "purport": "Afirma-se no *Caitanya-bhāgavata* que Puruṣottama Paṇḍita nasceu em Navadvīpa e foi um grande devoto do Senhor Nityānanda Prabhu. Como um dos doze gopālas, seu nome anterior era Stokakṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/11/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/34/", "verse_text": "balarāma dāsa--kṛṣṇa-prema-rasāsvādī\n\nnityānanda-nāme haya parama unmādī", "devanagari": "> বলরাম দাস — কৃষ্ণপ্রেমরসাস্বাদী ।\n> নিত্যানন্দ-নামে হয় পরম উন্মাদী ॥৩৪॥", "synonyms": "*balarāma-dāsa*—de nome Balarāma dāsa; *kṛṣṇa-prema-rasa*—o néctar de sempre estar imerso em amor a Kṛṣṇa; *āsvādī*—saboreando plenamente; *nityānanda-nāme*—no nome de Śrī Nityānanda Prabhu; *haya*—torna-se; *parama*—grandemente; *unmādī*—enlouquecido.", "translation": "**Balarāma dāsa saboreava sempre, plenamente, o néctar do amor a Kṛṣṇa. Ao ouvir o nome de Nityānanda Prabhu, ele enlouquecia grandemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/35/", "verse_text": "mahā-bhāgavata yadunātha kavicandra\n\nyāṅhāra hṛdaye nṛtya kare nityānanda", "devanagari": "> মহাভাগবত যদুনাথ কবিচন্দ্র ।\n> যাঁহার হৃদয়ে নৃত্য করে নিত্যানন্দ ॥৩৫॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata*—um grande devoto; *yadunātha kavicandra*—de nome Yadunātha Kavicandra; *yāṅhāra*—cujo; *hṛdaye*—no coração; *nṛtya*—dançando; *kare*—faz; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Yadunātha Kavicandra era um grande devoto. O Senhor Nityānanda Prabhu sempre dançava em seu coração.**", "purport": "No *Caitanya-bhāgavata*, *Madhya-līlā*, Capítulo Um, afirma-se que um cavalheiro conhecido como Ratnagarbha Ācārya era amigo do pai de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Eram moradores da mesma aldeia. Ele tinha três filhos: Kṛṣṇānanda, Jīva e Yadunātha Kavicandra."}
{"ref": "cc/adi/11/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/36/", "verse_text": "rāḍhe yāṅra janma kṛṣṇadāsa dvijavara\n\nśrī-nityānandera teṅho parama kiṅkara", "devanagari": "> রাঢ়ে যাঁর জন্ম কৃষ্ণদাস দ্বিজবর ।\n> শ্রীনিত্যানন্দের তেঁহো পরম কিঙ্কর ॥৩৬॥", "synonyms": "*rāḍhe*—em Bengala Ocidental; *yāṅra*—cujo; *janma*—nascimento; *kṛṣṇadāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa; *dvija-vara*—o melhor brāhmaṇa; *śrī-nityānandera*—de Nityānanda Prabhu; *teṅho*—ele; *parama*—de primeira classe; *kiṅkara*—servo.", "translation": "**O vigésimo primeiro devoto de Śrī Nityānanda em Bengala foi Kṛṣṇadāsa Brāhmaṇa, que era um servo de primeira classe do Senhor.**", "purport": "Rāḍha-deśa refere-se à parte de Bengala por onde o Ganges não corre."}
{"ref": "cc/adi/11/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/37/", "verse_text": "kālā-kṛṣṇadāsa baḍa vaiṣṇava-pradhāna\n\nnityānanda-candra vinu nahi jāne āna", "devanagari": "> কালা-কৃষ্ণদাস বড় বৈষ্ণবপ্রধান ।\n> নিত্যানন্দ-চন্দ্র বিনু নাহি জানে আন ॥৩৭॥", "synonyms": "*kālā-kṛṣṇadāsa*—de nome Kālā Kṛṣṇadāsa; *baḍa*—grande; *vaiṣṇava-pradhāna*—vaiṣṇava de primeira classe; *nityānanda-candra*—o Senhor Nityānanda; *vinu*—exceto; *nāhi jāne*—ele não conhecia; *āna*—nada mais.", "translation": "**O vigésimo segundo devoto do Senhor Nityānanda Prabhu foi Kālā Kṛṣṇadāsa, que era o nono vaqueirinho. Ele era um vaiṣṇava de primeira classe e não conhecia nada além de Nityānanda Prabhu.**", "purport": "No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 132, afirma-se que Kālā Kṛṣṇadāsa, também conhecido como Kāliyā Kṛṣṇadāsa, era anteriormente um gopa (vaqueirinho) de nome Lavaṅga. Ele era um dos doze vaqueirinhos. Kāliyā Kṛṣṇadāsa tinha sua sede numa aldeia chamada Ākāihāṭa, que se situa no distrito de Burdwan, sob a jurisdição da agência de correio e da delegacia de polícia de Katwa. Fica na estrada que leva a Navadvīpa. Para chegar a Akāihāṭa, é preciso ir da estação de entroncamento de Vyāṇḍela até a estação ferroviária de Katwa e, então, percorrer cerca de três quilômetros; ou então deve-se descer na estação de Dāṅihāṭa e, dali, percorrer um quilômetro e meio. A aldeia de Akāihāṭa é muito pequena. No mês de Caitra, no dia de Vāruṇī, há um festival que comemora o dia do desaparecimento de Kālā Kṛṣṇadāsa."}
{"ref": "cc/adi/11/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/38/", "verse_text": "śrī-sadāśiva kavirāja--baḍa mahāśaya\n\nśrī-puruṣottama-dāsa--tāṅhāra tanaya", "devanagari": "> শ্রীসদাশিব কবিরাজ — বড় মহাশয় ।\n> শ্রীপুরুষোত্তমদাস — তাঁহার তনয় ॥৩৮॥", "synonyms": "*śrī-sadāśiva kavirāja*—de nome Śrī Sadāśiva Kavirāja; *baḍa*—grande; *mahāśaya*—cavalheiro respeitável; *śrī-puruṣottama-dāsa*—de nome Śrī Puruṣottama dāsa; *tāṅhāra tanaya*—seu filho.", "translation": "**O vigésimo terceiro e o vigésimo quarto devotos proeminentes de Nityānanda Prabhu foram Sadāśiva Kavirāja e seu filho Puruṣottama dāsa, que era o décimo gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/39/", "verse_text": "ājanma nimagna nityānandera caraṇe\n\nnirantara bālya-līlā kare kṛṣṇa-sane", "devanagari": "> আজন্ম নিমগ্ন নিত্যানন্দের চরণে ।\n> নিরন্তর বাল্য-লীলা করে কৃষ্ণ-সনে ॥৩৯॥", "synonyms": "*ājanma*—desde o nascimento; *nimagna*—imerso; *nityānandera*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *caraṇe*—nos pés de lótus; *nirantara*—sempre; *bālya-līlā*—brincadeiras infantis; *kare*—faz; *kṛṣṇa-sane*—com Kṛṣṇa.", "translation": "**Desde o nascimento, Puruṣottama dāsa esteve imerso no serviço aos pés de lótus do Senhor Nityānanda Prabhu, e sempre se ocupava em brincadeiras infantis com o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Sadāśiva Kavirāja e Nāgara Puruṣottama, que eram pai e filho, são descritos no *Caitanya-bhāgavata* como mahā-bhāgyavān, imensamente afortunados. Pertenciam à casta vaidya de médicos. O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 156, diz que Candrāvalī, uma gopī muito querida de Kṛṣṇa, mais tarde nasceu como Sadāśiva Kavirāja. Nos versos 194 e 200, afirma-se que Kaṁsāri Sena, o pai de Sadāśiva Kavirāja, era anteriormente a gopī chamada Ratnāvalī nos passatempos de Kṛṣṇa. Todos os membros da família de Sadāśiva Kavirāja eram grandes devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Puruṣottama dāsa Ṭhākura por vezes vivia em Sukhasāgara, perto das estações ferroviárias de Cākadaha e Śimurāli. Todas as Deidades instaladas por Puruṣottama Ṭhākura situavam-se anteriormente em Beleḍāṅgā-grāma, mas, quando o templo foi destruído, as Deidades foram levadas a Sukhasāgara. Quando esse templo foi tragado pelo leito do Ganges, as Deidades foram levadas, junto com a Deidade de Jāhnavā-mātā, a Sāhebaḍāṅgā Beḍigrāma. Como esse lugar também foi destruído, todas as Deidades situam-se agora na aldeia chamada Cānduḍe-grāma, que fica a um quilômetro e meio acima de Pālapāḍā, conforme referido acima."}
{"ref": "cc/adi/11/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/40/", "verse_text": "tāṅra putra--mahāśaya śrī-kānu ṭhākura\n\nyāṅra dehe rahe kṛṣṇa-premāmṛta-pūra", "devanagari": "> তাঁর পুত্র — মহাশয় শ্রীকানু ঠাকুর ।\n> যাঁর দেহে রহে কৃষ্ণ-প্রেমামৃতপূর ॥৪০॥", "synonyms": "*tāṅra putra*—seu filho; *mahāśaya*—um cavalheiro respeitável; *śrī-kānu ṭhākura*—de nome Śrī Kānu Ṭhākura; *yāṅra*—cujo; *dehe*—no corpo; *rahe*—permanecia; *kṛṣṇa-prema-amṛta-pūra*—o néctar do serviço devocional a Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Kānu Ṭhākura, um cavalheiro muito respeitável, era filho de Puruṣottama dāsa Ṭhākura. Ele era um devoto tão grandioso que o Senhor Kṛṣṇa sempre vivia em seu corpo.**", "purport": "Para chegar à sede de Kānu Ṭhākura, é preciso seguir de barco da estação de Jhikaragāchā-ghāṭa até o rio conhecido como Kapotākṣa. Caso contrário, se a pessoa percorrer cerca de três ou três quilômetros e meio a partir da estação de Jhikaragāchā-ghāṭa, poderá avistar Bodhakhānā, a sede de Kānu Ṭhākura. O filho de Sadāśiva foi Puruṣottama Ṭhākura, e seu filho foi Kānu Ṭhākura. Os descendentes de Kānu Ṭhākura conhecem-no como Nāgara Puruṣottama. Ele foi o vaqueirinho de nome Dāma durante o kṛṣṇa-līlā. Diz-se que, logo após o nascimento de Kānu Ṭhākura, sua mãe, Jāhnavā, faleceu. Quando ele tinha cerca de doze dias de vida, Śrī Nityānanda Prabhu levou-o para Seu lar em Khaḍadaha. Apura-se que Kānu Ṭhākura nasceu por volta do ano bengali de 942 (1535 d.C.). Diz-se que ele nasceu no dia de Ratha-yātrā. Como era um grande devoto do Senhor Kṛṣṇa desde o início mesmo de sua vida, Śrī Nityānanda Prabhu deu-lhe o nome de Śiśu Kṛṣṇadāsa. Quando tinha cinco anos de idade, foi a Vṛndāvana com Jāhnavā-mātā e, ao verem os sintomas de êxtase de Kānu Ṭhākura, os Gosvāmīs deram-lhe o nome de Kānāi Ṭhākura.\n\nNa família de Kānu Ṭhākura há uma Deidade de Rādhā-Kṛṣṇa conhecida como Prāṇavallabha. Diz-se que sua família adorou essa Deidade muito antes do aparecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Quando houve uma invasão maharashtriana de Bengala, a família de Kānu Ṭhākura dispersou-se e, após a invasão, um Harikṛṣṇa Gosvāmī dessa família voltou ao seu lar original, Bodhakhānā, e restabeleceu a Deidade Prāṇavallabha. Os descendentes da família ainda se ocupam no serviço a Prāṇavallabha. Kānu Ṭhākura esteve presente durante o Kheṭari utsava, quando Jāhnavā-devī e Vīrabhadra Gosvāmī também estiveram presentes. Um dos membros da família de Kānu Ṭhākura, Mādhavācārya, casou-se com a filha de Śrī Nityānanda Prabhu, que se chamava Gaṅgādevī. Tanto Puruṣottama Ṭhākura como Kānu Ṭhākura tiveram muitos discípulos de famílias brāhmaṇas. A maioria dos descendentes discipulares de Kānu Ṭhākura reside agora na aldeia chamada Gaḍabetā, junto ao rio Śilāvatī, no distrito de Midnapore."}
{"ref": "cc/adi/11/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/41/", "verse_text": "mahā-bhāgavata-śreṣṭha datta uddhāraṇa\n\nsarva-bhāve seve nityānandera caraṇa", "devanagari": "> মহাভাগবত-শ্রেষ্ঠ দত্ত উদ্ধারণ ।\n> সর্বভাবে সেবে নিত্যানন্দের চরণ ॥৪১॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata*—grande devoto; *śreṣṭha*—principal; *datta*—o sobrenome Datta; *uddhāraṇa*—de nome Uddhāraṇa; *sarva-bhāve*—em todos os aspectos; *seve*—adora; *nityānandera*—do Senhor Nityānanda; *caraṇa*—pés de lótus.", "translation": "**Uddhāraṇa Datta Ṭhākura, o décimo primeiro dentre os doze vaqueirinhos, era um devoto exaltado do Senhor Nityānanda Prabhu. Ele adorava os pés de lótus do Senhor Nityānanda em todos os aspectos.**", "purport": "O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 129, afirma que Uddhāraṇa Datta Ṭhākura foi anteriormente o vaqueirinho de Vṛndāvana chamado Subāhu. Uddhāraṇa Datta Ṭhākura, anteriormente conhecido como Śrī Uddhāraṇa Datta, era residente de Saptagrāma, que se situa às margens do rio Sarasvatī, perto da estação ferroviária de Triśabighā, no distrito de Hugalī. Na época de Uddhāraṇa Ṭhākura, Saptagrāma era uma cidade muito grande, que abrangia muitos outros lugares, tais como Vāsudeva-pura, Bāṅśabeḍiyā, Kṛṣṇapura, Nityānanda-pura, Śivapura, Śaṅkhanagara e Saptagrāma.\n\nCalcutá desenvolveu-se sob o domínio britânico graças à influente comunidade mercantil, e especialmente graças à comunidade *suvarṇa-vaṇik,* que veio de Saptagrāma para estabelecer seus negócios e lares por toda Calcutá. Eles eram conhecidos como a comunidade mercantil Saptagrāmī de Calcutá, e a maioria deles pertencia às famílias Mullik e Sil. Mais da metade de Calcutá pertencia a essa comunidade, assim como Śrīla Uddhāraṇa Ṭhākura. Nossa família paterna também veio desse distrito e pertencia à mesma comunidade. Os Mulliks de Calcutá dividem-se em duas famílias, a saber, a família Sil e a família De. Todos os Mulliks da família De pertencem originalmente à mesma família e ao mesmo *gotra.* Nós também pertencíamos outrora ao ramo da família De cujos membros, intimamente ligados aos governantes maometanos, receberam o título de Mullik.\n\nNo *Caitanya-bhāgavata, Antya-khaṇḍa,* Capítulo Seis, diz-se que Uddhāraṇa Datta era um vaiṣṇava extremamente elevado e generoso. Ele nasceu com o direito de adorar Nityānanda Prabhu. Afirma-se também que Nityānanda Prabhu, depois de permanecer algum tempo em Khaḍadaha, foi a Saptagrāma e hospedou-se na casa de Uddhāraṇa Datta. A comunidade *suvarṇa-vaṇik* à qual Uddhāraṇa Datta pertencia era, na verdade, uma comunidade vaiṣṇava. Seus membros eram banqueiros e comerciantes de ouro (*suvarṇa* significa \"ouro\", e *vaṇik* significa \"comerciante\"). Há muito tempo, houve um mal-entendido entre Balla Sena e a comunidade *suvarṇa-vaṇik* por causa do grande banqueiro Gaurī Sena. Balla Sena tomava empréstimos de Gaurī Sena e gastava o dinheiro extravagantemente, razão pela qual Gaurī Sena parou de fornecer-lhe dinheiro. Balla Sena vingou-se instigando uma conspiração social para tornar os *suvarṇa-vaṇiks* párias, e desde então eles foram condenados ao ostracismo pelas castas superiores, a saber, os *brāhmaṇas,* os *kṣatriyas* e os *vaiśyas.* Mas, pela graça de Śrīla Nityānanda Prabhu, a comunidade *suvarṇa-vaṇik* foi novamente elevada. Diz-se no *Caitanya-bhāgavata, yateka vaṇik-kula uddhāraṇa haite pavitra ha-ila dvidhā nāhika ihāte:* não há dúvida de que todos os membros da comunidade da sociedade *suvarṇa-vaṇik* foram novamente purificados por Śrī Nityānanda Prabhu.\n\nEm Saptagrāma, ainda há um templo com uma Deidade de seis braços de Śrī Caitanya Mahāprabhu que foi pessoalmente adorada por Śrīla Uddhāraṇa Datta Ṭhākura. À direita de Śrī Caitanya Mahāprabhu, há uma Deidade de Śrī Nityānanda Prabhu, e à esquerda está Gadādhara Prabhu. Há também uma *mūrti* de Rādhā-Govinda e uma *śālagrāma-śilā,* e abaixo do trono há um retrato de Śrī Uddhāraṇa Datta Ṭhākura. Em frente ao templo, há agora um grande salão, e diante do salão há uma planta Mādhavī-latā. O templo fica em um local muito sombreado, fresco e bem situado. Quando regressamos da América em 1967, os membros do comitê executivo desse templo nos convidaram a visitá-lo, e assim tivemos a oportunidade de visitar esse templo com alguns estudantes americanos. Antigamente, em nossa infância, visitávamos esse templo com nossos pais, pois todos os membros da comunidade *suvarṇa-vaṇik* se interessam com entusiasmo por esse templo de Uddhāraṇa Datta Ṭhākura. No ano bengali de 1283 (1876 d.C.), um *bābājī* de nome Nitāi dāsa providenciou a doação de doze *bighās* de terra para esse templo. A administração do templo deteriorou-se mais tarde, mas então, em 1306 (1899 d.C.), por meio da cooperação do famoso Balarāma Mullik de Hugalī, que era subjuiz, e de muitos ricos membros da comunidade *suvarṇa-vaṇik,* a administração do templo melhorou muito. Não mais de cinquenta anos atrás, um dos membros da família de Uddhāraṇa Datta Ṭhākura, chamado Jagamohana Datta, estabeleceu no templo uma *mūrti* (estátua) de madeira de Uddhāraṇa Datta Ṭhākura, mas essa *mūrti* já não está lá; atualmente, adora-se um retrato de Uddhāraṇa Datta Ṭhākura. Entende-se, contudo, que a *mūrti* de madeira de Uddhāraṇa Ṭhākura foi levada por Śrī Madana-mohana Datta e agora é adorada, juntamente com uma *śālagrāma-śilā,* por Śrīnātha Datta.\n\nUddhāraṇa Datta Ṭhākura era o administrador da propriedade de um grande Zamindar em Naihāṭī, cerca de uma milha e meia ao norte de Katwa. As relíquias dessa família real ainda são visíveis perto da estação de Dāiṅhāṭa. Como Uddhāraṇa Datta Ṭhākura era o administrador da propriedade, esta também era conhecida como Uddhāraṇa-pura. Uddhāraṇa Datta Ṭhākura instalou Deidades de Nitāi-Gaura, que mais tarde foram levadas para a casa do Zamindar, conhecida como Vanaoyārībāda. Śrīla Uddhāraṇa Datta Ṭhākura permaneceu chefe de família durante toda a sua vida. O nome de seu pai era Śrīkara Datta, o nome de sua mãe era Bhadrāvatī, e o nome de seu filho era Śrīnivāsa Datta."}
{"ref": "cc/adi/11/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/42/", "verse_text": "ācārya vaiṣṇavānanda bhakti-adhikārī\n\npūrve nāma chila yāṅra 'raghunātha purī'", "devanagari": "> আচার্য বৈষ্ণবানন্দ ভক্তি-অধিকারী ।\n> পূর্বে নাম ছিল যাঁর ‘রঘুনাথ পুরী’ ॥৪২॥", "synonyms": "*ācārya*—mestre; *vaiṣṇavānanda*—de nome Vaiṣṇavānanda; *bhakti*—serviço devocional; *adhikārī*—candidato apto; *pūrve*—anteriormente; *nāma*—nome; *chila*—era; *yāṅra*—cujo; *raghunātha purī*—de nome Raghunātha Purī.", "translation": "**O vigésimo sétimo devoto proeminente de Nityānanda Prabhu foi Ācārya Vaiṣṇavānanda, uma grande personalidade no serviço devocional. Ele era anteriormente conhecido como Raghunātha Purī.**", "purport": "No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 97, afirma-se que Raghunātha Purī era anteriormente muito poderoso nos oito sucessos místicos. Ele era uma encarnação de um dos sucessos."}
{"ref": "cc/adi/11/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/43/", "verse_text": "viṣṇudāsa, nandana, gaṅgādāsa--tina bhāi\n\npūrve yāṅra ghare chilā ṭhākura nitāi", "devanagari": "> বিষ্ণুদাস, নন্দন, গঙ্গাদাস, — তিন ভাই ।\n> পূর্বে যাঁর ঘরে ছিলা ঠাকুর নিতাই ॥৪৩॥", "synonyms": "*viṣṇudāsa*—de nome Viṣṇudāsa; *nandana*—de nome Nandana; *gaṅgādāsa*—de nome Gaṅgādāsa; *tina bhāi*—três irmãos; *pūrve*—anteriormente; *yāṅra*—cuja; *ghare*—na casa; *chilā*—permaneceu; *ṭhākura nitāi*—Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Outro importante devoto do Senhor Nityānanda Prabhu foi Viṣṇudāsa, que tinha dois irmãos, Nandana e Gaṅgādāsa. O Senhor Nityānanda Prabhu por vezes hospedou-se na casa deles.**", "purport": "Os três irmãos Viṣṇudāsa, Nandana e Gaṅgādāsa eram moradores de Navadvīpa e pertenciam à família brāhmaṇa Bhaṭṭācārya. Tanto Viṣṇudāsa como Gaṅgādāsa permaneceram por algum tempo com Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī, e o *Caitanya-bhāgavata* afirma que, anteriormente, Nityānanda Prabhu hospedou-se na casa deles."}
{"ref": "cc/adi/11/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/44/", "verse_text": "nityānanda-bhṛtya--paramānanda upādhyāya\n\nśrī-jīva paṇḍita nityānanda-guṇa gāya", "devanagari": "> নিত্যানন্দভৃত্য পরমানন্দ উপাধ্যায় ।\n> শ্রীজীব পণ্ডিত নিত্যানন্দ-গুণ গায় ॥৪৪॥", "synonyms": "*nityānanda-bhṛtya*—servo de Nityānanda Prabhu; *paramānanda upādhyāya*—de nome Paramānanda Upādhyāya; *śrī-jīva paṇḍita*—de nome Śrī Jīva Paṇḍita; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *guṇa*—qualidades; *gāya*—glorificava.", "translation": "**Paramānanda Upādhyāya era um grande servidor de Nityānanda Prabhu. Śrī Jīva Paṇḍita glorificava as qualidades de Śrī Nityānanda Prabhu.**", "purport": "Śrī Paramānanda Upādhyāya era um devoto avançado. Seu nome é mencionado no *Caitanya-bhāgavata*, onde Śrī Jīva Paṇḍita também é mencionado como o segundo filho de Ratnagarbha Ācārya e amigo de infância de Hāḍāi Ojhā, o pai de Nityānanda Prabhu. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 169, afirma-se que Śrī Jīva Paṇḍita era anteriormente a gopī chamada Indirā."}
{"ref": "cc/adi/11/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/45/", "verse_text": "paramānanda gupta--kṛṣṇa-bhakta mahāmatī\n\npūrve yāṅra ghare nityānandera vasati", "devanagari": "> পরমানন্দ গুপ্ত — কৃষ্ণভক্ত মহামতি ।\n> পূর্বে যাঁর ঘরে নিত্যানন্দের বসতি ॥৪৫॥", "synonyms": "*paramānanda gupta*—de nome Paramānanda Gupta; *kṛṣṇa-bhakta*—um grande devoto do Senhor Kṛṣṇa; *mahā-mati*—avançado em consciência espiritual; *pūrve*—outrora; *yāṅra*—de quem; *ghare*—na casa; *nityānandera*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *vasati*—residência.", "translation": "**O trigésimo primeiro devoto do Senhor Nityānanda Prabhu foi Paramānanda Gupta, que era grandemente devotado ao Senhor Kṛṣṇa e muito avançado em consciência espiritual. Outrora, Nityānanda Prabhu também residiu em sua casa por algum tempo.**", "purport": "Paramānanda Gupta compôs uma oração ao Senhor Kṛṣṇa conhecida como Kṛṣṇa-stavāvalī. No Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, versos 194 e 199, afirma-se que ele foi outrora a gopī de nome Mañjumedhā."}
{"ref": "cc/adi/11/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/46/", "verse_text": "nārāyaṇa, kṛṣṇadāsa āra manohara\n\ndevānanda--cāri bhāi nitāi-kiṅkara", "devanagari": "> নারায়ণ, কৃষ্ণদাস আর মনোহর ।\n> দেবানন্দ — চারি ভাই নিতাই-কিঙ্কর ॥৪৬॥", "synonyms": "*nārāyaṇa*—de nome Nārāyaṇa; *kṛṣṇadāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa; *āra*—e; *manohara*—de nome Manohara; *devānanda*—de nome Devānanda; *cāri bhāi*—quatro irmãos; *nitāi-kiṅkara*—servos do Senhor Nityānanda Prabhu.", "translation": "**O trigésimo segundo, trigésimo terceiro, trigésimo quarto e trigésimo quinto devotos proeminentes foram Nārāyaṇa, Kṛṣṇadāsa, Manohara e Devānanda, que sempre se ocupavam no serviço ao Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/47/", "verse_text": "hoḍa kṛṣṇadāsa--nityānanda-prabhu-prāṇa\n\nnityānanda-pada vinu nāhi jāne āna", "devanagari": "> হোড় কৃষ্ণদাস — নিত্যানন্দপ্রভু-প্রাণ ।\n> নিত্যানন্দ-পদ বিনু নাহি জানে আন ॥৪৭॥", "synonyms": "*hoḍa kṛṣṇadāsa*—de nome Hoḍa Kṛṣṇadāsa; *nityānanda-prabhu*—do Senhor Nityānanda; *prāṇa*—a vida e a alma; *nityānanda-pada*—os pés de lótus do Senhor Nityānanda; *vinu*—exceto; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *āna*—nenhuma outra coisa.", "translation": "**O trigésimo sexto devoto do Senhor Nityānanda foi Hoḍa Kṛṣṇadāsa, cuja vida e alma era Nityānanda Prabhu. Ele estava sempre dedicado aos pés de lótus de Nityānanda, e não conhecia ninguém senão Ele.**", "purport": "A residência de Kṛṣṇadāsa Hoḍa era Baḍagāchi, que agora fica em Bangladesh."}
{"ref": "cc/adi/11/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/48/", "verse_text": "nakaḍi, mukunda, sūrya, mādhava, śrīdhara\n\nrāmānanda vasu, jagannātha, mahīdhara", "devanagari": "> নকড়ি, মুকুন্দ, সূর্য, মাধব, শ্রীধর ।\n> রামানন্দ বসু, জগন্নাথ, মহীধর ॥৪৮॥", "synonyms": "*nakaḍi*—de nome Nakaḍi; *mukunda*—de nome Mukunda; *sūrya*—de nome Sūrya; *mādhava*—de nome Mādhava; *śrīdhara*—de nome Śrīdhara; *rāmānanda vasu*—de nome Rāmānanda Vasu; *jagannātha*—de nome Jagannātha; *mahīdhara*—de nome Mahīdhara.", "translation": "**Entre os devotos do Senhor Nityānanda, Nakaḍi foi o trigésimo sétimo, Mukunda o trigésimo oitavo, Sūrya o trigésimo nono, Mādhava o quadragésimo, Śrīdhara o quadragésimo primeiro, Rāmānanda o quadragésimo segundo, Jagannātha o quadragésimo terceiro e Mahīdhara o quadragésimo quarto.**", "purport": "Śrīdhara foi o décimo segundo gopāla."}
{"ref": "cc/adi/11/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/49/", "verse_text": "śrīmanta, gokula-dāsa hariharānanda\n\nśivāi, nandāi, avadhūta paramānanda", "devanagari": "> শ্রীমন্ত, গোকুলদাস, হরিহরানন্দ ।\n> শিবাই, নন্দাই, অবধূত পরমানন্দ ॥৪৯॥", "synonyms": "*śrī-manta*—de nome Śrīmanta; *gokula-dāsa*—de nome Gokula dāsa; *hariharānanda*—de nome Hariharānanda; *śivāi*—de nome Śivāi; *nandāi*—de nome Nandāi; *avadhūta paramānanda*—de nome Avadhūta Paramānanda.", "translation": "**Śrīmanta foi o quadragésimo quinto, Gokula dāsa o quadragésimo sexto, Hariharānanda o quadragésimo sétimo, Śivāi o quadragésimo oitavo, Nandāi o quadragésimo nono e Paramānanda o quinquagésimo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/50/", "verse_text": "vasanta, navanī hoḍa, gopāla, sanātana\n\nviṣṇāi hājarā, kṛṣṇānanda, sulocana", "devanagari": "> বসন্ত, নবনী হোড়, গোপাল, সনাতন ।\n> বিষ্ণাই হাজরা, কৃষ্ণানন্দ, সুলোচন ॥৫০॥", "synonyms": "*vasanta*—de nome Vasanta; *navanī hoḍa*—de nome Navanī Hoḍa; *gopāla*—de nome Gopāla; *sanātana*—de nome Sanātana; *viṣṇāi hājarā*—de nome Viṣṇāi Hājarā; *kṛṣṇānanda*—de nome Kṛṣṇānanda; *sulocana*—de nome Sulocana.", "translation": "**Vasanta foi o quinquagésimo primeiro, Navanī Hoḍa o quinquagésimo segundo, Gopāla o quinquagésimo terceiro, Sanātana o quinquagésimo quarto, Viṣṇāi o quinquagésimo quinto, Kṛṣṇānanda o quinquagésimo sexto e Sulocana o quinquagésimo sétimo.**", "purport": "Navanī Hoḍa parece ter sido a mesma pessoa que Hoḍa Kṛṣṇadāsa, o filho do rei de Baḍagāchi. O nome de seu pai era Hari Hoḍa. Pode-se visitar Baḍagāchi tomando a linha férrea de Lālagolā-ghāṭa. Outrora o Ganges fluía junto a Baḍagāchi, mas agora ele se tornou um canal conhecido como Kālśira Khāla. Perto da estação de Muḍāgāchā há uma aldeia conhecida como Śāligrāma, na qual o rei Kṛṣṇadāsa arranjou o casamento de Śrī Nityānanda Prabhu, conforme se descreve no Bhakti-ratnākara (Décima Segunda Onda). Diz-se às vezes que Navanī Hoḍa foi o filho de Rāja Kṛṣṇadāsa. Seus descendentes ainda vivem em Rukuṇapura, uma aldeia perto de Bahiragāchi. Eles pertencem à comunidade dakṣiṇa-rāḍhīya-kāyastha, mas, tendo sido reformados como brāhmaṇas, ainda iniciam todas as classes de homens."}
{"ref": "cc/adi/11/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/51/", "verse_text": "kaṁsāri sena, rāmasena, rāmacandra kavirāja\n\ngovinda, śrīraṅga, mukunda, tina kavirāja", "devanagari": "> কংসারি সেন, রামসেন, রামচন্দ্র কবিরাজ ।\n> গোবিন্দ, শ্রীরঙ্গ, মুকুন্দ, তিন কবিরাজ ॥৫১॥", "synonyms": "*kaṁsāri sena*—de nome Kaṁsāri Sena; *rāmasena*—de nome Rāmasena; *rāmacandra kavirāja*—de nome Rāmacandra Kavirāja; *govinda*—de nome Govinda; *śrīraṅga*—de nome Śrīraṅga; *mukunda*—de nome Mukunda; *tina kavirāja*—todos os três são Kavirājas, ou médicos.", "translation": "**O quinquagésimo oitavo grande devoto do Senhor Nityānanda Prabhu foi Kaṁsāri Sena, o quinquagésimo nono foi Rāmasena, o sexagésimo foi Rāmacandra Kavirāja, e o sexagésimo primeiro, sexagésimo segundo e sexagésimo terceiro foram Govinda, Śrīraṅga e Mukunda, que eram todos médicos.**", "purport": "Śrī Rāmacandra Kavirāja, filho de Khaṇḍavāsī Cirañjīva e Sunanda, foi discípulo de Śrīnivāsa Ācārya e o mais íntimo amigo de Narottama dāsa Ṭhākura, que orou diversas vezes por sua associação. Seu irmão mais novo foi Govinda Kavirāja. Śrīla Jīva Gosvāmī apreciou muitíssimo a grande devoção de Śrī Rāmacandra Kavirāja ao Senhor Kṛṣṇa e, por isso, deu-lhe o título de Kavirāja. Śrī Rāmacandra Kavirāja, que era perpetuamente desinteressado da vida familiar, auxiliou grandemente o trabalho de pregação de Śrīnivāsa Ācārya e Narottama dāsa Ṭhākura. Ele residiu primeiro em Śrīkhaṇḍa, mas depois na aldeia de Kumāra-nagara, à margem do Ganges.\n\nGovinda Kavirāja foi o irmão de Rāmacandra Kavirāja e o filho mais novo de Cirañjīva de Śrīkhaṇḍa. Embora a princípio fosse um śākta, ou adorador da deusa Durgā, ele foi mais tarde iniciado por Śrīnivāsa Ācārya Prabhu. Govinda Kavirāja também residiu primeiro em Śrīkhaṇḍa e depois em Kumāra-nagara, mas posteriormente mudou-se para a aldeia conhecida como Teliyā Budhari, na margem sul do rio Padmā. Visto que Govinda Kavirāja, o autor de dois livros, Saṅgīta-mādhava e Gītāmṛta, era um grande kavi vaiṣṇava, ou poeta, Śrīla Jīva Gosvāmī deu-lhe o título de Kavirāja. Ele é descrito no Bhakti-ratnākara (Nona Onda).\n\nKaṁsāri Sena foi outrora Ratnāvalī em Vraja, conforme se descreve no Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, versos 194 e 200."}
{"ref": "cc/adi/11/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/52/", "verse_text": "pītāmbara, mādhavācārya, dāsa dāmodara\n\nśaṅkara, mukunda, jñāna-dāsa, manohara", "devanagari": "> পীতাম্বর, মাধবাচার্য, দাস দামোদর ।\n> শঙ্কর, মুকুন্দ, জ্ঞানদাস, মনোহর ॥৫২॥", "synonyms": "*pītāmbara*—de nome Pītāmbara; *mādhavācārya*—de nome Mādhavācārya; *dāsa dāmodara*—de nome Dāmodara dāsa; *śaṅkara*—de nome Śaṅkara; *mukunda*—de nome Mukunda; *jñāna-dāsa*—de nome Jñāna dāsa; *manohara*—de nome Manohara.", "translation": "**Entre os devotos do Senhor Nityānanda Prabhu, Pītāmbara foi o sexagésimo quarto, Mādhavācārya o sexagésimo quinto, Dāmodara dāsa o sexagésimo sexto, Śaṅkara o sexagésimo sétimo, Mukunda o sexagésimo oitavo, Jñāna dāsa o sexagésimo nono e Manohara o septuagésimo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/53/", "verse_text": "nartaka gopāla, rāmabhadra, gaurāṅga-dāsa\n\nnṛsiṁha-caitanya, mīnaketana rāmadāsa", "devanagari": "> নর্তক গোপাল, রামভদ্র, গৌরাঙ্গদাস ।\n> নৃসিংহচৈতন্য, মীনকেতন রামদাস ॥৫৩॥", "synonyms": "*nartaka gopāla*—o dançarino Gopāla; *rāmabhadra*—de nome Rāmabhadra; *gaurāṅga-dāsa*—de nome Gaurāṅga dāsa; *nṛsiṁha-caitanya*—de nome Nṛsiṁha-caitanya; *mīnaketana rāma-dāsa*—de nome Mīnaketana Rāmadāsa.", "translation": "**O dançarino Gopāla foi o septuagésimo primeiro, Rāmabhadra o septuagésimo segundo, Gaurāṅga dāsa o septuagésimo terceiro, Nṛsiṁha-caitanya o septuagésimo quarto e Mīnaketana Rāmadāsa o septuagésimo quinto.**", "purport": "O Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 68, descreve Mīnaketana Rāmadāsa como uma encarnação de Saṅkarṣaṇa."}
{"ref": "cc/adi/11/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/54/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa--nārāyaṇīra nandana\n\n'caitanya-maṅgala' yeṅho karila racana", "devanagari": "> বৃন্দাবনদাস — নারায়ণীর নন্দন ।\n> ‘চৈতন্য-মঙ্গল’ যেঁহো করিল রচন ॥৫৪॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsa*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *nārāyaṇīra nandana*—filho de Nārāyaṇī; *caitanya-maṅgala*—o livro de nome Caitanya-maṅgala; *yeṅho*—quem; *karila*—fez; *racana*—composição.", "translation": "**Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, o filho de Śrīmatī Nārāyaṇī, compôs o Śrī *Caitanya-maṅgala* [mais tarde conhecido como Śrī *Caitanya-bhāgavata*].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/55/", "verse_text": "bhāgavate kṛṣṇa-līlā varṇilā vedavyāsa\n\ncaitanya-līlāte vyāsa--vṛndāvana dāsa", "devanagari": "> ভাগবতে কৃষ্ণলীলা বর্ণিলা বেদব্যাস ।\n> চৈতন্য-লীলাতে ব্যাস — বৃন্দাবন দাস ॥৫৫॥", "synonyms": "*bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *kṛṣṇa-līlā*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *varṇilā*—descreveu; *veda-vyāsa*—Dvaipāyana Vyāsadeva; *caitanya-līlāte*—nos passatempos do Senhor Caitanya; *vyāsa*—Vedavyāsa; *vṛndāvana dāsa*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Śrīla Vyāsadeva descreveu os passatempos de Kṛṣṇa no *Śrīmad-Bhāgavatam*. O Vyāsa dos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu foi Vṛndāvana dāsa.**", "purport": "Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura foi uma encarnação de Vedavyāsa e também um amigável menino vaqueiro de nome Kusumāpīḍa em kṛṣṇa-līlā. Em outras palavras, o autor do Śrī *Caitanya-bhāgavata*, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, o filho de Nārāyaṇī, a sobrinha de Śrīvāsa Ṭhākura, foi uma encarnação combinada de Vedavyāsa e do menino vaqueiro Kusumāpīḍa. Há uma exposição descritiva de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura em seu comentário sobre o Śrī *Caitanya-bhāgavata* que fornece os detalhes biográficos da vida de Vṛndāvana dāsa Ṭhākura."}
{"ref": "cc/adi/11/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/56/", "verse_text": "sarvaśākhā-śreṣṭha vīrabhadra gosāñi\n\ntāṅra upaśākhā yata, tāra anta nāi", "devanagari": "> সর্বশাখা-শ্রেষ্ঠ বীরভদ্র গোসাঞি ।\n> তাঁর উপশাখা যত, তার অন্ত নাই ॥৫৬॥", "synonyms": "*sarva-śākhā-śreṣṭha*—o melhor de todos os ramos; *vīrabhadra gosāñi*—de nome Vīrabhadra Gosāñi; *tāṅra upaśākhā*—Seus subramos; *yata*—todos; *tāra*—deles; *anta*—limite; *nāi*—não há.", "translation": "**Entre todos os ramos de Śrī Nityānanda Prabhu, Vīrabhadra Gosāñi era o mais elevado. Seus subramos eram ilimitados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/57/", "verse_text": "ananta nityānanda-gaṇa--ke karu gaṇana\n\nātma-pavitratā-hetu likhilāṅ kata jana", "devanagari": "> অনন্ত নিত্যানন্দগণ — কে করু গণন ।\n> আত্মপবিত্রতা-হেতু লিখিলাঙ কত জন ॥৫৭॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *nityānanda-gaṇa*—seguidores de Śrī Nityānanda Prabhu; *ke karu*—quem pode; *gaṇana*—contar; *ātma-pavitratā*—de autopurificação; *hetu*—em razão de; *likhilāṅ*—escrevi; *kata jana*—alguns deles.", "translation": "**Ninguém pode contar os ilimitados seguidores de Nityānanda Prabhu. Mencionei alguns deles apenas para minha própria autopurificação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/58/", "verse_text": "ei sarva-śākhā pūrṇa--pakva prema-phale\n\nyāre dekhe, tāre diyā bhāsāila sakale", "devanagari": "> এই সর্বশাখা পূর্ণ — পক্ব প্রেমফলে ।\n> যারে দেখে, তারে দিয়া ভাসাইল সকলে ॥৫৮॥", "synonyms": "*ei*—estes; *sarva-śākhā*—todos os ramos; *pūrṇa*—repletos; *pakva prema-phale*—com os frutos amadurecidos do amor a Deus; *yāre dekhe*—quem quer que vejam; *tāre diyā*—distribuindo a ele; *bhāsāila*—inundaram; *sakale*—todos eles.", "translation": "**Todos esses ramos, os devotos do Senhor Nityānanda Prabhu, estando repletos dos frutos amadurecidos do amor a Kṛṣṇa, distribuíam esses frutos a todos que encontravam, inundando-os de amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/59/", "verse_text": "anargala prema sabāra, ceṣṭā anargala\n\nprema dite, kṛṣṇa dite dhare mahābala", "devanagari": "> অনর্গল প্রেম সবার, চেষ্টা অনর্গল ।\n> প্রেম দিতে, কৃষ্ণ দিতে ধরে মহাবল ॥৫৯॥", "synonyms": "*anargala*—irrefreável; *prema*—amor a Kṛṣṇa; *sabāra*—de cada um deles; *ceṣṭā*—atividade; *anargala*—irrefreável; *prema dite*—dar amor a Kṛṣṇa; *kṛṣṇa dite*—entregar Kṛṣṇa; *dhare*—possuem; *mahābala*—grande força.", "translation": "**Todos esses devotos tinham força ilimitada para entregar o amor desimpedido e incessante a Kṛṣṇa. Por sua própria força, podiam oferecer a qualquer pessoa Kṛṣṇa e o amor a Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura cantou: kṛṣṇa se tomāra, kṛṣṇa dite pāra, tomāra śakati āche. Nesta canção, Bhaktivinoda Ṭhākura descreve que um vaiṣṇava puro, como o proprietário de Kṛṣṇa e do amor a Kṛṣṇa, pode entregar ambos a qualquer pessoa de quem goste. Portanto, para obter Kṛṣṇa e o amor a Kṛṣṇa, deve-se buscar a misericórdia dos devotos puros. Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura também diz: yasya prasādād bhagavat-prasādo yasyāprasādān na gatiḥ kuto 'pi: \"Pela misericórdia do mestre espiritual, a pessoa é abençoada pela misericórdia de Kṛṣṇa. Sem a graça do mestre espiritual, não se pode fazer nenhum avanço.\" Pela graça de um vaiṣṇava ou mestre espiritual genuíno, pode-se obter tanto o amor a Deus, Kṛṣṇa, quanto o próprio Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/11/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/60/", "verse_text": "saṅkṣepe kahilāṅ ei nityānanda-gaṇa\n\nyāṅhāra avadhi nā pāya 'sahasra-vadana'", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিলাঙ এই নিত্যানন্দগণ ।\n> যাঁহার অবধি না পায় ‘সহস্র-বদন’ ॥৬০॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em breve; *kahilāṅ*—descrevi; *ei*—estes; *nityānanda-gaṇa*—devotos do Senhor Nityānanda; *yāṅhāra*—de quem; *avadhi*—limitação; *nā*—não; *paya*—obtém; *sahasra-vadana*—o Śeṣa Nāga de mil bocas, sobre quem o Senhor Viṣṇu Se reclina.", "translation": "**Descrevi em breve apenas alguns dos seguidores e devotos do Senhor Nityānanda Prabhu. Nem mesmo o Śeṣa Nāga de mil bocas pode descrever todos esses ilimitados devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/11/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/11/61/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৬১॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro de nome Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Com um ardente desejo de servir ao propósito de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī Caitanya-caritāmṛta, seguindo os passos deles.**\n\n*Neste ponto, encerram-se os significados Bhaktivedanta do Śrī Caitanya-caritāmṛta, Ādi-līlā,  Décimo Primeiro Capítulo, que trata das expansões do Senhor Nityānanda.*", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Décimo Primeiro Capítulo, que descreve as expansões do Senhor Nityānanda."}
{"ref": "cc/adi/12/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/1/", "verse_text": "advaitāṅghry-abja-bhṛṅgāṁs tān\nsārāsāra-bhṛto 'khilān\nhitvāsārān sāra-bhṛto\nnaumi caitanya-jīvanān", "devanagari": "> অদ্বৈতাঙ্ঘ্র্যব্জভৃঙ্গাংস্তান্ সারাসারভৃতোঽখিলান্ ।\n> হিত্বাঽসারান্ সারভৃতো নৌমি চৈতন্যজীবনান্ ॥১॥", "synonyms": "*advaita-aṅghri*—os pés de lótus de Advaita Ācārya; *abja*—flor de lótus; *bhṛṅgān*—abelhas; *tān*—todos eles; *sāra-asāra*—reais e não reais; *bhṛtaḥ*—aceitando; *akhilān*—todos eles; *hitvā*—abandonando; *asārān*—não reais; *sāra-bhṛtaḥ*—aqueles que são reais; *naumi*—ofereço minhas reverências; *caitanya-jīvanān*—cuja vida e alma era o Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Os seguidores de Śrī Advaita Prabhu eram de dois tipos. Alguns eram seguidores reais, e os outros eram falsos. Rejeitando os falsos seguidores, ofereço minhas respeitosas reverências aos seguidores reais de Śrī Advaita Ācārya, cuja vida e alma era Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/2/", "verse_text": "jaya jaya mahāprabhu śrī-kṛṣṇa-caitanya\njaya jaya nityānanda jayādvaita dhanya", "devanagari": "> জয় জয় মহাপ্রভু শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> জয় জয় নিত্যানন্দ জয়াদ্বৈত ধন্য ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *mahāprabhu*—a Mahāprabhu; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—de nome Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya advaita*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *dhanya*—que são todos muito gloriosos.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Śrī Advaita Prabhu! Todos Eles são gloriosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/3/", "verse_text": "śrī-caitanyāmara-taror\ndvitīya-skandha-rūpiṇaḥ\nśrīmad-advaita-candrasya\nśākhā-rūpān gaṇān numaḥ", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্যামরতরোর্দ্বিতীয়স্কন্ধরূপিণঃ ।\n> শ্রীমদদ্বৈতচন্দ্রস্য শাখারূপান্ গণান্নুমঃ ॥৩॥", "synonyms": "*śrī-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *amara*—eterna; *taroḥ*—da árvore; *dvitīya*—segundo; *skandha*—grande ramo; *rūpiṇaḥ*—na forma de; *śrīmat*—o todo-glorioso; *advaita-candrasya*—do Senhor Advaitacandra; *śākhā-rūpān*—na forma de ramos; *gaṇān*—a todos os seguidores; *numaḥ*—ofereço minhas respeitosas reverências.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências ao todo-glorioso Advaita Prabhu, que forma o segundo ramo da eterna árvore de Caitanya, e a Seus seguidores, que formam Seus sub-ramos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/4/", "verse_text": "vṛkṣera dvitīya skandha--ācārya-gosāñi\ntāṅra yata śākhā ha-ila, tāra lekhā nāñi", "devanagari": "> বৃক্ষের দ্বিতীয় স্কন্ধ — আচার্য-গোসাঞি ।\n> তাঁর যত শাখা হইল, তার লেখা নাঞি ॥৪॥", "synonyms": "*vṛkṣera*—da árvore; *dvitīya skandha*—o segundo grande ramo; *ācārya-gosāñi*—Śrī Advaita Ācārya Gosvāmī; *tāṅra*—Seus; *yata*—todos; *śākhā*—ramos; *ha-ila*—tornaram-se; *tāra*—disso; *lekhā*—descrição; *nāñi*—não há.", "translation": "**Śrī Advaita Prabhu foi o segundo grande ramo da árvore. Há muitos sub-ramos, mas é impossível mencioná-los todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/5/", "verse_text": "caitanya-mālīra kṛpā-jalera secane\nsei jale puṣṭa skandha bāḍe dine dine", "devanagari": "> চৈতন্য-মালীর কৃপাজলের সেচনে ।\n> সেই জলে পুষ্ট স্কন্ধ বাড়ে দিনে দিনে ॥৫॥", "synonyms": "*caitanya-mālīra*—do jardineiro chamado Caitanya; *kṛpā-jalera*—da água de Sua misericórdia; *secane*—pela aspersão; *sei jale*—por essa água; *puṣṭa*—nutridos; *skandha*—ramos; *bāḍe*—cresciam; *dine dine*—dia após dia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu também era o jardineiro, e, ao derramar a água de Sua misericórdia sobre a árvore, todos os ramos e sub-ramos cresciam dia após dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/6/", "verse_text": "sei skandhe yata prema-phala upajila\nsei kṛṣṇa-prema-phale jagat bharila", "devanagari": "> সেই স্কন্ধে যত প্রেমফল উপজিল ।\n> সেই কৃষ্ণপ্রেমফলে জগৎ ভরিল ॥৬॥", "synonyms": "*sei skandhe*—naquele ramo; *yata*—todos; *prema-phala*—frutos de amor a Deus; *upajila*—cresceram; *sei*—aqueles; *kṛṣṇa-prema-phale*—frutos de amor a Kṛṣṇa; *jagat*—o mundo inteiro; *bharila*—inundaram.", "translation": "**Os frutos de amor a Deus que cresceram naqueles ramos da árvore de Caitanya eram tão grandes que inundaram o mundo inteiro com amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/7/", "verse_text": "sei jala skandhe kare śākhāte sañcāra\nphale-phule bāḍe,--śākhā ha-ila vistāra", "devanagari": "> সেই জল স্কন্ধে করে শাখাতে সঞ্চার ।\n> ফলে-ফুলে বাড়ে, — শাখা হইল বিস্তার ॥৭॥", "synonyms": "*sei jala*—essa água; *skandhe*—nos ramos; *kare*—faz; *śākhāte*—nos sub-ramos; *sañcāra*—crescimento; *phale-phule*—em frutos e flores; *bāḍe*—aumenta; *śākhā*—os ramos; *ha-ila*—tornaram-se; *vistāra*—difundidos.", "translation": "**À medida que o tronco e os ramos eram regados, os ramos e sub-ramos espalhavam-se fartamente, e a árvore enchia-se de frutos e flores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/8/", "verse_text": "prathame ta' eka-mata ācāryera gaṇa\npāche dui-mata haila daivera kāraṇa", "devanagari": "> প্রথমে ত’ একমত আচার্যের গণ ।\n> পাছে দুইমত হৈল দৈবের কারণ ॥৮॥", "synonyms": "*prathame*—no início; *ta'*—porém; *eka-mata*—uma opinião; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *gaṇa*—seguidores; *pāche*—depois; *dui-mata*—duas opiniões; *haila*—tornaram-se; *daivera*—da providência; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**A princípio, todos os seguidores de Advaita Ācārya compartilhavam de uma única opinião. Mas depois passaram a seguir duas opiniões diferentes, conforme ordenado pela providência.**", "purport": "As palavras daivera kāraṇa indicam que, por força da providência, ou pela vontade de Deus, os seguidores de Advaita Ācārya dividiram-se em dois grupos. Tal discordância entre os discípulos de um único ācārya também se encontra entre os membros do Gauḍīya Maṭha. No início, durante a presença de Oṁ Viṣṇupāda Paramahaṁsa Parivrājakācārya Aṣṭottara-śata Śrī Śrīmad Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura Prabhupāda, todos os discípulos trabalhavam em harmonia; mas logo após seu desaparecimento, eles discordaram. Um grupo seguiu estritamente as instruções de Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, mas outro grupo criou sua própria invenção a respeito de como executar seus desejos. Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, no momento de sua partida, pediu a todos os seus discípulos que formassem um corpo dirigente e conduzissem as atividades missionárias de maneira cooperativa. Ele não instruiu nenhum homem em particular a se tornar o próximo ācārya. Mas logo após seu falecimento, seus principais secretários fizeram planos, sem autoridade, para ocupar o posto de ācārya, e dividiram-se em duas facções acerca de quem seria o próximo ācārya. Em consequência, ambas as facções eram asāra, ou inúteis, porque não tinham autoridade, por terem desobedecido à ordem do mestre espiritual. Apesar da ordem do mestre espiritual de formar um corpo dirigente e executar as atividades missionárias do Gauḍīya Maṭha, as duas facções não autorizadas iniciaram um litígio que ainda prossegue depois de quarenta anos, sem decisão.\n\nPor isso, não pertencemos a nenhuma facção. Mas, como os dois grupos, ocupados em dividir os bens materiais da instituição Gauḍīya Maṭha, interromperam o trabalho de pregação, assumimos a missão de Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura e Bhaktivinoda Ṭhākura de pregar o culto de Caitanya Mahāprabhu por todo o mundo, sob a proteção de todos os ācāryas predecessores, e verificamos que nossa humilde tentativa tem sido bem-sucedida. Seguimos os princípios especialmente explicados por Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura em seu comentário ao verso do *Bhagavad-gītā* vyavasāyātmikā buddhir ekeha kuru-nandana. De acordo com esta instrução de Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura, é o dever de um discípulo seguir estritamente as ordens de seu mestre espiritual. O segredo do êxito no avanço da vida espiritual é a fé firme do discípulo nas ordens de seu mestre espiritual. Os *Vedas* confirmam isso:\n\nyasya deve parā bhaktir\nyathā deve tathā gurau\ntasyaite kathitā hy arthāḥ\nprakāśante mahātmanaḥ\n\n\"Àquele que tem fé inabalável nas palavras do mestre espiritual e nas palavras da Suprema Personalidade de Deus, o segredo do êxito no conhecimento Védico é revelado.\" O movimento da consciência de Kṛṣṇa está sendo propagado segundo este princípio, e, portanto, nosso trabalho de pregação prossegue com êxito, apesar dos muitos impedimentos oferecidos por demônios antagônicos, porque estamos recebendo ajuda positiva de nossos ācāryas anteriores. Deve-se julgar cada ação por seu resultado. Os membros do grupo do ācārya autonomeado, que ocuparam a propriedade do Gauḍīya Maṭha, estão satisfeitos, mas não conseguiram fazer progresso algum na pregação. Por conseguinte, pelo resultado de suas ações deve-se saber que eles são asāra, ou inúteis, ao passo que o êxito do grupo da ISKCON, a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, que segue estritamente o guru e Gaurāṅga, aumenta diariamente por todo o mundo. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura queria imprimir tantos livros quanto possível e distribuí-los por todo o mundo. Fizemos o nosso melhor nesse sentido, e estamos obtendo resultados além de nossas expectativas."}
{"ref": "cc/adi/12/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/9/", "verse_text": "keha ta' ācārya ājñāya, keha ta' svatantra\nsva-mata kalpanā kare daiva-paratantra", "devanagari": "> কেহ ত’ আচার্য আজ্ঞায়, কেহ ত’ স্বতন্ত্র ।\n> স্বমত কল্পনা করে দৈব-পরতন্ত্র ॥৯॥", "synonyms": "*keha ta'*—alguns; *ācārya*—o mestre espiritual; *ājñāya*—sob Sua ordem; *keha ta'*—alguns; *sva-tantra*—independentemente; *sva-mata*—suas próprias opiniões; *kalpanā kare*—inventam; *daiva-paratantra*—sob o feitiço de māyā.", "translation": "**Alguns dos discípulos aceitavam estritamente as ordens do ācārya, e outros se desviavam, inventando independentemente suas próprias opiniões sob o feitiço de daivī-māyā.**", "purport": "Este verso descreve o início de um cisma. Quando os discípulos não se atêm ao princípio de aceitar a ordem de seu mestre espiritual, imediatamente surgem duas opiniões. Qualquer opinião diferente da opinião do mestre espiritual é inútil. Não se pode infiltrar ideias materialmente inventadas no avanço espiritual. Isso é desvio. Não há margem para ajustar o avanço espiritual a ideias materiais."}
{"ref": "cc/adi/12/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/10/", "verse_text": "ācāryera mata yei, sei mata sāra\ntāṅra ājñā laṅghi' cale, sei ta' asāra", "devanagari": "> আচার্যের মত যেই, সেই মত সার ।\n> তাঁর আজ্ঞা লঙ্ঘি’ চলে, সেই ত’ অসার ॥১০॥", "synonyms": "*ācāryera*—do mestre espiritual (Advaita Prabhu); *mata*—opinião; *yei*—o que é; *sei*—essa; *mata*—opinião; *sāra*—o princípio ativo; *tāṅra*—sua; *ājñā*—ordem; *laṅghi'*—transgredindo; *cale*—torna-se; *sei*—esse; *ta'*—porém; *asāra*—inútil.", "translation": "**A ordem do mestre espiritual é o princípio ativo na vida espiritual. Qualquer um que desobedeça à ordem do mestre espiritual imediatamente se torna inútil.**", "purport": "Eis a opinião de Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī. As pessoas que seguem estritamente as ordens do mestre espiritual são úteis na execução da vontade do Supremo, ao passo que as pessoas que se desviam da ordem estrita do mestre espiritual são inúteis."}
{"ref": "cc/adi/12/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/11/", "verse_text": "asārera nāme ihāṅ nāhi prayojana\nbheda jānibāre kari ekatra gaṇana", "devanagari": "> অসারের নামে ইহাঁ নাহি প্রয়োজন ।\n> ভেদ জানিবারে করি একত্র গণন ॥১১॥", "synonyms": "*asārera*—das pessoas inúteis; *nāme*—em seu nome; *ihāṅ*—neste contexto; *nāhi*—não há; *prayojana*—uso; *bheda*—diferenças; *jānibāre*—conhecer; *kari*—faço; *ekatra*—numa lista; *gaṇana*—contagem.", "translation": "**Não há necessidade de nomear aqueles que são inúteis. Mencionei-os apenas para distingui-los dos devotos úteis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/12/", "verse_text": "dhānya-rāśi māpe yaiche pātnā sahite\npaścāte pātnā uḍāñā saṁskāra karite", "devanagari": "> ধান্যরাশি মাপে যৈছে পাত্না সহিতে ।\n> পশ্চাতে পাত্না উড়াঞা সংস্কার করিতে ॥১২॥", "synonyms": "*dhānya-rāśi*—montes de arroz com casca; *māpe*—mede; *yaiche*—assim como; *pātnā*—palha inútil; *sahite*—com; *paścāte*—depois; *pātnā*—palha inútil; *uḍāñā*—joeirando; *saṁskāra*—purificação; *karite*—fazer.", "translation": "**O arroz com casca está misturado com a palha no início, e é preciso joeirá-lo para separar o arroz da palha.**", "purport": "Este exemplo dado por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī é muito apropriado. No caso dos membros do Gauḍīya Maṭha, pode-se aplicar um processo semelhante. Há muitos discípulos de Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, mas, para julgar quem é de fato seu discípulo, para separar o útil do inútil, é preciso avaliar as atividades de tais discípulos na execução da vontade do mestre espiritual. Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura fez o melhor que pôde para difundir o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu em países fora da Índia. Quando estava presente, ele incentivou os discípulos a saírem da Índia para pregar o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas eles não obtiveram êxito, porque, dentro de suas mentes, não estavam de fato sérios quanto a pregar Seu culto em países estrangeiros; simplesmente queriam levar o crédito de terem ido a terras estrangeiras e aproveitar esse reconhecimento na Índia, anunciando-se como pregadores repatriados. Muitos svāmīs adotaram este meio hipócrita de pregação durante os últimos oitenta anos ou mais, mas ninguém conseguiu pregar o verdadeiro culto da consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo. Eles meramente voltaram à Índia, anunciando falsamente que haviam convertido todos os estrangeiros às ideias do Vedānta ou da consciência de Kṛṣṇa, e então arrecadaram fundos na Índia e viveram vidas satisfeitas de conforto material. Assim como se joeira o arroz para separar o arroz verdadeiro da palha inútil, ao aceitar o critério recomendado por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī pode-se compreender muito facilmente quem é um genuíno pregador mundial e quem é inútil."}
{"ref": "cc/adi/12/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/13/", "verse_text": "acyutānanda--baḍa śākhā, ācārya-nandana\nājanma sevilā teṅho caitanya-caraṇa", "devanagari": "> অচ্যুতানন্দ — বড় শাখা, আচার্য-নন্দন ।\n> আজন্ম সেবিলা তেঁহো চৈতন্য-চরণ ॥১৩॥", "synonyms": "*acyutānanda*—de nome Acyutānanda; *baḍa śākhā*—um grande ramo; *ācārya-nandana*—o filho de Advaita Ācārya; *ājanma*—desde o começo da vida; *sevilā*—serviu; *teṅho*—ele; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Caitanya.", "translation": "**Um grande ramo de Advaita Ācārya foi Acyutānanda, Seu filho. Desde o começo de sua vida, ele se ocupou no serviço aos pés de lótus do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/14/", "verse_text": "caitanya-gosāñira guru--keśava bhāratī\nei pitāra vākya śuni' duḥkha pāila ati", "devanagari": "> চৈতন্য গোসাঞির গুরু — কেশব ভারতী ।\n> এই পিতার বাক্য শুনি’ দুঃখ পাইল অতি ॥১৪॥", "synonyms": "*caitanya*—o Senhor Caitanya; *gosāñira*—o mestre espiritual; *guru*—seu mestre espiritual; *keśava bhāratī*—de nome Keśava Bhāratī; *ei*—estas; *pitāra*—de seu pai; *vākya*—palavras; *śuni'*—ouvindo; *duḥkha*—infelicidade; *pāila*—obteve; *ati*—muitíssimo.", "translation": "**Quando Acyutānanda ouviu de seu pai que Keśava Bhāratī era o mestre espiritual do Senhor Caitanya Mahāprabhu, ele ficou muito infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/15/", "verse_text": "jagad-gurute tumi kara aiche upadeśa\n\ntomāra ei upadeśe naṣṭa ha-ila deśa", "devanagari": "> জগদ্গুরুতে তুমি কর ঐছে উপদেশ ।\n> তোমার এই উপদেশে নষ্ট হইল দেশ ॥১৫॥", "synonyms": "*jagat-gurute*—sobre o mestre espiritual do universo; *tumi*—Tu; *kara*—dás; *aiche*—tal; *upadeśa*—instrução; *tomāra*—Tua; *ei upadeśe*—com esta instrução; *naṣṭa*—arruinado; *ha-ila*—ficará; *deśa*—o país.", "translation": "**Ele disse a seu pai: \"Tua instrução de que Keśava Bhāratī é o mestre espiritual de Caitanya Mahāprabhu arruinará o país inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/16/", "verse_text": "caudda bhuvanera guru--caitanya-gosāñi\n\ntāṅra guru--anya, ei kona śāstre nāi", "devanagari": "> চৌদ্দ ভুবনের গুরু — চৈতন্য-গোসাঞি ।\n> তাঁর গুরু — অন্য, এই কোন শাস্ত্রে নাই ॥১৬॥", "synonyms": "*caudda*—catorze; *bhuvanera*—sistemas planetários; *guru*—mestre; *caitanya-gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra guru*—Seu mestre espiritual; *anya*—outra pessoa; *ei*—isto; *kona*—algum; *śāstre*—na escritura; *nāi*—não há menção.", "translation": "**\"O Senhor Caitanya Mahāprabhu é o mestre espiritual dos catorze mundos, mas tu dizes que outra pessoa é Seu mestre espiritual. Isto não encontra respaldo em nenhuma escritura revelada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/17/", "verse_text": "pañcama varṣera bālaka kahe siddhāntera sāra\n\nśuniyā pāilā ācārya santoṣa apāra", "devanagari": "> পঞ্চম বর্ষের বালক কহে সিদ্ধান্তের সার ।\n> শুনিয়া পাইলা আচার্য সন্তোষ অপার ॥১৭॥", "synonyms": "*pañcama*—cinco; *varṣera*—anos; *bālaka*—menininho; *kahe*—diz; *siddhāntera*—conclusiva; *sāra*—essência; *śuniyā*—ao ouvir; *pāilā*—obteve; *ācārya*—Advaita Ācārya; *santoṣa*—satisfação; *apāra*—muito grande.", "translation": "**Quando Advaita Ācārya ouviu essa afirmação de Seu filho de cinco anos, Acyutānanda, sentiu grande satisfação com aquele juízo conclusivo.**", "purport": "Comentando os versos 13 a 17, Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura faz uma extensa descrição dos descendentes de Advaita Ācārya. O *Caitanya-bhāgavata, Antya-khaṇḍa,* Capítulo Um, afirma que Acyutānanda era o filho mais velho de Advaita Ācārya. O livro sânscrito *Advaita-carita* declara: \"Advaita Ācārya Prabhu teve três filhos, chamados Acyuta, Kṛṣṇa Miśra e Gopāla dāsa, todos nascidos do ventre de Sua esposa, Sītādevī, os quais eram devotos do Senhor Caitanya. Advaita Ācārya teve ainda outros três filhos, cujos nomes eram Balarāma, Svarūpa e Jagadīśa. Assim, Advaita Ācārya teve seis filhos.\" Entre os seis filhos, três eram seguidores estritos do Senhor Caitanya Mahāprabhu, e, desses três, Acyutānanda era o mais velho.\n\nAdvaita Prabhu casou-Se no início do século quinze *śakābda* (fins do século quinze d.C.). Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu quis visitar a aldeia de Rāmakeli, ao ir de Jagannātha Purī para Vṛndāvana durante os anos *śakābda* de 1433 e 1434 (1512 e 1513 d.C.), Acyutānanda tinha apenas cinco anos de idade. O *Caitanya-bhāgavata, Antya-khaṇḍa,* Quarto Capítulo, descreve Acyutānanda naquela época como *pañca-varṣa vayasa madhura digambara,* \"com apenas cinco anos de idade e nu\". Portanto, deve-se concluir que Acyutānanda nasceu em algum momento do ano de 1428 (1507 d.C.). Antes do nascimento de Acyutānanda, a esposa de Advaita Prabhu, Sītādevī, foi ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu por ocasião de Seu nascimento. Assim, não é impossível que ela tenha tido os outros três filhos de Advaita dentro dos vinte e um anos entre 1407 e 1428 *śakābda* (1486 e 1507 d.C.). Em um livro não autorizado chamado *Sītādvaita-carita,* publicado em bengali no jornal não autorizado *Nityānanda-dāyinī* em 1792 *śakābda* (1871 d.C.), menciona-se que Acyutānanda foi colega de aula de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Segundo o *Caitanya-bhāgavata,* essa afirmação não tem validade alguma. Quando Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem renunciada de *sannyāsa,* Ele foi à casa de Advaita Prabhu, em Śāntipura, no ano de 1431 *śakābda* (1510 d.C.). Naquela época, como se afirma no *Caitanya-bhāgavata, Antya-khaṇḍa,* Capítulo Um, Acyutānanda tinha apenas três anos de idade. O *Caitanya-bhāgavata* afirma ainda que a criança nua, o filho de Advaita Prabhu, veio imediatamente e prostrou-se aos pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor imediatamente o tomou em Seu colo, embora ele não estivesse muito limpo, com poeira por todo o corpo. O Senhor Caitanya disse: \"Meu querido Acyuta, Advaita Ācārya é Meu pai, e assim somos irmãos.\"\n\nAntes de Śrī Caitanya Mahāprabhu exibir Suas formas espirituais durante Sua residência em Navadvīpa, Ele pediu a Śrī Rāma Paṇḍita, irmão de Śrīnivāsa Ācārya, que fosse a Śāntipura e trouxesse de volta Advaita Ācārya. Acyutānanda juntou-se a seu pai naquela ocasião. Diz-se: *advaitera tanaya 'acyutānanda' nāma parama-bālaka, seho kānde avirāma.* Acyutānanda também se pôs a chorar em bem-aventurança transcendental. Novamente, quando o Senhor Caitanya bateu em Advaita Ācārya por haver explicado o *Śrīmad-Bhāgavatam* de um ponto de vista impersonalista, oposto aos princípios do *bhakti-yoga,* Acyutānanda também estava presente. Por conseguinte, todos esses incidentes devem ter ocorrido apenas dois ou três anos antes de o Senhor Caitanya aceitar a ordem de *sannyāsa.* No *Caitanya-bhāgavata, Antya-khaṇḍa,* Capítulo Um, afirma-se que Acyutānanda, o filho de Advaita Ācārya, ofereceu suas reverências ao Senhor. Deve-se concluir, portanto, que, desde o próprio início de sua vida, Acyutānanda foi um grande devoto do Senhor Caitanya Mahāprabhu.\n\nNão há informação de que Acyutānanda tenha se casado alguma vez, mas ele é descrito como o maior ramo da família de Advaita Ācārya. De um livro chamado *Śākhā-nirṇayāmṛta,* entende-se que Acyutānanda era discípulo de Gadādhara e que se abrigou no Senhor Caitanya em Jagannātha Purī, ocupando-se em serviço devocional. O *Caitanya-caritāmṛta, Ādi-līlā,* Capítulo Dez, afirma que Acyutānanda, o filho de Advaita Ācārya, viveu em Jagannātha Purī, abrigando-se no Senhor Caitanya Mahāprabhu. Gadādhara Paṇḍita, nos últimos anos de sua vida, também viveu com o Senhor Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī. Não há dúvida, portanto, de que Acyutānanda era discípulo de Paṇḍita Gadādhara. Nos relatos da dança do Senhor Caitanya Mahāprabhu diante do carro durante o festival de Ratha-yātrā, o nome de Acyutānanda é encontrado muitas vezes. Afirma-se que, no grupo de Advaita Ācārya, de Śāntipura, Acyutānanda dançava e os outros cantavam. Naquela época, o menino tinha apenas seis anos de idade. O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* compilado por Śrī Kavi-karṇapūra, descreveu Acyutānanda como discípulo de Gadādhara Paṇḍita e como um grande e querido devoto do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Segundo a opinião de alguns, ele era uma encarnação de Kārttikeya, o filho do Senhor Śiva, e, segundo outros, ele foi anteriormente a *gopī* chamada Acyutā. O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā* apoia ambas as opiniões. Outro livro, o *Narottama-vilāsa,* compilado por Śrī Narahari dāsa, menciona a presença de Acyutānanda durante o festival de Khetari. Segundo Śrī Narahari dāsa, durante os últimos dias de sua vida, Acyutānanda permaneceu em sua casa em Śāntipura, mas, durante a presença do Senhor Caitanya Mahāprabhu, ele viveu em Jagannātha Purī com Gadādhara Paṇḍita.\n\nDos seis filhos de Advaita Ācārya, três — Acyutānanda, Kṛṣṇa Miśra e Gopāla dāsa — viveram fielmente a serviço de Caitanya Mahāprabhu. Como Acyutānanda não aceitou esposa, ele não teve descendência. O segundo filho de Advaita Ācārya, Kṛṣṇa Miśra, teve dois filhos, Raghunātha Cakravartī e Dola-govinda. Os descendentes de Raghunātha ainda vivem em Śāntipura, nos bairros de Madana-gopāla-pāḍa, Gaṇakara, Mṛjāpura e Kumārakhāli. Dola-govinda teve três filhos, a saber, Cāṅda, Kandarpa e Gopīnātha. Os descendentes de Kandarpa vivem em Maldah, na aldeia de Jikābāḍī. Gopīnātha teve três filhos, Śrīvallabha, Prāṇavallabha e Keśava. Os descendentes de Śrīvallabha vivem nas aldeias conhecidas como Maśiyāḍārā (Mahiṣaḍerā), Dāmukadiyā e Caṇḍīpura. Existe uma tabela genealógica da família de Śrī Vallabha a partir de seu filho mais velho, Gaṅgā-nārāyaṇa. Os descendentes do filho mais novo de Śrī Vallabha, Rāmagopāla, ainda vivem em Dāmukadiyā, Caṇḍīpura, Śolamāri e assim por diante. Os descendentes de Prāṇavallabha e Keśava vivem em Uthalī. O filho de Prāṇavallabha foi Ratneśvara, e o filho deste foi Kṛṣṇarāma, cujo filho mais novo foi Lakṣmī-nārāyaṇa. O filho deste foi Navakiśora, e o segundo filho de Navakiśora foi Rāmamohana, cujo filho mais velho foi Jagabandhu e cujo terceiro filho, Vīracandra, aceitou a ordem de *sannyāsa* e estabeleceu uma Deidade do Senhor Caitanya Mahāprabhu em Katwa. Esses dois filhos de Rāmamohana eram conhecidos como Baḍa Prabhu e Choṭa Prabhu, e foram eles que inauguraram a circum-ambulação de Navadvīpa-dhāma. Pode-se consultar o *Vaiṣṇava-mañjuṣā* para obter a tabela genealógica completa de Advaita Prabhu na linha de Kṛṣṇa Miśra."}
{"ref": "cc/adi/12/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/18/", "verse_text": "kṛṣṇa-miśra-nāma āra ācārya-tanaya\n\ncaitanya-gosāñi baise yāṅhāra hṛdaya", "devanagari": "> কৃষ্ণমিশ্র-নাম আর আচার্য তনয় ।\n> চৈতন্য-গোসাঞি বৈসে যাঁহার হৃদয় ॥১৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-miśra*—de nome Kṛṣṇa Miśra; *nāma*—nome; *āra*—e; *ācārya-tanaya*—o filho de Advaita Ācārya; *caitanya-gosāñi*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *baise*—senta-Se; *yāṅhāra*—em cujo; *hṛdaya*—coração.", "translation": "**Kṛṣṇa Miśra era um filho de Advaita Ācārya. O Senhor Caitanya Mahāprabhu sempre Se sentava em seu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/19/", "verse_text": "śrī-gopāla-nāme āra ācāryera suta\n\ntāṅhāra caritra, śuna, atyanta adbhuta", "devanagari": "> শ্রীগোপাল-নামে আর আচার্যের সুত ।\n> তাঁহার চরিত্র, শুন, অত্যন্ত অদ্ভুত ॥১৯॥", "synonyms": "*śrī-gopāla*—de nome Śrī Gopāla; *nāme*—pelo nome; *āra*—outro; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *suta*—filho; *tāṅhāra*—seu; *caritra*—caráter; *śuna*—ouve; *atyanta*—muito; *adbhuta*—maravilhoso.", "translation": "**Śrī Gopāla era outro filho de Śrī Advaita Ācārya Prabhu. Ouve agora a respeito de suas características, pois são todas muito maravilhosas.**", "purport": "Śrī Gopāla foi um dos três filhos devotados de Advaita Ācārya. Ele é descrito no *Madhya-līlā* do *Caitanya-caritāmṛta*, Capítulo Doze, textos 143 a 149."}
{"ref": "cc/adi/12/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/20/", "verse_text": "guṇḍicā-mandire mahāprabhura sammukhe\n\nkīrtane nartana kare baḍa prema-sukhe", "devanagari": "> গুণ্ডিচা-মন্দিরে মহাপ্রভুর সম্মুখে ।\n> কীর্তনে নর্তন করে বড় প্রেম-সুখে ॥২০॥", "synonyms": "*guṇḍicā-mandire*—no Guṇḍicā-mandira, em Jagannātha Purī; *mahāprabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *sammukhe*—diante; *kīrtane*—no saṅkīrtana; *nartana*—dançando; *kare*—faz; *baḍa*—muito; *prema-sukhe*—em bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Quando o Senhor Caitanya pessoalmente limpou o Guṇḍicā-mandira em Jagannātha Purī, Gopāla dançou diante do Senhor com grande amor e felicidade.**", "purport": "O Guṇḍicā-mandira está situado em Jagannātha Purī, e todo ano Jagannātha, Balabhadra e Subhadrā vêm para lá, do templo de Jagannātha, a fim de permanecer por oito dias. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu vivia em Jagannātha Purī, todo ano Ele pessoalmente limpava este templo com Seus principais devotos. O capítulo Guṇḍicā-mārjana do *Caitanya-caritāmṛta* (Madhya 12) descreve isto vividamente."}
{"ref": "cc/adi/12/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/21/", "verse_text": "nānā-bhāvodgama dehe adbhuta nartana\n\ndui gosāñi 'hari' bale, ānandita mana", "devanagari": "> নানা-ভাবোদ্গম দেহে অদ্ভুত নর্তন ।\n> দুই গোসাঞি ‘হরি’ বলে, আনন্দিত মন ॥২১॥", "synonyms": "*nānā*—vários; *bhāva-udgama*—sintomas extáticos; *dehe*—no corpo; *adbhuta*—maravilhosa; *nartana*—dança; *dui gosāñi*—os dois gosāñis (Caitanya Mahāprabhu e Advaita Prabhu); *hari bale*—cantam Hare Kṛṣṇa; *ānandita*—satisfeita; *mana*—mente.", "translation": "**Enquanto o Senhor Caitanya Mahāprabhu e Advaita Prabhu cantavam o mantra Hare Kṛṣṇa e dançavam, havia vários sintomas extáticos em Seus corpos, e Suas mentes estavam muito satisfeitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/22/", "verse_text": "nācite nācite gopāla ha-ila mūrcchita\n\nbhūmete paḍila, dehe nāhika saṁvita", "devanagari": "> নাচিতে নাচিতে গোপাল হইল মূর্চ্ছিত ।\n> ভূমেতে পড়িল, দেহে নাহিক সম্বিত ॥২২॥", "synonyms": "*nācite*—enquanto dançava; *nācite*—enquanto dançava; *gopāla*—o filho de Advaita Prabhu; *ha-ila*—ficou; *mūrcchita*—inconsciente; *bhūmete*—no chão; *paḍila*—caiu; *dehe*—no corpo; *nāhika*—não havia; *saṁvita*—conhecimento (consciência).", "translation": "**Enquanto todos eles dançavam, Gopāla, dançando e dançando, desmaiou e caiu ao chão inconsciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/23/", "verse_text": "duḥkhita ha-ilā ācārya putra kole lañā\n\nrakṣā kare nṛsiṁhera mantra paḍiyā", "devanagari": "> দুঃখিত হইলা আচার্য পুত্র কোলে লঞা ।\n> রক্ষা করে নৃসিংহের মন্ত্র পড়িয়া ॥২৩॥", "synonyms": "*duḥkhita*—infeliz; *ha-ilā*—ficou; *ācārya*—Advaita Prabhu; *putra*—Seu filho; *kole*—no colo; *lañā*—tomando; *rakṣā*—proteção; *kare*—faz; *nṛsiṁhera*—do Senhor Nṛsiṁha; *mantra*—o hino; *paḍiyā*—cantando.", "translation": "**Advaita Ācārya Prabhu ficou muito infeliz. Tomando Seu filho no colo, Ele começou a cantar o mantra Nṛsiṁha para a proteção dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/24/", "verse_text": "nānā mantra paḍena ācārya, nā haya cetana\n\nācāryera duḥkhe vaiṣṇava karena krandana", "devanagari": "> নানা মন্ত্র পড়েন আচার্য, না হয় চেতন ।\n> আচার্যের দুঃখে বৈষ্ণব করেন ক্রন্দন ॥২৪॥", "synonyms": "*nānā*—vários; *mantra*—hinos; *paḍena*—canta; *ācārya*—Advaita Ācārya; *nā*—não; *haya*—ficou; *cetana*—consciente; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *duḥkhe*—na infelicidade; *vaiṣṇava*—todos os vaiṣṇavas; *karena*—fazem; *krandana*—chorar.", "translation": "**Advaita Ācārya cantou vários mantras, mas Gopāla não recobrou a consciência. Assim, todos os vaiṣṇavas presentes choraram de tristeza diante de seu estado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/25/", "verse_text": "tabe mahāprabhu, tāṅra hṛde hasta dhari'\n\n'uṭhaha, gopāla,' kaila bala 'hari' 'hari'", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু, তাঁর হৃদে হস্ত ধরি’ ।\n> ‘উঠহ, গোপাল,’ কৈল বল ‘হরি’ ‘হরি’ ॥২৫॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—dele; *hṛde*—no peito; *hasta*—a mão; *dhari'*—mantendo; *uṭhaha*—levanta-te; *gopāla*—Meu querido Gopāla; *kaila*—disse; *bala*—canta; *hari hari*—o santo nome do Senhor.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu então pôs a mão no peito de Gopāla e lhe disse: \"Meu querido Gopāla, levanta-te e canta o santo nome do Senhor!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/26/", "verse_text": "uṭhila gopāla prabhura sparśa-dhvani śuni'\n\nānandita hañā sabe kare hari-dhvani", "devanagari": "> উঠিল গোপাল প্রভুর স্পর্শ-ধ্বনি শুনি’ ।\n> আনন্দিত হঞা সবে করে হরিধ্বনি ॥২৬॥", "synonyms": "*uṭhila*—levantou-se; *gopāla*—de nome Gopāla; *prabhura*—do Senhor; *sparśa*—toque; *dhvani*—som; *śuni'*—ouvindo; *ānandita*—jubiloso; *hañā*—tornando-se; *sabe*—todos; *kare*—fizeram; *hari-dhvani*—o canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**Quando ouviu esse som e sentiu o toque do Senhor, Gopāla imediatamente se levantou, e todos os vaiṣṇavas cantaram o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/27/", "verse_text": "ācāryera āra putra--śrī-balarāma\n\nāra putra--'svarūpa'-śākhā, 'jagadīśa' nāma", "devanagari": "> আচার্যের আর পুত্র — শ্রীবলরাম ।\n> আর পুত্র — ‘স্বরূপ’-শাখা, ‘জগদীশ’ নাম ॥২৭॥", "synonyms": "*ācāryera*—de Śrīla Advaita Ācārya; *āra*—outro; *putra*—filho; *śrī-balarāma*—de nome Śrī Balarāma; *āra putra*—outro filho; *svarūpa*—de nome Svarūpa; *śākhā*—ramo; *jagadīśa nāma*—de nome Jagadīśa.", "translation": "**Os outros filhos de Advaita Ācārya eram Śrī Balarāma, Svarūpa e Jagadīśa.**", "purport": "O livro sânscrito Advaita-carita afirma que Balarāma, Svarūpa e Jagadīśa foram o quarto, o quinto e o sexto filhos de Advaita Ācārya. Portanto, Śrī Advaita Ācārya teve seis filhos. Balarāma, Svarūpa e Jagadīśa, sendo smārtas, ou māyāvādīs, foram rejeitados pela sociedade vaiṣṇava. Às vezes, os māyāvādīs fazem-se passar por vaiṣṇavas, ou adoradores do Senhor Viṣṇu, mas, na verdade, não creem no Senhor Viṣṇu como a Suprema Personalidade de Deus, pois consideram semideuses como o Senhor Śiva, Durgā, o deus do sol e Gaṇeśa iguais a Ele. Geralmente são conhecidos como pañcopāsaka-smārtas, e não se deve contá-los entre os vaiṣṇavas.\n\nBalarāma teve três esposas e nove filhos. O filho mais novo de sua primeira esposa era conhecido como Madhusūdana Gosvāmī. Ele adotou o título Bhaṭṭācārya e aceitou a senda da filosofia smārta, ou māyāvāda. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que o filho de Gosvāmī Bhaṭṭācārya, Śrī Rādhāramaṇa Gosvāmī Bhaṭṭācārya, recusou o título gosvāmī porque ele se destina geralmente a sannyāsīs, aqueles que aceitaram a ordem de vida renunciada. Quem ainda está na vida familiar não deve fazer mau uso do título gosvāmī. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura não reconhecia os gosvāmīs de casta, porque não estavam na linha dos seis Gosvāmīs na ordem renunciada que eram discípulos diretos do Senhor Caitanya Mahāprabhu — a saber, Śrīla Rūpa Gosvāmī, Śrīla Sanātana Gosvāmī, Śrīla Bhaṭṭa Raghunātha Gosvāmī, Śrī Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī, Śrī Jīva Gosvāmī e Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura disse que o gṛhasthāśrama, ou o status de vida familiar, é uma espécie de concessão para a gratificação dos sentidos. Por isso, um gṛhastha não deve falsamente adotar o título gosvāmī. O movimento da ISKCON nunca conferiu o título gosvāmī a um chefe de família. Embora todos os sannyāsīs que iniciamos na ISKCON sejam jovens, concedemos-lhes os títulos da ordem de vida renunciada, svāmī e gosvāmī, porque dedicaram completamente suas vidas a pregar o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura menciona que os gosvāmīs de casta, chefes de família, não só desrespeitam o título gosvāmī, como também, seguindo os princípios do smārta Raghunandana, exibem grande tolice ao queimar uma imagem de palha de Advaita Ācārya numa cerimônia de śrāddha, agindo assim como Rākṣasas e desrespeitando a causa do *Hari-bhakti-vilāsa*, que é o guia dos vaiṣṇavas. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que, às vezes, esses gosvāmīs smārtas de casta escrevem livros sobre filosofia vaiṣṇava ou comentários sobre as escrituras originais, mas um devoto puro deve evitar lê-los cuidadosamente."}
{"ref": "cc/adi/12/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/28/", "verse_text": "'kamalākānta viśvāsa'-nāma ācārya-kiṅkara\n\nācārya-vyavahāra saba--tāṅhāra gocara", "devanagari": "> ‘কমলাকান্ত বিশ্বাস’ — নাম আচার্যকিঙ্কর ।\n> আচার্য-ব্যবহার সব — তাঁহার গোচর ॥২৮॥", "synonyms": "*kamalākānta viśvāsa*—de nome Kamalākānta Viśvāsa; *nāma*—nome; *ācārya-kiṅkara*—servo de Advaita Ācārya; *ācārya-vyavahāra*—as relações de Advaita Ācārya; *saba*—todas; *tāṅhāra*—dele; *gocara*—de seu conhecimento.", "translation": "**O servo muito íntimo de Advaita Ācārya, chamado Kamalākānta Viśvāsa, conhecia todas as relações de Advaita Ācārya.**", "purport": "O nome Kamalānanda, mencionado no *Ādi-līlā* (10.149), e o nome Kamalākānta, mencionado no *Madhya-līlā* (10.94), referem-se ambos ao mesmo homem. Kamalākānta, servo muito íntimo do Senhor Caitanya Mahāprabhu, nascido em família brāhmaṇa, ocupava-se no serviço de Śrī Advaita Ācārya como Seu secretário. Quando Paramānanda Purī foi de Navadvīpa a Jagannātha Purī, levou Kamalākānta Viśvāsa consigo, e ambos foram ver o Senhor Caitanya em Jagannātha Purī. Menciona-se no *Madhya-līlā* (10.94) que um dos devotos do Senhor Caitanya, o brāhmaṇa Kamalākānta, foi com Paramānanda Purī a Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/adi/12/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/29/", "verse_text": "nīlācale teṅho eka patrikā likhiyā\n\npratāparudrera pāśa dila pāṭhāiyā", "devanagari": "> নীলাচলে তেঁহো এক পত্রিকা লিখিয়া ।\n> প্রতাপরুদ্রের পাশ দিল পাঠাইয়া ॥২৯॥", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *teṅho*—Kamalākānta; *eka*—uma; *patrikā*—nota; *likhiyā*—escrevendo; *pratāparudrera*—Mahārāja Pratāparudra; *pāśa*—endereçada a ele; *dila pāṭhāiyā*—enviou.", "translation": "**Quando Kamalākānta Viśvāsa estava em Jagannātha Purī, ele enviou uma nota, por intermédio de alguém, a Mahārāja Pratāparudra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/30/", "verse_text": "sei patrīra kathā ācārya nāhi jāne\nkona pāke sei patrī āila prabhu-sthāne", "devanagari": "> সেই পত্রীর কথা আচার্য নাহি জানে ।\n> কোন পাকে সেই পত্রী আইল প্রভুস্থানে ॥৩০॥", "synonyms": "*sei patrīra*—daquele bilhete; *kathā*—informação; *ācārya*—Śrī Advaita Ācārya; *nāhi*—não; *jāne*—sabe; *kona*—de uma forma ou de outra; *pāke*—por meio; *sei*—aquele; *patrī*—bilhete; *āila*—chegou; *prabhu-sthāne*—às mãos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Ninguém sabia daquele bilhete, mas, de uma forma ou de outra, ele chegou às mãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/31/", "verse_text": "se patrīte lekhā āche--ei ta' likhana\nīśvaratve ācāryere kariyāche sthāpana", "devanagari": "> সে পত্রীতে লেখা আছে — এই ত’ লিখন ।\n> ঈশ্বরত্বে আচার্যেরে করিয়াছে স্থাপন ॥৩১॥", "synonyms": "*se*—aquele; *patrīte*—no bilhete; *lekhā āche*—está escrito; *ei ta'*—isto; *likhana*—escrito; *īśvaratve*—na posição do Senhor Supremo; *ācāryere*—a Advaita Ācārya; *kariyāche*—estabeleceu; *sthāpana*—situação.", "translation": "**Aquele bilhete estabelecia Advaita Ācārya como uma encarnação da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/32/", "verse_text": "kintu tāṅra daive kichu ha-iyāche ṛṇa\nṛṇa śodhibāre cāhi taṅkā śata-tina", "devanagari": "> কিন্তু তাঁর দৈবে কিছু হইয়াছে ঋণ ।\n> ঋণ শোধিবারে চাহি তঙ্কা শত-তিন ॥৩২॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *tāṅra*—Sua; *daive*—no devido curso do tempo; *kichu*—alguma; *ha-iyāche*—houve; *ṛṇa*—dívida; *ṛṇa*—dívida; *śodhibāre*—para liquidar; *cāhi*—eu quero; *taṅkā*—rúpias; *śata-tina*—cerca de trezentas.", "translation": "**Mas também mencionava que Advaita Ācārya havia recentemente contraído uma dívida de cerca de trezentas rúpias que Kamalākānta Viśvāsa desejava liquidar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/33/", "verse_text": "patra paḍiyā prabhura mane haila duḥkha\nbāhire hāsiyā kichu bale candra-mukha", "devanagari": "> পত্র পড়িয়া প্রভুর মনে হৈল দুঃখ ।\n> বাহিরে হাসিয়া কিছু বলে চন্দ্রমুখ ॥৩৩॥", "synonyms": "*patra*—bilhete; *paḍiyā*—lendo; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *haila*—tornou-se; *duḥkha*—infelicidade; *bāhire*—externamente; *hāsiyā*—sorrindo; *kichu*—algo; *bale*—diz; *candra-mukha*—o de face de lua.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu ficou infeliz ao ler o bilhete, embora Seu rosto ainda brilhasse tão intensamente quanto a lua. Assim, sorrindo, Ele falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/34/", "verse_text": "ācāryere sthāpiyāche kariyā īśvara\nithe doṣa nāhi, ācārya--daivata īśvara", "devanagari": "> আচার্যেরে স্থাপিয়াছে করিয়া ঈশ্বর ।\n> ইথে দোষ নাহি, আচার্য — দৈবত ঈশ্বর ॥৩৪॥", "synonyms": "*ācāryere*—a Śrī Advaita Ācārya; *sthāpiyāche*—ele estabeleceu; *kariyā*—mencionando; *īśvara*—como a Suprema Personalidade de Deus; *ithe*—nisto; *doṣa*—falha; *nāhi*—não há; *ācārya*—Advaita Ācārya; *daivata īśvara*—Ele é realmente a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Ele estabeleceu Advaita Ācārya como uma encarnação da Suprema Personalidade de Deus. Não há nada de errado nisso, pois Ele é de fato o próprio Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/35/", "verse_text": "īśvarera dainya kari' kariyāche bhikṣā\nataeva daṇḍa kari' karāiba śiksā", "devanagari": "> ঈশ্বরের দৈন্য করি’ করিয়াছে ভিক্ষা ।\n> অতএব দণ্ড করি’ করাইব শিক্ষা ॥৩৫॥", "synonyms": "*īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *dainya*—pobreza; *kari'*—estabelecendo; *kariyāche*—fez; *bhikṣā*—mendicância; *ataeva*—portanto; *daṇḍa*—castigo; *kari'*—dando-lhe; *karāiba*—farei com que receba; *śikṣā*—instrução.", "translation": "**\"Mas ele fez da encarnação de Deus um mendigo miserável. Portanto, vou castigá-lo para corrigi-lo.\"**", "purport": "Descrever um homem como uma encarnação de Deus, ou Nārāyaṇa, e ao mesmo tempo apresentá-lo como miseravelmente pobre é contraditório, e constitui a maior das ofensas. Os filósofos māyāvādīs, ocupados na obra missionária de estragar a cultura Védica ao pregar que todos são Deus, descrevem um homem miseravelmente pobre como daridra-nārāyaṇa, ou \"Nārāyaṇa pobre\". O Senhor Caitanya Mahāprabhu jamais aceitou tais ideias tolas e desautorizadas. Ele advertiu estritamente: māyāvādi-bhāṣya śunile haya sarva-nāśa: \"Qualquer um que siga os princípios da filosofia māyāvāda está certamente condenado.\" Tal tolo precisa ser reformado por meio de castigo.\n\nEmbora seja contraditório dizer que a Suprema Personalidade de Deus ou Sua encarnação é miseravelmente pobre, encontramos nas escrituras reveladas que, quando o Senhor encarnou como Vāmana, Ele mendigou alguma terra de Mahārāja Bali. Todos sabem, contudo, que Vāmanadeva não era nem um pouco pobre. Sua mendicância junto a Mahārāja Bali foi um ardil para favorecê-lo. Quando Mahārāja Bali realmente deu a terra, Vāmanadeva exibiu Sua posição todo-poderosa cobrindo os três mundos com três passos. Ninguém deve aceitar os chamados daridra-nārāyaṇas como encarnações, pois eles são completamente incapazes de mostrar a opulência das genuínas encarnações de Deus."}
{"ref": "cc/adi/12/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/36/", "verse_text": "govindere ājñā dila,--\"iṅhā āji haite\nbāuliyā viśvāse ethā nā dibe āsite\"", "devanagari": "> গোবিন্দেরে আজ্ঞা দিল, — “ইঁহা আজি হৈতে ।\n> বাউলিয়া বিশ্বাসে এথা না দিবে আসিতে ।।” ॥ ৩৬ ॥", "synonyms": "*govindere*—a Govinda; *ājñā dila*—ordenou; *iṅhā*—a este lugar; *āji*—hoje; *haite*—a partir de; *bāuliyā*—o māyāvādī; *viśvāse*—a Kamalākānta Viśvāsa; *ethā*—aqui; *nā*—não; *dibe*—permita; *āsite*—vir.", "translation": "**O Senhor ordenou a Govinda: \"De hoje em diante, não permita que aquele bāuliyā Kamalākānta Viśvāsa venha aqui.\"**", "purport": "Os bāuliyās, ou bāulas, são uma das treze seitas desautorizadas que se fazem passar por seguidores de Caitanya Mahāprabhu. O Senhor ordenou a Govinda, Seu assistente pessoal, que não permitisse a Kamalākānta Viśvāsa entrar em Sua presença, porque ele havia se tornado um bāuliyā. Assim, embora a bāula-sampradāya, a āula-sampradāya e a sahajiyā-sampradāya, bem como os smārtas, os jāta-gosāñis, os atibāḍis, os cūḍādhārīs e os gaurāṅga-nāgarīs aleguem pertencer à sucessão discipular de Caitanya Mahāprabhu, o Senhor de fato os rejeitou."}
{"ref": "cc/adi/12/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/37/", "verse_text": "daṇḍa śuni' 'viśvāsa' ha-ila parama duḥkhita\nśuniyā prabhura daṇḍa ācārya harṣita", "devanagari": "> দণ্ড শুনি’ ‘বিশ্বাস’ হইল পরম দুঃখিত ।\n> শুনিয়া প্রভুর দণ্ড আচার্য হর্ষিত ॥৩৭॥", "synonyms": "*daṇḍa*—castigo; *śuni'*—ouvindo; *viśvāsa*—Kamalākānta Viśvāsa; *ha-ila*—tornou-se; *parama*—muito; *duḥkhita*—infeliz; *śuniyā*—ouvindo; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *daṇḍa*—castigo; *ācārya*—Śrī Advaita Ācārya Prabhu; *harṣita*—muito satisfeito.", "translation": "**Quando Kamalākānta Viśvāsa ouviu falar desse castigo imposto por Śrī Caitanya Mahāprabhu, ficou muito infeliz, mas, quando Advaita Prabhu ouviu falar dele, ficou grandemente satisfeito.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* o Senhor diz: samo 'haṁ sarva-bhūteṣu na me dveṣyo 'sti na priyaḥ: \"Não invejo ninguém, nem sou parcial para com ninguém. Sou igual para com todos.\" (Bg. 9.29) Sendo a Suprema Personalidade de Deus igual para com todos, ninguém pode ser Seu inimigo, nem pode alguém ser Seu amigo. Visto que todos são parte ou filho da Suprema Personalidade de Deus, o Senhor não pode parcialmente considerar alguém como amigo e alguém como inimigo. Assim, quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu castigou Kamalākānta Viśvāsa, não mais lhe permitindo vir à Sua presença, embora o castigo fosse de fato muito duro para ele, Śrī Advaita Prabhu, compreendendo o significado interno de tal castigo, ficou feliz, pois reconhecia que o Senhor havia, na verdade, favorecido Kamalākānta Viśvāsa. Por isso, Ele não ficou nem um pouco infeliz. Os devotos devem sempre ficar felizes com todos os tratos de seu mestre, a Suprema Personalidade de Deus. Um devoto pode ser posto em dificuldade ou em opulência, mas deve aceitar ambas como dádivas da Suprema Personalidade de Deus e, jubilosamente, ocupar-se no serviço do Senhor em todas as circunstâncias."}
{"ref": "cc/adi/12/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/38/", "verse_text": "viśvāsere kahe,--tumi baḍa bhāgyavān\ntomāre karila daṇḍa prabhu bhagavān", "devanagari": "> বিশ্বাসেরে কহে, — তুমি বড় ভাগ্যবান্ ।\n> তোমারে করিল দণ্ড প্রভু ভগবান্ ॥৩৮॥", "synonyms": "*viśvāsere*—a Kamalākānta Viśvāsa; *kahe*—disse; *tumi*—tu; *baḍa*—muito; *bhāgyavān*—afortunado; *tomāre*—a ti; *karila*—deu; *daṇḍa*—castigo; *prabhu*—o Senhor; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Vendo Kamalākānta Viśvāsa infeliz, Advaita Ācārya Prabhu lhe disse: \"Tu és grandemente afortunado por teres sido castigado pelo Senhor Supremo, a Personalidade de Deus, o Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Este é um juízo autorizado de Śrī Advaita Prabhu. Ele aconselha claramente que ninguém deve ficar infeliz quando reveses recaem sobre si por ordem da Suprema Personalidade de Deus. Um devoto deve sempre ficar feliz por receber a fortuna que lhe é outorgada pelo Senhor Supremo, a qual parece agradável ou desagradável conforme o juízo de cada um."}
{"ref": "cc/adi/12/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/39/", "verse_text": "pūrve mahāprabhu more karena sammāna\nduḥkha pāi' mane āmi kailuṅ anumāna", "devanagari": "> পূর্বে মহাপ্রভু মোরে করেন সম্মান ।\n> দুঃখ পাই’ মনে আমি কৈলুঁ অনুমান ॥৩৯॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *more*—a Mim; *karena*—faz; *sammāna*—respeito; *duḥkha*—infeliz; *pāi'*—ficando; *mane*—na mente; *āmi*—Eu; *kailuṅ*—tracei; *anumāna*—um plano.", "translation": "**\"Anteriormente, o Senhor Caitanya Mahāprabhu sempre Me respeitava como Seu superior, mas Eu não gostava de tal respeito. Por isso, com a mente afligida pela infelicidade, tracei um plano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/40/", "verse_text": "mukti--śreṣṭha kari' kainu vāśiṣṭha vyākhyāna\nkruddha hañā prabhu more kaila apamāna", "devanagari": "> মুক্তি — শ্রেষ্ঠ করি’ কৈনু বাশিষ্ঠ ব্যাখ্যান ।\n> ক্রুদ্ধ হঞা প্রভু মোরে কৈল অপমান ॥৪০॥", "synonyms": "*mukti*—liberação; *śreṣṭha*—o supremo; *kari'*—aceitando; *kainu*—Eu fiz; *vāśiṣṭha*—o livro conhecido como Yoga-vāśiṣṭha; *vyākhyāna*—explicação; *kruddha*—irado; *hañā*—ficando; *prabhu*—o Senhor; *more*—a Mim; *kaila*—demonstrou; *apamāna*—desrespeito.", "translation": "**\"Assim, expus o Yoga-vāśiṣṭha, que considera a liberação a meta última da vida. Por isso, o Senhor ficou irado comigo e Me tratou com aparente desrespeito.**", "purport": "Existe um livro chamado Yoga-vāśiṣṭha que os māyāvādīs muito apreciam, pois está repleto de equívocos impersonalistas a respeito da Suprema Personalidade de Deus, sem nenhum traço de vaiṣṇavismo. De fato, todos os vaiṣṇavas deveriam evitar tal livro, mas Advaita Ācārya Prabhu, desejando o castigo do Senhor, começou a apoiar as afirmações impersonalistas do Yoga-vāśiṣṭha. Em consequência, o Senhor Caitanya Mahāprabhu ficou extremamente irado com Ele e aparentemente O tratou de modo desrespeitoso."}
{"ref": "cc/adi/12/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/41/", "verse_text": "daṇḍa pāñā haila mora parama ānanda\nye daṇḍa pāila bhāgyavān śrī-mukunda", "devanagari": "> দণ্ড পাঞা হৈল মোর পরম আনন্দ ।\n> যে দণ্ড পাইল ভাগ্যবান্ শ্রীমুকুন্দ ॥৪১॥", "synonyms": "*daṇḍa pāñā*—recebendo o castigo; *haila*—tornou-se; *mora*—Minha; *parama*—imensa; *ānanda*—felicidade; *ye daṇḍa*—o castigo; *pāila*—recebeu; *bhāgyavān*—o mais afortunado; *śrī-mukunda*—de nome Śrī Mukunda.", "translation": "**\"Quando fui repreendido pelo Senhor Caitanya, fiquei muito feliz por receber um castigo semelhante àquele outorgado a Śrī Mukunda.**", "purport": "Śrī Mukunda, um grande amigo e associado do Senhor Caitanya Mahāprabhu, costumava visitar muitos lugares onde as pessoas eram contrárias ao culto vaiṣṇava. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu tomou conhecimento disso, castigou Mukunda, proibindo-o de vê-Lo novamente. Embora Caitanya Mahāprabhu fosse suave como uma flor, era também rigoroso como um raio, e todos tinham receio de permitir que Mukunda viesse novamente à presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Mukunda, portanto, muito pesaroso, perguntou a seus outros amigos se um dia lhe seria permitido ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu. Quando os devotos levaram essa indagação ao Senhor Caitanya, o Senhor respondeu: \"Mukunda receberá permissão para Me ver depois de muitos milhões de anos.\" Quando deram essa informação a Mukunda, ele dançou de júbilo, e, quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu ouviu que Mukunda esperava tão pacientemente para encontrá-Lo depois de milhões de anos, imediatamente pediu-lhe que voltasse. Há um relato sobre esse castigo de Mukunda no *Caitanya-bhāgavata*, *Madhya-līlā*, Décimo Capítulo."}
{"ref": "cc/adi/12/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/42/", "verse_text": "ye daṇḍa pāila śrī-śacī bhāgyavatī\nse daṇḍa prasāda anya loka pābe kati", "devanagari": "> যে দণ্ড পাইল শ্রীশচী ভাগ্যবতী ।\n> সে দণ্ড প্রসাদ অন্য লোক পাবে কতি ॥৪২॥", "synonyms": "*ye daṇḍa*—o castigo; *pāila*—recebeu; *śrī-śacī bhāgyavatī*—a mais afortunada mãe Śacīdevī; *se daṇḍa*—o mesmo castigo; *prasāda*—favor; *anya*—outra; *loka*—pessoa; *pābe*—pode receber; *kati*—como.", "translation": "**\"Castigo semelhante foi outorgado à mãe Śacīdevī. Quem poderia ser mais afortunado do que ela ao receber tal castigo?\"**", "purport": "A mãe Śacīdevī foi castigada de modo semelhante, conforme se menciona no *Caitanya-bhāgavata*, *Madhya-līlā*, Capítulo Vinte e Dois. A mãe Śacīdevī, demonstrando aparentemente sua natureza feminina, acusou Advaita Prabhu de incentivar seu filho a tornar-se sannyāsī. Caitanya Mahāprabhu, tomando essa acusação como uma ofensa, pediu a Śacīdevī que tocasse os pés de lótus de Advaita Ācārya para mitigar a ofensa que ela supostamente cometera."}
{"ref": "cc/adi/12/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/43/", "verse_text": "eta kahi' ācārya tāṅre kariyā āśvāsa\nānandita ha-iyā āila mahāprabhu-pāśa", "devanagari": "> এত কহি’ আচার্য তাঁরে করিয়া আশ্বাস ।\n> আনন্দিত হইয়া আইল মহাপ্রভু-পাশ ॥৪৩॥", "synonyms": "*eta kahi'*—falando assim; *ācārya*—Śrī Advaita Ācārya Prabhu; *tāṅre*—a Kamalākānta Viśvāsa; *kariyā*—dando; *āśvāsa*—consolo; *ānandita*—feliz; *ha-iyā*—ficando; *āila*—foi; *mahāprabhu-pāśa*—ao lugar do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Depois de consolar Kamalākānta Viśvāsa dessa maneira, Śrī Advaita Ācārya Prabhu foi ver Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/44/", "verse_text": "prabhuke kahena--tomāra nā bujhi e līlā\nāmā haite prasāda-pātra karilā kamalā", "devanagari": "> প্রভুকে কহেন, — তোমার না বুঝি এ লীলা ।\n> আমা হৈতে প্রসাদপাত্র করিলা কমলা ॥৪৪॥", "synonyms": "*prabhuke*—ao Senhor; *kahena*—diz; *tomāra*—Teus; *nā*—não; *bujhi*—compreendo; *e*—estes; *līlā*—passatempos; *āmā*—do que Eu mesmo; *haite*—mais; *prasāda-pātra*—objeto de favor; *karilā*—fizeste; *kamalā*—a Kamalā Viśvāsa.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya disse ao Senhor Caitanya: \"Não consigo compreender Teus passatempos transcendentais. Mostraste mais favor a Kamalākānta do que costumas mostrar a Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/45/", "verse_text": "āmāreha kabhu yei nā haya prasāda\ntomāra caraṇe āmi ki kainu aparādha", "devanagari": "> আমারেহ কভু যেই না হয় প্রসাদ ।\n> তোমার চরণে আমি কি কৈনু অপরাধ ॥৪৫॥", "synonyms": "*āmāreha*—mesmo a Mim; *kabhu*—em tempo algum; *yei*—essa; *nā*—nunca; *haya*—torna-se; *prasāda*—favor; *tomāra caraṇe*—a Teus pés de lótus; *āmi*—Eu; *ki*—que; *kainu*—cometi; *aparādha*—ofensa.", "translation": "**\"O favor que concedeste a Kamalākānta é tão grande que nem mesmo a Mim jamais concedeste tal favor. Que ofensa cometi a Teus pés de lótus para não receber semelhante favor?\"**", "purport": "Esta é uma referência ao castigo que o Senhor Caitanya Mahāprabhu outrora impôs a Advaita Ācārya. Quando Advaita Ācārya Prabhu lia o *Yoga-vāśiṣṭha*, o Senhor Caitanya Mahāprabhu O espancou, mas nunca Lhe disse que não viesse à Sua presença. Kamalākānta, porém, foi castigado com a ordem de jamais vir à presença do Senhor. Portanto, Śrī Advaita Ācārya Prabhu queria fazer Caitanya Mahāprabhu compreender que Ele havia mostrado mais favor a Kamalākānta Viśvāsa, pois proibira Kamalākānta de vê-Lo, ao passo que não fizera o mesmo a Advaita Ācārya. Por conseguinte, o favor concedido a Kamalākānta Viśvāsa era maior do que aquele concedido a Advaita Ācārya."}
{"ref": "cc/adi/12/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/46/", "verse_text": "eta śuni' mahāprabhu hāsite lāgilā\nbolāiyā kamalākānte prasanna ha-ilā", "devanagari": "> এত শুনি’ মহাপ্রভু হাসিতে লাগিলা ।\n> বোলাইয়া কমলাকান্তে প্রসন্ন হইলা ॥৪৬॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *hāsite*—a rir; *lāgilā*—começou; *bolāiyā*—chamando; *kamalākānte*—a Kamalākānta; *prasanna*—satisfeito; *ha-ilā*—ficou.", "translation": "**Ao ouvir isto, o Senhor Caitanya Mahāprabhu riu com satisfação e imediatamente chamou Kamalākānta Viśvāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/47/", "verse_text": "ācārya kahe, ihāke kene dile daraśana\ndui prakārete kare more viḍambana", "devanagari": "> আচার্য কহে, ইহাকে কেনে দিলে দরশন ।\n> দুই প্রকারেতে করে মোরে বিড়ম্বন ॥৪৭॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Śrī Advaita Ācārya disse; *ihāke*—a ele; *kene*—por que; *dile*—deste; *daraśana*—audiência; *dui*—de duas; *prakārete*—maneiras; *kare*—faz; *more*—a Mim; *viḍambana*—enganou.", "translation": "**Advaita Ācārya então disse a Caitanya Mahāprabhu: \"Por que chamaste de volta este homem e lhe permitiste ver-Te? Ele Me enganou de duas maneiras.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/48/", "verse_text": "śuniyā prabhura mana prasanna ha-ila\nduṅhāra antara-kathā duṅhe se jānila", "devanagari": "> শুনিয়া প্রভুর মন প্রসন্ন হইল ।\n> দুঁহার অন্তর-কথা দুঁহে সে জানিল ॥৪৮॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo isto; *prabhura*—de Caitanya Mahāprabhu; *mana*—mente; *prasanna*—satisfação; *ha-ila*—sentiu; *duṅhāra*—de Ambos; *antara-kathā*—conversas confidenciais; *duṅhe*—Ambos; *se*—essas; *jānila*—podiam compreender.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu ouviu isto, Sua mente ficou satisfeita. Somente Eles podiam compreender a mente um do outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/49/", "verse_text": "prabhu kahe--bāuliyā, aiche kāhe kara\nācāryera lajjā-dharma-hāni se ācara", "devanagari": "> প্রভু কহে, — বাউলিয়া, ঐছে কাহে কর ।\n> আচার্যের লজ্জা-ধর্ম-হানি যে আচর ॥৪৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *bāuliyā*—aquele que não sabe o que é certo; *aiche*—dessa maneira; *kāhe*—por que; *kara*—ages; *ācāryera*—de Śrī Advaita Ācārya; *lajjā*—a privacidade; *dharma*—a religião; *hāni*—perda; *se*—isso; *ācara*—praticas.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu instruiu Kamalākānta: \"Tu és um bāuliyā, alguém que não conhece as coisas como elas são. Por que ages dessa maneira? Por que invades a privacidade de Advaita Ācārya e prejudicas Seus princípios religiosos?**", "purport": "Kamalākānta Viśvāsa, por ignorância, pediu ao rei de Jagannātha Purī, Mahārāja Pratāparudra, que liquidasse a dívida de trezentas rúpias de Advaita Ācārya, mas, ao mesmo tempo, apresentou Advaita Ācārya como uma encarnação da Suprema Personalidade de Deus. Isto é contraditório. Uma encarnação da Suprema Divindade não pode estar endividada com ninguém neste mundo material. Caitanya Mahāprabhu nunca Se satisfaz com semelhante contradição, que tecnicamente se chama rasābhāsa, ou a sobreposição de um humor (rasa) com outro. Trata-se do mesmo tipo de ideia que a contradição de que Nārāyaṇa é pobre (daridra-nārāyaṇa)."}
{"ref": "cc/adi/12/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/50/", "verse_text": "pratigraha kabhu nā karibe rāja-dhana\nviṣayīra anna khāile duṣṭa haya mana", "devanagari": "> প্রতিগ্রহ কভু না করিবে রাজধন ।\n> বিষয়ীর অন্ন খাইলে দুষ্ট হয় মন ॥৫০॥", "synonyms": "*pratigraha*—aceitação de esmolas; *kabhu*—em tempo algum; *nā*—não; *karibe*—deve fazer; *rāja-dhana*—caridade de reis; *viṣayīra*—de homens materialistas; *anna*—alimento; *khāile*—ao comer; *duṣṭa*—poluída; *haya*—torna-se; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Advaita Ācārya, Meu mestre espiritual, jamais deve aceitar caridade de homens ricos ou reis, pois, se um mestre espiritual aceita dinheiro ou cereais de tais materialistas, sua mente fica poluída.**", "purport": "É muito arriscado aceitar dinheiro ou alimento de pessoas materialistas, pois tal aceitação polui a mente de quem recebe a caridade. Segundo o sistema védico, deve-se dar caridade aos sannyāsīs e brāhmaṇas, porque aquele que assim doa fica livre de atividades pecaminosas. Outrora, portanto, os brāhmaṇas não aceitavam caridade de uma pessoa a menos que ela fosse muito piedosa. O Senhor Caitanya Mahāprabhu deu esta instrução para todos os mestres espirituais. Pessoas materialistas que não estão dispostas a abandonar suas atividades pecaminosas, como sexo ilícito, intoxicação, jogos de azar e consumo de carne, às vezes querem tornar-se nossos discípulos, mas, ao contrário dos mestres espirituais profissionais que aceitam discípulos independentemente de sua condição, os vaiṣṇavas não aceitam discípulos tão baratos. É preciso que a pessoa ao menos concorde em acatar as regras e regulações de um discípulo antes que um ācārya vaiṣṇava possa aceitá-la. De fato, um vaiṣṇava não deve sequer aceitar caridade ou alimento de pessoas que não seguem as regras e regulações dos princípios vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/adi/12/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/51/", "verse_text": "mana duṣṭa ha-ile nahe kṛṣṇera smaraṇa\nkṛṣṇa-smṛti vinu haya niṣphala jīvana", "devanagari": "> মন দুষ্ট হইলে নহে কৃষ্ণের স্মরণ ।\n> কৃষ্ণস্মৃতি বিনু হয় নিষ্ফল জীবন ॥৫১॥", "synonyms": "*mana*—a mente; *duṣṭa*—poluída; *ha-ile*—tornando-se; *nahe*—não é possível; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *smaraṇa*—a lembrança; *kṛṣṇa-smṛti*—a lembrança do Senhor Kṛṣṇa; *vinu*—sem; *haya*—torna-se; *niṣphala*—sem nenhum resultado; *jīvana*—a vida.", "translation": "**\"Quando a mente de alguém está poluída, é muito difícil lembrar-se de Kṛṣṇa; e, quando a lembrança do Senhor Kṛṣṇa fica prejudicada, a vida da pessoa é improdutiva.**", "purport": "Um devoto deve estar sempre alerta, mantendo a mente em um estado favorável para que possa lembrar-se sempre do Senhor Śrī Kṛṣṇa. Os śāstras afirmam: smartavyaḥ satataṁ viṣṇuḥ — na vida devocional, deve-se sempre lembrar do Senhor Viṣṇu. Śrīla Śukadeva Gosvāmī também aconselhou Mahārāja Parīkṣit: smartavyo nityaśaḥ. No Segundo Canto, Primeiro Capítulo, do *Śrīmad-Bhāgavatam*, Śukadeva Gosvāmī aconselhou Parīkṣit Mahārāja:\n\ntasmād bhārata sarvātmā\nbhagavān īśvaro hariḥ\nśrotavyaḥ kīrtitavyaś ca\nsmartavyaś cecchatābhayam\n\n\"Ó descendente do rei Bharata, aquele que deseja libertar-se de todos os sofrimentos deve ouvir, glorificar e também lembrar-se da Suprema Personalidade de Deus, que é a Superalma, o controlador e o salvador de todas as misérias.\" (Bhāg. 2.1.5) Este é o resumo de todas as atividades de um vaiṣṇava, e a mesma instrução repete-se aqui (kṛṣṇa-smṛti vinu haya niṣphala jīvana). Śrīla Rūpa Gosvāmī afirma no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, avyartha-kālatvam: um vaiṣṇava deve estar muito alerta para não desperdiçar sequer um segundo de seu valioso tempo de vida. Este é um sintoma de um vaiṣṇava. Mas a associação com homens apegados a libras e xelins, ou viṣayīs, materialistas que estão interessados apenas no gozo dos sentidos, polui a mente e prejudica essa lembrança contínua do Senhor Kṛṣṇa. Śrī Caitanya Mahāprabhu, portanto, aconselhou: asat-saṅga-tyāga--ei vaiṣṇava-ācāra — um vaiṣṇava deve comportar-se de tal modo que jamais se associe com não-devotos ou materialistas (Cc. Madhya 22.87). Pode-se evitar tal associação simplesmente lembrando-se sempre de Kṛṣṇa dentro do coração."}
{"ref": "cc/adi/12/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/52/", "verse_text": "loka-lajjā haya, dharma-kīrti haya hāni\naiche karma nā kariha kabhu ihā jāni'", "devanagari": "> লোকলজ্জা হয়, ধর্ম-কীর্তি হয় হানি ।\n> ঐছে কর্ম না করিহ কভু ইহা জানি’ ॥৫২॥", "synonyms": "*loka-lajjā*—impopularidade; *haya*—torna-se; *dharma*—a religião; *kīrti*—a reputação; *haya*—torna-se; *hāni*—prejudicada; *aiche*—tal; *karma*—trabalho; *nā*—não; *kariha*—executes; *kabhu*—jamais; *ihā*—isto; *jāni'*—sabendo.", "translation": "**\"Assim a pessoa torna-se impopular aos olhos das pessoas em geral, pois isto prejudica sua religiosidade e sua fama. Um vaiṣṇava, especialmente aquele que atua como mestre espiritual, não deve agir dessa maneira. Deve-se estar sempre consciente deste fato.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/53/", "verse_text": "ei śikṣā sabākāre, sabe mane kaila\nācārya-gosāñi mane ānanda pāila", "devanagari": "> এই শিক্ষা সবাকারে, সবে মনে কৈল ।\n> আচার্য-গোসাঞি মনে আনন্দ পাইল ॥৫৩॥", "synonyms": "*ei*—esta; *śikṣā*—instrução; *sabākāre*—para todos; *sabe*—todos os presentes; *mane*—na mente; *kaila*—tomaram-na; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *mane*—dentro da mente; *ānanda*—prazer; *pāila*—sentiu.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu deu esta instrução a Kamalākānta, todos os presentes consideraram que ela se destinava a todos. Assim, Advaita Ācārya ficou grandemente satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/54/", "verse_text": "ācāryera abhiprāya prabhu-mātra bujhe\nprabhura gambhīra vākya ācārya samujhe", "devanagari": "> আচার্যের অভিপ্রায় প্রভুমাত্র বুঝে ।\n> প্রভুর গম্ভীর বাক্য আচার্য সমুঝে ॥৫৪॥", "synonyms": "*ācāryera*—de Advaita Ācārya; *abhiprāya*—a intenção; *prabhu-mātra*—somente o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *bujhe*—pode compreender; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *gambhīra*—grave; *vākya*—a instrução; *ācārya*—Advaita Ācārya; *samujhe*—pode compreender.", "translation": "**Somente o Senhor Caitanya Mahāprabhu podia compreender as intenções de Advaita Ācārya, e Advaita Ācārya apreciava a grave instrução do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/55/", "verse_text": "ei ta' prastāve āche bahuta vicāra\ngrantha-bāhulya-bhaye nāri likhibāra", "devanagari": "> এই ত’ প্রস্তাবে আছে বহুত বিচার ।\n> গ্রন্থ-বাহুল্য-ভয়ে নারি লিখিবার ॥৫৫॥", "synonyms": "*ei ta'*—neste; *prastāve*—enunciado; *āche*—há; *bahuta*—muitas; *vicāra*—considerações; *grantha*—do livro; *bāhulya*—da expansão; *bhaye*—por temor; *nāri*—não; *likhibāra*—escrevo.", "translation": "**Neste enunciado há muitas considerações confidenciais. Não escrevo todas elas, temendo um aumento desnecessário no volume do livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/56/", "verse_text": "śrī-yadunandanācārya--advaitera śākhā\ntāṅra śākhā-upaśākhāra nāhi haya lekhā", "devanagari": "> শ্রীযদুনন্দনাচার্য — অদ্বৈতের শাখা ।\n> তাঁর শাখা-উপশাখার নাহি হয় লেখা ॥৫৬॥", "synonyms": "*śrī-yadunandana-ācārya*—de nome Śrī Yadunandana Ācārya; *advaitera*—de Advaita Ācārya; *śākhā*—ramo; *tāṅra*—seus; *śākhā*—ramos; *upaśākhāra*—sub-ramos; *nāhi*—não; *haya*—há; *lekhā*—registro escrito.", "translation": "**O quinto ramo de Advaita Ācārya foi Śrī Yadunandana Ācārya, que tinha tantos ramos e sub-ramos que é impossível escrever sobre eles.**", "purport": "Yadunandana Ācārya foi o mestre espiritual iniciador oficial de Raghunātha dāsa Gosvāmī. Em outras palavras, quando Raghunātha dāsa Gosvāmī era chefe de família, Yadunandana Ācārya iniciou-o em casa. Mais tarde, Raghunātha dāsa Gosvāmī refugiou-se em Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/adi/12/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/57/", "verse_text": "vāsudeva dattera teṅho kṛpāra bhājana\nsarva-bhāve āśriyāche caitanya-caraṇa", "devanagari": "> বাসুদেব দত্তের তেঁহো কৃপার ভাজন ।\n> সর্বভাবে আশ্রিয়াছে চৈতন্য-চরণ ॥৫৭॥", "synonyms": "*vāsudeva dattera*—de Vāsudeva Datta; *teṅho*—ele foi; *kṛpāra*—da misericórdia; *bhājana*—apto a receber; *sarva-bhāve*—sob todos os aspectos; *āśriyāche*—refugiou-se; *caitanya-caraṇa*—dos pés de lótus do Senhor Caitanya.", "translation": "**Śrī Yadunandana Ācārya foi um estudante de Vāsudeva Datta, e recebeu toda a sua misericórdia. Por isso, ele pôde aceitar os pés de lótus do Senhor Caitanya, sob todos os ângulos de visão, como o refúgio supremo.**", "purport": "A *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 140, descreve que Vāsudeva Datta foi outrora Madhuvrata, um cantor em Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/adi/12/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/58/", "verse_text": "bhāgavatācārya, āra viṣṇudāsācārya\ncakrapāṇi ācārya, āra ananta ācārya", "devanagari": "> ভাগবতাচার্য, আর বিষ্ণুদাসাচার্য ।\n> চক্রপাণি আচার্য, আর অনন্ত আচার্য ॥৫৮॥", "synonyms": "*bhāgavata-ācārya*—de nome Bhāgavata Ācārya; *āra*—e; *viṣṇudāsa-ācārya*—de nome Viṣṇudāsa Ācārya; *cakrapāṇi ācārya*—de nome Cakrapāṇi Ācārya; *āra*—e; *ananta ācārya*—de nome Ananta Ācārya.", "translation": "**Bhāgavata Ācārya, Viṣṇudāsa Ācārya, Cakrapāṇi Ācārya e Ananta Ācārya foram o sexto, sétimo, oitavo e nono ramos de Advaita Ācārya.**", "purport": "Em seu Anubhāṣya, Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī Prabhupāda diz que Bhāgavata Ācārya estava outrora entre os seguidores de Advaita Ācārya, mas depois passou a ser contado entre os seguidores de Gadādhara Paṇḍita. O sexto verso do Śākhā-nirṇayāmṛta, um livro escrito por Yadunandana dāsa, afirma que Bhāgavata Ācārya compilou um famoso livro de nome Prema-taraṅgiṇī. Segundo a *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, verso 195, Bhāgavata Ācārya viveu outrora em Vṛndāvana como Śveta-mañjarī. Viṣṇudāsa Ācārya esteve presente durante o Khetari-mahotsava. Ele foi para lá com Acyutānanda, conforme afirma o Bhakti-ratnākara, Décimo Taraṅga. Ananta Ācārya foi uma das oito gopīs principais. Seu nome anterior era Sudevī. Embora estivesse entre os seguidores de Advaita Ācārya, mais tarde tornou-se um importante devoto de Gadādhara Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/12/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/59/", "verse_text": "nandinī, āra kāmadeva, caitanya-dāsa\ndurlabha viśvāsa, āra vanamāli-dāsa", "devanagari": "> নন্দিনী, আর কামদেব, চৈতন্যদাস ।\n> দুর্লভ বিশ্বাস, আর বনমালিদাস ॥৫৯॥", "synonyms": "*nandinī*—de nome Nandinī; *āra*—e; *kāmadeva*—de nome Kāmadeva; *caitanya-dāsa*—de nome Caitanya dāsa; *durlabha viśvāsa*—de nome Durlabha Viśvāsa; *āra*—e; *vanamāli-dāsa*—de nome Vanamālī dāsa.", "translation": "**Nandinī, Kāmadeva, Caitanya dāsa, Durlabha Viśvāsa e Vanamālī dāsa foram o décimo, décimo primeiro, décimo segundo, décimo terceiro e décimo quarto ramos de Śrī Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/60/", "verse_text": "jagannātha kara, āra kara bhavanātha\n\nhṛdayānanda sena, āra dāsa bholānātha", "devanagari": "> জগন্নাথ কর, আর কর ভবনাথ ।\n> হৃদয়ানন্দ সেন, আর দাস ভোলানাথ ॥৬০॥", "synonyms": "*jagannātha kara*—de nome Jagannātha Kara; *āra*—e; *kara bhavanātha*—de nome Bhavanātha Kara; *hṛdayānanda sena*—de nome Hṛdayānanda Sena; *āra*—e; *dāsa bholānātha*—de nome Bholānātha dāsa.", "translation": "**Jagannātha Kara, Bhavanātha Kara, Hṛdayānanda Sena e Bholānātha dāsa foram o décimo quinto, o décimo sexto, o décimo sétimo e o décimo oitavo ramos de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/61/", "verse_text": "yādava-dāsa, vijaya-dāsa, dāsa janārdana\n\nananta-dāsa, kānu-paṇḍita, dāsa nārāyaṇa", "devanagari": "> যাদবদাস, বিজয়দাস, দাস জনার্দন ।\n> অনন্তদাস, কানুপণ্ডিত, দাস নারায়ণ ॥৬১॥", "synonyms": "*yādava-dāsa*—de nome Yādava dāsa; *vijaya-dāsa*—de nome Vijaya dāsa; *dāsa janārdana*—de nome Janārdana dāsa; *ananta-dāsa*—de nome Ananta dāsa; *kānu-paṇḍita*—de nome Kānu Paṇḍita; *dāsa nārāyaṇa*—de nome Nārāyaṇa dāsa.", "translation": "**Yādava dāsa, Vijaya dāsa, Janārdana dāsa, Ananta dāsa, Kānu Paṇḍita e Nārāyaṇa dāsa foram o décimo nono, o vigésimo, o vigésimo primeiro, o vigésimo segundo, o vigésimo terceiro e o vigésimo quarto ramos de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/62/", "verse_text": "śrīvatsa paṇḍita, brahmacārī haridāsa\n\npuruṣottama brahmacārī, āra kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীবৎস পণ্ডিত, ব্রহ্মচারী হরিদাস ।\n> পুরুষোত্তম ব্রহ্মচারী, আর কৃষ্ণদাস ॥৬২॥", "synonyms": "*śrīvatsa paṇḍita*—de nome Śrīvatsa Paṇḍita; *brahmacārī haridāsa*—de nome Haridāsa Brahmacārī; *puruṣottama brahmacārī*—de nome Puruṣottama Brahmacārī; *āra*—e; *kṛṣṇadāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa.", "translation": "**Śrīvatsa Paṇḍita, Haridāsa Brahmacārī, Puruṣottama Brahmacārī e Kṛṣṇadāsa foram o vigésimo quinto, o vigésimo sexto, o vigésimo sétimo e o vigésimo oitavo ramos de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/63/", "verse_text": "puruṣottama paṇḍita, āra raghunātha\n\nvanamālī kavicandra, āra vaidyanātha", "devanagari": "> পুরুষোত্তম পণ্ডিত, আর রঘুনাথ ।\n> বনমালী কবিচন্দ্র, আর বৈদ্যনাথ ॥৬৩॥", "synonyms": "*puruṣottama paṇḍita*—de nome Puruṣottama Paṇḍita; *āra raghunātha*—e Raghunātha; *vanamālī kavicandra*—de nome Vanamālī Kavicandra; *āra*—e; *vaidyanātha*—de nome Vaidyanātha.", "translation": "**Puruṣottama Paṇḍita, Raghunātha, Vanamālī Kavicandra e Vaidyanātha foram o vigésimo nono, o trigésimo, o trigésimo primeiro e o trigésimo segundo ramos de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/64/", "verse_text": "lokanātha paṇḍita, āra murāri paṇḍita\n\nśrī-haricaraṇa, āra mādhava paṇḍita", "devanagari": "> লোকনাথ পণ্ডিত, আর মুরারি পণ্ডিত ।\n> শ্রীহরিচরণ, আর মাধব পণ্ডিত ॥৬৪॥", "synonyms": "*lokanātha paṇḍita*—de nome Lokanātha Paṇḍita; *āra*—e; *murāri paṇḍita*—de nome Murāri Paṇḍita; *śrī-haricaraṇa*—de nome Śrī Haricaraṇa; *āra*—e; *mādhava paṇḍita*—de nome Mādhava Paṇḍita.", "translation": "**Lokanātha Paṇḍita, Murāri Paṇḍita, Śrī Haricaraṇa e Mādhava Paṇḍita foram o trigésimo terceiro, o trigésimo quarto, o trigésimo quinto e o trigésimo sexto ramos de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/65/", "verse_text": "vijaya paṇḍita, āra paṇḍita śrīrāma\n\nasaṅkhya advaita-śākhā kata la-iba nāma", "devanagari": "> বিজয় পণ্ডিত, আর পণ্ডিত শ্রীরাম ।\n> অসংখ্য অদ্বৈত-শাখা কত লইব নাম ॥৬৫॥", "synonyms": "*vijaya-paṇḍita*—de nome Vijaya Paṇḍita; *āra*—e; *paṇḍita śrīrāma*—de nome Śrīrāma Paṇḍita; *asaṅkhya*—inumeráveis; *advaita-śākhā*—ramos de Advaita Ācārya; *kata*—quantos; *la-iba*—enumerarei; *nāma*—seus nomes.", "translation": "**Vijaya Paṇḍita e Śrīrāma Paṇḍita foram dois importantes ramos de Advaita Ācārya. Há inumeráveis ramos, mas sou incapaz de mencioná-los todos.**", "purport": "Visto que Śrīvāsa Paṇḍita era uma encarnação de Nārada Muni, seu irmão mais novo, Śrīrāma Paṇḍita, é aceito como uma encarnação de Parvata Muni, o amigo mais íntimo de Nārada Muni."}
{"ref": "cc/adi/12/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/66/", "verse_text": "māli-datta jala advaita-skandha yogāya\n\nsei jale jīye śākhā,--phula-phala pāya", "devanagari": "> মালি-দত্ত জল অদ্বৈত-স্কন্ধ যোগায় ।\n> সেই জলে জীয়ে শাখা, — ফুল-ফল পায় ॥৬৬॥", "synonyms": "*māli-datta*—dada pelo jardineiro; *jala*—água; *advaita-skandha*—o ramo conhecido como Advaita Ācārya; *yogāya*—fornece; *sei*—por aquela; *jale*—água; *jīye*—vivem; *śākhā*—ramos; *phula-phala*—frutos e flores; *pāya*—crescem.", "translation": "**O ramo de Advaita Ācārya recebeu a água fornecida pelo jardineiro original, Śrī Caitanya Mahāprabhu. Dessa maneira, os subramos foram nutridos, e seus frutos e flores cresceram exuberantemente.**", "purport": "Os ramos de Advaita Ācārya nutridos pela água (jala) fornecida por Śrī Caitanya Mahāprabhu devem ser considerados ācāryas fidedignos. Como já discutimos anteriormente, os representantes de Advaita Ācārya mais tarde se dividiram em dois grupos: os ramos fidedignos da sucessão discipular do ācārya e os ramos pretensiosos de Advaita Ācārya. Aqueles que seguiram os princípios de Caitanya Mahāprabhu floresceram, ao passo que os outros, mencionados a seguir no sexagésimo sétimo verso, secaram."}
{"ref": "cc/adi/12/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/67/", "verse_text": "ihāra madhye mālī pāche kona śākhā-gaṇa\n\nnā māne caitanya-mālī durdaiva kāraṇa", "devanagari": "> ইহার মধ্যে মালী পাছে কোন শাখাগণ ।\n> না মানে চৈতন্য-মালী দুর্দৈব কারণ ॥৬৭॥", "synonyms": "*ihāra*—dentre eles; *madhye*—no meio; *mālī*—o jardineiro; *pāche*—posteriormente; *kona*—alguns; *śākhā-gaṇa*—ramos; *nā*—não; *māne*—aceitam; *caitanya-mālī*—o jardineiro, o Senhor Caitanya; *durdaiva*—infeliz; *kāraṇa*—razão.", "translation": "**Após o desaparecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, alguns dos ramos, por razões infelizes, desviaram-se de Seu caminho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/68/", "verse_text": "sṛjāila, jīyāila, tāṅre nā mānila\n\nkṛtaghna ha-ilā, tāṅre skandha kruddha ha-ila", "devanagari": "> সৃজাইল, জীয়াইল, তাঁরে না মানিল ।\n> কৃতঘ্ন হইলা, তাঁরে স্কন্ধ ক্রুদ্ধ হইল ॥৬৮॥", "synonyms": "*sṛjāila*—frutificou; *jīyāila*—manteve; *tāṅre*—a Ele; *nā*—não; *mānila*—aceitaram; *kṛtaghna*—ingratos; *ha-ilā*—assim se tornaram; *tāṅre*—para com eles; *skandha*—tronco; *kruddha*—irado; *ha-ila*—ficou.", "translation": "**Alguns ramos não aceitaram o tronco original que vitalizava e mantinha a árvore inteira. Quando assim se tornaram ingratos, o tronco original irou-se com eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/69/", "verse_text": "kruddha hañā skandha tāre jala nā sañcāre\n\njalābhāve kṛśa śākhā śukāiyā mare", "devanagari": "> ক্রুদ্ধ হঞা স্কন্ধ তারে জল না সঞ্চারে ।\n> জলাভাবে কৃশ শাখা শুকাইয়া মরে ॥৬৯॥", "synonyms": "*kruddha hañā*—estando irado; *skandha*—o tronco; *tāre*—sobre eles; *jala*—água; *nā*—não; *sañcāre*—aspergiu; *jala-abhāve*—por falta de água; *kṛśa*—mais magro; *śākhā*—ramo; *śukāiyā*—ressequido; *mare*—morreu.", "translation": "**Assim, o Senhor Caitanya não aspergiu sobre eles a água de Sua misericórdia, e eles gradualmente murcharam e morreram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/70/", "verse_text": "caitanya-rahita deha--śuṣkakāṣṭha-sama\n\njīvitei mṛta sei, maile daṇḍe yama", "devanagari": "> চৈতন্য-রহিত দেহ — শুষ্ককাষ্ঠ-সম ।\n> জীবিতেই মৃত সেই, মৈলে দণ্ডে যম ॥৭০॥", "synonyms": "*caitanya-rahita*—sem consciência; *deha*—corpo; *śuṣka-kāṣṭha-sama*—exatamente como madeira seca; *jīvitei*—enquanto vive; *mṛta*—morto; *sei*—esse; *maile*—após a morte; *daṇḍe*—pune; *yama*—Yamarāja.", "translation": "**Uma pessoa sem consciência de Kṛṣṇa não é melhor que madeira seca ou um cadáver. Compreende-se que ela está morta enquanto vive, e, após a morte, está sujeita à punição de Yamarāja.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam*, Sexto Canto, Terceiro Capítulo, vigésimo nono verso, Yamarāja, o superintendente da morte, diz a seus assistentes que classe de homens devem trazer-lhe. Ali ele afirma: \"Uma pessoa cuja língua nunca descreve as qualidades e o santo nome da Suprema Personalidade de Deus, cujo coração nunca palpita ao lembrar-se de Kṛṣṇa e de Seus pés de lótus, e cuja cabeça nunca se curva em reverências ao Senhor Supremo deve ser trazida perante mim para punição.\" Em outras palavras, os não devotos são trazidos perante Yamarāja para punição, e assim a natureza material lhes concede vários tipos de corpos. Após a morte, que é dehāntara, uma mudança de corpo, os não devotos são trazidos perante Yamarāja para julgamento. Pelo juízo de Yamarāja, a natureza material lhes dá corpos adequados às reações de suas atividades passadas. Este é o processo de dehāntara, ou transmigração do eu de um corpo a outro. Os devotos conscientes de Kṛṣṇa, contudo, não estão sujeitos a ser julgados por Yamarāja. Para os devotos, há um caminho aberto, como se confirma no *Bhagavad-gītā*. Após abandonar o corpo (tyaktvā deham), o devoto jamais precisa aceitar outro corpo material, pois, num corpo espiritual, ele volta ao lar, volta ao Supremo. As punições de Yamarāja destinam-se às pessoas que não são conscientes de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/12/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/71/", "verse_text": "kevala e gaṇa-prati nahe ei daṇḍa\n\ncaitanya-vimukha yei sei ta' pāṣaṇḍa", "devanagari": "> কেবল এ গণ-প্রতি নহে এই দণ্ড ।\n> চৈতন্য-বিমুখ যেই সেই ত’ পাষণ্ড ॥৭১॥", "synonyms": "*kevala*—somente; *e*—este; *gaṇa*—grupo; *prati*—para com eles; *nahe*—não é; *ei*—esta; *daṇḍa*—punição; *caitanya-vimukha*—contra Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yei*—qualquer um; *sei*—ele; *ta'*—mas; *pāṣaṇḍa*—ateu.", "translation": "**Não somente os desencaminhados descendentes de Advaita Ācārya, mas qualquer pessoa que seja contrária ao culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve ser considerada um ateu sujeito a ser punido por Yamarāja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/72/", "verse_text": "ki paṇḍita, ki tapasvī, kibā gṛhī, yati\n\ncaitanya-vimukha yei, tāra ei gati", "devanagari": "> কি পণ্ডিত, কি তপস্বী, কিবা গৃহী, যতি ।\n> চৈতন্য-বিমুখ যেই, তার এই গতি ॥৭২॥", "synonyms": "*ki paṇḍita*—quer seja um erudito letrado; *ki tapasvī*—quer seja um grande asceta; *kibā*—ou; *gṛhī*—chefe de família; *yati*—ou sannyāsī; *caitanya-vimukha*—aquele que é contrário ao culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yei*—qualquer um; *tāra*—seu; *ei*—este; *gati*—destino.", "translation": "**Seja ele um erudito letrado, um grande asceta, um bem-sucedido chefe de família ou um famoso sannyāsī, se alguém for contrário ao culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, está fadado a sofrer a punição imposta por Yamarāja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/73/", "verse_text": "ye ye laila śrī-acyutānandera mata\n\nsei ācāryera gaṇa--mahā-bhāgavata", "devanagari": "> যে যে লৈল শ্রীঅচ্যুতানন্দের মত ।\n> সেই আচার্যের গণ — মহাভাগবত ॥৭৩॥", "synonyms": "*ye ye*—qualquer um que; *laila*—aceitou; *śrī-acyutānandera*—de Śrī Acyutānanda; *mata*—o caminho; *sei*—aqueles; *ācāryera gaṇa*—descendentes de Advaita Ācārya; *mahā-bhāgavata*—são todos grandes devotos.", "translation": "**Os descendentes de Advaita Ācārya que aceitaram o caminho de Śrī Acyutānanda foram todos grandes devotos.**", "purport": "Com relação a isso, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura, em seu *Amṛta-pravāha-bhāṣya,* faz esta breve anotação: \"Śrī Advaita Ācārya é um dos troncos importantes da *bhakti-kalpataru,* ou árvore dos desejos do serviço devocional. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, como jardineiro, derramou água na raiz da árvore de *bhakti* e, dessa maneira, nutriu todos os seus troncos e ramos. Não obstante, sob o encanto de *māyā,* a condição mais infeliz da entidade viva, alguns dos ramos, não aceitando o jardineiro que lhes derramava água, consideraram o tronco a única causa da grande *bhakti-kalpataru.* Em outras palavras, os ramos, ou descendentes, de Advaita Ācārya que consideraram Advaita Ācārya a causa original da trepadeira devocional, e que assim negligenciaram ou desobedeceram às instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, privaram-se do efeito de serem regados e, por conseguinte, secaram e morreram. Deve-se entender, ademais, que não apenas os desencaminhados descendentes de Advaita Ācārya, mas qualquer pessoa que não tenha ligação com Caitanya Mahāprabhu — mesmo que seja, independentemente, um grande *sannyāsī,* um erudito ou um asceta — é como o ramo morto de uma árvore.\"\n\nEssa análise de Śrī Bhaktivinoda Ṭhākura, que apoia as declarações de Śrī Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, retrata a posição da atual e assim chamada religião hindu, a qual, conduzida predominantemente pela filosofia Māyāvāda, tornou-se uma instituição feita de uma mistura confusa de diversas ideias inventadas. Os Māyāvādīs temem muito o movimento da consciência de Kṛṣṇa e o acusam de arruinar a religião hindu, porque ele aceita pessoas de todas as partes do mundo e de todas as seitas religiosas e as ocupa cientificamente no *daiva-varṇāśrama-dharma.* Contudo, como já explicamos várias vezes, não encontramos a palavra \"hindu\" em parte alguma da literatura Védica. O mais provável é que a palavra tenha vindo do Afeganistão, país predominantemente maometano, e originalmente se referisse a uma passagem no Afeganistão conhecida como Hindukush, que ainda faz parte de uma rota comercial entre a Índia e vários países muçulmanos.\n\nO verdadeiro sistema Védico de religião chama-se *varṇāśrama-dharma,* como confirma o *Viṣṇu Purāṇa:*\n\n> varṇāśramācāravatā\n> puruṣeṇa paraḥ pumān\n> viṣṇur ārādhyate panthā\n> nānyat tat-toṣa-kāraṇam\n\n(*Viṣṇu Purāṇa* 3.8.9)\n\nA literatura Védica recomenda que o ser humano siga os princípios do *varṇāśrama-dharma.* Aceitar o processo de *varṇāśrama-dharma* tornará exitosa a vida da pessoa, pois isso a ligará à Suprema Personalidade de Deus, que é a meta da vida humana. Por isso, o movimento da consciência de Kṛṣṇa destina-se a toda a humanidade. Embora a sociedade humana tenha diferentes seções ou subdivisões, todos os seres humanos pertencem a uma só espécie e, em razão disso, aceitamos que todos eles têm a capacidade de compreender sua posição constitucional em relação à Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu. Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma, *jīvera 'svarūpa' haya—kṛṣṇera nitya-dāsa:* \"Toda entidade viva é uma parte eterna, um servo eterno, da Suprema Personalidade de Deus.\" Toda entidade viva que alcançar a forma humana de vida pode compreender a importância de sua posição e, assim, habilitar-se a tornar-se devota do Senhor Kṛṣṇa. Tomamos como certo, portanto, que toda a humanidade deve ser educada em consciência de Kṛṣṇa. De fato, em todas as partes do mundo, em cada país onde pregamos o movimento de *saṅkīrtana,* vemos que as pessoas aceitam com muita facilidade, sem hesitação, o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa. O efeito visível desse canto é que os membros do movimento Hare Kṛṣṇa, sejam quais forem suas origens, abandonam todos os quatro princípios da vida pecaminosa e chegam a um padrão elevado de devoção.\n\nEmbora posem de grandes eruditos, ascetas, chefes de família e *svāmīs,* os assim chamados seguidores da religião hindu são, todos, ramos secos e inúteis da religião Védica. Eles são impotentes; nada podem fazer para difundir a cultura Védica em benefício da sociedade humana. A essência da cultura Védica é a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor Caitanya instruiu:\n\n> yāre dekha, tāre kaha 'kṛṣṇa' upadeśa\n> āmāra ājñāya guru hañā tāra' ei deśa\n\n(Cc. Madhya 7.128)\n\nA pessoa deve simplesmente instruir todos aqueles que encontrar quanto aos princípios de *kṛṣṇa-kathā,* tal como se expressam no *Bhagavad-gītā Como Ele É* e no *Śrīmad-Bhāgavatam.* Quem não tem interesse em *kṛṣṇa-kathā* nem no culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu é como madeira seca e inútil, sem força viva. O ramo da ISKCON, regado diretamente por Śrī Caitanya Mahāprabhu, está indubitavelmente se tornando exitoso, ao passo que os ramos desligados da assim chamada religião hindu, que invejam a ISKCON, estão secando e morrendo."}
{"ref": "cc/adi/12/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/74/", "verse_text": "sei sei,--ācāryera kṛpāra bhājana\n\nanāyāse pāila sei caitanya-caraṇa", "devanagari": "> সেই সেই, — আচার্যের কৃপার ভাজন ।\n> অনায়াসে পাইল সেই চৈতন্য-চরণ ॥৭৪॥", "synonyms": "*sei sei*—quem quer que seja; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *kṛpāra*—da misericórdia; *bhājana*—candidato apto; *anāyāse*—sem dificuldade; *pāila*—obteve; *sei*—ele; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Pela misericórdia de Advaita Ācārya, os devotos que seguiram estritamente o caminho de Caitanya Mahāprabhu alcançaram o refúgio dos pés de lótus do Senhor Caitanya sem dificuldade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/75/", "verse_text": "acyutera yei mata, sei mata sāra\n\nāra yata mata saba haila chārakhāra", "devanagari": "> অচ্যুতের যেই মত, সেই মত সার ।\n> আর যত মত সব হৈল ছারখার ॥৭৫॥", "synonyms": "*acyutera*—de Acyutānanda; *yei*—qual; *mata*—direção; *sei*—essa; *mata*—direção; *sāra*—essencial; *āra*—outras; *yata*—todas; *mata*—direções; *saba*—todas; *haila*—tornaram-se; *chārakhāra*—desmanteladas.", "translation": "**Deve-se concluir, portanto, que a senda de Acyutānanda é a essência da vida espiritual. Aqueles que não seguiram essa senda simplesmente se dispersaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/76/", "verse_text": "sei ācārya-gaṇe mora koṭi namaskāra\n\nacyutānanda-prāya, caitanya--jīvana yāṅhāra", "devanagari": "> সেই আচার্যগণে মোর কোটি নমস্কার ।\n> অচ্যুতানন্দ-প্রায়, চৈতন্য — জীবন যাঁহার ॥৭৬॥", "synonyms": "*sei*—àqueles; *ācārya-gaṇe*—aos mestres espirituais; *mora*—minhas; *koṭi*—milhões; *namaskāra*—reverências; *acyutānanda-prāya*—quase tão bons quanto Acyutānanda; *caitanya*—Caitanya Mahāprabhu; *jīvana*—vida; *yāṅhāra*—cujos.", "translation": "**Ofereço, portanto, milhões de vezes minhas respeitosas reverências aos verdadeiros seguidores de Acyutānanda, cuja vida e alma era Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/77/", "verse_text": "ei ta' kahilāṅ ācārya-gosāñira gaṇa\n\ntina skandha-śākhāra kaila saṅkṣepa gaṇana", "devanagari": "> এই ত’ কহিলাঙ আচার্য-গোসাঞির গণ ।\n> তিন স্কন্ধ-শাখার কৈল সংক্ষেপ গণন ॥৭৭॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahilāṅ*—falei; *ācārya*—Advaita Ācārya; *gosāñira*—do mestre espiritual; *gaṇa*—descendentes; *tina*—três; *skandha*—do tronco; *śākhāra*—de ramos; *kaila*—foi feita; *saṅkṣepa*—em breve; *gaṇana*—enumeração.", "translation": "**Descrevi, assim, brevemente os três ramos [Acyutānanda, Kṛṣṇa Miśra e Gopāla] dos descendentes de Śrī Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/78/", "verse_text": "śākhā-upaśākhā, tāra nāhika gaṇana\n\nkichu-mātra kahi' kari dig-daraśana", "devanagari": "> শাখা-উপশাখা, তার নাহিক গণন ।\n> কিছুমাত্র কহি’ করি দিগ্দরশন ॥৭৮॥", "synonyms": "*śākhā-upaśākhā*—ramos e subramos; *tāra*—deles; *nāhika*—não há; *gaṇana*—enumeração; *kichu-mātra*—algo a respeito deles; *kahi'*—descrevendo; *kari*—simplesmente dou; *dig-daraśana*—um vislumbre da direção.", "translation": "**Há multifários ramos e subramos de Advaita Ācārya. É muito difícil enumerá-los por completo. Dei apenas um vislumbre de todo o tronco e de seus ramos e subramos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/79/", "verse_text": "śrī-gadādhara paṇḍita śākhāte mahottama\n\ntāṅra upaśākhā kichu kari ye gaṇana", "devanagari": "> শ্রীগদাধর পণ্ডিত শাখাতে মহোত্তম ।\n> তাঁর উপশাখা কিছু করি যে গণন ॥৭৯॥", "synonyms": "*śrī-gadādhara paṇḍita*—Śrī Gadādhara Paṇḍita; *śākhāte*—do ramo; *mahottama*—muito grandioso; *tāṅra*—seus; *upaśākhā*—ramos e subramos; *kichu*—algo; *kari*—permiti-me fazer; *ye*—que; *gaṇana*—enumeração.", "translation": "**Depois de descrever os ramos e subramos de Advaita Ācārya, tentarei agora descrever alguns dos descendentes de Śrī Gadādhara Paṇḍita, o mais importante dentre os ramos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/80/", "verse_text": "śākhā-śreṣṭha dhruvānanda, śrīdhara brahmacārī\n\nbhāgavatācārya, haridāsa brahmacārī", "devanagari": "> শাখা-শ্রেষ্ঠ ধ্রুবানন্দ, শ্রীধর ব্রহ্মচারী ।\n> ভাগবতাচার্য, হরিদাস ব্রহ্মচারী ॥৮০॥", "synonyms": "*śākhā-śreṣṭha*—o ramo principal; *dhruvānanda*—de nome Dhruvānanda; *śrīdhara brahmacārī*—de nome Śrīdhara Brahmacārī; *bhāgavatācārya*—de nome Bhāgavatācārya; *haridāsa brahmacārī*—de nome Haridāsa Brahmacārī.", "translation": "**Os ramos principais de Śrī Gadādhara Paṇḍita foram (1) Śrī Dhruvānanda, (2) Śrīdhara Brahmacārī, (3) Haridāsa Brahmacārī e (4) Raghunātha Bhāgavatācārya.**", "purport": "O verso 152 do Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā descreve Śrī Dhruvānanda Brahmacārī como uma encarnação de Lalitā, e o verso 194 descreve Śrīdhara Brahmacārī como a gopī conhecida como Candralatikā."}
{"ref": "cc/adi/12/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/81/", "verse_text": "ananta ācārya, kavidatta, miśra-nayana\n\ngaṅgāmantrī māmu ṭhākura, kaṇṭhābharaṇa", "devanagari": "> অনন্ত আচার্য, কবিদত্ত, মিশ্রনয়ন ।\n> গঙ্গামন্ত্রী, মামু ঠাকুর, কণ্ঠাভরণ ॥৮১॥", "synonyms": "*ananta ācārya*—de nome Ananta Ācārya; *kavi-datta*—de nome Kavi Datta; *miśra-nayana*—de nome Nayana Miśra; *gaṅgāmantrī*—de nome Gaṅgāmantrī; *māmu ṭhākura*—de nome Māmu Ṭhākura; *kaṇṭhābharaṇa*—de nome Kaṇṭhābharaṇa.", "translation": "**O quinto ramo foi Ananta Ācārya; o sexto, Kavi Datta; o sétimo, Nayana Miśra; o oitavo, Gaṅgāmantrī; o nono, Māmu Ṭhākura; e o décimo, Kaṇṭhābharaṇa.**", "purport": "Os versos 197 e 207 do Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā descrevem Kavi Datta como a gopī chamada Kalakaṇṭhī, os versos 196 e 207 descrevem Nayana Miśra como a gopī chamada Nitya-mañjarī, e os versos 196 e 205 descrevem Gaṅgāmantrī como a gopī chamada Candrikā. Māmu Ṭhākura, cujo verdadeiro nome era Jagannātha Cakravartī, era o sobrinho de Śrī Nīlāmbara Cakravartī, o avô de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Em Bengala, um tio materno é chamado de māmā, e em Bengala Oriental e Orissa, de māmu. Assim, Jagannātha Cakravartī era conhecido como Māmā ou Māmu Ṭhākura. A residência de Māmu Ṭhākura ficava no distrito de Faridpur, na aldeia conhecida como Magaḍobā. Após o desaparecimento de Śrī Gadādhara Paṇḍita, Māmu Ṭhākura tornou-se o sacerdote encarregado do templo conhecido como Ṭoṭā-gopīnātha, em Jagannātha Purī. Segundo a opinião de alguns vaiṣṇavas, Māmu Ṭhākura foi anteriormente conhecido como Śrī Rūpa-mañjarī. Os seguidores de Māmu Ṭhākura foram Raghunātha Gosvāmī, Rāmacandra, Rādhāvallabha, Kṛṣṇajīvana, Śyāmasundara, Śāntāmaṇi, Harinātha, Navīnacandra, Matilāla, Dayāmayī e Kuñjavihārī.\n\nKaṇṭhābharaṇa, cujo nome original era Śrī Ananta Caṭṭarāja, foi a gopī chamada Gopālī no kṛṣṇa-līlā."}
{"ref": "cc/adi/12/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/82/", "verse_text": "bhūgarbha gosāñi, āra bhāgavata-dāsa\n\nyei dui āsi' kaila vṛndāvane vāsa", "devanagari": "> ভূগর্ভ গোসাঞি, আর ভাগবতদাস ।\n> যেই দুই আসি’ কৈল বৃন্দাবনে বাস ॥৮২॥", "synonyms": "*bhūgarbha gosāñi*—de nome Bhūgarbha Gosāñi; *āra*—e; *bhāgavata-dāsa*—de nome Bhāgavata dāsa; *yei dui*—ambos; *āsi'*—vindo; *kaila*—fizeram; *vṛndāvane vāsa*—residência em Vṛndāvana.", "translation": "**O décimo primeiro ramo de Gadādhara Gosvāmī foi Bhūgarbha Gosāñi, e o décimo segundo foi Bhāgavata dāsa. Ambos foram para Vṛndāvana e ali residiram por toda a vida.**", "purport": "Bhūgarbha Gosāñi, anteriormente conhecido como Prema-mañjarī, era um grande amigo de Lokanātha Gosvāmī, que construiu o templo de Gokulānanda, um dos sete importantes templos de Vṛndāvana — a saber, Govinda, Gopīnātha, Madana-mohana, Rādhāramaṇa, Śyāmasundara, Rādhā-Dāmodara e Gokulānanda —, que são instituições autorizadas dos Gauḍīya Vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/adi/12/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/83/", "verse_text": "vāṇīnātha brahmacārī--baḍa mahāśaya\n\nvallabha-caitanya-dāsa--kṛṣṇa-premamaya", "devanagari": "> বাণীনাথ ব্রহ্মচারী — বড় মহাশয় ।\n> বল্লভচৈতন্যদাস — কৃষ্ণপ্রেমময় ॥৮৩॥", "synonyms": "*vāṇīnātha brahmacārī*—de nome Vāṇīnātha Brahmacārī; *baḍa mahāśaya*—grandíssima personalidade; *vallabha-caitanya-dāsa*—de nome Vallabha-caitanya dāsa; *kṛṣṇa-prema-maya*—sempre repleto de amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**O décimo terceiro ramo foi Vāṇīnātha Brahmacārī, e o décimo quarto foi Vallabha-caitanya dāsa. Ambas essas grandes personalidades estavam sempre repletas de amor a Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrī Vāṇīnātha Brahmacārī é descrito no Décimo Capítulo, verso 114, do *Ādi-līlā*. Um discípulo de Vallabha-caitanya chamado Nalinī-mohana Gosvāmī estabeleceu um templo de Madana-gopāla em Navadvīpa."}
{"ref": "cc/adi/12/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/84/", "verse_text": "śrīnātha cakravartī, āra uddhava dāsa\n\njitāmitra, kāṣṭhakāṭā-jagannātha-dāsa", "devanagari": "> শ্রীনাথ চক্রবর্তী, আর উদ্ধব দাস ।\n> জিতামিত্র, কাষ্ঠকাটা-জগন্নাথদাস ॥৮৪॥", "synonyms": "*śrīnātha cakravartī*—de nome Śrīnātha Cakravartī; *āra*—e; *uddhava dāsa*—de nome Uddhava dāsa; *jitāmitra*—de nome Jitāmitra; *kāṣṭhakāṭā jagannātha-dāsa*—de nome Kāṣṭhakāṭā Jagannātha dāsa.", "translation": "**O décimo quinto ramo foi Śrīnātha Cakravartī; o décimo sexto, Uddhava; o décimo sétimo, Jitāmitra; e o décimo oitavo, Jagannātha dāsa.**", "purport": "O Śākhā-nirṇaya, verso 13, menciona Śrīnātha Cakravartī como um reservatório de todas as boas qualidades e um perito no serviço ao Senhor Kṛṣṇa. De modo semelhante, o verso 35 menciona Uddhava dāsa como sendo grandemente qualificado em distribuir amor a Deus a todos. O Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 202, menciona Jitāmitra como a gopī chamada Śyāma-mañjarī. Jitāmitra escreveu um livro intitulado Kṛṣṇa-māyurya. Jagannātha dāsa era um residente de Vikramapura, perto de Dacca. Seu local de nascimento foi a aldeia conhecida como Kāṣṭhakāṭā ou Kāṭhādiyā. Seus descendentes agora residem em aldeias conhecidas como Āḍiyala, Kāmārapāḍā e Pāikapāḍā. Ele estabeleceu um templo de Yaśomādhava. Os adoradores nesse templo são os Gosvāmīs de Āḍiyala. Como um das sessenta e quatro sakhīs, ele foi anteriormente uma assistente de Citrādevī-gopī chamada Tilakinī. Segue-se uma lista de seus descendentes: Rāmanṛsiṁha, Rāmagopāla, Rāmacandra, Sanātana, Muktārāma, Gopīnātha, Goloka, Harimohana Śiromaṇi, Rākhālarāja, Mādhava e Lakṣmīkānta. O Śākhā-nirṇaya menciona que Jagannātha dāsa pregou o movimento Hare Kṛṣṇa no distrito ou estado de Tripura."}
{"ref": "cc/adi/12/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/85/", "verse_text": "śrī-hari ācārya, sādi-puriyā gopāla\n\nkṛṣṇadāsa brahmacārī, puṣpa-gopāla", "devanagari": "> শ্রীহরি আচার্য, সাদি-পুরিয়া গোপাল ।\n> কৃষ্ণদাস ব্রহ্মচারী, পুষ্পগোপাল ॥৮৫॥", "synonyms": "*śrī-hari ācārya*—de nome Śrī Hari Ācārya; *sādi-puriyā gopāla*—de nome Sādipuriyā Gopāla; *kṛṣṇadāsa brahmacārī*—de nome Kṛṣṇadāsa Brahmacārī; *puṣpa-gopāla*—de nome Puṣpagopāla.", "translation": "**O décimo nono ramo foi Śrī Hari Ācārya; o vigésimo, Sādipuriyā Gopāla; o vigésimo primeiro, Kṛṣṇadāsa Brahmacārī; e o vigésimo segundo, Puṣpagopāla.**", "purport": "O Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, versos 196 e 207, menciona que Hari Ācārya foi anteriormente a gopī chamada Kālākṣī. Sādipuriyā Gopāla é celebrado como pregador do movimento Hare Kṛṣṇa em Vikramapura, em Bengala Oriental. Kṛṣṇadāsa Brahmacārī esteve anteriormente entre o grupo de sakhīs conhecido como as aṣṭa-sakhīs. Seu nome era Indulekhā. Kṛṣṇadāsa Brahmacārī viveu em Vṛndāvana. Há um túmulo no templo de Rādhā-Dāmodara conhecido como o túmulo de Kṛṣṇadāsa. Alguns dizem que esse é o túmulo de Kṛṣṇadāsa Brahmacārī e outros, de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī. Em qualquer dos casos, oferecemos nossos respeitos, pois ambos foram peritos em distribuir amor a Deus às almas caídas desta era. O Śākhā-nirṇaya menciona que Puṣpagopāla foi anteriormente conhecido como Svarṇagrāmaka."}
{"ref": "cc/adi/12/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/86/", "verse_text": "śrīharṣa, raghu-miśra, paṇḍita lakṣmīnātha\n\nbaṅgavāṭī-caitanya-dāsa, śrī-raghunātha", "devanagari": "> শ্রীহর্ষ, রঘুমিশ্র, পণ্ডিত লক্ষ্মীনাথ ।\n> বঙ্গবাটী-চৈতন্যদাস, শ্রীরঘুনাথ ॥৮৬॥", "synonyms": "*śrīharṣa*—de nome Śrīharṣa; *raghu-miśra*—de nome Raghu Miśra; *paṇḍita lakṣmīnātha*—de nome Lakṣmīnātha Paṇḍita; *baṅgavāṭī-caitanya-dāsa*—de nome Baṅgavāṭī Caitanya dāsa; *śrī-raghunātha*—de nome Śrī Raghunātha.", "translation": "**O vigésimo terceiro ramo foi Śrīharṣa; o vigésimo quarto, Raghu Miśra; o vigésimo quinto, Lakṣmīnātha Paṇḍita; o vigésimo sexto, Baṅgavāṭī Caitanya dāsa; e o vigésimo sétimo, Raghunātha.**", "purport": "Raghu Miśra é descrito no *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* versos 195 e 201, como Karpūra-mañjarī. De modo semelhante, Lakṣmīnātha Paṇḍita é mencionado como Rasonmādā, e Baṅgavāṭī Caitanya dāsa é mencionado como Kālī. O *Śākhā-nirṇaya* declara que Baṅgavāṭī Caitanya dāsa era sempre visto com os olhos cheios de lágrimas. Ele também teve um ramo de descendentes, cujos nomes eram Mathurāprasāda, Rukmiṇīkānta, Jīvanakṛṣṇa, Yugalakiśora, Ratanakṛṣṇa, Rādhāmādhava, Ūṣāmaṇi, Vaikuṇṭhanātha e Lālamohana, ou Lālamohana Śāhā Śāṅkhānidhi. Lālamohana foi um grande comerciante na cidade de Dacca. O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* versos 194 e 200, menciona que Raghunātha era anteriormente Varāṅgadā."}
{"ref": "cc/adi/12/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/87/", "verse_text": "amogha paṇḍita, hasti-gopāla, caitanya-vallabha\n\nyadu gāṅguli āra maṅgala vaiṣṇava", "devanagari": "> অমোঘ পণ্ডিত, হস্তিগোপাল, চৈতন্যবল্লভ ।\n> যদু গাঙ্গুলি আর মঙ্গল বৈষ্ণব ॥৮৭॥", "synonyms": "*amogha paṇḍita*—de nome Amogha Paṇḍita; *hasti-gopāla*—de nome Hastigopāla; *caitanya-vallabha*—de nome Caitanya-vallabha; *yadu gāṅguli*—de nome Yadu Gāṅguli; *āra*—e; *maṅgala vaiṣṇava*—de nome Maṅgala Vaiṣṇava.", "translation": "**O vigésimo oitavo ramo foi Amogha Paṇḍita; o vigésimo nono, Hastigopāla; o trigésimo, Caitanya-vallabha; o trigésimo primeiro, Yadu Gāṅguli; e o trigésimo segundo, Maṅgala Vaiṣṇava.**", "purport": "Śrī Maṅgala Vaiṣṇava era um residente da aldeia Ṭiṭakaṇā, no distrito de Murśidābāda. Seus antepassados eram śāktas que adoravam a deusa Kirīṭeśvarī. Diz-se que Maṅgala Vaiṣṇava, anteriormente um brahmacārī firme, deixou o lar e mais tarde se casou com a filha de seu discípulo Prāṇanātha Adhikārī, na aldeia de Mayanāḍāla. Os descendentes dessa família são conhecidos como os Ṭhākuras de Kāṅdaḍā, que é uma aldeia no distrito de Burdwan, perto de Katwa. Descendentes dispersos de Maṅgala Vaiṣṇava, trinta e seis famílias ao todo, ainda vivem ali. Entre os célebres discípulos de Maṅgala Ṭhākura estão Prāṇanātha Adhikārī, Puruṣottama Cakravartī da aldeia de Kāṅdaḍā e Nṛsiṁha-prasāda Mitra, cujos familiares são bem conhecidos tocadores de mṛdaṅga. Sudhākṛṣṇa Mitra e Nikuñjavihārī Mitra são ambos especialmente famosos tocadores de mṛdaṅga. Na família de Puruṣottama Cakravartī há pessoas famosas como Kuñjavihārī Cakravartī e Rādhāvallabha Cakravartī, que agora vivem no distrito de Birbhum. Eles recitam profissionalmente canções do *Caitanya-maṅgala*. Diz-se que, quando Maṅgala Ṭhākura estava construindo uma estrada de Bengala a Jagannātha Purī, ele encontrou uma Deidade de Rādhāvallabha enquanto escavava um lago. Naquela época, ele estava vivendo na localidade de Kāṅdaḍā, na aldeia chamada Rāṇīpura. A śālagrāma-śilā pessoalmente adorada por Maṅgala Ṭhākura ainda existe na aldeia de Kāṅdaḍā. Ali se construiu um templo para a adoração de Vṛndāvana-candra. Maṅgala Ṭhākura teve três filhos — Rādhikāprasāda, Gopīramaṇa e Śyāmakiśora. Os descendentes desses três filhos ainda estão vivos."}
{"ref": "cc/adi/12/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/88/", "verse_text": "cakravartī śivānanda sadā vrajavāsī\n\nmahāśākhā-madhye teṅho sudṛḍha viśvāsī", "devanagari": "> চক্রবর্তী শিবানন্দ সদা ব্রজবাসী ।\n> মহাশাখা-মধ্যে তেঁহো সুদৃঢ় বিশ্বাসী ॥৮৮॥", "synonyms": "*cakravartī śivānanda*—de nome Śivānanda Cakravartī; *sadā*—sempre; *vraja-vāsī*—residente de Vṛndāvana; *mahā-śākhā-madhye*—entre os grandes ramos; *teṅho*—ele é; *sudṛḍha viśvāsī*—possuidor de firme fé.", "translation": "**Śivānanda Cakravartī, o trigésimo terceiro ramo, que sempre viveu em Vṛndāvana com firme convicção, é considerado um importante ramo de Gadādhara Paṇḍita.**", "purport": "O *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā,* verso 183, menciona que Śivānanda Cakravartī era anteriormente Lavaṅga-mañjarī. O *Śākhā-nirṇaya,* escrito por Yadunandana dāsa, também nomeia outros ramos de Gadādhara Paṇḍita, a saber: (1) Mādhava Ācārya, (2) Gopāla dāsa, (3) Hṛdayānanda, (4) Vallabha Bhaṭṭa (o Vallabha-sampradāya, ou Puṣṭimārga-sampradāya, é muito famoso), (5) Madhu Paṇḍita (esse famoso devoto morava perto de Khaḍadaha, na aldeia conhecida como Sāṅibonā-grāma, cerca de duas milhas a leste da estação de Khaḍadaha, e construiu o templo de Gopīnāthajī em Vṛndāvana), (6) Acyutānanda, (7) Candraśekhara, (8) Vakreśvara Paṇḍita, (9) Dāmodara, (10) Bhagavān Ācārya, (11) Ananta Ācāryavarya, (12) Kṛṣṇadāsa, (13) Paramānanda Bhaṭṭācārya, (14) Bhavānanda Gosvāmī, (15) Caitanya dāsa, (16) Lokanātha Bhaṭṭa (esse devoto, que morava na aldeia de Tālakhaḍi, no distrito de Yaśohara, e construiu o templo de Rādhāvinoda, foi o mestre espiritual de Narottama dāsa Ṭhākura e grande amigo de Bhūgarbha Gosvāmī), (17) Govinda Ācārya, (18) Akrūra Ṭhākura, (19) Saṅketa Ācārya, (20) Pratāpāditya, (21) Kamalākānta Ācārya, (22) Yādava Ācārya e (23) Nārāyaṇa Paḍihārī (um residente de Jagannātha Purī)."}
{"ref": "cc/adi/12/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/89/", "verse_text": "ei ta' sañkṣepe kahilāṅ paṇḍitera gaṇa\n\naiche āra śākhā-upaśākhāra gaṇana", "devanagari": "> এই ত’ সংক্ষেপে কহিলাঙ্ পণ্ডিতের গণ ।\n> ঐছে আর শাখা-উপশাখার গণন ॥৮৯॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *saṅkṣepe*—em breve; *kahilāṅ*—descrevi; *paṇḍitera gaṇa*—os ramos de Śrī Gadādhara Paṇḍita; *aiche*—de modo semelhante; *āra*—outra; *śākhā-upaśākhāra gaṇana*—descrição de ramos e subramos.", "translation": "**Descrevi, assim, brevemente os ramos e subramos de Gadādhara Paṇḍita. Há ainda muitos outros que não mencionei aqui.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/90/", "verse_text": "paṇḍitera gaṇa saba,--bhāgavata dhanya\nprāṇa-vallabha--sabāra śrī-kṛṣṇa-caitanya", "devanagari": "> পণ্ডিতের গণ সব, — ভাগবত ধন্য ।\n> প্রাণবল্লভ — সবার শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ॥৯০॥", "synonyms": "*paṇḍitera*—de Gadādhara Paṇḍita; *gaṇa*—seguidores; *saba*—todos; *bhāgavata dhanya*—devotos gloriosos; *prāṇa-vallabha*—o coração e a alma; *sabāra*—de todos eles; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todos os seguidores de Gadādhara Paṇḍita são considerados grandes devotos, pois têm o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu como o coração e a alma de sua vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/91/", "verse_text": "ei tina skandhera kailuṅ śākhāra gaṇana\nyāṅ-sabā-smaraṇe bhava-bandha-vimocana", "devanagari": "> এই তিন স্কন্ধের কৈলুঁ শাখার গণন ।\n> যাঁ-সবা-স্মরণে ভববন্ধ-বিমোচন ॥৯১॥", "synonyms": "*ei tina*—destes três; *skandhera*—troncos; *kailuṅ*—descrevi; *śākhāra gaṇana*—a enumeração dos ramos; *yāṅ-sabā*—de todos eles; *smaraṇe*—ao lembrar; *bhava-bandha*—do enredamento no mundo material; *vimocana*—libertação.", "translation": "**Pelo simples fato de lembrar os nomes de todos estes ramos e sub-ramos dos três troncos que descrevi [Nityānanda, Advaita e Gadādhara], a pessoa se liberta do enredamento da existência material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/92/", "verse_text": "yāṅ-sabā-smaraṇe pāi caitanya-caraṇa\nyāṅ-sabā-smaraṇe haya vāñchita pūraṇa", "devanagari": "> যাঁ-সবা-স্মরণে পাই চৈতন্যচরণ ।\n> যাঁ-সবা-স্মরণে হয় বাঞ্ছিত পূরণ ॥৯২॥", "synonyms": "*yāṅ-sabā*—de todos eles; *smaraṇe*—ao lembrar; *pāi*—obtenho; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāṅ-sabā*—de todos eles; *smaraṇe*—ao lembrar; *haya*—torna-se; *vāñchita pūraṇa*—a satisfação de todos os desejos.", "translation": "**Pelo simples fato de lembrar os nomes de todos estes vaiṣṇavas, a pessoa pode alcançar os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. De fato, pelo simples fato de lembrar seus santos nomes, alcança-se a satisfação de todos os desejos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/93/", "verse_text": "ataeva tāṅ-sabāra vandiye caraṇa\ncaitanya-mālīra kahi līlā-anukrama", "devanagari": "> অতএব তাঁ-সবার বন্দিয়ে চরণ ।\n> চৈতন্য-মালীর কহি লীলা-অনুক্রম ॥৯৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *vandiye*—ofereço orações; *caraṇa*—aos pés de lótus; *caitanya-mālīra*—do jardineiro conhecido como Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahi*—narro; *līlā-anukrama*—os passatempos em ordem cronológica.", "translation": "**Portanto, oferecendo minhas reverências aos pés de lótus de todos eles, narrarei os passatempos do jardineiro Śrī Caitanya Mahāprabhu em ordem cronológica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/94/", "verse_text": "gaura-līlāmṛta-sindhu--apāra agādha\nke karite pāre tāhāṅ avagāha-sādha", "devanagari": "> গৌরলীলামৃতসিন্ধু — অপার অগাধ ।\n> কে করিতে পারে তাহাঁ অবগাহ-সাধ ॥৯৪॥", "synonyms": "*gaura-līlāmṛta-sindhu*—o oceano dos passatempos do Senhor Caitanya; *apāra*—imensurável; *agādha*—insondável; *ke*—quem; *karite*—realizar; *pāre*—é capaz; *tāhāṅ*—naquele oceano; *avagāha*—mergulhar; *sādha*—a execução.", "translation": "**O oceano dos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu é imensurável e insondável. Quem teria a coragem de medir esse grande oceano?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/95/", "verse_text": "tāhāra mādhurya-gandhe lubdha haya mana\nataeva taṭe rahi' cāki eka kaṇa", "devanagari": "> তাহার মাধুর্য-গন্ধে লুব্ধ হয় মন ।\n> অতএব তটে রহি’ চাকি এক কণ ॥৯৫॥", "synonyms": "*tāhāra*—Sua; *mādhurya*—doçura; *gandhe*—pelo sabor; *lubdha*—atraída; *haya*—torna-se; *mana*—a mente; *ataeva*—portanto; *taṭe*—na praia; *rahi'*—permanecendo; *cāki*—saboreio; *eka*—uma; *kaṇa*—partícula.", "translation": "**Não é possível mergulhar nesse grande oceano, mas a doçura de seu sabor atrai minha mente. Fico, portanto, à margem desse oceano para tentar provar apenas uma gota dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/12/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/12/96/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৯৬॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—a seus pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī Caitanya-caritāmṛta, seguindo seus passos.**\n\n*Neste ponto, encerram-se os significados Bhaktivedanta do Śrī Caitanya-caritāmṛta, Ādi-līlā, Capítulo Doze, descrevendo as expansões de Advaita Ācārya e Gadādhara Paṇḍita.*", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Décimo Segundo Capítulo, que descreve as expansões de Advaita Ācārya e Gadādhara Paṇḍita."}
{"ref": "cc/adi/13/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/1/", "verse_text": "sa prasīdatu caitanya-\ndevo yasya prasādataḥ\ntal-līlā-varṇane yogyaḥ\nsadyaḥ syād adhamo 'py ayam", "devanagari": "> স প্রসীদতু চৈতন্যদেবো যস্য প্রসাদতঃ ।\n> তল্লীলাবর্ণনে যোগ্যঃ সদ্যঃ স্যাদধমোঽপ্যয়ম্ ॥১॥", "synonyms": "*saḥ*—Ele; *prasīdatu*—que conceda Suas bênçãos; *caitanya-devaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yasya*—de quem; *prasādataḥ*—pela graça; *tat-līlā*—Seus passatempos; *varṇane*—na descrição; *yogyaḥ*—capaz; *sadyaḥ*—imediatamente; *syāt*—torna-se possível; *adhamaḥ*—o mais caído; *api*—embora; *ayam*—eu seja.", "translation": "**Almejo a graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, por cuja misericórdia até mesmo aquele que é caído pode descrever os passatempos do Senhor.**", "purport": "Para descrever Śrī Caitanya Mahāprabhu ou o Senhor Śrī Kṛṣṇa, precisa-se de poder sobrenatural, que é a graça e a misericórdia do Senhor. Sem essa graça e essa misericórdia, ninguém pode compor literatura transcendental. Pela graça do Senhor, contudo, até mesmo aquele que é inapto para uma carreira literária pode descrever maravilhosos temas transcendentais. A descrição de Kṛṣṇa é possível para quem é dotado de poder. Kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana (Cc. Antya 7.11). A menos que seja dotada da misericórdia do Senhor, a pessoa não pode pregar sobre o nome, a fama, a qualidade, a forma, a comitiva do Senhor e assim por diante. Deve-se concluir, portanto, que a descrição do *Caitanya-caritāmṛta* por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī manifesta a misericórdia específica concedida ao autor, embora ele se considerasse o mais caído. Não devemos considerá-lo caído por ele descrever-se assim. Pelo contrário, qualquer um que seja capaz de compor tal literatura transcendental é nosso estimado mestre."}
{"ref": "cc/adi/13/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya gauracandra\njayādvaitacandra jaya jaya nityānanda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য গৌরচন্দ্র ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় জয় নিত্যানন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gaura-candra*—ao Senhor Gauracandra; *jaya ādvaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya jaya*—todas as glórias a; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Advaitacandra! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/3/", "verse_text": "jaya jaya gadādhara jaya śrīnivāsa\njaya mukunda vāsudeva jaya haridāsa", "devanagari": "> জয় জয় গদাধর জয় শ্রীনিবাস ।\n> জয় মুকুন্দ বাসুদেব জয় হরিদাস ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya gadādhara*—todas as glórias a Gadādhara Prabhu; *jaya śrīnivāsa*—todas as glórias a Śrīvāsa Ṭhākura; *jaya mukunda*—todas as glórias a Mukunda; *vāsudeva*—todas as glórias a Vāsudeva; *jaya haridāsa*—todas as glórias a Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Todas as glórias a Gadādhara Prabhu! Todas as glórias a Śrīnivāsa Ācārya Prabhu! Todas as glórias a Mukunda Prabhu e Vāsudeva Prabhu! Todas as glórias a Haridāsa Ṭhākura!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/4/", "verse_text": "jaya dāmodara-svarūpa jaya murāri gupta\nei saba candrodaye tamaḥ kaila lupta", "devanagari": "> জয় দামোদর-স্বরূপ জয় মুরারি গুপ্ত ।\n> এই সব চন্দ্রোদয়ে তমঃ কৈল লুপ্ত ॥৪॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *dāmodara-svarūpa*—de nome Svarūpa Dāmodara; *jaya*—todas as glórias; *murāri gupta*—de nome Murāri Gupta; *ei saba*—de todas estas; *candra-udaye*—tendo surgido tais luas; *tamaḥ*—a escuridão; *kaila*—fizeram; *lupta*—dissipar.", "translation": "**Todas as glórias a Svarūpa Dāmodara e Murāri Gupta! Todas estas luas brilhantes, juntas, dissiparam a escuridão deste mundo material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/5/", "verse_text": "jaya śrī-caitanyacandrera bhakta candra-gaṇa\nsabāra prema jyotsnāya ujjvala tri-bhuvana", "devanagari": "> জয় শ্রীচৈতন্যচন্দ্রের ভক্ত চন্দ্রগণ ।\n> সবার প্রেম-জ্যোৎস্নায় উজ্জ্বল ত্রিভুবন ॥৫॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *candrera*—que é tão brilhante quanto a lua; *bhakta*—devotos; *candra-gaṇa*—outras luas; *sabāra*—de todos eles; *prema-jyotsnāya*—pela plena luz do amor a Deus; *ujjvala*—brilhantes; *tri-bhuvana*—todos os três mundos.", "translation": "**Todas as glórias às luas que são devotas da lua principal, o Senhor Caitanyacandra! Seu luar brilhante ilumina todo o universo.**", "purport": "Neste verso, encontramos a lua descrita como candra-gaṇa, que é plural em número. Isso indica que há muitas luas. No *Bhagavad-gītā*, o Senhor diz: nakṣatrāṇām ahaṁ śaśī: \"Entre as estrelas, sou a lua.\" (Bg. 10.21) Todas as estrelas são como a lua. Os astrônomos ocidentais consideram as estrelas como sóis, mas os astrônomos Védicos, seguindo as escrituras Védicas, consideram-nas luas. O sol tem a capacidade de brilhar poderosamente, e as luas refletem a luz do sol e, portanto, parecem brilhantes. No *Caitanya-caritāmṛta*, Kṛṣṇa é descrito como sendo igual ao sol. O supremo poderoso é a Suprema Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa, ou o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Seus devotos também são brilhantes e luminosos porque refletem o sol supremo. O *Caitanya-caritāmṛta* (Madhya 22.31) afirma:\n\nkṛṣṇa--sūrya-sama; māyā haya andhakāra\nyāhāṅ kṛṣṇa, tāhāṅ nāhi māyāra adhikāra\n\n\"Kṛṣṇa é brilhante como o sol. Assim que o sol aparece, não há possibilidade de escuridão ou ignorância.\" De modo semelhante, este verso também descreve que, pela iluminação de todas as luas, abrilhantadas pelo reflexo do sol Kṛṣṇa, ou pela graça de todos os devotos de Caitanya Mahāprabhu, o mundo inteiro será iluminado, apesar da escuridão de Kali-yuga. Somente os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu podem dissipar a escuridão de Kali-yuga, a ignorância da população desta era. Ninguém mais pode fazê-lo. Desejamos, por conseguinte, que todos os devotos do movimento da consciência de Kṛṣṇa reflitam o sol supremo e, assim, dissipem a escuridão do mundo inteiro."}
{"ref": "cc/adi/13/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/6/", "verse_text": "ei ta' kahila granthārambhe mukha-bandha\nebe kahi caitanya-līlā-krama-anubandha", "devanagari": "> এই ত’ কহিল গ্রন্থারম্ভে মুখবন্ধ ।\n> এবে কহি চৈতন্য-লীলাক্রম-অনুবন্ধ ॥৬॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahila*—eu falei; *grantha-ārambhe*—no início do livro; *mukha-bandha*—o prefácio; *ebe*—agora; *kahi*—eu falo; *caitanya*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *līlā-krama*—a ordem cronológica de Seus passatempos; *anubandha*—à medida que se combinam.", "translation": "**Assim, falei o prefácio do *Caitanya-caritāmṛta*. Agora descreverei os passatempos de Caitanya Mahāprabhu em ordem cronológica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/7/", "verse_text": "prathame ta' sūtra-rūpe kariye gaṇana\npācṅe tāhā vistāri kariba vivarana", "devanagari": "> প্রথমে ত’ সূত্ররূপে করিয়ে গণন ।\n> পাছে তাহা বিস্তারি করিব বিবরণ ॥৭॥", "synonyms": "*prathame*—no início; *ta'*—porém; *sūtra-rūpe*—na forma de códigos; *kariye*—faço; *gaṇana*—a enumeração; *pāche*—em seguida; *tāhā*—isso; *vistāri*—descrevendo; *kariba*—farei; *vivaraṇa*—a exposição.", "translation": "**Permita-me primeiro fazer uma sinopse dos passatempos do Senhor. Depois, irei descrevê-los em detalhes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/8/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya navadvīpe avatari\nāṭa-calliśa vatsara prakaṭa vihari", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য নবদ্বীপে অবতরি ।\n> আটচল্লিশ বৎসর প্রকট বিহরি ॥৮॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *avatari*—advindo Ele mesmo; *āṭa-calliśa*—quarenta e oito; *vatsara*—anos; *prakaṭa*—visível; *vihari*—desfrutando.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, advindo Ele mesmo em Navadvīpa, ficou visível por quarenta e oito anos, desfrutando de Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/9/", "verse_text": "caudda-śata sāta śake janmera pramāṇa\ncaudda-śata pañcānne ha-ila antardhāna", "devanagari": "> চৌদ্দশত সাত শকে জন্মের প্রমাণ ।\n> চৌদ্দশত পঞ্চান্নে হইল অন্তর্ধান ॥৯॥", "synonyms": "*caudda-śata*—1400 (1479 d.C.); *sāta*—e sete; *śake*—na Era Śaka; *janmera*—do nascimento; *pramāṇa*—a evidência; *caudda-śata pañcānne*—no ano de 1455; *ha-ila*—tornou-se; *antardhāna*—o desaparecimento.", "translation": "**No ano de 1407 da Era Śaka (1486 d.C.), o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu, e no ano de 1455 (1534 d.C.) Ele desapareceu deste mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/10/", "verse_text": "cabbiśa vatsara prabhu kaila gṛha-vāsa\nnirantara kaila kṛṣṇa-kīrtana-vilāsa", "devanagari": "> চব্বিশ বৎসর প্রভু কৈল গৃহবাস ।\n> নিরন্তর কৈল কৃষ্ণ-কীর্তন-বিলাস ॥১০॥", "synonyms": "*cabbiśa*—vinte e quatro; *vatsara*—anos; *prabhu*—o Senhor; *kaila*—fez; *gṛha-vāsa*—residir em casa; *nirantara*—sempre; *kaila*—fez; *kṛṣṇa-kīrtana*—o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa; *vilāsa*—passatempos.", "translation": "**Durante vinte e quatro anos, o Senhor Caitanya viveu no gṛhastha-āśrama [vida doméstica], sempre ocupando-Se nos passatempos do movimento Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/11/", "verse_text": "cabbiśa vatsara-śeṣe kariyā sannyāsa\nāra cabbiśa vatsara kaila nīlācale vāsa", "devanagari": "> চব্বিশ বৎসর-শেষে করিয়া সন্ন্যাস ।\n> আর চব্বিশ বৎসর কৈল নীলাচলে বাস ॥১১॥", "synonyms": "*cabbiśa*—vinte e quatro; *vatsara*—anos; *śeṣe*—ao final de; *kariyā*—aceitando; *sannyāsa*—a ordem renunciada; *āra*—outros; *cabbiśa*—vinte e quatro; *vatsara*—anos; *kaila*—fez; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *vāsa*—residir.", "translation": "**Após vinte e quatro anos, Ele aceitou a ordem renunciada de vida, sannyāsa, e residiu por mais vinte e quatro anos em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/12/", "verse_text": "tāra madhye chaya vatsara--gamanāgamana\nkabhu dakṣiṇa, kabhu gauḍa, kabhu vṛndāvana", "devanagari": "> তার মধ্যে ছয় বৎসর — গমনাগমন ।\n> কভু দক্ষিণ, কভু গৌড়, কভু বৃন্দাবন ॥১২॥", "synonyms": "*tāra madhye*—desses; *chaya vatsara*—seis anos; *gamana-āgamana*—em peregrinações; *kabhu*—às vezes; *dakṣiṇa*—no sul da Índia; *kabhu*—às vezes; *gauḍa*—em Bengala; *kabhu*—às vezes; *vṛndāvana*—em Vṛndāvana.", "translation": "**Desses últimos vinte e quatro anos, Ele passou os primeiros seis percorrendo continuamente a Índia, às vezes no sul da Índia, às vezes em Bengala e às vezes em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/13/", "verse_text": "aṣṭādaśa vatsara rahilā nīlācale\nkṛṣṇa-prema-nāmāmṛte bhāsā'la sakale", "devanagari": "> অষ্টাদশ বৎসর রহিলা নীলাচলে ।\n> কৃষ্ণপ্রেম-নামামৃতে ভাসা’ল সকলে ॥১৩॥", "synonyms": "*aṣṭādaśa*—dezoito; *vatsara*—anos; *rahilā*—permaneceu; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *kṛṣṇa-prema*—o amor a Deus; *nāma-amṛte*—no néctar do mantra Hare Kṛṣṇa; *bhāsā'la*—inundou; *sakale*—todos.", "translation": "**Durante os dezoito anos restantes, Ele permaneceu continuamente em Jagannātha Purī. Cantando o nectáreo mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, Ele inundou a todos ali num dilúvio de amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/14/", "verse_text": "gārhasthye prabhura līlā--'ādi'-līlākhyāna\n'madhya'- 'antya'-līlā--śeṣa-līlāra dui nāma", "devanagari": "> গার্হস্থ্যে প্রভুর লীলা — ‘আদি’-লীলাখ্যান ।\n> ‘মধ্য’-‘অন্ত্য’-লীলা — শেষলীলার দুই নাম ॥১৪॥", "synonyms": "*gārhasthye*—na vida doméstica; *prabhura*—do Senhor; *līlā*—os passatempos; *ādi*—os originais; *līlā*—passatempos; *ākhyāna*—têm o nome de; *madhya*—intermediários; *antya*—finais; *līlā*—passatempos; *śeṣa-līlāra*—da última parte dos passatempos; *dui*—dois; *nāma*—nomes.", "translation": "**Os passatempos de Sua vida doméstica são conhecidos como ādi-līlā, ou os passatempos originais. Seus passatempos posteriores são conhecidos como madhya-līlā e antya-līlā, ou os passatempos intermediários e finais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/15/", "verse_text": "ādi-līlā-madhye prabhura yateka carita\nsūtra-rūpe murāri gupta karilā grathita", "devanagari": "> আদিলীলা-মধ্যে প্রভুর যতেক চরিত ।\n> সূত্ররূপে মুরারি গুপ্ত করিলা গ্রথিত ॥১৫॥", "synonyms": "*ādi-līlā*—os passatempos originais; *madhye*—dentro de; *prabhura*—do Senhor; *yateka*—todas; *carita*—as atividades; *sūtra-rūpe*—na forma de códigos ou notas; *murāri gupta*—de nome Murāri Gupta; *karilā*—as; *grathita*—registrou.", "translation": "**Todos os passatempos realizados pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu em Seu ādi-līlā foram registrados de forma resumida por Murāri Gupta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/16/", "verse_text": "prabhura ye śeṣa-līlā svarūpa-dāmodara\nsūtra kari' granthilena granthera bhitara", "devanagari": "> প্রভুর যে শেষলীলা স্বরূপ-দামোদর ।\n> সূত্র করি’ গ্রন্থিলেন গ্রন্থের ভিতর ॥১৬॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *ye*—todos os; *śeṣa-līlā*—passatempos finais; *svarūpa-dāmodara*—de nome Svarūpa Dāmodara; *sūtra kari'*—na forma de notas; *granthilena*—registrou; *granthera*—um livro; *bhitara*—dentro de.", "translation": "**Seus passatempos posteriores [madhya-līlā e antya-līlā] foram registrados na forma de notas por Seu secretário, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, e assim mantidos dentro de um livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/17/", "verse_text": "ei dui janera sūtra dekhiyā śuniyā\n\nvarṇanā karena vaiṣṇava krama ye kariyā", "devanagari": "> এই দুই জনের সূত্র দেখিয়া শুনিয়া ।\n> বর্ণনা করেন বৈষ্ণব ক্রম যে করিয়া ॥১৭॥", "synonyms": "*ei*—destas; *dui*—duas; *janera*—pessoas; *sūtra*—anotações; *dekhiyā*—após ver; *śuniyā*—e ouvir; *varṇanā*—descrição; *karena*—faz; *vaiṣṇava*—o devoto; *krama*—cronológica; *ye*—a qual; *kariyā*—fazendo.", "translation": "**Vendo e ouvindo as anotações registradas por estas duas grandes personalidades, um vaiṣṇava, devoto do Senhor, pode conhecer estes passatempos um após o outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/18/", "verse_text": "bālya, paugaṇḍa, kaiśora, yauvana,--cāri bheda\n\nataeva ādi-khaṇḍe līlā cāri bheda", "devanagari": "> বাল্য, পৌগণ্ড, কৈশোর, যৌবন, — চারি ভেদ ।\n> অতএব আদিখণ্ডে লীলা চারি ভেদ ॥১৮॥", "synonyms": "*bālya*—infância; *paugaṇḍa*—meninice; *kaiśora*—puberdade; *yauvana*—juventude; *cāri*—quatro; *bheda*—divisões; *ataeva*—portanto; *ādi-khaṇḍe*—na parte original; *līlā*—dos passatempos; *cāri*—quatro; *bheda*—divisões.", "translation": "**Em Seus passatempos originais há quatro divisões: bālya, paugaṇḍa, kaiśora e yauvana [infância, meninice, puberdade e juventude].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/19/", "verse_text": "sarva-sad-guṇa-pūrṇāṁ tāṁ\n\nvande phālguna-pūrṇimām\n\nyasyāṁ śrī-kṛṣṇa-caitanyo\n\n'vatīrṇaḥ kṛṣṇa-nāmabhiḥ", "devanagari": "> সর্বসদ্গুণপূর্ণাং তাং বন্দে ফাল্গুনপূর্ণিমাম্ ।\n> যস্যাং শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যোঽবতীর্ণঃ কৃষ্ণনামভিঃ ॥১৯॥", "synonyms": "*sarva*—todas; *sat*—auspiciosas; *guṇa*—qualidades; *pūrṇām*—plena de; *tām*—aquela; *vande*—ofereço reverências; *phālguna*—do mês de Phālguna; *pūrṇimām*—a noite de lua cheia; *yasyām*—na qual; *śrī-kṛṣṇa-caitanyaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avatīrṇaḥ*—adventado; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāmabhiḥ*—com o cantar dos santos nomes.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências à noite de lua cheia do mês de Phālguna, um momento auspicioso pleno de sintomas auspiciosos, quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu adventou a Si mesmo com o cantar do santo nome, Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/20/", "verse_text": "phālguna-pūrṇimā-sandhyāya prabhura janmodaya\n\nsei-kāle daiva-yoge candra-grahaṇa haya", "devanagari": "> ফাল্গুনপূর্ণিমা-সন্ধ্যায় প্রভুর জন্মোদয় ।\n> সেইকালে দৈবযোগে চন্দ্রগ্রহণ হয় ॥২০॥", "synonyms": "*phālguna-pūrṇimā*—da lua cheia do mês de Phālguna; *sandhyāya*—à noite; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *janma-udaya*—no momento de Seu nascimento; *sei-kāle*—naquele momento; *daiva-yoge*—acidentalmente; *candra-grahaṇa*—eclipse lunar; *haya*—ocorre.", "translation": "**Na noite de lua cheia do mês de Phālguna, quando o Senhor nasceu, ocorreu coincidentemente também um eclipse lunar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/21/", "verse_text": "'hari' 'hari' bale loka haraṣita hañā\n\njanmilā caitanya-prabhu 'nāma' janmāiyā", "devanagari": "> ‘হরি’ ‘হরি’ বলে লোক হরষিত হঞা ।\n> জন্মিলা চৈতন্যপ্রভু ‘নাম’ জন্মাইয়া ॥২১॥", "synonyms": "*hari hari*—os santos nomes do Senhor; *bale*—dizem; *loka*—as pessoas; *haraṣita*—jubilosas; *hañā*—tornando-se; *janmilā*—nasceu; *caitanya-prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāma*—o santo nome; *janmāiyā*—após fazer aparecer.", "translation": "**Em júbilo, todos cantavam o santo nome do Senhor—\"Hari! Hari!\"—e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu então apareceu, depois de primeiro fazer aparecer o santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/22/", "verse_text": "janma-bālya-paugaṇḍa-kaiśora-yuvā-kāle\n\nhari-nāma laoyāilā prabhu nānā chale", "devanagari": "> জন্ম-বাল্য-পৌগণ্ড-কৈশোর-যুবাকালে ।\n> হরিনাম লওয়াইলা প্রভু নানা ছলে ॥২২॥", "synonyms": "*janma*—momento do nascimento; *bālya*—infância; *paugaṇḍa*—meninice; *kaiśora*—fim da meninice; *yuvā-kāle*—juventude; *hari-nāma*—o santo nome do Senhor; *laoyāilā*—fez tomar; *prabhu*—o Senhor; *nānā*—vários; *chale*—sob diferentes pretextos.", "translation": "**Em Seu nascimento, em Sua infância, em Sua meninice inicial e final, bem como em Sua juventude, o Senhor Caitanya Mahāprabhu, sob diferentes pretextos, induziu as pessoas a cantar o santo nome de Hari [o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/23/", "verse_text": "bālya-bhāva chale prabhu karena krandana\n\n'kṛṣṇa' 'hari' nāma śuni' rahaye rodana", "devanagari": "> বাল্যভাব ছলে প্রভু করেন ক্রন্দন ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ নাম শুনি’ রহয়ে রোদন ॥২৩॥", "synonyms": "*bālya-bhāva chale*—como se em Seu estado de infância; *prabhu*—o Senhor; *karena*—faz; *krandana*—chorar; *kṛṣṇa*—Senhor Kṛṣṇa; *hari*—Senhor Hari; *nāma*—nomes; *śuni'*—ouvindo; *rahaye*—cessa; *rodana*—o choro.", "translation": "**Em Sua infância, quando o Senhor chorava, parava imediatamente ao ouvir os santos nomes Kṛṣṇa e Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/24/", "verse_text": "ataeva 'hari' 'hari' bale nārīgaṇa\n\ndekhite āise yebā sarva bandhu jana", "devanagari": "> অতএব ‘হরি’ ‘হরি’ বলে নারীগণ ।\n> দেখিতে আইসে যেবা সর্ব বন্ধুজন ॥২৪॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *hari hari*—o santo nome do Senhor; *bale*—cantam; *nārī-gaṇa*—todas as senhoras; *dekhite*—para ver; *āise*—elas vêm; *yebā*—quem quer que; *sarva*—todos; *bandhu-jana*—amigos.", "translation": "**Todas as senhoras amigas que vinham ver a criança cantavam os santos nomes, \"Hari, Hari!\", assim que a criança chorava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/25/", "verse_text": "'gaurahari' bali' tāre hāse sarva nārī\n\nataeva haila tāṅra nāma 'gaurahari'", "devanagari": "> ‘গৌরহরি’ বলি’ তারে হাসে সর্ব নারী ।\n> অতএব হৈল তাঁর নাম ‘গৌরহরি’ ॥২৫॥", "synonyms": "*gaurahari*—do nome Gaurahari; *bali'*—dirigindo-se a Ele assim; *tāre*—ao Senhor; *hāse*—riem; *sarva nārī*—todas as senhoras; *ataeva*—portanto; *haila*—tornou-se; *tāṅra*—Seu; *nāma*—nome; *gaurahari*—do nome Gaurahari.", "translation": "**Quando todas as senhoras viam esse divertimento, divertiam-se rindo e chamavam o Senhor de \"Gaurahari\". Desde então, Gaurahari tornou-se mais um de Seus nomes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/26/", "verse_text": "bālya vayasa--yāvat hāte khaḍi dila\n\npaugaṇḍa vayasa--yāvat vivāha nā kaila", "devanagari": "> বাল্য বয়স — যাবৎ হাতে খড়ি দিল ।\n> পৌগণ্ড বয়স — যাবৎ বিবাহ না কৈল ॥২৬॥", "synonyms": "*bālya vayasa*—idade da infância; *yāvat*—até o momento; *hāte*—em Sua mão; *khaḍi*—giz; *dila*—foi dado; *paugaṇḍa vayasa*—a parte da meninice conhecida como paugaṇḍa; *yāvat*—até; *vivāha*—casamento; *nā*—não; *kaila*—ocorreu.", "translation": "**Sua infância durou até a data do hāte khaḍi, o início de Sua educação, e Sua idade desde o fim de Sua infância até casar-Se é chamada paugaṇḍa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/27/", "verse_text": "vivāha karile haila navīna yauvana\n\nsarvatra laoyāila prabhu nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> বিবাহ করিলে হৈল নবীন যৌবন ।\n> সর্বত্র লওয়াইল প্রভু নাম-সংকীর্তন ॥২৭॥", "synonyms": "*vivāha karile*—depois de casar-Se; *haila*—começou; *navīna*—nova; *yauvana*—juventude; *sarvatra*—em toda parte; *laoyāila*—fez tomar; *prabhu*—o Senhor; *nāma-saṅkīrtana*—o movimento de saṅkīrtana.", "translation": "**Depois de Seu casamento, começou Sua juventude, e, em Sua juventude, Ele induziu a todos a cantarem o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em todo e qualquer lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/28/", "verse_text": "paugaṇḍa-vayase paḍena, paḍāna śiṣyagaṇe\n\nsarvatra karena kṛṣṇa-nāmera vyākhyāne", "devanagari": "> পৌগণ্ড-বয়সে পড়েন, পড়ান শিষ্যগণে ।\n> সর্বত্র করেন কৃষ্ণনামের ব্যাখ্যানে ॥২৮॥", "synonyms": "*paugaṇḍa-vayase*—na idade de paugaṇḍa; *paḍena*—estuda; *paḍāna*—ensina; *śiṣya-gaṇe*—discípulos; *sarvatra*—em toda parte; *karena*—faz; *kṛṣṇa-nāmera*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *vyākhyāne*—descrição.", "translation": "**Durante Sua idade de paugaṇḍa, tornou-Se um estudante sério e também ensinou discípulos. Dessa maneira, costumava explicar o santo nome de Kṛṣṇa em toda parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/29/", "verse_text": "sūtra-vṛtti-pāṅji-ṭīkā kṛṣṇete tātparya\n\nśiṣyera pratīta haya,--prabhāva āścarya", "devanagari": "> সূত্র-বৃত্তি-পাঁজি-টীকা কৃষ্ণেতে তাৎপর্য ।\n> শিষ্যের প্রতীত হয়, — প্রভাব আশ্চর্য ॥২৯॥", "synonyms": "*sūtra*—códigos; *vṛtti*—explicação; *pāṅji*—aplicação; *ṭīkā*—anotações; *kṛṣṇete*—em Kṛṣṇa; *tātparya*—culminação; *śiṣyera*—do discípulo; *pratīta*—compreensão; *haya*—torna-se; *prabhāva*—influência; *āścarya*—maravilhosa.", "translation": "**Ao ministrar um curso de gramática [vyākaraṇa] e explicá-lo com comentários, Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinava a Seus discípulos as glórias do Senhor Kṛṣṇa. Todas as explicações culminavam em Kṛṣṇa, e Seus discípulos as compreendiam com muita facilidade. Assim, Sua influência era admirável.**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī compilou uma gramática em duas partes, chamadas *Laghu-hari-nāmāmṛta-vyākaraṇa* e *Bṛhad-dhari-nāmāmṛta-vyākaraṇa.* Se alguém estudar esses dois textos de *vyākaraṇa,* ou gramática, aprenderá as regras gramaticais da língua sânscrita e, ao mesmo tempo, aprenderá como se tornar um grande devoto do Senhor Kṛṣṇa.\n\nNo *Caitanya-bhāgavata,* Primeiro Capítulo, há uma declaração sobre o método pelo qual o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinava gramática. O Senhor Caitanya Mahāprabhu explicava que os aforismos da gramática são eternos, como o santo nome de Kṛṣṇa. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/15/15|(Bg. 15.15)]], *vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ.* O propósito de todas as escrituras reveladas é a compreensão de Kṛṣṇa. Portanto, se uma pessoa explica algo que não seja Kṛṣṇa, ela simplesmente desperdiça seu tempo trabalhando arduamente sem cumprir a meta de sua vida. Se alguém simplesmente se torna um mestre ou professor de educação, mas não compreende Kṛṣṇa, deve-se entender que ele está entre os mais baixos da humanidade, como se declara no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/15|(Bg. 7.15)]]: *narādhamāḥ māyayāpahṛta-jñānāḥ.* Se alguém não conhece a essência de todas as escrituras reveladas, mas ainda assim se torna professor, seu ensino é como o zurro perturbador de um asno."}
{"ref": "cc/adi/13/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/30/", "verse_text": "yāre dekhe, tāre kahe,--kaha kṛṣṇa-nāma\n\nkṛṣṇa-nāme bhāsāila navadvīpa-grāma", "devanagari": "> যারে দেখে, তারে কহে, — কহ কৃষ্ণনাম ।\n> কৃষ্ণনামে ভাসাইল নবদ্বীপ-গ্রাম ॥৩০॥", "synonyms": "*yāre*—quem quer que; *dekhe*—Ele veja; *tāre*—a ele; *kahe*—Ele diz; *kaha*—cantai; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-nāme*—pelo santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *bhāsāila*—foi inundada; *navadvīpa*—o lugar de nome Navadvīpa; *grāma*—vila.", "translation": "**Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu era estudante, pedia a quem quer que encontrasse que cantasse o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Dessa maneira, inundou toda a cidade de Navadvīpa com o cantar de Hare Kṛṣṇa.**", "purport": "A atual Navadvīpa-dhāma é apenas uma parte do todo de Navadvīpa. Navadvīpa significa \"nove ilhas\". Essas nove ilhas, que ocupam uma área de terra estimada em trinta e duas milhas quadradas, estão rodeadas por diferentes braços do Ganges. Em todas as nove ilhas da área de Navadvīpa, há diferentes lugares para o cultivo do serviço devocional. Afirma-se no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.23) que há nava-vidha bhakti, nove diferentes atividades de serviço devocional:\n\nśravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ\n\nsmaraṇaṁ pāda-sevanam\n\narcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ\n\nsakhyam ātma-nivedanam\n\nHá diferentes ilhas na área de Navadvīpa para o cultivo dessas nove variedades de serviço devocional. São elas: (1) Antardvīpa, (2) Sīmantadvīpa, (3) Godrumadvīpa, (4) Madhyadvīpa, (5) Koladvīpa, (6) Ṛtudvīpa, (7) Jahnudvīpa, (8) Modadruma-dvīpa e (9) Rudradvīpa. De acordo com o mapa de assentamento, nosso centro de Navadvīpa da ISKCON situa-se na ilha de Rudradvīpa. Abaixo de Rudradvīpa, em Antardvīpa, fica Māyāpur. Lá costumava residir Śrī Jagannātha Miśra, o pai de Caitanya Mahāprabhu. Em todas essas diferentes ilhas, o Senhor Caitanya Mahāprabhu, quando jovem, costumava liderar Seu grupo de saṅkīrtana. Assim, inundou toda a área com as ondas do amor a Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/13/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/31/", "verse_text": "kiśora vayase ārambhilā saṅkīrtana\n\nrātra-dine preme nṛtya, saṅge bhakta-gaṇa", "devanagari": "> কিশোর বয়সে আরম্ভিলা সংকীর্তন ।\n> রাত্র-দিনে প্রেমে নৃত্য, সঙ্গে ভক্তগণ ॥৩১॥", "synonyms": "*kiśora vayase*—pouco antes do início de Sua vida juvenil; *ārambhilā*—começou; *saṅkīrtana*—o movimento de saṅkīrtana; *rātra-dine*—noite e dia; *preme*—em êxtase; *nṛtya*—dançando; *saṅge*—juntamente com; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**Pouco antes de Sua vida juvenil, deu início ao movimento de saṅkīrtana. Dia e noite, costumava dançar em êxtase com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/32/", "verse_text": "nagare nagare bhrame kīrtana kariyā\n\nbhāsāila tri-bhuvana prema-bhakti diyā", "devanagari": "> নগরে নগরে ভ্রমে কীর্তন করিয়া ।\n> ভাসাইল ত্রিভুবন প্রেমভক্তি দিয়া ॥৩২॥", "synonyms": "*nagare nagare*—por diferentes partes da cidade; *bhrame*—vagueia; *kīrtana*—cantar; *kariyā*—realizando; *bhāsāila*—inundou; *tri-bhuvana*—todos os três mundos; *prema-bhakti*—amor a Deus; *diyā*—distribuindo.", "translation": "**O movimento de saṅkīrtana ia de uma parte a outra da cidade, à medida que o Senhor vagueava por toda parte realizando kīrtana. Dessa maneira, inundou o mundo inteiro ao distribuir o amor a Deus.**", "purport": "Pode-se levantar a questão de como todos os três mundos foram inundados com o amor a Kṛṣṇa, visto que Caitanya Mahāprabhu realizava kīrtana apenas na área de Navadvīpa. A resposta é que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é o próprio Kṛṣṇa. Toda a manifestação cósmica resulta de o Senhor primeiramente pô-la em movimento. De modo semelhante, visto que o movimento de saṅkīrtana foi posto em movimento pela primeira vez há quinhentos anos pelo desejo de Śrī Caitanya Mahāprabhu de que ele se espalhasse por todo o universo, o movimento da consciência de Kṛṣṇa, em continuidade desse mesmo movimento, está agora espalhando-se por todo o mundo e, dessa maneira, gradualmente se espalhará por todo o universo. Com a difusão do movimento da consciência de Kṛṣṇa, todos mergulharão num oceano de amor a Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/13/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/33/", "verse_text": "cabbiśa vatsara aiche navadvīpa-grāme\nlaoyāilā sarva-loke kṛṣṇa-prema-nāme", "devanagari": "> চব্বিশ বৎসর ঐছে নবদ্বীপ-গ্রামে ।\n> লওয়াইলা সর্বলোকে কৃষ্ণপ্রেম-নামে ॥৩৩॥", "synonyms": "*cabbiśa*—vinte e quatro; *vatsara*—anos; *aiche*—dessa maneira; *navadvīpa*—de nome Navadvīpa; *grāme*—na vila; *laoyāilā*—induziu; *sarva-loke*—todo homem; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *nāme*—no santo nome.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu viveu na região de Navadvīpa por vinte e quatro anos e induziu cada pessoa a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e, assim, imergir no amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/34/", "verse_text": "cabbiśa vatsara chilā kariyā sannyāsa\nbhakta-gaṇa lañā kailā nīlācale vāsa", "devanagari": "> চব্বিশ বৎসর ছিলা করিয়া সন্ন্যাস ।\n> ভক্তগণ লঞা কৈলা নীলাচলে বাস ॥৩৪॥", "synonyms": "*cabbiśa*—vinte e quatro; *vatsara*—anos; *chilā*—permaneceu; *kariyā*—aceitando; *sannyāsa*—a ordem renunciada; *bhakta-gaṇa*—devotos; *lañā*—levando consigo; *kailā*—fez; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *vāsa*—residir.", "translation": "**Durante Seus vinte e quatro anos restantes, Śrī Caitanya Mahāprabhu, depois de aceitar a ordem de vida renunciada, permaneceu em Jagannātha Purī com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/35/", "verse_text": "tāra madhye nīlācale chaya vatsara\nnṛtya, gīta, premabhakti-dāna nirantara", "devanagari": "> তার মধ্যে নীলাচলে ছয় বৎসর ।\n> নৃত্য, গীত, প্রেমভক্তি-দান নিরন্তর ॥৩৫॥", "synonyms": "*tāra madhye*—desses vinte e quatro anos; *nīlācale*—enquanto permanecia em Jagannātha Purī; *chaya vatsara*—continuamente por seis anos; *nṛtya*—dançando; *gīta*—cantando; *prema-bhakti*—amor a Kṛṣṇa; *dāna*—distribuição; *nirantara*—sempre.", "translation": "**Durante seis desses vinte e quatro anos em Nīlācala [Jagannātha Purī], Ele distribuiu amor a Deus, sempre cantando e dançando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/36/", "verse_text": "setubandha, āra gauḍa-vyāpi vṛndāvana\nprema-nāma pracāriyā karilā bhramaṇa", "devanagari": "> সেতুবন্ধ, আর গৌড়-ব্যাপি বৃন্দাবন ।\n> প্রেম-নাম প্রচারিয়া করিলা ভ্রমণ ॥৩৬॥", "synonyms": "*setubandha*—Cabo Comorin; *āra*—e; *gauḍa*—Bengala; *vyāpi*—estendendo-se; *vṛndāvana*—até Vṛndāvana; *prema-nāma*—amor a Kṛṣṇa e o santo nome de Kṛṣṇa; *pracāriyā*—distribuindo; *karilā*—realizou; *bhramaṇa*—excursão.", "translation": "**Começando do Cabo Comorin e estendendo-se através de Bengala até Vṛndāvana, durante esses seis anos Ele percorreu toda a Índia, cantando, dançando e distribuindo amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/37/", "verse_text": "ei 'madhya-līlā' nāma--līlā-mukhyadhāma\nśeṣa aṣṭādaśa varṣa--'antya-līlā' nāma", "devanagari": "> এই ‘মধ্যলীলা’ নাম — লীলা-মুখ্যধাম ।\n> শেষ অষ্টাদশ বর্ষ — ‘অন্ত্যলীলা’ নাম ॥৩৭॥", "synonyms": "*ei*—estes; *madhya-līlā nāma*—chamados os passatempos intermediários; *līlā*—passatempos; *mukhya-dhāma*—lugar principal; *śeṣa*—últimos; *aṣṭādaśa*—dezoito; *varṣa*—anos; *antya-līlā*—os passatempos finais; *nāma*—chamados.", "translation": "**As atividades do Senhor Caitanya Mahāprabhu em Suas viagens depois de aceitar o sannyāsa são Seus principais passatempos. Suas atividades durante Seus dezoito anos restantes chamam-se antya-līlā, ou a porção final de Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/38/", "verse_text": "tāra madhye chaya vatsara bhaktagaṇa-saṅge\nprema-bhakti laoyāila nṛtya-gīta-raṅge", "devanagari": "> তার মধ্যে ছয় বৎসর ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> প্রেমভক্তি লওয়াইল নৃত্য-গীত-রঙ্গে ॥৩৮॥", "synonyms": "*tāra madhye*—desses; *chaya vatsara*—seis anos; *bhakta-gaṇa-saṅge*—junto com os devotos; *prema-bhakti*—amor a Kṛṣṇa; *laoyāila*—induziu; *nṛtya*—dançando; *gīta*—cantando; *raṅge*—em bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Durante seis dos dezoito anos em que permaneceu continuamente em Jagannātha Purī, Ele realizava kīrtana regularmente, induzindo todos os devotos a amar Kṛṣṇa simplesmente cantando e dançando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/39/", "verse_text": "dvādaśa vatsara śeṣa rahilā nīlācale\npremāvasthā śikhāilā āsvādana-cchale", "devanagari": "> দ্বাদশ বৎসর শেষ রহিলা নীলাচলে ।\n> প্রেমাবস্থা শিখাইলা আস্বাদন-চ্ছলে ॥৩৯॥", "synonyms": "*dvādaśa*—doze; *vatsara*—anos; *śeṣa*—restantes; *rahilā*—permaneceu; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *prema-avasthā*—um estado de êxtase; *śikhāilā*—instruiu a todos; *āsvādana-chale*—sob o pretexto de saboreá-lo Ele mesmo.", "translation": "**Durante os doze anos restantes em que permaneceu em Jagannātha Purī, Ele ensinou a todos como saborear o doce e extático sabor transcendental do amor a Kṛṣṇa, saboreando-o Ele mesmo.**", "purport": "Uma pessoa que é avançada em consciência de Kṛṣṇa sempre sente separação de Kṛṣṇa, porque tal sentimento de separação supera o sentimento de encontrar Kṛṣṇa. Śrī Caitanya Mahāprabhu, em Seus últimos doze anos de existência dentro deste mundo, em Jagannātha Purī, ensinou às pessoas do mundo como, com um sentimento de separação, é possível desenvolver o amor adormecido por Kṛṣṇa. Tais sentimentos de separação ou de encontro com Kṛṣṇa são diferentes estágios do amor a Deus. Esses sentimentos desenvolvem-se com o tempo, quando a pessoa se ocupa seriamente no serviço devocional. O estágio mais elevado chama-se prema-bhakti, mas esse estágio se alcança pela execução do sādhana-bhakti. Não se deve tentar elevar-se artificialmente ao estágio de prema-bhakti sem seguir seriamente os princípios reguladores do sādhana-bhakti. O prema-bhakti é o estágio de saborear, ao passo que o sādhana-bhakti é o estágio de aprimorar-se no serviço devocional. Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinou esse culto do serviço devocional em pleno detalhe, pela aplicação prática em Sua própria vida. Diz-se, portanto, āpani ācari' bhakti śikhāimu sabāre. Śrī Caitanya Mahāprabhu é o próprio Kṛṣṇa, e no papel de um kṛṣṇa-bhakta, um devoto de Kṛṣṇa, Ele instruiu o mundo inteiro sobre como executar o serviço devocional e, assim, voltar ao lar, voltar ao Supremo, no devido curso do tempo."}
{"ref": "cc/adi/13/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/40/", "verse_text": "rātri-divase kṛṣṇa-viraha-sphuraṇa\nunmādera ceṣṭā kare pralāpa-vacana", "devanagari": "> রাত্রি-দিবসে কৃষ্ণবিরহ-স্ফুরণ ।\n> উন্মাদের চেষ্টা করে প্রলাপ-বচন ॥৪০॥", "synonyms": "*rātri-divase*—dia e noite; *kṛṣṇa-viraha*—sentimentos de separação de Kṛṣṇa; *sphuraṇa*—despertar; *unmādera*—de um louco; *ceṣṭā*—atividades; *kare*—realiza; *pralāpa*—falar de modo incoerente; *vacana*—palavras.", "translation": "**Dia e noite, o Senhor Caitanya Mahāprabhu sentia separação de Kṛṣṇa. Manifestando sintomas dessa separação, Ele chorava e falava de modo muito incoerente, como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/41/", "verse_text": "śrī-rādhāra pralāpa yaiche uddhava-darśane\nseimata unmāda-pralāpa kare rātri-dine", "devanagari": "> শ্রীরাধার প্রলাপ যৈছে উদ্ধব-দর্শনে ।\n> সেইমত উন্মাদ-প্রলাপ করে রাত্রি-দিনে ॥৪১॥", "synonyms": "*śrī-rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *pralāpa*—falar; *yaiche*—assim como Ela fez; *uddhava-darśane*—ao encontrar-se com Uddhava; *sei-mata*—exatamente assim; *unmāda*—loucura; *pralāpa*—falar de modo incoerente; *kare*—faz; *rātri-dine*—dia e noite.", "translation": "**Assim como Śrīmatī Rādhārāṇī falou de modo incoerente quando se encontrou com Uddhava, da mesma forma Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreava, tanto de dia quanto de noite, tal conversa extática na disposição de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": "A esse respeito, deve-se consultar o solilóquio de Śrīmatī Rādhārāṇī depois de Seu encontro com Uddhava em Vṛndāvana. Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou um quadro semelhante de tal conversa extática e imaginária. Plena de ciúme e de loucura, sintomas do abandono por parte de Kṛṣṇa, Śrīmatī Rādhārāṇī, criticando um zangão, falava exatamente como uma louca. Śrī Caitanya Mahāprabhu, nos últimos dias de Seus passatempos, exibiu todos os sintomas de tal êxtase. A esse respeito, deve-se consultar o Quarto Capítulo do *Ādi-līlā*, versos 107 e 108."}
{"ref": "cc/adi/13/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/42/", "verse_text": "vidyāpati, jayadeva, caṇḍīdāsera gīta\nāsvādena rāmānanda-svarūpa-sahita", "devanagari": "> বিদ্যাপতি, জয়দেব, চণ্ডীদাসের গীত ।\n> আস্বাদেন রামানন্দ-স্বরূপ-সহিত ॥৪২॥", "synonyms": "*vidyāpati*—o autor de nome Vidyāpati; *jayadeva*—de nome Jayadeva; *caṇḍīdāsera*—de nome Caṇḍīdāsa; *gīta*—suas canções; *āsvādena*—saboreava; *rāmānanda*—de nome Rāmānanda; *svarūpa*—de nome Svarūpa; *sahita*—junto com.", "translation": "**O Senhor costumava ler os livros de Vidyāpati, Jayadeva e Caṇḍīdāsa, saboreando suas canções com Seus associados íntimos, como Śrī Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.**", "purport": "Vidyāpati foi um famoso compositor de canções sobre os passatempos de Rādhā-Kṛṣṇa. Ele era habitante de Mithilā, nascido em uma família brāhmaṇa. Calcula-se que tenha composto suas canções durante o reinado do rei Śivasiṁha e da rainha Lachimādevī, no início do século catorze da era Śaka, quase cem anos antes do aparecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu. A décima segunda geração dos descendentes de Vidyāpati ainda vive. As canções de Vidyāpati sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa expressam intensos sentimentos de separação de Kṛṣṇa, e Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreava todas essas canções em Seu êxtase de separação de Kṛṣṇa.\n\nJayadeva nasceu durante o reinado de Mahārāja Lakṣmaṇa Sena, de Bengala, no século onze ou doze da era Śaka. Seu pai era Bhojadeva, e sua mãe era Vāmādevī. Por muitos anos viveu em Navadvīpa, então a capital de Bengala. Seu local de nascimento ficava no distrito de Birbhum, na vila de Kendubilva. Na opinião de algumas autoridades, contudo, ele nasceu em Orissa, e ainda outros dizem que nasceu no sul da Índia. Passou os últimos dias de sua vida em Jagannātha Purī. Um de seus famosos livros é o Gīta-govinda, que está repleto de transcendentais e doces sentimentos de separação de Kṛṣṇa. As gopīs sentiram separação de Kṛṣṇa antes da dança da rāsa, como se menciona no *Śrīmad-Bhāgavatam*, e o Gīta-govinda expressa tais sentimentos. Há muitos comentários sobre o Gīta-govinda feitos por muitos vaiṣṇavas.\n\nCaṇḍīdāsa nasceu na vila de Nānnura, que também fica no distrito de Birbhum, em Bengala. Ele nasceu em uma família brāhmaṇa, e diz-se que também nasceu no início do século catorze da era Śakābda. Sugere-se que Caṇḍīdāsa e Vidyāpati eram grandes amigos, porque os escritos de ambos expressam profusamente os transcendentais sentimentos de separação. Os sentimentos de êxtase descritos por Caṇḍīdāsa e Vidyāpati foram de fato exibidos por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele saboreava todos esses sentimentos no papel de Śrīmatī Rādhārāṇī, e Seus associados apropriados para esse propósito eram Śrī Rāmānanda Rāya e Śrī Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. Esses associados íntimos do Senhor Caitanya Mahāprabhu ajudaram muito o Senhor nos passatempos em que Ele Se sentia como Rādhārāṇī.\n\nŚrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta, a esse respeito, que tais sentimentos de separação, como os que o Senhor Caitanya Mahāprabhu desfrutava dos livros de Vidyāpati, Caṇḍīdāsa e Jayadeva, estão especialmente reservados para pessoas como Śrī Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara, que eram paramahaṁsas, homens da mais elevada perfeição, em virtude de sua avançada consciência espiritual. Tais tópicos não devem ser discutidos por pessoas comuns que imitam as atividades do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Para estudantes críticos da poesia mundana e literatos sem consciência de Deus, que buscam a gratificação corpórea dos sentidos, não há necessidade de ler um padrão tão elevado de literatura transcendental. As pessoas que buscam a gratificação dos sentidos não devem tentar imitar o serviço devocional rāgānuga. Em suas canções, Caṇḍīdāsa, Vidyāpati e Jayadeva descreveram as atividades transcendentais da Suprema Personalidade de Deus. Os resenhistas mundanos das canções de Vidyāpati, Jayadeva e Caṇḍīdāsa simplesmente ajudam as pessoas em geral a tornarem-se devassas, e isso conduz apenas a escândalos sociais e ao ateísmo no mundo. Não se deve interpretar erroneamente os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa como as atividades de um rapaz e uma moça mundanos. As atividades sexuais mundanas de rapazes e moças são extremamente abomináveis. Portanto, aqueles que estão na consciência corpórea e que desejam a gratificação dos sentidos estão proibidos de se entregar a discussões sobre os transcendentais passatempos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/13/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/43/", "verse_text": "kṛṣṇera viyoge yata prema-ceṣṭita\nāsvādiyā pūrṇa kaila āpana vāñchita", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিয়োগে যত প্রেম-চেষ্টিত ।\n> আস্বাদিয়া পূর্ণ কৈল আপন বাঞ্ছিত ॥৪৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viyoge*—na separação; *yata*—quantos; *prema*—amorosos; *ceṣṭita*—atividades; *āsvādiyā*—saboreando-os; *pūrṇa*—satisfeitos; *kaila*—fez; *āpana*—próprios; *vāñchita*—desejos.", "translation": "**Na separação de Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreou todas essas atividades extáticas e, assim, satisfez Seus próprios desejos.**", "purport": "No início do *Caitanya-caritāmṛta*, diz-se que o Senhor Caitanya apareceu a fim de saborear os sentimentos que Rādhārāṇī sentiu ao ver Kṛṣṇa. O próprio Kṛṣṇa não conseguia compreender os sentimentos extáticos de Rādhārāṇī para com Ele e, portanto, desejou aceitar o papel de Rādhārāṇī e, dessa maneira, saborear esses sentimentos. O Senhor Caitanya é Kṛṣṇa com os sentimentos de Rādhārāṇī; em outras palavras, Ele é uma combinação de Rādhā e Kṛṣṇa. Por isso se diz: śrī-kṛṣṇa-caitanya rādhā-kṛṣṇa nahe anya. Adorando somente Śrī Caitanya Mahāprabhu, é possível saborear os romances amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa juntos. Deve-se, portanto, tentar compreender Rādhā-Kṛṣṇa não diretamente, mas através de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Seus devotos. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura diz, por isso: rūpa-raghunātha-pade haibe ākuti, kabe hāma bujhaba se yugala-pīriti — \"Quando desenvolverei uma mentalidade de serviço para com Śrī Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī, Raghunātha dāsa Gosvāmī e os demais devotos do Senhor Caitanya e, assim, me tornarei apto a compreender os passatempos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa?\""}
{"ref": "cc/adi/13/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/44/", "verse_text": "ananta caitanya-līlā kṣudra jīva hañā\nke varṇite pāre, tāhā vistāra kariyā", "devanagari": "> অনন্ত চৈতন্যলীলা ক্ষুদ্র জীব হঞা ।\n> কে বর্ণিতে পারে, তাহা বিস্তার করিয়া ॥৪৪॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Caitanya; *kṣudra*—uma pequena; *jīva*—entidade viva; *hañā*—sendo; *ke*—quem; *varṇite*—descrever; *pāre*—pode; *tāhā*—isso; *vistāra*—expandindo; *kariyā*—fazendo isso.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu são ilimitados. Quanto pode uma pequena entidade viva elaborar acerca desses passatempos transcendentais?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/45/", "verse_text": "sūtra kari' gaṇe yadi āpane ananta\nsahasra-vadane teṅho nāhi pāya anta", "devanagari": "> সূত্র করি’ গণে যদি আপনে অনন্ত ।\n> সহস্র-বদনে তেঁহো নাহি পায় অন্ত ॥৪৫॥", "synonyms": "*sūtra*—códigos; *kari'*—fazendo; *gaṇe*—conta; *yadi*—se; *āpane*—pessoalmente; *ananta*—Śeṣa Nāga, a Personalidade de Deus; *sahasra-vadane*—com milhares de bocas; *teṅho*—Ele também; *nāhi*—não; *pāya*—obtém; *anta*—o limite.", "translation": "**Se o próprio Śeṣa Nāga Ananta transformasse os passatempos do Senhor Caitanya em sūtras, mesmo com Suas milhares de bocas não haveria possibilidade de que Ele lhes encontrasse o limite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/46/", "verse_text": "dāmodara-svarūpa, āra gupta murāri\nmukhya-mukhya-līlā sūtre likhiyāche vicāri'", "devanagari": "> দামোদর-স্বরূপ, আর গুপ্ত মুরারি।\n> মুখ্যমুখ্যলীলা সূত্রে লিখিয়াছে বিচারি’ ॥৪৬॥", "synonyms": "*dāmodara-svarūpa*—de nome Svarūpa Dāmodara; *āra*—e; *gupta murāri*—de nome Murāri Gupta; *mukhya-mukhya*—os mais importantes; *līlā*—passatempos; *sūtre*—em códigos; *likhiyāche*—escreveram; *vicāri'*—por madura deliberação.", "translation": "**Devotos como Śrī Svarūpa Dāmodara e Murāri Gupta registraram todos os principais passatempos do Senhor Caitanya em forma de notas, após deliberada consideração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/47/", "verse_text": "sei, anusāre likhi līlā-sūtragaṇa\nvistāri' varṇiāchena tāhā dāsa-vṛndāvana", "devanagari": "> সেই, অনুসারে লিখি লীলা-সূত্রগণ ।\n> বিস্তারি’ বর্ণিয়াছেন তাহা দাস-বৃন্দাবন ॥৪৭॥", "synonyms": "*sei*—essas; *anusāre*—seguindo; *likhi*—eu escrevo; *līlā*—passatempos; *sūtra-gaṇa*—códigos; *vistāri'*—muito explicitamente; *varṇiyāchena*—descreveu; *tāhā*—isso; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**As notas mantidas por Śrī Svarūpa Dāmodara e Murāri Gupta são a base deste livro. Seguindo essas notas, eu escrevo sobre todos os passatempos do Senhor. As notas foram descritas elaboradamente por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/48/", "verse_text": "caitanya-līlāra vyāsa,--dāsa vṛndāvana\nmadhura kariyā līlā karilā racana", "devanagari": "> চৈতন্য-লীলার ব্যাস, — দাস বৃন্দাবন ।\n> মধুর করিয়া লীলা করিলা রচন ॥৪৮॥", "synonyms": "*caitanya-līlāra*—dos passatempos do Senhor Caitanya; *vyāsa*—o escritor autorizado Vyāsadeva; *dāsa vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *madhura*—doce; *kariyā*—tornando-os; *līlā*—passatempos; *karilā*—fez; *racana*—compilação.", "translation": "**Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, o escritor autorizado dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, é tão bom quanto Śrīla Vyāsadeva. Ele descreveu os passatempos de tal maneira a torná-los cada vez mais doces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/49/", "verse_text": "grantha-vistāra-bhaye chāḍilā ye ye sthāna\nsei sei sthāne kichu kariba vyākhyāna", "devanagari": "> গ্রন্থ-বিস্তার-ভয়ে ছাড়িলা যে যে স্থান ।\n> সেই সেই স্থানে কিছু করিব ব্যাখ্যান ॥৪৯॥", "synonyms": "*grantha*—do livro; *vistāra*—da expansão; *bhaye*—temendo; *chāḍilā*—deixou de lado; *ye ye sthāna*—quais diferentes lugares; *sei sei sthāne*—nesses lugares; *kichu*—algo; *kariba*—farei; *vyākhyāna*—descrição.", "translation": "**Receoso de que seu livro se tornasse demasiado volumoso, ele deixou alguns trechos sem descrições vívidas. Tentarei preencher esses trechos na medida do possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/50/", "verse_text": "prabhura līlāmṛta teṅho kaila āsvādana\ntāṅra bhukta-śeṣa kichu kariye carvaṇa", "devanagari": "> প্রভুর লীলামৃত তেঁহো কৈল আস্বাদন ।\n> তাঁর ভুক্ত-শেষ কিছু করিয়ে চর্বণ ॥৫০॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *līlāmṛta*—o néctar dos passatempos; *teṅho*—ele (Vṛndāvana dāsa Ṭhākura); *kaila*—fez; *āsvādana*—saborear; *tāṅra*—seus; *bhukta*—restos; *śeṣa*—restos; *kichu*—algo; *kariye*—eu faço; *carvaṇa*—mastigar.", "translation": "**Os passatempos transcendentais do Senhor Caitanya foram efetivamente saboreados por Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Eu apenas tento mastigar os restos do alimento deixados por ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/51/", "verse_text": "ādi-līlā-sūtra likhi, śuna, bhakta-gaṇa\nsaṅkṣepe likhiye samyak nā yāya likhana", "devanagari": "> আদিলীলা-সূত্র লিখি, শুন, ভক্তগণ ।\n> সংক্ষেপে লিখিয়ে সম্যক্ না যায় লিখন ॥৫১॥", "synonyms": "*ādi-līlā*—a primeira parte de Seus passatempos; *sūtra likhi*—escrevo uma sinopse; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—todos vós, devotos; *saṅkṣepe*—de modo breve; *likhiye*—escrevo; *samyak*—completo; *nā*—não; *yāya*—possível; *likhana*—escrever.", "translation": "**Meus queridos devotos do Senhor Caitanya, permitam-me agora escrever uma sinopse do ādi-līlā; escrevo sobre esses passatempos de modo breve, porque não é possível descrevê-los por completo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/52/", "verse_text": "kona vāñchā pūraṇa lāgi' vrajendra-kumāra\navatīrṇa haite mane karilā vicāra", "devanagari": "> কোন বাঞ্ছা পূরণ লাগি’ ব্রজেন্দ্রকুমার ।\n> অবতীর্ণ হৈতে মনে করিলা বিচার ॥৫২॥", "synonyms": "*kona*—algum; *vāñchā*—desejo; *pūraṇa*—satisfação; *lāgi'*—para fins de; *vrajendra-kumāra*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatīrṇa haite*—descer como uma encarnação; *mane*—na mente; *karilā*—fez; *vicāra*—consideração.", "translation": "**Para satisfazer um desejo particular dentro de Sua mente, o Senhor Kṛṣṇa, Vrajendra-kumāra, decidiu descer a este planeta após madura ponderação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/53/", "verse_text": "āge avatārilā ye ye guru-parivāra\nsaṅkṣepe kahiye, kahā nā yāya vistāra", "devanagari": "> আগে অবতারিলা যে যে গুরু-পরিবার ।\n> সংক্ষেপে কহিয়ে, কহা না যায় বিস্তার ॥৫৩॥", "synonyms": "*āge*—antes de tudo; *avatārilā*—permitiu que descessem; *ye ye*—todos esses; *guru-parivāra*—família de mestres espirituais; *saṅkṣepe*—de modo breve; *kahiye*—descrevo; *kahā*—descrever; *nā*—não; *yāya*—possível; *vistāra*—extensamente.", "translation": "**Por isso, o Senhor Kṛṣṇa primeiro permitiu que Sua família de superiores descesse à Terra. Tentarei descrevê-los de modo breve, pois não é possível descrevê-los por completo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/54-55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/54-55/", "verse_text": "śrī-śacī-jagannātha, śrī-mādhava-purī\nkeśava bhāratī, āra śrī-īśvara purī\nadvaita ācārya, āra paṇḍita śrīvāsa\nācāryaratna, vidyānidhi, ṭhākura haridāsa", "devanagari": "> শ্রীশচী-জগন্নাথ, শ্রীমাধবপুরী ।\n> কেশব ভারতী, আর শ্রীঈশ্বর পুরী ॥৫৪॥\n> অদ্বৈত আচার্য, আর পণ্ডিত শ্রীবাস ।\n> আচার্যরত্ন, বিদ্যানিধি, ঠাকুর হরিদাস ॥৫৫॥", "synonyms": "*śrī-śacī-jagannātha*—Śrīmatī Śacīdevī e Jagannātha Miśra; *śrī-mādhava purī*—Śrī Mādhavendra Purī; *keśava bhāratī*—de nome Keśava Bhāratī; *āra*—e; *śrī-īśvara purī*—de nome Śrī Īśvara Purī; *advaita ācārya*—de nome Advaita Ācārya; *āra*—e; *paṇḍita śrīvāsa*—de nome Śrīvāsa Paṇḍita; *ācārya-ratna*—de nome Ācāryaratna; *vidyānidhi*—de nome Vidyānidhi; *ṭhākura haridāsa*—de nome Ṭhākura Haridāsa.", "translation": "**O Senhor Śrī Kṛṣṇa, antes de aparecer como o Senhor Caitanya, solicitou que estes devotos O precedessem: Śrī Śacīdevī, Jagannātha Miśra, Mādhavendra Purī, Keśava Bhāratī, Īśvara Purī, Advaita Ācārya, Śrīvāsa Paṇḍita, Ācāryaratna, Vidyānidhi e Ṭhākura Haridāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/56/", "verse_text": "śrīhaṭṭa-nivāsī śrī-upendra-miśra-nāma\nvaiṣṇava, paṇḍita, dhanī, sad-guṇa-pradhāna", "devanagari": "> শ্রীহট্ট-নিবাসী শ্রীউপেন্দ্রমিশ্র-নাম ।\n> বৈষ্ণব, পণ্ডিত, ধনী, সদ্গুণ-প্রধান ॥৫৬॥", "synonyms": "*śrī-haṭṭa-nivāsī*—um residente de Śrīhaṭṭa; *śrī-upendra-miśra-nāma*—de nome Upendra Miśra; *vaiṣṇava*—um devoto do Senhor Viṣṇu; *paṇḍita*—erudito; *dhanī*—rico; *sat-guṇa-pradhāna*—dotado de todas as boas qualidades.", "translation": "**Havia também Śrī Upendra Miśra, um residente do distrito de Śrīhaṭṭa. Ele era um grande devoto do Senhor Viṣṇu, um erudito sábio, um homem rico e um reservatório de todas as boas qualidades.**", "purport": "Upendra Miśra é descrito na Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 35, como o gopāla chamado Parjanya. A mesma personalidade que outrora foi o avô do Senhor Kṛṣṇa apareceu como Upendra Miśra em Śrīhaṭṭa e gerou sete filhos. Ele era um residente de Dhākā-dakṣiṇa-grāma, no distrito de Śrīhaṭṭa. Ainda há muitos residentes dessa parte do país que se apresentam como pertencentes à família Miśra de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/13/57-58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/57-58/", "verse_text": "sapta miśra tāṅra putra--sapta ṛṣīśvara\nkaṁsāri, paramānanda, padmanābha, sarveśvara\njagannātha, janārdana, trailokyanātha\nnadīyāte gaṅgā-vāsa kaila jagannātha", "devanagari": "> সপ্ত মিশ্র তাঁর পুত্র — সপ্ত ঋষীশ্বর ।\n> কংসারি, পরমানন্দ, পদ্মনাভ, সর্বেশ্বর ॥৫৭॥\n> জগন্নাথ, জনার্দন, ত্রৈলোক্যনাথ ।\n> নদীয়াতে গঙ্গাবাস কৈল জগন্নাথ ॥৫৮॥", "synonyms": "*sapta miśra*—sete Miśras; *tāṅra*—seus; *putra*—filhos; *sapta*—sete; *ṛṣi*—grandes pessoas santas; *īśvara*—as mais influentes; *kaṁsāri*—de nome Kaṁsāri; *paramānanda*—de nome Paramānanda; *padmanābha*—de nome Padmanābha; *sarveśvara*—de nome Sarveśvara; *jagannātha*—de nome Jagannātha; *janārdana*—de nome Janārdana; *trailokyanātha*—de nome Trailokyanātha; *nadīyāte*—em Navadvīpa; *gaṅgā-vāsa*—vivendo às margens do Ganges; *kaila*—fez; *jagannātha*—o quinto filho de Upendra Miśra.", "translation": "**Upendra Miśra teve sete filhos, todos eles santos e dos mais influentes: (1) Kaṁsāri, (2) Paramānanda, (3) Padmanābha, (4) Sarveśvara, (5) Jagannātha, (6) Janārdana e (7) Trailokyanātha. Jagannātha Miśra, o quinto filho, decidiu residir às margens do Ganges, em Nadia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/59/", "verse_text": "jagannātha miśravara--padavī 'purandara'\nnanda-vasudeva-rūpa sadguṇa-sāgara", "devanagari": "> জগন্নাথ মিশ্রবর — পদবী ‘পুরন্দর’ ।\n> নন্দ-বসুদেব-রূপ সদ্গুণ-সাগর ॥৫৯॥", "synonyms": "*jagannātha miśra-vara*—Jagannātha Miśra, que era o principal entre os sete; *padavī*—designação; *purandara*—outro nome de Vasudeva; *nanda*—Nanda, o pai de Kṛṣṇa; *vasudeva*—o pai de Kṛṣṇa; *rūpa*—como; *sat-guṇa*—boas qualidades; *sāgara*—oceano.", "translation": "**Jagannātha Miśra era designado como Purandara. Exatamente como Nanda Mahārāja e Vasudeva, ele era um oceano de todas as boas qualidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/60/", "verse_text": "tāṅra patnī 'śacī'-nāma, pativratā satī\nyāṅra pitā 'nīlāmbara' nāma cakravartī", "devanagari": "> তাঁর পত্নী ‘শচী’-নাম, পতিব্রতা সতী ।\n> যাঁর পিতা ‘নীলাম্বর’ নাম চক্রবর্তী ॥৬০॥", "synonyms": "*tāṅra patnī*—sua esposa; *śacī*—de nome Śacī; *nāma*—chamada; *pati-vratā*—devotada a seu esposo; *satī*—casta; *yāṅra*—cujo; *pitā*—pai; *nīlāmbara*—de nome Nīlāmbara; *nāma*—chamado; *cakravartī*—com o título Cakravartī.", "translation": "**Sua esposa, Śrīmatī Śacīdevī, era uma mulher casta, altamente devotada a seu esposo. O nome do pai de Śacīdevī era Nīlāmbara, e seu sobrenome era Cakravartī.**", "purport": "Na Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 104, menciona-se que Nīlāmbara Cakravartī foi outrora Garga Muni. Alguns dos descendentes da família de Nīlāmbara Cakravartī ainda vivem na aldeia chamada Magḍobā, no distrito de Faridpur, em Bangladesh. Seu sobrinho foi Jagannātha Cakravartī, também conhecido como Māmu Ṭhākura, que se tornou discípulo de Paṇḍita Gosvāmī e permaneceu em Jagannātha Purī como o sacerdote de Ṭoṭā-gopīnātha. Nīlāmbara Cakravartī vivia em Navadvīpa, na vizinhança de Belapukuriyā. Esse fato é mencionado no livro Prema-vilāsa. Por viver perto da casa do Kazi, o Kazi também era considerado um dos tios maternos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. O Kazi costumava dirigir-se a Nīlāmbara Cakravartī como kākā, ou \"tio\". Não se pode separar a residência do Kazi de Vāmanapukura, pois o túmulo do Kazi ainda existe ali. Antigamente o lugar era conhecido como Belapukuriyā, e agora se chama Vāmanapukura. Isso foi determinado por evidência arqueológica."}
{"ref": "cc/adi/13/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/61/", "verse_text": "rāḍhadeśe janmilā ṭhākura nityānanda\ngaṅgādāsa paṇḍita, gupta murāri, mukunda", "devanagari": "> রাঢ়দেশে জন্মিলা ঠাকুর নিত্যানন্দ ।\n> গঙ্গাদাস পণ্ডিত, গুপ্ত মুরারি, মুকুন্দ ॥৬১॥", "synonyms": "*rāḍha-deśe*—o lugar onde não há o Ganges; *janmilā*—nasceu; *ṭhākura nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *gaṅgādāsa paṇḍita*—de nome Gaṅgādāsa Paṇḍita; *gupta murāri*—de nome Murāri Gupta; *mukunda*—de nome Mukunda.", "translation": "**Em Rāḍhadeśa, a parte de Bengala onde o Ganges não é visível, nasceram Nityānanda Prabhu, Gaṅgādāsa Paṇḍita, Murāri Gupta e Mukunda.**", "purport": "Aqui, *rāḍha-deśe* refere-se à vila chamada Ekacakrā, no distrito de Birbhum, ao lado de Burdwan. Depois da estação ferroviária de Burdwan, há outro ramal, chamado Loop Line da ferrovia oriental, no qual existe uma estação ferroviária de nome Mallārapura. Oito milhas a leste dessa estação ferroviária, ainda se situa a vila de Ekacakrā. A vila de Ekacakrā estende-se na direção norte-sul por uma área de cerca de oito milhas. Outras vilas, a saber, Vīracandra-pura e Vīrabhadra-pura, situam-se dentro da área da vila de Ekacakrā. Em honra ao santo nome de Vīrabhadra Gosvāmī, esses lugares são famosos como Vīracandra-pura e Vīrabhadra-pura.\n\nNo ano bengali de 1331 (1924 d.C.), um raio atingiu o templo de Ekacakrā-grāma. Por isso, o templo agora se encontra danificado. Antes disso, não havia tais acidentes naquela região. Dentro do templo, há uma Deidade de Śrī Kṛṣṇa estabelecida por Śrī Nityānanda Prabhu. O nome da Deidade é Baṅkima Rāya, ou Bāṅkā Rāya. O Advento do Senhor Caitanya\n\nAo lado direito de Baṅkima Rāya, há uma Deidade de Jāhnavā, e a Seu lado esquerdo está Śrīmatī Rādhārāṇī. Os sacerdotes do templo contam que o Senhor Nityānanda Prabhu entrou no corpo de Baṅkima Rāya e que, por isso, a Deidade de Jāhnavā-mātā foi posteriormente colocada ao lado direito de Baṅkima Rāya. Depois disso, muitas outras Deidades foram instaladas no templo. Em outro trono dentro do templo, estão Deidades de Muralīdhara e Rādhā-Mādhava. Em outro trono, estão Deidades de Manomohana, Vṛndāvana-candra e Gaura-Nitāi. Mas Baṅkima Rāya é a Deidade originalmente instalada por Nityānanda Prabhu.\n\nNo lado leste do templo, há um *ghāṭa* conhecido como Kadamba-khaṇḍī, à margem do Yamunā, e diz-se que a Deidade de Baṅkima Rāya estava flutuando na água e que o Senhor Nityānanda Prabhu A recolheu e depois A instalou no templo. Em seguida, num lugar conhecido como Bhaḍḍāpura, na vila de Vīracandra-pura, cerca de meia milha a oeste, debaixo de uma árvore *nima*, foi encontrada Śrīmatī Rādhārāṇī. Por essa razão, a Rādhārāṇī de Baṅkima Rāya ficou conhecida como Bhaḍḍāpurera Ṭhākurāṇī, a senhora de Bhaḍḍāpura. Em outro trono, ao lado direito de Baṅkima Rāya, há uma Deidade de Yogamāyā.\n\nAtualmente, o templo e o corredor do templo repousam sobre um plinto elevado, e, numa estrutura de concreto em frente ao templo, há um salão de reuniões. Diz-se também que, no lado norte do templo, havia uma Deidade do Senhor Śiva chamada Bhāṇḍīśvara e que o pai de Nityānanda Prabhu, Hāḍāi Paṇḍita, costumava adorar essa Deidade. No presente, contudo, a Deidade de Bhāṇḍīśvara está desaparecida, e em seu lugar foi instalada uma Deidade de Jagannātha Svāmī. O Senhor Nityānanda Prabhu, de fato, não construiu templo algum. O templo foi construído na época de Vīrabhadra Prabhu. No ano bengali de 1298 (1891 d.C.), estando o templo em condição dilapidada, um *brahmacārī* de nome Śivānanda Svāmī o reparou.\n\nNesse templo, há um arranjo para se oferecerem alimentos à Deidade à base de dezessete seers de arroz e os vegetais necessários. A atual ordem sacerdotal do templo pertence à família de Gopījana-vallabhānanda, um dos ramos de Nityānanda Prabhu. Há um assentamento de terras em nome do templo, e a renda proveniente dessa terra financia as despesas do templo. Há três grupos de *gosvāmīs* sacerdotais que se encarregam da administração do templo, um após o outro. A alguns passos do templo, há um lugar conhecido como Viśrāmatalā, onde se diz que Nityānanda Prabhu, em Sua infância, costumava divertir-Se com Seus amiguinhos encenando o *rāsa-līlā* e vários outros passatempos de Vṛndāvana.\n\nPerto do templo, há um lugar chamado Āmalītalā, assim denominado por causa de uma grande tamarineira ali existente. Segundo um grupo chamado Neḍādi-sampradāya, Vīrabhadra Prabhu, com a ajuda de mil e duzentos neḍās, escavou um grande lago de nome Śvetagaṅgā. Fora do templo, estão os túmulos dos Gosvāmīs, e há um pequeno rio conhecido como Mauḍeśvara, que é chamado de água do Yamunā. A menos de meia milha desse pequeno rio, fica o local de nascimento de Śrī Nityānanda Prabhu. Parece que havia um grande salão de reuniões em frente ao templo, mas mais tarde ele ficou dilapidado, estando agora coberto por figueiras-de-bengala. Posteriormente, construiu-se um templo dentro do qual existem Deidades de Gaura-Nityānanda. O templo foi construído pelo falecido Prasannakumāra Kārapharmā. Uma placa foi instalada em sua memória no ano bengali de 1323 (1916 d.C.), no mês de Vaiśākha (abril-maio).\n\nO lugar onde Nityānanda Prabhu apareceu chama-se Garbhavāsa. Há uma dotação de cerca de quarenta e três *bighās* (catorze acres) de terra para a continuidade da adoração num templo ali. O Mahārāja de Dinājapura doou vinte *bighās* (6,5 acres) de terra com esse propósito. Diz-se que, perto do lugar conhecido como Garbhavāsa, Hāḍāi Paṇḍita dirigia uma escola primária. Os sacerdotes desse lugar, relacionados numa tabela genealógica, foram os seguintes: (1) Śrī Rāghavacandra, (2) Jagadānanda dāsa, (3) Kṛṣṇadāsa, (4) Nityānanda dāsa, (5) Rāmadāsa, (6) Vrajamohana dāsa, (7) Kānāi dāsa, (8) Gauradāsa, (9) Śivānanda dāsa e (10) Haridāsa. Kṛṣṇadāsa pertencia ao Ciḍiyā-kuñja, em Vṛndāvana. A data de seu desaparecimento é Kṛṣṇa-janmāṣṭamī. Ciḍiyā-kuñja é um lugar agora administrado pelos *gosvāmīs* de Śiṅgāra-ghāṭa, em Vṛndāvana. Eles também são conhecidos como pertencentes à família de Nityānanda, muito provavelmente com base em sua relação com Kṛṣṇadāsa.\n\nPerto de Garbhavāsa, há um lugar chamado Bakulatalā, onde Śrī Nityānanda Prabhu e Seus amiguinhos costumavam participar de atividades esportivas conhecidas como *jhāla-jhapeṭā.* Há ali uma árvore *bakula* que é maravilhosa, porque todos os seus galhos e ramificações parecem capelos de serpentes. Sugere-se que, pelo desejo de Śrī Nityānanda Prabhu, Anantadeva manifestou-Se dessa forma. A árvore é muito antiga. Diz-se que outrora ela tinha dois troncos, mas, mais tarde, quando os companheiros de brincadeira de Nityānanda Prabhu sentiram dificuldade em saltar dos galhos de um tronco para os do outro, Nityānanda Prabhu, por Sua misericórdia, fundiu os dois troncos num só.\n\nOutro lugar próximo chama-se Hāṅṭugāḍā. Diz-se que o Senhor Nityānanda Prabhu trouxe todos os lugares sagrados para ali. Por isso, as pessoas das vilas vizinhas vão até lá, em vez de ao Ganges, para se banharem. Recebeu o nome de Hāṅṭugāḍā porque Śrīla Nityānanda Prabhu costumava realizar ali o festival de *dadhi-ciḍā*, em que se distribuía arroz amassado com iogurte como *prasāda*, e Ele tomava o *prasāda* ajoelhado. Um lago santificado nesse lugar permanece sempre cheio de água durante todo o ano. Uma grande feira realiza-se ali durante o Goṣṭhāṣṭamī, e há outra grande feira no dia do aparecimento de Śrī Nityānanda Prabhu. No *Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā*, descreve-se que Halāyudha, Baladeva, Viśvarūpa e Saṅkarṣaṇa apareceram como Nityānanda Avadhūta."}
{"ref": "cc/adi/13/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/62/", "verse_text": "asaṅkhya bhaktera karāilā avatāra\nśeṣe avatīrṇa hailā vrajendra-kumāra", "devanagari": "> অসংখ্য ভক্তের করাইলা অবতার ।\n> শেষে অবতীর্ণ হৈলা ব্রজেন্দ্রকুমার ॥৬২॥", "synonyms": "*asaṅkhya*—incontáveis; *bhaktera*—de devotos; *karāilā*—fez surgir; *avatāra*—encarnação; *śeṣe*—por fim; *avatīrṇa*—desceu; *hailā*—tornou-Se; *vrajendra-kumāra*—o Senhor Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa, Vrajendra-kumāra, primeiro fez aparecer incontáveis devotos e, por fim, apareceu Ele próprio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/63/", "verse_text": "prabhura āvirbhāva-pūrve yata vaiṣṇava-gaṇa\nadvaita-ācāryera sthāne karena gamana", "devanagari": "> প্রভুর আবির্ভাবপূর্বে যত বৈষ্ণবগণ ।\n> অদ্বৈত-আচার্যের স্থানে করেন গমন ॥৬৩॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *āvirbhāva*—aparecimento; *pūrve*—antes; *yata*—todos; *vaiṣṇava-gaṇa*—devotos; *advaita-ācāryera*—de Advaita Ācārya; *sthāne*—lugar; *karena*—faziam; *gamana*—ir.", "translation": "**Antes do aparecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, todos os devotos de Navadvīpa costumavam reunir-se na casa de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/64/", "verse_text": "gītā-bhāgavata kahe ācārya-gosāñi\njñāna-karma nindi' kare bhaktira baḍāi", "devanagari": "> গীতা-ভাগবত কহে আচার্য-গোসাঞি ।\n> জ্ঞান-কর্ম নিন্দি’ করে ভক্তির বড়াই ॥৬৪॥", "synonyms": "*gītā*—Bhagavad-gītā; *bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavatam; *kahe*—recita; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *jñāna*—a senda da especulação filosófica; *karma*—atividade fruitiva; *nindi'*—condenando; *kare*—estabelece; *bhaktira*—do serviço devocional; *baḍāi*—a excelência.", "translation": "**Nessas reuniões dos vaiṣṇavas, Advaita Ācārya costumava recitar o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam*, condenando as sendas da especulação filosófica e da atividade fruitiva e estabelecendo a superexcelência do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/65/", "verse_text": "sarva-śāstre kahe kṛṣṇa-bhaktira vyākhyāna\njñāna, yoga, tapo-dharma nāhi māne āna", "devanagari": "> সর্বশাস্ত্রে কহে কৃষ্ণভক্তির ব্যাখ্যান ।\n> জ্ঞান, যোগ, তপো-ধর্ম নাহি মানে আন ॥৬৫॥", "synonyms": "*sarva-śāstre*—em todas as escrituras reveladas; *kahe*—dizem; *kṛṣṇa-bhaktira*—do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *vyākhyāna*—explicação; *jñāna*—especulação filosófica; *yoga*—haṭha-yoga místico; *tapas*—austeridades; *dharma*—procedimentos religiosos; *nāhi*—não; *māne*—aceitam; *āna*—outro.", "translation": "**Em todas as escrituras reveladas da cultura Védica, explica-se ao longo de todo o texto o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa. Por isso, os devotos do Senhor Kṛṣṇa não reconhecem os processos de especulação filosófica, yoga místico, austeridade desnecessária e os ditos rituais religiosos. Eles não aceitam nenhum processo a não ser o serviço devocional.**", "purport": "Nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa segue este princípio. Não reconhecemos nenhum método de realização espiritual além da consciência de Kṛṣṇa, o serviço devocional. Às vezes somos criticados por grupos que seguem jñāna, yoga, tapas ou dharma, mas, felizmente, somos incapazes de fazer quaisquer concessões a eles. Simplesmente nos mantemos na plataforma do serviço devocional e pregamos os mesmos princípios pelo mundo inteiro."}
{"ref": "cc/adi/13/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/66/", "verse_text": "tāṅra saṅge ānanda kare vaiṣṇavera gaṇa\nkṛṣṇa-kathā, kṛṣṇa-pūjā, nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> তাঁর সঙ্গে আনন্দ করে বৈষ্ণবের গণ ।\n> কৃষ্ণকথা, কৃষ্ণপূজা, নামসংকীর্তন ॥৬৬॥", "synonyms": "*tāṅra saṅge*—com Ele (Advaita Ācārya); *ānanda*—prazer; *kare*—desfruta; *vaiṣṇavera*—dos devotos; *gaṇa*—a assembleia; *kṛṣṇa-kathā*—os tópicos sobre o Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-pūjā*—a adoração de Kṛṣṇa; *nāma-saṅkīrtana*—o canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**Na casa de Advaita Ācārya, todos os vaiṣṇavas sentiam prazer em sempre falar de Kṛṣṇa, sempre adorar Kṛṣṇa e sempre cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": "É unicamente sobre estes princípios que prossegue o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Não temos outra ocupação senão falar de Kṛṣṇa, adorar Kṛṣṇa e cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/13/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/67/", "verse_text": "kintu sarva-loka dekhi' kṛṣṇa-bahirmukha\nviṣaye nimagna loka dekhi' pāya duḥkha", "devanagari": "> কিন্তু সর্বলোক দেখি’ কৃষ্ণবহির্মুখ ।\n> বিষয়ে নিমগ্ন লোক দেখি’ পায় দুঃখ ॥৬৭॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *sarva-loka*—todas as pessoas; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇa-bahirmukha*—sem consciência de Kṛṣṇa; *viṣaye*—no gozo material; *nimagna*—imersas; *loka*—todas as pessoas; *dekhi'*—vendo; *pāya duḥkha*—sentia dor.", "translation": "**Mas Śrī Advaita Ācārya Prabhu sentia dor ao ver todas as pessoas sem consciência de Kṛṣṇa, simplesmente imersas no gozo material dos sentidos.**", "purport": "Um devoto genuíno do Senhor Kṛṣṇa sempre sente dor ao ver a condição decaída do mundo inteiro. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura costumava dizer: \"Não há escassez de nada dentro deste mundo. A única escassez é de consciência de Kṛṣṇa.\" Essa é a visão de todos os devotos puros. Por causa dessa falta de consciência de Kṛṣṇa na sociedade humana, as pessoas sofrem terrivelmente, imersas num oceano de ignorância e gozo dos sentidos. Um devoto que observa fica profundamente pesaroso ao ver tal situação no mundo."}
{"ref": "cc/adi/13/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/68/", "verse_text": "lokera nistāra-hetu karena cintana\nkemate e saba lokera ha-ibe tāraṇa", "devanagari": "> লোকের নিস্তার-হেতু করেন চিন্তন ।\n> কেমতে এ সব লোকের হইবে তারণ ॥৬৮॥", "synonyms": "*lokera*—de todas as pessoas; *nistāra-hetu*—em prol da libertação; *karena*—faz; *cintana*—contemplação; *kemate*—como; *e*—estas; *saba*—todas; *lokera*—das pessoas em geral; *ha-ibe*—haverá; *tāraṇa*—liberação.", "translation": "**Vendo a condição do mundo, Ele começou a pensar seriamente em como todas essas pessoas poderiam ser libertadas das garras de māyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/69/", "verse_text": "kṛṣṇa avatari' karena bhaktira vistāra\ntabe ta' sakala lokera ha-ibe nistāra", "devanagari": "> কৃষ্ণ অবতরি’ করেন ভক্তির বিস্তার ।\n> তবে ত’ সকল লোকের হইবে নিস্তার ॥৬৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatari'*—descendo; *karena*—faz; *bhaktira*—do serviço devocional; *vistāra*—a expansão; *tabe*—então; *ta'*—certamente; *sakala*—todas; *lokera*—das pessoas; *ha-ibe*—haverá; *nistāra*—liberação.", "translation": "**Śrīla Advaita Ācārya Prabhu pensou: \"Se o próprio Kṛṣṇa aparecer para distribuir o culto do serviço devocional, somente então será possível a libertação de todas as pessoas.\"**", "purport": "Assim como uma pessoa condenada pode ser aliviada por um favor especial do principal chefe executivo, do presidente ou do rei, também as pessoas condenadas deste Kali-yuga podem ser libertadas unicamente pela própria Suprema Personalidade de Deus ou por uma pessoa especialmente dotada de poder para esse fim. Śrīla Advaita Ācārya Prabhu desejava que a Suprema Personalidade de Deus aparecesse para libertar as almas decaídas desta era."}
{"ref": "cc/adi/13/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/70/", "verse_text": "kṛṣṇa avatārite ācārya pratijñā kariyā\nkṛṣṇa-pūjā kare tulasī-gaṅgājala diyā", "devanagari": "> কৃষ্ণ অবতারিতে আচার্য প্রতিজ্ঞা করিয়া ।\n> কৃষ্ণপূজা করে তুলসী-গঙ্গাজল দিয়া ॥৭০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatārite*—para causar Seu advento; *ācārya*—Advaita Ācārya; *pratijñā*—promessa; *kariyā*—fazendo; *kṛṣṇa-pūjā*—a adoração do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *tulasī*—folhas de tulasī; *gaṅgā-jala diyā*—com gaṅgā-jala, a água do Ganges.", "translation": "**Com essa consideração, Advaita Ācārya Prabhu, prometendo fazer com que o Senhor Kṛṣṇa descesse, começou a adorar a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, com folhas de tulasī e água do Ganges.**", "purport": "Folhas de tulasī e água do Ganges, com, se possível, um pouco de polpa de sândalo, são parafernália suficiente para adorar a Suprema Personalidade de Deus. O Senhor diz no *Bhagavad-gītā*:\n\npatraṁ puspaṁ phalaṁ toyaṁ\nyo me bhaktyā prayacchati\ntad ahaṁ bhakty-upahṛtam\naśnāmi prayatātmanaḥ\n\n\"Se alguém Me oferecer, com amor e devoção, uma folha, uma flor, uma fruta ou água, Eu a aceitarei.\" (Bg. 9.26) Seguindo esse princípio, Advaita Prabhu agradou a Suprema Personalidade de Deus com folhas de tulasī e água do Ganges."}
{"ref": "cc/adi/13/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/71/", "verse_text": "kṛṣṇera āhvāna kare saghana huṅkāra\nhuṅkāre ākṛṣṭa hailā vrajendra-kumāra", "devanagari": "> কৃষ্ণের আহ্বান করে সঘন হুঙ্কার ।\n> হুঙ্কারে আকৃষ্ট হৈলা ব্রজেন্দ্রকুমার ॥৭১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *āhvāna*—o convite; *kare*—faz; *saghana*—com grande gravidade; *huṅkāra*—vibração; *huṅkāre*—e por tais brados estrondosos; *ākṛṣṭa*—atraído; *hailā*—ficou; *vrajendra-kumāra*—o filho de Vrajendra, o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Com brados estrondosos, Ele convidou Kṛṣṇa a aparecer, e esse repetido convite atraiu o Senhor Kṛṣṇa a descer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/72/", "verse_text": "jagannāthamiśra-patnī śacīra udare\naṣṭa kanyā krame haila, janmi' janmi' mare", "devanagari": "> জগন্নাথমিশ্র-পত্নী শচীর উদরে ।\n> অষ্ট কন্যা ক্রমে হৈল, জন্মি’ জন্মি’ মরে ॥৭২॥", "synonyms": "*jagannātha-miśra*—de nome Jagannātha Miśra; *patnī*—sua esposa; *śacīra*—de Śacīmātā; *udare*—dentro do ventre; *aṣṭa*—oito; *kanyā*—filhas; *krame*—uma após a outra; *haila*—apareceram; *janmi'*—depois de nascer; *janmi'*—depois de nascer; *mare*—todas morreram.", "translation": "**Antes do nascimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, oito filhas nasceram uma após a outra do ventre de Śacīmātā, a esposa de Jagannātha Miśra. Mas logo após o nascimento, todas morreram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/73/", "verse_text": "apatya-virahe miśrera duḥkhī haila mana\nputra lāgi' ārādhila viṣṇura caraṇa", "devanagari": "> অপত্য-বিরহে মিশ্রের দুঃখী হৈল মন ।\n> পুত্র লাগি’ আরাধিল বিষ্ণুর চরণ ॥৭৩॥", "synonyms": "*apatya*—de filhos; *virahe*—na separação; *miśrera*—de Jagannātha Miśra; *duḥkhī*—infeliz; *haila*—ficou; *mana*—a mente; *putra*—filho; *lāgi'*—em prol de; *ārādhila*—adorou; *viṣṇura*—do Senhor Viṣṇu; *caraṇa*—os pés de lótus.", "translation": "**Jagannātha Miśra ficou muito infeliz com a morte de seus filhos um após o outro. Por isso, desejando um filho, adorou os pés de lótus do Senhor Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/74/", "verse_text": "tabe putra janamilā 'viśvarūpa' nāma\nmahā-guṇavān teṅha--'baladeva'-dhāma", "devanagari": "> তবে পুত্র জনমিলা ‘বিশ্বরূপ’ নাম ।\n> মহা-গুণবান্ তেঁহ — ‘বলদেব’-ধাম ॥৭৪॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *putra*—filho; *janamilā*—nasceu; *viśvarūpa*—Viśvarūpa; *nāma*—chamado; *mahā-guṇavān*—altamente qualificado; *teṅha*—Ele; *baladeva*—do Senhor Baladeva; *dhāma*—encarnação.", "translation": "**Depois disso, Jagannātha Miśra teve um filho de nome Viśvarūpa, que era poderosíssimo e altamente qualificado, pois era uma encarnação de Baladeva.**", "purport": "Viśvarūpa era o irmão mais velho de Gaurahari, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando se faziam os preparativos para Seu casamento, Ele aceitou o sannyāsa e deixou o lar. Adotou o nome de sannyāsa de Śaṅkarāraṇya. Em 1431 da Era Śakābda (1510 d.C.), Ele desapareceu em Pāṇḍerapura, no distrito de Sholapur. Como encarnação de Saṅkarṣaṇa, Ele é tanto a causa ingrediente quanto a causa imediata da criação deste mundo material. Ele não é diferente de Śrī Caitanya Mahāprabhu, assim como aṁśa e aṁśī, ou a parte e o todo, não são diferentes. Ele pertence à manifestação quádrupla do catur-vyūha como encarnação de Saṅkarṣaṇa. No Gaura-candrodaya, afirma-se que Viśvarūpa, após Seu suposto falecimento, permaneceu mesclado dentro de Śrī Nityānanda Prabhu."}
{"ref": "cc/adi/13/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/75/", "verse_text": "baladeva-prakāśa--parama-vyome 'saṅkarṣaṇa'\nteṅha--viśvera upādāna-nimitta-kāraṇa", "devanagari": "> বলদেব-প্রকাশ — পরমব্যোমে ‘সঙ্কর্ষণ’ ।\n> তেঁহ — বিশ্বের উপাদান-নিমিত্ত-কারণ ॥৭৫॥", "synonyms": "*baladeva-prakāśa*—a manifestação de Baladeva; *parama-vyome*—no céu espiritual; *saṅkarṣaṇa*—de nome Saṅkarṣaṇa; *teṅha*—Ele; *viśvera*—da manifestação cósmica; *upādāna*—ingrediente; *nimitta-kāraṇa*—causa imediata.", "translation": "**A expansão de Baladeva conhecida como Saṅkarṣaṇa no mundo espiritual é a causa ingrediente e a causa imediata desta manifestação cósmica material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/76/", "verse_text": "tāṅhā ba-i viśve kichu nāhi dekhi āra\nataeva 'viśvarūpa' nāma ye tāṅhāra", "devanagari": "> তাঁহা বই বিশ্বে কিছু নাহি দেখি আর ।\n> অতএব ‘বিশ্বরূপ’ নাম যে তাঁহার ॥৭৬॥", "synonyms": "*tāṅhā ba-i*—exceto Ele; *viśve*—dentro desta manifestação cósmica; *kichu*—algo; *nāhi*—não há; *dekhi*—vejo; *āra*—além; *ataeva*—portanto; *viśvarūpa*—forma universal; *nāma*—nome; *ye*—que; *tāṅhāra*—Seu.", "translation": "**A gigantesca forma universal chama-se a encarnação Viśvarūpa de Mahā-saṅkarṣaṇa. Assim, não encontramos nada dentro desta manifestação cósmica exceto o próprio Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/77/", "verse_text": "naitac citraṁ bhagavati\nhy anante jagad-īśvare\notaṁ protam idaṁ yasmin\ntantuṣv aṅga yathā paṭaḥ", "devanagari": "> নৈতচ্চিত্রং ভগবতি হ্যনন্তে জগদীশ্বরে ।\n> ওতং প্রোতমিদং যস্মিন্ তন্তুষ্বঙ্গ যথা পটঃ ॥৭৭॥", "synonyms": "*na*—não; *etat*—isto; *citram*—maravilhoso; *bhagavati*—na Suprema Personalidade de Deus; *hi*—certamente; *anante*—no ilimitado; *jagat-īśvare*—o senhor do universo; *otam*—no sentido do comprimento; *protam*—no sentido da largura; *idam*—este universo; *yasmin*—em quem; *tantuṣu*—nos fios; *aṅga*—ó rei; *yathā*—assim como; *paṭaḥ*—um tecido.", "translation": "**\"Assim como o fio num tecido se estende tanto no comprimento quanto na largura, também tudo o que vemos dentro desta manifestação cósmica existe, direta e indiretamente, na Suprema Personalidade de Deus. Isso não é nada maravilhoso para Ele.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.15.35)."}
{"ref": "cc/adi/13/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/78/", "verse_text": "ataeva prabhu tāṅre bale, 'baḍa bhāi'\nkṛṣṇa, balarāma dui--caitanya, nitāi", "devanagari": "> অতএব প্রভু তাঁরে বলে, ‘বড় ভাই’ ।\n> কৃষ্ণ, বলরাম দুই — চৈতন্য, নিতাই ॥৭৮॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *tāṅre*—a Viśvarūpa; *bale*—diz; *baḍa bhāi*—irmão mais velho; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *balarāma*—e Baladeva; *dui*—dois; *caitanya*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nitāi*—e o Senhor Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Como Mahā-saṅkarṣaṇa é a causa ingrediente e eficiente da manifestação cósmica, Ele está presente em cada detalhe dela. O Senhor Caitanya, portanto, chamou-O de Seu irmão mais velho. Os dois irmãos são conhecidos como Kṛṣṇa e Balarāma no mundo espiritual, mas no momento atual são Caitanya e Nitāi. Assim sendo, a conclusão é que Nityānanda Prabhu é o Saṅkarṣaṇa original, Baladeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/79/", "verse_text": "putra pāñā dampati hailā ānandita mana\nviśeṣe sevana kare govinda-caraṇa", "devanagari": "> পুত্র পাঞা দম্পতি হৈলা আনন্দিত মন ।\n> বিশেষে সেবন করে গোবিন্দচরণ ॥৭৯॥", "synonyms": "*putra*—filho; *pāñā*—tendo obtido; *dampati*—marido e mulher; *hailā*—ficaram; *ānandita*—satisfeitos; *mana*—a mente; *viśeṣe*—especificamente; *sevana*—serviço; *kare*—prestam; *govinda-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Govinda.", "translation": "**O marido e a esposa [Jagannātha Miśra e Śacīmātā], tendo obtido Viśvarūpa como seu filho, ficaram muito satisfeitos em suas mentes. Por causa de sua satisfação, começaram a servir especificamente os pés de lótus de Govinda.**", "purport": "Há um ditado comum na Índia que diz que todos vão adorar a Suprema Personalidade de Deus quando estão aflitos, mas, quando uma pessoa se encontra numa posição opulenta, esquece-se de Deus. No *Bhagavad-gītā* (7.16), isso também se confirma:\n\ncatur-vidhā bhajante māṁ\njanāḥ sukṛtino 'rjuna\nārto jijñāsur arthārthī\njñānī ca bharatarṣabha\n\n\"Se respaldadas por atividades piedosas no passado, quatro espécies de homens — a saber, os aflitos, os necessitados de dinheiro, os que buscam conhecimento e os inquisitivos — interessam-se pelo serviço devocional.\" O marido e a esposa, Jagannātha Miśra e Śacīmātā, estavam muito infelizes porque suas oito filhas haviam falecido. Ora, quando obtiveram Viśvarūpa como seu filho, certamente ficaram extremamente felizes. Sabiam que era pela graça do Senhor que se viam dotados de tal felicidade e opulência. Por isso, em vez de esquecer o Senhor, tornaram-se cada vez mais aderentes em prestar serviço aos pés de lótus de Govinda. Quando um homem comum se torna opulento, esquece-se de Deus; mas, quanto mais opulento se torna um devoto pela graça do Senhor, mais se apega ao serviço do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/13/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/80/", "verse_text": "caudda-śata chaya śake śeṣa māgha māse\n\njagannātha-śacīra dehe kṛṣṇera praveśe", "devanagari": "> চৌদ্দশত ছয় শকে শেষ মাঘ মাসে ।\n> জগন্নাথ-শচীর দেহে কৃষ্ণের প্রবেশে ॥৮০॥", "synonyms": "*caudda-śata*—1400; *chaya*—6; *śake*—no ano da Era Śaka; *śeṣa*—último; *māgha*—Māgha; *māse*—no mês; *jagannātha*—de Jagannātha Miśra; *śacīra*—e de Śacīdevī; *dehe*—nos corpos; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *praveśe*—pela entrada.", "translation": "**No mês de janeiro do ano de 1406 da Era Śaka (1485 d.C.), o Senhor Kṛṣṇa entrou nos corpos tanto de Jagannātha Miśra como de Śacī.**", "purport": "O Senhor Caitanya Mahāprabhu nasceu no ano de 1407 da era Śaka, no mês de Phālguna. Aqui, porém, vemos que Ele entrou nos corpos de Seus pais no ano de 1406, no mês de Māgha. Portanto, o Senhor entrou nos corpos de Seus pais treze meses completos antes de Seu nascimento. Em geral, uma criança comum permanece no ventre de sua mãe por dez meses lunares, mas aqui vemos que o Senhor permaneceu dentro do corpo de Sua mãe por treze meses lunares."}
{"ref": "cc/adi/13/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/81/", "verse_text": "miśra kahe śacī-sthāne,--dekhi āna rīta\n\njyotirmaya deha, geha lakṣmī-adhiṣṭhita", "devanagari": "> মিশ্র কহে শচী-স্থানে, — দেখি আন রীত ।\n> জ্যোতির্ময় দেহ, গেহ লক্ষ্মী-অধিষ্ঠিত ॥৮১॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Jagannātha Miśra começou a falar; *śacī-sthāne*—na presença de Śacīdevī-mātā; *dekhi*—vejo; *āna*—extraordinário; *rīta*—comportamento; *jyotiḥ-maya*—refulgente; *deha*—corpo; *geha*—lar; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *adhiṣṭhita*—situada.", "translation": "**Jagannātha Miśra disse a Śacīmātā: \"Vejo coisas maravilhosas! Teu corpo é refulgente, e parece que a deusa da fortuna agora reside pessoalmente em meu lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/82/", "verse_text": "yāhāṅ tāhāṅ sarva-loka karaye sammāna\n\nghare pāṭhāiyā deya dhana, vastra, dhāna", "devanagari": "> যাহাঁ তাহাঁ সর্বলোক করয়ে সম্মান ।\n> ঘরে পাঠাইয়া দেয় ধন, বস্ত্র, ধান ॥৮২॥", "synonyms": "*yāhāṅ*—onde quer que; *tāhāṅ*—em qualquer lugar; *sarva-loka*—todas as pessoas; *karaye*—demonstram; *sammāna*—respeito; *ghare*—em casa; *pāṭhāiyā*—enviando; *deya*—dão; *dhana*—riquezas; *vastra*—roupa; *dhāna*—arroz.", "translation": "**\"Onde quer que eu vá, todas as pessoas me oferecem respeito. Mesmo sem eu pedir, elas voluntariamente me dão riquezas, roupas e arroz.\"**", "purport": "Um *brāhmaṇa* não se torna servo de ninguém. Prestar serviço a outrem é função dos *śūdras.* O *brāhmaṇa* é sempre independente, porque é mestre, mestre espiritual e conselheiro da sociedade. Os membros da sociedade lhe fornecem todas as necessidades da vida. No *Bhagavad-gītā*, o Senhor dividiu a sociedade em quatro divisões — *brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya* e *śūdra.* A sociedade não pode funcionar bem sem essa divisão científica. O *brāhmaṇa* deve dar bons conselhos a todos os membros da sociedade; o *kṣatriya* deve cuidar da administração, mantendo a lei e a ordem na sociedade; os *vaiśyas* devem produzir e comerciar tudo aquilo de que a sociedade necessita; ao passo que os *śūdras* devem prestar serviço às seções superiores da sociedade (os *brāhmaṇas, kṣatriyas* e *vaiśyas*).\n\nJagannātha Miśra era *brāhmaṇa;* por isso, as pessoas lhe enviavam todas as necessidades corporais — dinheiro, roupas, cereais e assim por diante. Enquanto o Senhor Caitanya estava no ventre de Śacīmātā, Jagannātha Miśra recebia todas essas necessidades da vida sem pedi-las. Devido à presença do Senhor em sua família, todos lhe ofereciam o devido respeito como *brāhmaṇa.* Em outras palavras, se um *brāhmaṇa* ou vaiṣṇava se mantiver fiel à sua posição de servo eterno do Senhor e executar a vontade do Senhor, não haverá possibilidade de escassez para sua manutenção pessoal nem para as necessidades de sua família."}
{"ref": "cc/adi/13/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/83/", "verse_text": "śacī kahe,--muñi dekhoṅ ākāśa-upare\n\ndivya-mūrti loka saba yena stuti kare", "devanagari": "> শচী কহে, — মুঞি দেখোঁ আকাশ-উপরে ।\n> দিব্যমূর্তি লোক সব যেন স্তুতি করে ॥৮৩॥", "synonyms": "*śacī kahe*—mãe Śacīdevī respondeu; *muñi*—eu; *dekhoṅ*—vejo; *ākāśa-upare*—no espaço sideral; *divya-mūrti*—formas brilhantes; *loka*—pessoas; *saba*—todas; *yena*—como se; *stuti*—orações; *kare*—oferecendo.", "translation": "**Śacīmātā disse a seu esposo: \"Eu também vejo seres humanos maravilhosamente brilhantes que surgem no espaço sideral, como se estivessem oferecendo orações.\"**", "purport": "Jagannātha Miśra era honrado por todos na Terra e provido de todas as necessidades. De modo semelhante, mãe Śacī via muitos semideuses no espaço sideral que lhe ofereciam orações por causa da presença do Senhor Caitanya Mahāprabhu em seu ventre."}
{"ref": "cc/adi/13/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/84/", "verse_text": "jagannātha miśra kahe,--svapna ye dekhila\n\njyotirmaya-dhāma mora hṛdaye paśila", "devanagari": "> জগন্নাথ মিশ্র কহে, — স্বপ্ন যে দেখিল ।\n> জ্যোতির্ময়-ধাম মোর হৃদয়ে পশিল ॥৮৪॥", "synonyms": "*jagannātha miśra kahe*—Jagannātha Miśra respondeu; *svapna*—sonho; *ye*—que; *dekhila*—eu vi; *jyotiḥ-maya*—com uma brilhante refulgência; *dhāma*—morada; *mora*—meu; *hṛdaye*—no coração; *paśila*—entrou.", "translation": "**Jagannātha Miśra então respondeu: \"Em um sonho, vi a refulgente morada do Senhor entrar em meu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/85/", "verse_text": "āmāra hṛdaya haite gelā tomāra hṛdaye\n\nhena bujhi, janmibena kona mahāśaye", "devanagari": "> আমার হৃদয় হৈতে গেলা তোমার হৃদয়ে ।\n> হেন বুঝি, জন্মিবেন কোন মহাশয়ে ॥৮৫॥", "synonyms": "*āmāra hṛdaya haite*—de meu coração; *gelā*—transferiu-se; *tomāra hṛdaye*—para o teu coração; *hena*—assim; *bujhi*—compreendo; *janmibena*—nascerá; *kona*—alguma; *mahāśaye*—personalidade muito grandiosa.", "translation": "**\"De meu coração, ela entrou em teu coração. Compreendo, portanto, que em breve nascerá uma grande personalidade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/86/", "verse_text": "eta bali' duṅhe rahe haraṣita hañā\n\nśālagrāma sevā kare viśeṣa kariyā", "devanagari": "> এত বলি’ দুঁহে রহে হরষিত হঞা ।\n> শালগ্রাম সেবা করে বিশেষ করিয়া ॥৮৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—após essa conversa; *duṅhe*—ambos; *rahe*—permaneceram; *haraṣita*—jubilosos; *hañā*—tornando-se; *śālagrāma*—śālagrāma-nārāyaṇa-śilā; *sevā*—serviço; *kare*—prestaram; *viśeṣa*—com especial atenção; *kariyā*—dando-lhe.", "translation": "**Após essa conversa, tanto o esposo como a esposa ficaram muito jubilosos, e juntos prestaram serviço à śālagrāma-śilā doméstica.**", "purport": "Especialmente na casa de cada brāhmaṇa deve haver uma śālagrāma-śilā para ser adorada pela família brāhmaṇa. Esse sistema ainda está em vigor. As pessoas que são brāhmaṇas por casta, que nascem em uma família brāhmaṇa, devem adorar a śālagrāma-śilā. Infelizmente, com o avanço de Kali-yuga, os ditos brāhmaṇas, embora muito orgulhosos de nascerem em famílias brāhmaṇas, já não adoram a śālagrāma-śilā. Na verdade, porém, é costume desde tempos imemoriais que a pessoa nascida em uma família brāhmaṇa adore a śālagrāma-śilā em todas as circunstâncias. Em nossa sociedade da consciência de Kṛṣṇa, alguns dos membros estão muito ansiosos por introduzir a śālagrāma-śilā, mas propositadamente nos abstivemos de introduzi-la, pois a maioria dos membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa não provém originalmente de famílias da casta brāhmaṇa. Depois de algum tempo, quando constatarmos que eles estão realmente situados de modo estrito na linha do comportamento bramânico, esta śālagrāma-śilā será introduzida.\n\nNesta era, a adoração da śālagrāma-śilā não é tão importante quanto o cantar do santo nome do Senhor. Esse é o preceito do śāstra. Harer nāma harer nāma harer nāmaiva kevalam kalau nāsty eva nāsty eva nāsty eva gatir anyathā. A opinião de Śrīla Jīva Gosvāmī é que, cantando o santo nome sem ofensas, a pessoa se torna completamente perfeita. Não obstante, só para purificar a situação da mente, a adoração da Deidade no templo também é necessária. Por isso, quando alguém está avançado em consciência espiritual ou está perfeitamente situado na plataforma espiritual, pode dedicar-se à adoração da śālagrāma-śilā.\n\nA transferência do Senhor do coração de Jagannātha Miśra para o coração de Śacīmātā é explicada por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura da seguinte maneira: \"Deve-se concluir que Jagannātha Miśra e Śacīmātā são nitya-siddhas, associados eternamente purificados do Senhor. Seus corações estão sempre incontaminados, e por isso jamais se esquecem da Suprema Personalidade de Deus. O homem comum neste mundo material tem o coração contaminado. Por isso, ele deve primeiramente purificar seu coração para chegar à posição transcendental. Mas Jagannātha Miśra e Śacīmātā não eram um homem e uma mulher comuns, de corações contaminados. Quando o coração está incontaminado, diz-se que está na posição existencial de Vasudeva. Vasudeva pode gerar Vāsudeva, ou Kṛṣṇa, que está transcendentalmente situado.\"\n\nDeve-se entender que Śacīdevī não engravidou como uma mulher comum engravida por causa da complacência dos sentidos. Não se deve pensar que a gravidez de Śacīmātā fosse a de uma mulher comum, pois isso é uma ofensa. A pessoa pode compreender a gravidez de Śacīmātā quando está realmente avançada em consciência espiritual e plenamente ocupada no serviço devocional do Senhor.\n\nNo *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.16), afirma-se:\n\nbhagavān api viśvātmā\nbhaktānām abhayaṅ-karaḥ\nāviveśāṁśa-bhāgena\nmana ānakadundubheḥ\n\nEsta é uma declaração a respeito do nascimento do Senhor Kṛṣṇa. A encarnação do Senhor entrou na mente de Vasudeva e foi então transferida para a mente de Devakī. Śrīla Śrīdhara Svāmī apresenta a seguinte anotação a esse respeito: 'mana āviveśa' manasy āvirbabhūva; jīvānām iva na dhātu-sambandha ity arthaḥ. Não havia possibilidade da descarga seminal necessária para o nascimento de um ser humano comum. Śrīla Rūpa Gosvāmī também comenta a esse respeito que o Senhor Kṛṣṇa primeiro apareceu na mente de Ānakadundubhi, Vasudeva, e foi então transferido para a mente de Devakī-devī. Assim, a bem-aventurança espiritual na mente de Devakī-devī gradualmente aumentou, exatamente como a lua aumenta a cada noite até tornar-se lua cheia. No momento de Seu aparecimento, o Senhor Kṛṣṇa saiu da mente de Devakī e apareceu dentro da prisão de Kaṁsa, ao lado do leito de Devakī. Naquele momento, pelo encanto de yogamāyā, Devakī pensou que seu filho havia agora nascido. Nesse contexto, até mesmo os semideuses do reino celestial ficaram confusos. Como se afirma, muhyanti yat sūrayaḥ (Bhāg. 1.1.1). Eles vieram oferecer suas orações a Devakī, pensando que o Senhor Supremo estava em seu ventre. Os semideuses vieram a Mathurā de seu reino celestial. Isso indica que Mathurā é ainda mais importante que o reino celestial do sistema planetário superior.\n\nO Senhor Kṛṣṇa, como o filho eterno de Yaśodāmayī, está sempre presente em Vṛndāvana. Os passatempos do Senhor Kṛṣṇa prosseguem continuamente tanto dentro deste mundo material como no mundo espiritual. Em tais passatempos, o Senhor sempre Se considera o filho eterno de mãe Yaśodā e do pai Nanda Mahārāja. No Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*, Capítulo Seis, verso 43, afirma-se: \"Quando o magnânimo e bondoso Nanda Mahārāja voltou de uma viagem, ele imediatamente tomou seu filho Kṛṣṇa no colo e experimentou bem-aventurança transcendental ao cheirar Sua cabeça.\" De modo semelhante, no Décimo Canto, Nono Capítulo, verso 21, diz-se: \"Esta Personalidade de Deus, que aparece como o filho de uma vaqueira, é facilmente acessível e compreensível aos devotos, ao passo que aqueles que se acham sob o conceito da vida corporal, embora muito avançados em austeridade e penitência ou ainda que sejam grandes filósofos, são incapazes de compreendê-lo.\"\n\nŚrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura cita em seguida Śrīpāda Baladeva Vidyābhūṣaṇa, que se refere às orações oferecidas pelos semideuses ao Senhor Kṛṣṇa no ventre de Devakī e resume o nascimento de Kṛṣṇa da seguinte maneira: \"Assim como a lua que se ergue manifesta luz no oriente, da mesma forma Devakī, que estava sempre situada na plataforma transcendental, tendo sido iniciada no Kṛṣṇa mantra por Vasudeva, o filho de Śūrasena, manteve Kṛṣṇa dentro de seu coração.\" A partir dessa declaração do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.18), entende-se que a Suprema Personalidade de Deus, tendo sido transferida do coração de Ānakadundubhi, ou Vasudeva, manifestou-Se no coração de Devakī. Segundo Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa, o \"coração de Devakī\" significa o ventre de Devakī, pois no *Śrīmad-Bhāgavatam*, Décimo Canto, Segundo Capítulo, verso 41, os semideuses dizem: diṣṭyāmba te kukṣi-gataḥ paraḥ pumān: \"Mãe Devakī, o Senhor já está dentro de teu ventre.\" Portanto, dizer que o Senhor foi transferido do coração de Vasudeva para o coração de Devakī significa que Ele foi transferido para o ventre de Devakī.\n\nDe modo semelhante, com relação ao aparecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, conforme descrito no *Caitanya-caritāmṛta*, as palavras viśeṣe sevana kare govinda-caraṇa, \"eles especificamente começaram a adorar os pés de lótus de Govinda\", indicam que, exatamente como Kṛṣṇa apareceu no coração de Devakī através do coração de Vasudeva, assim também o Senhor Caitanya apareceu no coração de Śacīdevī através do coração de Jagannātha Miśra. Esse é o mistério do aparecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Por conseguinte, não se deve pensar no aparecimento do Senhor Caitanya como o de um homem comum ou entidade viva. Este assunto é um pouco difícil de compreender, mas, para os devotos do Senhor, não será nem um pouco difícil compreender as declarações feitas por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/13/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/87/", "verse_text": "haite haite haila garbha trayodaśa māsa\n\ntathāpi bhūmiṣṭha nahe,--miśrera haila trāsa", "devanagari": "> হৈতে হৈতে হৈল গর্ভ ত্রয়োদশ মাস ।\n> তথাপি ভূমিষ্ঠ নহে, — মিশ্রের হৈল ত্রাস ॥৮৭॥", "synonyms": "*haite haite*—assim tornando-se; *haila*—assim se tornou; *garbha*—gravidez; *trayodaśa*—décimo terceiro; *māsa*—mês; *tathāpi*—mesmo assim; *bhūmiṣṭha*—parto; *nahe*—não havia sinal; *miśrera*—de Jagannātha Miśra; *haila*—tornou-se; *trāsa*—apreensão.", "translation": "**Dessa maneira, a gravidez aproximou-se de seu décimo terceiro mês, mas mesmo assim ainda não havia sinal do parto da criança. Assim, Jagannātha Miśra ficou muito apreensivo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/88/", "verse_text": "nīlāmbara cakravartī kahila gaṇiyā\n\nei māse putra habe śubha-kṣaṇa pāñā", "devanagari": "> নীলাম্বর চক্রবর্তী কহিল গণিয়া ।\n> এই মাসে পুত্র হবে শুভক্ষণ পাঞা ॥৮৮॥", "synonyms": "*nīlāmbara cakravartī*—de nome Nīlāmbara Cakravartī; *kahila*—disse; *gaṇiyā*—por cálculo astrológico; *ei māse*—neste mês; *putra*—filho; *habe*—nascerá; *śubha-kṣaṇa*—momento auspicioso; *pāñā*—aproveitando.", "translation": "**Nīlāmbara Cakravartī [o avô de Śrī Caitanya Mahāprabhu] fez então um cálculo astrológico e disse que naquele mês, aproveitando um momento auspicioso, a criança nasceria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/89/", "verse_text": "caudda-śata sāta-śake māsa ye phālguna\n\npaurṇamāsīra sandhyā-kāle haile śubha-kṣaṇa", "devanagari": "> চৌদ্দশত সাতশকে মাস যে ফাল্গুন ।\n> পৌর্ণমাসীর সন্ধ্যাকালে হৈলে শুভক্ষণ ॥৮৯॥", "synonyms": "*caudda-śata sāta-śake*—em 1407 da Era Śaka; *māsa*—mês; *ye*—o qual; *phālguna*—de nome Phālguna; *paurṇamāsira*—da lua cheia; *sandhyā-kāle*—à noite; *haile*—houve; *śubha-kṣaṇa*—uma constelação auspiciosa.", "translation": "**Assim, no ano de 1407 da Era Śaka (1486 d.C.), no mês de Phālguna [março-abril], na noite de lua cheia, surgiu o desejado momento auspicioso.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura, em seu *Amṛta-pravāha-bhāṣya,* apresentou o horóscopo de Śrī Caitanya Mahāprabhu da seguinte forma:\n\n> śala 140710222845\n*dinam*7 11      8\n> 15      54      38\n> 40      37      40\n> 13      6      23\n\nA explicação do horóscopo dada por Bhaktivinoda Ṭhākura é que, no momento do nascimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, as constelações estavam situadas da seguinte maneira: Śukra (Vênus) estava em Meṣa-rāśi (Áries), na constelação de Aśvinī; Ketu (o nono planeta) estava em Siṁha-rāśi (Leão), em Uttaraphalgunī; Candra (a Lua) estava em Siṁha-rāśi, em Pūrvaphalgunī (a décima primeira mansão lunar); Śani (Saturno) estava em Vṛścika-rāśi (Escorpião), em Jyeṣṭhā; Bṛhaspati (Júpiter) estava em Dhanu-rāśi, em Pūrvāṣāḍhā (Sagitário); Maṅgala (Marte) estava em Makara-rāśi (Capricórnio), em Śravaṇā; Ravi (o Sol) e Rāhu estavam em Kumbha-rāśi (Aquário), em Pūrvabhādrapāda; e Budha (Mercúrio) estava em Mīna-rāśi (Peixes), em Uttarabhādrapāda. O *lagna* era Siṁha."}
{"ref": "cc/adi/13/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/90/", "verse_text": "siṁha-rāśi, siṁha-lagna, ucca graha-gaṇa\n\nṣaḍ-varga, aṣṭa-varga, sarva sulakṣaṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*siṁha*—o leão; *rāśi*—signo do zodíaco; *siṁha*—o leão; *lagna*—momento do nascimento; *ucca*—elevada; *graha-gaṇa*—todos os planetas; *ṣaṭ-varga*—seis áreas; *aṣṭa-varga*—oito áreas; *sarva*—todos; *su-lakṣaṇa*—auspiciosidade.", "translation": "**Segundo o Jyotir-veda, ou astronomia Védica, quando a figura do leão aparece tanto no zodíaco como no momento do nascimento [lagna], isso indica uma conjunção planetária muito elevada, uma área sob a influência de ṣaḍ-varga e aṣṭa-varga, que são momentos plenamente auspiciosos.**", "purport": "As divisões da área de ṣaḍ-varga chamam-se tecnicamente kṣetra, horā, drekkāṇa, navāṁśa, dvādaśāṁśa e triṁśāṁśa. Segundo a astrologia jyotir-védica, ao se calcular quem rege a constelação das seis áreas, calcula-se o momento auspicioso. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, que outrora também foi um grande astrólogo, diz que no livro chamado Bṛhaj-jātaka e em outros livros há instruções para conhecer os movimentos das estrelas e dos planetas. Aquele que conhece o processo de traçar uma linha reta e assim compreende a área de aṣṭa-varga pode explicar as constelações auspiciosas. Esta ciência é conhecida especialmente pelas pessoas chamadas horā-śāstra-vit, ou aquelas que conhecem a escritura de nome Horā. Com base nos cálculos astrológicos da escritura Horā, Nīlāmbara Cakravartī, o avô de Śrī Caitanya Mahāprabhu, determinou o momento auspicioso em que o Senhor apareceria."}
{"ref": "cc/adi/13/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/91/", "verse_text": "a-kalaṅka gauracandra dilā daraśana\n\nsa-kalaṅka candre āra kon prayojana", "devanagari": "> অ-কলঙ্ক গৌরচন্দ্র দিলা দরশন ।\n> স-কলঙ্ক চন্দ্রে আর কোন্ প্রয়োজন ॥৯১॥", "synonyms": "*a-kalaṅka*—sem contaminação; *gauracandra*—a lua do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dilā*—deu; *daraśana*—audiência; *sa-kalaṅka*—com contaminação; *candre*—de uma lua; *āra*—também; *kon*—que; *prayojana*—necessidade.", "translation": "**Quando a imaculada lua de Caitanya Mahāprabhu se tornou visível, que necessidade haveria de uma lua repleta de manchas negras em seu corpo?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/92/", "verse_text": "eta jāni' rāhu kaila candrera grahaṇa\n\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' 'hari' nāme bhāse tri-bhuvana", "devanagari": "> এত জানি’ রাহু কৈল চন্দ্রের গ্রহণ ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ নামে ভাসে ত্রিভুবন ॥৯২॥", "synonyms": "*eta jāni'*—sabendo de tudo isso; *rāhu*—a figura zodiacal Rāhu; *kaila*—tentou; *candrera*—da lua; *grahaṇa*—eclipse; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—o santo nome de Kṛṣṇa; *hari*—o santo nome de Hari; *nāme*—os nomes; *bhāse*—inundaram; *tri-bhuvana*—os três mundos.", "translation": "**Considerando isso, Rāhu, o planeta negro, cobriu a lua cheia, e imediatamente as vibrações de \"Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Hari!\" inundaram os três mundos.**", "purport": "Segundo o *Jyotir-veda,* o planeta Rāhu se coloca diante da Lua cheia, e assim ocorre um eclipse lunar. É costume na Índia que todos os seguidores das escrituras Védicas se banhem no Ganges ou no mar tão logo haja um eclipse lunar ou solar. Todos os seguidores estritos da religião Védica permanecem de pé dentro da água durante todo o período do eclipse e cantam o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa. No momento do nascimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, ocorreu um eclipse lunar desse tipo, e naturalmente todas as pessoas que estavam de pé na água cantavam Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare."}
{"ref": "cc/adi/13/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/93/", "verse_text": "jaya jaya dhvani haila sakala bhuvana\ncamatkāra haiyā loka bhāve mane mana", "devanagari": "> জয় জয় ধ্বনি হৈল সকল ভুবন ।\n> চমৎকার হৈয়া লোক ভাবে মনে মন ॥৯৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *dhvani*—vibração; *haila*—houve; *sakala*—todos; *bhuvana*—os mundos; *camatkāra*—maravilhados; *haiyā*—ficando; *loka*—todas as pessoas; *bhāve*—estado; *mane mana*—dentro de suas mentes.", "translation": "**Assim, todas as pessoas cantaram o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa durante o eclipse lunar, e suas mentes encheram-se de espanto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/94/", "verse_text": "jagat bhariyā loka bale--'hari' 'hari'\nsei-kṣaṇe gaurakṛṣṇa bhūme avatari", "devanagari": "> জগৎ ভরিয়া লোক বলে — ‘হরি’ ‘হরি’ ।\n> সেইক্ষণে গৌরকৃষ্ণ ভূমে অবতরি ॥৯৪॥", "synonyms": "*jagat*—o mundo inteiro; *bhariyā*—enchendo; *loka*—as pessoas; *bale*—disseram; *hari hari*—o santo nome do Senhor; *sei-kṣaṇe*—naquele momento; *gaurakṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa sob a forma de Gaurahari; *bhūme*—na Terra; *avatari*—desceu.", "translation": "**Quando o mundo inteiro cantava assim o santo nome da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, sob a forma de Gaurahari, desceu à Terra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/95/", "verse_text": "prasanna ha-ila saba jagatera mana\n'hari' bali' hinduke hāsya karaye yavana", "devanagari": "> প্রসন্ন হইল সব জগতের মন ।\n> ‘হরি’ বলি’ হিন্দুকে হাস্য করয়ে যবন ॥৯৫॥", "synonyms": "*prasanna*—jubilosa; *ha-ila*—tornou-se; *saba*—toda; *jagatera*—do mundo inteiro; *mana*—a mente; *hari*—o santo nome do Senhor; *bali'*—dizendo; *hinduke*—aos hindus; *hāsya*—rindo; *karaye*—faziam; *yavana*—os maometanos.", "translation": "**O mundo inteiro ficou satisfeito. Enquanto os hindus cantavam o santo nome do Senhor, os não-hindus, especialmente os muçulmanos, imitavam as palavras em tom de zombaria.**", "purport": "Embora os muçulmanos, ou não hindus, não tenham interesse em cantar o santo nome do Senhor, o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa, enquanto os hindus de Navadvīpa cantavam durante o eclipse lunar, os muçulmanos os imitaram. Assim, hindus e muçulmanos se uniram no cantar do santo nome do Senhor quando Śrī Caitanya Mahāprabhu fez Seu advento."}
{"ref": "cc/adi/13/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/96/", "verse_text": "'hari' bali' nārīgaṇa dei hulāhuli\nsvarge vādya-nṛtya kare deva kutūhalī", "devanagari": "> ‘হরি’ বলি’ নারীগণ দেই হুলাহুলি ।\n> স্বর্গে বাদ্য-নৃত্য করে দেব কুতূহলী ॥৯৬॥", "synonyms": "*hari bali'*—dizendo a palavra Hari; *nārī-gaṇa*—todas as senhoras; *dei*—entoando; *hulāhuli*—o som de hulāhuli; *svarge*—nos planetas celestiais; *vādya-nṛtya*—música e dança; *kare*—faziam; *deva*—os semideuses; *kutūhalī*—curiosos.", "translation": "**Enquanto todas as senhoras vibravam o santo nome de Hari na Terra, nos planetas celestiais havia dança e música, pois os semideuses estavam muito curiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/97/", "verse_text": "prasanna haila daśa dik, prasanna nadījala\nsthāvara-jaṅgama haila ānande vihvala", "devanagari": "> প্রসন্ন হৈল দশ দিক্, প্রসন্ন নদীজল ।\n> স্থাবর-জঙ্গম হৈল আনন্দে বিহ্বল ॥৯৭॥", "synonyms": "*prasanna*—jubilosas; *haila*—tornaram-se; *daśa*—dez; *dik*—direções; *prasanna*—satisfeitas; *nadī-jala*—as águas dos rios; *sthāvara*—imóveis; *jaṅgama*—móveis; *haila*—tornaram-se; *ānande*—de alegria; *vihvala*—dominados.", "translation": "**Nessa atmosfera, todas as dez direções ficaram jubilosas, assim como as ondas dos rios. Além disso, todos os seres, móveis e imóveis, ficaram dominados de bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/98/", "verse_text": "nadīyā-udayagiri, pūrṇacandra gaurahari,\nkṛpā kari' ha-ila udaya\npāpa-tamaḥ haila nāśa, tri-jagatera ullāsa,\njagabhari' hari-dhvani haya", "devanagari": "> নদীয়া-উদয়গিরি, পূর্ণচন্দ্র গৌরহরি,\n> কৃপা করি’ হইল উদয় ।\n> পাপ-তমঃ হৈল নাশ, ত্রিজগতের উল্লাস,\n> জগভরি’ হরিধ্বনি হয় ॥৯৮॥", "synonyms": "*nadīyā*—o lugar conhecido como Nadīyā; *udayagiri*—é o local do aparecimento; *pūrṇa-candra*—a lua cheia; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—por misericórdia; *kari'*—fazendo assim; *ha-ila*—tornou-se; *udaya*—surgida; *pāpa*—pecaminosa; *tamaḥ*—escuridão; *haila*—tornou-se; *nāśa*—dissipada; *tri-jagatera*—dos três mundos; *ullāsa*—a felicidade; *jaga-bhari'*—enchendo o mundo inteiro; *hari-dhvani*—a vibração transcendental de Hari; *haya*—ressoou.", "translation": "**Assim, por Sua misericórdia imotivada, a lua cheia, Gaurahari, surgiu no distrito de Nadia, comparado a Udayagiri, onde o sol primeiro se torna visível. Seu surgimento no céu dissipou a escuridão da vida pecaminosa, e, dessa maneira, os três mundos encheram-se de júbilo e cantaram o santo nome do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/99/", "verse_text": "sei-kāle nijālaya, uṭhiyā advaita rāya,\nnṛtya kare ānandita-mane\nharidāse lañā saṅge, huṅkāra-kīrtana-raṅge\nkene nāce, keha nāhi jāne", "devanagari": "> সেইকালে নিজালয়, উঠিয়া অদ্বৈত রায়,\n> নৃত্য করে আনন্দিত-মনে ।\n> হরিদাসে লঞা সঙ্গে, হুঙ্কার-কীর্তন-রঙ্গে,\n> কেনে নাচে, কেহ নাহি জানে ॥৯৯॥", "synonyms": "*sei-kāle*—naquele momento; *nija-ālaya*—em Sua própria casa; *uṭhiyā*—levantando-se; *advaita*—Advaita Ācārya; *rāya*—o homem rico; *nṛtya*—dança; *kare*—executa; *ānandita*—com alegre; *mane*—mente; *haridāse*—Ṭhākura Haridāsa; *lañā*—levando; *saṅge*—consigo; *huṅkāra*—em alta voz; *kīrtana*—saṅkīrtana; *raṅge*—executando; *kene*—por que; *nāce*—dançam; *keha nāhi*—ninguém; *jāne*—sabe.", "translation": "**Naquele momento, Śrī Advaita Ācārya Prabhu, em Sua própria casa em Śāntipura, dançava com disposição jubilosa. Levando consigo Haridāsa Ṭhākura, Ele dançava e cantava Hare Kṛṣṇa em alta voz. Mas por que dançavam, ninguém conseguia compreender.**", "purport": "Entende-se que Advaita Prabhu, naquele momento, estava em Sua própria casa paterna em Śāntipura. Haridāsa Ṭhākura costumava encontrar-se com Ele frequentemente. Por coincidência, portanto, ele também estava ali e, no nascimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ambos imediatamente começaram a dançar. Mas ninguém em Śāntipura conseguia compreender por que aquelas duas pessoas santas dançavam."}
{"ref": "cc/adi/13/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/100/", "verse_text": "dekhi' uparāga hāsi', śīghra gaṅgā-ghāṭe āsi'\nānande karila gaṅgā-snāna\npāñā uparāga-chale, āpanāra mano-bale,\nbrāhmaṇere dila nānā dāna", "devanagari": "> দেখি’ উপরাগ হাসি’, শীঘ্র গঙ্গাঘাটে আসি’,\n> আনন্দে করিল গঙ্গাস্নান ।\n> পাঞা উপরাগ-ছলে, আপনার মনোবলে,\n> ব্রাহ্মণেরে দিল নানা দান ॥১০০॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *uparāga*—o eclipse; *hāsi'*—rindo; *śīghra*—muito depressa; *gaṅgā-ghāṭe*—à margem do Ganges; *āsi'*—chegando; *ānande*—em júbilo; *karila*—tomaram; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *pāñā*—aproveitando; *uparāga-chale*—por ocasião do eclipse lunar; *āpanāra*—Sua própria; *manaḥ-bale*—pela força da mente; *brāhmaṇere*—aos brāhmaṇas; *dila*—deu; *nānā*—várias; *dāna*—caridades.", "translation": "**Vendo o eclipse lunar e rindo, tanto Advaita Ācārya quanto Haridāsa Ṭhākura imediatamente foram à margem do Ganges e banharam-se no Ganges em grande júbilo. Aproveitando a ocasião do eclipse lunar, Advaita Ācārya, por Sua própria força mental, distribuiu vários tipos de caridade aos brāhmaṇas.**", "purport": "É costume dos hindus dar caridade aos pobres tanto quanto possível durante um eclipse lunar ou solar. Advaita Ācārya, portanto, aproveitando este eclipse, distribuiu diversas variedades de caridade aos brāhmaṇas. No *Śrīmad-Bhāgavatam* há uma afirmação no Décimo Canto, Terceiro Capítulo, verso 11, de que, quando Kṛṣṇa nasceu, Vasudeva imediatamente, aproveitando este momento, distribuiu dez mil vacas aos brāhmaṇas. É costume entre os hindus que, ao nascer uma criança, em especial uma criança do sexo masculino, os pais distribuam grande caridade em júbilo. Advaita Ācārya estava de fato interessado em distribuir caridade por causa do nascimento do Senhor Caitanya na hora do eclipse lunar. As pessoas, contudo, não conseguiam compreender por que Advaita Ācārya dava tão grande variedade de coisas em caridade. Ele assim agiu não por causa do eclipse lunar, mas por causa do nascimento do Senhor naquele momento. Ele distribuiu caridade exatamente como Vasudeva fez na ocasião do aparecimento do Senhor Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/13/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/101/", "verse_text": "jagat ānandamaya, dekhi' mane sa-vismaya,\nṭhāreṭhore kahe haridāsa\ntomāra aichana raṅga, mora mana parasanna,\ndekhi--kichu kārye āche bhāsa", "devanagari": "> জগৎ আনন্দময়, দেখি’ মনে সবিস্ময়,\n> ঠারেঠোরে কহে হরিদাস ।\n> তোমার ঐছন রঙ্গ, মোর মন পরসন্ন,\n> দেখি — কিছু কার্যে আছে ভাস ॥১০১॥", "synonyms": "*jagat*—o mundo inteiro; *ānanda-maya*—pleno de prazer; *dekhi'*—vendo; *mane*—dentro da mente; *sa-vismaya*—com espanto; *ṭhāreṭhore*—por indicações diretas e indiretas; *kahe*—diz; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *tomāra*—Tua; *aichana*—desse tipo de; *raṅga*—atuação; *mora*—minha; *mana*—mente; *parasanna*—muito satisfeita; *dekhi*—posso entender; *kichu*—algo; *kārye*—em ação; *āche*—há; *bhāsa*—indicação.", "translation": "**Quando viu que o mundo inteiro estava jubiloso, Haridāsa Ṭhākura, com a mente espantada, expressou-se direta e indiretamente a Advaita Ācārya: \"Tua dança e Tua distribuição de caridade me agradam muito. Posso entender que há algum propósito especial nessas ações.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/102/", "verse_text": "ācāryaratna, śrīvāsa, haila mane sukhollāsa\nyāi' snāna kaila gaṅgā-jale\nānande vihvala mana, kare hari-saṅkīrtana\nnānā dāna kaila mano-bale", "devanagari": "> আচার্যরত্ন, শ্রীবাস, হৈল মনে সুখোল্লাস,\n> যাই’ স্নান কৈল গঙ্গাজলে ।\n> আনন্দে বিহ্বল মন, করে হরিসংকীর্তন,\n> নানা দান কৈল মনোবলে ॥১০২॥", "synonyms": "*ācāryaratna*—de nome Ācāryaratna; *śrīvāsa*—de nome Śrīvāsa; *haila*—tornaram-se; *mane*—na mente; *sukha-ullāsa*—felizes; *yāi'*—indo; *snāna*—banho; *kaila*—executaram; *gaṅgā-jale*—nas águas do Ganges; *ānande*—em júbilo; *vihvala*—dominada; *mana*—mente; *kare*—fazem; *hari-saṅkīrtana*—execução de saṅkīrtana; *nānā*—várias; *dāna*—caridades; *kaila*—deram; *manaḥ-bale*—pela força da mente.", "translation": "**Ācāryaratna [Candraśekhara] e Śrīvāsa Ṭhākura ficaram dominados de alegria e imediatamente foram à margem do Ganges para banhar-se nas águas do Ganges. Com a mente repleta de felicidade, cantaram o mantra Hare Kṛṣṇa e deram caridade pela força mental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/103/", "verse_text": "ei mata bhakta-tati, yāṅra yei deśe sthiti,\ntāhāṅ tāhāṅ pāñā mano-bale\nnāce, kare saṅkīrtana, ānande vihvala mana,\ndāna kare grahaṇera chale", "devanagari": "> এই মত ভক্তততি, যাঁর যেই দেশে স্থিতি,\n> তাহাঁ তাহাঁ পাঞা মনোবলে ।\n> নাচে, করে সংকীর্তন, আনন্দে বিহ্বল মন,\n> দান করে গ্রহণের ছলে ॥১০৩॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *bhakta-tati*—todos os devotos ali; *yāṅra*—cuja; *yei*—em qualquer; *deśe*—no país; *sthiti*—residência; *tāhāṅ tāhāṅ*—aqui e ali; *pāñā*—aproveitando; *manaḥ-bale*—pela força da mente; *nāce*—dançam; *kare saṅkīrtana*—executam saṅkīrtana; *ānande*—em alegria; *vihvala*—dominada; *mana*—mente; *dāna*—em caridade; *kare*—dão; *grahaṇera*—do eclipse lunar; *chale*—sob o pretexto.", "translation": "**Dessa maneira, todos os devotos, onde quer que estivessem situados, em toda cidade e em todo país, dançavam, executavam saṅkīrtana e davam caridade pela força mental sob o pretexto do eclipse lunar, com as mentes dominadas de alegria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/104/", "verse_text": "brāhmaṇa-sajjana-nārī, nānā-dravye thālī bhari'\nāilā sabe yautuka la-iyā\nyena kāṅcā-soṇā-dyuti, dekhi' bālakera mūrti,\nāśīrvāda kare sukha pāñā", "devanagari": "> ব্রাহ্মণ-সজ্জন-নারী, নানা-দ্রব্যে থালী ভরি’\n> আইলা সবে যৌতুক লইয়া ।\n> যেন কাঁচা-সোণা-দ্যুতি, দেখি’ বালকের মূর্তি,\n> আশীর্বাদ করে সুখ পাঞা ॥১০৪॥", "synonyms": "*brāhmaṇa*—os respeitáveis brāhmaṇas; *sat-jana*—cavalheiros; *nārī*—senhoras; *nānā*—variedades; *dravye*—com presentes; *thālī*—pratos; *bhari'*—cheios; *āilā*—vieram; *sabe*—todos; *yautuka*—oferendas; *la-iyā*—levando; *yena*—como; *kāṅcā*—puro; *soṇā*—ouro; *dyuti*—reluzente; *dekhi'*—vendo; *bālakera*—da criança; *mūrti*—forma; *āśīrvāda*—bênçãos; *kare*—ofereceram; *sukha*—felicidade; *pāñā*—alcançando.", "translation": "**Toda sorte de respeitáveis cavalheiros e senhoras brāhmaṇas, levando pratos cheios de vários presentes, vieram com suas oferendas. Vendo a criança recém-nascida, cuja forma se assemelhava ao ouro puro reluzente, todos eles, com felicidade, ofereceram suas bênçãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/105/", "verse_text": "sāvitrī, gaurī, sarasvatī, śacī, rambhā, arundhatī\nāra yata deva-nārīgaṇa\nnānā-dravye pātra bhari', brāhmaṇīra veśa dhari',\nāsi' sabe kare daraśana", "devanagari": "> সাবিত্রী, গৌরী, সরস্বতী, শচী, রম্ভা, অরুন্ধতী,\n> আর যত দেব-নারীগণ ।\n> নানা-দ্রব্যে পাত্র ভরি’, ব্রাহ্মণীর বেশ ধরি’,\n> আসি’ সবে করে দরশন ॥১০৫॥", "synonyms": "*sāvitrī*—a esposa do Senhor Brahmā; *gaurī*—a esposa do Senhor Śiva; *sarasvatī*—a esposa do Senhor Nṛsiṁhadeva; *śacī*—a esposa do rei Indra; *rambhā*—uma dançarina do céu; *arundhatī*—a esposa de Vasiṣṭha; *āra*—e; *yata*—todas; *deva*—celestiais; *nārī-gaṇa*—as mulheres; *nānā*—variedades; *dravye*—com presentes; *pātra bhari'*—enchendo os cestos; *brāhmaṇīra*—sob a forma de senhoras brāhmaṇas; *veśa dhari'*—vestindo-se assim; *āsi'*—vindo ali; *sabe*—todas; *kare*—fazem; *daraśana*—visita.", "translation": "**Vestindo-se como esposas de brāhmaṇas, todas as senhoras celestiais, inclusive as esposas do Senhor Brahmā, do Senhor Śiva, do Senhor Nṛsiṁhadeva, do rei Indra e de Vasiṣṭha Ṛṣi, juntamente com Rambhā, uma dançarina do céu, vieram ali com variedades de presentes.**", "purport": "Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu era um bebê recém-nascido, foi visitado pelas senhoras vizinhas, a maioria das quais eram esposas de respeitáveis brāhmaṇas. Trajadas como esposas de brāhmaṇas, senhoras celestiais como as esposas do Senhor Brahmā e do Senhor Śiva também vieram ver a criança recém-nascida. As pessoas comuns viam-nas como respeitáveis senhoras brāhmaṇas da vizinhança, mas, na verdade, eram todas senhoras celestiais vestidas dessa forma."}
{"ref": "cc/adi/13/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/106/", "verse_text": "antarīkṣe deva-gaṇa, gandharva, siddha, cāraṇa,\nstuti-nṛtya kare vādya-gīta\nnartaka, vādaka, bhāṭa, navadvīpe yāra nāṭa,\nsabe āsi' nāce pāñā prīta", "devanagari": "> অন্তরীক্ষে দেবগণ, গন্ধর্ব, সিদ্ধ, চারণ,\n> স্তুতি-নৃত্য করে বাদ্য-গীত ।\n> নর্তক, বাদক, ভাট, নবদ্বীপে যার নাট,\n> সবে আসি’ নাচে পাঞা প্রীত ॥১০৬॥", "synonyms": "*antarīkṣe*—no espaço sideral; *deva-gaṇa*—os semideuses; *gandharva*—os habitantes de Gandharvaloka; *siddha*—os habitantes de Siddhaloka; *cāraṇa*—os cantores profissionais dos planetas celestiais; *stuti*—orações; *nṛtya*—dança; *kare*—fazem; *vādya*—música; *gīta*—canto; *nartaka*—dançarinos; *vādaka*—tocadores profissionais de tambor; *bhāṭa*—abençoadores profissionais; *navadvīpe*—na cidade de Navadvīpa; *yāra*—de quem; *nāṭa*—palco; *sabe*—todos eles; *āsi'*—vindo; *nāce*—começaram a dançar; *pāñā*—alcançando; *prīta*—felicidade.", "translation": "**No espaço exterior, todos os semideuses, incluindo os habitantes de Gandharvaloka, Siddhaloka e Cāraṇaloka, ofereceram suas orações e dançaram ao som de canções musicais e do rufar de tambores. De modo semelhante, na cidade de Navadvīpa, todos os dançarinos, músicos e abençoadores profissionais se reuniram, dançando com grande júbilo.**", "purport": "Assim como nos planetas celestiais há cantores, dançarinos e recitadores de orações profissionais, assim também na Índia ainda há dançarinos, abençoadores e cantores profissionais, todos os quais se reúnem durante as cerimônias dos chefes de família, especialmente casamentos e cerimônias de nascimento. Esses profissionais ganham seu sustento recebendo caridade, em tais ocasiões, nos lares dos hindus. Os eunucos também se aproveitam dessas cerimônias para receber caridade. Esse é seu meio de subsistência. Tais homens jamais se tornam empregados, nem se ocupam na agricultura ou em atividades comerciais; eles simplesmente recebem caridade dos amigos da vizinhança para se manterem pacificamente. Os *bhāṭas* são uma classe de *brāhmaṇas* que vão a essas cerimônias para oferecer bênçãos, compondo poemas com referências às escrituras Védicas."}
{"ref": "cc/adi/13/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/107/", "verse_text": "kebā āse kebā yāya, kebā nāce kebā gāya,\n\nsambhālite nāre kāra bola\n\nkhaṇḍileka duḥkha-śoka, pramoda-pūrita loka,\n\nmiśra hailā ānande vihvala", "devanagari": "> কেবা আসে কেবা যায়, কেবা নাচে কেবা গায়,\n> সম্ভালিতে নারে কার বোল ।\n> খণ্ডিলেক দুঃখ-শোক, প্রমোদপূরিত লোক,\n> মিশ্র হৈলা আনন্দে বিহ্বল ॥১০৭॥", "synonyms": "*kebā*—quem; *āse*—vem; *kebā*—quem; *yāya*—vai; *kebā*—quem; *nāce*—dança; *kebā*—quem; *gāya*—canta; *sambhālite*—compreender; *nāre*—não podia; *kāra*—dos outros; *bola*—a língua; *khaṇḍileka*—dissipou-se; *duḥkha*—infelicidade; *śoka*—lamentação; *pramoda*—júbilo; *pūrita*—pleno de; *loka*—todas as pessoas; *miśra*—Jagannātha Miśra; *hailā*—ficou; *ānande*—de felicidade; *vihvala*—dominado.", "translation": "**Ninguém podia entender quem chegava e quem saía, quem dançava e quem cantava. Tampouco podiam entender a língua uns dos outros. Contudo, na prática, toda a infelicidade e lamentação se dissiparam de imediato, e as pessoas ficaram plenamente jubilosas. Assim, Jagannātha Miśra também ficou dominado pela alegria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/108/", "verse_text": "ācāryaratna, śrīvāsa, jagannātha-miśra-pāśa,\n\nāsi' tāṅre kare sāvadhāna\n\nkarāila jātakarma, ye āchila vidhi-dharma,\n\ntabe miśra kare nānā dāna", "devanagari": "> আচার্যরত্ন, শ্রীবাস, জগন্নাথমিশ্র-পাশ,\n> আসি’ তাঁরে করে সাবধান ।\n> করাইল জাতকর্ম, যে আছিল বিধি-ধর্ম,\n> তবে মিশ্র করে নানা দান ॥১০৮॥", "synonyms": "*ācāryaratna*—Candraśekhara Ācārya; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *jagannātha-miśra pāśa*—na casa de Jagannātha Miśra; *āsi'*—vindo; *tāṅre*—a ele; *kare*—prestam; *sāvadhāna*—atenção; *karāila*—executaram; *jāta-karma*—a auspiciosa cerimônia por ocasião do nascimento; *ye*—tudo o que; *āchila*—havia; *vidhi-dharma*—princípios reguladores da religião; *tabe*—naquele momento; *miśra*—Jagannātha Miśra; *kare*—faz; *nānā*—variedades; *dāna*—de caridades.", "translation": "**Candraśekhara Ācārya e Śrīvāsa Ṭhākura, ambos, foram a Jagannātha Miśra e chamaram sua atenção de diversas maneiras. Eles realizaram as cerimônias ritualísticas prescritas por ocasião do nascimento, de acordo com os princípios religiosos. Jagannātha Miśra também deu variedades de caridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/109/", "verse_text": "yautuka pāila yata, ghare vā āchila kata,\n\nsaba dhana vipre dila dāna\n\nyata nartaka, gāyana, bhāṭa, akiñcana jana,\n\ndhana diyā kaila sabāra māna", "devanagari": "> যৌতুক পাইল যত, ঘরে বা আছিল কত,\n> সব ধন বিপ্রে দিল দান ।\n> যত নর্তক, গায়ন, ভাট, অকিঞ্চন জন,\n> ধন দিয়া কৈল সবার মান ॥১০৯॥", "synonyms": "*yautuka*—presente; *pāila*—recebeu; *yata*—tanto quanto; *ghare*—na casa; *vā*—ou; *āchila*—havia; *kata*—tudo o que; *saba dhana*—todas as riquezas; *vipre*—aos brāhmaṇas; *dila*—deu; *dāna*—em caridade; *yata*—todos; *nartaka*—dançarinos; *gāyana*—cantores; *bhāṭa*—abençoadores; *akiñcana jana*—homens pobres; *dhana diyā*—dando-lhes riquezas; *kaila*—prestou; *sabāra*—de todos; *māna*—honra.", "translation": "**Todas as riquezas que Jagannātha Miśra reuniu sob a forma de dádivas e presentes, e tudo o que tinha em sua casa, ele distribuiu entre os brāhmaṇas, cantores profissionais, dançarinos, bhāṭas e os pobres. Ele honrou a todos dando-lhes riquezas em caridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/110/", "verse_text": "śrīvāsera brāhmaṇī, nāma tāṅra 'mālinī',\n\nācāryaratnera patnī-saṅge\n\nsindūra, haridrā, taila, kha-i, kalā, nārikela,\n\ndiyā pūje nārīgaṇa raṅge", "devanagari": "> শ্রীবাসের ব্রাহ্মণী, নাম তাঁর ‘মালিনী’,\n> আচার্যরত্নের পত্নী-সঙ্গে ।\n> সিন্দূর, হরিদ্রা, তৈল, খই, কলা, নারিকেল,\n> দিয়া পূজে নারীগণ রঙ্গে ॥১১০॥", "synonyms": "*śrīvāsera brāhmaṇī*—a esposa de Śrīvāsa Ṭhākura; *nāma*—nome; *tāṅra*—dela; *mālinī*—de nome Mālinī; *ācāryaratnera*—de Candraśekhara (Ācāryaratna); *patnī*—esposa; *saṅge*—junto com; *sindūra*—vermelhão; *haridrā*—açafrão; *taila*—óleo; *kha-i*—arroz frito; *kalā*—banana; *nārikela*—coco; *diyā*—dando; *pūje*—adoram; *nārī-gaṇa*—senhoras; *raṅge*—num estado de espírito alegre.", "translation": "**A esposa de Śrīvāsa Ṭhākura, cujo nome era Mālinī, acompanhada da esposa de Candraśekhara [Ācāryaratna] e de outras senhoras, foi até lá com grande felicidade para adorar o bebê com parafernália como vermelhão, açafrão, óleo, arroz frito, bananas e cocos.**", "purport": "O vermelhão, o kha-i (arroz frito), as bananas, os cocos e o açafrão misturado com óleo são todos dádivas auspiciosas para tal cerimônia. Assim como há arroz tufado, há outra preparação de arroz chamada kha-i, ou arroz frito, a qual, junto com bananas, é tomada como uma oferenda muito auspiciosa. Além disso, o açafrão misturado com óleo e vermelhão forma um ungüento auspicioso que se espalha sobre o corpo de um bebê recém-nascido ou de uma pessoa que vai casar-se. Estas são todas atividades auspiciosas nos assuntos familiares. Vemos que, há quinhentos anos, por ocasião do nascimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, todas essas cerimônias foram realizadas rigorosamente, mas, na atualidade, tais práticas ritualísticas dificilmente acontecem. Geralmente, uma mãe grávida é enviada ao hospital e, assim que sua criança nasce, ela é lavada com um antisséptico, e isso conclui tudo."}
{"ref": "cc/adi/13/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/111/", "verse_text": "advaita-ācārya-bhāryā, jagat-pūjitā āryā,\n\nnāma tāṅra 'sītā ṭhākurāṇī'\n\nācāryera ājñā pāñā, gela upahāra lañā,\n\ndekhite bālaka-śiromaṇi", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্য-ভার্যা, জগৎপূজিতা আর্যা,\n> নাম তাঁর ‘সীতা ঠাকুরাণী’ ।\n> আচার্যের আজ্ঞা পাঞা, গেল উপহার লঞা,\n> দেখিতে বালক-শিরোমণি ॥১১১॥", "synonyms": "*advaita-ācārya-bhāryā*—a esposa de Advaita Ācārya; *jagat-pūjitā*—adorada pelo mundo inteiro; *āryā*—a senhora de cultura mais elevada; *nāma*—nome; *tāṅra*—dela; *sītā ṭhākurāṇī*—mãe Sītā; *ācāryera ājñā pāñā*—recebendo a ordem de Advaita Ācārya; *gela*—foi; *upahāra*—presente; *lañā*—levando; *dekhite*—ver; *bālaka*—a criança; *śiromaṇi*—a mais elevada.", "translation": "**Um dia, pouco depois de o Senhor Caitanya Mahāprabhu nascer, a esposa de Advaita Ācārya, Sītādevī, que é adorável pelo mundo inteiro, pediu permissão a seu esposo e foi ver aquela criança suprema, levando toda sorte de presentes e oferendas**", "purport": "Parece que Advaita Ācārya tinha duas casas distintas, uma em Śāntipura e outra em Navadvīpa. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu nasceu, Advaita Ācārya residia não em Sua casa de Navadvīpa, mas em Sua casa de Śāntipura. Portanto, como se explicou anteriormente (texto 99), foi da antiga casa paterna de Advaita em Śāntipura (*nijālaya*) que Sītā veio a Navadvīpa para presentear a criança recém-nascida, Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/13/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/112/", "verse_text": "suvarṇera kaḍi-ba-uli, rajatamudrā-pāśuli,\n\nsuvarṇera aṅgada, kaṅkaṇa\n\ndu-bāhute divya śaṅkha, rajatera malabaṅka,\n\nsvarṇa-mudrāra nānā hāragaṇa", "devanagari": "> সুবর্ণের কড়ি-বউলি, রজতমুদ্রা-পাশুলি,\n> সুবর্ণের অঙ্গদ, কঙ্কণ ।\n> দু-বাহুতে দিব্য শঙ্খ, রজতের মলবঙ্ক,\n> স্বর্ণমুদ্রার নানা হারগণ ॥১১২॥", "synonyms": "*suvarṇera*—feito de ouro; *kaḍi-ba-uli*—braceletes usados na mão; *rajata-mudrā*—moedas de ouro; *pāśuli*—uma espécie de ornamento que cobre o pé; *suvarṇera*—feito de ouro; *aṅgada*—uma espécie de ornamento; *kaṅkaṇa*—outra espécie de ornamento para a mão; *du-bāhute*—em dois braços; *divya*—celestial; *śaṅkha*—búzio; *rajatera*—feito de ouro; *malabaṅka*—braceletes para o pé; *svarṇa-mudrāra*—feito de ouro; *nānā*—variedades; *hāra-gaṇa*—colares.", "translation": "**Ela trouxe diferentes espécies de ornamentos de ouro, incluindo braceletes para a mão, braçadeiras, colares e tornozeleiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/113/", "verse_text": "vyāghra-nakha hema-jaḍi, kaṭi-paṭṭasūtra-ḍorī\n\nhasta-padera yata ābharaṇa\n\ncitra-varṇa paṭṭa-sāḍī, buni photo paṭṭapāḍī,\n\nsvarṇa-raupya-mudrā bahu-dhana", "devanagari": "> ব্যাঘ্রনখ হেমজড়ি, কটি-পট্টসূত্র-ডোরী,\n> হস্ত-পদের যত আভরণ ।\n> চিত্রবর্ণ পট্টসাড়ী, বুনি ফোতো পট্টপাড়ী,\n> স্বর্ণ-রৌপ্য-মুদ্রা বহুধন ॥১১৩॥", "synonyms": "*vyāghra-nakha*—unhas de tigre; *hema-jaḍi*—engastadas em ouro; *kaṭi-paṭṭasūtra-ḍorī*—fio de seda para a cintura; *hasta-padera*—das mãos e pernas; *yata*—toda espécie de; *ābharaṇa*—ornamentos; *citra-varṇa*—estampados com variedades de cores; *paṭṭa-sāḍī*—sáris de seda; *buni*—tecida; *photo*—pequenas jaquetas para crianças; *paṭṭa-pāḍī*—com bordado de seda; *svarṇa*—ouro; *raupya*—prata; *mudrā*—moedas; *bahu-dhana*—toda espécie de riquezas.", "translation": "**Havia também unhas de tigre engastadas em ouro, adornos de cintura de seda e renda, ornamentos para as mãos e as pernas, sáris de seda lindamente estampados e uma roupa infantil, igualmente feita de seda. Muitas outras riquezas, incluindo moedas de ouro e prata, também foram presenteadas à criança.**", "purport": "Pelas dádivas apresentadas por Sītā Ṭhākurāṇī, a esposa de Advaita Ācārya, parece que Advaita Ācārya era, naquela época, um homem muito rico. Embora os brāhmaṇas não sejam os homens ricos da sociedade, Advaita Ācārya, sendo o líder dos brāhmaṇas em Śāntipura, era consideravelmente abastado. Por isso, Ele presenteou muitos ornamentos ao bebê, o Senhor Caitanya Mahāprabhu. Mas o fato de Kamalākānta Viśvāsa ter pedido trezentas rupias ao Rei de Jagannātha Purī, Mahārāja Pratāparudra, sob a alegação de que Advaita Ācārya estava endividado nessa quantia, indica que tal homem rico, que podia presentear muitos ornamentos valiosos, sáris etc., julgava difícil saldar trezentas rupias. Portanto, o valor de uma rupia naquela época era muitos milhares de vezes maior do que é agora. Atualmente, ninguém sente dificuldade com uma dívida de trezentas rupias, nem um homem comum poderia acumular ornamentos tão valiosos para presentear o filho de um amigo. Provavelmente, o valor de trezentas rupias naquela época equivalia ao valor atual de trinta mil rupias."}
{"ref": "cc/adi/13/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/114/", "verse_text": "durvā, dhānya, gorocana, haridrā, kuṅkuma, candana,\n\nmaṅgala-dravya pātra bhariyā\n\nvastra-gupta dolā caḍi' saṅge lañā dāsī ceḍī,\n\nvastrālaṅkāra peṭāri bhariyā", "devanagari": "> দুর্বা, ধান্য, গোরোচন, হরিদ্রা, কুঙ্কুম, চন্দন,\n> মঙ্গল-দ্রব্য পাত্র ভরিয়া ।\n> বস্ত্র-গুপ্ত দোলা চড়ি’ সঙ্গে লঞা দাসী চেড়ী,\n> বস্ত্রালঙ্কার পেটারি ভরিয়া ॥১১৪॥", "synonyms": "*durvā*—grama fresca; *dhānya*—arroz com casca; *gorocana*—uma mancha amarela para a cabeça de uma vaca; *haridrā*—açafrão; *kuṅkuma*—uma espécie de perfume produzido na Caxemira; *candana*—sândalo; *maṅgala-dravya*—coisas auspiciosas; *pātra bhariyā*—enchendo um prato; *vastra-gupta*—coberto por pano; *dolā*—palanquim; *caḍi'*—montando; *saṅge*—junto com; *lañā*—levando; *dāsī*—criada; *ceḍī*—servas; *vastra-alaṅkāra*—ornamentos e roupas; *peṭāri*—cesto; *bhariyā*—enchido.", "translation": "**Montada num palanquim coberto com pano e acompanhada de criadas, Sītā Ṭhākurāṇī foi à casa de Jagannātha Miśra, trazendo consigo muitos artigos auspiciosos, tais como grama fresca, arroz com casca, gorocana, açafrão, kuṅkuma e sândalo. Todos esses presentes enchiam um grande cesto.**", "purport": "As palavras vastra-gupta dolā são muito significativas neste verso. Ainda há cinquenta ou sessenta anos, em Calcutá, todas as senhoras respeitáveis iam a um lugar próximo montadas num palanquim carregado por quatro homens. O palanquim era coberto com algodão macio e, dessa forma, não havia possibilidade de se ver uma senhora respeitável viajando em público. As senhoras, especialmente aquelas provenientes de famílias respeitáveis, não podiam ser vistas por homens comuns. Esse sistema ainda vigora em lugares remotos. A palavra sânscrita asūrya-paśyā indica que uma senhora respeitável não podia ser vista nem mesmo pelo sol. Na cultura oriental, esse sistema era muito predominante e era estritamente observado pelas senhoras respeitáveis, tanto hindus quanto muçulmanas. Temos a experiência concreta, em nossa infância, de que nossa mãe não ia à casa vizinha à dela para atender a um convite caminhando; ela ia ou de carruagem ou num palanquim carregado por quatro homens. Esse costume também era estritamente seguido há quinhentos anos, e a esposa de Advaita Ācārya, sendo uma senhora muito respeitável, observava as regras costumeiras vigentes naquele ambiente social."}
{"ref": "cc/adi/13/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/115/", "verse_text": "bhakṣya, bhojya, upahāra, saṅge la-ila bahu bhāra,\n\nśacī-gṛhe haila upanīta\n\ndekhiyā bālaka-ṭhāma, sākṣāt gokula-kāna,\n\nvarṇa-mātra dekhi viparīta", "devanagari": "> ভক্ষ্য, ভোজ্য, উপহার, সঙ্গে লইল বহু ভার,\n> শচীগৃহে হৈল উপনীত ।\n> দেখিয়া বালক-ঠাম, সাক্ষাৎ গোকুল-কান,\n> বর্ণমাত্র দেখি বিপরীত ॥১১৫॥", "synonyms": "*bhakṣya*—alimentos; *bhojya*—alimentos fritos; *upahāra*—presente; *saṅge*—junto com ela; *la-ila*—levou; *bahu bhāra*—muitos pacotes; *śacī-gṛhe*—na casa de mãe Śacī; *haila*—foi; *upanīta*—levado; *dekhiyā*—vendo; *bālaka-ṭhāma*—o aspecto da criança; *sākṣāt*—diretamente; *gokula-kāna*—o Senhor Kṛṣṇa de Gokula; *varṇa-mātra*—apenas a cor; *dekhi*—vendo; *viparīta*—oposto.", "translation": "**Quando Sītā Ṭhākurāṇī chegou à casa de Śacīdevī, trazendo consigo muitas espécies de comestíveis, roupas e outras dádivas, ela ficou espantada ao ver a criança recém-nascida, pois compreendeu que, exceto por uma diferença na cor, a criança era diretamente o próprio Kṛṣṇa de Gokula.**", "purport": "Um peṭāri é uma espécie de grande cesto que é carregado aos pares nas extremidades de uma vara equilibrada sobre os ombros. O homem que carrega tal carga é chamado de bhārī. Esse sistema de transportar bagagens e pacotes ainda vigora na Índia e em outros países orientais, e temos visto que o mesmo sistema ainda vigora até em Jacarta, na Indonésia."}
{"ref": "cc/adi/13/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/116/", "verse_text": "sarva aṅga--sunirmāṇa, suvarṇa-pratimā-bhāna,\n\nsarva aṅga--sulakṣaṇamaya\n\nbālakera divya jyoti, dekhi' pāila bahu prīti,\n\nvātsalyete dravila hṛdaya", "devanagari": "> সর্ব অঙ্গ — সুনির্মাণ, সুবর্ণ-প্রতিমা-ভান,\n> সর্ব অঙ্গ — সুলক্ষণময় ।\n> বালকের দিব্য জ্যোতি, দেখি’ পাইল বহু প্রীতি,\n> বাৎসল্যেতে দ্রবিল হৃদয় ॥১১৬॥", "synonyms": "*sarva aṅga*—todas as diferentes partes do corpo; *sunirmāṇa*—bem constituídas; *suvarṇa*—ouro; *pratimā*—forma; *bhāna*—como; *sarva*—todas; *aṅga*—partes do corpo; *sulakṣaṇa-maya*—plenas de sinais auspiciosos; *bālakera*—da criança; *divya*—transcendental; *jyoti*—refulgência; *dekhi'*—vendo; *pāila*—obteve; *bahu*—muita; *prīti*—satisfação; *vātsalyete*—por afeição parental; *dravila*—derreteu-se; *hṛdaya*—seu coração.", "translation": "**Vendo a refulgência corpórea transcendental da criança, cada um de Seus membros bem constituídos pleno de sinais auspiciosos e assemelhando-se a uma forma de ouro, Sītā Ṭhākurāṇī ficou muitíssimo satisfeita e, em virtude de sua afeição maternal, sentiu como se seu coração estivesse derretendo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/117/", "verse_text": "durvā, dhānya, dila śīrṣe, kaila bahu āśīṣe,\n\ncirajīvī hao dui bhāi\n\nḍākinī-śāṅkhinī haite, śaṅkā upajila cite,\n\nḍare nāma thuila 'nimāi'", "devanagari": "> দুর্বা, ধান্য, দিল শীর্ষে, কৈল বহু আশীষে,\n> চিরজীবী হও দুই ভাই ।\n> ডাকিনী-শাঁখিনী হৈতে, শঙ্কা উপজিল চিতে,\n> ডরে নাম থুইল ‘নিমাই’ ॥১১৭॥", "synonyms": "*durvā*—grama fresca; *dhānya*—arroz com casca; *dila*—pôs; *śīrṣe*—na cabeça; *kaila*—deu; *bahu*—com muitas; *āśīṣe*—bênçãos; *cira-jīvī*—vivei longamente; *hao*—tornai-vos; *dui bhāi*—dois irmãos; *ḍākinī-śāṅkhinī*—fantasmas e bruxas; *haite*—de; *śaṅkā*—dúvida; *upajila*—cresceu; *cite*—no coração; *ḍare*—por medo; *nāma*—nome; *thuila*—pôs; *nimāi*—nome de infância do Senhor Caitanya, derivado da árvore nima (nimba).", "translation": "**Ela abençoou a criança recém-nascida, pondo grama fresca e arroz com casca sobre Sua cabeça e dizendo: \"Que sejas abençoado com uma longa duração de vida.\" Mas, com medo de fantasmas e bruxas, ela deu à criança o nome de Nimāi.**", "purport": "Ḍākinī e Śāṅkhinī são duas companheiras do Senhor Śiva e de sua esposa que se supõe serem extremamente inauspiciosas, por terem nascido de vida fantasmagórica. Acredita-se que tais criaturas viventes inauspiciosas não podem aproximar-se de uma árvore nima. Pelo menos do ponto de vista médico, aceita-se que a madeira do nima é extremamente antisséptica e, antigamente, era costume ter uma árvore nima em frente à casa. Nas estradas muito grandes da Índia, especialmente em Uttar Pradesh, há centenas e milhares de árvores nima. A madeira do nima é tão antisséptica que a ciência Āyurvédica a utiliza para curar a lepra. Os cientistas médicos extraíram o princípio ativo da árvore nima, que se chama ácido margósico. O nima é usado para muitos fins, especialmente para escovar os dentes. Nas aldeias indianas, noventa por cento das pessoas usam galhos de nima para essa finalidade. Devido a todos os efeitos antissépticos da árvore nima e por o Senhor Caitanya ter nascido sob uma árvore nima, Sītā Ṭhākurāṇī deu ao Senhor o nome de Nimāi. Mais tarde, em Sua juventude, Ele ficou célebre como Nimāi Paṇḍita e, nas aldeias da vizinhança, era chamado por esse nome, embora Seu verdadeiro nome fosse Viśvambhara."}
{"ref": "cc/adi/13/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/118/", "verse_text": "putramātā-snānadine, dila vastra vibhūṣaṇe,\n\nputra-saha miśrere sammāni'\n\nśacī-miśrera pūjā lañā, manete hariṣa hañā,\n\nghare āilā sītā ṭhākurāṇī", "devanagari": "> পুত্রমাতা-স্নানদিনে, দিল বস্ত্র বিভূষণে,\n> পুত্র-সহ মিশ্রেরে সম্মানি’ ।\n> শচী-মিশ্রের পূজা লঞা, মনেতে হরিষ হঞা,\n> ঘরে আইলা সীতা ঠাকুরাণী ॥১১৮॥", "synonyms": "*putra-mātā*—da mãe e da criança; *snāna-dine*—no dia do banho; *dila*—deu; *vastra*—pano; *vibhūṣaṇe*—ornamentos; *putra-saha*—com a criança; *miśrere*—a Jagannātha Miśra; *sammāni'*—congratulando; *śacī*—Śacīdevī; *miśrera*—Jagannātha Miśra; *pūjā*—honra; *lañā*—recebendo; *manete*—dentro da mente; *hariṣa*—satisfeita; *hañā*—ficando; *ghare*—para casa; *āilā*—retornou; *sītā ṭhākurāṇī*—mãe Sītā, esposa de Advaita Ācārya.", "translation": "**No dia em que mãe e filho se banharam e deixaram a sala de maternidade, Sītā Ṭhākurāṇī deu-lhes toda espécie de adornos e roupas e, em seguida, também honrou Jagannātha Miśra. Depois, Sītā Ṭhākurāṇī, sendo honrada por mãe Śacīdevī e Jagannātha Miśra, sentiu grande felicidade em sua mente e, assim, regressou ao lar.**", "purport": "No quinto dia após o nascimento de uma criança, como também no nono dia, a mãe se banha no Ganges ou em um lugar sagrado. Isso se chama *niṣkrāmaṇa,* a cerimônia de sair da sala de maternidade. Hoje em dia, a sala de maternidade é um hospital, mas antigamente, em toda casa respeitável, reservava-se um quarto como sala de maternidade, onde as crianças nasciam, e, no nono dia após o nascimento da criança, a mãe voltava aos aposentos comuns na cerimônia chamada *niṣkrāmaṇa.* Dos dez processos purificatórios, o *niṣkrāmaṇa* é um deles. Antigamente, especialmente na Bengala, as castas superiores observavam uma quarentena de quatro meses após o nascimento de uma criança. Ao final do quarto mês, a mãe tinha primeiramente de ver o sol nascer. Mais tarde, as castas superiores, a saber, os *brāhmaṇas, kṣatriyas* e *vaiśyas,* passaram a observar apenas vinte e um dias de quarentena, ao passo que os *śūdras* tinham de observar trinta dias. Para as seções da sociedade conhecidas como *kartābhajā* e *satīmā,* a mãe da criança se purificava imediatamente após a quarentena com o lançamento de *hari-nuṭa,* pequenos pedaços de doces, em *saṅkīrtana.* Śacīdevī e Jagannātha Miśra, com o recém-nascido, foram honrados por Sītā Ṭhākurāṇī. De modo semelhante, ao regressar ao lar, Sītā Ṭhākurāṇī também foi honrada por Śacīdevī e Jagannātha Miśra. Esse era o sistema nas famílias respeitáveis da Bengala."}
{"ref": "cc/adi/13/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/119/", "verse_text": "aiche śacī-jagannātha, putra pāñā lakṣmīnātha,\npūrṇa ha-ila sakala vāñchita\ndhana-dhānye bhare ghara, lokamānya kalevara,\ndine dine haya ānandita", "devanagari": "> ঐছে শচী-জগন্নাথ, পুত্র পাঞা লক্ষ্মীনাথ,\n> পূর্ণ হইল সকল বাঞ্ছিত ।\n> ধন-ধান্যে ভরে ঘর, লোকমান্য কলেবর,\n> দিনে দিনে হয় আনন্দিত ॥১১৯॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *śacī-jagannātha*—mãe Śacīdevī e Jagannātha Miśra; *putra*—filho; *pāñā*—tendo obtido; *lakṣmī-nātha*—pessoalmente o esposo da deusa da fortuna; *pūrṇa*—satisfeitos; *ha-ila*—ficaram; *sakala*—todos; *vāñchita*—os desejos; *dhana-dhānye*—de riquezas e cereais; *bhare ghara*—a casa enchia-se; *loka-mānya kalevara*—o corpo amado pelas pessoas em geral; *dine dine*—dia após dia; *haya*—torna-se; *ānandita*—satisfeito.", "translation": "**Dessa maneira, mãe Śacīdevī e Jagannātha Miśra, tendo obtido um filho que era o esposo da deusa da fortuna, tiveram todos os seus desejos satisfeitos. Sua casa estava sempre repleta de riquezas e cereais. À medida que viam o amado corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, dia após dia aumentava o seu prazer.**", "purport": "O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é a Suprema Personalidade de Deus. Por isso, todos Lhe ofereciam seu respeito. Até mesmo os habitantes do céu costumavam vir trajados como homens comuns para oferecer seu respeito ao Senhor. Seu pai e Sua mãe, Jagannātha Miśra e Śacīdevī, ao verem a honra prestada a seu filho transcendental, também ficavam muito satisfeitos em seu coração."}
{"ref": "cc/adi/13/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/120/", "verse_text": "miśra--vaiṣṇava, śānta, alampaṭa, śuddha, dānta,\ndhana-bhoge nāhi abhimāna\nputrera prabhāve yata, dhana āsi' mile, tata,\nviṣṇu-prīte dvije dena dāna", "devanagari": "> মিশ্র — বৈষ্ণব, শান্ত, অলম্পট, শুদ্ধ, দান্ত,\n> ধনভোগে নাহি অভিমান ।\n> পুত্রের প্রভাবে যত, ধন আসি’ মিলে, তত,\n> বিষ্ণুপ্রীতে দ্বিজে দেন দান ॥১২০॥", "synonyms": "*miśra*—Jagannātha Miśra; *vaiṣṇava*—um grande devoto; *śānta*—pacífico; *alampaṭa*—muito regrado; *śuddha*—puro; *dānta*—controlado; *dhana-bhoge*—na questão de desfrutar a felicidade material; *nāhi*—não há; *abhimāna*—desejo; *putrera*—de seu filho; *prabhāve*—pela influência; *yata*—todas; *dhana*—as riquezas; *āsi'*—vindo; *mile*—obtém; *tata*—em tal medida; *viṣṇu-prīte*—para a satisfação do Senhor Viṣṇu; *dvije*—aos brāhmaṇas; *dena*—dava; *dāna*—em caridade.", "translation": "**Jagannātha Miśra era um vaiṣṇava ideal. Era pacífico, comedido na gratificação dos sentidos, puro e controlado. Por isso, não tinha desejo algum de desfrutar a opulência material. Toda a riqueza que vinha graças à influência de seu filho transcendental, ele a dava em caridade aos brāhmaṇas para a satisfação de Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/121/", "verse_text": "lagna gaṇi' harṣamati, nīlāmbara cakravartī,\ngupte kichu kahila miśrere\nmahāpuruṣera cihna, lagne aṅge bhinna bhinna,\ndekhi,--ei tāribe saṁsāre", "devanagari": "> লগ্ন গণি’ হর্ষমতি, নীলাম্বর চক্রবর্তী,\n> গুপ্তে কিছু কহিল মিশ্রেরে ।\n> মহাপুরুষের চিহ্ন, লগ্নে অঙ্গে ভিন্ন ভিন্ন,\n> দেখি, — এই তারিবে সংসারে ॥১২১॥", "synonyms": "*lagna gaṇi'*—pelo cálculo astrológico do momento do nascimento; *harṣa-mati*—muito satisfeito; *nīlāmbara cakravartī*—de nome Nīlāmbara Cakravartī; *gupte*—em particular; *kichu*—algo; *kahila*—disse; *miśrere*—a Jagannātha Miśra; *mahā-puruṣera cihna*—todos os sintomas de uma grande personalidade; *lagne*—no momento do nascimento; *aṅge*—no corpo; *bhinna bhinna*—diferentes; *dekhi*—eu vejo; *ei*—esta criança; *tāribe*—libertará; *saṁsāre*—todos os três mundos.", "translation": "**Após calcular o momento do nascimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, Nīlāmbara Cakravartī disse em particular a Jagannātha Miśra que via todos os diversos sintomas de uma grande personalidade tanto no corpo quanto no momento do nascimento da criança. Compreendeu, assim, que no futuro essa criança libertaria todos os três mundos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/122/", "verse_text": "aiche prabhu śacī-ghare, kṛpāya kaila avatāre,\nyei ihā karaye śravaṇa\ngaura-prabhu dayāmaya, tāṅre hayena sadaya,\nsei pāya tāṅhāra caraṇa", "devanagari": "> ঐছে প্রভু শচী-ঘরে, কৃপায় কৈল অবতারে,\n> যেই ইহা করয়ে শ্রবণ ।\n> গৌরপ্রভু দয়াময়, তাঁরে হয়েন সদয়,\n> সেই পায় তাঁহার চরণ ॥১২২॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śacī-ghare*—no lar de Śacīdevī; *kṛpāya*—por Sua misericórdia imotivada; *kaila*—fez; *avatāre*—advento; *yei*—qualquer um que; *ihā*—isto; *karaye*—faz; *śravaṇa*—ouvir; *gaura-prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dayā-maya*—sendo muito misericordioso; *tāṅre*—para com ele; *hayena*—torna-se; *sa-daya*—misericordioso; *sei*—essa pessoa; *pāya*—obtém; *tāṅhāra*—Seus; *caraṇa*—pés de lótus.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor Caitanya Mahāprabhu, por Sua misericórdia imotivada, fez Seu advento no lar de Śacīdevī. O Senhor Caitanya é muito misericordioso para com todo aquele que ouve esta narração de Seu nascimento e, assim, tal pessoa alcança os pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/13/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/123/", "verse_text": "pāiyā mānuṣa janma, ye nā śune gaura-guṇa,\nhena janma tāra vyartha haila\npāiyā amṛtadhunī, piye viṣa-garta-pāni,\njanmiyā se kene nāhi maila", "devanagari": "> পাইয়া মানুষ জন্ম, যে না শুনে গৌরগুণ,\n> হেন জন্ম তার ব্যর্থ হৈল ।\n> পাইয়া অমৃতধুনী, পিয়ে বিষগর্ত-পানি,\n> জন্মিয়া সে কেনে নাহি মৈল ॥১২৩॥", "synonyms": "*pāiyā mānuṣa janma*—qualquer um que tenha obtido a forma de um corpo humano; *ye*—que; *nā*—não; *śune*—ouve; *gaura-guṇa*—as qualidades do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *hena janma*—tal nascimento; *tāra*—dele; *vyartha haila*—torna-se inútil; *pāiyā*—obtendo a oportunidade; *amṛtadhunī*—do rio de néctar; *piye*—bebe; *viṣa-garta-pāni*—a água de um poço de veneno de felicidade material; *janmiyā*—tendo nascido como ser humano; *se*—ele; *kene*—por que; *nāhi*—não; *maila*—morreu.", "translation": "**Todo aquele que obtém um corpo humano mas não adota o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu desperdiça sua oportunidade. Amṛtadhunī é um rio caudaloso do néctar do serviço devocional. Se, após obter um corpo humano, alguém bebe a água de um poço de veneno de felicidade material em vez da água desse rio, melhor seria que não tivesse vivido, mas tivesse morrido há muito tempo.**", "purport": "Com relação a isso, Śrīmat Prabodhānanda Sarasvatī compôs os seguintes versos em seu *Caitanya-candrāmṛta* (37, 36, 34):\n\n> acaitanyam idaṁ viśvaṁ yadi caitanyam īśvaram\n> na viduḥ sarva-śāstra-jñā hy api bhrāmyanti te janāḥ\n\n\"Este mundo material é desprovido de consciência de Kṛṣṇa. O Senhor Caitanya Mahāprabhu é a consciência de Kṛṣṇa personificada. Portanto, se um erudito ou cientista muito culto não compreende Śrī Caitanya Mahāprabhu, certamente está vagando inutilmente neste mundo.\"\n\n> prasārita-mahā-prema-pīyūṣa-rasa-sāgare\n> caitanya-candre prakaṭe yo dīno dīna eva saḥ\n\n\"Quem não tira proveito do néctar do serviço devocional que transborda durante a presença do culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu é, sem dúvida, o mais pobre dos pobres.\"\n\n> avatīrṇe gaura-candre vistīrṇe prema-sāgare\n> suprakāśita-ratnaughe yo dīno dīna eva saḥ\n\n\"O advento do Senhor Caitanya Mahāprabhu é tal qual um oceano de néctar em expansão. Aquele que não recolhe as valiosas joias contidas nesse oceano é certamente o mais pobre dos pobres.\"\n\nDe modo semelhante, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.3.19, 20, 23) declara:\n\n> śva-viḍ-varāhoṣṭra-kharaiḥ\n> saṁstutaḥ puruṣaḥ paśuḥ\n> na yat-karṇa-pathopeto\n> jātu nāma gadāgrajaḥ\n> [[sb/2/3/19|[SB 2.3.19] ]]\n\n> bile batorukrama-vikramān ye\n> na śṛṇvataḥ karṇa-puṭe narasya\n> jihvāsatī dārdurikeva sūta\n> na copagāyaty urugāya-gāthāḥ\n> [[sb/2/3/20|[SB 2.3.20] ]]\n\n> jīvañ chavo bhāgavatāṅghri-reṇuṁ\n> na jātu martyo 'bhilabheta yas tu\n> śrī-viṣṇu-padyā manujas tulasyāḥ\n> śvasañ chavo yas tu no veda gandham\n> [[sb/2/3/23|[SB 2.3.23] ]]\n\n\"Uma pessoa que não tem ligação com a consciência de Kṛṣṇa pode ser uma personalidade muito grande na assim chamada sociedade humana, mas, na verdade, não é melhor que um grande animal. Tais animais grandes geralmente são louvados por outros animais, como cães, porcos, camelos e asnos. Deve-se considerar que a pessoa que não presta sua recepção auditiva para ouvir sobre a Suprema Personalidade de Deus tem orifícios auditivos como buracos num campo. Embora tenha língua, essa pessoa tem uma língua como a da rã, que desnecessariamente cria distúrbios com seu coaxar, convidando a serpente da morte. De igual modo, a pessoa que não tira proveito da poeira dos pés de lótus dos grandes devotos nem cheira as folhas de *tulasī* oferecidas aos pés de lótus do Senhor deve ser considerada morta, embora supostamente esteja trabalhando.\"\n\nDa mesma forma, o *Śrīmad-Bhāgavatam,* Décimo Canto, Capítulo Um, verso 4, declara:\n\n> nivṛtta-tarṣair upagīyamānād\n> bhavauṣadhāc chrotra-mano-'bhirāmāt\n> ka uttamaśloka-guṇānuvādāt\n> pumān virajyeta vinā paśu-ghnāt\n> [[sb/10/1/4|[SB 10.1.4] ]]\n\n\"Quem, senão o matador de animais ou o matador da alma, não se importará em ouvir a glorificação da Suprema Personalidade de Deus? Tal glorificação é saboreada por pessoas liberadas da contaminação deste mundo material.\"\n\nIgualmente, no Terceiro Canto, Capítulo Vinte e Três, verso 56, o *Bhāgavatam* diz, *na tīrtha-pada-sevāyai jīvann api mṛto hi saḥ:* \"Embora aparentemente viva, a pessoa que não serve aos pés de lótus dos grandes devotos deve ser considerada um corpo morto.\""}
{"ref": "cc/adi/13/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/13/124/", "verse_text": "śrī-caitanya-nityānanda, ācārya advaitacandra,\nsvarūpa-rūpa-raghunāthadāsa\niṅhā-sabāra śrī-caraṇa, śire vandi nija-dhana,\njanma-līlā gāila kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য-নিত্যানন্দ, আচার্য অদ্বৈতচন্দ্র,\n> স্বরূপ-রূপ-রঘুনাথদাস ।\n> ইঁহা-সবার শ্রীচরণ, শিরে বন্দি নিজধন,\n> জন্মলীলা গাইল কৃষ্ণদাস ॥১২৪॥", "synonyms": "*śrī-caitanya-nityānanda*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu; *ācārya advaitacandra*—Ācārya Śrī Advaitacandra; *svarūpa-rūpa-raghunāthadāsa*—Svarūpa Dāmodara, Rūpa Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī; *iṅhā-sabāra*—de todos eles; *śrī-caraṇa*—os pés de lótus; *śire*—sobre a cabeça; *vandi*—oferecendo respeito; *nija-dhana*—propriedade pessoal; *janma-līlā*—narração do nascimento; *gāila*—cantou; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Tomando sobre minha cabeça, como minha própria propriedade, os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu, Ācārya Advaitacandra, Svarūpa Dāmodara, Rūpa Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī, eu, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, descrevi assim o advento de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda, Advaita Prabhu, Svarūpa Dāmodara, Rūpa Gosvāmī, Raghunātha dāsa e seus seguidores são todos aceitos por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī. Qualquer um que siga as pegadas de Kavirāja Gosvāmī também aceita os pés de lótus dos senhores acima mencionados como sua propriedade pessoal. Para uma pessoa materialista, a riqueza e a opulência materiais são apenas ilusórias. Na verdade, não são posses, mas enredamentos, pois, ao desfrutar o mundo material, a alma condicionada enreda-se cada vez mais ao contrair dívidas por seu desfrute presente. Infelizmente, a alma condicionada considera sua a propriedade pela qual está endividada, e empenha-se muito em adquirir tal propriedade. Mas o devoto considera essa propriedade não uma propriedade real, e sim um simples enredamento no mundo material. Se o Senhor Kṛṣṇa fica muito satisfeito com um devoto, Ele lhe retira a propriedade material, como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.88.8), onde o Senhor Kṛṣṇa diz, yasyāham anugṛhṇāmi hariṣye tad-dhanaṁ śanaiḥ: \"Para mostrar favor especial a um devoto, retiro-lhe toda a sua propriedade material.\" De modo semelhante, Narottama dāsa Ṭhākura diz:\n\ndhana mora nityānanda, rādhā-kṛṣṇa-śrīcaraṇa\nsei mora prāṇadhana\n\n\"Minhas verdadeiras riquezas são Nityānanda Prabhu e os pés de lótus de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa.\" Ele ora ainda: \"Ó Senhor, tem a bondade de me conceder esta opulência. Não quero nada além de Teus pés de lótus como minha propriedade.\" Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura cantou em muitas passagens que sua verdadeira propriedade são os pés de lótus de Rādhā e Kṛṣṇa. Infelizmente, interessamo-nos pela propriedade irreal e negligenciamos nossa propriedade verdadeira (adhane yatana kari' dhana teyāginu).\n\nÀs vezes, os smārtas consideram Raghunātha dāsa Gosvāmī um śūdra. Mas Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī menciona aqui especialmente svarūpa-rūpa-raghunāthadāsa. Portanto, aquele que considera os pés de lótus de Raghunātha dāsa transcendentais a todas as divisões do sistema de castas desfruta as riquezas da verdadeira bem-aventurança espiritual.\n\nAssim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Décimo Terceiro Capítulo, que descreve o advento do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/14/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/1/", "verse_text": "kathañcana smṛte yasmin\nduṣkaraṁ sukaraṁ bhavet\nvismṛte viparītaṁ syāt\nśrī-caitanyaṁ namāmi tam", "devanagari": "> কথঞ্চন স্মৃতে যস্মিন্ দুষ্করং সুকরং ভবেৎ ।\n> বিস্মৃতে বিপরীতং স্যাৎ শ্রীচৈতন্যং নমামি তম্ ॥১॥", "synonyms": "*kathañcana*—de uma maneira ou de outra; *smṛte*—por lembrar; *yasmin*—de quem; *duṣkaram*—coisas difíceis; *sukaram*—fáceis; *bhavet*—tornam-se; *vismṛte*—por esquecê-lO; *viparītam*—exatamente o oposto; *syāt*—torna-se; *śrī-caitanyam*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *namāmi*—ofereço minhas respeitosas reverências; *tam*—a Ele.", "translation": "**As coisas que são muito difíceis de fazer tornam-se fáceis de executar se a pessoa, de uma maneira ou de outra, simplesmente se lembrar do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Mas, se não se lembrar d'Ele, mesmo as coisas fáceis se tornarão muito difíceis. A este Senhor Caitanya Mahāprabhu ofereço minhas respeitosas reverências.**", "purport": "Em seu livro Caitanya-candrāmṛta, Śrīla Prabodhānanda Sarasvatī diz: \"Aquele que recebe um pouco do favor do Senhor torna-se tão exaltado que não se importa nem mesmo com a liberação, que é buscada por muitos grandes eruditos e filósofos. De modo semelhante, um devoto do Senhor Caitanya considera a residência nos planetas celestiais algo tão ilusório quanto um fogo-fátuo. Ele supera a perfeição do poder do yoga místico, pois, para ele, os sentidos são como serpentes com as presas quebradas.\" A serpente é um animal muito temível e perigoso por causa de suas presas venenosas, mas, se essas presas estiverem quebradas, a aparência de uma serpente não é motivo de temor. Os princípios do yoga destinam-se a controlar os sentidos, mas não há possibilidade de que os sentidos de quem está ocupado no serviço ao Senhor sejam perigosos como serpentes. Estes são os dons de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\n\nO *Hari-bhakti-vilāsa* confirma que as coisas difíceis se tornam fáceis de compreender se a pessoa se lembrar de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e que as coisas fáceis se tornam muito difíceis de compreender se ela O esquecer. Na verdade, vemos que mesmo aqueles que são tidos como grandes cientistas aos olhos do público em geral não conseguem compreender a ideia simplíssima de que a vida provém da vida, porque não têm a misericórdia de Caitanya Mahāprabhu. Eles defendem a falsa concepção de que a vida provém da matéria, embora não possam provar que isso seja um fato. A civilização moderna, portanto, progredindo com base nessa falsa teoria científica, simplesmente cria problemas a serem resolvidos pelos supostos cientistas.\n\nO autor do *Caitanya-caritāmṛta* abriga-se no Senhor Caitanya Mahāprabhu para descrever os passatempos de Seu aparecimento como criança, pois ninguém pode escrever semelhante literatura transcendental por especulação mental. Aquele que escreve sobre a Suprema Personalidade de Deus deve ser especialmente favorecido pelo Senhor. Apenas com qualificações acadêmicas, não é possível escrever tal literatura."}
{"ref": "cc/adi/14/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya, jaya nityānanda\njayādvaitacandra, jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য, জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র, জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—a todos os devotos do Senhor.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu, a Nityānanda Prabhu, a Advaita Prabhu e a todos os devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/3/", "verse_text": "prabhura kahila ei janmalīlā-sūtra\nyaśodā-nandana yaiche haila śacī-putra", "devanagari": "> প্রভুর কহিল এই জন্মলীলা-সূত্র ।\n> যশোদা-নন্দন যৈছে হৈল শচীপুত্র ॥৩॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *kahila*—falei; *ei*—assim; *janma-līlā*—os passatempos do nascimento; *sūtra*—em códigos; *yaśodā-nandana*—o filho de mãe Yaśodā; *yaiche*—tal como; *haila*—tornou-se; *śacī-putra*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Descrevi assim, de forma breve, o advento de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que apareceu como filho de mãe Śacī, exatamente como Kṛṣṇa apareceu como filho de mãe Yaśodā.**", "purport": "Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura confirma esta afirmação de que agora o Senhor Kṛṣṇa, o filho de mãe Yaśodā, apareceu novamente como o Senhor Caitanya Mahāprabhu, tornando-se o filho de mãe Śacī:\n\n> vrajendra-nandana yei, śacī-suta haila sei,\n> balarāma hailo nitāi\n\n\"O filho de Śacī não é outro senão o filho de mãe Yaśodā e de Nanda Mahārāja, e Nityānanda Prabhu é o mesmo Balarāma.\""}
{"ref": "cc/adi/14/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/4/", "verse_text": "saṅkṣepe kahila janmalīlā-anukrama\nebe kahi bālyalīlā-sūtrera gaṇana", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিল জন্মলীলা-অনুক্রম ।\n> এবে কহি বাল্যলীলা-সূত্রের গণন ॥৪॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em resumo; *kahila*—falei; *janma-līlā*—os passatempos do nascimento; *anukrama*—em ordem cronológica; *ebe*—agora; *kahi*—falarei; *bālya-līlā*—dos passatempos da infância; *sūtrera*—dos códigos; *gaṇana*—a enumeração.", "translation": "**Já falei brevemente sobre os passatempos de Seu nascimento em ordem cronológica. Agora apresentarei uma sinopse de Seus passatempos infantis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/5/", "verse_text": "vande caitanya-kṛṣṇasya\nbālya-līlāṁ mano-harām\nlaukikīm api tām īśa-\nceṣṭayā valitāntarām", "devanagari": "> বন্দে চৈতন্যকৃষ্ণস্য বাল্যলীলাং মনোহরাম্ ।\n> লৌকিকীমপি তামীশ-চেষ্টয়া বলিতান্তরাম্ ॥৫॥", "synonyms": "*vande*—adoro; *caitanya-kṛṣṇasya*—do Senhor Caitanya, que é o próprio Kṛṣṇa; *bālya-līlā*—os passatempos da infância; *manaḥ-harām*—que são tão belos; *laukikīm*—de aparência comum; *api*—embora; *tām*—aqueles; *īśa-ceṣṭayā*—pela manifestação da autoridade suprema; *valita-antarām*—perfeitamente adequados, embora de aparência distinta.", "translation": "**Permitam-me oferecer minhas respeitosas reverências aos passatempos da infância do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é o próprio Senhor Kṛṣṇa. Embora tais passatempos pareçam exatamente como os de uma criança comum, devem ser compreendidos como os diversos passatempos da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* [[bg/9/11|(Bg. 9.11)]], confirma-se esta afirmação da seguinte maneira:\n\n> avajānanti māṁ mūḍhā\n> mānuṣīṁ tanum āśritam\n> paraṁ bhāvam ajānanto\n> mama bhūta-maheśvaram\n\n\"Os tolos zombam de Mim quando desço em forma humana. Eles não conhecem Minha natureza transcendental nem Meu domínio supremo sobre tudo o que existe.\" Para executar Seus passatempos, a Suprema Personalidade de Deus aparece neste planeta, ou dentro deste universo, como um ser humano comum ou uma criança humana para executar Seus passatempos, mas mantém Sua superioridade como Senhor Supremo. O Senhor Kṛṣṇa apareceu como uma criança humana, mas Suas atividades incomuns, mesmo em Sua infância — como matar a demônia Pūtanā ou erguer a colina Govardhana —, não eram ocupações de uma criança comum. De modo semelhante, embora os passatempos do Senhor Caitanya, tais como serão descritos neste capítulo, pareçam atividades de um menininho, são passatempos incomuns, impossíveis de serem executados por uma criança humana comum."}
{"ref": "cc/adi/14/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/6/", "verse_text": "bālya-līlāya āge prabhura uttāna śayana\npitā-mātāya dekhāila cihna caraṇa", "devanagari": "> বাল্যলীলায় আগে প্রভুর উত্তান শয়ন ।\n> পিতা-মাতায় দেখাইল চিহ্ন চরণ ॥৬॥", "synonyms": "*bālya-līlāya*—em Seus passatempos como criança; *āge*—antes de tudo; *prabhura*—do Senhor; *uttāna*—virando o corpo; *śayana*—deitado; *pitā-mātāya*—aos pais; *dekhāila*—mostrou; *cihna*—as marcas; *caraṇa*—dos pés de lótus.", "translation": "**Em Seus primeiros passatempos da infância, o Senhor Se virava de cabeça para baixo enquanto estava deitado em Seu leito e, assim, mostrava a Seus pais as marcas de Seus pés de lótus.**", "purport": "A palavra uttāna também é usada para significar \"deitado no leito com o rosto voltado para cima\" ou \"deitado estendido sobre o leito\". Em algumas versões, a palavra é utthāna, que significa \"levantar-se\". Em Seus passatempos da infância, o Senhor tentava agarrar-Se à parede e ficar de pé, mas, assim como uma criança comum cai, o Senhor também caía e voltava a deitar-Se em Seu leito."}
{"ref": "cc/adi/14/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/7/", "verse_text": "gṛhe dui jana dekhi laghupada-cihna\ntāhe śobhe dhvaja, vajra, śaṅkha, cakra, mīna", "devanagari": "> গৃহে দুই জন দেখি লঘুপদ-চিহ্ন ।\n> তাহে শোভে ধ্বজ, বজ্র, শঙ্খ, চক্র, মীন ॥৭॥", "synonyms": "*gṛhe*—em casa; *dui jana*—o pai e a mãe; *dekhi*—vendo; *laghu-pada-cihna*—as marcas dos pés de lótus, que eram muito pequenas naquela época; *tāhe*—nelas; *śobhe*—que eram belamente visíveis; *dhvaja*—a bandeira; *vajra*—o raio; *śaṅkha*—o búzio; *cakra*—o disco; *mīna*—o peixe.", "translation": "**Quando o Senhor tentava andar, em Suas pequenas pegadas eram visíveis as marcas específicas do Senhor Viṣṇu, a saber, a bandeira, o raio, o búzio, o disco e o peixe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/8/", "verse_text": "dekhiyā doṅhāra citte janmila vismaya\nkāra pada-cihna ghare, nā pāya niścaya", "devanagari": "> দেখিয়া দোঁহার চিত্তে জন্মিল বিস্ময় ।\n> কার পদচিহ্ন ঘরে, না পায় নিশ্চয় ॥৮॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo todas essas marcas; *doṅhāra*—dos pais, Śacīmātā e Jagannātha Miśra; *citte*—em seus corações; *janmila*—houve; *vismaya*—assombro; *kāra*—de quem; *pada-cihna*—as pegadas; *ghare*—em casa; *nā*—não; *pāya*—obtêm; *niścaya*—certeza.", "translation": "**Vendo todas essas marcas, nem Seu pai nem Sua mãe conseguiam compreender de quem eram aquelas pegadas. Assim, tomados de assombro, não conseguiam entender como aquelas marcas poderiam aparecer em sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/9/", "verse_text": "miśra kahe,--bālagopāla āche śilā-saṅge\nteṅho mūrti hañā ghare khele, jāni, raṅge", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — বালগোপাল আছে শিলা-সঙ্গে ।\n> তেঁহো মূর্তি হঞা ঘরে খেলে, জানি, রঙ্গে ॥৯॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Jagannātha Miśra disse; *bāla-gopāla*—o Senhor Kṛṣṇa como criança; *āche*—está; *śilā-saṅge*—junto com a śālagrāma-śilā; *teṅho*—Ele; *mūrti hañā*—assumindo Sua forma transcendental; *ghare*—dentro do quarto; *khele*—brinca; *jāni*—compreendo; *raṅge*—por curiosidade.", "translation": "**Jagannātha Miśra disse: \"Certamente a criança Kṛṣṇa está com a śālagrāma-śilā. Assumindo Sua forma de criança, Ele está brincando dentro do quarto.\"**", "purport": "Quando a forma do Senhor é esculpida em madeira, pedra ou qualquer outro elemento, deve-se entender que a Suprema Personalidade de Deus está ali. Mesmo logicamente, podemos compreender que todos os elementos materiais são expansões da energia do Senhor. Como a energia da Suprema Personalidade de Deus não é diferente de Seu corpo pessoal, o Senhor está sempre presente em Sua energia, e Ele Se manifesta devido ao desejo ardente de um devoto. Visto que o Senhor é supremamente poderoso, é lógico que Ele possa manifestar-Se em Sua energia. A adoração à Deidade, ou a adoração à *śālagrāma-śilā*, não é adoração a ídolos. A Deidade do Senhor na casa de um devoto puro pode agir exatamente como Ele age em Sua personalidade transcendental original."}
{"ref": "cc/adi/14/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/10/", "verse_text": "sei kṣaṇe jāgi' nimāi karaye krandana\naṅke lañā śacī tāṅre piyāila stana", "devanagari": "> সেই ক্ষণে জাগি’ নিমাই করয়ে ক্রন্দন ।\n> অঙ্কে লঞা শচী তাঁরে পিয়াইল স্তন ॥১০॥", "synonyms": "*sei kṣaṇe*—imediatamente; *jāgi'*—acordando; *nimāi*—o Senhor de nome Nimāi; *karaye*—faz; *krandana*—choro; *aṅke*—no colo; *lañā*—tomando; *śacī*—mãe Śacī; *tāṅre*—a Ele; *piyāila*—fez sugar; *stana*—o seio.", "translation": "**Enquanto mãe Śacī e Jagannātha Miśra conversavam, a criança Nimāi acordou e começou a chorar, e mãe Śacī tomou-O em seu colo e deixou-O sugar seu seio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/11/", "verse_text": "stana piyāite putrera caraṇa dekhila\nsei cihna pāye dekhi' miśre bolāila", "devanagari": "> স্তন পিয়াইতে পুত্রের চরণ দেখিল ।\n> সেই চিহ্ন পায়ে দেখি’ মিশ্রে বোলাইল ॥১১॥", "synonyms": "*stana*—seu seio; *piyāite*—enquanto O deixava sugar; *putrera*—de seu filho; *caraṇa*—os pés de lótus; *dekhila*—observou; *sei*—aquelas mesmas; *cihna*—marcas; *pāye*—na sola; *dekhi'*—vendo; *miśre*—Jagannātha Miśra; *bolāila*—chamou.", "translation": "**Enquanto mãe Śacī alimentava a criança com seu seio, ela viu nos pés de lótus d'Ele todas as marcas que eram visíveis no chão do quarto, e chamou por Jagannātha Miśra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/12/", "verse_text": "dekhiyā miśrera ha-ila ānandita mati\ngupte bolāila nīlāmbara cakravartī", "devanagari": "> দেখিয়া মিশ্রের হইল আনন্দিত মতি ।\n> গুপ্তে বোলাইল নীলাম্বর চক্রবর্তী ॥১২॥", "synonyms": "*dekhiyā*—ao ver; *miśrera*—de Jagannātha Miśra; *ha-ila*—tornou-se; *ānandita*—satisfeita; *mati*—a inteligência; *gupte*—em particular; *bolāila*—chamou; *nīlāmbara cakravartī*—de nome Nīlāmbara Cakravartī.", "translation": "**Quando Jagannātha Miśra viu as maravilhosas marcas na sola dos pés de seu filho, ficou muito alegre e chamou em particular por Nīlāmbara Cakravartī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/13/", "verse_text": "cihna dekhi' cakravartī balena hāsiyā\nlagna gaṇi' pūrve āmi rākhiyāchi likhiyā", "devanagari": "> চিহ্ন দেখি’ চক্রবর্তী বলেন হাসিয়া ।\n> লগ্ন গণি’ পূর্বে আমি রাখিয়াছি লিখিয়া ॥১৩॥", "synonyms": "*cihna dekhi'*—ao ver as marcas; *cakravartī*—Nīlāmbara Cakravartī; *balena*—diz; *hāsiyā*—sorrindo; *lagna gaṇi'*—pelo cálculo astrológico do momento do nascimento; *pūrve*—anteriormente; *āmi*—eu; *rākhiyāchi*—guardei; *likhiyā*—depois de escrever todas estas coisas.", "translation": "**Quando Nīlāmbara Cakravartī viu aquelas marcas, disse sorrindo: \"Anteriormente, averiguei tudo isto por cálculo astrológico e anotei por escrito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/14/", "verse_text": "batriśa lakṣaṇa--mahāpuruṣa-bhūṣaṇa\nei śiśu aṅge dekhi se saba lakṣaṇa", "devanagari": "> বত্রিশ লক্ষণ — মহাপুরুষ-ভূষণ ।\n> এই শিশু অঙ্গে দেখি সে সব লক্ষণ ॥১৪॥", "synonyms": "*batriśa*—trinta e dois; *lakṣaṇa*—sintomas; *mahā-puruṣa*—de uma grande personalidade; *bhūṣaṇa*—o ornamento; *ei śiśu*—esta criança; *aṅge*—no corpo; *dekhi*—vejo; *se*—aqueles; *saba*—todos; *lakṣaṇa*—sintomas.", "translation": "**\"Há trinta e dois sinais corporais que caracterizam uma grande personalidade, e vejo todos esses sinais no corpo desta criança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/15/", "verse_text": "pañca-dīrghaḥ pañca-sūkṣmaḥ\nsapta-raktaḥ ṣaḍ-unnataḥ\ntri-hrasva-pṛthu-gambhīro\ndvātriṁśal-lakṣaṇo mahān", "devanagari": "> পঞ্চদীর্ঘঃ পঞ্চসূক্ষ্মঃ সপ্তরক্তঃ ষড়ুন্নতঃ ।\n> ত্রিহ্রস্ব-পৃথু-গম্ভীরো দ্বাত্রিংশল্লক্ষণো মহান্ ॥১৫॥", "synonyms": "*pañca-dīrghaḥ*—cinco grandes; *pañca-sūkṣmaḥ*—cinco finos; *sapta-raktaḥ*—sete avermelhados; *ṣaṭ-unnataḥ*—seis elevados; *tri-hrasva*—três pequenos; *pṛthu*—três largos; *gambhīraḥ*—três graves; *dvā-triṁśat*—desta maneira, trinta e dois; *lakṣaṇaḥ*—sintomas; *mahān*—para uma grande personalidade.", "translation": "**\" 'Há trinta e dois sintomas corporais de uma grande personalidade: cinco partes de seu corpo são grandes, cinco finas, sete avermelhadas, seis elevadas, três pequenas, três largas e três graves.'**", "purport": "As cinco partes grandes são o nariz, os braços, o queixo, os olhos e os joelhos. As cinco partes finas são a pele, as pontas dos dedos, os dentes, os pelos do corpo e o cabelo da cabeça. As sete partes avermelhadas são os olhos, as solas dos pés, as palmas das mãos, o palato, as unhas e os lábios superior e inferior. As seis partes elevadas são o peito, os ombros, as unhas, o nariz, a cintura e a boca. As três partes pequenas são o pescoço, as coxas e o órgão masculino. As três partes largas são a cintura, a testa e o peito. As três partes graves são o umbigo, a voz e a existência. No total, estes são os trinta e dois sintomas de uma grande personalidade. Esta é uma citação do Sāmudrika."}
{"ref": "cc/adi/14/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/16/", "verse_text": "nārāyaṇera cihna-yukta śrī-hasta caraṇa\nei śiśu sarva loke karibe tāraṇa", "devanagari": "> নারায়ণের চিহ্নযুক্ত শ্রীহস্ত-চরণ ।\n> এই শিশু সর্ব লোকে করিবে তারণ ॥১৬॥", "synonyms": "*nārāyaṇera*—do Senhor Nārāyaṇa; *cihna-yukta*—com marcas positivas; *śrī-hasta caraṇa*—a palma da mão e a sola do pé; *ei*—este; *śiśu*—bebê; *sarva loke*—todos os três mundos; *karibe*—libertará; *tāraṇa*—libertação.", "translation": "**\"Este bebê tem todos os sintomas do Senhor Nārāyaṇa nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Ele será capaz de libertar todos os três mundos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/17/", "verse_text": "ei ta' karibe vaiṣṇava-dharmera pracāra\nihā haite habe dui kulera nistāra", "devanagari": "> এই ত’ করিবে বৈষ্ণব-ধর্মের প্রচার ।\n> ইহা হৈতে হবে দুই কুলের নিস্তার ॥১৭॥", "synonyms": "*ei ta'*—esta criança; *karibe*—fará; *vaiṣṇava*—do vaiṣṇavismo, ou serviço devocional; *dharmera*—da religião; *pracāra*—pregação; *ihā haite*—disto; *habe*—haverá; *dui*—duas; *kulera*—dinastias; *nistāra*—libertação.", "translation": "**\"Esta criança pregará o culto vaiṣṇava e libertará tanto Sua família materna quanto a paterna.**", "purport": "Exceto o próprio Nārāyaṇa ou Seu representante genuíno, ninguém pode pregar o culto do vaiṣṇavismo, ou serviço devocional. Quando nasce um vaiṣṇava, ele libera simultaneamente tanto sua família materna quanto sua família paterna."}
{"ref": "cc/adi/14/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/18/", "verse_text": "mahotsava kara, saba bolāha brāhmaṇa\nāji dina bhāla,--kariba nāma-karaṇa", "devanagari": "> মহোৎসব কর, সব বোলাহ ব্রাহ্মণ ।\n> আজি দিন ভাল, — করিব নামকরণ ॥১৮॥", "synonyms": "*mahotsava*—um festival; *kara*—observem; *saba*—todos; *bolāha*—chamem; *brāhmaṇa*—os brāhmaṇas; *āji*—hoje; *dina*—dia; *bhāla*—auspicioso; *kariba*—realizarei; *nāma-karaṇa*—a cerimônia de imposição do nome.", "translation": "**\"Proponho realizar uma cerimônia de imposição do nome. Devemos observar um festival e convocar os brāhmaṇas, pois hoje é um dia muito auspicioso.**", "purport": "É um princípio Védico observar um festival em conexão com Nārāyaṇa e os brāhmaṇas. Dar a uma criança um nome específico está entre os processos purificatórios conhecidos como daśa-vidha-saṁskāra, e no dia de tal cerimônia deve-se observar um festival adorando Nārāyaṇa e distribuindo prasāda, principalmente entre os brāhmaṇas.\n\nQuando Nīlāmbara Cakravartī, Śacīmātā e Jagannātha Miśra compreenderam, pelas marcas nos pés de lótus do Senhor, que a criança Nimāi não era uma criança comum, mas uma encarnação de Nārāyaṇa, decidiram que naquele mesmíssimo dia, que era muito auspicioso, deveriam observar um festival para Sua cerimônia de imposição do nome. Nesse contexto, podemos ver particularmente como uma encarnação da Suprema Personalidade de Deus se reconhece por Seus sintomas corporais, Suas atividades e a predição dos śāstras. Por evidência factual, uma pessoa pode ser aceita como uma encarnação de Deus, e não caprichosamente ou pelos votos de canalhas e tolos. Houve muitas encarnações imitadoras em Bengala desde o aparecimento do Senhor Caitanya, mas qualquer devoto imparcial ou homem erudito pode compreender que o Senhor Caitanya Mahāprabhu foi aceito como uma encarnação de Kṛṣṇa não com base em votos populares, mas por evidência dos śāstras e de estudiosos genuínos. Não foram homens comuns que aceitaram Śrī Caitanya Mahāprabhu como a Suprema Personalidade de Deus. No início, Sua identidade foi reconhecida por estudiosos eruditos como Nīlāmbara Cakravartī, e mais tarde todas as Suas atividades foram confirmadas pelos seis Gosvāmīs, especialmente Śrīla Jīva Gosvāmī e Śrīla Rūpa Gosvāmī, e por muitos outros estudiosos eruditos, com evidência do śāstra. Uma encarnação de Deus é assim desde o próprio começo de Sua vida. Não é que, ao realizar meditação, alguém possa tornar-se subitamente uma encarnação de Deus. Tais falsas encarnações destinam-se a tolos e canalhas, não a homens sensatos."}
{"ref": "cc/adi/14/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/19/", "verse_text": "sarva-lokera karibe ihaṅ dhāraṇa, poṣaṇa\n'viśvambhara' nāma ihāra,--ei ta' kāraṇa", "devanagari": "> সর্বলোকের করিবে ইহঁ ধারণ, পোষণ ।\n> ‘বিশ্বম্ভর’ নাম ইহার, — এই ত’ কারণ ॥১৯॥", "synonyms": "*sarva-lokera*—de todas as pessoas; *karibe*—fará; *ihaṅ*—esta criança; *dhāraṇa*—proteção; *poṣaṇa*—manutenção; *viśvambhara*—o nome Viśvambhara; *nāma*—nome; *ihāra*—Seu; *ei*—esta; *ta'*—certamente; *kāraṇa*—a razão.", "translation": "**\"No futuro, esta criança protegerá e manterá o mundo inteiro. Por essa razão, Ele deve ser chamado Viśvambhara.\"**", "purport": "O *Caitanya-bhāgavata* também confirma que Śrī Caitanya Mahāprabhu, com Seu nascimento, tornou o mundo inteiro pacífico, assim como, no passado, Nārāyaṇa protegeu esta Terra em Sua encarnação como Varāha. Por proteger e manter este mundo no presente Kali-yuga, o Senhor Caitanya Mahāprabhu é Viśvambhara, o que se refere àquele que alimenta o mundo inteiro. O movimento inaugurado por Śrī Caitanya Mahāprabhu quando esteve presente há quinhentos anos está sendo novamente propagado por todo o mundo, e de fato estamos vendo seus resultados práticos. As pessoas estão sendo salvas, protegidas e mantidas por este movimento Hare Kṛṣṇa. Milhares de seguidores, especialmente jovens ocidentais, estão participando deste movimento Hare Kṛṣṇa, e quão seguros e felizes eles se sentem pode ser compreendido pelas expressões de gratidão em suas centenas e milhares de cartas. O nome Viśvambhara também é mencionado na Atharva-veda-saṁhitā (3.3.16.5): viśvambhara viśvena mā bharasā pāhi svāhā."}
{"ref": "cc/adi/14/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/20/", "verse_text": "śuni' śacī-miśrera mane ānanda bāḍila\nbrāhmaṇa-brāhmaṇī āni' mahotsava kaila", "devanagari": "> শুনি’ শচী-মিশ্রের মনে আনন্দ বাড়িল ।\n> ব্রাহ্মণ-ব্রাহ্মণী আনি’ মহোৎসব কৈল ॥২০॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isto; *śacī*—de mãe Śacī; *miśrera*—e de Jagannātha Miśra; *mane*—nas mentes; *ānanda*—o prazer; *bāḍila*—aumentou; *brāhmaṇa*—os brāhmaṇas; *brāhmaṇī*—e suas esposas; *āni'*—convidando-os; *mahotsava*—um festival; *kaila*—observaram.", "translation": "**Após ouvirem a predição de Nīlāmbara Cakravartī, Śacīmātā e Jagannātha Miśra observaram o festival de imposição do nome com grande alegria, convidando todos os brāhmaṇas e suas esposas.**", "purport": "É o sistema Védico observar todo tipo de festival — incluindo festivais de aniversário, festivais de casamento, festivais de imposição do nome e festivais que marcam o início da educação — convidando especialmente os brāhmaṇas. Em todo festival, os brāhmaṇas devem ser alimentados primeiro, e quando os brāhmaṇas ficam satisfeitos, abençoam o festival cantando mantras Védicos ou o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/14/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/21/", "verse_text": "tabe kata dine prabhura jānu-caṅkramaṇa\nnānā camatkāra tathā karāila darśana", "devanagari": "> তবে কত দিনে প্রভুর জানু-চংক্রমণ ।\n> নানা চমৎকার তথা করাইল দর্শন ॥২১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *kata*—alguns; *dine*—dias; *prabhura*—do Senhor; *jānu*—joelhos; *caṅkramaṇa*—o engatinhar; *nānā*—várias; *camatkāra*—maravilhosas; *tathā*—também; *karāila*—fez com que; *darśana*—a visão.", "translation": "**Após alguns dias, o Senhor começou a engatinhar sobre Seus joelhos, e fez com que várias coisas maravilhosas fossem vistas.**", "purport": "O *Caitanya-bhāgavata* descreve que, certo dia, enquanto o Senhor engatinhava sobre Seus joelhos, com os guizos de Sua cintura tilintando muito docemente, uma serpente saiu para rastejar no quintal do Senhor, que capturou a serpente como uma criança curiosa. Imediatamente, a serpente enrolou-se sobre Ele. O Senhor, então, como uma criança, repousou sobre a serpente, e, após algum tempo, a serpente foi embora, deixando o Senhor de lado."}
{"ref": "cc/adi/14/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/22/", "verse_text": "krandanera chale balāila hari-nāma\nnārī saba 'hari' bale,--hāse gaura-dhāma", "devanagari": "", "synonyms": "*krandanera*—do choro; *chale*—sob o pretexto de; *balāila*—fez com que falassem; *hari-nāma*—o santo nome do Senhor; *nārī*—as senhoras; *saba*—todas; *'hari' bale*—cantam o santo nome do Senhor; *hāse*—ri; *gaura-dhāma*—o Senhor Śrī Caitanya quando criança.", "translation": "**O Senhor fez com que todas as senhoras cantassem os santos nomes do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa sob o pretexto de Seu choro, e enquanto elas cantavam, o Senhor sorria.**", "purport": "No *Caitanya-bhāgavata*, este passatempo é descrito da seguinte maneira: \"O Senhor, com Seus belos olhos, chorava, mas parava imediatamente ao ouvir o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Quando as senhoras, compreendendo a diversão do Senhor, descobriram que Ele chorava e depois parava ao ouvir o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa, todas tomaram isso como um sinal para cantar Hare Kṛṣṇa assim que o Senhor chorasse. Assim, isso se tornou uma função regular. O Senhor chorava, e as senhoras começavam a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, batendo palmas. Dessa maneira, todas as senhoras das casas vizinhas reuniam-se no lar de Śacīmātā para participar do movimento de saṅkīrtana vinte e quatro horas por dia. Enquanto as senhoras continuavam a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, o Senhor não chorava, mas sorria para elas muito agradavelmente.\""}
{"ref": "cc/adi/14/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/23/", "verse_text": "tabe kata dine kaila pada-caṅkramaṇa\nśiśu-gaṇe mili' kaila vividha khelana", "devanagari": "", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *kata dine*—em poucos dias; *kaila*—fez; *pada*—perna; *caṅkramaṇa*—movimento; *śiśu-gaṇe*—todas as crianças; *mili'*—misturando-se; *kaila*—executou; *vividha*—variedades; *khelana*—brincadeiras.", "translation": "**Após alguns dias, o Senhor começou a mover Suas pernas e a caminhar. Ele misturava-se com outras crianças e exibia diversas brincadeiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/24/", "verse_text": "ekadina śacī kha-i-sandeśa āniyā\nbāṭā bhari' diyā baila,--khāo ta' basiyā", "devanagari": "> একদিন শচী খই-সন্দেশ আনিয়া ।\n> বাটা ভরি’ দিয়া বৈল, — খাও ত’ বসিয়া ॥২৪॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *śacī*—mãe Śacī; *kha-i*—arroz tufado; *sandeśa*—doce; *āniyā*—trazendo; *bāṭā*—prato de lanche; *bhari'*—enchendo; *diyā*—entregando; *baila*—disse; *khāo*—coma; *ta'*—agora; *basiyā*—sentando-se.", "translation": "**Certo dia, enquanto o Senhor desfrutava de Suas brincadeiras com as outras criancinhas, mãe Śacī trouxe um prato cheio de arroz tufado e doces e pediu à criança que se sentasse e os comesse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/25/", "verse_text": "eta bali' gelā śacī gṛhe karma karite\nlukāñā lāgilā śiśu mṛttikā khāite", "devanagari": "> এত বলি’ গেলা শচী গৃহে কর্ম করিতে ।\n> লুকাঞা লাগিলা শিশু মৃত্তিকা খাইতে ॥২৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *gelā*—voltou; *śacī*—mãe Śacī; *gṛhe*—na casa; *karma*—deveres; *karite*—para executar; *lukāñā*—escondendo-se; *lāgilā*—começou; *śiśu*—a criança; *mṛttikā*—terra; *khāite*—a comer.", "translation": "**Mas, quando ela voltou aos seus afazeres domésticos, a criança, escondendo-Se de Sua mãe, começou a comer terra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/26/", "verse_text": "dekhi' śacī dhāñā āilā kari' 'hāya, hāya'\nmāti kāḍi' lañā kahe 'māṭi kene khāya'", "devanagari": "> দেখি’ শচী ধাঞা আইলা করি’ ‘হায়, হায়’ ।\n> মাটি কাড়ি’ লঞা কহে ‘মাটি কেনে খায়’ ॥২৬॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo isto; *śacī*—mãe Śacī; *dhāñā*—correndo; *āilā*—voltou; *kari'*—fazendo um ruído; *hāya, hāya*—\"Que é isto! Que é isto!\"; *māṭi*—terra; *kāḍi'*—arrancando; *lañā*—pegando; *kahe*—ela disse; *'māṭi kene khāya'*—por que a criança está comendo terra?", "translation": "**Ao ver isso, mãe Śacī voltou apressadamente, exclamando: “O que é isto! O que é isto!” Ela arrancou a terra das mãos do Senhor e perguntou por que Ele a estava comendo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/27/", "verse_text": "kāndiyā balena śiśu,--kene kara roṣa\ntumi māṭi khāite dile, mora kibā doṣa", "devanagari": "> কান্দিয়া বলেন শিশু, — কেনে কর রোষ ।\n> তুমি মাটি খাইতে দিলে, মোর কিবা দোষ ॥২৭॥", "synonyms": "*kāndiyā*—chorando; *balena*—diz; *śiśu*—a criança; *kene*—por que; *kara*—ficas; *roṣa*—irritada; *tumi*—tu; *māṭi*—terra; *khāite*—para comer; *dile*—deste-Me; *mora*—Minha; *kibā*—qual é; *doṣa*—a culpa.", "translation": "**Chorando, a criança perguntou à Sua mãe: \"Por que estás irritada? Tu mesma Me deste terra para comer. Qual é a Minha culpa?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/28/", "verse_text": "kha-i-sandeśa-anna yateka--māṭira vikāra\neho māṭi, seha māṭi, ki bheda-vicāra", "devanagari": "> খই-সন্দেশ-অন্ন, যতেক — মাটির বিকার ।\n> এহো মাটি, সেহ মাটি, কি ভেদ-বিচার ॥২৮॥", "synonyms": "*kha-i*—arroz tufado; *sandeśa*—doce; *anna*—comestíveis; *yateka*—todos; *māṭira*—de terra; *vikāra*—transformações; *eho*—isto também é; *māṭi*—terra; *seha*—aquilo; *māṭi*—terra; *ki*—qual; *bheda*—de diferença; *vicāra*—consideração.", "translation": "**“Arroz tostado, doces ou qualquer coisa comestível — todos os comestíveis não passam de transformações da terra. Isto é terra, aquilo é terra. Por favor, considere. Qual é a diferença entre eles?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/29/", "verse_text": "māṭi--deha, māṭi--bhakṣya, dekhaha vicāri'\navicāre deha doṣa, ki balite pāri", "devanagari": "> মাটি — দেহ, মাটি — ভক্ষ্য, দেখহ বিচারি’ ।\n> অবিচারে দেহ দোষ, কি বলিতে পারি ॥২৯॥", "synonyms": "*māṭi*—terra; *deha*—este corpo; *māṭi*—terra; *bhakṣya*—comestível; *dekhaha*—procura apenas ver; *vicāri'*—por consideração; *avicāre*—sem considerar; *deha*—lanças; *doṣa*—a culpa sobre Mim; *ki*—o que; *balite*—dizer; *pāri*—posso.", "translation": "**\"Este corpo é uma transformação de terra, e os comestíveis também são uma transformação de terra. Reflete, por favor, sobre isto. Estás Me culpando sem consideração. Que posso dizer?\"**", "purport": "Esta é uma explicação da filosofia māyāvāda, que considera tudo como sendo um só. As necessidades do corpo, a saber, comer, dormir, acasalar-se e defender-se, são todas desnecessárias na vida espiritual. Quando alguém é elevado à plataforma espiritual, não há mais necessidades corporais, e nas atividades pertinentes às necessidades corporais não há considerações espirituais. Em outras palavras, quanto mais comemos, dormimos, fazemos sexo e tentamos defender-nos, mais nos ocupamos em atividades materiais. Infelizmente, os filósofos māyāvādīs consideram as atividades devocionais como atividades corporais. Eles não conseguem compreender a simples explicação no *Bhagavad-gītā* (14.26):\n\nmāṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\nbhakti-yogena sevate\nsa guṇān samatītyaitān\nbrahma-bhūyāya kalpate\n\n\"Aquele que se ocupa em serviço devocional espiritual sem motivação, prestando tal serviço para a satisfação do Senhor, é imediatamente elevado à plataforma espiritual, e todas as suas atividades são espirituais.\" Brahma-bhūyāya refere-se às atividades Brahman (espirituais). Embora os filósofos māyāvādīs estejam muito ansiosos por imergir na refulgência Brahman, eles não têm atividades Brahman. Até certo ponto, recomendam atividades Brahman, que para eles significam ocupação no estudo das filosofias Vedānta e Sāṅkhya, mas suas interpretações não passam de árida especulação. Carecendo das variedades de atividade espiritual, não conseguem permanecer por muito tempo nessa plataforma de simplesmente estudar a filosofia Vedānta ou Sāṅkhya.\n\nA vida destina-se a variedades de prazer. A entidade viva é, por natureza, plena de um espírito desfrutador, como se afirma no *Vedānta-sūtra* (1.1.12): ānanda-mayo 'bhyāsāt. No serviço devocional, as atividades são variadas e plenas de prazer. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (9.2), todas as atividades devocionais são fáceis de realizar (su-sukhaṁ kartum) e são eternas e espirituais (avyayam). Visto que os filósofos māyāvādīs não conseguem compreender isto, eles tomam como certo que as atividades de um devoto (śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ smaraṇaṁ pāda-sevanam, etc.) são todas materiais e, portanto, māyā. Eles também consideram o advento de Kṛṣṇa neste universo e Suas atividades como sendo māyā. Por isso, como consideram tudo māyā, são conhecidos como māyāvādīs.\n\nNa verdade, quaisquer atividades realizadas favoravelmente para a satisfação do Senhor, sob a direção do mestre espiritual, são espirituais. Mas que uma pessoa desconsidere a ordem do mestre espiritual e aja por invenção, aceitando suas atividades disparatadas como espirituais, é māyā. É preciso alcançar o favor da Suprema Personalidade de Deus através da misericórdia do mestre espiritual. Portanto, deve-se primeiro satisfazer o mestre espiritual, e, se ele estiver satisfeito, devemos compreender que a Suprema Personalidade de Deus também está satisfeita. Mas se o mestre espiritual estiver descontente com nossas ações, elas não são espirituais. Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura confirma isto: yasya prasādād bhagavat-prasādo yasyāprasādān na gatiḥ kuto 'pi. As atividades que satisfazem o mestre espiritual devem ser consideradas espirituais, e devem ser aceitas como satisfatórias ao Senhor.\n\nO Senhor Caitanya Mahāprabhu, como o mestre espiritual supremo, instruiu Sua mãe acerca da filosofia māyāvāda. Ao dizer que o corpo é terra e que os comestíveis também são terra, Ele deu a entender que tudo é māyā. Esta é a filosofia māyāvāda. A filosofia dos māyāvādīs é deficiente porque sustenta que tudo é māyā, exceto o disparate que eles falam. Ao dizer que tudo é māyā, o filósofo māyāvādī perde a oportunidade do serviço devocional, e por isso sua vida está condenada. Śrī Caitanya Mahāprabhu, portanto, advertiu: māyāvādi-bhāṣya śunile haya sarva-nāśa (Cc. Madhya 6.169). Se alguém aceitar a filosofia māyāvāda, seu avanço estará condenado para sempre."}
{"ref": "cc/adi/14/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/30/", "verse_text": "antare vismita śacī balila tāhāre\n\n\"māṭi khāite jñāna-yoga ke śikhāla tore", "devanagari": "> অন্তরে বিস্মিত শচী বলিল তাহারে ।\n> “মাটি খাইতে জ্ঞানযোগ কে শিখাল তোরে ॥৩০॥", "synonyms": "*antare*—dentro de si mesma; *vismita*—surpresa; *śacī*—mãe Śacī; *balila*—respondeu; *tāhāre*—a Ele; *māṭi*—barro; *khāite*—comer; *jñāna-yoga*—especulação filosófica; *ke*—quem; *śikhāla*—ensinou; *tore*—a Você.", "translation": "**Espantada por ver a criança falando filosofia māyāvāda, mãe Śacī respondeu: \"Quem Lhe ensinou essa especulação filosófica que justifica comer barro?\"**", "purport": "No diálogo filosófico entre mãe e filho, quando o filho disse que tudo é um, como afirmam os impersonalistas, a mãe respondeu: \"Se tudo é um, por que as pessoas em geral não comem barro, mas sim os cereais que o barro produz?\""}
{"ref": "cc/adi/14/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/31/", "verse_text": "māṭira vikāra anna khāile deha-puṣṭi haya\n\nmāṭi khāile roga haya, deha yāya kṣaya", "devanagari": "> মাটির বিকার অন্ন খাইলে দেহ-পুষ্টি হয় ।\n> মাটি খাইলে রোগ হয়, দেহ যায় ক্ষয় ॥৩১॥", "synonyms": "*māṭira*—do barro; *vikāra*—transformação; *anna*—cereais; *khāile*—por comer; *deha*—do corpo; *puṣṭi*—nutrição; *haya*—torna-se; *māṭi*—o barro; *khāile*—por comer; *roga*—doença; *haya*—torna-se; *deha*—o corpo; *yāya*—vai; *kṣaya*—à destruição.", "translation": "**Respondendo à ideia māyāvāda da criança filósofa, mãe Śacī disse: \"Meu querido menino, se comemos a terra transformada em cereais, nosso corpo se nutre e fica forte. Mas, se comemos barro em seu estado bruto, em vez de nutrir-se, o corpo adoece e, assim, se destrói.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/32/", "verse_text": "māṭira vikāra ghaṭe pāni bhari' āni\n\nmāṭi-piṇḍe dhari yabe, śoṣi' yāya pāni\"", "devanagari": "> মাটির বিকার ঘটে পানি ভরি’ আনি ।\n> মাটি-পিণ্ডে ধরি যবে, শোষি’ যায় পানি ।।” ॥ ৩২ ॥", "synonyms": "*māṭira*—do barro; *vikāra*—transformação; *ghaṭe*—no pote de água; *pāni*—água; *bhari'*—enchendo; *āni*—posso trazer; *māṭi*—de barro; *piṇḍe*—no torrão; *dhari*—seguro; *yabe*—quando; *śoṣi'*—absorvendo; *yāya*—vai; *pāni*—a água.", "translation": "**\"Num pote de água, que é uma transformação do barro, posso trazer água com muita facilidade. Mas, se eu despejasse água sobre um torrão de barro, o torrão absorveria a água, e meu trabalho seria inútil.\"**", "purport": "Esta filosofia simples exposta por Śacīmātā, embora ela seja uma mulher, pode derrotar os filósofos māyāvādīs que especulam sobre a unidade. O defeito da filosofia māyāvāda é que ela não aceita a variedade, que é útil para fins práticos. Śacīmātā deu o exemplo de que, embora tanto o torrão de barro quanto o pote de barro sejam basicamente um só, para fins práticos o pote de água é útil, ao passo que o torrão de barro é inútil. Às vezes os cientistas argumentam que matéria e espírito são um só, sem diferença entre eles. De fato, num sentido mais elevado, não há diferença entre matéria e espírito, mas a pessoa deve ter o conhecimento prático de que a matéria, sendo um estado inferior, é inútil para nossa vida espiritual e bem-aventurada, ao passo que o espírito, sendo um estado de existência mais sutil, é pleno de bem-aventurança. A esse respeito, o *Bhāgavatam* dá o exemplo de que o barro e o fogo são, na prática, uma só e a mesma coisa. Da terra crescem as árvores, e da madeira delas vêm o fogo e a fumaça. Não obstante, para obter calor, podemos utilizar o fogo, mas não a terra, a fumaça ou a madeira. Por isso, para a realização última do objetivo da vida, ocupamo-nos com o fogo do espírito, e não com a madeira inerte ou a terra da matéria."}
{"ref": "cc/adi/14/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/33/", "verse_text": "ātma lukāite prabhu balilā tāṅhāre\n\n\"āge kena ihā, mātā, nā śikhāle more", "devanagari": "> আত্ম লুকাইতে প্রভু বলিলা তাঁহারে ।\n> “আগে কেন ইহা, মাতা, না শিখালে মোরে ॥৩৩॥", "synonyms": "*ātma*—a Si mesmo; *lukāite*—ocultar; *prabhu*—o Senhor; *balilā*—respondeu; *tāṅhāre*—a Śacīmātā; *āge*—no princípio; *kena*—por que; *ihā*—isto; *mātā*—minha querida mãe; *nā śikhāle*—você não ensinou; *more*—a Mim.", "translation": "**O Senhor respondeu a Sua mãe: \"Por que você ocultou a autorrealização, deixando de Me ensinar esta filosofia prática desde o princípio?**", "purport": "Se desde o início da vida a pessoa é instruída na filosofia vaiṣṇava da dualidade ou variedade, a filosofia monista não a perturbará muito. Na realidade, tudo é uma emanação da fonte suprema (janmādy asya yataḥ). A energia original manifesta-se em variedades, exatamente como a luz do sol, a energia original que emana do sol, a qual atua como luz e calor em variedade. Não se pode dizer que a luz é calor e o calor é luz; contudo, não se pode separar um do outro. Por isso, a filosofia do Senhor Caitanya Mahāprabhu é acintya-bhedābheda, a inconcebível não separação e distinção. Embora haja uma afinidade entre as duas manifestações físicas luz e calor, há também uma diferença entre elas. De modo semelhante, embora toda a manifestação cósmica seja a energia do Senhor, essa energia se exibe, não obstante, em variedades de manifestações."}
{"ref": "cc/adi/14/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/34/", "verse_text": "ebe se jānilāṅ, āra māṭi nā khāiba\n\nkṣudhā lāge yabe, tabe tomāra stana piba\"", "devanagari": "> এবে সে জানিলাঙ, আর মাটি না খাইব ।\n> ক্ষুধা লাগে যবে, তবে তোমার স্তন পিব ।।” ॥ ৩৪ ॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *se*—isso; *jānilāṅ*—compreendo; *āra*—mais; *māṭi*—barro; *nā*—não; *khāiba*—comerei; *kṣudhā*—fome; *lāge*—surge; *yabe*—quando; *tabe*—nessa hora; *tomāra*—seu; *stana*—seio; *piba*—sugarei.", "translation": "**\"Agora que posso compreender esta filosofia, não comerei mais barro. Sempre que tiver fome, sugarei seu seio e beberei o leite dele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/35/", "verse_text": "eta bali' jananīra kolete caḍiyā\n\nstana pāna kare prabhu īṣat hāsiyā", "devanagari": "> এত বলি’ জননীর কোলেতে চড়িয়া ।\n> স্তন পান করে প্রভু ঈষৎ হাসিয়া ॥৩৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *jananīra*—da mãe; *kolete*—no colo; *caḍiyā*—subindo; *stana pāna*—sugando o seio; *kare*—faz; *prabhu*—o Senhor; *īṣat*—levemente; *hāsiyā*—sorrindo.", "translation": "**Após dizer isto, o Senhor, sorrindo levemente, subiu ao colo de Sua mãe e sugou-lhe o seio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/36/", "verse_text": "eimate nānā-chale aiśvarya dekhāya\n\nbālya-bhāva prakaṭiyā paścāt lukāya", "devanagari": "> এইমতে নানা-ছলে ঐশ্বর্য দেখায় ।\n> বাল্যভাব প্রকটিয়া পশ্চাৎ লুকায় ॥৩৬॥", "synonyms": "*eimate*—dessa maneira; *nānā-chale*—sob diferentes pretextos; *aiśvarya*—opulência; *dekhāya*—exibe; *bālya-bhāva*—a condição de criança; *prakaṭiyā*—manifestando; *paścāt*—em seguida; *lukāya*—oculta-Se.", "translation": "**Assim, sob vários pretextos, o Senhor exibia tanto quanto possível Suas opulências em Sua infância e, mais tarde, após exibir tais opulências, ocultava-Se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/37/", "verse_text": "atithi-viprera anna khāila tina-bāra\n\npāche gupte sei vipre karila nistāra", "devanagari": "> অতিথি-বিপ্রের অন্ন খাইল তিনবার ।\n> পাছে গুপ্তে সেই বিপ্রে করিল নিস্তার ॥৩৭॥", "synonyms": "*atithi*—hóspede; *viprera*—de um brāhmaṇa; *anna*—alimento; *khāila*—comeu; *tina-bāra*—três vezes; *pāche*—posteriormente; *gupte*—em particular; *sei*—aquele; *vipre*—ao brāhmaṇa; *karila*—concedeu; *nistāra*—liberação.", "translation": "**Em certa ocasião, o Senhor comeu três vezes o alimento de um brāhmaṇa hóspede e, mais tarde, em particular, o Senhor liberou aquele brāhmaṇa do enredamento material.**", "purport": "A história da liberação desse *brāhmaṇa* é a seguinte. Certo *brāhmaṇa* que percorria todo o país, viajando de um lugar de peregrinação a outro, chegou a Navadvīpa e se hospedou na casa de Jagannātha Miśra. Jagannātha Miśra lhe deu todos os ingredientes para cozinhar, e o *brāhmaṇa* preparou seu alimento. Quando o *brāhmaṇa* estava oferecendo o alimento ao Senhor Viṣṇu em meditação, o menino Nimāi apareceu diante dele e começou a comê-lo, e, por causa disso, o *brāhmaṇa* julgou que toda a oferenda fora estragada. Por conseguinte, a pedido de Jagannātha Miśra, ele cozinhou pela segunda vez, mas, enquanto meditava, a criança veio de novo diante dele e começou a comer o alimento, estragando novamente a oferenda. A pedido de Jagannātha Miśra, o *brāhmaṇa* cozinhou pela terceira vez, mas, pela terceira vez, o Senhor veio diante dele e começou a comer o alimento, embora a criança tivesse sido trancada num quarto e todos estivessem dormindo, pois já era tarde da noite. Assim, pensando que naquele dia o Senhor Viṣṇu não estava disposto a aceitar seu alimento e que, portanto, lhe fora ordenado jejuar, o *brāhmaṇa* ficou muito agitado e gritou em voz alta, *hāya hāya:* “O que foi feito! O que foi feito!” Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu viu o *brāhmaṇa* naquele estado de agitação, disse-lhe: “Outrora, fui o filho de mãe Yaśodā. Naquela época, você também se hospedou na casa de Nanda Mahārāja, e Eu o perturbei dessa mesma maneira. Estou muito satisfeito com sua devoção. Por isso, estou comendo o alimento que você preparou.” Compreendendo o favor que o Senhor lhe concedia, o *brāhmaṇa* ficou muito contente e se viu dominado pelo amor a Kṛṣṇa. Sentiu-se grato ao Senhor, pois se considerava imensamente afortunado. Então, o Senhor pediu ao *brāhmaṇa* que não revelasse o incidente a mais ninguém. Isso é explicado mui detalhadamente no *Caitanya-bhāgavata, Ādi-līlā,* Capítulo Três."}
{"ref": "cc/adi/14/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/38/", "verse_text": "core lañā gela prabhuke bāhire pāiyā\n\ntāra skandhe caḍi' āilā tāre bhulāiyā", "devanagari": "> চোরে লঞা গেল প্রভুকে বাহিরে পাইয়া ।\n> তার স্কন্ধে চড়ি’ আইলা তারে ভুলাইয়া ॥৩৮॥", "synonyms": "*core*—dois ladrões; *lañā*—levando; *gela*—foram; *prabhuke*—o Senhor; *bāhire*—fora; *pāiyā*—encontrando-O; *tāra*—deles; *skandhe*—nos ombros; *caḍi'*—subindo; *āilā*—voltou; *tāre*—a eles; *bhulāiyā*—enganando.", "translation": "**Em Sua infância, o Senhor foi levado por dois ladrões para fora de Sua casa. O Senhor, porém, subiu aos ombros dos ladrões e, enquanto eles pensavam que carregavam a criança em segurança para roubar-Lhe os adornos, o Senhor os enganou; e assim, em vez de irem para a própria casa, os ladrões retornaram à casa de Jagannātha Miśra.**", "purport": "Em Sua infância, o Senhor era profusamente decorado com adornos de ouro. Certa vez, Ele estava brincando fora de Sua casa, e dois ladrões que passavam pela rua viram a oportunidade de roubar o Senhor; por isso, colocaram-No sobre os ombros, agradando-O com a oferta de alguns doces. Os ladrões pensavam em levar a criança para a floresta e, então, matá-La e levar embora os adornos. O Senhor, contudo, expandiu Sua energia ilusória sobre os ladrões, tanto que, em vez de levarem-No para a floresta, eles voltaram exatamente para a frente da casa do Senhor. Quando chegaram diante da casa dEle, ficaram com medo, porque todos na casa de Jagannātha Miśra e todos os habitantes daquela vizinhança estavam ocupados em procurar a criança. Em razão disso, os ladrões, julgando perigoso permanecer ali, foram embora e O deixaram. A criança foi levada para dentro da casa de mãe Śacī, que se encontrava em grande ansiedade, e ela ficou satisfeita. Esse incidente também é explicado mui detalhadamente no *Ādi-līlā* do *Caitanya-bhāgavata,* Terceiro Capítulo."}
{"ref": "cc/adi/14/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/39/", "verse_text": "vyādhi-chale jagadīśa-hiraṇya-sadane\n\nviṣṇu-naivedya khāila ekādaśī-dine", "devanagari": "> ব্যাধি-ছলে জগদীশ-হিরণ্য-সদনে ।\n> বিষ্ণু-নৈবেদ্য খাইল একাদশী-দিনে ॥৩৯॥", "synonyms": "*vyādhi-chale*—sob o pretexto de estar doente; *jagadīśa-hiraṇya*—dos nomes Jagadīśa e Hiraṇya; *sadane*—na casa de; *viṣṇu-naivedya*—alimento oferecido ao Senhor Viṣṇu; *khāila*—comeu; *ekādaśī*—de Ekādaśī; *dine*—no dia.", "translation": "**Fingindo estar doente, o Senhor pediu algum alimento da casa de Hiraṇya e Jagadīśa no dia de Ekādaśī.**", "purport": "O *Caitanya-bhāgavata, Ādi-līlā,* Capítulo Quatro, descreve plenamente como o Senhor aceitou *viṣṇu-prasāda* no dia de Ekādaśī na casa de Jagadīśa e Hiraṇya. Oferece-se *prasāda* normalmente ao Senhor Viṣṇu no Ekādaśī, porque o jejum se recomenda aos devotos no Ekādaśī, e não ao Senhor Viṣṇu. Certa vez, no Ekādaśī, na casa de Jagadīśa e Hiraṇya Paṇḍita, havia preparativos para se fazer um *prasāda* especial para o Senhor Viṣṇu, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu a Seu pai que fosse até lá pedir o *viṣṇu-prasāda,* pois Ele estava Se sentindo doente. A casa de Jagadīśa e Hiraṇya Paṇḍita ficava a cerca de duas milhas da casa de Jagannātha Miśra. Por isso, quando Jagannātha Miśra, a pedido de Śrī Caitanya Mahāprabhu, foi pedir o *prasāda* a Jagadīśa e Hiraṇya, eles ficaram um pouco atônitos. Como podia o menino saber que se preparava um *prasāda* especial para o Senhor Viṣṇu? Concluíram de imediato que o menino Nimāi devia ter poder místico sobrenatural. De outro modo, como poderia Ele saber que eles estavam preparando um *prasāda* especial? Em consequência, enviaram imediatamente o alimento ao Senhor Caitanya Mahāprabhu por intermédio de Seu pai, Jagannātha Miśra. Nimāi estava Se sentindo doente, mas, logo após comer o *viṣṇu-prasāda,* ficou curado, e também distribuiu o *prasāda* entre Seus companheiros de brincadeira."}
{"ref": "cc/adi/14/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/40/", "verse_text": "śiśu saba laye pāḍā-paḍasīra ghare\n\ncuri kari' dravya khāya māre bālakere", "devanagari": "> শিশু সব লয়ে পাড়া-পড়সীর ঘরে ।\n> চুরি করি’ দ্রব্য খায় মারে বালকেরে ॥৪০॥", "synonyms": "*śiśu*—crianças; *saba*—todas; *laye*—levando consigo; *pāḍā-paḍasīra*—vizinhas; *ghare*—nas casas; *curi kari'*—roubando; *dravya*—comestíveis; *khāya*—come; *māre*—briga; *bālakere*—com outras crianças.", "translation": "**Como é habitual nas crianças pequenas, Ele aprendeu a brincar e, com Seus companheiros de brincadeira, ia às casas dos amigos vizinhos, roubando seus comestíveis e comendo-os. Às vezes, as crianças brigavam entre si.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/41/", "verse_text": "śiśu saba śacī-sthāne kaila nivedana\n\nśuni' śacī putre kichu dilā olāhana", "devanagari": "> শিশু সব শচী-স্থানে কৈল নিবেদন ।\n> শুনি’ শচী পুত্রে কিছু দিলা ওলাহন ॥৪১॥", "synonyms": "*śiśu saba*—todas as crianças; *śacī-sthāne*—na presença de mãe Śacī; *kaila*—fizeram; *nivedana*—petição; *śuni'*—ao ouvir isso; *śacī*—mãe Śacī; *putre*—a seu filho; *kichu*—alguma; *dilā*—deu; *olāhana*—repreensão ou censura.", "translation": "**Todas as crianças apresentavam queixas a Śacīmātā sobre o Senhor brigar com elas e roubar das casas dos vizinhos. Por isso, às vezes ela costumava castigar ou repreender seu filho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/42/", "verse_text": "\"kene curi kara, kene māraha śiśure\n\nkene para-ghare yāha, kibā nāhi ghare\"", "devanagari": "> “কেনে চুরি কর, কেনে মারহ শিশুরে ।\n> কেনে পর-ঘরে যাহ, কিবা নাহি ঘরে ।।” ॥ ৪২ ॥", "synonyms": "*kene curi kara*—por que Você rouba; *kene māraha śiśure*—por que Você bate em outras crianças; *kene*—por que; *para-ghare*—nas casas dos outros; *yāha*—Você vai; *kibā*—o que; *nāhi*—não há; *ghare*—em Sua própria casa.", "translation": "**Śacīmātā dizia: \"Por que Você rouba as coisas dos outros? Por que Você bate nas outras crianças? E por que Você entra nas casas alheias? O que não há em Sua própria casa?\"**", "purport": "De acordo com o *Vedānta-sūtra* (*janmādy asya yataḥ*), uma vez que a criação, a manutenção e a aniquilação existem no Supremo Absoluto, tudo o que encontramos dentro deste mundo material já existe no mundo espiritual. Śrī Caitanya Mahāprabhu é a Suprema Personalidade de Deus, o próprio Kṛṣṇa. Como Ele rouba, e como Ele briga? Não é como ladrão ou inimigo, mas como amigo, numa condição amorosa. Ele rouba como criança, não porque sinta necessidade, mas por instinto natural. Também neste mundo material, as criancinhas, sem inimizade ou má vontade, às vezes vão à casa de um vizinho e roubam, e às vezes brigam. Kṛṣṇa, como as outras crianças, também fez todas essas coisas em Sua infância. Se a propensão a roubar e a propensão a brigar não existissem no mundo espiritual, elas não poderiam existir aqui neste mundo material. A diferença entre o mundo material e o mundo espiritual é que, no mundo espiritual, o roubo se faz com amizade e amor, ao passo que a briga e o roubo dentro deste mundo material se baseiam na inimizade e na inveja. Devemos, portanto, compreender que no mundo espiritual todas essas atividades existem, mas ali não há embriaguez, enquanto no mundo material todas as atividades estão repletas de condições miseráveis."}
{"ref": "cc/adi/14/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/43/", "verse_text": "śuni' kruddha hañā prabhu ghara-bhitara yāñā\n\nghare yata bhāṇḍa chila, phelila bhāṅgiyā", "devanagari": "> শুনি’ ক্রুদ্ধ হঞা প্রভু ঘর-ভিতর যাঞা ।\n> ঘরে যত ভাণ্ড ছিল, ফেলিল ভাঙ্গিয়া ॥৪৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *kruddha*—irado; *hañā*—ficando; *prabhu*—o Senhor; *ghara-bhitara*—dentro do quarto; *yāñā*—indo; *ghare*—no quarto; *yata*—todos; *bhāṇḍa*—potes; *chila*—havia; *phelila*—Ele os jogava; *bhāṅgiyā*—quebrando.", "translation": "**Assim repreendido por Sua mãe, o Senhor ia irado a um quarto e quebrava todos os potes que ali houvesse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/44/", "verse_text": "tabe śacī kole kari' karāila santoṣa\n\nlajjita ha-ilā prabhu jāni' nija-doṣa", "devanagari": "> তবে শচী কোলে করি’ করাইল সন্তোষ ।\n> লজ্জিত হইলা প্রভু জানি’ নিজ-দোষ ॥৪৪॥", "synonyms": "*tabe*—nessa hora; *śacī*—mãe Śacīdevī; *kole*—no colo; *kari'*—tomando; *karāila*—fazia; *santoṣa*—pacificado; *lajjita*—envergonhado; *ha-ilā*—ficava; *prabhu*—o Senhor; *jāni'*—conhecendo; *nija*—Sua própria; *doṣa*—falta.", "translation": "**Então, Śacīmātā tomava seu filho no colo e O acalmava, e o Senhor ficava muito envergonhado, admitindo Suas próprias faltas.**", "purport": "Há uma bela descrição das faltas de Śrī Caitanya Mahāprabhu em Sua infância no *Caitanya-bhāgavata, Ādi-līlā,* Capítulo Três, onde se diz que, quando criança, o Senhor costumava roubar toda espécie de comestíveis das casas dos amigos vizinhos. Em algumas casas, Ele roubava leite e o bebia, e, em outras, roubava arroz cozido e o comia. Às vezes, quebrava as panelas. Se não houvesse nada para comer, mas houvesse bebezinhos, o Senhor provocava os bebês e os fazia chorar. Às vezes, um vizinho se queixava a Śacīmātā: \"Meu filho é muito pequeno, mas o seu filho põe água nos ouvidos dele, fazendo-o chorar.\""}
{"ref": "cc/adi/14/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/45/", "verse_text": "kabhu mṛdu-haste kaila mātāke tāḍana\nmātāke mūrcchitā dekhi' karaye krandana", "devanagari": "> কভু মৃদুহস্তে কৈল মাতাকে তাড়ন ।\n> মাতাকে মূর্চ্ছিতা দেখি’ করয়ে ক্রন্দন ॥৪৫॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *mṛdu-haste*—com Sua mão suave; *kaila*—fez; *mātāke*—Sua mãe; *tāḍana*—castigar; *mātāke*—Sua mãe; *mūrcchitā*—desmaiada; *dekhi'*—vendo; *karaye*—estava; *krandana*—chorando.", "translation": "**Certa vez, o menino Caitanya Mahāprabhu castigou Sua mãe com Sua mão delicada, e Sua mãe fingiu desmaiar. Vendo isso, o Senhor pôs-Se a chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/46/", "verse_text": "nārīgaṇa kahe,--\"nārikela deha āni'\ntabe sustha ha-ibena tomāra jananī\"", "devanagari": "> নারীগণ কহে, — “নারিকেল দেহ আনি’ ।\n> তবে সুস্থ হইবেন তোমার জননী ।।” ॥ ৪৬ ॥", "synonyms": "*nārī-gaṇa*—todas as senhoras; *kahe*—dizem; *nārikela*—coco; *deha*—dá; *āni'*—trazendo de algum lugar; *tabe*—então; *sustha ha-ibena*—ficará curada; *tomāra*—Tua; *jananī*—mãe.", "translation": "**As senhoras vizinhas Lhe disseram: \"Querida criança, por favor traga um coco de algum lugar, e então Tua mãe ficará curada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/47/", "verse_text": "bāhire yāñā ānilena dui nārikela\ndekhiyā apūrva haila vismita sakala", "devanagari": "> বাহিরে যাঞা আনিলেন দুই নারিকেল ।\n> দেখিয়া অপূর্ব হৈল বিস্মিত সকল ॥৪৭॥", "synonyms": "*bāhire*—fora; *yāñā*—indo; *ānilena*—Ele trouxe imediatamente; *dui*—dois; *nārikela*—cocos; *dekhiyā*—vendo; *apūrva*—essa maravilha; *haila*—ficaram; *vismita*—assombradas; *sakala*—todas.", "translation": "**Ele então saiu imediatamente para fora de casa e trouxe dois cocos. Todas as senhoras ficaram assombradas ao ver tais atividades maravilhosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/48/", "verse_text": "kabhu śiśu-saṅge snāna karila gaṅgāte\nkanyāgaṇa āilā tāhāṅ devatā pūjite", "devanagari": "> কভু শিশু-সঙ্গে স্নান করিল গঙ্গাতে ।\n> কন্যাগণ আইলা তাহাঁ দেবতা পূজিতে ॥৪৮॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *śiśu-saṅge*—junto com outras crianças; *snāna*—banhar-se; *karila*—fazia; *gaṅgāte*—no Ganges; *kanyā-gaṇa*—as meninas; *āilā*—vinham ali; *tāhāṅ*—à margem do Ganges; *devatā*—semideuses; *pūjite*—adorar.", "translation": "**Às vezes o Senhor ia com outras crianças banhar-se no Ganges, e as meninas vizinhas também vinham até lá para adorar vários semideuses.**", "purport": "De acordo com o sistema Védico, quando as meninas de dez ou doze anos iam à margem do Ganges tomar banho, elas adoravam especialmente o Senhor Śiva, com orações para obterem bons esposos no futuro. Elas queriam sobretudo conseguir um esposo como o Senhor Śiva, porque o Senhor Śiva é muito pacífico e, ao mesmo tempo, poderosíssimo. Antigamente, portanto, as meninas das famílias hindus adoravam o Senhor Śiva, especialmente no mês de Vaiśākha (abril-maio). Tomar banho no Ganges é um grande prazer para todos, não só para os adultos, mas também para as crianças."}
{"ref": "cc/adi/14/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/49/", "verse_text": "gaṅgā-snāna kari' pūjā karite lāgilā\nkanyāgaṇa-madhye prabhu āsiyā basilā", "devanagari": "> গঙ্গাস্নান করি’ পূজা করিতে লাগিলা ।\n> কন্যাগণ-মধ্যে প্রভু আসিয়া বসিলা ॥৪৯॥", "synonyms": "*gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *kari'*—tendo tomado; *pūjā*—adoração; *karite*—fazer; *lāgilā*—começaram; *kanyā-gaṇa*—as meninas; *madhye*—no meio de; *prabhu*—o Senhor; *āsiyā*—vindo ali; *basilā*—sentava-se.", "translation": "**Quando as meninas se ocupavam em adorar os diferentes semideuses após banharem-se no Ganges, o jovem Senhor vinha ali e sentava-se entre elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/50/", "verse_text": "kanyāre kahe,--āmā pūja, āmi diba vara\ngaṅgā-durgā--dāsī mora, maheśa--kiṅkara", "devanagari": "> কন্যারে কহে, — আমা পূজ, আমি দিব বর ।\n> গঙ্গা-দুর্গা — দাসী মোর, মহেশ-কিঙ্কর ॥৫০॥", "synonyms": "*kanyāre kahe*—dirigindo-se às meninas, o Senhor dizia; *āmā pūja*—\"Adorai-Me\"; *āmi*—Eu; *diba*—darei; *vara*—bom marido; *gaṅgā*—o Ganges; *durgā*—a deusa Durgā; *dāsī*—criadas; *mora*—Minhas; *maheśa*—o Senhor Śiva; *kiṅkara*—servo.", "translation": "**Dirigindo-Se às meninas, o Senhor dizia: \"Adorem-Me, e Eu lhes darei bons esposos ou boas bênçãos. O Ganges e a deusa Durgā são Minhas criadas. Isso para não falar de outros semideuses, pois até o Senhor Śiva é Meu servo.\"**", "purport": "Há um equívoco a respeito da religião hindu entre as pessoas que professam outras religiões, como os cristãos e os muçulmanos, que dizem que na religião hindu há muitos Deuses. Na verdade, isso não é um fato. Deus é um só, mas há muitas outras entidades vivas poderosas que estão encarregadas de diferentes departamentos da administração. Elas são chamadas de semideuses. Todos os semideuses são servos que executam as ordens do Senhor Supremo, a Personalidade de Deus. O Senhor Caitanya Mahāprabhu revelou esse fato em Sua infância. Por ignorância, às vezes as pessoas adoram os semideuses para receber alguma dádiva específica, mas, de fato, aquele que se torna devoto e adorador da Suprema Personalidade de Deus não precisa recorrer aos semideuses para obter qualquer bênção, porque obtém tudo pela graça do Senhor Supremo. O *Bhagavad-gītā* (7.20, 28), portanto, condena tal adoração aos semideuses:\n\nkāmais tais tair hṛta-jñānāḥ\nprapadyante 'nya-devatāḥ\ntaṁ taṁ niyamam āsthāya\nprakṛtyā niyatāḥ svayā\n\n\"Apenas as pessoas cuja inteligência se perdeu e que estão loucas de desejos luxuriosos adoram os semideuses e seguem as regras e regulações específicas de adoração de acordo com suas próprias naturezas.\"\n\nyeṣāṁ tv anta-gataṁ pāpaṁ\njanānāṁ puṇya-karmaṇām\nte dvandva-moha-nirmuktā\nbhajante māṁ dṛḍha-vratāḥ\n\n\"Mas as pessoas que se libertaram de todas as atividades pecaminosas e da dualidade da ilusão ocupam-se na adoração à Suprema Personalidade de Deus com determinação.\" Somente os menos inteligentes adoram os semideuses com seus diversos propósitos. Os mais inteligentes adoram apenas a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa.\n\nÀs vezes, nós, os membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa, somos acusados de não aprovar a adoração aos semideuses. Mas como podemos aprovar isso quando é condenado pelo Senhor Caitanya e pelo Senhor Kṛṣṇa? Como podemos permitir que as pessoas se tornem tolas e hṛta-jñāna, desprovidas de inteligência? Nossa propaganda destina-se simplesmente a capacitar as pessoas inteligentes a compreender a distinção entre matéria e espírito e a compreender a Suprema Personalidade de Deus, que é a totalidade da identidade espiritual. Essa é a nossa missão. Como poderíamos enganar as pessoas, levando-as a adorar supostos deuses em corpos materiais dentro deste mundo material?\n\nNossa posição de não permitir a adoração das muitas centenas de semideuses é confirmada pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu já em Sua infância. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura cantou a esse respeito:\n\nanya devāśraya nāi, tomāre kahinu bhāi,\nei bhakti parama karaṇa\n\n\"Para tornar-se um devoto firme e puro da Suprema Personalidade de Deus, sem desvio [ananya-bhāk], a pessoa não deve desviar sua atenção para a adoração aos semideuses. Esse controle é um sintoma de serviço devocional puro.\""}
{"ref": "cc/adi/14/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/51/", "verse_text": "āpani candana pari' parena phula-mālā\nnaivedya kāḍiyā khā'na--sandeśa, cāla, kalā", "devanagari": "> আপনি চন্দন পরি’ পরেন ফুলমালা ।\n> নৈবেদ্য কাড়িয়া খা’ন — সন্দেশ, চাল, কলা ॥৫১॥", "synonyms": "*āpani*—Ele mesmo; *candana*—polpa de sândalo; *pari'*—untando sobre o corpo; *parena*—toma; *phula-mālā*—as guirlandas de flores; *naivedya*—oferenda de alimento; *kāḍiyā*—arrebatando; *khā'na*—começa a comer; *sandeśa*—os doces; *cāla*—arroz; *kalā*—bananas.", "translation": "**Sem a permissão das meninas, o Senhor tomava a polpa de sândalo e a untava em Seu próprio corpo, colocava as guirlandas de flores em volta do pescoço e arrebatava e comia todas as oferendas de doces, arroz e bananas.**", "purport": "Segundo o sistema de adoração, quando algo é oferecido às deidades fora de casa, geralmente não se trata de alimento cozido, mas de arroz cru, bananas e doces. Por Sua misericórdia imotivada, o Senhor arrebatava as oferendas das meninas e as comia, advertindo as meninas para que não adorassem os semideuses, mas a Ele. Essa adoração a Śrī Caitanya Mahāprabhu é recomendada no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.32):\n\nkṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣnaṁ\nsāṅgopāṅgāstra-pārṣadam\nyajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair\nyajanti hi su-medhasaḥ\n\n\"A pessoa deve adorar a Suprema Personalidade de Deus, que aparece nesta Era de Kali com Seus associados como o Pañca-tattva: o próprio Senhor e Seus associados Nityānanda Prabhu, Śrī Advaita Prabhu, Śrī Gadādhara Prabhu e Śrīvāsa Ṭhākura. Nesta era, uma pessoa inteligente adora o Pañca-tattva pelo método de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e, se possível, distribuir prasāda.\" Nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa está introduzindo esse método genuíno de adoração no mundo ocidental. Seus membros vão de aldeia em aldeia e de cidade em cidade com Deidades do Senhor Caitanya Mahāprabhu, ensinando as pessoas a adorar o Senhor cantando o mantra Hare Kṛṣṇa, oferecendo prasāda e distribuindo prasāda às pessoas em geral."}
{"ref": "cc/adi/14/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/52/", "verse_text": "krodhe kanyāgaṇa kahe--śuna, he nimāñi\ngrāma-sambandhe hao tumi āmā sabāra bhāi", "devanagari": "> ক্রোধে কন্যাগণ কহে — শুন, হে নিমাঞি ।\n> গ্রাম-সম্বন্ধে হও তুমি আমা সবার ভাই ॥৫২॥", "synonyms": "*krodhe*—com raiva; *kanyā-gaṇa*—todas as meninas; *kahe*—disseram; *śuna*—ouve; *he*—ó; *nimāñi*—de nome Nimāi; *grāma*—aldeia; *sambandhe*—em relação; *hao*—és; *tumi*—Tu; *āmā*—de nós; *sabāra*—de todas; *bhāi*—o irmão.", "translation": "**Todas as meninas ficaram muito zangadas com o Senhor por esse comportamento. \"Querido Nimāi\", disseram-Lhe, \"Tu és como nosso irmão em nossa relação de aldeia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/53/", "verse_text": "āmā sabākāra pakṣe ihā karite nā yuyāya\nnā laha devatā sajja, nā kara anyāya", "devanagari": "> আমা সবাকার পক্ষে ইহা করিতে না যুয়ায় ।\n> না লহ দেবতা সজ্জ, না কর অন্যায় ॥৫৩॥", "synonyms": "*āmā sabākāra*—de todas nós; *pakṣe*—por parte; *ihā*—isto; *karite*—fazer; *nā*—não; *yuyāya*—é apropriado; *nā*—não; *laha*—tomes; *devatā*—semideuses; *sajja*—parafernália de adoração; *nā*—não; *kara*—faças; *anyāya*—travessura.", "translation": "**\"Portanto, não Te convém agir assim. Não tomes nossa parafernália de adoração aos semideuses. Não cries uma perturbação dessa maneira.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/54/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"tomā sabāke dila ei vara\ntomā sabāra bhartā habe parama sundara", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “তোমা সবাকে দিল এই বর ।\n> তোমা সবার ভর্তা হবে পরম সুন্দর ॥৫৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *tomā*—a vós; *sabāke*—a todas; *dila*—Eu dou; *ei*—esta; *vara*—bênção; *tomā sabāra*—de todas vós; *bhartā*—os maridos; *habe*—serão; *parama*—muito; *sundara*—belos.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Minhas queridas irmãs, dou-vos a bênção de que vossos maridos serão muito belos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/55/", "verse_text": "paṇḍita, vidagdha, yuvā, dhana-dhānyavān\nsāta sāta putra habe--cirāyu, matimān\"", "devanagari": "> পণ্ডিত, বিদগ্ধ, যুবা, ধনধান্যবান্ ।\n> সাত সাত পুত্র হবে — চিরায়ু, মতিমান্ ।।” ॥ ৫৫ ॥", "synonyms": "*paṇḍita*—eruditos; *vidagdha*—peritos e bem-humorados; *yuvā*—homens jovens; *dhana-dhānyavān*—muito ricos, possuidores de riqueza e arroz; *sāta sāta*—sete cada uma; *putra*—filhos; *habe*—tereis; *cirāyu*—nascidos com vida longa; *matimān*—e inteligentes.", "translation": "**\"Eles serão eruditos, espirituosos e jovens, e possuirão riqueza e arroz em abundância. Não só isso, mas cada uma de vós terá sete filhos, que viverão vidas longas e serão muito inteligentes.\"**", "purport": "De um modo geral, a ambição de uma jovem é ter um esposo muito belo, que seja erudito, esperto, jovem e rico. Segundo a cultura Védica, é rico quem possui um grande estoque de cereais e um número muito grande de animais. *Dhānyena dhanavān gavayā dhanavān:* é rica a pessoa que possui cereais, vacas e touros. A jovem também deseja ter muitos filhos, especialmente filhos homens (*putra*) que sejam muito inteligentes e de vida longa. Ora, como a sociedade se deteriorou, há propaganda no sentido de se terem um ou dois filhos e de se matarem os demais por métodos contraceptivos. A ambição natural de uma jovem, porém, é possuir não apenas mais de um filho, mas pelo menos meia dúzia.\n\nEm troca da parafernália de adoração que usurpou para Si, Caitanya Mahāprabhu quis abençoar as meninas para que todas as suas ambições e desejos se cumprissem. Pode-se facilmente ser feliz e obter os benefícios materiais de um bom esposo, riqueza, cereais e um bom número de filhos excelentes adorando o Senhor Caitanya Mahāprabhu. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu tenha aceitado *sannyāsa* bem jovem, não é necessário que Seus devotos O sigam tomando também *sannyāsa.* Pode-se permanecer chefe de família, mas deve-se ser devoto do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Então, a pessoa será feliz, com todas as opulências materiais de um bom lar, bons filhos, bom cônjuge, boa riqueza e tudo o que desejar. Por isso, os *śāstras* aconselham: *yajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair yajanti hi su-medhasaḥ* (*Bhāg.* 11.5.32). Assim sendo, todo chefe de família realmente inteligente deve introduzir o movimento de *saṅkīrtana* de casa em casa e viver em paz nesta vida para voltar ao Supremo na próxima."}
{"ref": "cc/adi/14/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/56/", "verse_text": "vara śuni' kanyā-gaṇera antare santoṣa\nbāhire bhartsana kare kari' mithyā roṣa", "devanagari": "> বর শুনি’ কন্যাগণের অন্তরে সন্তোষ ।\n> বাহিরে ভর্ৎসন করে করি’ মিথ্যা রোষ ॥৫৬॥", "synonyms": "*vara śuni'*—ouvindo a bênção; *kanyā-gaṇera*—das meninas; *antare*—por dentro; *santoṣa*—muita satisfação; *bāhire*—exteriormente; *bhartsana*—repreensão; *kare*—fazem; *kari'*—fazendo; *mithyā*—falsa; *roṣa*—raiva.", "translation": "**Ao ouvirem essa bênção de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todas as meninas ficaram intimamente muito felizes, mas, exteriormente, como é natural nas meninas, repreenderam o Senhor sob o pretexto de estarem iradas.**", "purport": "Esse jogo duplo é natural para as meninas. Quando estão satisfeitas por dentro, exteriormente demonstram insatisfação. Tais condutas femininas são muito agradáveis aos rapazes que tentam fazer amizade com elas."}
{"ref": "cc/adi/14/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/57/", "verse_text": "kona kanyā palāila naivedya la-iyā\ntāre ḍāki' kahe prabhu sakrodha ha-iyā", "devanagari": "> কোন কন্যা পলাইল নৈবেদ্য লইয়া ।\n> তারে ডাকি’ কহে প্রভু সক্রোধ হইয়া ॥৫৭॥", "synonyms": "*kona kanyā*—algumas das meninas; *palāila*—fugiram; *naivedya*—o prato de coisas adoráveis; *la-iyā*—levando embora; *tāre*—a elas; *ḍāki'*—chamando; *kahe*—diz; *prabhu*—o Senhor; *sakrodha*—zangado; *ha-iyā*—ficando.", "translation": "**Quando algumas das meninas fugiram, o Senhor as chamou com raiva e aconselhou-as da seguinte maneira:**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/58/", "verse_text": "yadi naivedya nā deha ha-iyā kṛpaṇī\n\nbuḍā bhartā habe, āra cāri cāri satinī", "devanagari": "> যদি নৈবেদ্য না দেহ হইয়া কৃপণী ।\n> বুড়া ভর্তা হবে, আর চারি চারি সতিনী ॥৫৮॥", "synonyms": "*yadi*—se; *naivedya*—oferenda; *nā*—não; *deha*—derdes a Mim; *ha-iyā*—tornando-vos; *kṛpaṇī*—avarentas; *buḍā*—velho; *bhartā*—marido; *habe*—tereis; *āra*—e; *cāri*—quatro; *cāri*—quatro; *satinī*—co-esposas.", "translation": "**\"Se forem avarentas e não Me derem as oferendas, cada uma de vocês terá um marido velho com pelo menos quatro co-esposas.\"**", "purport": "Na Índia daqueles tempos, e mesmo até cinquenta anos atrás, a poligamia era livremente permitida. Qualquer homem, especialmente das castas superiores — os brāhmaṇas, os vaiśyas e particularmente os kṣatriyas —, podia casar-se com mais de uma esposa. No *Mahābhārata*, ou seja, a antiga história da Índia, vemos que os reis kṣatriyas, em especial, costumavam casar-se com muitas esposas. Segundo a civilização Védica, não havia restrição alguma a isso, e até um homem com mais de cinquenta anos podia casar-se. Contudo, estar casada com um homem que tinha muitas esposas não era uma situação muito agradável, pois o amor do marido se dividia entre suas muitas esposas. Para castigar as moças que se recusavam a oferecer-Lhe o naivedya, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu aparentemente quis amaldiçoá-las a casarem-se com homens que tivessem pelo menos quatro esposas.\n\nA estrutura social que permite a um homem casar-se com mais de uma esposa pode ser justificada da seguinte maneira. Geralmente, em toda sociedade, a população feminina é maior em número do que a população masculina. Portanto, se for um princípio da sociedade que todas as moças devam casar-se, isso não será possível a menos que se permita a poligamia. Se nem todas as moças se casarem, há boa probabilidade de adultério, e uma sociedade na qual se permite o adultério não pode ser muito pacífica nem pura. Em nossa sociedade da consciência de Kṛṣṇa, restringimos a vida sexual ilícita. A dificuldade prática é encontrar um marido para cada moça. Por isso, somos a favor da poligamia, desde que, é claro, o marido seja capaz de manter mais de uma esposa."}
{"ref": "cc/adi/14/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/59/", "verse_text": "ihā śuni' tā-sabāra mane ha-ila bhaya\n\nkona kichu jāne, kibā devāviṣṭa haya", "devanagari": "> ইহা শুনি’ তা-সবার মনে হইল ভয় ।\n> কোন কিছু জানে, কিবা দেবাবিষ্ট হয় ॥৫৯॥", "synonyms": "*ihā śuni'*—ouvindo isto; *tā-sabāra*—de todas as moças; *mane*—nas mentes; *ha-ila*—surgiu; *bhaya*—medo; *kona kichu*—algo incomum; *jāne*—Ele conhece; *kibā*—e se; *deva-āviṣṭa*—revestido de poder pelos semideuses; *haya*—Ele é.", "translation": "**Ao ouvirem essa suposta maldição do Senhor Caitanya, as moças, considerando que Ele poderia conhecer algo incomum ou estar revestido de poder pelos semideuses, ficaram com medo de que Sua maldição se cumprisse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/60/", "verse_text": "āniyā naivedya tārā sammukhe dharila\n\nkhāiyā naivedya tāre iṣṭa-vara dila", "devanagari": "> আনিয়া নৈবেদ্য তারা সম্মুখে ধরিল ।\n> খাইয়া নৈবেদ্য তারে ইষ্টবর দিল ॥৬০॥", "synonyms": "*āniyā*—trazendo; *naivedya*—oferenda; *tārā*—todas elas; *sammukhe*—diante; *dharila*—puseram; *khāiyā*—comendo; *naivedya*—oferenda; *tāre*—a elas; *iṣṭa-vara*—a bênção desejada; *dila*—concedeu.", "translation": "**As moças, então, trouxeram as oferendas diante do Senhor, que as comeu todas e abençoou as moças conforme a satisfação delas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/61/", "verse_text": "ei mata cāpalya saba lokere dekhāya\n\nduḥkha kāro mane nahe, sabe sukha pāya", "devanagari": "> এই মত চাপল্য সব লোকেরে দেখায় ।\n> দুঃখ কারো মনে নহে, সবে সুখ পায় ॥৬১॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *cāpalya*—comportamento astuto; *saba lokere*—às pessoas em geral; *dekhāya*—exibe; *duḥkha*—infelicidade; *kāro*—aflição; *mane*—na mente; *nahe*—não há tal coisa; *sabe*—todos; *sukha*—felicidade; *pāya*—desfrutam.", "translation": "**Quando esse comportamento astuto do Senhor com as moças se tornou conhecido das pessoas em geral, não gerou mal-entendidos entre elas. Pelo contrário, todos desfrutaram de felicidade nessas relações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/62/", "verse_text": "eka-dina vallabhācārya-kanyā 'lakṣmī' nāma\n\ndevatā pūjite āila kari gaṅgā-snāna", "devanagari": "> একদিন বল্লভাচার্য-কন্যা ‘লক্ষ্মী’ নাম ।\n> দেবতা পূজিতে আইল করি গঙ্গাস্নান ॥৬২॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *vallabhācārya-kanyā*—a filha de Vallabhācārya; *lakṣmī*—Lakṣmī; *nāma*—chamada; *devatā*—os semideuses; *pūjite*—para adorar; *āila*—veio; *kari*—tomando; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges.", "translation": "**Certo dia, uma moça chamada Lakṣmī, a filha de Vallabhācārya, veio à margem do Ganges para banhar-se no rio e adorar os semideuses.**", "purport": "Segundo o Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, verso 45, Lakṣmī foi outrora Jānakī, a esposa do Senhor Rāmacandra, e Rukmiṇī, a esposa do Senhor Kṛṣṇa em Dvārakā. A mesma deusa da fortuna desceu como Lakṣmī para tornar-se a esposa do Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/14/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/63/", "verse_text": "tāṅre dekhi' prabhura ha-ila sābhilāṣa mana\n\nlakṣmī citte prīta pāila prabhura darśana", "devanagari": "> তাঁরে দেখি’ প্রভুর হইল সাভিলাষ মন ।\n> লক্ষ্মী চিত্তে প্রীত পাইল প্রভুর দর্শন ॥৬৩॥", "synonyms": "*tāṅre dekhi'*—vendo-a; *prabhura*—do Senhor; *ha-ila*—houve; *sa*—dela; *abhilāṣa*—atração; *mana*—mente; *lakṣmī*—Lakṣmī também; *citte*—no coração; *prīta*—satisfação; *pāila*—alcançou; *prabhura*—do Senhor; *darśana*—encontro.", "translation": "**Ao ver Lakṣmīdevī, o Senhor sentiu-Se atraído por ela, e Lakṣmī, ao ver o Senhor, sentiu grande satisfação em sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/64/", "verse_text": "sāhajika prīti duṅhāra karila udaya\n\nbālya-bhāvācchanna tabhu ha-ila niścaya", "devanagari": "> সাহজিক প্রীতি দুঁহার করিল উদয় ।\n> বাল্যভাবাচ্ছন্ন তভু হইল নিশ্চয় ॥৬৪॥", "synonyms": "*sāhajika*—natural; *prīti*—afeição; *duṅhāra*—de ambos; *karila*—fez; *udaya*—surgimento; *bālya*—infância; *bhāva-ācchanna*—coberta pela emoção; *tabhu*—ainda assim; *ha-ila*—assim se deu; *niścaya*—certo.", "translation": "**O amor natural que ambos sentiam um pelo outro despertou e, embora estivesse coberto por emoções infantis, tornou-se evidente que havia atração mútua entre eles.**", "purport": "O Senhor Caitanya Mahāprabhu e Lakṣmīdevī são esposo e esposa eternos. Portanto, era muito natural que seu amor adormecido despertasse quando eles se viram. Seu encontro despertou de imediato seus sentimentos naturais."}
{"ref": "cc/adi/14/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/65/", "verse_text": "duṅhā dekhi' duṅhāra citte ha-ila ullāsa\n\ndeva-pūjā chale kaila duṅhe parakāśa", "devanagari": "> দুঁহা দেখি’ দুঁহার চিত্তে হইল উল্লাস ।\n> দেবপূজা ছলে কৈল দুঁহে পরকাশ ॥৬৫॥", "synonyms": "*duṅhā*—ambos; *dekhi'*—vendo; *duṅhāra*—de ambos; *citte*—nas mentes; *ha-ila*—houve; *ullāsa*—prazer; *deva-pūjā*—adoração aos semideuses; *chale*—sob o pretexto de; *kaila*—houve; *duṅhe*—ambos; *parakāśa*—manifestação.", "translation": "**Ambos sentiram prazer natural ao se verem e, sob o pretexto de adorar os semideuses, manifestaram seus sentimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/66/", "verse_text": "prabhu kahe, 'āmā' pūja, āmi maheśvara\n\nāmāre pūjile pābe abhīpsita vara'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘আমা’ পূজ, আমি মহেশ্বর ।\n> আমারে পূজিলে পাবে অভীপ্সিত বর ।।’ ॥ ৬৬ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *āmā' pūja*—adora-Me; *āmi*—Eu sou; *maheśvara*—o Senhor Supremo; *āmāre*—a Mim; *pūjile*—se Me adorares; *pābe*—obterás; *abhīpsita*—desejada; *vara*—bênção.", "translation": "**O Senhor disse a Lakṣmī: \"Adora-Me, pois Eu sou o Senhor Supremo. Se Me adorares, certamente obterás a bênção que desejas.\"**", "purport": "Esta é a mesma filosofia declarada pelo próprio Senhor Kṛṣṇa:\n\nsarva-dharmān parityajya\nmām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\n\"Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te libertarei de todas as reações pecaminosas. Não temas.\" (Bg. 18.66) As pessoas não compreendem isso. Estão acostumadas a lisonjear ou adorar muitos semideuses, seres humanos, ou até gatos e cães, mas, quando se lhes pede que adorem o Senhor Supremo, recusam-se. A isto se chama ilusão. Na verdade, se alguém adora o Senhor Supremo, não há necessidade de adorar mais ninguém. Por exemplo, numa aldeia de área limitada, pode-se usar diferentes poços para diferentes finalidades, mas, quando se vai a um rio onde a água flui constantemente em ondas, essa água pode servir a todas as finalidades. Quando há um rio, pode-se obter água para beber, lavar as roupas, banhar-se e assim por diante, pois essa água servirá a todos os propósitos. De modo semelhante, se alguém adora a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, todos os seus objetivos serão alcançados. Kāmais tais tair hṛta-jñānāḥ prapadyante 'nya-devatāḥ: somente os homens que perderam a inteligência adoram os vários semideuses para satisfazer seus desejos (Bg. 7.20)."}
{"ref": "cc/adi/14/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/67/", "verse_text": "lakṣmī tāṅra aṅge dila puṣpa-candana\n\nmallikāra mālā diyā karila vandana", "devanagari": "> লক্ষ্মী তাঁর অঙ্গে দিল পুষ্প-চন্দন ।\n> মল্লিকার মালা দিয়া করিল বন্দন ॥৬৭॥", "synonyms": "*lakṣmī*—Lakṣmīdevī; *tāṅra*—dEle; *aṅge*—no corpo; *dila*—pôs; *puṣpa*—flores; *candana*—polpa de sândalo; *mallikāra*—da flor chamada mallikā; *mālā*—guirlanda; *diyā*—dando; *karila*—ofereceu; *vandana*—orações.", "translation": "**Ao ouvir a ordem do Senhor Supremo, Śrī Caitanya Mahāprabhu, Lakṣmī imediatamente O adorou, oferecendo polpa de sândalo e flores para Seu corpo, enguirlandando-O com flores mallikā e oferecendo orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/68/", "verse_text": "prabhu tāṅra pūjā pāñā hāsite lāgilā\n\nśloka paḍi' tāṅra bhāva aṅgīkāra kailā", "devanagari": "> প্রভু তাঁর পূজা পাঞা হাসিতে লাগিলা ।\n> শ্লোক পড়ি’ তাঁর ভাব অঙ্গীকার কৈলা ॥৬৮॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *tāṅra*—dela; *pūjā*—adoração; *pāñā*—recebendo; *hāsite*—a sorrir; *lāgilā*—começou; *śloka paḍi'*—recitando um verso; *tāṅra*—dela; *bhāva*—emoção; *aṅgīkāra kailā*—aceitou.", "translation": "**Sendo adorado por Lakṣmī, o Senhor começou a sorrir. Ele recitou um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* e assim aceitou a emoção que ela expressava.**", "purport": "O verso citado a esse respeito é o vigésimo quinto verso do Capítulo Vinte e Dois do Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam.* As *gopīs* adoravam a deusa Durgā, ou Kātyāyanī, mas seu desejo íntimo era obter o Senhor Kṛṣṇa como esposo. Kṛṣṇa, como Paramātmā, podia perceber o desejo ardente das *gopīs,* e por isso desfrutou do passatempo de *vastra-haraṇa.* Quando as *gopīs* foram banhar-se no rio Yamunā, deixaram suas roupas na margem e mergulharam na água completamente nuas. Aproveitando essa oportunidade, Kṛṣṇa roubou todas as suas roupas e sentou-Se no alto de uma árvore com elas, desejando ver as meninas nuas apenas para tornar-Se esposo delas. As *gopīs* desejavam ter Kṛṣṇa como esposo, e, como somente diante do esposo uma mulher pode ficar nua, para satisfazer o desejo delas, o Senhor Kṛṣṇa aceitou suas orações mediante esse passatempo de roubar-lhes as roupas. Quando as *gopīs* receberam de volta suas roupas de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa recitou este verso."}
{"ref": "cc/adi/14/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/69/", "verse_text": "saṅkalpo viditaḥ sādhvyo\n\nbhavatīnāṁ mad-arcanam\n\nmayānumoditaḥ so 'sau\n\nsatyo bhavitum arhati", "devanagari": "> সংকল্পো বিদিতঃ সাধ্ব্যো ভবতীনাং মদর্চনম্ ।\n> ময়ানুমোদিতঃ সোঽসৌ সত্যো ভবিতুমর্হতি ॥৬৯॥", "synonyms": "*saṅkalpaḥ*—desejo; *viditaḥ*—foi compreendido; *sādhvyaḥ*—ó todas vós, castas damas; *bhavatīnām*—de todas vós; *mat-arcanam*—de Me adorardes; *mayā*—por Mim; *anumoditaḥ*—aceito; *saḥ*—essa; *asau*—essa determinação ou desejo; *satyaḥ*—bem-sucedido; *bhavitum*—tornar-se; *arhati*—merece.", "translation": "**\"Minhas queridas gopīs, aceito vosso desejo de Me ter como esposo e assim Me adorardes. Desejo que vosso desejo se cumpra, pois ele merece ser cumprido.\"**", "purport": "As gopīs, as amiguinhas de Kṛṣṇa, tinham quase a mesma idade que Ele. Dentro de suas mentes, desejavam que Kṛṣṇa fosse seu esposo, mas, por causa do recato feminino, não podiam expressar seu desejo. Por isso, mais tarde, depois de roubar suas roupas, Kṛṣṇa as informou: \"Compreendi imediatamente vosso desejo e o aprovei. Visto que agora roubei vossas roupas, apresentastes-vos diante de Mim completamente nuas, o que significa que aceitei todas vós como Minhas esposas.\" Às vezes, patifes tolos, sem conhecer o propósito do Senhor nem o propósito das gopīs, criticam desnecessariamente segundo seu próprio ângulo de visão, mas o verdadeiro propósito do vastra-haraṇa é expresso pelo Senhor neste verso."}
{"ref": "cc/adi/14/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/70/", "verse_text": "ei-mata līlā kari' duṅhe gelā ghare\n\ngambhīra caitanya-līlā ke bujhite pāre", "devanagari": "> এইমত লীলা করি’ দুঁহে গেলা ঘরে ।\n> গম্ভীর চৈতন্য-লীলা কে বুঝিতে পারে ॥৭০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *līlā*—passatempos; *kari'*—executando; *duṅhe*—ambos; *gelā*—voltaram; *ghare*—para casa; *gambhīra*—muito graves; *caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Caitanya; *ke*—quem; *bujhite*—compreender; *pāre*—é capaz.", "translation": "**Após expressarem assim seus sentimentos um ao outro, o Senhor Caitanya e Lakṣmī voltaram para casa. Quem pode compreender os graves passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/71/", "verse_text": "caitanya-cāpalya dekhi' preme sarva jana\n\nśacī-jagannāthe dekhi' dena olāhana", "devanagari": "> চৈতন্য-চাপল্য দেখি’ প্রেমে সর্বজন ।\n> শচী-জগন্নাথে দেখি’ দেন ওলাহন ॥৭১॥", "synonyms": "*caitanya*—o Senhor Caitanya; *cāpalya*—travessura; *dekhi'*—vendo; *preme*—por amor; *sarva jana*—todas as pessoas; *śacī*—diante de Śacīmātā; *jagannāthe*—e de Jagannātha Miśra; *dekhi'*—vendo-os; *dena*—faziam; *olāhana*—uma pequena repreensão.", "translation": "**Quando os vizinhos viam o comportamento travesso do Senhor Caitanya, eles, por amor a Ele, apresentavam queixas a Śacīmātā e Jagannātha Miśra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/72/", "verse_text": "ekadina śacī-devī putrere bhartsiyā\n\ndharibāre gelā, putra gelā palāiyā", "devanagari": "> একদিন শচী-দেবী পুত্রেরে ভর্ৎসিয়া ।\n> ধরিবারে গেলা, পুত্র গেলা পলাইয়া ॥৭২॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *śacī-devī*—mãe Śacī; *putrere*—ao filho; *bhartsiyā*—repreendendo; *dharibāre*—para pegá-Lo; *gelā*—foi; *putra*—o filho; *gelā*—foi; *palāiyā*—fugindo.", "translation": "**Certo dia, mãe Śacī foi pegar seu filho, querendo repreendê-Lo, mas Ele fugiu dali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/73/", "verse_text": "ucchiṣṭa-garte tyakta-hāṇḍīra upara\n\nbasiyāchena sukhe prabhu deva-viśvambhara", "devanagari": "> উচ্ছিষ্ট-গর্তে ত্যক্ত-হাণ্ডীর উপর ।\n> বসিয়াছেন সুখে প্রভু দেব-বিশ্বম্ভর ॥৭৩॥", "synonyms": "*ucchiṣṭa-garte*—na cova onde se jogavam os restos de alimento; *tyakta*—rejeitadas; *hāṇḍīra*—panelas; *upara*—sobre; *basiyāchena*—sentou-Se; *sukhe*—muito agradavelmente; *prabhu*—o Senhor; *deva*—o Deus Supremo; *viśvambhara*—o mantenedor do universo.", "translation": "**Embora seja o mantenedor de todo o universo, certa vez o Senhor sentou-Se sobre algumas panelas rejeitadas, na fossa onde se jogavam os restos de comida, depois que as panelas tinham sido usadas para cozinhar.**", "purport": "Antigamente, era costume dos *brāhmaṇas* adorar o Senhor Viṣṇu diariamente em casa e cozinhar o alimento em panelas novas. Este sistema ainda perdura em Jagannātha Purī. O alimento era cozido em panelas de barro, todas frescas e novas, e, após o cozimento, as panelas eram descartadas. Ao lado da casa, geralmente havia uma grande cova onde tais panelas eram lançadas. O Senhor Caitanya Mahāprabhu sentou-se sobre as panelas muito alegremente, justamente para dar uma lição a Sua mãe."}
{"ref": "cc/adi/14/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/74/", "verse_text": "śacī āsi' kahe,--kene aśuci chuṅilā\n\ngaṅgā-snāna kara yāi'--apavitra ha-ilā", "devanagari": "> শচী আসি’ কহে, — কেনে অশুচি ছুইঁলা ।\n> গঙ্গাস্নান কর যাই’ — অপবিত্র হইলা ॥৭৪॥", "synonyms": "*śacī āsi'*—mãe Śacī, chegando ali; *kahe*—disse; *kene*—por que; *aśuci*—intocável; *chuṅilā*—tocaste; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *kara*—faze; *yāi'*—indo ali; *apavitra ha-ilā*—ficaste impuro.", "translation": "**Quando mãe Śacī viu seu menino sentado sobre as panelas rejeitadas, ela protestou: “Por que Você tocou nessas panelas intocáveis? Agora Você Se tornou impuro. Vá tomar banho no Ganges.”**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/75/", "verse_text": "ihā śuni' mātāke kahila brahma-jñāna\n\nvismitā ha-iyā mātā karāila snāna", "devanagari": "> ইহা শুনি’ মাতাকে কহিল ব্রহ্মজ্ঞান ।\n> বিস্মিতা হইয়া মাতা করাইল স্নান ॥৭৫॥", "synonyms": "*ihā śuni'*—ao ouvir isso; *mātāke*—a Sua mãe; *kahila*—explicou; *brahma-jñāna*—conhecimento absoluto; *vismitā*—admirada; *ha-iyā*—ficando; *mātā*—a mãe; *karāila*—obrigou; *snāna*—a banhar-se.", "translation": "**Ao ouvir isso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu ensinou a Sua mãe o conhecimento absoluto. Embora admirada com isso, Sua mãe O obrigou a tomar banho.**", "purport": "O conhecimento absoluto que o Senhor explicou a Sua mãe é descrito por Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya da seguinte maneira: \"O Senhor disse: 'Mãe, isso de que isto é puro e aquilo é impuro decerto é um sentimento mundano sem fundamento de fato. Cozinhaste alimento para o Senhor Viṣṇu dentro destas panelas e Lhe ofereceste o alimento. Como, então, podem estas panelas ser intocáveis? Tudo o que está em relação com Viṣṇu deve ser considerado uma expansão da energia de Viṣṇu. Viṣṇu, a Superalma, é eterno e incontaminado. Como, então, podem estas panelas ser consideradas puras ou impuras?' Ao ouvir esse discurso sobre o conhecimento absoluto, Sua mãe ficou muitíssimo espantada e O obrigou a tomar banho.\""}
{"ref": "cc/adi/14/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/76/", "verse_text": "kabhu putra-saṅge śacī karilā śayana\n\ndekhe, divyaloka āsi' bharila bhavana", "devanagari": "> কভু পুত্রসঙ্গে শচী করিলা শয়ন ।\n> দেখে, দিব্যলোক আসি’ ভরিল ভবন ॥৭৬॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *putra-saṅge*—levando o menino; *śacī*—mãe Śacī; *karilā śayana*—descansava; *dekhe*—vê; *divya-loka*—os habitantes celestiais; *āsi'*—chegando ali; *bharila*—encheram; *bhavana*—a casa inteira.", "translation": "**Às vezes, levando seu filho consigo, mãe Śacī deitava-se em seu leito, e via que os habitantes do mundo celestial haviam chegado ali, enchendo a casa inteira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/77/", "verse_text": "śacī bale,--yāha, putra, bolāha bāpere\n\nmātṛ-ājñā pāiyā prabhu calilā bāhire", "devanagari": "> শচী বলে, — যাহ, পুত্র, বোলাহ বাপেরে ।\n> মাতৃ-আজ্ঞা পাইয়া প্রভু চলিলা বাহিরে ॥৭৭॥", "synonyms": "*śacī bale*—mãe Śacī disse; *yāha*—vai; *putra*—meu querido filho; *bolāha*—chama; *bāpere*—teu pai; *mātṛ-ājñā*—a ordem de Sua mãe; *pāiyā*—recebendo; *prabhu*—o Senhor; *calilā*—foi; *bāhire*—para fora.", "translation": "**Certa vez, mãe Śacī disse ao Senhor: \"Por favor, vai chamar teu pai.\" Recebendo essa ordem de Sua mãe, o Senhor saiu para chamá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/78/", "verse_text": "calite caraṇe nūpura bāje jhanjhan\n\nśuni' camakita haila pitā-mātāra mana", "devanagari": "> চলিতে চরণে নূপুর বাজে ঝন্ঝন্ ।\n> শুনি’ চমকিত হৈল পিতা-মাতার মন ॥৭৮॥", "synonyms": "*calite*—enquanto andava; *caraṇe*—nos pés de lótus; *nūpura*—guizos de tornozelo; *bāje*—soavam; *jhanjhan*—tilintar; *śuni'*—ouvindo; *camakita*—maravilhadas; *haila*—ficaram; *pitā*—de Seu pai; *mātāra*—e da mãe; *mana*—as mentes.", "translation": "**Quando a criança ia saindo, houve um tilintar de guizos de tornozelo de Seus pés de lótus. Ao ouvir isso, Seu pai e Sua mãe ficaram maravilhados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/79/", "verse_text": "miśra kahe,--ei baḍa adbhuta kāhinī\n\nśiśura śūnya-pade kene nūpurera dhvani", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — এই বড় অদ্ভুত কাহিনী ।\n> শিশুর শূন্যপদে কেনে নূপুরের ধ্বনি ॥৭৯॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Jagannātha Miśra disse; *ei baḍa*—isto é muito; *adbhuta*—maravilhoso; *kāhinī*—incidente; *śiśura*—da criança; *śūnya-pade*—nas pernas nuas; *kene*—por que; *nūpurera*—dos guizos de tornozelo; *dhvani*—som.", "translation": "**Jagannātha Miśra disse: \"Este é um incidente muito maravilhoso. Por que há um som de guizos de tornozelo vindo dos pés descalços de meu filho?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/80/", "verse_text": "śacī kahe,--āra eka adbhuta dekhila\n\ndivya divya loka āsi' aṅgana bharila", "devanagari": "> শচী কহে, — আর এক অদ্ভুত দেখিল ।\n> দিব্য দিব্য লোক আসি’ অঙ্গন ভরিল ॥৮০॥", "synonyms": "*śacī kahe*—mãe Śacī disse; *āra*—outra; *eka*—uma; *adbhuta*—maravilha; *dekhila*—eu vi; *divya*—celestiais; *divya*—celestiais; *loka*—pessoas; *āsi'*—chegando ali; *aṅgana*—o pátio; *bharila*—encheram.", "translation": "**Mãe Śacī disse: \"Também vi outra maravilha. Vinham pessoas descendo do reino celestial e lotando o pátio inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/81/", "verse_text": "kibā kelāhala kare, bujhite nā pāri\n\nkāhāke vā stuti kare--anumāna kari", "devanagari": "> কিবা কোলাহল করে, বুঝিতে না পারি ।\n> কাহাকে বা স্তুতি করে — অনুমান করি ॥৮১॥", "synonyms": "*kibā*—que; *kelāhala*—sons ruidosos; *kare*—faziam; *bujhite*—compreender; *nā*—não; *pāri*—consigo; *kāhāke*—a quem; *vā*—ou; *stuti*—oração; *kare*—ofereciam; *anumāna*—suposição; *kari*—faço.", "translation": "**\"Faziam sons ruidosos que não consegui compreender. Suponho que ofereciam orações a alguém.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/82/", "verse_text": "miśra bale,--kichu ha-uk, cintā kichu nāi\n\nviśvambharera kuśala ha-uk,--ei mātra cāi", "devanagari": "> মিশ্র বলে, — কিছু হউক, চিন্তা কিছু নাই ।\n> বিশ্বম্ভরের কুশল হউক্, — এই মাত্র চাই ॥৮২॥", "synonyms": "*miśra bale*—Jagannātha Miśra respondeu; *kichu ha-uk*—seja o que for; *cintā kichu nāi*—não te preocupes; *viśvambharera*—de Viśvambhara; *kuśala*—bem-aventurança; *ha-uk*—que haja; *ei*—isto; *mātra*—apenas; *cāi*—quero.", "translation": "**Jagannātha Miśra respondeu: \"Não importa o que seja. Não há necessidade de preocupar-se. Que haja sempre boa fortuna para Viśvambhara. É só isso que quero.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/83/", "verse_text": "eka-dina miśra putrera cāpalya dekhiyā\n\ndharma-śikṣā dila bahu bhartsanā kariyā", "devanagari": "> একদিন মিশ্র পুত্রের চাপল্য দেখিয়া ।\n> ধর্ম-শিক্ষা দিল বহু ভর্ৎসনা করিয়া ॥৮৩॥", "synonyms": "*eka-dina*—um dia; *miśra*—Jagannātha Miśra; *putrera*—de seu filho; *cāpalya*—o comportamento travesso; *dekhiyā*—vendo; *dharma-śikṣā*—ensinamento religioso; *dila*—deu; *bahu*—muito; *bhartsanā*—repreensão; *kariyā*—fazendo.", "translation": "**Em outra ocasião, Jagannātha Miśra, vendo os atos travessos de seu filho, deu-Lhe lições de moralidade depois de repreendê-Lo bastante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/84/", "verse_text": "rātre svapna dekhe,--eka āsi' brahmaṇa\n\nmiśrere kahaye kichu sa-roṣa vacana", "devanagari": "> রাত্রে স্বপ্ন দেখে, — এক আসি’ ব্রাহ্মণ ।\n> মিশ্রেরে কহয়ে কিছু সরোষ বচন ॥৮৪॥", "synonyms": "*rātre*—à noite; *svapna dekhe*—sonhou; *eka*—um; *āsi'*—vindo; *brāhmana*—brāhmaṇa; *miśrere*—a Jagannātha Miśra; *kahaye*—falou; *kichu*—algo; *sa-roṣa*—com ira; *vacana*—palavras.", "translation": "**Naquela mesma noite, Jagannātha Miśra sonhou que um brāhmaṇa viera diante dele e proferia estas palavras com grande ira:**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/85/", "verse_text": "\"miśra, tumi putrera tattva kichui nā jāna\n\nbhartsana-tāḍana kara,--putra kari' māna\"", "devanagari": "> “মিশ্র, তুমি পুত্রের তত্ত্ব কিছুই না জান ।\n> ভর্ৎসন-তাড়ন কর, — পুত্র করি’ মান ।।” ॥ ৮৫ ॥", "synonyms": "*miśra*—meu querido Jagannātha Miśra; *tumi*—tu; *putrera*—de teu filho; *tattva*—a verdade; *kichui*—coisa alguma; *nā*—não; *jāna*—sabes; *bhartsana*—repreensão; *tāḍana*—castigo; *kara*—fazes; *putra*—filho; *kari'*—considerando-O; *māna*—consideras.", "translation": "**\"Meu querido Miśra, tu não sabes coisa alguma sobre teu filho. Tu O consideras teu filho, e por isso O repreendes e O castigas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/86/", "verse_text": "miśra kahe,--deva, siddha, muni kene naya\n\nye se baḍa ha-uk mātra āmāra tanaya", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — “দেব, সিদ্ধ, মুনি কেনে নয় ।\n> যে সে বড় হউক্ মাত্র আমার তনয় ॥৮৬॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Jagannātha Miśra respondeu; *deva*—semideus; *siddha*—yogī místico; *muni*—grande pessoa santa; *kene naya*—seja ou não; *ye se*—seja qual for; *baḍa*—grande; *ha-uk*—possa Ele ser; *mātra*—apenas; *āmāra*—meu; *tanaya*—filho.", "translation": "**Jagannātha Miśra respondeu: \"Este menino pode ser um semideus, um yogī místico ou uma grande pessoa santa. Não importa o que Ele seja, pois eu O considero apenas meu filho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/87/", "verse_text": "putrera lālana-śikṣā--pitāra sva-dharma\n\nāmi nā śikhāle kaiche janibe dharma-marma", "devanagari": "> পুত্রের লালন-শিক্ষা — পিতার স্বধর্ম ।\n> আমি না শিখালে কৈছে জানিবে ধর্ম-মর্ম ।।” ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*putrera*—do filho; *lālana*—a manutenção; *śikṣā*—a educação; *pitāra*—do pai; *sva-dharma*—o dever; *āmi*—se eu; *nā*—não; *śikhāle*—der educação; *kaiche*—como; *janibe*—Ele saberá; *dharma-marma*—religião e moralidade.", "translation": "**\"É dever de um pai educar seu filho tanto em religião quanto em moralidade. Se eu não Lhe der essa educação, como Ele saberá dela?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/88/", "verse_text": "vipra kahe,--putra yadi daiva-siddha haya\n\nsvataḥ-siddha-jñāna, tabe śikṣā vyartha haya", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — পুত্র যদি দৈব-সিদ্ধ হয় ।\n> স্বতঃসিদ্ধজ্ঞান, তবে শিক্ষা ব্যর্থ হয় ॥৮৮॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa respondeu; *putra*—filho; *yadi*—se; *daiva*—transcendental; *siddha*—místico; *haya*—fosse; *svataḥ-siddha-jñāna*—conhecimento perfeito autoiluminado; *tabe*—nesse caso; *śikṣā*—a educação; *vyartha*—inútil; *haya*—torna-se.", "translation": "**O brāhmaṇa respondeu: \"Se teu filho é um menino místico transcendental dotado de conhecimento perfeito e autorrefulgente, de que serve tua educação?\"**", "purport": "O brāhmaṇa que Jagannātha Miśra viu em seu sonho disse-lhe que seu filho não era um ser humano comum. Caso fosse uma pessoa transcendental, teria conhecimento autorrefulgente e, assim, não haveria necessidade de educá-Lo."}
{"ref": "cc/adi/14/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/89/", "verse_text": "miśra kahe,--\"putra kene nahe nārāyaṇa\n\ntathāpi pitāra dharma--putrera śikṣaṇa\"", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — “পুত্র কেনে নহে নারায়ণ ।\n> তথাপি পিতার ধর্ম — পুত্রের শিক্ষণ ।।” ॥ ৮৯ ॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Jagannātha Miśra respondeu; *putra*—meu filho; *kene*—possa ser; *nahe*—por que não; *nārāyaṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *tathāpi*—ainda assim; *pitāra*—de um pai; *dharma*—o dever; *putrera*—do filho; *śikṣaṇa*—a instrução.", "translation": "**Jagannātha Miśra respondeu: \"Mesmo que meu filho não seja um homem comum, mas Nārāyaṇa, ainda assim é dever de um pai instruir seu filho.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/90/", "verse_text": "ei-mate duṅhe karena dharmera vicāra\nviśuddha-vātsalya miśrera, nāhi jāne āra", "devanagari": "> এইমতে দুঁহে করেন ধর্মের বিচার ।\n> বিশুদ্ধবাৎসল্য মিশ্রের, নাহি জানে আর ॥৯০॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *duṅhe*—ambos; *karena*—fazem; *dharmera*—da religião; *vicāra*—consideração; *viśuddha*—imaculado; *vātsalya*—afeto paternal; *miśrera*—de Jagannātha Miśra; *nāhi*—não há; *jāne*—ele conhecia; *āra*—nada mais.", "translation": "**Dessa maneira, Jagannātha Miśra e o brāhmaṇa discutiram os princípios da religião no sonho; contudo, Jagannātha Miśra estava absorto na imaculada doçura paternal e não queria saber de mais nada.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.8.45), afirma-se: \"O Senhor Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, que é adorado com hinos sublimes por todos os *Vedas* e *Upaniṣads* e pelas grandes personalidades através do sāṅkhya-yoga no modo da bondade, era considerado por mãe Yaśodā e por Nanda como o próprio filhinho deles.\" De modo semelhante, Jagannātha Miśra também considerava o Senhor Caitanya Mahāprabhu seu querido menininho, embora Ele seja adorado com toda a veneração pelos brāhmaṇas eruditos e pelas pessoas santas."}
{"ref": "cc/adi/14/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/91/", "verse_text": "eta śuni' dvija gelā hañā ānandita\nmiśra jāgiyā ha-ilā parama vismita", "devanagari": "> এত শুনি’ দ্বিজ গেলা হঞা আনন্দিত ।\n> মিশ্র জাগিয়া হইলা পরম বিস্মিত ॥৯১॥", "synonyms": "*eta śuni'*—após ouvir tudo isso; *dvija*—o brāhmaṇa; *gelā*—retornou; *hañā*—ficando; *ānandita*—muito satisfeito; *miśra*—Jagannātha Miśra; *jāgiyā*—sendo despertado; *ha-ilā*—ficou; *parama*—extremamente; *vismita*—atônito.", "translation": "**Muito satisfeito, o brāhmaṇa partiu após conversar com Jagannātha Miśra, e, quando Jagannātha Miśra despertou de seu sonho, ficou muito atônito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/92/", "verse_text": "bandhu-bāndhava-sthāne svapna kahila\nśuniyā sakala loka vismita ha-ila", "devanagari": "> বন্ধু-বান্ধব-স্থানে স্বপ্ন কহিল ।\n> শুনিয়া সকল লোক বিস্মিত হইল ॥৯২॥", "synonyms": "*bandhu-bāndhava*—de amigos e parentes; *sthāne*—na presença; *svapna*—sonho; *kahila*—explicou; *śuniyā*—após ouvir; *sakala*—todas; *loka*—as pessoas; *vismita*—atônitas; *ha-ila*—ficaram.", "translation": "**Ele relatou o sonho a seus amigos e parentes, e todos eles ficaram muito atônitos ao ouvi-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/93/", "verse_text": "ei mata śiśu-līlā kare gauracandra\ndine dine pitā-mātāra bāḍāya ānanda", "devanagari": "> এই মত শিশুলীলা করে গৌরচন্দ্র ।\n> দিনে দিনে পিতা-মাতার বাড়ায় আনন্দ ॥৯৩॥", "synonyms": "*ei*—isto; *mata*—como; *śiśu-līlā*—passatempos infantis; *kare*—faz; *gauracandra*—Śrī Gaurahari; *dine dine*—dia após dia; *pitā-mātāra*—de Seus pais; *bāḍāya*—Ele aumenta; *ānanda*—o prazer.", "translation": "**Dessa maneira, Gaurahari realizava Seus passatempos infantis e, dia após dia, aumentava o prazer de Seus pais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/94/", "verse_text": "kata dine miśra putrera hāte khaḍi dila\nalpa dine dvādaśa-phalā akṣara śikhila", "devanagari": "> কত দিনে মিশ্র পুত্রের হাতে খড়ি দিল ।\n> অল্প দিনে দ্বাদশ-ফলা অক্ষর শিখিল ॥৯৪॥", "synonyms": "*kata dine*—após alguns dias; *miśra*—Jagannātha Miśra; *putrera*—de seu filho; *hāte*—na mão; *khaḍi*—giz; *dila*—deu; *alpa*—em pouquíssimos; *dine*—dias; *dvādaśa-phalā*—doze combinações de letras; *akṣara*—letras; *śikhila*—aprendeu.", "translation": "**Após alguns dias, Jagannātha Miśra inaugurou a educação primária de seu filho ao realizar a cerimônia hāte khaḍi. Em pouquíssimos dias, o Senhor aprendeu todas as letras e combinações de letras.**", "purport": "As doze phalā, ou combinações de letras, chamam-se repha, mūrdhanya (cerebral), ṇa, dāntavya (dental), na, ma, ya, ra, la, va, ṛ, ṝ, ḷ e ḹ. Hāte khaḍi é o início da educação primária. Aos quatro ou cinco anos de idade, num dia auspicioso chamado vidyārambha, que assinala o começo da educação primária, há uma cerimônia em adoração ao Senhor Viṣṇu, e, em seguida, o professor entrega à criança um lápis de giz comprido. Então, guiando a mão do estudante, ele lhe ensina a escrever as letras do alfabeto (a, ā, i, etc.), escrevendo letras grandes no chão. Quando a criança já está um pouco mais avançada na escrita, recebe uma lousa para sua educação primária, que termina quando ela aprende as combinações de duas letras, chamadas phalā, como acima se menciona."}
{"ref": "cc/adi/14/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/95/", "verse_text": "bālyalīlā-sūtra ei kaila anukrama\nihā vistāriyāchena dāsa-vṛndāvana", "devanagari": "> বাল্যলীলা-সূত্র এই কৈল অনুক্রম ।\n> ইহা বিস্তারিয়াছেন দাস-বৃন্দাবন ॥৯৫॥", "synonyms": "*bālya-līlā-sūtra*—sinopse dos passatempos da infância; *ei*—esta; *kaila*—fez; *anukrama*—em ordem cronológica; *ihā*—isto; *vistāriyāchena*—explicou elaboradamente; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Esta é uma sinopse dos passatempos infantis do Senhor Caitanya Mahāprabhu, aqui apresentada em ordem cronológica. Vṛndāvana dāsa Ṭhākura já explicou elaboradamente esses passatempos em seu livro *Caitanya-bhāgavata*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/96/", "verse_text": "ataeva ei-līlā saṅkṣepe sūtra kaila\npunarukti-bhaye vistārirā nā kahila", "devanagari": "> অতএব এই লীলা সংক্ষেপে সূত্র কৈল ।\n> পুনরুক্তি-ভয়ে বিস্তারিয়া না কহিল ॥৯৬॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *ei-līlā*—estes passatempos; *saṅkṣepe*—em resumo; *sūtra*—sinopse; *kaila*—fiz; *punar-ukti*—repetição; *bhaye*—temendo; *vistārirā*—explicação elaborada; *nā*—não; *kahila*—disse.", "translation": "**Portanto, fiz apenas um breve resumo. Temendo a repetição, não me estendi sobre este assunto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/14/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/14/97/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৯৭॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī Caitanya-caritāmṛta, seguindo seus passos.**\n\n*Neste ponto, encerram-se os Significados Bhaktivedanta do Śrī Caitanya-caritāmṛta, Ādi-līlā,  Décimo Quarto Capítulo, descrevendo os passatempos da infância do Senhor Caitanya.*", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Décimo Quarto Capítulo, que descreve os passatempos infantis do Senhor Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/15/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/1/", "verse_text": "ku-manāḥ su-manastvaṁ hi\nyāti yasya padābjayoḥ\nsu-mano-'rpaṇa-mātreṇa\ntaṁ caitanya-prabhuṁ bhaje", "devanagari": "> কুমনাঃ সুমনস্ত্বং হি যাতি যস্য পদাব্জয়োঃ ।\n> সুমনোঽর্পণমাত্রেণ তং চৈতন্যপ্রভুং ভজে ॥১॥", "synonyms": "*ku-manāḥ*—uma pessoa interessada em atividades de gozo material dos sentidos; *su-manastvam*—a posição de um devoto sem desejos materiais; *hi*—certamente; *yāti*—obtém; *yasya*—cujos; *pada-abjayoḥ*—aos pés de lótus; *su-manaḥ*—a flor chamada sumanas; *arpaṇa*—oferenda; *mātreṇa*—simplesmente por fazê-lo; *tam*—a Ele; *caitanya-prabhum*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *bhaje*—eu adoro.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de lótus do Senhor Caitanya, pois, simplesmente por oferecer uma flor sumanas a Seus pés de lótus, até o mais fervoroso materialista se torna um devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaitacandra, jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র, জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya-advaitacandra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/3/", "verse_text": "paugaṇḍa-līlāra sūtra kariye gaṇana\npaugaṇḍa-vayase prabhura mukhya adhyayana", "devanagari": "> পৌগণ্ড-লীলার সূত্র করিয়ে গণন ।\n> পৌগণ্ড-বয়সে প্রভুর মুখ্য অধ্যয়ন ॥৩॥", "synonyms": "*paugaṇḍa*—da idade dos cinco aos dez anos; *līlāra*—dos passatempos; *sūtra*—a sinopse; *kariye*—eu faço; *gaṇana*—a enumeração; *paugaṇḍa-vayase*—naquela idade, entre cinco e dez anos; *prabhura*—do Senhor; *mukhya*—principal; *adhyayana*—o estudo.", "translation": "**Permitam-me agora enumerar as atividades do Senhor entre os cinco e os dez anos de idade. Sua principal ocupação durante esse período era dedicar-Se ao estudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/4/", "verse_text": "paugaṇḍa-līlā caitanya-\nkṛṣṇasyāti-suvistṛtā\nvidyārambha-mukhā pāṇi-\ngrahaṇāntā mano-harā", "devanagari": "> পৌগণ্ড-লীলা চৈতন্যকৃষ্ণস্যাতিসুবিস্তৃতা ।\n> বিদ্যারম্ভমুখা পাণিগ্রহণান্তা মনোহরা ॥৪॥", "synonyms": "*paugaṇḍa-līlā*—os passatempos da idade paugaṇḍa; *caitanya-kṛṣṇasya*—do Senhor Caitanya, que é o próprio Kṛṣṇa; *ati-suvistṛtā*—muitíssimo extensos; *vidyā-ārambha*—o início da educação; *mukhā*—a ocupação principal; *pāṇi-grahaṇa*—o casamento; *antā*—ao final; *manaḥ-harā*—belíssimos.", "translation": "**Os passatempos do Senhor durante Sua idade paugaṇḍa foram muito extensos. Sua educação era Sua principal ocupação e, depois dela, ocorreu Seu belíssimo casamento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/5/", "verse_text": "gaṅgādāsa paṇḍita-sthāne paḍena vyākaraṇa\nśravaṇa-mātre kaṇṭhe kaila sūtra-vṛtti-gaṇa", "devanagari": "> গঙ্গাদাস পণ্ডিত-স্থানে পড়েন ব্যাকরণ ।\n> শ্রবণ-মাত্রে কণ্ঠে কৈল সূত্রবৃত্তিগণ ॥৫॥", "synonyms": "*gaṅgādāsa*—de nome Gaṅgādāsa; *paṇḍita-sthāne*—no local do mestre; *paḍena*—estuda; *vyākaraṇa*—gramática; *śravaṇa-mātre*—simplesmente por ouvir; *kaṇṭhe*—entre o pescoço e o coração; *kaila*—fez; *sūtra-vṛtti-gaṇa*—os códigos e suas definições.", "translation": "**Quando o Senhor estudava gramática na casa de Gaṅgādāsa Paṇḍita, Ele aprendia de imediato as regras e definições gramaticais de cor, simplesmente por ouvi-las uma única vez.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que o Senhor recebeu lições de um mestre chamado Viṣṇu e de outro mestre chamado Sudarśana. Mais tarde, quando já estava um pouco crescido, ficou sob os cuidados de Gaṅgādāsa Paṇḍita, que Lhe ensinou gramática de um padrão mais elevado. Quem quer que tome a sério o estudo da língua sânscrita deve primeiro aprender gramática. Diz-se que, somente para concluir o estudo da gramática sânscrita, são necessários ao menos doze anos; mas, uma vez que se aprendam muito bem as regras e os preceitos gramaticais, todas as demais escrituras ou assuntos em sânscrito tornam-se extremamente fáceis de compreender, pois a gramática sânscrita é a porta de entrada para a educação."}
{"ref": "cc/adi/15/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/6/", "verse_text": "alpa-kāle hailā pañjī-ṭīkāte pravīṇa\ncira-kālera paḍuyā jine ha-iyā navīna", "devanagari": "> অল্পকালে হৈলা পঞ্জী-টীকাতে প্রবীণ ।\n> চিরকালের পড়ুয়া জিনে হইয়া নবীন ॥৬॥", "synonyms": "*alpa-kāle*—em muito pouco tempo; *hailā*—tornou-Se; *pañjī-ṭīkāte*—no comentário sobre gramática chamado Pañjī-ṭīkā; *pravīṇa*—muito perito; *cira-kālera*—todos mais antigos; *paḍuyā*—estudantes; *jine*—vence; *ha-iyā*—sendo; *navīna*—o mais novo entre eles.", "translation": "**Em pouco tempo, Ele Se tornou tão perito em comentar o Pañjī-ṭīkā que conseguia vencer todos os outros estudantes, embora fosse um neófito.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que havia um comentário sobre gramática chamado Pañjī-ṭīkā, o qual, mais tarde, foi explicado com muita lucidez por Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/15/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/7/", "verse_text": "adhyayana-līlā prabhura dāsa-vṛndāvana\n'caitanya-maṅgale' kaila vistāri varṇana", "devanagari": "> অধ্যয়ন-লীলা প্রভুর দাস-বৃন্দাবন ।\n> ‘চৈতন্যমঙ্গলে’ কৈল বিস্তারি বর্ণন ॥৭॥", "synonyms": "*adhyayana-līlā*—os passatempos de estudo; *prabhura*—do Senhor; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *caitanya-maṅgale*—em seu livro Caitanya-maṅgala; *kaila*—fez; *vistāri*—elaboradamente; *varṇana*—a descrição.", "translation": "**Em seu livro *Caitanya-maṅgala* [que mais tarde passou a chamar-se *Caitanya-bhāgavata*], Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu muito elaboradamente os passatempos de estudo do Senhor.**", "purport": "O *Caitanya-bhāgavata*, *Ādi-līlā*, capítulos Quatro, Seis, Sete, Oito, Nove e Dez, é uma boa referência para os passatempos estudiosos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/15/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/8/", "verse_text": "eka dina mātāra pade kariyā praṇāma\nprabhu kahe,--mātā, more deha eka dāna", "devanagari": "> এক দিন মাতার পদে করিয়া প্রণাম ।\n> প্রভু কহে, — মাতা, মোরে দেহ এক দান ॥৮॥", "synonyms": "*eka dina*—certo dia; *mātāra*—da mãe; *pade*—aos pés; *kariyā*—fazendo; *praṇāma*—reverências; *prabhu*—o Senhor; *kahe*—disse; *mātā*—minha querida mãe; *more*—a Mim; *deha*—dá; *eka*—um; *dāna*—presente.", "translation": "**Certo dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu prostrou-Se aos pés de Sua mãe e pediu-lhe que Lhe desse algo em caridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/9/", "verse_text": "mātā bale,--tāi diba, yā tumi māgibe\nprabhu kahe,--ekādaśīte anna nā khāibe", "devanagari": "> মাতা বলে, — তাই দিব, যা তুমি মাগিবে ।\n> প্রভু কহে, — একাদশীতে অন্ন না খাইবে ॥৯॥", "synonyms": "*mātā bale*—Sua mãe disse; *tāi diba*—eu darei isso; *yā*—o que quer que; *tumi*—Tu; *māgibe*—pedires; *prabhu kahe*—o Senhor disse; *ekādaśīte*—no dia de Ekādaśī; *anna*—grãos; *nā*—não; *khāibe*—comas.", "translation": "**Sua mãe respondeu: \"Meu querido filho, eu Te darei tudo o que pedires.\" Então, o Senhor disse: \"Minha querida mãe, por favor, não comas grãos no dia de Ekādaśī.\"**", "purport": "Desde o início mesmo de Sua infância, Śrī Caitanya Mahāprabhu introduziu o sistema de observar jejum no dia de Ekādaśī. No Bhakti-sandarbha, de Śrīla Jīva Gosvāmī, há uma citação do Skanda Purāṇa que adverte que a pessoa que come grãos em Ekādaśī torna-se assassina de sua mãe, de seu pai, de seu irmão e de seu mestre espiritual, e que, mesmo que seja elevada a um planeta Vaikuṇṭha, ela cai. Em Ekādaśī, tudo é cozido para Viṣṇu, inclusive os grãos comuns e o dahi, mas está prescrito que um Vaiṣṇava não deve sequer tomar viṣṇu-prasāda em Ekādaśī. Diz-se que um Vaiṣṇava não aceita nada comestível que não tenha sido oferecido ao Senhor Viṣṇu, porém, em Ekādaśī, um Vaiṣṇava não deve tocar nem mesmo o mahā-prasāda oferecido a Viṣṇu, embora esse prasāda possa ser guardado para ser comido no dia seguinte. É estritamente proibido aceitar qualquer tipo de grão em Ekādaśī, ainda que tenha sido oferecido ao Senhor Viṣṇu."}
{"ref": "cc/adi/15/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/10/", "verse_text": "śacī kahe,--nā khāiba, bhāla-i kahilā\nsei haite ekādaśī karite lāgilā", "devanagari": "> শচী কহে, — না খাইব, ভালই কহিলা ।\n> সেই হৈতে একাদশী করিতে লাগিলা ॥১০॥", "synonyms": "*śacī kahe*—mãe Śacī disse; *nā khāiba*—não comerei; *bhāla-i kahilā*—disseste muito bem; *sei haite*—a partir daquele dia; *ekādaśī*—o dia de Ekādaśī; *karite lāgilā*—começou a observar.", "translation": "**Mãe Śacī disse: \"Falaste muito bem. Não comerei grãos em Ekādaśī.\" A partir daquele dia, ela começou a observar o jejum em Ekādaśī.**", "purport": "Há um preconceito entre os smārta-brāhmaṇas de que uma viúva deve observar o jejum em Ekādaśī, mas uma mulher cujo marido vive não deve. Parece que, antes do pedido do Senhor Caitanya, Śacīmātā não observava o Ekādaśī por ser sa-dhava, o que significa que seu marido estava vivo. Śrī Caitanya Mahāprabhu, entretanto, introduziu o sistema segundo o qual uma mulher, mesmo que não seja viúva, deve observar o dia de Ekādaśī e não deve tocar em nenhum tipo de grão, nem mesmo naqueles oferecidos à Deidade de Viṣṇu."}
{"ref": "cc/adi/15/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/11/", "verse_text": "tabe miśra viśvarūpera dekhiyā yauvana\nkanyā cāhi' vivāha dite karilena mana", "devanagari": "> তবে মিশ্র বিশ্বরূপের দেখিয়া যৌবন ।\n> কন্যা চাহি’ বিবাহ দিতে করিলেন মন ॥১১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *miśra*—Jagannātha Miśra; *viśvarūpera*—de Viśvarūpa, seu filho mais velho; *dekhiyā*—vendo; *yauvana*—a juventude; *kanyā cāhi'*—desejando encontrar uma moça; *vivāha*—casamento; *dite*—dar; *karilena*—decidiu; *mana*—em sua mente.", "translation": "**Em seguida, vendo que Viśvarūpa era um jovem já crescido, Jagannātha Miśra resolveu encontrar uma moça e providenciar uma cerimônia de casamento para Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/12/", "verse_text": "viśvarūpa śuni' ghara chāḍi palāilā\nsannyāsa kariyā tīrtha karibāre gelā", "devanagari": "> বিশ্বরূপ শুনি’ ঘর ছাড়ি পলাইলা ।\n> সন্ন্যাস করিয়া তীর্থ করিবারে গেলা ॥১২॥", "synonyms": "*viśvarūpa*—de nome Viśvarūpa; *śuni'*—ao ouvir isto; *ghara*—o lar; *chāḍi*—abandonando; *palāilā*—foi embora; *sannyāsa*—a ordem renunciada; *kariyā*—aceitando; *tīrtha*—os lugares sagrados; *karibāre*—para percorrer; *gelā*—partiu.", "translation": "**Ao ouvir isto, Viśvarūpa imediatamente abandonou o lar e partiu para aceitar sannyāsa e viajar de um lugar de peregrinação a outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/13/", "verse_text": "śuni, śacī-miśrera duḥkhī haila mana\ntabe prabhu mātā-pitāra kaila āśvāsana", "devanagari": "> শুনি’ শচী-মিশ্রের দুঃখী হৈল মন ।\n> তবে প্রভু মাতা-পিতার কৈল আশ্বাসন ॥১৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir isto; *śacī*—de mãe Śacī; *miśrera*—e de Jagannātha Miśra; *duḥkhī*—muito infeliz; *haila*—ficou; *mana*—a mente; *tabe*—naquele momento; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mātā-pitāra*—dos pais; *kaila*—fez; *āśvāsana*—consolo.", "translation": "**Quando Śacīmātā e Jagannātha Miśra souberam da partida de seu filho mais velho, Viśvarūpa, ficaram muito infelizes, mas o Senhor Caitanya tratou de consolá-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/14/", "verse_text": "bhāla haila,--viśvarūpa sannyāsa karila\npitṛ-kula, mātṛ-kula,--dui uddhārila", "devanagari": "> ভাল হৈল, — বিশ্বরূপ সন্ন্যাস করিল ।\n> পিতৃকুল, মাতৃকুল, — দুই উদ্ধারিল ॥১৪॥", "synonyms": "*bhāla haila*—é muito bom; *viśvarūpa*—de nome Viśvarūpa; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *karila*—aceitou; *pitṛ-kula*—a família do pai; *mātṛ-kula*—a família da mãe; *dui*—ambas; *uddhārila*—libertou.", "translation": "**\"Meus queridos pai e mãe\", disse o Senhor, \"é muito bom que Viśvarūpa tenha aceitado a ordem de sannyāsa, pois, assim, Ele libertou tanto a família de Seu pai quanto a família de Sua mãe.\"**", "purport": "Às vezes se diz que o Senhor Caitanya Mahāprabhu não aprovava a aceitação da ordem de sannyāsa nesta Kali-yuga, porque no śāstra se afirma:\n\naśvamedhaṁ gavālambhaṁ\nsannyāsaṁ pala-paitṛkam\ndevareṇa sutotpattiṁ\nkalau pañca vivarjayet\n\n\"Nesta Kali-yuga, deve-se evitar a execução do aśvamedha-yajña ou do gomedha-yajña, sacrifícios em que se oferece um cavalo ou uma vaca, bem como a aceitação de sannyāsa, a ordem de vida renunciada.\" (Brahma-vaivarta Purāṇa, Kṛṣṇa-janma-khaṇḍa 185.180)\n\nNão obstante, vemos que o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou sannyāsa e aprovou o sannyāsa de Seu irmão mais velho, Viśvarūpa. Aqui se afirma claramente: bhāla haila,--viśvarūpa sannyāsa karila pitṛ-kula, mātṛ-kula,--dui uddhārila. Deve-se, então, pensar que Śrī Caitanya Mahāprabhu fez declarações contraditórias? Não, na verdade Ele não as fez. Recomenda-se que a pessoa aceite sannyāsa para dedicar a vida ao serviço do Senhor, e todos devem aceitar esse tipo de sannyāsa, pois, ao aceitar tal sannyāsa, presta-se o melhor serviço tanto à família paterna quanto à materna. Mas não se deve aceitar a ordem de sannyāsa da escola Māyāvāda, que praticamente não tem significado algum. Encontramos muitos sannyāsīs māyāvādīs simplesmente vagando pelas ruas, julgando-se Brahman ou Nārāyaṇa e passando o dia e a noite a mendigar para poderem encher suas barrigas famintas. Os sannyāsīs māyāvādīs tornaram-se tão degradados que há uma parcela deles que come de tudo, tal como porcos e cães. É essa sannyāsa degradada que se proíbe nesta era. De fato, os princípios de Śrīla Śaṅkarācārya para a aceitação de sannyāsa eram muito rigorosos, mas, mais tarde, os ditos sannyāsīs māyāvādīs degeneraram por causa de sua falsa filosofia, que propõe que, ao aceitar sannyāsa, a pessoa se torna Nārāyaṇa. Śrī Caitanya Mahāprabhu rejeitou esse tipo de sannyāsa. Mas a aceitação de sannyāsa é um dos itens do varṇāśrama-dharma. Como, então, poderia ela ser rejeitada?"}
{"ref": "cc/adi/15/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/15/", "verse_text": "āmi ta' kariba tomā' duṅhara sevana\nśuniyā santuṣṭa haila pitā-mātāra mana", "devanagari": "> আমি ত’ করিব তোমা’ দুঁহার সেবন ।\n> শুনিয়া সন্তুষ্ট হৈল পিতা-মাতার মন ॥১৫॥", "synonyms": "*āmi ta'*—Eu; *kariba*—farei; *tomā*—a Ti; *duṅhāra*—ambos; *sevana*—serviço; *śuniyā*—depois de ouvir; *santuṣṭa*—satisfeita; *haila*—ficou; *pitā-mātāra mana*—a mente dos pais.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu assegurou a Seus pais que Ele os serviria, e, assim, a mente de Seu pai e de Sua mãe ficou satisfeita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/16/", "verse_text": "eka-dina naivedya-tāmbūla khāiyā\nbhūmite paḍilā prabhu acetana hañā", "devanagari": "> একদিন নৈবেদ্য-তাম্বূল খাইয়া ।\n> ভূমিতে পড়িলা প্রভু অচেতন হঞা ॥১৬॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *naivedya*—alimento oferecido à Deidade; *tāmbūla*—noz de bétel; *khāiyā*—depois de comer; *bhūmite*—no chão; *paḍilā*—caiu; *prabhu*—o Senhor; *acetana*—inconsciente; *hañā*—ficando.", "translation": "**Certo dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu comeu nozes de bétel oferecidas à Deidade, mas elas agiram como um intoxicante, e Ele caiu inconsciente no chão.**", "purport": "As nozes de bétel são um intoxicante e, por isso, os princípios reguladores proíbem comê-las. O passatempo de Śrī Caitanya Mahāprabhu de desmaiar depois de comer nozes de bétel é uma sólida instrução para todos nós de que não se deve tocar em nozes de bétel, mesmo aquelas oferecidas a Viṣṇu, assim como não se deve tocar em grãos no dia de Ekādaśī. Naturalmente, o desmaio do Senhor Caitanya Mahāprabhu teve um propósito específico. Como a Suprema Personalidade de Deus, Ele pode fazer o que quiser e comer o que desejar, mas não devemos imitar Seus passatempos."}
{"ref": "cc/adi/15/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/17/", "verse_text": "āste-vyaste pitā-mātā mukhe dila pāni\nsustha hañā kahe prabhu apūrva kāhinī", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে পিতা-মাতা মুখে দিল পানি ।\n> সুস্থ হঞা কহে প্রভু অপূর্ব কাহিনী ॥১৭॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande pressa; *pitā-mātā*—ambos os pais; *mukhe*—na boca; *dila*—borrifaram; *pāni*—água; *sustha hañā*—revivendo; *kahe*—diz; *prabhu*—o Senhor; *apūrva*—algo surpreendente; *kāhinī*—narração.", "translation": "**Depois que Seu pai e Sua mãe Lhe borrifaram água na boca com grande pressa, o Senhor reviveu e relatou algo maravilhoso que eles jamais haviam ouvido antes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/18/", "verse_text": "ethā haite viśvarūpa more lañā gelā\nsannyāsa karaha tumi, āmāre kahilā", "devanagari": "> এথা হৈতে বিশ্বরূপ মোরে লঞা গেলা ।\n> সন্ন্যাস করহ তুমি, আমারে কহিলা ॥১৮॥", "synonyms": "*ethā*—aqui; *haite*—de; *viśvarūpa*—de nome Viśvarūpa; *more*—Me; *lañā*—levando conSigo; *gelā*—foi; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *karaha*—aceita; *tumi*—Tu também; *āmāre*—a Mim; *kahilā*—Ele disse.", "translation": "**O Senhor disse: \"Viśvarūpa levou-Me daqui e pediu-Me que aceitasse a ordem de sannyāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/19/", "verse_text": "āmi kahi,--āmāra anātha pitā-mātā\nāmi bālaka,--sannyāsera kibā jāni kathā", "devanagari": "> আমি কহি, — আমার অনাথ পিতা-মাতা ।\n> আমি বালক, — সন্ন্যাসের কিবা জানি কথা ॥১৯॥", "synonyms": "*āmi kahi*—Eu disse; *āmāra*—Meus; *anātha*—desamparados; *pitā-mātā*—pai e mãe; *āmi*—Eu sou; *bālaka*—apenas uma criança; *sannyāsera*—da ordem de vida renunciada; *kibā*—o que; *jāni*—sei; *kathā*—palavras.", "translation": "**\"Respondi a Viśvarūpa: 'Tenho Meu pai e Minha mãe desamparados, e, além disso, sou apenas uma criança. O que sei eu sobre a ordem de vida sannyāsa?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/20/", "verse_text": "gṛhastha ha-iyā kariba pitā-mātāra sevana\nihāte-i tuṣṭa habena lakṣmī-nārāyaṇa", "devanagari": "> গৃহস্থ হইয়া করিব পিতা-মাতার সেবন ।\n> ইহাতেই তুষ্ট হবেন লক্ষ্মী-নারায়ণ ॥২০॥", "synonyms": "*gṛhastha*—um chefe de família; *ha-iyā*—tornando-Me; *kariba*—farei; *pitā-mātāra*—dos pais; *sevana*—serviço; *ihāte-i*—com isso; *tuṣṭa*—satisfeitos; *habena*—ficarão; *lakṣmī-nārāyaṇa*—a deusa da fortuna e Nārāyaṇa.", "translation": "**\" 'Mais tarde, tornar-Me-ei um chefe de família e, assim, servirei Meus pais, pois essa ação satisfará muito o Senhor Nārāyaṇa e Sua esposa, a deusa da fortuna.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/21/", "verse_text": "tabe viśvarūpa ihāṅ pāṭhāila more\nmātāke kahio koṭi koṭi namaskāre", "devanagari": "> তবে বিশ্বরূপ ইহাঁ পাঠাইল মোরে ।\n> মাতাকে কহিও কোটি কোটি নমস্কারে ॥২১॥", "synonyms": "*tabe*—então; *viśvarūpa*—de nome Viśvarūpa; *ihāṅ*—aqui; *pāṭhāila*—enviou; *more*—Me; *mātāke kahio*—dize à Minha mãe; *koṭi koṭi*—centenas e milhares; *namaskāre*—reverências.", "translation": "**\"Então, Viśvarūpa enviou-Me de volta para casa e pediu: 'Oferece centenas e milhares de reverências à Minha mãe, Śacīdevī.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/22/", "verse_text": "ei mata nānā līlā kare gaurahari\nki kāraṇe līlā,--ihā bujhite nā pāri", "devanagari": "> এই মত নানা লীলা করে গৌরহরি ।\n> কি কারণে লীলা, — ইহা বুঝিতে না পারি ॥২২॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa forma; *nānā*—vários; *līlā*—passatempos; *kare*—realiza; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ki kāraṇe*—qual é a razão; *līlā*—dos passatempos; *ihā*—isso; *bujhite*—compreender; *nā*—não; *pāri*—sou capaz.", "translation": "**Dessa forma, o Senhor Caitanya Mahāprabhu realizou vários passatempos, mas não consigo compreender por que os realizou.**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus e Seus devotos que vêm a este mundo estão executando uma missão e, por isso, às vezes agem de uma maneira muito difícil de compreender. Diz-se, portanto, vaiṣṇavera kriyā-mudrā vijñeha nā bujhaya: ainda que alguém seja um erudito muito culto e inteligente, não pode compreender as atividades de um vaiṣṇava. Um vaiṣṇava aceita tudo o que seja favorável à execução de sua missão. Mas as pessoas tolas, por não conhecerem o propósito de tais vaiṣṇavas exaltados, entregam-se a criticá-los. Isso é proibido. Visto que ninguém pode compreender o que um vaiṣṇava faz com o intuito de executar sua missão, criticar tal vaiṣṇava é a ofensa chamada sādhu-nindā."}
{"ref": "cc/adi/15/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/23/", "verse_text": "kata dina rahi' miśra gelā para-loka\nmātā-putra duṅhāra bāḍila hṛdi śoka", "devanagari": "> কত দিন রহি’ মিশ্র গেলা পরলোক ।\n> মাতা-পুত্র দুঁহার বাড়িল হৃদি শোক ॥২৩॥", "synonyms": "*kata dina*—alguns dias; *rahi'*—permanecendo; *miśra*—Jagannātha Miśra; *gelā*—partiu; *para-loka*—para o mundo transcendental; *mātā*—mãe; *putra*—filho; *duṅhāra*—de ambos; *bāḍila*—aumentou; *hṛdi*—nos corações; *śoka*—a lamentação.", "translation": "**Após alguns dias, Jagannātha Miśra partiu deste mundo para o mundo transcendental, e tanto a mãe quanto o filho ficaram muito aflitos em seus corações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/24/", "verse_text": "bandhu-bāndhava asi' duṅhā prabodhila\npitṛ-kriyā vidhi-mate īśvara karila", "devanagari": "> বন্ধু-বান্ধব আসি’ দুঁহা প্রবোধিল ।\n> পিতৃক্রিয়া বিধিমতে ঈশ্বর করিল ॥২৪॥", "synonyms": "*bandhu*—amigos; *bāndhava*—parentes; *āsi'*—vindo até lá; *duṅhā*—ambos; *prabodhila*—pacificaram; *pitṛ-kriyā*—os rituais executados após a morte do pai; *vidhi-mate*—segundo o sistema Védico; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *karila*—executou.", "translation": "**Amigos e parentes vieram até lá para pacificar tanto o Senhor Caitanya quanto Sua mãe. Então, o Senhor Caitanya, embora fosse a Suprema Personalidade de Deus, executou os rituais para Seu falecido pai segundo o sistema Védico.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/25/", "verse_text": "kata dine prabhu citte karilā cintana\ngṛhastha ha-ilāma, ebe cāhi gṛha-dharma", "devanagari": "> কত দিনে প্রভু চিত্তে করিলা চিন্তন ।\n> গৃহস্থ হইলাম, এবে চাহি গৃহধর্ম ॥২৫॥", "synonyms": "*kata dine*—após alguns dias; *prabhu*—o Senhor; *citte*—em Sua mente; *karilā*—fez; *cintana*—consideração; *gṛhastha ha-ilāma*—permaneci na vida de chefe de família; *ebe*—agora; *cāhi*—quero; *gṛha-dharma*—as atividades da vida familiar.", "translation": "**Após alguns dias, o Senhor pensou: \"Não aceitei sannyāsa e, visto que permaneço em casa, é Meu dever agir como um gṛhastha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/26/", "verse_text": "gṛhiṇī vinā gṛha-dharma nā haya śobhana\neta cinti' vivāha karite haila mana", "devanagari": "> গৃহিণী বিনা গৃহধর্ম না হয় শোভন ।\n> এত চিন্তি’ বিবাহ করিতে হৈল মন ॥২৬॥", "synonyms": "*gṛhiṇī*—esposa; *vinā*—sem; *gṛha-dharma*—os deveres da vida familiar; *nā*—não; *haya*—se tornam; *śobhana*—belos; *eta cinti'*—pensando assim; *vivāha*—casamento; *karite*—realizar; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Sem uma esposa\", considerou o Senhor Caitanya, \"a vida de chefe de família não tem sentido.\" Assim, o Senhor decidiu casar-Se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/27/", "verse_text": "na gṛhaṁ gṛham ity āhur\ngṛhiṇī gṛham ucyate\ntayā hi sahitaḥ sarvān\npuruṣārthān samaśnute", "devanagari": "> ন গৃহং গৃহমিত্যাহুর্গৃহিণী গৃহমুচ্যতে ।\n> তয়া হি সহিতঃ সর্বান্ পুরুষার্থান্ সমশ্নুতে ॥২৭॥", "synonyms": "*na*—não; *gṛham*—o lar; *gṛham*—a casa; *iti*—assim; *āhuḥ*—disseram; *gṛhiṇī*—a esposa; *gṛham*—lar; *ucyate*—diz-se; *tayā*—com ela; *hi*—certamente; *sahitaḥ*—juntos; *sarvān*—todos; *puruṣa-arthān*—os objetivos da vida humana; *samaśnute*—aperfeiçoa.", "translation": "**\"Uma simples casa não é um lar, pois é a esposa que confere significado ao lar. Se alguém vive em casa com sua esposa, juntos podem realizar todos os interesses da vida humana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/28/", "verse_text": "daive eka dina prabhu paḍiyā āsite\nvallabhācāryera kanyā dekhe gaṅgā-pathe", "devanagari": "> দৈবে এক দিন প্রভু পড়িয়া আসিতে ।\n> বল্লভাচার্যের কন্যা দেখে গঙ্গা-পথে ॥২৮॥", "synonyms": "*daive*—acidentalmente; *eka dina*—certo dia; *prabhu*—o Senhor; *paḍiyā*—após estudar; *āsite*—enquanto voltava; *vallabhācāryera*—de Vallabhācārya; *kanyā*—a filha; *dekhe*—vê; *gaṅgā-pathe*—no caminho para o Ganges.", "translation": "**Certo dia, quando o Senhor voltava da escola, viu acidentalmente a filha de Vallabhācārya no caminho para o Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/29/", "verse_text": "pūrva-siddha bhāva duṅhāra udaya karila\ndaive vanamālī ghaṭaka śacī-sthāne āila", "devanagari": "> পূর্বসিদ্ধ ভাব দুঁহার উদয় করিল ।\n> দৈবে বনমালী ঘটক শচী-স্থানে আইল ॥২৯॥", "synonyms": "*pūrva-siddha*—como já estava estabelecido; *bhāva*—o êxtase; *duṅhāra*—de ambos; *udaya*—despertado; *karila*—foi feito; *daive*—também acidentalmente; *vanamālī*—de nome Vanamālī; *ghaṭaka*—o casamenteiro; *śacī-sthāne*—ao lugar de Śacīmātā; *āila*—veio.", "translation": "**Quando o Senhor e Lakṣmīdevī se encontraram, o relacionamento deles despertou, já tendo sido previamente estabelecido, e, coincidentemente, o casamenteiro Vanamālī veio ver Śacīmātā.**", "purport": "Vanamālī Ghaṭaka, residente de Navadvīpa e brāhmaṇa por casta, arranjou o casamento do Senhor com Lakṣmīdevī. Anteriormente, ele era Viśvāmitra, que negociou o casamento do Senhor Rāmacandra, e, mais tarde, foi o brāhmaṇa que negociou o casamento do Senhor Kṛṣṇa com Rukmiṇī. Esse mesmo brāhmaṇa agiu como o casamenteiro do Senhor no caitanya-līlā."}
{"ref": "cc/adi/15/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/30/", "verse_text": "śacīra iṅgite sambandha karila ghaṭana\nlakṣmīke vivāha kaila śacīra nandana", "devanagari": "> শচীর ইঙ্গিতে সম্বন্ধ করিল ঘটন ।\n> লক্ষ্মীকে বিবাহ কৈল শচীর নন্দন ॥৩০॥", "synonyms": "*śacīra iṅgite*—pela indicação de mãe Śacī; *sambandha*—o relacionamento; *karila*—tornou; *ghaṭana*—possível; *lakṣmīke*—com Lakṣmīdevī; *vivāha*—casamento; *kaila*—realizou; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Seguindo as indicações de Śacīdevī, Vanamālī Ghaṭaka arranjou o casamento e, assim, no devido tempo, o Senhor Se casou com Lakṣmīdevī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/31/", "verse_text": "vistāriyā varṇilā tāhā vṛndāvana-dāsa\nei ta' paugaṇḍa-līlāra sūtra-prakāśa", "devanagari": "> বিস্তারিয়া বর্ণিলা তাহা বৃন্দাবন-দাস ।\n> এই ত’ পৌগণ্ড-লীলার সূত্র-প্রকাশ ॥৩১॥", "synonyms": "*vistāriyā*—tendo elaborado; *varṇilā*—descreveu; *tāhā*—aquilo; *vṛndāvana-dāsa*—Ṭhākura Vṛndāvana dāsa; *ei ta'*—isto é; *paugaṇḍa-līlāra*—dos passatempos de Sua tenra idade; *sūtra-prakāśa*—a manifestação dos símbolos.", "translation": "**Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu pormenorizadamente todos esses passatempos da tenra idade do Senhor. O que apresentei é apenas uma exposição condensada desses mesmos passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/32/", "verse_text": "paugaṇḍa vayase līlā bahuta prakāra\nvṛndāvana-dāsa ihā kariyāchena vistāra", "devanagari": "> পৌগণ্ড বয়সে লীলা বহুত প্রকার ।\n> বৃন্দাবন-দাস ইহা করিয়াছেন বিস্তার ॥৩২॥", "synonyms": "*paugaṇḍa vayase*—em Sua tenra idade; *līlā*—passatempos; *bahuta prakāra*—de vários tipos; *vṛndāvana-dāsa*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *ihā*—isso; *kariyāchena*—fez; *vistāra*—a explicação pormenorizada.", "translation": "**O Senhor realizou muitas variedades de passatempos em Sua tenra idade, e Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura os descreveu pormenorizadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/33/", "verse_text": "ataeva diṅmātra ihāṅ dekhāila\n'caitanya-maṅgale' sarva-loke khyāta haila", "devanagari": "> অতএব দিঙ্মাত্র ইহাঁ দেখাইল ।\n> ‘চৈতন্যমঙ্গলে’ সর্বলোকে খ্যাত হৈল ॥৩৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *diṅ-mātra*—apenas a título de indicação; *ihāṅ*—aqui; *dekhāila*—exibi; *caitanya-maṅgale*—no livro de nome Caitanya-maṅgala; *sarva-loke*—em todo o mundo; *khyāta*—famoso; *haila*—tornou-se.", "translation": "**Dei apenas uma simples indicação desses passatempos, pois Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, em seu livro *Caitanya-maṅgala* [agora *Caitanya-bhāgavata*], descreveu-os todos vividamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/15/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/15/34/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৩৪॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—de quem; *āśa*—a expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Décimo Quinto Capítulo, que descreve a paugaṇḍa-līlā do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/16/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/1/", "verse_text": "kṛpā-sudhā-sarid yasya\nviśvam āplāvayanty api\nnīca-gaiva sadā bhāti\ntaṁ caitanya-prabhuṁ bhaje", "devanagari": "> কৃপাসুধা-সরিদ্যস্য বিশ্বমাপ্লাবয়ন্ত্যপি ।\n> নীচগৈব সদা ভাতি তং চৈতন্যপ্রভুং ভজে ॥১॥", "synonyms": "*kṛpā-sudhā*—do néctar da misericórdia; *sarit*—rio; *yasya*—cuja; *viśvam*—o universo inteiro; *āplāvayantī*—inundando; *api*—embora; *nīca-gā eva*—mais inclinada para os pobres e caídos; *sadā*—sempre; *bhāti*—manifesta-se; *tam*—a Ele; *caitanya-prabhum*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaje*—eu adoro.", "translation": "**Adoro o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, cuja misericórdia nectárea flui como um grande rio, inundando o universo inteiro. Assim como um rio flui correnteza abaixo, o Senhor Caitanya estende-Se especialmente aos caídos.**", "purport": "Narottama dāsa Ṭhākura cantou: śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu dayā kara more. Ele ora pela misericórdia do Senhor Caitanya, porque o Senhor é a misericórdia personificada, tendo aparecido especialmente para reivindicar as almas caídas. Quanto mais caída é a pessoa, maior é o seu direito ao favor do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Basta apenas que se seja muito sincero e sério. Apesar de estar contaminada por todas as más qualidades desta Kali-yuga, se a pessoa se render aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor certa e seguramente a libertará. O melhor exemplo são Jagāi e Mādhāi. Nesta Era de Kali, praticamente todos são como Jagāi e Mādhāi, mas o movimento de saṅkīrtana inaugurado pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu ainda flui como um grande rio, inundando o mundo inteiro, e assim a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna está reivindicando com êxito todas as almas caídas para libertá-las da contaminação."}
{"ref": "cc/adi/16/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaitacandra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya śrī-caitanya*—todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya advaitacandra*—todas as glórias a Advaitacandra; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—a todos os devotos do Senhor.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/3/", "verse_text": "jīyāt kaiśora-caitanyo\nmūrti-matyā gṛhāśramāt\nlakṣmyārcito 'tha vāg-devyā\ndiśāṁ jayi-jaya-cchalāt", "devanagari": "> জীয়াৎ কৈশোর-চৈতন্যো মূর্তিমত্যা গৃহাশ্রমাৎ ।\n> লক্ষ্ম্যার্চিতোঽথ বাগ্দেব্যা দিশাংজয়ি-জয়চ্ছলাৎ ॥৩॥", "synonyms": "*jīyāt*—vida longa; *kaiśora*—situado na idade kaiśora; *caitanyaḥ*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mūrti-matyā*—tendo aceitado tal corpo; *gṛha-āśramāt*—da vida de chefe de família; *lakṣmyā*—por Lakṣmī; *arcitaḥ*—sendo adorado; *atha*—então; *vāk-devyā*—pela deusa do aprendizado; *diśām*—de todas as direções; *jayi*—o conquistador; *jaya-chalāt*—sob o pretexto de conquistar.", "translation": "**Vida longa ao Senhor Caitanya Mahāprabhu em Sua idade kaiśora! Tanto a deusa da fortuna quanto a deusa do aprendizado O adoram. A deusa do aprendizado, Sarasvatī, adorou-O em Sua vitória sobre o erudito que havia conquistado todo o mundo, e a deusa da fortuna, Lakṣmīdevī, adorou-O em casa. Visto que Ele é, portanto, o esposo ou Senhor de ambas as deusas, ofereço-Lhe minhas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/4/", "verse_text": "ei ta' kaiśora-līlāra sūtra-anubandha\nśiṣya-gaṇa paḍāite karilā ārambha", "devanagari": "> এই ত’ কৈশোর-লীলার সূত্র-অনুবন্ধ ।\n> শিষ্যগণ পড়াইতে করিলা আরম্ভ ॥৪॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kaiśora*—a idade de kaiśora (a idade entre o décimo primeiro e o décimo quinto ano); *līlāra*—dos passatempos; *sūtra-anubandha*—sinopse cronológica; *śiṣya-gaṇa*—estudantes; *paḍāite*—ensinar; *karilā*—começou; *ārambha*—início.", "translation": "**Aos onze anos de idade, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a ensinar estudantes. Isso marca o início de Sua idade kaiśora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/5/", "verse_text": "śata śata śiṣya saṅge sadā adhyāpana\nvyākhyā śuni sarva-lokera camakita mana", "devanagari": "> শত শত শিষ্য সঙ্গে সদা অধ্যাপন ।\n> ব্যাখ্যা শুনি সর্বলোকের চমকিত মন ॥৫॥", "synonyms": "*śata śata*—muitíssimos; *śiṣya*—discípulos; *saṅge*—junto com Ele; *sadā*—sempre; *adhyāpana*—estudando; *vyākhyā*—explicação; *śuni*—ouvindo; *sarva-lokera*—de todas as pessoas; *camakita*—admiradas; *mana*—mentes.", "translation": "**Assim que o Senhor Se tornou professor, muitíssimos estudantes vieram a Ele, todos eles admirados ao ouvir Seu modo de explicação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/6/", "verse_text": "sarva-śāstre sarva paṇḍita pāya parājaya\nvinaya-bhaṅgīte kāro duḥkha nāhi haya", "devanagari": "> সর্বশাস্ত্রে সর্ব পণ্ডিত পায় পরাজয় ।\n> বিনয়ভঙ্গীতে কারো দুঃখ নাহি হয় ॥৬॥", "synonyms": "*sarva-śāstre*—em todas as escrituras; *sarva*—todos; *paṇḍita*—eruditos versados; *pāya*—obtêm; *parājaya*—derrota; *vinaya*—gentil; *bhaṅgīte*—pelo comportamento; *kāro*—de ninguém; *duḥkha*—infelicidade; *nāhi*—não; *haya*—torna-se.", "translation": "**O Senhor derrotava toda espécie de eruditos em discursos sobre todas as escrituras, mas, devido a Seu comportamento gentil, nenhum deles ficava infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/7/", "verse_text": "vividha auddhatya kare śiṣya-gaṇa-saṅge\njahnavite jala-keli kare nana range", "devanagari": "> বিবিধ ঔদ্ধত্য করে শিষ্যগণ-সঙ্গে ।\n> জাহ্নবীতে জলকেলি করে নানা রঙ্গে ॥৭॥", "synonyms": "*vividha*—várias; *auddhatya*—impertinências; *kare*—faz; *śiṣya-gaṇa*—Seus discípulos; *saṅge*—com; *jāhnavīte*—na água do Ganges; *jala-keli*—divertindo-Se na água; *kare*—faz; *nānā*—em várias; *raṅge*—brincadeiras.", "translation": "**O Senhor, como professor, realizava toda espécie de travessuras em Seus passatempos recreativos na água do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/8/", "verse_text": "kata dine kaila prabhu baṅgete gamana\nyāhāṅ yāya, tāhāṅ laoyāya nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> কত দিনে কৈল প্রভু বঙ্গেতে গমন ।\n> যাহাঁ যায়, তাহাঁ লওয়ায় নাম-সংকীর্তন ॥৮॥", "synonyms": "*kata dine*—após alguns dias; *kaila*—fez; *prabhu*—o Senhor; *baṅgete*—em Bengala Oriental; *gamana*—percurso; *yāhāṅ yāya*—aonde quer que Ele vá; *tāhāṅ*—lá; *laoyāya*—induz; *nāma-saṅkīrtana*—o movimento de saṅkīrtana.", "translation": "**Após alguns dias, o Senhor foi a Bengala Oriental, e, aonde quer que fosse, introduzia o movimento de saṅkīrtana.**", "purport": "Embora o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos na sucessão discipular possam derrotar em argumentos toda espécie de eruditos versados, cientistas e filósofos, estabelecendo assim a supremacia da Personalidade de Deus, sua principal ocupação como pregadores é introduzir o saṅkīrtana em toda parte. Simplesmente derrotar eruditos e filósofos não é a ocupação de um pregador. Os pregadores devem, ao mesmo tempo, introduzir o movimento de saṅkīrtana, pois essa é a missão do culto de Caitanya."}
{"ref": "cc/adi/16/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/9/", "verse_text": "vidyāra prabhāva dekhi camatkāra cite\nśata śata paḍuyā āsi lāgilā paḍite", "devanagari": "> বিদ্যার প্রভাব দেখি চমৎকার চিতে ।\n> শত শত পড়ুয়া আসি লাগিলা পড়িতে ॥৯॥", "synonyms": "*vidyāra*—de Seu aprendizado; *prabhāva*—a influência; *dekhi*—vendo; *camatkāra*—admiração; *cite*—dentro do coração; *śata śata*—muitas centenas; *paḍuyā*—discípulos ou estudantes; *āsi*—vindo até ali; *lāgila*—começaram; *paḍite*—a estudar.", "translation": "**Tomados de assombro ante a influência da proeza intelectual do Senhor Caitanya Mahāprabhu, muitas centenas de estudantes vieram até Ele e começaram a estudar sob Sua direção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/10/", "verse_text": "sei deśe vipra, nāma--miśra tapana\nniścaya karite nāre sādhya-sādhana", "devanagari": "> সেই দেশে বিপ্র, নাম — মিশ্র তপন ।\n> নিশ্চয় করিতে নারে সাধ্য-সাধন ॥১০॥", "synonyms": "*sei deśe*—naquela região de Bengala Oriental; *vipra*—um brāhmaṇa; *nāma*—chamado; *miśra tapana*—Tapana Miśra; *niścaya karite*—averiguar; *nāre*—não conseguia; *sādhya*—objetivo; *sādhana*—processo.", "translation": "**Em Bengala Oriental, havia um brāhmaṇa chamado Tapana Miśra que não conseguia averiguar o objetivo da vida nem como alcançá-lo.**", "purport": "Primeiramente, deve-se averiguar o objetivo da vida e, então, compreender como alcançá-lo. O movimento da consciência de Kṛṣṇa está demonstrando a todos que o objetivo da vida é compreender Kṛṣṇa, e, para alcançar essa meta da vida, deve-se praticar a consciência de Kṛṣṇa, seguindo os métodos prescritos pelos Gosvāmīs com referência aos śāstras e *Vedas* autorizados."}
{"ref": "cc/adi/16/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/11/", "verse_text": "bahu-śāstre bahu-vākye citte bhrama haya\nsādhya-sādhana śreṣṭha nā haya niścaya", "devanagari": "> বহুশাস্ত্রে বহুবাক্যে চিত্তে ভ্রম হয় ।\n> সাধ্য-সাধন শ্রেষ্ঠ না হয় নিশ্চয় ॥১১॥", "synonyms": "*bahu-śāstre*—por muitos livros ou escrituras; *bahu-vākye*—por muitas versões de muitas pessoas; *citte*—dentro do coração; *bhrama*—dúvida; *haya*—há; *sādhya-sādhana*—objetivo e meio; *śreṣṭha*—sobre o melhor; *nā*—não; *haya*—há; *niścaya*—certeza.", "translation": "**Se a pessoa se torna um devorador de livros, lendo muitos livros e escrituras e ouvindo muitos comentários e as instruções de muitos homens, isso produzirá dúvida em seu coração. Dessa maneira, não se pode averiguar a verdadeira meta da vida.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.13.8), afirma-se: granthān naivābhyased bahūn na vyākhyām upayuñjīta: \"Não se devem ler muitos livros, nem se deve tentar fazer profissão de recitar muitos livros, especialmente se a pessoa é um devoto.\" Deve-se abandonar a ambição de ser um erudito versado e, dessa maneira, granjear reputação mundana e facilidades financeiras. Se a pessoa desvia sua atenção para o estudo de muitos livros, não consegue fixar a mente no serviço devocional, tampouco consegue compreender muitas escrituras, pois elas estão repletas de afirmações e significados graves. Nesse contexto, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura dá sua opinião de que aqueles que se sentem atraídos a estudar muitas espécies de literatura referentes a vários assuntos, especialmente atividades fruitivas e especulação filosófica, ficam privados do serviço devocional imaculado por causa de sua atenção dispersa.\n\nO homem tem uma tendência geral para as atividades fruitivas, as cerimônias ritualísticas religiosas e a especulação filosófica. Um ser vivo assim confundido desde tempo imemorial não compreende a verdadeira meta da vida, e, dessa forma, suas atividades na vida são desperdiçadas. Pessoas inocentes desencaminhadas dessa maneira ficam privadas da kṛṣṇa-bhakti imaculada, o serviço devocional ao Senhor. Tapana Miśra é um exemplo vívido de tal pessoa. Ele era um erudito versado, mas não conseguia averiguar qual é a meta da vida. Por isso, deram-lhe a oportunidade de ouvir o Senhor Caitanya Mahāprabhu instruir Sanātana Gosvāmī. A instrução do Senhor Caitanya a Tapana Miśra é especialmente significativa para as pessoas que perambulam de um lado para outro coletando livros e não lendo nenhum deles, ficando assim confundidas quanto ao objetivo da vida."}
{"ref": "cc/adi/16/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/12/", "verse_text": "svapne eka vipra kahe,--śunaha tapana\nnimāñi-paṇḍita pāśe karaha gamana", "devanagari": "> স্বপ্নে এক বিপ্র কহে, — শুনহ তপন ।\n> নিমাঞিপণ্ডিত পাশে করহ গমন ॥১২॥", "synonyms": "*svapne*—em um sonho; *eka*—um; *vipra*—brāhmaṇa; *kahe*—diz; *śunaha*—apenas ouve; *tapana*—Tapana Miśra; *nimāñi-paṇḍita*—chamado Nimāi Paṇḍita; *pāśe*—a Ele; *karaha gamana*—vai.", "translation": "**Tapana Miśra, estando assim confundido, foi instruído por um brāhmaṇa, em um sonho, a ir até Nimāi Paṇḍita [Caitanya Mahāprabhu].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/13/", "verse_text": "teṅho tomāra sādhya-sādhana karibe niścaya\nsākṣāt īśvara teṅho,--nāhika saṁśaya", "devanagari": "> তেঁহো তোমার সাধ্য-সাধন করিবে নিশ্চয় ।\n> সাক্ষাৎ ঈশ্বর তেঁহো, — নাহিক সংশয় ॥১৩॥", "synonyms": "*teṅho*—Ele; *tomāra*—teu; *sādhya*—objetivo da vida; *sādhana*—processo; *karibe*—fará; *niścaya*—averiguar; *sākṣāt*—direto; *īśvara*—o Senhor; *teṅho*—Ele é; *nāhika*—não há; *saṁśaya*—dúvida.", "translation": "**\"Porque Ele é o Senhor [īśvara],\" disse-lhe o brāhmaṇa, \"Ele pode, sem dúvida, dar-te a direção apropriada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/14/", "verse_text": "svapna dekhi' miśra āsi' prabhura caraṇe\nsvapnera vṛttānta saba kaila nivedane", "devanagari": "> স্বপ্ন দেখি’ মিশ্র আসি’ প্রভুর চরণে ।\n> স্বপ্নের বৃত্তান্ত সব কৈল নিবেদনে ॥১৪॥", "synonyms": "*svapna dekhi'*—vendo o sonho; *miśra*—Tapana Miśra; *āsi'*—vindo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—ao abrigo dos pés de lótus; *svapnera*—do sonho; *vṛttānta*—detalhes; *saba*—todos; *kaila*—fez; *nivedane*—informá-Lo.", "translation": "**Depois de ver o sonho, Tapana Miśra foi até o abrigo dos pés de lótus do Senhor Caitanya e descreveu ao Senhor todos os detalhes do sonho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/15/", "verse_text": "prabhu tuṣṭa hañā sādhya-sādhana kahila\nnāma-saṅkīrtana kara,--upadeśa kaila", "devanagari": "> প্রভু তুষ্ট হঞা সাধ্য-সাধন কহিল ।\n> নাম-সংকীর্তন কর, — উপদেশ কৈল ॥১৫॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *tuṣṭa*—satisfeito; *hañā*—ficando; *sādhya-sādhana*—o objetivo e o processo; *kahila*—descreveu; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa; *kara*—pratica; *upadeśa kaila*—deu-lhe a instrução.", "translation": "**O Senhor, estando satisfeito, instruiu-o sobre o objetivo da vida e o processo para alcançá-lo. Ele o instruiu de que o princípio básico do sucesso é cantar o santo nome do Senhor [o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa].**", "purport": "O movimento da consciência de Kṛṣṇa baseia-se nesta instrução do Senhor Caitanya Mahāprabhu de que se deve cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa regularmente e de acordo com os princípios prescritos. Simplesmente pedimos a nossos estudantes ocidentais que cantem ao menos dezesseis voltas por dia, mas, às vezes, descobrimos que eles não conseguem cantar nem mesmo essas dezesseis voltas e, em vez disso, trazem muitos livros austeros e um método de adoração que desvia sua atenção de tantas maneiras. O culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu baseia-se no cantar do mantra Hare Kṛṣṇa. O Senhor Caitanya primeiramente aconselhou Tapana Miśra a fixar a mente neste cantar. Nós, os membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa, devemos seguir estritamente este conselho de Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/16/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/16/", "verse_text": "tāṅra icchā,--prabhu-saṅge navadvīpe vasi\n\nprabhu ājñā dila,--tumi yāo vārāṇasī", "devanagari": "> তাঁর ইচ্ছা, — প্রভুসঙ্গে নবদ্বীপে বসি ।\n> প্রভু আজ্ঞা দিল, — তুমি যাও বারাণসী ॥১৬॥", "synonyms": "*tāṅra icchā*—seu desejo; *prabhu-saṅge*—com o Senhor; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *vasi*—eu moro ali; *prabhu ājñā dila*—mas o Senhor o aconselhou; *tumi*—tu; *yāo*—vai; *vārāṇasī*—a Benares.", "translation": "**Tapana Miśra desejava morar com o Senhor em Navadvīpa, mas o Senhor pediu-lhe que fosse a Vārāṇasī [Benares].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/17/", "verse_text": "tāhāṅ āmā-saṅge tomāra habe daraśana\n\nājñā pāñā miśra kaila kāśīte gamana", "devanagari": "> তাহাঁ আমা-সঙ্গে তোমার হবে দরশন ।\n> আজ্ঞা পাঞা মিশ্র কৈল কাশীতে গমন ॥১৭॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—ali; *āmā-saṅge*—comigo; *tomāra*—teu; *habe*—haverá; *daraśana*—encontro; *ājñā pāñā*—recebendo esta ordem; *miśra*—Tapana Miśra; *kaila*—fez; *kāśīte*—a Benares; *gamana*—indo.", "translation": "**O Senhor assegurou a Tapana Miśra que eles voltariam a encontrar-se em Vārāṇasī. Recebendo esta ordem, Tapana Miśra para lá se dirigiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/18/", "verse_text": "prabhura atarkya-līlā bujhite nā pāri\n\nsva-saṅga chāḍāñā kene pāṭhāya kāśīpurī", "devanagari": "> প্রভুর অতর্ক্যলীলা বুঝিতে না পারি ।\n> স্বসঙ্গ ছাড়াঞা কেনে পাঠায় কাশীপুরী ॥১৮॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *atarkya-līlā*—passatempos inconcebíveis; *bujhite*—compreender; *nā*—não; *pāri*—capaz; *sva-saṅga*—associação pessoal; *chāḍāñā*—evitando; *kene*—por que; *pāṭhāya*—envia; *kāśī-purī*—a Benares.", "translation": "**Não consigo compreender os inconcebíveis passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu, pois, embora Tapana Miśra quisesse morar com Ele em Navadvīpa, o Senhor aconselhou-o a ir a Vārāṇasī.**", "purport": "Quando Tapana Miśra encontrou-se com Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Caitanya vivia na vida familiar, e não havia indício de que no futuro Ele fosse aceitar a ordem de sannyāsa. Porém, ao pedir a Tapana Miśra que fosse a Vārāṇasī, Ele indicou que no futuro aceitaria sannyāsa e que, quando instruísse Sanātana Gosvāmī, Tapana Miśra aproveitaria a oportunidade para aprender o objetivo da vida e o verdadeiro processo de alcançá-lo."}
{"ref": "cc/adi/16/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/19/", "verse_text": "ei mata baṅgera lokera kailā mahā hita\n\n'nāma' diyā bhakta kaila, paḍāñā paṇḍita", "devanagari": "> এই মত বঙ্গের লোকের কৈলা মহা হিত ।\n> ‘নাম’ দিয়া ভক্ত কৈল, পড়াঞা পণ্ডিত ॥১৯॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *baṅgera*—do Bengala Oriental; *lokera*—do povo; *kailā*—contribuiu; *mahā*—grande; *hita*—benefício; *nāma*—o santo nome do Senhor; *diyā*—dando-lhes; *bhakta*—devotos; *kaila*—fez deles; *paḍāñā*—educando-os; *paṇḍita*—eruditos.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu contribuiu com o maior benefício para o povo do Bengala Oriental, iniciando-os no hari-nāma, o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, e fazendo deles eruditos ao educá-los.**", "purport": "Seguindo os passos do Senhor Caitanya Mahāprabhu, o movimento da consciência de Kṛṣṇa está distribuindo o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa e induzindo pessoas do mundo inteiro a cantá-lo. Estamos dando às pessoas um imenso tesouro de literatura transcendental, traduzida para todos os idiomas importantes do mundo, e, pela graça do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, essa literatura está sendo vendida profusamente, e as pessoas estão cantando o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa com grande deleite. Este é o processo de pregação do culto de Caitanya. Como o Senhor queria que esse culto fosse pregado em todo o mundo, a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna está agindo de maneira humilde, para que a visão de Śrī Caitanya Mahāprabhu possa cumprir-se no mundo inteiro, especialmente nos países ocidentais."}
{"ref": "cc/adi/16/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/20/", "verse_text": "ei mata baṅge prabhu kare nānā līlā\n\nethā navadvīpe lakṣmī virahe duḥkhī hailā", "devanagari": "> এই মত বঙ্গে প্রভু করে নানা লীলা ।\n> এথা নবদ্বীপে লক্ষ্মী বিরহে দুঃখী হৈলা ॥২০॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *baṅge*—no Bengala Oriental; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *nānā*—vários; *līlā*—passatempos; *ethā*—aqui; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *lakṣmī*—a esposa de Nimāi Paṇḍita; *virahe*—em separação; *duḥkhī*—infeliz; *hailā*—tornou-se.", "translation": "**Porque o Senhor estava ocupado de várias maneiras no trabalho de pregação no Bengala Oriental, Sua esposa, Lakṣmīdevī, sentia-se muito infeliz em casa, separada de seu marido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/21/", "verse_text": "prabhura viraha-sarpa lakṣmīre daṁśila\n\nviraha-sarpa-viṣe tāṅra paraloka haila", "devanagari": "> প্রভুর বিরহ-সর্প লক্ষ্মীরে দংশিল ।\n> বিরহ-সর্প-বিষে তাঁর পরলোক হৈল ॥২১॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *viraha-sarpa*—a serpente da separação; *lakṣmīre*—Lakṣmīdevī; *daṁśila*—mordeu; *viraha-sarpa*—da serpente da separação; *viṣe*—pelo veneno; *tāṅra*—sua; *para-loka*—próximo mundo; *haila*—assim aconteceu.", "translation": "**A serpente da separação mordeu Lakṣmīdevī, e seu veneno causou-lhe a morte. Assim, ela passou para o próximo mundo. Ela voltou ao lar, de volta ao Supremo.**", "purport": "Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (8.6), yaṁ yaṁ vāpi smaran bhāvaṁ tyajaty ante kalevaram: a prática de pensamento que a pessoa mantém ao longo de toda a sua vida determina a qualidade de seus pensamentos no momento da morte e, assim, ao morrer, ela obtém um corpo apropriado. Segundo este princípio, Lakṣmīdevī, a deusa da fortuna de Vaikuṇṭha, que estava absorta em pensamentos do Senhor na separação d'Ele, certamente voltou ao lar, a Vaikuṇṭhaloka, após a morte."}
{"ref": "cc/adi/16/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/22/", "verse_text": "antare jānilā prabhu, yāte antaryāmī\n\ndeśere āilā prabhu śacī-duḥkha jāni'", "devanagari": "> অন্তরে জানিলা প্রভু, যাতে অন্তর্যামী ।\n> দেশেরে আইলা প্রভু শচী-দুঃখ জানি’ ॥২২॥", "synonyms": "*antare*—dentro de Si mesmo; *jānilā*—soube; *prabhu*—o Senhor; *yāte*—porque; *antaryāmī*—Ele é a Superalma; *deśere*—ao país; *āilā*—retornou; *prabhu*—o Senhor; *śacī*—de mãe Śacīdevī; *duḥkha*—a infelicidade; *jāni'*—sabendo.", "translation": "**O Senhor Caitanya soube do desaparecimento de Lakṣmīdevī, pois Ele próprio é a Superalma. Assim, Ele retornou ao lar para consolar Sua mãe, Śacīdevī, que estava muito infeliz com a morte de sua nora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/23/", "verse_text": "ghare āilā prabhu bahu lañā dhana-jana\n\ntattva-jñāne kailā śacīra duḥkha vimocana", "devanagari": "> ঘরে আইলা প্রভু বহু লঞা ধন-জন ।\n> তত্ত্ব-জ্ঞানে কৈলা শচীর দুঃখ বিমোচন ॥২৩॥", "synonyms": "*ghare*—ao lar; *āilā*—retornou; *prabhu*—o Senhor; *bahu*—muitas; *lañā*—trazendo; *dhana*—riquezas; *jana*—seguidores; *tattva-jñāne*—com conhecimento transcendental; *kailā*—fez; *śacīra*—de Śacīmātā; *duḥkha*—a infelicidade; *vimocana*—aliviando.", "translation": "**Quando o Senhor retornou ao lar, trazendo consigo grande riqueza e muitos seguidores, falou a Śacīdevī sobre o conhecimento transcendental para aliviá-la da aflição que padecia.**", "purport": "Afirma-se no *Bhagavad-gītā* [[bg/2/13|(Bg. 2.13)]]:\n\n> dehino 'smin yathā dehe\n> kaumāraṁ yauvanaṁ jarā\n> tathā dehāntara-prāptir\n> dhīras tatra na muhyati\n\n“Assim como a alma encarnada passa continuamente, neste corpo, da infância à juventude e à velhice, de modo semelhante, a alma passa para outro corpo no momento da morte. A alma autorrealizada não se confunde com semelhante mudança.” Versos como esses, do *Bhagavad-gītā* ou de qualquer outra literatura Védica, dão instruções valiosas por ocasião do falecimento de alguém. Discutindo tais instruções do *Bhagavad-gītā* ou do *Śrīmad-Bhāgavatam,* um homem sóbrio pode certamente compreender que a alma nunca morre, mas passa de um corpo a outro. Isso se chama transmigração da alma. A alma vem a este mundo material e cria relações corporais com pai, mãe, irmãs, irmãos, esposa e filhos, mas todas essas relações dizem respeito ao corpo, e não à alma. Por conseguinte, como se descreve no *Bhagavad-gītā, dhīras tatra na muhyati:* aquele que é sóbrio não se perturba com essas mudanças fenomênicas dentro deste mundo material. Tais instruções chamam-se *tattva-kathā,* ou a verdade real."}
{"ref": "cc/adi/16/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/24/", "verse_text": "śiṣya-gaṇa lañā punaḥ vidyāra vilāsa\n\nvidyā-bale sabā jini' auddhatya prakāśa", "devanagari": "> শিষ্যগণ লঞা পুনঃ বিদ্যার বিলাস ।\n> বিদ্যা-বলে সবা জিনি’ ঔদ্ধত্য প্রকাশ ॥২৪॥", "synonyms": "*śiṣya-gaṇa*—discípulos; *lañā*—tomando; *punaḥ*—novamente; *vidyāra*—de educação; *vilāsa*—passatempo; *vidyā-bale*—pela força da educação; *saba*—todos; *jini'*—conquistando; *auddhatya*—de orgulho; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**Após retornar do Bengala Oriental, Śrī Caitanya Mahāprabhu novamente começou a educar os outros. Pela força de Sua educação, Ele conquistou a todos e, assim, mostrou-Se muito orgulhoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/25/", "verse_text": "tabe viṣṇupriyā-ṭhākurāṇīra pariṇaya\n\ntabe ta' karila prabhu digvijayī jaya", "devanagari": "> তবে বিষ্ণুপ্রিয়া-ঠাকুরাণীর পরিণয় ।\n> তবে ত’ করিল প্রভু দিগ্বিজয়ী জয় ॥২৫॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *viṣṇupriyā*—de nome Viṣṇupriyā; *ṭhākurāṇīra*—da deusa da fortuna; *pariṇaya*—casamento; *tabe ta'*—em seguida; *karila*—fez; *prabhu*—o Senhor; *dig-vijayī*—o campeão; *jaya*—conquistar.", "translation": "**Então, o Senhor Caitanya casou-Se com Viṣṇupriyā, a deusa da fortuna, e em seguida conquistou um campeão de erudição chamado Keśava Kāśmīrī.**", "purport": "Assim como nos dias modernos há muitos campeões em esportes, nos tempos passados havia muitos eruditos na Índia que eram campeões em erudição. Uma dessas pessoas era Keśava Kāśmīrī, que vinha do estado da Caxemira. Ele viajou por toda a Índia e por fim chegou a Navadvīpa para desafiar os eruditos de lá. Infelizmente, não conseguiu conquistar os eruditos de Navadvīpa, pois foi derrotado pelo jovem erudito Caitanya Mahāprabhu. Mais tarde, ele compreendeu que Caitanya Mahāprabhu não era outro senão a Suprema Personalidade de Deus. Assim, ele se rendeu a Ele e mais tarde tornou-se um vaiṣṇava puro na sampradāya de Nimbārka. Ele escreveu Kaustubha-prabhā, um comentário ao comentário do Vedānta da Nimbārka-sampradāya, conhecido como Pārijāta-bhāṣya.\n\nO Bhakti-ratnākara menciona Keśava Kāśmīrī e enumera seus predecessores na sucessão discipular da Nimbārka-sampradāya: (1) Śrīnivāsa Ācārya, (2) Viśva Ācārya, (3) Puruṣottama, (4) Vilāsa, (5) Svarūpa, (6) Mādhava, (7) Balabhadra, (8) Padma, (9) Śyāma, (10) Gopāla, (11) Kṛpā, (12) Deva Ācārya, (13) Sundara Bhaṭṭa, (14) Padmanābha, (15) Upendra, (16) Rāmacandra, (17) Vāmana, (18) Kṛṣṇa, (19) Padmākara, (20) Śravaṇa, (21) Bhūri, (22) Mādhava, (23) Śyāma, (24) Gopāla, (25) Balabhadra, (26) Gopīnātha, (27) Keśava, (28) Gokula e (29) Keśava Kāśmīrī. Afirma-se no Bhakti-ratnākara que Keśava Kāśmīrī era um devoto favorito de mãe Sarasvatī, a deusa da erudição. Por sua graça, ele era um erudito extremamente influente, e era o maior campeão entre todos os eruditos dos quatro cantos do país. Por isso, recebeu o título de dig-vijayī, que significa \"aquele que conquistou todos em todas as direções.\" Ele pertencia a uma família de brāhmaṇas muito respeitável da Caxemira. Mais tarde, por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele abandonou a profissão de ganhar campeonatos e tornou-se um grande devoto. Ele uniu-se à Nimbārka-sampradāya, uma das comunidades vaiṣṇavas da cultura Védica."}
{"ref": "cc/adi/16/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/26/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa ihā kariyāchena vistāra\n\nsphuṭa nāhi kare doṣa-guṇera vicāra", "devanagari": "> বৃন্দাবনদাস ইহা করিয়াছেন বিস্তার ।\n> স্ফুট নাহি করে দোষ-গুণের বিচার ॥২৬॥", "synonyms": "*vṛndavana-dāsa*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *ihā*—isto; *kariyāchena*—fez; *vistāra*—descrição minuciosa; *sphuṭa*—o que estava claro; *nahi*—não; *kare*—faz; *doṣa-guṇera*—tanto das faltas quanto das virtudes; *vicāra*—análise.", "translation": "**Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura já descreveu isto minuciosamente. Aquilo que está claro não precisa ser examinado quanto às boas qualidades e faltas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/27/", "verse_text": "sei aṁśa kahi, tāṅre kari' namaskāra\n\nyā' śuni' digvijayī kaila āpanā dhik-kāra", "devanagari": "> সেই অংশ কহি, তাঁরে করি’ নমস্কার ।\n> যা’ শুনি’ দিগ্বিজয়ী কৈল আপনা ধিক্কার ॥২৭॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *aṁśa*—porção; *kahi*—menciono; *tāṅre*—a Śrī Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *kari'*—oferecendo; *namaskāra*—reverências; *yā'*—a qual; *śuni*—ouvindo; *dig-vijayī*—o paṇḍita conquistador; *kaila*—fez; *āpanā*—sua própria; *dhik-kāra*—condenação.", "translation": "**Oferecendo minhas reverências a Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, tentarei descrever a porção da análise do Senhor que, ao ouvi-la, fez com que o Digvijayī se sentisse condenado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/28/", "verse_text": "jyotsnāvatī rātri, prabhu śiṣya-gaṇa saṅge\n\nvasiyāchena gaṅgātīre vidyāra prasaṅge", "devanagari": "> জ্যোৎস্নাবতী রাত্রি, প্রভু শিষ্যগণ সঙ্গে ।\n> বসিয়াছেন গঙ্গাতীরে বিদ্যার প্রসঙ্গে ॥২৮॥", "synonyms": "*jyotsnāvatī*—lua cheia; *rātri*—noite; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *śiṣya-gaṇa*—discípulos; *saṅge*—junto com; *vasiyāchena*—estava sentado; *gaṅgā-tīre*—na margem do Ganges; *vidyāra*—educacional; *prasaṅge*—em discussão.", "translation": "**Em certa noite de lua cheia, o Senhor estava sentado na margem do Ganges com Seus muitos discípulos, discutindo temas literários.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/29/", "verse_text": "hena-kāle digvijayī tāhāṅi āilā\n\ngaṅgāre vandana kari' prabhure mililā", "devanagari": "> হেনকালে দিগ্বিজয়ী তাহাঁই আইলা ।\n> গঙ্গারে বন্দন করি’ প্রভুরে মিলিলা ॥২৯॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *dig-vijayī*—Keśava Kāśmīrī; *tāhāṅi*—ali; *āilā*—chegou; *gaṅgāre*—a mãe Ganges; *vandana*—orações; *kari'*—oferecendo; *prabhure*—o Senhor; *mililā*—encontrou-se com.", "translation": "**Por coincidência, Keśava Kāśmīrī Paṇḍita também chegou ali. Enquanto oferecia suas orações a mãe Ganges, ele encontrou-se com Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/30/", "verse_text": "vasāilā tāre prabhu ādara kariyā\n\ndigvijayī kahe mane avajñā kariyā", "devanagari": "> বসাইলা তারে প্রভু আদর করিয়া ।\n> দিগ্বিজয়ী কহে মনে অবজ্ঞা করিয়া ॥৩০॥", "synonyms": "*vasāilā*—fez sentar; *tāre*—a ele; *prabhu*—o Senhor; *ādara*—adoração; *kariyā*—oferecendo-lhe; *dig-vijayī*—Keśava Kāśmīrī; *kahe*—diz; *mane*—dentro de sua mente; *avajñā*—desdém; *kariyā*—fazendo.", "translation": "**O Senhor recebeu-o com adoração, mas, porque Keśava Kāśmīrī era muito orgulhoso, falou ao Senhor de modo muito desconsiderado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/31/", "verse_text": "vyākaraṇa paḍāha, nimāñi paṇḍita tomāra nāma\nbālya-śāstre loke tomāra kahe guṇa-grāma", "devanagari": "> ব্যাকরণ পড়াহ, নিমাঞি পণ্ডিত তোমার নাম ।\n> বাল্যশাস্ত্রে লোকে তোমার কহে গুণগ্রাম ॥৩১॥", "synonyms": "*vyākaraṇa*—gramática; *paḍāha*—ensinas; *nimāñi paṇḍita*—Nimāi Paṇḍita; *tomāra*—Teu; *nāma*—nome; *bālya-śāstre*—em gramática, que é considerada um estudo para meninos; *loke*—as pessoas em geral; *tomāra*—de Ti; *kahe*—declaram; *guṇa-grāma*—muito qualificado.", "translation": "**\"Compreendo que és um professor de gramática\", disse ele, \"e que Teu nome é Nimāi Paṇḍita. As pessoas falam muito bem de Teu ensino da gramática para principiantes.**", "purport": "Antigamente, as escolas de sânscrito primeiro ensinavam gramática de maneira muito completa, e esse sistema perdura até hoje. Esperava-se que o estudante estudasse gramática cuidadosamente durante doze anos no início de sua vida, pois, se alguém é perito na gramática da língua sânscrita, todos os śāstras se lhe abrem. Śrī Caitanya Mahāprabhu era famoso por ensinar gramática aos estudantes, e foi por isso que Keśava Kāśmīrī primeiro se referiu à Sua posição como professor de gramática. Ele tinha muito orgulho de sua carreira literária; estava muito acima das primeiras lições de gramática e, por isso, considerava a posição de Nimāi Paṇḍita de modo algum comparável à sua."}
{"ref": "cc/adi/16/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/32/", "verse_text": "vyākaraṇa-madhye, jāni, paḍāha kalāpa\nśuniluṅ phāṅkite tomāra śiṣyera saṁlāpa", "devanagari": "> ব্যাকরণ-মধ্যে, জানি, পড়াহ কলাপ ।\n> শুনিলুঁ ফাঁকিতে তোমার শিষ্যের সংলাপ ॥৩২॥", "synonyms": "*vyākaraṇa-madhye*—entre as gramáticas; *jāni*—compreendo; *paḍāha*—ensinas; *kalāpa*—a Kalāpa-vyākaraṇa; *śuniluṅ*—ouvi dizer; *phāṅkite*—no malabarismo enganoso de palavras; *tomāra*—Teus; *śiṣyera*—dos discípulos; *saṁlāpa*—o conhecimento específico.", "translation": "**\"Compreendo que ensinas a Kalāpa-vyākaraṇa. Ouvi dizer que Teus estudantes são muito peritos no malabarismo verbal dessa gramática.\"**", "purport": "Há muitas escolas de gramática na língua sânscrita, das quais as mais famosas são os sistemas de Pāṇini e as gramáticas Kalāpa e Kaumudī. Havia diferentes ramos do conhecimento gramatical, e esperava-se que o estudante de gramática os estudasse todos em doze anos. Caitanya Mahāprabhu, que era famoso como Nimāi Paṇḍita, ensinava gramática a Seus estudantes, que se tornavam peritos em lidar com o malabarismo verbal da gramática complicada. Quase qualquer pessoa perita no estudo da gramática interpreta os śāstras de muitas maneiras, alterando os significados das raízes de suas palavras. O estudante de gramática às vezes pode mudar por completo o sentido de uma frase manipulando as regras gramaticais. Keśava Kāśmīrī zombou indiretamente do Senhor Caitanya Mahāprabhu, dando a entender que, embora Ele fosse um grande professor de gramática, tal malabarismo gramatical dos significados das raízes não exigia grande perícia. Isso foi um desafio a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Como estava combinado de antemão que Keśava Kāśmīrī teria de discutir os śāstras com Nimāi Paṇḍita, ele desejou, desde o início, lograr o Senhor. Assim, o Senhor respondeu da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/adi/16/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/33/", "verse_text": "prabhu kahe, vyākaraṇa paḍāi--abhimāna kari\nśiṣyete nā bujhe, āmi bujhāite nāri", "devanagari": "> প্রভু কহে, ব্যাকরণ পড়াই — অভিমান করি ।\n> শিষ্যেতে না বুঝে, আমি বুঝাইতে নারি ॥৩৩॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *vyākaraṇa paḍāi*—sim, ensino gramática; *abhimāna kari*—supõe-se que eu faça isso; *śiṣyete*—entre Meus discípulos; *nā*—não; *bujhe*—compreendem; *āmi*—Eu também; *bujhāite*—fazê-los compreender; *nāri*—não sou capaz.", "translation": "**O Senhor disse: \"Sim, sou conhecido como professor de gramática, mas, de fato, não consigo impressionar Meus estudantes com conhecimento gramatical, nem eles conseguem compreender-Me muito bem.**", "purport": "Visto que Keśava Kāśmīrī estava um pouco envaidecido, o Senhor aumentou seu orgulho artificial apresentando-Se como subordinado a ele. Assim, lisonjeou-o da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/adi/16/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/34/", "verse_text": "kāhāṅ tumi sarva-śāstre kavitve pravīṇa\nkāhāṅ āmi sabe śiśu--paḍuyā navīna", "devanagari": "> কাহাঁ তুমি সর্বশাস্ত্রে কবিত্বে প্রবীণ ।\n> কাহাঁ আমি সবে শিশু — পড়ুয়া নবীন ॥৩৪॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—ao passo que; *tumi*—tua boa pessoa; *sarva-śāstre*—em todas as escrituras; *kavitve*—numa carreira literária; *pravīṇa*—muito experiente; *kāhāṅ*—ao passo que; *āmi*—Eu; *sabe*—apenas; *śiśu*—um menino; *paḍuyā*—estudante; *navīna*—novo.", "translation": "**\"Meu caro senhor, ao passo que tu és um erudito muito instruído em todo tipo de escrituras e muito experiente em compor poesia, Eu sou apenas um menino — um estudante novo e nada mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/35/", "verse_text": "tomāra kavitva kichu śunite haya mana\nkṛpā kari' kara yadi gaṅgāra varṇana", "devanagari": "> তোমার কবিত্ব কিছু শুনিতে হয় মন ।\n> কৃপা করি’ কর যদি গঙ্গার বর্ণন ॥৩৫॥", "synonyms": "*tomāra*—tua; *kavitva*—integridade poética; *kichu*—algo; *śunite*—ouvir; *haya*—torna-se; *mana*—mente; *kṛpā*—misericórdia; *kari'*—mostrando-Me; *kara*—fazes; *yadi*—se; *gaṅgāra*—de mãe Ganges; *varṇana*—descrição.", "translation": "**\"Portanto, desejo ouvir tua habilidade em compor poesia. Poderíamos ouvi-la caso, misericordiosamente, descrevesses a glória de mãe Ganges.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/36/", "verse_text": "śuniyā brāhmaṇa garve varṇite lāgilā\nghaṭī eke śata śloka gaṅgāra varṇilā", "devanagari": "> শুনিয়া ব্রাহ্মণ গর্বে বর্ণিতে লাগিলা ।\n> ঘটী একে শত শ্লোক গঙ্গার বর্ণিলা ॥৩৬॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo isso; *brāhmaṇa*—o paṇḍita, Keśava Kāśmīrī; *garve*—com orgulho; *varṇite*—a descrever; *lāgilā*—começou; *ghaṭī*—hora; *eke*—uma; *śata*—cem; *śloka*—versos; *gaṅgāra*—do Ganges; *varṇilā*—descreveu.", "translation": "**Quando o brāhmaṇa, Keśava Kāśmīrī, ouviu isso, ficou ainda mais envaidecido e, em uma hora, compôs cem versos descrevendo mãe Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/37/", "verse_text": "śuniyā karila prabhu bahuta satkāra\ntomā sama pṛthivīte kavi nāhi āra", "devanagari": "> শুনিয়া করিল প্রভু বহুত সৎকার ।\n> তোমা সম পৃথিবীতে কবি নাহি আর ॥৩৭॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo isso; *karila*—fez; *prabhu*—o Senhor; *bahuta*—muitíssimo; *satkāra*—grande elogio; *tomā*—tu; *sama*—como; *pṛthivīte*—no mundo; *kavi*—poeta; *nāhi*—não há; *āra*—nenhum outro.", "translation": "**O Senhor elogiou-o, dizendo: \"Senhor, não há poeta maior do que tu no mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/38/", "verse_text": "tomāra kavitā śloka bujhite kāra śakti\ntumi bhāla jāna artha kiṁvā sarasvatī", "devanagari": "> তোমার কবিতা শ্লোক বুঝিতে কার শক্তি ।\n> তুমি ভাল জান অর্থ কিংবা সরস্বতী ॥৩৮॥", "synonyms": "*tomāra*—tua; *kavita*—poesia; *śloka*—versos; *bujhite*—compreender; *kāra*—de quem; *śakti*—poder; *tumi*—tu; *bhāla*—bem; *jāna*—sabes; *artha*—significado; *kiṁvā*—ou; *sarasvatī*—a deusa do saber.", "translation": "**\"Tua poesia é tão difícil que ninguém pode compreendê-la a não ser tu e mãe Sarasvatī, a deusa do saber.**", "purport": "Respondendo a Keśava Kāśmīrī com sarcasmo, o Senhor Caitanya Mahāprabhu minimizou indiretamente o valor de sua poesia, dizendo: \"Sim, tuas composições são tão belas que ninguém, exceto tu e tua adorável mãe, a deusa do saber, pode compreendê-las.\" Keśava Kāśmīrī era um devoto predileto de mãe Sarasvatī, a deusa do saber, mas Caitanya Mahāprabhu, como senhor da deusa do saber, tem o direito de falar sarcasticamente de seus devotos. Em outras palavras, embora Keśava Kāśmīrī se orgulhasse de ser favorecido pela deusa do saber, ele não sabia que ela é controlada pelo próprio Caitanya Mahāprabhu, pois Ele é a Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/adi/16/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/39/", "verse_text": "eka ślokera artha yadi kara nija-mukhe\nśuni' saba loka tabe pāiba baḍa-sukhe", "devanagari": "> এক শ্লোকের অর্থ যদি কর নিজ-মুখে ।\n> শুনি’ সব লোক তবে পাইব বড়সুখে ॥৩৯॥", "synonyms": "*eka*—um; *ślokera*—de um verso; *artha*—o significado; *yadi*—se; *kara*—fazes; *nija-mukhe*—por tua própria boca; *śuni'*—ouvindo; *saba*—todas; *loka*—as pessoas; *tabe*—então; *pāiba*—obteremos; *baḍa-sukhe*—com grande felicidade.", "translation": "**\"Mas, se explicares o significado de um verso, todos nós poderemos ouvi-lo de tua própria boca e, assim, ficarmos muito felizes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/40/", "verse_text": "tabe digvijayī vyākhyāra śloka puchila\nśata ślokera eka śloka prabhu ta' paḍila", "devanagari": "> তবে দিগ্বিজয়ী ব্যাখ্যার শ্লোক পুছিল ।\n> শত শ্লোকের এক শ্লোক প্রভু ত’ পড়িল ॥৪০॥", "synonyms": "*tabe*—então; *dig-vijayī*—Keśava Kāśmīrī; *vyākhyāra*—para explicação; *śloka*—um verso; *puchila*—perguntou; *śata*—cem; *ślokera*—dos versos; *eka*—um; *śloka*—verso; *prabhu*—o Senhor; *ta'*—então; *paḍila*—recitou.", "translation": "**O Digvijayī, Keśava Kāśmīrī, perguntou qual verso Ele queria que fosse explicado. O Senhor recitou, então, um dos cem versos que Keśava Kāśmīrī compusera.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/41/", "verse_text": "mahattvaṁ gaṅgāyāḥ satatam idam ābhāti nitarāṁ\nyad eṣā śrī-viṣṇoś caraṇa-kamalotpatti-subhagā\ndvitīya-śrī-lakṣmīr iva sura-narair arcya-caraṇā\nbhavānī-bhartur yā śirasi vibhavaty adbhuta-guṇā", "devanagari": "> মহত্ত্বং গঙ্গায়াঃ সততমিদমাভাতি নিতরাং\n> যদেষা শ্রীবিষ্ণোশ্চরণকমলোৎপত্তিসুভগা ।\n> দ্বিতীয়-শ্রীলক্ষ্মীরিব সুরনরৈরর্চ্যচরণা\n> ভবানীভর্তুর্যা শিরসি বিভবত্যদ্ভুতগুণা ॥৪১॥", "synonyms": "*mahattvam*—grandeza; *gaṅgāyāḥ*—de mãe Ganges; *satatam*—sempre; *idam*—esta; *ābhāti*—brilha; *nitarām*—sem comparação; *yat*—porque; *eṣā*—ela; *śrī-viṣṇoḥ*—do Senhor Viṣṇu; *caraṇa*—pés; *kamala*—flor de lótus; *utpatti*—geração; *subhagā*—afortunada; *dvitīya*—segunda; *śrī*—bela; *lakṣmīḥ*—deusa da fortuna; *iva*—como; *sura-naraiḥ*—pelos semideuses e seres humanos; *arcya*—adoráveis; *caraṇā*—pés; *bhavānī*—da deusa Durgā; *bhartuḥ*—do esposo; *yā*—ela; *śirasi*—na cabeça; *vibhavati*—floresce; *adbhuta*—maravilhosas; *guṇā*—qualidades.", "translation": "**\" 'A grandeza de mãe Ganges sempre existe brilhantemente. Ela é a mais afortunada, pois emanou dos pés de lótus de Śrī Viṣṇu, a Personalidade de Deus. Ela é a segunda deusa da fortuna e, portanto, é sempre adorada tanto pelos semideuses quanto pela humanidade. Dotada de todas as qualidades maravilhosas, ela floresce na cabeça do Senhor Śiva.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/42/", "verse_text": "'ei ślokera artha kara'--prabhu yadi baila\nvismita hañā digvijayī prabhure puchila", "devanagari": "> ‘এই শ্লোকের অর্থ কর’ — প্রভু যদি বৈল ।\n> বিস্মিত হঞা দিগ্বিজয়ী প্রভুরে পুছিল ॥৪২॥", "synonyms": "*ei*—este; *ślokera*—do verso; *artha*—explicação; *kara*—faze, por favor; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *yadi*—quando; *baila*—disse; *vismita*—tomado de assombro; *hañā*—estando; *dig-vijayī*—o campeão; *prabhure*—ao Senhor; *puchila*—perguntou.", "translation": "**Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu lhe pediu que explicasse o significado desse verso, o campeão, muitíssimo atônito, perguntou-Lhe o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/43/", "verse_text": "jhañjhāvāta-prāya āmi śloka paḍila\ntāra madhye śloka tumi kaiche kaṇṭhe kaila", "devanagari": "> ঝঞ্ঝাবাত-প্রায় আমি শ্লোক পড়িল ।\n> তার মধ্যে শ্লোক তুমি কৈছে কণ্ঠে কৈল ॥৪৩॥", "synonyms": "*jhañjhā-vāta*—o vento forte de uma tempestade; *prāya*—como; *āmi*—eu; *śloka*—versos; *paḍila*—recitei; *tāra*—deles; *madhye*—no meio; *śloka*—um verso; *tumi*—Tu; *kaiche*—como; *kaṇṭhe*—no coração; *kaila*—tomaste.", "translation": "**\"Recitei todos os versos como o sopro do vento. Como pudeste aprender de cor por completo até mesmo um único verso entre eles?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/44/", "verse_text": "prabhu kahe, devera vare tumi--'kavi-vara'\naiche devera vare keho haya 'śrutidhara'", "devanagari": "> প্রভু কহে, দেবের বরে তুমি — ‘কবিবর’ ।\n> ঐছে দেবের বরে কেহো হয় ‘শ্রুতিধর’ ॥৪৪॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *kahe*—respondeu; *devera*—de um poder superior; *vare*—pela bênção; *tumi*—tu; *kavi-vara*—o poeta mais elevado; *aiche*—de modo semelhante; *devera*—do Senhor; *vare*—pela bênção; *keho*—alguém; *haya*—torna-se; *śruti-dhara*—aquele que pode lembrar-se imediatamente.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Pela graça do Senhor, alguém pode tornar-se um grande poeta e, de modo semelhante, por Sua graça, outra pessoa pode tornar-se um grande śruti-dhara, capaz de memorizar qualquer coisa imediatamente.\"**", "purport": "Nesta passagem, *śruti-dhara* é uma palavra muito importante. *Śruti* significa “audição”, e *dhara* significa “aquele que pode captar”. Outrora, antes do início de Kali-yuga, quase todos, especialmente entre os homens inteligentes, os *brāhmaṇas,* eram *śruti-dharas.* Logo que ouvia qualquer parte da sabedoria Védica de seu mestre, o estudante a lembrava para sempre. Não havia necessidade de consultar livros e, portanto, não havia livros escritos naqueles dias. O mestre espiritual transmitia os hinos Védicos e suas explicações ao estudante, que então os lembrava para sempre, sem consultar livros.\n\nTornar-se um *śruti-dhara,* alguém que pode lembrar tudo pelo simples fato de ouvir, é uma grande façanha para um estudante. No *Bhagavad-gītā* [[bg/10/41|(Bg. 10.41)]], o Senhor diz:\n\n> yad yad vibhūtimat sattvaṁ\n> śrīmad ūrjitam eva vā\n> tat tad evāvagaccha tvaṁ\n> mama tejo-'ṁśa-sambhavam\n\n“Fique sabendo que todas as criações belas e gloriosas brotam de uma mera centelha do Meu esplendor.” [[bg/10/41|(Bg. 10.41)]]\n\nTão logo encontremos algo extraordinário, devemos entender que semelhante manifestação extraordinária é a graça especial da Suprema Personalidade de Deus. Por isso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu respondeu ao campeão, Keśava Kāśmīrī, que, assim como ele tinha muito orgulho de ser um devoto favorito de mãe Sarasvatī, assim também alguém mais, como Ele próprio, sendo favorecido pela Suprema Personalidade de Deus, poderia tornar-se um *śruti-dhara* e, dessa maneira, memorizar qualquer coisa imediatamente pelo simples fato de ouvi-la."}
{"ref": "cc/adi/16/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/45/", "verse_text": "ślokera artha kaila vipra pāiyā santoṣa\nprabhu kahe--kaha ślokera kibā guṇa-doṣa", "devanagari": "> শ্লোকের অর্থ কৈল বিপ্র পাইয়া সন্তোষ ।\n> প্রভু কহে — কহ শ্লোকের কিবা গুণ-দোষ ॥৪৫॥", "synonyms": "*ślokera*—do verso; *artha*—explicação; *kaila*—fez; *vipra*—o brāhmaṇa; *pāiyā*—obtendo; *santoṣa*—satisfação; *prabhu*—o Senhor; *kahe*—disse; *kaha*—faze o favor de dizer; *ślokera*—do verso; *kibā*—quais são; *guṇa*—as qualidades; *doṣa*—os defeitos.", "translation": "**Satisfeito com a afirmação do Senhor Caitanya Mahāprabhu, o brāhmaṇa [Keśava Kāśmīrī] explicou o verso citado. O Senhor disse, então: \"Agora, faze o favor de explicar as qualidades especiais e os defeitos do verso.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu não apenas escolheu este verso entre os cem e dele se lembrou, embora o brāhmaṇa os tivesse recitado como o sopro do vento, mas também analisou suas qualidades e defeitos. Ele não somente ouviu o verso, como também fez de imediato um estudo crítico dele."}
{"ref": "cc/adi/16/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/46/", "verse_text": "vipra kahe śloke nāhi doṣera ābhāsa\n\nupamālaṅkāra guṇa, kichu anuprāsa", "devanagari": "> বিপ্র কহে, শ্লোকে নাহি দোষের আভাস ।\n> উপমালঙ্কার গুণ, কিছু অনুপ্রাস ॥৪৬॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa respondeu; *śloke*—naquele verso; *nāhi*—não há; *doṣera*—de falha; *ābhāsa*—nem mesmo um vestígio; *upamā-alaṅkāra*—símile ou metáfora; *guṇa*—qualidade; *kichu*—algo; *anuprāsa*—aliteração.", "translation": "**O brāhmaṇa respondeu: \"Não há um único vestígio de falha nesse verso. Pelo contrário, ele possui as boas qualidades dos símiles e da aliteração.\"**", "purport": "Na última linha do verso citado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, a letra bha repete-se muitas vezes, como nas palavras bhavānī, bhartur, vibhavati e adbhuta. Tal repetição chama-se anuprāsa, ou aliteração. As palavras lakṣmīr iva e viṣṇoś caraṇa-kamalotpatti são exemplos de upamā-alaṅkāra, pois exibem beleza metafórica. O Ganges é água, e Lakṣmī é a deusa da fortuna. Visto que água e uma pessoa não são, de fato, semelhantes, a comparação é metafórica."}
{"ref": "cc/adi/16/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/47/", "verse_text": "prabhu kahena,--kahi, yadi na karaha roṣa\n\nkaha tomāra ei śloke kibā āche doṣa", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — কহি, যদি না করহ রোষ ।\n> কহ তোমার এই শ্লোকে কিবা আছে দোষ ॥৪৭॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—o Senhor respondeu; *kahi*—deixa-Me dizer; *yadi*—se; *nā*—não; *karaha*—te tornas; *roṣa*—irado; *kaha*—por favor, dize-Me; *tomāra*—teu; *ei śloke*—neste verso; *kibā*—qual; *āche*—há; *doṣa*—falha.", "translation": "**O Senhor disse: \"Meu caro senhor, eu poderia dizer-te algo se não te irares. Podes explicar as falhas neste verso?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/48/", "verse_text": "pratibhāra kāvya tomāra devatā santoṣe\n\nbhāla-mate vicārile jāni guṇa-doṣe", "devanagari": "> প্রতিভার কাব্য তোমার দেবতা সন্তোষে ।\n> ভালমতে বিচারিলে জানি গুণদোষে ॥৪৮॥", "synonyms": "*pratibhāra*—de engenhosidade; *kāvya*—poesia; *tomāra*—tua; *devatā*—o Senhor; *santoṣe*—satisfaz; *bhāla-mate*—minuciosamente; *vicārile*—ao analisar; *jāni*—eu sei; *guṇa-doṣe*—há também falhas e qualidades.", "translation": "**\"Não há dúvida de que tua poesia está repleta de engenhosidade e que, com certeza, satisfez o Senhor Supremo. Contudo, se a considerarmos minuciosamente, poderemos encontrar nela tanto boas qualidades quanto falhas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/49/", "verse_text": "tāte bhāla kari' śloka karaha vicāra\n\nkavi kahe,--ye kahile sei veda-sāra", "devanagari": "> তাতে ভাল করি’ শ্লোক করহ বিচার ।\n> কবি কহে, — যে কহিলে সেই বেদসার ॥৪৯॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *bhāla*—muito cuidadosamente; *kari'*—fazendo isto; *śloka*—o verso; *karaha*—faze; *vicāra*—julgamento; *kavi kahe*—o poeta disse; *ye kahile*—o que disseste; *sei*—isto é; *veda-sāra*—exatamente correto.", "translation": "**O Senhor concluiu: \"Agora, portanto, examinemos cuidadosamente este verso.\" O poeta respondeu: \"Sim, o verso que recitaste está perfeitamente correto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/50/", "verse_text": "vyākaraṇiyā tumi nāhi paḍa alaṅkāra\n\ntumi ki jānibe ei kavitvera sāra", "devanagari": "> ব্যাকরণিয়া তুমি নাহি পড় অলঙ্কার ।\n> তুমি কি জানিবে এই কবিত্বের সার ॥৫০॥", "synonyms": "*vyākaraṇiyā*—um estudante de gramática; *tumi*—Tu és; *nāhi*—não; *paḍa*—estudas; *alaṅkāra*—ornamentos poéticos; *tumi*—Tu; *ki*—o que; *jānibe*—saberás; *ei*—esta; *kavitvera*—de qualidade poética; *sāra*—avaliação.", "translation": "**\"Tu és um estudante comum de gramática. O que sabes a respeito de embelezamentos literários? Não podes avaliar esta poesia, pois nada sabes sobre ela.\"**", "purport": "Keśava Kāśmīrī quis, primeiro, blefar com Śrī Caitanya Mahāprabhu, dizendo que, por não ser um estudante avançado em estilo literário, Ele não poderia avaliar um verso repleto de metáforas e ornamentos literários. Esse argumento tem certa base na realidade. A menos que se seja um médico, não se pode criticar um médico, e a menos que se seja um advogado, não se pode criticar um advogado. Por isso, Keśava Kāśmīrī, primeiro, depreciou a posição do Senhor. Visto que Śrī Caitanya Mahāprabhu era, para o campeão, um estudante de gramática, como ousaria criticar um grande poeta como ele? O Senhor Caitanya, portanto, criticou o poeta de maneira diferente. Ele disse que, embora certamente não fosse avançado numa carreira literária, ouvira de outros como criticar tal poesia e que, como śruti-dhara, possuidor de uma memória completa, podia compreender o processo para tal avaliação."}
{"ref": "cc/adi/16/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/51/", "verse_text": "prabhu kahena--ataeva puchiye tomāre\n\nvicāriyā guṇa-doṣa bujhāha āmāre", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — অতএব পুছিয়ে তোমারে ।\n> বিচারিয়া গুণ-দোষ বুঝাহ আমারে ॥৫১॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—o Senhor disse; *ataeva*—portanto; *puchiye*—estou perguntando; *tomāre*—a ti; *vicāriyā*—avaliando completamente; *guṇa*—qualidades; *doṣa*—falhas; *bujhāha*—ensina; *āmāre*—a Mim.", "translation": "**Adotando uma posição humilde, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Por não estar no teu nível, pedi-te que Me ensinasses, explicando as falhas e as boas qualidades de tua poesia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/52/", "verse_text": "nāhi paḍi alaṅkāra, kariyāchi śravaṇa\n\ntāte ei śloke dekhi bahu doṣa-guna", "devanagari": "> নাহি পড়ি অলঙ্কার, করিয়াছি শ্রবণ ।\n> তাতে এই শ্লোকে দেখি বহু দোষ-গুণ ॥৫২॥", "synonyms": "*nāhi paḍi*—eu não estudo; *alaṅkāra*—a arte do embelezamento literário; *kariyāchi*—eu fiz; *śravaṇa*—ouvir; *tāte*—por isso; *ei śloke*—neste verso; *dekhi*—eu vejo; *bahu*—muitas; *doṣa*—falhas; *guṇa*—boas qualidades.", "translation": "**\"Certamente eu não estudei a arte dos embelezamentos literários. Mas ouvi a respeito dela de círculos superiores e, assim, posso avaliar este verso e encontrar nele muitas falhas e muitas boas qualidades.\"**", "purport": "A afirmação *kariyāchi śravaṇa* (“eu ouvi”) é muito importante, no sentido de que ouvir é mais importante do que estudar ou perceber diretamente. Se alguém for hábil em ouvir e ouvir da fonte correta, seu conhecimento será imediatamente perfeito. Esse processo chama-se *śrauta-panthā,* ou a aquisição de conhecimento por ouvir as autoridades. Todo o conhecimento Védico baseia-se no princípio de que a pessoa deve aproximar-se de um mestre espiritual genuíno e ouvir as afirmações autorizadas dos *Vedas.* Não é necessário ser um literato altamente polido para receber conhecimento; para receber conhecimento perfeito de uma pessoa perfeita, é preciso ser hábil em ouvir. Isso se chama o processo descendente de conhecimento dedutivo, ou *avaroha-panthā.*"}
{"ref": "cc/adi/16/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/53/", "verse_text": "kavi kahe,--kaha dekhi, kon guṇa-doṣa\n\nprabhu kahena,--kahi, śuna, nā kariha roṣa", "devanagari": "> কবি কহে, — কহ দেখি, কোন্ গুণ-দোষ ।\n> প্রভু কহেন, — কহি, শুন, না করিহ রোষ ॥৫৩॥", "synonyms": "*kavi kahe*—o poeta disse; *kaha dekhi*—dize \"eu vejo\"; *kon*—quais; *guṇa*—qualidades; *doṣa*—falhas; *prabhu kahena*—o Senhor respondeu; *kahi*—deixa-Me dizer; *śuna*—por favor, ouve; *nā*—não; *kariha*—te tornes; *roṣa*—irado.", "translation": "**O poeta disse: \"Está bem, deixa-me ver quais qualidades e falhas encontraste.\" O Senhor respondeu: \"Deixa-Me falar, e por favor ouve-Me sem te irares.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/54/", "verse_text": "pañca doṣa ei śloke pañca alaṅkāra\n\nkrame āmi kahi, śuna, karaha vicāra", "devanagari": "> পঞ্চ দোষ এই শ্লোকে পঞ্চ অলঙ্কার ।\n> ক্রমে আমি কহি, শুন, করহ বিচার ॥৫৪॥", "synonyms": "*pañca*—cinco; *doṣa*—falhas; *ei śloke*—neste verso; *pañca*—cinco; *alaṅkāra*—embelezamentos literários; *krame*—um após o outro; *āmi*—Eu; *kahi*—digo; *śuna*—tem a bondade de ouvir; *karaha*—dá; *vicāra*—julgamento.", "translation": "**\"Meu caro senhor, neste verso há cinco falhas e cinco ornamentos literários. Vou enunciá-los um após o outro. Tem a bondade de Me ouvir e, então, dá o teu julgamento.\"**", "purport": "No verso que começa com mahattvaṁ gaṅgāyāḥ, há cinco ornamentos literários e cinco exemplos de composição defeituosa. Há dois exemplos da falha chamada avimṛṣṭa-vidheyāṁśa e um exemplo de cada uma das falhas viruddha-mati, punar-ukti e bhagna-krama.\n\nVimṛṣṭa significa \"limpo\", e vidheyāṁśa significa \"predicado\". É uma regra geral de composição estabelecer primeiro um sujeito e depois dar seu predicado. Por exemplo, segundo a gramática sânscrita, se alguém diz \"Este homem é erudito\", sua composição está em ordem. Mas, se alguém diz \"Erudito é este homem\", a composição não está em ordem. Tal defeito chama-se avimṛṣṭa-vidheyāṁśa-doṣa, ou a falha da composição não limpa. O assunto a ser conhecido no verso é a glorificação do Ganges e, portanto, a palavra idam (\"este\"), ou aquilo que é conhecido, deveria ter sido colocada antes, em vez de depois da glorificação. O assunto já conhecido deve ser colocado antes do desconhecido, para que seu significado não seja mal interpretado.\n\nA segunda ocorrência de avimṛṣṭa-vidheyāṁśa-doṣa acontece nas palavras dvitīya-śrī-lakṣmir iva. Nesta composição, a palavra dvitīya (\"segundo\") é vidheya, ou desconhecido. Colocar o desconhecido em primeiro lugar para formar a palavra composta dvitīya-śrī-lakṣmīr é outra falha. As palavras dvitīya-śrīlakṣmir iva tinham a intenção de comparar o Ganges à deusa da fortuna, mas, por causa dessa falha, o significado da palavra composta tornou-se desconcertante.\n\nA terceira falha é a de viruddha-mati, ou concepção contraditória, nas palavras bhavānī-bhartuḥ. A palavra bhavānī refere-se à esposa de Bhava, o Senhor Śiva. Mas, visto que Bhavānī já é conhecida como a esposa do Senhor Śiva, acrescentar a palavra bhartā, \"esposo\", formando assim uma palavra composta que significa \"o esposo da esposa do Senhor Śiva\", é contraditório, pois assim parece que a esposa do Senhor Śiva tivesse outro esposo.\n\nA quarta falha é punar-ukti, ou redundância, que ocorre quando o verbo vibhavati (\"floresce\"), que deveria ter encerrado a composição, é ainda qualificado pelo adjetivo desnecessário adbhuta-guṇā (\"dotado de qualidades maravilhosas\"). A quinta falha é bhagna-krama, que significa \"ordem quebrada\". Na primeira, na terceira e na quarta linhas há anuprāsa, ou aliteração, criada pelos sons ta, ra e bha, mas na segunda linha não há tal anuprāsa e, portanto, a ordem está quebrada."}
{"ref": "cc/adi/16/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/55/", "verse_text": "'avimṛṣṭa-vidheyāṁśa'--dui ṭhāñi cihna\n\n'viruddha-mati', 'bhagna-krama', 'punar-ātta',--doṣa tina", "devanagari": "> ‘অবিমৃষ্ট-বিধেয়াংশ’ — দুই ঠাঞি চিহ্ন ।\n> ‘বিরুদ্ধমতি’, ‘ভগ্নক্রম’, ‘পুনরাত্ত’, — দোষ তিন ॥৫৫॥", "synonyms": "*avimṛsta-vidheyāṁśa*—composição não limpa; *dui ṭhāñi*—em dois lugares; *cihna*—sintomas; *viruddha-mati*—uma concepção contraditória; *bhagna-krama*—ordem quebrada; *punar-ātta*—redundância (também chamada punar-ukti); *doṣa*—falhas; *tina*—três.", "translation": "**\"Neste verso, a falha de avimṛṣṭa-vidheyāṁśa ocorre duas vezes, e as falhas de viruddha-mati, bhagna-krama e punar-ātta ocorrem uma vez cada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/56/", "verse_text": "'gaṅgāra mahattva'--śloke mūla 'vidheya'\n\nidaṁ śabde 'anuvāda'--pāche avidheya", "devanagari": "> ‘গঙ্গার মহত্ত্ব’ — শ্লোকে মূল ‘বিধেয়’ ।\n> ইদং শব্দে ‘অনুবাদ’ — পাছে অবিধেয় ॥৫৬॥", "synonyms": "*gaṅgāra mahattva*—glorificação de mãe Ganges; *śloke*—no verso; *mūla*—principal; *vidheya*—desconhecido; *idam*—este; *śabde*—pela palavra; *anuvāda*—o conhecido; *pāche*—no final; *avidheya*—impróprio.", "translation": "**\"A glorificação do Ganges [mahattvaṁ gaṅgāyāḥ] é o principal assunto desconhecido neste verso, e o assunto conhecido é indicado pela palavra 'idam', que foi colocada depois do desconhecido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/57/", "verse_text": "'vidheya' āge kahi' pāche kahile 'anuvāda'\n\nei lāgi' ślokera artha kariyāche bādha", "devanagari": "> ‘বিধেয়’ আগে কহি’ পাছে কহিলে ‘অনুবাদ’ ।\n> এই লাগি’ শ্লোকের অর্থ করিয়াছে বাধ ॥৫৭॥", "synonyms": "*vidheya*—o que é desconhecido; *āge*—primeiro; *kahi'*—após enunciar; *pāche*—no final; *kahile*—se alguém enuncia; *anuvāda*—coisas conhecidas; *ei lāgi'*—por esta razão; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *kariyāche*—tornou-se; *bādha*—questionável.", "translation": "**\"Porque colocaste o assunto conhecido no final e aquilo que é desconhecido no começo, a composição é defeituosa, e o significado das palavras tornou-se duvidoso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/58/", "verse_text": "anuvādam anuktvaiva\n\nna vidheyam udīrayet\n\nna hy alabdhāspadaṁ kiñcit\n\nkutracit pratitiṣṭhati", "devanagari": "> অনুবাদমনুক্ত্বৈব ন বিধেয়মুদীরয়েৎ ।\n> ন হ্যলব্ধাস্পদং কিঞ্চিৎ কুত্রচিৎ প্রতিতিষ্ঠতি ॥৫৮॥", "synonyms": "*anuvādam*—coisas já conhecidas; *anuktvā*—sem mencionar; *eva*—certamente; *na*—não; *vidheyam*—assuntos desconhecidos; *udīrayet*—deve-se mencionar; *na*—não; *hi*—certamente; *alabdha-āspadam*—sem ter alcançado um lugar próprio; *kiñcit*—algo; *kutracit*—em parte alguma; *pratitiṣṭhati*—tem uma posição.", "translation": "**\" 'Sem primeiro mencionar o que é conhecido, não se deve introduzir o desconhecido, pois aquilo que não tem base sólida jamais pode estabelecer-se em parte alguma.' \"**", "purport": "Este é um verso do Ekādaśī-tattva."}
{"ref": "cc/adi/16/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/59/", "verse_text": "'dvitīya śrī-lakṣmī'--ihāṅ 'dvitīyatva' vidheya\n\nsamāse gauṇa haila, śabdārtha gela kṣaya", "devanagari": "> ‘দ্বিতীয় শ্রীলক্ষ্মী’ — ইহাঁ ‘দ্বিতীয়ত্ব’ বিধেয় ।\n> সমাসে গৌণ হৈল, শব্দার্থ গেল ক্ষয় ॥৫৯॥", "synonyms": "*dvitīya śrī-lakṣmī*—a palavra dvitīya-śrī-lakṣmī (\"deusa da fortuna toda-opulenta\"); *ihāṅ*—este; *dvitīyatva*—a qualidade de ser uma segunda; *vidheya*—o desconhecido, que deve ser explicado; *samāse*—na palavra composta; *gauṇa*—secundário; *haila*—tornou-se; *śabda-artha*—o significado pretendido da palavra; *gela*—tornou-se; *kṣaya*—perdido.", "translation": "**\"Na palavra 'dvitīya-śrīlakṣmī' ['a segunda deusa da fortuna toda-opulenta'], a qualidade de ser uma segunda Lakṣmī é o desconhecido. Ao formar esta palavra composta, o significado tornou-se secundário, e o significado originalmente pretendido perdeu-se.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/60/", "verse_text": "'dvitīya' śabda--vidheya tāhā paḍila samāse\n\n'lakṣmīra samatā' artha karila vināśe", "devanagari": "> ‘দ্বিতীয়’ শব্দ — বিধেয়, তাহা পড়িল সমাসে ।\n> ‘লক্ষ্মীর সমতা’ অর্থ করিল বিনাশে ॥৬০॥", "synonyms": "*dvitīya śabda*—a palavra dvitīya (\"segundo\"); *vidheya*—o desconhecido; *tāhā*—esse; *paḍila*—uniu-se; *samāse*—na palavra composta; *lakṣmīra*—com Lakṣmī; *samatā*—igualdade; *artha*—significado; *karila*—tornou-se; *vināśe*—perdido.", "translation": "**\"Porque a palavra 'dvitīya' ['segundo'] é o desconhecido, em sua combinação nesta palavra composta o significado pretendido de igualdade com Lakṣmī perdeu-se.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/61/", "verse_text": "'avimṛṣṭa-vidheyāṁśa'--ei doṣera nāma\nāra eka doṣa āche, śuna sāvadhāna", "devanagari": "> ‘অবিমৃষ্ট-বিধেয়াংশ’ — এই দোষের নাম ।\n> আর এক দোষ আছে, শুন সাবধান ॥৬১॥", "synonyms": "*avimṛṣṭa-vidheyāṁśa*—avimṛṣṭa-vidheyāṁśa; *ei*—este; *doṣera*—do erro; *nāma*—o nome; *āra*—outro; *eka*—um; *doṣa*—erro; *āche*—há; *śuna*—ouve; *sāvadhāna*—com atenção.", "translation": "**\"Não só há o erro avimṛṣṭa-vidheyāṁśa, como também há outro erro, que vou apontar-te. Por favor, ouve-Me com muita atenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/62/", "verse_text": "'bhavānī-bhartṛ'-śabda dile pāiyā santoṣa\n'viruddha-mati-kṛt' nāma ei mahā doṣa", "devanagari": "> ‘ভবানীভর্তৃ’-শব্দ দিলে পাইয়া সন্তোষ ।\n> ‘বিরুদ্ধমতিকৃৎ’ নাম এই মহা দোষ ॥৬২॥", "synonyms": "*bhavānī-bhartṛ śabda*—a palavra bhavānī-bhartṛ (\"o esposo de Bhavānī\"); *dile*—colocaste; *pāiyā*—obtendo; *santoṣa*—grande satisfação; *viruddha-mati-kṛt*—uma declaração de elementos contraditórios; *nāma*—chamado; *ei*—este; *mahā*—grande; *doṣa*—erro.", "translation": "**\"Aqui está outro grande erro. Para tua grande satisfação, dispuseste a palavra 'bhavānī-bhartṛ', mas isso revela o erro da contradição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/63/", "verse_text": "bhavānī-śabde kahe mahādevera gṛhiṇī\ntāṅra bhartā kahile dvitīya bhartā jāni", "devanagari": "> ভবানী-শব্দে কহে মহাদেবের গৃহিণী ।\n> তাঁর ভর্তা কহিলে দ্বিতীয় ভর্তা জানি ॥৬৩॥", "synonyms": "*bhavānī śabde*—pela palavra bhavānī (\"a esposa do Senhor Śiva\"); *kahe*—menciona-se; *mahādevera*—do Senhor Śiva; *gṛhiṇī*—a esposa; *tāṅra*—dela; *bhartā*—esposo; *kahile*—se dissermos; *dvitīya*—segundo; *bhartā*—esposo; *jāni*—compreendemos.", "translation": "**\"A palavra 'bhavānī' significa 'a esposa do Senhor Śiva'. Mas, quando mencionamos o esposo dela, alguém poderia concluir que ela tem outro esposo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/64/", "verse_text": "'śiva-patnīra bhartā' ihā śunite viruddha\n'viruddha-mati-kṛt' śabda śāstre nahe śuddha", "devanagari": "> ‘শিবপত্নীর ভর্তা’ ইহা শুনিতে বিরুদ্ধ ।\n> ‘বিরুদ্ধমতিকৃৎ’ শব্দ শাস্ত্রে নহে শুদ্ধ ॥৬৪॥", "synonyms": "*śiva-patnīra*—da esposa do Senhor Śiva; *bhartā*—esposo; *iha*—isto; *śunite*—ouvir; *viruddha*—contradição; *viruddha-mati-kṛt*—aquilo que cria uma contradição; *śabda*—tal palavra; *śāstre*—nas escrituras; *nahe*—não é; *śuddha*—pura.", "translation": "**\"É contraditório ouvir que a esposa do Senhor Śiva tem outro esposo. O uso de tais palavras na literatura cria o erro chamado viruddha-mati-kṛt.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/65/", "verse_text": "'brāhmaṇa-patnīra bhartāra haste deha dāna'\nśabda śunitei haya dvitīya-bhartā jñāna", "devanagari": "> ‘ব্রাহ্মণ-পত্নীর ভর্তার হস্তে দেহ দান’ ।\n> শব্দ শুনিতেই হয় দ্বিতীয়ভর্তা জ্ঞান ॥৬৫॥", "synonyms": "*brāhmaṇa-patnīra*—da esposa de um brāhmaṇa; *bhartāra*—do esposo; *haste*—na mão; *deha*—dá; *dāna*—caridade; *śabda*—estas palavras; *śunitei*—ouvindo; *haya*—há; *dvitīya-bhartā*—outro esposo; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**\"Se alguém diz: 'Coloca esta caridade na mão do esposo da esposa do brāhmaṇa', ao ouvirmos estas palavras contraditórias compreendemos de imediato que a esposa do brāhmaṇa tem outro esposo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/66/", "verse_text": "'vibhavati' kriyāya vākya--sāṅga, punaḥ viśeṣaṇa\n'adbhuta-guṇā'--ei punar-ātta dūṣaṇa", "devanagari": "> ‘বিভবতি’ ক্রিয়ায় বাক্য — সাঙ্গ, পুনঃ বিশেষণ ।\n> ‘অদ্ভুতগুণা’ — এই পুনরাত্ত দূষণ ॥৬৬॥", "synonyms": "*vibhavati kriyāya*—pelo verbo vibhavati (\"floresce\"); *vākya*—declaração; *sāṅga*—completa; *punaḥ*—novamente; *viśeṣaṇa adbhuta-guṇa*—o adjetivo adbhuta-guṇa (\"qualidades maravilhosas\"); *ei*—esta; *punar-ātta*—repetição da mesma palavra; *dūṣaṇa*—erro.", "translation": "**\"A declaração feita pela palavra 'vibhavati' ['floresce'] está completa. Qualificá-la com o adjetivo 'adbhuta-guṇā' ['qualidades maravilhosas'] cria o erro da redundância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/67/", "verse_text": "tina pāde anuprāsa dekhi anupama\neka pāde nāhi, ei doṣa 'bhagna-krama'", "devanagari": "> তিন পাদে অনুপ্রাস দেখি অনুপম ।\n> এক পাদে নাহি, এই দোষ ‘ভগ্নক্রম’ ॥৬৭॥", "synonyms": "*tina pāde*—em três linhas; *anuprāsa*—aliteração; *dekhi*—vejo; *anupama*—extraordinária; *eka pāde*—em uma linha; *nāhi*—não há (aliteração); *ei doṣa*—este erro; *bhagna-krama*—desvio.", "translation": "**\"Há aliteração extraordinária em três linhas do verso, mas, em uma linha, não há tal aliteração. Este é o erro do desvio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/68/", "verse_text": "yadyapi ei śloke āche pañca alaṅkāra\nei pañca-doṣe śloka kaila chārakhāra", "devanagari": "> যদ্যপি এই শ্লোকে আছে পঞ্চ অলঙ্কার ।\n> এই পঞ্চদোষে শ্লোক কৈল ছারখার ॥৬৮॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *ei śloke*—neste verso; *āche*—haja; *pañca*—cinco; *alaṅkāra*—embelezamentos literários; *ei pañca-doṣe*—pelos cinco erros acima mencionados; *śloka*—o verso; *kaila*—foi feito; *chārakhāra*—estragado.", "translation": "**\"Embora haja cinco ornamentos literários a enfeitar este verso, todo o verso foi estragado por estas cinco apresentações tão defeituosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/69/", "verse_text": "daśa alaṅkāre yadi eka śloka haya\neka doṣe saba alaṅkāra haya kṣaya", "devanagari": "> দশ অলঙ্কারে যদি এক শ্লোক হয় ।\n> এক দোষে সব অলঙ্কার হয় ক্ষয় ॥৬৯॥", "synonyms": "*daśa alaṅkāre*—com dez exemplos de ornamentação literária; *yadi*—se; *eka*—um; *śloka*—verso; *haya*—há; *eka doṣe*—por um erro; *saba*—todos; *alaṅkāra*—os ornamentos; *haya kṣaya*—tornam-se nulos.", "translation": "**\"Se houver dez ornamentos literários em um verso, mas uma única expressão defeituosa, todo o verso fica anulado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/70/", "verse_text": "sundara śarīra yaiche bhūṣaṇe bhūṣita\neka śveta-kuṣṭhe yaiche karaye vigīta", "devanagari": "> সুন্দর শরীর যৈছে ভূষণে ভূষিত ।\n> এক শ্বেতকুষ্ঠে যৈছে করয়ে বিগীত ॥৭০॥", "synonyms": "*sundara*—belo; *śarīra*—corpo; *yaiche*—como; *bhūṣaṇe*—com ornamentos; *bhūṣita*—decorado; *eka*—uma; *śveta-kuṣṭhe*—com uma mancha branca de lepra; *yaiche*—como; *karaye*—torna-se; *vigīta*—abominável.", "translation": "**\"O belo corpo de alguém pode estar decorado com joias, mas uma única mancha branca de lepra torna todo o corpo abominável.**", "purport": "O grande sábio Bharata Muni, uma autoridade em metáfora poética, deu sua opinião a este respeito da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/adi/16/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/71/", "verse_text": "rasālaṅkāra-vat kāvyaṁ\ndoṣa-yuk ced vibhūṣitam\nsyād vapuḥ sundaram api\nśvitreṇaikena durbhagam", "devanagari": "> রসালঙ্কারবৎ কাব্যং দোষযুক্ চেদ্বিভূষিতম্ ।\n> স্যাদ্বপুঃ সুন্দরমপি শ্বিত্রেণৈকেন দুর্ভগম্ ॥৭১॥", "synonyms": "*rasa*—com sabores; *alaṅkāra-vat*—com ornamentos (metáforas, símiles, etc.); *kāvyam*—poesia; *doṣa-yuk*—defeituosa; *cet*—se; *vibhūṣitam*—muito bem decorada; *syāt*—torna-se assim; *vapuḥ*—o corpo; *sundaram*—belo; *api*—ainda que; *śvitreṇa*—por uma mancha branca de lepra; *ekena*—uma; *durbhagam*—infeliz.", "translation": "**\" 'Assim como o corpo de alguém, ainda que bem decorado com ornamentos, torna-se infeliz por uma única mancha branca de lepra, também um poema inteiro se torna inútil por um erro, apesar da aliteração, dos símiles e das metáforas.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/72/", "verse_text": "pañca alaṅkārera ebe śunaha vicāra\ndui śabdālaṅkāra, tina artha-alaṅkāra", "devanagari": "> পঞ্চ অলঙ্কারের এবে শুনহ বিচার ।\n> দুই শব্দালঙ্কার, তিন অর্থ-অলঙ্কার ॥৭২॥", "synonyms": "*pañca*—cinco; *alaṅkārera*—dos embelezamentos literários; *ebe*—agora; *śunaha*—simplesmente ouve; *vicāra*—descrição; *dui*—dois; *śabda-alaṅkāra*—ornamentos de som ou ornamentos de palavras; *tina*—três; *artha-alaṅkāra*—ornamentos de significado.", "translation": "**\"Ouve agora a descrição dos cinco embelezamentos literários. Há dois ornamentos de som e três ornamentos de significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/73/", "verse_text": "śabdālaṅkāra--tina-pāde āche anuprāsa\n'śrī-lakṣmī' śabde 'punar-uktavad-ābhāsa'", "devanagari": "> শব্দালঙ্কার — তিনপাদে আছে অনুপ্রাস ।\n> ‘শ্রীলক্ষ্মী’ শব্দে ‘পুনরুক্তবদাভাস’ ॥৭৩॥", "synonyms": "*śabda-alaṅkāra*—ornamentação de som; *tina-pāde*—em três linhas; *āche*—há; *anuprāsa*—aliteração; *śrī-lakṣmī-śabde*—nas palavras śrī-lakṣmī; *punar-ukta-vat*—de repetição da mesma palavra; *ābhāsa*—há um matiz.", "translation": "**\"Há um ornamento sonoro de aliteração em três linhas. E na combinação das palavras 'śrī' e 'lakṣmī' há o ornamento de um matiz de redundância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/74/", "verse_text": "prathama-caraṇe pañca 'ta'-kārera pāṅti\ntṛtīya-caraṇe haya pañca 'repha'-sthiti", "devanagari": "> প্রথম-চরণে পঞ্চ ‘ত’-কারের পাঁতি ।\n> তৃতীয়া-চরণে হয় পঞ্চ ‘রেফ’-স্থিতি ॥৭৪॥", "synonyms": "*prathama-caraṇe*—na primeira linha; *pañca*—cinco; *ta-karera*—da letra ta; *pāṅti*—composição muito bela; *tṛtīya-caraṇe*—na terceira linha; *haya*—há; *pañca*—cinco; *repha*—da letra ra; *sthiti*—composição.", "translation": "**\"Na disposição da primeira linha, a letra 'ta' ocorre cinco vezes, e a disposição da terceira linha repete a letra 'ra' cinco vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/75/", "verse_text": "caturtha-caraṇe cāri 'bha'-kāra-prakāśa\nataeva śabdālaṅkāra anuprāsa", "devanagari": "> চতুর্থ-চরণে চারি ‘ভ’-কার-প্রকাশ ।\n> অতএব শব্দালঙ্কার অনুপ্রাস ॥৭৫॥", "synonyms": "*caturtha-caraṇe*—na quarta linha; *cāri*—quatro; *bha-kāra*—da letra bha; *prakāśa*—manifestações; *ataeva*—portanto; *śabda-alaṅkāra*—uso ornamental de diferentes sons; *anuprāsa*—aliteração.", "translation": "**\"Na quarta linha, a letra 'bha' ocorre quatro vezes. Esta disposição de aliteração é um agradável uso ornamental dos sons.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/76/", "verse_text": "'śrī'-śabde, 'lakṣmī'-śabde--eka vastu ukta\npunar-ukta-prāya bhāse, nahe punar-ukta", "devanagari": "> ‘শ্রী’-শব্দে, ‘লক্ষ্মী’-শব্দে — এক বস্তু উক্ত ।\n> পুনরুক্তপ্রায় ভাসে, নহে পুনরুক্ত ॥৭৬॥", "synonyms": "*śrī-śabde*—pela palavra śrī; *lakṣmī-śabde*—pela palavra lakṣmī; *eka vastu*—uma coisa; *ukta*—é indicada; *punar-ukta-prāya*—quase repetição; *bhāse*—parece; *nahe*—mas na verdade não é; *punar-ukta*—repetição.", "translation": "**\"Embora as palavras 'śrī' e 'lakṣmī' transmitam o mesmo significado e sejam, portanto, quase redundantes, elas, no entanto, não são redundantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/77/", "verse_text": "'śrī-yukta lakṣmī' arthe arthera vibheda\npunar-uktavad-ābhāsa, śabdālaṅkāra-bheda", "devanagari": "> ‘শ্রীযুক্ত লক্ষ্মী’ অর্থে অর্থের বিভেদ ।\n> পুনরুক্তবদাভাস, শব্দালঙ্কার ভেদ ॥৭৭॥", "synonyms": "*śrī-yukta lakṣmī*—Lakṣmī, dotada de opulência; *arthe*—no sentido; *arthera*—do significado; *vibheda*—diferença; *punar-ukta-vad-ābhāsa*—matiz de punar-ukta-vat; *śabda-alaṅkāra*—uso ornamental de palavras; *bheda*—diferente.", "translation": "**\"Descrever Lakṣmī como dotada de śrī [opulência] oferece uma diferença de significado com um matiz de repetição. Este é o segundo uso ornamental de palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/78/", "verse_text": "'lakṣmīr iva' arthālaṅkāra--upamā-prakāśa\n\nāra arthālaṅkāra āche, nāma--'virodhābhāsa'", "devanagari": "> ‘লক্ষ্মীরিব’ অর্থালঙ্কার — উপমা-প্রকাশ ।\n> আর অর্থালঙ্কার আছে, নাম — ‘বিরোধাভাস’ ॥৭৮॥", "synonyms": "*lakṣmīr iva*—como Lakṣmī; *artha-alaṅkāra*—uso ornamental do significado; *upamā*—analogia; *prakāśa*—manifestação; *āra*—também; *artha-alaṅkāra*—uso ornamental do significado; *āche*—há; *nāma*—que se chama; *virodha-ābhāsa*—possibilidade de contradição.", "translation": "**\"O uso das palavras 'lakṣmīr iva' ['como Lakṣmī'] manifesta o ornamento de significado chamado upamā [analogia]. Há também o outro ornamento de significado chamado virodhābhāsa, ou uma indicação contraditória.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/79/", "verse_text": "'gaṅgāte kamala janme'--sabāra subodha\n\n'kamale gaṅgara janma'--atyanta virodha", "devanagari": "> ‘গঙ্গাতে কমল জন্মে’ — সবার সুবোধ ।\n> ‘কমলে গঙ্গার জন্ম’ — অত্যন্ত বিরোধ ॥৭৯॥", "synonyms": "*gaṅgāte*—no rio Ganges; *kamala*—flor de lótus; *janme*—cresce; *sabāra*—de todos; *subodha*—compreensão; *kamale*—na flor de lótus; *gaṅgāra*—do Ganges; *janma*—nascimento; *atyanta*—muitíssimo; *virodha*—contradição.", "translation": "**\"Todos sabem que as flores de lótus crescem na água do Ganges. Mas dizer que o Ganges nasce de uma flor de lótus parece extremamente contraditório.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/80/", "verse_text": "'ihāṅ viṣṇu-pāda-padme gaṅgāra utpatti'\n\nvirodhālaṅkāra ihā mahā-camatkṛti", "devanagari": "> ‘ইহাঁ বিষ্ণুপাদপদ্মে গঙ্গার উৎপত্তি’ ।\n> বিরোধালঙ্কার ইহা মহা-চমৎকৃতি ॥৮০॥", "synonyms": "*ihāṅ*—nesse contexto; *viṣṇu-pāda-padme*—nos pés de lótus do Senhor Viṣṇu; *gaṅgāra*—da mãe Ganges; *utpatti*—começo; *virodha*—contradição; *alaṅkāra*—decoração literária; *iha*—isto; *mahā*—muito grande; *camatkṛti*—maravilha.", "translation": "**\"A existência da mãe Ganges começa nos pés de lótus do Senhor. Embora a afirmação de que a água provém de uma flor de lótus seja uma contradição, em relação ao Senhor Viṣṇu ela é uma grande maravilha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/81/", "verse_text": "īśvara-acintya-śaktye gaṅgāra prakāśa\n\nihāte virodha nāhi, virodha-ābhāsa", "devanagari": "> ঈশ্বর-অচিন্ত্যশক্ত্যে গঙ্গার প্রকাশ ।\n> ইহাতে বিরোধ নাহি, বিরোধ-আভাস ॥৮১॥", "synonyms": "*īśvara-acintya-śaktye*—pela potência inconcebível do Senhor Supremo; *gaṅgāra*—do Ganges; *prakāśa*—emanação; *ihāte*—nisto; *virodha nāhi*—não há contradição; *virodha-ābhāsa*—parece haver contradição.", "translation": "**\"Neste nascimento do Ganges pela potência inconcebível do Senhor, não há contradição, embora pareça contraditório.**", "purport": "O ponto central de toda a filosofia vaiṣṇava é aceitar a potência inconcebível do Senhor Viṣṇu. O que às vezes parece contraditório de um ponto de vista material torna-se compreensível em relação à Suprema Personalidade de Deus, pois Ele pode realizar atividades contraditórias em virtude de Suas potências inconcebíveis. Os cientistas modernos estão perplexos. Eles não conseguem nem mesmo explicar como uma quantidade tão grande de substâncias químicas formou a atmosfera. Os cientistas explicam que a água é uma combinação de hidrogênio e oxigênio, mas, quando se lhes pergunta de onde veio uma quantidade tão grande de hidrogênio e oxigênio e como eles se combinaram para fabricar os grandes oceanos e mares, não sabem responder, porque são ateus que não aceitam que tudo provém da vida. Sua tese é que a vida provém da matéria.\n\nDe onde vêm todas essas substâncias químicas? A resposta é que elas são produzidas pela energia inconcebível da Suprema Personalidade de Deus. As entidades vivas são parte do Supremo Deus, e de seus corpos saem muitas substâncias químicas. Por exemplo, a limoeira é uma entidade viva que produz muitos limões, e dentro de cada limão há grande quantidade de ácido cítrico. Portanto, se até mesmo uma entidade viva insignificante, que é apenas uma parte do Senhor Supremo, pode produzir tanto de uma substância química, quanta potência deve haver no corpo da Suprema Personalidade de Deus.\n\nOs cientistas não conseguem explicar perfeitamente onde se fabricam as substâncias químicas do mundo, mas é possível explicar isso perfeitamente ao aceitar a energia inconcebível do Senhor Supremo. Não há razão para negar esse argumento. Visto que há potências nas entidades vivas, que são amostras da Personalidade de Deus, quanta potência deve haver no próprio Supremo Deus. Como se descreve nos *Vedas*, nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām: \"Ele é o principal eterno entre todos os eternos e a principal entidade viva entre todas as entidades vivas.\" (Kaṭha Upaniṣad 2.2.13)\n\nInfelizmente, a ciência ateísta não aceita que a matéria provenha da vida. Os cientistas insistem em sua teoria deveras ilógica e tola de que a vida provém da matéria, embora isso seja inteiramente impossível. Eles não conseguem provar em seus laboratórios que a matéria possa produzir vida, embora haja milhares e milhares de exemplos que ilustram que a matéria provém da vida. Por isso, no Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī diz que, tão logo alguém aceite a potência inconcebível da Suprema Personalidade de Deus, nenhum grande filósofo ou cientista poderá apresentar tese alguma para contradizer o poder do Senhor. Isso se expressa no seguinte verso sânscrito."}
{"ref": "cc/adi/16/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/82/", "verse_text": "ambujam ambuni jātaṁ kvacid api na jātam ambujād ambu\n\nmura-bhidi tad-viparītaṁ pādāmbhojān mahā-nadī jātā", "devanagari": "> অম্বুজমম্বূনি জাতং ক্বচিদপি ন জাতমম্বুজাদম্বু ।\n> মুরভিদি তদ্বিপরীতং পাদাম্ভোজান্মহানদী জাতা ॥৮২॥", "synonyms": "*ambujam*—flor de lótus; *ambuni*—na água; *jātam*—cresce; *kvacit*—em algum momento; *api*—certamente; *na*—não; *jātam*—crescida; *ambujāt*—de uma flor de lótus; *ambu*—água; *mura-bhidi*—no matador de Murāsura (Kṛṣṇa); *tat-viparītam*—justamente o oposto disso; *pāda-ambhojāt*—da flor de lótus de Seus pés; *mahā-nadī*—o grande rio; *jātā*—cresceu.", "translation": "**\" 'Todos sabem que as flores de lótus crescem na água, mas a água nunca cresce de um lótus. Todas essas contradições, no entanto, são maravilhosamente possíveis em Kṛṣṇa: o grande rio Ganges cresceu de Seus pés de lótus.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/83/", "verse_text": "gaṅgāra mahattva--sādhya, sādhana tāhāra\n\nviṣṇu-pādotpatti--'anumāna' alaṅkāra", "devanagari": "> গঙ্গার মহত্ত্ব — সাধ্য, সাধন তাহার ।\n> বিষ্ণুপাদোৎপত্তি — ‘অনুমান’ অলঙ্কার ॥৮৩॥", "synonyms": "*gaṅgāra*—do Ganges; *mahattva*—opulências; *sādhya*—assunto; *sādhana*—meio; *tāhāra*—disso; *viṣṇu-pāda-utpatti*—sua origem nos pés de lótus do Senhor; *anumāna*—chamado anumāna (hipótese); *alaṅkāra*—um ornamento.", "translation": "**\"A verdadeira glória da mãe Ganges é que ela cresceu dos pés de lótus do Senhor Viṣṇu. Tal hipótese é outro ornamento, chamado anumāna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/84/", "verse_text": "sthūla ei pañca doṣa, pañca alaṅkāra\n\nsūkṣma vicāriye yadi āchaye apāra", "devanagari": "> স্থূল এই পঞ্চ দোষ, পঞ্চ অলঙ্কার ।\n> সূক্ষ্ম বিচারিয়ে যদি আছয়ে অপার ॥৮৪॥", "synonyms": "*sthūla*—grosseiros; *ei*—estes; *pañca*—cinco; *doṣa*—defeitos; *pañca*—cinco; *alaṅkāra*—ornamentos literários; *sūkṣma*—em detalhe; *vicāriye*—consideramos; *yadi*—se; *āchaye*—há; *apāra*—ilimitados.", "translation": "**\"Discuti apenas os cinco defeitos grosseiros e os cinco ornamentos literários deste verso, mas, se o considerarmos em pormenor, encontraremos defeitos ilimitados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/85/", "verse_text": "pratibhā, kavitva tomāra devatā-prasāde\n\navicāra kāvye avaśya paḍe doṣa-bādhe", "devanagari": "> প্রতিভা, কবিত্ব তোমার দেবতা-প্রসাদে ।\n> অবিচার কাব্যে অবশ্য পড়ে দোষ-বাধে ॥৮৫॥", "synonyms": "*pratibhā*—engenho; *kavitva*—imaginação poética; *tomāra*—tua; *devatā*—de um semideus; *prasāde*—pela graça; *avicāra*—sem bom discernimento; *kāvye*—na poesia; *avaśya*—certamente; *paḍe*—há; *doṣa*—defeito; *bādhe*—obstrução.", "translation": "**\"Alcançaste imaginação poética e engenho pela graça de teu venerável semideus. Mas a poesia que não é bem examinada está certamente sujeita à crítica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/86/", "verse_text": "vicāri' kavitva kaile haya sunirmala\n\nsālaṅkāra haile artha kare jhalamala", "devanagari": "> বিচারি’ কবিত্ব কৈলে হয় সুনির্মল ।\n> সালঙ্কার হৈলে অর্থ করে ঝলমল ॥৮৬॥", "synonyms": "*vicāri'*—com a devida consideração; *kavitva*—explicação poética; *kaile*—se feita; *haya*—torna-se; *sunirmala*—muito pura; *sa-alaṅkāra*—com uso metafórico das palavras; *haile*—se for; *artha*—significado; *kare*—faz; *jhalamala*—reluzir.", "translation": "**\"A habilidade poética usada com a devida consideração é muito pura, e com metáforas e analogias ela reluz.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/87/", "verse_text": "śuniyā prabhura vyākhyā digvijayī vismita\n\nmukhe nā niḥsare vākya, pratibhā stambhita", "devanagari": "> শুনিয়া প্রভুর ব্যাখ্যা দিগ্বিজয়ী বিস্মিত ।\n> মুখে না নিঃসরে বাক্য, প্রতিভা স্তম্ভিত ॥৮৭॥", "synonyms": "*śuniyā*—ao ouvir; *prabhura*—do Senhor; *vyākhyā*—explicação; *dig-vijayī*—o campeão; *vismita*—maravilhado; *mukhe*—na boca; *nā*—não; *niḥsare*—saíam; *vākya*—palavras; *pratibhā*—engenho; *stambhita*—paralisado.", "translation": "**Após ouvir a explicação do Senhor Caitanya Mahāprabhu, o poeta campeão ficou tomado de assombro. Com sua perspicácia atordoada, ele não pôde dizer nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/88/", "verse_text": "kahite cāhaye kichu, nā āise uttara\n\ntabe vicāraye mane ha-iyā phāṅphara", "devanagari": "> কহিতে চাহয়ে কিছু, না আইসে উত্তর ।\n> তবে বিচারয়ে মনে হইয়া ফাঁফর ॥৮৮॥", "synonyms": "*kahite*—falar; *cāhaye*—quer; *kichu*—algo; *nā*—não; *āise*—vem; *uttara*—nenhuma resposta; *tabe*—em seguida; *vicāraye*—considera; *mane*—dentro da mente; *ha-iyā*—ficando; *phāṅphara*—perplexo.", "translation": "**Ele queria dizer algo, mas nenhuma resposta lhe saía da boca. Pôs-se, então, a considerar este enigma dentro de sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/89/", "verse_text": "paḍuyā bālaka kaila mora buddhi lopa\n\njāni--sarasvatī more kariyāchena kopa", "devanagari": "> পড়ুয়া বালক কৈল মোর বুদ্ধি লোপ ।\n> জানি — সরস্বতী মোরে করিয়াছেন কোপ ॥৮৯॥", "synonyms": "*paḍuyā*—estudante; *bālaka*—um menino; *kaila*—fez; *mora*—minha; *buddhi*—inteligência; *lopa*—perdida; *jāni*—posso compreender; *sarasvatī*—a mãe Sarasvatī; *more*—comigo; *kariyāchena*—deve ter ficado; *kopa*—irada.", "translation": "**\"Este simples menino bloqueou minha inteligência. Posso, portanto, compreender que a mãe Sarasvatī ficou irada comigo.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā*, afirma-se claramente que toda a inteligência provém da Suprema Personalidade de Deus, que está situado no coração de todos como Paramātmā. O Paramātmā concedeu ao paṇḍita a inteligência de compreender que, por estar orgulhoso de sua erudição e querer derrotar até mesmo o Senhor Supremo, ele havia sido derrotado pela vontade do Senhor e por intermédio da mãe Sarasvatī. Não se deve, pois, ter orgulho excessivo de sua posição. Mesmo que alguém seja um erudito de grande saber, se cometer uma ofensa aos pés de lótus do Senhor, não conseguirá falar adequadamente, apesar de sua erudição. Em todos os aspectos, somos controlados. Nosso único dever, portanto, é render-nos sempre aos pés de lótus do Senhor e não nos orgulharmos falsamente. A mãe Sarasvatī criou esta situação para favorecer o paṇḍita campeão, a fim de que ele se rendesse ao Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/16/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/90/", "verse_text": "ye vyākhyā karila, se manuṣyera nahe śakti\n\nnimāñi-mukhe rahi' bale āpane sarasvatī", "devanagari": "> যে ব্যাখ্যা করিল, সে মনুষ্যের নহে শক্তি ।\n> নিমাঞি-মুখে রহি’ বলে আপনে সরস্বতী ॥৯০॥", "synonyms": "*ye vyākhyā*—a explicação que; *karila*—Ele fez; *se*—essa; *manuṣyera*—de qualquer ser humano; *nahe*—não há; *śakti*—poder; *nimāñi-mukhe*—na boca deste menino Nimāi; *rahi'*—permanecendo; *bale*—fala; *āpane*—pessoalmente; *sarasvatī*—a mãe Sarasvatī.", "translation": "**\"A maravilhosa explicação que o menino deu não poderia ser possível para um ser humano. Portanto, a mãe Sarasvatī deve ter falado pessoalmente por meio de Sua boca.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/91/", "verse_text": "eta bhāvi' kahe--śuna, nimāñi paṇḍita\n\ntava vyākhyā śuni' āmi ha-ilāṅ vismita", "devanagari": "> এত ভাবি’ কহে, — শুন, নিমাঞি পণ্ডিত ।\n> তব ব্যাখ্যা শুনি’ আমি হইলাঙ বিস্মিত ॥৯১॥", "synonyms": "*eta bhāvi'*—pensando assim; *kahe*—o paṇḍita diz; *śuna*—ouve; *nimāñi paṇḍita*—ó Nimāi Paṇḍita; *tava*—Tuas; *vyākhyā*—explicações; *śuni'*—ao ouvir; *āmi*—eu; *ha-ilāṅ*—fiquei; *vismita*—maravilhado.", "translation": "**Pensando assim, o paṇḍita disse: \"Meu caro Nimāi Paṇḍita, por favor, ouve-me. Ao ouvir Tua explicação, fico simplesmente maravilhado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/92/", "verse_text": "alaṅkāra nāhi paḍa, nāhi śāstrābhyāsa\n\nkemane e saba artha karile prakāśa", "devanagari": "> অলঙ্কার নাহি পড়, নাহি শাস্ত্রাভ্যাস ।\n> কেমনে এ সব অর্থ করিলে প্রকাশ ॥৯২॥", "synonyms": "*alaṅkāra*—o uso literário das palavras; *nāhi paḍa*—nunca leste; *nāhi*—nem há; *śāstra-abhyāsa*—longa prática na discussão dos śāstras; *kemane*—por qual método; *e saba*—todas estas; *artha*—explicações; *karile*—fizeste; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**\"Estou surpreso. Não és estudante de literatura nem tens longa experiência no estudo dos śāstras. Como conseguiste explicar todos estes pontos críticos?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/93/", "verse_text": "ihā śuni' mahāprabhu ati baḍa raṅgī\n\ntāṅhāra hṛdaya jāni' kahe kari' bhaṅgī", "devanagari": "> ইহা শুনি’ মহাপ্রভু অতি বড় রঙ্গী ।\n> তাঁহার হৃদয় জানি’ কহে করি’ ভঙ্গী ॥৯৩॥", "synonyms": "*ihā śuni'*—ao ouvir isto; *mahāprabhu*—Caitanya Mahāprabhu; *ati*—muito; *baḍa*—bastante; *raṅgī*—divertido; *tāṅhāra*—seu; *hṛdaya*—coração; *jāni'*—compreendendo; *kahe*—diz; *kari'*—fazendo; *bhaṅgī*—insinuação.", "translation": "**Ao ouvir isto e compreender o coração do paṇḍita, Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu de maneira jocosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/94/", "verse_text": "śāstrera vicāra bhāla-manda nāhi jāni\n\nsarasvatī ye balāya, sei bali vāṇī", "devanagari": "> শাস্ত্রের বিচার ভাল-মন্দ নাহি জানি ।\n> সরস্বতী যে বলায়, সেই বলি বাণী ॥৯৪॥", "synonyms": "*śāstrera vicāra*—discussão do śāstra; *bhāla-manda*—boa ou má; *nāhi jāni*—não sei; *sarasvatī*—a mãe Sarasvatī; *ye balāya*—tudo o que ela fala; *sei*—essas; *bali*—digo; *vāṇī*—palavras.", "translation": "**\"Meu caro senhor, não sei o que é boa composição e o que é má. Mas seja o que for que eu tenha falado, deve-se compreender que foi falado pela mãe Sarasvatī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/95/", "verse_text": "ihā śuni' digvijayī karila niścaya\n\nśiśu-dvāre devī more kaila parājaya", "devanagari": "> ইহা শুনি’ দিগ্বিজয়ী করিল নিশ্চয় ।\n> শিশুদ্বারে দেবী মোরে কৈল পরাজয় ॥৯৫॥", "synonyms": "*ihā śuni'*—ouvindo isto; *dig-vijayī*—o campeão; *karila*—admitiu; *niścaya*—decisão; *śiśu-dvāre*—por meio deste menino; *devī*—mãe Sarasvatī; *more*—a mim; *kaila*—fez; *parājaya*—derrota.", "translation": "**Ao ouvir esse veredito do Senhor Caitanya Mahāprabhu, o paṇḍita indagou-se, pesaroso, por que mãe Sarasvatī desejava derrotá-lo por meio de um pequeno menino.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/96/", "verse_text": "āji tāṅre nivediba, kari' japa-dhyāna\n\nśiśu-dvāre kaila more eta apamāna", "devanagari": "> আজি তাঁরে নিবেদিব, করি’ জপ-ধ্যান ।\n> শিশুদ্বারে কৈল মোরে এত অপমান ॥৯৬॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *tāṅre*—a ela; *nivediba*—oferecerei minhas orações; *kari'*—realizando; *japa*—canto; *dhyāna*—meditação; *śiśu-dvāre*—por meio de um menino; *kaila*—fez; *more*—a mim; *eta*—tamanha; *apamāna*—afronta.", "translation": "**\"Hoje oferecerei orações e meditação à deusa da erudição\", concluiu o campeão, \"e lhe perguntarei por que me afrontou tão gravemente por meio deste menino.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/97/", "verse_text": "vastutaḥ sarasvatī aśuddha śloka karāila\n\nvicāra-samaya tāṅra buddhi ācchādila", "devanagari": "> বস্তুতঃ সরস্বতী অশুদ্ধ শ্লোক করাইল ।\n> বিচার-সময় তাঁর বুদ্ধি আচ্ছাদিল ॥৯৭॥", "synonyms": "*vastutaḥ*—de fato; *sarasvatī*—mãe Sarasvatī; *aśuddha*—impuro; *śloka*—verso; *karāila*—fez com que ele compusesse; *vicāra-samaya*—no momento de revisar; *tāṅra*—sua; *buddhi*—inteligência; *ācchādila*—cobriu.", "translation": "**Na verdade, foi Sarasvatī quem induziu o campeão a compor seu verso de maneira impura. Além disso, quando este foi discutido, ela cobriu a inteligência dele, e assim a inteligência do Senhor triunfou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/98/", "verse_text": "tabe śiṣya-gaṇa saba hāsite lāgila\n\ntā'-sabā niṣedhi' prabhu kavire kahila", "devanagari": "> তবে শিষ্যগণ সব হাসিতে লাগিল ।\n> তা’-সবা নিষেধি’ প্রভু কবিরে কহিল ॥৯৮॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *śiṣya-gaṇa*—os discípulos; *saba*—todos; *hāsite*—a rir; *lāgila*—começaram; *tā'-sabā*—todos eles; *niṣedhi'*—proibindo; *prabhu*—o Senhor; *kavire*—ao poeta; *kahila*—dirigiu-se.", "translation": "**Quando o campeão poético foi assim derrotado, todos os discípulos do Senhor que ali estavam sentados começaram a rir alto. Mas o Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu-lhes que não fizessem isso e dirigiu-se ao poeta da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/99/", "verse_text": "tumi baḍa paṇḍita, mahākavi-śiromaṇi\n\nyāṅra mukhe bāhirāya aiche kavya-vāṇī", "devanagari": "> তুমি বড় পণ্ডিত, মহাকবি-শিরোমণি ।\n> যাঁর মুখে বাহিরায় ঐছে কাব্যবাণী ॥৯৯॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *baḍa paṇḍita*—erudito grandemente sábio; *mahā-kavi*—de todos os grandes poetas; *śiromaṇi*—o mais elevado; *yāṅra*—de quem; *mukhe*—na boca; *bāhirāya*—emana; *aiche*—tal; *kāvya-vāṇī*—linguagem poética.", "translation": "**\"Tu és o mais erudito sábio e o mais elevado de todos os grandes poetas, pois, de outro modo, como poderia uma poesia tão fina sair de tua boca?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/100/", "verse_text": "tomāra kavitva yena gaṅgā-jala-dhāra\n\ntomā-sama kavi kothā nāhi dekhi āra", "devanagari": "> তোমার কবিত্ব যেন গঙ্গাজল-ধার ।\n> তোমা-সম কবি কোথা নাহি দেখি আর ॥১০০॥", "synonyms": "*tomāra*—tua; *kavitva*—engenhosidade poética; *yena*—como; *gaṅgā-jala-dhāra*—o fluir das águas do Ganges; *tomā-sama*—como tu; *kavi*—poeta; *kothā*—em parte alguma; *nāhi*—não; *dekhi*—vejo; *āra*—nenhum outro.", "translation": "**\"Tua habilidade poética é como o fluxo constante das águas do Ganges. Não vejo ninguém no mundo que possa competir contigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/101/", "verse_text": "bhavabhūti, jayadeva, āra kālidāsa\n\ntāṅ-sabāra kavitve āche doṣera prakāśa", "devanagari": "> ভবভূতি, জয়দেব, আর কালিদাস ।\n> তাঁ-সবার কবিত্বে আছে দোষের প্রকাশ ॥১০১॥", "synonyms": "*bhavabhūti*—de nome Bhavabhūti; *jayadeva*—de nome Jayadeva; *āra*—e; *kālidāsa*—de nome Kālidāsa; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *kavitve*—no poder poético; *āche*—há; *doṣera*—de falhas; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**\"Mesmo nas composições poéticas de grandes poetas como Bhavabhūti, Jayadeva e Kālidāsa, há muitos exemplos de falhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/102/", "verse_text": "doṣa-guṇa-vicāra--ei alpa kari' māni\n\nkavitva-karaṇe śakti, tāṅhā se vākhāni", "devanagari": "> দোষ-গুণ-বিচার — এই অল্প করি’ মানি ।\n> কবিত্ব-করণে শক্তি, তাঁহা সে বাখানি ॥১০২॥", "synonyms": "*doṣa-guṇa-vicāra*—portanto, criticar a poesia de alguém como boa ou má; *ei*—isto; *alpa*—negligenciável; *kari'*—fazendo; *māni*—considero; *kavitva*—engenhosidade poética; *karaṇe*—em realizar; *śakti*—poder; *tāṅhā*—isso; *se*—nós; *vākhāni*—descrevemos.", "translation": "**\"Tais erros devem ser considerados negligenciáveis. Deve-se ver apenas como tais poetas exibiram seu poder poético.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.5.11), afirma-se:\n\ntad-vāg-visargo janatāgha-viplavo\nyasmin prati-ślokam abaddhavaty api\nnāmany anantasya yaśo 'ṅkitāni yat\nśṛṇvanti gāyanti gṛṇanti sādhavaḥ\n\n\"Ao explicar as glórias do Senhor, homens inexperientes podem compor poesia com muitas falhas; mas, por conter glorificação do Senhor, grandes personalidades a leem, ouvem e cantam.\" Apesar de suas pequenas discrepâncias literárias, deve-se estudar a poesia pelo mérito de seu assunto. Segundo a filosofia vaiṣṇava, qualquer literatura que glorifique o Senhor, esteja ela bem escrita ou não, é de primeira classe. Não é necessária nenhuma outra consideração. As composições poéticas de Bhavabhūti, ou Śrīkaṇṭha, incluem o *Mālatī-mādhava*, o *Uttara-carita*, o *Vīra-carita* e muitos outros dramas sânscritos semelhantes. Esse grande poeta nasceu durante o tempo de Bhojarāja, como filho de Nīlakaṇṭha, um *brāhmaṇa*. Kālidāsa floresceu durante o tempo de Mahārāja Vikramāditya, e tornou-se o poeta do Estado. Ele compôs cerca de trinta ou quarenta dramas sânscritos, incluindo o *Kumāra-sambhava*, o *Abhijñāna-śakuntala* e o *Megha-dūta*. Seu drama *Raghu-vaṁśa* é especialmente famoso. Já descrevemos Jayadeva no Capítulo Treze deste *Ādi-līlā*."}
{"ref": "cc/adi/16/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/103/", "verse_text": "śaiśava-cāpalya kichu nā labe āmāra\n\nśiṣyera samāna muñi nā haṅ tomāra", "devanagari": "> শৈশব-চাপল্য কিছু না লবে আমার ।\n> শিষ্যের সমান মুঞি না হঙ তোমার ॥১০৩॥", "synonyms": "*śaiśava*—infantil; *cāpalya*—insolência; *kichu*—coisa alguma; *nā*—não; *labe*—por favor, leves; *āmāra*—Minha; *śiṣyera*—dos discípulos; *samāna*—o igual; *muñi*—Eu; *na*—não; *haṅ*—sou; *tomāra*—teus.", "translation": "**\"Não sou sequer digno de ser teu discípulo. Portanto, por bondade, não leves a sério qualquer insolência infantil que Eu tenha demonstrado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/104/", "verse_text": "āji vāsā' yāha, kāli miliba ābāra\n\nśuniba tomāra mukhe śāstrera vicāra", "devanagari": "> আজি বাসা’ যাহ, কালি মিলিব আবার ।\n> শুনিব তোমার মুখে শাস্ত্রের বিচার ॥১০৪॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *vāsā'*—lugar de descanso; *yāha*—volta; *kāli*—amanhã; *miliba*—nos encontraremos; *ābāra*—novamente; *śuniba*—ouvirei; *tomāra mukhe*—de tua boca; *śāstrera*—sobre os śāstras; *vicāra*—discussão.", "translation": "**\"Por favor, volta para casa, e amanhã poderemos encontrar-nos novamente, para que Eu ouça de tua boca os discursos sobre os śāstras.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/105/", "verse_text": "ei-mate nija ghare gelā dui jana\n\nkavi rātre kaila sarasvatī-ārādhana", "devanagari": "> এইমতে নিজ ঘরে গেলা দুই জন ।\n> কবি রাত্রে কৈল সরস্বতী-আরাধন ॥১০৫॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *nija ghare*—a seus respectivos lares; *gelā*—voltaram; *dui jana*—ambos; *kavi*—poeta; *rātre*—à noite; *kaila*—realizou; *sarasvatī*—de mãe Sarasvatī; *ārādhana*—adoração.", "translation": "**Dessa maneira, tanto o poeta quanto Caitanya Mahāprabhu voltaram para seus lares, e à noite o poeta adorou mãe Sarasvatī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/106/", "verse_text": "sarasvatī svapne tāṅre upadeśa kaila\n\nsākṣāt īśvara kari' prabhuke jānila", "devanagari": "> সরস্বতী স্বপ্নে তাঁরে উপদেশ কৈল ।\n> সাক্ষাৎ ঈশ্বর করি’ প্রভুকে জানিল ॥১০৬॥", "synonyms": "*sarasvatī*—mãe Sarasvatī; *svapne*—num sonho; *tāṅre*—a ele; *upadeśa*—conselho; *kaila*—deu; *sākṣāt*—diretamente; *īśvara*—a Pessoa Suprema; *kari'*—aceitando; *prabhuke*—o Senhor; *jānila*—compreendeu.", "translation": "**Num sonho, a deusa informou-o da posição do Senhor, e o campeão poético pôde compreender que o Senhor Caitanya Mahāprabhu é a própria Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/107/", "verse_text": "prāte āsi' prabhu-pade la-ila śaraṇa\n\nprabhu kṛpā kaila, tāṅra khaṇḍila bandhana", "devanagari": "> প্রাতে আসি’ প্রভুপদে লইল শরণ ।\n> প্রভু কৃপা কৈল, তাঁর খণ্ডিল বন্ধন ॥১০৭॥", "synonyms": "*prāte*—pela manhã; *āsi'*—retornando; *prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor; *la-ila*—tomou; *śaraṇa*—refúgio; *prabhu*—o Senhor; *kṛpā*—misericórdia; *kaila*—mostrou; *tāṅra*—seus; *khaṇḍila*—cortou; *bandhana*—todos os cativeiros.", "translation": "**Na manhã seguinte, o poeta veio ao Senhor Caitanya e rendeu-se a Seus pés de lótus. O Senhor concedeu-lhe Sua misericórdia e cortou todo o cativeiro de seu apego material.**", "purport": "O mesmo processo defendido pelo Senhor Śrī Kṛṣṇa em Seus ensinamentos do *Bhagavad-gītā* como ele é — \"Rende-te a Mim em todas as circunstâncias\" — foi defendido pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu. O campeão rendeu-se ao Senhor, e o Senhor favoreceu-o. Aquele que é favorecido pelo Senhor liberta-se do cativeiro material, como se afirma no *Bhagavad-gītā* (4.9): tyaktvā dehaṁ punar janma naiti mām eti so 'rjuna."}
{"ref": "cc/adi/16/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/108/", "verse_text": "bhāgyavanta digvijayī saphala-jīvana\n\nvidyā-bale pāila mahāprabhura caraṇa", "devanagari": "> ভাগ্যবন্ত দিগ্বিজয়ী সফল-জীবন ।\n> বিদ্যা-বলে পাইল মহাপ্রভুর চরণ ॥১০৮॥", "synonyms": "*bhāgyavanta*—muito afortunado; *dig-vijayī*—o campeão poético; *sa-phala*—bem-sucedida; *jīvana*—vida; *vidyā-bale*—pela força da erudição; *pāila*—obteve; *mahā-prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—pés de lótus.", "translation": "**O campeão poético foi por certo muito afortunado. Sua vida foi bem-sucedida em virtude de sua vasta erudição e de seu erudito saber, e assim ele alcançou o refúgio dos pés de lótus do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Śrī Narottama dāsa Ṭhākura cantou que a melhor qualificação para refugiar-se nos pés de lótus do Senhor Caitanya é ser o mais caído, pois o Senhor veio especificamente para libertar as almas caídas. Nesta era, há muito poucos eruditos. Quase todos são comedores de carne caídos, beberrões, caçadores de mulheres ou jogadores. Tais pessoas nunca são consideradas eruditos sábios, ainda que se apresentem como tais. Visto que esses supostos eruditos veem superficialmente que Caitanya Mahāprabhu se associa com as almas caídas, pensam que Ele se destina a uma classe inferior de homens, mas que eles não necessitam d'Ele. Assim, tais eruditos não adotam o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Estar inchado de falsa erudição é, portanto, uma desqualificação para aceitar o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Mas eis aqui um exemplo especial, pois, embora o campeão poético fosse um erudito grandemente sábio, o Senhor também o favoreceu por causa de sua humilde submissão."}
{"ref": "cc/adi/16/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/109/", "verse_text": "e-saba līlā varṇiyāchena vṛndāvana-dāsa\n\nye kichu viśeṣa ihāṅ karila prakāśa", "devanagari": "> এ-সব লীলা বর্ণিয়াছেন বৃন্দাবনদাস ।\n> যে কিছু বিশেষ ইহাঁ করিল প্রকাশ ॥১০৯॥", "synonyms": "*e-saba*—todos estes; *līlā*—passatempos; *varṇiyāchena*—descreveu; *vṛndāvana-dāsa*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *ye kichu*—tudo quanto; *viśeṣa*—particularidades; *ihāṅ*—neste contexto; *karila*—fiz; *prakāśa*—apresentação.", "translation": "**Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu todos esses incidentes detalhadamente. Apresentei apenas os incidentes específicos que ele não descreveu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/110/", "verse_text": "caitanya-gosāñira līlā--amṛtera dhāra\n\nsarvendriya tṛpta haya śravaṇe yāhāra", "devanagari": "> চৈতন্য-গোসাঞির লীলা — অমৃতের ধার ।\n> সর্বেন্দ্রিয় তৃপ্ত হয় শ্রবণে যাহার ॥১১০॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñira līlā*—os passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *amṛtera dhāra*—gotas de néctar; *sarva-indriya*—todos os sentidos; *tṛpta*—satisfeitos; *haya*—tornam-se; *śravaṇe*—por ouvir; *yāhāra*—de todos eles.", "translation": "**As gotas nectáreas dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu podem satisfazer os sentidos de todos quantos os ouçam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/16/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/16/111/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১১১॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī Caitanya-caritāmṛta, seguindo seus passos.**\n\n*Neste ponto, encerram-se os Significados Bhaktivedanta do Śrī Caitanya-caritāmṛta, Ādi-līlā,  Décimo Sexto Capítulo, descrevendo os passatempos do Senhor em Sua infância e juventude.*", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Décimo Sexto Capítulo, que descreve os passatempos do Senhor em Sua infância e juventude."}
{"ref": "cc/adi/17/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/1/", "verse_text": "vande svairādbhutehaṁ taṁ\ncaitanyaṁ yat-prasādataḥ\nyavanāḥ sumanāyante\nkṛṣṇa-nāma-prajalpakāḥ", "devanagari": "> বন্দে স্বৈরাদ্ভুতেহং তং চৈতন্যং যত্প্রসাদতঃ ।\n> যবনাঃ সুমনায়ন্তে কৃষ্ণনামপ্রজল্পকাঃ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas reverências; *svaira*—completamente independentes; *adbhuta*—e incomuns; *īham*—cujas atividades; *tam*—a Ele; *caitanyam*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yat*—de quem; *prasādataḥ*—pela misericórdia; *yavanāḥ*—até mesmo os impuros; *sumanāyante*—transformam-se em cavalheiros; *kṛṣṇa-nāma*—do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *prajalpakāḥ*—entregando-se ao cantar.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, por cuja misericórdia até mesmo yavanas impuros se tornam cavalheiros perfeitamente bem-educados ao cantar o santo nome do Senhor. Tal é o poder do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Há um persistente mal-entendido entre os brāhmaṇas de casta e os vaiṣṇavas avançados, ou gosvāmīs, porque os brāhmaṇas de casta, ou smārtas, são da opinião de que ninguém pode tornar-se brāhmaṇa a menos que mude de corpo. Como discutimos várias vezes, deve-se compreender que, pela suprema e poderosa potência do Senhor, conforme descrita por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, tudo é possível. Caitanya Mahāprabhu é tão plenamente independente quanto Kṛṣṇa. Por isso, ninguém pode interferir em Suas atividades. Se quiser, por Sua misericórdia Ele pode converter até mesmo um yavana, um impuro seguidor de princípios não-Védicos, num cavalheiro de comportamento perfeito. Isso está realmente acontecendo em nossa propagação do movimento da consciência de Kṛṣṇa. Os membros do atual movimento da consciência de Kṛṣṇa não nasceram na Índia, nem pertencem à cultura Védica, mas, no curto espaço de quatro ou cinco anos, tornaram-se devotos tão maravilhosos, simplesmente por cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, que mesmo na Índia são bem recebidos como vaiṣṇavas de comportamento perfeito por onde quer que vão.\n\nEmbora os homens menos inteligentes não consigam compreendê-lo, este é o poder especial do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Na verdade, o corpo de uma pessoa consciente de Kṛṣṇa muda de muitas maneiras. Mesmo nos Estados Unidos, quando nossos devotos cantam na rua, senhoras e cavalheiros norte-americanos lhes perguntam se de fato são americanos, pois ninguém poderia esperar que americanos se tornassem devotos tão admiráveis de repente. Até mesmo sacerdotes cristãos ficam grandemente surpresos de que todos esses rapazes de famílias judaicas e cristãs tenham aderido a este movimento da consciência de Kṛṣṇa; antes de aderir, nunca consideravam seriamente nenhum princípio de religião, mas agora se tornaram sinceros devotos do Senhor. Em toda parte as pessoas manifestam este espanto, e nós nos orgulhamos muito do comportamento transcendental de nossos estudantes. Tais maravilhas, contudo, só são possíveis pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Elas não são comuns nem mundanas."}
{"ref": "cc/adi/17/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaitacandra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/3/", "verse_text": "kaiśora-līlāra sūtra karila gaṇana\nyauvana-līlāra sūtra kari anukrama", "devanagari": "> কৈশোর-লীলার সূত্র করিল গণন ।\n> যৌবনলীলার সূত্র করি অনুক্রম ॥৩॥", "synonyms": "*kaiśora-līlāra*—das atividades anteriores à Sua juventude; *sūtra*—sinopse; *karila*—fiz; *gaṇana*—uma enumeração; *yauvana-līlāra*—dos passatempos da juventude; *sūtra*—sinopse; *kari*—enumero; *anukrama*—em ordem cronológica.", "translation": "**Já apresentei uma sinopse da kaiśora-līlā de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Agora, deixai-me enumerar Seus passatempos juvenis em ordem cronológica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/4/", "verse_text": "vidyā-saundarya-sad-veśa-\nsambhoga-nṛtya-kīrtanaiḥ\nprema-nāma-pradānaiś ca\ngauro dīvyati yauvane", "devanagari": "> বিদ্যা-সৌন্দর্য-সদ্বেশ-সম্ভোগ-নৃত্য কীর্তনৈঃ ।\n> প্রেমনামপ্রদানৈশ্চ গৌরো দীব্যতি যৌবনে ॥৪॥", "synonyms": "*vidyā*—educação; *saundarya*—beleza; *sat-veśa*—belo traje; *sambhoga*—desfrute; *nṛtya*—dança; *kīrtanaiḥ*—pelo cantar; *prema-nāma*—o santo nome do Senhor, que induz a pessoa a tornar-se devota; *pradānaiḥ*—distribuindo; *ca*—e; *gauraḥ*—o Senhor Śrī Gaurasundara; *dīvyati*—iluminava; *yauvane*—em Sua juventude.", "translation": "**Exibindo Sua erudição, beleza e fino traje, o Senhor Caitanya dançava, enquanto cantava e distribuía o santo nome do Senhor para despertar o adormecido amor a Kṛṣṇa. Assim, o Senhor Śrī Gaurasundara resplandecia em Seus passatempos juvenis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/5/", "verse_text": "yauvana-praveśe aṅgera aṅga vibhūṣaṇa\ndivya vastra, divya veśa, mālya-candana", "devanagari": "> যৌবন-প্রবেশে অঙ্গের অঙ্গ বিভূষণ ।\n> দিব্য বস্ত্র, দিব্য বেশ, মাল্য-চন্দন ॥৫॥", "synonyms": "*yauvana-praveśe*—na entrada de Sua juventude; *aṅgera*—do corpo; *aṅga*—membros; *vibhūṣaṇa*—ornamentos; *divya*—transcendentais; *vastra*—vestes; *divya*—transcendental; *veśa*—traje; *mālya*—guirlanda; *candana*—(ungido com) polpa de sândalo.", "translation": "**Ao entrar em Sua juventude, o Senhor adornou-Se com ornamentos, vestiu-Se com belo tecido, enfeitou-Se com uma guirlanda de flores e ungiu-Se com sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/6/", "verse_text": "vidyāra auddhatye kāhoṅ nā kare gaṇana\nsakala paṇḍita jini' kare adhyāpana", "devanagari": "> বিদ্যার ঔদ্ধত্যে কাহোঁ না করে গণন ।\n> সকল পণ্ডিত জিনি’ করে অধ্যাপন ॥৬॥", "synonyms": "*vidyāra auddhatye*—por causa do orgulho de Sua educação; *kāhoṅ*—de quem quer que fosse; *nā*—não; *kare*—faz; *gaṇana*—caso; *sakala*—todos; *paṇḍita*—eruditos doutos; *jini'*—derrotando; *kare*—faz; *adhyāpana*—estudos.", "translation": "**Em virtude do orgulho de Sua educação, Śrī Caitanya Mahāprabhu, sem dar atenção a ninguém mais, derrotava toda espécie de eruditos doutos enquanto realizava Seus estudos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/7/", "verse_text": "vāyu-vyādhi-cchale kaila prema parakāśa\nbhakta-gaṇa lañā kaila vividha vilāsa", "devanagari": "> বায়ুব্যাধিচ্ছলে কৈল প্রেম পরকাশ ।\n> ভক্তগণ লঞা কৈল বিবিধ বিলাস ॥৭॥", "synonyms": "*vāyu-vyādhi*—doença causada por perturbação do ar no corpo; *chale*—sob o pretexto de; *kaila*—fez; *prema*—amor a Deus; *parakāśa*—manifestação; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *lañā*—levando consigo; *kaila*—fez; *vividha*—variedades de; *vilāsa*—passatempos.", "translation": "**Em Sua juventude, o Senhor, sob o pretexto de distúrbios dos ares corporais, manifestou Seu amor extático por Kṛṣṇa sob o pretexto de distúrbios dos ares corporais. Acompanhado por Seus devotos íntimos, Ele desfrutou de vários passatempos dessa maneira.**", "purport": "Segundo o tratamento Āyur-védico, todo o sistema fisiológico é conduzido por três elementos, a saber, vāyu, pitta e kapha (ar, bile e muco). As secreções dentro do corpo transformam-se em outras secreções, como sangue, urina e fezes, mas, se há perturbações no metabolismo, as secreções convertem-se em kapha (muco) pela influência do ar dentro do corpo. De acordo com o sistema Āyur-védico, quando a secreção de bile e a formação de muco perturbam o ar que circula dentro do corpo, podem ocorrer cinquenta e nove variedades de doença. Uma dessas doenças é a loucura.\n\nSob o pretexto de perturbação do ar corpóreo e do metabolismo, Śrī Caitanya Mahāprabhu agia como se estivesse louco. Assim, em Sua escola, começou a explicar a gramática dos verbos por meio da consciência de Kṛṣṇa. Explicando tudo na gramática em relação a Kṛṣṇa, o Senhor induzia Seus estudantes a abster-se da educação mundana, pois é melhor tornar-se consciente de Kṛṣṇa e, dessa maneira, atingir a mais elevada plataforma de perfeição da educação. Foi com base nisso que, mais tarde, Śrī Jīva Gosvāmī compilou a gramática intitulada Hari-nāmāmṛta-vyākaraṇa. As pessoas em geral consideram loucas tais explicações. Por isso, o propósito do Senhor em Sua atitude de loucura era explicar que nada existe dentro de nossa experiência senão a consciência de Kṛṣṇa, pois tudo pode ser harmonizado com a consciência de Kṛṣṇa. Esses passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu foram descritos muito vividamente no *Caitanya-bhāgavata*, Madhya-khaṇḍa, Capítulo Um."}
{"ref": "cc/adi/17/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/8/", "verse_text": "tabeta karilā prabhu gayāte gamana\nīśvara-purīra saṅge tathāi milana", "devanagari": "> তবেত করিলা প্রভু গয়াতে গমন ।\n> ঈশ্বরপুরীর সঙ্গে তথাই মিলন ॥৮॥", "synonyms": "*tabeta*—em seguida; *karilā*—fez; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *gayāte*—a Gayā; *gamana*—viagem; *īśvara-purīra saṅge*—com Īśvara Purī; *tathāi*—ali; *milana*—encontro.", "translation": "**Em seguida, o Senhor foi a Gayā. Ali, encontrou Śrīla Īśvara Purī.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Gayā oferecer respeitosas oblações a Seus antepassados. Esse processo chama-se piṇḍa-dāna. Na sociedade Védica, após a morte de um parente, especialmente do pai ou da mãe, a pessoa deve ir a Gayā e ali oferecer oblações aos pés de lótus do Senhor Viṣṇu. Por isso, centenas e milhares de homens reúnem-se diariamente em Gayā para oferecer tais oblações, ou śrāddha. Seguindo este princípio, o Senhor Caitanya Mahāprabhu também foi até lá oferecer piṇḍa a Seu pai falecido. Felizmente, ali encontrou Īśvara Purī."}
{"ref": "cc/adi/17/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/9/", "verse_text": "dīkṣā-anantare haila, premera prakāśa\ndeśe āgamana punaḥ premera vilāsa", "devanagari": "> দীক্ষা-অনন্তরে হৈল, প্রেমের প্রকাশ ।\n> দেশে আগমন পুনঃ প্রেমের বিলাস ॥৯॥", "synonyms": "*dīkṣā*—iniciação; *anantare*—imediatamente após; *haila*—tornou-se; *premera*—do amor a Deus; *prakāśa*—exibição; *deśe*—em Sua terra natal; *āgamana*—voltando; *punaḥ*—novamente; *premera*—do amor a Deus; *vilāsa*—desfrute.", "translation": "**Em Gayā, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi iniciado por Īśvara Purī, e imediatamente depois exibiu sinais de amor a Deus. Voltou a manifestar tais sintomas após retornar para casa.**", "purport": "Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Gayā, acompanhado de muitos de Seus discípulos, adoeceu no caminho. Tinha uma febre tão alta que pediu a Seus estudantes que trouxessem água que houvesse lavado os pés de brāhmaṇas, e, quando a trouxeram, o Senhor a bebeu e ficou curado. Por isso, todos devem respeitar a posição de um brāhmaṇa, como indicou Śrī Caitanya Mahāprabhu. Nem o Senhor nem Seus seguidores demonstraram qualquer desrespeito aos brāhmaṇas.\n\nOs seguidores do Senhor devem estar preparados para oferecer aos brāhmaṇas todo o respeito devido. Mas os pregadores do culto do Senhor Caitanya objetam se alguém se apresenta como brāhmaṇa sem ter as qualificações necessárias. Os seguidores do Senhor Caitanya não podem aceitar cegamente que todo aquele que nasce numa família brāhmaṇa seja brāhmaṇa. Portanto, ninguém deve seguir indiscriminadamente o exemplo do Senhor de mostrar respeito aos brāhmaṇas bebendo a água que lavou seus pés. Gradualmente, as famílias brāhmaṇas degeneraram por causa da contaminação de Kali-yuga. Assim, elas desencaminham as pessoas explorando seus sentimentos."}
{"ref": "cc/adi/17/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/10/", "verse_text": "śacīke prema-dāna, tabe advaita-milana\nadvaita pāila viśvarūpa-daraśana", "devanagari": "> শচীকে প্রেমদান, তবে অদ্বৈত-মিলন ।\n> অদ্বৈত পাইল বিশ্বরূপ-দরশন ॥১০॥", "synonyms": "*śacīke*—à mãe Śacīdevī; *prema-dāna*—dando amor a Deus; *tabe*—em seguida; *advaita*—com Advaita Ācārya; *milana*—encontro; *advaita*—Advaita Ācārya; *pāila*—recebeu; *viśva-rūpa*—da forma universal do Senhor; *daraśana*—visão.", "translation": "**Em seguida, o Senhor concedeu amor a Kṛṣṇa a Sua mãe, Śacīdevī, anulando a ofensa dela aos pés de Advaita Ācārya. Assim houve um encontro com Advaita Ācārya, que mais tarde teve uma visão da forma universal do Senhor.**", "purport": "Certo dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sentado no trono de Viṣṇu na casa de Śrīvāsa Prabhu e, num estado de ânimo próprio d'Ele, disse: \"Minha mãe ofendeu os pés de lótus de Advaita Ācārya. A menos que ela anule esta ofensa aos pés de lótus de um vaiṣṇava, não lhe será possível alcançar amor a Kṛṣṇa.\" Ao ouvir isso, todos os devotos foram trazer Advaita Ācārya até lá. Enquanto vinha ver o Senhor, Advaita Ācārya glorificava as características de mãe Śacīdevī e, assim, ao chegar, caiu ao chão em êxtase. Então, sob a instrução do Senhor Caitanya, Śacīdevī aproveitou esta situação para tocar os pés de lótus de Advaita Ācārya. Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito com a atitude de Sua mãe e disse: \"Agora a ofensa de Minha mãe aos pés de lótus de Advaita Ācārya foi corrigida, e ela poderá ter amor a Kṛṣṇa sem dificuldade.\" Com este exemplo, o Senhor Caitanya ensinou a todos que, embora alguém possa estar muito avançado em consciência de Kṛṣṇa, se ofender os pés de lótus de um vaiṣṇava, seu avanço não dará fruto. Devemos, portanto, ser muito conscientes de não ofender um vaiṣṇava. O *Caitanya-caritāmṛta* descreveu tal ofensa da seguinte maneira:\n\nyadi vaiṣṇava-aparādha uṭhe hātī mātā\nupāḍe vā chiṇḍe, tāra śukhi' yāya pātā\n\n(Cc. Madhya 19.156)\n\nAssim como um elefante louco pode pisotear todas as plantas de um jardim, ao cometer uma única ofensa aos pés de lótus de um vaiṣṇava a pessoa pode estragar todo o serviço devocional que acumulou em sua vida.\n\nApós este incidente, certo dia Advaita Ācārya Prabhu pediu a Caitanya Mahāprabhu que exibisse a forma universal que tão bondosamente mostrara a Arjuna. O Senhor Caitanya concordou com esta proposta, e Advaita Prabhu teve a fortuna de ver a forma universal do Senhor."}
{"ref": "cc/adi/17/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/11/", "verse_text": "prabhura abhiṣeka tabe karila śrīvāsa\nkhāṭe vasi' prabhu kailā aiśvarya prakāśa", "devanagari": "> প্রভুর অভিষেক তবে করিল শ্রীবাস ।\n> খাটে বসি’ প্রভু কৈলা ঐশ্বর্য প্রকাশ ॥১১॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *abhiṣeka*—adoração; *tabe*—depois disso; *karila*—fez; *śrīvāsa*—de nome Śrīvāsa; *khāṭe*—sobre o leito; *vasi'*—sentado; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *aiśvarya*—opulência; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**Śrīvāsa Ṭhākura adorou então o Senhor Caitanya Mahāprabhu pelo processo de abhiṣeka. Sentado num leito, o Senhor exibiu opulência transcendental.**", "purport": "O abhiṣeka é uma função especial para a instalação da Deidade. Nesta cerimônia, banha-se a Deidade com leite e água, e em seguida Ela é adorada e recebe uma troca de roupa. Esta função de abhiṣeka foi observada especialmente na casa de Śrīvāsa. Todos os devotos, segundo seus recursos, adoraram o Senhor com toda espécie de parafernália, e o Senhor concedeu bênçãos a cada devoto de acordo com seu desejo."}
{"ref": "cc/adi/17/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/12/", "verse_text": "tabe nityānanda-svarūpera āgamana\nprabhuke miliyā pāila ṣaḍ-bhuja-darśana", "devanagari": "> তবে নিত্যানন্দ-স্বরূপের আগমন ।\n> প্রভুকে মিলিয়া পাইল ষড়্ভুজ-দর্শন ॥১২॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *nityānanda-svarūpera*—da Personalidade de Deus Nityānanda; *āgamana*—aparecimento; *prabhuke*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *miliyā*—encontrando; *pāila*—obteve; *ṣaṭ-bhuja-darśana*—uma visão do Śrī Caitanya Mahāprabhu de seis braços.", "translation": "**Após esta função na casa de Śrīvāsa Ṭhākura, Nityānanda Prabhu apareceu, e, ao encontrar-Se com o Senhor Caitanya, teve a oportunidade de vê-Lo em Sua forma de seis braços.**", "purport": "A forma de Ṣaḍ-bhuja, o Senhor Gaurasundara de seis braços, é uma representação de três encarnações. A forma de Śrī Rāmacandra é simbolizada por um arco e flecha, a forma do Senhor Śrī Kṛṣṇa é simbolizada por um bastão e uma flauta como os geralmente empunhados por um vaqueirinho, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu é simbolizado por um sannyāsa-daṇḍa e um kamaṇḍalu, ou pote de água.\n\nŚrīla Nityānanda Prabhu nasceu na aldeia de Ekacakra, no distrito de Birbhum, como filho de Padmāvatī e Hāḍāi Paṇḍita. Em Sua infância, brincava como Balarāma. Quando estava crescendo, um sannyāsī veio à casa de Hāḍāi Paṇḍita, suplicando que lhe fosse dado o filho do paṇḍita como seu assistente brahmacārī. Hāḍāi Paṇḍita concordou imediatamente e entregou-lhe seu filho, embora a separação fosse profundamente chocante, a tal ponto que Hāḍāi perdeu a vida após a separação. Nityānanda Prabhu viajou em muitas peregrinações com o sannyāsī. Diz-se que, por muitos dias, Ele viveu com ele em Mathurā, e nessa época ouviu falar dos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu em Navadvīpa. Por isso, desceu até Bengala para ver o Senhor. Quando o Senhor Nityānanda chegou a Navadvīpa, foi hóspede na casa de Nandana Ācārya. Ao compreender que Nityānanda Prabhu havia chegado, o Senhor Caitanya enviou-Lhe Seus devotos, e assim houve um encontro entre Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu."}
{"ref": "cc/adi/17/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/13/", "verse_text": "prathame ṣaḍ-bhuja tāṅre dekhāila īśvara\nśaṅkha-cakra-gadā-padma-śārṅga-veṇu-dhara", "devanagari": "> প্রথমে ষড়্ভুজ তাঁরে দেখাইল ঈশ্বর ।\n> শঙ্খচক্রগদাপদ্ম-শার্ঙ্গবেণুধর ॥১৩॥", "synonyms": "*prathame*—a princípio; *ṣaṭ-bhuja*—de seis braços; *tāṅre*—a Ele; *dekhāila*—mostrou; *īśvara*—o Senhor; *śaṅkha*—búzio; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *padma*—flor de lótus; *śārṅga*—arco; *veṇu*—flauta; *dhara*—portando.", "translation": "**Certo dia, o Senhor Caitanya Mahāprabhu exibiu ao Senhor Nityānanda Prabhu uma forma de seis braços que portava um búzio, um disco, uma maça, uma flor de lótus, um arco e uma flauta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/14/", "verse_text": "tabe catur-bhuja hailā, tina aṅga vakra\ndui haste veṇu bājāya, duye śaṅkha-cakra", "devanagari": "> তবে চতুর্ভুজ হৈলা, তিন অঙ্গ বক্র ।\n> দুই হস্তে বেণু বাজায়, দুয়ে শঙ্খ-চক্র ॥১৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *catuḥ-bhuja*—de quatro braços; *hailā*—tornou-Se; *tina*—três; *aṅga*—corpo; *vakra*—curvado; *dui haste*—em duas mãos; *veṇu bājāya*—tocando a flauta; *duye*—em duas (mãos); *śaṅkha-cakra*—búzio e disco.", "translation": "**Em seguida, o Senhor mostrou-Lhe Sua forma de quatro braços, em postura de três curvas. Com duas mãos, tocava uma flauta, e nas outras duas portava um búzio e um disco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/15/", "verse_text": "tabe ta' dvi-bhuja kevala vaṁśī-vadana\nśyāma-aṅga pīta-vastra vrajendra-nandana", "devanagari": "> তবে ত’ দ্বিভুজ কেবল বংশীবদন ।\n> শ্যাম-অঙ্গ পীতবস্ত্র ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥১৫॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *ta'*—certamente; *dvi-bhuja*—de duas mãos; *kevala*—apenas; *vaṁśī*—flauta; *vadana*—à boca; *śyāma*—azulada; *aṅga*—corpo; *pīta-vastra*—roupa amarela; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**Por fim, o Senhor mostrou a Nityānanda Prabhu Sua forma de dois braços, a de Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda, simplesmente tocando Sua flauta, Seu corpo azulado vestido com roupas amarelas.**", "purport": "O *Śrī Caitanya-maṅgala* descreve vividamente este episódio."}
{"ref": "cc/adi/17/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/16/", "verse_text": "tabe nityānanda-gosāñira vyāsa-pūjana\nnityānandāveśe kaila muṣala dhāraṇa", "devanagari": "> তবে নিত্যানন্দ-গোসাঞির ব্যাস-পূজন ।\n> নিত্যানন্দাবেশে কৈল মুষল ধারণ ॥১৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *nityānanda*—de nome Nityānanda; *gosāñira*—do Senhor; *vyāsa-pūjana*—a adoração a Vyāsadeva ou ao mestre espiritual; *nityānanda-āveśe*—no êxtase de tornar-Se Nityānanda; *kaila*—fez; *muṣala dhāraṇa*—portando uma arma semelhante a um arado, chamada muṣala.", "translation": "**Nityānanda Prabhu, então, dispôs-se a oferecer a Vyāsa-pūjā, ou adoração ao mestre espiritual, ao Senhor Śrī Gaurasundara. Mas o Senhor Caitanya portou a arma semelhante a um arado, chamada muṣala, no êxtase de ser Nityānanda Prabhu.**", "purport": "Por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu organizou a Vyāsa-pūjā do Senhor na noite de lua cheia. Ele organizou a Vyāsa-pūjā, ou guru-pūjā, por intermédio de Vyāsadeva. Visto que Vyāsadeva é o guru (mestre espiritual) original de todos os que seguem os princípios Védicos, a adoração ao mestre espiritual chama-se Vyāsa-pūjā. Nityānanda Prabhu organizou a Vyāsa-pūjā, e o saṅkīrtana prosseguia, mas, quando Ele tentou colocar uma guirlanda no ombro de Śrī Caitanya Mahāprabhu, viu a Si mesmo no Senhor Caitanya. Não há diferença entre as posições espirituais do Senhor Caitanya Mahāprabhu e de Nityānanda Prabhu, ou de Kṛṣṇa e Balarāma. Todos Eles nada mais são que diferentes manifestações da Suprema Personalidade de Deus. Durante essa cerimônia especial, todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu puderam compreender que não há diferença entre o Senhor Caitanya e Nityānanda Prabhu."}
{"ref": "cc/adi/17/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/17/", "verse_text": "tabe śacī dekhila, rāma-kṛṣṇa--dui bhāi\ntabe nistārila prabhu jagāi-mādhāi", "devanagari": "> তবে শচী দেখিল, রামকৃষ্ণ — দুই ভাই ।\n> তবে নিস্তারিল প্রভু জগাই-মাধাই ॥১৭॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *śacī*—mãe Śacīdevī; *dekhila*—viu; *rāma-kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa e o Senhor Balarāma; *dui bhāi*—dois irmãos; *tabe*—em seguida; *nistārila*—libertou; *prabhu*—o Senhor; *jagāi-mādhāi*—os dois irmãos Jagāi e Mādhāi.", "translation": "**Em seguida, mãe Śacīdevī viu os irmãos Kṛṣṇa e Balarāma em Sua manifestação como o Senhor Caitanya e Nityānanda. Depois, o Senhor libertou os dois irmãos Jagāi e Mādhāi.**", "purport": "Certa noite, Śacīdevī sonhou que as Deidades de sua casa, Kṛṣṇa e Balarāma, haviam assumido as formas de Caitanya e Nityānanda e brigavam entre si, como fazem as crianças, para comer o naivedya, ou oferenda às Deidades. No dia seguinte, pela vontade do Senhor Caitanya, Śacīdevī convidou Nityānanda a tomar prasāda em sua casa. Assim, Viśvambhara (o Senhor Caitanya) e Nityānanda comiam juntos, e Śacīdevī percebeu que Eles não eram outros senão Kṛṣṇa e Balarāma. Ao ver isso, ela desmaiou.\n\nJagāi e Mādhāi eram dois irmãos nascidos em Navadvīpa, numa respeitável família de brāhmaṇas, que mais tarde se viciaram em toda espécie de atividades pecaminosas. Por ordem do Senhor Caitanya, tanto Nityānanda Prabhu quanto Haridāsa Ṭhākura costumavam pregar o culto da consciência de Kṛṣṇa de porta em porta. No decorrer dessa pregação, encontraram Jagāi e Mādhāi, dois irmãos bêbados e enlouquecidos que, ao vê-los, começaram a persegui-los. No dia seguinte, Mādhāi golpeou a cabeça de Nityānanda Prabhu com um pedaço de pote de barro, fazendo sangrar. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu soube disso, dirigiu-Se imediatamente ao local, pronto para punir ambos os irmãos; mas, quando o todo-misericordioso Senhor Gaurāṅga viu o comportamento arrependido de Jagāi, abraçou-o de imediato. Ao verem face a face a Suprema Personalidade de Deus e abraçá-Lo, os dois irmãos pecaminosos foram purificados no mesmo instante. Assim, receberam do Senhor a iniciação no cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e foram libertados."}
{"ref": "cc/adi/17/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/18/", "verse_text": "tabe sapta-prahara chilā prabhu bhāvāveśe\nyathā tathā bhakta-gaṇa dekhila viśeṣe", "devanagari": "> তবে সপ্তপ্রহর ছিলা প্রভু ভাবাবেশে ।\n> যথা তথা ভক্তগণ দেখিল বিশেষে ॥১৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sapta-prahara*—vinte e uma horas; *chilā*—permaneceu; *prabhu*—o Senhor; *bhāva-āveśe*—em êxtase; *yathā*—em qualquer parte; *tathā*—por toda parte; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *dekhila*—viram; *viśeṣe*—especificamente.", "translation": "**Após esse incidente, o Senhor permaneceu numa posição extática por vinte e uma horas, e todos os devotos contemplaram Seus passatempos específicos.**", "purport": "No quarto da Deidade, deve haver uma cama para a Deidade, atrás de Seu trono. (Este sistema deve ser introduzido imediatamente em todos os nossos centros. Não importa se a cama é grande ou pequena; deve ser de um tamanho que o quarto da Deidade possa acomodar comodamente, mas deve haver ao menos uma pequena cama.) Certo dia, na casa de Śrīvāsa Ṭhākura, o Senhor Caitanya Mahāprabhu sentou-Se na cama de Viṣṇu, e todos os devotos O adoraram com os mantras Védicos do Puruṣa-sūkta, que começam com sahasra-śīrṣā puruṣaḥ sahasrākṣaḥ sahasra-pāt. Esta veda-stuti também deveria ser introduzida, se possível, nas instalações de Deidades. Ao banhar a Deidade, todos os sacerdotes e devotos devem cantar este Puruṣa-sūkta e oferecer a parafernália apropriada para a adoração à Deidade, tais como flores, frutas, incenso, parafernália de ārati, naivedya, vastra e ornamentos. Todos os devotos adoraram o Senhor Caitanya Mahāprabhu dessa maneira, e o Senhor permaneceu em êxtase por sete praharas, ou vinte e uma horas. Ele aproveitou essa oportunidade para mostrar aos devotos que é a Suprema Personalidade de Deus original, Kṛṣṇa, que é a fonte de todas as demais encarnações, como se confirma no *Bhagavad-gītā* (10.8): ahaṁ sarvasya prabhavo mattaḥ sarvaṁ pravartate. Todas as diferentes formas da Suprema Personalidade de Deus, ou viṣṇu-tattva, emanam do corpo do Senhor Kṛṣṇa. O Senhor Caitanya Mahāprabhu expôs todos os desejos íntimos dos devotos, e assim todos eles ficaram plenamente convictos de que o Senhor Caitanya é a Suprema Personalidade de Deus.\n\nAlguns devotos chamam esta exibição de êxtase do Senhor de sāta-prahariyā bhāva, ou \"o êxtase de vinte e uma horas\", e outros a chamam de mahābhāva-prakāśa ou mahā-prakāśa. Há outras descrições deste sāta-prahariyā bhāva no Caitanya-bhāgavata, Capítulo Nove, que menciona que Śrī Caitanya Mahāprabhu abençoou uma criada de nome Duḥkhī com o nome Sukhī. Ele chamou Kholāvecā Śrīdhara e mostrou-lhe Seu mahā-prakāśa. Depois, chamou Murāri Gupta e mostrou-lhe Seu aspecto como o Senhor Rāmacandra. Ofereceu Suas bênçãos a Haridāsa Ṭhākura e, nessa ocasião, também pediu a Advaita Prabhu que explicasse o *Bhagavad-gītā* tal como é (gītāra satya-pāṭha) e mostrou favor especial a Mukunda."}
{"ref": "cc/adi/17/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/19/", "verse_text": "varāha-āveśa hailā murāri-bhavane\ntāṅra skandhe caḍi' prabhu nācilā aṅgane", "devanagari": "> বরাহ-আবেশ হৈলা মুরারি-ভবনে ।\n> তাঁর স্কন্ধে চড়ি’ প্রভু নাচিলা অঙ্গনে ॥১৯॥", "synonyms": "*varāha-āveśa*—o êxtase de tornar-Se Varāhadeva; *hailā*—tornou-Se; *murāri-bhavane*—na casa de Murāri Gupta; *tāṅra skandhe*—nos ombros de Murāri Gupta; *caḍi'*—montado; *prabhu*—o Senhor; *nācilā*—dançou; *aṅgane*—no pátio.", "translation": "**Certo dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu o êxtase da encarnação javali e subiu nos ombros de Murāri Gupta. Assim, ambos dançaram no pátio de Murāri Gupta.**", "purport": "Certo dia, Caitanya Mahāprabhu começou a clamar: \"Śūkara! Śūkara!\" Clamando assim pela encarnação javali do Senhor, Ele assumiu Sua forma como a encarnação javali e subiu nos ombros de Murāri Gupta. Ele carregava um pequeno gāḍu, um pequeno pote de água com um bico, e assim, simbolicamente, recolheu a terra das profundezas do oceano, pois esse é o passatempo do Senhor Varāha."}
{"ref": "cc/adi/17/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/20/", "verse_text": "tabe śuklāmbarera kaila taṇḍula-bhakṣaṇa\n'harer nāma' ślokera kaila artha vivaraṇa", "devanagari": "> তবে শুক্লাম্বরের কৈল তণ্ডুল ভক্ষণ ।\n> ‘হরের্নাম’ শ্লোকের কৈল অর্থ বিবরণ ॥২০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *śuklāmbarera*—de Śuklāmbara Brahmacārī; *kaila*—fez; *taṇḍula*—arroz cru; *bhakṣaṇa*—comer; *harer nāma ślokera*—do verso assim celebrado; *kaila*—fez; *artha*—do significado; *vivaraṇa*—explicação.", "translation": "**Após esse incidente, o Senhor comeu o arroz cru dado por Śuklāmbara Brahmacārī e explicou muito minuciosamente o sentido do śloka \"harer nāma\", mencionado no Bṛhan-nāradīya Purāṇa.**", "purport": "Śuklāmbara Brahmacārī residia em Navadvīpa, à margem do Ganges. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava em êxtase, ele se aproximou do Senhor com um saco de mendicância contendo arroz. O Senhor ficou tão satisfeito com Seu devoto que imediatamente arrebatou o saco e começou a comer o arroz cru. Ninguém O impediu, e assim Ele consumiu todo o suprimento de arroz."}
{"ref": "cc/adi/17/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/21/", "verse_text": "harer nāma harer nāma\nharer nāmaiva kevalam\nkalau nāsty eva nāsty eva\nnāsty eva gatir anyathā", "devanagari": "> হরের্নাম হরের্নাম হরের্নামৈব কেবলম্ ।\n> কলৌ নাস্ত্যেব নাস্ত্যেব নাস্ত্যেব গতিরন্যথা ॥২১॥", "synonyms": "*hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor; *eva*—certamente; *kevalam*—apenas; *kalau*—na Era de Kali; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *gatiḥ*—destino; *anyathā*—de outra forma.", "translation": "**\" 'Nesta Era de Kali, não há outro meio, não há outro meio, não há outro meio para a autorrealização senão cantar o santo nome, cantar o santo nome, cantar o santo nome do Senhor Hari.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/22/", "verse_text": "kali-kāle nāma-rūpe kṛṣṇa-avatāra\nnāma haite haya sarva-jagat-nistāra", "devanagari": "> কলিকালে নামরূপে কৃষ্ণ-অবতার ।\n> নাম হৈতে হয় সর্বজগৎ-নিস্তার ॥২২॥", "synonyms": "*kali-kāle*—nesta Era de Kali; *nāma-rūpe*—sob a forma do santo nome; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatāra*—encarnação; *nāma*—santo nome; *haite*—a partir de; *haya*—torna-se; *sarva*—toda; *jagat*—do mundo; *nistāra*—libertação.", "translation": "**\"Nesta Era de Kali, o santo nome do Senhor, o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, é a encarnação do Senhor Kṛṣṇa. Simplesmente por cantar o santo nome, a pessoa se associa diretamente com o Senhor. Quem quer que faça isso, certamente é libertado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/23/", "verse_text": "dārḍhya lāgi' 'harer nāma'-ukti tina-vāra\njaḍa loka bujhāite punaḥ 'eva'-kāra", "devanagari": "> দার্ঢ্য লাগি’ ‘হরের্নাম’-উক্তি তিনবার ।\n> জড় লোক বুঝাইতে পুনঃ ‘এব’-কার ॥২৩॥", "synonyms": "*dārḍhya lāgi'*—no que diz respeito a enfatizar; *harer nāma*—do santo nome do Senhor Hari; *ukti*—há a enunciação; *tina-vāra*—três vezes; *jaḍa loka*—as pessoas comuns e ordinárias; *bujhāite*—apenas para fazê-las compreender; *punaḥ*—novamente; *eva-kāra*—a palavra eva, ou \"certamente\".", "translation": "**\"Este verso repete a palavra 'eva' ['certamente'] três vezes para dar ênfase, e também repete três vezes 'harer nāma' ['o santo nome do Senhor'], apenas para fazer as pessoas comuns compreenderem.**", "purport": "Para enfatizar algo a uma pessoa comum, pode-se repeti-lo três vezes, assim como se poderia dizer: \"Você deve fazer isto! Você deve fazer isto! Você deve fazer isto!\" Dessa forma, o Bṛhan-nāradīya Purāṇa enfatiza repetidamente o cantar do santo nome, para que as pessoas o levem a sério e assim se libertem das garras de māyā. É nossa experiência prática no movimento da consciência de Kṛṣṇa, em todo o mundo, que muitos milhões de pessoas estão de fato chegando ao estágio espiritual da vida simplesmente por cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa regularmente, segundo os princípios prescritos. Portanto, nosso pedido a todos os nossos estudantes é que cantem diariamente, sem ofensas, ao menos dezesseis voltas deste mahā-mantra harer nāma, seguindo os princípios reguladores. Assim, seu êxito será garantido sem dúvida alguma."}
{"ref": "cc/adi/17/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/24/", "verse_text": "'kevala'-śabde punarapi niścaya-karaṇa\njñāna-yoga-tapa-karma-ādi nivāraṇa", "devanagari": "> ‘কেবল’ শব্দে পুনরপি নিশ্চয়-করণ ।\n> জ্ঞান-যোগ-তপ কর্ম-আদি নিবারণ ॥২৪॥", "synonyms": "*'kevala'-śabde*—pela palavra kevala, ou \"apenas\"; *punarapi*—novamente; *niścaya-karaṇa*—decisão final; *jñāna*—cultivo de conhecimento; *yoga*—prática do sistema de yoga místico; *tapa*—austeridade; *karma*—atividades fruitivas; *ādi*—e assim por diante; *nivāraṇa*—proibição.", "translation": "**\"O uso da palavra 'kevala' ['apenas'] proíbe todos os outros processos, tais como o cultivo de conhecimento, a prática do yoga místico e a realização de austeridades e atividades fruitivas.**", "purport": "Nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa enfatiza o cantar apenas do mantra Hare Kṛṣṇa, ao passo que aqueles que não conhecem o segredo do êxito para esta Era de Kali se entregam, desnecessariamente, ao cultivo de conhecimento, à prática do yoga místico ou à realização de atividades fruitivas ou de austeridades inúteis. Eles simplesmente desperdiçam seu tempo e desencaminham seus seguidores. Quando apontamos isso com toda a clareza a uma audiência, os membros dos grupos opositores irritam-se conosco. Mas, segundo os preceitos dos śāstras, não podemos fazer concessões a esses supostos jñānīs, yogīs, karmīs e tapasvīs. Quando eles dizem que são tão bons quanto nós, devemos dizer que somente nós somos bons e que eles não o são. Isso não é obstinação de nossa parte; é o preceito dos śāstras. Não devemos desviar-nos dos preceitos dos śāstras. Isso é confirmado no verso seguinte do *Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/17/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/25/", "verse_text": "anyathā ye māne, tāra nāhika nistāra\nnāhi, nāhi, nāhi--e tina 'eva'-kāra", "devanagari": "> অন্যথা যে মানে, তার নাহিক নিস্তার ।\n> নাহি, নাহি, নাহি — এ তিন ‘এব’-কার ॥২৫॥", "synonyms": "*anyathā*—de outra forma; *ye*—qualquer um que; *māne*—aceita; *tāra*—dele; *nāhika*—não há; *nistāra*—libertação; *nāhi nāhi nāhi*—não há nada mais, nada mais, nada mais; *e*—neste; *tina*—três; *eva-kāra*—carregando o sentido de ênfase.", "translation": "**\"Este verso afirma claramente que quem quer que aceite qualquer outra senda não pode ser libertado. Esta é a razão da tríplice repetição 'nada mais, nada mais, nada mais', que enfatiza o verdadeiro processo de autorrealização.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/26/", "verse_text": "tṛṇa haite nīca hañā sadā labe nāma\nāpani nirabhimānī, anye dibe māna", "devanagari": "> তৃণ হৈতে নীচ হঞা সদা লবে নাম ।\n> আপনি নিরভিমানী, অন্যে দিবে মান ॥২৬॥", "synonyms": "*tṛṇa*—capim; *haite*—do que; *nīca*—mais baixo; *hañā*—tornando-se; *sadā*—sempre; *labe*—cante; *nāma*—o santo nome; *āpani*—pessoalmente; *nirabhimānī*—sem honra; *anye*—aos outros; *dibe*—deve oferecer; *māna*—todo respeito.", "translation": "**\"Para cantar sempre o santo nome, a pessoa deve ser mais humilde que o capim da rua e despida de todo desejo de honra pessoal, mas deve oferecer aos outros todas as respeitosas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/27/", "verse_text": "taru-sama sahiṣṇutā vaiṣṇava karibe\nbhartsana-tāḍane kāke kichu nā balibe", "devanagari": "> তরুসম সহিষ্ণুতা বৈষ্ণব করিবে ।\n> ভর্ৎসন-তাড়নে কাকে কিছু না বলিবে ॥২৭॥", "synonyms": "*taru-sama*—como uma árvore; *sahiṣṇutā*—tolerância; *vaiṣṇava*—devoto; *karibe*—deve praticar; *bhartsana*—repreender; *tāḍane*—castigar; *kāke*—a alguém; *kichu*—algo; *nā*—não; *balibe*—dirá.", "translation": "**\"O devoto ocupado em cantar o santo nome do Senhor deve praticar a tolerância de uma árvore. Mesmo que repreendido ou castigado, ele nada deve dizer aos outros para retaliar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/28/", "verse_text": "kāṭileha taru yena kichu nā bolaya\nśukāiyā mare, tabu jala nā māgaya", "devanagari": "> কাটিলেহ তরু যেন কিছু না বোলয় ।\n> শুকাইয়া মরে, তবু জল না মাগয় ॥২৮॥", "synonyms": "*kāṭileha*—mesmo sendo cortada; *taru*—a árvore; *yena*—como; *kichu*—algo; *nā*—não; *bolaya*—diz; *śukāiyā*—secando; *mare*—morre; *tabu*—ainda; *jala*—água; *nā*—não; *māgaya*—pede.", "translation": "**\"Pois, mesmo que alguém corte uma árvore, ela jamais protesta, e, mesmo que esteja secando e morrendo, ela não pede água a ninguém.**", "purport": "Esta prática de tolerância (tṛṇād api sunīcena) é muito difícil, mas, quando alguém realmente se ocupa em cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, a qualidade da tolerância desenvolve-se automaticamente. Uma pessoa avançada em consciência espiritual mediante o canto do mantra Hare Kṛṣṇa não precisa praticar para desenvolvê-la em separado, pois o devoto desenvolve todas as boas qualidades simplesmente por cantar o mantra Hare Kṛṣṇa regularmente."}
{"ref": "cc/adi/17/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/29/", "verse_text": "ei-mata vaiṣṇava kāre kichu nā māgiba\nayācita-vṛtti, kiṁvā śāka-phala khāiba", "devanagari": "> এইমত বৈষ্ণব কারে কিছু না মাগিব ।\n> অযাচিত-বৃত্তি, কিম্বা শাক-ফল খাইব ॥২৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *vaiṣṇava*—um devoto; *kāre*—de quem quer que seja; *kichu*—coisa alguma; *nā*—não; *māgiba*—pedirá; *ayācita-vṛtti*—a profissão de nada pedir; *kiṁvā*—ou; *śāka*—vegetais; *phala*—frutas; *khāiba*—comerá.", "translation": "**\"Assim, o vaiṣṇava nada deve pedir a ninguém. Se alguém lhe der algo sem que ele peça, ele o aceitará; mas, se nada vier, o vaiṣṇava deve contentar-se em comer quaisquer vegetais e frutas que estejam facilmente disponíveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/30/", "verse_text": "sadā nāma la-iba, yathā-lābhete santoṣa\neita ācāra kare bhakti-dharma-poṣa", "devanagari": "> সদা নাম লইব, যথা-লাভেতে সন্তোষ ।\n> এইত আচার করে ভক্তিধর্ম-পোষ ॥৩০॥", "synonyms": "*sadā*—sempre; *nāma*—o santo nome; *la-iba*—deve-se cantar; *yathā*—na medida em que; *lābhete*—ganhos; *santoṣa*—satisfação; *eita*—este; *ācāra*—comportamento; *kare*—faz; *bhakti-dharma*—do serviço devocional; *poṣa*—manutenção.", "translation": "**\"Deve-se seguir estritamente o princípio de cantar sempre o santo nome, e deve-se contentar com aquilo que se obtém facilmente. Tal comportamento devocional mantém solidamente o serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/31/", "verse_text": "tṛṇād api su-nīcena\ntaror iva sahiṣṇunā\namāninā māna-dena\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ", "devanagari": "> তৃণাদপি সুনীচেন তরোরিব সহিষ্ণুনা ।\n> অমানিনা মানদেন কীর্তনীয়ঃ সদা হরিঃ ॥৩১॥", "synonyms": "*tṛṇāt api*—do que a grama pisoteada; *su-nīcena*—sendo mais baixo; *taroḥ*—do que uma árvore; *iva*—como; *sahiṣṇunā*—com tolerância; *amāninā*—sem inchar-se de falso orgulho; *māna-dena*—oferecendo respeito a todos; *kīrtanīyaḥ*—a ser cantado; *sadā*—sempre; *hariḥ*—o santo nome do Senhor.", "translation": "**\"Aquele que se julga mais baixo do que a grama, que é mais tolerante do que uma árvore, e que não espera honra pessoal, mas está sempre disposto a oferecer todo o respeito aos demais, pode, com muita facilidade, cantar sempre o santo nome do Senhor.\"**", "purport": "A grama é mencionada especificamente neste verso porque todos a pisam, e ainda assim ela jamais protesta. Este exemplo indica que um mestre espiritual ou líder não deve orgulhar-se de sua posição; sendo sempre mais humilde do que um homem comum e corrente, ele deve prosseguir pregando o culto de Caitanya Mahāprabhu mediante o canto do mantra Hare Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/17/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/32/", "verse_text": "ūrdhva-bāhu kari' kahoṅ, śuna, sarva-loka\nnāma-sūtre gāṅthi' para kaṇṭhe ei śloka", "devanagari": "> ঊর্ধ্ববাহু করি’ কহোঁ, শুন, সর্বলোক ।\n> নাম-সূত্রে গাঁথি’ পর কণ্ঠে এই শ্লোক ॥৩২॥", "synonyms": "*ūrdhva-bāhu*—erguendo minhas mãos; *kari'*—assim fazendo; *kahoṅ*—declaro; *śuna*—por favor, ouvi; *sarva-loka*—todas as pessoas; *nāma*—do santo nome; *sūtre*—no fio; *gāṅthi'*—enfiando; *para*—colocai; *kaṇṭhe*—no pescoço; *ei*—este; *śloka*—verso.", "translation": "**Erguendo minhas mãos, declaro: \"Que todos me ouçam! Enfiai este verso no fio do santo nome e usai-o no pescoço para lembrança contínua.\"**", "purport": "Ao cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, no início pode-se cometer muitas ofensas, que se chamam nāmābhāsa e nāma-aparādha. Nesse estágio, não há possibilidade de alcançar o amor perfeito por Kṛṣṇa através do canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Por conseguinte, deve-se cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa segundo os princípios do verso acima, tṛṇād api su-nīcena taror iva sahiṣṇunā. A esse respeito, deve-se notar que o canto envolve as atividades dos lábios superior e inferior, bem como da língua. Todos os três devem ocupar-se no canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. As palavras \"Hare Kṛṣṇa\" devem ser pronunciadas e ouvidas com toda a clareza. Às vezes, em vez de cantar com a pronúncia correta, com a ajuda dos lábios e da língua, produz-se mecanicamente um som sibilante. O canto é muito simples, mas é preciso praticá-lo seriamente. Por isso, o autor do *Caitanya-caritāmṛta*, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, aconselha a todos que mantenham este verso sempre enfiado em torno do pescoço."}
{"ref": "cc/adi/17/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/33/", "verse_text": "prabhu-ājñāya kara ei śloka ācaraṇa\navaśya pāibe tabe śrī-kṛṣṇa-caraṇa", "devanagari": "> প্রভু-আজ্ঞায় কর এই শ্লোক আচরণ ।\n> অবশ্য পাইবে তবে শ্রীকৃষ্ণ-চরণ ॥৩৩॥", "synonyms": "*prabhu*—do Senhor; *ājñāya*—por ordem; *kara*—praticai; *ei śloka*—deste verso; *ācaraṇa*—a prática; *avaśya*—decerto; *pāibe*—ele obterá; *tabe*—depois; *śrī-kṛṣṇa-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Deve-se seguir estritamente os princípios dados pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu neste verso. Se alguém simplesmente seguir as pegadas do Senhor Caitanya e dos Gosvāmīs, decerto alcançará a meta última da vida, os pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/34/", "verse_text": "tabe prabhu śrīvāsera gṛhe nirantara\nrātre saṅkīrtana kaila eka saṁvatsara", "devanagari": "> তবে প্রভু শ্রীবাসের গৃহে নিরন্তর ।\n> রাত্রে সংকীর্তন কৈল এক সম্বৎসর ॥৩৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu*—o Senhor, Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrīvāsera*—de Śrīvāsa Ṭhākura; *gṛhe*—na casa; *nirantara*—sempre; *rātre*—à noite; *saṅkīrtana*—canto congregacional do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *kaila*—realizou; *eka saṁvatsara*—um ano inteiro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu conduziu regularmente o canto congregacional do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa na casa de Śrīvāsa Ṭhākura todas as noites durante um ano inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/35/", "verse_text": "kapāṭa diyā kīrtana kare parama āveśe\npāṣaṇḍī hāsite āise, nā pāya praveśe", "devanagari": "> কপাট দিয়া কীর্তন করে পরম আবেশে ।\n> পাষণ্ডী হাসিতে আইসে, না পায় প্রবেশে ॥৩৫॥", "synonyms": "*kapāṭa*—porta; *diyā*—fechando; *kīrtana*—canto; *kare*—realizava; *parama*—muito elevada; *āveśe*—numa condição extática; *pāṣaṇḍī*—incrédulos; *hāsite*—para rir; *āise*—vinham; *nā*—não; *pāya*—conseguiam; *praveśe*—entrada.", "translation": "**Este canto extático realizava-se com as portas fechadas, de modo que os incrédulos que vinham zombar não conseguiam entrar.**", "purport": "O canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa está aberto a todos, mas, às vezes, os incrédulos vêm perturbar a cerimônia do canto. Indica-se aqui que, sob tais circunstâncias, as portas do templo devem ser fechadas. Somente cantores genuínos devem ser admitidos; os outros, não. Mas, quando há canto congregacional do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em grande escala, mantemos nossos templos abertos para que todos participem, e, pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, esta política tem dado bons resultados."}
{"ref": "cc/adi/17/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/36/", "verse_text": "kīrtana śuni' bāhire tārā jvali' puḍi' mare\nśrīvāsere duḥkha dite nānā yukti kare", "devanagari": "> কীর্তন শুনি’ বাহিরে তারা জ্বলি’ পুড়ি’ মরে ।\n> শ্রীবাসেরে দুঃখ দিতে নানা যুক্তি করে ॥৩৬॥", "synonyms": "*kīrtana śuni'*—após ouvir o canto; *bāhire*—do lado de fora; *tārā*—os incrédulos; *jvali'*—queimavam; *puḍi'*—até virar cinzas; *mare*—morrem; *śrīvāsere*—a Śrīvāsa Ṭhākura; *duḥkha*—dificuldades; *dite*—para dar; *nānā*—vários; *yukti*—planos; *kare*—fazem.", "translation": "**Assim, os incrédulos quase se reduziram a cinzas e morreram de inveja. Para retaliar, tramaram diversas maneiras de causar transtornos a Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/37-38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/37-38/", "verse_text": "eka-dina vipra, nāma--'gopāla cāpāla'\npāṣaṇḍī-pradhāna sei durmukha, vācāla\nbhavānī-pūjāra saba sāmagrī lañā\nrātre śrīvāsera dvāre sthāna lepāñā", "devanagari": "> একদিন বিপ্র, নাম — ‘গোপাল চাপাল’ ।\n> পাষণ্ডি-প্রধান সেই দুর্মুখ, বাচাল ॥৩৭॥\n> ভবানী-পূজার সব সামগ্রী লঞা ।\n> রাত্রে শ্রীবাসের দ্বারে স্থান লেপাঞা ॥৩৮॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *vipra*—um brāhmaṇa; *nāma*—chamado; *gopāla cāpāla*—de nome Gopāla Cāpāla; *pāṣaṇḍī-pradhāna*—o chefe dos incrédulos; *sei*—ele; *durmukha*—feroz, de palavras ásperas; *vācāla*—tagarela; *bhavānī-pūjāra*—para adorar a deusa Bhavānī; *saba*—todos; *sāmagrī*—ingredientes, parafernália; *lañā*—pegando; *rātre*—à noite; *śrīvāsera*—de Śrīvāsa Ṭhākura; *dvāre*—na porta; *sthāna*—o lugar; *lepāñā*—untando.", "translation": "**Certa noite, enquanto o kīrtana prosseguia dentro da casa de Śrīvāsa Ṭhākura, um brāhmaṇa chamado Gopāla Cāpāla, o chefe dos incrédulos, que era tagarela e muito rude em sua fala, colocou toda a parafernália para adorar a deusa Durgā do lado de fora da porta de Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": "Este brāhmaṇa, Gopāla Cāpāla, queria difamar Śrīvāsa Ṭhākura, provando que ele era de fato um śākta, ou adorador de Bhavānī, a deusa Durgā, mas que externamente se fazia passar por vaiṣṇava. Em Bengala, há perpétua competição entre os devotos da deusa Kālī e os devotos do Senhor Kṛṣṇa. Em geral, os bengalis, especialmente aqueles que comem carne e bebem, são muito apegados à adoração das deusas Durgā, Kālī, Śītalā e Caṇḍī. Tais devotos, que se conhecem como śāktas, ou adoradores do śakti-tattva, têm sempre inveja dos vaiṣṇavas. Visto que Śrīvāsa Ṭhākura era um vaiṣṇava bem conhecido e respeitado em Navadvīpa, Gopāla Cāpāla quis reduzir-lhe o prestígio, rebaixando-o ao nível dos śāktas. Por isso, colocou do lado de fora da porta de Śrīvāsa Ṭhākura várias coisas para adorar Bhavānī, a esposa do Senhor Śiva, tais como uma flor vermelha, uma folha de bananeira, um pote de vinho e pasta avermelhada de sândalo. Pela manhã, quando Śrīvāsa Ṭhākura viu toda essa parafernália diante de sua porta, chamou os cavalheiros respeitáveis da vizinhança e mostrou-lhes que à noite ele estava adorando Bhavānī. Muito pesarosos, esses cavalheiros chamaram um varredor para limpar o lugar e purificá-lo, aspergindo ali água e esterco de vaca. Este incidente referente a Gopāla Cāpāla não é mencionado no *Caitanya-bhāgavata*."}
{"ref": "cc/adi/17/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/39/", "verse_text": "kalāra pāta upare thuila oḍa-phula\nharidrā, sindūra āra rakta-candana, taṇḍula", "devanagari": "> কলার পাত উপরে থুইল ওড়-ফুল ।\n> হরিদ্রা, সিন্দূর আর রক্তচন্দন, তণ্ডুল ॥৩৯॥", "synonyms": "*kalāra pāta*—uma folha de bananeira; *upare*—sobre ela; *thuila*—colocou; *oḍa-phula*—um tipo específico de flor; *haridrā*—açafrão; *sindūra*—vermelhão; *āra*—e; *rakta-candana*—sândalo vermelho; *taṇḍula*—arroz.", "translation": "**Na parte superior de uma folha de bananeira, ele colocou parafernália para adoração, tais como oḍa-phula, açafrão, vermelhão, sândalo vermelho e arroz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/40/", "verse_text": "madya-bhāṇḍa-pāśe dhari' nija-ghare gela\nprātaḥ-kāle śrīvāsa tāhā ta' dekhila", "devanagari": "> মদ্যভাণ্ড-পাশে ধরি’ নিজ-ঘরে গেল ।\n> প্রাতঃকালে শ্রীবাস তাহা ত’ দেখিল ॥৪০॥", "synonyms": "*madya-bhāṇḍa*—um pote de vinho; *pāśe*—ao lado de; *dhari'*—colocando; *nija-ghare*—à sua própria casa; *gela*—foi; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *tāhā*—todas aquelas coisas; *ta'*—decerto; *dekhila*—viu.", "translation": "**Ao lado de tudo isso, ele colocou um pote de vinho e, pela manhã, quando Śrīvāsa Ṭhākura abriu a porta, viu essa parafernália.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/41/", "verse_text": "baḍa baḍa loka saba ānila bolāiyā\nsabāre kahe śrīvāsa hāsiyā hāsiyā", "devanagari": "> বড় বড় লোক সব আনিল বোলাইয়া ।\n> সবারে কহে শ্রীবাস হাসিয়া হাসিয়া ॥৪১॥", "synonyms": "*baḍa baḍa*—respeitáveis; *loka*—pessoas; *saba*—todas; *ānila*—trouxe-as; *bolāiyā*—mandando chamar; *sabāre*—a todos; *kahe*—dirige-se; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *hāsiyā hāsiyā*—enquanto sorria.", "translation": "**Śrīvāsa Ṭhākura mandou chamar todos os cavalheiros respeitáveis da vizinhança e, sorrindo, dirigiu-se a eles da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/42/", "verse_text": "nitya rātre kari āmi bhavānī-pūjana\nāmāra mahimā dekha, brāhmaṇa-sajjana", "devanagari": "> নিত্য রাত্রে করি আমি ভবানী-পূজন ।\n> আমার মহিমা দেখ, ব্রাহ্মণ-সজ্জন ॥৪২॥", "synonyms": "*nitya rātre*—toda noite; *kari*—faço; *āmi*—eu; *bhavānī-pūjana*—adoração de Bhavānī, a esposa do Senhor Śiva; *āmāra*—minhas; *mahimā*—glórias; *dekha*—vede; *brāhmaṇa-sat-jana*—todos os respeitáveis brāhmaṇas.", "translation": "**\"Cavalheiros, toda noite eu adoro a deusa Bhavānī. Já que a parafernália para a adoração está aqui presente, agora todos vós, respeitáveis brāhmaṇas e membros das castas mais elevadas, podeis compreender minha posição.\"**", "purport": "Segundo o sistema védico, há quatro castas — os brāhmaṇas, os kṣatriyas, os vaiśyas e os śūdras — e, abaixo deles, estão os pañcamas, que são inferiores aos śūdras. As castas mais elevadas — os brāhmaṇas, os kṣatriyas e mesmo os vaiśyas — eram conhecidas como brāhmaṇa-saj-jana. Os brāhmaṇas, em especial, eram conhecidos como sajjana, ou cavalheiros respeitáveis que guiavam toda a sociedade. Se houvesse disputas na aldeia, as pessoas recorriam a esses respeitáveis brāhmaṇas para resolvê-las. Hoje em dia, é muito difícil encontrar tais brāhmaṇas e saj-janas e, por isso, toda aldeia e cidade está tão perturbada que não há paz nem felicidade em parte alguma. Para reviver uma civilização plenamente culta, é preciso introduzir em todo o mundo a divisão científica da sociedade em brāhmaṇas, kṣatriyas, vaiśyas e śūdras. A menos que algumas pessoas sejam treinadas como brāhmaṇas, não pode haver paz na sociedade humana."}
{"ref": "cc/adi/17/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/43/", "verse_text": "tabe saba śiṣṭa-loka kare hāhākāra\naiche karma hethā kaila kon durācāra", "devanagari": "> তবে সব শিষ্টলোক করে হাহাকার ।\n> ঐছে কর্ম হেথা কৈল কোন্ দুরাচার ॥৪৩॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *saba*—todos; *śiṣṭa-loka*—cavalheiros; *kare*—exclamaram; *hāhā-kāra*—ai, ai; *aiche*—tais; *karma*—atividades; *hethā*—aqui; *kaila*—fez; *kon*—quem; *durācāra*—pessoa pecaminosa.", "translation": "**Então, todos os cavalheiros reunidos exclamaram: \"Que é isto? Que é isto? Quem realizou atividades tão maldosas? Quem é essa pessoa pecaminosa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/44/", "verse_text": "hāḍike āniyā saba dūra karāila\n\njala-gomaya diyā sei sthāna lepāila", "devanagari": "> হাড়িকে আনিয়া সব দূর করাইল ।\n> জল-গোময় দিয়া সেই স্থান লেপাইল ॥৪৪॥", "synonyms": "*hāḍike*—um varredor; *āniyā*—chamando; *saba*—todos; *dūra karāila*—fez serem lançados para longe; *jala*—água; *gomaya*—esterco de vaca; *diyā*—misturando; *sei*—aquele; *sthāna*—lugar; *lepāila*—fez ser untado.", "translation": "**Chamaram um varredor [hāḍi], que lançou para longe todos os itens de adoração e limpou o local, esfregando-o com uma mistura de água e esterco de vaca.**", "purport": "Os homens da sociedade Védica que se ocupam em atividades sanitárias públicas, como recolher excremento e varrer as ruas, chamam-se hāḍis. Às vezes são intocáveis, especialmente quando empenhados em sua profissão; ainda assim, esses hāḍis também têm o direito de tornar-se devotos. Isso fica estabelecido pelo Śrī *Bhagavad-gītā* (9.32), onde o Senhor declara:\n\nmāṁ hi pārtha vyapāśritya\nye 'pi syuḥ pāpa-yonayaḥ\nstriyo vaiśyās tathā śūdrās\nte 'pi yānti parāṁ gatim\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que se refugiam em Mim, embora sejam de nascimento inferior — mulheres, vaiśyas [comerciantes], bem como śūdras [trabalhadores] —, podem aproximar-se do destino supremo.\"\n\nHá muitos intocáveis das castas inferiores na Índia, mas, de acordo com os princípios vaiṣṇavas, todos são bem-vindos a aceitar este movimento da consciência de Kṛṣṇa no plano espiritual da vida e, assim, ver-se livres das dificuldades. A igualdade ou a fraternidade no plano material é impossível.\n\nQuando o Senhor Caitanya declara tṛṇād api su-nīcena taror iva sahiṣṇunā, Ele indica que a pessoa deve estar acima da concepção material da vida. Quando alguém compreende plenamente que não é o corpo material, mas uma alma espiritual, torna-se ainda mais humilde do que um homem das castas inferiores, pois está espiritualmente elevado. Essa humildade, na qual a pessoa se considera inferior à grama, chama-se su-nīcatva, e ser mais tolerante do que uma árvore chama-se sahiṣṇutva, tolerância. Estar situado em serviço devocional, sem importar-se com a concepção material da vida, chama-se amānitva, indiferença ao respeito material; contudo, um devoto assim situado chama-se māna-da, pois está disposto a prestar honra aos outros sem hesitação.\n\nMahatma Gandhi iniciou o movimento hari-jana para purificar os intocáveis, mas fracassou, porque pensava que alguém pudesse tornar-se um hari-jana, um associado pessoal do Senhor, por meio de algum tipo de ajuste material. Isso não é possível. A menos que a pessoa compreenda plenamente que não é o corpo, mas uma alma espiritual, não há possibilidade de tornar-se um hari-jana. Aqueles que não seguem as pegadas do Senhor Caitanya Mahāprabhu e Sua sucessão discipular não conseguem distinguir entre matéria e espírito e, portanto, todas as suas ideias não passam de uma confusa mistura de problemas. Estão virtualmente perdidos na desconcertante rede de Māyādevī."}
{"ref": "cc/adi/17/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/45/", "verse_text": "tina dina rahi' sei gopāla-cāpāla\n\nsarvāṅge ha-ila kuṣṭha, vahe rakta-dhāra", "devanagari": "> তিন দিন রহি’ সেই গোপাল-চাপাল ।\n> সর্বাঙ্গে হইল কুষ্ঠ, বহে রক্তধার ॥৪৫॥", "synonyms": "*tina dina*—três dias; *rahi'*—permanecendo dessa maneira; *sei*—aquele; *gopāla-cāpāla*—de nome Gopāla Cāpāla; *sarva-aṅge*—por todo o corpo; *ha-ila*—tornou-se visível; *kuṣṭha*—lepra; *vahe*—vertendo; *rakta-dhāra*—um fluxo de sangue.", "translation": "**Depois de três dias, a lepra atacou Gopāla Cāpāla, e sangue escorria das chagas por todo o seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/46/", "verse_text": "sarvāṅga beḍila kīṭe, kāṭe nirantara\n\nasahya vedanā, duḥkhe jvalaye antara", "devanagari": "> সর্বাঙ্গ বেড়িল কীটে, কাটে নিরন্তর ।\n> অসহ্য বেদনা, দুঃখে জ্বলয়ে অন্তর ॥৪৬॥", "synonyms": "*sarva-aṅga*—por todo o corpo; *beḍila*—ficou coberto; *kīṭe*—de insetos; *kāṭe*—mordendo; *nirantara*—continuamente; *asahya*—insuportável; *vedanā*—dor; *duḥkhe*—na infelicidade; *jvalaye*—arde; *antara*—sem cessar.", "translation": "**Incessantemente coberto de germes e insetos que o mordiam por todo o corpo, Gopāla Cāpāla sentia uma dor insuportável. Seu corpo inteiro ardia em aflição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/47/", "verse_text": "gaṅgā-ghāṭe vṛkṣa-tale rahe ta' vasiyā\n\neka dina bale kichu prabhuke dekhiyā", "devanagari": "> গঙ্গাঘাটে বৃক্ষতলে রহে ত’ বসিয়া ।\n> এক দিন বলে কিছু প্রভুকে দেখিয়া ॥৪৭॥", "synonyms": "*gaṅgā-ghāṭe*—na margem do Ganges; *vṛkṣa-tale*—debaixo de uma árvore; *rahe*—permanece; *ta'*—certamente; *vasiyā*—sentado; *eka dina*—um dia; *bale*—diz; *kichu*—algo; *prabhuke*—o Senhor; *dekhiyā*—vendo.", "translation": "**Como a lepra é uma doença infecciosa, Gopāla Cāpāla deixou a aldeia para sentar-se na margem do Ganges, debaixo de uma árvore. Certo dia, porém, viu Caitanya Mahāprabhu passando por ali e dirigiu-Lhe as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/48/", "verse_text": "grāma-sambandhe āmi tomāra mātula\n\nbhāginā, mui kuṣṭha-vyādhite hañāchi vyākula", "devanagari": "> গ্রাম-সম্বন্ধে আমি তোমার মাতুল ।\n> ভাগিনা, মুই কুষ্ঠব্যাধিতে হঞাছি ব্যাকুল ॥৪৮॥", "synonyms": "*grāma-sambandhe*—numa relação de aldeia; *āmi*—eu (sou); *tomāra*—Teu; *mātula*—tio materno; *bhāgina*—sobrinho; *mui*—eu; *kuṣṭha-vyādhite*—pela doença da lepra; *hañāchi*—tornei-me; *vyākula*—demasiado afligido.", "translation": "**\"Meu querido sobrinho, sou Teu tio materno em nossa relação de aldeia. Vê, por favor, quão gravemente este ataque de lepra me afligiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/49/", "verse_text": "loka saba uddhārite tomāra avatāra\n\nmuñi baḍa dukhī, more karaha uddhāra", "devanagari": "> লোক সব উদ্ধারিতে তোমার অবতার ।\n> মুঞি বড় দুখী, মোরে করহ উদ্ধার ॥৪৯॥", "synonyms": "*loka*—pessoas; *saba*—todas; *uddhārite*—para libertar; *tomāra*—Tua; *avatāra*—encarnação; *muñi*—eu (sou); *baḍa*—muito; *dukhī*—infeliz; *more*—a mim; *karaha*—por favor, concede; *uddhāra*—libertação.", "translation": "**\"Como encarnação de Deus, estás libertando tantas almas caídas. Eu também sou uma alma caída e muitíssimo infeliz. Liberta-me, por favor, por Tua misericórdia.\"**", "purport": "Ao que parece, embora Gopāla Cāpāla fosse pecaminoso, falador e ofensivo, possuía, não obstante, a qualidade da simplicidade. Assim, acreditava que Caitanya Mahāprabhu fosse a encarnação da Suprema Personalidade de Deus que viera libertar todas as almas caídas, e apelou por sua própria libertação, buscando a misericórdia do Senhor. Não sabia, contudo, que a libertação dos caídos não consiste em curar suas doenças corporais, embora seja também um fato que, quando um homem se liberta das garras materiais, suas doenças corporais materiais se curam automaticamente. Gopāla Cāpāla simplesmente queria ver-se livre dos sofrimentos corporais da lepra, mas Śrī Caitanya, embora acolhesse seu apelo sincero, quis informá-lo da verdadeira causa do sofrimento."}
{"ref": "cc/adi/17/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/50/", "verse_text": "eta śuni' mahāprabhura ha-ila kruddha mana\n\nkrodhāveśe bale tāre tarjana-vacana", "devanagari": "> এত শুনি’ মহাপ্রভুর হইল ক্রুদ্ধ মন ।\n> ক্রোধাবেশে বলে তারে তর্জন-বচন ॥৫০॥", "synonyms": "*eta*—assim; *śuni'*—ouvindo; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ila*—houve; *kruddha*—irada; *mana*—mente; *krodha-āveśe*—num intenso acesso de ira; *bale*—diz; *tāre*—a ele; *tarjana*—repreensão; *vacana*—palavras.", "translation": "**Ao ouvir isso, Caitanya Mahāprabhu mostrou-Se muito irado e, naquele estado de cólera, dirigiu-lhe algumas palavras de repreensão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/51/", "verse_text": "āre pāpi, bhakta-dveṣi, tore na uddhārimu\n\nkoṭi-janma ei mate kīḍāya khāoyāimu", "devanagari": "> আরে পাপি, ভক্তদ্বেষি, তোরে না উদ্ধারিমু ।\n> কোটিজন্ম এই মতে কীড়ায় খাওয়াইমু ॥৫১॥", "synonyms": "*āre*—ó; *pāpi*—pessoa pecaminosa; *bhakta-dveṣi*—invejoso dos devotos; *tore*—a ti; *nā uddhārimu*—não te libertarei; *koṭi-janma*—por dez milhões de nascimentos; *ei mate*—desta maneira; *kīḍāya*—pelos germes; *khāoyāimu*—farei com que sejas mordido.", "translation": "**\"Ó pessoa pecaminosa, invejosa dos devotos puros, não te libertarei! Ao contrário, farei com que sejas mordido por estes germes por muitos milhões de anos.**", "purport": "Devemos observar aqui que todos os nossos sofrimentos neste mundo material, especialmente os provenientes de doenças, devem-se a nossas atividades pecaminosas passadas. E, de todas as atividades pecaminosas, as ações dirigidas contra um devoto puro por pura inveja são consideradas extremamente graves. Śrī Caitanya Mahāprabhu quis que Gopāla Cāpāla compreendesse a causa de seu sofrimento. Qualquer pessoa que perturbe um devoto puro empenhado em difundir o santo nome do Senhor é certamente punida como Gopāla Cāpāla. Esta é a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Como veremos, aquele que ofende um devoto puro jamais poderá satisfazer Caitanya Mahāprabhu, a menos que se arrependa sinceramente de sua ofensa e assim a retifique."}
{"ref": "cc/adi/17/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/52/", "verse_text": "śrīvāse karāili tui bhavānī-pūjana\n\nkoṭi janma habe tora raurave patana", "devanagari": "> শ্রীবাসে করাইলি তুই ভবানী-পূজন ।\n> কোটি জন্ম হবে তোর রৌরবে পতন ॥৫২॥", "synonyms": "*śrīvāse*—a Śrīvāsa Ṭhākura; *karāili*—fizeste fazer; *tui*—tu; *bhavānī-pūjana*—adoração da deusa Bhavānī; *koṭi janma*—por dez milhões de nascimentos; *habe*—haverá; *tora*—tua; *raurave*—no inferno; *patana*—queda.", "translation": "**\"Fizeste parecer que Śrīvāsa Ṭhākura estivesse adorando a deusa Bhavānī. Apenas por esta ofensa, terás de cair na vida infernal por dez milhões de nascimentos.**", "purport": "Há muitos seguidores do tantra que praticam a arte negra de adorar a deusa Bhavānī num crematório, desejando comer carne e beber vinho. Esses tolos também consideram esta bhavānī-pūjā tão boa quanto a adoração ao Senhor Kṛṣṇa em serviço devocional. Tais atividades tântricas abomináveis, realizadas por supostos svāmīs e yogīs, são aqui condenadas, porém, pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu. Ele declara que essa bhavānī-pūjā para beber vinho e comer carne mergulha rapidamente a pessoa na vida infernal. O próprio método de adoração já é infernal, e seus resultados também devem ser infernais e nada mais.\n\nMuitos patifes dizem que, seja qual for o caminho que a pessoa aceite, ela alcançará por fim o Brahman. Contudo, podemos ver por este verso como tais pessoas alcançam o Brahman. O Brahman espalha-se por toda parte, mas a apreciação do Brahman em diferentes objetos conduz a diferentes resultados. No *Bhagavad-gītā* (4.11), o Senhor diz: ye yathā māṁ prapadyante tāṁs tathaiva bhajāmy aham — \"Eu recompenso cada um segundo sua rendição a Mim.\" Os māyāvādīs certamente percebem o Brahman em certos aspectos, mas a percepção do Brahman nos aspectos de vinho, mulheres e carne não é a mesma percepção do Brahman que os devotos alcançam ao cantar, dançar e comer prasāda. Os filósofos māyāvādīs, sendo educados num conhecimento mesquinho, julgam que todas as espécies de percepção do Brahman são uma e a mesma, e não levam em conta as variedades. Mas, embora Kṛṣṇa esteja em toda parte, por Sua potência inconcebível Ele simultaneamente não está em toda parte. Assim, a percepção do Brahman no culto tântrico não é a mesma percepção do Brahman dos devotos puros. A menos que a pessoa alcance o ponto mais elevado da percepção do Brahman, a consciência de Kṛṣṇa, ela é punível. Todas as pessoas, exceto os devotos conscientes de Kṛṣṇa, são em certa proporção pāṣaṇḍīs, ou demônios, e, portanto, são puníveis pelo Senhor Supremo, a Personalidade de Deus, conforme se afirma a seguir."}
{"ref": "cc/adi/17/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/53/", "verse_text": "pāṣaṇḍī saṁhārite mora ei avatāra\n\npāṣaṇḍī saṁhāri' bhakti karimu pracāra", "devanagari": "> পাষণ্ডী সংহারিতে মোর এই অবতার ।\n> পাষণ্ডী সংহারি’ ভক্তি করিমু প্রচার ॥৫৩॥", "synonyms": "*pāṣaṇḍī*—demônios, ateus; *saṁhārite*—para matar; *mora*—Minha; *ei*—esta; *avatāra*—encarnação; *pāṣaṇḍī*—ateu; *saṁhāri'*—matando; *bhakti*—serviço devocional; *karimu*—farei; *pracāra*—pregação.", "translation": "**\"Apareci nesta encarnação para matar os demônios [pāṣaṇḍīs] e, depois de matá-los, pregar o culto do serviço devocional.\"**", "purport": "A missão do Senhor Caitanya é a mesma que a do Senhor Kṛṣṇa, como Ele afirma no *Bhagavad-gītā* (4.7-8):\n\nyadā yadā hi dharmasya\nglānir bhavati bhārata\nabhyutthānam adharmasya\ntadātmānaṁ sṛjāmy aham\n\nparitrāṇāya sādhūnāṁ\nvināśāya ca duṣkṛtām\ndharma-saṁsthāpanārthāya\nsambhavāmi yuge yuge\n\n\"Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensão predominante da irreligião — nesse momento, Eu próprio Me manifesto. A fim de libertar os piedosos e aniquilar os malfeitores, bem como restabelecer os princípios da religião, Eu Mesmo venho, milênio após milênio.\"\n\nComo se explica aqui, o verdadeiro propósito de uma encarnação de Deus é matar os ateus e proteger os devotos. Ele não diz, como tantas encarnações patifes, que tanto os ateus quanto os devotos estão no mesmo plano. Śrī Caitanya Mahāprabhu, ou o Senhor Śrī Kṛṣṇa, a verdadeira Personalidade de Deus, não defende tal ideia.\n\nOs ateus são puníveis, ao passo que os devotos devem ser protegidos. Manter este princípio é a missão de todos os avatāras, ou encarnações. Deve-se, portanto, identificar uma encarnação por Suas atividades, não por votação popular nem por invencionices mentais. Śrī Caitanya Mahāprabhu deu proteção aos devotos e matou muitos demônios no curso de Seu trabalho de pregação. Ele mencionou especificamente que os filósofos māyāvādīs são os maiores demônios. Por isso, advertiu a todos os demais a não ouvirem a filosofia māyāvāda. Māyāvādi-bhāṣya śunile haya sarva-nāśa. Pelo simples fato de ouvir a interpretação māyāvāda dos śāstras, a pessoa está condenada (Cc. Madhya 6.169)."}
{"ref": "cc/adi/17/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/54/", "verse_text": "eta bali' gelā prabhu karite gaṅgā-snāna\n\nsei pāpī duḥkha bhoge, nā yāya parāṇa", "devanagari": "> এত বলি’ গেলা প্রভু করিতে গঙ্গাস্নান ।\n> সেই পাপী দুঃখ ভোগে, না যায় পরাণ ॥৫৪॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *gelā*—partiu; *prabhu*—o Senhor; *karite*—para tomar; *gaṅgā-snāna*—um banho no Ganges; *sei*—aquele; *pāpī*—homem pecaminoso; *duḥkha*—dores; *bhoge*—sofre; *nā*—não; *yāya*—vai embora; *parāṇa*—a vida.", "translation": "**Depois de dizer isso, o Senhor partiu para tomar Seu banho no Ganges, e aquele homem pecaminoso não entregou a vida, mas continuou a sofrer.**", "purport": "Ao que parece, um ofensor de um vaiṣṇava continua a sofrer e não entrega a vida. Vimos, de fato, que um grande vaiṣṇava-aparādhī sofre continuamente tanto que lhe é difícil mover-se, e mesmo assim não morre."}
{"ref": "cc/adi/17/55-56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/55-56/", "verse_text": "sannyāsa kariyā yabe prabhu nīlācale gelā\n\ntathā haite yabe kuliyā grāme āilā\n\ntabe sei pāpī prabhura la-ila śaraṇa\n\nhita upadeśa kaila ha-iyā karuṇa", "devanagari": "> সন্ন্যাস করিয়া যবে প্রভু নীলাচলে গেলা ।\n> তথা হৈতে যবে কুলিয়া গ্রামে আইলা ॥৫৫॥\n> তবে সেই পাপী প্রভুর লইল শরণ ।\n> হিত উপদেশ কৈল হইয়া করুণ ॥৫৬॥", "synonyms": "*sannyāsa kariyā*—após aceitar a ordem de vida renunciada; *yabe*—quando; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *gelā*—foi; *tathā haite*—de lá; *yabe*—quando; *kuliyā*—de nome Kuliyā; *grāme*—à aldeia; *āilā*—regressou; *tabe*—nesse momento; *sei*—aquele; *pāpī*—homem pecaminoso; *prabhura*—do Senhor; *la-ila*—tomou; *śaraṇa*—refúgio; *hita*—benéfico; *upadeśa*—conselho; *kaila*—deu; *ha-iyā*—tornando-Se; *karuṇa*—misericordioso.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya, após aceitar a ordem de vida renunciada, foi a Jagannātha Purī e depois regressou à aldeia de Kuliyā, em Seu retorno aquele homem pecaminoso refugiou-se aos pés de lótus do Senhor. O Senhor, sendo misericordioso para com ele, deu-lhe instruções para o seu benefício.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, em seu Anubhāṣya, fez a seguinte nota a respeito da aldeia de Kuliyā. A aldeia originalmente conhecida como Kuliyā desenvolveu-se até converter-se no que é hoje a cidade de Navadvīpa. Em vários livros autorizados, como o Bhakti-ratnākara, o Caitanya-carita-mahākāvya, o Caitanya-candrodaya-nāṭaka e o *Caitanya-bhāgavata*, menciona-se que a aldeia de Kuliyā fica no lado ocidental do Ganges. Ainda agora, dentro da área conhecida como Koladvīpa, há um lugar conhecido como kuliāra gañja e um lugar chamado kuliāra daha, ambos dentro da jurisdição do atual município de Navadvīpa. Na época do Senhor Caitanya Mahāprabhu, havia duas aldeias, chamadas Kuliyā e Pāhāḍapura, no lado ocidental do Ganges, ambas pertencentes à jurisdição de Bāhiradvīpa. Naquele tempo, o lugar no lado oriental do Ganges hoje conhecido como Antardvīpa era conhecido como Navadvīpa. Em Śrī Māyāpur, esse lugar ainda é conhecido como Dvīpera Māṭha. Há outro lugar de nome Kuliyā perto de Kāṅcaḍāpāḍā, mas não é a mesma Kuliyā aqui mencionada. Não pode ser aceito como aparādha-bhañjanera pāṭa, ou o lugar onde a ofensa foi perdoada, pois isso ocorreu na referida Kuliyā, no lado ocidental do Ganges. Por razões comerciais, muitas pessoas invejosas se opõem à escavação do lugar verdadeiro e, às vezes, anunciam lugares não autorizados como sendo o autorizado."}
{"ref": "cc/adi/17/57-58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/57-58/", "verse_text": "śrīvāsa paṇḍitera sthāne āche aparādha\n\ntathā yāha, teṅho yadi karena prasāda\n\ntabe tora habe ei pāpa-vimocana\n\nyadi punaḥ aiche nāhi kara ācaraṇa", "devanagari": "> শ্রীবাস পণ্ডিতের স্থানে আছে অপরাধ ।\n> তথা যাহ, তেঁহো যদি করেন প্রসাদ ॥৫৭॥\n> তবে তোর হবে এই পাপ-বিমোচন ।\n> যদি পুনঃ ঐছে নাহি কর আচরণ ॥৫৮॥", "synonyms": "*śrīvāsa paṇḍitera*—de Śrīvāsa Ṭhākura; *sthāne*—aos pés de lótus; *āche*—há; *aparādha*—ofensa; *tathā*—lá; *yāha*—vai; *teṅho*—ele; *yadi*—se; *karena*—concede; *prasāda*—bênçãos; *tabe*—então; *tora*—tua; *habe*—haverá; *ei*—esta; *pāpa-vimocana*—imunidade à reação pecaminosa; *yadi*—se; *punaḥ*—de novo; *aiche*—tal; *nāhi kara*—não cometes; *ācaraṇa*—comportamento.", "translation": "**\"Cometeste uma ofensa aos pés de lótus de Śrīvāsa Ṭhākura\", disse o Senhor. \"Primeiro deves ir até lá e implorar por sua misericórdia; então, se ele te conceder suas bênçãos e tu não voltares a cometer tais pecados, ficarás livre destas reações.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/59/", "verse_text": "tabe vipra la-ila āsi śrīvāsa śaraṇa\n\ntāṅhāra kṛpāya haila pāpa-vimocana", "devanagari": "> তবে বিপ্র লইল আসি শ্রীবাস শরণ ।\n> তাঁহার কৃপায় হৈল পাপ-বিমোচন ॥৫৯॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *vipra*—o brāhmaṇa (Gopāla Cāpāla); *la-ila*—refugiou-se; *āsi*—vindo; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *śaraṇa*—no refúgio de seus pés de lótus; *tāṅhāra kṛpāya*—por sua misericórdia; *haila*—ficou; *pāpa-vimocana*—livre de toda reação pecaminosa.", "translation": "**Então o brāhmaṇa, Gopāla Cāpāla, foi até Śrīvāsa Ṭhākura e refugiou-se em seus pés de lótus; e, pela misericórdia de Śrīvāsa Ṭhākura, ficou livre de todas as reações pecaminosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/60/", "verse_text": "āra eka vipra āila kīrtana dekhite\n\ndvāre kapāṭa,--nā pāila bhitare yāite", "devanagari": "> আর এক বিপ্র আইল কীর্তন দেখিতে ।\n> দ্বারে কপাট, — না পাইল ভিতরে যাইতে ॥৬০॥", "synonyms": "*āra*—outro; *eka*—um; *vipra*—brāhmaṇa; *āila*—veio; *kīrtana*—canto do mantra Hare Kṛṣṇa; *dekhite*—para ver; *dvāre*—no portão; *kapāṭa*—a porta (estando fechada); *nā pāila*—não conseguiu; *bhitare*—dentro; *yāite*—ir.", "translation": "**Outro brāhmaṇa também veio para ver a execução do kīrtana, mas a porta estava fechada, e ele não pôde entrar no salão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/61/", "verse_text": "phiri' gela vipra ghare mane duḥkha pāñā\n\nāra dina prabhuke kahe gaṅgāya lāga pāñā", "devanagari": "> ফিরি’ গেল বিপ্র ঘরে মনে দুঃখ পাঞা ।\n> আর দিন প্রভুকে কহে গঙ্গায় লাগ পাঞা ॥৬১॥", "synonyms": "*phiri' gela*—voltou; *vipra*—o brāhmaṇa; *ghare*—para sua casa; *mane*—em sua mente; *duḥkha*—infelicidade; *pāñā*—sentindo; *āra dina*—no dia seguinte; *prabhuke*—ao Senhor; *kahe*—diz; *gaṅgāya*—na margem do Ganges; *lāga*—contato; *pāñā*—conseguindo.", "translation": "**Ele voltou para casa com a mente infeliz, mas, no dia seguinte, encontrou o Senhor Caitanya na margem do Ganges e falou-Lhe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/62/", "verse_text": "śāpiba tomāre muñi, pāñāchi mano-duḥkha\n\npaitā chiṇḍiyā śāpe pracaṇḍa durmukha", "devanagari": "> শাপিব তোমারে মুঞি, পাঞাছি মনোদুঃখ ।\n> পৈতা ছিণ্ডিয়া শাপে প্রচণ্ড দুর্মুখ ॥৬২॥", "synonyms": "*śāpiba*—vou amaldiçoar; *tomāre*—a Ti; *muñi*—eu; *pāñāchi*—tenho; *manaḥ-duḥkha*—mente muito magoada; *paitā*—cordão sagrado; *chiṇḍiyā*—arrebentando; *śāpe*—amaldiçoando; *pracaṇḍa*—ferozmente; *durmukha*—aquele que fala com aspereza.", "translation": "**Aquele brāhmaṇa era perito em falar com aspereza e amaldiçoar os outros. Assim, ele arrebentou seu cordão sagrado e declarou: \"Agora vou amaldiçoar-Te, pois Teu comportamento magoou-me profundamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/63/", "verse_text": "saṁsāra-sukha tomāra ha-uka vināśa\n\nśāpa śuni' prabhura citte ha-ila ullāsa", "devanagari": "> সংসার-সুখ তোমার হউক বিনাশ ।\n> শাপ শুনি’ প্রভুর চিত্তে হইল উল্লাস ॥৬৩॥", "synonyms": "*saṁsāra-sukha*—felicidade material; *tomāra*—Tua; *ha-uka*—que se torne; *vināśa*—toda destruída; *śāpa śuni'*—ouvindo esta maldição; *prabhura*—do Senhor; *citte*—dentro de Sua mente; *ha-ila*—houve; *ullāsa*—júbilo.", "translation": "**O brāhmaṇa amaldiçoou o Senhor: \"Ficarás privado de toda felicidade material!\" Quando o Senhor ouviu isso, sentiu grande júbilo dentro de Si.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/64/", "verse_text": "prabhura śāpa-vārtā yei śune śraddhāvān\n\nbrahma-śāpa haite tāra haya paritrāṇa", "devanagari": "> প্রভুর শাপ-বার্তা যেই শুনে শ্রদ্ধাবান্ ।\n> ব্রহ্মশাপ হৈতে তার হয় পরিত্রাণ ॥৬৪॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *śāpa-vārtā*—o incidente da maldição; *yei*—todo aquele que; *śune*—ouve; *śraddhāvān*—com afeição; *brahma-śāpa*—maldição de um brāhmaṇa; *haite*—de; *tāra*—sua; *haya*—torna-se; *paritrāṇa*—libertação.", "translation": "**Toda pessoa fiel que ouve falar desta maldição que o brāhmaṇa lançou sobre o Senhor Caitanya livra-se de todas as maldições bramânicas.**", "purport": "Deve-se saber, com firme convicção, que o Senhor, sendo transcendental, jamais está sujeito a qualquer maldição ou bênção. Apenas as entidades vivas comuns estão sujeitas a maldições e às punições de Yamarāja. Como a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu está além de tais punições e bênçãos. Quando alguém compreende este fato com fé e amor, fica pessoalmente livre de todas as maldições proferidas por brāhmaṇas ou por quem quer que seja. Este incidente não é mencionado no *Caitanya-bhāgavata*."}
{"ref": "cc/adi/17/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/65/", "verse_text": "mukunda-dattere kaila daṇḍa-parasāda\n\nkhaṇḍila tāhāra cittera saba avasāda", "devanagari": "> মুকুন্দ-দত্তেরে কৈল দণ্ড-পরসাদ ।\n> খণ্ডিল তাহার চিত্তের সব অবসাদ ॥৬৫॥", "synonyms": "*mukunda-dattere*—a Mukunda Datta; *kaila*—concedeu; *daṇḍa*—punição; *parasāda*—bênção; *khaṇḍila*—destruiu; *tāhāra*—sua; *cittera*—da mente; *saba*—todo tipo de; *avasāda*—depressões.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu abençoou Mukunda Datta com uma punição e, desse modo, destruiu toda a sua depressão mental.**", "purport": "Certa vez, Mukunda Datta foi proibido de entrar na companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu por causa de seu convívio com os impersonalistas māyāvādīs. Quando o Senhor Caitanya manifestou Seu mahā-prakāśa, chamou todos os devotos, um após o outro, e abençoou-os, enquanto Mukunda Datta permanecia do lado de fora da porta. Os devotos informaram ao Senhor que Mukunda Datta esperava lá fora, mas o Senhor respondeu: \"Não ficarei satisfeito tão cedo com Mukunda Datta, pois ele explica o serviço devocional entre os devotos, mas depois vai até os māyāvādīs para ouvir deles o Yoga-vāśiṣṭha-rāmāyaṇa, que está repleto da filosofia māyāvāda. Por isso, estou muito descontente com ele.\" Ao ouvir o Senhor falar dessa maneira, Mukunda Datta, que estava do lado de fora, ficou imensamente contente por saber que o Senhor algum dia ficaria satisfeito com ele, embora não estivesse satisfeito naquele momento. Mas, quando o Senhor compreendeu que Mukunda Datta iria abandonar a companhia dos māyāvādīs para sempre, ficou satisfeito e imediatamente o chamou para vê-lo. Assim, livrou-o da companhia dos māyāvādīs e deu-lhe a companhia de devotos puros."}
{"ref": "cc/adi/17/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/66/", "verse_text": "ācārya-gosāñire prabhu kare guru-bhakti\n\ntāhāte ācārya baḍa haya duḥkha-mati", "devanagari": "> আচার্য গোসাঞিরে প্রভু করে গুরুভক্তি ।\n> তাহাতে আচার্য বড় হয় দুঃখমতি ॥৬৬॥", "synonyms": "*ācārya-gosāñire*—a Advaita Ācārya; *prabhu*—o Senhor; *kare*—presta; *guru-bhakti*—oferecendo respeitos como a um mestre espiritual; *tāhāte*—desse modo; *ācārya*—Advaita Ācārya; *baḍa*—muito; *haya*—fica; *duḥkha-mati*—magoado.", "translation": "**O Senhor Caitanya respeitava Advaita Ācārya como Seu mestre espiritual, mas Advaita Ācārya Prabhu ficava muito magoado com tal comportamento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/67/", "verse_text": "bhaṅgī kari' jñāna-mārga karila vyākhyāna\n\nkrodhāveśe prabhu tāre kaila avajñāna", "devanagari": "> ভঙ্গী করি’ জ্ঞানমার্গ করিল ব্যাখ্যান ।\n> ক্রোধাবেশে প্রভু তারে কৈল অবজ্ঞান ॥৬৭॥", "synonyms": "*bhaṅgī kari'*—fazendo isso por brincadeira; *jñāna-mārga*—o caminho da especulação filosófica; *karila*—fez; *vyākhyāna*—explanação; *krodha-āveśe*—no estado de ânimo de ira; *prabhu*—o Senhor; *tāre*—a Ele; *kaila*—fez; *avajñāna*—desrespeito.", "translation": "**Assim, Ele caprichosamente começou a explicar o caminho da especulação filosófica e, em Sua ira, o Senhor aparentemente O desrespeitou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/68/", "verse_text": "tabe ācārya-gosāñira ānanda ha-ila\n\nlajjita ha-iyā prabhu prasāda karila", "devanagari": "> তবে আচার্য-গোসাঞির আনন্দ হইল ।\n> লজ্জিত হইয়া প্রভু প্রসাদ করিল ॥৬৮॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *ācārya-gosāñira*—de Advaita Ācārya; *ānanda*—prazer; *ha-ila*—despertou; *lajjita*—envergonhado; *ha-iyā*—ficando; *prabhu*—o Senhor; *prasāda*—bênção; *karila*—ofereceu.", "translation": "**Naquele momento, Advaita Ācārya ficou muito satisfeito. O Senhor compreendeu isso e ficou um tanto envergonhado, mas ofereceu Sua bênção a Advaita Ācārya.**", "purport": "Advaita Ācārya foi discípulo de Mādhavendra Purī, o mestre espiritual de Īśvara Purī. Portanto, Īśvara Purī, o mestre espiritual de Śrī Caitanya Mahāprabhu, era irmão espiritual de Advaita Ācārya. Sendo assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu tratava Advaita Ācārya como Seu mestre espiritual, mas Śrī Advaita Ācārya não gostava desse comportamento do Senhor Caitanya, pois desejava ser tratado como Seu servo eterno. A aspiração de Advaita Prabhu era ser servo do Senhor, e não Seu mestre espiritual. Por isso, Ele tramou um plano para contrariar o Senhor. Começou a explicar o caminho da especulação filosófica no meio de alguns māyāvādīs desafortunados e, quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu soube disso, foi imediatamente até lá e, num estado de ânimo muito irado, começou a bater em Advaita Ācārya. Naquele momento, Advaita Ācārya, muito satisfeito, começou a dançar, dizendo: \"Vejam só como Meu desejo foi agora satisfeito! O Senhor Caitanya Mahāprabhu costumava tratar-Me com honra durante tanto tempo, mas agora Me trata com desdém. Esta é Minha recompensa. A afeição d'Ele por Mim é tão grande que Ele quis salvar-Me das mãos dos māyāvādīs.\" Ao ouvir esta afirmação, o Senhor Caitanya Mahāprabhu ficou um tanto envergonhado, mas muito satisfeito com Advaita Ācārya."}
{"ref": "cc/adi/17/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/69/", "verse_text": "murāri-gupta-mukhe śuni' rāma-guṇa-grāma\n\nlalāṭe likhila tāṅra 'rāmadāsa' nāma", "devanagari": "> মুরারিগুপ্ত-মুখে শুনি’ রাম-গুণগ্রাম ।\n> ললাটে লিখিল তাঁর ‘রামদাস’ নাম ॥৬৯॥", "synonyms": "*murāri-gupta*—de Murāri Gupta; *mukhe*—da boca; *śuni'*—ouvindo; *rāma*—do Senhor Rāmacandra; *guṇa-grāma*—glórias; *lalāṭe*—na testa; *likhila*—escreveu; *tāṅra*—de Murāri Gupta; *rāma-dāsa*—o servo eterno do Senhor Rāmacandra; *nāma*—o nome.", "translation": "**Murāri Gupta era um grande devoto do Senhor Rāmacandra. Quando o Senhor Caitanya ouviu as glórias do Senhor Rāmacandra de sua boca, escreveu-lhe imediatamente na testa \"rāmadāsa\" [o servo eterno do Senhor Rāmacandra].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/70/", "verse_text": "śrīdharera lauha-pātre kaila jala-pāna\n\nsamasta bhaktere dila iṣṭa vara-dāna", "devanagari": "> শ্রীধরের লৌহপাত্রে কৈল জলপান ।\n> সমস্ত ভক্তেরে দিল ইষ্ট বরদান ॥৭০॥", "synonyms": "*śrīdharera*—de Śrīdhara; *lauha-pātre*—do pote de ferro; *kaila*—fez; *jala-pāna*—beber de água; *samasta*—todos; *bhaktere*—aos devotos; *dila*—concedeu; *iṣṭa*—desejada; *vara-dāna*—bênção.", "translation": "**Certa vez, após o kīrtana, o Senhor Caitanya Mahāprabhu foi à casa de Śrīdhara e bebeu água de seu pote de ferro estragado. Em seguida, concedeu Sua bênção a todos os devotos de acordo com seus desejos.**", "purport": "Depois do nagara-saṅkīrtana em massa, em protesto contra o magistrado Chand Kazi, o Kazi converteu-se em devoto. Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu voltou com Seu grupo de saṅkīrtana à casa de Śrīdhara, e Chand Kazi seguiu-O. Todos os devotos descansaram ali por algum tempo e beberam água do pote de ferro estragado de Śrīdhara. O Senhor aceitou a água porque o pote pertencia a um devoto. Chand Kazi voltou, então, para casa. O lugar onde descansaram ainda se situa no lado nordeste de Māyāpur, e é conhecido como kīrtana-viśrāma-sthāna, \"o lugar de descanso do grupo de kīrtana\"."}
{"ref": "cc/adi/17/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/71/", "verse_text": "haridāsa ṭhākurere karila prasāda\n\nācārya-sthāne mātāra khaṇḍāila aparādha", "devanagari": "> হরিদাস ঠাকুরেরে করিল প্রসাদ ।\n> আচার্য-স্থানে মাতার খণ্ডাইল অপরাধ ॥৭১॥", "synonyms": "*haridāsa ṭhākurere*—a Haridāsa Ṭhākura; *karila*—concedeu; *prasāda*—bênção; *ācārya-sthāne*—no lar de Advaita Ācārya; *mātāra*—de Śacīmātā; *khaṇḍāila*—destruiu; *aparādha*—a ofensa.", "translation": "**Após este incidente, o Senhor abençoou Haridāsa Ṭhākura e destruiu a ofensa de Sua mãe no lar de Advaita Ācārya.**", "purport": "No dia do mahā-prakāśa, o Senhor Caitanya Mahāprabhu abraçou Haridāsa Ṭhākura e informou-lhe que ele não era outro senão uma encarnação de Prahlāda Mahārāja. Quando Viśvarūpa aceitou sannyāsa, Śacīmātā pensou que Advaita Ācārya O havia persuadido a fazê-lo. Por isso, ela O acusou disso, o que foi uma ofensa aos pés de lótus de Advaita Ācārya. Mais tarde, o Senhor Caitanya induziu Sua mãe a tomar a poeira dos pés de lótus de Advaita Ācārya e, assim, sua vaiṣṇava-aparādha foi anulada."}
{"ref": "cc/adi/17/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/72/", "verse_text": "bhakta-gaṇe prabhu nāma-mahimā kahila\n\nśuniyā paḍuyā tāhāṅ artha-vāda kaila", "devanagari": "> ভক্তগণে প্রভু নাম-মহিমা কহিল ।\n> শুনিয়া পড়ুয়া তাহাঁ অর্থবাদ কৈল ॥৭২॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇe*—aos devotos; *prabhu*—o Senhor; *nāma-mahimā*—glórias do santo nome; *kahila*—explicou; *śuniyā*—ouvindo; *paḍuyā*—os estudantes; *tāhāṅ*—ali; *artha-vāda*—interpretação; *kaila*—fizeram.", "translation": "**Certa vez, o Senhor explicou as glórias do santo nome aos devotos, mas alguns estudantes comuns que O ouviram criaram sua própria interpretação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/73/", "verse_text": "nāme stuti-vāda śuni' prabhura haila duḥkha\n\nsabāre niṣedhila,--ihāra nā dekhiha mukha", "devanagari": "> নামে স্তুতিবাদ শুনি’ প্রভুর হৈল দুঃখ ।\n> সবারে নিষেধিল, — ইহার না দেখিহ মুখ ॥৭৩॥", "synonyms": "*nāme*—no santo nome do Senhor; *stuti-vāda*—exagero; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—do Senhor; *haila*—ficou; *duḥkha*—magoado; *sabāre*—a todos; *niṣedhila*—advertiu; *ihāra*—dele; *nā*—não; *dekhiha*—vejam; *mukha*—rosto.", "translation": "**Quando um estudante interpretou as glórias do santo nome como uma oração de exagero, Śrī Caitanya Mahāprabhu, muito infeliz, imediatamente advertiu a todos que não vissem o rosto daquele estudante dali em diante.**", "purport": "Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu explicou as glórias da potência transcendental do santo nome do Senhor, o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, um estudante desafortunado disse que tal glorificação do santo nome era um exagero contido nos śāstras para induzir as pessoas a aceitá-lo. Dessa maneira, o estudante interpretou as glórias do santo nome. Isso se chama artha-vāda, e é uma das dez ofensas aos pés de lótus do santo nome do Senhor. Há muitos tipos de ofensas, mas a ofensa conhecida como nāma-aparādha, uma ofensa aos pés de lótus do santo nome, é extremamente perigosa. Por isso, o Senhor advertiu a todos que não vissem o rosto do ofensor. Ele imediatamente tomou um banho no Ganges com toda a Sua roupa, a fim de ensinar a todos a evitar tal nāma-aparādha. O santo nome é idêntico à Suprema Personalidade de Deus. Não há diferença entre a pessoa de Deus e Seu santo nome. Esta é a posição absoluta da Suprema Personalidade de Deus. Portanto, aquele que faz distinção entre o Senhor e Seu nome é chamado de pāṣaṇḍī, ou descrente, um demônio ateísta. A glorificação do santo nome é a glorificação da Suprema Personalidade de Deus. Jamais se deve tentar fazer distinção entre o Senhor e Seu nome, ou interpretar as glórias do santo nome como meros exageros."}
{"ref": "cc/adi/17/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/74/", "verse_text": "sagaṇe sacele giyā kaila gaṅgā-snāna\n\nbhaktira mahimā tāhāṅ karila vyākhyāna", "devanagari": "> সগণে সচেলে গিয়া কৈল গঙ্গাস্নান ।\n> ভক্তির মহিমা তাহাঁ করিল ব্যাখ্যান ॥৭৪॥", "synonyms": "*sa-gaṇe*—com Seus seguidores; *sa-cele*—sem trocar as roupas; *giyā*—indo; *kaila*—fez; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *bhaktira*—do serviço devocional; *mahimā*—glórias; *tāhāṅ*—ali; *karila*—fez; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**Sem sequer trocar de roupas, o Senhor Caitanya tomou banho no Ganges com Seus companheiros. Ali, Ele explicou as glórias do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/75/", "verse_text": "jñāna-karma-yoga-dharme nahe kṛṣṇa vaśa\n\nkṛṣṇa-vaśa-hetu eka--prema-bhakti-rasa", "devanagari": "> জ্ঞান-কর্ম-যোগ-ধর্মে নহে কৃষ্ণ বশ ।\n> কৃষ্ণবশ-হেতু এক — প্রেমভক্তি-রস ॥৭৫॥", "synonyms": "*jñāna*—a senda do conhecimento especulativo; *karma*—atividades fruitivas; *yoga*—o processo de controlar os sentidos; *dharme*—nas atividades, em tal ocupação; *nahe*—não é; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vaśa*—satisfeito; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *vaśa*—para a satisfação; *hetu*—razão; *eka*—uma; *prema*—amor; *bhakti*—serviço devocional; *rasa*—tal doçura.", "translation": "**\"Seguindo as sendas do conhecimento filosófico especulativo, da atividade fruitiva ou do yoga místico para controlar os sentidos, ninguém pode satisfazer Kṛṣṇa, o Senhor Supremo. O amor devocional imaculado por Kṛṣṇa é a única causa da satisfação do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/76/", "verse_text": "na sādhayati māṁ yogo\n\nna sāṅkhyaṁ dharma uddhava\n\nna svādhyāyas tapas tyāgo\n\nyathā bhaktir mamorjitā", "devanagari": "> ন সাধয়তি মাং যোগো ন সাঙ্খ্যং ধর্ম উদ্ধব ।\n> ন স্বাধ্যায়স্তপস্ত্যাগো যথা ভক্তির্মমোর্জিতা ॥৭৬॥", "synonyms": "*na*—nunca; *sādhayati*—faz permanecer satisfeito; *mām*—a Mim; *yogaḥ*—o processo de controle; *na*—nem; *sāṅkhyam*—o processo de obter conhecimento filosófico acerca da Verdade Absoluta; *dharmaḥ*—tal ocupação; *uddhava*—Meu querido Uddhava; *na*—nem; *svādhyāyaḥ*—o estudo dos Vedas; *tapaḥ*—austeridades; *tyāgaḥ*—renúncia, aceitação de sannyāsa ou caridade; *yathā*—tanto quanto; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *mama*—a Mim; *ūrjitā*—desenvolvido.", "translation": "**\"[A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, disse:] 'Meu querido Uddhava, nem por meio do aṣṭāṅga-yoga [o sistema de yoga místico para controlar os sentidos], nem pelo monismo impessoal ou por um estudo analítico da Verdade Absoluta, nem pelo estudo dos *Vedas*, nem pela prática de austeridades, nem pela caridade, nem pela aceitação de sannyāsa pode alguém satisfazer-Me tanto quanto pode ao desenvolver serviço devocional imaculado a Mim.' \"**", "purport": "Os karmīs, jñānīs, yogīs, tapasvīs e estudantes da literatura Védica que não têm consciência de Kṛṣṇa simplesmente dão voltas sem chegar a lugar algum e não obtêm nenhum proveito final, pois não possuem conhecimento claro da Suprema Personalidade de Deus. Tampouco têm fé em aproximar-se d'Ele mediante a prática do serviço devocional, embora esse serviço seja repetidamente enfatizado em toda parte, como o é neste verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.14.20). O *Bhagavad-gītā* (Bg. 18.55) também declara: bhaktyā mām abhijānāti yāvān yaś cāsmi tattvataḥ, \"Pode-se compreender a Suprema Personalidade tal como Ele é unicamente através do serviço devocional.\" Se alguém deseja compreender a Suprema Personalidade de fato, deve trilhar a senda do serviço devocional e não desperdiçar tempo em especulação filosófica infrutífera, atividade fruitiva, prática de yoga místico ou austeridade e penitência severas. Em outra passagem do *Bhagavad-gītā* (12.5), o Senhor confirma: kleśo 'dhikataras teṣām avyaktāsakta-cetasām, \"Para aqueles cujas mentes estão apegadas ao aspecto impessoal e imanifesto do Supremo, o avanço é muito penoso.\" As pessoas apegadas ao aspecto impessoal do Senhor são obrigadas a esforçar-se muito e, ainda assim, não conseguem compreender a Verdade Absoluta. Como se explica no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.11): brahmeti paramātmeti bhagavān iti śabdyate. A menos que se compreenda a Suprema Personalidade de Deus, a fonte original tanto do Brahman quanto do Paramātmā, permanece-se na escuridão a respeito da Verdade Absoluta."}
{"ref": "cc/adi/17/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/77/", "verse_text": "murārike kahe tumi kṛṣṇa vaśa kailā\n\nśuniyā murāri śloka kahite lāgilā", "devanagari": "> মুরারিকে কহে তুমি কৃষ্ণ বশ কৈলা ।\n> শুনিয়া মুরারি শ্লোক কহিতে লাগিলা ॥৭৭॥", "synonyms": "*murārike*—a Murāri; *kahe*—diz; *tumi*—tu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vaśa*—satisfeito; *kaila*—fizeste; *śuniyā*—ouvindo; *murāri*—de nome Murāri; *śloka*—verso; *kahite*—a falar; *lāgila*—começou.", "translation": "**O Senhor Caitanya então louvou Murāri Gupta, dizendo: \"Tu satisfizeste o Senhor Kṛṣṇa.\" Ao ouvir isso, Murāri Gupta citou um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/78/", "verse_text": "kvāhaṁ daridraḥ pāpīyān\n\nkva kṛṣṇaḥ śrī-niketanaḥ\n\nbrahma-bandhur iti smāhaṁ\n\nbāhubhyāṁ parirambhitaḥ", "devanagari": "> ক্বাহং দরিদ্রঃ পাপীয়ান্ ক্ব কৃষ্ণঃ শ্রীনিকেতনঃ ।\n> ব্রহ্মবন্ধুরিতি স্মাহং বাহুভ্যাং পরিরম্ভিতঃ ॥৭৮॥", "synonyms": "*kva*—ao passo que; *aham*—eu (sou); *daridraḥ*—muito pobre; *pāpīyān*—pecaminoso; *kva*—ao passo que; *kṛṣṇaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *śrī-niketanaḥ*—o refúgio da deusa da fortuna; *brahma-bandhuḥ*—um brāhmaṇa de casta sem qualificações bramânicas; *iti*—assim; *sma*—certamente; *aham*—eu (sou); *bāhubhyām*—pelos braços; *parirambhitaḥ*—abraçado.", "translation": "**\" 'Visto que não passo de um pobre e pecaminoso brahma-bandhu, sem qualificação bramânica embora tenha nascido numa família de brāhmaṇas, e que Tu, Senhor Kṛṣṇa, és o refúgio da deusa da fortuna, é simplesmente maravilhoso, meu querido Senhor Kṛṣṇa, que Tu me tenhas abraçado com Teus braços.' \"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.81.16) proferido por Sudāmā Vipra na presença do Senhor Śrī Kṛṣṇa. Este verso e o anterior, citados do *Śrīmad-Bhāgavatam*, indicam claramente que, embora Kṛṣṇa seja tão grandioso que não é possível a ninguém satisfazê-Lo, Ele manifesta Sua grandeza ao mostrar-Se pessoalmente satisfeito mesmo com alguém que é desqualificado sob tantos pontos de vista. Sudāmā Vipra nasceu numa família de brāhmaṇas, era um erudito letrado e um colega de classe de Kṛṣṇa, e ainda assim considerava-se inapto para ser estritamente chamado de brāhmaṇa. Chamava a si mesmo de brahma-bandhu, o que significa \"aquele que nasceu numa família de brāhmaṇas mas que não possui qualificação bramânica.\" Contudo, devido a Seu grande respeito pelos brāhmaṇas, Kṛṣṇa abraçou Sudāmā Vipra, embora este não fosse um brāhmaṇa regular, e sim um brahma-bandhu, ou amigo de uma família de brāhmaṇas. Murāri Gupta não podia ser chamado nem mesmo de brahma-bandhu, pois nasceu de uma família vaidya e, segundo a estrutura social, era portanto considerado um śūdra. Mas Kṛṣṇa concedeu misericórdia especial a Murāri Gupta, porque ele era um amado devoto do Senhor, como afirma Śrī Caitanya Mahāprabhu. A essência da elaborada discussão de Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura sobre este assunto é que nenhuma qualificação neste mundo material pode satisfazer a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; no entanto, tudo se torna bem-sucedido simplesmente mediante o desenvolvimento do serviço devocional ao Senhor.\n\nOs membros da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna não podem nem mesmo chamar a si mesmos de brahma-bandhus. Por conseguinte, nosso único meio de satisfazer Kṛṣṇa é seguir as injunções do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que diz:\n\nyāre dekha, tāre kaha 'kṛṣṇa'-upadeśa\nāmāra ājñāya guru hañā tāra' ei deśa\n\n\"Quem quer que encontres, instrui-o nos ensinamentos de Kṛṣṇa. Dessa maneira, por Minha ordem, torna-te um mestre espiritual e liberta o povo deste país.\" (Cc. Madhya 7.128) Simplesmente tentando seguir as ordens de Śrī Caitanya Mahāprabhu, falamos às pessoas do mundo sobre o *Bhagavad-gītā Como Ele É*. Isso nos qualificará para satisfazer a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/17/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/79/", "verse_text": "eka-dina prabhu saba bhakta-gaṇa lañā\n\nsaṅkīrtana kari' vaise śrama-yukta hañā", "devanagari": "> একদিন প্রভু সব ভক্তগণ লঞা ।\n> সংকীর্তন করি’ বৈসে শ্রমযুক্ত হঞা ॥৭৯॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *prabhu*—o Senhor; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *lañā*—levando em Sua companhia; *saṅkīrtana*—cantando o mantra Hare Kṛṣṇa; *kari'*—assim fazendo; *vaise*—sentou-se; *śrama-yukta*—sentindo-se fatigado; *hañā*—assim estando.", "translation": "**Certo dia, o Senhor realizou saṅkīrtana com todos os Seus devotos e, quando estavam muito fatigados, sentaram-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/80/", "verse_text": "eka āmra-bīja prabhu aṅgane ropila\n\ntat-kṣaṇe janmila vṛkṣa bāḍite lāgila", "devanagari": "> এক আম্রবীজ প্রভু অঙ্গনে রোপিল ।\n> তৎক্ষণে জন্মিল বৃক্ষ বাড়িতে লাগিল ॥৮০॥", "synonyms": "*eka*—uma; *āmra-bīja*—semente de manga; *prabhu*—o Senhor; *aṅgane*—no pátio; *ropila*—semeou; *tat-kṣaṇe*—imediatamente; *janmila*—frutificou; *vṛkṣa*—uma árvore; *bāḍite*—a crescer; *lāgila*—começou.", "translation": "**O Senhor então semeou uma semente de manga no pátio e, imediatamente, a semente frutificou numa árvore que começou a crescer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/81/", "verse_text": "dekhite dekhite vṛkṣa ha-ila phalita\n\npākila aneka phala, sabei vismita", "devanagari": "> দেখিতে দেখিতে বৃক্ষ হইল ফলিত ।\n> পাকিল অনেক ফল, সবেই বিস্মিত ॥৮১॥", "synonyms": "*dekhite dekhite*—enquanto as pessoas viam; *vṛkṣa*—a árvore; *ha-ila*—tornou-se; *phalita*—plenamente crescida e cheia de frutos; *pākila*—amadureceram; *aneka*—muitos; *phala*—frutos; *sabei*—todos eles; *vismita*—tomados de assombro.", "translation": "**Diante dos olhos de todos, a árvore tornou-se plenamente crescida, com frutos que amadureceram por completo. Assim, todos ficaram tomados de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/82/", "verse_text": "śata dui phala prabhu śīghra pāḍāila\n\nprakṣālana kari' kṛṣṇe bhoga lāgāila", "devanagari": "> শত দুই ফল প্রভু শীঘ্র পাড়াইল ।\n> প্রক্ষালন করি’ কৃষ্ণে ভোগ লাগাইল ॥৮২॥", "synonyms": "*śata*—cem; *dui*—dois; *phala*—frutos; *prabhu*—o Senhor; *śīghra*—logo; *pāḍāila*—mandou colher; *prakṣālana*—lavando; *kari'*—fazendo; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *bhoga*—oferenda; *lāgāila*—assim fez.", "translation": "**O Senhor imediatamente colheu cerca de duzentos frutos e, após lavá-los, ofereceu-os a Kṛṣṇa para que os comesse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/83/", "verse_text": "rakta-pīta-varṇa,--nāhi aṣṭhi-valkala\n\neka janera peṭa bhare khāile eka phala", "devanagari": "> রক্ত-পীতবর্ণ, — নাহি অষ্ঠি-বল্কল ।\n> এক জনের পেট ভরে খাইলে এক ফল ॥৮৩॥", "synonyms": "*rakta-pīta-varṇa*—as mangas eram de cor vermelha e amarela; *nāhi*—não havia nenhuma; *aṣṭhi*—semente; *valkala*—ou casca; *eka*—de um; *janera*—homem; *peṭa*—barriga; *bhare*—enchia; *khāile*—se ele comesse; *eka*—um; *phala*—fruto.", "translation": "**Os frutos eram todos vermelhos e amarelos, sem caroço por dentro e sem casca por fora, e comer um único fruto enchia imediatamente a barriga de um homem.**", "purport": "Na Índia, considera-se que uma manga é a melhor quando é vermelha e amarela, quando seu caroço é muito pequeno, sua casca é muito fina e ela é tão saborosa que, se a pessoa comer um único fruto, ficará satisfeita. A manga é considerada a rainha de todas as frutas."}
{"ref": "cc/adi/17/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/84/", "verse_text": "dekhiyā santuṣṭa hailā śacīra nandana\n\nsabāke khāoyāla āge kariyā bhakṣaṇa", "devanagari": "> দেখিয়া সন্তুষ্ট হৈলা শচীর নন্দন ।\n> সবাকে খাওয়াল আগে করিয়া ভক্ষণ ॥৮৪॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo isto; *santuṣṭa*—satisfeito; *hailā*—ficou; *śacīra*—de mãe Śacī; *nandana*—o filho; *sabāke*—a todos; *khāoyāla*—fez comer; *āge*—no início; *kariyā*—fazendo; *bhakṣaṇa*—comendo Ele mesmo.", "translation": "**Vendo a qualidade das mangas, o Senhor ficou muito satisfeito e, assim, após comer primeiro, alimentou todos os demais devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/85/", "verse_text": "aṣṭhi-valkala nāhi,--amṛta-rasamaya\n\neka phala khāile rase udara pūraya", "devanagari": "> অষ্ঠি-বল্কল নাহি, — অমৃত-রসময় ।\n> এক ফল খাইলে রসে উদর পূরয় ॥৮৫॥", "synonyms": "*aṣṭhi*—caroço; *valkala*—casca; *nāhi*—não há nenhum; *amṛta*—néctar; *rasa-maya*—cheio de suco; *eka*—um; *phala*—fruto; *khāile*—se alguém come; *rase*—com o suco; *udara*—barriga; *pūraya*—saciada.", "translation": "**Os frutos não tinham caroço nem casca. Estavam cheios de suco nectáreo e eram tão doces que um homem ficava plenamente satisfeito comendo um único deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/86/", "verse_text": "ei-mata pratidina phale bāra māsa\n\nvaiṣṇava khāyena phala,--prabhura ullāsa", "devanagari": "> এইমত প্রতিদিন ফলে বার মাস ।\n> বৈষ্ণব খায়েন ফল, — প্রভুর উল্লাস ॥৮৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prati-dina*—todos os dias; *phale*—dava frutos; *bāra*—doze; *māsa*—meses; *vaiṣṇava*—os vaiṣṇavas; *khāyena*—comem; *phala*—os frutos; *prabhura*—do Senhor; *ullāsa*—satisfação.", "translation": "**Dessa maneira, frutos cresciam na árvore todos os dias ao longo dos doze meses do ano, e os vaiṣṇavas costumavam comê-los, para grande satisfação do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/87/", "verse_text": "ei saba līlā kare śacīra nandana\n\nanya loka nāhi jāne vinā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> এই সব লীলা করে শচীর নন্দন ।\n> অন্য লোক নাহি জানে বিনা ভক্তগণ ॥৮৭॥", "synonyms": "*ei saba*—todos estes; *līlā*—passatempos; *kare*—realizava; *śacīra*—de mãe Śacī; *nandana*—o filho; *anya loka*—as outras pessoas; *nāhi*—não; *jāne*—conhecem; *vinā*—exceto; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**Estes são passatempos confidenciais do filho de Śacī. À exceção dos devotos, ninguém tem conhecimento deste incidente.**", "purport": "Os não devotos não conseguem acreditar neste incidente; contudo, o local onde a árvore cresceu ainda existe em Māyāpur. Chama-se Āmra-ghaṭṭa ou Āma-ghāṭā."}
{"ref": "cc/adi/17/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/88/", "verse_text": "ei mata bāra-māsa kīrtana-avasāne\n\nāmra-mahotsava prabhu kare dine dine", "devanagari": "> এই মত বারমাস কীর্তন-অবসানে ।\n> আম্রমহোৎসব প্রভু করে দিনে দিনে ॥৮৮॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *bāra-māsa*—durante doze meses; *kīrtana*—cantar do mantra Hare Kṛṣṇa; *avasāne*—no fim; *āmra-mahā-utsava*—festival de comer mangas; *prabhu*—o Senhor; *kare*—realiza; *dine dine*—todos os dias.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor realizava saṅkīrtana todos os dias e, ao fim do saṅkīrtana, havia um festival de comer mangas todos os dias durante doze meses.**", "purport": "Por princípio, o Senhor Caitanya Mahāprabhu distribuía prasāda ao fim das apresentações de kīrtana. De modo semelhante, os membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa devem distribuir prasāda à assistência após realizar kīrtana."}
{"ref": "cc/adi/17/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/89/", "verse_text": "kīrtana karite prabhu āila megha-gaṇa\n\nāpana-icchāya kaila megha nivāraṇa", "devanagari": "> কীর্তন করিতে প্রভু আইল মেঘগণ ।\n> আপন-ইচ্ছায় কৈল মেঘ নিবারণ ॥৮৯॥", "synonyms": "*kīrtana*—saṅkīrtana; *karite*—realizando; *prabhu*—o Senhor; *āila*—surgiram; *megha-gaṇa*—amontoados de nuvens; *āpana-icchāya*—por Sua própria vontade; *kaila*—fez; *megha*—das nuvens; *nivāraṇa*—detenção.", "translation": "**Certa vez, enquanto Caitanya Mahāprabhu realizava kīrtana, nuvens se ajuntaram no céu, e o Senhor, por Sua própria vontade, imediatamente as impediu de derramar chuva.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que, certa vez, quando o Senhor Caitanya realizava saṅkīrtana a pouca distância da vila, algumas nuvens surgiram no alto. Pela suprema vontade do Senhor, pediu-se às nuvens que se dispersassem, e elas o fizeram. Por causa desse incidente, esse lugar ainda é conhecido como Meghera-cara. Visto que o curso do Ganges agora mudou, a vila chamada Belapukhuriyā, que antes se situava num lugar diferente, denominado Tāraṇavāsa, agora passou a ser conhecida como Meghera-cara. O Madhya-khaṇḍa do *Caitanya-maṅgala* também relata que, certa vez, ao fim do dia, quando as nuvens do entardecer se ajuntaram no alto e trovejaram ameaçadoramente, todos os vaiṣṇavas ficaram muito amedrontados. O Senhor, porém, tomou Seus karatālas nas mãos e pessoalmente começou a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, olhando para o céu como que para orientar os semideuses dos planetas superiores. Assim, todas as nuvens reunidas se dispersaram, e, à medida que o céu se tornava límpido, com a lua a surgir, o Senhor começou a dançar muito alegremente com Seus jubilosos e satisfeitos devotos."}
{"ref": "cc/adi/17/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/90/", "verse_text": "eka-dina prabhu śrīvāsere ājñā dila\n\n'bṛhat sahasra-nāma' paḍa, śunite mana haila", "devanagari": "> একদিন প্রভু শ্রীবাসেরে আজ্ঞা দিল ।\n> ‘বৃহৎ সহস্রনাম’ পড়, শুনিতে মন হৈল ॥৯০॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *prabhu*—o Senhor; *śrīvāsere*—a Śrīvāsa Ṭhākura; *ājñā*—ordem; *dila*—deu; *bṛhat*—grande; *sahasra-nāma*—mil nomes; *paḍa*—lê; *śunite*—ouvir; *mana*—mente; *haila*—quis.", "translation": "**Certo dia, o Senhor ordenou a Śrīvāsa Ṭhākura que lesse o Bṛhat-sahasra-nāma [os mil nomes do Senhor Viṣṇu], pois desejava ouvi-los naquele momento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/91/", "verse_text": "paḍite āilā stave nṛsiṁhera nāma\n\nśuniyā āviṣṭa hailā prabhu gauradhāma", "devanagari": "> পড়িতে আইলা স্তবে নৃসিংহের নাম ।\n> শুনিয়া আবিষ্ট হৈলা প্রভু গৌরধাম ॥৯১॥", "synonyms": "*paḍite*—enquanto lia; *āilā*—chegou; *stave*—na oração; *nṛsiṁhera*—do Senhor Nṛsiṁha; *nāma*—o santo nome; *śuniyā*—ao ouvir; *āviṣṭa*—absorto; *hailā*—ficou; *prabhu*—o Senhor; *gaura-dhāma*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**À medida que lia os mil nomes do Senhor, com o tempo surgiu o santo nome do Senhor Nṛsiṁha. Quando Caitanya Mahāprabhu ouviu o santo nome do Senhor Nṛsiṁha, ficou plenamente absorto em pensamento.**", "purport": "O *Caitanya-maṅgala*, Madhya-khaṇḍa, descreve este incidente da seguinte maneira: Śrīvāsa Paṇḍita realizava a cerimônia de śrāddha de seu pai e, como é costume, ouvia os mil nomes do Senhor Viṣṇu. Naquele momento, Gaurahari (o Senhor Caitanya) apareceu em cena, e Ele também começou a ouvir os mil nomes de Viṣṇu com plena satisfação. Quando ouviu, assim, o santo nome do Senhor Nṛsiṁha, o Senhor Caitanya ficou absorto em pensamento e enfureceu-Se como Nṛsiṁha Prabhu em Sua disposição irada. Seus olhos ficaram vermelhos, Seus pelos se arrepiaram, todas as partes de Seu corpo tremeram, e Ele emitiu um som estrondoso. De repente, pegou uma clava, e as pessoas ficaram muito amedrontadas, pensando: \"Não sabemos que tipo de ofensa cometemos agora!\" Mas então Śrī Caitanya Mahāprabhu ajustou Seus pensamentos e sentou-Se em Seu lugar."}
{"ref": "cc/adi/17/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/92/", "verse_text": "nṛsiṁha-āveśe prabhu hāte gadā lañā\n\npāṣaṇḍī mārite yāya nagare dhāiyā", "devanagari": "> নৃসিংহ-আবেশে প্রভু হাতে গদা লঞা ।\n> পাষণ্ডী মারিতে যায় নগরে ধাইয়া ॥৯২॥", "synonyms": "*nṛsiṁha-āveśe*—na disposição extática do Senhor Nṛsiṁha; *prabhu*—o Senhor; *hāte*—em Sua mão; *gadā*—clava; *lañā*—tomando; *pāṣaṇḍī*—os ateus; *mārite*—matar; *yāya*—vai; *nagare*—na cidade; *dhāiyā*—correndo.", "translation": "**Na disposição do Senhor Nṛsiṁhadeva, o Senhor Caitanya percorreu correndo as ruas da cidade, clava em punho, pronto para matar todos os ateus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/93/", "verse_text": "nṛsīṁha-āveśa dekhi' mahā-tejomaya\n\npatha chāḍi' bhāge loka pāñā baḍa bhaya", "devanagari": "> নৃসিংহ-আবেশ দেখি’ মহাতেজোময় ।\n> পথ ছাড়ি’ ভাগে লোক পাঞা বড় ভয় ॥৯৩॥", "synonyms": "*nṛsiṁha-āveśa*—o êxtase do Senhor Nṛsiṁhadeva; *dekhi'*—vendo; *mahā-tejo-maya*—muito feroz; *patha chāḍi'*—abandonando a estrada; *bhāge*—fogem; *loka*—todas as pessoas; *pāñā*—sentindo; *baḍa*—muito; *bhaya*—medo.", "translation": "**Vendo-O surgir tão feroz no êxtase do Senhor Nṛsiṁha, as pessoas fugiram da rua e dispersaram-se por aqui e por ali, amedrontadas com Sua ira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/94/", "verse_text": "loka-bhaya dekhi' prabhura bāhya ha-ila\n\nśrīvāsa-gṛhete giyā gadā phelāila", "devanagari": "> লোক-ভয় দেখি’ প্রভুর বাহ্য হইল ।\n> শ্রীবাস-গৃহেতে গিয়া গদা ফেলাইল ॥৯৪॥", "synonyms": "*loka-bhaya*—as pessoas amedrontadas; *dekhi'*—vendo isto; *prabhura*—do Senhor; *bāhya*—consciência externa; *ha-ila*—surgiu; *śrīvāsa-gṛhete*—na casa de Śrīvāsa Paṇḍita; *giyā*—indo até lá; *gadā*—a clava; *phelāila*—lançou fora.", "translation": "**Vendo as pessoas tão amedrontadas, o Senhor recobrou Seus sentidos externos e, assim, retornou à casa de Śrīvāsa Ṭhākura e lançou fora a clava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/95/", "verse_text": "śrīvāse kahena prabhu kariyā viṣāda\n\nloka bhaya pāya,--mora haya aparādha", "devanagari": "> শ্রীবাসে কহেন প্রভু করিয়া বিষাদ ।\n> লোক ভয় পায়, — মোর হয় অপরাধ ॥৯৫॥", "synonyms": "*śrīvāse*—a Śrīvāsa Ṭhākura; *kahena*—diz; *prabhu*—o Senhor; *kariyā*—tornando-Se; *viṣāda*—pesaroso; *loka*—as pessoas; *bhaya pāya*—ficam amedrontadas; *mora*—Minha; *haya*—há; *aparādha*—ofensa.", "translation": "**O Senhor ficou pesaroso e disse a Śrīvāsa Ṭhākura: \"Quando adotei a disposição do Senhor Nṛsiṁhadeva, as pessoas ficaram muito amedrontadas. Por isso parei, pois causar medo entre as pessoas é uma ofensa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/96/", "verse_text": "śrīvāsa balena,--ye tomāra nāma laya\n\ntāra koṭi aparādha saba haya kṣaya", "devanagari": "> শ্রীবাস বলেন, — যে তোমার নাম লয় ।\n> তার কোটি অপরাধ সব হয় ক্ষয় ॥৯৬॥", "synonyms": "*śrīvāsa balena*—Śrīvāsa Paṇḍita disse; *ye*—qualquer um que; *tomāra*—Teu; *nāma*—santo nome; *laya*—pronuncia; *tāra*—suas; *koṭi*—dez milhões de; *aparādha*—ofensas; *saba*—todas; *haya*—ficam; *kṣaya*—aniquiladas.", "translation": "**Śrīvāsa Ṭhākura respondeu: \"Qualquer um que pronuncie Teu santo nome aniquila imediatamente dez milhões de suas ofensas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/97/", "verse_text": "aparādha nāhi, kaile lokera nistāra\n\nye tomā' dekhila, tāra chuṭila saṁsāra", "devanagari": "> অপরাধ নাহি, কৈলে লোকের নিস্তার ।\n> যে তোমা’ দেখিল, তার ছুটিল সংসার ॥৯৭॥", "synonyms": "*aparādha*—ofensa; *nāhi*—não; *kaile*—cometeste; *lokera*—das pessoas; *nistāra*—libertação; *ye*—qualquer um que; *tomā'*—a Ti; *dekhila*—viu; *tāra*—seu; *chuṭila*—ficou livre; *saṁsāra*—do cativeiro material.", "translation": "**\"Não houve ofensa em Teu aparecimento como Nṛsiṁhadeva. Pelo contrário, qualquer homem que Te viu nessa disposição libertou-se imediatamente do cativeiro da existência material.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/98/", "verse_text": "eta bali' śrīvāsa karila sevana\n\ntuṣṭa hañā prabhu āilā āpana-bhavana", "devanagari": "> এত বলি’ শ্রীবাস করিল সেবন ।\n> তুষ্ট হঞা প্রভু আইলা আপন-ভবন ॥৯৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *karila*—fez; *sevana*—adoração; *tuṣṭa*—satisfeito; *hañā*—ficando; *prabhu*—o Senhor; *āilā*—retornou; *āpana-bhavana*—à Sua própria casa.", "translation": "**Após dizer isto, Śrīvāsa Ṭhākura adorou o Senhor, que então ficou muito satisfeito e retornou à Sua própria casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/99/", "verse_text": "āra dina śiva-bhakta śiva-guṇa gāya\n\nprabhura aṅgane nāce, ḍamaru bājāya", "devanagari": "> আর দিন শিবভক্ত শিবগুণ গায় ।\n> প্রভুর অঙ্গনে নাচে, ডমরু বাজায় ॥৯৯॥", "synonyms": "*āra dina*—outro dia; *śiva-bhakta*—um devoto do Senhor Śiva; *śiva-guṇa*—as qualidades do Senhor Śiva; *gāya*—canta; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *aṅgane*—no pátio; *nāce*—dança; *ḍamaru*—um tipo de instrumento musical; *bājāya*—toca-o.", "translation": "**Em outro dia, um grande devoto do Senhor Śiva, cantando as qualidades do Senhor Śiva, veio à casa do Senhor Caitanya, onde começou a dançar no pátio e a tocar seu ḍamaru [um instrumento musical].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/100/", "verse_text": "maheśa-āveśa hailā śacīra nandana\n\ntāra skandhe caḍi nṛtya kaila bahu-kṣaṇa", "devanagari": "> মহেশ-আবেশ হৈলা শচীর নন্দন ।\n> তার স্কন্ধে চড়ি নৃত্য কৈল বহুক্ষণ ॥১০০॥", "synonyms": "*maheśa-āveśa*—na disposição do Senhor Śiva; *hailā*—ficou; *śacīra*—de mãe Śacī; *nandana*—o filho; *tāra skandhe*—sobre seu ombro; *caḍi*—subindo; *nṛtya*—dança; *kaila*—realizou; *bahu-kṣaṇa*—por muito tempo.", "translation": "**Então, o Senhor Caitanya, adotando a disposição do Senhor Śiva, subiu sobre os ombros do homem, e assim ambos dançaram juntos por muito tempo.**", "purport": "O Senhor Caitanya Mahāprabhu adotou o estado de espírito do Senhor Śiva, pois Ele também é Śiva. Segundo a filosofia de *acintya-bhedābheda-tattva,* o Senhor Śiva não é diferente do Senhor Viṣṇu; ainda assim, o Senhor Śiva não é o Senhor Viṣṇu, tal como o iogurte nada mais é que leite e, no entanto, não é leite. Não se pode obter o benefício do leite bebendo iogurte. De modo semelhante, não se pode obter a salvação adorando o Senhor Śiva. Se alguém quiser a salvação, deve adorar o Senhor Viṣṇu. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/4|(Bg. 9.4)]]: *mat-sthāni sarva-bhūtāni na cāhaṁ teṣv avasthitaḥ.* Tudo repousa no Senhor, pois tudo é Sua energia potencial; contudo, Ele não está em toda parte. O fato de o Senhor Caitanya adotar o estado de espírito do Senhor Śiva não é extraordinário, mas ninguém deve, por isso, pensar que, ao adorar o Senhor Śiva, está adorando o Senhor Caitanya. Isso seria um erro."}
{"ref": "cc/adi/17/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/101/", "verse_text": "āra dina eka bhikṣuka āilā māgite\n\nprabhura nṛtya dekhi nṛtya lāgila karite", "devanagari": "> আর দিন এক ভিক্ষুক আইলা মাগিতে ।\n> প্রভুর নৃত্য দেখি নৃত্য লাগিল করিতে ॥১০১॥", "synonyms": "*āra*—outro; *dina*—dia; *eka*—um; *bhikṣuka*—mendigo; *āilā*—veio; *māgite*—pedir esmola; *prabhura*—do Senhor; *nṛtya*—dança; *dekhi*—vendo; *nṛtya*—dança; *lāgila*—começou; *karite*—a realizar.", "translation": "**Em outro dia, um mendicante veio pedir esmola à casa do Senhor, mas, ao vê-Lo dançando, ele também começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/102/", "verse_text": "prabhu-saṅge nṛtya kare parama ullāse\n\nprabhu tāre prema dila, prema-rase bhāse", "devanagari": "> প্রভু-সঙ্গে নৃত্য করে পরম উল্লাসে ।\n> প্রভু তারে প্রেম দিল, প্রেমরসে ভাসে ॥১০২॥", "synonyms": "*prabhu-saṅge*—junto com o Senhor; *nṛtya kare*—dançava; *parama*—muita; *ullāse*—em satisfação; *prabhu*—o Senhor; *tāre*—a ele; *prema*—amor a Deus; *dila*—outorgou; *prema-rase*—na doçura do amor a Deus; *bhāse*—começou a flutuar.", "translation": "**Ele dançou com o Senhor porque foi favorecido com amor a Kṛṣṇa. Assim, flutuou nas doçuras do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/103/", "verse_text": "āra dine jyotiṣa sarva-jña eka āila\n\ntāhāre sammāna kari' prabhu praśna kaila", "devanagari": "> আর দিনে জ্যোতিষ সর্বজ্ঞ এক আইল ।\n> তাহারে সম্মান করি’ প্রভু প্রশ্ন কৈল ॥১০৩॥", "synonyms": "*āra dine*—em outro dia; *jyotiṣa*—um astrólogo; *sarva-jña*—que sabe tudo; *eka*—um; *āila*—veio até lá; *tāhāre*—a ele; *sammāna kari'*—prestando toda honra; *prabhu*—o Senhor; *praśna*—pergunta; *kaila*—formulou.", "translation": "**Em outro dia, veio um astrólogo que supostamente sabia tudo — passado, presente e futuro. Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu recebeu-o com toda honra e formulou-lhe esta pergunta.**", "purport": "Os brāhmaṇas geralmente costumavam tornar-se astrólogos, médicos da Āyur-veda, professores e sacerdotes. Embora muito eruditos e respeitáveis, tais brāhmaṇas iam de porta em porta para distribuir seu conhecimento. Um brāhmaṇa primeiro ia à casa de um chefe de família para dar informações sobre as funções a serem realizadas em determinado tithi, ou data, mas, se houvesse alguma doença na família, os membros da família consultavam o brāhmaṇa como médico, e o brāhmaṇa dava instruções e algum medicamento. Muitas vezes, visto que os brāhmaṇas eram peritos em astrologia, as pessoas também ficavam muito curiosas a respeito de seu passado, presente e futuro.\n\nEmbora o brāhmaṇa aparecesse na casa do Senhor Caitanya como um mendigo, o Senhor Caitanya Mahāprabhu recebeu-o com grande respeito, porque ele era um brāhmaṇa qualificado que conhecia perfeitamente a ciência astrológica. Embora os brāhmaṇas fossem de porta em porta como mendigos, eram honrados como hóspedes muito respeitáveis. Esse era o sistema na sociedade hindu quinhentos anos atrás, durante a época de Caitanya Mahāprabhu. Esse sistema estava em voga até mesmo cem anos atrás; mesmo cinquenta ou sessenta anos atrás, quando éramos crianças, tais brāhmaṇas visitavam os chefes de família como humildes mendigos, e as pessoas derivavam grande benefício da misericórdia de tais brāhmaṇas. O maior benefício era que um chefe de família podia poupar uma grande quantia de dinheiro que seria gasta com contas de médicos, porque os brāhmaṇas, além de explicar o passado, o presente e o futuro, podiam comumente curar todo tipo de doença simplesmente dando instruções e algum medicamento. Assim, ninguém ficava privado do benefício de um médico, astrólogo e sacerdote de primeira classe. Os membros importantes da ISKCON devem dar cuidadosa atenção à nossa escola de Dallas, onde as crianças estão sendo ensinadas a aprender sânscrito e inglês para se tornarem brāhmaṇas perfeitos. Se forem realmente treinadas como brāhmaṇas perfeitos, elas poderão salvar a sociedade de patifes e rufiões; de fato, as pessoas poderão viver felizes sob a proteção de brāhmaṇas qualificados. Por isso, o *Bhagavad-gītā* (4.13) dá ênfase especial à divisão da sociedade (cātur-varṇyaṁ mayā sṛṣṭaṁ guṇa-karma-vibhāgaśaḥ). Lamentavelmente, algumas pessoas agora se dizem brāhmaṇas simplesmente por direito de nascimento, sem qualificação alguma. Por conseguinte, a sociedade inteira está no caos."}
{"ref": "cc/adi/17/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/104/", "verse_text": "ke āchiluṅ āmi pūrva janme kaha gaṇi'\n\ngaṇite lāgilā sarva-jña prabhu-vākya śuni'", "devanagari": "> কে আছিলুঁ আমি পূর্বজন্মে কহ গণি’ ।\n> গণিতে লাগিলা সর্বজ্ঞ প্রভুবাক্য শুনি’ ॥১০৪॥", "synonyms": "*ke āchiluṅ āmi*—quem eu fui; *pūrva janme*—em Meu nascimento anterior; *kaha*—por favor, diz; *gaṇi'*—por teu cálculo astrológico; *gaṇite*—calcular; *lāgilā*—começou; *sarva-jña*—um homem que conhece passado, presente e futuro; *prabhu-vākya*—as palavras do Senhor Caitanya; *śuni'*—ouvindo.", "translation": "**\"Por favor, dize-Me quem Eu fui em Meu nascimento anterior\", disse o Senhor. \"Por favor, dize-Me por teus cálculos astrológicos.\" Ao ouvir as palavras do Senhor, o astrólogo imediatamente começou a calcular.**", "purport": "Pela astrologia, pode-se conhecer o passado, o presente e o futuro. Os astrólogos ocidentais modernos não têm conhecimento do passado nem do futuro, tampouco podem dizer perfeitamente algo a respeito do presente. Aqui descobrimos, porém, que, após ouvir a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o astrólogo imediatamente começou seus cálculos. Isto não era uma fachada; ele de fato sabia como verificar a vida passada de alguém pela astrologia. Um tratado ainda existente, chamado Bhṛgu-saṁhitā, descreve um sistema pelo qual qualquer pessoa pode imediatamente obter informações sobre o que foi no passado e o que será no futuro. Os brāhmaṇas que iam de porta em porta como mendigos tinham domínio perfeito de tão vasto conhecimento. Assim, o mais elevado conhecimento estava facilmente disponível até mesmo para o homem mais pobre da sociedade. O homem mais pobre podia indagar de um astrólogo sobre seu passado, presente e futuro, sem necessidade de acordos comerciais ou pagamentos exorbitantes. O brāhmaṇa lhe dava todo o benefício de seu conhecimento sem pedir remuneração, e o homem pobre, em troca, oferecia um punhado de arroz, ou qualquer coisa que tivesse em sua posse, para satisfazer o brāhmaṇa. Numa sociedade humana perfeita, o conhecimento perfeito em qualquer ciência — médica, astrológica, eclesiástica e assim por diante — está disponível até mesmo para o homem mais pobre, sem ansiedade quanto ao pagamento. Nos dias atuais, contudo, ninguém pode obter justiça, tratamento médico, ajuda astrológica ou esclarecimento eclesiástico sem dinheiro e, visto que as pessoas geralmente são pobres, ficam privadas dos benefícios de todas essas grandes ciências."}
{"ref": "cc/adi/17/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/105/", "verse_text": "gaṇi' dhyāne dekhe sarva-jña,--mahā-jyotirmaya\nananta vaikuṇṭha-brahmāṇḍa--sabāra āśraya", "devanagari": "> গণি’ ধ্যানে দেখে সর্বজ্ঞ, — মহাজ্যোতির্ময় ।\n> অনন্ত বৈকুণ্ঠ-ব্রহ্মাণ্ড — সবার আশ্রয় ॥১০৫॥", "synonyms": "*gaṇi'*—por cálculo; *dhyāne*—por meditação; *dekhe*—vê; *sarva-jña*—conhecedor de tudo; *mahā-jyotir-maya*—corpo extremamente refulgente; *ananta*—ilimitados; *vaikuṇṭha*—mundo espiritual; *brahmāṇḍa*—planetas; *sabāra*—de todos eles; *āśraya*—refúgio.", "translation": "**Através do cálculo e da meditação, o astrólogo onisciente viu o corpo extremamente refulgente do Senhor, que é o lugar de repouso de todos os ilimitados planetas Vaikuṇṭha.**", "purport": "Aqui obtemos alguma informação sobre o mundo Vaikuṇṭha, ou mundo espiritual. Vaikuṇṭha significa \"sem ansiedade\". No mundo material, todos estão cheios de ansiedade, mas o *Bhagavad-gītā* (8.20) descreve outro mundo, onde não há ansiedade:\n\nparas tasmāt tu bhāvo 'nyo\n'vyakto 'vyaktāt sanātanaḥ\nyaḥ sa sarveṣu bhūteṣu\nnaśyatsu na vinaśyati\n\n\"Contudo, há outra natureza imanifesta, a qual é eterna e transcendental a esta matéria manifesta e imanifesta. Ela é suprema e jamais é aniquilada. Quando tudo neste mundo é aniquilado, aquela parte permanece tal como é.\"\n\nAssim como há muitos planetas dentro do mundo material, há muitos milhões de planetas, chamados Vaikuṇṭhalokas, no mundo espiritual. Todos esses Vaikuṇṭhalokas, ou planetas superiores, repousam sobre a refulgência da Suprema Personalidade de Deus. Como se afirma na Brahma-saṁhitā (yasya prabhā prabhavato jagad-aṇḍa-koṭi-), a refulgência Brahman que emana do corpo do Senhor Supremo cria inumeráveis planetas tanto no mundo espiritual quanto no material; assim, esses planetas são criações da Suprema Personalidade de Deus. O astrólogo viu que Śrī Caitanya Mahāprabhu era essa mesmíssima Personalidade de Deus. Podemos apenas imaginar quão erudito ele era e, no entanto, viajava de porta em porta, tal como um mendigo comum, para o mais elevado benefício da sociedade humana."}
{"ref": "cc/adi/17/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/106/", "verse_text": "parama-tattva, para-brahma, parama-īśvara\ndekhi' prabhura mūrti sarva-jña ha-ila phāṅphara", "devanagari": "> পরমতত্ত্ব, পরব্রহ্ম, পরম-ঈশ্বর ।\n> দেখি’ প্রভুর মূর্তি সর্বজ্ঞ হইল ফাঁফর ॥১০৬॥", "synonyms": "*parama-tattva*—a Verdade Suprema; *para-brahma*—o Brahman Supremo; *parama-īśvara*—o Senhor Supremo; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—do Senhor; *mūrti*—forma; *sarva-jña*—o astrólogo onisciente; *ha-ila*—ficou; *phāṅphara*—confuso.", "translation": "**Ao ver que o Senhor Caitanya Mahāprabhu era a própria Verdade Absoluta, o Brahman Supremo, a Personalidade de Deus, o astrólogo ficou confuso.**", "purport": "Aqui se indica claramente que a Verdade Absoluta, o Brahman Supremo, é, em última análise, a Suprema Personalidade de Deus. Portanto, uma pessoa é o princípio de todas as coisas. Como se confirma no *Bhagavad-gītā* (10.8), mattaḥ sarvaṁ pravartate: tudo começa a partir da Suprema Personalidade de Deus. O Senhor Supremo é a entidade viva suprema. Por conseguinte, tudo o que existe, seja matéria, seja espírito, nada mais é que uma emanação da Pessoa Suprema, ou vida suprema. A teoria dos cientistas modernos de que a vida começa a partir da matéria é um disparate. Tanto a matéria quanto a vida começam a partir da vida. Infelizmente, os cientistas desconhecem esse fato científico; estão à deriva na escuridão de seu suposto conhecimento."}
{"ref": "cc/adi/17/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/107/", "verse_text": "balite nā pāre kichu, mauna ha-ila\nprabhu punaḥ praśna kaila, kahite lāgila", "devanagari": "> বলিতে না পারে কিছু, মৌন হইল ।\n> প্রভু পুনঃ প্রশ্ন কৈল, কহিতে লাগিল ॥১০৭॥", "synonyms": "*balite*—dizer; *nā pāre*—não é capaz; *kichu*—qualquer coisa; *mauna*—silencioso; *ha-ila*—ficou; *prabhu*—o Senhor; *punaḥ*—novamente; *praśna*—pergunta; *kaila*—fez; *kahite*—falar; *lāgila*—começou.", "translation": "**Tomado de assombro, o astrólogo permaneceu em silêncio, incapaz de falar. Mas quando o Senhor lhe colocou novamente a pergunta, ele respondeu da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/108/", "verse_text": "pūrva janme chilā tumi jagat-āśraya\nparipūrṇa bhagavān--sarvaiśvaryamaya", "devanagari": "> পূর্বজন্মে ছিলা তুমি জগৎ-আশ্রয় ।\n> পরিপূর্ণ ভগবান্ — সর্বৈশ্বর্যময় ॥১০৮॥", "synonyms": "*pūrva janme*—no nascimento anterior; *chilā*—eras; *tumi*—Tu; *jagat*—universo; *āśraya*—refúgio; *paripūrṇa*—com plenas potências; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *sarva-aiśvarya-maya*—pleno de todas as opulências.", "translation": "**\"Meu caro senhor, em Teu nascimento anterior Tu eras o refúgio de toda a criação, a Suprema Personalidade de Deus, pleno de todas as opulências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/109/", "verse_text": "pūrve yaiche chilā tumi ebeha se-rūpa\ndurvijñeya nityānanda--tomāra svarūpa", "devanagari": "> পূর্বে যৈছে ছিলা তুমি এবেহ সেরূপ ।\n> দুর্বিজ্ঞেয় নিত্যানন্দ — তোমার স্বরূপ ॥১০৯॥", "synonyms": "*pūrve*—no passado; *yaiche*—tanto quanto; *chilā*—Tu eras; *tumi*—Tu; *ebeha*—agora também; *se-rūpa*—a mesma coisa; *durvijñeya*—inconcebível; *nityānanda*—felicidade eterna; *tomāra*—Tua; *svarūpa*—identidade.", "translation": "**\"Tu és agora a mesma Personalidade de Deus que eras em Teu nascimento anterior. Tua identidade é a inconcebível felicidade eterna.\"**", "purport": "Pelo poder da ciência astrológica, pode-se até mesmo determinar a posição da Suprema Personalidade de Deus. Tudo deve ser identificado por seus sintomas. A Suprema Personalidade de Deus é identificada pelos sintomas mencionados nos śāstras. Não é que qualquer um possa tornar-se Deus sem a prova dos śāstras."}
{"ref": "cc/adi/17/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/110/", "verse_text": "prabhu hāsi' kailā,--tumi kichu nā jānilā\npūrve āmi āchilāṅ jātite goyālā", "devanagari": "> প্রভু হাসি’ কৈলা, — তুমি কিছু না জানিলা ।\n> পূর্বে আমি আছিলাঙ জাতিতে গোয়ালা ॥১১০॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *hāsi'*—sorrindo; *kailā*—disse; *tumi*—tu; *kichu*—qualquer coisa; *nā*—não; *jānilā*—conheces; *pūrve*—no passado; *āmi*—Eu; *āchilāṅ*—era; *jātite*—por casta; *goyālā*—vaqueiro.", "translation": "**Enquanto o astrólogo falava tão elevadamente d'Ele, Śrī Caitanya Mahāprabhu o deteve e começou a sorrir. \"Meu caro senhor\", disse Ele, \"penso que não sabes muito claramente o que Eu era, pois sei que em Meu nascimento anterior Eu era um menino vaqueiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/111/", "verse_text": "gopa-gṛhe janma chila, gābhīra rākhāla\nsei puṇye hailāṅ ebe brāhmaṇa-chāoyāla", "devanagari": "> গোপগৃহে জন্ম ছিল, গাভীর রাখাল ।\n> সেই পুণ্যে হৈলাঙ এবে ব্রাহ্মণ-ছাওয়াল ॥১১১॥", "synonyms": "*gopa-gṛhe*—na casa de um vaqueiro; *janma*—nascimento; *chila*—houve; *gābhīra*—das vacas; *rākhāla*—protetor; *sei puṇye*—por aquelas atividades piedosas; *hailāṅ*—tornei-Me; *ebe*—agora; *brāhmaṇa*—de um brāhmaṇa; *chāoyāla*—filho.", "translation": "**\"Em Meu último nascimento, nasci na família dos vaqueiros, e dei proteção aos bezerros e às vacas. Em razão de tais atividades piedosas, agora Me tornei filho de um brāhmaṇa.\"**", "purport": "As palavras do Senhor Caitanya Mahāprabhu, a maior das autoridades, indicam aqui claramente que uma pessoa se torna piedosa simplesmente por manter vacas e protegê-las. Infelizmente, as pessoas tornaram-se tais canalhas que nem sequer se importam com as palavras de uma autoridade. As pessoas geralmente consideram os vaqueiros membros inferiores da sociedade, mas aqui Caitanya Mahāprabhu confirma que eles são tão piedosos que, em suas próximas vidas, virão a ser brāhmaṇas. O sistema de castas tem um propósito específico. Se esse sistema científico for seguido, a sociedade humana obterá o maior benefício. Atentando para esta instrução do Senhor, as pessoas devem servir as vacas e os bezerros e, em troca, obter quantidades abundantes de leite. Não há perda alguma em servir as vacas e os bezerros, mas a sociedade humana moderna tornou-se tão degradada que, em vez de dar proteção às vacas e servi-las, as pessoas as matam. Como podem elas esperar paz e prosperidade na sociedade humana enquanto cometem tais atividades pecaminosas? É impossível."}
{"ref": "cc/adi/17/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/112/", "verse_text": "sarva-jña kahe āmi tāhā dhyāne dekhilāṅ\ntāhāte aiśvarya dekhi' phāṅphara ha-ilāṅ", "devanagari": "> সর্বজ্ঞ কহে আমি তাহা ধ্যানে দেখিলাঙ ।\n> তাহাতে ঐশ্বর্য দেখি’ ফাঁফর হইলাঙ ॥১১২॥", "synonyms": "*sarva-jña*—o astrólogo onisciente; *kahe*—diz; *āmi*—eu; *tāhā*—aquilo; *dhyāne*—em meditação; *dekhilāṅ*—vi; *tāhāte*—ali; *aiśvarya*—opulência; *dekhi'*—ao ver; *phāṅphara*—confuso; *ha-ilāṅ*—fiquei.", "translation": "**O astrólogo disse: \"Aquilo que vi em meditação estava cheio de opulência, e por isso fiquei confuso.**", "purport": "Parece que o astrólogo não só era conhecedor do passado, do presente e do futuro através do cálculo astrológico, mas também era um grande meditador. Por conseguinte, ele era um grande devoto e podia ver que o Senhor Caitanya Mahāprabhu era a mesma personalidade que Kṛṣṇa. Estava intrigado, contudo, sobre se Kṛṣṇa e Śrī Caitanya Mahāprabhu eram de fato a mesma pessoa."}
{"ref": "cc/adi/17/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/113/", "verse_text": "sei-rūpe ei-rūpe dekhi ekākāra\nkabhu bheda dekhi, ei māyāya tomāra", "devanagari": "> সেইরূপে এইরূপে দেখি একাকার ।\n> কভু ভেদ দেখি, এই মায়ায় তোমার ॥১১৩॥", "synonyms": "*sei-rūpe*—naquela forma; *ei-rūpe*—nesta forma; *dekhi*—eu vejo; *eka-ākāra*—uma forma; *kabhu*—às vezes; *bheda*—diferença; *dekhi*—eu vejo; *ei*—esta; *māyāya tomāra*—Tua māyā.", "translation": "**\"Tenho certeza de que Tua forma e a forma que vi em minha meditação são uma só e a mesma. Se vejo alguma diferença, isso é um ato de Tua energia ilusória.\"**", "purport": "Śrī-kṛṣṇa-caitanya rādhā-kṛṣṇa nahe anya: na visão de um devoto perfeito, o Senhor Caitanya Mahāprabhu é uma combinação de Rādhā e Kṛṣṇa. Aquele que vê o Senhor Caitanya como diferente de Kṛṣṇa está sob a energia ilusória do Senhor. Parece que o astrólogo já era um devoto avançado e, quando chegou à presença do Senhor Supremo Śrī Caitanya Mahāprabhu, tornou-se perfeitamente autorrealizado e pôde ver que a Suprema Personalidade de Deus Kṛṣṇa e Śrī Caitanya Mahāprabhu são uma só e a mesma Pessoa Suprema."}
{"ref": "cc/adi/17/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/114/", "verse_text": "ye hao, se hao tumi, tomāke namaskāra\nprabhu tāre prema diyā kaila puraskāra", "devanagari": "> যে হও, সে হও তুমি, তোমাকে নমস্কার ।।\n> প্রভু তারে প্রেম দিয়া কৈল পুরস্কার ॥১১৪॥", "synonyms": "*ye hao*—o que quer que Tu sejas; *se hao tumi*—o que quer que Tu possas ser; *tomāke*—a Ti; *namaskāra*—minhas reverências; *prabhu*—o Senhor; *tāre*—a ele; *prema*—amor a Deus; *diyā*—outorgou; *kaila*—fez; *puraskāra*—honra.", "translation": "**O astrólogo onisciente concluiu: \"Seja o que for que Tu sejas, ou quem quer que Tu sejas, ofereço-Te minhas respeitosas reverências!\" Por Sua misericórdia imotivada, o Senhor então lhe deu amor a Deus, recompensando-o assim por seu serviço.**", "purport": "O episódio do encontro do Senhor Caitanya com o astrólogo onisciente não é mencionado no *Caitanya-bhāgavata*, mas nem por isso podemos dizer que ele não tenha ocorrido. Pelo contrário, devemos aceitar a afirmação de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī de que tudo o que o *Caitanya-bhāgavata* não mencionou, ele o mencionou especialmente no *Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/17/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/115/", "verse_text": "eka dina prabhu viṣṇu-maṇḍape vasiyā\n'madhu āna', 'madhu āna' balena ḍākiyā", "devanagari": "> এক দিন প্রভু বিষ্ণুমণ্ডপে বসিয়া ।\n> ‘মধু আন’, ‘মধু আন’ বলেন ডাকিয়া ॥১১৫॥", "synonyms": "*eka dina*—um dia; *prabhu*—o Senhor; *viṣṇu-maṇḍape*—no corredor de um templo de Viṣṇu; *vasiyā*—sentado; *madhu āna*—trazei mel; *madhu āna*—trazei mel; *balena*—diz; *ḍākiyā*—chamando em voz alta.", "translation": "**Certo dia, o Senhor sentou-Se no corredor de um templo de Viṣṇu e começou a chamar em voz muito alta: \"Trazei mel! Trazei mel!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/116/", "verse_text": "nityānanda-gosāñi prabhura āveśa jānila\ngaṅgā-jala-pātra āni' sammukhe dharila", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-গোসাঞি প্রভুর আবেশ জানিল ।\n> গঙ্গাজল-পাত্র আনি’ সম্মুখে ধরিল ॥১১৬॥", "synonyms": "*nityānanda-gosāñi*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *prabhura*—do Senhor; *āveśa*—êxtase; *jānila*—pôde compreender; *gaṅgā-jala*—água do Ganges; *pātra*—vasilha; *āni'*—trazendo; *sammukhe*—diante; *dharila*—colocou-a.", "translation": "**Nityānanda Prabhu Gosāñi, compreendendo o estado de êxtase de Śrī Caitanya Mahāprabhu, trouxe uma vasilha de água do Ganges como símbolo e a colocou diante d'Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/117/", "verse_text": "jala pāna kariyā nāce hañā vihvala\nyamunākarṣaṇa-līlā dekhaye sakala", "devanagari": "> জল পান করিয়া নাচে হঞা বিহ্বল ।\n> যমুনাকর্ষণ-লীলা দেখয়ে সকল ॥১১৭॥", "synonyms": "*jala*—água; *pāna kariyā*—depois de beber; *nāce*—dança; *hañā*—ficando; *vihvala*—extático; *yamunā-ākarṣaṇa*—atraindo o rio Yamunā; *līlā*—passatempos; *dekhaye*—vê; *sakala*—todos.", "translation": "**Depois de beber a água, o Senhor Caitanya ficou tão extático que começou a dançar. Assim, todos viram o passatempo de atrair o rio Yamunā.**", "purport": "Yamunākarṣaṇa-līlā é o passatempo de atrair Yamunā. Certo dia, Śrī Baladeva quis que o rio Yamunā viesse diante d'Ele e, quando o rio Yamunā recusou, Ele pegou Seu arado, desejando cavar um canal para que Yamunā fosse obrigada a vir até ali. Visto que Śrī Caitanya Mahāprabhu é a forma original de Baladeva, em Seu êxtase Ele pediu a todos que trouxessem mel. Dessa maneira, todos os devotos ali presentes viram o yamunākarṣaṇa-līlā. Neste līlā, Baladeva estava acompanhado de Suas amigas. Depois de beber uma bebida de mel chamada Vāruṇī, Ele quis saltar no Yamunā e nadar com as moças. Afirma-se no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.65.25-30, 33) que o Senhor Baladeva pediu a Yamunā que viesse para perto e, quando o rio desobedeceu à ordem do Senhor, Ele ficou irado e, assim, quis arrancá-la para perto de Si com Seu arado. Yamunā, porém, com muito medo da ira do Senhor Balarāma, veio imediatamente e rendeu-se a Ele, orando ao Senhor, a Suprema Personalidade de Deus, e admitindo sua falta. Foi então perdoada. Esta é a essência do yamunākarṣaṇa-līlā. O episódio é também descrito na oração de Jayadeva Gosvāmī a respeito das dez encarnações:\n\nvahasi vapuṣi viśade vasanaṁ jaladābhaṁ\nhalahati-bhīti-milita-yamunābham\nkeśava dhṛta-haladhara-rūpa jaya jagad-īśa hare"}
{"ref": "cc/adi/17/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/118/", "verse_text": "mada-matta-gati baladeva-anukāra\nācārya śekhara tāṅre dekhe rāmākāra", "devanagari": "> মদমত্ত-গতি বলদেব-অনুকার ।\n> আচার্য শেখর তাঁরে দেখে রামাকার ॥১১৮॥", "synonyms": "*mada-matta*—estando inebriado por beber Vāruṇī; *gati*—movimento; *baladeva*—o Senhor Baladeva; *anukāra*—imitando; *ācārya*—Advaita Ācārya; *śekhara*—à frente; *tāṅre*—a Ele; *dekhe*—vê; *rāma-ākāra*—na forma de Balarāma.", "translation": "**Quando o Senhor, em Seu êxtase de Baladeva, movia-Se como se estivesse inebriado pela bebida, Advaita Ācārya, o chefe dos ācāryas [ācārya śekhara], O viu na forma de Balarāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/119/", "verse_text": "vanamālī ācārya dekhe soṇāra lāṅgala\n\nsabe mili' nṛtya kare āveśe vihvala", "devanagari": "> বনমালী আচার্য দেখে সোণার লাঙ্গল ।\n> সবে মিলি’ নৃত্য করে আবেশে বিহ্বল ॥১১৯॥", "synonyms": "*vanamālī ācārya*—de nome Vanamālī Ācārya; *dekhe*—vê; *soṇāra*—feito de ouro; *lāṅgala*—arado; *sabe*—todos; *mili'*—reunindo-se; *nṛtya*—dança; *kare*—realizam; *āveśe*—em êxtase; *vihvala*—arrebatados.", "translation": "**Vanamālī Ācārya viu um arado de ouro na mão de Balarāma, e os devotos reuniram-se todos e dançaram, arrebatados pelo êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/120/", "verse_text": "ei-mata nṛtya ha-ila cāri prahara\n\nsandhyāya gaṅgā-snāna kari' sabe gelā ghara", "devanagari": "> এইমত নৃত্য হইল চারি প্রহর ।\n> সন্ধ্যায় গঙ্গাস্নান করি’ সবে গেলা ঘর ॥১২০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nṛtya*—dança; *ha-ila*—foi realizada; *cāri*—quatro; *prahara*—período de tempo que dura três horas; *sandhyāya*—à noite; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *kari'*—terminando; *sabe*—todos; *gelā*—retornaram; *ghara*—para casa.", "translation": "**Dessa maneira, eles dançaram continuamente por doze horas, e à noite todos se banharam no Ganges e então retornaram para suas casas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/121/", "verse_text": "nagariyā loke prabhu yabe ājñā dilā\n\nghare ghare saṅkīrtana karite lāgilā", "devanagari": "> নগরিয়া লোকে প্রভু যবে আজ্ঞা দিলা ।\n> ঘরে ঘরে সংকীর্তন করিতে লাগিলা’ ॥১২১॥", "synonyms": "*nagariyā*—cidadãos; *loke*—todas as pessoas; *prabhu*—o Senhor; *yabe*—quando; *ājñā*—ordem; *dilā*—deu; *ghare ghare*—em cada lar; *saṅkīrtana*—canto do mantra Hare Kṛṣṇa; *karite*—realizar; *lāgilā*—começaram.", "translation": "**O Senhor ordenou a todos os cidadãos de Navadvīpa que cantassem o mantra Hare Kṛṣṇa, e em cada lar eles começaram a realizar o saṅkīrtana regularmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/122/", "verse_text": "'haraye namaḥ, kṛṣṇa yādavāya namaḥ\n\ngopāla govinda rāma śrī-madhusūdana'", "devanagari": "> ‘হরয়ে নমঃ, কৃষ্ণ যাদবায় নমঃ ।\n> গোপাল গোবিন্দ রাম শ্রীমধুসূদন ॥১২২॥", "synonyms": "*haraye namaḥ*—ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Hari; *kṛṣṇa*—ó Kṛṣṇa; *yādavāya*—ao descendente da dinastia Yadu; *namaḥ*—todas as reverências; *gopāla*—de nome Gopāla; *govinda*—de nome Govinda; *rāma*—de nome Rāma; *śrī-madhusūdana*—de nome Śrī Madhusūdana.", "translation": "**[Todos os devotos cantavam esta canção popular juntamente com o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra.] \"Haraye namaḥ, kṛṣṇa yādavāya namaḥ gopāla govinda rāma śrī-madhusūdana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/123/", "verse_text": "mṛdaṅga-karatāla saṅkīrtana-mahādhvani\n\n'hari' 'hari'--dhvani vinā anya nāhi śuni", "devanagari": "> মৃদঙ্গ-করতাল সংকীর্তন-মহাধ্বনি ।\n> ‘হরি’ ‘হরি’ — ধ্বনি বিনা অন্য নাহি শুনি ॥১২৩॥", "synonyms": "*mṛdaṅga*—tambor; *karatāla*—címbalos de mão; *saṅkīrtana*—canto do santo nome do Senhor; *mahā-dhvani*—grande vibração; *hari*—o Senhor; *hari*—o Senhor; *dhvani*—som; *vinā*—exceto; *anya*—outro; *nāhi*—não; *śuni*—pode-se ouvir.", "translation": "**Quando o movimento de saṅkīrtana assim começou, ninguém em Navadvīpa podia ouvir qualquer som que não fossem as palavras \"Hari! Hari!\" e o rufar da mṛdaṅga e o tinir dos címbalos de mão.**", "purport": "A Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna tem agora seu centro mundial em Navadvīpa, Māyāpur. Os administradores deste centro devem cuidar para que, vinte e quatro horas por dia, haja o canto dos santos nomes do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, com o acréscimo de haraye namaḥ, kṛṣṇa yādavāya namaḥ, pois esta canção era uma das prediletas de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Mas todo esse saṅkīrtana deve ser precedido pelo canto dos santos nomes dos cinco tattvas — śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda. Já estamos acostumados a cantar estes dois mantras — śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu-nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda e Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Agora, depois destes, as outras duas linhas — a saber, haraye namaḥ, kṛṣṇa yādavāya namaḥ gopāla govinda rāma śrī-madhusūdana — devem ser acrescentadas, especialmente em Māyāpur. O canto destas seis linhas deve prosseguir de modo tão perfeito que ninguém ali ouça qualquer outra vibração que não seja o canto dos santos nomes do Senhor. Isso fará do centro um lugar espiritualmente todo-perfeito."}
{"ref": "cc/adi/17/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/124/", "verse_text": "śuniyā ye kruddha haila sakala yavana\n\nkājī-pāśe āsi' sabe kaila nivedana", "devanagari": "> শুনিয়া যে ক্রুদ্ধ হৈল সকল যবন ।\n> কাজী-পাশে আসি’ সবে কৈল নিবেদন ॥১২৪॥", "synonyms": "*śuniyā*—ao ouvir; *ye*—aquilo; *kruddha*—irados; *haila*—tornaram-se; *sakala*—todos; *yavana*—maometanos; *kājī-pāśe*—na corte do Kazi, ou magistrado; *āsi'*—vindo; *sabe*—todos; *kaila*—fizeram; *nivedana*—petição.", "translation": "**Ao ouvirem a vibração ressonante do mantra Hare Kṛṣṇa, os muçulmanos locais, grandemente irados, apresentaram uma queixa ao Kazi.**", "purport": "O phaujadarā, ou magistrado da cidade, era chamado de kājī (Kazi). Os jamidāras (Zamindars), ou proprietários de terras (maṇḍalerās), cobravam impostos sobre a terra, mas manter a lei e a ordem e punir os criminosos era o dever confiado ao Kazi. Tanto o Kazi quanto os proprietários de terras estavam sob o controle do governador de Bengala, que naquela época era conhecida como Subā-bāṅgālā. Os distritos de Nadia, Islāmpura e Bāgoyāna estavam todos sob o Zamindar de nome Hari Hoḍa ou seu descendente conhecido como Kṛṣṇadāsa Hoḍa. Diz-se que Chand Kazi era o mestre espiritual de Nawab Hussain Shah. Segundo uma opinião, seu nome era Maulānā Sirājuddina, e segundo outra, seu nome era Habibara Rahamāna. Descendentes de Chand Kazi ainda vivem nas proximidades de Māyāpur. As pessoas ainda vão ver o túmulo de Chand Kazi, que se encontra sob uma árvore campaka e é conhecido como o samādhi de Chand Kazi."}
{"ref": "cc/adi/17/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/125/", "verse_text": "krodhe sandhyā-kāle kājī eka ghare āila\n\nmṛdaṅga bhāṅgiyā loke kahite lāgila", "devanagari": "> ক্রোধে সন্ধ্যাকালে কাজী এক ঘরে আইল ।\n> মৃদঙ্গ ভাঙ্গিয়া লোকে কহিতে লাগিল ॥১২৫॥", "synonyms": "*krodhe*—com ira; *sandhyā-kāle*—à noite; *kājī*—o Chand Kazi; *eka ghare*—numa casa; *āila*—veio; *mṛdaṅga*—tambor; *bhāṅgiyā*—quebrando; *loke*—às pessoas; *kahite*—a falar; *lāgila*—começou.", "translation": "**Chand Kazi, com ira, foi a uma casa à noite e, ao ver que se realizava o kīrtana, quebrou uma mṛdaṅga e falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/126/", "verse_text": "eta-kāla keha nāhi kaila hinduyāni\n\nebe ye udyama cālāo kāra bala jāni'", "devanagari": "> এতকাল কেহ নাহি কৈল হিন্দুয়ানি ।\n> এবে যে উদ্যম চালাও কার বল জানি’ ॥১২৬॥", "synonyms": "*eta-kāla*—por tanto tempo; *keha*—ninguém; *nāhi*—não; *kaila*—realizou; *hinduyāni*—princípios reguladores dos hindus; *ebe*—agora; *ye*—esse; *udyama*—empenho; *cālāo*—vós propagais; *kāra*—de quem; *bala*—força; *jāni'*—quero saber.", "translation": "**\"Por tanto tempo vós não seguistes os princípios reguladores da religião hindu, mas agora os seguis com grande entusiasmo. Posso saber por força de quem fazeis isso?**", "purport": "Parece que, desde a investida de Baktiyār Khiliji em Bengala até a época de Chand Kazi, os hindus, ou os seguidores dos princípios Védicos, foram grandemente reprimidos. Tal como os hindus no atual Paquistão, praticamente ninguém podia executar livremente os princípios religiosos hindus. Chand Kazi referiu-se a essa condição da sociedade hindu. Antigamente, os hindus não haviam sido francos na execução de seus princípios hindus, mas agora cantavam livremente o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra. Portanto, devia ter sido pela força de outrem que eles eram tão ousados.\n\nNa verdade, esse era o fato. Embora os membros da assim chamada sociedade hindu houvessem seguido os costumes e as fórmulas sociais, eles praticamente se haviam esquecido de executar estritamente seus princípios religiosos. Mas com a presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu eles de fato começaram a seguir os princípios reguladores de acordo com Sua ordem. Essa ordem ainda existe e, em qualquer lugar e em toda parte, em todas as regiões do mundo, é possível executá-la. Essa ordem é tornar-se mestre espiritual sob a direção de Śrī Caitanya Mahāprabhu seguindo os princípios reguladores, cantando diariamente pelo menos dezesseis voltas do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra e pregando o culto da consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo. Se nos atermos à ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, obteremos força espiritual sem dúvida alguma, e seremos livres para pregar este culto do movimento Hare Kṛṣṇa sem sermos impedidos por ninguém."}
{"ref": "cc/adi/17/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/127/", "verse_text": "keha kīrtana nā kariha sakala nagare\n\nāji āmi kṣamā kari' yāitechoṅ ghare", "devanagari": "> কেহ কীর্তন না করিহ সকল নগরে ।\n> আজি আমি ক্ষমা করি’ যাইতেছোঁ ঘরে ॥১২৭॥", "synonyms": "*keha*—ninguém; *kīrtana*—canto do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *nā*—não; *kariha*—realize; *sakala nagare*—em toda a cidade; *āji*—hoje; *āmi*—eu; *kṣamā kari'*—perdoando; *yāitechoṅ*—estou retornando; *ghare*—para casa.", "translation": "**\"Ninguém deve realizar saṅkīrtana nas ruas da cidade. Hoje estou perdoando a ofensa e retornando para casa.**", "purport": "Tais ordens proibindo o saṅkīrtana nas ruas das grandes cidades do mundo foram impostas aos membros do movimento Hare Kṛṣṇa. Temos centenas de centros por todo o mundo, e fomos especificamente perseguidos na Austrália. Na maioria das cidades do mundo ocidental, fomos presos muitas vezes pela polícia, mas, ainda assim, estamos executando a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu ao cantar nas ruas de todas as cidades importantes, como Nova York, Londres, Chicago, Sydney, Melbourne, Paris e Hamburgo. Devemos lembrar que tais incidentes ocorreram no passado, há quinhentos anos, e o fato de que ainda ocorrem indica que nosso movimento de saṅkīrtana é realmente autorizado, pois, se o saṅkīrtana fosse um assunto material insignificante, os demônios não fariam objeção a ele. Os demônios da época tentaram obstruir o movimento de saṅkīrtana iniciado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Demônios semelhantes estão tentando obstruir o movimento de saṅkīrtana que estamos executando por todo o mundo, e isso prova que nosso movimento de saṅkīrtana ainda é puro e genuíno, seguindo as pegadas de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/17/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/128/", "verse_text": "āra yadi kīrtana karite lāga pāimu\n\nsarvasva daṇḍiyā tāra jāti ye la-imu", "devanagari": "> আর যদি কীর্তন করিতে লাগ পাইমু ।\n> সর্বস্ব দণ্ডিয়া তার জাতি যে লইমু ॥১২৮॥", "synonyms": "*āra*—novamente; *yadi*—se; *kīrtana*—canto do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *karite*—fazer; *lāga*—contato; *pāimu*—eu encontrarei; *sarva-sva*—todos os bens; *daṇḍiyā*—castigando; *tāra*—dele; *jāti*—casta; *ye*—essa; *la-imu*—eu tomarei.", "translation": "**\"Na próxima vez que eu vir alguém realizando tal saṅkīrtana, certamente o castigarei, não somente confiscando todos os seus bens, mas também convertendo-o em muçulmano.\"**", "purport": "Converter um hindu em muçulmano era assunto fácil naqueles dias. Se um muçulmano simplesmente borrifasse água sobre o corpo de um hindu, supunha-se que o hindu já se houvesse tornado muçulmano. Durante a transição dos britânicos em Bangladesh, por ocasião dos últimos tumultos entre hindus e muçulmanos, muitos hindus foram convertidos em muçulmanos por terem carne de vaca empurrada à força em suas bocas. A sociedade hindu era tão rígida na época do Senhor Caitanya que, se um hindu fosse convertido em muçulmano, não havia possibilidade de ele ser reabilitado. Dessa maneira, a população muçulmana na Índia aumentou. Nenhum dos muçulmanos vinha de fora; os costumes sociais, de um modo ou de outro, forçavam os hindus a se tornarem muçulmanos, sem nenhuma chance de retornar à sociedade hindu. O imperador Aurangzeb também inaugurou um imposto que os hindus tinham de pagar por serem hindus. Assim, todos os pobres hindus das classes inferiores tornavam-se voluntariamente muçulmanos para evitar o imposto. Dessa forma, a população muçulmana na Índia aumentou. Chand Kazi ameaçou converter as pessoas em muçulmanos pelo simples processo de borrifar água sobre seus corpos."}
{"ref": "cc/adi/17/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/129/", "verse_text": "eta bali' kājī gela,--nagariyā loka\n\nprabhu-sthāne nivedila pāñā baḍa śoka", "devanagari": "> এত বলি’ কাজী গেল, — নগরিয়া লোক ।\n> প্রভু-স্থানে নিবেদিল পাঞা বড় শোক ॥১২৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *kājī*—o magistrado; *gela*—retornou; *nagariyā loka*—os cidadãos em geral; *prabhu-sthāne*—perante o Senhor; *nivedila*—apresentaram; *pāñā*—recebendo; *baḍa*—muito; *śoka*—choque.", "translation": "**Após dizer isso, o Kazi retornou para casa, e os devotos, grandemente chocados por estarem proibidos de cantar Hare Kṛṣṇa, apresentaram sua aflição ao Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/130/", "verse_text": "prabhu ājñā dila--yāha karaha kīrtana\n\nmuñi saṁhārimu āji sakala yavana", "devanagari": "> প্রভু আজ্ঞা দিল — যাহ করহ কীর্তন ।\n> মুঞি সংহারিমু আজি সকল যবন ॥১৩০॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *ājñā dila*—ordenou; *yāha*—ide; *karaha*—e realizai; *kīrtana*—saṅkīrtana, canto do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *muñi*—eu; *saṁhārimu*—matarei; *āji*—hoje; *sakala*—todos; *yavana*—os maometanos.", "translation": "**O Senhor Caitanya ordenou: \"Ide realizar saṅkīrtana! Hoje matarei todos os muçulmanos!\"**", "purport": "Gandhi é conhecido por haver iniciado o movimento de desobediência civil não violenta na Índia, mas cerca de quinhentos anos antes dele, Śrī Caitanya Mahāprabhu iniciou Seu movimento de desobediência civil não violenta à ordem de Chand Kazi. Não é necessário cometer violência para impedir que a oposição estorve um movimento, pois é possível matar o comportamento demoníaco dela com razão e argumento. Seguindo as pegadas do Senhor Caitanya Mahāprabhu, sempre que houver obstáculos, o movimento Hare Kṛṣṇa deve matar a oposição com razão e argumento e, assim, deter seu comportamento demoníaco. Se nos tornássemos violentos em todos os casos, seria difícil para nós administrar nossos assuntos. Devemos, portanto, seguir as pegadas do Senhor Caitanya Mahāprabhu, que desobedeceu à ordem de Chand Kazi, mas o subjugou com razão e argumento."}
{"ref": "cc/adi/17/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/131/", "verse_text": "ghare giyā saba loka karaye kīrtana\n\nkājīra bhaye svacchanda nahe, camakita mana", "devanagari": "> ঘরে গিয়া সব লোক করয়ে কীর্তন ।\n> কাজীর ভয়ে স্বচ্ছন্দ নহে, চমকিত মন ॥১৩১॥", "synonyms": "*ghare giyā*—retornando para casa; *saba*—todos; *loka*—os cidadãos; *karaye*—realizavam; *kīrtana*—saṅkīrtana; *kājīra*—do Kazi; *bhaye*—por medo; *svacchanda*—despreocupados; *nahe*—não; *camakita*—sempre cheia de ansiedades; *mana*—a mente.", "translation": "**Retornando para casa, todos os cidadãos começaram a realizar saṅkīrtana, mas, por causa da ordem do Kazi, não estavam despreocupados, e sim sempre cheios de ansiedade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/132/", "verse_text": "tā-sabhāra antare bhaya prabhu mane jāni\n\nkahite lāgilā loke śīghra ḍāki' āni'", "devanagari": "> তা-সভার অন্তরে ভয় প্রভু মনে জানি ।\n> কহিতে লাগিলা লোকে শীঘ্র ডাকি’ আনি’ ॥১৩২॥", "synonyms": "*tā-sabhāra*—de todos eles; *antare*—na mente; *bhaya*—medo; *prabhu*—o Senhor; *mane*—na mente; *jāni*—compreendendo; *kahite*—a falar; *lāgilā*—começou; *loke*—às pessoas; *śīghra*—muito em breve; *ḍāki'*—chamando; *āni'*—trazendo-as.", "translation": "**Compreendendo a ansiedade na mente das pessoas, o Senhor as reuniu e lhes falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/133/", "verse_text": "nagare nagare āji karimu kīrtana\n\nsandhyā-kāle kara sabhe nagara-maṇḍana", "devanagari": "> নগরে নগরে আজি করিমু কীর্তন ।\n> সন্ধ্যাকালে কর সভে নগর-মণ্ডন ॥১৩৩॥", "synonyms": "*nagare*—de cidade; *nagare*—em cidade; *āji*—hoje; *karimu*—eu realizarei; *kīrtana*—canto do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *sandhyā-kāle*—à noite; *kara*—fazei; *sabhe*—todos; *nagara*—da cidade; *maṇḍana*—decoração.", "translation": "**\"Esta noite, realizarei saṅkīrtana em cada uma das cidades. Portanto, deveis todos decorar a cidade à noite.**", "purport": "Naquela época, Navadvīpa compunha-se de nove pequenas cidades, de modo que as palavras nagare nagare são significativas. Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava realizar kīrtana em cada uma dessas cidades vizinhas. Ele ordenou que a cidade fosse decorada para a função."}
{"ref": "cc/adi/17/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/134/", "verse_text": "sandhyāte deuṭi sabe jvāla ghare ghare\ndekha, kona kājī āsi' more mānā kare", "devanagari": "> সন্ধ্যাতে দেউটি সবে জ্বাল ঘরে ঘরে ।\n> দেখ, কোন কাজী আসি’ মোরে মানা করে ॥১৩৪॥", "synonyms": "*sandhyāte*—ao anoitecer; *deuṭi*—lamparinas; *sabe*—todos; *jvāla*—acendam; *ghare ghare*—em cada lar; *dekha*—esperem e vejam; *kona*—que espécie de; *kājī*—magistrado; *āsi'*—vindo; *more*—a Mim; *mānā kare*—ordena-Me parar.", "translation": "**\"Ao anoitecer, acendam tochas em cada lar. Eu darei proteção a todos. Vejamos que espécie de Kazi virá deter nosso kīrtana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/135/", "verse_text": "eta kahi' sandhyā-kale cāle gaurarāya\nkīrtanera kaila prabhu tina sampradāya", "devanagari": "> এত কহি’ সন্ধ্যাকালে চলে গৌররায় ।\n> কীর্তনের কৈল প্রভু তিন সম্প্রদায় ॥১৩৫॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *sandhyā-kāle*—ao anoitecer; *cale*—saiu; *gaura-rāya*—Gaurasundara; *kīrtanera*—de executar o saṅkīrtana; *kaila*—formou; *prabhu*—o Senhor; *tina*—três; *sampradāya*—grupos.", "translation": "**Ao anoitecer, o Senhor Gaurasundara saiu e formou três grupos para executar o kīrtana.**", "purport": "Este é um esquema para a execução do kīrtana em procissão. Na época de Śrī Caitanya Mahāprabhu, um grupo compunha-se de vinte e um homens: quatro tocando mṛdaṅgas, um conduzindo o canto e dezesseis outros tocando karatālas e respondendo ao que conduzia o canto. Se muitos homens ingressarem no movimento de saṅkīrtana, poderão seguir as pegadas de Śrī Caitanya Mahāprabhu e formar diferentes grupos conforme o tempo e o número de homens disponíveis."}
{"ref": "cc/adi/17/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/136/", "verse_text": "āge sampradāye nṛtya kare haridāsa\nmadhye nāce ācārya-gosāñi parama ullāsa", "devanagari": "> আগে সম্প্রদায়ে নৃত্য করে হরিদাস ।\n> মধ্যে নাচে আচার্য-গোসাঞি পরম উল্লাস ॥১৩৬॥", "synonyms": "*āge*—à frente; *sampradāye*—no grupo; *nṛtya*—dançando; *kare*—faz; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *madhye*—no meio; *nāce*—dança; *ācārya-gosāñi*—Śrī Advaita Ācārya; *parama*—muito; *ullāsa*—feliz.", "translation": "**No grupo da frente dançava Haridāsa Ṭhākura, e no grupo do meio dançava Advaita Ācārya com grande júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/137/", "verse_text": "pāche sampradāye nṛtya kare gauracandra\ntāṅra saṅge nāci' bule prabhu nityānanda", "devanagari": "> পাছে সম্প্রদায়ে নৃত্য করে গৌরচন্দ্র ।\n> তাঁর সঙ্গে নাচি’ বুলে প্রভু নিত্যানন্দ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*pāche*—na retaguarda; *sampradāye*—no grupo; *nṛtya*—dançando; *kare*—faz; *gauracandra*—o Senhor Gaurāṅga; *tāṅra*—Sua; *saṅge*—junto com; *nāci'*—dançando; *bule*—move-se; *prabhu*—o Senhor; *nityānanda*—de nome Nityānanda.", "translation": "**O próprio Senhor Gaurasundara dançava no grupo da retaguarda, e Śrī Nityānanda Prabhu movia-se acompanhando a dança do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/138/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa ihā 'caitanya-maṅgale'\nvistāri' varṇiyāchena, prabhu-kṛpā-bale", "devanagari": "> বৃন্দাবনদাস ইহা ‘চৈতন্যমঙ্গলে’ ।\n> বিস্তারি’ বর্ণিয়াছেন, প্রভু-কৃপাবলে ॥১৩৮॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsa*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *ihā*—isto; *caitanya-maṅgale*—em seu livro chamado Caitanya-maṅgala; *vistāri'*—detalhadamente; *varṇiyāchena*—descreveu; *prabhu*—do Senhor; *kṛpā-bale*—pela força da misericórdia.", "translation": "**Pela graça do Senhor, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu detalhadamente este incidente em seu *Caitanya-maṅgala*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/139/", "verse_text": "ei mata kīrtana kari' nagare bhramilā\nbhramite bhramite sabhe kājī-dvāre gelā", "devanagari": "> এই মত কীর্তন করি’ নগরে ভ্রমিলা ।\n> ভ্রমিতে ভ্রমিতে সভে কাজীদ্বারে গেলা ॥১৩৯॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *kīrtana*—canto congregacional; *kari'*—executando; *nagare*—na cidade; *bhramilā*—circundaram; *bhramite bhramite*—enquanto assim se moviam; *sabhe*—todos eles; *kājī-dvāre*—à porta do Kazi; *gelā*—chegaram.", "translation": "**Executando o kīrtana dessa maneira, circundando cada canto e recanto da cidade, eles finalmente chegaram à porta do Kazi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/140/", "verse_text": "tarja-garja kare loka, kare kolāhala\ngauracandra-bale loka praśraya-pāgala", "devanagari": "> তর্জ-গর্জ করে লোক, করে কোলাহল ।\n> গৌরচন্দ্র-বলে লোক প্রশ্রয়-পাগল ॥১৪০॥", "synonyms": "*tarja-garja*—murmurando de raiva; *kare*—fazem; *loka*—as pessoas; *kare*—fazem; *kolāhala*—um clamor; *gauracandra*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bale*—pelo poder; *loka*—as pessoas; *praśraya-pāgala*—enlouqueceram por tal indulgência.", "translation": "**Murmurando de raiva e produzindo um clamor estrondoso, as pessoas, sob a proteção do Senhor Caitanya, enlouqueceram por tal indulgência.**", "purport": "O Kazi havia emitido uma ordem para que não se executasse o kīrtana, o canto congregacional do santo nome do Senhor. Mas, quando isso foi levado ao conhecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, Ele ordenou a desobediência civil à ordem do Kazi. O Senhor Caitanya e todos os Seus devotos, naturalmente entusiasmados, embora agitados, devem ter feito um grande estrondo com seus altos brados."}
{"ref": "cc/adi/17/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/141/", "verse_text": "kīrtanera dhvanite kājī lukāila ghare\ntarjana garjana śuni' nā haya bāhire", "devanagari": "> কীর্তনের ধ্বনিতে কাজী লুকাইল ঘরে ।\n> তর্জন গর্জন শুনি’ না হয় বাহিরে ॥১৪১॥", "synonyms": "*kīrtanera*—do movimento de saṅkīrtana; *dhvanite*—pelo som; *kājī*—o Chand Kazi; *lukāila*—escondeu-se; *ghare*—no aposento; *tarjana*—murmurando; *garjana*—protestando; *śuni'*—ouvindo; *nā*—não; *haya*—sai; *bāhire*—para fora.", "translation": "**O alto som do canto do mantra Hare Kṛṣṇa decerto deixou o Kazi muito amedrontado, e ele se escondeu dentro de seu aposento. Ouvindo as pessoas protestarem dessa maneira, murmurando com grande raiva, o Kazi não saía de sua casa.**", "purport": "A ordem do Kazi de que não se realizasse o *saṅkīrtana* só podia vigorar enquanto não houvesse desobediência civil. Sob a liderança do Senhor Supremo, Śrī Caitanya Mahāprabhu, os cantores, aumentando em número, desobedeceram à ordem do Kazi. Milhares de pessoas se reuniram e formaram grupos, cantando o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa e produzindo um tumultuoso som de protesto. Assim, o Kazi ficou muito amedrontado, como é natural em tais circunstâncias.\n\nTambém nos dias atuais, as pessoas do mundo inteiro podem unir-se ao movimento da consciência de Kṛṣṇa e protestar contra os atuais governos degradados das sociedades ateias do mundo, os quais se baseiam em toda espécie de atividades pecaminosas. O *Śrīmad-Bhāgavatam* afirma que, na era de Kali, ladrões, velhacos e pessoas de quarta classe, que não têm educação nem cultura, apoderam-se dos postos de governo para explorar os cidadãos. Esse é um sintoma de Kali-yuga que já apareceu. As pessoas não podem sentir-se seguras quanto a suas vidas e propriedades; no entanto, os supostos governos continuam, e seus ministros recebem salários gordos, embora sejam incapazes de fazer algo de bom pela sociedade. O único remédio para tais condições é intensificar o movimento de *saṅkīrtana* sob a bandeira da consciência de Kṛṣṇa e protestar contra as atividades pecaminosas de todos os governos do mundo.\n\nO movimento da consciência de Kṛṣṇa não é um movimento religioso sentimental; é um movimento destinado a reformar todas as anomalias da sociedade humana. Se as pessoas o adotarem seriamente, cumprindo esse dever de maneira científica, conforme ordenou Śrī Caitanya Mahāprabhu, o mundo verá paz e prosperidade, em vez de permanecer confuso e sem esperança sob governos inúteis. Sempre há velhacos e ladrões na sociedade humana, e, tão logo um governo fraco se mostre incapaz de executar seus deveres, esses velhacos e ladrões saem para fazer seu negócio. Dessa maneira, a sociedade inteira se torna um inferno impróprio para que nela vivam cavalheiros. Há necessidade imediata de um bom governo — um governo do povo, com consciência de Kṛṣṇa. A menos que as massas populares se tornem conscientes de Kṛṣṇa, não poderão ser homens bons. O movimento da consciência de Kṛṣṇa que Śrī Caitanya Mahāprabhu iniciou com o cantar do *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa ainda conserva sua potência. Por conseguinte, as pessoas devem compreendê-lo séria e cientificamente e difundi-lo pelo mundo inteiro.\n\nO movimento de *saṅkīrtana* iniciado por Śrī Caitanya Mahāprabhu é descrito no *Caitanya-bhāgavata, Madhya-khaṇḍa,* capítulo vinte e três, começando com o verso 241, que diz: \"Meu querido Senhor, que minha mente se fixe em Teus pés de lótus.\" Acompanhando o cantar do Senhor Caitanya, todos os devotos reproduziam o mesmo som que Ele cantava. Dessa forma, o Senhor prosseguiu, conduzindo todo o grupo pelas ruas à margem do Ganges. Quando o Senhor chegou a Seu próprio *ghāṭa,* ou balneário, dançou mais e mais. Em seguida, prosseguiu até o *ghāṭa* de Mādhāi. Foi assim que Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Supremo, conhecido como Viśvambhara, dançou por todas as margens do Ganges. Depois, dirigiu-Se ao Bārakoṇā-ghāṭa, ao Nāgariyā-ghāṭa e, viajando por Gaṅgānagara, chegou a Simuliyā, um bairro situado num dos extremos da cidade. Todos esses lugares circundam Śrī Māyāpur. Após chegar a Simuliyā, o Senhor seguiu em direção à casa do Kazi e, dessa maneira, alcançou a porta de Chand Kazi."}
{"ref": "cc/adi/17/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/142/", "verse_text": "uddhata loka bhāṅge kājīra ghara-puṣpavana\nvistāri' varṇilā ihā dāsa-vṛndāvana", "devanagari": "> উদ্ধত লোক ভাঙ্গে কাজীর ঘর-পুষ্পবন ।\n> বিস্তারি’ বর্ণিলা ইহা দাস-বৃন্দাবন ॥১৪২॥", "synonyms": "*uddhata*—agitadas; *loka*—pessoas; *bhāṅge*—quebram; *kājīra*—do Kazi; *ghara*—casa; *puṣpa-vana*—jardim de flores; *vistāri'*—detalhadamente; *varṇilā*—descreveu; *ihā*—isto; *dāsa-vṛndāvana*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Naturalmente, algumas das pessoas que estavam muito agitadas começaram a retaliar as ações do Kazi, destruindo sua casa e seu jardim de flores. Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu detalhadamente este incidente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/143/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāra dvārete vasilā\nbhavya-loka pāṭhāiyā kājīre bolāilā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তার দ্বারেতে বসিলা ।\n> ভব্যলোক পাঠাইয়া কাজীরে বোলাইলা ॥১৪৩॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāra dvārete*—à porta do Kazi; *vasilā*—sentou-se; *bhavya-loka*—pessoas respeitáveis; *pāṭhāiyā*—enviando; *kājīre*—ao Kazi; *bolāilā*—mandou chamar.", "translation": "**Em seguida, ao chegar à casa do Kazi, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se junto à porta e enviou algumas pessoas respeitáveis para chamar o Kazi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/144/", "verse_text": "dūra ha-ite āilā kājī māthā noyāiyā\nkājīre vasāilā prabhu sammāna kariyā", "devanagari": "> দূর হইতে আইলা কাজী মাথা নোয়াইয়া ।\n> কাজীরে বসাইলা প্রভু সম্মান করিয়া ॥১৪৪॥", "synonyms": "*dūra ha-ite*—de um lugar distante; *āilā*—veio; *kājī*—o Kazi; *māthā*—a cabeça; *noyāiyā*—inclinada; *kājīre*—ao Kazi; *vasāilā*—deu um assento; *prabhu*—o Senhor; *sammāna*—respeito; *kariyā*—oferecendo.", "translation": "**Quando o Kazi chegou, com a cabeça inclinada, o Senhor lhe ofereceu o devido respeito e um assento.**", "purport": "Alguns dos homens do movimento de desobediência civil de Śrī Caitanya Mahāprabhu estavam agitados, porque não conseguiam controlar a mente. Mas o Senhor estava inteiramente pacífico, sóbrio e sereno. Por isso, quando o Kazi desceu para vê-Lo, o Senhor lhe ofereceu o devido respeito e um assento, pois ele era um respeitável funcionário do governo. Dessa forma, o Senhor nos ensinou através de Seu comportamento pessoal. Ao impulsionar nosso movimento de saṅkīrtana da consciência de Kṛṣṇa, talvez tenhamos de enfrentar dias difíceis, mas devemos sempre seguir as pegadas de Śrī Caitanya Mahāprabhu e fazer o que for necessário conforme o tempo e as circunstâncias."}
{"ref": "cc/adi/17/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/145/", "verse_text": "prabhu balena,--āmi tomāra āilāma abhyāgata\nāmi dekhi' lukāilā,--e-dharma kemata", "devanagari": "> প্রভু বলেন, — আমি তোমার আইলাম অভ্যাগত ।\n> আমি দেখি’ লুকাইলা, — এ-ধর্ম কেমত ॥১৪৫॥", "synonyms": "*prabhu balena*—o Senhor disse; *āmi*—Eu; *tomāra*—tua; *āilāma*—vim; *abhyāgata*—hóspede; *āmi*—a Mim; *dekhi'*—vendo; *lukāilā*—desapareceste; *e-dharma kemata*—que espécie de etiqueta é esta.", "translation": "**De maneira amistosa, o Senhor disse: \"Senhor, vim à sua casa como seu hóspede, mas, ao Me ver, o senhor se escondeu em seu aposento. Que espécie de etiqueta é esta?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/146/", "verse_text": "kājī kahe--tumi āisa kruddha ha-iyā\ntomā śānta karāite rahinu lukāiyā", "devanagari": "> কাজী কহে — তুমি আইস ক্রুদ্ধ হইয়া ।\n> তোমা শান্ত করাইতে রহিনু লুকাইয়া ॥১৪৬॥", "synonyms": "*kājī kahe*—o Kazi respondeu; *tumi*—Tu; *āisa*—vieste; *kruddha*—irado; *ha-iyā*—estando; *tomā*—a Ti; *śānta*—acalmar; *karāite*—para; *rahinu*—eu permaneci; *lukāiyā*—escondido, fora da vista.", "translation": "**O Kazi respondeu: \"Vieste à minha casa num estado de grande ira. Para acalmar-Te, não vim à Tua presença imediatamente, mas mantive-me escondido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/147/", "verse_text": "ebe tumi śāntā haile, āsi, mililāṅ\nbhāgya mora,--tomā hena atithi pāilāṅ", "devanagari": "> এবে তুমি শান্ত হৈলে, আসি’ মিলিলাঙ ।\n> ভাগ্য মোর, — তোমা হেন অতিথি পাইলাঙ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *tumi*—Tu; *śānta*—acalmado; *haile*—te tornaste; *āsi'*—vindo; *mililāṅ*—eu me encontrei (contigo); *bhāgya mora*—é minha grande fortuna; *tomā*—a Ti; *hena*—como; *atithi*—hóspede; *pāilāṅ*—eu recebi.", "translation": "**\"Agora que Te acalmaste, vim até Ti. É minha boa fortuna receber um hóspede como Vossa Senhoria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/148/", "verse_text": "grāma-sambandhe 'cakravartī' haya mora cācā\ndeha-sambandhe haite haya grāma-sambandha sāṅcā", "devanagari": "> গ্রামসম্বন্ধে ‘চক্রবর্তী’ হয় মোর চাচা ।\n> দেহ-সম্বন্ধে হৈতে হয় গ্রাম-সম্বন্ধ সাঁচা ॥১৪৮॥", "synonyms": "*grāma-sambandhe*—em nossa relação de vizinhança; *cakravartī*—teu avô Nīlāmbara Cakravartī; *haya*—torna-se; *mora*—meu; *cācā*—tio; *deha-sambandhe*—numa relação corpórea; *haite*—do que; *haya*—torna-se; *grāma-sambandha*—relação de vizinhança; *sāṅcā*—mais forte.", "translation": "**\"Em nossa relação de aldeia, Nīlāmbara Cakravartī Ṭhākura era meu tio. Tal relação é mais forte do que uma relação corpórea.**", "purport": "Na Índia, mesmo nas aldeias do interior, todas as comunidades hindus e muçulmanas costumavam viver muito pacificamente, estabelecendo uma relação entre si. Os jovens chamavam os membros idosos da aldeia pelo nome de *cācā* ou *kākā,* \"tio\", e os homens da mesma idade chamavam uns aos outros de *dādā,* \"irmão\". A relação era muito amistosa. Havia até convites de casas maometanas para casas hindus, e de casas hindus para casas muçulmanas. Tanto os hindus quanto os muçulmanos aceitavam os convites para ir às casas uns dos outros a fim de participar de funções cerimoniais. Até cinquenta ou sessenta anos atrás, a relação entre hindus e muçulmanos era muito amistosa, e não havia distúrbios. Não encontramos nenhum tumulto entre hindus e muçulmanos na história da Índia, nem mesmo durante os dias do domínio muçulmano sobre o país. O conflito entre hindus e muçulmanos foi criado por políticos poluídos, especialmente por governantes estrangeiros, e assim a situação foi-se degradando tanto que a Índia acabou dividida em Hindustão e Paquistão. Felizmente, o remédio para unir não só os hindus e os muçulmanos, mas todas as comunidades e todas as nações, ainda pode ser implementado pelo movimento Hare Kṛṣṇa, sobre a forte plataforma básica do amor a Deus."}
{"ref": "cc/adi/17/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/149/", "verse_text": "nīlāmbara cakravartī haya tomāra nānā\nse-sambandhe hao tumi āmāra bhāginā", "devanagari": "> নীলাম্বর চক্রবর্তী হয় তোমার নানা ।\n> সে সম্বন্ধে হও তুমি আমার ভাগিনা ॥১৪৯॥", "synonyms": "*nīlāmbara cakravartī*—de nome Nīlāmbara Cakravartī; *haya*—torna-se; *tomāra*—teu; *nānā*—avô materno; *se-sambandhe*—por tal relação; *hao*—te tornas; *tumi*—Tu; *āmāra*—meu; *bhāginā*—sobrinho (filho de minha irmã).", "translation": "**\"Nīlāmbara Cakravartī é Teu avô materno e, por essa relação, Tu és, pois, meu sobrinho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/150/", "verse_text": "bhāgināra krodha māmā avaśya sahaya\n\nmātulera aparādha bhāginā nā laya", "devanagari": "> ভাগিনার ক্রোধ মামা অবশ্য সহয় ।\n> মাতুলের অপরাধ ভাগিনা না লয় ॥১৫০॥", "synonyms": "*bhāgināra*—do sobrinho; *krodha*—ira; *māmā*—tio materno; *avaśya*—certamente; *sahaya*—tolera; *mātulera*—do tio materno; *aparādha*—ofensa; *bhāginā*—o sobrinho; *nā*—não; *laya*—leva a sério.", "translation": "**\"Quando um sobrinho está muito irado, seu tio materno é tolerante, e quando o tio materno comete uma ofensa, o sobrinho não a leva muito a sério.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/151/", "verse_text": "ei mata duṅhāra kathā haya ṭhāre-ṭhore\n\nbhitarera artha keha bujhite nā pāre", "devanagari": "> এই মত দুঁহার কথা হয় ঠারে-ঠোরে ।\n> ভিতরের অর্থ কেহ বুঝিতে না পারে ॥১৫১॥", "synonyms": "*ei mata*—desse modo; *duṅhāra*—de ambos; *kathā*—conversa; *haya*—ocorreu; *ṭhāre-ṭhore*—com diferentes indicações; *bhitarera*—interno; *artha*—significado; *keha*—alguém; *bujhite*—compreender; *nā pāre*—não é capaz.", "translation": "**Dessa maneira, o Kazi e o Senhor conversaram entre si por meio de várias indicações, mas nenhum estranho pôde compreender o sentido íntimo de sua conversa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/152/", "verse_text": "prabhu kahe,--praśna lāgi' āilāma tomāra sthāne\n\nkājī kahe,--ājñā kara, ye tomāra mane", "devanagari": "> প্রভু কহে, — প্রশ্ন লাগি’ আইলাম তোমার স্থানে ।\n> কাজী কহে, — আজ্ঞা কর, যে তোমার মনে ॥১৫২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *praśna lāgi'*—apenas para indagar de ti; *āilāma*—vim; *tomāra sthāne*—à tua casa; *kājī kahe*—o Kazi respondeu; *ājñā kara*—apenas ordena-me; *ye*—o que quer que; *tomāra mane*—esteja em Tua mente.", "translation": "**O Senhor disse: \"Meu querido tio, vim à tua casa apenas para fazer-te algumas perguntas.\"**", "purport": "\"Sim,\" respondeu o Kazi, \"Tu és bem-vindo. Dize-me apenas o que está em Tua mente.\""}
{"ref": "cc/adi/17/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/153/", "verse_text": "prabhu kahe,--go-dugdha khāo, gābhī tomāra mātā\n\nvṛṣa anna upajāya, tāte teṅho pitā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — গোদুগ্ধ খাও, গাভী তোমার মাতা ।\n> বৃষ অন্ন উপজায়, তাতে তেঁহো পিতা ॥১৫৩॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *go-dugdha khāo*—bebes leite de vaca; *gābhī*—a vaca (é); *tomāra*—tua; *mātā*—mãe; *vṛṣa*—o touro; *anna*—cereais; *upajāya*—produz; *tāte*—portanto; *teṅho*—ele; *pitā*—(é) teu pai.", "translation": "**O Senhor disse: \"Tu bebes leite de vaca; portanto, a vaca é tua mãe. E o touro produz cereais para o teu sustento; portanto, ele é teu pai.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/154/", "verse_text": "pitā-mātā māri' khāo--ebā kon dharma\n\nkon bale kara tumi e-mata vikarma", "devanagari": "> পিতা-মাতা মারি’ খাও — এবা কোন্ ধর্ম ।\n> কোন্ বলে কর তুমি এমত বিকর্ম ॥১৫৪॥", "synonyms": "*pitā-mātā*—pai e mãe; *māri'*—matando; *khāo*—comes; *ebā*—esta; *kon*—que tipo de; *dharma*—religião; *kon bale*—com que força; *kara*—fazes; *tumi*—tu; *e-mata*—tais; *vikarma*—atividades pecaminosas.", "translation": "**\"Visto que o touro e a vaca são teu pai e tua mãe, como podes matá-los e comê-los? Que tipo de princípio religioso é esse? Com que força és tão ousado a ponto de cometeres tais atividades pecaminosas?\"**", "purport": "Todos podem compreender que bebemos o leite das vacas e contamos com a ajuda dos touros na produção agrícola. Portanto, uma vez que nosso verdadeiro pai nos dá cereais e nossa mãe nos dá o leite com o qual vivemos, a vaca e o touro são considerados nossos pai e mãe. Segundo a civilização Védica, há sete mães, das quais a vaca é uma. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu desafiou o Kazi maometano: \"Que espécie de princípio religioso é esse que você segue, matando seu pai e sua mãe para comê-los?\" Em qualquer sociedade humana civilizada, ninguém ousaria matar o pai e a mãe com o propósito de comê-los. Assim sendo, Śrī Caitanya Mahāprabhu acusou o sistema da religião muçulmana de parricídio e matricídio. Também na religião cristã, um dos principais mandamentos é \"Não matarás\". No entanto, os cristãos violam essa regra; eles são muito peritos em matar e em abrir matadouros. Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, nossa primeira determinação é que ninguém deve ter permissão de comer nenhuma espécie de carne. Não importa se é carne de vaca ou carne de cabra, mas damos ênfase especial à proibição da carne de vaca, porque, segundo o *śāstra,* a vaca é nossa mãe. Foi assim que Śrī Caitanya Mahāprabhu desafiou a matança de vacas praticada pelos muçulmanos."}
{"ref": "cc/adi/17/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/155/", "verse_text": "kājī kahe,--tomāra yaiche veda-purāṇa\n\ntaiche āmāra śāstra--ketāva 'korāṇa'", "devanagari": "> কাজী কহে, — তোমার যৈছে বেদ-পুরাণ ।\n> তৈছে আমার শাস্ত্র — কেতাব ‘কোরাণ’ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*kājī kahe*—o Kazi responde; *tomāra*—Tuas; *yaiche*—assim como; *veda-purāṇa*—os Vedas e Purāṇas; *taiche*—de modo semelhante; *āmāra*—nossa; *śāstra*—escritura; *ketāva*—o livro sagrado; *korāṇa*—o Alcorão.", "translation": "**O Kazi respondeu: \"Assim como Tu tens Tuas escrituras chamadas *Vedas* e *Purāṇas*, nós temos nossa escritura, conhecida como o sagrado Alcorão.**", "purport": "Chand Kazi concordou em conversar com Śrī Caitanya Mahāprabhu com base na força das escrituras. Segundo a escritura Védica, se alguém pode apoiar sua posição citando os *Vedas,* seu argumento é perfeito. De modo semelhante, quando os muçulmanos apoiam sua posição com citações do Alcorão, seus argumentos também são autorizados. Quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou a questão da matança de vacas e de touros pelos maometanos, Chand Kazi chegou ao padrão de compreensão a partir de suas escrituras."}
{"ref": "cc/adi/17/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/156/", "verse_text": "sei śāstre kahe,--pravṛtti-nivṛtti-mārga-bheda\n\nnivṛtti-mārge jīva-mātra-vadhera niṣedha", "devanagari": "> সেই শাস্ত্রে কহে, — প্রবৃত্তি-নিবৃত্তি-মার্গ-ভেদ ।\n> নিবৃত্তি-মার্গে জীবমাত্র-বধের নিষেধ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*sei śāstre*—na escritura (o Alcorão); *kahe*—é ordenado; *pravṛtti*—de apego; *nivṛtti*—de desapego; *mārga*—caminhos; *bheda*—diferença; *nivṛtti*—de desapego; *mārge*—no caminho; *jīva-mātra*—de qualquer entidade viva; *vadhera*—de matar; *niṣedha*—proibição.", "translation": "**\"Segundo o Alcorão, há dois meios de avanço: aumentar a propensão para gozar e diminuir a propensão para gozar. No caminho de diminuir o apego [nivṛtti-mārga], a matança de animais é proibida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/157/", "verse_text": "pravṛtti-mārge go-vadha karite vidhi haya\n\nśāstra-ājñāya vadha kaile nāhi pāpa-bhaya", "devanagari": "> প্রবৃত্তি-মার্গে গোবধ করিতে বিধি হয় ।\n> শাস্ত্র-আজ্ঞায় বধ কৈলে নাহি পাপ-ভয় ॥১৫৭॥", "synonyms": "*pravṛtti-mārge*—no caminho do apego; *go-vadha*—a matança de vacas; *karite*—executar; *vidhi*—princípios reguladores; *haya*—há; *śāstra-ājñāya*—por ordem da escritura; *vadha*—matança; *kaile*—se alguém comete; *nāhi*—não há; *pāpa-bhaya*—temor de atividades pecaminosas.", "translation": "**\"No caminho das atividades materiais, há regulação para a matança de vacas. Se tal matança for feita sob a orientação da escritura, não há pecado.\"**", "purport": "A palavra śāstra deriva do dhātu, ou raiz verbal, śas. O śas-dhātu refere-se a controlar ou governar. O governo de um Estado mediante força ou armas chama-se śastra. Assim, sempre que há governo, seja por armas, seja por preceitos, o śas-dhātu é o princípio básico. Entre śastra (governar mediante armas) e śāstra (governar mediante os preceitos das escrituras), o melhor é o śāstra. Nossas escrituras védicas não são livros de leis comuns do bom senso humano; elas são as afirmações de pessoas factualmente liberadas, não afetadas pela imperfeição dos sentidos.\n\nO śāstra deve ser sempre correto, e não às vezes correto e às vezes incorreto. Nas escrituras védicas, a vaca é descrita como uma mãe. Portanto, ela é mãe para todo o sempre; não é, como dizem alguns patifes, que na era védica ela era mãe, mas não o é nesta era. Se o śāstra é uma autoridade, a vaca é sempre uma mãe; ela era mãe na era védica, e é mãe também nesta era.\n\nSe alguém age segundo os preceitos do śāstra, fica livre das reações da atividade pecaminosa. Por exemplo, as propensões para comer carne, beber vinho e gozar a vida sexual são todas naturais à alma condicionada. O caminho de tal gozo chama-se pravṛtti-mārga. O śāstra diz: pravṛttir eṣāṁ bhūtānāṁ nivṛttis tu mahā-phalā: ninguém deve deixar-se arrastar pelas propensões da defeituosa vida condicionada; deve ser guiado pelos princípios dos śāstras. A propensão de uma criança é brincar o dia inteiro, mas é preceito dos śāstras que os pais devem ter o cuidado de educá-la. Os śāstras estão ali apenas para orientar as atividades da sociedade humana. Mas, porque as pessoas não recorrem às instruções dos śāstras, que estão livres de defeitos e imperfeições, elas são, por isso, desencaminhadas por supostos professores e líderes eruditos que estão cheios das deficiências da vida condicionada."}
{"ref": "cc/adi/17/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/158/", "verse_text": "tomāra vedete āche go-vadhera vāṇī\n\nataeva go-vadha kare baḍa baḍa muni", "devanagari": "> তোমার বেদেতে আছে গোবধের বাণী ।\n> অতএব গোবধ করে বড় বড় মুনি ॥১৫৮॥", "synonyms": "*tomāra vedete*—em Tuas literaturas védicas; *āche*—há; *go-vadhera*—para a matança de vacas; *vāṇī*—preceito; *ataeva*—portanto; *go-vadha*—matança de vacas; *kare*—fazem; *baḍa baḍa*—muito grandes; *muni*—sábios.", "translation": "**Como erudito instruído, o Kazi desafiou Caitanya Mahāprabhu: \"Em Tuas escrituras védicas há um preceito para matar uma vaca. Com base nesse preceito, grandes sábios realizaram sacrifícios que envolviam a matança de vacas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/159/", "verse_text": "prabhu kahe,--vede kahe go-vadha niṣedha\n\nataeva hindu-mātra nā kare go-vadha", "devanagari": "> প্রভু কহে, — বেদে কহে গোবধ নিষেধ  ।\n> অতএব হিন্দুমাত্র না করে গোবধ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *vede*—nos Vedas; *kahe*—é ordenado; *go-vadha*—matança de vacas; *niṣedha*—proibição; *ataeva*—portanto; *hindu*—hindu; *mātra*—qualquer; *nā*—não; *kare*—executa; *go-vadha*—matança de vacas.", "translation": "**Refutando a afirmação do Kazi, o Senhor respondeu imediatamente: \"Os Vedas prescrevem claramente que as vacas não devem ser mortas. Portanto, todo hindu, seja ele quem for, evita entregar-se à matança de vacas.**", "purport": "Nas escrituras védicas há concessões para os comedores de carne. Diz-se que, se alguém quer comer carne, deve matar um bode perante a deusa Kālī e então comer sua carne. Não é permitido aos comedores de carne comprar carne em mercado ou matadouro. Não há sanções para a manutenção de matadouros regulares com o fim de satisfazer a língua dos comedores de carne. No que diz respeito à matança de vacas, ela é completamente proibida. Visto que a vaca é considerada uma mãe, como poderiam os *Vedas* permitir a matança de vacas? Śrī Caitanya Mahāprabhu apontou que a afirmação do Kazi era falha. No *Bhagavad-gītā* (18.44) há um preceito claro de que as vacas devem ser protegidas: kṛṣi-go-rakṣya-vāṇijyaṁ vaiśya-karma svabhāva-jam. \"O dever dos vaiśyas é produzir produtos agrícolas, comerciar e dar proteção às vacas.\" Portanto, é falsa a afirmação de que as escrituras védicas contêm preceitos que permitem a matança de vacas."}
{"ref": "cc/adi/17/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/160/", "verse_text": "jiyāite pāre yadi, tabe māre prāṇī\n\nveda-purāṇe āche hena ājñā-vāṇī", "devanagari": "> জিয়াইতে পারে যদি, তবে মারে প্রাণী ।\n> বেদ-পুরাণে আছে হেন আজ্ঞা-বাণী ॥১৬০॥", "synonyms": "*jiyāite*—rejuvenescer; *pāre*—se é capaz; *yadi*—se; *tabe*—então; *māre*—pode matar; *prāṇī*—ser vivo; *veda-purāṇe*—nos Vedas e Purāṇas; *āche*—há; *hena*—tais; *ājñā-vāṇī*—ordens e preceitos.", "translation": "**\"Nos Vedas e Purāṇas, há preceitos que declaram que, se alguém puder reviver um ser vivo, poderá matá-lo para fins experimentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/161/", "verse_text": "ataeva jarad-gava māre muni-gaṇa\n\nveda-mantre siddha kare tāhāra jīvana", "devanagari": "> অতএব জরদ্গব মারে মুনিগণ ।\n> বেদমন্ত্রে সিদ্ধ করে তাহার জীবন ॥১৬১॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *jarad-gava*—animais velhos; *māre*—matavam; *muni-gaṇa*—sábios; *veda-mantre*—pelo poder dos hinos védicos; *siddha*—rejuvenescida; *kare*—fazem; *tāhāra*—sua; *jīvana*—vida.", "translation": "**\"Por isso, os grandes sábios às vezes matavam vacas velhas e, cantando hinos Védicos, traziam-nas novamente à vida, para a perfeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/162/", "verse_text": "jarad-gava hañā yuvā haya āra-vāra\n\ntāte tāra vadha nahe, haya upakāra", "devanagari": "> জরদ্গব হঞা যুবা হয় আরবার ।\n> তাতে তার বধ নহে, হয় উপকার ॥১৬২॥", "synonyms": "*jarad-gava*—animais velhos e inválidos; *hañā*—tornando-se; *yuvā*—jovens; *haya*—tornavam-se; *āra-vāra*—novamente; *tāte*—nessa ação; *tāra*—sua; *vadha*—matança; *nahe*—não é; *haya*—há; *upakāra*—benefício.", "translation": "**\"A matança e o rejuvenescimento de tais vacas velhas e inválidas não eram verdadeiramente matança, mas um ato de grande benefício.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/163/", "verse_text": "kali-kāle taiche śakti nāhika brāhmaṇe\n\nataeva go-vadha keha nā kare ekhane", "devanagari": "> কলিকালে তৈছে শক্তি নাহিক ব্রাহ্মণে ।\n> অতএব গোবধ কেহ না করে এখনে ॥১৬৩॥", "synonyms": "*kali-kāle*—na Era de Kali; *taiche*—tal; *śakti*—poder; *nāhika*—não há; *brāhmaṇe*—nos brāhmaṇas; *ataeva*—portanto; *go-vadha*—matança de vacas; *keha*—alguém; *nā*—não; *kare*—executa; *ekhane*—no presente.", "translation": "**\"Outrora havia brāhmaṇas poderosos que podiam fazer tais experimentos usando hinos védicos, mas agora, por causa de Kali-yuga, os brāhmaṇas não são tão poderosos. Portanto, a matança de vacas e touros para rejuvenescimento é proibida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/164/", "verse_text": "aśvamedhaṁ gavālambhaṁ\n\nsannyāsaṁ pala-paitṛkam\n\ndevareṇa sutotpattiṁ\n\nkalau pañca vivarjayet", "devanagari": "> অশ্বমেধং গবালম্ভং সন্ন্যাসং পলপৈতৃকম্ ।\n> দেবরেণ সুতোৎপত্তিং কলৌ পঞ্চ বিবর্জয়েৎ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*aśva-medham*—um sacrifício que oferece um cavalo; *gava-ālambham*—um sacrifício de vacas; *sannyāsam*—a ordem de vida renunciada; *pala-paitṛkam*—uma oferenda de oblações de carne aos antepassados; *devareṇa*—pelo irmão do marido; *suta-utpattim*—gerar filhos; *kalau*—na Era de Kali; *pañca*—cinco; *vivarjayet*—deve-se abandonar.", "translation": "**\" 'Nesta Era de Kali, cinco atos são proibidos: o oferecimento de um cavalo em sacrifício, o oferecimento de uma vaca em sacrifício, a aceitação da ordem de sannyāsa, o oferecimento de oblações de carne aos antepassados e o ato de um homem gerar filhos na esposa de seu irmão.'**", "purport": "Esta é uma citação do Brahma-vaivarta Purāṇa (Kṛṣṇa-janma-khaṇḍa 185.180)."}
{"ref": "cc/adi/17/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/165/", "verse_text": "tomarā jīyāite nāra,--vadha-mātra sāra\n\nnaraka ha-ite tomāra nāhika nistāra", "devanagari": "> তোমরা জীয়াইতে নার, — বধমাত্র সার ।\n> নরক হইতে তোমার নাহিক নিস্তার ॥১৬৫॥", "synonyms": "*tomarā*—vós, maometanos; *jīyāite*—trazer de volta à vida; *nāra*—não podeis; *vadha-mātra*—apenas o ato de matar; *sāra*—a essência; *naraka ha-ite*—do inferno; *tomāra*—vossa; *nāhika*—não há; *nistāra*—libertação.", "translation": "**\"Visto que vós, muçulmanos, não podeis trazer de volta à vida os animais mortos, sois responsáveis por matá-los. Por isso, ireis para o inferno; não há salvação possível para vós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/166/", "verse_text": "go-aṅge yata loma, tata sahasra vatsara\n\ngo-vadhī raurava-madhye pace nirantara", "devanagari": "> গো-অঙ্গে যত লোম, তত সহস্র বৎসর ।\n> গোবধী রৌরব-মধ্যে পচে নিরন্তর ॥১৬৬॥", "synonyms": "*go-aṅge*—no corpo da vaca; *yata*—quantos; *loma*—pelos; *tata*—outros tantos; *sahasra*—mil; *vatsara*—anos; *go-vadhī*—o matador de uma vaca; *raurava-madhye*—numa condição de vida infernal; *pace*—apodrece; *nirantara*—sempre.", "translation": "**\"Os matadores de vacas estão condenados a apodrecer em vida infernal por tantos milhares de anos quantos forem os pelos no corpo da vaca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/167/", "verse_text": "tomā-sabāra śāstra-kartā--seha bhrānta haila\n\nnā jāni' śāstrera marma aiche ājñā dila", "devanagari": "> তোমা-সবার শাস্ত্রকর্তাং — সেহ ভ্রান্ত হৈল ।\n> না জানি’ শাস্ত্রের মর্ম ঐছে আজ্ঞা দিল ॥১৬৭॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *śāstra-kartā*—os compiladores das escrituras; *seha*—eles também; *bhrānta*—enganados; *haila*—ficaram; *nā jāni'*—sem conhecer; *śāstrera marma*—a essência das escrituras; *aiche*—tal; *ājñā*—ordem; *dila*—deram.", "translation": "**\"Há muitos erros e ilusões em vossas escrituras. Seus compiladores, sem conhecer a essência do conhecimento, deram ordens que contrariavam a razão e o argumento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/168/", "verse_text": "śuni' stabdha haila kājī, nāhi sphure vāṇī\n\nvicāriyā kahe kājī parābhava māni'", "devanagari": "> শুনি’ স্তব্ধ হৈল কাজী, নাহি স্ফুরে বাণী ।\n> বিচারিয়া কহে কাজী পরাভব মানি’ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir; *stabdha*—estarrecido; *haila*—ficou; *kājī*—o Kazi; *nāhi*—não; *sphure*—profere; *vāṇī*—palavras; *vicāriyā*—após a devida consideração; *kahe*—disse; *kājī*—o Kazi; *parābhava*—derrota; *māni'*—aceitando.", "translation": "**Depois de ouvir essas afirmações de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Kazi, estarrecido com os argumentos, não conseguiu apresentar mais nenhuma palavra. Assim, após a devida consideração, o Kazi aceitou a derrota e falou o seguinte.**", "purport": "Em nosso trabalho prático de pregação, encontramos muitos cristãos que falam sobre as afirmações da Bíblia. Quando perguntamos se Deus é limitado ou ilimitado, os sacerdotes cristãos dizem que Deus é ilimitado. Mas quando perguntamos por que o Deus ilimitado deveria ter apenas um filho e não filhos ilimitados, eles não conseguem responder. De modo semelhante, do ponto de vista científico, as respostas do Velho Testamento, do Novo Testamento e do Alcorão a muitas perguntas têm mudado. Um śāstra, porém, não pode mudar ao capricho de uma pessoa. Todos os śāstras devem estar livres dos quatro defeitos da natureza humana. As afirmações dos śāstras devem ser corretas para todos os tempos."}
{"ref": "cc/adi/17/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/169/", "verse_text": "tumi ye kahile, paṇḍita, sei satya haya\n\nādhunika āmāra śāstra, vicāra-saha naya", "devanagari": "> তুমি যে কহিলে, পণ্ডিত, সেই সত্য হয় ।\n> আধুনিক আমার শাস্ত্র, বিচার-সহ নয় ॥১৬৯॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *ye*—tudo o que; *kahile*—disseste; *paṇḍita*—ó Nimāi Paṇḍita; *sei*—aquilo; *satya*—verdade; *haya*—é certamente; *ādhunika*—dos tempos modernos; *āmāra*—nossas; *śāstra*—escrituras; *vicāra*—lógica; *saha*—com; *naya*—elas não são.", "translation": "**\"Meu caro Nimāi Paṇḍita, tudo o que disseste é verdade. Nossas escrituras desenvolveram-se apenas recentemente, e certamente não são lógicas nem filosóficas.**", "purport": "Os śāstras dos yavanas, ou comedores de carne, não são escrituras eternas. Foram elaborados recentemente e, às vezes, contradizem-se uns aos outros. As escrituras dos yavanas são três: o Velho Testamento, o Novo Testamento e o Alcorão. Sua compilação tem uma história; não são eternas como o conhecimento Védico. Portanto, embora tenham seus argumentos e raciocínios, não são muito sólidas nem transcendentais. Sendo assim, as pessoas modernas, avançadas em ciência e filosofia, consideram essas escrituras inaceitáveis.\n\nÀs vezes, sacerdotes cristãos vêm até nós perguntando: \"Por que vossos seguidores estão negligenciando nossas escrituras e aceitando as vossas?\" Mas quando lhes perguntamos: \"Vossa Bíblia diz 'Não matarás.' Por que, então, estais matando tantos animais diariamente?\", eles não conseguem responder. Alguns deles respondem imperfeitamente que os animais não têm alma. Mas então lhes perguntamos: \"Como sabeis que os animais não têm alma? Os animais e as crianças são da mesma natureza. Isso significa que as crianças da sociedade humana também não têm alma?\" Segundo as escrituras Védicas, dentro do corpo está o proprietário do corpo, a alma. No *Bhagavad-gītā* (2.13), afirma-se:\n\ndehino 'smin yathā dehe\nkaumāraṁ yauvanaṁ jarā\ntathā dehāntara-prāptir\ndhīras tatra na muhyati\n\n\"Assim como a alma encarnada passa, neste corpo, continuamente da infância à juventude e à velhice, da mesma forma a alma passa para outro corpo por ocasião da morte. A alma autorrealizada não se confunde com tal mudança.\"\n\nVisto que a alma está dentro do corpo, o corpo muda através de tantas formas. Há uma alma dentro do corpo de cada entidade viva, seja animal, árvore, ave ou ser humano, e a alma está transmigrando de um tipo de corpo para outro. Quando as escrituras dos yavanas — a saber, o Velho Testamento, o Novo Testamento e o Alcorão — não conseguem responder adequadamente aos seguidores inquisitivos, é natural que aqueles avançados em conhecimento científico e filosofia percam a fé em tais escrituras. O Kazi admitiu isso ao conversar com Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Kazi era uma pessoa muito inteligente. Tinha pleno conhecimento de sua posição, como se afirma no verso seguinte."}
{"ref": "cc/adi/17/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/170/", "verse_text": "kalpita āmāra śāstra,--āmi saba jāni\n\njāti-anurodhe tabu sei śāstra māni", "devanagari": "> কল্পিত আমার শাস্ত্র, — আমি সব জানি ।\n> জাতি-অনুরোধে তবু সেই শাস্ত্র মানি ॥১৭০॥", "synonyms": "*kalpita*—imaginadas; *āmāra*—nossas; *śāstra*—escrituras; *āmi*—eu; *saba*—tudo; *jāni*—sei; *jāti*—pela comunidade; *anurodhe*—estando obrigado; *tabu*—ainda assim; *sei*—aquelas; *śāstra*—escrituras; *māni*—eu aceito.", "translation": "**\"Sei que nossas escrituras estão cheias de imaginação e ideias errôneas; contudo, por eu ser maometano, aceito-as por causa de minha comunidade, apesar de sua fundamentação insuficiente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/171/", "verse_text": "sahaje yavana-śāstre adṛḍha vicāra\n\nhāsi' tāhe mahāprabhu puchena āra-vāra", "devanagari": "> সহজে যবন-শাস্ত্রে অদৃঢ় বিচার ।\n> হাসি’ তাহে মহাপ্রভু পুছেন আর বার ॥১৭১॥", "synonyms": "*sahaje*—naturalmente; *yavana-śāstre*—nas escrituras dos comedores de carne; *adṛḍha*—pouco sólido; *vicāra*—julgamento; *hāsi'*—sorrindo; *tāhe*—dele; *mahāprabhu*—Caitanya Mahāprabhu; *puchena*—indagou; *āra-vāra*—novamente.", "translation": "**\"O raciocínio e os argumentos das escrituras dos comedores de carne não são muito sólidos\", concluiu o Kazi. Ao ouvir essa afirmação, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu e indagou-lhe o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/172/", "verse_text": "āra eka praśna kari, śuna, tumi māmā\n\nyathārtha kahibe, chale nā vañchibe āmā'", "devanagari": "> আর এক প্রশ্ন করি, শুন, তুমি মামা ।\n> যথার্থ কহিবে, ছলে না বঞ্চিবে আমা’ ॥১৭২॥", "synonyms": "*āra eka*—mais uma; *praśna*—pergunta; *kari*—faço; *śuna*—ouve; *tumi*—tu; *māmā*—tio materno; *yathā-artha*—conforme a verdade; *kahibe*—deves falar; *chale*—com truques; *nā vañchibe*—não deves enganar; *āmā'*—a Mim.", "translation": "**\"Meu caro tio materno, desejo fazer-te outra pergunta. Por favor, dize-Me a verdade. Não tentes enganar-Me com truques.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/173/", "verse_text": "tomāra nagare haya sadā saṅkīrtana\n\nvādya-gīta-kolāhala, saṅgīta, nartana", "devanagari": "> তোমার নগরে হয় সদা সংকীর্তন ।\n> বাদ্যগীত-কোলাহল, সঙ্গীত, নর্তন ॥১৭৩॥", "synonyms": "*tomāra nagare*—em tua cidade; *haya*—há; *sadā*—sempre; *saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor; *vādya*—sons musicais; *gīta*—canto; *kolāhala*—rugido tumultuoso; *saṅgīta*—cantar; *nartana*—dançar.", "translation": "**\"Em tua cidade, há sempre o cantar congregacional do santo nome. Um tumultuoso alvoroço de música, canto e dança ocorre continuamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/174/", "verse_text": "tumi kājī--hindu-dharma-virodhe adhikārī\n\nebe ye nā kara mānā bujhite nā pāri", "devanagari": "> তুমি কাজী, — হিন্দু-ধর্ম-বিরোধে অধিকারী ।\n> এবে যে না কর মানা বুঝিতে না পারি ॥১৭৪॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *kājī*—o magistrado; *hindu-dharma*—os princípios religiosos dos hindus; *virodhe*—em opor-se; *adhikārī*—tens o direito; *ebe*—agora; *ye*—que; *nā kara mānā*—não proíbes; *bujhite*—compreender; *nā pāri*—não consigo.", "translation": "**\"Como magistrado maometano, você tem o direito de opor-se à realização de cerimônias hindus, mas agora você não as proíbe. Não consigo entender a razão disso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/175/", "verse_text": "kājī bale--sabhe tomāya bale 'gaurahari'\n\nsei nāme āmi tomāya sambodhana kari", "devanagari": "> কাজী বলে, — সভে তোমায় বলে ‘গৌরহরি’ ।\n> সেই নামে আমি তোমায় সম্বোধন করি ॥১৭৫॥", "synonyms": "*kājī bale*—o Kazi disse; *sabhe*—todos; *tomāya*—a Ti; *bale*—chamam; *gaurahari*—pelo nome Gaurahari; *sei nāme*—por esse nome; *āmi*—eu; *tomāya*—a Ti; *sambodhana*—dirijo-me; *kari*—faço.", "translation": "**O Kazi disse: \"Todos Te chamam de Gaurahari. Permite que eu me dirija a Ti por esse nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/176/", "verse_text": "śuna, gaurahari, ei praśnera kāraṇa\n\nnibhṛta hao yadi, tabe kari nivedana", "devanagari": "> শুন, গৌরহরি, এই প্রশ্নের কারণ ।\n> নিভৃত হও যদি, তবে করি নিবেদন ॥১৭৬॥", "synonyms": "*śuna*—por favor, ouve; *gaurahari*—ó Gaurahari; *ei praśnera*—desta pergunta; *kāraṇa*—a razão; *nibhṛta*—a um lugar solitário; *hao*—vieres; *yadi*—se; *tabe*—então; *kari*—farei; *nivedana*—exposição.", "translation": "**\"Por favor, ouve, ó Gaurahari! Se vieres a um lugar reservado, então te explicarei a razão.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/177/", "verse_text": "prabhu bale,--e loka āmāra antaraṅga haya\n\nsphuṭa kari' kaha tumi, nā kariha bhaya", "devanagari": "> প্রভু বলে, — এ লোক আমার অন্তরঙ্গ হয় ।\n> স্ফুট করি’ কহ তুমি, না করিহ ভয় ॥১৭৭॥", "synonyms": "*prabhu bale*—o Senhor disse; *e loka*—todos estes homens; *āmāra*—Meus; *antaraṅga*—associados íntimos; *haya*—são; *sphuṭa kari'*—deixando claro; *kaha*—fala; *tumi*—tu; *nā*—não; *kariha bhaya*—tenhas medo.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Todos estes homens são Meus associados íntimos. Podes falar francamente. Não há razão para temê-los.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/178-179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/178-179/", "verse_text": "kājī kahe,--yabe āmi hindura ghare giyā\n\nkīrtana kariluṅ mānā mṛdaṅga bhāṅgiyā\n\nsei rātre eka siṁha mahā-bhayaṅkara\n\nnara-deha, siṁha-mukha, garjaye vistara", "devanagari": "> কাজী কহে, — যবে আমি হিন্দুর ঘরে গিয়া ।\n> কীর্তন করিলুঁ মানা মৃদঙ্গ ভাঙ্গিয়া ॥১৭৮॥\n> সেই রাত্রে এক সিংহ মহাভয়ঙ্কর ।\n> নরদেহ, সিংহমুখ, গর্জয়ে বিস্তর ॥১৭৯॥", "synonyms": "*kājī kahe*—o Kazi respondeu; *yabe*—quando; *āmi*—eu; *hindura*—de um hindu; *ghare*—na casa; *giyā*—indo até lá; *kīrtana*—o cantar do santo nome; *kariluṅ*—fiz; *mānā*—proibição; *mṛdaṅga*—o tambor; *bhāṅgiyā*—quebrando; *sei rātre*—naquela noite; *eka*—um; *siṁha*—leão; *mahā-bhayaṅkara*—muito temível; *nara-deha*—com um corpo semelhante ao de um ser humano; *siṁha-mukha*—com um rosto semelhante ao de um leão; *garjaye*—rugia; *vistara*—muito alto.", "translation": "**O Kazi disse: \"Quando fui à casa do hindu, quebrei o tambor e proibi a realização do cantar congregacional, naquela mesma noite vi em sonhos um leão grandemente temível, que rugia muito alto, com o corpo semelhante ao de um ser humano e o rosto semelhante ao de um leão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/180/", "verse_text": "śayane āmāra upara lāpha diyā caḍi'\n\naṭṭa aṭṭa hāse, kare danta-kaḍamaḍi", "devanagari": "> শয়নে আমার উপর লাফ দিয়া চড়ি’ ।\n> অট্ট অট্ট হাসে, করে দন্ত-কড়মড়ি ॥১৮০॥", "synonyms": "*śayane*—enquanto dormia; *āmāra*—de mim; *upara*—sobre; *lāpha diyā*—saltando; *caḍi'*—montando; *aṭṭa aṭṭa*—áspera e duramente; *hāse*—sorri; *kare*—faz; *danta*—dentes; *kaḍamaḍi*—trituração.", "translation": "**\"Enquanto eu dormia, o leão saltou sobre meu peito, rindo ferozmente e rangendo os dentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/181/", "verse_text": "mora buke nakha diyā ghora-svare bale\n\nphāḍimu tomāra buka mṛdaṅga badale", "devanagari": "> মোর বুকে নখ দিয়া ঘোর-স্বরে বলে ।\n> ফাড়িমু তোমার বুক মৃদঙ্গ বদলে ॥১৮১॥", "synonyms": "*mora*—meu; *buke*—no peito; *nakha*—as garras; *diyā*—colocando; *ghora*—retumbante; *svare*—numa voz; *bale*—diz; *phāḍimu*—eu rasgarei; *tomāra*—teu; *buka*—peito; *mṛdaṅga*—pelo tambor; *badale*—em troca.", "translation": "**\"Colocando as garras em meu peito, o leão disse, em voz grave: 'Imediatamente, rasgarei teu peito ao meio, assim como quebraste o tambor mṛdaṅga!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/182/", "verse_text": "mora kīrtana mānā karis, karimu tora kṣaya\nāṅkhi mudi' kāṅpi āmi pāñā baḍa bhaya", "devanagari": "> মোর কীর্তন মানা করিস্, করিমু তোর ক্ষয় ।\n> আঁখি মুদি’ কাঁপি আমি পাঞা বড় ভয় ॥১৮২॥", "synonyms": "*mora*—Meu; *kīrtana*—cantar congregacional; *mānā karis*—estás proibindo; *karimu*—Eu hei de causar; *tora*—tua; *kṣaya*—destruição; *āṅkhi*—olhos; *mudi'*—fechando; *kāṅpi*—eu tremia; *āmi*—eu; *pāñā*—tomado; *baḍa*—muito grande; *bhaya*—medo.", "translation": "**\" 'Proibiste a realização de Meu cantar congregacional. Por isso, devo destruir-te!' Tomado de grande temor d'Ele, fechei os olhos e tremi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/183/", "verse_text": "bhīta dekhi' siṁha bale ha-iyā sadaya\ntore śikṣā dite kailu tora parājaya", "devanagari": "> ভীত দেখি’ সিংহ বলে হইয়া সদয় ।\n> তোরে শিক্ষা দিতে কৈলু তোর পরাজয় ॥১৮৩॥", "synonyms": "*bhīta dekhi'*—vendo-me tão amedrontado; *siṁha*—o leão; *bale*—diz; *ha-iyā*—tornando-se; *sa-daya*—misericordioso; *tore*—a ti; *śikṣā*—lição; *dite*—dar; *kailu*—eu causei; *tora*—tua; *parājaya*—derrota.", "translation": "**\"Vendo-me tão amedrontado, o leão disse, tornando-se misericordioso: 'Derrotei-te apenas para ensinar-te uma lição, mas devo ser misericordioso contigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/184/", "verse_text": "se dina bahuta nāhi kaili utpāta\nteñi kṣamā kari' nā karinu prāṇāghāta", "devanagari": "> সে দিন বহুত নাহি কৈলি উৎপাত ।\n> তেঞি ক্ষমা করি’ না করিনু প্রাণাঘাত ॥১৮৪॥", "synonyms": "*se dina*—naquele dia; *bahuta*—muito; *nāhi*—não; *kaili*—causaste; *utpāta*—distúrbio; *teñi*—portanto; *kṣamā kari'*—perdoando; *nā karinu*—não executei; *prāṇa-āghāta*—a tomada de tua vida.", "translation": "**\" 'Naquele dia, não causaste um distúrbio muito grande. Por isso, desculpei-te e não tirei tua vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/185/", "verse_text": "aiche yadi punaḥ kara, tabe nā sahimu\nsavaṁśe tomāre māri yavana nāśimu", "devanagari": "> ঐছে যদি পুনঃ কর, তবে না সহিমু ।\n> সবংশে তোমারে মারি যবন নাশিমু ॥১৮৫॥", "synonyms": "*aiche*—de modo semelhante; *yadi*—se; *punaḥ*—novamente; *kara*—fizeres; *tabe*—então; *nā sahimu*—não hei de tolerar; *sa-vaṁśe*—juntamente com tua família; *tomāre*—a ti; *māri*—matando; *yavana*—os comedores de carne; *nāśimu*—hei de aniquilar.", "translation": "**\" 'Mas, se voltares a praticar tais atividades, não serei tolerante. Nessa ocasião, matarei a ti, a toda a tua família e a todos os comedores de carne.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/186/", "verse_text": "eta kahi' siṁha gela, āmāra haila bhaya\nei dekha, nakha-cihna amora hṛdaya", "devanagari": "> এত কহি’ সিংহ গেল, আমার হৈল ভয় ।\n> এই দেখ, নখচিহ্ন আমার হৃদয় ॥১৮৬॥", "synonyms": "*eta*—assim; *kahi'*—dizendo; *siṁha*—o leão; *gela*—retornou; *āmāra*—meu; *haila*—houve; *bhaya*—medo; *ei dekha*—vede isto; *nakha-cihna*—as marcas das unhas; *amora hṛdaya*—em meu coração.", "translation": "**\"Após dizer isto, o leão partiu, mas eu tinha muito medo d'Ele. Vede só as marcas de Suas unhas em meu coração!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/187/", "verse_text": "eta bali' kājī nija-buka dekhāila\nśuni' dekhi' sarva-loka āścarya mānila", "devanagari": "> এত বলি’ কাজী নিজ-বুক দেখাইল ।\n> শুনি’ দেখি’ সর্বলোক আশ্চর্য মানিল ॥১৮৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *kājī*—o Kazi; *nija-buka*—seu próprio peito; *dekhāila*—mostrou; *śuni'*—ouvindo; *dekhi'*—vendo; *sarva-loka*—todos; *āścarya*—incidente maravilhoso; *mānila*—aceitaram.", "translation": "**Após esta descrição, o Kazi mostrou seu peito. Tendo-o ouvido e visto as marcas, todas as pessoas ali presentes aceitaram o maravilhoso incidente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/188/", "verse_text": "kājī kahe,--ihā āmi kāre nā kahila\nsei dina āmāra eka piyādā āila", "devanagari": "> কাজী কহে — ইহা আমি কারে না কহিল ।\n> সেই দিন আমার এক পিয়াদা আইল ॥১৮৮॥", "synonyms": "*kājī kahe*—o Kazi disse; *ihā*—isto; *āmi*—eu; *kāre*—a outros; *nā kahila*—não contei; *sei dina*—naquele dia; *āmāra*—meu; *eka*—um; *piyādā*—ordenança; *āila*—veio ver-me.", "translation": "**O Kazi continuou: \"Não falei a ninguém sobre este incidente, mas, naquele mesmo dia, uma de minhas ordenanças veio ver-me.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/189/", "verse_text": "āsi' kahe,--geluṅ muñi kīrtana niṣedhite\nagni ulkā mora mukhe lāge ācambite", "devanagari": "> আসি’ কহে, — গেলুঁ মুঞি কীর্তন নিষেধিতে ।\n> অগ্নি উল্কা মোর মুখে লাগে আচম্বিতে ॥১৮৯॥", "synonyms": "*āsi'*—vindo a mim; *kahe*—ele disse; *geluṅ*—fui; *muñi*—eu; *kīrtana*—cantar congregacional; *niṣedhite*—deter; *agni ulkā*—labaredas de fogo; *mora*—meu; *mukhe*—no rosto; *lāge*—entraram em contato; *ācambite*—de repente.", "translation": "**\"Vindo a mim, a ordenança disse: 'Quando fui deter o cantar congregacional, de repente labaredas de fogo atingiram meu rosto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/190/", "verse_text": "puḍila sakala dāḍi, mukhe haila vraṇa\nyei peyādā yāya, tāra ei vivaraṇa", "devanagari": "> পুড়িল সকল দাড়ি, মুখে হৈল ব্রণ ।\n> যেই পেয়াদা যায়, তার এই বিবরণ ॥১৯০॥", "synonyms": "*puḍila*—queimou; *sakala*—toda; *dāḍi*—barba; *mukhe*—no rosto; *haila*—houve; *vraṇa*—bolhas; *yei*—qualquer; *peyādā*—ordenança; *yāya*—vai; *tāra*—sua; *ei*—esta; *vivaraṇa*—descrição.", "translation": "**\" 'Minha barba queimou e surgiram bolhas em minhas faces.' Toda ordenança que ia fazia a mesma descrição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/191/", "verse_text": "tāhā dekhi' rahinu muñi mahā-bhaya pāñā\nkīrtana nā varjiha, ghare rahoṅ ta' vasiyā", "devanagari": "> তাহা দেখি’ রহিনু মুঞি মহাভয় পাঞা ।\n> কীর্তন না বর্জিহ, ঘরে রহোঁ ত’ বসিয়া ॥১৯১॥", "synonyms": "*tāhā dekhi'*—vendo aquilo; *rahinu*—permaneci; *muñi*—eu; *mahā-bhaya*—grande medo; *pāñā*—tomado; *kīrtana*—o cantar congregacional; *nā*—não; *varjiha*—deter; *ghare*—em casa; *rahoṅ*—permanecei; *ta'*—certamente; *vasiyā*—sentados.", "translation": "**\"Vendo isso, fiquei muito amedrontado. Pedi-lhes que não detivessem o cantar congregacional, mas que fossem sentar-se em casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/192/", "verse_text": "tabe ta' nagare ha-ibe svacchande kīrtana\nśuni' saba mleccha āsi' kaila nivedana", "devanagari": "> তবে ত’ নগরে হইবে স্বচ্ছন্দে কীর্তন ।\n> শুনি’ সব ম্লেচ্ছ আসি’ কৈল নিবেদন ॥১৯২॥", "synonyms": "*tabe ta'*—em seguida; *nagare*—na cidade; *ha-ibe*—haverá; *svacchande*—sem distúrbio ou ansiedade; *kīrtana*—cantar congregacional; *śuni'*—ouvindo isto; *saba*—todos; *mleccha*—comedores de carne; *āsi'*—vindo; *kaila*—apresentaram; *nivedana*—petição.", "translation": "**\"Então, todos os comedores de carne, ao ouvirem que haveria canto congregacional irrestrito na cidade, vieram apresentar uma petição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/193/", "verse_text": "nagare hindura dharma bāḍila apāra\n'hari' 'hari' dhvani ba-i nāhi śuni āra", "devanagari": "> নগরে হিন্দুর ধর্ম বাড়িল অপার ।\n> ‘হরি’ ‘হরি’ ধ্বনি বই নাহি শুনি আর ॥১৯৩॥", "synonyms": "*nagare*—na cidade; *hindura*—dos hindus; *dharma*—religião; *bāḍila*—aumentou; *apāra*—ilimitadamente; *hari hari*—do nome do Senhor, Hari, Hari; *dhvani*—a vibração; *ba-i*—exceto; *nāhi*—não; *śuni*—ouvimos; *āra*—outra coisa.", "translation": "**“ 'A religião dos hindus aumentará ilimitadamente. Há sempre vibrações de \"Hari! Hari!\" Não ouvimos nada além disso.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/194/", "verse_text": "āra mleccha kahe,--hindu 'kṛṣṇa kṛṣṇa' bali'\nhāse, kānde, nāce, gāya, gaḍi yāya dhūli", "devanagari": "> আর ম্লেচ্ছ কহে, — হিন্দু ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ বলি’ ।\n> হাসে, কান্দে, নাচে, গায়, গড়ি যায় ধূলি ॥১৯৪॥", "synonyms": "*āra*—outro; *mleccha*—comedor de carne; *kahe*—disse; *hindu*—os hindus; *kṛṣṇa kṛṣṇa bali'*—dizendo \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\"; *hāse*—sorriem; *kānde*—choram; *nāce*—dançam; *gāya*—cantam; *gaḍi yāya dhūli*—rolam na poeira.", "translation": "**\"Um comedor de carne disse: 'Os hindus dizem \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\", e sorriem, choram, dançam, cantam e caem ao chão, untando seus corpos com terra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/195/", "verse_text": "'hari' 'hari' kari' hindu kare kolāhala\npātasāha śunile tomāra karibeka phala", "devanagari": "> ‘হরি’ ‘হরি’ করি’ হিন্দু করে কোলাহল ।\n> পাতসাহ শুনিলে তোমার করিবেক ফল ॥১৯৫॥", "synonyms": "*hari hari kari'*—dizendo \"Hari, Hari\"; *hindu*—os hindus; *kare*—fazem; *kolāhala*—som tumultuoso; *pātasāha*—o rei; *śunile*—se ouvir; *tomāra*—teu; *karibeka*—imporá; *phala*—castigo.", "translation": "**\" 'Vibrando \"Hari, Hari\", os hindus fazem um som tumultuoso. Se o rei [pātasāha] o ouvir, certamente te castigará.'**", "purport": "Pātasāha refere-se ao rei. O Nawab Hussain Shah, cujo nome completo era Ālā Uddīn Saiyad Husen Sā, era naquela época (1498-1521 d.C.) o rei independente de Bengala. Antigamente, ele fora servo do cruel Nawab da dinastia Hābsī chamado Mujaḥphara Khān, mas, de uma forma ou de outra, assassinou seu amo e tornou-se rei. Após conquistar o trono de Bengala (tecnicamente chamado Masnada), declarou-se Saiyad Husen Ālā Uddīn Seriph Mukkā. Há um livro chamado Riyāja Us-salātina, cujo autor, Golām Husen, diz que o Nawab Hussain Shah pertencia à família de Mukkā Seriph. Para preservar a glória de sua família, adotou o nome Seriph Mukkā. Em geral, contudo, ele é conhecido como Nawab Hussain Shah. Após sua morte, seu filho mais velho, Nasaratsā, tornou-se rei de Bengala (1521-1533 d.C.). Esse rei também era muito cruel. Cometeu muitas atrocidades contra os vaiṣṇavas. Como resultado de suas atividades pecaminosas, um de seus servos do grupo Khojā matou-o enquanto ele orava na mesquita."}
{"ref": "cc/adi/17/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/196/", "verse_text": "tabe sei yavanere āmi ta' puchila\nhindu 'hari' bale, tāra svabhāva jānila", "devanagari": "> তবে সেই যবনেরে আমি ত’ পুছিল ।\n> হিন্দু ‘হরি’ বলে, তার স্বভাব জানিল ॥১৯৬॥", "synonyms": "*tabe*—então; *sei*—aquele; *yavanere*—aos comedores de carne; *āmi*—eu; *ta'*—certamente; *puchila*—perguntei; *hindu*—o hindu; *hari bale*—diz Hari; *tara*—sua; *svabhāva*—natureza; *jānila*—eu sei.", "translation": "**\"Então, perguntei a esses yavanas: 'Eu sei que esses hindus, por natureza, cantam \"Hari, Hari\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/197/", "verse_text": "tumita yavana hañā kene anukṣaṇa\nhindura devatāra nāma laha ki kāraṇa", "devanagari": "> তুমিত যবন হঞা কেনে অনুক্ষণ ।\n> হিন্দুর দেবতার নাম লহ কি কারণ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*tumita*—mas vós; *yavana*—comedores de carne; *hañā*—sendo; *kene*—por que; *anukṣaṇa*—sempre; *hindura*—dos hindus; *devatāra*—do Deus; *nāma*—o nome; *laha*—pronunciais; *ki*—qual; *kāraṇa*—a razão.", "translation": "**“ 'Os hindus cantam o nome Hari porque esse é o nome do Deus deles. Mas vocês são maometanos comedores de carne. Por que vocês cantam o nome do Deus dos hindus?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/198/", "verse_text": "mleccha kahe,--hindure āmi kari parihāsa\nkeha keha--kṛṣṇadāsa, keha--rāmadāsa", "devanagari": "> ম্লেচ্ছ কহে, — হিন্দুরে আমি করি পরিহাস ।\n> কেহ কেহ — কৃষ্ণদাস, কেহ — রামদাস ॥১৯৮॥", "synonyms": "*mleccha*—o comedor de carne; *kahe*—diz; *hindure*—a um hindu; *āmi*—eu; *kari*—faço; *parihāsa*—brincadeira; *keha keha*—alguns deles; *kṛṣṇadāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa; *keha*—alguns deles; *rāmadāsa*—de nome Rāmadāsa.", "translation": "**\"O comedor de carne respondeu: 'Às vezes, brinco com os hindus. Alguns deles se chamam Kṛṣṇadāsa, e outros se chamam Rāmadāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/199/", "verse_text": "keha--haridāsa, sadā bale 'hari' 'hari'\n\njāni kāra ghare dhana karibeka curi", "devanagari": "> কেহ — হরিদাস, সদা বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ।\n> জানি কার ঘরে ধন করিবেক চুরি ॥১৯৯॥", "synonyms": "*keha*—alguns deles; *haridāsa*—de nome Haridāsa; *sadā*—sempre; *bale*—dizem; *hari hari*—o nome do Senhor, \"Hari, Hari\"; *jāni*—eu entendo; *kāra*—de alguém; *ghare*—em casa; *dhana*—riqueza; *karibeka*—farão; *curi*—roubo.", "translation": "**\" 'Alguns deles chamam-se Haridāsa. Cantam sempre \"Hari, Hari\", e por isso pensei que iam roubar as riquezas da casa de alguém.**", "purport": "Outro significado de \"Hari, Hari\" é \"Estou roubando. Estou roubando.\""}
{"ref": "cc/adi/17/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/200/", "verse_text": "sei haite jihvā mora bale 'hari' 'hari'\n\nicchā nāhi, tabu bale,--ki upāya kari", "devanagari": "> সেই হৈতে জিহ্বা মোর বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ।\n> ইচ্ছা নাহি, তবু বলে, — কি উপায় করি ॥২০০॥", "synonyms": "*sei haite*—desde então; *jihvā*—língua; *mora*—minha; *bale*—diz; *hari hari*—a vibração \"Hari, Hari\"; *icchā*—desejo; *nāhi*—não há; *tabu*—ainda assim; *bale*—diz; *ki*—que; *upāya*—meio; *kari*—posso fazer.", "translation": "**\" 'Desde então, minha língua também vibra sempre o som \"Hari, Hari\". Não tenho desejo de dizê-lo, mas minha língua mesmo assim o diz. Não sei o que fazer.'**", "purport": "Às vezes, ímpios demoníacos, sem compreender a potência do santo nome, fazem troça dos vaiṣṇavas quando estes cantam o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Essa zombaria também é benéfica para tais pessoas. O *Śrīmad-Bhāgavatam*, Sexto Canto, Segundo Capítulo, verso 14, indica que o canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, mesmo em tom de brincadeira, no decurso de uma conversa comum, ao indicar algo alheio, ou por negligência, chama-se nāmābhāsa, que é o canto que está quase na fase transcendental. Esta fase de nāmābhāsa é melhor do que nāmāparādha. Nāmābhāsa desperta a suprema lembrança do Senhor Viṣṇu. Quando alguém se lembra do Senhor Viṣṇu, fica livre do gozo material. Assim, ele avança gradualmente rumo ao serviço transcendental do Senhor e se torna apto a cantar o santo nome do Senhor na posição transcendental."}
{"ref": "cc/adi/17/201-202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/201-202/", "verse_text": "āra mleccha kahe, śuna--āmi ta' ei-mate\n\nhinduke parihāsa kainu se dina ha-ite\n\njihvā kṛṣṇa-nāma kare, nā māne varjana\n\nnā jāni, ki mantrauṣadhi jāne hindu-gaṇa", "devanagari": "> আর ম্লেচ্ছ কহে, শুন — আমি ত’ এইমতে ।\n> হিন্দুকে পরিহাস কৈনু সে দিন হইতে ॥২০১॥\n> জিহ্বা কৃষ্ণনাম করে, না মানে বর্জন ।\n> না জানি, কি মন্ত্রৌষধি জানে হিন্দুগণ ॥২০২॥", "synonyms": "*āra*—outro; *mleccha*—comedor de carne; *kahe*—disse; *śuna*—por favor, ouça; *āmi*—eu; *ta'*—certamente; *ei-mate*—desta maneira; *hinduke*—de um hindu; *parihāsa*—troça; *kainu*—fiz; *se*—aquele; *dina*—dia; *ha-ite*—desde; *jihvā*—a língua; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—canta; *nā*—não; *māne*—aceita; *varjana*—renúncia; *nā*—não; *jāni*—eu sei; *ki*—que; *mantra-auṣadhi*—hinos e ervas; *jāne*—conhecem; *hindu-gaṇa*—os hindus.", "translation": "**\"Outro comedor de carne disse: 'Senhor, por favor, ouça-me. Desde o dia em que troçei dos hindus desta maneira, minha língua canta o hino Hare Kṛṣṇa e não consegue abandoná-lo. Não sei que hinos místicos e poções de ervas esses hindus conhecem.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/203/", "verse_text": "eta śuni' tā'-sabhāre ghare pāṭhāila\n\nhena-kāle pāṣaṇḍī hindu pāṅca-sāta āila", "devanagari": "> এত শুনি’ তা’-সভারে ঘরে পাঠাইল ।\n> হেনকালে পাষণ্ডী হিন্দু পাঁচ-সাত আইল ॥২০৩॥", "synonyms": "*eta śuni'*—depois de ouvir tudo isso; *tā'-sabhāre*—todos eles; *ghare*—de volta para casa; *pāṭhāila*—enviei; *hena-kāle*—naquele momento; *pāṣaṇḍī*—ímpios; *hindu*—hindus; *pāṅca-sāta*—cinco ou sete; *āila*—vieram.", "translation": "**\"Depois de ouvir tudo isso, enviei todos os mlecchas de volta às suas casas. Cinco ou sete hindus ímpios então aproximaram-se de mim.**", "purport": "A palavra pāṣaṇḍī refere-se a descrentes ocupados em atividades fruitivas e a adoradores idólatras de muitos semideuses. Os pāṣaṇḍīs não creem em um só Deus, a Pessoa Suprema, o Senhor Viṣṇu; eles pensam que todos os semideuses têm a mesma potência que Ele. A definição de um pāṣaṇḍī é dada no tantra-śāstra:\n\nyas tu nārāyaṇaṁ devaṁ\nbrahma-rudrādi-daivataiḥ\nsamatvenaiva vīkṣeta sa\npāṣaṇḍī bhaved dhruvam\n\n\"Pāṣaṇḍī é aquele que considera os grandes semideuses, como o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva, iguais à Suprema Personalidade de Deus, Nārāyaṇa.\" (*Hari-bhakti-vilāsa* 1.17)\n\nA Suprema Personalidade de Deus é asamaurdhva; em outras palavras, ninguém pode ser igual a Ele ou maior do que Ele. Mas os pāṣaṇḍīs não creem nisso. Eles adoram qualquer espécie de semideus, julgando aceitável aceitar como Senhor Supremo quem quer que lhes agrade. Os pāṣaṇḍīs eram contra o movimento Hare Kṛṣṇa do Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, e agora vemos na prática que eles também não gostam de nossas humildes tentativas de difundir a consciência de Kṛṣṇa pelo mundo inteiro. Pelo contrário, esses pāṣaṇḍīs dizem que estamos arruinando a religião hindu, porque pessoas do mundo inteiro estão aceitando o Senhor Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus segundo a versão do *Bhagavad-gītā Como Ele É*. Os pāṣaṇḍīs condenam este movimento e às vezes acusam os vaiṣṇavas de países estrangeiros de não serem autênticos. Mesmo os ditos vaiṣṇavas — pseudosseguidores do culto vaiṣṇava — não concordam com nossas atividades de fazer vaiṣṇavas nos países ocidentais. Tais pāṣaṇḍīs existiam até mesmo na época do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, e ainda continuam a existir. Apesar de todas as atividades desses pāṣaṇḍīs, porém, a predição do Senhor Caitanya Mahāprabhu triunfará: pṛthivīte āche yata nagarādi grāma sarvatra pracāra haibe mora nāma. \"Em cada cidade e aldeia, o canto de Meu nome será ouvido.\" Ninguém pode deter a difusão do movimento da consciência de Kṛṣṇa, pois sobre este movimento repousa a bênção da Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/17/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/204/", "verse_text": "āsi' kahe,--hindura dharma bhāṅgila nimāi\n\nye kīrtana pravartāila, kabhu śuni nāi", "devanagari": "> আসি’ কহে, — হিন্দুর ধর্ম ভাঙ্গিল নিমাই ।\n> যে কীর্তন প্রবর্তাইল, কভু শুনি নাই ॥২০৪॥", "synonyms": "*āsi'*—vindo até lá; *kahe*—disseram; *hindura*—dos hindus; *dharma*—princípios religiosos; *bhāṅgila*—quebrou; *nimāi*—Nimāi Paṇḍita; *ye*—que; *kīrtana*—canto congregacional; *pravartāila*—introduziu; *kabhu*—em tempo algum; *śuni*—ouvimos; *nāi*—nunca.", "translation": "**\"Vindo até mim, os hindus queixaram-se: 'Nimāi Paṇḍita quebrou os princípios religiosos hindus. Ele introduziu o sistema de saṅkīrtana, que nunca ouvimos em escritura alguma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/205/", "verse_text": "maṅgalacaṇḍī viṣahari kari' jāgaraṇa\n\ntā'te vādya, nṛtya, gīta,--yogya ācaraṇa", "devanagari": "> মঙ্গলচণ্ডী, বিষহরি করি’ জাগরণ ।\n> তা’তে বাদ্য, নৃত্য, গীত, — যোগ্য আচরণ ॥২০৫॥", "synonyms": "*maṅgala-caṇḍī*—da cerimônia religiosa para a adoração de Maṅgalacaṇḍī; *viṣahari*—da cerimônia religiosa para a adoração de Viṣahari; *kari'*—observando; *jāgaraṇa*—vigília noturna; *tā'te*—nessa cerimônia; *vādya*—execução musical; *nṛtya*—dança; *gīta*—canto; *yogya*—apropriado; *ācaraṇa*—costume.", "translation": "**\" 'Quando mantemos uma vigília noturna para observar as cerimônias religiosas de adoração a Maṅgalacaṇḍī e Viṣahari, tocar instrumentos musicais, dançar e cantar são, sem dúvida, costumes apropriados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/206/", "verse_text": "pūrve bhāla chila ei nimāi paṇḍita\n\ngayā haite āsiyā cālāya viparīta", "devanagari": "> পূর্বে ভাল ছিল এই নিমাই পণ্ডিত ।\n> গয়া হৈতে আসিয়া চালায় বিপরীত ॥২০৬॥", "synonyms": "*pūrve*—antes disto; *bhāla*—muito bom; *chila*—era; *ei*—este; *nimāi paṇḍita*—de nome Nimāi Paṇḍita; *gayā*—Gayā (um lugar de peregrinação); *haite*—de; *āsiyā*—vindo; *cālāya*—comporta-Se; *viparīta*—exatamente o oposto.", "translation": "**\" 'Nimāi Paṇḍita anteriormente era um menino muito bom, mas, desde que voltou de Gayā, comporta-Se de modo diferente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/207/", "verse_text": "ucca kari' gāya gīta, deya karatāli\n\nmṛdaṅga-karatāla-śabde karṇe lāge tāli", "devanagari": "> উচ্চ করি’ গায় গীত, দেয় করতালি ।\n> মৃদঙ্গ-করতাল-শব্দে কর্ণে লাগে তালি ॥২০৭॥", "synonyms": "*ucca*—alto; *kari'*—fazendo; *gāya*—canta; *gīta*—canções; *deya*—pratica; *karatāli*—palmas; *mṛdaṅga*—tambor mṛdaṅga; *karatāla*—sinos de mão; *śabde*—pelos sons; *karṇe*—no ouvido; *lāge*—há; *tāli*—surdez.", "translation": "**\" 'Agora Ele canta em voz alta todo tipo de canção, batendo palmas, tocando tambores e címbalos de mão, e produzindo um som tumultuoso que ensurdece nossos ouvidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/208/", "verse_text": "nā jāni,--ki khāñā matta hañā nāce, gāya\n\nhāse, kānde, paḍe, uṭhe, gaḍāgaḍi yāya", "devanagari": "> না জানি, — কি খাঞা মত্ত হঞা নাচে, গায় ।\n> হাসে, কান্দে, পড়ে, উঠে, গড়াগড়ি যায় ॥২০৮॥", "synonyms": "*nā jāni*—não sabemos; *ki*—que; *khāñā*—comendo; *matta*—louco; *hañā*—tornando-Se; *nāce*—Ele dança; *gāya*—canta; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *paḍe*—cai; *uṭhe*—levanta-Se; *gaḍāgaḍi yāya*—rola pelo chão.", "translation": "**\" 'Não sabemos o que Ele come que O torna louco, dançando, cantando, ora rindo, chorando, caindo, levantando-Se de um salto e rolando pelo chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/209/", "verse_text": "nagariyāke pāgala kaila sadā saṅkīrtana\n\nrātre nidrā nāhi yāi, kari jāgaraṇa", "devanagari": "> নগরিয়াকে পাগল কৈল সদা সংকীর্তন ।\n> রাত্রে নিদ্রা নাহি যাই, করি জাগরণ ॥২০৯॥", "synonyms": "*nagariyāke*—todos os cidadãos; *pāgala*—loucos; *kaila*—Ele fez; *sadā*—sempre; *saṅkīrtana*—canto congregacional; *rātre*—à noite; *nidrā*—sono; *nāhi yāi*—não conseguimos; *kari*—permanecemos; *jāgaraṇa*—acordados.", "translation": "**\" 'Ele praticamente deixou todas as pessoas loucas, realizando sempre o canto congregacional. À noite não conseguimos dormir; ficamos sempre acordados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/210/", "verse_text": "'nimāñi' nāma chāḍi' ebe bolāya 'gaurahari'\n\nhindura dharma naṣṭa kaila pāṣaṇḍa sañcāri'", "devanagari": "> ‘নিমাঞি’ নাম ছাড়ি’ এবে বোলায় ‘গৌরহরি’ ।\n> হিন্দুর ধর্ম নষ্ট কৈল পাষণ্ড সঞ্চারি’ ॥২১০॥", "synonyms": "*nimāñi*—Nimāi; *nāma*—o nome; *chāḍi'*—abandonando; *ebe*—agora; *bolāya*—chama-Se; *gaurahari*—Gaurahari; *hindura*—dos hindus; *dharma*—os princípios religiosos; *naṣṭa kaila*—arruinou; *pāṣaṇḍa*—irreligião; *sañcāri'*—introduzindo.", "translation": "**\" 'Agora Ele abandonou Seu próprio nome, Nimāi, e passou a chamar-Se Gaurahari. Arruinou os princípios religiosos hindus e introduziu a irreligião dos ímpios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/211/", "verse_text": "kṛṣṇera kīrtana kare nīca bāḍa bāḍa\n\nei pāpe navadvīpa ha-ibe ujāḍa", "devanagari": "> কৃষ্ণের কীর্তন করে নীচ বাড় বাড় ।\n> এই পাপে নবদ্বীপ হইবে উজাড় ॥২১১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kīrtana*—canto; *kare*—fazem; *nīca*—classe baixa; *bāḍa bāḍa*—repetidas vezes; *ei pāpe*—por este pecado; *navadvīpa*—toda a cidade de Navadvīpa; *ha-ibe*—ficará; *ujāḍa*—deserta.", "translation": "**“ 'Agora as classes inferiores estão cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa repetidas vezes. Por essa atividade pecaminosa, toda a cidade de Navadvīpa ficará deserta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/212/", "verse_text": "hindu-śāstre 'īśvara' nāma--mahā-mantra jāni\n\nsarva-loka śunile mantrera vīrya haya hāni", "devanagari": "> হিন্দুশাস্ত্রে ‘ঈশ্বর’ নাম — মহামন্ত্র জানি ।\n> সর্বলোক শুনিলে মন্ত্রের বীর্য হয় হানি ॥২১২॥", "synonyms": "*hindu-śāstre*—nas escrituras dos hindus; *īśvara*—Deus; *nāma*—o santo nome; *mahā-mantra*—hino supremo; *jāni*—sabemos; *sarva-loka*—todos; *śunile*—se ouvirem; *mantrera*—do mantra; *vīrya*—potência; *haya*—torna-se; *hāni*—perdida.", "translation": "**\" 'Segundo a escritura hindu, o nome de Deus é o hino mais poderoso. Se todos ouvirem o canto do nome, a potência do hino se perderá.**", "purport": "Na lista de ofensas contra o cantar do santo nome do Senhor, diz-se: *dharma-vrata-tyāga-hutādi-sarva-śubha-kriyā-sāmyam api pramādaḥ:* considerar o cantar do santo nome do Senhor igual à execução de alguma cerimônia religiosa auspiciosa é uma ofensa. Segundo o ponto de vista materialista, a observância de uma cerimônia religiosa invoca uma atmosfera auspiciosa para o benefício material do mundo inteiro. Por isso, os materialistas fabricam princípios religiosos para viverem confortavelmente e sem perturbação na execução de suas atividades materiais. Como não acreditam na existência de Deus, eles inventaram a ideia de que Deus é impessoal e de que, para se ter alguma concepção de Deus, pode-se imaginar qualquer forma. Assim, eles respeitam as muitas formas dos semideuses como diferentes representações ou manifestações do Senhor. Eles são chamados *bahv-īśvara-vādīs, ou* seguidores de milhares e milhares de deuses. Eles consideram o cantar dos nomes dos semideuses uma atividade auspiciosa. Grandes supostos *svāmīs* escreveram livros dizendo que se pode cantar qualquer nome — Durgā, Kālī, Śiva, Kṛṣṇa, Rāma e assim por diante — porque qualquer nome serve para invocar uma atmosfera auspiciosa na sociedade. Em razão disso, eles são chamados *pāṣaṇḍīs* — descrentes ou demônios sem fé.\n\nTais *pāṣaṇḍīs* não conhecem o verdadeiro valor do cantar do santo nome do Senhor Kṛṣṇa. Tolamente orgulhosos de seu nascimento material como *brāhmaṇas* e de sua consequente posição superior na ordem social, eles consideram as outras classes — a saber, os *kṣatriyas, vaiśyas* e *śūdras* — classes inferiores. Segundo eles, ninguém além dos *brāhmaṇas* pode cantar o santo nome de Kṛṣṇa, pois, se outros cantassem o santo nome, sua potência seria reduzida. Eles desconhecem a potência do nome do Senhor Kṛṣṇa. O *Bṛhan-nāradīya Purāṇa* recomenda:\n\n> harer nāma harer nāma\n> harer nāmaiva kevalam\n> kalau nāsty eva nāsty eva\n> nāsty eva gatir anyathā\n\n“Para o progresso espiritual nesta era de Kali, não há alternativa, não há alternativa, não há alternativa ao santo nome, ao santo nome, ao santo nome do Senhor.” Os *pāṣaṇḍīs* não aceitam que a potência do santo nome de Kṛṣṇa seja tão grande que alguém possa ser liberado pelo simples cantar do santo nome, embora isso seja confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.3.51): *kīrtanād eva kṛṣṇasya mukta-saṅgaḥ paraṁ vrajet.* Qualquer homem de qualquer parte do mundo que praticar o cantar do santo nome de Kṛṣṇa pode liberar-se e, após a morte, voltar ao lar, voltar ao Supremo. Os canalhas *pāṣaṇḍīs* pensam que, se alguém que não seja *brāhmaṇa* cantar o santo nome, a potência do santo nome é destruída. Segundo o julgamento deles, em vez de libertar as almas caídas, a potência do santo nome é reduzida. Acreditando na existência de muitos deuses e considerando o cantar do santo nome de Kṛṣṇa não melhor do que outros hinos, esses *pāṣaṇḍīs* não creem nas palavras do *śāstra* (*harer nāma harer nāma harer nāmaiva kevalam*). Mas Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma em Seu *Śikṣāṣṭaka, kīrtanīyaḥ sadā hariḥ:* deve-se cantar o santo nome do Senhor sempre, vinte e quatro horas por dia. Os *pāṣaṇḍīs,* entretanto, são tão caídos e falsamente orgulhosos de terem nascido em famílias de *brāhmaṇas* que pensam que, em vez de libertar todas as almas caídas, o santo nome se torna impotente quando constantemente cantado por homens de classe inferior.\n\nSignificativas no verso 211 são as palavras *kṛṣṇera kīrtana kare nīca bāḍa bāḍa,* que indicam que qualquer pessoa pode juntar-se ao movimento de *saṅkīrtana*. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.4.18): *kirāta-hūṇāndhra-pulinda-pulkaśā ābhīra-śumbhā yavanāḥ khasādayaḥ.* Esta é uma lista de nomes de *caṇḍālas.* Os *pāṣaṇḍīs* dizem que, quando se permite que esses homens de classe inferior cantem, a influência deles aumenta. Eles não gostam da ideia de que outros também desenvolvam qualidades espirituais, porque isso refrearia seu falso orgulho de terem nascido em famílias da elevada casta *brāhmaṇa*, com o monopólio das atividades espirituais. Mas, apesar de todos os protestos dos supostos hindus e dos membros da casta *brāhmaṇa*, estamos propagando o movimento da consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo, de acordo com os preceitos dos *śāstras* e a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, estamos certos de que estamos libertando muitas almas caídas, tornando-as candidatas genuínas a voltar ao lar, voltar ao Supremo."}
{"ref": "cc/adi/17/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/213/", "verse_text": "grāmera ṭhākura tumi, saba tomāra jana\n\nnimāi bolāiyā tāre karaha varjana", "devanagari": "> গ্রামের ঠাকুর তুমি, সব তোমার জন ।\n> নিমাই বোলাইয়া তারে করহ বর্জন ॥২১৩॥", "synonyms": "*grāmera*—desta cidade; *ṭhākura*—o governante; *tumi*—tu; *saba*—todos; *tomāra*—teu; *jana*—povo; *nimāi*—Nimāi Paṇḍita; *bolāiyā*—chamando; *tāre*—a Ele; *karaha*—faze; *varjana*—o castigo de obrigá-Lo a deixar a cidade.", "translation": "**\" 'Senhor, tu és o governante desta cidade. Quer hindu, quer muçulmano, todos estão sob tua proteção. Portanto, por favor, chama Nimāi Paṇḍita e obriga-O a deixar a cidade.'**", "purport": "A palavra ṭhākura tem dois significados. Um significado é \"Deus\" ou \"uma pessoa divina\", e outro significado é \"kṣatriya\". Aqui os pāṣaṇḍī brāhmaṇas dirigem-se ao Kazi como ṭhākura, considerando-o o governante da cidade. Há diferentes nomes pelos quais se dirigir aos membros de diferentes castas. Os brāhmaṇas são tratados por mahārāja, os kṣatriyas por ṭhākura, os vaiśyas por śetha ou mahājana, e os śūdras por caudhurī. Esta etiqueta ainda é seguida no norte da Índia, onde os kṣatriyas são tratados por Ṭhākura Sāhab. Os pāṣaṇḍīs chegaram ao ponto de solicitar ao magistrado, ou Kazi, que expulsasse Śrī Caitanya Mahāprabhu da cidade por Ele introduzir o hari-nāma-saṅkīrtana. Felizmente, nosso movimento Hare Kṛṣṇa pelo mundo inteiro, especialmente no mundo civilizado da Europa e da América, tornou-se muito popular. Em geral, ninguém se queixa de nós para que sejamos removidos de uma cidade. Embora tal tentativa de fato tenha sido feita em Melbourne, na Austrália, a tentativa fracassou. Assim, agora estamos introduzindo este movimento Hare Kṛṣṇa em grandes cidades do mundo, como Nova York, Londres, Paris, Tóquio, Sydney, Melbourne e Auckland, e, pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, tudo está correndo bem. As pessoas ficam felizes em aceitar o princípio de cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, e o resultado é altamente satisfatório."}
{"ref": "cc/adi/17/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/214/", "verse_text": "tabe āmi prīti-vākya kahila sabāre\nsabe ghare yāha, āmi niṣedhiba tāre", "devanagari": "> তবে আমি প্রীতিবাক্য কহিল সবারে ।\n> সবে ঘরে যাহ, আমি নিষেধিব তারে ॥২১৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *āmi*—eu; *prīti-vākya*—palavras doces; *kahila*—disse; *sabāre*—a todos eles; *sabe*—todos vós; *ghare*—de volta para casa; *yāha*—ide; *āmi*—eu; *niṣedhiba*—proibirei; *tāre*—a Ele (Nimāi Paṇḍita).", "translation": "**\"Depois de ouvir suas queixas, com palavras doces eu lhes disse: 'Por favor, voltai para casa. Certamente proibirei Nimāi Paṇḍita de continuar Seu movimento Hare Kṛṣṇa.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/215/", "verse_text": "hindura īśvara baḍa yei nārāyaṇa\nsei tumi hao,--hena laya mora mana", "devanagari": "> হিন্দুর ঈশ্বর বড় যেই নারায়ণ ।\n> সেই তুমি হও, — হেন লয় মোর মন ॥২১৫॥", "synonyms": "*hindura*—dos hindus; *īśvara*—Deus; *baḍa*—o mais elevado; *yei*—quem; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *sei*—Ele; *tumi*—Tu; *hao*—és; *hena*—tal; *laya*—toma; *mora*—minha; *mana*—mente.", "translation": "**\"Sei que Nārāyaṇa é o Deus Supremo dos hindus, e penso que Tu és esse mesmo Nārāyaṇa. Isso é o que sinto dentro de minha mente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/216/", "verse_text": "eta śuni' mahāprabhu hāsiyā hāsiyā\nkahite lāgilā kichu kājire chuṅiyā", "devanagari": "> এত শুনি’ মহাপ্রভু হাসিয়া হাসিয়া ।\n> কহিতে লাগিলা কিছু কাজিরে ছুঁইয়া ॥২১৬॥", "synonyms": "*eta*—isto; *śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsiyā hāsiyā*—sorrindo; *kahite*—a falar; *lāgilā*—começou; *kichu*—algo; *kājire*—ao Kazi; *chuṅiyā*—tocando.", "translation": "**Depois de ouvir o Kazi falar tão belamente, Śrī Caitanya Mahāprabhu tocou-o e, sorrindo, falou as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/217/", "verse_text": "tomāra mukhe kṛṣṇa-nāma,--e baḍa vicitra\npāpa-kṣaya gela, hailā parama pavitra", "devanagari": "> তোমার মুখে কৃষ্ণনাম, — এ বড় বিচিত্র ।\n> পাপক্ষয় গেল, হৈলা পরম পবিত্র ॥২১৭॥", "synonyms": "*tomāra mukhe*—em tua boca; *kṛṣṇa-nāma*—o cantar do santo nome de Kṛṣṇa; *e*—isto; *baḍa*—muito; *vicitra*—maravilhoso; *pāpa-kṣaya*—a anulação das atividades pecaminosas; *gela*—tornou-se um fato; *hailā*—te tornaste; *parama*—supremamente; *pavitra*—puro.", "translation": "**\"O cantar do santo nome de Kṛṣṇa a partir de tua boca realizou uma maravilha — anulou as reações de todas as tuas atividades pecaminosas. Agora te tornaste supremamente puro.**", "purport": "Confirmando a potência do movimento de *saṅkīrtana,* estas palavras saídas da própria boca do Senhor Caitanya Mahāprabhu expressam como as pessoas podem purificar-se pelo simples cantar do santo nome do Senhor Kṛṣṇa. O Kazi era um *mleccha* maometano, ou comedor de carne, mas, como pronunciou várias vezes o santo nome do Senhor Kṛṣṇa, as reações de sua vida pecaminosa foram automaticamente destruídas, e ele se purificou plenamente de toda a contaminação material. Não sabemos por que os *pāṣaṇḍīs* dos dias atuais protestam, alegando que estamos deteriorando a religião hindu por difundirmos a consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo e elevarmos todas as classes de homens ao mais alto padrão do vaiṣṇavismo. Mas esses canalhas discordam de nós tão veementemente que alguns deles não permitem que vaiṣṇavas europeus e americanos entrem nos templos de Viṣṇu. Considerando que a religião se destina ao benefício material, esses supostos hindus tornaram-se de fato viciosos por adorarem as numerosas formas dos semideuses. No verso seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma a purificação do Kazi."}
{"ref": "cc/adi/17/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/218/", "verse_text": "'hari' 'kṛṣṇa' 'nārāyaṇa'--laile tina nāma\nbaḍa bhāgyavān tumi, baḍa puṇyavān", "devanagari": "> ‘হরি’ ‘কৃষ্ণ’ ‘নারায়ণ’ — লৈলে তিন নাম ।\n> বড় ভাগ্যবান্ তুমি, বড় পুণ্যবান ॥২১৮॥", "synonyms": "*hari kṛṣṇa nārāyaṇa*—os santos nomes do Senhor Hari, do Senhor Kṛṣṇa e do Senhor Nārāyaṇa; *laile*—pronunciaste; *tina*—três; *nāma*—santos nomes; *baḍa*—muito; *bhāgyavān*—afortunado; *tumi*—tu és; *baḍa*—muito; *puṇyavān*—piedoso.", "translation": "**\"Por teres cantado três santos nomes do Senhor — Hari, Kṛṣṇa e Nārāyaṇa —, és sem dúvida o mais afortunado e piedoso.\"**", "purport": "Aqui o Senhor Supremo, Śrī Caitanya Mahāprabhu, confirma que qualquer pessoa que cante sem ofensa os santos nomes Hari, Kṛṣṇa e Nārāyaṇa é certamente extremamente afortunada, e, seja indiana ou não, hindu ou não, eleva-se de imediato ao nível da pessoa mais piedosa. Por isso, não damos importância às declarações dos pāṣaṇḍīs que protestam contra o fato de nosso movimento transformar em vaiṣṇavas os habitantes de outras cidades ou países. Temos de seguir as pegadas do Senhor Caitanya Mahāprabhu, executando nossa missão pacificamente ou, se necessário, chutando a cabeça de tais opositores."}
{"ref": "cc/adi/17/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/219/", "verse_text": "eta śuni' kājīra dui cakṣe paḍe pāni\nprabhura caraṇa chuṅi' bale priya-vāṇī", "devanagari": "> এত শুনি’ কাজীর দুই চক্ষে পড়ে পানি ।\n> প্রভুর চরণ ছুঁই’ বলে প্রিয়বাণী ॥২১৯॥", "synonyms": "*eta*—isto; *śuni'*—ouvindo; *kājīra*—do Kazi; *dui*—dois; *cakṣe*—nos olhos; *paḍe*—correm; *pāni*—lágrimas; *prabhura*—do Senhor; *caraṇa*—pés de lótus; *chuṅi'*—tocando; *bale*—diz; *priya-vāṇī*—palavras agradáveis.", "translation": "**Depois que o Kazi ouviu isso, lágrimas correram de seus olhos. Ele imediatamente tocou os pés de lótus do Senhor e falou as seguintes doces palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/220/", "verse_text": "tomāra prasāde mora ghucila kumati\nei kṛpā kara,--yena tomāte rahu bhakti", "devanagari": "> তোমার প্রসাদে মোর ঘুচিল কুমতি ।\n> এই কৃপা কর, — যেন তোমাতে রহু ভক্তি ॥২২০॥", "synonyms": "*tomāra prasāde*—por Tua misericórdia; *mora*—minhas; *ghucila*—desapareceram; *kumati*—más intenções; *ei*—esta; *kṛpā*—misericórdia; *kara*—por favor, concede-me; *yena*—de modo que; *tomāte*—em Ti; *rahu*—permaneça; *bhakti*—devoção.", "translation": "**\"Foi somente por Tua misericórdia que minhas más intenções desapareceram. Por favor, concede-me esta graça, para que minha devoção esteja sempre fixa em Ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/221/", "verse_text": "prabhu kahe,--eka dāna māgiye tomāya\nsaṅkīrtana vāda yaiche nahe nadīyāya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — এক দান মাগিয়ে তোমায় ।\n> সংকীর্তন বাদ যৈছে নহে নদীয়ায় ॥২২১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eka*—uma; *dāna*—caridade; *māgiye*—peço; *tomāya*—de ti; *saṅkīrtana*—o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa; *vāda*—oposição; *yaiche*—de modo que; *nahe*—não haja; *nadīyāya*—no distrito de Nadia.", "translation": "**O Senhor disse: \"Quero pedir-te um favor em caridade. Deves comprometer-te a que este movimento de saṅkīrtana não seja impedido, ao menos no distrito de Nadia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/222/", "verse_text": "kājī kahe,--mora vaṁśe yata upajibe\ntāhāke 'tālāka' diba,--kīrtana nā bādhibe", "devanagari": "> কাজী কহে, — মোর বংশে যত উপজিবে ।\n> তাহাকে ‘তালাক’ দিব, — কীর্তন না বাধিবে ॥২২২॥", "synonyms": "*kājī kahe*—o Kazi disse; *mora*—minha; *vaṁśe*—na dinastia; *yata*—todos (os descendentes); *upajibe*—que nascerem; *tāhāke*—a eles; *tālāka*—grave garantia; *diba*—darei; *kīrtana*—o movimento de saṅkīrtana; *nā*—nunca; *bādhibe*—se oporão.", "translation": "**O Kazi disse: \"A todos os descendentes que nascerem em minha dinastia no futuro, dou esta grave admoestação: ninguém deve impedir o movimento de saṅkīrtana.\"**", "purport": "Em consequência desta grave injunção do Kazi, ainda hoje os descendentes da família do Kazi não se opõem ao movimento de saṅkīrtana sob nenhuma circunstância. Mesmo durante os grandes tumultos entre hindus e muçulmanos nos lugares vizinhos, os descendentes do Kazi honestamente preservaram a garantia dada por seu antepassado."}
{"ref": "cc/adi/17/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/223/", "verse_text": "śuni' prabhu 'hari' bali' uṭhilā āpani\nuṭhila vaiṣṇava saba kari' hari-dhvani", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু ‘হরি’ বলি’ উঠিলা আপনি ।\n> উঠিল বৈষ্ণব সব করি’ হরি-ধ্বনি ॥২২৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu*—o Senhor; *hari*—o santo nome do Senhor; *bali'*—cantando; *uṭhilā*—levantou-Se; *āpani*—pessoalmente; *uṭhila*—levantaram-se; *vaiṣṇava*—os outros devotos; *saba*—todos; *kari'*—fazendo; *hari-dhvani*—a vibração do santo nome, \"Hari Hari\".", "translation": "**Ao ouvir isso, o Senhor levantou-Se, cantando \"Hari! Hari!\" Seguindo-O, todos os outros vaiṣṇavas também se levantaram, cantando a vibração do santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/224/", "verse_text": "kīrtana karite prabhu karilā gamana\nsaṅge cali' āise kājī ullasita mana", "devanagari": "> কীর্তন করিতে প্রভু করিলা গমন ।\n> সঙ্গে চলি’ আইসে কাজী উল্লসিত মন ॥২২৪॥", "synonyms": "*kīrtana*—o cantar; *karite*—realizar; *prabhu*—o Senhor; *karilā*—fez; *gamana*—partida; *saṅge*—acompanhando-O; *cali'*—caminhando; *āise*—vai; *kājī*—o Kazi; *ullasita*—jubilosa; *mana*—mente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu voltou para realizar o kīrtana, e o Kazi, com a mente jubilosa, foi com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/225/", "verse_text": "kājīre vidāya dila śacīra nandana\nnācite nācite āilā āpana bhavana", "devanagari": "> কাজীরে বিদায় দিল শচীর নন্দন ।\n> নাচিতে নাচিতে আইলা আপন ভবন ॥২২৫॥", "synonyms": "*kājīre*—ao Kazi; *vidāya*—despedida; *dila*—deu; *śacīra*—de mãe Śacī; *nandana*—o filho; *nācite nācite*—dançando e dançando; *āilā*—voltou; *āpana*—própria; *bhavana*—casa.", "translation": "**O Senhor pediu ao Kazi que voltasse para casa. Então, o filho de mãe Śacī voltou para Sua própria casa, dançando e dançando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/226/", "verse_text": "ei mate kājīre prabhu karilā prasāda\nihā yei śune tāra khaṇḍe aparādha", "devanagari": "> এই মতে কাজীরে প্রভু করিলা প্রসাদ ।\n> ইহা যেই শুনে তার খণ্ডে অপরাধ ॥২২৬॥", "synonyms": "*ei mate*—dessa maneira; *kājīre*—ao Kazi; *prabhu*—o Senhor; *karilā*—concedeu; *prasāda*—misericórdia; *ihā*—isto; *yei*—qualquer um que; *śune*—ouve; *tāra*—suas; *khaṇḍe*—anula; *aparādha*—ofensas.", "translation": "**Este é o incidente concernente ao Kazi e à misericórdia que o Senhor lhe concedeu. Qualquer um que o ouça também se livra de todas as ofensas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/227/", "verse_text": "eka dina śrīvāsera mandire gosāñi\nnityānanda-saṅge nṛtya kare dui bhāi", "devanagari": "> এক দিন শ্রীবাসের মন্দিরে গোসাঞি ।\n> নিত্যানন্দ-সঙ্গে নৃত্য করে দুই ভাই ॥২২৭॥", "synonyms": "*eka dina*—certo dia; *śrīvāsera*—de Śrīvāsa Ṭhākura; *mandire*—na casa; *gosāñi*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *saṅge*—acompanhado por; *nṛtya*—dança; *kare*—realizavam; *dui*—dois; *bhāi*—irmãos.", "translation": "**Certo dia, os dois irmãos, o Senhor Nityānanda Prabhu e Śrī Caitanya Mahāprabhu, dançavam na sagrada casa de Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/228/", "verse_text": "śrīvāsa-putrera tāhāṅ haila paraloka\ntabu śrīvāsera citte nā janmila śoka", "devanagari": "> শ্রীবাস-পুত্রের তাহাঁ হৈল পরলোক ।\n> তবু শ্রীবাসের চিত্তে না জন্মিল শোক ॥২২৮॥", "synonyms": "*śrīvāsa*—de Śrīvāsa Ṭhākura; *putrera*—do filho; *tāhāṅ*—ali; *haila*—ocorreu; *paraloka*—a morte; *tabu*—ainda assim; *śrīvāsera*—de Śrīvāsa Ṭhākura; *citte*—na mente; *nā*—não; *janmila*—surgiu; *śoka*—lamentação.", "translation": "**Naquele momento, ocorreu uma calamidade — o filho de Śrīvāsa Ṭhākura morreu. Mesmo assim, Śrīvāsa Ṭhākura não ficou nem um pouco pesaroso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/229/", "verse_text": "mṛta-putra-mukhe kaila jñānera kathana\nāpane dui bhāi hailā śrīvāsa-nandana", "devanagari": "> মৃতপুত্র-মুখে কৈল জ্ঞানের কথন ।\n> আপনে দুই ভাই হৈলা শ্রীবাস-নন্দন ॥২২৯॥", "synonyms": "*mṛta-putra*—do filho morto; *mukhe*—na boca; *kaila*—fez; *jñānera*—de conhecimento; *kathana*—conversa; *āpane*—pessoalmente; *dui*—os dois; *bhāi*—irmãos; *hailā*—tornaram-se; *śrīvāsa-nandana*—filhos de Śrīvāsa Ṭhākura.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu fez com que o filho morto falasse sobre conhecimento e, então, os dois irmãos pessoalmente se tornaram os filhos de Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": "Este incidente é descrito da seguinte maneira por Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya. Certa noite, enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava com Seus devotos na casa de Śrīvāsa Ṭhākura, um dos filhos de Śrīvāsa Ṭhākura, que sofria de alguma doença, morreu. Śrīvāsa Ṭhākura, contudo, era tão paciente que não permitiu que ninguém expressasse pesar chorando, pois não queria que o kīrtana que prosseguia em sua casa fosse perturbado. Assim, o kīrtana continuou sem um único som de lamentação. Mas, quando o kīrtana terminou, Caitanya Mahāprabhu, que podia compreender o incidente, declarou: \"Deve ter havido alguma calamidade nesta casa.\" Quando, então, foi informado sobre a morte do filho de Śrīvāsa Ṭhākura, Ele expressou Seu pesar, dizendo: \"Por que esta notícia não Me foi dada antes?\" Ele dirigiu-Se ao lugar onde o filho jazia morto e perguntou-lhe: \"Meu querido menino, por que estás deixando a casa de Śrīvāsa Ṭhākura?\" O filho morto respondeu imediatamente: \"Eu estava vivendo nesta casa enquanto estava destinado a viver aqui. Agora que o tempo terminou, vou para outro lugar, segundo Tua orientação. Sou Teu servo eterno, um ser vivo dependente. Devo agir apenas de acordo com Teu desejo. Além de Teu desejo, nada posso fazer. Não tenho tal poder.\" Ao ouvir essas palavras do filho morto, todos os membros da família de Śrīvāsa Ṭhākura receberam conhecimento transcendental. Assim, não havia motivo para lamentação. Esse conhecimento transcendental é descrito no *Bhagavad-gītā* (2.13): tathā dehāntara-prāptir dhīras tatra na muhyati. Quando alguém morre, aceita outro corpo; portanto, as pessoas sóbrias não lamentam. Após o diálogo entre o menino morto e Śrī Caitanya Mahāprabhu, realizaram-se as cerimônias fúnebres, e o Senhor Caitanya assegurou a Śrīvāsa Ṭhākura: \"Perdeste um filho, mas Nityānanda Prabhu e Eu somos teus filhos eternos. Jamais poderemos abandonar tua companhia.\" Este é um exemplo de relação transcendental com Kṛṣṇa. Temos relações transcendentais eternas com Kṛṣṇa como Seus servos, amigos, pais, filhos ou amantes conjugais. Quando essas mesmas relações se refletem de modo desvirtuado neste mundo material, temos relações como filhos, pais, amigos, amantes, senhores ou servos de outras pessoas, mas todas essas relações estão sujeitas a terminar dentro de um período determinado. Se, contudo, revivermos nossa relação com Kṛṣṇa, pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu nossa relação eterna jamais se romperá para nos causar lamentação."}
{"ref": "cc/adi/17/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/230/", "verse_text": "tabe ta' karilā saba bhakte vara dāna\n\nucchiṣṭa diyā nārāyaṇīra karila sammāna", "devanagari": "> তবে ত’ করিলা সব ভক্তে বর দান ।\n> উচ্ছিষ্ট দিয়া নারায়ণীর করিল সম্মান ॥২৩০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *ta'*—certamente; *karilā*—concedeu; *saba bhakte*—a todos os devotos; *vara*—bênção; *dāna*—caridade; *ucchiṣṭa*—restos do alimento; *diyā*—dando; *nārāyaṇīra*—a Nārāyaṇī; *karila*—prestou; *sammāna*—respeito.", "translation": "**Em seguida, o Senhor concedeu caritativamente Sua bênção a todos os Seus devotos. Ele deu os restos de Seu alimento a Nārāyaṇī, demonstrando-lhe respeito especial.**", "purport": "Nārāyaṇī era sobrinha de Śrīvāsa Ṭhākura e, mais tarde, tornou-se a mãe de Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. A esse respeito, os sahajiyās contam uma história maliciosa, segundo a qual, depois de comer os restos do alimento do Senhor Caitanya, Nārāyaṇī ficou grávida e deu à luz Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Os canalhas sahajiyās podem fabricar tais declarações falsas, mas ninguém deve acreditar neles, pois são motivados pela inimizade contra os vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/adi/17/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/231/", "verse_text": "śrīvāsera vastra siṅye darajī yavana\n\nprabhu tāre nija-rūpa karāila darśana", "devanagari": "> শ্রীবাসের বস্ত্র সিঁয়ে দরজী যবন ।\n> প্রভু তারে নিজরূপ করাইল দর্শন ॥২৩১॥", "synonyms": "*śrīvāsera*—de Śrīvāsa Ṭhākura; *vastra*—roupa; *siṅye*—costurando; *darajī*—alfaiate; *yavana*—comedor de carne; *prabhu*—o Senhor; *tāre*—a ele; *nija-rūpa*—Sua própria forma; *karāila*—fez com que; *darśana*—visão.", "translation": "**Havia um alfaiate, comedor de carne, que costurava as roupas de Śrīvāsa Ṭhākura. O Senhor, sendo misericordioso com ele, mostrou-lhe Sua própria forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/232/", "verse_text": "'dekhinu' 'dekhinu' bali' ha-ila pāgala\n\npreme nṛtya kare, haila vaiṣṇava āgala", "devanagari": "> ‘দেখিনু’ ‘দেখিনু’ বলি’ হইল পাগল ।\n> প্রেমে নৃত্য করে, হৈল বৈষ্ণব আগল ॥২৩২॥", "synonyms": "*dekhinu*—eu vi; *dekhinu*—eu vi; *bali'*—dizendo; *ha-ila*—ficou; *pāgala*—louco; *preme*—no êxtase do amor; *nṛtya*—dança; *kare*—faz; *haila*—tornou-se; *vaiṣṇava*—devoto; *āgala*—de primeira classe.", "translation": "**Dizendo \"Eu vi! Eu vi!\" e dançando em amor extático como se estivesse louco, ele se tornou um vaiṣṇava de primeira classe.**", "purport": "Havia um alfaiate maometano perto da casa de Śrīvāsa Ṭhākura que costumava costurar as roupas da família. Um dia, ele ficou muito satisfeito com a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu; na verdade, ficou encantado. O Senhor, compreendendo sua atitude, mostrou-lhe Sua forma original de Kṛṣṇa. O alfaiate então começou a dançar, dizendo: \"Eu vi! Eu vi!\" Ele ficou absorto em amor extático e começou a dançar com o Senhor Caitanya. Assim, ele se tornou um dos principais adeptos vaiṣṇavas de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/adi/17/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/233/", "verse_text": "āveśete śrīvāse prabhu vaṁśī ta' māgila\n\nśrīvāsa kahe,--vaṁśī tomāra gopī hari' nila", "devanagari": "> আবেশেতে শ্রীবাসে প্রভু বংশী ত’ মাগিল ।\n> শ্রীবাস কহে, — বংশী তোমার গোপী হরি’ নিল ॥২৩৩॥", "synonyms": "*āveśete*—em êxtase; *śrīvāse*—a Śrīvāsa; *prabhu*—o Senhor; *vaṁśī*—uma flauta; *ta'*—certamente; *māgila*—pediu; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *kahe*—respondeu; *vaṁśī*—flauta; *tomāra*—Sua; *gopī*—as gopīs; *hari'*—roubando; *nila*—levaram embora.", "translation": "**Em êxtase, o Senhor pediu a Śrīvāsa Ṭhākura que Lhe entregasse Sua flauta, mas Śrīvāsa Ṭhākura respondeu: \"Sua flauta foi roubada pelas gopīs.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/234/", "verse_text": "śuni' prabhu 'bala' 'bala' balena āveśe\n\nśrīvāsa varṇena vṛndāvana-līlā-rase", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু ‘বল’ ‘বল’ বলেন আবেশে ।\n> শ্রীবাস বর্ণেন বৃন্দাবন-লীলারসে ॥২৩৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu*—o Senhor; *bala bala*—continua falando, continua falando; *balena*—Ele diz; *āveśe*—em êxtase; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *varṇena*—descreve; *vṛndāvana*—de Vṛndāvana; *līlā-rase*—a doçura transcendental dos passatempos.", "translation": "**Ao ouvir essa resposta, o Senhor disse em êxtase: \"Continua falando! Continua falando!\" Assim, Śrīvāsa descreveu os passatempos transcendentais e saborosos de Śrī Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/235/", "verse_text": "prathamete vṛndāvana-mādhurya varṇila\n\nśuniyā prabhura citte ānanda bāḍila", "devanagari": "> প্রথমেতে বৃন্দাবন-মাধুর্য বর্ণিল ।\n> শুনিয়া প্রভুর চিত্তে আনন্দ বাড়িল ॥২৩৫॥", "synonyms": "*prathamete*—no início; *vṛndāvana-mādhurya*—os doces passatempos de Vṛndāvana; *varṇila*—descreveu; *śuniyā*—ouvindo; *prabhura*—do Senhor; *citte*—no coração; *ānanda*—júbilo; *bāḍila*—aumentou.", "translation": "**No início, Śrīvāsa Ṭhākura descreveu a doçura transcendental dos passatempos de Vṛndāvana. Ao ouvir isso, o Senhor sentiu um júbilo grande e crescente em Seu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/236/", "verse_text": "tabe 'bala' 'bala' prabhu bale vāra-vāra\n\npunaḥ punaḥ kahe śrīvāsa kariyā vistāra", "devanagari": "> তবে ‘বল’ ‘বল’ প্রভু বলে বারবার ।\n> পুনঃ পুনঃ কহে শ্রীবাস করিয়া বিস্তার ॥২৩৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *bala bala*—continua falando, continua falando; *prabhu*—o Senhor; *bale*—diz; *vāra-vāra*—de novo, de novo; *punaḥ punaḥ*—de novo, de novo; *kahe*—fala; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *kariyā*—fazendo; *vistāra*—expansão.", "translation": "**Depois, o Senhor pediu-lhe repetidas vezes: \"Fala mais! Fala mais!\" Dessa forma, Śrīvāsa descreveu repetidamente os passatempos de Vṛndāvana, expandindo-os vividamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/237/", "verse_text": "vaṁśī-vādye gopī-gaṇera vane ākarṣaṇa\n\ntāṅ-sabāra saṅge yaiche vana-viharaṇa", "devanagari": "> বংশীবাদ্যে গোপীগণের বনে আকর্ষণ ।\n> তাঁ-সবার সঙ্গে যৈছে বন-বিহরণ ॥২৩৭॥", "synonyms": "*vaṁśī-vādye*—ao ouvir o som da flauta; *gopī-gaṇera*—de todas as gopīs; *vane*—na floresta; *ākarṣaṇa*—a atração; *tāṅ-sabāra*—de todas elas; *saṅge*—na companhia; *yaiche*—de que maneira; *vana*—na floresta; *viharaṇa*—perambulando.", "translation": "**Śrīvāsa Ṭhākura explicou extensamente como as gopīs eram atraídas para as florestas de Vṛndāvana pela vibração da flauta de Kṛṣṇa e como elas perambulavam juntas pela floresta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/238/", "verse_text": "tāhi madhye chaya-ṛtu līlāra varṇana\n\nmadhu-pāna, rāsotsava, jala-keli kathana", "devanagari": "> তাহি মধ্যে ছয়ঋতু লীলার বর্ণন ।\n> মধুপান, রাসোৎসব, জলকেলি কথন ॥২৩৮॥", "synonyms": "*tāhi madhye*—durante isso; *chaya-ṛtu*—as seis estações; *līlāra*—dos passatempos; *varṇana*—descrição; *madhu-pāna*—o beber do mel; *rāsa-utsava*—a dança da rāsa-līlā; *jala-keli*—o nadar no Yamunā; *kathana*—narrações.", "translation": "**Śrīvāsa Paṇḍita narrou todos os passatempos realizados durante as seis estações em transformação. Ele descreveu o beber do mel, a celebração da dança da rāsa, o nadar no Yamunā e outros incidentes semelhantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/239/", "verse_text": "'bala' 'bala' bale prabhu śunite ullāsa\n\nśrīvāsa kahena tabe rāsa rasera vilāsa", "devanagari": "> ‘বল’ ‘বল’ বলে প্রভু শুনিতে উল্লাস ।\n> শ্রীবাস কহেন তবে রাস রসের বিলাস ॥২৩৯॥", "synonyms": "*bala bala*—continua falando, continua falando; *bale*—diz; *prabhu*—o Senhor; *śunite*—ouvindo; *ullāsa*—muito jubilosamente; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *kahena*—diz; *tabe*—então; *rāsa*—dança da rāsa; *rasera*—repletos de doçuras transcendentais; *vilāsa*—passatempos.", "translation": "**Quando o Senhor, ouvindo com grande prazer, disse: \"Continue falando! Continue falando!\", Śrīvāsa Ṭhākura descreveu a rāsa-līlā, dança que é plena de doçuras transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/240/", "verse_text": "kahite, śunite aiche prātaḥ-kāla haila\n\nprabhu śrīvāsere toṣi' āliṅgana kaila", "devanagari": "> কহিতে, শুনিতে ঐছে প্রাতঃকাল হৈল ।\n> প্রভু শ্রীবাসেরে তোষি’ আলিঙ্গন কৈল ॥২৪০॥", "synonyms": "*kahite*—falando; *śunite*—ouvindo; *aiche*—dessa maneira; *prātaḥ-kāla*—a manhã; *haila*—surgiu; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrīvāsere*—a Śrīvāsa Ṭhākura; *toṣi'*—satisfazendo; *āliṅgana*—abraço; *kaila*—deu.", "translation": "**Enquanto o Senhor assim pedia e Śrīvāsa Ṭhākura falava, a manhã surgiu, e o Senhor abraçou Śrīvāsa Ṭhākura e o satisfez.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/241/", "verse_text": "tabe ācāryera ghare kaila kṛṣṇa-līlā\n\nrukmiṇī-svarūpa prabhu āpane ha-ilā", "devanagari": "> তবে আচার্যের ঘরে কৈল কৃষ্ণলীলা ।\n> রুক্মিণী-স্বরূপ প্রভু আপনে হইলা ॥২৪১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *ghare*—na casa; *kaila*—realizou-se; *kṛṣṇa-līlā*—passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *rukmiṇī*—de Rukmiṇī; *svarūpa*—forma; *prabhu*—o Senhor; *āpane*—pessoalmente; *ha-ilā*—tornou-se.", "translation": "**Em seguida, realizou-se uma dramatização dos passatempos de Kṛṣṇa na casa de Advaita Ācārya. O Senhor pessoalmente assumiu o papel de Rukmiṇī, a principal das rainhas de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/242/", "verse_text": "kabhu durgā, lakṣmī haya, kabhu vā cic-chakti\n\nkhāṭe vasi' bhakta-gaṇe dilā prema-bhakti", "devanagari": "> কভু দুর্গা, লক্ষ্মী হয়, কভু বা চিচ্ছক্তি ।\n> খাটে বসি’ ভক্তগণে দিলা প্রেমভক্তি ॥২৪২॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *durgā*—o papel da deusa Durgā; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *haya*—é; *kabhu*—às vezes; *vā*—ou; *cit-śakti*—a potência espiritual; *khāṭe*—num catre; *vasi'*—sentado; *bhakta-gaṇe*—aos devotos; *dilā*—deu; *prema-bhakti*—amor a Deus.", "translation": "**Às vezes, o Senhor assumia o papel da deusa Durgā, de Lakṣmī [a deusa da fortuna] ou da principal potência, Yogamāyā. Sentado num catre, Ele concedia amor a Deus a todos os devotos presentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/243/", "verse_text": "eka-dina mahāprabhura nṛtya-avasāne\n\neka brāhmaṇī āsi' dharila caraṇe", "devanagari": "> একদিন মহাপ্রভুর নৃত্য-অবসানে ।\n> এক ব্রাহ্মণী আসি’ ধরিল চরণে ॥২৪৩॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya-avasāne*—ao final da dança; *eka*—uma; *brāhmaṇī*—esposa de um brāhmaṇa; *āsi'*—chegando; *dharila*—agarrou; *caraṇe*—Seus pés de lótus.", "translation": "**Certo dia, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu havia terminado Sua dança, uma mulher, a esposa de um brāhmaṇa, ali chegou e agarrou Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/244/", "verse_text": "caraṇera dhūli sei laya vāra vāra\n\ndekhiyā prabhura duḥkha ha-ila apāra", "devanagari": "> চরণের ধূলি সেই লয় বার বার ।\n> দেখিয়া প্রভুর দুঃখ হইল অপার ॥২৪৪॥", "synonyms": "*caraṇera*—de Seus pés de lótus; *dhūli*—a poeira; *sei*—aquela mulher; *laya*—pega; *vāra vāra*—repetidas vezes; *dekhiyā*—vendo isso; *prabhura*—do Senhor; *duḥkha*—infelicidade; *ha-ila*—houve; *apāra*—ilimitada.", "translation": "**Ao recolher a poeira de Seus pés de lótus repetidas vezes, ela fez o Senhor sentir uma infelicidade ilimitada.**", "purport": "Esse agarrar dos pés de lótus de uma grande personalidade certamente é muito bom para a pessoa que toma a poeira, mas este exemplo da infelicidade de Śrī Caitanya Mahāprabhu indica que um vaiṣṇava não deve permitir que ninguém tome a poeira de seus pés.\n\nQuem toma a poeira dos pés de lótus de uma grande personalidade transfere suas atividades pecaminosas a essa grande personalidade. A menos que seja muito forte, a pessoa terá de sofrer as atividades pecaminosas de quem toma a poeira. Portanto, em geral isso não deve ser permitido. Às vezes, em grandes reuniões, as pessoas vêm tirar o mesmo proveito tocando nossos pés. Por causa disso, às vezes temos de sofrer alguma doença. Tanto quanto possível, não se deve permitir que nenhum estranho toque os pés para tomar deles a poeira. Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou isso pessoalmente com Seu exemplo, como se explica no verso seguinte."}
{"ref": "cc/adi/17/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/245/", "verse_text": "sei-kṣaṇe dhāñā prabhu gaṅgāte paḍila\n\nnityānanda-haridāsa dhari' uṭhāila", "devanagari": "> সেইক্ষণে ধাঞা প্রভু গঙ্গাতে পড়িল ।\n> নিত্যানন্দ-হরিদাস ধরি’ উঠাইল ॥২৪৫॥", "synonyms": "*sei-kṣaṇe*—imediatamente; *dhāñā*—correndo; *prabhu*—o Senhor; *gaṅgāte*—na água do Ganges; *paḍila*—mergulhou; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *dhari'*—segurando-O; *uṭhāila*—ergueram-No.", "translation": "**Imediatamente, Ele correu para o rio Ganges e nele mergulhou, a fim de neutralizar as atividades pecaminosas daquela mulher. O Senhor Nityānanda e Haridāsa Ṭhākura O seguraram e O ergueram do rio.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu é o próprio Deus, mas estava desempenhando o papel de pregador. Todo pregador deve saber que, embora seja bom para a pessoa que o faz recolher a poeira dos pés de um vaiṣṇava, isso não é bom para a pessoa que permite que tal poeira seja recolhida. Na medida do possível, essa prática deve, em geral, ser evitada. Apenas aos discípulos iniciados se deve permitir tirar essa vantagem, e não a outros. Aqueles que estão cheios de atividades pecaminosas devem ser, em geral, evitados."}
{"ref": "cc/adi/17/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/246/", "verse_text": "vijaya ācāryera ghare se rātre rahilā\n\nprātaḥ-kāle bhakta sabe ghare lañā gelā", "devanagari": "> বিজয় আচার্যের ঘরে সে রাত্রে রহিলা ।\n> প্রাতঃকালে ভক্ত সবে ঘরে লঞা গেলা ॥২৪৬॥", "synonyms": "*vijaya*—chamado Vijaya; *ācāryera*—do mestre; *ghare*—na casa; *se*—aquela; *rātre*—na noite; *rahilā*—permaneceu; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *bhakta*—os devotos; *sabe*—todos; *ghare*—para casa; *lañā*—levando-os; *gelā*—foi.", "translation": "**Naquela noite, o Senhor ficou na casa de Vijaya Ācārya. Pela manhã, o Senhor levou todos os Seus devotos e voltou para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/247/", "verse_text": "eka-dina gopī-bhāve gṛhete vasiyā\n\n'gopī' 'gopī' nāma laya viṣaṇṇa hañā", "devanagari": "> একদিন গোপীভাবে গৃহেতে বসিয়া ।\n> ‘গোপী’ ‘গোপী’ নাম লয় বিষণ্ণ হঞা ॥২৪৭॥", "synonyms": "*eka-dina*—um dia; *gopī-bhāve*—no êxtase das gopīs; *gṛhete*—em casa; *vasiyā*—sentado; *gopī gopī*—\"Gopī, Gopī\"; *nāma*—o nome; *laya*—canta; *viṣaṇṇa*—melancólico; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**Certo dia, o Senhor, no êxtase das gopīs, estava sentado em Sua casa. Muito melancólico em separação, Ele chamava: \"Gopī! Gopī!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/248/", "verse_text": "eka paḍuyā āila prabhuke dekhite\n\n'gopī' 'gopī' nāma śuni' lāgila balite", "devanagari": "> এক পড়ুয়া আইল প্রভুকে দেখিতে ।\n> ‘গোপী’ ‘গোপী’ নাম শুনি’ লাগিল বলিতে ॥২৪৮॥", "synonyms": "*eka paḍuyā*—um estudante; *āila*—veio até ali; *prabhuke*—o Senhor; *dekhite*—para ver; *gopī gopī*—\"Gopī, Gopī\"; *nāma*—o nome; *śuni'*—ouvindo; *lāgila*—começou; *balite*—a dizer.", "translation": "**Um estudante que veio ver o Senhor ficou pasmo de que o Senhor estivesse cantando \"Gopī! Gopī!\" Assim, ele falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/249/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma nā lao kene, kṛṣṇa-nāma--dhanya\n\n'gopī' 'gopī' balile vā kibā haya puṇya", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম না লও কেনে, কৃষ্ণনাম — ধন্য ।\n> ‘গোপী’ ‘গোপী’ বলিলে বা কিবা হয় পুণ্য ॥২৪৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *nā*—não; *lao*—cantas; *kene*—por que; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *dhanya*—glorioso; *gopī gopī*—os nomes \"Gopī, Gopī\"; *balile*—ao dizer; *vā*—ou; *kibā*—que; *haya*—há; *puṇya*—piedade.", "translation": "**\"Por que cantas os nomes 'Gopī, Gopī' em vez do santo nome do Senhor Kṛṣṇa, que é tão glorioso? Que resultado piedoso alcançarás com esse tipo de canto?\"**", "purport": "Diz-se: vaiṣṇavera kriyā-mudrā vijñeha nā bujhaya — ninguém pode compreender as atividades de um devoto puro. Um estudante ou devoto neófito não poderia de modo algum compreender por que Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava o nome das gopīs, nem deveria o estudante ter indagado ao Senhor sobre a potência de cantar \"Gopī, Gopī\". O estudante neófito estava certamente convicto da piedade no canto do santo nome de Kṛṣṇa, mas essa espécie de atitude também é ofensiva. Dharma-vrata-tyāga-hutādi-sarva-śubha-kriyā-sāmyam api pramādaḥ: cantar o santo nome de Kṛṣṇa em troca da obtenção de piedade é uma ofensa. Isso, naturalmente, era desconhecido do estudante. Assim, ele perguntou inocentemente: \"Que piedade há no canto do nome Gopī?\" Ele não sabia que não há questão de piedade ou impiedade. O canto do santo nome de Kṛṣṇa ou do santo nome Gopī está no plano transcendental dos relacionamentos amorosos. Como ele não era perito em compreender tais atividades transcendentais, sua pergunta foi simplesmente impudente. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu, aparentemente muito irado com ele, reagiu da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/adi/17/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/250/", "verse_text": "śuni' prabhu krodhe kaila kṛṣṇe doṣodgāra\n\nṭheṅgā lañā uṭhilā prabhu paḍuyā māribāra", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু ক্রোধে কৈল কৃষ্ণে দোষোদ্গার ।\n> ঠেঙ্গা লঞা উঠিলা প্রভু পড়ুয়া মারিবার ॥২৫০॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu*—o Senhor; *krodhe*—com ira; *kaila*—fez; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *doṣa-udgāra*—muitas acusações; *ṭheṅgā*—vara; *lañā*—pegando; *uṭhilā*—levantou-se; *prabhu*—o Senhor; *paḍuyā*—o estudante; *māribāra*—para golpear.", "translation": "**Ao ouvir o tolo estudante, o Senhor ficou muito irado e repreendeu o Senhor Kṛṣṇa de várias maneiras. Pegando uma vara, Ele Se levantou para golpear o estudante.**", "purport": "Menciona-se no *Śrīmad-Bhāgavatam* que, quando Uddhava veio do Senhor Kṛṣṇa com uma mensagem para as *gopīs,* todas as *gopīs,* especialmente Śrīmatī Rādhārāṇī, censuraram Kṛṣṇa de várias maneiras. Tais censuras, contudo, refletem uma exuberante atitude amorosa que um homem comum não pode compreender. Quando o tolo estudante questionou o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Caitanya, de modo semelhante, repreendeu o Senhor Kṛṣṇa em exuberância amorosa. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estava no estado de espírito das *gopīs* e o estudante defendia a causa de Śrī Kṛṣṇa, o Senhor Caitanya ficou grandemente irado. Vendo Sua ira, o tolo estudante, que era um comum e ateu *smārta-brāhmaṇa,* julgou-O erroneamente, com toda a tolice. Assim, ele e um grupo de estudantes ficaram prontos para golpear o Senhor em retaliação. Após este incidente, Śrī Caitanya Mahāprabhu decidiu aceitar o *sannyāsa,* para que as pessoas não cometessem ofensas contra Ele, considerando-O um chefe de família comum, pois, na Índia, ainda hoje, naturalmente se oferece respeito a um *sannyāsī.*"}
{"ref": "cc/adi/17/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/251/", "verse_text": "bhaye palāya paḍuyā, prabhu pāche pāche dhāya\n\nāste vyaste bhakta-gaṇa prabhure rahāya", "devanagari": "> ভয়ে পলায় পড়ুয়া, প্রভু পাছে পাছে ধায় ।\n> আস্তে ব্যস্তে ভক্তগণ প্রভুরে রহায় ॥২৫১॥", "synonyms": "*bhaye*—por medo; *palāya*—foge; *paḍuyā*—o estudante; *prabhu*—o Senhor; *pāche pāche*—atrás dele; *dhāya*—corre; *āste vyaste*—de uma forma ou de outra; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *prabhure*—o Senhor; *rahāya*—contiveram.", "translation": "**O estudante fugiu com medo, e o Senhor correu atrás dele. Mas, de uma forma ou de outra, os devotos contiveram o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/252/", "verse_text": "prabhure śānta kari' ānila nija ghare\n\npaḍuyā palāyā gela paḍuyā-sabhāre", "devanagari": "> প্রভুরে শান্ত করি’ আনিল নিজ ঘরে ।\n> পড়ুয়া পলায়া গেল পড়ুয়া-সভারে ॥২৫২॥", "synonyms": "*prabhure*—o Senhor; *śānta kari'*—acalmando; *ānila*—trouxeram; *nija*—Sua própria; *ghare*—para a casa; *paḍuyā*—o estudante; *palāyā*—fugindo; *gela*—foi; *paḍuyā*—de estudantes; *sabhāre*—à assembleia.", "translation": "**Os devotos acalmaram o Senhor e O trouxeram para casa, e o estudante fugiu para uma assembleia de outros estudantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/253/", "verse_text": "paḍuyā sahasra yāhāṅ paḍe eka-ṭhāñi\n\nprabhura vṛttānta dvija kahe tāhāṅ yāi", "devanagari": "> পড়ুয়া সহস্র যাহাঁ পড়ে একঠাঞি ।\n> প্রভুর বৃত্তান্ত দ্বিজ কহে তাহাঁ যাই ॥২৫৩॥", "synonyms": "*paḍuyā*—estudantes; *sahasra*—mil; *yāhāṅ*—onde; *paḍe*—estudam; *eka-ṭhāñi*—num só lugar; *prabhura*—do Senhor; *vṛttānta*—o incidente; *dvija*—um brāhmaṇa; *kahe*—conta; *tāhāṅ*—ali; *yāi*—ele vai.", "translation": "**O estudante brāhmaṇa correu para um lugar onde mil estudantes estudavam juntos. Ali, ele lhes descreveu o incidente.**", "purport": "Neste verso, encontramos a palavra *dvija,* indicando que o estudante era um *brāhmaṇa.* Na verdade, naqueles dias, somente os membros da classe *brāhmaṇa* se tornavam estudantes da literatura Védica. A escolarização destina-se especialmente aos *brāhmaṇas;* antigamente, não havia possibilidade de escolarização para *kṣatriyas, vaiśyas* ou *śūdras. Kṣatriyas* costumavam aprender a tecnologia da guerra, e os *vaiśyas* aprendiam o comércio com seus pais ou com outros comerciantes; eles não estavam destinados a estudar os *Vedas.* Atualmente, porém, todos vão à escola, e todos recebem o mesmo tipo de educação, embora ninguém saiba qual será o resultado. O resultado, contudo, é dos mais insatisfatórios, como temos visto especialmente nos países ocidentais. Os Estados Unidos possuem vastas instituições educacionais onde se permite que todos recebam educação, mas o resultado é que a maioria dos estudantes se torna como os hippies.\n\nA educação superior não se destina a todos. Apenas indivíduos selecionados, treinados na cultura bramânica, deveriam ter permissão para prosseguir na educação superior. As instituições educacionais não devem ter como objetivo ensinar tecnologia, pois um tecnólogo não pode ser propriamente chamado de educado. O tecnólogo é um *śūdra;* somente quem estuda os *Vedas* pode ser propriamente chamado de homem erudito (*paṇḍita*). O dever do *brāhmaṇa* é tornar-se erudito na literatura Védica e ensinar o conhecimento Védico a outros *brāhmaṇas.* Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, estamos simplesmente ensinando nossos estudantes a se tornarem *brāhmaṇas* e vaiṣṇavas aptos. Em nossa escola de Dallas, os estudantes aprendem inglês e sânscrito e, por meio dessas duas línguas, estudam todos os nossos livros, como o *Śrīmad-Bhāgavatam, Bhagavad-gītā Como Ele É* e *O Néctar da Devoção.* É um erro educar todo estudante como tecnólogo. Deve haver um grupo de estudantes que se tornem *brāhmaṇas.* Sem *brāhmaṇas* que estudem a literatura Védica, a sociedade humana ficará inteiramente caótica."}
{"ref": "cc/adi/17/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/254/", "verse_text": "śuni' krodha kaila saba paḍuyāra gaṇa\n\nsabe meli' kare tabe prabhura nindana", "devanagari": "> শুনি’ ক্রোধ কৈল সব পড়ুয়ার গণ ।\n> সবে মেলি’ করে তবে প্রভুর নিন্দন ॥২৫৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *krodha*—irados; *kaila*—ficaram; *saba*—todos; *paḍuyāra*—de estudantes; *gaṇa*—os grupos; *sabe*—todos; *meli'*—reunindo-se; *kare*—fazem; *tabe*—então; *prabhura*—do Senhor; *nindana*—acusação.", "translation": "**Ao ouvirem sobre o incidente, todos os estudantes ficaram muito irados e se uniram para criticar o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/255/", "verse_text": "saba deśa bhraṣṭa kaila ekalā nimāñi\n\nbrāhmaṇa mārite cāhe, dharma-bhaya nāi", "devanagari": "> সব দেশ ভ্রষ্ট কৈল একলা নিমাঞি ।\n> ব্রাহ্মণ মারিতে চাহে, ধর্মভয় নাই ॥২৫৫॥", "synonyms": "*saba*—todos; *deśa*—os países; *bhraṣṭa*—arruinou; *kaila*—fez; *ekalā*—sozinho; *nimāñi*—Nimāi Paṇḍita; *brāhmaṇa*—um brāhmaṇa de casta; *mārite*—golpear; *cāhe*—Ele quer; *dharma*—dos princípios religiosos; *bhaya*—medo; *nāi*—não há.", "translation": "**\"Nimāi Paṇḍita, sozinho, arruinou todo o país\", acusaram eles. \"Ele quer golpear um brāhmaṇa de casta. Ele não tem nenhum temor dos princípios religiosos.**", "purport": "Naqueles dias também, os brāhmaṇas de casta eram muito orgulhosos. Não estavam dispostos a aceitar castigo nem mesmo de um professor ou mestre espiritual."}
{"ref": "cc/adi/17/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/256/", "verse_text": "punaḥ yadi aiche kare māriba tāhare\n\nkon vā mānuṣa haya, ki karite pāre", "devanagari": "> পুনঃ যদি ঐছে করে মারিব তাহারে ।\n> কোন্ বা মানুষ হয়, কি করিতে পারে ॥২৫৬॥", "synonyms": "*punaḥ*—de novo; *yadi*—se; *aiche*—dessa forma; *kare*—Ele fizer; *māriba*—golpearemos; *tāhare*—a Ele; *kon*—quem; *vā*—ou; *mānuṣa*—o homem; *haya*—é; *ki*—que; *karite*—fazer; *pāre*—Ele é capaz.", "translation": "**\"Se Ele tornar a cometer um ato tão atroz, certamente retaliaremos e O golpearemos também. Que espécie de pessoa importante é Ele, para poder impedir-nos dessa maneira?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/257/", "verse_text": "prabhura nindāya sabāra buddhi haila nāśa\n\nsupaṭhita vidyā kārao nā haya prakāśa", "devanagari": "> প্রভুর নিন্দায় সবার বুদ্ধি হৈল নাশ ।\n> সুপঠিত বিদ্যা কারও না হয় প্রকাশ ॥২৫৭॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *nindāya*—na acusação; *sabāra*—de todos; *buddhi*—a inteligência; *haila*—ficou; *nāśa*—arruinada; *su-paṭhita*—bem estudado; *vidyā*—conhecimento; *kārao*—de qualquer um; *nā*—não; *haya*—se torna; *prakāśa*—manifesto.", "translation": "**Quando todos os estudantes assim resolveram, criticando Śrī Caitanya Mahāprabhu, sua inteligência ficou arruinada. Assim, embora fossem eruditos doutos, devido a essa ofensa, a essência do conhecimento não se manifestou neles.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā*, afirma-se: māyayāpahṛta-jñānā āsuraṁ bhāvam āśritāḥ — quando alguém se torna inimigo da Suprema Personalidade de Deus, adotando uma atitude ateísta (āsuraṁ bhāvam), ainda que seja um erudito douto, a essência do conhecimento não se manifesta nele; em outras palavras, a essência de seu conhecimento é roubada pela energia ilusória do Senhor. Nesse contexto, Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura cita um mantra do Śvetāśvatara Upaniṣad (6.23):\n\nyasya deve parā bhaktir\nyathā deve tathā gurau\ntasyaite kathitā hy arthāḥ\nprakāśante mahātmanaḥ\n\nO sentido deste verso é que aquele que é inabalavelmente devotado à Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu, e igualmente devotado ao mestre espiritual, sem nenhum motivo ulterior, torna-se mestre de todo o conhecimento. No coração de tal devoto, a verdadeira essência do conhecimento Védico se manifesta. Essa essência nada mais é que a rendição à Suprema Personalidade de Deus (vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ). Somente àquele que se rende plenamente ao mestre espiritual e ao Senhor Supremo a essência do conhecimento Védico se manifesta, e a ninguém mais. Esse mesmo princípio é enfatizado por Śrī Prahlāda Mahārāja no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.24):\n\niti puṁsārpitā viṣṇau\nbhaktiś cen nava-lakṣaṇā\nkriyeta bhagavaty addhā\ntan manye 'dhītam uttamam\n\n\"Deve-se entender que a pessoa que aplica diretamente estes nove princípios [ouvir, cantar, lembrar, etc.] no serviço ao Senhor é um homem grandemente erudito que assimilou muito bem a literatura Védica, pois o objetivo de estudar a literatura Védica é compreender a supremacia do Senhor Śrī Kṛṣṇa.\" Śrīdhara Svāmī confirma em seu comentário que primeiro a pessoa deve render-se ao mestre espiritual; então o processo do serviço devocional se desenvolverá. Não é fato que apenas aquele que persegue diligentemente uma carreira acadêmica possa tornar-se devoto. Mesmo sem nenhuma carreira acadêmica, se a pessoa tiver plena fé no mestre espiritual e na Suprema Personalidade de Deus, ela progride na vida espiritual e no verdadeiro conhecimento dos *Vedas*. O exemplo de Mahārāja Khaṭvāṅga confirma isso. Entende-se que aquele que se rende aprendeu muito bem o tema dos *Vedas*. Aquele que adota esse processo Védico de rendição aprende o serviço devocional e é certamente bem-sucedido. Aquele que é muito orgulhoso, contudo, é incapaz de render-se ao mestre espiritual ou à Suprema Personalidade de Deus. Por isso, ele não pode compreender a essência de nenhuma literatura Védica. O *Śrīmad-Bhāgavatam* (Bhāg. 11.11.18) declara:\n\nśabda-brahmaṇi niṣṇāto\nna niṣṇāyāt pare yadi\nśramas tasya śrama-phalo\nhy adhenum iva rakṣataḥ\n\n\"Se alguém é erudito na literatura Védica, mas não é devoto do Senhor Viṣṇu, seu trabalho é um inútil desperdício de esforço, assim como a criação de uma vaca que não dá leite.\"\n\nQualquer um que não siga o processo de rendição, mas esteja simplesmente interessado em uma carreira acadêmica, não pode fazer nenhum avanço. Seu lucro é apenas seu esforço por nada. Se alguém é perito no estudo dos *Vedas*, mas não se rende a um mestre espiritual ou a Viṣṇu, todo o seu cultivo de conhecimento não passa de um desperdício de tempo e esforço."}
{"ref": "cc/adi/17/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/258/", "verse_text": "tathāpi dāmbhika paḍuyā namra nāhi haya\n\nyāhaṅ tāhāṅ prabhura nindā hāsi' se karaya", "devanagari": "> তথাপি দাম্ভিক পড়ুয়া নম্র নাহি হয় ।\n> যাহাঁ তাহাঁ প্রভুর নিন্দা হাসি’ সে করয় ॥২৫৮॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *dāmbhika*—orgulhosos; *paḍuyā*—estudantes; *namra*—submissos; *nāhi*—não; *haya*—se tornam; *yāhāṅ*—em qualquer lugar; *tāhāṅ*—em toda parte; *prabhura*—do Senhor; *nindā*—acusação; *hāsi'*—rindo; *se*—eles; *karaya*—fazem.", "translation": "**Mas a orgulhosa comunidade de estudantes não se tornou submissa. Pelo contrário, os estudantes falavam do incidente em qualquer lugar e em toda parte. De modo zombeteiro, eles criticavam o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/259/", "verse_text": "sarva-jña gosāñi jāni' sabāra durgati\n\nghare vasi' cinte tā'-sabāra avyāhati", "devanagari": "> সর্বজ্ঞ গোসাঞি জানি’ সবার দুর্গতি ।\n> ঘরে বসি’ চিন্তে তা’-সবার অব্যাহতি ॥২৫৯॥", "synonyms": "*sarva-jña*—onisciente; *gosāñi*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jāni'*—sabendo; *sabāra*—de todos eles; *durgati*—a degradação; *ghare*—em casa; *vasi'*—sentado; *cinte*—reflete; *tā'*—deles; *sabāra*—de todos; *avyāhati*—o resgate.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, sendo onisciente, podia compreender a degradação desses estudantes. Assim, Ele sentou-Se em casa, refletindo sobre como resgatá-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/260/", "verse_text": "yata adhyāpaka, āra tāṅra śiṣya-gaṇa\ndharmī, karmī, tapo-niṣṭha, nindaka, durjana", "devanagari": "> যত অধ্যাপক, আর তাঁর শিষ্যগণ ।\n> ধর্মী, কর্মী, তপোনিষ্ঠ, নিন্দক, দুর্জন ॥২৬০॥", "synonyms": "*yata*—todos; *adhyāpaka*—professores; *āra*—e; *tāṅra*—seus; *śiṣya-gaṇa*—estudantes; *dharmī*—seguidores de cerimônias ritualísticas religiosas; *karmī*—executores de atividades fruitivas; *tapaḥ-niṣṭha*—executores de austeridades; *nindaka*—blasfemadores; *durjana*—patifes.", "translation": "**\"Todos os supostos professores e cientistas, bem como seus estudantes, em geral seguem os princípios reguladores da religião, as atividades fruitivas e as austeridades\", pensou o Senhor, \"e, contudo, ao mesmo tempo são blasfemadores e patifes.**", "purport": "Eis aqui uma descrição dos materialistas que não possuem conhecimento do serviço devocional. Eles podem ser muito religiosos e podem trabalhar de maneira muito sistemática ou executar austeridades e penitências, mas, se blasfemam contra a Suprema Personalidade de Deus, nada são além de patifes. Isso é confirmado no Hari-bhakti-sudhodaya (3.11):\n\nbhagavad-bhakti-hīnasya\njātiḥ śāstraṁ japas tapaḥ\naprāṇasyaiva dehasya\nmaṇḍanaṁ loka-rañjanam\n\nSe estão desprovidos de conhecimento do serviço devocional ao Senhor, então o grande nacionalismo, o trabalho fruitivo, político ou social, a ciência ou a filosofia são todos simplesmente como vestes custosas a adornar um cadáver. A única ofensa das pessoas que aderem a esses princípios é que elas não são devotas; estão sempre blasfemando contra a Suprema Personalidade de Deus e Seus devotos."}
{"ref": "cc/adi/17/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/261/", "verse_text": "ei saba mora nindā-aparādha haite\nāmi nā laoyāile bhakti, nā pāre la-ite", "devanagari": "> এই সব মোর নিন্দা-অপরাধ হৈতে ।\n> আমি না লওয়াইলে ভক্তি, না পারে লইতে ॥২৬১॥", "synonyms": "*ei saba*—todos eles; *mora*—de Mim; *nindā*—blasfêmia; *aparādha*—ofensa; *haite*—de; *āmi*—Eu; *nā*—não; *laoyāile*—se fizer com que aceitem; *bhakti*—serviço devocional; *nā*—não; *pāre*—capazes; *la-ite*—de aceitar.", "translation": "**\"Se Eu não os induzir a adotar o serviço devocional, em virtude de cometerem a ofensa da blasfêmia, nenhuma dessas pessoas será capaz de adotá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/262/", "verse_text": "nistārite āilāma āmi, haila viparīta\ne-saba durjanera kaiche ha-ibeka hita", "devanagari": "> নিস্তারিতে আইলাম আমি, হৈল বিপরীত ।\n> এসব দুর্জনের কৈছে হইবেক হিত ॥২৬২॥", "synonyms": "*nistārite*—para libertar; *āilāma*—vim; *āmi*—Eu; *haila*—tornou-se; *viparīta*—justamente o contrário; *e-saba*—todos esses; *durjanera*—dos patifes; *kaiche*—como; *ha-ibeka*—será; *hita*—o benefício.", "translation": "**\"Vim para libertar todas as almas caídas, mas agora aconteceu justamente o contrário. Como poderão esses patifes ser libertados? Como poderão ser beneficiados?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/263/", "verse_text": "āmāke praṇati kare, haya pāpa-kṣaya\ntabe se ihāre bhakti laoyāile laya", "devanagari": "> আমাকে প্রণতি করে, হয় পাপক্ষয় ।\n> তবে সে ইহারে ভক্তি লওয়াইলে লয় ॥২৬৩॥", "synonyms": "*āmāke*—a Mim; *praṇati*—reverências; *kare*—eles oferecem; *haya*—torna-se; *pāpa-kṣaya*—destruição das reações pecaminosas; *tabe*—então; *se*—ele; *ihāre*—a eles; *bhakti*—serviço devocional; *laoyāile*—se fizer com que aceitem; *laya*—aceitarão.", "translation": "**\"Se esses patifes Me oferecerem reverências, as reações de suas atividades pecaminosas serão anuladas. Então, se Eu os induzir, eles adotarão o serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/264/", "verse_text": "more nindā kare ye, nā kare namaskāra\ne-saba jīvere avaśya kariba uddhāra", "devanagari": "> মোরে নিন্দা করে যে, না করে নমস্কার ।\n> এসব জীবেরে অবশ্য করিব উদ্ধার ॥২৬৪॥", "synonyms": "*more*—de Mim; *nindā kare*—blasfema; *ye*—todo aquele que; *nā*—não; *kare*—oferece; *namaskāra*—reverências; *e-saba*—todas essas; *jīvere*—entidades vivas; *avaśya*—certamente; *kariba*—farei; *uddhāra*—libertação.", "translation": "**\"Devo certamente libertar todas essas almas caídas que blasfemam contra Mim e não Me oferecem reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/265/", "verse_text": "ataeva avaśya āmi sannyāsa kariba\nsannyāsi-buddhye more praṇata ha-iba", "devanagari": "> অতএব অবশ্য আমি সন্ন্যাস করিব ।\n> সন্ন্যাসি-বুদ্ধ্যে মোরে প্রণত হইব ॥২৬৫॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *avaśya*—certamente; *āmi*—Eu; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *kariba*—aceitarei; *sannyāsi-buddhye*—pensando em Mim como um sannyāsī; *more*—a Mim; *praṇata*—curvar-se; *ha-iba*—eles farão.", "translation": "**\"Portanto, aceitarei certamente a ordem de vida sannyāsa, pois assim as pessoas Me oferecerão suas reverências, pensando em Mim como um membro da ordem renunciada.**", "purport": "Entre os membros das ordens sociais da instituição do varṇāśrama (brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya e śūdra), o brāhmaṇa é considerado o principal, pois é o mestre e o guia espiritual de todos os outros varṇas. De modo semelhante, entre as ordens espirituais (brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa), a ordem sannyāsa é a mais elevada. Por conseguinte, um sannyāsī é o mestre espiritual de todos os varṇas e āśramas, e espera-se que até mesmo um brāhmaṇa ofereça reverências a um sannyāsī. Infelizmente, porém, os brāhmaṇas de casta não oferecem reverências a um sannyāsī vaiṣṇava. Eles são tão orgulhosos que não oferecem reverências nem mesmo aos sannyāsīs indianos, o que dizer de sannyāsīs europeus e americanos. Śrī Caitanya Mahāprabhu, contudo, esperava que até mesmo os brāhmaṇas de casta oferecessem respeitosas reverências a um sannyāsī, porque, quinhentos anos atrás, o costume social era oferecer reverências de imediato a qualquer sannyāsī, conhecido ou desconhecido.\n\nOs sannyāsīs do movimento da consciência de Kṛṣṇa são genuínos. Todos os estudantes do movimento da consciência de Kṛṣṇa passaram pelo processo regular de iniciação. Como se ordena no *Hari-bhakti-vilāsa* de Sanātana Gosvāmī, tathā dīkṣā-vidhānena dvijatvaṁ jāyate nṛṇām: pelo processo regular de iniciação, qualquer homem pode tornar-se um brāhmaṇa. Assim, no início, os estudantes de nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa concordam em viver com os devotos e, gradualmente, tendo abandonado quatro atividades proibidas — sexo ilícito, jogos de azar, consumo de carne e intoxicação —, tornam-se avançados nas atividades da vida espiritual. Quando se constata que alguém segue regularmente esses princípios, ele recebe a primeira iniciação (hari-nāma) e canta regularmente pelo menos dezesseis voltas por dia. Então, após seis meses ou um ano, ele é iniciado pela segunda vez e recebe o cordão sagrado com o sacrifício e os rituais regulares. Depois de algum tempo, quando avança ainda mais e está disposto a abandonar este mundo material, ele recebe a ordem sannyāsa. Nessa ocasião, recebe o título svāmī ou gosvāmī, ambos significando \"senhor dos sentidos\". Infelizmente, os supostos brāhmaṇas devassos da Índia não lhes oferecem respeito nem os aceitam como sannyāsīs genuínos. Śrī Caitanya Mahāprabhu esperava que os supostos brāhmaṇas oferecessem respeito a tais sannyāsīs vaiṣṇavas. Não obstante, não importa se eles oferecem respeito ou se aceitam esses sannyāsīs como genuínos, pois o śāstra descreve a punição para tais supostos brāhmaṇas desobedientes. A injunção śāstrica declara:\n\ndevatā-pratimāṁ dṛṣṭvā\nyatiṁ caiva tridaṇḍinam\nnamaskāraṁ na kuryād yaḥ\nprāyaścittīyate naraḥ\n\n\"Aquele que não oferece respeito à Suprema Personalidade de Deus, à Sua Deidade no templo ou a um sannyāsī tridaṇḍī deve submeter-se a prāyaścitta [expiação].\" Se a pessoa não oferece reverências a tal sannyāsī, o prāyaścitta prescrito é jejuar por um dia."}
{"ref": "cc/adi/17/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/266/", "verse_text": "praṇatite habe ihāra aparādha kṣaya\nnirmala hṛdaye bhakti karāiba udaya", "devanagari": "> প্রণতিতে হ’বে ইহার অপরাধ ক্ষয় ।\n> নির্মল হৃদয়ে ভক্তি করাইব উদয় ॥২৬৬॥", "synonyms": "*praṇatite*—ao oferecerem reverências; *habe*—haverá; *ihāra*—de tais ofensores; *aparādha*—as ofensas; *kṣaya*—destruição; *nirmala*—puro; *hṛdaye*—no coração; *bhakti*—serviço devocional; *karāiba*—farei; *udaya*—o surgimento.", "translation": "**\"Oferecer reverências os aliviará de todas as reações de suas ofensas. Então, por Minha graça, o serviço devocional [bhakti] despertará em seus corações puros.**", "purport": "De acordo com as injunções Védicas, somente a um brāhmaṇa se pode oferecer o sannyāsa. A Śaṅkara-sampradāya (ekadaṇḍa-sannyāsa-sampradāya) concede a ordem sannyāsa apenas a brāhmaṇas de casta, ou brāhmaṇas de nascimento, mas, no sistema vaiṣṇava, mesmo alguém que não nasceu em família brāhmaṇa pode ser feito brāhmaṇa, segundo a orientação do *Hari-bhakti-vilāsa* (tathā dīkṣā-vidhānena dvijatvaṁ jāyate nṛṇām). Qualquer pessoa de qualquer parte do mundo pode ser feita brāhmaṇa pelo processo regular de iniciação e, quando segue o comportamento bramânico, observando o princípio de abster-se de intoxicação, sexo ilícito, consumo de carne e jogos de azar, pode receber o sannyāsa. Todos os sannyāsīs do movimento da consciência de Kṛṣṇa, que estão pregando por todo o mundo, são brāhmaṇa-sannyāsīs regulares. Assim, os supostos brāhmaṇas de casta não devem opor-se a oferecer-lhes respeitosas reverências. Ao oferecerem tais reverências, conforme recomendado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, eles diminuirão suas ofensas e despertarão automaticamente para sua posição natural de serviço devocional. Como se diz, nitya-siddha kṛṣṇa-prema sādhya kabhu naya: o kṛṣṇa-prema pode ser despertado num coração purificado. Quanto mais oferecemos reverências aos sannyāsīs, especialmente aos sannyāsīs vaiṣṇavas, mais diminuímos nossas ofensas e purificamos nossos corações. Somente num coração purificado pode despertar o kṛṣṇa-prema. Este é o processo do culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o movimento da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/adi/17/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/267/", "verse_text": "e-saba pāṣaṇḍīra tabe ha-ibe nistāra\nāra kona upāya nāhi, ei yukti sāra", "devanagari": "> এসব পাষণ্ডীর তবে হইবে নিস্তার ।\n> আর কোন উপায় নাহি, এই যুক্তি সার ॥২৬৭॥", "synonyms": "*e-saba*—todos esses; *pāṣaṇḍīra*—dos demônios; *tabe*—então; *ha-ibe*—haverá; *nistāra*—libertação; *āra*—alternativo; *kona*—algum; *upāya*—meio; *nāhi*—não há; *ei*—esta; *yukti*—do argumento; *sāra*—essência.", "translation": "**\"Todos os patifes infiéis deste mundo podem ser libertados por este processo. Não há alternativa. Esta é a essência do argumento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/268/", "verse_text": "ei dṛḍha yukti kari' prabhu āche ghare\nkeśava bhāratī āilā nadīyā-nagare", "devanagari": "> এই দৃঢ় যুক্তি করি’ প্রভু আছে ঘরে ।\n> কেশব ভারতী আইলা নদীয়া-নগরে ॥২৬৮॥", "synonyms": "*ei*—esta; *dṛḍha*—firme; *yukti*—consideração; *kari'*—fazendo; *prabhu*—o Senhor; *āche*—estava; *ghare*—em Seu lar; *keśava bhāratī*—de nome Keśava Bhāratī; *āilā*—veio; *nadīyā-nagare*—à cidade de Nadia.", "translation": "**Depois de chegar a esta firme conclusão, o Senhor continuou a permanecer em casa. Nesse ínterim, Keśava Bhāratī veio à cidade de Nadia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/269/", "verse_text": "prabhu tāṅre namaskari' kaila nimantraṇa\nbhikṣā karāiyā tāṅre kaila nivedana", "devanagari": "> প্রভু তাঁরে নমস্করি’ কৈল নিমন্ত্রণ ।\n> ভিক্ষা করাইয়া তাঁরে কৈল নিবেদন ॥২৬৯॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *tāṅre*—a ele; *namaskari'*—oferecendo reverências; *kaila*—fez; *nimantraṇa*—convite; *bhikṣā*—esmolas; *karāiyā*—dando; *tāṅre*—a ele; *kaila*—submeteu; *nivedana*—Sua súplica.", "translation": "**O Senhor ofereceu-lhe respeitosas reverências e o convidou para Sua casa. Após alimentá-lo suntuosamente, submeteu-lhe Sua petição.**", "purport": "De acordo com o sistema da sociedade Védica, sempre que um sannyāsī desconhecido chega a uma aldeia ou cidade, alguém deve convidá-lo a tomar prasāda em seu lar. Os sannyāsīs em geral tomam prasāda na casa de um brāhmaṇa, porque o brāhmaṇa adora o Senhor Nārāyaṇa śilā, ou śālagrāma-śilā, e, portanto, há prasāda que o sannyāsī pode tomar. Keśava Bhāratī aceitou o convite de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, o Senhor teve uma boa oportunidade de explicar-lhe Seu desejo de aceitar dele o sannyāsa."}
{"ref": "cc/adi/17/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/270/", "verse_text": "tumi ta' īśvara baṭa,--sākṣāt nārāyaṇa\nkṛpā kari' kara mora saṁsāra mocana", "devanagari": "> তুমি ত’ ঈশ্বর বট, — সাক্ষাৎ নারায়ণ ।\n> কৃপা করি’ কর মোর সংসার মোচন ॥২৭০॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *ta'*—certamente; *īśvara*—o Senhor; *baṭa*—és; *sākṣāt*—diretamente; *nārāyaṇa*—o Senhor Supremo, Nārāyaṇa; *kṛpā kari'*—mostrando misericórdia; *kara*—por favor, faze; *mora*—Minha; *saṁsāra*—vida material; *mocana*—libertação.", "translation": "**\"Senhor, tu és diretamente Nārāyaṇa. Portanto, por favor, sê misericordioso comigo. Liberta-Me deste cativeiro material.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/271/", "verse_text": "bhāratī kahena,--tumi īśvara, antaryāmī\nye karāha, se kariba,--svatantra nahi āmi", "devanagari": "> ভারতী কহেন, — তুমি ঈশ্বর, অন্তর্যামী ।\n> যে করাহ, সে করিব, — স্বতন্ত্র নহি আমি ॥২৭১॥", "synonyms": "*bhāratī kahena*—Keśava Bhāratī respondeu; *tumi*—Tu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *antaryāmī*—Tu conheces tudo a partir de dentro; *ye*—tudo o que; *karāha*—Tu fazes com que se realize; *se*—isso; *kariba*—devo fazer; *svatantra*—independente; *nahi*—não; *āmi*—eu.", "translation": "**Keśava Bhāratī respondeu ao Senhor: \"Tu és a Suprema Personalidade de Deus, a Superalma. Devo fazer tudo o que Tu me fizeres fazer. Não sou independente de Ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/272/", "verse_text": "eta bali' bhāratī gosāñi kāṭoyāte gelā\nmahāprabhu tāhā yāi' sannyāsa karilā", "devanagari": "> এত বলি’ ভারতী গোসাঞি কাটোয়াতে গেলা ।\n> মহাপ্রভু তাহা যাই’ সন্ন্যাস করিলা ॥২৭২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *bhāratī*—Keśava Bhāratī; *gosāñi*—o mestre espiritual; *kāṭoyāte*—para Katwa; *gelā*—foi; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tāhā*—ali; *yāi'*—indo; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *karilā*—aceitou.", "translation": "**Após dizer isto, Keśava Bhāratī, o mestre espiritual, voltou para sua aldeia, Katwa. O Senhor Caitanya Mahāprabhu foi até lá e aceitou a ordem de vida renunciada [sannyāsa].**", "purport": "Ao final de Seu vigésimo quarto ano, ao final da quinzena de lua crescente, Śrī Caitanya Mahāprabhu deixou Navadvīpa e atravessou o rio Ganges num lugar conhecido como Nidayāra-ghāṭa. Em seguida, chegou a Kaṇṭaka-nagara, ou Kāṭoyā (Katwa), onde aceitou o ekadaṇḍa-sannyāsa segundo o sistema śaṅkarita. Visto que Keśava Bhāratī pertencia à seita śaṅkarita, ele não podia iniciar Caitanya Mahāprabhu na ordem sannyāsa vaiṣṇava, cujos membros portam o tridaṇḍa.\n\nCandraśekhara Ācārya auxiliou no trabalho cerimonial de rotina da aceitação do sannyāsa por parte do Senhor. Por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o kīrtana foi executado durante o dia inteiro e, ao final do dia, o Senhor raspou Seu cabelo. No dia seguinte, Ele se tornou um sannyāsī regular, com uma vara (ekadaṇḍa). A partir desse dia, Seu nome passou a ser Śrī Kṛṣṇa Caitanya. Antes disso, Ele era conhecido como Nimāi Paṇḍita. Śrī Caitanya Mahāprabhu, na ordem sannyāsa, viajou por toda a Rāḍha-deśa, a região onde não se pode ver o rio Ganges. Keśava Bhāratī O acompanhou por certa distância."}
{"ref": "cc/adi/17/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/273/", "verse_text": "saṅge nityānanda, candraśekhara ācārya\nmukunda-datta,--ei tina kaila sarva kārya", "devanagari": "> সঙ্গে নিত্যানন্দ, চন্দ্রশেখর আচার্য ।\n> মুকুন্দদত্ত, — এই তিন কৈল সর্ব কার্য ॥২৭৩॥", "synonyms": "*saṅge*—em Sua companhia; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *candraśekhara ācārya*—Candraśekhara Ācārya; *mukunda-datta*—Mukunda Datta; *ei tina*—estes três; *kaila*—executaram; *sarva*—todas; *kārya*—as atividades necessárias.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou o sannyāsa, três personalidades estavam com Ele para executar todas as atividades necessárias. Eram elas Nityānanda Prabhu, Candraśekhara Ācārya e Mukunda Datta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/274/", "verse_text": "ei ādi-līlāra kaila sūtra gaṇana\n\nvistāri varṇilā ihā dāsa vṛndāvana", "devanagari": "> এই আদি-লীলার কৈল সূত্র গণন ।\n> বিস্তারি বর্ণিলা ইহা দাস বৃন্দাবন ॥২৭৪॥", "synonyms": "*ei*—este; *ādi-līlāra*—do ādi-līlā (a primeira porção dos passatempos do Senhor Caitanya); *kaila*—fiz; *sūtra*—sinopse; *gaṇana*—enumeração; *vistāri*—detalhadamente; *varṇilā*—descreveu; *ihā*—isto; *dāsa vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Assim resumi os acontecimentos do ādi-līlā. Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura os descreveu detalhadamente [em seu *Caitanya-bhāgavata*].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/275/", "verse_text": "yaśodā-nandana hailā śacīra nandana\n\ncatur-vidha bhakta-bhāva kare āsvādana", "devanagari": "> যশোদানন্দন হৈলা শচীর নন্দন ।\n> চতুর্বিধ ভক্ত-ভাব করে আস্বাদন ॥২৭৫॥", "synonyms": "*yaśodā-nandana*—o filho de mãe Yaśodā; *hailā*—tornou-se; *śacīra*—de mãe Śacī; *nandana*—o filho; *catuḥ-vidha*—quatro espécies de; *bhakta-bhāva*—doçuras devocionais; *kare*—faz; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**A mesma Suprema Personalidade de Deus que apareceu como o filho de mãe Yaśodā agora apareceu como o filho de mãe Śacī, saboreando quatro espécies de atividades devocionais.**", "purport": "Servidão, amizade, afeto parental e amor conjugal pela Suprema Personalidade de Deus constituem a base das quatro espécies de atividades devocionais. Em śānta, a etapa marginal do serviço devocional, não há atividade. Acima da doçura de śānta, porém, estão a servidão, a amizade, o afeto parental e o amor conjugal, que representam o crescimento gradual do serviço devocional a plataformas cada vez mais elevadas."}
{"ref": "cc/adi/17/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/276/", "verse_text": "sva-mādhurya rādhā-prema-rasa āsvādite\n\nrādhā-bhāva aṅgī kariyāche bhāla-mate", "devanagari": "> স্বমাধুর্য রাধা-প্রেমরস আস্বাদিতে ।\n> রাধাভাব অঙ্গী করিয়াছে ভালমতে ॥২৭৬॥", "synonyms": "*sva-mādhurya*—Seu próprio amor conjugal; *rādhā-prema-rasa*—a doçura dos romances amorosos entre Rādhārāṇī e Kṛṣṇa; *āsvādite*—saborear; *rādhā-bhāva*—a disposição de Śrīmatī Rādhārāṇī; *aṅgī kariyāche*—Ele aceitou; *bhāla-mate*—muito bem.", "translation": "**Para saborear as doçuras dos romances amorosos de Śrīmatī Rādhārāṇī em Seu relacionamento com Kṛṣṇa, e para compreender o reservatório de prazer em Kṛṣṇa, o próprio Kṛṣṇa, como Śrī Caitanya Mahāprabhu, aceitou a disposição de Rādhārāṇī.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura escreve em seu Anubhāṣya: \"Śrī Gaurasundara é o próprio Kṛṣṇa com a atitude de Śrīmatī Rādhārāṇī. Śrī Caitanya Mahāprabhu jamais abandonou a atitude das gopīs. Ele permaneceu eternamente predominado por Kṛṣṇa e jamais aceitou o papel do predominador, imitando o amor conjugal com uma mulher comum, como geralmente fazem os sahajiyās. Ele nunca Se colocou na posição de um devasso. Materialistas luxuriosos, como os membros do sahajiyā-sampradāya, anseiam por mulheres, mesmo as esposas alheias. Mas, quando tentam atribuir a responsabilidade por suas atividades luxuriosas a Śrī Caitanya Mahāprabhu, tornam-se ofensores a Svarūpa Dāmodara e a Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. No Śrī *Caitanya-bhāgavata*, Ādi-khaṇḍa, Capítulo Quinze, afirma-se:\n\nsabe para-strīra prati nāhi parihāsa\n\nstrī dekhi' dūre prabhu hayena eka-pāśa\n\n'Śrī Caitanya Mahāprabhu jamais sequer brincava com as esposas alheias. Tão logo via uma mulher se aproximar, dava-lhe imediatamente amplo espaço para passar, sem dirigir-lhe a palavra.' Ele era extremamente rigoroso quanto à associação com mulheres. Os sahajiyās, contudo, posam de seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu, embora se entreguem a romances luxuriosos com mulheres. Em Sua juventude, o Senhor Caitanya era muito jovial com todos, mas jamais brincou com qualquer mulher, nem nesta encarnação falou sobre mulheres. O partido gaurāṅga-nāgarī não é aprovado por Śrī Caitanya Mahāprabhu nem por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Ainda que alguém ofereça toda espécie de orações a Caitanya Mahāprabhu, deve evitar estritamente adorá-Lo como o Gaurāṅga Nāgara. O comportamento pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu e os versos escritos por Śrī Vṛndāvana dāsa Ṭhākura repudiaram por completo os desejos luxuriosos dos gaurāṅga-nāgarīs.\""}
{"ref": "cc/adi/17/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/277/", "verse_text": "gopī-bhāva yāte prabhu dhariyāche ekānta\n\nvrajendra-nandane māne āpanāra kānta", "devanagari": "> গোপী-ভাব যাতে প্রভু ধরিয়াছে একান্ত ।\n> ব্রজেন্দ্রনন্দনে মানে আপনার কান্ত ॥২৭৭॥", "synonyms": "*gopī-bhāva*—a disposição das gopīs; *yāte*—na qual; *prabhu*—o Senhor; *dhariyāche*—aceitou; *ekānta*—positivamente; *vrajendra-nandane*—o Senhor Kṛṣṇa; *māne*—elas aceitam; *āpanāra*—próprio; *kānta*—amado.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu aceitou a disposição das gopīs, que aceitam Vrajendranandana, Śrī Kṛṣṇa, como seu amado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/278/", "verse_text": "gopikā-bhāvera ei sudṛḍha niścaya\n\nvrajendra-nandana vinā anyatra nā haya", "devanagari": "> গোপিকা-ভাবের এই সুদৃঢ় নিশ্চয় ।\n> ব্রজেন্দ্রনন্দন বিনা অন্যত্র না হয় ॥২৭৮॥", "synonyms": "*gopikā-bhāvera*—do êxtase das gopīs; *ei*—esta; *sudṛḍha*—firme; *niścaya*—informação; *vrajendra-nandana*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *vinā*—sem; *anyatra*—qualquer outro; *nā*—não; *haya*—é possível.", "translation": "**Está firmemente determinado que a disposição extática das gopīs só é possível diante de Kṛṣṇa, e de ninguém mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/279/", "verse_text": "śyāmasundara, śikhipiccha-guñjā-vibhūṣaṇa\n\ngopa-veśa, tri-bhaṅgima, muralī-vadana", "devanagari": "> শ্যামসুন্দর, শিখিপিচ্ছ-গুঞ্জা-বিভূষণ ।\n> গোপ-বেশ, ত্রিভঙ্গিম, মুরলী-বদন ॥২৭৯॥", "synonyms": "*śyāma-sundara*—o Senhor Kṛṣṇa, que tem uma cor azulada; *śikhi-piccha*—com uma pena de pavão na cabeça; *guñjā*—uma guirlanda de guñjā; *vibhūṣaṇa*—decorações; *gopa-veśa*—com a vestimenta de um vaqueirinho; *tri-bhaṅgima*—curvado em três lugares; *muralī-vadana*—levando uma flauta à boca.", "translation": "**Ele tem a tez azulada, uma pena de pavão na cabeça, uma guirlanda de guñjā e os adornos de um vaqueirinho. Seu corpo é curvado em três pontos, e Ele segura uma flauta na boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/280/", "verse_text": "ihā chāḍi' kṛṣṇa yadi haya anyākāra\n\ngopikāra bhāva nāhi yāya nikaṭa tāhāra", "devanagari": "> ইহা ছাড়ি’ কৃষ্ণ যদি হয় অন্যাকার ।\n> গোপিকার ভাব নাহি যায় নিকট তাহার ॥২৮০॥", "synonyms": "*ihā*—esta; *chāḍi'*—abandonando; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *yadi*—se; *haya*—assume; *anya-ākāra*—outra forma; *gopikāra*—das gopīs; *bhāva*—o êxtase; *nāhi*—não; *yāya*—surge; *nikaṭa*—perto; *tāhāra*—dessa (forma).", "translation": "**Se o Senhor Kṛṣṇa abandona esta forma original e assume outra forma de Viṣṇu, a proximidade dEle não pode evocar a disposição extática das gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/281/", "verse_text": "gopīnāṁ paśupendra-nandana-juṣo bhāvasya kas tāṁ kṛtī\n\nvijñātuṁ kṣamate durūha-padavī-sañcāriṇaḥ prakriyām\n\nāviṣkurvati vaiṣṇavīm api tanuṁ tasmin bhujair jiṣṇubhir\n\nyāsāṁ hanta caturbhir adbhuta-ruciṁ rāgodayaḥ kuñcati", "devanagari": "> গোপীনাং পশুপেন্দ্রনন্দনজুষো ভাবস্য কস্তাং কৃতী\n> বিজ্ঞাতুং ক্ষমতে দুরূহপদবীসঞ্চারিণঃ প্রক্রিয়াম্ ।\n> আবিষ্কুর্বতি বৈষ্ণবীমপি তনুং তস্মিন্ ভুজৈর্জিষ্ণুভি-\n> র্যাসাং হন্ত চতুর্ভিরদ্ভুতরুচিং রাগোদয়ঃ কুঞ্চতি ॥২৮১॥", "synonyms": "*gopīnām*—das gopīs; *paśupa-indra-nandana-juṣaḥ*—do serviço ao filho do rei de Vraja, Mahārāja Nanda; *bhāvasya*—extático; *kaḥ*—que; *tām*—essa; *kṛtī*—homem erudito; *vijñātum*—compreender; *kṣamate*—é capaz; *durūha*—muito difícil de compreender; *padavī*—a posição; *sañcāriṇaḥ*—que provoca; *prakriyām*—atividade; *āviṣkurvati*—Ele manifesta; *vaiṣṇavīm*—de Viṣṇu; *api*—certamente; *tanum*—o corpo; *tasmin*—nesse; *bhujaiḥ*—com braços; *jiṣṇubhiḥ*—belíssimos; *yāsām*—das quais (as gopīs); *hanta*—ai; *caturbhiḥ*—quatro; *adbhuta*—maravilhosamente; *rucim*—belo; *rāga-udayaḥ*—o despertar de sentimentos extáticos; *kuñcati*—paralisa.", "translation": "**\"Certa vez, o Senhor Śrī Kṛṣṇa, por brincadeira, manifestou-Se como Nārāyaṇa, com quatro mãos vitoriosas e uma forma belíssima. Quando as gopīs viram essa forma sublime, contudo, seus sentimentos extáticos esmoreceram. Um sábio erudito, portanto, não pode compreender os sentimentos extáticos das gopīs, que estão firmemente fixos na forma original do Senhor Kṛṣṇa como o filho de Nanda Mahārāja. Os maravilhosos sentimentos das gopīs em extático parama-rasa com Kṛṣṇa constituem o maior mistério da vida espiritual.\"\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Lalita-mādhava* (6.54), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/17/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/282/", "verse_text": "vasanta-kāle rāsa-līlā kare govardhane\n\nantardhāna kailā saṅketa kari' rādhā-sane", "devanagari": "> বসন্তকালে রাসলীলা করে গোবর্ধনে ।\n> অন্তর্ধান কৈলা সঙ্কেত করি’ রাধা-সনে ॥২৮২॥", "synonyms": "*vasanta-kāle*—durante a estação da primavera; *rāsa-līlā*—a dança da rāsa; *kare*—faz; *govardhane*—perto da Colina Govardhana; *antardhāna*—desaparecimento; *kailā*—fez; *saṅketa*—indicação; *kari'*—fazendo; *rādhā-sane*—com Rādhārāṇī.", "translation": "**Durante a estação da primavera, enquanto se realizava a dança da rāsa, de repente Kṛṣṇa desapareceu da cena, indicando que desejava ficar a sós com Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/283/", "verse_text": "nibhṛta-nikuñje vasi' dekhe rādhāra bāṭa\n\nanveṣite āilā tāhāṅ gopikāra ṭhāṭa", "devanagari": "> নিভৃতনিকুঞ্জে বসি’ দেখে রাধার বাট ।\n> অন্বেষিতে আইলা তাহাঁ গোপিকার ঠাট ॥২৮৩॥", "synonyms": "*nibhṛta*—solitário; *nikuñje*—num arbusto; *vasi'*—sentado; *dekhe*—esperando para ver; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bāṭa*—a passagem; *anveṣite*—enquanto procurava; *āilā*—vieram; *tāhāṅ*—ali; *gopikāra*—das gopīs; *ṭhāṭa*—a falange.", "translation": "**Kṛṣṇa estava sentado num arbusto solitário, esperando que Śrīmatī Rādhārāṇī passasse por ali. Mas, enquanto Ele a procurava, as gopīs chegaram ao local, como uma falange de soldados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/284/", "verse_text": "dūra haite kṛṣṇe dekhi' bale gopī-gaṇa\n\n\"ei dekha kuñjera bhitara vrajendra-nandana\"", "devanagari": "> দূর হৈতে কৃষ্ণে দেখি’ বলে গোপীগণ ।\n> “এই দেখ কুঞ্জের ভিতর ব্রজেন্দ্রনন্দন ।।” ॥ ২৮৪ ॥", "synonyms": "*dūra haite*—de longe; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *dekhi'*—vendo; *bale*—disseram; *gopī-gaṇa*—todas as gopīs; *ei dekha*—vejam aqui; *kuñjera*—o arbusto; *bhitara*—dentro; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"Vejam!\", disseram as gopīs ao avistarem Kṛṣṇa de um lugar distante. \"Aqui, dentro de um arbusto, está Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/285/", "verse_text": "gopī-gaṇa dekhi' kṛṣṇera ha-ila sādhvasa\n\nlukāite nārila, bhaye hailā vibaśa", "devanagari": "> গোপীগণ দেখি’ কৃষ্ণের হইল সাধ্বস ।\n> লুকাইতে নারিল, ভয়ে হৈলা বিবশ ॥২৮৫॥", "synonyms": "*gopī-gaṇa*—todas as gopīs reunidas; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *ha-ila*—surgiram; *sādhvasa*—alguns sentimentos emocionais; *lukāite*—esconder-se; *nārila*—foi incapaz; *bhaye*—por medo; *hailā*—ficou; *vibaśa*—imóvel.", "translation": "**Tão logo Kṛṣṇa viu todas as gopīs, ficou tomado de emoção. Assim, não pôde esconder-Se e, por medo, ficou imóvel.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/286/", "verse_text": "catur-bhuja mūrti dhari' āchena vasiyā\n\nkṛṣṇa dekhi' gopī kahe nikaṭe āsiyā", "devanagari": "> চতুর্ভুজ মূর্তি ধরি’ আছেন বসিয়া ।\n> কৃষ্ণ দেখি’ গোপী কহে নিকটে আসিয়া ॥২৮৬॥", "synonyms": "*catur-bhuja*—de quatro braços; *mūrti*—forma; *dhari'*—assumindo; *āchena*—estava; *vasiyā*—sentado; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *dekhi'*—vendo; *gopī*—as gopīs; *kahe*—dizem; *nikaṭe*—perto; *āsiyā*—chegando ali.", "translation": "**Kṛṣṇa assumiu Sua forma de Nārāyaṇa de quatro braços e sentou-Se ali. Quando todas as gopīs chegaram, elas olharam para Ele e falaram o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/287/", "verse_text": "'ihoṅ kṛṣṇa nahe, ihoṅ nārāyaṇa mūrti'\n\neta bali' tāṅre sabhe kare nati-stuti", "devanagari": "> ‘ইহোঁ কৃষ্ণ নহে, ইহোঁ নারায়ণংমূর্তি ।’\n> এত বলি’ তাঁরে সভে করে নতি-স্তুতি ॥২৮৭॥", "synonyms": "*ihoṅ*—este; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nahe*—não é; *ihoṅ*—este é; *nārāyaṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *mūrti*—a forma; *eta bali'*—dizendo isto; *tāṅre*—a Ele; *sabhe*—todas as gopīs; *kare*—fazem; *nati-stuti*—reverências e orações.", "translation": "**\"Ele não é Kṛṣṇa! Ele é a Suprema Personalidade de Deus, Nārāyaṇa.\" Após dizerem isto, ofereceram reverências e as seguintes orações respeitosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/288", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/288/", "verse_text": "\"namo nārāyaṇa, deva karaha prasāda\n\nkṛṣṇa-saṅga deha' mora ghucāha viṣāda\"", "devanagari": "> “নমো নারায়ণ, দেব করহ প্রসাদ ।\n> কৃষ্ণসঙ্গ দেহ’ মোর ঘুচাহ বিষাদ ।।” ॥ ২৮৮ ॥", "synonyms": "*namaḥ nārāyaṇa*—todo o respeito a Nārāyaṇa; *deva*—a Suprema Personalidade de Deus; *karaha*—por favor concede; *prasāda*—Tua misericórdia; *kṛṣṇa-saṅga*—associação com Kṛṣṇa; *deha'*—concedendo; *mora*—nossa; *ghucāha*—por favor diminui; *viṣāda*—lamentação.", "translation": "**\"Ó Senhor Nārāyaṇa, oferecemos-Te nossas respeitosas reverências. Por favor, sê misericordioso conosco. Concede-nos a associação de Kṛṣṇa e, assim, suprime nossa lamentação.\"**", "purport": "As gopīs não ficaram felizes nem mesmo ao verem a forma de quatro braços de Nārāyaṇa. Ainda assim, ofereceram seus respeitos à Suprema Personalidade de Deus e Lhe imploraram a bênção de alcançar a associação de Kṛṣṇa. Tal é o sentimento extático das gopīs."}
{"ref": "cc/adi/17/289", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/289/", "verse_text": "eta bali namaskari' gelā gopī-gaṇa\n\nhena-kāle rādhā āsi' dilā daraśana", "devanagari": "> এত বলি নমস্করি’ গেলা গোপীগণ ।\n> হেনকালে রাধা আসি’ দিলা দরশন ॥২৮৯॥", "synonyms": "*eta bali*—dizendo isto; *namaskari'*—oferecendo reverências; *gelā*—foram embora; *gopī-gaṇa*—todas as gopīs; *hena-kāle*—nesse momento; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *āsi'*—chegando ali; *dilā*—deu; *daraśana*—audiência.", "translation": "**Após dizerem isto e oferecerem reverências, todas as gopīs se dispersaram. Então Śrīmatī Rādhārāṇī chegou e apareceu diante do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/290", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/290/", "verse_text": "rādhā dekhi' kṛṣṇa tāṅre hāsya karite\n\nsei catur-bhuja mūrti cāhena rākhite", "devanagari": "> রাধা দেখি’ কৃষ্ণ তাঁরে হাস্য করিতে ।\n> সেই চতুর্ভুজ মূর্তি চাহেন রাখিতে ॥২৯০॥", "synonyms": "*rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāṅre*—a Ela; *hāsya*—brincar; *karite*—fazer; *sei*—aquela; *catur-bhuja*—de quatro braços; *mūrti*—forma; *cāhena*—quis; *rākhite*—manter.", "translation": "**Quando o Senhor Kṛṣṇa viu Rādhārāṇī, Ele quis manter a forma de quatro braços para brincar com Ela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/291", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/291/", "verse_text": "lukāilā dui bhuja rādhāra agrete\n\nbahu yatna kailā kṛṣṇa, nārila rākhite", "devanagari": "> লুকাইলা দুই ভুজ রাধার অগ্রেতে ।\n> বহু যত্ন কৈলা কৃষ্ণ, নারিল রাখিতে ॥২৯১॥", "synonyms": "*lukāilā*—Ele ocultou; *dui*—dois; *bhuja*—braços; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *agrete*—diante; *bahu*—muito; *yatna*—esforço; *kailā*—fez; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nārila*—foi incapaz; *rākhite*—manter.", "translation": "**Diante de Śrīmatī Rādhārāṇī, Śrī Kṛṣṇa teve de ocultar os dois braços a mais. Ele tentou ao máximo manter os quatro braços perante Ela, mas foi completamente incapaz de fazê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/292", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/292/", "verse_text": "rādhāra viśuddha-bhāvera acintya prabhāva\n\nye kṛṣṇere karāilā dvi-bhuja-svabhāva", "devanagari": "> রাধার বিশুদ্ধ-ভাবের অচিন্ত্য প্রভাব ।\n> যে কৃষ্ণেরে করাইলা দ্বিভুজ স্বভাব ॥২৯২॥", "synonyms": "*rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *viśuddha*—purificado; *bhāvera*—do êxtase; *acintya*—inconcebível; *prabhāva*—influência; *ye*—a qual; *kṛṣṇere*—ao Senhor Kṛṣṇa; *karāilā*—forçou; *dvi-bhuja*—de dois braços; *svabhāva*—original.", "translation": "**A influência do êxtase puro de Rādhārāṇī é tão inconcebivelmente grande que forçou Kṛṣṇa a assumir Sua forma original de dois braços.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/293", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/293/", "verse_text": "rāsārambha-vidhau nilīya vasatā kuñje mṛgākṣī-gaṇair\n\ndṛṣṭaṁ gopayituṁ svam uddhura-dhiyā yā suṣṭhu sandarśitā\n\nrādhāyāḥ praṇayasya hanta mahimā yasya śriyā rakṣituṁ\n\nsā śakyā prabhaviṣṇunāpi hariṇā nāsīc catur-bāhutā", "devanagari": "> রাসারম্ভবিধৌ নিলীয় বসতা কুঞ্জে মৃগাক্ষীগণৈ-\n> র্দৃষ্টং গোপয়িতুং স্বমুদ্ধুরধিয়া যা সুষ্ঠু সন্দর্শিতা ।\n> রাধায়াঃ প্রণয়স্য হন্ত মহিমা যস্য শ্রিয়া রক্ষিতুং\n> সা শক্যা প্রভবিষ্ণুনাপি হরিণা নাসীচ্চতুর্বাহুতা ॥২৯৩॥", "synonyms": "*rāsa-ārambha-vidhau*—quanto ao início da dança da rāsa; *nilīya*—tendo-Se ocultado; *vasatā*—sentado; *kuñje*—num bosque; *mṛga-akṣī-gaṇaiḥ*—pelas gopīs, cujos olhos lembravam os de uma corça; *dṛṣṭam*—sendo visto; *gopayitum*—ocultar; *svam*—a Si mesmo; *uddhura-dhiyā*—por inteligência de primeira classe; *yā*—a qual; *suṣṭhu*—perfeitamente; *sandarśitā*—exibida; *rādhāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *praṇayasya*—do amor; *hanta*—vede só; *mahimā*—a glória; *yasya*—do qual; *śriyā*—a opulência; *rakṣitum*—proteger isso; *sā*—essa; *śakyā*—capaz; *prabhaviṣṇunā*—por Kṛṣṇa; *api*—mesmo; *hariṇā*—pela Suprema Personalidade de Deus; *na*—não; *āsīt*—foi; *catuḥ-bāhutā*—forma de quatro braços.", "translation": "**\"Antes da dança da rāsa, o Senhor Kṛṣṇa ocultou-Se num bosque apenas para Se divertir. Quando as gopīs chegaram, com seus olhos semelhantes aos de uma corça, por Sua aguda inteligência Ele exibiu Sua bela forma de quatro braços para Se ocultar. Mas quando Śrīmatī Rādhārāṇī ali chegou, Kṛṣṇa não pôde manter Seus quatro braços na presença d'Ela. Esta é a maravilhosa glória do amor d'Ela.\"**", "purport": "Esta é uma citação do Ujjvala-nīlamaṇi, de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/17/294", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/294/", "verse_text": "sei vrajeśvara--ihaṅ jagannātha pitā\n\nsei vrajeśvarī--ihaṅ śacīdevī mātā", "devanagari": "> সেই ব্রজেশ্বর — ইহঁ জগন্নাথ পিতা ।\n> সেই ব্রজেশ্বরী — ইহঁ শচীদেবী মাতা ॥২৯৪॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *vrajeśvara*—o Rei de Vraja; *ihaṅ*—agora; *jagannātha*—Jagannātha Miśra; *pitā*—o pai do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aquela; *vrajeśvarī*—a Rainha de Vraja; *ihaṅ*—agora; *śacīdevī*—Śacīdevī; *mātā*—a mãe de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**O pai Nanda, o Rei de Vrajabhūmi, é agora Jagannātha Miśra, o pai de Caitanya Mahāprabhu. E a mãe Yaśodā, a Rainha de Vrajabhūmi, é agora Śacīdevī, a mãe do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/295", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/295/", "verse_text": "sei nanda-suta--ihaṅ caitanya-gosāñi\n\nsei baladeva--ihaṅ nityānanda bhāi", "devanagari": "> সেই নন্দসূত — ইহঁ চৈতন্য-গোসাঞি ।\n> সেই বলদেব — ইহঁ নিত্যানন্দ ভাই ॥২৯৫॥", "synonyms": "*sei nanda-suta*—o mesmo filho de Nanda Mahārāja; *ihaṅ*—agora; *caitanya-gosāñi*—Caitanya Mahāprabhu; *sei baladeva*—o próprio Baladeva; *ihaṅ*—agora; *nityānanda bhāi*—Nityānanda Prabhu, o irmão de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**O antigo filho de Nanda Mahārāja é agora Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o antigo Baladeva, irmão de Kṛṣṇa, é agora Nityānanda Prabhu, o irmão do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/296", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/296/", "verse_text": "vātsalya, dāsya, sakhya--tina bhāvamaya\n\nsei nityānanda--kṛṣṇa-caitanya-sahāya", "devanagari": "> বাৎসল্য, দাস্য, সখ্য — তিন ভাবময় ।\n> সেই নিত্যানন্দ — কৃষ্ণচৈতন্য-সহায় ॥২৯৬॥", "synonyms": "*vātsalya*—paternidade; *dāsya*—servidão; *sakhya*—fraternidade; *tina*—três; *bhāva-maya*—êxtases emocionais; *sei*—aquele; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *kṛṣṇa-caitanya*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *sahāya*—o assistente.", "translation": "**Śrī Nityānanda Prabhu sempre sente as emoções extáticas de paternidade, servidão e amizade. Dessa maneira, Ele sempre auxilia Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/297", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/297/", "verse_text": "prema-bhakti diyā teṅho bhāsā'la jagate\n\ntāṅra caritra loke nā pāre bujhite", "devanagari": "> প্রেমভক্তি দিয়া তেঁহো ভাসা’ল জগতে ।\n> তাঁর চরিত্র লোকে না পারে বুঝিতে ॥২৯৭॥", "synonyms": "*prema-bhakti*—serviço devocional; *diyā*—dando; *teṅho*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *bhāsā'la*—inundou; *jagate*—no mundo; *tāṅra*—Seu; *caritra*—caráter; *loke*—as pessoas; *nā*—não; *pāre*—capazes; *bujhite*—compreender.", "translation": "**Śrī Nityānanda Prabhu inundou o mundo inteiro distribuindo serviço amoroso transcendental. Ninguém é capaz de compreender Seu caráter e Suas atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/298", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/298/", "verse_text": "advaita-ācārya-gosāñi bhakta-avatāra\n\nkṛṣṇa avatāriyā kailā bhaktira pracāra", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্য-গোসাঞি ভক্ত-অবতার ।\n> কৃষ্ণ অবতারিয়া কৈলা ভক্তির প্রচার ॥২৯৮॥", "synonyms": "*advaita-ācārya*—Śrī Advaita Prabhu; *gosāñi*—mestre espiritual; *bhakta-avatāra*—a encarnação de um devoto; *kṛṣṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *avatāriyā*—descendo; *kailā*—fez; *bhaktira*—de serviço devocional; *pracāra*—propagação.", "translation": "**Śrīla Advaita Ācārya Prabhu apareceu como uma encarnação de um devoto. Ele está na categoria de Kṛṣṇa, mas desceu a esta Terra para propagar o serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/299", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/299/", "verse_text": "sakhya, dāsya,--dui bhāva sahaja tāṅhāra\n\nkabhu prabhu karena tāṅre guru-vyavahāra", "devanagari": "> সখ্য, দাস্য, — দুই ভাব সহজ তাঁহার ।\n> কভু প্রভু করেন তাঁরে গুরু-ব্যবহার ॥২৯৯॥", "synonyms": "*sakhya*—fraternidade; *dāsya*—servidão; *dui*—dois; *bhāva*—êxtases; *sahaja*—natural; *tāṅhāra*—Seus; *kabhu*—às vezes; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *karena*—faz; *tāṅre*—a Ele; *guru*—de mestre espiritual; *vyavahāra*—tratamento.", "translation": "**Suas emoções naturais estavam sempre na plataforma de fraternidade e servidão, mas o Senhor às vezes O tratava como Seu mestre espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/300", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/300/", "verse_text": "śrīvāsādi yata mahāprabhura bhakta-gaṇa\n\nnija nija bhāve karena caitanya-sevana", "devanagari": "> শ্রীবাসাদি যত মহাপ্রভুর ভক্তগণ ।\n> নিজ নিজ ভাবে করেন চৈতন্য-সেবন ॥৩০০॥", "synonyms": "*śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *yata*—todos; *mahāprabhura*—de Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa*—devotos; *nija nija*—em suas próprias respectivas; *bhāve*—emoção; *karena*—fazem; *caitanya-sevana*—serviço ao Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura, têm seus próprios sabores emocionais nos quais Lhe prestam serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/301", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/301/", "verse_text": "paṇḍita-gosāñi ādi yāṅra yei rasa\n\nsei sei rase prabhu hana tāṅra vaśa", "devanagari": "> পণ্ডিত-গোসাঞি আদি যাঁর যেই রস ।\n> সেই সেই রসে প্রভু হন তাঁর বশ ॥৩০১॥", "synonyms": "*paṇḍita-gosāñi*—Gadādhara Paṇḍita; *ādi*—encabeçados por; *yāṅra*—cujo; *yei*—qualquer; *rasa*—doçura transcendental; *sei sei*—aquela respectiva; *rase*—pela doçura; *prabhu*—o Senhor; *hana*—está; *tāṅra*—dele; *vaśa*—sob controle.", "translation": "**Associados pessoais como Gadādhara, Svarūpa Dāmodara, Rāmānanda Rāya e os seis Gosvāmīs (encabeçados por Rūpa Gosvāmī) estão todos situados em suas respectivas doçuras transcendentais. Assim, o Senhor submete-Se a diversas posições em diversas doçuras transcendentais.**", "purport": "Nos versos 296 a 301, descreve-se plenamente o emocional serviço devotado de Śrī Nityānanda, Śrī Advaita Prabhu e outros. Ao descrever esse serviço individual, o Gaura-gaṇoddeśa-dīpikā, versos 11 a 16, declara que, embora o Senhor Caitanya Mahāprabhu tenha aparecido como devoto, Ele não é outro senão o filho de Nanda Mahārāja. De modo semelhante, embora Śrī Nityānanda Prabhu tenha aparecido como assistente do Senhor Caitanya, Ele não é outro senão Baladeva, o portador do arado. Advaita Ācārya é a encarnação de Sadāśiva do mundo espiritual. Todos os devotos encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura são Sua energia marginal, ao passo que os devotos encabeçados por Gadādhara Paṇḍita são manifestações de Sua potência interna.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu, Advaita Prabhu e Nityānanda Prabhu pertencem todos à categoria viṣṇu-tattva. Como o Senhor Caitanya é um oceano de misericórdia, Ele é chamado de mahāprabhu, ao passo que Nityānanda e Advaita, sendo duas grandes personalidades que auxiliam o Senhor Caitanya, são chamados de prabhu. Assim, há dois prabhus e um mahāprabhu. Gadādhara Gosvāmī é um representante de um perfeito mestre espiritual brāhmaṇa. Śrīvāsa Ṭhākura representa um perfeito devoto brāhmaṇa. Esses cinco são conhecidos como o Pañca-tattva."}
{"ref": "cc/adi/17/302", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/302/", "verse_text": "tihaṅ śyāma,--vaṁśī-mukha, gopa-vilāsī\n\nihaṅ gaura--kabhu dvija, kabhu ta' sannyāsī", "devanagari": "> তিহঁ শ্যাম, — বংশীমুখ, গোপবিলাসী ।\n> ইহঁ গৌর — কভু দ্বিজ, কভু ত’ সন্ন্যাসী ॥৩০২॥", "synonyms": "*tihaṅ*—na kṛṣṇa-līlā; *śyāma*—cor enegrecida; *vaṁśī-mukha*—uma flauta na boca; *gopa-vilāsī*—um desfrutador como vaqueirinho; *ihaṅ*—agora; *gaura*—tez clara; *kabhu*—às vezes; *dvija*—brāhmaṇa; *kabhu*—às vezes; *ta'*—certamente; *sannyāsī*—na ordem de vida renunciada.", "translation": "**No kṛṣṇa-līlā, a tez do Senhor é enegrecida. Segurando uma flauta em Sua boca, Ele desfruta como um vaqueirinho. Agora, a mesma pessoa apareceu com uma tez clara, ora agindo como brāhmaṇa, ora aceitando a ordem de vida renunciada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/303", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/303/", "verse_text": "ataeva āpane prabhu gopī-bhāva dhari'\n\nvrajendra-nandane kahe 'prāṇa-nātha' kari'", "devanagari": "> অতএব আপনে প্রভু গোপীভাব ধরি’ ।\n> ব্রজেন্দ্রনন্দনে কহে ‘প্রাণনাথ’ করি’ ॥৩০৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *āpane*—pessoalmente; *prabhu*—o Senhor; *gopī-bhāva*—o êxtase das gopīs; *dhari'*—aceitando; *vrajendra-nandane*—ao filho de Nanda Mahārāja; *kahe*—dirige-Se; *prāṇa-nātha*—ó Senhor de Minha vida (esposo); *kari'*—aceitando.", "translation": "**Portanto, o próprio Senhor, aceitando o êxtase emocional das gopīs, agora Se dirige ao filho de Nanda Mahārāja: \"Ó senhor de Minha vida! Ó Meu querido esposo!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/304", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/304/", "verse_text": "sei kṛṣṇa, sei gopī,--parama virodha\n\nacintya caritra prabhura ati sudurbodha", "devanagari": "> সেই কৃষ্ণ, সেই গোপী, — পরম বিরোধ ।\n> অচিন্ত্য চরিত্র প্রভুর অতি সুদুর্বোধ ॥৩০৪॥", "synonyms": "*sei kṛṣṇa*—aquele Kṛṣṇa; *sei gopī*—aquela gopī; *parama virodha*—muito contraditório; *acintya*—inconcebível; *caritra*—caráter; *prabhura*—do Senhor; *ati*—muito; *sudurbodha*—difícil de compreender.", "translation": "**Ele é Kṛṣṇa, mas aceitou a disposição das gopīs. Como pode ser assim? É o inconcebível caráter do Senhor, que é muito difícil de compreender.**", "purport": "A aceitação por parte de Kṛṣṇa do papel das gopīs é certamente contraditória segundo qualquer cálculo mundano, mas o Senhor, por Seu inconcebível caráter, pode agir como as gopīs e sentir separação de Kṛṣṇa, embora seja o próprio Kṛṣṇa. Tal contradição só pode reconciliar-se na Suprema Personalidade de Deus, porque Ele tem uma energia que é inconcebível (acintya), capaz de tornar possível aquilo que é impossível de fazer (aghaṭa-ghaṭana-patīyasī). Tais contradições são muito difíceis de compreender a menos que o devoto siga estritamente a filosofia vaiṣṇava sob a orientação dos Gosvāmīs. Portanto, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī encerra cada capítulo com este verso:\n\nśrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa\n\n\"Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando sua misericórdia, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo as pegadas deles.\"\n\nNuma canção de Narottama dāsa Ṭhākura, afirma-se:\n\nrūpa-raghunātha-pade ha-ibe ākuti\nkabe hāma bujhaba se yugala-pīriti\n\nO amor conjugal entre Rādhā e Kṛṣṇa, que se chama yugala-pīriti, não é compreensível por acadêmicos, artistas ou poetas mundanos. Só pode ser compreendido pelos devotos que seguem estritamente as pegadas dos seis Gosvāmīs. Às vezes, supostos artistas e poetas tentam compreender os romances amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa, e publicam livros baratos de poesia e quadros sobre o assunto. Infelizmente, porém, eles não compreendem os assuntos transcendentais de Rādhā e Kṛṣṇa nem no menor grau. Eles simplesmente se intrometem em um assunto no qual nem sequer estão aptos a entrar."}
{"ref": "cc/adi/17/305", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/305/", "verse_text": "ithe tarka kari' keha nā kara saṁśaya\nkṛṣṇera acintya-śakti ei mata haya", "devanagari": "> ইথে তর্ক করি’ কেহ না কর সংশয় ।\n> কৃষ্ণের অচিন্ত্যশক্তি এই মত হয় ॥৩০৫॥", "synonyms": "*ithe*—neste assunto; *tarka kari'*—apresentando argumentos; *keha*—alguém; *nā*—não; *kara*—faça; *saṁśaya*—dúvidas; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *acintya-śakti*—potência inconcebível; *ei*—esta; *mata*—o veredito; *haya*—é.", "translation": "**Ninguém pode compreender as contradições no caráter do Senhor Caitanya valendo-se de lógica e argumentos mundanos. Por conseguinte, ninguém deve nutrir dúvidas a esse respeito. Deve-se simplesmente procurar compreender a energia inconcebível de Kṛṣṇa; do contrário, não se pode entender como tais contradições são possíveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/306", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/306/", "verse_text": "acintya, adbhuta kṛṣṇa-caitanya-vihāra\ncitra bhāva, citra guṇa, citra vyavahāra", "devanagari": "> অচিন্ত্য, অদ্ভুত কৃষ্ণচৈতন্য-বিহার ।\n> চিত্র ভাব, চিত্র গুণ, চিত্র ব্যবহার ॥৩০৬॥", "synonyms": "*acintya*—inconcebíveis; *adbhuta*—maravilhosos; *kṛṣṇa-caitanya*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *vihāra*—passatempos; *citra*—maravilhoso; *bhāva*—êxtase; *citra*—maravilhosas; *guṇa*—qualidades; *citra*—maravilhoso; *vyavahāra*—comportamento.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu são inconcebíveis e maravilhosos. Seu êxtase é maravilhoso, Suas qualidades são maravilhosas, e Seu comportamento é maravilhoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/307", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/307/", "verse_text": "tarke ihā nāhi māne yei durācāra\nkumbhīpāke pace, tāra nāhika nistāra", "devanagari": "> তর্কে ইহা নাহি মানে যেই দুরাচার ।\n> কুম্ভীপাকে পচে, তার নাহিক নিস্তার ॥৩০৭॥", "synonyms": "*tarke*—por argumentos; *ihā*—isto; *nāhi*—não; *māne*—aceita; *yei*—qualquer um que; *durācāra*—devasso; *kumbhī-pāke*—no óleo fervente do inferno; *pace*—ferve; *tāra*—sua; *nāhika*—não há; *nistāra*—libertação.", "translation": "**Se alguém simplesmente se ater a argumentos mundanos e por isso não aceitar isto, ferverá no inferno de Kumbhīpāka. Para ele não há libertação.**", "purport": "Kumbhīpāka, um tipo de condição infernal, é descrito no *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.26.13), onde se afirma que a pessoa que cozinha aves e animais vivos para satisfazer a língua é levada perante Yamarāja após a morte e punida no inferno Kumbhīpāka. Lá é lançada no óleo fervente chamado kumbhī-pāka, do qual não há libertação. Kumbhīpāka destina-se às pessoas que são desnecessariamente invejosas. Aqueles que invejam as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu são punidos nessa condição infernal."}
{"ref": "cc/adi/17/308", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/308/", "verse_text": "acintyāḥ khalu ye bhāvā\nna tāṁs tarkeṇa yojayet\nprakṛtibhyaḥ paraṁ yac ca\ntad acintyasya lakṣaṇam", "devanagari": "> অচিন্ত্যাঃ খলু যে ভাবা ন তাংস্তর্কেণ যোজয়েৎ ।\n> প্রকৃতিভ্যঃ পরং যচ্চ তদচিন্ত্যস্য লক্ষণম ॥৩০৮॥", "synonyms": "*acintyāḥ*—inconcebíveis; *khalu*—certamente; *ye*—aqueles; *bhāvaḥ*—assuntos; *na*—não; *tān*—eles; *tarkeṇa*—por argumento; *yojayet*—pode-se compreender; *prakṛtibhyaḥ*—à natureza material; *param*—transcendental; *yat*—aquilo que; *ca*—e; *tat*—aquilo; *acintyasya*—do inconcebível; *lakṣaṇam*—um sintoma.", "translation": "**\"Tudo o que é transcendental à natureza material chama-se inconcebível, ao passo que os argumentos são todos mundanos. Visto que os argumentos mundanos não podem tocar os assuntos transcendentais, não se deve tentar compreender os assuntos transcendentais por meio de argumentos mundanos.\"**\n\nEsta é uma citação do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.93), de Śrīla Rūpa Gosvāmī.", "purport": "Esta é uma citação do *Mahābhārata* (Bhīṣma parva 5.22) e é também citada no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.93), por Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/adi/17/309", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/309/", "verse_text": "adbhuta caitanya-līlāya yāhāra viśvāsa\nsei jana yāya caitanyera pada pāśa", "devanagari": "> অদ্ভুত চৈতন্যলীলায় যাহার বিশ্বাস ।\n> সেই জন যায় চৈতন্যের পদ পাশ ॥৩০৯॥", "synonyms": "*adbhuta*—maravilhosos; *caitanya-līlāya*—nos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *yāhāra*—de quem quer que tenha; *viśvāsa*—fé; *sei*—essa; *jana*—pessoa; *yāya*—progride; *caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pada*—os pés de lótus; *pāśa*—perto.", "translation": "**Somente a pessoa que tem fé firme nos maravilhosos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu pode aproximar-se de Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/310", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/310/", "verse_text": "prasaṅge kahila ei siddhāntera sāra\nihā yei śune, śuddha-bhakti haya tāra", "devanagari": "> প্রসঙ্গে কহিল এই সিদ্ধান্তের সার ।\n> ইহা যেই শুনে, শুদ্ধভক্তি হয় তার ॥৩১০॥", "synonyms": "*prasaṅge*—no curso da discussão; *kahila*—foi dito; *ei*—esta; *siddhāntera*—da conclusão; *sāra*—a essência; *ihā*—isto; *yei*—qualquer um que; *śune*—ouve; *śuddha-bhakti*—serviço devocional imaculado; *haya*—torna-se; *tāra*—seu.", "translation": "**Neste discurso, expliquei a essência da conclusão devocional. Qualquer um que ouça isto desenvolve serviço devocional imaculado ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/311", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/311/", "verse_text": "likhita granthera yadi kari anuvāda\ntabe se granthera artha pāiye āsvāda", "devanagari": "> লিখিত গ্রন্থের যদি করি অনুবাদ ।\n> তবে সে গ্রন্থের অর্থ পাইয়ে আস্বাদ ॥৩১১॥", "synonyms": "*likhita*—escrita; *granthera*—da escritura; *yadi*—se; *kari*—eu faço; *anuvāda*—repetição; *tabe*—então; *se granthera*—daquela escritura; *artha*—o significado; *pāiye*—eu posso obter; *āsvāda*—saboreio.", "translation": "**Se eu repetir o que já está escrito, poderei assim saborear o propósito desta escritura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/312", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/312/", "verse_text": "dekhi granthe bhāgavate vyāsera ācāra\nkathā kahi' anuvāda kare vāra vāra", "devanagari": "> দেখি গ্রন্থে ভাগবতে ব্যাসের আচার ।\n> কথা কহি’ অনুবাদ করে বার বার ॥৩১২॥", "synonyms": "*dekhi*—eu vejo; *granthe*—na escritura; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *vyāsera*—de Śrīla Vyāsadeva; *ācāra*—comportamento; *kathā*—narração; *kahi'*—descrevendo; *anuvāda*—repetição; *kare*—ele faz; *vāra vāra*—repetidas vezes.", "translation": "**Podemos ver na escritura Śrīmad-Bhāgavatam a conduta de seu autor, Śrī Vyāsadeva. Após narrar a narração, ele a repete vez após vez.**", "purport": "No final do *Śrīmad-Bhāgavatam*, no Décimo Segundo Canto, o Décimo Segundo Capítulo contém quarenta e três versos, nos quais Śrī Kṛṣṇa-dvaipāyana Vedavyāsa recapitula todo o assunto do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Śrī Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī deseja seguir os passos de Śrī Vyāsadeva, recapitulando os dezessete capítulos do *Ādi-līlā* do *Śrī Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/adi/17/313", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/313/", "verse_text": "tāte ādi-līlāra kari pariccheda gaṇana\nprathama paricchede kailuṅ 'maṅgalācaraṇa'", "devanagari": "> তাতে আদি-লীলার করি পরিচ্ছেদ গণন ।\n> প্রথম পরিচ্ছেদে কৈলুঁ ‘মঙ্গলাচরণ’ ॥৩১৩॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *ādi-līlāra*—do Primeiro Canto, conhecido como Ādi-līlā; *kari*—eu faço; *pariccheda*—capítulo; *gaṇana*—enumeração; *prathama paricchede*—no Primeiro Capítulo; *kailuṅ*—eu fiz; *maṅgala-ācaraṇa*—invocação de auspiciosidade.", "translation": "**Por isso, enumerarei os capítulos do *Ādi-līlā*. No Primeiro Capítulo, ofereço reverências ao mestre espiritual, pois este é o início da escrita auspiciosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/314", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/314/", "verse_text": "dvitīya paricchede 'caitanya-tattva-nirūpaṇa'\nsvayaṁ bhagavān yei vrajendra-nandana", "devanagari": "> দ্বিতীয় পরিচ্ছেদে ‘চৈতন্যতত্ত্ব-নিরূপণ’ ।\n> স্বয়ং ভগবান্ যেই ব্রজেন্দ্র নন্দন ॥৩১৪॥", "synonyms": "*dvitīya paricchede*—no Segundo Capítulo; *caitanya-tattva-nirūpaṇa*—descrição da verdade de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *yei*—que; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**O Segundo Capítulo explica a verdade de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele é a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/315", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/315/", "verse_text": "teṅho ta' caitanya-kṛṣṇa--śacīra nandana\ntṛtīya paricchede janmera 'sāmānya' kāraṇa", "devanagari": "> তেঁহো ত’ চৈতন্য-কৃষ্ণ — শচীর নন্দন ।\n> তৃতীয় পরিচ্ছেদে জন্মের ‘সামান্য’ কারণ ॥৩১৫॥", "synonyms": "*teṅho*—Ele; *ta'*—certamente; *caitanya-kṛṣṇa*—Kṛṣṇa com o nome de Śrī Caitanya; *śacīra nandana*—o filho de Śacīmātā; *tṛtīya paricchede*—no Terceiro Capítulo; *janmera*—de Seu nascimento; *sāmānya*—geral; *kāraṇa*—razão.", "translation": "**Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, que é o próprio Kṛṣṇa, agora apareceu como o filho de mãe Śacī. O Terceiro Capítulo descreve a causa geral de Seu aparecimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/316", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/316/", "verse_text": "tahiṅ madhye prema-dāna--'viśeṣa' kāraṇa\nyuga-dharma--kṛṣṇa-nāma-prema-pracāraṇa", "devanagari": "> তহিঁ মধ্যে প্রেমদান — ‘বিশেষ’ কারণ ।\n> যুগধর্ম — কৃষ্ণনাম-প্রেম-প্রচারণ ॥৩১৬॥", "synonyms": "*tahiṅ madhye*—nesse capítulo; *prema-dāna*—distribuição do amor a Deus; *viśeṣa*—específica; *kāraṇa*—razão; *yuga-dharma*—a religião do milênio; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *prema*—amor a Deus; *pracāraṇa*—propagando.", "translation": "**O Terceiro Capítulo descreve especificamente a distribuição do amor a Deus. Descreve também a religião da era, que consiste simplesmente em distribuir o santo nome do Senhor Kṛṣṇa e propagar o processo de amá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/317", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/317/", "verse_text": "caturthe kahiluṅ janmera 'mūla' prayojana\nsva-mādhurya-premānanda-rasa-āsvādana", "devanagari": "> চতুর্থে কহিলুঁ জন্মের ‘মূল’ প্রয়োজন ।\n> স্বমাধুর্য-প্রেমানন্দরস-আস্বাদন ॥৩১৭॥", "synonyms": "*caturthe*—no Quarto Capítulo; *kahiluṅ*—eu descrevi; *janmera*—de Seu nascimento; *mūla*—a verdadeira; *prayojana*—necessidade; *sva-mādhurya*—Sua própria doçura transcendental; *prema-ānanda*—da alegria extática proveniente do amor; *rasa*—a doçura; *āsvādana*—saboreando.", "translation": "**O Quarto Capítulo descreve a razão principal de Seu aparecimento, que é saborear a qualidade de doçura de Seu próprio serviço amoroso transcendental e Sua própria doçura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/318", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/318/", "verse_text": "pañcame 'śrī-nityānanda'-tattva nirūpaṇa\nnityānanda hailā rāma rohiṇī-nandana", "devanagari": "> পঞ্চমে ‘শ্রীনিত্যানন্দ’-তত্ত্ব নিরূপণ ।\n> নিত্যানন্দ হৈলা রাম রোহিণীনন্দন ॥৩১৮॥", "synonyms": "*pañcame*—no Quinto Capítulo; *śrī-nityānanda*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *tattva*—a verdade; *nirūpaṇa*—determinação; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *hailā*—era; *rāma*—Balarāma; *rohiṇī-nandana*—o filho de Rohiṇī.", "translation": "**O Quinto Capítulo descreve a verdade do Senhor Nityānanda Prabhu, que não é outro senão Balarāma, o filho de Rohiṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/319", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/319/", "verse_text": "ṣaṣṭha paricchede 'advaita-tattve'ra vicāra\nadvaita-ācārya--mahā-viṣṇu-avatāra", "devanagari": "> ষষ্ঠ পরিচ্ছেদে ‘অদ্বৈত-তত্ত্বে’র বিচার ।\n> অদ্বৈত-আচার্য — মহাবিষ্ণু-অবতার ॥৩১৯॥", "synonyms": "*ṣaṣṭha paricchede*—no Sexto Capítulo; *advaita*—de Advaita Ācārya; *tattvera*—da verdade; *vicāra*—consideração; *advaita-ācārya*—Advaita Prabhu; *mahā-viṣṇu-avatāra*—encarnação de Mahā-Viṣṇu.", "translation": "**O Sexto Capítulo considera a verdade de Advaita Ācārya. Ele é uma encarnação de Mahā-Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/320", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/320/", "verse_text": "saptama paricchede 'pañca-tattve'ra ākhyāna\npañca-tattva mili' yaiche kailā prema-dāna", "devanagari": "> সপ্তম পরিচ্ছেদে ‘পঞ্চতত্ত্বে’র আখ্যান ।\n> পঞ্চতত্ত্ব মিলি’ যৈছে কৈলা প্রেমদান ॥৩২০॥", "synonyms": "*saptama paricchede*—no Sétimo Capítulo; *pañca-tattvera*—dos cinco tattvas (verdades); *ākhyāna*—a elaboração; *pañca-tattva*—os cinco tattvas; *mili'*—combinando-se; *yaiche*—de que modo; *kailā*—fizeram; *prema-dāna*—distribuição do amor a Deus.", "translation": "**O Sétimo Capítulo descreve o Pañca-tattva–Śrī Caitanya, Prabhu Nityānanda, Śrī Advaita, Gadādhara e Śrīvāsa. Todos eles se combinaram para distribuir o amor a Deus por toda parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/321", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/321/", "verse_text": "aṣṭame 'caitanya-līlā-varṇana'-kāraṇa\neka kṛṣṇa-nāmera mahā-mahimā-kathana", "devanagari": "> অষ্টমে ‘চৈতন্যলীলা-বর্ণন’-কারণ ।\n> এক কৃষ্ণনামের মহা-মহিমা-কথন ॥৩২১॥", "synonyms": "*aṣṭame*—no Oitavo Capítulo; *caitanya-lilā-varṇana-kāraṇa*—a razão para descrever os passatempos de Caitanya Mahāprabhu; *eka*—um; *kṛṣṇa-nāmera*—do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *mahā-mahimā-kathana*—descrição das grandes glórias.", "translation": "**O Oitavo Capítulo expõe a razão para descrever os passatempos do Senhor Caitanya. Descreve também a grandeza do santo nome do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/322", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/322/", "verse_text": "navamete 'bhakti-kalpa-vṛkṣera varṇana'\nśrī-caitanya-mālī kailā vṛkṣa āropaṇa", "devanagari": "> নবমেতে ‘ভক্তিকল্পবৃক্ষের বর্ণন’ ।\n> শ্রীচৈতন্য-মালী কৈলা বৃক্ষ আরোপণ ॥৩২২॥", "synonyms": "*navamete*—no Nono Capítulo; *bhakti-kalpa-vṛkṣera*—da árvore-dos-desejos do serviço devocional; *varṇana*—a descrição; *śrī-caitanya-mālī*—Śrī Caitanya Mahāprabhu como o jardineiro; *kailā*—fez; *vṛkṣa*—a árvore; *āropaṇa*—o plantio.", "translation": "**O Nono Capítulo descreve a árvore-dos-desejos do serviço devocional. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu é o jardineiro que a plantou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/323", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/323/", "verse_text": "daśamete mūla-skandhera 'śākhādi-gaṇana'\nsarva-śākhā-gaṇera yaiche phala-vitaraṇa", "devanagari": "> দশমেতে মূল-স্কন্ধের ‘শাখাদি-গণন’ ।\n> সর্বশাখাগণের যৈছে ফল-বিতরণ ॥৩২৩॥", "synonyms": "*daśamete*—no Décimo Capítulo; *mūla-skandhera*—do tronco principal; *śākhā-ādi*—dos ramos, etc.; *gaṇana*—a enumeração; *sarva-śākhā-gaṇera*—de todos os ramos; *yaiche*—de que modo; *phala-vitaraṇa*—a distribuição dos frutos.", "translation": "**O Décimo Capítulo descreve os ramos e sub-ramos do tronco principal, e a distribuição de seus frutos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/324", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/324/", "verse_text": "ekādaśe 'nityānanda-śākhā-vivaraṇa'\ndvādaśe 'advaita-skandha śākhāra varṇana'", "devanagari": "> একাদশে ‘নিত্যানন্দশাখা-বিবরণ’ ।\n> দ্বাদশে ‘অদ্বৈতস্কন্ধ শাখার বর্ণন’ ॥৩২৪॥", "synonyms": "*ekādaśe*—no Décimo Primeiro Capítulo; *nityānanda-śākhā*—dos ramos de Śrī Nityānanda Prabhu; *vivaraṇa*—a descrição; *dvādaśe*—no Décimo Segundo Capítulo; *advaita-skandha*—o tronco conhecido como Advaita Prabhu; *śākhāra*—do ramo; *varṇana*—a descrição.", "translation": "**O Décimo Primeiro Capítulo descreve o ramo chamado Śrī Nityānanda Prabhu. O Décimo Segundo Capítulo descreve o ramo chamado Śrī Advaita Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/325", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/325/", "verse_text": "trayodaśe mahāprabhura 'janma-vivaraṇa'\nkṛṣṇa-nāma-saha yaiche prabhura janama", "devanagari": "> ত্রয়োদশে মহাপ্রভুর ‘জন্ম-বিবরণ’ ।\n> কৃষ্ণনাম-সহ যৈছে প্রভুর জনম ॥৩২৫॥", "synonyms": "*trayodaśe*—no Décimo Terceiro Capítulo; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *janma*—do nascimento; *vivaraṇa*—a descrição; *kṛṣṇa-nāma-saha*—juntamente com o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *yaiche*—de que modo; *prabhura*—do Senhor; *janama*—o nascimento.", "translation": "**O Décimo Terceiro Capítulo descreve o nascimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que ocorreu com o cantar do santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/326", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/326/", "verse_text": "caturdaśe 'bālya-līlāra' kichu vivaraṇa\npañcadaśe 'paugaṇḍa-līlāra' saṅkṣepe kathana", "devanagari": "> চতুর্দশে ‘বাল্যলীলা’র কিছু বিবরণ ।\n> পঞ্চদশে ‘পৌগণ্ডলীলা’র সংক্ষেপে কথন ॥৩২৬॥", "synonyms": "*caturdaśe*—no Décimo Quarto Capítulo; *bālya-līlāra*—dos passatempos infantis do Senhor; *kichu*—alguma; *vivaraṇa*—descrição; *pañcadaśe*—no Décimo Quinto Capítulo; *paugaṇḍa-līlāra*—dos passatempos da idade paugaṇḍa (meninice); *saṅkṣepe*—em resumo; *kathana*—o relato.", "translation": "**O Décimo Quarto Capítulo dá alguma descrição dos passatempos infantis do Senhor. O Décimo Quinto descreve brevemente os passatempos da meninice do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/327", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/327/", "verse_text": "ṣoḍaśa paricchede 'kaiśora-līlā' ra uddeśa\nsaptadaśe 'yauvana-līlā' kahiluṅ viśeṣa", "devanagari": "> ষোড়শ পরিচ্ছেদে ‘কৈশোরলীলা’র উদ্দেশ ।\n> সপ্তদশে ‘যৌবনলীলা’ কহিলুঁ বিশেষ ॥৩২৭॥", "synonyms": "*ṣoḍaśa*—décimo sexto; *paricchede*—no capítulo; *kaiśora-līlāra*—dos passatempos anteriores à juventude; *uddeśa*—indicação; *saptadaśe*—no Décimo Sétimo Capítulo; *yauvana-līlā*—os passatempos da juventude; *kahiluṅ*—eu relatei; *viśeṣa*—especificamente.", "translation": "**No Décimo Sexto Capítulo, indiquei os passatempos da idade kaiśora [a idade anterior à juventude]. No Décimo Sétimo Capítulo, descrevi especificamente Seus passatempos juvenis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/328", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/328/", "verse_text": "ei saptadaśa prakāra ādi-līlāra prabandha\ndvādaśa prabandha tāte grantha-mukhabandha", "devanagari": "> এই সপ্তদশ প্রকার ‘আদি-লীলা’র প্রবন্ধ ।\n> দ্বাদশ প্রবন্ধ তাতে গ্রন্থ-মুখবন্ধ ॥৩২৮॥", "synonyms": "*ei saptadaśa*—estas dezessete; *prakāra*—variedades; *ādi-līlāra*—do Ādi-līlā (Primeiro Canto); *prabandha*—assunto; *dvādaśa*—doze; *prabandha*—assuntos; *tāte*—entre esses; *grantha*—do livro; *mukha-bandha*—prefácios.", "translation": "**Assim, há dezessete variedades de assuntos no Primeiro Canto, que é conhecido como o *Ādi-līlā*. Doze deles constituem o prefácio desta escritura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/329", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/329/", "verse_text": "pañca-prabandhe pañca-rasera carita\nsaṅkṣepe kahiluṅ ati,--nā kailuṅ vistṛta", "devanagari": "> পঞ্চপ্রবন্ধে পঞ্চরসের চরিত ।\n> সংক্ষেপে কহিলুঁ অতি, — না কৈলুঁ বিস্তৃত ॥৩২৯॥", "synonyms": "*pañca-prabandhe*—em cinco capítulos; *pañca-rasera*—de cinco doçuras transcendentais; *carita*—o caráter; *saṅkṣepe*—em resumo; *kahiluṅ*—eu relatei; *ati*—muito; *nā kailuṅ*—eu não fiz; *vistṛta*—expandido.", "translation": "**Depois dos capítulos do prefácio, descrevi cinco doçuras transcendentais em cinco capítulos. Descrevi-as muito brevemente, e não de modo extenso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/330", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/330/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa ihā 'caitanya-maṅgale'\nvistāri' varṇilā nityānanda-ājñā-bale", "devanagari": "> বৃন্দাবনদাস ইহা ‘চৈতন্যমঙ্গলে’ ।\n> বিস্তারি’ বর্ণিলা নিত্যানন্দ-আজ্ঞা-বলে ॥৩৩০॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsa*—Ṭhākura Vṛndāvana dāsa; *ihā*—isto; *caitanya-maṅgale*—em seu livro Caitanya-maṅgala; *vistāri'*—expandindo; *varṇilā*—descreveu; *nityānanda*—de Śrī Nityānanda Prabhu; *ājñā*—da ordem; *bale*—com base na força.", "translation": "**Pela ordem e força de Śrī Nityānanda Prabhu, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu detalhadamente, em seu *Caitanya-maṅgala*, tudo o que não relatei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/331", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/331/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya-līlā--adbhuta, ananta\nbrahmā-śiva-śeṣa yāṅra nāhi pāya anta", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যলীলা — অদ্ভুত, অনন্ত ।\n> ব্রহ্মা-শিব-শেষ যাঁর নাহি পায় অন্ত ॥৩৩১॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *adbhuta*—maravilhosos; *ananta*—ilimitados; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *śiva*—o Senhor Śiva; *śeṣa*—o Senhor Śeṣa Nāga; *yāṅra*—dos quais; *nāhi*—não; *pāya*—obtêm; *anta*—fim.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu são maravilhosos e ilimitados. Mesmo personalidades como o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva e Śeṣa Nāga não conseguem encontrar seu fim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/332", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/332/", "verse_text": "ye yei aṁśa kahe, śune sei dhanya\nacire milibe tāre śrī-kṛṣṇa-caitanya", "devanagari": "> যে যেই অংশ কহে, শুনে সেই ধন্য ।\n> অচিরে মিলিবে তারে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ॥৩৩২॥", "synonyms": "*ye yei aṁśa*—qualquer parte disto; *kahe*—quem quer que descreva; *śune*—quem quer que ouça; *sei*—essa pessoa; *dhanya*—gloriosa; *acire*—muito em breve; *milibe*—encontrará; *tāre*—a Ele; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quem quer que descreva ou ouça qualquer parte deste vasto assunto receberá muito em breve a misericórdia imotivada de Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/333", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/333/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya, advaita, nityānanda\nśrīvāsa-gadādharādi yata bhakta-vṛnda", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য, অদ্বৈত, নিত্যানন্দ ।\n> শ্রীবাস-গদাধরাদি যত ভক্তবৃন্দ ॥৩৩৩॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *advaita*—Advaita Ācārya Prabhu; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *gadādhara-ādi*—e outros, como Gadādhara; *yata*—todos; *bhakta-vṛnda*—todos os devotos.", "translation": "**[Aqui o autor descreve novamente o Pañca-tattva.] Śrī Kṛṣṇa Caitanya, Prabhu Nityānanda, Śrī Advaita, Gadādhara, Śrīvāsa e todos os devotos do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/334", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/334/", "verse_text": "yata yata bhakta-gaṇa vaise vṛndāvane\nnamra hañā śire dharoṅ sabāra caraṇe", "devanagari": "> যত যত ভক্তগণ বৈসে বৃন্দাবনে ।\n> নম্র হঞা শিরে ধরোঁ সবার চরণে ॥৩৩৪॥", "synonyms": "*yata yata*—todos e cada um; *bhakta-gaṇa*—devotos; *vaise*—residem; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *namra hañā*—tornando-me humilde; *śire*—em minha cabeça; *dharoṅ*—coloco; *sabāra*—de todos; *caraṇe*—os pés de lótus.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a todos os residentes de Vṛndāvana. Desejo colocar seus pés de lótus sobre minha cabeça com grande humildade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/adi/17/335-336", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/17/335-336/", "verse_text": "śrī-svarūpa-śrī-rūpa-śrī-sanātana\nśrī-raghunātha-dāsa, āra śrī-jīva-caraṇa\nśire dhari vandoṅ, nitya karoṅ tāṅra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীস্বরূপ-শ্রীরূপ-শ্রীসনাতন ।\n> শ্রীরঘুনাথদাস, আর শ্রীজীব-চরণ ॥৩৩৫॥\n> শিরে ধরি বন্দোঁ, নিত্য করোঁ তাঁর আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৩৩৬॥", "synonyms": "*śrī-svarūpa*—Śrī Svarūpa Dāmodara; *śrī-rūpa*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *śrī-sanātana*—Śrī Sanātana Gosvāmī; *śrī-raghunātha-dāsa*—Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī; *āra*—e; *śrī-jīva-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Jīva Gosvāmī; *śire*—na cabeça; *dhari*—colocando; *vandoṅ*—eu adoro; *nitya*—sempre; *karoṅ*—faço; *tāṅra*—deles; *āśa*—esperança de servir; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Śrī Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Desejo colocar sobre minha cabeça os pés de lótus dos Gosvāmīs. Seus nomes são Śrī Svarūpa Dāmodara, Śrī Rūpa Gosvāmī, Śrī Sanātana Gosvāmī, Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī e Śrī Jīva Gosvāmī. Colocando seus pés de lótus sobre minha cabeça, sempre esperando servi-los, eu, Kṛṣṇadāsa, narro Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo suas pegadas.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Décimo Sétimo Capítulo, que descreve os passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu em Sua juventude.\n\nFIM DO ĀDI-LĪLĀ\n\n*Madhya-līlā*"}
{"ref": "cc/adi/0a", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/0a/", "verse_text": "", "devanagari": "", "synonyms": "", "translation": "Prefácio", "purport": "Não há diferença entre os ensinamentos do Senhor Caitanya aqui apresentados e os ensinamentos do Senhor Kṛṣṇa no Bhagavad-gītā. Os ensinamentos do Senhor Caitanya são demonstrações práticas dos ensinamentos do Senhor Kṛṣṇa. A instrução suprema do Senhor Kṛṣṇa no Bhagavad-gītā é que todos devem render-se a Ele, o Senhor Kṛṣṇa. Kṛṣṇa promete assumir imediatamente o encargo de tal alma rendida. O Senhor, a Suprema Personalidade de Deus, já está encarregado da manutenção desta criação por intermédio de Sua expansão plenária, Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, mas essa manutenção não é direta. No entanto, quando o Senhor diz que assume o encargo de Seu devoto puro, Ele de fato assume o encargo direto. Um devoto puro é uma alma que está para sempre rendida ao Senhor, assim como uma criança se rende a seus pais ou um animal a seu amo. No processo de render-se, a pessoa deve: \n\n1. aceitar as coisas favoráveis ao desempenho do serviço devocional,\n2. rejeitar as coisas desfavoráveis,\n3. crer firmemente na proteção do Senhor,\n4. sentir-se exclusivamente dependente da misericórdia do Senhor,\n5. não ter interesse separado do interesse do Senhor, e\n6. sentir-se sempre humilde e submissa.\n\nO Senhor exige que a pessoa se renda a Ele seguindo estas seis diretrizes, mas os ininteligentes supostos eruditos do mundo interpretam mal estas exigências e instam a massa geral das pessoas a rejeitá-las. Na conclusão do Nono Capítulo do Bhagavad-gītā, o Senhor Kṛṣṇa diz diretamente: \"Ocupa tua mente sempre em pensar em Mim, torna-te Meu devoto, oferece-Me reverências e adora-Me. Estando completamente absorto em Mim, com certeza virás a Mim.\" (Bg. 9.34) Contudo, os eruditos demoníacos desencaminham a massa das pessoas, dirigindo-as para a verdade impessoal, imanifesta, eterna e não nascida, em vez de para a Personalidade de Deus. Os filósofos māyāvādīs impersonalistas não aceitam que o aspecto último da Verdade Absoluta seja a Suprema Personalidade de Deus. Se alguém deseja compreender o sol tal como ele é, deve primeiro defrontar-se com a luz solar e depois com o globo solar e, após entrar nesse globo, pode ficar face a face com a deidade predominante do sol. Devido a um escasso acervo de conhecimento, os filósofos māyāvādīs não conseguem ir além da refulgência Brahman, que se pode comparar à luz do sol. Os Upaniṣads confirmam que se tem de penetrar a deslumbrante refulgência do Brahman antes de poder ver o verdadeiro rosto da Personalidade de Deus.\n\nPor isso, o Senhor Caitanya ensina a adoração direta ao Senhor Kṛṣṇa, que apareceu como o filho adotivo do Rei de Vraja. Ele também sugere que o lugar conhecido como Vṛndāvana é tão bom quanto o Senhor Kṛṣṇa, pois não há diferença entre o nome, a qualidade, a forma, os passatempos, o séquito e a parafernália do Senhor Kṛṣṇa e o próprio Senhor Kṛṣṇa. Essa é a natureza absoluta da Verdade Absoluta.\n\nO Senhor Caitanya também recomendou que o mais elevado modo de adoração na mais elevada etapa de perfeição é o método praticado pelas donzelas de Vraja. Essas donzelas (as gopīs, ou vaqueirinhas) simplesmente amavam Kṛṣṇa sem qualquer motivo de ganho material ou espiritual. O Senhor Caitanya também recomendou o Śrīmad-Bhāgavatam como a narração imaculada do conhecimento transcendental, e ressaltou que a meta máxima da vida humana é desenvolver amor imaculado por Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus.\n\nOs ensinamentos do Senhor Caitanya são idênticos aos transmitidos pelo Senhor Kapila, o expositor original do sāṅkhya-yoga, o sistema sāṅkhya de filosofia. Esse sistema autorizado de yoga recomenda a meditação na forma transcendental do Senhor. Não há possibilidade de meditar em algo vazio ou impessoal. A pessoa pode meditar na forma transcendental do Senhor Viṣṇu mesmo sem praticar posturas sentadas complicadas. Tal meditação chama-se samādhi perfeito. Esse samādhi perfeito é confirmado ao final do Sexto Capítulo do Bhagavad-gītā, onde o Senhor Kṛṣṇa diz: \"E de todos os yogīs, aquele que, com grande fé, sempre permanece em Mim, pensa em Mim dentro de si e Me presta serviço transcendental amoroso, está unido a Mim em yoga do modo mais íntimo e é o mais elevado de todos. Esta é a Minha opinião.\" (Bg. 6.47)\n\nO Senhor Caitanya instruiu a massa das pessoas na filosofia sāṅkhya do acintya-bhedābheda-tattva, que sustenta que o Senhor Supremo é, simultaneamente, uno com Sua criação e diferente dela. O Senhor Caitanya ensinou essa filosofia por meio do cantar do santo nome do Senhor. Ele ensinou que o santo nome do Senhor é a encarnação sonora do Senhor e que, visto que o Senhor é o todo absoluto, não há diferença entre Seu santo nome e Sua forma transcendental. Assim, ao cantar o santo nome do Senhor, a pessoa pode associar-se diretamente com o Senhor Supremo por meio da vibração sonora. À medida que se pratica essa vibração sonora, passa-se por três etapas de desenvolvimento: a etapa ofensiva, a etapa de purificação e a etapa transcendental. Na etapa ofensiva, a pessoa pode desejar toda sorte de felicidade material, mas, na segunda etapa, ela se purifica de toda contaminação material. Quando se situa na etapa transcendental, alcança a posição mais cobiçada — a etapa de amar a Deus. O Senhor Caitanya ensinou que esta é a mais elevada etapa de perfeição para os seres humanos.\n\nA prática do yoga destina-se essencialmente a controlar os sentidos. O fator central que controla todos os sentidos é a mente; portanto, a pessoa tem primeiro de praticar o controle da mente, ocupando-a na consciência de Kṛṣṇa. As atividades grosseiras da mente expressam-se através dos sentidos externos, seja para a aquisição de conhecimento, seja para o funcionamento dos sentidos de acordo com a vontade. As atividades sutis da mente são pensar, sentir e querer. Dependendo de sua consciência, o indivíduo está poluído ou purificado. Se a mente da pessoa estiver fixa em Kṛṣṇa (em Seu nome, qualidade, forma, passatempos, séquito e parafernália), todas as suas atividades — tanto as sutis quanto as grosseiras — tornam-se favoráveis. O processo de purificar a consciência apresentado no Bhagavad-gītā consiste em fixar a mente em Kṛṣṇa falando de Suas atividades transcendentais, limpando Seu templo, indo a Seu templo, vendo a bela forma transcendental do Senhor primorosamente decorada, ouvindo Suas glórias transcendentais, saboreando o alimento oferecido a Ele, associando-se com Seus devotos, cheirando as flores e as folhas de Tulasī oferecidas a Ele, ocupando-se em atividades para o interesse do Senhor, etc. Ninguém pode fazer cessar as atividades da mente e dos sentidos, mas é possível purificar essas atividades por meio de uma mudança de consciência. Essa mudança está indicada no Bhagavad-gītā quando Kṛṣṇa fala a Arjuna sobre o conhecimento do yoga pelo qual se pode trabalhar sem resultados fruitivos: \"Ó filho de Pṛthā, quando ages com tal conhecimento, podes libertar-te do cativeiro das ações.\" (Bg. 2.39) Às vezes, um ser humano é restringido na gratificação dos sentidos devido a certas circunstâncias, tais como uma doença, mas isso não é a prescrição para abandonar a gratificação dos sentidos. Sem conhecer o verdadeiro processo pelo qual a mente e os sentidos podem ser controlados, os homens menos inteligentes ou tentam deter a mente e os sentidos à força, ou então cedem a eles e são arrastados pelas ondas da gratificação dos sentidos.\n\nOs princípios reguladores e as regras do yoga — as várias posturas sentadas e os exercícios respiratórios realizados na tentativa de retirar os sentidos dos objetos dos sentidos — são métodos destinados àqueles que estão por demais absortos na concepção corpórea da vida. O homem inteligente que está situado na consciência de Kṛṣṇa não tenta deter à força a ação de seus sentidos. Em vez disso, ele ocupa seus sentidos no serviço a Kṛṣṇa. Ninguém pode impedir uma criança de brincar deixando-a inativa. Pode-se impedir uma criança de ocupar-se em tolices ocupando-a em atividades superiores. A restrição forçada das atividades dos sentidos pelos oito princípios do yoga é recomendada para os homens inferiores. Ocupados nas atividades superiores da consciência de Kṛṣṇa, os homens superiores naturalmente se afastam das atividades inferiores da existência material.\n\nDessa maneira, o Senhor Caitanya ensina a ciência da consciência de Kṛṣṇa. Essa ciência é absoluta. Os áridos especuladores mentais tentam refrear-se do apego material, mas geralmente se constata que a mente é forte demais para ser controlada e que ela os arrasta para as atividades sensuais. A pessoa em consciência de Kṛṣṇa não corre esse risco. É preciso ocupar a mente e os sentidos em atividades conscientes de Kṛṣṇa, e o Senhor Caitanya ensina como fazer isso na prática. Antes de aceitar o sannyāsa (a ordem renunciada), o Senhor Caitanya era conhecido como Viśvambhara. A palavra viśvambhara refere-se àquele que mantém o universo inteiro e que conduz todas as entidades vivas. Esse mantenedor e condutor apareceu como o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya para dar à humanidade estes sublimes ensinamentos. O Senhor Caitanya é o mestre ideal das necessidades primordiais da vida. Ele é o mais magnânimo outorgador do amor a Kṛṣṇa. Ele é o reservatório completo de todas as misericórdias e de toda a boa fortuna. Como se confirma no Śrīmad-Bhāgavatam, no Bhagavad-gītā, no Mahābhārata e nos Upaniṣads, Kṛṣṇa é o próprio Suprema Personalidade de Deus e é digno de ser adorado por todos nesta era de discórdia. Todos podem participar de Seu movimento de saṅkīrtana. Nenhuma qualificação prévia é necessária. Simplesmente seguindo Seus ensinamentos, qualquer pessoa pode tornar-se um ser humano perfeito. Se uma pessoa é suficientemente afortunada para sentir-se atraída pelas características do Senhor Caitanya, ela certamente terá êxito na missão de sua vida. Em outras palavras, aqueles que se interessam por alcançar a existência espiritual podem facilmente livrar-se das garras de māyā pela graça do Senhor Caitanya. Os ensinamentos apresentados neste livro são idênticos ao Senhor.\n\nAbsorta no corpo material, a alma condicionada aumenta as páginas da história com toda sorte de atividades materiais. Os ensinamentos do Senhor Caitanya podem ajudar a sociedade humana a interromper tais atividades desnecessárias e temporárias. Por meio destes ensinamentos, a humanidade pode ser elevada à plataforma máxima da atividade espiritual. Essas atividades espirituais de fato começam após a liberação do cativeiro material. Tais atividades liberadas em consciência de Kṛṣṇa constituem a meta da perfeição humana. O falso prestígio que se adquire ao tentar dominar a natureza material é ilusório. Pode-se adquirir conhecimento esclarecedor dos ensinamentos do Senhor Caitanya, e, mediante tal conhecimento, é possível avançar na existência espiritual.\n\nTodos têm de sofrer ou desfrutar os frutos de suas atividades; ninguém pode deter as leis da natureza material que governam tais coisas. Enquanto estiver ocupada em atividade fruitiva, a pessoa certamente se verá frustrada na tentativa de alcançar a meta última da vida. Espero sinceramente que, ao compreender os ensinamentos do Senhor Caitanya, a sociedade humana experimente uma nova luz de vida espiritual, que abrirá o campo de atividade para a alma pura."}
{"ref": "cc/adi/0b", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/adi/0b/", "verse_text": "", "devanagari": "", "synonyms": "", "translation": "Introdução", "purport": "*(Originalmente proferida como cinco palestras matinais sobre o Caitanya-caritāmṛta — a biografia autorizada do Senhor Caitanya Mahāprabhu por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī — perante a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, em Nova York, de 10 a 14 de abril de 1967.)*\n\nA palavra caitanya significa \"força viva\". Como entidades vivas, podemos mover-nos, mas uma mesa não pode, porque não possui força viva. Movimento e atividade podem ser considerados sinais ou sintomas da força viva. De fato, pode-se dizer que não há atividade alguma sem a força viva. Embora a força viva esteja presente na condição material, ela não é amṛta, imortal. Assim, as palavras caitanya-caritāmṛta podem ser traduzidas como \"o caráter da força viva na imortalidade\".\n\nMas como se manifesta essa força viva de modo imortal? Ela não é manifestada pelo homem nem por qualquer outra criatura deste universo material, pois nenhum de nós é imortal nestes corpos. Possuímos a força viva, realizamos atividades e somos imortais por nossa natureza e constituição, mas a condição material em que fomos colocados não permite que nossa imortalidade se manifeste. Afirma-se no Kaṭha Upaniṣad que a eternidade e a força viva pertencem tanto a nós quanto a Deus. Embora isso seja verdade, no sentido de que tanto Deus como nós somos imortais, há uma diferença. Como entidades vivas, realizamos muitas atividades, mas temos a tendência de cair na natureza material. Deus não tem tal tendência. Sendo todo-poderoso, Ele nunca fica sob o controle da natureza material. De fato, a natureza material é apenas uma das manifestações de Suas energias inconcebíveis.\n\nDo solo, podemos ver apenas as nuvens no céu, mas, se voarmos acima das nuvens, poderemos ver o Sol brilhando.\n\n:::restituido\nUma nuvem não consegue cobrir toda a Terra — nem sequer consegue cobrir a totalidade dos Estados Unidos, que não passam de um minúsculo ponto no universo.\n:::aleman\nEine Wolke kann nicht die ganze Erde bedecken - sie kann nicht einmal die gesamten Vereinigten Staaten bedecken, die nichts als ein winziges Fleckchen im Universum sind.\n:::\n\nDo céu, os arranha-céus e as cidades parecem muito pequenos; de modo semelhante, da posição de Deus, toda esta criação material é insignificante. A tendência da entidade viva condicionada é descer das alturas, de onde tudo pode ser visto em perspectiva. Deus, porém, não tem essa tendência. O Senhor Supremo não está sujeito a cair em ilusão (māyā), assim como o Sol não está sujeito a cair abaixo das nuvens. Por não estar sujeito à ilusão, o Senhor Supremo é incondicionado; e por estarmos nós, como entidades vivas finitas, propensos a cair em ilusão, somos chamados de condicionados. Os filósofos impersonalistas (Māyāvādīs) sustentam que tanto a entidade viva quanto o próprio Deus ficam sob o controle de māyā quando vêm a este mundo material. Isso pode ser verdade quanto à entidade viva, mas não o é quanto a Deus, pois em todos os casos a energia material atua sob Sua direção. Aqueles que consideram que o Senhor Supremo está sujeito ao condicionamento material são chamados de tolos pelo próprio Kṛṣṇa no Bhagavad-gītā (Bg. 9.11):\n\n> avajānanti māṁ mūḍhā\n> mānuṣīṁ tanum āśritam\n> paraṁ bhāvam ajānanto\n> mama bhūta-maheśvaram\n\n\"Os tolos zombam de Mim quando descendo sob a forma humana. Eles não conhecem Minha natureza transcendental como o Senhor Supremo de tudo o que existe.\" (Bg. 9.11)\n\nO Senhor Caitanya Mahāprabhu não deve ser considerado um de nós. Ele é o próprio Kṛṣṇa, a suprema entidade viva, e, como tal, jamais fica sob a nuvem de māyā. Kṛṣṇa, Suas expansões e até mesmo Seus devotos mais elevados nunca caem nas garras da ilusão. O Senhor Caitanya veio à Terra simplesmente para pregar o kṛṣṇa-bhakti, o amor a Kṛṣṇa. Em outras palavras, Ele é o próprio Senhor Kṛṣṇa ensinando às entidades vivas a maneira correta de aproximar-se de Kṛṣṇa. Ele é como um professor que, vendo um aluno indo mal, pega um lápis e escreve, dizendo: \"Faça assim: A, B, C.\" Disso ninguém deve tolamente pensar que o professor está aprendendo o ABC. De modo semelhante, embora o Senhor Caitanya apareça sob o disfarce de um devoto, não devemos tolamente pensar que Ele é um ser humano comum; devemos sempre lembrar que o Senhor Caitanya é o próprio Kṛṣṇa (Deus) ensinando-nos como nos tornarmos conscientes de Kṛṣṇa, e devemos estudá-Lo sob essa luz.\n\nNo Bhagavad-gītā (18.66) o Senhor Kṛṣṇa expõe o mais elevado princípio religioso desta maneira:\n\n> sarva-dharmān parityajya\n> mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\n> ahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\n> mokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\n\"Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te libertarei de todas as reações pecaminosas. Não temas.\"\n\nIsso pode parecer uma instrução simples de seguir, mas invariavelmente nossa reação é: \"Oh, render-me? Desistir? Mas tenho tantas responsabilidades.\" E māyā, a ilusão, diz-nos: \"Não faça isso, ou você sairá das minhas garras. Fique apenas em minhas garras, e eu o chutarei.\" É um fato que estamos sendo constantemente chutados por māyā, assim como o asno macho é chutado na cara pela asna quando ele se aproxima dela para o sexo. De modo semelhante, gatos e cães vivem brigando e ganindo quando têm relações sexuais. Esses são os truques da natureza. Até mesmo um elefante na selva é capturado pelo uso de uma elefanta adestrada que o conduz a um fosso.\n\nMāyā tem muitas atividades, e no mundo material seu mais forte grilhão é a mulher. É claro que, na realidade, não somos nem homem nem mulher, pois essas designações se referem apenas à veste externa, o corpo. Todos nós somos, na verdade, servos de Kṛṣṇa. Na vida condicionada, contudo, estamos acorrentados por cadeias de ferro sob a forma de belas mulheres. Assim, todo homem está atado pela vida sexual e, portanto, quando alguém tenta obter a liberação das garras materiais, deve primeiro aprender a controlar o impulso sexual. O sexo sem restrições põe a pessoa completamente nas garras da ilusão. O Senhor Caitanya Mahāprabhu renunciou oficialmente a essa ilusão aos vinte e quatro anos de idade, embora Sua esposa tivesse dezesseis e Sua mãe setenta, e Ele fosse o único membro masculino da família. Embora fosse um brāhmaṇa e não fosse rico, Ele aceitou o sannyāsa, a ordem renunciada de vida, e, dessa forma, desvencilhou-Se do enredamento familiar.\n\nSe desejamos tornar-nos plenamente conscientes de Kṛṣṇa, temos de abandonar os grilhões de māyā. Ou, se permanecermos com māyā, devemos viver de tal modo que não fiquemos sujeitos à ilusão. Não é necessário que o homem abandone sua família, pois havia muitos chefes de família entre os devotos mais íntimos do Senhor Caitanya. O que se deve renunciar é a propensão ao gozo material. Embora o Senhor Caitanya aprovasse que o chefe de família tivesse vida sexual regulada no casamento, Ele era muito rigoroso com aqueles na ordem renunciada, e até baniu Junior Haridāsa por ter olhado luxuriosamente para uma mulher.\n\n:::restituido\nŚrī Caitanya contava com muitos leigos entre os Seus devotos mais próximos, mas quando um dos Seus devotos da ordem ascética, chamado Haridāsa, o Jovem, que ocupava uma posição de destaque como cantor experiente de kīrtana, lançou um olhar lascivo a uma jovem mulher, Śrī Caitanya expulsou-o imediatamente da Sua companhia: «Vives comigo na ordem de renúncia e, no entanto, olhas com luxúria para uma mulher.» Mais tarde, Śrī Haridāsa, o Jovem, tirou a própria vida, tomado pelo desespero devido à separação de Śrī Caitanya. Outros devotos tinham-se aproximado de Śrī Caitanya e implorado-Lhe que perdoasse Haridāsa, o Jovem, mas Śrī Caitanya respondeu: «Podem todos ir viver com ele e perdoá-lo — eu ficarei aqui.» E quando Śrī Caitanya, que estava a par de tudo o que acontecia, soube do suicídio de Haridāsa, disse: «Muito bem, isso é muito bom.» Um dos devotos casados agradou a Śrī Caitanya e, quando Caitanya Mahāprabhu soube que a esposa do devoto estava grávida, pediu-lhe que desse à criança um nome auspicioso específico.\n:::aleman\nŚrī Caitanya hatte viele Haushälter unter Seinen engsten Geweihten, doch als einer Seiner Geweihten im Lebensstand der Entsagung, mit Namen Haridāsa der Jüngere, der eine bedeutende Stellung als guter kīrtana-Sänger einnahm, einer jungen Frau einen lustvollen Blick zuwarf, verwies Śrī Caitanya ihn sogleich aus Seiner Gemeinschaft: „Du lebst mit Mir zusammen im Lebensstand der Entsagung, und doch schaust du lustvoll nach einer Frau.\" Śrī Haridāsa der Jüngere nahm sich später aus Verzweiflung über seine Trennung von Śrī Caitanya das Leben. Andere Gottgeweihte hatten sich an Śrī Caitanya gewandt und Ihn gebeten, Haridāsa dem Jüngeren zu vergeben, doch Śrī Caitanya hatte geantwortet: „Ihr könnt alle gehen und mit ihm zusammenleben und ihm vergeben — Ich bleibe hier.\" Und als Śrī Caitanya, der Sich aller Geschehnisse bewußt war, von Haridāsas Freitod erfuhr, sagte Er: „Sehr gut, das ist sehr gut.\" Einer der Gottgeweihten im Haushälterstand erfreute Śrī Caitanya, und als Caitanya Mahāprabhu davon hörte, daß die Frau des Gottgeweihten schwanger war, bat Er ihn, dem Kind einen bestimmten glückverheißenden Namen zu geben.\n:::\n\nA questão é que se deve adotar um caminho determinado e nele manter-se firme, obedecendo a todas as regras e regulações necessárias para o êxito na vida espiritual. A missão do Senhor Caitanya era ensinar a senda da consciência de Kṛṣṇa a todos os homens e, assim, capacitá-los a participar da imortalidade da vida espiritual.\n\nPelo Caitanya-caritāmṛta aprendemos como o Senhor Caitanya ensinou as pessoas a se tornarem imortais e, dessa forma, o título pode ser apropriadamente traduzido como \"o caráter imortal da força viva\". A suprema força viva é a Suprema Personalidade de Deus. Ele é também a suprema entidade. Há inumeráveis entidades vivas, e todas elas são indivíduos. Isso é muito fácil de compreender: todos nós somos indivíduos em pensamento e desejos, e o Senhor Supremo é também uma pessoa individual. Ele é diferente, porém, no sentido de que é o líder, aquele a quem ninguém pode superar. Entre as diminutas entidades vivas, um ser pode superar outro nesta ou naquela capacidade. Como cada uma dessas entidades vivas, o Senhor é um indivíduo, mas é diferente no sentido de que é o indivíduo supremo. Deus é também infalível, e no Bhagavad-gītā Ele é tratado como Acyuta, que significa \"aquele que nunca cai\". Esse nome é indicado porque, no Bhagavad-gītā, Arjuna caíra em ilusão, mas Kṛṣṇa não. Com frequência ouvimos dizer que Deus é infalível, e no Bhagavad-gītā (14.19) Kṛṣṇa afirma:\n\n> nānyaṁ guṇebhyaḥ kartāraṁ\n> yadā draṣṭānupaśyati\n> guṇebhyaś ca paraṁ vetti\n> mad-bhāvaṁ so 'dhigacchati\n\n\"Quando a pessoa vê corretamente que, em todas as atividades, nenhum outro agente atua senão estes modos da natureza, e conhece o Senhor Supremo, que é transcendental a todos esses modos, ela alcança Minha natureza espiritual.\" (Bg. 14.19)\n\nAssim, não devemos pensar que Kṛṣṇa fica dominado pela potência material quando está no mundo material. Kṛṣṇa e Suas encarnações não estão sob o controle da natureza material. Eles são totalmente livres. De fato, no Śrīmad-Bhāgavatam, aquele que possui uma natureza divina é definido justamente como aquele que não é afetado pelos modos da natureza material, embora esteja na natureza material. Se até mesmo um devoto pode alcançar essa liberdade, o que dizer então do Supremo?\n\nA verdadeira questão é: como podemos permanecer impolutos pela contaminação material enquanto estamos no mundo material? Foi Rūpa Gosvāmī quem explicou que podemos permanecer incontaminados enquanto estamos no mundo se simplesmente fizermos da serviço a Kṛṣṇa a nossa aspiração. A pessoa pode então, com justa razão, perguntar: \"Como posso servir?\" Obviamente, isso não é simplesmente uma questão de meditação, que é apenas uma atividade da mente, mas de trabalho prático. O amor ao serviço de Kṛṣṇa só pode ser alcançado trabalhando-se para Kṛṣṇa. Em tal trabalho, não devemos deixar nenhum recurso sem uso. Tudo o que houver, tudo o que tivermos, deve ser usado para Kṛṣṇa. Podemos usar tudo: máquinas de escrever, automóveis, aviões, mísseis — qualquer coisa. Se simplesmente falamos às pessoas sobre a consciência de Kṛṣṇa, também estamos prestando serviço. Se nossa mente, sentidos, fala, dinheiro e energias estão assim ocupados no serviço de Kṛṣṇa, não se pode considerar que existimos na natureza material. Em virtude da consciência espiritual, ou consciência de Kṛṣṇa, transcendemos a plataforma da natureza material. É um fato que Kṛṣṇa, Suas expansões e Seus devotos — isto é, aqueles que trabalham para Ele — não estão na natureza material, embora as pessoas com um parco acervo de conhecimento pensem que estão.\n\nO Caitanya-caritāmṛta ensina que a alma espiritual é imortal e que nossas atividades no mundo espiritual também são imortais. Os Māyāvādīs, que se apegam à concepção de que o Absoluto é impessoal e desprovido de forma, alegam que uma alma realizada não tem necessidade de falar. Os vaiṣṇavas, porém, que são devotos de Kṛṣṇa, sustentam que, quando alguém atinge a fase da realização, é então que realmente começa a falar. \"Antes, falávamos apenas tolices\", diz o vaiṣṇava. \"Agora comecemos nossas conversas verdadeiras, conversas sobre Kṛṣṇa.\" Os Māyāvādīs gostam também de usar o exemplo do pote de água, sustentando que, quando um pote não está cheio de água, faz barulho, mas, quando está cheio, não faz barulho algum. Mas seríamos nós potes de água? Como poderíamos ser comparados a eles? Uma boa analogia utiliza tantas semelhanças quanto possível entre dois objetos. Um pote de água não é uma força viva ativa, mas nós somos. A meditação eternamente silenciosa pode ser adequada para um pote de água, mas não para nós. De fato, quando um devoto percebe quanto tem a dizer sobre Kṛṣṇa, vinte e quatro horas por dia não são suficientes. É o tolo que é celebrado enquanto não fala, pois, quando rompe seu silêncio, sua falta de conhecimento fica exposta. O Caitanya-caritāmṛta mostra que há muitas coisas maravilhosas a descobrir por meio da glorificação do Supremo.\n\nNo início do Caitanya-caritāmṛta, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī escreve: \"Ofereço meus respeitos a meus mestres espirituais.\" Ele usa aqui o plural para indicar a sucessão discipular. Não é que ele ofereça reverências apenas a seu mestre espiritual, mas a todo o paramparā, a cadeia da sucessão discipular que começa com o próprio Senhor Kṛṣṇa. Assim, o guru é tratado no plural para mostrar o mais elevado respeito do autor por todos os vaiṣṇavas. Após oferecer reverências à sucessão discipular, o autor presta reverências a todos os demais devotos, irmãos espirituais, as expansões de Deus e a primeira manifestação da energia de Kṛṣṇa. O Senhor Caitanya Mahāprabhu (às vezes chamado de Kṛṣṇa Caitanya) é a corporificação de todos esses; Ele é Deus, guru, devoto e a expansão de Deus. Como Seu associado Nityānanda, Ele é a primeira manifestação de energia; como Advaita, Ele é uma encarnação; como Gadādhara, Ele é a potência interna; e como Śrīvāsa, Ele é a entidade viva marginal. Assim, Kṛṣṇa não deve ser concebido como estando sozinho, mas deve ser considerado como existindo eternamente com todas as Suas manifestações, conforme descreve Rāmānujācārya. Na filosofia Viśiṣṭādvaita, as energias, expansões e encarnações de Deus são consideradas unidade na diversidade. Em outras palavras, Deus não é separado de todas essas; tudo em conjunto é Deus.\n\nNa verdade, o Caitanya-caritāmṛta não se destina ao principiante, pois é o estudo de pós-graduação do conhecimento espiritual. O ideal é que se comece com o Bhagavad-gītā e se avance, passando pelo Śrīmad-Bhāgavatam, até o Caitanya-caritāmṛta. Embora todas essas grandes escrituras estejam no mesmo nível absoluto, para fins de estudo comparativo o Caitanya-caritāmṛta é considerado como estando na plataforma mais elevada. Cada verso nele é perfeitamente composto. De fato, o Senhor Caitanya e o Senhor Nityānanda são comparados ao Sol e à Lua, no sentido de que dissipam a escuridão do mundo material. Neste caso, tanto o Sol como a Lua surgiram juntos, e convém oferecer reverências diretamente ao Senhor Caitanya e ao Senhor Nityānanda.\n\nNo mundo ocidental, onde as glórias do Senhor Caitanya são relativamente desconhecidas, a pessoa pode indagar: \"Quem é Kṛṣṇa Caitanya?\" A conclusão das escrituras em resposta a essa pergunta é que Ele é a Suprema Personalidade de Deus. Geralmente, nos Upaniṣads a Suprema Verdade Absoluta é descrita de modo impessoal, mas o aspecto pessoal da Verdade Absoluta é mencionado no Īśopaniṣad, onde, após uma descrição do onipenetrante, encontramos o seguinte verso:\n\n> hiraṇmayena pātreṇa\n> satyasyāpihitaṁ mukham\n> tat tvaṁ pūṣann apāvṛṇu\n> satya-dharmāya dṛṣṭaye\n\n\"Ó meu Senhor, sustentador de tudo o que vive, Vosso verdadeiro rosto está coberto por Vossa deslumbrante refulgência. Tende a bondade de remover essa cobertura e mostrar-Vos a Vosso devoto puro.\" (Śrī Īśopaniṣad 15)\n\nOs impersonalistas não têm o poder de ir além da refulgência de Deus e chegar à personalidade de quem essa refulgência emana. No final do Īśopaniṣad, contudo, há um hino à Personalidade de Deus. Não é que o Brahman impessoal seja negado; ele também é descrito, mas esse Brahman é considerado a refulgência ofuscante do corpo do Senhor Caitanya. Em outras palavras, Śrī Kṛṣṇa Caitanya é a base do Brahman impessoal. Kṛṣṇa também afirma no Bhagavad-gītā (14.27) que o Brahman impessoal repousa Nele: brahmaṇo hi pratiṣṭhāham. O Paramātmā, ou Superalma, que está presente no coração de cada entidade viva e dentro de cada átomo do universo, é apenas a representação parcial do Senhor Caitanya. Śrī Kṛṣṇa Caitanya é, portanto, a base do Brahman e também a Suprema Personalidade de Deus. Como o Supremo, Ele é pleno em seis opulências: riqueza, fama, força, beleza, conhecimento e renúncia. Em suma, devemos saber que Ele é Kṛṣṇa, Deus, e que nada é igual ou superior a Ele. Não há nada superior que se possa conceber. Ele é a Pessoa Suprema.\n\nFoi Rūpa Gosvāmī, um devoto íntimo instruído por mais de dez dias seguidos pelo Senhor Caitanya, quem escreveu:\n\n> namo mahā-vadānyāya\n> kṛṣṇa-prema-pradāya te\n> kṛṣṇāya kṛṣṇa-caitanya-\n> nāmne gaura-tviṣe namaḥ\n\n\"Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Supremo Śrī Kṛṣṇa Caitanya, que é mais magnânimo do que qualquer outro avatāra, mesmo do que o próprio Kṛṣṇa, porque está concedendo livremente aquilo que ninguém jamais deu — o amor puro a Kṛṣṇa.\"\n\nNão é que o Senhor Caitanya ensine um caminho longo e elaborado para a realização de Deus. Ele é completamente espiritual e começa do ponto da rendição a Kṛṣṇa. Ele não segue as sendas do karma-yoga, do jñāna-yoga ou do haṭha-yoga, mas começa no fim da existência material, no ponto em que a pessoa abandona todo o apego material. No Bhagavad-gītā, Kṛṣṇa começa Seus ensinamentos distinguindo a alma da matéria, e no Décimo Oitavo Capítulo conclui no ponto em que a alma se rende a Ele em devoção. Os Māyāvādīs fariam toda conversa cessar ali, mas é nesse ponto que a verdadeira discussão apenas começa. É o Vedānta-sūtra que começa com *athāto brahma-jijñāsā*: \"Agora comecemos a indagar sobre a Suprema Verdade Absoluta.\" Rūpa Gosvāmī louva, assim, o Senhor Caitanya como a mais munificente encarnação de todas, pois Ele concede a maior dádiva ao indicar a mais elevada forma de serviço devocional. Em outras palavras, Ele responde às mais importantes indagações que alguém possa fazer.\n\nHá diferentes fases de serviço devocional e de realização de Deus. A rigor, todo aquele que aceita a existência de Deus está situado em serviço devocional. Reconhecer que Deus é grande já é alguma coisa, mas não muito. O Senhor Caitanya, pregando como um ācārya, um grande mestre, ensinou que podemos estabelecer um relacionamento com Deus e de fato nos tornarmos amigos de Deus. No Bhagavad-gītā, Kṛṣṇa mostrou a Arjuna Sua forma universal porque Arjuna era Seu \"amigo muito querido\". Ao ver Kṛṣṇa como o Senhor dos universos, contudo, Arjuna na verdade pediu a Kṛṣṇa que perdoasse a familiaridade de sua amizade. O Senhor Caitanya vai além desse ponto. Por meio do Senhor Caitanya podemos tornar-nos amigos de Kṛṣṇa, e não há limite para essa amizade. Podemos tornar-nos amigos de Kṛṣṇa não com temor ou adoração, mas em completa liberdade. Podemos até relacionar-nos com Deus como Seu pai. Esta não é apenas a filosofia do Caitanya-caritāmṛta, mas também a do Śrīmad-Bhāgavatam. Não há outras escrituras no mundo em que Deus seja tratado como o filho de um devoto. Geralmente, Deus é visto como o pai todo-poderoso que atende às exigências de Seus filhos. Os grandes devotos, porém, às vezes tratam Deus como um filho na execução de seu serviço devocional. O filho exige, e o pai supre; e, ao suprir Kṛṣṇa, o devoto torna-se como um pai. Em vez de receber de Deus, damos a Deus. Foi nesse relacionamento que a mãe de Kṛṣṇa, Yaśodā, disse ao Senhor: \"Tome, coma isto, ou você morrerá. Coma direitinho.\" Dessa maneira, Kṛṣṇa, embora seja o proprietário de tudo, depende da misericórdia de Seu devoto. Este é um nível de amizade singularmente elevado, no qual o devoto realmente acredita ser o pai de Kṛṣṇa.\n\nA maior dádiva do Senhor Caitanya, contudo, foi Seu ensinamento de que Kṛṣṇa pode realmente ser tratado como amante de alguém. Nesse relacionamento, o Senhor está tão apegado que exprime Sua incapacidade de retribuir. Kṛṣṇa estava tão obrigado às gopīs, as vaqueirinhas de Vṛndāvana, que Se sentiu incapaz de retribuir-lhes o amor. \"Não posso pagar vosso amor\", disse-lhes Ele. \"Não tenho mais haveres para retribuir.\" Assim, o serviço devocional é prestado nessa excelente plataforma, e o conhecimento do relacionamento do devoto com Kṛṣṇa como amante e amado foi dado por Caitanya Mahāprabhu. Por isso, Rūpa Gosvāmī escreveu sobre o Senhor Caitanya: \"O serviço devocional no relacionamento de amante e amado é a mais elevada plataforma, a gloriosa plataforma que o Senhor Caitanya contribuiu, e que nunca foi dada por nenhuma encarnação ou ācārya anterior. O Senhor Caitanya é Kṛṣṇa de tez dourada, e Ele é Śacīnandana, o filho da mãe Śacī. Que possais sempre mantê-Lo em vossos corações. Será fácil compreender Kṛṣṇa por meio Dele.\" Assim, Caitanya Mahāprabhu veio para entregar Kṛṣṇa. Seu método de libertação não foi a meditação, as atividades fruitivas ou o estudo das escrituras, mas o amor.\n\nMuitas vezes ouvimos a expressão \"amor a Deus\". Até onde esse amor a Deus pode de fato ser desenvolvido, isso se pode aprender da filosofia vaiṣṇava. O conhecimento teórico do amor a Deus pode ser encontrado em muitos lugares e em muitas escrituras, mas o que é, de fato, esse amor a Deus e como ele se desenvolve, isso só pode ser encontrado na literatura vaiṣṇava. É o desenvolvimento singular e mais elevado do amor a Deus aquele que é concedido por Caitanya Mahāprabhu.\n\nMesmo neste mundo material podemos ter um pequeno sentido de amor. Como isso é possível? Deve-se ao amor que se encontra em Deus. Tudo o que encontramos no âmbito de nossa experiência dentro desta vida condicionada está situado no Senhor Supremo, que é a fonte última de tudo. Em nosso relacionamento original com o Senhor Supremo há amor verdadeiro, e esse amor é refletido de modo pervertido através das condições materiais. Nosso amor verdadeiro é contínuo e interminável, mas, por ser esse amor refletido de modo pervertido neste mundo material, carece de continuidade e é inebriante. Se queremos amor verdadeiro, transcendental, temos de transferir nosso amor ao supremo objeto digno de amor — a Suprema Personalidade de Deus. Este é o princípio básico da consciência de Kṛṣṇa.\n\nNa consciência material, estamos tentando amar aquilo que não é absolutamente digno de amor. Damos nosso amor a cães e gatos, correndo o risco de, no momento da morte, pensarmos neles e, consequentemente, nascermos numa família de gatos ou cães. Assim, o amor que não tem Kṛṣṇa por objeto leva para baixo.\n\n:::restituido\nAs escrituras hindus recomendam que a mulher seja fiel. Porquê? Se uma mulher desenvolver um amor profundo pelo marido, lembrar-se-á dele na hora da morte e, na sua próxima vida, renascerá como homem. A vida de um homem é melhor do que a de uma mulher, porque o homem tem melhores oportunidades para compreender a ciência espiritual. A consciência de Kṛṣṇa, no entanto, é tão maravilhosa que não faz distinção entre homens e mulheres. No Bhagavad-gītā (9.32) diz-se: «Qualquer pessoa que se refugie em Mim, mesmo que tenha nascido numa família de baixa condição — mesmo uma mulher, um śūdra ou um vaiśya — será certamente admitida na Minha companhia.» Isto está garantido. E Kṛṣṇa prossegue dizendo: «Se estas pessoas podem alcançar a mais elevada perfeição da vida, por que não os brāhmaṇas virtuosos, os devotos e os reis santos? Estes estão certamente destinados a alcançar a mais elevada perfeição.» (Bg. 9.33) Śrī Caitanya Mahāprabhu informa-nos que, em todos os países e em todas as escrituras, há alguma referência ao amor a Deus, mas ninguém sabe o que o amor a Deus realmente é.\n:::aleman\nIn der Schrift der Hindus wird einer Frau Treue empfohlen. Warum? Wenn eine Frau zu ihrem Gemahl starke Liebe entwickelt, wird sie sich zur Zeit des Todes an ihn erinnern und bekommt im nächsten Leben den Körper eines Mannes. Das Leben eines Mannes ist besser als das einer Frau, weil ein Mann bessere Möglichkeiten für das Verständnis der spirituellen Wissenschaft hat. Kṛṣṇa-Bewußtsein ist jedoch so wunderbar, daß es zwischen Mann und Frau keinen Unterschied macht. In der Bhagavad-gita (9. 3 2) hei ßt es: \"Jeder der bei Mir Zuflucht sucht, selbst wenn er in einer niedrigen Familie geboren wurde, sogar eine Frau, ein sudra oder ein vaiS}'a, wird gewiß in Meine Gemeinschaft aufgenommen. ' ' Das ist garantiert. Und Kṛṣṇa sagt weiter: \" Wenn diese Menschen die höchste Vollkommenheit des Lebens erreichen können, warum dann nicht die wirklichen brahmaas, Gottgeweihten und heiligen Könige ? Ihnen ist es gewi ß, die höchste Vollkommenheit zu erreichen. \" (Bg. 9.33) Sri Caitanya Mahäprabhu gibt uns Auskunft, daß es in jedem Land oder in jeder Schrift einen Hinweis auf Liebe zu Gott gibt, doch niemand weiß, was Liebe zu Gott eigentlich ist.\n:::\n\nNão é que Kṛṣṇa, ou Deus, seja algo obscuro ou algo que apenas umas poucas pessoas escolhidas possam alcançar. Caitanya Mahāprabhu informa-nos que em todos os países e em todas as escrituras há algum indício de amor a Deus. Infelizmente, ninguém sabe o que de fato é o amor a Deus. As escrituras Védicas, contudo, são diferentes, no sentido de que podem orientar o indivíduo da maneira correta para amar a Deus. Outras escrituras não dão informação sobre como se pode amar a Deus, nem de fato definem ou descrevem o que ou quem Deus realmente é. Embora promovam oficialmente o amor a Deus, não têm ideia de como executá-lo. Mas Caitanya Mahāprabhu dá uma demonstração prática de como amar a Deus num relacionamento conjugal. Assumindo o papel de Śrīmatī Rādhārāṇī, Caitanya Mahāprabhu tentou amar Kṛṣṇa assim como Rādhārāṇī O amava. Kṛṣṇa sempre Se maravilhava com o amor de Rādhārāṇī. \"Como é que Rādhārāṇī Me proporciona tamanho prazer?\", perguntava Ele. A fim de estudar Rādhārāṇī, Kṛṣṇa viveu em Seu papel e tentou compreender-Se a Si mesmo. Este é o segredo da encarnação do Senhor Caitanya. Caitanya Mahāprabhu é Kṛṣṇa, mas Ele assumiu a disposição e o papel de Rādhārāṇī para nos mostrar como amar Kṛṣṇa. Assim, a Ele se dirigem as palavras: \"Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Supremo, que está absorto nos pensamentos de Rādhārāṇī.\"\n\nIsso suscita a questão de quem é Śrīmatī Rādhārāṇī e o que é Rādhā-Kṛṣṇa. Na verdade, Rādhā-Kṛṣṇa é o intercâmbio de amor. Este não é um amor comum; Kṛṣṇa tem imensas potências, das quais três são principais: a interna, a externa e a marginal. Na potência interna há três divisões: saṁvit, hlādinī e sandhinī. A potência hlādinī é a potência de prazer. Todas as entidades vivas têm essa potência de busca de prazer, pois todos os seres estão tentando ter prazer. Esta é a própria natureza da entidade viva. No momento atual, estamos tentando desfrutar nossa potência de prazer por meio do corpo, nesta condição material. Pelo contato corpóreo, estamos tentando obter prazer dos objetos materiais dos sentidos. Não devemos pensar, contudo, que Kṛṣṇa, que é sempre espiritual, tente buscar prazer neste plano material como nós. No Bhagavad-gītā, Kṛṣṇa descreve o universo material como um lugar impermanente, cheio de misérias. Por que, então, buscaria Ele prazer na forma material? Ele é a Superalma, o espírito supremo, e Seu prazer está além da concepção material.\n\nA fim de aprender como se pode obter o prazer de Kṛṣṇa, devemos ler o Décimo Canto do Śrīmad-Bhāgavatam, no qual a potência de prazer de Kṛṣṇa é manifestada em Seus passatempos com Rādhārāṇī e as donzelas de Vraja. Infelizmente, pessoas ininteligentes recorrem de imediato aos divertimentos de Kṛṣṇa no Daśama-skandha, o Décimo Canto. O abraço de Kṛṣṇa a Rādhārāṇī ou Sua dança com as vaqueirinhas na dança da rāsa geralmente não são compreendidos pelos homens comuns, porque eles consideram esses passatempos à luz da luxúria mundana. Eles pensam, incorretamente, que Kṛṣṇa é como eles próprios e que Ele abraça as gopīs assim como um homem comum abraça uma jovem moça. Algumas pessoas, dessa forma, interessam-se por Kṛṣṇa porque pensam que Sua religião permite a indulgência no sexo. Isto não é kṛṣṇa-bhakti, amor a Kṛṣṇa, mas prākṛta-sahajiyā — luxúria materialista.\n\nA fim de evitar tais erros, devemos compreender o que de fato é Rādhā-Kṛṣṇa. Rādhā e Kṛṣṇa manifestam Seus passatempos através da energia interna de Kṛṣṇa. A potência de prazer da energia interna de Kṛṣṇa é um assunto deveras difícil, e, a menos que a pessoa compreenda o que é Kṛṣṇa, não pode compreendê-lo. Kṛṣṇa não obtém prazer algum neste mundo material, mas Ele tem uma potência de prazer. Por sermos parte integrante de Kṛṣṇa, a potência de prazer também está dentro de nós, mas estamos tentando exibir essa potência de prazer na matéria. Kṛṣṇa, contudo, não faz tal vã tentativa. O objeto da potência de prazer de Kṛṣṇa é Rādhārāṇī; Kṛṣṇa exibe Sua potência, ou energia, como Rādhārāṇī, e então Se ocupa em afazeres amorosos com Ela. Em outras palavras, Kṛṣṇa não obtém prazer nesta energia externa, mas exibe Sua energia interna, Sua potência de prazer, como Rādhārāṇī. Assim, Kṛṣṇa Se manifesta como Rādhārāṇī a fim de exibir Sua potência interna de prazer. Dentre as muitas extensões, expansões e encarnações do Senhor, esta potência de prazer é a primeira e principal.\n\nNão é que Rādhārāṇī seja separada de Kṛṣṇa. Rādhārāṇī também é Kṛṣṇa, pois não há diferença entre a energia e a fonte de energia. Sem energia, não há sentido na fonte de energia, e, sem a fonte de energia, não há energia. De modo semelhante, sem Rādhā não há sentido em Kṛṣṇa, e sem Kṛṣṇa não há sentido em Rādhā. Por causa disso, a filosofia vaiṣṇava, antes de tudo, presta reverências e adora a potência interna de prazer do Senhor Supremo. Assim, o Senhor e Sua potência são sempre referidos como Rādhā-Kṛṣṇa. De modo semelhante, aqueles que adoram o nome de Nārāyaṇa pronunciam, antes de tudo, o nome de Lakṣmī, como Lakṣmī-Nārāyaṇa. Igualmente, aqueles que adoram o Senhor Rāma pronunciam, antes de tudo, o nome de Sītā. Em qualquer caso — Sītā-Rāma, Rādhā-Kṛṣṇa, Lakṣmī-Nārāyaṇa — a potência sempre vem primeiro.\n\nRādhā e Kṛṣṇa são um só, e, quando Kṛṣṇa deseja desfrutar prazer, Ele Se manifesta como Rādhārāṇī. O intercâmbio espiritual de amor entre Rādhā e Kṛṣṇa é a manifestação concreta da potência interna de prazer de Kṛṣṇa. Embora falemos do \"momento em que\" Kṛṣṇa deseja, justamente quando Ele desejou, isso não podemos dizer. Falamos dessa maneira apenas porque, na vida condicionada, tomamos como certo que tudo tem um começo; contudo, na vida absoluta, ou espiritual, não há nem começo nem fim. Ainda assim, a fim de compreender que Rādhā e Kṛṣṇa são um só e que Eles também passam a estar divididos, a pergunta \"Quando?\" surge automaticamente na mente. Quando Kṛṣṇa desejou desfrutar Sua potência de prazer, Ele Se manifestou na forma separada de Rādhārāṇī, e quando quis compreender-Se a Si mesmo por intermédio de Rādhā, uniu-Se a Rādhārāṇī, e essa união chama-se Senhor Caitanya.\n\nPor que Kṛṣṇa assumiu a forma de Caitanya Mahāprabhu? Explica-se que Kṛṣṇa desejou conhecer a glória do amor de Rādhā. \"Por que Ela está tão apaixonada por Mim?\", perguntava Kṛṣṇa. \"Qual é Minha qualificação especial que tanto A atrai? E qual é a maneira real pela qual Ela Me ama?\" Parece estranho que Kṛṣṇa, como o Supremo, devesse ser atraído pelo amor de alguém. Buscamos o amor de uma mulher ou de um homem porque somos imperfeitos e carecemos de algo. O amor de uma mulher, essa potência e esse prazer, está ausente no homem e, portanto, o homem quer uma mulher; mas este não é o caso de Kṛṣṇa, que é pleno em Si mesmo. Assim, Kṛṣṇa exprimiu surpresa: \"Por que sou atraído por Rādhārāṇī? E quando Rādhārāṇī sente Meu amor, o que Ela está de fato sentindo?\" A fim de saborear a essência desse afazer amoroso, Kṛṣṇa apareceu assim como a Lua aparece no horizonte do mar. Assim como a Lua foi produzida pelo bater das águas do mar, pelo bater dos afazeres espirituais de amor surgiu a Lua de Caitanya Mahāprabhu. De fato, a tez do Senhor Caitanya era dourada, tal como a Lua. Embora esta seja uma linguagem figurada, ela transmite o significado por trás do aparecimento de Caitanya Mahāprabhu. O pleno significado de Seu aparecimento será explicado em capítulos posteriores.\n\nAs manifestações do Supremo também são explicadas no Caitanya-caritāmṛta. Após oferecer respeitos ao Senhor Caitanya, Kṛṣṇadāsa Kavirāja os oferece em seguida ao Senhor Nityānanda. Ele explica que o Senhor Nityānanda é uma manifestação de Saṅkarṣaṇa, que é a origem de Mahā-Viṣṇu. A primeira manifestação de Kṛṣṇa é como Balarāma; depois, Ele Se manifesta como Saṅkarṣaṇa, e após Saṅkarṣaṇa Ele Se manifesta como Pradyumna. Dessa maneira, ocorrem muitíssimas expansões. Embora haja muitas expansões, o Senhor Śrī Kṛṣṇa é a origem, como se confirma na Brahma-saṁhitā. Ele é como a vela original a partir da qual muitos milhares e milhões de velas são acesas. Embora qualquer quantidade de velas possa ser acesa, a vela original ainda conserva sua identidade como a origem. Dessa forma, Kṛṣṇa Se expande em muitíssimas luzes, e todas essas expansões chamam-se viṣṇu-tattva. Viṣṇu é uma luz grande, e nós somos luzes pequenas, mas todas são expansões de Kṛṣṇa.\n\nQuando é necessário criar os universos materiais, Viṣṇu Se expande como Mahā-Viṣṇu. Mahā-Viṣṇu deita-Se no Oceano Causal e exala todos os universos por Suas narinas. Assim, de Mahā-Viṣṇu e do Oceano Causal brotam todos os universos, e todos esses universos flutuam no Oceano Causal. A esse respeito, há a história de Vāmana, que, ao dar três passos, atravessou com Seu pé a cobertura do universo. A água do Oceano Causal fluiu pelo orifício que Seu pé fez, e diz-se que esse fluxo de água tornou-se o rio Ganges. Por isso, o Ganges é aceito como a mais sagrada água de Viṣṇu e é adorado por todos os hindus, desde os Himalaias até o golfo de Bengala.\n\nMahā-Viṣṇu é, na verdade, uma expansão de Balarāma, que é a primeira expansão de Kṛṣṇa e, nos passatempos de Vṛndāvana, Seu irmão. No mahā-mantra — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare — a palavra Rāma refere-se a Balarāma. Visto que o Senhor Nityānanda é uma expansão de Balarāma, Rāma também se refere ao Senhor Nityānanda. Assim, Hare Kṛṣṇa, Hare Rāma se dirige não apenas a Kṛṣṇa e Balarāma, mas também ao Senhor Caitanya e ao Senhor Nityānanda.\n\nO assunto do Caitanya-caritāmṛta trata primordialmente daquilo que está além desta criação material. A expansão material cósmica chama-se māyā, ilusão, porque não tem existência eterna. Por estar às vezes manifestada e às vezes não manifestada, ela é considerada ilusória. Mas além dessa manifestação temporária há uma natureza superior, como se indica no Bhagavad-gītā (8.20):\n\n> paras tasmāt tu bhāvo 'nyo\n> 'vyakto 'vyaktāt sanātanaḥ\n> yaḥ sa sarveṣu bhūteṣu\n> naśyatsu na vinaśyati\n\n\"Contudo, há outra natureza imanifesta, que é eterna e transcendental a esta matéria manifesta e imanifesta. Ela é suprema e jamais é aniquilada. Quando tudo neste mundo é aniquilado, aquela parte permanece tal como é.\"\n\nEssa natureza suprema está além do manifesto (vyakta) e do imanifesto (avyakta). Essa natureza superior, além tanto da criação como da aniquilação, é a força viva, que se manifesta nos corpos de todas as entidades vivas. O próprio corpo é composto de natureza inferior, a matéria, mas é a natureza superior que está movendo o corpo. O sintoma dessa natureza superior é a consciência. Assim, no mundo espiritual, onde tudo é composto da natureza superior, tudo é consciente. No mundo material, os objetos inanimados não são conscientes, mas no mundo espiritual não é assim. Ali uma mesa é consciente, a terra é consciente, as árvores são conscientes — tudo é consciente.\n\nNão é possível imaginar até onde se estende esta manifestação material. No mundo material, tudo é calculado por imaginação ou por algum método imperfeito, mas a literatura Védica dá informação sobre o que jaz além do universo material. Aqueles que acreditam no conhecimento experimental podem duvidar das conclusões Védicas, pois não podem sequer calcular até onde este universo se estende, nem podem alcançar muito longe dentro do próprio universo. Não é possível obter informação sobre nada que esteja além desta natureza material por meios experimentais. Aquilo que está além de nosso poder de concepção chama-se acintya, inconcebível. É inútil argumentar ou especular sobre o que é inconcebível. Se algo é realmente inconcebível, não está sujeito à especulação ou à experimentação. Nossa energia é limitada, e nossa percepção sensorial é limitada; portanto, devemos confiar nas conclusões Védicas a respeito daquele assunto que é inconcebível. O conhecimento da natureza superior simplesmente tem de ser aceito, sem argumentação. Como é possível argumentar acerca de algo a que não temos acesso? O método para compreender o assunto transcendental é dado pelo próprio Senhor Kṛṣṇa no Bhagavad-gītā, onde Kṛṣṇa diz a Arjuna no início do Quarto Capítulo:\n\n> imaṁ vivasvate yogaṁ\n> proktavān aham avyayam\n> vivasvān manave prāha\n> manur ikṣvākave 'bravīt\n\n\"Instruí esta imperecível ciência do yoga ao deus do Sol, Vivasvān, e Vivasvān instruiu-a a Manu, o pai da humanidade, e Manu, por sua vez, instruiu-a a Ikṣvāku.\" (Bg. 4.1)\n\nEste é o método do paramparā, ou sucessão discipular. De modo semelhante, o Śrīmad-Bhāgavatam explica que Kṛṣṇa transmitiu conhecimento ao coração de Brahmā, a primeira criatura criada dentro do universo. Brahmā transmitiu essas lições a seu discípulo Nārada, e Nārada transmitiu esse conhecimento a seu discípulo Vyāsadeva. Vyāsadeva o transmitiu a Madhvācārya, e de Madhvācārya o conhecimento desceu a Mādhavendra Purī, a Īśvara Purī, e dele a Caitanya Mahāprabhu.\n\nA pessoa pode perguntar: se Caitanya Mahāprabhu é o próprio Kṛṣṇa, então por que precisou de um mestre espiritual? É claro que Ele não precisava de um mestre espiritual, mas, por estar desempenhando o papel de um ācārya (aquele que ensina pelo exemplo), aceitou um mestre espiritual. Até mesmo o próprio Kṛṣṇa aceitou um mestre espiritual, pois esse é o sistema. Dessa maneira, o Senhor dá o exemplo aos homens. Não devemos pensar, contudo, que o Senhor aceita um mestre espiritual por estar carente de conhecimento. Ele está simplesmente enfatizando a importância de se aceitar a sucessão discipular. O conhecimento dessa sucessão discipular vem, na verdade, do próprio Senhor, e, se o conhecimento descer ininterrupto, será perfeito.\n\n:::restituido\nSuponhamos que, há cem gerações, houvesse algo confidencial que um antepassado tenha confiado ao seu filho e que, por fim, nos tenha sido transmitido.\n:::aleman\nAngenommen vor einhundert Generationen gab es etwas Vertrauliches, das der Vorvater sei nem Sohn mitteilte und das schließlich uns überliefert wurde.\n:::\n\nEmbora possamos não estar em contato com a personalidade original que primeiro transmitiu o conhecimento, podemos receber o mesmo conhecimento por meio desse processo de transmissão. No Śrīmad-Bhāgavatam, afirma-se que Kṛṣṇa, a Verdade Absoluta, a Personalidade de Deus, transmitiu conhecimento transcendental ao coração de Brahmā. Esta, então, é uma maneira pela qual o conhecimento é recebido — através do coração. Assim, há dois processos pelos quais a pessoa pode receber conhecimento: um depende da Suprema Personalidade de Deus, que está situado como a Superalma dentro do coração de todas as entidades vivas, e o outro depende do guru, ou mestre espiritual, que é uma expansão de Kṛṣṇa. Dessa forma, Kṛṣṇa transmite informação tanto de dentro como de fora. Simplesmente temos de recebê-la. Se o conhecimento é recebido dessa maneira, não importa se é inconcebível ou não.\n\nNo Śrīmad-Bhāgavatam há grande quantidade de informação dada sobre os sistemas planetários Vaikuṇṭha, que estão além do universo material. De modo semelhante, grande quantidade de informação inconcebível é dada no Caitanya-caritāmṛta. Qualquer tentativa de chegar a essa informação por meio de conhecimento experimental fracassará. O conhecimento simplesmente tem de ser aceito. Segundo o método Védico, o śabda, ou som transcendental, é considerado evidência. O som é muito importante na compreensão Védica, pois, se for puro, é aceito como autoritativo. Mesmo no mundo material aceitamos grande quantidade de informação que é enviada a milhares de quilômetros por telefone ou rádio. Dessa maneira, também aceitamos o som como evidência em nossa vida diária. Embora não possamos ver o informante, aceitamos sua informação como válida com base no som. A vibração sonora, então, é muito importante na transmissão do conhecimento Védico.\n\nOs Vedas informam-nos que, além desta manifestação cósmica, há extensos planetas e o céu espiritual. Esta manifestação material é considerada apenas uma pequena porção da criação total. A manifestação material inclui não só este universo, mas também inumeráveis outros, mas todos os universos materiais combinados compõem apenas uma fração da criação total. A maior parte da criação está situada no céu espiritual. Nesse céu flutuam inumeráveis planetas, e estes são chamados de Vaikuṇṭhalokas. Em cada Vaikuṇṭhaloka, Nārāyaṇa preside sob a forma de Suas expansões de quatro braços: Saṅkarṣaṇa, Pradyumna, Aniruddha e Vāsudeva.\n\nComo se afirmou antes, os universos materiais são manifestados pelo Senhor sob a forma de Mahā-Viṣṇu. Assim como um marido e uma esposa se unem para gerar prole, Mahā-Viṣṇu Se une à Sua esposa māyā, ou natureza material. Isso é confirmado no Bhagavad-gītā (14.4), onde Kṛṣṇa afirma:\n\n> sarva-yoniṣu kaunteya\n> mūrtayaḥ sambhavanti yāḥ\n> tāsāṁ brahma mahad yonir\n> ahaṁ bīja-pradaḥ pitā\n\n\"Deve-se compreender que todas as espécies de vida, ó filho de Kuntī, são tornadas possíveis pelo nascimento nesta natureza material, e que Eu sou o pai que dá a semente.\"\n\nViṣṇu fecundou māyā, a natureza material, simplesmente lançando-lhe um olhar. Este é o método espiritual. Materialmente, estamos limitados a fecundar somente com uma parte específica de nosso corpo, mas o Senhor Supremo, Kṛṣṇa ou Mahā-Viṣṇu, pode fecundar qualquer parte com qualquer parte. Simplesmente lançando um olhar, o Senhor pode conceber incontáveis entidades vivas no ventre da natureza material. A Brahma-saṁhitā confirma que o corpo espiritual do Senhor Supremo é tão poderoso que qualquer parte de Seu corpo pode desempenhar as funções de qualquer outra parte. Só podemos tocar com nossas mãos ou com a pele, mas Kṛṣṇa pode tocar apenas com o olhar. Só podemos ver com os olhos; não podemos tocar nem cheirar com eles. Kṛṣṇa, porém, pode cheirar e também comer com os olhos. Quando se oferecem alimentos a Kṛṣṇa, não O vemos comendo, mas Ele come simplesmente lançando um olhar ao alimento. Não podemos imaginar como as coisas funcionam no mundo espiritual, onde tudo é espiritual. Não é que Kṛṣṇa não coma ou que imaginemos que Ele coma; Ele realmente come, mas Seu comer é diferente do nosso. Nosso processo de comer será semelhante ao Dele quando estivermos completamente na plataforma espiritual. Nessa plataforma, cada parte do corpo pode atuar em nome de qualquer outra parte.\n\nViṣṇu não requer nada para criar. Ele não requer a deusa Lakṣmī para dar à luz Brahmā, pois Brahmā nasce de uma flor de lótus que cresce do umbigo de Viṣṇu. A deusa Lakṣmī senta-se aos pés de Viṣṇu e O serve. Neste mundo material, o sexo é requerido para produzir filhos, mas no mundo espiritual um homem pode produzir tantos filhos quantos desejar sem ter de receber ajuda de sua esposa. Por não termos experiência alguma da energia espiritual, pensamos que o nascimento de Brahmā do umbigo de Viṣṇu é apenas uma história fictícia. Não estamos cientes de que a energia espiritual é tão poderosa que pode fazer tudo e qualquer coisa. A energia material depende de certas leis, mas a energia espiritual é plenamente independente.\n\nBrahmā nasce do umbigo de Garbhodakaśāyī Viṣṇu, que é apenas uma manifestação parcial de Mahā-Viṣṇu. Incontáveis universos residem como sementes dentro dos poros da pele de Mahā-Viṣṇu e, quando Ele exala, todos eles se manifestam. No mundo material não temos experiência de tal coisa, mas experimentamos um reflexo pervertido no fenômeno da transpiração.\n\n:::restituido\nÉ como um doente cujos agentes patogénicos se transmitem através do suor, da respiração e do contacto. Isto é um facto científico. Se um homem estiver com varíola, basta-nos tocar no seu suor para também ficarmos infetados. Isto acontece mesmo no mundo material. Portanto, tudo isto é possível. Não é impossível.\n:::aleman\nEs ist wie bei einem kranken Mann, bei dem die Krankheitserreger durch Schweiß, Atem und Berührung übertragen werden. Das ist eine wissenschaftliche Tatsache. Wenn ein Mann an schwarzen Pocken erkrankt ist, brauchen wir nur seinen Schweiß zu berühren, und wir werden ebenfalls angesteckt. Dies geschieht selbst in der materiellen Welt. All dies ist also möglich. Es ist nicht unmöglich.\n:::\n\nNão podemos imaginar, contudo, a duração de uma respiração de Mahā-Viṣṇu, pois, dentro de uma respiração, todos os universos são criados e aniquilados. O Senhor Brahmā vive apenas pela duração de uma respiração e, segundo nossa escala de tempo, 4.320.000.000 de anos constituem apenas doze horas de Brahmā, e Brahmā vive cem desses seus anos. No entanto, toda a vida de Brahmā está contida dentro de uma respiração de Mahā-Viṣṇu. Assim, não nos é possível imaginar o poder de respiração do Senhor Supremo, Kṛṣṇa, de quem Mahā-Viṣṇu é apenas uma manifestação parcial.\n\nDessa forma, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī discorre sobre o Senhor Caitanya Mahāprabhu como o próprio Śrī Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, e sobre o Senhor Nityānanda como Balarāma, a primeira expansão de Kṛṣṇa. Advaitācārya, outro discípulo principal do Senhor Caitanya Mahāprabhu, é aceito como uma expansão de Mahā-Viṣṇu. Assim, Advaitācārya também é o Senhor, ou, mais precisamente, uma expansão do Senhor. A palavra advaita significa \"não dual\", e Seu nome é assim porque Ele é não diferente do Senhor Supremo. Ele também é chamado de ācārya, mestre, porque disseminou a consciência de Kṛṣṇa. Dessa forma, Ele é exatamente como Caitanya Mahāprabhu. Embora o Senhor Caitanya seja o próprio Śrī Kṛṣṇa, Ele apareceu como um devoto para ensinar às pessoas em geral como amar Kṛṣṇa. De modo semelhante, Advaitācārya apareceu apenas para distribuir o conhecimento da consciência de Kṛṣṇa. Assim, Ele também é o Senhor encarnado como devoto. Nos passatempos do Senhor Caitanya, Kṛṣṇa Se manifesta em cinco aspectos diferentes, e Ele e Seus associados aparecem como devotos do Senhor Supremo sob a forma de Śrī Kṛṣṇa Caitanya, do Senhor Nityānanda, de Advaitācārya, de Śrī Gadādhara e de Śrī Śrīvāsa. Em todos os casos, Caitanya Mahāprabhu é a fonte de energia para todos os Seus devotos. Sendo assim, se nos abrigarmos em Caitanya Mahāprabhu para a execução bem-sucedida da consciência de Kṛṣṇa, certamente faremos progresso. Uma canção devocional de Narottama dāsa Ṭhākura afirma: \"Meu querido Senhor Caitanya, por favor, tem misericórdia de mim. Não há ninguém tão misericordioso quanto Tu. Minha súplica é a mais urgente, porque Tua missão é libertar as almas caídas, e ninguém é mais caído do que eu. Suplico prioridade.\"\n\nO autor do Caitanya-caritāmṛta, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, era um habitante de Vṛndāvana e um grande devoto. Ele vivera com sua família em Katwa, uma pequena cidade no distrito de Burdwan, em Bengala. Sua família também adorava Rādhā-Kṛṣṇa e, certa vez, quando houve algum desentendimento em sua família a respeito do serviço devocional, Kṛṣṇadāsa Kavirāja foi aconselhado por Nityānanda Prabhu, num sonho, a deixar o lar e ir para Vṛndāvana. Embora fosse muito idoso, ele partiu naquela mesma noite e foi viver em Vṛndāvana. Enquanto esteve ali, encontrou-se com alguns dos Gosvāmīs, discípulos principais do Senhor Caitanya Mahāprabhu.\n\n:::restituido\nO seu túmulo fica no templo onde eu moro, em Vṛndāvana.\n:::aleman\nSein Grabmal steht in dem Tempel, indem ich in Vṛndāvana lebe.\n:::\n\nOs devotos de Vṛndāvana pediram-lhe que escrevesse o Caitanya-caritāmṛta. Embora tenha começado essa obra em idade muito avançada, pela graça do Senhor Caitanya, concluiu-a. Hoje ela permanece como o livro mais autoritativo sobre a filosofia e a vida de Caitanya Mahāprabhu.\n\nQuando Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī vivia em Vṛndāvana, não havia muitos templos. Naquela época, Madana-mohana, Govindajī e Gopīnātha eram os três templos principais. Como residente de Vṛndāvana, ele oferecia seus respeitos às Deidades desses templos e suplicava o favor de Deus: \"Meu progresso na vida espiritual é muito lento, por isso peço Vossa ajuda.\" No Caitanya-caritāmṛta, Kṛṣṇadāsa oferece primeiro suas reverências ao vigraha de Madana-mohana, a Deidade que pode nos ajudar a progredir na consciência de Kṛṣṇa. Na execução da consciência de Kṛṣṇa, nosso primeiro afazer é conhecer Kṛṣṇa e nossa relação com Ele. Conhecer Kṛṣṇa é conhecer a si mesmo, e conhecer a si mesmo é conhecer sua relação com Kṛṣṇa. Visto que essa relação pode ser aprendida adorando-se o vigraha de Madana-mohana, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī estabelece primeiro sua relação com Ele.\n\nUma vez estabelecido isso, Kṛṣṇadāsa começa a adorar a Deidade funcional, Govinda. Govinda reside eternamente em Vṛndāvana. No mundo espiritual de Vṛndāvana, os edifícios são feitos de pedra de toque, as vacas são conhecidas como vacas surabhi, doadoras de leite abundante, e as árvores são conhecidas como árvores que satisfazem desejos, pois proporcionam tudo o que se desejar. Em Vṛndāvana, Kṛṣṇa cuida das vacas surabhi, e é adorado por centenas e milhares de gopīs, as vaqueirinhas, que são todas deusas da fortuna. Quando Kṛṣṇa desce ao mundo material, esta mesma Vṛndāvana desce, assim como uma comitiva acompanha uma personagem importante.\n\n:::restituido\nÉ como um governador ou um presidente que vai a algum lado acompanhado pela sua comitiva e pela sua equipa — secretários, militares.\n:::aleman\nEs ist wie bei einem Gouverneur oder Präsidenten, der irgendwo hingeht und von seinem Gefolge und Zubehör - Sekretäre, Militär - begleitet wird.\n:::\n\nPor descer também Sua terra quando Kṛṣṇa vem, não se considera que Vṛndāvana exista no mundo material. Portanto, os devotos abrigam-se na Vṛndāvana da Índia, pois ela é considerada uma réplica da Vṛndāvana original. Embora alguém possa queixar-se de que ali não existem kalpa-vṛkṣa, árvores que satisfazem desejos, quando os Gosvāmīs ali estiveram, os kalpa-vṛkṣa estavam presentes. Não é que a pessoa possa simplesmente ir a tal árvore e fazer exigências; é preciso primeiro tornar-se devoto. Os Gosvāmīs viviam sob uma árvore por apenas uma noite, e as árvores satisfaziam todos os seus desejos. Para o homem comum, tudo isso pode parecer muito maravilhoso, mas, à medida que se progride no serviço devocional, tudo isso pode ser percebido.\n\nVṛndāvana é de fato experimentada como ela é pelas pessoas que pararam de tentar obter prazer do gozo material. \"Quando minha mente ficará limpa de todo anseio pelo gozo material, de modo que eu possa ver Vṛndāvana?\", pergunta um grande devoto. Quanto mais conscientes de Kṛṣṇa nos tornamos e quanto mais avançamos, mais tudo se revela como espiritual. Assim, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī considerava a Vṛndāvana da Índia tão boa quanto a Vṛndāvana do céu espiritual e, no Caitanya-caritāmṛta, ele descreve Rādhārāṇī e Kṛṣṇa sentados sob uma árvore que satisfaz desejos em Vṛndāvana, num trono adornado com joias valiosas. Ali, os queridos amigos de Kṛṣṇa, os vaqueirinhos e as gopīs, servem Rādhā e Kṛṣṇa cantando, dançando, oferecendo nozes de bétel e refrescos e adornando Suas Onipotências com flores.\n\n:::restituido\nNa Índia, ainda é costume sentar-se num baloiço para relaxar, o que é muito revigorante quando este se balança para a frente e para trás. Em todas as casas há um baloiço suspenso e, quando o homem regressa do escritório, se for conveniente, é balançado para a frente e para trás nele durante algum tempo, revigorando-se assim. Da mesma forma, este costume é seguido sobretudo no mês de Śrāvaṇa, em julho, durante o festival de Jhulana. Durante a época de Jhulana, são pendurados baloiços em todas as casas, não só em Vṛndāvana, mas por toda a Índia. Em todas as casas e em todas as aldeias, Kṛṣṇa e Rādhā estão sentados num baloiço, decorado com flores, e o baloiço é balançado para a frente e para trás enquanto se dança e se realiza kīrtana.\n:::aleman\nIn Indien ist es immer noch Sitte, zur Erholung auf einem Schaukelthron zu sitzen, was sehr erfrischend ist, wenn dieser sich hin und her bewegt. In jedem Haus gibt es einen hängenden Thron, und wenn der Mann aus dem Büro heimkommt, wird er, wenn es praktisch ist, einige Zeit lang darauf hin und her bewegt und erfrischt sich so. In ähnlicher Weise folgt man dieser Sitte vor allem im Monat Śrāvaṇa, im Juli, durch die Festlichkeit des Jhulana. Während der Jhulana-Zeit werden in allen Häusern, nicht nur in Vṛndāvana, sondern in ganz lndien, Throne aufgehängt. In jedem Haus und jedem Dorf werden Kṛṣṇa und Rādhā auf einen Thron gesetzt, mit Blumen geschmückt, und man bewegt den Thron hin und her, während Tanz und kīrtana dargeboten werden.\n:::\n\nAinda hoje, na Índia, as pessoas adornam tronos e recriam essa cena durante o mês de julho. Geralmente, nessa época, as pessoas vão a Vṛndāvana para oferecer seus respeitos às Deidades de lá.\n\nKṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī sustenta que a Deidade de Govinda nos mostra como servir Rādhā e Kṛṣṇa. A Deidade de Madana-mohana simplesmente estabelece que \"sou Vosso servo eterno\". Com Govinda, contudo, há a aceitação concreta do serviço e, por isso, Ele é chamado de Deidade funcional. A Deidade de Gopīnātha é Kṛṣṇa como senhor e proprietário das gopīs. Ele atraiu todas as gopīs, ou vaqueirinhas, com o som de Sua flauta e, quando elas vieram, dançou com elas. Todas essas atividades são descritas no Décimo Canto do Śrīmad-Bhāgavatam.\n\n:::restituido\nAlgumas das gopīs estavam a dormir algures com os seus maridos, outras estavam a ordenhar as vacas ou a cuidar dos seus filhos — eram todas raparigas muito ocupadas —, mas assim que ouviram a flauta de Kṛṣṇa, largaram tudo.\n:::aleman\nEinige der gopīs schliefen irgendwo mit ihren Gatten einige melkten gerade oder sorgten für ihre Kinder - sie waren alle sehr geschäftige junge Mädchen -, doch sobald sie KrKṛṣṇas Flöte hörten, ließen sie alles stehen und liegen.\n:::\n\nEssas gopīs eram amigas de infância de Kṛṣṇa, e todas eram casadas, pois na Índia as moças são casadas por volta dos doze anos. Os rapazes, porém, não se casam antes dos dezoito; assim, Kṛṣṇa, que tinha quinze ou dezesseis anos na época, não era casado. Não obstante, Ele chamou essas moças de suas casas e convidou-as a dançar com Ele. Essa dança chama-se dança da rāsa-līlā, e é o mais elevado de todos os passatempos de Vṛndāvana. Kṛṣṇa é, portanto, chamado de Gopīnātha porque é o amado senhor das gopīs.\n\nKṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī suplica as bênçãos do Senhor Gopīnātha: \"Que esse Gopīnātha, o senhor das gopīs, Kṛṣṇa, vos abençoe. Que sejais abençoados por Gopīnātha.\" O autor do Caitanya-caritāmṛta ora para que, assim como Kṛṣṇa atraiu as gopīs com o doce som de Sua flauta, Ele também atraia a mente do leitor com Sua vibração transcendental."}
{"ref": "cc/madhya/1/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/1/", "verse_text": "yasya prasādād ajño 'pi\nsadyaḥ sarva-jñatāṁ vrajet\nsa śrī-caitanya-devo me\nbhagavān samprasīdatu", "devanagari": "> যস্য প্রসাদাদজ্ঞোঽপি সদ্যঃ সর্বজ্ঞতাং ব্রজেৎ ৷\n> স শ্রীচৈতন্যদেবো মে ভগবান্ সংপ্রসীদতু ॥১॥", "synonyms": "*yasya*—de quem; *prasādāt*—pela misericórdia; *ajñaḥ api*—mesmo uma pessoa que não tem conhecimento; *sadyaḥ*—imediatamente; *sarva-jñatām*—todo o conhecimento; *vrajet*—pode alcançar; *saḥ*—esse; *śrī-caitanya-devaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *me*—sobre mim; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *samprasīdatu*—que Ele outorgue Sua misericórdia imotivada.", "translation": "**Mesmo uma pessoa sem conhecimento pode imediatamente adquirir todo o conhecimento simplesmente pela bênção de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, oro ao Senhor por Sua misericórdia imotivada sobre mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/2/", "verse_text": "vande śrī-kṛṣṇa-caitanya-\nnityānandau sahoditau\ngauḍodaye puṣpavantau\ncitrau śan-dau tamo-nudau", "devanagari": "> বন্দে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-নিত্যানন্দৌ সহোদিতৌ ।\n> গৌড়োদয়ে পুষ্পবন্তৌ চিত্রৌ শন্দৌ তমোনুদৌ ॥২॥", "synonyms": "*vande*—ofereço respeitosas reverências; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *nityānandau*—e ao Senhor Nityānanda; *saha-uditau*—surgidos simultaneamente; *gauḍa-udaye*—no horizonte oriental de Gauḍa; *puṣpavantau*—o sol e a lua juntos; *citrau*—maravilhosos; *śam-dau*—outorgando bênção; *tamaḥ-nudau*—dissipando a escuridão.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Kṛṣṇa Caitanya e ao Senhor Nityānanda, que são como o sol e a lua. Eles surgiram simultaneamente no horizonte de Gauḍa para dissipar a escuridão da ignorância e, assim, outorgar maravilhosamente a bênção a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/3/", "verse_text": "jayatāṁ suratau paṅgor\nmama manda-mater gatī\nmat-sarvasva-padāmbhojau\nrādhā-madana-mohanau", "devanagari": "> জয়তাং সুরতৌ পঙ্গোর্মম মন্দমতের্গতী ।\n> মৎসর্বস্বপদাম্ভোজৌ রাধামদনমোহনৌ ॥৩॥", "synonyms": "*jayatām*—toda glória a; *su-ratau*—muito misericordiosos, ou apegados em amor conjugal; *paṅgoḥ*—de alguém que é coxo; *mama*—de mim; *manda-mateḥ*—tolo; *gatī*—refúgio; *mat*—meu; *sarva-sva*—tudo; *pada-ambhojau*—cujos pés de lótus; *rādhā-madana-mohanau*—Rādhārāṇī e Madana-mohana.", "translation": "**Glória a Rādhā e Madana-mohana, plenos de misericórdia! Sou coxo e mal aconselhado, mas Eles são meus guias, e Seus pés de lótus são tudo para mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/4/", "verse_text": "dīvyad-vṛndāraṇya-kalpa-drumādhaḥ-\nśrīmad-ratnāgāra-siṁhāsana-sthau\nśrīmad-rādhā-śrīla-govinda-devau\npreṣṭhālībhiḥ sevyamānau smarāmi", "devanagari": "> দীব্যদ্বৃন্দারণ্যকল্পদ্রুমাধঃ-\n> শ্রীমদ্রত্নাগারসিংহাসনস্থৌ ।\n> শ্রীমদ্রাধাশ্রীলগোবিন্দদেবৌ\n> প্রেষ্ঠালীভিঃ সেব্যমানৌ স্মরামি ॥৪॥", "synonyms": "*dīvyat*—reluzente; *vṛndā-araṇya*—na floresta de Vṛndāvana; *kalpa-druma*—árvore-dos-desejos; *adhaḥ*—debaixo; *śrīmat*—belíssimo; *ratna-āgāra*—num templo de joias; *siṁha-āsana-sthau*—sentados num trono; *śrīmat*—belíssima; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *śrīla-govinda-devau*—e Śrī Govindadeva; *preṣṭha-ālībhiḥ*—pelas mais íntimas associadas; *sevyamānau*—sendo servidos; *smarāmi*—eu lembro.", "translation": "**Num templo de joias em Vṛndāvana, debaixo de uma árvore-dos-desejos, Śrī Śrī Rādhā-Govinda, servidos por Suas mais íntimas associadas, sentam-Se sobre um trono refulgente. Ofereço-Lhes minhas humildes reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/5/", "verse_text": "śrīmān rāsa-rasārambhī\nvaṁśī-vaṭa-taṭa-sthitaḥ\nkarṣan veṇu-svanair gopīr\ngopīnāthaḥ śriye 'stu naḥ", "devanagari": "> শ্রীমান্রাসরসারম্ভী বংশীবটতটস্থিতঃ ।\n> কর্ষন্ বেণুস্বনৈর্গোপীর্গোপীনাথঃ শ্রিয়েঽস্তু নঃ ॥৫॥", "synonyms": "*śrīmān*—a mais bela forma; *rāsa*—da dança da rāsa; *rasa-ārambhī*—o iniciador da doçura; *vaṁśī-vaṭa*—o célebre lugar chamado Vaṁśīvaṭa; *taṭa*—na margem do Yamunā; *sthitaḥ*—estando situado; *karṣan*—atraindo; *veṇu-svanaiḥ*—pelos sons da flauta; *gopīḥ*—todas as gopīs; *gopī-nāthaḥ*—o senhor de todas as gopīs; *śriye*—a opulência do amor e da afeição; *astu*—que haja; *naḥ*—sobre nós.", "translation": "**Que Gopīnāthajī, que atrai todas as gopīs com a canção de Sua flauta e que iniciou a melodiosíssima dança da rāsa na margem do Yamunā em Vaṁśīvaṭa, seja misericordioso conosco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/6/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya kṛpā-sindhu\njaya jaya śacī-suta jaya dīna-bandhu", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় কৃপাসিন্ধু ।\n> জয় জয় শচীসুত জয় দীনবন্ধু ॥৬॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *kṛpā-sindhu*—ao oceano de misericórdia; *jaya jaya*—todas as glórias a Ti; *śacī-suta*—o filho de Śacī; *jaya*—todas as glórias a Ti; *dīna-bandhu*—o amigo dos caídos.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Gaurahari, que é um oceano de misericórdia! Todas as glórias a Ti, o filho de Śacīdevī, pois Tu és o único amigo de todas as almas caídas!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/7/", "verse_text": "jaya jaya nityānanda jayādvaita-candra\njaya śrīvāsādi jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় নিত্যানন্দ জয়াদ্বৈতচন্দ্র ।\n> জয় শ্রীবাসাদি জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥৭॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *śrīvāsa-ādi*—a todos os devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor Gaurasundara.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Nityānanda e a Advaita Prabhu, e todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/8/", "verse_text": "pūrve kahiluṅ ādi-līlāra sūtra-gaṇa\nyāhā vistāriyāchena dāsa-vṛndāvana", "devanagari": "> পূর্বে কহিলুঁ আদিলীলার সূত্রগণ ।\n> যাহা বিস্তারিয়াছেন দাস-বৃন্দাবন ॥৮॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *kahiluṅ*—eu descrevi; *ādi-līlāra*—do ādi-līlā; *sūtra-gaṇa*—a sinopse; *yāhā*—que; *vistāriyāchena*—explicou elaboradamente; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Anteriormente, descrevi em sinopse o ādi-līlā [passatempos iniciais], que já foram plenamente descritos por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/9/", "verse_text": "ataeva tāra āmi sūtra-mātra kailuṅ\nye kichu viśeṣa, sūtra-madhyei kahiluṅ", "devanagari": "> অতএব তার আমি সূত্রমাত্র কৈলুঁ ।\n> যে কিছু বিশেষ, সূত্রমধ্যেই কহিলুঁ ॥৯॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tāra*—disso; *āmi*—eu; *sūtra-mātra*—apenas a sinopse; *kailuṅ*—fiz; *ye kichu*—tudo o que; *viśeṣa*—detalhes específicos; *sūtra-madhyei kahiluṅ*—já afirmei dentro da sinopse.", "translation": "**Portanto, dei apenas uma sinopse daqueles incidentes, e todos os detalhes específicos que deviam ser relatados já foram dados nessa sinopse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/10/", "verse_text": "ebe kahi śeṣa-līlāra mukhya sūtra-gaṇa\nprabhura aśeṣa līlā nā yāya varṇana", "devanagari": "> এবে কহি শেষলীলার মুখ্য সূত্রগণ ।\n> প্রভুর অশেষ লীলা না যায় বর্ণন ॥১০॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *kahi*—eu descrevo; *śeṣa-līlāra*—dos passatempos finais; *mukhya*—principal; *sūtra-gaṇa*—sinopse; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *aśeṣa*—ilimitados; *līlā*—passatempos; *nā yāya varṇana*—não é possível descrever.", "translation": "**Descrever os ilimitados passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu não é possível, mas agora desejo relatar os principais incidentes e dar uma sinopse daqueles passatempos que ocorreram ao final.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/11-12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/11-12/", "verse_text": "tāra madhye yei bhāga dāsa-vṛndāvana\n'caitanya-maṅgale' vistāri' karilā varṇana\nsei bhāgera ihāṅ sūtra-mātra likhiba\ntāhāṅ ye viśeṣa kichu, ihāṅ vistāriba", "devanagari": "> তার মধ্যে যেই ভাগ দাস-বৃন্দাবন ।\n> ‘চৈতন্যমঙ্গলে’ বিস্তারি’ করিলা বর্ণন ॥১১॥\n> সেই ভাগের ইহাঁ সূত্রমাত্র লিখিব ।\n> তাহাঁ যে বিশেষ কিছু, ইহাঁ বিস্তারিব ॥১২॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dentre eles; *yei*—que; *bhāga*—porção; *dāsa-vṛndāvana*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *caitanya-maṅgale*—em seu livro Caitanya-maṅgala; *vistāri'*—elaborando; *karilā varṇana*—descreveu; *sei bhāgera*—dessa porção; *ihāṅ*—aqui neste livro; *sūtra-mātra*—apenas a sinopse; *likhiba*—escreverei; *tāhāṅ*—lá; *ye*—tudo o que; *viśeṣa*—detalhes especiais; *kichu*—algo; *ihāṅ vistāriba*—descreverei elaboradamente.", "translation": "**Descreverei apenas em sinopse aquela porção que Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu muito elaboradamente em seu livro *Caitanya-maṅgala*. Quaisquer incidentes que se destaquem, contudo, descreverei mais adiante de forma elaborada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/13/", "verse_text": "caitanya-līlāra vyāsa--dāsa vṛndāvana\ntāṅra ājñāya karoṅ tāṅra ucchiṣṭa carvaṇa", "devanagari": "> চৈতন্যলীলার ব্যাস — দাস বৃন্দাবন ।\n> তাঁর আজ্ঞায় করোঁ তাঁর উচ্ছিষ্ট চর্বণ ॥১৩॥", "synonyms": "*caitanya-līlāra vyāsa*—o Vyāsadeva, ou compilador dos passatempos, do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dāsa vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *tāṅra*—dele; *ājñāya*—segundo a ordem; *karoṅ*—eu faço; *tāṅra*—seus; *ucchiṣṭa*—dos restos de alimento; *carvaṇa*—mastigando.", "translation": "**Na verdade, o compilador autorizado dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu é Śrīla Vṛndāvana dāsa, a encarnação de Vyāsadeva. Somente por ordem dele é que estou tentando mastigar os restos de alimento que ele deixou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/14/", "verse_text": "bhakti kari' śire dhari tāṅhāra caraṇa\nśeṣa-līlāra sūtra-gaṇa kariye varṇana", "devanagari": "> ভক্তি করি’ শিরে ধরি তাঁহার চরণ ।\n> শেষলীলার সূত্রগণ করিয়ে বর্ণন ॥১৪॥", "synonyms": "*bhakti kari'*—com grande devoção; *śire*—em minha cabeça; *dhari*—eu seguro; *tāṅhāra*—seus; *caraṇa*—pés de lótus; *śeṣa-līlāra*—dos passatempos finais; *sūtra-gaṇa*—a sinopse; *kariye*—eu faço; *varṇana*—descrever.", "translation": "**Colocando seus pés de lótus sobre minha cabeça com grande devoção, descreverei agora, em resumo, os passatempos finais do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/15/", "verse_text": "cabbiśa vatsara prabhura gṛhe avasthāna\ntāhāṅ ye karilā līlā--'ādi-līlā' nāma", "devanagari": "> চব্বিশ বৎসর প্রভুর গৃহে অবস্থান ।\n> তাহাঁ যে করিলা লীলা — ‘আদি-লীলা’ নাম ॥১৫॥", "synonyms": "*cabbiśa vatsara*—durante vinte e quatro anos; *prabhura*—do Senhor; *gṛhe*—em casa; *avasthāna*—residindo; *tāhāṅ*—ali; *ye*—tudo o que; *karilā*—Ele realizou; *līlā*—passatempos; *ādi-līlā nāma*—são chamados ādi-līlā.", "translation": "**Durante vinte e quatro anos, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu em casa, e todos os passatempos que Ele realizou durante esse tempo são chamados ādi-līlā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/16/", "verse_text": "cabbiśa vatsara śeṣe yei māgha-māsa\ntāra śukla-pakṣe prabhu karilā sannyāsa", "devanagari": "> চব্বিশ বৎসর শেষে যেই মাঘমাস ।\n> তার শুক্লপক্ষে প্রভু করিলা সন্ন্যাস ॥১৬॥", "synonyms": "*cabbiśa vatsara*—daqueles vinte e quatro anos; *śeṣe*—ao final; *yei*—que; *māgha-māsa*—o mês de Māgha (janeiro-fevereiro); *tāra*—desse mês; *śukla-pakṣe*—durante a quinzena da lua crescente; *prabhu*—o Senhor; *karilā*—aceitou; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada.", "translation": "**Ao final de Seu vigésimo quarto ano, no mês de Māgha, durante a quinzena da lua crescente, o Senhor aceitou a ordem de vida renunciada, sannyāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/17/", "verse_text": "sannyāsa kariyā cabbiśa vatsara avasthāna\n\ntāhāṅ yei līlā, tāra 'śeṣa-līlā' nāma", "devanagari": "> সন্ন্যাস করিয়া চব্বিশ বৎসর অবস্থান ।\n> তাহাঁ যেই লীলা, তার ‘শেষলীলা’ নাম ॥১৭॥", "synonyms": "*sannyāsa kariyā*—após aceitar a ordem de sannyāsa; *cabbiśa vatsara*—os vinte e quatro anos; *avasthāna*—permanecendo neste mundo material; *tāhāṅ*—nessa porção; *yei līlā*—quaisquer passatempos (que foram realizados); *tāra*—desses passatempos; *śeṣa-līlā*—os passatempos finais; *nāma*—chamados.", "translation": "**Após aceitar sannyāsa, o Senhor Caitanya permaneceu neste mundo material por mais vinte e quatro anos. Dentro desse período, quaisquer passatempos que Ele realizou são chamados de śeṣa-līlā, ou os passatempos que ocorreram no final.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/18/", "verse_text": "śeṣa-līlāra 'madhya' 'antya',--dui nāma haya\n\nlīlā-bhede vaiṣṇava saba nāma-bheda kaya", "devanagari": "> শেষলীলার ‘মধ্য’ ‘অন্ত’, — দুই নাম হয় ।\n> লীলাভেদে বৈষ্ণব সব নাম-ভেদ কয় ॥১৮॥", "synonyms": "*śeṣa-līlāra*—da śeṣa-līlā, ou passatempos finais; *madhya*—do meio; *antya*—os finais; *dui*—dois; *nāma*—nomes; *haya*—são; *līlā-bhede*—pela diferença de passatempos; *vaiṣṇava*—os devotos do Senhor Supremo; *saba*—todos; *nāma-bheda*—nomes diferentes; *kaya*—dizem.", "translation": "**Os passatempos finais do Senhor, ocorridos em Seus últimos vinte e quatro anos, são chamados de madhya [do meio] e antya [finais]. Todos os devotos do Senhor referem-se a Seus passatempos de acordo com essas divisões.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/19/", "verse_text": "tāra madhye chaya vatsara--gamanāgamana\n\nnīlācala-gauḍa-setubandha-vṛndāvana", "devanagari": "> তার মধ্যে ছয় বৎসর — গমনাগমন ।\n> নীলাচল-গৌড়-সেতুবন্ধ-বৃন্দাবন ॥১৯॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dentro desse período; *chaya vatsara*—por seis anos; *gamana-āgamana*—ir e vir; *nīlācala*—de Jagannātha Purī; *gauḍa*—a Bengala; *setubandha*—e do cabo Comorin; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana-dhāma.", "translation": "**Durante seis dos últimos vinte e quatro anos, Śrī Caitanya Mahāprabhu viajou por toda a Índia, de Jagannātha Purī a Bengala e do cabo Comorin a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/20/", "verse_text": "tāhāṅ yei līlā, tāra 'madhya-līlā' nāma\n\ntāra pāche līlā--'antya-līlā' abhidhāna", "devanagari": "> তাহাঁ যেই লীলা, তার ‘মধ্যলীলা’ নাম ।\n> তার পাছে লীলা — ‘অন্ত্যলীলা’ অভিধান ॥২০॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—nesses lugares; *yei līlā*—todos os passatempos; *tāra*—desses; *madhya-līlā*—os passatempos do meio; *nāma*—chamados; *tāra pāche līlā*—todos os passatempos após esse período; *antya-līlā*—os últimos passatempos; *abhidhāna*—a denominação.", "translation": "**Todos os passatempos realizados pelo Senhor nesses lugares são conhecidos como madhya-līlā, e os passatempos realizados depois disso são chamados de antya-līlā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/21/", "verse_text": "'ādi-līlā', 'madhya-līlā', 'antya-līlā' āra\n\nebe 'madhya-līlāra' kichu kariye vistāra", "devanagari": "> ‘আদিলীলা’, ‘মধ্যলীলা’, ‘অন্ত্যলীলা’ আর ।\n> এবে ‘মধ্যলীলার’ কিছু করিয়ে বিস্তার ॥২১॥", "synonyms": "*ādi-līlā madhya-līlā antya-līlā āra*—portanto, há três períodos, a saber, a ādi-līlā, a madhya-līlā e a antya-līlā; *ebe*—agora; *madhya-līlāra*—da madhya-līlā; *kichu*—algo; *kariye*—farei; *vistāra*—uma exposição.", "translation": "**Os passatempos do Senhor dividem-se, portanto, em três períodos: a ādi-līlā, a madhya-līlā e a antya-līlā. Agora descreverei a madhya-līlā muito detalhadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/22/", "verse_text": "aṣṭādaśa-varṣa kevala nīlācale sthiti\n\nāpani ācari' jīve śikhāilā bhakti", "devanagari": "> অষ্টাদশবর্ষ কেবল নীলাচলে স্থিতি ।\n> আপনি আচরি’ জীবে শিখাইলা ভক্তি ॥২২॥", "synonyms": "*aṣṭādaśa-varṣa*—por dezoito anos; *kevala*—apenas; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *sthiti*—permanecendo; *āpani*—pessoalmente; *ācari'*—comportando-Se; *jīve*—às entidades vivas; *śikhāilā*—instruiu; *bhakti*—o serviço devocional.", "translation": "**Durante dezoito anos contínuos, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu em Jagannātha Purī e, por meio de Seu comportamento pessoal, instruiu todas as entidades vivas na prática do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/23/", "verse_text": "tāra madhye chaya vatsara bhakta-gaṇa-saṅge\n\nprema-bhakti pravartāilā nṛtya-gīta-raṅge", "devanagari": "> তার মধ্যে ছয় বৎসর ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> প্রেমভক্তি প্রবর্তাইলা নৃত্যগীতরঙ্গে ॥২৩॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dentro desse período; *chaya vatsara*—por seis anos; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com todos os devotos; *prema-bhakti*—o serviço amoroso ao Senhor; *pravartāilā*—introduziu; *nṛtya-gīta-raṅge*—no que se refere a cantar e dançar.", "translation": "**Desses dezoito anos em Jagannātha Purī, Śrī Caitanya Mahāprabhu passou seis anos com Seus numerosos devotos. Cantando e dançando, Ele introduziu o serviço amoroso ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/24/", "verse_text": "nityānanda-gosāñire pāṭhāila gauḍa-deśe\n\nteṅho gauḍa-deśa bhāsāila prema-rase", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-গোসাঞিরে পাঠাইল গৌড়দেশে ।\n> তেঁহো গৌড়দেশ ভাসাইল প্রেমরসে ॥২৪॥", "synonyms": "*nityānanda-gosāñire*—Nityānanda Gosvāmī; *pāṭhāila*—enviou; *gauḍa-deśe*—a Bengala; *teṅho*—Ele; *gauḍa-deśa*—a extensão de terra conhecida como Gauḍa-deśa, ou Bengala; *bhāsāila*—inundou; *prema-rase*—com o amor extático a Kṛṣṇa.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu enviou Nityānanda Prabhu de Jagannātha Purī a Bengala, conhecida como Gauḍa-deśa, e o Senhor Nityānanda Prabhu inundou esse país com o serviço amoroso e transcendental ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/25/", "verse_text": "sahajei nityānanda--kṛṣṇa-premoddāma\n\nprabhu-ājñāya kaila yāhāṅ tāhāṅ prema-dāna", "devanagari": "> সহজেই নিত্যানন্দ — কৃষ্ণপ্রেমোদ্দাম ।\n> প্রভু-আজ্ঞায় কৈল যাহাঁ তাহাঁ প্রেমদান ॥২৫॥", "synonyms": "*sahajei*—por natureza; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *kṛṣṇa-prema-uddāma*—imensamente inspirado no serviço amoroso e transcendental ao Senhor Kṛṣṇa; *prabhu-ājñāya*—pela ordem do Senhor; *kaila*—fez; *yāhāṅ tāhāṅ*—por toda parte; *prema-dāna*—a distribuição desse amor.", "translation": "**Śrī Nityānanda Prabhu é, por natureza, imensamente inspirado na prestação do serviço amoroso e transcendental ao Senhor Kṛṣṇa. Agora, tendo recebido a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele distribuiu esse serviço amoroso por toda parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/26/", "verse_text": "tāṅhāra caraṇe mora koṭi namaskāra\n\ncaitanyera bhakti yeṅho laoyāila saṁsāra", "devanagari": "> তাঁহার চরণে মোর কোটি নমস্কার ।\n> চৈতন্যের ভক্তি যেঁহো লওয়াইল সংসার ॥২৬॥", "synonyms": "*tāṅhāra caraṇe*—a Seus pés de lótus; *mora*—minhas; *koṭi*—inumeráveis; *namaskāra*—reverências; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakti*—o serviço devocional; *yeṅho*—aquele que; *laoyāila*—fez aceitar; *saṁsāra*—o mundo inteiro.", "translation": "**Ofereço inumeráveis reverências aos pés de lótus de Śrī Nityānanda Prabhu, que é tão bondoso que espalhou o serviço a Śrī Caitanya Mahāprabhu pelo mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/27/", "verse_text": "caitanya-gosāñi yāṅre bale 'baḍa bhāi'\n\nteṅho kahe, mora prabhu--caitanya-gosāñi", "devanagari": "> চৈতন্য গোসাঞি যাঁরে বলে ‘বড় ভাই’ ।\n> তেঁহো কহে, মোর প্রভু — চৈতন্য-গোসাঞি ॥২৭॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāṅre*—a quem; *bale*—chama; *baḍa bhāi*—irmão mais velho; *teṅho*—Ele; *kahe*—diz; *mora prabhu*—meu Senhor; *caitanya-gosāñi*—o mestre supremo, o Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu costumava chamar Nityānanda Prabhu de Seu irmão mais velho, ao passo que Nityānanda Prabhu Se dirigia a Śrī Caitanya Mahāprabhu como Seu Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/28/", "verse_text": "yadyapi āpani haye prabhu balarāma\n\ntathāpi caitanyera kare dāsa-abhimāna", "devanagari": "> যদ্যপি আপনি হয়ে প্রভু বলরাম ।\n> তথাপি চৈতন্যের করে দাস-অভিমান ॥২৮॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *āpani*—pessoalmente; *haye*—seja; *prabhu*—o Senhor; *balarāma*—Balarāma; *tathāpi*—ainda; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—aceita; *dāsa-abhimāna*—a concepção de servo eterno.", "translation": "**Embora Nityānanda Prabhu não seja outro senão o próprio Balarāma, Ele, ainda assim, sempre Se considera o servo eterno do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/29/", "verse_text": "'caitanya' seva, 'caitanya' gāo, lao 'caitanya'-nāma\n\n'caitanye' ye bhakti kare, sei mora prāṇa", "devanagari": "> ‘চৈতন্য’ সেব, ‘চৈতন্য’ গাও, লও ‘চৈতন্য’-নাম ।\n> ‘চৈতন্যে’ যে ভক্তি করে, সেই মোর প্রাণ ॥২৯॥", "synonyms": "*caitanya seva*—servi a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caitanya gāo*—cantai sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lao*—tomai sempre; *caitanya-nāma*—o nome do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *caitanye*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ye*—todo aquele que; *bhakti*—serviço devocional; *kare*—presta; *sei*—essa pessoa; *mora*—minha; *prāṇa*—vida e alma.", "translation": "**Nityānanda Prabhu pedia a todos que servissem a Śrī Caitanya Mahāprabhu, cantassem Suas glórias e proferissem Seu nome. Nityānanda Prabhu afirmava ser sua vida e alma aquela pessoa que prestasse serviço devocional a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/30/", "verse_text": "ei mata loke caitanya-bhakti laoyāila\n\ndīna-hīna, nindaka, sabāre nistārila", "devanagari": "> এই মত লোকে চৈতন্য-ভক্তি লওয়াইল ।\n> দীনহীন, নিন্দক, সবারে নিস্তারিল ॥৩০॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *loke*—as pessoas em geral; *caitanya*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *bhakti*—o serviço devocional; *laoyāila*—Ele fez aceitar; *dīna-hīna*—pobres almas caídas; *nindaka*—blasfemadores; *sabāre*—a todos; *nistārila*—Ele libertou.", "translation": "**Dessa maneira, Śrīla Nityānanda Prabhu apresentou o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu a todos, sem discriminação. Embora as pessoas fossem almas caídas e blasfemadoras, foram libertadas por esse processo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/31/", "verse_text": "tabe prabhu vraje pāṭhāila rūpa-sanātana\n\nprabhu-ājñāya dui bhāi āilā vṛndāvana", "devanagari": "> তবে প্রভু ব্রজে পাঠাইল রূপ-সনাতন ।\n> প্রভু-আজ্ঞায় দুই ভাই আইলা বৃন্দাবন ॥৩১॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vraje*—a Vṛndāvana-dhāma; *pāṭhāila*—enviou; *rūpa-sanātana*—os dois irmãos Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī; *prabhu-ājñāya*—por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui bhāi*—os dois irmãos; *āilā*—vieram; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana-dhāma.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu então enviou os dois irmãos Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī a Vraja. Por Sua ordem, eles foram a Śrī Vṛndāvana-dhāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/32/", "verse_text": "bhakti pracāriyā sarva-tīrtha prakāśila\n\nmadana-gopāla-govindera sevā pracārila", "devanagari": "> ভক্তি প্রচারিয়া সর্বতীর্থ প্রকাশিল ।\n> মদনগোপাল-গোবিন্দের সেবা প্রচারিল ॥৩২॥", "synonyms": "*bhakti pracāriyā*—difundindo o serviço devocional; *sarva-tīrtha*—todos os lugares de peregrinação; *prakāśila*—descobriram; *madana-gopāla*—de Śrī Rādhā-Madana-mohana; *govindera*—de Śrī Rādhā-Govindajī; *sevā*—o serviço; *pracārila*—introduziram.", "translation": "**Após irem a Vṛndāvana, os irmãos pregaram o serviço devocional e descobriram muitos lugares de peregrinação. Eles especificamente deram início ao serviço de Madana-mohana e Govindajī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/33/", "verse_text": "nānā śāstra āni' kailā bhakti-grantha sāra\n\nmūḍha adhama-janere teṅho karilā nistāra", "devanagari": "> নানা শাস্ত্র আনি’ কৈলা ভক্তিগ্রন্থ সার ।\n> মূঢ় অধমজনেরে তেঁহো করিলা নিস্তার ॥৩৩॥", "synonyms": "*nānā śāstra*—diferentes tipos de escrituras; *āni'*—reunindo; *kailā*—compilaram; *bhakti-grantha*—de livros sobre o serviço devocional; *sāra*—a essência; *mūḍha*—canalhas; *adhama-janere*—e almas caídas; *teṅho*—eles; *karilā nistāra*—libertaram.", "translation": "**Tanto Rūpa Gosvāmī como Sanātana Gosvāmī trouxeram várias escrituras a Vṛndāvana e recolheram a essência delas, compilando muitas escrituras sobre o serviço devocional. Dessa maneira, eles libertaram todos os canalhas e almas caídas.**", "purport": "Śrīla Śrīnivāsa Ācārya cantou:\n\nnānā-śāstra-vicāraṇaika-nipuṇau sad-dharma-saṁsthāpakau\nlokānāṁ hita-kāriṇau tri-bhuvane mānyau śaraṇyākarau\nrādhā-kṛṣṇa-padāravinda-bhajanānandena mattālikau\nvande rūpa-sanātanau raghu-yugau śrī-jīva-gopālakau\n\nOs seis Gosvāmīs, sob a direção de Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī, estudaram diversas escrituras Védicas e recolheram a essência delas, o serviço devocional ao Senhor. Isso significa que todos os Gosvāmīs escreveram muitas escrituras sobre o serviço devocional com o respaldo da literatura Védica. O serviço devocional não é uma atividade sentimental. A essência do conhecimento Védico é o serviço devocional, como se confirma no *Bhagavad-gītā* (15.15): vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ. Toda a literatura Védica visa a compreender Kṛṣṇa, e Śrīla Rūpa e Sanātana Gosvāmīs explicaram como compreender Kṛṣṇa através do serviço devocional, com evidências de todas as escrituras Védicas. Eles o expuseram tão bem que até mesmo um canalha ou um tolo de primeira categoria pode ser libertado pelo serviço devocional sob a orientação dos Gosvāmīs."}
{"ref": "cc/madhya/1/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/34/", "verse_text": "prabhu ājñāya kaila saba śāstrera vicāra\n\nvrajera nigūḍha bhakti karila pracāra", "devanagari": "> প্রভু-আজ্ঞায় কৈল সব শাস্ত্রের বিচার ।\n> ব্রজের নিগূঢ় ভক্তি করিল প্রচার ॥৩৪॥", "synonyms": "*prabhu ājñāya*—por ordem do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—eles fizeram; *saba śāstrera*—de todas as escrituras; *vicāra*—estudo analítico; *vrajera*—de Śrī Vṛndāvana-dhāma; *nigūḍha*—mais confidencial; *bhakti*—serviço devocional; *karila*—fizeram; *pracāra*—pregação.", "translation": "**Os Gosvāmīs realizaram o trabalho de pregação do serviço devocional com base num estudo analítico de todas as escrituras Védicas confidenciais. Isso se deu em conformidade com a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, pode-se compreender o mais confidencial serviço devocional de Vṛndāvana.**", "purport": "Isso prova que o genuíno serviço devocional baseia-se nas conclusões da literatura Védica. Ele não se baseia no tipo de sentimentalismo exibido pelos prākṛta-sahajiyās. Os prākṛta-sahajiyās não consultam a literatura Védica, e são devassos, caçadores de mulheres e fumantes de gañjā. Às vezes apresentam um espetáculo teatral e choram pelo Senhor com lágrimas nos olhos. Naturalmente, todas as conclusões das escrituras são lavadas por essas lágrimas. Os prākṛta-sahajiyās não percebem que estão violando as ordens de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que disse especificamente que, para compreender Vṛndāvana e os passatempos de Vṛndāvana, é necessário ter conhecimento suficiente dos śāstras (escrituras Védicas). Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.12), bhaktyā śruta-gṛhītayā. Isso significa que o serviço devocional se adquire a partir do conhecimento Védico. Tac chraddadhānāḥ munayaḥ. Os devotos que são realmente sérios alcançam o bhakti, o científico serviço devocional, ouvindo as escrituras Védicas (bhaktyā śruta-gṛhītayā). Não é que se deva criar algo a partir do sentimentalismo, tornar-se um sahajiyā e defender semelhante serviço devocional inventado. Não obstante, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura considerava tais sahajiyās mais favoráveis do que os impersonalistas, que são desesperadamente ateístas. Os impersonalistas não têm ideia alguma da Suprema Personalidade de Deus. A posição dos sahajiyās é muito melhor do que a dos sannyāsīs māyāvādīs. Embora os sahajiyās não deem muita importância ao conhecimento Védico, eles, ainda assim, aceitaram o Senhor Kṛṣṇa como o Senhor Supremo. Lamentavelmente, desencaminham os outros do autêntico serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/1/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/35/", "verse_text": "hari-bhakti-vilāsa, āra bhāgavatāmṛta\n\ndaśama-ṭippanī, āra daśama-carita", "devanagari": "> হরিভক্তিবিলাস, আর ভাগবতামৃত ।\n> দশম-টিপ্পনী, আর দশম-চরিত ॥৩৫॥", "synonyms": "*hari-bhakti-vilāsa*—a escritura denominada Hari-bhakti-vilāsa; *āra*—e; *bhāgavatāmṛta*—a escritura denominada Bṛhad-bhāgavatāmṛta; *daśama-ṭippanī*—comentários sobre o Décimo Canto do Śrīmad-Bhāgavatam; *āra*—e; *daśama-carita*—poesia sobre o Décimo Canto do Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**Alguns dos livros compilados por Śrīla Sanātana Gosvāmī foram o *Hari-bhakti-vilāsa*, o Bṛhad-bhāgavatāmṛta, o Daśama-ṭippanī e o Daśama-carita.**", "purport": "Na Primeira Onda do livro conhecido como Bhakti-ratnākara, afirma-se que Sanātana Gosvāmī compreendeu o *Śrīmad-Bhāgavatam* mediante estudo minucioso e o explicou em seu comentário conhecido como Vaiṣṇava-toṣaṇī. Todo o conhecimento que Śrī Sanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī adquiriram diretamente de Śrī Caitanya Mahāprabhu foi difundido por todo o mundo através de seu hábil serviço. Sanātana Gosvāmī entregou seu comentário Vaiṣṇava-toṣaṇī a Śrīla Jīva Gosvāmī para edição, e Śrīla Jīva Gosvāmī o editou sob o nome de Laghu-toṣaṇī. Tudo o que ele imediatamente pôs por escrito foi concluído no ano de 1476 Śaka (1555 d.C.). Śrīla Jīva Gosvāmī completou o Laghu-toṣaṇī no ano de Śakābda 1504 (1583 d.C.).\n\nO assunto do *Hari-bhakti-vilāsa*, de Śrī Sanātana Gosvāmī, foi coletado por Śrīla Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī e é conhecido como um vaiṣṇava-smṛti. Esse vaiṣṇava-smṛti-grantha foi concluído em vinte capítulos, conhecidos como vilāsas. No primeiro vilāsa há uma descrição de como se estabelece uma relação entre o mestre espiritual e o discípulo, e explicam-se os mantras. No segundo vilāsa, descreve-se o processo de iniciação. No terceiro vilāsa, expõem-se os métodos do comportamento vaiṣṇava, com ênfase na limpeza, na constante lembrança da Suprema Personalidade de Deus e no cantar dos mantras dados pelo mestre espiritual iniciador. No quarto vilāsa há descrições de saṁskāra, o método reformatório; tilaka, a aplicação de doze tilakas em doze lugares do corpo; mudrā, marcas no corpo; mālā, o cantar com contas; e guru-pūjā, a adoração ao mestre espiritual. No quinto vilāsa, instrui-se a pessoa sobre como preparar um lugar para sentar-se em meditação, e há descrições de exercícios respiratórios, meditação e adoração à representação śālagrāma-śilā do Senhor Viṣṇu. No sexto vilāsa, expõem-se as práticas requeridas para convidar a forma transcendental do Senhor e banhá-Lo. No sétimo vilāsa, instrui-se a pessoa sobre como colher as flores usadas na adoração ao Senhor Viṣṇu. No oitavo vilāsa, há uma descrição da Deidade e instruções sobre como dispor o incenso, acender lâmpadas, fazer oferendas, dançar, tocar música, bater tambores, enguirlandar a Deidade, oferecer orações e reverências e neutralizar ofensas. No nono vilāsa, há descrições sobre como colher folhas de tulasī, oferecer oblações aos antepassados de acordo com os rituais vaiṣṇavas e oferecer alimento. No décimo vilāsa há descrições dos devotos do Senhor (os vaiṣṇavas, ou pessoas santas). No décimo primeiro vilāsa, há descrições elaboradas da adoração à Deidade e das glórias do santo nome do Senhor. Instrui-se a pessoa sobre como cantar o santo nome da Deidade, e há discussões sobre as ofensas cometidas ao cantar o santo nome, juntamente com métodos para obter alívio dessas ofensas. Há também descrições das glórias do serviço devocional e do processo de rendição. No décimo segundo vilāsa, descreve-se o Ekādaśī. No décimo terceiro vilāsa, discute-se o jejum, bem como a observância da cerimônia Mahā-dvādaśī. No décimo quarto vilāsa, delineiam-se diferentes deveres para diferentes meses. No décimo quinto vilāsa, há instruções sobre como observar o jejum de Ekādaśī sem sequer beber água. Há também descrições do ato de marcar o corpo com os símbolos de Viṣṇu, discussões das observâncias de Cāturmāsya durante a estação das chuvas e discussões de Janmāṣṭamī, Pārśvaikādaśī, Śravaṇā-dvādaśī, Rāma-navamī e Vijayā-daśamī. O décimo sexto vilāsa discute os deveres a serem observados no mês de Kārttika (outubro-novembro), ou o mês de Dāmodara, ou Ūrja, quando se oferecem lâmpadas no quarto da Deidade ou acima do templo. Há também descrições da Govardhana-pūjā e da Ratha-yātrā. O décimo sétimo vilāsa discute os preparativos para a adoração à Deidade, o cantar do mahā-mantra e o processo de japa. No décimo oitavo vilāsa, descrevem-se as diferentes formas de Śrī Viṣṇu. O décimo nono vilāsa discute o estabelecimento da Deidade e os rituais observados ao banhar a Deidade antes da instalação. O vigésimo vilāsa discute a construção de templos, referindo-se àqueles construídos pelos grandes devotos. Os detalhes do *Hari-bhakti-vilāsa*-grantha são dados por Śrī Kavirāja Gosvāmī no *Madhya-līlā* (24.329-345). As descrições dadas nesses versos por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī são, na verdade, uma descrição daquelas porções compiladas por Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī. Segundo Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, os princípios reguladores do serviço devocional compilados por Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī não seguem estritamente nossos princípios vaiṣṇavas. Na verdade, Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī coletou apenas um resumo das elaboradas descrições dos princípios reguladores vaiṣṇavas do *Hari-bhakti-vilāsa*. É opinião de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī, contudo, que seguir estritamente o *Hari-bhakti-vilāsa* é, na realidade, seguir os rituais vaiṣṇavas em perfeita ordem. Ele afirma que o smārta-samāja, estritamente seguido pelos brāhmaṇas de casta, influenciou as porções que Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī coletou do *Hari-bhakti-vilāsa* original. É, portanto, muito difícil descobrir as orientações vaiṣṇavas no livro de Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī. É melhor consultar o comentário feito pelo próprio Sanātana Gosvāmī ao *Hari-bhakti-vilāsa* sob o nome de Dig-darśinī-ṭīkā. Alguns dizem que esse mesmo comentário foi compilado por Gopīnātha-pūjā Adhikārī, que estava ocupado no serviço a Śrī Rādhā-ramaṇajī e que era um dos discípulos de Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī.\n\nQuanto ao Bṛhad-bhāgavatāmṛta, há duas partes que tratam da execução do serviço devocional. A primeira parte é um estudo analítico do serviço devocional, no qual há também uma descrição de diferentes planetas, incluindo a Terra, os planetas celestiais, Brahma-loka e Vaikuṇṭha-loka. Há também descrições dos devotos, incluindo devotos íntimos, devotos mais íntimos e devotos completos. A segunda parte descreve as glórias do mundo espiritual, conhecidas como Goloka-māhātmya-nirūpaṇa, bem como o processo de renúncia ao mundo material. Ela também descreve o conhecimento verdadeiro, o serviço devocional, o mundo espiritual, o amor a Deus, a conquista do destino da vida e a bem-aventurança do mundo. Dessa maneira, há sete capítulos em cada parte, catorze capítulos ao todo.\n\nO Daśama-ṭippanī é um comentário sobre o Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Outro nome para esse comentário é Bṛhad-vaiṣṇava-toṣaṇī-ṭīkā. No Bhakti-ratnākara, afirma-se que o Daśama-ṭippanī foi concluído em 1476 Śakābda (1555 d.C.)."}
{"ref": "cc/madhya/1/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/36/", "verse_text": "ei saba grantha kaila gosāñi sanātana\n\nrūpa-gosāñi kaila yata, ke karu gaṇana", "devanagari": "> এই সব গ্রন্থ কৈল গোসাঞি সনাতন ।\n> রূপগোসাঞি কৈল যত, কে করু গণন ॥৩৬॥", "synonyms": "*ei saba*—todas estas; *grantha*—escrituras; *kaila*—compilou; *gosāñi sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosvāmī; *kaila*—fez; *yata*—todas; *ke*—quem; *karu gaṇana*—pode contar.", "translation": "**Já demos os nomes de quatro livros compilados por Sanātana Gosvāmī. De modo semelhante, Śrīla Rūpa Gosvāmī também compilou muitos livros, que ninguém é capaz sequer de contar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/37/", "verse_text": "pradhāna pradhāna kichu kariye gaṇana\n\nlakṣa granthe kaila vraja-vilāsa varṇana", "devanagari": "> প্রধান প্রধান কিছু করিয়ে গণন ।\n> লক্ষ গ্রন্থে কৈল ব্রজবিলাস বর্ণন ॥৩৭॥", "synonyms": "*pradhāna pradhāna*—os mais importantes; *kichu*—alguns; *kariye*—eu faço; *gaṇana*—enumeração; *lakṣa*—centenas e milhares; *granthe*—em versos; *kaila*—fez; *vraja-vilāsa*—dos passatempos do Senhor em Vṛndāvana; *varṇana*—descrição.", "translation": "**Por isso, enumerarei os principais livros compilados por Śrīla Rūpa Gosvāmī. Ele descreveu os passatempos de Vṛndāvana em milhares de versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/38/", "verse_text": "rasāmṛta-sindhu, āra vidagdha-mādhava\n\nujjvala-nīlamaṇi, āra lalita-mādhava", "devanagari": "> রসামৃতসিন্ধু, আর বিদগ্ধমাধব ।\n> উজ্জ্বলনীলমণি, আর ললিতমাধব ॥৩৮॥", "synonyms": "*rasāmṛta-sindhu*—do nome Bhakti-rasāmṛta-sindhu; *āra*—e; *vidagdha-mādhava*—do nome Vidagdha-mādhava; *ujjvala-nīlamaṇi*—do nome Ujjvala-nīlamaṇi; *āra*—e; *lalita-mādhava*—do nome Lalita-mādhava.", "translation": "**Os livros compilados por Śrī Rūpa Gosvāmī incluem o *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, o Vidagdha-mādhava, o Ujjvala-nīlamaṇi e o Lalita-mādhava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/39-40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/39-40/", "verse_text": "dāna-keli-kaumudī, āra bahu stavāvalī\n\naṣṭādaśa līlā-cchanda, āra padyāvalī\n\ngovinda-virudāvalī, tāhāra lakṣaṇa\n\nmathurā-māhātmya, āra nāṭaka-varṇana", "devanagari": "> দানকেলিকৌমুদী, আর বহু স্তবাবলী ।\n> অষ্টাদশ লীলাচ্ছন্দ, আর পদ্যাবলী ॥৩৯॥\n> গোবিন্দ-বিরুদাবলী, তাহার লক্ষণ ।\n> মথুরা মাহাত্ম্য, আর নাটক-বর্ণন ॥৪০॥", "synonyms": "*dāna-keli-kaumudī*—do nome Dāna-keli-kaumudī; *āra*—e; *bahu stavāvalī*—muitas orações; *aṣṭādaśa*—dezoito; *līlā-cchanda*—passatempos cronológicos; *āra*—e; *padyāvalī*—do nome Padyāvalī; *govinda-virudāvalī*—do nome Govinda-virudāvalī; *tāhāra lakṣaṇa*—os sintomas do livro; *mathurā-māhātmya*—as glórias de Mathurā; *āra nāṭaka-varṇana*—e descrições de drama (Nāṭaka-candrikā).", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī também compilou o Dāna-keli-kaumudī, o Stavāvalī, o Līlā-cchanda, o Padyāvalī, o Govinda-virudāvalī, o Mathurā-māhātmya e o Nāṭaka-varṇana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/41/", "verse_text": "laghu-bhāgavatāmṛtādi ke karu gaṇana\n\nsarvatra karila vraja-vilāsa varṇana", "devanagari": "> লঘুভাগবতামৃতাদি কে করু গণন ।\n> সর্বত্র করিল ব্রজবিলাস বর্ণন ॥৪১॥", "synonyms": "*laghu-bhāgavatāmṛta-ādi*—outra lista, contendo o Laghu-bhāgavatāmṛta; *ke*—quem; *karu gaṇana*—pode contar; *sarvatra*—em toda parte; *karila*—fez; *vraja-vilāsa*—dos passatempos de Vṛndāvana; *varṇana*—descrição.", "translation": "**Quem é capaz de contar os demais livros (encabeçados pelo Laghu-bhāgavatāmṛta) escritos por Śrīla Rūpa Gosvāmī? Em todos eles, ele descreveu os passatempos de Vṛndāvana.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī forneceu uma descrição desses livros. O *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* é um grande livro de instruções sobre como desenvolver o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa e seguir o processo transcendental. Foi concluído no ano 1463 Śakābda (1542 d.C.). Este livro está dividido em quatro partes: *pūrva-vibhāga* (divisão oriental), *dakṣiṇa-vibhāga* (divisão meridional), *paścima-vibhāga* (divisão ocidental) e *uttara-vibhāga* (divisão setentrional). No *pūrva-vibhāga,* há uma descrição do desenvolvimento permanente do serviço devocional. São descritos os princípios gerais do serviço devocional, a execução do serviço devocional, o êxtase no serviço devocional e, por fim, o alcance do amor por Deus. Assim, há quatro *laharīs* (ondas) nesta divisão do oceano do néctar da devoção.\n\nNo *dakṣiṇa-vibhāga* (divisão meridional) há uma descrição geral do sabor (relacionamento) chamado *bhakti-rasa,* que deriva do serviço devocional. Há também descrições dos estágios conhecidos como *vibhāva, anubhāva, sāttvika, vyabhicārī* e *sthāyi-bhāva,* todos nessa elevada plataforma do serviço devocional. Assim, há cinco ondas na divisão *dakṣiṇa-vibhāga.* Na divisão ocidental (*paścima-vibhāga*) há uma descrição dos principais humores transcendentais derivados do serviço devocional. Esses são conhecidos como *mukhya-bhakti-rasa-nirūpaṇa,* ou seja, o alcance dos principais humores ou sentimentos na execução do serviço devocional. Nessa parte há uma descrição do serviço devocional em neutralidade, do desenvolvimento ulterior no amor e no afeto (chamado servilismo), do desenvolvimento ulterior na fraternidade, do desenvolvimento ulterior na paternidade, ou amor parental, e finalmente do amor conjugal entre Kṛṣṇa e Seus devotos. Assim, há cinco ondas na divisão ocidental.\n\nNa divisão setentrional (*uttara-vibhāga*) há uma descrição dos humores indiretos do serviço devocional — a saber, o serviço devocional no riso, o serviço devocional na admiração e o serviço devocional na bravura, compaixão, ira, temor e horror. Há também a mistura de humores e a transgressão de diferentes sabores. Assim, há nove ondas nessa parte. Este é apenas um breve esboço do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu.*\n\nO *Vidagdha-mādhava* é um drama sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana. Śrīla Rūpa Gosvāmī concluiu este livro no ano 1454 Śakābda (1533 d.C.). A primeira parte deste drama chama-se *veṇu-nāda-vilāsa,* a segunda *manmatha-lekha,* a terceira *rādhā-saṅga,* a quarta *veṇu-haraṇa,* a quinta *rādhā-prasādana,* a sexta *śarad-vihāra,* e a sétima e última *gaurī-vihāra.*\n\nHá também um livro chamado *Ujjvala-nīlamaṇi,* um relato transcendental sobre assuntos amorosos que inclui metáfora, analogia e sentimentos elevados de *bhakti.* O serviço devocional em amor conjugal é descrito brevemente no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu,* mas é discutido de forma muito detalhada no *Ujjvala-nīlamaṇi.* Este livro descreve diferentes tipos de amantes, seus assistentes e aqueles que são muito queridos a Kṛṣṇa. Há também uma descrição de Śrīmatī Rādhārāṇī e outras devotas, bem como vários líderes de grupos. Mensageiros e associados constantes, assim como outros que são muito queridos a Kṛṣṇa, são todos descritos. O livro também relata como o amor por Kṛṣṇa é despertado e descreve a situação extática, a situação devocional, o êxtase permanente, o êxtase perturbado, o êxtase estável, diferentes posições dos diferentes trajes, sentimentos de separação, atração prévia, ira na atração, variedades de assuntos amorosos, separação do amado, encontro com o amado, e tanto o gozo direto quanto o indireto entre o amante e o amado. Tudo isso foi descrito de maneira muito detalhada.\n\nDa mesma forma, o *Lalita-mādhava* é uma descrição dos passatempos de Kṛṣṇa em Dvārakā. Esses passatempos foram transformados em drama, e a obra foi concluída no ano 1459 Śakābda. A primeira parte trata das festividades à tarde, a segunda do assassinato de Śaṅkhacūḍa, a terceira da enlouquecida Śrīmatī Rādhārāṇī, a quarta da aproximação de Rādhārāṇī em direção a Kṛṣṇa, a quinta do alcance de Candrāvalī, a sexta do alcance de Lalitā, a sétima do encontro em Nava-vṛndāvana, a oitava do gozo em Nava-vṛndāvana, a nona da contemplação de pinturas e a décima da satisfação completa da mente. Assim, todo o drama está dividido em dez partes.\n\nO *Laghu-bhāgavatāmṛta* está dividido em duas partes. A primeira é chamada \"O Néctar de Kṛṣṇa\" e a segunda \"O Néctar do Serviço Devocional.\" A importância das evidências Védicas é enfatizada na primeira parte, e isso é seguido por uma descrição da forma original da Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, e descrições de Seus passatempos e expansões em *svāṁśa* (formas pessoais) e *vibhinnāṁśa.* De acordo com diferentes absorções, as encarnações são chamadas *āveśa* e *tad-ekātma.* A primeira encarnação está dividida em três *puruṣāvatāras* — a saber, Mahā-Viṣṇu, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu. Em seguida, há as três encarnações dos modos da natureza — a saber, Brahmā, Viṣṇu e Maheśvara (Śiva). Todos os utensílios usados no serviço ao Senhor são transcendentais, além das três qualidades deste mundo material. Há também uma descrição de vinte e cinco *līlā-avatāras,* a saber, Catuḥ-sana (os Kumāras), Nārada, Varāha, Matsya, Yajña, Nara-nārāyaṇa Ṛṣi, Kapila, Dattātreya, Hayagrīva, Haṁsa, Pṛśnigarbha, Ṛṣabha, Pṛthu, Nṛsiṁha, Kūrma, Dhanvantari, Mohinī, Vāmana, Paraśurāma, Dāśarathi, Kṛṣṇa-dvaipāyana, Balarāma, Vāsudeva, Buddha e Kalki. Há também quatorze encarnações de Manu: Yajña, Vibhu, Satyasena, Hari, Vaikuṇṭha, Ajita, Vāmana, Sārvabhauma, Ṛṣabha, Viṣvaksena, Dharmasetu, Sudhāmā, Yogeśvara e Bṛhadbhānu. Há também quatro encarnações para as quatro *yugas,* e suas cores são descritas como branca, vermelha, enegrecida e negra (às vezes amarela, como no caso do Senhor Caitanya Mahāprabhu). Há diferentes tipos de milênios e encarnações para esses milênios. As categorias chamadas *āveśa, prābhava, vaibhava* e *para* constituem diferentes situações para as diferentes encarnações. De acordo com passatempos específicos, os nomes são espiritualmente dotados de poder. Há também descrições da diferença entre o poderoso e o poder, e as atividades inconcebíveis do Senhor Supremo.\n\nŚrī Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus original, e ninguém é maior do que Ele. Ele é a fonte de todas as encarnações. No *Laghu-bhāgavatāmṛta* há descrições de Suas encarnações parciais, uma descrição do refulgente Brahman impessoal (que é na verdade o esplendor corporal de Śrī Kṛṣṇa), a excelência suprema dos passatempos de Śrī Kṛṣṇa como um ser humano comum com dois braços e assim por diante. Nada se compara à forma de dois braços do Senhor. No mundo espiritual (*vaikuṇṭha-jagat*) não há distinção entre o possuidor do corpo e o próprio corpo. No mundo material, o possuidor do corpo é chamado de alma, e o corpo é chamado de manifestação material. No mundo de Vaikuṇṭha, porém, não há tal distinção. O Senhor Śrī Kṛṣṇa não nasce, e Sua aparição como encarnação é perpétua. Os passatempos de Kṛṣṇa estão divididos em duas partes — manifestos e não manifestos. Por exemplo, quando Kṛṣṇa nasce neste mundo material, Seus passatempos são considerados manifestos. Porém, quando Ele desaparece, não se deve pensar que Ele acabou, pois Seus passatempos continuam de forma não manifesta. Variedades de humores, no entanto, são desfrutadas pelos devotos e pelo Senhor Kṛṣṇa durante Seus passatempos manifestos. Afinal, Seus passatempos em Mathurā, Vṛndāvana e Dvārakā são eternos e transcorrem perpetuamente em algum lugar de alguma parte do universo."}
{"ref": "cc/madhya/1/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/42/", "verse_text": "tāṅra bhrātuṣ-putra nāma--śrī-jīva-gosāñi\n\nyata bhakti-grantha kaila, tāra anta nāi", "devanagari": "> তাঁর ভ্রাতুষ্পুত্র নাম — শ্রীজীবগোসাঞি ।\n> যত ভক্তিগ্রন্থ কৈল, তার অন্ত নাই ॥৪২॥", "synonyms": "*tāṅra*—seu; *bhrātuḥ-putra*—sobrinho; *nāma*—do nome; *śrī-jīva-gosāñi*—Śrīla Jīva Gosvāmī Prabhupāda; *yata*—todos; *bhakti-grantha*—livros sobre serviço devocional; *kaila*—compilou; *tāra*—disso; *anta*—fim; *nāi*—não há.", "translation": "**O sobrinho de Śrī Rūpa Gosvāmī, Śrīla Jīva Gosvāmī, compilou tantos livros sobre serviço devocional que não há como contá-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/43/", "verse_text": "śrī-bhāgavata-sandarbha-nāma grantha-vistāra\n\nbhakti-siddhāntera tāte dekhāiyāchena pāra", "devanagari": "> শ্রীভাগবতসন্দর্ভ-নাম গ্রন্থ-বিস্তার ।\n> ভক্তিসিদ্ধান্তের তাতে দেখাইয়াছেন পার ॥৪৩॥", "synonyms": "*śrī-bhāgavata-sandarbha-nāma*—do nome Bhāgavata-sandarbha; *grantha*—o livro; *vistāra*—muito elaborado; *bhakti-siddhāntera*—das conclusões do serviço devocional; *tāte*—nesse livro; *dekhāiyāchena*—ele mostrou; *pāra*—o limite.", "translation": "**No Śrī Bhāgavata-sandarbha, Śrīla Jīva Gosvāmī escreveu conclusivamente sobre o objetivo último do serviço devocional.**", "purport": "O *Bhāgavata-sandarbha* é também conhecido como *Ṣaṭ-sandarbha.* Na primeira parte, chamada *Tattva-sandarbha,* prova-se que o *Śrīmad-Bhāgavatam* é a evidência mais autorizada que aponta diretamente para a Verdade Absoluta. O segundo *Sandarbha,* chamado *Bhagavat-sandarbha,* traça uma distinção entre o Brahman impessoal e o Paramātmā localizado e descreve o mundo espiritual e o domínio do modo da bondade desprovido de contaminação pelos outros dois modos materiais. Em outras palavras, há uma descrição vívida da posição transcendental conhecida como *śuddha-sattva.* A bondade material é passível de ser contaminada pelas outras duas qualidades materiais — ignorância e paixão —, mas quando alguém está situado na posição de *śuddha-sattva,* não há possibilidade de tal contaminação. É uma plataforma espiritual de bondade pura. A potência do Senhor Supremo e da entidade viva também é descrita, e há uma descrição das energias inconcebíveis e das variedades de energias do Senhor. As potências estão divididas em categorias — interna, externa, pessoal, marginal e assim por diante. Há também discussões sobre a eternidade da adoração à Deidade, a onipotência da Deidade, Sua onipresença, Seu dar refúgio a todos, Suas potências sutil e grosseira, Suas manifestações pessoais, Suas expressões de forma, qualidade e passatempos, Sua posição transcendental e Sua forma completa. Afirma-se também que tudo o que pertence ao Absoluto tem a mesma potência e que o mundo espiritual, os associados no mundo espiritual e as três energias do Senhor no mundo espiritual são todos transcendentais. Há ainda discussões sobre a diferença entre o Brahman impessoal e a Personalidade de Deus, a plenitude da Personalidade de Deus, o objetivo de todo conhecimento Védico, as potências pessoais do Senhor e a Personalidade de Deus como o autor original do conhecimento Védico.\n\nO terceiro *Sandarbha* é chamado *Paramātma-sandarbha,* e neste livro há uma descrição do Paramātmā (a Superalma) e uma explicação de como a Superalma existe em milhões e milhões de entidades vivas. Há discussões sobre as diferenças entre as encarnações qualitativas e discursos sobre as entidades vivas, a *māyā,* o mundo material, a teoria da transformação, a energia ilusória, a identidade deste mundo e da Superalma, e a verdade sobre este mundo material. A esse respeito, são apresentadas as opiniões de Śrīdhara Svāmī. Afirma-se que a Suprema Personalidade de Deus, embora desprovida de qualidades materiais, superintende todas as atividades materiais. Há também uma discussão sobre como as encarnações *līlā-avatāra* respondem aos desejos dos devotos e como a Suprema Personalidade de Deus é caracterizada por seis opulências.\n\nO quarto *Sandarbha* é chamado *Kṛṣṇa-sandarbha,* e neste livro prova-se que Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus. Há discussões sobre os passatempos e as qualidades de Kṛṣṇa, Sua superintendência dos *puruṣa-avatāras* e assim por diante. As opiniões de Śrīdhara Svāmī são corroboradas. Em cada escritura, enfatiza-se a supremacia de Kṛṣṇa. Baladeva, Saṅkarṣaṇa e outras expansões de Kṛṣṇa são emanações de Mahā-Saṅkarṣaṇa. Todas as encarnações e expansões existem simultaneamente no corpo de Kṛṣṇa, que é descrito como de dois braços. Há também descrições do planeta Goloka, Vṛndāvana (o lugar eterno de Kṛṣṇa), a identidade de Goloka e Vṛndāvana, os Yādavas e os vaqueiros (ambos associados eternos de Kṛṣṇa), o ajuste e a igualdade dos passatempos manifestos e não manifestos, a manifestação de Śrī Kṛṣṇa em Gokula, as rainhas de Dvārakā como expansões da potência interna e, superiores a elas, as *gopīs* de excelência suprema. Há também uma lista dos nomes das *gopīs* e uma discussão sobre a posição mais elevada de Śrīmatī Rādhārāṇī.\n\nO quinto *Sandarbha* é chamado *Bhakti-sandarbha,* e neste livro há uma discussão sobre como o serviço devocional pode ser executado diretamente e como tal serviço pode ser ajustado, seja direta ou indiretamente. Há uma discussão do conhecimento de todos os tipos de escritura, o estabelecimento da instituição Védica do *varṇāśrama,* o *bhakti* como superior à atividade fruitiva e assim por diante. Afirma-se também que sem o serviço devocional até mesmo um *brāhmaṇa* está condenado. Há discussões sobre o processo de *karma-tyāga* (a oferta dos resultados do *karma* à Suprema Personalidade de Deus) e as práticas do *yoga* místico e da especulação filosófica, que são depreciadas como simples trabalho duro. O culto aos semideuses é desestimulado, e o culto a um vaiṣṇava é considerado elevado. Nenhum respeito é dado aos não devotos. Há discussões sobre como alguém pode ser liberado mesmo nesta vida (*jīvan-mukta*), o Senhor Śiva como devoto e como um *bhakta* e seu serviço devocional existem eternamente. Afirma-se que por meio do *bhakti* se pode alcançar todo êxito, pois o *bhakti* é transcendental às qualidades materiais. Há uma discussão sobre como o eu se manifesta por meio do *bhakti.* Há também uma discussão da bem-aventurança do eu, bem como de como o *bhakti,* mesmo executado de forma imperfeita, permite que se alcancem os pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus. O serviço devocional sem motivação é muito elogiado, e é dada uma explicação de como cada devoto pode atingir a plataforma do serviço sem motivação por meio da associação com outros devotos. Há uma discussão das diferenças entre o *mahā-bhāgavata* e o devoto comum, os sintomas da especulação filosófica, os sintomas da autoadoração, ou *ahaṅgrahopāsanā,* os sintomas do serviço devocional, os sintomas da perfeição imaginária, a aceitação dos princípios regulativos, o serviço ao mestre espiritual, o *mahā-bhāgavata* (devoto liberado) e o serviço a ele, o serviço aos vaiṣṇavas em geral, os princípios de ouvir, cantar, recordar e servir os pés de lótus do Senhor, ofensas na adoração, efeitos das ofensas, orações, engajar-se como servo eterno do Senhor, cultivar amizade com o Senhor e render tudo para Seu prazer. Há também uma discussão do *rāgānugā-bhakti* (amor espontâneo por Deus), do propósito específico de tornar-se devoto do Senhor Kṛṣṇa e um estudo comparativo de outros estágios de perfeição.\n\nO sexto *Sandarbha* é chamado *Prīti-sandarbha,* uma tese sobre o amor por Deus. Aqui afirma-se que por meio do amor a Deus a pessoa se liberta plenamente e alcança o objetivo mais elevado da vida. É feita uma distinção entre a condição liberada de um personalista e a de um impersonalista, e há uma discussão da liberação durante a própria vida, distinta da liberação do cativeiro material. De todos os tipos de liberação, a liberação no serviço amoroso ao Senhor é descrita como a mais elevada, e o encontro pessoal com a Suprema Personalidade de Deus face a face é apontado como a mais alta perfeição da vida. A liberação imediata é contrastada com a liberação por um processo gradual. Tanto a realização do Brahman quanto o encontro com a Suprema Personalidade de Deus são descritos como liberação durante a própria vida, mas o encontro com a Suprema Personalidade de Deus, tanto interna quanto externamente, é mostrado como de excelência suprema, acima da realização transcendental do esplendor do Brahman. Há um estudo comparativo da liberação como *sālokya, sāmīpya* e *sārūpya. Sāmīpya* é melhor do que *sālokya.* O serviço devocional é considerado liberação com maiores facilidades, e há uma discussão sobre como obtê-lo. Há também discussões sobre o estado transcendental que se alcança depois de atingir a plataforma devocional, que é a posição exata do amor por Deus; os sintomas marginais do amor transcendental e como ele é despertado; a distinção entre o assim chamado amor e o amor transcendental na plataforma do amor por Deus; e diferentes tipos de humores e sabores desfrutados ao saborear os assuntos amorosos das *gopīs,* que são diferentes dos assuntos mundanos, os quais por sua vez são representações simbólicas do amor puro por Kṛṣṇa. Há também discussões sobre o *bhakti* misturado com especulação filosófica, a excelência suprema do amor das *gopīs,* a diferença entre o serviço devocional opulento e o serviço devocional amoroso, a posição elevada dos residentes de Gokula, a posição progressivamente elevada dos amigos de Kṛṣṇa, os *gopas* e as *gopīs* no amor parental com Kṛṣṇa e, por fim, a excelência suprema do amor das *gopīs* e o de Śrīmatī Rādhārāṇī. Há também uma discussão sobre como os sentimentos espirituais podem estar presentes quando alguém simplesmente os imita e de como tais sabores são muito superiores aos sabores comuns do amor mundano, e há descrições de diferentes êxtases, o despertar do êxtase, qualidades transcendentais, a distinção do *dhīrodātta,* a extrema atratividade do amor conjugal, as características extáticas, as características extáticas permanentes, os sabores divididos em cinco aspectos transcendentais do serviço amoroso direto e do serviço amoroso indireto, considerados em sete divisões. Por fim, há uma discussão da sobreposição de diferentes *rasas* e discussões sobre *śānta* (neutralidade), servilismo, tomar refúgio, amor parental, amor conjugal, gozo transcendental direto e gozo na separação, atração prévia e as glórias de Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/madhya/1/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/44/", "verse_text": "gopāla-campū-nāme grantha-mahāśūra\n\nnitya-līlā sthāpana yāhe vraja-rasa-pūra", "devanagari": "> গোপালচম্পূ-নামে গ্রন্থমহাশূর ।\n> নিত্যলীলা স্থাপন যাহে ব্রজরস-পূর ॥৪৪॥", "synonyms": "*gopāla-campū*—Gopāla-campū; *nāme*—pelo nome; *grantha*—a literatura transcendental; *mahā-śūra*—mais formidável; *nitya-līlā*—dos passatempos eternos; *sthāpana*—estabelecimento; *yāhe*—na qual; *vraja-rasa*—as transcendentais doçuras desfrutadas em Vṛndāvana; *pūra*—completa.", "translation": "**A literatura transcendental mais famosa e formidável é o livro chamado Gopāla-campū. Neste livro os passatempos eternos do Senhor são estabelecidos, e os sabores transcendentais desfrutados em Vṛndāvana são completamente descritos.**", "purport": "Em seu *Anubhāṣya,* Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura fornece as seguintes informações sobre o *Gopāla-campū.* O *Gopāla-campū* está dividido em duas partes. A primeira parte é chamada de onda oriental e a segunda parte de onda setentrional. Na primeira parte há trinta e três súplicas e na segunda parte trinta e sete súplicas. Na primeira parte, concluída em 1510 Śakābda (1589 d.C.), os seguintes assuntos são discutidos: (1) Vṛndāvana e Goloka; (2) o assassinato do demônio Pūtanā, o retorno das *gopīs* para casa sob as instruções da mãe Yaśodā, o banho do Senhor Kṛṣṇa e Balarāma, *snigdha-kaṇṭha* e *madhu-kaṇṭha;* (3) o sonho da mãe Yaśodā; (4) a cerimônia de Janmāṣṭamī; (5) o encontro entre Nanda Mahārāja e Vasudeva, e o assassinato do demônio Pūtanā; (6) os passatempos de acordar da cama, a libertação do demônio Śakaṭa e a cerimônia de imposição do nome; (7) o assassinato do demônio Tṛṇāvarta, o Senhor Kṛṣṇa comendo terra, as travessuras infantis do Senhor Kṛṣṇa e o Senhor Kṛṣṇa como ladrão; (8) o batimento do iogurte, Kṛṣṇa bebendo do seio da mãe Yaśodā, a quebra do pote de iogurte, Kṛṣṇa amarrado com cordas, a libertação dos dois irmãos (Yamalārjuna) e a lamentação da mãe Yaśodā; (9) a entrada em Śrī Vṛndāvana; (10) o assassinato de Vatsāsura, Bakāsura e Vyomāsura; (11) o assassinato de Aghāsura e o desnorteamento do Senhor Brahmā; (12) o cuidado das vacas na floresta; (13) o cuidado das vacas e a punição da serpente Kāliya; (14) o assassinato de Gardabhāsura (o demônio asno) e o louvor a Kṛṣṇa; (15) a atração prévia das *gopīs;* (16) o assassinato de Pralambāsura e o engolir do fogo florestal; (17) a tentativa das *gopīs* de se aproximar de Kṛṣṇa; (18) o erguer da colina Govardhana; (19) o banho de Kṛṣṇa com leite; (20) o retorno de Nanda Mahārāja da custódia de Varuṇa e a visão de Goloka Vṛndāvana pelas *gopīs;* (21) a realização dos rituais no Kātyāyanī-vrata e a adoração da deusa Durgā; (22) o pedido de alimento às esposas dos *brāhmaṇas* que realizavam sacrifícios; (23) o encontro de Kṛṣṇa e as *gopīs;* (24) o gozo de Kṛṣṇa na companhia das *gopīs,* o desaparecimento de Rādhā e Kṛṣṇa da cena e a busca dEles pelas *gopīs;* (25) o reaparecimento de Kṛṣṇa; (26) a determinação das *gopīs;* (27) passatempos nas águas do Yamunā; (28) a libertação de Nanda Mahārāja das garras da serpente; (29) vários passatempos em lugares solitários; (30) o assassinato de Śaṅkhacūḍa e o Hori; (31) o assassinato de Ariṣṭāsura; (32) o assassinato do demônio Keśī; (33) o aparecimento de Śrī Nārada Muni e uma descrição do ano em que o livro foi concluído.\n\nNa segunda parte, conhecida como *Uttara-campū,* os seguintes assuntos são discutidos: (1) atração por Vrajabhūmi; (2) as atividades cruéis de Akrūra; (3) a partida de Kṛṣṇa para Mathurā; (4) uma descrição da cidade de Mathurā; (5) o assassinato de Kaṁsa; (6) a separação de Nanda Mahārāja de Kṛṣṇa e Balarāma; (7) a entrada de Nanda Mahārāja em Vṛndāvana sem Kṛṣṇa e Balarāma; (8) os estudos de Kṛṣṇa e Balarāma; (9) como o filho do professor de Kṛṣṇa e Balarāma foi devolvido; (10) a visita de Uddhava a Vṛndāvana; (11) a conversa de Rādhārāṇī com o mensageiro abelhão; (12) o retorno de Uddhava de Vṛndāvana; (13) a captura de Jarāsandha; (14) o assassinato do *yavana* Jarāsandha; (15) o casamento de Balarāma; (16) o casamento de Rukmiṇī; (17) sete casamentos; (18) o assassinato de Narakāsura, a tomada da flor *pārijāta* do céu e o casamento de Kṛṣṇa com 16.000 princesas; (19) a vitória sobre Bāṇāsura; (20) uma descrição do retorno de Balarāma a Vraja; (21) o assassinato de Pauṇḍraka (o imitador de Viṣṇu); (22) o assassinato de Dvivida e pensamentos sobre Hastināpura; (23) a partida para Kurukṣetra; (24) como os residentes de Vṛndāvana e Dvārakā se encontraram em Kurukṣetra; (25) a consulta de Kṛṣṇa com Uddhava; (26) a libertação do rei; (27) a realização do sacrifício Rājasūya; (28) o assassinato de Śālva; (29) a reflexão de Kṛṣṇa sobre o retorno a Vṛndāvana; (30) a revisita de Kṛṣṇa a Vṛndāvana; (31) o ajuste das obstruções por Śrīmatī Rādhārāṇī e outros; (32) tudo concluído; (33) a residência de Rādhā e Mādhava; (34) o adorno de Śrīmatī Rādhārāṇī e Kṛṣṇa; (35) a cerimônia de casamento de Śrīmatī Rādhārāṇī e Kṛṣṇa; (36) o encontro de Śrīmatī Rādhārāṇī e Kṛṣṇa; e (37) a entrada em Goloka."}
{"ref": "cc/madhya/1/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/45/", "verse_text": "ei mata nānā grantha kariyā prakāśa\n\ngoṣṭhī sahite kailā vṛndāvane vāsa", "devanagari": "> এই মত নানা গ্রন্থ করিয়া প্রকাশ ।\n> গোষ্ঠী সহিতে কৈলা বৃন্দাবনে বাস ॥৪৫॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *nānā*—vários; *grantha*—livros; *kariyā*—fazendo; *prakāśa*—publicação; *goṣṭhī*—membros da família; *sahite*—com; *kailā*—fizeram; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *vāsa*—residência.", "translation": "**Assim, Śrīla Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e seu sobrinho Śrīla Jīva Gosvāmī, bem como praticamente todos os membros de sua família, viveram em Vṛndāvana e publicaram importantes livros sobre serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/46/", "verse_text": "prathama vatsare advaitādi bhakta-gaṇa\n\nprabhure dekhite kaila, nīlādri gamana", "devanagari": "> প্রথম বৎসরে অদ্বৈতাদি ভক্তগণ ।\n> প্রভুরে দেখিতে কৈল, নীলাদ্রি গমন ॥৪৬॥", "synonyms": "*prathama*—o primeiro; *vatsare*—no ano; *advaita-ādi*—encabeçados por Advaita Ācārya; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *prabhure*—o Senhor; *dekhite*—para ver; *kaila*—fizeram; *nīlādri*—a Jagannātha Purī; *gamana*—a viagem.", "translation": "**No primeiro ano após Śrī Caitanya Mahāprabhu ter aceitado a ordem de vida renunciada, todos os devotos, encabeçados por Śrī Advaita Prabhu, foram ver o Senhor em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/47/", "verse_text": "ratha-yātrā dekhi' tāhāṅ rahilā cāri-māsa\n\nprabhu-saṅge nṛtya-gīta parama ullāsa", "devanagari": "> রথযাত্রা দেখি’ তাহাঁ রহিলা চারিমাস ।\n> প্রভুসঙ্গে নৃত্যগীত পরম উল্লাস ॥৪৭॥", "synonyms": "*ratha-yātrā*—o festival das quadrigas; *dekhi'*—vendo; *tāhāṅ*—ali; *rahilā*—permaneceram; *cāri-māsa*—quatro meses; *prabhu-saṅge*—com o Senhor; *nṛtya-gīta*—cantar e dançar; *parama*—o maior; *ullāsa*—prazer.", "translation": "**Após assistirem à cerimônia da Ratha-yātrā em Jagannātha Purī, todos os devotos ali permaneceram por quatro meses, desfrutando grandemente da companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu por meio da realização do kīrtana [cantar e dançar].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/48/", "verse_text": "vidāya samaya prabhu kahilā sabāre\n\npratyabda āsibe sabe guṇḍicā dekhibāre", "devanagari": "> বিদায় সময় প্রভু কহিলা সবারে ।\n> প্রত্যব্দ আসিবে সবে গুণ্ডিচা দেখিবারে ॥৪৮॥", "synonyms": "*vidāya*—partindo; *samaya*—no momento; *prabhu*—o Senhor; *kahilā*—disse; *sabāre*—a todos; *pratyabda*—todos os anos; *āsibe*—deveis vir; *sabe*—todos; *guṇḍicā*—do nome Guṇḍicā; *dekhibāre*—para ver.", "translation": "**No momento da partida, o Senhor pediu a todos os devotos: \"Por favor, venham aqui todos os anos para ver o festival da Ratha-yātrā da viagem do Senhor Jagannātha ao templo de Guṇḍicā.\"**", "purport": "Há um templo chamado Guṇḍicā em Sundarācala. O Senhor Jagannātha, Baladeva e Subhadrā são empurrados em suas três quadrigas desde o templo em Purī até o templo de Guṇḍicā em Sundarācala. Em Orissa, esse festival da Ratha-yātrā é conhecido como a viagem de Jagannātha a Guṇḍicā. Enquanto outros se referem a ele como o festival da Ratha-yātrā, os residentes de Orissa referem-se a ele como Guṇḍicā-yātrā."}
{"ref": "cc/madhya/1/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/49/", "verse_text": "prabhu-ajñāya bhakta-gaṇa pratyabda āsiyā\n\nguṇḍicā dekhiyā yā'na prabhure miliyā", "devanagari": "> প্রভু-আজ্ঞায় ভক্তগণ প্রত্যব্দ আসিয়া ।\n> গুণ্ডিচা দেখিয়া যা’ন প্রভুরে মিলিয়া ॥৪৯॥", "synonyms": "*prabhu-ajñāya*—por ordem do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *pratyabda*—todos os anos; *āsiyā*—vindo até lá; *guṇḍicā*—o festival de Guṇḍicā-yātrā; *dekhiyā*—vendo; *yā'na*—retornam; *prabhure*—o Senhor; *miliyā*—encontrando-Se.", "translation": "**Seguindo a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os devotos costumavam visitar o Senhor Caitanya Mahāprabhu todos os anos. Eles assistiam ao festival de Guṇḍicā em Jagannātha Purī e, então, retornavam para casa após quatro meses.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/50/", "verse_text": "viṁśati vatsara aiche kailā gatāgati\n\nanyonye duṅhāra duṅhā vinā nāhi sthiti", "devanagari": "> বিংশতি বৎসর ঐছে কৈলা গতাগতি ।\n> অন্যোঽন্যে দুঁহার দুঁহা বিনা নাহি স্থিতি ॥৫০॥", "synonyms": "*viṁśati*—vinte; *vatsara*—anos; *aiche*—assim; *kailā*—faziam; *gata-āgati*—idas e vindas; *anyonye*—mutuamente; *duṅhāra*—do Senhor Caitanya e dos devotos; *duṅhā*—os dois; *vinā*—sem; *nāhi*—não há; *sthiti*—paz.", "translation": "**Por vinte anos consecutivos esse encontro se repetiu, e a situação tornou-se tão intensa que o Senhor e os devotos não conseguiam ser felizes sem se encontrarem uns com os outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/51/", "verse_text": "śeṣa āra yei rahe dvādaśa vatsara\n\nkṛṣṇera viraha-līlā prabhura antara", "devanagari": "> শেষ আর যেই রহে দ্বাদশ বৎসর ।\n> কৃষ্ণের বিরহলীলা প্রভুর অন্তর ॥৫১॥", "synonyms": "*śeṣa*—ao final; *āra*—o restante; *yei*—quaisquer que; *rahe*—permanecem; *dvādaśa vatsara*—doze anos; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viraha-līlā*—os passatempos de separação; *prabhura*—do Senhor; *antara*—no íntimo.", "translation": "**Os últimos doze anos foram simplesmente dedicados a saborear os passatempos de Kṛṣṇa em separação, dentro do coração do Senhor.**", "purport": "Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu desfrutava da posição das gopīs em separação de Kṛṣṇa. Quando Kṛṣṇa deixou as gopīs e foi para Mathurā, as gopīs choraram por Ele pelo resto de suas vidas, sentindo intensa separação d'Ele. Esse sentimento extático de separação foi especificamente preconizado pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu por meio de Suas demonstrações concretas."}
{"ref": "cc/madhya/1/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/52/", "verse_text": "nirantara rātri-dina viraha unmāde\n\nhāse, kānde, nāce, gāya parama viṣāde", "devanagari": "> নিরন্তর রাত্রি-দিন বিরহ-উন্মাদে ।\n> হাসে, কান্দে, নাচে, গায় পরম বিষাদে ॥৫২॥", "synonyms": "*nirantara*—sem cessar; *rātri-dina*—noite e dia; *viraha*—de separação; *unmāde*—em loucura; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *parama*—grande; *viṣāde*—em tristeza.", "translation": "**Na atitude de separação, o Senhor Caitanya Mahāprabhu parecia louco dia e noite. Às vezes Ele ria, e às vezes chorava; às vezes dançava, e às vezes cantava em grande tristeza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/53/", "verse_text": "ye kāle karena jagannātha daraśana\n\nmane bhāve, kurukṣetre pāñāchi milana", "devanagari": "> যে কালে করেন জগন্নাথ দরশন ।\n> মনে ভাবে, কুরুক্ষেত্রে পাঞাছি মিলন ॥৫৩॥", "synonyms": "*ye kāle*—naqueles momentos; *karena*—faz; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *daraśana*—visitando; *mane*—dentro da mente; *bhāve*—pensa; *kuru-kṣetre*—no campo de Kurukṣetra; *pāñāchi*—obtive; *milana*—encontro.", "translation": "**Naqueles momentos, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitava o Senhor Jagannātha. Então Seus sentimentos correspondiam exatamente aos das gopīs quando viram Kṛṣṇa em Kurukṣetra após longa separação. Kṛṣṇa havia ido a Kurukṣetra com Seu irmão e Sua irmã para uma visita.**", "purport": "Quando Kṛṣṇa estava realizando yajña (sacrifício) em Kurukṣetra, Ele convidou todos os habitantes de Vṛndāvana a virem vê-Lo. O coração do Senhor Caitanya estava sempre repleto de separação de Kṛṣṇa, mas, assim que tinha a oportunidade de visitar o templo de Jagannātha, Ele ficava plenamente absorto nos pensamentos das gopīs que vieram ver Kṛṣṇa em Kurukṣetra."}
{"ref": "cc/madhya/1/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/54/", "verse_text": "ratha-yātrāya āge yabe karena nartana\n\ntāhāṅ ei pada mātra karaye gāyana", "devanagari": "> রথযাত্রায় আগে যবে করেন নর্তন ।\n> তাহাঁ এই পদ মাত্র করয়ে গায়ন ॥৫৪॥", "synonyms": "*ratha-yātrāya*—no festival dos carros; *āge*—à frente; *yabe*—quando; *karena*—faz; *nartana*—dança; *tāhāṅ*—ali; *ei*—esta; *pada*—estrofe; *mātra*—apenas; *karaye*—faz; *gāyana*—cantar.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu costumava dançar diante do carro durante o festival, Ele sempre cantava os dois versos seguintes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/55/", "verse_text": "seita parāṇa-nātha pāinu\n\nyāhā lāgi' madana-dahane jhuri genu", "devanagari": "> “সেইত পরাণ-নাথ পাইনু ।\n> যাহা লাগি’ মদনদহনে ঝুরি গেনু ॥৫৫॥", "synonyms": "*seita*—aquele; *parāṇa-nātha*—o Senhor de Minha vida; *pāinu*—obtive; *yāhā*—por quem; *lāgi'*—em razão de; *madana-dahane*—no fogo do desejo de luxúria; *jhuri*—ardendo; *genu*—tornei-Me.", "translation": "**\"Obtive aquele Senhor de Minha vida por quem Eu ardia no fogo dos desejos de luxúria.\"**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.29.15), afirma-se:\n\nkāmaṁ krodhaṁ bhayaṁ sneham\naikyaṁ sauhṛdam eva ca\nnityaṁ harau vidadhato\nyānti tan-mayatām hi te\n\nA palavra kāma significa desejo de luxúria, bhaya significa medo, e krodha significa ira. Se alguém, de uma forma ou de outra, aproxima-se de Kṛṣṇa, sua vida torna-se exitosa. As gopīs aproximaram-se de Kṛṣṇa com desejo de luxúria. Kṛṣṇa era um menino muito belo, e elas queriam encontrar-se com Ele e desfrutar de Sua companhia. Mas esse desejo de luxúria é diferente do desejo do mundo material. Ele se assemelha à luxúria mundana, mas, na realidade, é a mais elevada forma de atração por Kṛṣṇa. Caitanya Mahāprabhu era um sannyāsī; Ele abandonou o lar e tudo o mais. Por certo Ele não poderia ser induzido por nenhum desejo de luxúria mundano. Portanto, quando Ele usou a palavra madana-dahane (\"no fogo do desejo de luxúria\"), Ele queria dizer que, por puro amor a Kṛṣṇa, ardia no fogo da separação de Kṛṣṇa. Sempre que encontrava Jagannātha, fosse no templo ou durante a Ratha-yātrā, Caitanya Mahāprabhu costumava pensar: \"Agora obtive o Senhor de Minha vida e alma.\""}
{"ref": "cc/madhya/1/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/56/", "verse_text": "ei dhuyā-gāne nācena dvitīya prahara\n\nkṛṣṇa lañā vraje yāi--e-bhāva antara", "devanagari": "> এই ধুয়া-গানে নাচেন দ্বিতীয় প্রহর ।\n> কৃষ্ণ লঞা ব্রজে যাই — এভাব অন্তর ॥৫৬॥", "synonyms": "*ei dhuyā-gāne*—na repetição desta canção; *nācena*—Ele dança; *dvitīya prahara*—o segundo período do dia; *kṛṣṇa lañā*—levando Kṛṣṇa; *vraje yāi*—deixa-Me voltar a Vṛndāvana; *e-bhāva*—este êxtase; *antara*—no íntimo.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu costumava cantar esta canção [seita parāṇa-nātha] especialmente durante a última parte do dia, e Ele pensava: \"Deixa-Me levar Kṛṣṇa e voltar a Vṛndāvana.\" Este êxtase sempre preenchia Seu coração.**", "purport": "Estando sempre absorto no êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia a mesma separação de Kṛṣṇa que Śrīmatī Rādhārāṇī sentiu quando Kṛṣṇa deixou Vṛndāvana e foi para Mathurā. Esse sentimento extático é muito útil para se alcançar o amor a Deus em separação. Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinou a todos que não se deve ficar excessivamente ansioso por ver o Senhor, mas, antes, deve-se sentir separação d'Ele em êxtase. Na verdade, é melhor sentir separação d'Ele do que desejar vê-Lo face a face. Quando as gopīs de Vṛndāvana, as residentes de Gokula, encontraram-se com Kṛṣṇa em Kurukṣetra durante o eclipse solar, elas quiseram levar Kṛṣṇa de volta a Vṛndāvana. Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu também sentia o mesmo êxtase assim que via Jagannātha no templo ou no carro da Ratha-yātrā. As gopīs de Vṛndāvana não gostavam da opulência de Dvārakā. Elas queriam levar Kṛṣṇa para a aldeia de Vṛndāvana e desfrutar de Sua companhia nos bosques. Esse desejo também era sentido por Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Ele dançava em êxtase diante do festival de Ratha-yātrā quando o Senhor Jagannātha ia a Guṇḍicā."}
{"ref": "cc/madhya/1/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/57/", "verse_text": "ei bhāve nṛtya-madhye paḍe eka śloka\n\nsei ślokera artha keha nāhi bujhe loka", "devanagari": "> এই ভাবে নৃত্যমধ্যে পড়ে এক শ্লোক ।\n> সেই শ্লোকের অর্থ কেহ নাহি বুঝে লোক ॥৫৭॥", "synonyms": "*ei bhāve*—neste êxtase; *nṛtya-madhye*—durante a dança; *paḍe*—recita; *eka*—um; *śloka*—verso; *sei ślokera*—daquele verso; *artha*—o significado; *keha*—alguém; *nāhi*—não; *bujhe*—compreende; *loka*—pessoa.", "translation": "**Nesse êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu recitava um verso ao dançar diante do Senhor Jagannātha. Quase ninguém conseguia compreender o significado desse verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/58/", "verse_text": "yaḥ kaumāra-haraḥ sa eva hi varas tā eva caitra-kṣapās\nte conmīlita-mālatī-surabhayaḥ prauḍhāḥ kadambānilāḥ\nsā caivāsmi tathāpi tatra surata-vyāpāra-līlā-vidhau\nrevā-rodhasi vetasī-taru-tale cetaḥ samutkaṇṭhate", "devanagari": "> যঃ কৌমারহরঃ স এব হি বরস্তা এব চৈত্রক্ষপা-\n> স্তে চোন্মীলিতমালতীসুরভয়ঃ প্রৌঢ়াঃ কদম্বানিলাঃ ।\n> সা চৈবাস্মি তথাপি তত্র সুরতব্যাপারলীলাবিধৌ\n> রেবারোধসি বেতসীতরুতলে চেতঃ সমুৎকণ্ঠতে ॥৫৮॥", "synonyms": "*yaḥ*—aquela mesma pessoa que; *kaumāra-haraḥ*—o ladrão de meu coração durante a juventude; *saḥ*—ele; *eva hi*—certamente; *varaḥ*—amante; *tāḥ*—estas; *eva*—certamente; *caitra-kṣapāḥ*—noites enluaradas do mês de Caitra; *te*—aquelas; *ca*—e; *unmīlita*—frutificadas; *mālatī*—de flores mālatī; *surabhayaḥ*—fragrâncias; *prauḍhāḥ*—plenas; *kadamba*—com a fragrância da flor kadamba; *anilāḥ*—as brisas; *sā*—aquela; *ca*—também; *eva*—certamente; *asmi*—eu sou; *tathāpi*—ainda assim; *tatra*—ali; *surata-vyāpāra*—em transações íntimas; *līlā*—de passatempos; *vidhau*—na maneira; *revā*—do rio chamado Revā; *rodhasi*—na margem; *vetasī*—de nome Vetasī; *taru-tale*—sob a árvore; *cetaḥ*—minha mente; *samutkaṇṭhate*—está muito ávida por ir.", "translation": "**\"Aquela mesma personalidade que roubou meu coração durante minha juventude é agora novamente meu senhor. Estas são as mesmas noites enluaradas do mês de Caitra. A mesma fragrância das flores mālatī está aqui, e as mesmas brisas suaves sopram da floresta de kadamba. Em nosso relacionamento íntimo, eu também sou a mesma amante, e, no entanto, minha mente não está feliz aqui. Estou ávida por voltar àquele lugar na margem do Revā, sob a árvore Vetasī. Esse é o meu desejo.\"**", "purport": "Este verso aparece no Padyāvalī (386), uma antologia de versos compilada por Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/1/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/59/", "verse_text": "ei ślokera artha jāne ekale svarūpa\n\ndaive se vatsara tāhāṅ giyāchena rūpa", "devanagari": "> এই শ্লোকের অর্থ জানে একলে স্বরূপ ।\n> দৈবে সে বৎসর তাহাঁ গিয়াছেন রূপ ॥৫৯॥", "synonyms": "*ei*—este; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *jāne*—conhece; *ekale*—sozinho; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *daive*—por acaso; *se vatsara*—naquele ano; *tāhāṅ*—lá; *giyāchena*—foi; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī.", "translation": "**Este verso parece exprimir o anseio entre algum rapaz e alguma moça comuns, mas seu verdadeiro e profundo significado só era conhecido por Svarūpa Dāmodara. Por acaso, certo ano, Rūpa Gosvāmī também estava presente ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/60/", "verse_text": "prabhu-mukhe loka śuni' śrī-rūpa-gosāñi\n\nsei ślokera artha-śloka karilā tathāi", "devanagari": "> প্রভুমুখে শ্লোক শুনি’ শ্রীরূপগোসাঞি ।\n> সেই শ্লোকের অর্থ-শ্লোক করিলা তথাই ॥৬০॥", "synonyms": "*prabhu-mukhe*—na boca do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śloka*—o verso; *śuni'*—ouvindo; *śrī-rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sei*—aquele; *ślokera*—do primeiro verso; *artha*—dando o significado; *śloka*—outro verso; *karilā*—compôs; *tathāi*—imediatamente.", "translation": "**Embora o significado do verso só fosse conhecido por Svarūpa Dāmodara, Rūpa Gosvāmī, após ouvi-lo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, imediatamente compôs outro verso que descrevia o significado do verso original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/61/", "verse_text": "śloka kari' eka tāla-patrete likhiyā\n\nāpana vāsāra cāle rākhila guñjiyā", "devanagari": "> শ্লোক করি’ এক তালপত্রেতে লিখিয়া ।\n> আপন বাসার চালে রাখিল গুঞ্জিয়া ॥৬১॥", "synonyms": "*śloka kari'*—compondo o verso; *eka*—uma; *tāla-patrete*—numa folha de palmeira; *likhiyā*—escrevendo; *āpana*—sua própria; *vāsāra*—da residência; *cāle*—no teto; *rākhila*—guardou; *guñjiyā*—enfiando.", "translation": "**Após compor esse verso, Rūpa Gosvāmī escreveu-o numa folha de palmeira e colocou-o no teto da cabana de palha em que estava morando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/62/", "verse_text": "śloka rākhi' gelā samudra-snāna karite\n\nhena-kāle āilā prabhu tāṅhāre milite", "devanagari": "> শ্লোক রাখি’ গেলা সমুদ্রস্নান করিতে ।\n> হেনকালে আইলা প্রভু তাঁহারে মিলিতে ॥৬২॥", "synonyms": "*śloka rākhi'*—guardando o verso dessa maneira; *gelā*—foi; *samudra-snāna*—um banho no mar; *karite*—tomar; *hena-kāle*—nesse meio-tempo; *āilā*—veio; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅhāre*—com ele; *milite*—encontrar-Se.", "translation": "**Após compor esse verso e colocá-lo no teto de sua casa, Śrīla Rūpa Gosvāmī foi banhar-se no mar. Nesse meio-tempo, o Senhor Caitanya Mahāprabhu foi à sua cabana encontrar-Se com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/63/", "verse_text": "haridāsa ṭhākura āra rūpa-sanātana\n\njagannātha-mandire nā yā'na tina jana", "devanagari": "> হরিদাস ঠাকুর আর রূপ-সনাতন ।\n> জগন্নাথ-মন্দিরে না যা’ন তিন জন ॥৬৩॥", "synonyms": "*haridāsa ṭhākura*—Śrīla Haridāsa Ṭhākura; *āra*—e; *rūpa-sanātana*—Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī; *jagannātha-mandire*—no templo do Senhor Jagannātha; *nā*—não; *yā'na*—vão; *tina jana*—três pessoas.", "translation": "**Para evitar tumulto, três grandes personalidades — Haridāsa Ṭhākura, Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī — não entravam no templo de Jagannātha.**", "purport": "Ainda é prática no templo de Jagannātha não permitir a entrada de quem não segue estritamente a cultura Védica conhecida como hinduísmo. Śrīla Haridāsa Ṭhākura, Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī tinham tido conexões íntimas anteriores com muçulmanos. Haridāsa Ṭhākura nascera em uma família maometana, e Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī, tendo abandonado sua posição social na sociedade hindu, tinham sido nomeados ministros no governo muçulmano. Chegaram inclusive a mudar seus nomes para Sākara Mallika e Dabira Khāsa. Assim, supostamente tinham sido expulsos da sociedade *brāhmaṇa.* Em consequência, por humildade, não entravam no templo de Jagannātha, embora a Personalidade de Deus, Jagannātha, em Sua forma de Caitanya Mahāprabhu, viesse pessoalmente vê-los todos os dias. Da mesma forma, os membros desta sociedade para a consciência de Kṛṣṇa às vezes têm a entrada recusada em alguns dos templos da Índia. Não devemos nos sentir entristecidos com isso, desde que nos ocupemos em cantar o *mantra* Hare Kṛṣṇa. O próprio Kṛṣṇa se associa com os devotos que estão cantando Seu santo nome, e não há razão para ficar infeliz por não poder entrar em determinado templo. Tais proibições dogmáticas não eram aprovadas pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu. Aqueles que eram considerados inaptos para entrar no templo de Jagannātha eram diariamente visitados por Caitanya Mahāprabhu, e isso indica que Caitanya Mahāprabhu não aprovava as proibições. Para evitar tumultos desnecessários, porém, essas grandes personalidades não entravam no templo de Jagannātha."}
{"ref": "cc/madhya/1/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/64/", "verse_text": "mahāprabhu jagannāthera upala-bhoga dekhiyā\nnija-gṛhe yā'na ei tinere miliyā", "devanagari": "> মহাপ্রভু জগন্নাথের উপল-ভোগ দেখিয়া ।\n> নিজগৃহে যা’ন এই তিনেরে মিলিয়া ॥৬৪॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *upala-bhoga*—a oferenda de alimento sobre a pedra; *dekhiyā*—depois de ver; *nija-gṛhe*—à Sua própria residência; *yā'na*—vai; *ei*—estes; *tinere*—três; *miliyā*—encontrando.", "translation": "**Todos os dias, Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava assistir à cerimônia do upala-bhoga no templo de Jagannātha, e, após assisti-la, costumava visitar estas três grandes personalidades a caminho de Sua própria residência.**", "purport": "O upala-bhoga é um tipo particular de oferenda realizada logo atrás do Garuḍa-stambha, sobre uma laje de pedra. Essa laje de pedra chama-se upala. Todo o alimento é oferecido dentro da sala do templo, logo abaixo do altar de Jagannātha. Esse bhoga, contudo, era oferecido sobre a laje de pedra à vista do público; por isso chama-se upala-bhoga."}
{"ref": "cc/madhya/1/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/65/", "verse_text": "ei tina madhye yabe thāke yei jana\ntāṅre āsi' āpane mile,--prabhura niyama", "devanagari": "> এই তিন মধ্যে যবে থাকে যেই জন ।\n> তাঁরে আসি’ আপনে মিলে, — প্রভুর নিয়ম ॥৬৫॥", "synonyms": "*ei tina madhye*—destes três; *yabe*—quando; *thāke*—permanece; *yei jana*—aquela pessoa que; *tāṅre*—a ele; *āsi'*—vindo; *āpane mile*—encontra-se pessoalmente; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *niyama*—prática habitual.", "translation": "**Se um destes três não estivesse presente, Ele Se encontrava com os outros. Essa era Sua prática habitual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/66/", "verse_text": "daive āsi' prabhu yabe ūrdhvete cāhilā\ncāle goṅjā tāla-patre sei śloka pāilā", "devanagari": "> দৈবে আসি’ প্রভু যবে ঊর্ধ্বেতে চাহিলা ।\n> চালে গোঁজা তালপত্রে সেই শ্লোক পাইলা ॥৬৬॥", "synonyms": "*daive*—acidentalmente; *āsi'*—vindo até ali; *prabhu*—o Senhor; *yabe*—quando; *ūrdhvete*—sobre o teto; *cāhilā*—Ele olhou; *cāle*—no teto; *goṅjā*—enfiada; *tāla-patre*—a folha de palmeira; *sei*—aquele; *śloka*—verso; *pāilā*—obteve.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu foi à residência de Śrīla Rūpa Gosvāmī, viu acidentalmente a folha de palmeira sobre o teto, e assim leu o verso que ele havia composto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/67/", "verse_text": "śloka paḍi' āche prabhu āviṣṭa ha-iyā\nrūpa-gosāñi āsi' paḍe daṇḍavat hañā", "devanagari": "> শ্লোক পড়ি’ আছে প্রভু আবিষ্ট হইয়া ।\n> রূপগোসাঞি আসি’ পড়ে দণ্ডবৎ হঞা ॥৬৭॥", "synonyms": "*śloka paḍi'*—lendo o verso; *āche*—permaneceu; *prabhu*—o Senhor; *āviṣṭa*—numa disposição extática; *ha-iyā*—estando; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *āsi'*—vindo; *paḍe*—prostrou-se; *daṇḍavat*—como uma vara; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**Após ler o verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu entrou numa disposição extática. Enquanto Ele Se encontrava nesse estado, Śrīla Rūpa Gosvāmī chegou e imediatamente se prostrou no chão como uma vara.**", "purport": "A palavra daṇḍa significa vara ou poste. Uma vara ou poste cai reto; de modo semelhante, quando alguém oferece reverências a seu superior com todos os oito aṅgas (partes) do corpo, realiza o que se chama daṇḍavat. Às vezes, apenas falamos em daṇḍavats, mas na realidade não nos prostramos. Em todo caso, daṇḍavat significa prostrar-se como uma vara diante de seu superior."}
{"ref": "cc/madhya/1/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/68/", "verse_text": "uṭhi' mahāprabhu tāṅre cāpaḍa māriyā\nkahite lāgilā kichu kolete kariyā", "devanagari": "> উঠি’ মহাপ্রভু তাঁরে চাপড় মারিয়া ।\n> কহিতে লাগিলা কিছু কোলেতে করিয়া ॥৬৮॥", "synonyms": "*uṭhi'*—levantando-se; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Rūpa Gosvāmī; *cāpaḍa māriyā*—dando um tapa; *kahite*—a dizer; *lāgilā*—começou; *kichu*—algo; *kolete*—no colo; *kariyā*—tomando.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī se prostrou como uma vara, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-Se e lhe deu um tapa. Em seguida, tomando-o em Seu colo, começou a falar-lhe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/69/", "verse_text": "mora ślokera abhiprāya nā jāne kona jane\nmora manera kathā tumi jānile kemane?", "devanagari": "> মোর শ্লোকের অভিপ্রায় না জানে কোন জনে ।\n> মোর মনের কথা তুমি জানিলে কেমনে? ॥৬৯॥", "synonyms": "*mora*—Meu; *ślokera*—do verso; *abhiprāya*—o significado; *nā*—não; *jāne*—conhece; *kona*—nenhuma; *jane*—pessoa; *mora*—Meu; *manera*—da mente; *kathā*—a intenção; *tumi*—tu; *jānile*—compreendeste; *kemane*—como.", "translation": "**\"Ninguém conhece o significado de Meu verso\", disse Caitanya Mahāprabhu. \"Como poderias tu compreender Minha intenção?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/70/", "verse_text": "eta bali' tāṇre bahu prasāda kariyā\nsvarūpa-gosāñire śloka dekhāila lañā", "devanagari": "> এত বলি’ তাঁরে বহু প্রসাদ করিয়া ।\n> স্বরূপ-গোসাঞিরে শ্লোক দেখাইল লঞা ॥৭০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *tāṅre*—a Rūpa Gosvāmī; *bahu*—muita; *prasāda*—misericórdia; *kariyā*—mostrando; *svarūpa-gosāñire*—a Svarūpa Gosvāmī; *śloka*—o verso; *dekhāila*—mostrou; *lañā*—levando.", "translation": "**Dizendo isto, o Senhor Caitanya Mahāprabhu concedeu várias bênçãos a Rūpa Gosvāmī e, levando o verso, mais tarde o mostrou a Svarūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/71/", "verse_text": "svarūpe puchena prabhu ha-iyā vismite\nmora manera kathā rūpa jānila kemate", "devanagari": "> স্বরূপে পুছেন প্রভু হইয়া বিস্মিতে ।\n> মোর মনের কথা রূপ জানিল কেমতে ॥৭১॥", "synonyms": "*svarūpe*—a Svarūpa Gosvāmī; *puchena*—perguntou; *prabhu*—o Senhor; *ha-iyā*—tornando-se; *vismite*—tomado de assombro; *mora*—Minha; *manera*—da mente; *kathā*—a intenção; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *jānila*—compreendeu; *kemate*—como.", "translation": "**Tendo mostrado o verso a Svarūpa Dāmodara com grande assombro, Caitanya Mahāprabhu perguntou-lhe como Rūpa Gosvāmī pôde compreender as intenções de Sua mente.**", "purport": "Tivemos a oportunidade de receber uma bênção semelhante de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī quando apresentamos um ensaio em sua cerimônia de aniversário. Ele ficou tão satisfeito com aquele ensaio que costumava chamar alguns de seus devotos íntimos e mostrá-lo a eles. Como poderíamos nós ter compreendido as intenções de Śrīla Prabhupāda?"}
{"ref": "cc/madhya/1/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/72/", "verse_text": "svarūpa kahe,--yāte jānila tomāra mana\ntāte jāni,--haya tomāra kṛpāra bhājana", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — যাতে জানিল তোমার মন ।\n> তাতে জানি, — হয় তোমার কৃপার ভাজন ॥৭২॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara respondeu; *yāte*—visto que; *jānila*—ele conheceu; *tomāra*—Tua; *mana*—intenção; *tāte*—portanto; *jāni*—posso compreender; *haya*—ele é; *tomāra*—Tua; *kṛpāra*—da misericórdia; *bhājana*—recipiente.", "translation": "**Śrīla Svarūpa Dāmodara Gosvāmī respondeu ao Senhor Caitanya Mahāprabhu: \"Se Rūpa Gosvāmī é capaz de compreender Tua mente e Tuas intenções, ele deve possuir a bênção especial de Tua Senhoria.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/73/", "verse_text": "prabhu kahe,--tāre āmi santuṣṭa hañā\nāliṅgana kailu sarva-śakti sañcāriyā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তারে আমি সন্তুষ্ট হঞা ।\n> আলিঙ্গন কৈলু সর্বশক্তি সঞ্চারিয়া ॥৭৩॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *tāre*—a ele; *āmi*—Eu; *santuṣṭa hañā*—estando muito satisfeito; *āliṅgana kailu*—abracei; *sarva-śakti*—todas as potências; *sañcāriyā*—outorgando.", "translation": "**O Senhor disse: \"Fiquei tão satisfeito com Rūpa Gosvāmī que o abracei e lhe outorguei todas as potências necessárias para pregar o culto do bhakti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/74/", "verse_text": "yogya pātra haya gūḍha-rasa-vivecane\ntumio kahio tāre gūḍha-rasākhyāne", "devanagari": "> যোগ্য পাত্র হয় গূঢ়রস-বিবেচনে ।\n> তুমিও কহিও তারে গূঢ়রসাখ্যানে ॥৭৪॥", "synonyms": "*yogya*—adequado; *pātra*—recipiente; *haya*—é; *gūḍha*—confidenciais; *rasa*—as doçuras; *vivecane*—em analisar; *tumio*—tu também; *kahio*—instrui; *tāre*—a ele; *gūḍha*—confidenciais; *rasa*—as doçuras; *ākhyāne*—em descrever.", "translation": "**\"Aceito Śrīla Rūpa Gosvāmī como plenamente apto a compreender as doçuras confidenciais do serviço devocional, e recomendo que lhe expliques ainda mais o serviço devocional.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/75/", "verse_text": "e-saba kahiba āge vistāra kariñā\nsaṅkṣepe uddeśa kaila prastāva pāiñā", "devanagari": "> এসব কহিব আগে বিস্তার করিঞা ।\n> সংক্ষেপে উদ্দেশ কৈল প্রস্তাব পাইঞা ॥৭৫॥", "synonyms": "*e-saba*—todos estes; *kahiba*—narrarei; *āge*—mais tarde; *vistāra*—elaboração; *kariñā*—fazendo; *saṅkṣepe*—em breve; *uddeśa*—referência; *kaila*—fiz; *prastāva*—oportunidade; *pāiñā*—obtendo.", "translation": "**Descreverei todos esses incidentes de modo elaborado mais adiante. Por ora, dei apenas uma breve referência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/76/", "verse_text": "priyaḥ so 'yaṁ kṛṣṇaḥ saha-cari kuru-kṣetra-militas\ntathāhaṁ sā rādhā tad idam ubhayoḥ saṅgama-sukham\ntathāpy antaḥ-khelan-madhura-muralī-pañcama-juṣe\nmano me kālindī-pulina-vipināya spṛhayati", "devanagari": "> প্রিয়ঃ সোঽয়ং কৃষ্ণঃ সহচরি কুরুক্ষেত্রমিলিত-\n> স্তথাহং সা রাধা তদিদমুভয়োঃ সঙ্গমসুখম ।\n> তথাপ্যন্তঃ-খেলন্মধুরমুরলীপঞ্চমজুষে\n> মনো মে কালিন্দীপুলিনবিপিনায় স্পৃহয়তি ॥৭৬॥", "synonyms": "*priyaḥ*—muito querido; *saḥ*—Ele; *ayam*—este; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *saha-cari*—ó Minha querida amiga; *kuru-kṣetra-militaḥ*—que é encontrado no campo de Kurukṣetra; *tathā*—também; *aham*—Eu; *sā*—aquela; *rādhā*—Rādhārāṇī; *tat*—aquela; *idam*—esta; *ubhayoḥ*—de Nós dois; *saṅgama-sukham*—a felicidade do encontro; *tathāpi*—ainda; *antaḥ*—no interior; *khelan*—brincando; *madhura*—doce; *muralī*—da flauta; *pañcama*—a quinta nota; *juṣe*—que deleita; *manaḥ*—a mente; *me*—Minha; *kālindī*—do rio Yamunā; *pulina*—na margem; *vipināya*—as árvores; *spṛhayati*—deseja.", "translation": "**[Este é um verso falado por Śrīmatī Rādhārāṇī.] \"Minha querida amiga, agora encontrei Meu antiquíssimo e querido amigo Kṛṣṇa neste campo de Kurukṣetra. Sou a mesma Rādhārāṇī, e agora estamos juntos novamente. Isto é muito agradável, mas, ainda assim, Eu gostaria de ir à margem do Yamunā, sob as árvores da floresta de lá. Desejo ouvir a vibração de Sua doce flauta tocando a quinta nota dentro daquela floresta de Vṛndāvana.\"**", "purport": "Este verso também aparece no Padyāvalī (387), compilado por Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/1/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/77/", "verse_text": "ei ślokera saṅkṣepārtha śuna, bhakta-gaṇa\njagannātha dekhi' yaiche prabhura bhāvana", "devanagari": "> এই শ্লোকের সংক্ষেপার্থ শুন, ভক্তগণ ।\n> জগন্নাথ দেখি’ যৈছে প্রভুর ভাবন ॥৭৭॥", "synonyms": "*ei*—deste; *ślokera*—do verso; *saṅkṣepa-artha*—uma breve explicação; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *dekhi'*—após ver; *yaiche*—assim como; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *bhāvana*—o pensamento.", "translation": "**Agora, ó devotos, ouvi por favor uma breve explicação deste verso. O Senhor Caitanya Mahāprabhu pensava desta maneira após ter visto a Deidade de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/78/", "verse_text": "śrī-rādhikā kurukṣetre kṛṣṇera daraśana\nyadyapi pāyena, tabu bhāvena aichana", "devanagari": "> শ্রীরাধিকা কুরুক্ষেত্রে কৃষ্ণের দরশন ।\n> যদ্যপি পায়েন, তবু ভাবেন ঐছন ॥৭৮॥", "synonyms": "*śrī-rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *kuru-kṣetre*—no campo de Kurukṣetra; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *daraśana*—o encontro; *yadyapi*—embora; *pāyena*—Ela obtenha; *tabu*—ainda; *bhāvena*—pensa; *aichana*—desta maneira.", "translation": "**O tema de Seus pensamentos era Śrīmatī Rādhārāṇī, que encontrou Kṛṣṇa no campo de Kurukṣetra. Embora ali O encontrasse, Ela, não obstante, pensava n'Ele da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/79/", "verse_text": "rāja-veśa, hātī, ghoḍā, manuṣya gahana\nkāhāṅ gopa-veśa, kāhāṅ nirjana vṛndāvana", "devanagari": "> রাজবেশ, হাতী, ঘোড়া, মনুষ্য গহন ।\n> কাহাঁ গোপ-বেশ, কাহাঁ নির্জন বৃন্দাবন ॥৭৯॥", "synonyms": "*rāja-veśa*—trajes reais; *hātī*—elefantes; *ghoḍā*—cavalos; *manuṣya*—homens; *gahana*—multidões; *kāhāṅ*—onde; *gopa-veśa*—as vestes de um vaqueirinho; *kāhāṅ*—onde; *nirjana*—solitária; *vṛndāvana*—de nome Vṛndāvana.", "translation": "**Ela pensava n'Ele na atmosfera calma e tranquila de Vṛndāvana, trajado como um vaqueirinho. Mas, em Kurukṣetra, Ele estava em trajes reais e era acompanhado por elefantes, cavalos e multidões de homens. Assim, a atmosfera não era propícia para o encontro de Ambos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/80/", "verse_text": "sei bhāva, sei kṛṣṇa, sei vṛndāvana\nyabe pāi, tabe haya vāñchita pūraṇa", "devanagari": "> সেই ভাব, সেই কৃষ্ণ, সেই বৃন্দাবন ।\n> যবে পাই, তবে হয় বাঞ্ছিত পূরণ ॥৮০॥", "synonyms": "*sei bhāva*—aquela circunstância; *sei kṛṣṇa*—aquele Kṛṣṇa; *sei vṛndāvana*—aquela Vṛndāvana; *yabe pāi*—se Eu obtiver; *tabe*—então; *haya*—é; *vāñchita*—objeto desejado; *pūraṇa*—satisfeito.", "translation": "**Assim, ao encontrar-Se com Kṛṣṇa e ao pensar na atmosfera de Vṛndāvana, Rādhārāṇī ansiava por que Kṛṣṇa a levasse de volta a Vṛndāvana, a fim de satisfazer Seu desejo naquela atmosfera serena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/81/", "verse_text": "āhuś ca te nalina-nābha padāravindaṁ\nyogeśvarair hṛdi vicintyam agādha-bodhaiḥ\nsaṁsāra-kūpa-patitottaraṇāvalambaṁ\ngehaṁ juṣām api manasy udiyāt sadā naḥ", "devanagari": "> আহুশ্চ তে নলিননাভ পদারবিন্দং\n> যোগেশ্বরৈর্হৃদি বিচিন্ত্যমগাধবোধৈঃ ।\n> সংসারকূপপতিতোত্তরণাবলম্বং\n> গেহং জুষামপি মনস্যুদিয়াৎ সদা নঃ ॥৮১॥", "synonyms": "*āhuḥ*—as gopīs disseram; *ca*—e; *te*—Teus; *nalina-nābha*—ó Senhor, cujo umbigo é exatamente como uma flor de lótus; *pada-aravindam*—pés de lótus; *yoga-īśvaraiḥ*—pelos grandes yogīs místicos; *hṛdi*—dentro do coração; *vicintyam*—a serem meditados; *agādha-bodhaiḥ*—que eram filósofos altamente eruditos; *saṁsāra-kūpa*—o poço escuro da existência material; *patita*—daqueles caídos; *uttaraṇa*—de libertadores; *avalambam*—o único refúgio; *geham*—assuntos de família; *juṣām*—daqueles ocupados; *api*—embora; *manasi*—nas mentes; *udiyāt*—que seja despertado; *sadā*—sempre; *naḥ*—nosso.", "translation": "**As gopīs falaram assim: \"Querido Senhor, cujo umbigo é exatamente como uma flor de lótus, Teus pés de lótus são o único refúgio para aqueles que caíram no profundo poço da existência material. Teus pés são adorados e meditados por grandes yogīs místicos e filósofos altamente eruditos. Desejamos que esses pés de lótus também sejam despertados em nossos corações, embora sejamos apenas pessoas comuns ocupadas em assuntos domésticos.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.82.48)."}
{"ref": "cc/madhya/1/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/82/", "verse_text": "tomāra caraṇa mora vraja-pura-ghare\nudaya karaye yadi, tabe vāñchā pūre", "devanagari": "> তোমার চরণ মোর ব্রজপুরঘরে ।\n> উদয় করয়ে যদি, তবে বাঞ্ছা পূরে ॥৮২॥", "synonyms": "*tomāra*—Teus; *caraṇa*—pés de lótus; *mora*—meu; *vraja-pura-ghare*—no lar em Vṛndāvana; *udaya*—despertar; *karaye*—faço; *yadi*—se; *tabe*—então; *vāñchā*—desejos; *pūre*—são satisfeitos.", "translation": "**As gopīs pensaram: \"Querido Senhor, se Teus pés de lótus vierem novamente a nosso lar em Vṛndāvana, nossos desejos serão satisfeitos.\"**", "purport": "Em seu Anubhāṣya, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta: \"As gopīs estão puramente ocupadas no serviço do Senhor, sem motivação. Elas não são cativadas pela opulência de Kṛṣṇa, nem pela compreensão de que Ele é a Suprema Personalidade de Deus.\" Naturalmente, as gopīs eram inclinadas a amar Kṛṣṇa, pois Ele era um atraente jovem rapaz da aldeia de Vṛndāvana. Por serem moças da aldeia, não eram muito atraídas pelo campo de Kurukṣetra, onde Kṛṣṇa Se encontrava com elefantes, cavalos e trajes reais. De fato, não apreciavam muito Kṛṣṇa naquela atmosfera. Kṛṣṇa não era atraído pela opulência ou pela beleza pessoal das gopīs, mas por seu serviço devocional puro. De modo semelhante, as gopīs eram atraídas por Kṛṣṇa como vaqueirinho, e não sob aparência sofisticada. O Senhor Kṛṣṇa é inconcebivelmente poderoso. Para compreendê-lo, grandes yogīs e pessoas santas abandonam todas as ocupações materiais e meditam n'Ele. De modo semelhante, aqueles que estão excessivamente apegados ao gozo material, ao incremento da opulência material, à manutenção da família ou à liberação dos enredamentos deste mundo material refugiam-se na Suprema Personalidade de Deus. Mas tais atividades e motivações são desconhecidas das gopīs; elas não são nem um pouco peritas em executar tais atividades auspiciosas. Já transcendentalmente iluminadas, elas simplesmente ocupam seus sentidos purificados no serviço do Senhor na remota aldeia de Vṛndāvana. As gopīs não se interessam por especulações áridas, pelas artes, pela música nem por outras condições da vida material. Estão desprovidas de qualquer compreensão de gozo material e de renúncia. Seu único desejo é ver Kṛṣṇa retornar e desfrutar com elas passatempos espirituais e transcendentais. As gopīs querem apenas que Ele permaneça em Vṛndāvana, para que possam prestar-Lhe serviço, para o prazer d'Ele. Não há ali nem mesmo um vestígio de gratificação pessoal dos sentidos."}
{"ref": "cc/madhya/1/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/83/", "verse_text": "bhāgavatera śloka-gūḍhārtha viśada kariñā\nrūpa-gosāñi śloka kaila loka bujhāiñā", "devanagari": "> ভাগবতের শ্লোক-গূঢ়ার্থ বিশদ করিঞা ।\n> রূপ-গোসাঞি শ্লোক কৈল লোক বুঝাইঞা ॥৮৩॥", "synonyms": "*bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *śloka*—o verso; *gūḍha-artha*—significado confidencial; *viśada*—descrição minuciosa; *kariñā*—fazendo; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *śloka*—o verso; *kaila*—compôs; *loka*—as pessoas em geral; *bujhāiñā*—fazendo compreender.", "translation": "**Em um verso, Śrīla Rūpa Gosvāmī explicou o significado confidencial do verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* para a compreensão da população em geral.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/84/", "verse_text": "yā te līlā-rasa-parimalodgāri-vanyāparītā\ndhanyā kṣauṇī vilasati vṛtā māthurī mādhurībhiḥ\ntatrāsmābhiś caṭula-paśupī-bhāva-mugdhāntarābhiḥ\nsaṁvītas tvaṁ kalaya vadanollāsi-veṇur vihāram", "devanagari": "> যা তে লীলারসপরিমলোদ্গারিবন্যাপরীতা\n> ধন্যা ক্ষৌণী বিলসতি বৃতা মাধুরী মাধুরীভিঃ ।\n> তত্রাস্মাভিশ্চটুলপশুপীভাবমুগ্ধান্তরাভিঃ\n> সম্বীতস্ত্বং কলয় বদনোল্লাসি-বেণুর্বিহারম্ ॥৮৪॥", "synonyms": "*yā*—aquela; *te*—Teus; *līlā-rasa*—das doçuras saboreadas nos passatempos; *parimala*—a fragrância; *udgāri*—espalhando; *vanya-āparītā*—repleta de florestas; *dhanyā*—gloriosa; *kṣauṇī*—a terra; *vilasati*—desfruta; *vṛtā*—rodeada; *māthurī*—o distrito de Mathurā; *mādhurībhiḥ*—pelas belezas; *tatra*—ali; *asmābhiḥ*—por nós; *caṭula*—vacilante; *paśupī-bhāva*—com gozo extático como gopīs; *mugdha-antarābhiḥ*—por aquelas cujos corações estão encantados; *saṁvītaḥ*—rodeado; *tvam*—Tu; *kalaya*—por favor realiza; *vadana*—na boca; *ullāsi*—brincando; *veṇuḥ*—com a flauta; *vihāram*—passatempos lúdicos.", "translation": "**As gopīs continuaram: \"Querido Kṛṣṇa, a fragrância das doçuras de Teus passatempos espalha-se por todas as florestas da gloriosa terra de Vṛndāvana, que está rodeada pela doçura do distrito de Mathurā. Na atmosfera propícia daquela terra maravilhosa, podes desfrutar Teus passatempos, com Tua flauta dançando em Teus lábios, rodeado por nós, as gopīs, cujos corações estão sempre encantados por imprevisíveis emoções extáticas.\"**", "purport": "Este é um verso do Lalita-mādhava (10.38), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/1/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/85/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu dekhi' jagannāthe\nsubhadrā-sahita dekhe, vaṁśī nāhi hāte", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু দেখি’ জগন্নাথে ।\n> সুভদ্রা-সহিত দেখে, বংশী নাহি হাতে ॥৮৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—após ver; *jagannāthe*—o Senhor Jagannātha; *subhadrā*—Subhadrā; *sahita*—com; *dekhe*—Ele vê; *vaṁśī*—a flauta; *nāhi*—não; *hāte*—na mão.", "translation": "**Desta maneira, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu via Jagannātha, Ele via que o Senhor estava com Sua irmã Subhadrā e não segurava uma flauta na mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/86/", "verse_text": "tri-bhaṅga-sundara vraje vrajendra-nandana\nkāhāṅ pāba, ei vāñchā bāḍe anukṣaṇa", "devanagari": "> ত্রিভঙ্গ-সুন্দর ব্রজে ব্রজেন্দ্রনন্দন ।\n> কাহাঁ পাব, এই বাঞ্ছা বাড়ে অনুক্ষণ ॥৮৬॥", "synonyms": "*tri-bhaṅga*—curvado em três lugares; *sundara*—belo; *vraje*—em Vṛndāvana; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja; *kāhāṅ*—onde; *pāba*—obterei; *ei*—este; *vāñchā*—desejo; *bāḍe*—aumenta; *anukṣaṇa*—incessantemente.", "translation": "**Absorto no êxtase das gopīs, o Senhor Caitanya Mahāprabhu desejava ver o Senhor Jagannātha em Sua forma original como Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, em pé em Vṛndāvana e com aparência belíssima, Seu corpo curvado em três lugares. Seu desejo de ver aquela forma aumentava continuamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/87/", "verse_text": "rādhikā-unmāda yaiche uddhava-darśane\nudghūrṇā-pralāpa taiche prabhura rātri-dine", "devanagari": "> রাধিকা-উন্মাদ যৈছে উদ্ধব-দর্শনে ।\n> উদ্ঘূর্ণা-প্রলাপ তৈছে প্রভুর রাত্রি-দিনে ॥৮৭॥", "synonyms": "*rādhikā-unmāda*—a loucura de Śrīmatī Rādhārāṇī; *yaiche*—assim como; *uddhava-darśane*—ao ver Uddhava; *udghūrṇā-pralāpa*—falar incoerentemente em loucura; *taiche*—de modo semelhante; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *rātri-dine*—noite e dia.", "translation": "**Assim como Śrīmatī Rādhārāṇī falava incoerentemente com um abelhão na presença de Uddhava, Śrī Caitanya Mahāprabhu, em Seu êxtase, falava de modo louco e incoerente dia e noite.**", "purport": "Esta unmāda (loucura) não é uma loucura comum. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu falava incoerentemente, quase como um louco, Ele estava no êxtase transcendental do amor. No mais elevado êxtase transcendental, há um sentimento de estar encantado na presença do encantador. Quando o encantador e o encantado ficam separados, ocorre mohana, ou perplexidade. Quando assim perplexo devido à separação, a pessoa fica estupefata, e nesse momento manifestam-se todos os sintomas corpóreos do êxtase transcendental. Quando eles se manifestam, a pessoa parece inconcebivelmente louca. Isso se chama loucura transcendental. Nesse estado, há um discurso imaginativo, e a pessoa experimenta emoções como as de um louco. A loucura de Śrīmatī Rādhārāṇī foi explicada a Kṛṣṇa por Uddhava, que disse: \"Meu querido Kṛṣṇa, devido a sentimentos extremos de separação de Ti, Śrīmatī Rādhārāṇī ora faz Seu leito nos bosques da floresta, ora repreende uma nuvem azulada, ora vagueia na densa escuridão da floresta. Assim, Ela tornou-se como uma mulher enlouquecida.\""}
{"ref": "cc/madhya/1/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/88/", "verse_text": "dvādaśa vatsara śeṣa aiche goṅāila\nei mata śeṣa-līlā tri-vidhāne kaila", "devanagari": "> দ্বাদশ বৎসর শেষ ঐছে গোঙাইল ।\n> এই মত শেষলীলা ত্রিবিধানে কৈল ॥৮৮॥", "synonyms": "*dvādaśa*—doze; *vatsara*—anos; *śeṣa*—finais; *aiche*—dessa maneira; *goṅāila*—passaram-se; *ei mata*—desta maneira; *śeṣa-līlā*—os últimos passatempos; *tri-vidhāne*—de três maneiras; *kaila*—executou.", "translation": "**Os últimos doze anos de Śrī Caitanya Mahāprabhu transcorreram nessa loucura transcendental. Assim, Ele executou Seus últimos passatempos de três maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/89/", "verse_text": "sannyāsa kari' cabbiśa vatsara kailā ye ye karma\nananta, apāra--tāra ke jānibe marma", "devanagari": "> সন্ন্যাস করি’ চব্বিশ বৎসর কৈলা যে যে কর্ম ।\n> অনন্ত, অপার — তার কে জানিবে মর্ম ॥৮৯॥", "synonyms": "*sannyāsa kari'*—após aceitar a ordem renunciada; *cabbiśa vatsara*—vinte e quatro anos; *kailā*—fez; *ye ye*—quaisquer; *karma*—atividades; *ananta*—ilimitadas; *apāra*—insuperáveis; *tāra*—disso; *ke*—quem; *jānibe*—conhecerá; *marma*—o significado.", "translation": "**Durante os vinte e quatro anos após Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitar a ordem renunciada, quaisquer passatempos que Ele executou foram ilimitados e insondáveis. Quem pode compreender o significado de tais passatempos?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/90/", "verse_text": "uddeśa karite kari dig-daraśana\nmukhya mukhya līlāra kari sūtra gaṇana", "devanagari": "> উদ্দেশ করিতে করি দিগ্-দরশন ।\n> মুখ্য মুখ্য লীলার করি সূত্র গণন ॥৯০॥", "synonyms": "*uddeśa*—indicação; *karite*—fazer; *kari*—faço; *dig-daraśana*—um panorama geral; *mukhya mukhya*—os principais; *līlāra*—dos passatempos; *kari*—faço; *sūtra*—sinopse; *gaṇana*—enumeração.", "translation": "**Apenas para indicar esses passatempos, apresento um panorama geral dos principais passatempos em forma de sinopse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/91/", "verse_text": "prathama sūtra prabhura sannyāsa-karaṇa\nsannyāsa kari' calilā prabhu śrī-vṛndāvana", "devanagari": "> প্রথম সূত্র প্রভুর সন্ন্যাসকরণ ।\n> সন্ন্যাস করি’ চলিলা প্রভু শ্রীবৃন্দাবন ॥৯১॥", "synonyms": "*prathama*—primeira; *sūtra*—sinopse; *prabhura*—do Senhor; *sannyāsa-karaṇa*—aceitar a ordem de sannyāsa; *sannyāsa kari'*—após aceitar a ordem renunciada; *calilā*—foi; *prabhu*—o Senhor; *śrī-vṛndāvana*—rumo a Vṛndāvana.", "translation": "**Esta é a primeira sinopse: Após aceitar a ordem de sannyāsa, Caitanya Mahāprabhu seguiu rumo a Vṛndāvana.**", "purport": "Claramente, estas afirmações são um relato verídico da aceitação da ordem de vida renunciada por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sua aceitação dessa ordem renunciada não é nem um pouco comparável à aceitação de sannyāsa pelos māyāvādīs. Após aceitar sannyāsa, Caitanya Mahāprabhu quis chegar a Vṛndāvana. Ele era diferente dos sannyāsīs māyāvādīs, que desejam fundir-se na existência do Absoluto. Para um vaiṣṇava, aceitar sannyāsa significa obter alívio de todas as atividades materiais e dedicar-se completamente ao transcendental serviço amoroso do Senhor. Isso é confirmado por Śrīla Rūpa Gosvāmī (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.2.255): anāsaktasya viṣayān yathārham upayuñjataḥ nirbandhaḥ kṛṣṇa-sambandhe yuktaṁ vairāgyam ucyate. Para um vaiṣṇava, a ordem renunciada significa abandonar completamente o apego pelas coisas materiais e ocupar-se ininterruptamente no transcendental serviço amoroso do Senhor. Os sannyāsīs māyāvādīs, contudo, não sabem como ocupar tudo no serviço do Senhor. Por não terem nenhum treinamento devocional, consideram os objetos materiais intocáveis. Brahma satyaṁ jagan mithyā. Os māyāvādīs pensam que o mundo é falso, mas os sannyāsīs vaiṣṇavas não pensam assim. Os vaiṣṇavas dizem: \"Por que o mundo deveria ser falso? Ele é realidade, e destina-se ao serviço da Suprema Personalidade de Deus.\" Para um sannyāsī vaiṣṇava, renúncia significa não aceitar nada para o próprio gozo dos sentidos. Serviço devocional significa ocupar tudo na satisfação da Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/madhya/1/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/92/", "verse_text": "premete vihvala bāhya nāhika smaraṇa\nrāḍha-deśe tina dina karilā bhramaṇa", "devanagari": "> প্রেমেতে বিহ্বল বাহ্য নাহিক স্মরণ ।\n> রাঢ়দেশে তিন দিন করিলা ভ্রমণ ॥৯২॥", "synonyms": "*premete*—em amor extático por Kṛṣṇa; *vihvala*—dominado; *bāhya*—externo; *nāhika*—não há; *smaraṇa*—lembrança; *rāḍha-deśe*—nas terras de Rāḍha; *tina dina*—três dias; *karilā*—fez; *bhramaṇa*—viajando.", "translation": "**Ao seguir rumo a Vṛndāvana, Śrī Caitanya Mahāprabhu estava dominado por amor extático por Kṛṣṇa e perdeu toda a lembrança do mundo externo. Dessa maneira, Ele viajou ininterruptamente por três dias em Rāḍha-deśa, a região por onde o rio Ganges não passa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/93/", "verse_text": "nityānanda prabhu mahāprabhu bhulāiyā\ngaṅgā-tīre lañā āilā 'yamunā' baliyā", "devanagari": "> নিত্যানন্দ প্রভু মহাপ্রভু ভুলাইয়া ।\n> গঙ্গাতীরে লঞা আইলা ‘যমুনা’ বলিয়া ॥৯৩॥", "synonyms": "*nityānanda prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhulāiyā*—desconcertando; *gaṅgā-tīre*—à margem do Ganges; *lañā*—levando; *āilā*—trouxe; *yamunā*—o rio Yamunā; *baliyā*—informando.", "translation": "**Antes de tudo, o Senhor Nityānanda desconcertou Śrī Caitanya Mahāprabhu, levando-O ao longo das margens do Ganges, dizendo que se tratava do rio Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/94/", "verse_text": "śāntipure ācāryera gṛhe āgamana\nprathama bhikṣā kaila tāhāṅ, rātre saṅkīrtana", "devanagari": "> শান্তিপুরে আচার্যের গৃহে আগমন ।\n> প্রথম ভিক্ষা কৈল তাহাঁ, রাত্রে সংকীর্তন ॥৯৪॥", "synonyms": "*śāntipure*—na cidade de Śāntipura; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *gṛhe*—ao lar; *āgamana*—chegando; *prathama*—primeira; *bhikṣā*—aceitar esmolas; *kaila*—fez; *tāhāṅ*—ali; *rātre*—à noite; *saṅkīrtana*—realização do cantar congregacional.", "translation": "**Após três dias, o Senhor Caitanya Mahāprabhu chegou à casa de Advaita Ācārya em Śāntipura e ali aceitou esmolas. Esta foi Sua primeira aceitação de esmolas. À noite, Ele realizou ali o cantar congregacional.**", "purport": "Parece que, em Seu êxtase transcendental, Śrī Caitanya Mahāprabhu esqueceu-se de comer por três dias consecutivos. Ele foi então enganado por Nityānanda Prabhu, que disse que o rio Ganges era o Yamunā. Como o Senhor estava no êxtase de ir a Vṛndāvana, ficou contente ao ver o Yamunā, embora na realidade o rio fosse o Ganges. Dessa maneira, o Senhor foi levado à casa de Advaita Prabhu em Śāntipura após três dias, e ali aceitou alimento. Enquanto o Senhor lá permaneceu, viu Sua mãe, Śacīdevī, e toda noite executou o cantar congregacional com todos os devotos."}
{"ref": "cc/madhya/1/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/95/", "verse_text": "mātā bhakta-gaṇera tāhāṅ karila milana\n\nsarva samādhāna kari' kaila nīlādri-gamana", "devanagari": "> মাতা ভক্তগণের তাহাঁ করিল মিলন ।\n> সর্ব সমাধান করি’ কৈল নীলাদ্রিগমন ॥৯৫॥", "synonyms": "*mātā*—a mãe; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *tāhāṅ*—naquele lugar; *karila*—fez; *milana*—encontro; *sarva*—todos; *samādhāna*—ajustes; *kari'*—executando; *kaila*—fez; *nīlādri-gamana*—partida para Jagannātha Purī.", "translation": "**Na casa de Advaita Prabhu, Ele encontrou Sua mãe, bem como todos os devotos de Māyāpura. Ajustou tudo e, em seguida, partiu para Jagannātha Purī.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu sabia muito bem que Sua aceitação de sannyāsa fora um raio para Sua mãe. Por isso, chamou Sua mãe e os devotos de Māyāpura e, pela disposição de Śrī Advaita Ācārya, encontrou-Se com eles pela última vez após Sua aceitação de sannyāsa. Sua mãe ficou tomada de pesar ao ver que Ele estava com a cabeça raspada. Não havia mais nenhum belo cabelo em Sua cabeça. Mãe Śacī foi tranquilizada por todos os devotos, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu-lhe que cozinhasse para Ele, pois estava com muita fome, não tendo comido nada havia três dias. Sua mãe concordou de imediato e, esquecendo-se de tudo o mais, cozinhou para Śrī Caitanya Mahāprabhu durante todos os dias em que esteve na casa de Śrī Advaita Prabhu. Então, depois de alguns dias, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Sua mãe permissão para ir a Jagannātha Purī. A pedido de Sua mãe, Ele fez de Jagannātha Purī Seu quartel-general após Sua aceitação de sannyāsa. Assim, tudo foi ajustado e, com a permissão de Sua mãe, Śrī Caitanya Mahāprabhu seguiu rumo a Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/madhya/1/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/96/", "verse_text": "pathe nānā līlā-rasa, deva-daraśana\n\nmādhava-purīra kathā, gopāla-sthāpana", "devanagari": "> পথে নানা লীলারস, দেব-দরশন ।\n> মাধবপুরীর কথা, গোপাল-স্থাপন ॥৯৬॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *nānā*—vários; *līlā-rasa*—passatempos transcendentais; *deva-daraśana*—visitando os templos; *mādhava-purīra*—de Mādhavendra Purī; *kathā*—incidentes; *gopāla*—de Gopāla; *sthāpana*—a instalação.", "translation": "**No caminho rumo a Jagannātha Purī, Caitanya Mahāprabhu realizou muitos outros passatempos. Visitou vários templos e ouviu a história de Mādhavendra Purī e da instalação de Gopāla.**", "purport": "Este Mādhava Purī é Mādhavendra Purī. Outro Mādhava Purī é Mādhavācārya, que foi o mestre espiritual de um devoto na linha de Gadādhara Paṇḍita e que escreveu um livro conhecido como Śrī Maṅgala-bhāṣya. Mādhavācārya, contudo, é diferente de Mādhavendra Purī, mencionado neste verso."}
{"ref": "cc/madhya/1/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/97/", "verse_text": "kṣīra-curi-kathā, sākṣi-gopāla-vivaraṇa\n\nnityānanda kaila prabhura daṇḍa-bhañjana", "devanagari": "> ক্ষীর-চুরি-কথা, সাক্ষি-গোপাল-বিবরণ ।\n> নিত্যানন্দ কৈল প্রভুর দণ্ড-ভঞ্জন ॥৯৭॥", "synonyms": "*kṣīra-curi-kathā*—a narração do furto do leite condensado; *sākṣi-gopāla-vivaraṇa*—a descrição da testemunha Gopāla; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *kaila*—fez; *prabhura*—do Senhor; *daṇḍa-bhañjana*—quebrar a vara de sannyāsa.", "translation": "**De Nityānanda Prabhu, o Senhor Caitanya Mahāprabhu ouviu a história de Kṣīra-curī Gopinātha e da testemunha Gopāla. Então Nityānanda Prabhu quebrou a vara de sannyāsa pertencente ao Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Este Kṣīra-curī Gopinātha situa-se a cerca de oito quilômetros da estação de Bāleśvara, na Ferrovia Nordeste, antigamente conhecida como Ferrovia de Bengala-Māyāpura. Esta estação fica a alguns quilômetros da famosa estação de junção de Kargapura. Às vezes, o encargo do templo era confiado a Śyāmasundara Adhikārī, de Gopīvallabhapura, que se localiza na fronteira do distrito de Medinīpura. Śyāmasundara Adhikārī era descendente de Rasikānanda Murāri, o principal discípulo de Śyāmānanda Gosvāmī.\n\nA alguns quilômetros antes da estação de Jagannātha Purī, há uma pequena estação chamada Sākṣi-gopāla. Perto desta estação há uma aldeia chamada Satyavādī, onde se situa o templo de Sākṣi-gopāla."}
{"ref": "cc/madhya/1/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/98/", "verse_text": "kruddha hañā ekā gelā jagannātha dekhite\n\ndekhiyā mūrcchita hañā paḍilā bhūmite", "devanagari": "> ক্রুদ্ধ হঞা একা গেলা জগন্নাথ দেখিতে ।\n> দেখিয়া মূর্চ্ছিত হঞা পড়িলা ভূমিতে ॥৯৮॥", "synonyms": "*kruddha*—irado; *hañā*—tornando-Se; *ekā*—sozinho; *gelā*—foi; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *dekhite*—para ver; *dekhiyā*—após ver Jagannātha; *mūrcchita*—sem sentidos; *hañā*—tornando-Se; *paḍilā*—caiu; *bhūmite*—no chão.", "translation": "**Depois que Sua vara de sannyāsa foi quebrada por Nityānanda Prabhu, Caitanya Mahāprabhu aparentemente ficou muito irado e deixou Sua companhia para viajar sozinho ao templo de Jagannātha. Quando Caitanya Mahāprabhu entrou no templo de Jagannātha e viu o Senhor Jagannātha, perdeu os sentidos de imediato e caiu no chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/99/", "verse_text": "sārvabhauma lañā gelā āpana-bhavana\n\ntṛtīya prahare prabhura ha-ila cetana", "devanagari": "> সার্বভৌম লঞা গেলা আপন-ভবন ।\n> তৃতীয় প্রহরে প্রভুর হইল চেতন ॥৯৯॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *lañā*—levando; *gelā*—foi; *āpana-bhavana*—para sua própria casa; *tṛtīya prahare*—à tarde; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ha-ila*—houve; *cetana*—consciência.", "translation": "**Depois que o Senhor Caitanya Mahāprabhu viu o Senhor Jagannātha no templo e caiu inconsciente, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya O levou para sua casa. O Senhor permaneceu inconsciente até a tarde, quando finalmente recobrou a consciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/100/", "verse_text": "nityānanda, jagadānanda, dāmodara, mukunda\n\npāche āsi' mili' sabe pāila ānanda", "devanagari": "> নিত্যানন্দ, জগদানন্দ, দামোদর, মুকুন্দ ।\n> পাছে আসি’ মিলি’ সবে পাইল আনন্দ ॥১০০॥", "synonyms": "*nityānanda*—de nome Nityānanda; *jagadānanda*—de nome Jagadānanda; *dāmodara*—de nome Dāmodara; *mukunda*—de nome Mukunda; *pāche āsi'*—vindo; *mili'*—encontrando-Se; *sabe*—todos; *pāila*—obtiveram; *ānanda*—prazer.", "translation": "**O Senhor havia deixado a companhia de Nityānanda e fora sozinho ao templo de Jagannātha, mas depois Nityānanda, Jagadānanda, Dāmodara e Mukunda foram vê-Lo e, após vê-Lo, ficaram muito satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/101/", "verse_text": "tabe sārvabhaume prabhu prasāda karila\n\nāpana-īśvara-mūrti tāṅre dekhāila", "devanagari": "> তবে সার্বভৌমে প্রভু প্রসাদ করিল ।\n> আপন-ঈশ্বরমূর্তি তাঁরে দেখাইল ॥১০১॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *sārvabhaume*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda karila*—concedeu misericórdia; *āpana*—Sua própria; *īśvara-mūrti*—forma original como o Senhor; *tāṅre*—a ele; *dekhāila*—mostrou.", "translation": "**Após este incidente, o Senhor Caitanya Mahāprabhu concedeu Sua misericórdia a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, mostrando-lhe Sua forma original como o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/102/", "verse_text": "tabe ta' karilā prabhu dakṣiṇa gamana\n\nkūrma-kṣetre kaila vāsudeva vimocana", "devanagari": "> তবে ত’ করিলা প্রভু দক্ষিণ গমন ।\n> কূর্মক্ষেত্রে কৈল বাসুদেব বিমোচন ॥১০২॥", "synonyms": "*tabe ta'*—em seguida; *karilā*—fez; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dakṣiṇa*—ao sul da Índia; *gamana*—viajar; *kūrma-kṣetre*—no local de peregrinação conhecido como Kūrma-kṣetra; *kaila*—fez; *vāsudeva*—de nome Vāsudeva; *vimocana*—libertação.", "translation": "**Após conceder misericórdia a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, o Senhor partiu para o sul da Índia. Quando chegou a Kūrma-kṣetra, libertou uma pessoa chamada Vāsudeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/103/", "verse_text": "jiyaḍa-nṛsiṁhe kaila nṛsiṁha-stavana\n\npathe-pathe grāme-grāme nāma-pravartana", "devanagari": "> জিয়ড়-নৃসিংহে কৈল নৃসিংহ-স্তবন ।\n> পথে-পথে গ্রামে-গ্রামে নামপ্রবর্তন ॥১০৩॥", "synonyms": "*jiyaḍa-nṛsiṁhe*—o local de peregrinação conhecido como Jiyaḍa-nṛsiṁha; *kaila*—fez; *nṛsiṁha*—a Nṛsiṁha; *stavana*—orando; *pathe-pathe*—no caminho; *grāme-grāme*—em cada aldeia; *nāma-pravartana*—introdução do santo nome do Senhor.", "translation": "**Após visitar Kūrma-kṣetra, o Senhor visitou o templo sul-indiano de Jiyaḍa-nṛsiṁha e ofereceu Suas orações ao Senhor Nṛsiṁhadeva. Em Seu caminho, introduziu o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em cada aldeia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/104/", "verse_text": "godāvarī-tīra-vane vṛndāvana-bhrama\n\nrāmānanda rāya saha tāhāñi milana", "devanagari": "> গোদাবরীতীর-বনে বৃন্দাবন-ভ্রম ।\n> রামানন্দ রায় সহ তাহাঞি মিলন ॥১০৪॥", "synonyms": "*godāvarī-tīra*—na margem do rio Godāvarī; *vane*—na floresta; *vṛndāvana-bhrama*—confundiu com Vṛndāvana; *rāmānanda rāya*—de nome Rāmānanda Rāya; *saha*—com; *tāhāñi*—lá; *milana*—encontro.", "translation": "**Certa vez, o Senhor confundiu a floresta na margem do rio Godāvarī com Vṛndāvana. Naquele lugar, ocorreu de Ele encontrar Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/105/", "verse_text": "trimalla-tripadī-sthāna kaila daraśana\n\nsarvatra karila kṛṣṇa-nāma pracāraṇa", "devanagari": "> ত্রিমল্ল-ত্রিপদী-স্থান কৈল দরশন ।\n> সর্বত্র করিল কৃষ্ণনাম প্রচারণ ॥১০৫॥", "synonyms": "*trimalla*—um lugar chamado Trimalla; *tripadī*—ou Tirupati; *sthāna*—o lugar; *kaila*—fez; *daraśana*—visita; *sarvatra*—em toda parte; *karila*—fez; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *pracāraṇa*—pregação.", "translation": "**Ele visitou o lugar conhecido como Trimalla, ou Tirupati, e ali pregou extensamente o cantar do santo nome do Senhor.**", "purport": "Este local sagrado situa-se no distrito de Tāñjor, no sul da Índia. O templo de Tripadī situa-se no vale de Veṅkaṭācala (a Montanha Veṅkaṭa) e contém uma Deidade do Senhor Rāmacandra. No topo de Veṅkaṭācala fica o famoso templo de Bālājī."}
{"ref": "cc/madhya/1/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/106/", "verse_text": "tabe ta' pāṣaṇḍī-gaṇe karila dalana\n\nahovala-nṛsiṁhādi kaila daraśana", "devanagari": "> তবে ত’ পাষণ্ডিগণে করিল দলন ।\n> অহোবল-নৃসিংহাদি কৈল দরশন ॥১০৬॥", "synonyms": "*tabe ta'*—em seguida; *pāṣaṇḍī-gaṇe*—aos ateus; *karila*—fez; *dalana*—subjugar; *ahovala-nṛsiṁha-ādi*—Nṛsiṁhadeva, chamado Ahovala ou em Ahovala; *kaila*—fez; *daraśana*—visita.", "translation": "**Após visitar o templo de Trimalla, ou Tripadī, Śrī Caitanya Mahāprabhu teve de subjugar alguns ateus. Em seguida, visitou o templo de Ahovala-nṛsiṁha.**", "purport": "Este templo de Ahovala está situado em Dākṣiṇātya, no distrito de Karṇula, na subdivisão de Sārbela. Em todo o distrito, este templo muito famoso é muito apreciado pelo povo. Há outros nove templos também, e todos juntos são chamados de templos Nava-nṛsiṁha. Há muita arquitetura maravilhosa e trabalho artístico de entalhe nesses templos. No entanto, como se afirma na gazeta local, o *Karṇula Manual,* o trabalho não está completo."}
{"ref": "cc/madhya/1/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/107/", "verse_text": "śrī-raṅga-kṣetra āilā kāverīra tīra\n\nśrī-raṅga dekhiyā preme ha-ilā asthira", "devanagari": "> শ্রীরঙ্গক্ষেত্র আইলা কাবেরীর তীর ।\n> শ্রীরঙ্গ দেখিয়া প্রেমে হইলা অস্থির ॥১০৭॥", "synonyms": "*śrī-raṅga-kṣetra*—ao lugar onde se situa o templo de Raṅganātha; *āilā*—veio; *kāverīra*—do rio Kāverī; *tīra*—a margem; *śrī-raṅga dekhiyā*—após ver este templo; *preme*—em amor a Deus; *ha-ilā*—tornou-Se; *asthira*—agitado.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou à terra de Śrī Raṅga-kṣetra, na margem do Kāverī, visitou o templo de Śrī Raṅganātha e ali ficou dominado pelo êxtase do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/108/", "verse_text": "trimalla bhaṭṭera ghare kaila prabhu vāsa\n\ntāhāñi rahilā prabhu varṣā cāri māsa", "devanagari": "> ত্রিমল্ল ভট্টের ঘরে কৈল প্রভু বাস ।\n> তাহাঞি রহিলা প্রভু বর্ষা চারি মাস ॥১০৮॥", "synonyms": "*trimalla bhaṭṭera*—de Trimalla Bhaṭṭa; *ghare*—na casa; *kaila*—fez; *prabhu*—o Senhor; *vāsa*—residência; *tāhāñi*—ali; *rahilā*—morou; *prabhu*—o Senhor; *varṣā*—a estação das chuvas; *cāri*—quatro; *māsa*—meses.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu morou na casa de Trimalla Bhaṭṭa durante os quatro meses da estação das chuvas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/109/", "verse_text": "śrī-vaiṣṇava trimalla-bhaṭṭa--parama paṇḍita\n\ngosāñira pāṇḍitya-preme ha-ilā vismita", "devanagari": "> শ্রীবৈষ্ণব ত্রিমল্লভট্ট — পরম পণ্ডিত ।\n> গোসাঞির পাণ্ডিত্য-প্রেমে হইলা বিস্মিত ॥১০৯॥", "synonyms": "*śrī-vaiṣṇava trimalla-bhaṭṭa*—Trimalla Bhaṭṭa era um Śrī Vaiṣṇava; *parama*—altamente; *paṇḍita*—erudito instruído; *gosāñira*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *pāṇḍitya*—erudição; *preme*—bem como o amor a Deus; *ha-ilā*—ficou; *vismita*—admirado.", "translation": "**Śrī Trimalla Bhaṭṭa era tanto um membro da comunidade Śrī Vaiṣṇava quanto um erudito instruído; portanto, quando viu Caitanya Mahāprabhu, que era ao mesmo tempo um grande erudito e um grande devoto do Senhor, ficou muito admirado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/110/", "verse_text": "cāturmāsya tāṅhā prabhu śrī-vaiṣṇavera sane\n\ngoṅāila nṛtya-gīta-kṛṣṇa-saṅkīrtane", "devanagari": "> চাতুর্মাস্য তাঁহা প্রভু শ্রীবৈষ্ণবের সনে ।\n> গোঙাইল নৃত্য-গীত-কৃষ্ণসংকীর্তনে ॥১১০॥", "synonyms": "*cāturmāsya*—observância dos quatro meses da estação das chuvas; *tāṅhā*—ali; *prabhu*—o Senhor; *śrī-vaiṣṇavera sane*—com os Śrī Vaiṣṇavas; *goṅāila*—passou; *nṛtya*—dançando; *gīta*—cantando; *kṛṣṇa-saṅkīrtane*—no cantar do santo nome do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu passou os meses de Cāturmāsya com os Śrī Vaiṣṇavas, dançando e cantando, e também cantando o santo nome do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/111/", "verse_text": "cāturmāsya-ante punaḥ dakṣiṇa gamana\n\nparamānanda-purī saha tāhāñi milana", "devanagari": "> চাতুর্মাস্য-অন্তে পুনঃ দক্ষিণ গমন ।\n> পরমানন্দপুরী সহ তাহাঁঞি মিলন ॥১১১॥", "synonyms": "*cāturmāsya-ante*—no final do Cāturmāsya; *punaḥ*—de novo; *dakṣiṇa gamana*—viajando pelo sul da Índia; *paramānanda-purī*—de nome Paramānanda Purī; *saha*—com; *tāhāñi*—lá; *milana*—encontro.", "translation": "**Após o final do Cāturmāsya, o Senhor Caitanya Mahāprabhu continuou viajando por todo o sul da Índia. Nessa ocasião, Ele encontrou Paramānanda Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/112/", "verse_text": "tabe bhaṭṭathāri haite kṛṣṇa-dāsera uddhāra\n\nrāma-japī vipra-mukhe kṛṣṇa-nāma pracāra", "devanagari": "> তবে ভট্টথারি হৈতে কৃষ্ণদাসের উদ্ধার ।\n> রামজপী বিপ্রমুখে কৃষ্ণনাম প্রচার ॥১১২॥", "synonyms": "*tabe*—depois disto; *bhaṭṭa-thāri*—um Bhaṭṭathāri; *haite*—de; *kṛṣṇa-dāsera*—de Kṛṣṇadāsa; *uddhāra*—a libertação; *rāma-japī*—cantores do nome do Senhor Rāma; *vipra-mukhe*—aos brāhmaṇas; *kṛṣṇa-nāma*—o nome do Senhor Kṛṣṇa; *pracāra*—pregação.", "translation": "**Depois disto, Kṛṣṇadāsa, o servo do Senhor Caitanya Mahāprabhu, foi salvo das garras de um Bhaṭṭathāri. Caitanya Mahāprabhu pregou então que o nome do Senhor Kṛṣṇa também deveria ser cantado pelos brāhmaṇas que estavam habituados a cantar o nome do Senhor Rāma.**", "purport": "No distrito de Mālābāra, uma parcela dos brāhmaṇas é conhecida como brāhmaṇas Nambudari, e os Bhaṭṭathāris são seus sacerdotes. Os Bhaṭṭathāris conhecem muitas artes ocultas tântricas, tais como a arte de matar uma pessoa, de submetê-la ou de destruí-la e devastá-la. Eles são muito peritos nessas artes ocultas, e um desses Bhaṭṭathāris confundiu o servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu enquanto o servo acompanhava o Senhor em Suas viagens pelo sul da Índia. De um modo ou de outro, Śrī Caitanya Mahāprabhu salvou esse Kṛṣṇadāsa das garras do Bhaṭṭathāri. Śrī Caitanya Mahāprabhu é bem conhecido como Patita-pāvana, o salvador de todas as almas caídas, e Ele provou isso em Seu comportamento para com Seu servo pessoal, Kṛṣṇadāsa, a quem salvou. Às vezes, a palavra Bhaṭṭathāri é grafada erroneamente em Bengala como Bhaṭṭamāri."}
{"ref": "cc/madhya/1/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/113/", "verse_text": "śrī-raṅga-purī saha tāhāñi milana\n\nrāma-dāsa viprera kaila duḥkha-vimocana", "devanagari": "> শ্রীরঙ্গপুরী সহ তাহাঞি মিলন ।\n> রামদাস বিপ্রের কৈল দুঃখবিমোচন ॥১১৩॥", "synonyms": "*śrī-raṅga-purī*—de nome Śrī Raṅga-purī; *saha*—com; *tāhāñi*—lá; *milana*—encontro; *rāma-dāsa*—de nome Rāmadāsa; *viprera*—do brāhmaṇa; *kaila*—fez; *duḥkha-vimocana*—libertação de todos os sofrimentos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrou então Śrī Raṅgapurī e mitigou todos os sofrimentos de um brāhmaṇa chamado Rāmadāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/114/", "verse_text": "tattva-vādī saha kaila tattvera vicāra\n\nāpanāke hīna-buddhi haila tāṅ-sabāra", "devanagari": "> তত্ত্ববাদী সহ কৈল তত্ত্বের বিচার ।\n> আপনাকে হীনবুদ্ধি হৈল তাঁ-সবার ॥১১৪॥", "synonyms": "*tattva-vādī*—uma parcela da Madhvācārya-sampradāya; *saha*—com; *kaila*—fez; *tattvera*—da Verdade Absoluta; *vicāra*—discussão; *āpanāke*—a si mesmos; *hīna-buddhi*—consideração como inferiores em qualidade; *haila*—foi; *tāṅ-sabāra*—de todas as partes opositoras.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu também teve uma discussão com a comunidade Tattvavādī, e os Tattvavādīs sentiram-se Vaiṣṇavas inferiores.**", "purport": "A seita Tattvavādī pertence à comunidade Vaiṣṇava de Madhvācārya, mas seu comportamento difere dos estritos princípios Vaiṣṇavas de Madhvācārya. Há um mosteiro chamado Uttararāḍhī, e seu comandante chama-se Raghuvarya Tīrtha Madhvācārya."}
{"ref": "cc/madhya/1/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/115/", "verse_text": "ananta, puruṣottama, śrī-janārdana\n\npadmanābha, vāsudeva kaila daraśana", "devanagari": "> অনন্ত, পুরুষোত্তম, শ্রীজনার্দন ।\n> পদ্মনাভ, বাসুদেব কৈল দরশন ॥১১৫॥", "synonyms": "*ananta*—Anantadeva; *puruṣottama*—de nome Puruṣottama; *śrī-janārdana*—de nome Śrī Janārdana; *padma-nābha*—de nome Padmanābha; *vāsudeva*—de nome Vāsudeva; *kaila*—fez; *daraśana*—visita.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou então os templos de Viṣṇu de Anantadeva, Puruṣottama, Śrī Janārdana, Padmanābha e Vāsudeva.**", "purport": "Um templo de Ananta Padmanābha Viṣṇu situa-se no distrito de Trivandrum. Esse templo é muito famoso naquelas regiões. Outro templo de Viṣṇu, chamado Śrī Janārdana, situa-se cerca de vinte e seis milhas ao norte do distrito de Trivandrum, perto da estação ferroviária chamada Varkālā."}
{"ref": "cc/madhya/1/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/116/", "verse_text": "tabe prabhu kaila sapta-tāla vimocana\n\nsetubandhe snāna, rāmeśvara daraśana", "devanagari": "> তবে প্রভু কৈল সপ্ততাল বিমোচন ।\n> সেতুবন্ধে স্নান, রামেশ্বর দরশন ॥১১৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu*—o Senhor; *kaila*—fez; *sapta-tāla-vimocana*—libertação das árvores Sapta-tāla; *setubandhe*—no Cabo Comorim; *snāna*—banho; *rāmeśvara*—templo de Rāmeśvara; *daraśana*—visita.", "translation": "**Depois disso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu libertou a célebre árvore Saptatāla, banhou-Se em Setubandha Rāmeśvara e visitou o templo do Senhor Śiva conhecido como Rāmeśvara.**", "purport": "Diz-se que a árvore Saptatāla é uma palmeira muito antiga e maciça. Houve uma vez uma luta entre Vāli e seu irmão Sugrīva, e o Senhor Rāmacandra tomou o partido de Sugrīva e matou Vāli, mantendo-Se atrás desta célebre árvore. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu percorreu o sul da Índia, abraçou esta árvore, que foi liberada e diretamente promovida a Vaikuṇṭha."}
{"ref": "cc/madhya/1/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/117/", "verse_text": "tāhāñi karila kūrma-purāṇa śravaṇa\n\nmāyā-sītā nileka rāvaṇa, tāhāte likhana", "devanagari": "> তাহাঞি করিল কূর্মপুরাণ শ্রবণ ।\n> মায়াসীতা নিলেক রাবণ, তাহাতে লিখন ॥১১৭॥", "synonyms": "*tāhāñi*—lá; *karila*—fez; *kūrma-purāṇa*—do Kūrma Purāṇa; *śravaṇa*—ouvindo; *māyā-sītā*—uma falsa Sītā; *nileka*—raptou; *rāvaṇa*—por Rāvaṇa; *tāhāte*—naquele livro; *likhana*—está afirmado.", "translation": "**Em Rāmeśvara, Śrī Caitanya Mahāprabhu teve oportunidade de ler o Kūrma Purāṇa, no qual descobriu que a forma de Sītā raptada por Rāvaṇa não era a da verdadeira Sītā, mas apenas uma representação sombria.**", "purport": "O Kūrma Purāṇa afirma que essa Sītā sombria foi colocada no fogo como prova de castidade. Foi a Māyā-sītā quem entrou no fogo, e foi a verdadeira Sītā quem saiu do fogo."}
{"ref": "cc/madhya/1/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/118/", "verse_text": "śuniyā prabhura ānandita haila mana\n\nrāma-dāsa viprera kathā ha-ila smaraṇa", "devanagari": "> শুনিয়া প্রভুর আনন্দিত হৈল মন ।\n> রামদাস বিপ্রের কথা হইল স্মরণ ॥১১৮॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo isto; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ānandita*—muito feliz; *haila*—ficou; *mana*—a mente; *rāma-dāsa*—de nome Rāmadāsa; *viprera*—com o brāhmaṇa; *kathā*—da conversa; *ha-ila*—foi; *smaraṇa*—lembrança.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito contente de ler a respeito da falsa Sītā, e lembrou-Se de Seu encontro com Rāmadāsa Vipra, que estava muito triste por mãe Sītā ter sido raptada por Rāvaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/119/", "verse_text": "sei purātana patra āgraha kari' nila\n\nrāmadāse dekhāiyā duḥkha khaṇḍāila", "devanagari": "> সেই পুরাতন পত্র আগ্রহ করি’ নিল ।\n> রামদাসে দেখাইয়া দুঃখ খণ্ডাইল ॥১১৯॥", "synonyms": "*sei*—essa; *purātana*—antiga; *patra*—página; *āgraha*—com grande entusiasmo; *kari'*—fazendo; *nila*—tomou; *rāma-dāse*—ao brāhmaṇa Rāmadāsa; *dekhāiyā*—mostrando; *duḥkha*—infelicidade; *khaṇḍāila*—mitigou.", "translation": "**De fato, o Senhor Caitanya Mahāprabhu arrancou avidamente essa página do Kūrma Purāṇa, embora o livro fosse muito antigo, e posteriormente a mostrou a Rāmadāsa Vipra, cuja infelicidade foi mitigada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/120/", "verse_text": "brahma-saṁhitā, karṇāmṛta, dui puṅthi pāñā\n\ndui pustaka lañā āilā uttama jāniñā", "devanagari": "> ব্রহ্মসংহিতা, কর্ণামৃত, দুই পুঁথি পাঞা ।\n> দুই পুস্তক লঞা আইলা উত্তম জানিঞা ॥১২০॥", "synonyms": "*brahma-saṁhitā*—o livro chamado Brahma-saṁhitā; *karṇāmṛta*—o livro chamado Kṛṣṇa-karṇāmṛta; *dui*—dois; *puṅthi*—escrituras; *pāñā*—obtendo; *dui*—dois; *pustaka*—livros; *lañā*—levando; *āilā*—voltou; *uttama*—muito bons; *jāniñā*—sabendo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu também encontrou dois outros livros — a saber, a Brahma-saṁhitā e o Kṛṣṇa-karṇāmṛta. Sabendo que esses livros eram excelentes, Ele os levou para presentear Seus devotos.**", "purport": "Antigamente não havia prensas, e todas as escrituras importantes eram manuscritas e mantidas em grandes templos. Caitanya Mahāprabhu encontrou a Brahma-saṁhitā e o Kṛṣṇa-karṇāmṛta em textos manuscritos e, sabendo que eram muito fidedignos, levou-os conSigo para presentear Seus devotos. É claro que Ele obteve a permissão do comandante do templo. Atualmente, tanto a Brahma-saṁhitā quanto o Kṛṣṇa-karṇāmṛta estão disponíveis impressos, com comentários de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/1/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/121/", "verse_text": "punarapi nīlācale gamana karila\n\nbhakta-gaṇe meliyā snāna-yātrā dekhila", "devanagari": "> পুনরপি নীলাচলে গমন করিল ।\n> ভক্তগণে মেলিয়া স্নানযাত্রা দেখিল ॥১২১॥", "synonyms": "*punarapi*—de novo; *nīlācale*—para Jagannātha Purī; *gamana*—retornando; *karila*—fez; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *meliyā*—encontrando; *snāna-yātrā*—a cerimônia de banho do Senhor Jagannātha; *dekhila*—viu.", "translation": "**Após coletar esses livros, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou a Jagannātha Purī. Nessa ocasião, estava ocorrendo a cerimônia de banho de Jagannātha, e Ele a viu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/122/", "verse_text": "anavasare jagannāthera nā pāñā daraśana\n\nvirahe ālālanātha karilā gamana", "devanagari": "> অনবসরে জগন্নাথের না পাঞা দরশন ।\n> বিরহে আলালনাথ করিলা গমন ॥১২২॥", "synonyms": "*anavasare*—durante a ausência; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *nā*—não; *pāñā*—obtendo; *daraśana*—visita; *virahe*—em separação; *ālālanātha*—do lugar chamado Ālālanātha; *karilā*—fez; *gamana*—indo.", "translation": "**Quando Jagannātha estava ausente do templo, Caitanya Mahāprabhu, que não podia vê-Lo, sentiu separação e deixou Jagannātha Purī para ir a um lugar conhecido como Ālālanātha.**", "purport": "Ālālanātha é também conhecido como Brahmagiri. Este lugar fica a cerca de quatorze milhas de Jagannātha Purī e também está na praia. Há um templo de Jagannātha ali. Atualmente, uma delegacia de polícia e um correio estão situados lá porque muitas pessoas vêm ver o templo.\n\nA palavra *anavasara* é usada quando Śrī Jagannāthajī não pode ser visto no templo. Após a cerimônia do banho (*snāna-yātrā*), o Senhor Jagannātha aparentemente adoece. É, portanto, removido para Seu aposento privado, onde ninguém pode vê-Lo. Na realidade, durante esse período, renovações são feitas no corpo da Deidade de Jagannātha. Isso se chama *nava-yauvana.* Durante a cerimônia Ratha-yātrā, o Senhor Jagannātha aparece novamente diante do público. Assim, durante quinze dias após a cerimônia do banho, o Senhor Jagannātha não é visível a nenhum visitante."}
{"ref": "cc/madhya/1/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/123/", "verse_text": "bhakta-sane dina kata tāhāñi rahilā\n\ngauḍera bhakta āise, samācāra pāilā", "devanagari": "> ভক্তসনে দিন কত তাহাঞি রহিলা ।\n> গৌড়ের ভক্ত আইসে, সমাচার পাইলা ॥১২৩॥", "synonyms": "*bhakta-sane*—com os devotos; *dina kata*—alguns dias; *tāhāñi*—lá em Ālālanātha; *rahilā*—permaneceu; *gauḍera*—de Bengala; *bhakta*—devotos; *āise*—vêm; *samācāra*—notícia; *pāilā*—Ele recebeu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu por alguns dias em Ālālanātha. Nesse ínterim, Caitanya Mahāprabhu recebeu a notícia de que todos os devotos de Bengala estavam vindo para Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/124/", "verse_text": "nityānanda-sārvabhauma āgraha kariñā\n\nnīlācale āilā mahāprabhuke la-iñā", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-সার্বভৌম আগ্রহ করিঞা ।\n> নীলাচলে আইলা মহাপ্রভুকে লইঞা ॥১২৪॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āgraha kariñā*—mostrando grande ansiedade; *nīlācale*—para Jagannātha Purī; *āilā*—retornaram; *mahāprabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *la-iñā*—levando.", "translation": "**Quando os devotos de Bengala chegaram a Jagannātha Purī, tanto Nityānanda Prabhu quanto Sārvabhauma Bhaṭṭācārya esforçaram-se muito para levar Śrī Caitanya Mahāprabhu de volta a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/125/", "verse_text": "virahe vihvala prabhu nā jāne rātri-dine\n\nhena-kāle āilā gauḍera bhakta-gaṇe", "devanagari": "> বিরহে বিহ্বল প্রভু না জানে রাত্রি-দিনে ।\n> হেনকালে আইলা গৌড়ের ভক্তগণে ॥১২৫॥", "synonyms": "*virahe*—em separação; *vihvala*—dominado; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā*—não; *jāne*—sabe; *rātri-dine*—dia e noite; *hena-kāle*—nesse momento; *āilā*—chegaram; *gauḍera*—de Bengala; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos.", "translation": "**Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu finalmente deixou Ālālanātha para retornar a Jagannātha Purī, Ele estava dominado dia e noite devido à separação de Jagannātha. Sua lamentação não conhecia limites. Durante esse tempo, todos os devotos de diferentes partes de Bengala, e especialmente de Navadvīpa, chegaram a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/126/", "verse_text": "sabe mili' yukti kari' kīrtana ārambhila\nkīrtana-āveśe prabhura mana sthira haila", "devanagari": "> সবে মিলি’ যুক্তি করি’ কীর্তন আরম্ভিল ।\n> কীর্তন-আবেশে প্রভুর মন স্থির হৈল ॥১২৬॥", "synonyms": "*sabe mili'*—reunindo-se todos juntos; *yukti kari'*—após a devida consideração; *kīrtana*—o cantar congregacional do santo nome; *ārambhila*—começaram; *kīrtana-āveśe*—no êxtase do kīrtana; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente; *sthira*—serenada; *haila*—ficou.", "translation": "**Após a devida consideração, todos os devotos começaram a cantar congregacionalmente o santo nome. Dessa forma, a mente do Senhor Caitanya foi serenada pelo êxtase do cantar.**", "purport": "Por ser absoluto, o Senhor Jagannātha é idêntico em pessoa, forma, quadro, kīrtana e todas as demais circunstâncias. Por isso, quando Caitanya Mahāprabhu ouviu o cantar do santo nome do Senhor, Ele Se serenou. Anteriormente, Ele Se sentia muito abatido devido à separação de Jagannātha. A conclusão é que, sempre que ocorre um kīrtana de devotos puros, o Senhor Se faz imediatamente presente. Ao cantarmos os santos nomes do Senhor, associamo-nos pessoalmente com o Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/1/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/127/", "verse_text": "pūrve yabe prabhu rāmānandere mililā\nnīlācale āsibāre tāṅre ājñā dilā", "devanagari": "> পূর্বে যবে প্রভু রামানন্দেরে মিলিলা ।\n> নীলাচলে আসিবারে তাঁরে আজ্ঞা দিলা ॥১২৭॥", "synonyms": "*pūrve*—antes disto; *yabe*—quando; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rāmānandere*—Śrī Rāmānanda Rāya; *mililā*—encontrou; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āsibāre*—para vir; *tāṅre*—a ele; *ājñā dilā*—ordenou.", "translation": "**Anteriormente, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu percorria o sul da Índia, havia encontrado Rāmānanda Rāya às margens do Godāvarī. Naquela ocasião, ficara decidido que Rāmānanda Rāya renunciaria a seu posto de governador e retornaria a Jagannātha Purī para viver com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/128/", "verse_text": "rāja-ājñā lañā teṅho āilā kata dine\nrātri-dine kṛṣṇa-kathā rāmānanda-sane", "devanagari": "> রাজ-আজ্ঞা লঞা তেঁহো আইলা কত দিনে ।\n> রাত্রি-দিনে কৃষ্ণকথা রামানন্দসনে ॥১২৮॥", "synonyms": "*rāja-ājñā*—a permissão do rei, Pratāparudra; *lañā*—obtendo; *teṅho*—Rāmānanda Rāya; *āilā*—retornou; *kata dine*—em alguns dias; *rātri-dine*—dia e noite; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre o Senhor Kṛṣṇa e Seus passatempos; *rāmānanda-sane*—na companhia de Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrī Rāmānanda Rāya despediu-se do rei e retornou a Jagannātha Purī. Após sua chegada, Śrī Caitanya Mahāprabhu apreciou muitíssimo conversar com ele, dia e noite, sobre o Senhor Kṛṣṇa e Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/129/", "verse_text": "kāśī-miśre kṛpā, pradyumna miśrādi-milana\nparamānanda-purī-govinda-kāśīśvarāgamana", "devanagari": "> কাশীমিশ্রে কৃপা, প্রদ্যুম্ন মিশ্রাদি-মিলন ।\n> পরমানন্দপুরী-গোবিন্দ-কাশীশ্বরাগমন ॥১২৯॥", "synonyms": "*kāśī-miśre kṛpā*—Sua misericórdia a Kāśī Miśra; *pradyumna miśra-ādi-milana*—o encontro com Pradyumna Miśra; *paramānanda-purī*—de nome Paramānanda Purī; *govinda*—de nome Govinda; *kāśīśvara*—de nome Kāśīśvara; *āgamana*—chegada.", "translation": "**Após a chegada de Rāmānanda Rāya, Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu Sua misericórdia a Kāśī Miśra e encontrou-Se com Pradyumna Miśra e outros. Naquela ocasião, três personalidades — Paramānanda Purī, Govinda e Kāśīśvara — vieram ver o Senhor Caitanya em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/130/", "verse_text": "dāmodara-svarūpa-milane parama ānanda\nśikhi-māhiti-milana, rāya bhavānanda", "devanagari": "> দামোদরস্বরূপ-মিলনে পরম আনন্দ ।\n> শিখিমাহিতি-মিলন, রায় ভবানন্দ ॥১৩০॥", "synonyms": "*dāmodara-svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *milane*—no encontro; *parama*—grande; *ānanda*—prazer; *śikhi-māhiti*—de nome Śikhi Māhiti; *milana*—encontro; *rāya bhavānanda*—Bhavānanda, o pai de Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Por fim, houve um encontro com Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, e o Senhor ficou imensamente satisfeito. Depois, houve um encontro com Śikhi Māhiti e com Bhavānanda Rāya, o pai de Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/131/", "verse_text": "gauḍa ha-ite sarva vaiṣṇavera āgamana\nkulīna-grāma-vāsi-saṅge prathama milana", "devanagari": "> গৌড় হইতে সর্ব বৈষ্ণবের আগমন ।\n> কুলীনগ্রামবাসি-সঙ্গে প্রথম মিলন ॥১৩১॥", "synonyms": "*gauḍa ha-ite*—de Bengala; *sarva*—todos; *vaiṣṇavera*—dos vaiṣṇavas; *āgamana*—chegada; *kulīna-grāma-vāsi*—os habitantes de Kulīna-grāma; *saṅge*—com eles; *prathama*—primeiro; *milana*—encontro.", "translation": "**Todos os devotos de Bengala foram gradualmente chegando a Jagannātha Purī. Nessa época, os habitantes de Kulīna-grāma também vieram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu pela primeira vez.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/132/", "verse_text": "narahari dāsa ādi yata khaṇḍa-vāsī\nśivānanda-sena-saṅge mililā sabe āsi'", "devanagari": "> নরহরি দাস আদি যত খণ্ডবাসী ।\n> শিবানন্দসেন-সঙ্গে মিলিলা সবে আসি’ ॥১৩২॥", "synonyms": "*narahari dāsa*—de nome Narahari dāsa; *ādi*—encabeçando a lista; *yata*—todos; *khaṇḍa-vāsī*—devotos do lugar conhecido como Khaṇḍa; *śivānanda-sena*—de nome Śivānanda Sena; *saṅge*—com; *mililā*—Ele encontrou; *sabe*—todos; *āsi'*—vindo até ali.", "translation": "**Por fim, Narahari dāsa e os demais habitantes de Khaṇḍa, juntamente com Śivānanda Sena, todos chegaram, e Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrou-Se com eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/133/", "verse_text": "snāna-yātrā dekhi' prabhu saṅge bhakta-gaṇa\nsabā lañā kailā prabhu guṇḍicā mārjana", "devanagari": "> স্নানযাত্রা দেখি’ প্রভু সঙ্গে ভক্তগণ ।\n> সবা লঞা কৈলা প্রভু গুণ্ডিচা মার্জন ॥১৩৩॥", "synonyms": "*snāna-yātrā*—a cerimônia do banho; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *saṅge*—com Ele; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *sabā*—todos; *lañā*—levando; *kailā*—fez; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *guṇḍicā mārjana*—a lavagem e limpeza do templo de Guṇḍicā.", "translation": "**Após assistir à cerimônia do banho do Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu lavou e limpou o templo de Śrī Guṇḍicā com o auxílio de muitos devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/134/", "verse_text": "sabā-saṅge ratha-yātrā kaila daraśana\nratha-agre nṛtya kari' udyāne gamana", "devanagari": "> সবা-সঙ্গে রথযাত্রা কৈল দরশন ।\n> রথ-অগ্রে নৃত্য করি’ উদ্যানে গমন ॥১৩৪॥", "synonyms": "*sabā-saṅge*—com todos eles; *ratha-yātrā*—o festival dos carros; *kaila*—fez; *daraśana*—assistiu; *ratha-agre*—diante do carro; *nṛtya*—dança; *kari'*—fazendo; *udyāne*—no jardim; *gamana*—indo.", "translation": "**Depois disso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu e todos os devotos assistiram ao Ratha-yātrā, a cerimônia do festival dos carros. O próprio Caitanya Mahāprabhu dançou diante do carro e, após dançar, entrou num jardim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/135/", "verse_text": "pratāparudrere kṛpā kaila sei sthāne\ngauḍīyā-bhakte ājñā dila vidāyera dine", "devanagari": "> প্ৰতাপরুদ্রেরে কৃপা কৈল সেই স্থানে ।\n> গৌড়ীয়াভক্তে আজ্ঞা দিল বিদায়ের দিনে ॥১৩৫॥", "synonyms": "*pratāparudrere*—ao rei Pratāparudra; *kṛpā*—misericórdia; *kaila*—fez; *sei sthāne*—naquele jardim; *gauḍīyā-bhakte*—a todos os devotos de Bengala; *ājñā*—a ordem; *dila*—deu; *vidāyera*—da partida; *dine*—no dia.", "translation": "**Naquele jardim, o Senhor Caitanya Mahāprabhu concedeu Sua misericórdia ao rei Pratāparudra. Depois, quando os devotos bengalis estavam prestes a retornar para casa, o Senhor deu ordens distintas a quase cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/136/", "verse_text": "pratyabda āsibe ratha-yātrā-daraśane\nei chale cāhe bhakta-gaṇera milane", "devanagari": "> প্রত্যব্দ আসিবে রথযাত্রা-দরশনে ।\n> এই ছলে চাহে ভক্তগণের মিলনে ॥১৩৬॥", "synonyms": "*prati-abda*—todos os anos; *āsibe*—deveis todos vir; *ratha-yātrā*—o festival dos carros; *daraśane*—para ver; *ei chale*—sob este pretexto; *cāhe*—deseja; *bhakta-gaṇera*—de todos os devotos; *milane*—o encontro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava encontrar-Se com todos os devotos de Bengala todos os anos. Por isso, ordenou-lhes que viessem assistir ao festival do Ratha-yātrā todos os anos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/137/", "verse_text": "sārvabhauma-ghare prabhura bhikṣā-paripāṭī\nṣāṭhīra mātā kahe, yāte rāṇḍī ha-uk ṣāṭhī", "devanagari": "> সার্বভৌম-ঘরে প্রভুর ভিক্ষা-পরিপাটী ।\n> ষাঠীর মাতা কহে, যাতে রাণ্ডী হউক্ ষাঠী ॥১৩৭॥", "synonyms": "*sārvabhauma-ghare*—na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhura*—do Senhor; *bhikṣā*—comendo; *paripāṭī*—suntuosamente; *ṣāṭhīra mātā*—a mãe de Ṣāṭhī, que era filha de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—diz; *yāte*—pela qual; *rāṇḍī*—viúva; *ha-uk*—que ela se torne; *ṣāṭhī*—Ṣāṭhī, a filha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu foi convidado a jantar na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Enquanto Ele comia suntuosamente, o genro de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya [o esposo de sua filha Ṣāṭhī] criticou-O. Por causa disso, a mãe de Ṣāṭhī amaldiçoou-o, orando para que Ṣāṭhī se tornasse viúva. Em outras palavras, ela amaldiçoou o genro para que morresse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/138/", "verse_text": "varṣāntare advaitādi bhaktera āgamana\nprabhure dekhite sabe karilā gamana", "devanagari": "> বর্ষান্তরে অদ্বৈতাদি ভক্তের আগমন ।\n> প্ৰভুরে দেখিতে সবে করিলা গমন ॥১৩৮॥", "synonyms": "*varṣa-antare*—ao final do ano; *advaita-ādi*—encabeçados por Advaita Ācārya; *bhaktera*—de todos os devotos; *āgamana*—chegada a Jagannātha Purī; *prabhure*—o Senhor; *dekhite*—para ver; *sabe*—todos eles; *karilā*—fizeram; *gamana*—indo a Jagannātha Purī.", "translation": "**Ao final do ano, todos os devotos de Bengala, encabeçados por Advaita Ācārya, vieram novamente ver o Senhor. De fato, houve uma grande afluência de devotos a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/139/", "verse_text": "ānande sabāre niyā dena vāsa-sthāna\nśivānanda sena kare sabāra pālana", "devanagari": "> আনন্দে সবারে নিয়া দেন বাসস্থান ।\n> শিবানন্দ সেন করে সবার পালন ॥১৩৯॥", "synonyms": "*ānande*—com grande prazer; *sabāre*—todos os devotos; *niyā*—levando; *dena*—dá; *vāsa-sthāna*—aposentos residenciais; *śivānanda sena*—de nome Śivānanda Sena; *kare*—faz; *sabāra*—de todos; *pālana*—manutenção.", "translation": "**Quando todos os devotos de Bengala chegaram, Śrī Caitanya Mahāprabhu designou-lhes aposentos residenciais, e Śivānanda Sena foi encarregado de sua manutenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/140/", "verse_text": "śivānandera saṅge āilā kukkura bhāgyavān\nprabhura caraṇa dekhi' kaila antardhāna", "devanagari": "> শিবানন্দের সঙ্গে আইলা কুক্কুর ভাগ্যবান্ ।\n> প্রভুর চরণ দেখি’ কৈল অন্তর্ধান ॥১৪০॥", "synonyms": "*śivānandera saṅge*—com Śivānanda Sena; *āilā*—veio; *kukkura*—um cão; *bhāgyavān*—afortunado; *prabhura*—do Senhor; *caraṇa*—os pés de lótus; *dekhi'*—vendo; *kaila*—fez; *antardhāna*—desaparecimento.", "translation": "**Um cão acompanhou Śivānanda Sena e os devotos, e esse cão era tão afortunado que, após ver os pés de lótus do Senhor Caitanya Mahāprabhu, foi liberado e voltou ao lar, de volta ao Supremo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/141/", "verse_text": "pathe sārvabhauma saha sabāra milana\nsārvabhauma bhaṭṭācāryera kāśīte gamana", "devanagari": "> পথে সার্বভৌম সহ সবার মিলন ।\n> সার্বভৌম ভট্টাচার্যের কাশীতে গমন ॥১৪১॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *saha*—com; *sabāra*—de todos; *milana*—encontro; *sārvabhauma bhaṭṭācāryera*—do devoto chamado Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kāśīte*—a Vārāṇasī; *gamana*—indo.", "translation": "**Todos se encontraram com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya em seu caminho para Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/142/", "verse_text": "prabhure mililā sarva vaiṣṇava āsiyā\njala-krīḍā kaila prabhu sabāre la-iyā", "devanagari": "> প্ৰভুরে মিলিলা সর্ব বৈষ্ণব আসিয়া ।\n> জলক্রীড়া কৈল প্রভু সবারে লইয়া ॥১৪২॥", "synonyms": "*prabhure*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mililā*—encontraram; *sarva*—todos; *vaiṣṇava*—devotos; *āsiyā*—chegando a Jagannātha Purī; *jala-krīḍā*—brincando na água; *kaila*—realizou; *prabhu*—o Senhor; *sabāre*—todos os devotos; *la-iyā*—levando.", "translation": "**Após chegarem a Jagannātha Purī, todos os vaiṣṇavas encontraram-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Mais tarde, Śrī Caitanya Mahāprabhu divertiu-Se na água, levando consigo todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/143/", "verse_text": "sabā lañā kaila guṇḍicā-gṛha-sammārjana\n\nratha-yātrā-daraśane prabhura nartana", "devanagari": "> সবা লঞা কৈল গুণ্ডিচা-গৃহ-সংমার্জন ।\n> রথযাত্রা-দরশনে প্রভুর নর্তন ॥১৪৩॥", "synonyms": "*sabā lañā*—levando todos eles; *kaila*—realizou; *guṇḍicā-gṛha-sammārjana*—a lavagem do templo de Guṇḍicā; *ratha-yātrā*—o festival das quadrigas; *daraśane*—ao ver; *prabhura*—do Senhor; *nartana*—a dança.", "translation": "**Primeiro, o Senhor lavou o templo de Guṇḍicā muito minuciosamente. Depois, todos assistiram ao festival de Ratha-yātrā e à dança do Senhor diante da quadriga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/144/", "verse_text": "upavane kaila prabhu vividha vilāsa\n\nprabhura abhiṣeka kaila vipra kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> উপবনে কৈল প্রভু বিবিধ বিলাস ।\n> প্ৰভুর অভিষেক কৈল বিপ্র কৃষ্ণদাস ॥১৪৪॥", "synonyms": "*upavane*—na floresta à beira da estrada; *kaila*—realizou; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *vividha*—variados; *vilāsa*—passatempos; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *abhiṣeka*—o banho; *kaila*—realizou; *vipra*—o brāhmaṇa; *kṛṣṇadāsa*—de nome Kṛṣṇadāsa.", "translation": "**No jardim ao longo do caminho do templo de Jagannātha até Guṇḍicā, o Senhor Caitanya Mahāprabhu realizou vários passatempos. Um *brāhmaṇa* chamado Kṛṣṇadāsa realizou a cerimônia do banho do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/145/", "verse_text": "guṇḍicāte nṛtya-ante kaila jala-keli\n\nherā-pañcamīte dekhila lakṣmī-devīra kelī", "devanagari": "> গুণ্ডিচাতে নৃত্য-অন্তে কৈল জলকেলি ।\n> হেরা-পঞ্চমীতে দেখিল লক্ষ্মীদেবীর কেলী ॥১৪৫॥", "synonyms": "*guṇḍicāte*—nas imediações do templo de Guṇḍicā; *nṛtya-ante*—após dançar; *kaila*—realizou; *jala-keli*—brincadeiras na água; *herā-pañcamīte*—no dia de Herā-pañcamī; *dekhila*—viu; *lakṣmī-devīra*—da deusa da fortuna; *kelī*—as atividades.", "translation": "**Após dançar no templo de Guṇḍicā, o Senhor brincou na água com Seus devotos, e, no dia de Herā-pañcamī, todos eles viram as atividades da deusa da fortuna, Lakṣmīdevī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/146/", "verse_text": "kṛṣṇa-janma-yātrāte prabhu gopa-veśa hailā\n\ndadhi-bhāra vahi' tabe laguḍa phirāilā", "devanagari": "> কৃষ্ণজন্ম-যাত্রাতে প্রভু গোপবেশ হৈলা ।\n> দধিভার বহি’ তবে লগুড় ফিরাইলা ॥১৪৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-janma-yātrāte*—na cerimônia do aniversário do Senhor Kṛṣṇa; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *gopa-veśa*—vestido como um vaqueirinho; *hailā*—ficou; *dadhi-bhāra*—uma balança para potes de iogurte; *vahi'*—carregando; *tabe*—naquela ocasião; *laguḍa*—um tronco; *phirāilā*—cercou.", "translation": "**Em Janmāṣṭamī, o aniversário do Senhor Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu Se vestiu como um pastor de vacas e, carregando uma balança com potes de iogurte, rodou um bastão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/147/", "verse_text": "gauḍera bhakta-gaṇe tabe karila vidāya\n\nsaṅgera bhakta lañā kare kīrtana sadāya", "devanagari": "> গৌড়ের ভক্তগণে তবে করিল বিদায় ।\n> সঙ্গের ভক্ত লঞা করে কীর্তন সদায় ॥১৪৭॥", "synonyms": "*gauḍera*—de Gauḍa-deśa (Bengala); *bhakta-gaṇe*—aos devotos; *tabe*—então; *karila*—deu; *vidāya*—despedida; *saṅgera*—de companhia constante; *bhakta*—devotos; *lañā*—levando; *kare*—realiza; *kīrtana*—cantar congregacional; *sadāya*—sempre.", "translation": "**Em seguida, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-Se de todos os devotos de Gauḍa-deśa [Bengala] e continuou a cantar com Seus devotos íntimos, que permaneciam constantemente com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/148/", "verse_text": "vṛndāvana yāite kaila gauḍere gamana\n\npratāparudra kaila pathe vividha sevana", "devanagari": "> বৃন্দাবন যাইতে কৈল গৌড়েরে গমন ।\n> প্রতাপরুদ্র কৈল পথে বিবিধ সেবন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*vṛndāvana yāite*—para ir a Vṛndāvana; *kaila*—fez; *gauḍere*—para Bengala; *gamana*—a ida; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *kaila*—prestou; *pathe*—na estrada; *vividha*—vários; *sevana*—serviços.", "translation": "**Para visitar Vṛndāvana, o Senhor foi a Gauḍa-deśa [Bengala]. No caminho, o rei Pratāparudra prestou uma variedade de serviços para satisfazer o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/149/", "verse_text": "purī-gosāñi-saṅge vastra-pradāna-prasaṅga\n\nrāmānanda rāya āilā bhadraka paryanta", "devanagari": "> পুরীগোসাঞি-সঙ্গে বস্ত্রপ্রদান-প্রসঙ্গ ।\n> রামানন্দ রায় আইলা ভদ্রক পর্যন্ত ॥১৪৯॥", "synonyms": "*purī-gosāñi-saṅge*—com Purī Gosvāmī; *vastra-pradāna-prasaṅga*—os incidentes da troca de roupa; *rāmānanda rāya*—de nome Rāmānanda Rāya; *āilā*—veio; *bhadraka*—um lugar de nome Bhadraka; *paryanta*—até.", "translation": "**No caminho para Vṛndāvana, via Bengala, houve um incidente em que certa roupa foi trocada com Purī Gosāñi. Śrī Rāmānanda Rāya acompanhou o Senhor até a cidade de Bhadraka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/150/", "verse_text": "āsi' vidyā-vācaspatira gṛhete rahilā\n\nprabhure dekhite loka-saṅghaṭṭa ha-ilā", "devanagari": "> আসি’ বিদ্যাবাচস্পতির গৃহেতে রহিলা ।\n> প্রভুরে দেখিতে লোকসংঘট্ট হইলা ॥১৫০॥", "synonyms": "*āsi'*—chegando a Bengala; *vidyā-vācaspatira*—de Vidyā-vācaspati; *gṛhete*—na casa; *rahilā*—permaneceu; *prabhure*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *loka-saṅghaṭṭa*—multidões de homens; *ha-ilā*—houve.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a Vidyānagara, em Bengala, a caminho de Vṛndāvana, Ele Se hospedou na casa de Vidyā-vācaspati, que era o irmão de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu chegou repentinamente à casa dele, grandes multidões de pessoas se reuniram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/151/", "verse_text": "pañca-dina dekhe loka nāhika viśrāma\n\nloka-bhaye rātre prabhu āilā kuliyā-grāma", "devanagari": "> পঞ্চদিন দেখে লোক নাহিক বিশ্রাম ।\n> লোকভয়ে রাত্রে প্রভু আইলা কুলিয়া-গ্রাম ॥১৫১॥", "synonyms": "*pañca-dina*—continuamente por cinco dias; *dekhe*—veem; *loka*—as pessoas; *nāhika*—não havia; *viśrāma*—descanso; *loka-bhaye*—por temer as multidões de homens; *rātre*—à noite; *prabhu*—o Senhor; *āilā*—foi; *kuliyā-grāma*—ao lugar conhecido como Kuliyā.", "translation": "**Durante cinco dias consecutivos, todas as pessoas se reuniam para ver o Senhor, e ainda assim não havia descanso. Por temer a multidão, o Senhor Caitanya Mahāprabhu partiu à noite e foi para a cidade de Kuliyā [a atual Navadvīpa].**", "purport": "Se considerarmos as afirmações do Caitanya-bhāgavata juntamente com a descrição feita por Locana dāsa Ṭhākura, fica claro que a atual Navadvīpa era anteriormente conhecida como Kuliyā-grāma. Enquanto esteve em Kuliyā-grāma, Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu Seu favor a Devānanda Paṇḍita e libertou Gopāla Cāpala e muitos outros que anteriormente haviam cometido ofensas a Seus pés de lótus. Naquela época, para ir de Vidyānagara a Kuliyā-grāma era preciso atravessar um braço do Ganges. Todos esses antigos lugares ainda existem. Cināḍāṅgā situava-se antigamente em Kuliyā-grāma, que agora é conhecida como Kolera Gañja."}
{"ref": "cc/madhya/1/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/152/", "verse_text": "kuliyā-grāmete prabhura śuniyā āgamana\n\nkoṭi koṭi loka āsi' kaila daraśana", "devanagari": "> কুলিয়া-গ্রামেতে প্রভুর শুনিয়া আগমন ।\n> কোটি কোটি লোক আসি’ কৈল দরশন ॥১৫২॥", "synonyms": "*kuliyā-grāmete*—naquele lugar conhecido como Kuliyā-grāma; *prabhura*—do Senhor; *śuniyā*—ouvindo; *āgamana*—sobre a chegada; *koṭi koṭi*—centenas de milhares; *loka*—de pessoas; *āsi'*—vindo; *kaila*—tiveram; *daraśana*—audiência.", "translation": "**Ao ouvirem falar da chegada do Senhor a Kuliyā-grāma, muitas centenas de milhares de pessoas vieram vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/153/", "verse_text": "kuliyā-grāme kaila devānandere prasāda\n\ngopāla-viprere kṣamāila śrīvāsāparādha", "devanagari": "> কুলিয়া-গ্রামে কৈল দেবানন্দেরে প্রসাদ ।\n> গোপাল-বিপ্রেরে ক্ষমাইল শ্রীবাসাপরাধ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*kuliyā-grāme*—naquela aldeia conhecida como Kuliyā-grāma; *kaila*—mostrou; *devānandere prasāda*—misericórdia a Devānanda Paṇḍita; *gopāla-viprere*—e ao brāhmaṇa conhecido como Gopāla Cāpala; *kṣamāila*—perdoou; *śrīvāsa-aparādha*—a ofensa aos pés de lótus de Śrīvāsa Ṭhākura.", "translation": "**Os atos específicos realizados por Śrī Caitanya Mahāprabhu nesse momento foram Sua demonstração de favor a Devānanda Paṇḍita e o perdão ao *brāhmaṇa* conhecido como Gopāla Cāpala pela ofensa que cometera aos pés de lótus de Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/154/", "verse_text": "pāṣaṇḍī nindaka āsi' paḍilā caraṇe\n\naparādha kṣami' tāre dila kṛṣṇa-preme", "devanagari": "> পাষণ্ডী নিন্দক আসি’ পড়িলা চরণে ।\n> অপরাধ ক্ষমি’ তারে দিল কৃষ্ণপ্রেমে ॥১৫৪॥", "synonyms": "*pāṣaṇḍī*—ateus; *nindaka*—blasfemadores; *āsi'*—vindo até ali; *paḍilā*—prostraram-se; *caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor; *aparādha kṣami'*—perdoando-os de suas ofensas; *tāre*—a eles; *dila*—deu; *kṛṣṇa-preme*—amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**Muitos ateus e blasfemadores vieram e se prostraram aos pés de lótus do Senhor, e o Senhor, em troca, perdoou-os e lhes deu amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/155/", "verse_text": "vṛndāvana yābena prabhu śuni' nṛsiṁhānanda\n\npatha sājāila mane pāiyā ānanda", "devanagari": "> বৃন্দাবন যাবেন প্রভু শুনি’ নৃসিংহানন্দ ।\n> পথ সাজাইল মনে পাইয়া আনন্দ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *yābena*—irá; *prabhu*—o Senhor; *śuni'*—ouvindo; *nṛsiṁhānanda*—de nome Nṛsiṁhānanda; *patha*—o caminho; *sājāila*—decorou; *mane*—dentro da mente; *pāiyā*—obtendo; *ānanda*—prazer.", "translation": "**Quando Śrī Nṛsiṁhānanda Brahmacārī ouviu que o Senhor Caitanya Mahāprabhu iria a Vṛndāvana, ficou muito satisfeito e começou a decorar mentalmente o caminho até lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/156/", "verse_text": "kuliyā nagara haite patha ratne bāndhāila\n\nnivṛnta puṣpa-śayyā upare pātila", "devanagari": "> কুলিয়া নগর হৈতে পথ রত্নে বান্ধাইল ।\n> নিবৃন্ত পুষ্পশয্যা উপরে পাতিল ॥১৫৬॥", "synonyms": "*kuliyā nagara*—a cidade de Kuliyā; *haite*—desde; *patha*—o caminho; *ratne*—com joias; *bāndhāila*—construiu; *nivṛnta*—sem caule; *puṣpa-śayyā*—leito de flores; *upare*—por cima; *pātila*—estendeu.", "translation": "**Primeiro, Nṛsiṁhānanda Brahmacārī concebeu uma ampla estrada que partia da cidade de Kuliyā. Adornou a estrada com joias, sobre as quais, então, estendeu um leito de flores sem caule.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/157/", "verse_text": "pathe dui dike puṣpa-bakulera śreṇī\n\nmadhye madhye dui-pāśe divya puṣkariṇī", "devanagari": "> পথে দুই দিকে পুষ্পবকুলের শ্রেণী ।\n> মধ্যে মধ্যে দুইপাশে দিব্য পুষ্করিণী ॥১৫৭॥", "synonyms": "*pathe*—na estrada; *dui dike*—de ambos os lados; *puṣpa-bakulera*—de árvores de flores bakula; *śreṇī*—fileiras; *madhye madhye*—de espaço em espaço; *dui-pāśe*—de ambos os lados; *divya*—transcendentais; *puṣkariṇī*—lagos.", "translation": "**Ele decorou mentalmente ambos os lados da estrada com árvores de flores bakula e, a intervalos, de ambos os lados, colocou lagos de natureza transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/158/", "verse_text": "ratna-bāṅdhā ghāṭa, tāhe praphulla kamala\n\nnānā pakṣi-kolāhala, sudhā-sama jala", "devanagari": "> রত্নবাঁধা ঘাট, তাহে প্রফুল্ল কমল ।\n> নানা পক্ষি-কোলাহল, সুধা-সম জল ॥১৫৮॥", "synonyms": "*ratna-bāṅdhā*—construídos com joias; *ghāṭa*—lugares de banho; *tāhe*—ali; *praphulla*—plenamente desabrochadas; *kamala*—flores de lótus; *nānā*—vários; *pakṣi*—de pássaros; *kolāhala*—vibrações; *sudhā*—néctar; *sama*—como; *jala*—água.", "translation": "**Esses lagos tinham lugares de banho construídos com joias, e estavam repletos de flores de lótus desabrochadas. Havia vários pássaros gorjeando, e a água era exatamente como néctar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/159/", "verse_text": "śītala samīra vahe nānā gandha lañā\n\n'kānāira nāṭaśālā' paryanta la-ila bāndhiñā", "devanagari": "> শীতল সমীর বহে নানা গন্ধ লঞা ।\n> ‘কানাইর নাটশালা’ পর্যন্ত লইল বান্ধিঞা ॥১৫৯॥", "synonyms": "*śītala*—muito frescas; *samīra*—brisas; *vahe*—soprando; *nānā*—várias; *gandha*—fragrâncias; *lañā*—carregando; *kānāira nāṭa-śālā*—o lugar chamado Kānāi Nāṭaśālā; *paryanta*—até; *la-ila*—conduziu; *bāndhiñā*—construindo.", "translation": "**A estrada inteira estava impregnada de muitas brisas frescas, que carregavam as fragrâncias de várias flores. Ele levou a construção dessa estrada até Kānāi Nāṭaśālā.**", "purport": "Kānāi Nāṭaśālā fica a cerca de 325 quilômetros de Calcutá, na linha Loop da Eastern Railway. A estação ferroviária chama-se Tālajhāḍi e, depois de desembarcar nessa estação, é preciso percorrer cerca de três quilômetros para encontrar Kānāi Nāṭaśālā."}
{"ref": "cc/madhya/1/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/160/", "verse_text": "āge mana nāhi cale, nā pāre bāndhite\npatha-bāndhā nā yāya, nṛsiṁha hailā vismite", "devanagari": "> আগে মন নাহি চলে, না পারে বান্ধিতে ।\n> পথ বান্ধা না যায়, নৃসিংহ হৈলা বিস্মিতে ॥১৬০॥", "synonyms": "*āge*—além disto; *mana*—a mente; *nāhi*—não; *cale*—vai; *nā*—não é; *pāre*—capaz; *bāndhite*—de construir a estrada; *patha-bāndhā*—a construção da estrada; *nā yāya*—não é possível; *nṛsiṁha*—Nṛsiṁhānanda Brahmacārī; *hailā*—ficou; *vismite*—espantado.", "translation": "**Dentro da mente de Nṛsiṁhānanda Brahmacārī, a estrada não podia ser construída para além de Kānāi Nāṭaśālā. Ele não conseguia compreender por que a construção da estrada não podia ser concluída, e assim ficou espantado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/161/", "verse_text": "niścaya kariyā kahi, śuna, bhakta-gaṇa\nebāra nā yābena prabhu śrī-vṛndāvana", "devanagari": "> নিশ্চয় করিয়া কহি, শুন, ভক্তগণ ।\n> এবার না যাবেন প্রভু শ্রীবৃন্দাবন ॥১৬১॥", "synonyms": "*niścaya*—segurança; *kariyā*—fazendo; *kahi*—eu digo; *śuna*—por favor, ouvi; *bhakta-gaṇa*—meus queridos devotos; *ebāra*—desta vez; *nā*—não; *yābena*—irá; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *śrī-vṛndāvana*—a Vṛndāvana.", "translation": "**Com grande segurança, ele então disse aos devotos que o Senhor Caitanya não iria a Vṛndāvana naquele momento.**", "purport": "Śrīla Nṛsiṁhānanda Brahmacārī era um grande devoto do Senhor Caitanya Mahāprabhu; portanto, quando ouviu que de Kuliyā Śrī Caitanya Mahāprabhu iria a Vṛndāvana, embora não tivesse nenhuma riqueza material, começou a construir dentro de sua mente uma senda ou estrada muito atraente para que Caitanya Mahāprabhu a percorresse. Parte da descrição dessa senda foi dada acima. Mas, mesmo mentalmente, ele não conseguia construir a estrada para além de Kānāi Nāṭaśālā. Por isso, concluiu que Caitanya Mahāprabhu não iria a Vṛndāvana naquele momento.\n\nPara um devoto puro, tanto faz se ele constrói materialmente uma senda ou se constrói uma dentro de sua mente. Isso ocorre porque a Suprema Personalidade de Deus, Janārdana, é bhāva-grāhī, ou seja, aprecia o sentimento. Para Ele, uma senda feita de joias verdadeiras e uma senda feita de joias mentais são a mesma coisa. Embora sutil, a mente também é matéria; assim, qualquer senda — na verdade, qualquer coisa para o serviço do Senhor, seja em matéria grosseira, seja em matéria sutil — é aceita igualmente pela Suprema Personalidade de Deus. O Senhor aceita a atitude de Seu devoto e vê quanto ele está disposto a servi-Lo. O devoto tem a liberdade de servir o Senhor seja em matéria grosseira, seja em matéria sutil. O ponto importante é que o serviço esteja em relação com a Suprema Personalidade de Deus. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* (9.26):\n\npatraṁ puṣpaṁ phalaṁ toyaṁ\nyo me bhaktyā prayacchati\ntad ahaṁ bhakty-upahṛtam\naśnāmi prayatātmanaḥ\n\n\"Se alguém Me oferece com amor e devoção uma folha, uma flor, uma fruta ou água, Eu a aceitarei.\" O verdadeiro ingrediente é a bhakti (devoção). A devoção pura é incontaminada pelos modos da natureza material. Ahaituky apratihatā: o serviço devocional incondicional não pode ser impedido por nenhuma condição material. Isso significa que não é preciso ser muito rico para servir a Suprema Personalidade de Deus. Mesmo o homem mais pobre pode igualmente servir a Suprema Personalidade de Deus se tiver devoção pura. Se não houver nenhum motivo ulterior, o serviço devocional não pode ser impedido por nenhuma condição material."}
{"ref": "cc/madhya/1/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/162/", "verse_text": "'kānāñira nāṭaśālā' haite āsiba phiriñā\njānibe paścāt, kahilu niścaya kariñā", "devanagari": "> ‘কানাঞির নাটশালা’ হৈতে আসিব ফিরিঞা ।\n> জানিবে পশ্চাৎ, কহিলু নিশ্চয় করিঞা ॥১৬২॥", "synonyms": "*kānāñira nāṭa-śālā*—o lugar de nome Kānāi Nāṭaśālā; *haite*—de; *āsiba*—virá; *phiriñā*—retornando; *jānibe*—vós sabereis; *paścāt*—mais tarde; *kahilu*—eu digo; *niścaya*—segurança; *kariñā*—fazendo.", "translation": "**Nṛsiṁhānanda Brahmacārī disse: \"O Senhor irá a Kānāi Nāṭaśālā e então retornará. Todos vós vireis a saber disto mais tarde, mas eu agora o digo com grande segurança.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/163/", "verse_text": "gosāñi kuliyā haite calilā vṛndāvana\nsaṅge sahasreka loka yata bhakta-gaṇa", "devanagari": "> গোসাঞি কুলিয়া হৈতে চলিলা বৃন্দাবন ।\n> সঙ্গে সহস্রেক লোক যত ভক্তগণ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*gosāñi*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kuliyā haite*—de Kuliyā; *calilā*—partiu; *vṛndāvana*—rumo a Vṛndāvana; *saṅge*—com Ele; *sahasreka*—milhares; *loka*—de pessoas; *yata*—todas; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu começou a partir de Kuliyā rumo a Vṛndāvana, milhares de homens estavam com Ele, e todos eles eram devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/164/", "verse_text": "yāhāṅ yāya prabhu, tāhāṅ koṭi-saṅkhya loka\ndekhite āise, dekhi' khaṇḍe duḥkha-śoka", "devanagari": "> যাহাঁ যায় প্রভু, তাহাঁ কোটিসংখ্য লোক ।\n> দেখিতে আইসে, দেখি’ খণ্ডে দুঃখ-শোক ॥১৬৪॥", "synonyms": "*yāhāṅ*—onde quer que; *yāya*—vá; *prabhu*—o Senhor; *tāhāṅ*—em toda parte; *koṭi-saṅkhya loka*—um número ilimitado de pessoas; *dekhite āise*—vinham vê-Lo; *dekhi'*—após verem; *khaṇḍe*—removia; *duḥkha*—infelicidade; *śoka*—lamentação.", "translation": "**Onde quer que o Senhor visitasse, multidões de inúmeras pessoas vinham vê-Lo. Quando O viam, toda a sua infelicidade e lamentação desaparecia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/165/", "verse_text": "yāhāṅ yāhāṅ prabhura caraṇa paḍaye calite\nse mṛttikā laya loka, garta haya pathe", "devanagari": "> যাহাঁ যাহাঁ প্রভুর চরণ পড়য়ে চলিতে ।\n> সে মৃত্তিকা লয় লোক, গর্ত হয় পথে ॥১৬৫॥", "synonyms": "*yāhāṅ yāhāṅ*—onde quer que; *prabhura*—do Senhor; *caraṇa*—pés de lótus; *paḍaye*—toquem; *calite*—enquanto caminhava; *se*—aquela; *mṛttikā*—terra; *laya*—pegavam; *loka*—as pessoas; *garta*—um buraco; *haya*—tornava-se; *pathe*—na estrada.", "translation": "**Onde quer que o Senhor tocasse o solo com Seus pés de lótus, as pessoas imediatamente vinham e recolhiam a terra. Na verdade, recolhiam tanta que muitos buracos se formavam na estrada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/166/", "verse_text": "aiche cali, āilā prabhu 'rāmakeli' grāma\ngauḍera nikaṭa grāma ati anupāma", "devanagari": "> ঐছে চলি, আইলা প্রভু ‘রামকেলি’ গ্রাম ।\n> গৌড়ের নিকট গ্রাম অতি অনুপাম ॥১৬৬॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *cali*—caminhando; *āilā*—chegou; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rāmakeli grāma*—à aldeia de nome Rāmakeli; *gauḍera*—de Bengala; *nikaṭa*—perto; *grāma*—a aldeia; *ati*—muito; *anupāma*—primorosa.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu por fim chegou a uma aldeia chamada Rāmakeli. Esta aldeia situa-se na fronteira de Bengala e é muito primorosa.**", "purport": "Rāmakeli-grāma situa-se às margens do Ganges, na fronteira de Bengala. Śrīla Rūpa e Sanātana Gosvāmīs tinham suas residências nesta aldeia."}
{"ref": "cc/madhya/1/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/167/", "verse_text": "tāhāṅ nṛtya kare prabhu preme acetana\nkoṭi koṭi loka āise dekhite caraṇa", "devanagari": "> তাহাঁ নৃত্য করে প্রভু প্রেমে অচেতন ।\n> কোটি কোটি লোক আইসে দেখিতে চরণ ॥১৬৭॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—ali; *nṛtya*—dançando; *kare*—realizava; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *preme*—em amor a Deus; *acetana*—inconsciente; *koṭi koṭi*—inumeráveis; *loka*—pessoas; *āise*—vinham; *dekhite*—para ver; *caraṇa*—Seus pés de lótus.", "translation": "**Enquanto realizava o saṅkīrtana em Rāmakeli-grāma, o Senhor dançava e, às vezes, perdia a consciência devido ao amor a Deus. Enquanto esteve em Rāmakeli-grāma, um número ilimitado de pessoas vinha ver Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/168/", "verse_text": "gauḍeśvara yavana-rājā prabhāva śuniñā\nkahite lāgila kichu vismita hañā", "devanagari": "> গৌড়েশ্বর যবন-রাজা প্রভাব শুনিঞা ।\n> কহিতে লাগিল কিছু বিস্মিত হঞা ॥১৬৮॥", "synonyms": "*gauḍa-īśvara*—rei de Bengala; *yavana-rājā*—rei maometano; *prabhāva*—influência; *śuniñā*—ouvindo; *kahite*—a dizer; *lāgila*—começou; *kichu*—algo; *vismita*—espantado; *hañā*—ficando.", "translation": "**Quando o rei maometano de Bengala soube da influência de Caitanya Mahāprabhu em atrair inúmeras pessoas, ficou muito admirado e começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": "Naquele tempo, o rei maometano de Bengala era o Nawab Hussain Shah Bādasāha."}
{"ref": "cc/madhya/1/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/169/", "verse_text": "vinā dāne eta loka yāṅra pāche haya\nsei ta' gosāñā, ihā jāniha niścaya", "devanagari": "> বিনা দানে এত লোক যাঁর পাছে হয় ।\n> সেই ত’ গোসাঞা, ইহা জানিহ নিশ্চয় ॥১৬৯॥", "synonyms": "*vinā*—sem; *dāne*—caridade; *eta*—tantas; *loka*—pessoas; *yāṅra*—quem; *pāche*—atrás; *haya*—ficam; *sei ta'*—Ele certamente; *gosāñā*—um profeta; *ihā*—isto; *jāniha*—sabei; *niścaya*—com certeza.", "translation": "**\"Tal pessoa, que é seguida por tantas pessoas sem lhes dar caridade, deve ser um profeta. Posso com certeza compreender este fato.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/170/", "verse_text": "kājī, yavana ihāra nā kariha hiṁsana\nāpana-icchāya buluna, yāhāṅ uṅhāra mana", "devanagari": "> কাজী, যবন ইহার না করিহ হিংসন ।\n> আপন-ইচ্ছায় বুলুন, যাহাঁ উঁহার মন ॥১৭০॥", "synonyms": "*kājī*—magistrado; *yavana*—maometano; *ihāra*—d'Ele; *nā*—não; *kariha*—façais; *hiṁsana*—inveja; *āpana-icchāya*—segundo Sua própria vontade; *buluna*—deixai-O ir; *yāhāṅ*—onde quer que; *uṅhāra*—d'Ele; *mana*—a mente.", "translation": "**O rei muçulmano ordenou ao magistrado: \"Não perturbeis este profeta hindu por inveja. Deixai-O fazer Sua própria vontade onde quer que Lhe apraza.\"**", "purport": "Até mesmo um rei maometano conseguia compreender a posição transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu como profeta; por isso ordenou ao magistrado local que não O perturbasse, mas que O deixasse fazer o que quisesse."}
{"ref": "cc/madhya/1/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/171/", "verse_text": "keśava-chatrīre rājā vārtā puchila\nprabhura mahimā chatrī uḍāiyā dila", "devanagari": "> কেশব-ছত্রীরে রাজা বার্তা পুছিল ।\n> প্রভুর মহিমা ছত্রী উড়াইয়া দিল ॥১৭১॥", "synonyms": "*keśava-chatrīre*—à pessoa de nome Keśava Chatrī; *rājā*—o rei; *vārtā*—notícias; *puchila*—perguntou; *prabhura*—do Senhor; *mahimā*—as glórias; *chatrī*—Keśava Chatrī; *uḍāiyā*—não atribuindo importância; *dila*—deu.", "translation": "**Quando o rei maometano pediu a seu assistente, Keśava Chatrī, notícias sobre a influência de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Keśava Chatrī, embora soubesse tudo sobre Caitanya Mahāprabhu, tentou evitar a conversa não dando nenhuma importância às atividades de Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Keśava Chatrī tornou-se diplomático quando questionado sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu. Embora soubesse tudo a Seu respeito, tinha receio de que o rei maometano pudesse tornar-Se Seu inimigo. Não deu nenhuma importância às atividades do Senhor para que o rei muçulmano O tomasse por um homem comum e não Lhe causasse nenhum transtorno."}
{"ref": "cc/madhya/1/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/172/", "verse_text": "bhikhārī sannyāsī kare tīrtha paryaṭana\ntāṅre dekhibāre āise dui cāri jana", "devanagari": "> ভিখারী সন্ন্যাসী করে তীর্থ পর্যটন ।\n> তাঁরে দেখিবারে আইসে দুই চারি জন ॥১৭২॥", "synonyms": "*bhikhāri*—mendigo; *sannyāsī*—monge; *kare*—faz; *tīrtha*—dos lugares sagrados; *paryaṭana*—peregrinação; *tāṅre*—a Ele; *dekhibāre*—para ver; *āise*—vinham; *dui cāri jana*—apenas algumas pessoas.", "translation": "**Keśava Chatrī informou ao rei maometano que Caitanya Mahāprabhu era um mendicante percorrendo diferentes lugares de peregrinação e que, como tal, apenas algumas poucas pessoas vinham vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/173/", "verse_text": "yavane tomāra ṭhāñi karaye lāgāni\ntāṅra hiṁsāya lābha nāhi, haya āra hāni", "devanagari": "> যবনে তোমার ঠাঞি করয়ে লাগানি ।\n> তাঁর হিংসায় লাভ নাহি, হয় আর হানি ॥১৭৩॥", "synonyms": "*yavane*—teu servo maometano; *tomāra*—teu; *ṭhāñi*—lugar; *karaye*—faz; *lāgāni*—instigação; *tāṅra*—d'Ele; *hiṁsāya*—em ter inveja; *lābha nāhi*—não há lucro; *haya*—há; *āra*—antes; *hāni*—prejuízo.", "translation": "**Keśava Chatrī disse: \"Por ciúme, seu servo maometano conspira contra Ele. Penso que Vossa Senhoria não deveria ter muito interesse nEle, pois não há lucro nisso. Há, na verdade, simplesmente perda.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/174/", "verse_text": "rājāre prabodhi' keśava brāhmaṇa pāṭhāñā\ncalibāra tare prabhure pāṭhāila kahiñā", "devanagari": "> রাজারে প্রবোধি’ কেশব ব্রাহ্মণ পাঠাঞা ।\n> চলিবার তরে প্রভুরে পাঠাইল কহিঞা ॥১৭৪॥", "synonyms": "*rājāre*—ao rei; *prabodhi'*—acalmando; *keśava*—de nome Keśava Chatrī; *brāhmaṇa*—um brāhmaṇa; *pāṭhāñā*—enviando ali; *calibāra tare*—para que partisse; *prabhura*—ao Senhor; *pāṭhāila*—enviou; *kahiñā*—dizendo.", "translation": "**Após acalmar o rei dessa maneira, Keśava Chatrī enviou um mensageiro brāhmaṇa ao Senhor Caitanya Mahāprabhu, pedindo-Lhe que partisse sem demora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/175/", "verse_text": "dabira khāsere rājā puchila nibhṛte\n\ngosāñira mahimā teṅho lāgila kahite", "devanagari": "> দবির খাসেরে রাজা পুছিল নিভৃতে ।\n> গোসাঞির মহিমা তেঁহো লাগিল কহিতে ॥১৭৫॥", "synonyms": "*dabira khāsere*—de nome Dabira Khāsa (na época, o nome de Śrīla Rūpa Gosvāmī); *rājā*—o rei; *puchila*—perguntou; *nibhṛte*—em particular; *gosāñira*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mahimā*—as glórias; *teṅho*—ele; *lāgila*—começou; *kahite*—a falar.", "translation": "**Em particular, o rei perguntou a Dabira Khāsa [Śrīla Rūpa Gosvāmī], que começou a falar sobre as glórias do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/176/", "verse_text": "ye tomāre rājya dila, ye tomāra gosāñā\n\ntomāra deśe tomāra bhāgye janmilā āsiñā", "devanagari": "> যে তোমারে রাজ্য দিল, যে তোমার গোসাঞা ।\n> তোমার দেশে তোমার ভাগ্যে জন্মিলা আসিঞা ॥১৭৬॥", "synonyms": "*ye*—aquele que; *tomāre*—a ti; *rājya*—o reino; *dila*—deu; *ye*—aquele que; *tomāra*—teu; *gosāñā*—profeta; *tomāra deśe*—em teu país; *tomāra bhāgye*—por causa de tua boa fortuna; *janmilā*—nasceu; *āsiñā*—vindo.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī disse: \"A Suprema Personalidade de Deus, que te concedeu este reino e a quem aceitas como profeta, nasceu em teu país por causa de tua boa fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/177/", "verse_text": "tomāra maṅgala vāñche, kārya-siddhi haya\n\nihāra āśīrvāde tomāra sarvatra-i jaya", "devanagari": "> তোমার মঙ্গল বাঞ্ছে, কার্যসিদ্ধি হয় ।\n> ইহার আশীর্বাদে তোমার সর্বত্রই জয় ॥১৭৭॥", "synonyms": "*tomāra*—tua; *maṅgala*—boa fortuna; *vāñche*—Ele deseja; *kārya*—dos negócios; *siddhi*—a perfeição; *haya*—há; *ihāra*—d'Ele; *āśīrvāde*—pelas bênçãos; *tomāra*—tua; *sarvatra-i*—em toda parte; *jaya*—vitória.", "translation": "**\"Este profeta sempre deseja tua boa fortuna. Por Sua graça, todos os teus negócios são bem-sucedidos. Por Suas bênçãos, alcançarás vitória em toda parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/178/", "verse_text": "more kena pucha, tumi pucha āpana-mana\n\ntumi narādhipa hao viṣṇu-aṁśa sama", "devanagari": "> মোরে কেন পুছ, তুমি পুছ আপন-মন ।\n> তুমি নরাধিপ হও বিষ্ণু-অংশ সম ॥১৭৮॥", "synonyms": "*more*—a mim; *kena*—por que; *pucha*—perguntas; *tumi*—tu; *pucha*—pergunta; *āpana-mana*—à tua própria mente; *tumi*—tu; *nara-adhipa*—rei do povo; *hao*—és; *viṣṇu-aṁśa sama*—representante da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Por que me perguntas? Melhor seria que perguntasses à tua própria mente. Por seres o rei do povo, és o representante da Suprema Personalidade de Deus. Portanto, podes compreender isto melhor do que eu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/179/", "verse_text": "tomāra citte caitanyere kaiche haya jñāna\n\ntomāra citte yei laya, sei ta' pramāṇa", "devanagari": "> তোমার চিত্তে চৈতন্যেরে কৈছে হয় জ্ঞান ।\n> তোমার চিত্তে যেই লয়, সেই ত’ প্রমাণ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*tomāra citte*—em tua mente; *caitanyere*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kaiche*—como; *haya*—há; *jñāna*—conhecimento; *tomāra*—tua; *citte*—mente; *yei*—o que quer que; *laya*—tome; *sei ta' pramāṇa*—isso é evidência.", "translation": "**Assim, Śrīla Rūpa Gosvāmī informou o rei sobre sua mente como meio de conhecer Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele assegurou ao rei que tudo o que ocorresse em sua mente poderia ser considerado evidência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/180/", "verse_text": "rājā kahe, śuna, mora mane yei laya\n\nsākṣāt īśvara ihaṅ nāhika saṁśaya", "devanagari": "> রাজা কহে, শুন, মোর মনে যেই লয় ।\n> সাক্ষাৎ ঈশ্বর ইহঁ নাহিক সংশয় ॥১৮০॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei respondeu; *śuna*—ouve; *mora*—minha; *mane*—mente; *yei*—o que; *laya*—toma; *sākṣāt*—pessoalmente; *īśvara*—a Suprema Personalidade; *ihaṅ*—Ele; *nāhika*—não há; *saṁśaya*—dúvida.", "translation": "**O rei respondeu: \"Considero Śrī Caitanya Mahāprabhu a Suprema Personalidade de Deus. Não há dúvida quanto a isso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/181/", "verse_text": "eta kahi' rājā gelā nija abhyantare\n\ntabe dabira khāsa āilā āpanāra ghare", "devanagari": "> এত কহি’ রাজা গেলা নিজ অভ্যন্তরে ।\n> তবে দবির খাস আইলা আপনার ঘরে ॥১৮১॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *rājā*—o rei; *gelā*—foi; *nija*—próprios; *abhyantare*—aos aposentos privados; *tabe*—nessa ocasião; *dabira khāsa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *āilā*—retornou; *āpanāra*—sua própria; *ghare*—à residência.", "translation": "**Depois dessa conversa com Rūpa Gosvāmī, o rei entrou em seus aposentos privados. Rūpa Gosvāmī, então conhecido como Dabira Khāsa, também retornou à sua residência.**", "purport": "Um monarca é certamente um representante da Suprema Personalidade de Deus. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*, sarva-loka-maheśvaram: a Suprema Personalidade de Deus é o proprietário de todos os sistemas planetários. Em cada um dos planetas deve haver algum rei, chefe governamental ou dirigente. Supõe-se que tal pessoa seja o representante do Senhor Viṣṇu. Em nome da Suprema Personalidade de Deus, ele deve zelar pelos interesses de todo o povo. Por isso, o Senhor Viṣṇu, como Paramātmā, concede ao rei toda a inteligência para conduzir os assuntos do governo. Foi por isso que Śrīla Rūpa Gosvāmī perguntou ao rei o que havia em sua mente a respeito de Śrī Caitanya Mahāprabhu e indicou que tudo o que o rei pensasse a Seu respeito estava correto."}
{"ref": "cc/madhya/1/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/182/", "verse_text": "ghare āsi' dui bhāi yukati kariñā\n\nprabhu dekhibāre cale veśa lukāñā", "devanagari": "> ঘরে আসি’ দুই ভাই যুকতি করিঞা ।\n> প্রভু দেখিবারে চলে বেশ লুকাঞা ॥১৮২॥", "synonyms": "*ghare āsi'*—após retornar a casa; *dui bhāi*—os dois irmãos; *yukati*—argumentos; *kariñā*—fazendo; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dekhibāre*—para ver; *cale*—vão; *veśa*—vestimenta; *lukāñā*—ocultando.", "translation": "**Depois de retornarem à sua residência, Dabira Khāsa e seu irmão decidiram, após muita reflexão, ir ver o Senhor incógnitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/183/", "verse_text": "ardha-rātre dui bhāi āilā prabhu-sthāne\n\nprathame mililā nityānanda-haridāsa sane", "devanagari": "> অর্ধরাত্রে দুই ভাই আইলা প্রভু-স্থানে ।\n> প্রথমে মিলিলা নিত্যানন্দ-হরিদাস সনে ॥১৮৩॥", "synonyms": "*ardha-rātre*—na calada da noite; *dui bhāi*—os dois irmãos; *āilā*—vieram; *prabhu-sthāne*—ao lugar do Senhor Caitanya; *prathame*—primeiro; *mililā*—encontraram-se; *nityānanda-haridāsa*—o Senhor Nityānanda e Haridāsa Ṭhākura; *sane*—com.", "translation": "**Assim, na calada da noite, os dois irmãos, Dabira Khāsa e Sākara Mallika, foram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu incógnitos. Primeiro encontraram-se com Nityānanda Prabhu e Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/184/", "verse_text": "tāṅrā dui-jana jānāilā prabhura gocare\n\nrūpa, sākara-mallika āilā tomā' dekhibāre", "devanagari": "> তাঁরা দুইজন জানাইলা প্রভুর গোচরে ।\n> রূপ, সাকরমল্লিক আইলা তোমা’ দেখিবারে ॥১৮৪॥", "synonyms": "*tāṅrā*—eles; *dui-jana*—duas pessoas; *jānāilā*—informaram; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *gocare*—na presença; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *sākara-mallika*—e Sanātana Gosvāmī; *āilā*—vieram; *tomā'*—a Ti; *dekhibāre*—para ver.", "translation": "**Śrī Nityānanda Prabhu e Haridāsa Ṭhākura informaram o Senhor Caitanya Mahāprabhu de que duas personalidades — Śrī Rūpa e Sanātana — haviam vindo para vê-Lo.**", "purport": "Sākara Mallika era o nome de Sanātana Gosvāmī, e Dabira Khāsa era o nome de Rūpa Gosvāmī. Eram reconhecidos por esses nomes a serviço do rei maometano; portanto são nomes maometanos. Como funcionários, os irmãos adotaram toda espécie de costumes muçulmanos."}
{"ref": "cc/madhya/1/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/185/", "verse_text": "dui guccha tṛṇa duṅhe daśane dhariñā\n\ngale vastra bāndhi' paḍe daṇḍavat hañā", "devanagari": "> দুই গুচ্ছ তৃণ দুঁহে দশনে ধরিঞা ।\n> গলে বস্ত্র বান্ধি’ পড়ে দণ্ডবৎ হঞা ॥১৮৫॥", "synonyms": "*dui*—dois; *guccha*—tufos; *tṛṇa*—de palha; *duṅhe*—ambos; *daśane*—nos dentes; *dhariñā*—segurando; *gale*—no pescoço; *vastra*—pano; *bāndhi'*—atando; *paḍe*—prostraram-se; *daṇḍavat*—como varas; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**Em grande humildade, ambos os irmãos tomaram tufos de palha entre os dentes e, atando cada um um pano em torno do pescoço, prostraram-se como varas diante do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/186/", "verse_text": "dainya rodana kare, ānande vihvala\n\nprabhu kahe,--uṭha, uṭha, ha-ila maṅgala", "devanagari": "> দৈন্য রোদন করে, আনন্দে বিহ্বল ।\n> প্রভু কহে, — উঠ, উঠ, হইল মঙ্গল ॥১৮৬॥", "synonyms": "*dainya*—humildade; *rodana*—pranto; *kare*—realizam; *ānande*—em êxtase; *vihvala*—dominados; *prabhu kahe*—o Senhor disse; *uṭha uṭha*—levantai-vos, levantai-vos; *ha-ila maṅgala*—toda a auspiciosidade seja convosco.", "translation": "**Ao verem o Senhor Caitanya Mahāprabhu, os dois irmãos ficaram dominados de júbilo e, por humildade, começaram a chorar. O Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu-lhes que se levantassem e assegurou-lhes toda a boa fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/187/", "verse_text": "uṭhi' dui bhāi tabe dante tṛṇa dhari'\n\ndainya kari' stuti kare karayoḍa kari", "devanagari": "> উঠি’ দুই ভাই তবে দন্তে তৃণ ধরি’ ।\n> দৈন্য করি’ স্তুতি করে করযোড় করি ॥১৮৭॥", "synonyms": "*uṭhi'*—levantando-se; *dui*—dois; *bhāi*—irmãos; *tabe*—então; *dante*—nos dentes; *tṛṇa*—palha; *dhari'*—segurando; *dainya kari'*—com toda humildade; *stuti kare*—oferecem orações; *kara-yoḍa*—mãos postas; *kari'*—fazendo.", "translation": "**Os dois irmãos levantaram-se e, novamente tomando palha entre os dentes, ofereceram humildemente suas orações de mãos postas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/188/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya dayā-maya\n\npatita-pāvana jaya, jaya mahāśaya", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য দয়াময় ।\n> পতিতপাবন জয়, জয় মহাশয় ॥১৮৮॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dayā-maya*—o mais misericordioso; *patita-pāvana*—o salvador das almas caídas; *jaya*—glórias; *jaya*—glórias; *mahāśaya*—à grande personalidade.", "translation": "**\"Todas as glórias a Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, o mais misericordioso salvador das almas caídas! Todas as glórias à Suprema Personalidade!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/189/", "verse_text": "nīca-jāti, nīca-saṅgī, kari nīca kāja\n\ntomāra agrete prabhu kahite vāsi lāja", "devanagari": "> নীচ-জাতি, নীচ-সঙ্গী, করি নীচ কাজ ।\n> তোমার অগ্রেতে প্রভু কহিতে বাসি লাজ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*nīca-jāti*—classificados entre os caídos; *nīca-saṅgī*—associados a almas caídas; *kari*—realizamos; *nīca*—abomináveis; *kāja*—trabalhos; *tomāra*—de Ti; *agrete*—diante; *prabhu*—ó Senhor; *kahite*—dizer; *vāsi*—sentimos; *lāja*—vergonha.", "translation": "**\"Senhor, pertencemos à mais baixa classe de homens, e nossas companhias e nosso ofício também são do tipo mais baixo. Portanto, não podemos apresentar-nos a Ti. Sentimos muita vergonha de estar aqui diante de Ti.**", "purport": "Embora os dois irmãos, Rūpa e Sanātana (naquela época Dabira Khāsa e Sākara Mallika), se apresentassem como nascidos em família humilde, pertenciam, não obstante, a uma família *brāhmaṇa* muito respeitável, originária de Karṇāta. Assim, na realidade pertenciam à casta *brāhmaṇa.* Infelizmente, por estarem associados ao serviço governamental maometano, seus costumes e comportamento assemelhavam-se aos dos muçulmanos. Por isso se apresentavam como *nīca-jāti.* A palavra *jāti* significa nascimento. Segundo o *śāstra,* há três tipos de nascimento. O primeiro nascimento é do ventre da mãe, o segundo é a aceitação do método reformatório, e o terceiro é a aceitação pelo mestre espiritual (iniciação). A pessoa torna-se abominável ao adotar uma profissão abominável ou ao associar-se com pessoas que são naturalmente abomináveis. Rūpa e Sanātana, como Dabira Khāsa e Sākara Mallika, associavam-se com muçulmanos, que eram naturalmente contrários à cultura brâhmanica e à proteção das vacas. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (Sétimo Canto) afirma-se que toda pessoa pertence a certa classificação. Uma pessoa é identificável pelos sintomas especiais mencionados nos *śāstras.* Pelos sintomas de alguém, reconhece-se a qual casta pertence. Tanto Dabira Khāsa quanto Sākara Mallika pertenciam à casta *brāhmaṇa,* mas como estavam empregados por muçulmanos, seus hábitos originais degeneraram nos da comunidade maometana. Como os sintomas da cultura brâhmanica eram quase nulos, identificavam-se com a casta mais baixa. No *Bhakti-ratnākara* está claramente afirmado que, por Sākara Mallika e Dabira Khāsa se associarem com homens de classe inferior, apresentavam-se como pertencentes às classes inferiores. Na realidade, porém, haviam nascido em respeitáveis famílias *brāhmaṇas.*"}
{"ref": "cc/madhya/1/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/190/", "verse_text": "mat-tulyo nāsti pāpātmā\n\nnāparādhī ca kaścana\n\nparihāre 'pi lajjā me\n\nkiṁ bruve puruṣottama", "devanagari": "> মত্তুল্যো নাস্তি পাপাত্মা নাপরাধী চ কশ্চন ।\n> পরিহারেঽপি লজ্জা মে কিং ব্রুবে পুরুষোত্তম ॥১৯০॥", "synonyms": "*mat*—do que eu; *tulyaḥ*—igual; *na asti*—não há; *pāpa-ātmā*—homem pecaminoso; *na aparādhī*—nem ofensor; *ca*—também; *kaścana*—algum; *parihāre*—em pedir perdão; *api*—mesmo; *lajjā*—vergonha; *me*—minha; *kim*—o que; *bruve*—direi; *puruṣa-uttama*—ó Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Querido Senhor, permite-nos informar-Te que ninguém é mais pecaminoso do que nós, nem há ofensor algum como nós. Mesmo se quiséssemos mencionar nossas atividades pecaminosas, ficaríamos imediatamente envergonhados. E o que dizer de abandoná-las!\"**", "purport": "Este verso pertence ao *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.154), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/1/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/191/", "verse_text": "patita-pāvana-hetu tomāra avatāra\n\nāmā-ba-i jagate, patita nāhi āra", "devanagari": "> পতিত-পাবন-হেতু তোমার অবতার ।\n> আমা-বই জগতে, পতিত নাহি আর ॥১৯১॥", "synonyms": "*patita-pāvana*—libertação dos caídos; *hetu*—com a finalidade de; *tomāra*—Tua; *avatāra*—encarnação; *āmā-ba-i*—do que nós; *jagate*—neste mundo; *patita*—caído; *nāhi*—não há; *āra*—mais.", "translation": "**Ambos os irmãos submeteram-se: \"Querido Senhor, Tu encarnaste para libertar as almas caídas. Deves considerar que, neste mundo, não há ninguém tão caído quanto nós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/192/", "verse_text": "jagāi-mādhāi dui karile uddhāra\n\ntāhāṅ uddhārite śrama nahila tomāra", "devanagari": "> জগাই-মাধাই দুই করিলে উদ্ধার ।\n> তাহাঁ উদ্ধারিতে শ্রম নহিল তোমার ॥১৯২॥", "synonyms": "*jagāi-mādhāi*—os dois irmãos Jagāi e Mādhāi; *dui*—dois; *karile*—Tu realizaste; *uddhāra*—libertação; *tāhāṅ*—ali; *uddhārite*—para libertar; *śrama*—esforço; *nahila*—não houve; *tomāra*—de Tua parte.", "translation": "**\"Tu libertaste os dois irmãos Jagāi e Mādhāi, mas, para libertá-los, não tiveste de Te esforçar muito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/193/", "verse_text": "brāhmaṇa-jāti tārā, navadvīpe ghara\n\nnīca-sevā nāhi kare, nahe nīcera kūrpara", "devanagari": "> ব্রাহ্মণজাতি তারা, নবদ্বীপে ঘর ।\n> নীচ-সেবা নাহি করে, নহে নীচের কূর্পর ॥১৯৩॥", "synonyms": "*brāhmaṇa-jāti*—nascidos numa família brāhmaṇa; *tārā*—eles; *navadvīpe*—o lugar sagrado de Navadvīpa-dhāma; *ghara*—sua casa; *nīca-sevā*—serviço a pessoas degradadas; *nāhi*—não; *kare*—faziam; *nahe*—não eram; *nīcera*—de pessoas baixas; *kūrpara*—um instrumento.", "translation": "**\"Os irmãos Jagāi e Mādhāi pertenciam à casta brāhmaṇa, e sua residência ficava no lugar sagrado de Navadvīpa. Eles nunca serviram a pessoas de classe baixa, nem foram instrumentos de atividades abomináveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/194/", "verse_text": "sabe eka doṣa tāra, haya pāpācāra\n\npāpa-rāśi dahe nāmābhāsei tomāra", "devanagari": "> সবে এক দোষ তার, হয় পাপাচার ।\n> পাপরাশি দহে নামাভাসেই তোমার ॥১৯৪॥", "synonyms": "*sabe*—em tudo; *eka*—apenas um; *doṣa*—defeito; *tāra*—deles; *haya*—eles são; *pāpa-ācāra*—apegados a atividades pecaminosas; *pāpa-rāśi*—volumes de atividades pecaminosas; *dahe*—são reduzidos a cinzas; *nāma-ābhāsei*—simplesmente pelo reflexo tênue do canto do santo nome; *tomāra*—de Tua Onipotência.", "translation": "**\"Jagāi e Mādhāi tinham apenas um defeito: eram viciados em atividades pecaminosas. Contudo, volumes de atividades pecaminosas podem ser reduzidos a cinzas simplesmente por um reflexo tênue do canto de Teu santo nome.**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī apresentaram-se como sendo inferiores aos dois irmãos Jagāi e Mādhāi, que foram libertados por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando Rūpa e Sanātana se compararam a Jagāi e Mādhāi, julgaram-se inferiores, porque o Senhor não teve dificuldade alguma em libertar os dois irmãos beberrões. Isso aconteceu porque, apesar do fato de estarem apegados a atividades pecaminosas, sob outros aspectos sua vida era brilhante. Eles pertenciam à casta brāhmaṇa de Navadvīpa, e tais brāhmaṇas eram piedosos por natureza. Embora estivessem apegados a algumas atividades pecaminosas devido à má associação, essas coisas indesejáveis podiam desaparecer simplesmente por causa do canto do santo nome do Senhor. Outro ponto a favor de Jagāi e Mādhāi era que, como membros de uma família brāhmaṇa, eles não aceitavam servir a ninguém. Os śāstras proíbem estritamente que um brāhmaṇa aceite servir sob as ordens de alguém. A ideia é que, ao aceitar um amo, a pessoa adota a ocupação de um cão. Em outras palavras, um cão não pode prosperar sem ter um amo e, em troca de agradar ao amo, os cães ofendem muitas pessoas. Eles latem para pessoas inocentes apenas para agradar ao amo. De modo semelhante, quando alguém é um servo, ele tem de executar atividades abomináveis conforme as ordens do amo. Portanto, quando Dabira Khāsa e Sākara Mallika compararam sua posição à de Jagāi e Mādhāi, julgaram que a posição de Jagāi e Mādhāi era muito melhor. Jagāi e Mādhāi jamais aceitaram servir a uma pessoa de classe baixa, nem foram forçados a executar atividades abomináveis sob a ordem de um amo de classe baixa. Jagāi e Mādhāi cantaram o nome de Śrī Caitanya Mahāprabhu de modo blasfemo, mas, pelo simples fato de terem cantado Seu nome, imediatamente se libertaram das reações de suas atividades pecaminosas. Assim, mais tarde eles foram salvos."}
{"ref": "cc/madhya/1/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/195/", "verse_text": "tomāra nāma lañā tomāra karila nindana\n\nsei nāma ha-ila tāra muktira kāraṇa", "devanagari": "> তোমার নাম লঞা তোমার করিল নিন্দন ।\n> সেই নাম হইল তার মুক্তির কারণ ॥১৯৫॥", "synonyms": "*tomāra*—Teu; *nāma*—santo nome; *lañā*—tomando; *tomāra*—de Ti; *karila*—fizeram; *nindana*—blasfêmia; *sei*—esse; *nāma*—santo nome; *ha-ila*—tornou-se; *tāra*—deles; *muktira*—de libertação; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**\"Jagāi e Mādhāi pronunciaram Teu santo nome com o intuito de Te blasfemar. Felizmente, esse santo nome tornou-se a causa de sua libertação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/196/", "verse_text": "jagāi-mādhāi haite koṭī koṭī guṇa\n\nadhama patita pāpī āmi dui jana", "devanagari": "> জগাই-মাধাই হৈতে কোটী কোটী গুণ ।\n> অধম পতিত পাপী আমি দুই জন ॥১৯৬॥", "synonyms": "*jagāi-mādhāi*—do que Jagāi e Mādhāi; *haite*—do que; *koṭī koṭī*—milhões e milhões; *guṇa*—de vezes; *adhama*—degradados; *patita*—caídos; *pāpī*—pecadores; *āmi*—nós; *dui*—dois; *jana*—pessoas.", "translation": "**\"Nós dois somos milhões e milhões de vezes inferiores a Jagāi e Mādhāi. Somos mais degradados, caídos e pecadores do que eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/197/", "verse_text": "mleccha-jāti, mleccha-sevī, kari mleccha-karma\n\ngo-brāhmaṇa-drohi-saṅge āmāra saṅgama", "devanagari": "> ম্লেচ্ছজাতি, ম্লেচ্ছসেবী, করি ম্লেচ্ছকর্ম ।\n> গো-ব্রাহ্মণ-দ্রোহি-সঙ্গে আমার সঙ্গম ॥১৯৭॥", "synonyms": "*mleccha-jāti*—pertencentes à casta dos comedores de carne; *mleccha-sevī*—servos dos comedores de carne; *kari*—executamos; *mleccha-karma*—o trabalho dos comedores de carne; *go*—vacas; *brāhmaṇa*—brāhmaṇas; *drohi*—aqueles que são hostis a; *saṅge*—com; *āmāra*—nossa; *saṅgama*—associação.", "translation": "**\"Na verdade, pertencemos à casta dos comedores de carne, porque somos servos dos comedores de carne. De fato, nossas atividades são exatamente como as dos comedores de carne. Por sempre nos associarmos com tais pessoas, somos hostis às vacas e aos brāhmaṇas.\"**", "purport": "Há dois tipos de comedores de carne: aquele que nasce numa família de comedores de carne e aquele que aprendeu a comer carne associando-se com comedores de carne. Com Śrīla Rūpa e Sanātana Gosvāmīs (anteriormente Dabira Khāsa e Sākara Mallika), podemos aprender como alguém adquire o caráter de um comedor de carne simplesmente por associar-se com comedores de carne. No momento presente, na Índia, os cargos presidenciais são ocupados por muitos pretensos brāhmaṇas, mas o Estado mantém matadouros para a matança de vacas e faz propaganda contra a civilização Védica. O primeiro princípio da civilização Védica é evitar o consumo de carne e a intoxicação. Atualmente, na Índia, a intoxicação e o consumo de carne são estimulados, e os pretensos brāhmaṇas eruditos que presidem esse estado de coisas certamente se degradaram, segundo o critério estabelecido aqui por Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī. Esses pretensos brāhmaṇas autorizam os matadouros em troca de um salário gordo, e não protestam contra essas atividades abomináveis. Ao depreciarem os princípios da civilização Védica e apoiarem a matança de vacas, eles imediatamente se degradam à plataforma dos mlecchas e yavanas. Um mleccha é um comedor de carne, e um yavana é aquele que se desviou da cultura Védica. Infelizmente, tais mlecchas e yavanas detêm o poder executivo. Como, então, pode haver paz e prosperidade no Estado? O rei ou o presidente deve ser o representante da Suprema Personalidade de Deus. Quando Mahārāja Yudhiṣṭhira assumiu o governo de Bhārata-varṣa (anteriormente este planeta inteiro, incluindo todos os mares e toda a terra), recebeu a autorização de autoridades como Bhīṣmadeva e o Senhor Kṛṣṇa. Ele governou, assim, o mundo inteiro de acordo com princípios religiosos. No momento presente, contudo, os chefes de Estado não se importam com princípios religiosos. Se pessoas irreligiosas votam sobre uma questão, ainda que seja contra os princípios dos śāstras, os projetos de lei são aprovados. O presidente e os chefes de Estado tornam-se pecaminosos por concordarem com tais atividades abomináveis. Sanātana e Rūpa Gosvāmīs declararam-se culpados de tais atividades; por isso, classificaram-se entre os mlecchas, embora tivessem nascido numa família brāhmaṇa."}
{"ref": "cc/madhya/1/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/198/", "verse_text": "mora karma, mora hāte-galāya bāndhiyā\n\nku-viṣaya-viṣṭhā-garte diyāche phelāiyā", "devanagari": "> মোর কর্ম, মোর হাতে-গলায় বান্ধিয়া ।\n> কু-বিষয়-বিষ্ঠা-গর্তে দিয়াছে ফেলাইয়া ॥১৯৮॥", "synonyms": "*mora*—nossas; *karma*—atividades; *mora*—nossas; *hāte*—nas mãos; *galāya*—no pescoço; *bāndhiyā*—amarrando; *ku-viṣaya*—de objetos abomináveis de gozo dos sentidos; *viṣṭhā*—do excremento; *garte*—na vala; *diyāche phelāiyā*—lançaram.", "translation": "**Os dois irmãos, Sākara Mallika e Dabira Khāsa, submeteram-se muito humildemente, dizendo que, devido a suas atividades abomináveis, estavam agora amarrados pelo pescoço e pelas mãos e haviam sido lançados numa vala cheia de objetos abomináveis, semelhantes a excremento, do gozo material dos sentidos.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explicou ku-viṣaya garta da seguinte maneira: \"Por causa das atividades dos sentidos, ficamos sujeitos a muitos processos de gozo dos sentidos e, assim, ficamos enredados pelas leis da natureza material. Esse enredamento chama-se viṣaya. Quando os processos de gozo dos sentidos são executados por meio de atividade piedosa, chamam-se su-viṣaya. A palavra su significa 'bom', e viṣaya significa 'objetos dos sentidos'. Quando as atividades de gozo dos sentidos são executadas em condições pecaminosas, chamam-se ku-viṣaya, mau gozo dos sentidos. Em qualquer dos casos, seja ku-viṣaya, seja su-viṣaya, trata-se de atividades materiais. Como tais, são comparadas a excremento. Em outras palavras, tais coisas devem ser evitadas. Para libertar-se de su-viṣaya e ku-viṣaya, a pessoa deve ocupar-se no transcendental serviço amoroso a Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus. As atividades do serviço devocional estão livres da contaminação das qualidades materiais. Portanto, para libertar-se das reações de su-viṣaya e ku-viṣaya, a pessoa deve adotar a consciência de Kṛṣṇa. Dessa maneira, ela se salvará da contaminação.\" Com referência a isso, Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura cantou:\n\nkarma-kāṇḍa, jñāna-kāṇḍa, kevala viṣera bhāṇḍa\namṛta baliyā yeba khāya\nnānā yoni sadā phire, kadarya bhakṣaṇa kare\ntāra janma adhaḥ-pāte yāya\n\nSu-viṣaya e ku-viṣaya enquadram-se ambos na categoria de karma-kāṇḍa. Há outro kāṇḍa (plataforma de atividade), chamado jñāna-kāṇḍa, ou a especulação filosófica acerca dos efeitos de ku-viṣaya e su-viṣaya, com a intenção de descobrir os meios de libertação do enredamento material. Na plataforma de jñāna-kāṇḍa, pode-se abandonar os objetos de ku-viṣaya e su-viṣaya. Mas isso não é a perfeição da vida. A perfeição é transcendental tanto ao jñāna-kāṇḍa quanto ao karma-kāṇḍa; situa-se na plataforma do serviço devocional. Se não adotarmos o serviço devocional em consciência de Kṛṣṇa, teremos de permanecer dentro deste mundo material e suportar a repetição de nascimentos e mortes, devido aos efeitos de jñāna-kāṇḍa e karma-kāṇḍa. Portanto, Narottama dāsa Ṭhākura diz:\n\nnānā yoni sadā phire, kadarya bhakṣaṇa kare\ntāra janma adhaḥ-pāte yāya\n\n\"A pessoa percorre várias espécies de vida e come todo tipo de imundície. Assim, ela arruína sua existência.\" Um homem na existência material e apegado a ku-viṣaya ou su-viṣaya está na mesma posição que um verme no excremento. Afinal, esteja úmido ou seco, excremento é excremento. De modo semelhante, as atividades materiais podem ser piedosas ou impiedosas, mas, por serem todas materiais, são comparadas a excremento. Os vermes não conseguem sair do excremento por seu próprio esforço; de modo semelhante, aqueles que estão demasiadamente apegados à existência material não conseguem sair do materialismo e tornar-se subitamente conscientes de Kṛṣṇa. O apego está presente. Como Prahlāda Mahārāja explica no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.30):\n\nmatir na kṛṣṇe parataḥ svato vā\nmitho 'bhipadyeta gṛha-vratānām\nadānta-gobhir viśatāṁ tamisraṁ\npunaḥ-punaś-carvita-carvaṇānām\n\n\"Aqueles que decidiram permanecer neste mundo material e gozar a gratificação dos sentidos não podem tornar-se conscientes de Kṛṣṇa. Por causa de seu apego à atividade material, eles não podem alcançar a liberação, nem pelas instruções de pessoas superiores, nem por seu próprio esforço, nem por aprovarem resoluções em grandes conferências. Como seus sentidos são descontrolados, eles gradualmente descem às regiões mais escuras da existência material, para repetir o mesmo processo de nascimentos e mortes em espécies de vida desejáveis ou indesejáveis.\""}
{"ref": "cc/madhya/1/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/199/", "verse_text": "āmā uddhārite balī nāhi tri-bhuvane\n\npatita-pāvana tumi--sabe tomā vine", "devanagari": "> আমা উদ্ধারিতে বলী নাহি ত্রিভুবনে ।\n> পতিতপাবন তুমি — সবে তোমা বিনে ॥১৯৯॥", "synonyms": "*āmā*—a nós; *uddhārite*—para libertar; *balī*—poderoso; *nāhi*—não há; *tri-bhuvane*—dentro dos três mundos; *patita-pāvana*—libertador dos caídos; *tumi*—Tu; *sabe*—somente; *tomā*—Tu; *vine*—exceto.", "translation": "**\"Ninguém dentro dos três mundos é suficientemente poderoso para nos libertar. Tu és o único salvador das almas caídas; portanto, não há ninguém além de Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/200/", "verse_text": "āmā uddhāriyā yadi dekhāo nija-bala\n\n'patita-pāvana' nāma tabe se saphala", "devanagari": "> আমা উদ্ধারিয়া যদি দেখাও নিজ-বল ।\n> ‘পতিতপাবন’ নাম তবে সে সফল ॥২০০॥", "synonyms": "*āmā*—a nós; *uddhāriyā*—libertando; *yadi*—se; *dekhāo*—Tu mostrares; *nija-bala*—Tua própria força; *patita-pāvana*—salvador dos caídos; *nāma*—este nome; *tabe*—então; *se*—esse; *sa-phala*—bem-sucedido.", "translation": "**\"Se nos libertares simplesmente por Tua força transcendental, então certamente Teu nome será conhecido como Patita-pāvana, o salvador das almas caídas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/201/", "verse_text": "satya eka bāta kahoṅ, śuna, dayā-maya\n\nmo-vinu dayāra pātra jagate nā haya", "devanagari": "> সত্য এক বাত কহোঁ, শুন, দয়াময় ।\n> মো-বিনু দয়ার পাত্র জগতে না হয় ॥২০১॥", "synonyms": "*satya*—verdadeira; *eka*—uma; *bāta*—palavra; *kahoṅ*—dizemos; *śuna*—por favor, ouve; *dayā-maya*—ó Senhor todo-misericordioso; *mo-vinu*—exceto nós; *dayāra*—de misericórdia; *pātra*—objetos; *jagate*—no mundo; *nā*—não; *haya*—há.", "translation": "**\"Permite-nos dizer uma palavra que é muito verdadeira. Ouve-nos com clareza, ó misericordioso. Não há outro objeto de misericórdia dentro dos três mundos senão nós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/202/", "verse_text": "more dayā kari' kara sva-dayā saphala\n\nakhila brahmāṇḍa dekhuka tomāra dayā-bala", "devanagari": "> মোরে দয়া করি’ কর স্বদয়া সফল ।\n> অখিল ব্রহ্মাণ্ড দেখুক তোমার দয়া-বল ॥২০২॥", "synonyms": "*more*—a nós; *dayā*—misericórdia; *kari'*—mostrando; *kara*—faze; *sva-dayā*—Tua própria misericórdia; *sa-phala*—bem-sucedida; *akhila*—por todo; *brahmāṇḍa*—o universo; *dekhuka*—que seja visto; *tomāra*—Teu; *dayā-bala*—poder de misericórdia.", "translation": "**\"Somos os mais caídos; portanto, ao nos mostrares Tua misericórdia, Tua misericórdia torna-se a mais bem-sucedida. Que o poder de Tua misericórdia se manifeste por todo o universo!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/203/", "verse_text": "na mṛṣā paramārtham eva me\nśṛṇu vijñāpanam ekam agrataḥ\nyadi me na dayiṣyase tadā\ndayanīyas tava nātha durlabhaḥ", "devanagari": "> ন মৃষা পরমার্থমেব মে, শৃণু বিজ্ঞাপনমেকমগ্রতঃ ৷\n> যদি মে ন দয়িষ্যসে তদা, দয়নীয়স্তব নাথ দুর্লভঃ ॥২০৩॥", "synonyms": "*na*—não; *mṛṣā*—inverdade; *parama-artham*—pleno de significado; *eva*—certamente; *me*—minha; *śṛṇu*—por favor, ouve; *vijñāpanam*—submissão; *ekam*—uma; *agrataḥ*—primeiro; *yadi*—se; *me*—a mim; *na dayiṣyase*—não mostrares misericórdia; *tadā*—então; *dayanīyaḥ*—candidato à misericórdia; *tava*—Tua; *nātha*—ó Senhor; *durlabhaḥ*—difícil de encontrar.", "translation": "**\" 'Permite-nos apresentar uma informação diante de Ti, querido Senhor. Ela não é de modo algum falsa, mas plena de significado. É a seguinte: se Tu não fores misericordioso conosco, então será muito, muito difícil encontrar candidatos mais adequados à Tua misericórdia.'**", "purport": "Este verso provém do Stotra-ratna (47), de Śrī Yāmunācārya."}
{"ref": "cc/madhya/1/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/204/", "verse_text": "āpane ayogya dekhi' mane pāṅ kṣobha\n\ntathāpi tomāra guṇe upajaya lobha", "devanagari": "> আপনে অযোগ্য দেখি’ মনে পাঙ ক্ষোভ ।\n> তথাপি তোমার গুণে উপজয় লোভ ॥২০৪॥", "synonyms": "*āpane*—nós mesmos; *ayogya*—muito indignos; *dekhi'*—vendo; *mane*—dentro da mente; *pāṅ*—obtemos; *kṣobha*—lamentação; *tathāpi*—ainda assim; *tomāra*—Tuas; *guṇe*—nas qualidades transcendentais; *upajaya*—há; *lobha*—atração.", "translation": "**\"Estamos muito abatidos por sermos candidatos indignos à Tua misericórdia. Contudo, visto que ouvimos falar de Tuas qualidades transcendentais, sentimo-nos muito atraídos por Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/205/", "verse_text": "vāmana yaiche cāṅda dharite cāhe kare\n\ntaiche ei vāñchā mora uṭhaye antare", "devanagari": "> বামন যৈছে চাঁদ ধরিতে চাহে করে ।\n> তৈছে এই বাঞ্ছা মোর উঠয়ে অন্তরে ॥২০৫॥", "synonyms": "*vāmana*—um anão; *yaiche*—assim como; *cāṅda*—a lua; *dharite*—capturar; *cāhe*—quer; *kare*—faz; *taiche*—de modo semelhante; *ei*—este; *vāñchā*—desejo; *mora*—nosso; *uṭhaye*—desperta; *antare*—dentro da mente.", "translation": "**\"De fato, somos como um anão que quer capturar a lua. Embora sejamos completamente inaptos, um desejo de receber Vossa misericórdia desperta dentro de nossas mentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/206/", "verse_text": "bhavantam evānucaran nirantaraḥ\n\npraśānta-niḥśeṣa-mano-rathāntaraḥ\n\nkadāham aikāntika-nitya-kiṅkaraḥ\n\npraharṣayiṣyāmi sanātha-jīvitam", "devanagari": "> ভবন্তমেবানুচরন্নিরন্তরঃ\n> প্রশান্তনিঃশেষমনোরথান্তরঃ ।\n> কদাহমৈকান্তিকনিত্যকিঙ্করঃ\n> প্রহর্ষয়িষ্যামি সনাথজীবিতম্ ॥২০৬॥", "synonyms": "*bhavantam*—a Ti; *eva*—certamente; *anucaran*—servindo; *nirantaraḥ*—sempre; *praśānta*—apaziguados; *niḥśeṣa*—todos; *manaḥ-ratha*—desejos; *antaraḥ*—outros; *kadā*—quando; *aham*—eu; *aikāntika*—exclusivo; *nitya*—eterno; *kiṅkaraḥ*—servo; *praharṣayiṣyāmi*—tornar-me-ei jubiloso; *sa-nātha*—com um amo adequado; *jīvitam*—vivendo.", "translation": "**\" 'Servindo-Te constantemente, a pessoa se livra de todos os desejos materiais e fica completamente apaziguada. Quando me ocuparei como Teu servo eterno e permanente e sempre me sentirei jubiloso por ter um amo tão adequado?' \"**", "purport": "Em Seus ensinamentos a Sanātana Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu declarou que toda entidade viva é uma servidora eterna da Suprema Personalidade de Deus. Esta é a posição constitucional de todas as entidades vivas. Assim como um cão ou servo fica muito satisfeito ao obter um amo competente e perfeito, ou como uma criança fica completamente satisfeita ao ter um pai competente, do mesmo modo a entidade viva fica satisfeita ao ocupar-se por completo no serviço ao Senhor Supremo. Desse modo, ela sabe que tem um amo competente para salvá-la de todo tipo de perigo. A menos que a entidade viva venha à proteção garantida do Senhor Supremo, ela está cheia de ansiedade. Esta vida de ansiedade chama-se existência material. Para estar completamente satisfeita e livre de ansiedade, a pessoa deve chegar à posição de prestar serviço eternamente ao Senhor Supremo. Este verso também é do Stotra-ratna (43), de Śrī Yāmunācārya."}
{"ref": "cc/madhya/1/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/207/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu kahe,--śuna, dabira-khāsa\n\ntumi dui bhāi--mora purātana dāsa", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু কহে, — শুন, দবির-খাস ।\n> তুমি দুই ভাই — মোর পুরাতন দাস ॥২০৭॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isto; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—diz; *śuna*—por favor, ouvi; *dabira khāsa*—Dabira Khāsa; *tumi*—vós; *dui bhāi*—dois irmãos; *mora*—Meus; *purātana*—antigos; *dāsa*—servos.", "translation": "**Após ouvir a oração de Dabira Khāsa e Sākara Mallika, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu querido Dabira Khāsa, vós dois irmãos sois Meus antigos servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/208/", "verse_text": "āji haite duṅhāra nāma 'rūpa' 'sanātana'\n\ndainya chāḍa, tomāra dainye phāṭe mora mana", "devanagari": "> আজি হৈতে দুঁহার নাম ‘রূপ’ ‘সনাতন’ ।\n> দৈন্য ছাড়, তোমার দৈন্যে ফাটে মোর মন ॥২০৮॥", "synonyms": "*āji haite*—a partir deste dia; *duṅhāra*—de vós dois; *nāma*—estes nomes; *rūpa*—Śrī Rūpa; *sanātana*—Śrī Sanātana; *dainya chāḍa*—abandonai vossa humildade; *tomāra*—vossa; *dainye*—humildade; *phāṭe*—parte; *mora*—Meu; *mana*—coração.", "translation": "**\"Meu querido Sākara Mallika, a partir deste dia vossos nomes serão mudados para Śrīla Rūpa e Śrīla Sanātana. Agora, por favor, abandonai vossa humildade, pois Meu coração se parte ao ver-vos tão humildes.**", "purport": "Na verdade, esta é a iniciação de Dabira Khāsa e Sākara Mallika por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Eles se aproximaram do Senhor com toda a humildade, e o Senhor os aceitou como servos antigos, como servos eternos, e mudou seus nomes. Disso se deve compreender que é essencial que um discípulo mude de nome após a iniciação.\n\nśaṅkha-cakrādy-ūrdhva-puṇḍra-\ndhāraṇādy-ātma-lakṣaṇam\ntan nāma-karaṇaṁ caiva\nvaiṣṇavatvam ihocyate\n\n\"Após a iniciação, o nome do discípulo deve ser mudado para indicar que ele é um servo do Senhor Viṣṇu. O discípulo também deve imediatamente começar a marcar o corpo com tilaka (ūrdhva-puṇḍra), especialmente a testa. Essas são marcas espirituais, sintomas de um Vaiṣṇava perfeito.\" Este é um verso do *Padma Purāṇa*, Uttara-khaṇḍa. Um membro da sahajiyā-sampradāya não muda de nome; portanto, não pode ser aceito como um Gauḍīya Vaiṣṇava. Se uma pessoa não muda de nome após a iniciação, deve-se compreender que ela continuará em sua concepção corpórea de vida."}
{"ref": "cc/madhya/1/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/209/", "verse_text": "dainya-patrī likhi' more pāṭhāle bāra bāra\n\nsei patrī-dvārā jāni tomāra vyavahāra", "devanagari": "> দৈন্যপত্রী লিখি’ মোরে পাঠালে বার বার ।\n> সেই পত্রীদ্বারা জানি তোমার ব্যবহার ॥২০৯॥", "synonyms": "*dainya-patrī*—cartas humildes; *likhi'*—escrevendo; *more*—a Mim; *pāṭhāle*—enviastes; *bāra bāra*—repetidas vezes; *sei*—aquelas; *patrī-dvārā*—pelas cartas; *jāni*—posso compreender; *tomāra*—vosso; *vyavahāra*—comportamento.", "translation": "**\"Vós escrevestes várias cartas demonstrando vossa humildade. Posso compreender vosso comportamento por essas cartas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/210/", "verse_text": "tomāra hṛdaya āmi jāni patrī-dvāre\n\ntomā śikhāite śloka pāṭhāila tomāre", "devanagari": "> তোমার হৃদয় আমি জানি পত্রীদ্বারে ।\n> তোমা শিখাইতে শ্লোক পাঠাইল তোমারে ॥২১০॥", "synonyms": "*tomāra*—vossos; *hṛdaya*—corações; *āmi*—Eu; *jāni*—compreendo; *patrī-dvāre*—por aquelas cartas; *tomā*—vós; *śikhāite*—instruir; *śloka*—um verso; *pāṭhāila*—enviei; *tomāre*—a vós.", "translation": "**\"Por vossas cartas, pude compreender vosso coração. Portanto, a fim de instruir-vos, enviei-vos um verso, que diz o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/211/", "verse_text": "para-vyasaninī nārī\n\nvyagrāpi gṛha-karmasu\n\ntad evāsvādayaty antar\n\nnava-saṅga-rasāyanam", "devanagari": "> পরব্যসনিনী নারী ব্যগ্রাপি গৃহকর্মসু ।\n> তদেবাস্বাদয়ত্যন্তর্নবসঙ্গরসায়নম্ ॥২১১॥", "synonyms": "*para-vyasaninī*—apegada a outro homem; *nārī*—uma mulher; *vyagrā api*—embora zelosa; *gṛha-karmasu*—nos afazeres domésticos; *tat eva*—apenas isso; *āsvādayati*—saboreia; *antaḥ*—dentro de si mesma; *nava-saṅga*—de nova associação; *rasa-ayanam*—doçura.", "translation": "**\" 'Se uma mulher está apegada a um homem que não seu marido, ela parecerá muito ocupada em realizar seus afazeres domésticos, mas, dentro de seu coração, está sempre saboreando sentimentos de associação com seu amante.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/212/", "verse_text": "gauḍa-nikaṭa āsite nāhi mora prayojana\n\ntomā-duṅhā dekhite mora ihāṅ āgamana", "devanagari": "> গৌড়-নিকট আসিতে নাহি মোর প্রয়োজন ।\n> তোমা-দুঁহা দেখিতে মোর ইহাঁ আগমন ॥২১২॥", "synonyms": "*gauḍa-nikaṭa*—a Bengala; *āsite*—vir; *nāhi*—não havia; *mora*—Minha; *prayojana*—necessidade; *tomā*—vós; *duṅhā*—dois; *dekhite*—ver; *mora*—Minha; *ihāṅ*—aqui; *āgamana*—vinda.", "translation": "**\"Eu realmente não tinha nenhum assunto a tratar ao vir a Bengala, mas vim apenas para ver vós dois irmãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/213/", "verse_text": "ei mora manera kathā keha nāhi jāne\n\nsabe bale, kene āilā rāma-keli-grāme", "devanagari": "> এই মোর মনের কথা কেহ নাহি জানে ।\n> সবে বলে, কেনে আইলা রামকেলি-গ্রামে ॥২১৩॥", "synonyms": "*ei*—esta; *mora*—Minha; *manera*—da mente; *kathā*—intenções; *keha*—ninguém; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *sabe*—todos; *bale*—dizem; *kene*—por que; *āilā*—vieste; *rāmakeli-grāme*—a esta aldeia chamada Rāmakeli.", "translation": "**\"Todos perguntam por que vim a esta aldeia de Rāmakeli. Ninguém conhece Minhas intenções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/214/", "verse_text": "bhāla haila, dui bhāi āilā mora sthāne\n\nghare yāha, bhaya kichu nā kariha mane", "devanagari": "> ভাল হৈল, দুই ভাই আইলা মোর স্থানে ।\n> ঘরে যাহ, ভয় কিছু না করিহ মনে ॥২১৪॥", "synonyms": "*bhāla haila*—foi muito bom; *dui bhāi*—vós dois irmãos; *āilā*—viestes; *mora*—Meu; *sthāne*—ao lugar; *ghare*—para casa; *yāha*—ide; *bhaya*—medo; *kichu*—algum; *nā*—não; *kariha*—tenhais; *mane*—dentro da mente.", "translation": "**\"É muito bom que vós dois irmãos tenhais vindo ver-Me. Agora podeis ir para casa. Não temais nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/215/", "verse_text": "janme janme tumi dui--kiṅkara āmāra\n\nacirāte kṛṣṇa tomāya karibe uddhāra", "devanagari": "> জন্মে জন্মে তুমি দুই — কিঙ্কর আমার ।\n> অচিরাতে কৃষ্ণ তোমায় করিবে উদ্ধার ॥২১৫॥", "synonyms": "*janme janme*—nascimento após nascimento; *tumi*—vós; *dui*—dois; *kiṅkara*—servos; *āmāra*—Meus; *acirāte*—muito em breve; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tomāya*—de vós dois; *karibe*—fará; *uddhāra*—libertação.", "translation": "**\"Nascimento após nascimento, vós tendes sido Meus servos eternos. Tenho certeza de que Kṛṣṇa vos libertará muito em breve.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/216/", "verse_text": "eta bali duṅhāra śire dharila dui hāte\n\ndui bhāi prabhu-pada nila nija māthe", "devanagari": "> এত বলি দুঁহার শিরে ধরিল দুই হাতে ।\n> দুই ভাই প্রভু-পদ নিল নিজ মাথে ॥২১৬॥", "synonyms": "*eta bali*—dizendo isto; *duṅhāra śire*—sobre as cabeças de ambos; *dharila*—colocou; *dui*—duas; *hāte*—mãos; *dui bhāi*—os dois irmãos; *prabhu-pada*—os pés de lótus do Senhor; *nila*—tomaram; *nija māthe*—sobre suas próprias cabeças.", "translation": "**O Senhor então colocou Suas duas mãos sobre as cabeças de ambos, e, em retribuição, eles imediatamente colocaram os pés de lótus do Senhor sobre suas cabeças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/217/", "verse_text": "doṅhā āliṅgiyā prabhu balila bhakta-gaṇe\n\nsabe kṛpā kari' uddhāraha dui jane", "devanagari": "> দোঁহা আলিঙ্গিয়া প্রভু বলিল ভক্তগণে ।\n> সবে কৃপা করি’ উদ্ধারহ দুই জনে ॥২১৭॥", "synonyms": "*doṅhā*—ambos; *āliṅgiyā*—abraçando; *prabhu*—o Senhor; *balila*—disse; *bhakta-gaṇe*—aos devotos; *sabe*—todos vós; *kṛpā*—misericórdia; *kari'*—mostrando; *uddhāraha*—libertai; *dui*—as duas; *jane*—pessoas.", "translation": "**Depois disso, o Senhor abraçou ambos e pediu a todos os devotos ali presentes que fossem misericordiosos para com eles e os libertassem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/218/", "verse_text": "dui jane prabhura kṛpā dekhi' bhakta-gaṇe\n\n'hari' 'hari' bale sabe ānandita-mane", "devanagari": "> দুই জনে প্ৰভুর কৃপা দেখি’ ভক্তগণে ।\n> ‘হরি’ ‘হরি’ বলে সবে আনন্দিত-মনে ॥২১৮॥", "synonyms": "*dui jane*—às duas pessoas; *prabhura*—do Senhor; *kṛpā*—a misericórdia; *dekhi'*—vendo; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *hari hari*—o santo nome do Senhor; *bale*—cantam; *sabe*—todos; *ānandita*—alegres; *mane*—na mente.", "translation": "**Quando todos os devotos viram a misericórdia do Senhor para com os dois irmãos, ficaram muito contentes e começaram a cantar o santo nome do Senhor: \"Hari! Hari!\"**", "purport": "Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura diz, chāḍiyā vaiṣṇava sevā nistāra pāyeche kebā: a menos que se sirva a um Vaiṣṇava, não se pode ser libertado. O mestre espiritual inicia o discípulo para libertá-lo, e, se o discípulo executa a ordem do mestre espiritual e não ofende outros Vaiṣṇavas, seu caminho está livre. Por conseguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a todos os Vaiṣṇavas presentes que mostrassem misericórdia para com os dois irmãos, Rūpa e Sanātana, que acabavam de ser iniciados pelo Senhor. Quando um Vaiṣṇava vê que outro Vaiṣṇava é destinatário da misericórdia do Senhor, ele fica muito feliz. Os Vaiṣṇavas não são invejosos. Se um Vaiṣṇava, pela misericórdia do Senhor, é por Ele dotado de poder para distribuir o santo nome do Senhor por todo o mundo, outros Vaiṣṇavas ficam muito jubilosos — isto é, se forem verdadeiramente Vaiṣṇavas. Quem é invejoso do sucesso de um Vaiṣṇava certamente não é um Vaiṣṇava ele mesmo, mas um homem mundano comum. A inveja e o ciúme são manifestados por pessoas mundanas, não por Vaiṣṇavas. Por que um Vaiṣṇava deveria ser invejoso de outro Vaiṣṇava que tem êxito em espalhar o santo nome do Senhor? Um verdadeiro Vaiṣṇava fica muito satisfeito em aceitar outro Vaiṣṇava que está concedendo a misericórdia do Senhor. Uma pessoa mundana com a roupa de Vaiṣṇava não deve ser respeitada, mas rejeitada. Isso é prescrito no śāstra (upekṣā). A palavra upekṣā significa negligência. Deve-se negligenciar uma pessoa invejosa. O dever de um pregador é amar a Suprema Personalidade de Deus, fazer amizade com os Vaiṣṇavas, mostrar misericórdia aos inocentes e rejeitar ou negligenciar aqueles que são invejosos ou ciumentos. Há muitas pessoas ciumentas com a roupa de Vaiṣṇavas neste movimento da consciência de Kṛṣṇa, e elas devem ser completamente negligenciadas. Não há necessidade de servir a uma pessoa ciumenta que está com a roupa de Vaiṣṇava. Quando Narottama dāsa Ṭhākura diz chāḍiyā vaiṣṇava sevā nistāra payeche kebā, ele está indicando um verdadeiro Vaiṣṇava, não uma pessoa invejosa ou ciumenta com a roupa de Vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/madhya/1/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/219/", "verse_text": "nityānanda, haridāsa, śrīvāsa, gadādhara\n\nmukunda, jagadānanda, murāri, vakreśvara", "devanagari": "> নিত্যানন্দ, হরিদাস, শ্রীবাস, গদাধর ।\n> মুকুন্দ, জগদানন্দ, মুরারি, বক্রেশ্বর ॥২১৯॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *mukunda*—Mukunda; *jagadānanda*—Jagadānanda; *murāri*—Murāri; *vakreśvara*—Vakreśvara.", "translation": "**Todos os associados Vaiṣṇavas do Senhor estavam presentes, incluindo Nityānanda, Haridāsa Ṭhākura, Śrīvāsa Ṭhākura, Gadādhara Paṇḍita, Mukunda, Jagadānanda, Murāri e Vakreśvara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/220/", "verse_text": "sabāra caraṇe dhari, paḍe dui bhāi\n\nsabe bale,--dhanya tumi, pāile gosāñi", "devanagari": "> সবার চরণে ধরি, পড়ে দুই ভাই ।\n> সবে বলে, — ধন্য তুমি, পাইলে গোসাঞি ॥২২০॥", "synonyms": "*sabāra*—de todos eles; *caraṇe*—os pés de lótus; *dhari*—tocando; *paḍe*—prostram-se; *dui bhāi*—os dois irmãos; *sabe bale*—todos os vaiṣṇavas dizem; *dhanya tumi*—és muito afortunado; *pāile gosāñi*—obtiveste o refúgio dos pés de lótus do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**De acordo com as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, os dois irmãos, Rūpa e Sanātana, imediatamente tocaram os pés de lótus desses vaiṣṇavas, que ficaram todos muito felizes e felicitaram os dois irmãos por terem recebido a misericórdia do Senhor.**", "purport": "Este comportamento é característico dos verdadeiros vaiṣṇavas. Quando viram que Rūpa e Sanātana eram afortunados o bastante para receber a misericórdia do Senhor, ficaram tão satisfeitos que todos felicitaram os dois irmãos. Uma pessoa invejosa vestida de vaiṣṇava não fica nem um pouco feliz ao ver o êxito de outro vaiṣṇava em receber a misericórdia do Senhor. Infelizmente, nesta Era de Kali, há muitas pessoas mundanas vestidas de vaiṣṇavas, e Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura as descreveu como discípulos de Kali. Ele diz: kali-celā. Ele indica que existe outro vaiṣṇava, um pseudovaiṣṇava com tilaka no nariz e contas de kaṇṭhī ao redor do pescoço. Tal pseudovaiṣṇava convive com dinheiro e mulheres e tem inveja dos vaiṣṇavas bem-sucedidos. Embora se faça passar por vaiṣṇava, sua única atividade é ganhar dinheiro vestido de vaiṣṇava. Bhaktivinoda Ṭhākura diz, portanto, que tal pseudovaiṣṇava não é absolutamente um vaiṣṇava, mas um discípulo de Kali-yuga. Um discípulo de Kali não pode tornar-se um ācārya pela decisão de algum tribunal superior. Os votos mundanos não têm jurisdição para eleger um ācārya vaiṣṇava. Um ācārya vaiṣṇava tem luz própria, e não há necessidade de qualquer sentença judicial. Um falso ācārya pode tentar sobrepor-se a um vaiṣṇava por uma decisão de tribunal superior, mas Bhaktivinoda Ṭhākura diz que ele nada mais é que um discípulo de Kali-yuga."}
{"ref": "cc/madhya/1/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/221/", "verse_text": "sabā-pāśa ājñā māgi' calana-samaya\n\nprabhu-pade kahe kichu kariyā vinaya", "devanagari": "> সবা-পাশ আজ্ঞা মাগি’ চলন-সময় ।\n> প্রভু-পদে কহে কিছু করিয়া বিনয় ॥২২১॥", "synonyms": "*sabā*—de todos eles; *pāśa*—de; *ājñā*—ordem; *māgi'*—pedindo; *calana-samaya*—no momento da partida; *prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor; *kahe*—dizem; *kichu*—algo; *kariyā*—fazendo; *vinaya*—submissão.", "translation": "**Após pedirem a permissão de todos os vaiṣṇavas presentes, os dois irmãos, no momento de sua partida, humildemente submeteram algo aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/222/", "verse_text": "ihāṅ haite cala, prabhu, ihāṅ nāhi kāya\n\nyadyapi tomāre bhakti kare gauḍa-rāja", "devanagari": "> ইহাঁ হৈতে চল, প্রভু, ইহাঁ নাহি কায ।\n> যদ্যপি তোমারে ভক্তি করে গৌড়রাজ ॥২২২॥", "synonyms": "*ihāṅ haite*—deste lugar; *cala*—por favor, parte; *prabhu*—querido Senhor; *ihāṅ*—neste lugar; *nāhi kāya*—não há outro afazer; *yadyapi*—embora; *tomāre*—a Ti; *bhakti*—respeito; *kare*—demonstra; *gauḍa-rāja*—o rei de Bengala.", "translation": "**Eles disseram: \"Querido Senhor, embora o rei de Bengala, Nawab Hussain Shah, seja muito respeitoso para conTigo, não tens nenhum outro afazer aqui. Por favor, parte deste lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/223/", "verse_text": "tathāpi yavana jāti, nā kari pratīti\n\ntīrtha-yātrāya eta saṅghaṭṭa bhāla nahe rīti", "devanagari": "> তথাপি যবন জাতি, না করি প্রতীতি ।\n> তীর্থযাত্রায় এত সংঘট্ট ভাল নহে রীতি ॥২২৩॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *yavana jāti*—de casta maometana; *nā*—não; *kari*—temos; *pratīti*—confiança; *tīrtha-yātrāya*—ao ir em peregrinação; *eta*—tal; *saṅghaṭṭa*—multidão; *bhāla*—boa; *nahe*—não é; *rīti*—etiqueta.", "translation": "**\"Embora o rei seja respeitoso para conTigo, ele ainda pertence à classe yavana e não se deve confiar nele. Achamos que não há necessidade de tão grande multidão para acompanhar-Te em Tua peregrinação a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/224/", "verse_text": "yāra saṅge cale ei loka lakṣa-koṭi\n\nvṛndāvana-yātrāra e nahe paripāṭī", "devanagari": "> যার সঙ্গে চলে এই লোক লক্ষকোটি ।\n> বৃন্দাবন-যাত্রার এ নহে পরিপাটী ॥২২৪॥", "synonyms": "*yāra*—de quem; *saṅge*—na companhia; *cale*—seguem; *ei*—estas; *loka*—pessoas; *lakṣa-koṭi*—centenas e milhares; *vṛndāvana-yātrāra*—de ir a Vṛndāvana; *e*—este; *nahe*—não é; *paripāṭī*—método.", "translation": "**\"Querido Senhor, vais a Vṛndāvana com centenas e milhares de pessoas Te seguindo, e esta não é uma maneira apropriada de ir em peregrinação.\"**", "purport": "Às vezes, por interesses comerciais, grandes multidões de homens são levadas a diferentes lugares de peregrinação, e delas se arrecada dinheiro. Esse é um negócio muito lucrativo, mas Rūpa e Sanātana Gosvāmīs, expressando sua opinião na presença do Senhor Caitanya Mahāprabhu, desaprovaram tais peregrinações repletas de gente. De fato, quando o Senhor Caitanya visitou Vṛndāvana, Ele a visitou sozinho e aceitou um servo apenas a pedido de Seus devotos. Ele nunca visitou Vṛndāvana com multidões de pessoas para um propósito comercial."}
{"ref": "cc/madhya/1/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/225/", "verse_text": "yadyapi vastutaḥ prabhura kichu nāhi bhaya\n\ntathāpi laukika-līlā, loka-ceṣṭā-maya", "devanagari": "> যদ্যপি বস্তুতঃ প্রভুর কিছু নাহি ভয় ।\n> তথাপি লৌকিকলীলা, লোক-চেষ্টাময় ॥২২৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *vastutaḥ*—de fato; *prabhura*—do Senhor; *kichu*—algum; *nāhi*—não há; *bhaya*—temor; *tathāpi*—ainda assim; *laukika-līlā*—passatempos gerais; *loka-ceṣṭā-maya*—consistindo em comportamento popular.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu fosse o próprio Śrī Kṛṣṇa, o Senhor Supremo, e, portanto, não sentisse temor algum, Ele ainda assim agia como um ser humano para ensinar os neófitos a agir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/226/", "verse_text": "eta bali' caraṇa vandi' gelā dui-jana\n\nprabhura sei grāma haite calite haila mana", "devanagari": "> এত বলি’ চরণ বন্দি’ গেলা দুইজন ।\n> প্রভুর সেই গ্রাম হৈতে চলিতে হৈল মন ॥২২৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *caraṇa vandi'*—oferecendo orações aos pés de lótus do Senhor Caitanya; *gelā*—voltaram; *dui-jana*—os dois irmãos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aquela; *grāma*—vila; *haite*—de; *calite*—partir; *haila*—houve; *mana*—a mente.", "translation": "**Tendo falado assim, os dois irmãos ofereceram orações aos pés de lótus do Senhor e retornaram a suas casas. O Senhor Caitanya Mahāprabhu desejou então deixar aquela vila.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/227/", "verse_text": "prāte cali' āilā prabhu 'kānāira nāṭaśālā'\n\ndekhila sakala tāhāṅ kṛṣṇa-caritra-līlā", "devanagari": "> প্রাতে চলি’ আইলা প্রভু ‘কানাইর নাটশালা’ ।\n> দেখিল সকল তাহাঁ কৃষ্ণচরিত্র-লীলা ॥২২৭॥", "synonyms": "*prāte*—pela manhã; *cali'*—partindo; *āilā*—chegou; *prabhu*—o Senhor; *kānāira nāṭaśālā*—ao lugar de nome Kānāi Nāṭaśālā; *dekhila*—viu; *sakala*—todos; *tāhāṅ*—ali; *kṛṣṇa-caritra-līlā*—os passatempos de Kṛṣṇa.", "translation": "**Pela manhã, o Senhor partiu e foi a um lugar conhecido como Kānāi Nāṭaśālā. Estando ali, Ele viu muitos passatempos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Naqueles dias, em Bengala, havia muitos lugares conhecidos como Kānāi Nāṭaśālā, onde se guardavam pinturas dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa. As pessoas costumavam ir até lá para vê-las. Isso se chama kṛṣṇa-caritra-līlā. Em Bengala, ainda existem muitos lugares chamados hari-sabhā, o que indica um lugar onde a população local se reúne para cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e comentar os passatempos do Senhor Kṛṣṇa. A palavra kānāi significa \"do Senhor Kṛṣṇa\", e nāṭaśālā indica um lugar onde se exibem passatempos. Assim, esses lugares que atualmente se chamam hari-sabhā podem ter sido conhecidos anteriormente como Kānāi Nāṭaśālā."}
{"ref": "cc/madhya/1/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/228/", "verse_text": "sei rātre prabhu tāhāṅ cinte mane mana\n\nsaṅge saṅghaṭṭa bhāla nahe, kaila sanātana", "devanagari": "> সেই রাত্রে প্রভু তাহাঁ চিন্তে মনে মন ।\n> সঙ্গে সংঘট্ট ভাল নহে, কৈল সনাতন ॥২২৮॥", "synonyms": "*sei rātre*—naquela noite; *prabhu*—o Senhor; *tāhāṅ*—ali; *cinte*—pensa; *mane*—dentro de Sua mente; *mana*—a mente; *saṅge*—com Ele; *saṅghaṭṭa*—multidões de homens; *bhāla nahe*—não é bom; *kaila sanātana*—assim falou Sanātana.", "translation": "**Naquela noite, o Senhor refletiu sobre a proposta de Sanātana Gosvāmī de que Ele não fosse a Vṛndāvana seguido por tanta gente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/229/", "verse_text": "mathurā yāiba āmi eta loka saṅge\n\nkichu sukha nā pāiba, habe rasa-bhaṅge", "devanagari": "> মথুরা যাইব আমি এত লোক সঙ্গে ।\n> কিছু সুখ না পাইব, হবে রসভঙ্গে ॥২২৯॥", "synonyms": "*mathurā*—o lugar sagrado de nome Mathurā; *yāiba*—irei; *āmi*—Eu; *eta*—tantas; *loka*—pessoas; *saṅge*—com; *kichu*—alguma; *sukha*—felicidade; *nā*—não; *pāiba*—obterei; *habe*—haverá; *rasa-bhaṅge*—uma perturbação na atmosfera.", "translation": "**O Senhor pensou: \"Se Eu for a Mathurā com tais multidões atrás de Mim, não será uma situação muito feliz, pois a atmosfera ficará perturbada.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma que visitar um lugar sagrado como Vṛndāvana com tantas pessoas é simplesmente perturbador. Ele não encontraria a felicidade que desejava visitando tais lugares sagrados dessa maneira."}
{"ref": "cc/madhya/1/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/230/", "verse_text": "ekākī yāiba, kimvā saṅge eka jana\n\ntabe se śobhaye vṛndāvanere gamana", "devanagari": "> একাকী যাইব, কিম্বা সঙ্গে এক জন ।\n> তবে সে শোভয়ে বৃন্দাবনেরে গমন ॥২৩০॥", "synonyms": "*ekākī*—sozinho; *yāiba*—irei; *kimvā*—ou; *saṅge*—com; *eka*—uma; *jana*—pessoa; *tabe*—só então; *se*—essa; *śobhaye*—torna-se bela; *vṛndāvanere*—a Vṛndāvana; *gamana*—ida.", "translation": "**O Senhor concluiu que iria sozinho a Vṛndāvana ou, no máximo, levaria apenas uma pessoa como Seu companheiro. Dessa forma, a ida a Vṛndāvana seria muito agradável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/231/", "verse_text": "eta cinti prātaḥ-kāle gaṅgā-snāna kari'\n\n'nīlācale yāba' bali' calilā gaurahari", "devanagari": "> এত চিন্তি প্রাতঃকালে গঙ্গাস্নান করি’ ।\n> ‘নীলাচলে যাব’ বলি’ চলিলা গৌরহরি ॥২৩১॥", "synonyms": "*eta cinti*—pensando assim; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *kari'*—realizando; *nīlācale yāba*—irei a Nīlācala (Jagannātha Purī); *bali'*—dizendo; *calilā*—partiu; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Pensando dessa maneira, o Senhor tomou Seu banho matinal no Ganges e partiu para Nīlācala, dizendo: \"Irei para lá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/232/", "verse_text": "ei mata cali' cali' āilā śāntipure\n\ndina pāṅca-sāta rahilā ācāryera ghare", "devanagari": "> এই মত চলি’ চলি’ আইলা শান্তিপুরে ।\n> দিন পাঁচ-সাত রহিলা আচার্যের ঘরে ॥২৩২॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *cali' cali'*—caminhando; *āilā*—chegou; *śāntipure*—a Śāntipura; *dina pāṅca-sāta*—cinco ou sete dias; *rahilā*—permaneceu; *ācāryera ghare*—na casa de Advaita Ācārya.", "translation": "**Caminhando e caminhando, Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a Śāntipura e permaneceu na casa de Advaita Ācārya por cinco a sete dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/233/", "verse_text": "śacī-devī āni' tāṅre kaila namaskāra\n\nsāta dina tāṅra ṭhāñi bhikṣā-vyavahāra", "devanagari": "> শচীদেবী আনি’ তাঁরে কৈল নমস্কার ।\n> সাত দিন তাঁর ঠাঞি ভিক্ষা-ব্যবহার ॥২৩৩॥", "synonyms": "*śacī-devī*—mãe Śacīdevī; *āni'*—chamando-a; *tāṅre*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *namaskāra*—reverências; *sāta dina*—sete dias; *tāṅra ṭhāñi*—da parte de Śacīdevī; *bhikṣā-vyavahāra*—aceitando refeições.", "translation": "**Aproveitando essa oportunidade, Śrī Advaita Ācārya Prabhu mandou chamar mãe Śacīdevī, e ela permaneceu em Sua casa por sete dias para preparar as refeições de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/234/", "verse_text": "tāṅra ājñā lañā punaḥ karilā gamane\n\nvinaya kariyā vidāya dila bhakta-gaṇe", "devanagari": "> তাঁর আজ্ঞা লঞা পুনঃ করিলা গমনে ।\n> বিনয় করিয়া বিদায় দিল ভক্তগণে ॥২৩৪॥", "synonyms": "*tāṅra ājñā lañā*—tomando a permissão de mãe Śacīdevī; *punaḥ*—novamente; *karilā*—fez; *gamane*—partida; *vinaya kariyā*—com palavras agradáveis; *vidāya*—despedida; *dila*—deu; *bhakta-gaṇe*—a todos os devotos.", "translation": "**Tomando permissão de Sua mãe, o Senhor Caitanya Mahāprabhu partiu para Jagannātha Purī. Quando os devotos O seguiram, Ele humildemente lhes pediu que ficassem e despediu-se de todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/235/", "verse_text": "janā dui saṅge āmi yāba nīlācale\n\nāmāre milibā āsi' ratha-yātrā-kāle", "devanagari": "> জনা দুই সঙ্গে আমি যাব নীলাচলে ।\n> আমারে মিলিবা আসি’ রথযাত্রা-কালে ॥২৩৫॥", "synonyms": "*janā*—pessoas; *dui*—duas; *saṅge*—com; *āmi*—Eu; *yāba*—irei; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āmāre*—a Mim; *milibā*—encontrareis; *āsi'*—vindo até lá; *ratha-yātrā-kāle*—durante o festival das quadrigas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, embora pedisse a todos os devotos que voltassem, permitiu que duas pessoas O seguissem. Ele pediu a todos os devotos que viessem a Jagannātha Purī encontrá-lo durante o festival das quadrigas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/236/", "verse_text": "balabhadra bhaṭṭācārya, āra paṇḍita dāmodara\n\ndui-jana-saṅge prabhu āilā nīlācala", "devanagari": "> বলভদ্র ভট্টাচার্য, আর পণ্ডিত দামোদর ।\n> দুইজন-সঙ্গে প্রভু আইলা নীলাচল ॥২৩৬॥", "synonyms": "*balabhadra bhaṭṭācārya*—de nome Balabhadra Bhaṭṭācārya; *āra*—e; *paṇḍita dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *dui-jana*—duas pessoas; *saṅge*—com; *prabhu*—o Senhor; *āilā*—voltou; *nīlācala*—para Jagannātha Purī.", "translation": "**As duas pessoas que acompanharam Śrī Caitanya Mahāprabhu a Jagannātha Purī [Nīlācala] foram Balabhadra Bhaṭṭācārya e Dāmodara Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/237/", "verse_text": "dina kata tāhāṅ rahi' calilā vṛndāvana\n\nlukāñā calilā rātre, nā jāne kona jana", "devanagari": "> দিন কত তাহাঁ রহি’ চলিলা বৃন্দাবন ।\n> লুকাঞা চলিলা রাত্রে, না জানে কোন জন ॥২৩৭॥", "synonyms": "*dina kata*—alguns dias; *tāhāṅ*—em Jagannātha Purī; *rahi'*—permanecendo; *calilā*—partiu; *vṛndāvana*—para Vṛndāvana; *lukāñā*—mantendo em segredo; *calilā*—partiu; *rātre*—à noite; *nā jāne*—não soube; *kona*—alguma; *jana*—pessoa.", "translation": "**Após permanecer em Jagannātha Purī por alguns dias, o Senhor partiu secretamente para Vṛndāvana à noite. Ele fez isso sem o conhecimento de ninguém.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/238/", "verse_text": "balabhadra bhaṭṭācārya rahe mātra saṅge\n\njhārikhaṇḍa-pathe kāśī āilā mahā-raṅge", "devanagari": "> বলভদ্র ভট্টাচার্য রহে মাত্র সঙ্গে ।\n> ঝারিখণ্ড-পথে কাশী আইলা মহারঙ্গে ॥২৩৮॥", "synonyms": "*balabhadra bhaṭṭācārya*—de nome Balabhadra Bhaṭṭācārya; *rahe*—permanece; *mātra*—apenas; *saṅge*—com Ele; *jhāri-khaṇḍa-pathe*—no caminho através de Jhārikhaṇḍa (Madhya Pradesh); *kāśī*—em Benares; *āilā*—chegou; *mahā-raṅge*—com grande deleite.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu deixou Jagannātha Purī rumo a Vṛndāvana, apenas Balabhadra Bhaṭṭācārya estava com Ele. Assim, Ele viajou pelo caminho através de Jhārikhaṇḍa e chegou a Benares com grande deleite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/239/", "verse_text": "dina cāra kāśīte rahi' gelā vṛndāvana\n\nmathurā dekhiyā dekhe dvādaśa kānana", "devanagari": "> দিন চার কাশীতে রহি’ গেলা বৃন্দাবন ।\n> মথুরা দেখিয়া দেখে দ্বাদশ কানন ॥২৩৯॥", "synonyms": "*dina cāra*—apenas quatro dias; *kāśīte*—em Benares; *rahi'*—permanecendo; *gelā*—partiu para; *vṛndāvana*—o lugar sagrado de Vṛndāvana; *mathurā*—o lugar sagrado de Mathurā; *dekhiyā*—após ver; *dekhe*—visita; *dvādaśa*—doze; *kānana*—florestas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu em Benares apenas quatro dias e então partiu para Vṛndāvana. Após ver a cidade de Mathurā, Ele visitou as doze florestas.**", "purport": "Aqueles que visitam a região de Vṛndāvana hoje em dia também costumam visitar doze lugares, conhecidos como as doze florestas. Eles começam em Mathurā, onde há Kāmya-vana. De lá, vão para Tāla-vana, Tamāla-vana, Madhu-vana, Kusuma-vana, Bhāṇḍīra-vana, Bilva-vana, Bhadra-vana, Khadira-vana, Loha-vana, Kumuda-vana e Gokula-mahāvana."}
{"ref": "cc/madhya/1/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/240/", "verse_text": "līlā-sthala dekhi' preme ha-ilā asthira\n\nbalabhadra kaila tāṅre mathurāra bāhira", "devanagari": "> লীলাস্থল দেখি’ প্রেমে হইলা অস্থির ।\n> বলভদ্র কৈল তাঁরে মথুরার বাহির ॥২৪০॥", "synonyms": "*līlā-sthala*—todos os lugares sagrados dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *dekhi'*—visitando; *preme*—em grande êxtase; *ha-ilā*—tornou-se; *asthira*—agitado; *balabhadra*—de nome Balabhadra; *kaila*—auxiliou; *tāṅre*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mathurāra*—da cidade de Mathurā; *bāhira*—para fora.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou todos os doze lugares dos passatempos de Śrī Kṛṣṇa, Ele ficou muito agitado devido ao êxtase. Balabhadra Bhaṭṭācārya, de uma forma ou de outra, conseguiu tirá-Lo de Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/241/", "verse_text": "gaṅgā-tīra-pathe lañā prayāge āilā\n\nśrī-rūpa āsi' prabhuke tathāi mililā", "devanagari": "> গঙ্গাতীর-পথে লঞা প্রয়াগে আইলা ।\n> শ্রীরূপ আসি’ প্রভুকে তথাই মিলিলা ॥২৪১॥", "synonyms": "*gaṅgā-tīra-pathe*—o caminho à margem do Ganges; *lañā*—tomando; *prayāge*—em Allahabad; *āilā*—chegou; *śrī-rūpa*—de nome Śrī Rūpa; *āsi'*—vindo até ali; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tathāi*—ali; *mililā*—encontrou-se.", "translation": "**Após deixar Mathurā, o Senhor começou a caminhar por um trilho à margem do Ganges e, finalmente, chegou ao lugar sagrado chamado Prayāga [Allahabad]. Foi ali que Śrīla Rūpa Gosvāmī veio encontrar-se com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/242/", "verse_text": "daṇḍavat kari' rūpa bhūmite paḍilā\n\nparama ānande prabhu āliṅgana dilā", "devanagari": "> দণ্ডবৎ করি’ রূপ ভূমিতে পড়িলা ।\n> পরম আনন্দে প্রভু আলিঙ্গন দিলা ॥২৪২॥", "synonyms": "*daṇḍavat kari'*—oferecendo reverências; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *bhūmite*—no chão; *paḍilā*—caiu; *parama*—grande; *ānande*—em deleite; *prabhu*—o Senhor; *āliṅgana*—abraço; *dilā*—deu.", "translation": "**Em Prayāga, Rūpa Gosvāmī caiu ao chão para oferecer reverências ao Senhor, e o Senhor o abraçou com grande deleite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/243/", "verse_text": "śrī-rūpe śikṣā karāi' pāṭhāilā vṛndāvana\n\nāpane karilā vārāṇasī āgamana", "devanagari": "> শ্রীরূপে শিক্ষা করাই’ পাঠাইলা বৃন্দাবন ।\n> আপনে করিলা বারাণসী আগমন ॥২৪৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpe śikṣā karāi'*—instruindo Śrīla Rūpa Gosvāmī; *pāṭhāilā*—enviou; *vṛndāvana*—rumo a Vṛndāvana; *āpane*—Ele mesmo; *karilā*—fez; *vārāṇasī*—a Benares; *āgamana*—vindo.", "translation": "**Após instruir Śrīla Rūpa Gosvāmī em Prayāga, no Daśāśvamedha-ghāṭa, Caitanya Mahāprabhu ordenou-lhe que fosse a Vṛndāvana. O Senhor, então, retornou a Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/244/", "verse_text": "kāśīte prabhuke āsi' mililā sanātana\n\ndui māsa rahi' tāṅre karāilā śikṣaṇa", "devanagari": "> কাশীতে প্রভুকে আসি’ মিলিলা সনাতন ।\n> দুই মাস রহি’ তাঁরে করাইলা শিক্ষণ ॥২৪৪॥", "synonyms": "*kāśīte*—em Vārāṇasī; *prabhuke*—o Senhor; *āsi'*—chegando; *mililā*—encontrou-se; *sanātana*—de nome Sanātana Gosvāmī; *dui*—dois; *māsa*—meses; *rahi'*—permanecendo; *tāṅre*—a ele; *karāilā*—deu; *śikṣaṇa*—instrução.", "translation": "**Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu chegou a Vārāṇasī, Sanātana Gosvāmī foi encontrá-Lo ali. O Senhor permaneceu ali por dois meses e instruiu Sanātana Gosvāmī perfeitamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/245/", "verse_text": "mathurā pāṭhāilā tāṅre diyā bhakti-bala\n\nsannyāsīre kṛpā kari' gelā nīlācala", "devanagari": "> মথুরা পাঠাইলা তাঁরে দিয়া ভক্তিবল ।\n> সন্ন্যাসীরে কৃপা করি’ গেলা নীলাচল ॥২৪৫॥", "synonyms": "*mathurā*—a Mathurā; *pāṭhāilā*—enviou; *tāṅre*—a ele; *diyā*—dando; *bhakti-bala*—a força da devoção; *sannyāsīre*—aos sannyāsīs māyāvādīs; *kṛpā*—misericórdia; *kari'*—dando; *gelā*—voltou; *nīlācala*—para Jagannātha Purī.", "translation": "**Após instruir plenamente Sanātana Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu enviou-o a Mathurā com serviço devocional dotado de poder. Em Benares, Ele também concedeu Sua misericórdia aos sannyāsīs māyāvādīs. Em seguida, retornou a Nīlācala [Jagannātha Purī].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/246/", "verse_text": "chaya vatsara aiche prabhu karilā vilāsa\n\nkabhu iti-uti, kabhu kṣetra-vāsa", "devanagari": "> ছয় বৎসর ঐছে প্রভু করিলা বিলাস ।\n> কভু ইতি-উতি, কভু ক্ষেত্রবাস ॥২৪৬॥", "synonyms": "*chaya vatsara*—seis anos; *aiche*—dessa maneira; *prabhu*—o Senhor; *karilā*—realizou; *vilāsa*—passatempos; *kabhu*—às vezes; *iti-uti*—aqui e ali; *kabhu*—às vezes; *kṣetra-vāsa*—residindo em Jagannātha Purī.", "translation": "**O Senhor viajou por toda a Índia durante seis anos. Ele estava às vezes aqui, às vezes ali, realizando Seus passatempos transcendentais, e às vezes permanecia em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/247/", "verse_text": "ānande bhakta-saṅge sadā kīrtana-vilāsa\n\njagannātha-daraśana, premera vilāsa", "devanagari": "> আনন্দে ভক্ত-সঙ্গে সদা কীর্তন-বিলাস ।\n> জগন্নাথ-দরশন, প্রেমের বিলাস ॥২৪৭॥", "synonyms": "*ānande*—em grande deleite; *bhakta-saṅge*—com os devotos; *sadā*—sempre; *kīrtana*—de cantar; *vilāsa*—desfrute; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *daraśana*—visitando; *premera*—de êxtase; *vilāsa*—passatempos.", "translation": "**Enquanto estava em Jagannātha Purī, o Senhor passava Seu tempo em grande alegria, realizando saṅkīrtana e visitando o templo de Jagannātha em grande êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/248/", "verse_text": "madhya-līlāra kailuṅ ei sūtra-vivaraṇa\n\nantya-līlāra sūtra ebe śuna, bhakta-gaṇa", "devanagari": "> মধ্যলীলার কৈলুঁ এই সূত্র-বিবরণ ।\n> অন্ত্যলীলার সূত্র এবে শুন, ভক্তগণ ॥২৪৮॥", "synonyms": "*madhya-līlāra*—da madhya-līlā, a porção intermediária de Seus passatempos; *kailuṅ*—fiz; *ei*—esta; *sūtra*—sinopse; *vivaraṇa*—descrição; *antya-līlāra*—dos passatempos finais, conhecidos como antya-līlā; *sūtra*—sinopse; *ebe*—agora; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Assim, dei uma sinopse da madhya-līlā, os passatempos intermediários do Senhor. Agora, ó devotos, ouvi gentilmente a sinopse dos passatempos finais do Senhor, conhecidos como antya-līlā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/249/", "verse_text": "vṛndāvana haite yadi nīlācale āilā\n\nāṭhāra varṣa tāhāṅ vāsa, kāhāṅ nāhi gelā", "devanagari": "> বৃন্দাবন হৈতে যদি নীলাচলে আইলা ।\n> আঠার বর্ষ তাহাঁ বাস, কাহাঁ নাহি গেলা ॥২৪৯॥", "synonyms": "*vṛndāvana haite*—de Vṛndāvana; *yadi*—embora; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āilā*—voltou; *āṭhāra*—dezoito; *varṣa*—anos; *tāhāṅ*—em Jagannātha Purī; *vāsa*—residência; *kāhāṅ*—a lugar algum; *nāhi*—não; *gelā*—foi.", "translation": "**Quando o Senhor retornou a Jagannātha Purī, vindo de Vṛndāvana, Ele permaneceu ali e não foi a nenhum outro lugar por dezoito anos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/250/", "verse_text": "prativarṣa āisena tāhāṅ gauḍera bhakta-gaṇa\n\ncāri māsa rahe prabhura saṅge sammilana", "devanagari": "> প্রতিবর্ষ আইসেন তাহাঁ গৌড়ের ভক্তগণ ।\n> চারি মাস রহে প্রভুর সঙ্গে সম্মিলন ॥২৫০॥", "synonyms": "*prativarṣa*—todos os anos; *āisena*—visitam; *tāhāṅ*—ali; *gauḍera*—de Bengala; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *cāri*—quatro; *māsa*—meses; *rahe*—permanecem; *prabhura*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *saṅge*—com; *sammilana*—encontro.", "translation": "**Durante esses dezoito anos, todos os devotos de Bengala costumavam visitá-Lo em Jagannātha Purī todos os anos. Eles permaneciam ali por quatro meses contínuos e desfrutavam da companhia do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/251/", "verse_text": "nirantara nṛtya-gīta kīrtana-vilāsa\n\nācaṇḍāle prema-bhakti karilā prakāśa", "devanagari": "> নিরন্তর নৃত্যগীত কীর্তন-বিলাস ।\n> আচণ্ডালে প্রেমভক্তি করিলা প্রকাশ ॥২৫১॥", "synonyms": "*nirantara*—sem parar; *nṛtya-gīta*—cantando e dançando; *kīrtana*—de saṅkīrtana; *vilāsa*—desfrute; *ā-caṇḍāle*—a todos, mesmo à pessoa mais baixa; *prema-bhakti*—amor a Deus; *karilā*—fez; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**Em Jagannātha Purī, Śrī Caitanya Mahāprabhu realizava cantos e danças incessantemente. Assim, Ele desfrutava do passatempo do saṅkīrtana. Ele manifestou Sua misericórdia imotivada, o amor puro a Deus, a todos, incluindo o homem mais baixo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/252/", "verse_text": "paṇḍita-gosāñi kaila nīlācale vāsa\n\nvakreśvara, dāmodara, śaṅkara, haridāsa", "devanagari": "> পণ্ডিত-গোসাঞি কৈল নীলাচলে বাস ।\n> বক্রেশ্বর, দামোদর, শঙ্কর, হরিদাস ॥২৫২॥", "synonyms": "*paṇḍita-gosāñi*—Gadādhara Paṇḍita; *kaila*—fez; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *vāsa*—morando; *vakreśvara*—de nome Vakreśvara; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *śaṅkara*—de nome Śaṅkara; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Residindo com o Senhor em Jagannātha Purī estavam Paṇḍita Gosāñi e outros devotos, tais como Vakreśvara, Dāmodara, Śaṅkara e Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/253/", "verse_text": "jagadānanda, bhagavān, govinda, kāsīśvara\n\nparamānanda-purī, āra svarūpa-dāmodara", "devanagari": "> জগদানন্দ, ভগবান্, গোবিন্দ, কাশীশ্বর ।\n> পরমানন্দপুরী, আর স্বরূপ-দামোদর ॥২৫৩॥", "synonyms": "*jagadānanda*—de nome Jagadānanda; *bhagavān*—de nome Bhagavān; *govinda*—de nome Govinda; *kāsīśvara*—de nome Kāsīśvara; *paramānanda-purī*—de nome Paramānanda Purī; *āra svarūpa-dāmodara*—e Svarūpa Dāmodara, Seu secretário.", "translation": "**Jagadānanda, Bhagavān, Govinda, Kāśīśvara, Paramānanda Purī e Svarūpa Dāmodara eram outros devotos que também viviam com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/254/", "verse_text": "kṣetra-vāsī rāmānanda rāya prabhṛti\n\nprabhu-saṅge ei saba kaila nitya-sthiti", "devanagari": "> ক্ষেত্রবাসী রামানন্দ রায় প্রভৃতি ।\n> প্রভুসঙ্গে এই সব কৈল নিত্যস্থিতি ॥২৫৪॥", "synonyms": "*kṣetra-vāsī*—residentes de Jagannātha Purī; *rāmānanda rāya*—de nome Rāmānanda Rāya; *prabhṛti*—e outros; *prabhu-saṅge*—com o Senhor; *ei saba*—todos eles; *kaila*—fizeram; *nitya-sthiti*—morando permanentemente.", "translation": "**Śrīla Rāmānanda Rāya e outros devotos que eram residentes de Jagannātha Purī também permaneceram em caráter permanente com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/255-256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/255-256/", "verse_text": "advaita, nityānanda, mukunda, śrīvāsa\n\nvidyānidhi, vāsudeva, murāri,--yata dāsa\n\nprativarṣe āise saṅge rahe cāri-māsa\n\ntāṅ-sabā lañā prabhura vividha vilāsa", "devanagari": "> অদ্বৈত, নিত্যানন্দ, মুকুন্দ, শ্রীবাস ।\n> বিদ্যানিধি, বাসুদেব, মুরারি, — যত দাস ॥২৫৫॥\n> প্রতিবর্ষে আইসে সঙ্গে রহে চারিমাস ।\n> তাঁ-সবা লঞা প্রভুর বিবিধ বিলাস ॥২৫৬॥", "synonyms": "*advaita*—de nome Advaita; *nityānanda*—de nome Nityānanda; *mukunda*—de nome Mukunda; *śrīvāsa*—de nome Śrīvāsa; *vidyānidhi*—de nome Vidyānidhi; *vāsudeva*—de nome Vāsudeva; *murāri*—de nome Murāri; *yata dāsa*—todos os servidores do Senhor; *prativarṣe*—todos os anos; *āise*—vão lá; *saṅge*—em associação; *rahe*—permanecem; *cāri-māsa*—quatro meses; *tāṅ-sabā*—todos eles; *lañā*—levando; *prabhura*—do Senhor; *vividha*—vários; *vilāsa*—passatempos.", "translation": "**Outros devotos do Senhor — encabeçados por Advaita Ācārya, Nityānanda Prabhu, Mukunda, Śrīvāsa, Vidyānidhi, Vāsudeva e Murāri — costumavam visitar Jagannātha Purī e permanecer com o Senhor por quatro meses contínuos. O Senhor desfrutava de vários passatempos em sua companhia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/257/", "verse_text": "haridāsera siddhi-prāpti,--adbhuta se saba\n\nāpani mahāprabhu yāṅra kaila mahotsava", "devanagari": "> হরিদাসের সিদ্ধিপ্রাপ্তি, — অদ্ভুত সে সব ।\n> আপনি মহাপ্রভু যাঁর কৈল মহোৎসব ॥২৫৭॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Ṭhākura Haridāsa; *siddhi-prāpti*—falecimento; *adbhuta*—maravilhoso; *se*—aqueles; *saba*—todos os incidentes; *āpani*—pessoalmente; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāṅra*—cujo; *kaila*—realizou; *mahā-utsava*—festival.", "translation": "**Em Jagannātha Purī, Haridāsa Ṭhākura faleceu. O incidente foi muito maravilhoso porque o próprio Senhor realizou o festival da partida de Ṭhākura Haridāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/258/", "verse_text": "tabe rūpa-gosāñira punar-āgamana\n\ntāṅhāra hṛdaye kaila prabhu śakti-sañcāraṇa", "devanagari": "> তবে রূপ-গোসাঞির পুনরাগমন ।\n> তাঁহার হৃদয়ে কৈল প্রভু শক্তি-সঞ্চারণ ॥২৫৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *rūpa-gosāñira*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *punaḥ-āgamana*—vindo lá novamente; *tāṅhāra*—dele; *hṛdaye*—no coração; *kaila*—fez; *prabhu*—o Senhor; *śakti-sañcāraṇa*—invocação de poder transcendental.", "translation": "**Em Jagannātha Purī, Śrīla Rūpa Gosvāmī encontrou o Senhor novamente, e o Senhor investiu o coração dele de todo poder transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/259/", "verse_text": "tabe choṭa haridāse prabhu kaila daṇḍa\n\ndāmodara-paṇḍita kaila prabhuke vākya-daṇḍa", "devanagari": "> তবে ছোট হরিদাসে প্রভু কৈল দণ্ড ।\n> দামোদর-পণ্ডিত কৈল প্রভুকে বাক্য-দণ্ড ॥২৫৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *choṭa haridāse*—a Haridāsa Júnior; *prabhu*—o Senhor; *kaila*—deu; *daṇḍa*—castigo; *dāmodara-paṇḍita*—de nome Dāmodara Paṇḍita; *kaila*—fez; *prabhuke*—ao Senhor; *vākya-daṇḍa*—repreensão como advertência.", "translation": "**Depois disso, o Senhor castigou Haridāsa Júnior, e Dāmodara Paṇḍita deu certa advertência ao Senhor.**", "purport": "Na verdade, Dāmodara Paṇḍita era o servo eterno do Senhor. Em momento algum poderia ele castigar o Senhor, nem tinha qualquer desejo de fazê-lo; mas deu certa advertência ao Senhor para que outros não O blasfemassem. É claro que ele deveria saber que o Senhor é a Suprema Personalidade de Deus e é livre para agir de qualquer maneira. Não há necessidade de adverti-lo, e tal atitude não é muito apreciada pelos devotos avançados."}
{"ref": "cc/madhya/1/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/260/", "verse_text": "tabe sanātana-gosāñira punar-āgamana\n\njyaiṣṭha-māse prabhu tāṅre kaila parīkṣaṇa", "devanagari": "> তবে সনাতন-গোসাঞির পুনরাগমন ।\n> জ্যৈষ্ঠমাসে প্রভু তাঁরে কৈল পরীক্ষণ ॥২৬০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sanātana-gosāñira*—de Sanātana Gosvāmī; *punaḥ-āgamana*—vindo novamente; *jyaiṣṭha-māse*—no mês de Jyaiṣṭha (maio-junho); *prabhu*—o Senhor; *tāṅre*—a ele; *kaila*—fez; *parīkṣaṇa*—exame.", "translation": "**Em seguida, Sanātana Gosvāmī encontrou o Senhor novamente, e o Senhor o submeteu a uma prova no calor escaldante durante o mês de Jyaiṣṭha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/261/", "verse_text": "tuṣṭa hañā prabhu tāṅre pāṭhāilā vṛndāvana\n\nadvaitera haste prabhura adbhuta bhojana", "devanagari": "> তুষ্ট হঞা প্রভু তাঁরে পাঠাইলা বৃন্দাবন ।\n> অদ্বৈতের হস্তে প্রভুর অদ্ভুত ভোজন ॥২৬১॥", "synonyms": "*tuṣṭa hañā*—estando muito satisfeito; *prabhu*—o Senhor; *tāṅre*—a ele; *pāṭhāilā*—enviou de volta; *vṛndāvana*—para Vṛndāvana; *advaitera*—de Advaita Ācārya; *haste*—nas mãos; *prabhura*—do Senhor; *adbhuta*—maravilhoso; *bhojana*—banquete.", "translation": "**Estando satisfeito, o Senhor enviou Sanātana Gosvāmī de volta a Vṛndāvana. Depois disso, Ele foi alimentado maravilhosamente pelas mãos de Śrī Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/262/", "verse_text": "nityānanda-saṅge yukti kariyā nibhṛte\n\ntāṅre pāṭhāilā gauḍe prema pracārite", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-সঙ্গে যুক্তি করিয়া নিভৃতে ।\n> তাঁরে পাঠাইলা গৌড়ে প্রেম প্রচারিতে ॥২৬২॥", "synonyms": "*nityānanda-saṅge*—com Nityānanda Prabhu; *yukti*—discussão; *kariyā*—fazendo; *nibhṛte*—em privado; *tāṅre*—a Ele; *pāṭhāilā*—enviou; *gauḍe*—para Bengala; *prema*—amor a Deus; *pracārite*—para pregar.", "translation": "**Depois de enviar Sanātana Gosvāmī de volta a Vṛndāvana, o Senhor consultou-se em privado com Śrī Nityānanda Prabhu. Então O enviou a Bengala para pregar o amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/263/", "verse_text": "tabe ta' vallabha bhaṭṭa prabhure mililā\n\nkṛṣṇa-nāmera artha prabhu tāṅhāre kahilā", "devanagari": "> তবে ত’ বল্লভ ভট্ট প্রভুরে মিলিলা ।\n> কৃষ্ণনামের অর্থ প্রভু তাঁহারে কহিলা ॥২৬৩॥", "synonyms": "*tabe ta'*—em seguida; *vallabha bhaṭṭa*—de nome Vallabha Bhaṭṭa; *prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā*—encontrou; *kṛṣṇa-nāmera*—do santo nome de Kṛṣṇa; *artha*—significado; *prabhu*—o Senhor; *tāṅhāre*—a ele; *kahilā*—explicou.", "translation": "**Logo depois, Vallabha Bhaṭṭa encontrou o Senhor em Jagannātha Purī, e o Senhor explicou-lhe o significado do santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": "Este Vallabha Bhaṭṭa é o líder da sampradāya vaiṣṇava conhecida como Vallabhācārya-sampradāya, no oeste da Índia. Há uma longa história sobre Vallabha Ācārya narrada no *Caitanya-caritāmṛta*, especificamente no Sétimo Capítulo do *Antya-līlā* e no Décimo Nono Capítulo do *Madhya-līlā*. O Senhor Caitanya Mahāprabhu visitou a casa de Vallabha Ācārya no outro lado de Prayāga, num lugar conhecido como Ādāila-grāma. Mais tarde, Vallabha Bhaṭṭa procurou Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī para explicar seu comentário ao *Śrīmad-Bhāgavatam*. Ele tinha muito orgulho de seus escritos, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu o corrigiu, dizendo-lhe que um vaiṣṇava deve ser humilde e seguir as pegadas de seus predecessores. O Senhor disse-lhe que seu orgulho de ser superior a Śrīdhara Svāmī não condizia em nada com um vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/madhya/1/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/264/", "verse_text": "pradyumna miśrere prabhu rāmānanda-sthāne\n\nkṛṣṇa-kathā śunāila kahi' tāṅra guṇe", "devanagari": "> প্রদ্যুম্ন মিশ্রেরে প্রভু রামানন্দ-স্থানে ।\n> কৃষ্ণকথা শুনাইল কহি’ তাঁর গুণে ॥২৬৪॥", "synonyms": "*pradyumna miśrere*—de nome Pradyumna Miśra; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rāmānanda-sthāne*—ao lugar de Rāmānanda Rāya; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *śunāila*—fez ouvir; *kahi'*—explicando; *tāṅra*—de Rāmānanda Rāya; *guṇe*—as qualidades transcendentais.", "translation": "**Após explicar as qualidades transcendentais de Rāmānanda Rāya, o Senhor enviou Pradyumna Miśra à residência de Rāmānanda Rāya, e Pradyumna Miśra aprendeu kṛṣṇa-kathā com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/265/", "verse_text": "gopīnātha paṭṭanāyaka--rāmānanda-bhrātā\n\nrājā māritechila, prabhu haila trātā", "devanagari": "> গোপীনাথ পট্টনায়ক — রামানন্দ-ভ্রাতা ।\n> রাজা মারিতেছিল, প্রভু হৈল ত্রাতা ॥২৬৫॥", "synonyms": "*gopīnātha paṭṭanāyaka*—de nome Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *rāmānanda-bhrātā*—o irmão de Śrī Rāmānanda Rāya; *rājā*—o rei; *māritechila*—condenado à morte; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *haila*—tornou-se; *trātā*—o salvador.", "translation": "**Depois disso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu salvou Gopīnātha Paṭṭanāyaka, o irmão mais novo de Rāmānanda Rāya, de ser condenado à morte pelo rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/266/", "verse_text": "rāmacandra-purī-bhaye bhikṣā ghāṭāilā\n\nvaiṣṇavera duḥkha dekhi' ardheka rākhilā", "devanagari": "> রামচন্দ্রপুরী-ভয়ে ভিক্ষা ঘাটাইলা ।\n> বৈষ্ণবের দুঃখ দেখি’ অর্ধেক রাখিলা ॥২৬৬॥", "synonyms": "*rāmacandra-purī-bhaye*—por temor a Rāmacandra Purī; *bhikṣā*—a proporção do comer; *ghāṭāilā*—diminuiu; *vaiṣṇavera*—de todos os vaiṣṇavas; *duḥkha*—infelicidade; *dekhi'*—compreendendo; *ardheka*—metade da porção; *rākhilā*—manteve.", "translation": "**Rāmacandra Purī criticou a alimentação do Senhor Caitanya Mahāprabhu; por isso, o Senhor reduziu Seu comer ao mínimo. No entanto, quando todos os vaiṣṇavas ficaram muito tristes, o Senhor aumentou Sua porção para a metade do usual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/267/", "verse_text": "brahmāṇḍa-bhitare haya caudda bhuvana\n\ncaudda-bhuvane vaise yata jīva-gaṇa", "devanagari": "> ব্রহ্মাণ্ড-ভিতরে হয় চৌদ্দ ভুবন  ।\n> চৌদ্দভুবনে বৈসে যত জীবগণ ॥২৬৭॥", "synonyms": "*brahmāṇḍa-bhitare*—dentro do universo; *haya*—há; *caudda bhuvana*—catorze sistemas planetários; *caudda-bhuvane*—nesses catorze sistemas planetários; *vaise*—residem; *yata*—tantas quantas há; *jīva-gaṇa*—entidades vivas.", "translation": "**Há catorze sistemas planetários dentro do universo, e todas as entidades vivas residem nesses sistemas planetários.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/268/", "verse_text": "manuṣyera veśa dhari' yātrikera chale\n\nprabhura darśana kare āsi' nīlācale", "devanagari": "> মনুষ্যের বেশ ধরি’ যাত্রিকের ছলে  ।\n> প্রভুর দর্শন করে আসি’ নীলাচলে ॥২৬৮॥", "synonyms": "*manuṣyera*—de seres humanos; *veśa dhari'*—vestindo-se; *yātrikera chale*—como se fossem peregrinos; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *darśana kare*—visitam; *āsi'*—vindo; *nīlācale*—a Jagannātha Purī.", "translation": "**Vestidos como seres humanos em peregrinação, todos eles costumavam vir a Jagannātha Purī para visitar Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/269/", "verse_text": "eka-dina śrīvāsādi yata bhakta-gaṇa\n\nmahāprabhura guṇa gāñā karena kīrtana", "devanagari": "> একদিন শ্রীবাসাদি যত ভক্তগণ ।\n> মহাপ্রভুর গুণ গাঞা করেন কীর্তন ॥২৬৯॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *śrīvāsa-ādi*—Śrīvāsa Ṭhākura e outros; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *mahāprabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *guṇa*—qualidades; *gāñā*—descrevendo; *karena*—realizam; *kīrtana*—canto.", "translation": "**Certo dia, todos os devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura, cantavam as qualidades transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/270/", "verse_text": "śuni' bhakta-gaṇe kahe sa-krodha vacane\n\nkṛṣṇa-nāma-guṇa chāḍi, ki kara kīrtane", "devanagari": "> শুনি’ ভক্তগণে কহে সক্রোধ বচনে ।\n> কৃষ্ণ-নাম-গুণ ছাড়ি, কি কর কীর্তনে ॥২৭০॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isso; *bhakta-gaṇe*—a todos os devotos; *kahe*—o Senhor diz; *sa-krodha vacane*—falando com disposição irada; *kṛṣṇa-nāma-guṇa chāḍi*—deixando de lado as qualidades transcendentais e o nome do Senhor; *ki kara kīrtane*—que espécie de canto estais realizando.", "translation": "**Não gostando do canto de Suas qualidades transcendentais, Śrī Caitanya Mahāprabhu os repreendeu como se estivesse irado. \"Que espécie de canto é este?\", perguntou Ele. \"Estais deixando de lado o canto do santo nome do Senhor?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/271/", "verse_text": "auddhatya karite haila sabākāra mana\n\nsvatantra ha-iyā sabe nāśā 'be bhuvana", "devanagari": "> ঔদ্ধত্য করিতে হৈল সবাকার মন ।\n> স্বতন্ত্র হইয়া সবে নাশা’বে ভুবন ॥২৭১॥", "synonyms": "*auddhatya*—insolência; *karite*—fazer; *haila*—era; *sabākāra*—de todos vós; *mana*—a mente; *svatantra*—independentes; *ha-iyā*—tornando-se; *sabe*—todos vós; *nāśā 'be*—arruinareis; *bhuvana*—o mundo inteiro.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu repreendeu todos os devotos, dizendo-lhes para não demonstrarem insolência e arruinarem o mundo inteiro ao se tornarem independentes.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu advertiu todos os Seus seguidores para que não se tornassem independentes nem insolentes. Infelizmente, após o desaparecimento do Senhor Caitanya Mahāprabhu, muitas apa-sampradāyas (supostos seguidores) inventaram muitos métodos não aprovados pelos ācāryas. Bhaktivinoda Ṭhākura descreveu-as como os āula, bāula, kartābhajā, neḍā, daraveśa, sāni sahajiyā, sakhībhekī, smārta, jāta-gosāñi, ativāḍī, cūḍādhārī e gaurāṅga-nāgarī.\n\nA āula-sampradāya, a bāula-sampradāya e outras inventaram seus próprios modos de compreender a filosofia do Senhor Caitanya, sem seguir as pegadas dos ācāryas. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu indica aqui que todas essas tentativas simplesmente arruinariam o espírito de Seu culto."}
{"ref": "cc/madhya/1/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/272/", "verse_text": "daśa-dike koṭī koṭī loka hena kāle\n\njaya kṛṣṇa-caitanya' bali' kare kolāhale", "devanagari": "> দশ দিকে কোটী কোটী লোক হেন কালে ।\n> ‘জয় কৃষ্ণচৈতন্য’ বলি’ করে কোলাহলে ॥২৭২॥", "synonyms": "*daśa-dike*—nas dez direções; *koṭī koṭī*—muitos milhares de homens; *loka*—pessoas; *hena kāle*—nesse momento; *jaya kṛṣṇa-caitanya*—todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *bali'*—clamando alto; *kare*—fazem; *kolāhale*—um som tumultuoso.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu, aparentemente irado, repreendia Seus devotos, muitos milhares de pessoas do lado de fora clamavam em alta voz e tumultuosamente: \"Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/273/", "verse_text": "jaya jaya mahāprabhu--vrajendra-kumāra\n\njagat tārite prabhu, tomāra avatāra", "devanagari": "> জয় জয় মহাপ্রভু — ব্রজেন্দ্রকুমার ।\n> জগৎ তারিতে প্রভু, তোমার অবতার ॥২৭৩॥", "synonyms": "*jaya jaya mahāprabhu*—todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *vrajendra-kumāra*—originalmente o Senhor Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda; *jagat*—o mundo inteiro; *tārite*—libertar; *prabhu*—o Senhor; *tomāra*—Tua; *avatāra*—encarnação.", "translation": "**Todas as pessoas começaram a clamar em alta voz: \"Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é o filho de Mahārāja Nanda! Agora apareceste para libertar o mundo inteiro!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/274/", "verse_text": "bahu-dūra haite āinu hañā baḍa ārta\n\ndaraśana diyā prabhu karaha kṛtārtha", "devanagari": "> বহুদূর হৈতে আইনু হঞা বড় আর্ত ।\n> দরশন দিয়া প্রভু করহ কৃতার্থ ॥২৭৪॥", "synonyms": "*bahu-dūra*—uma longa distância; *haite*—de; *āinu*—viemos; *hañā*—tornando-nos; *baḍa*—muito; *ārta*—aflitos; *daraśana*—audiência; *diyā*—concedendo; *prabhu*—ó Senhor; *karaha*—por favor, mostra; *kṛta-artha*—favor.", "translation": "**\"Ó Senhor, estamos muito infelizes. Viemos de uma longa distância para Te ver. Sê misericordioso, por favor, e mostra-nos Teu favor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/275/", "verse_text": "śuniyā lokera dainya dravilā hṛdaya\n\nbāhire āsi' daraśana dilā dayā-maya", "devanagari": "> শুনিয়া লোকের দৈন্য দ্রবিলা হৃদয় ।\n> বাহিরে আসি’ দরশন দিলা দয়াময় ॥২৭৫॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *lokera*—das pessoas; *dainya*—humildade; *dravilā*—amoleceu; *hṛdaya*—o coração; *bāhire*—para fora; *āsi'*—vindo; *daraśana*—audiência; *dilā*—concedeu; *dayā-maya*—o misericordioso.", "translation": "**Quando o Senhor ouviu a humilde súplica feita pelas pessoas, Seu coração amoleceu. Sendo muito misericordioso, Ele saiu imediatamente e concedeu audiência a todas elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/276/", "verse_text": "bāhu tuli' bale prabhu bala' 'hari' 'hari'\n\nuṭhila--śrī-hari-dhvani catur-dik bhari'", "devanagari": "> বাহু তুলি’ বলে প্রভু বল’ ‘হরি’ ‘হরি’ ।\n> উঠিল — শ্রীহরিধ্বনি চতুর্দিক্ ভরি’ ॥২৭৬॥", "synonyms": "*bāhu tuli'*—erguendo os braços; *bale*—diz; *prabhu*—o Senhor; *bala'*—dizei; *hari hari*—o santo nome do Senhor, Hari; *uṭhila*—ergueu-se; *śrī-hari-dhvani*—a vibração do som Hari; *catuḥ-dik*—as quatro direções; *bhari'*—enchendo.", "translation": "**Erguendo os braços, o Senhor pediu a todos que cantassem em alta voz a vibração do santo nome do Senhor Hari. Imediatamente surgiu um grande alvoroço, e a vibração de \"Hari!\" encheu todas as direções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/277/", "verse_text": "prabhu dekhi' preme loka ānandita mana\n\nprabhuke īśvara bali' karaye stavana", "devanagari": "> প্রভু দেখি’ প্রেমে লোক আনন্দিত মন ।\n> প্রভুকে ঈশ্বর বলি’ করয়ে স্তবন ॥২৭৭॥", "synonyms": "*prabhu dekhi'*—vendo o Senhor; *preme*—em êxtase; *loka*—todas as pessoas; *ānandita*—jubilosas; *mana*—a mente; *prabhuke*—o Senhor; *īśvara*—como o Senhor Supremo; *bali'*—aceitando; *karaye*—fizeram; *stavana*—oração.", "translation": "**Vendo o Senhor, todos ficaram jubilosos de amor. Todos aceitaram o Senhor como o Supremo e, assim, ofereceram suas orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/278/", "verse_text": "stava śuni' prabhuke kahena śrīnivāsa\n\nghare gupta hao, kene bāhire prakāśa", "devanagari": "> স্তব শুনি’ প্রভুকে কহেন শ্রীনিবাস ।\n> ঘরে গুপ্ত হও, কেনে বাহিরে প্রকাশ ॥২৭৮॥", "synonyms": "*stava*—orações; *śuni'*—ouvindo; *prabhuke*—ao Senhor; *kahena*—diz; *śrīnivāsa*—Śrīnivāsa Ācārya; *ghare*—em casa; *gupta*—coberto; *hao*—Tu estás; *kene*—por que; *bāhire*—do lado de fora; *prakāśa*—manifesto.", "translation": "**Enquanto as pessoas ofereciam suas orações ao Senhor, Śrīnivāsa Ācārya disse-Lhe sarcasticamente: \"Em casa, querias estar coberto. Por que Te expuseste do lado de fora?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/279/", "verse_text": "ke śikhāla ei loke, kahe kon bāta\n\nihā-sabāra mukha ḍhāka diyā nija hāta", "devanagari": "> কে শিখাল এই লোকে, কহে কোন্ বাত ।\n> ইহা-সবার মুখ ঢাক দিয়া নিজ হাত ॥২৭৯॥", "synonyms": "*ke*—quem; *śikhāla*—ensinou; *ei*—estas; *loke*—pessoas; *kahe*—elas dizem; *kon*—que; *bāta*—assuntos; *ihā*—destas; *sabāra*—de todas; *mukha*—as bocas; *ḍhāka*—simplesmente cobre; *diyā*—com; *nija*—Tua própria; *hāta*—mão.", "translation": "**Śrīnivāsa Ācārya prosseguiu: \"Quem ensinou estas pessoas? O que elas estão dizendo? Agora podes cobrir as bocas delas com Tua própria mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/280/", "verse_text": "sūrya yaiche udaya kari' cāhe lukāite\n\nbujhite nā pāri taiche tomāra carite", "devanagari": "> সূর্য যৈছে উদয় করি’ চাহে লুকাইতে ।\n> বুঝিতে না পারি তৈছে তোমার চরিতে ॥২৮০॥", "synonyms": "*sūrya*—o sol; *yaiche*—tal como; *udaya*—surgimento; *kari'*—fazendo; *cāhe*—quer; *lukāite*—esconder-se; *bujhite*—compreender; *nā*—não; *pāri*—capazes; *taiche*—de modo semelhante; *tomāra*—Tuas; *carite*—no caráter.", "translation": "**\"É como se o sol, depois de nascer, quisesse esconder-se. Não conseguimos compreender tais características em Teu comportamento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/281/", "verse_text": "prabhu kahena,--śrīnivāsa, chāḍa viḍambanā\n\nsabe meli' kara mora kateka lāñcanā", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — শ্রীনিবাস, ছাড় বিড়ম্বনা ।\n> সবে মেলি’ কর মোর কতেক লাঞ্ছনা ॥২৮১॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *kahena*—diz; *śrīnivāsa*—Meu querido Śrīnivāsa; *chāḍa*—abandona; *viḍambanā*—todas essas brincadeiras; *sabe*—todos vós; *meli'*—juntos; *kara*—fazeis; *mora*—de Mim; *kateka*—tanta; *lāñcanā*—humilhação.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Meu querido Śrīnivāsa, por favor, para de brincar. Todos vós vos reunistes para Me humilhar desse modo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/282/", "verse_text": "eta bali' loke kari' śubha-dṛṣṭi dāna\n\nabhyantare gelā, lokera pūrṇa haila kāma", "devanagari": "> এত বলি’ লোকে করি’ শুভদৃষ্টি দান ।\n> অভ্যন্তরে গেলা, লোকের পূর্ণ হৈল কাম ॥২৮২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *loke*—às pessoas; *kari'*—fazendo; *śubha-dṛṣṭi*—olhar auspicioso; *dāna*—caridade; *abhyantare*—para dentro do aposento; *gelā*—foi; *lokera*—de todas as pessoas; *pūrṇa*—satisfeito; *haila*—foi; *kāma*—o desejo.", "translation": "**Falando assim, o Senhor entrou em Seu aposento após lançar um olhar auspicioso sobre as pessoas, em caridade. Dessa maneira, os desejos das pessoas foram completamente satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/283/", "verse_text": "raghunātha-dāsa nityānanda-pāśe gelā\n\nciḍā-dadhi-mahotsava tāhāṅi karilā", "devanagari": "> রঘুনাথ-দাস নিত্যানন্দ-পাশে গেলা ।\n> চিড়া-দধি-মহোৎসব তাহাঁই করিলা ॥২৮৩॥", "synonyms": "*raghunātha-dāsa*—de nome Raghunātha dāsa; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *pāśe*—perto; *gelā*—foi; *ciḍā*—arroz frito achatado; *dadhi*—coalhada; *mahotsava*—festival; *tāhāṅi*—ali; *karilā*—realizou.", "translation": "**Nessa ocasião, Raghunātha dāsa aproximou-se de Śrī Nityānanda Prabhu e, conforme a ordem d'Ele, preparou um banquete e distribuiu prasāda composto de arroz frito achatado e coalhada.**", "purport": "Há uma preparação especial em Bengala na qual o arroz frito achatado é misturado com coalhada e, às vezes, com sandeśa e manga. É um alimento muito palatável que se oferece à Deidade e depois se distribui ao público. Raghunātha dāsa Gosvāmī, que era um chefe de família nessa época, encontrou-se com Nityānanda Prabhu. Conforme o conselho d'Ele, executou esse festival de dadhi-ciḍā-prasāda."}
{"ref": "cc/madhya/1/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/284/", "verse_text": "tāṅra ājñā lañā gelā prabhura caraṇe\n\ntāṅra prabhu tāṅre samarpilā svarūpera sthāne", "devanagari": "> তাঁর আজ্ঞা লঞা গেলা প্রভুর চরণে ।\n> প্রভু তাঁরে সমর্পিলা স্বরূপের স্থানে ॥২৮৪॥", "synonyms": "*tāṅra*—d'Ele; *ājñā*—ordem; *lañā*—tomando; *gelā*—aproximou-se; *prabhura*—de Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—os pés de lótus; *prabhu*—o Senhor; *tāṅre*—a ele; *samarpilā*—confiou; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *sthāne*—aos cuidados.", "translation": "**Mais tarde, Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī deixou o lar e refugiou-se em Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī. Naquela ocasião, o Senhor o recebeu e o colocou sob os cuidados de Svarūpa Dāmodara para iluminação espiritual.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī escreve no Vilāpa-kusumāñjali (5):\n\nyo māṁ dustara-geha-nirjala-mahā-kūpād apāra-klamāt\nsadyaḥ sāndra-dayāmbudhiḥ prakṛtitaḥ svairīkṛpā-rajjubhiḥ\nuddhṛtyātma-saroja-nindi-caraṇa-prāntaṁ prapadya svayaṁ\nśrī-dāmodara-sac cakāra tam ahaṁ caitanya-candraṁ bhaje\n\n\"Permitam-me oferecer minhas respeitosas reverências aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que, por Sua misericórdia irrestrita, bondosamente me salvou da vida familiar, que é exatamente como um poço cego sem água, e me colocou no oceano de júbilo transcendental sob os cuidados de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.\""}
{"ref": "cc/madhya/1/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/285/", "verse_text": "brahmānanda-bhāratīra ghucāila carmāmbara\n\nei mata līlā kaila chaya vatsara", "devanagari": "> ব্রহ্মানন্দ-ভারতীর ঘুচাইল চর্মাম্বর ।\n> এই মত লীলা কৈল ছয় বৎসর ॥২৮৫॥", "synonyms": "*brahmānanda-bhāratīra*—de Brahmānanda Bhāratī; *ghucāila*—acabou com; *carma-ambara*—roupa de pele; *ei mata*—dessa maneira; *līlā*—passatempos; *kaila*—realizou; *chaya vatsara*—seis anos.", "translation": "**Mais tarde, Śrī Caitanya Mahāprabhu acabou com o hábito de Brahmānanda Bhāratī de vestir pele de veado. O Senhor assim desfrutou de Seus passatempos continuamente por seis anos, experimentando variedades de bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/1/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/286/", "verse_text": "ei ta' kahila madhya-līlāra sūtra-gaṇa\n\nśeṣa dvādaśa vatsarera śuna vivaraṇa", "devanagari": "> এই ত’ কহিল মধ্যলীলার সূত্রগণ ।\n> শেষ দ্বাদশ বৎসরের শুন বিবরণ ॥২৮৬॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahila*—expliquei; *madhya-līlāra*—dos passatempos intermediários; *sūtra-gaṇa*—os códigos; *śeṣa*—últimos; *dvādaśa*—doze; *vatsarera*—dos anos; *śuna*—ouvi; *vivaraṇa*—a descrição.", "translation": "**Assim apresentei uma sinopse da madhya-līlā. Ouça agora os passatempos que o Senhor realizou durante os últimos doze anos.**", "purport": "Assim Śrīla Kavirāja Gosvāmī, seguindo estritamente os passos de Śrī Vyāsadeva, apresenta uma sinopse das *līlās* do *Caitanya-caritāmṛta.* Ao final de cada canto, ele forneceu tal descrição. Na *Ādi-līlā,* delineou os passatempos do Senhor nas cinco fases da infância, deixando os detalhes da descrição a cargo de Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Agora, neste capítulo, são resumidos os passatempos ocorridos ao final da vida do Senhor. Esses passatempos são descritos na *Madhya-līlā* e na *Antya-līlā.* Os demais passatempos foram descritos em forma de sinopse no Segundo Capítulo da *Madhya-līlā.* Dessa maneira, o autor descreveu gradualmente tanto a *madhya-līlā* quanto a *antya-līlā.*"}
{"ref": "cc/madhya/1/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/1/287/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৮৭॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī Caitanya-caritāmṛta, seguindo suas pegadas.**\n\n*Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī Caitanya-caritāmṛta, Madhya-līlā, Capítulo Um, que resume os passatempos posteriores do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.*", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Primeiro Capítulo, que descreve os passatempos posteriores do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/2/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/1/", "verse_text": "vicchede 'smin prabhor antya-\nlīlā-sūtrānuvarṇane\ngaurasya kṛṣṇa-viccheda-\npralāpādy anuvarṇyate", "devanagari": "> বিচ্ছেদেঽস্মিন্ প্ৰভোরন্ত্যলীলা-সূত্রানুবর্ণনে ।\n> গৌরস্য কৃষ্ণবিচ্ছেদপ্ৰলাপাদ্যনুবর্ণ্যতে ॥১॥", "synonyms": "*vicchede*—no capítulo; *asmin*—este; *prabhoḥ*—do Senhor; *antya-līlā*—da última divisão de Seus passatempos; *sūtra*—dos códigos; *anuvarṇane*—no que diz respeito à descrição; *gaurasya*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-viccheda*—da separação de Kṛṣṇa; *pralāpa*—loucura; *ādi*—outros assuntos; *anuvarṇyate*—está sendo descrita.", "translation": "**Ao relatar em forma de sinopse a última divisão dos passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu, neste capítulo descreverei o êxtase transcendental do Senhor, que se assemelha à loucura devido à Sua separação de Kṛṣṇa.**", "purport": "Neste Segundo Capítulo, descrevem-se de modo geral as atividades do Senhor Caitanya que ocorreram depois que o Senhor aceitou o sannyāsa. Śrī Caitanya Mahāprabhu é especificamente mencionado aqui como sendo gaura, ou de tez clara. Kṛṣṇa é geralmente conhecido por ser de cor escura, mas, quando está absorto no pensamento das gopīs, que são todas de tez clara, o próprio Kṛṣṇa também Se torna claro. Śrī Caitanya Mahāprabhu, em particular, sentia muito profundamente a separação de Kṛṣṇa, exatamente como um amante que está abatido na separação da amada. Tais sentimentos, expressos por Śrī Caitanya Mahāprabhu durante quase doze anos no final de Seus passatempos, são descritos brevemente neste Segundo Capítulo da *Madhya-līlā*."}
{"ref": "cc/madhya/2/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaitacandra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya śrī-caitanya*—todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya nityānanda*—todas as glórias ao Senhor Nityānanda; *jaya advaitacandra*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! Todas as glórias a todos os devotos do Senhor!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/3/", "verse_text": "śeṣa ye rahila prabhura dvādaśa vatsara\nkṛṣṇera viyoga-sphūrti haya nirantara", "devanagari": "> শেষ যে রহিল প্রভুর দ্বাদশ বৎসর ।\n> কৃষ্ণের বিয়োগ-স্ফূর্তি হয় নিরন্তর ॥৩॥", "synonyms": "*śeṣa*—no final; *ye*—aqueles; *rahila*—restaram; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dvādaśa vatsara*—doze anos; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viyoga*—da separação; *sphūrti*—manifestação; *haya*—é; *nirantara*—sempre.", "translation": "**Durante Seus últimos doze anos, Śrī Caitanya Mahāprabhu sempre manifestou todos os sintomas de êxtase na separação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/4/", "verse_text": "śrī-rādhikāra ceṣṭā yena uddhava-darśane\nei-mata daśā prabhura haya rātri-dine", "devanagari": "> শ্রীরাধিকার চেষ্টা যেন উদ্ধব-দর্শনে ।\n> এইমত দশা প্রভুর হয় রাত্রি-দিনে ॥৪॥", "synonyms": "*śrī-rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *ceṣṭā*—as atividades; *yena*—assim como; *uddhava-darśane*—ao ver Uddhava em Vṛndāvana; *ei-mata*—dessa maneira; *daśā*—a condição; *prabhura*—do Senhor; *haya*—é; *rātri-dine*—dia e noite.", "translation": "**O estado de espírito de Śrī Caitanya Mahāprabhu, dia e noite, era praticamente idêntico ao estado de espírito de Rādhārāṇī quando Uddhava foi a Vṛndāvana para ver as gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/5/", "verse_text": "nirantara haya prabhura viraha-unmāda\nbhrama-maya ceṣṭā sadā, pralāpa-maya vāda", "devanagari": "> নিরন্তর হয় প্রভুর বিরহ-উন্মাদ ।\n> ভ্রমময় চেষ্টা সদা, প্রলাপময় বাদ ॥৫॥", "synonyms": "*nirantara*—constantemente; *haya*—é; *prabhura*—do Senhor; *viraha*—da separação; *unmāda*—a loucura; *bhrama-maya*—esquecidas; *ceṣṭā*—atividades; *sadā*—sempre; *pralāpa-maya*—cheias de delírio; *vāda*—filosofia.", "translation": "**O Senhor constantemente exibia um estado de espírito que refletia a loucura da separação. Todas as Suas atividades baseavam-se no esquecimento, e Suas conversas baseavam-se sempre na loucura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/6/", "verse_text": "roma-kūpe raktodgama, danta saba hāle\nkṣaṇe aṅga kṣīṇa haya, kṣaṇe aṅga phule", "devanagari": "> রোমকূপে রক্তোদগম, দন্ত সব হালে ।\n> ক্ষণে অঙ্গ ক্ষীণ হয়, ক্ষণে অঙ্গ ফুলে ॥৬॥", "synonyms": "*roma-kūpe*—os poros do corpo; *rakta-udgama*—exsudando sangue; *danta*—dentes; *saba*—todos; *hāle*—afrouxam; *kṣaṇe*—num momento; *aṅga*—o corpo inteiro; *kṣīṇa*—esguio; *haya*—torna-se; *kṣaṇe*—noutro momento; *aṅga*—o corpo; *phule*—engorda.", "translation": "**Sangue fluía de todos os poros de Seu corpo, e todos os Seus dentes afrouxavam. Num momento, Seu corpo inteiro tornava-se esguio, e noutro momento Seu corpo inteiro tornava-se gordo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/7/", "verse_text": "gambhīrā-bhitare rātre nāhi nidrā-lava\nbhitte mukha-śira ghaṣe, kṣata haya saba", "devanagari": "> গম্ভীরা-ভিতরে রাত্রে নাহি নিদ্রা-লব ।\n> ভিত্তে মুখ-শির ঘষে, ক্ষত হয় সব ॥৭॥", "synonyms": "*gambhīrā-bhitare*—dentro do aposento interno; *rātre*—à noite; *nāhi*—não há; *nidrā-lava*—uma fração de sono; *bhitte*—no chão; *mukha*—boca; *śira*—cabeça; *ghaṣe*—esfrega; *kṣata*—ferimentos; *haya*—há; *saba*—todos.", "translation": "**O pequeno quarto além do corredor é chamado Gambhīrā. Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava ficar naquele quarto, mas não dormia nem um momento. A noite toda costumava esfregar Seu rosto e Sua cabeça no chão, e Seu rosto sofria ferimentos por toda parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/8/", "verse_text": "tina dvāre kapāṭa, prabhu yāyena bāhire\nkabhu siṁha-dvāre paḍe, kabhu sindhu-nīre", "devanagari": "> তিন দ্বারে কপাট, প্রভু যায়েন বাহিরে ।\n> কভু সিংহদ্বারে পড়ে, কভু সিন্ধুনীরে ॥৮॥", "synonyms": "*tina dvāre*—as três portas; *kapāṭa*—completamente fechadas; *prabhu*—o Senhor; *yāyena*—vai; *bāhire*—para fora; *kabhu*—às vezes; *siṁha-dvāre*—junto ao portão do templo de Jagannātha, conhecido como Siṁha-dvāra; *paḍe*—cai prostrado; *kabhu*—às vezes; *sindhu-nīre*—nas águas do mar.", "translation": "**Embora as três portas da casa estivessem sempre fechadas, o Senhor mesmo assim saía e às vezes era encontrado no Templo de Jagannātha, diante do portão conhecido como Siṁha-dvāra. E às vezes o Senhor caía prostrado no mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/9/", "verse_text": "caṭaka parvata dekhi' 'govardhana' bhrame\ndhāñā cale ārta-nāda kariyā krandane", "devanagari": "> চটক পর্বত দেখি’ ‘গোবর্ধন’ ভ্রমে ।\n> ধাঞা চলে আর্তনাদ করিয়া ক্রন্দনে ॥৯॥", "synonyms": "*caṭaka parvata*—as dunas de areia; *dekhi'*—vendo; *govardhana*—a Colina de Govardhana em Vṛndāvana; *bhrame*—confunde; *dhāñā*—correndo; *cale*—vai; *ārta-nāda*—lamento; *kariyā*—fazendo; *krandane*—chora.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu também corria muito depressa pelas dunas de areia, confundindo-as com Govardhana. Enquanto corria, lamentava-se e chorava em voz alta.**", "purport": "Por causa dos ventos do mar, às vezes a areia formava dunas. Tais dunas de areia chamam-se caṭaka parvata. Em vez de ver essas dunas simplesmente como colinas de areia, o Senhor tomava-as pela Colina de Govardhana. Às vezes Ele corria em alta velocidade em direção a essas dunas, chorando muito alto, expressando o estado de espírito exibido por Rādhārāṇī. Dessa maneira, Caitanya Mahāprabhu estava absorto em pensamentos sobre Kṛṣṇa e Seus passatempos. Seu estado de espírito trazia-Lhe a atmosfera de Vṛndāvana e da Colina de Govardhana, e assim Ele desfrutava da bem-aventurança transcendental da separação e do encontro."}
{"ref": "cc/madhya/2/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/10/", "verse_text": "upavanodyāna dekhi' vṛndāvana-jñāna\ntāhāṅ yāi' nāce, gāya, kṣaṇe mūrcchā yā'na", "devanagari": "> উপবনোদ্যান দেখি’ বৃন্দাবন-জ্ঞান ।\n> তাহাঁ যাই’ নাচে, গায়, ক্ষণে মূর্চ্ছা যা’ন ॥১০॥", "synonyms": "*upavana-udyāna*—pequenos parques; *dekhi'*—vendo; *vṛndāvana-jñāna*—tomava-os pelas florestas de Vṛndāvana; *tāhāṅ*—lá; *yāi'*—indo; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *kṣaṇe*—num momento; *mūrcchā*—inconsciência; *yā'na*—vai.", "translation": "**Às vezes Caitanya Mahāprabhu confundia os pequenos parques da cidade com Vṛndāvana. Às vezes Ele ia até lá, dançava e cantava e, por vezes, caía inconsciente em êxtase espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/11/", "verse_text": "kāhāṅ nāhi śuni yei bhāvera vikāra\nsei bhāva haya prabhura śarīre pracāra", "devanagari": "> কাহাঁ নাহি শুনি যেই ভাবের বিকার ।\n> সেই ভাব হয় প্রভুর শরীরে প্রচার ॥১১॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—em parte alguma; *nāhi*—não; *śuni*—ouvimos; *yei*—essa; *bhāvera*—de êxtase; *vikāra*—transformação; *sei*—esse; *bhāva*—êxtase; *haya*—é; *prabhura*—do Senhor; *śarīre*—no corpo; *pracāra*—manifesto.", "translation": "**As extraordinárias transformações do corpo devidas a sentimentos transcendentais jamais teriam sido possíveis para ninguém a não ser o Senhor, em cujo corpo todas as transformações se manifestavam.**", "purport": "As transformações extáticas do corpo, conforme descritas em escrituras tão elevadas como o *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, praticamente não se veem neste mundo material. No entanto, esses sintomas estavam perfeitamente presentes no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Tais sintomas são indicativos de mahābhāva, ou o êxtase supremo. Às vezes os sahajiyās imitam artificialmente esses sintomas, mas os devotos experientes rejeitam-nos imediatamente. O autor admite aqui que esses sintomas não se encontram em parte alguma a não ser no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/2/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/12/", "verse_text": "hasta-padera sandhi saba vitasti-pramāṇe\nsandhi chāḍi' bhinna haye, carma rahe sthāne", "devanagari": "> হস্তপদের সন্ধি সব বিতস্তি-প্রমাণে ।\n> সন্ধি ছাড়ি’ ভিন্ন হয়ে, চর্ম রহে স্থানে ॥১২॥", "synonyms": "*hasta-padera*—das mãos e das pernas; *sandhi*—articulações; *saba*—todas; *vitasti*—cerca de vinte centímetros; *pramāṇe*—em comprimento; *sandhi*—articulações; *chāḍi'*—deslocadas; *bhinna*—separadas; *haye*—tornam-se; *carma*—a pele; *rahe*—permanece; *sthāne*—no lugar.", "translation": "**As articulações de Suas mãos e pernas às vezes se separavam por cerca de vinte centímetros, e permaneciam unidas apenas pela pele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/13/", "verse_text": "hasta, pada, śira saba śarīra-bhitare\npraviṣṭa haya--kūrma-rūpa dekhiye prabhure", "devanagari": "> হস্ত, পদ, শির, সব শরীর-ভিতরে ।\n> প্রবিষ্ট হয় — কূর্মরূপ দেখিয়ে প্রভুরে ॥১৩॥", "synonyms": "*hasta*—as mãos; *pada*—as pernas; *śira*—a cabeça; *saba*—todos; *śarīra*—o corpo; *bhitare*—dentro; *praviṣṭa*—entrados; *haya*—é; *kūrma-rūpa*—como uma tartaruga; *dekhiye*—vê-se; *prabhure*—o Senhor.", "translation": "**Às vezes as mãos, as pernas e a cabeça de Śrī Caitanya Mahāprabhu entravam todas dentro de Seu corpo, exatamente como os membros recolhidos de uma tartaruga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/14/", "verse_text": "ei mata adbhuta-bhāva śarīre prakāśa\nmanete śūnyatā, vākye hā-hā-hutāśa", "devanagari": "> এই মত অদ্ভুত-ভাব শরীরে প্রকাশ ।\n> মনেতে শূন্যতা, বাক্যে হাহা-হুতাশ ॥১৪॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *adbhuta*—maravilhoso; *bhāva*—êxtase; *śarīre*—no corpo; *prakāśa*—manifestação; *manete*—na mente; *śūnyatā*—vacuidade; *vākye*—na fala; *hā-hā*—desânimo; *hutāśa*—desapontamento.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava manifestar maravilhosos sintomas extáticos. Sua mente parecia vazia, e em Suas palavras havia apenas desespero e desapontamento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/15/", "verse_text": "kāhāṅ mora prāṇa-nātha muralī-vadana\nkāhāṅ karoṅ kāhāṅ pāṅ vrajendra-nandana", "devanagari": "> কাহাঁ মোর প্রাণনাথ মুরলীবদন ।\n> কাহাঁ করোঁ কাহাঁ পাঙ ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥১৫॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *mora*—Meu; *prāṇa-nātha*—Senhor da vida; *muralī-vadana*—tocando a flauta; *kāhāṅ*—o que; *karoṅ*—farei; *kāhāṅ*—onde; *pāṅ*—encontrarei; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava expressar Sua mente desta maneira: \"Onde está o Senhor de Minha vida, que toca Sua flauta? Que farei agora? Aonde devo ir para encontrar o filho de Mahārāja Nanda?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/16/", "verse_text": "kāhāre kahiba, kebā jāne mora duḥkha\nvrajendra-nandana vinu phāṭe mora buka", "devanagari": "> কাহারে কহিব, কেবা জানে মোর দুঃখ ।\n> ব্রজেন্দ্রনন্দন বিনু ফাটে মোর বুক ॥১৬॥", "synonyms": "*kāhāre*—a quem; *kahiba*—falarei; *kebā*—quem; *jāne*—conhece; *mora*—Meu; *duḥkha*—desapontamento; *vrajendra-nandana*—Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja; *vinu*—sem; *phāṭe*—parte-se; *mora*—Meu; *buka*—coração.", "translation": "**\"A quem devo falar? Quem pode compreender Meu desapontamento? Sem o filho de Nanda Mahārāja, Meu coração está partido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/17/", "verse_text": "ei-mata vilāpa kare vihvala antara\n\nrāyera nāṭaka-śloka paḍe nirantara", "devanagari": "> এইমত বিলাপ করে বিহ্বল অন্তর ।\n> রায়ের নাটক-শ্লোক পড়ে নিরন্তর ॥১৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *vilāpa*—lamentação; *kare*—faz; *vihvala*—perturbado; *antara*—interior; *rāyera*—de Śrī Rāmānanda Rāya; *nāṭaka*—drama; *śloka*—versos; *paḍe*—lê; *nirantara*—constantemente.", "translation": "**Dessa forma, Śrī Caitanya Mahāprabhu sempre expressava perplexidade e lamentava-se na separação de Kṛṣṇa. Nessas ocasiões, costumava recitar os ślokas do drama de Rāmānanda Rāya conhecido como Jagannātha-vallabha-nāṭaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/18/", "verse_text": "prema-ccheda-rujo 'vagacchati harir nāyaṁ na ca prema vā\n\nsthānāsthānam avaiti nāpi madano jānāti no durbalāḥ\n\nanyo veda na cānya-duḥkham akhilaṁ no jīvanaṁ vāśravaṁ\n\ndvi-trāṇy eva dināni yauvanam idaṁ hā-hā vidhe kā gatiḥ", "devanagari": "> প্রেমচ্ছেদরুজোঽবগচ্ছতি হরির্নায়ং ন চ প্রেম বা\n> স্থানাস্থানমবৈতি নাপি মদনো জানাতি নো দুর্বলাঃ ৷\n> অন্যো বেদ ন চান্যদুঃখমখিলং নো জীবনং বাশ্রবং\n> দ্বিত্রাণ্যেব দিনানি যৌবনমিদং হাহা বিধে কা গতিঃ ॥১৮॥", "synonyms": "*prema-cheda-rujaḥ*—os sofrimentos de uma relação amorosa rompida; *avagacchati*—conhece; *hariḥ*—o Senhor Supremo; *na*—não; *ayam*—este; *na ca*—nem; *prema*—amor; *vā*—nem; *sthāna*—o lugar adequado; *asthānam*—um lugar inadequado; *avaiti*—conhece; *na*—não; *api*—também; *madanaḥ*—Cupido; *jānāti*—conhece; *naḥ*—a nós; *durbalāḥ*—muito fracas; *anyaḥ*—outra; *veda*—conhece; *na*—não; *ca*—também; *anya-duḥkham*—as dificuldades dos outros; *akhilam*—toda; *naḥ*—nossa; *jīvanam*—vida; *vā*—ou; *āśravam*—simplesmente cheia de misérias; *dvi*—dois; *trāṇi*—três; *eva*—certamente; *dināni*—dias; *yauvanam*—juventude; *idam*—esta; *hā-hā*—ai de mim; *vidhe*—ó criador; *kā*—qual; *gatiḥ*—nosso destino.", "translation": "**\"[Śrīmatī Rādhārāṇī costumava lamentar:] 'Nosso Kṛṣṇa não compreende o que sofremos com os ferimentos infligidos no decurso dos romances amorosos. Somos realmente maltratadas pelo amor, pois o amor não sabe onde ferir e onde não ferir. Nem mesmo Cupido conhece nossa condição tão enfraquecida. O que eu poderia dizer a alguém? Ninguém pode compreender as dificuldades alheias. Nossa vida, na verdade, não está sob nosso controle, pois a juventude permanecerá por dois ou três dias e logo se esgotará. Nessa condição, ó criador, qual será nosso destino?'**", "purport": "Este verso pertence ao Jagannātha-vallabha-nāṭaka (3.9), de Rāmānanda Rāya."}
{"ref": "cc/madhya/2/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/19/", "verse_text": "upajila premāṅkura, bhāṅgila ye duḥkha-pūra,\n\nkṛṣṇa tāhā nāhi kare pāna\n\nbāhire nāgara-rāja, bhitare śaṭhera kāja,\n\npara-nārī vadhe sāvadhāna", "devanagari": "> উপজিল প্রেমাঙ্কুর, ভাঙ্গিল যে দুঃখ-পূর,\n> কৃষ্ণ তাহা নাহি করে পান ।\n> বাহিরে নাগররাজ, ভিতরে শঠের কাজ,\n> পরনারী বধে সাবধান ॥১৯॥", "synonyms": "*upajila*—brotou; *prema-aṅkura*—a frutificação do amor a Deus; *bhāṅgila*—foi rompido; *ye*—que; *duḥkha-pūra*—cheio de misérias; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāhā*—disso; *nāhi*—não; *kare*—faz; *pāna*—bebida; *bāhire*—externamente; *nāgara-rāja*—a pessoa mais atrativa; *bhitare*—internamente; *śaṭhera*—de um trapaceiro; *kāja*—atividades; *para-nārī*—as esposas alheias; *vadhe*—mata; *sāvadhāna*—muito cuidadoso.", "translation": "**[Śrīmatī Rādhārāṇī falou assim, em aflição devido à separação de Kṛṣṇa:] \"Oh, o que direi de Minha aflição? Depois que conheci Kṛṣṇa, Minhas propensões amorosas brotaram, mas, ao separar-Me d'Ele, sofri um grande choque, que agora continua como os sofrimentos de uma doença. O único médico para essa doença é o próprio Kṛṣṇa, mas Ele não cuida desta planta brotante do serviço devocional. O que posso dizer a respeito do comportamento de Kṛṣṇa? Externamente, Ele é um jovem amante muito atrativo, mas, no íntimo, é um grande trapaceiro, muito perito em matar as esposas alheias.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/20/", "verse_text": "sakhī he, nā bujhiye vidhira vidhāna\n\nsukha lāgi' kailuṅ prīta, haila duḥkha viparīta,\n\nebe yāya, nā rahe parāṇa", "devanagari": "> সখি হে, না বুঝিয়ে বিধির বিধান ।\n> সুখ লাগি’ কৈলুঁ প্রীত, হৈল দুঃখ বিপরীত,\n> এবে যায়, না রহে পরাণ ।। ২০ ।। ধ্রু ।। ॥২০॥", "synonyms": "*sakhī he*—(Minha querida) amiga; *nā bujhiye*—eu não compreendo; *vidhira*—do Criador; *vidhāna*—a regulação; *sukha lāgi'*—em busca de felicidade; *kailuṅ*—Eu fiz; *prīta*—amor; *haila*—tornou-se; *duḥkha*—infelicidade; *viparīta*—o oposto; *ebe*—agora; *yāya*—indo; *nā*—não; *rahe*—permanece; *parāṇa*—vida.", "translation": "**[Śrīmatī Rādhārāṇī continuou lamentando-Se a respeito das consequências de amar Kṛṣṇa:] \"Minha querida amiga, não compreendo os princípios reguladores dados pelo Criador. Amei Kṛṣṇa em busca de felicidade, mas o resultado foi justamente o oposto. Agora estou num oceano de aflição. Deve ser que agora vou morrer, pois Minha força vital já não permanece. Este é Meu estado de espírito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/21/", "verse_text": "kuṭila premā ageyāna, nāhi jāne sthānāsthāna,\n\nbhāla-manda nāre vicārite\n\nkrūra śaṭhera guṇa-ḍore, hāte-gale bāndhi' more,\n\nrākhiyāche, nāri' ukāśite", "devanagari": "> কুটিল প্রেমা অগেয়ান, নাহি জানে স্থানাস্থান,\n> ভাল-মন্দ নারে বিচারিতে ।\n> ক্রূর শঠের গুণডোরে, হাতে-গলে বান্ধি’ মোরে,\n> রাখিয়াছে, নারি’ উকাশিতে ॥২১॥", "synonyms": "*kuṭila*—tortuoso; *premā*—o amor a Kṛṣṇa; *ageyāna*—ignorante; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *sthāna-asthāna*—um lugar adequado ou inadequado; *bhāla-manda*—o que é bom ou o que é ruim; *nāre*—incapaz; *vicārite*—de considerar; *krūra*—muito cruel; *śaṭhera*—do trapaceiro; *guṇa-ḍore*—pelas cordas das boas qualidades; *hāte*—nas mãos; *gale*—no pescoço; *bāndhi'*—atando; *more*—a Mim; *rākhiyāche*—manteve; *nāri'*—sendo incapaz; *ukāśite*—de obter alívio.", "translation": "**\"Por natureza, os romances amorosos são muito tortuosos. Não são iniciados com conhecimento suficiente, nem consideram se um lugar é adequado ou não, nem atentam para os resultados. Pelas cordas de Suas boas qualidades, Kṛṣṇa, que é tão cruel, atou Meu pescoço e Minhas mãos, e Eu sou incapaz de obter alívio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/22/", "verse_text": "ye madana tanu-hīna, para-drohe paravīṇa,\n\npāṅca bāṇa sandhe anukṣaṇa\n\nabalāra śarīre, vindhi' kaila jarajare,\n\nduḥkha deya, nā laya jīvana", "devanagari": "> যে মদন তনুহীন, পরদ্রোহে পরবীণ,\n> বাণ সন্ধে অনুক্ষণ ।\n> অবলার শরীরে, বিন্ধি’ কৈল জরজরে,\n> দুঃখ দেয়, না লয় জীবন ॥২২॥", "synonyms": "*ye madana*—aquele Cupido; *tanu-hīna*—sem corpo; *para-drohe*—em colocar os outros em dificuldade; *paravīṇa*—muito perito; *pāṅca*—cinco; *bāṇa*—flechas; *sandhe*—prepara; *anukṣaṇa*—constantemente; *abalāra*—de uma mulher inocente; *śarīre*—no corpo; *vindhi'*—trespassando; *kaila*—tornou; *jarajare*—quase inválida; *duḥkha deya*—dá tribulação; *nā*—não; *laya*—tira; *jīvana*—a vida.", "translation": "**\"Em Meus romances amorosos há uma pessoa chamada Madana. Suas qualidades são as seguintes: Ele pessoalmente não possui corpo grosseiro, mas é muito perito em dar dores aos outros. Ele tem cinco flechas e, ajustando-as ao Seu arco, dispara-as nos corpos de mulheres inocentes. Assim, essas mulheres tornam-se inválidas. Seria melhor que Ele Me tirasse a vida sem hesitação, mas Ele não o faz. Ele apenas Me dá dor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/23/", "verse_text": "anyera ye duḥkha mane, anye tāhā nāhi jāne,\n\nsatya ei śāstrera vicāre\n\nanya jana kāhāṅ likhi, nā jānaye prāṇa-sakhī,\n\nyāte kahe dhairya dharibāre", "devanagari": "> অন্যের যে দুঃখ মনে, অন্যে তাহা নাহি জানে,\n> সত্য এই শাস্ত্রের বিচারে ।\n> অন্য জন কাহাঁ লিখি, না জানয়ে প্রাণসখী,\n> যাতে কহে ধৈর্য ধরিবারে ॥২৩॥", "synonyms": "*anyera*—dos outros; *ye*—que; *duḥkha*—infelicidade; *mane*—nas mentes; *anye*—os outros; *tāhā*—isso; *nāhi*—não; *jāne*—conhecem; *satya*—verdade; *ei*—esta; *śāstrera*—da escritura; *vicāre*—no juízo; *anya jana*—outras pessoas; *kāhāṅ*—o que; *likhi*—escreverei; *nā jānaye*—não conhecem; *prāṇa-sakhī*—Minhas queridas amigas; *yāte*—pelo que; *kahe*—falam; *dhairya dharibāre*—para ter paciência.", "translation": "**\"Nas escrituras, afirma-se que uma pessoa jamais pode conhecer a infelicidade na mente de outra. Portanto, o que posso dizer de Minhas queridas amigas, Lalitā e as demais? Tampouco podem elas compreender a infelicidade que há dentro de Mim. Elas apenas tentam consolar-Me repetidamente, dizendo: 'Querida amiga, tem paciência.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/24/", "verse_text": "'kṛṣṇa--kṛpā-pārāvāra, kabhu karibena aṅgīkāra'\n\nsakhī, tora e vyartha vacana\n\njīvera jīvana cañcala, yena padma-patrera jala,\n\ntata dina jīve kon jana", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ — কৃপা-পারাবার, কভু করিবেন অঙ্গীকার’,\n> সখি, তোর এ ব্যর্থ বচন ।\n> জীবের জীবন চঞ্চল, যেন পদ্মপত্রের জল,\n> তত দিন জীবে কোন্ জন ॥২৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛpā-pārāvāra*—um oceano de misericórdia; *kabhu*—algum dia; *karibena*—fará; *aṅgīkāra*—aceitação; *sakhī*—Minha querida amiga; *tora*—tuas; *e*—estas; *vyartha*—inúteis; *vacana*—palavras lisonjeiras; *jīvera*—da entidade viva; *jīvana*—a vida; *cañcala*—vacilante; *yena*—como; *padma-patrera*—da folha da flor de lótus; *jala*—a água; *tata*—tantos; *dina*—dias; *jīve*—vive; *kon*—qual; *jana*—pessoa.", "translation": "**\"Eu digo: 'Minhas queridas amigas, vós Me pedis que tenha paciência, dizendo que Kṛṣṇa é um oceano de misericórdia e que algum dia, no futuro, Ele Me aceitará. Contudo, devo dizer que isso não Me consolará. A vida de uma entidade viva é muito vacilante. É como a água na folha de uma flor de lótus. Quem viverá o bastante para esperar a misericórdia de Kṛṣṇa?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/25/", "verse_text": "śata vatsara paryanta, jīvera jīvana anta,\n\nei vākya kaha nā vicāri'\n\nnārīra yauvana-dhana, yāre kṛṣṇa kare mana,\n\nse yauvana-dina dui-cāri", "devanagari": "> শত বৎসর পর্যন্ত, জীবের জীবন অন্ত,\n> এই বাক্য কহ না বিচারি’ ।\n> নারীর যৌবন-ধন, যারে কৃষ্ণ করে মন,\n> সে যৌবন — দিন দুই-চারি ॥২৫॥", "synonyms": "*śata vatsara paryanta*—até cem anos; *jīvera*—da entidade viva; *jīvana*—da vida; *anta*—o fim; *ei vākya*—esta palavra; *kaha*—vós dizeis; *nā*—sem; *vicāri'*—considerar; *nārīra*—de uma mulher; *yauvana-dhana*—a riqueza da juventude; *yāre*—na qual; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *mana*—intenção; *se yauvana*—essa juventude; *dina*—dias; *dui-cāri*—dois ou quatro.", "translation": "**\" 'Um ser humano não vive mais de cem anos. Deveis também considerar que a juventude de uma mulher, que é a única atração para Kṛṣṇa, permanece apenas por uns poucos dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/26/", "verse_text": "agni yaiche nija-dhāma, dekhāiyā abhirāma,\n\npataṅgīre ākarṣiyā māre\n\nkṛṣṇa aiche nija-guṇa, dekhāiyā hare mana,\n\npāche duḥkha-samudrete ḍāre", "devanagari": "> অগ্নি যৈছে নিজ-ধাম, দেখাইয়া অভিরাম,\n> পতঙ্গীরে আকর্ষিয়া মারে ।\n> কৃষ্ণ ঐছে নিজ-গুণ, দেখাইয়া হরে মন,\n> পাছে দুঃখ-সমুদ্রেতে ডারে ॥২৬॥", "synonyms": "*agni*—o fogo; *yaiche*—como; *nija-dhāma*—seu próprio lugar; *dekhāiyā*—mostrando; *abhirāma*—atrativo; *pataṅgīre*—as mariposas; *ākarṣiyā*—atraindo; *māre*—mata; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *aiche*—dessa maneira; *nija-guṇa*—Suas qualidades transcendentais; *dekhāiyā*—mostrando; *hare mana*—atrai nossa mente; *pāche*—no final; *duḥkha-samudrete*—num oceano de infelicidade; *ḍāre*—afoga.", "translation": "**\" 'Se dizeis que Kṛṣṇa é um oceano de qualidades transcendentais e que, portanto, deve ser misericordioso algum dia, só posso dizer que Ele é como o fogo, que atrai as mariposas com seu brilho deslumbrante e as mata. Tais são as qualidades de Kṛṣṇa. Ao mostrar-nos Suas qualidades transcendentais, Ele atrai nossas mentes e, depois, mais tarde, ao separar-Se de nós, afoga-nos num oceano de infelicidade.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/27/", "verse_text": "eteka vilāpa kari', viṣāde śrī-gaurahari,\n\nughāḍiyā duḥkhera kapāṭa\n\nbhāvera taraṅga-bale, nānā-rūpe mana cale,\n\nāra eka śloka kaila pāṭha", "devanagari": "> এতেক বিলাপ করি’, বিষাদে শ্রীগৌরহরি,\n> উঘাড়িয়া দুঃখের কপাট ।\n> ভাবের তরঙ্গ-বলে, নানারূপে মন চলে,\n> আর এক শ্লোক কৈল পাঠ ॥২৭॥", "synonyms": "*eteka*—dessa maneira; *vilāpa*—lamentação; *kari'*—fazendo; *viṣāde*—em melancolia; *śrī-gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ughāḍiyā*—abrindo; *duḥkhera*—de infelicidade; *kapāṭa*—as portas; *bhāvera*—de êxtase; *taraṅga-bale*—pela força das ondas; *nānā-rūpe*—de várias maneiras; *mana*—Sua mente; *cale*—vagueia; *āra eka*—outro; *śloka*—verso; *kaila*—fez; *pāṭha*—ler.", "translation": "**Dessa forma, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu lamentava-se num grande oceano de tristeza e assim abria as portas de Sua infelicidade. Impelida pelas ondas do êxtase, Sua mente vagava pelos rasas transcendentais e, dessa maneira, Ele recitou outro verso [como se segue].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/28/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-rūpādi-niṣevaṇaṁ vinā\n\nvyarthāni me 'hāny akhilendriyāṇy alam\n\npāṣāṇa-śuṣkendhana-bhārakāṇy aho\n\nbibharmi vā tāni kathaṁ hata-trapaḥ", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণরূপাদিনিষেবণং বিনা\n> ব্যর্থানি মেঽহান্যখিলেন্দ্রিয়াণ্যলম্ ।\n> পাষাণশুষ্কেন্ধনভারকাণ্যহো\n> বিভর্মি বা তানি কথং হতত্রপঃ ॥২৮॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-rūpa-ādi*—da forma e dos passatempos transcendentais do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *niṣevaṇam*—o serviço; *vinā*—sem; *vyarthāni*—sem sentido; *me*—Meus; *ahāni*—dias; *akhila*—todos; *indriyāṇi*—os sentidos; *alam*—inteiramente; *pāṣāṇa*—pedras inertes; *śuṣka*—seca; *indhana*—madeira; *bhārakāṇi*—fardos; *aho*—ai de Mim; *bibharmi*—carrego; *vā*—ou; *tāni*—todos eles; *katham*—como; *hata-trapaḥ*—sem vergonha.", "translation": "**\" 'Minhas queridas amigas, a menos que Eu sirva à forma, às qualidades e aos passatempos transcendentais de Śrī Kṛṣṇa, todos os Meus dias e todos os Meus sentidos se tornarão inteiramente inúteis. Agora, estou carregando inutilmente o fardo de Meus sentidos, que são como blocos de pedra e madeira seca. Não sei por quanto tempo serei capaz de continuar sem vergonha.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/29/", "verse_text": "vaṁśī-gānāmṛta-dhāma, lāvaṇyāmṛta-janma-sthāna,\n\nye nā dekhe se cāṅda vadana\n\nse nayane kibā kāja, paḍuka tāra muṇḍe vāja,\n\nse nayana rahe ki kāraṇa", "devanagari": "> বংশীগানামৃত-ধাম, লাবণ্যামৃত-জন্মস্থান,\n> যে না দেখে সে চাঁদ বদন ।\n> সে নয়নে কিবা কাজ, পড়ুক তার মুণ্ডে বাজ,\n> সে নয়ন রহে কি কারণ ॥২৯॥", "synonyms": "*vaṁśī-gāna-amṛta-dhāma*—a morada do néctar derivado das canções da flauta; *lāvaṇya-amṛta-janma-sthāna*—o berço do néctar da beleza; *ye*—qualquer um que; *nā*—não; *dekhe*—vê; *se*—esse; *cāṅda*—semelhante à lua; *vadana*—rosto; *se*—esses; *nayane*—olhos; *kibā kāja*—qual é a utilidade; *paḍuka*—que caia; *tāra*—sua; *muṇḍe*—na cabeça; *vāja*—um raio; *se*—esses; *nayana*—olhos; *rahe*—mantém; *ki*—qual; *kāraṇa*—razão.", "translation": "**\"De que servem os olhos se a pessoa não vê o rosto de Kṛṣṇa, que se assemelha à lua e é o berço de toda a beleza e o reservatório das nectáreas canções de Sua flauta? Oh, que um raio lhe caia sobre a cabeça! Por que mantém ela tais olhos?**", "purport": "O rosto semelhante à lua de Kṛṣṇa é o reservatório das nectáreas canções e a morada de Sua flauta. É também a raiz de toda a beleza corpórea. Se os olhos das gopīs não se ocupam em ver o belo rosto de Kṛṣṇa, é melhor que sejam atingidos por um raio. Para as gopīs, ver qualquer coisa que não seja Kṛṣṇa é desinteressante e, na verdade, detestável. As gopīs nunca se sentem satisfeitas em ver qualquer coisa que não seja Kṛṣṇa. O único consolo para seus olhos é o belo rosto semelhante à lua de Kṛṣṇa, o objeto adorável de todos os sentidos. Quando não podem ver o belo rosto de Kṛṣṇa, elas realmente veem tudo como vazio, e desejam ser atingidas por um raio. Não encontram razão alguma para manter seus olhos quando estão privadas da beleza de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/2/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/30/", "verse_text": "sakhī he, śuna, mora hata vidhi-bala\n\nmora vapu-citta-mana, sakala indriya-gaṇa,\n\nkṛṣṇa vinu sakala viphala", "devanagari": "> সখি হে, শুন, মোর হত বিধিবল ।\n> মোর বপু-চিত্ত-মন, সকল ইন্দ্রিয়গণ,\n> কৃষ্ণ বিনু সকল বিফল ।। ৩০ ।। ধ্রু ।। ॥৩০॥", "synonyms": "*sakhī he*—ó Minha querida amiga; *śuna*—por favor, ouve; *mora*—Minha; *hata*—perdida; *vidhi-bala*—a força da providência; *mora*—Meu; *vapu*—corpo; *citta*—consciência; *mana*—mente; *sakala*—todos; *indriya-gaṇa*—os sentidos; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vinu*—sem; *sakala*—tudo; *viphala*—inútil.", "translation": "**\"Minhas queridas amigas, por favor, ouvi-Me. Perdi toda a força providencial. Sem Kṛṣṇa, Meu corpo, Minha consciência e Minha mente, bem como todos os Meus sentidos, são inúteis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/31/", "verse_text": "kṛṣṇera madhura vāṇī, amṛtera taraṅgiṇī,\ntāra praveśa nāhi ye śravaṇe\nkāṇākaḍi-chidra sama, jāniha se śravaṇa,\ntāra janma haila akāraṇe", "devanagari": "> কৃষ্ণের মধুর বাণী, অমৃতের তরঙ্গিণী,\n> তার প্রবেশ নাহি যে শ্রবণে ।\n> কাণাকড়ি-ছিদ্র সম, জানিহ সে শ্রবণ,\n> তার জন্ম হৈল অকারণে ॥৩১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *madhura*—doces; *vāṇī*—palavras; *amṛtera*—de néctar; *taraṅgiṇī*—ondas; *tāra*—dessas; *praveśa*—entrada; *nāhi*—não há; *ye*—no qual; *śravaṇe*—no ouvido; *kāṇākaḍi*—de um búzio danificado; *chidra*—o orifício; *sama*—como; *jāniha*—por favor, sabei; *se*—esse; *śravaṇa*—ouvido; *tāra*—seu; *janma*—nascimento; *haila*—foi; *akāraṇe*—sem propósito.", "translation": "**\"Os temas a respeito de Kṛṣṇa são como ondas de néctar. Se tal néctar não entra no ouvido da pessoa, o ouvido não é melhor que o buraco de um búzio danificado. Tal ouvido foi criado sem propósito algum.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura cita os seguintes versos do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.3.17-24):\n\n> āyur harati vai puṁsām\n> udyann astaṁ ca yann asau\n> tasyerte yat-kṣaṇo nīta\n> uttama-śloka-vārtayā\n\n> taravaḥ kiṁ na jīvanti\n> bhastrāḥ kiṁ na śvasanty uta\n> na khādanti na mehanti\n> kiṁ grāme paśavo 'pare\n\n> śva-viḍ-varāhoṣṭra-kharaiḥ\n> saṁstutaḥ puruṣaḥ paśuḥ\n> na yat-karṇa-pathopeto\n> jātu nāma gadāgrajaḥ\n\n> bile batorukrama-vikramān ye\n> na śṛṇvataḥ karṇa-puṭe narasya\n> jihvāsatī dārdurikeva sūta\n> na copagāyaty urugāya-gāthāḥ\n\n> bhāraḥ paraṁ paṭṭa-kirīṭa-juṣṭam\n> apy uttamāṅgaṁ na namen mukundam\n> śāvau karau no kurute saparyāṁ\n> harer lasat-kāñcana-kaṅkaṇau vā\n\n> barhāyite te nayane narāṇāṁ\n> liṅgāni viṣṇor na nirīkṣato ye\n> pādau nṛṇāṁ tau druma-janma-bhājau\n> kṣetrāṇi nānuvrajato harer yau\n\n> jīvañ-chavo bhāgavatāṅghri-reṇuṁ\n> na jātu martyo 'bhilabheta yas tu\n> śrī-viṣṇu-padyā manujas tulasyāḥ\n> śvasañ chavo yas tu na veda gandham\n\n> tad aśma-sāraṁ hṛdayaṁ batedaṁ\n> yad gṛhyamāṇair hari-nāma-dheyaiḥ\n> na vikriyetātha yadā vikāro\n> netre jalaṁ gātra-ruheṣu harṣaḥ\n\n\"Tanto ao nascer como ao se pôr, o sol diminui a duração de vida de todos, exceto daquele que aproveita o tempo discutindo os temas da Suprema Personalidade de Deus, que é todo bem. Acaso as árvores não vivem? Os foles do ferreiro não respiram? À nossa volta, acaso os animais não comem e não derramam sêmen? Os homens que são como cães, porcos, camelos e asnos elogiam aqueles que jamais ouvem os passatempos transcendentais do Senhor Śrī Kṛṣṇa, o libertador dos males. Aquele que não ouviu as mensagens sobre o poder e os atos maravilhosos da Suprema Personalidade de Deus, e que nunca cantou ou entoou em voz alta os hinos dignos sobre o Senhor, deve ser considerado possuidor de ouvidos como buracos de cobras e de uma língua como a de um sapo. A parte superior do corpo, ainda que coroada com um turbante de seda, é apenas um fardo pesado se não se inclina diante da Suprema Personalidade de Deus, que pode conceder *mukti* [a liberação]. E as mãos, ainda que adornadas com pulseiras reluzentes, são como as de um homem morto se não se ocupam no serviço da Suprema Personalidade de Deus Hari. Os olhos que não contemplam as representações simbólicas da Suprema Personalidade de Deus Viṣṇu [Suas formas, nome, qualidades, etc.] são como os estampados nas plumas de um pavão, e as pernas que não se movem em direção aos lugares sagrados [onde o Senhor é lembrado] são consideradas como troncos de árvore. A pessoa que jamais recebeu sobre sua cabeça a poeira dos pés de um devoto puro do Senhor é certamente um corpo morto. E a pessoa que nunca experimentou o aroma das folhas de *tulasī* dos pés de lótus do Senhor também é um corpo morto, embora respire. Certamente aquele coração é de aço que, apesar de alguém cantar o santo nome do Senhor com concentração, não se transforma nem sente êxtase — momento em que lágrimas enchem os olhos e os pelos se arrepiam.\""}
{"ref": "cc/madhya/2/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/32/", "verse_text": "kṛṣṇera adharāmṛta, kṛṣṇa-guṇa-carita,\nsudhā-sāra-svāda-vinindana\ntāra svāda ye nā jāne, janmiyā nā maila kene,\nse rasanā bheka jihvā sama", "devanagari": "> কৃষ্ণের অধরামৃত, কৃষ্ণ-গুণ-চরিত,\n> সুধাসার-স্বাদ-বিনিন্দন ।\n> তার স্বাদ যে না জানে, জন্মিয়া না মৈল কেনে,\n> সে রসনা ভেক জিহ্বা সম ॥৩২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *adhara-amṛta*—o néctar dos lábios; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa*—as qualidades; *carita*—as atividades; *sudhā-sāra*—da essência de todo néctar; *svāda*—o sabor; *vinindana*—superando; *tāra*—desse; *svāda*—o sabor; *ye*—todo aquele que; *nā jāne*—não conhece; *janmiyā*—nascendo; *nā maila*—não morreu; *kene*—por que; *se*—essa; *rasanā*—língua; *bheka*—da rã; *jihvā*—a língua; *sama*—como.", "translation": "**\"O néctar dos lábios do Senhor Kṛṣṇa, bem como Suas qualidades e características transcendentais, supera o sabor da essência de todo néctar, e não há defeito algum em saborear esse néctar. Quem não o saboreia deveria morrer logo após o nascimento, e sua língua deve ser considerada não melhor que a língua de uma rã.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/33/", "verse_text": "mṛga-mada nīlotpala, milane ye parimala,\nyei hare tāra garva-māna\nhena kṛṣṇa-aṅga-gandha, yāra nāhi se sambandha,\nsei nāsā bhastrāra samāna", "devanagari": "> মৃগমদ নীলোৎপল, মিলনে যে পরিমল,\n> যেই হরে তার গর্ব-মান ।\n> হেন কৃষ্ণ-অঙ্গ-গন্ধ, যার নাহি সে সম্বন্ধ,\n> সেই নাসা ভস্ত্রার সমান ॥৩৩॥", "synonyms": "*mṛga-mada*—a fragrância do almíscar; *nīla-utpala*—e a flor de lótus azulada; *milane*—ao se mesclarem; *ye*—essa; *parimala*—fragrância; *yei*—a qual; *hare*—vence; *tāra*—deles; *garva*—o orgulho; *māna*—e o prestígio; *hena*—tal; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *aṅga*—do corpo; *gandha*—o aroma; *yāra*—de quem; *nāhi*—não há; *se*—esse; *sambandha*—relacionamento; *sei*—essas; *nāsā*—narinas; *bhastrāra*—ao fole; *samāna*—iguais.", "translation": "**\"As narinas de alguém não são melhores que o fole de um ferreiro se ele não cheirou a fragrância do corpo de Kṛṣṇa, que é como o aroma do almíscar combinado com o da flor de lótus azulada. De fato, tais combinações são na verdade derrotadas pelo aroma do corpo de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/34/", "verse_text": "kṛṣṇa-kara-pada-tala, koṭi-candra-suśītala,\ntāra sparśa yena sparśa-maṇi\ntāra sparśa nāhi yāra, se yāuk chārakhāra,\nsei vapu lauha-sama jāni", "devanagari": "> কৃষ্ণ-কর-পদতল, কোটিচন্দ্র-সুশীতল,\n> তার স্পর্শ যেন স্পর্শমণি ।\n> তার স্পর্শ নাহি যার, সে যাউক্ ছারখার,\n> সেই বপু লৌহ-সম জানি ॥৩৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *kara*—as palmas; *pada-tala*—as solas de Seus pés; *koṭi-candra*—como a luz de milhões de luas; *su-śītala*—frescas e agradáveis; *tāra*—delas; *sparśa*—o toque; *yena*—como; *sparśa-maṇi*—a pedra de toque; *tāra*—seu; *sparśa*—toque; *nāhi*—não há; *yāra*—de quem; *se*—essa pessoa; *yāuk*—que vá; *chārakhāra*—à ruína; *sei vapu*—esse corpo; *lauha-sama*—como ferro; *jāni*—eu sei.", "translation": "**\"As palmas das mãos de Kṛṣṇa e as solas de Seus pés são tão frescas e agradáveis que só podem ser comparadas à luz de milhões de luas. Quem tocou essas mãos e esses pés de fato saboreou os efeitos da pedra de toque. Se alguém não os tocou, sua vida está estragada e seu corpo é como ferro.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/35/", "verse_text": "kari' eta vilapana, prabhu śacī-nandana,\nughāḍiyā hṛdayera śoka\ndainya-nirveda-viṣāde, hṛdayera avasāde,\npunarapi paḍe eka śloka", "devanagari": "> করি’ এত বিলপন, প্রভু শচীনন্দন,\n> উঘাড়িয়া হৃদয়ের শোক ।\n> দৈন্য-নির্বেদ-বিষাদে, হৃদয়ের অবসাদে,\n> পুনরপি পড়ে এক শ্লোক ॥৩৫॥", "synonyms": "*kari'*—fazendo; *eta*—tamanho; *vilapana*—lamento; *prabhu*—o Senhor; *śacī-nandana*—o filho de mãe Śacī; *ughāḍiyā*—abrindo; *hṛdayera*—do coração; *śoka*—o lamento; *dainya*—humildade; *nirveda*—desapontamento; *viṣāde*—em desânimo; *hṛdayera*—do coração; *avasāde*—no abatimento; *punarapi*—repetidas vezes; *paḍe*—lê; *eka*—um; *śloka*—verso.", "translation": "**Lamentando dessa forma, Śrī Caitanya Mahāprabhu abriu as portas da aflição em Seu coração. Triste, humilde e desanimado, recitava um verso vez após vez com o coração abatido.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, a palavra dainya (humildade) é explicada da seguinte forma: \"Quando a infelicidade, o temor e a sensação de haver ofendido se combinam, a pessoa se sente condenada. Essa sensação de condenação descreve-se como dīnatā, humildade. Quando alguém está sujeito a tal humildade, sente-se fisicamente inativo, pede desculpas e tem a consciência perturbada. Sua mente também fica inquieta, e muitos outros sintomas se tornam visíveis.\"\n\nA palavra nirveda também é explicada no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*: \"A pessoa pode sentir infelicidade e separação, bem como ciúme e lamento, por não cumprir seus deveres. O abatimento que disso resulta chama-se nirveda. Quando alguém é capturado por esse abatimento, surgem pensamentos, lágrimas, perda do brilho corporal, humildade e respiração ofegante.\" Viṣāda também é explicado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*: \"Quando alguém não consegue alcançar a meta desejada da vida e se arrepende de todas as suas ofensas, há um estado de pesar chamado viṣāda.\" Os sintomas de avasāda também são explicados: \"A pessoa anseia por restabelecer sua condição original e indaga como fazê-lo. Há também profunda reflexão, respiração ofegante, choro e lamento, bem como uma mudança da cor do corpo e o ressecamento da língua.\"\n\nNo *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, mencionam-se trinta e três sintomas destrutivos como esses. Eles se expressam em palavras, nas sobrancelhas e nos olhos. Esses sintomas chamam-se vyabhicārī bhāva, êxtase destrutivo. Se continuam, às vezes se chamam sañcārī, ou êxtase contínuo."}
{"ref": "cc/madhya/2/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/36/", "verse_text": "yadā yāto daivān madhu-ripur asau locana-pathaṁ\ntadāsmākaṁ ceto madana-hatakenāhṛtam abhūt\npunar yasminn eṣa kṣaṇam api dṛśor eti padavīṁ\nvidhāsyāmas tasminn akhila-ghaṭikā ratna-khacitāḥ", "devanagari": "> যদা যাতো দৈবান্মধুরিপুরসৌ লোচনপথং\n> তদাস্মাকং চেতো মদনহতকেনাহৃতমভূৎ ।\n> পুনর্যস্মিন্নেষ ক্ষণমপি দৃশোরেতি পদবীং\n> বিধাস্যামস্তস্মিন্নখিলঘটিকা রত্নখচিতাঃ ॥৩৬॥", "synonyms": "*yadā*—quando; *yātaḥ*—entrou; *daivāt*—por acaso; *madhu-ripuḥ*—o inimigo do demônio Madhu; *asau*—Ele; *locana-patham*—o caminho dos olhos; *tadā*—nesse momento; *asmākam*—nossa; *cetaḥ*—consciência; *madana-hatakena*—pelo desventurado Cupido; *āhṛtam*—roubada; *abhūt*—tornou-se; *punaḥ*—novamente; *yasmin*—quando; *eṣaḥ*—Kṛṣṇa; *kṣaṇam api*—ainda que por um momento; *dṛśoḥ*—dos dois olhos; *eti*—vai até; *padavīm*—o caminho; *vidhāsyāmaḥ*—faremos; *tasmin*—nesse momento; *akhila*—todas; *ghaṭikāḥ*—as indicações do tempo; *ratna-khacitāḥ*—incrustadas de joias.", "translation": "**\" 'Se por acaso a forma transcendental de Kṛṣṇa surgir diante de Meu campo de visão, Meu coração, ferido por ter sido golpeado, será roubado por Cupido, a felicidade personificada. Como não pude contemplar a bela forma de Kṛṣṇa para a plena satisfação de Meu coração, quando voltar a ver Sua forma, decorarei as fases do tempo com muitas joias.' \"**", "purport": "Este verso é proferido por Śrīmatī Rādhārāṇī no Jagannātha-vallabha-nāṭaka (3.11), por Rāmānanda Rāya."}
{"ref": "cc/madhya/2/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/37/", "verse_text": "ye kāle vā svapane, dekhinu vaṁśī-vadane,\nsei kāle āilā dui vairi\n'ānanda' āra 'madana', hari' nila mora mana,\ndekhite nā pāinu netra bhari'", "devanagari": "> যে কালে বা স্বপনে, দেখিনু বংশীবদনে,\n> সেই কালে আইলা দুই বৈরি ।\n> ‘আনন্দ’ আর ‘মদন’, হরি’ নিল মোর মন,\n> দেখিতে না পাইনু নেত্র ভরি’ ॥৩৭॥", "synonyms": "*ye kāle*—no momento; *vā svapane*—ou em sonhos; *dekhinu*—eu vi; *vaṁśī-vadane*—o rosto do Senhor Kṛṣṇa com Sua flauta; *sei kāle*—nesse momento; *āilā*—apareceram; *dui*—dois; *vairi*—inimigos; *ānanda*—o prazer; *āra*—e; *madana*—Cupido; *hari'*—roubando; *nila*—levaram; *mora*—Minha; *mana*—mente; *dekhite*—ver; *nā*—não; *pāinu*—consegui; *netra*—os olhos; *bhari'*—satisfazendo.", "translation": "**\"Sempre que eu tinha a oportunidade de ver o rosto do Senhor Kṛṣṇa e Sua flauta, mesmo que em sonho, dois inimigos surgiam diante de Mim. Eram o prazer e Cupido, e como levavam embora Minha mente, eu não conseguia ver o rosto de Kṛṣṇa para a plena satisfação de Meus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/38/", "verse_text": "punaḥ yadi kona kṣaṇa, kayāya kṛṣṇa daraśana\ntabe sei ghaṭī-kṣaṇa-pala\ndiyā mālya-candana, nānā ratna-ābharaṇa,\nalaṅkṛta karimu sakala", "devanagari": "> পুনঃ যদি কোন ক্ষণ, করায় কৃষ্ণ দরশন,\n> তবে সেই ঘটী-ক্ষণ-পল ।\n> দিয়া মাল্যচন্দন, নানা রত্ন-আভরণ,\n> অলঙ্কৃত করিমু সকল ॥৩৮॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *yadi*—se; *kona*—algum; *kṣaṇa*—momento; *kayāya*—ajudar; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *daraśana*—ver; *tabe*—então; *sei*—esses; *ghaṭī-kṣaṇa-pala*—segundos, momentos e horas; *diyā*—oferecendo; *mālya-candana*—guirlandas e polpa de sândalo; *nānā*—várias; *ratna*—joias; *ābharaṇa*—ornamentos; *alaṅkṛta*—decorados; *karimu*—farei; *sakala*—todos.", "translation": "**\"Se por acaso chegar um momento em que eu possa ver Kṛṣṇa novamente, então adorarei esses segundos, momentos e horas com guirlandas de flores e polpa de sândalo, e os decorarei com todo tipo de joias e ornamentos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/39/", "verse_text": "kṣaṇe bāhya haila mana, āge dekhe dui jana,\ntāṅre puche,--āmi nā caitanya?\nsvapna-prāya ki dekhinu, kibā āmi pralāpinu,\ntomarā kichu śuniyācha dainya?", "devanagari": "> ক্ষণে বাহ্য হৈল মন, আগে দেখে দুই জন,\n> তাঁরে পুছে, — আমি না চৈতন্য?\n> স্বপ্নপ্রায় কি দেখিনু, কিবা আমি প্রলাপিনু,\n> তোমরা কিছু শুনিয়াছ দৈন্য? ॥ ৩৯ ॥", "synonyms": "*kṣaṇe*—num instante; *bāhya*—externa; *haila*—tornou-se; *mana*—a mente; *āge*—à frente; *dekhe*—vê; *dui jana*—duas pessoas; *tāṅre*—a elas; *puche*—indaga; *āmi*—Eu; *nā*—não; *caitanya*—consciente; *svapna-prāya*—quase sonhando; *ki*—o que; *dekhinu*—eu vi; *kibā*—o que; *āmi*—Eu; *pralāpinu*—falei em delírio; *tomarā*—vós; *kichu*—algo; *śuniyācha*—ouvistes; *dainya*—humildade.", "translation": "**Num instante, Śrī Caitanya Mahāprabhu recobrou a consciência externa e viu duas pessoas diante de Si. Indagando-as, perguntou: \"Estou consciente? Que sonhos tenho visto? Que loucuras falei? Ouvistes alguma expressão de humildade?\"**", "purport": "Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu falou assim em êxtase, viu duas pessoas diante de Si. Uma era Seu secretário, Svarūpa Dāmodara, e a outra era Rāya Rāmānanda. Ao retornar à Sua consciência externa, viu ambos presentes e, embora ainda estivesse falando no êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī, começou imediatamente a perguntar se Ele era o mesmo Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/2/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/40/", "verse_text": "śuna mora prāṇera bāndhava\n\nnāhi kṛṣṇa-prema-dhana, daridra mora jīvana,\ndehendriya vṛthā mora saba", "devanagari": "> শুন মোর প্রাণের বান্ধব ।\n> নাহি কৃষ্ণ-প্রেমধন, দরিদ্র মোর জীবন,\n> দেহেন্দ্রিয় বৃথা মোর সব ॥৪০॥", "synonyms": "*śuna*—tende a bondade de ouvir; *mora*—Meus; *prāṇera*—da vida; *bāndhava*—amigos; *nāhi*—não há; *kṛṣṇa-prema-dhana*—o tesouro do amor por Kṛṣṇa; *daridra*—pobre; *mora*—Minha; *jīvana*—vida; *deha-indriya*—todos os membros e sentidos de Meu corpo; *vṛthā*—inúteis; *mora*—Meus; *saba*—todos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"Meus queridos amigos, todos vós sois Minha vida e Minha alma; por isso vos digo que não possuo nenhum tesouro de amor por Kṛṣṇa. Por conseguinte, Minha vida é pobre. Meus membros e Meus sentidos são inúteis.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/41/", "verse_text": "punaḥ kahe,--hāya hāya, śuna, svarūpa-rāmarāya,\nei mora hṛdaya-niścaya\n\nśuni karaha vicāra, haya, naya--kaha sāra,\neta bali' śloka uccāraya", "devanagari": "> পুনঃ কহে, — হায় হায়, শুন, স্বরূপ-রামরায়,\n> এই মোর হৃদয়-নিশ্চয় ।\n> শুনি, করহ বিচার, হয়, নয় — কহ সার,\n> এত বলি’ শ্লোক উচ্চারয় ॥৪১॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *kahe*—diz; *hāya hāya*—ai de Mim; *śuna*—tende a bondade de ouvir; *svarūpa-rāma-rāya*—Meus queridos Svarūpa Dāmodara e Rāmānanda Rāya; *ei*—esta; *mora*—Minha; *hṛdaya-niścaya*—a certeza em Meu coração; *śuni*—ouvindo; *karaha*—simplesmente fazei; *vicāra*—o julgamento; *haya, naya*—correto ou não; *kaha sāra*—dizei-Me a essência; *eta bali'*—dizendo isto; *śloka*—outro verso; *uccāraya*—recita.", "translation": "**Mais uma vez Ele Se dirigiu tanto a Svarūpa Dāmodara como a Rāya Rāmānanda, falando com desânimo: \"Ai de Mim! Meus amigos, agora podeis conhecer a certeza que há dentro de Meu coração e, após conhecerdes Meu coração, deveis julgar se estou correto ou não. Podeis falar disto de maneira apropriada.\" Śrī Caitanya Mahāprabhu começou então a entoar outro verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/42/", "verse_text": "ka-i-avarahi-aṁ pemmaṁ ṇa hi hoi māṇuse loe\nja-i hoi kassa virahe hontammi ko jīa-i", "devanagari": "> কই অবরহিঅং পেম্মং ণ হি হোই মাণুসে লোএ ।\n> জই হোই কস্স বিরহে হোন্তম্মি কো জীঅই ॥৪২॥", "synonyms": "*ka-i-avarahi-am*—sem nenhuma propensão a enganar, sem nenhum motivo relacionado com os quatro princípios da existência material (a saber, religiosidade, desenvolvimento econômico, gratificação dos sentidos e liberação); *pemmam*—amor a Deus; *ṇa*—nunca; *hi*—certamente; *hoi*—se torna; *māṇuse*—na sociedade humana; *loe*—neste mundo; *ja-i*—se; *hoi*—há; *kassa*—de quem; *virahe*—em separação; *hontammi*—há; *ko*—quem; *jīa-i*—vive.", "translation": "**\" 'O amor a Deus, desprovido de propensões a enganar, não é possível dentro deste mundo material. Se existir tal amor, não pode haver separação, pois, se houver separação, como se pode viver?'**", "purport": "Este é um verso numa linguagem comum chamada prākṛta, e a transformação sânscrita exata é kaitava-rahitaṁ premā na hi bhavati mānuṣe loke yadi bhavati kasya viraho virahe saty api ko jīvati."}
{"ref": "cc/madhya/2/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/43/", "verse_text": "akaitava kṛṣṇa-prema, yena jāmbūnada-hema,\nsei premā nṛloke nā haya\n\nyadi haya tāra yoga, nā haya tabe viyoga,\nviyoga haile keha nā jīyaya", "devanagari": "> অকৈতব কৃষ্ণপ্রেম, যেন জাম্বুনদ-হেম,\n> সেই প্রেমা নৃলোকে না হয় ৷\n> যদি হয় তার যোগ, না হয় তবে বিয়োগ,\n> বিয়োগ হৈলে কেহ না জীয়য় ৷৷ ৪৩ ৷৷ ॥৪৩॥", "synonyms": "*akaitava kṛṣṇa-prema*—amor imaculado por Kṛṣṇa; *yena*—como; *jāmbū-nada-hema*—o ouro do rio Jāmbū; *sei premā*—esse amor a Deus; *nṛ-loke*—no mundo material; *nā haya*—não é possível; *yadi*—se; *haya*—há; *tāra*—com ele; *yoga*—conexão; *nā*—não; *haya*—há; *tabe*—então; *viyoga*—separação; *viyoga*—separação; *haile*—se houver; *keha*—alguém; *nā jīyaya*—não pode viver.", "translation": "**\"O amor puro por Kṛṣṇa, assim como o ouro do rio Jāmbū, não existe na sociedade humana. Se existisse, não poderia haver separação. Se houvesse separação, ninguém poderia viver.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/44/", "verse_text": "eta kahi' śacī-suta, śloka paḍe adbhuta,\nśune duṅhe eka-mana hañā\n\nāpana-hṛdaya-kāja, kahite vāsiye lāja,\ntabu kahi lāja-bīja khāñā", "devanagari": "> এত কহি’ শচীসুত, শ্লোক পড়ে অদ্ভুত,\n> শুনে দুঁহে এক-মন হঞা ।\n> আপন-হৃদয়-কাজ, কহিতে বাসিয়ে লাজ,\n> তবু কহি লাজবীজ খাঞা ॥৪৪॥", "synonyms": "*eta kahi'*—assim dizendo; *śacī-suta*—o filho de Śrīmatī Śacīmātā; *śloka*—verso; *paḍe*—recita; *adbhuta*—maravilhoso; *śune*—ouvem; *duṅhe*—as duas pessoas; *eka-mana hañā*—com atenção absorta; *āpana-hṛdaya-kāja*—as atividades do próprio coração; *kahite*—falar; *vāsiye*—Eu sinto; *lāja*—vergonha; *tabu*—ainda assim; *kahi*—Eu falo; *lāja-bīja*—a semente do acanhamento; *khāñā*—engolindo.", "translation": "**Assim falando, o filho de Śrīmatī Śacīmātā recitou outro verso maravilhoso, e Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara ouviram este verso com atenção absorta. Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Sinto vergonha de revelar as atividades de Meu coração. Não obstante, deixarei de lado todas as formalidades e falarei do fundo do coração. Por favor, ouvi.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/45/", "verse_text": "na prema-gandho 'sti darāpi me harau\nkrandāmi saubhāgya-bharaṁ prakāśitum\nvaṁśī-vilāsy-ānana-lokanaṁ vinā\nbibharmi yat prāṇa-pataṅgakān vṛthā", "devanagari": "> ন প্রেমগন্ধোঽস্তি দরাপি মে হরৌ\n> ক্রন্দামি সৌভাগ্যভরং প্রকাশিতুম্ ।\n> বংশীবিলাস্যাননলোকনং বিনা\n> বিভর্মি যৎ প্রাণপতঙ্গকান্ বৃথা ॥৪৫॥", "synonyms": "*na*—nunca; *prema-gandhaḥ*—um vestígio de amor a Deus; *asti*—há; *darā api*—nem mesmo em ligeira proporção; *me*—Meu; *harau*—na Suprema Personalidade de Deus; *krandāmi*—Eu choro; *saubhāgya-bharam*—o volume de Minha fortuna; *prakāśitum*—exibir; *vaṁśī-vilāsi*—do grande flautista; *ānana*—no rosto; *lokanam*—olhando; *vinā*—sem; *bibharmi*—Eu carrego; *yat*—porque; *prāṇa-pataṅgakān*—Minha vida semelhante à de um inseto; *vṛthā*—sem propósito algum.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \" 'Meus queridos amigos, não tenho o mais leve traço de amor a Deus dentro de Meu coração. Quando Me vedes chorar em separação, estou apenas exibindo falsamente uma demonstração de Minha grande fortuna. De fato, sem ver o belo rosto de Kṛṣṇa a tocar Sua flauta, continuo a viver Minha vida como um inseto, sem propósito.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/46/", "verse_text": "dūre śuddha-prema-gandha, kapaṭa premera bandha,\nseha mora nāhi kṛṣṇa-pāya\n\ntabe ye kari krandana, sva-saubhāgya prakhyāpana,\nkari, ihā jāniha niścaya", "devanagari": "> দূরে শুদ্ধপ্রেমগন্ধ, কপট প্রেমের বন্ধ,\n> সেহ মোর নাহি কৃষ্ণ-পায় ।\n> তবে যে করি ক্রন্দন, স্বসৌভাগ্য প্ৰখ্যাপন,\n> করি, ইহা জানিহ নিশ্চয় ॥৪৬॥", "synonyms": "*dūre*—muito longe; *śuddha-prema-gandha*—um vestígio de amor devocional puro; *kapaṭa*—falso; *premera*—de amor a Deus; *bandha*—vínculo; *seha*—esse; *mora*—Meu; *nāhi*—não há; *kṛṣṇa-pāya*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *tabe*—mas; *ye*—que; *kari*—Eu faço; *krandana*—choro; *sva-saubhāgya*—Minha própria fortuna; *prakhyāpana*—demonstração; *kari*—Eu faço; *ihā*—isto; *jāniha*—sabei; *niścaya*—certamente.", "translation": "**\"Na verdade, Meu amor por Kṛṣṇa está muito, muito distante. Tudo o que faço é, na realidade, falso. Quando Me vedes chorar, estou simplesmente exibindo Minha grande fortuna. Por favor, tentai compreender isto sem sombra de dúvida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/47/", "verse_text": "yāte vaṁśī-dhvani-sukha, nā dekhi' se cāṅda mukha,\nyadyapi nāhika 'ālambana'\n\nnija-dehe kari prīti, kevala kāmera rīti,\nprāṇa-kīṭera kariye dhāraṇa", "devanagari": "> যাতে বংশীধ্বনি-সুখ, না দেখি’ সে চাঁদ মুখ,\n> যদ্যপি নাহিক ‘আলম্বন’ ।\n> নিজ-দেহে করি প্রীতি, কেবল কামের রীতি,\n> প্রাণ-কীটের করিয়ে ধারণ ॥৪৭॥", "synonyms": "*yāte*—no qual; *vaṁśī-dhvani-sukha*—a felicidade de ouvir a flauta a tocar; *nā dekhi'*—não vendo; *se*—esse; *cāṅda mukha*—rosto semelhante à lua; *yadyapi*—embora; *nāhika*—não há; *'ālambana'*—o encontro do amante e do amado; *nija*—próprio; *dehe*—no corpo; *kari*—Eu sinto; *prīti*—afeição; *kevala*—apenas; *kāmera*—de luxúria; *rīti*—a maneira; *prāṇa*—da vida; *kīṭera*—da mosca; *kariye*—Eu faço; *dhāraṇa*—continuação.", "translation": "**\"Embora Eu não veja o rosto semelhante à lua de Kṛṣṇa a tocar Sua flauta, e embora não haja possibilidade alguma de Me encontrar com Ele, ainda assim cuido de Meu próprio corpo. Esse é o caminho da luxúria. Dessa forma, mantenho Minha vida semelhante à de uma mosca.**", "purport": "Nesse contexto, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que o adorável Senhor Supremo é o refúgio supremo. O Senhor é o sujeito supremo, e os devotos são o objeto. O encontro de um sujeito com um objeto chama-se ālambana. O objeto ouve, e o sujeito toca a flauta. O fato de o objeto não poder ver o rosto semelhante à lua de Kṛṣṇa e não ter nenhum anseio de vê-Lo é o sinal de estar sem ālambana. Imaginar tal coisa externamente apenas satisfaz os desejos luxuriosos da pessoa, e assim ela vive sem propósito."}
{"ref": "cc/madhya/2/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/48/", "verse_text": "kṛṣṇa-premā sunirmala, yena śuddha-gaṅgā-jala,\nsei premā--amṛtera sindhu\n\nnirmala se anurāge, nā lukāya anya dāge,\nśukla-vastre yaiche masī-bindu", "devanagari": "> কৃষ্ণপ্রেমা সুনির্মল, যেন শুদ্ধগঙ্গাজল,\n> সেই প্রেমা — অমৃতের সিন্ধু ৷\n> নির্মল সে অনুরাগে, না লুকায় অন্য দাগে,\n> শুক্লবস্ত্রে যৈছে মসীবিন্দু ৷৷ ৪৮ ৷৷ ॥৪৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-premā*—amor por Kṛṣṇa; *su-nirmala*—sem contaminação material; *yena*—exatamente como; *śuddha-gaṅgā-jala*—a água pura do Ganges; *sei premā*—esse amor; *amṛtera sindhu*—o oceano de néctar; *nirmala*—puro; *se*—esse; *anurāge*—apego; *nā lukāya*—não oculta; *anya*—outra; *dāge*—mancha; *śukla-vastre*—sobre um tecido branco; *yaiche*—como; *masī-bindu*—uma mancha de tinta.", "translation": "**\"O amor pelo Senhor Kṛṣṇa é puríssimo, assim como as águas do Ganges. Esse amor é um oceano de néctar. Esse apego puro por Kṛṣṇa não oculta mancha alguma, que apareceria tal qual uma mancha de tinta sobre um tecido branco.**", "purport": "O amor imaculado por Kṛṣṇa é como uma grande peça de tecido branco. A ausência de apego é comparada a uma mancha negra sobre esse tecido branco. Assim como a mancha negra é evidente, da mesma forma a ausência de amor a Deus é evidente na plataforma do amor puro a Deus."}
{"ref": "cc/madhya/2/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/49/", "verse_text": "śuddha-prema-sukha-sindhu, pāi tāra eka bindu,\nsei bindu jagat ḍubāya\n\nkahibāra yogya naya, tathāpi bāule kaya,\nkahile vā kebā pātiyāya", "devanagari": "> শুদ্ধপ্রেম-সুখসিন্ধু, পাই তার এক বিন্দু,\n> সেই বিন্দু জগৎ ডুবায় ।\n> কহিবার যোগ্য নয়, তথাপি বাউলে কয়,\n> কহিলে বা কেবা পাতিয়ায় ॥৪৯॥", "synonyms": "*śuddha-prema*—amor imaculado; *sukha-sindhu*—um oceano de felicidade; *pāi*—se eu obtiver; *tāra*—dele; *eka*—uma; *bindu*—gota; *sei bindu*—essa gota; *jagat*—o mundo inteiro; *ḍubāya*—afoga; *kahibāra*—falar; *yogya naya*—não é apropriado; *tathāpi*—ainda assim; *bāule*—um louco; *kaya*—fala; *kahile*—se for falado; *vā*—ou; *kebā pātiyāya*—quem acredita.", "translation": "**\"O amor puro por Kṛṣṇa é como o oceano da felicidade. Se alguém obtiver uma gota dele, o mundo inteiro poderá se afogar nessa gota. Não é adequado expressar tal amor por Deus; no entanto, um louco precisa falar. Porém, ainda que ele fale, ninguém lhe acredita.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/50/", "verse_text": "ei mata dine dine, svarūpa-rāmānanda-sane,\nnija-bhāva karena vidita\n\nbāhye viṣa-jvālā haya, bhitare ānanda-maya,\nkṛṣṇa-premāra adbhuta carita", "devanagari": "> এই মত দিনে দিনে, স্বরূপ-রামানন্দ-সনে,\n> নিজ-ভাব করেন বিদিত ৷ ॥৫০॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *dine dine*—dia após dia; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *sane*—com; *nija*—próprio; *bhāva*—êxtase; *karena*—faz; *vidita*—conhecido; *bāhye*—externamente; *viṣa-jvālā haya*—há sofrimento decorrente de efeitos venenosos; *bhitare*—internamente; *ānanda-maya*—êxtase transcendental; *kṛṣṇa-premāra*—do amor por Kṛṣṇa; *adbhuta*—maravilhosa; *carita*—característica.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor Caitanya deleitava-Se em êxtase dia após dia e exibia esses êxtases diante de Svarūpa e Rāmānanda Rāya. Externamente surgia uma tribulação intensa, como se Ele sofresse de efeitos venenosos, mas internamente Ele experimentava bem-aventurança. Esta é a característica do amor transcendental por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/51/", "verse_text": "ei premā-āsvādana, tapta-ikṣu-carvaṇa,\nmukha jvale, nā yāya tyajana\n\nsei premā yāṅra mane, tāra vikrama sei jāne,\nviṣāmṛte ekatra milana", "devanagari": "> এই প্রেমা-আস্বাদন, তপ্ত-ইক্ষু-চর্বণ,\n> মুখ জ্বলে, না যায় ত্যজন ।\n> সেই প্রেমা যাঁর মনে, তার বিক্রম সেই জানে,\n> বিষামৃতে একত্র মিলন ॥৫১॥", "synonyms": "*ei*—este; *premā*—amor por Kṛṣṇa; *āsvādana*—saborear; *tapta*—quente; *ikṣu-carvaṇa*—mascar cana-de-açúcar; *mukha jvale*—a boca queima; *nā yāya tyajana*—ainda assim não é possível abandonar; *sei*—esse; *premā*—amor a Deus; *yāṅra mane*—na mente de alguém; *tāra*—dele; *vikrama*—o poder; *sei jāne*—ele conhece; *viṣa-amṛte*—veneno e néctar; *ekatra*—em unidade; *milana*—encontro.", "translation": "**Se alguém saborear tal amor a Deus, poderá compará-lo à cana-de-açúcar quente. Quando se masca cana-de-açúcar quente, a boca queima, mas ainda assim não se consegue abandoná-la. De modo semelhante, se alguém possuir ainda que um pouco de amor a Deus, poderá perceber seus poderosos efeitos. Só se pode compará-lo a veneno e néctar misturados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/52/", "verse_text": "pīḍābhir nava-kāla-kūṭa-kaṭutā-garvasya nirvāsano\nnisyandena mudāṁ sudhā-madhurimāhaṅkāra-saṅkocanaḥ\npremā sundari nanda-nandana-paro jāgarti yasyāntare\njñāyante sphuṭam asya vakra-madhurās tenaiva vikrāntayaḥ", "devanagari": "> পীড়াভির্নবকালকূট-কটুতাগর্বস্য নির্বাসনো\n> নিস্যন্দেন মুদাং সুধা-মধুরিমাহঙ্কারসঙ্কোচনঃ ।\n> প্রেমা সুন্দরি নন্দনন্দনপরো জাগর্তি যস্যান্তরে\n> জ্ঞায়ন্তে স্ফুটমস্য বক্রমধুরাস্তেনৈব বিক্রান্তয়ঃ ॥৫২॥", "synonyms": "*pīḍābhiḥ*—pelos sofrimentos; *nava*—fresco; *kāla-kūṭa*—de veneno; *kaṭutā*—da severidade; *garvasya*—do orgulho; *nirvāsanaḥ*—banimento; *nisyandena*—por derramar; *mudām*—felicidade; *sudhā*—de néctar; *madhurimā*—da doçura; *ahaṅkāra*—o orgulho; *saṅkocanaḥ*—minimizando; *premā*—amor; *sundari*—bela amiga; *nanda-nandana-paraḥ*—fixo no filho de Mahārāja Nanda; *jāgarti*—desenvolve-se; *yasya*—de quem; *antare*—no coração; *jñāyante*—são percebidas; *sphuṭam*—explicitamente; *asya*—desse; *vakra*—tortas; *madhurāḥ*—e doces; *tena*—por ele; *eva*—somente; *vikrāntayaḥ*—as influências.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu falou: \" 'Minha querida e bela amiga, se alguém desenvolve amor a Deus, amor por Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, todas as influências amargas e doces desse amor se manifestarão em seu coração. Tal amor a Deus age de dois modos. Os efeitos venenosos do amor a Deus derrotam o severo e fresco veneno da serpente. Contudo, há simultaneamente bem-aventurança transcendental, que se derrama e derrota o orgulho do néctar e diminui seu valor. Em outras palavras, o amor por Kṛṣṇa é tão poderoso que derrota simultaneamente os efeitos venenosos de uma serpente, bem como a felicidade derivada de derramar néctar sobre a própria cabeça. É percebido como duplamente eficaz, simultaneamente venenoso e nectáreo.' \"**", "purport": "Este verso é falado por Paurṇamāsī a Nāndīmukhī no Vidagdha-mādhava (2.18), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/2/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/53/", "verse_text": "ye kāle dekhe jagannātha-śrīrāma-subhadrā-sātha,\n\ntabe jāne--āilāma kurukṣetra\n\nsaphala haila jīvana, dekhiluṅ padma-locana,\n\njuḍāila tanu-mana-netra", "devanagari": "> যে কালে দেখে জগন্নাথ- শ্রীরাম-সুভদ্রা-সাথ,\n> তবে জানে — আইলাম কুরুক্ষেত্র ।\n> সফল হৈল জীবন, দেখিলুঁ পদ্মলোচন,\n> জুড়াইল তনু-মন-নেত্র ॥৫৩॥", "synonyms": "*ye kāle*—naquele momento em que; *dekhe*—Ele vê; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *śrī-rāma*—Balarāma; *subhadrā*—Subhadrā; *sātha*—com; *tabe*—naquele momento; *jāne*—sabe; *āilāma*—Eu vim; *kurukṣetra*—ao lugar de peregrinação conhecido como Kurukṣetra; *sa-phala*—bem-sucedida; *haila*—tornou-se; *jīvana*—a vida; *dekhiluṅ*—Eu vi; *padma-locana*—os olhos de lótus; *juḍāila*—apaziguados; *tanu*—corpo; *mana*—mente; *netra*—olhos.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu via Jagannātha juntamente com Balarāma e Subhadrā, imediatamente pensava ter chegado a Kurukṣetra, aonde todos eles haviam vindo. Pensava que Sua vida tornara-se bem-sucedida, porque vira aquele de olhos de lótus, cuja visão apazigua o corpo, a mente e os olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/54/", "verse_text": "garuḍera sannidhāne, rahi' kare daraśane,\n\nse ānandera ki kahiba ba'le\n\ngaruḍa-stambhera tale, āche eka nimna khāle,\n\nse khāla bharila aśru-jale", "devanagari": "> গরুড়ের সন্নিধানে, রহি’ করে দরশনে,\n> সে আনন্দের কি কহিব ব’লে ।\n> গরুড়-স্তম্ভের তলে, আছে এক নিম্ন খালে,\n> সে খাল ভরিল অশ্রুজলে ॥৫৪॥", "synonyms": "*garuḍera*—de Garuḍa; *sannidhāne*—perto; *rahi'*—permanecendo; *kare*—faz; *daraśane*—vendo; *se ānandera*—daquela bem-aventurança; *ki*—o que; *kahiba*—direi; *ba'le*—em virtude; *garuḍa*—da estátua de Garuḍa; *stambhera*—da coluna; *tale*—embaixo; *āche*—há; *eka*—uma; *nimna*—baixa; *khāle*—vala; *se khāla*—aquela vala; *bharila*—ficou cheia; *aśru-jale*—com a água das lágrimas.", "translation": "**Permanecendo perto do Garuḍa-stambha, o Senhor contemplava o Senhor Jagannātha. O que se pode dizer sobre a força desse amor? No solo, embaixo da coluna do Garuḍa-stambha, havia uma vala profunda, e essa vala ficou cheia com a água de Suas lágrimas.**", "purport": "Em frente ao templo de Jagannātha, há uma coluna sobre a qual se situa a estátua de Garuḍa. Chama-se Garuḍa-stambha. Na base dessa coluna há uma vala, e essa vala ficou cheia com as lágrimas do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/2/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/55/", "verse_text": "tāhāṅ haite ghare āsi', māṭīra upare vasi',\n\nnakhe kare pṛthivī likhana\n\nhā-hā kāhāṅ vṛndāvana, kāhāṅ gopendra-nandana,\n\nkāhāṅ sei vaṁśī-vadana", "devanagari": "> তাহাঁ হৈতে ঘরে আসি’ মাটীর উপরে বসি’,\n> নখে করে পৃথিবী লিখন ৷\n> হা-হা কাহাঁ বৃন্দাবন, কাহাঁ গোপেন্দ্রনন্দন,\n> কাহাঁ সেই বংশীবদন ৷৷ ৫৫ ৷৷ ॥৫৫॥", "synonyms": "*tāhāṅ haite*—de lá; *ghare āsi'*—voltando para casa; *māṭīra*—o chão; *upare*—sobre; *vasi'*—sentando-se; *nakhe*—com as unhas; *kare*—faz; *pṛthivī*—sobre a superfície da terra; *likhana*—marcas; *hā-hā*—ai de Mim; *kāhāṅ*—onde está; *vṛndāvana*—Vṛndāvana; *kāhāṅ*—onde; *gopa-indra-nandana*—o filho do rei dos vaqueiros; *kāhāṅ*—onde; *sei*—aquele; *vaṁśī-vadana*—a pessoa com a flauta.", "translation": "**Ao voltar do templo de Jagannātha para Sua casa, Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava sentar-se no chão e marcá-lo com Suas unhas. Em tais momentos, ficava muitíssimo abatido e chorava: \"Ai de Mim! Onde está Vṛndāvana? Onde está Kṛṣṇa, o filho do rei dos vaqueiros? Onde está aquela pessoa que toca a flauta?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/56/", "verse_text": "kāhāṅ se tri-bhaṅga-ṭhāma, kāhāṅ sei veṇu-gāna,\n\nkāhāṅ sei yamunā-pulina\n\nkāhāṅ se rāsa-vilāsa, kāhāṅ nṛtya-gīta-hāsa,\n\nkāhāṅ prabhu madana-mohana", "devanagari": "> কাহাঁ সে ত্রিভঙ্গঠাম, কাহাঁ সেই বেণুগান,\n> কাহাঁ সেই যমুনা-পুলিন ।\n> কাহাঁ সে রাসবিলাস, কাহাঁ নৃত্যগীত-হাস,\n> কাহাঁ প্রভু মদনমোহন ॥৫৬॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *se*—aquela; *tri-bhaṅga-ṭhāma*—figura curvada em três lugares; *kāhāṅ*—onde; *sei*—aquela; *veṇu-gāna*—doce canção da flauta; *kāhāṅ*—onde; *sei*—aquela; *yamunā-pulina*—margem do rio Yamunā; *kāhāṅ*—onde; *se*—aquela; *rāsa-vilāsa*—a dança da rāsa; *kāhāṅ*—onde; *nṛtya-gīta-hāsa*—dança, música e riso; *kāhāṅ*—onde; *prabhu*—meu Senhor; *madana-mohana*—o encantador de Madana (Cupido).", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava lamentar-se dizendo: \"Onde está Śrī Kṛṣṇa, cuja forma é curvada em três lugares? Onde está a doce canção de Sua flauta, e onde está a margem do Yamunā? Onde está a dança da rāsa? Onde estão aquela dança, aquele canto e aquele riso? Onde está meu Senhor, Madana-mohana, o encantador de Cupido?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/57/", "verse_text": "uṭhila nānā bhāvāvega, mane haila udvega,\n\nkṣaṇa-mātra nāre goṅāite\n\nprabala virahānale, dhairya haila ṭalamale,\n\nnānā śloka lāgilā paḍite", "devanagari": "> উঠিল নানা ভাবাবেগ, মনে হৈল উদ্বেগ,\n> ক্ষণমাত্র নারে গোঙাইতে ।\n> প্রবল বিরহানলে, ধৈর্য হৈল টলমলে,\n> নানা শ্লোক লাগিলা পড়িতে ॥৫৭॥", "synonyms": "*uṭhila*—surgiram; *nānā*—várias; *bhāva-āvega*—forças de emoção; *mane*—na mente; *haila*—houve; *udvega*—ansiedade; *kṣaṇa-mātra*—nem mesmo por um momento; *nāre*—incapaz; *goṅāite*—de passar; *prabala*—poderoso; *viraha-anale*—no fogo da separação; *dhairya*—a paciência; *haila*—tornou-se; *ṭalamale*—vacilante; *nānā*—vários; *śloka*—versos; *lāgilā*—começou; *paḍite*—a recitar.", "translation": "**Dessa maneira, várias emoções extáticas se desenvolveram, e a mente do Senhor encheu-se de ansiedade. Ele não conseguia escapar nem mesmo por um momento. Assim, por causa dos intensos sentimentos de separação, Sua paciência começou a vacilar, e Ele começou a recitar vários versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/58/", "verse_text": "amūny adhanyāni dināntarāṇi\n\nhare tvad-ālokanam antareṇa\n\nanātha-bandho karuṇaika-sindho\n\nhā hanta hā hanta kathaṁ nayāmi", "devanagari": "> অমূন্যধন্যানি দিনান্তরাণি হরে ত্বদালোকনমন্তরেণ ।\n> অনাথবন্ধো করুণৈকসিন্ধো হা হন্ত হা হন্ত কথং নয়ামি ॥৫৮॥", "synonyms": "*amūni*—todos esses; *adhanyāni*—inauspiciosos; *dina-antarāṇi*—outros dias; *hare*—ó meu Senhor; *tvat*—de Ti; *ālokanam*—ver; *antareṇa*—sem; *anātha-bandho*—ó amigo dos desamparados; *karuṇā-eka-sindho*—ó único oceano de misericórdia; *hā hanta*—ai de Mim; *hā hanta*—ai de Mim; *katham*—como; *nayāmi*—passarei.", "translation": "**\"'Ó meu Senhor, ó Suprema Personalidade de Deus, ó amigo dos desamparados! Tu és o único oceano de misericórdia! Como não Te encontrei, Meus dias e noites inauspiciosos tornaram-se insuportáveis. Não sei como passarei o tempo.'**", "purport": "Este é um verso do Kṛṣṇa-karṇāmṛta (41), de Bilvamaṅgala Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/2/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/59/", "verse_text": "tomāra darśana-vine, adhanya e rātri-dine,\n\nei kāla nā yāya kāṭana\n\ntumi anāthera bandhu, apāra karuṇā-sindhu,\n\nkṛpā kari' deha daraśana", "devanagari": "> তোমার দর্শন-বিনে, অধন্য এ রাত্রি-দিনে,\n> এই কাল না যায় কাটন ।\n> তুমি অনাথের বন্ধু, অপার করুণা-সিন্ধু,\n> কৃপা করি’ দেহ দরশন ॥৫৯॥", "synonyms": "*tomāra*—Tua; *darśana*—audiência; *vine*—sem; *adhanya*—inauspiciosos; *e*—estes; *rātri-dine*—noite e dia; *ei kāla*—este tempo; *nā yāya*—não passa; *kāṭana*—passando; *tumi*—Tu; *anāthera bandhu*—amigo dos desamparados; *apāra*—ilimitado; *karuṇā-sindhu*—oceano de misericórdia; *kṛpā kari'*—mostrando misericórdia; *deha*—por favor concede; *daraśana*—audiência.", "translation": "**\"Todos esses dias e noites inauspiciosos não passam, pois não Te encontrei. É difícil saber como passar todo esse tempo. Mas Tu és o amigo dos desamparados e um oceano de misericórdia. Por favor, concede-Me Tua audiência, pois estou numa posição precária.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/60/", "verse_text": "uṭhila bhāva-cāpala, mana ha-ila cañcala,\n\nbhāvera gati bujhana nā yāya\n\nadarśane poḍe mana, kemane pāba daraśana,\n\nkṛṣṇa-ṭhāñi puchena upāya", "devanagari": "> উঠিল ভাব-চাপল, মন হইল চঞ্চল,\n> ভাবের গতি বুঝন না যায় ।\n> অদর্শনে পোড়ে মন, কেমনে পাব দরশন,\n> কৃষ্ণ-ঠাঞি পুছেন উপায় ॥৬০॥", "synonyms": "*uṭhila*—surgiu; *bhāva-cāpala*—a inquietação da emoção extática; *mana*—a mente; *ha-ila*—tornou-se; *cañcala*—agitada; *bhāvera*—da emoção extática; *gati*—o curso; *bujhana*—compreender; *nā yāya*—não é possível; *adarśane*—sem ver; *poḍe*—arde; *mana*—a mente; *kemane*—como; *pāba*—obterei; *daraśana*—audiência; *kṛṣṇa-ṭhāñi*—de Kṛṣṇa; *puchena*—pergunta; *upāya*—os meios.", "translation": "**Dessa forma, a agitação do Senhor era despertada pelos sentimentos extáticos, e Sua mente ficava perturbada. Ninguém conseguia compreender que rumo tal êxtase tomaria. Como o Senhor Caitanya não podia encontrar-Se com a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, Sua mente ardia. Ele começou a perguntar a Kṛṣṇa de que meio poderia servir-Se para alcançá-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/61/", "verse_text": "tvac-chaiśavaṁ tri-bhuvanādbhutam ity avehi\n\nmac-cāpalaṁ ca tava vā mama vādhigamyam\n\ntat kiṁ karomi viralaṁ muralī-vilāsi\n\nmugdhaṁ mukhāmbujam udīkṣitum īkṣaṇābhyām", "devanagari": "> ত্বচ্ছৈশবং ত্রিভুবনাদ্ভুতমিত্যবেহি\n> মচ্চাপলঞ্চ তব বা মম বাধিগম্যম্ ।\n> তৎ কিং করোমি বিরলং মুরলীবিলাসি\n> মুগ্ধং মুখাম্বুজমুদীক্ষিতুমীক্ষণাভ্যাম্ ॥৬১॥", "synonyms": "*tvat*—Tua; *śaiśavam*—tenra idade; *tri-bhuvana*—dentro dos três mundos; *adbhutam*—maravilhosa; *iti*—assim; *avehi*—sabe; *mat-cāpalam*—Minha instabilidade; *ca*—e; *tava*—de Ti; *vā*—ou; *mama*—de Mim; *vā*—ou; *adhigamyam*—a ser compreendida; *tat*—isso; *kim*—o que; *karomi*—faço; *viralam*—em solidão; *muralī-vilāsi*—ó tocador da flauta; *mugdham*—atraente; *mukha-ambujam*—rosto semelhante ao lótus; *udīkṣitum*—ver suficientemente; *īkṣaṇābhyām*—com os olhos.", "translation": "**\"'Ó Kṛṣṇa, ó tocador de flauta, a doçura de Tua tenra idade é maravilhosa dentro destes três mundos. Tu conheces Minha instabilidade, e Eu conheço a Tua. Ninguém mais sabe disso. Quero ver Teu belo e atraente rosto em algum lugar solitário, mas como isso pode ser realizado?'**", "purport": "Esta é outra citação do Kṛṣṇa-karṇāmṛta (32), de Bilvamaṅgala Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/2/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/62/", "verse_text": "tomāra mādhurī-bala, tāte mora cāpala,\n\nei dui, tumi āmi jāni\n\nkāhāṅ karoṅ kāhāṅ yāṅ, kāhāṅ gele tomā pāṅ,\n\ntāhā more kaha ta' āpani", "devanagari": "> তোমার মাধুরী-বল, তাতে মোর চাপল,\n> এই দুই, তুমি আমি জানি ৷\n> কাহাঁ করোঁ কাহাঁ যাঙ, কাহাঁ গেলে তোমা পাঙ,\n> তাহা মোরে কহ ত’ আপনি ৷৷ ৬২ ৷৷ ॥৬২॥", "synonyms": "*tomāra*—Tua; *mādhurī-bala*—força da doçura; *tāte*—nisso; *mora*—Minha; *cāpala*—impotência; *ei*—estas; *dui*—duas; *tumi*—Tu; *āmi*—Eu; *jāni*—sabemos; *kāhāṅ*—onde; *karoṅ*—faço; *kāhāṅ*—onde; *yāṅ*—vou; *kāhāṅ*—onde; *gele*—indo; *tomā*—a Ti; *pāṅ*—posso obter; *tāhā*—isso; *more*—a Mim; *kaha*—por favor dize; *ta' āpani*—Tu mesmo.", "translation": "**\"Meu querido Kṛṣṇa, somente Tu e Eu conhecemos a força de Teus belos atributos e, por causa deles, Minha instabilidade. Ora, esta é Minha posição: não sei o que fazer nem para onde ir. Onde posso encontrar-Te? Estou pedindo-Te que Me dês orientações.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/63/", "verse_text": "nānā-bhāvera prābalya, haila sandhi-śābalya,\n\nbhāve-bhāve haila mahā-raṇa\n\nautsukya, cāpalya, dainya, roṣāmarṣa ādi sainya,\n\npremonmāda--sabāra kāraṇa", "devanagari": "> নানা-ভাবের প্রাবল্য, হৈল্য সন্ধি-শাবল্য,\n> ভাবে-ভাবে হৈল মহারণ ।\n> ঔৎসুক্য, চাপল্য, দৈন্য, রোষামর্ষ আদি সৈন্য,\n> প্রেমোন্মাদ — সবার কারণ ॥৬৩॥", "synonyms": "*nānā*—várias; *bhāvera*—de êxtases; *prābalya*—a força; *haila*—houve; *sandhi*—encontro; *śābalya*—contradição; *bhāve-bhāve*—entre êxtases; *haila*—houve; *mahā-raṇa*—uma grande batalha; *autsukya*—avidez; *cāpalya*—impotência; *dainya*—humildade; *roṣa-amarṣa*—ira e impaciência; *ādi*—todos esses; *sainya*—soldados; *prema-unmāda*—loucura no amor; *sabāra*—de todos; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**Por causa das várias espécies de êxtase, ocorreram estados de espírito contraditórios, e isso resultou numa grande batalha entre diferentes tipos de êxtase. Avidez, impotência, humildade, ira e impaciência eram todas como soldados a combater, e a loucura do amor a Deus era a causa.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* afirma-se que quando êxtases semelhantes provenientes de causas distintas se encontram, chamam-se *svarūpa-sandhi.* Quando elementos opostos se encontram, quer surjam de uma causa comum ou de causas diferentes, sua conjunção é chamada *bhinna-rūpa-sandhi,* o encontro de êxtases contraditórios. A junção simultânea de diferentes êxtases — medo e felicidade, arrependimento e felicidade — chama-se encontro (*sandhi*). A palavra *śābalya* refere-se a diferentes tipos de sintomas extáticos combinados, como orgulho, desânimo, humildade, lembrança, dúvida, impaciência causada por insulto, medo, desapontamento, paciência e entusiasmo. O atrito que ocorre quando esses elementos se combinam chama-se *śābalya.* Da mesma forma, quando o desejo de ver o objeto é muito proeminente, ou quando a pessoa é incapaz de tolerar qualquer demora em ver o objeto desejado, essa incapacidade é chamada *autsukya,* ou ansiedade. Quando tal ansiedade está presente, a boca da pessoa seca, e ela se torna inquieta. Também fica tomada de angústia, e observam-se respiração ofegante e paciência. De modo semelhante, a leveza de coração causada por forte apego e forte agitação mental é chamada impotência (*cāpalya*). Observam-se falha de julgamento, mau uso das palavras e atividades obstinadas desprovidas de angústia. Da mesma forma, quando a pessoa fica excessivamente irritada com a outra parte, ocorre discurso ofensivo e abominável, e essa raiva é chamada *roṣa.* Quando a pessoa fica impaciente por ser repreendida ou insultada, o estado mental resultante é chamado *amarṣa.* Nesse estado de espírito, a pessoa transpira, tem dor de cabeça, perde a cor do corpo e experimenta angústia e o impulso de buscar o remédio. O rancor, a aversão e a repreensão são todos sintomas visíveis."}
{"ref": "cc/madhya/2/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/64/", "verse_text": "matta-gaja bhāva-gaṇa, prabhura deha--īkṣu-vana,\n\ngaja-yuddhe vanera dalana\n\nprabhura haila divyonmāda, tanu-manera avasāda,\n\nbhāvāveśe kare sambodhana", "devanagari": "> মত্তগজ ভাবগণ, প্রভুর দেহ — ইক্ষুবন,\n> গজ-যুদ্ধে বনের দলন ।\n> প্ৰভুর হৈল দিব্যোন্মাদ, তনুমনের অবসাদ,\n> ভাবাবেশে করে সম্বোধন ॥৬৪॥", "synonyms": "*matta-gaja*—elefante enlouquecido; *bhāva-gaṇa*—sintomas de êxtase; *prabhura*—do Senhor; *deha*—corpo; *ikṣu-vana*—canavial; *gaja-yuddhe*—na batalha dos elefantes; *vanera*—do bosque; *dalana*—pisoteamento; *prabhura*—do Senhor; *haila*—houve; *divya-unmāda*—loucura transcendental; *tanu-manera*—da mente e do corpo; *avasāda*—desânimo; *bhāva-āveśe*—devido à absorção em êxtase; *kare*—faz; *sambodhana*—dirigindo-se.", "translation": "**O corpo do Senhor era exatamente como um campo de cana-de-açúcar no qual entraram os elefantes enlouquecidos do êxtase. Houve uma batalha entre os elefantes, e, nesse processo, todo o campo de cana-de-açúcar foi destruído. Assim, a loucura transcendental despertou-se no corpo do Senhor, e Ele experimentou desânimo na mente e no corpo. Nessa condição extática, Ele começou a falar o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/65/", "verse_text": "he deva he dayita he bhuvanaika-bandho\n\nhe kṛṣṇa he capala he karuṇaika-sindho\n\nhe nātha he ramaṇa he nayanābhirāma\n\nhā hā kadā nu bhavitāsi padaṁ dṛśor me", "devanagari": "> হে দেব হে দয়িত হে ভুবনৈকবন্ধো\n> হে কৃষ্ণ হে চপল হে করুণৈকসিন্ধো ।\n> হে নাথ হে রমণ হে নয়নাভিরাম\n> হা হা কদা নু ভবিতাসি পদং দৃশোর্মে ॥৬৫॥", "synonyms": "*he deva*—ó Senhor; *he dayita*—ó mais querido; *he bhuvana-eka-bandho*—ó único amigo do universo; *he kṛṣṇa*—ó Senhor Kṛṣṇa; *he capala*—ó inquieto; *he karuṇa-eka-sindho*—ó oceano de misericórdia; *he nātha*—ó meu Senhor; *he ramaṇa*—ó Meu desfrutador; *he nayana-abhirāma*—ó mais belo aos Meus olhos; *hā hā*—ai de Mim; *kadā*—quando; *nu*—certamente; *bhavitā asi*—serás; *padam*—a morada; *dṛśoḥ me*—de Minha visão.", "translation": "**\"'Ó meu Senhor! Ó mais querido! Ó único amigo do universo! Ó Kṛṣṇa, ó inquieto, ó oceano de misericórdia! Ó meu Senhor, ó Meu desfrutador, ó amado de Meus olhos! Ai de Mim, quando voltarás a ser visível para Mim?'\"**", "purport": "Este é o texto 40 do Kṛṣṇa-karṇāmṛta."}
{"ref": "cc/madhya/2/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/66/", "verse_text": "unmādera lakṣaṇa, karāya kṛṣṇa-sphuraṇa,\nbhāvāveśe uṭhe praṇaya māna\nsolluṇṭha-vacana-rīti, māna, garva, vyāja-stuti,\nkabhu nindā, kabhu vā sammāna", "devanagari": "> উন্মাদের লক্ষণ, করায় কৃষ্ণ-স্ফুরণ,\n> ভাবাবেশে উঠে প্রণয় মান ৷\n> সোল্লুণ্ঠ-বচন-রীতি, মান, গর্ব, ব্যাজ-স্তুতি,\n> কভু নিন্দা, কভু বা সম্মান ৷৷ ৬৬ ৷৷ ॥৬৬॥", "synonyms": "*unmādera lakṣaṇa*—os sintomas da loucura; *karāya*—causam; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sphuraṇa*—ímpeto; *bhāva-āveśe*—num estado de êxtase; *uṭhe*—despertam; *praṇaya*—amor; *māna*—desdém; *solluṇṭha-vacana*—de desrespeito por palavras doces; *rīti*—a maneira; *māna*—honra; *garva*—orgulho; *vyāja-stuti*—oração indireta; *kabhu*—às vezes; *nindā*—blasfêmia; *kabhu*—às vezes; *vā*—ou; *sammāna*—honra.", "translation": "**Os sintomas da loucura serviam de ímpeto para a lembrança de Kṛṣṇa. O sentimento de êxtase despertava amor, desdém, difamação por palavras, orgulho, honra e oração indireta. Assim, Śrī Kṛṣṇa era ora blasfemado, ora honrado.**", "purport": "A palavra *unmāda* é explicada no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* como alegria extrema, infortúnio e perplexidade no coração devido à separação. Os sintomas de *unmāda* são rir como um louco, dançar, cantar, realizar atividades infrutíferas, falar tolices, correr, gritar e às vezes agir de maneiras contraditórias. A palavra *praṇaya* é assim explicada: quando há possibilidade de receber honra direta mas ela é evitada, esse amor é chamado *praṇaya.* Śrīla Rūpa Gosvāmī, em seu *Ujjvala-nīlamaṇi,* explica assim a palavra *māna*: quando o amante sente uma doçura nova ao trocar palavras amorosas sinceras mas deseja esconder seus sentimentos por meios indiretos, *māna* é experimentado."}
{"ref": "cc/madhya/2/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/67/", "verse_text": "tumi deva--krīḍā-rata, bhuvanera nārī yata,\ntāhe kara abhīṣṭa krīḍana\ntumi mora dayita, mote vaise tomāra cita,\nmora bhāgye kaile āgamana", "devanagari": "> তুমি দেব — ক্রীড়া-রত, ভুবনের নারী যত,\n> তাহে কর অভীষ্ট ক্রীড়ন ।\n> তুমি মোর দয়িত, মোতে বৈসে তোমার চিত,\n> মোর ভাগ্যে কৈলে আগমন ॥৬৭॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *deva*—o Senhor Supremo; *krīḍā-rata*—ocupado em Teus passatempos; *bhuvanera*—de todos os universos; *nārī*—mulheres; *yata*—todas; *tāhe*—nesses passatempos; *kara*—Tu fazes; *abhīṣṭa*—desejado; *krīḍana*—agir; *tumi*—Tu; *mora*—Meu; *dayita*—misericordioso; *mote*—para Mim; *vaise*—repousa; *tomāra*—Tua; *cita*—mente; *mora*—Minha; *bhāgye*—por fortuna; *kaile*—Tu fizeste; *āgamana*—aparecimento.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu estás ocupado em Teus passatempos e utilizas todas as mulheres do universo de acordo com Teu desejo. És tão bondoso comigo. Por favor, volta Tua atenção para Mim, pois por fortuna apareceste diante de Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/68/", "verse_text": "bhuvanera nārī-gaṇa, sabā' kara ākarṣaṇa,\ntāhāṅ kara saba samādhāna\ntumi kṛṣṇa--citta-hara, aiche kona pāmara,\ntomāre vā kebā kare māna", "devanagari": "> ভুবনের নারীগণ, সবা’ কর আকর্ষণ,\n> তাহাঁ কর সব সমাধান ৷\n> তুমি কৃষ্ণ — চিত্তহর, ঐছে কোন পামর,\n> তোমারে বা কেবা করে মান ॥৬৮॥", "synonyms": "*bhuvanera*—de todo o universo; *nārī-gaṇa*—mulheres; *sabā'*—todas; *kara*—Tu fazes; *ākarṣaṇa*—atração; *tāhāṅ*—ali; *kara*—Tu fizeste; *saba*—todos; *samādhāna*—ajuste; *tumi*—Tu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *citta-hara*—o encantador da mente; *aiche*—dessa maneira; *kona*—algum; *pāmara*—devasso; *tomāre*—a Ti; *vā*—ou; *kebā*—quem; *kare*—faz; *māna*—honra.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu atrais todas as mulheres do universo e fazes ajustes para todas elas quando aparecem. És o Senhor Kṛṣṇa e podes encantar a todos, mas, no fundo, não passas de um devasso. Quem pode honrar-Te?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/69/", "verse_text": "tomāra capala-mati, ekatra nā haya sthiti,\ntā'te tomāra nāhi kichu doṣa\ntumi ta' karuṇā-sindhu, āmāra parāṇa-bandhu,\ntomāya nāhi mora kabhu roṣa", "devanagari": "> তোমার চপল-মতি, একত্র না হয় স্থিতি,\n> তা’তে তোমার নাহি কিছু দোষ ।\n> তুমি ত’ করুণাসিন্ধু, আমার পরাণ-বন্ধু,\n> তোমায় নাহি মোর কভু রোষ ॥৬৯॥", "synonyms": "*tomāra*—Tua; *capala-mati*—mente inquieta; *ekatra*—num só lugar; *nā*—nunca; *haya*—está; *sthiti*—estabelecida; *tā'te*—nisso; *tomāra*—Tua; *nāhi*—não há; *kichu*—nenhuma; *doṣa*—falta; *tumi*—Tu és; *ta'*—certamente; *karuṇā-sindhu*—o oceano de misericórdia; *āmāra*—Meu; *parāṇa-bandhu*—amigo do coração; *tomāya*—para contigo; *nāhi*—não há; *mora*—Minha; *kabhu*—em momento algum; *roṣa*—ira.", "translation": "**\"Meu querido Kṛṣṇa, Tua mente está sempre inquieta. Não podes permanecer num só lugar, mas não és culpado por isso. És, na verdade, o oceano de misericórdia, o amigo do Meu coração. Portanto, não tenho razão alguma para Me irritar contigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/70/", "verse_text": "tumi nātha--vraja-prāṇa, vrajera kara paritrāṇa,\nbahu kārye nāhi avakāśa\ntumi āmāra ramaṇa, sukha dite āgamana,\ne tomāra vaidagdhya-vilāsa", "devanagari": "> তুমি নাথ — ব্রজপ্রাণ, ব্রজের কর পরিত্রাণ,\n> বহু কার্যে নাহি অবকাশ ।\n> তুমি আমার রমণ, সুখ দিতে আগমন,\n> এ তোমার বৈদগ্ধ্য-বিলাস ॥৭০॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *nātha*—o senhor; *vraja-prāṇa*—a vida de Vrajabhūmi (Vṛndāvana); *vrajera*—de Vraja; *kara*—faze; *paritrāṇa*—liberação; *bahu*—muitas; *kārye*—em atividades; *nāhi*—não há; *avakāśa*—descanso; *tumi*—Tu; *āmāra*—Meu; *ramaṇa*—desfrutador; *sukha*—felicidade; *dite*—dar; *āgamana*—aparecer; *e*—este; *tomāra*—Teu; *vaidagdhya-vilāsa*—atividades de transações peritas.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu és o senhor e a própria vida e alma de Vṛndāvana. Bondosamente, providencia a liberação de Vṛndāvana. Não temos horas de lazer em meio às nossas muitas atividades. Na verdade, Tu és Meu desfrutador. Apareceste apenas para Me dar felicidade, e esta é uma de Tuas atividades peritas.**", "purport": "A palavra *vaidagdhya* significa que a pessoa deve ser muito habilidosa, erudita, bem-humorada, astuta, bela e expert em manifestar caricaturas."}
{"ref": "cc/madhya/2/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/71/", "verse_text": "mora vākya nindā māni, kṛṣṇa chāḍi' gelā jāni,\nśuna, mora e stuti-vacana\nnayanera abhirāma, tumi mora dhana-prāṇa,\nhā-hā punaḥ deha daraśana", "devanagari": "> মোর বাক্য নিন্দা মানি, কৃষ্ণ ছাড়ি’ গেলা জানি,\n> শুন, মোর এ স্তুতি-বচন ।\n> নয়নের অভিরাম, তুমি মোর ধন-প্রাণ,\n> হাহা পুনঃ দেহ দরশন ॥৭১॥", "synonyms": "*mora*—Minhas; *vākya*—palavras; *nindā*—blasfêmia; *māni*—aceitando; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *chāḍi'*—abandonando; *gelā*—foi-se embora; *jāni*—eu sei; *śuna*—ouve; *mora*—Minhas; *e*—estas; *stuti-vacana*—palavras de louvor; *nayanera*—dos olhos; *abhirāma*—a satisfação; *tumi*—Tu és; *mora*—Minha; *dhana-prāṇa*—riqueza e vida; *hā-hā*—ai de Mim; *punaḥ*—novamente; *deha*—dá-Me; *daraśana*—audiência.", "translation": "**\"Tomando Minhas palavras como difamação, o Senhor Kṛṣṇa abandonou-Me. Sei que Ele Se foi, mas, por favor, ouve Minhas orações de louvor. Tu és a satisfação dos Meus olhos. És Minha riqueza e Minha vida. Ai de Mim, por favor, concede-Me Tua audiência mais uma vez.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/72/", "verse_text": "stambha, kampa, prasveda, vaivarṇya, aśru, svara-bheda,\ndeha haila pulake vyāpita\nhāse, kānde, nāce, gāya, uṭhi' iti uti dhāya,\nkṣaṇe bhūme paḍiyā mūrcchita", "devanagari": "> স্তম্ভ, কম্প, প্রস্বেদ, বৈবর্ণ্য, অশ্রু, স্বরভেদ,\n> দেহ হৈল পুলকে ব্যাপিত ৷\n> হাসে, কান্দে, নাচে, গায়, উঠি’ ইতি উতি ধায়,\n> ক্ষণে ভূমে পড়িয়া মূর্চ্ছিত ৷৷ ৭২ ৷৷ ॥৭২॥", "synonyms": "*stambha*—estar atônito; *kampa*—tremor; *prasveda*—transpiração; *vaivarṇya*—desvanecimento da cor; *aśru*—lágrimas; *svara-bheda*—embargo da voz; *deha*—corpo; *haila*—estava; *pulake*—de júbilo; *vyāpita*—tomado; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *uṭhi'*—levantando-se; *iti uti*—de um lado para outro; *dhāya*—corre; *kṣaṇe*—às vezes; *bhūme*—no chão; *paḍiyā*—caindo; *mūrcchita*—inconsciente.", "translation": "**Houve diferentes transformações no corpo do Senhor Caitanya Mahāprabhu: ficar imóvel, tremer, transpirar, perder a cor, chorar e engasgar. Dessa forma, todo o Seu corpo era tomado por alegria transcendental. Em consequência, às vezes o Senhor Caitanya Mahāprabhu ria, às vezes chorava, às vezes dançava e às vezes cantava. Por vezes Ele se levantava e corria de um lado para outro, e por vezes caía no chão e perdia a consciência.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, descrevem-se oito tipos de transformação transcendental que ocorrem no corpo. Stambha, ficar atônito, refere-se a a mente tornar-se transcendentalmente absorta. Nesse estado, a mente serena pousa sobre o ar vital, e manifestam-se diferentes transformações corporais. Esses sintomas são visíveis no corpo de um devoto avançado. Quando a vida se torna quase inativa, isso se chama \"estar atônito\". As emoções resultantes dessa condição são júbilo, medo, espanto, melancolia e ira. Nessa condição, perde-se o poder da fala e não há movimento nas mãos e nas pernas. De resto, estar atônito é uma condição mental. Muitos outros sintomas tornam-se visíveis por todo o corpo no início. Estes são muito sutis, mas gradualmente se tornam bem evidentes. Quando alguém não consegue falar, naturalmente seus sentidos ativos ficam paralisados, e os sentidos que adquirem conhecimento ficam inoperantes. Kampa, o tremor do corpo, é mencionado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* como resultado de uma espécie especial de medo, ira e júbilo. Isso se chama vepathu, ou kampa. Quando o corpo começa a transpirar devido à combinação de júbilo, medo e ira, isso se chama sveda. Vaivarṇya é descrito como uma mudança na cor corporal. É causado por uma combinação de melancolia, ira e medo. Quando se experimentam essas emoções, a tez fica pálida e o corpo fica magro e franzino. Aśru é explicado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* como uma combinação de júbilo, ira e melancolia que faz a água fluir dos olhos sem esforço. Quando há júbilo e há lágrimas nos olhos, a temperatura das lágrimas é fria, mas, quando há ira, as lágrimas são quentes. Em ambos os casos, os olhos ficam inquietos, os globos oculares ficam vermelhos e há coceira. Estes são todos sintomas de aśru. Quando há uma combinação de melancolia, espanto, ira, júbilo e medo, há um embargo na voz. Esse embargo chama-se gadgada. Śrī Caitanya Mahāprabhu refere-se a gadgada-ruddhayā girā, ou \"uma voz vacilante\". No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, pulaka é descrito como júbilo, encorajamento e medo. Quando estes se combinam, os pelos do corpo ficam arrepiados, e esse estado corporal chama-se pulaka."}
{"ref": "cc/madhya/2/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/73/", "verse_text": "mūrcchāya haila sākṣātkāra, uṭhi' kare huhuṅkāra,\nkahe--ei āilā mahāśaya\nkṛṣṇera mādhurī-guṇe, nānā bhrama haya mane,\nśloka paḍi' karaye niścaya", "devanagari": "> মূর্চ্ছায় হৈল সাক্ষাৎকার, উঠি’ করে হুহুঙ্কার,\n> কহে — এই আইলা মহাশয় ।\n> কৃষ্ণের মাধুরী-গুণে, নানা ভ্রম হয় মনে,\n> শ্লোক পড়ি’ করয়ে নিশ্চয় ॥৭৩॥", "synonyms": "*mūrcchāya*—no desmaio; *haila*—houve; *sākṣātkāra*—encontro direto; *uṭhi'*—levantando-se; *kare*—faz; *hu-huṅ-kāra*—som tumultuoso; *kahe*—diz; *ei*—assim; *āilā*—Ele veio; *mahā-āśaya*—a grande personalidade; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mādhurī*—doçura; *guṇe*—pelas qualidades; *nānā*—vários; *bhrama*—enganos; *haya*—são; *mane*—na mente; *śloka*—o verso; *paḍi'*—lendo; *karaye*—faz; *niścaya*—certificação.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estava assim inconsciente, sucedeu de Ele encontrar-Se com a Suprema Personalidade de Deus. Por conseguinte, Ele Se levantou e imediatamente produziu um som tumultuoso, declarando bem alto: \"Agora Kṛṣṇa, a grande personalidade, está presente.\" Dessa maneira, devido às doces qualidades de Kṛṣṇa, Caitanya Mahāprabhu cometia diferentes tipos de enganos em Sua mente. Assim, recitando o verso seguinte, Ele certificava a presença do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/74/", "verse_text": "māraḥ svayaṁ nu madhura-dyuti-maṇḍalaṁ nu\nmādhuryam eva nu mano-nayanāmṛtaṁ nu\nveṇī-mṛjo nu mama jīvita-vallabho nu\nkṛṣṇo 'yam abhyudayate mama locanāya", "devanagari": "> মারঃ স্বয়ং নু মধুরদ্যুতিমণ্ডলং নু\n> মাধুর্যমেব নু মনোনয়নামৃতং নু ।\n> বেণীমৃজো নু মম জীবিতবল্লভো নু\n> কৃষ্ণোঽয়মভ্যুদয়তে মম লোচনায় ॥৭৪॥", "synonyms": "*māraḥ*—Cupido; *svayam*—pessoalmente; *nu*—se; *madhura*—doce; *dyuti*—de refulgência; *maṇḍalam*—círculo; *nu*—se; *mādhuryam*—doçura; *eva*—mesmo; *nu*—certamente; *manaḥ-nayana-amṛtam*—néctar para a mente e os olhos; *nu*—se; *veṇī-mṛjaḥ*—o soltar do cabelo; *nu*—se; *mama*—Meu; *jīvita-vallabhaḥ*—o prazer da vida e da alma; *nu*—se; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *ayam*—este; *abhyudayate*—manifesta-se; *mama*—Meus; *locanāya*—para os olhos.", "translation": "**Na atitude de Rādhārāṇī, Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se às gopīs: \" 'Minhas queridas amigas, onde está aquele Kṛṣṇa, o Cupido personificado, que tem a refulgência de uma flor kadamba, que é a própria doçura, o néctar dos Meus olhos e da Minha mente, Aquele que solta o cabelo das gopīs, que é a fonte suprema de bem-aventurança transcendental e a Minha própria vida e alma? Apareceu Ele novamente diante de Meus olhos?' \"**", "purport": "Este é outro verso do Kṛṣṇa-karṇāmṛta (68)."}
{"ref": "cc/madhya/2/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/75/", "verse_text": "kibā ei sākṣāt kāma, dyuti-bimba mūrtimān,\nki mādhurya svayaṁ mūrtimanta\nkibā mano-netrotsava, kibā prāṇa-vallabha,\nsatya kṛṣṇa āilā netrānanda", "devanagari": "> কিবা এই সাক্ষাত্ কাম, দ্যুতিবিম্ব মূর্তিমান্,\n> কি মাধুর্য স্বয়ং মূর্তিমন্ত ।\n> কিবা মনো-নেত্রোৎসব, কিবা প্রাণবল্লভ,\n> সত্য কৃষ্ণ আইলা নেত্রানন্দ ॥৭৫॥", "synonyms": "*kibā*—se; *ei*—este; *sākṣāt*—diretamente; *kāma*—Cupido; *dyuti-bimba*—reflexo da refulgência; *mūrtimān*—personificado; *ki*—se; *mādhurya*—doçura; *svayam*—pessoalmente; *mūrtimanta*—personificada; *kibā*—se; *manaḥ-netra-utsava*—festival da mente e dos olhos; *kibā*—se; *prāṇa-vallabha*—Minha vida e alma; *satya*—verdadeiramente; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *āilā*—veio; *netra-ānanda*—o prazer dos Meus olhos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então começava a falar assim: \"Estará o Cupido personificado presente com a refulgência e o reflexo da árvore kadamba? Será Ele a mesma pessoa, a doçura personificada, que é o prazer dos Meus olhos e da Minha mente, que é a Minha vida e alma? Terá Kṛṣṇa realmente aparecido diante de Meus olhos?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/76/", "verse_text": "guru--nānā bhāva-gaṇa, śiṣya--prabhura tanu-mana,\nnānā rīte satata nācāya\nnirveda, viṣāda, dainya, cāpalya, harṣa, dhairya, manyu,\nei nṛtye prabhura kāla yāya", "devanagari": "> গুরু — নানা ভাবগণ, শিষ্য — প্রভুর তনু-মন,\n> নানা রীতে সতত নাচায় ৷\n> নির্বেদ, বিষাদ, দৈন্য, চাপল্য, হর্ষ, ধৈর্য, মন্যু,\n> এই নৃত্যে প্রভুর কাল যায় ৷৷ ৭৬ ৷৷ ॥৭৬॥", "synonyms": "*guru*—o mestre; *nānā*—vários; *bhāva-gaṇa*—êxtases; *śiṣya*—discípulos; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *tanu-mana*—corpo e mente; *nānā*—várias; *rīte*—de maneiras; *satata*—sempre; *nācāya*—faz dançar; *nirveda*—desânimo; *viṣāda*—melancolia; *dainya*—humildade; *cāpalya*—inquietação; *harṣa*—júbilo; *dhairya*—perseverança; *manyu*—ira; *ei*—esta; *nṛtye*—na dança; *prabhura*—do Senhor; *kāla*—tempo; *yāya*—passa.", "translation": "**Assim como o mestre espiritual castiga o discípulo e lhe ensina a arte do serviço devocional, todos os sintomas extáticos do Senhor Caitanya Mahāprabhu — incluindo desânimo, melancolia, humildade, inquietação, júbilo, perseverança e ira — instruíam Seu corpo e Sua mente. Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu passava Seu tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/77/", "verse_text": "caṇḍīdāsa, vidyāpati, rāyera nāṭaka-gīti,\nkarṇāmṛta, śrī-gīta-govinda\nsvarūpa-rāmānanda-sane, mahāprabhu rātri-dine,\ngāya, śune--parama ānanda", "devanagari": "> চণ্ডীদাস, বিদ্যাপতি, রায়ের নাটক-গীতি,\n> কর্ণামৃত, শ্রীগীতগোবিন্দ ।\n> স্বরূপ-রামানন্দ-সনে, মহাপ্রভু রাত্রি-দিনে,\n> গায়, শুনে — পরম আনন্দ ॥৭৭॥", "synonyms": "*caṇḍīdāsa*—o poeta Caṇḍīdāsa; *vidyāpati*—o poeta Vidyāpati; *rāyera*—do poeta Rāya Rāmānanda; *nāṭaka*—o Jagannātha-vallabha-nāṭaka; *gīti*—canções; *karṇāmṛta*—o Kṛṣṇa-karṇāmṛta de Bilvamaṅgala Ṭhākura; *śrī-gīta-govinda*—o Gīta-govinda, de Jayadeva Gosvāmī; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *rāmānanda-sane*—com Rāya Rāmānanda; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rātri-dine*—dia e noite; *gāya*—canta; *śune*—ouve; *parama ānanda*—com grande prazer.", "translation": "**Ele também passava Seu tempo lendo os livros e cantando as canções de Caṇḍīdāsa e Vidyāpati, e ouvindo passagens do Jagannātha-vallabha-nāṭaka, do Kṛṣṇa-karṇāmṛta e do Gīta-govinda. Assim, na companhia de Svarūpa Dāmodara e Rāya Rāmānanda, Śrī Caitanya Mahāprabhu passava Seus dias e noites cantando e ouvindo com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/78/", "verse_text": "purīra vātsalya mukhya, rāmānandera śuddha-sakhya,\ngovindādyera śuddha-dāsya-rasa\ngadādhara, jagadānanda, svarūpera mukhya rasānanda,\nei cāri bhāve prabhu vaśa", "devanagari": "> পুরীর বাৎসল্য মুখ্য, রামানন্দের শুদ্ধসখ্য,\n> গোবিন্দাদ্যের শুদ্ধদাস্যরস ।\n> গদাধর, জগদানন্দ, স্বরূপের মুখ্য রসানন্দ,\n> এই চারি ভাবে প্রভু বশ ॥৭৮॥", "synonyms": "*purīra*—de Paramānanda Purī; *vātsalya*—afeição paternal; *mukhya*—principalmente; *rāmānandera*—de Rāya Rāmānanda; *śuddha-sakhya*—fraternidade pura; *govinda-ādyera*—de Govinda e outros; *śuddha-dāsya-rasa*—a doçura pura e imaculada do serviço; *gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *mukhya*—principalmente; *rasa-ānanda*—saborear o prazer do amor conjugal; *ei*—estas; *cāri*—em quatro; *bhāve*—condições extáticas; *prabhu*—o Senhor; *vaśa*—tornou-se obrigado.", "translation": "**Entre Seus associados, o Senhor Caitanya Mahāprabhu desfrutava de afeição paternal amorosa de Paramānanda Purī, afeição amistosa com Rāmānanda Rāya, serviço puro de Govinda e outros, e os humores do amor conjugal com Gadādhara, Jagadānanda e Svarūpa Dāmodara. Śrī Caitanya Mahāprabhu desfrutava de todos esses quatro rasas e, assim, permanecia grato a Seus devotos.**", "purport": "Diz-se que Paramānanda Purī foi Uddhava em Vṛndāvana. Suas afeições por Śrī Caitanya Mahāprabhu estavam na plataforma do amor paternal. Isso se devia ao fato de Paramānanda Purī ser irmão espiritual do mestre espiritual de Śrī Caitanya Mahāprabhu. De modo semelhante, Rāmānanda Rāya, considerado uma encarnação de Arjuna e, por alguns, uma encarnação de Viśākhādevī, desfrutava de imaculado amor fraternal pelo Senhor. O serviço pessoal imaculado era desfrutado por Govinda e outros. Na presença de Seus devotos mais íntimos, como Gadādhara Paṇḍita, Jagadānanda e Svarūpa Dāmodara, Caitanya Mahāprabhu desfrutava das condições extáticas de Śrīmatī Rādhārāṇī em Sua relação conjugal com Kṛṣṇa. Absorto nestes quatro doces sabores transcendentais, Śrī Caitanya Mahāprabhu residia em Jagannātha Purī, sentindo-se muito grato a Seus devotos."}
{"ref": "cc/madhya/2/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/79/", "verse_text": "līlāśuka--martya-jana, tāṅra haya bhāvodgama,\nīśvare se--ki ihā vismaya\ntāhe mukhya-rasāśraya, ha-iyāchena mahāśaya,\ntāte haya sarva-bhāvodaya", "devanagari": "> লীলাশুক মর্ত্যজন, তাঁর হয় ভাবোদ্গম,\n> ঈশ্বরে সে — কি ইহা বিস্ময় ৷\n> তাহে মুখ্য-রসাশ্রয়, হইয়াছেন মহাশয়,\n> তাতে হয় সর্বভাবোদয় ৷৷ ৭৯ ৷৷ ॥৭৯॥", "synonyms": "*līlā-śuka*—Bilvamaṅgala Ṭhākura; *martya-jana*—uma pessoa deste mundo; *tāṅra*—dele; *haya*—há; *bhāva-udgama*—manifestação de diferentes êxtases; *īśvare*—no Senhor Supremo; *se*—isso; *ki*—o que; *ihā*—aqui; *vismaya*—surpreendente; *tāhe*—nisso; *mukhya*—principal; *rasa-āśraya*—das doçuras; *ha-iyāchena*—tornou-Se; *mahā-āśaya*—a grande personalidade Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāte*—portanto; *haya*—há; *sarva-bhāva-udaya*—uma manifestação de todos os êxtases.", "translation": "**Līlāśuka [Bilvamaṅgala Ṭhākura] era um ser humano comum e, ainda assim, desenvolveu em seu corpo muitos sintomas extáticos. O que, então, há de tão surpreendente em que tais sintomas se manifestem no corpo da Suprema Personalidade de Deus? No estado de espírito extático do amor conjugal, Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrava-Se na mais elevada plataforma; portanto, todos os êxtases exuberantes eram naturalmente visíveis em Seu corpo.**", "purport": "Līlāśuka é Bilvamaṅgala Ṭhākura Gosvāmī. Ele era um sul-indiano, um brāhmaṇa, e seu nome anterior era Śilhaṇa Miśra. Quando era chefe de família, sentiu-se atraído por uma prostituta chamada Cintāmaṇi, mas, com o tempo, seguiu o conselho dela e tornou-se renunciado. Assim, escreveu um livro chamado *Śānti-śataka* e, mais tarde, pela misericórdia do Senhor Kṛṣṇa e dos vaiṣṇavas, tornou-se um grande devoto. Dessa forma, ficou famoso como Bilvamaṅgala Ṭhākura Gosvāmī. Nessa plataforma elevada, escreveu um livro chamado *Kṛṣṇa-karṇāmṛta*, que é muito famoso entre os vaiṣṇavas. Visto que exibia tantos sintomas extáticos, as pessoas costumavam chamá-lo de Līlāśuka."}
{"ref": "cc/madhya/2/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/80/", "verse_text": "pūrve vraja-vilāse, yei tina abhilāṣe,\nyatneha āsvāda nā haila\nśrī-rādhāra bhāva-sāra, āpane kari' aṅgīkāra,\nsei tina vastu āsvādila", "devanagari": "> পূর্বে ব্ৰজবিলাসে, যেই তিন অভিলাষে,\n> যত্নেহ আস্বাদ না হৈল ।\n> শ্রীরাধার ভাবসার, আপনে করি’ অঙ্গীকার,\n> সেই তিন বস্তু আস্বাদিল ॥৮০॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *vraja-vilāse*—nos passatempos de Vṛndāvana; *yei tina*—aqueles três; *abhilāṣe*—em desejos; *yatneha*—por grande esforço; *āsvāda*—saborear; *nā haila*—não houve; *śrī-rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva-sāra*—a essência do êxtase; *āpane*—pessoalmente; *kari'*—fazendo; *aṅgīkāra*—aceitação; *sei*—aqueles; *tina vastu*—três assuntos; *āsvādila*—saboreou.", "translation": "**Durante Seus passatempos anteriores em Vṛndāvana, o Senhor Kṛṣṇa desejou desfrutar dos três diferentes tipos de êxtase, mas, apesar de grande esforço, não pôde saboreá-los. Tais êxtases são monopólio de Śrīmatī Rādhārāṇī. Portanto, a fim de saboreá-los, Śrī Kṛṣṇa aceitou a posição de Śrīmatī Rādhārāṇī sob a forma de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/81/", "verse_text": "āpane kari' āsvādane, śikhāila bhakta-gaṇe,\nprema-cintāmaṇira prabhu dhanī\nnāhi jāne sthānāsthāna, yāre tāre kaila dāna,\nmahāprabhu--dātā-śiromaṇi", "devanagari": "> আপনে করি’ আস্বাদনে, শিখাইল ভক্তগণে,\n> প্রেমচিন্তামণির প্রভু ধনী ।\n> নাহি জানে স্থানাস্থান, যারে তারে কৈল দান,\n> মহাপ্রভু — দাতা-শিরোমণি ॥৮১॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *kari'*—fazendo; *āsvādane*—saboreando; *śikhāila*—Ele ensinou; *bhakta-gaṇe*—a Seus discípulos diretos; *prema-cintāmaṇira*—da pedra filosofal do amor a Deus; *prabhu*—o Senhor; *dhanī*—capitalista; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *sthāna-asthāna*—o lugar apropriado ou inapropriado; *yāre*—a quem quer que seja; *tāre*—a ele; *kaila*—fez; *dāna*—caridade; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dātā-śiromaṇi*—a personalidade mais magnânima.", "translation": "**Degustando pessoalmente os rasas do amor por Deus, Caitanya Mahāprabhu ensinou o processo a Seus discípulos diretos. Śrī Caitanya Mahāprabhu é a encarnação mais munificente da pedra filosofal do amor por Deus. Sem considerar se alguém é um receptor adequado ou inadequado, Ele distribui Seu tesouro a qualquer pessoa e a todos. Assim, Ele é o mais munificente.**", "purport": "O capital de Śrī Caitanya Mahāprabhu é a pedra filosofal do amor por Deus e, por conseguinte, Ele é um grande possuidor desse tesouro transcendental. Após produzir quantidades ilimitadas de ouro, a pedra filosofal permanece a mesma. De modo semelhante, Śrī Caitanya Mahāprabhu, embora distribuindo o amor por Deus de forma ilimitada, continuava sendo o proprietário supremo dessa opulência transcendental. Seus devotos, que o aprenderam d'Ele, também tinham de distribuí-lo munificamente por todo o mundo. Este movimento para a consciência de Kṛṣṇa, seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Seus devotos confidenciais, também está tentando distribuir o amor por Deus por todo o mundo por meio do canto dos santos nomes do Senhor — Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare."}
{"ref": "cc/madhya/2/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/82/", "verse_text": "ei gupta bhāva-sindhu, brahmā nā pāya eka bindu,\nhena dhana vilāila saṁsāre\naiche dayālu avatāra, aiche dātā nāhi āra,\nguṇa keha nāre varṇibāre", "devanagari": "> এই গুপ্ত ভাব-সিন্ধু, ব্রহ্মা না পায় এক বিন্দু,\n> হেন ধন বিলাইল সংসারে ।\n> ঐছে দয়ালু অবতার, ঐছে দাতা নাহি আর,\n> গুণ কেহ নারে বর্ণিবারে ॥৮২॥", "synonyms": "*ei*—este; *gupta*—confidencial; *bhāva-sindhu*—oceano de êxtases; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *nā*—não; *pāya*—obtém; *eka*—uma; *bindu*—gota; *hena*—tal; *dhana*—riqueza; *vilāila*—distribuiu; *saṁsāre*—por todo o mundo; *aiche*—tal; *dayālu*—misericordiosa; *avatāra*—encarnação; *aiche*—tal; *dātā*—doador caridoso; *nāhi*—não há; *āra*—nenhum outro; *guṇa*—esta qualidade; *keha*—ninguém; *nāre*—não é capaz; *varṇibāre*—de descrever.", "translation": "**Ninguém, nem mesmo o Senhor Brahmā, pode avaliar ou sequer saborear uma gota deste confidencial oceano de êxtase, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu, por Sua misericórdia imotivada, distribuiu este amor a Deus por todo o mundo. Assim, não pode haver encarnação mais magnânima do que Śrī Caitanya Mahāprabhu. Não há doador maior. Quem pode descrever Suas qualidades transcendentais?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/83/", "verse_text": "kahibāra kathā nahe, kahile keha nā bujhaye,\naiche citra caitanyera raṅga\nsei se bujhite pāre, caitanyera kṛpā yāṅre,\nhaya tāṅra dāsānudāsa-saṅga", "devanagari": "> কহিবার কথা নহে, কহিলে কেহ না বুঝয়ে,\n> ঐছে চিত্র চৈতন্যের রঙ্গ ।\n> সেই সে বুঝিতে পারে, চৈতন্যের কৃপা যাঁরে,\n> হয় তাঁর দাসানুদাস-সঙ্গ ॥৮৩॥", "synonyms": "*kahibāra kathā nahe*—não é assunto para descrever livremente; *kahile*—se for dito; *keha*—alguém; *nā bujhaye*—não compreende; *aiche*—dessa maneira; *citra*—maravilhosos; *caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *raṅga*—passatempos; *sei se*—quem quer que seja; *bujhite*—compreender; *pāre*—é capaz; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—a misericórdia; *yāṅre*—a quem; *haya*—torna-se; *tāṅra*—Sua; *dāsa-anudāsa-saṅga*—associação com o servo do servo.", "translation": "**Tais tópicos não devem ser discutidos livremente, porque, se o forem, ninguém os compreenderá. Assim são os maravilhosos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Àquele que é capaz de compreender, Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu Sua misericórdia, dando-lhe a associação do servo de Seu próprio servo.**", "purport": "Uma pessoa comum não pode compreender os êxtases transcendentais no modo de Śrīmatī Rādhārāṇī. As pessoas inaptas que se valem deles desviam-se em direção aos sahajiyās, bāulas e outras sampradāyas. Dessa maneira, os ensinamentos são pervertidos. Mesmo os eruditos acadêmicos não podem compreender a bem-aventurança e o êxtase transcendentais exibidos por Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos puros. É preciso estar apto para compreender o significado das atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/2/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/84/", "verse_text": "caitanya-līlā-ratna-sāra, svarūpera bhāṇḍāra,\nteṅho thuilā raghunāthera kaṇṭhe\ntāhāṅ kichu ye śuniluṅ, tāhā ihāṅ vistāriluṅ,\nbhakta-gaṇe diluṅ ei bheṭe", "devanagari": "> চৈতন্যলীলা-রত্ন-সার, স্বরূপের ভাণ্ডার,\n> তেঁহো থুইলা রঘুনাথের কণ্ঠে ।\n> তাহাঁ কিছু যে শুনিলুঁ, তাহা ইহাঁ বিস্তারিলুঁ,\n> ভক্তগণে দিলুঁ এই ভেটে ॥৮৪॥", "synonyms": "*caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Caitanya; *ratna-sāra*—a joia suprema; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *bhāṇḍāra*—do depósito; *teṅho*—ele; *thuilā*—guardou; *raghunāthera kaṇṭhe*—na garganta de Raghunātha dāsa Gosvāmī; *tāhāṅ*—ali; *kichu ye*—o pouco que; *śuniluṅ*—ouvi; *tāhā*—somente isso; *ihāṅ*—neste livro; *vistāriluṅ*—descrevi; *bhakta-gaṇe*—aos devotos puros; *diluṅ*—dei; *ei*—esta; *bheṭe*—apresentação.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são a suprema das joias. Foram guardados no depósito de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, que os explicou a Raghunātha dāsa Gosvāmī, o qual os repetiu a mim. O pouco que ouvi de Raghunātha dāsa Gosvāmī descrevi neste livro, que é apresentado a todos os devotos.**", "purport": "Todas as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu foram anotadas por Seu secretário pessoal, Svarūpa Dāmodara, e repetidas a Raghunātha dāsa Gosvāmī, que as memorizou. Tudo o que Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī ouviu está registrado no Śrī *Caitanya-caritāmṛta*. Isso se chama o sistema paramparā, de Śrī Caitanya Mahāprabhu a Svarūpa Dāmodara, a Raghunātha dāsa Gosvāmī e a Kavirāja Gosvāmī. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī distribuiu esta informação em seu livro *Caitanya-caritāmṛta*. Em outras palavras, o *Caitanya-caritāmṛta* é a essência da instrução transmitida através do sistema paramparā da sucessão discipular que provém de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/2/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/85/", "verse_text": "yadi keha hena kaya, grantha kaila śloka-maya,\nitara jane nāribe bujhite\nprabhura yei ācaraṇa, sei kari varṇana,\nsarva-citta nāri ārādhite", "devanagari": "> যদি কেহ হেন কয়, গ্রন্থ কৈল শ্লোকময়,\n> ইতর জনে নারিবে বুঝিতে ৷\n> প্ৰভুর যেই আচরণ, সেই করি বর্ণন,\n> সর্ব-চিত্ত নারি আরাধিতে ॥৮৫॥", "synonyms": "*yadi*—se; *keha*—alguém; *hena*—assim; *kaya*—diz; *grantha*—este livro; *kaila*—foi feito; *śloka-maya*—com vários versos sânscritos; *itara*—comuns; *jane*—pessoas; *nāribe bujhite*—não serão capazes de compreender; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yei*—quaisquer; *ācaraṇa*—atividades; *sei*—essas; *kari*—faço; *varṇana*—descrição; *sarva-citta*—todos os corações; *nāri*—sou incapaz; *ārādhite*—de satisfazer.", "translation": "**Se alguém disser que o Śrī *Caitanya-caritāmṛta* está repleto de versos sânscritos e, portanto, não é compreensível para o homem comum, respondo que o que descrevi são os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e que, para mim, satisfazer a todos não é possível.**", "purport": "Śrīla Kavirāja Gosvāmī, e aquele que segue suas pegadas, não precisa agradar ao público. Sua tarefa é simplesmente satisfazer os ācāryas anteriores e descrever os passatempos do Senhor. Aquele que é capaz de compreender pode saborear esta sublime literatura transcendental, que, na verdade, não se destina a pessoas comuns como eruditos e literatos. Em geral, os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu registrados no *Caitanya-caritāmṛta* são estudados nas universidades e nos círculos acadêmicos de um ponto de vista literário e histórico, mas, na realidade, o *Caitanya-caritāmṛta* não é assunto para pesquisadores ou eruditos literários. Destina-se simplesmente àqueles devotos que dedicaram suas vidas ao serviço de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/2/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/86/", "verse_text": "nāhi kāhāṅ savirodha, nāhi kāhāṅ anurodha,\nsahaja vastu kari vivaraṇa\nyadi haya rāgoddeśa, tāhāṅ haye āveśa,\nsahaja vastu nā yāya likhana", "devanagari": "> নাহি কাহাঁ সবিরোধ, নাহি কাহাঁ অনুরোধ,\n> সহজ বস্তু করি বিবরণ ।\n> যদি হয় রাগোদ্দেশ, তাহাঁ হয়ে আবেশ,\n> সহজ বস্তু না যায় লিখন ॥৮৬॥", "synonyms": "*nāhi*—não há; *kāhāṅ*—em parte alguma; *sa-virodha*—elemento contrário; *nāhi*—não há; *kāhāṅ*—em parte alguma; *anurodha*—aceitação da opinião de alguém; *sahaja*—simples; *vastu*—substância; *kari*—faço; *vivaraṇa*—descrição; *yadi*—se; *haya*—houver; *rāga-uddeśa*—a atração ou a obstrução de alguém; *tāhāṅ*—ali; *haye*—tornando-se; *āveśa*—envolvido; *sahaja*—simples; *vastu*—substância; *nā yāya*—não é possível; *likhana*—a escrita.", "translation": "**Neste *Caitanya-caritāmṛta* não há nenhuma conclusão contraditória, nem se aceita a opinião de quem quer que seja. Escrevi este livro para descrever a substância simples tal como a ouvi de meus superiores. Se eu me envolver nas preferências e aversões de alguém, não poderei de modo algum escrever a verdade simples.**", "purport": "A coisa mais simples para os seres humanos é seguir seus predecessores. Julgar segundo os sentidos mundanos não é um processo nada fácil. Tudo o que é despertado pelo apego ao próprio predecessor é a senda do serviço devocional, como indicado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. O autor diz, contudo, que não pode considerar as opiniões daqueles que se sentem atraídos ou repelidos por tais coisas, pois não se pode escrever de maneira imparcial dessa forma. Em outras palavras, o autor afirma que não injetou opinião pessoal no *Caitanya-caritāmṛta*. Ele simplesmente descreveu sua compreensão espontânea recebida de seus superiores. Se tivesse sido arrastado pelas preferências e aversões de alguém, não poderia ter escrito sobre um assunto tão sublime de maneira tão simples. Os fatos verdadeiros são compreensíveis para os devotos genuínos. Quando esses fatos são registrados, mostram-se muito agradáveis aos devotos, mas aquele que não é devoto não consegue compreendê-los. Tal é o assunto a ser percebido. A erudição mundana e seus apegos e desapegos concomitantes não podem despertar o amor espontâneo a Deus. Tal amor não pode ser descrito por um erudito mundano."}
{"ref": "cc/madhya/2/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/87/", "verse_text": "yebā nāhi bujhe keha, śunite śunite seha,\nki adbhuta caitanya-carita\nkṛṣṇe upajibe prīti, jānibe rasera rīti,\nśunilei baḍa haya hita", "devanagari": "> যেবা নাহি বুঝে কেহ, শুনিতে শুনিতে সেহ,\n> কি অদ্ভুত চৈতন্যচরিত ।\n> কৃষ্ণে উপজিবে প্রীতি, জানিবে রসের রীতি,\n> শুনিলেই বড় হয় হিত ॥৮৭॥", "synonyms": "*yebā*—quem quer que seja; *nāhi*—não; *bujhe*—compreende; *keha*—alguém; *śunite śunite*—ouvindo e ouvindo; *seha*—ele; *ki*—que; *adbhuta*—maravilhosos; *caitanya-carita*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *upajibe*—desenvolverá; *prīti*—amor; *jānibe*—compreenderá; *rasera*—das doçuras transcendentais; *rīti*—as formas; *śunilei*—simplesmente por ouvir; *baḍa*—grande; *haya*—há; *hita*—benefício.", "translation": "**Se alguém não compreender no início, mas continuar a ouvir repetidas vezes, os maravilhosos efeitos dos passatempos do Senhor Caitanya despertarão o amor por Kṛṣṇa. Gradualmente, a pessoa chegará a compreender os romances amorosos entre Kṛṣṇa e as gopīs e os demais associados de Vṛndāvana. Aconselha-se a todos que continuem a ouvir repetidas vezes, a fim de obterem grande benefício.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/88/", "verse_text": "bhāgavata--śloka-maya, ṭīkā tāra saṁskṛta haya,\ntabu kaiche bujhe tri-bhuvana\nihāṅ śloka dui cāri, tāra vyākhyā bhāṣā kari,\nkene nā bujhibe sarva-jana", "devanagari": "> ভাগবত — শ্লোকময়, টীকা তার সংস্কৃত হয়,\n> তবু কৈছে বুঝে ত্রিভুবন ।\n> ইহাঁ শ্লোক দুই চারি, তার ব্যাখ্যা ভাষা করি,\n> কেনে না বুঝিবে সর্বজন ॥৮৮॥", "synonyms": "*bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavatam; *śloka-maya*—pleno de versos sânscritos; *ṭīkā*—comentários; *tāra*—disso; *saṁskṛta*—língua sânscrita; *haya*—há; *tabu*—ainda; *kaiche*—como; *bujhe*—compreende; *tri-bhuvana*—o mundo inteiro; *ihāṅ*—neste; *śloka*—versos; *dui cāri*—uns poucos; *tāra*—deles; *vyākhyā*—explicação; *bhāṣā*—em linguagem simples; *kari*—faço; *kene*—por que; *nā*—não; *bujhibe*—compreenderão; *sarva-jana*—todas as pessoas.", "translation": "**Em resposta àqueles críticos que dizem que o Śrī *Caitanya-caritāmṛta* está repleto de versos sânscritos, pode-se dizer que o *Śrīmad-Bhāgavatam* também está repleto de versos sânscritos, assim como os comentários ao *Śrīmad-Bhāgavatam*. Não obstante, o *Śrīmad-Bhāgavatam* pode ser compreendido por todos, bem como pelos devotos avançados que estudam os comentários sânscritos. Por que, então, as pessoas não compreenderão o *Caitanya-caritāmṛta*? Há apenas uns poucos versos sânscritos, e estes foram explicados na língua vernácula bengali. Qual é a dificuldade em compreendê-lo?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/89/", "verse_text": "śeṣa-līlāra sūtra-gaṇa, kailuṅ kichu vivaraṇa,\nihāṅ vistārite citta haya\nthāke yadi āyuḥ-śeṣa, vistāriba līlā-śeṣa,\nyadi mahāprabhura kṛpā haya", "devanagari": "> শেষ-লীলার সূত্রগণ, কৈলুঁ কিছু বিবরণ,\n> ইহাঁ বিস্তারিতে চিত্ত হয় ।\n> থাকে যদি আয়ুঃ-শেষ, বিস্তারিব লীলা-শেষ,\n> যদি মহাপ্রভুর কৃপা হয় ॥৮৯॥", "synonyms": "*śeṣa-līlāra*—dos passatempos do final; *sūtra-gaṇa*—os códigos; *kailuṅ*—fiz; *kichu*—alguma; *vivaraṇa*—descrição; *ihāṅ*—aqui; *vistārite*—expandir cada vez mais; *citta haya*—há um desejo; *thāke*—permanece; *yadi*—se; *āyuḥ-śeṣa*—o final da vida; *vistāriba*—descreverei; *līlā*—passatempos; *śeṣa*—no final; *yadi*—se; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—misericórdia; *haya*—houver.", "translation": "**Já apresentei uma sinopse de todos os fatos e eventos dos últimos passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, e tenho o desejo de descrevê-los de maneira elaborada. Se eu permanecer por mais tempo e for afortunado o suficiente para receber a misericórdia do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, tentarei descrevê-los novamente de forma ainda mais detalhada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/90/", "verse_text": "āmi vṛddha jarātura, likhite kāṅpaye kara,\nmane kichu smaraṇa nā haya\nnā dekhiye nayane, nā śuniye śravaṇe,\ntabu likhi'--e baḍa vismaya", "devanagari": "> আমি বৃদ্ধ জরাতুর, লিখিতে কাঁপয়ে কর,\n> মনে কিছু স্মরণ না হয় ৷\n> না দেখিয়ে নয়নে, না শুনিয়ে শ্রবণে,\n> তবু লিখি’ — এ বড় বিস্ময় ॥৯০॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *vṛddha*—homem velho; *jarā-ātura*—perturbado pela invalidez; *likhite*—escrever; *kāṅpaye*—treme; *kara*—a mão; *mane*—na mente; *kichu*—qualquer; *smaraṇa*—lembrança; *nā haya*—não há; *nā dekhiye*—não consigo ver; *nayane*—com os olhos; *nā śuniye*—não consigo ouvir; *śravaṇe*—com os ouvidos; *tabu*—ainda; *likhi'*—escrevo; *e*—isto; *baḍa vismaya*—uma grande maravilha.", "translation": "**Tornei-me agora muito velho e perturbado pela invalidez. Ao escrever, minhas mãos tremem. Não consigo lembrar de nada, nem ver ou ouvir adequadamente. Ainda assim escrevo, e isso é uma grande maravilha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/91/", "verse_text": "ei antya-līlā-sāra, sūtra-madhye vistāra,\nkari' kichu kariluṅ varṇana\nihā-madhye mari yabe, varṇite nā pāri tabe,\nei līlā bhakta-gaṇa-dhana", "devanagari": "> এই অন্ত্যলীলা-সার, সূত্রমধ্যে বিস্তার,\n> করি’ কিছু করিলুঁ বর্ণন ৷\n> ইহা-মধ্যে মরি যবে, বর্ণিতে না পারি তবে,\n> এই লীলা ভক্তগণ-ধন ॥৯১॥", "synonyms": "*ei antya-līlā-sāra*—a essência da antya-līlā (os passatempos do Senhor Caitanya ao final); *sūtra-madhye*—nos códigos; *vistāra*—expansão; *kari'*—fazendo; *kichu*—algo; *kariluṅ varṇana*—descrevi; *ihā-madhye*—nesse ínterim; *mari*—eu morro; *yabe*—quando; *varṇite*—descrever; *nā pāri*—incapaz; *tabe*—então; *ei līlā*—estes passatempos; *bhakta-gaṇa-dhana*—o tesouro dos devotos.", "translation": "**Neste capítulo descrevi, em certa medida, a essência dos passatempos do Senhor Caitanya ao final. Se eu morrer nesse ínterim e não puder descrevê-los em detalhe, ao menos os devotos terão este tesouro transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/92/", "verse_text": "saṅkṣepe ei sūtra kaila, yei ihāṅ nā likhila,\nāge tāhā kariba vistāra\nyadi tata dina jiye, mahāprabhura kṛpā haye,\nicchā bhari' kariba vicāra", "devanagari": "> সংক্ষেপে এই সূত্র কৈল, যেই ইহাঁ না লিখিল,\n> আগে তাহা করিব বিস্তার ।\n> যদি তত দিন জিয়ে, মহাপ্ৰভুর কৃপা হয়ে,\n> ইচ্ছা ভরি’ করিব বিচার ॥৯২॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em resumo; *ei sūtra*—estes códigos; *kaila*—fiz; *yei*—tudo o que; *ihāṅ*—neste; *nā likhila*—não pude escrever; *āge*—no futuro; *tāhā*—isso; *kariba*—farei; *vistāra*—expansão; *yadi*—se; *tata*—tantos; *dina*—dias; *jiye*—eu viver; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—a misericórdia; *haye*—há; *icchā bhari'*—satisfazendo o desejo; *kariba*—farei; *vicāra*—consideração.", "translation": "**Neste capítulo descrevi brevemente a antya-līlā. Tudo o que não descrevi, descreverei extensamente no futuro. Se, pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, eu viver por tantos dias que possa satisfazer meus desejos, darei plena consideração a estes passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/93/", "verse_text": "choṭa baḍa bhakta-gaṇa, vandoṅ sabāra śrī-caraṇa,\nsabe more karaha santoṣa\nsvarūpa-gosāñira mata, rūpa-raghunātha jāne yata,\ntāi likhi' nāhi mora doṣa", "devanagari": "> ছোট বড় ভক্তগণ, বন্দোঁ সবার শ্রীচরণ,\n> সবে মোরে করহ সন্তোষ ।\n> স্বরূপ-গোসাঞির মত, রূপ-রঘুনাথ জানে যত,\n> তাই লিখি’ নাহি মোর দোষ ॥৯৩॥", "synonyms": "*choṭa*—pequenos; *baḍa*—grandes; *bhakta-gaṇa*—devotos; *vandoṅ*—eu adoro; *sabāra*—de todos eles; *śrī-caraṇa*—os pés de lótus; *sabe*—todos vós; *more*—a mim; *karaha*—por favor, ficai; *santoṣa*—satisfeitos; *svarūpa-gosāñira mata*—a visão de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *rūpa-raghunātha*—Rūpa e Raghunātha; *jāne*—conhecem; *yata*—tudo; *tāi*—isso; *likhi'*—escrevendo; *nāhi*—não há; *mora*—minha; *doṣa*—falta.", "translation": "**Adoro aqui os pés de lótus de todos os tipos de devotos, tanto os avançados quanto os neófitos. Peço a todos eles que fiquem satisfeitos comigo. Estou isento de falta, pois escrevi aqui tudo o que compreendi de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e de Rūpa e Raghunātha dāsa Gosvāmīs. Não acrescentei nem subtraí nada de sua versão.**", "purport": "Segundo Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, há três tipos de devotos, conhecidos como bhajana-vijña (peritos em serviço devocional), bhajana-śīla (devotos ocupados em serviço devocional) e kṛṣṇa-nāme dīkṣita kṛṣṇa-nāma-kārī (devotos iniciados ocupados em cantar). O autor de *Śrī Caitanya-caritāmṛta* implora a misericórdia de todos esses devotos e pede-lhes que fiquem satisfeitos com ele. Ele diz: \"Que os devotos neófitos — os devotos que são muito peritos em argumentar embora não tenham senso de serviço devocional avançado, que se julgam muito avançados porque imitam algum smārta-brāhmaṇa —, que tais devotos não fiquem descontentes comigo, pensando que cometi erros a esse respeito. Peço-lhes perdão com grande humildade, mas submeto que eu pessoalmente não tenho desejo algum de acrescentar ou subtrair qualquer coisa. Escrevi apenas o que ouvi na sucessão discipular, pois sou dedicado aos pés de lótus de ācāryas anteriores como Svarūpa Dāmodara, Raghunātha dāsa Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī. Escrevi apenas o que aprendi deles.\""}
{"ref": "cc/madhya/2/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/94/", "verse_text": "śrī-caitanya, nityānanda, advaitādi bhakta-vṛnda,\nśire dhari sabāra caraṇa\nsvarūpa, rūpa, sanātana, raghunāthera śrī-caraṇa,\ndhūli karoṅ mastake bhūṣaṇa", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য, নিত্যানন্দ, অদ্বৈতাদি ভক্তবৃন্দ,\n> শিরে ধরি সবার চরণ ।\n> স্বরূপ, রূপ, সনাতন, রঘুনাথের শ্রীচরণ,\n> ধূলি করোঁ মস্তকে ভূষণ ॥৯৪॥", "synonyms": "*śrī-caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *advaita-ādi bhakta-vṛnda*—bem como personalidades como Advaita Ācārya e todos os devotos; *śire*—em minha cabeça; *dhari*—tomando; *sabāra*—de todos; *caraṇa*—os pés de lótus; *svarūpa*—Śrīla Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sanātana*—Śrīla Sanātana Gosvāmī; *raghunāthera*—de Śrīla Raghunātha Gosvāmī; *śrī-caraṇa*—os pés de lótus; *dhūli*—poeira; *karoṅ*—faço; *mastake*—em minha cabeça; *bhūṣaṇa*—decoração.", "translation": "**Segundo o sistema paramparā, desejo tomar a poeira dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu, Advaita Prabhu e de todos os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu, como Svarūpa Dāmodara, Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī. Desejo tomar a poeira de seus pés de lótus sobre minha cabeça. Desse modo, desejo ser abençoado com sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/2/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/2/95/", "verse_text": "pāñā yāṅra ājñā-dhana, vrajera vaiṣṇava-gaṇa,\nvandoṅ tāṅra mukhya haridāsa\ncaitanya-vilāsa-sindhu-kallolera eka bindu,\ntāra kaṇā kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> পাঞা যাঁর আজ্ঞা-ধন, ব্রজের বৈষ্ণবগণ,\n> বন্দোঁ তাঁর মুখ্য হরিদাস ।\n> চৈতন্যবিলাস-সিন্ধু- কল্লোলের এক বিন্দু,\n> তার কণা কহে কৃষ্ণদাস ॥৯৫॥", "synonyms": "*pāñā*—recebendo; *yāṅra*—cuja; *ājñā-dhana*—ordem; *vrajera*—de Vṛndāvana; *vaiṣṇava-gaṇa*—todos os vaiṣṇavas; *vandoṅ*—eu adoro; *tāṅra*—deles; *mukhya*—o principal; *haridāsa*—Haridāsa; *caitanya-vilāsa-sindhu*—do oceano dos passatempos do Senhor Caitanya; *kallolera eka bindu*—uma gota de uma onda; *tāra*—disso; *kaṇā*—apenas uma partícula; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Recebendo ordens das autoridades acima e dos vaiṣṇavas de Vṛndāvana, especialmente de Haridāsa, o sacerdote de Govindajī, eu, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, tentei descrever uma pequena partícula de uma gota de uma onda do oceano dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Segundo Capítulo, que descreve as manifestações extáticas do Senhor Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/3/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/1/", "verse_text": "nyāsaṁ vidhāyotpraṇayo 'tha gauro\nvṛndāvanaṁ gantu-manā bhramād yaḥ\nrāḍhe bhraman śānti-purīm ayitvā\nlalāsa bhaktair iha taṁ nato 'smi", "devanagari": "> ন্যাসং বিধায়োৎপ্রণয়োঽথ গৌরো\n> বৃন্দাবনং গন্তুমনা ভ্রমাদ্ যঃ ।\n> রাঢ়ে ভ্রমন্ শান্তিপুরীময়িত্বা\n> ললাস ভক্তৈরিহ তং নতোঽস্মি ॥১॥", "synonyms": "*nyāsam*—as cerimônias ritualísticas regulares da ordem de sannyāsa; *vidhāya*—após aceitar; *utpraṇayaḥ*—despertar de intenso amor por Kṛṣṇa; *atha*—assim; *gauraḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vṛndāvanam*—a Vṛndāvana; *gantu-manāḥ*—pensando em ir; *bhramāt*—aparentemente por engano; *yaḥ*—que; *rāḍhe*—na faixa de terra conhecida como Rāḍha; *bhraman*—vagueando; *śānti-purīm*—a Śāntipura; *ayitvā*—indo; *lalāsa*—desfrutou; *bhaktaiḥ*—com os devotos; *iha*—aqui; *tam*—a Ele; *nataḥ asmi*—ofereço minhas respeitosas reverências.", "translation": "**Após aceitar a ordem de vida de sannyāsa, o Senhor Caitanya Mahāprabhu, por intenso amor a Kṛṣṇa, quis ir a Vṛndāvana, mas, aparentemente por engano, vagueou por Rāḍha-deśa. Mais tarde chegou a Śāntipura e ali desfrutou na companhia de Seus devotos. Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaitacandra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Śrī Advaita Gosāñi; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda! Todas as glórias a Advaita Prabhu! E todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya, encabeçados por Śrīvāsa!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/3/", "verse_text": "cabbiśa vatsara-śeṣa yei māgha-māsa\ntāra śukla-pakṣe prabhu karilā sannyāsa", "devanagari": "> চব্বিশ বৎসর-শেষ যেই মাঘ-মাস ।\n> তার শুক্লপক্ষে প্রভু করিলা সন্ন্যাস ॥৩॥", "synonyms": "*cabbiśa*—vigésimo quarto; *vatsara*—do ano; *śeṣa*—no fim; *yei*—aquele; *māgha-māsa*—o mês de Māgha (janeiro e fevereiro); *tāra*—daquele; *śukla-pakṣe*—no período crescente da lua; *prabhu*—o Senhor; *karilā*—aceitou; *sannyāsa*—a ordem de vida de sannyāsa.", "translation": "**Ao final de Seu vigésimo quarto ano, no mês de Māgha, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem de sannyāsa durante o período crescente da lua.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/4/", "verse_text": "sannyāsa kari' premāveśe calilā vṛndāvana\nrāḍha-deśe tina dina karilā bhramaṇa", "devanagari": "> সন্ন্যাস করি’ প্রেমাবেশে চলিলা বৃন্দাবন ।\n> রাঢ়-দেশে তিন দিন করিলা ভ্রমণ ॥৪॥", "synonyms": "*sannyāsa kari'*—após aceitar a ordem de sannyāsa; *prema-āveśe*—em intenso amor por Kṛṣṇa; *calilā*—prosseguiu; *vṛndāvana*—rumo a Vṛndāvana-dhāma; *rāḍha-deśe*—na faixa de terra conhecida como Rāḍha; *tina dina*—continuamente por três dias; *karilā*—fez; *bhramaṇa*—vagueando.", "translation": "**Após aceitar a ordem de sannyāsa, Caitanya Mahāprabhu, por intenso amor a Kṛṣṇa, partiu rumo a Vṛndāvana. Contudo, Ele equivocadamente vagueou em transe continuamente por três dias na faixa de terra conhecida como Rāḍha-deśa.**", "purport": "A palavra Rāḍha-deśa vem da palavra *rāṣṭra,* ou \"estado\". De *rāṣṭra* surgiu a forma deturpada *rāḍha.* A parte de Bengala a oeste do Ganges é conhecida como Rāḍha-deśa. Outro nome é Pauṇḍra-deśa ou Peṅḍo-deśa. A palavra *peṅḍo* é uma forma deturpada da palavra *pengo.* Ao que parece, a capital do Rāṣṭra-deśa situava-se nessa região de Bengala."}
{"ref": "cc/madhya/3/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/5/", "verse_text": "ei śloka paḍi' prabhu bhāvera āveśe\nbhramite pavitra kaila saba rāḍha-deśe", "devanagari": "> এই শ্লোক পড়ি’ প্রভু ভাবের আবেশে ।\n> ভ্রমিতে পবিত্র কৈল সব রাঢ়-দেশে ॥৫॥", "synonyms": "*ei śloka*—este verso; *paḍi'*—recitando; *prabhu*—o Senhor; *bhāvera*—de êxtase; *āveśe*—numa condição; *bhramite*—vagueando; *pavitra*—purificada; *kaila*—fez; *saba rāḍha-deśe*—toda a faixa de terra conhecida como Rāḍha-deśa.", "translation": "**Ao atravessar a faixa de terra conhecida como Rāḍha-deśa, Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou o seguinte verso em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/6/", "verse_text": "etāṁ sa āsthāya parātma-niṣṭhām\nadhyāsitāṁ pūrvatamair mahadbhiḥ\nahaṁ tariṣyāmi duranta-pāraṁ\ntamo mukundāṅghri-niṣevayaiva", "devanagari": "> এতাং স আস্থায় পরাত্মনিষ্ঠা-\n> মধ্যাসিতাং পূর্বতমৈর্মহদ্ভিঃ ।\n> অহং তরিষ্যামি দুরন্তপারং\n> তমো মুকুন্দাঙ্ঘ্রিনিষেবয়ৈব ॥৬॥", "synonyms": "*etām*—esta; *saḥ*—tal; *āsthāya*—estando completamente fixo em; *para-ātma-niṣṭhām*—devoção à Pessoa Suprema, Kṛṣṇa; *adhyāsitām*—adorada; *pūrva-tamaiḥ*—pelos anteriores; *mahadbhiḥ*—ācāryas; *aham*—eu; *tariṣyāmi*—atravessarei; *duranta-pāram*—o intransponível; *tamaḥ*—o oceano da ignorância; *mukunda-aṅghri*—dos pés de lótus de Mukunda; *niṣevayā*—pela adoração; *eva*—certamente.", "translation": "**\"[Como disse um brāhmaṇa de Avantī-deśa:] 'Atravessarei o intransponível oceano da ignorância estando firmemente fixo no serviço aos pés de lótus de Kṛṣṇa. Isso foi aprovado pelos ācāryas anteriores, que estavam fixos em firme devoção ao Senhor, o Paramātmā, a Suprema Personalidade de Deus.'\"**", "purport": "Em relação a este verso, que é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.23.57), Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que dos sessenta e quatro itens necessários para prestar serviço devocional, a aceitação das marcas simbólicas do *sannyāsa* é um princípio regulativo. Se alguém aceita a ordem do *sannyāsa,* seu principal dever é dedicar sua vida completamente ao serviço de Mukunda, Kṛṣṇa. Se alguém não dedica completamente sua mente e corpo ao serviço do Senhor, não se torna realmente um *sannyāsī.* Não se trata simplesmente de mudar de vestimenta. No *Bhagavad-gītā* [[bg/6/1|(Bg. 6.1)]] também se afirma: *anāśritaḥ karma-phalaṁ kāryaṁ karma karoti yaḥ sa sannyāsī ca yogī ca:* aquele que trabalha devotadamente para a satisfação de Kṛṣṇa é um *sannyāsī.* A vestimenta não é o *sannyāsa,* mas a atitude de serviço a Kṛṣṇa o é.\n\nA palavra *parātma-niṣṭhā* significa ser devoto do Senhor Kṛṣṇa. *Parātmā,* a Suprema Pessoa, é Kṛṣṇa. *Īśvaraḥ paramaḥ kṛṣṇaḥ sac-cid-ānanda-vigrahaḥ.* Aqueles que são completamente dedicados aos pés de lótus de Kṛṣṇa em serviço são verdadeiramente *sannyāsīs.* Como formalidade, o devoto aceita a vestimenta do *sannyāsa* como fizeram os *ācāryas* anteriores. Ele também aceita os três *daṇḍas.* Mais tarde, Viṣṇusvāmī considerou que aceitar a vestimenta de *tridaṇḍī* era *parātma-niṣṭhā.* Por isso, devotos sinceros acrescentam outro *daṇḍa,* o *jīva-daṇḍa,* aos três *daṇḍas* existentes. O *sannyāsī* vaiṣṇava é conhecido como *tridaṇḍi-sannyāsī.* O *sannyāsī* māyāvādī aceita apenas um *daṇḍa,* sem compreender o propósito do *tri-daṇḍa.* Posteriormente, muitas pessoas da comunidade de Śiva Svāmī abandonaram a *ātma-niṣṭhā* (serviço devocional) ao Senhor e seguiram o caminho de Śaṅkarācārya. Em vez de aceitar 108 nomes, os que pertencem ao *sampradāya* de Śiva Svāmī seguem o caminho de Śaṅkarācārya e aceitam os dez nomes do *sannyāsa.* Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu tenha aceito a ordem de *sannyāsa* então vigente (a saber, *eka-daṇḍa*), Ele ainda assim recitou um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* sobre o *tridaṇḍa-sannyāsa* aceito pelo *brāhmaṇa* de Avantīpura. Indiretamente, Ele declarou que dentro daquele *eka-daṇḍa,* um *daṇḍa,* existiam quatro *daṇḍas* como um. Aceitar o *ekadaṇḍa-sannyāsa* sem *parātma-niṣṭhā* (serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa) não é aceitável para Śrī Caitanya Mahāprabhu. Além disso, segundo os princípios regulativos exatos, deve-se acrescentar o *jīva-daṇḍa* ao *tri-daṇḍa.* Esses quatro *daṇḍas,* reunidos em um, são simbólicos do serviço devocional puro ao Senhor. Como os *ekadaṇḍi-sannyāsīs* da escola Māyāvāda não são devotados ao serviço de Kṛṣṇa, tentam fundir-se na efulgência Brahman, que é uma posição marginal entre a existência material e a espiritual. Eles aceitam essa posição impessoal como liberação. Os *sannyāsīs* māyāvādīs, sem saber que Śrī Caitanya Mahāprabhu era um *tridaṇḍī,* consideram Caitanya Mahāprabhu como um *ekadaṇḍi-sannyāsī.* Isso se deve ao seu *vivarta,* confusão. No *Śrīmad-Bhāgavatam* não há tal coisa como um *ekadaṇḍi-sannyāsī;* de fato, o *tridandi-sannyāsī* é aceito como a representação simbólica da ordem do *sannyāsa.* Ao citar este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam,* Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem do *sannyāsa* recomendada no *Śrīmad-Bhāgavatam.* Os *sannyāsīs* māyāvādīs, encantados pela energia externa do Senhor, não conseguem compreender a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\n\nAté hoje, todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, seguindo Seus passos, aceitam a ordem do *sannyāsa* e mantêm o fio sagrado e o tufo de cabelo não raspado. Os *ekadaṇḍi-sannyāsīs* da escola Māyāvādī abandonam o fio sagrado e não mantêm nenhum tufo de cabelo. Por isso, são incapazes de compreender o significado do *tridaṇḍa-sannyāsa,* e assim não se inclinam a dedicar suas vidas ao serviço de Mukunda. Simplesmente pensam em fundir-se na existência do Brahman, por nojo da existência material. Os *ācāryas* que advogam o *daiva-varṇāśrama* (a ordem social do *cātur-varṇyam* mencionada no *Bhagavad-gītā*) não aceitam a proposição do *āsura-varṇāśrama,* que sustenta que a ordem social do *varṇa* é indicada pelo nascimento.\n\nO devoto mais íntimo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Gadādhara Paṇḍita, aceitou o *tridaṇḍa-sannyāsa* e também aceitou Mādhava Upādhyāya como seu discípulo *tridaṇḍi-sannyāsī.* Diz-se que desse Mādhavācārya originou-se o *sampradāya* conhecido no oeste da Índia como o *sampradāya* de Vallabhācārya. Śrīla Gopāla Bhaṭṭa Bose, conhecido como *smṛty-ācārya* no Gauḍīya-Vaiṣṇava-sampradāya, aceitou posteriormente a ordem do *tridaṇḍa-sannyāsa* de Tridaṇḍipāda Prabodhānanda Sarasvatī. Embora a aceitação do *tridaṇḍa-sannyāsa* não seja mencionada explicitamente na literatura Gauḍīya Vaiṣṇava, o primeiro verso do *Upadeśāmṛta* de Śrīla Rūpa Gosvāmī preconiza que se deve aceitar a ordem do *tridaṇḍa-sannyāsa* controlando as seis forças:\n\n> vāco vegaṁ manasaḥ krodha-vegaṁ\n> jihvā-vegam udaropastha-vegam\n> etān vegān yo viṣaheta dhīraḥ\n> sarvām apīmāṁ pṛthivīṁ sa śiṣyāt\n\n\"Aquele que pode controlar as forças da fala, da mente, da ira, do ventre, da língua e dos genitais é conhecido como *gosvāmī* e está qualificado para aceitar discípulos em todo o mundo.\" Os seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu jamais aceitaram a ordem māyāvādī de *sannyāsa,* e por isso não merecem censura. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou Śrīdhara Svāmī, que era um *tridaṇḍi-sannyāsī,* mas os *sannyāsīs* māyāvādīs, sem compreender Śrīdhara Svāmī, às vezes pensam que Śrīdhara Svāmī pertencia à comunidade māyāvādī de *ekadaṇḍa-sannyāsa.* Na realidade, não era esse o caso."}
{"ref": "cc/madhya/3/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/7/", "verse_text": "prabhu kahe--sādhu ei bhikṣura vacana\nmukunda sevana-vrata kaila nirdhāraṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — সাধু এই ভিক্ষুর বচন ।\n> মুকুন্দ সেবন-ব্রত কৈল নির্ধারণ ॥৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *sādhu*—muito purificadas; *ei*—estas; *bhikṣura*—do mendicante; *vacana*—palavras; *mukunda*—o Senhor Kṛṣṇa; *sevana-vrata*—decisão de servir; *kaila*—fez; *nirdhāraṇa*—indicação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aprovou o significado deste verso em razão da determinação do devoto mendicante de ocupar-se no serviço ao Senhor Mukunda. Ele deu Sua aprovação a este verso, indicando que era muito bom.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/8/", "verse_text": "parātma-niṣṭhā-mātra veṣa-dhāraṇa\nmukunda-sevāya haya saṁsāra-tāraṇa", "devanagari": "> পরাত্মনিষ্ঠা-মাত্র বেষ-ধারণ ।\n> মুকুন্দ-সেবায় হয় সংসার-তারণ ॥৮॥", "synonyms": "*para-ātma-niṣṭhā-mātra*—apenas pela determinação de servir a Kṛṣṇa; *veṣa-dhāraṇa*—mudar de roupa; *mukunda-sevāya*—servindo Mukunda; *haya*—há; *saṁsāra-tāraṇa*—liberação deste cativeiro material.", "translation": "**O verdadeiro propósito de aceitar sannyāsa é dedicar-se ao serviço de Mukunda. Servindo Mukunda, a pessoa pode de fato libertar-se do cativeiro da existência material.**", "purport": "Em relação a isto, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem de sannyāsa e recomendou a determinação do bhikṣu de Avantīpura de ocupar-se no serviço de Mukunda. Ele aceitou a versão do brāhmaṇa devido à determinação deste de servir Mukunda. A roupa de sannyāsī é na verdade uma atração para a formalidade material. Śrī Caitanya Mahāprabhu não apreciava semelhante formalidade, mas desejava a essência dela: o serviço a Mukunda. Tal determinação, em qualquer condição, é parātma-niṣṭhā. É isso o que se requer. A conclusão é que a ordem de sannyāsa depende não da roupa, mas da determinação de servir Mukunda."}
{"ref": "cc/madhya/3/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/9/", "verse_text": "sei veṣa kaila, ebe vṛndāvana giyā\nkṛṣṇa-niṣevaṇa kari nibhṛte vasiyā", "devanagari": "> সেই বেষ কৈল, এবে বৃন্দাবন গিয়া ।\n> কৃষ্ণনিষেবণ করি নিভৃতে বসিয়া ॥৯॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *veṣa*—roupa; *kaila*—aceitou; *ebe*—agora; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana-dhāma; *giyā*—indo; *kṛṣṇa-niṣevaṇa*—serviço ao Senhor; *kari*—executarei; *nibhṛte*—num lugar solitário; *vasiyā*—sentando.", "translation": "**Após aceitar a ordem de sannyāsa, Śrī Caitanya Mahāprabhu decidiu ir a Vṛndāvana e ocupar-Se total e exclusivamente no serviço de Mukunda num lugar solitário.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/10/", "verse_text": "eta bali' cale prabhu, premonmādera cihna\ndik-vidik-jñāna nāhi, kibā rātri-dina", "devanagari": "> এত বলি’ চলে প্রভু, প্রেমোন্মাদের চিহ্ন ।\n> দিক্-বিদিক্-জ্ঞান নাহি, কিবা রাত্রি-দিন ॥১০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *cale prabhu*—o Senhor começou a prosseguir; *prema-unmādera cihna*—os sintomas do amor extático; *dik-vidik-jñāna*—conhecimento da direção certa ou da direção errada; *nāhi*—não há; *kibā*—se; *rātri-dina*—noite ou dia.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estava a caminho de Vṛndāvana, todos os sintomas extáticos manifestaram-se, e Ele não sabia em que direção estava indo, nem sabia se era dia ou noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/11/", "verse_text": "nityānanda, ācāryaratna, mukunda, tina jana\nprabhu-pāche-pāche tine karena gamana", "devanagari": "> নিত্যানন্দ, আচার্যরত্ন, মুকুন্দ, — তিন জন ।\n> প্রভু-পাছে-পাছে তিনে করেন গমন ॥১১॥", "synonyms": "*nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *ācāryaratna*—Candraśekhara; *mukunda*—e Mukunda; *tina jana*—três pessoas; *prabhu-pāche-pāche*—seguindo o Senhor; *tine*—todos os três; *karena gamana*—vão.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu foi rumo a Vṛndāvana, Nityānanda Prabhu, Candraśekhara e Prabhu Mukunda O seguiram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/12/", "verse_text": "yei yei prabhu dekhe, sei sei loka\npremāveśe 'hari' bale, khaṇḍe duḥkha-śoka", "devanagari": "> যেই যেই প্রভু দেখে, সেই সেই লোক ।\n> প্রেমাবেশে ‘হরি’ বলে, খণ্ডে দুঃখ-শোক ॥১২॥", "synonyms": "*yei yei*—quem quer que; *prabhu*—o Senhor; *dekhe*—vê; *sei sei loka*—essas pessoas; *prema-āveśe*—no êxtase do amor; *hari bale*—exclamam \"Hari\"; *khaṇḍe*—superam; *duḥkha-śoka*—toda espécie de infelicidade e lamentação material.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu atravessava Rāḍha-deśa, quem quer que O visse em êxtase exclamava: \"Hari! Hari!\" Ao cantarem isso com o Senhor, toda a infelicidade da existência material diminuía.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/13/", "verse_text": "gopa-bālaka saba prabhuke dekhiyā\n'hari' 'hari' bali' ḍāke ucca kariyā", "devanagari": "> গোপ-বালক সব প্রভুকে দেখিয়া ।\n> ‘হরি’ ‘হরি’ বলি’ ডাকে উচ্চ করিয়া ॥১৩॥", "synonyms": "*gopa-bālaka saba*—todos os meninos vaqueiros; *prabhuke dekhiyā*—vendo o Senhor; *hari hari bali'*—vibrando os sons \"Hari Hari\"; *ḍāke*—gritam; *ucca kariyā*—em voz alta.", "translation": "**Todos os meninos vaqueiros que viram Śrī Caitanya Mahāprabhu passar uniram-se a Ele e começaram a gritar em voz alta: \"Hari! Hari!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/14/", "verse_text": "śuni' tā-sabāra nikaṭa gelā gaurahari\n'bala' 'bala' bale sabāra śire hasta dhari'", "devanagari": "> শুনি’ তা-সবার নিকট গেলা গৌরহরি ।\n> ‘বল’ ‘বল’ বলে সবারে শিরে হস্ত ধরি’ ॥১৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *tā-sabāra*—de todos eles; *nikaṭa*—perto; *gelā*—foi; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bala bala*—continuai a cantar, continuai a cantar; *bale*—Ele disse; *sabāra*—de todos eles; *śire hasta dhari'*—mantendo Sua mão sobre as cabeças deles.", "translation": "**Quando ouviu todos os meninos vaqueiros também cantando \"Hari! Hari!\", Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito. Ele aproximou-se deles, pôs Sua mão sobre as cabeças deles e disse: \"Continuai a cantar assim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/15/", "verse_text": "tā'-sabāra stuti kare,--tomarā bhāgyavān\n\nkṛtārtha karile more śunāñā hari-nāma", "devanagari": "> তা’-সবার স্তুতি করে, — তোমরা ভাগ্যবান্ ।\n> কৃতার্থ করিলে মোরে শুনাঞা হরিনাম ॥১৫॥", "synonyms": "*tā'-sabāra*—de todos eles; *stuti kare*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu louvou a conduta; *tomarā*—vós; *bhāgyavān*—afortunados; *kṛta-artha*—bem-sucedido; *karile*—fizestes; *more*—a Mim; *śunāñā*—por cantardes; *hari-nāma*—o santo nome do Senhor Hari.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu assim os abençoou a todos, dizendo que todos eram afortunados. Dessa forma, Ele os louvou e sentiu-Se muito bem-sucedido, pois eles cantaram o santo nome do Senhor Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/16/", "verse_text": "gupte tā-sabāke āni' ṭhākura nityānanda\n\nśikhāilā sabākāre kariyā prabandha", "devanagari": "> গুপ্তে তা-সবাকে আনি’ ঠাকুর নিত্যানন্দ ।\n> শিখাইল সবাকারে করিয়া প্রবন্ধ ॥১৬॥", "synonyms": "*gupte*—em confidência; *tā-sabāke*—a todos os vaqueirinhos; *āni'*—levando-os; *ṭhākura nityānanda*—Nityānanda Ṭhākura; *śikhāilā*—instruiu; *sabākāre*—todos eles; *kariyā prabandha*—inventando uma história razoável.", "translation": "**Chamando todos os meninos à parte e contando-lhes uma história razoável, Nityānanda Prabhu instruiu-os da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/17/", "verse_text": "vṛndāvana-patha prabhu puchena tomāre\n\ngaṅgā-tīra-patha tabe dekhāiha tāṅre", "devanagari": "> বৃন্দাবনপথ প্রভু পুছেন তোমারে ।\n> গঙ্গাতীর-পথ তবে দেখাইহ তাঁরে ॥১৭॥", "synonyms": "*vṛndāvana-patha*—o caminho para Vṛndāvana; *prabhu*—o Senhor; *puchena*—pergunta; *tomāre*—a vós; *gaṅgā-tīra-patha*—o caminho à margem do Ganges; *tabe*—nesse momento; *dekhāiha*—por favor, mostrai; *tāṅre*—a Ele.", "translation": "**\"Se Śrī Caitanya Mahāprabhu vos perguntar sobre o caminho para Vṛndāvana, por favor, em vez disso, mostrai-Lhe o caminho à margem do Ganges.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/18-19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/18-19/", "verse_text": "tabe prabhu puchilena,--'śuna, śiśu-gaṇa\n\nkaha dekhi, kon pathe yāba vṛndāvana'\n\nśiśu saba gaṅgā-tīra-patha dekhāila\n\nsei pathe āveśe prabhu gamana karila", "devanagari": "", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu*—o Senhor; *puchilena*—perguntou; *śuna*—ouvi; *śiśu-gaṇa*—ó meninos; *kaha dekhi*—por favor, dizei-Me; *kon pathe*—por qual caminho; *yāba*—irei; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *śiśu*—os meninos; *saba*—todos; *gaṅgā-tīra-patha*—o caminho à margem do Ganges; *dekhāila*—mostraram; *sei*—aquele; *pathe*—pelo caminho; *āveśe*—em êxtase; *prabhu*—o Senhor; *gamana karila*—foi.", "translation": "**Quando os vaqueirinhos foram interrogados pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu sobre o caminho para Vṛndāvana, os meninos Lhe mostraram o caminho à margem do Ganges, e o Senhor seguiu por ali em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/20/", "verse_text": "ācāryaratnere kahe nityānanda-gosāñi\n\nśīghra yāha tumi advaita-ācāryera ṭhāñi", "devanagari": "> আচার্যরত্নেরে কহে নিত্যানন্দ-গোসাঞি ।\n> শীঘ্র যাহ তুমি অদ্বৈত-আচার্যের ঠাঞি ॥২০॥", "synonyms": "*ācāryaratnere*—a Candraśekhara Ācārya; *kahe*—disse; *nityānanda-gosāñi*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *śīghra*—imediatamente; *yāha*—vai; *tumi*—tu; *advaita-ācāryera ṭhāñi*—à casa de Advaita Ācārya.", "translation": "**Enquanto o Senhor prosseguia à margem do Ganges, Śrī Nityānanda Prabhu pediu a Ācāryaratna [Candraśekhara Ācārya] que fosse imediatamente à casa de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/21/", "verse_text": "prabhu laye yāba āmi tāṅhāra mandire\n\nsāvadhāne rahena yena naukā lañā tīre", "devanagari": "> প্রভু লয়ে যাব আমি তাঁহার মন্দিরে ।\n> সাবধানে রহেন যেন নৌকা লঞা তীরে ॥২১॥", "synonyms": "*prabhu laye*—levando o Senhor; *yāba*—irei; *āmi*—Eu; *tāṅhāra*—d'Ele; *mandire*—à casa; *sāvadhāne*—com muito cuidado; *rahena*—que Ele permaneça; *yena*—ali; *naukā*—barco; *lañā*—levando; *tīre*—à margem.", "translation": "**Śrī Nityānanda Gosvāmī disse-lhe: \"Eu levarei Śrī Caitanya Mahāprabhu à margem do Ganges em Śāntipura, e Advaita Ācārya deve permanecer ali cuidadosamente na praia com um barco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/22/", "verse_text": "tabe navadvīpe tumi kariha gamana\n\nśacī-saha lañā āisa saba bhakta-gaṇa", "devanagari": "> তবে নবদ্বীপে তুমি করিহ গমন ।\n> শচী-সহ লঞা আইস সব ভক্তগণ ॥২২॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *navadvīpe*—a Navadvīpa; *tumi*—tu; *kariha*—deves fazer; *gamana*—ir; *śacī-saha*—mãe Śacī; *lañā*—levando contigo; *āisa*—volta; *saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**\"Depois disso,\" Nityānanda Prabhu continuou, \"Eu irei à casa de Advaita Ācārya, e tu deves ir a Navadvīpa e voltar com mãe Śacī e todos os demais devotos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/23/", "verse_text": "tāṅre pāṭhāiyā nityānanda mahāśaya\n\nmahāprabhura āge āsi' dila paricaya", "devanagari": "> তাঁরে পাঠাইয়া নিত্যানন্দ মহাশয় ।\n> মহাপ্রভুর আগে আসি’ দিল পরিচয় ॥২৩॥", "synonyms": "*tāṅre*—a ele; *pāṭhāiyā*—enviando; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *mahā-āśaya*—a grande personalidade; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āge*—diante; *āsi'*—chegando; *dila*—deu; *paricaya*—notícia.", "translation": "**Após enviar Ācāryaratna à casa de Advaita Ācārya, Śrī Nityānanda Prabhu pôs-Se diante do Senhor Caitanya Mahāprabhu e deu notícia de Sua vinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/24/", "verse_text": "prabhu kahe,--śrīpāda, tomāra kothāke gamana\n\nśrīpāda kahe, tomāra saṅge yāba vṛndāvana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — শ্রীপাদ, তোমার কোথাকে গমন ।\n> শ্রীপাদ কহে, তোমার সঙ্গে যাব বৃন্দাবন ॥২৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor perguntou; *śrīpāda*—senhor; *tomāra*—d'Ele; *kothāke*—para onde; *gamana*—ides; *śrīpāda kahe*—Nityānanda Prabhu respondeu; *tomāra*—contigo; *saṅge*—junto; *yāba*—irei; *vṛndāvana*—rumo a Vṛndāvana.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu estava em êxtase, e perguntou aonde Nityānanda Prabhu estava indo. Nityānanda respondeu que estava indo com Ele rumo a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/25/", "verse_text": "prabhu kahe,--kata dūre āche vṛndāvana\n\nteṅho kahena,--kara ei yamunā daraśana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কত দূরে আছে বৃন্দাবন ।\n> তেঁহো কহেন, — কর এই যমুনা দরশন ॥২৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor perguntou; *kata dūre*—a que distância; *āche*—está; *vṛndāvana*—Vṛndāvana-dhāma; *teṅho kahena*—Ele respondeu; *kara*—simplesmente faze; *ei*—este; *yamunā*—o rio Yamunā; *daraśana*—contemplar.", "translation": "**Quando o Senhor perguntou a Nityānanda Prabhu a que distância ficava Vṛndāvana, Nityānanda respondeu: \"Olha só! Aqui está o rio Yamunā.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/26/", "verse_text": "eta bali' ānila tāṅre gaṅgā-sannidhāne\n\nāveśe prabhura haila gaṅgāre yamunā-jñāne", "devanagari": "> এত বলি’ আনিল তাঁরে গঙ্গা-সন্নিধানে ।\n> আবেশে প্রভুর হৈল গঙ্গারে যমুনা-জ্ঞানে ॥২৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *ānila*—Ele levou; *tāṅre*—a Ele; *gaṅgā-sannidhāne*—para perto do Ganges; *āveśe*—em êxtase; *prabhura*—do Senhor; *haila*—houve; *gaṅgāre*—do rio Ganges; *yamunā-jñāne*—a aceitação como o rio Yamunā.", "translation": "**Dizendo isto, Nityānanda Prabhu levou Caitanya Mahāprabhu para perto do Ganges, e o Senhor, em Seu êxtase, aceitou o rio Ganges como o rio Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/27/", "verse_text": "aho bhāgya, yamunāre pāiluṅ daraśana\n\neta bali' yamunāra karena stavana", "devanagari": "> অহো ভাগ্য, যমুনারে পাইলুঁ দরশন ।\n> এত বলি’ যমুনার করেন স্তবন ॥২৭॥", "synonyms": "*aho bhāgya*—oh, Minha grande fortuna; *yamunāre*—do rio Yamunā; *pāiluṅ*—obtive; *daraśana*—a visão; *eta bali'*—após dizer isto; *yamunāra*—do rio Yamunā; *karena*—faz; *stavana*—louvor.", "translation": "**O Senhor disse: \"Oh, que boa fortuna! Agora vi o rio Yamunā.\" Assim, tomando o Ganges pelo rio Yamunā, Caitanya Mahāprabhu pôs-Se a oferecer-lhe orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/28/", "verse_text": "cid-ānanda-bhānoḥ sadā nanda-sūnoḥ\n\npara-prema-pātrī drava-brahma-gātrī\n\naghānāṁ lavitrī jagat-kṣema-dhātrī\n\npavitrī-kriyān no vapur mitra-putrī", "devanagari": "> চিদানন্দভানোঃ সদা নন্দসূনোঃ\n> পরপ্রেমপাত্রী দ্ৰবব্ৰহ্মগাত্রী ৷\n> অঘানাং লবিত্রী জগৎক্ষেমধাত্রী\n> পবিত্রীক্রিয়ান্নো বপুর্মিত্রপুত্রী ॥২৮॥", "synonyms": "*cit-ānanda-bhānoḥ*—da manifestação direta da energia espiritual e da bem-aventurança; *sadā*—sempre; *nanda-sūnoḥ*—do filho de Mahārāja Nanda; *para-prema-pātrī*—a outorgante do mais elevado amor; *drava-brahma-gātrī*—composta da água do mundo espiritual; *aghānām*—de todos os pecados e ofensas; *lavitrī*—a destruidora; *jagat-kṣema-dhātrī*—aquela que realiza tudo o que é auspicioso para o mundo; *pavitrī-kriyāt*—por favor, purifica; *naḥ*—nossa; *vapuḥ*—existência; *mitra-putrī*—ó filha do deus do sol.", "translation": "**\"Ó rio Yamunā, tu és a bem-aventurada água espiritual que dá amor ao filho de Nanda Mahārāja. És idêntica à água do mundo espiritual, pois podes destruir todas as nossas ofensas e as reações pecaminosas incorridas na vida. És a criadora de todas as coisas auspiciosas para o mundo. Ó filha do deus do sol, por favor, purifica-nos com tuas atividades piedosas.\"**", "purport": "Este verso está registrado no Caitanya-candrodaya-nāṭaka (5.35), de Kavi-karṇapūra."}
{"ref": "cc/madhya/3/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/29/", "verse_text": "eta bali' namaskari' kaila gaṅgā-snāna\n\neka kaupīna, nāhi dvitīya paridhāna", "devanagari": "> এত বলি’ নমস্করি’ কৈল গঙ্গাস্নান ।\n> এক কৌপীন, নাহি দ্বিতীয় পরিধান ॥২৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *namaskari'*—oferecendo reverências; *kaila*—fez; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *eka kaupīna*—apenas uma peça de roupa de baixo; *nāhi*—não havia; *dvitīya*—segunda; *paridhāna*—vestimenta.", "translation": "**Após recitar este mantra, Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu reverências e tomou Seu banho no Ganges. Naquela ocasião, Ele trajava apenas uma peça de roupa de baixo, pois não havia uma segunda vestimenta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/30/", "verse_text": "hena kāle ācārya-gosāñi naukāte caḍiñā\n\nāila nūtana kaupīna-bahirvāsa lañā", "devanagari": "> হেন কালে আচার্য-গোসাঞি নৌকাতে চড়িঞা ।\n> আইল নূতন কৌপীন-বহির্বাস লঞা ॥৩০॥", "synonyms": "*hena kāle*—naquele momento; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya Prabhu; *naukāte caḍiñā*—a bordo de um barco; *āila*—chegou ali; *nūtana*—nova; *kaupīna*—roupa de baixo; *bahiḥ-vāsa*—vestimentas externas; *lañā*—trazendo.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu estava ali de pé sem uma segunda veste, Śrī Advaita Ācārya chegou de barco, trazendo Consigo roupas íntimas novas e vestes externas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/31/", "verse_text": "āge ācārya āsi' rahilā namaskāra kari'\n\nācārya dekhi' bale prabhu mane saṁśaya kari'", "devanagari": "> আগে আচার্য আসি’ রহিলা নমস্কার করি’ ।\n> আচার্য দেখি’ বলে প্রভু মনে সংশয় করি’ ॥৩১॥", "synonyms": "*āge*—à frente; *ācārya*—Advaita Ācārya; *āsi'*—chegando; *rahilā*—pôs-se de pé; *namaskāra kari'*—oferecendo reverências; *ācārya dekhi'*—ao ver Advaita Ācārya; *bale*—diz; *prabhu*—o Senhor; *mane*—em Sua mente; *saṁśaya kari'*—duvidando.", "translation": "**Quando Advaita Ācārya chegou, Ele pôs-Se diante do Senhor e ofereceu Suas reverências. Após vê-Lo, o Senhor começou a indagar-Se sobre toda a situação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/32/", "verse_text": "tumi ta' ācārya-gosāñi, ethā kene āilā\n\nāmi vṛndāvane, tumi ke-mate jānilā", "devanagari": "> তুমি ত’ আচার্য গোসাঞি, এথা কেনে আইলা ।\n> আমি বৃন্দাবনে, তুমি কেমতে জানিলা ॥৩২॥", "synonyms": "*tumi*—Tu és; *ta'*—certamente; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *ethā*—aqui; *kene*—por que; *āilā*—vieste; *āmi*—Eu; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *tumi*—Tu; *ke-mate*—como; *jānilā*—soubeste.", "translation": "**Ainda em Seu êxtase, o Senhor perguntou a Advaita Ācārya: \"Por que o Senhor veio aqui? Como sabia que Eu estava em Vṛndāvana?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/33/", "verse_text": "ācārya kahe--tumi yāhāṅ, sei vṛndāvana\nmora bhāgye gaṅgā-tīre tomāra āgamana", "devanagari": "> আচার্য কহে, — তুমি যাহাঁ, সেই বৃন্দাবন ।\n> মোর ভাগ্যে গঙ্গাতীরে তোমার আগমন ॥৩৩॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Ācārya respondeu; *tumi yāhāṅ*—onde quer que estejas; *sei*—isto; *vṛndāvana*—Vṛndāvana; *mora bhāgye*—por Minha grande fortuna; *gaṅgā-tīre*—na margem do Ganges; *tomāra āgamana*—Tua chegada.", "translation": "**Advaita Ācārya revelou toda a situação, dizendo a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Onde quer que estejas, ali está Vṛndāvana. Agora é Minha grande fortuna que tenhas vindo à margem do Ganges.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/34/", "verse_text": "prabhu kahe,--nityānanda āmāre vañcilā\ngaṅgāke āniyā more yamunā kahilā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — নিত্যানন্দ আমারে বঞ্চিলা ।\n> গঙ্গাকে আনিয়া মোরে যমুনা কহিলা ॥৩৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *āmāre*—a Mim; *vañcilā*—enganou; *gaṅgāke*—à margem do Ganges; *āniyā*—trazendo; *more*—a Mim; *yamunā*—o rio Yamunā; *kahilā*—informou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse então: \"Nityānanda Me enganou. Trouxe-Me à margem do Ganges e disse-Me que era o Yamunā.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/35/", "verse_text": "ācārya kahe, mithyā nahe śrīpāda-vacana\nyamunāte snāna tumi karilā ekhana", "devanagari": "> আচার্য কহে, মিথ্যা নহে শ্রীপাদ-বচন ।\n> যমুনাতে স্নান তুমি করিলা এখন ॥৩৫॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Advaita Ācārya respondeu; *mithyā nahe*—isto não é falso; *śrīpāda-vacana*—as palavras de Śrī Nityānanda Prabhu; *yamunāte*—no rio Yamunā; *snāna*—banho; *tumi*—Tu; *karilā*—realizaste; *ekhana*—agora mesmo.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu acusou Nityānanda de tê-lO enganado, Śrīla Advaita Ācārya disse: \"O que quer que Nityānanda Prabhu Te tenha dito não é falso. De fato, acabaste de tomar Teu banho no rio Yamunā.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/36/", "verse_text": "gaṅgāya yamunā vahe hañā eka-dhāra\npaścime yamunā vahe, pūrve gaṅgā-dhāra", "devanagari": "> গঙ্গায় যমুনা বহে হঞা একধার ।\n> পশ্চিমে যমুনা বহে, পূর্বে গঙ্গাধার ॥৩৬॥", "synonyms": "*gaṅgāya*—com o rio Ganges; *yamunā*—o rio Yamunā; *vahe*—flui; *hañā*—tornando-se; *eka-dhāra*—uma só corrente; *paścime*—no lado ocidental; *yamunā*—o rio Yamunā; *vahe*—flui; *pūrve*—no lado oriental; *gaṅgā-dhāra*—o fluxo do Ganges.", "translation": "**Advaita Ācārya explicou então que, naquele ponto, tanto o Ganges quanto o Yamunā fluem juntos. No lado ocidental estava o Yamunā, e no lado oriental estava o Ganges.**", "purport": "O Ganges e o Yamunā misturam-se na confluência em Allahabad (Prayāga). O Yamunā flui do lado ocidental e o Ganges do oriental, e eles se fundem. Visto que Caitanya Mahāprabhu Se banhou no lado ocidental, Ele de fato tomou Seu banho no rio Yamunā."}
{"ref": "cc/madhya/3/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/37/", "verse_text": "paścima-dhāre yamunā vahe, tāhāṅ kaile snāna\nārdra kaupīna chāḍi' śuṣka kara paridhāna", "devanagari": "> পশ্চিমধারে যমুনা বহে, তাহাঁ কৈলে স্নান ।\n> আর্দ্র কৌপীন ছাড়ি’ শুষ্ক কর পরিধান ॥৩৭॥", "synonyms": "*paścima-dhāre*—no fluxo ocidental; *yamunā*—o rio Yamunā; *vahe*—flui; *tāhāṅ*—ali; *kaile*—realizaste; *snāna*—banho; *ārdra*—molhada; *kaupīna*—roupa íntima; *chāḍi'*—abandonando; *śuṣka*—seca; *kara*—faze; *paridhāna*—vestir.", "translation": "**Advaita Ācārya sugeriu então que, visto que Caitanya Mahāprabhu havia tomado Seu banho no rio Yamunā e Sua roupa íntima estava agora molhada, o Senhor deveria trocá-la por vestes secas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/38/", "verse_text": "premāveśe tina dina ācha upavāsa\nāji mora ghare bhikṣā, cala mora vāsa", "devanagari": "> প্রেমাবেশে তিন দিন আছ উপবাস ।\n> আজি মোর ঘরে ভিক্ষা, চল মোর বাস ॥৩৮॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—no êxtase do amor; *tina dina*—três dias; *ācha*—estás; *upavāsa*—jejuando; *āji*—hoje; *mora*—Minha; *ghare*—na casa; *bhikṣā*—esmola; *cala*—vem, por favor; *mora vāsa*—à Minha residência.", "translation": "**Advaita Ācārya disse: \"Tu jejuaste continuamente por três dias em Teu êxtase de amor por Kṛṣṇa. Portanto, convido-Te à Minha casa, onde poderás aceitar Tua esmola. Vem comigo à Minha residência.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/39/", "verse_text": "eka-muṣṭi anna muñi kariyāchoṅ pāka\nśukhārukhā vyañjana kailuṅ, sūpa āra śāka", "devanagari": "> একমুষ্টি অন্ন মুঞি করিয়াছোঁ পাক ।\n> শুখারুখা ব্যঞ্জন কৈলুঁ, সূপ আর শাক ॥৩৯॥", "synonyms": "*eka-muṣṭi*—uma mão cheia; *anna*—arroz; *muñi*—Eu; *kariyāchoṅ*—fiz; *pāka*—cozimento; *śukhā-rukhā*—não muito luxuosos; *vyañjana*—vegetais; *kailuṅ*—preparei; *sūpa*—vegetais líquidos; *āra*—e; *śāka*—espinafre.", "translation": "**Advaita Prabhu prosseguiu: \"Em Minha casa acabei de cozinhar uma mão cheia de arroz. Os vegetais são sempre muito simples. Não há cozimento luxuoso — apenas um pouco de vegetal líquido e espinafre.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/40/", "verse_text": "eta bali' naukāya caḍāñā nila nija-ghara\npāda-prakṣālana kaila ānanda-antara", "devanagari": "> এত বলি’ নৌকায় চড়াঞা নিল নিজ-ঘর ।\n> পাদপ্রক্ষালন কৈল আনন্দ-অন্তর ॥৪০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *naukāya caḍāñā*—fazendo-O embarcar no pequeno barco; *nila*—levou; *nija-ghara*—à Sua própria residência; *pāda-prakṣālana*—lavar os pés; *kaila*—fez; *ānanda-antara*—muito feliz dentro de Si.", "translation": "**Dizendo isto, Śrī Advaita Ācārya levou o Senhor para o barco e O conduziu à Sua residência. Ali, Advaita Ācārya lavou os pés do Senhor e, em consequência, sentiu-Se muito feliz por dentro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/41/", "verse_text": "prathame pāka kariyāchena ācāryāṇī\nviṣṇu-samarpaṇa kaila ācārya āpani", "devanagari": "> প্রথমে পাক করিয়াছেন আচার্যাণী ।\n> বিষ্ণু-সমর্পণ কৈল আচার্য আপনি ॥৪১॥", "synonyms": "*prathame*—primeiro; *pāka*—cozimento; *kariyāchena*—realizou; *ācāryāṇī*—a esposa de Advaita Ācārya; *viṣṇu-samarpaṇa*—oferenda ao Senhor Viṣṇu; *kaila*—fez; *ācārya*—Advaita Ācārya; *āpani*—pessoalmente.", "translation": "**Todas as iguarias foram primeiramente cozidas pela esposa de Advaita Ācārya. Em seguida, Śrīla Advaita Ācārya pessoalmente ofereceu tudo ao Senhor Viṣṇu.**", "purport": "Esta é a vida ideal do chefe de família. O marido e a esposa vivem juntos, e o marido trabalha muito para obter os artigos necessários para adorar o Senhor Viṣṇu. A esposa em casa prepara uma variedade de alimentos para o Senhor Viṣṇu, e o marido os oferece à Divindade. Depois, realiza-se o *ārati,* e o *prasādam* é distribuído entre os membros da família e os convidados. Segundo os princípios Védicos, deve sempre haver um convidado na casa do chefe de família. Em minha infância, vi de fato meu pai receber não menos do que quatro convidados por dia, e naqueles tempos a renda de meu pai não era muito grande. Ainda assim, não havia dificuldade em oferecer *prasādam* a pelo menos quatro convidados por dia. De acordo com os princípios Védicos, um chefe de família, antes de almoçar, deve sair e gritar muito alto para ver se há alguém sem comida. Dessa forma, convida as pessoas para tomar *prasādam.* Se alguém vier, o chefe de família lhe oferece *prasādam,* e se não sobrar muito, deve oferecer sua própria porção ao convidado. Se ninguém responder ao seu chamado, o chefe de família pode aceitar seu próprio almoço. Assim, a vida do chefe de família é também uma espécie de austeridade. Por isso, a vida do chefe de família é chamada de *gṛhastha-āśrama.* Embora uma pessoa possa viver com sua esposa e filhos felizmente na consciência de Kṛṣṇa, ela também observa os princípios regulativos seguidos em qualquer templo. Se não há consciência de Kṛṣṇa, a morada do chefe de família é chamada de casa de um *gṛhamedhī.* Os chefes de família na consciência de Kṛṣṇa são verdadeiramente *gṛhasthas* — isto é, aqueles que vivem no *āśrama* com suas famílias e filhos. Śrī Advaita Prabhu era um *gṛhastha* ideal, e Sua casa era o *gṛhastha-āśrama* ideal."}
{"ref": "cc/madhya/3/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/42/", "verse_text": "tina ṭhāñi bhoga bāḍāila sama kari'\nkṛṣṇera bhoga bāḍāila dhātu-pātropari", "devanagari": "> তিন ঠাঞি ভোগ বাড়াইল সম করি’ ।\n> কৃষ্ণের ভোগ বাড়াইল ধাতু-পাত্রোপরি ॥৪২॥", "synonyms": "*tina ṭhāñi*—em três lugares; *bhoga*—alimentos cozidos; *bāḍāila*—distribuiu; *sama*—iguais; *kari'*—fazendo; *kṛṣṇera bhoga*—o alimento oferecido a Kṛṣṇa; *bāḍāila*—foi arranjado; *dhātu-pātra upari*—num prato de metal.", "translation": "**Todo o alimento preparado foi dividido em três partes iguais. Uma parte foi arranjada num prato de metal para ser oferecida ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "A palavra bāḍāila, que significa \"aumentou\", é muito significativa neste verso. É uma palavra refinada usada pelos gṛhasthas em Bengala. Sempre que se prepara um alimento e dele retiramos uma porção, o alimento na verdade diminui. Mas aqui o costume é dizer bāḍāila, ou \"aumentou\". Se o alimento é preparado para Kṛṣṇa e oferecido a Ele e aos vaiṣṇavas, o estoque aumenta, nunca diminui."}
{"ref": "cc/madhya/3/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/43/", "verse_text": "battiśā-āṭhiyā-kalāra āṅgaṭiyā pāte\ndui ṭhāñi bhoga bāḍāila bhāla mate", "devanagari": "> বত্তিশা-আঠিয়া-কলার আঙ্গটিয়া পাতে ।\n> দুই ঠাঞি ভোগ বাড়াইল ভাল মতে ॥৪৩॥", "synonyms": "*battiśā-āṭhiyā*—produzindo trinta e dois cachos; *kalāra*—de uma bananeira; *āṅgaṭiyā*—inteiras; *pāte*—sobre folhas; *dui ṭhāñi*—em dois lugares; *bhoga*—as iguarias; *bāḍāila*—arranjou; *bhāla mate*—muito bem.", "translation": "**Das três divisões, uma foi arranjada num prato de metal, e as outras duas foram arranjadas sobre folhas de bananeira. Essas folhas não eram bifurcadas e foram retiradas de uma bananeira que continha pelo menos trinta e dois cachos de bananas. Os dois pratos foram preenchidos muito bem com os tipos de alimento descritos a seguir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/44/", "verse_text": "madhye pīta-ghṛta-sikta śāly-annera stūpa\ncāri-dike vyañjana-ḍoṅgā, āra mudga-sūpa", "devanagari": "> মধ্যে পীত-ঘৃতসিক্ত শাল্যন্নের স্তূপ ।\n> চারিদিকে ব্যঞ্জন-ডোঙ্গা, আর মুদ্গসূপ ॥৪৪॥", "synonyms": "*madhye*—no meio; *pīta*—amarela; *ghṛta-sikta*—umedecido com manteiga clarificada; *śāli-annera*—de arroz muito fino cozido; *stūpa*—um monte; *cāri-dike*—ao redor do monte de arroz; *vyañjana-ḍoṅgā*—potes de vegetais; *āra*—e; *mudga-sūpa*—dāl feito de mung partido.", "translation": "**O arroz cozido era uma pilha de grãos muito finos belamente cozidos, e no meio havia manteiga clarificada amarela do leite das vacas. Ao redor da pilha de arroz havia potes feitos das cascas de bananeiras, e nesses potes havia variedades de vegetais e mung dāl.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/45/", "verse_text": "sārdraka, vāstuka-śāka vividha prakāra\npaṭola, kuṣmāṇḍa-baḍi, mānakacu āra", "devanagari": "> সার্দ্রক, বাস্তুক-শাক বিবিধ প্রকার ।\n> পটোল, কুষ্মাণ্ড-বড়ি, মানকচু আর ॥৪৫॥", "synonyms": "*sārdraka*—potes com pratos de gengibre; *vāstuka-śāka*—espinafre; *vividha*—várias; *prakāra*—espécies; *paṭola*—um tipo de fruta; *kuṣmāṇḍa*—abóbora; *baḍi*—com dāl partido; *mānakacu*—a raiz de um vegetal chamado kacu; *āra*—e.", "translation": "**Entre os vegetais cozidos havia paṭolas, abóbora, mānakacu e uma salada feita com pedaços de gengibre e vários tipos de espinafre.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/46/", "verse_text": "ca-i-marica-sukhta diyā saba phala-mūle\namṛta-nindaka pañca-vidha tikta-jhāle", "devanagari": "> চই-মরিচ-সুখ্ত দিয়া সব ফল-মূলে ।\n> অমৃতনিন্দক পঞ্চবিধ তিক্ত-ঝালে ॥৪৬॥", "synonyms": "*ca-i-marica*—com pimenta-do-reino e ca-i (um tipo de especiaria); *sukhta*—vegetais tornados amargos; *diyā*—dando; *saba*—todas; *phala-mūle*—várias espécies de frutas e raízes; *amṛta-nindaka*—desafiando o néctar; *pañca-vidha*—cinco espécies de; *tikta*—amargo; *jhāle*—e picante.", "translation": "**Havia sukhta, melão amargo misturado com toda espécie de vegetais, desafiando o sabor do néctar. Havia cinco tipos de sukhtas amargos e picantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/47/", "verse_text": "komala nimba-patra saha bhājā vārtākī\npaṭola-phula-baḍi-bhājā, kuṣmāṇḍa-mānacāki", "devanagari": "> কোমল নিম্বপত্র সহ ভাজা বার্তাকী ।\n> পটোল-ফুলবড়ি-ভাজা, কুষ্মাণ্ড-মানচাকি ॥৪৭॥", "synonyms": "*komala*—recém-crescidas; *nimba-patra*—folhas de nimba; *saha*—com; *bhājā*—frita; *vārtākī*—berinjela; *paṭola*—com a fruta paṭola; *phula-baḍi*—uma preparação de dāl; *bhājā*—frita; *kuṣmāṇḍa*—abóboras; *mānacāki*—o alimento chamado mānacāki.", "translation": "**Entre os vários vegetais havia folhas recém-crescidas de árvores de nimba fritas com berinjela. A fruta conhecida como paṭola era frita com phulabaḍi, um tipo de preparação de dāl primeiro amassado e depois seco ao sol. Havia também uma preparação conhecida como kuṣmāṇḍa-mānacāki.**", "purport": "Solicitamos a nossos editores de livros de culinária que acrescentem todas estas belas preparações descritas pelo experiente autor Śrīla Kavirāja Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/3/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/48/", "verse_text": "nārikela-śasya, chānā, śarkarā madhura\nmochā-ghaṇṭa, dugdha-kuṣmāṇḍa, sakala pracura", "devanagari": "> নারিকেল-শস্য, ছানা, শর্করা মধুর ।\n> মোচাঘণ্ট, দুগ্ধকুষ্মাণ্ড, সকল প্রচুর ॥৪৮॥", "synonyms": "*nārikela-śasya*—a polpa do coco; *chānā*—coalhada; *śarkarā*—açúcar de fruta; *madhura*—muito doce; *mochā-ghaṇṭa*—uma preparação semissólida feita com flores de bananeira; *dugdha-kuṣmāṇḍa*—abóbora recém-crescida cortada em pedaços e fervida em leite; *sakala*—tudo; *pracura*—em abundância.", "translation": "**A preparação feita com polpa de coco misturada com coalhada e açúcar-cande era muito doce. Havia um curry feito de flores de bananeira e abóbora fervida em leite, tudo em grande quantidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/49/", "verse_text": "madhurāmla-baḍā, amlādi pāṅca-chaya\nsakala vyañjana kaila loke yata haya", "devanagari": "> মধুরাম্লবড়া, অম্লাদি পাঁচ-ছয় ।\n> সকল ব্যঞ্জন কৈল লোকে যত হয় ॥৪৯॥", "synonyms": "*madhura-amla-baḍā*—bolinhos doces e azedos; *amla-ādi*—preparações azedas; *pāṅca-chaya*—cinco ou seis; *sakala vyañjana*—todos os legumes; *kaila*—fez; *loke*—para o povo; *yata haya*—quantos houvesse.", "translation": "**Havia bolinhos em molho doce e azedo e cinco ou seis tipos de preparações azedas. Todos os legumes foram feitos de tal modo que todos os presentes pudessem tomar o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/50/", "verse_text": "mudga-baḍā, kalā-baḍā, māṣa-baḍā, miṣṭa\nkṣīra-pulī, nārikela, yata piṭhā iṣṭa", "devanagari": "> মুদ্গবড়া, কলাবড়া, মাষবড়া, মিষ্ট ।\n> ক্ষীরপুলী, নারিকেল, যত পিঠা ইষ্ট ॥৫০॥", "synonyms": "*mudga-baḍā*—bolinho macio feito com mung; *kalā-baḍā*—bolinho macio feito com banana frita; *māṣa-baḍā*—bolinho macio feito com urad dāl; *miṣṭa*—vários tipos de doces; *kṣīra-pulī*—leite condensado misturado com bolinhos de arroz; *nārikela*—uma preparação de coco; *yata*—todos os tipos de; *piṭhā*—bolinhos; *iṣṭa*—desejáveis.", "translation": "**Havia bolinhos macios feitos com mung dāl, bolinhos macios feitos com bananas maduras e bolinhos macios feitos com urad dāl. Havia vários tipos de doces, leite condensado misturado com bolinhos de arroz, uma preparação de coco e todo tipo de bolinho desejável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/51/", "verse_text": "battiśā-āṭhiyā kalāra ḍoṅgā baḍa baḍa\ncale hāle nāhi,--ḍoṅgā ati baḍa daḍa", "devanagari": "> বত্তিশা-আঠিয়া কলার ডোঙ্গা বড় বড় ।\n> চলে হালে নাহি, — ডোঙ্গা অতি বড় দড় ॥৫১॥", "synonyms": "*battiśā-āṭhiyā*—que produzem trinta e dois cachos de bananas; *kalāra*—da bananeira; *ḍoṅgā*—recipientes feitos de folhas; *baḍa baḍa*—grandes; *cale hāle nāhi*—não se inclinavam nem oscilavam; *ḍoṅgā*—recipientes; *ati*—muito; *baḍa*—grandes; *daḍa*—firmes.", "translation": "**Todos os legumes foram servidos em recipientes feitos de folhas de bananeira retiradas de árvores que produzem ao menos trinta e dois cachos de bananas. Esses recipientes eram muito firmes e grandes, e não se inclinavam nem oscilavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/52/", "verse_text": "pañcāśa pañcāśa ḍoṅgā vyañjane pūriñā\ntina bhogera āśe pāśe rākhila dhariñā", "devanagari": "> পঞ্চাশ পঞ্চাশ ডোঙ্গা ব্যঞ্জনে পূরিঞা ৷\n> তিন ভোগের আশে পাশে রাখিল ধরিঞা ॥৫২॥", "synonyms": "*pañcāśa pañcāśa*—cinquenta e cinquenta; *ḍoṅgā*—recipientes; *vyañjane*—com legumes; *pūriñā*—enchendo; *tina*—três; *bhogera*—dos lugares de refeição; *āśe pāśe*—ao redor; *rākhila*—mantinham-se; *dhariñā*—fixando.", "translation": "**Ao redor dos três lugares de refeição havia uma centena de recipientes cheios de vários tipos de legumes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/53/", "verse_text": "saghṛta-pāyasa nava-mṛt-kuṇḍikā bhariñā\ntina pātre ghanāvarta-dugdha rākheta dhariñā", "devanagari": "> সঘৃত-পায়স নব-মৃৎকুণ্ডিকা ভরিঞা ৷\n> তিন পাত্রে ঘনাবর্ত-দুগ্ধ রাখেত ধরিঞা ॥৫৩॥", "synonyms": "*sa-ghṛta-pāyasa*—arroz doce misturado com ghee; *nava-mṛt-kuṇḍikā*—vasilhas novas de barro; *bhariñā*—enchendo; *tina pātre*—em três vasilhas; *ghana-āvarta-dugdha*—leite finamente condensado; *rākheta*—mantinham-se; *dhariñā*—fixando.", "translation": "**Junto com os vários legumes havia arroz doce misturado com ghee. Isso era mantido em vasilhas novas de barro. Vasilhas de barro cheias de leite altamente condensado foram colocadas em três lugares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/54/", "verse_text": "dugdha-ciḍā-kalā āra dugdha-laklakī\nyateka karila' tāhā kahite nā śaki", "devanagari": "> দুগ্ধ-চিড়া-কলা আর দুগ্ধ-লক্লকী ৷\n> যতেক করিল’ তাহা কহিতে না শকি ॥৫৪॥", "synonyms": "*dugdha-ciḍā*—arroz prensado feito com leite; *kalā*—misturado com bananas; *āra*—e; *dugdha-laklakī*—uma espécie de abóbora conhecida como lāu, cozida com leite; *yateka*—tudo aquilo; *karila'*—foi preparado; *tāhā*—isso; *kahite*—descrever; *nā*—não; *śaki*—sou capaz.", "translation": "**Além das outras preparações, havia arroz prensado feito com leite e misturado com bananas, e também abóbora branca cozida em leite. De fato, não é possível descrever todas as preparações que foram feitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/55/", "verse_text": "dui pāśe dharila saba mṛt-kuṇḍikā bhari'\ncāṅpākalā-dadhi-sandeśa kahite nā pāri", "devanagari": "> দুই পাশে ধরিল সব মৃৎকুণ্ডিকা ভরি’ ৷\n> চাঁপাকলা-দধি-সন্দেশ কহিতে না পারি ॥৫৫॥", "synonyms": "*dui pāśe*—em dois lados; *dharila*—mantinham-se; *saba*—todas; *mṛt-kuṇḍikā*—vasilhas de barro; *bhari'*—enchendo; *cāṅpā-kalā*—uma espécie de banana conhecida como cāṅpā-kalā; *dadhi-sandeśa*—misturada com iogurte e sandeśa; *kahite*—dizer; *nā*—não; *pāri*—sou capaz.", "translation": "**Em dois lugares havia vasilhas de barro cheias de outra preparação feita com iogurte, sandeśa [um doce feito com coalhada] e banana. Não sou capaz de descrever tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/56/", "verse_text": "anna-vyañjana-upari dila tulasī-mañjarī\ntina jala-pātre suvāsita jala bhari'", "devanagari": "> অন্ন-ব্যঞ্জন-উপরি দিল তুলসীমঞ্জরী ।\n> তিন জলপাত্রে সুবাসিত জল ভরি’ ॥৫৬॥", "synonyms": "*anna-vyañjana-upari*—sobre o arroz cozido e os legumes; *dila*—colocaram; *tulasī-mañjarī*—flores de tulasī; *tina*—três; *jala-pātre*—vasilhas de água; *su-vāsita*—perfumada; *jala*—água; *bhari'*—enchendo.", "translation": "**Sobre a porção de arroz cozido e todos os legumes havia flores das árvores de tulasī. Havia também vasilhas cheias de água de rosas perfumada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/57/", "verse_text": "tina śubhra-pīṭha, tāra upari vasana\nei-rūpe sākṣāt kṛṣṇe karāila bhojana", "devanagari": "> তিন শুভ্রপীঠ, তার উপরি বসন ।\n> এইরূপে সাক্ষাৎ কৃষ্ণে করাইল ভোজন ॥৫৭॥", "synonyms": "*tina*—três; *śubhra-pīṭha*—assentos brancos; *tāra*—deles; *upari*—em cima; *vasana*—pano macio; *ei-rūpe*—dessa maneira; *sākṣāt*—diretamente; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *karāila*—fizeram; *bhojana*—comer.", "translation": "**Havia três assentos sobre os quais foram colocados panos macios. Dessa maneira, todo o alimento foi oferecido ao Senhor Kṛṣṇa, e o Senhor o aceitou com muito agrado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/58/", "verse_text": "āratira kāle dui prabhu bolāila\nprabhu-saṅge sabe āsi' ārati dekhila", "devanagari": "> আরতির কালে দুই প্রভু বোলাইল ।\n> প্রভু-সঙ্গে সবে আসি’ আরতি দেখিল ॥৫৮॥", "synonyms": "*āratira kāle*—durante o momento do ārati; *dui prabhu*—o Senhor Nityānanda e Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bolāila*—Ele chamou; *prabhu-saṅge*—com os Senhores; *sabe*—todas as outras pessoas; *āsi'*—vindo até lá; *ārati*—a cerimônia de ārati; *dekhila*—observaram.", "translation": "**É o costume, após oferecer o alimento, realizar o bhoga-ārati. Advaita Prabhu pediu aos dois irmãos, o Senhor Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu, que viessem ver o ārati. Os dois Senhores e todos os demais presentes foram ver a cerimônia de ārati.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/59/", "verse_text": "ārati kariyā kṛṣṇe karā'la śayana\nācārya āsi' prabhure tabe kailā nivedana", "devanagari": "> আরতি করিয়া কৃষ্ণে করা’ল শয়ন ৷\n> আচার্য আসি’ প্ৰভুরে তবে কৈলা নিবেদন ॥৫৯॥", "synonyms": "*ārati kariyā*—após concluir o ārati; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *karā'la*—fizeram; *śayana*—deitar-se para descansar; *ācārya*—Advaita Ācārya; *āsi'*—vindo; *prabhure*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tabe*—então; *kailā*—fez; *nivedana*—submissão.", "translation": "**Depois que o ārati foi realizado para as Deidades no templo, o Senhor Kṛṣṇa foi posto a deitar-se para descansar. Advaita Ācārya então saiu para submeter algo ao Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/60/", "verse_text": "gṛhera bhitare prabhu karuna gamana\ndui bhāi āilā tabe karite bhojana", "devanagari": "> গৃহের ভিতরে প্রভু করুন গমন ৷\n> দুই ভাই আইলা তবে করিতে ভোজন ॥৬০॥", "synonyms": "*gṛhera bhitare*—dentro do aposento; *prabhu*—Caitanya Mahāprabhu; *karuna*—por favor faça; *gamana*—entrar; *dui bhāi*—os dois irmãos, Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu; *āilā*—vieram; *tabe*—então; *karite bhojana*—partilhar do prasāda.", "translation": "**Śrī Advaita Prabhu disse: \"Meus queridos Senhores, por favor, entrem neste aposento.\" Os dois irmãos, Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu, então adiantaram-se para tomar o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/61/", "verse_text": "mukunda, haridāsa,--dui prabhu bolāila\nyoḍa-hāte dui-jana kahite lāgila", "devanagari": "> মুকুন্দ, হরিদাস — দুই প্রভু বোলাইল ।\n> যোড়হাতে দুইজন কহিতে লাগিল ॥৬১॥", "synonyms": "*mukunda*—Mukunda; *haridāsa*—Haridāsa; *dui prabhu*—os dois Senhores; *bolāila*—chamaram; *yoḍa-hāte*—de mãos postas; *dui-jana*—duas pessoas; *kahite lāgila*—começaram a dizer.", "translation": "**Quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu foram aceitar o prasāda, ambos chamaram Mukunda e Haridāsa para que viessem com Eles. Contudo, Mukunda e Haridāsa, ambos de mãos postas, falaram do seguinte modo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/62/", "verse_text": "mukunda kahe--mora kichu kṛtya nāhi sare\npāche muñi prasāda pāmu, tumi yāha ghare", "devanagari": "> মুকুন্দ কহে — মোর কিছু কৃত্য নাহি সরে ।\n> পাছে মুঞি প্রসাদ পামু, তুমি যাহ ঘরে ॥৬২॥", "synonyms": "*mukunda kahe*—Mukunda disse; *mora*—de mim; *kichu*—algo; *kṛtya*—a realizar; *nāhi sare*—ainda não terminei; *pāche*—depois; *muñi*—eu; *prasāda*—prasāda; *pāmu*—aceitarei; *tumi yāha ghare*—por favor entrem ambos no aposento.", "translation": "**Quando Mukunda foi chamado, ele submeteu: \"Meu caro senhor, tenho algo a fazer que ainda não terminei. Mais tarde aceitarei o prasāda, de modo que vós, dois Prabhus, deveis agora, por favor, entrar no aposento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/63/", "verse_text": "haridāsa kahe--muñi pāpiṣṭha adhama\nbāhire eka muṣṭi pāche karimu bhojana", "devanagari": "> হরিদাস কহে — মুঞি পাপিষ্ঠ অধম ।\n> বাহিরে এক মুষ্টি পাছে করিমু ভোজন ॥৬৩॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa disse; *muñi*—eu; *pāpiṣṭha*—pecaminoso; *adhama*—o mais baixo dos homens; *bāhire*—do lado de fora; *eka*—um; *muṣṭi*—punhado; *pāche*—depois; *karimu*—farei; *bhojana*—comer.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Sou o mais pecaminoso e o mais baixo entre os homens. Mais tarde comerei um punhado de prasāda enquanto aguardo do lado de fora.\"**", "purport": "Embora os hindus e os muçulmanos vivessem juntos de maneira muito amistosa, ainda havia distinções entre eles. Os muçulmanos eram considerados yavanas, ou de baixo nascimento, e, sempre que um muçulmano era convidado, ele era alimentado do lado de fora da casa. Embora pessoalmente chamado por Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu para tomar o prasāda com Eles, ainda assim, por grande humildade, Haridāsa Ṭhākura submeteu: \"Tomarei o prasāda do lado de fora da casa.\" Embora Haridāsa Ṭhākura fosse um vaiṣṇava elevado, aceito por Advaita Ācārya, Nityānanda Prabhu e Śrī Caitanya Mahāprabhu, não obstante, para não perturbar a tranquilidade social, ele humildemente manteve-se na posição de um muçulmano, fora da jurisdição da comunidade hindu. Por isso, propôs tomar o prasāda do lado de fora da casa. Embora estivesse em uma posição elevada e fosse igual a outros grandes vaiṣṇavas, considerava-se um pāpiṣṭha, um homem muitíssimo pecaminoso, e adhama, o mais baixo entre os homens. Embora um vaiṣṇava possa ser muito avançado espiritualmente, ele se mantém externamente humilde e submisso."}
{"ref": "cc/madhya/3/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/64/", "verse_text": "dui prabhu lañā ācārya gelā bhitara ghare\nprasāda dekhiyā prabhura ānanda antare", "devanagari": "> দুই প্রভু লঞা আচার্য গেলা ভিতর ঘরে ।\n> প্রসাদ দেখিয়া প্রভুর আনন্দ অন্তরে ॥৬৪॥", "synonyms": "*dui prabhu*—os dois prabhus (Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu); *lañā*—com; *ācārya*—Advaita Ācārya; *gelā*—foi; *bhitara*—dentro; *ghare*—do aposento; *prasāda*—o prasāda; *dekhiyā*—vendo; *prabhura*—de Caitanya Mahāprabhu; *ānanda antare*—ficou muito satisfeito intimamente.", "translation": "**Advaita Ācārya levou o Senhor Nityānanda Prabhu e o Senhor Caitanya Mahāprabhu para dentro do aposento, e os dois Senhores viram a disposição do prasāda. Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou especialmente muito satisfeito.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou satisfeito porque viu quão primorosamente tantas variedades de alimento foram preparadas para Kṛṣṇa. Na verdade, todos os tipos de prasāda são preparados para Kṛṣṇa, e não para o povo, mas os devotos partilham do prasāda com grande prazer."}
{"ref": "cc/madhya/3/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/65/", "verse_text": "aiche anna ye kṛṣṇake karāya bhojana\njanme janme śire dharoṅ tāṅhāra caraṇa", "devanagari": "> ঐছে অন্ন যে কৃষ্ণকে করায় ভোজন ।\n> জন্মে জন্মে শিরে ধরোঁ তাঁহার চরণ ॥৬৫॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *anna*—os alimentos; *ye*—qualquer um que; *kṛṣṇake*—a Kṛṣṇa; *karāya*—faz; *bhojana*—comer; *janme janme*—nascimento após nascimento; *śire*—sobre Minha cabeça; *dharoṅ*—conservo; *tāṅhāra*—seus; *caraṇa*—pés de lótus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aprovou todos os métodos empregados ao cozinhar e oferecer alimento a Kṛṣṇa. De fato, Ele ficou tão satisfeito que disse: \"Falando francamente, conservarei pessoalmente sobre Minha cabeça, nascimento após nascimento, os pés de lótus de quem quer que possa oferecer a Kṛṣṇa um alimento tão primoroso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/66/", "verse_text": "prabhu jāne tina bhoga--kṛṣṇera naivedya\n\nācāryera manaḥ-kathā nahe prabhura vedya", "devanagari": "> প্রভু জানে তিনভোগ — কৃষ্ণের নৈবেদ্য ।\n> আচার্যের মনঃকথা নহে প্ৰভুর বেদ্য ॥৬৬॥", "synonyms": "*prabhu jāne*—o Senhor sabe; *tina bhoga*—três divisões de bhoga; *kṛṣṇera naivedya*—oferendas ao Senhor Kṛṣṇa; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *manaḥ-kathā*—as intenções; *nahe*—não; *prabhura*—ao Senhor; *vedya*—compreensível.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu entrou no aposento, viu três divisões de alimento e soube que todas elas se destinavam a Kṛṣṇa. Contudo, não compreendeu as intenções de Advaita Ācārya.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que uma dessas porções foi oferecida num prato de metal e se destinava a Kṛṣṇa, ao passo que as outras duas foram colocadas sobre grandes folhas de bananeira. A oferenda no prato de metal foi pessoalmente oferecida por Advaita Ācārya a Kṛṣṇa. As outras duas porções, sobre folhas de bananeira, deviam ser aceitas por Śrī Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Nityānanda. Essa era a intenção de Advaita Ācārya, mas Ele não a revelou a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o alimento oferecido em três lugares, pensou que tudo se destinava a Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/3/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/67/", "verse_text": "prabhu bale--vaisa tine kariye bhojana\n\nācārya kahe--āmi kariba pariveśana", "devanagari": "> প্রভু বলে — বৈস তিনে করিয়ে ভোজন ।\n> আচার্য কহে — আমি করিব পরিবেশন ॥৬৭॥", "synonyms": "*prabhu bale*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu disse; *vaisa*—sentai-vos; *tine*—nos três lugares; *kariye*—fazei; *bhojana*—a refeição; *ācārya kahe*—Advaita Ācārya respondeu; *āmi kariba pariveśana*—eu farei a distribuição.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Sentemo-nos nestes três lugares e tomemos o prasāda.\" Advaita Ācārya, porém, disse: \"Eu farei a distribuição do prasāda.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/68/", "verse_text": "kon sthāne vasiba, āra āna dui pāta\n\nalpa kari' āni' tāhe deha vyañjana bhāta", "devanagari": "> কোন্ স্থানে বসিব, আর আন দুই পাত ।\n> অল্প করি’ আনি’ তাহে দেহ ব্যঞ্জন ভাত ॥৬৮॥", "synonyms": "*kon sthāne vasiba*—onde nos sentaremos; *āra*—outras; *āna*—trazei; *dui pāta*—duas folhas; *alpa kari'*—em pequena quantidade; *āni'*—trazendo; *tāhe*—nelas; *deha*—dai; *vyañjana*—vegetais; *bhāta*—e arroz cozido.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pensou que todas as três porções se destinavam à distribuição; por isso, pediu mais duas folhas de bananeira, dizendo: \"Que tenhamos uma quantidade bem pequena de vegetais e arroz.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/69/", "verse_text": "ācārya kahe--vaisa doṅhe piṅḍira upare\n\neta bali' hāte dhari' vasāila duṅhāre", "devanagari": "> আচার্য কহে — বৈস দোঁহে পিঁড়ির উপরে ।\n> এত বলি’ হাতে ধরি’ বসাইল দুঁহারে ॥৬৯॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Advaita Ācārya disse; *vaisa*—sentai-vos; *doṅhe*—vós dois; *piṅḍira upare*—sobre as tábuas de madeira; *eta bali'*—dizendo isto; *hāte dhari'*—segurando-Lhes as mãos; *vasāila duṅhāre*—sentou os dois Senhores.", "translation": "**Advaita Ācārya disse: \"Sentai-vos aqui, nestes assentos.\" E, segurando-Lhes as mãos, sentou os dois.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/70/", "verse_text": "prabhu kahe--sannyāsīra bhakṣya nahe upakaraṇa\n\nihā khāile kaiche haya indriya vāraṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে — সন্ন্যাসীর ভক্ষ্য নহে উপকরণ ।\n> ইহা খাইলে কৈছে হয় ইন্দ্রিয় বারণ ॥৭০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *sannyāsīra*—por um sannyāsī; *bhakṣya*—a ser comido; *nahe*—isto não é; *upakaraṇa*—variedades de alimento; *ihā*—isto; *khāile*—se comer; *kaiche*—como; *haya*—há; *indriya*—dos sentidos; *vāraṇa*—o controle.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Não é apropriado que um sannyāsī coma tamanha variedade de alimentos. Se o fizer, como poderá controlar os sentidos?\"**", "purport": "A palavra upakaraṇa indica uma variedade de alimentos, como dāl, vegetais e outras espécies de pratos que se podem comer muito bem com arroz. Não é apropriado, contudo, que um sannyāsī coma pratos tão saborosos. Se o fizesse, não seria capaz de controlar os sentidos. Śrī Caitanya Mahāprabhu não incentivava os sannyāsīs a comer pratos muito saborosos, pois todo o culto vaiṣṇava é vairāgya-vidyā, tão renunciado quanto possível. Caitanya Mahāprabhu também aconselhou Raghunātha dāsa Gosvāmī a não comer pratos muito saborosos, não usar roupas muito finas nem falar sobre assuntos mundanos. Todas essas coisas são proibidas para aqueles que estão na ordem renunciada. Um devoto não aceita comer nada que não seja primeiramente oferecido a Kṛṣṇa. Todos os alimentos ricos oferecidos a Kṛṣṇa são dados aos gṛhasthas, os chefes de família. Há muitas coisas finas oferecidas a Kṛṣṇa — guirlandas, leitos, belos ornamentos, alimentos finos e até pān bem preparado, nozes de bétel —, mas um vaiṣṇava humilde, considerando seu corpo material e impuro, não aceita tais preparações para si mesmo. Ele pensa que, ao aceitar tais coisas, ofenderá os pés de lótus do Senhor. Aqueles que são sahajiyās não conseguem compreender o que Śrī Caitanya Mahāprabhu quis dizer ao pedir a Advaita Ācārya que trouxesse duas folhas separadas e Lhe desse uma pequena quantidade do prasāda."}
{"ref": "cc/madhya/3/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/71/", "verse_text": "ācārya kahe--chāḍa tumi āpanāra curi\n\nāmi saba jāni tomāra sannyāsera bhāri-bhuri", "devanagari": "> আচার্য কহে — ছাড় তুমি আপনার চুরি ।\n> আমি সব জানি তোমার সন্ন্যাসের ভারিভুরি ॥৭১॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Advaita Ācārya respondeu; *chāḍa*—abandonai; *tumi*—Vós; *āpanāra*—de Vós mesmo; *curi*—o disfarce; *āmi*—eu; *saba*—todo; *jāni*—conheço; *tomāra*—de Vós; *sannyāsera*—da aceitação da ordem renunciada; *bhāri-bhuri*—o significado confidencial.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu não aceitou o alimento que já havia sido servido, Advaita Ācārya disse: \"Por favor, abandonai Vosso disfarce. Eu sei quem sois e conheço o significado confidencial de Vossa aceitação da ordem de sannyāsa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/72/", "verse_text": "bhojana karaha, chāḍa vacana-cāturī\n\nprabhu kahe--eta anna khāite nā pāri", "devanagari": "> ভোজন করহ, ছাড় বচন-চাতুরী ।\n> প্রভু কহে — এত অন্ন খাইতে না পারি ॥৭২॥", "synonyms": "*bhojana karaha*—por favor, aceitai este prasāda; *chāḍa*—abandonai; *vacana-cāturī*—malabarismo de palavras; *prabhu kahe*—o Senhor disse; *eta*—tanto; *anna*—alimento; *khāite*—comer; *nā pāri*—não sou capaz.", "translation": "**Advaita Ācārya pediu, então, que Śrī Caitanya Mahāprabhu comesse e abandonasse o malabarismo de palavras. O Senhor respondeu: \"Certamente não consigo comer tanto alimento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/73/", "verse_text": "ācārya bale--akapaṭe karaha āhāra\n\nyadi khāite nā pāra pāte rahibeka āra", "devanagari": "> আচার্য বলে — অকপটে করহ আহার ।\n> যদি খাইতে না পার পাতে রহিবেক আর ॥৭৩॥", "synonyms": "*ācārya bale*—Advaita Ācārya diz; *akapaṭe*—sem fingimento; *karaha*—por favor, fazei; *āhāra*—a refeição; *yadi*—se; *khāite*—comer; *nā pāra*—não sois capaz; *pāte*—na folha; *rahibeka āra*—que reste o restante.", "translation": "**Advaita Ācārya pediu, então, ao Senhor que simplesmente aceitasse o prasāda sem fingimento. Se não pudesse comer tudo, o restante poderia ficar no prato.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/74/", "verse_text": "prabhu bale--eta anna nāriba khāite\n\nsannyāsīra dharma nahe ucchiṣṭa rākhite", "devanagari": "> প্রভু বলে — এত অন্ন নারিব খাইতে ।\n> সন্ন্যাসীর ধর্ম নহে উচ্ছিষ্ট রাখিতে ॥৭৪॥", "synonyms": "*prabhu bale*—o Senhor disse; *eta*—tanto; *anna*—alimento; *nāriba*—não serei capaz; *khāite*—comer; *sannyāsīra*—de um sannyāsī; *dharma nahe*—não é o dever; *ucchiṣṭa*—restos de alimento; *rākhite*—deixar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Não serei capaz de comer tanta comida, e não é dever de um sannyāsī deixar sobras.\"**\n\nDe acordo com o *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.18.19):\n\n\"Um *sannyāsī* deve tomar os alimentos que receber na casa de um chefe de família, ao ar livre, perto de algum lago ou rio, e após oferecer a comida a Viṣṇu, Brahmā e ao sol (três divisões), deve comer toda a oferta e não deixar nada para outros comerem.\"", "purport": "Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.18.19):\n\nbahir jalāśayaṁ gatvā\ntatopaspṛśya vāg-yataḥ\nvibhajya pāvitaṁ śeṣaṁ\nbhuñjītāśeṣam āhṛtam\n\n\"Um sannyāsī deve tomar todo alimento que recebe da casa de um chefe de família ao ar livre, próximo a algum lago ou rio, e, após oferecer o alimento a Viṣṇu, Brahmā e ao sol (três divisões), deve comer toda a oferenda e não deixar nada para os outros comerem.\""}
{"ref": "cc/madhya/3/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/75/", "verse_text": "ācārya bale--nīlācale khāo cauyānna-bāra\n\neka-bāre anna khāo śata śata bhāra", "devanagari": "> আচার্য বলে — নীলাচলে খাও চৌয়ান্নবার ।\n> একবারে অন্ন খাও শত শত ভার ॥৭৫॥", "synonyms": "*ācārya bale*—Advaita Ācārya responde; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *khāo*—Vós comeis; *cauyānna-bāra*—cinquenta e quatro vezes; *eka-bāre*—de uma só vez; *anna*—alimento; *khāo*—Vós comeis; *śata śata bhāra*—centenas de potes.", "translation": "**A este respeito, Advaita Ācārya fez referência ao fato de Caitanya Mahāprabhu comer em Jagannātha Purī. O Senhor Jagannātha e Śrī Caitanya Mahāprabhu são idênticos. Advaita Ācārya apontou que em Jagannātha Purī Caitanya Mahāprabhu comia cinquenta e quatro vezes, e cada vez comia muitas centenas de potes de comida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/76/", "verse_text": "tina janāra bhakṣya-piṇḍa--tomāra eka grāsa\n\ntāra lekhāya ei anna nahe pañca-grāsa", "devanagari": "> তিন জনার ভক্ষ্যপিণ্ড — তোমার এক গ্রাস ।\n> তার লেখায় এই অন্ন নহে পঞ্চগ্রাস ॥৭৬॥", "synonyms": "*tina janāra*—de três pessoas; *bhakṣya-piṇḍa*—a porção de alimentos; *tomāra*—de Vós; *eka grāsa*—um bocado; *tāra*—a isso; *lekhāya*—em proporção; *ei anna*—este alimento; *nahe*—não é; *pañca-grāsa*—cinco bocados.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya disse: \"A quantidade de alimento que três pessoas conseguem comer não constitui sequer um bocado para Vós. Em proporção a isso, estes alimentos não chegam nem a cinco bocados de alimento para Vós.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/77/", "verse_text": "mora bhāgye, mora ghare, tomāra āgamana\n\nchāḍaha cāturī, prabhu, karaha bhojana", "devanagari": "> মোর ভাগ্যে, মোর ঘরে, তোমার আগমন ।\n> ছাড়হ চাতুরী, প্রভু, করহ ভোজন ॥৭৭॥", "synonyms": "*mora bhāgye*—por minha fortuna; *mora ghare*—em minha casa; *tomāra*—Vossa; *āgamana*—chegada; *chāḍaha*—por favor, abandonai; *cāturī*—todo esse malabarismo; *prabhu*—meu Senhor; *karaha*—simplesmente fazei; *bhojana*—a refeição.", "translation": "**Advaita Ācārya prosseguiu: \"Por minha grande fortuna, acabais de vir à minha casa. Por favor, não façais malabarismo de palavras. Simplesmente começai a comer e não faleis.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/78/", "verse_text": "eta bali' jala dila dui gosāñira hāte\n\nhāsiyā lāgilā duṅhe bhojana karite", "devanagari": "> এত বলি’ জল দিল দুই গোসাঞির হাতে ।\n> হাসিয়া লাগিলা দুঁহে ভোজন করিতে ॥৭৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *jala dila*—forneceu água; *dui gosāñira*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu e do Senhor Nityānanda; *hāte*—às mãos; *hāsiyā*—sorrindo; *lāgilā*—começaram; *duṅhe*—ambos; *bhojana karite*—a comer.", "translation": "**Ao dizer isto, Advaita Ācārya forneceu água aos dois Senhores para que pudessem lavar as mãos. Os dois Senhores, então, sentaram-se e, sorrindo, começaram a comer o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/79/", "verse_text": "nityānanda kahe--kailuṅ tina upavāsa\n\nāji pāraṇā karite chila baḍa āśa", "devanagari": "> নিত্যানন্দ কহে — কৈলুঁ তিন উপবাস ।\n> আজি পারণা করিতে ছিল বড় আশ ॥৭৯॥", "synonyms": "*nityānanda kahe*—o Senhor Nityānanda disse; *kailuṅ*—submeti-Me; *tina*—três; *upavāsa*—dias de jejum; *āji*—hoje; *pāraṇā*—quebrar o jejum; *karite*—fazer; *chila*—havia; *baḍa*—grande; *āśa*—esperança.", "translation": "**Nityānanda Prabhu disse: \"Submeti-Me a jejum durante três dias seguidos. Hoje, esperava quebrar Meu jejum.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/80/", "verse_text": "āji upavāsa haila ācārya-nimantraṇe\n\nardha-peṭa nā bharibe ei grāseka anne", "devanagari": "> আজি উপবাস হৈল আচার্য-নিমন্ত্রণে ।\n> অর্ধপেট না ভরিবে এই গ্ৰাসেক অন্নে ॥৮০॥", "synonyms": "*āji*—hoje também; *upavāsa*—jejum; *haila*—houve; *ācārya-nimantraṇe*—pelo convite de Advaita Ācārya; *ardha-peṭa*—metade de Meu estômago; *nā*—não; *bharibe*—encherá; *ei*—este; *grāseka anne*—um bocado de alimento.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu pensasse que a quantidade de alimento era enorme, Nityānanda Prabhu, ao contrário, achava que não chegava nem a um bocado. Ele jejuava havia três dias e tinha grande esperança de quebrar o jejum naquele dia. De fato, Ele disse: \"Embora Advaita Ācārya Me convide a comer, hoje também é dia de jejum. Tão pequena quantidade de alimento não encherá nem metade de Meu estômago.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/81/", "verse_text": "ācārya kahe--tumi hao tairthika sannyāsī\n\nkabhu phala-mūla khāo, kabhu upavāsī", "devanagari": "> আচার্য কহে — তুমি হও তৈর্থিক সন্ন্যাসী ।\n> কভু ফল-মূল খাও, কভু উপবাসী ॥৮১॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Advaita Ācārya respondeu a Nityānanda Prabhu; *tumi*—Vós; *hao*—sois; *tairthika sannyāsī*—um mendicante que peregrina; *kabhu*—às vezes; *phala-mūla*—frutas e raízes; *khāo*—Vós comeis; *kabhu upavāsī*—às vezes jejuando.", "translation": "**Advaita Ācārya respondeu: \"Senhor, sois um mendicante que viaja em peregrinação. Às vezes, comeis frutas e raízes e, às vezes, simplesmente jejuais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/82/", "verse_text": "daridra-brāhmaṇa-ghare ye pāilā muṣṭy-eka anna\n\nihāte santuṣṭa hao, chāḍa lobha-mana", "devanagari": "> দরিদ্ৰ-ব্রাহ্মণ-ঘরে যে পাইলা মুষ্ট্যেক অন্ন ।\n> ইহাতে সন্তুষ্ট হও, ছাড় লোভ-মন ॥৮২॥", "synonyms": "*daridra-brāhmaṇa*—de um brāhmaṇa pobre; *ghare*—no lar; *ye*—qualquer que seja; *pāilā*—recebeste; *muṣṭi-eka*—um punhado; *anna*—de alimento; *ihāte*—com isto; *santuṣṭa hao*—por favor, fica satisfeito; *chāḍa*—abandona; *lobha-mana*—Tua mentalidade gananciosa.", "translation": "**\"Sou um brāhmaṇa pobre, e Tu vieste ao Meu lar. Por favor, fica satisfeito com o pouco alimento que recebeste e abandona Tua mentalidade gananciosa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/83/", "verse_text": "nityānanda bale--yabe kaile nimantraṇa\n\ntata dite cāha, yata kariye bhojana", "devanagari": "> নিত্যানন্দ বলে — যবে কৈলে নিমন্ত্রণ ৷\n> তত দিতে চাহ, যত করিয়ে ভোজন ॥৮৩॥", "synonyms": "*nityānanda bale*—o Senhor Nityānanda disse; *yabe*—quando; *kaile*—fizeste; *nimantraṇa*—convite; *tata*—tanto; *dite cāha*—deves fornecer; *yata*—quanto; *kariye bhojana*—eu possa comer.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu respondeu: \"Seja como for, Tu Me convidaste. Portanto, deves fornecer tanto quanto Eu queira comer.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/84/", "verse_text": "śuni' nityānandera kathā ṭhākura advaita\n\nkahena tāṅhāre kichu pāiyā pirīta", "devanagari": "> শুনি’ নিত্যানন্দের কথা ঠাকুর অদ্বৈত ।\n> কহেন তাঁহারে কিছু পাইয়া পিরীত ॥৮৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *nityānandera*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *kathā*—as palavras; *ṭhākura*—Sua Divina Graça; *advaita*—Advaita Ācārya; *kahena*—falou; *tāṅhāre*—a Nityānanda Prabhu; *kichu*—algo; *pāiyā*—aproveitando a oportunidade; *pirīta*—palavras agradáveis.", "translation": "**Sua Divina Graça Advaita Ācārya, após ouvir a declaração de Nityānanda Prabhu, aproveitou a oportunidade apresentada pelas palavras jocosas e dirigiu-Se a Ele da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/85/", "verse_text": "bhraṣṭa avadhūta tumi, udara bharite\n\nsannyāsa la-iyācha, bujhi, brāhmaṇa daṇḍite", "devanagari": "> “ভ্রষ্ট অবধূত তুমি, উদর ভরিতে ।\n> সন্ন্যাস লইয়াছ, বুঝি, ব্রাহ্মণ দণ্ডিতে ॥৮৫॥", "synonyms": "*bhraṣṭa avadhūta*—paramahaṁsa rejeitado; *tumi*—Tu; *udara bharite*—para encher Tua barriga; *sannyāsa la-iyācha*—aceitaste a ordem de vida renunciada; *bujhi*—eu compreendo; *brāhmaṇa daṇḍite*—para dar trabalho a um brāhmaṇa.", "translation": "**Advaita Ācārya disse: \"Tu és um paramahaṁsa rejeitado, e aceitaste a ordem de vida renunciada apenas para encher Tua barriga. Posso compreender que Teu intuito é dar trabalho aos brāhmaṇas.\"**", "purport": "Sempre há divergência de opinião entre um smārta-brāhmaṇa e um vaiṣṇava gosvāmī. Existem inclusive opiniões smārtas e opiniões dos vaiṣṇavas gosvāmīs disponíveis nos cálculos astrológicos e astronômicos. Ao chamar Nityānanda Prabhu de bhraṣṭa avadhūta (um paramahaṁsa rejeitado), Advaita Ācārya Prabhu, em certo sentido, aceitou Nityānanda Prabhu como paramahaṁsa. Em outras palavras, Nityānanda Prabhu nada tinha a ver com as regras que governam os smārta-brāhmaṇas. Assim, sob o pretexto de condená-Lo, Advaita Ācārya na verdade O elogiava. Na fase de avadhūta, a fase de paramahaṁsa, que é a fase mais elevada, a pessoa pode parecer viṣayī, no plano da gratificação dos sentidos, mas na realidade nada tem a ver com a gratificação dos sentidos. Nessa fase, a pessoa às vezes aceita os sintomas e as vestes de um sannyāsī e às vezes não. Por vezes, veste-se como um chefe de família. Devemos saber, contudo, que tudo isso constitui palavras jocosas entre Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu. Não devem ser tomadas como insultos.\n\nEm Khaḍadaha, às vezes as pessoas entendiam erroneamente que Nityānanda Prabhu pertencia à śākta-sampradāya, cuja filosofia é antaḥ śāktaḥ bahiḥ śaivaḥ sabhāyāṁ vaiṣṇavo mataḥ. Segundo a śākta-sampradāya, uma pessoa chamada kaulāvadhūta pensa materialmente, embora externamente pareça ser um grande devoto do Senhor Śiva. Quando tal pessoa se encontra numa assembleia de vaiṣṇavas, parece ser um vaiṣṇava. Na verdade, Nityānanda Prabhu não pertencia a tal comunidade. Nityānanda Prabhu sempre foi um brahmacārī de um sannyāsī da ordem vaidika. Na verdade, Ele era um paramahaṁsa. Às vezes, é aceito como discípulo de Lakṣmīpati Tīrtha. Se for assim aceito, Nityānanda Prabhu pertencia à Madhva-sampradāya. Ele não pertencia à tāntrika-sampradāya de Bengala."}
{"ref": "cc/madhya/3/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/86/", "verse_text": "tumi khete pāra daśa-viśa mānera anna\n\nāmi tāhā kāṅhā pāba daridra brāhmaṇa", "devanagari": "> তুমি খেতে পার দশ-বিশ মানের অন্ন ।\n> আমি তাহা কাঁহা পাব দরিদ্র ব্রাহ্মণ ॥৮৬॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *khete*—comer; *pāra*—és capaz; *daśa-viśa*—dez ou vinte; *mānera*—da medida de um māna; *anna*—arroz; *āmi*—eu; *tāhā*—isso; *kāṅhā*—onde; *pāba*—conseguirei; *daridra*—pobre; *brāhmaṇa*—brāhmaṇa.", "translation": "**Advaita Ācārya acusou Nityānanda Prabhu, dizendo: \"Tu podes comer dez ou vinte mānas de arroz. Eu sou um brāhmaṇa pobre. Como conseguirei tanto arroz?**", "purport": "Um māna é uma medida que contém cerca de quatro quilos."}
{"ref": "cc/madhya/3/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/87/", "verse_text": "ye pāñācha muṣṭy-eka anna, tāhā khāñā uṭha\n\npāgalāmi nā kariha, nā chaḍāio jhuṭha", "devanagari": "> যে পাঞাছ মুষ্ট্যেক অন্ন, তাহা খাঞা উঠ ।\n> পাগলামি না করিহ, না ছড়াইও ঝুঠ ।।” ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*ye pāñācha*—o que quer que tenhas; *muṣṭi-eka*—um punhado; *anna*—de arroz; *tāhā*—isso; *khāñā*—comendo; *uṭha*—por favor, levanta-te; *pāgalāmi*—loucura; *nā*—não; *kariha*—faças; *nā*—não; *chaḍāio*—espalhes; *jhuṭha*—restos de alimento.", "translation": "**\"O que quer que tenhas, ainda que seja um punhado de arroz, por favor come-o e levanta-te. Não mostres Tua loucura nem espalhes os restos de alimento de um lado para outro.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/88/", "verse_text": "ei mata hāsya-rase karena bhojana\n\nardha-ardha khāñā prabhu chāḍena vyañjana", "devanagari": "> এই মত হাস্যরসে করেন ভোজন ।\n> অর্ধ-অর্ধ খাঞা প্রভু ছাড়েন ব্যঞ্জন ॥৮৮॥", "synonyms": "*ei mata*—desta maneira; *hāsya-rase*—jocosamente; *karena*—faz; *bhojana*—comendo; *ardha-ardha*—metade e metade; *khāñā*—depois de comer; *prabhu*—o Senhor; *chāḍena*—abandona; *vyañjana*—todos os legumes.", "translation": "**Dessa maneira, Nityānanda Prabhu e o Senhor Caitanya Mahāprabhu comiam e conversavam com Advaita Ācārya de modo jocoso. Após comer metade de cada preparação de legumes que Lhe era oferecida, Śrī Caitanya Mahāprabhu a abandonava e passava para a seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/89/", "verse_text": "sei vyañjana ācārya punaḥ karena pūraṇa\n\nei mata punaḥ punaḥ pariveśe vyañjana", "devanagari": "> সেই ব্যঞ্জন আচার্য পুনঃ করেন পূরণ ৷\n> এই মত পুনঃ পুনঃ পরিবেশে ব্যঞ্জন ॥৮৯॥", "synonyms": "*sei vyañjana*—aquele legume comido pela metade; *ācārya*—Advaita Ācārya; *punaḥ*—novamente; *karena*—faz; *pūraṇa*—enchendo; *ei mata*—desta maneira; *punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *pariveśe*—distribui; *vyañjana*—legumes.", "translation": "**Assim que metade do legume na vasilha era consumida, Advaita Ācārya voltava a enchê-la. Dessa maneira, à medida que o Senhor terminava metade de uma preparação, Advaita Ācārya a enchia repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/90/", "verse_text": "donā vyañjane bhari' karena prārthana\n\nprabhu balena--āra kata kariba bhojana", "devanagari": "> দোনা ব্যঞ্জনে ভরি’ করেন প্রার্থন ।\n> প্রভু বলেন — আর কত করিব ভোজন ॥৯০॥", "synonyms": "*donā*—a vasilha; *vyañjane*—com legumes; *bhari'*—enchendo; *karena*—faz; *prārthana*—pedido; *prabhu balena*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu diz; *āra*—mais; *kata*—quanto; *kariba*—posso fazer; *bhojana*—comendo.", "translation": "**Após encher uma vasilha com legumes, Advaita Ācārya pediu-Lhes que comessem mais, e Caitanya Mahāprabhu disse: \"Quanto mais posso continuar a comer?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/91/", "verse_text": "ācārya kahe--ye diyāchi, tāhā nā chāḍibā\n\nekhana ye diye, tāra ardheka khāibā", "devanagari": "> আচার্য কহে — যে দিয়াছি, তাহা না ছাড়িবা ।\n> এখন যে দিয়ে, তার অর্ধেক খাইবা ॥৯১॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Advaita Ācārya disse; *ye diyāchi*—o que quer que eu tenha dado; *tāhā nā chāḍibā*—por favor, não o abandones; *ekhana*—agora; *ye*—o que quer que; *diye*—eu estou dando; *tāra ardheka*—metade disso; *khāibā*—comerás.", "translation": "**Advaita Ācārya disse: \"Por favor, não abandones nada do que já Te dei. Agora, do que estou dando, podes comer metade e deixar metade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/92/", "verse_text": "nānā yatna-dainye prabhure karāila bhojana\n\nācāryera icchā prabhu karila pūraṇa", "devanagari": "> নানা যত্ন-দৈন্যে প্রভুরে করাইল ভোজন ।\n> আচার্যের ইচ্ছা প্রভু করিল পূরণ ॥৯২॥", "synonyms": "*nānā yatna-dainye*—dessa maneira, por vários esforços e por humildade; *prabhure*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *karāila*—fez; *bhojana*—comer; *ācāryera icchā*—o desejo de Advaita Ācārya; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *karila*—fez; *pūraṇa*—satisfação.", "translation": "**Dessa maneira, por meio de vários pedidos humildes, Advaita Ācārya fez Śrī Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Nityānanda comerem. Assim, Caitanya Mahāprabhu satisfez todos os desejos de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/93/", "verse_text": "nityānanda kahe--āmāra peṭa nā bharila\n\nlañā yāha, tora anna kichu nā khāila", "devanagari": "> নিত্যানন্দ কহে — আমার পেট না ভরিল ।\n> লঞা যাহ, তোর অন্ন কিছু না খাইল ॥৯৩॥", "synonyms": "*nityānanda kahe*—Nityānanda Prabhu disse; *āmāra*—Minha; *peṭa*—barriga; *nā*—não; *bharila*—encheu; *lañā*—levando embora; *yāha*—vai; *tora*—Teu; *anna*—alimento; *kichu nā khāila*—não comi nada.", "translation": "**Novamente Nityānanda Prabhu disse, de modo jocoso: \"Minha barriga ainda não se encheu. Por favor, leva embora Teu alimento. Não comi nem o mínimo dele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/94/", "verse_text": "eta bali' eka-grāsa bhāta hāte lañā\n\nujhāli' phelila āge yena kruddha hañā", "devanagari": "> এত বলি’ একগ্রাস ভাত হাতে লঞা ।\n> উঝালি’ ফেলিল আগে যেন ক্রুদ্ধ হঞা ॥৯৪॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *eka-grāsa*—um punhado; *bhāta*—de arroz; *hāte*—na mão; *lañā*—tomando; *ujhāli'*—soltando; *phelila*—atirou; *āge*—à frente; *yena*—como se; *kruddha hañā*—ficando irado.", "translation": "**Após dizer isto, Nityānanda Prabhu tomou um punhado de arroz e o atirou ao chão diante de Si, como se estivesse irado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/95/", "verse_text": "bhāta dui-cāri lāge ācāryera aṅge\n\nbhāta aṅge lañā ācārya nāce bahu-raṅge", "devanagari": "> ভাত দুই-চারি লাগে আচার্যের অঙ্গে ।\n> ভাত অঙ্গে লঞা আচার্য নাচে বহুরঙ্গে ॥৯৫॥", "synonyms": "*bhāta dui-cāri*—dois ou quatro grãos do arroz atirado; *lāge*—tocam; *ācāryera aṅge*—o corpo de Advaita Ācārya; *bhāta*—o arroz; *aṅge*—em Seu corpo; *lañā*—com; *ācārya nāce*—o Ācārya começou a dançar; *bahu-raṅge*—de muitas maneiras.", "translation": "**Quando dois ou quatro grãos do arroz atirado tocaram Seu corpo, Advaita Ācārya começou a dançar de várias maneiras, com o arroz ainda grudado em Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/96/", "verse_text": "avadhūtera jhuṭhā lāgila mora aṅge\n\nparama pavitra more kaila ei ḍhaṅge", "devanagari": "> অবধূতের ঝুঠা লাগিল মোর অঙ্গে ।\n> পরম পবিত্র মোরে কৈল এই ঢঙ্গে ॥৯৬॥", "synonyms": "*avadhūtera jhuṭhā*—os restos do alimento do avadhūta; *lāgila*—tocaram; *mora*—Meu; *aṅge*—no corpo; *parama pavitra*—perfeitamente purificado; *more*—a Mim; *kaila*—tornou; *ei*—este; *ḍhaṅge*—comportamento.", "translation": "**Quando o arroz atirado por Nityānanda Prabhu tocou Seu corpo, Advaita Ācārya considerou-Se purificado pelo toque dos restos atirados por Paramahaṁsa Nityānanda. Por isso, começou a dançar.**", "purport": "A palavra avadhūta refere-se àquele que está acima de todas as regras e regulações. Às vezes, sem observar todas as regras e regulações de um sannyāsī, Nityānanda Prabhu exibia o comportamento de um avadhūta louco. Ele atirou os restos de alimento ao chão, e alguns desses restos tocaram o corpo de Advaita Ācārya. Advaita Ācārya aceitou isso com alegria, pois apresentava-Se como membro da comunidade dos smārta-brāhmaṇas. Ao tocar os restos de alimento atirados por Nityānanda Prabhu, Advaita Ācārya imediatamente sentiu-Se purificado de toda contaminação smārta. Os restos de alimento deixados por um vaiṣṇava puro chamam-se mahā-mahā-prasāda. Isso é completamente espiritual e identifica-se com o Senhor Viṣṇu. Tais restos não são comuns. O mestre espiritual deve ser considerado na fase de paramahaṁsa, além da jurisdição da instituição varṇāśrama. Os restos de alimento deixados pelo mestre espiritual e por paramahaṁsas semelhantes ou vaiṣṇavas puros são purificadores. Quando uma pessoa comum toca tal prasāda, sua mente é purificada e elevada à condição de um brāhmaṇa puro. O comportamento e as declarações de Advaita Ācārya destinam-se à compreensão das pessoas comuns, que desconhecem a força dos valores espirituais, não conhecendo a potência do alimento deixado pelo mestre espiritual genuíno e pelos vaiṣṇavas puros."}
{"ref": "cc/madhya/3/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/97/", "verse_text": "tore nimantraṇa kari' pāinu tāra phala\n\ntora jāti-kula nāhi, sahaje pāgala", "devanagari": "> তোরে নিমন্ত্রণ করি’ পাইনু তার ফল ।\n> তোর জাতি-কুল নাহি, সহজে পাগল ॥৯৭॥", "synonyms": "*tore*—a Ti; *nimantraṇa*—convite; *kari'*—fazendo; *pāinu*—recebi em retorno; *tāra*—disso; *phala*—o resultado; *tora*—Tua; *jāti-kula nāhi*—não há indício de Tua casta e família; *sahaje*—por natureza; *pāgala*—és um louco.", "translation": "**Advaita Ācārya disse, de modo jocoso: \"Meu querido Nityānanda, Eu Te convidei e, de fato, recebi os resultados. Não tens casta nem dinastia fixa. Por natureza, és um louco.**", "purport": "As palavras sahaje pāgala (\"louco por natureza\") indicam que Nityānanda Prabhu estava transcendentalmente situado na fase de paramahaṁsa. Por sempre Se lembrar de Rādhā-Kṛṣṇa e de Seu serviço, isso era loucura transcendental. Śrī Advaita Ācārya assinalava esse fato."}
{"ref": "cc/madhya/3/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/98/", "verse_text": "āpanāra sama more karibāra tare\n\njhuṭhā dile, vipra bali' bhaya nā karile", "devanagari": "> আপনার সম মোরে করিবার তরে ।\n> ঝুঠা দিলে, বিপ্র বলি’ ভয় না করিলে ॥৯৮॥", "synonyms": "*āpanāra sama*—como Você; *more*—a Mim; *karibāra tare*—para tornar; *jhuṭhā*—restos de alimento; *dile*—Você deu; *vipra bali'*—considerando como um brāhmaṇa; *bhaya*—medo; *nā karile*—Você não teve.", "translation": "**\"Para fazer de Mim um louco como Você, atirou-Me os restos de Seu alimento. Você nem sequer temeu o fato de que sou um brāhmaṇa.\"**", "purport": "As palavras āpanāra sama indicam que Advaita Ācārya Se considerava pertencente aos smārta-brāhmaṇas, ao passo que considerava Nityānanda Prabhu situado na plataforma transcendental, junto com os vaiṣṇavas puros. O Senhor Nityānanda deu a Advaita Ācārya Seus restos para situá-Lo na mesma plataforma e fazer d'Ele um vaiṣṇava puro e imaculado, ou paramahaṁsa. A afirmação de Advaita Ācārya indica que um vaiṣṇava paramahaṁsa está situado transcendentalmente. Um vaiṣṇava puro não está sujeito às regras e regulações dos smārta-brāhmaṇas. Esse foi o motivo pelo qual Advaita Ācārya afirmou, āpanāra sama more karibāra tare: \"para elevar-Me ao Seu próprio critério.\" Um vaiṣṇava puro, ou uma pessoa na plataforma de paramahaṁsa, aceita os restos de alimento (mahā-prasāda) como espirituais. Ele não os considera materiais nem destinados à gratificação dos sentidos. Aceita o mahā-prasāda não como dāl e arroz comuns, mas como substância espiritual. Para não falar dos restos de alimento deixados por um vaiṣṇava puro, o prasāda jamais se contamina, ainda que seja tocado pela boca de um caṇḍāla. De fato, ele retém seu valor espiritual. Portanto, ao comer ou tocar tal mahā-prasāda, um brāhmaṇa não se degrada. Não há possibilidade de contaminar-se ao tocar os restos de tal alimento. Na verdade, ao comer tal mahā-prasāda, a pessoa se livra de todas as contaminações da condição material. Esse é o veredito do śāstra."}
{"ref": "cc/madhya/3/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/99/", "verse_text": "nityānanda bale,--ei kṛṣṇera prasāda\n\nihāke 'jhuṭhā' kahile, tumi kaile aparādha", "devanagari": "> নিত্যানন্দ বলে, — এই কৃষ্ণের প্রসাদ ।\n> ইহাকে ‘ঝুঠা’ কহিলে, তুমি কৈলে অপরাধ ॥৯৯॥", "synonyms": "*nityānanda bale*—o Senhor Nityānanda disse; *ei*—este; *kṛṣṇera prasāda*—mahā-prasāda do Senhor Kṛṣṇa; *ihāke*—a ele; *jhuṭhā*—restos de alimento; *kahile*—se Você disser; *tumi*—Você; *kaile*—cometeu; *aparādha*—ofensa.", "translation": "**Nityānanda Prabhu respondeu: \"Estes são os restos de alimento deixados pelo Senhor Kṛṣṇa. Se Você os toma por restos comuns, cometeu uma ofensa.\"**", "purport": "No Bṛhad-viṣṇu Purāṇa afirma-se que aquele que considera o mahā-prasāda igual a arroz e dāl comuns certamente comete uma grande ofensa. Os alimentos comuns são tocáveis e intocáveis, mas não há tais considerações dualistas no que se refere ao prasāda. O prasāda é transcendental, e nele não há transformações nem contaminações, assim como não há contaminações nem transformações no corpo do próprio Senhor Viṣṇu. Dessa forma, mesmo que se seja um brāhmaṇa, é certo que se será acometido de lepra e privado de todos os membros da família caso se façam tais considerações dualistas. Tal ofensor vai para o inferno, para nunca mais retornar. Esta é a injunção do Bṛhad-viṣṇu Purāṇa."}
{"ref": "cc/madhya/3/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/100/", "verse_text": "śateka sannyāsī yadi karāha bhojana\n\ntabe ei aparādha ha-ibe khaṇḍana", "devanagari": "> শতেক সন্ন্যাসী যদি করাহ ভোজন ।\n> তবে এই অপরাধ হইবে খণ্ডন ॥১০০॥", "synonyms": "*śateka sannyāsī*—cem sannyāsīs; *yadi*—se; *karāha*—Você fizer; *bhojana*—a refeição; *tabe*—então; *ei*—esta; *aparādha*—ofensa; *ha-ibe*—haverá; *khaṇḍana*—anulação.", "translation": "**Śrīla Nityānanda Prabhu prosseguiu: \"Se Você convidar ao menos cem sannyāsīs à Sua casa e os alimentar suntuosamente, Sua ofensa será anulada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/101/", "verse_text": "ācārya kahe--nā kariba sannyāsi-nimantraṇa\n\nsannyāsī nāśila mora saba smṛti-dharma", "devanagari": "> আচার্য কহে — না করিব সন্ন্যাসি-নিমন্ত্রণ ।\n> সন্ন্যাসী নাশিল মোর সব স্মৃতি-ধর্ম ॥১০১॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Advaita Ācārya disse; *nā kariba*—eu jamais farei; *sannyāsi-nimantraṇa*—convite aos sannyāsīs; *sannyāsī*—um sannyāsī; *nāśila*—arruinou; *mora*—Meus; *saba*—todos; *smṛti-dharma*—princípios reguladores do smṛti-śāstra.", "translation": "**Advaita Ācārya respondeu: \"Jamais convidarei outro sannyāsī, pois foi um sannyāsī que arruinou todas as Minhas regulações brahmínicas do smṛti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/102/", "verse_text": "eta bali' dui jane karāila ācamana\n\nuttama śayyāte la-iyā karāila śayana", "devanagari": "> এত বলি’ দুই জনে করাইল আচমন ।\n> উত্তম শয্যাতে লইয়া করাইল শয়ন ॥১০২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *dui jane*—às duas personalidades; *karāila ācamana*—lavou-Lhes as mãos e a boca; *uttama*—muito bom; *śayyāte*—num leito; *la-iyā*—levando; *karāila*—fez com que; *śayana*—deitassem.", "translation": "**Depois disto, Advaita Ācārya fez com que os Senhores lavassem as mãos e a boca. Em seguida, conduziu-Os a um belo leito e fez com que Se deitassem para descansar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/103/", "verse_text": "lavaṅga elācī-bīja--uttama rasa-vāsa\n\ntulasī-mañjarī saha dila mukha-vāsa", "devanagari": "> লবঙ্গ এলাচী-বীজ — উত্তম রসবাস ।\n> তুলসী-মঞ্জরী সহ দিল মুখবাস ॥১০৩॥", "synonyms": "*lavaṅga*—cravos; *elācī*—cardamomo; *bīja*—sementes; *uttama*—muito boas; *rasa-vāsa*—especiarias saborosas; *tulasī-mañjarī*—as flores de tulasī; *saha*—com; *dila*—deu; *mukha-vāsa*—perfume da boca.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya ofereceu aos dois Senhores cravos e cardamomo misturados com flores de tulasī. Assim, havia um bom aroma em Suas bocas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/104/", "verse_text": "sugandhi candane lipta kaila kalevara\n\nsugandhi puṣpa-mālā āni' dila hṛdaya-upara", "devanagari": "> সুগন্ধি চন্দনে লিপ্ত কৈল কলেবর ।\n> সুগন্ধি পুষ্পমালা আনি’ দিল হৃদয়-উপর ॥১০৪॥", "synonyms": "*su-gandhi*—fragrante; *candane*—em sândalo; *lipta*—untou; *kaila*—fez; *kalevara*—os corpos; *su-gandhi*—muito fragrantes; *puṣpa-mālā*—guirlandas de flores; *āni'*—trazendo; *dila*—colocou; *hṛdaya-upara*—sobre os peitos.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya então untou os corpos dos Senhores com polpa de sândalo e em seguida colocou guirlandas de flores muito fragrantes sobre Seus peitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/105/", "verse_text": "ācārya karite cāhe pāda-saṁvāhana\n\nsaṅkucita hañā prabhu balena vacana", "devanagari": "> আচার্য করিতে চাহে পাদ-সম্বাহন ।\n> সঙ্কুচিত হঞা প্রভু বলেন বচন ॥১০৫॥", "synonyms": "*ācārya*—Advaita Ācārya; *karite*—fazer; *cāhe*—deseja; *pāda-saṁvāhana*—massagear os pés; *saṅkucita*—hesitante; *hañā*—tornando-se; *prabhu*—o Senhor; *balena*—diz; *vacana*—as palavras.", "translation": "**Quando o Senhor Se deitou no leito, Advaita Ācārya aguardava para massagear-Lhe as pernas, mas o Senhor, muito hesitante, dirigiu a Advaita Ācārya as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/106/", "verse_text": "bahuta nācāile tumi, chāḍa nācāna\n\nmukunda-haridāsa la-iyā karaha bhojana", "devanagari": "> বহুত নাচাইলে তুমি, ছাড় নাচান ।\n> মুকুন্দ-হরিদাস লইয়া করহ ভোজন ॥১০৬॥", "synonyms": "*bahuta*—de várias maneiras; *nācāile*—fez Me dançar; *tumi*—Você; *chāḍa*—abandone; *nācāna*—a dança; *mukunda*—Mukunda; *haridāsa*—Haridāsa; *la-iyā*—com; *karaha*—faça; *bhojana*—a refeição.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Advaita Ācārya, Você Me fez dançar de várias maneiras. Agora abandone essa prática. Vá com Mukunda e Haridāsa e tome a Sua refeição.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu está aqui dizendo a Advaita Ācārya que não convém a um sannyāsī aceitar belos leitos para deitar-se, nem mastigar cravos e cardamomo, nem ter o corpo untado com polpa de sândalo. Tampouco lhe convém aceitar guirlandas fragrantes e ter as pernas massageadas por um vaiṣṇava puro. \"Você já Me fez dançar conforme o Seu voto\", disse Caitanya Mahāprabhu. \"Agora, por favor, pare com isso. Pode ir e tomar a Sua refeição com Mukunda e Haridāsa.\""}
{"ref": "cc/madhya/3/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/107/", "verse_text": "tabe ta' ācārya saṅge lañā dui jane\n\nkarila icchāya bhojana, ye āchila mane", "devanagari": "> তবে ত’ আচার্য সঙ্গে লঞা দুই জনে ।\n> করিল ইচ্ছায় ভোজন, যে আছিল মনে ॥১০৭॥", "synonyms": "*tabe ta'*—em seguida; *ācārya*—Advaita Ācārya; *saṅge*—com; *lañā*—levando; *dui jane*—as duas pessoas, a saber, Mukunda e Haridāsa; *karila*—fez; *icchāya*—conforme o desejo; *bhojana*—a refeição; *ye āchila mane*—tudo o que havia na mente.", "translation": "**Em seguida, Advaita Ācārya tomou prasāda com Mukunda e Haridāsa, e todos comeram de todo o coração quanto desejaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/108/", "verse_text": "śāntipurera loka śuni' prabhura āgamana\n\ndekhite āilā loka prabhura caraṇa", "devanagari": "> শান্তিপুরের লোক শুনি’ প্রভুর আগমন ।\n> দেখিতে আইলা লোক প্রভুর চরণ ॥১০৮॥", "synonyms": "*śāntipurera loka*—todo o povo de Śāntipura; *śuni'*—ao ouvir; *prabhura āgamana*—a chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite āilā*—vieram ver; *loka*—todo o povo; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus do Senhor.", "translation": "**Quando o povo de Śāntipura ouviu que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu ali Se encontrava, todos imediatamente vieram ver Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/109/", "verse_text": "'hari' 'hari' bale loka ānandita hañā\n\ncamatkāra pāila prabhura saundarya dekhiñā", "devanagari": "> হরি’ ‘হরি’ বলে লোক আনন্দিত হঞা ।\n> চমত্কার পাইল প্রভুর সৌন্দর্য দেখিঞা ॥১০৯॥", "synonyms": "*hari hari*—o santo nome do Senhor; *bale*—dizem; *loka*—todo o povo; *ānandita*—satisfeito; *hañā*—estando; *camatkāra*—assombro; *pāila*—obteve; *prabhura*—do Senhor; *saundarya*—a beleza; *dekhiñā*—ao ver.", "translation": "**Muito satisfeito, todo o povo começou a bradar em voz alta o santo nome do Senhor: \"Hari! Hari!\" De fato, ficaram tomados de assombro ao ver a beleza do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/110/", "verse_text": "gaura-deha-kānti sūrya jiniyā ujjvala\n\naruṇa-vastra-kānti tāhe kare jhala-mala", "devanagari": "> গৌর-দেহ-কান্তি সূর্য জিনিয়া উজ্জ্বল ।\n> অরুণ-বস্ত্রকান্তি তাহে করে ঝলমল ॥১১০॥", "synonyms": "*gaura*—de tez clara; *deha*—do corpo; *kānti*—o brilho; *sūrya*—o sol; *jiniyā*—vencendo; *ujjvala*—reluzente; *aruṇa*—avermelhada; *vastra-kānti*—a beleza das vestes; *tāhe*—nisso; *kare*—faz; *jhala-mala*—cintilação.", "translation": "**Eles viram o corpo de tez muito clara de Śrī Caitanya Mahāprabhu e seu brilho reluzente, que vencia o esplendor do sol. Acima de tudo isso estava a beleza das vestes açafroadas que cintilavam sobre Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/111/", "verse_text": "āise yāya loka harṣe, nāhi samādhāna\n\nlokera saṅghaṭṭe dina haila avasāna", "devanagari": "> আইসে যায় লোক হর্ষে, নাহি সমাধান ।\n> লোকের সঙ্ঘট্টে দিন হৈল অবসান ॥১১১॥", "synonyms": "*āise*—vêm; *yāya*—vão; *loka*—todo o povo; *harṣe*—com grande prazer; *nāhi*—não há; *samādhāna*—contagem; *lokera*—do povo; *saṅghaṭṭe*—em multidões; *dina*—o dia; *haila*—houve; *avasāna*—o fim.", "translation": "**O povo ia e vinha com grande prazer. Não havia como calcular quantas pessoas ali se reuniram antes que o dia chegasse ao fim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/112/", "verse_text": "sandhyāte ācārya ārambhila saṅkīrtana\n\nācārya nācena, prabhu karena darśana", "devanagari": "> সন্ধ্যাতে আচার্য আরম্ভিল সঙ্কীর্তন ৷\n> আচার্য নাচেন, প্রভু করেন দর্শন ॥১১২॥", "synonyms": "*sandhyāte*—à tarde; *ācārya*—Advaita Ācārya; *ārambhila*—começou; *saṅkīrtana*—o cantar congregacional; *ācārya*—Advaita Ācārya; *nācena*—dança; *prabhu*—o Senhor; *karena*—faz; *darśana*—observação.", "translation": "**Logo que anoiteceu, Advaita Ācārya deu início ao cantar congregacional. Ele próprio começou a dançar, e o Senhor observava a apresentação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/113/", "verse_text": "nityānanda gosāñi bule ācārya dhariñā\n\nharidāsa pāche nāce haraṣita hañā", "devanagari": "> নিত্যানন্দ গোসাঞি বুলে আচার্য ধরিঞা ৷\n> হরিদাস পাছে নাচে হরষিত হঞা ॥১১৩॥", "synonyms": "*nityānanda gosāñi*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *bule*—começou a mover-se, dançando; *ācārya dhariñā*—seguindo Advaita Ācārya; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *pāche*—atrás; *nāce*—dança; *haraṣita hañā*—estando satisfeito.", "translation": "**Quando Advaita Ācārya começou a dançar, Nityānanda Prabhu começou a dançar atrás d'Ele. Haridāsa Ṭhākura, muito satisfeito, também começou a dançar atrás d'Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/114/", "verse_text": "ki kahiba re sakhī ājuka ānanda ora\n\ncira-dine mādhava mandire mora", "devanagari": "> কি কহিব রে সখি আজুক আনন্দ ওর ।\n> চিরদিনে মাধব মন্দিরে মোর ।। ১১৪ ।। ধ্রু ।। ॥১১৪॥", "synonyms": "*ki*—o que; *kahiba*—direi; *re*—ó; *sakhī*—minhas queridas amigas; *ājuka*—hoje; *ānanda*—prazer; *ora*—o limite; *cira-dine*—após muitos dias; *mādhava*—o Senhor Kṛṣṇa; *mandire*—no templo; *mora*—meu.", "translation": "**Advaita Ācārya disse: \" 'Minhas queridas amigas, que direi? Hoje recebi o mais elevado prazer transcendental. Após muitos e muitos dias, o Senhor Kṛṣṇa está em minha casa.' \"**", "purport": "Esta é uma canção composta por Vidyāpati. Às vezes a palavra mādhava é compreendida erroneamente como referência a Mādhavendra Purī. Advaita Ācārya era discípulo de Mādhavendra Purī e, em consequência, algumas pessoas pensam que Ele Se referia a Mādhavendra Purī ao empregar a palavra mādhava. Mas, na verdade, não é esse o caso. Esta canção foi composta para comemorar a separação de Kṛṣṇa de Rādhārāṇī durante a ausência de Kṛṣṇa em Mathurā. Pensa-se que esta canção foi cantada por Śrīmatī Rādhārāṇī quando Kṛṣṇa retornou. Tecnicamente, chama-se Mathurā-viraha."}
{"ref": "cc/madhya/3/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/115/", "verse_text": "ei pada gāoyāiyā harṣe karena nartana\n\nsveda-kampa-pulakāśru-huṅkāra-garjana", "devanagari": "> এই পদ গাওয়াইয়া হর্ষে করেন নর্তন ৷\n> স্বেদ-কম্প-পুলকাশ্রু-হুঙ্কার-গর্জন ॥১১৫॥", "synonyms": "*ei pada*—este verso; *gāoyāiyā*—fazendo que fosse cantado; *harṣe*—em prazer; *karena*—faz; *nartana*—dança; *sveda*—transpiração; *kampa*—tremor; *pulaka*—arrepio dos pelos; *aśru*—lágrimas em razão do prazer; *huṅkāra*—estrondo; *garjana*—bramido.", "translation": "**Advaita Ācārya conduziu o grupo de saṅkīrtana e, com grande prazer, cantou este verso. Houve uma manifestação de transpiração extática, tremor, arrepio dos pelos, lágrimas nos olhos e, por vezes, estrondos e bramidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/116/", "verse_text": "phiri' phiri' kabhu prabhura dharena caraṇa\n\ncaraṇe dhariyā prabhure balena vacana", "devanagari": "> ফিরি’ ফিরি’ কভু প্রভুর ধরেন চরণ ।\n> চরণে ধরিয়া প্ৰভুরে বলেন বচন ॥১১৬॥", "synonyms": "*phiri' phiri'*—girando e girando; *kabhu*—às vezes; *prabhura*—do Senhor; *dharena*—agarra; *caraṇa*—os pés de lótus; *caraṇe dhariyā*—agarrando os pés de lótus; *prabhure*—ao Senhor; *balena*—diz; *vacana*—palavras.", "translation": "**Enquanto dançava, Advaita Ācārya às vezes girava em torno de si mesmo e agarrava os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Dirigiu-se então a Ele nos seguintes termos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/117/", "verse_text": "aneka dina tumi more beḍāile bhāṇḍiyā\n\ngharete pāñāchi, ebe rākhiba bāndhiyā", "devanagari": "> অনেক দিন তুমি মোরে বেড়াইলে ভাণ্ডিয়া ।\n> ঘরেতে পাঞাছি, এবে রাখিব বান্ধিয়া ॥১১৭॥", "synonyms": "*aneka dina*—muitos dias; *tumi*—Tu; *more*—de Mim; *beḍāile*—escapaste; *bhāṇḍiyā*—enganando ou ludibriando; *gharete*—em Minha casa; *pāñāchi*—consegui-Te; *ebe*—agora; *rākhiba*—manterei; *bāndhiyā*—amarrando.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya dizia: \"Durante muitos dias Tu Me escapaste com ardis. Agora Te tenho em Minha casa e Te manterei amarrado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/118/", "verse_text": "eta bali' ācārya ānande karena nartana\n\nprahareka-rātri ācārya kaila saṅkīrtana", "devanagari": "> এত বলি’ আচার্য আনন্দে করেন নর্তন ।\n> প্রহরেক-রাত্রি আচার্য কৈল সঙ্কীর্তন ॥১১৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *ācārya*—Advaita Ācārya; *ānande*—em prazer; *karena*—faz; *nartana*—dança; *prahareka*—cerca de três horas; *rātri*—à noite; *ācārya*—Śrī Advaita Ācārya; *kaila saṅkīrtana*—realizou saṅkīrtana, ou canto congregacional.", "translation": "**Assim falando, Advaita Ācārya realizou canto congregacional com grande prazer por três horas naquela noite e dançou todo o tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/119/", "verse_text": "premera utkaṇṭhā,--prabhura nāhi kṛṣṇa-saṅga\n\nvirahe bāḍila prema-jvālāra taraṅga", "devanagari": "> প্রেমের উৎকণ্ঠা — প্রভুর নাহি কৃষ্ণ-সঙ্গ ।\n> বিরহে বাড়িল প্রেমজ্বালার তরঙ্গ ॥১১৯॥", "synonyms": "*premera utkaṇṭhā*—a ânsia do amor extático; *prabhura*—do Senhor; *nāhi*—não há; *kṛṣṇa-saṅga*—encontro com o Senhor Kṛṣṇa; *virahe*—em separação; *bāḍila*—aumentaram; *prema-jvālāra*—das chamas do amor; *taraṅga*—ondas.", "translation": "**Quando Advaita Ācārya dançou daquela maneira, o Senhor Caitanya sentiu amor extático por Kṛṣṇa e, devido à Sua separação, as ondas e as chamas do amor aumentaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/120/", "verse_text": "vyākula hañā prabhu bhūmite paḍilā\n\ngosāñi dekhiyā ācārya nṛtya sambarilā", "devanagari": "> ব্যাকুল হঞা প্রভু ভূমিতে পড়িলা ৷\n> গোসাঞি দেখিয়া আচার্য নৃত্য সম্বরিলা ॥১২০॥", "synonyms": "*vyākula hañā*—estando demasiadamente agitado; *prabhu*—o Senhor; *bhūmite*—ao chão; *paḍilā*—caiu; *gosāñi*—o Senhor; *dekhiyā*—vendo; *ācārya*—Advaita Ācārya; *nṛtya*—a dança; *sambarilā*—interrompeu.", "translation": "**Agitado pelo êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu subitamente caiu no chão. Ao ver isso, Advaita Ācārya parou de dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/121/", "verse_text": "prabhura antara mukunda jāne bhāla-mate\n\nbhāvera sadṛśa pada lāgilā gāite", "devanagari": "> প্ৰভুর অন্তর মুকুন্দ জানে ভালমতে ।\n> ভাবের সদৃশ পদ লাগিলা গাইতে ॥১২১॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *antara*—o coração; *mukunda*—Mukunda; *jāne*—conhece; *bhāla-mate*—muito bem; *bhāvera*—à disposição extática; *sadṛśa*—adequados; *pada*—versos; *lāgilā gāite*—começou a cantar.", "translation": "**Quando Mukunda viu o êxtase de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele compreendeu os sentimentos do Senhor e começou a cantar muitas estrofes que intensificavam a força do êxtase do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/122/", "verse_text": "ācārya uṭhāila prabhuke karite nartana\n\npada śuni' prabhura aṅga nā yāya dhāraṇa", "devanagari": "> আচার্য উঠাইল প্ৰভুকে করিতে নর্তন ।\n> পদ শুনি’ প্ৰভুর অঙ্গ না যায় ধারণ ॥১২২॥", "synonyms": "*ācārya*—Advaita Ācārya; *uṭhāila*—ergueu; *prabhuke*—o Senhor; *karite*—fazer; *nartana*—dançar; *pada śuni'*—ao ouvir as estrofes; *prabhura*—do Senhor; *aṅga*—o corpo; *nā*—não; *yāya*—era possível; *dhāraṇa*—segurar.", "translation": "**Advaita Ācārya ergueu o corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu para ajudá-Lo a dançar, mas o Senhor, após ouvir as estrofes cantadas por Mukunda, não pôde ser contido devido a Seus sintomas corporais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/123/", "verse_text": "aśru, kampa, pulaka, sveda, gadgada vacana\n\nkṣaṇe uṭhe, kṣaṇe paḍe, kṣaṇeka rodana", "devanagari": "> অশ্রু, কম্প, পুলক, স্বেদ, গদ্গদ বচন ।\n> ক্ষণে উঠে, ক্ষণে পড়ে, ক্ষণেক রোদন ॥১২৩॥", "synonyms": "*aśru*—lágrimas; *kampa*—tremor; *pulaka*—arrepio dos pelos em êxtase; *sveda*—transpiração; *gadgada*—embargadas; *vacana*—palavras; *kṣaṇe*—às vezes; *uṭhe*—levanta-se; *kṣaṇe*—às vezes; *paḍe*—cai; *kṣaṇeka*—às vezes; *rodana*—pranto.", "translation": "**Lágrimas caíam de Seus olhos, e todo o Seu corpo tremia. Seus pelos se arrepiavam, Ele transpirava intensamente e Suas palavras se embargavam. Às vezes Ele se levantava, e às vezes caía. E às vezes chorava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/124/", "verse_text": "hā hā prāṇa-priya-sakhī, ki nā haila more\n\nkānu-prema-viṣe mora tanu-mana jare", "devanagari": "> হা হা প্রাণপ্রিয়সখি, কি না হৈল মোরে ।\n> কানুপ্রেমবিষে মোর তনু-মন জরে ।। ১২৪ ।। ধ্রু ।। ॥১২৪॥", "synonyms": "*hā hā*—ó; *prāṇa-priya-sakhī*—minha querida amiga; *ki nā haila more*—o que não me aconteceu; *kānu-prema-viṣe*—o veneno do amor por Kṛṣṇa; *mora*—meu; *tanu*—corpo; *mana*—mente; *jare*—aflige.", "translation": "**Mukunda cantou: \" 'Minha querida amiga íntima! O que não me aconteceu! Devido aos efeitos do veneno do amor por Kṛṣṇa, meu corpo e minha mente foram severamente afligidos.**", "purport": "Quando Mukunda viu que Caitanya Mahāprabhu sentia dor extática e manifestava sintomas corporais extáticos, tudo devido aos sentimentos de separação de Kṛṣṇa, ele cantou canções acerca do encontro com Kṛṣṇa. Advaita Ācārya também interrompeu a dança."}
{"ref": "cc/madhya/3/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/125/", "verse_text": "rātri-dine poḍe mana soyāsti nā pāṅ\n\nyāhāṅ gele kānu pāṅ, tāhāṅ uḍi' yāṅ", "devanagari": "> রাত্রি-দিনে পোড়ে মন সোয়াস্তি না পাঙ ।\n> যাহাঁ গেলে কানু পাঙ, তাহাঁ উড়ি’ যাঙ ॥১২৫॥", "synonyms": "*rātri-dine*—dia e noite; *poḍe*—arde; *mana*—mente; *soyāsti*—descanso; *nā*—não; *pāṅ*—consigo; *yāhāṅ*—onde; *gele*—se for; *kānu pāṅ*—posso conseguir Kṛṣṇa; *tāhāṅ*—lá; *uḍi'*—voando; *yāṅ*—vou.", "translation": "**\" 'Meu sentimento é assim: minha mente arde dia e noite, e não consigo descanso algum. Se houvesse algum lugar aonde eu pudesse ir para encontrar Kṛṣṇa, eu voaria imediatamente para lá.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/126/", "verse_text": "ei pada gāya mukunda madhura susvare\n\nśuniyā prabhura citta antare vidare", "devanagari": "> এই পদ গায় মুকুন্দ মধুর সুস্বরে ।\n> শুনিয়া প্রভুর চিত্ত অন্তরে বিদরে ॥১২৬॥", "synonyms": "*ei pada*—esta estrofe; *gāya*—canta; *mukunda*—Mukunda; *madhura*—doce; *su-svare*—em voz; *śuniyā*—ouvindo; *prabhura*—do Senhor; *citta*—a mente; *antare*—por dentro; *vidare*—parte-se em pedaços.", "translation": "**Esta estrofe foi cantada por Mukunda numa voz muito doce, mas, assim que Caitanya Mahāprabhu ouviu esta estrofe, Sua mente se despedaçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/127/", "verse_text": "nirveda, viṣāda, harṣa, cāpalya, garva, dainya\n\nprabhura sahita yuddha kare bhāva-sainya", "devanagari": "> নির্বেদ, বিষাদ হর্ষ, চাপল্য, গর্ব, দৈন্য ।\n> প্রভুর সহিত যুদ্ধ করে ভাব-সৈন্য ॥১২৭॥", "synonyms": "*nirveda*—desapontamento; *viṣāda*—melancolia; *harṣa*—prazer; *cāpalya*—inquietação; *garva*—orgulho; *dainya*—humildade; *prabhura*—o Senhor; *sahita*—com; *yuddha*—luta; *kare*—fazem; *bhāva*—de sentimentos extáticos; *sainya*—soldados.", "translation": "**Os sintomas extáticos transcendentais de desapontamento, melancolia, prazer, inquietação, orgulho e humildade começaram todos a lutar como soldados dentro do Senhor.**", "purport": "Harṣa é descrito no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*. Harṣa é experimentado quando alguém finalmente alcança o objetivo desejado da vida e, em consequência, fica muito contente. Quando harṣa está presente, o corpo treme, e os pelos do corpo se arrepiam. Há transpiração, lágrimas e uma explosão de paixão e loucura. A boca fica inchada, e a pessoa experimenta inércia e ilusão. Quando alguém alcança o objeto que deseja e se sente muito afortunado, o brilho de seu corpo aumenta. Por causa de suas próprias qualidades e de sentimentos de grandeza, ele não se importa com mais ninguém, e isto se chama garva, ou orgulho. Nesta condição, a pessoa profere orações e não responde às perguntas dos outros. Ver o próprio corpo, ocultar os próprios desejos e não atender às palavras dos outros são sintomas visíveis no êxtase de garva."}
{"ref": "cc/madhya/3/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/128/", "verse_text": "jara-jara haila prabhu bhāvera prahāre\n\nbhūmite paḍila, śvāsa nāhika śarīre", "devanagari": "> জর-জর হৈল প্রভু ভাবের প্রহারে ।\n> ভূমিতে পড়িল, শ্বাস নাহিক শরীরে ॥১২৮॥", "synonyms": "*jara-jara*—vacilante; *haila*—houve; *prabhu*—o Senhor; *bhāvera*—das disposições extáticas; *prahāre*—no assalto; *bhūmite*—ao chão; *paḍila*—caiu; *śvāsa*—respiração; *nāhika*—não havia; *śarīre*—no corpo.", "translation": "**Todo o corpo do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a vacilar devido ao assalto de vários sintomas extáticos. Em consequência, Ele caiu imediatamente ao chão, e Sua respiração quase parou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/129/", "verse_text": "dekhiyā cintita hailā yata bhakta-gaṇa\n\nācambite uṭhe prabhu kariyā garjana", "devanagari": "> দেখিয়া চিন্তিত হৈলা যত ভক্তগণ ।\n> আচম্বিতে উঠে প্রভু করিয়া গর্জন ॥১২৯॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *cintita*—ansiosos; *hailā*—ficaram; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *ācambite*—de repente; *uṭhe*—ergue-se; *prabhu*—o Senhor; *kariyā*—fazendo; *garjana*—estrondo.", "translation": "**Ao ver a condição do Senhor, todos os devotos ficaram muito ansiosos. Então, de repente, o Senhor se levantou e começou a produzir sons estrondosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/130/", "verse_text": "'bal' 'bal' bale, nāce, ānande vihvala\n\nbujhana nā yāya bhāva-taraṅga prabala", "devanagari": "> ‘বল্’ ‘বল্’ বলে, নাচে, আনন্দে বিহ্বল ৷\n> বুঝন না যায় ভাব-তরঙ্গ প্রবল ॥১৩০॥", "synonyms": "*bal bal*—fala, fala; *bale*—o Senhor diz; *nāce*—dança; *ānande*—em prazer; *vihvala*—dominado; *bujhana*—compreensão; *nā yāya*—não é possível; *bhāva-taraṅga*—as ondas de êxtase; *prabala*—poderosas.", "translation": "**Ao se levantar, o Senhor disse: \"Continua falando! Continua falando!\" Assim, Ele começou a dançar, dominado pelo prazer. Ninguém conseguia compreender as fortes ondas deste êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/131/", "verse_text": "nityānanda saṅge bule prabhuke dhariñā\n\nācārya, haridāsa bule pāche ta', nāciñā", "devanagari": "> নিত্যানন্দ সঙ্গে বুলে প্ৰভুকে ধরিঞা ।\n> আচার্য, হরিদাস বুলে পাছে ত’ নাচিঞা ॥১৩১॥", "synonyms": "*nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *saṅge*—com; *bule*—caminha; *prabhuke*—o Senhor; *dhariñā*—agarrando; *ācārya*—Advaita Ācārya; *haridāsa*—Ṭhākura Haridāsa; *bule*—caminham; *pāche*—atrás; *ta'*—certamente; *nāciñā*—dançando.", "translation": "**O Senhor Nityānanda começou a caminhar com Caitanya Mahāprabhu para cuidar de que Ele não caísse, e Advaita Ācārya e Haridāsa Ṭhākura Os seguiam, dançando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/132/", "verse_text": "ei mata prahareka nāce prabhu raṅge\n\nkabhu harṣa, kabhu viṣāda, bhāvera taraṅge", "devanagari": "> এই মত প্ৰহরেক নাচে প্রভু রঙ্গে ৷\n> কভু হর্ষ, কভু বিষাদ, ভাবের তরঙ্গে ॥১৩২॥", "synonyms": "*ei mata*—desta maneira; *prahareka*—por cerca de três horas; *nāce*—dança; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *raṅge*—em grande êxtase; *kabhu*—às vezes; *harṣa*—prazer; *kabhu*—às vezes; *viṣāda*—tristeza; *bhāvera*—de êxtase; *taraṅge*—nas ondas.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor dançou durante pelo menos três horas. Às vezes manifestavam-se os sintomas de êxtase, inclusive prazer, tristeza e muitas outras ondas de amor emocional extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/133/", "verse_text": "tina dina upavāse kariyā bhojana\n\nuddaṇḍa-nṛtyete prabhura haila pariśrama", "devanagari": "> তিন দিন উপবাসে করিয়া ভোজন ।\n> উদ্দণ্ড-নৃত্যেতে প্রভুর হৈল পরিশ্রম ॥১৩৩॥", "synonyms": "*tina dina*—três dias; *upavāse*—em jejum; *kariyā*—fazendo; *bhojana*—comer; *uddaṇḍa*—pulando alto; *nṛtyete*—na dança; *prabhura*—do Senhor; *haila*—houve; *pariśrama*—fadiga.", "translation": "**O Senhor estivera em jejum durante três dias e, depois desse período, alimentou-Se fartamente. Assim, ao dançar e pular alto, ficou um pouco fatigado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/134/", "verse_text": "tabu ta' nā jāne śrama premāviṣṭa hañā\n\nnityānanda mahāprabhuke rākhila dhariñā", "devanagari": "> তবু ত’ না জানে শ্রম প্রেমাবিষ্ট হঞা ।\n> নিত্যানন্দ মহাপ্ৰভুকে রাখিল ধরিঞা ॥১৩৪॥", "synonyms": "*tabu*—ainda; *ta'*—certamente; *nā jāne*—não conhece; *śrama*—fadiga; *prema-āviṣṭa*—absorto em amor; *hañā*—estando; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *mahāprabhuke*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rākhila*—deteve; *dhariñā*—segurando.", "translation": "**Estando plenamente absorto em amor a Deus, Ele não percebia Sua fadiga. Mas Nityānanda Prabhu, segurando-O, deteve Sua dança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/135/", "verse_text": "ācārya-gosāñi tabe rākhila kīrtana\n\nnānā sevā kari' prabhuke karāila śayana", "devanagari": "> আচার্য-গোসাঞি তবে রাখিল কীর্তন ।\n> নানা সেবা করি’ প্রভুকে করাইল শয়ন ॥১৩৫॥", "synonyms": "*ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *tabe*—então; *rākhila*—suspendeu; *kīrtana*—o cantar; *nānā*—vários; *sevā*—serviços; *kari'*—realizando; *prabhuke*—ao Senhor; *karāila*—fez; *śayana*—deitar-se.", "translation": "**Embora o Senhor estivesse fatigado, Nityānanda Prabhu manteve-O firme, segurando-O. Naquele momento, Advaita Ācārya suspendeu o cantar e, prestando vários serviços ao Senhor, fê-lo deitar-se para descansar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/136/", "verse_text": "ei-mata daśa-dina bhojana-kīrtana\n\neka-rūpe kari' kare prabhura sevana", "devanagari": "> এইমত দশদিন ভোজন-কীর্তন ৷\n> একরূপে করি’ করে প্রভুর সেবন ॥১৩৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *daśa-dina*—continuamente por dez dias; *bhojana-kīrtana*—comer e cantar; *eka-rūpe*—sem mudança; *kari'*—fazendo; *kare*—faz; *prabhura*—do Senhor; *sevana*—serviço.", "translation": "**Durante dez dias consecutivos, Advaita Ācārya realizou banquetes e cantares ao entardecer. Dessa forma, serviu o Senhor sem qualquer mudança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/137/", "verse_text": "prabhāte ācāryaratna dolāya caḍāñā\n\nbhakta-gaṇa-saṅge āilā śacīmātā lañā", "devanagari": "> প্রভাতে আচার্যরত্ন দোলায় চড়াঞা ।\n> ভক্তগণ-সঙ্গে আইলা শচীমাতা লঞা ॥১৩৭॥", "synonyms": "*prabhāte*—pela manhã; *ācāryaratna*—Candraśekhara; *dolāya*—num palanquim; *caḍāñā*—sentando; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com os devotos; *āilā*—veio; *śacī-mātā*—mãe Śacī; *lañā*—trazendo.", "translation": "**Pela manhã, Candraśekhara trouxe Śacīmātā de sua casa, com muitos devotos, e a sentou num palanquim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/138/", "verse_text": "nadīyā-nagarera loka—strī-bālaka-vṛddha\n\nsaba loka āilā, haila saṅghaṭṭa samṛddha", "devanagari": "> নদীয়া-নগরের লোক — স্ত্রী-বালক-বৃদ্ধ ।\n> সব লোক আইলা, হৈল সংঘট্ট সমৃদ্ধ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*nadīyā*—conhecida como Nadia; *nagarera*—da cidade; *loka*—as pessoas; *strī*—mulheres; *bālaka*—meninos; *vṛddha*—anciãos; *saba loka*—todas as pessoas; *āilā*—vieram; *haila*—foi; *saṅghaṭṭa*—multidão; *samṛddha*—aumentada.", "translation": "**Dessa maneira, todas as pessoas da cidade de Nadia — incluindo todas as mulheres, meninos e anciãos — vieram para lá. Assim, a multidão aumentou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/139/", "verse_text": "prātaḥ-kṛtya kari' kare nāma-saṅkīrtana\n\nśacīmātā lañā āilā advaita-bhavana", "devanagari": "> প্রাতঃকৃত্য করি’ করে নাম-সংকীর্তন ৷\n> শচীমাতা লঞা আইলা অদ্বৈত-ভবন ॥১৩৯॥", "synonyms": "*prātaḥ-kṛtya*—os deveres matinais; *kari'*—concluindo; *kare*—faz; *nāma-saṅkīrtana*—cantar o mantra Hare Kṛṣṇa; *śacī-mātā*—mãe Śacī; *lañā*—com; *āilā*—vieram; *advaita-bhavana*—à casa de Advaita Ācārya.", "translation": "**Pela manhã, depois de concluídos os deveres regulares e enquanto o Senhor cantava o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, as pessoas acompanharam Śacīmātā até a casa de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/140/", "verse_text": "śacī-āge paḍilā prabhu daṇḍavat hañā\n\nkāndite lāgilā śacī kole uṭhāiñā", "devanagari": "> শচী-আগে পড়িলা প্রভু দণ্ডবৎ হঞা ।\n> কান্দিতে লাগিলা শচী কোলে উঠাইঞা ॥১৪০॥", "synonyms": "*śacī-āge*—diante de mãe Śacī; *paḍilā*—prostrou-se; *prabhu*—o Senhor; *daṇḍa-vat*—como uma vara; *hañā*—tornando-se; *kāndite*—a chorar; *lāgilā*—começou; *śacī*—mãe Śacī; *kole*—no colo; *uṭhāiñā*—tomando.", "translation": "**Assim que mãe Śacī apareceu em cena, Caitanya Mahāprabhu prostrou-Se diante dela como uma vara. Mãe Śacī começou a chorar, tomando o Senhor em seu colo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/141/", "verse_text": "doṅhāra darśane duṅhe ha-ilā vihvala\n\nkeśa nā dekhiyā śacī ha-ilā vikala", "devanagari": "> দোঁহার দর্শনে দুঁহে হইলা বিহ্বল ৷\n> কেশ না দেখিয়া শচী হইলা বিকল ॥১৪১॥", "synonyms": "*doṅhāra darśane*—ao verem-se mutuamente; *duṅhe*—ambos; *ha-ilā*—ficaram; *vihvala*—dominados; *keśa*—cabelo; *nā*—não; *dekhiyā*—vendo; *śacī*—mãe Śacī; *ha-ilā*—ficou; *vikala*—perturbada.", "translation": "**Ao se verem, ambos ficaram transtornados. Ao ver a cabeça do Senhor sem cabelo, mãe Śacī ficou muito agitada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/142/", "verse_text": "aṅga muche, mukha cumbe, kare nirīkṣaṇa\n\ndekhite nā pāya,—aśru bharila nayana", "devanagari": "> অঙ্গ মুছে, মুখ চুম্বে, করে নিরীক্ষণ ৷\n> দেখিতে না পায়, — অশ্রু ভরিল নয়ন ॥১৪২॥", "synonyms": "*aṅga*—o corpo; *muche*—unta; *mukha*—rosto; *cumbe*—beija; *kare*—faz; *nirīkṣaṇa*—observando; *dekhite*—ver; *nā pāya*—não consegue; *aśru*—lágrimas; *bharila*—encheram; *nayana*—os olhos.", "translation": "**Por amor, ela começou a acariciar o corpo do Senhor. Às vezes beijava Seu rosto e tentava observá-Lo atentamente, mas, como seus olhos estavam cheios de lágrimas, não conseguia ver.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/143/", "verse_text": "kāndiyā kahena śacī, bāchāre nimāñi\n\nviśvarūpa-sama nā kariha niṭhurāi", "devanagari": "> কান্দিয়া কহেন শচী, বাছারে নিমাঞি ৷\n> বিশ্বরূপ-সম না করিহ নিঠুরাই ॥১৪৩॥", "synonyms": "*kāndiyā*—chorando; *kahena*—diz; *śacī*—mãe Śacī; *bāchāre*—meu querido; *nimāñi*—ó Nimāi; *viśvarūpa*—Viśvarūpa; *sama*—como; *nā kariha*—não faças; *niṭhurāi*—crueldade.", "translation": "**Compreendendo que o Senhor Caitanya aceitara a ordem de vida renunciada, Śacīmātā, chorando, disse ao Senhor: \"Meu querido Nimāi, não sejas cruel como Viśvarūpa, Teu irmão mais velho.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/144/", "verse_text": "sannyāsī ha-iyā punaḥ nā dila daraśana\n\ntumi taiche kaile mora ha-ibe maraṇa", "devanagari": "> সন্ন্যাসী হইয়া পুনঃ না দিল দরশন ।\n> তুমি তৈছে কৈলে মোর হইবে মরণ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*sannyāsī*—um membro da ordem renunciada; *ha-iyā*—depois de tornar-se; *punaḥ*—novamente; *nā*—não; *dila*—deu; *daraśana*—audiência; *tumi*—Tu; *taiche*—assim; *kaile*—se fizeres; *mora*—minha; *ha-ibe*—haverá; *maraṇa*—morte.", "translation": "**Mãe Śacī continuou: \"Depois de aceitar a ordem renunciada, Viśvarūpa nunca mais me concedeu audiência. Se Tu fizeres como ele, isso certamente será a minha morte.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/145/", "verse_text": "kāndiyā balena prabhu—śuna, mora āi\n\ntomāra śarīra ei, mora kichu nāi", "devanagari": "> কান্দিয়া বলেন প্রভু — শুন, মোর আই ।\n> তোমার শরীর এই, মোর কিছু নাই ॥১৪৫॥", "synonyms": "*kāndiyā*—chorando; *balena*—diz; *prabhu*—o Senhor; *śuna*—ouve; *mora*—Minha; *āi*—mãe; *tomāra*—teu; *śarīra*—corpo; *ei*—este; *mora*—Meu; *kichu*—nada; *nāi*—não é.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Minha querida mãe, por favor, ouve. Este corpo pertence a ti. Eu não possuo nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/146/", "verse_text": "tomāra pālita deha, janma tomā haite\n\nkoṭi janme tomāra ṛṇa nā pāri śodhite", "devanagari": "> তোমার পালিত দেহ, জন্ম তোমা হৈতে ।\n> কোটি জন্মে তোমার ঋণ না পারি শোধিতে ॥১৪৬॥", "synonyms": "*tomāra*—por ti; *pālita*—criado; *deha*—corpo; *janma*—nascimento; *tomā*—ti; *haite*—de; *koṭi*—milhões; *janme*—em nascimentos; *tomāra*—tua; *ṛṇa*—dívida; *nā*—não; *pāri*—sou capaz; *śodhite*—de pagar.", "translation": "**\"Este corpo foi criado por ti e provém de ti. Não posso pagar essa dívida nem mesmo em milhões de nascimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/147/", "verse_text": "jāni' vā nā jāni' kaila yadyapi sannyāsa\n\ntathāpi tomāre kabhu nahiba udāsa", "devanagari": "> জানি’ বা না জানি’ কৈল যদ্যপি সন্ন্যাস ।\n> তথাপি তোমারে কভু নহিব উদাস ॥১৪৭॥", "synonyms": "*jāni'*—sabendo; *vā*—ou; *nā*—não; *jāni'*—sabendo; *kaila*—aceitei; *yadyapi*—embora; *sannyāsa*—a ordem renunciada; *tathāpi*—ainda assim; *tomāre*—para contigo; *kabhu*—em momento algum; *nahiba*—não me tornarei; *udāsa*—indiferente.", "translation": "**\"Sabendo ou sem saber, aceitei esta ordem renunciada. Ainda assim, jamais serei indiferente para contigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/148/", "verse_text": "tumi yāhāṅ kaha, āmi tāhāṅi rahiba\n\ntumi yei ājñā kara, sei ta' kariba", "devanagari": "> তুমি যাহাঁ কহ, আমি তাহাঁই রহিব ।\n> তুমি যেই আজ্ঞা কর, সেই ত’ করিব ॥১৪৮॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *yāhāṅ*—onde quer que; *kaha*—peças; *āmi*—Eu; *tāhāṅi*—ali; *rahiba*—permanecerei; *tumi*—tu; *yei*—qualquer que seja; *ājñā*—ordem; *kara*—dês; *sei*—essa; *ta'*—certamente; *kariba*—executarei.", "translation": "**\"Minha querida mãe, onde quer que me peças para ficar, ali ficarei, e qualquer ordem que deres, Eu a executarei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/149/", "verse_text": "eta bali' punaḥ punaḥ kare namaskāra\n\ntuṣṭa hañā āi kole kare bāra bāra", "devanagari": "> এত বলি’ পুনঃ পুনঃ করে নমস্কার ।\n> তুষ্ট হঞা আই কোলে করে বার বার ॥১৪৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *kare*—oferece; *namaskāra*—reverências; *tuṣṭa hañā*—estando satisfeita; *āi*—mãe Śacī; *kole*—no colo; *kare*—toma; *bāra bāra*—repetidas vezes.", "translation": "**Dizendo isto, o Senhor ofereceu reverências à Sua mãe repetidas vezes, e mãe Śacī, estando satisfeita, tomou-O repetidas vezes em seu colo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/150/", "verse_text": "tabe āi lañā ācārya gelā abhyantara\nbhakta-gaṇa milite prabhu ha-ilā satvara", "devanagari": "> তবে আই লঞা আচার্য গেলা অভ্যন্তর ।\n> ভক্তগণ মিলিতে প্রভু হইলা সত্বর ॥১৫০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *āi*—a mãe; *lañā*—levando; *ācārya*—Advaita Ācārya; *gelā*—entrou; *abhyantara*—dentro da casa; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *milite*—para encontrar; *prabhu*—o Senhor; *ha-ilā*—ficou; *satvara*—imediatamente.", "translation": "**Em seguida, Advaita Ācārya levou mãe Śacī para dentro da casa. O Senhor estava imediatamente pronto para encontrar-Se com todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/151/", "verse_text": "eke eke milila prabhu saba bhakta-gaṇa\nsabāra mukha dekhi' kare dṛḍha āliṅgana", "devanagari": "> একে একে মিলিল প্রভু সব ভক্তগণ ।\n> সবার মুখ দেখি’ করে দৃঢ় আলিঙ্গন ॥১৫১॥", "synonyms": "*eke eke*—um após o outro; *milila*—encontrou; *prabhu*—o Senhor; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *sabāra*—de todos; *mukha*—o rosto; *dekhi'*—vendo; *kare*—faz; *dṛḍha*—firmemente; *āliṅgana*—abraçando.", "translation": "**O Senhor encontrou-Se com todos os devotos, um após o outro, e, olhando individualmente para o rosto de cada um, abraçou-os firmemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/152/", "verse_text": "keśa nā dekhiyā bhakta yadyapi pāya duḥkha\nsaundarya dekhite tabu pāya mahā-sukha", "devanagari": "> কেশ না দেখিয়া ভক্ত যদ্যপি পায় দুঃখ ।\n> সৌন্দর্য দেখিতে তবু পায় মহাসুখ ॥১৫২॥", "synonyms": "*keśa*—o cabelo; *nā dekhiyā*—não vendo; *bhakta*—os devotos; *yadyapi*—embora; *pāya*—obtinham; *duḥkha*—infelicidade; *saundarya*—a bela aparência; *dekhite*—ao ver; *tabu*—ainda assim; *pāya*—obtinham; *mahā-sukha*—grande felicidade.", "translation": "**Embora os devotos ficassem infelizes por não verem os cabelos do Senhor, ainda assim obtinham grande felicidade ao contemplar Sua beleza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/153-155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/153-155/", "verse_text": "śrīvāsa, rāmāi, vidyānidhi, gadādhara\ngaṅgādāsa, vakreśvara, murāri, śuklāmbara\nbuddhimanta khāṅ, nandana, śrīdhara, vijaya\nvāsudeva, dāmodara, mukunda, sañjaya\nkata nāma la-iba yata navadvīpa-vāsī\nsabāre mililā prabhu kṛpā-dṛṣṭye hāsi'", "devanagari": "> শ্রীবাস, রামাই, বিদ্যানিধি, গদাধর ।\n> গঙ্গাদাস, বক্রেশ্বর, মুরারি, শুক্লাম্বর ॥১৫৩॥\n> বুদ্ধিমন্ত খাঁন, নন্দন, শ্রীধর, বিজয় ।\n> বাসুদেব, দামোদর, মুকুন্দ, সঞ্জয় ॥১৫৪॥\n> কত নাম লইব যত নবদ্বীপবাসী ।\n> সবারে মিলিলা প্রভু কৃপাদৃষ্ট্যে হাসি’ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*śrīvāsa*—Śrīvāsa; *rāmāi*—Rāmāi; *vidyānidhi*—Vidyānidhi; *gadādhara*—Gadādhara; *gaṅgādāsa*—Gaṅgādāsa; *vakreśvara*—Vakreśvara; *murāri*—Murāri; *śuklāmbara*—Śuklāmbara; *buddhimanta khāṅ*—Buddhimanta Khāṅ; *nandana*—Nandana; *śrīdhara*—Śrīdhara; *vijaya*—Vijaya; *vāsudeva*—Vāsudeva; *dāmodara*—Dāmodara; *mukunda*—Mukunda; *sañjaya*—Sañjaya; *kata nāma*—quantos nomes; *la-iba*—mencionarei; *yata*—todos; *navadvīpa-vāsī*—os habitantes de Navadvīpa; *sabāre*—todos eles; *mililā*—encontraram-se; *prabhu*—o Senhor; *kṛpā-dṛṣṭye*—com olhares misericordiosos; *hāsi'*—sorrindo.", "translation": "**Śrīvāsa, Rāmāi, Vidyānidhi, Gadādhara, Gaṅgādāsa, Vakreśvara, Murāri, Śuklāmbara, Buddhimanta Khāṅ, Nandana, Śrīdhara, Vijaya, Vāsudeva, Dāmodara, Mukunda, Sañjaya e todos os demais, quantos eu possa mencionar — na verdade, todos os habitantes de Navadvīpa — chegaram ali, e o Senhor encontrou-Se com eles com sorrisos e olhares de misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/156/", "verse_text": "ānande nācaye sabe bali' 'hari' 'hari'\nācārya-mandira haila śrī-vaikuṇṭha-purī", "devanagari": "> আনন্দে নাচয়ে সবে বলি’ ‘হরি’ ‘হরি’ ৷\n> আচার্য-মন্দির হৈল শ্রীবৈকুণ্ঠপুরী ॥১৫৬॥", "synonyms": "*ānande*—com prazer; *nācaye*—dançavam; *sabe*—todos; *bali'*—dizendo; *hari hari*—o santo nome do Senhor; *ācārya-mandira*—a casa de Advaita Ācārya; *haila*—tornou-se; *śrī-vaikuṇṭha-purī*—um planeta espiritual Vaikuṇṭha.", "translation": "**Todos cantavam os santos nomes de Hari e dançavam. Dessa forma, a residência de Advaita Ācārya foi transformada em Śrī Vaikuṇṭha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/157/", "verse_text": "yata loka āila mahāprabhuke dekhite\nnānā-grāma haite, āra navadvīpa haite", "devanagari": "> যত লোক আইল মহাপ্ৰভুকে দেখিতে  ।\n> নানা গ্রাম হৈতে, আর নবদ্বীপ হৈতে ॥১৫৭॥", "synonyms": "*yata loka*—todas as pessoas; *āila*—vieram; *mahāprabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *nānā-grāma haite*—de várias aldeias; *āra*—e; *navadvīpa haite*—de Navadvīpa.", "translation": "**Pessoas vieram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu de várias outras aldeias próximas, bem como de Navadvīpa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/158/", "verse_text": "sabākāre vāsā dila--bhakṣya, anna-pāna\nbahu-dina ācārya-gosāñi kaila samādhāna", "devanagari": "> সবাকারে বাসা দিল — ভক্ষ্য, অন্নপান  ।\n> বহুদিন আচার্য-গোসাঞি কৈল সমাধান ॥১৫৮॥", "synonyms": "*sabākāre*—a todos eles; *vāsā dila*—deu aposentos residenciais; *bhakṣya*—comestíveis; *anna-pāna*—comida e bebida; *bahu-dina*—por muitos dias; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *kaila*—fez; *samādhāna*—as providências.", "translation": "**A todos que vinham ver o Senhor das aldeias próximas, especialmente de Navadvīpa, Advaita Ācārya dava aposentos residenciais, bem como todo tipo de comestíveis, por muitos dias. De fato, Ele providenciava tudo apropriadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/159/", "verse_text": "ācārya-gosāñira bhāṇḍāra--akṣaya, avyaya\nyata dravya vyaya kare tata dravya haya", "devanagari": "> আচার্য-গোসাঞির ভাণ্ডার — অক্ষয়, অব্যয় ।\n> যত দ্রব্য ব্যয় করে তত দ্রব্য হয় ॥১৫৯॥", "synonyms": "*ācārya-gosāñira*—de Advaita Ācārya; *bhāṇḍāra*—o depósito; *akṣaya*—inesgotável; *avyaya*—indestrutível; *yata*—todas; *dravya*—as mercadorias; *vyaya*—o gasto; *kare*—faz; *tata*—outras tantas; *dravya*—mercadorias; *haya*—surgem.", "translation": "**Os suprimentos de Advaita Ācārya eram inesgotáveis e indestrutíveis. Por mais bens e mercadorias que Ele utilizasse, outros tantos tornavam a aparecer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/160/", "verse_text": "sei dina haite śacī karena randhana\nbhakta-gaṇa lañā prabhu karena bhojana", "devanagari": "> সেই দিন হৈতে শচী করেন রন্ধন ।\n> ভক্তগণ লঞা প্রভু করেন ভোজন ॥১৬০॥", "synonyms": "*sei dina haite*—a partir daquele dia; *śacī*—mãe Śacī; *karena*—faz; *randhana*—o cozimento; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *lañā*—acompanhado por; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *karena*—faz; *bhojana*—a refeição.", "translation": "**A partir do dia em que Śacīmātā chegou à casa de Advaita Ācārya, ela encarregou-se de cozinhar, e Śrī Caitanya Mahāprabhu fazia Suas refeições na companhia de todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/161/", "verse_text": "dine ācāryera prīti--prabhura darśana\nrātre loka dekhe prabhura nartana-kīrtana", "devanagari": "> দিনে আচার্যের প্রীতি — প্রভুর দর্শন ।\n> রাত্রে লোক দেখে প্রভুর নর্তন-কীর্তন ॥১৬১॥", "synonyms": "*dine*—durante o dia; *ācāryera prīti*—o afeto amoroso de Advaita Ācārya; *prabhura darśana*—a visão do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rātre*—à noite; *loka*—todas as pessoas; *dekhe*—veem; *prabhura*—do Senhor; *nartana-kīrtana*—a dança e o canto.", "translation": "**Todas as pessoas que ali vinham durante o dia viam o Senhor Caitanya Mahāprabhu e o comportamento amistoso de Advaita Ācārya. À noite, tinham a oportunidade de ver a dança do Senhor e ouvir Seu canto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/162/", "verse_text": "kīrtana karite prabhura sarva-bhāvodaya\nstambha, kampa, pulakāśru, gadgada, pralaya", "devanagari": "> কীর্তন করিতে প্রভুর সর্বভাবোদয় ৷\n> স্তম্ভ, কম্প, পুলকাশ্রু, গদ্গদ, প্রলয় ॥১৬২॥", "synonyms": "*kīrtana karite*—enquanto realizava o canto; *prabhura*—do Senhor; *sarva*—todas; *bhāva-udaya*—as manifestações de sintomas extáticos; *stambha*—ficar estupefato; *kampa*—tremer; *pulaka*—arrepiar-se dos pelos; *aśru*—lágrimas; *gadgada*—falha na voz; *pralaya*—devastação.", "translation": "**Quando o Senhor realizava kīrtana, Ele manifestava todo tipo de sintomas transcendentais. Ele ficava estupefato e trêmulo, Seus pelos se arrepiavam e Sua voz falhava. Havia lágrimas e devastação.**", "purport": "A devastação é descrita no Bhakti-rasāmṛta-sindhu como uma combinação de felicidade e aflição que se torna evidente pela ausência de qualquer percepção delas. Nessa condição, o devoto cai ao chão, e os sintomas subsequentes manifestam-se no corpo. Esses sintomas estão mencionados acima, e, quando se tornam proeminentes no corpo, manifesta-se um estado chamado pralaya (devastação)."}
{"ref": "cc/madhya/3/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/163/", "verse_text": "kṣaṇe kṣaṇe paḍe prabhu āchāḍa khāñā\ndekhi' śacīmātā kahe rodana kariyā", "devanagari": "> ক্ষণে ক্ষণে পড়ে প্রভু আছাড় খাঞা ।\n> দেখি’ শচীমাতা কহে রোদন করিয়া ॥১৬৩॥", "synonyms": "*kṣaṇe kṣaṇe*—muito frequentemente; *paḍe*—cai; *prabhu*—o Senhor; *āchāḍa khāñā*—tombando; *dekhi'*—vendo; *śacī-mātā*—mãe Śacī; *kahe*—diz; *rodana kariyā*—chorando.", "translation": "**Frequentemente o Senhor tombava ao chão. Vendo isso, mãe Śacī chorava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/164/", "verse_text": "cūrṇa haila, hena vāsoṅ nimāñi-kalevara\nhā-hā kari' viṣṇu-pāśe māge ei vara", "devanagari": "> চূর্ণ হৈল, হেন বাসোঁ নিমাঞি-কলেবর  ।\n> হাহা করি’ বিষ্ণু-পাশে মাগে এই বর ॥১৬৪॥", "synonyms": "*cūrṇa*—esmigalhado; *haila*—ficou; *hena*—assim; *vāsoṅ*—eu penso; *nimāñi-kalevara*—o corpo de Nimāi; *hā-hā kari'*—chorando alto; *viṣṇu-pāśe*—ao Senhor Viṣṇu; *māge*—suplica; *ei*—esta; *vara*—bênção.", "translation": "**Śrīmatī Śacīmātā pensava que o corpo de Nimāi estava sendo esmigalhado quando Ele caía assim. Ela chorava: \"Ai de mim!\" e suplicava ao Senhor Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/165/", "verse_text": "bālya-kāla haite tomāra ye kailuṅ sevana\ntāra ei phala more deha nārāyaṇa", "devanagari": "> বাল্যকাল হৈতে তোমার যে কৈলুঁ সেবন  ।\n> তার এই ফল মোরে দেহ নারায়ণ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*bālya-kāla haite*—desde a minha infância; *tomāra*—Vosso; *ye*—qualquer; *kailuṅ*—eu prestei; *sevana*—serviço; *tāra*—disso; *ei phala*—este resultado; *more*—a mim; *deha*—por favor concedei; *nārāyaṇa*—ó Senhor Supremo.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, por favor, concedei-me esta bênção como resultado de qualquer serviço que eu Vos tenha prestado desde a minha infância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/166/", "verse_text": "ye kāle nimāñi paḍe dharaṇī-upare\nvyathā yena nāhi lāge nimāñi-śarīre", "devanagari": "> যে কালে নিমাঞি পড়ে ধরণী-উপরে  ।\n> ব্যথা যেন নাহি লাগে নিমাঞি-শরীরে ॥১৬৬॥", "synonyms": "*ye kāle*—sempre que; *nimāñi*—meu filho Nimāi; *paḍe*—cai; *dharaṇī-upare*—sobre a superfície da terra; *vyathā*—dor; *yena*—como se; *nāhi*—não; *lāge*—toque; *nimāñi-śarīre*—o corpo de meu filho Nimāi.", "translation": "**\"Sempre que Nimāi cair sobre a superfície da terra, por favor, não O deixeis sentir dor alguma.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/167/", "verse_text": "ei-mata śacīdevī vātsalye vihvala\nharṣa-bhaya-dainya-bhāve ha-ila vikala", "devanagari": "> এইমত শচীদেবী বাৎসল্যে বিহ্বল ।\n> হর্ষ-ভয়-দৈন্যভাবে হইল বিকল ॥১৬৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *śacī-devī*—mãe Śacī; *vātsalye*—em afeição parental; *vihvala*—dominada; *harṣa*—felicidade; *bhaya*—temor; *dainya-bhāve*—e em humildade; *ha-ila*—ficou; *vikala*—transformada.", "translation": "**Quando mãe Śacī ficou assim dominada de amor parental pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu, ela se transformou com felicidade, temor e humildade, bem como com sintomas corporais.**", "purport": "Estes versos indicam que mãe Śacī, nascida na família de Nīlāmbara Cakravartī, costumava adorar o Senhor Viṣṇu mesmo antes de seu casamento. Como se afirma no Bhagavad-gītā (6.41):\n\nprāpya puṇya-kṛtāṁ lokān\nuṣitvā śāśvatīḥ samāḥ\nśucīnāṁ śrīmatāṁ gehe\nyoga-bhraṣṭo 'bhijāyate\n\n\"O yogī malsucedido, após muitos e muitos anos de gozo nos planetas das entidades vivas piedosas, nasce numa família de pessoas justas, ou numa família de aristocracia rica.\" Mãe Śacī, uma entidade viva nitya-siddha, é uma encarnação de mãe Yaśodā. Ela apareceu na casa de Nīlāmbara Cakravartī e estava perpetuamente ocupada no serviço ao Senhor Viṣṇu. Mais tarde, ela teve diretamente como filho o próprio Senhor Viṣṇu, Śrī Caitanya Mahāprabhu, e serviu-O desde o dia de Seu aparecimento. Esta é a posição dos associados nitya-siddha. Por isso, Śrī Narottama dāsa Ṭhākura canta:\n\ngaurāṅgera saṅgi-gaṇe nitya-siddha kari māne. Todo devoto deve saber que todos os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu — Seus familiares, amigos e demais associados — eram todos nitya-siddhas. Um nitya-siddha jamais se esquece do serviço ao Senhor. Ele está sempre ocupado, mesmo desde a infância, em adorar a Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/madhya/3/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/168/", "verse_text": "śrīvāsādi yata prabhura vipra bhakta-gaṇa\nprabhuke bhikṣā dite haila sabākāra mana", "devanagari": "> শ্রীবাসাদি যত প্রভুর বিপ্র ভক্তগণ ।\n> প্রভুকে ভিক্ষা দিতে হৈল সবাকার মন ॥১৬৮॥", "synonyms": "*śrīvāsa-ādi*—os devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *yata*—todos; *prabhura*—do Senhor; *vipra*—especialmente os brāhmaṇas; *bhakta-gaṇa*—devotos; *prabhuke*—ao Senhor; *bhikṣā*—almoço; *dite*—dar; *haila*—houve; *sabākāra*—de todos eles; *mana*—a mente.", "translation": "**Visto que Advaita Ācārya estava dando esmolas e alimento ao Senhor Caitanya Mahāprabhu, os demais devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura, também desejaram dar-Lhe esmolas e convidá-Lo para o almoço.**", "purport": "É dever de todos os gṛhasthas convidar um sannyāsī para suas casas, caso ele esteja na vizinhança ou na aldeia. Este mesmíssimo sistema ainda vigora na Índia. Se um sannyāsī está na vizinhança de uma aldeia, ele é convidado por todos os chefes de família, um após o outro. Enquanto um sannyāsī permanece na aldeia, ele esclarece os habitantes quanto à compreensão espiritual. Em outras palavras, um sannyāsī não tem problema algum de moradia ou de alimento, mesmo quando viaja extensamente. Embora Advaita Ācārya estivesse fornecendo prasāda a Caitanya Mahāprabhu, os demais devotos de Navadvīpa e Śāntipura também desejavam oferecer-Lhe prasāda."}
{"ref": "cc/madhya/3/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/169/", "verse_text": "śuni' śacī sabākāre karila minati\nnimāñira daraśana āra muñi pāba kati", "devanagari": "> শুনি’ শচী সবাকারে করিল মিনতি ।\n> নিমাঞির দরশন আর মুঞি পাব কতি ॥১৬৯॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir isto; *śacī*—mãe Śacī; *sabākāre*—a todos eles; *karila*—fez; *minati*—súplica; *nimāñira*—de Nimāi, Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daraśana*—visita; *āra*—mais; *muñi*—eu; *pāba*—conseguirei; *kati*—onde ou quantas vezes.", "translation": "**Ao ouvir estas propostas feitas pelos demais devotos do Senhor, mãe Śacī disse aos devotos: \"Quantas vezes ainda terei a oportunidade de ver Nimāi novamente?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/170/", "verse_text": "tomā-sabā-sane habe anyatra milana\nmuñi abhāginīra mātra ei daraśana", "devanagari": "> তোমা-সবা-সনে হবে অন্যত্র মিলন ৷\n> মুঞি অভাগিনীর মাত্র এই দরশন ॥১৭০॥", "synonyms": "*tomā-sabā-sane*—com todos vós; *habe*—haverá; *anyatra*—em outro lugar; *milana*—encontro; *muñi*—eu; *abhāginīra*—de quem é desventurada; *mātra*—apenas; *ei*—este; *daraśana*—encontro.", "translation": "**Śacīmātā submeteu: \"No que vos diz respeito, podeis encontrar Nimāi, Śrī Caitanya Mahāprabhu, muitas vezes em outro lugar; mas qual é a possibilidade de eu algum dia tornar a encontrá-Lo? Terei de permanecer em casa. Um sannyāsī jamais retorna a seu lar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/171/", "verse_text": "yāvat ācārya-gṛhe nimāñira avasthāna\nmuñi bhikṣā dimu, sabākāre māgoṅ dāna", "devanagari": "> যাবৎ আচার্যগৃহে নিমাঞির অবস্থান ।\n> মুঞি ভিক্ষা দিমু, সবাকারে মাগোঁ দান ॥১৭১॥", "synonyms": "*yāvat*—enquanto; *ācārya-gṛhe*—na casa de Advaita Ācārya; *nimāñira*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avasthāna*—a estada; *muñi*—eu; *bhikṣā dimu*—fornecerei o alimento; *sabākāre*—a todos; *māgoṅ*—eu imploro; *dāna*—esta caridade.", "translation": "**Mãe Śacī rogou a todos os devotos que lhe concedessem esta caridade: enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu permanecesse na casa de Advaita Ācārya, somente ela Lhe forneceria o alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/172/", "verse_text": "śuni' bhakta-gaṇa kahe kari' namaskāra\nmātāra ye icchā sei sammata sabāra", "devanagari": "> শুনি’ ভক্তগণ কহে করি’ নমস্কার ।\n> মাতার যে ইচ্ছা সেই সম্মত সবার ॥১৭২॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir isto; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *kahe*—dizem; *kari'*—oferecendo; *namaskāra*—reverências; *mātāra*—de mãe Śacīdevī; *ye icchā*—qualquer que seja o desejo; *sei*—esse; *sammata*—agradável; *sabāra*—a todos os devotos.", "translation": "**Ao ouvir este rogo de mãe Śacī, todos os devotos ofereceram reverências e disseram: \"Todos nós concordamos com aquilo que mãe Śacī desejar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/173/", "verse_text": "mātāra vyagratā dekhi' prabhura vyagra mana\nbhakta-gaṇa ekatra kari' balilā vacana", "devanagari": "> মাতার ব্যগ্রতা দেখি’ প্রভুর ব্যগ্র মন ।\n> ভক্তগণ একত্র করি’ বলিলা বচন ॥১৭৩॥", "synonyms": "*mātāra*—da mãe; *vyagratā*—ansiedade; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vyagra*—agitada; *mana*—mente; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *ekatra kari'*—reunindo; *balilā*—disse; *vacana*—palavras.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu a grande ansiedade de Sua mãe, ficou um pouco agitado. Reuniu, portanto, todos os devotos presentes e dirigiu-lhes a palavra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/174/", "verse_text": "tomā-sabāra ājñā vinā calilāma vṛndāvana\nyāite nārila, vighna kaila nivartana", "devanagari": "> তোমা-সবার আজ্ঞা বিনা চলিলাম বৃন্দাবন ৷\n> যাইতে নারিল, বিঘ্ন কৈল নিবর্তন ॥১৭৪॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *ājñā*—ordem; *vinā*—sem; *calilāma*—parti; *vṛndāvana*—para Vṛndāvana; *yāite nārila*—incapaz de ir; *vighna*—algum obstáculo; *kaila*—fez; *nivartana*—fez retornar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu informou a todos: \"Sem vossa ordem, tentei ir a Vṛndāvana. Houve, porém, algum obstáculo, e tive de retornar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/175/", "verse_text": "yadyapi sahasā āmi kariyāchi sannyāsa\ntathāpi tomā-sabā haite nahiba udāsa", "devanagari": "> যদ্যপি সহসা আমি করিয়াছি সন্ন্যাস ।\n> তথাপি তোমা-সবা হৈতে নহিব উদাস ॥১৭৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *sahasā*—de repente; *āmi*—Eu; *kariyāchi sannyāsa*—aceitei sannyāsa; *tathāpi*—ainda assim; *tomā-sabā*—de todos vós; *haite*—em relação a; *nahiba*—jamais serei; *udāsa*—indiferente.", "translation": "**\"Meus queridos amigos, embora Eu tenha de repente aceitado esta ordem de vida renunciada, sei ainda assim que jamais serei indiferente a vós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/176/", "verse_text": "tomā-saba nā chāḍiba, yāvat āmi jība'\nmātāre tāvat āmi chāḍite nāriba", "devanagari": "> তোমা-সব না ছাড়িব, যাবৎ আমি জীব’ ।\n> মাতারে তাবত্ আমি ছাড়িতে নারিব ॥১৭৬॥", "synonyms": "*tomā-saba*—todos vós; *nā*—não; *chāḍiba*—abandonarei; *yāvat*—enquanto; *āmi*—Eu; *jība*—viver ou permanecer manifesto; *mātāre*—à mãe; *tāvat*—por esse tempo todo; *āmi*—Eu; *chāḍite*—abandonar; *nāriba*—serei incapaz.", "translation": "**\"Meus queridos amigos, enquanto Eu permanecer manifesto, jamais vos abandonarei. Tampouco serei capaz de abandonar Minha mãe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/177/", "verse_text": "sannyāsīra dharma nahe--sannyāsa kariñā\nnija janma-sthāne rahe kuṭumba lañā", "devanagari": "> সন্ন্যাসীর ধর্ম নহে — সন্ন্যাস করিয়া ।\n> নিজ জন্মস্থানে রহে কুটুম্ব লঞা ॥১৭৭॥", "synonyms": "*sannyāsīra*—de um sannyāsī; *dharma*—dever; *nahe*—não é; *sannyāsa*—sannyāsa; *kariñā*—aceitando; *nija*—próprio; *janma-sthāne*—no local de nascimento; *rahe*—permanece; *kuṭumba*—parentes; *lañā*—com.", "translation": "**\"Após aceitar sannyāsa, não é dever de um sannyāsī permanecer em seu local de nascimento, rodeado de parentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/178/", "verse_text": "keha yena ei bali' nā kare nindana\nsei yukti kaha, yāte rahe dui dharma", "devanagari": "> কেহ যেন এই বলি’ না করে নিন্দন ।\n> সেই যুক্তি কহ, যাতে রহে দুই ধর্ম ॥১৭৮॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *yena*—de modo que; *ei*—isto; *bali'*—dizendo; *nā kare*—não faça; *nindana*—difamação; *sei*—essa; *yukti*—consideração; *kaha*—dizei-Me; *yāte*—pela qual; *rahe*—permaneçam; *dui*—dois; *dharma*—deveres.", "translation": "**\"Tomai alguma providência para que Eu não vos abandone e, ao mesmo tempo, as pessoas não Me censurem por permanecer com parentes depois de ter aceitado sannyāsa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/179/", "verse_text": "śuniyā prabhura ei madhura vacana\nśacī-pāśa ācāryādi karila gamana", "devanagari": "> শুনিয়া প্ৰভুর এই মধুর বচন ৷\n> শচীপাশ আচার্যাদি করিল গমন ॥১৭৯॥", "synonyms": "*śuniyā*—ao ouvir isto; *prabhura*—do Senhor; *ei*—esta; *madhura*—doce; *vacana*—afirmação; *śacī-pāśa*—perante mãe Śacī; *ācārya-ādi*—Advaita Ācārya e os demais devotos; *karila*—fizeram; *gamana*—ida.", "translation": "**Após ouvir a afirmação do Senhor Caitanya, todos os devotos, encabeçados por Advaita Ācārya, dirigiram-se a mãe Śacī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/180/", "verse_text": "prabhura nivedana tāṅre sakala kahila\nśuni' śacī jagan-mātā kahite lāgila", "devanagari": "> প্রভুর নিবেদন তাঁরে সকল কহিল ।\n> শুনি’ শচী জগন্মাতা কহিতে লাগিল ॥১৮০॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *nivedana*—súplica; *tāṅre*—a ela; *sakala*—tudo; *kahila*—contaram; *śuni'*—ao ouvir isto; *śacī*—mãe Śacī; *jagat-mātā*—a mãe do universo; *kahite*—a falar; *lāgila*—começou.", "translation": "**Quando lhe apresentaram a afirmação do Senhor Caitanya, mãe Śacī, que é a mãe do universo, começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/181/", "verse_text": "teṅho yadi ihāṅ rahe, tabe mora sukha\ntāṅ'ra nindā haya yadi, seha mora duḥkha", "devanagari": "> তেঁহো যদি ইহাঁ রহে, তবে মোর সুখ ৷\n> তাঁ’র নিন্দা হয় যদি, সেহ মোর দুঃখ ॥১৮১॥", "synonyms": "*teṅho*—o Senhor Caitanya; *yadi*—se; *ihāṅ*—aqui; *rahe*—permanece; *tabe*—então; *mora*—minha; *sukha*—felicidade; *tāṅ'ra nindā*—difamação a Ele; *haya*—há; *yadi*—se; *seha*—isso também; *mora*—minha; *duḥkha*—infelicidade.", "translation": "**Śacīmātā disse: \"Será uma grande felicidade para mim se Nimāi, Śrī Caitanya Mahāprabhu, permanecer aqui. Mas, ao mesmo tempo, se alguém O censurar, isso será minha grande infelicidade.\"**", "purport": "É uma grande felicidade para uma mãe se seu filho não sai de casa em busca de Kṛṣṇa, mas permanece com ela. Ao mesmo tempo, se um filho não busca Kṛṣṇa, mas simplesmente fica em casa, ele é certamente censurado por pessoas santas e experientes. Tal censura decerto causa grande infelicidade a uma mãe. Se uma verdadeira mãe deseja que seu filho progrida espiritualmente, é melhor que ela o deixe sair em busca de Kṛṣṇa. A mãe naturalmente almeja o bem-estar do filho. Se uma mãe não deixa seu filho buscar Kṛṣṇa, ela é chamada mā, o que indica māyā. Ao deixar seu filho ir como sannyāsī e buscar Kṛṣṇa, Śacīmātā instrui todas as mães do mundo. Ela indica que todos os filhos devem tornar-se verdadeiros devotos de Kṛṣṇa, e não permanecer em casa sob os cuidados de uma mãe afetuosa. Isso é corroborado pelo *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.5.18):\n\ngurur na sa syāt sva-jano na sa syāt\npitā na sa syāj jananī na sā syāt\ndaivaṁ na tat syān na patiś ca sa syān\nna mocayed yaḥ samupeta-mṛtyum\n\n\"Ninguém deve tornar-se mestre espiritual — nem parente, pai, mãe, Deidade adorável ou esposo — se não puder ajudar uma pessoa a escapar da iminente senda da morte.\" Toda entidade viva vagueia dentro do universo, sujeita à lei do karma e transmigrando de um corpo a outro e de um planeta a outro. Por isso, todo o processo Védico destina-se a salvar as entidades vivas errantes das garras de māyā — nascimento, morte, doença e velhice. Isso significa pôr fim ao ciclo de nascimentos e mortes. Esse ciclo só pode ser interrompido caso a pessoa adore Kṛṣṇa. Como o Senhor afirma no *Bhagavad-gītā* (4.9):\n\njanma karma ca me divyam\nevaṁ yo vetti tattvataḥ\ntyaktvā dehaṁ punar janma\nnaiti mām eti so 'rjuna\n\n\"Aquele que conhece a natureza transcendental de Meu aparecimento e de Minhas atividades não nasce de novo neste mundo material ao deixar o corpo, mas alcança Minha morada eterna, ó Arjuna.\"\n\nPara pôr fim ao ciclo de nascimentos e mortes, é preciso compreender Kṛṣṇa como Ele é. Pelo simples fato de conhecer Kṛṣṇa, pode-se deter o processo de renascimento neste mundo material. Ao agir em consciência de Kṛṣṇa, a pessoa pode voltar ao Supremo. A mais elevada perfeição da vida é, para um pai, uma mãe, um mestre espiritual, um esposo ou qualquer outro membro da família, ajudar os outros a voltarem ao lar, de volta ao Supremo. Essa é a atividade beneficente mais recomendada para o benefício dos parentes. Por isso, Śacīmātā, embora a mãe de Nimāi Paṇḍita, Śrī Caitanya Mahāprabhu, considerou todos os fatos e decidiu deixar seu filho sair em busca de Kṛṣṇa. Ao mesmo tempo, ela tomou algumas providências para poder receber notícias de todas as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/3/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/182/", "verse_text": "tāte ei yukti bhāla, mora mane laya\nnīlācale rahe yadi, dui kārya haya", "devanagari": "> তাতে এই যুক্তি ভাল, মোর মনে লয় ।\n> নীলাচলে রহে যদি, দুই কার্য হয় ॥১৮২॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *ei*—esta; *yukti*—consideração; *bhāla*—boa; *mora*—minha; *mane*—mente; *laya*—toma; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *rahe*—Ele permanece; *yadi*—se; *dui*—dois; *kārya*—propósitos; *haya*—são alcançados.", "translation": "**Mãe Śacī disse: \"Esta consideração é boa. Em minha opinião, se Nimāi permanecer em Jagannātha Purī, Ele poderá não abandonar nenhum de nós e, ao mesmo tempo, manter-se à parte como sannyāsī. Assim, ambos os propósitos são satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/183/", "verse_text": "nīlācale navadvīpe yena dui ghara\n\nloka-gatāgati-vārtā pāba nirantara", "devanagari": "> নীলাচলে নবদ্বীপে যেন দুই ঘর ।\n> লোক-গতাগতি-বার্তা পাব নিরন্তর ॥১৮৩॥", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *navadvīpe*—bem como em Navadvīpa; *yena*—como se; *dui*—dois; *ghara*—aposentos; *loka*—pessoas; *gatāgati*—ir e vir; *vārtā*—notícias; *pāba*—obterei; *nirantara*—sempre.", "translation": "**\"Visto que Jagannātha Purī e Navadvīpa estão intimamente relacionadas — como se fossem dois aposentos da mesma casa —, as pessoas de Navadvīpa geralmente vão a Jagannātha Purī, e as que estão em Jagannātha Purī vão a Navadvīpa. Esse ir e vir ajudará a transmitir notícias do Senhor Caitanya. Dessa maneira, poderei obter notícias d'Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/184/", "verse_text": "tumi saba karite pāra gamanāgamana\n\ngaṅgā-snāne kabhu habe tāṅra āgamana", "devanagari": "> তুমি সব করিতে পার গমনাগমন ।\n> গঙ্গাস্নানে কভু হবে তাঁর আগমন ॥১৮৪॥", "synonyms": "*tumi*—vós; *saba*—todos; *karite*—fazer; *pāra*—sois capazes; *gamana-āgamana*—ir e vir; *gaṅgā-snāne*—para banhar-se no Ganges; *kabhu*—às vezes; *habe*—será possível; *tāṅra*—Sua; *āgamana*—vinda até aqui.", "translation": "**\"Todos vós, devotos, podereis ir e vir, e, às vezes, Ele também poderá vir banhar-Se no Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/185/", "verse_text": "āpanāra duḥkha-sukha tāhāṅ nāhi gaṇi\n\ntāṅra yei sukha, tāhā nija-sukha māni", "devanagari": "> আপনার দুঃখ-সুখ তাহাঁ নাহি গণি ।\n> তাঁর যেই সুখ, তাহা নিজ-সুখ মানি ॥১৮৫॥", "synonyms": "*āpanāra*—minha própria; *duḥkha-sukha*—infelicidade e felicidade; *tāhāṅ*—ali; *nāhi*—não; *gaṇi*—considero; *tāṅra*—Sua; *yei*—qualquer que seja; *sukha*—felicidade; *tāhā*—essa; *nija*—minha própria; *sukha*—felicidade; *māni*—aceito.", "translation": "**\"Não me importo com minha felicidade ou infelicidade pessoal, mas apenas com a felicidade d'Ele. De fato, aceito a felicidade d'Ele como minha própria felicidade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/186/", "verse_text": "śuni' bhakta-gaṇa tāṅre karila stavana\n\nveda-ājñā yaiche, mātā, tomāra vacana", "devanagari": "> শুনি’ ভক্তগণ তাঁরে করিল স্তবন ।\n> বেদ-আজ্ঞা যৈছে, মাতা, তোমার বচন ॥১৮৬॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir isto; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *tāṅre*—a ela; *karila*—fizeram; *stavana*—oração; *veda-ājñā*—uma ordem dos Vedas; *yaiche*—como; *mātā*—minha querida mãe; *tomāra vacana*—tua palavra.", "translation": "**Após ouvir Śacīmātā, todos os devotos lhe ofereceram orações e lhe asseguraram que sua ordem, como uma injunção védica, não podia ser violada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/187/", "verse_text": "bhakta-gaṇa prabhu-āge āsiyā kahila\n\nśuniyā prabhura mane ānanda ha-ila", "devanagari": "> ভক্তগণ প্রভু-আগে আসিয়া কহিল ।\n> শুনিয়া প্ৰভুর মনে আনন্দ হইল ॥১৮৭॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—os devotos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āge*—diante; *āsiyā*—vindo; *kahila*—informaram; *śuniyā*—ao ouvir; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *mane*—na mente; *ānanda*—prazer; *ha-ila*—houve.", "translation": "**Todos os devotos informaram o Senhor Caitanya da decisão de Śacīmātā. Ao ouvi-la, o Senhor ficou muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/188/", "verse_text": "navadvīpa-vāsī ādi yata bhakta-gaṇa\n\nsabāre sammāna kari' balilā vacana", "devanagari": "> নবদ্বীপ-বাসী আদি যত ভক্তগণ ।\n> সবারে সম্মান করি’ বলিলা বচন ॥১৮৮॥", "synonyms": "*navadvīpa-vāsī*—todos os habitantes de Navadvīpa; *ādi*—principalmente; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *sabāre*—a todos eles; *sammāna*—respeito; *kari'*—demonstrando; *balilā*—disse; *vacana*—estas palavras.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu respeitos a todos os devotos presentes, de Navadvīpa e de outras cidades, falando-lhes da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/189/", "verse_text": "tumi-saba loka--mora parama bāndhava\n\nei bhikṣā māgoṅ,--more deha tumi saba", "devanagari": "> তুমি-সব লোক — মোর পরম বান্ধব ।\n> এই ভিক্ষা মাগোঁ, — মোরে দেহ তুমি সব ॥১৮৯॥", "synonyms": "*tumi-saba loka*—todos vós; *mora*—Meus; *parama bāndhava*—amigos íntimos; *ei bhikṣā māgoṅ*—peço um favor; *more*—a Mim; *deha*—dai gentilmente; *tumi*—vós; *saba*—todos.", "translation": "**\"Meus queridos amigos, todos vós sois Meus amigos íntimos. Agora vos peço um favor. Por favor, concedei-o a Mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/190/", "verse_text": "ghare yāñā kara sadā kṛṣṇa-saṅkīrtana\n\nkṛṣṇa-nāma, kṛṣṇa-kathā, kṛṣṇa ārādhana", "devanagari": "> ঘরে যাঞা কর সদা কৃষ্ণসংকীর্তন ।\n> কৃষ্ণনাম, কৃষ্ণকথা, কৃষ্ণ আরাধন ॥১৯০॥", "synonyms": "*ghare yāñā*—retornando ao lar; *kara*—fazei gentilmente; *sadā*—sempre; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—cantar o santo nome do Senhor; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor; *kṛṣṇa-kathā*—discussão dos passatempos de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *ārādhana*—adoração.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu a todos eles que retornassem ao lar e começassem a cantar congregacionalmente o santo nome. Pediu-lhes também que adorassem Kṛṣṇa, cantassem Seu santo nome e discutissem Seus santos passatempos.**", "purport": "O culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o movimento Hare Kṛṣṇa, é muito bem explicado de modo autoritativo pelo próprio Senhor Caitanya Mahāprabhu. Não é que todos tenham de aceitar sannyāsa como Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todos podem executar o culto da consciência de Kṛṣṇa em casa, como ordenado pelo Senhor. Todos podem cantar congregacionalmente o santo nome de Kṛṣṇa, o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Pode-se também discutir o assunto do *Bhagavad-gītā* e do *Śrīmad-Bhāgavatam* e instalar Deidades de Rādhā-Kṛṣṇa, ou de Gaura-Nitāi, ou de ambos, e adorá-las muito cuidadosamente no próprio lar. Não é que tenhamos de abrir diferentes centros por todo o mundo. Quem quer que se interesse pelo movimento da consciência de Kṛṣṇa pode instalar Deidades em casa e, sob orientação superior, adorar a Deidade regularmente, cantando o mahā-mantra e discutindo o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam*. De fato, estamos ensinando em nossas aulas como proceder dessa maneira. Aquele que sente que ainda não está pronto para viver num templo ou submeter-se a estritos princípios reguladores no templo — especialmente os chefes de família que vivem com esposa e filhos — pode iniciar um centro em casa, instalando a Deidade, adorando o Senhor pela manhã e à noite, cantando Hare Kṛṣṇa e discutindo o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Qualquer pessoa pode fazer isso em casa sem dificuldade, e Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a todos os devotos ali presentes que assim fizessem."}
{"ref": "cc/madhya/3/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/191/", "verse_text": "ājñā deha nīlācale kariye gamana\n\nmadhye madhye āsi' tomāya diba daraśana", "devanagari": "> আজ্ঞা দেহ নীলাচলে করিয়ে গমন ।\n> মধ্যে মধ্যে আসি’ তোমায় দিব দরশন ॥১৯১॥", "synonyms": "*ājñā deha*—dai permissão; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *kariye*—eu faço; *gamana*—ir; *madhye madhye*—de tempos em tempos; *āsi'*—vindo até aqui; *tomāya*—a todos vós; *diba*—darei; *daraśana*—audiência.", "translation": "**Após assim instruir os devotos, o Senhor pediu-lhes permissão para ir a Jagannātha Purī. Assegurou-lhes que, de tempos em tempos, viria até lá e os encontraria repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/192/", "verse_text": "eta bali' sabākāre īṣat hāsiñā\n\nvidāya karila prabhu sammāna kariñā", "devanagari": "> এত বলি’ সবাকারে ঈষৎ হাসিঞা ৷\n> বিদায় করিল প্রভু সম্মান করিঞা ॥১৯২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *sabākāre*—a todos os devotos; *īṣat hāsiñā*—sorrindo muito brandamente; *vidāya karila*—despediu-se deles; *prabhu*—o Senhor; *sammāna kariñā*—demonstrando todo o respeito.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu, oferecendo o devido respeito a todos os devotos e sorrindo muito brandamente, despediu-se deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/193/", "verse_text": "sabā vidāya diyā prabhu calite kaila mana\n\nharidāsa kāndi' kahe karuṇa vacana", "devanagari": "> সবা বিদায় দিয়া প্রভু চলিতে কৈল মন ।\n> হরিদাস কান্দি’ কহে করুণ বচন ॥১৯৩॥", "synonyms": "*sabā vidāya diyā*—pedindo a todos que retornassem ao lar; *prabhu*—o Senhor; *calite*—ir; *kaila*—decidiu; *mana*—a mente; *haridāsa kāndi'*—Haridāsa Ṭhākura começou a chorar; *kahe*—diz; *karuṇa*—patéticas; *vacana*—palavras.", "translation": "**Após pedir a todos os devotos que retornassem ao lar, o Senhor decidiu ir a Jagannātha Purī. Nesse momento, Haridāsa Ṭhākura começou a chorar e a proferir algumas palavras patéticas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/194/", "verse_text": "nīlācale yābe tumi, mora kon gati\n\nnīlācale yāite mora nāhika śakati", "devanagari": "> নীলাচলে যাবে তুমি, মোর কোন্ গতি ।\n> নীলাচলে যাইতে মোর নাহিক শকতি ॥১৯৪॥", "synonyms": "*nīlācale yābe tumi*—irás a Jagannātha Purī; *mora*—meu; *kon*—qual; *gati*—destino; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *yāite*—ir; *mora*—minha; *nāhika*—não há; *śakati*—força.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Tu irás a Jagannātha Purī, e isso está muito bem, mas qual será o meu destino? Não sou capaz de ir a Jagannātha Purī.\"**", "purport": "Embora Śrīla Haridāsa Ṭhākura tivesse nascido numa família muçulmana, foi aceito como um *brāhmaṇa* devidamente iniciado. Como tal, tinha pleno direito de entrar no templo de Jagannātha Purī, mas, como havia algumas regras e regulações estipulando que somente *brāhmaṇas, kṣatriyas, vaiśyas* e *śūdras* (membros do sistema *varṇāśrama-dharma*) podiam entrar, Haridāsa Ṭhākura, por sua grande humildade, não quis violar essas regras existentes. Por isso disse que não tinha forças para entrar no templo, e apontou que, se o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu vivesse dentro do templo, não haveria como Haridāsa Ṭhākura vê-Lo. Mais tarde, quando Haridāsa Ṭhākura foi a Jagannātha Purī, viveu fora do templo, na praia à beira-mar. Um mosteiro foi ali erguido, conhecido como Siddhabakula Maṭha. As pessoas vão até lá para ver o túmulo de Haridāsa Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/3/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/195/", "verse_text": "muñi adhama tomāra nā pāba daraśana\n\nkemate dhariba ei pāpiṣṭha jīvana", "devanagari": "> মুঞি অধম তোমার না পাব দরশন ।\n> কেমতে ধরিব এই পাপিষ্ঠ জীবন ॥১৯৫॥", "synonyms": "*muñi*—eu; *adhama*—o mais baixo dos homens; *tomāra*—Tua; *nā*—não; *pāba*—obterei; *daraśana*—visão; *kemate*—como; *dhariba*—manterei; *ei*—esta; *pāpiṣṭha*—pecaminosa; *jīvana*—vida.", "translation": "**\"Por ser eu o mais baixo entre os homens, não poderei ver-Te. Como manterei minha vida pecaminosa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/196/", "verse_text": "prabhu kahe,--kara tumi dainya saṁvaraṇa\n\ntomāra dainyete mora vyākula haya mana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কর তুমি দৈন্য সম্বরণ ।\n> তোমার দৈন্যেতে মোর ব্যাকুল হয় মন ॥১৯৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *kara*—faze; *tumi*—tu; *dainya*—humildade; *saṁvaraṇa*—conter; *tomāra*—tua; *dainyete*—pela humildade; *mora*—Minha; *vyākula*—agitada; *haya*—torna-se; *mana*—a mente.", "translation": "**O Senhor respondeu a Haridāsa Ṭhākura: \"Por favor, contenha sua humildade. Só de ver sua humildade, Minha mente fica muito agitada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/197/", "verse_text": "tomā lāgi' jagannāthe kariba nivedana\n\ntomā-lañā yāba āmi śrī-puruṣottama", "devanagari": "> তোমার লাগি’ জগন্নাথে করিব নিবেদন ।\n> তোমা-লঞা যাব আমি শ্রীপুরুষোত্তম ॥১৯৭॥", "synonyms": "*tomā lāgi'*—por ti; *jagannāthe*—ao Senhor Jagannātha; *kariba*—farei; *nivedana*—petição; *tomā-lañā*—levando-te; *yāba*—irei; *āmi*—Eu; *śrī-puruṣottama*—a Jagannātha Purī.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu assegurou a Haridāsa Ṭhākura que apresentaria uma petição ao Senhor Jagannātha e que certamente o levaria até lá, a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/198/", "verse_text": "tabe ta' ācārya kahe vinaya kariñā\n\ndina dui-cāri raha kṛpā ta' kariñā", "devanagari": "> তবে ত’ আচার্য কহে বিনয় করিঞা ।\n> দিন দুই-চারি রহ কৃপা ত’ করিয়া ॥১৯৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *ta'*—certamente; *ācārya kahe*—Advaita Ācārya diz; *vinaya kariñā*—oferecendo todo o respeito; *dina dui-cāri*—mais dois ou quatro dias; *raha*—permanece gentilmente; *kṛpā*—misericórdia; *ta'*—certamente; *kariñā*—demonstrando.", "translation": "**Depois disso, Advaita Ācārya pediu respeitosamente ao Senhor Caitanya Mahāprabhu que Lhe mostrasse misericórdia permanecendo mais dois ou quatro dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/199/", "verse_text": "ācāryera vākya prabhu nā kare laṅghana\n\nrahilā advaita-gṛhe, nā kaila gamana", "devanagari": "> আচার্যের বাক্য প্রভু না করে লঙ্ঘন ।\n> রহিলা অদ্বৈত-গৃহে, না কৈল গমন ॥১৯৯॥", "synonyms": "*ācāryera vākya*—as palavras de Śrī Advaita Ācārya; *prabhu*—o Senhor; *nā kare laṅghana*—não desobedece; *rahilā*—permaneceu; *advaita-gṛhe*—na casa de Advaita Ācārya; *nā kaila gamana*—não partiu imediatamente.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu nunca violava o pedido de Advaita Ācārya; portanto, Ele permaneceu na casa d'Ele e não partiu imediatamente para Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/200/", "verse_text": "ānandita haila ācārya, śacī, bhakta, saba\nprati-dina kare ācārya mahā-mahotsava", "devanagari": "> আনন্দিত হৈল আচার্য, শচী, ভক্ত, সব ।\n> প্রতিদিন করে আচার্য মহা-মহোৎসব ॥২০০॥", "synonyms": "*ānandita haila*—ficaram contentes; *ācārya*—Advaita Ācārya; *śacī*—mãe Śacīdevī; *bhakta*—os devotos; *saba*—todos; *prati-dina*—todos os dias; *kare*—faz; *ācārya*—Advaita Ācārya; *mahā-mahā-utsava*—grande festival.", "translation": "**A decisão do Senhor Caitanya foi recebida com muita alegria por Advaita Ācārya, por mãe Śacī e por todos os devotos. Advaita Ācārya celebrava todos os dias com um grande festival.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/201/", "verse_text": "dine kṛṣṇa-kathā-rasa bhakta-gaṇa-saṅge\nrātre mahā-mahotsava saṅkīrtana-raṅge", "devanagari": "> দিনে কৃষ্ণ-কথা-রস ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> রাত্রে মহা-মহোৎসব সংকীর্তন-রঙ্গে ॥২০১॥", "synonyms": "*dine*—durante o dia; *kṛṣṇa-kathā-rasa*—conversas sobre Kṛṣṇa; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com os devotos; *rātre*—à noite; *mahā-mahā-utsava*—um grande festival; *saṅkīrtana-raṅge*—no cantar congregacional.", "translation": "**Durante o dia, os devotos discutiam assuntos relacionados a Kṛṣṇa, e à noite havia um grande festival de cantar congregacional na casa de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/202/", "verse_text": "ānandita hañā śacī karena randhana\nsukhe bhojana kare prabhu lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> আনন্দিত হঞা শচী করেন রন্ধন ।\n> সুখে ভোজন করে প্রভু লঞা ভক্তগণ ॥২০২॥", "synonyms": "*ānandita hañā*—estando contente; *śacī*—mãe Śacī; *karena*—faz; *randhana*—cozinhar; *sukhe*—com felicidade; *bhojana*—comer; *kare*—faz; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—acompanhado por; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Mãe Śacī cozinhava com grande prazer, e Śrī Caitanya Mahāprabhu, juntamente com os devotos, aceitava o prasāda com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/203/", "verse_text": "ācāryera śraddhā-bhakti-gṛha-sampada-dhane\nsakala saphala haila prabhura ārādhane", "devanagari": "> আচার্যের শ্রদ্ধা-ভক্তি-গৃহ-সম্পদ-ধনে ।\n> সকল সফল হৈল প্ৰভুর আরাধনে ॥২০৩॥", "synonyms": "*ācāryera*—de Advaita Ācārya; *śraddhā*—fé; *bhakti*—devoção; *gṛha*—lar; *sampada*—opulência; *dhane*—a riqueza; *sakala*—toda; *saphala*—bem-sucedida; *haila*—tornou-se; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ārādhane*—na adoração.", "translation": "**Dessa maneira, todas as opulências de Advaita Ācārya — Sua fé, Sua devoção, Seu lar, Suas riquezas e tudo o mais — foram empregadas com êxito na adoração ao Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Advaita Ācārya estabeleceu um exemplo ideal para todos os devotos chefes de família ao receber o Senhor Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos e ao realizar um festival diário em Seu lar. Se a pessoa dispõe dos meios adequados e de riqueza, deve, ocasionalmente, convidar os devotos do Senhor Caitanya, que estão ocupados em pregar pelo mundo inteiro, e realizar um festival em casa, simplesmente distribuindo prasāda e conversando sobre Kṛṣṇa durante o dia e realizando cantar congregacional por ao menos três horas à noite. Este procedimento deve ser adotado em todos os centros do movimento da consciência de Kṛṣṇa. Assim, eles realizarão diariamente o saṅkīrtana-yajña. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.32), recomenda-se a realização diária do saṅkīrtana-yajña para esta era (yajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair yajanti hi su-medhasaḥ). Deve-se adorar o Senhor Caitanya Mahāprabhu e Seus quatro associados, o Pañca-tattva, distribuindo prasāda e realizando o cantar congregacional. De fato, esse yajña, ou sacrifício, é o mais recomendado nesta Era de Kali. Nesta era, não é possível realizar outros yajñas, mas este yajña pode ser realizado em toda parte e em qualquer lugar, sem dificuldade."}
{"ref": "cc/madhya/3/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/204/", "verse_text": "śacīra ānanda bāḍe dekhi' putra-mukha\nbhojana karāñā pūrṇa kaila nija-sukha", "devanagari": "> শচীর আনন্দ বাড়ে দেখি’ পুত্রমুখ ।\n> ভোজন করাঞা পূর্ণ কৈল নিজসুখ ॥২০৪॥", "synonyms": "*śacīra*—de Śacīmātā; *ānanda bāḍe*—o prazer aumenta; *dekhi'*—vendo; *putra-mukha*—o rosto de seu filho; *bhojana karāñā*—alimentando; *pūrṇa*—pleno; *kaila*—tornou; *nija-sukha*—sua própria felicidade.", "translation": "**À medida que mãe Śacī via constantemente o rosto de seu filho e O alimentava, sua própria felicidade aumentava e, de fato, tornava-se plena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/205/", "verse_text": "ei-mata advaita-gṛhe bhakta-gaṇa mile\nvañcilā kataka-dina mahā-kutūhale", "devanagari": "> এইমত অদ্বৈত-গৃহে ভক্তগণ মিলে ।\n> বঞ্চিলা কতকদিন মহা-কুতূহলে ॥২০৫॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *advaita-gṛhe*—no lar de Advaita Ācārya; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *mile*—reuniam-se; *vañcilā*—passaram; *kataka-dina*—alguns dias; *mahā-kutūhale*—num estado de grande festividade.", "translation": "**Dessa maneira, no lar de Advaita Ācārya, todos os devotos se reuniram e passaram alguns dias juntos num estado de grande festividade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/206/", "verse_text": "āra dina prabhu kahe saba bhakta-gaṇe\nnija-nija-gṛhe sabe karaha gamane", "devanagari": "> আর দিন প্রভু কহে সব ভক্তগণে ।\n> নিজ-নিজ-গৃহে সবে করহ গমনে ॥২০৬॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *prabhu*—o Senhor; *kahe*—diz; *saba*—todos; *bhakta-gaṇe*—aos devotos; *nija-nija-gṛhe*—a seus respectivos lares; *sabe*—todos; *karaha*—fazei; *gamane*—retornar.", "translation": "**No dia seguinte, o Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu a todos os devotos que retornassem a seus respectivos lares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/207/", "verse_text": "ghare giyā kara sabe kṛṣṇa-saṅkīrtana\npunarapi āmā-saṅge ha-ibe milana", "devanagari": "> ঘরে গিয়া কর সবে কৃষ্ণসংকীর্তন ।\n> পুনরপি আমা-সঙ্গে হইবে মিলন ॥২০৭॥", "synonyms": "*ghare giyā*—retornando ao lar; *kara*—fazei; *sabe*—todos; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—o cantar congregacional do mahā-mantra; *punarapi*—novamente; *āmā-saṅge*—comigo; *ha-ibe*—haverá; *milana*—encontro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu também lhes pediu que executassem o cantar congregacional do santo nome do Senhor em seus lares, e os assegurou de que poderiam encontrá-lO novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/208/", "verse_text": "kabhu vā tomarā karibe nīlādri gamana\nkabhu vā āsiba āmi karite gaṅgā-snāna", "devanagari": "> কভু বা তোমরা করিবে নীলাদ্রি গমন ।\n> কভু বা আসিব আমি করিতে গঙ্গাস্নান ॥২০৮॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *vā*—ou; *tomarā*—vós; *karibe*—fareis; *nīlādri*—a Jagannātha Purī; *gamana*—ir; *kabhu*—às vezes; *vā*—ou; *āsiba*—virei; *āmi*—Eu; *karite*—para fazer; *gaṅgā-snāna*—banhar-Me no Ganges.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu lhes disse: \"Às vezes vós ireis a Jagannātha Purī, e às vezes Eu virei banhar-Me no Ganges.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/209-210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/209-210/", "verse_text": "nityānanda-gosāñi, paṇḍita jagadānanda\ndāmodara paṇḍita, āra datta mukunda\nei cāri-jana ācārya dila prabhu sane\njananī prabodha kari' vandila caraṇe", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-গোসাঞি, পণ্ডিত জগদানন্দ ।\n> দামোদর পণ্ডিত, আর দত্ত মুকুন্দ ॥২০৯॥\n> এই চারিজন আচার্য দিল প্রভু সনে ।\n> জননী প্ৰবোধ করি’ বন্দিল চরণে ॥২১০॥", "synonyms": "*nityānanda-gosāñi*—o Senhor Nityānanda; *paṇḍita jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *dāmodara paṇḍita*—Dāmodara Paṇḍita; *āra datta mukunda*—e Mukunda Datta; *ei cāri-jana*—estas quatro pessoas; *ācārya*—Advaita Ācārya; *dila*—enviou; *prabhu sane*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jananī*—mãe Śacī; *prabodha kari'*—acalmando; *vandila caraṇe*—ofereceu orações a seus pés de lótus.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya enviou quatro pessoas — Nityānanda Gosāñi, Jagadānanda Paṇḍita, Dāmodara Paṇḍita e Mukunda Datta — para acompanhar o Senhor. Após acalmar Sua mãe, Śacīmātā, Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu orações a seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/211/", "verse_text": "tāṅre pradakṣiṇa kari' karila gamana\nethā ācāryera ghare uṭhila krandana", "devanagari": "> তাঁরে প্রদক্ষিণ করি’ করিল গমন ।\n> এথা আচার্যের ঘরে উঠিল ক্রন্দন ॥২১১॥", "synonyms": "*tāṅre*—mãe Śacī; *pradakṣiṇa kari'*—circum-ambulando; *karila*—fez; *gamana*—partir; *ethā*—ali; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *ghare*—na casa; *uṭhila*—ergueu-se; *krandana*—choro.", "translation": "**Quando tudo estava preparado, o Senhor Caitanya Mahāprabhu circum-ambulou Sua mãe e então partiu para Jagannātha Purī. Na casa de Advaita Ācārya, ergueu-se um choro tumultuoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/212/", "verse_text": "nirapekṣa hañā prabhu śīghra calilā\nkāndite kāndite ācārya paścāt calilā", "devanagari": "> নিরপেক্ষ হঞা প্রভু শীঘ্র চলিলা ।\n> কান্দিতে কান্দিতে আচার্য পশ্চাৎ চলিলা ॥২১২॥", "synonyms": "*nirapekṣa*—indiferente; *hañā*—tornando-se; *prabhu*—o Senhor; *śīghra*—muito depressa; *calilā*—partiu; *kāndite kāndite*—chorando e chorando; *ācārya*—Advaita Ācārya; *paścāt*—atrás; *calilā*—seguiu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu impassível. Partiu rapidamente, e Advaita Ācārya O seguiu chorando.**", "purport": "Como explica Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, a palavra nirapekṣa significa não ser afetado por nada material e permanecer fixo no serviço ao Senhor. Śrī Caitanya Mahāprabhu não Se importou muito com o estrondoso tumulto e o choro na casa de Advaita Ācārya, que Ele ouviu ao partir para Jagannātha Purī. Os moralistas mundanos podem criticar Śrī Caitanya Mahāprabhu por ser muito cruel, mas o Senhor não Se importou com tal crítica. Como mestre do mundo neste movimento da consciência de Kṛṣṇa, Ele de fato demonstrou que uma pessoa seriamente ocupada na consciência de Kṛṣṇa não deve ser afetada pela afeição mundana. O melhor proceder é ocupar-se em prestar serviço ao Senhor e tornar-se insensível aos objetivos materiais. Externamente, todos estão apegados a coisas materiais, mas, se a pessoa se enreda em tais coisas, não pode progredir na consciência de Kṛṣṇa. Por isso, aqueles que estão ocupados na consciência de Kṛṣṇa não devem importar-se com a suposta moralidade do mundo material, se essa moralidade se opuser ao serviço ao Senhor. Como o Senhor Caitanya Mahāprabhu demonstrou pessoalmente, não se pode executar adequadamente a consciência de Kṛṣṇa sem ser neutro."}
{"ref": "cc/madhya/3/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/213/", "verse_text": "kata dūra giyā prabhu kari' yoḍa hāta\nācārye prabodhi' kahe kichu miṣṭa bāta", "devanagari": "> কত দূর গিয়া প্রভু করি’ যোড় হাত ।\n> আচার্যে প্রবোধি’ কহে কিছু মিষ্ট বাত ॥২১৩॥", "synonyms": "*kata dūra giyā*—após percorrer alguma distância; *prabhu*—o Senhor; *kari'*—fazendo; *yoḍa hāta*—mãos postas; *ācārye*—Advaita Ācārya; *prabodhi'*—acalmando; *kahe*—diz; *kichu*—algumas; *miṣṭa bāta*—doces palavras.", "translation": "**Após Advaita Ācārya tê-lO seguido por alguma distância, Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-Lhe uma súplica de mãos postas. O Senhor proferiu as seguintes doces palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/214/", "verse_text": "jananī prabodhi' kara bhakta samādhāna\ntumi vyagra haile kāro nā rahibe prāṇa", "devanagari": "> জননী প্ৰবোধি’ কর ভক্ত সমাধান ।\n> তুমি ব্যগ্র হৈলে কারো না রহিবে প্রাণ ॥২১৪॥", "synonyms": "*jananī prabodhi'*—acalmando a mãe; *kara*—faze; *bhakta*—os devotos; *samādhāna*—arranjos; *tumi*—Tu; *vyagra haile*—se ficares agitado; *kāro*—de ninguém; *nā rahibe*—não permanecerá; *prāṇa*—a vida.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Por favor, acalma todos os devotos e Minha mãe. Se Tu ficares agitado, ninguém será capaz de continuar a existir.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/215/", "verse_text": "eta bali' prabhu tāṅre kari' āliṅgana\nnivṛtti kariyā kaila svacchanda gamana", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু তাঁরে করি’ আলিঙ্গন ।\n> নিবৃত্তি করিয়া কৈল স্বচ্ছন্দ গমন ॥২১৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—o Senhor; *tāṅre*—a Ele; *kari'*—fazendo; *āliṅgana*—abraço; *nivṛtti*—parar; *kariyā*—fazendo; *kaila*—fez; *svacchanda*—sem ansiedade; *gamana*—partida rumo a Jagannātha Purī.", "translation": "**Dizendo isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Advaita Ācārya e O impediu de seguir adiante. Então, sem ansiedade, prosseguiu rumo a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/216/", "verse_text": "gaṅgā-tīre-tīre prabhu cāri-jana-sāthe\nnīlādri calilā prabhu chatrabhoga-pathe", "devanagari": "> গঙ্গাতীরে-তীরে প্রভু চারিজন-সাথে ।\n> নীলাদ্রি চলিলা প্রভু ছত্রভোগ-পথে ॥২১৬॥", "synonyms": "*gaṅgā-tīre-tīre*—pelas margens do Ganges; *prabhu*—o Senhor; *cāri-jana-sāthe*—com as outras quatro pessoas; *nīlādri*—a Jagannātha Purī; *calilā*—prosseguiu; *prabhu*—o Senhor; *chatrabhoga-pathe*—pelo caminho de Chatrabhoga.", "translation": "**O Senhor, com as outras quatro pessoas, seguiu pelas margens do Ganges, pelo caminho de Chatrabhoga em direção a Nīlādri, Jagannātha Purī.**", "purport": "Na seção sul da ferrovia oriental, no distrito de vinte e quatro pargaṇās, há uma estação chamada Magrāhāṭa. Indo-se para o sudeste dessa estação por cerca de catorze milhas, há um lugar chamado Jayanagara. A cerca de seis milhas ao sul dessa estação de Jayanagara, há uma aldeia chamada Chatrabhoga. Às vezes, essa aldeia é chamada de Khāḍi. Nessa aldeia, há uma Deidade do Senhor Śiva conhecida como Vaijurkānātha. Todos os anos, durante os meses de março e abril, realiza-se ali um festival. O festival é conhecido como Nandā-melā. Atualmente, o Ganges não corre ali. Na mesma linha férrea, há outra estação, conhecida como Bāruipura, e, perto dessa estação, há outro lugar, chamado Āṭisārā. Antigamente, essa aldeia também se situava às margens do Ganges. Dessa aldeia, pode-se ir até Pāṇihāṭī e, de lá, até Varāha-nagara, ao norte de Calcutá. Naqueles dias, o Ganges corria ao sul de Calcutá, através de Kālī-ghāṭa, que ainda é conhecido como Ādi-gaṅgā. A partir de Bāruipura, o Ganges ramificava-se e corria por Diamond Harbor, perto da delegacia de polícia de Mathurāpura. Deve-se notar que Śrī Caitanya Mahāprabhu passou por todos esses lugares em Seu caminho para Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/madhya/3/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/217/", "verse_text": "'caitanya-maṅgale' prabhura nīlādri-gamana\nvistāri varṇiyāchena dāsa-vṛndāvana", "devanagari": "> ‘চৈতন্যমঙ্গলে’ প্ৰভুর নীলাদ্রি-গমন ।\n> বিস্তারি বর্ণিয়াছেন দাস-বৃন্দাবন ॥২১৭॥", "synonyms": "*caitanya-maṅgale*—no livro chamado Caitanya-maṅgala; *prabhura*—do Senhor; *nīlādri-gamana*—a ida a Jagannātha Purī; *vistāri*—detalhando; *varṇiyāchena*—descreveu; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Em seu livro conhecido como *Caitanya-maṅgala* [*Caitanya-bhāgavata*], Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu detalhadamente a passagem do Senhor para Jagannātha Purī.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que, enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu passava por Bengala, Ele passou por Āṭisārā-grāma, Varāha-grāma e Chatrabhoga. Depois, alcançou a província de Orissa, onde passou por Prayāga-ghāṭa, Suvarṇarekhā, Remuṇā, Yājapura, Vaitaraṇī, Daśāśvamedha-ghāṭa, Kaṭaka, Mahānadī, Bhuvaneśvara (onde há um grande lago conhecido como Bindu-sarovara), Kamalapura e Āthāranālā. Dessa maneira, passando por todos esses e outros lugares, Ele alcançou Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/madhya/3/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/218/", "verse_text": "advaita-gṛhe prabhura vilāsa śune yei jana\nacire milaye tāṅre kṛṣṇa-prema-dhana", "devanagari": "> অদ্বৈত-গৃহে প্রভুর বিলাস শুনে যেই জন ।\n> অচিরে মিলয়ে তাঁরে কৃষ্ণপ্রেম-ধন ॥২১৮॥", "synonyms": "*advaita-gṛhe*—na casa de Advaita Ācārya; *prabhura*—do Senhor; *vilāsa*—os passatempos; *śune*—ouve; *yei*—aquele que; *jana*—pessoa; *acire*—muito em breve; *milaye*—obtém; *tāṅre*—ele; *kṛṣṇa-prema-dhana*—a riqueza do amor a Deus.", "translation": "**Aquele que ouvir as atividades do Senhor na casa de Advaita Ācārya certamente obterá muito em breve a riqueza do amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/3/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/3/219/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২১৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Terceiro Capítulo, que descreve a estada do Senhor Caitanya Mahāprabhu na casa de Advaita Ācārya, Sua aceitação da ordem de sannyāsa e a observância de festivais diários na casa de Advaita Ācārya, Seu cantar congregacional do santo nome do Senhor e Seu banquete com todos os devotos."}
{"ref": "cc/madhya/4/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/1/", "verse_text": "yasmai dātuṁ corayan kṣīra-bhāṇḍaṁ\ngopīnāthaḥ kṣīra-corābhidho 'bhūt\nśrī-gopālaḥ prādurāsīd vaśaḥ san\nyat-premṇā taṁ mādhavendraṁ nato 'smi", "devanagari": "> যস্মৈ দাতুং চোরয়ন্ ক্ষীরভাণ্ডং\n> গোপীনাথঃ ক্ষীরচোরাভিধোঽভূৎ ৷\n> শ্রীগোপালঃ প্রাদুরাসীদ্বশঃ সন্\n> যৎপ্রেম্ণা তং মাধবেন্দ্রং নতোঽস্মি ॥১॥", "synonyms": "*yasmai*—àquele a quem; *dātum*—entregar; *corayan*—roubando; *kṣīra-bhāṇḍam*—o pote de arroz-doce; *gopīnāthaḥ*—Gopīnātha; *kṣīra-corā*—ladrão de um pote de arroz-doce; *abhidhaḥ*—célebre; *abhūt*—tornou-se; *śrī-gopālaḥ*—a Deidade de Śrī Gopāla; *prāduḥ-rāsīt*—apareceu; *vaśaḥ*—cativado; *san*—estando; *yat-premṇā*—por seu amor; *tam*—a ele; *mādhavendram*—Mādhavendra Purī, que pertencia à Madhva-sampradāya; *nataḥ asmi*—ofereço minhas respeitosas reverências.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Mādhavendra Purī, a quem foi dado um pote de arroz-doce roubado por Śrī Gopīnātha, célebre desde então como Kṣīra-corā. Sentindo-se satisfeito com o amor de Mādhavendra Purī, Śrī Gopāla, a Deidade em Govardhana, apareceu à visão pública.**", "purport": "Bhaktivinoda Ṭhākura anota que esta Deidade de Gopāla foi originalmente instalada por Vajra, o neto de Kṛṣṇa. Mādhavendra Purī redescobriu Gopāla e O estabeleceu no topo da Colina de Govardhana. Esta Deidade de Gopāla ainda está situada em Nāthadvāra e encontra-se sob a administração dos descendentes de Vallabhācārya. A adoração da Deidade é muito luxuosa, e quem quer que vá até lá pode comprar variedades de prasāda pagando um pequeno preço."}
{"ref": "cc/madhya/4/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaitacandra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌড়ভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya gauracandra*—todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya nityānanda*—todas as glórias ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Prabhu! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/3-4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/3-4/", "verse_text": "nīlādri-gamana, jagannātha-daraśana\nsārvabhauma bhaṭṭācārya-prabhura milana\ne saba līlā prabhura dāsa vṛndāvana\nvistāri' kariyāchena uttama varṇana", "devanagari": "> নীলাদ্রিগমন, জগন্নাথ-দরশন ।\n> সার্বভৌম ভট্টাচার্য-প্ৰভুর মিলন ॥৩॥\n> এসব লীলা প্ৰভুর দাস বৃন্দাবন ।\n> বিস্তারি’ করিয়াছেন উত্তম বর্ণন ॥৪॥", "synonyms": "*nīlādri-gamana*—indo a Jagannātha Purī; *jagannātha-daraśana*—visitando o templo do Senhor Jagannātha; *sārvabhauma bhaṭṭācārya*—com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhura*—do Senhor; *milana*—encontro; *e saba*—todos estes; *līlā*—passatempos; *prabhura*—do Senhor; *dāsa vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *vistāri'*—elaborando; *kariyāchena*—fez; *uttama*—muito bela; *varṇana*—descrição.", "translation": "**O Senhor foi a Jagannātha Purī e visitou o templo do Senhor Jagannātha. Ele também Se encontrou com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Todos estes passatempos foram muito elaboradamente descritos por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura em seu livro *Caitanya-bhāgavata*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/5/", "verse_text": "sahaje vicitra madhura caitanya-vihāra\nvṛndāvana-dāsa-mukhe amṛtera dhāra", "devanagari": "> সহজে বিচিত্র মধুর চৈতন্য-বিহার ৷\n> বৃন্দাবনদাস-মুখে অমৃতের ধার ॥৫॥", "synonyms": "*sahaje*—naturalmente; *vicitra*—maravilhosas; *madhura*—doces; *caitanya*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *vihāra*—as atividades; *vṛndāvana-dāsa*—de Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *mukhe*—da boca; *amṛtera*—de néctar; *dhāra*—chuva.", "translation": "**Por natureza, todas as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu são muito maravilhosas e doces, e quando são descritas por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, tornam-se como uma chuva de néctar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/6/", "verse_text": "ataeva tāhā varṇile haya punarukti\ndambha kari' varṇi yadi taiche nāhi śakti", "devanagari": "> অতএব তাহা বর্ণিলে হয় পুনরুক্তি ।\n> দম্ভ করি’ বর্ণি যদি তৈছে নাহি শক্তি ॥৬॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tāhā*—tais atividades; *varṇile*—se descrevesse; *haya*—há; *punarukti*—repetição; *dambha kari'*—estando orgulhoso; *varṇi*—eu descrevo; *yadi*—se; *taiche*—tal; *nāhi*—não há; *śakti*—poder.", "translation": "**Portanto, submeto muito humildemente que, visto que esses incidentes já foram belamente descritos por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, eu ficaria muito orgulhoso ao repetir a mesma coisa, e isso não seria muito bom. Não possuo tal poder.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/7/", "verse_text": "caitanya-maṅgale yāhā karila varṇana\nsūtra-rūpe sei līlā kariye sūcana", "devanagari": "> চৈতন্যমঙ্গলে যাহা করিল বর্ণন ।\n> সূত্ররূপে সেই লীলা করিয়ে সূচন ॥৭॥", "synonyms": "*caitanya-maṅgale*—no livro chamado Caitanya-maṅgala; *yāhā*—tudo o que; *karila varṇana*—descreveu; *sūtra-rūpe*—sob a forma de códigos breves; *sei līlā*—aqueles passatempos; *kariye sūcana*—apresentarei.", "translation": "**Apresento, portanto, apenas uma sinopse dos eventos já descritos com amplitude por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura em seu Caitanya-maṅgala [hoje conhecido como Caitanya-bhāgavata].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/8/", "verse_text": "tāṅra sūtre āche, teṅha nā kaila varṇana\nyathā-kathañcit kari' se līlā kathana", "devanagari": "> তাঁর সূত্রে আছে, তেঁহ না কৈল বর্ণন ।\n> যথাকথঞ্চিত্ করি’ যে লীলা কথন ॥৮॥", "synonyms": "*tāṅra*—sua; *sūtre*—nos códigos; *āche*—há; *teṅha*—ele; *nā kaila varṇana*—não descreveu; *yathā-kathañcit*—algo deles; *kari'*—fazendo; *se*—estes; *līlā*—dos passatempos; *kathana*—narração.", "translation": "**Alguns dos episódios em seus códigos ele não descreveu com detalhes, e por isso eu tentarei descrevê-los neste livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/9/", "verse_text": "ataeva tāṅra pāye kari namaskāra\ntāṅra pāya aparādha nā ha-uk āmāra", "devanagari": "> অতএব তাঁর পায়ে করি নমস্কার ।\n> তাঁর পায় অপরাধ না হউক্ আমার ॥৯॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tāṅra pāye*—a seus pés de lótus; *kari*—eu faço; *namaskāra*—reverências; *tāṅra pāya*—aos pés de lótus de Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *aparādha*—ofensa; *nā*—não; *ha-uk*—que aconteça; *āmāra*—minha.", "translation": "**Ofereço, assim, minhas respeitosas reverências aos pés de lótus de Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Espero não ofender seus pés de lótus com esta ação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/10/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu calilā nīlācale\ncāri bhakta saṅge kṛṣṇa-kīrtana-kutūhale", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু চলিলা নীলাচলে ।\n> চারি ভক্ত সঙ্গে কৃষ্ণকীর্তন-কুতূহলে ॥১০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—prosseguiu; *nīlācale*—em direção a Jagannātha Purī; *cāri bhakta*—quatro devotos; *saṅge*—com; *kṛṣṇa-kīrtana*—para o cantar do santo nome de Kṛṣṇa; *kutūhale*—com grande entusiasmo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu em direção a Jagannātha Purī com quatro de Seus devotos, e cantou o santo nome do Senhor, o mantra Hare Kṛṣṇa, com grande entusiasmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/11/", "verse_text": "bhikṣā lāgi' eka-dina eka grāma giyā\nāpane bahuta anna ānila māgiyā", "devanagari": "> ভিক্ষা লাগি’ একদিন এক গ্রাম গিয়া ।\n> আপনে বহুত অন্ন আনিল মাগিয়া ॥১১॥", "synonyms": "*bhikṣā lāgi'*—em busca de prasāda; *eka-dina*—num dia; *eka grāma*—a uma aldeia; *giyā*—indo; *āpane*—pessoalmente; *bahuta*—uma grande quantidade; *anna*—de arroz e outros alimentos; *ānila*—trouxe; *māgiyā*—mendigando.", "translation": "**A cada dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu ia pessoalmente a uma aldeia e recolhia uma grande quantidade de arroz e outros grãos para o preparo do prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/12/", "verse_text": "pathe baḍa baḍa dānī vighna nāhi kare\ntā' sabāre kṛpā kari' āilā remuṇāre", "devanagari": "> পথে বড় বড় দানী বিঘ্ন নাহি করে ।\n> তা’ সবারে কৃপা করি’ আইলা রেমুণারে ॥১২॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *baḍa baḍa*—grandes, grandes; *dānī*—coletor de pedágio ou imposto; *vighna*—obstáculos; *nāhi*—não; *kare*—fazem; *tā' sabāre*—a todos eles; *kṛpā kari'*—mostrando misericórdia; *āilā*—chegou; *remuṇāre*—à aldeia conhecida como Remuṇā.", "translation": "**Havia muitos rios no caminho, e em cada rio havia um coletor de impostos. Eles não obstruíram o Senhor, contudo, e Ele lhes mostrou misericórdia. Por fim, Ele chegou à aldeia de Remuṇā.**", "purport": "Há uma estação ferroviária chamada Baleśvara, e oito quilômetros a oeste fica a aldeia de Remuṇā. O templo de Kṣīra-corā-gopīnātha ainda existe nesta aldeia, e dentro do templo ainda se pode encontrar o túmulo de samādhi de Rasikānanda Prabhu, o principal discípulo de Śyāmānanda Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/4/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/13/", "verse_text": "remuṇāte gopīnātha parama-mohana\nbhakti kari' kaila prabhu tāṅra daraśana", "devanagari": "> রেমুণাতে গোপীনাথ পরম-মোহন ।\n> ভক্তি করি’ কৈল প্রভু তাঁর দরশন ॥১৩॥", "synonyms": "*remuṇāte*—naquela aldeia de Remuṇā; *gopīnātha*—a Deidade de Gopīnātha; *parama-mohana*—muito atrativa; *bhakti kari'*—com grande devoção; *kaila*—fez; *prabhu*—o Senhor; *tāṅra*—d'Ele; *daraśana*—visita.", "translation": "**A Deidade de Gopīnātha no templo em Remuṇā era muito atrativa. O Senhor Caitanya visitou o templo e ofereceu Suas reverências com grande devoção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/14/", "verse_text": "tāṅra pāda-padma nikaṭa praṇāma karite\ntāṅra puṣpa-cūḍā paḍila prabhura māthāte", "devanagari": "> তাঁর পাদপদ্ম নিকট প্রণাম করিতে ।\n> তাঁর পুষ্প-চূড়া পড়িল প্ৰভুর মাথাতে ॥১৪॥", "synonyms": "*tāṅra pāda-padma*—os pés de lótus de Gopīnātha; *nikaṭa*—perto; *praṇāma*—reverências; *karite*—enquanto oferecia; *tāṅra*—Seu; *puṣpa-cūḍā*—elmo de flores; *paḍila*—caiu; *prabhura*—do Senhor; *māthāte*—sobre a cabeça.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu Suas reverências aos pés de lótus da Deidade de Gopīnātha, o elmo de flores sobre a cabeça de Gopīnātha caiu e pousou sobre a cabeça de Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/15/", "verse_text": "cūḍā pāñā mahāprabhura ānandita mana\nbahu nṛtya-gīta kaila lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> চূড়া পাঞা মহাপ্ৰভুর আনন্দিত মন ।\n> বহু নৃত্যগীত কৈল লঞা ভক্তগণ ॥১৫॥", "synonyms": "*cūḍā pāñā*—recebendo o elmo; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānandita*—satisfeita; *mana*—a mente; *bahu*—de várias espécies; *nṛtya-gīta*—dança e canto; *kaila*—realizou; *lañā*—com; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**Quando o elmo da Deidade caiu sobre Sua cabeça, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito, e assim Ele cantou e dançou de várias maneiras com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/16/", "verse_text": "prabhura prabhāva dekhi' prema-rūpa-guṇa\nvismita ha-ilā gopīnāthera dāsa-gaṇa", "devanagari": "> প্রভুর প্রভাব দেখি’ প্রেম-রূপ-গুণ ।\n> বিস্মিত হইলা গোপীনাথের দাসগণ ॥১৬॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *prabhāva*—a influência; *dekhi'*—vendo; *prema-rūpa*—Sua beleza; *guṇa*—e Suas qualidades; *vismita ha-ilā*—ficaram tomados de admiração; *gopīnāthera*—da Deidade de Gopīnātha; *dāsa-gaṇa*—os servidores.", "translation": "**Todos os servidores da Deidade ficaram tomados de admiração diante do intenso amor de Śrī Caitanya Mahāprabhu, de Sua beleza primorosa e de Suas qualidades transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/17/", "verse_text": "nānā-rūpe prītye kaila prabhura sevana\nsei rātri tāhāṅ prabhu karilā vañcana", "devanagari": "> নানারূপে প্রীত্যে কৈল প্রভুর সেবন ।\n> সেই রাত্রি তাহাঁ প্রভু করিলা বঞ্চন ॥১৭॥", "synonyms": "*nānā-rūpe*—de várias maneiras; *prītye*—por causa do amor; *kaila*—fizeram; *prabhura*—do Senhor; *sevana*—serviço; *sei rātri*—naquela noite; *tāhāṅ*—ali; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *karilā*—fez; *vañcana*—passar.", "translation": "**Devido a seu amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu, eles O serviram de muitas maneiras, e naquela noite o Senhor permaneceu no templo de Gopīnātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/18/", "verse_text": "mahāprasāda-kṣīra-lobhe rahilā prabhu tathā\n\npūrve īśvara-purī tāṅre kahiyāchena kathā", "devanagari": "> মহাপ্রসাদ-ক্ষীর-লোভে রহিলা প্রভু তথা ।\n> পূর্বে ঈশ্বরপুরী তাঁরে কহিয়াছেন কথা ॥১৮॥", "synonyms": "*mahā-prasāda*—pelos restos do alimento; *kṣīra*—arroz-doce; *lobhe*—no anseio; *rahilā*—permaneceu; *prabhu*—o Senhor; *tathā*—ali; *pūrve*—antes disso; *īśvara-purī*—Īśvara Purī, Seu mestre espiritual; *tāṅre*—a Ele; *kahiyāchena*—contara; *kathā*—uma narração.", "translation": "**O Senhor permaneceu ali porque estava muito ansioso por receber os restos do arroz-doce oferecido à Deidade de Gopīnātha, pois ouvira de Seu mestre espiritual, Īśvara Purī, a narração do que certa vez acontecera naquele lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/19/", "verse_text": "'kṣīra-corā gopīnātha' prasiddha tāṅra nāma\n\nbhakta-gaṇe kahe prabhu sei ta' ākhyāna", "devanagari": "> ‘ক্ষীরচোরা গোপীনাথ’ প্রসিদ্ধ তাঁর নাম ।\n> ভক্তগণে কহে প্রভু সেই ত’ আখ্যান ॥১৯॥", "synonyms": "*kṣīra-corā gopīnātha*—o Gopīnātha que roubou o pote de arroz-doce; *prasiddha*—muito famoso; *tāṅra nāma*—Seu nome; *bhakta-gaṇe*—a todos os devotos; *kahe*—conta; *prabhu*—o Senhor; *sei ta' ākhyāna*—aquela narração.", "translation": "**Essa Deidade era amplamente conhecida como Kṣīra-corā-gopīnātha, e Caitanya Mahāprabhu contou a Seus devotos a história de como a Deidade se tornou tão famosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/20/", "verse_text": "pūrve mādhava-purīra lāgi' kṣīra kaila curi\n\nataeva nāma haila 'kṣīra-corā hari'", "devanagari": "> পূর্বে মাধবপুরীর লাগি’ ক্ষীর কৈল চুরি ।\n> অতএব নাম হৈল ‘ক্ষীরচোরা হরি’ ॥২০॥", "synonyms": "*pūrve*—antigamente; *mādhava-purīra lāgi'*—para Mādhavendra Purī; *kṣīra*—arroz-doce; *kaila*—fez; *curi*—roubo; *ataeva*—portanto; *nāma*—o nome; *haila*—tornou-se; *kṣīra-corā hari*—o Senhor que roubou um pote de arroz-doce.", "translation": "**Antigamente, a Deidade roubara um pote de arroz-doce para Mādhavendra Purī; por isso, tornou-Se muito famosa como o Senhor que roubou o arroz-doce.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/21/", "verse_text": "pūrve śrī-mādhava-purī āilā vṛndāvana\n\nbhramite, bhramite gelā giri govardhana", "devanagari": "> পূর্বে শ্ৰীমাধব-পুরী আইলা বৃন্দাবন ।\n> ভ্রমিতে ভ্রমিতে গেলা গিরি গোবর্ধন ॥২১॥", "synonyms": "*pūrve*—antigamente; *śrī-mādhava-purī*—Śrīla Mādhavendra Purī; *āilā*—veio; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *bhramite bhramite*—enquanto viajava; *gelā*—foi; *giri govardhana*—à colina conhecida como Govardhana.", "translation": "**Certa vez, Śrī Mādhavendra Purī viajou a Vṛndāvana, onde chegou à colina conhecida como Govardhana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/22/", "verse_text": "preme matta,--nāhi tāṅra rātri-dina-jñāna\n\nkṣaṇe uṭhe, kṣaṇe paḍe, nāhi sthānāsthāna", "devanagari": "> প্রেমে মত্ত, — নাহি তাঁর রাত্রিদিন-জ্ঞান ।\n> ক্ষণে উঠে, ক্ষণে পড়ে, নাহি স্থানাস্থান ॥২২॥", "synonyms": "*preme matta*—enlouquecido no êxtase do amor a Kṛṣṇa; *nāhi*—não havia; *tāṅra*—dele; *rātri-dina-jñāna*—consciência de dia e noite; *kṣaṇe*—às vezes; *uṭhe*—levanta-se; *kṣaṇe paḍe*—às vezes cai; *nāhi*—não havia noção; *sthāna-asthāna*—de lugar apropriado ou não.", "translation": "**Mādhavendra Purī estava quase louco em seu êxtase de amor a Deus, e não sabia se era dia ou noite. Ora se levantava, ora caía ao chão. Não conseguia discernir se estava num lugar apropriado ou não.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/23/", "verse_text": "śaila parikramā kari' govinda-kuṇḍe āsi'\n\nsnāna kari, vṛkṣa-tale āche sandhyāya vasi'", "devanagari": "> শৈল পরিক্রমা করি’ গোবিন্দকুণ্ডে আসি’ ৷\n> স্নান করি, বৃক্ষতলে আছে সন্ধ্যায় বসি’ ॥২৩॥", "synonyms": "*śaila*—a colina; *parikramā*—circum-ambulação; *kari'*—concluindo; *govinda-kuṇḍe*—à margem do Govinda-kuṇḍa; *āsi'*—chegando ali; *snāna kari*—tomando banho; *vṛkṣa-tale*—à sombra de uma árvore; *āche*—está; *sandhyāya*—ao entardecer; *vasi'*—descansando.", "translation": "**Depois de circum-ambular a colina, Mādhavendra Purī foi ao Govinda-kuṇḍa e tomou seu banho. Em seguida, sentou-se sob uma árvore para seu descanso vespertino.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/24/", "verse_text": "gopāla-bālaka eka dugdha-bhāṇḍa lañā\n\nāsi' āge dhari' kichu balila hāsiyā", "devanagari": "> গোপাল-বালক এক দুগ্ধ-ভাণ্ড লঞা ।\n> আসি’ আগে ধরি’ কিছু বলিল হাসিয়া ॥২৪॥", "synonyms": "*gopāla-bālaka*—vaqueirinho; *eka*—um; *dugdha-bhāṇḍa lañā*—trazendo um pote de leite; *āsi'*—vindo; *āge dhari'*—segurando-o à sua frente; *kichu*—algo; *balila*—disse; *hāsiyā*—sorrindo.", "translation": "**Enquanto estava sentado sob uma árvore, um vaqueirinho desconhecido veio com um pote de leite, colocou-o diante de Mādhavendra Purī e, sorrindo, dirigiu-se a ele da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/25/", "verse_text": "purī, ei dugdha lañā kara tumi pāna\n\nmāgi' kene nāhi khāo, kibā kara dhyāna", "devanagari": "> পুরী, এই দুগ্ধ লঞা কর তুমি পান ।\n> মাগি’ কেনে নাহি খাও, কিবা কর ধ্যান ॥২৫॥", "synonyms": "*purī*—ó Mādhavendra Purī; *ei dugdha lañā*—tomando este leite; *kara tumi pāna*—bebe-o; *māgi'*—mendigando; *kene*—por que; *nāhi*—não; *khāo*—comes; *kibā*—que; *kara*—fazes; *dhyāna*—meditação.", "translation": "**\"Ó Mādhavendra Purī, por favor, bebe o leite que trouxe. Por que não mendigas algum alimento para comer? Que espécie de meditação realizas?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/26/", "verse_text": "bālakera saundarye purīra ha-ila santoṣa\n\ntāhāra madhura-vākye gela bhoka-śoṣa", "devanagari": "> বালকের সৌন্দর্যে পুরীর হইল সন্তোষ ।\n> তাহার মধুর-বাক্যে গেল ভোক-শোষ ॥২৬॥", "synonyms": "*bālakera*—do menino; *saundarye*—na beleza; *purīra*—de Mādhavendra Purī; *ha-ila*—houve; *santoṣa*—muita satisfação; *tāhāra*—d'Ele; *madhura-vākye*—pelas doces palavras; *gela*—esqueceu; *bhoka-śoṣa*—toda a fome e a sede.", "translation": "**Ao ver a beleza daquele menino, Mādhavendra Purī ficou muito satisfeito. Ouvindo Suas doces palavras, esqueceu toda a fome e a sede.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/27/", "verse_text": "purī kahe,--ke tumi, kāhāṅ tomāra vāsa\n\nke-mate jānile, āmi kari upavāsa", "devanagari": "> পুরী কহে, — কে তুমি, কাহাঁ তোমার বাস ।\n> কেমতে জানিলে, আমি করি উপবাস ॥২৭॥", "synonyms": "*purī kahe*—Mādhavendra Purī perguntou ao menino; *ke tumi*—quem és Tu; *kāhāṅ tomāra vāsa*—onde resides; *ke-mate*—como; *jānile*—soubeste; *āmi kari upavāsa*—que estou jejuando.", "translation": "**Mādhavendra Purī disse: \"Quem és Tu? Onde resides? E como soubeste que eu estava jejuando?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/28/", "verse_text": "bālaka kahe,--gopa āmi, ei grāme vasi\n\nāmāra grāmete keha nā rahe upavāsī", "devanagari": "> বালক কহে, — গোপ আমি, এই গ্রামে বসি ।\n> আমার গ্রামেতে কেহ না রহে উপবাসী ॥২৮॥", "synonyms": "*bālaka kahe*—o menino disse; *gopa āmi*—sou um vaqueirinho; *ei grāme vasi*—resido nesta aldeia; *āmāra grāmete*—em Minha aldeia; *keha*—ninguém; *nā*—não; *rahe*—permanece; *upavāsī*—sem alimento.", "translation": "**O menino respondeu: \"Senhor, sou um vaqueirinho e resido nesta aldeia. Em Minha aldeia, ninguém jejua.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/29/", "verse_text": "keha anna māgi' khāya, keha dugdhāhāra\n\nayācaka-jane āmi diye ta' āhāra", "devanagari": "> কেহ অন্ন মাগি’ খায়, কেহ দুগ্ধাহার ।\n> অযাচক-জনে আমি দিয়ে ত’ আহার ॥২৯॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *anna*—alimento; *māgi'*—mendigando; *khāya*—come; *keha*—alguém; *dugdha-āhāra*—bebe leite; *ayācaka-jane*—a uma pessoa que não mendiga; *āmi*—Eu; *diye*—forneço; *ta'*—certamente; *āhāra*—comestíveis.", "translation": "**\"Nesta aldeia, a pessoa pode mendigar alimento de outros e assim comer. Algumas pessoas bebem apenas leite, mas, se alguém não pede alimento a ninguém, Eu lhe forneço todos os seus comestíveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/30/", "verse_text": "jala nite strī-gaṇa tomāre dekhi' gela\n\nstrī-saba dugdha diyā āmāre pāṭhāila", "devanagari": "> জল নিতে স্ত্রীগণ তোমারে দেখি’ গেল ৷\n> স্ত্রীসব দুগ্ধ দিয়া আমারে পাঠাইল ॥৩০॥", "synonyms": "*jala nite*—para buscar água; *strī-gaṇa*—as mulheres; *tomāre*—a ti; *dekhi' gela*—viram-te e foram; *strī-saba*—todas as mulheres; *dugdha*—leite; *diyā*—dando; *āmāre*—a Mim; *pāṭhāila*—enviaram.", "translation": "**\"As mulheres que vêm aqui buscar água te viram e Me forneceram este leite e Me enviaram a ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/31/", "verse_text": "go-dohana karite cāhi, śīghra āmi yāba\n\nāra-bāra āsi āmi ei bhāṇḍa la-iba", "devanagari": "> গোদোহন করিতে চাহি, শীঘ্র আমি যাব ।\n> আরবার আসি আমি এই ভাণ্ড লইব ॥৩১॥", "synonyms": "*go-dohana karite cāhi*—quero ordenhar as vacas; *śīghra*—muito em breve; *āmi yāba*—devo ir; *āra-bāra*—de novo; *āsi*—voltando; *āmi*—Eu; *ei*—este; *bhāṇḍa*—pote; *la-iba*—levarei de volta.", "translation": "**O menino prosseguiu: \"Devo ir muito em breve ordenhar as vacas, mas voltarei e levarei de volta este pote de leite que está contigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/32/", "verse_text": "eta bali' gelā bālaka nā dekhiye āra\n\nmādhava-purīra citte ha-ila camatkāra", "devanagari": "> এত বলি’ গেলা বালক না দেখিয়ে আর ।\n> মাধব-পুরীর চিত্তে হইল চমৎকার ॥৩২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *gelā*—foi; *bālaka*—o menino; *nā*—não; *dekhiye*—podia ser visto; *āra*—mais; *mādhava-purīra*—de Mādhavendra Purī; *citte*—na mente; *ha-ila*—houve; *camatkāra*—assombro.", "translation": "**Dizendo isto, o menino deixou o lugar. De fato, subitamente não pôde mais ser visto, e o coração de Mādhavendra Purī encheu-se de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/33/", "verse_text": "dugdha pāna kari' bhāṇḍa dhuñā rākhila\n\nbāṭa dekhe, se bālaka punaḥ nā āila", "devanagari": "> দুগ্ধ পান করি’ ভাণ্ড ধুঞা রাখিল ।\n> বাট দেখে, সে বালক পুনঃ না আইল ॥৩৩॥", "synonyms": "*dugdha*—leite; *pāna kari'*—bebendo; *bhāṇḍa*—o pote; *dhuñā*—lavando; *rākhila*—pôs de lado; *bāṭa dekhe*—olha para o caminho; *se bālaka*—o menino; *punaḥ*—de novo; *nā āila*—não voltou.", "translation": "**Após beber o leite, Mādhavendra Purī lavou o pote e o pôs de lado. Olhava para o caminho, mas o menino nunca voltou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/34/", "verse_text": "vasi' nāma laya purī, nidrā nāhi haya\n\nśeṣa-rātre tandrā haila,--bāhya-vṛtti-laya", "devanagari": "> বসি’ নাম লয় পুরী, নিদ্রা নাহি হয় ।\n> শেষরাত্রে তন্দ্রা হৈল, — বাহ্যবৃত্তি-লয় ॥৩৪॥", "synonyms": "*vasi'*—sentado ali; *nāma laya*—canta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *purī*—Mādhavendra Purī; *nidrā*—sono; *nāhi haya*—não havia; *śeṣa-rātre*—ao fim da noite; *tandrā*—uma sonolência; *haila*—houve; *bāhya-vṛtti*—das atividades externas; *laya*—cessação.", "translation": "**Mādhavendra Purī não conseguia dormir. Ele se sentou e cantou o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, e, ao fim da noite, cochilou um pouco, e suas atividades externas cessaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/35/", "verse_text": "svapne dekhe, sei bālaka sammukhe āsiñā\n\neka kuñje lañā gela hātete dhariñā", "devanagari": "> স্বপ্নে দেখে, সেই বালক সম্মুখে আসিঞা ।\n> এক কুঞ্জে লঞা গেল হাতেতে ধরিঞা ॥৩৫॥", "synonyms": "*svapne*—num sonho; *dekhe*—ele viu; *sei bālaka*—o mesmíssimo menino; *sammukhe*—à sua frente; *āsiñā*—vindo; *eka kuñje*—a um dos arbustos; *lañā*—levando-o; *gela*—foi; *hātete dhariñā*—segurando-o pela mão.", "translation": "**Num sonho, Mādhavendra Purī viu o mesmíssimo menino. O menino veio diante dele e, segurando-o pela mão, levou-o a um arbusto na floresta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/36/", "verse_text": "kuñja dekhāñā kahe,--āmi ei kuñje ra-i\nśīta-vṛṣṭi-vātāgnite mahā-duḥkha pāi", "devanagari": "> কুঞ্জ দেখাঞা কহে, — আমি এই কুঞ্জে রই ৷\n> শীত-বৃষ্টি-বাতাগ্নিতে মহা-দুঃখ পাই ॥৩৬॥", "synonyms": "*kuñja dekhāñā*—enquanto lhe mostrava o arbusto; *kahe*—Ele diz; *āmi*—Eu; *ei*—neste; *kuñje*—no arbusto; *ra-i*—resido; *śīta-vṛṣṭi*—em frio gélido e em chuva torrencial; *vāta*—em vento intenso; *agnite*—e em calor escaldante; *mahā-duḥkha pāi*—sofro grande dor.", "translation": "**O menino mostrou o arbusto a Mādhavendra Purī e disse: \"Resido neste arbusto e, por causa disso, sofro muitíssimo com o frio intenso, as chuvas, os ventos e o calor escaldante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/37/", "verse_text": "grāmera loka āni' āmā kāḍha' kuñja haite\nparvata-upari lañā rākha bhāla-mate", "devanagari": "> গ্রামের লোক আনি’ আমা কাঢ়’ কুঞ্জ হৈতে ৷\n> পর্বত-উপরি লঞা রাখ ভালমতে ॥৩৭॥", "synonyms": "*grāmera*—da aldeia; *loka*—as pessoas; *āni'*—trazendo; *āmā*—a Mim; *kāḍha'*—tira; *kuñja haite*—deste arbusto; *parvata-upari*—no alto da colina; *lañā*—levando-Me; *rākha*—coloca-Me; *bhāla-mate*—muito bem.", "translation": "**\"Por favor, traze as pessoas da aldeia e faze com que Me retirem deste arbusto. Depois, coloca-Me convenientemente no alto da colina.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/38/", "verse_text": "eka maṭha kari' tāhāṅ karaha sthāpana\nbahu śītala jale kara śrī-aṅga mārjana", "devanagari": "> এক মঠ করি’ তাহাঁ করহ স্থাপন ।\n> বহু শীতল জলে কর শ্রীঅঙ্গ মার্জন ॥৩৮॥", "synonyms": "*eka*—um; *maṭha*—templo; *kari'*—construindo; *tāhāṅ*—ali; *karaha*—faze; *sthāpana*—instalação; *bahu*—muita; *śītala*—fria; *jale*—com água; *kara*—faze; *śrī-aṅga*—Meu corpo transcendental; *mārjana*—lavagem.", "translation": "**\"Por favor, constrói um templo no alto daquela colina\", prosseguiu o menino, \"e instala-Me nesse templo. Depois disso, lava-Me com grandes quantidades de água fria, para que Meu corpo se purifique.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/39/", "verse_text": "bahu-dina tomāra patha kari nirīkṣaṇa\nkabe āsi' mādhava āmā karibe sevana", "devanagari": "> বহুদিন তোমার পথ করি নিরীক্ষণ ।\n> কবে আসি’ মাধব আমা করিবে সেবন ॥৩৯॥", "synonyms": "*bahu-dina*—por muitos dias; *tomāra*—de ti; *patha*—o caminho; *kari*—faço; *nirīkṣaṇa*—observação; *kabe*—quando; *āsi'*—vindo; *mādhava*—Mādhavendra Purī; *āmā*—a Mim; *karibe*—prestará; *sevana*—serviço.", "translation": "**\"Por muitos dias venho observando teu caminho, e venho perguntando a Mim mesmo: 'Quando virá Mādhavendra Purī aqui para Me servir?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/40/", "verse_text": "tomāra prema-vaśe kari' sevā aṅgīkāra\ndarśana diyā nistāriba sakala saṁsāra", "devanagari": "> তোমার প্রেমবশে করি’ সেবা অঙ্গীকার ।\n> দর্শন দিয়া নিস্তারিব সকল সংসার ॥৪০॥", "synonyms": "*tomāra*—teu; *prema-vaśe*—por estar subjugado pelo amor; *kari'*—fazendo; *sevā*—de serviço; *aṅgīkāra*—aceitação; *darśana diyā*—concedendo audiência; *nistāriba*—libertarei; *sakala*—todo; *saṁsāra*—o mundo material.", "translation": "**\"Aceitei teu serviço devido a teu amor extático por Mim. Assim, hei de aparecer e, por Minha audiência, todas as almas caídas serão libertadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/41/", "verse_text": "'śrī-gopāla' nāma mora,--govardhana-dhārī\nvajrera sthāpita, āmi ihāṅ adhikārī", "devanagari": "> ‘শ্রীগোপাল’ নাম মোর, — গোবর্ধনধারী ৷\n> বজ্রের স্থাপিত, আমি ইহাঁ অধিকারী ॥৪১॥", "synonyms": "*śrī-gopāla nāma*—o nome Śrī Gopāla; *mora*—Meu; *govardhana-dhārī*—o erguedor da Colina de Govardhana; *vajrera*—por Vajra, o neto de Kṛṣṇa; *sthāpita*—instalado; *āmi*—Eu; *ihāṅ*—aqui; *adhikārī*—a autoridade.", "translation": "**\"Meu nome é Gopāla. Sou o erguedor da Colina de Govardhana. Fui instalado por Vajra, e aqui Eu sou a autoridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/42/", "verse_text": "śaila-upari haite āmā kuñje lukāñā\nmleccha-bhaye sevaka mora gela palāñā", "devanagari": "> শৈল-উপরি হৈতে আমা কুঞ্জে লুকাঞা ৷\n> ম্লেচ্ছ-ভয়ে সেবক মোর গেল পলাঞা ॥৪২॥", "synonyms": "*śaila-upari*—o alto da colina; *haite*—do; *āmā*—a Mim; *kuñje*—nos arbustos; *lukāñā*—ocultando; *mleccha-bhaye*—por medo dos maometanos; *sevaka*—servidor; *mora*—Meu; *gela*—foi; *palāñā*—fugindo.", "translation": "**\"Quando os maometanos atacaram, o sacerdote que Me servia escondeu-Me neste arbusto na selva. Depois, fugiu por medo do ataque.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/43/", "verse_text": "sei haite rahi āmi ei kuñja-sthāne\nbhāla haila āilā āmā kāḍha sāvadhāne", "devanagari": "> সেই হৈতে রহি আমি এই কুঞ্জ-স্থানে ৷\n> ভাল হৈল আইলা আমা কাঢ় সাবধানে ॥৪৩॥", "synonyms": "*sei haite*—desde aquele tempo; *rahi*—resido; *āmi*—Eu; *ei*—neste; *kuñja-sthāne*—no arbusto; *bhāla haila*—foi muito bom; *āilā*—vieste; *āmā*—a Mim; *kāḍha*—tira; *sāvadhāne*—com cuidado.", "translation": "**\"Desde que o sacerdote partiu, tenho permanecido neste arbusto. É muito bom que tenhas vindo aqui. Agora, retira-Me apenas com cuidado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/44/", "verse_text": "eta bali' se-bālaka antardhāna kaila\njāgiyā mādhava-purī vicāra karila", "devanagari": "> এত বলি’ সে-বালক অন্তর্ধান কৈল ।\n> জাগিয়া মাধবপুরী বিচার করিল ॥৪৪॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *se-bālaka*—aquele mesmo menino; *antardhāna kaila*—desapareceu; *jāgiyā*—despertando; *mādhava-purī*—Mādhavendra Purī; *vicāra*—consideração; *karila*—fez.", "translation": "**Após dizer isto, o menino desapareceu. Então Mādhavendra Purī despertou e começou a refletir sobre seu sonho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/45/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇake dekhinu muñi nārinu cinite\neta bali' premāveśe paḍilā bhūmite", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণকে দেখিনু মুঞি নারিনু চিনিতে ।\n> এত বলি’ প্রেমাবেশে পড়িলা ভূমিতে ॥৪৫॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇake dekhinu*—vi o Senhor Kṛṣṇa pessoalmente; *muñi*—eu; *nārinu*—não fui capaz; *cinite*—de identificar; *eta bali'*—dizendo isto; *prema-āveśe*—no êxtase do amor; *paḍilā*—caiu; *bhūmite*—ao chão.", "translation": "**Mādhavendra Purī começou a lamentar-se: \"Vi o Senhor Kṛṣṇa diretamente, mas não pude reconhecê-Lo!\" Assim, caiu ao chão em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/46/", "verse_text": "kṣaṇeka rodana kari, mana kaila dhīra\nājñā-pālana lāgi' ha-ilā susthira", "devanagari": "> ক্ষণেক রোদন করি, মন কৈল ধীর ।\n> আজ্ঞা-পালন লাগি’ হইলা সুস্থির ॥৪৬॥", "synonyms": "*kṣaṇeka*—por algum tempo; *rodana kari*—chorando; *mana*—a mente; *kaila*—tornou; *dhīra*—serena; *ājñā*—a ordem; *pālana*—de executar; *lāgi'*—com o propósito; *ha-ilā*—tornou-se; *su-sthira*—silencioso.", "translation": "**Mādhavendra Purī chorou por algum tempo, mas então fixou a mente em executar a ordem de Gopāla. Assim, tornou-se tranquilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/47/", "verse_text": "prātaḥ-snāna kari' purī grāma-madhye gelā\nsaba loka ekatra kari' kahite lāgilā", "devanagari": "> প্রাতঃস্নান করি’ পুরী গ্রামমধ্যে গেলা ।\n> সব লোক একত্র করি’ কহিতে লাগিলা ॥৪৭॥", "synonyms": "*prātaḥ-snāna*—o banho matinal; *kari'*—terminando; *purī*—Mādhavendra Purī; *grāma-madhye*—no interior da aldeia; *gelā*—entrou; *saba loka*—todas as pessoas; *ekatra kari'*—reunindo; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Após tomar seu banho matinal, Mādhavendra Purī entrou na aldeia e reuniu todas as pessoas. Então, falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/48/", "verse_text": "grāmera īśvara tomāra--govardhana-dhārī\nkuñje āche, cala, tāṅre bāhira ye kari", "devanagari": "> গ্রামের ঈশ্বর তোমার — গোবর্ধনধারী ।\n> কুঞ্জে আছে, চল, তাঁরে বাহির যে করি ॥৪৮॥", "synonyms": "*grāmera*—da aldeia; *īśvara*—o proprietário; *tomāra*—vosso; *govardhana-dhārī*—o erguedor da Colina de Govardhana; *kuñje āche*—está nos arbustos na selva; *cala*—vamos; *tāṅre*—a Ele; *bāhira ye kari*—retiremos.", "translation": "**\"O proprietário desta aldeia, Govardhana-dhārī, está jazendo nos arbustos. Vamos até lá e resgatemo-Lo daquele lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/49/", "verse_text": "atyanta niviḍa kuñja,--nāri praveśite\nkuṭhāri kodāli laha dvāra karite", "devanagari": "> অত্যন্ত নিবিড় কুঞ্জ, — নারি প্ৰবেশিতে ।\n> কুঠারি কোদালি লহ দ্বার করিতে ॥৪৯॥", "synonyms": "*atyanta*—muitíssimo; *niviḍa*—densos; *kuñja*—arbustos; *nāri*—não somos capazes; *praveśite*—de entrar; *kuṭhāri*—machados; *kodāli*—enxadas; *laha*—tomai; *dvāra karite*—para abrir um caminho.", "translation": "**\"Os arbustos são muito densos, e não conseguiremos entrar na selva. Portanto, tomai machados e enxadas para abrir o caminho.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/50/", "verse_text": "śuni' loka tāṅra saṅge calilā hariṣe\nkuñja kāṭi' dvāra kari' karilā praveśe", "devanagari": "> শুনি’ লোক তাঁর সঙ্গে চলিলা হরিষে ৷\n> কুঞ্জ কাটি’ দ্বার করি’ করিলা প্ৰবেশে ॥৫০॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *loka*—as pessoas; *tāṅra*—com ele; *saṅge*—junto; *calilā*—foram; *hariṣe*—com grande prazer; *kuñja kāṭi'*—cortando os arbustos; *dvāra*—um caminho; *kari'*—abrindo; *karilā praveśe*—entraram.", "translation": "**Após ouvirem isto, todas as pessoas acompanharam Mādhavendra Purī com grande prazer. Conforme suas instruções, cortaram os arbustos, abriram uma passagem e entraram na selva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/51/", "verse_text": "ṭhākura dekhila māṭī-tṛṇe ācchādita\ndekhi' saba loka haila ānande vismita", "devanagari": "> ঠাকুর দেখিল মাটী-তৃণে আচ্ছাদিত ।\n> দেখি’ সব লোক হৈল আনন্দে বিস্মিত ॥৫১॥", "synonyms": "*ṭhākura*—a Deidade; *dekhila*—viram; *māṭī*—com terra; *tṛṇe*—e capim; *ācchādita*—coberta; *dekhi'*—vendo; *saba loka*—todas as pessoas; *haila*—ficaram; *ānande*—de prazer; *vismita*—maravilhadas.", "translation": "**Quando viram a Deidade coberta de terra e capim, todos ficaram tomados de assombro e prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/52/", "verse_text": "āvaraṇa dūra kari' karila vidite\nmahā-bhārī ṭhākura--keha nāre cālāite", "devanagari": "> আবরণ দূর করি’ করিল বিদিতে ।\n> মহা-ভারী ঠাকুর — কেহ নারে চালাইতে ॥৫২॥", "synonyms": "*āvaraṇa*—a cobertura; *dūra kari'*—removendo; *karila vidite*—declararam; *mahā-bhārī*—muito pesada; *ṭhākura*—a Deidade; *keha*—ninguém; *nāre*—não é capaz; *cālāite*—de mover.", "translation": "**Após limparem o corpo da Deidade, alguns deles disseram: \"A Deidade é muito pesada. Nenhuma pessoa sozinha pode movê-La.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/53/", "verse_text": "mahā-mahā-baliṣṭha loka ekatra kariñā\nparvata-upari gela purī ṭhākura lañā", "devanagari": "> মহা-মহা-বলিষ্ঠ লোক একত্র করিঞা ।\n> পর্বত-উপরি গেল পুরী ঠাকুর লঞা ॥৫৩॥", "synonyms": "*mahā-mahā-baliṣṭha*—que são muito fortes; *loka*—pessoas; *ekatra kariñā*—reunindo; *parvata-upari*—ao alto da colina; *gela*—foi; *purī*—Mādhavendra Purī; *ṭhākura lañā*—levando a Deidade.", "translation": "**Visto que a Deidade era muito pesada, alguns dos homens mais fortes se reuniram para levá-La ao alto da colina. Mādhavendra Purī também foi até lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/54/", "verse_text": "pātharera siṁhāsane ṭhākura vasāila\n\nbaḍa eka pāthara pṛṣṭhe avalamba dila", "devanagari": "> পাথরের সিংহাসনে ঠাকুর বসাইল ৷\n> বড় এক পাথর পৃষ্ঠে অবলম্ব দিল ॥৫৪॥", "synonyms": "*pātharera*—de pedra; *siṁha-āsane*—num trono; *ṭhākura*—a Deidade; *vasāila*—instalou; *baḍa*—grande; *eka*—uma; *pāthara*—pedra; *pṛṣṭhe*—na parte de trás; *avalamba*—apoio; *dila*—deu.", "translation": "**Fez-se de uma grande pedra um trono, e a Deidade foi instalada sobre ele. Outra grande pedra foi colocada atrás da Deidade para servir de apoio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/55/", "verse_text": "grāmera brāhmaṇa saba nava ghaṭa lañā\n\ngovinda-kuṇḍera jala ānila chāniñā", "devanagari": "> গ্রামের ব্রাহ্মণ সব নব ঘট লঞা ।\n> গোবিন্দ-কুণ্ডের জল আনিল ছানিঞা ॥৫৫॥", "synonyms": "*grāmera*—da aldeia; *brāhmaṇa*—sacerdotes brāhmaṇas; *saba*—todos; *nava*—nove; *ghaṭa*—potes de água; *lañā*—trazendo; *govinda-kuṇḍera*—do lago conhecido como Govinda-kuṇḍa; *jala*—a água; *ānila*—trouxeram; *chāniñā*—filtrando.", "translation": "**Todos os sacerdotes brāhmaṇas da aldeia reuniram-se com nove potes de água, e a água do lago Govinda-kuṇḍa foi trazida até ali e filtrada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/56/", "verse_text": "nava śata-ghaṭa jala kaila upanīta\n\nnānā vādya-bherī bāje, strī-gaṇa gāya gīta", "devanagari": "> নব শতঘট জল কৈল উপনীত ।\n> নানা বাদ্য-ভেরী বাজে, স্ত্রীগণ গায় গীত ॥৫৬॥", "synonyms": "*nava*—nove; *śata-ghaṭa*—centenas de potes de água; *jala*—água; *kaila*—fizeram; *upanīta*—trazida; *nānā*—vários; *vādya*—sons musicais; *bherī*—clarins; *bāje*—vibram; *strī-gaṇa*—todas as mulheres; *gāya*—cantam; *gīta*—várias canções.", "translation": "**Quando a Deidade estava sendo instalada, novecentos potes de água foram trazidos de Govinda-kuṇḍa. Havia sons musicais de clarins e tambores, e as mulheres cantavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/57/", "verse_text": "keha gāya, keha nāce, mahotsava haila\n\ndadhi, dugdha, ghṛta āila grāme yata chila", "devanagari": "> কেহ গায়, কেহ নাচে, মহোৎসব হৈল ।\n> দধি, দুগ্ধ, ঘৃত আইল গ্রামে যত ছিল ॥৫৭॥", "synonyms": "*keha gāya*—uns cantam; *keha nāce*—uns dançam; *mahotsava haila*—houve um festival; *dadhi*—iogurte; *dugdha*—leite; *ghṛta*—manteiga clarificada; *āila*—foi trazido; *grāme*—na aldeia; *yata*—tanto quanto; *chila*—quanto havia.", "translation": "**Durante o festival da cerimônia de instalação, algumas pessoas cantavam e outras dançavam. Todo o leite, o iogurte e a manteiga clarificada que havia na aldeia foram trazidos ao festival.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/58/", "verse_text": "bhoga-sāmagrī āila sandeśādi yata\n\nnānā upahāra, tāhā kahite pāri kata", "devanagari": "> ভোগ-সামগ্রী আইল সন্দেশাদি যত ।\n> নানা উপহার, তাহা কহিতে পারি কত ॥৫৮॥", "synonyms": "*bhoga-sāmagrī*—ingredientes para os alimentos a serem oferecidos; *āila*—trazidos; *sandeśa-ādi*—doces; *yata*—toda espécie de; *nānā*—várias; *upahāra*—oferendas; *tāhā*—isso; *kahite*—dizer; *pāri*—sou capaz; *kata*—quanto.", "translation": "**Vários alimentos e doces, bem como outras espécies de oferendas, foram trazidos até ali. Sou incapaz de descrever tudo isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/59/", "verse_text": "tulasī ādi, puṣpa, vastra āila aneka\n\nāpane mādhava-purī kaila abhiṣeka", "devanagari": "> তুলসী আদি, পুষ্প, বস্ত্র আইল অনেক ।\n> আপনে মাধবপুরী কৈল অভিষেক ॥৫৯॥", "synonyms": "*tulasī*—folhas de tulasī; *ādi*—e outras coisas; *puṣpa*—flores; *vastra*—vestes; *āila*—chegaram; *aneka*—em grande quantidade; *āpane*—pessoalmente; *mādhava-purī*—Śrī Mādhavendra Purī; *kaila*—executou; *abhiṣeka*—o banho da Deidade no início da cerimônia de instalação.", "translation": "**Os aldeões trouxeram grande quantidade de folhas de tulasī, flores e diversas espécies de vestes. Então o próprio Śrī Mādhavendra Purī deu início ao abhiṣeka [cerimônia de banho].**", "purport": "No *Hari-bhakti-vilāsa* (sexto *vilāsa,* verso 30) afirma-se que a Deidade deve ser banhada em água misturada com iogurte e leite, acompanhada pelo som de búzios, sinos e outros instrumentos, e pela recitação do *mantra oṁ bhagavate vāsudevāya namaḥ,* bem como pela recitação dos versos do *Brahma-saṁhitā* que começam com *cintāmaṇi-prakara-sadmasu kalpa-vṛkṣa-lakṣāvṛteṣu surabhīr abhipālayantam.*"}
{"ref": "cc/madhya/4/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/60/", "verse_text": "amaṅgalā dūra kari' karāila snāna\n\nbahu taila diyā kaila śrī-aṅga cikkaṇa", "devanagari": "> অমঙ্গলা দূর করি’ করাইল স্নান ।\n> বহু তৈল দিয়া কৈল শ্রীঅঙ্গ চিক্কণ ॥৬০॥", "synonyms": "*amaṅgalā*—todo o inauspicioso; *dūra kari'*—afastando; *karāila*—fez com que se realizasse; *snāna*—banho; *bahu*—grande quantidade; *taila*—óleo; *diyā*—aplicando; *kaila*—tornou; *śrī-aṅga*—o corpo; *cikkaṇa*—lustroso.", "translation": "**Depois que todas as coisas inauspiciosas foram afastadas pelo canto do mantra, deu-se início à cerimônia de banho da Deidade. Primeiro, a Deidade foi massageada com grande quantidade de óleo, de modo que Seu corpo ficou bem lustroso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/61/", "verse_text": "pañca-gavya, pañcāmṛte snāna karāñā\n\nmahā-snāna karāila śata ghaṭa diñā", "devanagari": "> পঞ্চগব্য, পঞ্চামৃতে স্নান করাঞা ।\n> মহাস্নান করাইল শত ঘট দিঞা ॥৬১॥", "synonyms": "*pañca-gavya*—com cinco espécies de produtos da vaca; *pañca-amṛte*—com uma preparação feita com cinco alimentos saborosos; *snāna*—banho; *karāñā*—concluindo; *mahā-snāna*—um vasto banho com ghī e água; *karāila*—realizou; *śata*—cem; *ghaṭa*—potes de água; *diñā*—com.", "translation": "**Após o primeiro banho, realizaram-se outros banhos com pañca-gavya e depois com pañcāmṛta. Em seguida, executou-se o mahā-snāna com ghī e água, que haviam sido trazidos em cem potes.**", "purport": "Os ingredientes do pañca-gavya são leite, iogurte, ghī (manteiga clarificada), urina de vaca e esterco de vaca. Todos esses itens provêm da vaca; portanto, podemos imaginar quão importante é a vaca, visto que sua urina e seu esterco são necessários para banhar a Deidade. O pañcāmṛta consiste em cinco espécies de néctar: iogurte, leite, ghī, mel e açúcar. A maior parte dessa preparação também provém da vaca. Para torná-la mais saborosa, acrescentam-se açúcar e mel."}
{"ref": "cc/madhya/4/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/62/", "verse_text": "punaḥ taila diya kaila śrī-aṅga cikkaṇa\n\nśaṅkha-gandhodake kaila snāna samādhāna", "devanagari": "> পুনঃ তৈল দিয়া কৈল শ্রীঅঙ্গ চিক্কণ ।\n> শঙ্খ-গন্ধোদকে কৈল স্নান সমাধান ॥৬২॥", "synonyms": "*punaḥ*—de novo; *taila diyā*—com óleo; *kaila*—tornou; *śrī-aṅga*—o corpo da Deidade; *cikkaṇa*—brilhante; *śaṅkha-gandha-udake*—em água perfumada com flores e polpa de sândalo e mantida dentro de um búzio; *kaila*—fez; *snāna*—banho; *samādhāna*—execução.", "translation": "**Depois que o mahā-snāna foi concluído, a Deidade foi novamente massageada com óleo perfumado e Seu corpo ficou lustroso. Então, a última cerimônia de banho foi realizada com água perfumada mantida dentro de um búzio.**", "purport": "Em seu comentário sobre esta ocasião, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura cita o *Hari-bhakti-vilāsa*. Pó de cevada, pó de trigo, pó de vermelhão, pó de urad dāl e outra preparação em pó chamada āvāṭā (feita misturando-se pó de banana e arroz moído) são aplicados ao corpo da Deidade com um pincel feito dos pelos da ponta do rabo de uma vaca. Isso produz um belo acabamento. O óleo passado sobre o corpo da Deidade deve ser perfumado. Para realizar o mahā-snāna, são necessários ao menos dois mānas e meio (cerca de noventa litros) de água a ser derramada sobre o corpo da Deidade."}
{"ref": "cc/madhya/4/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/63/", "verse_text": "śrī-aṅga mārjana kari' vastra parāila\n\ncandana, tulasī, puṣpa-mālā aṅge dila", "devanagari": "> শ্রীঅঙ্গ মার্জন করি’ বস্ত্র পরাইল ।\n> চন্দন, তুলসী, পুষ্প-মালা অঙ্গে দিল ॥৬৩॥", "synonyms": "*śrī-aṅga*—o corpo transcendental da Deidade; *mārjana kari'*—limpando; *vastra*—vestes; *parāila*—foram colocadas; *candana*—polpa de sândalo; *tulasī*—folhas de tulasī; *puṣpa-mālā*—guirlandas de flores; *aṅge*—no corpo; *dila*—foram colocadas.", "translation": "**Depois que o corpo da Deidade foi limpo, Ele foi vestido muito bem com novas vestes. Então, polpa de sândalo, guirlandas de tulasī e outras guirlandas de flores perfumadas foram colocadas sobre o corpo da Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/64/", "verse_text": "dhūpa, dīpa, kari' nānā bhoga lāgāila\n\ndadhi-dugdha-sandeśādi yata kichu āila", "devanagari": "> ধূপ, দীপ, করি’ নানা ভোগ লাগাইল ।\n> দধি-দুগ্ধ-সন্দেশাদি যত কিছু আইল ॥৬৪॥", "synonyms": "*dhūpa*—incenso; *dīpa*—lamparina; *kari'*—queimando; *nānā*—vários; *bhoga*—alimentos; *lāgāila*—foram oferecidos; *dadhi*—iogurte; *dugdha*—leite; *sandeśa*—doces; *ādi*—e outros; *yata*—tanto quanto; *kichu*—algo; *āila*—recebeu.", "translation": "**Depois que a cerimônia de banho foi concluída, queimaram-se incenso e lamparinas, e toda espécie de alimento foi oferecida diante da Deidade. Esses alimentos incluíam iogurte, leite e tantos doces quantos haviam sido recebidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/65/", "verse_text": "suvāsita jala nava-pātre samarpila\n\nācamana diyā se tāmbūla nivedila", "devanagari": "> সুবাসিত জল নবপাত্রে সমর্পিল ।\n> আচমন দিয়া সে তাম্বূল নিবেদিল ॥৬৫॥", "synonyms": "*suvāsita jala*—água perfumada; *nava-pātre*—em novos potes; *samarpila*—foram oferecidos; *ācamana diyā*—ao oferecer ācamana (água para lavar os pés e a boca); *se*—ele; *tāmbūla*—noz de bétel e especiarias; *nivedila*—ofereceu.", "translation": "**À Deidade foram primeiro oferecidas muitas variedades de alimentos, depois água perfumada para beber em novos potes, e em seguida água para lavar a boca. Por fim, ofereceu-se noz de bétel misturada com uma variedade de especiarias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/66/", "verse_text": "ārātrika kari' kaila bahuta stavana\n\ndaṇḍavat kari' kaila ātma-samarpaṇa", "devanagari": "> আরাত্রিক করি’ কৈল বহুত স্তবন ।\n> দণ্ডবৎ করি’ কৈল আত্ম-সমর্পণ ॥৬৬॥", "synonyms": "*ārātrika*—a realização do ārātrika; *kari'*—concluindo; *kaila*—cantou; *bahuta*—variedades; *stavana*—de orações; *daṇḍavat*—reverências; *kari'*—oferecendo; *kaila*—fez; *ātma-samarpaṇa*—autoentrega.", "translation": "**Após a última oferenda de tāmbūla e noz de bétel, realizou-se o bhoga-ārātrika. Por fim, todos ofereceram várias orações e depois reverências, prostrando-se diante da Deidade em plena entrega.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/67/", "verse_text": "grāmera yateka taṇḍula, dāli godhūma-cūrṇa\n\nsakala āniyā dila parvata haila pūrṇa", "devanagari": "> গ্রামের যতেক তণ্ডুল, দালি, গোধূম-চূর্ণ ।\n> সকল আনিয়া দিল পর্বত হৈল পূর্ণ ॥৬৭॥", "synonyms": "*grāmera*—da aldeia; *yateka*—todo; *taṇḍula*—o arroz; *dāli*—dāl; *godhūma-cūrṇa*—farinha de trigo; *sakala*—tudo; *āniyā*—trazendo; *dila*—ofereceram; *parvata*—o topo da colina; *haila*—ficou; *pūrṇa*—cheio.", "translation": "**Assim que as pessoas da aldeia compreenderam que a Deidade seria instalada, trouxeram todos os seus estoques de arroz, dāl e farinha de trigo. Trouxeram quantidades tão grandes que toda a superfície do topo da colina ficou cheia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/68/", "verse_text": "kumbhakāra ghare chila ye mṛd-bhājana\n\nsaba ānāila prāte, caḍila randhana", "devanagari": "> কুম্ভকার ঘরে ছিল যে মৃদ্ভাজন ।\n> সব আনাইল প্রাতে, চড়িল রন্ধন ॥৬৮॥", "synonyms": "*kumbhakāra*—dos oleiros da aldeia; *ghare*—nas casas; *chila*—havia; *ye*—quaisquer; *mṛd-bhājana*—potes de barro; *saba*—todos; *ānāila*—trouxeram; *prāte*—pela manhã; *caḍila*—começou; *randhana*—a cozinhar.", "translation": "**Quando os aldeões trouxeram seu estoque de arroz, dāl e farinha, os oleiros da aldeia trouxeram toda espécie de potes de cozinha, e pela manhã teve início a cozinha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/69/", "verse_text": "daśa-vipra anna rāndhi' kare eka stūpa\n\njanā-pāṅca rāndhe vyañjanādi nānā sūpa", "devanagari": "> দশবিপ্ৰ অন্ন রান্ধি’ করে এক স্তূপ ।\n> জনা-পাঁচ রান্ধে ব্যঞ্জনাদি নানা সূপ ॥৬৯॥", "synonyms": "*daśa-vipra*—dez brāhmaṇas; *anna*—grãos alimentícios; *rāndhi'*—cozinhando; *kare*—fazem; *eka stūpa*—num único monte; *janā-pāṅca*—cinco brāhmaṇas; *rāndhe*—cozinham; *vyañjana-ādi*—vegetais; *nānā*—vários; *sūpa*—líquidos.", "translation": "**Dez brāhmaṇas cozinharam os grãos alimentícios, e cinco brāhmaṇas cozinharam tanto os vegetais secos quanto os líquidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/70/", "verse_text": "vanya śāka-phala-mūle vividha vyañjana\n\nkeha baḍā-baḍi-kaḍi kare vipra-gaṇa", "devanagari": "> বন্য শাক-ফল-মূলে বিবিধ ব্যঞ্জন ।\n> কেহ বড়া-বড়ি-কড়ি করে বিপ্ৰগণ ॥৭০॥", "synonyms": "*vanya śāka*—espinafre da floresta; *phala*—frutas; *mūle*—com raízes; *vividha*—variedades; *vyañjana*—vegetais; *keha*—alguém; *baḍā-baḍi*—baḍā e baḍi; *kaḍi*—da polpa de dāl; *kare*—fizeram; *vipra-gaṇa*—todos os brāhmaṇas.", "translation": "**As preparações de vegetais foram feitas com várias espécies de espinafre, raízes e frutas colhidas na floresta, e alguém havia feito baḍā e baḍi amassando dāl. Dessa forma, os brāhmaṇas prepararam toda espécie de alimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/71/", "verse_text": "janā pāṅca-sāta ruṭi kare rāśi-rāśi\n\nanna-vyañjana saba rahe ghṛte bhāsi'", "devanagari": "> জনা পাঁচ-সাত রুটি করে রাশি-রাশি ।\n> অন্ন-ব্যঞ্জন সব রহে ঘৃতে ভাসি’ ॥৭১॥", "synonyms": "*janā pāṅca-sāta*—cinco a sete homens; *ruṭi*—chapatis; *kare*—fazem; *rāśi-rāśi*—em grande quantidade; *anna-vyañjana*—cereais e legumes; *saba*—todos; *rahe*—permaneciam; *ghṛte*—em ghee; *bhāsi'*—inundados.", "translation": "**Cinco a sete homens haviam preparado uma quantidade enorme de chapatis, que estavam suficientemente cobertos de ghee [manteiga clarificada], assim como todos os legumes, o arroz e o dāl.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/72/", "verse_text": "nava-vastra pāti' tāhe palāśera pāta\n\nrāndhi' rāndhi' tāra upara rāśi kaila bhāta", "devanagari": "> নববস্ত্র পাতি’ তাহে পলাশের পাত ।\n> রান্ধি’ রান্ধি’ তার উপর রাশি কৈল ভাত ॥৭২॥", "synonyms": "*nava-vastra*—pano novo; *pāti'*—estendendo; *tāhe*—sobre isso; *palāśera pāta*—as folhas de palāśa; *rāndhi' rāndhi'*—cozinhando e cozinhando; *tāra upara*—sobre isso; *rāśi*—empilhado; *kaila*—fizeram; *bhāta*—arroz.", "translation": "**Todo o arroz cozido foi empilhado sobre folhas de palāśa, que estavam dispostas sobre panos novos estendidos no chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/73/", "verse_text": "tāra pāśe ruṭi-rāśira parvata ha-ila\n\nsūpa-ādi-vyañjana-bhāṇḍa caudike dharila", "devanagari": "> তার পাশে রুটি-রাশির পর্বত হইল ।\n> সূপ-আদি-ব্যঞ্জন-ভাণ্ড চৌদিকে ধরিল ॥৭৩॥", "synonyms": "*tāra pāśe*—em torno da pilha de arroz; *ruṭi*—de chapatis; *rāśira*—de pilhas; *parvata*—outra pequena montanha; *ha-ila*—tornou-se; *sūpa-ādi*—de todos os legumes em forma líquida; *vyañjana*—e de todos os outros legumes; *bhāṇḍa*—potes; *caudike*—em toda a volta; *dharila*—foram colocados.", "translation": "**Em torno da pilha de arroz cozido havia pilhas de chapatis, e todos os legumes e as preparações de legumes em forma líquida foram postos em diferentes potes e colocados ao redor delas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/74/", "verse_text": "tāra pāśe dadhi, dugdha, māṭhā, śikhariṇī\n\npāyasa, mathanī, sara pāśe dhari āni'", "devanagari": "> তার পাশে দধি, দুগ্ধ, মাঠা, শিখরিণী ৷\n> পায়স, মথনী, সর পাশে ধরি আনি’ ॥৭৪॥", "synonyms": "*tāra pāśe*—ao lado dos legumes; *dadhi*—iogurte; *dugdha*—leite; *māṭhā*—leitelho; *śikhariṇī*—uma preparação doce feita com iogurte; *pāyasa*—arroz-doce; *mathanī*—creme; *sara*—creme sólido coletado sobre o iogurte; *pāśe*—ao lado; *dhari*—mantendo; *āni'*—trazendo.", "translation": "**Potes de iogurte, leite, leitelho e śikhariṇī, arroz-doce, creme e creme sólido foram colocados ao lado dos legumes.**", "purport": "Nesse tipo de cerimônia, que se chama Annakūṭa, o arroz cozido é empilhado como uma pequena montanha para a distribuição de prasāda."}
{"ref": "cc/madhya/4/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/75/", "verse_text": "hena-mate anna-kūṭa karila sājana\n\npurī-gosāñi gopālere kaila samarpaṇa", "devanagari": "> হেনমতে অন্নকূট করিল সাজন ৷\n> পুরী-গোসাঞি গোপালেরে কৈল সমর্পণ ॥৭৫॥", "synonyms": "*hena-mate*—dessa maneira; *anna-kūṭa*—da cerimônia de Annakūṭa; *karila*—fez; *sājana*—realização; *purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *gopālere*—à Deidade de Gopāla; *kaila*—fez; *samarpaṇa*—oferenda.", "translation": "**Dessa maneira realizou-se a cerimônia de Annakūṭa, e Mādhavendra Purī Gosvāmī ofereceu pessoalmente tudo a Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/76/", "verse_text": "aneka ghaṭa bhari' dila suvāsita jala\n\nbahu-dinera kṣudhāya gopāla khāila sakala", "devanagari": "> অনেক ঘট ভরি’ দিল সুবাসিত জল ।\n> বহুদিনের ক্ষুধায় গোপাল খাইল সকল ॥৭৬॥", "synonyms": "*aneka ghaṭa*—muitos potes de água; *bhari'*—enchidos; *dila*—oferecidos; *suvāsita*—perfumada; *jala*—água; *bahu-dinera*—de muitos dias; *kṣudhāya*—pela fome; *gopāla*—Gopāla; *khāila*—comeu; *sakala*—tudo.", "translation": "**Muitos potes de água foram enchidos de água perfumada para beber, e o Senhor Śrī Gopāla, que estivera faminto durante muitos dias, comeu tudo o que Lhe foi oferecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/77/", "verse_text": "yadyapi gopāla saba anna-vyañjana khāila\n\ntāṅra hasta-sparśe punaḥ temani ha-ila", "devanagari": "> যদ্যপি গোপাল সব অন্ন-ব্যঞ্জন খাইল ।\n> তাঁর হস্ত-স্পর্শে পুনঃ তেমনি হইল ॥৭৭॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *saba*—todos; *anna-vyañjana*—dāl, arroz e legumes; *khāila*—comeu; *tāṅra*—Sua; *hasta*—das mãos; *sparśe*—pelo toque; *punaḥ*—de novo; *temani*—exatamente como antes; *ha-ila*—ficou.", "translation": "**Embora Śrī Gopāla tenha comido tudo o que Lhe foi oferecido, mesmo assim, pelo toque de Sua mão transcendental, tudo permaneceu como antes.**", "purport": "Os ateus não conseguem compreender como a Suprema Personalidade de Deus, aparecendo sob a forma da Deidade, pode comer todo o alimento oferecido por Seus devotos. No *Bhagavad-gītā* (9.26), Kṛṣṇa diz:\n\npatraṁ puṣpaṁ phalaṁ\ntoyaṁ yo me bhaktyā prayacchati\ntad ahaṁ bhakty-upahṛtam\naśnāmi prayatātmanaḥ\n\n\"Se alguém Me oferecer com amor e devoção uma folha, uma flor, uma fruta ou água, Eu aceitarei.\" (Bg. 9.26) O Senhor é pūrṇa, completo, e por isso come tudo o que é oferecido por Seus devotos. No entanto, pelo toque de Sua mão transcendental, todo o alimento permanece exatamente como antes. É a qualidade que se transforma. Antes de ser oferecido, o alimento era outra coisa, mas depois de ser oferecido ele adquire uma qualidade transcendental. Como o Senhor é pūrṇa, Ele permanece o mesmo mesmo depois de comer. Pūrṇasya pūrṇam ādāya pūrṇam evāvaśiṣyate. O alimento oferecido a Kṛṣṇa é qualitativamente tão bom quanto o próprio Kṛṣṇa; assim como Kṛṣṇa é avyaya, indestrutível, o alimento comido por Kṛṣṇa, por ser idêntico a Ele, permanece como antes.\n\nAlém disso, Kṛṣṇa pode comer o alimento com qualquer um de Seus sentidos transcendentais. Ele pode comer vendo o alimento ou tocando-o. Tampouco se deve pensar que seja necessário Kṛṣṇa comer. Ele não fica faminto como um ser humano comum; não obstante, Ele Se apresenta como faminto e, dessa forma, pode comer tudo e qualquer coisa, independentemente da quantidade. A filosofia subjacente ao comer de Kṛṣṇa pode ser compreendida por nossos sentidos transcendentais. Quando nossos sentidos se purificam por estarem constantemente ocupados no serviço devocional ao Senhor, podemos compreender as atividades, os nomes, as formas, as qualidades, os passatempos e o séquito de Kṛṣṇa.\n\nataḥ śrī-kṛṣṇa-nāmādi\nna bhaved grāhyam indriyaiḥ\nsevonmukhe hi jihvādau\nsvayam eva sphuraty adaḥ\n\n\"Ninguém pode compreender Kṛṣṇa por meio dos rombudos sentidos materiais. Mas Ele Se revela aos devotos, ficando satisfeito com eles por seu transcendental serviço amoroso a Ele.\" (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.2.234) Os devotos compreendem Kṛṣṇa através da revelação. Não é possível a um erudito mundano compreender Kṛṣṇa e Seus passatempos por meio de trabalho de pesquisa na plataforma não-devocional."}
{"ref": "cc/madhya/4/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/78/", "verse_text": "ihā anubhava kaila mādhava gosāñi\n\ntāṅra ṭhāñi gopālera lukāna kichu nāi", "devanagari": "> ইহা অনুভব কৈল মাধব গোসাঞি ।\n> তাঁর ঠাঞি গোপালের লুকান কিছু নাই ॥৭৮॥", "synonyms": "*ihā*—isto; *anubhava kaila*—percebeu; *mādhava gosāñi*—Mādhavendra Purī Gosvāmī; *tāṅra ṭhāñi*—diante dele; *gopālera*—do Senhor Gopāla; *lukāna*—segredo; *kichu*—nada; *nāi*—não há.", "translation": "**Como Gopāla comeu tudo enquanto o alimento permaneceu o mesmo foi percebido transcendentalmente por Mādhavendra Purī Gosvāmī; nada permanece em segredo para os devotos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/79/", "verse_text": "eka-dinera udyoge aiche mahotsava kaila\n\ngopāla-prabhāve haya, anye nā jānila", "devanagari": "> একদিনের উদ্যোগে ঐছে মহোত্সব কৈল ।\n> গোপাল-প্রভাবে হয়, অন্যে না জানিল ॥৭৯॥", "synonyms": "*eka-dinera udyoge*—pelo esforço de um único dia; *aiche*—tal; *mahotsava*—festival; *kaila*—realizou; *gopāla*—de Gopāla; *prabhāve*—pela potência; *haya*—é possível; *anye*—outros; *nā*—não; *jānila*—sabem.", "translation": "**O maravilhoso festival e a instalação de Śrī Gopālajī foram organizados em um único dia. Certamente tudo isso foi realizado pela potência de Gopāla. Ninguém, exceto um devoto, pode compreender isso.**", "purport": "O movimento da consciência de Kṛṣṇa espalhou-se por todo o mundo em pouquíssimo tempo (dentro de cinco anos), e as pessoas mundanas ficam muito surpresas com isso. Contudo, pela graça do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, compreendemos que tudo é possível pela graça de Kṛṣṇa. Por que Kṛṣṇa precisaria de cinco anos? Em cinco dias Ele pode espalhar Seu nome e Sua fama por todo o mundo como fogo que se alastra. Aqueles que têm fé e devoção a Kṛṣṇa podem compreender que essas coisas acontecem tão maravilhosamente pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Somos apenas os instrumentos. Na feroz Batalha de Kurukṣetra, Arjuna saiu vitorioso em dezoito dias simplesmente porque a graça de Kṛṣṇa estava a seu lado.\n\nyatra yogeśvaraḥ kṛṣṇo\nyatra pārtho dhanur-dharaḥ\ntatra śrīr vijayo bhūtir\ndhruvā nītir matir mama\n\n\"Onde quer que esteja Kṛṣṇa, o senhor de todos os místicos, e onde quer que esteja Arjuna, o supremo arqueiro, certamente haverá também opulência, vitória, poder extraordinário e moralidade. Essa é a minha opinião.\" (Bg. 18.78)\n\nSe os pregadores de nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa forem devotos sinceros de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa estará sempre com eles, pois Ele é muito bondoso e favorável a todos os Seus devotos. Assim como Arjuna e Kṛṣṇa saíram vitoriosos na Batalha de Kurukṣetra, este movimento da consciência de Kṛṣṇa certamente emergirá vitorioso se ao menos permanecermos devotos sinceros do Senhor e O servirmos de acordo com o conselho dos predecessores (os seis Gosvāmīs e outros devotos do Senhor). Como afirmou Narottama dāsa Ṭhākura: tāṅdera caraṇa sevi bhakta-sane vāsa, janame janame haya ei abhilāṣa. Os devotos da consciência de Kṛṣṇa devem sempre desejar permanecer na sociedade dos devotos. Bhakta-sane vāsa: eles não podem sair da sociedade ou do movimento consciente de Kṛṣṇa. Dentro da sociedade, devemos procurar servir aos predecessores pregando o culto de Caitanya Mahāprabhu e espalhando Seu nome e Sua fama por todo o mundo. Se tentarmos isso seriamente dentro da sociedade, será realizado com êxito. Não há possibilidade de estimar como isso acontecerá em sentido mundano. Mas, sem dúvida, acontece pela graça de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/4/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/80/", "verse_text": "ācamana diyā dila viḍaka-sañcaya\n\nārati karila loke, kare jaya jaya", "devanagari": "> আচমন দিয়া দিল বিড়ক-সঞ্চয় ।\n> আরতি করিল লোকে, করে জয় জয় ॥৮০॥", "synonyms": "*ācamana*—água para lavar; *diyā*—oferecendo; *dila*—deu; *viḍaka-sañcaya*—nozes de bétel; *ārati karila*—realizou-se o ārati; *loke*—todas as pessoas; *kare*—cantam; *jaya jaya*—as palavras jaya jaya, \"todas as glórias\".", "translation": "**Mādhavendra Purī ofereceu água a Gopāla para lavar a boca, e deu-Lhe nozes de bétel para mastigar. Então, enquanto se realizava o ārati, todas as pessoas cantavam: \"Jaya, Jaya!\" [\"Todas as glórias a Gopāla!\"].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/81/", "verse_text": "śayyā karāila, nūtana khāṭa ānāñā\n\nnava vastra āni' tāra upare pātiyā", "devanagari": "> শয্যা করাইল, নূতন খাট আনাঞা ৷\n> নব বস্ত্র আনি’ তার উপরে পাতিয়া ॥৮১॥", "synonyms": "*śayyā*—um leito; *karāila*—preparou; *nūtana*—novo; *khāṭa*—leito; *ānāñā*—trazendo; *nava vastra*—pano novo; *āni'*—trazendo; *tāra*—do catre; *upare*—em cima; *pātiyā*—estendendo.", "translation": "**Providenciando o repouso do Senhor, Śrī Mādhavendra Purī trouxe um catre novo, e sobre ele estendeu uma colcha nova, deixando assim a cama pronta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/82/", "verse_text": "tṛṇa-ṭāṭi diyā cāri-dik āvarila\n\nuparete eka ṭāṭi diyā ācchādila", "devanagari": "> তৃণ-টাটি দিয়া চারিদিক্ আবরিল ।\n> উপরেতে এক টাটি দিয়া আচ্ছাদিল ॥৮২॥", "synonyms": "*tṛṇa-ṭāṭi*—esteira de palha; *diyā*—com; *cāri-dik*—em toda a volta; *āvarila*—cobriu; *uparete*—em cima; *eka*—uma; *ṭāṭi*—esteira de palha semelhante; *diyā*—com; *ācchādila*—cobriu.", "translation": "**Construiu-se um templo temporário cobrindo a cama em toda a volta com uma esteira de palha. Havia assim uma cama e uma esteira de palha para cobri-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/83/", "verse_text": "purī-gosāñi ājñā dila sakala brāhmaṇe\n\nā-bāla-vṛddha grāmera loka karāha bhojane", "devanagari": "> পুরী-গোসাঞি আজ্ঞা দিল সকল ব্রাহ্মণে ।\n> আ-বাল-বৃদ্ধ গ্রামের লোক করাহ ভোজনে ॥৮৩॥", "synonyms": "*purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *ājñā*—ordem; *dila*—deu; *sakala brāhmaṇe*—a todos os brāhmaṇas; *ā-bāla-vṛddha*—desde as crianças até os anciãos; *grāmera*—da aldeia; *loka*—as pessoas; *karāha*—fazei; *bhojane*—tomar prasāda.", "translation": "**Depois que o Senhor foi deitado para descansar na cama, Mādhavendra Purī reuniu todos os brāhmaṇas que haviam preparado a prasāda e lhes disse: \"Agora alimentai a todos suntuosamente, desde as crianças até os anciãos!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/84/", "verse_text": "sabe vasi' krame krame bhojana karila\n\nbrāhmaṇa-brāhmaṇī-gaṇe āge khāoyāila", "devanagari": "> সবে বসি’ ক্রমে ক্রমে ভোজন করিল ৷\n> ব্রাহ্মণ-ব্রাহ্মণীগণে আগে খাওয়াইল ॥৮৪॥", "synonyms": "*sabe*—todos; *vasi'*—sentando-se; *krame krame*—aos poucos; *bhojana karila*—honraram a prasāda e a comeram; *brāhmaṇa-brāhmaṇī-gaṇe*—os brāhmaṇas e suas esposas; *āge*—primeiro; *khāoyāila*—foram alimentados.", "translation": "**Todas as pessoas ali reunidas sentaram-se para honrar a prasāda e, aos poucos, comeram. Os brāhmaṇas e suas esposas foram alimentados primeiro.**", "purport": "De acordo com o sistema de varṇāśrama, os brāhmaṇas são sempre honrados primeiro. Assim, no festival, ofereceram-se primeiro aos brāhmaṇas e suas esposas os restos do alimento, e depois aos demais (kṣatriyas, vaiśyas e śūdras). Esse sempre foi o sistema, e ainda prevalece na Índia, embora os brāhmaṇas de casta não sejam qualificados. O sistema ainda vigora devido às regras e regulamentos da instituição de varṇāśrama."}
{"ref": "cc/madhya/4/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/85/", "verse_text": "anya grāmera loka yata dekhite āila\ngopāla dekhiyā saba prasāda khāila", "devanagari": "> অন্য গ্রামের লোক যত দেখিতে আইল ।\n> গোপাল দেখিয়া সবে প্রসাদ খাইল ॥৮৫॥", "synonyms": "*anya*—de outras; *grāmera*—das aldeias; *loka*—pessoas; *yata*—todas; *dekhite*—para ver; *āila*—vieram; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *dekhiyā*—vendo; *saba*—todas; *prasāda*—restos de alimento; *khāila*—partilharam.", "translation": "**Não apenas os habitantes da aldeia de Govardhana partilharam do prasāda, mas também aqueles que vieram de outras aldeias. Eles igualmente viram a Deidade de Gopāla e receberam prasāda para comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/86/", "verse_text": "dekhiyā purīra prabhāva loke camatkāra\npūrva annakūṭa yena haila sākṣātkāra", "devanagari": "> দেখিয়া পুরীর প্রভাব লোকে চমৎকার ।\n> পূর্ব অন্নকূট যেন হৈল সাক্ষাৎকার ॥৮৬॥", "synonyms": "*dekhiyā*—ao ver; *purīra*—de Mādhavendra Purī; *prabhāva*—a influência; *loke*—todas as pessoas; *camatkāra*—maravilhadas; *pūrva*—outrora; *anna-kūṭa*—a cerimônia Annakūṭa na época de Kṛṣṇa; *yena*—como se; *haila*—tornou-se; *sākṣātkāra*—diretamente manifesta.", "translation": "**Ao verem a influência de Mādhavendra Purī, todas as pessoas ali reunidas ficaram maravilhadas. Elas viram que a cerimônia Annakūṭa, antes realizada na época de Kṛṣṇa, agora ocorria novamente pela misericórdia de Śrī Mādhavendra Purī.**", "purport": "Outrora, no fim de Dvāpara-yuga, todos os vaqueiros de Vṛndāvana haviam combinado adorar o rei Indra, mas abandonaram essa adoração, seguindo o conselho de Kṛṣṇa. Em vez disso, realizaram uma cerimônia na qual adoraram as vacas, os brāhmaṇas e a colina de Govardhana. Naquela ocasião, Kṛṣṇa expandiu-Se e declarou: \"Eu sou a colina de Govardhana.\" Dessa maneira, Ele aceitou toda a parafernália e o alimento oferecidos à colina de Govardhana. Afirma-se no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.24.26, 31-33):\n\npacyantāṁ vividhāḥ pākāḥ\nsūpāntāḥ pāyasādayaḥ\nsaṁyāvā-pūpa-śaṣkulyaḥ\nsarva-dohaś ca gṛhyatām\n\nkālātmanā bhagavatā\nśakra-darpaṁ jighāṁsatā\nproktaṁ niśamya nandādyāḥ\nsādhv agṛhṇanta tad-vacaḥ\n\ntathā ca vyadadhuḥ sarvaṁ\nyathāha madhusūdanaḥ\nvācayitvā svasty-ayanaṁ\ntad-dravyeṇa giri-dvijān\n\nupahṛtya balīn sarvān\nādṛtā yavasaṁ gavām\ngo-dhanāni puras-kṛtya\ngiriṁ cakruḥ pradakṣiṇam\n\n\"'Preparai variados alimentos de todas as espécies a partir dos grãos e do ghī coletados para o yajña. Preparai arroz, dāl e, em seguida, halavah, pākorā, purī e toda sorte de preparações de leite, como arroz-doce, bolinhos doces, sandeśa, rasagullā e lāḍḍu.'\n\n\"A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, portanto, aconselhou os vaqueiros a interromper o Indra-yajña e iniciar a Govardhana-pūjā para castigar Indra, que se enchera de orgulho por ser o supremo controlador dos planetas celestiais. Os honestos e simples vaqueiros, encabeçados por Nanda Mahārāja, aceitaram a proposta de Kṛṣṇa e executaram em detalhe tudo o que Ele aconselhou. Eles realizaram a adoração de Govardhana e a circundeambulação da colina. Segundo a instrução do Senhor Kṛṣṇa, Nanda Mahārāja e os vaqueiros convocaram brāhmaṇas eruditos e começaram a adorar a colina de Govardhana cantando hinos Védicos e oferecendo prasāda. Os habitantes de Vṛndāvana reuniram-se, enfeitaram suas vacas e deram-lhes capim. Mantendo as vacas à frente, começaram a circundear a colina de Govardhana.\""}
{"ref": "cc/madhya/4/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/87/", "verse_text": "sakala brāhmaṇe purī vaiṣṇava karila\nsei sei sevā-madhye sabā niyojila", "devanagari": "> সকল ব্রাহ্মণে পুরী বৈষ্ণব করিল ।\n> সেই সেই সেবা-মধ্যে সবা নিয়োজিল ॥৮৭॥", "synonyms": "*sakala brāhmaṇe*—todos os brāhmaṇas ali presentes; *purī*—Mādhavendra Purī Gosvāmī; *vaiṣṇava karila*—elevou à posição de vaiṣṇavas; *sei sei*—sob diferentes divisões; *sevā-madhye*—na prestação de serviço; *sabā*—todos eles; *niyojila*—foram ocupados.", "translation": "**Todos os brāhmaṇas presentes naquela ocasião foram iniciados por Mādhavendra Purī no culto vaiṣṇava, e Mādhavendra Purī ocupou-os em diferentes tipos de serviço.**", "purport": "Nas escrituras se afirma: ṣaṭ-karma-nipuṇo vipro mantra-tantra-viśāradaḥ. Um brāhmaṇa qualificado deve ser perito nos deveres ocupacionais de um brāhmaṇa. Seus deveres são mencionados como seis ocupações bramânicas. Paṭhana significa que o brāhmaṇa deve ser versado nas escrituras Védicas. Ele também deve ser capaz de ensinar outros a estudar as escrituras Védicas. Isso é pāṭhana. Ele também deve ser perito em adorar as diferentes deidades e em realizar os rituais Védicos (yajana). Em razão deste yajana, o brāhmaṇa, sendo a cabeça da sociedade, realiza todos os rituais Védicos para kṣatriyas, vaiśyas e śūdras. Isso se chama yājana, assistir os outros na realização de cerimônias. Os dois itens restantes são dāna e pratigraha. O brāhmaṇa aceita toda sorte de contribuições (pratigraha) de seus seguidores (a saber, os kṣatriyas, vaiśyas e śūdras). Mas ele não guarda todo o dinheiro. Ele guarda apenas o necessário e dá o restante aos outros em caridade (dāna).\n\nPara que tal brāhmaṇa qualificado adore a Deidade, ele deve ser um vaiṣṇava. Assim, a posição do vaiṣṇava é superior à do brāhmaṇa. Este exemplo dado por Mādhavendra Purī confirma que, ainda que um brāhmaṇa seja muito perito, ele não pode tornar-se sacerdote ou servidor da viṣṇu-mūrti a menos que seja iniciado no vaiṣṇava-mantra. Após instalar a Deidade de Gopāla, Mādhavendra Purī iniciou todos os brāhmaṇas no vaiṣṇavismo. Em seguida, distribuiu aos brāhmaṇas diferentes tipos de serviço à Deidade. Das quatro da manhã até as dez da noite (do maṅgala-ārātrika ao śayana-ārātrika), deve haver pelo menos cinco ou seis brāhmaṇas para cuidar da Deidade. Realizam-se seis ārātrikas no templo, oferece-se alimento à Deidade com frequência e distribui-se o prasāda. Este é o método de adorar a Deidade segundo as regras e regulações estabelecidas pelos predecessores. Nossa sampradāya pertence à sucessão discipular de Mādhavendra Purī, que pertencia à Madhva-sampradāya. Estamos na sucessão discipular de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que foi iniciado por Śrī Īśvara Purī, um discípulo de Mādhavendra Purī. Nossa sampradāya, portanto, chama-se Madhva-Gauḍīya-sampradāya. Como tal, devemos seguir cuidadosamente as pegadas de Śrī Mādhavendra Purī e observar como ele instalou a Deidade de Gopāla no topo da colina de Govardhana, como organizou e realizou a cerimônia Annakūṭa em um só dia, e assim por diante. Nossa instalação de Deidades na América e nos países ricos da Europa deve ser conduzida nos moldes das atividades de Śrī Mādhavendra Purī. Todos os servidores da Deidade devem estar estritamente qualificados como brāhmaṇas e, especificamente, devem ocupar-se no costume vaiṣṇava de oferecer tanto prasāda quanto possível e distribuí-lo aos devotos que visitam o templo para ver o Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/4/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/88/", "verse_text": "punaḥ dina-śeṣe prabhura karāila utthāna\nkichu bhoga lāgāila karāila jala-pāna", "devanagari": "> পুনঃ দিন-শেষে প্ৰভুর করাইল উত্থান ।\n> কিছু ভোগ লাগাইল করাইল জলপান ॥৮৮॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *dina-śeṣe*—no fim do dia; *prabhura*—do Senhor; *karāila*—fez com que; *utthāna*—levantar-se; *kichu*—algum; *bhoga*—alimento; *lāgāila*—ofereceu; *karāila*—fez com que; *jala*—água; *pāna*—beber.", "translation": "**Após descansar, a Deidade deve ser despertada ao fim do dia, e imediatamente algum alimento e um pouco de água devem ser oferecidos a Ela.**", "purport": "Esta oferenda chama-se vaikāli-bhoga, alimento oferecido ao fim do dia."}
{"ref": "cc/madhya/4/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/89/", "verse_text": "gopāla prakaṭa haila,--deśe śabda haila\nāśa-pāśa grāmera loka dekhite āila", "devanagari": "> গোপাল প্রকট হৈল, — দেশে শব্দ হৈল ।\n> আশ-পাশ গ্রামের লোক দেখিতে আইল ॥৮৯॥", "synonyms": "*gopāla*—o Senhor Gopāla; *prakaṭa haila*—apareceu; *deśe*—por todo o país; *śabda haila*—a notícia se espalhou; *āśa-pāśa*—vizinhas; *grāmera*—das aldeias; *loka*—as pessoas; *dekhite āila*—vieram para ver.", "translation": "**Quando se divulgou por todo o país que o Senhor Gopāla aparecera no topo da colina de Govardhana, todas as pessoas das aldeias vizinhas vieram ver a Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/90/", "verse_text": "ekeka dina ekeka grāme la-ila māgiñā\nanna-kūṭa kare sabe haraṣita hañā", "devanagari": "> একেক দিন একেক গ্রামে লইল মাগিঞা ৷\n> অন্নকূট করে সবে হরষিত হঞা ॥৯০॥", "synonyms": "*ekeka dina*—um dia após outro; *ekeka grāme*—uma aldeia após outra; *la-ila*—obtinha permissão; *māgiñā*—suplicando; *anna-kūṭa kare*—realizam a cerimônia Annakūṭa; *sabe*—todos; *haraṣita*—satisfeitos; *hañā*—ficando.", "translation": "**Uma aldeia após outra satisfazia-se em suplicar a Mādhavendra Purī que lhe destinasse um dia para realizar a cerimônia Annakūṭa. Assim, dia após dia, a cerimônia Annakūṭa foi realizada por algum tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/91/", "verse_text": "rātri-kāle ṭhākurere karāiyā śayana\npurī-gosāñi kaila kichu gavya bhojana", "devanagari": "> রাত্রিকালে ঠাকুরেরে করাইয়া শয়ন ৷\n> পুরী-গোসাঞি কৈল কিছু গব্য ভোজন ॥৯১॥", "synonyms": "*rātri-kāle*—à noite; *ṭhākurere*—a Deidade; *karāiyā*—fazendo com que; *śayana*—deitar-se para descansar; *purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *kaila*—fez; *kichu*—alguma; *gavya*—preparação de leite; *bhojana*—comer.", "translation": "**Śrī Mādhavendra Purī nada comia durante o dia, mas à noite, após deitar a Deidade para descansar, ele tomava uma preparação de leite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/92/", "verse_text": "prātaḥ-kāle punaḥ taiche karila sevana\nanna lañā eka-grāmera āila loka-gaṇa", "devanagari": "> প্রাতঃকালে পুনঃ তৈছে করিল সেবন ।\n> অন্ন লঞা একগ্রামের আইল লোকগণ ॥৯২॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *punaḥ*—novamente; *taiche*—assim como antes; *karila*—prestava; *sevana*—serviço; *anna lañā*—com cereais; *eka-grāmera*—de uma aldeia; *āila*—vinham; *loka-gaṇa*—as pessoas.", "translation": "**Na manhã seguinte, a prestação de serviço à Deidade recomeçava, e as pessoas de uma aldeia chegavam com toda sorte de cereais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/93/", "verse_text": "anna, ghṛta, dadhi, dugdha,--grāme yata chila\ngopālera āge loka āniyā dharila", "devanagari": "> অন্ন, ঘৃত, দধি, দুগ্ধ, — গ্ৰামে যত ছিল ।\n> গোপালের আগে লোক আনিয়া ধরিল ॥৯৩॥", "synonyms": "*anna*—cereais; *ghṛta*—ghī, ou manteiga clarificada; *dadhi*—iogurte; *dugdha*—leite; *grāme*—na aldeia; *yata*—quanto; *chila*—havia; *gopālera āge*—diante da Deidade Gopāla; *loka*—todas as pessoas; *āniyā*—trazendo; *dharila*—colocavam.", "translation": "**Os habitantes da aldeia traziam à Deidade de Gopāla tantos cereais, ghī, iogurte e leite quantos houvesse em sua aldeia.**", "purport": "Anna, ghṛta, dadhi e dugdha são cereais, ghī, iogurte e leite. Na verdade, estes são a base de todo alimento. Verduras e frutas são subsidiárias. Centenas e milhares de preparações podem ser feitas a partir de grãos, verduras, ghī, leite e iogurte. O alimento oferecido a Gopāla na cerimônia Annakūṭa continha apenas estes cinco ingredientes. Somente pessoas demoníacas se sentem atraídas por outros tipos de alimento, que nem sequer mencionaremos neste contexto. Devemos compreender que, para preparar alimento nutritivo, necessitamos apenas de grãos, ghī, iogurte e leite. Não podemos oferecer mais nada à Deidade. O vaiṣṇava, o ser humano perfeito, não aceita nada que não tenha sido oferecido à Deidade. As pessoas costumam ficar frustradas com as políticas nacionais de alimentação, mas nas escrituras Védicas encontramos que, se houver vacas e grãos suficientes, todo o problema alimentar estará resolvido. Aos vaiśyas (as pessoas ocupadas na agricultura e no comércio), portanto, recomenda-se no *Bhagavad-gītā* que produzam grãos e deem proteção às vacas. As vacas são o animal mais importante porque produzem o alimento milagroso, o leite, do qual podemos preparar ghī e iogurte.\n\nA perfeição da civilização humana depende da consciência de Kṛṣṇa, que recomenda a adoração à Deidade. Preparações feitas de verduras, grãos, leite, ghī e iogurte são oferecidas à Deidade e depois distribuídas. Aqui podemos ver a diferença entre o Oriente e o Ocidente. As pessoas que vinham ver a Deidade de Gopāla traziam toda sorte de alimento para oferecer à Deidade. Traziam todo o alimento que tinham em estoque, e vinham diante da Deidade não apenas para aceitar prasāda para si mesmas, mas para distribuí-lo aos outros. O movimento da consciência de Kṛṣṇa aprova vigorosamente esta prática de preparar alimento, oferecê-lo à Deidade e distribuí-lo à população em geral. Esta atividade deve ser estendida universalmente para acabar com os hábitos alimentares pecaminosos, bem como com outras condutas próprias apenas de demônios. Uma civilização demoníaca jamais trará paz ao mundo. Visto que comer é a primeira necessidade na sociedade humana, aqueles que se ocupam em resolver os problemas de preparar e distribuir alimento devem tomar lições de Mādhavendra Purī e executar a cerimônia Annakūṭa. Quando as pessoas passarem a comer apenas o prasāda oferecido à Deidade, todos os demônios se transformarão em vaiṣṇavas. Quando as pessoas forem conscientes de Kṛṣṇa, naturalmente o governo também o será. Um homem consciente de Kṛṣṇa é sempre um benquerente muito liberal de todos. Quando tais homens dirigirem o governo, as pessoas certamente serão isentas de pecado. Elas não serão mais demônios perturbadores. É então, e somente então, que uma condição pacífica poderá prevalecer na sociedade."}
{"ref": "cc/madhya/4/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/94/", "verse_text": "pūrva-dina-prāya vipra karila randhana\ntaiche anna-kūṭa gopāla karila bhojana", "devanagari": "> পূর্বদিন-প্রায় বিপ্র করিল রন্ধন ।\n> তৈছে অন্নকূট গোপাল করিল ভোজন ॥৯৪॥", "synonyms": "*pūrva-dina-prāya*—quase como no dia anterior; *vipra*—todos os brāhmaṇas; *karila*—faziam; *randhana*—o cozimento; *taiche*—de modo semelhante; *anna-kūṭa*—montanhas de alimento; *gopāla*—a Deidade do Senhor Gopāla; *karila*—fazia; *bhojana*—comer.", "translation": "**No dia seguinte, quase como no anterior, houve uma cerimônia Annakūṭa. Todos os brāhmaṇas prepararam alimentos, e Gopāla os aceitou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/95/", "verse_text": "vraja-vāsī lokera kṛṣṇe sahaja pirīti\ngopālera sahaja-prīti vraja-vāsi-prati", "devanagari": "> ব্রজবাসী লোকের কৃষ্ণে সহজ পিরীতি ।\n> গোপালের সহজ-প্রীতি ব্রজবাসি-প্রতি ॥৯৫॥", "synonyms": "*vraja-vāsī*—os habitantes de Vṛndāvana (Vrajabhūmi); *lokera*—das pessoas; *kṛṣṇe*—pelo Senhor Kṛṣṇa; *sahaja*—natural; *pirīti*—amor; *gopālera*—do Senhor Gopāla; *sahaja*—natural; *prīti*—amor; *vraja-vāsi-prati*—pelos habitantes de Vrajabhūmi.", "translation": "**O lugar ideal para executar a consciência de Kṛṣṇa é Vrajabhūmi, ou Vṛndāvana, onde as pessoas são naturalmente inclinadas a amar Kṛṣṇa, e Kṛṣṇa é naturalmente inclinado a amá-las.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* está dito: *ye yathā māṁ prapadyante tāṁs tathaiva bhajāmy aham.* Há uma cooperação recíproca entre o Senhor Supremo Kṛṣṇa e Seus devotos. Quanto mais sinceramente um devoto ama Kṛṣṇa, mais Kṛṣṇa corresponde a esse amor, a ponto de um devoto altamente avançado poder conversar com Kṛṣṇa face a face. Kṛṣṇa confirma isso no *Bhagavad-gītā* [[bg/10/10|(Bg. 10.10)]]:\n\n> teṣāṁ satata-yuktānāṁ\n> bhajatāṁ prīti-pūrvakam\n> dadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\n> yena mām upayānti te\n\n\"Àqueles que estão constantemente devotados e Me adoram com amor, concedo o entendimento pelo qual podem vir a Mim.\" A verdadeira missão da vida humana é compreender Kṛṣṇa e retornar ao lar, de volta ao reino de Deus. Por isso, aquele que está sinceramente ocupado no serviço do Senhor com amor e fé pode conversar com Kṛṣṇa e receber instruções pelas quais poderá retornar rapidamente ao lar, de volta ao reino de Deus. Hoje muitos estudiosos defendem a ciência da religião e têm alguma concepção da Suprema Personalidade de Deus, mas religião sem experiência prática da Suprema Personalidade de Deus não é religião alguma. O *Śrīmad-Bhāgavatam* descreve isso como uma forma de embuste. Religião significa agir de acordo com as ordens de Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus. Se alguém não está qualificado para conversar com Ele e receber ensinamentos Dele, como poderá compreender os princípios da religião? Assim, discursos sobre religião ou experiência religiosa sem consciência de Kṛṣṇa são um desperdício inútil de tempo."}
{"ref": "cc/madhya/4/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/96/", "verse_text": "mahā-prasāda khāila āsiyā saba loka\ngopāla dekhiyā sabāra khaṇḍe duḥkha-śoka", "devanagari": "> মহাপ্রসাদ খাইল আসিয়া সব লোক ।\n> গোপাল দেখিয়া সবার খণ্ডে দুঃখ-শোক ॥৯৬॥", "synonyms": "*mahā-prasāda*—alimentos espiritualizados oferecidos a Kṛṣṇa; *khāila*—comeram; *āsiyā*—vindo; *saba*—todas; *loka*—as pessoas; *gopāla*—a Deidade de Śrī Gopāla; *dekhiyā*—vendo; *sabāra*—de todas elas; *khaṇḍe*—desaparece; *duḥkha-śoka*—toda lamentação e infelicidade.", "translation": "**Multidões de pessoas vinham de diferentes aldeias ver a Deidade de Gopāla, e tomavam mahā-prasāda fartamente. Quando viam a forma superexcelente do Senhor Gopāla, toda a sua lamentação e infelicidade desapareciam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/97/", "verse_text": "āśa-pāśa vraja-bhūmera yata grāma saba\neka eka dina sabe kare mahotsava", "devanagari": "> আশ-পাশ ব্রজভূমের যত গ্রাম সব ।\n> এক এক দিন সবে করে মহোৎসব ॥৯৭॥", "synonyms": "*āśa-pāśa*—vizinhas; *vraja-bhūmera*—de Vrajabhūmi; *yata*—todas; *grāma*—aldeias; *saba*—todas; *eka eka*—uma após outra; *dina*—dias; *sabe*—todas; *kare*—realizam; *mahā-utsava*—festivais.", "translation": "**Todas as aldeias da vizinha Vrajabhūmi [Vṛndāvana] tomaram conhecimento do aparecimento de Gopāla, e todas as pessoas dessas aldeias vinham vê-Lo. Dia após dia, todas elas realizavam a cerimônia Annakūṭa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/98/", "verse_text": "gopāla-prakaṭa śuni' nānā deśa haite\nnānā dravya lañā loka lāgila āsite", "devanagari": "> গোপাল-প্রকট শুনি’ নানা দেশ হৈতে ।\n> নানা দ্রব্য লঞা লোক লাগিল আসিতে ॥৯৮॥", "synonyms": "*gopāla*—da Deidade de Gopāla; *prakaṭa*—aparecimento; *śuni'*—ouvindo; *nānā*—várias; *deśa*—regiões; *haite*—de; *nānā*—várias; *dravya*—coisas; *lañā*—trazendo; *loka*—pessoas; *lāgila*—começaram; *āsite*—a vir.", "translation": "**Dessa maneira, não somente as aldeias vizinhas, mas também todas as outras províncias tomaram conhecimento do aparecimento de Gopāla. Assim, vinham pessoas de toda parte, trazendo uma variedade de oferendas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/99/", "verse_text": "mathurāra loka saba baḍa baḍa dhanī\nbhakti kari' nānā dravya bheṭa deya āni'", "devanagari": "> মথুরার লোক সব বড় বড় ধনী ।\n> ভক্তি করি’ নানা দ্রব্য ভেট দেয় আনি’ ॥৯৯॥", "synonyms": "*mathurāra*—da cidade de Mathurā; *loka*—as pessoas; *saba*—todas; *baḍa baḍa*—muito grandes; *dhanī*—capitalistas; *bhakti kari'*—por devoção; *nānā dravya*—vários tipos de coisas; *bheṭa*—presentes; *deya*—davam; *āni'*—trazendo.", "translation": "**As pessoas de Mathurā, que são capitalistas muito ricos, também traziam várias oferendas e as ofereciam diante da Deidade em serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/100/", "verse_text": "svarṇa, raupya, vastra, gandha, bhakṣya-upahāra\nasaṅkhya āise, nitya bāḍila bhāṇḍāra", "devanagari": "> স্বর্ণ, রৌপ্য, বস্ত্র, গন্ধ, ভক্ষ্য-উপহার ।\n> অসংখ্য আইসে, নিত্য বাড়িল ভাণ্ডার ॥১০০॥", "synonyms": "*svarṇa*—ouro; *raupya*—prata; *vastra*—vestes; *gandha*—perfumes; *bhakṣya-upahāra*—oferendas comestíveis; *asaṅkhya*—incontáveis; *āise*—chegavam; *nitya*—diariamente; *bāḍila*—aumentava; *bhāṇḍāra*—o depósito.", "translation": "**Assim, chegavam incontáveis oferendas de ouro, prata, vestes, artigos perfumados e comestíveis. O depósito de Gopāla aumentava a cada dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/101/", "verse_text": "eka mahā-dhanī kṣatriya karāila mandira\nkeha pāka-bhāṇḍāra kaila, keha ta' prācīra", "devanagari": "> এক মহাধনী ক্ষত্রিয় করাইল মন্দির ।\n> কেহ পাক-ভাণ্ডার কৈল, কেহ ত’ প্রাচীর ॥১০১॥", "synonyms": "*eka*—um; *mahā-dhanī*—homem muito rico; *kṣatriya*—da ordem real; *karāila*—construiu; *mandira*—um templo; *keha*—alguém; *pāka-bhāṇḍāra*—potes de barro para cozinhar; *kaila*—fez; *keha*—alguém; *ta'*—certamente; *prācīra*—os muros de divisa.", "translation": "**Um kṣatriya muito rico da ordem real construiu um templo, alguém fez utensílios de cozinha e alguém construiu os muros de divisa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/102/", "verse_text": "eka eka vraja-vāsī eka eka gābhī dila\nsahasra sahasra gābhī gopālera haila", "devanagari": "> এক এক ব্রজবাসী এক এক গাভী দিল ।\n> সহস্র সহস্র গাভী গোপালের হৈল ॥১০২॥", "synonyms": "*eka eka*—cada uma; *vraja-vāsī*—residente de Vṛndāvana; *eka eka*—uma; *gābhī*—vaca; *dila*—contribuiu; *sahasra sahasra*—milhares e milhares; *gābhī*—vacas; *gopālera*—de Gopāla; *haila*—passou a haver.", "translation": "**Cada família residente na terra de Vrajabhūmi contribuiu com uma vaca. Dessa forma, milhares de vacas tornaram-se propriedade de Gopāla.**", "purport": "Esta é a maneira de instalar a Deidade, construir o templo e aumentar a propriedade do templo. Todos devem estar entusiasmados em contribuir para a construção do templo para a Deidade, e todos também devem contribuir com alimento para a distribuição de prasāda. Os devotos devem pregar o evangelho do serviço devocional e, assim, ocupar as pessoas no serviço prático à Deidade. As pessoas ricas também podem ser atraídas a tomar parte nessas atividades. Dessa maneira, todos se tornarão espiritualmente inclinados, e toda a sociedade será convertida à consciência de Kṛṣṇa. O desejo de satisfazer os sentidos materiais diminuirá automaticamente, e os sentidos se tornarão tão purificados que poderão ocupar-se em bhakti (serviço devocional ao Senhor). Hṛṣīkeṇa hṛṣīkeśa-sevanaṁ bhaktir ucyate. Ao servir o Senhor, os sentidos da pessoa gradualmente se purificam. A ocupação dos sentidos purificados no serviço ao Senhor Hṛṣīkeśa chama-se bhakti. Quando a propensão adormecida pelo bhakti desperta, a pessoa pode compreender a Suprema Personalidade de Deus tal como Ele é. Bhaktyā mām abhijānāti yāvān yaś cāsmi tattvataḥ. (Bg. 18.55) Este é o processo de dar à humanidade a oportunidade de despertar a consciência de Kṛṣṇa. Assim, as pessoas podem aperfeiçoar suas vidas em todos os aspectos."}
{"ref": "cc/madhya/4/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/103/", "verse_text": "gauḍa ha-ite āilā dui vairāgī brāhmaṇa\npurī-gosāñi rākhila tāre kariyā yatana", "devanagari": "> গৌড় হইতে আইলা দুই বৈরাগী ব্রাহ্মণ ।\n> পুরী-গোসাঞি রাখিল তারে করিয়া যতন ॥১০৩॥", "synonyms": "*gauḍa ha-ite*—de Bengala; *āilā*—vieram; *dui*—dois; *vairāgī*—da ordem renunciada; *brāhmaṇa*—pessoas nascidas em famílias brāhmaṇas; *purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *rākhila*—manteve; *tāre*—a eles; *kariyā*—fazendo; *yatana*—todos os esforços.", "translation": "**Por fim, chegaram de Bengala dois brāhmaṇas na ordem renunciada, e Mādhavendra Purī, que muito gostou deles, manteve-os em Vṛndāvana e proporcionou-lhes toda espécie de comodidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/104/", "verse_text": "sei dui śiṣya kari' sevā samarpila\nrāja-sevā haya,--purīra ānanda bāḍila", "devanagari": "> সেই দুই শিষ্য করি’ সেবা সমর্পিল ।\n> রাজ-সেবা হয়, — পুরীর আনন্দ বাড়িল ॥১০৪॥", "synonyms": "*sei dui*—essas duas pessoas; *śiṣya kari'*—iniciando; *sevā*—com o serviço; *samarpila*—confiou; *rāja-sevā*—suntuoso desempenho do serviço; *haya*—é; *purīra*—de Mādhavendra Purī; *ānanda*—prazer; *bāḍila*—aumentou.", "translation": "**Esses dois foram então iniciados por Mādhavendra Purī, e ele confiou-lhes o serviço diário do Senhor. Esse serviço era executado continuamente, e a adoração à Deidade tornou-se muito suntuosa. Assim, Mādhavendra Purī ficou muito satisfeito.**", "purport": "Os seis Gosvāmīs e seus seguidores fundaram muitos templos, como os templos de Govinda Gopīnātha, Madana-mohana, Rādhā-Dāmodara, Śyāmasundara, Rādhā-ramaṇa e Gokulānanda. Os discípulos dos Gosvāmīs foram encarregados da *sevā-pūjā* (adoração à Divindade) nesses templos. Não era o caso de os discípulos serem membros da família dos Gosvāmīs originais. Todos os Gosvāmīs estavam na ordem renunciada de vida, e Jīva Gosvāmī em particular era um *brahmacārī* por toda a vida. Atualmente, os *sevāitas* assumem o título de *gosvāmī* com base em seu engajamento como *sevāitas* da Divindade. Os *sevāitas* que herdaram suas posições hoje assumem a propriedade dos templos, e alguns deles estão vendendo a propriedade das Divindades como se fosse sua. No entanto, os templos não pertenciam originalmente a esses *sevāitas.*"}
{"ref": "cc/madhya/4/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/105/", "verse_text": "ei-mata vatsara dui karila sevana\neka-dina purī-gosāñi dekhila svapana", "devanagari": "> এইমত বৎসর দুই করিল সেবন ।\n> একদিন পুরী-গোসাঞি দেখিল স্বপন ॥১০৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *vatsara*—anos; *dui*—dois; *karila*—realizou; *sevana*—adoração; *eka-dina*—certo dia; *purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *dekhila*—viu; *svapana*—um sonho.", "translation": "**Dessa maneira, a adoração da Deidade no templo foi realizada muito suntuosamente durante dois anos. Então, certo dia, Mādhavendra Purī teve um sonho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/106/", "verse_text": "gopāla kahe, purī āmāra tāpa nāhi yāya\nmalayaja-candana lepa', tabe se juḍāya", "devanagari": "> গোপাল কহে, পুরী আমার তাপ নাহি যায় ।\n> মলয়জ-চন্দন লেপ’, তবে সে জুড়ায় ॥১০৬॥", "synonyms": "*gopāla*—a Deidade de Gopāla; *kahe*—disse; *purī*—Meu querido Mādhavendra Purī; *āmāra*—Minha; *tāpa*—temperatura corporal; *nāhi*—não; *yāya*—vai embora; *malayaja-candana*—sândalo produzido nas colinas de Malaya; *lepa'*—unge sobre o corpo; *tabe*—então; *se*—isso; *juḍāya*—refresca.", "translation": "**Em seu sonho, Mādhavendra Purī viu Gopāla, que disse: \"Minha temperatura corporal ainda não diminuiu. Por favor, traze sândalo da província de Malaya e unge a polpa sobre Meu corpo para refrescar-Me.**", "purport": "A Deidade de Gopāla estivera enterrada na selva por muitos anos e, embora tivesse sido instalada e recebido milhares de potes de água, ainda Se sentia muito quente. Por isso, pediu a Mādhavendra Purī que trouxesse sândalo da província de Malaya. O sândalo produzido em Malaya é muito popular. Essa província está situada no gāṭa ocidental, e a colina Nīlagiri é por vezes conhecida como colina de Malaya. A palavra malaya-ja é usada para indicar o sândalo produzido na província de Malaya. Às vezes, a palavra Malaya refere-se ao moderno país da Malásia. Outrora, esse país também produzia sândalo, mas agora consideraram mais lucrativo produzir seringueiras. Embora a cultura Védica tenha sido outrora predominante na Malásia, agora todos os habitantes são muçulmanos. A cultura Védica está agora perdida na Malásia, em Java e na Indonésia."}
{"ref": "cc/madhya/4/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/107/", "verse_text": "malayaja āna, yāñā nīlācala haite\nanye haite nahe, tumi calaha tvarite", "devanagari": "> মলয়জ আন, যাঞা নীলাচল হৈতে ।\n> অন্যে হৈতে নহে, তুমি চলহ ত্বরিতে ॥১০৭॥", "synonyms": "*malaya-ja*—sândalo; *āna*—traze; *yāñā*—indo; *nīlācala haite*—de Jagannātha Purī; *anye*—outros; *haite*—de; *nahe*—não; *tumi*—tu; *calaha*—vai; *tvarite*—depressa.", "translation": "**\"Traze polpa de sândalo de Jagannātha Purī. Por favor, vai depressa. Como ninguém mais pode fazê-lo, deves ser tu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/108/", "verse_text": "svapna dekhi' purī-gosāñira haila premāveśa\nprabhu-ājñā pālibāre gelā pūrva-deśa", "devanagari": "> স্বপ্ন দেখি’ পুরী-গোসাঞির হৈল প্রেমাবেশ ।\n> প্রভু-আজ্ঞা পালিবারে গেলা পূর্বদেশ ॥১০৮॥", "synonyms": "*svapna dekhi'*—após ver o sonho; *purī-gosāñira*—de Mādhavendra Purī; *haila*—houve; *prema-āveśa*—êxtase em virtude do amor a Deus; *prabhu-ājñā*—a ordem do Senhor; *pālibāre*—para executar; *gelā*—partiu; *pūrva-deśa*—para as regiões orientais (Bengala).", "translation": "**Após ter esse sonho, Mādhavendra Purī Gosvāmī ficou muito contente, em virtude do êxtase do amor a Deus, e, a fim de executar a ordem do Senhor, partiu rumo ao leste, em direção a Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/109/", "verse_text": "sevāra nirbandha--loka karila sthāpana\nājñā māgi' gauḍa-deśe karila gamana", "devanagari": "> সেবার নির্বন্ধ — লোক করিল স্থাপন ।\n> আজ্ঞা মাগি’ গৌড়-দেশে করিল গমন ॥১০৯॥", "synonyms": "*sevāra nirbandha*—as providências para executar a rotina diária da adoração ao Senhor; *loka*—as pessoas; *karila*—fez; *sthāpana*—estabelecer; *ājñā māgi'*—tomando a ordem; *gauḍa-deśe*—em direção a Bengala; *karila*—fez; *gamana*—ir.", "translation": "**Antes de partir, Mādhavendra Purī tomou todas as providências para a adoração regular da Deidade e ocupou diferentes pessoas em vários deveres. Então, tomando a ordem de Gopāla, partiu para Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/110/", "verse_text": "śāntipura āilā advaitācāryera ghare\npurīra prema dekhi' ācārya ānanda antare", "devanagari": "> শান্তিপুর আইলা অদ্বৈতাচার্যের ঘরে ।\n> পুরীর প্রেম দেখি’ আচার্য আনন্দ অন্তরে ॥১১০॥", "synonyms": "*śāntipura*—ao lugar conhecido como Śāntipura; *āilā*—veio; *advaita-ācāryera*—de Śrī Advaita Ācārya; *ghare*—à casa; *purīra prema*—o amor extático de Mādhavendra Purī; *dekhi'*—vendo; *ācārya*—Advaita Ācārya; *ānanda*—satisfeito; *antare*—dentro de Si.", "translation": "**Quando Mādhavendra Purī chegou à casa de Advaita Ācārya em Śāntipura, o Ācārya ficou muito satisfeito ao ver o amor extático a Deus manifesto em Mādhavendra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/111/", "verse_text": "tāṅra ṭhāñi mantra laila yatana kariñā\ncalilā dakṣiṇe purī tāṅre dīkṣā diñā", "devanagari": "> তাঁর ঠাঞি মন্ত্র লৈল যতন করিঞা ।\n> চলিলা দক্ষিণে পুরী তাঁরে দীক্ষা দিঞা ॥১১১॥", "synonyms": "*tāṅra ṭhāñi*—dele; *mantra*—iniciação; *laila*—aceitou; *yatana*—esforços; *kariñā*—fazendo; *calilā*—partiu; *dakṣiṇe*—em direção ao sul; *purī*—Mādhavendra Purī; *tāṅre*—a Ele (Advaita Ācārya); *dīkṣā*—iniciação; *diñā*—dando.", "translation": "**Advaita Ācārya implorou para ser iniciado por Mādhavendra Purī. Após iniciá-lO, Mādhavendra Purī partiu para o sul da Índia.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que Advaita Ācārya recebeu iniciação de Mādhavendra Purī, que era um sannyāsī na sucessão discipular da Madhva-sampradāya. Segundo Śrī Caitanya Mahāprabhu:\n\nkibā vipra kibā nyāsī śūdra kene naya,\nyei kṛṣṇa-tattva-vettā, sei 'guru' haya\n\n\"Uma pessoa pode ser um brāhmaṇa, um sannyāsī, um śūdra ou o que quer que seja, mas, se for bem versada na ciência de Kṛṣṇa, poderá tornar-se guru.\" (Cc. Madhya 8.128) Esta afirmação é corroborada por Śrī Mādhavendra Purī. Segundo a injunção do pañcarātra, somente um brāhmaṇa chefe de família pode iniciar. Os demais não podem. Quando uma pessoa é iniciada, presume-se que se tornou um brāhmaṇa; sem ser iniciada por um brāhmaṇa apropriado, ninguém pode ser convertido em brāhmaṇa. Em outras palavras, a menos que alguém seja um brāhmaṇa, não pode fazer de outrem um brāhmaṇa. Um gṛhastha-brāhmaṇa que participa da instituição do varṇāśrama-dharma pode adquirir vários tipos de parafernália para adorar o Senhor Viṣṇu por meio de seu honesto trabalho. Na verdade, as pessoas imploram para ser iniciadas por esses brāhmaṇas chefes de família apenas para ter êxito na instituição do varṇāśrama ou para se libertarem dos desejos materiais. É necessário, portanto, que um mestre espiritual no gṛhastha-āśrama seja um vaiṣṇava estrito. Um mestre espiritual da ordem de sannyāsa tem muito pouca oportunidade de realizar arcana, a adoração da Deidade; mas, quando se aceita um mestre espiritual dentre os sannyāsīs transcendentais, o princípio da adoração da Deidade não fica de modo algum negligenciado. Para implementar esta conclusão, Śrī Caitanya Mahāprabhu nos deu Sua opinião no verso kibā vipra kibā nyāsī, etc. Isso indica que o Senhor compreendeu a fraqueza da sociedade, que sustentava que somente um gṛhastha-brāhmaṇa deveria ser mestre espiritual. Śrī Caitanya Mahāprabhu indicou que não importa se o mestre espiritual é um gṛhastha (chefe de família), um sannyāsī ou mesmo um śūdra. Um mestre espiritual simplesmente precisa ser versado na essência do śāstra; precisa compreender a Suprema Personalidade de Deus. Somente então alguém pode tornar-se mestre espiritual. Dīkṣā significa, na verdade, iniciar um discípulo com o conhecimento transcendental por meio do qual ele se liberta de toda contaminação material."}
{"ref": "cc/madhya/4/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/112/", "verse_text": "remuṇāte kaila gopīnātha daraśana\ntāṅra rūpa dekhiñā haila vihvala-mana", "devanagari": "> রেমুণাতে কৈল গোপীনাথ দরশন ।\n> তাঁর রূপ দেখিঞা হৈল বিহ্বল-মন ॥১১২॥", "synonyms": "*remuṇāte*—na aldeia de Remuṇā; *kaila*—teve; *gopīnātha*—a Deidade de Gopīnātha; *daraśana*—visão; *tāṅra*—Sua; *rūpa*—beleza; *dekhiñā*—vendo; *haila*—ficou; *vihvala*—confusa; *mana*—mente.", "translation": "**Indo para o sul da Índia, Śrī Mādhavendra Purī visitou Remuṇā, onde Se encontra Gopīnātha. Ao ver a beleza da Deidade, Mādhavendra Purī ficou dominado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/113/", "verse_text": "nṛtya-gīta kari' jaga-mohane vasilā\n'kyā kyā bhoga lāge?' brāhmaṇe puchilā", "devanagari": "> নৃত্যগীত করি’ জগমোহনে বসিলা ।\n> ‘ক্যা ক্যা ভোগ লাগে?’ ব্রাহ্মণে পুছিলা ॥১১৩॥", "synonyms": "*nṛtya-gīta kari'*—após realizar dança e canto; *jaga-mohane*—no corredor do templo; *vasilā*—ele se sentou; *kyā kyā*—quais; *bhoga*—alimentos; *lāge*—oferecem; *brāhmaṇe*—ao brāhmaṇa sacerdote; *puchilā*—perguntou.", "translation": "**No corredor do templo, de onde as pessoas geralmente contemplavam a Deidade, Mādhavendra Purī cantou e dançou. Em seguida, sentou-se ali e perguntou a um brāhmaṇa quais tipos de alimentos eles ofereciam à Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/114/", "verse_text": "sevāra sauṣṭhava dekhi' ānandita mane\nuttama bhoga lāge--ethā bujhi anumāne", "devanagari": "> সেবার সৌষ্ঠব দেখি’ আনন্দিত মনে ।\n> উত্তম ভোগ লাগে — এথা বুঝি অনুমানে ॥১১৪॥", "synonyms": "*sevāra*—da adoração; *sauṣṭhava*—excelência; *dekhi'*—vendo; *ānandita*—satisfeita; *mane*—na mente; *uttama bhoga*—alimentos de primeira qualidade; *lāge*—eles oferecem; *ethā*—assim; *bujhi*—compreendo; *anumāne*—por dedução.", "translation": "**Diante da excelência dos preparativos, Mādhavendra Purī compreendeu, por dedução, que somente o melhor dos alimentos era oferecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/115/", "verse_text": "yaiche ihā bhoga lāge, sakala-i puchiba\ntaiche bhiyāne bhoga gopāle lāgāiba", "devanagari": "> যৈছে ইহা ভোগ লাগে, সকলই পুছিব ।\n> তৈছে ভিয়ানে ভোগ গোপালে লাগাইব ॥১১৫॥", "synonyms": "*yaiche*—assim como; *ihā*—aqui; *bhoga*—alimentos; *lāge*—eles oferecem; *sakala-i*—tudo; *puchiba*—indagarei; *taiche*—de modo semelhante; *bhiyāne*—na cozinha; *bhoga*—alimentos; *gopāle*—a Śrī Gopāla; *lāgāiba*—prepararei.", "translation": "**Mādhavendra Purī pensou: \"Indagarei do sacerdote quais alimentos são oferecidos a Gopīnātha, para que, fazendo os devidos preparativos em nossa cozinha, possamos oferecer alimentos semelhantes a Śrī Gopāla.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/116/", "verse_text": "ei lāgi' puchilena brāhmaṇera sthāne\nbrāhmaṇa kahila saba bhoga-vivaraṇe", "devanagari": "> এই লাগি’ পুছিলেন ব্রাহ্মণের স্থানে ।\n> ব্রাহ্মণ কহিল সব ভোগ-বিবরণে ॥১১৬॥", "synonyms": "*ei lāgi'*—por esse motivo; *puchilena*—ele indagou; *brāhmaṇera sthāne*—do brāhmaṇa; *brāhmaṇa*—o sacerdote; *kahila*—informou; *saba*—tudo; *bhoga*—alimentos; *vivaraṇe*—em descrição.", "translation": "**Quando o sacerdote *brāhmaṇa* foi interrogado a esse respeito, ele explicou em detalhe que tipos de alimentos eram oferecidos à Divindade de Gopīnātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/117/", "verse_text": "sandhyāya bhoga lāge kṣīra--'amṛta-keli'-nāma\ndvādaśa mṛt-pātre bhari' amṛta-samāna", "devanagari": "> সন্ধ্যায় ভোগ লাগে ক্ষীর — ‘অমৃতকেলি’-নাম ।\n> দ্বাদশ মৃৎপাত্রে ভরি’ অমৃত-সমান ॥১১৭॥", "synonyms": "*sandhyāya*—ao entardecer; *bhoga*—alimentos; *lāge*—eles oferecem; *kṣīra*—arroz-doce; *amṛta-keli-nāma*—chamado amṛta-keli; *dvādaśa*—doze; *mṛt-pātre*—potes de barro; *bhari'*—enchendo; *amṛta-samāna*—tal como néctar.", "translation": "**O sacerdote brāhmaṇa disse: \"Ao entardecer, oferece-se à Deidade arroz-doce em doze potes de barro. Como seu sabor é tão bom quanto néctar [amṛta], ele é chamado amṛta-keli.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/118/", "verse_text": "'gopīnāthera kṣīra' bali' prasiddha nāma yāra\npṛthivīte aiche bhoga kāhāṅ nāhi āra", "devanagari": "> ‘গোপীনাথের ক্ষীর’ বলি’ প্রসিদ্ধ নাম যার ।\n> পৃথিবীতে ঐছে ভোগ কাহাঁ নাহি আর ॥১১৮॥", "synonyms": "*gopīnāthera kṣīra*—o arroz-doce oferecido a Gopīnātha; *bali'*—como; *prasiddha*—célebre; *nāma*—o nome; *yāra*—do qual; *pṛthivīte*—no mundo inteiro; *aiche*—tal; *bhoga*—alimento; *kāhāṅ*—em parte alguma; *nāhi*—não; *āra*—outra.", "translation": "**\"Este arroz-doce é célebre no mundo inteiro como gopīnātha-kṣīra. Ele não é oferecido em nenhum outro lugar do mundo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/119/", "verse_text": "hena-kāle sei bhoga ṭhākure lāgila\nśuni' purī-gosāñi kichu mane vicārila", "devanagari": "> হেনকালে সেই ভোগ ঠাকুরে লাগিল ।\n> শুনি’ পুরী-গোসাঞি কিছু মনে বিচারিল ॥১১৯॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *sei bhoga*—aquele alimento maravilhoso; *ṭhākure*—diante da Deidade; *lāgila*—foi colocado; *śuni'*—ouvindo; *purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *kichu*—algo; *mane*—dentro da mente; *vicārila*—considerou.", "translation": "**Enquanto Mādhavendra Purī conversava com o sacerdote brāhmaṇa, o arroz-doce foi colocado diante da Deidade como oferenda. Ao ouvir isso, Mādhavendra Purī ponderou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/120/", "verse_text": "ayācita kṣīra prasāda alpa yadi pāi\nsvāda jāni' taiche kṣīra gopāle lāgāi", "devanagari": "> অযাচিত ক্ষীর-প্রসাদ অল্প যদি পাই ।\n> স্বাদ জানি’ তৈছে ক্ষীর গোপালে লাগাই ॥১২০॥", "synonyms": "*ayācita*—sem pedir; *kṣīra*—arroz-doce; *prasāda*—restos de alimento; *alpa*—um pouco; *yadi*—se; *pāi*—eu receber; *svāda*—o sabor; *jāni'*—conhecendo; *taiche*—semelhante; *kṣīra*—arroz-doce; *gopāle*—ao meu Gopāla; *lāgāi*—posso oferecer.", "translation": "**\"Se, sem que eu o peça, um pouco de arroz-doce me for dado, poderei então prová-lo e fazer um preparo semelhante para oferecer ao meu Senhor Gopāla.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/121/", "verse_text": "ei icchāya lajjā pāñā viṣṇu-smaraṇa kaila\nhena-kāle bhoga sari' ārati bājila", "devanagari": "> এই ইচ্ছায় লজ্জা পাঞা বিষ্ণুস্মরণ কৈল ।\n> হেনকালে ভোগ সরি’ আরতি বাজিল ॥১২১॥", "synonyms": "*ei icchāya*—por esse desejo; *lajjā*—vergonha; *pāñā*—sentindo; *viṣṇu-smaraṇa*—lembrança do Senhor Viṣṇu; *kaila*—fez; *hena-kāle*—nesse momento; *bhoga*—o alimento; *sari'*—sendo concluído; *ārati*—a cerimônia de ārati; *bājila*—soou.", "translation": "**Mādhavendra Purī sentiu grande vergonha ao desejar provar o arroz-doce e, de imediato, começou a pensar no Senhor Viṣṇu. Enquanto pensava assim no Senhor Viṣṇu, a oferenda foi concluída, e a cerimônia de ārati teve início.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/122/", "verse_text": "ārati dekhiyā purī kaila namaskāra\nbāhire āilā, kāre kichu nā kahila āra", "devanagari": "> আরতি দেখিয়া পুরী কৈল নমস্কার ।\n> বাহিরে আইলা, কারে কিছু না কহিল আর ॥১২২॥", "synonyms": "*ārati dekhiyā*—após ver o ārati; *purī*—Mādhavendra Purī; *kaila*—ofereceu; *namaskāra*—reverências; *bāhire āilā*—saiu; *kāre*—a quem quer que fosse; *kichu*—coisa alguma; *nā*—não; *kahila*—disse; *āra*—mais.", "translation": "**Depois que o ārati terminou, Mādhavendra Purī ofereceu suas reverências à Deidade e, em seguida, deixou o templo. Ele não disse mais nada a ninguém.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/123/", "verse_text": "ayācita-vṛtti purī--virakta, udāsa\nayācita pāile khā'na, nahe upavāsa", "devanagari": "> অযাচিত-বৃত্তি পুরী — বিরক্ত, উদাস ।\n> অযাচিত পাইলে খা’ন, নহে উপবাস ॥১২৩॥", "synonyms": "*ayācita-vṛtti*—acostumado a evitar a mendicância; *purī*—Mādhavendra Purī; *virakta*—desapegado; *udāsa*—indiferente; *ayācita*—sem mendigar; *pāile*—se recebesse; *khā'na*—ele comia; *nahe*—se não; *upavāsa*—jejuava.", "translation": "**Mādhavendra Purī evitava mendigar. Era completamente desapegado e indiferente às coisas materiais. Se, sem que pedisse, alguém lhe oferecia algum alimento, ele comia; caso contrário, jejuava.**", "purport": "Este é o estágio de *paramahaṁsa,* o estágio mais elevado para um *sannyāsī.* Um *sannyāsī* pode mendigar de porta em porta apenas para reunir alimento, mas um *paramahaṁsa* que adotou a *ayācita-vṛtti,* ou *ājagara-vṛtti,* não pede alimento a ninguém. Se alguém lhe oferece alimento voluntariamente, ele come. *Ayācita-vṛtti* significa estar acostumado a abster-se de mendigar, e *ājagara-vṛtti* indica aquele que é comparado a uma jiboia, a grande serpente que não faz esforço algum para obter alimento, mas antes permite que o alimento venha automaticamente à sua boca. Em outras palavras, um *paramahaṁsa* simplesmente se ocupa de modo exclusivo no serviço ao Senhor, sem sequer preocupar-se em comer ou dormir. Disse-se a respeito dos seis Gosvāmīs: *nidrāhāra-vihārakādi-vijitau.* No estágio de *paramahaṁsa,* a pessoa conquista o desejo de sono, alimento e gratificação dos sentidos. Permanece um mendicante humilde e manso, ocupado no serviço ao Senhor dia e noite. Mādhavendra Purī alcançara esse estágio de *paramahaṁsa.*"}
{"ref": "cc/madhya/4/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/124/", "verse_text": "premāmṛte tṛpta, kṣudhā-tṛṣṇā nāhi bādhe\nkṣīra-icchā haila, tāhe māne aparādhe", "devanagari": "> প্রেমামৃতে তৃপ্ত, ক্ষুধাতৃষ্ণা নাহি বাধে ।\n> ক্ষীর-ইচ্ছা হৈল, তাহে মানে অপরাধে ॥১২৪॥", "synonyms": "*prema-amṛte tṛpta*—estando satisfeito apenas no serviço amoroso ao Senhor; *kṣudhā-tṛṣṇā*—fome e sede; *nāhi*—não; *bādhe*—impedem; *kṣīra*—por arroz-doce; *icchā*—o desejo; *haila*—surgiu; *tāhe*—por essa razão; *māne*—ele considera; *aparādhe*—ofensa.", "translation": "**Um paramahaṁsa como Mādhavendra Purī está sempre satisfeito no serviço amoroso ao Senhor. A fome e a sede materiais não conseguem impedir suas atividades. Quando ele desejou provar um pouco do arroz-doce oferecido à Deidade, considerou que havia cometido uma ofensa ao desejar comer aquilo que estava sendo oferecido à Deidade.**", "purport": "É recomendável que o alimento que está sendo oferecido à Deidade seja coberto ao ser levado da cozinha à sala da Deidade. Dessa forma, os outros não conseguem vê-lo. Aqueles que não estão habituados a seguir os princípios reguladores devocionais avançados podem desejar comer o alimento, e isso é uma ofensa. Portanto, ninguém deve ter a oportunidade sequer de vê-lo. No entanto, quando ele é trazido diante da Deidade, deve ser descoberto. Ao ver o alimento descoberto diante da Deidade, Mādhavendra Purī desejou provar um pouco dele, para poder preparar um arroz-doce semelhante para o seu Gopāla. Mādhavendra Purī, contudo, era tão rigoroso que considerou isso uma ofensa. Por conseguinte, deixou o templo sem dizer nada a ninguém. O paramahaṁsa, portanto, é chamado vijita-ṣaḍ-guṇa. Ele deve conquistar as seis qualidades materiais—kāma, krodha, lobha, moha, matsarya e kṣudhā-tṛṣṇā (luxúria, ira, cobiça, ilusão, inveja e fome e sede)."}
{"ref": "cc/madhya/4/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/125/", "verse_text": "grāmera śūnya-hāṭe vasi' karena kīrtana\nethā pūjārī karāila ṭhākure śayana", "devanagari": "> গ্রামের শূন্যহাটে বসি’ করেন কীর্তন ।\n> এথা পূজারী করাইল ঠাকুরে শয়ন ॥১২৫॥", "synonyms": "*grāmera*—da aldeia; *śūnya-hāṭe*—no mercado vazio; *vasi'*—sentando-se; *karena*—realiza; *kīrtana*—cantar; *ethā*—no templo; *pūjārī*—o sacerdote; *karāila*—fez; *ṭhākure*—a Deidade; *śayana*—deitar-se.", "translation": "**Mādhavendra Purī deixou o templo e sentou-se no mercado da aldeia, que estava vazio. Sentado ali, começou a cantar. Nesse meio-tempo, o sacerdote do templo deitou a Deidade para descansar.**", "purport": "Embora Mādhavendra Purī não tivesse interesse em comer e dormir, seu interesse em cantar o mahā-mantra era tão intenso como se ele fosse um transcendentalista aspirante, e não um paramahaṁsa. Isso significa que, mesmo no estágio de paramahaṁsa, não se pode abandonar o cantar. Haridāsa Ṭhākura e os Gosvāmīs estavam todos ocupados em cantar um número fixo de voltas; portanto, cantar no japa-mālā é muito importante para todos, ainda que a pessoa venha a tornar-se um paramahaṁsa. Esse cantar pode ser executado em qualquer lugar, seja dentro ou fora do templo. Mādhavendra Purī chegou a sentar-se num mercado vazio para realizar seu cantar. Como afirma Śrīnivāsa Ācārya em suas orações aos Gosvāmīs: nāma-gāna-natibhiḥ. Um devoto paramahaṁsa está sempre ocupado em cantar e em prestar serviço amoroso ao Senhor. Cantar os santos nomes do Senhor e ocupar-se em Seu serviço são coisas idênticas. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.23), há nove tipos de serviço devocional: ouvir (śravaṇam), cantar (kīrtanam), lembrar (viṣṇoḥ smaraṇam), servir (pāda-sevanam), adorar a Deidade (arcanam), orar (vandanam), cumprir ordens (dāsyam), servi-lO como amigo (sakhyam) e sacrificar tudo pelo Senhor (ātma-nivedanam). Embora cada processo pareça distinto, quando a pessoa se situa no plano absoluto, pode ver que eles são idênticos. Por exemplo, ouvir é tão bom quanto cantar, e lembrar é tão bom quanto cantar ou ouvir. De modo semelhante, ocupar-se na adoração à Deidade é tão bom quanto cantar, ouvir ou lembrar. Espera-se que o devoto aceite todos os nove processos do serviço devocional, mas, ainda que apenas um processo seja executado adequadamente, ele pode mesmo assim alcançar a posição mais elevada (paramahaṁsa) e voltar ao lar, voltar ao Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/4/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/126/", "verse_text": "nija kṛtya kari' pūjārī karila śayana\nsvapane ṭhākura āsi' balilā vacana", "devanagari": "> নিজ কৃত্য করি’ পূজারী করিল শয়ন ।\n> স্বপনে ঠাকুর আসি’ বলিলা বচন ॥১২৬॥", "synonyms": "*nija kṛtya*—seu próprio dever; *kari'*—concluindo; *pūjārī*—o sacerdote brāhmaṇa do templo; *karila*—foi; *śayana*—descansar; *svapane*—num sonho; *ṭhākura*—a Deidade; *āsi'*—vindo ali; *balilā*—disse; *vacana*—as palavras.", "translation": "**Concluindo seus deveres diários, o sacerdote foi descansar. Num sonho, viu a Deidade de Gopīnātha vir falar com ele, e Ela disse o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/127/", "verse_text": "uṭhaha, pūjārī, kara dvāra vimocana\nkṣīra eka rākhiyāchi sannyāsi-kāraṇa", "devanagari": "> উঠহ, পূজারী, কর দ্বার বিমোচন ।\n> ক্ষীর এক রাখিয়াছি সন্ন্যাসি-কারণ ॥১২৭॥", "synonyms": "*uṭhaha*—por favor, levanta-te; *pūjārī*—ó sacerdote; *kara*—faze apenas; *dvāra*—a porta; *vimocana*—abertura; *kṣīra*—arroz-doce; *eka*—um pote; *rākhiyāchi*—Eu guardei; *sannyāsi*—do mendicante, Mādhavendra Purī; *kāraṇa*—por causa de.", "translation": "**\"Ó sacerdote, por favor, levanta-te e abre a porta do templo. Guardei um pote de arroz-doce para o sannyāsī Mādhavendra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/128/", "verse_text": "dhaḍāra añcale ḍhākā eka kṣīra haya\ntomarā nā jānilā tāhā āmāra māyāya", "devanagari": "> ধড়ার অঞ্চলে ঢাকা এক ক্ষীর হয় ।\n> তোমরা না জানিলা তাহা আমার মায়ায় ॥১২৮॥", "synonyms": "*dhaḍāra*—da cortina de pano; *añcale*—pela barra; *ḍhākā*—coberto; *eka*—um; *kṣīra*—pote de arroz-doce; *haya*—há; *tomarā*—vós; *nā*—não; *jānilā*—soubestes; *tāhā*—disso; *āmāra*—de Mim; *māyāya*—pelo ardil.", "translation": "**\"Este pote de arroz-doce está bem atrás de Minha cortina de pano. Vós não o vistes por causa de Meus ardis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/129/", "verse_text": "mādhava-purī sannyāsī āche hāṭete vasiñā\ntāhāke ta' ei kṣīra śīghra deha lañā", "devanagari": "> মাধব-পুরী সন্ন্যাসী আছে হাটেতে বসিঞা ।\n> তাহাকে ত’ এই ক্ষীর শীঘ্র দেহ লঞা ॥১২৯॥", "synonyms": "*mādhava-purī*—de nome Mādhavendra Purī; *sannyāsī*—um mendicante; *āche*—há; *hāṭete*—no mercado; *vasiñā*—sentado; *tāhāke*—a ele; *ta'*—certamente; *ei*—este; *kṣīra*—pote de arroz-doce; *śīghra*—muito rapidamente; *deha*—dá; *lañā*—levando.", "translation": "**\"Um sannyāsī chamado Mādhavendra Purī está sentado no mercado vazio. Por favor, toma este pote de arroz-doce que está atrás de Mim e entrega-o a ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/130/", "verse_text": "svapna dekhi' pūjārī uṭhi' karilā vicāra\nsnāna kari' kapāṭa khuli, mukta kaila dvāra", "devanagari": "> স্বপ্ন দেখি’ পূজারী উঠি’ করিলা বিচার ।\n> স্নান করি’ কপাট খুলি, মুক্ত কৈল দ্বার ॥১৩০॥", "synonyms": "*svapna dekhi'*—após ver o sonho; *pūjārī*—o sacerdote; *uṭhi'*—levantando-se; *karilā*—fez; *vicāra*—considerações; *snāna kari'*—tomando banho antes de entrar na sala da Deidade; *kapāṭa*—a porta; *khuli*—abrindo; *mukta*—aberta; *kaila*—fez; *dvāra*—as portas.", "translation": "**Ao despertar do sonho, o sacerdote ergueu-se imediatamente do leito e julgou prudente tomar um banho antes de entrar na sala da Deidade. Em seguida, abriu a porta do templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/131/", "verse_text": "dhaḍāra āṅcala-tale pāila sei kṣīra\n\nsthāna lepi' kṣīra lañā ha-ila bāhira", "devanagari": "> ধড়ার আঁচলতলে পাইল সেই ক্ষীর ।\n> স্থান লেপি’ ক্ষীর লঞা হইল বাহির ॥১৩১॥", "synonyms": "*dhaḍāra*—do manto; *āṅcala-tale*—na barra; *pāila*—ele encontrou; *sei*—aquele; *kṣīra*—pote de arroz-doce; *sthāna lepi'*—limpando aquele lugar; *kṣīra*—o pote de arroz-doce; *lañā*—pegando; *ha-ila*—ele foi; *bāhira*—para fora do templo.", "translation": "**Seguindo as instruções da Deidade, o sacerdote encontrou o pote de arroz-doce atrás da cortina de pano. Ele retirou o pote e limpou o lugar onde havia sido guardado. Em seguida, saiu do templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/132/", "verse_text": "dvāra diyā grāme gelā sei kṣīra lañā\n\nhāṭe hāṭe bule mādhava-purīke cāhiñā", "devanagari": "> দ্বার দিয়া গ্রামে গেলা সেই ক্ষীর লঞা ।\n> হাটে হাটে বুলে মাধবপুরীকে চাহিঞা ॥১৩২॥", "synonyms": "*dvāra diyā*—fechando a porta; *grāme*—à aldeia; *gelā*—foi; *sei*—aquele; *kṣīra*—pote de arroz-doce; *lañā*—pegando; *hāṭe hāṭe*—em cada barraca; *bule*—anda; *mādhava-purīke*—a Mādhavendra Purī; *cāhiñā*—chamando.", "translation": "**Fechando a porta do templo, ele foi à aldeia com o pote de arroz-doce. Chamava em cada barraca em busca de Mādhavendra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/133/", "verse_text": "kṣīra laha ei, yāra nāma 'mādhava-purī'\n\ntomā lāgi' gopīnātha kṣīra kaila curi", "devanagari": "> ক্ষীর লহ এই, যার নাম ‘মাধবপুরী’ ।\n> তোমা লাগি’ গোপীনাথ ক্ষীর কৈল চুরি ॥১৩৩॥", "synonyms": "*kṣīra laha*—tomai o pote de arroz-doce; *ei*—este; *yāra*—cujo; *nāma*—nome; *mādhava-purī*—Mādhavendra Purī; *tomā lāgi'*—somente para vós; *gopīnātha*—a Deidade do Senhor Gopīnātha; *kṣīra*—o pote de arroz-doce; *kaila*—fez; *curi*—roubo.", "translation": "**Segurando o pote de arroz-doce, o sacerdote chamava: \"Que aquele cujo nome é Mādhavendra Purī venha e tome este pote! Gopīnātha roubou este pote de arroz-doce para vós!\"**", "purport": "A diferença entre a Verdade Absoluta e a verdade relativa é explicada aqui. O Senhor Gopīnātha declarou abertamente que é um ladrão. Ele havia roubado o pote de arroz-doce, e isso não foi mantido em segredo porque Seu ato de roubar é uma fonte de grande bem-aventurança transcendental. No mundo material, o roubo é criminoso, mas no mundo espiritual o roubo do Senhor é uma fonte de bem-aventurança transcendental. Patifes mundanos, que não conseguem compreender a natureza absoluta da Personalidade de Deus, às vezes chamam o Senhor Śrī Kṛṣṇa de imoral, mas não sabem que Suas atividades aparentemente imorais, que não são mantidas em segredo, proporcionam prazer aos devotos. Sem compreender o comportamento transcendental da Suprema Personalidade de Deus, esses patifes mancham Seu caráter e imediatamente caem na categoria dos malfeitores (patifes, os mais baixos entre os homens, demônios e aqueles cujo conhecimento foi roubado pela energia ilusória). Kṛṣṇa explica no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/15|(Bg. 7.15)]]:\n\n> na māṁ duṣkṛtino mūḍhāḥ\n> prapadyante narādhamāḥ\n> māyayāpahṛta-jñānā\n> āsuraṁ bhāvam āśritāḥ\n\n\"Aqueles malfeitores que são grosseiramente tolos, que são os mais baixos entre a humanidade, cujo conhecimento é roubado pela ilusão, e que participam da natureza ateísta dos demônios, não se rendem a Mim.\" [[bg/7/15|(Bg. 7.15)]]\n\nPatifes mundanos não conseguem compreender que tudo o que Kṛṣṇa faz, sendo absoluto por natureza, é todo bom. Essa qualidade do Senhor é explicada no *Śrīmad-Bhāgavatam* (Décimo Canto). Alguém pode considerar certos atos de uma pessoa supremamente poderosa como imorais por cálculos mundanos, mas na realidade não é assim. Por exemplo, o sol absorve água da superfície da Terra, mas não absorve água apenas do mar. Absorve também água de esgotos sujos e valas contendo urina e outras substâncias impuras. O sol não fica poluído por absorver tal água. Ao contrário, o sol purifica o lugar imundo. Se um devoto se aproxima da Suprema Personalidade de Deus por um propósito imoral ou impróprio, ele mesmo assim é purificado; o Senhor não fica contaminado. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.29.15) afirma-se que se alguém se aproxima do Senhor Supremo mesmo por luxúria, ira ou medo (*kāmaṁ krodhaṁ bhayam*), é purificado. As *gopīs,* sendo jovens, aproximaram-se de Kṛṣṇa porque Ele era um belo rapaz. Do ponto de vista externo, elas se aproximaram do Senhor por luxúria, e o Senhor dançou com elas à meia-noite. Do ponto de vista mundano, essas atividades podem parecer imorais, porque uma jovem casada ou solteira não pode deixar o lar para se misturar com um rapaz e dançar com ele. Embora isso seja imoral do ponto de vista mundano, as atividades das *gopīs* são aceitas como a forma mais elevada de adoração porque foi o Senhor Kṛṣṇa a quem elas se aproximaram com desejos sensuais no silêncio da madrugada.\n\nMas essas coisas não podem ser compreendidas por não devotos. É preciso compreender Kṛṣṇa em *tattva* (verdade). Deve-se usar o bom senso e considerar que se simplesmente cantando o santo nome de Kṛṣṇa a pessoa é purificada, como pode a pessoa Kṛṣṇa ser imoral? Infelizmente, tolos mundanos são aceitos como líderes educacionais e recebem postos elevados para ensinar princípios irreligiosos à população em geral. Isso é explicado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.31): *andhā yathāndhair upanīyamānāḥ.* Cegos estão tentando guiar outros cegos. Devido à compreensão imatura de tais patifes, as pessoas comuns não deveriam discutir os passatempos de Kṛṣṇa com as *gopīs.* Um não devoto não deveria sequer discutir Seu roubo de arroz-doce para Seus devotos. Adverte-se que não se deve nem mesmo pensar nessas coisas. Embora Kṛṣṇa seja o mais puro dos puros, pessoas mundanas, ao pensar nos passatempos de Kṛṣṇa que parecem imorais, elas próprias ficam contaminadas. Śrī Caitanya Mahāprabhu, por isso, jamais discutiu publicamente os relacionamentos de Kṛṣṇa com as *gopīs.* Ele costumava discutir esses relacionamentos apenas com três amigos confidenciais. Ele nunca discutiu a *rāsa-līlā* publicamente, como fazem os recitadores profissionais, que não compreendem Kṛṣṇa nem a natureza da audiência. Contudo, Śrī Caitanya Mahāprabhu incentivou o cântico público do santo nome em grande escala, pelo maior número de horas possível."}
{"ref": "cc/madhya/4/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/134/", "verse_text": "kṣīra lañā sukhe tumi karaha bhakṣaṇe\n\ntomā-sama bhāgyavān nāhi tribhuvane", "devanagari": "> ক্ষীর লঞা সুখে তুমি করহ ভক্ষণে ।\n> তোমা-সম ভাগ্যবান্ নাহি ত্রিভুবনে ॥১৩৪॥", "synonyms": "*kṣīra lañā*—tomando o pote de arroz-doce; *sukhe*—em felicidade; *tumi*—vós; *karaha*—fazei; *bhakṣaṇe*—comer; *tomā-sama*—como vós; *bhāgyavān*—afortunado; *nāhi*—não há ninguém; *tri-bhuvane*—dentro dos três mundos.", "translation": "**O sacerdote prosseguiu: \"Que o sannyāsī cujo nome é Mādhavendra Purī venha e tome este pote de arroz-doce e desfrute do prasāda com grande felicidade! Vós sois a pessoa mais afortunada dentro destes três mundos!\"**", "purport": "Eis aqui um exemplo de uma bênção pessoal concedida pela atividade \"imoral\" de Kṛṣṇa. Pelo roubo de Gopīnātha em favor de Seu devoto, o devoto se torna a pessoa mais afortunada dentro dos três mundos. Assim, até as atividades criminosas do Senhor tornam Seu devoto a pessoa mais afortunada. Como pode um patife mundano compreender os passatempos de Kṛṣṇa e julgar se Ele é moral ou imoral? Como Kṛṣṇa é a Verdade Absoluta, não há distinções mundanas como moral e imoral. Tudo o que Ele faz é bom. Este é o real significado de \"Deus é bom\". Ele é bom em todas as circunstâncias porque é transcendental, fora da jurisdição deste mundo material. Por conseguinte, Kṛṣṇa só pode ser compreendido por aqueles que já vivem no mundo espiritual. Isso é corroborado no *Bhagavad-gītā* [[bg/14/26|(Bg. 14.26)]]:\n\n> māṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\n> bhakti-yogena sevate\n> sa guṇān samatītyaitān\n> brahma-bhūyāya kalpate\n\n\"Aquele que se ocupa em pleno serviço devocional, que não cai em nenhuma circunstância, transcende imediatamente os modos da natureza material e assim chega ao nível do Brahman.\"\n\nAquele que está engajado em serviço devocional puro ao Senhor já está situado no mundo espiritual (*brahma-bhūyāya kalpate*). Em todas as circunstâncias, suas atividades e relacionamentos com Kṛṣṇa são transcendentais e, portanto, incompreensíveis para os moralistas mundanos. Sendo assim, é melhor não discutir tais atividades entre pessoas mundanas. É preferível dar-lhes o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa para que sejam gradualmente purificadas e então venham a compreender as atividades transcendentais de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/4/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/135/", "verse_text": "eta śuni' purī-gosāñi paricaya dila\n\nkṣīra diyā pūjārī tāṅre daṇḍavat haila", "devanagari": "> এত শুনি’ পুরী-গোসাঞি পরিচয় দিল ।\n> ক্ষীর দিয়া পূজারী তাঁরে দণ্ডবত্ হৈল ॥১৩৫॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *paricaya*—apresentação; *dila*—deu; *kṣīra diyā*—entregando o pote de arroz-doce; *pūjārī*—o sacerdote; *tāṅre*—a ele; *daṇḍavat haila*—ofereceu reverências.", "translation": "**Ao ouvir esse convite, Mādhavendra Purī saiu e identificou-se. O sacerdote, então, entregou o pote de arroz-doce e ofereceu suas reverências, prostrando-se diante dele.**", "purport": "Não se espera que um brāhmaṇa ofereça reverências prostrando-se diante de ninguém, pois o brāhmaṇa é considerado pertencente à casta mais elevada. Contudo, quando um brāhmaṇa vê um devoto, ele oferece seus daṇḍavats. Este sacerdote brāhmaṇa não perguntou a Mādhavendra Purī se ele era um brāhmaṇa, mas, ao ver que Mādhavendra Purī era um devoto tão genuíno que Kṛṣṇa chegaria até a roubar para ele, compreendeu de imediato a posição do santo. Como afirma Śrī Caitanya Mahāprabhu: kibā vipra, kibā nyāsī, śūdra kene naya yei kṛṣṇa-tattva-vettā, sei 'guru' haya. (Cc. Madhya 8.128) Tivesse o sacerdote brāhmaṇa sido um brāhmaṇa comum, Gopīnātha não teria falado com ele em um sonho. Visto que a Deidade falou tanto com Mādhavendra Purī quanto com o sacerdote brāhmaṇa em sonhos, na prática eles estavam na mesma plataforma. Contudo, por Mādhavendra Purī ser um sannyāsī vaiṣṇava experiente, um paramahaṁsa, o sacerdote prostrou-se imediatamente diante dele e ofereceu reverências."}
{"ref": "cc/madhya/4/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/136/", "verse_text": "kṣīrera vṛttānta tāṅre kahila pūjārī\n\nśuni' premāviṣṭa haila śrī-mādhava-purī", "devanagari": "> ক্ষীরের বৃত্তান্ত তাঁরে কহিল পূজারী ।\n> শুনি’ প্রেমাবিষ্ট হৈল শ্রীমাধবপুরী ॥১৩৬॥", "synonyms": "*kṣīrera vṛttānta*—todos os incidentes que ocorreram por causa do pote de arroz-doce; *tāṅre*—a Mādhavendra Purī; *kahila*—explicou; *pūjārī*—o sacerdote; *śuni'*—ouvindo; *prema-āviṣṭa*—saturado de amor a Deus; *haila*—ficou; *śrī-mādhava-purī*—Śrīla Mādhavendra Purī.", "translation": "**Quando a história sobre o pote de arroz-doce lhe foi explicada em detalhe, Śrī Mādhavendra Purī de imediato ficou absorto em amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/137/", "verse_text": "prema dekhi' sevaka kahe ha-iyā vismita\n\nkṛṣṇa ye iṅhāra vaśa,--haya yathocita", "devanagari": "> প্রেম দেখি’ সেবক কহে হইয়া বিস্মিত ।\n> কৃষ্ণ যে ইঁহার বশ, — হয় যথোচিত ॥১৩৭॥", "synonyms": "*prema dekhi'*—vendo a posição extática de Mādhavendra Purī; *sevaka*—o sacerdote; *kahe*—disse; *ha-iyā*—estando; *vismita*—maravilhado; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ye*—que; *iṅhāra*—por ele; *vaśa*—obrigado; *haya*—é; *yathocita*—apropriado.", "translation": "**Ao ver os sintomas extáticos de amor manifestos em Mādhavendra Purī, o sacerdote ficou maravilhado. Ele conseguiu compreender por que Kṛṣṇa Se tornara tão obrigado para com ele, e viu que a ação de Kṛṣṇa era apropriada.**", "purport": "Um devoto pode colocar Kṛṣṇa perfeitamente sob seu controle. Isso é explicado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.3): ajita jito 'py asi tais tri-lokyām. Kṛṣṇa nunca é conquistado por ninguém, mas um devoto pode conquistá-lo por meio do serviço devocional. Como se afirma na Brahma-saṁhitā (5.33): vedeṣu durlabham adurlabham ātma-bhaktau. Não se pode compreender Kṛṣṇa simplesmente por ler a literatura Védica. Embora toda a literatura Védica se destine à compreensão de Kṛṣṇa, ninguém pode compreender Kṛṣṇa sem ser um amante de Kṛṣṇa. Portanto, juntamente com a leitura da literatura Védica (svādhyāya), é preciso ocupar-se na adoração devocional da Deidade (arcana-vidhi). Juntas, elas aprimorarão a compreensão transcendental do devoto acerca do serviço devocional. Śravaṇādi śuddha-citte karaye udaya (Cc. Madhya 22.107). O amor a Deus está adormecido no coração de todos, e, se a pessoa simplesmente seguir o processo padrão do serviço devocional, ele desperta. Mas as pessoas mundanas tolas, que simplesmente leem sobre Kṛṣṇa, erroneamente pensam que Ele é imoral ou criminoso."}
{"ref": "cc/madhya/4/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/138/", "verse_text": "eta bali' namaskari' karilā gamana\n\nāveśe karilā purī se kṣīra bhakṣaṇa", "devanagari": "> এত বলি’ নমস্করি’ করিলা গমন ।\n> আবেশে করিলা পুরী সে ক্ষীর ভক্ষণ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *namaskari'*—oferecendo reverências; *karilā gamana*—retornou; *āveśe*—em êxtase; *karilā*—fez; *purī*—Purī Gosāñi; *se*—aquele; *kṣīra*—arroz-doce; *bhakṣaṇa*—comer.", "translation": "**O sacerdote ofereceu suas reverências a Mādhavendra Purī e retornou ao templo. Então, em êxtase, Mādhavendra Purī comeu o arroz-doce que lhe fora oferecido por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/139/", "verse_text": "pātra prakṣālana kari' khaṇḍa khaṇḍa kaila\n\nbahir-vāse bāndhi' sei ṭhikāri rākhila", "devanagari": "> পাত্র প্রক্ষালন করি’ খণ্ড খণ্ড কৈল ।\n> বহির্বাসে বান্ধি’ সেই ঠিকারি রাখিল ॥১৩৯॥", "synonyms": "*pātra*—o pote; *prakṣālana kari'*—lavando; *khaṇḍa khaṇḍa*—quebrando em pedaços; *kaila*—fez; *bahir-vāse*—em seu manto externo; *bāndhi'*—amarrando; *sei*—aqueles; *ṭhikāri*—pedaços do pote; *rākhila*—guardou.", "translation": "**Depois disso, Mādhavendra Purī lavou o pote e o quebrou em pedaços. Em seguida, amarrou todos os pedaços em seu pano externo e guardou-os bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/140/", "verse_text": "prati-dina eka-khāni karena bhakṣaṇa\n\nkhāile premāveśa haya,--adbhuta kathana", "devanagari": "> প্রতিদিন একখানি করেন ভক্ষণ ।\n> খাইলে প্রেমাবেশ হয়, — অদ্ভুত কথন ॥১৪০॥", "synonyms": "*prati-dina*—todos os dias; *eka-khāni*—um pedaço; *karena*—faz; *bhakṣaṇa*—comer; *khāile*—ao comer; *prema-āveśa*—êxtase; *haya*—há; *adbhuta*—maravilhosas; *kathana*—narrações.", "translation": "**Cada dia, Mādhavendra Purī comia um pedaço daquele pote de barro, e, depois de comê-lo, ficava imediatamente dominado pelo êxtase. Estas são histórias maravilhosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/141/", "verse_text": "'ṭhākura more kṣīra dila--loka saba śuni'\n\ndine loka-bhiḍa habe mora pratiṣṭhā jāni'", "devanagari": "> ‘ঠাকুর মোরে ক্ষীর দিল — লোক সব শুনি’ ।\n> দিনে লোক-ভিড় হবে মোর প্রতিষ্ঠা জানি’ ॥১৪১॥", "synonyms": "*ṭhākura*—o Senhor; *more*—a mim; *kṣīra*—arroz-doce; *dila*—deu; *loka*—as pessoas; *saba*—todas; *śuni'*—depois de ouvir; *dine*—de dia; *loka*—de pessoas; *bhiḍa*—multidão; *habe*—haverá; *mora*—minha; *pratiṣṭhā*—fama; *jāni'*—conhecendo.", "translation": "**Tendo quebrado o pote e amarrado os pedaços em seu pano, Mādhavendra Purī começou a pensar: \"O Senhor deu-me um pote de arroz-doce e, quando as pessoas ouvirem falar disso amanhã de manhã, haverá grandes multidões.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/142/", "verse_text": "sei bhaye rātri-śeṣe calilā śrī-purī\n\nsei-khāne gopīnāthe daṇḍavat kari'", "devanagari": "> সেই ভয়ে রাত্রি-শেষে চলিলা শ্রীপুরী ।\n> সেইখানে গোপীনাথে দণ্ডবত্ করি’ ॥১৪২॥", "synonyms": "*sei bhaye*—temendo isso; *rātri-śeṣe*—ao fim da noite; *calilā*—partiu; *śrī-purī*—Śrī Mādhavendra Purī; *sei-khāne*—naquele lugar; *gopīnāthe*—ao Senhor Gopīnātha; *daṇḍavat*—reverências; *kari'*—fazendo.", "translation": "**Pensando assim, Śrī Mādhavendra Purī ofereceu suas reverências a Gopīnātha naquele lugar e deixou Remuṇā antes do amanhecer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/143/", "verse_text": "cali' cali' āilā purī śrī-nīlācala\n\njagannātha dekhi' hailā premete vihvala", "devanagari": "> চলি’ চলি’ আইলা পুরী শ্রীনীলাচল ।\n> জগন্নাথ দেখি’ হৈলা প্রেমেতে বিহ্বল ॥১৪৩॥", "synonyms": "*cali' cali'*—caminhando e caminhando; *āilā*—ele chegou; *purī*—Jagannātha Purī; *śrī-nīlācala*—conhecida como Nīlācala; *jagannātha dekhi'*—vendo o Senhor Jagannātha; *hailā*—ficou; *premete*—em amor; *vihvala*—dominado.", "translation": "**Caminhando e caminhando, Mādhavendra Purī finalmente chegou a Jagannātha Purī, que também é conhecida como Nīlācala. Ali ele viu o Senhor Jagannātha e ficou dominado pelo êxtase amoroso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/144/", "verse_text": "premāveśe uṭhe, paḍe, hāse, nāce, gāya\n\njagannātha-daraśane mahā-sukha pāya", "devanagari": "> প্রেমাবেশে উঠে, পড়ে, হাসে, নাচে, গায় ।\n> জগন্নাথ-দরশনে মহাসুখ পায় ॥১৪৪॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em êxtase amoroso; *uṭhe*—às vezes se levanta; *paḍe*—às vezes cai; *hāse*—ri; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *jagannātha daraśane*—por ver o Senhor Jagannātha no templo; *mahā-sukha*—felicidade transcendental; *pāya*—sentia.", "translation": "**Quando Mādhavendra Purī ficava dominado pelo êxtase do amor a Deus, às vezes se levantava e às vezes caía ao chão. Às vezes ria, dançava e cantava. Dessa maneira, ele desfrutava de bem-aventurança transcendental ao ver a Deidade de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/145/", "verse_text": "'mādhava-purī śrīpāda āila',--loke haila khyāti\n\nsaba loka āsi' tāṅre kare bahu bhakti", "devanagari": "> ‘মাধবপুরী শ্রীপাদ আইল’, — লোকে হৈল খ্যাতি ।\n> সব লোক আসি’ তাঁরে করে বহু ভক্তি ॥১৪৫॥", "synonyms": "*mādhava-purī*—Śrī Mādhavendra Purī; *śrīpāda*—sannyāsī; *āila*—chegou; *loke*—entre as pessoas; *haila*—houve; *khyāti*—reputação; *saba loka*—todas as pessoas; *āsi'*—vindo; *tāṅre*—a ele; *kare*—fazem; *bahu*—muita; *bhakti*—devoção.", "translation": "**Quando Mādhavendra Purī chegou a Jagannātha Purī, as pessoas tomaram conhecimento de sua reputação transcendental. Por isso, multidões de pessoas vinham e lhe ofereciam todo tipo de respeito com devoção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/146/", "verse_text": "pratiṣṭhāra svabhāva ei jagate vidita\nye nā vāñche, tāra haya vidhātā-nirmita", "devanagari": "> প্রতিষ্ঠার স্বভাব এই জগতে বিদিত ।\n> যে না বাঞ্ছে, তার হয় বিধাতা-নির্মিত ॥১৪৬॥", "synonyms": "*pratiṣṭhāra*—da reputação; *svabhāva*—a natureza; *ei*—esta; *jagate*—no mundo; *vidita*—conhecida; *ye*—a pessoa que; *nā vāñche*—não a deseja; *tāra*—dele; *haya*—é; *vidhātā-nirmita*—criada pela providência.", "translation": "**Mesmo que a pessoa não a aprecie, a reputação, conforme ordenada pela providência, sobrevém-lhe. De fato, sua reputação transcendental é conhecida por todo o mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/147/", "verse_text": "pratiṣṭhāra bhaye purī gelā palāñā\nkṛṣṇa-preme pratiṣṭhā cale saṅge gaḍāñā", "devanagari": "> প্রতিষ্ঠার ভয়ে পুরী গেলা পলাঞা ।\n> কৃষ্ণ-প্রেমে প্রতিষ্ঠা চলে সঙ্গে গড়াঞা ॥১৪৭॥", "synonyms": "*pratiṣṭhāra bhaye*—com medo da reputação; *purī*—Mādhavendra Purī; *gelā*—partiu; *palāñā*—fugindo; *kṛṣṇa-preme*—em amor a Kṛṣṇa; *pratiṣṭhā*—a reputação; *cale*—vai; *saṅge*—simultaneamente; *gaḍāñā*—deslizando.", "translation": "**Temendo sua reputação [pratiṣṭhā], Mādhavendra Purī fugiu de Remuṇā. Porém, a reputação trazida pelo amor a Deus é tão sublime que acompanha o devoto, como se o seguisse.**", "purport": "Quase todas as almas condicionadas dentro do mundo material são invejosas. Pessoas ciumentas geralmente se voltam contra quem automaticamente obtém alguma reputação. Isso é natural para pessoas ciumentas. Em consequência, quando um devoto está apto a receber reputação mundana, é invejado por muitas pessoas. Isso é bastante natural. Quando uma pessoa, por humildade, não deseja fama, as pessoas em geral a consideram muito humilde e, por isso, lhe conferem toda sorte de reconhecimento. Na verdade, um vaiṣṇava não anseia por fama nem por grande reputação. Mādhavendra Purī, o rei dos vaiṣṇavas, suportava sua reputação, mas queria manter-se fora da visão da população em geral. Ele queria encobrir sua real identidade como grande devoto do Senhor, mas quando as pessoas o viam arrebatado no êxtase do amor a Deus, naturalmente lhe prestavam homenagem. Na realidade, uma reputação de primeira categoria é devida a Mādhavendra Purī, pois ele era um devoto muito confidencial do Senhor. Às vezes, um *sahajiyā* se apresenta como isento de desejos por reputação (*pratiṣṭhā*) a fim de tornar-se famoso como homem humilde. Tais pessoas não conseguem verdadeiramente atingir a plataforma dos vaiṣṇavas célebres."}
{"ref": "cc/madhya/4/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/148/", "verse_text": "yadyapi udvega haila palāite mana\nṭhākurera candana-sādhana ha-ila bandhana", "devanagari": "> যদ্যপি উদ্বেগ হৈল পলাইতে মন ।\n> ঠাকুরের চন্দন-সাধন হইল বন্ধন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *udvega*—ansiedade; *haila*—houvesse; *palāite*—de ir embora; *mana*—a mente; *ṭhākurera*—do Senhor; *candana*—do sândalo; *sādhana*—o recolhimento; *ha-ila*—houve; *bandhana*—vínculo.", "translation": "**Mādhavendra Purī desejava deixar Jagannātha Purī porque as pessoas o honravam como grande devoto; isso, porém, ameaçava dificultar seu recolhimento do sândalo para a Deidade de Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/149/", "verse_text": "jagannāthera sevaka yata, yateka mahānta\nsabāke kahila purī gopāla-vṛttānta", "devanagari": "> জগন্নাথের সেবক যত, যতেক মহান্ত ।\n> সবাকে কহিল পুরী গোপাল বৃত্তান্ত ॥১৪৯॥", "synonyms": "*jagannāthera sevaka*—os servidores do Senhor Jagannātha; *yata*—todos; *yateka mahānta*—todos os respeitáveis devotos; *sabāke*—a todos; *kahila*—contou; *purī*—Mādhavendra Purī; *gopāla-vṛttānta*—a narração de Gopāla.", "translation": "**Śrī Mādhavendra Purī contou a todos os servidores do Senhor Jagannātha e a todos os grandes devotos ali presentes a história do aparecimento de Śrī Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/150/", "verse_text": "gopāla candana māge,--śuni' bhakta-gaṇa\nānande candana lāgi' karila yatana", "devanagari": "> গোপাল চন্দন মাগে, — শুনি’ ভক্তগণ ।\n> আনন্দে চন্দন লাগি’ করিল যতন ॥১৫০॥", "synonyms": "*gopāla*—o Senhor Gopāla em Vṛndāvana; *candana*—sândalo; *māge*—quer; *śuni'*—ouvindo; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *ānande*—com grande prazer; *candana lāgi'*—pelo sândalo; *karila*—fizeram; *yatana*—esforço.", "translation": "**Quando todos os devotos em Jagannātha Purī ouviram que a Deidade de Gopāla queria sândalo, com grande prazer todos eles se esforçaram por recolhê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/151/", "verse_text": "rāja-pātra-sane yāra yāra paricaya\ntāre māgi' karpūra-candana karilā sañcaya", "devanagari": "> রাজপাত্র-সনে যার যার পরিচয় ।\n> তারে মাগি’ কর্পূর-চন্দন করিলা সঞ্চয় ॥১৫১॥", "synonyms": "*rāja-pātra*—oficiais do governo; *sane*—com; *yāra yāra*—quem quer que; *paricaya*—tivesse conhecimento; *tāre māgi'*—pedindo a eles; *karpūra-candana*—cânfora e sândalo; *karilā*—fizeram; *sañcaya*—coleta.", "translation": "**Aqueles que tinham conhecidos entre os oficiais do governo encontraram-se com eles e pediram cânfora e sândalo, que então recolheram.**", "purport": "Parece que malayaja-candana (sândalo) e cânfora eram usados para a Deidade de Jagannātha. A cânfora era usada em Seu ārātrika, e o sândalo era usado para untar Seu corpo. Ambos esses itens estavam sob o controle do governo; portanto, os devotos tiveram de encontrar-se com os oficiais governamentais. Informando-lhes de todos os detalhes, obtiveram permissão para levar o sândalo e a cânfora para fora de Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/madhya/4/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/152/", "verse_text": "eka vipra, eka sevaka, candana vahite\npurī-gosāñira saṅge dila sambala-sahite", "devanagari": "> এক বিপ্র, এক সেবক, চন্দন বহিতে ।\n> পুরী-গোসাঞির সঙ্গে দিল সম্বল-সহিতে ॥১৫২॥", "synonyms": "*eka vipra*—um brāhmaṇa; *eka sevaka*—um servidor; *candana*—o sândalo; *vahite*—para carregar; *purī-gosāñira*—Mādhavendra Purī; *saṅge*—com; *dila*—deram; *sambala-sahite*—com a despesa necessária.", "translation": "**Deram-se a Mādhavendra Purī um brāhmaṇa e um servidor apenas para carregar o sândalo. Também lhe foram dadas as despesas de viagem necessárias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/153/", "verse_text": "ghāṭī-dānī chāḍāite rāja-pātra dvāre\nrāja-lekhā kari' dila purī-gosāñira kare", "devanagari": "> ঘাটী-দানী ছাড়াইতে রাজপাত্র-দ্বারে ।\n> রাজলেখা করি’ দিল পুরী-গোসাঞির করে ॥১৫৩॥", "synonyms": "*ghāṭī-dānī*—dos coletores de pedágio; *chāḍāite*—para obter liberação; *rāja-pātra*—documentos que mostravam a sanção governamental; *dvāre*—nos portões; *rāja-lekhā*—permissão governamental; *kari'*—mostrando; *dila*—entregaram; *purī-gosāñira*—de Purī Gosāñi, Mādhavendra Purī; *kare*—à mão.", "translation": "**Para passar pelos coletores de pedágio ao longo do caminho, Mādhavendra Purī foi suprido com os documentos de liberação necessários, vindos dos oficiais do governo. Os documentos foram colocados em sua mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/154/", "verse_text": "calila mādhava-purī candana lañā\nkata-dine remuṇāte uttarila giyā", "devanagari": "> চলিল মাধবপুরী চন্দন লঞা ।\n> কতদিনে রেমুণাতে উত্তরিল গিয়া ॥১৫৪॥", "synonyms": "*calila*—prosseguiu; *mādhava-purī*—Mādhavendra Purī; *candana lañā*—levando o sândalo; *kata-dine*—após alguns dias; *remuṇāte*—no mesmo templo de Remuṇā; *uttarila*—chegou; *giyā*—indo.", "translation": "**Dessa maneira, Mādhavendra Purī partiu rumo a Vṛndāvana com a carga de sândalo e, após alguns dias, alcançou novamente a aldeia de Remuṇā e o templo de Gopīnātha ali existente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/155/", "verse_text": "gopīnātha-caraṇe kaila bahu namaskāra\npremāveśe nṛtya-gīta karilā apāra", "devanagari": "> গোপীনাথ-চরণে কৈল বহু নমস্কার ।\n> প্রেমাবেশে নৃত্য-গীত করিলা অপার ॥১৫৫॥", "synonyms": "*gopīnātha-caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Gopīnātha; *kaila*—fez; *bahu*—muitas; *namaskāra*—reverências; *prema-āveśe*—no êxtase do amor; *nṛtya-gīta*—dança e canto; *karilā*—realizou; *apāra*—ilimitadamente.", "translation": "**Quando Mādhavendra Purī chegou ao templo de Gopīnātha, ofereceu suas respeitosas reverências muitas vezes aos pés de lótus do Senhor. No êxtase do amor, ele começou a dançar e a cantar sem cessar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/156/", "verse_text": "purī dekhi' sevaka saba sammāna karila\nkṣīra-prasāda diyā tāṅre bhikṣā karāila", "devanagari": "> পুরী দেখি’ সেবক সব সম্মান করিল ।\n> ক্ষীরপ্রসাদ দিয়া তাঁরে ভিক্ষা করাইল ॥১৫৬॥", "synonyms": "*purī dekhi'*—ao ver Mādhavendra Purī; *sevaka*—o sacerdote ou servidor; *saba sammāna*—todos os respeitos; *karila*—ofereceu; *kṣīra-prasāda*—o prasāda de arroz-doce; *diyā*—oferecendo; *tāṅre*—a ele; *bhikṣā karāila*—fez comer.", "translation": "**Quando o sacerdote de Gopīnātha viu Mādhavendra Purī novamente, ofereceu-lhe todos os respeitos e, dando-lhe o prasāda de arroz-doce, fê-lo comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/157/", "verse_text": "sei rātre devālaye karila śayana\nśeṣa-rātri haile purī dekhila svapana", "devanagari": "> সেই রাত্রে দেবালয়ে করিল শয়ন ।\n> শেষরাত্রি হৈলে পুরী দেখিল স্বপন ॥১৫৭॥", "synonyms": "*sei rātre*—naquela noite; *deva-ālaye*—no templo; *karila*—fez; *śayana*—dormir; *śeṣa-rātri*—ao fim da noite; *haile*—quando era; *purī*—Mādhavendra Purī; *dekhila*—viu; *svapana*—um sonho.", "translation": "**Mādhavendra Purī descansou naquela noite no templo, mas, ao fim da noite, teve outro sonho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/158/", "verse_text": "gopāla āsiyā kahe,--śuna he mādhava\nkarpūra-candana āmi pāilāma saba", "devanagari": "> গোপাল আসিয়া কহে, — শুন হে মাধব ।\n> কর্পূর-চন্দন আমি পাইলাম সব ॥১৫৮॥", "synonyms": "*gopāla*—a Deidade de Gopāla; *āsiyā*—vindo; *kahe*—diz; *śuna*—ouve; *he*—ó; *mādhava*—Mādhavendra Purī; *karpūra-candana*—a cânfora e o sândalo; *āmi*—Eu; *pāilāma*—recebi; *saba*—todos.", "translation": "**Mādhavendra Purī sonhou que Gopāla vinha diante dele e dizia: \"Ó Mādhavendra Purī, Eu já recebi todo o sândalo e a cânfora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/159/", "verse_text": "karpūra-sahita ghaṣi' e-saba candana\ngopīnāthera aṅge nitya karaha lepana", "devanagari": "> কর্পূর-সহিত ঘষি’ এসব চন্দন ।\n> গোপীনাথের অঙ্গে নিত্য করহ লেপন ॥১৫৯॥", "synonyms": "*karpūra-sahita*—com a cânfora; *ghaṣi'*—moendo; *e-saba*—todo este; *candana*—sândalo; *gopīnāthera*—de Śrī Gopīnātha; *aṅge*—no corpo; *nitya*—diariamente; *karaha*—faze; *lepana*—untar.", "translation": "**\"Agora simplesmente mói todo o sândalo junto com a cânfora e, então, unta diariamente a polpa no corpo de Gopīnātha até que se esgote.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/160/", "verse_text": "gopīnātha āmāra se eka-i aṅga haya\niṅhāke candana dile habe mora tāpa-kṣaya", "devanagari": "> গোপীনাথ আমার সে একই অঙ্গ হয় ।\n> ইঁহাকে চন্দন দিলে হবে মোর তাপ-ক্ষয় ॥১৬০॥", "synonyms": "*gopīnātha*—o Senhor Gopīnātha; *āmāra*—Meu; *se*—aquele; *eka-i*—um só; *aṅga*—corpo; *haya*—é; *iṅhāke*—a Ele; *candana dile*—ao oferecer este candana; *habe*—haverá; *mora*—Minha; *tāpa-kṣaya*—redução de temperatura.", "translation": "**\"Não há diferença entre Meu corpo e o corpo de Gopīnātha. Eles são um e o mesmo. Portanto, se untares a polpa de sândalo no corpo de Gopīnātha, naturalmente também a untarás em Meu corpo. Assim, a temperatura de Meu corpo será reduzida.**", "purport": "Gopāla estava situado em Vṛndāvana, que ficava longe de Remuṇā. Naqueles dias, era preciso atravessar províncias governadas pelos muçulmanos, que às vezes prejudicavam os viajantes. Considerando o transtorno de Seu devoto, o Senhor Gopāla, o maior benquerente de Seus devotos, ordenou a Mādhavendra Purī que untasse a polpa de sândalo no corpo de Gopīnātha, que era não diferente do corpo de Gopāla. Dessa maneira, o Senhor aliviou Mādhavendra Purī de transtorno e inconveniência."}
{"ref": "cc/madhya/4/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/161/", "verse_text": "dvidhā nā bhāviha, nā kariha kichu mane\nviśvāsa kari' candana deha āmāra vacane", "devanagari": "> দ্বিধা না ভাবিহ, না করিহ কিছু মনে ।\n> বিশ্বাস করি’ চন্দন দেহ আমার বচনে ॥১৬১॥", "synonyms": "*dvidhā nā bhāviha*—não hesites; *nā kariha*—não faças; *kichu*—qualquer coisa; *mane*—na mente; *viśvāsa kari'*—acreditando em Mim; *candana*—sândalo; *deha*—oferece; *āmāra vacane*—sob Minha ordem.", "translation": "**\"Não deves hesitar em agir conforme a Minha ordem. Acreditando em Mim, simplesmente faze o que for necessário.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/162/", "verse_text": "eta bali' gopāla gela, gosāñi jāgilā\ngopīnāthera sevaka-gaṇe ḍākiyā ānilā", "devanagari": "> এত বলি’ গোপাল গেল, গোসাঞি জাগিলা ।\n> গোপীনাথের সেবকগণে ডাকিয়া আনিলা ॥১৬২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *gopāla*—a Deidade de Gopāla; *gela*—desapareceu; *gosāñi jāgilā*—Mādhavendra Purī despertou; *gopīnāthera*—do Senhor Gopīnātha; *sevaka-gaṇe*—aos servidores; *ḍākiyā*—chamando; *ānilā*—trouxe-os.", "translation": "**Após dar essas instruções, Gopāla desapareceu, e Mādhavendra Purī despertou. Ele imediatamente chamou todos os servidores de Gopīnātha, e eles vieram diante dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/163/", "verse_text": "prabhura ājñā haila,--ei karpūra-candana\ngopīnāthera aṅge nitya karaha lepana", "devanagari": "> প্রভুর আজ্ঞা হৈল, — এই কর্পূর-চন্দন ।\n> গোপীনাথের অঙ্গে নিত্য করহ লেপন ॥১৬৩॥", "synonyms": "*prabhura ājñā haila*—houve uma ordem do Senhor; *ei*—esta; *karpūra*—cânfora; *candana*—e sândalo; *gopīnāthera aṅge*—no corpo de Gopīnātha; *nitya*—diariamente; *karaha*—fazei; *lepana*—a unção.", "translation": "**Mādhavendra Purī disse: \"Untai o corpo de Gopīnātha com esta cânfora e este sândalo que trouxe para Gopāla em Vṛndāvana. Fazei isto regularmente, todos os dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/164/", "verse_text": "iṅhāke candana dile, gopāla ha-ibe śītala\nsvatantra īśvara--tāṅra ājñā se prabala", "devanagari": "> ইঁহাকে চন্দন দিলে, গোপাল হইবে শীতল ।\n> স্বতন্ত্র ঈশ্বর — তাঁর আজ্ঞা সে প্রবল ॥১৬৪॥", "synonyms": "*iṅhāke*—a Gopīnātha; *candana dile*—quando se aplicar o sândalo; *gopāla*—o Senhor Gopāla em Vṛndāvana; *ha-ibe*—ficará; *śītala*—refrescado; *svatantra īśvara*—a mais independente Suprema Personalidade de Deus; *tāṅra*—Sua; *ājñā*—ordem; *se*—essa; *prabala*—poderosa.", "translation": "**\"Se a polpa de sândalo for untada sobre o corpo de Gopīnātha, então Gopāla será refrescado. Afinal, a Suprema Personalidade de Deus é completamente independente; Sua ordem é todo-poderosa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/165/", "verse_text": "grīṣma-kāle gopīnātha paribe candana\nśuni' ānandita haila sevakera mana", "devanagari": "> গ্রীষ্মকালে গোপীনাথ পরিবে চন্দন ।\n> শুনি’ আনন্দিত হৈল সেবকের মন ॥১৬৫॥", "synonyms": "*grīṣma-kāle*—no verão; *gopīnātha*—o Senhor Gopīnātha; *paribe*—usará; *candana*—polpa de sândalo; *śuni'*—ao ouvir; *ānandita*—satisfeitas; *haila*—ficaram; *sevakera*—dos servos; *mana*—as mentes.", "translation": "**Os servos de Gopīnātha ficaram muito satisfeitos ao ouvir que, durante o verão, toda a polpa de sândalo seria usada para ungir o corpo de Gopīnātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/166/", "verse_text": "purī kahe,--ei dui ghaṣibe candana\nāra janā-dui deha, diba ye vetana", "devanagari": "> পুরী কহে, — এই দুই ঘষিবে চন্দন ।\n> আর জনা-দুই দেহ, দিব যে বেতন ॥১৬৬॥", "synonyms": "*purī kahe*—Mādhavendra Purī disse; *ei dui*—estes dois assistentes; *ghaṣibe*—moerão; *candana*—o sândalo; *āra*—outros; *janā-dui*—dois homens; *deha*—designai; *diba*—pagarei; *ye*—o; *vetana*—salário.", "translation": "**Mādhavendra Purī disse: \"Estes dois assistentes moerão regularmente o sândalo, e deveis também arranjar outras duas pessoas para ajudar. Eu pagarei o salário deles.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/167/", "verse_text": "ei mata candana deya pratyaha ghaṣiyā\nparāya sevaka saba ānanda kariyā", "devanagari": "> এই মত চন্দন দেয় প্রত্যহ ঘষিয়া ।\n> পরায় সেবক সব আনন্দ করিয়া ॥১৬৭॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *candana*—sândalo; *deya*—dá; *pratyaha*—diariamente; *ghaṣiyā*—moendo; *parāya*—faziam aplicar; *sevaka*—os servos; *saba*—tudo isto; *ānanda*—prazer; *kariyā*—sentindo.", "translation": "**Dessa maneira, fornecia-se diariamente a Gopīnāthajī a polpa de sândalo moída. Os servos de Gopīnātha ficavam muito satisfeitos com isto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/168/", "verse_text": "pratyaha candana parāya, yāvat haila anta\ntathāya rahila purī tāvat paryanta", "devanagari": "> প্রত্যহ চন্দন পরায়, যাবৎ হৈল অন্ত ।\n> তথায় রহিল পুরী তাবৎ পর্যন্ত ॥১৬৮॥", "synonyms": "*pratyaha*—diariamente; *candana*—polpa de sândalo; *parāya*—untam sobre o corpo; *yāvat*—até que; *haila*—houve; *anta*—um fim; *tathāya*—ali; *rahila*—permaneceu; *purī*—Mādhavendra Purī; *tāvat*—esse tempo; *paryanta*—até.", "translation": "**Dessa maneira, a polpa de sândalo era untada sobre o corpo de Gopīnātha até que todo o estoque se esgotou. Mādhavendra Purī permaneceu ali até esse momento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/169/", "verse_text": "grīṣma-kāla-ante punaḥ nīlācale gelā\nnīlācale cāturmāsya ānande rahilā", "devanagari": "> গ্রীষ্মকাল-অন্তে পুনঃ নীলাচলে গেলা ।\n> নীলাচলে চাতুর্মাস্য আনন্দে রহিলা ॥১৬৯॥", "synonyms": "*grīṣma-kāla*—da estação de verão; *ante*—no final; *punaḥ*—de novo; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *gelā*—foi; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *cātur-māsya*—os quatro meses de votos; *ānande*—em grande prazer; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**No final do verão, Mādhavendra Purī retornou a Jagannātha Purī, onde permaneceu com grande prazer durante todo o período de Cāturmāsya.**", "purport": "O período do Cāturmāsya começa no mês de Āṣāḍha (junho-julho) a partir do dia de Ekādaśī chamado Śayanā-ekādaśī, na quinzena da lua crescente. O período termina no mês de Kārtika (outubro-novembro) no dia de Ekādaśī conhecido como Utthānā-ekādaśī, na quinzena da lua crescente. Esse período de quatro meses é conhecido como Cāturmāsya. Alguns vaiṣṇavas também o observam do dia de lua cheia de Āṣāḍha até o dia de lua cheia de Kārtika. Esse também é um período de quatro meses. Esse período, calculado pelos meses lunares, é chamado de Cāturmāsya, mas outros também observam o Cāturmāsya de acordo com o mês solar, de Śrāvaṇa a Kārtika. Todo o período, seja lunar ou solar, ocorre durante a estação chuvosa. O Cāturmāsya deve ser observado por todas as seções da população. Não importa se alguém é um *gṛhastha* ou um *sannyāsī.* A observância é obrigatória para todos os *āśramas.* O real propósito por trás do voto feito durante esses quatro meses é minimizar a quantidade de gratificação dos sentidos. Isso não é muito difícil. No mês de Śrāvaṇa não se deve comer espinafre, no mês de Bhādra não se deve comer iogurte, e no mês de Āśvina não se deve beber leite. Não se deve comer peixe nem outros alimentos não vegetarianos durante o mês de Kārtika. Uma dieta não vegetariana significa peixe e carne. Da mesma forma, o *masura dāl* e o *urad dāl* também são considerados não vegetarianos. Esses dois *dāl*s contêm grande quantidade de proteína, e alimentos ricos em proteína são considerados não vegetarianos. De modo geral, durante o período de quatro meses do Cāturmāsya, deve-se praticar abandonar todo alimento destinado ao prazer dos sentidos."}
{"ref": "cc/madhya/4/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/170/", "verse_text": "śrī-mukhe mādhava-purīra amṛta-carita\nbhakta-gaṇe śunāñā prabhu kare āsvādita", "devanagari": "> শ্রীমুখে মাধব-পুরীর অমৃত-চরিত ।\n> ভক্তগণে শুনাঞা প্রভু করে আস্বাদিত ॥১৭০॥", "synonyms": "*śrī-mukhe*—da boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mādhava-purīra*—de Mādhavendra Purī; *amṛta-carita*—as características nectáreas; *bhakta-gaṇe*—os devotos; *śunāñā*—fazendo ouvir; *prabhu*—o Senhor; *kare*—faz; *āsvādita*—saboreado.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu louvou pessoalmente as características nectáreas de Mādhavendra Purī e, enquanto relatava tudo isto aos devotos, Ele pessoalmente as saboreava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/171/", "verse_text": "prabhu kahe,--nityānanda, karaha vicāra\npurī-sama bhāgyavān jagate nāhi āra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — নিত্যানন্দ, করহ বিচার ৷\n> পুরী-সম ভাগ্যবান্ জগতে নাহি আর ॥১৭১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *karaha vicāra*—considera apenas; *purī-sama*—como Mādhavendra Purī; *bhāgyavān*—afortunado; *jagate*—no mundo; *nāhi*—não há; *āra*—ninguém mais.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Nityānanda Prabhu que julgasse se havia alguém no mundo tão afortunado quanto Mādhavendra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/172/", "verse_text": "dugdha-dāna-chale kṛṣṇa yāṅre dekhā dila\ntina-bāre svapne āsi' yāṅre ājñā kaila", "devanagari": "> দুগ্ধদান-ছলে কৃষ্ণ যাঁরে দেখা দিল ।\n> তিনবারে স্বপ্নে আসি’ যাঁরে আজ্ঞা কৈল ॥১৭২॥", "synonyms": "*dugdha-dāna-chale*—sob o pretexto de entregar leite; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yāṅre*—a quem; *dekhā dila*—fez Seu aparecimento; *tina-bāre*—três vezes; *svapne*—em sonhos; *āsi'*—vindo; *yāṅre*—a quem; *ājñā*—ordem; *kaila*—deu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Mādhavendra Purī foi tão afortunado que Kṛṣṇa apareceu pessoalmente diante dele sob o pretexto de entregar leite. Três vezes o Senhor deu ordens a Mādhavendra Purī em sonhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/173/", "verse_text": "yāṅra preme vaśa hañā prakaṭa ha-ilā\nsevā aṅgīkāra kari' jagata tārilā", "devanagari": "> যাঁর প্রেমে বশ হঞা প্রকট হইলা ।\n> সেবা অঙ্গীকার করি’ জগত তারিলা ॥১৭৩॥", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *preme*—pelo amor a Deus; *vaśa*—obrigado; *hañā*—estando; *prakaṭa*—manifesto; *ha-ilā*—tornou-Se; *sevā*—serviço; *aṅgīkāra*—aceitação; *kari'*—fazendo; *jagata*—o mundo inteiro; *tārilā*—libertou.", "translation": "**\"Estando obrigado pelos afazeres amorosos de Mādhavendra Purī, o próprio Senhor Kṛṣṇa apareceu como a Deidade de Gopāla e, aceitando o seu serviço, libertou o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/174/", "verse_text": "yāṅra lāgi' gopīnātha kṣīra kaila curi\nataeva nāma haila 'kṣīra-corā' kari'", "devanagari": "> যাঁর লাগি’ গোপীনাথ ক্ষীর কৈল চুরি ।\n> অতএব নাম হৈল ‘ক্ষীরচোরা’ করি’ ॥১৭৪॥", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *lāgi'*—por causa; *gopīnātha*—o Senhor Gopīnātha; *kṣīra*—arroz doce; *kaila*—fez; *curi*—roubo; *ataeva*—portanto; *nāma*—o nome; *haila*—tornou-se; *kṣīra-corā*—o ladrão de arroz doce; *kari'*—fazendo.", "translation": "**\"Por causa de Mādhavendra Purī, o Senhor Gopīnātha roubou o pote de arroz doce. Assim, Ele ficou famoso como Kṣīra-corā [o ladrão que roubou o arroz doce].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/175/", "verse_text": "karpūra-candana yāṅra aṅge caḍāila\nānande purī-gosāñira prema uthalila", "devanagari": "> কর্পূর-চন্দন যাঁর অঙ্গে চড়াইল ।\n> আনন্দে পুরী-গোসাঞির প্রেম উথলিল ॥১৭৫॥", "synonyms": "*karpūra-candana*—cânfora e sândalo; *yāṅra aṅge*—em cujo corpo; *caḍāila*—pôs; *ānande*—em grande prazer; *purī-gosāñira*—de Mādhavendra Purī; *prema*—amor a Deus; *uthalila*—transbordou.", "translation": "**\"Mādhavendra Purī untou a polpa de sândalo sobre o corpo de Gopīnātha e, dessa maneira, ficou dominado pelo amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/176/", "verse_text": "mleccha-deśe karpūra-candana ānite jañjāla\npurī duḥkha pābe ihā jāniyā gopāla", "devanagari": "> ম্লেচ্ছদেশে কর্পূর-চন্দন আনিতে জঞ্জাল ৷ পুরী দুঃখ পাবে ইহা জানিয়া গোপাল ॥১৭৬॥", "synonyms": "*mleccha-deśe*—pelos países onde os maometanos governavam; *karpūra-candana*—cânfora e sândalo; *ānite*—trazer; *jañjāla*—inconveniência; *purī*—Mādhavendra Purī; *duḥkha*—infelicidade; *pābe*—terá; *ihā*—isto; *jāniyā*—sabendo; *gopāla*—Gopāla.", "translation": "**\"Nas províncias da Índia governadas pelos muçulmanos, havia muita inconveniência em viajar com sândalo e cânfora. Por causa disto, Mādhavendra Purī poderia ter-se metido em apuros. Isto tornou-se conhecido pela Deidade de Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/177/", "verse_text": "mahā-dayā-maya prabhu--bhakata-vatsala\ncandana pari' bhakta-śrama karila saphala", "devanagari": "> মহা-দয়াময় প্ৰভু — ভকতবত্সল  ।\n> চন্দন পরি’ ভক্তশ্রম করিল সফল ॥১৭৭॥", "synonyms": "*mahā*—muito; *dayā-maya*—misericordioso; *prabhu*—o Senhor; *bhakata-vatsala*—muito apegado a Seus devotos; *candana pari'*—pondo o sândalo; *bhakta-śrama*—o esforço do devoto; *karila*—tornou; *saphala*—bem-sucedido.", "translation": "**\"O Senhor é muito misericordioso e apegado a Seus devotos; assim, quando Gopīnātha foi coberto com a polpa de sândalo, o esforço de Mādhavendra Purī tornou-se bem-sucedido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/178/", "verse_text": "purīra prema-parākāṣṭhā karaha vicāra\nalaukika prema citte lāge camatkāra", "devanagari": "> পুরীর প্রেম-পরাকাষ্ঠা করহ বিচার ।\n> অলৌকিক প্রেম চিত্তে লাগে চমৎকার ॥১৭৮॥", "synonyms": "*purīra*—de Mādhavendra Purī; *prema-parā-kāṣṭhā*—o padrão de intenso amor a Deus; *karaha*—faze apenas; *vicāra*—o julgamento; *alaukika*—incomum; *prema*—amor a Deus; *citte*—na mente; *lāge*—golpeia; *camatkāra*—assombro.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu colocou o padrão do intenso amor de Mādhavendra Purī diante de Nityānanda Prabhu para que o julgasse. \"Todas as suas atividades amorosas são incomuns\", disse Caitanya Mahāprabhu. \"De fato, fica-se assombrado ao ouvir sobre as suas atividades.\"**", "purport": "Quando a entidade viva sente separação espiritual de Kṛṣṇa (kṛṣṇa-viraha), ela alcançou o êxito supremo da vida. Quando alguém se torna desinteressado das coisas materiais, está simplesmente experimentando o outro lado da atração pelas coisas materiais. Entretanto, sentir separação de Kṛṣṇa e ocupar-se no serviço do Senhor para cumprir Sua missão constituem o melhor exemplo de amor a Kṛṣṇa. Śrī Caitanya Mahāprabhu queria apontar este intenso amor a Kṛṣṇa exibido por Mādhavendra Purī. Mais tarde, todos os devotos de Caitanya Mahāprabhu seguiram as pegadas de Mādhavendra Purī, servindo ao Senhor sem considerações pessoais."}
{"ref": "cc/madhya/4/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/179/", "verse_text": "parama virakta, maunī, sarvatra udāsīna\ngrāmya-vārtā-bhaye dvitīya-saṅga-hīna", "devanagari": "> পরম বিরক্ত, মৌনী, সর্বত্র উদাসীন ৷\n> গ্রাম্যবার্তা-ভয়ে দ্বিতীয়-সঙ্গ-হীন ॥১৭৯॥", "synonyms": "*parama virakta*—totalmente renunciado ou desapegado; *maunī*—silencioso; *sarvatra*—em toda parte; *udāsīna*—desinteressado; *grāmya-vārtā*—de assuntos mundanos; *bhaye*—com medo; *dvitīya*—segundo; *saṅga*—companheiro; *hīna*—sem.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Śrī Mādhavendra Purī costumava permanecer sozinho. Ele era completamente renunciado e sempre muito silencioso. Era desinteressado de tudo o que fosse material e, com medo de falar sobre coisas mundanas, sempre vivia sem um companheiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/180/", "verse_text": "hena-jana gopālera ājñāmṛta pāñā\nsahasra krośa āsi' bule candana māgiñā", "devanagari": "> হেন-জন গোপালের আজ্ঞামৃত পাঞা ।\n> সহস্র ক্রোশ আসি’ বুলে চন্দন মাগিঞা ॥১৮০॥", "synonyms": "*hena-jana*—tal personalidade; *gopālera*—da Deidade de Gopāla; *ājñā-amṛta*—a néctarea ordem; *pāñā*—recebendo; *sahasra*—mil; *krośa*—uma distância de duas milhas; *āsi'*—vindo; *bule*—caminha; *candana*—sândalo; *māgiñā*—mendigando.", "translation": "**\"Após receber as ordens transcendentais de Gopāla, esta grande personalidade viajou milhares de milhas apenas para coletar sândalo mendigando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/181/", "verse_text": "bhoke rahe, tabu anna māgiñā nā khāya\nhena-jana candana-bhāra vahi' lañā yāya", "devanagari": "> ভোকে রহে, তবু অন্ন মাগিঞা না খায় ।\n> হেন-জন-চন্দন-ভার বহি’ লঞা যায় ॥১৮১॥", "synonyms": "*bhoke*—faminto; *rahe*—permanece; *tabu*—ainda; *anna*—alimento; *māgiñā*—mendigando; *nā*—não; *khāya*—come; *hena-jana*—tal pessoa; *candana-bhāra*—a carga de sândalo; *vahi'*—carregando; *lañā*—levando; *yāya*—vai.", "translation": "**\"Embora Mādhavendra Purī estivesse faminto, ele não mendigava alimento para comer. Esta pessoa renunciada carregava uma carga de sândalo em prol de Śrī Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/182/", "verse_text": "'maṇeka candana, tolā-viśeka karpūra\ngopāle parāiba'--ei ānanda pracura", "devanagari": "> ‘মণেক চন্দন, তোলা-বিশেক কর্পূর ।\n> গোপালে পরাইব’ — এই আনন্দ প্রচুর ॥১৮২॥", "synonyms": "*maṇeka candana*—um mound de sândalo; *tolā*—uma medida de peso; *viśeka*—vinte; *karpūra*—cânfora; *gopāle*—em Gopāla; *parāiba*—untarei; *ei*—este; *ānanda*—prazer; *pracura*—suficiente.", "translation": "**\"Sem considerar seus confortos pessoais, Mādhavendra Purī carregou um maund [cerca de oitenta e dois libras] de madeira de sândalo e vinte tolās [cerca de oito onças] de cânfora para esfregar no corpo de Gopāla. Esse prazer transcendental era suficiente para ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/183/", "verse_text": "utkalera dānī rākhe candana dekhiñā\ntāhāṅ eḍāila rāja-patra dekhāñā", "devanagari": "> উৎকলের দানী রাখে চন্দন দেখিঞা ।\n> তাহাঁ এড়াইল রাজপত্র দেখাঞা ॥১৮৩॥", "synonyms": "*utkalera*—de Orissa; *dānī*—oficial de alfândega; *rākhe*—toma; *candana*—sândalo; *dekhiñā*—vendo; *tāhāṅ*—ali; *eḍāila*—escapou; *rāja-patra*—salvo-conduto governamental; *dekhāñā*—mostrando.", "translation": "**\"Como havia restrições contra a retirada do sândalo da província de Orissa, o oficial da alfândega confiscou o estoque; mas Mādhavendra Purī mostrou-lhe os documentos de liberação concedidos pelo governo e, em consequência, escapou de dificuldades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/184/", "verse_text": "mleccha-deśa dūra patha, jagāti apāra\nke-mate candana niba--nāhi e vicāra", "devanagari": "> ম্লেচ্ছদেশ দূর পথ, জগাতি অপার ।\n> কেমতে চন্দন নিব — নাহি এ বিচার ॥১৮৪॥", "synonyms": "*mleccha-deśa*—os países governados pelos maometanos; *dūra patha*—longa jornada; *jagāti*—vigias; *apāra*—ilimitados; *ke-mate*—como; *candana*—o sândalo; *niba*—levarei; *nāhi*—não havia; *e*—esta; *vicāra*—consideração.", "translation": "**\"Mādhavendra Purī não sentia a menor ansiedade durante a longa jornada a Vṛndāvana através das províncias governadas pelos muçulmanos e repletas de incontáveis vigias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/185/", "verse_text": "saṅge eka vaṭa nāhi ghāṭī-dāna dite\ntathāpi utsāha baḍa candana lañā yāite", "devanagari": "> সঙ্গে এক বট নাহি ঘাটীদান দিতে ।\n> তথাপি উৎসাহ বড় চন্দন লঞা যাইতে ॥১৮৫॥", "synonyms": "*saṅge*—consigo; *eka*—uma; *vaṭa*—moeda de cobre; *nāhi*—não havia; *ghāṭī-dāna*—como imposto de pedágio; *dite*—para dar; *tathāpi*—ainda assim; *utsāha*—entusiasmo; *baḍa*—muito; *candana*—sândalo; *lañā*—levando; *yāite*—para ir.", "translation": "**\"Embora Mādhavendra Purī não tivesse consigo um único centavo, não temia passar pelos oficiais de alfândega. Seu único deleite estava em carregar a carga de sândalo a Vṛndāvana para Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/186/", "verse_text": "pragāḍha-premera ei svabhāva-ācāra\nnija-duḥkha-vighnādira nā kare vicāra", "devanagari": "> প্রগাঢ় প্রেমের এই স্বভাব-আচার ৷\n> নিজ-দুঃখ-বিঘ্নাদির না করে বিচার ॥১৮৬॥", "synonyms": "*pragāḍha*—intenso; *premera*—do amor a Deus; *ei*—este; *svabhāva*—natural; *ācāra*—comportamento; *nija*—pessoal; *duḥkha*—inconveniência; *vighna*—impedimentos; *ādira*—e assim por diante; *nā*—não; *kare*—faz; *vicāra*—consideração.", "translation": "**\"Este é o resultado natural do intenso amor a Deus. O devoto não considera as inconveniências ou impedimentos pessoais. Em todas as circunstâncias, ele deseja servir à Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "É natural que aqueles que desenvolveram intenso amor por Kṛṣṇa não se importem com inconveniências e impedimentos pessoais. Tais devotos estão simplesmente determinados a executar a ordem da Suprema Personalidade de Deus ou de Seu representante, o mestre espiritual. Em todas as circunstâncias, mesmo em meio aos maiores perigos, eles prosseguem sem desvio e com a maior determinação. Isso prova definitivamente o intenso amor do servidor. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.8), tat te 'nukampāṁ su-samīkṣamāṇaḥ: aqueles que desejam seriamente libertar-se das garras da existência material, que desenvolveram intenso amor por Kṛṣṇa, são candidatos dignos de voltar ao lar, de volta ao Supremo. Um amante intenso de Kṛṣṇa não se importa com qualquer quantidade de desconfortos materiais, escassez, impedimentos ou infelicidade. Diz-se que, quando alguém vê aparente infelicidade ou aflição em um vaiṣṇava perfeito, isso não é de modo algum infelicidade para ele; pelo contrário, é bem-aventurança transcendental. No Śikṣāṣṭaka (8), Śrī Caitanya Mahāprabhu também instruiu: āśliṣya vā pāda-ratāṁ pinaṣṭu mām. O amante intenso de Kṛṣṇa nunca se desvia de seu serviço, apesar de todas as dificuldades e impedimentos colocados diante dele."}
{"ref": "cc/madhya/4/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/187/", "verse_text": "ei tāra gāḍha premā loke dekhāite\ngopāla tāṅre ājñā dila candana ānite", "devanagari": "> এই তার গাঢ় প্রেমা লোকে দেখাইতে ৷\n> গোপাল তাঁরে আজ্ঞা দিল চন্দন আনিতে ॥১৮৭॥", "synonyms": "*ei*—este; *tāra*—de Mādhavendra Purī; *gāḍha*—intenso; *premā*—amor a Deus; *loke*—às pessoas; *dekhāite*—para mostrar; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *tāṅre*—a ele; *ājñā*—ordem; *dila*—deu; *candana*—sândalo; *ānite*—para trazer.", "translation": "**\"Śrī Gopāla quis mostrar quão intensamente Mādhavendra Purī amava Kṛṣṇa; portanto, pediu-lhe que fosse a Nīlācala buscar sândalo e cânfora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/188/", "verse_text": "bahu pariśrame candana remuṇā ānila\nānanda bāḍila mane, duḥkha nā gaṇila", "devanagari": "> বহু পরিশ্রমে চন্দন রেমুণা আনিল ।\n> আনন্দ বাড়িল মনে, দুঃখ না গণিল ॥১৮৮॥", "synonyms": "*bahu*—muito; *pariśrame*—com labor; *candana*—sândalo; *remuṇā*—a Remuṇā (a vila de Gopīnātha); *ānila*—trouxe; *ānanda*—prazer; *bāḍila*—aumentou; *mane*—na mente; *duḥkha*—dificuldades; *nā*—não; *gaṇila*—contou.", "translation": "**\"Com grande esforço e após muito labor, Mādhavendra Purī trouxe a carga de sândalo a Remuṇā. Ainda assim, sentia-se muito satisfeito; ele não dava importância a todas as dificuldades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/189/", "verse_text": "parīkṣā karite gopāla kaila ājñā dāna\nparīkṣā kariyā śeṣe haila dayāvān", "devanagari": "> পরীক্ষা করিতে গোপাল কৈল আজ্ঞা দান ।\n> পরীক্ষা করিয়া শেষে হৈল দয়াবান্ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*parīkṣā*—teste; *karite*—para fazer; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *kaila*—fez; *ājñā*—a ordem; *dāna*—dando; *parīkṣā*—o teste; *kariyā*—fazendo; *śeṣe*—ao final; *haila*—tornou-Se; *dayā-vān*—misericordioso.", "translation": "**\"Para testar o intenso amor de Mādhavendra Purī, Gopāla, a Suprema Personalidade de Deus, ordenou-lhe que trouxesse sândalo de Nīlācala, e, quando Mādhavendra Purī passou nesse exame, o Senhor tornou-Se muito misericordioso com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/190/", "verse_text": "ei bhakti, bhakta-priya-kṛṣṇa-vyavahāra\nbujhiteo āmā-sabāra nāhi adhikāra", "devanagari": "> এই ভক্তি, ভক্তপ্রিয়-কৃষ্ণ-ব্যবহার ।\n> বুঝিতেও আমা-সবার নাহি অধিকার ॥১৯০॥", "synonyms": "*ei bhakti*—este tipo de devoção; *bhakta*—do devoto; *priya*—e o objeto mais amável; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vyavahāra*—o comportamento; *bujhiteo*—para compreender; *āmā-sabāra*—de todos nós; *nāhi*—não há; *adhikāra*—a capacidade.", "translation": "**\"Tal comportamento manifestado no serviço amoroso entre o devoto e o objeto amável do devoto, Śrī Kṛṣṇa, é transcendental. Não é possível a um homem comum compreendê-lo. Os homens comuns sequer têm a capacidade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/191/", "verse_text": "eta bali' paḍe prabhu tāṅra kṛta śloka\nyei śloka-candre jagat karyāche āloka", "devanagari": "> এত বলি’ পড়ে প্রভু তাঁর কৃত শ্লোক ।\n> যেই শ্লোক-চন্দ্রে জগৎ কর্যাছে আলোক ॥১৯১॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *paḍe*—lê; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—por Mādhavendra Purī; *kṛta*—composto; *śloka*—verso; *yei*—aquele; *śloka-candre*—pelo verso semelhante à lua; *jagat*—por todo o mundo; *karyāche*—produziu; *āloka*—luz.", "translation": "**Após dizer isto, o Senhor Caitanya Mahāprabhu leu o famoso verso de Mādhavendra Purī. Esse verso é como a lua. Ele espalhou iluminação por todo o mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/192/", "verse_text": "ghaṣite ghaṣite yaiche malayaja-sāra\ngandha bāḍe, taiche ei ślokera vicāra", "devanagari": "> ঘষিতে ঘষিতে যৈছে মলয়জ-সার ।\n> গন্ধ বাড়ে, তৈছে এই শ্লোকের বিচার ॥১৯২॥", "synonyms": "*ghaṣite ghaṣite*—esfregando e esfregando; *yaiche*—assim como; *malayaja-sāra*—sândalo; *gandha*—o sabor; *bāḍe*—aumenta; *taiche*—de modo semelhante; *ei*—este; *ślokera*—do verso; *vicāra*—a consideração.", "translation": "**A fricção contínua intensifica o aroma do sândalo de Malaya. De modo semelhante, a meditação sobre este verso aumenta a compreensão de sua importância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/193/", "verse_text": "ratna-gaṇa-madhye yaiche kaustubha-maṇi\nrasa-kāvya-madhye taiche ei śloka gaṇi", "devanagari": "> রত্নগণ-মধ্যে যৈছে কৌস্তুভমণি ।\n> রসকাব্য-মধ্যে তৈছে এই শ্লোক গণি ॥১৯৩॥", "synonyms": "*ratna-gaṇa*—as valiosas joias; *madhye*—entre; *yaiche*—assim como; *kaustubha-maṇi*—a joia conhecida como Kaustubha-maṇi; *rasa-kāvya*—poesia doce; *madhye*—entre; *taiche*—de modo semelhante; *ei*—este; *śloka*—verso; *gaṇi*—conto.", "translation": "**Assim como a Kaustubha-maṇi é considerada a mais preciosa das pedras valiosas, este verso é igualmente considerado o melhor dos poemas que tratam das doçuras do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/194/", "verse_text": "ei śloka kahiyāchena rādhā-ṭhākurāṇī\ntāṅra kṛpāya sphuriyāche mādhavendra-vāṇī", "devanagari": "> এই শ্লোক কহিয়াছেন রাধা-ঠাকুরাণী ।\n> তাঁর কৃপায় স্ফুরিয়াছে মাধবেন্দ্র-বাণী ॥১৯৪॥", "synonyms": "*ei*—este; *śloka*—verso; *kahiyāchena*—falou; *rādhā-ṭhākurāṇī*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *tāṅra*—Sua; *kṛpāya*—pela misericórdia; *sphuriyāche*—manifestou-se; *mādhavendra*—de Mādhavendra Purī; *vāṇī*—as palavras.", "translation": "**Na verdade, este verso foi falado pela própria Śrīmatī Rādhārāṇī, e somente por Sua misericórdia ele se manifestou nas palavras de Mādhavendra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/195/", "verse_text": "kibā gauracandra ihā kare āsvādana\nihā āsvādite āra nāḥi cauṭha-jana", "devanagari": "> কিবা গৌরচন্দ্র ইহা করে আস্বাদন ।\n> ইহা আস্বাদিতে আর নাহি চৌঠজন ॥১৯৫॥", "synonyms": "*kibā*—quão excelente; *gauracandra*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ihā*—isto; *kare*—faz; *āsvādana*—saboreando; *ihā*—este verso; *āsvādite*—para saborear; *āra*—outro; *nāhi*—não há; *cauṭha-jana*—um quarto homem.", "translation": "**Somente Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreou a poesia deste verso. Nenhum quarto homem é capaz de compreendê-lo.**", "purport": "Isto indica que somente Śrīmatī Rādhārāṇī, Mādhavendra Purī e Caitanya Mahāprabhu são capazes de compreender o significado deste verso."}
{"ref": "cc/madhya/4/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/196/", "verse_text": "śeṣa-kāle ei śloka paṭhite paṭhite\nsiddhi-prāpti haila purīra ślokera sahite", "devanagari": "> শেষকালে এই শ্লোক পঠিতে পঠিতে ।\n> সিদ্ধিপ্রাপ্তি হৈল পুরীর শ্লোকের সহিতে ॥১৯৬॥", "synonyms": "*śeṣa-kāle*—ao final; *ei śloka*—este verso; *paṭhite paṭhite*—recitando repetidamente; *siddhi-prāpti*—a obtenção da perfeição; *haila*—houve; *purīra*—de Mādhavendra Purī; *ślokera*—este verso; *sahite*—com.", "translation": "**Mādhavendra Purī recitou este verso repetidas vezes ao final de sua existência material. Assim, proferindo este verso, ele alcançou a meta última da vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/197/", "verse_text": "ayi dīna-dayārdra nātha he\nmathurā-nātha kadāvalokyase\nhṛdayaṁ tvad-aloka-kātaraṁ\ndayita bhrāmyati kiṁ karomy aham", "devanagari": "> অয়ি দীনদয়ার্দ্রনাথ হে মথুরানাথ কদাবলোক্যসে ।\n> হৃদয়ং ত্বদলোককাতরং দয়িত ভ্রাম্যতি কিং করোম্যহম্ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*ayi*—ó Meu Senhor; *dīna*—para com os pobres; *dayā-ārdra*—compassivo; *nātha*—ó mestre; *he*—ó; *mathurā-nātha*—o mestre de Mathurā; *kadā*—quando; *avalokyase*—Te verei; *hṛdayam*—Meu coração; *tvat*—de Ti; *aloka*—sem ver; *kātaram*—em grande aflição; *dayita*—ó mais amado; *bhrāmyati*—fica dominado; *kim*—o que; *karomi*—farei; *aham*—Eu.", "translation": "**\"Ó Meu Senhor! Ó mestre o mais misericordioso! Ó mestre de Mathurā! Quando Te verei novamente? Por não Te ver, Meu coração agitado se tornou inquieto. Ó Tu, o mais amado, o que farei agora?\"**", "purport": "Os devotos imaculados que dependem estritamente da filosofia Vedānta dividem-se em quatro sampradāyas, ou partidos transcendentais. Dentre os quatro sampradāyas, a Śrī Madhvācārya-sampradāya foi aceita por Mādhavendra Purī. Assim, ele aceitou sannyāsa de acordo com a paramparā, a sucessão discipular. Começando de Madhvācārya e descendo até o mestre espiritual de Mādhavendra Purī, o ācārya chamado Lakṣmīpati, não havia realização de serviço devocional em amor conjugal. Śrī Mādhavendra Purī introduziu pela primeira vez a concepção de amor conjugal na Madhvācārya-sampradāya, e esta conclusão da Madhvācārya-sampradāya foi revelada por Śrī Caitanya Mahāprabhu quando Ele percorreu o sul da Índia e encontrou os Tattvavādīs, que supostamente pertenciam à Madhvācārya-sampradāya.\n\nQuando Śrī Kṛṣṇa deixou Vṛndāvana e aceitou o reino de Mathurā, Śrīmatī Rādhārāṇī, por sentimentos extáticos de separação, expressou como Kṛṣṇa pode ser amado em separação. Assim, o serviço devocional em separação é central neste verso. A adoração em separação é considerada pela Gauḍīya-Mādhva sampradāya como o nível mais elevado de serviço devocional. Segundo esta concepção, o devoto pensa em si mesmo como muito pobre e negligenciado pelo Senhor. Por isso ele se dirige ao Senhor como dīna-dayārdra nātha, assim como fez Mādhavendra Purī. Tal sentimento extático é a mais elevada forma de serviço devocional. Como Kṛṣṇa havia partido para Mathurā, Śrīmatī Rādhārāṇī ficou muito afetada, e Ela Se expressou desta maneira: \"Meu querido Senhor, por causa de Tua separação Minha mente ficou demasiadamente agitada. Agora dize-Me, o que posso fazer? Sou muito pobre, e Tu és muito misericordioso, então, por favor, tem compaixão de Mim e faze-Me saber quando Te verei.\" Śrī Caitanya Mahāprabhu sempre expressava as emoções extáticas de Śrīmatī Rādhārāṇī que Ela exibiu ao ver Uddhava em Vṛndāvana. Sentimentos semelhantes, experimentados por Mādhavendra Purī, são expressos neste verso. Portanto, os vaiṣṇavas na Gauḍīya-Mādhva sampradāya dizem que os sentimentos extáticos experimentados por Śrī Caitanya Mahāprabhu durante Seu advento vieram de Śrī Mādhavendra Purī através de Īśvara Purī. Todos os devotos na linha da Gauḍīya-Mādhva sampradāya aceitam estes princípios de serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/4/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/198/", "verse_text": "ei śloka paḍite prabhu ha-ilā mūrcchite\npremete vivaśa hañā paḍila bhūmite", "devanagari": "> এই শ্লোক পড়িতে প্রভু হইলা মূর্চ্ছিতে ।\n> প্রেমেতে বিবশ হঞা পড়িল ভূমিতে ॥১৯৮॥", "synonyms": "*ei śloka*—este verso; *paḍite*—recitando; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā*—ficou; *mūrcchite*—inconsciente; *premete*—em amor extático; *vivaśa*—incontrolável; *hañā*—ficando; *paḍila*—caiu; *bhūmite*—no chão.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou este verso, Ele imediatamente caiu ao chão inconsciente. Ele estava dominado e não tinha controle algum sobre Si mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/199/", "verse_text": "āste-vyaste kole kari' nila nityānanda\nkrandana kariyā tabe uṭhe gauracandra", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে কোলে করি’ নিল নিত্যানন্দ ৷\n> ক্রন্দন করিয়া তবে উঠে গৌরচন্দ্র ॥১৯৯॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande destreza; *kole*—no colo; *kari'*—fazendo; *nila*—tomou; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *krandana*—chorando; *kariyā*—fazendo; *tabe*—nesse momento; *uṭhe*—levantou-se; *gauracandra*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu caiu ao chão em amor extático, o Senhor Nityānanda rapidamente O tomou em Seu colo. Chorando, Caitanya Mahāprabhu então Se levantou novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/200/", "verse_text": "premonmāda haila, uṭhi' iti-uti dhāya\nhuṅkāra karaye, hāse, kānde, nāce, gāya", "devanagari": "> প্রেমোন্মাদ হৈল, উঠি’ ইতি-উতি ধায় ।\n> হুঙ্কার করয়ে, হাসে, কান্দে, নাচে, গায় ॥২০০॥", "synonyms": "*prema-unmāda*—a loucura do amor; *haila*—houve; *uṭhi'*—levantando-se; *iti-uti dhāya*—corre de um lado para outro; *huṅkāra*—ressonante; *karaye*—faz; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *gāya*—e canta.", "translation": "**Exibindo emoções extáticas, o Senhor começou a correr de um lado para outro, fazendo sons ressonantes. Às vezes Ele ria, e às vezes chorava, e às vezes dançava e cantava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/201/", "verse_text": "'ayi dīna, 'ayi dīna' bale bāra-bāra\nkaṇṭhe nā niḥsare vāṇī, netre aśru-dhāra", "devanagari": "> ‘অয়ি দীন’, ‘অয়ি দীন’ বলে বারবার ।\n> কণ্ঠে না নিঃসরে বাণী, নেত্রে অশ্রুধার ॥২০১॥", "synonyms": "*ayi dīna*—ó Meu Senhor, mestre dos pobres; *ayi dīna*—ó Meu Senhor, mestre dos pobres; *bale*—diz; *bāra-bāra*—repetidamente; *kaṇṭhe*—na garganta; *nā*—não; *niḥsare*—sai; *vāṇī*—a voz; *netre*—nos olhos; *aśru-dhāra*—torrentes de lágrimas.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu não conseguia recitar o verso inteiro. Ele apenas dizia \"Ayi dīna, ayi dīna\" repetidamente. Assim, Ele não conseguia falar, e havia profusas lágrimas em Seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/202/", "verse_text": "kampa, sveda, pulakāśru, stambha, vaivarṇya\nnirveda, viṣāda, jāḍya, garva, harṣa, dainya", "devanagari": "> কম্প, স্বেদ, পুলকাশ্রু, স্তম্ভ, বৈবর্ণ্য ।\n> নির্বেদ, বিষাদ, জাড্য, গর্ব, হর্ষ, দৈন্য ॥২০২॥", "synonyms": "*kampa*—tremor; *sveda*—transpiração; *pulaka-aśru*—júbilo e lágrimas; *stambha*—choque; *vaivarṇya*—perda de cor; *nirveda*—desapontamento; *viṣāda*—melancolia; *jāḍya*—perda de memória; *garva*—orgulho; *harṣa*—alegria; *dainya*—humildade.", "translation": "**Tremor, transpiração, lágrimas de júbilo, choque, esmaecimento do brilho corpóreo, desapontamento, melancolia, perda de memória, orgulho, alegria e humildade eram todos visíveis no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, jāḍya é explicado como perda de memória provocada por choque intenso devido à separação do amado. Nesse estado de espírito, a pessoa perde toda preocupação com perda e ganho, com ouvir e ver, bem como com todas as demais considerações. Isto marca o aparecimento preliminar da ilusão."}
{"ref": "cc/madhya/4/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/203/", "verse_text": "ei śloke ughāḍilā premera kapāṭa\ngopīnātha-sevaka dekhe prabhura prema-nāṭa", "devanagari": "> এই শ্লোকে উঘাড়িলা প্রেমের কপাট ।\n> গোপীনাথ-সেবক দেখে প্ৰভুর প্রেমনাট ॥২০৩॥", "synonyms": "*ei śloke*—este verso; *ughāḍilā*—descobriu; *premera*—do amor conjugal; *kapāṭa*—a porta; *gopīnātha-sevaka*—os servos da Deidade Gopīnātha; *dekhe*—veem; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *prema-nāṭa*—a dança em amor extático.", "translation": "**Este verso descobriu a porta do amor extático, e, quando isto se manifestou, todos os servos de Gopīnātha viram Caitanya Mahāprabhu dançar em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/204/", "verse_text": "lokera saṅghaṭṭa dekhi' prabhura bāhya haila\nṭhākurera bhoga sari' ārati bājila", "devanagari": "> লোকের সংঘট্ট দেখি’ প্ৰভুর বাহ্য হৈল ৷\n> ঠাকুরের ভোগ সরি’ আরতি বাজিল ॥২০৪॥", "synonyms": "*lokera*—de pessoas; *saṅghaṭṭa*—uma multidão; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya*—consciência externa; *haila*—surgiu; *ṭhākurera*—da Deidade; *bhoga*—oferenda; *sari'*—terminando; *ārati*—execução de ārati; *bājila*—ressoou.", "translation": "**Quando muitas pessoas se aglomeraram ao redor de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele recobrou os sentidos externos. Nesse ínterim, a oferenda à Deidade havia terminado, e houve uma ressonante execução de ārati.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/205/", "verse_text": "ṭhākure śayana karāñā pūjārī haila bāhira\nprabhura āge āni' dila prasāda bāra kṣīra", "devanagari": "> ঠাকুরে শয়ন করাঞা পূজারী হৈল বাহির ।\n> প্রভুর আগে আনি’ দিল প্রসাদ বার ক্ষীর ॥২০৫॥", "synonyms": "*ṭhākure*—a Deidade; *śayana*—deitando-Se; *karāñā*—fazendo com que; *pūjārī*—o sacerdote; *haila*—ficou; *bāhira*—fora do templo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āge*—diante; *āni'*—trazendo; *dila*—ofereceu; *prasāda*—os restos do alimento; *bāra*—doze; *kṣīra*—potes de arroz-doce.", "translation": "**Quando as Deidades foram deitadas para descansar, o sacerdote saiu do templo e ofereceu todos os doze potes de arroz-doce ao Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/206/", "verse_text": "kṣīra dekhi' mahāprabhura ānanda bāḍila\nbhakta-gaṇe khāoyāite pañca kṣīra laila", "devanagari": "> ক্ষীর দেখি’ মহাপ্রভুর আনন্দ বাড়িল ।\n> ভক্তগণে খাওয়াইতে পঞ্চ ক্ষীর লৈল ॥২০৬॥", "synonyms": "*kṣīra*—o arroz-doce; *dekhi'*—vendo; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda*—o prazer; *bāḍila*—aumentou; *bhakta-gaṇe*—os devotos; *khāoyāite*—para alimentá-los; *pañca*—cinco potes; *kṣīra*—arroz-doce; *laila*—aceitou.", "translation": "**Quando todos os potes de arroz-doce, restos deixados por Gopīnātha, foram colocados diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele ficou muito satisfeito. A fim de alimentar os devotos, Ele aceitou cinco deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/207/", "verse_text": "sāta kṣīra pūjārīke bāhuḍiyā dila\npañca-kṣīra pañca-jane vāṅṭiyā khāila", "devanagari": "> সাত ক্ষীর পূজারীকে বাহুড়িয়া দিল ।\n> পঞ্চক্ষীর পঞ্চজনে বাঁটিয়া খাইল ॥২০৭॥", "synonyms": "*sāta kṣīra*—sete potes de arroz-doce; *pūjārīke*—ao pūjārī; *bāhuḍiyā*—empurrando para a frente; *dila*—deu; *pañca-kṣīra*—cinco potes de arroz-doce; *pañca-jane*—a cinco homens; *vāṅṭiyā*—distribuindo; *khāila*—comeram.", "translation": "**Os sete potes restantes foram empurrados para a frente e entregues ao sacerdote. Então, os cinco potes de arroz-doce que o Senhor havia aceitado foram distribuídos entre os cinco devotos, e eles comeram o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/208/", "verse_text": "gopīnātha-rūpe yadi kariyāchena bhojana\nbhakti dekhāite kaila prasāda bhakṣaṇa", "devanagari": "> গোপীনাথ-রূপে যদি করিয়াছেন ভোজন ।\n> ভক্তি দেখাইতে কৈল প্রসাদ ভক্ষণ ॥২০৮॥", "synonyms": "*gopīnātha-rūpe*—em Sua encarnação arcā como Gopīnātha; *yadi*—embora; *kariyāchena*—tenha feito; *bhojana*—comendo; *bhakti*—serviço devocional; *dekhāite*—para exibir; *kaila*—fez; *prasāda bhakṣaṇa*—comer.", "translation": "**Sendo idêntico à Deidade Gopīnātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu já havia provado e comido os potes de arroz-doce. Contudo, apenas para manifestar o serviço devocional, Ele novamente comeu os potes de arroz-doce como um devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/209/", "verse_text": "nāma-saṅkīrtane sei rātri goṅāilā\nmaṅgala-ārati dekhi' prabhāte calilā", "devanagari": "> নাম-সংকীর্তনে সেই রাত্রি গোঙাইলা ।\n> মঙ্গল-আরতি দেখি’ প্রভাতে চলিলা ॥২০৯॥", "synonyms": "*nāma-saṅkīrtane*—em cantar congregacional; *sei*—aquela; *rātri*—noite; *goṅāilā*—passou; *maṅgala-ārati*—o ārati matinal; *dekhi'*—após ver; *prabhāte*—pela manhã; *calilā*—partiu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu passou aquela noite no templo ocupado em cantar congregacional. Pela manhã, após ver a execução do maṅgala-ārati, Ele partiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/210/", "verse_text": "gopāla-gopīnātha-purī-gosāñira guṇa\nbhakta-saṅge śrī-mukhe prabhu kailā āsvādana", "devanagari": "> গোপাল-গোপীনাথ-পুরীগোসাঞির গুণ ।\n> ভক্ত-সঙ্গে শ্রীমুখে প্রভু কৈলা আস্বাদন ॥২১০॥", "synonyms": "*gopāla*—da Deidade Gopāla; *gopīnātha*—da Deidade Gopīnātha; *purī-gosāñira*—de Mādhavendra Purī; *guṇa*—as qualidades; *bhakta-saṅge*—com os devotos; *śrī-mukhe*—em Sua própria boca; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *āsvādana*—saboreando.", "translation": "**Desta maneira, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreou pessoalmente, com Sua própria boca, as qualidades transcendentais de Gopālajī, Gopīnātha e Śrī Mādhavendra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/211/", "verse_text": "ei ta' ākhyāne kahilā doṅhāra mahimā\nprabhura bhakta-vātsalya, āra bhakta-prema-sīmā", "devanagari": "> এই ত’ আখ্যানে কহিলা দোঁহার মহিমা ।\n> প্রভুর ভক্তবাৎসল্য, আর ভক্তপ্রেম-সীমা ॥২১১॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *ākhyāne*—na narração; *kahilā*—descreveu; *doṅhāra*—dos dois; *mahimā*—as glórias; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-vātsalya*—afeição por Seus devotos; *āra*—e; *bhakta-prema-sīmā*—o limite mais elevado do amor extático pelo devoto.", "translation": "**Assim, descrevi tanto as glórias transcendentais da afeição do Senhor Caitanya Mahāprabhu por Seus devotos quanto o limite mais elevado do amor extático a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/212/", "verse_text": "śraddhā-yukta hañā ihā śune yei jana\nśrī-kṛṣṇa-caraṇe sei pāya prema-dhana", "devanagari": "> শ্রদ্ধাযুক্ত হঞা ইহা শুনে যেই জন ।\n> শ্রীকৃষ্ণ-চরণে সেই পায় প্রেমধন ॥২১২॥", "synonyms": "*śraddhā-yukta*—dotado de fé; *hañā*—sendo; *ihā*—isto; *śune*—ouve; *yei*—aquela; *jana*—pessoa; *śrī-kṛṣṇa-caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *sei*—essa pessoa; *pāya*—obtém; *prema-dhana*—o tesouro do amor a Deus.", "translation": "**Aquele que ouve esta narração com fé e devoção obtém o tesouro do amor a Deus aos pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/4/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/4/213/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২১৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Quarto Capítulo, que descreve o serviço devocional de Śrī Mādhavendra Purī."}
{"ref": "cc/madhya/5/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/1/", "verse_text": "padbhyāṁ calan yaḥ pratimā-svarūpo\nbrahmaṇya-devo hi śatāha-gamyam\ndeśaṁ yayau vipra-kṛte 'dbhutehaṁ\ntaṁ sākṣi-gopālam ahaṁ nato 'smi", "devanagari": "> পদ্ভ্যাং চলন্ যঃ প্রতিমা-স্বরূপো\n> ব্রহ্মণ্যদেবো হি শতাহগম্যম্ ৷\n> দেশং যযৌ বিপ্রকৃতেঽদ্ভুতেহং\n> তং সাক্ষিগোপালমহং নতোঽস্মি ॥১॥", "synonyms": "*padbhyām*—pelas duas pernas; *calan*—caminhando; *yaḥ*—aquele que; *pratimā*—da Deidade; *svarūpaḥ*—na forma; *brahmaṇya-devaḥ*—o Senhor Supremo da cultura bramânica; *hi*—certamente; *śata-āha*—em cem dias; *gamyam*—a ser percorrido; *deśam*—o país; *yayau*—foi; *vipra-kṛte*—para o benefício de um brāhmaṇa; *adbhuta*—maravilhosíssima; *īham*—atividade; *tam*—a esse; *sākṣi-gopālam*—o Gopāla conhecido como o Gopāla testemunha; *aham*—eu; *nataḥ asmi*—ofereço respeitosas reverências.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências à Suprema Personalidade de Deus [brahmaṇya-deva], que apareceu como Sākṣi-gopāla para beneficiar um brāhmaṇa. Durante cem dias, Ele viajou pelo país, caminhando sobre Suas próprias pernas. Assim, Suas atividades são maravilhosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaitacandra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ৷\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Śrī Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Śrī Advaita Prabhu! E todas as glórias aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/3/", "verse_text": "calite calite āilā yājapura-grāma\nvarāha-ṭhākura dekhi' karilā praṇāma", "devanagari": "> চলিতে চলিতে আইলা যাজপুর-গ্রাম ।\n> বরাহ-ঠাকুর দেখি’ করিলা প্রণাম ॥৩॥", "synonyms": "*calite calite*—caminhando sem cessar; *āilā*—chegou; *yājapura-grāma*—a aldeia de Yājapura-grāma; *varāha-ṭhākura*—o templo de Varāhadeva; *dekhi'*—vendo; *karilā*—ofereceu; *praṇāma*—reverências.", "translation": "**Caminhando e caminhando, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seu grupo finalmente chegaram a Yājapura, às margens do rio Vaitaraṇī. Ali Ele viu o templo de Varāhadeva e Lhe ofereceu Suas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/4/", "verse_text": "nṛtya-gīta kaila preme bahuta stavana\nyājapure se rātri karilā yāpana", "devanagari": "> নৃত্যগীত কৈল প্রেমে বহুত স্তবন ।\n> যাজপুরে সে রাত্রি করিলা যাপন ॥৪॥", "synonyms": "*nṛtya-gīta*—dançando e cantando; *kaila*—executou; *preme*—em amor a Deus; *bahuta*—várias; *stavana*—orações; *yājapure*—na aldeia de Yājapura; *se rātri*—aquela noite; *karilā*—fez; *yāpana*—passando.", "translation": "**No templo de Varāhadeva, Śrī Caitanya Mahāprabhu ocupou-Se em cantar e dançar e ofereceu orações. Ele passou aquela noite no templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/5/", "verse_text": "kaṭake āilā sākṣi-gopāla dekhite\ngopāla-saundarya dekhi' hailā ānandite", "devanagari": "> কটকে আইলা সাক্ষিগোপাল দেখিতে ।\n> গোপাল-সৌন্দর্য দেখি’ হৈলা আনন্দিতে ॥৫॥", "synonyms": "*kaṭake*—na cidade de Kaṭaka (Cuttak); *āilā*—chegou; *sākṣi-gopāla*—o Gopāla testemunha; *dekhite*—para ver; *gopāla*—da Deidade de Gopāla; *saundarya*—a beleza; *dekhi'*—vendo; *hailā*—ficou; *ānandite*—muito satisfeito.", "translation": "**Depois, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi à cidade de Kaṭaka ver o templo do Gopāla testemunha. Quando viu a Deidade de Gopāla, ficou muito satisfeito com Sua beleza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/6/", "verse_text": "premāveśe nṛtya-gīta kaila kata-kṣaṇa\nāviṣṭa hañā kaila gopāla stavana", "devanagari": "> প্রেমাবেশে নৃত্যগীত কৈল কতক্ষণ ।\n> আবিষ্ট হঞা কৈল গোপাল স্তবন ॥৬॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—no êxtase de amor a Deus; *nṛtya-gīta*—dançando e cantando; *kaila*—realizou; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *āviṣṭa hañā*—estando dominado; *kaila*—ofereceu; *gopāla stavana*—orações a Gopāla.", "translation": "**Enquanto lá estava, Śrī Caitanya Mahāprabhu ocupou-Se em cantar e dançar por algum tempo e, estando dominado, ofereceu muitas orações a Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/7/", "verse_text": "sei rātri tāhāṅ rahi' bhakta-gaṇa-saṅge\ngopālera pūrva-kathā śune bahu raṅge", "devanagari": "> সেই রাত্রি তাহাঁ রহি’ ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> গোপালের পূর্বকথা শুনে বহু রঙ্গে ॥৭॥", "synonyms": "*sei rātri*—aquela noite; *tāhāṅ*—ali; *rahi'*—permanecendo; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com os demais devotos; *gopālera*—do Senhor Gopāla; *pūrva-kathā*—narração anterior; *śune*—ouve; *bahu*—muito; *raṅge*—com prazer.", "translation": "**Naquela noite, Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu no templo de Gopāla e, junto com todos os devotos, ouviu a narração do Gopāla testemunha com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/8/", "verse_text": "nityānanda-gosāñi yabe tīrtha bhramilā\nsākṣi-gopāla dekhibāre kaṭaka āilā", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-গোসাঞি যবে তীর্থ ভ্রমিলা ।\n> সাক্ষিগোপাল দেখিবারে কটক আইলা ॥৮॥", "synonyms": "*nityānanda-gosāñi*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *yabe*—quando; *tīrtha bhramilā*—viajou aos locais de peregrinação; *sākṣi-gopāla*—o Gopāla testemunha; *dekhibāre*—para ver; *kaṭaka*—à cidade de Kaṭaka; *āilā*—veio.", "translation": "**Anteriormente, quando Nityānanda Prabhu percorrera toda a Índia para ver os diferentes locais de peregrinação, Ele também viera ver Sākṣi-gopāla em Kaṭaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/9/", "verse_text": "sākṣi-gopālera kathā śuni, loka-mukhe\nsei kathā kahena, prabhu śune mahā-sukhe", "devanagari": "> সাক্ষিগোপালের কথা শুনি, লোকমুখে ।\n> সেই কথা কহেন, প্রভু শুনে মহাসুখে ॥৯॥", "synonyms": "*sākṣi-gopālera*—do Gopāla testemunha; *kathā*—a narração; *śuni*—ouvindo; *loka-mukhe*—do povo; *sei kathā*—essa narração; *kahena*—Nityānanda Prabhu narra; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śune*—ouve; *mahā-sukhe*—com grande prazer.", "translation": "**Naquela ocasião, Nityānanda Prabhu ouvira a história de Sākṣi-gopāla dos habitantes da cidade. Ele agora a recitou novamente, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu ouviu a narração com grande prazer.**", "purport": "O templo de Sākṣi-gopāla situa-se entre a estação ferroviária do entroncamento de Khurdā Road e a estação de Jagannātha Purī. A Deidade não se situa atualmente em Kaṭaka, mas, quando Nityānanda Prabhu viajou até lá, a Deidade estava presente. Kaṭaka é uma cidade de Orissa situada às margens do rio Mahānadī. Quando Sākṣi-gopāla foi trazido de Vidyānagara, no sul da Índia, Ele permaneceu por algum tempo em Kaṭaka. Em seguida, ficou situado por algum tempo no templo de Jagannātha. Parece que, no templo de Jagannātha, houve certa desavença entre Jagannātha e Sākṣi-gopāla, uma desavença chamada prema-kalaha, uma disputa de amor. A fim de resolver essa disputa de amor, o rei de Orissa construiu uma aldeia a cerca de seis milhas de Jagannātha Purī. A aldeia foi chamada Satyavādī, e Gopāla foi estabelecido ali. Em seguida, um novo templo foi construído. Agora há uma estação de Sākṣi-gopāla, e as pessoas vão até lá ver o Gopāla testemunha."}
{"ref": "cc/madhya/5/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/10/", "verse_text": "pūrve vidyānagarera dui ta' brāhmaṇa\ntīrtha karibāre duṅhe karilā gamana", "devanagari": "> পূর্বে বিদ্যানগরের দুই ত’ ব্রাহ্মণ ।\n> তীর্থ করিবারে দুঁহে করিলা গমন ॥১০॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *vidyānagarera*—da cidade conhecida como Vidyānagara; *dui*—dois; *ta'*—certamente; *brāhmaṇa*—brāhmaṇas; *tīrtha karibāre*—para percorrer locais de peregrinação; *duṅhe*—ambos; *karilā*—iniciaram; *gamana*—jornada.", "translation": "**Antigamente, em Vidyānagara, no sul da Índia, havia dois brāhmaṇas que empreenderam uma longa viagem para ver diferentes locais de peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/11/", "verse_text": "gayā, vārāṇasī, prayāga--sakala kariyā\nmathurāte āilā duṅhe ānandita hañā", "devanagari": "> গয়া, বারাণসী, প্ৰয়াগ — সকল করিয়া ৷\n> মথুরাতে আইলা দুঁহে আনন্দিত হঞা ॥১১॥", "synonyms": "*gayā*—o local de peregrinação chamado Gayā; *vārāṇasī*—Benares, ou Kāśī; *prayāga*—Allahabad; *sakala*—todos; *kariyā*—percorrendo; *mathurāte*—Mathurā; *āilā*—eles chegaram; *duṅhe*—ambos; *ānandita*—satisfeitos; *hañā*—ficando.", "translation": "**Primeiro, eles visitaram Gayā, depois Kāśī e em seguida Prayāga. Por fim, com grande prazer, chegaram a Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/12/", "verse_text": "vana-yātrāya vana dekhi' dekhe govardhana\ndvādaśa-vana dekhi' śeṣe gelā vṛndāvana", "devanagari": "> বনযাত্রায় বন দেখি’ দেখে গোবর্ধন ।\n> দ্বাদশ-বন দেখি’ শেষে গেলা বৃন্দাবন ॥১২॥", "synonyms": "*vana-yātrāya*—ao percorrer as diferentes florestas; *vana dekhi'*—enquanto viam as florestas; *dekhe*—eles veem; *govardhana*—a colina de Govardhana; *dvādaśa-vana dekhi'*—visitando as doze florestas de Vṛndāvana; *śeṣe*—por fim; *gelā*—chegaram; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana.", "translation": "**Após chegar a Mathurā, eles começaram a visitar as diferentes florestas de Vṛndāvana e chegaram à colina de Govardhana. Visitaram todas as doze florestas [vanas] e, por fim, chegaram à cidade de Vṛndāvana.**", "purport": "As cinco florestas situadas no lado oriental do rio Yamunā são Bhadra, Bilva, Loha, Bhāṇḍīra e Mahāvana. As sete florestas situadas no lado ocidental do Yamunā são Madhu, Tāla, Kumuda, Bahulā, Kāmya, Khadira e Vṛndāvana. Após visitar todas essas florestas, esses peregrinos foram a um lugar conhecido como Pañcakrośī Vṛndāvana. Das doze florestas, a floresta de Vṛndāvana estende-se desde a cidade de Vṛndāvana até Nanda-grāma e Varṣāṇa, uma distância de trinta e duas milhas, dentro da qual se situa a cidade de Pañcakrośī Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/5/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/13/", "verse_text": "vṛndāvane govinda-sthāne mahā-devālaya\nse mandire gopālera mahā-sevā haya", "devanagari": "> বৃন্দাবনে গোবিন্দ-স্থানে মহাদেবালয় ।\n> সে মন্দিরে গোপালের মহাসেবা হয় ॥১৩॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—dentro de Pañcakrośī Vṛndāvana; *govinda-sthāne*—no lugar onde está situado o atual templo de Govinda; *mahā-deva-ālaya*—um grande templo; *se mandire*—nesse templo; *gopālera*—da Deidade de Gopāla; *mahā-sevā*—suntuosa adoração; *haya*—havia.", "translation": "**Na aldeia de Pañcakrośī Vṛndāvana, no local onde agora se situa o templo de Govinda, havia um grande templo onde se realizava a suntuosa adoração de Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/14/", "verse_text": "keśī-tīrtha, kālīya-hradādike kaila snāna\nśrī-gopāla dekhi' tāhāṅ karilā viśrāma", "devanagari": "> কেশীতীর্থ, কালীয়-হ্রদাদিকে কৈল স্নান ।\n> শ্রীগোপাল দেখি’ তাহাঁ করিলা বিশ্রাম ॥১৪॥", "synonyms": "*keśī-tīrtha*—o local de banho na margem do Yamunā conhecido como Keśī-ghāṭa; *kālīya-hrada*—o local de banho na margem do Yamunā conhecido como Kāliya-ghāṭa; *ādike*—em tais diferentes locais de banho; *kaila*—fizeram; *snāna*—banho; *śrī-gopāla dekhi'*—visitando o templo de Gopāla; *tāhāṅ*—ali; *karilā*—tomaram; *viśrāma*—descanso.", "translation": "**Após tomar banho em diferentes locais de banho ao longo do rio Yamunā, tais como Keśī-ghāṭa e Kāliya-ghāṭa, os peregrinos visitaram o templo de Gopāla. Depois, descansaram nesse templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/15/", "verse_text": "gopāla-saundarya duṅhāra mana nila hari'\nsukha pāñā rahe tāhāṅ dina dui-cāri", "devanagari": "> গোপাল-সৌন্দর্য দুঁহার মন নিল হরি’ ।\n> সুখ পাঞা রহে তাহাঁ দিন দুই-চারি ॥১৫॥", "synonyms": "*gopāla-saundarya*—a beleza da Deidade de Gopāla; *duṅhāra*—de ambos; *mana*—as mentes; *nila*—arrebatou; *hari'*—levando; *sukha pāñā*—sentindo essa felicidade transcendental; *rahe*—permaneceram; *tāhāṅ*—nesse templo; *dina*—dias; *dui-cāri*—dois ou quatro.", "translation": "**A beleza da Deidade de Gopāla arrebatou as mentes de ambos e, sentindo grande felicidade, eles permaneceram ali por dois ou quatro dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/16/", "verse_text": "dui-vipra-madhye eka vipra--vṛddha-prāya\nāra vipra--yuvā, tāṅra karena sahāya", "devanagari": "> দুইবিপ্ৰ-মধ্যে এক বিপ্ৰ — বৃদ্ধপ্রায় ।\n> আর বিপ্র — যুবা, তাঁর করেন সহায় ॥১৬॥", "synonyms": "*dui-vipra-madhye*—entre os dois brāhmaṇas; *eka vipra*—um brāhmaṇa; *vṛddha-prāya*—homem idoso; *āra vipra*—o segundo brāhmaṇa; *yuvā*—homem jovem; *tāṅra*—do brāhmaṇa mais velho; *karena*—faz; *sahāya*—assistência.", "translation": "**Um dos dois brāhmaṇas era um homem idoso, e o outro era jovem. O jovem auxiliava o idoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/17/", "verse_text": "choṭa-vipra kare sadā tāṅhāra sevana\n\ntāṅhāra sevāya viprera tuṣṭa haila mana", "devanagari": "> ছোটবিপ্ৰ করে সদা তাঁহার সেবন ।\n> তাঁহার সেবায় বিপ্রের তুষ্ট হৈল মন ॥১৭॥", "synonyms": "*choṭa-vipra*—o brāhmaṇa mais jovem; *kare*—faz; *sadā*—sempre; *tāṅhāra*—dele (do brāhmaṇa idoso); *sevana*—serviço; *tāṅhāra*—dele; *sevāya*—pelo serviço; *viprera*—do brāhmaṇa idoso; *tuṣṭa*—satisfeita; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**De fato, o jovem brāhmaṇa sempre prestava serviço ao mais velho, e o ancião, muito satisfeito com seu serviço, ficou contente com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/18/", "verse_text": "vipra bale--tumi mora bahu sevā kailā\n\nsahāya hañā more tīrtha karāilā", "devanagari": "> বিপ্র বলে, — তুমি মোর বহু সেবা কৈলা ।\n> সহায় হঞা মোরে তীর্থ করাইলা ॥১৮॥", "synonyms": "*vipra bale*—o brāhmaṇa idoso diz; *tumi*—tu; *mora*—meu; *bahu*—vários; *sevā*—serviço; *kailā*—prestaste; *sahāya*—assistente; *hañā*—sendo; *more*—a mim; *tīrtha*—peregrinação; *karāilā*—ajudaste a fazer.", "translation": "**O ancião disse ao mais jovem: \"Tu me prestaste vários tipos de serviço. Auxiliaste-me a viajar a todos estes lugares de peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/19/", "verse_text": "putreo pitāra aiche nā kare sevana\n\ntomāra prasāde āmi nā pāilāma śrama", "devanagari": "> পুত্রেও পিতার ঐছে না করে সেবন ৷\n> তোমার প্ৰসাদে আমি না পাইলাম শ্রম ॥১৯॥", "synonyms": "*putreo*—nem mesmo meu próprio filho; *pitāra*—do pai; *aiche*—desta maneira; *nā*—não; *kare*—presta; *sevana*—serviço; *tomāra*—tua; *prasāde*—pela misericórdia; *āmi*—eu; *nā*—não; *pāilāma*—experimentei; *śrama*—cansaço.", "translation": "**\"Nem mesmo meu próprio filho presta tal serviço. Por tua misericórdia, não senti cansaço durante esta viagem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/20/", "verse_text": "kṛta-ghnatā haya tomāya nā kaile sammāna\n\nataeva tomāya āmi diba kanyā-dāna", "devanagari": "> কৃতঘ্নতা হয় তোমায় না কৈলে সম্মান ।\n> অতএব তোমায় আমি দিব কন্যাদান ॥২০॥", "synonyms": "*kṛta-ghnatā*—ingratidão; *haya*—é; *tomāya*—a ti; *nā*—não; *kaile*—se fizer; *sammāna*—respeito; *ataeva*—portanto; *tomāya*—a ti; *āmi*—eu; *diba*—darei; *kanyā-dāna*—minha filha em caridade.", "translation": "**\"Se eu não te demonstrar respeito algum, serei ingrato. Portanto, prometo dar-te minha filha em caridade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/21/", "verse_text": "choṭa-vipra kahe, \"śuna, vipra-mahāśaya\n\nasambhava kaha kene, yei nāhi haya", "devanagari": "> ছোটবিপ্র কহে, — “শুন, বিপ্ৰ-মহাশয় ।\n> অসম্ভব কহ কেনে, যেই নাহি হয় ॥২১॥", "synonyms": "*choṭa-vipra*—o brāhmaṇa mais jovem; *kahe*—responde; *śuna*—ouve; *vipra-mahāśaya*—meu caro brāhmaṇa; *asambhava*—improvável; *kaha*—dizes; *kene*—por que; *yei*—o que; *nāhi*—não; *haya*—acontece.", "translation": "**O jovem brāhmaṇa respondeu: \"Meu caro senhor, por favor, ouve-me. Estás dizendo algo muito incomum. Tal coisa jamais acontece.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/22/", "verse_text": "mahā-kulīna tumi--vidyā-dhanādi-pravīṇa\n\nāmi akulīna, āra dhana-vidyā-hīna", "devanagari": "> মহাকুলীন তুমি — বিদ্যা-ধনাদি-প্রবীণ ।\n> আমি অকুলীন, আর ধন-বিদ্যা-হীন ॥২২॥", "synonyms": "*mahā-kulīna*—altamente aristocrático; *tumi*—tu; *vidyā*—educação; *dhana-ādi*—riquezas; *pravīṇa*—enriquecido; *āmi*—eu; *akulīna*—não aristocrático; *āra*—e; *dhana-vidyā-hīna*—sem qualquer riqueza nem educação.", "translation": "**\"Tu pertences a uma família muito aristocrática, és bem-educado e muito rico. Eu não sou nem um pouco aristocrático, careço de uma educação decente e não tenho riqueza alguma.**", "purport": "Devido às atividades piedosas, a pessoa pode ser enriquecida com quatro opulências: pode obter nascimento numa família aristocrática, tornar-se altamente educada, tornar-se muito bela ou conseguir quantidade suficiente de riquezas. Estes são sintomas de atividades piedosas realizadas na vida passada. Na Índia, ainda hoje é corrente que uma família aristocrática nunca cogite um casamento com uma família comum. Embora a casta possa ser a mesma, para manter a aristocracia tais casamentos são rejeitados. Nenhum homem pobre ousará casar-se com a filha de um homem rico. Por causa disso, quando o brāhmaṇa idoso ofereceu sua filha ao jovem brāhmaṇa, este não acreditou que seria possível casar-se com ela. Por isso, perguntou ao brāhmaṇa idoso por que estava propondo algo sem precedentes (asambhava). Era inaudito que uma pessoa aristocrática oferecesse sua filha a alguém que era ao mesmo tempo iletrado e pobre."}
{"ref": "cc/madhya/5/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/23/", "verse_text": "kanyā-dāna-pātra āmi nā ha-i tomāra\n\nkṛṣṇa-prītye kari tomāra sevā-vyavahāra", "devanagari": "> কন্যাদান-পাত্র আমি না হই তোমার ।\n> কৃষ্ণপ্রীত্যে করি তোমার সেবা-ব্যবহার ॥২৩॥", "synonyms": "*kanyā-dāna-pātra*—um noivo adequado para a filha; *āmi*—eu; *nā*—não; *ha-i*—sou; *tomāra*—de ti; *kṛṣṇa-prītye*—apenas para a satisfação de Kṛṣṇa; *kari*—faço; *tomāra*—de ti; *sevā*—de serviço; *vyavahāra*—atividades.", "translation": "**\"Senhor, não sou um noivo adequado para tua filha. Presto-te serviço apenas para a satisfação de Kṛṣṇa.**", "purport": "Ambos os brāhmaṇas eram vaiṣṇavas puros. O jovem cuidava especialmente do mais velho simplesmente para agradar a Kṛṣṇa. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.19.21), Kṛṣṇa diz, mad-bhakta-pūjābhyadhikā: \"É melhor prestar serviço a Meu devoto.\" Assim, segundo a filosofia Gauḍīya-vaiṣṇava de Caitanya Mahāprabhu, é melhor ser servo do servo de Deus. Não se deve tentar servir a Kṛṣṇa diretamente. Um vaiṣṇava puro serve a um servo de Kṛṣṇa e identifica-se como servo do servo de Kṛṣṇa. Isso é agradável ao Senhor Kṛṣṇa. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura confirma essa filosofia: chāḍiyā vaiṣṇava-sevā nistāra pāyeche kebā. A menos que se sirva a um vaiṣṇava liberado, não se pode alcançar a liberação servindo diretamente a Kṛṣṇa. É preciso servir ao servo de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/5/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/24/", "verse_text": "brāhmaṇa-sevāya kṛṣṇera prīti baḍa haya\n\ntāṅhāra santoṣe bhakti-sampad bāḍaya\"", "devanagari": "> ব্রাহ্মণ-সেবায় কৃষ্ণের প্রীতি বড় হয় ৷\n> তাঁহার সন্তোষ ভক্তি-সম্পদ্ বাড়য় ।।” ॥ ২৪ ॥", "synonyms": "*brāhmaṇa-sevāya*—por prestar serviço a um brāhmaṇa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *prīti*—a satisfação; *baḍa*—muito grande; *haya*—é; *tāṅhāra santoṣe*—por agradar ao Senhor; *bhakti*—do serviço devocional; *sampad*—a opulência; *bāḍaya*—aumenta.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa fica muito satisfeito com o serviço prestado aos brāhmaṇas, e, quando o Senhor está satisfeito, a opulência do serviço devocional aumenta.\"**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que o jovem brāhmaṇa prestava serviço ao mais velho com o propósito de agradar a Kṛṣṇa. Não se tratava de um trato mundano comum. Kṛṣṇa fica satisfeito quando se presta serviço a um vaiṣṇava. Porque o jovem brāhmaṇa servia ao mais velho, o Senhor Gopāla concordou em tornar-se testemunha da negociação do casamento para manter o prestígio de ambos os devotos. Śrī Caitanya Mahāprabhu certamente não gostaria de ouvir falar de tratos matrimoniais, a menos que tais tratos fossem trocados entre dois vaiṣṇavas. Os arranjos e cerimônias de casamento pertencem às seções comuns de karma-kāṇḍa material das escrituras. Os vaiṣṇavas, contudo, não se interessam por nenhum tipo de trato de karma-kāṇḍa. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura diz: karma-kāṇḍa jñāna-kāṇḍa kevala viṣera bhāṇḍa. Para um vaiṣṇava, as seções de karma-kāṇḍa e jñāna-kāṇḍa dos *Vedas* são desnecessárias. De fato, um verdadeiro vaiṣṇava considera estas seções como um pote de veneno (viṣera bhāṇḍa). Às vezes participamos de uma cerimônia de casamento para nossos discípulos, mas isso não significa que estejamos interessados em atividades de karma-kāṇḍa. Por vezes, sem conhecer a filosofia vaiṣṇava, alguém de fora critica tal atividade, sustentando que um sannyāsī não deveria participar de uma cerimônia de casamento entre um jovem rapaz e uma jovem moça. Contudo, isso não é uma atividade de karma-kāṇḍa, pois nosso propósito é difundir o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Estamos dando todas as facilidades à população em geral para que adote a consciência de Kṛṣṇa e, a fim de fixar os devotos na concentração no serviço ao Senhor, às vezes se permite o casamento. Temos experimentado que tais casais casados realmente prestam um serviço muito importante à missão. Portanto, não se deve interpretar mal quando um sannyāsī participa de uma cerimônia de casamento. Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu sentiram grande prazer em ouvir sobre a cerimônia de casamento entre o jovem brāhmaṇa e a filha do brāhmaṇa idoso."}
{"ref": "cc/madhya/5/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/25/", "verse_text": "baḍa-vipra kahe,--\"tumi nā kara saṁśaya\n\ntomāke kanyā diba āmi, karila niścaya\"", "devanagari": "> বড়বিপ্ৰ কহে, — “তুমি না কর সংশয় ।\n> তোমাকে কন্যা দিব আমি, করিল নিশ্চয় ।।” ॥ ২৫ ॥", "synonyms": "*baḍa-vipra*—o brāhmaṇa mais velho; *kahe*—responde; *tumi*—tu; *nā*—não; *kara*—faças; *saṁśaya*—dúvida; *tomāke*—a ti; *kanyā*—a filha; *diba*—darei; *āmi*—eu; *karila*—fiz; *niścaya*—certeza.", "translation": "**O brāhmaṇa mais velho respondeu: \"Meu caro rapaz, não duvides de mim. Dar-te-ei minha filha em caridade. Já decidi isso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/26/", "verse_text": "choṭa-vipra bale,--\"tomāra strī-putra saba\n\nbahu jñāti-goṣṭhī tomāra bahuta bāndhava", "devanagari": "> ছোটবিপ্ৰ বলে, — “তোমার স্ত্রীপুত্র সব  ।\n> বহু জ্ঞাতি-গোষ্ঠি তোমার বহুত বান্ধব ॥২৬॥", "synonyms": "*choṭa-vipra*—o jovem brāhmaṇa; *bale*—diz; *tomāra*—tua; *strī-putra*—esposa e filhos; *saba*—todos; *bahu*—muitos; *jñāti*—de relações familiares; *goṣṭhī*—grupo; *tomāra*—teus; *bahuta*—muitos; *bāndhava*—amigos.", "translation": "**O jovem brāhmaṇa disse: \"Tu tens esposa e filhos, e tens um amplo círculo de parentes e amigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/27/", "verse_text": "tā'-sabāra sammati vinā nahe kanyā-dāna\n\nrukmiṇīra pitā bhīṣmaka tāhāte pramāṇa", "devanagari": "> তা’-সবার সম্মতি বিনা নহে কন্যাদান  ।\n> রুক্মিণীর পিতা ভীষ্মক তাহাতে প্রমাণ ॥২৭॥", "synonyms": "*tā'-sabāra*—de todos eles; *sammati*—consentimento; *vinā*—sem; *nahe*—não; *kanyā-dāna*—dar a filha em caridade; *rukmiṇīra*—da rainha Rukmiṇī; *pitā*—pai; *bhīṣmaka*—de nome Bhīṣmaka; *tāhāte*—disso; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**\"Sem o consentimento de todos os teus amigos e parentes, não é possível dares-me tua filha em caridade. Considera apenas a história da rainha Rukmiṇī e seu pai, Bhīṣmaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/28/", "verse_text": "bhīṣmakera icchā,--kṛṣṇe kanyā samarpite\n\nputrera virodhe kanyā nārila arpite\"", "devanagari": "> ভীষ্মকের ইচ্ছা, — কৃষ্ণে কন্যা সমর্পিতে ৷\n> পুত্রের বিরোধে কন্যা নারিল অর্পিতে ।।” ॥ ২৮ ॥", "synonyms": "*bhīṣmakera*—do rei Bhīṣmaka; *icchā*—o desejo; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *kanyā*—filha; *samarpite*—dar; *putrera*—de seu filho; *virodhe*—pela objeção; *kanyā*—filha; *nārila*—foi incapaz; *arpite*—de oferecer.", "translation": "**\"O rei Bhīṣmaka queria dar sua filha, Rukmiṇī, em caridade a Kṛṣṇa, mas Rukmī, seu filho mais velho, fez objeção. Por isso, ele não pôde levar a cabo sua decisão.\"**", "purport": "Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.52.25):\n\nbandhūnām icchatāṁ dātuṁ\nkṛṣṇāya bhaginīṁ nṛpa\ntato nivārya kṛṣṇa-dviḍ\nrukmī caidyam amanyata\n\nO rei Bhīṣmaka de Vidarbha queria oferecer a Kṛṣṇa sua filha, Rukmiṇī, mas Rukmī, o mais velho de seus cinco filhos, fez objeção. Por isso, ele retirou sua decisão e resolveu oferecer Rukmiṇī ao rei de Cedi, Śiśupāla, que era primo de Kṛṣṇa. No entanto, Rukmiṇī concebeu uma estratégia: enviou uma carta a Kṛṣṇa pedindo-Lhe que a raptasse. Assim, para agradar a Rukmiṇī, que era Sua grande devota, Kṛṣṇa a raptou. Seguiu-se uma grande luta entre Kṛṣṇa e a parte adversária, encabeçada por Rukmī, irmão de Rukmiṇī. Rukmī foi derrotado e, por causa de suas palavras ásperas contra Kṛṣṇa, estava prestes a ser morto, mas foi salvo a pedido de Rukmiṇī. Contudo, Kṛṣṇa raspou todo o cabelo de Rukmī com Sua espada. Śrī Balarāma não gostou disso e, portanto, para agradar a Rukmiṇī, Balarāma repreendeu Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/5/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/29/", "verse_text": "baḍa-vipra kahe,--\"kanyā mora nija-dhana\n\nnija-dhana dite niṣedhibe kon jana", "devanagari": "> বড়বিপ্র কহে, — “কন্যা মোর নিজ-ধন ।\n> নিজ-ধন দিতে নিষেধিবে কোন্ জন ॥২৯॥", "synonyms": "*baḍa-vipra kahe*—o brāhmaṇa idoso diz; *kanyā*—a filha; *mora*—minha; *nija-dhana*—propriedade própria; *nija-dhana*—a própria propriedade; *dite*—dar; *niṣedhibe*—fará objeção; *kon*—que; *jana*—pessoa.", "translation": "**O brāhmaṇa idoso disse: \"Minha filha é minha própria propriedade. Se eu escolher dar minha propriedade a alguém, quem tem o poder de impedir-me?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/30/", "verse_text": "tomāke kanyā diba, sabāke kari' tiraskāra\n\nsaṁśaya nā kara tumi, karaha svīkāra\"", "devanagari": "> তোমাকে কন্যা দিব, সবাকে করি’ তিরস্কার ।\n> সংশয় না কর তুমি, করহ স্বীকার ।।” ॥ ৩০ ॥", "synonyms": "*tomāke*—a ti; *kanyā*—a filha; *diba*—oferecerei; *sabāke*—todos os demais; *kari'*—fazendo; *tiraskāra*—negligenciando; *saṁśaya*—dúvida; *nā*—não; *kara*—faças; *tumi*—tu; *karaha*—simplesmente faze; *svīkāra*—aceitação.", "translation": "**\"Meu caro rapaz, dar-te-ei minha filha em caridade e desconsiderarei a posição de todos os demais. Não duvides de mim a esse respeito; simplesmente aceita minha proposta.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/31/", "verse_text": "choṭa-vipra kahe,--\"yadi kanyā dite mana\n\ngopālera āge kaha e satya-vacana\"", "devanagari": "> ছোটবিপ্র কহে — “যদি কন্যা দিতে মন ।\n> গোপালের আগে কহ এ সত্যবচন ।।” ॥ ৩১ ॥", "synonyms": "*choṭa-vipra kahe*—o jovem brāhmaṇa responde; *yadi*—se; *kanyā*—filha; *dite*—dar em caridade; *mana*—a mente; *gopālera*—da Deidade de Gopāla; *āge*—diante; *kaha*—dize; *e*—estas; *satya-vacana*—palavras em verdade.", "translation": "**O jovem brāhmaṇa respondeu: \"Se decidiste dar-me tua jovem filha, então dize-o diante da Deidade de Gopāla.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/32/", "verse_text": "gopālera āge vipra kahite lāgila\n\n'tumi jāna, nija-kanyā ihāre āmi dila'", "devanagari": "> গোপালের আগে বিপ্র কহিতে লাগিল ৷\n> “তুমি জান, নিজ-কন্যা ইহারে আমি দিল ।।” ॥ ৩২ ॥", "synonyms": "*gopālera āge*—diante da Deidade de Gopāla; *vipra*—o brāhmaṇa idoso; *kahite*—a falar; *lāgila*—começou; *tumi jāna*—meu Senhor, por favor, fica sabendo; *nija-kanyā*—minha própria filha; *ihāre*—a este rapaz; *āmi*—eu; *dila*—dei em caridade.", "translation": "**Chegando diante de Gopāla, o brāhmaṇa idoso disse: \"Meu querido Senhor, por favor, sê testemunha de que dei minha filha a este rapaz.\"**", "purport": "Na Índia, ainda é costume oferecer uma filha a alguém simplesmente de palavra. Isso se chama vāg-datta. Significa que o pai, irmão ou guardião de uma moça deu sua palavra de que ela se casará com determinado homem. Por conseguinte, essa filha não pode casar-se com nenhum outro. Ela fica reservada em virtude das honestas palavras do pai ou guardião. Há muitos casos em que os pais de uma criança do sexo feminino fizeram a alguém a promessa verbal de que sua filha se casaria com o filho dele. Ambas as partes concordam em esperar até que o rapaz e a moça cresçam, e então o casamento se realiza. Seguindo este costume, que é muito antigo na Índia, o brāhmaṇa idoso prometeu dar sua filha em caridade ao jovem brāhmaṇa, e ele prometeu isso diante da Deidade de Gopāla. Na Índia, o costume é honrar qualquer promessa feita diante da Deidade. Tal promessa não pode ser cancelada. Nas aldeias indianas, sempre que há uma disputa entre duas partes, elas vão a um templo para resolver a contenda. O que quer que se diga diante da Deidade é tomado como verdade, pois ninguém ousaria mentir diante da Deidade. Esse mesmo princípio foi seguido na batalha de Kurukṣetra. Por isso, logo no início do *Bhagavad-gītā* se afirma: dharma-kṣetre kuru-kṣetre.\n\nPor não se tornar consciente de Deus, a sociedade humana está deteriorando-se ao mais baixo padrão da vida animal. Este movimento da consciência de Kṛṣṇa é muito essencial para reavivar a consciência de Deus entre a população em geral. Se as pessoas realmente se tornarem conscientes de Deus, todas as disputas poderão ser resolvidas fora dos tribunais, como aconteceu no caso dos dois brāhmaṇas, cuja divergência foi resolvida pela testemunha Gopāla."}
{"ref": "cc/madhya/5/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/33/", "verse_text": "choṭa-vipra bale,--\"ṭhākura, tumi mora sākṣī\n\ntomā sākṣī bolāimu, yadi anyathā dekhi\"", "devanagari": "> ছোটবিপ্র বলে, — “ঠাকুর, তুমি মোর সাক্ষী ৷\n> তোমা সাক্ষী বোলাইমু, যদি অন্যথা দেখি ।।” ॥ ৩৩ ॥", "synonyms": "*choṭa-vipra bale*—o brāhmaṇa mais jovem respondeu; *ṭhākura*—meu querido Senhor Gopāla; *tumi*—Tu; *mora*—minha; *sākṣī*—testemunha; *tomā*—a Ti; *sākṣī*—testemunha; *bolāimu*—chamarei; *yadi*—se; *anyathā*—de outra forma; *dekhi*—eu vir.", "translation": "**Então, o brāhmaṇa mais jovem dirigiu-se à Deidade, dizendo: \"Meu querido Senhor, Tu és minha testemunha. Eu Te chamarei para testemunhar caso isso venha a ser necessário mais tarde.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/34/", "verse_text": "eta bali' dui-jane calilā deśere\n\nguru-buddhye choṭa-vipra bahu sevā kare", "devanagari": "> এত বলি’ দুইজনে চলিলা দেশেরে ।\n> গুরুবুদ্ধ্যে ছোট-বিপ্ৰ বহু সেবা করে ॥৩৪॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *dui-jane*—ambos os brāhmaṇas; *calilā*—partiram; *deśere*—rumo a seu próprio país; *guru-buddhye*—aceitando o brāhmaṇa idoso como guru; *choṭa-vipra*—o brāhmaṇa jovem; *bahu*—vários; *sevā*—serviços; *kare*—presta.", "translation": "**Após essas conversas, os dois brāhmaṇas partiram para casa. Como de costume, o brāhmaṇa jovem acompanhou o brāhmaṇa idoso como se este fosse um guru [mestre espiritual] e prestou-lhe serviço de várias maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/35/", "verse_text": "deśe āsi' dui-jane gelā nija-ghare\n\nkata dine baḍa-vipra cintita antare", "devanagari": "> দেশে আসি’ দুইজনে গেলা নিজ-ঘরে ।\n> কত দিনে বড়-বিপ্র চিন্তিত অন্তরে ॥৩৫॥", "synonyms": "*deśe āsi'*—após retornarem a seu próprio país; *dui-jane*—ambos; *gelā*—foram; *nija-ghare*—a seus respectivos lares; *kata dine*—depois de algum tempo; *baḍa-vipra*—o brāhmaṇa idoso; *cintita*—muito ansioso; *antare*—intimamente.", "translation": "**Após retornarem a Vidyānagara, cada brāhmaṇa foi para seu respectivo lar. Depois de algum tempo, o brāhmaṇa idoso ficou muito ansioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/36/", "verse_text": "tīrthe vipre vākya diluṅ,--kemate satya haya\n\nstrī, putra, jñāti, bandhu jānibe niścaya", "devanagari": "> তীর্থে বিপ্রে বাক্য দিলুঁ, — কেমতে সত্য হয় ।\n> স্ত্রী, পুত্র, জ্ঞাতি, বন্ধু জানিবে নিশ্চয় ॥৩৬॥", "synonyms": "*tīrthe*—em peregrinação; *vipre*—a um brāhmaṇa; *vākya*—palavra de honra; *diluṅ*—eu dei; *kemate*—como; *satya*—verdadeiro; *haya*—é; *strī*—esposa; *putra*—filhos; *jñāti*—parentes; *bandhu*—amigos; *jānibe*—saberão; *niścaya*—certamente.", "translation": "**Ele começou a pensar: \"Dei minha palavra a um brāhmaṇa em um lugar sagrado, e o que prometi certamente há de se cumprir. Devo agora revelar isto à minha esposa, a meus filhos, a outros parentes e amigos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/37/", "verse_text": "eka-dina nija-loka ekatra karila\n\ntā-sabāra āge saba vṛttānta kahila", "devanagari": "> একদিন নিজ-লোক একত্র করিল ।\n> তা-সবার আগে সব বৃত্তান্ত কহিল ॥৩৭॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *nija-loka*—todos os seus parentes; *ekatra*—em um só lugar; *karila*—reuniu; *tā-sabāra*—de todos eles; *āge*—diante; *saba*—toda; *vṛttānta*—narração; *kahila*—falou.", "translation": "**Assim, certo dia, o brāhmaṇa idoso convocou uma reunião de todos os seus parentes e amigos, e diante de todos eles narrou o que havia acontecido perante Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/38/", "verse_text": "śuni' saba goṣṭhī tāra kare hāhā-kāra\n\n'aiche bāt mukhe tumi nā ānibe āra", "devanagari": "> শুনি’ সব গোষ্ঠী তার করে হাহাকার ।\n> ‘ঐছে বাত়্ মুখে তুমি না আনিবে আর ॥৩৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *saba*—todos; *goṣṭhī*—os familiares e amigos; *tāra*—do brāhmaṇa idoso; *kare*—fazem; *hāhā-kāra*—exclamação de desapontamento; *aiche*—tal; *bāt*—proposta; *mukhe*—na boca; *tumi*—tu; *nā*—não; *ānibe*—deves trazer; *āra*—novamente.", "translation": "**Quando aqueles que pertenciam ao círculo familiar ouviram a narração do velho brāhmaṇa, fizeram exclamações que demonstravam seu desapontamento. Todos pediram que ele não fizesse tal proposta novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/39/", "verse_text": "nīce kanyā dile kula yāibeka nāśa\n\nśuniñā sakala loka karibe upahāsa'", "devanagari": "> নীচে কন্যা দিলে কুল যাইবেক নাশ ।\n> শুনিঞা সকল লোক করিবে উপহাস ।।’ ॥ ৩৯ ॥", "synonyms": "*nīce*—a uma família inferior; *kanyā*—filha; *dile*—se oferecer; *kula*—tradição familiar; *yāibeka*—irá para; *nāśa*—destruição; *śuniñā*—ouvindo; *sakala*—todos; *loka*—os amigos; *karibe*—farão; *upahāsa*—zombaria.", "translation": "**Eles concordaram unanimemente: \"Se ofereceres tua filha a uma família degradada, tua aristocracia se perderá. Quando as pessoas ouvirem isto, farão chacota e rirão de ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/40/", "verse_text": "vipra bale,--\"tīrtha-vākya kemane kari āna\n\nye ha-uk, se ha-uka, āmi diba kanyā-dāna\"", "devanagari": "> বিপ্র বলে, — “তীর্থ-বাক্য কেমনে করি আন ।\n> যে হউক্, সে হউক, আমি দিব কন্যাদান ।।” ॥ ৪০ ॥", "synonyms": "*vipra bale*—o brāhmaṇa diz; *tīrtha-vākya*—a promessa feita na peregrinação; *kemane*—como; *kari*—farei; *āna*—de outra forma; *ye ha-uk*—seja o que for; *se ha-uka*—que aconteça; *āmi*—eu; *diba*—darei; *kanyā-dāna*—minha filha em caridade.", "translation": "**O brāhmaṇa idoso disse: \"Como posso desfazer a promessa que fiz em um lugar sagrado durante a peregrinação? Seja o que for que aconteça, devo dar-lhe minha filha em caridade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/41/", "verse_text": "jñāti loka kahe,--'morā tomāke chāḍiba'\n\nstrī-putra kahe,--'viṣa khāiyā mariba'", "devanagari": "> জ্ঞাতি লোক কহে, — ‘মোরা তোমাকে ছাড়িব ৷’\n> স্ত্রী-পুত্র কহে, — ‘বিষ খাইয়া মরিব ।।’ ॥ ৪১ ॥", "synonyms": "*jñāti loka*—os parentes; *kahe*—respondem; *morā*—todos nós; *tomāke*—a ti; *chāḍiba*—abandonaremos; *strī*—esposa; *putra*—filhos; *kahe*—dizem; *viṣa*—veneno; *khāiyā*—bebendo; *mariba*—morreremos.", "translation": "**Os parentes disseram unanimemente: \"Se deres tua filha àquele rapaz, romperemos toda a ligação contigo.\" De fato, sua esposa e seus filhos declararam: \"Se tal coisa acontecer, tomaremos veneno e morreremos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/42/", "verse_text": "vipra bale,--\"sākṣī bolāñā karibeka nyāya\n\njiti' kanyā labe, mora vyartha dharma haya\"", "devanagari": "> বিপ্র বলে, — “সাক্ষী বোলাঞা করিবেক ন্যায় ৷\n> জিতি’ কন্যা লবে, মোর ব্যর্থ ধর্ম হয় ।।” ॥ ৪২ ॥", "synonyms": "*vipra bale*—o brāhmaṇa diz; *sākṣī*—uma testemunha; *bolāñā*—chamando; *karibeka*—haverá; *nyāya*—justiça; *jiti'*—vencendo; *kanyā*—a filha; *labe*—ele tomará; *mora*—meus; *vyartha*—sem sentido; *dharma*—princípios religiosos; *haya*—ficarão.", "translation": "**O brāhmaṇa idoso disse: \"Se eu não der minha filha ao brāhmaṇa jovem, ele convocará Śrī Gopālajī como testemunha. Assim, ele tomará minha filha à força e, nesse caso, meus princípios religiosos ficarão sem sentido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/43/", "verse_text": "putra bale,--\"pratimā sākṣī, seha dūra deśe\n\nke tomāra sākṣī dibe, cintā kara kise", "devanagari": "> পুত্র বলে, — “প্রতিমা সাক্ষী, সেহ দূর দেশে ৷\n> কে তোমার সাক্ষী দিবে, চিন্তা কর কিসে ॥৪৩॥", "synonyms": "*putra bale*—seu filho diz; *pratimā*—a Deidade; *sākṣī*—testemunha; *seha*—Ele também; *dūra*—distante; *deśe*—em país; *ke*—quem; *tomāra*—de ti; *sākṣī*—testemunha; *dibe*—dará; *cintā*—ansiedade; *kara*—tu fazes; *kise*—por que.", "translation": "**Seu filho respondeu: \"A Deidade pode ser uma testemunha, mas Ele está em um país distante. Como poderá Ele vir testemunhar contra ti? Por que estás tão ansioso com isto?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/44/", "verse_text": "nāhi kahi--nā kahio e mithyā-vacana\n\nsabe kahibe--'mora kichu nāhika smaraṇa'", "devanagari": "> নাহি কহি — না কহিও এ মিথ্যা-বচন ৷\n> সবে কহিবে — ‘মোর কিছু নাহিক স্মরণ ।।’ ॥ ৪৪ ॥", "synonyms": "*nāhi kahi*—eu não disse; *nā kahio*—não digas; *e*—esta; *mithyā-vacana*—declaração falsa; *sabe*—apenas; *kahibe*—dirás; *mora*—minha; *kichu*—coisa alguma; *nāhika*—não há; *smaraṇa*—lembrança.", "translation": "**\"Não precisas negar categoricamente que disseste tal coisa. Não há necessidade de fazer uma declaração falsa. Simplesmente dize que não te lembras do que disseste.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/45/", "verse_text": "tumi yadi kaha,--'āmi kichui nā jāni'\n\ntabe āmi nyāya kari' brāhmaṇere jini\"", "devanagari": "> তুমি যদি কহ, — ‘আমি কিছুই না জানি ।\n> তবে আমি ন্যায় করি’ ব্রাহ্মণেরে জিনি ।।” ॥ ৪৫ ॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *yadi*—se; *kaha*—dizes; *āmi kichui nā jāni*—eu não me lembro de nada; *tabe*—nesse caso; *āmi*—eu; *nyāya kari'*—argumentando; *brāhmaṇere*—o brāhmaṇa mais jovem; *jini*—conquistarei.", "translation": "**\"Se simplesmente disseres: 'Não me lembro', eu cuidarei do resto. Pela argumentação, derrotarei o brāhmaṇa jovem.\"**", "purport": "O filho do brāhmaṇa idoso era um ateu e seguidor da Raghunātha-smṛti. Ele era muito hábil em lidar com libras-xelins-pence, mas era tolo de primeira classe. Por conseguinte, não acreditava na posição espiritual da Deidade, nem tinha qualquer fé na Suprema Personalidade de Deus. Portanto, como típico adorador de ídolos, considerava a forma do Senhor feita de pedra ou madeira. Assim, garantiu a seu pai que a testemunha era apenas uma Deidade de pedra e que não era capaz de falar. Além disso, garantiu a seu pai que a Deidade estava situada bem longe e que, por conseguinte, não poderia vir testemunhar. Em essência, ele estava dizendo: \"Não tenhas ansiedade. Não precisas mentir diretamente, mas deves falar como um diplomata, como o rei Yudhiṣṭhira ao falar com Droṇācārya—aśvatthāmā hata iti gajaḥ. Seguindo este princípio, simplesmente dize que não te lembras de nada e que estás completamente alheio às declarações dadas pelo brāhmaṇa jovem. Se preparares o cenário dessa forma, saberei como completar a argumentação e derrotá-lo por meio de jogos de palavras. Assim, eu te salvarei de teres de dar-lhe tua filha. Dessa maneira, nossa aristocracia será salva. Não tens nada com que te preocupar.\""}
{"ref": "cc/madhya/5/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/46/", "verse_text": "eta śuni' viprera cintita haila mana\n\nekānta-bhāve cinte vipra gopāla-caraṇa", "devanagari": "> এত শুনি’ বিপ্রের চিন্তিত হৈল মন ।\n> একান্ত-ভাবে চিন্তে বিপ্র গোপাল-চরণ ॥৪৬॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *viprera*—do velho brāhmaṇa; *cintita*—agitada; *haila*—ficou; *mana*—a mente; *ekānta-bhāve*—com atenção concentrada; *cinte*—pensa; *vipra*—o brāhmaṇa; *gopāla-caraṇa*—nos pés de lótus de Śrī Gopālajī.", "translation": "**Ao ouvir isso, o *brāhmaṇa* ancião ficou muito perturbado. Sentindo-se desamparado, simplesmente voltou sua atenção para os pés de lótus de Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/47/", "verse_text": "'mora dharma rakṣā pāya, nā mare nija-jana\n\ndui rakṣā kara, gopāla, lainu śaraṇa'", "devanagari": "> ‘মোর ধর্ম রক্ষা পায়, না মরে নিজ-জন ৷\n> দুই রক্ষা কর, গোপাল, লইনু শরণ ।।’ ॥ ৪৭ ॥", "synonyms": "*mora*—meus; *dharma*—princípios religiosos; *rakṣā pāya*—sejam poupados; *nā*—não; *mare*—morram; *nija-jana*—meus próprios parentes; *dui*—ambos; *rakṣā kara*—por favor, protege; *gopāla*—meu Senhor Gopāla; *lainu*—eu tomei; *śaraṇa*—refúgio sob Teus pés de lótus.", "translation": "**O brāhmaṇa idoso orou: \"Meu querido Senhor Gopāla, tomei refúgio em Teus pés de lótus e, portanto, peço-Te que, por favor, protejas meus princípios religiosos contra qualquer perturbação e, ao mesmo tempo, salves meus parentes de morrer.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/48/", "verse_text": "ei-mata vipra citte cintite lāgila\n\nāra dina laghu-vipra tāṅra ghare āila", "devanagari": "> এইমত বিপ্র চিত্তে চিন্তিতে লাগিল ।\n> আর দিন লঘুবিপ্র তাঁর ঘরে আইল ॥৪৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *vipra*—o brāhmaṇa idoso; *citte*—dentro da mente; *cintite*—a pensar; *lāgila*—começou; *āra dina*—no dia seguinte; *laghu-vipra*—o brāhmaṇa jovem; *tāṅra*—dele; *ghare*—à casa; *āila*—chegou.", "translation": "**No dia seguinte, o brāhmaṇa idoso pensava profundamente sobre esse assunto quando o brāhmaṇa jovem chegou à sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/49/", "verse_text": "āsiñā parama-bhaktye namaskāra kari'\n\nvinaya kariñā kahe kara dui yuḍi'", "devanagari": "> আসিঞা পরম-ভক্ত্যে নমস্কার করি’ ।\n> বিনয় করিঞা কহে কর দুই যুড়ি’ ॥৪৯॥", "synonyms": "*āsiñā*—chegando; *parama-bhaktye*—com grande devoção; *namaskāra kari'*—oferecendo reverências; *vinaya kariñā*—com grande humildade; *kahe*—diz; *kara*—mãos; *dui*—duas; *yuḍi'*—juntando.", "translation": "**O brāhmaṇa jovem aproximou-se dele e ofereceu respeitosas reverências. Então, juntando as mãos com muita humildade, falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/50/", "verse_text": "'tumi more kanyā dite karyācha aṅgīkāra\n\nebe kichu nāhi kaha, ki tomāra vicāra'", "devanagari": "> ‘তুমি মোরে কন্যা দিতে কর্যাছ অঙ্গীকার ।\n> এবে কিছু নাহি কহ, কি তোমার বিচার ।।’ ॥ ৫০ ॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *more*—a mim; *kanyā*—tua filha; *dite*—dar em caridade; *karyācha*—fizeste; *aṅgīkāra*—uma promessa; *ebe*—agora; *kichu*—algo; *nāhi*—não; *kaha*—dizes; *ki*—qual; *tomāra*—tua; *vicāra*—conclusão.", "translation": "**\"Tu prometeste dar tua filha em caridade a mim. Agora não dizes nada. Qual é a tua conclusão?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/51/", "verse_text": "eta śuni' sei vipra rahe mauna dhari'\n\ntāṅra putra mārite āila hāte ṭheṅgā kari'", "devanagari": "> এত শুনি’ সেই বিপ্র রহে মৌন ধরি’ ।\n> তাঁর পুত্র মারিতে আইল হাতে ঠেঙ্গা করি’ ॥৫১॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *sei vipra*—o brāhmaṇa idoso; *rahe*—permanece; *mauna dhari'*—mantendo silêncio; *tāṅra*—seu; *putra*—filho; *mārite*—golpear; *āila*—veio; *hāte*—na mão; *ṭheṅgā*—um pau; *kari'*—pegando.", "translation": "**Depois que o jovem brāhmaṇa apresentou essa declaração, o brāhmaṇa idoso permaneceu em silêncio. Aproveitando essa oportunidade, seu filho saiu imediatamente com um pau para golpear o homem mais jovem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/52/", "verse_text": "'āre adhama! mora bhagnī cāha vivāhite\n\nvāmana hañā cāṅda yena cāha ta' dharite'", "devanagari": "> ‘আরে অধম! মোর ভগ্নী চাহ বিবাহিতে ।\n> বামন হঞা চাঁদ যেন চাহ ত’ ধরিতে ।।’ ॥ ৫২ ॥", "synonyms": "*āre adhama*—ó degradadíssimo; *mora*—minha; *bhagnī*—irmã; *cāha*—desejas; *vivāhite*—desposar; *vāmana*—um anão; *hañā*—sendo; *cāṅda*—a lua; *yena*—como se; *cāha*—desejas; *ta'*—certamente; *dharite*—capturar.", "translation": "**O filho disse: \"Oh, és degradadíssimo! Desejas desposar minha irmã, tal como um anão que deseja agarrar a lua!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/53/", "verse_text": "ṭheñā dekhi' sei vipra palāñā gela\n\nāra dina grāmera loka ekatra karila", "devanagari": "> ঠেঞা দেখি’ সেই বিপ্র পলাঞা গেল ।\n> আর দিন গ্রামের লোক একত্র করিল ॥৫৩॥", "synonyms": "*ṭheñā dekhi'*—vendo o pau em sua mão; *sei vipra*—o jovem brāhmaṇa; *palāñā gela*—fugiu daquele lugar; *āra dina*—no dia seguinte; *grāmera loka*—os habitantes da aldeia; *ekatra karila*—reuniu num só lugar.", "translation": "**Vendo um pau na mão do filho, o brāhmaṇa mais jovem fugiu. No dia seguinte, porém, ele reuniu todas as pessoas da aldeia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/54/", "verse_text": "saba loka baḍa-vipre ḍākiyā ānila\n\ntabe sei laghu-vipra kahite lāgila", "devanagari": "> সব লোক বড়বিপ্রে ডাকিয়া আনিল ।\n> তবে সেই লঘুবিপ্র কহিতে লাগিল ॥৫৪॥", "synonyms": "*saba loka*—todos os habitantes da aldeia; *baḍa-vipre*—ao brāhmaṇa idoso; *ḍākiyā*—chamando; *ānila*—trouxeram; *tabe*—então; *sei laghu-vipra*—o jovem brāhmaṇa; *kahite lāgila*—começou a falar.", "translation": "**Então, todas as pessoas da aldeia chamaram o brāhmaṇa idoso e o levaram ao seu local de reunião. Em seguida, o jovem brāhmaṇa começou a falar diante delas da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/55/", "verse_text": "'iṅha more kanyā dite karyāche aṅgīkāra\n\nebe ye nā dena, pucha iṅhāra vyavahāra'", "devanagari": "> ‘ইহঁ মোরে কন্যা দিতে কর্যাছে অঙ্গীকার ।\n> এবে যে না দেন, পুছ ইঁহার ব্যবহার ।।’ ॥ ৫৫ ॥", "synonyms": "*iṅha*—este cavalheiro; *more*—a mim; *kanyā*—sua filha; *dite*—dar em caridade; *karyāche*—fez; *aṅgīkāra*—promessa; *ebe*—agora; *ye*—de fato; *nā*—não; *dena*—ele dá; *pucha*—por favor, perguntai; *iṅhāra*—dele; *vyavahāra*—o comportamento.", "translation": "**\"Este cavalheiro prometeu entregar-me sua filha, mas agora não cumpre sua promessa. Por favor, perguntai-lhe sobre seu comportamento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/56/", "verse_text": "tabe sei viprere puchila sarva-jana\n\n'kanyā kene nā deha, yadi diyācha vacana'", "devanagari": "> তবে সেই বিপ্রেরে পুছিল সর্বজন ।\n> ‘কন্যা কেনে না দেহ, যদি দিয়াছ বচন ।।’ ॥ ৫৬ ॥", "synonyms": "*tabe*—então; *sei*—aquele; *viprere*—brāhmaṇa; *puchila*—perguntaram; *sarva-jana*—todas as pessoas; *kanyā*—filha; *kene*—por que; *nā deha*—não dás em caridade; *yadi*—se; *diyācha*—deste; *vacana*—palavra de honra.", "translation": "**Todas as pessoas ali reunidas perguntaram ao brāhmaṇa idoso: \"Se já prometeste dar-lhe tua filha em caridade, por que não cumpres tua promessa? Deste tua palavra de honra.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/57/", "verse_text": "vipra kahe,--'śuna, loka, mora nivedana\n\nkabe ki baliyāchi, mora nāhika smaraṇa'", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — ‘শুন, লোক, মোর নিবেদন ।\n> কবে কি বলিয়াছি, মোর নাহিক স্মরণ ।।’ ॥ ৫৭ ॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa idoso respondeu; *śuna*—por favor, ouvi; *loka*—todas as pessoas; *mora*—minha; *nivedana*—súplica; *kabe*—quando; *ki*—o que; *baliyāchi*—eu disse; *mora*—minha; *nāhika*—não há; *smaraṇa*—lembrança.", "translation": "**O brāhmaṇa idoso disse: \"Meus caros amigos, por favor, ouvi o que tenho a submeter. Não me lembro exatamente de ter feito uma promessa como essa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/58/", "verse_text": "eta śuni' tāṅra putra vākya-cchala pāñā\n\npragalbha ha-iyā kahe sammukhe āsiñā", "devanagari": "> এত শুনি’ তাঁর পুত্র বাক্য-চ্ছল পাঞা ।\n> প্রগল্ভ হইয়া কহে সম্মুখে আসিঞা ॥৫৮॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *tāṅra putra*—seu filho; *vākya-cchala*—para o malabarismo de palavras; *pāñā*—conseguindo uma chance; *pragalbha*—insolente; *ha-iyā*—tornando-se; *kahe*—diz; *sammukhe*—à frente; *āsiñā*—vindo.", "translation": "**Quando o filho do brāhmaṇa idoso ouviu isto, aproveitou a oportunidade para fazer um malabarismo de palavras. Tornando-se muito insolente, postou-se diante da assembleia e falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/59/", "verse_text": "'tīrtha-yātrāya pitāra saṅge chila bahu dhana\n\ndhana dekhi ei duṣṭera laite haila mana", "devanagari": "> ‘তীর্থযাত্রায় পিতার সঙ্গে ছিল বহু ধন ।\n> ধন দেখি এই দুষ্টের লৈতে হৈল মন ॥৫৯॥", "synonyms": "*tīrtha-yātrāya*—quando percorria os lugares sagrados; *pitāra*—meu pai; *saṅge*—consigo; *chila*—havia; *bahu*—muito; *dhana*—dinheiro; *dhana*—dinheiro; *dekhi*—vendo; *ei*—deste; *duṣṭera*—do canalha; *laite*—tomar; *haila*—foi; *mana*—a intenção.", "translation": "**\"Ao peregrinar pelos lugares sagrados, meu pai carregava muito dinheiro. Vendo o dinheiro, este patife decidiu tomá-lo para si.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/60/", "verse_text": "āra keha saṅge nāhi, ei saṅge ekala\n\ndhuturā khāoyāñā bāpe karila pāgala", "devanagari": "> আর কেহ সঙ্গে নাহি, এই সঙ্গে একল ।\n> ধুতুরা খাওয়াঞা বাপে করিল পাগল ॥৬০॥", "synonyms": "*āra*—alguém; *keha*—outro; *saṅge*—em companhia; *nāhi*—não havia; *ei*—este brāhmaṇa; *saṅge*—em companhia; *ekala*—sozinho; *dhuturā*—um intoxicante; *khāoyāñā*—fazendo-o comer; *bāpe*—meu pai; *karila*—deixou; *pāgala*—louco.", "translation": "**\"Não havia ninguém além deste homem com meu pai. Dando-lhe a comer um intoxicante conhecido como dhuturā, este canalha deixou meu pai louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/61/", "verse_text": "saba dhana lañā kahe--'core la-ila dhana'\n\n'kanyā dite cāhiyāche'--uṭhāila vacana", "devanagari": "> সব ধন লঞা কহে — ‘চোরে লইল ধন ।’\n> ‘কন্যা দিতে চাহিয়াছে’ — উঠাইল বচন ॥৬১॥", "synonyms": "*saba*—todo; *dhana*—dinheiro; *lañā*—tomando; *kahe*—diz; *core*—um ladrão; *la-ila*—levou; *dhana*—todo o dinheiro; *kanyā*—a filha; *dite*—dar em caridade; *cāhiyāche*—prometeu; *uṭhāila*—levantou; *vacana*—um boato.", "translation": "**\"Tendo tomado todo o dinheiro de meu pai, este canalha alegou que ele fora levado por algum ladrão. Agora ele alega que meu pai prometeu dar-lhe sua filha em caridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/62/", "verse_text": "tomarā sakala loka karaha vicāre\n\n'mora pitāra kanyā dite yogya ki ihāre'", "devanagari": "> তোমরা সকল লোক করহ বিচারে ।\n> ‘মোর পিতার কন্যা দিতে যোগ্য কি ইহারে ।।’ ॥ ৬২ ॥", "synonyms": "*tomarā*—vós; *sakala*—todas; *loka*—as pessoas; *karaha*—fazei apenas; *vicāre*—o julgamento; *mora*—meu; *pitāra*—do pai; *kanyā*—a filha; *dite*—dar em caridade; *yogya*—apropriado; *ki*—é; *ihāre*—a ele.", "translation": "**\"Todos vós aqui reunidos sois cavalheiros. Por favor, julgai se é apropriado oferecer a filha de meu pai a este pobre brāhmaṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/63/", "verse_text": "eta śuni' lokera mane ha-ila saṁśaya\n\n'sambhave,--dhana-lobhe loka chāḍe dharma-bhaya'", "devanagari": "> এত শুনি’ লোকের মনে হইল সংশয় ।\n> ‘সম্ভবে, — ধনলোভে লোক ছাড়ে ধর্মভয় ।।’ ॥ ৬৩ ॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo tudo isto; *lokera*—de todas as pessoas; *mane*—nas mentes; *ha-ila*—surgiu; *saṁśaya*—dúvida; *sambhave*—possível; *dhana-lobhe*—pela cobiça de dinheiro; *loka*—algum homem; *chāḍe*—abandona; *dharma-bhaya*—os princípios religiosos.", "translation": "**Ouvindo todas essas declarações, todas as pessoas ali reunidas ficaram um tanto em dúvida. Pensaram ser bem possível que, por atração às riquezas, alguém abandonasse seus princípios religiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/64/", "verse_text": "tabe choṭa-vipra kahe, \"śuna, mahājana\n\nnyāya jinibāre kahe asatya-vacana", "devanagari": "> তবে ছোটবিপ্র কহে, — “শুন, মহাজন ।\n> ন্যায় জিনিবারে কহে অসত্য-বচন ॥৬৪॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *choṭa-vipra*—o jovem brāhmaṇa; *kahe*—diz; *śuna*—por favor, ouvi; *mahā-jana*—todos os cavalheiros; *nyāya*—o argumento; *jinibāre*—vencer; *kahe*—ele diz; *asatya-vacana*—declarações falsas.", "translation": "**Nesse momento, o jovem brāhmaṇa disse: \"Meus caros cavalheiros, por favor, ouvi. Apenas para obter vitória num argumento, este homem está mentindo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/65/", "verse_text": "ei vipra mora sevāya tuṣṭa yabe hailā\n\n'tore āmi kanyā diba' āpane kahilā", "devanagari": "> এই বিপ্র মোর সেবায় তুষ্ট যবে হৈলা ।\n> ‘তোরে আমি কন্যা দিব’ আপনে কহিলা ॥৬৫॥", "synonyms": "*ei vipra*—este brāhmaṇa; *mora*—meu; *sevāya*—pelo serviço; *tuṣṭa*—plenamente satisfeito; *yabe*—quando; *hailā*—ele ficou; *tore*—a ti; *āmi*—eu; *kanyā*—filha; *diba*—darei; *āpane*—por sua própria iniciativa; *kahilā*—prometeu.", "translation": "**\"Estando muito satisfeito com meu serviço, este brāhmaṇa disse-me, por sua própria iniciativa: 'Prometo entregar-te minha filha.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/66/", "verse_text": "tabe muñi niṣedhinu,--śuna, dvija-vara\n\ntomāra kanyāra yogya nahi muñi vara", "devanagari": "> তবে মুঞি-নিষেধিনু, — শুন, দ্বিজবর ।\n> তোমার কন্যার যোগ্য নহি মুঞি বর ॥৬৬॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *muñi*—eu; *niṣedhinu*—proibi; *śuna*—ouve; *dvija-vara*—ó melhor dos brāhmaṇas; *tomāra*—tua; *kanyāra*—para a filha; *yogya*—adequado; *nahi*—não; *muñi*—eu; *vara*—marido.", "translation": "**\"Nesse momento, eu o proibi de fazer isso, dizendo-lhe: 'Ó melhor dos brāhmaṇas, não sou um marido adequado para tua filha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/67/", "verse_text": "kāhāṅ tumi paṇḍita, dhanī, parama kulīna\n\nkāhāṅ muñi daridra, mūrkha, nīca, kula-hīna", "devanagari": "> কাহাঁ তুমি পণ্ডিত, ধনী, পরম কুলীন ।\n> কাহাঁ মুঞি দরিদ্র, মূর্খ, নীচ, কুলহীন ॥৬৭॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—ao passo que; *tumi*—tu; *paṇḍita*—erudito instruído; *dhanī*—homem rico; *parama*—de primeira classe; *kulīna*—aristocracia; *kāhāṅ*—ao passo que; *muñi*—eu; *daridra*—homem pobre; *mūrkha*—não instruído; *nīca*—decaído; *kula-hīna*—sem aristocracia.", "translation": "**\" 'Ao passo que tu és um erudito instruído, um homem rico pertencente a uma família aristocrática, eu sou um homem pobre, sem instrução e sem qualquer pretensão à aristocracia.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/68/", "verse_text": "tabu ei vipra more kahe bāra bāra\n\ntore kanyā diluṅ, tumi karaha svīkāra", "devanagari": "> তবু এই বিপ্র মোরে কহে বার বার ।\n> তোরে কন্যা দিলুঁ, তুমি করহ স্বীকার ॥৬৮॥", "synonyms": "*tabu*—ainda; *ei*—este; *vipra*—brāhmaṇa; *more*—a mim; *kahe*—diz; *bāra bāra*—repetidas vezes; *tore*—a ti; *kanyā*—minha filha; *diluṅ*—dei em caridade; *tumi*—tu; *karaha*—faze; *svīkāra*—aceitação.", "translation": "**\"Ainda assim, este brāhmaṇa insistia. Repetidas vezes ele me pedia que aceitasse sua proposta, dizendo: 'Eu te dei minha filha. Por favor, aceita-a.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/69/", "verse_text": "tabe āmi kahilāṅ--śuna, mahā-mati\n\ntomāra strī-putra-jñātira nā habe sammati", "devanagari": "> তবে আমি কহিলাঙ — শুন, মহামতি ।\n> তোমার স্ত্রী-পুত্র-জ্ঞাতির না হবে সম্মতি ॥৬৯॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *āmi*—eu; *kahilāṅ*—disse; *śuna*—por favor, ouve; *mahā-mati*—ó brāhmaṇa inteligente; *tomāra*—tua; *strī-putra*—esposa e filhos; *jñātira*—parentes; *nā habe sammati*—não concordarão.", "translation": "**\"Então eu disse: 'Por favor, ouve. Tu és um brāhmaṇa erudito. Tua esposa, teus amigos e teus parentes jamais concordarão com esta proposta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/70/", "verse_text": "kanyā dite nāribe, habe asatya-vacana\n\npunarapi kahe vipra kariyā yatana", "devanagari": "> কন্যা দিতে নারিবে, হবে অসত্য-বচন ।\n> পুনরপি কহে বিপ্র করিয়া যতন ॥৭০॥", "synonyms": "*kanyā*—filha; *dite*—dar; *nāribe*—não serás capaz; *habe*—tornar-se-á; *asatya-vacana*—uma falsa declaração; *punarapi*—novamente; *kahe*—diz; *vipra*—o brāhmaṇa; *kariyā yatana*—com grande empenho.", "translation": "**\" 'Meu caro senhor, não poderás cumprir tua promessa. Tua promessa será quebrada.' Contudo, repetidas vezes o brāhmaṇa enfatizava sua promessa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/71/", "verse_text": "kanyā tore diluṅ, dvidhā nā kariha cite\n\nātma-kanyā diba, kebā pāre niṣedhite", "devanagari": "> কন্যা তোরে দিলুঁ, দ্বিধা না করিহ চিতে ।\n> আত্মকন্যা দিব, কেবা পারে নিষেধিতে ॥৭১॥", "synonyms": "*kanyā*—a filha; *tore*—a ti; *diluṅ*—dei; *dvidhā*—hesitação; *nā*—não; *kariha*—faças; *cite*—em tua mente; *ātma-kanyā*—minha própria filha; *diba*—darei; *kebā*—quem; *pāre*—é capaz; *niṣedhite*—de proibir.", "translation": "**\" 'Eu te ofereci minha filha. Não hesites. Ela é minha filha, e eu a darei a ti. Quem pode proibir-me?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/72/", "verse_text": "tabe āmi kahilāṅ dṛḍha kari' mana\n\ngopālera āge kaha e-satya vacana", "devanagari": "> তবে আমি কহিলাঙ দৃঢ় করি’ মন ।\n> গোপালের আগে কহ এ-সত্য বচন ॥৭২॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *āmi*—eu; *kahilāṅ*—disse; *dṛḍha kari' mana*—fixando minha mente; *gopālera āge*—diante da Deidade de Gopāla; *kaha*—dize; *e-satya vacana*—esta declaração verídica.", "translation": "**\"Naquele momento, concentrei minha mente e pedi ao brāhmaṇa que fizesse a promessa diante da Deidade de Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/73/", "verse_text": "tabe iṅho gopālera āgete kahila\n\ntumi jāna, ei vipre kanyā āmi dila", "devanagari": "> তবে ইঁহো গোপালের আগেতে কহিল ।\n> তুমি জান, এই বিপ্রে কন্যা আমি দিল ॥৭৩॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *iṅho*—este cavalheiro; *gopālera*—da Deidade de Gopāla; *āgete*—diante; *kahila*—disse; *tumi jāna*—meu Senhor, por favor, sabe; *ei vipre*—a este jovem brāhmaṇa; *kanyā*—minha filha; *āmi*—eu; *dila*—ofereci.", "translation": "**\"Então este cavalheiro disse diante da Deidade de Gopāla: 'Meu querido Senhor, por favor, sê testemunha. Ofereci minha filha em caridade a este brāhmaṇa.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/74/", "verse_text": "tabe āmi gopālere sākṣī kariñā\n\nkahilāṅ tāṅra pade minati kariñā", "devanagari": "> তবে আমি গোপালেরে সাক্ষী করিঞা ।\n> কহিলাঙ তাঁর পদে মিনতি করিঞা ॥৭৪॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *āmi*—eu; *gopālere*—a Deidade de Gopāla; *sākṣī*—a testemunha; *kariñā*—fazendo; *kahilāṅ*—disse; *tāṅra pade*—a Seus pés de lótus; *minati*—humildade; *kariñā*—fazendo.", "translation": "**\"Aceitando a Deidade de Gopāla como minha testemunha, submeti então o seguinte a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/75/", "verse_text": "yadi ei vipra more nā dibe kanyā-dāna\n\nsākṣī bolāimu tomāya, ha-io sāvadhāna", "devanagari": "> যদি এই বিপ্র মোরে না দিবে কন্যাদান ।\n> সাক্ষী বোলাইমু তোমায়, হইও সাবধান ॥৭৫॥", "synonyms": "*yadi*—se; *ei*—este; *vipra*—brāhmaṇa; *more*—a mim; *nā*—não; *dibe*—der; *kanyā-dāna*—sua filha em caridade; *sākṣī bolāimu*—eu chamarei como testemunha; *tomāya*—a Ti; *ha-io sāvadhāna*—por favor, fica atento.", "translation": "**\" 'Se este brāhmaṇa mais tarde hesitar em dar-me sua filha, meu querido Senhor, eu Te chamarei como testemunha. Por favor, atenta a isto com cuidado e atenção.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/76/", "verse_text": "ei vākye sākṣī mora āche mahājana\n\nyāṅra vākya satya kari māne tribhuvana\"", "devanagari": "> এই বাক্যে সাক্ষী মোর আছে মহাজন ।\n> যাঁর বাক্য সত্য করি মানে ত্রিভুবন ।।” ॥ ৭৬ ॥", "synonyms": "*ei vākye*—nesta declaração; *sākṣī*—testemunha; *mora*—minha; *āche*—há; *mahājana*—uma grande personalidade; *yāṅra*—cujas; *vākya*—palavras; *satya*—verdadeiras; *kari*—tomando como; *māne*—aceita; *tri-bhuvana*—o mundo inteiro.", "translation": "**\"Assim, invoquei uma grande personalidade nesta transação. Pedi à Suprema Personalidade de Deus que fosse minha testemunha. O mundo inteiro aceita as palavras da Suprema Personalidade de Deus como verdadeiras.\"**", "purport": "Embora o jovem brāhmaṇa se descrevesse como alguém sem pretensões à aristocracia e como um homem comum sem instrução, ainda assim ele possuía uma boa qualificação: acreditava que a Suprema Personalidade de Deus era a autoridade máxima, aceitava as palavras do Senhor Kṛṣṇa sem hesitação e tinha fé firme na coerência do Senhor. Segundo Prahlāda Mahārāja, outra autoridade sobre a Suprema Personalidade de Deus, tal devoto firme e fiel do Senhor deve ser compreendido como o mais erudito dos sábios: tan manye 'dhītam uttamam (*Śrīmad-Bhāgavatam* 7.5.24). Um devoto puro que tem fé firme nas palavras da Suprema Personalidade de Deus deve ser considerado o mais erudito dos sábios, o mais elevado aristocrata e o homem mais rico do mundo inteiro. Todas as qualidades divinas existem automaticamente em tal devoto. No trabalho de pregação do movimento da consciência de Kṛṣṇa, nós, como servos do servo do servo do servo da Suprema Personalidade de Deus, acreditamos plenamente nas palavras de Kṛṣṇa e de Seus servos, a sucessão discipular. Dessa maneira, estamos apresentando as palavras de Kṛṣṇa por todo o mundo. Embora não sejamos nem homens ricos nem grandes eruditos, e embora não pertençamos a nenhuma aristocracia, este movimento ainda assim é bem acolhido e se espalha com muita facilidade por todo o mundo. Ainda que sejamos muito pobres e não tenhamos nenhuma fonte profissional de renda, Kṛṣṇa fornece o dinheiro sempre que dele precisamos. Sempre que precisamos de alguns homens, Kṛṣṇa os fornece. Assim, afirma-se no *Bhagavad-gītā* (6.22): yaṁ labdhvā cāparaṁ lābhaṁ manyate nādhikaṁ tataḥ. Na verdade, se pudermos alcançar o favor da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, não precisaremos de mais nada. Por certo, não precisamos daquelas coisas que uma pessoa mundana considera bens materiais."}
{"ref": "cc/madhya/5/77-78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/77-78/", "verse_text": "tabe baḍa-vipra kahe, \"ei satya kathā\n\ngopāla yadi sākṣī dena, āpane āsi' ethā\n\ntabe kanyā diba āmi, jāniha niścaya\"\n\ntāṅra putra kahe,--'ei bhāla bāta haya'", "devanagari": "> তবে বড়বিপ্র কহে, — “এই সত্য কথা ।\n> গোপাল যদি সাক্ষী দেন, আপনে আসি’ এথা ॥৭৭॥\n> তবে কন্যা দিব আমি, জানিহ নিশ্চয় ।” তাঁর পুত্র কহে, — ‘এই ভাল বাত হয় ।।’ ৭৮ ॥৭৮॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *baḍa-vipra*—o brāhmaṇa idoso; *kahe*—diz; *ei satya kathā*—isto é verdade; *gopāla*—a Deidade de Gopāla; *yadi*—se; *sākṣī*—testemunho; *dena*—dá; *āpane*—pessoalmente; *āsi'*—vindo; *ethā*—aqui; *tabe*—naquele momento; *kanyā*—filha; *diba*—devo dar em caridade; *āmi*—eu; *jāniha*—todos vós sabeis; *niścaya*—certamente; *tāṅra*—seu; *putra*—filho; *kahe*—diz; *ei*—esta; *bhāla*—boa; *bāta*—declaração; *haya*—é.", "translation": "**Aproveitando a oportunidade, o brāhmaṇa idoso confirmou imediatamente que isso era realmente verdade. Ele disse: \"Se Gopāla vier pessoalmente até aqui para servir de testemunha, certamente darei minha filha ao jovem brāhmaṇa.\" O filho do brāhmaṇa idoso confirmou isso de imediato, dizendo: \"Sim, este é um acordo muito bom.\"**", "purport": "Como a Superalma dentro do coração de todas as entidades vivas, Kṛṣṇa conhece o desejo de todos, o pedido de todos e a oração de todos. Embora todos esses possam ser contraditórios, o Senhor tem de criar uma situação na qual todos ficarão satisfeitos. Este é um exemplo de uma negociação de casamento entre um brāhmaṇa idoso e um jovem. O brāhmaṇa idoso certamente estava disposto a dar sua filha em caridade ao jovem brāhmaṇa, mas seu filho e seus parentes tornaram-se obstáculos a esta transação. O brāhmaṇa idoso ponderou como sair dessa situação e ainda assim oferecer sua filha ao jovem brāhmaṇa. Seu filho, um ateu e um sujeito muito astuto, pensava em como impedir o casamento. O pai e o filho pensavam de maneira contraditória, e, no entanto, Kṛṣṇa criou uma situação em que ambos concordaram. Ambos concordaram que, se a Deidade de Gopāla viesse e servisse de testemunha, a filha seria dada ao jovem brāhmaṇa."}
{"ref": "cc/madhya/5/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/79/", "verse_text": "baḍa-viprera mane,--'kṛṣṇa baḍa dayāvān\n\navaśya mora vākya teṅho karibe pramāṇa'", "devanagari": "> বড়বিপ্রের মনে, — ‘কৃষ্ণ বড় দয়াবান্ ।\n> অবশ্য মোর বাক্য তেঁহো করিবে প্রমাণ ।।’ ॥ ৭৯ ॥", "synonyms": "*baḍa-viprera mane*—na mente do brāhmaṇa idoso; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *baḍa*—muito; *dayāvān*—misericordioso; *avaśya*—certamente; *mora*—minha; *vākya*—palavra; *teṅho*—Ele; *karibe*—fará; *pramāṇa*—prova.", "translation": "**O brāhmaṇa idoso pensou: \"Visto que o Senhor Kṛṣṇa é muito misericordioso, Ele certamente virá comprovar minha declaração.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/80/", "verse_text": "putrera mane,--'pratimā nā āsibe sākṣī dite'\n\nei buddhye dui-jana ha-ilā sammate", "devanagari": "> পুত্রের মনে, — ‘প্রতিমা না আসিবে সাক্ষী দিতে ।’\n> এই বুদ্ধ্যে দুইজন হইলা সম্মতে ॥৮০॥", "synonyms": "*putrera mane*—na mente do filho; *pratimā*—a Deidade; *nā*—não; *āsibe*—virá; *sākṣī dite*—dar testemunho; *ei*—este; *buddhye*—no entendimento; *dui-jana*—tanto o pai como o filho; *ha-ilā sammate*—concordaram.", "translation": "**O filho ateu pensou: \"Não é possível que Gopāla venha e sirva de testemunha.\" Pensando assim, tanto o pai como o filho concordaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/81/", "verse_text": "choṭa-vipra bale,--'patra karaha likhana\n\npunaḥ yena nāhi cale e-saba vacana'", "devanagari": "> ছোটবিপ্র বলে, — ‘পত্র করহ লিখন ।\n> পুনঃ যেন নাহি চলে এসব বচন ।।’ ॥ ৮১ ॥", "synonyms": "*choṭa-vipra*—o jovem brāhmaṇa; *bale*—diz; *patra*—papel; *karaha*—fazei; *likhana*—escrita; *punaḥ*—novamente; *yena*—de modo que; *nāhi*—não; *cale*—mude; *e-saba*—todas estas; *vacana*—declarações.", "translation": "**O jovem brāhmaṇa aproveitou a oportunidade para falar: \"Por favor, ponde isto por escrito, preto no branco, para que não mudeis novamente vossa palavra de honra.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/82/", "verse_text": "tabe saba loka meli' patra ta' likhila\n\nduṅhāra sammati lañā madhyastha rākhila", "devanagari": "> তবে সব লোক মেলি’ পত্র ত’ লিখিল ।\n> দুঁহার সম্মতি লঞা মধ্যস্থ রাখিল ॥৮২॥", "synonyms": "*tabe*—então; *saba loka*—todas as pessoas; *meli'*—reunidas; *patra*—papel; *ta'*—de fato; *likhila*—escreveram; *duṅhāra*—de ambos; *sammati*—a concordância; *lañā*—tomando; *madhya-stha*—como mediadores; *rākhila*—permaneceram.", "translation": "**Todas as pessoas reunidas puseram esta declaração por escrito, preto no branco, e, tomando as assinaturas de concordância de ambos, serviram de mediadoras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/83/", "verse_text": "tabe choṭa-vipra kahe,--śuna, sarva-jana\n\nei vipra--satya-vākya, dharma-parāyaṇa", "devanagari": "> তবে ছোটবিপ্র কহে, — শুন, সর্বজন ।\n> এই বিপ্র — সত্য-বাক্য, ধর্মপরায়ণ ॥৮৩॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *choṭa-vipra*—o jovem brāhmaṇa; *kahe*—diz; *śuna*—por favor, ouvi; *sarva-jana*—ó todos os cavalheiros aqui presentes; *ei vipra*—este brāhmaṇa idoso; *satya-vākya*—sempre verídico; *dharma-parāyaṇa*—religioso.", "translation": "**O jovem brāhmaṇa então disse: \"Todos vós, cavalheiros aqui presentes, por favor, quereis ouvir-me? Este brāhmaṇa idoso é por certo verídico e segue os princípios religiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/84/", "verse_text": "sva-vākya chāḍite iṅhāra nāhi kabhu mana\n\nsvajana-mṛtyu-bhaye kahe asatya-vacana", "devanagari": "> স্ববাক্য ছাড়িতে ইঁহার নাহি কভু মন ।\n> স্বজন-মৃত্যু-ভয়ে কহে অসত্য-বচন ॥৮৪॥", "synonyms": "*sva-vākya*—sua própria promessa; *chāḍite*—abandonar; *iṅhāra*—deste brāhmaṇa; *nāhi*—não; *kabhu*—em momento algum; *mana*—a mente; *sva-jana*—de seus próprios parentes; *mṛtyu-bhaye*—temendo o suicídio; *kahe*—diz; *asatya-vacana*—palavras inverídicas.", "translation": "**\"Ele não tinha nenhum desejo de quebrar sua promessa, mas, temendo que seus parentes cometessem suicídio, desviou-se da verdade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/85/", "verse_text": "iṅhāra puṇye kṛṣṇe āni' sākṣī bolāiba\n\ntabe ei viprera satya-pratijñā rākhiba", "devanagari": "> ইঁহার পুণ্যে কৃষ্ণে আনি’ সাক্ষী বোলাইব ।\n> তবে এই বিপ্রের সত্য-প্রতিজ্ঞা রাখিব ॥৮৫॥", "synonyms": "*iṅhāra puṇye*—pela piedade dele; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *āni'*—trazendo; *sākṣī*—testemunha; *bolāiba*—chamarei; *tabe*—naquele momento; *ei viprera*—deste brāhmaṇa; *satya*—verídica; *pratijñā*—a promessa; *rākhiba*—manterei.", "translation": "**\"Pela piedade do brāhmaṇa idoso, chamarei a Suprema Personalidade de Deus como testemunha. Assim, manterei intacta sua promessa verídica.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/86/", "verse_text": "eta śuni' nāstika loka upahāsa kare\n\nkeha bale, īśvara--dayālu, āsiteha pāre", "devanagari": "> এত শুনি’ নাস্তিক লোক উপহাস করে ।\n> কেহ বলে, ঈশ্বর — দয়ালু, আসিতেই পারে ॥৮৬॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ao ouvirem isto; *nāstika*—ateístas; *loka*—classe de homens; *upahāsa*—zombaria; *kare*—fazem; *keha bale*—alguém diz; *īśvara*—Deus; *dayālu*—misericordioso; *āsiteha pāre*—Ele pode vir.", "translation": "**Ao ouvirem a afirmação enfática do brāhmaṇa mais jovem, alguns ateístas presentes na assembleia começaram a fazer gracejos. Contudo, outra pessoa disse: \"Afinal, o Senhor é misericordioso e, se quiser, pode vir.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/87/", "verse_text": "tabe sei choṭa-vipra gelā vṛndāvana\n\ndaṇḍavat kari' kahe saba vivaraṇa", "devanagari": "> তবে সেই ছোটবিপ্র গেলা বৃন্দাবন ।\n> দণ্ডবৎ করি’ কহে সব বিবরণ ॥৮৭॥", "synonyms": "*tabe*—depois disto; *sei*—aquele; *choṭa-vipra*—jovem brāhmaṇa; *gelā*—foi; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *daṇḍavat kari'*—após oferecer respeitos; *kahe*—conta; *saba*—toda; *vivaraṇa*—a descrição.", "translation": "**Após a assembleia, o jovem brāhmaṇa partiu rumo a Vṛndāvana. Ao chegar lá, primeiro ofereceu suas respeitosas reverências à Deidade e, em seguida, narrou tudo em pleno detalhe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/88/", "verse_text": "\"brahmaṇya-deva tumi baḍa dayā-maya\n\ndui viprera dharma rākha hañā sadaya", "devanagari": "> “ব্রহ্মণ্যদেব তুমি বড় দয়াময় ।\n> দুই বিপ্রের ধর্ম রাখ হঞা সদয় ॥৮৮॥", "synonyms": "*brahmaṇya-deva*—ó Senhor da cultura bramânica; *tumi*—Tu; *baḍa*—muito; *dayā-maya*—misericordioso; *dui*—dois; *viprera*—de brāhmaṇas; *dharma*—os princípios religiosos; *rākha*—protege; *hañā*—tornando-Te; *sa-daya*—misericordioso.", "translation": "**Ele disse: \"Meu Senhor, Tu és o protetor da cultura bramânica e também és muito misericordioso. Portanto, mostra Tua grande misericórdia protegendo os princípios religiosos de nós dois brāhmaṇas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/89/", "verse_text": "kanyā pāba,--mora mane ihā nāhi sukha\n\nbrāhmaṇera pratijñā yāya--ei baḍa duḥkha", "devanagari": "> কন্যা পাব, — মোর মনে ইহা নাহি সুখ ।\n> ব্রাহ্মণের প্রতিজ্ঞা যায় — এই বড় দুঃখ ॥৮৯॥", "synonyms": "*kanyā pāba*—receberei a filha; *mora*—minha; *mane*—na mente; *ihā*—isto; *nāhi*—não é; *sukha*—felicidade; *brāhmaṇera*—de um brāhmaṇa puro; *pratijñā*—a promessa; *yāya*—perde-se; *ei*—esta; *baḍa*—muito grande; *duḥkha*—infelicidade.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, não penso em tornar-me feliz por receber a filha como esposa. Penso apenas que o brāhmaṇa quebrou sua promessa, e isso me causa grande dor.\"**", "purport": "Não era de modo algum a intenção do jovem brāhmaṇa receber a filha do brāhmaṇa idoso em casamento e, assim, desfrutar de felicidade material e gozo dos sentidos. Não foi por essa razão que o jovem brāhmaṇa foi a Vṛndāvana pedir à Suprema Personalidade de Deus que atuasse como testemunha. Sua única preocupação era que o brāhmaṇa idoso havia prometido algo e, se Gopāla não testemunhasse essa transação, o brāhmaṇa mais velho incorreria numa mácula espiritual. Por isso, o jovem brāhmaṇa desejava proteção e auxílio da Deidade. O jovem brāhmaṇa era, portanto, um vaiṣṇava puro, e não tinha desejo algum de gozo dos sentidos. Ele queria apenas servir à Suprema Personalidade de Deus e ao brāhmaṇa mais velho, que também era vaiṣṇava e muito devotado ao Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/5/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/90/", "verse_text": "eta jāni' tumi sākṣī deha, dayā-maya\n\njāni' sākṣī nāhi deya, tāra pāpa haya", "devanagari": "> এত জানি’ তুমি সাক্ষী দেহ, দয়াময় ।\n> জানি’ সাক্ষী নাহি দেয়, তার পাপ হয় ॥৯০॥", "synonyms": "*eta jāni'*—sabendo isto; *tumi*—Tu; *sākṣī*—testemunho; *deha*—por favor dá; *dayā-maya*—ó misericordiosíssimo; *jāni'*—sabendo; *sākṣī*—testemunho; *nāhi deya*—não dá; *tāra*—para ele; *pāpa*—pecado; *haya*—há.", "translation": "**O jovem brāhmaṇa prosseguiu: \"Meu querido senhor, Tu és muito misericordioso e sabes tudo. Portanto, sê testemunha neste caso. Quem conhece as coisas tais como são e, ainda assim, não testemunha envolve-se em atividades pecaminosas.\"**", "purport": "Os tratos entre um devoto e o Senhor são muito simples. O jovem brāhmaṇa disse ao Senhor: \"Tu sabes tudo, mas, se não testemunhares, envolver-Te-ás em atividades pecaminosas.\" Não há, contudo, possibilidade alguma de o Senhor envolver-se em atividades pecaminosas. Um devoto puro, embora saiba tudo a respeito do Senhor Supremo, pode falar com o Senhor exatamente como se Ele fosse um homem comum. Embora os tratos entre o Senhor e Seu devoto sejam sempre muito simples e abertos, há formalidade. Tudo isso ocorre por causa da relação entre o Senhor e o devoto."}
{"ref": "cc/madhya/5/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/91/", "verse_text": "kṛṣṇa kahe,--vipra, tumi yāha sva-bhavane\n\nsabhā kari' more tumi kariha smaraṇe", "devanagari": "> কৃষ্ণ কহে, — বিপ্র, তুমি যাহ স্ব-ভবনে ।\n> সভা করি’ মোরে তুমি করিহ স্মরণে ॥৯১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kahe*—o Senhor Kṛṣṇa diz; *vipra*—meu querido brāhmaṇa; *tumi*—tu; *yāha*—volta; *sva-bhavane*—para teu próprio lar; *sabhā kari'*—convocando uma assembleia de todos os homens; *more*—de Mim; *tumi*—tu; *kariha*—simplesmente faze; *smaraṇe*—lembrança.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa respondeu: \"Meu querido brāhmaṇa, volta para tua casa e convoca uma assembleia de todos os homens. Nessa assembleia, procura simplesmente lembrar-te de Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/92/", "verse_text": "āvirbhāva hañā āmi tāhāṅ sākṣī diba\n\ntabe dui viprera satya pratijñā rākhiba", "devanagari": "> আবির্ভাব হঞা আমি তাঁহা সাক্ষী দিব ।\n> তবে দুই বিপ্রের সত্য প্রতিজ্ঞা রাখিব ॥৯২॥", "synonyms": "*āvirbhāva*—aparecimento; *hañā*—fazendo; *āmi*—Eu; *tāhāṅ*—ali; *sākṣī*—testemunho; *diba*—darei; *tabe*—nessa ocasião; *dui*—dois; *viprera*—dos brāhmaṇas; *satya*—verdadeira; *pratijñā*—promessa; *rākhiba*—manterei.", "translation": "**\"Certamente aparecerei ali e, nessa ocasião, protegerei a honra de vós dois brāhmaṇas, testemunhando a promessa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/93/", "verse_text": "vipra bale,--\"yadi hao caturbhuja-mūrti\n\ntabu tomāra vākye kāru nā habe pratīti", "devanagari": "> বিপ্র বলে, — “যদি হও চতুর্ভুজ-মূর্তি ।\n> তবু তোমার বাক্যে কারু না হবে প্রতীতি ॥৯৩॥", "synonyms": "*vipra bale*—o jovem brāhmaṇa diz; *yadi*—se; *hao*—Te tornas; *catuḥ-bhuja*—de quatro braços; *mūrti*—Deidade; *tabu*—ainda assim; *tomāra*—Tua; *vākye*—na palavra; *kāru*—de alguém; *nā*—não; *habe*—haverá; *pratīti*—crença.", "translation": "**O jovem brāhmaṇa respondeu: \"Meu querido senhor, ainda que apareças ali como uma Deidade de Viṣṇu de quatro braços, mesmo assim ninguém daquela gente acreditará em Tuas palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/94/", "verse_text": "ei mūrti giyā yadi ei śrī-vadane\n\nsākṣī deha yadi--tabe sarva-loka śune\"", "devanagari": "> এই মূর্তি গিয়া যদি এই শ্রীবদনে ।\n> সাক্ষী দেহ যদি — তবে সর্বলোক শুনে ।।” ॥ ৯৪ ॥", "synonyms": "*ei*—esta; *mūrti*—na forma; *giyā*—indo; *yadi*—se; *ei*—esta; *śrī-vadane*—de Teu belo rosto; *sākṣī*—testemunho; *deha*—dás; *yadi*—se; *tabe*—então; *sarva-loka*—todas as pessoas; *śune*—ouvirão.", "translation": "**\"Somente se fores ali nesta forma de Gopāla e proferires as palavras de Teu belo rosto, é que Teu testemunho será ouvido por todas as pessoas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/95/", "verse_text": "kṛṣṇa kahe,--\"pratimā cale, kothāha nā śuni\"\n\nvipra bale,--\"pratimā hañā kaha kene vāṇī", "devanagari": "> কৃষ্ণ কহে, — “প্রতিমা চলে, কোথাহ না শুনি ।”\n> বিপ্র বলে, — “প্রতিমা হঞা কহ কেনে বাণী ॥৯৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kahe*—o Senhor Kṛṣṇa diz; *pratimā cale*—uma Deidade caminha; *kothāha*—em parte alguma; *nā śuni*—nunca ouvi; *vipra bale*—o jovem brāhmaṇa responde; *pratimā hañā*—em Tua forma de Deidade; *kaha kene vāṇī*—como proferes palavras.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa disse: \"Nunca ouvi falar de uma Deidade que caminhe de um lugar para outro.\" O brāhmaṇa respondeu: \"Isso é verdade, mas como é que falas comigo, embora sejas uma Deidade?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/96/", "verse_text": "pratimā naha tumi--sākṣāt vrajendra-nandana\n\nvipra lāgi' kara tumi akārya-karaṇa\"", "devanagari": "> প্রতিমা নহ তুমি, — সাক্ষাৎ ব্রজেন্দ্রনন্দন ।\n> বিপ্র লাগি’ কর তুমি অকার্য-করণ ।।” ॥ ৯৬ ॥", "synonyms": "*pratimā*—uma estátua; *naha*—não és; *tumi*—Tu; *sākṣāt*—diretamente; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja; *vipra lāgi'*—em prol do brāhmaṇa; *kara tumi*—podes fazer; *akārya-karaṇa*—uma ação que nunca antes realizaste.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu não és uma estátua; Tu és diretamente o filho de Mahārāja Nanda. Agora, em prol do velho brāhmaṇa, podes fazer algo que nunca antes realizaste.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/97/", "verse_text": "hāsiñā gopāla kahe,--\"śunaha, brāhmaṇa\n\ntomāra pāche pāche āmi kariba gamana", "devanagari": "> হাসিঞা গোপাল কহে, — “শুনহ, ব্রাহ্মণ ।\n> তোমার পাছে পাছে আমি করিব গমন ॥৯৭॥", "synonyms": "*hāsiñā*—sorrindo; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *kahe*—diz; *śunaha*—ouve apenas; *brāhmaṇa*—ó meu querido brāhmaṇa; *tomāra*—tu; *pāche pāche*—atrás; *āmi*—Eu; *kariba*—farei; *gamana*—caminhar.", "translation": "**Śrī Gopālajī então sorriu e disse: \"Meu querido brāhmaṇa, ouve apenas o que Eu digo. Caminharei atrás de ti e, dessa maneira, irei contigo.\"**", "purport": "A conversa entre o Senhor Śrī Kṛṣṇa e o brāhmaṇa é prova de que o Senhor em Sua arcā-mūrti, ou forma feita de elementos materiais, não é material, pois esses elementos, embora separados do Senhor, também são parte da energia do Senhor, como se afirma no *Bhagavad-gītā*. Por serem os elementos a própria energia do Senhor, e por não haver diferença entre a energia e o energético, o Senhor pode aparecer através de qualquer elemento. Assim como o sol pode agir através da luz solar e, desse modo, distribuir seu calor e sua luz, do mesmo modo Kṛṣṇa, por Seu poder inconcebível, pode aparecer em Sua forma espiritual original em qualquer elemento material, inclusive pedra, madeira, tinta, ouro, prata e joias, porque os elementos materiais são todos Sua energia. Os śāstras advertem: arcye viṣṇau śilā-dhīḥ . . . nārakī saḥ — jamais se deve pensar na arcā-mūrti, a Deidade dentro do templo, como pedra, madeira ou qualquer outro elemento material. Devido à sua avançada posição devocional, o brāhmaṇa mais jovem sabia que, embora a Deidade de Gopāla parecesse ser de pedra, Ela não era pedra. Ela era o filho de Nanda Mahārāja, o próprio Vrajendra-nandana.\n\nPor isso, a Deidade pode agir exatamente como o Senhor agiu em Sua forma original como Kṛṣṇa. O Senhor Kṛṣṇa falava com o jovem brāhmaṇa apenas para testar seu conhecimento a respeito da arcā-vigraha. Em outras palavras, aqueles que compreenderam a ciência de Kṛṣṇa — Seu nome, forma, qualidade e assim por diante — também podem falar com a Deidade. Para uma pessoa comum, contudo, a Deidade parecerá feita de pedra, madeira ou algum outro material. Em sentido mais elevado, visto que todos os elementos materiais em última instância emanam da entidade espiritual suprema, nada é realmente material. Sendo onipotente, onipresente e onisciente, Kṛṣṇa pode tratar com Seus devotos em qualquer forma sem dificuldade. Pela misericórdia do Senhor, o devoto sabe perfeitamente acerca dos tratos do Senhor. De fato, ele pode falar face a face com o Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/5/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/98/", "verse_text": "ulaṭiyā āmā tumi nā kariha daraśane\n\nāmāke dekhile, āmi rahiba sei sthāne", "devanagari": "> উলটিয়া আমা তুমি না করিহ দরশনে ।\n> আমাকে দেখিলে, আমি রহিব সেই স্থানে ॥৯৮॥", "synonyms": "*ulaṭiyā*—voltando teu rosto; *āmā*—a Mim; *tumi*—tu; *nā*—não; *kariha*—faças; *daraśane*—ver; *āmāke*—a Mim; *dekhile*—se Me vires; *āmi*—Eu; *rahiba*—ficarei; *sei sthāne*—nesse exato lugar.", "translation": "**O Senhor prosseguiu: \"Não tentes ver-Me virando-te para trás. Logo que Me vires, ficarei imóvel nesse exato lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/99/", "verse_text": "nūpurera dhvani-mātra āmāra śunibā\n\nsei śabde āmāra gamana pratīti karibā", "devanagari": "> নূপুরের ধ্বনিমাত্র আমার শুনিবা ।\n> সেই শব্দে আমার গমন প্রতীতি করিবা ॥৯৯॥", "synonyms": "*nūpurera*—dos guizos de tornozelo; *dhvani-mātra*—apenas o som; *āmāra*—Meu; *śunibā*—ouvirás; *sei śabde*—ao ouvir esse som; *āmāra*—Minha; *gamana*—vinda; *pratīti*—compreensão; *karibā*—farás.", "translation": "**\"Saberás que estou caminhando atrás de ti pelo som de Meus guizos de tornozelo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/100/", "verse_text": "eka-sera anna rāndhi' kariha samarpaṇa\n\ntāhā khāñā tomāra saṅge kariba gamana", "devanagari": "> একসের অন্ন রান্ধি’ করিহ সমর্পণ ।\n> তাহা খাঞা তোমার সঙ্গে করিব গমন ।।” ॥ ১০০ ॥", "synonyms": "*eka-sera*—um quilo; *anna*—de arroz; *rāndhi'*—cozinhando; *kariha*—faze; *samarpaṇa*—oferenda; *tāhā*—esse; *khāñā*—comendo; *tomāra*—de ti; *saṅge*—na companhia; *kariba*—farei; *gamana*—caminhar.", "translation": "**\"Cozinha um quilo de arroz diariamente e oferece-o. Comerei esse arroz e seguirei atrás de ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/101/", "verse_text": "āra dina ājñā māgi' calilā brāhmaṇa\n\ntāra pāche pāche gopāla karilā gamana", "devanagari": "> আর দিন আজ্ঞা মাগি’ চলিলা ব্রাহ্মণ ।\n> তার পাছে পাছে গোপাল করিলা গমন ॥১০১॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *ājñā*—permissão; *māgi'*—pedindo; *calilā*—partiu; *brāhmaṇa*—o jovem brāhmaṇa; *tāra*—dele; *pāche*—atrás; *pāche*—atrás; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *karilā*—começou; *gamana*—a seguir.", "translation": "**No dia seguinte, o brāhmaṇa pediu permissão a Gopāla e partiu rumo à sua terra. Gopāla o seguia, passo a passo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/102/", "verse_text": "nūpurera dhvani śuni' ānandita mana\n\nuttamānna pāka kari' karāya bhojana", "devanagari": "> নূপুরের ধ্বনি শুনি’ আনন্দিত মন ।\n> উত্তমান্ন পাক করি’ করায় ভোজন ॥১০২॥", "synonyms": "*nūpurera*—dos guizos de tornozelo; *dhvani*—os sons; *śuni'*—ouvindo; *ānandita*—muito contente; *mana*—a mente; *uttama-anna*—arroz de primeira qualidade; *pāka*—cozinhar; *kari'*—fazendo; *karāya*—faz com que; *bhojana*—coma.", "translation": "**Enquanto Gopāla seguia o jovem brāhmaṇa, podia-se ouvir o tilintar de Seus guizos de tornozelo. O brāhmaṇa ficava muito contente e cozinhava arroz de primeira qualidade para Gopāla comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/103/", "verse_text": "ei-mate cali' vipra nija-deśe āilā\ngrāmera nikaṭa āsi' manete cintilā", "devanagari": "> এইমতে চলি’ বিপ্র নিজে-দেশে আইলা ।\n> গ্রামের নিকট আসি’ মনেতে চিন্তিলা ॥১০৩॥", "synonyms": "*ei-mate*—desta maneira; *cali'*—caminhando; *vipra*—o brāhmaṇa; *nija*—próprio; *deśe*—ao país; *āilā*—retornou; *grāmera*—à vila; *nikaṭa*—perto; *āsi'*—chegando; *manete*—em sua mente; *cintilā*—pensou.", "translation": "**Caminhando e caminhando dessa maneira, o jovem brāhmaṇa por fim chegou a seu próprio país. Quando se aproximou de sua própria vila, começou a pensar da seguinte forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/104/", "verse_text": "'ebe muñi grāme āinu, yāimu bhavana\nlokere kahiba giyā sākṣīra āgamana", "devanagari": "> ‘এবে মুঞি গ্রামে আইনু, যাইমু ভবন ।\n> লোকেরে কহিব গিয়া সাক্ষীর আগমন ॥১০৪॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *muñi*—eu; *grāme*—à vila; *āinu*—cheguei; *yāimu*—irei; *bhavana*—a minha casa; *lokere*—às pessoas; *kahiba*—direi; *giyā*—indo lá; *sākṣīra*—da testemunha; *āgamana*—acerca da chegada.", "translation": "**\"Agora cheguei a minha vila, e irei a minha casa e direi a todas as pessoas que a testemunha chegou.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/105/", "verse_text": "sākṣāte nā dekhile mane pratīti nā haya\nihāṅ yadi rahena, tabu nāhi kichu bhaya'", "devanagari": "> সাক্ষাতে না দেখিলে মনে প্রতীতি না হয় ।\n> ইহাঁ যদি রহেন, তবু নাহি কিছু ভয় ।।’ ॥ ১০৫ ॥", "synonyms": "*sākṣāte*—diretamente; *nā*—não; *dekhile*—se virem; *mane*—na mente; *pratīti*—certeza; *nā*—não; *haya*—há; *ihāṅ*—aqui; *yadi*—se; *rahena*—o Senhor permanece; *tabu*—ainda; *nāhi*—não há; *kichu*—algum; *bhaya*—temor.", "translation": "**O brāhmaṇa começou então a pensar que, se as pessoas não vissem diretamente a Deidade de Gopāla, não acreditariam que Ele havia chegado. \"Mas, mesmo que Gopāla permaneça aqui\", pensou ele, \"ainda assim não há nada a temer.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/106/", "verse_text": "eta bhāvi' sei vipra phiriyā cāhila\nhāsiñā gopāla-deva tathāya rahila", "devanagari": "> এত ভাবি’ সেই বিপ্র ফিরিয়া চাহিল ।\n> হাসিঞা গোপাল-দেব তথায় রহিল ॥১০৬॥", "synonyms": "*eta bhāvi'*—pensando assim; *sei*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *phiriyā*—virando-se; *cāhila*—olhou; *hāsiñā*—sorrindo; *gopāla-deva*—o Senhor Gopāladeva, a Suprema Personalidade de Deus; *tathāya*—ali; *rahila*—permaneceu.", "translation": "**Pensando isso, o brāhmaṇa virou-se para olhar para trás, e viu que Gopāla, a Suprema Personalidade de Deus, estava ali de pé, sorrindo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/107/", "verse_text": "brāhmaṇere kahe,--\"tumi yāha nija-ghara\nethāya rahiba āmi, nā yāba ataḥpara\"", "devanagari": "> ব্রাহ্মণেরে কহে, — “তুমি যাহ নিজ-ঘর ।\n> এথায় রহিব আমি, না যাব অতঃপর ।।” ॥ ১০৭ ॥", "synonyms": "*brāhmaṇere kahe*—Ele disse ao brāhmaṇa; *tumi*—você; *yāha*—vá; *nija-ghara*—a sua própria casa; *ethāya*—aqui neste lugar; *rahiba*—permanecerei; *āmi*—Eu; *nā*—não; *yāba*—irei; *ataḥpara*—daqui em diante.", "translation": "**O Senhor disse ao brāhmaṇa: \"Agora você pode ir para casa. Eu permanecerei aqui e não partirei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/108/", "verse_text": "tabe sei vipra yāi nagare kahila\nśuniñā sakala loka camatkāra haila", "devanagari": "> তবে সেই বিপ্র যাই নগরে কহিল ।\n> শুনিঞা সকল লোক চমৎকার হৈল ॥১০৮॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *sei*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *yāi*—indo; *nagare*—à cidade; *kahila*—disse; *śuniñā*—ouvindo; *sakala*—todas; *loka*—as pessoas; *camatkāra*—atônitas; *haila*—ficaram.", "translation": "**O jovem brāhmaṇa foi então à cidade e informou a todas as pessoas acerca da chegada de Gopāla. Ao ouvir isso, as pessoas ficaram atônitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/109/", "verse_text": "āila sakala loka sākṣī dekhibāre\ngopāla dekhiñā loka daṇḍavat kare", "devanagari": "> আইল সকল লোক সাক্ষী দেখিবারে ।\n> গোপাল দেখিঞা লোক দণ্ডবৎ করে ॥১০৯॥", "synonyms": "*āila*—vieram; *sakala*—todas; *loka*—as pessoas; *sākṣī*—a testemunha; *dekhibāre*—para ver; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *dekhiñā*—vendo; *loka*—todas as pessoas; *daṇḍavat*—oferecendo reverências; *kare*—fazem.", "translation": "**Todos os habitantes da cidade foram ver a testemunha Gopāla, e, quando viram o Senhor realmente de pé ali, todos ofereceram suas respeitosas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/110/", "verse_text": "gopāla-saundarya dekhi' loke ānandita\npratimā caliñā āilā,--śuniñā vismita", "devanagari": "> গোপাল-সৌন্দর্য দেখি’ লোকে আনন্দিত ।\n> প্রতিমা চলিঞা আইলা, — শুনিঞা বিস্মিত ॥১১০॥", "synonyms": "*gopāla*—do Senhor Gopāla; *saundarya*—a beleza; *dekhi'*—vendo; *loke*—todos; *ānandita*—satisfeitos; *pratimā*—a Deidade; *caliñā*—caminhando; *āilā*—veio; *śuniñā*—ouvindo isso; *vismita*—surpresos.", "translation": "**Quando as pessoas chegaram, ficaram muito satisfeitas de ver a beleza de Gopāla, e, quando ouviram que Ele realmente havia caminhado até ali, ficaram todas surpresas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/111/", "verse_text": "tabe sei baḍa-vipra ānandita hañā\ngopālera āge paḍe daṇḍavat hañā", "devanagari": "> তবে সেই বড়বিপ্র আনন্দিত হঞা ।\n> গোপালের আগে পড়ে দণ্ডবৎ হঞা ॥১১১॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *sei*—aquele; *baḍa-vipra*—brāhmaṇa idoso; *ānandita*—satisfeito; *hañā*—ficando; *gopālera*—do Senhor Gopāla; *āge*—diante; *paḍe*—prostra-se; *daṇḍavat*—como uma vara; *hañā*—ficando.", "translation": "**Então, o brāhmaṇa idoso, muito satisfeito, adiantou-se e imediatamente prostrou-se como uma vara diante de Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/112/", "verse_text": "sakala lokera āge gopāla sākṣī dila\nbaḍa-vipra choṭa-vipre kanyā-dāna kaila", "devanagari": "> সকল লোকের আগে গোপাল সাক্ষী দিল ।\n> বড়বিপ্র ছোটবিপ্রে কন্যাদান কৈল ॥১১২॥", "synonyms": "*sakala*—de todas; *lokera*—as pessoas; *āge*—na presença; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *sākṣī*—testemunho; *dila*—deu; *baḍa-vipra*—o brāhmaṇa idoso; *choṭa-vipre*—ao jovem brāhmaṇa; *kanyā-dāna*—dar a filha em caridade; *kaila*—fez.", "translation": "**Assim, na presença de todos os habitantes da cidade, o Senhor Gopāla testemunhou que o brāhmaṇa idoso havia oferecido sua filha em caridade ao jovem brāhmaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/113/", "verse_text": "tabe sei dui vipre kahila īśvara\n\"tumi-dui--janme-janme āmāra kiṅkara", "devanagari": "> তবে সেই দুই বিপ্রে কহিল ঈশ্বর ।\n> “তুমি-দুই — জন্মে জন্মে আমার কিঙ্কর ॥১১৩॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *sei*—aqueles; *dui*—dois; *vipre*—aos brāhmaṇas; *kahila*—falou; *īśvara*—o Senhor; *tumi-dui*—vocês dois; *janme-janme*—vida após vida; *āmāra*—Meus; *kiṅkara*—servos.", "translation": "**Depois de realizada a cerimônia de casamento, o Senhor informou a ambos os brāhmaṇas: \"Vocês dois brāhmaṇas são Meus servos eternos, vida após vida.\"**", "purport": "Assim como esses dois brāhmaṇas de Vidyānagara, há muitos devotos que são servos eternos do Senhor. Eles são especificamente conhecidos como nitya-siddha, eternamente perfeitos. Embora os nitya-siddhas apareçam no mundo material e pareçam ser membros comuns do mundo, nunca esquecem a Suprema Personalidade de Deus em condição alguma. Este é o sintoma de um nitya-siddha.\n\nHá duas espécies de entidades vivas: nitya-siddha e nitya-baddha. O nitya-siddha nunca esquece sua relação com a Personalidade Suprema, ao passo que o nitya-baddha está sempre condicionado, mesmo antes da criação. Ele sempre esquece sua relação com a Suprema Personalidade de Deus. Aqui o Senhor informa aos dois brāhmaṇas que eles são Seus servos vida após vida. A expressão vida após vida refere-se ao mundo material, porque no mundo espiritual não há nascimento, morte, velhice ou doença. Por ordem da Suprema Personalidade de Deus, o nitya-siddha permanece dentro deste mundo material como um homem comum, mas a única ocupação do nitya-siddha é divulgar as glórias do Senhor. Este episódio parece ser uma história comum sobre uma transação matrimonial envolvendo duas pessoas comuns. Contudo, Kṛṣṇa aceitou os dois brāhmaṇas como Seus servos eternos. Ambos os brāhmaṇas se deram muito trabalho nessas negociações, tal como pessoas mundanas; ainda assim, agiam como servos eternos do Senhor. Todos os nitya-siddhas dentro deste mundo material podem parecer labutar como homens comuns, mas nunca esquecem sua posição como servos do Senhor.\n\nOutro ponto: o brāhmaṇa idoso pertencia a uma família aristocrática e era erudito e rico. O jovem brāhmaṇa pertencia a uma família comum e era iletrado. Mas essas qualificações mundanas não dizem respeito a um nitya-siddha ocupado no serviço do Senhor. Temos de aceitar o fato de que os nitya-siddhas são completamente distintos dos nitya-baddhas, que são seres humanos comuns. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura confirma esta afirmação:\n\ngaurāṅgera saṅgi-gaṇe, nitya-siddha kari' māne,\nse yāya vrajendra-suta-pāśa\nśrī-gauḍa-maṇḍala-bhūmi, yebā jāne cintāmaṇi,\ntāra haya vraja-bhūme vāsa\n\nAquele que aceita os associados do Senhor Caitanya Mahāprabhu como nitya-siddhas certamente será elevado ao reino espiritual para tornar-se um associado do Senhor Supremo. Deve-se também saber que Gauḍa-maṇḍala-bhūmi — aqueles lugares em Bengala onde Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu — são iguais a Vrajabhūmi, ou Vṛndāvana. Não há diferença entre os habitantes de Vṛndāvana e os de Gauḍa-maṇḍala-bhūmi, ou Śrīdhāma Māyāpura."}
{"ref": "cc/madhya/5/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/114/", "verse_text": "duṅhāra satye tuṣṭa ha-ilāṅ, duṅhe māga' vara\"\ndui-vipra vara māge ānanda-antara", "devanagari": "> দুঁহার সত্যে তুষ্ট হইলাঙ, দুঁহে মাগ’ বর ।”\n> দুইবিপ্র বর মাগে আনন্দ-অন্তর ॥১১৪॥", "synonyms": "*duṅhāra satye*—na veracidade de vocês dois; *tuṣṭa ha-ilāṅ*—fiquei satisfeito; *duṅhe*—vocês dois; *māga'*—pedi; *vara*—alguma bênção; *dui-vipra*—ambos os brāhmaṇas; *vara*—uma bênção; *māge*—pedem; *ānanda*—satisfeitos; *antara*—no íntimo.", "translation": "**O Senhor continuou: \"Fiquei muito satisfeito com a veracidade de vocês dois. Agora podem pedir uma bênção.\" Assim, com grande satisfação, os dois brāhmaṇas pediram uma bênção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/115/", "verse_text": "\"yadi vara dibe, tabe raha ei sthāne\nkiṅkarere dayā tava sarva-loke jāne\"", "devanagari": "> “যদি বর দিবে, তবে রহ এই স্থানে ।\n> কিঙ্করেরে দয়া তব সর্বলোকে জানে ।।” ॥ ১১৫ ॥", "synonyms": "*yadi*—se; *vara*—bênção; *dibe*—concederás; *tabe*—então; *raha*—permanece; *ei sthāne*—neste lugar; *kiṅkarere*—a Teus servos; *dayā*—misericórdia; *tava*—Tua; *sarva-loke*—todas as pessoas; *jāne*—possam conhecer.", "translation": "**Os brāhmaṇas disseram: \"Por favor, permanece aqui, para que as pessoas do mundo inteiro saibam quão misericordioso és com Teus servos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/116/", "verse_text": "gopāla rahilā, duṅhe karena sevana\ndekhite āilā saba deśera loka-jana", "devanagari": "> গোপাল রহিলা, দুঁহে করেন সেবন ।\n> দেখিতে আইলা সব দেশের লোক-জন ॥১১৬॥", "synonyms": "*gopāla*—o Senhor Gopāla; *rahilā*—permaneceu; *duṅhe*—ambos; *karena*—fazem; *sevana*—serviço; *dekhite*—para ver; *āilā*—vieram; *saba*—todos; *deśera*—dos países; *loka-jana*—as pessoas.", "translation": "**O Senhor Gopāla permaneceu, e os dois brāhmaṇas ocuparam-se em Seu serviço. Depois de ouvirem falar do incidente, muitas pessoas de diferentes países começaram a vir ver Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/117/", "verse_text": "se deśera rājā āila āścarya śuniñā\nparama santoṣa pāila gopāle dekhiñā", "devanagari": "> সে দেশের রাজা আইল আশ্চর্য শুনিঞা ।\n> পরম সন্তোষ পাইল গোপালে দেখিঞা ॥১১৭॥", "synonyms": "*se deśera*—daquele país; *rājā*—o rei; *āila*—veio; *āścarya*—acerca do prodígio; *śuniñā*—ouvindo; *parama*—grande; *santoṣa*—satisfação; *pāila*—alcançou; *gopāle*—Gopāla; *dekhiñā*—ao ver.", "translation": "**Por fim, o rei daquele país ouviu falar dessa história maravilhosa, e ele também veio ver Gopāla, ficando assim muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/118/", "verse_text": "mandira kariyā rājā sevā cālāila\n'sākṣi-gopāla' bali' tāṅra nāma khyāti haila", "devanagari": "> মন্দির করিয়া রাজা সেবা চালাইল ।\n> ‘সাক্ষিগোপাল’ বলি’ তাঁর নাম খ্যাতি হৈল ॥১১৮॥", "synonyms": "*mandira*—um templo; *kariyā*—construindo; *rājā*—o rei; *sevā*—serviço; *cālāila*—realizava regularmente; *sākṣi-gopāla*—pelo nome Sākṣi-gopāla; *bali'*—conhecido como; *tāṅra*—Seu; *nāma*—nome; *khyāti*—célebre; *haila*—tornou-se.", "translation": "**O rei construiu um belo templo, e realizava-se serviço regular. Gopāla tornou-se muito famoso sob o nome de Sākṣi-gopāla [a testemunha Gopāla].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/119/", "verse_text": "ei mata vidyānagare sākṣi-gopāla\nsevā aṅgīkāra kari' āchena cira-kāla", "devanagari": "> এই মত বিদ্যানগরে সাক্ষিগোপাল ।\n> সেবা অঙ্গীকার করি’ আছেন চিরকাল ॥১১৯॥", "synonyms": "*ei mata*—desta maneira; *vidyānagare*—na cidade de Vidyānagara; *sākṣi-gopāla*—o Gopāla testemunha; *sevā*—serviço; *aṅgīkāra*—aceitação; *kari'*—fazendo; *āchena*—permanece; *cira-kāla*—um longo tempo.", "translation": "**Assim, Sākṣi-gopāla permaneceu em Vidyānagara e aceitou serviço por um longuíssimo tempo.**", "purport": "Esta cidade de Vidyānagara situa-se em Trailaṅga-deśa, no sul da Índia, à margem do rio Godāvarī. O local onde o Godāvarī deságua na Baía de Bengala chama-se Koṭadeśa. O reino de Orissa era muito poderoso, e este Koṭadeśa era a capital de Orissa. Era então conhecida como Vidyānagara. Antigamente, esta cidade situava-se no lado sul do rio Godāvarī. Naquela época, o rei Puruṣottama-deva conseguiu controlar Orissa e instituir um governo. A atual cidade de Vidyānagara fica no lado sudeste do rio, a apenas vinte ou vinte e cinco milhas de Rājamahendrī. Durante a época de Mahārāja Pratāparudra, Śrī Rāmānanda Rāya foi governador ali. Vijaya-nagara não é idêntica a Vidyānagara."}
{"ref": "cc/madhya/5/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/120/", "verse_text": "utkalera rājā puruṣottama-deva nāma\nsei deśa jini' nila kariyā saṅgrāma", "devanagari": "> উৎকলের রাজা পুরুষোত্তমদেব নাম ।\n> সেই দেশ জিনি’ নিল করিয়া সংগ্রাম ॥১২০॥", "synonyms": "*utkalera*—de Orissa; *rājā*—o rei; *puruṣottama-deva*—Puruṣottama; *nāma*—chamado; *sei deśa*—este país; *jini'*—conquistando; *nila*—tomou; *kariyā*—executando; *saṅgrāma*—combate.", "translation": "**Mais tarde, houve um combate, e este país foi conquistado pelo rei Puruṣottama-deva de Orissa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/121/", "verse_text": "sei rājā jini' nila tāṅra siṁhāsana\n'māṇikya-siṁhāsana' nāma aneka ratana", "devanagari": "> সেই রাজা জিনি’ নিল তাঁর সিংহাসন ।\n> ‘মাণিক্য-সিংহাসন’ নাম অনেক রতন ॥১২১॥", "synonyms": "*sei rājā*—aquele rei (Mahārāja Puruṣottama-deva); *jini'*—conquistando; *nila*—tomou; *tāṅra*—seu; *siṁha-āsana*—o trono; *māṇikya-siṁhāsana*—o trono conhecido como Māṇikya-siṁhāsana; *nāma*—chamado; *aneka*—vários; *ratana*—cravejado de joias.", "translation": "**Aquele rei saiu vitorioso sobre o rei de Vidyānagara e tomou posse de seu trono, o Māṇikya-siṁhāsana, que estava cravejado de muitas joias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/122/", "verse_text": "puruṣottama-deva sei baḍa bhakta ārya\ngopāla-caraṇe māge,--'cala mora rājya", "devanagari": "> পুরুষোত্তম-দেব সেই বড় ভক্ত আর্য ।\n> গোপাল-চরণে মাগে, — ‘চল মোর রাজ্য ।।’ ॥ ১২২ ॥", "synonyms": "*puruṣottama-deva*—o rei; *sei*—aquele; *baḍa*—grandíssimo; *bhakta*—devoto; *ārya*—ariano; *gopāla-caraṇe*—aos pés de lótus de Gopāla; *māge*—suplica; *cala*—por favor, vem; *mora*—meu; *rājya*—ao reino.", "translation": "**O rei Puruṣottama-deva era um grande devoto e estava avançado na civilização dos arianos. Ele suplicou aos pés de lótus de Gopāla: \"Por favor, vem ao meu reino.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/123/", "verse_text": "tāṅra bhakti-vaśe gopāla tāṅre ājñā dila\ngopāla la-iyā sei kaṭake āila", "devanagari": "> তাঁর ভক্তিবশে গোপাল তাঁরে আজ্ঞা দিল ।\n> গোপাল লইয়া সেই কটকে আইল ॥১২৩॥", "synonyms": "*tāṅra*—seu; *bhakti-vaśe*—sob a obrigação do serviço devocional; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *tāṅre*—a ele; *ājñā dila*—deu a ordem; *gopāla*—a Deidade de Gopāla; *la-iyā*—levando; *sei*—aquele rei; *kaṭake*—à cidade de Kaṭaka; *āila*—retornou.", "translation": "**Quando o rei Lhe suplicou que viesse ao seu reino, Gopāla, que já estava obrigado pelo serviço devocional dele, atendeu à sua prece. Assim, o rei levou a Deidade de Gopāla e voltou para Kaṭaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/124/", "verse_text": "jagannāthe āni' dila māṇikya-siṁhāsana\nkaṭake gopāla-sevā karila sthāpana", "devanagari": "> জগন্নাথে আনি’ দিল মাণিক্য-সিংহাসন ।\n> কটকে গোপাল-সেবা করিল স্থাপন ॥১২৪॥", "synonyms": "*jagannāthe*—a Jagannātha; *āni'*—trazendo; *dila*—presenteou; *māṇikya-siṁhāsana*—o trono de nome Māṇikya-siṁhāsana; *kaṭake*—em Kaṭaka; *gopāla-sevā*—o serviço da Deidade de Gopāla; *karila sthāpana*—estabeleceu.", "translation": "**Depois de conquistar o trono Māṇikya, o rei Puruṣottama-deva levou-o a Jagannātha Purī e o presenteou ao Senhor Jagannātha. Nesse meio-tempo, ele também estabeleceu a adoração regular da Deidade de Gopāla em Kaṭaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/125/", "verse_text": "tāṅhāra mahiṣī āilā gopāla-darśane\nbhakti kari' bahu alaṅkāra kaila samarpaṇe", "devanagari": "> তাঁহার মহিষী আইলা গোপাল-দর্শনে ।\n> ভক্তি করি’ বহু অলঙ্কার কৈল সমর্পণে ॥১২৫॥", "synonyms": "*tāṅhāra mahiṣī*—sua rainha; *āilā*—veio; *gopāla-darśane*—ver a Deidade de Gopāla; *bhakti kari'*—com grande devoção; *bahu*—vários; *alaṅkāra*—de ornamentos; *kaila*—fez; *samarpaṇe*—oferenda.", "translation": "**Quando a Deidade de Gopāla foi instalada em Kaṭaka, a rainha de Puruṣottama-deva foi vê-Lo e, com grande devoção, ofereceu vários tipos de ornamentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/126/", "verse_text": "tāṅhāra nāsāte bahu-mūlya muktā haya\ntāhā dite icchā haila, manete cintaya", "devanagari": "> তাঁহার নাসাতে বহুমূল্য মুক্তা হয় ।\n> তাহা দিতে ইচ্ছা হৈল, মনেতে চিন্তয় ॥১২৬॥", "synonyms": "*tāṅhāra nāsāte*—na narina da rainha; *bahu-mūlya*—valiosíssima; *muktā*—pérola; *haya*—havia; *tāhā*—aquela; *dite*—dar; *icchā*—o desejo; *haila*—surgiu; *manete*—na mente; *cintaya*—pensa.", "translation": "**A rainha tinha uma pérola valiosíssima, que usava no nariz, e desejou dá-la a Gopāla. Então começou a pensar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/127/", "verse_text": "ṭhākurera nāsāte yadi chidra thākita\ntabe ei dāsī muktā nāsāya parāita", "devanagari": "> ঠাকুরের নাসাতে যদি ছিদ্র থাকিত ।\n> তবে এই দাসী মুক্তা নাসায় পরাইত ॥১২৭॥", "synonyms": "*ṭhākurera nāsāte*—no nariz da Deidade; *yadi*—se; *chidra*—um furo; *thākita*—houvesse; *tabe*—então; *ei*—esta; *dāsī*—criada; *muktā*—pérola; *nāsāya*—no nariz; *parāita*—poderia colocar.", "translation": "**\"Se houvesse um furo no nariz da Deidade, eu poderia transferir-Lhe a pérola.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/128/", "verse_text": "eta cinti' namaskari' gelā sva-bhavane\nrātri-śeṣe gopāla tāṅre kahena svapane", "devanagari": "> এত চিন্তি’ নমস্করি’ গেলা স্বভবনে ।\n> রাত্রিশেষে গোপাল তাঁরে কহেন স্বপনে ॥১২৮॥", "synonyms": "*eta cinti'*—pensando assim; *namaskari'*—oferecendo reverências; *gelā*—foi; *sva-bhavane*—ao palácio do rei; *rātri-śeṣe*—ao fim da noite; *gopāla*—a Deidade de Gopāla; *tāṅre*—a ela; *kahena*—diz; *svapane*—num sonho.", "translation": "**Pensando nisso, a rainha ofereceu suas reverências a Gopāla e voltou ao seu palácio. Naquela noite, ela sonhou que Gopāla apareceu e começou a falar-lhe da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/129/", "verse_text": "\"bālya-kāle mātā mora nāsā chidra kari'\nmuktā parāñāchila bahu yatna kari'", "devanagari": "> “বাল্যকালে মাতা মোর নাসা ছিদ্র করি’ ।\n> মুক্তা পরাঞাছিল বহু যত্ন করি’ ॥১২৯॥", "synonyms": "*bālya-kāle*—em Minha infância; *mātā*—mãe; *mora*—Minha; *nāsā*—nariz; *chidra kari'*—fazendo um furo; *muktā*—uma pérola; *parāñāchila*—ali colocou; *bahu*—muito; *yatna*—esforço; *kari'*—empregando.", "translation": "**\"Em Minha infância, Minha mãe fez um furo em Meu nariz e, com grande esforço, ali colocou uma pérola.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/130/", "verse_text": "sei chidra adyāpiha āchaye nāsāte\nsei muktā parāha, yāhā cāhiyācha dite\"", "devanagari": "> সেই ছিদ্র অদ্যাপিহ আছয়ে নাসাতে ।\n> সেই মুক্তা পরাহ, যাহা চাহিয়াছ দিতে ।।” ॥ ১৩০ ॥", "synonyms": "*sei chidra*—aquele furo; *adyāpiha*—ainda, até agora; *āchaye*—está; *nāsāte*—no nariz; *sei*—aquela; *muktā*—pérola; *parāha*—coloca; *yāhā*—que; *cāhiyācha*—desejaste; *dite*—dar-Me.", "translation": "**\"Esse mesmo furo ainda está lá, e podes usá-lo para fixar a pérola que desejaste dar-Me.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/131/", "verse_text": "svapne dekhi' sei rāṇī rājāke kahila\nrājā-saha muktā lañā mandire āila", "devanagari": "> স্বপ্নে দেখি’ সেই রাণী রাজাকে কহিল ৷\n> রাজাসহ মুক্তা লঞা মন্দিরে আইল ॥১৩১॥", "synonyms": "*svapne dekhi'*—vendo o sonho; *sei rāṇī*—a rainha; *rājāke*—ao rei; *kahila*—falou; *rājā-saha*—com o rei; *muktā*—a pérola; *lañā*—levando; *mandire*—ao templo; *āila*—foram.", "translation": "**Depois de ter esse sonho, a rainha o relatou a seu marido, o rei. Tanto o rei quanto a rainha foram então ao templo com a pérola.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/132/", "verse_text": "parāila muktā nāsāya chidra dekhiñā\nmahā-mahotsava kaila ānandita hañā", "devanagari": "> পরাইল মুক্তা নাসার ছিদ্র দেখিঞা ।\n> মহামহোৎসব কৈল আনন্দিত হঞা ॥১৩২॥", "synonyms": "*parāila*—fixaram; *muktā*—a pérola; *nāsāya*—no nariz; *chidra*—o furo; *dekhiñā*—vendo; *mahā-mahotsava*—um grande festival; *kaila*—realizaram; *ānandita*—satisfeitos; *hañā*—estando.", "translation": "**Vendo o furo no nariz da Deidade, eles ali fixaram a pérola e, muito satisfeitos, realizaram um grande festival.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/133/", "verse_text": "sei haite gopālera kaṭakete sthiti\nei lāgi 'sākṣi-gopāla' nāma haila khyāti", "devanagari": "> সেই হৈতে গোপালের কটকেতে স্থিতি ৷\n> এই লাগি ‘সাক্ষিগোপাল, নাম হৈল খ্যাতি ॥১৩৩॥", "synonyms": "*sei haite*—desde então; *gopālera*—de Gopāla; *kaṭakete*—na cidade de Kaṭaka; *sthiti*—o estabelecimento; *ei lāgi*—por esta razão; *sākṣi-gopāla*—o Gopāla testemunha; *nāma*—chamado; *haila*—tornou-se; *khyāti*—célebre.", "translation": "**Desde então, Gopāla situa-se na cidade de Kaṭaka [Cuttak], e desde aquela época Ele é conhecido como Sākṣi-gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/134/", "verse_text": "nityānanda-mukhe śuni' gopāla-carita\ntuṣṭa hailā mahāprabhu svabhakta-sahita", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-মুখে শুনি’ গোপাল-চরিত ।\n> তুষ্ট হৈলা মহাপ্ৰভু স্বভক্ত-সহিত ॥১৩৪॥", "synonyms": "*nityānanda-mukhe*—da boca do Senhor Nityānanda Prabhu; *śuni'*—ouvindo; *gopāla-carita*—a narração de Gopāla; *tuṣṭa hailā*—ficou muito satisfeito; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sva-bhakta-sahita*—com Seus devotos.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu a narração das atividades de Gopāla. Tanto Ele quanto Seus devotos pessoais ficaram muito satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/135/", "verse_text": "gopālera āge yabe prabhura haya sthiti\nbhakta-gaṇe dekhe--yena duṅhe eka-mūrti", "devanagari": "> গোপালের আগে যবে প্রভুর হয় স্থিতি ।\n> ভক্তগণে দেখে — যেন দুঁহে একমূর্তি ॥১৩৫॥", "synonyms": "*gopālera āge*—diante de Gopāla; *yabe*—quando; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *haya*—está; *sthiti*—a situação; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *dekhe*—veem; *yena*—como se; *duṅhe*—Ambos; *eka-mūrti*—uma só forma.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sentado diante da Deidade de Gopāla, todos os devotos viram a Ele e à Deidade como sendo da mesma forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/136/", "verse_text": "duṅhe--eka varṇa, duṅhe--prakāṇḍa-śarīra\n\nduṅhe--raktāmbara, duṅhāra svabhāva--gambhīra", "devanagari": "> দুঁহে — এক বর্ণ, দুঁহে — প্রকাণ্ড-শরীর ।\n> দুঁহে — রক্তাম্বর, দুঁহার স্বভাব — গম্ভীর ॥১৩৬॥", "synonyms": "*duṅhe*—ambos; *eka varṇa*—uma mesma tez; *duṅhe*—ambos; *prakāṇḍa-śarīra*—corpos gigantescos; *duṅhe*—ambos; *rakta-ambara*—vestes avermelhadas; *duṅhāra*—de ambos; *svabhāva*—as naturezas; *gambhīra*—graves.", "translation": "**Ambos eram da mesma tez, e ambos possuíam o mesmo corpo gigantesco. Ambos vestiam roupas açafroadas, e ambos eram muito graves.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/137/", "verse_text": "mahā-tejo-maya duṅhe kamala-nayana\n\nduṅhāra bhāvāveśa, duṅhe--candra-vadana", "devanagari": "> মহা-তেজোময় দুঁহে কমল-নয়ন ।\n> দুঁহার ভাবাবেশ, দুঁহে — চন্দ্রবদন ॥১৩৭॥", "synonyms": "*mahā-tejaḥ-maya*—brilhantemente refulgentes; *duṅhe*—ambos; *kamala-nayana*—olhos de lótus; *duṅhāra*—de ambos; *bhāva-āveśa*—absortos em êxtase; *duṅhe*—ambos; *candra-vadana*—faces de lua.", "translation": "**Os devotos viram que tanto o Senhor Caitanya Mahāprabhu quanto Gopāla eram brilhantemente refulgentes e tinham olhos semelhantes a lótus. Ambos estavam absortos em êxtase, e Suas faces lembravam luas cheias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/138/", "verse_text": "duṅhā dekhi' nityānanda-prabhu mahā-raṅge\n\nṭhārāṭhāri kari' hāse bhakta-gaṇa-saṅge", "devanagari": "> দুঁহা দেখি’ নিত্যানন্দপ্রভু মহারঙ্গে ।\n> ঠারাঠারি করি’ হাসে ভক্তগণ-সঙ্গে ॥১৩৮॥", "synonyms": "*duṅhā dekhi'*—vendo a ambos; *nityānanda-prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *mahā-raṅge*—em grande júbilo; *ṭhārāṭhāri*—gestos de indicação; *kari'*—fazendo; *hāse*—ri; *bhakta-gaṇa-saṅge*—juntamente com os demais devotos.", "translation": "**Quando Nityānanda viu, dessa maneira, tanto a Deidade de Gopāla quanto Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele começou a trocar gestos com os devotos, todos os quais sorriam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/139/", "verse_text": "ei-mata mahā-raṅge se rātri vañciyā\n\nprabhāte calilā maṅgala-ārati dekhiñā", "devanagari": "> এইমত মহারঙ্গে যে রাত্রি বঞ্চিয়া ।\n> প্ৰভাতে চলিলা মঙ্গল-আরতি দেখিঞা ॥১৩৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahā-raṅge*—em grande prazer; *se*—aquela; *rātri*—noite; *vañciyā*—passando; *prabhāte*—pela manhã; *calilā*—partiu; *maṅgala-ārati*—a cerimônia de maṅgala-ārati; *dekhiñā*—vendo.", "translation": "**Assim, com grande prazer, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu passou aquela noite no templo. Após ver a cerimônia de maṅgala-ārati pela manhã, Ele deu início à Sua viagem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/140/", "verse_text": "bhuvaneśvara-pathe yaiche kaila daraśana\n\nvistāri' varṇiyāchena dāsa-vṛndāvana", "devanagari": "> ভুবনেশ্বর-পথে যৈছে কৈল দরশন ।\n> বিস্তারি’ বর্ণিয়াছেন দাস-বৃন্দাবন ॥১৪০॥", "synonyms": "*bhuvaneśvara-pathe*—no caminho para Bhuvaneśvara; *yaiche*—como; *kaila*—Ele fez; *daraśana*—visitando; *vistāri'*—vividamente; *varṇiyāchena*—descreveu; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**[Em seu livro *Caitanya-bhāgavata*] Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu muito vividamente os lugares visitados pelo Senhor no caminho para Bhuvaneśvara.**", "purport": "Em seu livro *Caitanya-bhāgavata*, Antya-khaṇḍa, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu muito bem a viagem do Senhor a caminho de Kaṭaka (Cuttak). Nessa viagem, o Senhor visitou um lugar conhecido como Bālihastā, ou Bālakāṭīcaṭi. Em seguida, Ele visitou a cidade de Bhuvaneśvara, onde está localizado o templo do Senhor Śiva. O templo de Bhuvaneśvara situa-se a cerca de cinco a seis milhas de Bālakāṭīcaṭi. O templo do Senhor Śiva é mencionado no Skanda Purāṇa, na narração acerca do jardim do Senhor e da única mangueira. Um rei chamado Kāśirāja quis lutar com o Senhor Kṛṣṇa e, em consequência, refugiou-se no Senhor Śiva para adquirir o poder de lutar com o Senhor. Estando satisfeito com sua adoração, o Senhor Śiva ajudou-o a lutar contra Kṛṣṇa. O nome do Senhor Śiva é Āśutoṣa, o que indica que ele se satisfaz muito facilmente quando alguém o adora, independentemente do propósito, e dá a seu devoto qualquer bênção que o devoto deseje. Por isso, as pessoas em geral são muito afeiçoadas a adorar o Senhor Śiva. Assim, Kāśirāja foi ajudado pelo Senhor Śiva, mas, na luta com o Senhor Kṛṣṇa, ele não somente foi derrotado, como também morto. Dessa maneira, a arma conhecida como Pāśupata-astra foi frustrada, e Kṛṣṇa ateou fogo à cidade de Kāśī. Mais tarde, o Senhor Śiva tomou consciência de seu erro em ter ajudado Kāśirāja e implorou o perdão do Senhor Kṛṣṇa. Como bênção do Senhor Kṛṣṇa, ele recebeu um lugar conhecido como Ekāmra-kānana. Posteriormente, os reis da dinastia Keśarī estabeleceram ali sua capital e, por muitas centenas de anos, reinaram sobre o estado de Orissa."}
{"ref": "cc/madhya/5/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/141/", "verse_text": "kamalapure āsi bhārgīnadī-snāna kaila\n\nnityānanda-hāte prabhu daṇḍa dharila", "devanagari": "> কমলপুরে আসি ভার্গীনদী-স্নান কৈল ।\n> নিত্যানন্দ-হাতে প্রভু দণ্ড ধরিল ॥১৪১॥", "synonyms": "*kamala-pure*—ao lugar conhecido como Kamalapura; *āsi*—chegando; *bhārgī-nadī*—no pequeno rio de nome Bhārgīnadī; *snāna kaila*—tomou banho; *nityānanda-hāte*—nas mãos do Senhor Nityānanda Prabhu; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daṇḍa*—o bastão de sannyāsa; *dharila*—deixou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a Kamalapura, Ele tomou Seu banho no rio Bhārgīnadī e deixou Seu bastão de sannyāsa nas mãos do Senhor Nityānanda.**", "purport": "No *Caitanya-bhāgavata* (Antya-khaṇḍa, Capítulo Dois), afirma-se que, quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a Śrī Bhuvaneśvara, Ele visitou o templo do Senhor Śiva conhecido como Gupta-kāśī (a Vārāṇasī oculta). O Senhor Śiva estabeleceu este como um lugar de peregrinação ao trazer água de todos os lugares sagrados e criar o lago conhecido como Bindu-sarovara. Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou Seu banho neste lago, sentindo grande consideração pelo Senhor Śiva. Do ponto de vista espiritual, as pessoas ainda vão tomar banho neste lago. Na verdade, ao tomar banho ali, a pessoa torna-se muito saudável até mesmo do ponto de vista material. Tomar banho e beber a água deste lago pode curar qualquer doença do estômago. O banho regular certamente cura a indigestão. O rio Bhārgī, ou Bhārgīnadī, é agora conhecido como Daṇḍa-bhāṅgā-nadī. Ele está situado seis milhas ao norte de Jagannātha Purī. A razão para a mudança de nomes é dada a seguir."}
{"ref": "cc/madhya/5/142-143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/142-143/", "verse_text": "kapoteśvara dekhite gelā bhakta-gaṇa saṅge\n\nethā nityānanda-prabhu kaila daṇḍa-bhaṅge\n\ntina khaṇḍa kari' daṇḍa dila bhāsāñā\n\nbhakta-saṅge āilā prabhu maheśa dekhiñā", "devanagari": "> কপোতেশ্বর দেখিতে গেলা ভক্তগণ সঙ্গে ।\n> এথা নিত্যানন্দপ্রভু কৈল দণ্ড-ভঙ্গে ॥১৪২॥\n> তিন খণ্ড করি’ দণ্ড দিল ভাসাঞা ।\n> ভক্ত-সঙ্গে আইলা প্রভু মহেশ দেখিঞা ॥১৪৩॥", "synonyms": "*kapoteśvara*—o templo de Śiva de nome Kapoteśvara; *dekhite*—para ver; *gelā*—foi; *bhakta-gaṇa saṅge*—com os devotos; *ethā*—aqui; *nityānanda-prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *kaila*—fez; *daṇḍa*—do bastão de sannyāsa; *bhaṅge*—quebra; *tina khaṇḍa*—três partes; *kari'*—fazendo; *daṇḍa*—o bastão; *dila*—lançou; *bhāsāñā*—levando embora; *bhakta-saṅge*—com os devotos; *āilā*—retornou; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *maheśa dekhiñā*—tendo visto o templo do Senhor Śiva.", "translation": "**Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu foi ao templo do Senhor Śiva conhecido como Kapoteśvara, Nityānanda Prabhu, que mantinha Seu bastão de sannyāsa sob custódia, quebrou o bastão em três partes e o lançou no rio Bhārgīnadī. Mais tarde, este rio passou a ser conhecido como Daṇḍa-bhāṅgā-nadī.**", "purport": "O mistério do sannyāsa-daṇḍa (bastão) de Śrī Caitanya Mahāprabhu foi explicado por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem de sannyāsa de um sannyāsī māyāvādī. Os sannyāsīs māyāvādīs geralmente carregam um bastão, ou daṇḍa. Aproveitando-se da ausência de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrīla Nityānanda Prabhu quebrou o bastão em três partes e o lançou no rio agora conhecido como Daṇḍa-bhāṅgā-nadī. Na ordem de sannyāsa, há quatro divisões: kuṭīcaka, bahūdaka, haṁsa e paramahaṁsa. Somente enquanto permanece nas plataformas de kuṭīcaka e bahūdaka pode o sannyāsī carregar um bastão. Contudo, quando alguém é elevado ao status de haṁsa ou paramahaṁsa, após viajar e pregar o culto da bhakti, ele deve abandonar o bastão de sannyāsa.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu é Śrī *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*. Por isso, afirma-se: śrī-kṛṣṇa-caitanya, rādhā-kṛṣṇa nahe anya: \"Duas personalidades — Śrīmatī Rādhārāṇī e Śrī Kṛṣṇa — estão combinadas na encarnação de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\" Portanto, considerando Śrī Caitanya Mahāprabhu uma pessoa extraordinária, o Senhor Nityānanda Prabhu não esperou pela etapa de paramahaṁsa. Ele raciocinou que a Suprema Personalidade de Deus está automaticamente na etapa de paramahaṁsa; portanto, Ele não precisa carregar o sannyāsa-daṇḍa.\n\nEsta é a razão pela qual Śrī Nityānanda Prabhu quebrou o bastão em três pedaços e o lançou na água."}
{"ref": "cc/madhya/5/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/144/", "verse_text": "jagannāthera deula dekhi' āviṣṭa hailā\n\ndaṇḍavat kari preme nācite lāgilā", "devanagari": "> জগন্নাথের দেউল দেখি’ আবিষ্ট হৈলা ।\n> দণ্ডবৎ করি প্রেমে নাচিতে লাগিলা ॥১৪৪॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *deula*—o templo; *dekhi'*—vendo; *āviṣṭa*—extático; *hailā*—ficou; *daṇḍavat kari*—oferecendo reverências; *preme*—no êxtase de amor a Deus; *nācite*—a dançar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Após ver o templo de Jagannātha de um lugar distante, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente ficou extático. Depois de oferecer reverências ao templo, Ele começou a dançar no êxtase do amor a Deus.**", "purport": "A palavra deula refere-se ao templo onde a Suprema Personalidade de Deus está situada. O atual templo de Jagannātha Purī foi construído pelo rei Anaṅga-bhīma. Os historiadores afirmam que este templo deve ter sido construído há pelo menos dois mil anos. Na época de Śrī Caitanya Mahāprabhu, as pequenas edificações que circundam o templo original ainda não haviam sido construídas. Tampouco a alta plataforma diante do templo existia na época de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/5/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/145/", "verse_text": "bhakta-gaṇa āviṣṭa hañā, sabe nāce gāya\n\npremāveśe prabhu-saṅge rāja-mārge yāya", "devanagari": "> ভক্তগণ আবিষ্ট হঞা, সবে নাচে গায় ।\n> প্রেমাবেশে প্রভু-সঙ্গে রাজমার্গে যায় ॥১৪৫॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—os devotos; *āviṣṭa*—extáticos; *hañā*—estando; *sabe*—todos; *nāce*—dançam; *gāya*—cantam; *prema-āveśe*—absortos em amor a Deus; *prabhu-saṅge*—com o Senhor Caitanya; *rāja-mārge*—pela estrada principal; *yāya*—indo.", "translation": "**Todos os devotos ficaram extáticos na associação do Senhor Caitanya e, assim, absortos em amor a Deus, eles dançavam e cantavam enquanto seguiam pela estrada principal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/146/", "verse_text": "hāse, kānde, nāce prabhu huṅkāra garjana\n\ntina-krośa patha haila--sahasra yojana", "devanagari": "> হাসে, কান্দে, নাচে প্রভু হুঙ্কার গর্জন ।\n> তিনক্রোশ পথ হৈল — সহস্র যোজন ॥১৪৬॥", "synonyms": "*hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *huṅkāra*—vibrações extáticas; *garjana*—ressoações; *tina-krośa*—seis milhas; *patha*—o caminho; *haila*—tornou-se; *sahasra yojana*—milhares de milhas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ria, chorava, dançava e produzia muitas vibrações e sons extáticos. Embora o templo estivesse a apenas seis milhas de distância, para Ele a distância parecia de milhares de milhas.**", "purport": "Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estava em êxtase, Ele considerava que um momento durava tanto quanto doze anos. Após ver o templo de Jagannātha de um lugar distante, o Senhor ficou tão extático que considerou o caminho de seis milhas como tendo muitos milhares de milhas de extensão."}
{"ref": "cc/madhya/5/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/147/", "verse_text": "calite calite prabhu āilā 'āṭhāranālā'\n\ntāhāṅ āsi' prabhu kichu bāhya prakāśilā", "devanagari": "> চলিতে চলিতে প্রভু আইলা ‘আঠারনালা’ ।\n> তাহাঁ আসি’ প্রভু কিছু বাহ্য প্রকাশিলা ॥১৪৭॥", "synonyms": "*calite calite*—caminhando dessa maneira; *prabhu*—o Senhor; *āilā*—chegou; *āṭhāranālā*—a um lugar conhecido como Āṭhāranālā; *tāhāṅ*—lá; *āsi'*—chegando; *prabhu*—o Senhor; *kichu*—alguma; *bāhya*—consciência externa; *prakāśilā*—expressou.", "translation": "**Assim, caminhando e caminhando, o Senhor por fim chegou ao lugar conhecido como Āṭhāranālā. Ao chegar lá, Ele expressou Sua consciência externa, falando a Śrī Nityānanda Prabhu.**", "purport": "Na entrada de Jagannātha Purī há uma ponte com dezoito arcos chamada Āṭhāranālā. (*Āṭhāra* significa dezoito.)"}
{"ref": "cc/madhya/5/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/148/", "verse_text": "nityānande kahe prabhu,--deha mora daṇḍa\n\nnityānanda bale,--daṇḍa haila tina khaṇḍa", "devanagari": "> নিত্যানন্দে কহে প্রভু, — দেহ মোর দণ্ড ।\n> নিত্যানন্দ বলে, — দণ্ড হৈল তিন খণ্ড ॥১৪৮॥", "synonyms": "*nityānande*—ao Senhor Nityānanda; *kahe*—pede; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *deha*—dá; *mora*—Meu; *daṇḍa*—bastão de sannyāsa; *nityānanda bale*—Śrī Nityānanda responde; *daṇḍa*—Teu bastão de sannyāsa; *haila*—tornou-se; *tina khaṇḍa*—dividido em três partes.", "translation": "**Quando o Senhor Caitanya Mahāprabhu recuperou, assim, a consciência externa, Ele pediu ao Senhor Nityānanda Prabhu: \"Por favor, devolve-Me Meu bastão.\" Nityānanda Prabhu, então, respondeu: \"Ele foi quebrado em três partes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/149/", "verse_text": "premāveśe paḍilā tumi, tomāre dharinu\n\ntomā-saha sei daṇḍa-upare paḍinu", "devanagari": "> প্রেমাবেশে পড়িলা তুমি, তোমারে ধরিনু ।\n> তোমা-সহ সেই দণ্ড-উপরে পড়িনু ॥১৪৯॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em condição extática; *paḍilā*—caíste; *tumi*—Tu; *tomāre*—a Ti; *dharinu*—segurei; *tomā-saha*—junto contigo; *sei*—aquele; *daṇḍa-upare*—sobre aquele bastão; *paḍinu*—caí.", "translation": "**Nityānanda Prabhu disse: \"Quando caíste em êxtase, Eu Te segurei, mas nós dois juntos caímos sobre o bastão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/150/", "verse_text": "dui-janāra bhare daṇḍa khaṇḍa khaṇḍa haila\n\nsei khaṇḍa kāṅhā paḍila, kichu nā jānila", "devanagari": "> দুই জনার ভরে দণ্ড খণ্ড খণ্ড হৈল ।\n> সেই খণ্ড কাঁহা পড়িল, কিছু না জানিল ॥১৫০॥", "synonyms": "*dui-janāra*—de nós dois; *bhare*—pelo peso; *daṇḍa*—o bastão; *khaṇḍa khaṇḍa*—em pedaços; *haila*—tornou-se; *sei*—aqueles; *khaṇḍa*—pedaços; *kāṅhā paḍila*—onde caíram; *kichu*—coisa alguma; *nā jānila*—não se sabe.", "translation": "**\"Assim, o bastão quebrou-se sob nosso peso. Para onde foram os pedaços, não sei dizer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/151/", "verse_text": "mora aparādhe tomāra daṇḍa ha-ila khaṇḍa\n\nye ucita haya, mora kara tāra daṇḍa\"", "devanagari": "> মোর অপরাধে তোমার দণ্ড হইল খণ্ড ।\n> যে উচিত হয়, মোর কর তার দণ্ড ।।” ॥ ১৫১ ॥", "synonyms": "*mora*—Minha; *aparādhe*—pela ofensa; *tomāra*—Teu; *daṇḍa*—bastão de sannyāsa; *ha-ila*—tornou-se; *khaṇḍa*—quebrado; *ye*—qualquer que; *ucita*—apropriado; *haya*—seja; *mora*—a Mim; *kara*—faze; *tāra*—por isso; *daṇḍa*—punição.", "translation": "**\"É certamente por causa de Minha ofensa que Teu bastão se quebrou. Agora, podes punir-Me por isso conforme julgares apropriado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/152/", "verse_text": "śuni' kichu mahāprabhu duḥkha prakāśilā\nīṣat krodha kari' kichu kahite lāgilā", "devanagari": "> শুনি’ কিছু মহাপ্রভু দুঃখ প্রকাশিলা ।\n> ঈষৎ ক্রোধ করি’ কিছু কহিতে লাগিলা ॥১৫২॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir isso; *kichu*—um pouco; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *duḥkha*—infelicidade; *prakāśilā*—expressou; *īṣat*—um pouco de; *krodha*—ira; *kari'*—demonstrando; *kichu*—algo; *kahite*—a falar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Após ouvir a história de como Sua vara fora quebrada, o Senhor expressou um pouco de tristeza e, demonstrando certa ira, começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": "Śrī Nityānanda Prabhu considerava inútil a aceitação de sannyāsa por parte do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Ele, portanto, livrou o Senhor do incômodo de carregar a vara. Śrī Caitanya Mahāprabhu expressou ira porque queria ensinar a todos os demais sannyāsīs que eles não devem abandonar a vara antes de alcançar a plataforma de paramahaṁsa. Vendo que os princípios reguladores poderiam ser relaxados por tal ação, Caitanya Mahāprabhu queria carregar a vara pessoalmente. Nityānanda, contudo, a quebrou. Por essa razão, Caitanya Mahāprabhu demonstrou um pouco de ira. Afirma-se no *Bhagavad-gītā* (3.21), yad yad ācarati śreṣṭhas tat tad evetaro janaḥ: O que quer que as grandes pessoas façam, os outros seguem. Śrī Caitanya Mahāprabhu queria seguir estritamente os princípios Védicos a fim de salvar os neófitos inexperientes que tentam imitar os paramahaṁsas."}
{"ref": "cc/madhya/5/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/153/", "verse_text": "nīlācale āni' mora sabe hita kailā\nsabe daṇḍa-dhana chila, tāhā nā rākhilā", "devanagari": "> নীলাচলে আনি’ মোর সবে হিত কৈলা ।\n> সবে দণ্ডধন ছিল, তাহা না রাখিলা ॥১৫৩॥", "synonyms": "*nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āni'*—trazendo; *mora*—Meu; *sabe*—todos vós; *hita*—benefício; *kailā*—fizestes; *sabe*—apenas; *daṇḍa-dhana*—uma vara; *chila*—havia; *tāhā*—isso também; *nā*—não; *rākhilā*—guardastes.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu disse: \"Todos vós Me beneficiastes ao Me trazerdes a Nīlācala. No entanto, Minha única posse era aquela vara, e vós não a guardastes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/154/", "verse_text": "tumi-saba āge yāha īśvara dekhite\nkibā āmi āge yāi, nā yāba sahite", "devanagari": "> তুমি-সব আগে যাহ ঈশ্বর দেখিতে ।\n> কিবা আমি আগে যাই, না যাব সহিতে ॥১৫৪॥", "synonyms": "*tumi-saba*—todos vós; *āge*—à frente; *yāha*—ide; *īśvara dekhite*—ver Jagannātha; *kibā*—ou; *āmi*—Eu; *āge*—à frente; *yāi*—vou; *nā*—não; *yāba*—irei; *sahite*—convosco.", "translation": "**\"Portanto, todos vós deveis ir à frente ou atrás de Mim para ver o Senhor Jagannātha. Eu não irei convosco.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/155/", "verse_text": "mukunda datta kahe,--prabhu, tumi yāha āge\nāmi-saba pāche yāba, nā yāba tomāra saṅge", "devanagari": "> মুকুন্দ দত্ত কহে, — প্রভু, তুমি যাহ আগে ।\n> আমি-সব পাছে যাব, না যাব তোমার সঙ্গে ॥১৫৫॥", "synonyms": "*mukunda datta kahe*—o devoto chamado Mukunda Datta disse; *prabhu*—meu Senhor; *tumi*—Tu; *yāha*—vai; *āge*—à frente; *āmi-saba*—todos nós; *pāche*—atrás; *yāba*—iremos; *nā*—não; *yāba*—iremos; *tomāra saṅge*—conTigo.", "translation": "**Mukunda Datta disse a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Meu Senhor, Tu deves ir à frente e permitir que todos os outros sigam atrás. Nós não iremos conTigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/156/", "verse_text": "eta śuni' prabhu āge calilā śīghra-gati\nbujhite nā pāre keha dui prabhura mati", "devanagari": "> এত শুনি’ প্রভু আগে চলিলা শীঘ্রগতি ।\n> বুঝিতে না পারে কেহ দুই প্রভুর মতি ॥১৫৬॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ao ouvir isso; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āge*—à frente dos outros devotos; *calilā*—começou a ir; *śīghra-gati*—muito rapidamente; *bujhite*—compreender; *nā*—não; *pāre*—capaz; *keha*—ninguém; *dui*—dois; *prabhura*—dos Senhores; *mati*—as intenções.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu passou então a caminhar muito rapidamente à frente de todos os outros devotos. Ninguém conseguia compreender o verdadeiro propósito dos dois Senhores, Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/157/", "verse_text": "iṅho kene daṇḍa bhāṅge, teṅho kene bhāṅgāya\nbhāṅgāñā krodhe teṅho iṅhāke doṣāya", "devanagari": "> ইঁহো কেনে দণ্ড ভাঙ্গে, তেঁহো কেনে ভাঙ্গায় ।\n> ভাঙ্গাঞা ক্রোধে তেঁহো ইঁহাকে দোষায় ॥১৫৭॥", "synonyms": "*iṅho*—Nityānanda; *kene*—por que; *daṇḍa*—a vara; *bhāṅge*—quebra; *teṅho*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kene*—por que; *bhāṅgāya*—permite que a quebre; *bhāṅgāñā*—após permitir que a quebrasse; *krodhe*—com ira; *teṅho*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *iṅhāke*—o Senhor Nityānanda; *doṣāya*—acusa.", "translation": "**Os devotos não conseguiam compreender por que Nityānanda Prabhu quebrara a vara, por que Śrī Caitanya Mahāprabhu permitira que Ele o fizesse, ou por que, após permiti-lo, Caitanya Mahāprabhu ficara irado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/158/", "verse_text": "daṇḍa-bhaṅga-līlā ei--parama gambhīra\nsei bujhe, duṅhāra pade yāṅra bhakti dhīra", "devanagari": "> দণ্ডভঙ্গ-লীলা — এই পরম গম্ভীর ।\n> সেই বুঝে, দুঁহার পদে যাঁর ভক্তি ধীর ॥১৫৮॥", "synonyms": "*daṇḍa-bhaṅga-līlā*—o passatempo de quebrar a vara; *ei*—este; *parama*—muito; *gambhīra*—grave; *sei bujhe*—pode compreender; *duṅhāra*—de ambos; *pade*—aos pés de lótus; *yāṅra*—cujo; *bhakti*—serviço devocional; *dhīra*—fixo.", "translation": "**O passatempo da quebra da vara é muito profundo. Somente aquele cuja devoção está fixa nos pés de lótus dos dois Senhores pode compreendê-lo.**", "purport": "Aquele que compreende Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu em verdade pode compreender Sua identidade, bem como a quebra da vara. Todos os ācāryas anteriores, induzidos a ocupar-se plenamente no serviço do Senhor, abandonaram o apego à vida material e, assim, aceitaram a vara, que significa pleno empenho da mente, da fala e do corpo no serviço do Senhor. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou os princípios reguladores da ordem renunciada de vida. Isso é completamente claro. No entanto, na fase de paramahaṁsa não há necessidade de aceitar um daṇḍa (vara), e Śrī Caitanya Mahāprabhu estava certamente na fase de paramahaṁsa. Ainda assim, para indicar que todos devem aceitar sannyāsa ao fim da vida a fim de ocupar-se plenamente no serviço do Senhor, mesmo paramahaṁsas como Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos íntimos seguem os princípios reguladores infalivelmente. De fato, esse era o Seu propósito. Nityānanda Prabhu, que era Seu servidor eterno, acreditava não haver necessidade de Śrī Caitanya Mahāprabhu carregar a vara, e, para declarar ao mundo que Śrī Caitanya Mahāprabhu estava acima de todas as regulações, Ele a quebrou em três pedaços. O passatempo conhecido como daṇḍa-bhaṅga-līlā é assim explicado por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/5/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/159/", "verse_text": "brahmaṇya-deva-gopālera mahimā ei dhanya\nnityānanda--vaktā yāra, śrotā--śrī-caitanya", "devanagari": "> ব্ৰহ্মণ্যদেব-গোপালের মহিমা এই ধন্য ।\n> নিত্যানন্দ — বক্তা যার, শ্রোতা — শ্রীচৈতন্য ॥১৫৯॥", "synonyms": "*brahmaṇya-deva*—a Suprema Personalidade de Deus, que é misericordioso com os brāhmaṇas; *gopālera*—de Gopāla; *mahimā*—as glórias; *ei*—estas; *dhanya*—glorificadas; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *vaktā*—o narrador; *yāra*—da narração; *śrotā*—o ouvinte; *śrī-caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**As glórias do Senhor Gopāla, que é misericordioso com os brāhmaṇas, são muito grandes. A narração de Sākṣi-gopāla foi falada por Nityānanda Prabhu e ouvida por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Há quatro pontos de instrução que se devem considerar na história de Sākṣi-gopāla. Primeiro, a Deidade (*arcā-vigraha*) de Śrī Gopāla é eternamente *sac-cid-ānanda-vigraha,* a forma transcendental do Senhor. Segundo, a Deidade supera os princípios regulativos materiais e estende a realidade dos princípios transcendentais. Terceiro, é possível situar-se em uma posição transcendental após tornar-se um *brāhmaṇa,* mas, como *brāhmaṇa,* é preciso seguir os princípios regulativos com muito rigor. Por fim, *brahmaṇya-deva* indica o próprio Senhor Śrī Kṛṣṇa, que é assim adorado: *namo brahmaṇya-devāya go-brāhmaṇa-hitāya ca jagad-dhitāya kṛṣṇāya govindāya nama nama/:!.* Isso indica que um devoto sob a proteção de Kṛṣṇa está automaticamente situado como *brāhmaṇa,* e tal *brāhmaṇa* não é iludido. Este é o fato."}
{"ref": "cc/madhya/5/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/160/", "verse_text": "śraddhā-yukta hañā ihā śune yei jana\nacire milaye tāre gopāla-caraṇa", "devanagari": "> শ্রদ্ধাযুক্ত হঞা ইহা শুনে যেই জন ।\n> অচিরে মিলয়ে তারে গোপাল-চরণ ॥১৬০॥", "synonyms": "*śraddhā-yukta*—com fé e amor; *hañā*—estando; *ihā*—esta narração; *śune*—ouve; *yei*—qual; *jana*—pessoa; *acire*—muito em breve; *milaye*—obtém; *tāre*—ela; *gopāla-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Gopāla.", "translation": "**Aquele que ouve esta narração do Senhor Gopāla com fé e amor muito em breve alcança os pés de lótus do Senhor Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/5/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/5/161/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৬১॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo as pegadas deles.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Quinto Capítulo, que descreve as atividades de Sākṣi-gopāla."}
{"ref": "cc/madhya/6/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/1/", "verse_text": "naumi taṁ gauracandraṁ yaḥ\nkutarka-karkaśāśayam\nsārvabhaumaṁ sarva-bhūmā\nbhakti-bhūmānam ācarat", "devanagari": "> নৌমি তং গৌরচন্দ্রং যঃ কুতর্ক-কর্কশাশয়ম্ ।\n> সার্বভৌমং সর্বভূমা ভক্তিভূমানমাচরৎ ॥১॥", "synonyms": "*naumi*—ofereço minhas respeitosas reverências; *tam*—a Ele; *gauracandram*—que é conhecido como o Senhor Gauracandra; *yaḥ*—que; *ku-tarka*—por maus argumentos; *karkaśa-āśayam*—cujo coração era duro; *sārvabhaumam*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *sarva-bhūmā*—o Senhor de tudo; *bhakti-bhūmānam*—numa grande personalidade de devoção; *ācarat*—converteu.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Gauracandra, a Suprema Personalidade de Deus, que converteu o empedernido Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, o reservatório de toda má lógica, num grande devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaitacandra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya gauracandra*—todas as glórias ao Senhor Gaurahari; *jaya nityānanda*—todas as glórias a Nityānanda Prabhu; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/3/", "verse_text": "āveśe calilā prabhu jagannātha-mandire\njagannātha dekhi' preme ha-ilā asthire", "devanagari": "> আবেশে চলিলা প্রভু জগন্নাথ-মন্দিরে ।\n> জগন্নাথ দেখি’ প্রেমে হইলা অস্থিরে ॥৩॥", "synonyms": "*āveśe*—em êxtase; *calilā*—foi; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagannātha-mandire*—ao templo de Jagannātha; *jagannātha dekhi'*—vendo a Deidade de Jagannātha; *preme*—em êxtase; *ha-ilā*—ficou; *asthire*—inquieto.", "translation": "**Em êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi de Āṭhāranālā ao templo de Jagannātha. Após ver o Senhor Jagannātha, ficou muito inquieto devido ao amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/4/", "verse_text": "jagannātha āliṅgite calilā dhāñā\nmandire paḍilā preme āviṣṭa hañā", "devanagari": "> জগন্নাথ আলিঙ্গিতে চলিলা ধাঞা ।\n> মন্দিরে পড়িলা প্রেমে আবিষ্ট হঞা ॥৪॥", "synonyms": "*jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *āliṅgite*—abraçar; *calilā*—foi; *dhāñā*—muito rapidamente; *mandire*—no templo; *paḍilā*—caiu; *preme*—em êxtase; *āviṣṭa*—dominado; *hañā*—ficando.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu foi rapidamente abraçar o Senhor Jagannātha, mas, ao entrar no templo, ficou tão dominado pelo amor a Deus que desmaiou no chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/5/", "verse_text": "daive sārvabhauma tāṅhāke kare daraśana\npaḍichā mārite teṅho kaila nivāraṇa", "devanagari": "> দৈবে সার্বভৌম তাঁহাকে করে দরশন ।\n> পড়িছা মারিতে তেঁহো কৈল নিবারণ ॥৫॥", "synonyms": "*daive*—por acaso; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tāṅhāke*—a Ele; *kare*—faz; *daraśana*—vendo; *paḍichā*—o guarda do templo; *mārite*—golpear; *teṅho*—ele; *kaila*—fez; *nivāraṇa*—proibição.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu caiu, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya por acaso O viu. Quando o guarda ameaçou golpear o Senhor, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya imediatamente o proibiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/6/", "verse_text": "prabhura saundarya āra premera vikāra\ndekhi' sārvabhauma hailā vismita apāra", "devanagari": "> প্রভুর সৌন্দর্য আর প্রেমের বিকার ।\n> দেখি’ সার্বভৌম হৈলা বিস্মিত অপার ॥৬॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saundarya*—a beleza; *āra*—e; *premera vikāra*—as transformações extáticas; *dekhi'*—vendo; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *hailā*—ficou; *vismita*—surpreso; *apāra*—muitíssimo.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou muitíssimo surpreso ao ver a beleza pessoal do Senhor Caitanya Mahāprabhu, bem como as transformações transcendentais operadas em Seu corpo devido ao amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/7/", "verse_text": "bahu-kṣaṇe caitanya nahe, bhogera kāla haila\nsārvabhauma mane tabe upāya cintila", "devanagari": "> বহুক্ষণে চৈতন্য নহে, ভোগের কাল হৈল ।\n> সার্বভৌম মনে তবে উপায় চিন্তিল ॥৭॥", "synonyms": "*bahu-kṣaṇe*—por muito tempo; *caitanya*—consciência; *nahe*—não havia; *bhogera*—de oferecer alimento; *kāla*—o tempo; *haila*—chegou; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *mane*—na mente; *tabe*—naquele momento; *upāya*—remédio; *cintila*—pensou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu inconsciente por muito tempo. Nesse ínterim, chegou o momento de oferecer prasāda ao Senhor Jagannātha, e o Bhaṭṭācārya tentou pensar num remédio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/8/", "verse_text": "śiṣya paḍichā-dvārā prabhu nila vahāñā\nghare āni' pavitra sthāne rākhila śoyāñā", "devanagari": "> শিষ্য পড়িছা-দ্বারা প্রভু নিল বহাঞা ।\n> ঘরে আনি’ পবিত্র স্থানে রাখিল শোয়াঞা ॥৮॥", "synonyms": "*śiṣya*—discípulos; *paḍichā*—e guardas; *dvārā*—por meio de; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nila*—levou; *vahāñā*—carregando; *ghare*—em casa; *āni'*—trazendo; *pavitra*—purificado; *sthāne*—num lugar; *rākhila*—deitou; *śoyāñā*—deitado.", "translation": "**Enquanto o Senhor Caitanya Mahāprabhu estava inconsciente, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, com a ajuda dos guardas e de alguns discípulos, levou-O para sua casa e deitou-O num quarto muito santificado.**", "purport": "Naquele tempo, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya vivia na parte sul do templo de Jagannātha. Sua casa ficava praticamente na praia e era conhecida como Mārkaṇḍeya-sarastaṭa. Atualmente, é usada como o mosteiro de Gaṅgāmātā."}
{"ref": "cc/madhya/6/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/9/", "verse_text": "śvāsa-praśvāsa nāhi udara-spandana\ndekhiyā cintita haila bhaṭṭācāryera mana", "devanagari": "> শ্বাস-প্রশ্বাস নাহি উদর-স্পন্দন ।\n> দেখিয়া চিন্তিত হৈল ভট্টাচার্যের মন ॥৯॥", "synonyms": "*śvāsa-praśvāsa*—respiração; *nāhi*—não havia; *udara*—do abdômen; *spandana*—movimento; *dekhiyā*—vendo; *cintita*—cheia de ansiedade; *haila*—ficou; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *mana*—a mente.", "translation": "**Examinando o corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Sārvabhauma viu que Seu abdômen não se movia e que Ele não respirava. Ao ver Seu estado, o Bhaṭṭācārya ficou muito ansioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/10/", "verse_text": "sūkṣma tulā āni' nāsā-agrete dharila\nīṣat calaye tulā dekhi' dhairya haila", "devanagari": "> সূক্ষ্ম তুলা আনি’ নাসা-অগ্রেতে ধরিল ।\n> ঈষৎ চলয়ে তুলা দেখি’ ধৈর্য হৈল ॥১০॥", "synonyms": "*sūkṣma*—fino; *tulā*—algodão; *āni'*—trazendo; *nāsā*—da narina; *agrete*—em frente; *dharila*—segurou; *īṣat*—ligeiramente; *calaye*—move-se; *tulā*—o algodão; *dekhi'*—vendo; *dhairya*—paciência; *haila*—houve.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya, então, pegou um fino chumaço de algodão e colocou-o diante das narinas do Senhor. Quando viu o algodão mover-se muito ligeiramente, ficou esperançoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/11/", "verse_text": "vasi' bhaṭṭācārya mane karena vicāra\nei kṛṣṇa-mahāpremera sāttvika vikāra", "devanagari": "> বসি’ ভট্টাচার্য মনে করেন বিচার ।\n> এই কৃষ্ণ-মহাপ্রেমের সাত্ত্বিক বিকার ॥১১॥", "synonyms": "*vasi'*—sentando-se; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *mane*—em sua mente; *karena*—faz; *vicāra*—consideração; *ei*—esta; *kṛṣṇa-mahā-premera*—do amor extático por Kṛṣṇa; *sāttvika*—transcendental; *vikāra*—transformação.", "translation": "**Sentando-se ao lado de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele pensou: \"Esta é uma transformação extática transcendental provocada pelo amor a Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/12/", "verse_text": "'sūddīpta sāttvika' ei nāma ye 'pralaya'\nnitya-siddha bhakte se 'sūddīpta bhāva' haya", "devanagari": "> ‘সূদ্দীপ্ত সাত্ত্বিক’ এই নাম যে ‘প্রলয়’ ।\n> নিত্যসিদ্ধ ভক্তে সে ‘সূদ্দীপ্ত ভাব’ হয় ॥১২॥", "synonyms": "*su-uddīpta sāttvika*—do nome sūddīpta-sāttvika; *ei*—este; *nāma*—chamado; *ye*—o qual; *pralaya*—devastação; *nitya-siddha*—eternamente aperfeiçoado; *bhakte*—no devoto; *se*—aquele; *su-uddīpta bhāva*—o êxtase conhecido como sūddīpta; *haya*—manifesta-se.", "translation": "**Ao ver o sinal de sūddīpta-sāttvika, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya pôde imediatamente compreender a transformação extática transcendental no corpo do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Tal sinal ocorre apenas nos corpos de devotos eternamente liberados.**", "purport": "A palavra sūddīpta-sāttvika é explicada da seguinte maneira por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura: \"O *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* menciona oito tipos de transformações transcendentais nos corpos dos devotos avançados. Estas são, às vezes, contidas pelo devoto, e há dois estágios de tal contenção, tecnicamente conhecidos como dhūmāyitā e jvalitā. O estágio dhūmāyitā (fumegante) manifesta-se quando apenas uma ou duas transformações estão ligeiramente presentes e é possível ocultá-las. Quando mais de duas ou três transformações transcendentais se manifestam e ainda é possível ocultá-las, embora com grande dificuldade, esse estágio chama-se jvalitā (acesso). Quando quatro ou cinco sintomas se manifestam, alcançou-se o estágio dīpta (flamejante). Quando cinco, seis ou todos os oito sintomas se manifestam simultaneamente, essa posição chama-se uddīpta (inflamado). E quando todos os oito sintomas se multiplicam mil vezes e estão todos visíveis de uma só vez, o devoto encontra-se no estágio sūddīpta (intensamente inflamado). Nitya-siddha-bhakta indica os associados eternamente liberados do Senhor. Tais devotos desfrutam da companhia do Senhor em quatro relacionamentos — como servo, amigo, pai ou amante conjugal.\""}
{"ref": "cc/madhya/6/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/13/", "verse_text": "'adhirūḍha bhāva' yāṅra, tāṅra e vikāra\nmanuṣyera dehe dekhi,--baḍa camatkāra", "devanagari": "> ‘অধিরূঢ় ভাব’ যাঁর, তাঁর এ বিকার ।\n> মনুষ্যের দেহে দেখি, — বড় চমৎকার ॥১৩॥", "synonyms": "*adhirūḍha bhāva*—um êxtase tecnicamente conhecido como adhirūḍha; *yāṅra*—de quem; *tāṅra*—d'Ele; *e*—esta; *vikāra*—transformação; *manuṣyera*—de um ser humano; *dehe*—no corpo; *dekhi*—eu vejo; *baḍa camatkāra*—muito maravilhoso.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya considerou: \"Os incomuns sintomas extáticos de adhirūḍha-bhāva estão aparecendo no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Isto é maravilhosíssimo! Como são possíveis no corpo de um ser humano?\"**", "purport": "Adhirūḍha-bhāva, ou adhirūḍha-mahābhāva, é explicado no Ujjvala-nīlamaṇi, de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura cita Rūpa Gosvāmī da seguinte maneira: \"A propensão amorosa do āśraya (devoto) para com o viṣaya (Senhor) torna-se tão extática que, mesmo depois de desfrutar da companhia do amado, o devoto sente que seu desfrute é insuficiente. Nesse momento, o amante vê o amado de diferentes maneiras. Tal desenvolvimento de êxtase chama-se anurāga. Quando o anurāga atinge seu limite mais elevado e se torna perceptível no corpo, chama-se bhāva. Quando os sintomas corporais não são muito distintos, contudo, o estado emocional ainda se chama anurāga, não bhāva. Quando o êxtase bhāva se intensifica, chama-se mahā-bhāva. Os sintomas de mahā-bhāva são visíveis apenas nos corpos de associados eternos, como as gopīs.\""}
{"ref": "cc/madhya/6/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/14/", "verse_text": "eta cinti' bhaṭṭācārya āchena vasiyā\nnityānandādi siṁha-dvāre milila āsiyā", "devanagari": "> এত চিন্তি’ ভট্টাচার্য আছেন বসিয়া ।\n> নিত্যানন্দাদি সিংহদ্বারে মিলিল আসিয়া ॥১৪॥", "synonyms": "*eta cinti'*—pensando assim; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āchena*—estava; *vasiyā*—sentado; *nityānanda-ādi*—todos os devotos, encabeçados por Nityānanda Prabhu; *siṁha-dvāre*—junto ao portão de entrada do templo de Jagannātha; *milila*—encontraram-se; *āsiyā*—chegando.", "translation": "**Enquanto o Bhaṭṭācārya pensava dessa maneira em sua casa, todos os devotos de Caitanya Mahāprabhu, encabeçados por Nityānanda Prabhu, aproximaram-se do Siṁha-dvāra [o portão de entrada do templo].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/15/", "verse_text": "tāṅhā śune loke kahe anyonye bāt\neka sannyāsī āsi' dekhi' jagannātha", "devanagari": "> তাঁহা শুনে লোকে কহে অন্যোন্যে বাত়্  ।\n> এক সন্ন্যাসী আসি’ দেখি’ জগন্নাথ ॥১৫॥", "synonyms": "*tāṅhā*—naquele lugar; *śune*—eles ouvem; *loke*—as pessoas em geral; *kahe*—conversam; *anyonye*—entre si; *bāt*—assuntos; *eka*—um; *sannyāsī*—mendicante; *āsi'*—chegando ali; *dekhi'*—vendo; *jagannātha*—a Deidade do Senhor Jagannātha.", "translation": "**Ali, os devotos ouviram as pessoas falando sobre um mendicante que viera a Jagannātha Purī e vira a Deidade de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/16/", "verse_text": "mūrcchita haila, cetana nā haya śarīre\nsārvabhauma lañā gelā āpanāra ghare", "devanagari": "> মূর্চ্ছিত হৈল, চেতন না হয় শরীরে  ।\n> সার্বভৌম লঞা গেলা আপনার ঘরে ॥১৬॥", "synonyms": "*mūrcchita*—inconsciente; *haila*—ficou; *cetana*—consciência; *nā*—não; *haya*—há; *śarīre*—em Seu corpo; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *lañā*—levando-O; *gelā*—foi; *āpanāra*—sua própria; *ghare*—à casa.", "translation": "**As pessoas disseram que o *sannyāsī* caiu inconsciente ao ver a Deidade do Senhor Jagannātha. Como Sua consciência não retornava, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya O levou para sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/17/", "verse_text": "śuni' sabe jānilā ei mahāprabhura kārya\nhena-kāle āilā tāhāṅ gopīnāthācārya", "devanagari": "> শুনি’ সবে জানিলা এই মহাপ্রভুর কার্য ।\n> হেনকালে আইলা তাহাঁ গোপীনাথাচার্য ॥১৭॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isto; *sabe*—todos os devotos; *jānilā*—puderam compreender; *ei*—esta; *mahāprabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kārya*—a atividade; *hena-kāle*—naquele momento; *āilā*—chegou; *tāhāṅ*—ali; *gopīnātha-ācārya*—de nome Gopīnātha Ācārya.", "translation": "**Ao ouvirem isto, os devotos puderam compreender que falavam do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Justamente nesse momento, chegou ali Śrī Gopīnātha Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/18/", "verse_text": "nadīyā-nivāsī, viśāradera jāmātā\nmahāprabhura bhakta teṅho prabhu-tattva-jñātā", "devanagari": "> নদীয়া-নিবাসী, বিশারদের জামাতা ।\n> মহাপ্রভুর ভক্ত তেঁহো প্রভুতত্ত্বজ্ঞাতা ॥১৮॥", "synonyms": "*nadīyā-nivāsī*—um habitante de Nadīyā; *viśāradera*—de Viśārada; *jāmātā*—o genro; *mahāprabhura bhakta*—um devoto do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *teṅho*—ele; *prabhu-tattva-jñātā*—um conhecedor da verdadeira identidade de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya era residente de Nadīyā, genro de Viśārada e devoto de Caitanya Mahāprabhu. Ele conhecia a verdadeira identidade de Sua Senhoria.**", "purport": "Maheśvara Viśārada era colega de classe de Nīlāmbara Cakravartī. Vivia no distrito de Nadīyā, numa aldeia chamada Vidyānagara, e tinha dois filhos chamados Madhusūdana Vācaspati e Vāsudeva Sārvabhauma. Seu genro era Gopīnātha Ācārya."}
{"ref": "cc/madhya/6/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/19/", "verse_text": "mukunda-sahita pūrve āche paricaya\nmukunda dekhiyā tāṅra ha-ila vismaya", "devanagari": "> মুকুন্দ-সহিত পূর্বে আছে পরিচয় ।\n> মুকুন্দ দেখিয়া তাঁর হইল বিস্ময় ॥১৯॥", "synonyms": "*mukunda-sahita*—com Mukunda Datta; *pūrve*—anteriormente; *āche*—havia; *paricaya*—conhecimento; *mukunda*—Mukunda Datta; *dekhiyā*—vendo; *tāṅra*—dele (Gopīnātha Ācārya); *ha-ila*—houve; *vismaya*—espanto.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya já conhecia Mukunda Datta anteriormente e, ao vê-lo em Jagannātha Purī, ficou muito admirado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/20/", "verse_text": "mukunda tāṅhāre dekhi' kaila namaskāra\nteṅho āliṅgiyā puche prabhura samācāra", "devanagari": "> মুকুন্দ তাঁহারে দেখি’ কৈল নমস্কার ।\n> তেঁহো আলিঙ্গিয়া পুছে প্রভুর সমাচার ॥২০॥", "synonyms": "*mukunda*—Mukunda Datta; *tāṅhāre*—a ele; *dekhi'*—vendo; *kaila*—ofereceu; *namaskāra*—reverências; *teṅho*—ele; *āliṅgiyā*—abraçando; *puche*—pergunta; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *samācāra*—notícias.", "translation": "**Ao encontrá-lo, Mukunda Datta ofereceu reverências a Gopīnātha Ācārya. Então o Ācārya abraçou Mukunda Datta e perguntou sobre notícias de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/21/", "verse_text": "mukunda kahe,--prabhura ihāṅ haila āgamane\nāmi-saba āsiyāchi mahāprabhura sane", "devanagari": "> মুকুন্দ কহে, — প্রভুর ইহাঁ হৈল আগমনে ।\n> আমি-সব আসিয়াছি মহাপ্রভুর সনে ॥২১॥", "synonyms": "*mukunda kahe*—Mukunda responde; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ihāṅ*—aqui; *haila*—houve; *āgamane*—chegada; *āmi-saba*—todos nós; *āsiyāchi*—viemos; *mahāprabhura*—Caitanya Mahāprabhu; *sane*—com.", "translation": "**Mukunda Datta respondeu: \"O Senhor já chegou aqui. Viemos com Ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/22/", "verse_text": "nityānanda-gosāñike ācārya kaila namaskāra\nsabe meli' puche prabhura vārtā bāra bāra", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-গোসাঞিকে আচার্য কৈল নমস্কার ।\n> সবে মেলি’ পুছে প্রভুর বার্তা বার বার ॥২২॥", "synonyms": "*nityānanda-gosāñike*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *kaila namaskāra*—ofereceu reverências; *sabe meli'*—encontrando-se com todos eles; *puche*—pergunta; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *vārtā*—notícias; *bāra bāra*—repetidas vezes.", "translation": "**Assim que viu Nityānanda Prabhu, Gopīnātha Ācārya Lhe ofereceu suas reverências. Dessa maneira, encontrando-se com todos os devotos, perguntou repetidas vezes sobre notícias do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/23/", "verse_text": "mukunda kahe,--'mahāprabhu sannyāsa kariyā\nnīlācale āilā saṅge āmā-sabā lañā", "devanagari": "> মুকুন্দ কহে, — ‘মহাপ্রভু সন্ন্যাস করিয়া ।\n> নীলাচলে আইলা সঙ্গে আমা-সবা লঞা ॥২৩॥", "synonyms": "*mukunda kahe*—Mukunda Datta responde; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sannyāsa kariyā*—depois de aceitar a ordem de vida renunciada; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āilā*—veio; *saṅge*—com Ele; *āmā-sabā*—todos nós; *lañā*—levando.", "translation": "**Mukunda Datta prosseguiu: \"Depois de aceitar a ordem de sannyāsa, o Senhor Caitanya Mahāprabhu veio a Jagannātha Purī e trouxe todos nós com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/24/", "verse_text": "āmā-sabā chāḍi' āge gelā daraśane\nāmi-saba pāche āilāṅ tāṅra anveṣaṇe", "devanagari": "> আমা-সবা ছাড়ি’ আগে গেলা দরশনে ।\n> আমি-সব পাছে আইলাঙ তাঁর অন্বেষণে ॥২৪॥", "synonyms": "*āmā-sabā*—todos nós; *chāḍi'*—deixando; *āge*—adiante; *gelā*—foi; *daraśane*—ver o Senhor Jagannātha; *āmi-saba*—todos nós; *pāche*—atrás; *āilāṅ*—viemos; *tāṅra*—d'Ele; *anveṣaṇe*—em busca.", "translation": "**\"O Senhor Caitanya Mahāprabhu deixou nossa companhia e seguiu adiante para ver o Senhor Jagannātha. Acabamos de chegar e agora estamos à Sua procura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/25/", "verse_text": "anyonye lokera mukhe ye kathā śunila\nsārvabhauma-gṛhe prabhu,--anumāna kaila", "devanagari": "> অন্যোন্যে লোকের মুখে যে কথা শুনিল ।\n> সার্বভৌম-গৃহে প্রভু, — অনুমান কৈল ॥২৫॥", "synonyms": "*anyonye*—entre si; *lokera*—das pessoas em geral; *mukhe*—nas bocas; *ye*—aquilo que; *kathā*—conversa; *śunila*—foi ouvido; *sārvabhauma-gṛhe*—na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhu*—o Senhor; *anumāna*—uma suposição; *kaila*—fez.", "translation": "**\"Pela conversa das pessoas em geral, deduzimos que o Senhor está agora na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/26/", "verse_text": "īśvara-darśane prabhu preme acetana\nsārvabhauma lañā gelā āpana-bhavana", "devanagari": "> ঈশ্বর-দর্শনে প্রভু প্রেমে অচেতন ।\n> সার্বভৌম লঞা গেলা আপন-ভবন ॥২৬॥", "synonyms": "*īśvara-darśane*—por ver o Senhor Jagannātha; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *preme*—no êxtase de amor a Deus; *acetana*—inconsciente; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *lañā gelā*—levou; *āpana-bhavana*—para sua própria casa.", "translation": "**\"Ao ver o Senhor Jagannātha, Caitanya Mahāprabhu ficou extático e caiu inconsciente, e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya O levou nessa condição para sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/27/", "verse_text": "tomāra milane yabe āmāra haila mana\ndaive sei kṣaṇe pāiluṅ tomāra daraśana", "devanagari": "> তোমার মিলনে যবে আমার হৈল মন ।\n> দৈবে সেই ক্ষণে পাইলুঁ তোমার দরশন ॥২৭॥", "synonyms": "*tomāra*—de ti; *milane*—em encontrar; *yabe*—quando; *āmāra*—de mim; *haila*—houve; *mana*—a mente; *daive*—por acaso; *sei kṣaṇe*—naquele exato momento; *pāiluṅ*—obtive; *tomāra*—teu; *daraśana*—encontro.", "translation": "**\"Justamente quando pensava em encontrar-me contigo, por acaso de fato nos encontramos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/28/", "verse_text": "cala, sabe yāi sārvabhaumera bhavana\nprabhu dekhi' pāche kariba īśvara darśana'", "devanagari": "> চল, সবে যাই সার্বভৌমের ভবন ।\n> প্রভু দেখি’ পাছে করিব ঈশ্বর দর্শন ।।’ ॥ ২৮ ॥", "synonyms": "*cala*—vamos; *sabe*—todos; *yāi*—iremos; *sārvabhaumera bhavana*—à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhu dekhi'*—vendo o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāche*—depois; *kariba*—faremos; *īśvara darśana*—a visão do Senhor Jagannātha.", "translation": "**\"Primeiro vamos todos à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ver Caitanya Mahāprabhu. Depois iremos ver o Senhor Jagannātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/29/", "verse_text": "eta śuni' gopīnātha sabāre lañā\nsārvabhauma-ghare gelā haraṣita hañā", "devanagari": "> এত শুনি’ গোপীনাথ সবারে লঞা ।\n> সার্বভৌম-ঘরে গেলা হরষিত হঞা ॥২৯॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *gopīnātha*—Gopīnātha Ācārya; *sabāre*—todos eles; *lañā*—levando consigo; *sārvabhauma-ghare*—à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *gelā*—foi; *haraṣita hañā*—ficando muito satisfeito.", "translation": "**Ao ouvir isto e sentindo-se muito satisfeito, Gopīnātha Ācārya imediatamente levou consigo todos os devotos e dirigiu-se à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/30/", "verse_text": "sārvabhauma-sthāne giyā prabhuke dekhila\nprabhu dekhi' ācāryera duḥkha-harṣa haila", "devanagari": "> সার্বভৌম-স্থানে গিয়া প্রভুকে দেখিল ।\n> প্রভু দেখি’ আচার্যের দুঃখ-হর্ষ হৈল ॥৩০॥", "synonyms": "*sārvabhauma-sthāne*—ao lugar de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *giyā*—indo até lá; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhila*—todos eles viram; *prabhu dekhi'*—vendo o Senhor; *ācāryera*—de Gopīnātha Ācārya; *duḥkha*—infelicidade; *harṣa*—felicidade; *haila*—houve.", "translation": "**Ao chegar à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, todos viram o Senhor jazendo inconsciente. Vendo-O nessa condição, Gopīnātha Ācārya ficou muito infeliz, mas, ao mesmo tempo, ficou feliz simplesmente por ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/31/", "verse_text": "sārvabhaume jānāñā sabā nila abhyantare\nnityānanda-gosāñire teṅho kaila namaskāre", "devanagari": "> সার্বভৌমে জানাঞা সবা নিল অভ্যন্তরে ।\n> নিত্যানন্দ-গোসাঞিরে তেঁহো কৈল নমস্কারে ॥৩১॥", "synonyms": "*sārvabhaume*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *jānāñā*—informando e pedindo permissão; *sabā*—todos os devotos; *nila*—levou; *abhyantare*—para dentro da casa; *nityānanda-gosāñire*—a Nityānanda Prabhu; *teṅho*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kaila*—ofereceu; *namaskāre*—reverências.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya permitiu que todos os devotos entrassem em sua casa e, ao ver Nityānanda Prabhu, o Bhaṭṭācārya Lhe ofereceu reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/32/", "verse_text": "sabā sahita yathā-yogya karila milana\nprabhu dekhi' sabāra haila haraṣita mana", "devanagari": "> সবা সহিত যথাযোগ্য করিল মিলন ।\n> প্রভু দেখি’ সবার হৈল হরষিত মন ॥৩২॥", "synonyms": "*sabā sahita*—com todos eles; *yathā-yogya*—como era apropriado; *karila*—fez; *milana*—encontro; *prabhu dekhi'*—vendo o Senhor; *sabāra*—de todos; *haila*—ficaram; *haraṣita*—satisfeitas; *mana*—as mentes.", "translation": "**Sārvabhauma encontrou-se com todos os devotos e ofereceu-lhes uma recepção adequada. Todos ficaram satisfeitos por ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/33/", "verse_text": "sārvabhauma pāṭhāila sabā darśana karite\n\n'candaneśvara' nija-putra dila sabāra sāthe", "devanagari": "> সার্বভৌম পাঠাইল সবা দর্শন করিতে ।\n> ‘চন্দনেশ্বর’ নিজপুত্র দিল সবার সাথে ॥৩৩॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *pāṭhāila*—enviou-os; *sabā*—todos; *darśana karite*—para ver o Senhor Jagannātha; *candana-īśvara*—de nome Candaneśvara; *nija-putra*—seu filho; *dila*—deu; *sabāra sāthe*—com todos eles.", "translation": "**Então, o Bhaṭṭācārya enviou todos eles de volta para verem o Senhor Jagannātha, e pediu a seu próprio filho Candaneśvara que os acompanhasse como guia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/34/", "verse_text": "jagannātha dekhi' sabāra ha-ila ānanda\n\nbhāvete āviṣṭa hailā prabhu nityānanda", "devanagari": "> জগন্নাথ দেখি’ সবার হইল আনন্দ ।\n> ভাবেতে আবিষ্ট হৈলা প্রভু নিত্যানন্দ ॥৩৪॥", "synonyms": "*jagannātha dekhi'*—ao ver o Senhor Jagannātha; *sabāra*—de todos; *ha-ila*—houve; *ānanda*—prazer; *bhāvete*—em êxtase; *āviṣṭa*—dominado; *hailā*—ficou; *prabhu nityānanda*—o Senhor Nityānanda.", "translation": "**Todos ficaram, então, muito satisfeitos ao verem a Deidade do Senhor Jagannātha. O Senhor Nityānanda, em particular, ficou dominado pelo êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/35/", "verse_text": "sabe meli' dhari tāṅre susthira karila\n\nīśvara-sevaka mālā-prasāda āni' dila", "devanagari": "> সবে মেলি’ ধরি তাঁরে সুস্থির করিল ।\n> ঈশ্বর-সেবক মালা-প্রসাদ আনি’ দিল ॥৩৫॥", "synonyms": "*sabe meli'*—reunindo-se todos juntos; *dhari*—ampararam; *tāṅre*—a Ele; *su-sthira*—firme; *karila*—tornaram; *īśvara-sevaka*—o sacerdote da Deidade; *mālā*—guirlanda; *prasāda*—oferenda; *āni*—trazendo; *dila*—deu.", "translation": "**Quando o Senhor Nityānanda Prabhu quase desfaleceu, todos os devotos O ampararam e O firmaram. Nesse momento, o sacerdote do Senhor Jagannātha trouxe uma guirlanda que havia sido oferecida à Deidade e a ofereceu a Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/36/", "verse_text": "prasāda pāñā sabe hailā ānandita mane\n\npunarapi āilā sabe mahāprabhura sthāne", "devanagari": "> প্রসাদ পাঞা সবে হৈলা আনন্দিত মনে ।\n> পুনরপি আইলা সবে মহাপ্রভুর স্থানে ॥৩৬॥", "synonyms": "*prasāda pāñā*—recebendo esta honra da guirlanda; *sabe*—todos eles; *hailā*—ficaram; *ānandita mane*—satisfeitos em mente; *punarapi*—novamente; *āilā*—voltaram; *sabe*—todos; *mahāprabhura sthāne*—ao lugar onde Śrī Caitanya Mahāprabhu estava hospedado.", "translation": "**Todos ficaram satisfeitos por receber esta guirlanda usada pelo Senhor Jagannātha. Em seguida, todos retornaram ao lugar onde o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu estava hospedado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/37/", "verse_text": "ucca kari' kare sabe nāma-saṅkīrtana\n\ntṛtīya prahare haila prabhura cetana", "devanagari": "> উচ্চ করি’ করে সবে নাম-সংকীর্তন ।\n> তৃতীয় প্রহরে হৈল প্রভুর চেতন ॥৩৭॥", "synonyms": "*ucca*—muito alto; *kari'*—fazendo; *kare*—começaram; *sabe*—todos; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *tṛtīya prahare*—pela manhã; *haila*—houve; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *cetana*—consciência.", "translation": "**Todos os devotos começaram, então, a cantar bem alto o mantra Hare Kṛṣṇa. Pouco antes do meio-dia, o Senhor recobrou a consciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/38/", "verse_text": "huṅkāra kariyā uṭhe 'hari' 'hari' bali'\n\nānande sārvabhauma tāṅra laila pada-dhūli", "devanagari": "> হুঙ্কার করিয়া উঠে ‘হরি’ ‘হরি’ বলি’ ।\n> আনন্দে সার্বভৌম তাঁর লৈল পদধূলি ॥৩৮॥", "synonyms": "*huṅkāra kariyā*—emitindo um som alto; *uṭhe*—levantou-Se; *hari hari bali'*—cantando Hari, Hari; *ānande*—em prazer; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tāṅra*—Seus; *laila*—tomou; *pada-dhūli*—a poeira dos pés.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu Se levantou e cantou bem alto: \"Hari! Hari!\" Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou muito satisfeito ao ver o Senhor recobrar a consciência, e tomou a poeira dos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/39/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,--śīghra karaha madhyāhna\n\nmuñi bhikṣā dimu āji mahā-prasādānna", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — শীঘ্র করহ মধ্যাহ্ন ।\n> মুঞি ভিক্ষা দিমু আজি মহা-প্রসাদান্ন ॥৩৯॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—diz; *śīghra*—muito em breve; *karaha*—cumpri; *madhya-ahna*—os deveres do meio-dia; *muñi*—eu; *bhikṣā*—alimento; *dimu*—oferecerei; *āji*—hoje; *mahā-prasāda-anna*—restos do alimento oferecido ao Senhor Jagannātha.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya informou a todos eles: \"Por favor, tomai vosso banho do meio-dia imediatamente. Hoje vos oferecerei mahā-prasāda, os restos do alimento oferecido ao Senhor Jagannātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/40/", "verse_text": "samudra-snāna kari' mahāprabhu śīghra āilā\n\ncaraṇa pākhāli' prabhu āsane vasilā", "devanagari": "> সমুদ্রস্নান করি’ মহাপ্রভু শীঘ্র আইলা ।\n> চরণ পাখালি’ প্রভু আসনে বসিলা ॥৪০॥", "synonyms": "*samudra-snāna*—um banho no mar; *kari'*—tomando; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śīghra*—muito em breve; *āilā*—retornou; *caraṇa*—pés; *pākhāli'*—lavando; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āsane*—em um assento; *vasilā*—sentou-Se.", "translation": "**Depois de banhar-Se no mar, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos retornaram muito em breve. O Senhor, então, lavou os pés e sentou-Se sobre um tapete para almoçar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/41/", "verse_text": "bahuta prasāda sārvabhauma ānāila\n\ntabe mahāprabhu sukhe bhojana karila", "devanagari": "> বহুত প্রসাদ সার্বভৌম আনাইল ।\n> তবে মহাপ্রভু সুখে ভোজন করিল ॥৪১॥", "synonyms": "*bahuta prasāda*—variedades de alimento oferecido ao Senhor Jagannātha; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ānāila*—mandou trazê-los; *tabe*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukhe*—com felicidade; *bhojana*—almoço; *karila*—aceitou.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya providenciou para que se trouxessem diversos tipos de mahā-prasāda do templo de Jagannātha. Śrī Caitanya Mahāprabhu, então, aceitou o almoço com grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/42/", "verse_text": "suvarṇa-thālīra anna uttama vyañjana\n\nbhakta-gaṇa-saṅge prabhu karena bhojana", "devanagari": "> সুবর্ণ-থালীর অন্ন উত্তম ব্যঞ্জন ।\n> ভক্তগণ-সঙ্গে প্রভু করেন ভোজন ॥৪২॥", "synonyms": "*suvarṇa-thālīra*—em pratos de ouro; *anna*—arroz; *uttama*—de primeira classe; *vyañjana*—legumes; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *saṅge*—com; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *karena*—aceita; *bhojana*—almoço.", "translation": "**A Caitanya Mahāprabhu ofereceram-se arroz especial e legumes de primeira classe em pratos de ouro. Ele almoçou, assim, na companhia de Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/43/", "verse_text": "sārvabhauma pariveśana karena āpane\n\nprabhu kahe,--more deha lāphrā-vyañjane", "devanagari": "> সার্বভৌম পরিবেশন করেন আপনে ।\n> প্রভু কহে, — মোরে দেহ লাফ্রা-ব্যঞ্জনে ॥৪৩॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *pariveśana*—distribuição; *karena*—faz; *āpane*—pessoalmente; *prabhu kahe*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu disse; *more*—a Mim; *deha*—por favor, dá; *lāphrā-vyañjane*—legumes cozidos.", "translation": "**Enquanto Sārvabhauma Bhaṭṭācārya distribuía pessoalmente o prasāda, o Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu-lhe: \"Por favor, dá-Me apenas legumes cozidos.**", "purport": "Lāphrā-vyañjana é uma preparação na qual muitos legumes são cozidos juntos, acrescentando-se depois um cheṅkā, que consiste em especiarias como cominho, pimenta-preta e semente de mostarda."}
{"ref": "cc/madhya/6/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/44/", "verse_text": "pīṭhā-pānā deha tumi iṅhā-sabākāre\n\ntabe bhaṭṭācārya kahe yuḍi' dui kare", "devanagari": "> পীঠা-পানা দেহ তুমি ইঁহা-সবাকারে ।\n> তবে ভট্টাচার্য কহে যুড়ি’ দুই করে ॥৪৪॥", "synonyms": "*pīṭhā-pānā*—bolos e leite condensado; *deha*—dá; *tumi*—tu; *iṅhā-sabākāre*—a todos estes devotos; *tabe*—nesse momento; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—disse; *yuḍi'*—juntando; *dui kare*—as duas mãos.", "translation": "**\"Podes oferecer os bolos e outras preparações feitas com leite condensado a todos os devotos.\" Ao ouvir isto, o Bhaṭṭācārya juntou as mãos e falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/45/", "verse_text": "jagannātha kaiche kariyāchena bhojana\n\nāji saba mahāprasāda kara āsvādana", "devanagari": "> জগন্নাথ কৈছে করিয়াছেন ভোজন ।\n> আজি সব মহাপ্রসাদ কর আস্বাদন ॥৪৫॥", "synonyms": "*jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *kaiche*—assim como; *kariyāchena*—aceitou; *bhojana*—o almoço; *āji*—hoje; *saba*—todos vós; *mahā-prasāda*—os restos do alimento oferecido ao Senhor; *kara*—fazei; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**\"Hoje, por favor, procurai todos vós saborear o almoço assim como o Senhor Jagannātha o aceitou.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/46/", "verse_text": "eta bali' pīṭhā-pānā saba khāoyāilā\n\nbhikṣā karāñā ācamana karāilā", "devanagari": "> এত বলি’ পীঠা-পানা সব খাওয়াইলা ।\n> ভিক্ষা করাঞা আচমন করাইলা ॥৪৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *pīṭhā-pānā*—muitos tipos de bolos e preparações de leite condensado; *saba*—todos; *khāoyāilā*—fez comer; *bhikṣā karāñā*—depois de oferecer o prasāda; *ācamana karāilā*—fez com que lavassem as mãos, os pés e a boca.", "translation": "**Após dizer isto, ele fez com que todos comessem os diversos bolos e preparações de leite condensado. Depois de alimentá-los, ofereceu-lhes água para que lavassem as mãos, os pés e a boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/47/", "verse_text": "ājñā māgi' gelā gopīnātha ācāryake lañā\n\nprabhura nikaṭa āilā bhojana kariñā", "devanagari": "> আজ্ঞা মাগি’ গেলা গোপীনাথ আচার্যকে লঞা ।\n> প্রভুর নিকট আইলা ভোজন করিঞা ॥৪৭॥", "synonyms": "*ājñā māgi'*—pedindo permissão; *gelā*—foi; *gopīnātha ācāryake lañā*—levando Gopīnātha Ācārya; *prabhura*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nikaṭa*—perto; *āilā*—foi; *bhojana kariñā*—depois de almoçar.", "translation": "**Pedindo permissão ao Senhor Caitanya Mahāprabhu e a Seus devotos, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya então foi almoçar com Gopīnātha Ācārya. Depois de terminarem seu almoço, retornaram ao Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/48/", "verse_text": "'namo nārāyaṇāya' bali' namaskāra kaila\n\n'kṛṣṇe matir astu' bali' gosāñi kahila", "devanagari": "> ‘নমো নারায়ণায়’ বলি’ নমস্কার কৈল ।\n> ‘কৃষ্ণে মতিরস্তু’ বলি’ গোসাঞি কহিল ॥৪৮॥", "synonyms": "*namaḥ nārāyaṇāya*—ofereço meus respeitos a Nārāyaṇa; *bali'*—dizendo; *namaskāra kaila*—ofereceu respeitos ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *matiḥ astu*—que haja atração; *bali'*—dizendo; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahila*—falou.", "translation": "**Oferecendo suas reverências a Caitanya Mahāprabhu, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Namo nārāyaṇāya\" [\"Ofereço minhas reverências a Nārāyaṇa\"]. Em resposta, Caitanya Mahāprabhu disse: \"Kṛṣṇe matir astu\" [\"Que tua atenção esteja em Kṛṣṇa\"].**", "purport": "É de etiqueta entre os sannyāsīs, aqueles que estão na quarta plataforma da vida espiritual, oferecer respeitos dizendo oṁ namo nārāyaṇāya (\"Ofereço minhas respeitosas reverências a Nārāyaṇa\"). Esta saudação é usada especialmente pelos sannyāsīs māyāvādīs. Segundo as escrituras smṛti, um sannyāsī não deve esperar nada de ninguém, nem deve considerar-se idêntico à Suprema Personalidade de Deus. Os sannyāsīs vaiṣṇavas nunca pensam em si mesmos como sendo unos com o Senhor; sempre se consideram servos eternos de Kṛṣṇa, e desejam ver todos no mundo tornarem-se conscientes de Kṛṣṇa. Por essa razão, um sannyāsī vaiṣṇava sempre oferece suas bênçãos a todos, dizendo kṛṣṇe matir astu (\"Que te tornes consciente de Kṛṣṇa\")."}
{"ref": "cc/madhya/6/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/49/", "verse_text": "śuni' sārvabhauma mane vicāra karila\n\nvaiṣṇava-sannyāsī iṅho, vacane jānila", "devanagari": "> শুনি’ সার্বভৌম মনে বিচার করিল ।\n> বৈষ্ণব-সন্ন্যাসী ইঁহো, বচনে জানিল ॥৪৯॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir isto; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *mane*—dentro da mente; *vicāra karila*—considerou; *vaiṣṇava-sannyāsī*—sannyāsī vaiṣṇava; *iṅho*—esta pessoa; *vacane*—pelas palavras; *jānila*—compreendeu.", "translation": "**Ao ouvir estas palavras, Sārvabhauma compreendeu que o Senhor Caitanya era um sannyāsī vaiṣṇava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/50/", "verse_text": "gopīnātha ācāryere kahe sārvabhauma\ngosāñira jānite cāhi kāhāṅ pūrvāśrama", "devanagari": "> গোপীনাথ আচার্যেরে কহে সার্বভৌম ।\n> গোসাঞির জানিতে চাহি কাহাঁ পূর্বাশ্রম ॥৫০॥", "synonyms": "*gopīnātha ācāryere*—a Gopīnātha Ācārya; *kahe*—disse; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *gosāñira*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jānite*—saber; *cāhi*—desejo; *kāhāṅ*—qual; *pūrva-āśrama*—a situação anterior.", "translation": "**Sārvabhauma então disse a Gopīnātha Ācārya: \"Desejo conhecer a situação anterior de Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": "A palavra pūrvāśrama refere-se à situação anterior de uma pessoa na vida. Às vezes alguém aceita a ordem renunciada partindo da vida de chefe de família, e às vezes até mesmo da vida de estudante (brahmacārī). Sārvabhauma Bhaṭṭācārya queria saber qual havia sido a situação anterior de Śrī Caitanya Mahāprabhu como chefe de família."}
{"ref": "cc/madhya/6/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/51/", "verse_text": "gopīnāthācārya kahe,--navadvīpe ghara\n'jagannātha'--nāma, padavī--'miśra purandara'", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য কহে, — নবদ্বীপে ঘর ।\n> ‘জগন্নাথ’ নাম, পদবী — ‘মিশ্র পুরন্দর’ ॥৫১॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācārya kahe*—Gopīnātha Ācārya respondeu; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *ghara*—residência; *jagannātha*—de nome Jagannātha; *nāma*—chamado; *padavī*—o sobrenome; *miśra purandara*—Miśra Purandara.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya respondeu: \"Havia um homem chamado Jagannātha, residente de Navadvīpa, cujo sobrenome era Miśra Purandara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/52/", "verse_text": "'viśvambhara'--nāma iṅhāra, tāṅra iṅho putra\nnīlāmbara cakravartīra hayena dauhitra", "devanagari": "> ‘বিশ্বম্ভর’ — নাম ইঁহার, তাঁর ইঁহো পুত্র ।\n> নীলাম্বর চক্রবর্তীর হয়েন দৌহিত্র ॥৫২॥", "synonyms": "*viśvambhara*—de nome Viśvambhara; *nāma*—o nome; *iṅhāra*—d'Ele; *tāṅra*—de Jagannātha Miśra; *iṅho*—Ele; *putra*—filho; *nīlāmbara cakravartīra*—de Nīlāmbara Cakravartī; *hayena*—é; *dauhitra*—neto (filho da filha).", "translation": "**\"O Senhor Caitanya Mahāprabhu é filho desse Jagannātha Miśra, e Seu nome anterior era Viśvambhara Miśra. Ele também é, por sinal, neto de Nīlāmbara Cakravartī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/53/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,--nīlāmbara cakravartī\nviśāradera samādhyāyī,--ei tāṅra khyāti", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — নীলাম্বর চক্রবর্তী ।\n> বিশারদের সমাধ্যায়ী, — এই তাঁর খ্যাতি ॥৫৩॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma disse; *nīlāmbara cakravartī*—o cavalheiro chamado Nīlāmbara Cakravartī; *viśāradera*—de Maheśvara Viśārada (o pai de Sārvabhauma); *samādhyāyī*—colega de turma; *ei*—este; *tāṅra*—dele; *khyāti*—conhecimento.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya disse: \"Nīlāmbara Cakravartī era colega de classe de meu pai, Maheśvara Viśārada. Ele o conhecia como tal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/54/", "verse_text": "'miśra purandara' tāṅra mānya, hena jāni\npitāra sambandhe doṅhāke pūjya kari' māni", "devanagari": "> ‘মিশ্র পুরন্দর’ তাঁর মান্য, হেন জানি ।\n> পিতার সম্বন্ধে দোঁহাকে পূজ্য করি’ মানি ॥৫৪॥", "synonyms": "*miśra purandara*—Jagannātha Miśra Purandara; *tāṅra*—dele; *mānya*—respeitável; *hena*—assim; *jāni*—eu sei; *pitāra sambandhe*—em relação a meu pai; *doṅhāke*—ambos (Nīlāmbara Cakravartī e Jagannātha Miśra); *pūjya*—respeitáveis; *kari'*—considerando; *māni*—eu aceito.", "translation": "**\"Jagannātha Miśra Purandara era respeitado por meu pai. Assim, por causa de sua relação com meu pai, eu respeito tanto Jagannātha Miśra quanto Nīlāmbara Cakravartī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/55/", "verse_text": "nadīyā-sambandhe sārvabhauma hṛṣṭa hailā\nprīta hañā gosāñire kahite lāgilā", "devanagari": "> নদীয়া-সম্বন্ধে সার্বভৌম হৃষ্ট হৈলা ।\n> প্রীত হঞা গোসাঞিরে কহিতে লাগিলা ॥৫৫॥", "synonyms": "*nadīyā-sambandhe*—em conexão com Nadīyā; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *hṛṣṭa*—satisfeito; *hailā*—ficou; *prīta hañā*—assim ficando satisfeito; *gosāñire*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Ao ouvir que Śrī Caitanya Mahāprabhu pertencia ao distrito de Nadīyā, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou muito satisfeito e dirigiu-se ao Senhor da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/56/", "verse_text": "'sahajei pūjya tumi, āre ta' sannyāsa\nataeva haṅ tomāra āmi nija-dāsa'", "devanagari": "> ‘সহজেই পূজ্য তুমি, আরে ত’ সন্ন্যাস ।\n> অতএব হঙ তোমার আমি নিজ-দাস ।।’ ॥ ৫৬ ॥", "synonyms": "*sahajei*—naturalmente; *pūjya*—respeitável; *tumi*—Tu; *āre*—além disso; *ta'*—certamente; *sannyāsa*—a ordem renunciada de vida; *ataeva*—portanto; *haṅ*—sou; *tomāra*—Teu; *āmi*—eu; *nija-dāsa*—servo pessoal.", "translation": "**\"És naturalmente respeitável. Além disso, és um sannyāsī; assim, desejo tornar-me Teu servo pessoal.\"**", "purport": "Um sannyāsī deve ser sempre adorado e receber todo tipo de respeito dos gṛhasthas (chefes de família). Embora Sārvabhauma Bhaṭṭācārya fosse mais velho do que Śrī Caitanya Mahāprabhu, Sārvabhauma O respeitou como sannyāsī e como alguém que havia alcançado a mais elevada plataforma de êxtase espiritual. Dessa forma, o Bhaṭṭācārya certamente O aceitou como seu mestre."}
{"ref": "cc/madhya/6/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/57/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu kaila śrī-viṣṇu smaraṇa\nbhaṭṭācārye kahe kichu vinaya vacana", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু কৈল শ্রীবিষ্ণু স্মরণ ।\n> ভট্টাচার্যে কহে কিছু বিনয় বচন ॥৫৭॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isso; *mahāprabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *śrī-viṣṇu smaraṇa*—lembrar-se do Senhor Viṣṇu; *bhaṭṭācārye*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—fala; *kichu*—algumas; *vinaya vacana*—palavras muito humildes.", "translation": "**Assim que Caitanya Mahāprabhu ouviu isso do Bhaṭṭācārya, lembrou-Se imediatamente do Senhor Viṣṇu e começou a falar-lhe humildemente da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/58/", "verse_text": "\"tumi jagad-guru--sarvaloka-hita-kartā\nvedānta paḍāo, sannyāsīra upakartā", "devanagari": "> “তুমি জগদ্গুরু — সর্বলোক-হিতকর্তা ।\n> বেদান্ত পড়াও, সন্ন্যাসীর উপকর্তা ॥৫৮॥", "synonyms": "*tumi jagat-guru*—tu és o mestre de todas as pessoas; *sarva-loka*—de todas as pessoas; *hita-kartā*—o benquerente; *vedānta paḍāo*—tu ensinas a filosofia do Vedānta; *sannyāsīra*—dos mendicantes na ordem renunciada de vida; *upakartā*—o benfeitor.", "translation": "**\"Por seres um mestre da filosofia do Vedānta, és o mestre de todas as pessoas do mundo, bem como o benquerente delas. És também o benfeitor de todo tipo de sannyāsīs.**", "purport": "Como os sannyāsīs māyāvādīs ensinam a filosofia do Vedānta a seus alunos ou discípulos, costuma-se chamá-los de jagad-guru. Isso indica que eles são os benfeitores de todas as pessoas. Embora Sārvabhauma Bhaṭṭācārya não fosse um sannyāsī, mas um chefe de família, ele costumava convidar todos os sannyāsīs a sua casa e oferecer-lhes prasāda. Por isso, era aceito como o melhor benquerente e amigo de todos os sannyāsīs."}
{"ref": "cc/madhya/6/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/59/", "verse_text": "āmi bālaka-sannyāsī--bhānda-manda nāhi jāni\ntomāra āśraya niluṅ, guru kari' māni", "devanagari": "> আমি বালক-সন্ন্যাসী — ভাল-মন্দ নাহি জানি ।\n> তোমার আশ্রয় নিলুঁ, গুরু করি’ মানি ॥৫৯॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *bālaka-sannyāsī*—um jovem sannyāsī; *bhānda-manda*—o bom e o mau; *nāhi*—não; *jāni*—sei; *tomāra*—teu; *āśraya*—refúgio; *niluṅ*—tomei; *guru*—mestre espiritual; *kari'*—tomando como; *māni*—eu aceito.", "translation": "**\"Sou um jovem sannyāsī e, na verdade, não tenho conhecimento do que é bom e do que é mau. Por isso, abrigo-Me em ti e aceito-te como Meu mestre espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/60/", "verse_text": "tomāra saṅga lāgi' mora ihāṅ āgamana\nsarva-prakāre karibe āmāya pālana", "devanagari": "> তোমার সঙ্গ লাগি’ মোর ইহাঁ আগমন ।\n> সর্বপ্রকারে করিবে আমায় পালন ॥৬০॥", "synonyms": "*tomāra*—tua; *saṅga*—associação; *lāgi'*—em prol de; *mora*—Minha; *ihāṅ*—aqui; *āgamana*—chegada; *sarva-prakāre*—sob todos os aspectos; *karibe*—farás; *āmāya*—a Mim; *pālana*—manutenção.", "translation": "**\"Vim aqui apenas para associar-Me a ti, e agora abrigo-Me em ti. Terás a bondade de manter-Me sob todos os aspectos?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/61/", "verse_text": "āji ye haila āmāra baḍa-i vipatti\ntāhā haite kaile tumi āmāra avyāhati\"", "devanagari": "> আজি যে হৈল আমার বড়ই বিপত্তি ।\n> তাহা হৈতে কৈলে তুমি আমার অব্যাহতি ।।” ॥ ৬১ ॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *ye*—aquilo que; *haila*—aconteceu; *āmāra*—Meu; *baḍa-i*—muito grande; *vipatti*—obstáculo; *tāhā*—desse perigo; *haite*—de; *kaile*—fizeste; *tumi*—tu; *āmāra*—Meu; *avyāhati*—alívio.", "translation": "**\"O incidente que aconteceu hoje foi um grande obstáculo para Mim, mas tu bondosamente Me aliviaste dele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/62/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,--ekale tumi nā yāiha darśane\nāmāra saṅge yābe, kimvā āmāra loka-sane", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — একলে তুমি না যাইহ দর্শনে ।\n> আমার সঙ্গে যাবে, কিম্বা আমার লোক-সনে ॥৬২॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—o Bhaṭṭācārya disse; *ekale*—sozinho; *tumi*—Tu; *nā*—não; *yāiha*—vás; *darśane*—para ver a Deidade; *āmāra saṅge*—comigo; *yābe*—deves ir; *kimvā*—ou; *āmāra loka-sane*—com meus homens.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya respondeu: \"Não vás sozinho ver a Deidade no templo de Jagannātha. É melhor que vás comigo ou com meus homens.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/63/", "verse_text": "prabhu kahe,--'mandira bhitare nā yāiba\ngaruḍera pāśe rahi' darśana kariba'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘মন্দির ভিতরে না যাইব ।\n> গরুড়ের পাশে রহি’ দর্শন করিব ।।’ ॥ ৬৩ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya respondeu; *mandira*—o templo; *bhitare*—dentro; *nā*—nunca; *yāiba*—entrarei; *garuḍera*—da coluna conhecida como Garuḍa-stambha; *pāśe*—ao lado; *rahi'*—permanecendo; *darśana*—ver; *kariba*—farei.", "translation": "**O Senhor disse: \"Nunca entrarei no templo, mas sempre contemplarei o Senhor do lado do Garuḍa-stambha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/64/", "verse_text": "gopīnāthācāryake kahe sārvabhauma\n'tumi gosāñire lañā karāiha daraśana", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্যকে কহে সার্বভৌম ।\n> ‘তুমি গোসাঞিরে লঞা করাইহ দরশন ॥৬৪॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācāryake*—a Gopīnātha Ācārya; *kahe*—diz; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tumi*—tu; *gosāñire*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *karāiha*—faze que Ele faça; *daraśana*—a contemplação do Senhor Jagannātha.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse então a Gopīnātha Ācārya: \"Leva Gosvāmījī e mostra-Lhe o Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/65/", "verse_text": "āmāra mātṛ-svasā-gṛha--nirjana sthāna\ntāhāṅ vāsā deha, kara sarva samādhāna'", "devanagari": "> আমার মাতৃষসা-গৃহ — নির্জন স্থান ।\n> তাহাঁ বাসা দেহ, কর সর্ব সমাধান ।।’ ॥ ৬৫ ॥", "synonyms": "*āmāra*—minha; *mātṛ-svasā*—da tia; *gṛha*—a casa; *nirjana sthāna*—lugar muito isolado; *tāhāṅ*—lá; *vāsā*—um aposento; *deha*—dá; *kara*—faze; *sarva*—todos; *samādhāna*—os arranjos.", "translation": "**\"Além disso, o aposento que pertence a minha tia materna fica num lugar muito isolado. Faze todos os arranjos para que Ele se hospede lá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/66/", "verse_text": "gopīnātha prabhu lañā tāhāṅ vāsā dila\njala, jala-pātrādika sarva sāmādhāna kaila", "devanagari": "> গোপীনাথ প্রভু লঞা তাহাঁ বাসা দিল ।\n> জল, জলপাত্রাদিক সর্ব সমাধান কৈল ॥৬৬॥", "synonyms": "*gopīnātha*—Gopīnātha Ācārya; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *tāhāṅ*—lá; *vāsā*—aposento; *dila*—deu; *jala*—água; *jala-pātra-ādika*—potes de água e outros recipientes; *sarva*—todos; *sāmādhāna*—os arranjos; *kaila*—fez.", "translation": "**Assim, Gopīnātha Ācārya levou o Senhor Caitanya Mahāprabhu aos aposentos residenciais e mostrou-Lhe onde encontrar água, banheiras e potes de água. De fato, ele providenciou tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/67/", "verse_text": "āra dina gopīnātha prabhu sthāne giyā\nśayyotthāna daraśana karāila lañā", "devanagari": "> আর দিন গোপীনাথ প্রভু স্থানে গিয়া ।\n> শয্যোত্থান দরশন করাইল লঞা ॥৬৭॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *gopīnātha*—Gopīnātha Ācārya; *prabhu*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *sthāne*—ao lugar; *giyā*—indo; *śayyā-utthāna*—o levantar-se da cama do Senhor Jagannātha; *daraśana*—ver; *karāila*—fez; *lañā*—levando-O.", "translation": "**No dia seguinte, Gopīnātha Ācārya levou o Senhor Caitanya Mahāprabhu para ver o despertar matinal do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/68/", "verse_text": "mukunda-datta lañā āilā sārvabhauma sthāne\nsārvabhauma kichu tāṅre balilā vacane", "devanagari": "> মুকুন্দদত্ত লঞা আইলা সার্বভৌম স্থানে ।\n> সার্বভৌম কিছু তাঁরে বলিলা বচনে ॥৬৮॥", "synonyms": "*mukunda-datta*—de nome Mukunda Datta; *lañā*—levando; *āilā*—foi; *sārvabhauma*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *sthāne*—ao lugar; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kichu*—algo; *tāṅre*—a Mukunda Datta; *balilā*—disse; *vacane*—em palavras.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya levou então Mukunda Datta consigo e foi à casa de Sārvabhauma. Ao chegarem, Sārvabhauma dirigiu-se a Mukunda Datta com as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/69/", "verse_text": "'prakṛti-vinīta, sannyāsī dekhite sundara\nāmāra bahu-prīti bāḍe iṅhāra upara", "devanagari": "> ‘প্রকৃতি-বিনীত, সন্ন্যাসী দেখিতে সুন্দর ।\n> আমার বহুপ্রীতি বাড়ে ইঁহার উপর ॥৬৯॥", "synonyms": "*prakṛti-vinīta*—por natureza muito humilde e manso; *sannyāsī*—renunciante; *dekhite*—de se ver; *sundara*—muito belo; *āmāra*—minha; *bahu-prīti*—grande afeição; *bāḍe*—aumenta; *iṅhāra*—por Ele; *upara*—em relação.", "translation": "**\"O sannyāsī é muito manso e humilde por natureza, e Sua pessoa é muito bela de se contemplar. Por conseguinte, minha afeição por Ele aumenta.**", "purport": "Sārvabhauma Bhaṭṭācārya considerava Śrī Caitanya Mahāprabhu uma pessoa muito humilde e mansa porque, embora Caitanya Mahāprabhu fosse um sannyāsī, Ele ainda conservava Seu nome de brahmacārī. O Senhor aceitou sannyāsa de Keśava Bhāratī na Bhāratī sampradāya, na qual os brahmacārīs (os assistentes dos sannyāsīs) recebem o nome de \"Caitanya\". Mesmo após aceitar sannyāsa, Caitanya Mahāprabhu conservou o nome \"Caitanya\", que significa um humilde servo de um sannyāsī. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya apreciou muito isso."}
{"ref": "cc/madhya/6/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/70/", "verse_text": "kon sampradāye sannyāsa karyāchena grahaṇa\nkibā nāma iṅhāra, śunite haya mana'", "devanagari": "> কোন্ সম্প্রদায়ে সন্ন্যাস কর্যাছেন গ্রহণ ।\n> কিবা নাম ইঁহার, শুনিতে হয় মন ।।’ ॥ ৭০ ॥", "synonyms": "*kon sampradāye*—em qual comunidade; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *karyāchena*—fez; *grahaṇa*—aceitação; *kibā*—qual; *nāma*—nome; *iṅhāra*—Seu; *śunite*—de ouvir; *haya*—é; *mana*—minha mente.", "translation": "**\"De qual sampradāya Ele aceitou a ordem de sannyāsa, e qual é o Seu nome?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/71/", "verse_text": "gopīnātha kahe,--nāma śrī-kṛṣṇa-caitanya\nguru iṅhāra keśava-bhāratī mahā-dhanya", "devanagari": "> গোপীনাথ কহে, — নাম শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> গুরু ইঁহার কেশব-ভারতী মহাধন্য ॥৭১॥", "synonyms": "*gopīnātha kahe*—Gopīnātha Ācārya respondeu; *nāma*—Seu nome; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—de nome Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *guru*—guru de sannyāsa; *iṅhāra*—Seu; *keśava-bhāratī*—de nome Keśava Bhāratī; *mahā-dhanya*—a grandemente afortunada personalidade.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya respondeu: \"O nome do Senhor é Śrī Kṛṣṇa Caitanya, e Seu preceptor de sannyāsa é o grandemente afortunado Keśava Bhāratī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/72/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,--'iṅhāra nāma sarvottama\nbhāratī-sampradāya iṅho--hayena madhyama'", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — ‘ইঁহার নাম সর্বোত্তম ।\n> ভারতী সম্প্রদায় ইঁহো — হয়েন মধ্যম ।।’ ॥ ৭২ ॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *iṅhāra*—Seu; *nāma*—nome; *sarva-uttama*—de primeira classe; *bhāratī-sampradāya*—a comunidade dos sannyāsīs Bhāratī; *iṅho*—Ele; *hayena*—torna-se; *madhyama*—de classe média.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \" 'Śrī Kṛṣṇa' é um nome muito bom, mas Ele pertence à comunidade Bhāratī. Portanto, Ele é um sannyāsī de segunda classe.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/73/", "verse_text": "gopīnātha kahe,--iṅhāra nāhi bāhyāpekṣā\nataeva baḍa sampradāyera nāhika apekṣā", "devanagari": "> গোপীনাথ কহে, — ইঁহার নাহি বাহ্যাপেক্ষা ।\n> অতএব বড় সম্প্রদায়ের নাহিক অপেক্ষা ॥৭৩॥", "synonyms": "*gopīnātha kahe*—Gopīnātha Ācārya respondeu; *iṅhāra*—do Senhor; *nāhi*—não há; *bāhya-apekṣā*—dependência de qualquer formalidade externa; *ataeva*—portanto; *baḍa*—grande; *sampradāyera*—de uma comunidade; *nāhika*—não há; *apekṣā*—necessidade.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya respondeu: \"Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu não depende de nenhuma formalidade externa. Não há necessidade de que Ele aceite a ordem de sannyāsa de uma sampradāya superior.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou sannyāsa da Bhāratī sampradāya (comunidade), que pertence à sucessão discipular de Śaṅkarācārya. Śaṅkarācārya introduziu nomes para seus discípulos de sannyāsa, e estes são em número de dez. Dentre estes, os sobrenomes Tīrtha, Āśrama e Sarasvatī são considerados os mais elevados. No mosteiro de Śṛṅgerī, o sobrenome Sarasvatī é considerado de primeira classe, Bhāratī de segunda classe e Purī de terceira classe. Um sannyāsī que tenha compreendido muito bem o lema tat tvam asi e que toma seu banho na confluência dos rios Ganges, Yamunā e Sarasvatī é chamado Tīrtha. Uma pessoa que está muito ansiosa por aceitar sannyāsa, que está desapegada das atividades mundanas, que não tem desejo de nenhum tipo de facilidade material e que assim se salva do repetido nascimento e morte é conhecida como Āśrama. Quando um sannyāsī vive num lugar belo e solitário na floresta e está livre de todos os desejos materiais, ele é chamado Vana. Um sannyāsī que vive sempre na floresta e renuncia a toda ligação com o mundo a fim de ser elevado aos planetas celestiais, onde pode viver no Nandana-kānana, é chamado Araṇya. Aquele que prefere viver nas montanhas dedicando-se ao estudo do *Bhagavad-gītā* e cuja inteligência é fixa é chamado Giri. Aquele que prefere viver em grandes montanhas, mesmo entre animais ferozes, para atingir o cume da especulação filosófica (compreendendo que a essência deste mundo material é inútil) é chamado Parvata. Um sannyāsī que mergulhou no oceano da Verdade Absoluta e recolheu algumas pedras valiosas de conhecimento desse oceano, e que nunca se desvia dos princípios reguladores de um sannyāsī, é chamado Sāgara. Aquele que aprendeu a arte clássica da música, que se dedica ao seu cultivo e que se tornou perito e completamente alheio ao apego material é chamado Sarasvatī. Sarasvatī é a deusa da música e da erudição, e numa das mãos ela segura um instrumento musical chamado vīṇā. Um sannyāsī que está sempre ocupado em música para elevação espiritual é chamado Sarasvatī. Aquele que se tornou completamente educado e está livre de todo tipo de ignorância, e que nunca é infeliz, mesmo numa condição aflitiva, é chamado Bhāratī. Aquele que se tornou muito perito em conhecimento absoluto, que está situado na Verdade Absoluta e que sempre discute a Verdade Absoluta é chamado Purī.\n\nTodos esses sannyāsīs são assistidos por brahmacārīs, que são descritos da seguinte maneira: Aquele que conhece sua verdadeira identidade e está fixo em seu dever ocupacional específico, e que é sempre feliz na compreensão espiritual, é chamado Svarūpa-brahmacārī. Aquele que conhece completamente a refulgência Brahman e está sempre ocupado na prática do yoga é chamado Prakāśa-brahmacārī. Aquele que adquiriu conhecimento absoluto e que sempre medita na Verdade Absoluta, no conhecimento, no ilimitado e na refulgência Brahman, mantendo-se assim em bem-aventurança transcendental, é chamado Ānanda-brahmacārī. Aquele que é capaz de distinguir entre matéria e espírito, que nunca é perturbado pelas transformações materiais e que medita na ilimitada, inexaurível e auspiciosa refulgência Brahman é um brahmacārī erudito de primeira classe e recebe o nome de Caitanya.\n\nQuando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya conversava com Gopīnātha Ācārya a respeito da comunidade de sannyāsa de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele apreciou o primeiro nome, \"Śrī Kṛṣṇa\", mas não gostou do sobrenome, \"Caitanya\", que é o nome de um brahmacārī pertencente à comunidade Bhāratī. Ele, portanto, sugeriu que o Senhor fosse elevado à comunidade Sarasvatī. No entanto, Gopīnātha Ācārya assinalou que o Senhor não depende de nenhuma formalidade externa. Gopīnātha Ācārya estava firmemente convencido de que Śrī Caitanya Mahāprabhu era o próprio Kṛṣṇa e, por conseguinte, independente de qualquer ritual ou formalidade externa. Quem quer ocupar-se em serviço devocional puro não necessita de superioridade titular como Bhāratī ou Sarasvatī."}
{"ref": "cc/madhya/6/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/74/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,--'iṅhāra prauḍha yauvana\nkemate sannyāsa-dharma ha-ibe rakṣaṇa", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — ‘ইঁহার প্রৌঢ় যৌবন ।\n> কেমতে সন্ন্যাস-ধর্ম হইবে রক্ষণ ॥৭৪॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *iṅhāra*—Sua; *prauḍha*—plena; *yauvana*—juventude; *kemate*—como; *sannyāsa-dharma*—os princípios de um sannyāsī; *ha-ibe*—haverá; *rakṣaṇa*—proteção.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya perguntou: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu está em Sua plena juventude. Como poderá Ele manter os princípios de sannyāsa?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/75/", "verse_text": "nirantara iṅhāke vedānta śunāiba\nvairāgya-advaita-mārge praveśa karāiba", "devanagari": "> নিরন্তর ইঁহাকে বেদান্ত শুনাইব ।\n> বৈরাগ্য-অদ্বৈত-মার্গে প্রবেশ করাইব ॥৭৫॥", "synonyms": "*nirantara*—continuamente; *iṅhāke*—a Ele; *vedānta*—a filosofia Vedānta; *śunāiba*—recitarei; *vairāgya*—de renúncia; *advaita*—de monismo; *mārge*—na senda; *praveśa*—entrada; *karāiba*—farei com que Ele faça.", "translation": "**\"Recitarei continuamente a filosofia Vedānta diante de Caitanya Mahāprabhu, para que Ele permaneça fixo em Sua renúncia e assim ingresse na senda do monismo.\"**", "purport": "Segundo Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, entre os sannyāsīs o cultivo da filosofia Vedānta ajuda a pessoa a desapegar-se da gratificação dos sentidos. Dessa forma, um sannyāsī pode proteger o prestígio de usar uma tanga (kaupīna). É preciso praticar o controle dos sentidos bem como o controle da mente e subjugar as seis forças da fala, da mente, da ira, da língua, do estômago e dos genitais. Então a pessoa pode tornar-se perita em compreender o serviço devocional ao Senhor e assim tornar-se um sannyāsī perfeito. Para esse propósito, é preciso cultivar conhecimento e renúncia regularmente. Quando alguém está apegado à gratificação material dos sentidos, não pode proteger sua ordem de sannyāsa. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya sugeriu que, pelo estudo do vairāgya (renúncia), Śrī Caitanya Mahāprabhu poderia ser salvo das garras dos plenos desejos juvenis."}
{"ref": "cc/madhya/6/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/76/", "verse_text": "kahena yadi, punarapi yoga-paṭṭa diyā\nsaṁskāra kariye uttama-sampradāye āniyā'", "devanagari": "> কহেন যদি, পুনরপি যোগ-পট্ট দিয়া ।\n> সংস্কার করিয়ে উত্তম-সম্প্রদায়ে আনিয়া ।।’ ॥ ৭৬ ॥", "synonyms": "*kahena*—diz; *yadi*—se; *punarapi*—novamente; *yoga-paṭṭa diyā*—oferecendo-Lhe roupa açafroada; *saṁskāra*—processo reformatório; *kariye*—realizo; *uttama*—de primeira classe; *sampradāye*—à comunidade; *āniyā*—trazendo.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya sugeriu então: \"Se Śrī Caitanya Mahāprabhu desejar, eu poderia trazê-Lo para uma sampradāya de primeira classe, oferecendo-Lhe roupa açafroada e realizando novamente o processo reformatório.\"**", "purport": "O Bhaṭṭācārya queria reinstaurar Śrī Caitanya Mahāprabhu na Sarasvatī sampradāya, porque não gostava de que o Senhor pertencesse à Bhāratī sampradāya ou à Purī sampradāya. Na verdade, ele não conhecia a posição do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Como a Suprema Personalidade de Deus, Caitanya Mahāprabhu não dependia de uma sampradāya inferior ou superior. A Suprema Personalidade de Deus permanece na posição suprema em todas as circunstâncias."}
{"ref": "cc/madhya/6/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/77/", "verse_text": "śuni' gopīnātha-mukunda duṅhe duḥkhā hailā\ngopīnāthācārya kichu kahite lāgilā", "devanagari": "> শুনি’ গোপীনাথ-মুকুন্দ দুঁহে দুঃখী হৈলা ।\n> গোপীনাথাচার্য কিছু কহিতে লাগিলা ॥৭৭॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *gopīnātha-mukunda*—Gopīnātha Ācārya e Mukunda Datta; *duṅhe*—ambos; *duḥkhā*—infelizes; *hailā*—ficaram; *gopīnātha-ācārya*—de nome Gopīnātha Ācārya; *kichu*—algo; *kahite*—a falar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya e Mukunda Datta ficaram muito infelizes ao ouvir isso. Gopīnātha Ācārya, portanto, dirigiu-se a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya com as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/78/", "verse_text": "'bhaṭṭācārya' tumi iṅhāra nā jāna mahimā\nbhagavattā-lakṣaṇera iṅhātei sīmā", "devanagari": "> ‘ভট্টাচার্য তুমি ইঁহার না জান মহিমা ।\n> ভগবত্তা-লক্ষণের ইঁহাতেই সীমা ॥৭৮॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—meu caro Bhaṭṭācārya; *tumi*—você; *iṅhāra*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nā*—não; *jāna*—conhece; *mahimā*—a grandeza; *bhagavattā*—de ser a Suprema Personalidade de Deus; *lakṣaṇera*—dos sintomas; *iṅhātei*—n'Ele; *sīmā*—o mais alto grau.", "translation": "**\"Meu caro Bhaṭṭācārya, você não conhece a grandeza do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Todos os sintomas da Suprema Personalidade de Deus encontram-se n'Ele no mais alto grau.\"**", "purport": "Visto que o Bhaṭṭācārya era um impersonalista, não tinha nenhuma ideia da Verdade Absoluta além da refulgência impessoal. No entanto, Gopīnātha Ācārya informou-o de que Caitanya Mahāprabhu era a Suprema Personalidade de Deus. Aqueles que conhecem a Verdade Absoluta a conhecem em três fases, conforme se explica no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.11):\n\nvadanti tat tattva-vidas\ntattvaṁ yaj jñānam advayam\nbrahmeti paramātmeti\nbhagavān iti śabdyate\n\n\"Aqueles que conhecem a Verdade Absoluta não dual sabem muito claramente o que é Brahman, o que é Paramātmā e o que é a Suprema Personalidade de Deus.\" A Suprema Personalidade de Deus é ṣaḍ-aiśvarya-pūrṇa, completa com seis opulências. Gopīnātha Ācārya enfatizou que todas essas seis opulências existiam completamente em Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/6/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/79/", "verse_text": "tāhāte vikhyāta iṅho parama-īśvara\najña-sthāne kichu nahe vijñera gocara'", "devanagari": "> তাহাতে বিখ্যাত ইঁহো পরম-ঈশ্বর ।\n> অজ্ঞ-স্থানে কিছু নহে বিজ্ঞের গোচর ।।’ ॥ ৭৯ ॥", "synonyms": "*tāhāte*—portanto; *vikhyāta*—célebre; *iṅho*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *parama-īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *ajña-sthāne*—diante de uma pessoa ignorante; *kichu*—algo; *nahe*—não; *vijñera*—da pessoa que conhece; *gocara*—informação.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya prosseguiu: \"O Senhor Caitanya Mahāprabhu é celebrado como a Suprema Personalidade de Deus. Aqueles que são ignorantes a esse respeito acham muito difícil de compreender a conclusão dos homens dotados de conhecimento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/80/", "verse_text": "śiṣya-gaṇa kahe,--'īśvara kaha kon pramāṇe'\nācārya kahe,--'vijña-mata īśvara-lakṣaṇe'", "devanagari": "> শিষ্যগণ কহে, — ‘ঈশ্বর কহ কোন্ প্রমাণে ৷’\n> আচার্য কহে, — ‘বিজ্ঞমত ঈশ্বর-লক্ষণে ।।’ ॥ ৮০ ॥", "synonyms": "*śiṣya-gaṇa kahe*—os discípulos de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disseram; *īśvara kaha*—você diz a Suprema Personalidade de Deus; *kon pramāṇe*—com que evidência; *ācārya kahe*—Gopīnātha Ācārya respondeu; *vijña-mata*—as afirmações de pessoas autorizadas; *īśvara-lakṣaṇe*—em compreender a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Os discípulos de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya retrucaram: \"Com que evidência você conclui que Śrī Caitanya Mahāprabhu é o Senhor Supremo?\" Gopīnātha Ācārya respondeu: \"As afirmações dos ācāryas autorizados que compreendem a Suprema Personalidade de Deus são a prova.\"**", "purport": "Desde o aparecimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu, houve muitas pseudoencarnações na Índia que não apresentam evidência autorizada. Há quinhentos anos, os discípulos de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, sendo eruditos muito sábios, estavam certamente corretos ao pedir evidência a Gopīnātha Ācārya. Se uma pessoa propõe que ela mesma é Deus, ou que outra pessoa é uma encarnação de Deus ou o próprio Deus, ela deve citar evidência do śāstra para provar sua afirmação. Assim, o pedido dos discípulos do Bhaṭṭācārya é perfeitamente genuíno. Infelizmente, no momento atual tornou-se moda apresentar alguém como uma encarnação de Deus sem fazer referência aos śāstras. Antes de uma pessoa inteligente aceitar alguém como encarnação de Deus, porém, ela deve perguntar pela evidência. Quando os discípulos de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya desafiaram Gopīnātha Ācārya, ele imediatamente respondeu corretamente: \"Devemos ouvir as afirmações de grandes personalidades a fim de compreender a Suprema Personalidade de Deus.\" O Senhor Kṛṣṇa está estabelecido como a Suprema Personalidade de Deus por meio das afirmações de pessoas autorizadas, como Brahmā, Nārada, Vyāsadeva, Asita, Arjuna e muitas outras. De modo semelhante, Śrī Caitanya Mahāprabhu também está estabelecido como a Suprema Personalidade de Deus por meio de evidência das mesmas personalidades. Isso será explicado mais adiante."}
{"ref": "cc/madhya/6/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/81/", "verse_text": "śiṣya kahe,--'īśvara-tattva sādhi anumāne'\nācārya kahe,--'anumāne nahe īśvara-jñāne", "devanagari": "> শিষ্য কহে, — ‘ঈশ্বর-তত্ত্ব সাধি অনুমানে ৷’\n> আচার্য কহে, — ‘অনুমানে নহে ঈশ্বরজ্ঞানে ॥৮১॥", "synonyms": "*śiṣya kahe*—os discípulos disseram; *īśvara-tattva*—a verdade do Absoluto; *sādhi*—derivamos; *anumāne*—por hipótese; *ācārya kahe*—Gopīnātha Ācārya respondeu; *anumāne*—por hipótese; *nahe*—não há; *īśvara-jñāne*—verdadeiro conhecimento da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Os discípulos do Bhaṭṭācārya disseram: \"Derivamos o conhecimento da Verdade Absoluta por hipótese lógica.\" Gopīnātha Ācārya respondeu: \"Não se pode alcançar o verdadeiro conhecimento da Suprema Personalidade de Deus por meio de tal hipótese e argumento lógicos.\"**", "purport": "Os filósofos māyāvādīs em particular formulam certas hipóteses sobre a Verdade Absoluta. Raciocinam que no mundo material verificamos que tudo é criado. Se traçarmos a história de qualquer coisa, encontraremos um criador. Por conseguinte, deve haver um criador desta enorme manifestação cósmica. Com esse raciocínio, chegam à conclusão de que um poder superior criou esta manifestação cósmica. Os māyāvādīs não aceitam que este grande poder seja uma pessoa. Sua mente não consegue assimilar o fato de que esta enorme manifestação cósmica possa ser criada por uma pessoa. Duvidam disso porque, tão logo pensam em uma pessoa, pensam em alguém dentro do mundo material com potência limitada. Às vezes os filósofos māyāvādīs aceitarão o Senhor Kṛṣṇa ou o Senhor Rāma como Bhagavān, mas concebem o Senhor como uma pessoa que possui um corpo material. Os māyāvādīs não compreendem que a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, tem um corpo espiritual. Pensam em Kṛṣṇa como uma grande personalidade, um ser humano, dentro do qual está o poder impessoal supremo, o Brahman. Por isso, concluem finalmente que o Brahman impessoal é o Supremo, não a personalidade Kṛṣṇa. Este é o fundamento da filosofia māyāvādī. No entanto, pelos *śāstras* podemos compreender que o esplendor do Brahman são os raios corporais de Kṛṣṇa:\n\n> yasya prabhā prabhavato jagad-aṇḍa-koṭi-\n> kotiṣv aśeṣa-vasudhādi-vibhūti-bhinnam\n> tad brahma niṣkalam anantam aśeṣa-bhūtaṁ\n> govindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Sirvo à Suprema Personalidade de Deus, Govinda, o Senhor primevo, cujo esplendor do corpo transcendental é conhecido como o *brahmajyoti.* Esse *brahmajyoti,* que é ilimitado, insondável e onipresente, é a causa da criação de inúmeros planetas com variedades de climas e condições específicas de vida.\" (*Brahma-saṁhitā* 5.40)\n\nOs filósofos māyāvādīs estudam a literatura Védica, mas não compreendem que a Verdade Absoluta em seu estágio final de realização é a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Aceitam o fato de que há um criador desta manifestação cósmica, mas isso é *anumāna* (hipótese). A lógica do filósofo māyāvādī assemelha-se a ver fumaça numa colina. Quando há um incêndio florestal em uma colina elevada, a fumaça é visível antes de tudo. A fumaça é produzida quando há fogo. Assim como se pode concluir que há fogo ao ver fumaça, ao ver esta manifestação cósmica os filósofos māyāvādīs concluem que deve haver um criador.\n\nOs discípulos de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya queriam evidências para demonstrar que Śrī Caitanya Mahāprabhu era de fato o criador da manifestação cósmica. Só então O aceitariam como a Suprema Personalidade de Deus, a causa original da criação. Gopīnātha Ācārya respondeu que não se pode compreender a Suprema Personalidade de Deus por conjecturas. Como Kṛṣṇa diz no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/25|(Bg. 7.25)]]:\n\n> nāhaṁ prakāśaḥ sarvasya\n> yoga-māyā-samāvṛtaḥ\n> mūḍho 'yaṁ nābhijānāti\n> loko mām ajam avyayam\n\n\"Nunca me manifesto aos tolos e ignorantes. Para eles, estou encoberto por Minha eterna potência criativa [*yogamāyā*]; e assim o mundo iludido não Me conhece, a Mim que sou não nascido e infalível.\" [[bg/7/25|(Bg. 7.25)]] A Suprema Personalidade de Deus reserva o direito de não Se expor aos não devotos. Só pode ser compreendida por devotos genuínos. O Senhor Kṛṣṇa diz em outro trecho do *Bhagavad-gītā* [[bg/18/55|(Bg. 18.55)]], *bhaktyā mām abhijānāti:* \"Só pelo processo devocional se pode compreender-Me.\" No Quarto Capítulo do *Bhagavad-gītā* [[bg/4/3|(Bg. 4.3)]], o Senhor Kṛṣṇa diz, *bhakto 'si me sakhā ceti rahasyaṁ hy etad uttamam.* Aqui o Senhor Kṛṣṇa informa Arjuna que lhe está revelando os segredos do *Bhagavad-gītā* por ele ser Seu devoto. Arjuna não era um *sannyāsī,* nem era um vedantista ou *brāhmaṇa.* Era, porém, um devoto de Kṛṣṇa. A conclusão é que temos de compreender a Suprema Personalidade de Deus a partir dos devotos. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu diz, *guru-kṛṣṇa-prasāde pāya bhakti-latā-bīja.* (Cc. Madhya 19.151)\n\nPodem ser citadas mais evidências para demonstrar que, sem a misericórdia de um devoto ou a misericórdia de Kṛṣṇa, não se pode compreender o que é Kṛṣṇa e o que é a Suprema Personalidade de Deus. Isso é confirmado no próximo verso."}
{"ref": "cc/madhya/6/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/82/", "verse_text": "anumāna pramāṇa nahe īśvara-tattva-jñāne\n\nkṛpā vinā īśvarere keha nāhi jāne", "devanagari": "> অনুমান প্রমাণ নহে ঈশ্বরতত্ত্বজ্ঞানে ।\n> কৃপা বিনা ঈশ্বরেরে কেহ নাহি জানে ॥৮২॥", "synonyms": "*anumāna pramāṇa*—evidência por hipótese; *nahe*—não há; *īśvara-tattva-jñāne*—na compreensão da Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus; *kṛpā vinā*—sem Sua misericórdia; *īśvarere*—a Suprema Personalidade de Deus; *keha*—ninguém; *nāhi*—não; *jāne*—conhece.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya continuou: \"É possível compreender a Suprema Personalidade de Deus somente por Sua misericórdia, e não por conjeturas ou hipóteses.\"**", "purport": "Não se pode compreender a Suprema Personalidade de Deus simplesmente exibindo alguma mágica mundana. Os tolos ficam encantados com demonstrações mágicas e, quando veem algumas coisas maravilhosas realizadas por poder místico, aceitam um mágico como sendo a Personalidade de Deus ou uma encarnação. Esse não é o caminho da compreensão. Tampouco se deve conjeturar ou especular acerca de uma encarnação de Deus ou da Personalidade de Deus. É preciso aprender com a pessoa fidedigna ou com a própria Suprema Personalidade de Deus, assim como fez Arjuna, pela misericórdia de Kṛṣṇa. O próprio Kṛṣṇa também dá muitas indicações a respeito de Suas potências como a Suprema Personalidade de Deus. Deve-se compreender a Suprema Personalidade de Deus somente através da evidência apresentada pelos śāstras e pelos mahājanas. Em todo caso, é necessário ter a misericórdia do Senhor a fim de compreender a Suprema Personalidade de Deus por meio do serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/6/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/83/", "verse_text": "īśvarera kṛpā-leśa haya ta' yāhāre\n\nsei ta' īśvara-tattva jānibāre pāre", "devanagari": "> ঈশ্বরের কৃপা-লেশ হয় ত’ যাহারে ।\n> সেই ত’ ঈশ্বর-তত্ত্ব জানিবারে পারে ॥৮৩॥", "synonyms": "*īśvarera*—da Personalidade de Deus; *kṛpā-leśa*—um pouco de misericórdia; *haya*—há; *ta'*—certamente; *yāhāre*—sobre quem; *sei ta'*—ele certamente; *īśvara-tattva*—a Verdade Absoluta; *jānibāre*—conhecer; *pāre*—é capaz.", "translation": "**O Ācārya continuou: \"Se alguém receber sequer uma ínfima porção do favor do Senhor por força do serviço devocional, poderá compreender a natureza da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/84/", "verse_text": "athāpi te deva padāmbuja-dvaya-\n\nprasāda-leśānugṛhīta eva hi\n\njānāti tattvaṁ bhagavan-mahimno\n\nna cānya eko 'pi ciraṁ vicinvan", "devanagari": "> অথাপি তে দেব পদাম্বুজদ্বয়-\n> প্রসাদ-লেশানুগৃহীত এব হি ।\n> জানাতি তত্ত্বং ভগবন্মহিম্নো\n> ন চান্য একোঽপি চিরং বিচিন্বন্ ॥৮৪॥", "synonyms": "*atha*—portanto; *api*—de fato; *te*—Teus; *deva*—meu Senhor; *pada-ambuja-dvaya*—dos dois pés de lótus; *prasāda*—da misericórdia; *leśa*—por apenas um traço; *anugṛhītaḥ*—favorecido; *eva*—certamente; *hi*—de fato; *jānāti*—a pessoa conhece; *tattvam*—a verdade; *bhagavat*—da Suprema Personalidade de Deus; *mahimnaḥ*—da grandeza; *na*—nunca; *ca*—e; *anyaḥ*—outro; *ekaḥ*—um; *api*—embora; *ciram*—por um longo período; *vicinvan*—especulando.", "translation": "**\" 'Meu Senhor, se alguém é favorecido sequer por um leve traço da misericórdia de Teus pés de lótus, pode compreender a grandeza de Tua personalidade. Mas aqueles que especulam a fim de compreender a Suprema Personalidade de Deus são incapazes de conhecer-Te, ainda que continuem a estudar os *Vedas* por muitos anos.' \"**", "purport": "O verso acima provém do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.29). A *Brahma-saṁhitā* afirma: vedeṣu durlabham adurlabham ātma-bhaktau (*Brahma-saṁhitā* 5.33). Embora a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, seja a meta última do conhecimento (vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ), aquele que não é um devoto puro e que não está ocupado no serviço do Senhor não pode compreendê-Lo. O Senhor Brahmā, portanto, confirma isso. Vedeṣu durlabham: \"É muito difícil compreender o Senhor Supremo simplesmente através dos próprios estudos.\" Adurlabham ātma-bhaktau: \"Contudo, é muito fácil para os devotos capturar o Senhor.\" O Senhor é conhecido como ajita (inconquistável). Ninguém pode conquistar a Suprema Personalidade de Deus, mas o Senhor consente em ser conquistado por Seus devotos. Essa é Sua natureza. Como se afirma no *Padma Purāṇa*:\n\nataḥ śrī-kṛṣṇa-nāmādi\n\nna bhaved grāhyam indriyaiḥ\n\nsevonmukhe hi jihvādau\n\nsvayam eva sphuraty adaḥ\n\nSatisfeito pelas atividades devocionais, o Senhor revela-Se a Seus devotos. Esse é o modo de compreendê-Lo.\n\nO verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* citado por Gopīnātha Ācārya foi originalmente proferido pelo Senhor Brahmā quando ele foi derrotado pelo Senhor Kṛṣṇa. O Senhor Brahmā havia roubado todos os bezerros e vaqueirinhos a fim de testar o poder de Kṛṣṇa. O Senhor Brahmā admitiu que seus próprios poderes extraordinários dentro do universo não eram, nem de longe, comparáveis aos poderes ilimitados do Senhor Kṛṣṇa. Se o Senhor Brahmā pode cometer um erro ao compreender Kṛṣṇa, o que dizer das pessoas comuns, que ou compreendem mal Kṛṣṇa ou apresentam falsamente uma suposta encarnação de Kṛṣṇa para sua própria gratificação dos sentidos."}
{"ref": "cc/madhya/6/85-86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/85-86/", "verse_text": "yadyapi jagad-guru tumi--śāstra-jñānavān\n\npṛthivīte nāhi paṇḍita tomāra samāna\n\nīśvarera kṛpā-leśa nāhika tomāte\n\nataeva īśvara-tattva nā pāra jānite", "devanagari": "> যদ্যপি জগদ্গুরু তুমি — শাস্ত্র-জ্ঞানবান্ ।\n> পৃথিবীতে নাহি পণ্ডিত তোমার সমান ॥৮৫॥\n> ঈশ্বরের কৃপা-লেশ নাহিক তোমাতে ।\n> অতএব ঈশ্বরতত্ত্ব না পার জানিতে ॥৮৬॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *jagat-guru*—um mestre de muitos discípulos; *tumi*—tu; *śāstra-jñānavān*—versado no conhecimento Védico; *pṛthivīte*—nesta terra; *nāhi*—não há; *paṇḍita*—um erudito instruído; *tomāra*—teu; *samāna*—igual; *īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *kṛpā*—de misericórdia; *leśa*—um pouco; *nāhika*—não há; *tomāte*—em ti; *ataeva*—portanto; *īśvara-tattva*—a Verdade Absoluta (a Suprema Personalidade de Deus); *nā pāra*—não és capaz; *jānite*—de conhecer.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya dirigiu-se então a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya: \"És um grande erudito e um mestre de muitos discípulos. De fato, não há outro erudito como tu sobre a terra. Não obstante, por estares desprovido de sequer uma pitada da misericórdia do Senhor, não podes compreendê-Lo, ainda que Ele esteja presente em tua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/87/", "verse_text": "tomāra nāhika doṣa, śāstre ei kahe\n\npāṇḍityādye īśvara-tattva-jñāna kabhu nahe'", "devanagari": "> তোমার নাহিক দোষ, শাস্ত্রে এই কহে ।\n> পাণ্ডিত্যাদ্যে ঈশ্বরতত্ত্ব-জ্ঞান কভু নহে ।।’ ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*tomāra*—teu; *nāhika*—não há; *doṣa*—defeito; *śāstre*—as escrituras; *ei*—isto; *kahe*—mencionam; *pāṇḍitya-ādye*—simplesmente pela erudição, etc.; *īśvara-tattva-jñāna*—conhecimento dos princípios da Suprema Personalidade de Deus; *kabhu*—jamais; *nahe*—não há.", "translation": "**\"Não é tua culpa; é o veredito das escrituras. Não podes compreender a Suprema Personalidade de Deus simplesmente pela erudição.\"**", "purport": "Este é um verso muito importante. Até grandes eruditos não conseguem compreender Kṛṣṇa, mas ousam comentar o *Bhagavad-gītā.* Ler o *Bhagavad-gītā* significa compreender Kṛṣṇa, e no entanto vemos de fato muitos eruditos cometendo erros grosseiros ao tentar compreendê-Lo. A declaração de Gopīnātha Ācārya é confirmada em muitos lugares da literatura Védica. No *Kaṭha Upaniṣad* (1.2.23) afirma-se (Katha Up. 1.2.23): nāyam ātmā pravacanena labhyo\n> na medhayā na bahunā śrutena\n> yam evaiṣa vṛṇute tena labhyas\n> tasyaiṣa ātmā vivṛṇute tanūṁ svām\n\nTambém se afirma no *Kaṭha Upaniṣad* (1.2.9):\n\n> naiṣā tarkeṇa matir āpaneyā\n> proktānyenaiva sujñānāya preṣṭha\n> yāṁ tvam āpaḥ satya-dhṛtir batāsi\n> tvādṛṅ no bhūyān naciketaḥ praṣṭā\n\nO fato é que a Suprema Personalidade de Deus, a Superalma, não pode ser alcançada simplesmente por explicações, lógica e erudição. Não se pode compreendê-La simplesmente pela própria capacidade mental. Mesmo estudando toda a literatura Védica, não se pode compreender o Senhor Supremo. No entanto, se alguém recebe um leve favor da misericórdia do Senhor, se o Senhor estiver satisfeito, pode compreendê-Lo. Mas quem são os candidatos aptos a receber a misericórdia do Senhor? Apenas os devotos. Somente eles podem compreender o que é a Suprema Personalidade de Deus. O Senhor Se revela ao devoto sincero quando está satisfeito com seu serviço: *svayam eva sphuraty adaḥ.* A pessoa não deve tentar compreender o Senhor apenas pelas declarações dos *Vedas,* nem deve tentar inutilmente desacreditar essas declarações mediante o raciocínio e a lógica."}
{"ref": "cc/madhya/6/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/88/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,--ācārya, kaha sāvadhāne\n\ntomāte īśvara-kṛpā ithe ki pramāṇe", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — আচার্য, কহ সাবধানে ।\n> তোমাতে ঈশ্বর-কৃপা ইথে কি প্রমাণে ॥৮৮॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya diz; *ācārya*—meu querido Gopīnātha Ācārya; *kaha*—por favor, fala; *sāvadhāne*—com muito cuidado; *tomāte*—a ti; *īśvara-kṛpā*—misericórdia do Senhor; *ithe*—neste assunto; *ki pramāṇe*—por qual evidência.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Meu querido Gopīnātha Ācārya, por favor, fala com grande cuidado. Qual é a prova de que recebeste a misericórdia do Senhor?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/89/", "verse_text": "ācārya kahe,--\"vastu-viṣaye haya vastu-jñāna\n\nvastu-tattva-jñāna haya kṛpāte pramāṇa", "devanagari": "> আচার্য কহে, — “বস্তু-বিষয়ে হয় বস্তু-জ্ঞান ।\n> বস্তুতত্ত্ব-জ্ঞান হয় কৃপাতে প্রমাণ ॥৮৯॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Gopīnātha Ācārya respondeu; *vastu-viṣaye*—no que se refere ao summum bonum; *haya*—há; *vastu-jñāna*—conhecimento do Supremo; *vastu-tattva*—da Verdade Absoluta; *jñāna*—conhecimento; *haya*—é; *kṛpāte*—da misericórdia; *pramāṇa*—a evidência.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya respondeu: \"O conhecimento do summum bonum, a Verdade Absoluta, é evidência da misericórdia do Senhor Supremo.\"**", "purport": "Sārvabhauma Bhaṭṭācārya informou a seu cunhado, Gopīnātha Ācārya: \"A Suprema Personalidade de Deus pode não ter demonstrado misericórdia a mim, mas qual é a prova de que a demonstrou a ti? Tem a bondade de nos esclarecer sobre isto.\" Em resposta a isso, Gopīnātha Ācārya disse que o summum bonum, a Verdade Absoluta, e Suas diferentes potências são idênticos. Por conseguinte, pode-se compreender a substância da Verdade Absoluta pela manifestação de Suas diferentes potências. O summum bonum inclui todas as potências numa unidade. A Verdade Absoluta combinada com diferentes características é a substância original (vastu): parāsya śaktir vividhaiva śrūyate.\n\nAssim, os *Vedas* afirmam que a Verdade Absoluta tem diferentes potências. Quando alguém compreende as características das potências da Verdade Absoluta, fica ciente da Verdade Absoluta. Também no plano material, pode-se compreender a substância pela manifestação de seus sintomas. Por exemplo, quando há calor, deve-se entender que há fogo. O calor do fogo é percebido diretamente. O fogo pode não estar visível, mas pode-se buscar o fogo ao sentir o calor. De modo semelhante, se alguém puder perceber as características da Verdade Absoluta, podemos saber que ele compreendeu a substância da Verdade Absoluta pela misericórdia do Senhor.\n\nNo *Bhagavad-gītā* (7.25), diz-se: nāhaṁ prakāśaḥ sarvasya. A Suprema Personalidade de Deus reserva-Se o direito de não ser exposto a todos. Sevonmukhe hi jihvādau svayam eva sphuraty adaḥ: \"O Senhor revela-Se a um devoto quando está completamente satisfeito com o serviço do devoto.\" Dessa forma, não se pode compreender o Senhor Supremo sem Sua misericórdia. A Verdade Absoluta não pode ser compreendida por especulação, e esta é a conclusão do *Bhagavad-gītā*."}
{"ref": "cc/madhya/6/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/90/", "verse_text": "iṅhāra śarīre saba īśvara-lakṣaṇa\n\nmahā-premāveśa tumi pāñācha darśana", "devanagari": "> ইঁহার শরীরে সব ঈশ্বর-লক্ষণ  ।\n> মহা-প্রেমাবেশ তুমি পাঞাছ দর্শন ॥৯০॥", "synonyms": "*iṅhara*—Seu; *śarīre*—no corpo; *saba*—todas; *īśvara-lakṣaṇa*—características da Suprema Personalidade de Deus; *mahā-prema-āveśa*—absorção em êxtase transcendental; *tumi*—tu; *pāñācha*—obtiveste; *darśana*—ver.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya continuou: \"Viste os sintomas da Suprema Personalidade de Deus no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu durante Sua absorção num estado de espírito extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/91/", "verse_text": "tabu ta' īśvara-jñāna nā haya tomāra\n\nīśvarera māyā ei--bali vyavahāra", "devanagari": "> তবু ত’ ঈশ্বর-জ্ঞান না হয় তোমার  ।\n> ঈশ্বরের মায়া এই — বলি ব্যবহার ॥৯১॥", "synonyms": "*tabu ta'*—ainda assim, contudo; *īśvara-jñāna*—conhecimento da Suprema Personalidade de Deus; *nā*—não; *haya*—há; *tomāra*—teu; *īśvarera*—do Senhor; *māyā*—a ilusão; *ei*—isto; *bali*—dizendo; *vyavahāra*—o termo geral.", "translation": "**\"Apesar de perceberes diretamente os sintomas do Senhor Supremo no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, não podes compreendê-Lo. Isso é comumente chamado de ilusão.**", "purport": "Gopīnātha Ācārya está apontando que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya já havia visto sintomas incomuns de êxtase no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\n\nEsses sintomas incomuns de amor extático indicavam a Pessoa Suprema, mas, apesar de ter visto todos esses sintomas, o Bhaṭṭācārya não pôde compreender a natureza transcendental do Senhor. Ele considerava os passatempos do Senhor como mundanos. Isso certamente se devia à ilusão."}
{"ref": "cc/madhya/6/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/92/", "verse_text": "dekhile nā dekhe tāre bahirmukha jana\"\n\nśuni' hāsi' sārvabhauma balila vacana", "devanagari": "> দেখিলে না দেখে তারে বহির্মুখ জন ৷”\n> শুনি’ হাসি’ সার্বভৌম বলিল বচন ॥৯২॥", "synonyms": "*dekhile*—mesmo após ver; *nā*—não; *dekhe*—vê; *tāre*—a Pessoa Suprema; *bahiḥ-mukha jana*—uma pessoa influenciada pela energia externa; *śuni'*—ouvindo isto; *hāsi'*—sorrindo; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *balila*—disse; *vacana*—as palavras.", "translation": "**\"Uma pessoa influenciada pela energia externa é chamada de bahirmukha jana, uma pessoa mundana, porque, apesar de sua percepção, não pode compreender a verdadeira substância.\" Ao ouvir Gopīnātha Ācārya dizer isto, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya sorriu e começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": "Quando o coração não está purificado, não se pode despertar a natureza transcendental do serviço devocional. Como confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/28|(Bg. 7.28)]]:\n\n> yeṣāṁ tv anta-gataṁ pāpaṁ\n> janānāṁ puṇya-karmaṇām\n> te dvandva-moha-nirmuktā\n> bhajante māṁ dṛḍha-vratāḥ\n\n\"As pessoas que agiram piamente em vidas anteriores e nesta vida, cujas ações pecaminosas estão completamente erradicadas, estão livres da dualidade da ilusão e se ocupam em Meu serviço com determinação.\"\n\nQuando alguém está de fato ocupado no serviço devocional puro, entende-se que já alcançou a liberdade de todas as reações às atividades pecaminosas. Em outras palavras, deve-se compreender que os devotos já estão libertos do pecado. Uma pessoa pecaminosa, um perverso (*duṣkṛtī*), não pode ocupar-se no serviço devocional. Tampouco se pode ocupar no serviço devocional simplesmente com base na especulação erudita. É preciso aguardar a misericórdia do Senhor para prestar serviço devocional puro."}
{"ref": "cc/madhya/6/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/93/", "verse_text": "iṣṭa-goṣṭhī vicāra kari, nā kariha roṣa\n\nśāstra-dṛṣṭye kahi, kichu nā la-iha doṣa", "devanagari": "> ইষ্টগোষ্ঠী বিচার করি, না করিহ রোষ ।\n> শাস্ত্রদৃষ্ট্যে কহি, কিছু না লইহ দোষ ॥৯৩॥", "synonyms": "*iṣṭa-goṣṭhī*—discussão entre amigos; *vicāra*—consideração; *kari*—fazemos; *nā*—não; *kariha*—faças; *roṣa*—ira; *śāstra-dṛṣṭye*—segundo a conclusão das escrituras; *kahi*—falamos; *kichu*—qualquer; *nā*—não; *la-iha*—tomes; *doṣa*—ofensa.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya disse: \"Estamos apenas tendo uma discussão entre amigos e considerando os pontos descritos nas escrituras. Não te ires. Falo simplesmente com base nos śāstras. Por favor, não te ofendas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/94/", "verse_text": "mahā-bhāgavata haya caitanya-gosāñi\n\nei kali-kāle viṣṇura avatāra nāi", "devanagari": "> মহা-ভাগবত হয় চৈতন্য-গোসাঞি ।\n> এই কলিকালে বিষ্ণুর অবতার নাই ॥৯৪॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata*—um grande devoto; *haya*—é; *caitanya-gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—esta; *kali-kāle*—na Era de Kali; *viṣṇura*—do Senhor Viṣṇu; *avatāra*—encarnação; *nāi*—não há.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu é certamente um grande e incomum devoto, mas não podemos aceitá-Lo como uma encarnação do Senhor Viṣṇu porque, segundo o śāstra, não há encarnação nesta Era de Kali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/95/", "verse_text": "ataeva 'tri-yuga' kari' kahi viṣṇu-nāma\nkali-yuge avatāra nāhī,--śāstra-jñāna", "devanagari": "> অতএব ‘ত্রিযুগ’ করি’ কহি বিষ্ণুনাম ।\n> কলিযুগে অবতার নাহি, — শাস্ত্রজ্ঞান ॥৯৫॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tri-yuga*—o Senhor, que aparece somente em três yugas; *kari'*—fazendo; *kahi*—dizemos; *viṣṇu-nāma*—o santo nome do Senhor Viṣṇu; *kali-yuge*—na Era de Kali; *avatāra*—encarnação; *nāhi*—não há; *śāstra-jñāna*—o veredicto das escrituras.", "translation": "**\"Outro nome do Senhor Viṣṇu é Triyuga, porque não há encarnação do Senhor Viṣṇu em Kali-yuga. De fato, este é o veredicto das escrituras reveladas.\"**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Viṣṇu, é conhecido como Triyuga, o que significa que Ele Se manifesta em três yugas. Contudo, isso significa que, na Era de Kali, o Senhor aparece não diretamente, mas disfarçado. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.9.38):\n\nitthaṁ nṛ-tiryag-ṛṣi-deva-jhaṣāvatārair\nlokān vibhāvayasi haṁsi jagat-pratīpān\ndharmaṁ mahā-puruṣa pāsi yugānuvṛttaṁ\nchannaḥ kalau yad abhavas tri-yugo 'tha sa tvam\n\n\"Meu Senhor, em Vossas multifárias encarnações nas famílias de homens, animais, semideuses, ṛṣis, criaturas aquáticas e assim por diante, Vós matais todos os inimigos do mundo. Dessa forma, iluminais os mundos com conhecimento transcendental. Na Era de Kali, ó Mahāpuruṣa, às vezes apareceis numa encarnação encoberta. Por isso sois conhecido como Triyuga [aquele que aparece em apenas três yugas].\"\n\nŚrīla Śrīdhara Svāmī também confirmou que o Senhor Viṣṇu aparece na Era de Kali, mas não atua como atua em outras eras. O Senhor Viṣṇu encarna com dois propósitos: paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām. Isto é, Ele vem para Se ocupar em passatempos com Seus devotos e para aniquilar os demônios. Esses propósitos são visíveis nos yugas Satya, Tretā e Dvāpara, mas, em Kali-yuga, o Senhor aparece disfarçado. Ele não mata diretamente os demônios nem dá proteção aos fiéis. Como o Senhor não é percebido diretamente em Kali-yuga, mas é conhecido diretamente nos outros três yugas, Seu nome é Triyuga."}
{"ref": "cc/madhya/6/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/96/", "verse_text": "śuniyā ācārya kahe duḥkhī hañā mane\nśāstra-jña kariñā tumi kara abhimāne", "devanagari": "> শুনিয়া আচার্য কহে দুঃখী হঞা মনে  ।\n> শাস্ত্রজ্ঞ করিঞা তুমি কর অভিমানে ॥৯৬॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo isso; *ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *kahe*—diz; *duḥkhī*—infeliz; *hañā*—tornando-se; *mane*—na mente; *śāstra-jña*—versado nas escrituras Védicas; *kariñā*—considerando-se; *tumi*—tu; *kara*—fazes; *abhimāne*—orgulho.", "translation": "**Ao ouvir isso, Gopīnātha Ācārya ficou muito infeliz. Ele disse ao Bhaṭṭācārya: \"Tu te consideras o conhecedor de todas as escrituras Védicas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/97/", "verse_text": "bhāgavata-bhārata dui śāstrera pradhāna\nsei dui-grantha-vākye nāhi avadhāna", "devanagari": "> ভাগবত-ভারত দুই শাস্ত্রের প্রধান  ।\n> সেই দুইগ্রন্থ-বাক্যে নাহি অবধান ॥৯৭॥", "synonyms": "*bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavatam; *bhārata*—Mahābhārata; *dui*—duas; *śāstrera*—de todas as escrituras Védicas; *pradhāna*—as mais proeminentes; *sei*—essas; *dui-grantha*—das duas escrituras; *vākye*—nas afirmações; *nāhi*—não há; *avadhāna*—atenção.", "translation": "**\"O *Śrīmad-Bhāgavatam* e o *Mahābhārata* são as duas escrituras Védicas mais importantes, mas tu não prestaste atenção alguma às suas afirmações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/98/", "verse_text": "sei dui kahe kalite sākṣāt-avatāra\ntumi kaha,--kalite nāhi viṣṇura pracāra", "devanagari": "> সেই দুই কহে কলিতে সাক্ষাৎ-অবতার  ।\n> তুমি কহ, — কলিতে নাহি বিষ্ণুর প্রচার ॥৯৮॥", "synonyms": "*sei*—essas; *dui*—duas; *kahe*—dizem; *kalite*—nesta Era de Kali; *sākṣāt*—direta; *avatāra*—encarnação; *tumi*—tu; *kaha*—dizes; *kalite*—nesta Era de Kali; *nāhi*—não há; *viṣṇura*—do Senhor Viṣṇu; *pracāra*—manifestação.", "translation": "**\"No *Śrīmad-Bhāgavatam* e no *Mahābhārata*, afirma-se que o Senhor aparece diretamente, mas tu dizes que nesta era não há manifestação ou encarnação do Senhor Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/99/", "verse_text": "kali-yuge līlāvatāra nā kare bhagavān\nataeva 'tri-yuga' kari' kahi tāra nāma", "devanagari": "> কলিযুগে লীলাবতার না করে ভগবান্ ।\n> অতএব ‘ত্রিযুগ’ করি’ কহি তার নাম ॥৯৯॥", "synonyms": "*kali-yuge*—nesta Era de Kali; *līlā-avatāra*—uma encarnação para passatempos; *nā*—não; *kare*—faz; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *ataeva*—portanto; *tri-yuga*—do nome Triyuga (manifestado em três yugas); *kari'*—aceitando; *kahi*—digo; *tāra nāma*—Seu santo nome.", "translation": "**\"Nesta Era de Kali, não há līlā-avatāra da Suprema Personalidade de Deus; portanto, Ele é conhecido como Triyuga. Esse é um de Seus santos nomes.\"**", "purport": "Um līlā-avatāra é uma encarnação do Senhor que realiza uma variedade de atividades sem fazer nenhum esforço especial. Ele sempre tem um passatempo após outro, todos plenos de prazer transcendental, e esses passatempos são plenamente controlados pela Pessoa Suprema. A Pessoa Suprema é totalmente independente de todos os outros nesses passatempos. Ao instruir Sanātana Gosvāmī (Cc. Madhya 20.296-298), Śrī Caitanya Mahāprabhu salientou que não se pode contar o número de līlā-avatāras:\n\nlīlāvatāra kṛṣṇera nā yāya gaṇana\npradhāna kariyā kahi dig-daraśana\n\n\"Contudo\", disse o Senhor a Sanātana, \"explicarei os principais līlā-avatāras.\"\n\nmatsya, kūrma, raghunātha, nṛsiṁha, vāmana\nvarāhādi--lekhā yāṅra nā yāya gaṇana\n\nAssim foram enumeradas as encarnações do Senhor, incluindo Matsya, a encarnação peixe; Kūrma, a tartaruga; o Senhor Rāmacandra; Nṛsiṁhadeva; Vāmanadeva; e Varāha, a encarnação javali. Há, portanto, inúmeros līlā-avatāras, e todos eles exibem passatempos maravilhosos. O Senhor Varāha, a encarnação javali, ergueu todo o planeta Terra das profundezas do Oceano Garbhodaka. A encarnação tartaruga, o Senhor Kūrma, tornou-Se um pivô para a emulsificação de todo o mar, e o Senhor Nṛsiṁhadeva apareceu como metade homem, metade leão. Esses são alguns dos maravilhosos e incomuns aspectos dos līlā-avatāras.\n\nEm seu livro Laghu-bhāgavatāmṛta, Śrīla Rūpa Gosvāmī enumerou os seguintes vinte e cinco līlā-avatāras: Catuḥ-sana, Nārada, Varāha, Matsya, Yajña, Nara-Nārāyaṇa, Kapila, Dattātreya, Hayaśīrṣa (Hayagrīva), Haṁsa, Pṛśnigarbha, Ṛṣabha, Pṛthu, Nṛsiṁha, Kūrma, Dhanvantari, Mohinī, Vāmana, Paraśurāma, Rāghavendra, Vyāsa, Balarāma, Kṛṣṇa, Buddha e Kalki.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu não é mencionado como um līlā-avatāra, porque Ele é uma encarnação disfarçada (channa-avatāra). Nesta Era de Kali não há līlā-avatāras, mas há uma encarnação do Senhor manifestada no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Isso foi explicado no *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/madhya/6/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/100/", "verse_text": "pratiyuge karena kṛṣṇa yuga-avatāra\ntarka-niṣṭha hṛdaya tomāra nāhika vicāra", "devanagari": "> প্রতিযুগে করেন কৃষ্ণ যুগ-অবতার ।\n> তর্কনিষ্ঠ হৃদয় তোমার নাহিক বিচার ॥১০০॥", "synonyms": "*prati-yuge*—em cada era ou milênio; *karena*—faz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yuga-avatāra*—encarnação para a era; *tarka-niṣṭha*—endurecido pelo argumento; *hṛdaya*—coração; *tomāra*—teu; *nāhika*—não há; *vicāra*—consideração.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya continuou: \"Certamente há uma encarnação em cada era, e tal encarnação chama-se yuga-avatāra. Mas teu coração tornou-se tão endurecido pela lógica e pelo argumento que não consegues considerar todos esses fatos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/101/", "verse_text": "āsan varṇās trayo hy asya\ngṛhṇato 'nu-yugaṁ tanūḥ\nśuklo raktas tathā pīta\nidānīṁ kṛṣṇatāṁ gataḥ", "devanagari": "> আসন্ বর্ণাস্ত্রয়ো হ্যস্য গৃহ্ণতোঽনুযুগং তনূঃ ।\n> শুক্লো রক্তস্তথা পীত ইদানীং কৃষ্ণতাং গতঃ ॥১০১॥", "synonyms": "*āsan*—houve; *varṇāḥ*—cores; *trayaḥ*—três; *hi*—de fato; *asya*—d'Ele; *gṛhṇataḥ*—aceitando; *anu-yugam*—de acordo com a era; *tanūḥ*—corpos; *śuklaḥ*—branca; *raktaḥ*—vermelha; *tathā*—também; *pītaḥ*—amarela; *idānīm*—no momento presente; *kṛṣṇatām*—enegrecida; *gataḥ*—aceitou.", "translation": "**\" 'No passado, teu filho teve corpos de três cores diferentes, de acordo com a era. Essas cores foram branca, vermelha e amarela. Nesta era [Dvāpara-yuga], Ele aceitou um corpo enegrecido.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.8.13) foi falado por Garga Muni quando ele realizava os rituais na cerimônia de imposição de nome do Senhor Kṛṣṇa. Ele afirma que as encarnações do Senhor em outras eras haviam sido branca, vermelha e amarela. Esta cor amarela refere-se a Śrī Caitanya Mahāprabhu, cuja tez corporal era amarelada. Isso confirma que, em Kali-yugas passados, o Senhor também encarnara num corpo de matiz amarelo. Compreende-se que o Senhor encarna em cores diferentes para os diferentes yugas (Satya, Tretā, Dvāpara e Kali). Aceitando a cor amarela (pīta), bem como outras características, o Senhor encarnou como Śrī Caitanya Mahāprabhu. Este é o veredicto de todas as autoridades Védicas."}
{"ref": "cc/madhya/6/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/102/", "verse_text": "iti dvāpara urv-īśa\nstuvanti jagad-īśvaram\nnānā-tantra-vidhānena\nkalāv api tathā śṛṇu", "devanagari": "> ইতি দ্বাপর উর্বীশ স্তুবন্তি জগদীশ্বরম্ ।\n> নানাতন্ত্রবিধানেন কলাবপি তথা শৃণু ॥১০২॥", "synonyms": "*iti*—assim; *dvāpare*—em Dvāpara-yuga; *uru-īśa*—ó rei; *stuvanti*—oferecem orações; *jagat-īśvaram*—à Suprema Personalidade de Deus; *nānā*—várias; *tantra*—da literatura Védica suplementar; *vidhānena*—pelos princípios reguladores; *kalau*—na Era de Kali; *api*—certamente; *tathā*—assim também; *śṛṇu*—ouve.", "translation": "**\" 'Na Era de Kali, bem como em Dvāpara-yuga, as pessoas oferecem orações à Suprema Personalidade de Deus por meio de vários mantras e observam os princípios reguladores da literatura Védica suplementar. Agora, por favor, ouve isso de mim.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.31)."}
{"ref": "cc/madhya/6/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/103/", "verse_text": "kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇaṁ\nsāṅgopāṅgāstra-pārṣadam\nyajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair\nyajanti hi su-medhasaḥ", "devanagari": "> কৃষ্ণবর্ণং ত্বিষাঽকৃষ্ণং সাঙ্গোপাঙ্গাস্ত্রপার্ষদম্ ।\n> যজ্ঞৈঃ সংকীর্তনপ্রায়ৈর্যজন্তি হি সুমেধসঃ ॥১০৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-varṇam*—cantando as duas sílabas kṛṣ e ṇa; *tviṣā*—pela tez; *akṛṣṇam*—não enegrecida; *sa-aṅga*—acompanhado de expansões pessoais; *upa-aṅga*—devotos; *astra*—a arma de cantar o mantra Hare Kṛṣṇa; *pārṣadam*—e associados como Gadādhara, Svarūpa Dāmodara, etc.; *yajñaiḥ*—por sacrifício; *saṅkīrtana*—canto congregacional do mantra Hare Kṛṣṇa; *prāyaiḥ*—consistindo principalmente em; *yajanti*—adoram; *hi*—de fato; *su-medhasaḥ*—aqueles que são inteligentes.", "translation": "**\" 'Nesta Era de Kali, aqueles que são inteligentes realizam o canto congregacional do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, adorando a Suprema Personalidade de Deus, que, nesta era, aparece sempre descrevendo as glórias de Kṛṣṇa. Essa encarnação tem matiz amarelado e está sempre acompanhada de Suas expansões plenárias [como Śrī Nityānanda Prabhu] e expansões pessoais [como Gadādhara], bem como de Seus devotos e associados [como Svarūpa Dāmodara].'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.32) é explicado por Śrī Jīva Gosvāmī em seu Krama-sandarbha, conforme citado por Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura em relação à explicação do *Ādi-līlā*, Terceiro Capítulo, verso 52."}
{"ref": "cc/madhya/6/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/104/", "verse_text": "suvarṇa-varṇo hemāṅgo\nvarāṅgaś candanāṅgadī\nsannyāsa-kṛc chamaḥ śānto\nniṣṭhā-śānti-parāyaṇaḥ", "devanagari": "> সুবর্ণবর্ণো হেমাঙ্গো বরাঙ্গশ্চন্দনাঙ্গদী ।\n> সন্ন্যাসকৃচ্ছমঃ শান্তো নিষ্ঠা-শান্তি-পরায়ণঃ ॥১০৪॥", "synonyms": "*suvarṇa-varṇaḥ*—cuja tez é como o ouro; *hema-aṅgaḥ*—tendo um corpo como ouro fundido; *vara-aṅgaḥ*—cujo corpo é constituído de modo muito belo; *candana-aṅgadī*—untado com a polpa de sândalo; *sannyāsa-kṛt*—aceitando a ordem de vida renunciada; *śamaḥ*—autocontrolado; *śāntaḥ*—pacífico; *niṣṭhā*—firmemente fixo; *śānti*—trazendo paz por propagar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *parāyaṇaḥ*—sempre na disposição extática do serviço devocional.", "translation": "**\" 'O Senhor [na encarnação de Gaurasundara] tem uma tez dourada. De fato, todo o Seu corpo, que é constituído de modo muito belo, é como ouro fundido. Polpa de sândalo está untada por todo o Seu corpo. Ele aceitará a quarta ordem da vida espiritual [sannyāsa] e será muito autocontrolado. Distinguir-Se-á dos sannyāsīs māyāvādīs por estar fixo no serviço devocional e por espalhar o movimento de saṅkīrtana.' \"**", "purport": "Gopīnātha Ācārya citou este verso do Viṣṇu-sahasra-nāma-stotra do *Mahābhārata*."}
{"ref": "cc/madhya/6/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/105/", "verse_text": "tomāra āge eta kathāra nāhi prayojana\nūṣara-bhūmite yena bījera ropaṇa", "devanagari": "> তোমার আগে এত কথার নাহি প্রয়োজন ৷\n> ঊষর-ভূমিতে যেন বীজের রোপণ ॥১০৫॥", "synonyms": "*tomāra āge*—diante de ti; *eta*—tantas; *kathāra*—de palavras; *nāhi*—não há; *prayojana*—necessidade; *ūṣara-bhūmite*—em terra estéril; *yena*—como; *bījera*—da semente; *ropaṇa*—semeadura.", "translation": "**Então Gopīnātha Ācārya disse: \"Não há necessidade de citar tantas evidências dos śāstras, pois tu és um especulador muito árido. Não há necessidade de semear sementes em terra estéril.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/106/", "verse_text": "tomāra upare tāṅra kṛpā yabe habe\ne-saba siddhānta tabe tumiha kahibe", "devanagari": "> তোমার উপরে তাঁর কৃপা যবে হবে ।\n> এসব সিদ্ধান্ত তবে তুমিহ কহিবে ॥১০৬॥", "synonyms": "*tomāra upare*—sobre ti; *tāṅra*—do Senhor; *kṛpā*—misericórdia; *yabe*—quando; *habe*—houver; *e-saba*—todas estas; *siddhānta*—conclusões; *tabe*—nesse momento; *tumiha*—tu também; *kahibe*—citarás.", "translation": "**\"Quando o Senhor Se sentir satisfeito contigo, também compreenderás estas conclusões e citarás os śāstras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/107/", "verse_text": "tomāra ye śiṣya kahe kutarka, nānā-vāda\nihāra ki doṣa--ei māyāra prasāda", "devanagari": "> তোমার যে শিষ্য কহে কুতর্ক, নানাবাদ ।\n> ইহার কি দোষ — এই মায়ার প্রসাদ ॥১০৭॥", "synonyms": "*tomāra*—teus; *ye*—que; *śiṣya*—discípulos; *kahe*—dizem; *ku-tarka*—falsos argumentos; *nānā-vāda*—malabarismo de filosofia; *ihāra*—deles; *ki*—qual; *doṣa*—falha; *ei*—esta; *māyāra*—da ilusão; *prasāda*—bênção.", "translation": "**\"Os falsos argumentos e o malabarismo filosófico de palavras de teus discípulos não são falhas deles. Eles simplesmente receberam a bênção da filosofia māyāvāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/108/", "verse_text": "yac-chaktayo vadatāṁ vādināṁ vai\nvivāda-saṁvāda-bhuvo bhavanti\nkurvanti caiṣāṁ muhur ātma-mohaṁ\ntasmai namo 'nanta-guṇāya bhūmne", "devanagari": "> যচ্ছক্তয়ো বদতাং বাদিনাং বৈ, বিবাদ-সংবাদ-ভুবো ভবন্তি ।\n> কুর্বন্তি চৈষাং মুহুরাত্মমোহং, তস্মৈ নমোঽনন্তগুণায় ভূম্নে ॥১০৮॥", "synonyms": "*yat*—cujas; *śaktayaḥ*—potências; *vadatām*—contendentes; *vādinām*—dos disputantes opositores; *vai*—de fato; *vivāda*—de oposição; *saṁvāda*—de concordância; *bhuvaḥ*—objetos; *bhavanti*—tornam-se; *kurvanti*—fazem; *ca*—também; *eṣām*—deles; *muhuḥ*—sempre; *ātma-moham*—a ilusão do eu; *tasmai*—a Ele; *namaḥ*—reverências; *ananta*—ilimitadas; *guṇāya*—que possui qualidades; *bhūmne*—o Supremo.", "translation": "**\" 'Ofereço minhas respeitosas reverências à Suprema Personalidade de Deus, que é pleno de qualidades ilimitadas e cujas diferentes potências produzem a concordância e a discordância entre disputantes. Assim, a energia ilusória cobre repetidamente a autorrealização de ambos os disputantes.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.4.31)."}
{"ref": "cc/madhya/6/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/109/", "verse_text": "yuktaṁ ca santi sarvatra\nbhāṣante brāhmaṇā yathā\nmāyāṁ madīyām udgṛhya\nvadatāṁ kiṁ nu durghaṭam", "devanagari": "> যুক্তং সন্তি সর্বত্র ভাষন্তে ব্রাহ্মণা যথা ।\n> মায়াং মদীয়ামুদ্গৃহ্য বদতাং কিং নু দুর্ঘটম্ ॥১০৯॥", "synonyms": "*yuktam*—bastante apropriado; *ca*—também; *santi*—são; *sarvatra*—em toda parte; *bhāṣante*—falam; *brāhmaṇāḥ*—os eruditos; *yathā*—tanto quanto; *māyām*—ilusão; *madīyām*—de Mim; *udgṛhya*—aceitando; *vadatām*—dos especuladores; *kim*—o que; *nu*—certamente; *durghaṭam*—impossível.", "translation": "**\" 'Em quase todos os casos, tudo o que os brāhmaṇas eruditos falam é aceito; nada é impossível para aquele que se abriga em Minha energia ilusória e fala sob a influência dela.' \"**", "purport": "Neste verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.22.4), a Suprema Personalidade de Deus explica que Sua energia ilusória pode realizar o impossível; tal é o poder da energia ilusória. Em muitos casos, os especuladores filosóficos cobriram a verdade real e apresentaram ousadamente falsas teorias. Em tempos antigos, filósofos como Kapila, Gautama, Jaimini, Kaṇāda e brāhmaṇas semelhantes propuseram teorias filosóficas inúteis, e nos dias modernos os supostos cientistas apresentam muitas falsas teorias acerca da criação, respaldadas por argumentos aparentemente lógicos. Tudo isso se deve à influência da energia ilusória do Senhor Supremo. A energia ilusória, portanto, às vezes parece correta porque emana do Supremo Correto. Para evitar a deveras desconcertante influência ilusória, é preciso aceitar as palavras da Suprema Personalidade de Deus tais como são. Somente então é possível escapar da influência da energia ilusória."}
{"ref": "cc/madhya/6/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/110/", "verse_text": "tabe bhaṭṭācārya kahe, yāha gosāñira sthane\nāmāra nāme gaṇa-sahita kara nimantraṇe", "devanagari": "> তবে ভট্টাচার্য কহে, যাহ গোসাঞির স্থানে ।\n> আমার নামে গণ-সহিত কর নিমন্ত্রণে ॥১১০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—diz; *yāha*—por favor, vai; *gosāñira sthane*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āmāra nāme*—em meu nome; *gaṇa-sahita*—com Seus associados; *kara*—faze; *nimantraṇe*—convite.", "translation": "**Após ouvir isso de Gopīnātha Ācārya, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Primeiro vai ao lugar onde Śrī Caitanya Mahāprabhu está hospedado e convida-O a vir aqui com Seus associados. Pede-Lhe em meu nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/111/", "verse_text": "prasāda āni' tāṅre karāha āge bhikṣā\npaścāt āsi' āmāre karāiha śikṣā", "devanagari": "> প্রসাদ আনি’ তাঁরে করাহ আগে ভিক্ষা ।\n> পশ্চাৎ আসি’ আমারে করাইহ শিক্ষা ॥১১১॥", "synonyms": "*prasāda āni'*—trazendo o jagannātha-prasāda; *tāṅre*—a Ele; *karāha*—faze; *āge*—primeiro; *bhikṣā*—aceitação; *paścāt*—depois; *āsi'*—vindo aqui; *āmāre*—a mim; *karāiha*—faze; *śikṣā*—ensinamento.", "translation": "**\"Leva o jagannātha-prasāda e dá-o primeiro a Caitanya Mahāprabhu e a Seus associados. Depois disso, retorna aqui e ensina-me bem.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/112/", "verse_text": "ācārya--bhaginī-pati, śyālaka--bhaṭṭācārya\nnindā-stuti-hāsye śikṣā karā'na ācārya", "devanagari": "> আচার্য — ভগিনীপতি, শ্যালক — ভট্টাচার্য ৷\n> নিন্দা-স্তুতি-হাস্যে শিক্ষা করা’ন আচার্য ॥১১২॥", "synonyms": "*ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *bhaginī-pati*—marido da irmã; *śyālaka*—irmão da esposa; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *nindā*—às vezes blasfemando; *stuti*—às vezes elogiando; *hāsye*—às vezes rindo; *śikṣā*—instrução; *karā'na*—dá; *ācārya*—Gopīnātha Ācārya.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya era o cunhado de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; por isso, a relação entre eles era muito doce e íntima. Nessas circunstâncias, Gopīnātha Ācārya o instruía ora blasfemando-o, ora elogiando-o e ora rindo dele. Isso vinha acontecendo havia algum tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/113/", "verse_text": "ācāryera siddhānte mukundera haila santoṣa\nbhaṭṭācāryera vākya mane haila duḥkha-roṣa", "devanagari": "> আচার্যের সিদ্ধান্তে মুকুন্দের হৈল সন্তোষ ।\n> ভট্টাচার্যের বাক্যে মনে হৈল দুঃখ-রোষ ॥১১৩॥", "synonyms": "*ācāryera*—de Gopīnātha Ācārya; *siddhānte*—com as conclusões; *mukundera*—de Mukunda Datta; *haila*—houve; *santoṣa*—satisfação; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *vākye*—pelas palavras; *mane*—na mente; *haila*—houve; *duḥkha*—infelicidade; *roṣa*—e ira.", "translation": "**Śrīla Mukunda Datta sentiu-se muito satisfeito ao ouvir as declarações conclusivas de Gopīnātha Ācārya, mas ficou muito infeliz e irado ao ouvir as declarações apresentadas por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/114/", "verse_text": "gosāñira sthāne ācārya kaila āgamana\nbhaṭṭācāryera nāme tāṅre kaila nimantraṇa", "devanagari": "> গোসাঞির স্থানে আচার্য কৈল আগমন ।\n> ভট্টাচার্যের নামে তাঁরে কৈল নিমন্ত্রণ ॥১১৪॥", "synonyms": "*gosāñira sthāne*—ao lugar onde Śrī Caitanya Mahāprabhu estava hospedado; *ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *kaila*—fez; *āgamana*—vinda; *bhaṭṭācāryera nāme*—em nome de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tāṅre*—a Ele; *kaila*—fez; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**De acordo com as instruções de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Gopīnātha Ācārya dirigiu-se a Śrī Caitanya Mahāprabhu e O convidou em nome do Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/115/", "verse_text": "mukunda-sahita kahe bhaṭṭācāryera kathā\nbhaṭṭācāryera nindā kare, mane pāñā vyathā", "devanagari": "> মুকুন্দ-সহিত কহে ভট্টাচার্যের কথা ।\n> ভট্টাচার্যের নিন্দা করে, মনে পাঞা ব্যথা ॥১১৫॥", "synonyms": "*mukunda-sahita*—juntamente com Mukunda; *kahe*—descreve; *bhaṭṭācāryera kathā*—todas as palavras de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *nindā*—difamação; *kare*—faz; *mane*—na mente; *pāñā*—sentindo; *vyathā*—certa aflição.", "translation": "**As declarações do Bhaṭṭācārya foram comentadas diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Gopīnātha Ācārya e Mukunda Datta desaprovaram as declarações do Bhaṭṭācārya porque elas lhes causaram aflição mental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/116/", "verse_text": "śuni mahāprabhu kahe aiche mat kaha\nāmā prati bhaṭṭācāryera haya anugraha", "devanagari": "> শুনি মহাপ্রভু কহে ঐছে মৎ কহ ।\n> আমা প্রতি ভট্টাচার্যের হয় অনুগ্রহ ॥১১৬॥", "synonyms": "*śuni*—ouvindo-os; *mahāprabhu*—Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—diz; *aiche*—assim; *mat kaha*—não faleis; *āmā prati*—para comigo; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *haya*—há; *anugraha*—misericórdia.", "translation": "**Ao ouvir isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Não faleis assim. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya demonstrou grande afeição e misericórdia para comigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/117/", "verse_text": "āmāra sannyāsa-dharma cāhena rākhite\nvātsalye karuṇā karena, ki doṣa ihāte", "devanagari": "> আমার সন্ন্যাস-ধর্ম চাহেন রাখিতে ।\n> বাৎসল্যে করুণা করেন, কি দোষ ইহাতে ॥১১৭॥", "synonyms": "*āmāra*—Meus; *sannyāsa-dharma*—princípios reguladores do sannyāsa; *cāhena*—ele quer; *rākhite*—manter; *vātsalye*—por afeição paternal; *karuṇā*—misericórdia; *karena*—faz; *ki*—que; *doṣa*—falha; *ihāte*—nisto.", "translation": "**\"Por afeição paternal para comigo, ele quer proteger-Me e zelar para que Eu siga os princípios reguladores de um sannyāsī. Que falha há nisso?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/118/", "verse_text": "āra dina mahāprabhu bhaṭṭācārya-sane\nānande karilā jagannātha daraśane", "devanagari": "> আর দিন মহাপ্ৰভু ভট্টাচার্য-সনে ।\n> আনন্দে করিলা জগন্নাথ দরশনে ॥১১৮॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭācārya-sane*—juntamente com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ānande*—com grande prazer; *karilā*—fez; *jagannātha*—ao Senhor Jagannātha; *daraśane*—visita.", "translation": "**Na manhã seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya visitaram juntos o templo do Senhor Jagannātha. Ambos estavam de ânimo muito agradável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/119/", "verse_text": "bhaṭṭācārya-saṅge tāṅra mandire āilā\nprabhure āsana diyā āpane vasilā", "devanagari": "> ভট্টাচার্য-সঙ্গে তাঁর মন্দিরে আইলা ।\n> প্রভুরে আসন দিয়া আপনে বসিলা ॥১১৯॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya-saṅge*—juntamente com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tāṅra*—Seu (do Senhor Jagannātha); *mandire*—ao templo; *āilā*—veio; *prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsana*—assento; *diyā*—oferecendo; *āpane*—pessoalmente; *vasilā*—sentou-se.", "translation": "**Quando entraram no templo, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ofereceu um assento a Caitanya Mahāprabhu, enquanto ele próprio se sentou no chão, por devido respeito a um sannyāsī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/120/", "verse_text": "vedānta paḍāite tabe ārambha karilā\nsneha-bhakti kari' kichu prabhure kahilā", "devanagari": "> বেদান্ত পড়াইতে তবে আরম্ভ করিলা ৷\n> স্নেহ-ভক্তি করি’ কিছু প্রভুরে কহিলা ॥১২০॥", "synonyms": "*vedānta*—a filosofia vedānta; *paḍāite*—instruir; *tabe*—então; *ārambha*—início; *karilā*—fez; *sneha*—afeição; *bhakti*—e devoção; *kari'*—demonstrando; *kichu*—algo; *prabhure*—ao Senhor; *kahilā*—disse.", "translation": "**Ele então começou a instruir o Senhor Caitanya Mahāprabhu na filosofia vedānta e, por afeição e devoção, falou ao Senhor da seguinte maneira.**", "purport": "O Vedānta-sūtra, ou *Brahma-sūtra*, escrito por Śrīla Vyāsadeva, é um livro estudado por todos os estudantes espirituais avançados, especialmente pelos sannyāsīs de todas as comunidades religiosas (sampradāyas). Os sannyāsīs devem ler o *Vedānta-sūtra* para estabelecer suas conclusões finais a respeito do conhecimento Védico. Aqui, naturalmente, o vedānta mencionado é o comentário de Śaṅkarācārya, conhecido como Śārīraka-bhāṣya. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya pretendia converter Caitanya Mahāprabhu, que era um sannyāsī vaiṣṇava, em um sannyāsī māyāvādī. Por isso, fez esse arranjo para instruí-Lo no *Vedānta-sūtra* segundo o comentário Śārīraka de Śaṅkarācārya. Todos os sannyāsīs da Śaṅkara-sampradāya apreciam estudar seriamente o *Vedānta-sūtra* com o comentário Śārīraka-bhāṣya. Diz-se: vedānta-vākyeṣu sadā ramantaḥ — \"Deve-se sempre apreciar o estudo do *Vedānta-sūtra*.\""}
{"ref": "cc/madhya/6/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/121/", "verse_text": "vedānta-śravaṇa,--ei sannyāsīra dharma\nnirantara kara tumi vedānta śravaṇa", "devanagari": "> বেদান্ত-শ্রবণ, — এই সন্ন্যাসীর ধর্ম ।\n> নিরন্তর কর তুমি বেদান্ত শ্রবণ ॥১২১॥", "synonyms": "*vedānta-śravaṇa*—ouvir a filosofia vedānta; *ei*—esta; *sannyāsīra*—de uma pessoa na ordem renunciada; *dharma*—ocupação factual; *nirantara*—incessantemente; *kara*—faze; *tumi*—Tu; *vedānta*—da filosofia vedānta; *śravaṇa*—ouvir.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya disse: \"Ouvir a filosofia vedānta é a principal ocupação de um sannyāsī. Portanto, sem hesitação, deves estudar a filosofia vedānta, ouvindo-a sem cessar de uma pessoa superior.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/122/", "verse_text": "prabhu kahe,--'more tumi kara anugraha\nsei se kartavya, tumi yei more kaha'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘মোরে তুমি কর অনুগ্রহ ।\n> সেই সে কর্তব্য, তুমি যেই মোরে কহ ।।’ ॥ ১২২ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *more*—a Mim; *tumi*—tu; *kara*—demonstra; *anugraha*—misericórdia; *sei se*—esse; *kartavya*—dever; *tumi*—tu; *yei*—qualquer coisa que; *more*—a Mim; *kaha*—dizes.", "translation": "**O Senhor Caitanya respondeu: \"És muito misericordioso para comigo e, por isso, considero que é Meu dever obedecer à tua ordem.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/123/", "verse_text": "sāta dina paryanta aiche karena śravaṇe\nbhāla-manda nāhi kahe, vasi' mātra śune", "devanagari": "> সাত দিন পর্যন্ত ঐছে করেন শ্রবণে ।\n> ভাল-মন্দ নাহি কহে, বসি’ মাত্র শুনে ॥১২৩॥", "synonyms": "*sāta dina*—sete dias; *paryanta*—até; *aiche*—dessa maneira; *karena*—faz; *śravaṇe*—ouvir; *bhāla*—certo; *manda*—errado; *nāhi*—não; *kahe*—diz; *vasi'*—sentado; *mātra*—apenas; *śune*—ouve.", "translation": "**Assim, durante sete dias seguidos, Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu a filosofia vedānta exposta por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Contudo, Caitanya Mahāprabhu nada dizia, nem indicava se aquilo estava certo ou errado. Ele simplesmente se sentava ali e ouvia o Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/124/", "verse_text": "aṣṭama-divase tāṅre puche sārvabhauma\nsāta dina kara tumi vedānta śravaṇa", "devanagari": "> অষ্টম-দিবসে তাঁরে পুছে সার্বভৌম  ।\n> সাতদিন কর তুমি বেদান্ত শ্রবণ ॥১২৪॥", "synonyms": "*aṣṭama-divase*—no oitavo dia; *tāṅre*—a Ele; *puche*—pergunta; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *sāta dina*—sete dias; *kara*—fazes; *tumi*—Tu; *vedānta*—a filosofia Vedānta; *śravaṇa*—ouvir.", "translation": "**No oitavo dia, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse a Caitanya Mahāprabhu: \"Há sete dias seguidos Tu me escutas expor a filosofia Vedānta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/125/", "verse_text": "bhāla-manda nāhi kaha, raha mauna dhari'\nbujha, ki nā bujha,--ihā bujhite nā pāri", "devanagari": "> ভালমন্দ নাহি কহ, রহ মৌন ধরি’  ।\n> বুঝ, কি না বুঝ, — ইহা বুঝিতে না পারি ॥১২৫॥", "synonyms": "*bhāla-manda*—certo ou errado; *nāhi kaha*—não dizes; *raha*—permaneces; *mauna*—silêncio; *dhari'*—mantendo; *bujha*—compreendes; *ki*—ou; *nā*—não; *bujha*—compreendes; *ihā*—isto; *bujhite*—compreender; *nā*—não; *pāri*—sou capaz.", "translation": "**\"Tu apenas escutas, fixo em Teu silêncio. Visto que não dizes se julgas estar certo ou errado, não posso saber se de fato estás compreendendo a filosofia Vedānta ou não.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/126/", "verse_text": "prabhu kahe--\"mūrkha āmi, nāhi adhyayana\ntomāra ājñāte mātra kariye śravaṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে — “মূর্খ আমি, নাহি অধ্যয়ন  ।\n> তোমার আজ্ঞাতে মাত্র করিয়ে শ্রবণ ॥১২৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *mūrkha āmi*—sou um tolo; *nāhi*—não há; *adhyayana*—estudo; *tomāra*—tua; *ājñāte*—pela ordem; *mātra*—apenas; *kariye*—faço; *śravaṇa*—ouvir.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Sou um tolo e, por conseguinte, não estudo o *Vedānta-sūtra*. Apenas procuro ouvi-lo de ti, porque assim Me ordenaste.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/127/", "verse_text": "sannyāsīra dharma lāgi' śravaṇa mātra kari\ntumi yei artha kara, bujhite nā pāri\"", "devanagari": "> সন্ন্যাসীর ধর্ম লাগি’ শ্রবণ মাত্র করি  ।\n> তুমি যেই অর্থ কর, বুঝিতে না পারি ।।” ১২৭ ॥১২৭॥", "synonyms": "*sannyāsīra*—de alguém na ordem de vida renunciada; *dharma*—a ocupação; *lāgi'*—em razão de; *śravaṇa*—ouvir; *mātra*—apenas; *kari*—faço; *tumi*—tu; *yei*—qualquer; *artha*—significado; *kara*—apresentas; *bujhite*—compreender; *nā*—não; *pāri*—sou capaz.", "translation": "**\"Apenas para cumprir os deveres da ordem renunciada de sannyāsa é que escuto. Infelizmente, não consigo compreender minimamente o significado que apresentas.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou-Se como se fosse um sannyāsī apenas de nome ou, em outras palavras, um tolo de primeira ordem. Os sannyāsīs māyāvādīs da Índia estão muito acostumados a declarar-se jagad-gurus, mestres do mundo, embora não tenham informação alguma do mundo exterior e estejam limitados em sua experiência a uma pequena cidade ou aldeia, ou talvez ao país da Índia. Tais sannyāsīs tampouco têm educação suficiente. Infelizmente, no momento atual há muitos sannyāsīs tolos, tanto na Índia como em outros lugares, que simplesmente leem e estudam a literatura védica sem compreender os significados. Quando Caitanya Mahāprabhu travava Sua discussão com o Chand Kazi, o magistrado muçulmano de Navadvīpa, Ele recitou um verso da literatura védica no sentido de que a ordem de sannyāsa é proibida nesta Era de Kali. Somente aqueles que são muito sérios e que seguem os princípios reguladores e estudam a literatura védica devem aceitar sannyāsa. Śrī Caitanya Mahāprabhu aprovava que um sannyāsī lesse o *Vedānta-sūtra*, ou *Brahma-sūtra*, mas não aprovava o comentário Śārīraka de Śaṅkarācārya. De fato, Ele disse em outra passagem: māyāvādi-bhāṣya śunile haya sarva-nāśa: \"Se alguém ouve o Śārīraka-bhāṣya de Śaṅkarācārya, está condenado.\" Assim, um sannyāsī, um transcendentalista, deve ler o *Vedānta-sūtra* regularmente, mas não deve ler o Śārīraka-bhāṣya. Esta é a conclusão de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O verdadeiro comentário sobre o *Vedānta-sūtra* é o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Artho 'yaṁ brahma-sūtrāṇām: o *Śrīmad-Bhāgavatam* é o comentário original sobre o *Vedānta-sūtra* escrito pelo próprio autor, Śrīla Vyāsadeva."}
{"ref": "cc/madhya/6/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/128/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,--nā bujhi', hena jñāna yāra\nbujhibāra lāgi' seha puche punarbāra", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — না বুঝি’, হেন জ্ঞান যার  ।\n> বুঝিবার লাগি’ সেহ পুছে পুনর্বার ॥১২৮॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *nā bujhi'*—não compreendendo; *hena*—este; *jñāna*—o conhecimento; *yāra*—de alguém; *bujhibāra lāgi'*—apenas para compreender; *seha*—ele também; *puche*—pergunta; *punaḥ-bāra*—de novo.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Aceito que não compreendes; ainda assim, mesmo aquele que não compreende indaga sobre o assunto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/129/", "verse_text": "tumi śuni' śuni' raha mauna mātra dhari'\nhṛdaye ki āche tomāra, bujhite nā pāri", "devanagari": "> তুমি শুনি’ শুনি’ রহ মৌন মাত্র ধরি’  ।\n> হৃদয়ে কি আছে তোমার, বুঝিতে না পারি ॥১২৯॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *śuni'*—ouvindo; *śuni'*—ouvindo; *raha*—permaneces; *mauna*—silêncio; *mātra*—apenas; *dhari'*—mantendo; *hṛdaye*—no coração; *ki*—o que; *āche*—há; *tomāra*—Teu; *bujhite*—compreender; *nā*—não; *pāri*—sou capaz.", "translation": "**\"Tu escutas repetidamente, mas permaneces em silêncio. Não consigo compreender o que de fato está em Tua mente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/130/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"sūtrera artha bujhiye nirmala\ntomāra vyākhyā śuni' mana haya ta' vikala", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “সূত্রের অর্থ বুঝিয়ে নির্মল ।\n> তোমার ব্যাখ্যা শুনি’ মন হয় ত’ বিকল ॥১৩০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *sūtrera artha*—o significado dos sūtras; *bujhiye*—posso compreender; *nirmala*—com muita clareza; *tomāra*—tua; *vyākhyā*—explicação; *śuni'*—ouvindo; *mana*—a mente; *haya*—torna-se; *ta'*—de fato; *vikala*—perturbada.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então revelou Sua mente, dizendo: \"Posso compreender o significado de cada sūtra muito claramente, mas tuas explicações simplesmente agitaram Minha mente.**", "purport": "O significado factual dos aforismos do *Vedānta-sūtra* é tão claro quanto a luz do sol. Os filósofos māyāvādīs simplesmente tentam encobrir essa luz solar com as nuvens das interpretações imaginadas por Śaṅkarācārya e seus seguidores."}
{"ref": "cc/madhya/6/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/131/", "verse_text": "sūtrera artha bhāṣya kahe prakāśiyā\ntumi, bhāṣya kaha--sūtrera artha ācchādiyā", "devanagari": "> সূত্রের অর্থ ভাষ্য কহে প্রকাশিয়া ৷\n> তুমি, ভাষ্য কহ — সূত্রের অর্থ আচ্ছাদিয়া ॥১৩১॥", "synonyms": "*sūtrera artha*—os significados dos sūtras; *bhāṣya*—o comentário; *kahe*—alguém expõe; *prakāśiyā*—manifestando claramente; *tumi*—tu; *bhāṣya kaha*—fazes um comentário; *sūtrera*—dos versos; *artha*—os significados; *ācchādiyā*—encobrindo.", "translation": "**\"O significado dos aforismos do *Vedānta-sūtra* contém em si mesmo comentários claros, mas os outros comentários que apresentaste simplesmente encobriram o significado dos sūtras como uma nuvem.**", "purport": "Por favor, consulte o *Ādi-līlā*, Sétimo Capítulo, versos 106-146, para uma explicação deste verso."}
{"ref": "cc/madhya/6/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/132/", "verse_text": "sūtrera mukhya artha nā karaha vyākhyāna\nkalpanārthe tumi tāhā kara ācchādana", "devanagari": "> সূত্রের মুখ্য অর্থ না করহ ব্যাখ্যান ৷\n> কল্পনার্থে তুমি তাহা কর আচ্ছাদন ॥১৩২॥", "synonyms": "*sūtrera*—dos versos; *mukhya*—direto; *artha*—dos significados; *nā*—não; *karaha*—fazes; *vyākhyāna*—explicação; *kalpanā-arthe*—devido ao significado imaginativo; *tumi*—tu; *tāhā*—disso; *kara*—fazes; *ācchādana*—encobrimento.", "translation": "**\"Tu não explicas o significado direto dos Brahma-sūtras. De fato, parece que teu intuito é encobrir o verdadeiro significado deles.\"**", "purport": "Isto é típico de todos os māyāvādīs ou ateístas que interpretam o significado da literatura védica à sua própria maneira imaginativa. O verdadeiro propósito dessas pessoas tolas é impor a conclusão impersonalista a toda a literatura védica. Os ateístas māyāvādīs também interpretam o *Bhagavad-gītā*. Em cada verso do Śrīmad *Bhagavad-gītā* está claramente afirmado que Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus. Em cada verso, Vyāsadeva diz: śrī-bhagavān uvāca, \"a Suprema Personalidade de Deus disse\", ou \"o Bem-aventurado Senhor disse.\" Está claramente afirmado que o Bem-aventurado Senhor é a Pessoa Suprema, mas os ateístas māyāvādīs ainda assim tentam provar que a Verdade Absoluta é impessoal. A fim de apresentar seus significados falsos e imaginários, eles precisam recorrer a tantos malabarismos verbais e interpretações gramaticais que acabam por se tornar ridículos. Portanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu observou que ninguém deve ouvir os comentários ou significados māyāvādīs sobre nenhuma literatura védica."}
{"ref": "cc/madhya/6/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/133/", "verse_text": "upaniṣad-śabde yei mukhya artha haya\nsei artha mukhya,--vyāsa-sūtre saba kaya", "devanagari": "> উপনিষদ্-শব্দে যেই মুখ্য অর্থ হয় ।\n> সেই অর্থ মুখ্য, — ব্যাসসূত্রে সব কয় ॥১৩৩॥", "synonyms": "*upaniṣad*—dos Vedas; *śabde*—pelas palavras; *yei*—qualquer; *mukhya*—direto; *artha*—significado; *haya*—é; *sei*—aquele; *artha*—significado; *mukhya*—principal; *vyāsa-sūtre*—no Vedānta-sūtra; *saba*—tudo; *kaya*—descreve.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"O *Vedānta-sūtra* é o resumo de todos os *Upaniṣads*; portanto, qualquer que seja o significado direto presente nos *Upaniṣads* está também registrado no *Vedānta-sūtra*, ou Vyāsa-sūtra.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī explicou a palavra upaniṣad em seu Anubhāṣya. Por favor, consulte o *Ādi-līlā*, Segundo Capítulo, quinto verso, e o *Ādi-līlā*, Sétimo Capítulo, versos 106 e 108, para sua explicação."}
{"ref": "cc/madhya/6/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/134/", "verse_text": "mukhyārtha chāḍiyā kara gauṇārtha kalpanā\n'abhidhā'-vṛtti chāḍi' kara śabdera lakṣaṇā", "devanagari": "> মুখ্যার্থ ছাড়িয়া কর গৌণার্থ কল্পনা ।\n> ‘অভিধা’-বৃত্তি ছাড়ি’ কর শব্দের লক্ষণা ॥১৩৪॥", "synonyms": "*mukhya-artha*—o significado direto; *chāḍiyā*—abandonando; *kara*—fazes; *gauṇa-artha*—significado indireto; *kalpanā*—imaginando; *abhidhā-vṛtti*—o significado que se compreende de imediato; *chāḍi'*—abandonando; *kara*—fazes; *śabdera*—das palavras; *lakṣaṇā*—interpretação.", "translation": "**\"Para cada verso, o significado direto deve ser aceito sem interpretação. No entanto, você simplesmente abandona o significado direto e prossegue com sua interpretação imaginária.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/135/", "verse_text": "pramāṇera madhye śruti pramāṇa--pradhāna\nśruti ye mukhyārtha kahe, sei se pramāṇa", "devanagari": "> প্রমাণের মধ্যে শ্রুতি প্রমাণ — প্রধান ।\n> শ্রুতি যে মুখ্যার্থ কহে, সেই সে প্রমাণ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*pramāṇera*—das evidências; *madhye*—no meio; *śruti*—a versão védica; *pramāṇa*—evidência; *pradhāna*—principal; *śruti*—a versão védica; *ye*—qualquer; *mukhya-artha*—significado principal; *kahe*—diz; *sei se*—essa de fato; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**\"Embora haja outras evidências, a evidência apresentada na versão védica deve ser tomada como suprema. As versões védicas compreendidas diretamente são evidência de primeira classe.\"**", "purport": "Obras que devem ser consultadas são o Tattva-sandarbha (10-11) de Śrīla Jīva Gosvāmī, o comentário de Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa sobre ele e os seguintes versos do *Brahma-sūtra*: śāstra-yonitvāt (1.1.3), tarkāpratiṣṭhānāt (2.1.11) e śrutes tu śabda-mūlatvāt (2.1.27), conforme comentados por Śrī Rāmānujācārya, Śrī Madhvācārya, Śrī Nimbārkācārya e Śrīla Baladeva Vidyābhūṣaṇa. Em seu livro Sarva-saṁvādinī, Śrīla Jīva Gosvāmī observou que, embora haja dez tipos de evidência — percepção direta, a versão védica, referência histórica, hipótese e assim por diante — e embora todos sejam geralmente aceitos como evidência, a pessoa que apresenta uma hipótese, lê a versão védica, percebe ou interpreta por sua experiência é com certeza imperfeita de quatro maneiras. Isto é, ela está sujeita a cometer erros, a deixar-se iludir, a enganar e a ter sentidos imperfeitos. Embora a evidência possa estar correta, a própria pessoa corre o perigo de ser desencaminhada devido a seus defeitos materiais. Além da apresentação direta, há a possibilidade de que uma interpretação não seja perfeita. Portanto, a conclusão é que somente uma apresentação direta pode ser considerada evidência. Uma interpretação não pode ser aceita como evidência, mas pode ser considerada prova de evidência.\n\nNo *Bhagavad-gītā*, logo no início, afirma-se:\n\ndhṛtarāṣṭra uvāca\ndharma-kṣetre kuru-kṣetre\nsamavetā yuyutsavaḥ\nmāmakāḥ pāṇḍavāś caiva\nkim akurvata sañjaya\n\nAs afirmações do *Bhagavad-gītā* são, em si mesmas, prova de que existe um lugar de peregrinação religiosa chamado Kurukṣetra, onde os Pāṇḍavas e os Kurus se reuniram para lutar. Depois de se reunirem ali, o que fizeram? Esta foi a indagação de Dhṛtarāṣṭra a Sañjaya. Embora estas afirmações sejam muito claras, os ateístas tentam interpretar significados diferentes das palavras dharma-kṣetra e kuru-kṣetra. Portanto, Śrīla Jīva Gosvāmī advertiu-nos a não depender de nenhum tipo de interpretação. É melhor tomar os versos como são, sem interpretação."}
{"ref": "cc/madhya/6/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/136/", "verse_text": "jīvera asthi-viṣṭhā dui--śaṅkha-gomaya\nśruti-vākye sei dui mahā-pavitra haya", "devanagari": "> জীবের অস্থি-বিষ্ঠা দুই — শঙ্খ-গোময় ।\n> শ্রুতি-বাক্যে সেই দুই মহা-পবিত্র হয় ॥১৩৬॥", "synonyms": "*jīvera*—da entidade viva; *asthi*—o osso; *viṣṭhā*—excremento; *dui*—dois; *śaṅkha*—búzio; *go-maya*—esterco de vaca; *śruti-vākye*—nas palavras da versão védica; *sei*—esses; *dui*—dois; *mahā*—grandemente; *pavitra*—puros; *haya*—são.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"Búzios e esterco de vaca nada mais são que os ossos e o excremento de certas entidades vivas, mas, segundo a versão védica, ambos são considerados muito puros.**", "purport": "Segundo os princípios védicos, ossos e esterco são geralmente considerados muito impuros. Se alguém toca um osso ou excremento, deve tomar banho imediatamente. Esse é o preceito védico. Contudo, os *Vedas* também prescrevem que um búzio, embora seja o osso de um animal, e o esterco de vaca, embora seja o excremento de um animal, são muito santificados. Ainda que tais afirmações pareçam contraditórias, com base na versão védica nós aceitamos o fato de que búzios e esterco de vaca são puros e santificados."}
{"ref": "cc/madhya/6/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/137/", "verse_text": "svataḥ-pramāṇa veda satya yei kaya\n'lakṣaṇā' karile svataḥ-prāmāṇya-hāni haya", "devanagari": "> স্বতঃপ্রমাণ বেদ সত্য যেই কয় ।\n> ‘লক্ষণা’ করিলে স্বতঃপ্রামাণ্য-হানি হয় ॥১৩৭॥", "synonyms": "*svataḥ-pramāṇa*—autoevidente; *veda*—a literatura védica; *satya*—verdade; *yei*—qualquer; *kaya*—dizem; *lakṣaṇā*—interpretação; *karile*—ao fazer; *svataḥ-prāmāṇya*—prova autoevidente; *hāni*—perdida; *haya*—torna-se.", "translation": "**\"As afirmações védicas são autoevidentes. Tudo o que ali se afirma deve ser aceito. Se interpretamos segundo nossa própria imaginação, a autoridade dos *Vedas* perde-se de imediato.\"**", "purport": "Dentre os quatro tipos principais de evidência — percepção direta, hipótese, referência histórica e os *Vedas* —, a evidência védica é aceita como suprema. Se quisermos interpretar a versão védica, teremos de imaginar uma interpretação de acordo com aquilo que queremos fazer. Em primeiro lugar, estabelecemos tal interpretação como uma sugestão ou hipótese. Como tal, ela não é de fato verdadeira, e a prova autoevidente perde-se.\n\nŚrīla Madhvācārya, ao comentar o aforismo dṛśyate tu (*Vedānta-sūtra* 2.1.6), cita o Bhaviṣya Purāṇa da seguinte maneira:\n\nṛg-yajuḥ-sāmātharvāś ca\nbhārataṁ pañcarātrakam\nmūla-rāmāyaṇaṁ caiva\nveda ity eva śabditāḥ\n\npurāṇāni ca yānīha\nvaiṣṇavāni vido viduḥ\nsvataḥ-prāmāṇyam eteṣāṁ\nnātra kiñcid vicāryate\n\nO Ṛg Veda, o Yajur Veda, o Sāma Veda, o Atharva Veda, o *Mahābhārata*, o Pañcarātra e o *Rāmāyaṇa* original são todos considerados literatura védica. Os *Purāṇas* (tais como o Brahma-vaivarta Purāṇa, o Nāradīya Purāṇa, o *Viṣṇu Purāṇa* e o Bhāgavata Purāṇa) destinam-se especialmente aos vaiṣṇavas e são também literatura védica. Como tal, tudo o que se afirma dentro dos *Purāṇas*, do *Mahābhārata* e do *Rāmāyaṇa* é autoevidente. Não há necessidade de interpretação. O *Bhagavad-gītā* também está dentro do *Mahābhārata*; portanto, todas as afirmações do *Bhagavad-gītā* são autoevidentes. Não há necessidade de interpretação, e, se interpretamos, perde-se toda a autoridade da literatura védica."}
{"ref": "cc/madhya/6/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/138/", "verse_text": "vyāsa-sūtrera artha--yaiche sūryera kiraṇa\n\nsva-kalpita bhāṣya-meghe kare ācchādana", "devanagari": "> ব্যাস-সূত্রের অর্থ — যৈছে সূর্যের কিরণ ।\n> স্বকল্পিত ভাষ্য-মেঘে করে আচ্ছাদন ॥১৩৮॥", "synonyms": "*vyāsa-sūtrera*—do Vedānta-sūtra, por Vyāsadeva; *artha*—os significados; *yaiche*—assim como; *sūryera*—do sol; *kiraṇa*—os raios resplandecentes; *sva-kalpita*—imaginário; *bhāṣya*—do comentário; *meghe*—pela nuvem; *kare*—faz; *ācchādana*—cobertura.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"O Brahma-sūtra, compilado por Śrīla Vyāsadeva, é tão radiante quanto o sol. Aquele que tenta interpretar seu significado simplesmente cobre essa luz solar com uma nuvem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/139/", "verse_text": "veda-purāṇe kahe brahma-nirūpaṇa\n\nsei brahma--bṛhad-vastu, īśvara-lakṣaṇa", "devanagari": "> বেদ-পুরাণে কহে ব্রহ্ম-নিরূপণ ৷\n> সেই ব্রহ্ম — বৃহদ্বস্তু, ঈশ্বর-লক্ষণ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*veda-purāṇe*—nos Vedas e nos Purāṇas; *kahe*—afirma-se; *brahma-nirūpaṇa*—determinação do Supremo; *sei brahma*—esse Supremo; *bṛhat-vastu*—o maior; *īśvara-lakṣaṇa*—característica da Suprema Personalidade.", "translation": "**\"Todos os Vedas e a literatura que segue estritamente os princípios Védicos explicam que o Brahman Supremo é a Verdade Absoluta, o maior de todos e uma característica do Senhor Supremo.**", "purport": "O maior de tudo é Śrī Kṛṣṇa. O Senhor Kṛṣṇa declara no Bhagavad-gītā (15.15), vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ: \"Por todos os Vedas, Eu sou o que se deve conhecer.\" No Śrīmad-Bhāgavatam, afirma-se que a Verdade Absoluta é compreendida em três fases — a saber, Brahman, Paramātmā e Bhagavān, a Suprema Personalidade de Deus (brahmeti paramātmeti bhagavān iti śabdyate). Assim, a Suprema Personalidade de Deus é a palavra final na compreensão da Verdade Absoluta, o Brahman."}
{"ref": "cc/madhya/6/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/140/", "verse_text": "sarvaiśvarya-paripūrṇa svayaṁ bhagavān\n\ntāṅre nirākāra kari' karaha vyākhyāna", "devanagari": "> সর্বৈশ্বর্যপরিপূর্ণ স্বয়ং ভগবান্ ।\n> তাঁরে নিরাকার করি’ করহ ব্যাখ্যান ॥১৪০॥", "synonyms": "*sarva-aiśvarya-paripūrṇa*—pleno de todas as opulências; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tāṅre*—a Ele; *nirākāra*—impessoal; *kari'*—fazendo; *karaha*—vós fazeis; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**\"Na verdade, a Suprema Verdade Absoluta é uma pessoa, a Suprema Personalidade de Deus, pleno de todas as opulências. Vós estais tentando explicá-lo como impessoal e sem forma.**", "purport": "Brahman significa bṛhattva, o maior de todos. O maior de todos é Śrī Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus. Ele possui todas as potências e opulência em plenitude; portanto, a Verdade Absoluta, o maior de todos, é a Suprema Personalidade de Deus. Quer se diga \"Brahman\", quer \"a Suprema Personalidade de Deus\", o fato é o mesmo, pois são idênticos. No Bhagavad-gītā, Arjuna aceitou Kṛṣṇa como paraṁ brahma paraṁ dhāma. Embora as entidades vivas ou a natureza material às vezes sejam descritas como Brahman, Paraṁ Brahma — o Supremo, o maior de todos os Brahmans — ainda é Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus. Ele é pleno de todas as opulências e, como tal, possui todas as riquezas, toda a força, toda a reputação, todo o conhecimento, toda a beleza e toda a renúncia. Ele é eternamente uma pessoa e eternamente supremo. Se alguém tenta explicar o Supremo de modo impessoal, distorce o verdadeiro significado de Brahman."}
{"ref": "cc/madhya/6/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/141/", "verse_text": "'nirviśeṣa' tāṅre kahe yei śruti-gaṇa\n\n'prākṛta' niṣedhi kare 'aprākṛta' sthāpana", "devanagari": "> ‘নির্বিশেষ’ তাঁরে কহে যেই শ্রুতিগণ ।\n> ‘প্রাকৃত’ নিষেধি করে ‘অপ্রাকৃত’ স্থাপন ॥১৪১॥", "synonyms": "*nirviśeṣa*—impessoal; *tāṅre*—a Ele; *kahe*—dizem; *yei*—quaisquer que; *śruti-gaṇa*—os Vedas; *prākṛta*—mundano; *niṣedhi*—proibindo; *kare*—fazem; *aprākṛta*—transcendental; *sthāpana*—confirmação.", "translation": "**\"Onde quer que haja uma descrição impessoal nos Vedas, os Vedas pretendem estabelecer que tudo o que pertence à Suprema Personalidade de Deus é transcendental e livre de características mundanas.\"**", "purport": "Há muitas afirmações impessoais sobre a Suprema Personalidade de Deus. Como se afirma na Śvetāśvatara Upaniṣad (3.19):\n\napāṇi-pādo javano grahītā\npaśyaty acakṣuḥ sa śṛṇoty akarṇaḥ\nsa vetti vedyaṁ na ca tasyāsti vettā\ntam āhur agryaṁ puruṣaṁ mahāntam\n\nEmbora o Senhor Supremo seja descrito como não tendo mãos nem pernas, Ele, não obstante, aceita todas as oferendas sacrificiais. Ele não tem olhos, e contudo vê tudo. Ele não tem ouvidos, e contudo ouve tudo. Quando se afirma que o Senhor Supremo não tem mãos nem pernas, não se deve pensar que Ele seja impessoal. Pelo contrário, Ele não tem mãos ou pernas mundanas como as nossas. \"Ele não tem olhos, e contudo vê.\" Isso significa que Ele não tem olhos mundanos e limitados como os nossos. Pelo contrário, Ele tem olhos tais que pode ver o passado, o presente e o futuro, em toda parte, em cada canto do universo e em cada canto do coração de cada entidade viva. Assim, as descrições impessoais nos Vedas pretendem negar características mundanas no Senhor Supremo. Elas não pretendem estabelecer o Senhor Supremo como impessoal."}
{"ref": "cc/madhya/6/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/142/", "verse_text": "yā yā śrutir jalpati nirviśeṣaṁ\n\nsā sābhidhatte sa-viśeṣam eva\n\nvicāra-yoge sati hanta tāsāṁ\n\nprāyo balīyaḥ sa-viśeṣam eva", "devanagari": "> যা যা শ্রুতির্জল্পতি নির্বিশেষং সা সাভিধত্তে সবিশেষমেব ।\n> বিচারযোগে সতি হন্ত তাসাং প্রায়ো বলীয়ঃ সবিশেষমেব ॥১৪২॥", "synonyms": "*yā yā*—quaisquer que; *śrutiḥ*—os hinos Védicos; *jalpati*—descrevem; *nirviśeṣam*—verdade impessoal; *sā*—essa; *sā*—essa; *abhidhatte*—descreve diretamente (como o significado de um dicionário); *sa-viśeṣam*—personalidade; *eva*—certamente; *vicāra-yoge*—quando aceitos pela inteligência; *sati*—sendo; *hanta*—oh; *tāsām*—de todos os mantras Védicos; *prāyaḥ*—em sua maioria; *balīyaḥ*—mais poderosos; *sa-viśeṣam*—variedade pessoal; *eva*—certamente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \" 'Todos os mantras Védicos que descrevem a Verdade Absoluta de modo impessoal apenas provam, no fim, que a Verdade Absoluta é uma pessoa. O Senhor Supremo é compreendido em duas características — impessoal e pessoal. Se a pessoa considera a Suprema Personalidade de Deus em ambas as características, pode de fato compreender a Verdade Absoluta. Ela sabe que a compreensão pessoal é mais forte, porque vemos que tudo é pleno de variedade. Ninguém consegue ver coisa alguma que não seja plena de variedade.'**", "purport": "Esta é uma citação do Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka (6.67), de Kavi-karṇapūra."}
{"ref": "cc/madhya/6/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/143/", "verse_text": "brahma haite janme viśva, brahmete jīvaya\n\nsei brahme punarapi haye yāya laya", "devanagari": "> ব্রহ্ম হৈতে জন্মে বিশ্ব, ব্রহ্মেতে জীবয় ।\n> সেই ব্ৰহ্মে পুনরপি হয়ে যায় লয় ॥১৪৩॥", "synonyms": "*brahma haite*—do Brahman Supremo; *janme*—emana; *viśva*—toda a manifestação cósmica; *brahmete*—na Verdade Absoluta; *jīvaya*—existe; *sei*—essa; *brahme*—na Verdade Absoluta; *punarapi*—novamente; *haye*—sendo; *yāya*—vai; *laya*—à aniquilação.", "translation": "**\"Tudo na manifestação cósmica emana da Verdade Absoluta. Permanece na Verdade Absoluta e, após a aniquilação, novamente entra na Verdade Absoluta.**", "purport": "Na Taittirīya Upaniṣad (3.1), afirma-se: yato vā imāni bhūtāni jāyante: \"Toda a manifestação cósmica material nasce do Brahman Supremo.\" Além disso, o Brahma-sūtra começa com o verso janmādy asya yataḥ: \"A Verdade Absoluta é aquele de quem tudo emana.\" (Brahma-sūtra 1.1.2) Essa Verdade Absoluta é Kṛṣṇa. No Bhagavad-gītā (10.8), Kṛṣṇa diz: ahaṁ sarvasya prabhavo mattaḥ sarvaṁ pravartate: \"Eu sou a fonte de todos os mundos espirituais e materiais. Tudo emana de Mim.\" Portanto, Kṛṣṇa é a Verdade Absoluta original, a Suprema Personalidade de Deus. Novamente, Kṛṣṇa declara no Bhagavad-gītā (9.4): mayā tatam idaṁ sarvaṁ jagad avyakta-mūrtinā: \"Por Mim, em Minha forma imanifesta, todo este universo é penetrado.\" E, como se confirma na Brahma-saṁhitā (5.37): goloka eva nivasaty akhilātma-bhūtaḥ: \"Embora o Senhor sempre permaneça em Sua morada, Goloka Vṛndāvana, Ele, ainda assim, é onipenetrante.\" Sua característica onipenetrante é compreendida como impessoal porque não se encontra a forma do Senhor nessa onipenetração. Na verdade, tudo repousa nos raios de Sua refulgência corpórea. A Brahma-saṁhitā (5.40) também afirma:\n\nyasya prabhā prabhavato jagad-aṇḍa-koṭi-\nkoṭiṣv aśeṣa-vasudhādi-vibhūti-bhinnam\n\n\"Devido aos raios da refulgência corpórea do Senhor, milhões de universos são criados, assim como os planetas são criados a partir do sol.\""}
{"ref": "cc/madhya/6/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/144/", "verse_text": "'apādāna,' 'karaṇa,' 'adhikaraṇa'-kāraka tina\n\nbhagavānera saviśeṣe ei tina cihna", "devanagari": "> ‘অপাদান’, ‘করণ’ এবং ‘অধিকরণ’-কারক তিন ৷\n> ভগবানের সবিশেষে এই তিন চিহ্ন ॥১৪৪॥", "synonyms": "*apādāna*—ablativo; *karaṇa*—instrumental; *adhikaraṇa*—locativo; *kāraka*—casos; *tina*—três; *bhagavānera*—da Suprema Personalidade de Deus; *sa-viśeṣa*—na personalidade; *ei*—estes; *tina*—três; *cihna*—sintomas.", "translation": "**\"As características pessoais da Suprema Personalidade de Deus são classificadas em três casos — a saber, ablativo, instrumental e locativo.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirma em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya que, segundo a injunção dos Upaniṣads (\"a Suprema Verdade Absoluta é aquele de quem tudo emana\"), compreende-se que toda a manifestação cósmica emanou do Brahman, a Suprema Verdade Absoluta. A criação subsiste pela energia do Brahman Supremo e, após a aniquilação, funde-se no Brahman Supremo. A partir disso, podemos compreender que a Verdade Absoluta pode ser classificada em três casos — ablativo, instrumental e locativo. De acordo com esses três casos, a Verdade Absoluta é positivamente personificada. A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī cita a Aitareya Upaniṣad (1.1.1):\n\nātmā vā idam eka evāgra āsīn nānyat kiñcana miṣat sa īkṣata lokān nu sṛjā iti.\n\nDe modo semelhante, na Śvetāśvatara Upaniṣad (4.9) afirma-se:\n\nchandāṁsi yajñāḥ kratavo vratāni\nbhūtaṁ bhavyaṁ yac ca vedā vadanti\nyasmān māyī sṛjate viśvam etat\ntasmiṁś cānyo māyayā sanniruddhaḥ\n\nE na Taittirīya Upaniṣad (3.1):\n\nyato vā imāni bhūtāni jāyante, yena jātāni jīvanti, yat prayanty abhisaṁviśanti, tad vijijñāsasva, tad brahma.\n\nEsta foi a resposta dada pelo pai Varuṇa quando interrogado por seu filho Vāruṇī Bhṛgu acerca da Verdade Absoluta. Neste mantra, a palavra yataḥ, a Verdade Absoluta da qual emanou a manifestação cósmica, está no caso ablativo; aquele Brahman pelo qual esta criação universal é mantida está no caso instrumental (yena); e aquele Brahman no qual toda a manifestação cósmica se funde está no caso locativo (yat ou yasmin). Afirma-se no Śrīmad-Bhāgavatam (1.5.20):\n\nidaṁ hi viśvaṁ bhagavān ivetaro\nyato jagat-sthāna-nirodha-sambhavāḥ\n\n\"Toda a criação universal está contida na gigantesca forma da Suprema Personalidade de Deus. Tudo emana d'Ele, tudo repousa em Sua energia e, após a aniquilação, tudo se funde em Sua pessoa.\""}
{"ref": "cc/madhya/6/145-146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/145-146/", "verse_text": "bhagavān bahu haite yabe kaila mana\n\nprākṛta-śaktite tabe kaila vilokana\n\nse kāle nāhi janme 'prākṛta' mano-nayana\n\nataeva 'aprākṛta' brahmera netra-mana", "devanagari": "> ভগবান্ বহু হৈতে যবে কৈল মন ।\n> প্রাকৃত-শক্তিতে তবে কৈল বিলোকন ॥১৪৫॥\n> সে কালে নাহি জন্মে ‘প্রাকৃত’ মনোনয়ন ।\n> অতএব ‘অপ্রাকৃত’ ব্রহ্মের নেত্র-মন ॥১৪৬॥", "synonyms": "*bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *bahu*—muitos; *haite*—tornar-se; *yabe*—quando; *kaila*—fez; *mana*—Sua mente; *prākṛta*—material; *śaktite*—na energia; *tabe*—nessa altura; *kaila*—lançou; *vilokana*—olhar; *se kāle*—nessa altura; *nāhi*—não; *janme*—na criação; *prākṛta*—mundanos; *manaḥ-nayana*—mente e olhos; *ataeva*—portanto; *aprākṛta*—transcendentais; *brahmera*—da Verdade Absoluta; *netra-mana*—olhos e mente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"Quando a Suprema Personalidade de Deus desejou tornar-se muitos, Ele lançou Seu olhar sobre a energia material. Antes da criação, não havia olhos nem mente mundanos; portanto, confirma-se a natureza transcendental da mente e dos olhos da Verdade Absoluta.**", "purport": "Na Chāndogya Upaniṣad (6.2.3), afirma-se: tad aikṣata bahu syāṁ prajāyeya. Este verso confirma o fato de que, quando a Suprema Personalidade de Deus deseja tornar-se muitos, a manifestação cósmica surge simplesmente por Seu olhar sobre a energia material. Pode-se notar que o Senhor Supremo lançou Seu olhar sobre a natureza material antes da criação desta manifestação cósmica. Antes da criação não havia mentes materiais nem olhos materiais; portanto, a mente pela qual a Suprema Personalidade de Deus desejou criar é transcendental, e os olhos com que Ele lançou o olhar sobre a natureza material também são transcendentais. Assim, a mente, os olhos e os demais sentidos do Senhor são todos transcendentais."}
{"ref": "cc/madhya/6/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/147/", "verse_text": "brahma-śabde kahe pūrṇa svayaṁ bhagavān\n\nsvayaṁ bhagavān kṛṣṇa,--śāstrera pramāṇa", "devanagari": "> ব্রহ্ম-শব্দে কহে পূর্ণ স্বয়ং ভগবান্ ।\n> স্বয়ং ভগবান্ কৃষ্ণ, — শাস্ত্রের প্রমাণ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*brahma-śabde*—pela palavra \"Brahman\"; *kahe*—diz-se; *pūrṇa*—completa; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *śāstrera pramāṇa*—o veredicto de toda a literatura Védica.", "translation": "**\"A palavra 'Brahman' indica a completa Suprema Personalidade de Deus, que é Śrī Kṛṣṇa. Esse é o veredicto de toda a literatura Védica.**", "purport": "Isso também é confirmado no Bhagavad-gītā (15.15), onde o Senhor diz: vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ. O objeto último de toda a literatura Védica é Kṛṣṇa. Todos estão à procura d'Ele. Isso também é confirmado em outra passagem do Bhagavad-gītā (7.19):\n\nbahūnāṁ janmanām ante\njñānavān māṁ prapadyate\nvāsudevaḥ sarvam iti\nsa mahātmā sudurlabhaḥ\n\n\"Após muitos nascimentos e mortes, aquele que está de fato em conhecimento rende-se a Mim, sabendo que Eu sou a causa de todas as causas e de tudo o que existe. Tal grande alma é muito rara.\"\n\nQuando alguém de fato se torna sábio através do estudo da literatura Védica, ele se rende a Vāsudeva, Bhagavān Śrī Kṛṣṇa. Isso também é confirmado no Śrīmad-Bhāgavatam (1.2.7-8):\n\nvāsudeve bhagavati\nbhakti-yogaḥ prayojitaḥ\njanayaty āśu vairāgyaṁ\njñānaṁ ca yad ahaitukam\n\ndharmaḥ svanuṣṭhitaḥ puṁsāṁ\nviṣvaksena-kathāsu yaḥ\nnotpādayed yadi ratiṁ\nśrama eva hi kevalam\n\nCompreender Vāsudeva é o verdadeiro conhecimento. Ao ocupar-se no serviço devocional de Vāsudeva, Kṛṣṇa, a pessoa adquire conhecimento perfeito e compreensão Védica. Assim, ela se desapega do mundo material. Esta é a perfeição da vida humana. Embora alguém possa seguir perfeitamente os rituais e as cerimônias religiosas, ele simplesmente desperdiça seu tempo (śrama eva hi kevalam) se não atinge essa perfeição.\n\nAntes da criação da manifestação cósmica, a Suprema Personalidade de Deus possuía Sua mente e Seus olhos totalmente transcendentais. Essa Suprema Personalidade de Deus é Kṛṣṇa. Alguém pode pensar que não há nenhuma afirmação direta sobre Kṛṣṇa nos Upaniṣads, mas o fato é que os mantras Védicos não podem ser compreendidos por pessoas com sentidos mundanos. Como se afirma no Padma Purāṇa, ataḥ śrī-kṛṣṇa-nāmādi na bhaved grāhyam indriyaiḥ: uma pessoa com sentidos mundanos não pode compreender plenamente o nome, as qualidades, a forma e os passatempos de Śrī Kṛṣṇa. Os Purāṇas destinam-se, portanto, a explicar e complementar o conhecimento Védico. Os grandes sábios apresentam os Purāṇas a fim de tornar os mantras Védicos compreensíveis para os homens comuns (strī-śūdra-dvija-bandhūnām). Considerando que as mulheres, os śūdras e os dvija-bandhus (filhos indignos dos duas-vezes-nascidos) não conseguem compreender os hinos Védicos diretamente, Śrīla Vyāsadeva compilou o Mahābhārata. Na verdade, a Suprema Personalidade de Deus é vedeṣu durlabham (impossível de rastrear nos Vedas), mas, quando os Vedas são compreendidos adequadamente ou quando o conhecimento Védico é recebido de devotos, pode-se compreender que todo o conhecimento Védico conduz a Śrī Kṛṣṇa.\n\nO Brahma-sūtra (1.1.3) também confirma este fato: śāstra-yonitvāt. Comentando este aforismo do Brahma-sūtra (śāstra-yonitvāt), Śrī Madhvācārya diz: \"O Ṛg Veda, o Yajur Veda, o Sāma Veda, o Atharva Veda, o Mahābhārata, o Pañcarātra e o Vālmīki Rāmāyaṇa original são todas obras da literatura Védica. Qualquer obra literária que siga as afirmações conclusivas dessas escrituras Védicas também deve ser considerada literatura Védica. Aquela literatura que não está em conformidade com a literatura Védica é simplesmente enganadora.\"\n\nPortanto, ao ler a literatura Védica, devemos tomar a senda percorrida pelos grandes ācāryas: mahā-jano yena gataḥ sa panthāḥ. A menos que a pessoa siga a senda percorrida pelos grandes ācāryas, ela não pode compreender o verdadeiro propósito dos Vedas."}
{"ref": "cc/madhya/6/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/148/", "verse_text": "vedera nigūḍha artha bujhana nā haya\n\npurāṇa-vākye sei artha karaya niścaya", "devanagari": "> বেদের নিগূঢ় অর্থ বুঝন না হয় ।\n> পুরাণ-বাক্যে সেই অর্থ করয় নিশ্চয় ॥১৪৮॥", "synonyms": "*vedera*—da literatura Védica; *nigūḍha*—confidencial; *artha*—significado; *bujhana*—compreensão; *nā*—não; *haya*—é; *purāṇa-vākye*—pelas palavras dos *Purāṇas*; *sei*—aquele; *artha*—significado; *karaya*—faz; *niścaya*—certo.", "translation": "**\"O significado confidencial dos *Vedas* não é facilmente compreendido pelos homens comuns; portanto, esse significado é complementado pelas palavras dos *Purāṇas*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/149/", "verse_text": "aho bhāgyam aho bhāgyaṁ\nnanda-gopa-vrajaukasām\nyan-mitraṁ paramānandaṁ\npūrṇaṁ brahma sanātanam", "devanagari": "> অহো ভাগ্যমহো ভাগ্যং নন্দগোপব্রজৌকসাম্ ।\n> যন্মিত্রং পরমানন্দং পূর্ণং ব্রহ্ম সনাতনম্ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*aho*—que grande; *bhāgyam*—fortuna; *aho*—que grande; *bhāgyam*—fortuna; *nanda*—de Mahārāja Nanda; *gopa*—dos outros vaqueiros; *vraja-okasām*—dos habitantes de Vrajabhūmi; *yat*—de quem; *mitram*—amigo; *parama-ānandam*—a bem-aventurança suprema; *pūrṇam*—completa; *brahma*—a Verdade Absoluta; *sanātanam*—eterno.", "translation": "**\" 'Que grande fortuna a de Nanda Mahārāja, dos vaqueiros e de todos os habitantes de Vrajabhūmi! Não há limite para sua fortuna, porque a Verdade Absoluta, a fonte da bem-aventurança transcendental, o eterno Brahman Supremo, tornou-Se amigo deles.'**", "purport": "Esta citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.32) é proferida pelo Senhor Brahmā."}
{"ref": "cc/madhya/6/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/150/", "verse_text": "'apāṇi-pāda'-śruti varje 'prākṛta' pāṇi-caraṇa\n\npunaḥ kahe, śīghra cale, kare sarva grahaṇa", "devanagari": "> ‘অপাণি-পাদ’-শ্রুতি বর্জে ‘প্রাকৃত’ পাণি-চরণ ।\n> পুনঃ কহে, শীঘ্র চলে, করে সর্ব গ্রহণ ॥১৫০॥", "synonyms": "*apāṇi-pāda-śruti*—o śruti-mantra que começa por apāṇi-pādaḥ; *varje*—rejeita; *prākṛta*—materiais; *pāṇi-caraṇa*—mãos e pernas; *punaḥ*—novamente; *kahe*—diz; *śīghra cale*—anda muito depressa; *kare*—faz; *sarva*—de tudo; *grahaṇa*—aceitação.", "translation": "**\"O mantra Védico 'apāṇi-pāda' rejeita mãos e pernas materiais, e contudo afirma que o Senhor anda muito depressa e aceita tudo o que Lhe é oferecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/151/", "verse_text": "ataeva śruti kahe, brahma--saviśeṣa\n\n'mukhya' chāḍi' 'lakṣaṇā'te māne nirviśeṣa", "devanagari": "> অতএব শ্রুতি কহে, ব্রহ্ম — সবিশেষ ।\n> ‘মুখ্য’ ছাড়ি’ ‘লক্ষণা’তে মানে নির্বিশেষ ॥১৫১॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *śruti*—os mantras Védicos; *kahe*—dizem; *brahma*—a Verdade Absoluta; *sa-viśeṣa*—pessoal; *mukhya*—significado direto; *chāḍi'*—abandonando; *lakṣaṇā'te*—por interpretação; *māne*—aceitam; *nirviśeṣa*—impessoal.", "translation": "**\"Todos esses mantras confirmam que a Verdade Absoluta é pessoal, mas os māyāvādīs, abandonando o significado direto, interpretam a Verdade Absoluta como impessoal.**", "purport": "Como se mencionou acima, o Śvetāśvatara Upaniṣad (3.19) afirma:\n\napāṇi-pādo javano grahītā\npaśyaty acakṣuḥ sa śṛṇoty akarṇaḥ\nsa vetti vedyaṁ na ca tasyāsti vettā\ntam āhur agryaṁ puruṣaṁ mahāntam\n\nEste mantra Védico afirma claramente: puruṣaṁ mahāntam. A palavra puruṣa significa \"pessoa\". Essa pessoa é confirmada no *Bhagavad-gītā* por Arjuna, quando se dirige a Kṛṣṇa: puruṣaṁ śāśvatam: \"Tu és a pessoa original.\" (Bg. 10.12) Esse puruṣaṁ mahāntam é Śrī Kṛṣṇa. Suas mãos e pernas não são mundanas, mas completamente transcendentais. No entanto, quando Ele vem, os tolos O tomam por uma pessoa comum (avajānanti māṁ mūḍhā mānuṣīṁ tanum āśritam). Quem não possui conhecimento Védico, quem não estudou os *Vedas* sob um mestre espiritual genuíno, não conhece Kṛṣṇa. Por isso é um mūḍha. Tais tolos tomam Kṛṣṇa por uma pessoa comum (paraṁ bhāvam ajānantaḥ). Na verdade, não sabem o que Kṛṣṇa é. Manuṣyāṇāṁ sahasreṣu kaścid yatati siddhaye. Não é possível compreender Kṛṣṇa simplesmente por estudar perfeitamente os *Vedas*. É preciso ter a misericórdia de um devoto (yat-pādam). A menos que alguém seja favorecido por um devoto, não pode compreender a Suprema Personalidade de Deus. Arjuna confirma isso no *Bhagavad-gītā* (10.14): \"Meu Senhor, é muito difícil compreender Tua personalidade.\" A classe de homens menos inteligente não pode compreender a Suprema Personalidade de Deus sem ser favorecida por Seu devoto. Por conseguinte, o *Bhagavad-gītā* (4.34) contém outra injunção:\n\ntad viddhi praṇipātena\nparipraśnena sevayā\nupadekṣyanti te jñānaṁ\njñāninas tattva-darśinaḥ\n\nÉ preciso aproximar-se de um mestre espiritual genuíno e render-se a ele. Somente então se pode compreender a Suprema Personalidade de Deus como uma pessoa."}
{"ref": "cc/madhya/6/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/152/", "verse_text": "ṣaḍ-aiśvarya-pūrṇānanda-vigraha yāṅhāra\n\nhena-bhagavāne tumi kaha nirākāra ?", "devanagari": "> ষড়ৈশ্বর্যপূর্ণানন্দ-বিগ্রহ যাঁহার ৷\n> হেন-ভগবানে তুমি কহ নিরাকার? ॥১৫২॥", "synonyms": "*ṣaṭ-aiśvarya-pūrṇa*—com seis opulências em pleno; *ānanda*—bem-aventurada; *vigraha*—forma; *yāṅhāra*—cuja; *hena-bhagavāne*—a essa Suprema Personalidade de Deus; *tumi*—tu; *kaha*—disseste; *nirākāra*—sem forma alguma.", "translation": "**\"Estás descrevendo como destituída de forma essa Suprema Personalidade de Deus, cuja forma transcendental é completa com seis opulências transcendentais?**", "purport": "Se a Suprema Personalidade de Deus é destituída de forma, como se pode dizer que Ele anda muito depressa e aceita tudo o que Lhe é oferecido? Rejeitando o significado direto dos mantras Védicos, os filósofos māyāvādīs os interpretam e tentam estabelecer a Verdade Absoluta como destituída de forma. Na realidade, o Senhor Supremo tem uma forma pessoal eterna, plena de toda opulência. Os filósofos māyāvādīs tentam interpretar a Verdade Absoluta como desprovida de potência. Contudo, no Śvetāśvatara Upaniṣad (6.8), afirma-se claramente: parāsya śaktir vividhaiva śrūyate: \"A Verdade Absoluta possui múltiplas potências.\""}
{"ref": "cc/madhya/6/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/153/", "verse_text": "svābhāvika tina śakti yei brahme haya\n\n'niḥśaktika' kari' tāṅre karaha niścaya?", "devanagari": "> স্বাভাবিক তিন শক্তি যেই ব্রহ্মে হয় ৷\n> ‘নিঃশক্তিক’ করি’ তাঁরে করহ নিশ্চয়? ॥ ১৫৩ ॥", "synonyms": "*svābhāvika*—por natureza; *tina*—três; *śakti*—potências; *yei*—que; *brahme*—na Verdade Absoluta; *haya*—há; *niḥśaktika*—sem potência; *kari'*—tornando; *tāṅre*—a Ele; *karaha*—fazes; *niścaya*—determinação.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus possui três potências primárias. Está tentando afirmar que Ele não tem potências?**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu cita agora quatro versos do *Viṣṇu Purāṇa* (6.7.61-63 e 1.12.69) para explicar as diferentes potências do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/6/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/154/", "verse_text": "viṣṇu-śaktiḥ parā proktā\nkṣetra-jñākhyā tathā parā\navidyā-karma-saṁjñānyā\ntṛtīyā śaktir iṣyate", "devanagari": "> বিষ্ণুশক্তিঃ পরা প্রোক্তা ক্ষেত্রজ্ঞাখ্যা তথাপরা ।\n> অবিদ্যাকর্মসংজ্ঞান্যা তৃতীয়া শক্তিরিষ্যতে ॥১৫৪॥", "synonyms": "*viṣṇu-śaktiḥ*—a potência interna do Senhor Viṣṇu, a Suprema Personalidade de Deus; *parā*—espiritual; *proktā*—dita; *kṣetra-jña*—as entidades vivas; *ākhyā*—conhecida como; *tathā*—também; *parā*—espiritual; *avidyā*—nesciência, ou ausência de Deus; *karma*—e atividades fruitivas; *saṁjñā*—conhecida como; *anyā*—outra; *tṛtīyā*—terceira; *śaktiḥ*—potência; *iṣyate*—é aceita como.", "translation": "**\" 'A potência interna do Senhor Supremo, Viṣṇu, é espiritual, como verificam os śāstras. Há outra potência espiritual, conhecida como kṣetra-jña, ou a entidade viva. A terceira potência, conhecida como nesciência, faz a entidade viva tornar-se sem Deus e a enche de atividade fruitiva.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā*, no discurso de Śrī Kṛṣṇa sobre o kṣetra e o kṣetra-jña, afirma-se claramente que o kṣetra-jña é a entidade viva que conhece seu campo de atividades. As entidades vivas no mundo material esquecem sua relação eterna com a Suprema Personalidade de Deus. Esse esquecimento chama-se avidyā, ou nesciência. A avidyā-śakti, a potência avidyā do mundo material, provoca a atividade fruitiva. Embora essa avidyā-śakti (energia material, ou nesciência) seja também uma energia da Suprema Personalidade de Deus, destina-se especialmente a manter as entidades vivas num estado de esquecimento. Isso se deve à sua atitude rebelde para com o Senhor. Assim, embora as entidades vivas sejam constitucionalmente espirituais, elas caem sob a influência da potência da nesciência. Como isso acontece, descreve-se no verso seguinte."}
{"ref": "cc/madhya/6/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/155/", "verse_text": "yayā kṣetra-jña-śaktiḥ sā\nveṣṭitā nṛpa sarva-gā\nsaṁsāra-tāpān akhilān\navāpnoty atra santatān", "devanagari": "> যয়া ক্ষেত্রজ্ঞশক্তিঃ সা বেষ্টিতা নৃপ সর্বগা ।\n> সংসারতাপানখিলানবাপ্নোত্যত্র সন্ততান্ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*yayā*—pela qual; *kṣetra-jña-śaktiḥ*—as entidades vivas, conhecidas como a potência kṣetra-jña; *sā*—essa potência; *veṣṭitā*—coberta; *nṛpa*—ó Rei; *sarva-gā*—capaz de ir a qualquer lugar nos mundos espiritual ou material; *saṁsāra-tāpān*—misérias devidas ao ciclo de repetidos nascimentos e mortes; *akhilān*—de todo tipo; *avāpnoti*—obtém; *atra*—neste mundo material; *santatān*—provenientes do sofrimento ou desfrute de vários tipos de reações às atividades fruitivas.", "translation": "**\" 'Ó Rei, a kṣetra-jña-śakti é a entidade viva. Embora tenha a facilidade de viver no mundo material ou no espiritual, ela sofre as três espécies de misérias da existência material, porque é influenciada pela potência avidyā [nesciência], que cobre sua posição constitucional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/156/", "verse_text": "tayā tirohitatvāc ca\nśaktiḥ kṣetra-jña-saṁjñitā\nsarva-bhūteṣu bhū-pāla\ntāratamyena vartate", "devanagari": "> তয়া তিরোহিতত্বাচ্চ শক্তিঃ ক্ষেত্রজ্ঞসংজ্ঞিতা ।\n> সর্বভূতেষু ভূপাল তারতম্যেন বর্ততে ॥১৫৬॥", "synonyms": "*tayā*—por ela; *tirohitatvāt*—por estar livre da influência; *ca*—também; *śaktiḥ*—a potência; *kṣetra-jña*—kṣetra-jña; *saṁjñitā*—conhecida pelo nome; *sarva-bhūteṣu*—em diferentes tipos de corpos; *bhū-pāla*—ó Rei; *tāratamyena*—em diferentes graus; *vartate*—existe.", "translation": "**\" 'Esta entidade viva, coberta pela influência da nesciência, existe em diferentes formas na condição material. Ó Rei, ela está assim proporcionalmente livre da influência da energia material, em maior ou menor grau.'**", "purport": "A energia material atua sobre a entidade viva em diferentes graus, conforme a maneira como ela adquire a associação dos três modos da natureza material. Há 8.400.000 espécies de vida, algumas inferiores, algumas superiores e algumas medianas. As gradações dos corpos calculam-se de acordo com a cobertura da energia material. Nas categorias inferiores — incluindo aquáticos, árvores, plantas, insetos, pássaros e assim por diante —, a consciência espiritual é quase inexistente. Na categoria mediana — a forma de vida humana —, a consciência espiritual está comparativamente desperta. Nas formas de vida superiores, a consciência espiritual está plenamente desperta. Então a entidade viva compreende sua verdadeira posição e tenta escapar da influência da energia material, desenvolvendo consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/6/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/157/", "verse_text": "hlādinī sandhinī samvit\ntvayy ekā sarva-saṁśraye\nhlāda-tāpa-karī miśrā\ntvayi no guṇa-varjite", "devanagari": "> হ্লাদিনী সন্ধিনী সম্বিৎ ত্বয্যেকা সর্বসংশ্রয়ে ।\n> হ্লাদতাপকরী মিশ্রা ত্বয়ি নো গুণ-বর্জিতে ॥১৫৭॥", "synonyms": "*hlādinī*—a potência de prazer; *sandhinī*—a potência de eternidade; *samvit*—a potência de conhecimento; *tvayi*—em Ti; *ekā*—uma potência espiritual (cit); *sarva-saṁśraye*—o abrigo de tudo; *hlāda*—prazer; *tāpa-karī*—causando desprazer; *miśrā*—misturada; *tvayi*—em Ti; *na u*—não; *guṇa-varjite*—desprovido de todas as qualidades materiais.", "translation": "**\" 'A Suprema Personalidade de Deus é sac-cid-ānanda-vigraha. Isso significa que Ele originalmente possui três potências — a potência de prazer, a potência de eternidade e a potência de conhecimento. Juntas, estas se chamam a potência cit, e estão presentes em pleno no Senhor Supremo. Para as entidades vivas, que são partes integrantes do Senhor, a potência de prazer no mundo material é por vezes desagradável e por vezes mista. Não é assim com a Suprema Personalidade de Deus, porque Ele não está sob a influência da energia material nem de seus modos.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/158/", "verse_text": "sac-cid-ānanda-maya haya īśvara-svarūpa\n\ntina aṁśe cic-chakti haya tina rūpa", "devanagari": "> সচ্চিদানন্দময় হয় ঈশ্বর-স্বরূপ ৷\n> তিন অংশে চিচ্ছক্তি হয় তিন রূপ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*sat-cit-ānanda-maya*—pleno de eternidade, conhecimento e bem-aventurança; *haya*—é; *īśvara*—do Senhor Supremo; *svarūpa*—a forma transcendental; *tina aṁśe*—em três partes; *cit-śakti*—a potência espiritual; *haya*—torna-se; *tina*—três; *rūpa*—formas.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus, em Sua forma original, é plena de eternidade, conhecimento e bem-aventurança. A potência espiritual nessas três porções [sat, cit e ānanda] assume três formas diferentes.**", "purport": "De acordo com o veredito de toda a literatura Védica, a Suprema Personalidade de Deus, a entidade viva e a energia ilusória (este mundo material) constituem o objeto do conhecimento. Todos devem tentar compreender a relação entre eles. Antes de mais nada, deve-se tentar compreender a natureza da Suprema Personalidade de Deus. Pelos *śāstras* compreende-se que a natureza da Suprema Personalidade de Deus é a soma total de eternidade, bem-aventurança e conhecimento. Como afirmado no verso 154 (*viṣṇu-śaktiḥ parā proktā*), a Suprema Personalidade de Deus é o reservatório de todas as potências, e Suas potências são todas espirituais."}
{"ref": "cc/madhya/6/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/159/", "verse_text": "ānandāṁśe 'hlādinī,' sad-aṁśe 'sandhinī'\n\ncid-aṁśe 'samvit', yāre jñāna kari māni", "devanagari": "> আনন্দাংশে ‘হ্লাদিনী’, সদংশে ‘সন্ধিনী’ ।\n> চিদংশে ‘সম্বিৎ’, যারে জ্ঞান করি মানি ॥১৫৯॥", "synonyms": "*ānanda-aṁśe*—na parte de bem-aventurança; *hlādinī*—a potência de prazer; *sat-aṁśe*—na parte de eternidade; *sandhinī*—a potência sandhinī; *cit-aṁśe*—na parte de conhecimento; *samvit*—a potência samvit; *yāre*—que; *jñāna*—como conhecimento; *kari māni*—aceitamos.", "translation": "**\"As três porções da potência espiritual chamam-se hlādinī [a porção de bem-aventurança], sandhinī [a porção de eternidade] e samvit [a porção de conhecimento]. Aceitamos o conhecimento dessas porções como conhecimento pleno da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Para adquirir conhecimento da Suprema Personalidade de Deus, é preciso abrigar-se na potência samvit do Senhor Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/6/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/160/", "verse_text": "antaraṅgā--cic-chakti, taṭasthā--jīva-śakti\n\nbahiraṅgā--māyā,--tine kare prema-bhakti", "devanagari": "> অন্তরঙ্গা — চিচ্ছক্তি, তটস্থা — জীবশক্তি ৷\n> বহিরঙ্গা — মায়া, — তিনে করে প্রেমভক্তি ॥১৬০॥", "synonyms": "*antaraṅgā*—a potência interna; *cit-śakti*—a potência espiritual; *taṭasthā*—a potência marginal; *jīva-śakti*—as entidades vivas; *bahiraṅgā*—a potência externa; *māyā*—a energia ilusória; *tine*—todas as três; *kare*—prestam; *prema-bhakti*—serviço devocional com amor.", "translation": "**\"A potência espiritual da Suprema Personalidade de Deus também aparece em três fases: interna, marginal e externa. Todas elas estão ocupadas em Seu serviço devocional com amor.**", "purport": "A potência espiritual do Senhor manifesta-se em três fases: a potência interna, ou espiritual; a potência marginal, que são as entidades vivas; e a potência externa, conhecida como māyā-śakti. Devemos compreender que, em cada uma dessas três fases, as potências espirituais originais de prazer, eternidade e conhecimento permanecem intactas. Quando as potências de prazer espiritual e de conhecimento são ambas concedidas às almas condicionadas, estas podem escapar das garras da potência externa, māyā, que atua como um véu a obscurecer a identidade espiritual da pessoa. Uma vez libertada, a entidade viva desperta para a consciência de Kṛṣṇa e ocupa-se em serviço devocional com amor e afeição."}
{"ref": "cc/madhya/6/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/161/", "verse_text": "ṣaḍ-vidha aiśvarya--prabhura cic-chakti-vilāsa\n\nhena śakti nāhi māna,--parama sāhasa", "devanagari": "> ষড়্বিধ ঐশ্বর্য — প্রভুর চিচ্ছক্তি-বিলাস ৷\n> হেন শক্তি নাহি মান, — পরম সাহস ॥১৬১॥", "synonyms": "*ṣaṭ-vidha*—seis tipos; *aiśvarya*—de opulências; *prabhura*—do Senhor; *cit-śakti-vilāsa*—desfrute na potência espiritual; *hena śakti*—tais potências sublimes; *nāhi*—não; *māna*—aceitas; *parama sāhasa*—grande imprudência.", "translation": "**\"Em Sua potência espiritual, o Senhor Supremo desfruta de seis tipos de opulência. Tu não aceitas esta potência espiritual, e isso se deve à tua grande imprudência.**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus é plena de seis opulências. Todas essas potências situam-se no plano transcendental. Compreender a Suprema Personalidade de Deus como impessoal e desprovida de potência é ir completamente contra a informação Védica."}
{"ref": "cc/madhya/6/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/162/", "verse_text": "'māyādhīśa' 'māyā-vaśa'--īśvare-jīve bheda\n\nhena-jīve īśvara-saha kaha ta' abheda", "devanagari": "> ‘মায়াধীশ’ ‘মায়াবশ’ — ঈশ্বরে-জীবে ভেদ ৷\n> হেন-জীবে ঈশ্বর-সহ কহ ত’ অভেদ ॥১৬২॥", "synonyms": "*māyā-adhīśa*—o Senhor da energia; *māyā-vaśa*—subjugada à influência de māyā; *īśvare*—na Suprema Personalidade de Deus; *jīve*—nas entidades vivas; *bheda*—a diferença; *hena-jīve*—tais entidades vivas; *īśvara-saha*—com a Suprema Personalidade de Deus; *kaha*—dizes; *ta'*—de fato; *abheda*—uma só e a mesma coisa.", "translation": "**\"O Senhor é o senhor das potências, e a entidade viva é a serva delas. Essa é a diferença entre o Senhor e a entidade viva. No entanto, tu declaras que o Senhor e as entidades vivas são um só e o mesmo.**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus é, por natureza, o senhor de todas as potências. Por natureza, as entidades vivas, sendo infinitesimais, estão sempre sob a influência das potências do Senhor. De acordo com o *Muṇḍaka Upaniṣad* (3.1.1-2):\n\n> dvā suparṇā sayujā sakhāyā\n> samānaṁ vṛkṣaṁ pariṣasvajāte\n> tayor anyaḥ pippalaṁ svādv atty\n> anaśnann anyo 'bhicākaśīti\n\n> samāne vṛkṣe puruṣo nimagno\n> 'nīśayā śocati muhyamānaḥ\n> juṣṭaṁ yadā paśyaty anyam īśam\n> asya mahimānam eti vīta-śokaḥ\n\nO *Muṇḍaka Upaniṣad* distingue completamente o Senhor das entidades vivas. A entidade viva está sujeita às reações das atividades fruitivas, ao passo que o Senhor simplesmente testemunha tais atividades e outorga os resultados. De acordo com os desejos da entidade viva, ela vaga de um corpo a outro e de um planeta a outro, sob a direção da Suprema Personalidade de Deus, o Paramātmā. No entanto, quando a entidade viva recobra o bom senso pela misericórdia do Senhor, recebe o serviço devocional. Dessa forma, é salva das garras da *māyā.* Nesse momento, pode ver seu eterno amigo, a Suprema Personalidade de Deus, e libertar-se de toda lamentação e anseio. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/18/54|(Bg. 18.54)]], onde o Senhor diz, *brahma-bhūtaḥ prasannātmā na śocati na kāṅkṣati:* \"Aquele que assim está situado transcendentalmente realiza de imediato o Brahman Supremo e torna-se plenamente alegre. Nunca lamenta nem deseja ter coisa alguma.\" Assim, fica definitivamente provado que a Suprema Personalidade de Deus é o senhor de todas as potências e que as entidades vivas estão sempre sujeitas a essas potências. Essa é a diferença entre *māyādhīśa* e *māyā-vaśa.*"}
{"ref": "cc/madhya/6/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/163/", "verse_text": "gītā-śāstre jīva-rūpa 'śakti' kari' māne\n\nhena jīve 'bheda' kara īśvarera sane", "devanagari": "> গীতাশাস্ত্রে জীবরূপ ‘শক্তি’ করি’ মানে ।\n> হেন জীবে ‘ভেদ’ কর ঈশ্বরের সনে ॥১৬৩॥", "synonyms": "*gītā-śāstre*—no Bhagavad-gītā; *jīva-rūpa*—a identidade da entidade viva; *śakti*—potência; *kari'*—considerando; *māne*—aceita; *hena*—tal; *jīve*—entidade viva; *bheda*—diferente; *kara*—fazes; *īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *sane*—com.", "translation": "**\"No *Bhagavad-gītā*, a entidade viva é estabelecida como a potência marginal da Suprema Personalidade de Deus. Mesmo assim, tu dizes que a entidade viva é completamente diferente do Senhor.**", "purport": "O *Brahma-sūtra* afirma que, segundo o princípio de śakti-śaktimatayor abhedaḥ, a entidade viva é simultaneamente una com a Suprema Personalidade de Deus e diferente d'Ele. Qualitativamente, a entidade viva e o Senhor Supremo são um, mas em quantidade são diferentes. Conforme a filosofia de Śrī Caitanya Mahāprabhu (acintya-bhedābheda-tattva), a entidade viva e o Senhor Supremo são aceitos como um e diferente ao mesmo tempo."}
{"ref": "cc/madhya/6/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/164/", "verse_text": "bhūmir āpo 'nalo vāyuḥ\n\nkhaṁ mano buddhir eva ca\n\nahaṅkāra itīyaṁ me\n\nbhinnā prakṛtir aṣṭadhā", "devanagari": "> ভূমিরাপোঽনলো বায়ুঃ খং মনো বুদ্ধিরেব চ ।\n> অহঙ্কার ইতীয়ং মে ভিন্না প্রকৃতিরষ্টধা ॥১৬৪॥", "synonyms": "*bhūmiḥ*—terra; *āpaḥ*—água; *analaḥ*—fogo; *vāyuḥ*—ar; *kham*—éter; *manaḥ*—mente; *buddhiḥ*—inteligência; *eva*—certamente; *ca*—e; *ahaṅkāraḥ*—ego falso; *iti*—assim; *iyam*—esta; *me*—Minha; *bhinnā*—separada; *prakṛtiḥ*—energia; *aṣṭadhā*—óctupla.", "translation": "**\" 'Terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e ego falso são Minhas oito energias separadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/165/", "verse_text": "apareyam itas tv anyāṁ\n\nprakṛtiṁ viddhi me parām\n\njīva-bhūtāṁ mahā-bāho\n\nyayedaṁ dhāryate jagat", "devanagari": "> অপরেয়মিতস্ত্বন্যাং প্ৰকৃতিং বিদ্ধি মে পরাম্ ।\n> জীবভূতাং মহাবাহো যয়েদং ধার্যতে জগৎ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*aparā*—inferior; *iyam*—esta; *itaḥ*—desta; *tu*—mas; *anyām*—outra; *prakṛtim*—natureza; *viddhi*—sabe; *me*—Minha; *parām*—transcendental; *jīva-bhūtām*—existindo como as entidades vivas; *mahā-bāho*—ó pessoa de braços poderosos; *yayā*—pela qual; *idam*—este; *dhāryate*—é sustentado; *jagat*—mundo material.", "translation": "**\" 'Além dessas energias inferiores, que são materiais, há outra energia, uma energia espiritual, que é o ser vivo, ó pessoa de braços poderosos. Todo o mundo material é sustentado pelas entidades vivas.'**", "purport": "Os versos 164 e 165 são citações do *Bhagavad-gītā* (7.4-5)."}
{"ref": "cc/madhya/6/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/166/", "verse_text": "īśvarera śrī-vigraha sac-cid-ānandākāra\n\nse-vigrahe kaha sattva-guṇera vikāra", "devanagari": "> ঈশ্বরের শ্রীবিগ্রহ সচ্চিদানন্দাকার ।\n> সে-বিগ্রহে কহ সত্ত্বগুণের বিকার ॥১৬৬॥", "synonyms": "*īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *śrī-vigraha*—a forma; *sat-cit-ānanda-ākāra*—completa em eternidade, conhecimento e bem-aventurança; *se-vigrahe*—acerca dessa forma do Senhor; *kaha*—dizes; *sattva-guṇera*—da qualidade da bondade material; *vikāra*—transformação.", "translation": "**\"A forma transcendental da Suprema Personalidade de Deus é completa em eternidade, conhecimento e bem-aventurança. No entanto, tu descreves essa forma transcendental como um produto da bondade material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/167/", "verse_text": "śrī-vigraha ye nā māne, sei ta' pāṣaṇḍī\n\nadṛśya aspṛśya, sei haya yama-daṇḍī", "devanagari": "> শ্রীবিগ্রহ যে না মানে, সেই ত’ পাষণ্ডী ।\n> অদৃশ্য অস্পৃশ্য, সেই হয় যমদণ্ডী ॥১৬৭॥", "synonyms": "*śrī-vigraha*—a forma do Senhor; *ye*—todo aquele que; *nā*—não; *māne*—aceita; *sei*—ele; *ta'*—de fato; *pāṣaṇḍī*—agnóstico; *adṛśya*—a não ser visto; *aspṛśya*—intocável; *sei*—ele; *haya*—é; *yama-daṇḍī*—sujeito a ser punido por Yamarāja.", "translation": "**\"Aquele que não aceita a forma transcendental do Senhor é certamente um agnóstico. Tal pessoa não deve ser nem vista nem tocada. De fato, ela está sujeita a ser punida por Yamarāja.**", "purport": "Segundo as instruções Védicas, a Suprema Personalidade de Deus tem Sua forma eterna e transcendental, que é sempre bem-aventurada e plena de conhecimento. Os impersonalistas pensam que \"material\" se refere às formas que estão dentro de nossa experiência e que \"espiritual\" se refere a uma ausência de forma. Contudo, deve-se saber que, além desta natureza material, há outra natureza, que é espiritual. Assim como há formas materiais neste mundo material, há formas espirituais no mundo espiritual. Isso é confirmado por toda a literatura Védica. As formas espirituais do mundo transcendental nada têm a ver com a concepção negativa de ausência de forma. A conclusão é que uma pessoa é agnóstica quando não concorda em adorar a forma transcendental do Senhor.\n\nNa verdade, no momento atual, todos os sistemas de religião negam a adoração da forma do Senhor devido à ignorância acerca de Sua forma transcendental. Os materialistas de primeira classe (os māyāvādīs) imaginam cinco formas específicas do Senhor, mas, quando tentam equiparar a adoração de tais formas imaginárias com o bhakti, são imediatamente condenados. O Senhor Śrī Kṛṣṇa confirma isso no *Bhagavad-gītā* (7.15), onde diz: na māṁ duṣkṛtino mūḍhāḥ prapadyante narādhamāḥ. Destituídos de conhecimento verdadeiro devido ao agnosticismo, os filósofos māyāvādīs não devem sequer ser vistos pelos devotos do Senhor, nem tocados, porque tais filósofos estão sujeitos a serem punidos por Yamarāja, o semideus superintendente que julga as atividades dos homens pecaminosos. Os agnósticos māyāvādīs vagueiam por este universo em diferentes espécies de vida devido a suas atividades não devocionais. Tais entidades vivas estão sujeitas às punições de Yamarāja. Somente os devotos, que estão sempre ocupados no serviço do Senhor, ficam isentos da jurisdição de Yamarāja."}
{"ref": "cc/madhya/6/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/168/", "verse_text": "veda nā māniyā bauddha haya ta' nāstika\n\nvedāśraya nāstikya-vāda bauddhake adhika", "devanagari": "> বেদ না মানিয়া বৌদ্ধ হয় ত’ নাস্তিক ।\n> বেদাশ্রয় নাস্তিক্য-বাদ বৌদ্ধকে অধিক ॥১৬৮॥", "synonyms": "*veda*—a literatura Védica; *nā*—não; *māniyā*—aceitando; *bauddha*—os budistas; *haya*—são; *ta'*—de fato; *nāstika*—agnósticos; *veda-āśraya*—abrigando-se na civilização Védica; *nāstikya-vāda*—agnosticismo; *bauddhake*—até os budistas; *adhika*—superando.", "translation": "**\"Os budistas não reconhecem a autoridade dos *Vedas*; por isso, são considerados agnósticos. No entanto, aqueles que se abrigaram nas escrituras Védicas, mas pregam o agnosticismo de acordo com a filosofia māyāvāda, são certamente mais perigosos do que os budistas.**", "purport": "Embora os budistas se oponham diretamente à filosofia vaiṣṇava, pode-se compreender facilmente que os śaṅkaritas são mais perigosos, porque aceitam a autoridade dos *Vedas*, mas agem ao contrário da instrução Védica. Vedāśraya nāstikya-vāda significa \"agnosticismo sob o abrigo da cultura Védica\" e refere-se à filosofia monista dos māyāvādīs. O Senhor Buddha abandonou a autoridade da literatura Védica e, por isso, rejeitou as cerimônias ritualísticas e os sacrifícios recomendados nos *Vedas*. Sua filosofia do nirvāṇa significa fazer cessar todas as atividades materiais. O Senhor Buddha não reconheceu a presença de formas transcendentais e atividades espirituais além do mundo material. Ele simplesmente descreveu o vazio além desta existência material. Os filósofos māyāvādīs prestam louvor verbal à autoridade Védica, mas tentam escapar das cerimônias ritualísticas Védicas. Inventam alguma ideia de uma posição transcendental e chamam a si mesmos de Nārāyaṇa, ou Deus. Contudo, a posição de Deus é completamente diferente dessa invenção. Tais filósofos māyāvādīs consideram-se acima da influência do karma-kāṇḍa (atividades fruitivas e suas reações). Para eles, o mundo espiritual é equiparado ao vazio budista. Há muito pouca diferença entre o impersonalismo e o niilismo. O niilismo pode ser compreendido diretamente, mas o impersonalismo enunciado pelos filósofos māyāvādīs não é muito facilmente compreensível. É claro que os filósofos māyāvādīs aceitam uma existência espiritual, mas não conhecem o mundo espiritual nem os seres espirituais. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32):\n\nye 'nye 'ravindākṣa vimukta-māninas\ntvayy asta-bhāvād aviśuddha-buddhayaḥ\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ\n\nA inteligência dos māyāvādīs não é purificada; por isso, mesmo que pratiquem austeridades para a autorrealização, não conseguem permanecer dentro do brahmajyoti impessoal. Em consequência, caem novamente neste mundo material.\n\nA concepção que os māyāvādīs têm da existência espiritual é quase idêntica à negação da existência material. Os māyāvādīs creem que não há nada de positivo na vida espiritual. Em resultado disso, não conseguem compreender o serviço devocional nem a adoração à Pessoa Suprema, sac-cid-ānanda-vigraha. Os filósofos māyāvādīs consideram que a adoração à Deidade no serviço devocional é pratibimba-vāda, ou a adoração de uma forma que é o reflexo de uma forma material falsa. Assim, a forma transcendental do Senhor, que é eternamente bem-aventurada e plena de conhecimento, é desconhecida dos filósofos māyāvādīs. Embora o termo \"Bhagavān\" seja explicitamente descrito no *Śrīmad-Bhāgavatam*, eles não conseguem compreendê-lo. Brahmeti paramātmeti bhagavān iti śabdyate: \"A Verdade Absoluta é chamada de Brahman, Paramātmā e Bhagavān.\" (Bhāg. 1.2.11) Os māyāvādīs tentam compreender apenas o Brahman, ou, quando muito, o Paramātmā. No entanto, são incapazes de compreender o Bhagavān. Por isso, a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, diz: māyayāpahṛta-jñānāḥ. Por causa do temperamento dos filósofos māyāvādīs, o conhecimento verdadeiro lhes é retirado. Por não poderem receber a misericórdia do Senhor, eles sempre ficam confundidos por Sua forma transcendental. A filosofia impessoal destrói as três fases do conhecimento: jñāna, jñeya e jñātā. Tão logo se fala em conhecimento, deve haver uma pessoa que é o conhecedor, o conhecimento em si e o objeto do conhecimento. A filosofia māyāvāda combina essas três categorias; por isso, os māyāvādīs não conseguem compreender como atuam as potências espirituais da Suprema Personalidade de Deus. Devido a seu escasso cabedal de conhecimento, não conseguem compreender a distinção, no mundo espiritual, entre o conhecimento, o conhecedor e o objeto do conhecimento. Por causa disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu considera os filósofos māyāvādīs mais perigosos do que os budistas."}
{"ref": "cc/madhya/6/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/169/", "verse_text": "jīvera nistāra lāgi' sūtra kaila vyāsa\n\nmāyāvādi-bhāṣya śunile haya sarva-nāśa", "devanagari": "> জীবের নিস্তার লাগি’ সূত্র কৈল ব্যাস ।\n> মায়াবাদি-ভাষ্য শুনিলে হয় সর্বনাশ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*jīvera*—das entidades vivas; *nistāra*—libertação; *lāgi'*—em prol de; *sūtra*—o Vedānta-sūtra; *kaila*—compôs; *vyāsa*—Śrīla Vyāsadeva; *māyāvādi*—dos impersonalistas; *bhāṣya*—comentário; *śunile*—se ouvido; *haya*—torna-se; *sarva-nāśa*—destruição total.", "translation": "**\"Śrīla Vyāsadeva apresentou a filosofia Vedānta para a libertação das almas condicionadas, mas, se alguém ouve o comentário de Śaṅkarācārya, tudo se perde.**", "purport": "De fato, o serviço devocional ao Senhor é descrito no *Vedānta-sūtra*, mas os filósofos māyāvādīs, os śaṅkaritas, prepararam um comentário conhecido como Śārīraka-bhāṣya, no qual a forma transcendental do Senhor é negada. Os filósofos māyāvādīs pensam que a entidade viva é idêntica à Alma Suprema, o Brahman. Seus comentários sobre o *Vedānta-sūtra* opõem-se completamente ao princípio do serviço devocional. Caitanya Mahāprabhu, portanto, adverte-nos a evitar esses comentários. Se a pessoa se entrega a ouvir o Śārīraka-bhāṣya śaṅkarita, ficará certamente destituída de todo conhecimento verdadeiro.\n\nOs ambiciosos filósofos māyāvādīs desejam fundir-se na existência do Senhor, e isso pode ser aceito como sāyujya-mukti. No entanto, essa forma de mukti significa negar a própria existência individual. Em outras palavras, é uma espécie de suicídio espiritual. Isso se opõe absolutamente à filosofia do bhakti-yoga. O bhakti-yoga oferece a imortalidade à alma condicionada individual. Se alguém seguir a filosofia māyāvādī, perderá sua oportunidade de tornar-se imortal após abandonar o corpo material. A imortalidade da pessoa individual é a mais elevada etapa de perfeição que uma entidade viva pode atingir."}
{"ref": "cc/madhya/6/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/170/", "verse_text": "'pariṇāma-vāda'--vyāsa-sūtrera sammata\n\nacintya-śakti īśvara jagad-rūpe pariṇata", "devanagari": "> ‘পরিণাম-বাদ’ — ব্যাস-সূত্রের সম্মত ।\n> অচিন্ত্যশক্তি ঈশ্বর জগদ্রূপে পরিণত ॥১৭০॥", "synonyms": "*pariṇāma-vāda*—a teoria da transformação; *vyāsa-sūtrera*—do Vedānta-sūtra; *sammata*—propósito; *acintya-śakti*—poder inconcebível; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *jagat-rūpe*—na forma da manifestação cósmica; *pariṇata*—transformado.", "translation": "**\"O *Vedānta-sūtra* visa a estabelecer que a manifestação cósmica passou a existir pela transformação da potência inconcebível da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Para uma explicação mais detalhada de pariṇāma-vāda, consulte o *Ādi-līlā*, Sétimo Capítulo, versos 121-133."}
{"ref": "cc/madhya/6/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/171/", "verse_text": "maṇi yaiche avikṛte prasabe hema-bhāra\n\njagad-rūpa haya īśvara, tabu avikāra", "devanagari": "> মণি যৈছে অবিকৃতে প্রসবে হেমভার ।\n> জগদ্রূপ হয় ঈশ্বর, তবু অবিকার ॥১৭১॥", "synonyms": "*maṇi*—a pedra filosofal; *yaiche*—assim como; *avikṛte*—sem ser transformada; *prasabe*—produz; *hema-bhāra*—volumes de ouro; *jagat-rūpa*—a manifestação cósmica; *haya*—torna-se; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *tabu*—ainda assim; *avikāra*—imutável.", "translation": "**\"A pedra filosofal, após tocar o ferro, produz volumes de ouro sem se alterar. De modo semelhante, a Suprema Personalidade de Deus manifesta-Se como a manifestação cósmica por Sua potência inconcebível, e ainda assim permanece imutável em Sua forma eterna e transcendental.**", "purport": "Segundo o comentário de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, o propósito do verso janmādy asya no *Vedānta-sūtra* é estabelecer que a manifestação cósmica é o resultado da transformação das potências da Suprema Personalidade de Deus. O Senhor Supremo é o mestre de inumeráveis energias eternas, que são ilimitadas. Às vezes, essas energias estão manifestas; outras vezes, não. Em qualquer caso, todas as energias estão sob Seu controle; portanto, Ele é o energético original, a morada de todas as energias. Um cérebro comum, no estado condicionado, não consegue conceber como essas energias inconcebíveis residem na Suprema Personalidade de Deus, como Ele existe em Suas inumeráveis formas como mestre tanto das energias espirituais quanto das materiais, como é o mestre tanto dos poderes manifestos quanto dos potenciais, e como potências contraditórias podem residir n'Ele. Enquanto a entidade viva estiver dentro deste mundo material, na condição de ilusão, não conseguirá compreender as atividades das energias inconcebíveis do Senhor. Assim, as energias do Senhor, embora factuais, estão simplesmente além do poder de compreensão do cérebro comum.\n\nQuando os filósofos ateístas ou os māyāvādīs, sendo incapazes de compreender as energias inconcebíveis da Suprema Personalidade de Deus, imaginam um vazio impessoal, sua imaginação não passa da contrapartida do pensamento materialista. Dentro do mundo material, não há nada de inconcebível. Filósofos e cientistas de pensamento elevado podem lidar com a energia material, mas, por não conseguirem compreender a energia espiritual, simplesmente imaginam um estado inativo, tal como o Brahman impessoal. Isso é simplesmente o lado negativo da vida material. Por meio de tal conhecimento imperfeito, os filósofos māyāvādīs concluem que a manifestação cósmica é uma transformação do Supremo. Dessa forma, são obrigados a aceitar também a teoria da ilusão do Supremo (vivarta-vāda). Contudo, se aceitarmos as potências inconcebíveis do Senhor, poderemos compreender como a Suprema Personalidade de Deus pode aparecer dentro deste mundo material sem ser tocada ou contaminada pelos três modos da natureza material.\n\nPelos śāstras, aprendemos que há uma pedra ou joia chamada pedra filosofal que pode transformar o ferro em ouro. Embora a pedra filosofal transforme o ferro em ouro muitas vezes, ela permanece em sua condição original. Se tal pedra material pode manter sua energia inconcebível após produzir volumes de ouro, certamente a Suprema Personalidade de Deus pode permanecer em Sua forma original sac-cid-ānanda após criar o mundo cósmico. Como se confirma no *Bhagavad-gītā* (9.10), Ele atua apenas através de Suas diferentes energias. Mayādhyakṣeṇa prakṛtiḥ: Kṛṣṇa dirige a energia material, e essa potência atua neste mundo material. Isso também é confirmado na Brahma-saṁhitā (5.44):\n\nsṛṣṭi-sthiti-pralaya-sādhana-śaktir ekā\nchāyeva yasya bhuvanāni bibharti durgā\nicchānurūpam api yasya ca ceṣṭate sā\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\nA durgā-śakti (energia material) atua sob a direção da Suprema Personalidade de Deus, e a criação, a manutenção e a destruição universais são realizadas pela durgā-śakti. A direção de Kṛṣṇa está nos bastidores. A conclusão é que a Suprema Personalidade de Deus permanece como é, ainda que dirija Sua energia, que faz a diversa manifestação cósmica atuar de modo tão maravilhoso."}
{"ref": "cc/madhya/6/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/172/", "verse_text": "vyāsa--bhrānta bali' sei sūtre doṣa diyā\n\n'vivarta-vāda' sthāpiyāche kalpanā kariyā", "devanagari": "> ব্যাস — ভ্রান্ত বলি’ সেই সূত্রে দোষ দিয়া ।\n> ‘বিবর্তবাদ’ স্থাপিয়াছে কল্পনা করিয়া ॥১৭২॥", "synonyms": "*vyāsa*—Śrīla Vyāsadeva; *bhrānta*—equivocado; *bali'*—dizendo; *sei*—aquele; *sūtre*—no Vedānta-sūtra; *doṣa*—defeito; *diyā*—acusando; *vivarta-vāda*—a teoria da ilusão; *sthāpiyāche*—estabeleceu; *kalpanā*—imaginação; *kariyā*—fazendo.", "translation": "**\"A teoria de Śaṅkarācārya afirma que a Verdade Absoluta é transformada. Ao aceitar essa teoria, os filósofos māyāvādīs denigrem Śrīla Vyāsadeva, acusando-o de cometer um erro. Assim, eles encontram defeito no Vedānta-sūtra e o interpretam para tentar estabelecer a teoria da ilusão.**", "purport": "O primeiro verso do Brahma-sūtra é athāto brahma-jijñāsā: \"Devemos agora indagar acerca da Verdade Absoluta.\" O segundo verso responde imediatamente, janmādy asya yataḥ: \"A Verdade Absoluta é a fonte original de tudo.\" Janmādy asya yataḥ não sugere que a pessoa original tenha sido transformada. Pelo contrário, indica claramente que Ele produz esta manifestação cósmica através de Sua energia inconcebível. Isso também é claramente explicado na Bhagavad-gītā (10.8), onde Kṛṣṇa diz, mattaḥ sarvaṁ pravartate: \"De Mim, tudo emana.\" Isso também se confirma na Taittirīya Upaniṣad (3.1.1): yato vā imāni bhūtāni jāyante. \"A Suprema Verdade Absoluta é aquilo de que tudo nasce.\" De modo semelhante, na Muṇḍaka Upaniṣad (1.1.7), afirma-se yathorṇa-nābhiḥ sṛjate gṛhṇate ca: \"[O Senhor cria e destrói a manifestação cósmica] assim como uma aranha cria uma teia e a recolhe de volta para dentro de si mesma.\" Todos esses sūtras indicam a transformação da energia do Senhor. Não é que o Senhor passe por transformação direta, o que se denomina pariṇāma-vāda. Contudo, estando muito ansioso por proteger Śrīla Vyāsadeva das críticas, Śaṅkarācārya tornou-se um pseudocavalheiro e apresentou sua teoria da ilusão (vivarta-vāda). Śaṅkarācārya inventou esse significado de pariṇāma-vāda e, por meio de malabarismos de palavras, esforçou-se muito por estabelecer o pariṇāma-vāda como vivarta-vāda."}
{"ref": "cc/madhya/6/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/173/", "verse_text": "jīvera dehe ātma-buddhi--sei mithyā haya\n\njagat ye mithyā nahe, naśvara-mātra haya", "devanagari": "> জীবের দেহে আত্মবুদ্ধি — সেই মিথ্যা হয় ।\n> জগৎ যে মিথ্যা নহে, নশ্বরমাত্র হয় ॥১৭৩॥", "synonyms": "*jīvera*—das entidades vivas; *dehe*—no corpo; *ātma-buddhi*—considerar como o eu; *sei*—isso; *mithyā*—falsidade; *haya*—é; *jagat*—a manifestação cósmica; *ye*—que; *mithyā*—falsidade; *nahe*—não; *naśvara-mātra*—apenas temporária; *haya*—é.", "translation": "**\"A teoria da ilusão só pode ser aplicada quando a entidade viva se identifica com o corpo. No que diz respeito à manifestação cósmica, ela não pode ser chamada de falsa, embora seja certamente temporária.**", "purport": "A entidade viva é a serva eterna de Kṛṣṇa. Sendo parte integrante do Senhor, ela é constitucionalmente pura, mas, devido ao seu contato com a energia material, identifica-se ou com o corpo material grosseiro ou com o sutil. Tal identificação é certamente falsa e constitui a verdadeira plataforma da teoria da ilusão. A entidade viva é eterna: ela jamais pode ser submetida aos limites do tempo, como o são seus corpos grosseiro e sutil. A manifestação cósmica nunca é falsa, mas está sujeita a mudar sob a influência do fator tempo. Para uma entidade viva, aceitar esta manifestação cósmica como o campo para seu gozo dos sentidos é certamente ilusório. Este mundo material é a manifestação da energia material do Senhor. Isso é explicado por Kṛṣṇa na Bhagavad-gītā (7.4):\n\nbhūmir āpo 'nalo vāyuḥ\nkhaṁ mano buddhir eva ca\nahaṅkāra itīyaṁ me\nbhinnā prakṛtir aṣṭadhā\n\nO mundo material é a energia inferior da Suprema Personalidade de Deus, mas não é fato que o Senhor Supremo tenha Se transformado neste mundo material. Os filósofos māyāvādīs, desprovidos de verdadeira compreensão, confundiram a teoria da ilusão e a teoria da manifestação cósmica por meio de malabarismos de palavras. A teoria da ilusão pode ser aplicada a uma pessoa que se identifica com o corpo. A entidade viva é a energia superior do Senhor Supremo, e o mundo material é a energia inferior. Ambas, contudo, são prakṛti (energia). Embora as energias sejam simultaneamente unas com o Senhor e diferentes d'Ele, o Senhor nunca perde Sua forma pessoal devido à transformação de Suas diferentes energias."}
{"ref": "cc/madhya/6/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/174/", "verse_text": "'praṇava' ye mahā-vākya--īśvarera mūrti\n\npraṇava haite sarva-veda, jagat-utpatti", "devanagari": "> ‘প্রণব’ যে মহাবাক্য — ঈশ্বরের মূর্তি ।\n> প্রণব হৈতে সর্ববেদ, জগৎ-উৎপত্তি ॥১৭৪॥", "synonyms": "*praṇava*—oṁkāra; *ye*—aquilo que; *mahā-vākya*—vibração transcendental; *īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *mūrti*—a forma; *praṇava*—oṁkāra; *haite*—de; *sarva-veda*—toda a literatura védica; *jagat*—do mundo material; *utpatti*—produção.", "translation": "**\"A vibração transcendental oṁkāra é a forma sonora da Suprema Personalidade de Deus. Todo o conhecimento védico e esta manifestação cósmica são produzidos a partir desta representação sonora do Senhor Supremo.**", "purport": "Oṁkāra é a representação da Suprema Personalidade de Deus em som. Esta forma de Seu santo nome é aceita como a vibração transcendental (mahā-vākya), em virtude da qual a manifestação material temporária veio a existir. Se alguém se refugia na representação sonora da Suprema Personalidade de Deus (oṁkāra), pode compreender sua identidade constitucional e ocupar-se em serviço devocional, mesmo estando na vida condicionada."}
{"ref": "cc/madhya/6/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/175/", "verse_text": "'tat tvam asi'--jīva-hetu prādeśika vākya\n\npraṇava nā māni' tāre kahe mahā-vākya", "devanagari": "> ‘তত্ত্বমসি’ — জীব-হেতু প্রাদেশিক বাক্য ।\n> প্রণব না মানি’ তারে কহে মহাবাক্য ॥১৭৫॥", "synonyms": "*tat tvam asi*—tu és o mesmo; *jīva-hetu*—para a iluminação da alma condicionada; *prādeśika*—subsidiária; *vākya*—vibração; *praṇava*—a encarnação oṁkāra; *nā*—não; *māni'*—aceitando; *tāre*—essa; *kahe*—diz; *mahā-vākya*—vibração transcendental.", "translation": "**\"A vibração subsidiária tat tvam asi ['tu és o mesmo'] destina-se à compreensão da entidade viva, mas a vibração principal é oṁkāra. Sem se importar com oṁkāra, Śaṅkarācārya enfatizou a vibração tat tvam asi.\"**", "purport": "Tat tvam asi é aceita como a vibração primária por aquele que não aceita praṇava, a encarnação sonora transcendental do santo nome do Senhor, como o princípio supremo na literatura védica. Por meio de malabarismos de palavras, Śaṅkarācārya tentou criar uma apresentação ilusória da Suprema Personalidade de Deus em Sua relação com as entidades vivas e a manifestação cósmica. Tat tvam asi é uma advertência à entidade viva para que não confunda o corpo com o eu. Portanto, tat tvam asi destina-se especialmente à alma condicionada. O cantar de oṁkāra ou do mantra Hare Kṛṣṇa destina-se à alma liberada. Śrīla Rūpa Gosvāmī disse, ayi mukta-kulair upāsyamānam (Nāmāṣṭaka 1). Assim, o santo nome do Senhor é cantado pelas almas liberadas. De modo semelhante, Parīkṣit Mahārāja diz, nivṛtta-tarṣair upagīyamānāt (Bhāg. 10.1.4). O santo nome do Senhor pode ser cantado por aqueles que satisfizeram plenamente seus desejos materiais ou que estão plenamente situados na plataforma transcendental e desprovidos de desejo material. O nome do Senhor pode ser cantado por aquele que está completamente livre da contaminação material (anyābhilāṣitā-śūnyaṁ jñāna-karmādy-anāvṛtam). Śaṅkarācārya minimizou indiretamente o valor do principal mantra védico (oṁkāra) ao aceitar uma vibração subordinada (tat tvam asi) como o mais importante mantra védico."}
{"ref": "cc/madhya/6/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/176/", "verse_text": "ei-mate kalpita bhāṣye śata doṣa dila\n\nbhaṭṭācārya pūrva-pakṣa apāra karila", "devanagari": "> এইমতে কল্পিত ভাষ্যে শত দোষ দিল ।\n> ভট্টাচার্য পূর্বপক্ষ অপার করিল ॥১৭৬॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *kalpita*—imaginado; *bhāṣye*—no comentário; *śata*—centenas; *doṣa*—de defeitos; *dila*—apontou; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *pūrva-pakṣa*—elementos opostos; *apāra*—ilimitadamente; *karila*—manifestou.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu criticou o Śārīraka-bhāṣya de Śaṅkarācārya como imaginário e apontou centenas de defeitos nele. Para defender Śaṅkarācārya, porém, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya apresentou ilimitada oposição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/177/", "verse_text": "vitaṇḍā, chala, nigrahādi aneka uṭhāila\n\nsaba khaṇḍi' prabhu nija-mata se sthāpila", "devanagari": "> বিতণ্ডা, ছল, নিগ্রহাদি অনেক উঠাইল ।\n> সব খণ্ডি’ প্রভু নিজ-মত সে স্থাপিল ॥১৭৭॥", "synonyms": "*vitaṇḍā*—contra-argumentos; *chala*—interpretações imaginárias; *nigraha-ādi*—refutações ao partido oposto; *aneka*—vários; *uṭhāila*—levantou; *saba*—todos; *khaṇḍi'*—refutando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-mata*—Sua própria convicção; *se*—essa; *sthāpila*—estabeleceu.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya apresentou vários tipos de argumentos falsos com pseudológica e tentou derrotar Seu oponente de muitas maneiras. Entretanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu refutou todos esses argumentos e estabeleceu Sua própria convicção.**", "purport": "A palavra vitaṇḍā indica que um debatedor, sem tocar no ponto principal nem estabelecer seu próprio ponto, simplesmente tenta refutar o argumento da outra pessoa. Quando alguém não toca no significado direto, mas tenta desviar a atenção com má interpretação, ele se ocupa em chala. A palavra nigraha também significa tentar sempre refutar os argumentos do outro partido."}
{"ref": "cc/madhya/6/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/178/", "verse_text": "bhagavān--'sambandha', bhakti--'abhidheya' haya\n\npremā--'prayojana', vede tina-vastu kaya", "devanagari": "> ভগবান্ — ‘সম্বন্ধ’, ভক্তি — ‘অভিধেয়’ হয় ।\n> প্রেমা — ‘প্রয়োজন’, বেদে তিনবস্তু কয় ॥১৭৮॥", "synonyms": "*bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *sambandha*—relação; *bhakti*—serviço devocional; *abhidheya*—atividades transcendentais; *haya*—é; *premā*—amor a Deus; *prayojana*—a meta última da vida; *vede*—os Vedas; *tina-vastu*—três assuntos; *kaya*—descrevem.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"A Suprema Personalidade de Deus é o ponto central de todas as relações, agir em serviço devocional a Ele é a verdadeira ocupação de cada um, e a obtenção do amor a Deus é a meta última da vida. Esses três assuntos são descritos na literatura védica.**", "purport": "A Bhagavad-gītā (15.15) também confirma esta afirmação: vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ. O verdadeiro propósito de ler os Vedas é aprender a tornar-se um devoto do Senhor Supremo. O próprio Senhor aconselha, man-manā bhava mad-bhakto mad-yājī māṁ namaskuru (Bg. 9.34). Portanto, depois de estudar os Vedas, deve-se então executar serviço devocional pensando sempre no Senhor Supremo (man-manā), tornando-se Seu devoto, adorando-O e oferecendo-Lhe sempre reverências. Isso se chama viṣṇu-ārādhana, e é o supremo dever ocupacional de todos os seres humanos. Ele é devidamente cumprido no sistema varṇāśrama-dharma, que divide a sociedade em brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha, sannyāsa, e brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya e śūdra. Esse é todo o esquema da civilização védica. Contudo, esta instituição é muito difícil de estabelecer nesta era; portanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselha que não nos preocupemos com o sistema védico de varṇāśrama-dharma. Em vez disso, devemos adotar diretamente o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa e simplesmente ouvir acerca da Suprema Personalidade de Deus da parte de devotos puros. Esse é o processo recomendado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, e este é o propósito de estudar os Vedas."}
{"ref": "cc/madhya/6/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/179/", "verse_text": "āra ye ye-kichu kahe, sakala-i kalpanā\n\nsvataḥ-pramāṇa veda-vākye kalpena lakṣaṇā", "devanagari": "> আর যে যে-কিছু কহে, সকলই কল্পনা ।\n> স্বতঃপ্রমাণ বেদ-বাক্যে কল্পেন লক্ষণা ॥১৭৯॥", "synonyms": "*āra*—exceto isto; *ye ye*—tudo o que; *kichu*—algo; *kahe*—diz; *sakala-i*—tudo; *kalpanā*—imaginação; *svataḥ-pramāṇa*—autoevidente; *veda-vākye*—na versão védica; *kalpena*—ele imagina; *lakṣaṇā*—uma interpretação.", "translation": "**\"Se alguém tenta explicar a literatura védica de uma maneira diferente, está se entregando à imaginação. Qualquer interpretação da autoevidente versão védica é simplesmente imaginária.**", "purport": "Quando uma alma condicionada é purificada, ela é chamada de devoto. Um devoto tem sua relação apenas com a Suprema Personalidade de Deus, e seu único dever ocupacional é executar serviço devocional para satisfazer o Senhor. Esse serviço é prestado através do representante do Senhor, o mestre espiritual: yasya deve parā bhaktir yathā deve tathā gurau. Quando o devoto executa serviço devocional adequadamente, ele atinge a mais elevada perfeição da vida — o amor a Deus: sa vai puṁsāṁ paro dharmo yato bhaktir adhokṣaje. A meta última de compreender os Vedas é ser elevado à plataforma de prestar serviço amoroso ao Senhor. Os filósofos māyāvādīs, porém, consideram que o ponto central da relação é o Brahman impessoal, que a função da entidade viva é a aquisição de conhecimento acerca do Brahman, resultando em desapego da atividade material, e que a meta última da vida é a liberação, ou fundir-se na existência do Supremo. Tudo isso, contudo, deve-se simplesmente à imaginação da alma condicionada. Isso apenas a opõe às atividades materiais. Deve-se sempre lembrar que todas as escrituras védicas são autoevidentes. A ninguém é permitido interpretar os versos védicos. Quem o faz se entrega à imaginação, e isso não tem valor algum."}
{"ref": "cc/madhya/6/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/180/", "verse_text": "ācāryera doṣa nāhi, īśvara-ājñā haila\n\nataeva kalpanā kari' nāstika-śāstra kaila", "devanagari": "> আচার্যের দোষ নাহি, ঈশ্বর-আজ্ঞা হৈল ।\n> অতএব কল্পনা করি’ নাস্তিক-শাস্ত্র কৈল ॥১৮০॥", "synonyms": "*ācāryera*—de Śaṅkarācārya; *doṣa*—defeito; *nāhi*—não há; *īśvara-ājñā*—a ordem da Suprema Personalidade de Deus; *haila*—houve; *ataeva*—portanto; *kalpanā*—imaginação; *kari'*—fazendo; *nāstika*—ateísta; *śāstra*—escrituras; *kaila*—preparou.", "translation": "**\"Na verdade, não há culpa da parte de Śaṅkarācārya. Ele simplesmente cumpriu a ordem da Suprema Personalidade de Deus. Teve de imaginar algum tipo de interpretação e, por isso, apresentou uma espécie de literatura Védica repleta de ateísmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/181/", "verse_text": "svāgamaiḥ kalpitais tvaṁ ca\njanān mad-vimukhān kuru\nmāṁ ca gopaya yena syāt\nsṛṣṭir eṣottarottarā", "devanagari": "> স্বাগমৈঃ কল্পিতৈস্ত্বঞ্চ জনান্ মদ্বিমুখান্ কুরু ।\n> মাঞ্চ গোপয় যেন স্যাত্ সৃষ্টিরেষোত্তরোত্তরা ॥১৮১॥", "synonyms": "*sva-āgamaiḥ*—com tuas próprias teses; *kalpitaiḥ*—imaginadas; *tvam*—tu; *ca*—também; *janān*—as pessoas em geral; *mat-vimukhān*—avessas a Mim e viciadas em atividades fruitivas e conhecimento especulativo; *kuru*—faze; *mām*—a Mim, a Suprema Personalidade de Deus; *ca*—e; *gopaya*—apenas encobre; *yena*—pela qual; *syāt*—possa haver; *sṛṣṭiḥ*—avanço material; *eṣā*—este; *uttara-uttarā*—cada vez mais.", "translation": "**\" '[Dirigindo-Se ao Senhor Śiva, a Suprema Personalidade de Deus disse:] Por favor, torna as pessoas em geral avessas a Mim, imaginando tua própria interpretação dos Vedas. Também, encobre-Me de tal maneira que as pessoas tomem mais interesse em fazer avançar a civilização material apenas para propagar uma população desprovida de conhecimento espiritual.'**", "purport": "Esta é uma citação do Padma Purāṇa, Uttara-khaṇḍa (62.31)."}
{"ref": "cc/madhya/6/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/182/", "verse_text": "māyāvādam asac-chāstraṁ\npracchannaṁ bauddham ucyate\nmayaiva vihitaṁ devi\nkalau brāhmaṇa-mūrtinā", "devanagari": "> মায়াবাদমসচ্ছাস্ত্রং প্ৰচ্ছন্নং বৌদ্ধমুচ্যতে ।\n> ময়ৈব বিহিতং দেবি কলৌ ব্রাহ্মণমূর্তিনা ॥১৮২॥", "synonyms": "*māyāvādam*—a filosofia māyāvāda; *asat-śāstram*—escrituras falsas; *pracchannam*—encoberto; *bauddham*—budismo; *ucyate*—diz-se; *mayā*—por mim; *eva*—apenas; *vihitam*—executada; *devi*—ó deusa do mundo material; *kalau*—na Era de Kali; *brāhmaṇa-mūrtinā*—tendo o corpo de um brāhmaṇa.", "translation": "**\"[O Senhor Śiva informou à Deusa Durgā, a superintendente do mundo material:] 'Na Era de Kali, assumo a forma de um brāhmaṇa e explico os Vedas através de escrituras falsas de maneira ateísta, semelhante à filosofia budista.' \"**", "purport": "A palavra brāhmaṇa-mūrtinā neste verso refere-se ao fundador da filosofia māyāvāda, Śaṅkarācārya, que nasceu no distrito de Mālabara, no sul da Índia. A filosofia māyāvāda afirma que o Senhor Supremo, as entidades vivas e a manifestação cósmica são todos transformações da energia ilusória. Para sustentar essa teoria ateísta, os māyāvādīs citam escrituras falsas, que tornam as pessoas desprovidas de conhecimento transcendental e viciadas em atividades fruitivas e especulação mental.\n\nEste verso é uma citação do Padma Purāṇa, Uttara-khaṇḍa (25.7)."}
{"ref": "cc/madhya/6/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/183/", "verse_text": "śuni' bhaṭṭācārya haila parama vismita\n\nmukhe nā niḥsare vāṇī, ha-ilā stambhita", "devanagari": "> শুনি’ ভট্টাচার্য হৈল পরম বিস্মিত ।\n> মুখে না নিঃসরে বাণী, হইলা স্তম্ভিত ॥১৮৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *haila*—ficou; *parama*—muitíssimo; *vismita*—surpreso; *mukhe*—na boca; *nā*—não; *niḥsare*—vibra; *vāṇī*—palavras; *ha-ilā*—ficou; *stambhita*—atônito.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou muitíssimo surpreso ao ouvir isso. Ficou atônito e nada disse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/184/", "verse_text": "prabhu kahe,--bhaṭṭācārya, nā kara vismaya\n\nbhagavāne bhakti--parama-puruṣārtha haya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ভট্টাচার্য, না কর বিস্ময় ।\n> ভগবানে ভক্তি — পরম-পুরুষার্থ হয় ॥১৮৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *bhaṭṭācārya*—Meu querido Bhaṭṭācārya; *nā*—não; *kara*—faças; *vismaya*—surpresa; *bhagavāne*—à Suprema Personalidade de Deus; *bhakti*—serviço devocional; *parama*—a suprema; *puruṣa-artha*—meta humana; *haya*—é.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu então lhe disse: \"Não fiques surpreso. Na verdade, o serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus é a mais elevada perfeição da atividade humana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/185/", "verse_text": "'ātmārāma' paryanta kare īśvara bhajana\n\naiche acintya bhagavānera guṇa-gaṇa", "devanagari": "> ‘আত্মারাম’ পর্যন্ত করে ঈশ্বর ভজন ।\n> ঐছে অচিন্ত্য ভগবানের গুণগণ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*ātmā-ārāma*—autossatisfeitos; *paryanta*—até; *kare*—fazem; *īśvara bhajana*—serviço devocional ao Senhor; *aiche*—tais; *acintya*—inconcebíveis; *bhagavānera*—da Suprema Personalidade de Deus; *guṇa-gaṇa*—qualidades transcendentais.", "translation": "**\"Até mesmo os sábios autossatisfeitos prestam serviço devocional ao Senhor Supremo. Tais são as qualidades transcendentais do Senhor. Elas estão repletas de inconcebível potência espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/186/", "verse_text": "ātmārāmāś ca munayo\nnirgranthā apy urukrame\nkurvanty ahaitukīṁ bhaktim\nittham-bhūta-guṇo hariḥ", "devanagari": "> আত্মারামাশ্চ মুনয়ো নির্গ্রন্থা অপ্যুরুক্রমে ।\n> কুর্বন্ত্যহৈতুকীং ভক্তিমিত্থম্ভূতগুণো হরিঃ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*ātmā-ārāmāḥ*—pessoas que sentem prazer em estar transcendentalmente situadas no serviço ao Senhor; *ca*—também; *munayaḥ*—grandes pessoas santas que rejeitaram por completo as aspirações materiais, as atividades fruitivas e assim por diante; *nirgranthāḥ*—sem interesse em qualquer desejo material; *api*—certamente; *urukrame*—à Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, cujas atividades são maravilhosas; *kurvanti*—prestam; *ahaitukīm*—imotivado, ou sem desejos materiais; *bhaktim*—serviço devocional; *ittham-bhūta*—tão maravilhoso a ponto de atrair a atenção dos autossatisfeitos; *guṇaḥ*—que possui qualidades transcendentais; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"'Aqueles que são autossatisfeitos e não se sentem atraídos pelos desejos materiais externos também se sentem atraídos pelo serviço amoroso a Śrī Kṛṣṇa, cujas qualidades são transcendentais e cujas atividades são maravilhosas. Hari, a Personalidade de Deus, é chamado Kṛṣṇa porque possui tais traços transcendentalmente atrativos.'\"**", "purport": "Este é o famoso verso ātmārāma (Bhāg. 1.7.10)."}
{"ref": "cc/madhya/6/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/187/", "verse_text": "śuni' bhaṭṭācārya kahe,--'śuna, mahāśaya\nei ślokera artha śunite vāñchā haya'", "devanagari": "> শুনি’ ভট্টাচার্য কহে, — ‘শুন, মহাশয় ৷\n> এই শ্লোকের অর্থ শুনিতে বাঞ্ছা হয় ।।’ ॥ ১৮৭ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isto; *bhaṭṭācārya kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *śuna*—por favor, ouve; *mahā-āśaya*—meu caro senhor; *ei ślokera*—deste verso; *artha*—o significado; *śunite*—ouvir; *vāñchā*—um desejo; *haya*—há.", "translation": "**Após ouvir o verso ātmārāma, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya dirigiu-se a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Meu caro senhor, por favor, explica este verso. Tenho um grande desejo de ouvir Tua explicação dele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/188/", "verse_text": "prabhu kahe,--'tumi ki artha kara, tāhā āge śuni'\npāche āmi kariba artha, yebā kichu jāni'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘তুমি কি অর্থ কর, তাহা আগে শুনি’ ।\n> পাছে আমি করিব অর্থ, যেবা কিছু জানি ।।’ ॥ ১৮৮ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *tumi*—tu; *ki*—qual; *artha*—significado; *kara*—fazes; *tāhā*—isso; *āge*—antes de tudo; *śuni'*—ouvindo; *pāche*—depois disso; *āmi*—Eu; *kariba*—farei; *artha*—significado; *yebā*—o pouco que; *kichu*—algo; *jāni*—Eu sei.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Primeiro deixa-Me ouvir tua explicação. Depois disso, tentarei explicar o pouco que sei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/189/", "verse_text": "śuni' bhaṭṭācārya śloka karila vyākhyāna\ntarka-śāstra-mata uṭhāya vividha vidhāna", "devanagari": "> শুনি’ ভট্টাচার্য শ্লোক করিল ব্যাখ্যান ।\n> তর্কশাস্ত্র-মত উঠায় বিবিধ বিধান ॥১৮৯॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isto; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *śloka*—do verso; *karila*—fez; *vyākhyāna*—explicação; *tarka-śāstra*—escrituras que tratam de lógica; *mata*—de acordo com; *uṭhāya*—levanta; *vividha*—várias; *vidhāna*—premissas.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya então começou a explicar o verso *ātmārāma* e, de acordo com os princípios da lógica, apresentou várias proposições.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/190/", "verse_text": "nava-vidha artha kaila śāstra-mata lañā\nśuni' prabhu kahe kichu īṣat hāsiyā", "devanagari": "> নববিধ অর্থ কৈল শাস্ত্রমত লঞা ৷\n> শুনি’ প্রভু কহে কিছু ঈষৎ হাসিয়া ॥১৯০॥", "synonyms": "*nava-vidha*—nove espécies; *artha*—significados; *kaila*—fez; *śāstra-mata*—os princípios das escrituras autorizadas; *lañā*—tomando; *śuni'*—após ouvir isso; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *kahe*—começou a falar; *kichu*—algo; *īṣat*—levemente; *hāsiyā*—sorrindo.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya explicou o verso ātmārāma de nove maneiras diferentes com base nas escrituras. Após ouvir sua explicação, Śrī Caitanya Mahāprabhu, sorrindo um pouco, começou a falar.**", "purport": "O verso ātmārāma foi discutido em Naimiṣāraṇya numa reunião de muitos grandes sábios, encabeçados por Śaunaka Ṛṣi. Eles perguntaram a Śrīla Sūta Gosvāmī, que presidia a reunião, por que Śrīla Śukadeva Gosvāmī, um paramahaṁsa já situado na posição transcendental, sentiu-se atraído por uma discussão das qualidades de Kṛṣṇa. Em outras palavras, eles queriam saber por que Śrī Śukadeva Gosvāmī ocupou-se no estudo do *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/madhya/6/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/191/", "verse_text": "'bhaṭṭācārya', jāni--tumi sākṣāt bṛhaspati\nśāstra-vyākhyā karite aiche kāro nāhi śakti", "devanagari": "> ‘ভট্টাচার্য’, জানি — তুমি সাক্ষাৎ বৃহস্পতি ৷\n> শাস্ত্রব্যাখ্যা করিতে ঐছে কারো নাহি শক্তি ॥১৯১॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—meu caro Bhaṭṭācārya; *jāni*—Eu sei; *tumi*—tu; *sākṣāt*—diretamente; *bṛhaspati*—o erudito sacerdote dos semideuses chamado Bṛhaspati; *śāstra-vyākhyā*—explicação das escrituras; *karite*—fazer; *aiche*—tal; *kāro*—de qualquer outra pessoa; *nāhi*—não há; *śakti*—poder.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu caro Bhaṭṭācārya, és exatamente como Bṛhaspati, o sacerdote do reino celestial. De fato, ninguém neste mundo tem o poder de explicar as escrituras de tal maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/192/", "verse_text": "kintu tumi artha kaile pāṇḍitya-pratibhāya\nihā va-i ślokera āche āro abhiprāya", "devanagari": "> কিন্তু তুমি অর্থ কৈলে পাণ্ডিত্য-প্রতিভায় ।\n> ইহা বই শ্লোকের আছে আরো অভিপ্রায় ॥১৯২॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *tumi*—tu; *artha*—significado; *kaile*—mostraste; *pāṇḍitya*—erudita; *pratibhāya*—com destreza; *ihā va-i*—além disto; *ślokera*—do verso; *āche*—há; *āro*—outro; *abhiprāya*—propósito.", "translation": "**\"Meu caro Bhaṭṭācārya, certamente explicaste este verso pela destreza de tua vasta erudição, mas deves saber que, além desta explicação erudita, há outro significado neste verso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/193/", "verse_text": "bhaṭṭācāryera prārthanāte prabhu vyākhyā kaila\ntāṅra nava artha-madhye eka nā chuṅila", "devanagari": "> ভট্টাচার্যের প্রার্থনাতে প্রভু ব্যাখ্যা কৈল ।\n> তাঁর নব অর্থ-মধ্যে এক না ছুইঁল ॥১৯৩॥", "synonyms": "*bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prārthanāte*—a pedido; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vyākhyā*—explicação; *kaila*—fez; *tāṅra*—suas; *nava artha*—das nove diferentes espécies de explicações; *madhye*—em meio; *eka*—uma; *nā*—não; *chuṅila*—tocou.", "translation": "**A pedido de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, o Senhor Caitanya Mahāprabhu começou a explicar o verso, sem tocar nas nove explicações dadas pelo Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/194/", "verse_text": "ātmārāmāś ca-śloke 'ekādaśa' pada haya\npṛthak pṛthak kaila padera artha niścaya", "devanagari": "> আত্মারামাশ্চ-শ্লোকে ‘একাদশ’ পদ হয় ।\n> পৃথক্ পৃথক্ কৈল পদের অর্থ নিশ্চয় ॥১৯৪॥", "synonyms": "*ātmārāmāś ca*—conhecido como tal; *śloke*—no verso; *ekādaśa*—onze; *pada*—palavras; *haya*—há; *pṛthak pṛthak*—separadamente uma após a outra; *kaila*—estabeleceu; *padera*—das palavras; *artha*—o significado; *niścaya*—com certeza.", "translation": "**Há onze palavras no verso ātmārāma, e Śrī Caitanya Mahāprabhu explicou cada palavra, uma após a outra.**", "purport": "As palavras do verso ātmārāma são ātmārāmāḥ, ca, munayaḥ, nirgranthāḥ, api, urukrame, kurvanti, ahaitukīm, bhaktim, ittham-bhūta-guṇaḥ e hariḥ."}
{"ref": "cc/madhya/6/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/195/", "verse_text": "tat-tat-pada-prādhānye 'ātmārāma' milāñā\naṣṭādaśa artha kaila abhiprāya lañā", "devanagari": "> তত্তৎপদ-প্রাধান্যে ‘আত্মারাম’ মিলাঞা ।\n> অষ্টাদশ অর্থ কৈল অভিপ্রায় লঞা ॥১৯৫॥", "synonyms": "*tat-tat-pada*—todos esses elementos; *prādhānye*—principalmente; *ātmārāma*—a palavra ātmārāma; *milāñā*—fazendo combinar; *aṣṭādaśa*—dezoito; *artha*—significados; *kaila*—estabeleceu; *abhiprāya*—propósito; *lañā*—aceitando.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu tomou cada palavra especificamente e combinou-a com a palavra \"ātmārāma\". Assim, Ele explicou a palavra \"ātmārāma\" de dezoito maneiras diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/196/", "verse_text": "bhagavān, tāṅra śakti, tāṅra guṇa-gaṇa\nacintya prabhāva tinera nā yāya kathana", "devanagari": "> ভগবান্, তাঁর শক্তি, তাঁর গুণগণ ৷\n> অচিন্ত্য প্রভাব তিনের না যায় কথন ॥১৯৬॥", "synonyms": "*bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tāṅra śakti*—Suas potências; *tāṅra guṇa-gaṇa*—Suas qualidades transcendentais; *acintya*—inconcebível; *prabhāva*—a influência; *tinera*—dos três; *nā*—não; *yāya*—é possível; *kathana*—falar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"A Suprema Personalidade de Deus, Suas diferentes potências e Suas qualidades transcendentais possuem todos uma destreza inconcebível. Não é possível explicá-los plenamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/197/", "verse_text": "anya yata sādhya-sādhana kari' ācchādana\nei tine hare siddha-sādhakera mana", "devanagari": "> অন্য যত সাধ্য-সাধন করি’ আচ্ছাদন ।\n> এই তিনে হরে সিদ্ধ-সাধকের মন ॥১৯৭॥", "synonyms": "*anya*—outras; *yata*—todas; *sādhya-sādhana*—objetivos e práticas transcendentais; *kari'*—fazendo; *ācchādana*—cobrindo; *ei tine*—estes três; *hare*—arrebatam; *siddha*—bem-sucedido; *sādhakera*—do estudante ocupado em atividades espirituais; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Estes três elementos atraem a mente de um estudante perfeito ocupado em atividades espirituais e superam todos os demais processos de atividade espiritual.\"**", "purport": "As atividades espirituais distintas do bhakti-yoga dividem-se em três categorias: a atividade especulativa conduzida pela jñāna-sampradāya (os eruditos), a atividade fruitiva conduzida pela população em geral de acordo com as regulações Védicas e as atividades dos transcendentalistas não ocupados no serviço devocional. Há muitos ramos diferentes dessas categorias, mas a Suprema Personalidade de Deus, por Suas potências inconcebíveis e qualidades transcendentais, atrai a mente do estudante ocupado nas atividades de karma, jñāna, yoga e assim por diante. O Senhor Supremo é pleno de potências inconcebíveis, que se relacionam com Sua pessoa, Suas energias e Suas qualidades transcendentais. Todas elas são muito atrativas para o estudante sério. Por conseguinte, o Senhor é conhecido como Kṛṣṇa, o todo-atrativo."}
{"ref": "cc/madhya/6/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/198/", "verse_text": "sanakādi-śukadeva tāhāte pramāṇa\nei-mata nānā artha karena vyākhyāna", "devanagari": "> সনকাদি-শুকদেব তাহাতে প্রমাণ ।\n> এইমত নানা অর্থ করেন ব্যাখ্যান ॥১৯৮॥", "synonyms": "*sanaka-ādi*—os quatro Sanas; *śukadeva*—e Śukadeva Gosvāmī; *tāhāte*—nisso; *pramāṇa*—a evidência; *ei-mata*—desta maneira; *nānā*—variedades; *artha*—significado; *karena*—faz; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu explicou o significado do verso apresentando evidência referente a Śukadeva Gosvāmī e aos quatro ṛṣis Sanaka, Sanat-kumāra, Sanātana e Sanandana. Assim, o Senhor deu vários significados e explicações.**", "purport": "O fato de Kṛṣṇa ser todo-atrativo verifica-se pelas atividades dos quatro ṛṣis e de Śukadeva Gosvāmī. Todos eles eram pessoas liberadas, mas, ainda assim, sentiram-se atraídos pelas qualidades e pelos passatempos do Senhor. Por isso, afirma-se: muktā api līlayā vigrahaṁ kṛtvā bhagavantaṁ bhajante. (Cc. Madhya 24.112) Até mesmo as pessoas liberadas sentem-se atraídas pelos passatempos do Senhor Kṛṣṇa e, dessa forma, ocupam-se no serviço devocional. Desde o início mesmo de suas vidas, Śukadeva Gosvāmī e os quatro Kumāras, conhecidos como catuḥ-sana, eram liberados e autorrealizados na plataforma do Brahman. Não obstante, sentiram-se atraídos pelas qualidades de Kṛṣṇa e ocuparam-se em Seu serviço. Os quatro Kumāras sentiram-se atraídos pelo aroma das flores oferecidas aos pés de lótus de Kṛṣṇa, e dessa maneira tornaram-se devotos. Śukadeva Gosvāmī ouviu o *Śrīmad-Bhāgavatam* pela misericórdia de seu pai, Vyāsadeva, e, em consequência, sentiu-se atraído por Kṛṣṇa e tornou-se um grande devoto. A conclusão é que a bem-aventurança transcendental experimentada no serviço ao Senhor deve ser superior ao brahmānanda, a bem-aventurança derivada de compreender o Brahman impessoal."}
{"ref": "cc/madhya/6/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/199/", "verse_text": "śuni' bhaṭṭācāryera mane haila camatkāra\nprabhuke kṛṣṇa jāni' kare āpanā dhikkāra", "devanagari": "> শুনি’ ভট্টাচার্যের মনে হৈল চমৎকার ।\n> প্রভুকে কৃষ্ণ জানি’ করে আপনা ধিক্কার ॥১৯৯॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isto; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *mane*—na mente; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *jāni'*—aceitando como; *kare*—faz; *āpanā*—a si mesmo; *dhikkāra*—condenação.", "translation": "**Ao ouvir a explicação que Caitanya Mahāprabhu deu do verso ātmārāma, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou assombrado. Ele então compreendeu que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu era Kṛṣṇa em pessoa e, assim, condenou-se com as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/200/", "verse_text": "'iṅho ta' sākṣāt kṛṣṇa,--muñi nā jāniyā\nmahā-aparādha kainu garvita ha-iyā'", "devanagari": "> ‘ইঁহো ত’ সাক্ষাৎ কৃষ্ণ, — মুঞি না জানিয়া ।\n> মহা-অপরাধ কৈনু গর্বিত হইয়া ।।’ ॥ ২০০ ॥", "synonyms": "*iṅho*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ta'*—de fato; *sākṣāt*—diretamente; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *muñi*—eu; *nā*—não; *jāniyā*—conhecendo; *mahā-aparādha*—uma grande ofensa; *kainu*—cometi; *garvita*—orgulhoso; *ha-iyā*—estando.", "translation": "**\"Caitanya Mahāprabhu é certamente o próprio Senhor Kṛṣṇa. Por não conseguir compreendê-lo e por estar muito orgulhoso de minha própria erudição, cometi muitas ofensas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/201/", "verse_text": "ātma-nindā kari' laila prabhura śaraṇa\nkṛpā karibāre tabe prabhura haila mana", "devanagari": "> আত্মনিন্দা করি’ লৈল প্ৰভুর শরণ ।\n> কৃপা করিবারে তবে প্রভুর হৈল মন ॥২০১॥", "synonyms": "*ātma-nindā*—autocondenação; *kari'*—fazendo; *laila*—tomou; *prabhura*—do Senhor; *śaraṇa*—refúgio; *kṛpā*—misericórdia; *karibāre*—conceder; *tabe*—então; *prabhura*—do Senhor; *haila*—foi; *mana*—a mente.", "translation": "**Quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya denunciou a si mesmo como ofensor e tomou refúgio no Senhor, o Senhor desejou mostrar-lhe misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/202/", "verse_text": "nija-rūpa prabhu tāṅre karāila darśana\ncatur-bhuja-rūpa prabhu hā-ilā takhana", "devanagari": "> নিজ-রূপ প্রভু তাঁরে করাইল দর্শন ।\n> চতুর্ভুজ-রূপ প্রভু হইলা তখন ॥২০২॥", "synonyms": "*nija-rūpa*—forma pessoal; *prabhu*—o Senhor; *tāṅre*—a ele; *karāila*—fez; *darśana*—ver; *catuḥ-bhuja*—de quatro braços; *rūpa*—forma; *prabhu*—o Senhor; *ha-ilā*—tornou-Se; *takhana*—naquele momento.", "translation": "**Para conceder-lhe misericórdia, Śrī Caitanya Mahāprabhu permitiu-lhe ver Sua forma de Viṣṇu. Assim, Ele imediatamente assumiu quatro braços.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/203/", "verse_text": "dekhāila tāṅre āge catur-bhuja-rūpa\npāche śyāma-vaṁśī-mukha svakīya svarūpa", "devanagari": "> দেখাইল তাঁরে আগে চতুর্ভুজ-রূপ ।\n> পাছে শ্যাম-বংশীমুখ স্বকীয় স্বরূপ ॥২০৩॥", "synonyms": "*dekhāila*—mostrou; *tāṅre*—a ele; *āge*—primeiro; *catur-bhuja-rūpa*—a forma de quatro braços; *pāche*—depois; *śyāma*—enegrecida; *vaṁśī-mukha*—com uma flauta junto à boca; *svakīya*—pessoal; *svarūpa*—forma.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu primeiro lhe mostrou a forma de quatro braços e depois apareceu diante dele em Sua forma original de Kṛṣṇa, com uma tez enegrecida e uma flauta junto aos lábios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/204/", "verse_text": "dekhi' sārvabhauma daṇḍavat kari' paḍi'\npunaḥ uṭhi' stuti kare dui kara yuḍi'", "devanagari": "> দেখি’ সার্বভৌম দণ্ডবৎ করি’ পড়ি’ ।\n> পুনঃ উঠি’ স্তুতি করে দুই কর যুড়ি’ ॥২০৪॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo isso; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *daṇḍavat*—reverências; *kari'*—fazendo; *paḍi'*—prostrando-se; *punaḥ*—novamente; *uṭhi'*—levantando-se; *stuti*—oração; *kare*—faz; *dui*—duas; *kara*—mãos; *yuḍi'*—juntando.", "translation": "**Quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya viu a forma do Senhor Kṛṣṇa manifestada em Caitanya Mahāprabhu, prostrou-se imediatamente para oferecer-Lhe reverências. Em seguida, levantou-se e, de mãos postas, começou a oferecer orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/205/", "verse_text": "prabhura kṛpāya tāṅra sphurila saba tattva\nnāma-prema-dāna-ādi varṇena mahattva", "devanagari": "> প্রভুর কৃপায় তাঁর স্ফুরিল সব তত্ত্ব ।\n> নাম-প্রেমদান-আদি বর্ণেন মহত্ত্ব ॥২০৫॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *kṛpāya*—pela misericórdia; *tāṅra*—a ele; *sphurila*—manifestaram-se; *saba*—todas; *tattva*—as verdades; *nāma*—o santo nome; *prema-dāna*—a distribuição do amor a Deus; *ādi*—e assim por diante; *varṇena*—descreve; *mahattva*—a importância.", "translation": "**Pela misericórdia do Senhor, todas as verdades foram reveladas a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, que pôde compreender a importância de cantar o santo nome e de distribuir por toda parte o amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/206/", "verse_text": "śata śloka kaila eka daṇḍa nā yāite\nbṛhaspati taiche śloka nā pāre karite", "devanagari": "> শত শ্লোক কৈল এক দণ্ড না যাইতে ৷\n> বৃহস্পতি তৈছে শ্লোক না পারে করিতে ॥২০৬॥", "synonyms": "*śata*—cem; *śloka*—versos; *kaila*—compôs; *eka*—um; *daṇḍa*—uma duração de vinte e quatro minutos; *nā*—não; *yāite*—passando; *bṛhaspati*—Bṛhaspati, o sacerdote dos planetas celestiais; *taiche*—tais; *śloka*—versos; *nā*—não; *pāre*—capaz; *karite*—de compor.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya compôs cem versos em pouquíssimo tempo. De fato, nem mesmo Bṛhaspati, o sacerdote dos planetas celestiais, poderia compor versos com tamanha rapidez.**", "purport": "O nome do livro de cem belos versos compostos por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya é Suśloka-śataka."}
{"ref": "cc/madhya/6/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/207/", "verse_text": "śuni' sukhe prabhu tāṅre kaila āliṅgana\nbhaṭṭācārya premāveśe haila acetana", "devanagari": "> শুনি’ সুখে প্রভু তাঁরে কৈল আলিঙ্গন ।\n> ভট্টাচার্য প্রেমাবেশে হৈল অচেতন ॥২০৭॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *sukhe*—com felicidade; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraçar; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prema-āveśe*—no êxtase do amor a Deus; *haila*—ficou; *acetana*—inconsciente.", "translation": "**Após ouvir os cem versos, Śrī Caitanya Mahāprabhu, cheio de felicidade, abraçou Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, que de imediato foi tomado pelo amor extático a Deus e desfaleceu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/208/", "verse_text": "aśru, stambha, pulaka, sveda, kampa tharahari\nnāce, gāya, kānde, paḍe prabhu-pada dhari'", "devanagari": "> অশ্রু, স্তম্ভ, পুলক, স্বেদ, কম্প থরহরি ।\n> নাচে, গায়, কান্দে, পড়ে প্রভু-পদ ধরি’ ॥২০৮॥", "synonyms": "*aśru*—lágrimas; *stambha*—uma condição atônita; *pulaka*—arrepio dos pelos; *sveda*—transpiração; *kampa*—tremor; *tharahari*—com grande estremecimento; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *kānde*—chora; *paḍe*—prostra-se; *prabhu-pada*—os pés de lótus do Senhor; *dhari'*—agarrando.", "translation": "**Tomado pelo amor extático a Deus, o Bhaṭṭācārya derramava lágrimas, e seu corpo ficou atônito. Ele manifestou um estado de espírito extático, transpirava, estremecia e tremia. Às vezes dançava, às vezes cantava, às vezes chorava e às vezes se prostrava para tocar os pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/209/", "verse_text": "dekhi' gopīnāthācārya haraṣita-mana\nbhaṭṭācāryera nṛtya dekhi' hāse prabhura gaṇa", "devanagari": "> দেখি’ গোপীনাথাচার্য হরষিত-মন ৷\n> ভট্টাচার্যের নৃত্য দেখি’ হাসে প্রভুর গণ ॥২০৯॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo isso; *gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *haraṣita-mana*—uma mente satisfeita; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *nṛtya*—a dança; *dekhi'*—vendo; *hāse*—riem; *prabhura gaṇa*—os associados do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Enquanto Sārvabhauma Bhaṭṭācārya se encontrava nesse êxtase, Gopīnātha Ācārya estava muito satisfeito. Todos os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu riram ao ver o Bhaṭṭācārya dançar daquela maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/210/", "verse_text": "gopīnāthācārya kahe mahāprabhura prati\n'sei bhaṭṭācāryera prabhu kaile ei gati'", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য কহে মহাপ্রভুর প্রতি ।\n> ‘সেই ভট্টাচার্যের প্রভু কৈলে এই গতি ।।’ ॥ ২১০ ॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācārya*—de nome Gopīnātha Ācārya; *kahe*—disse; *mahāprabhura*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prati*—a; *sei bhaṭṭācāryera*—daquele Bhaṭṭācārya; *prabhu*—meu Senhor; *kaile*—fizeste; *ei gati*—tal situação.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya disse ao Senhor Caitanya Mahāprabhu: \"Senhor, foi o Senhor que trouxe tudo isso sobre Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/211/", "verse_text": "prabhu kahe,--'tumi bhakta, tomāra saṅga haite\njagannātha iṅhāre kṛpā kaila bhāla-mate'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘তুমি ভক্ত, তোমার সঙ্গ হৈতে ।\n> জগন্নাথ ইঁহারে কৃপা কৈল ভালমতে ।।’ ॥ ২১১ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *tumi bhakta*—tu és um devoto; *tomāra saṅga haite*—por causa de tua associação; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *iṅhāre*—a ele; *kṛpā*—misericórdia; *kaila*—mostrou; *bhāla-mate*—muito bem.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Tu és um devoto. Por causa de tua associação, o Senhor Jagannātha mostrou-lhe misericórdia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/212/", "verse_text": "tabe bhaṭṭācārye prabhu susthira karila\nsthira hañā bhaṭṭācārya bahu stuti kaila", "devanagari": "> তবে ভট্টাচার্যে প্রভু সুস্থির করিল ।\n> স্থির হঞা ভট্টাচার্য বহু স্তুতি কৈল ॥২১২॥", "synonyms": "*tabe*—então; *bhaṭṭācārye*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *su-sthira*—apaziguamento; *karila*—fez; *sthira hañā*—estando apaziguado; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *bahu*—muitas; *stuti*—orações; *kaila*—ofereceu.", "translation": "**Depois disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu apaziguou o Bhaṭṭācārya e, quando este se acalmou, ofereceu muitas orações ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/213/", "verse_text": "'jagat nistārile tumi,--seha alpa-kārya\nāmā uddhārile tumi,--e śakti āścarya", "devanagari": "> ‘জগৎ নিস্তারিলে তুমি, — সেহ অল্পকার্য ।\n> আমা উদ্ধারিলে তুমি, — এ শক্তি আশ্চর্য ॥২১৩॥", "synonyms": "*jagat*—o mundo inteiro; *nistārile*—libertaste; *tumi*—Tu; *seha*—isso; *alpa-kārya*—uma atividade menor; *āmā*—a mim; *uddhārile*—libertaste; *tumi*—Tu; *e*—este; *śakti*—poder; *āścarya*—maravilhoso.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Meu caro Senhor, Tu libertaste o mundo inteiro, mas isso não é uma tarefa muito grandiosa. Contudo, Tu também me libertaste, e isso, certamente, é obra de poderes deveras maravilhosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/214/", "verse_text": "tarka-śāstre jaḍa āmi, yaiche lauha-piṇḍa\nāmā dravāile tumi, pratāpa pracaṇḍa'", "devanagari": "> তর্ক-শাস্ত্রে জড় আমি, যৈছে লৌহপিণ্ড ।\n> আমা দ্রবাইলে তুমি, প্রতাপ প্রচণ্ড ।।’ ॥ ২১৪ ॥", "synonyms": "*tarka-śāstre*—devido às escrituras de lógica; *jaḍa*—embotado; *āmi*—eu; *yaiche*—assim como; *lauha-piṇḍa*—uma barra de ferro; *āmā*—a mim; *dravāile*—derreteste; *tumi*—Tu; *pratāpa*—poder; *pracaṇḍa*—muito grande.", "translation": "**\"Eu havia me tornado de cabeça embotada por ler livros demais sobre lógica. Em consequência, tornara-me como uma barra de ferro. Não obstante, Tu me derreteste, e por isso Tua influência é deveras grande.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/215/", "verse_text": "stuti śuni' mahāprabhu nija vāsā āilā\nbhaṭṭācārya ācārya-dvāre bhikṣā karāilā", "devanagari": "> স্তুতি শুনি’ মহাপ্রভু নিজ বাসা আইলা ।\n> ভট্টাচার্য আচার্য-দ্বারে ভিক্ষা করাইলা ॥২১৫॥", "synonyms": "*stuti śuni'*—após ouvir as orações; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija*—própria; *vāsā*—à residência; *āilā*—retornou; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ācārya-dvāre*—por intermédio de Gopīnātha Ācārya; *bhikṣā*—o almoço; *karāilā*—induziu a aceitar.", "translation": "**Após ouvir as orações oferecidas por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou à Sua residência, e o Bhaṭṭācārya, por intermédio de Gopīnātha Ācārya, induziu o Senhor a aceitar o almoço ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/216/", "verse_text": "āra dina prabhu gelā jagannātha-daraśane\ndarśana karilā jagannātha-śayyotthāne", "devanagari": "> আর দিন প্রভু গেলা জগন্নাথ-দরশনে ।\n> দর্শন করিলা জগন্নাথ-শয্যোত্থানে ॥২১৬॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *jagannātha-daraśane*—ver Jagannātha no templo; *darśana karilā*—viu; *jagannātha-śayya-utthāne*—o Senhor levantando-Se do leito de manhã cedo.", "translation": "**De madrugada, na manhã seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ver o Senhor Jagannātha no templo, e viu o Senhor levantar-Se de Seu leito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/217/", "verse_text": "pūjārī āniyā mālā-prasādānna dilā\nprasādānna-mālā pāñā prabhu harṣa hailā", "devanagari": "> পূজারী আনিয়া মালা-প্রসাদান্ন দিলা ।\n> প্রসাদান্ন-মালা পাঞা প্রভু হর্ষ হৈলা ॥২১৭॥", "synonyms": "*pūjārī*—o sacerdote; *āniyā*—trazendo; *mālā*—guirlandas; *prasāda-anna*—restos de alimento; *dilā*—ofereceu; *prasāda-anna*—o prasāda; *mālā*—e guirlandas; *pāñā*—recebendo; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *harṣa*—satisfeito; *hailā*—ficou.", "translation": "**O sacerdote ali Lhe apresentou guirlandas e o prasāda que havia sido oferecido ao Senhor Jagannātha. Isso agradou muito a Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/218/", "verse_text": "sei prasādānna-mālā añcale bāndhiyā\nbhaṭṭācāryera ghare āilā tvarāyukta hañā", "devanagari": "> সেই প্রসাদান্ন-মালা অঞ্চলে বান্ধিয়া ।\n> ভট্টাচার্যের ঘরে আইলা ত্বরাযুক্ত হঞা ॥২১৮॥", "synonyms": "*sei prasāda-anna*—aqueles restos de alimento; *mālā*—e guirlandas; *añcale*—na ponta de Seu pano; *bāndhiyā*—amarrando; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ghare*—à casa; *āilā*—foi; *tvarā-yukta*—apressado; *hañā*—estando.", "translation": "**Amarrando cuidadosamente o prasāda e as guirlandas na ponta de Seu pano, Caitanya Mahāprabhu dirigiu-Se apressadamente à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/219/", "verse_text": "aruṇodaya-kāle haila prabhura āgamana\nsei-kāle bhaṭṭācāryera haila jāgaraṇa", "devanagari": "> অরুণোদয়-কালে হৈল প্রভুর আগমন ।\n> সেইকালে ভট্টাচার্যের হৈল জাগরণ ॥২১৯॥", "synonyms": "*aruṇa-udaya*—antes do nascer do sol; *kāle*—no momento; *haila*—houve; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āgamana*—a chegada; *sei-kāle*—naquele momento; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *haila*—houve; *jāgaraṇa*—o levantar-se da cama.", "translation": "**Ele chegou à casa do Bhaṭṭācārya um pouco antes do nascer do sol, justamente quando o Bhaṭṭācārya se levantava da cama.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/220/", "verse_text": "'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' sphuṭa kahi' bhaṭṭācārya jāgilā\nkṛṣṇa-nāma śuni' prabhura ānanda bāḍilā", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ স্ফুট কহি’ ভট্টাচার্য জাগিলা ।\n> কৃষ্ণনাম শুনি’ প্রভুর আনন্দ বাড়িলা ॥২২০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kṛṣṇa*—cantando o nome de Kṛṣṇa; *sphuṭa*—distintamente; *kahi'*—dizendo; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *jāgilā*—levantou-se da cama; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ānanda*—o prazer; *bāḍilā*—aumentou.", "translation": "**Quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya se levantou da cama, cantou distintamente: \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa.\" O Senhor Caitanya ficou muito satisfeito ao ouvi-lo cantar o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/221/", "verse_text": "bāhire prabhura teṅho pāila daraśana\nāste-vyaste āsi' kaila caraṇa vandana", "devanagari": "> বাহিরে প্রভুর তেঁহো পাইল দরশন ।\n> আস্তে-ব্যস্তে আসি’ কৈল চরণ বন্দন ॥২২১॥", "synonyms": "*bāhire*—fora da casa; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *teṅho*—ele; *pāila*—obteve; *daraśana*—a visão; *āste-vyaste*—com grande pressa; *āsi'*—vindo até lá; *kaila*—fez; *caraṇa vandana*—adorando os pés de lótus.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya avistou Śrī Caitanya Mahāprabhu do lado de fora e, com grande pressa, foi até Ele e ofereceu orações a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/222/", "verse_text": "vasite āsana diyā duṅheta vasilā\nprasādānna khuli' prabhu tāṅra hāte dilā", "devanagari": "> বসিতে আসন দিয়া দুঁহেত বসিলা ।\n> প্রসাদান্ন খুলি’ প্রভু তাঁর হাতে দিলা ॥২২২॥", "synonyms": "*vasite*—para sentar-se; *āsana*—tapete; *diyā*—oferecendo; *duṅheta*—ambos; *vasilā*—sentaram-se; *prasāda-anna*—o prasāda; *khuli'*—abrindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—suas; *hāte*—nas mãos; *dilā*—ofereceu.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya ofereceu um tapete para que o Senhor Se sentasse, e ambos ali se sentaram. Então Śrī Caitanya Mahāprabhu abriu o prasāda e o colocou nas mãos do Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/223/", "verse_text": "prasādānna pāñā bhaṭṭācāryera ānanda haila\nsnāna, sandhyā, danta-dhāvana yadyapi nā kaila", "devanagari": "> প্রসাদান্ন পাঞা ভট্টাচার্যের আনন্দ হৈল ।\n> স্নান, সন্ধ্যা, দন্তধাবন যদ্যপি না কৈল ॥২২৩॥", "synonyms": "*prasāda-anna*—os restos do alimento; *pāñā*—recebendo; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ānanda*—o prazer; *haila*—houve; *snāna*—banho; *sandhyā*—deveres matinais; *danta-dhāvana*—lavar os dentes; *yadyapi*—embora; *nā*—não; *kaila*—terminado.", "translation": "**Naquele momento, o Bhaṭṭācārya ainda não havia sequer lavado a boca, nem tomado banho, nem concluído seus deveres matinais. Mesmo assim, ele ficou muito satisfeito de receber o prasāda do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/224/", "verse_text": "caitanya-prasāde manera saba jāḍya gela\nei śloka paḍi' anna bhakṣaṇa karila", "devanagari": "> চৈতন্য-প্রসাদে মনের সব জাড্য গেল ।\n> এই শ্লোক পড়ি’ অন্ন ভক্ষণ করিল ॥২২৪॥", "synonyms": "*caitanya-prasāde*—pela misericórdia do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *manera*—da mente; *saba*—toda; *jāḍya*—a inércia; *gela*—desapareceu; *ei śloka*—estes versos; *paḍi'*—recitando; *anna*—restos do alimento; *bhakṣaṇa*—comer; *karila*—fez.", "translation": "**Pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, toda a inércia da mente de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya foi erradicada. Após recitar os dois versos seguintes, ele comeu o prasāda que lhe fora oferecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/225/", "verse_text": "śuṣkaṁ paryuṣitaṁ vāpi\nnītaṁ vā dūra-deśataḥ\nprāpti-mātreṇa bhoktavyaṁ\nnātra kāla-vicāraṇā", "devanagari": "> শুষ্কং পর্যুষিতং বাপি নীতং বা দূরদেশতঃ ।\n> প্রাপ্তিমাত্রেণ ভোক্তব্যং নাত্র কালবিচারণা ॥২২৫॥", "synonyms": "*śuṣkam*—seco; *paryuṣitam*—velho; *vā*—ou; *api*—embora; *nītam*—trazido; *vā*—ou; *dūra-deśataḥ*—de um país distante; *prāpti-mātreṇa*—apenas ao recebê-lo; *bhoktavyam*—deve ser comido; *na*—não; *atra*—nisto; *kāla-vicāraṇā*—consideração de tempo ou lugar.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya disse: \" 'Deve-se comer o mahā-prasāda do Senhor imediatamente ao recebê-lo, ainda que esteja seco, velho ou trazido de um país distante. Não se deve considerar nem o tempo nem o lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/226/", "verse_text": "na deśa-niyamas tatra\nna kāla-niyamas tathā\nprāptam annaṁ drutaṁ śiṣṭair\nbhoktavyaṁ harir abravīt", "devanagari": "> ন দেশনিয়মস্তত্র ন কালনিয়মস্তথা ।\n> প্রাপ্তমন্নং দ্রুতং শিষ্টৈর্ভোক্তব্যং হরিরব্রবীৎ ॥২২৬॥", "synonyms": "*na*—não; *deśa*—do país; *niyamaḥ*—regulação; *tatra*—nisso; *na*—não; *kāla*—de tempo; *niyamaḥ*—regulação; *tathā*—assim também; *prāptam*—recebido; *annam*—prasāda; *drutam*—rapidamente; *śiṣṭaiḥ*—pelos cavalheiros; *bhoktavyam*—deve ser comido; *hariḥ*—o Senhor; *abravīt*—disse.", "translation": "**\" 'O prasāda do Senhor Kṛṣṇa deve ser comido pelos cavalheiros assim que é recebido; não deve haver hesitação. Não há princípios reguladores quanto a tempo e lugar. Esta é a ordem da Suprema Personalidade de Deus.' \"**", "purport": "Estes versos são citados do Padma Purāṇa."}
{"ref": "cc/madhya/6/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/227/", "verse_text": "dekhi' ānandita haila mahāprabhura mana\npremāviṣṭa hañā prabhu kailā āliṅgana", "devanagari": "> দেখি’ আনন্দিত হৈল মহাপ্রভুর মন ।\n> প্রেমাবিষ্ট হঞা প্রভু কৈলা আলিঙ্গন ॥২২৭॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo isto; *ānandita*—muito satisfeita; *haila*—ficou; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente; *prema-āviṣṭa*—absorto no êxtase do amor a Deus; *hañā*—tornando-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *āliṅgana*—abraçar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito ao ver isto. Ele ficou extático em amor a Deus e abraçou Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/228/", "verse_text": "dui-jane dhari' duṅhe karena nartana\nprabhu-bhṛtya duṅhā sparśe, doṅhāra phule mana", "devanagari": "> দুইজনে ধরি’ দুঁহে করেন নর্তন ।\n> প্ৰভু-ভৃত্য দুঁহা স্পর্শে, দোঁহার ফুলে মন ॥২২৮॥", "synonyms": "*dui-jane*—ambos; *dhari'*—abraçando; *duṅhe*—ambos; *karena*—fazem; *nartana*—dança; *prabhu-bhṛtya*—o mestre e o servo; *duṅhā*—ambos; *sparśe*—ao tocarem um ao outro; *doṅhāra*—de ambos; *phule*—excitaram-se; *mana*—as mentes.", "translation": "**O Senhor e o servo se abraçaram e começaram a dançar. Só pelo toque um do outro, entraram em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/229/", "verse_text": "sveda-kampa-aśru duṅhe ānande bhāsilā\npremāviṣṭa hañā prabhu kahite lāgilā", "devanagari": "> স্বেদ-কম্প-অশ্রু দুঁহে আনন্দে ভাসিলা ।\n> প্রেমাবিষ্ট হঞা প্রভু কহিতে লাগিলা ॥২২৯॥", "synonyms": "*sveda*—transpiração; *kampa*—tremor; *aśru*—lágrimas; *duṅhe*—ambos; *ānande*—em bem-aventurança transcendental; *bhāsilā*—flutuaram; *prema-āviṣṭa*—absorto em amor extático a Deus; *hañā*—estando; *prabhu*—o Senhor; *kahite*—a falar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Enquanto dançavam e se abraçavam, sintomas espirituais manifestaram-se em seus corpos. Eles transpiraram, tremeram e derramaram lágrimas, e o Senhor começou a falar em Seu êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/230/", "verse_text": "\"āji muñi anāyāse jininu tribhuvana\nāji muñi karinu vaikuṇṭha ārohaṇa", "devanagari": "> “আজি মুঞি অনায়াসে জিনিনু ত্রিভুবন ।\n> আজি মুঞি করিনু বৈকুন্ঠ আরোহণ ॥২৩০॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *muñi*—Eu; *anāyāse*—muito facilmente; *jininu*—conquistei; *tri-bhuvana*—os três mundos; *āji*—hoje; *muñi*—Eu; *karinu*—fiz; *vaikuṇṭha*—ao mundo espiritual; *ārohaṇa*—ascender.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Hoje conquistei os três mundos muito facilmente. Hoje ascendi ao mundo espiritual.\"**", "purport": "A meta da perfeição humana é aqui declarada em resumo. É preciso ultrapassar todos os sistemas planetários do universo material, atravessar o invólucro do universo e alcançar o mundo espiritual, conhecido como Vaikuṇṭhaloka. Os Vaikuṇṭhalokas são variados planetas espirituais situados na refulgência corpórea impessoal do Senhor, conhecida como brahmajyoti. Pode-se aspirar a elevar-se a um planeta celestial dentro do mundo material, como a Lua, o Sol ou Vênus, mas, se alguém é espiritualmente avançado em consciência de Kṛṣṇa, não deseja permanecer dentro do universo material, nem mesmo num sistema planetário superior. Em vez disso, prefere penetrar o invólucro do universo e atingir o mundo espiritual. Pode então situar-se em um dos planetas Vaikuṇṭha de lá. Contudo, os devotos sob a orientação de Śrī Caitanya Mahāprabhu aspiram a alcançar o planeta espiritual mais elevado de todos, conhecido como Goloka Vṛndāvana, a morada do Senhor Śrī Kṛṣṇa e de Seus associados eternos."}
{"ref": "cc/madhya/6/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/231/", "verse_text": "āji mora pūrṇa haila sarva abhilāṣa\nsārvabhaumera haila mahā-prasāde viśvāsa", "devanagari": "> আজি মোর পূর্ণ হৈল সর্ব অভিলাষ ।\n> সার্বভৌমের হৈল মহাপ্রসাদে বিশ্বাস ॥২৩১॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *mora*—Meus; *pūrṇa*—satisfeitos; *haila*—tornaram-se; *sarva*—todos; *abhilāṣa*—desejos; *sārvabhaumera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *haila*—houve; *mahā-prasāde*—nos restos do alimento do Senhor; *viśvāsa*—fé.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"Penso que hoje todos os Meus desejos se realizaram, pois vejo que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya adquiriu fé no mahā-prasāda do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/232/", "verse_text": "āji tumi niṣkapaṭe hailā kṛṣṇāśraya\nkṛṣṇa āji niṣkapaṭe tomā haila sadaya", "devanagari": "> আজি তুমি নিষ্কপটে হৈলা কৃষ্ণাশ্রয় ।\n> কৃষ্ণ আজি নিষ্কপটে তোমা হৈল সদয় ॥২৩২॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *tumi*—tu; *niṣkapaṭe*—sem dúvida; *hailā*—te tornaste; *kṛṣṇa-āśraya*—sob o abrigo do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *āji*—hoje; *niṣkapaṭe*—sem reservas; *tomā*—para contigo; *haila*—tornou-se; *sa-daya*—muito misericordioso.", "translation": "**\"De fato, hoje, sem dúvida alguma, tu te abrigaste nos pés de lótus de Kṛṣṇa, e Kṛṣṇa, sem reservas, tornou-se muito misericordioso para contigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/233/", "verse_text": "āji se khaṇḍila tomāra dehādi-bandhana\nāji tumi chinna kaile māyāra bandhana", "devanagari": "> আজি সে খণ্ডিল তোমার দেহাদি-বন্ধন ।\n> আজি তুমি ছিন্ন কৈলে মায়ার বন্ধন ॥২৩৩॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *se*—aquele; *khaṇḍila*—desmantelou; *tomāra*—teu; *deha-ādi-bandhana*—cativeiro material devido ao conceito corpóreo de vida; *āji*—hoje; *tumi*—tu; *chinna*—em pedaços; *kaile*—fizeste; *māyāra*—da energia ilusória; *bandhana*—os grilhões.", "translation": "**\"Meu querido Bhaṭṭācārya, hoje te libertaste do cativeiro material na concepção corpórea de vida; despedaçaste os grilhões da energia ilusória.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/234/", "verse_text": "āji kṛṣṇa-prāpti-yogya haila tomāra mana\nveda-dharma laṅghi' kaile prasāda bhakṣaṇa\"", "devanagari": "> আজি কৃষ্ণপ্রাপ্তি-যোগ্য হৈল তোমার মন ৷\n> বেদ-ধর্ম লঙ্ঘি’ কৈলে প্রসাদ ভক্ষণ ।।” ॥ ২৩৪ ॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *kṛṣṇa-prāpti*—para a obtenção dos pés de lótus de Kṛṣṇa; *yogya*—apto; *haila*—tornou-se; *tomāra*—tua; *mana*—mente; *veda*—dos quatro Vedas; *dharma*—os princípios; *laṅghi'*—ultrapassando; *kaile*—fizeste; *prasāda*—os restos do alimento oferecido a Kṛṣṇa; *bhakṣaṇa*—comer.", "translation": "**\"Hoje tua mente tornou-se apta para abrigar-se nos pés de lótus de Kṛṣṇa porque, ultrapassando os princípios reguladores védicos, comeste os restos do alimento oferecido ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/235/", "verse_text": "yeṣāṁ sa eṣa bhagavān dayayed anantaḥ\nsarvātmanāśrita-pado yadi nirvyalīkam\nte dustarām atitaranti ca deva-māyāṁ\nnaiṣāṁ mamāham iti dhīḥ śva-śṛgāla-bhakṣye", "devanagari": "> যেষাং স এষ ভগবান্ দয়য়েদনন্তঃ\n> সর্বাত্মনাশ্রিতপদো যদি নির্ব্যলীকম্ ।\n> তে দুস্তরামতিতরন্তি চ দেবমায়াং\n> নৈষাং মমাহমিতিধীঃ শ্বশৃগালভক্ষ্যে ॥২৩৫॥", "synonyms": "*yeṣām*—àqueles que são almas plenamente rendidas; *saḥ*—Ele; *eṣaḥ*—este; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *dayayet*—possa mostrar misericórdia; *anantaḥ*—o ilimitado; *sarva-ātmanā*—plenamente, sem reservas; *āśrita-padaḥ*—aqueles que se abrigaram no Senhor; *yadi*—se; *nirvyalīkam*—sem duplicidade; *te*—tais pessoas; *dustarām*—intransponível; *atitaranti*—ultrapassam; *ca*—também; *deva-māyām*—a energia material ilusória; *na*—não; *eṣām*—destas; *mama aham*—\"meu\" e \"eu\"; *iti*—tal; *dhīḥ*—inteligência; *śva-śṛgāla-bhakṣye*—no corpo, que há de ser comido por cães e chacais.", "translation": "**\"'Quando uma pessoa, sem reservas, toma refúgio nos pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus, o ilimitado e misericordioso Senhor lhe concede Sua misericórdia incausável. Assim, ela pode atravessar o intransponível oceano da nesciência. Aqueles cuja inteligência está fixada no conceito corporal, que pensam: «Sou este corpo», são alimento adequado para cães e chacais. O Senhor Supremo jamais concede Sua misericórdia a tais pessoas.'\"**", "purport": "O Senhor Supremo jamais concede Sua benção àqueles fixos no conceito corporal. Como Kṛṣṇa afirma claramente no *Bhagavad-gītā* [[bg/18/66|(Bg. 18.66)]]:\n\n> sarva-dharmān parityajya\n> mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\n> ahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\n> mokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\n\"Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te livrarei de todas as reações pecaminosas. Não temas.\"\n\nNeste verso que Caitanya Mahāprabhu citou do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.7.42), explica-se o significado da declaração de Śrī Kṛṣṇa. Kṛṣṇa concedeu Sua misericórdia incausável a Arjuna justamente para tirá-lo do conceito corporal. Isso ocorreu logo no início do Segundo Capítulo do *Bhagavad-gītā* [[bg/2/13|(Bg. 2.13)]], onde Kṛṣṇa diz, *dehino 'smin yathā dehe kaumāraṁ yauvanaṁ jarā.* Neste corpo há um proprietário, e a pessoa não deve considerar o corpo como sendo o eu. Esta é a primeira instrução a ser assimilada por um devoto. Se alguém está sob o conceito corporal, é incapaz de realizar sua verdadeira identidade e de ocupar-se no amoroso serviço devocional ao Senhor. A menos que se alcance a posição transcendental, não se pode esperar a misericórdia incausável do Senhor Supremo, nem cruzar o vasto oceano da nesciência material. Isso também é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/14|(Bg. 7.14)]]: *mām eva ye prapadyante māyām etāṁ taranti te.* Sem render-se aos pés de lótus de Kṛṣṇa, não se pode esperar libertação das garras da *māyā,* a energia ilusória. De acordo com o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32), os *sannyāsīs* māyāvādīs que falsamente se consideram libertos das garras da *māyā* são chamados de *vimukta-māninaḥ.* Na verdade, não estão libertos, mas pensam que se libertaram e que se tornaram o próprio Nārāyaṇa. Embora aparentemente tenham percebido que não são o corpo material, mas a alma espiritual, negligenciam contudo o dever da alma espiritual, que é prestar serviço à Alma Suprema. Por isso, sua inteligência permanece não santificada. A menos que a inteligência seja santificada, não se pode aplicá-la à compreensão do serviço devocional. O serviço devocional começa quando a mente, a inteligência e o ego são completamente purificados. Os *sannyāsīs* māyāvādīs não purificam sua inteligência, mente e ego e, em consequência, não podem ocupar-se no serviço ao Senhor nem esperar Sua misericórdia incausável. Embora alcancem uma posição muito elevada mediante austeridades e penitências severas, ainda assim pairam no mundo material sem a benção dos pés de lótus do Senhor. Às vezes elevam-se ao esplendor do Brahman, mas como suas mentes não estão completamente purificadas, devem retornar à existência material.\n\nOs *karmīs* estão plenamente sob o conceito corporal da vida, e os *jñānīs,* embora teoricamente compreendendo que não são o corpo, também não têm informação sobre os pés de lótus do Senhor porque enfatizam demasiadamente o impersonalismo. Por conseguinte, tanto os *karmīs* quanto os *jñānīs* são inaptos para receber a misericórdia do Senhor e tornar-se devotos. Narottama dāsa Ṭhākura diz, por isso, *karma-kāṇḍa jñāna-kāṇḍa, kevala viṣera bhāṇḍa:* aqueles que adotaram o processo do *karma-kāṇḍa* (atividade fruitiva) e do *jñāna-kāṇḍa* (especulação sobre a ciência da transcendência) simplesmente comeram de potes envenenados. Estão condenados a permanecer na existência material vida após vida, até que tomem refúgio nos pés de lótus de Kṛṣṇa. Isso é confirmado no *Śrīmad Bhagavad-gītā* (7.19):\n\n> bahūnāṁ janmanām ante\n> jñānavān māṁ prapadyate\n> vāsudevaḥ sarvam iti\n> sa mahātmā sudurlabhaḥ\n\n\"Após muitos nascimentos e mortes, aquele que é verdadeiramente portador de conhecimento rende-se a Mim, sabendo que Eu sou a causa de todas as causas e tudo o que existe. Uma alma tão grande é muito rara.\""}
{"ref": "cc/madhya/6/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/236/", "verse_text": "eta kahi' mahāprabhu āilā nija-sthāne\nsei haite bhaṭṭācāryera khaṇḍila abhimāne", "devanagari": "> এত কহি’ মহাপ্রভু আইলা নিজ-স্থানে ।\n> সেই হৈতে ভট্টাচার্যের খণ্ডিল অভিমানে ॥২৩৬॥", "synonyms": "*eta kahi'*—falando dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—retornou; *nija-sthāne*—à Sua própria residência; *sei haite*—a partir daquele momento; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *khaṇḍila*—foi desmantelado; *abhimāne*—o falso orgulho.", "translation": "**Após falar dessa maneira a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou à Sua residência. Daquele dia em diante, o Bhaṭṭācārya ficou livre, pois seu falso orgulho havia sido desmantelado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/237/", "verse_text": "caitanya-caraṇa vine nāhi jāne āna\nbhakti vinu śāstrera āra nā kare vyākhyāna", "devanagari": "> চৈতন্য-চরণ বিনে নাহি জানে আন ।\n> ভক্তি বিনু শাস্ত্রের আর না করে ব্যাখ্যান ॥২৩৭॥", "synonyms": "*caitanya-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Caitanya; *vine*—exceto; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *āna*—outro; *bhakti*—serviço devocional; *vinu*—exceto; *śāstrera*—da escritura; *āra*—qualquer outra; *nā*—não; *kare*—faz; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**Daquele dia em diante, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya não conhecia nada além dos pés de lótus do Senhor Caitanya Mahāprabhu, e daquele dia em diante só podia explicar as escrituras reveladas de acordo com o processo do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/238/", "verse_text": "gopīnāthācārya tāṅra vaiṣṇavatā dekhiyā\n'hari' 'hari' bali' nāce hāte tāli diyā", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য তাঁর বৈষ্ণবতা দেখিয়া ।\n> ‘হরি’ ‘হরি’ বলি’ নাচে হাতে তালি দিয়া ॥২৩৮॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya, o cunhado de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tāṅra*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *vaiṣṇavatā*—a firme fé no vaiṣṇavismo; *dekhiyā*—vendo; *hari hari*—o santo nome do Senhor; *bali'*—dizendo; *nāce*—dança; *hāte tāli diyā*—batendo as duas mãos.", "translation": "**Vendo que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya estava firmemente fixo no culto do vaiṣṇavismo, Gopīnātha Ācārya, seu cunhado, pôs-se a dançar, bater palmas e cantar \"Hari! Hari!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/239/", "verse_text": "āra dina bhaṭṭācārya āilā darśane\njagannātha nā dekhi' āilā prabhu-sthāne", "devanagari": "> আর দিন ভট্টাচার্য আইলা দর্শনে ।\n> জগন্নাথ না দেখি’ আইলা প্রভুস্থানে ॥২৩৯॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āilā*—veio; *darśane*—para ver o Senhor Jagannātha; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *nā dekhi'*—sem ver; *āilā*—veio; *prabhu-sthāne*—ao lugar do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**No dia seguinte, o Bhaṭṭācārya foi visitar o templo do Senhor Jagannātha, mas, antes de chegar ao templo, foi ver Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/240/", "verse_text": "daṇḍavat kari' kaila bahu-vidha stuti\ndainya kari' kahe nija pūrva-durmati", "devanagari": "> দণ্ডবৎ করি’ কৈল বহুবিধ স্তুতি ।\n> দৈন্য করি’ কহে নিজ পূর্বদুর্মতি ॥২৪০॥", "synonyms": "*daṇḍavat kari'*—após oferecer reverências prostrando-se no chão; *kaila*—ele fez; *bahu-vidha*—vários tipos de; *stuti*—orações; *dainya kari'*—com grande humildade; *kahe*—descreve; *nija*—sua pessoal; *pūrva-durmati*—disposição anterior má.", "translation": "**Ao encontrar o Senhor Caitanya Mahāprabhu, o Bhaṭṭācārya prostrou-se por completo para oferecer-Lhe respeitos. Após oferecer-Lhe várias orações, falou de sua má disposição anterior com grande humildade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/241/", "verse_text": "bhakti-sādhana-śreṣṭha śunite haila mana\nprabhu upadeśa kaila nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> ভক্তিসাধন-শ্রেষ্ঠ শুনিতে হৈল মন ।\n> প্রভু উপদেশ কৈল নাম-সংকীর্তন ॥২৪১॥", "synonyms": "*bhakti-sādhana*—na execução do serviço devocional; *śreṣṭha*—o item mais importante; *śunite*—ouvir; *haila*—estava; *mana*—a mente; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upadeśa*—conselho; *kaila*—deu; *nāma-saṅkīrtana*—o canto do santo nome do Senhor.", "translation": "**Então o Bhaṭṭācārya perguntou a Caitanya Mahāprabhu: \"Qual item é o mais importante na execução do serviço devocional?\" O Senhor respondeu que o item mais importante era o canto do santo nome do Senhor.**", "purport": "Há nove itens a serem executados no serviço devocional. Estes são enumerados no seguinte verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.23):\n\nśravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ\nsmaraṇaṁ pāda-sevanam\narcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ\nsakhyam ātma-nivedanam\n\nOuvir as glórias do Senhor, cantar, lembrar, servir os pés de lótus do Senhor, oferecer adoração no templo, oferecer orações, tornar-se servo do Senhor, tornar-se amigo do Senhor e sarvātma-nivedana, oferecer-se plenamente aos pés de lótus do Senhor — estes são os nove processos devocionais. N'*O Néctar da Devoção*, quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya perguntou ao Senhor qual item era o mais importante, Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu imediatamente que o item mais importante é o canto dos santos nomes do Senhor — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Em seguida, Ele citou o seguinte verso do Bṛhan-nāradīya Purāṇa (Trigésimo Oitavo Capítulo, verso 126) para confirmar Sua afirmação."}
{"ref": "cc/madhya/6/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/242/", "verse_text": "harer nāma harer nāma\nharer nāmaiva kevalam\nkalau nāsty eva nāsty eva\nnāsty eva gatir anyathā", "devanagari": "> হরের্নাম হরের্নাম হরের্নামৈব কেবলম্ ।\n> কলৌ নাস্ত্যেব নাস্ত্যেব নাস্ত্যেব গতিরন্যথা ॥২৪২॥", "synonyms": "*hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor Hari; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor Hari; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor; *eva*—certamente; *kevalam*—apenas; *kalau*—nesta Era de Kali; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *na asti*—não há; *eva*—certamente; *gatiḥ*—meio; *anyathā*—outro.", "translation": "**\" 'Nesta era de discórdia e hipocrisia, o único meio de liberação é o canto dos santos nomes do Senhor. Não há outro caminho. Não há outro caminho. Não há outro caminho.' \"**", "purport": "Como as pessoas desta era estão tão caídas, podem simplesmente cantar o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa. Dessa forma, podem livrar-se do conceito corporal da vida e tornar-se aptas a ocupar-se no serviço devocional ao Senhor. Não se pode ocupar-se no serviço devocional ao Senhor sem ser purificado de toda contaminação. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/28|(Bg. 7.28)]]:\n\n> yeṣāṁ tv anta-gataṁ pāpaṁ\n> janānāṁ puṇya-karmaṇām\n> te dvandva-moha-nirmuktā\n> bhajante māṁ dṛḍha-vratāḥ\n\n\"As pessoas que agiram piamente em vidas anteriores e nesta vida, cujas ações pecaminosas estão completamente erradicadas, estão livres da dualidade da ilusão e se ocupam em Meu serviço com determinação.\" Às vezes as pessoas se surpreendem ao ver jovens homens e mulheres aderirem tão seriamente ao movimento para a consciência de Kṛṣṇa. Ao abandonar a atividade pecaminosa — sexo ilícito, carne, entorpecentes e jogo — e seguir rigorosamente as instruções dadas pelo mestre espiritual, tornaram-se purificados de toda contaminação. Podem, por isso, ocupar-se plenamente no serviço devocional ao Senhor.\n\nNesta Era de Kali, o *hari-kīrtana* é muito, muito importante. A importância de cantar o santo nome do Senhor é declarada nos seguintes versos do *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.3.51-52):\n\n> kaler doṣa-nidhe rājann\n> asti hy eko mahān guṇaḥ\n> kīrtanād eva kṛṣṇasya\n> mukta-saṅgaḥ paraṁ vrajet\n\n> kṛte yad dhyāyato viṣṇuṁ\n> tretāyāṁ yajato makhaiḥ\n> dvāpare paricaryāyāṁ\n> kalau tad dhari-kīrtanāt\n\n\"O fator mais importante nesta Era de Kali, que é um oceano de defeitos, é que a pessoa pode libertar-se de toda contaminação e tornar-se apta a entrar no reino de Deus simplesmente cantando o *mantra* Hare Kṛṣṇa. A autorrealização que foi alcançada no milênio Satya pela meditação, no milênio Tretā pela execução de diferentes sacrifícios e no milênio Dvāpara pela adoração ao Senhor Kṛṣṇa pode ser alcançada na Era de Kali simplesmente cantando os santos nomes, Hare Kṛṣṇa.\" ()"}
{"ref": "cc/madhya/6/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/243/", "verse_text": "ei ślokera artha śunāila kariyā vistāra\nśuni' bhaṭṭācārya-mane haila camatkāra", "devanagari": "> এই শ্লোকের অর্থ শুনাইল করিয়া বিস্তার ।\n> শুনি’ ভট্টাচার্য-মনে হৈল চমৎকার ॥২৪৩॥", "synonyms": "*ei ślokera*—deste verso; *artha*—o significado; *śunāila*—fez ouvir; *kariyā*—fazendo; *vistāra*—extensa descrição; *śuni'*—ouvindo; *bhaṭṭācārya*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *mane*—na mente; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu explicou de modo muito minucioso o verso harer nāma do Bṛhan-nāradīya Purāṇa, e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou assombrado ao ouvir Sua explicação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/244/", "verse_text": "gopīnāthācārya bale,--'āmi pūrve ye kahila\nśuna, bhaṭṭācārya, tomāra sei ta' ha-ila'", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য বলে — ‘আমি পূর্বে যে কহিল ।\n> শুন, ভট্টাচার্য, তোমার সেই ত’ হইল’ ॥২৪৪॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācārya*—de nome Gopīnātha Ācārya; *bale*—diz; *āmi*—eu; *pūrve*—anteriormente; *ye*—o que; *kahila*—disse; *śuna*—ouve; *bhaṭṭācārya*—meu caro Bhaṭṭācārya; *tomāra*—contigo; *sei*—isso; *ta'*—de fato; *ha-ila*—aconteceu.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya lembrou a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya: \"Meu caro Bhaṭṭācārya, aquilo que te predisse agora se realizou.\"**", "purport": "Anteriormente, Gopīnātha Ācārya havia informado Sārvabhauma Bhaṭṭācārya de que, quando fosse abençoado pelo Senhor, ele compreenderia plenamente o processo transcendental do serviço devocional. Essa predição agora se cumpriu. O Bhaṭṭācārya estava plenamente convertido ao culto do vaiṣṇavismo e seguia os princípios automaticamente, sem ser pressionado. No *Bhagavad-gītā* (2.40), portanto, afirma-se: svalpam apy asya dharmasya trāyate mahato bhayāt: \"Mesmo realizando um pouco de serviço devocional, a pessoa pode escapar do maior perigo.\" Sārvabhauma Bhaṭṭācārya estivera no maior perigo, pois havia aderido à filosofia māyāvāda. De um modo ou de outro, entrou em contato com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e tornou-se um devoto perfeito. Dessa maneira, ele se salvou da grande queda do impersonalismo."}
{"ref": "cc/madhya/6/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/245/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe tāṅre kari' namaskāre\ntomāra sambandhe prabhu kṛpā kaila more", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে তাঁরে করি’ নমস্কারে ।\n> তোমার সম্বন্ধে প্রভু কৃপা কৈল মোরে ॥২৪৫॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *tāṅre*—a Gopīnātha Ācārya; *kari'*—fazendo; *namaskāre*—reverências; *tomāra sambandhe*—em razão de tua relação; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—misericórdia; *kaila*—mostrou; *more*—a mim.", "translation": "**Oferecendo suas reverências a Gopīnātha Ācārya, o Bhaṭṭācārya disse: \"Porque estou relacionado contigo, e tu és um devoto, por tua misericórdia o Senhor mostrou misericórdia a mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/246/", "verse_text": "tumi--mahābhāgavata, āmi--tarka-andhe\n\nprabhu kṛpā kaila more tomāra sambandhe", "devanagari": "> তুমি — মহাভাগবত, আমি — তর্ক-অন্ধে ।\n> প্রভু কৃপা কৈল মোরে তোমার সম্বন্ধে ॥২৪৬॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *mahā-bhāgavata*—um devoto de primeira classe; *āmi*—eu; *tarka-andhe*—na escuridão dos argumentos lógicos; *prabhu*—o Senhor; *kṛpā*—misericórdia; *kaila*—mostrou; *more*—a mim; *tomāra*—tua; *sambandhe*—pela relação.", "translation": "**\"Tu és um devoto de primeira classe, ao passo que eu estou na escuridão dos argumentos lógicos. Por causa de tua relação com o Senhor, Ele me concedeu Sua bênção.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/247/", "verse_text": "vinaya śuni' tuṣṭye prabhu kaila āliṅgana\n\nkahila,--yāñā karaha īśvara daraśana", "devanagari": "> বিনয় শুনি’ তুষ্ট্যে প্রভু কৈল আলিঙ্গন ।\n> কহিল, — যাঞা করহ ঈশ্বর দরশন ॥২৪৭॥", "synonyms": "*vinaya śuni'*—ao ouvir essa humildade de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tuṣṭye*—em satisfação; *prabhu*—o Senhor; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço; *kahila*—disse; *yāñā*—indo; *karaha*—faze; *īśvara daraśana*—visita ao templo do Senhor Jagannātha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito com essa humilde declaração. Após abraçar o Bhaṭṭācārya, Ele disse: \"Agora vai ver o Senhor Jagannātha no templo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/248/", "verse_text": "jagadānanda dāmodara,--dui saṅge lañā\n\nghare āila bhaṭṭācārya jagannātha dekhiyā", "devanagari": "> জগদানন্দ দামোদর, — দুই সঙ্গে লঞা ।\n> ঘরে আইল ভট্টাচার্য জগন্নাথ দেখিয়া ॥২৪৮॥", "synonyms": "*jagadānanda*—de nome Jagadānanda; *dāmodara*—de nome Dāmodara; *dui*—duas pessoas; *saṅge*—consigo; *lañā*—levando; *ghare*—para sua casa; *āila*—retornou; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *dekhiyā*—vendo no templo.", "translation": "**Após visitar o templo do Senhor Jagannātha, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya retornou para casa com Jagadānanda e Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/249/", "verse_text": "uttama uttama prasāda bahuta ānilā\n\nnija-vipra-hāte dui janā saṅge dilā", "devanagari": "> উত্তম উত্তম প্রসাদ বহুত আনিলা ।\n> নিজবিপ্ৰ-হাতে দুই জনা সঙ্গে দিলা ॥২৪৯॥", "synonyms": "*uttama uttama*—de primeiríssima classe; *prasāda*—restos do alimento oferecido a Jagannātha; *bahuta*—em grande quantidade; *ānilā*—trouxe; *nija-vipra*—de seu próprio servo brāhmaṇa; *hāte*—na mão; *dui*—duas; *janā*—pessoas; *saṅge*—com ele; *dilā*—deu.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya trouxe grandes quantidades de excelentes restos de alimento abençoados pelo Senhor Jagannātha. Todo esse prasāda foi entregue a seu próprio servo brāhmaṇa, juntamente com Jagadānanda e Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/250/", "verse_text": "nija kṛta dui śloka likhiyā tāla-pāte\n\n'prabhuke diha' bali' dila jagadānanda-hāte", "devanagari": "> নিজ কৃত দুই শ্লোক লিখিয়া তালপাতে ।\n> ‘প্ৰভুকে দিহ’ বলি’ দিল জগদানন্দ হাতে ॥২৫০॥", "synonyms": "*nija*—por ele; *kṛta*—compostos; *dui*—dois; *śloka*—versos; *likhiyā*—escrevendo; *tāla-pāte*—numa folha de palmeira; *prabhuke diha*—entrega ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bali'*—dizendo isto; *dila*—entregou-a; *jagadānanda-hāte*—nas mãos de Jagadānanda.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya então compôs dois versos na folha de uma palmeira. Entregando a folha de palmeira a Jagadānanda Prabhu, pediu-lhe que a entregasse a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/251/", "verse_text": "prabhu-sthāne āilā duṅhe prasāda-patrī lañā\n\nmukunda datta patrī nila tāra hāte pāñā", "devanagari": "> প্ৰভু-স্থানে আইলা দুঁহে প্রসাদ-পত্রী লঞা ।\n> মুকুন্দ দত্ত পত্রী নিল তার হাতে পাঞা ॥২৫১॥", "synonyms": "*prabhu-sthāne*—ao lugar onde Śrī Caitanya Mahāprabhu residia; *āilā*—voltaram; *duṅhe*—tanto Jagadānanda como Dāmodara; *prasāda*—os restos do alimento; *patrī*—a folha de palmeira; *lañā*—levando; *mukunda datta*—de nome Mukunda Datta; *patrī*—a folha de palmeira; *nila*—tomou; *tāra*—de Jagadānanda; *hāte*—na mão; *pāñā*—recebendo.", "translation": "**Jagadānanda e Dāmodara então retornaram a Śrī Caitanya Mahāprabhu, trazendo-Lhe tanto o prasāda como a folha de palmeira na qual os versos haviam sido compostos. Mas Mukunda Datta tomou a folha de palmeira das mãos de Jagadānanda antes que este pudesse entregá-la a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/252/", "verse_text": "dui śloka bāhira-bhite likhiyā rākhila\n\ntabe jagadānanda patrī prabhuke lañā dila", "devanagari": "> দুই শ্লোক বাহির-ভিতে লিখিয়া রাখিল ।\n> তবে জগদানন্দ পত্রী প্রভুকে লঞা দিল ॥২৫২॥", "synonyms": "*dui*—dois; *śloka*—versos; *bāhira*—do lado de fora; *bhite*—na parede; *likhiyā*—escrevendo; *rākhila*—manteve; *tabe*—em seguida; *jagadānanda*—Jagadānanda Prabhu; *patrī*—a folha de palmeira; *prabhuke*—ao Senhor; *lañā*—tomando; *dila*—entregou.", "translation": "**Mukunda Datta então copiou os dois versos na parede externa do aposento. Depois disso, Jagadānanda tomou a folha de palmeira das mãos de Mukunda Datta e a entregou ao Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/253/", "verse_text": "prabhu śloka paḍi' patra chiṇḍiyā phelila\n\nbhittye dekhi' bhakta saba śloka kaṇṭhe kaila", "devanagari": "> প্রভু শ্লোক পড়ি’ পত্র ছিণ্ডিয়া ফেলিল ।\n> ভিত্ত্যে দেখি’ ভক্ত সব শ্লোক কণ্ঠে কৈল ॥২৫৩॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *śloka*—versos; *paḍi'*—lendo; *patra*—a folha de palmeira; *chiṇḍiyā*—rasgando em pedaços; *phelila*—jogou fora; *bhittye*—na parede externa; *dekhi'*—vendo; *bhakta*—os devotos; *saba*—todos; *śloka*—versos; *kaṇṭhe*—no pescoço; *kaila*—guardaram.", "translation": "**Tão logo o Senhor Caitanya Mahāprabhu leu os dois versos, Ele imediatamente rasgou a folha de palmeira. Contudo, todos os devotos leram esses versos na parede externa e os guardaram dentro de seu coração. Os versos diziam o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/254/", "verse_text": "vairāgya-vidyā-nija-bhakti-yoga-\nśikṣārtham ekaḥ puruṣaḥ purāṇaḥ\nśrī-kṛṣṇa-caitanya-śarīra-dhārī\nkṛpāmbudhir yas tam ahaṁ prapadye", "devanagari": "> বৈরাগ্য-বিদ্যা-নিজ-ভক্তিযোগ-শিক্ষার্থমেকঃ পুরুষঃ পুরাণঃ ।\n> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যশরীরধারী কৃপাম্বুধির্যস্তমহং প্ৰপদ্যে ॥২৫৪॥", "synonyms": "*vairāgya*—desapego de tudo o que não ajuda a desenvolver a consciência de Kṛṣṇa; *vidyā*—conhecimento; *nija*—próprio; *bhakti-yoga*—serviço devocional; *śikṣā-artham*—apenas para instruir; *ekaḥ*—a única pessoa; *puruṣaḥ*—a Pessoa Suprema; *purāṇaḥ*—muito antigo, ou eterno; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *śarīra-dhārī*—aceitando o corpo; *kṛpā-ambudhiḥ*—o oceano de misericórdia transcendental; *yaḥ*—que; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**\"Que eu me abrigue na Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, que desceu sob a forma do Senhor Caitanya Mahāprabhu para nos ensinar o verdadeiro conhecimento, Seu serviço devocional e o desapego de tudo o que não fomenta a consciência de Kṛṣṇa. Ele desceu porque é um oceano de misericórdia transcendental. Que eu me renda a Seus pés de lótus.\"**", "purport": "Este verso e o verso seguinte estão incluídos no Caitanya-candrodaya-nāṭaka (6.74), de Śrī Kavi-karṇapura."}
{"ref": "cc/madhya/6/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/255/", "verse_text": "kālān naṣṭaṁ bhakti-yogaṁ nijaṁ yaḥ\nprāduṣkartuṁ kṛṣṇa-caitanya-nāmā\nāvirbhūtas tasya pādāravinde\ngāḍhaṁ gāḍhaṁ līyatāṁ citta-bhṛṅgaḥ", "devanagari": "> কালান্নষ্টং ভক্তিযোগং নিজং যঃ\n> প্ৰাদুষ্কর্তুং কৃষ্ণচৈতন্যনামা ।\n> আবির্ভূতস্তস্য পাদারবিন্দে\n> গাঢ়ং গাঢ়ং লীয়তাং চিত্তভৃঙ্গঃ\n> যদা যদা হি ধর্মস্য গ্লানির্ভবতি ভারত ।\n> অভ্যুত্থানমধর্মস্য তদাত্মানং সৃজাম্যহম্ ।। ॥২৫৫॥", "synonyms": "*kālāt*—pelo uso indevido das propensões materiais e pelo apego às atividades fruitivas e ao conhecimento especulativo no decorrer do tempo; *naṣṭam*—destruída; *bhakti-yogam*—a ciência do serviço devocional; *nijam*—que se aplica somente a Ele; *yaḥ*—aquele que; *prāduṣkartum*—para reviver; *kṛṣṇa-caitanya-nāmā*—chamado Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *āvirbhūtaḥ*—que apareceu; *tasya*—Seus; *pāda-aravinde*—nos pés de lótus; *gāḍham gāḍham*—muito profundamente; *līyatām*—que se imerja; *citta-bhṛṅgaḥ*—minha consciência, como uma abelha.", "translation": "**\"Que minha consciência, que é como uma abelha, abrigue-se nos pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus, que acaba de aparecer como Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu para ensinar o antigo sistema de serviço devocional a Si mesmo. Esse sistema havia se perdido quase por completo devido à influência do tempo.\"**", "purport": "Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (4.7):\n\nyadā yadā hi dharmasya\nglānir bhavati bhārata\nabhyutthānam adharmasya\ntadātmānaṁ sṛjāmy aham\n\n\"Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensão predominante da irreligião, nesse momento Eu próprio descendo.\" (Bg. 4.7)\n\nEsse é também o caso do aparecimento de Caitanya Mahāprabhu. Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu neste mundo como uma encarnação disfarçada de Kṛṣṇa, mas Seu aparecimento é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam*, no *Mahābhārata* e em outras escrituras Védicas. Ele apareceu a fim de ensinar as almas caídas deste mundo material, pois nesta Era de Kali quase todos se tornaram apegados às atividades fruitivas e ritualísticas e à especulação mental. Em consequência, havia grande necessidade de reviver o sistema de serviço devocional. O próprio Senhor desceu pessoalmente disfarçado de devoto, para que a população caída pudesse aproveitar-se do exemplo do Senhor.\n\nNa conclusão do *Bhagavad-gītā*, o Senhor Kṛṣṇa aconselhou a rendição completa a Ele, prometendo toda proteção a Seu devoto. Infelizmente, as pessoas estão tão caídas que não conseguem aceitar as instruções do Senhor Kṛṣṇa; por isso, Kṛṣṇa retornou com a mesma missão, mas executou-a de maneira diferente. Como o Senhor Śrī Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, Ele nos ordenou que nos rendêssemos a Ele próprio, mas, como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele nos ensinou a render-nos a Kṛṣṇa. Por isso, Ele é louvado pelos Gosvāmīs: namo mahā-vadānyāya kṛṣṇa-prema-pradāye te. O Senhor Śrī Kṛṣṇa é certamente a Personalidade de Deus, mas não é tão magnânimo quanto Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor Kṛṣṇa simplesmente deu ordens para que a pessoa se tornasse Seu devoto (man-manā bhava mad-bhaktaḥ), mas Śrī Caitanya Mahāprabhu de fato ensinou o processo da consciência de Kṛṣṇa. Se alguém deseja tornar-se um devoto de Kṛṣṇa, deve primeiro abrigar-se nos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, seguindo as pegadas de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e de outros devotos elevados."}
{"ref": "cc/madhya/6/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/256/", "verse_text": "ei dui śloka--bhakta-kaṇṭhe ratna-hāra\n\nsārvabhaumera kīrti ghoṣe ḍhakkā-vādyākāra", "devanagari": "> এই দুই শ্লোক — ভক্তকন্ঠে রত্নহার ।\n> সার্বভৌমের কীর্তি ঘোষে ঢক্কাবাদ্যাকার ॥২৫৬॥", "synonyms": "*ei dui śloka*—esses dois versos; *bhakta-kaṇṭhe*—no pescoço dos devotos; *ratna-hāra*—colares de pérolas; *sārvabhaumera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kīrti*—reputação; *ghoṣe*—declaram; *ḍhakkā*—de um tambor; *vādya*—do som; *ākāra*—sob a forma.", "translation": "**Esses dois versos compostos por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya sempre declararão seu nome e sua fama tão sonoramente quanto um tambor a rufar, pois se tornaram colares de pérolas em torno do pescoço de todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/257/", "verse_text": "sārvabhauma hailā prabhura bhakta ekatāna\n\nmahāprabhura sevā-vinā nāhi jāne āna", "devanagari": "> সার্বভৌম হৈলা প্রভুর ভক্ত একতান ।\n> মহাপ্রভুর সেবা-বিনা নাহি জানে আন ॥২৫৭॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *hailā*—tornou-se; *prabhura*—do Senhor; *bhakta*—um devoto; *ekatāna*—sem desvio; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sevā*—serviço; *vinā*—exceto; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *āna*—nada mais.", "translation": "**De fato, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya tornou-se um devoto puro de Caitanya Mahāprabhu; ele não conhecia nada além do serviço ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/258/", "verse_text": "'śrī-kṛṣṇa-caitanya śacī-sūta guṇa-dhāma'\n\nei dhyāna, ei japa, laya ei nāma", "devanagari": "> ‘শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য শচীসূত গুণধাম’ ।\n> এই ধ্যান, এই জপ, লয় এই নাম ॥২৫৮॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *śacī-sūta*—o filho de mãe Śacī; *guṇa-dhāma*—o reservatório de todas as boas qualidades; *ei*—esta; *dhyāna*—meditação; *ei*—este; *japa*—cantar; *laya*—ele toma; *ei*—este; *nāma*—santo nome.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya sempre cantava o santo nome de Śrī Kṛṣṇa Caitanya, filho de mãe Śacī e reservatório de todas as boas qualidades. De fato, cantar os santos nomes tornou-se sua meditação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/259/", "verse_text": "eka-dina sārvabhauma prabhu-āge āilā\n\nnamaskāra kari' śloka paḍite lāgilā", "devanagari": "> একদিন সার্বভৌম প্রভু-আগে আইলা ।\n> নমস্কার করি’ শ্লোক পড়িতে লাগিলা ॥২৫৯॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhu-āge*—diante do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *namaskāra kari'*—após oferecer reverências; *śloka*—um verso; *paḍite lāgilā*—começou a recitar.", "translation": "**Certo dia, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya veio diante de Caitanya Mahāprabhu e, após oferecer reverências, começou a recitar um verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/260/", "verse_text": "bhāgavatera 'brahma-stave'ra śloka paḍilā\n\nśloka-śeṣe dui akṣara-pāṭha phirāilā", "devanagari": "> ভাগবতের ‘ব্রহ্মস্তবে’র শ্লোক পড়িলা ।\n> শ্লোক-শেষে দুই অক্ষর-পাঠ ফিরাইলা ॥২৬০॥", "synonyms": "*bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *brahma-stavera*—das orações do Senhor Brahmā; *śloka*—um verso; *paḍilā*—recitou; *śloka-śeṣe*—no fim do verso; *dui akṣara*—de duas sílabas; *pāṭha*—a leitura; *phirāilā*—alterou.", "translation": "**Ele começou a citar uma das orações do Senhor Brahmā do *Śrīmad-Bhāgavatam*, mas alterou duas sílabas no fim do verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/261/", "verse_text": "tat te 'nukampāṁ su-samīkṣamāṇo\nbhuñjāna evātma-kṛtaṁ vipākam\nhṛd-vāg-vapurbhir vidadhan namas te\njīveta yo bhakti-pade sa dāya-bhāk", "devanagari": "> তত্তেঽনুকম্পাং সুসমীক্ষমাণো ভুঞ্জান এবাত্মকৃতং বিপাকম্ ।\n> হৃদ্বাগ্বপুর্ভির্বিদধন্নমস্তে জীবেত যো ভক্তিপদে স দায়ভাক্ ॥২৬১॥", "synonyms": "*tat*—portanto; *te*—Vossa; *anukampām*—compaixão; *su-samīkṣamāṇaḥ*—esperando por; *bhuñjānaḥ*—suportando; *eva*—certamente; *ātma-kṛtam*—feito por ele mesmo; *vipākam*—resultados fruitivos; *hṛt*—com o coração; *vāk*—palavras; *vapurbhiḥ*—e corpo; *vidadhan*—oferecendo; *namaḥ*—reverências; *te*—a Vós; *jīveta*—possa viver; *yaḥ*—todo aquele que; *bhakti-pade*—em serviço devocional; *saḥ*—ele; *dāya-bhāk*—um candidato genuíno.", "translation": "**[O verso dizia:] \"Aquele que busca Vossa compaixão e que, por isso, tolera toda espécie de condições adversas devido ao karma de seus atos passados, que se ocupa sempre em Vosso serviço devocional com a mente, as palavras e o corpo, e que sempre Vos oferece reverências, é certamente um candidato genuíno a tornar-se Vosso devoto imaculado.\"**", "purport": "Ao ler este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.8), Sārvabhauma Bhaṭṭācārya mudou a leitura original de mukti-pade para bhakti-pade. Mukti significa liberação e fusão na refulgência impessoal do Brahman. Bhakti significa prestar serviço transcendental à Suprema Personalidade de Deus. Por ter desenvolvido serviço devocional puro, o Bhaṭṭācārya não gostava da palavra mukti-pade, que se refere ao aspecto impessoal do Brahman do Senhor. Contudo, ele não estava autorizado a mudar uma palavra do *Śrīmad-Bhāgavatam*, como Śrī Caitanya Mahāprabhu haverá de explicar. Embora o Bhaṭṭācārya tenha mudado a palavra em seu êxtase devocional, Śrī Caitanya Mahāprabhu não o aprovou."}
{"ref": "cc/madhya/6/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/262/", "verse_text": "prabhu kahe, 'mukti-pade'--ihā pāṭha haya\n'bhakti-pade' kene paḍa, ki tomāra āśaya", "devanagari": "> প্রভু কহে, ‘মুক্তিপদে’ — ইহা পাঠ হয় ।\n> ‘ভক্তিপদে’ কেনে পড়, কি তোমার আশয় ॥২৬২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *mukti-pade*—a palavra mukti-pade; *ihā*—esta; *pāṭha*—a leitura; *haya*—é; *bhakti-pade*—bhakti-pade; *kene*—por que; *paḍa*—lês; *ki*—qual; *tomāra*—tua; *āśaya*—intenção.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente apontou: \"Nesse verso, a palavra é 'mukti-pade', mas tu a mudaste para 'bhakti-pade'. Qual é a tua intenção?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/263/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,--'bhakti'-sama nahe mukti-phala\nbhagavad-bhakti-vimukhera haya daṇḍa kevala", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে — ‘ভক্তি’-সম নহে মুক্তি-ফল ।\n> ভগবদ্ভক্তিবিমুখের হয় দণ্ড কেবল ॥২৬৩॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—disse; *bhakti*—serviço devocional; *sama*—igual a; *nahe*—não; *mukti*—de liberação; *phala*—o resultado; *bhagavat-bhakti*—ao serviço devocional da Suprema Personalidade de Deus; *vimukhera*—daquele que é avesso; *haya*—é; *daṇḍa*—o castigo; *kevala*—somente.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"O despertar do amor puro a Deus, que é o resultado do serviço devocional, supera de longe a liberação do cativeiro material. Para aqueles avessos ao serviço devocional, fundir-se na refulgência do Brahman é uma espécie de castigo.\"**", "purport": "No Brahmāṇḍa Purāṇa afirma-se:\n\nsiddha-lokas tu tamasaḥ\npāre yatra vasanti hi\nsiddhā brahma-sukhe magnā\ndaityāś ca hariṇā hatāḥ\n\n\"Em Siddhaloka [Brahmaloka] vivem dois tipos de entidades vivas: aquelas que foram mortas pela Suprema Personalidade de Deus por terem sido demônios em suas vidas anteriores e aquelas que muito gostam de desfrutar a refulgência impessoal do Senhor.\" A palavra tamasaḥ significa \"as coberturas do universo\". Camadas de elementos materiais cobrem o universo, e fora dessas coberturas está a refulgência impessoal do Brahman. Se alguém está destinado a permanecer na refulgência impessoal do Senhor, perde a oportunidade de prestar serviço à Personalidade de Deus. Por isso, os devotos consideram permanecer na refulgência impessoal do Brahman uma espécie de castigo. Às vezes os devotos pensam em fundir-se na refulgência do Brahman e, em consequência, são promovidos a Siddhaloka. Devido à sua compreensão impessoal, são, na verdade, castigados. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya prossegue explicando a distinção entre mukti-pada e bhakti-pada nos versos seguintes."}
{"ref": "cc/madhya/6/264-265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/264-265/", "verse_text": "kṛṣṇera vigraha yei satya nāhi māne\nyei nindā-yuddhādika kare tāṅra sane\nsei duira daṇḍa haya--'brahma-sāyujya-mukti'\ntāra mukti phala nahe, yei kare bhakti", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিগ্রহ যেই সত্য নাহি মানে ।\n> যেই নিন্দা-যুদ্ধাদিক করে তাঁর সনে ॥২৬৪॥\n> সেই দুইর দণ্ড হয় — ‘ব্রহ্মসাযুজ্য-মুক্তি’ ।\n> তার মুক্তি ফল নহে, যেই করে ভক্তি ॥২৬৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *vigraha*—a forma transcendental; *yei*—todo aquele que; *satya*—como verdade; *nāhi*—não; *māne*—aceita; *yei*—todo aquele que; *nindā*—blasfemando; *yuddha-ādika*—lutando e assim por diante; *kare*—faz; *tāṅra sane*—com Ele, Śrī Kṛṣṇa; *sei*—estes; *duira*—dos dois; *daṇḍa haya*—há castigo; *brahma-sāyujya-mukti*—fundir-se na refulgência do Brahman; *tāra*—dele; *mukti*—tal liberação; *phala*—o resultado; *nahe*—não; *yei*—quem; *kare*—executa; *bhakti*—serviço devocional.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya continuou: \"Os impersonalistas, que não aceitam a forma transcendental do Senhor Śrī Kṛṣṇa, e os demônios, que estão sempre ocupados em blasfemar e lutar com Ele, são castigados ao fundirem-se na refulgência do Brahman. Mas isso não acontece à pessoa ocupada no serviço devocional do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/266/", "verse_text": "yadyapi se mukti haya pañca-parakāra\nsālokya-sāmīpya-sārūpya-sārṣṭi-sāyujya āra", "devanagari": "> যদ্যপি সে মুক্তি হয় পঞ্চ-পরকার ।\n> সালোক্য-সামীপ্য-সারূপ্য-সার্ষ্টি-সাযুজ্য আর ॥২৬৬॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *se*—essa; *mukti*—liberação; *haya*—seja; *pañca-parakāra*—de cinco variedades diferentes; *sālokya*—de nome sālokya; *sāmīpya*—de nome sāmīpya; *sārūpya*—de nome sārūpya; *sārṣṭi*—de nome sārṣṭi; *sāyujya*—de nome sāyujya; *āra*—e.", "translation": "**\"Há cinco tipos de liberação: sālokya, sāmīpya, sārūpya, sārṣṭi e sāyujya.**", "purport": "Sālokya significa que, após a liberação material, a pessoa é promovida ao planeta onde reside a Suprema Personalidade de Deus. Sāmīpya significa permanecer um associado da Suprema Personalidade de Deus. Sārūpya significa alcançar uma forma de quatro braços exatamente como a do Senhor. Sārṣṭi significa alcançar opulências como as do Senhor Supremo, e sāyujya significa fundir-se na refulgência do Brahman do Senhor. Estes são os cinco tipos de liberação."}
{"ref": "cc/madhya/6/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/267/", "verse_text": "'sālokyādi' cāri yadi haya sevā-dvāra\ntabu kadācit bhakta kare aṅgīkāra", "devanagari": "> ‘সালোক্যাদি’ চারি যদি হয় সেবা-দ্বার ।\n> তবু কদাচিৎ ভক্ত করে অঙ্গীকার ॥২৬৭॥", "synonyms": "*sālokya-ādi*—começando com sālokya; *cāri*—quatro tipos de liberação; *yadi*—se; *haya*—são; *sevā-dvāra*—um meio de prestar serviço ao Senhor; *tabu*—ainda; *kadācit*—ocasionalmente; *bhakta*—um devoto puro; *kare*—faz; *aṅgīkāra*—aceitação.", "translation": "**\"Se houver oportunidade de servir à Suprema Personalidade de Deus, o devoto puro às vezes aceita as formas de liberação sālokya, sārūpya, sāmīpya ou sārṣṭi, mas nunca sāyujya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/268/", "verse_text": "'sāyujya' śunite bhaktera haya ghṛṇā-bhaya\nnaraka vāñchaye, tabu sāyujya nā laya", "devanagari": "> ‘সাযুজ্য’ শুনিতে ভক্তের হয় ঘৃণা ভয় ।\n> নরক বাঞ্ছয়ে, তবু সাযুজ্য না লয় ॥২৬৮॥", "synonyms": "*sāyujya*—liberação por fundir-se na refulgência; *śunite*—mesmo ouvir; *bhaktera*—do devoto; *haya*—há; *ghṛṇā*—ódio; *bhaya*—medo; *naraka*—uma condição de vida infernal; *vāñchaye*—ele deseja; *tabu*—ainda; *sāyujya*—fundir-se na refulgência do Senhor; *nā laya*—nunca aceita.", "translation": "**\"O devoto puro não gosta sequer de ouvir falar de sāyujya-mukti, que lhe inspira medo e ódio. De fato, o devoto puro preferiria ir para o inferno a fundir-se na refulgência do Senhor.\"**", "purport": "Śrīla Prabodhānanda Sarasvatī cantou: kaivalyaṁ narakāyate. A concepção impersonalista de tornar-se uno com a refulgência do Senhor é exatamente como o inferno. Por isso, dos cinco tipos de liberação, os quatro primeiros (sālokya, sāmīpya, sārūpya e sārṣṭi) não são tão indesejáveis, pois podem ser meios de servir ao Senhor. Não obstante, o devoto puro do Senhor Kṛṣṇa rejeita até mesmo esses tipos de liberação; ele aspira apenas a servir a Kṛṣṇa vida após vida. Não está muito interessado em interromper a repetição de nascimentos, pois deseja simplesmente servir ao Senhor, mesmo em circunstâncias infernais. Em consequência, o devoto puro odeia e teme sāyujya-mukti, fundir-se na refulgência do Senhor. Essa fusão deve-se a uma ofensa cometida contra o serviço amoroso transcendental ao Senhor e, portanto, não é nem um pouco desejável para o devoto puro."}
{"ref": "cc/madhya/6/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/269/", "verse_text": "brahme, īśvare sāyujya dui ta' prakāra\nbrahma-sāyujya haite īśvara-sāyujya dhikkāra", "devanagari": "> ব্ৰহ্মে, ঈশ্বরে সাযুজ্য দুই ত’ প্রকার ।\n> ব্রহ্ম-সাযুজ্য হৈতে ঈশ্বর-সাযুজ্য ধিক্কার ॥২৬৯॥", "synonyms": "*brahme*—na refulgência do Brahman; *īśvare*—no corpo do Senhor; *sāyujya*—fusão; *dui*—dois; *ta'*—de fato; *prakāra*—variedades; *brahma-sāyujya*—fundir-se na refulgência do Brahman; *haite*—do que; *īśvara-sāyujya*—fundir-se no corpo do Senhor; *dhikkāra*—mais abominável.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya continuou: \"Há dois tipos de sāyujya-mukti: fundir-se na refulgência do Brahman e fundir-se no corpo pessoal do Senhor. Fundir-se no corpo do Senhor é ainda mais abominável do que fundir-se em Sua refulgência.\"**", "purport": "Segundo a opinião dos vedantistas māyāvādīs, o êxito último da entidade viva é fundir-se no Brahman impessoal. O Brahman impessoal, ou refulgência corpórea do Senhor Supremo, é conhecido como Brahmaloka ou Siddhaloka. Segundo a Brahma-saṁhitā (5.40), yasya prabhā prabhavato jagad-aṇḍa-koṭi: os universos materiais são gerados a partir dos raios corpóreos da Suprema Personalidade de Deus. Os yogīs que seguem os princípios de Patañjali aceitam a personalidade da Verdade Absoluta, mas querem fundir-se no corpo transcendental do Senhor Supremo. Esse é o desejo deles. Sendo a maior de todas as autoridades, o Senhor Supremo pode facilmente permitir que muitos milhões de entidades vivas se fundam em Seu corpo. A origem de tudo é a Suprema Personalidade de Deus, Bhagavān, e Sua refulgência corpórea é conhecida como o brahmajyoti, Brahmaloka ou Siddhaloka. Assim, Brahmaloka ou Siddhaloka é um lugar onde se reúnem muitas entidades vivas semelhantes a faíscas, partes integrantes do Senhor Supremo. Visto que essas entidades vivas não desejam manter sua existência individual, são combinadas e autorizadas a permanecer em Brahmaloka como tantas partículas atômicas da luz solar que emanam do sol.\n\nA palavra siddha é muito significativa. Siddha refere-se àquele que percebeu a refulgência do Brahman e que possui pleno conhecimento de que a entidade viva não é um átomo material, mas uma faísca espiritual. Essa compreensão é descrita no *Bhagavad-gītā* como brahma-bhūta. No estado condicionado, a entidade viva é conhecida como jīva-bhūta, ou \"a força viva dentro da matéria\". As entidades vivas brahma-bhūta são autorizadas a permanecer em Brahmaloka ou Siddhaloka, mas, infelizmente, às vezes voltam a cair no mundo material, por não estarem ocupadas em serviço devocional. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32): ye 'nye 'ravindākṣa. Essas almas semiliberadas alegam falsamente estar liberadas, mas, a menos que a pessoa se ocupe no serviço devocional ao Senhor, ela continua materialmente contaminada. Por isso, essas entidades vivas foram descritas como vimukta-māninaḥ, o que significa que elas se consideram falsamente liberadas, embora sua inteligência ainda não esteja purificada. Embora essas entidades vivas se submetam a severas austeridades para elevar-se à plataforma de Siddhaloka, não podem permanecer ali perpetuamente, pois são desprovidas de ānanda (bem-aventurança). Mesmo alcançando a etapa brahma-bhūta e percebendo a Suprema Personalidade de Deus através de Sua refulgência corpórea, elas, não obstante, caem por negligenciarem o serviço ao Senhor. Não utilizam adequadamente o pouco conhecimento que têm da Suprema Personalidade de Deus. Não atingindo ānanda, ou bem-aventurança, descem ao mundo material para desfrutar. Isso é certamente uma queda para alguém que de fato está liberado. Os bhaktas consideram tal queda equivalente a alcançar um lugar no inferno.\n\nOs seguidores do sistema de yoga de Patañjali realmente desejam fundir-se no corpo da Suprema Personalidade de Deus. Isso indica que eles não querem ocupar-se em Seu serviço, apesar de seu conhecimento d'Ele, e assim sua posição é ainda mais abominável do que a daqueles que querem fundir-se na refulgência do Senhor. Esses yogīs meditam na forma de Viṣṇu de quatro braços do Senhor a fim de fundir-se em Seu corpo. O sistema de Patañjali descreve a forma do Senhor como kleśa-karma-vipākāśayair aparāmṛṣṭaḥ puruṣa-viśeṣa īśvaraḥ: \"A Suprema Personalidade de Deus é uma pessoa que não participa de uma vida material miserável.\" Os yogīs aceitam a eternidade da Pessoa Suprema em um de seus mantras—sa pūrveṣām api guruḥ kālānavac-chedāt: \"Tal pessoa é sempre suprema e não é influenciada pelo elemento tempo.\" Os seguidores do sistema de Patañjali, portanto, aceitam a eternidade da Suprema Personalidade de Deus, mas, segundo eles: puruṣārtha-śūnyānāṁ pratiprasavaḥ kaivalyaṁ svarūpa-pratiṣṭhā vā citi-śaktir iti. Eles acreditam que, na etapa de perfeição, a concepção de puruṣa é abolida. Segundo a descrição deles: citi-śaktir iti. Eles acreditam que, quando a pessoa se torna perfeita, não pode permanecer uma pessoa. Esse sistema de yoga é, portanto, abominável, pois sua concepção final é impessoal. No início, esses yogīs aceitam a Suprema Personalidade de Deus, mas, ao final, abandonam essa ideia para tornarem-se impessoais. São muitíssimo infelizes porque, embora tenham uma concepção pessoal da Verdade Absoluta, negligenciam prestar serviço devocional ao Senhor e, assim, caem novamente no mundo material. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32). Āruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ patanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ: por negligenciarem os pés de lótus do Senhor, esses yogīs caem novamente na existência material (patanty adhaḥ). Em consequência, esta senda de yoga é mais abominável do que a senda dos impersonalistas. Esta conclusão é também apoiada pelo Senhor Kapiladeva no seguinte verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.29.13)."}
{"ref": "cc/madhya/6/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/270/", "verse_text": "sālokya-sārṣṭi-sāmīpya-\nsārūpyaikatvam apy uta\ndīyamānaṁ na gṛhṇanti\nvinā mat-sevanaṁ janāḥ", "devanagari": "> সালোক্য-সার্ষ্টি-সামীপ্য সারূপ্যৈকত্বমপ্যুত ৷\n> দীয়মানং ন গৃহ্ণন্তি বিনা মৎ-সেবনং জনাঃ ॥২৭০॥", "synonyms": "*sālokya*—a liberação de viver no mesmo planeta que o Senhor; *sārṣṭi*—ter opulência exatamente como a do Senhor; *sāmīpya*—associar-se sempre com o Senhor; *sārūpya*—alcançar um corpo como o do Senhor; *ekatvam*—fundir-se no corpo do Senhor; *api*—embora; *uta*—diz-se; *dīyamānam*—sendo oferecidas; *na*—não; *gṛhṇanti*—aceitam; *vinā*—sem; *mat*—Meu; *sevanam*—serviço; *janāḥ*—os devotos puros.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya concluiu: \" 'Mesmo que lhe sejam oferecidos todos os tipos de liberação, o devoto puro não os aceita. Ele se sente plenamente satisfeito ocupando-se no serviço ao Senhor.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/271/", "verse_text": "prabhu kahe,--'mukti-pade'ra āra artha haya\nmukti-pada-śabde 'sākṣāt īśvara' kahaya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘মুক্তিপদে’র আর অর্থ হয় ।\n> মুক্তিপদ-শব্দে ‘সাক্ষাৎ ঈশ্বর’ কহয় ॥২৭১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *mukti-padera*—do termo mukti-pade; *āra*—outro; *artha*—significado; *haya*—há; *mukti-pada-śabde*—pela palavra mukti-pada; *sākṣāt*—diretamente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *kahaya*—diz-se.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"A palavra 'mukti-pade' tem outro significado. Mukti-pada refere-se diretamente à Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/272/", "verse_text": "mukti pade yāṅra, sei 'mukti-pada' haya\nkimvā navama padārtha 'muktira' samāśraya", "devanagari": "> মুক্তি পদে যাঁর, সেই ‘মুক্তিপদ’ হয় ।\n> কিম্বা নবম পদার্থ ‘মুক্তির’ সমাশ্রয় ॥২৭২॥", "synonyms": "*mukti*—liberação; *pade*—aos pés de lótus; *yāṅra*—de quem; *sei*—tal pessoa; *mukti-pada haya*—é conhecida como mukti-pada; *kimvā*—ou; *navama*—nono; *pada-artha*—assunto; *muktira*—de liberação; *samāśraya*—refúgio.", "translation": "**\"Todos os tipos de liberação existem sob os pés da Suprema Personalidade de Deus; portanto, Ele é conhecido como mukti-pada. Segundo outro significado, mukti é o nono assunto, e a Suprema Personalidade de Deus é o refúgio da liberação.**", "purport": "O Senhor Śrī Kṛṣṇa também é conhecido como Mukunda, ou Aquele que outorga bem-aventurança transcendental ao oferecer todos os tipos de mukti. O *Śrīmad-Bhāgavatam* está dividido em doze cantos, e no Nono Canto descrevem-se diferentes tipos de mukti. Mas o Décimo Canto é o verdadeiro centro de todas as discussões sobre mukti, porque a Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa, que é o décimo assunto discutido no *Śrīmad-Bhāgavatam*, é o assunto exclusivo do Décimo Canto. Visto que todos os tipos de muktis residem nos pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa, Ele pode ser chamado mukti-pada."}
{"ref": "cc/madhya/6/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/273/", "verse_text": "dui-arthe 'kṛṣṇa' kahi, kene pāṭha phiri\nsārvabhauma kahe,--o-pāṭha kahite nā pāri", "devanagari": "> দুই-অর্থে ‘কৃষ্ণ’ কহি, কেনে পাঠ ফিরি ।\n> সার্বভৌম কহে, — ও-পাঠ কহিতে না পারি ॥২৭৩॥", "synonyms": "*dui-arthe*—por duas interpretações; *kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *kahi*—aceito; *kene*—por que; *pāṭha*—leitura; *phiri*—mudar; *sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma respondeu; *o-pāṭha*—tal leitura; *kahite*—dizer; *nā*—não; *pāri*—sou capaz.", "translation": "**\"Visto que posso compreender Kṛṣṇa segundo esses dois significados\", disse Caitanya Mahāprabhu, \"que sentido há em mudar o verso?\" Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Eu não fui capaz de dar essa leitura ao verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/274/", "verse_text": "yadyapi tomāra artha ei śabde kaya\ntathāpi 'āśliṣya-doṣe' kahana nā yāya", "devanagari": "> যদ্যপি তোমার অর্থ এই শব্দে কয় ।\n> তথাপি ‘আশ্লিষ্য-দোষে’ কহন না যায় ॥২৭৪॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *tomāra*—Vosso; *artha*—significado; *ei*—este; *śabde*—pela palavra; *kaya*—seja dito; *tathāpi*—ainda; *āśliṣya-doṣe*—pela falha da ambiguidade; *kahana*—dizer; *nā*—não; *yāya*—é possível.", "translation": "**\"Embora Vossa explicação esteja correta, ela não deveria ser usada, porque há ambiguidade na palavra 'mukti-pada'.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/275/", "verse_text": "yadyapi 'mukti'-śabdera haya pañca vṛtti\nrūḍhi-vṛttye kahe tabu 'sāyujye' pratīti", "devanagari": "> যদ্যপি ‘মুক্তি’-শব্দের হয় পঞ্চ বৃত্তি ।\n> রূঢ়িবৃত্ত্যে কহে তবু ‘সাযুজ্যে’ প্রতীতি ॥২৭৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *mukti*—liberação; *śabdera*—da palavra; *haya*—haja; *pañca vṛtti*—cinco significados; *rūḍhi-vṛttye*—pelo significado principal ou direto; *kahe*—diz; *tabu*—ainda; *sāyujye*—tornar-se uno com o Supremo; *pratīti*—a concepção.", "translation": "**\"Embora a palavra 'mukti' refira-se a cinco tipos de liberação, seu significado direto, em geral, transmite a ideia de tornar-se uno com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/276/", "verse_text": "mukti-śabda kahite mane haya ghṛṇā-trāsa\n\nbhakti-śabda kahite mane haya ta' ullāsa", "devanagari": "> মুক্তি-শব্দ কহিতে মনে হয় ঘৃণা-ত্রাস ৷\n> ভক্তি-শব্দ কহিতে মনে হয় ত’ উল্লাস ॥২৭৬॥", "synonyms": "*mukti-śabda*—a palavra mukti; *kahite*—ao pronunciar; *mane*—na mente; *haya*—há; *ghṛṇā*—ódio; *trāsa*—e temor; *bhakti-śabda*—a palavra bhakti; *kahite*—ao falar; *mane*—na mente; *haya*—há; *ta'*—de fato; *ullāsa*—júbilo transcendental.", "translation": "**\"O simples som da palavra 'mukti' provoca imediatamente ódio e temor, mas, quando dizemos a palavra 'bhakti', naturalmente sentimos bem-aventurança transcendental na mente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/277/", "verse_text": "śuniyā hāsena prabhu ānandita-mane\n\nbhaṭṭācārya kaila prabhu dṛḍha āliṅgane", "devanagari": "> শুনিয়া হাসেন প্রভু আনন্দিত-মনে ।\n> ভট্টাচার্যে কৈল প্রভু দৃঢ় আলিঙ্গনে ॥২৭৭॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo esta explicação; *hāsena*—ri; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānandita-mane*—com grande prazer em Sua mente; *bhaṭṭācārya*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kaila*—deu; *prabhu*—o Senhor; *dṛḍha*—firme; *āliṅgane*—abraço.", "translation": "**Ao ouvir esta explicação, o Senhor começou a rir e, com grande prazer, abraçou imediatamente Sārvabhauma Bhaṭṭācārya com muita firmeza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/278/", "verse_text": "yei bhaṭṭācārya pade paḍāya māyāvāde\n\ntāṅra aiche vākya sphure caitanya-prasāde", "devanagari": "> যেই ভট্টাচার্য পড়ে পড়ায় মায়াবাদে ।\n> তাঁর ঐছে বাক্য স্ফুরে চৈতন্য-প্রসাদে ॥২৭৮॥", "synonyms": "*yei*—aquele; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *paḍe*—lê; *paḍāya*—ensina; *māyāvāde*—a filosofia do impersonalismo māyāvāda; *tāṅra*—sua; *aiche*—tal; *vākya*—explicação; *sphure*—manifestou-se; *caitanya-prasāde*—pela misericórdia do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**De fato, aquela mesma pessoa que estava acostumada a ler e a ensinar a filosofia māyāvāda agora chegava a odiar a palavra \"mukti\". Isso só foi possível pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/279/", "verse_text": "lohāke yāvat sparśi' hema nāhi kare\n\ntāvat sparśa-maṇi keha cinite nā pāre", "devanagari": "> লোহাকে যাবৎ স্পর্শি’ হেম নাহি করে ।\n> তাবৎ স্পর্শমণি কেহ চিনিতে না পারে ॥২৭৯॥", "synonyms": "*lohāke*—o ferro; *yāvat*—enquanto; *sparśi'*—tocando; *hema*—ouro; *nāhi*—não; *kare*—transforma; *tāvat*—até então; *sparśa-maṇi*—a pedra filosofal; *keha*—alguém; *cinite*—reconhecer; *nā*—não; *pāre*—é capaz.", "translation": "**Enquanto não transforma em ouro o ferro que toca, ninguém é capaz de reconhecer como pedra filosofal uma pedra desconhecida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/280/", "verse_text": "bhaṭṭācāryera vaiṣṇavatā dekhi' sarva-jana\n\nprabhuke jānila--'sākṣāt vrajendra-nandana'", "devanagari": "> ভট্টাচার্যের বৈষ্ণবতা দেখি’ সর্বজন ৷\n> প্রভুকে জানিল — ‘সাক্ষাৎ ব্রজেন্দ্রনন্দন’ ॥২৮০॥", "synonyms": "*bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *vaiṣṇavatā*—clara compreensão da filosofia vaiṣṇava; *dekhi'*—vendo; *sarva-jana*—todas as pessoas; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jānila*—souberam; *sākṣāt*—diretamente; *vrajendra-nandana*—Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**Ao verem o vaiṣṇavismo transcendental em Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, todos puderam compreender que o Senhor Caitanya não era outro senão Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/281/", "verse_text": "kāśī-miśra-ādi yata nīlācala-vāsī\n\nśaraṇa la-ila sabe prabhu-pade āsi'", "devanagari": "> কাশীমিশ্র-আদি যত নীলাচলবাসী ।\n> শরণ লইল সবে প্ৰভু-পদে আসি’ ॥২৮১॥", "synonyms": "*kāśī-miśra*—de nome Kāśī Miśra; *ādi*—encabeçando a lista; *yata*—todos; *nīlācala-vāsī*—os habitantes de Jagannātha Purī; *śaraṇa*—refúgio; *la-ila*—tomaram; *sabe*—todos; *prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor; *āsi'*—vindo.", "translation": "**Após este incidente, todos os habitantes de Jagannātha Purī, encabeçados por Kāśī Miśra, vieram refugiar-se nos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/282/", "verse_text": "sei saba kathā āge kariba varṇana\n\nsārvabhauma kare yaiche prabhura sevana", "devanagari": "> সেই সব কথা আগে করিব বর্ণন ।\n> সার্বভৌম করে যৈছে প্রভুর সেবন ॥২৮২॥", "synonyms": "*sei saba*—todas estas; *kathā*—narrativas; *āge*—mais adiante; *kariba*—farei; *varṇana*—descrição; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kare*—faz; *yaiche*—como; *prabhura*—do Senhor; *sevana*—serviço.", "translation": "**Mais adiante descreverei como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya sempre se ocupou no serviço do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/283/", "verse_text": "yaiche paripāṭī kare bhikṣā-nirvāhana\n\nvistāriyā āge tāhā kariba varṇana", "devanagari": "> যৈছে পরিপাটী করে ভিক্ষা-নিৰ্বাহন ।\n> বিস্তারিয়া আগে তাহা করিব বর্ণন ॥২৮৩॥", "synonyms": "*yaiche*—como; *paripāṭī*—perfeitamente; *kare*—faz; *bhikṣā*—de oferecer esmolas; *nirvāhana*—a execução; *vistāriyā*—em todos os detalhes; *āge*—mais adiante; *tāhā*—isso; *kariba varṇana*—descreverei.", "translation": "**Também descreverei em todos os detalhes como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya prestou serviço perfeitamente a Śrī Caitanya Mahāprabhu, oferecendo-Lhe esmolas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/284-285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/284-285/", "verse_text": "ei mahāprabhura līlā--sārvabhauma-milana\n\nihā yei śraddhā kari' karaye śravaṇa\n\njñāna-karma-pāśa haite haya vimocana\n\nacire milaye tāṅre caitanya-caraṇa", "devanagari": "> এই মহাপ্ৰভুর লীলা — সার্বভৌম-মিলন ।\n> ইহা যেই শ্রদ্ধা করি’ করয়ে শ্রবণ ॥২৮৪॥\n> জ্ঞান-কর্মপাশ হৈতে হয় বিমোচন ৷ অচিরে মিলয়ে তাঁরে চৈতন্যচরণ ॥২৮৫॥", "synonyms": "*ei*—este; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *līlā*—passatempo; *sārvabhauma-milana*—o encontro com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ihā*—isto; *yei*—todo aquele que; *śraddhā*—fé; *kari'*—tendo; *karaye*—faz; *śravaṇa*—ouvir; *jñāna-karma*—da especulação e das atividades fruitivas; *pāśa*—a rede; *haite*—de; *haya*—há; *vimocana*—liberação; *acire*—muito em breve; *milaye*—encontra; *tāṅre*—tal devoto; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Caitanya.", "translation": "**Se alguém ouvir com fé e amor estes passatempos referentes ao encontro do Senhor Caitanya Mahāprabhu com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, muito em breve se libertará da rede da especulação e das atividades fruitivas e alcançará o refúgio dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/6/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/6/286/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৮৬॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando sua misericórdia, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo suas pegadas.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Sexto Capítulo, que descreve a liberação de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya."}
{"ref": "cc/madhya/7/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/1/", "verse_text": "dhanyaṁ taṁ naumi caitanyaṁ\nvāsudevaṁ dayārdraḥ-dhī\nnaṣṭa-kuṣṭhaṁ rūpa-puṣṭaṁ\nbhakti-tuṣṭaṁ cakāra yaḥ", "devanagari": "> ধন্যং তং নৌমি চৈতন্যং বাসুদেবং দয়ার্দ্রধী ৷\n> নষ্টকুষ্ঠং রূপপুষ্টং ভক্তিতুষ্টং চকার যঃ ৷৷ ১ ৷৷ ॥১॥", "synonyms": "*dhanyam*—auspicioso; *tam*—a Ele; *naumi*—ofereço reverências; *caitanyam*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāsudevam*—ao brāhmaṇa Vāsudeva; *dayā-ārdraḥ-dhī*—sendo compassivo; *naṣṭa-kuṣṭham*—curou a lepra; *rūpa-puṣṭam*—belo; *bhakti-tuṣṭam*—satisfeito em serviço devocional; *cakāra*—fez; *yaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu, sendo muito compassivo para com um brāhmaṇa chamado Vāsudeva, curou-o da lepra. Ele transformou-o num belo homem satisfeito com o serviço devocional. Ofereço minhas respeitosas reverências ao glorioso Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ৷\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ৷৷ ২ ৷৷ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/3/", "verse_text": "ei-mate sārvabhaumera nistāra karila\ndakṣiṇa-gamane prabhura icchā upajila", "devanagari": "> এই মতে সার্বভৌমের নিস্তার করিল ৷\n> দক্ষিণ-গমনে প্ৰভুর ইচ্ছা উপজিল ৷৷ ৩ ৷৷ ॥৩॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *sārvabhaumera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *nistāra*—a liberação; *karila*—foi executada; *dakṣiṇa-gamane*—em ir ao Sul da Índia; *prabhura*—do Senhor; *icchā*—um desejo; *upajila*—surgiu.", "translation": "**Após libertar Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, o Senhor desejou ir ao Sul da Índia para pregar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/4/", "verse_text": "māgha-śukla-pakṣe prabhu karila sannyāsa\nphālgune āsiyā kaila nīlācale vāsa", "devanagari": "> মাঘ-শুক্লপক্ষে প্রভু করিল সন্ন্যাস ৷\n> ফাল্গুনে আসিয়া কৈল নীলাচলে বাস ৷৷ ৪ ৷৷ ॥৪॥", "synonyms": "*māgha-śukla-pakṣe*—na quinzena crescente do mês de Māgha; *prabhu*—o Senhor; *karila*—aceitou; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *phālgune*—no mês seguinte, Phālguna; *āsiyā*—vindo; *kaila*—fez; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *vāsa*—residência.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem renunciada durante a quinzena crescente do mês de Māgha. Durante o mês seguinte, Phālguna, Ele foi a Jagannātha Purī e ali residiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/5/", "verse_text": "phālgunera śeṣe dola-yātrā se dekhila\npremāveśe tāṅhā bahu nṛtya-gīta kaila", "devanagari": "> ফাল্গুনের শেষে দোলযাত্রা সে দেখিল ৷\n> প্রেমাবেশে তাঁহা বহু নৃত্যগীত কৈল ৷৷ ৫ ৷৷ ॥৫॥", "synonyms": "*phālgunera*—do mês de Phālguna; *śeṣe*—no final; *dola-yātrā*—o festival da Dola-yātrā; *se*—aquele; *dekhila*—viu; *prema-āveśe*—no êxtase do amor a Deus; *tāṅhā*—ali; *bahu*—muito; *nṛtya-gīta*—cantando e dançando; *kaila*—realizou.", "translation": "**Ao final do mês de Phālguna, Ele presenciou a cerimônia da Dola-yātrā e, em Seu costumeiro amor extático a Deus, cantou e dançou de várias maneiras na ocasião.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/6/", "verse_text": "caitre rahi' kaila sārvabhauma-vimocana\nvaiśākhera prathame dakṣiṇa yāite haila mana", "devanagari": "> চৈত্রে রহি’ কৈল সার্বভৌম-বিমোচন ৷\n> বৈশাখের প্রথমে দক্ষিণ যাইতে হৈল মন ৷৷ ৬ ৷৷ ॥৬॥", "synonyms": "*caitre*—no mês de Caitra (março-abril); *rahi'*—residindo ali; *kaila*—fez; *sārvabhauma-vimocana*—a liberação de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *vaiśākhera*—do mês de Vaiśākha; *prathame*—no início; *dakṣiṇa*—ao Sul da Índia; *yāite*—ir; *haila*—foi; *mana*—a mente.", "translation": "**Durante o mês de Caitra, enquanto vivia em Jagannātha Purī, o Senhor libertou Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, e no início do mês seguinte (Vaiśākha), decidiu ir ao Sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/7-8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/7-8/", "verse_text": "nija-gaṇa āni' kahe vinaya kariyā\nāliṅgana kari' sabāya śrī-haste dhariyā\n\ntomā-sabā jāni āmi prāṇādhika kari'\nprāṇa chāḍā yāya, tomā-sabā chāḍite nā pāri", "devanagari": "", "synonyms": "*nija-gaṇa āni'*—chamando todos os devotos; *kahe*—disse; *vinaya*—humildade; *kariyā*—mostrando; *āliṅgana kari'*—abraçando; *sabāya*—a todos eles; *śrī-haste*—com Suas mãos; *dhariyā*—segurando-os; *tomā-sabā*—todos vós; *jāni*—Eu sei; *āmi*—Eu; *prāṇa-adhika*—mais do que Minha vida; *kari'*—tomando; *prāṇa chāḍā*—abandonar a vida; *yāya*—é possível; *tomā-sabā*—todos vós; *chāḍite*—abandonar; *nā pāri*—Eu não sou capaz.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu reuniu todos os Seus devotos e, segurando-os pela mão, informou-lhes humildemente: \"Todos vós sois mais queridos para Mim do que Minha própria vida. Eu posso abandonar Minha vida, mas abandonar-vos é difícil para Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/9/", "verse_text": "tumi-saba bandhu mora bandhu-kṛtya kaile\nihāṅ āni' more jagannātha dekhāile", "devanagari": "> তুমি-সব বন্ধু মোর বন্ধুকৃত্য কৈলে ৷\n> ইহাঁ আনি’ মোরে জগন্নাথ দেখাইলে ৷৷ ৯ ৷৷ ॥৯॥", "synonyms": "*tumi-saba*—todos vós; *bandhu*—amigos; *mora*—Meus; *bandhu-kṛtya*—deveres de amigo; *kaile*—cumpristes; *ihāṅ*—aqui; *āni'*—trazendo; *more*—a Mim; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *dekhāile*—mostrastes.", "translation": "**\"Todos vós sois Meus amigos, e cumpristes apropriadamente os deveres de amigos ao trazer-Me aqui a Jagannātha Purī e dar-Me a oportunidade de ver o Senhor Jagannātha no templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/10/", "verse_text": "ebe sabā-sthāne muñi māgoṅ eka dāne\nsabe meli' ājñā deha, yāiba dakṣiṇe", "devanagari": "> এবে সবা-স্থানে মুঞি মাগোঁ এক দানে ৷\n> সবে মেলি’ আজ্ঞা দেহ, যাইব দক্ষিণে ৷৷ ১০ ৷৷ ॥১০॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *sabā-sthāne*—de todos vós; *muñi*—Eu; *māgoṅ*—imploro; *eka dāne*—um donativo; *sabe meli'*—todos juntos; *ājñā deha*—dai permissão; *yāiba*—Eu irei; *dakṣiṇe*—ao Sul da Índia.", "translation": "**\"Agora imploro a todos vós um pequeno gesto de caridade. Por favor, dai-Me permissão para partir numa excursão pelo Sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/11/", "verse_text": "viśvarūpa-uddeśe avaśya āmi yāba\nekākī yāiba, kāho saṅge nā la-iba", "devanagari": "> বিশ্বরূপ-উদ্দেশে অবশ্য আমি যাব ৷\n> একাকী যাইব, কাহো সঙ্গে না লইব ৷৷ ১১ ৷৷ ॥১১॥", "synonyms": "*viśvarūpa-uddeśe*—para encontrar Viśvarūpa; *avaśya*—certamente; *āmi*—Eu; *yāba*—irei; *ekākī*—sozinho; *yāiba*—irei; *kāho*—alguém; *saṅge*—em companhia; *nā*—não; *la-iba*—levarei.", "translation": "**\"Irei em busca de Viśvarūpa. Por favor, perdoai-Me, mas quero ir sozinho; não desejo levar ninguém comigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/12/", "verse_text": "setubandha haite āmi nā āsi yāvat\nnīlācale tumi saba rahibe tāvat", "devanagari": "> সেতুবন্ধ হৈতে আমি না আসি যাবৎ ৷\n> নীলাচলে তুমি সব রহিবে তাবৎ ৷৷ ১২ ৷৷ ॥১২॥", "synonyms": "*setubandha*—o ponto mais ao sul da Índia; *haite*—de; *āmi*—Eu; *nā*—não; *āsi*—retornar; *yāvat*—enquanto; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *tumi*—vós; *saba*—todos; *rahibe*—deveis permanecer; *tāvat*—todo esse tempo.", "translation": "**\"Até que Eu retorne de Setubandha, todos vós, queridos amigos, deveis permanecer em Jagannātha Purī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/13/", "verse_text": "viśvarūpa-siddhi-prāpti jānena sakala\ndakṣiṇa-deśa uddhārite karena ei chala", "devanagari": "> বিশ্বরূপ-সিদ্ধি-প্রাপ্তি জানেন সকল ৷\n> দক্ষিণ-দেশ উদ্ধারিতে করেন এই ছল ৷৷ ১৩ ৷৷ ॥১৩॥", "synonyms": "*viśvarūpa*—de Viśvarūpa; *siddhi*—da perfeição; *prāpti*—a obtenção; *jānena*—o Senhor sabe; *sakala*—tudo; *dakṣiṇa-deśa*—o Sul da Índia; *uddhārite*—apenas para liberar; *karena*—faz; *ei*—este; *chala*—pretexto.", "translation": "**Sabendo de tudo, Śrī Caitanya Mahāprabhu estava ciente de que Viśvarūpa já havia falecido. Contudo, era necessário fingir ignorância, para que Ele pudesse ir ao Sul da Índia e liberar o povo de lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/14/", "verse_text": "śuniyā sabāra mane haila mahā-duḥkha\nniḥśabda ha-ilā, sabāra śukāila mukha", "devanagari": "> শুনিয়া সবার মনে হৈল মহাদুঃখ ৷\n> নিঃশব্দ হইলা, সবার শুকাইল মুখ ৷৷ ১৪ ৷৷ ॥১৪॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo isso; *sabāra*—de todos os devotos; *mane*—nas mentes; *haila*—houve; *mahā-duḥkha*—grande tristeza; *niḥśabda*—silenciosos; *ha-ilā*—ficaram; *sabāra*—de todos; *śukāila*—secaram; *mukha*—os rostos.", "translation": "**Ao ouvirem essa mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os devotos ficaram muito tristes e permaneceram em silêncio, com os rostos abatidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/15/", "verse_text": "nityānanda-prabhu kahe,--\"aiche kaiche haya\nekākī yāibe tumi, ke ihā sahaya", "devanagari": "> নিত্যানন্দপ্ৰভু কহে, — “ঐছে কৈছে হয় ৷\n> একাকী যাইবে তুমি, কে ইহা সহয় ৷৷ ১৫ ৷৷ ॥১৫॥", "synonyms": "*nityānanda-prabhu kahe*—o Senhor Nityānanda Prabhu respondeu; *aiche kaiche haya*—como isso é possível; *ekākī*—sozinho; *yāibe*—irás; *tumi*—Tu; *ke*—quem; *ihā*—isto; *sahaya*—pode tolerar.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu então disse: \"Como é possível que vás sozinho? Quem pode tolerar isto?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/16/", "verse_text": "dui-eka saṅge caluka, nā paḍa haṭha-raṅge\nyāre kaha sei dui caluk tomāra saṅge", "devanagari": "> দুই-এক সঙ্গে চলুক, না পড় হঠ-রঙ্গে ৷\n> যারে কহ সেই দুই চলুক্ তোমার সঙ্গে ৷৷ ১৬ ৷৷ ॥১৬॥", "synonyms": "*dui*—dois; *eka*—ou um; *saṅge*—conTigo; *caluka*—que vão; *nā*—não; *paḍa*—caias; *haṭha-raṅge*—nas garras de ladrões e malfeitores; *yāre*—quem quer que; *kaha*—digas; *sei*—esses; *dui*—dois; *caluk*—que vão; *tomāra*—Tu; *saṅge*—junto.", "translation": "**\"Deixa que um ou dois de nós vão conTigo; do contrário, podes cair nas garras de ladrões e malfeitores pelo caminho. Que sejam quem Tu preferires, mas duas pessoas devem ir conTigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/17/", "verse_text": "dakṣiṇera tīrtha-patha āmi saba jāni\nāmi saṅge yāi, prabhu, ājñā deha tumi\"", "devanagari": "> দক্ষিণের তীর্থপথ আমি সব জানি ৷\n> আমি সঙ্গে যাই, প্রভু, আজ্ঞা দেহ তুমি ৷৷” ১৭ ৷৷ ॥১৭॥", "synonyms": "*dakṣiṇera*—do Sul da Índia; *tīrtha-patha*—os caminhos aos diferentes lugares de peregrinação; *āmi*—eu; *saba*—todos; *jāni*—conheço; *āmi*—eu; *saṅge*—conTigo; *yāi*—vou; *prabhu*—ó meu Senhor; *ājñā*—ordem; *deha*—dá; *tumi*—Tu.", "translation": "**\"De fato, conheço todos os caminhos aos diferentes lugares de peregrinação no Sul da Índia. Basta ordenares, e irei conTigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/18/", "verse_text": "prabhu kahe, \"āmi--nartaka, tumi--sūtra-dhāra\n\ntumi yaiche nācāo, taiche nartana āmāra", "devanagari": "> প্রভু কহে, “আমি — নর্তক, তুমি — সূত্রধার ৷\n> তুমি যৈছে নাচাও, তৈছে নর্তন আমার ৷৷ ১৮ ৷৷ ॥১৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *āmi*—Eu; *nartaka*—um dançarino; *tumi*—Tu; *sūtra-dhāra*—o titereiro; *tumi*—Tu; *yaiche*—assim como; *nācāo*—fazes dançar; *taiche*—dessa maneira; *nartana*—dançar; *āmāra*—Meu.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Eu sou simplesmente um dançarino, e Tu és o titereiro. Da maneira como puxas os cordéis para Me fazer dançar, dançarei dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/19/", "verse_text": "sannyāsa kariyā āmi calilāṅ vṛndāvana\n\ntumi āmā lañā āile advaita-bhavana", "devanagari": "> সন্ন্যাস করিয়া আমি চলিলাঙ বৃন্দাবন ৷\n> তুমি আমা লঞা আইলে অদ্বৈত-ভবন ৷৷ ১৯ ৷৷ ॥১৯॥", "synonyms": "*sannyāsa kariyā*—após aceitar a ordem renunciada; *āmi*—Eu; *calilāṅ*—fui; *vṛndāvana*—rumo a Vṛndāvana; *tumi*—Tu; *āmā*—Mim; *lañā*—levando; *āile*—foste; *advaita-bhavana*—à casa de Advaita Prabhu.", "translation": "**\"Após aceitar a ordem de sannyāsa, decidi ir a Vṛndāvana, mas Tu, em vez disso, Me levaste à casa de Advaita Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/20/", "verse_text": "nīlācala āsite pathe bhāṅgilā mora daṇḍa\n\ntomā-sabāra gāḍha-snehe āmāra kārya-bhaṅga", "devanagari": "> নীলাচল আসিতে পথে ভাঙ্গিলা মোর দণ্ড ৷\n> তোমা-সবার গাঢ়-স্নেহে আমার কার্য-ভঙ্গ ৷৷ ২০ ৷৷ ॥২০॥", "synonyms": "*nīlācala*—a Jagannātha Purī; *āsite*—indo para lá; *pathe*—no caminho; *bhāṅgilā*—quebraste; *mora*—Meu; *daṇḍa*—bastão de sannyāsa; *tomā-sabāra*—de todos vós; *gāḍha-snehe*—devido à profunda afeição; *āmāra*—Minhas; *kārya-bhaṅga*—perturbação das atividades.", "translation": "**\"Enquanto íamos a Jagannātha Purī, quebraste Meu bastão de sannyāsa. Sei que todos vós nutris grande afeição por Mim, mas tais coisas perturbam Minhas atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/21/", "verse_text": "jagadānanda cāhe āmā viṣaya bhuñjāite\n\nyei kahe sei bhaye cāhiye karite", "devanagari": "> জগদানন্দ চাহে আমা বিষয় ভুঞ্জাইতে ৷\n> যেই কহে সেই ভয়ে চাহিয়ে করিতে ৷৷ ২১ ৷৷ ॥২১॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda; *cāhe*—quer; *āmā*—Mim; *viṣaya*—gozo dos sentidos; *bhuñjāite*—fazer desfrutar; *yei kahe*—tudo o que ele diz; *sei*—isso; *bhaye*—por temor; *cāhiye*—quero; *karite*—fazer.", "translation": "**\"Jagadānanda quer que Eu desfrute do gozo corpóreo dos sentidos, e, por temor, faço tudo o que ele Me diz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/22/", "verse_text": "kabhu yadi iṅhāra vākya kariye anyathā\n\nkrodhe tina dina more nāhi kahe kathā", "devanagari": "> কভু যদি ইঁহার বাক্য করিয়ে অন্যথা ৷\n> ক্রোধে তিন দিন মোরে নাহি কহে কথা ৷৷ ২২ ৷৷ ॥২২॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *yadi*—se; *iṅhāra*—de Jagadānanda; *vākya*—as palavras; *kariye*—faço; *anyathā*—de outra forma; *krodhe*—com ira; *tina dina*—por três dias; *more*—a Mim; *nāhi*—não; *kahe*—fala; *kathā*—palavras.", "translation": "**\"Se, por vezes, faço algo contrário ao seu desejo, ele, com ira, fica três dias sem Me dirigir a palavra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/23/", "verse_text": "mukunda hayena duḥkhī dekhi' sannyāsa-dharma\n\ntinabāre śīte snāna, bhūmite śayana", "devanagari": "> মুকুন্দ হয়েন দুঃখী দেখি’ সন্ন্যাস-ধর্ম ৷\n> তিনবারে শীতে স্নান, ভূমিতে শয়ন ৷৷ ২৩ ৷৷ ॥২৩॥", "synonyms": "*mukunda*—Mukunda; *hayena*—fica; *duḥkhī*—infeliz; *dekhi'*—ao ver; *sannyāsa-dharma*—Meus princípios reguladores na ordem renunciada; *tina-bāre*—três vezes; *śīte*—no inverno; *snāna*—banho; *bhūmite*—no chão; *śayana*—deitar-se.", "translation": "**\"Sendo um *sannyāsī*, tenho o dever de deitar no chão e tomar banho três vezes ao dia, mesmo durante o inverno. Mas Mukunda fica muito infeliz quando vê Minhas severas austeridades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/24/", "verse_text": "antare duḥkhī mukunda, nāhi kahe mukhe\n\nihāra duḥkha dekhi' mora dvi-guṇa haye duḥkhe", "devanagari": "> অন্তরে দুঃখী মুকুন্দ, নাহি কহে মুখে ৷\n> ইহার দুঃখ দেখি’ মোর দ্বিগুণ হয়ে দুঃখে ৷৷ ২৪ ৷৷ ॥২৪॥", "synonyms": "*antare*—dentro de si; *duḥkhī*—infeliz; *mukunda*—Mukunda; *nāhi*—não; *kahe*—diz; *mukhe*—pela boca; *ihāra*—dele; *duḥkha*—a infelicidade; *dekhi'*—ao ver; *mora*—Minha; *dvi-guṇa*—o dobro; *haye*—há; *duḥkhe*—a infelicidade.", "translation": "**\"É claro que Mukunda nada diz, mas Eu sei que ele está muito infeliz por dentro, e, ao vê-lo infeliz, Eu fico duas vezes mais infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/25/", "verse_text": "āmi ta'--sannyāsī, dāmodara--brahmacārī\n\nsadā rahe āmāra upara śikṣā-daṇḍa dhari'", "devanagari": "> আমি ত’ — সন্ন্যাসী, দামোদর — ব্রহ্মচারী ৷\n> সদা রহে আমার উপর শিক্ষা-দণ্ড ধরি’ ৷৷ ২৫ ৷৷ ॥২৫॥", "synonyms": "*āmi ta'*—Eu de fato; *sannyāsī*—na ordem de vida renunciada; *dāmodara*—de nome Dāmodara; *brahmacārī*—em estágio de completo celibato; *sadā*—sempre; *rahe*—permanece; *āmāra upara*—sobre Mim; *śikṣā-daṇḍa*—uma vara para a Minha educação; *dhari'*—mantendo.", "translation": "**\"Embora Eu esteja na ordem de vida renunciada e Dāmodara seja um brahmacārī, ele ainda mantém uma vara na mão apenas para Me educar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/26/", "verse_text": "iṅhāra āge āmi nā jāni vyavahāra\n\niṅhāre nā bhāya svatantra caritra āmāra", "devanagari": "> ইঁহার আগে আমি না জানি ব্যবহার ৷\n> ইঁহারে না ভায় স্বতন্ত্র চরিত্র আমার ৷৷ ২৬ ৷৷ ॥২৬॥", "synonyms": "*iṅhāra āge*—diante dele; *āmi*—Eu; *nā*—não; *jāni*—conheço; *vyavahāra*—a etiqueta social; *iṅhāre*—para ele; *nā*—não; *bhāya*—existe; *svatantra*—independente; *caritra*—caráter; *āmāra*—Meu.", "translation": "**\"Segundo Dāmodara, ainda sou um neófito no que diz respeito à etiqueta social; por isso, ele não gosta de Minha natureza independente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/27/", "verse_text": "lokāpekṣā nāhi iṅhāra kṛṣṇa-kṛpā haite\n\nāmi lokāpekṣā kabhu nā pāri chāḍite", "devanagari": "> লোকাপেক্ষা নাহি ইঁহার কৃষ্ণকৃপা হৈতে ৷\n> আমি লোকাপেক্ষা কভু না পারি ছাড়িতে ৷৷ ২৭ ৷৷ ॥২৭॥", "synonyms": "*loka-apekṣā*—consideração pela sociedade; *nāhi*—não há; *iṅhāra*—de Dāmodara; *kṛṣṇa-kṛpā*—a misericórdia do Senhor; *haite*—em razão de; *āmi*—Eu; *loka-apekṣā*—dependência da opinião pública; *kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *pāri*—capaz; *chāḍite*—de abandonar.", "translation": "**\"Dāmodara Paṇḍita e outros são mais avançados em receber a misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; portanto, eles são independentes da opinião pública. Como tal, eles querem que Eu desfrute do gozo dos sentidos, ainda que isso seja antiético. Mas, como sou um pobre sannyāsī, não posso abandonar os deveres da ordem renunciada e, por isso, sigo-os estritamente.**", "purport": "Espera-se que um brahmacārī assista a um sannyāsī; portanto, um brahmacārī não deve tentar instruir um sannyāsī. Essa é a etiqueta. Por conseguinte, Dāmodara não deveria ter aconselhado Caitanya Mahāprabhu acerca de Seu dever."}
{"ref": "cc/madhya/7/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/28/", "verse_text": "ataeva tumi saba raha nīlācale\n\ndina kata āmi tīrtha bhramiba ekale\"", "devanagari": "> অতএব তুমি সব রহ নীলাচলে ৷\n> দিন কত আমি তীর্থ ভ্রমিব একলে ৷৷” ২৮ ৷৷ ॥২৮॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tumi*—vós; *saba*—todos; *raha*—permanecei; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *dina*—dias; *kata*—alguns; *āmi*—Eu; *tīrtha*—os lugares sagrados de peregrinação; *bhramiba*—percorrerei; *ekale*—sozinho.", "translation": "**\"Por isso, todos vós deveis permanecer aqui em Nīlācala por alguns dias, enquanto Eu percorro sozinho os lugares sagrados de peregrinação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/29/", "verse_text": "iṅhā-sabāra vaśa prabhu haye ye ye guṇe\n\ndoṣāropa-cchale kare guṇa āsvādane", "devanagari": "> ইঁহা-সবার বশ প্রভু হয়ে যে যে গুণে ৷\n> দোষারোপ-চ্ছলে করে গুণ আস্বাদনে ৷৷ ২৯ ৷৷ ॥২৯॥", "synonyms": "*iṅhā-sabāra*—de todos os devotos; *vaśa*—controlado; *prabhu*—o Senhor; *haye*—está; *ye ye*—quaisquer; *guṇe*—pelas qualidades; *doṣa-āropa-chale*—sob o pretexto de atribuir defeitos; *kare*—faz; *guṇa*—as elevadas qualidades; *āsvādane*—saborear.", "translation": "**Na verdade, o Senhor é controlado pelas boas qualidades de todos os Seus devotos. Sob o pretexto de atribuir faltas, Ele saboreou todas essas qualidades.**", "purport": "Todas as acusações feitas por Śrī Caitanya Mahāprabhu contra Seus amados devotos demonstravam, na realidade, Seu grande apreço pelo amor intenso que eles nutriam por Ele. Contudo, Ele mencionava esses defeitos um após o outro, como se estivesse ofendido pela intensa afeição deles. Os associados pessoais de Śrī Caitanya Mahāprabhu por vezes se comportavam de modo contrário aos princípios reguladores devido ao intenso amor pelo Senhor, e, por causa desse amor, o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu por vezes violava os princípios reguladores de um sannyāsī. Aos olhos do público, tais violações não são boas, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu estava tão controlado pelo amor de Seus devotos que Se via obrigado a quebrar algumas das regras. Embora os acusasse, Śrī Caitanya Mahāprabhu indicava indiretamente que estava muito satisfeito com o comportamento deles em puro amor a Deus. Por isso, no verso 27, Ele menciona que Seus devotos e associados dão mais importância ao amor a Kṛṣṇa do que à etiqueta social. Há muitos exemplos de serviço devocional prestado por ācāryas anteriores que não se importavam com o comportamento social quando estavam intensamente absortos em amor por Kṛṣṇa. Infelizmente, enquanto estivermos neste mundo material, devemos observar os costumes sociais para evitar a crítica do povo em geral. Este é o desejo de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/7/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/30/", "verse_text": "caitanyera bhakta-vātsalya--akathya-kathana\n\nāpane vairāgya-duḥkha karena sahana", "devanagari": "> চৈতন্যের ভক্ত-বাত্সল্য — অকথ্য-কথন ৷\n> আপনে বৈরাগ্য-দুঃখ করেন সহন ৷৷ ৩০ ৷৷ ॥৩০॥", "synonyms": "*caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-vātsalya*—o amor por Seus devotos; *akathya-kathana*—indescritível por palavras; *āpane*—pessoalmente; *vairāgya*—da ordem renunciada; *duḥkha*—infelicidade; *karena*—faz; *sahana*—tolerância.", "translation": "**Ninguém pode descrever adequadamente a afeição do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu por Seus devotos. Ele sempre tolerou toda sorte de infelicidade pessoal resultante de Sua aceitação da ordem de vida renunciada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/31/", "verse_text": "sei duḥkha dekhi' yei bhakta duḥkha pāya\n\nsei duḥkha tāṅra śaktye sahana nā yāya", "devanagari": "> সেই দুঃখ দেখি’ যেই ভক্ত দুঃখ পায় ৷\n> সেই দুঃখ তাঁর শক্ত্যে সহন না যায় ৷৷ ৩১ ৷৷ ॥৩১॥", "synonyms": "*sei duḥkha*—aquela infelicidade; *dekhi'*—ao ver; *yei*—quaisquer; *bhakta*—os devotos; *duḥkha*—infelicidade; *pāya*—obtêm; *sei duḥkha*—aquela infelicidade; *tāṅra*—Sua; *śaktye*—pela potência; *sahana*—tolerância; *nā*—não; *yāya*—possível.", "translation": "**Os princípios reguladores observados por Caitanya Mahāprabhu eram, por vezes, intoleráveis, e todos os devotos ficavam muito afetados por eles. Embora observasse estritamente os princípios reguladores, Caitanya Mahāprabhu não podia tolerar a infelicidade sentida por Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/32/", "verse_text": "guṇe doṣodgāra-cchale sabā niṣedhiyā\n\nekākī bhramibena tīrtha vairāgya kariyā", "devanagari": "> গুণে দোষোদ্গার-চ্ছলে সবা নিষেধিয়া ৷\n> একাকী ভ্রমিবেন তীর্থ বৈরাগ্য করিয়া ৷৷ ৩২ ৷৷ ॥৩২॥", "synonyms": "*guṇe*—nas boas qualidades; *doṣa-udgāra-chale*—sob o pretexto de atribuir defeitos; *sabā*—todos eles; *niṣedhiyā*—proibindo; *ekākī*—sozinho; *bhramibena*—percorrerá; *tīrtha*—os lugares sagrados de peregrinação; *vairāgya*—os princípios reguladores da ordem de vida renunciada; *kariyā*—observando.", "translation": "**Portanto, para impedir que eles O acompanhassem e ficassem infelizes, Śrī Caitanya Mahāprabhu declarou que as boas qualidades deles eram defeitos.**", "purport": "O Senhor queria percorrer sozinho todos os lugares de peregrinação e observar estritamente os deveres da ordem renunciada."}
{"ref": "cc/madhya/7/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/33/", "verse_text": "tabe cāri-jana bahu minati karila\n\nsvatantra īśvara prabhu kabhu nā mānila", "devanagari": "> তবে চারিজন বহু মিনতি করিল ৷\n> স্বতন্ত্র ঈশ্বর প্রভু কভু না মানিল ৷৷ ৩৩ ৷৷ ॥৩৩॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *cāri-jana*—quatro homens; *bahu*—muitas; *minati*—súplicas; *karila*—apresentaram; *svatantra*—independente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *mānila*—aceitou.", "translation": "**Quatro devotos, então, insistiram humildemente em acompanhar o Senhor, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu, sendo a independente Suprema Personalidade de Deus, não aceitou o pedido deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/34/", "verse_text": "tabe nityānanda kahe,--ye ājñā tomāra\n\nduḥkha sukha ye ha-uk kartavya āmāra", "devanagari": "> তবে নিত্যানন্দ কহে, — যে আজ্ঞা তোমার ৷\n> দুঃখ সুখ যে হউক্ কর্তব্য আমার ৷৷ ৩৪ ৷৷ ॥৩৪॥", "synonyms": "*tabe*—então; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *kahe*—diz; *ye ājñā*—qualquer ordem; *tomāra*—Tua; *duḥkha sukha*—aflição ou felicidade; *ye*—o que quer que; *ha-uk*—haja; *kartavya*—o dever; *āmāra*—Meu.", "translation": "**Em seguida, o Senhor Nityānanda disse: \"Qualquer que seja a Tua ordem, é o Meu dever cumpri-la, quer dela resulte felicidade ou infelicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/35/", "verse_text": "kintu eka nivedana karoṅ āra bāra\n\nvicāra kariyā tāhā kara aṅgīkāra", "devanagari": "> কিন্তু এক নিবেদন করোঁ আর বার ৷\n> বিচার করিয়া তাহা কর অঙ্গীকার ৷৷ ৩৫ ৷৷ ॥৩৫॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *eka*—uma; *nivedana*—petição; *karoṅ*—faço; *āra bāra*—de novo; *vicāra*—consideração; *kariyā*—dando; *tāhā*—isso; *kara*—faze; *aṅgīkāra*—aceitação.", "translation": "**\"Contudo, ainda apresento mais uma petição a Ti. Por favor, considera-a, e, se a achares conveniente, por favor, aceita-a.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/36/", "verse_text": "kaupīna, bahir-vāsa āra jala-pātra\n\nāra kichu nāhi yābe, sabe ei mātra", "devanagari": "> কৌপীন, বহির্বাস আর জলপাত্র ৷ আর কিছু নাহি যাবে, সবে এই মাত্র ৷৷ ৩৬ ৷৷ তোমার দুই হস্ত বদ্ধ নাম-গণনে ৷ জলপাত্র-বহির্বাস বহিবে কেমনে ৷৷ ৩৭ ৷৷ ॥৩৬॥", "synonyms": "*kaupīna*—tanga; *bahir-vāsa*—vestes externas; *āra*—e; *jala-pātra*—pote de água; *āra kichu*—qualquer outra coisa; *nāhi*—não; *yābe*—irá; *sabe*—tudo; *ei*—isto; *mātra*—apenas.", "translation": "**\"Deves levar contigo uma tanga, vestes externas e um pote de água. Nada mais deves levar além disso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/37/", "verse_text": "tomāra dui hasta baddha nāma-gaṇane\n\njala-pātra-bahirvāsa vahibe kemane", "devanagari": "", "synonyms": "*tomāra*—Tuas; *dui*—duas; *hasta*—mãos; *baddha*—ocupadas; *nāma*—o santo nome; *gaṇane*—em contar; *jala-pātra*—pote de água; *bahir-vāsa*—vestes externas; *vahibe*—carregarás; *kemane*—como.", "translation": "**\"Visto que Tuas duas mãos estarão sempre ocupadas em cantar e contar os santos nomes, como serás capaz de carregar o pote de água e as vestes externas?**", "purport": "Por este verso, fica claro que Caitanya Mahāprabhu cantava os santos nomes um número fixo de vezes por dia. Os Gosvāmīs costumavam seguir as pegadas de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Haridāsa Ṭhākura também seguia este princípio. A respeito dos Gosvāmīs — Śrīla Rūpa Gosvāmī, Śrīla Sanātana Gosvāmī, Śrīla Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī, Śrīla Jīva Gosvāmī, Śrīla Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī e Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī —, Śrīnivāsa Ācārya confirma: saṅkhyā-pūrvaka-nāma-gāna-natibhiḥ. (Ṣaḍ-gosvāmy-aṣṭaka 6) Além de outros deveres, Śrī Caitanya Mahāprabhu introduziu o sistema de cantar o santo nome do Senhor um número fixo de vezes por dia, como se confirma neste verso (tomāra dui hasta baddha nāma-gaṇane). Caitanya Mahāprabhu costumava contar nos dedos. Enquanto uma das mãos se ocupava em cantar, a outra mantinha o número de voltas. Isso é corroborado no Caitanya-candrāmṛta e também no Stava-mālā de Śrīla Rūpa Gosvāmī:\n\nbadhnan prema-bhara-prakampita-karo granthīn kaṭī-dorakaiḥ\nsaṅkhyātuṁ nija-loka-maṅgala-hare-kṛṣṇeti nāmnāṁ japan\n\n(Caitanya-candrāmṛta 16)\n\nhare kṛṣṇety uccaiḥ sphurita-rasano nāma-gaṇanā-\nkṛta-granthi-śreṇī-subhaga-kaṭi-sūtrojjvala-karaḥ\n\n(Prathama-Caitanyāṣṭaka 5)\n\nPortanto, os devotos na linha de Śrī Caitanya Mahāprabhu devem cantar pelo menos dezesseis voltas por dia, e este é o número prescrito pela Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. Haridāsa Ṭhākura cantava diariamente 300.000 nomes. Dezesseis voltas correspondem a cerca de 28.000 nomes. Não há necessidade de imitar Haridāsa Ṭhākura ou os outros Gosvāmīs, mas cantar o santo nome um número fixo de vezes por dia é essencial para todo devoto."}
{"ref": "cc/madhya/7/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/38/", "verse_text": "premāveśe pathe tumi habe acetana\n\ne-saba sāmagrī tomāra ke kare rakṣaṇa", "devanagari": "> প্রেমাবেশে পথে তুমি হবে অচেতন ৷\n> এ-সব সামগ্রী তোমার কে করে রক্ষণ ৷৷ ৩৮ ৷৷ ॥৩৮॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático a Deus; *pathe*—pelo caminho; *tumi*—Tu; *habe*—ficarás; *acetana*—inconsciente; *e-saba*—tudo isso; *sāmagrī*—parafernália; *tomāra*—Tua; *ke*—quem; *kare*—faz; *rakṣaṇa*—proteção.", "translation": "**\"Quando, pelo caminho, caíres inconsciente em amor extático a Deus, quem protegerá Teus pertences — o pote de água, as vestes e o restante?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/39/", "verse_text": "'kṛṣṇadāsa'-nāme ei sarala brāhmaṇa\n\niṅho saṅge kari' laha, dhara nivedana", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণদাস’-নামে এই সরল ব্রাহ্মণ ৷\n> ইঁহো সঙ্গে করি’ লহ, ধর নিবেদন ৷৷ ৩৯ ৷৷ ॥৩৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇadāsa-nāme*—chamado Kṛṣṇadāsa; *ei*—este; *sarala*—simples; *brāhmaṇa*—brāhmaṇa; *iṅho*—ele; *saṅge*—conTigo; *kari'*—aceitando; *laha*—leva; *dhara*—simplesmente atende; *nivedana*—à petição.", "translation": "**Śrī Nityānanda Prabhu continuou: \"Aqui está um brāhmaṇa simples, chamado Kṛṣṇadāsa. Por favor, aceita-o e leva-o conTigo. Esse é o Meu pedido.**", "purport": "Este Kṛṣṇadāsa, conhecido como Kālā Kṛṣṇadāsa, não é o Kālā Kṛṣṇadāsa mencionado no Décimo Primeiro Capítulo, verso 37, do *Ādi-līlā*. O Kālā Kṛṣṇadāsa mencionado no Décimo Primeiro Capítulo é um dos doze gopālas (vaqueirinhos) que apareceram para corroborar os passatempos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Ele é conhecido como um grande devoto do Senhor Nityānanda Prabhu. O brāhmaṇa chamado Kālā Kṛṣṇadāsa que foi com Śrī Caitanya ao sul da Índia e mais tarde a Bengala é mencionado no *Madhya-līlā*, Décimo Capítulo, versos 62-79. Não se deve considerar que estes dois sejam a mesma pessoa."}
{"ref": "cc/madhya/7/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/40/", "verse_text": "jala-pātra-vastra vahi' tomā-saṅge yābe\n\nye tomāra icchā, kara, kichu nā balibe", "devanagari": "> জলপাত্র-বস্ত্র বহি’ তোমা-সঙ্গে যাবে ৷\n> যে তোমার ইচ্ছা, কর, কিছু না বলিবে ৷৷ ৪০ ৷৷ ॥৪০॥", "synonyms": "*jala-pātra*—pote de água; *vastra*—e vestes; *vahi'*—carregando; *tomā-saṅge*—conTigo; *yābe*—irá; *ye*—o que quer que; *tomāra icchā*—seja Teu desejo; *kara*—faze; *kichu nā balibe*—ele nada dirá.", "translation": "**\"Ele carregará Teu pote de água e Tuas vestes. Podes fazer o que quiseres; ele nada dirá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/41/", "verse_text": "tabe tāṅra vākya prabhu kari' aṅgīkāre\n\ntāhā-sabā lañā gelā sārvabhauma-ghare", "devanagari": "> তবে তাঁর বাক্য প্রভু করি’ অঙ্গীকারে ৷\n> তাহা-সবা লঞা গেলা সার্বভৌম ঘরে ৷৷ ৪১ ৷৷ ॥৪১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *tāṅra*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *vākya*—as palavras; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kari'*—fazendo; *aṅgīkāre*—aceitação; *tāhā-sabā*—todos eles; *lañā*—levando; *gelā*—foi; *sārvabhauma-ghare*—à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.", "translation": "**Aceitando o pedido do Senhor Nityānanda Prabhu, o Senhor Caitanya levou todos os Seus devotos e dirigiu-se à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/42/", "verse_text": "namaskari' sārvabhauma āsana nivedila\n\nsabākāre mili' tabe āsane vasila", "devanagari": "> নমস্করি’ সার্বভৌম আসন নিবেদিল ৷\n> সবাকারে মিলি’ তবে আসনে বসিল ৷৷ ৪২ ৷৷ ॥৪২॥", "synonyms": "*namaskari'*—oferecendo reverências; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āsana*—lugares para sentar; *nivedila*—ofereceu; *sabākāre*—a todos eles; *mili'*—encontrando; *tabe*—depois disso; *āsane vasila*—ele se sentou.", "translation": "**Assim que eles entraram em sua casa, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ofereceu reverências ao Senhor e um lugar para sentar-se. Após acomodar todos os outros, o Bhaṭṭācārya tomou seu assento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/43/", "verse_text": "nānā kṛṣṇa-vārtā kahi' kahila tāṅhāre\n\n'tomāra ṭhāñi āilāṅ ājñā māgibāre", "devanagari": "> নানা কৃষ্ণবার্তা কহি’ কহিল তাঁহারে ৷\n> ‘তোমার ঠাঞি আইলাঙ আজ্ঞা মাগিবারে ৷৷ ৪৩ ৷৷ ॥৪৩॥", "synonyms": "*nānā*—vários; *kṛṣṇa-vārtā*—temas sobre o Senhor Kṛṣṇa; *kahi'*—discutindo; *kahila*—Ele informou; *tāṅhāre*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tomāra ṭhāñi*—à tua casa; *āilāṅ*—Eu vim; *ājñā*—ordem; *māgibāre*—para pedir.", "translation": "**Após terem discutido vários temas sobre o Senhor Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu informou a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya: \"Eu vim à tua casa apenas para receber tua ordem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/44/", "verse_text": "sannyāsa kari' viśvarūpa giyāche dakṣiṇe\n\navaśya kariba āmi tāṅra anveṣaṇe", "devanagari": "> সন্ন্যাস করি’ বিশ্বরূপ গিয়াছে দক্ষিণে ৷\n> অবশ্য করিব আমি তাঁর অন্বেষণে ৷৷ ৪৪ ৷৷ ॥৪৪॥", "synonyms": "*sannyāsa kari'*—após aceitar a ordem de sannyāsa; *viśvarūpa*—Viśvarūpa (o irmão mais velho de Śrī Caitanya Mahāprabhu); *giyāche*—foi; *dakṣiṇe*—ao sul da Índia; *avaśya*—certamente; *kariba*—farei; *āmi*—Eu; *tāṅra*—d'Ele; *anveṣaṇe*—a busca.", "translation": "**\"Meu irmão mais velho, Viśvarūpa, aceitou sannyāsa e foi para o sul da Índia. Agora devo ir procurá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/45/", "verse_text": "ājñā deha, avaśya āmi dakṣiṇe caliba\n\ntomāra ājñāte sukhe leuṭi' āsiba'", "devanagari": "> আজ্ঞা দেহ, অবশ্য আমি দক্ষিণে চলিব ৷\n> তোমার আজ্ঞাতে সুখে লেউটি’ আসিব’ ৷৷ ৪৫ ৷৷ ॥৪৫॥", "synonyms": "*ājñā deha*—por favor, dá permissão; *avaśya*—certamente; *āmi*—Eu; *dakṣiṇe*—no sul da Índia; *caliba*—irei; *tomāra*—tua; *ājñāte*—pela ordem; *sukhe*—com felicidade; *leuṭi'*—retornando; *āsiba*—virei.", "translation": "**\"Por favor, permite-Me partir, pois devo percorrer o sul da Índia. Com tua permissão, retornarei em breve, muito feliz.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/46/", "verse_text": "śuni' sārvabhauma hailā atyanta kātara\n\ncaraṇe dhariyā kahe viṣāda-uttara", "devanagari": "> শুনি’ সার্বভৌম হৈলা অত্যন্ত কাতর ৷\n> চরণে ধরিয়া কহে বিষাদ-উত্তর ৷৷ ৪৬ ৷৷ ॥৪৬॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo isso; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *hailā*—ficou; *atyanta*—imensamente; *kātara*—perturbado; *caraṇe*—os pés de lótus; *dhariyā*—segurando; *kahe*—diz; *viṣāda*—de lamentação; *uttara*—uma resposta.", "translation": "**Ao ouvir isso, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou imensamente perturbado. Segurando os pés de lótus de Caitanya Mahāprabhu, ele deu esta resposta pesarosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/47/", "verse_text": "'bahu-janmera puṇya-phale pāinu tomāra saṅga\n\nhena-saṅga vidhi mora karileka bhaṅga", "devanagari": "> ‘বহুজন্মের পুণ্যফলে পাইনু তোমার সঙ্গ ৷\n> হেন-সঙ্গ বিধি মোর করিলেক ভঙ্গ ৷৷ ৪৭ ৷৷ ॥৪৭॥", "synonyms": "*bahu-janmera*—de muitos nascimentos; *puṇya-phale*—como fruto de atividades piedosas; *pāinu*—obtive; *tomāra*—Tua; *saṅga*—associação; *hena-saṅga*—tal associação; *vidhi*—a providência; *mora*—minha; *karileka*—fez; *bhaṅga*—rompimento.", "translation": "**\"Após muitos nascimentos, devido a alguma atividade piedosa, obtive Tua associação. Agora a providência rompe esta inestimável associação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/48/", "verse_text": "śire vajra paḍe yadi, putra mari' yāya\n\ntāhā sahi, tomāra viccheda sahana nā yāya", "devanagari": "> শিরে বজ্র পড়ে যদি, পুত্র মরি’ যায় ৷\n> তাহা সহি, তোমার বিচ্ছেদ সহন না যায় ৷৷ ৪৮ ৷৷ ॥৪৮॥", "synonyms": "*śire*—sobre a cabeça; *vajra*—um raio; *paḍe*—cai; *yadi*—se; *putra*—o filho; *mari'*—morrendo; *yāya*—vai; *tāhā*—isso; *sahi*—posso tolerar; *tomāra*—Tua; *viccheda*—separação; *sahana*—suportar; *nā yāya*—não se consegue.", "translation": "**\"Se um raio cair sobre minha cabeça ou se meu filho morrer, posso tolerá-lo. Mas não consigo suportar a infelicidade de Tua separação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/49/", "verse_text": "svatantra-īśvara tumi karibe gamana\n\ndina katho raha, dekhi tomāra caraṇa'", "devanagari": "> স্বতন্ত্র-ঈশ্বর তুমি করিবে গমন ৷\n> দিন কথো রহ, দেখি তোমার চরণ’ ৷৷ ৪৯ ৷৷ ॥৪৯॥", "synonyms": "*svatantra-īśvara*—a independente Suprema Personalidade de Deus; *tumi*—Tu; *karibe*—farás; *gamana*—a partida; *dina*—dias; *katho*—alguns; *raha*—por favor, fica; *dekhi*—para que eu possa ver; *tomāra caraṇa*—Teus pés de lótus.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu és a independente Suprema Personalidade de Deus. Certamente partirás. Eu sei disso. Ainda assim, peço-Te que fiques aqui mais alguns dias, para que eu possa contemplar Teus pés de lótus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/50/", "verse_text": "tāhāra vinaye prabhura śithila haila mana\n\nrahila divasa katho, nā kaila gamana", "devanagari": "> তাহার বিনয়ে প্ৰভুর শিথিল হৈল মন ৷\n> রহিল দিবস কথো, না কৈল গমন ৷৷ ৫০ ৷৷ ॥৫০॥", "synonyms": "*tāhāra*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *vinaye*—com o pedido; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śithila*—abrandada; *haila*—ficou; *mana*—a mente; *rahila*—permaneceu; *divasa*—dias; *katho*—alguns; *nā*—não; *kaila*—fez; *gamana*—a partida.", "translation": "**Ao ouvir o pedido de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Caitanya Mahāprabhu cedeu. Permaneceu por mais alguns dias e não partiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/51/", "verse_text": "bhaṭṭācārya āgraha kari' karena nimantraṇa\ngṛhe pāka kari' prabhuke karā'na bhojana", "devanagari": "> ভট্টাচার্য আগ্রহ করি’ করেন নিমন্ত্রণ ৷\n> গৃহে পাক করি’ প্রভুকে করা’ন ভোজন ৷৷ ৫১ ৷৷ ॥৫১॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āgraha*—avidez; *kari'*—mostrando; *karena*—fazia; *nimantraṇa*—convite; *gṛhe*—em casa; *pāka*—cozinhar; *kari'*—fazendo; *prabhuke*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karā'na*—fazia; *bhojana*—comer.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya convidava avidamente o Senhor Caitanya Mahāprabhu à sua casa e O alimentava muito bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/52/", "verse_text": "tāṅhāra brāhmaṇī, tāṅra nāma--'ṣāṭhīra mātā'\nrāndhi' bhikṣā dena teṅho, āścarya tāṅra kathā", "devanagari": "> তাঁহার ব্রাহ্মণী, তাঁর নাম — ‘ষাঠীর মাতা’ ৷\n> রান্ধি’ ভিক্ষা দেন তেঁহো, আশ্চর্য তাঁর কথা ৷৷ ৫২ ৷৷ ॥৫২॥", "synonyms": "*tāṅhāra brāhmaṇī*—sua esposa; *tāṅra nāma*—o nome dela; *ṣāṭhīra mātā*—a mãe de Ṣāṭhī; *rāndhi'*—cozinhando; *bhikṣā dena*—oferece alimento; *teṅho*—ela; *āścarya*—maravilhosa; *tāṅra*—dela; *kathā*—narração.", "translation": "**A esposa do Bhaṭṭācārya, cujo nome era Ṣāṭhīmātā (a mãe de Ṣāṭhī), fazia a cozinha. As narrações desses passatempos são muito maravilhosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/53/", "verse_text": "āge ta' kahiba tāhā kariyā vistāra\nebe kahi prabhura dakṣiṇa-yātrā-samācāra", "devanagari": "> আগে ত’ কহিব তাহা করিয়া বিস্তার ৷\n> এবে কহি প্ৰভুর দক্ষিণ-যাত্রা-সমাচার ৷৷ ৫৩ ৷৷ ॥৫৩॥", "synonyms": "*āge*—mais tarde; *ta'*—de fato; *kahiba*—falarei; *tāhā*—todos esses incidentes; *kariyā*—fazendo; *vistāra*—elaboração; *ebe*—agora; *kahi*—deixai-me descrever; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *dakṣiṇa*—no Sul da Índia; *yātrā*—da peregrinação; *samācāra*—a narração.", "translation": "**Mais tarde falarei a esse respeito em detalhes elaborados, mas, por ora, desejo descrever a peregrinação de Śrī Caitanya Mahāprabhu pelo Sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/54/", "verse_text": "dina pāṅca rahi' prabhu bhaṭṭācārya-sthāne\ncalibāra lāgi' ājñā māgilā āpane", "devanagari": "> দিন পাঁচ রহি’ প্রভু ভট্টাচার্য-স্থানে ৷\n> চলিবার লাগি’ আজ্ঞা মাগিলা আপনে ৷৷ ৫৪ ৷৷ ॥৫৪॥", "synonyms": "*dina pāṅca*—cinco dias; *rahi'*—permanecendo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭācārya-sthāne*—na residência de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *calibāra lāgi'*—para partir; *ājñā*—permissão; *māgilā*—pediu; *āpane*—pessoalmente.", "translation": "**Após permanecer cinco dias na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu pessoalmente lhe pediu permissão para partir rumo ao Sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/55/", "verse_text": "prabhura āgrahe bhaṭṭācārya sammata ha-ilā\nprabhu tāṅre lañā jagannātha-mandire gelā", "devanagari": "> প্রভুর আগ্রহে ভট্টাচার্য সম্মত হইলা ৷\n> প্রভু তাঁরে লঞা জগন্নাথ-মন্দিরে গেলা ৷৷ ৫৫ ৷৷ ॥৫৫॥", "synonyms": "*prabhura āgrahe*—pela avidez de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *sammata ha-ilā*—concordou; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele (Sārvabhauma Bhaṭṭācārya); *lañā*—levando; *jagannātha-mandire*—ao templo do Senhor Jagannātha; *gelā*—foi.", "translation": "**Após receber a permissão do Bhaṭṭācārya, o Senhor Caitanya Mahāprabhu foi ver o Senhor Jagannātha no templo. Ele levou o Bhaṭṭācārya consigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/56/", "verse_text": "darśana kari' ṭhākura-pāśa ājñā māgilā\npūjārī prabhure mālā-prasāda āni' dilā", "devanagari": "> দর্শন করি’ ঠাকুর-পাশ আজ্ঞা মাগিলা ৷\n> পূজারী প্রভুরে মালা-প্রসাদ আনি’ দিলা ৷৷ ৫৬ ৷৷ ॥৫৬॥", "synonyms": "*darśana kari'*—visitando o Senhor; *ṭhākura-pāśa*—do Senhor; *ājñā māgilā*—pediu permissão; *pūjārī*—o sacerdote; *prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mālā*—guirlanda; *prasāda*—restos de alimento; *āni'*—trazendo; *dilā*—entregou.", "translation": "**Ao ver o Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu também pediu Sua permissão. O sacerdote então imediatamente entregou prasāda e uma guirlanda ao Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/57/", "verse_text": "ājñā-mālā pāñā harṣe namaskāra kari'\nānande dakṣiṇa-deśe cale gaurahari", "devanagari": "> আজ্ঞা-মালা পাঞা হর্ষে নমস্কার করি’ ৷\n> আনন্দে দক্ষিণ-দেশে চলে গৌরহরি ৷৷ ৫৭ ৷৷ ॥৫৭॥", "synonyms": "*ājñā-mālā*—a guirlanda da permissão; *pāñā*—obtendo; *harṣe*—em grande júbilo; *namaskāra*—reverências; *kari'*—oferecendo; *ānande*—com grande prazer; *dakṣiṇa-deśe*—rumo ao Sul da Índia; *cale*—parte; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, recebendo a permissão do Senhor Jagannātha sob a forma de uma guirlanda, Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu reverências e então, em grande júbilo, preparou-Se para partir rumo ao Sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/58/", "verse_text": "bhaṭṭācārya-saṅge āra yata nija-gaṇa\njagannātha pradakṣiṇa kari' karilā gamana", "devanagari": "> ভট্টাচার্য-সঙ্গে আর যত নিজগণ ৷\n> জগন্নাথ প্রদক্ষিণ করি’ করিলা গমন ৷৷ ৫৮ ৷৷ ॥৫৮॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya-saṅge*—com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āra*—e; *yata*—todos; *nija-gaṇa*—devotos pessoais; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *pradakṣiṇa*—circungiração; *kari'*—concluindo; *karilā*—fez; *gamana*—partida.", "translation": "**Acompanhado por Seus associados pessoais e por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu circungirou o altar de Jagannātha. O Senhor então partiu em Sua peregrinação pelo Sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/59/", "verse_text": "samudra-tīre tīre ālālanātha-pathe\nsārvabhauma kahilena ācārya-gopīnāthe", "devanagari": "> সমুদ্ৰ-তীরে তীরে আলালনাথ-পথে ৷\n> সার্বভৌম কহিলেন আচার্য-গোপীনাথে ৷৷ ৫৯ ৷৷ ॥৫৯॥", "synonyms": "*samudra-tīre*—na praia do mar; *tīre*—na praia; *ālālanātha-pathe*—no caminho para o templo de Ālālanātha; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahilena*—disse; *ācārya-gopīnāthe*—a Gopīnātha Ācārya.", "translation": "**Enquanto o Senhor seguia pelo caminho de Ālālanātha, que ficava à beira-mar, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya deu as seguintes ordens a Gopīnātha Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/60/", "verse_text": "cāri kopīna-bahirvāsa rākhiyāchi ghare\ntāhā, prasādānna, lañā āisa vipra-dvāre", "devanagari": "> চারি কৌপীন-বহির্বাস রাখিয়াছি ঘরে ৷\n> তাহা, প্রসাদান্ন, লঞা আইস বিপ্রদ্বারে ৷৷ ৬০ ৷৷ ॥৬০॥", "synonyms": "*cāri kopīna-bahirvāsa*—quatro conjuntos de tangas e vestes externas; *rākhiyāchi*—guardei; *ghare*—em casa; *tāhā*—isso; *prasāda-anna*—restos do alimento do Senhor Jagannātha; *lañā*—levando; *āisa*—vem aqui; *vipra-dvāre*—por meio de algum brāhmaṇa.", "translation": "**\"Traze os quatro conjuntos de tangas e vestes externas que guardo em casa, e também um pouco de prasāda do Senhor Jagannātha. Podes carregar essas coisas com a ajuda de algum brāhmaṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/61/", "verse_text": "tabe sārvabhauma kahe prabhura caraṇe\navaśya pālibe, prabhu, mora nivedane", "devanagari": "> তবে সার্বভৌম কহে প্ৰভুর চরণে ৷ অবশ্য পালিবে, প্রভু, মোর নিবেদনে ৷৷ ৬১ ৷৷ ‘রামানন্দ রায়’ আছে গোদাবরী-তীরে ৷ অধিকারী হয়েন তেঁহো বিদ্যানগরে ৷৷ ৬২ ৷৷ ॥৬১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—disse; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor; *avaśya*—certamente; *pālibe*—atenderás; *prabhu*—meu Senhor; *mora*—meu; *nivedane*—pedido.", "translation": "**Enquanto o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu partia, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya submeteu o seguinte a Seus pés de lótus: \"Meu Senhor, tenho um último pedido que espero que tenhas a bondade de atender.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/62/", "verse_text": "'rāmānanda rāya' āche godāvarī-tīre\nadhikārī hayena teṅho vidyānagare", "devanagari": "", "synonyms": "*rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *āche*—há; *godāvarī-tīre*—na margem do rio Godāvarī; *adhikārī*—um funcionário responsável; *hayena*—é; *teṅho*—ele; *vidyā-nagare*—na cidade conhecida como Vidyānagara.", "translation": "**\"Na cidade de Vidyānagara, à margem do Godāvarī, há um funcionário responsável do governo chamado Rāmānanda Rāya.**", "purport": "Em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya, Bhaktivinoda Ṭhākura declara que Vidyānagara é hoje conhecida como Porbandar. Há outra Porbandar no oeste da Índia, na província de Gujarat."}
{"ref": "cc/madhya/7/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/63/", "verse_text": "śūdra viṣayi-jñāne upekṣā nā karibe\nāmāra vacane tāṅre avaśya milibe", "devanagari": "> শূদ্র বিষয়ি-জ্ঞানে উপেক্ষা না করিবে ৷\n> আমার বচনে তাঁরে অবশ্য মিলিবে ৷৷ ৬৩ ৷৷ ॥৬৩॥", "synonyms": "*śūdra*—a quarta divisão social; *viṣayi-jñāne*—pela impressão de ser um homem mundano; *upekṣā*—negligência; *nā karibe*—não deves fazer; *āmāra*—meu; *vacane*—a pedido; *tāṅre*—com ele; *avaśya*—certamente; *milibe*—deves Te encontrar.", "translation": "**\"Por favor, não o negligencies, pensando que ele pertence a uma família śūdra ocupada em atividades materiais. É meu pedido que Te encontres com ele sem falta.\"**", "purport": "No varṇāśrama-dharma, o śūdra é a quarta divisão no status social. Paricaryātmakaṁ karma śūdrasyāpi svabhāva-jam (Bg. 18.44). Os śūdras destinam-se a ocupar-se no serviço das três classes superiores: brāhmaṇas, kṣatriyas e vaiśyas. Śrī Rāmānanda Rāya pertencia à classe karaṇa, que é o equivalente à classe kāyastha em Bengala. Essa classe é considerada śūdra em toda a Índia. Diz-se que os kāyasthas bengalis estavam originalmente ocupados como servos dos brāhmaṇas que vieram do norte da Índia para Bengala. Mais tarde, a classe administrativa tornou-se os kāyasthas em Bengala. Hoje há muitas classes mistas conhecidas como kāyastha. Às vezes diz-se em Bengala que aqueles que não podem reivindicar nenhuma classe específica pertencem à classe kāyastha. Embora esses kāyasthas ou karaṇas sejam considerados śūdras, são muito inteligentes e altamente educados. A maioria deles exerce profissões como a de advogado ou político. Assim, em Bengala, os kāyasthas às vezes são considerados kṣatriyas. Em Orissa, contudo, a classe kāyastha, que inclui os karaṇas, é considerada na categoria śūdra. Śrīla Rāmānanda Rāya pertencia a essa classe karaṇa; portanto, era considerado um śūdra. Ele também era o governador do Sul da Índia sob o regime de Mahārāja Pratāparudra de Orissa. Em outras palavras, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya informou ao Senhor Caitanya Mahāprabhu que Rāmānanda Rāya, embora pertencesse à classe śūdra, era um funcionário do governo de alta responsabilidade. No que diz respeito ao avanço espiritual, os materialistas, os políticos e os śūdras geralmente são desqualificados. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, portanto, pediu que o Senhor Caitanya Mahāprabhu não negligenciasse Rāmānanda Rāya, que era altamente avançado em termos espirituais, embora tivesse nascido śūdra e materialista.\n\nUm viṣayī é aquele que está apegado à vida familiar e se interessa apenas pela esposa, pelos filhos e pelo gozo mundano dos sentidos. Os sentidos podem ocupar-se tanto no gozo mundano quanto no serviço do Senhor. Aqueles que não estão ocupados no serviço do Senhor e se interessam apenas pelo gozo material dos sentidos chamam-se viṣayī. Śrīla Rāmānanda Rāya estava ocupado no serviço do governo e pertencia à classe karaṇa. Ele certamente não era um sannyāsī em vestes açafroadas, porém estava na posição transcendental de um paramahaṁsa chefe de família. Antes de tornar-se discípulo de Caitanya Mahāprabhu, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya considerava Rāmānanda Rāya um viṣayī comum, porque ele era um chefe de família ocupado no serviço do governo. Contudo, quando o Bhaṭṭācārya foi realmente iluminado na filosofia vaiṣṇava, pôde compreender a elevada posição transcendental de Śrī Rāmānanda Rāya; portanto, referiu-se a ele como adhikārī. Um adhikārī é aquele que conhece a ciência transcendental de Kṛṣṇa e está ocupado em Seu serviço; portanto, todos os devotos gṛhasthas são designados como dāsa adhikārī."}
{"ref": "cc/madhya/7/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/64/", "verse_text": "tomāra saṅgera yogya teṅho eka jana\npṛthivīte rasika bhakta nāhi tāṅra sama", "devanagari": "> তোমার সঙ্গের যোগ্য তেঁহো এক জন ৷\n> পৃথিবীতে রসিক ভক্ত নাহি তাঁর সম ৷৷ ৬৪ ৷৷ ॥৬৪॥", "synonyms": "*tomāra*—Tua; *saṅgera*—de associação; *yogya*—apto; *teṅho*—ele (Rāmānanda Rāya); *eka*—uma; *jana*—pessoa; *pṛthivīte*—no mundo; *rasika*—perito nas doçuras transcendentais; *bhakta*—devoto; *nāhi*—não há; *tāṅra sama*—como ele.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya prosseguiu: \"Rāmānanda Rāya é uma pessoa apta a associar-se conTigo; nenhum outro devoto pode comparar-se a ele em conhecimento das doçuras transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/65/", "verse_text": "pāṇḍitya āra bhakti-rasa,--duṅhera teṅho sīmā\nsambhāṣile jānibe tumi tāṅhāra mahimā", "devanagari": "> পাণ্ডিত্য আর ভক্তিরস, — দুঁহের তেঁহো সীমা ৷\n> সম্ভাষিলে জানিবে তুমি তাঁহার মহিমা ৷৷ ৬৫ ৷৷ ॥৬৫॥", "synonyms": "*pāṇḍitya*—erudição; *āra*—e; *bhakti-rasa*—as doçuras do serviço devocional; *duṅhera*—destas duas; *teṅho*—ele; *sīmā*—o limite; *sambhāṣile*—quando conversares com ele; *jānibe*—saberás; *tumi*—Tu; *tāṅhāra*—dele; *mahimā*—as glórias.", "translation": "**\"Ele é um erudito dos mais sábios, bem como um perito nas doçuras devocionais. De fato, ele é dos mais elevados, e, se conversares com ele, verás quão glorioso ele é.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/66/", "verse_text": "alaukika vākya ceṣṭā tāṅra nā bujhiyā\nparihāsa kariyāchi tāṅre 'vaiṣṇava' baliyā", "devanagari": "> অলৌকিক বাক্য চেষ্টা তাঁর না বুঝিয়া ৷\n> পরিহাস করিয়াছি তাঁরে ‘বৈষ্ণব’ বলিয়া ৷৷ ৬৬ ৷৷ ॥৬৬॥", "synonyms": "*alaukika*—incomuns; *vākya*—palavras; *ceṣṭā*—esforço; *tāṅra*—dele; *nā*—sem; *bujhiyā*—compreender; *parihāsa*—zombaria; *kariyāchi*—fiz; *tāṅre*—dele; *vaiṣṇava*—um devoto do Senhor; *baliyā*—como.", "translation": "**\"Não pude perceber, quando falei pela primeira vez com Rāmānanda Rāya, que seus temas e empenhos eram todos transcendentalmente incomuns. Zombei dele simplesmente por ele ser um vaiṣṇava.\"**", "purport": "Qualquer pessoa que não seja um vaiṣṇava, ou seja, um devoto puro da Suprema Personalidade de Deus, deve ser um materialista. Um vaiṣṇava que vive segundo as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu certamente não está na plataforma materialista. *Caitanya* significa \"força espiritual\". Todas as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu foram realizadas na plataforma da compreensão espiritual; por isso, somente aqueles que se encontram na plataforma espiritual são capazes de compreender as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu. As pessoas materialistas que não conseguem compreendê-las são geralmente conhecidas como *karmīs* ou *jñānīs*. Os *jñānīs* são especuladores mentais que simplesmente tentam entender o que é o espírito e o que é a alma. Seu processo é *neti neti*: \"Isto não é espírito, isto não é Brahman.\" Os *jñānīs* são um pouco mais avançados do que os obtusos *karmīs*, que se interessam simplesmente pela gratificação dos sentidos. Antes de tornar-se um vaiṣṇava, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya era um especulador mental (*jñānī*) e, como tal, vivia fazendo chacota dos vaiṣṇavas. Um vaiṣṇava jamais concorda com o sistema especulativo dos *jñānīs*. Tanto os *jñānīs* quanto os *karmīs* dependem da percepção sensorial direta para seu conhecimento imperfeito. Os *karmīs* nunca concordam em aceitar nada que não seja diretamente percebido, e os *jñānīs* apresentam apenas hipóteses. Os vaiṣṇavas, porém, os devotos puros do Senhor, não seguem o processo de adquirir conhecimento pela percepção sensorial direta ou pela especulação mental. Por serem servos da Suprema Personalidade de Deus, os devotos recebem o conhecimento diretamente da Suprema Personalidade de Deus, tal como Ele o fala no *Bhagavad-gītā*, ou às vezes tal como Ele o transmite interiormente como o *caitya-guru*. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/10/10|(Bg. 10.10)]]:\n\n> teṣāṁ satata-yuktānāṁ\n> bhajatāṁ prīti-pūrvakam\n> dadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\n> yena mām upayānti te\n\n\"Àqueles que estão constantemente dedicados a Me servir com amor, concedo o entendimento pelo qual podem chegar a Mim.\" [[bg/10/10|(Bg. 10.10)]]\n\nConsidera-se que os *Vedas* foram falados pela Suprema Personalidade de Deus. Foram primeiramente realizados por Brahmā, que é o primeiro ser criado no universo (*tene brahma hṛdā ya ādi-kavaye*). Nosso processo é receber o conhecimento através do sistema *paramparā*, de Kṛṣṇa a Brahmā, a Nārada, Vyāsa, Śrī Caitanya Mahāprabhu e os seis Gosvāmīs. Pela sucessão discipular, o Senhor Brahmā foi iluminado interiormente pela pessoa original, Kṛṣṇa. Nosso conhecimento é plenamente perfeito por ter sido transmitido de mestre a discípulo. Um vaiṣṇava está sempre ocupado no serviço devocional amoroso e transcendental do Senhor; assim, nem os *karmīs* nem os *jñānīs* conseguem compreender as atividades de um vaiṣṇava. Diz-se: *vaiṣṇavera kriyā-mudrā vijñeha nā bujhaya* — nem mesmo o homem mais erudito que depende da percepção direta do conhecimento consegue compreender as atividades de um vaiṣṇava. Após ser iniciado no vaiṣṇavismo por Śrī Caitanya Mahāprabhu, Bhaṭṭācārya percebeu que erro havia cometido ao tentar compreender Rāmānanda Rāya, que era muito erudito e cujos esforços se dirigiam todos a prestar serviço devocional amoroso e transcendental ao Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/7/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/67/", "verse_text": "tomāra prasāde ebe jāninu tāṅra tattva\n\nsambhāṣile jānibe tāṅra yemana mahattva", "devanagari": "> তোমার প্রসাদে এবে জানিনু তাঁর তত্ত্ব ৷\n> সম্ভাষিলে জানিবে তাঁর যেমন মহত্ত্ব ৷৷ ৬৭ ৷৷ ॥৬৭॥", "synonyms": "*tomāra prasāde*—por Tua misericórdia; *ebe*—agora; *jāninu*—compreendi; *tāṅra*—dele (de Rāmānanda Rāya); *tattva*—a verdade; *sambhāṣile*—ao conversar juntos; *jānibe*—conhecerás; *tāṅra*—sua; *yemana*—tal; *mahattva*—grandeza.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya disse: \"Por Tua misericórdia, posso agora compreender a verdade a respeito de Rāmānanda Rāya. Ao conversar com ele, Tu também reconhecerás a grandeza dele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/68/", "verse_text": "aṅgīkāra kari' prabhu tāṅhāra vacana\n\ntāṅre vidāya dite tāṅre kaila āliṅgana", "devanagari": "> অঙ্গীকার করি’ প্রভু তাঁহার বচন ৷\n> তাঁরে বিদায় দিতে তাঁরে কৈল আলিঙ্গন ৷৷ ৬৮ ৷৷ ॥৬৮॥", "synonyms": "*aṅgīkāra kari'*—aceitando esta proposta; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tāṅhāra*—dele (de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya); *vacana*—o pedido; *tāṅre*—a ele; *vidāya dite*—para oferecer a despedida; *tāṅre*—a ele; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou o pedido de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya de que Se encontrasse com Rāmānanda Rāya. Despedindo-se dele, o Senhor o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/69/", "verse_text": "\"ghare kṛṣṇa bhaji' more kariha āśīrvāde\n\nnīlācale āsi' yena tomāra prasāde\"", "devanagari": "> “ঘরে কৃষ্ণ ভজি’ মোরে করিহ আশীর্বাদে ৷\n> নীলাচলে আসি’ যেন তোমার প্রসাদে ৷৷” ৬৯ ৷৷ ॥৬৯॥", "synonyms": "*ghare*—em casa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhaji'*—adorando; *more*—a Mim; *kariha*—faze; *āśīrvāde*—bênção; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āsi'*—retornando; *yena*—de modo que; *tomāra*—tua; *prasāde*—pela misericórdia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu ao Bhaṭṭācārya que O abençoasse enquanto se ocupava no serviço devocional do Senhor Kṛṣṇa em casa, para que, pela misericórdia de Sārvabhauma, o Senhor pudesse retornar a Jagannātha Purī.**", "purport": "A expressão *kariha āśīrvāde* significa \"continua a conceder-Me tuas bênçãos\". Sendo um *sannyāsī,* Caitanya Mahāprabhu estava na mais elevada plataforma de respeito e adoração, ao passo que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, como chefe de família, estava na segunda plataforma. Por conseguinte, supõe-se que um *sannyāsī* deva oferecer bênçãos a um *gṛhastha.* Ora, Śrī Caitanya Mahāprabhu, por Seu comportamento prático, pediu as bênçãos de um *gṛhastha.* Este é o significado especial da pregação de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele concedia igual status a todos, independentemente de considerações materiais. Seu movimento é inteiramente espiritual. Embora aparentemente fosse um *gṛhastha* (chefe de família), Sārvabhauma Bhaṭṭācārya não era como os supostos *karmīs* interessados na gratificação dos sentidos. Após ser iniciado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Bhaṭṭācārya situou-se perfeitamente na ordem espiritual; portanto, era-lhe perfeitamente possível oferecer bênçãos até mesmo a um *sannyāsī.* Ele estava sempre ocupado no serviço ao Senhor, mesmo em casa. Em nossa linha discipular, temos o exemplo de um perfeito *paramahaṁsa* chefe de família — Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura. Em seu livro *Śaraṇāgati,* Bhaktivinoda Ṭhākura afirmou: *ye-dina gṛhe, bhajana dekhi', gṛhete goloka bhāya* (*Śaraṇāgati* 31.6). Sempre que um chefe de família glorifica o Senhor Supremo em seu lar, suas atividades imediatamente se transformam nas atividades de Goloka Vṛndāvana, atividades espirituais que ocorrem no planeta Goloka Vṛndāvana de Kṛṣṇa. As atividades exibidas pelo próprio Kṛṣṇa em Bhauma Vṛndāvana, a Vṛndāvana-dhāma existente neste planeta, não são diferentes de Suas atividades no planeta Goloka Vṛndāvana. Esta é a percepção correta de Vṛndāvana em qualquer lugar. Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, inauguramos as atividades de Nova Vṛndāvana, em que os devotos estão sempre ocupados no transcendental serviço amoroso ao Senhor, e isso não é diferente de Goloka Vṛndāvana. A conclusão é que aquele que age estritamente na linha de Śrī Caitanya Mahāprabhu é competente para oferecer bênçãos aos *sannyāsīs,* ainda que seja um *gṛhastha,* chefe de família. Embora esteja numa posição exaltada, um *sannyāsī* deve, contudo, elevar-se à plataforma transcendental prestando serviço ao Senhor. Por Seu comportamento real, Caitanya Mahāprabhu implorou as bênçãos de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Ele deu o exemplo de como se deve esperar bênçãos de um vaiṣṇava, independentemente de sua posição social."}
{"ref": "cc/madhya/7/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/70/", "verse_text": "eta bali' mahāprabhu karilā gamana\n\nmūrcchita hañā tāhāṅ paḍilā sārvabhauma", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্ৰভু করিলা গমন ৷\n> মূর্চ্ছিত হঞা তাহাঁ পড়িলা সার্বভৌম ৷৷ ৭০ ৷৷ ॥৭০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā*—fez; *gamana*—partida; *mūrcchita*—desmaiado; *hañā*—tornando-se; *tāhāṅ*—ali; *paḍilā*—caiu; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.", "translation": "**Dizendo isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu em Sua viagem, e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya imediatamente desmaiou e caiu ao chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/71/", "verse_text": "tāṅre upekṣiyā kaila śīghra gamana\n\nke bujhite pāre mahāprabhura citta-mana", "devanagari": "> তাঁরে উপেক্ষিয়া কৈল শীঘ্র গমন ৷\n> কে বুঝিতে পারে মহাপ্রভুর চিত্ত-মন ৷৷ ৭১ ৷৷ ॥৭১॥", "synonyms": "*tāṅre*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *upekṣiyā*—não prestando séria atenção; *kaila*—fez; *śīghra*—muito rápido; *gamana*—caminhada; *ke*—quem; *bujhite*—compreender; *pāre*—é capaz; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *citta-mana*—a mente e a intenção.", "translation": "**Embora Sārvabhauma Bhaṭṭācārya tivesse desmaiado, Śrī Caitanya Mahāprabhu não tomou conhecimento dele. Em vez disso, partiu rapidamente. Quem pode compreender a mente e a intenção de Śrī Caitanya Mahāprabhu?**", "purport": "Naturalmente esperava-se que, quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya desmaiasse e caísse ao chão, Śrī Caitanya Mahāprabhu cuidaria dele e aguardaria que recobrasse a consciência, mas Ele não o fez. Pelo contrário, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente partiu em Sua viagem. Por isso, é muito difícil compreender as atividades de uma pessoa transcendental. Às vezes elas podem parecer um tanto estranhas, mas uma personalidade transcendental permanece em sua posição, não afetada por considerações materiais."}
{"ref": "cc/madhya/7/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/72/", "verse_text": "mahānubhāvera cittera svabhāva ei haya\n\npuṣpa-sama komala, kaṭhina vajra-maya", "devanagari": "> মহানুভাবের চিত্তের স্বভাব এই হয় ৷\n> পুষ্প-সম কোমল, কঠিন বজ্রময় ৷৷ ৭২ ৷৷ ॥৭২॥", "synonyms": "*mahā-anubhāvera*—de uma grande personalidade; *cittera*—da mente; *svabhāva*—a natureza; *ei haya*—esta é; *puṣpa-sama*—como uma flor; *komala*—suave; *kaṭhina*—duro; *vajra-maya*—como um raio.", "translation": "**Esta é a natureza da mente de uma personalidade incomum. Às vezes ela é suave como uma flor, mas às vezes é dura como um raio.**", "purport": "A suavidade de uma flor e a dureza de um raio reconciliam-se no comportamento de uma grande personalidade. A seguinte citação do Uttara-rāma-carita (2.7) explica este comportamento. Pode-se também consultar o *Madhya-līlā*, Terceiro Capítulo, verso 212."}
{"ref": "cc/madhya/7/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/73/", "verse_text": "vajrād api kaṭhorāṇi\n\nmṛdūni kusumād api\n\nlokottarāṇāṁ cetāṁsi\n\nko nu vijñātum īśvaraḥ", "devanagari": "> বজ্রাদপি কঠোরাণি মৃদূনি কুসুমাদপি ৷\n> লোকোত্তরাণাং চেতাংসি কো নু বিজ্ঞাতুমীশ্বরঃ ৷৷ ৭৩ ৷৷ ॥৭৩॥", "synonyms": "*vajrāt api*—do que um raio; *kaṭhorāṇi*—mais duros; *mṛdūni*—mais suaves; *kusumāt api*—do que uma flor; *loka-uttarāṇām*—pessoas acima da plataforma humana de comportamento; *cetāṁsi*—os corações; *kaḥ*—quem; *nu*—mas; *vijñātum*—compreender; *īśvaraḥ*—capaz.", "translation": "**\"Os corações daqueles que estão acima do comportamento comum são às vezes mais duros que um raio e às vezes mais suaves que uma flor. Como se pode acomodar tais contradições em grandes personalidades?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/74/", "verse_text": "nityānanda prabhu bhaṭṭācārye uṭhāila\n\ntāṅra loka-saṅge tāṅre ghare pāṭhāila", "devanagari": "> নিত্যানন্দপ্রভু ভট্টাচার্যে উঠাইল ৷\n> তাঁর লোকসঙ্গে তাঁরে ঘরে পাঠাইল ৷৷ ৭৪ ৷৷ ॥৭৪॥", "synonyms": "*nityānanda prabhu*—o Senhor Śrī Nityānanda Prabhu; *bhaṭṭācārye*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *uṭhāila*—ergueu; *tāṅra*—Seus; *loka-saṅge*—junto com os associados; *tāṅre*—a ele (o Bhaṭṭācārya); *ghare*—para seu lar; *pāṭhāila*—enviou.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu ergueu Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e, com a ajuda de Seus homens, levou-o até seu lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/75/", "verse_text": "bhakta-gaṇa śīghra āsi' laila prabhura sātha\n\nvastra-prasāda lañā tabe āilā gopīnātha", "devanagari": "> ভক্তগণ শীঘ্র আসি’ লৈল প্রভুর সাথ ৷\n> বস্ত্র-প্রসাদ লঞা তবে আইলা গোপীনাথ ৷৷ ৭৫ ৷৷ ॥৭৫॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—os devotos; *śīghra*—muito rapidamente; *āsi'*—vindo; *laila*—tomaram; *prabhura*—do Senhor; *sātha*—a companhia; *vastra*—as vestes; *prasāda*—e o prasāda do Senhor Jagannātha; *lañā*—com; *tabe*—em seguida; *āilā*—veio; *gopīnātha*—Gopīnātha Ācārya.", "translation": "**Imediatamente todos os devotos vieram e partilharam da companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Depois, Gopīnātha Ācārya veio com as vestes e o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/76/", "verse_text": "sabā-saṅge prabhu tabe ālālanātha āilā\n\nnamaskāra kari' tāre bahu-stuti kailā", "devanagari": "> সবা-সঙ্গে প্রভু তবে আলালনাথ আইলা ৷\n> নমস্কার করি’ তারে বহুস্তুতি কৈলা ৷৷ ৭৬ ৷৷ ॥৭৬॥", "synonyms": "*sabā-saṅge*—com todos eles; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tabe*—então; *ālālanātha*—o lugar chamado Ālālanātha; *āilā*—chegou; *namaskāra kari'*—oferecendo reverências; *tāre*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bahu-stuti*—muitas orações; *kailā*—ofereceu.", "translation": "**Todos os devotos seguiram Śrī Caitanya Mahāprabhu até um lugar conhecido como Ālālanātha. Ali todos ofereceram respeitos e diversas orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/77/", "verse_text": "premāveśe nṛtya-gīta kaila kata-kṣaṇa\n\ndekhite āilā tāhāṅ vaise yata jana", "devanagari": "> প্রেমাবেশে নৃত্যগীত কৈল কতক্ষণ ৷\n> দেখিতে আইলা তাহাঁ বৈসে যত জন ৷৷ ৭৭ ৷৷ ॥৭৭॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—no grande êxtase do amor a Deus; *nṛtya-gīta*—dançando e cantando; *kaila*—realizou; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *dekhite*—para ver; *āilā*—vieram; *tāhāṅ*—ali; *vaise*—que vivem; *yata jana*—todos os homens.", "translation": "**Em grande êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu dançou e cantou por algum tempo. De fato, todos os vizinhos vieram vê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/78/", "verse_text": "caudikete saba loka bale 'hari' 'hari'\n\npremāveśe madhye nṛtya kare gaurahari", "devanagari": "> চৌদিকেতে সব লোক বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ৷\n> প্রেমাবেশে মধ্যে নৃত্য করে গৌরহরি ৷৷ ৭৮ ৷৷ ॥৭৮॥", "synonyms": "*caudikete*—por toda parte; *saba loka*—todas as pessoas; *bale*—bradam; *hari hari*—o santo nome do Senhor; *prema-āveśe*—em amor extático; *madhye*—no meio; *nṛtya kare*—dança; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Por toda parte ao redor de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que também é conhecido como Gaurahari, as pessoas começaram a bradar o santo nome de Hari. O Senhor Caitanya, imerso em Seu habitual êxtase de amor, dançava no meio delas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/79/", "verse_text": "kāñcana-sadṛśa deha, aruṇa vasana\n\npulakāśru-kampa-sveda tāhāte bhūṣaṇa", "devanagari": "> কাঞ্চন-সদৃশ দেহ, অরুণ বসন ৷\n> পুলকাশ্রু-কম্প-স্বেদ তাহাতে ভূষণ ৷৷ ৭৯ ৷৷ ॥৭৯॥", "synonyms": "*kāñcana-sadṛśa*—como ouro fundido; *deha*—um corpo; *aruṇa*—açafroada; *vasana*—vestes; *pulaka-aśru*—arrepio dos pelos e choro; *kampa*—tremor; *sveda*—transpiração; *tāhāte*—ali; *bhūṣaṇa*—os ornamentos.", "translation": "**O corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu era naturalmente muito belo. Era como ouro fundido vestido com tecido açafroado. De fato, Ele estava deslumbrante por estar ornamentado com os sintomas extáticos, que faziam Seus pelos arrepiarem-se, lágrimas acudirem a Seus olhos e Seu corpo tremer e transpirar por inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/80/", "verse_text": "dekhiyā lokera mane haila camatkāra\n\nyata loka āise, keha nāhi yāya ghara", "devanagari": "> দেখিয়া লোকের মনে হৈল চমৎকার ৷\n> যত লোক আইসে, কেহ নাহি যায় ঘর ৷৷ ৮০ ৷৷ ॥৮০॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo tudo isto; *lokera*—das pessoas; *mane*—nas mentes; *haila*—houve; *camatkāra*—espanto; *yata*—todas; *loka*—as pessoas; *āise*—vinham ali; *keha*—ninguém; *nāhi*—não; *yāya*—vai; *ghara*—para casa.", "translation": "**Todos os presentes ficaram espantados ao ver a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu e as transformações de Seu corpo. Quem quer que viesse não desejava retornar para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/81/", "verse_text": "keha nāce, keha gāya, 'śrī-kṛṣṇa' 'gopāla'\n\npremete bhāsila loka,--strī-vṛddha-ābāla", "devanagari": "> কেহ নাচে, কেহ গায়, ‘শ্রীকৃষ্ণ’ ‘গোপাল’ ৷\n> প্রেমেতে ভাসিল লোক, — স্ত্রী-বৃদ্ধ-আবাল ৷৷ ৮১ ৷৷ ॥৮১॥", "synonyms": "*keha nāce*—alguém dança; *keha gāya*—alguém canta; *śrī-kṛṣṇa*—o nome do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *gopāla*—o nome de Gopāla; *premete*—em amor a Deus; *bhāsila*—flutuaram; *loka*—todas as pessoas; *strī*—mulheres; *vṛddha*—anciãos; *ā-bāla*—desde as crianças.", "translation": "**Todos — inclusive crianças, anciãos e mulheres — começaram a dançar e a cantar os santos nomes de Śrī Kṛṣṇa e Gopāla. Dessa maneira, todos flutuaram no oceano do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/82/", "verse_text": "dekhi' nityānanda prabhu kahe bhakta-gaṇe\n\nei-rūpe nṛtya āge habe grāme-grāme", "devanagari": "> দেখি’ নিত্যানন্দ প্রভু কহে ভক্তগণে ৷\n> এইরূপে নৃত্য আগে হবে গ্রামে-গ্রামে ৷৷ ৮২ ৷৷ ॥৮২॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo isto; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *prabhu*—o Senhor; *kahe*—diz; *bhakta-gaṇe*—aos devotos; *ei-rūpe*—desta maneira; *nṛtya*—dança; *āge*—adiante; *habe*—haverá; *grāme-grāme*—em cada vila.", "translation": "**Ao ver o cantar e o dançar do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Nityānanda predisse que mais tarde haveria dança e canto em cada vila.**", "purport": "Esta predição de Śrī Nityānanda Prabhu é aplicável não apenas à Índia, mas também ao mundo inteiro. Isso agora está acontecendo por Sua graça. Os membros da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna agora viajam de uma vila a outra nos países ocidentais e levam consigo até mesmo a Deidade. Esses devotos distribuem diversas escrituras pelo mundo inteiro. Esperamos que esses devotos que estão pregando a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu sigam muito seriamente e de modo estrito as Suas pegadas. Se seguirem as regras e regulações e cantarem dezesseis voltas diariamente, seu empenho em pregar o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu certamente será bem-sucedido."}
{"ref": "cc/madhya/7/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/83/", "verse_text": "atikāla haila, loka chāḍiyā nā yāya\n\ntabe nityānanda-gosāñi sṛjilā upāya", "devanagari": "> অতিকাল হৈল, লোক ছাড়িয়া না যায় ৷\n> তবে নিত্যানন্দ-গোসাঞি সৃজিলা উপায় ৷৷ ৮৩ ৷৷ ॥৮৩॥", "synonyms": "*atikāla*—muito tarde; *haila*—era; *loka*—o povo em geral; *chāḍiyā*—desistindo; *nā yāya*—não vão embora; *tabe*—naquele momento; *nityānanda*—Śrīla Nityānanda Prabhu; *gosāñi*—o mestre espiritual; *sṛjilā*—inventou; *upāya*—um meio.", "translation": "**Vendo que já estava ficando tarde, o Senhor Nityānanda Prabhu, o mestre espiritual, inventou um meio de dispersar a multidão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/84/", "verse_text": "madhyāhna karite gelā prabhuke lañā\n\ntāhā dekhi' loka āise caudike dhāñā", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিতে গেলা প্ৰভুকে লঞা ৷\n> তাহা দেখি’ লোক আইসে চৌদিকে ধাঞা ৷৷ ৮৪ ৷৷ ॥৮৪॥", "synonyms": "*madhyāhna karite*—para almoçar ao meio-dia; *gelā*—foi; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *tāhā dekhi'*—vendo isso; *loka*—o povo em geral; *āise*—vinha; *caudike*—por todos os lados; *dhāñā*—correndo.", "translation": "**Quando o Senhor Nityānanda Prabhu levou Śrī Caitanya Mahāprabhu para almoçar ao meio-dia, todos vieram correndo ao redor d'Eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/85/", "verse_text": "madhyāhna kariyā āilā devatā-mandire\n\nnija-gaṇa praveśi' kapāṭa dila bahir-dvāre", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিয়া আইলা দেবতা-মন্দিরে ৷\n> নিজগণ প্ৰবেশি’ কপাট দিল বহির্দ্বারে ৷৷ ৮৫ ৷৷ ॥৮৫॥", "synonyms": "*madhyāhna kariyā*—realizando o banho etc.; *āilā*—voltou; *devatā-mandire*—ao templo do Senhor; *nija-gaṇa praveśi'*—permitindo a entrada de Seus próprios homens; *kapāṭa dila*—fechou; *bahir-dvāre*—a porta externa.", "translation": "**Após terminarem Seus banhos, voltaram ao meio-dia para o templo. Admitindo Seus próprios homens, Śrī Nityānanda Prabhu fechou a porta externa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/86/", "verse_text": "tabe gopīnātha dui-prabhure bhikṣā karāila\n\nprabhura śeṣa prasādānna sabe bāṅṭi' khāila", "devanagari": "> তবে গোপীনাথ দুইপ্রভুরে ভিক্ষা করাইল ৷\n> প্রভুর শেষ প্রসাদান্ন সবে বাঁটি’ খাইল ৷৷ ৮৬ ৷৷ ॥৮৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *gopīnātha*—Gopīnātha Ācārya; *dui-prabhure*—aos dois Senhores, Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu; *bhikṣā karāila*—deu prasāda para comer; *prabhura*—do Senhor; *śeṣa*—os restos; *prasāda-anna*—alimento; *sabe*—todos eles; *bāṅṭi'*—partilhando; *khāila*—comeram.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya trouxe então *prasādam* para os dois Senhores comerem, e depois que comeram, os remanescentes da comida foram distribuídos a todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/87/", "verse_text": "śuni' śuni' loka-saba āsi' bahir-dvāre\n\n'hari' 'hari' bali' loka kolāhala kare", "devanagari": "> শুনি’ শুনি’ লোক-সব আসি’ বহির্দ্বারে ৷\n> ‘হরি’ ‘হরি’ বলি’ লোক কোলাহল করে ৷৷ ৮৭ ৷৷ ॥৮৭॥", "synonyms": "*śuni' śuni'*—ouvindo isso; *loka-saba*—todo o povo; *āsi'*—vindo até lá; *bahir-dvāre*—à porta externa; *hari hari*—o santo nome do Senhor; *bali'*—cantando; *loka*—todo o povo; *kolāhala*—som tumultuoso; *kare*—faziam.", "translation": "**Ao ouvirem sobre isso, todos vieram até a porta externa e começaram a cantar o santo nome, \"Hari! Hari!\" Assim, houve um som tumultuoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/88/", "verse_text": "tabe mahāprabhu dvāra karāila mocana\n\nānande āsiyā loka pāila daraśana", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু দ্বার করাইল মোচন ৷\n> আনন্দে আসিয়া লোক পাইল দরশন ৷৷ ৮৮ ৷৷ ॥৮৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dvāra*—a porta; *karāila*—fez; *mocana*—abrir; *ānande*—com grande prazer; *āsiyā*—vindo; *loka*—todo o povo; *pāila*—obteve; *daraśana*—visão.", "translation": "**Após o almoço, Śrī Caitanya Mahāprabhu mandou que abrissem a porta. Dessa maneira, todos receberam Sua audiência com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/89/", "verse_text": "ei-mata sandhyā paryanta loka āse, yāya\n\n'vaiṣṇava' ha-ila loka, sabe nāce, gāya", "devanagari": "> এইমত সন্ধ্যা পর্যন্ত লোক আসে, যায় ৷\n> ‘বৈষ্ণব’ হইল লোক, সবে নাচে, গায় ৷৷ ৮৯ ৷৷ ॥৮৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *sandhyā paryanta*—até o anoitecer; *loka*—as pessoas; *āse yāya*—vinham e iam; *vaiṣṇava*—devotos; *ha-ila*—tornaram-se; *loka*—todo o povo; *sabe*—todos eles; *nāce*—dançam; *gāya*—e cantam.", "translation": "**As pessoas vinham e iam até o anoitecer, e todas elas se tornaram devotos vaiṣṇavas e começaram a cantar e a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/90/", "verse_text": "ei-rūpe sei ṭhāñi bhakta-gaṇa-saṅge\n\nsei rātri goṅāilā kṛṣṇa-kathā-raṅge", "devanagari": "> এইরূপে সেই ঠাঞি ভক্তগণ-সঙ্গে ৷\n> সেই রাত্রি গোঙাইলা কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ৷৷ ৯০ ৷৷ ॥৯০॥", "synonyms": "*ei-rūpe*—dessa maneira; *sei ṭhāñi*—naquele lugar; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com os devotos; *sei rātri*—aquela noite; *goṅāilā*—passou; *kṛṣṇa-kathā-raṅge*—com grande prazer, discutindo sobre o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então passou a noite ali e discutiu os passatempos do Senhor Kṛṣṇa com Seus devotos, com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/91/", "verse_text": "prātaḥ-kāle snāna kari' karilā gamana\n\nbhakta-gaṇe vidāya dilā kari' āliṅgana", "devanagari": "> প্রাতঃকালে স্নান করি’ করিলা গমন ৷\n> ভক্তগণে বিদায় দিলা করি’ আলিঙ্গন ৷৷ ৯১ ৷৷ ॥৯১॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *snāna*—banho; *kari'*—após tomar; *karilā*—iniciou; *gamana*—a viagem; *bhakta-gaṇe*—a todos os devotos; *vidāya*—despedida; *dilā*—deu; *kari'*—fazendo; *āliṅgana*—abraçando.", "translation": "**Na manhã seguinte, após tomar Seu banho, Śrī Caitanya Mahāprabhu iniciou Sua viagem pelo sul da Índia. Ele Se despediu dos devotos abraçando-os.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/92/", "verse_text": "mūrcchita hañā sabe bhūmite paḍilā\n\ntāṅhā-sabā pāne prabhu phiri' nā cāhilā", "devanagari": "> মূর্চ্ছিত হঞা সবে ভূমিতে পড়িলা ৷\n> তাঁহা-সবা পানে প্রভু ফিরি’ না চাহিলা ৷৷ ৯২ ৷৷ ॥৯২॥", "synonyms": "*mūrcchita hañā*—ficando inconscientes; *sabe*—todos; *bhūmite*—ao chão; *paḍilā*—caíram; *tāṅhā-sabā*—todos eles; *pāne*—em direção a; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *phiri'*—virando-se; *nā*—não; *cāhilā*—olhou.", "translation": "**Embora todos eles caíssem ao chão inconscientes, o Senhor não Se virou para olhá-los, mas seguiu em frente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/93/", "verse_text": "vicchede vyākula prabhu calilā duḥkhī hañā\n\npāche kṛṣṇadāsa yāya jala-pātra lañā", "devanagari": "> বিচ্ছেদে ব্যাকুল প্রভু চলিলা দুঃখী হঞা ৷\n> পাছে কৃষ্ণদাস যায় জলপাত্র লঞা ৷৷ ৯৩ ৷৷ ॥৯৩॥", "synonyms": "*vicchede*—na separação; *vyākula*—perturbado; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—prosseguiu; *duḥkhī*—infeliz; *hañā*—ficando; *pāche*—logo atrás; *kṛṣṇadāsa*—Seu servo chamado Kṛṣṇadāsa; *yāya*—ia; *jala-pātra*—o cântaro de água; *lañā*—levando.", "translation": "**Na separação, o Senhor ficou muito perturbado e prosseguiu infeliz. Seu servo, Kṛṣṇadāsa, que carregava Seu cântaro de água, seguia atrás.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/94/", "verse_text": "bhakta-gaṇa upavāsī tāhāṅi rahilā\n\nāra dine duḥkhī hañā nīlācale āilā", "devanagari": "> ভক্তগণ উপবাসী তাহাঁই রহিলা ৷\n> আর দিনে দুঃখী হঞা নীলাচলে আইলা ৷৷ ৯৪ ৷৷ ॥৯৪॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—os devotos; *upavāsī*—jejuando; *tāhāṅi*—ali; *rahilā*—permaneceram; *āra dine*—no dia seguinte; *duḥkhī*—infelizes; *hañā*—ficando; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āilā*—retornaram.", "translation": "**Todos os devotos permaneceram ali e jejuaram, mas, no dia seguinte, todos eles retornaram infelizes para Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/95/", "verse_text": "matta-siṁha-prāya prabhu karilā gamana\n\npremāveśe yāya kari' nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> মত্তসিংহ-প্রায় প্রভু করিলা গমন ৷\n> প্রেমাবেশে যায় করি’ নাম-সংকীর্তন ৷৷ ৯৫ ৷৷ ॥৯৫॥", "synonyms": "*matta-siṁha*—um leão enfurecido; *prāya*—quase como; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā*—fez; *gamana*—a viagem; *prema-āveśe*—em amor extático; *yāya*—vai; *kari'*—realizando; *nāma-saṅkīrtana*—cantando o nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**Quase como um leão enfurecido, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu em Sua viagem, tomado de amor extático e realizando saṅkīrtana, cantando os nomes de Kṛṣṇa da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/96/", "verse_text": "kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! he\nkṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! he\nkṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! rakṣa mām\nkṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! kṛṣṇa! pāhi mām\nrāma! rāghava! rāma! rāghava! rāma! rāghava! rakṣa mām\nkṛṣṇa! keśava! kṛṣṇa! keśava! kṛṣṇa! keśava! pāhi mām", "devanagari": "> কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! হে ৷\n> কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! কৃষ্ণ! হে ৷৷ ॥৯৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *he*—ó; *rakṣa*—por favor, protege; *mām*—a Mim; *pāhi*—por favor, mantém; *rāma*—o Senhor Rāma; *rāghava*—descendente do rei Raghu; *keśava*—matador do demônio Keśī.", "translation": "**O Senhor cantava:**", "purport": "Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! he\nKṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! he\nKṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Rakṣa mām\nKṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Kṛṣṇa! Pāhi mām\n\nOu seja: \"Ó Senhor Kṛṣṇa, por favor, protege-Me e mantém-Me.\" Ele também cantava:\n\nRāma! Rāghava! Rāma! Rāghava! Rāma! Rāghava! Rakṣa mām\nKṛṣṇa! Keśava! Kṛṣṇa! Keśava! Kṛṣṇa! Keśava! pāhi mām\n\nOu seja: \"Ó Senhor Rāma, descendente do rei Raghu, por favor, protege-Me. Ó Kṛṣṇa, ó Keśava, matador do demônio Keśī, por favor, mantém-Me.\""}
{"ref": "cc/madhya/7/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/97/", "verse_text": "ei śloka paḍi' pathe calilā gaurahari\n\nloka dekhi' pathe kahe,--bala 'hari' 'hari'", "devanagari": "> এই শ্লোক পড়ি’ পথে চলিলা গৌরহরি ৷\n> লোক দেখি’ পথে কহে, — বল ‘হরি’ ‘হরি’ ৷৷ ৯৭ ৷৷ ॥৯৭॥", "synonyms": "*ei śloka paḍi'*—recitando este verso, kṛṣṇa! kṛṣṇa!; *pathe*—pelo caminho; *calilā*—seguia; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *loka dekhi'*—vendo outras pessoas; *pathe*—pelo caminho; *kahe*—Ele diz; *bala*—dizei; *hari hari*—o santo nome do Senhor Hari.", "translation": "**Cantando este verso, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, conhecido como Gaurahari, seguia Seu caminho. Assim que via alguém, pedia-lhe que cantasse \"Hari! Hari!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/98/", "verse_text": "sei loka prema-matta hañā bale 'hari' 'kṛṣṇa'\n\nprabhura pāche saṅge yāya darśana-satṛṣṇa", "devanagari": "> সেই লোক প্রেমমত্ত হঞা বলে ‘হরি’ ‘কৃষ্ণ’ ৷\n> প্রভুর পাছে সঙ্গে যায় দর্শন-সতৃষ্ণ ৷৷ ৯৮ ৷৷ ॥৯৮॥", "synonyms": "*sei loka*—aquela pessoa; *prema-matta*—enlouquecida de amor a Deus; *hañā*—ficando; *bale*—diz; *hari kṛṣṇa*—o santo nome do Senhor Hari e do Senhor Kṛṣṇa; *prabhura pāche*—atrás do Senhor; *saṅge*—com Ele; *yāya*—vai; *darśana-satṛṣṇa*—estando muito ansiosa por vê-Lo.", "translation": "**Todo aquele que ouvia o Senhor Caitanya Mahāprabhu cantar \"Hari, Hari\" também cantava o santo nome do Senhor Hari e de Kṛṣṇa. Dessa maneira, todos seguiam o Senhor, muito ansiosos por vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/99/", "verse_text": "kata-kṣaṇe rahi' prabhu tāre āliṅgiyā\n\nvidāya karila tāre śakti sañcāriyā", "devanagari": "> কতক্ষণে রহি’ প্রভু তারে আলিঙ্গিয়া ৷\n> বিদায় করিল তারে শক্তি সঞ্চারিয়া ৷৷ ৯৯ ৷৷ ॥৯৯॥", "synonyms": "*kata-kṣaṇe rahi'*—após permanecer por algum tempo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—a eles; *āliṅgiyā*—abraçando; *vidāya karila*—despediu-se; *tāre*—neles; *śakti*—potência espiritual; *sañcāriyā*—investindo.", "translation": "**Depois de algum tempo, o Senhor abraçava essas pessoas e as despedia para que voltassem para casa, tendo-as investido de potência espiritual.**", "purport": "Em seu *Amṛta-pravāha-bhāṣya*, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura explica que essa potência espiritual é a essência da potência do prazer e da potência da eternidade. Por essas duas potências, a pessoa é capacitada para o serviço devocional. O próprio Senhor Kṛṣṇa, ou Seu representante, o devoto puro, pode misericordiosamente outorgar essas potências combinadas a qualquer homem. Sendo assim dotada de tais potências, a pessoa pode tornar-se um devoto puro do Senhor. Qualquer um favorecido pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu era investido dessa *bhakti-śakti*. Dessa forma, os seguidores do Senhor eram capazes de pregar a consciência de Kṛṣṇa pela graça divina."}
{"ref": "cc/madhya/7/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/100/", "verse_text": "sei-jana nija-grāme kariyā gamana\n\n'kṛṣṇa' bali' hāse, kānde, nāce anukṣaṇa", "devanagari": "> সেইজন নিজ-গ্রামে করিয়া গমন ৷\n> ‘কৃষ্ণ’ বলি’ হাসে, কান্দে, নাচে অনুক্ষণ ৷৷ ১০০ ৷৷ ॥১০০॥", "synonyms": "*sei-jana*—aquela pessoa; *nija-grāme*—à sua própria aldeia; *kariyā gamana*—retornando para lá; *kṛṣṇa bali'*—dizendo o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *anukṣaṇa*—sempre.", "translation": "**Estando assim dotadas de poder, essas pessoas retornavam às suas próprias aldeias, sempre cantando o santo nome de Kṛṣṇa e, às vezes, rindo, chorando e dançando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/101/", "verse_text": "yāre dekhe, tāre kahe,--kaha kṛṣṇa-nāma\n\nei-mata 'vaiṣṇava' kaila saba nija-grāma", "devanagari": "> যারে দেখে, তারে কহে, — কহ কৃষ্ণনাম ৷\n> এইমত ‘বৈষ্ণব’ কৈল সব নিজ-গ্রাম ৷৷ ১০১ ৷৷ ॥১০১॥", "synonyms": "*yāre dekhe*—quem quer que encontre; *tāre*—a ele; *kahe*—diz; *kaha kṛṣṇa-nāma*—por favor, cantai o mantra Hare Kṛṣṇa; *ei-mata*—dessa maneira; *vaiṣṇava*—devotos da Suprema Personalidade de Deus; *kaila*—fizeram; *saba*—toda; *nija-grāma*—a sua própria aldeia.", "translation": "**Essas pessoas dotadas de poder costumavam pedir a todos e a cada um — quem quer que vissem — que cantassem o santo nome de Kṛṣṇa. Dessa forma, todos os aldeões também se tornavam devotos da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Para tornar-se um pregador dotado de poder, é preciso ser favorecido pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu ou por Seu devoto, o mestre espiritual. Deve-se também pedir a todos que cantem o mahā-mantra. Dessa maneira, tal pessoa pode converter outras ao vaiṣṇavismo, mostrando-lhes como tornar-se devotos puros da Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/madhya/7/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/102/", "verse_text": "grāmāntara haite dekhite āila yata jana\n\ntāṅra darśana-kṛpāya haya tāṅra sama", "devanagari": "> গ্রামান্তর হৈতে দেখিতে আইল যত জন ৷\n> তাঁর দর্শন-কৃপায় হয় তাঁর সম ৷৷ ১০২ ৷৷ ॥১০২॥", "synonyms": "*grāma-antara haite*—de diferentes aldeias; *dekhite*—para ver; *āila*—vinham; *yata jana*—todas as pessoas; *tāṅra*—sua; *darśana-kṛpāya*—pela misericórdia de vê-lo; *haya*—tornam-se; *tāṅra sama*—vaiṣṇavas semelhantes.", "translation": "**Pelo simples fato de verem tais indivíduos dotados de poder, as pessoas de diferentes aldeias tornavam-se como eles pela misericórdia de seu olhar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/103/", "verse_text": "sei yāi' grāmera loka vaiṣṇava karaya\n\nanya-grāmī āsi' tāṅre dekhi' vaiṣṇava haya", "devanagari": "> সেই যাই’ গ্রামের লোক বৈষ্ণব করয় ৷\n> অন্যগ্ৰামী আসি’ তাঁরে দেখি’ বৈষ্ণব হয় ৷৷ ১০৩ ৷৷ ॥১০৩॥", "synonyms": "*sei*—aquele vaiṣṇava; *yāi'*—indo à sua própria aldeia; *grāmera loka*—todas as pessoas da aldeia; *vaiṣṇava*—devotos; *karaya*—faz; *anya-grāmī*—habitantes de diferentes aldeias; *āsi'*—vindo para lá; *tāṅre dekhi'*—ao vê-los; *vaiṣṇava haya*—tornam-se devotos.", "translation": "**Quando esses indivíduos retornavam às suas aldeias, também convertiam outros em devotos. E quando outros vinham vê-los, também eram convertidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/104/", "verse_text": "sei yāi' āra grāme kare upadeśa\n\nei-mata 'vaiṣṇava' haila saba dakṣiṇa-deśa", "devanagari": "> সেই যাই’ আর গ্রামে করে উপদেশ ৷\n> এইমত ‘বৈষ্ণব’ হৈল সব দক্ষিণ-দেশ ৷৷ ১০৪ ৷৷ ॥১০৪॥", "synonyms": "*sei*—aquele homem; *yāi'*—indo; *āra*—a diferentes; *grāme*—aldeias; *kare*—dá; *upadeśa*—instrução; *ei-mata*—dessa maneira; *vaiṣṇava*—devotos; *haila*—tornaram-se; *saba*—todas; *dakṣiṇa-deśa*—as pessoas do sul da Índia.", "translation": "**Dessa maneira, à medida que esses homens iam de uma aldeia a outra, todas as pessoas do sul da Índia se tornavam devotas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/105/", "verse_text": "ei-mata pathe yāite śata śata jana\n\n'vaiṣṇava' karena tāṅre kari' āliṅgana", "devanagari": "> এইমত পথে যাইতে শত শত জন ৷\n> ‘বৈষ্ণব’ করেন তাঁরে করি’ আলিঙ্গন ৷৷ ১০৫ ৷৷ ॥১০৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *pathe*—no caminho; *yāite*—ao passar; *śata śata*—centenas e centenas; *jana*—de pessoas; *vaiṣṇava*—devotos; *karena*—faz; *tāṅre*—a Ele; *kari'*—fazendo; *āliṅgana*—abraço.", "translation": "**Assim, muitas centenas de pessoas tornavam-se vaiṣṇavas quando passavam pelo Senhor no caminho e eram abraçadas por Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/106/", "verse_text": "yei grāme rahi' bhikṣā karena yāṅra ghare\n\nsei grāmera yata loka āise dekhibāre", "devanagari": "> যেই গ্রামে রহি’ ভিক্ষা করেন যাঁর ঘরে ৷\n> সেই গ্রামের যত লোক আইসে দেখিবারে ৷৷ ১০৬ ৷৷ ॥১০৬॥", "synonyms": "*yei grāme*—em qualquer aldeia; *rahi'*—permanecendo; *bhikṣā*—esmolas; *karena*—aceita; *yāṅra*—de quem; *ghare*—em casa; *sei*—aquela; *grāmera*—da aldeia; *yata loka*—todas as pessoas; *āise*—vinham; *dekhibāre*—para ver.", "translation": "**Em qualquer aldeia em que Śrī Caitanya Mahāprabhu permanecesse para aceitar esmolas, muitas pessoas vinham vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/107/", "verse_text": "prabhura kṛpāya haya mahābhāgavata\n\nsei saba ācārya hañā tārila jagat", "devanagari": "> প্রভুর কৃপায় হয় মহাভাগবত ৷\n> সেই সব আচার্য হঞা তারিল জগৎ ৷৷ ১০৭ ৷৷ ॥১০৭॥", "synonyms": "*prabhura kṛpāya*—pela misericórdia do Senhor; *haya*—tornam-se; *mahā-bhāgavata*—devotos de primeira categoria; *sei saba*—todas essas pessoas; *ācārya*—mestres; *hañā*—tornando-se; *tārila*—libertaram; *jagat*—o mundo inteiro.", "translation": "**Pela misericórdia do Senhor Supremo, Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos se tornavam devotos de primeira categoria. Mais tarde, tornavam-se mestres ou mestres espirituais e libertavam o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/108/", "verse_text": "ei-mata kailā yāvat gelā setubandhe\n\nsarva-deśa 'vaiṣṇava' haila prabhura sambandhe", "devanagari": "> এইমত কৈলা যাবৎ গেলা সেতুবন্ধে ৷\n> সর্বদেশ ‘বৈষ্ণব’ হৈল প্ৰভুর সম্বন্ধে ৷৷ ১০৮ ৷৷ ॥১০৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kailā*—realizou; *yāvat*—até; *gelā*—foi; *setubandhe*—à parte mais ao sul da Índia; *sarva-deśa*—todas as regiões; *vaiṣṇava*—devotos; *haila*—tornaram-se; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sambandhe*—em relação com.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor foi até a parte mais ao sul da Índia e converteu todas as províncias ao vaiṣṇavismo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/109/", "verse_text": "navadvīpe yei śakti nā kailā prakāśe\n\nse śakti prakāśi' nistārila dakṣiṇa-deśe", "devanagari": "> নবদ্বীপে যেই শক্তি না কৈলা প্রকাশে ৷\n> সে শক্তি প্ৰকাশি’ নিস্তারিল দক্ষিণদেশে ৷৷ ১০৯ ৷৷ ॥১০৯॥", "synonyms": "*navadvīpe*—em Navadvīpa; *yei*—aquilo que; *śakti*—a potência; *nā*—não; *kailā*—fez; *prakāśe*—manifestação; *se*—essa; *śakti*—potência; *prakāśi'*—manifestando; *nistārila*—libertou; *dakṣiṇa-deśe*—o sul da Índia.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu não manifestou Suas potências espirituais em Navadvīpa, mas as manifestou no sul da Índia e libertou todas as pessoas de lá.**", "purport": "Naquela época, havia muitos smārtas (seguidores não-devotos dos rituais Védicos) no lugar sagrado de Navadvīpa, que era também o local de nascimento do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Os seguidores do smṛti-śāstra são chamados smārtas. A maioria deles é constituída de não-devotos, e sua principal ocupação consiste em seguir estritamente os princípios bramânicos. Eles, contudo, não são iluminados no serviço devocional. Em Navadvīpa, todos os eruditos são seguidores do smṛti-śāstra, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu não tentou convertê-los. Por isso, o autor observou que a potência espiritual que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu não manifestou em Navadvīpa foi, por Sua graça, manifestada no sul da Índia. Assim, todos lá se tornaram vaiṣṇavas. Deve-se compreender, com isso, que as pessoas realmente se interessam por pregar numa situação favorável. Se os candidatos à conversão forem demasiado perturbadores, talvez o pregador não tente difundir a consciência de Kṛṣṇa entre eles. É melhor ir aonde a situação seja mais favorável. Este movimento da consciência de Kṛṣṇa foi primeiramente tentado na Índia, mas o povo da Índia, estando absorto em pensamentos políticos, não o aceitou. Estavam fascinados pelos líderes políticos. Preferimos, portanto, vir ao Ocidente, seguindo a ordem de nosso mestre espiritual, e, pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, este movimento está tornando-se bem-sucedido."}
{"ref": "cc/madhya/7/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/110/", "verse_text": "prabhuke ye bhaje, tāre tāṅra kṛpā haya\n\nsei se e-saba līlā satya kari' laya", "devanagari": "> প্রভুকে যে ভজে, তারে তাঁর কৃপা হয় ৷\n> সেই সে এ-সব লীলা সত্য করি’ লয় ৷৷ ১১০ ৷৷ ॥১১০॥", "synonyms": "*prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ye*—todo aquele que; *bhaje*—adora; *tāre*—a ele; *tāṅra*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—a misericórdia; *haya*—há; *sei se*—tal pessoa; *e-saba*—todos estes; *līlā*—passatempos; *satya*—verdade; *kari'*—aceitando como; *laya*—toma.", "translation": "**Como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu dota outros de poder pode ser compreendido por quem é de fato um devoto do Senhor e recebeu Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/111/", "verse_text": "alaukika-līlāya yāra nā haya viśvāsa\n\niha-loka, para-loka tāra haya nāśa", "devanagari": "> অলৌকিক-লীলায় যার না হয় বিশ্বাস ৷\n> ইহলোক, পরলোক তার হয় নাশ ৷৷ ১১১ ৷৷ ॥১১১॥", "synonyms": "*alaukika*—incomuns; *līlāya*—nos passatempos; *yāra*—de alguém; *nā*—não; *haya*—há; *viśvāsa*—fé; *iha-loka*—neste mundo; *para-loka*—no próximo mundo; *tāra*—dele; *haya*—há; *nāśa*—destruição.", "translation": "**Se alguém não acredita nos incomuns e transcendentais passatempos do Senhor, é arruinado tanto neste mundo quanto no próximo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/112/", "verse_text": "prathamei kahila prabhura ye-rūpe gamana\n\nei-mata jāniha yāvat dakṣiṇa-bhramaṇa", "devanagari": "> প্রথমেই কহিল প্রভুর যেরূপে গমন ৷\n> এইমত জানিহ যাবৎ দক্ষিণ-ভ্রমণ ৷৷ ১১২ ৷৷ ॥১১২॥", "synonyms": "*prathamei*—no princípio; *kahila*—expliquei; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ye-rūpe*—como; *gamana*—a peregrinação; *ei-mata*—dessa maneira; *jāniha*—deveis saber; *yāvat*—enquanto; *dakṣiṇa-bhramaṇa*—a peregrinação pelo sul da Índia.", "translation": "**Tudo o que afirmei a respeito do início do movimento do Senhor deve também ser entendido como válido durante todo o tempo em que o Senhor percorreu o sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/113/", "verse_text": "ei-mata yāite yāite gelā kūrma-sthāne\n\nkūrma dekhi' kaila tāṅre stavana-praṇāme", "devanagari": "> এইমত যাইতে যাইতে গেলা কূর্মস্থানে ৷\n> কূর্ম দেখি’ কৈল তাঁরে স্তবন-প্ৰণামে ৷৷ ১১৩ ৷৷ ॥১১৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *yāite yāite*—ao passar; *gelā*—Ele foi; *kūrma-sthāne*—ao lugar de peregrinação conhecido como Kūrma-kṣetra; *kūrma dekhi'*—vendo o Senhor Kūrma; *kaila*—ofereceu; *tāṅre*—a Ele; *stavana*—orações; *praṇāme*—e reverências.", "translation": "**Quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou ao lugar sagrado conhecido como Kūrma-kṣetra, viu a Deidade e ofereceu orações e reverências.**", "purport": "Este Kūrma-sthāna é um conhecido lugar de peregrinação. Há ali um templo de Kūrmadeva. No Prapannāmṛta, afirma-se que o Senhor Jagannātha tomou Śrī Rāmānujācārya de Jagannātha Purī e, certa noite, lançou-o a Kūrma-kṣetra. Este Kūrma-kṣetra situa-se na linha da Ferrovia do Sul, na Índia. É preciso ir até a estação ferroviária conhecida como Cikā Kola Road. Dessa estação, anda-se oito milhas para o leste a fim de alcançar o lugar sagrado conhecido como Kūrmācala. Os que falam a língua télugo consideram este lugar sagrado muito importante. Esta declaração consta da gazeta oficial do governo conhecida como Gañjāma Manual. Há ali a Deidade de Kūrma, e Śrīla Rāmānujācārya foi lançado de Jagannātha Purī a este lugar. Naquela ocasião, ele pensou que a Deidade de Kūrma fosse a deidade do Senhor Śiva; por isso, jejuava ali. Mais tarde, quando compreendeu que a kūrma-mūrti era outra forma do Senhor Viṣṇu, instituiu uma adoração muito magnífica ao Senhor Kūrma. Esta declaração encontra-se no Prapannāmṛta (Capítulo Trinta e Seis). Este lugar sagrado de Kūrma-kṣetra, ou Kūrma-sthāna, foi de fato restabelecido por Śrīpāda Rāmānujācārya sob a influência do Senhor Jagannātha-deva em Jagannātha Purī. Mais tarde, o templo passou a estar sob a jurisdição do rei de Vijaya-nagara. A Deidade era adorada pelos vaiṣṇavas da Madhvācārya-sampradāya. No templo, há algumas inscrições que se dizem escritas por Śrī Narahari Tīrtha, que pertencia à sucessão discipular de Madhvācārya. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica essas inscrições da seguinte forma: (1) Śrī Puruṣottama Yati apareceu como o instrutor de muitos homens eruditos. Ele era um devoto muito querido do Senhor Viṣṇu. (2) Sua pregação foi aceita em todo o mundo com grande respeito, e, por seu poder, ele libertava muitos não-devotos com fortes argumentos e lógica. (3) Ele iniciou Ānanda Tīrtha e converteu muitos homens tolos a aceitar o sannyāsa, punindo-os com seu bastão. (4) Todos os seus escritos e palavras são muito potentes. Ele concedia às pessoas o serviço devocional ao Senhor Viṣṇu para que pudessem elevar-se à liberação no mundo espiritual. (5) Suas instruções no serviço devocional eram capazes de elevar qualquer homem aos pés de lótus do Senhor. (6) Narahari Tīrtha também foi iniciado por ele e tornou-se o governante da província de Kaliṅga. (7) Narahari Tīrtha lutou com os Śabaras, que eram caṇḍālas, ou caçadores, e assim salvou o templo de Kūrma. (8) Narahari Tīrtha foi um rei muito religioso e poderoso. (9) Ele morreu na Era Śaka de 1203, no mês de Vaiśākha, na quinzena do período crescente da lua, no dia de Ekādaśī, após o templo ter sido construído e dedicado ao santo nome de Yogānanda Nṛsiṁhadeva. A tábua tem a data de 29 de março de 1281 d.C., um sábado."}
{"ref": "cc/madhya/7/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/114/", "verse_text": "premāveśe hāsi' kāndi' nṛtya-gīta kaila\n\ndekhi' sarva lokera citte camatkāra haila", "devanagari": "> প্রেমাবেশে হাসি’ কান্দি’ নৃত্য-গীত কৈল ৷\n> দেখি’ সর্ব লোকের চিত্তে চমৎকার হৈল ৷৷ ১১৪ ৷৷ ॥১১৪॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em grande êxtase de amor a Deus; *hāsi'*—rindo; *kāndi'*—chorando; *nṛtya-gīta*—dança e canto; *kaila*—realizou; *dekhi'*—vendo; *sarva lokera*—de todas as pessoas ali; *citte*—dentro dos corações; *camatkāra*—assombro; *haila*—houve.", "translation": "**Enquanto estava neste lugar, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrava-Se em Seu costumeiro êxtase de amor a Deus, e ria, chorava, dançava e cantava. Todos os que O viam ficavam assombrados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/115/", "verse_text": "āścarya śuniyā loka āila dekhibāre\nprabhura rūpa-prema dekhi' hailā camatkāre", "devanagari": "> আশ্চর্য শুনিয়া লোক আইল দেখিবারে ৷\n> প্ৰভুর রূপ-প্রেম দেখি’ হৈলা চমত্কারে ৷৷ ১১৫ ৷৷ ॥১১৫॥", "synonyms": "*āścarya*—acontecimento maravilhoso; *śuniyā*—ouvindo; *loka*—as pessoas; *āila*—vieram; *dekhibāre*—ver; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpa*—a beleza; *prema*—e o amor a Deus; *dekhi'*—vendo; *hailā*—houve; *camatkāre*—espanto.", "translation": "**Após ouvirem falar desses acontecimentos maravilhosos, todos vieram vê-Lo ali. Quando viram a beleza do Senhor e Sua condição extática, ficaram todos tomados de espanto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/116/", "verse_text": "darśane 'vaiṣṇava' haila, bale 'kṛṣṇa' 'hari'\npremāveśe nāce loka ūrdhva bāhu kari'", "devanagari": "> দর্শনে ‘বৈষ্ণব’ হৈল, বলে ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ ৷\n> প্রেমাবেশে নাচে লোক ঊর্ধ্ববাহু করি’ ৷৷ ১১৬ ৷৷ ॥১১৬॥", "synonyms": "*darśane*—ao verem; *vaiṣṇava haila*—tornaram-se devotos; *bale*—começaram a dizer; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *hari*—o Senhor Hari; *prema-āveśe*—no grande êxtase do amor a Deus; *nāce*—dançam; *loka*—todas as pessoas; *ūrdhva bāhu kari'*—erguendo os braços.", "translation": "**Pelo simples fato de verem o Senhor Caitanya Mahāprabhu, todos se tornaram devotos. Puseram-se a cantar \"Kṛṣṇa\" e \"Hari\" e todos os santos nomes. Estavam todos imersos num grande êxtase de amor e começaram a dançar, erguendo os braços.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/117/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma loka-mukhe śuni' avirāma\nsei loka 'vaiṣṇava' kaila anya saba grāma", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম লোকমুখে শুনি’ অবিরাম ৷\n> সেই লোক ‘বৈষ্ণব’ কৈল অন্য সব গ্রাম ৷৷ ১১৭ ৷৷ ॥১১৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *loka-mukhe*—da boca daquelas pessoas; *śuni'*—ouvindo; *avirāma*—sempre; *sei loka*—aquelas pessoas; *vaiṣṇava*—devotos; *kaila*—fizeram; *anya*—outras; *saba*—todas; *grāma*—as aldeias.", "translation": "**Ouvindo-as cantar sempre os santos nomes do Senhor Kṛṣṇa, os habitantes de todas as outras aldeias também se tornaram vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/118/", "verse_text": "ei-mata paramparāya deśa 'vaiṣṇava' haila\nkṛṣṇa-nāmāmṛta-vanyāya deśa bhāsāila", "devanagari": "> এইমত পরম্পরায় দেশ ‘বৈষ্ণব’ হৈল ৷\n> কৃষ্ণনামামৃত-বন্যায় দেশ ভাসাইল ৷৷ ১১৮ ৷৷ ॥১১৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *paramparāya*—pela sucessão discipular; *deśa*—o país; *vaiṣṇava haila*—tornou-se devoto; *kṛṣṇa-nāma-amṛta*—do néctar do santo nome de Kṛṣṇa; *vanyāya*—na inundação; *deśa*—o país inteiro; *bhāsāila*—transbordou.", "translation": "**Ao ouvirem o santo nome de Kṛṣṇa, o país inteiro se tornou vaiṣṇava. Foi como se o néctar do santo nome de Kṛṣṇa inundasse todo o país.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/119/", "verse_text": "kata-kṣaṇe prabhu yadi bāhya prakāśilā\nkūrmera sevaka bahu sammāna karilā", "devanagari": "> কতক্ষণে প্রভু যদি বাহ্য প্রকাশিলা ৷\n> কূর্মের সেবক বহু সম্মান করিলা ৷৷ ১১৯ ৷৷ ॥১১৯॥", "synonyms": "*kata-kṣaṇe*—depois de algum tempo; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *bāhya*—a consciência externa; *prakāśilā*—manifestou; *kūrmera*—da Deidade do Senhor Kūrma; *sevaka*—um servidor; *bahu*—muito; *sammāna*—respeito; *karilā*—demonstrou.", "translation": "**Depois de algum tempo, quando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu manifestou Sua consciência externa, um sacerdote da Deidade do Senhor Kūrma fez-Lhe várias oferendas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/120/", "verse_text": "yei grāme yāya tāhāṅ ei vyavahāra\neka ṭhāñi kahila, nā kahiba āra bāra", "devanagari": "> যেই গ্রামে যায় তাহাঁ এই ব্যবহার ৷\n> এক ঠাঞি কহিল, না কহিব আর বার ৷৷ ১২০ ৷৷ ॥১২০॥", "synonyms": "*yei grāme*—a qualquer aldeia; *yāya*—Ele vai; *tāhāṅ*—ali; *ei*—este; *vyavahāra*—comportamento; *eka ṭhāñi*—num lugar; *kahila*—descrevi; *nā*—não; *kahiba*—descreverei; *āra*—outra; *bāra*—vez.", "translation": "**O modo de pregar de Śrī Caitanya Mahāprabhu já foi explicado, e não repetirei a explicação. Em qualquer aldeia em que o Senhor entrasse, Seu comportamento era o mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/121/", "verse_text": "'kūrma'-nāme sei grāme vaidika brāhmaṇa\nbahu śraddhā-bhaktye kaila prabhura nimantraṇa", "devanagari": "> ‘কূর্ম’-নামে সেই গ্রামে বৈদিক ব্রাহ্মণ ৷\n> বহু শ্রদ্ধা-ভক্ত্যে কৈল প্রভুর নিমন্ত্রণ ৷৷ ১২১ ৷৷ ॥১২১॥", "synonyms": "*kūrma-nāme*—de nome Kūrma; *sei*—aquela; *grāme*—na aldeia; *vaidika brāhmaṇa*—um brāhmaṇa védico; *bahu*—muita; *śraddhā-bhaktye*—com fé e devoção; *kaila*—fez; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—o convite.", "translation": "**Numa aldeia havia um brāhmaṇa védico chamado Kūrma. Ele convidou o Senhor Caitanya Mahāprabhu a Seu lar com grande respeito e devoção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/122/", "verse_text": "ghare āni' prabhura kaila pāda prakṣālana\nsei jala vaṁśa-sahita karila bhakṣaṇa", "devanagari": "> ঘরে আনি’ প্রভুর কৈল পাদ প্রক্ষালন ৷\n> সেই জল বংশ-সহিত করিল ভক্ষণ ৷৷ ১২২ ৷৷ ॥১২২॥", "synonyms": "*ghare āni'*—após trazê-Lo para casa; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *pāda prakṣālana*—a lavagem dos pés de lótus; *sei jala*—aquela água; *vaṁśa-sahita*—com todos os membros da família; *karila bhakṣaṇa*—bebeu.", "translation": "**Esse brāhmaṇa levou o Senhor Caitanya Mahāprabhu para sua casa, lavou-Lhe os pés de lótus e, juntamente com os membros de sua família, bebeu aquela água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/123/", "verse_text": "aneka-prakāra snehe bhikṣā karāila\ngosāñira śeṣānna sa-vaṁśe khāila", "devanagari": "> অনেকপ্রকার স্নেহে ভিক্ষা করাইল ৷\n> গোসাঞির শেষান্ন সবংশে খাইল ৷৷ ১২৩ ৷৷ ॥১২৩॥", "synonyms": "*aneka-prakāra*—de diversos tipos; *snehe*—com afeto; *bhikṣā*—alimento; *karāila*—fê-Lo comer; *gosāñira*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa-anna*—os restos do alimento; *sa-vaṁśe*—com todos os membros da família; *khāila*—comeram.", "translation": "**Com grande afeto e respeito, aquele *brāhmaṇa* Kūrma fez Śrī Caitanya Mahāprabhu comer todos os tipos de alimento. Depois disso, as sobras foram partilhadas por todos os membros da família.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/124/", "verse_text": "'yei pāda-padma tomāra brahmā dhyāna kare\nsei pāda-padma sākṣāt āila mora ghare", "devanagari": "> ‘যেই পাদপদ্ম তোমার ব্রহ্মা ধ্যান করে ৷\n> সেই পাদপদ্ম সাক্ষাৎ আইল মোর ঘরে ৷৷ ১২৪ ৷৷ ॥১২৪॥", "synonyms": "*yei*—aqueles; *pāda-padma*—pés de lótus; *tomāra*—Teus; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *dhyāna kare*—medita em; *sei pāda-padma*—aqueles pés de lótus; *sākṣāt*—diretamente; *āila*—vieram; *mora*—à minha; *ghare*—casa.", "translation": "**O brāhmaṇa então começou a orar: \"Ó meu Senhor, Teus pés de lótus são meditados pelo Senhor Brahmā, e esses mesmos pés de lótus vieram à minha casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/125/", "verse_text": "mora bhāgyera sīmā nā yāya kahana\nāji mora ślāghya haila janma-kula-dhana", "devanagari": "> মোর ভাগ্যের সীমা না যায় কহন ৷\n> আজি মোর শ্লাঘ্য হৈল জন্ম-কুল-ধন ৷৷ ১২৫ ৷৷ ॥১২৫॥", "synonyms": "*mora*—da minha; *bhāgyera*—fortuna; *sīmā*—o limite; *nā*—não; *yāya*—é possível; *kahana*—descrever; *āji*—hoje; *mora*—meus; *ślāghya*—gloriosos; *haila*—tornaram-se; *janma*—o nascimento; *kula*—a família; *dhana*—e a riqueza.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, não há limite para minha grande fortuna. Ela não pode ser descrita. Hoje minha família, meu nascimento e minhas riquezas foram todos glorificados.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/126/", "verse_text": "kṛpā kara, prabhu, more, yāṅ tomā-saṅge\nsahite nā pāri duḥkha viṣaya-taraṅge'", "devanagari": "> কৃপা কর, প্রভু, মোরে, যাঙ তোমা-সঙ্গে ৷\n> সহিতে না পারি দুঃখ বিষয়-তরঙ্গে ৷৷’ ১২৬ ৷৷ ॥১২৬॥", "synonyms": "*kṛpā kara*—por favor, concede misericórdia; *prabhu*—ó meu Senhor; *more*—a mim; *yāṅ*—eu vou; *tomā-saṅge*—contigo; *sahite nā pāri*—não posso tolerar; *duḥkha*—os sofrimentos; *viṣaya-taraṅge*—nas ondas da vida materialista.", "translation": "**O brāhmaṇa implorou ao Senhor Caitanya Mahāprabhu: \"Meu querido Senhor, por favor, mostra-me Tua misericórdia e deixa-me ir contigo. Não posso mais tolerar as ondas de aflição causadas pela vida materialista.\"**", "purport": "Esta afirmação aplica-se a todos, por mais rico ou próspero que se seja. Narottama dāsa Ṭhākura confirmou esta afirmação: saṁsāra-viṣānale, divā-niśi hiyā jvale. Ele declara que o modo de vida materialista provoca uma queimação no coração. Não se pode tomar nenhuma providência contra a vida atribulada do mundo material. É um fato que se pode ser muito feliz no que diz respeito a riquezas, e que se pode ser muito opulento em todos os sentidos; ainda assim, é preciso administrar os viṣayas para atender às exigências do corpo e de tantos familiares e subordinados. É preciso passar por muitos transtornos para prover aos outros. Por isso Narottama dāsa Ṭhākura ora: viṣaya chāḍiyā kabe śuddha habe mana. Assim, é preciso libertar-se do modo de vida materialista. É preciso imergir-se no oceano de bem-aventurança transcendental. Em outras palavras, não se pode saborear a bem-aventurança transcendental sem se libertar do modo de vida materialista. Parece que o brāhmaṇa chamado Kūrma era materialmente muito feliz, pois expressou sua tradição familiar como janma-kula-dhana. Ora, tornando-se glorioso, ele queria abandonar todas essas opulências materiais. Queria viajar com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Segundo o modo de civilização Védico, a pessoa deve abandonar a família ao atingir os cinquenta anos de idade e ir para a floresta de Vṛndāvana, a fim de dedicar o resto da vida ao serviço do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/7/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/127/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"aiche bāt kabhu nā kahibā\ngṛhe rahi' kṛṣṇa-nāma nirantara laibā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “ঐছে বাত্ কভু না কহিবা ৷\n> গৃহে রহি’ কৃষ্ণ-নাম নিরন্তর লৈবা ৷৷ ১২৭ ৷৷ ॥১২৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *aiche bāt*—tais palavras; *kabhu*—em momento algum; *nā kahibā*—não deves dizer; *gṛhe rahi'*—permanecendo em casa; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor; *nirantara*—sempre; *laibā*—deves cantar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Não fales assim outra vez. É melhor permaneceres em casa e cantares sempre o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": "Não é aconselhável, nesta Era de Kali, abandonar a família de repente, pois as pessoas não são treinadas como brahmacārīs e gṛhasthas adequados. Por isso Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou o brāhmaṇa a não estar demasiado ansioso por abandonar a vida familiar. Seria melhor permanecer com sua família e tentar purificar-se cantando regularmente o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, sob a direção de um mestre espiritual. Esta é a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Se esse princípio for seguido por todos, não há necessidade de aceitar a sannyāsa. No verso seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselha a todos que se tornem chefes de família ideais, cantando sem ofensas o mantra Hare Kṛṣṇa e ensinando o mesmo princípio a todos os que encontrarem."}
{"ref": "cc/madhya/7/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/128/", "verse_text": "yāre dekha, tāre kaha 'kṛṣṇa'-upadeśa\nāmāra ājñāya guru hañā tāra' ei deśa", "devanagari": "> যারে দেখ, তারে কহ ‘কৃষ্ণ’ উপদেশ ৷\n> আমার আজ্ঞায় গুরু হঞা তার’ এই দেশ ৷৷ ১২৮ ৷৷ ॥১২৮॥", "synonyms": "*yāre*—quem quer que; *dekha*—encontres; *tāre*—a ele; *kaha*—dize; *kṛṣṇa-upadeśa*—a instrução do Bhagavad-gītā tal como falada pelo Senhor, ou do Śrīmad-Bhāgavatam, que aconselha a adorar Śrī Kṛṣṇa; *āmāra ājñāya*—sob Minha ordem; *guru hañā*—tornando-te mestre espiritual; *tāra'*—liberta; *ei deśa*—este país.", "translation": "**\"Instrui a todos para que sigam as ordens do Senhor Śrī Kṛṣṇa tal como são dadas no Bhagavad-gītā e no Śrīmad-Bhāgavatam. Dessa maneira, torna-te mestre espiritual e tenta libertar a todos nesta terra.\"**", "purport": "Esta é a sublime missão da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. Muitas pessoas vêm perguntar se têm de abandonar a vida familiar para ingressar na Sociedade, mas essa não é a nossa missão. Pode-se permanecer confortavelmente em casa. Simplesmente pedimos a todos que cantem o mahā-mantra: Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Se a pessoa for um pouco alfabetizada e puder ler o *Bhagavad-gītā Como Ele É* e o *Śrīmad-Bhāgavatam*, tanto melhor. Essas obras estão agora disponíveis em tradução para o inglês e foram feitas de forma muito fidedigna para atrair todas as classes de homens. Em vez de viverem absortas em atividades materiais, as pessoas do mundo inteiro deveriam aproveitar-se deste movimento e cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em casa, com suas famílias. Deve-se também abster-se de atividades pecaminosas — sexo ilícito, consumo de carne, jogos de azar e intoxicação. Dentre esses quatro itens, o sexo ilícito é muito pecaminoso. Toda pessoa deve casar-se. Toda mulher, especialmente, deve casar-se. Se as mulheres forem em número maior que os homens, alguns homens podem aceitar mais de uma esposa. Dessa forma, não haverá prostituição na sociedade. Se os homens puderem casar-se com mais de uma esposa, a vida sexual ilícita será detida. Também se podem preparar muitos pratos saborosos para oferecer a Kṛṣṇa — grãos, frutas, flores e leite. Por que deveria a pessoa entregar-se ao consumo desnecessário de carne e manter horríveis matadouros? De que serve fumar e beber chá e café? As pessoas já estão intoxicadas pelo gozo material; e, se se entregarem a mais intoxicação, que oportunidade haverá para a autorrealização? De modo semelhante, não se deve participar de jogos de azar nem agitar desnecessariamente a mente. O verdadeiro propósito da vida humana é alcançar a plataforma espiritual e voltar ao Supremo. Esse é o summum bonum da realização espiritual. O movimento da consciência de Kṛṣṇa está tentando elevar a sociedade humana à perfeição da vida, mediante o método descrito por Śrī Caitanya Mahāprabhu em Seu conselho ao brāhmaṇa Kūrma. Ou seja, a pessoa deve permanecer em casa, cantar o mantra Hare Kṛṣṇa e pregar as instruções de Kṛṣṇa tal como são dadas no *Bhagavad-gītā* e no *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/madhya/7/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/129/", "verse_text": "kabhu nā bādhibe tomāra viṣaya-taraṅga\npunarapi ei ṭhāñi pābe mora saṅga\"", "devanagari": "> কভু না বাধিবে তোমার বিষয়-তরঙ্গ ৷\n> পুনরপি এই ঠাঞি পাবে মোর সঙ্গ ৷৷” ১২৯ ৷৷ ॥১২৯॥", "synonyms": "*kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *bādhibe*—obstruirá; *tomāra*—teu; *viṣaya-taraṅga*—modo de vida materialista; *punarapi*—outra vez; *ei ṭhāñi*—neste lugar; *pābe*—obterás; *mora*—Minha; *saṅga*—companhia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou ainda o brāhmaṇa Kūrma: \"Se seguires esta instrução, tua vida materialista no lar não obstruirá teu avanço espiritual. De fato, se seguires estes princípios reguladores, nós nos encontraremos outra vez aqui, ou, melhor dizendo, nunca perderás Minha companhia.\"**", "purport": "Esta é uma oportunidade para todos. Se a pessoa simplesmente seguir as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, sob a orientação de Seu representante, e cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, ensinando a todos, na medida do possível, o mesmo princípio, a contaminação do modo de vida materialista nem sequer a tocará. Não importa que se viva num lugar sagrado como Vṛndāvana, Navadvīpa ou Jagannātha Purī, ou no meio das cidades europeias, onde o modo de vida materialista é muito proeminente. Se um devoto seguir as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, viverá na companhia do Senhor. Onde quer que viva, converterá esse lugar em Vṛndāvana e Navadvīpa. Isso significa que o materialismo não pode tocá-lo. Este é o segredo do êxito para quem avança na consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/7/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/130/", "verse_text": "ei mata yāṅra ghare kare prabhu bhikṣā\nsei aiche kahe, tāṅre karāya ei śikṣā", "devanagari": "> এই মত যাঁর ঘরে করে প্রভু ভিক্ষা ৷\n> সেই ঐছে কহে, তাঁরে করায় এই শিক্ষা ৷৷ ১৩০ ৷৷ ॥১৩০॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *yāṅra*—de quem; *ghare*—na casa; *kare*—faz; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā*—aceitar prasāda; *sei*—aquele homem; *aiche*—de modo semelhante; *kahe*—diz; *tāṅre*—a ele; *karāya*—dá; *ei*—este; *śikṣā*—esclarecimento.", "translation": "**Na casa de quem quer que Śrī Caitanya aceitasse Suas esmolas, tomando prasāda, Ele convertia os moradores a Seu movimento de saṅkīrtana e os aconselhava tal como aconselhou o brāhmaṇa chamado Kūrma.**", "purport": "O culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu é aqui explicado muito bem. Quem se rende a Ele e está disposto a segui-Lo de coração e alma não precisa mudar de localidade. Tampouco é necessário mudar de posição social. Pode-se permanecer chefe de família, médico, engenheiro ou o que quer que se seja. Não importa. Basta seguir a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu, cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e instruir parentes e amigos nos ensinamentos do *Bhagavad-gītā* e do *Śrīmad-Bhāgavatam*. É preciso aprender humildade e mansidão em casa, seguindo as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e dessa forma a vida da pessoa será espiritualmente bem-sucedida. Não se deve tentar ser um devoto artificialmente avançado, pensando: \"Sou um devoto de primeira classe.\" Tal pensamento deve ser evitado. É melhor não aceitar discípulo algum. É preciso purificar-se em casa, cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e pregando os princípios enunciados por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim a pessoa pode tornar-se mestre espiritual e libertar-se da contaminação da vida material.\n\nHá muitos sahajiyās que difamam as atividades dos seis Gosvāmīs — Śrīla Rūpa, Sanātana, Raghunātha dāsa, Bhaṭṭa Raghunātha, Jīva e Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmīs —, que são os associados pessoais de Śrī Caitanya Mahāprabhu e que iluminaram a sociedade escrevendo livros sobre serviço devocional. De modo semelhante, Narottama dāsa Ṭhākura e outros grandes ācāryas, como Madhvācārya, Rāmānujācārya e outros, aceitaram muitos milhares de discípulos para induzi-los a prestar serviço devocional. Entretanto, há uma classe de sahajiyās que pensa que essas atividades se opõem aos princípios do serviço devocional. De fato, eles consideram tais atividades simplesmente outra fase do materialismo. Assim, opondo-se aos princípios de Śrī Caitanya Mahāprabhu, cometem ofensas a Seus pés de lótus. Melhor seria que considerassem as instruções d'Ele e, em vez de buscarem ser tidos por humildes e mansos, se abstivessem de criticar os seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu que se ocupam em pregar. Para proteger Seus pregadores, Śrī Caitanya Mahāprabhu deu muitos conselhos claros nestes versos do *Śrī Caitanya-caritāmṛta*."}
{"ref": "cc/madhya/7/131-132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/131-132/", "verse_text": "pathe yāite devālaye rahe yei grāme\n\nyāṅra ghare bhikṣā kare, sei mahā-jane\n\nkūrme yaiche rīti, taiche kaila sarva-ṭhāñi\n\nnīlācale punaḥ yāvat nā āilā gosāñi", "devanagari": "", "synonyms": "*pathe yāite*—enquanto seguia pela estrada; *devālaye*—num templo; *rahe*—Ele permanece; *yei grāme*—em qualquer aldeia; *yāṅra ghare*—em casa de quem; *bhikṣā kare*—aceita esmolas ou se alimenta; *sei mahā-jane*—a tal grande personalidade; *kūrme*—ao brāhmaṇa Kūrma; *yaiche*—assim como; *rīti*—o processo; *taiche*—da mesma maneira; *kaila*—fez; *sarva-ṭhāñi*—em todos os lugares; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *punaḥ*—novamente; *yāvat*—até; *nā*—não; *āilā*—retornou; *gosāñi*—o Senhor.", "translation": "**Durante Sua peregrinação, Śrī Caitanya Mahāprabhu passava a noite num templo ou à beira da estrada. Sempre que aceitava alimento de alguém, dava-lhe o mesmo conselho que dera ao brāhmaṇa chamado Kūrma. Ele adotou esse processo até retornar de Sua excursão pelo sul da Índia a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/133/", "verse_text": "ataeva ihāṅ kahilāṅ kariyā vistāra\n\nei-mata jānibe prabhura sarvatra vyavahāra", "devanagari": "> অতএব ইহাঁ কহিলাঙ করিয়া বিস্তার ৷\n> এইমত জানিবে প্রভুর সর্বত্র ব্যবহার ৷৷ ১৩৩ ৷৷ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *ihāṅ*—aqui; *kahilāṅ*—descrevi; *kariyā vistāra*—detalhadamente; *ei-mata*—dessa maneira; *jānibe*—ficareis sabendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sarvatra*—em toda parte; *vyavahāra*—o comportamento.", "translation": "**Assim, descrevi detalhadamente o comportamento do Senhor no caso de Kūrma. Dessa maneira, ficareis sabendo como Śrī Caitanya Mahāprabhu lidava com as pessoas por todo o sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/134/", "verse_text": "ei-mata sei rātri tāhāṅi rahilā\n\nprātaḥ-kāle prabhu snāna kariyā calilā", "devanagari": "> এইমত সেই রাত্রি তাহাঁই রহিলা ৷\n> প্রাতঃকালে প্রভু স্নান করিয়া চলিলা ৷৷ ১৩৪ ৷৷ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *sei rātri*—aquela noite; *tāhāṅi*—ali; *rahilā*—permaneceu; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *snāna*—banho; *kariyā*—tomando; *calilā*—partiu novamente.", "translation": "**Assim, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu permanecia à noite num lugar e, na manhã seguinte, após o banho, partia novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/135/", "verse_text": "prabhura anuvraji' kūrma bahu dūra āilā\n\nprabhu tāṅre yatna kari' ghare pāṭhāilā", "devanagari": "> প্রভুর অনুব্রজি’ কূর্ম বহু দূর আইলা ৷\n> প্রভু তাঁরে যত্ন করি’ ঘরে পাঠাইলা ৷৷ ১৩৫ ৷৷ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*prabhura*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *anuvraji'*—seguindo atrás; *kūrma*—o brāhmaṇa chamado Kūrma; *bahu*—muita; *dūra*—distância; *āilā*—veio; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *yatna kari'*—com muito cuidado; *ghare*—para sua casa; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu, o brāhmaṇa Kūrma O seguiu por uma grande distância, mas, por fim, o Senhor Caitanya cuidou de enviá-lo de volta para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/136/", "verse_text": "'vāsudeva'-nāma eka dvija mahāśaya\n\nsarvāṅge galita kuṣṭha, tāte kīḍā-maya", "devanagari": "> ‘বাসুদেব’-নাম এক দ্বিজ মহাশয় ৷\n> সর্বাঙ্গে গলিত কুষ্ঠ, তাতে কীড়াময় ৷৷ ১৩৬ ৷৷ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*vāsudeva-nāma*—de nome Vāsudeva; *eka dvija*—um brāhmaṇa; *mahāśaya*—uma grande pessoa; *sarva-aṅge*—por todo o seu corpo; *galita*—aguda; *kuṣṭha*—lepra; *tāte*—nela; *kīḍā-maya*—cheia de vermes vivos.", "translation": "**Havia também um brāhmaṇa chamado Vāsudeva, que era uma grande pessoa, mas sofria de lepra. De fato, seu corpo estava cheio de vermes vivos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/137/", "verse_text": "aṅga haite yei kīḍā khasiyā paḍaya\n\nuṭhāñā sei kīḍā rākhe sei ṭhāña", "devanagari": "> অঙ্গ হৈতে যেই কীড়া খসিয়া পড়য় ৷\n> উঠাঞা সেই কীড়া রাখে সেই ঠাঞ ৷৷ ১৩৭ ৷৷ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*aṅga haite*—de seu corpo; *yei*—que; *kīḍā*—um verme; *khasiyā*—desprende-se; *paḍaya*—caindo; *uṭhāñā*—apanhando; *sei*—aquele; *kīḍā*—verme; *rākhe*—coloca; *sei ṭhāña*—no mesmo lugar.", "translation": "**Embora sofresse de lepra, o brāhmaṇa Vāsudeva era iluminado. Assim que um verme caía de seu corpo, ele o apanhava e o recolocava no mesmo lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/138/", "verse_text": "rātrite śunilā teṅho gosāñira āgamana\n\ndekhibāre āilā prabhāte kūrmera bhavana", "devanagari": "> রাত্রিতে শুনিলা তেঁহো গোসাঞির আগমন ৷\n> দেখিবারে আইলা প্রভাতে কূর্মের ভবন ৷৷ ১৩৮ ৷৷ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*rātrite*—à noite; *śunilā*—ouviu; *teṅho*—ele; *gosāñira*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āgamana*—a chegada; *dekhibāre*—para vê-Lo; *āilā*—ele veio; *prabhāte*—pela manhã; *kūrmera*—do brāhmaṇa chamado Kūrma; *bhavana*—à casa.", "translation": "**Então, certa noite, Vāsudeva ouviu falar da chegada do Senhor Caitanya Mahāprabhu e, pela manhã, veio ver o Senhor na casa de Kūrma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/139/", "verse_text": "prabhura gamana kūrma-mukhete śuniñā\n\nbhūmite paḍilā duḥkhe mūrcchita hañā", "devanagari": "> প্রভুর গমন কূর্ম-মুখেতে শুনিঞা ৷\n> ভূমিতে পড়িলা দুঃখে মূর্চ্ছিত হঞা ৷৷ ১৩৯ ৷৷ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gamana*—a partida; *kūrma-mukhete*—da boca do brāhmaṇa Kūrma; *śuniñā*—ouvindo; *bhūmite*—ao chão; *paḍilā*—caiu; *duḥkhe*—em grande aflição; *mūrcchita*—inconsciência; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**Quando o leproso Vāsudeva chegou à casa de Kūrma para ver Caitanya Mahāprabhu, foi informado de que o Senhor já partira. O leproso, então, caiu ao chão, inconsciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/140/", "verse_text": "aneka prakāra vilāpa karite lāgilā\n\nsei-kṣaṇe āsi' prabhu tāṅre āliṅgilā", "devanagari": "> অনেক প্রকার বিলাপ করিতে লাগিলা ৷\n> সেইক্ষণে আসি’ প্রভু তাঁরে আলিঙ্গিলা ৷৷ ১৪০ ৷৷ ॥১৪০॥", "synonyms": "*aneka prakāra*—de várias espécies; *vilāpa*—lamentação; *karite*—a fazer; *lāgilā*—começou; *sei-kṣaṇe*—imediatamente; *āsi'*—retornando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *āliṅgilā*—abraçou.", "translation": "**Quando Vāsudeva, o brāhmaṇa leproso, lamentava-se por não poder ver Caitanya Mahāprabhu, o Senhor imediatamente retornou àquele lugar e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/141/", "verse_text": "prabhu-sparśe duḥkha-saṅge kuṣṭha dūre gela\n\nānanda sahite aṅga sundara ha-ila", "devanagari": "> প্রভু-স্পর্শে দুঃখ-সঙ্গে কুষ্ঠ দূরে গেল ৷\n> আনন্দ সহিতে অঙ্গ সুন্দর হইল ৷৷ ১৪১ ৷৷ ॥১৪১॥", "synonyms": "*prabhu-sparśe*—pelo toque de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duḥkha-saṅge*—juntamente com sua infelicidade; *kuṣṭha*—a infecção da lepra; *dūre*—para um lugar distante; *gela*—foi; *ānanda sahite*—com grande prazer; *aṅga*—todo o corpo; *sundara*—belo; *ha-ila*—tornou-se.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu o tocou, tanto a lepra quanto sua aflição foram para um lugar distante. De fato, o corpo de Vāsudeva tornou-se muito belo, para sua grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/142/", "verse_text": "prabhura kṛpā dekhi' tāṅra vismaya haila mana\n\nśloka paḍi' pāye dhari, karaye stavana", "devanagari": "> প্রভুর কৃপা দেখি’ তাঁর বিস্ময় হৈল মন ৷\n> শ্লোক পড়ি’ পায়ে ধরি, করয়ে স্তবন ৷৷ ১৪২ ৷৷ ॥১৪২॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—a misericórdia; *dekhi'*—vendo; *tāṅra*—do brāhmaṇa Vāsudeva; *vismaya haila mana*—houve assombro em sua mente; *śloka paḍi'*—recitando um verso; *pāye dhari*—segurando Seus pés de lótus; *karaye stavana*—oferece orações.", "translation": "**O brāhmaṇa Vāsudeva ficou assombrado ao contemplar a maravilhosa misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e começou a recitar um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam*, tocando os pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/143/", "verse_text": "kvāhaṁ daridraḥ pāpīyān\n\nkva kṛṣṇaḥ śrī-niketanaḥ\n\nbrahma-bandhur iti smāhaṁ\n\nbāhubhyāṁ parirambhitaḥ", "devanagari": "> ক্বাহং দরিদ্রঃ পাপীয়ান্ ক্ব কৃষ্ণঃ শ্রীনিকেতনঃ ৷\n> ব্রহ্মবন্ধুরিতি স্মাহং বাহুভ্যাং পরিরম্ভিতঃ ৷৷ ১৪৩ ৷৷ ॥১৪৩॥", "synonyms": "*kva*—quem; *aham*—eu; *daridraḥ*—pobre; *pāpīyān*—pecaminoso; *kva*—quem; *kṛṣṇaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *śrī-niketanaḥ*—a forma transcendental de toda a opulência; *brahma-bandhuḥ*—o amigo de um brāhmaṇa, não digno sequer de ser chamado de brāhmaṇa; *iti*—assim; *sma*—certamente; *aham*—eu; *bāhubhyām*—pelos braços; *parirambhitaḥ*—abraçado.", "translation": "**Ele disse: \" 'Quem sou eu? Um amigo pobre e pecaminoso de um brāhmaṇa. E quem é Kṛṣṇa? A Suprema Personalidade de Deus, pleno das seis opulências. Não obstante, Ele me abraçou com Seus dois braços.' \"**", "purport": "Este verso foi proferido por Sudāmā Brāhmaṇa no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.81.16), em relação a seu encontro com o Senhor Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/7/144-145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/144-145/", "verse_text": "bahu stuti kari' kahe,--śuna, dayā-maya\n\njīve ei guṇa nāhi, tomāte ei haya\n\nmore dekhi' mora gandhe palāya pāmara\n\nhena-more sparśa' tumi,--svatantra īśvara", "devanagari": "", "synonyms": "*bahu*—muitas; *stuti*—orações; *kari'*—apresentando; *kahe*—diz; *śuna*—tem a bondade de ouvir; *dayā-maya*—ó Senhor sumamente misericordioso; *jīve*—na entidade viva; *ei*—esta; *guṇa*—qualidade; *nāhi*—não há; *tomāte*—em Ti; *ei*—esta; *haya*—há; *more dekhi'*—ao me ver; *mora gandhe*—ao sentir o odor de meu corpo; *palāya*—foge; *pāmara*—até mesmo um homem pecaminoso; *hena-more*—uma pessoa como eu; *sparśa'*—tocas; *tumi*—Tu; *svatantra*—plenamente independente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**O brāhmaṇa Vāsudeva prosseguiu: \"Ó meu misericordioso Senhor, tal misericórdia não é possível para as entidades vivas comuns. Tal misericórdia só pode ser encontrada em Ti. Ao me ver, até mesmo uma pessoa pecaminosa se afasta por causa de meu mau odor corporal. No entanto, Tu me tocaste. Tal é o comportamento independente da Suprema Personalidade de Deus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/146/", "verse_text": "kintu āchilāṅ bhāla adhama hañā\n\nebe ahaṅkāra mora janmibe āsiyā", "devanagari": "> কিন্তু আছিলাঙ ভাল অধম হঞা ৷\n> এবে অহঙ্কার মোর জন্মিবে আসিয়া ৷৷ ১৪৬ ৷৷ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *āchilāṅ*—eu estava; *bhāla*—muito bem; *adhama*—o mais baixo da humanidade; *hañā*—sendo; *ebe*—agora; *ahaṅkāra*—orgulho; *mora*—meu; *janmibe*—surgirá; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**Sendo manso e humilde, o brāhmaṇa Vāsudeva preocupou-se em tornar-se orgulhoso depois de ser curado pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/147/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kabhu tomāra nā habe abhimāna\n\nnirantara kaha tumi 'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' nāma", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কভু তোমার না হবে অভিমান ৷\n> নিরন্তর কহ তুমি ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ নাম ৷৷ ১৪৭ ৷৷ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *kabhu*—em momento algum; *tomāra*—teu; *nā*—não; *habe*—haverá; *abhimāna*—orgulho; *nirantara*—incessantemente; *kaha*—canta; *tumi*—tu; *kṛṣṇa kṛṣṇa nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Para proteger o brāhmaṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou-o a cantar incessantemente o mantra Hare Kṛṣṇa. Ao fazer isso, ele jamais se tornaria desnecessariamente orgulhoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/148/", "verse_text": "kṛṣṇa upadeśi' kara jīvera nistāra\n\nacirāte kṛṣṇa tomā karibena aṅgīkāra\"", "devanagari": "> কৃষ্ণ উপদেশি’ কর জীবের নিস্তার ৷\n> অচিরাতে কৃষ্ণ তোমা করিবেন অঙ্গীকার ৷৷” ১৪৮ ৷৷ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa upadeśi'*—instruindo acerca de Kṛṣṇa; *kara*—simplesmente faze; *jīvera*—de todas as entidades vivas; *nistāra*—a liberação; *acirāte*—muito em breve; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tomā*—a ti; *karibena*—fará; *aṅgīkāra*—aceitação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu também aconselhou Vāsudeva a pregar acerca de Kṛṣṇa e, assim, liberar as entidades vivas. Em consequência, Kṛṣṇa muito em breve o aceitaria como Seu devoto.**", "purport": "Embora Vāsudeva Vipra fosse leproso e tivesse sofrido muito, ainda assim Śrī Caitanya Mahāprabhu o curou. A única retribuição que o Senhor desejava era que Vāsudeva pregasse as instruções de Kṛṣṇa e liberasse todos os seres humanos. Esse é o processo da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. Cada um dos membros desta Sociedade foi resgatado de uma condição muito abominável, mas agora todos se dedicam a pregar o culto da consciência de Kṛṣṇa. Eles não apenas se curaram da doença chamada materialismo, como também vivem uma vida muito feliz. Todos os reconhecem como grandes devotos de Kṛṣṇa, e suas qualidades manifestam-se em seus próprios rostos. Se alguém deseja ser reconhecido como devoto por Kṛṣṇa, deve dedicar-se ao trabalho de pregação, seguindo o conselho de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Então, indubitavelmente, alcançará os pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa Caitanya, o próprio Senhor Kṛṣṇa, sem demora."}
{"ref": "cc/madhya/7/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/149/", "verse_text": "eteka kahiyā prabhu kaila antardhāne\n\ndui vipra galāgali kānde prabhura guṇe", "devanagari": "> এতেক কহিয়া প্রভু কৈল অন্তর্ধানে ৷\n> দুই বিপ্র গলাগলি কান্দে প্রভুর গুণে ৷৷ ১৪৯ ৷৷ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*eteka*—isto tudo; *kahiyā*—dizendo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—realizou; *antardhāne*—desaparecimento; *dui vipra*—os dois brāhmaṇas, Kūrma e Vāsudeva; *galāgali*—abraçando um ao outro; *kānde*—choram; *prabhura guṇe*—devido à misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após instruir dessa forma o *brāhmaṇa* Vāsudeva, Śrī Caitanya Mahāprabhu desapareceu daquele lugar. Então os dois *brāhmaṇas*, Kūrma e Vāsudeva, abraçaram-se mutuamente e começaram a chorar, lembrando-se das qualidades transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/150/", "verse_text": "'vāsudevoddhāra' ei kahila ākhyāna\n\n'vāsudevāmṛta-prada' haila prabhura nāma", "devanagari": "> ‘বাসুদেবোদ্ধার’ এই কহিল আখ্যান ৷\n> ‘বাসুদেবামৃতপ্ৰদ’ হৈল প্রভুর নাম ৷৷ ১৫০ ৷৷ ॥১৫০॥", "synonyms": "*vāsudeva-uddhāra*—conceder a liberação a Vāsudeva; *ei*—esta; *kahila*—é descrita; *ākhyāna*—narração; *vāsudeva-amṛta-prada*—aquele que dá néctar a Vāsudeva; *haila*—tornou-se; *prabhura nāma*—o santo nome do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi como Śrī Caitanya Mahāprabhu resgatou o leproso Vāsudeva e, desse modo, recebeu o nome de Vāsudevāmṛta-prada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/151/", "verse_text": "ei ta' kahila prabhura prathama gamana\n\nkūrma-daraśana, vāsudeva-vimocana", "devanagari": "> এত ত’ কহিল প্রভুর প্রথম গমন ৷\n> কূর্ম-দরশন, বাসুদেব-বিমোচন ৷৷ ১৫১ ৷৷ ॥১৫১॥", "synonyms": "*ei ta' kahila*—assim descrevi; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prathama gamana*—a primeira viagem; *kūrma-daraśana*—a visita ao templo de Kūrma; *vāsudeva-vimocana*—e a liberação do brāhmaṇa leproso de nome Vāsudeva.", "translation": "**Assim, encerro minha descrição da primeira viagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Sua visita ao templo de Kūrma e Sua liberação do brāhmaṇa leproso Vāsudeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/152/", "verse_text": "śraddhā kari' ei līlā ye kare śravaṇa\n\nacirāte milaye tāre caitanya-caraṇa", "devanagari": "> শ্রদ্ধা করি’ এই লীলা যে করে শ্রবণ ৷\n> অচিরাতে মিলয়ে তারে চৈতন্য-চরণ ৷৷ ১৫২ ৷৷ ॥১৫২॥", "synonyms": "*śraddhā kari'*—com grande fé; *ei līlā*—este passatempo; *ye*—qualquer pessoa; *kare*—faz; *śravaṇa*—audição; *acirāte*—muito em breve; *milaye*—encontra; *tāre*—a ela; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quem quer que ouça estes passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu com grande fé certamente alcançará muito em breve os pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/153/", "verse_text": "caitanya-līlāra ādi-anta nāhi jāni\n\nsei likhi, yei mahāntera mukhe śuni", "devanagari": "> চৈতন্যলীলার আদি-অন্ত নাহি জানি ৷\n> সেই লিখি, যেই মহান্তের মুখে শুনি ৷৷ ১৫৩ ৷৷ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*caitanya-līlāra*—dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ādi*—o começo; *anta*—e o fim; *nāhi*—não; *jāni*—conheço; *sei*—isso; *likhi*—escrevo; *yei*—o que; *mahāntera*—das grandes personalidades; *mukhe*—da boca; *śuni*—ouço.", "translation": "**Admito que não conheço o começo nem o fim dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Contudo, tudo o que escrevi, ouvi da boca de grandes personalidades.**", "purport": "O nome Vāsudevāmṛta-prada é mencionado nos versos compostos por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Quando uma pessoa de fato revive sua consciência com pensamentos em Kṛṣṇa, pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ela revive sua vida espiritual e torna-se dedicada ao serviço do Senhor. Somente então pode atuar como ācārya. Em outras palavras, todos devem ocupar-se na pregação, seguindo as pegadas de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Dessa maneira, a pessoa será muito apreciada pelo Senhor Kṛṣṇa e rapidamente reconhecida por Ele. Na verdade, um devoto de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve ocupar-se na pregação a fim de aumentar o número de seguidores do Senhor. Pregando assim o verdadeiro conhecimento Védico por todo o mundo, beneficiará toda a humanidade."}
{"ref": "cc/madhya/7/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/154/", "verse_text": "ithe aparādha mora nā la-io, bhakta-gaṇa\n\ntomā-sabāra caraṇa--mora ekānta śaraṇa", "devanagari": "> ইথে অপরাধ মোর না লইও, ভক্তগণ ৷\n> তোমা-সবার চরণ — মোর একান্ত শরণ ৷৷ ১৫৪ ৷৷ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*ithe*—nisto; *aparādha*—ofensas; *mora*—minhas; *nā la-io*—não leveis em conta; *bhakta-gaṇa*—ó devotos; *tomā*—vossos; *sabāra*—de todos; *caraṇa*—os pés de lótus; *mora*—meu; *ekānta*—único; *śaraṇa*—refúgio.", "translation": "**Ó devotos, por favor, não considereis minhas ofensas a este respeito. Vossos pés de lótus são meu único refúgio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/7/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/7/155/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ৷\n> চৈতন্য-চরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ৷৷ ১৫৫ ৷৷ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo as pegadas deles.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Sétimo Capítulo, que descreve a liberação do brāhmaṇa Vāsudeva e a viagem do Senhor pelo Sul da Índia."}
{"ref": "cc/madhya/8/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/1/", "verse_text": "sañcārya rāmābhidha-bhakta-meghe\nsva-bhakti-siddhānta-cayāmṛtāni\ngaurābdhir etair amunā vitīrṇais\ntaj-jñatva-ratnālayatāṁ prayāti", "devanagari": "> সঞ্চার্য রামাভিধ-ভক্তমেঘে\n> স্বভক্তিসিদ্ধান্তচয়ামৃতানি ৷\n> গৌরাব্ধিরেতৈরমুনা বিতীর্ণৈ-\n> স্তজ্জ্ঞত্ব-রত্নালয়তাং প্রযাতি ৷৷ ১ ৷৷ ॥১॥", "synonyms": "*sañcārya*—por capacitar; *rāma-abhidha*—de nome Rāma; *bhakta-meghe*—no devoto semelhante a uma nuvem; *sva-bhakti*—de Seu próprio serviço devocional; *siddhānta*—de conclusões; *caya*—todas as coletâneas; *amṛtāni*—néctar; *gaura-abdhiḥ*—o oceano conhecido como Śrī Caitanya Mahāprabhu; *etaiḥ*—por estes; *amunā*—pela nuvem conhecida como Rāmānanda Rāya; *vitīrṇaiḥ*—distribuídos; *tat-jñatva*—do conhecimento do serviço devocional; *ratna-ālayatām*—a qualidade de ser um oceano contendo joias valiosas; *prayāti*—alcançou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, conhecido como Gaurāṅga, é o repositório de todo o conhecimento conclusivo no serviço devocional. Ele capacitou Śrī Rāmānanda Rāya, que pode ser comparado a uma nuvem de serviço devocional. Essa nuvem foi preenchida com a água de todos os purportes conclusivos do serviço devocional e foi capacitada pelo oceano para espalhar essa água sobre o mar. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu era o oceano de Caitanya Mahāprabhu, que se encheu das joias do conhecimento do serviço devocional puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ৷\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ৷৷ ২ ৷৷ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/3/", "verse_text": "pūrva-rīte prabhu āge gamana karilā\n'jiyaḍa-nṛsiṁha'-kṣetre kata-dine gelā", "devanagari": "> পূর্ব-রীতে প্রভু আগে গমন করিলা ৷\n> ‘জিয়ড়নৃসিংহ’-ক্ষেত্রে কতদিনে গেলা ৷৷ ৩ ৷৷ ॥৩॥", "synonyms": "*pūrva-rīte*—de acordo com Seu programa anterior; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āge*—adiante; *gamana*—indo; *karilā*—fez; *jiyaḍa-nṛsiṁha*—de nome Jiyaḍa-nṛsiṁha; *kṣetre*—ao lugar de peregrinação; *kata-dine*—após alguns dias; *gelā*—chegou.", "translation": "**De acordo com Seu programa anterior, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu seguiu adiante em Sua peregrinação e, após alguns dias, chegou ao lugar de peregrinação conhecido como Jiyaḍa-nṛsiṁha.**", "purport": "O templo de Jiyaḍa-nṛsiṁha está situado no topo de uma colina a cerca de oito quilômetros de Visakhapatnam. Há uma estação ferroviária na linha South Indian Railway conhecida como Siṁhācala. O templo conhecido como Siṁhācala é o melhor templo nas imediações de Visakhapatnam. Esse templo é muito próspero e é um exemplo típico da arquitetura da região. Numa lápide de pedra menciona-se que outrora uma rainha cobriu a Deidade com lâmina de ouro. Isso é mencionado no Visakhapatnam Gazetteer. Ao redor do templo, há alojamentos residenciais para os sacerdotes e devotos. De fato, no momento atual há muitos alojamentos residenciais para acomodar os devotos visitantes. A Deidade original está situada nas profundezas do templo, mas há outra Deidade, uma réplica, conhecida como a vijaya-mūrti. Essa Deidade menor pode ser removida do templo e levada em procissões públicas. Os sacerdotes, que geralmente pertencem à Rāmānuja-sampradāya, estão encarregados da adoração da Deidade."}
{"ref": "cc/madhya/8/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/4/", "verse_text": "nṛsiṁha dekhiyā kaila daṇḍavat-praṇati\npremāveśe kaila bahu nṛtya-gīta-stuti", "devanagari": "> নৃসিংহ দেখিয়া কৈল দণ্ডবৎপ্রণতি ৷\n> প্রেমাবেশে কৈল বহু নৃত্য-গীত-স্তুতি ৷৷ ৪ ৷৷ ॥৪॥", "synonyms": "*nṛsiṁha dekhiyā*—por ver o Senhor Nṛsiṁha no templo; *kaila*—fez; *daṇḍavat-praṇati*—oferenda de reverências, prostrando-se diante da Deidade; *premāveśe*—em amor extático; *kaila*—fez; *bahu*—todo tipo de; *nṛtya*—dança; *gīta*—canto; *stuti*—e oferenda de orações.", "translation": "**Após ver a Deidade do Senhor Nṛsiṁha no templo, Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu Suas respeitosas reverências prostrando-Se. Então, em amor extático, Ele realizou várias danças, cantou e ofereceu orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/5/", "verse_text": "\"śrī-nṛsiṁha, jaya nṛsiṁha, jaya jaya nṛsiṁha\nprahlādeśa jaya padmā-mukha-padma-bhṛṅga\"", "devanagari": "> “শ্রীনৃসিংহ, জয় নৃসিংহ, জয় জয় নৃসিংহ ৷\n> প্রহ্লাদেশ জয় পদ্মামুখপদ্মভৃঙ্গ ৷৷” ৫ ৷৷ ॥৫॥", "synonyms": "*śrī-nṛsiṁha*—o Senhor Nṛsiṁha com Lakṣmī; *jaya nṛsiṁha*—todas as glórias ao Senhor Nṛsiṁha; *jaya jaya*—repetidas vezes glórias; *nṛsiṁha*—a Nṛsiṁhadeva; *prahlāda-īśa*—ao Senhor de Prahlāda Mahārāja; *jaya*—todas as glórias; *padmā*—da deusa da fortuna; *mukha-padma*—do rosto semelhante a um lótus; *bhṛṅga*—a abelha.", "translation": "**“ 'Todas as glórias a Nṛsiṁhadeva! Todas as glórias a Nṛsiṁhadeva, que é o Senhor de Prahlāda Mahārāja e, tal como a abelha, está sempre ocupado em contemplar o rosto de lótus da deusa da fortuna.**", "purport": "A deusa da fortuna é sempre abraçada pelo Senhor Nṛsiṁhadeva. Isso é mencionado no comentário sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam,* no Primeiro e no Décimo Cantos, pelo grande comentador Śrīla Śrīdhara Svāmī. O verso seguinte foi composto por Śrīdhara Svāmī em seu comentário sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.87.1):\n\n> vāg-īśā yasya vadane\n> lakṣmīr yasya ca vakṣasi\n> yasyāste hṛdaye samvit\n> taṁ nṛsiṁham ahaṁ bhaje\n\n\"O Senhor Nṛsiṁhadeva é sempre assistido por Sarasvatī, a deusa do saber, e está sempre abraçando ao Seu peito a deusa da fortuna. O Senhor é sempre completo em conhecimento dentro de Si mesmo. Ofereçamos reverências a Nṛsiṁhadeva.\"\n\nDe modo semelhante, em seu comentário sobre o Primeiro Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.1), Śrīdhara Svāmī descreve o Senhor Nṛsiṁhadeva da seguinte maneira:\n\n> prahlāda-hṛdayāhlādaṁ\n> bhaktāvidyā-vidāraṇam\n> śarad-indu-ruciṁ vande\n> pārīndra-vadanaṁ harim\n\n\"Ofereço minhas reverências ao Senhor Nṛsiṁhadeva, que está sempre iluminando Prahlāda Mahārāja dentro do coração e que sempre mata a ignorância que ataca os devotos. Sua misericórdia é distribuída como o luar, e Seu rosto é como o de um leão. Ofereço-Lhe reverências repetidas vezes.\"\n"}
{"ref": "cc/madhya/8/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/6/", "verse_text": "ugro 'py anugra evāyaṁ\nsva-bhaktānāṁ nṛ-keśarī\nkeśarīva sva-potānām\nanyeṣāṁ ugra-vikramaḥ", "devanagari": "> উগ্রোঽপ্যনুগ্র এবায়ং স্বভক্তানাং নৃকেশরী ৷\n> কেশরীব স্বপোতানামন্যেষামুগ্রবিক্রমঃ ৷৷ ৬ ৷৷ ॥৬॥", "synonyms": "*ugraḥ*—feroz; *api*—embora; *anugraḥ*—não feroz; *eva*—certamente; *ayam*—este; *sva-bhaktānām*—para Seus devotos puros; *nṛ-keśarī*—tendo o corpo de um ser humano e de um leão; *keśarī iva*—como uma leoa; *sva-potānām*—para seus filhotes; *anyeṣām*—para outros; *ugra*—feroz; *vikramaḥ*—cuja força.", "translation": "**\" 'Embora muito feroz, a leoa é muito bondosa com seus filhotes. De modo semelhante, embora muito feroz para com os não devotos como Hiraṇyakaśipu, o Senhor Nṛsiṁhadeva é muito, muito suave e bondoso para com os devotos como Prahlāda Mahārāja.' \"**", "purport": "Este verso foi composto por Śrīdhara Svāmī em seu comentário ao *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.9.1)."}
{"ref": "cc/madhya/8/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/7/", "verse_text": "ei-mata nānā śloka paḍi' stuti kaila\nnṛsiṁha-sevaka mālā-prasāda āni' dila", "devanagari": "> এইমত নানা শ্লোক পড়ি’ স্তুতি কৈল ৷\n> নৃসিংহ-সেবক মালা-প্রসাদ আনি’ দিল ৷৷ ৭ ৷৷ ॥৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nānā*—vários; *śloka*—versos; *paḍi'*—recitando; *stuti*—orações; *kaila*—ofereceu; *nṛsiṁha-sevaka*—o sacerdote do Senhor Nṛsiṁhadeva no templo; *mālā*—guirlandas; *prasāda*—e restos do alimento do Senhor Nṛsiṁhadeva; *āni'*—trazendo; *dila*—ofereceu.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou diferentes versos do śāstra. O sacerdote do Senhor Nṛsiṁhadeva então trouxe guirlandas e os restos do alimento do Senhor e os ofereceu a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/8/", "verse_text": "pūrvavat kona vipre kaila nimantraṇa\nsei rātri tāhāṅ rahi' karilā gamana", "devanagari": "> পূর্ববৎ কোন বিপ্রে কৈল নিমন্ত্রণ ৷\n> সেই রাত্রি তাহাঁ রহি’ করিলা গমন ৷৷ ৮ ৷৷ ॥৮॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *kona*—algum; *vipre*—brāhmaṇa; *kaila*—fez; *nimantraṇa*—convite; *sei rātri*—naquela noite; *tāhāṅ*—ali; *rahi'*—permanecendo; *karilā*—fez; *gamana*—peregrinação.", "translation": "**Como de costume, um brāhmaṇa ofereceu a Śrī Caitanya Mahāprabhu um convite. O Senhor passou a noite no templo e então recomeçou Sua peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/9/", "verse_text": "prabhāte uṭhiyā prabhu calilā premāveśe\ndig-vidik nāhi jñāna rātri-divase", "devanagari": "> প্রভাতে উঠিয়া প্রভু চলিলা প্রেমাবেশে ৷\n> দিগ্বিদিক্ নাহি জ্ঞান রাত্রি-দিবসে ৷৷ ৯ ৷৷ ॥৯॥", "synonyms": "*prabhāte*—de manhã; *uṭhiyā*—levantando-se; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—foi; *prema-āveśe*—em grande amor extático; *dik-vidik*—a direção certa ou errada; *nāhi*—não havia; *jñāna*—conhecimento; *rātri-divase*—dia e noite.", "translation": "**Na manhã seguinte, no grande êxtase do amor, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu pôs-Se a caminho em Sua peregrinação sem conhecimento da direção correta, e prosseguiu o dia e a noite inteiros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/10/", "verse_text": "pūrvavat 'vaiṣṇava' kari' sarva loka-gaṇe\ngodāvarī-tīre prabhu āilā kata-dine", "devanagari": "> পূর্ববৎ ‘বৈষ্ণব’ করি’ সর্ব লোকগণে ৷\n> গোদাবরী-তীরে প্রভু আইলা কতদিনে ৷৷ ১০ ৷৷ ॥১০॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *vaiṣṇava*—devotos; *kari'*—fazendo; *sarva*—todas; *loka-gaṇe*—as pessoas; *godāvarī-tīre*—na margem do rio Godāvarī; *prabhu*—o Senhor; *āilā*—chegou; *kata-dine*—após alguns dias.", "translation": "**Como anteriormente, Śrī Caitanya Mahāprabhu converteu ao vaiṣṇavismo muitas pessoas que encontrou pelo caminho. Após alguns dias, o Senhor chegou às margens do rio Godāvarī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/11/", "verse_text": "godāvarī dekhi' ha-ila 'yamunā'-smaraṇa\ntīre vana dekhi' smṛti haila vṛndāvana", "devanagari": "> গোদাবরী দেখি’ হইল ‘যমুনা’-স্মরণ ৷\n> তীরে বন দেখি’ স্মৃতি হৈল বৃন্দাবন ৷৷ ১১ ৷৷ ॥১১॥", "synonyms": "*godāvarī*—o rio Godāvarī; *dekhi'*—vendo; *ha-ila*—houve; *yamunā smaraṇa*—lembrança do rio Yamunā; *tīre*—nas margens; *vana*—as florestas; *dekhi'*—vendo; *smṛti*—lembrança; *haila*—houve; *vṛndāvana*—Śrī Vṛndāvana.", "translation": "**Ao ver o rio Godāvarī, o Senhor lembrou-Se do rio Yamunā, e ao ver a floresta nas margens do rio, lembrou-Se de Śrī Vṛndāvana-dhāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/12/", "verse_text": "sei vane kata-kṣaṇa kari' nṛtya-gāna\ngodāvarī pāra hañā tāhāṅ kaila snāna", "devanagari": "> সেই বনে কতক্ষণ করি’ নৃত্য-গান ৷\n> গোদাবরী পার হঞা তাহাঁ কৈল স্নান ৷৷ ১২ ৷৷ ॥১২॥", "synonyms": "*sei vane*—naquela floresta; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *kari'*—realizando; *nṛtya-gāna*—dança e canto; *godāvarī*—o rio; *pāra hañā*—atravessando; *tāhāṅ*—ali; *kaila*—tomou; *snāna*—banho.", "translation": "**Após realizar Seus costumeiros canto e dança por algum tempo nessa floresta, o Senhor atravessou o rio e tomou Seu banho na outra margem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/13/", "verse_text": "ghāṭa chāḍi' kata-dūre jala-sannidhāne\nvasi' prabhu kare kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtane", "devanagari": "> ঘাট ছাড়ি’ কতদূরে জল-সন্নিধানে ৷\n> বসি’ প্রভু করে কৃষ্ণনাম-সংকীর্তনে ৷৷ ১৩ ৷৷ ॥১৩॥", "synonyms": "*ghāṭa chāḍi'*—deixando o local do banho; *kata-dūre*—a uma curta distância; *jala-sannidhāne*—perto da água; *vasi'*—sentando-se; *prabhu*—o Senhor; *kare*—faz; *kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtane*—o cantar do santo nome do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Após banhar-Se no rio, o Senhor caminhou uma curta distância do local do banho e ocupou-Se em cantar o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/14/", "verse_text": "hena-kāle dolāya caḍi' rāmānanda rāya\nsnāna karibāre āilā, bājanā bājāya", "devanagari": "> হেনকালে দোলায় চড়ি’ রামানন্দ রায় ৷\n> স্নান করিবারে আইলা, বাজনা বাজায় ৷৷ ১৪ ৷৷ ॥১৪॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *dolāya caḍi'*—montado num palanquim; *rāmānanda rāya*—Śrīla Rāmānanda Rāya; *snāna*—banho; *karibāre*—tomar; *āilā*—chegou ali; *bājanā bājāya*—acompanhado por uma banda musical.", "translation": "**Nesse momento, acompanhado pelos sons de música, Rāmānanda Rāya chegou ali num palanquim para tomar seu banho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/15/", "verse_text": "tāṅra saṅge bahu āilā vaidika brāhmaṇa\n\nvidhi-mate kaila teṅho snānādi-tarpaṇa", "devanagari": "> তাঁর সঙ্গে বহু আইলা বৈদিক ব্রাহ্মণ ৷\n> বিধিমতে কৈল তেঁহো স্নানাদি-তর্পণ ৷৷ ১৫ ৷৷ ॥১৫॥", "synonyms": "*tāṅra saṅge*—com ele; *bahu*—muitos; *āilā*—vieram; *vaidika*—seguidores dos princípios Védicos; *brāhmaṇa*—brāhmaṇas; *vidhi-mate*—de acordo com as cerimônias ritualísticas; *kaila*—fez; *teṅho*—ele, Śrīla Rāmānanda Rāya; *snāna-ādi-tarpaṇa*—banho e oferenda de oblações, etc.", "translation": "**Muitos brāhmaṇas, seguindo os princípios Védicos, acompanharam Rāmānanda Rāya. Conforme os rituais Védicos, Rāmānanda Rāya tomou seu banho e ofereceu oblações a seus antepassados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/16/", "verse_text": "prabhu tāṅre dekhi' jānila--ei rāma-rāya\n\ntāṅhāre milite prabhura mana uṭhi' dhāya", "devanagari": "> প্রভু তাঁরে দেখি’ জানিল — এই রামরায় ৷\n> তাঁহারে মিলিতে প্রভুর মন উঠি’ ধায় ৷৷ ১৬ ৷৷ ॥১৬॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—ele; *dekhi'*—vendo; *jānila*—pôde compreender; *ei*—este; *rāma-rāya*—Śrīla Rāmānanda Rāya; *tāṅhāre*—ele; *milite*—encontrar; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mana*—mente; *uṭhi'*—erguendo-se; *dhāya*—corre atrás.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pôde compreender que a pessoa que viera banhar-se no rio era Rāmānanda Rāya. O Senhor desejava tanto encontrá-lo que Sua mente imediatamente começou a correr atrás dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/17/", "verse_text": "tathāpi dhairya dhari' prabhu rahilā vasiyā\n\nrāmānanda āilā apūrva sannyāsī dekhiyā", "devanagari": "> তথাপি ধৈর্য ধরি’ প্রভু রহিলা বসিয়া ৷\n> রামানন্দ আইলা অপূর্ব সন্ন্যাসী দেখিয়া ৷৷ ১৭ ৷৷ ॥১৭॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *dhairya dhari'*—mantendo a paciência; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahilā*—permaneceu; *vasiyā*—sentado; *rāmānanda*—Śrīla Rāmānanda Rāya; *āilā*—chegou; *apūrva*—maravilhoso; *sannyāsī*—renunciante; *dekhiyā*—vendo.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu corresse atrás dele mentalmente, Ele permaneceu pacientemente sentado. Rāmānanda Rāya, vendo o maravilhoso sannyāsī, dirigiu-se então a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/18/", "verse_text": "sūrya-śata-sama kānti, aruṇa vasana\n\nsubalita prakāṇḍa deha, kamala-locana", "devanagari": "> সূর্যশত-সম কান্তি, অরুণ বসন ৷\n> সুবলিত প্রকাণ্ড দেহ, কমল-লোচন ৷৷ ১৮ ৷৷ ॥১৮॥", "synonyms": "*sūrya-śata*—centenas de sóis; *sama*—como; *kānti*—brilho; *aruṇa*—açafrão; *vasana*—vestes; *subalita*—de constituição muito robusta; *prakāṇḍa*—grande; *deha*—corpo; *kamala-locana*—olhos como pétalas de lótus.", "translation": "**Śrīla Rāmānanda Rāya viu então que Śrī Caitanya Mahāprabhu era tão refulgente quanto uma centena de sóis. O Senhor estava coberto por uma veste cor de açafrão. Tinha um corpo grande e de constituição muito robusta, e Seus olhos eram como pétalas de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/19/", "verse_text": "dekhiyā tāṅhāra mane haila camatkāra\n\nāsiyā karila daṇḍavat namaskāra", "devanagari": "> দেখিয়া তাঁহার মনে হৈল চমৎকার ৷\n> আসিয়া করিল দণ্ডবৎ নমস্কার ৷৷ ১৯ ৷৷ ॥১৯॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *tāṅhāra*—dele; *mane*—na mente; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *āsiyā*—vindo até lá; *karila*—fez; *daṇḍa-vat*—como uma vara; *namaskāra*—reverências.", "translation": "**Quando Rāmānanda Rāya viu o maravilhoso sannyāsī, ficou tomado de assombro. Ele se aproximou d'Ele e imediatamente Lhe ofereceu suas respeitosas reverências, prostrando-se reto como uma vara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/20/", "verse_text": "uṭhi' prabhu kahe,--ūṭha, kaha 'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa'\n\ntāre āliṅgite prabhura hṛdaya satṛṣṇa", "devanagari": "> উঠি’ প্রভু কহে, — উঠ, কহ ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ ৷\n> তারে আলিঙ্গিতে প্রভুর হৃদয় সতৃষ্ণ ৷৷ ২০ ৷৷ ॥২০॥", "synonyms": "*uṭhi'*—erguendo-se; *prabhu*—o Senhor; *kahe*—disse; *uṭha*—levante-se; *kaha*—cante; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *tāre*—ele; *āliṅgite*—abraçar; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hṛdaya*—o coração; *sa-tṛṣṇa*—muito ansioso.", "translation": "**O Senhor levantou-se e pediu a Rāmānanda Rāya que se erguesse e cantasse o santo nome de Kṛṣṇa. De fato, Śrī Caitanya Mahāprabhu estava muito ansioso por abraçá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/21/", "verse_text": "tathāpi puchila,--tumi rāya rāmānanda?\n\nteṅho kahe,--sei haṅa dāsa śūdra manda", "devanagari": "> তথাপি পুছিল, — তুমি রায় রামানন্দ?\n> তেঁহো কহে, — সেই হঙ দাস শূদ্র মন্দ ৷৷ ২১ ৷৷ ॥২১॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *puchila*—Ele perguntou; *tumi*—você; *rāya rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *teṅho kahe*—ele respondeu; *sei haṅa*—eu sou aquele; *dāsa*—servo; *śūdra*—pertencente à comunidade śūdra; *manda*—muito baixo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou então se ele era Rāmānanda Rāya, e ele respondeu: \"Sim, eu sou Vosso servo muito baixo, e pertenço à comunidade śūdra.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/22/", "verse_text": "tabe tāre kaila prabhu dṛḍha āliṅgana\n\npremāveśe prabhu-bhṛtya doṅhe acetana", "devanagari": "> তবে তারে কৈল প্রভু দৃঢ় আলিঙ্গন ৷\n> প্রেমাবেশে প্রভু-ভৃত্য দোঁহে অচেতন ৷৷ ২২ ৷৷ ॥২২॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *tāre*—ele; *kaila*—fez; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dṛḍha*—firme; *āliṅgana*—abraço; *prema-āveśe*—em amor extático; *prabhu-bhṛtya*—o servo e o amo; *doṅhe*—ambos; *acetana*—inconscientes.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou Śrī Rāmānanda Rāya muito firmemente. De fato, tanto o amo quanto o servo quase perderam a consciência devido ao amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/23/", "verse_text": "svābhāvika prema doṅhāra udaya karilā\n\nduṅhā āliṅgiyā duṅhe bhūmite paḍilā", "devanagari": "> স্বাভাবিক প্রেম দোঁহার উদয় করিলা ৷\n> দুঁহা আলিঙ্গিয়া দুঁহে ভূমিতে পড়িলা ৷৷ ২৩ ৷৷ ॥২৩॥", "synonyms": "*svābhāvika*—natural; *prema*—amor; *doṅhāra*—de ambos; *udaya*—despertar; *karilā*—houve; *duṅhā*—ambos; *āliṅgiyā*—abraçando; *duṅhe*—os dois; *bhūmite*—no chão; *paḍilā*—caíram.", "translation": "**O amor natural que sentiam um pelo outro despertou em ambos, e eles se abraçaram e caíram ao chão.**", "purport": "Śrīla Rāmānanda Rāya era uma encarnação da gopī Viśākhā. Visto que Śrī Caitanya Mahāprabhu era o próprio Senhor Kṛṣṇa, houve naturalmente um despertar de amor entre Viśākhā e Kṛṣṇa. Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é a combinação de Śrīmatī Rādhārāṇī e Kṛṣṇa. A gopī Viśākhā é uma gopī principal que assiste Śrīmatī Rādhārāṇī. Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu se abraçaram, já que também despertou neles seu amor natural."}
{"ref": "cc/madhya/8/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/24/", "verse_text": "stambha, sveda, aśru, kampa, pulaka, vaivarṇya\n\nduṅhāra mukhete śuni' gadgada 'kṛṣṇa' varṇa", "devanagari": "> স্তম্ভ, স্বেদ, অশ্রু, কম্প, পুলক, বৈবর্ণ্য ৷\n> দুঁহার মুখেতে শুনি’ গদ্গদ ‘কৃষ্ণ’বর্ণ ৷৷ ২৪ ৷৷ ॥২৪॥", "synonyms": "*stambha*—paralisia; *sveda*—transpiração; *aśru*—lágrimas; *kampa*—tremor; *pulaka*—palpitações; *vaivarṇya*—palidez; *duṅhāra*—de ambos; *mukhete*—na boca; *śuni'*—ouvindo; *gadgada*—embargada; *kṛṣṇa varṇa*—o nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**Quando eles se abraçaram, manifestaram-se sintomas de êxtase — paralisia, transpiração, lágrimas, tremor, palidez e arrepio dos pelos do corpo. A palavra \"Kṛṣṇa\" saía de suas bocas com a voz embargada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/25/", "verse_text": "dekhiyā brāhmaṇa-gaṇera haila camatkāra\n\nvaidika brāhmaṇa saba karena vicāra", "devanagari": "> দেখিয়া ব্রাহ্মণগণের হৈল চমৎকার ৷\n> বৈদিক ব্রাহ্মণ সব করেন বিচার ৷৷ ২৫ ৷৷ ॥২৫॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo isto; *brāhmaṇa-gaṇera*—dos brāhmaṇas ritualísticos; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *vaidika*—seguidores das cerimônias ritualísticas Védicas; *brāhmaṇa*—os brāhmaṇas; *saba*—todos; *karena*—fizeram; *vicāra*—consideração.", "translation": "**Quando os estereotipados brāhmaṇas ritualísticos que seguiam os princípios Védicos viram esta manifestação extática de amor, ficaram tomados de assombro. Todos esses brāhmaṇas começaram a refletir da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/26/", "verse_text": "ei ta' sannyāsīra teja dekhi brahma-sama\n\nśūdre āliṅgiyā kene karena krandana", "devanagari": "> এই ত’ সন্ন্যাসীর তেজ দেখি ব্রহ্মসম ৷\n> শূদ্রে আলিঙ্গিয়া কেনে করেন ক্রন্দন ৷৷ ২৬ ৷৷ ॥২৬॥", "synonyms": "*ei ta'*—isto de fato; *sannyāsīra*—do sannyāsī, Śrī Caitanya Mahāprabhu; *teja*—refulgência corpórea; *dekhi*—vemos; *brahma-sama*—exatamente como o Brahman; *śūdre*—um śūdra, ou trabalhador; *āliṅgiyā*—abraçando; *kene*—por que; *karena*—faz; *krandana*—choro.", "translation": "**Esses brāhmaṇas começaram a pensar: \"Podemos ver que este sannyāsī tem um brilho como a refulgência do Brahman, mas como é que Ele chora ao abraçar um śūdra, membro da quarta casta na ordem social?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/27/", "verse_text": "ei mahārāja--mahā-paṇḍita, gambhīra\n\nsannyāsīra sparśe matta ha-ilā asthira", "devanagari": "> এই মহারাজ — মহাপণ্ডিত, গম্ভীর ৷\n> সন্ন্যাসীর স্পর্শে মত্ত হইলা অস্থির ৷৷ ২৭ ৷৷ ॥২৭॥", "synonyms": "*ei mahārāja*—este Rāmānanda Rāya, que é o Governador; *mahā-paṇḍita*—uma pessoa muito erudita; *gambhīra*—grave; *sannyāsīra sparśe*—ao tocar um sannyāsī; *matta*—louco; *ha-ilā*—tornou-se; *asthira*—inquieto.", "translation": "**Eles pensaram: \"Este Rāmānanda Rāya é o Governador de Madras, uma pessoa altamente erudita e grave, um mahā-paṇḍita, mas, ao tocar este sannyāsī, ficou inquieto como um louco.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/28/", "verse_text": "ei-mata vipra-gaṇa bhāve mane mana\n\nvijātīya loka dekhi, prabhu kaila saṁvaraṇa", "devanagari": "> এইমত বিপ্রগণ ভাবে মনে মন ৷\n> বিজাতীয় লোক দেখি, প্রভু কৈল সম্বরণ ৷৷ ২৮ ৷৷ ॥২৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *vipra-gaṇa*—todos os brāhmaṇas; *bhāve*—pensam; *mane mana*—dentro de suas mentes; *vijātīya loka*—pessoas de fora; *dekhi*—vendo; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *saṁvaraṇa*—contenção.", "translation": "**Enquanto os brāhmaṇas pensavam dessa maneira sobre as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu aqueles estranhos e conteve Suas emoções transcendentais.**", "purport": "Rāmānanda Rāya tinha uma relação íntima com Śrī Caitanya Mahāprabhu; portanto, ele pode ser aceito como um sajātīya, uma pessoa dentro do círculo íntimo do Senhor. Os brāhmaṇas, contudo, eram seguidores dos rituais Védicos e não eram capazes de ter uma ligação íntima com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por conseguinte, eles são chamados de vijātīya-loka. Em outras palavras, eles não eram devotos puros. A pessoa pode ser um brāhmaṇa altamente erudito, mas, se não for um devoto puro, é um vijātīya, um pária, alguém fora do serviço devocional — ou seja, um não devoto. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya estivessem se abraçando em êxtase, o Senhor conteve Suas emoções transcendentais ao ver os brāhmaṇas de fora."}
{"ref": "cc/madhya/8/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/29/", "verse_text": "sustha hañā duṅhe sei sthānete vasilā\n\ntabe hāsi' mahāprabhu kahite lāgilā", "devanagari": "> সুস্থ হঞা দুঁহে সেই স্থানেতে বসিলা ৷\n> তবে হাসি’ মহাপ্রভু কহিতে লাগিলা ৷৷ ২৯ ৷৷ ॥২৯॥", "synonyms": "*su-stha hañā*—tornando-se serenos; *duṅhe*—ambos; *sei*—aquele; *sthānete*—no lugar; *vasilā*—sentaram-se; *tabe*—então; *hāsi'*—sorrindo; *mahāprabhu*—Caitanya Mahāprabhu; *kahite*—a falar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Quando recuperaram a serenidade, ambos se sentaram, e Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu e começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/30/", "verse_text": "'sarvabhauma bhaṭṭācārya kahila tomāra guṇe\n\ntomāre milite more karila yatane", "devanagari": "> ‘সার্বভৌম ভট্টাচার্য কহিল তোমার গুণে ৷\n> তোমারে মিলিতে মোরে করিল যতনে ৷৷ ৩০ ৷৷ ॥৩০॥", "synonyms": "*sārvabhauma bhaṭṭācārya*—de nome Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahila*—falou; *tomāra*—suas; *guṇe*—boas qualidades; *tomāre*—você; *milite*—encontrar; *more*—a Mim; *karila*—fez; *yatane*—esforço.", "translation": "**\"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya falou de suas boas qualidades, e ele fez um grande esforço para Me convencer a encontrá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/31/", "verse_text": "tomā milibāre mora ethā āgamana\n\nbhāla haila, anāyāse pāiluṅ daraśana'", "devanagari": "> তোমা মিলিবারে মোর এথা আগমন ৷\n> ভাল হৈল, অনায়াসে পাইলুঁ দরশন ৷৷ ৩১ ৷৷ ॥৩১॥", "synonyms": "*tomā*—você; *milibāre*—encontrar; *mora*—Minha; *ethā*—aqui; *āgamana*—vinda; *bhāla haila*—foi muito bom; *anāyāse*—sem dificuldade; *pāiluṅ*—obtive; *daraśana*—encontro.", "translation": "**\"De fato, vim aqui justamente para encontrá-lo. Foi muito bom que, mesmo sem nenhum esforço, eu tenha obtido seu encontro aqui.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/32/", "verse_text": "rāya kahe,--sārvabhauma kare bhṛtya-jñāna\n\nparokṣeha mora hite haya sāvadhāna", "devanagari": "> রায় কহে — সার্বভৌম করে ভৃত্যজ্ঞান ৷\n> পরোক্ষেহ মোর হিতে হয় সাবধান ৷৷ ৩২ ৷৷ ॥৩২॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kare*—faz; *bhṛtya-jñāna*—considera-me seu servo; *parokṣeha*—em minha ausência; *mora*—de mim; *hite*—pelo benefício; *haya*—é; *sāvadhāna*—sempre cuidadoso.", "translation": "**Rāmānanda Rāya respondeu: \"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya considera-me seu servo. Mesmo em minha ausência, ele é muito cuidadoso em fazer-me o bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/33/", "verse_text": "tāṅra kṛpāya pāinu tomāra daraśana\n\nāji saphala haila mora manuṣya-janama", "devanagari": "> তাঁর কৃপায় পাইনু তোমার দরশন ৷\n> আজি সফল হৈল মোর মনুষ্যজনম ৷৷ ৩৩ ৷৷ ॥৩৩॥", "synonyms": "*tāṅra kṛpāya*—por sua misericórdia; *pāinu*—obtive; *tomāra*—Vossa; *daraśana*—audiência; *āji*—hoje; *sa-phala*—bem-sucedido; *haila*—tornou-se; *mora*—meu; *manuṣya-janama*—nascimento como ser humano.", "translation": "**\"Por sua misericórdia, recebi aqui Vossa audiência. Por conseguinte, considero que hoje me tornei um ser humano bem-sucedido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/34/", "verse_text": "sārvabhaume tomāra kṛpā,--tāra ei cihna\n\naspṛśya sparśile hañā tāṅra premādhīna", "devanagari": "> সার্বভৌমে তোমার কৃপা, — তার এই চিহ্ন ৷\n> অস্পৃশ্য স্পর্শিলে হঞা তাঁর প্রেমাধীন ৷৷ ৩৪ ৷৷ ॥৩৪॥", "synonyms": "*sārvabhaume*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tomāra*—Vossa; *kṛpā*—misericórdia; *tāra*—de tal misericórdia; *ei*—este; *cihna*—o sinal; *aspṛśya*—intocável; *sparśile*—tocastes; *hañā*—tornando-Vos; *tāṅra*—dele; *prema-adhīna*—influenciado pelo amor.", "translation": "**\"Posso ver que concedestes misericórdia especial a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Por isso me tocastes, embora eu seja intocável. Isso se deve unicamente ao amor que ele Vos dedica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/35/", "verse_text": "kāhāṅ tumi--sākṣāt īśvara nārāyaṇa\n\nkāhāṅ muñi--rāja-sevī viṣayī śūdrādhama", "devanagari": "> কাহাঁ তুমি — সাক্ষাৎ ঈশ্বর নারায়ণ ৷\n> কাহাঁ মুঞি — রাজসেবী বিষয়ী শূদ্রাধম ৷৷ ৩৫ ৷৷ ॥৩৫॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—ao passo que; *tumi*—Vós; *sākṣāt*—diretamente; *īśvara nārāyaṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *kāhāṅ*—ao passo que; *muñi*—eu; *rāja-sevī*—servo do governo; *viṣayī*—materialista; *śūdra-adhama*—pior que um śūdra, ou homem de quarta classe.", "translation": "**\"Vós sois a Suprema Personalidade de Deus, o próprio Nārāyaṇa, e eu sou apenas um servo do governo interessado em atividades materialistas. De fato, sou o mais baixo entre os homens da quarta casta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/36/", "verse_text": "mora sparśe nā karile ghṛṇā, veda-bhaya\n\nmora darśana tomā vede niṣedhaya", "devanagari": "> মোর স্পর্শে না করিলে ঘৃণা, বেদভয় ৷\n> মোর দর্শন তোমা বেদে নিষেধয় ৷৷ ৩৬ ৷৷ ॥৩৬॥", "synonyms": "*mora*—de mim; *sparśe*—pelo toque; *nā*—não; *karile*—sentistes; *ghṛṇā*—repugnância; *veda-bhaya*—temor das injunções dos Vedas; *mora*—de mim; *darśana*—a visão; *tomā*—Vós; *vede*—as injunções Védicas; *niṣedhaya*—proíbem.", "translation": "**\"Não temeis as injunções Védicas que afirmam que não deveis associar-Vos com um śūdra. Não sentistes desprezo por meu toque, embora nos Vedas Vos seja proibido associar-Vos com śūdras.\"**", "purport": "No Bhagavad-gītā (9.32), o Senhor diz:\n\nmāṁ hi pārtha vyapāśritya\nye 'pi syuḥ pāpa-yonayaḥ\nstriyo vaiśyās tathā śūdrās\nte 'pi yānti parāṁ gatim\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que se refugiam em Mim, embora sejam de nascimento inferior — mulheres, vaiśyas [mercadores], bem como śūdras [trabalhadores] —, podem alcançar o destino supremo.\"\n\nA palavra pāpa-yonayaḥ significa \"nascidos de mulheres de casta inferior\". Os vaiśyas são mercadores, e os śūdras, ou trabalhadores, são servos. De acordo com as classificações Védicas, eles pertencem a uma ordem social inferior. Uma vida baixa é uma vida sem consciência de Kṛṣṇa. As posições alta e baixa na sociedade calculavam-se considerando a consciência de Kṛṣṇa de cada pessoa. Considera-se que um brāhmaṇa está na plataforma mais elevada porque conhece o Brahman, a Verdade Absoluta. A segunda casta, a casta kṣatriya, também conhece o Brahman, mas não tão bem quanto os brāhmaṇas. Os vaiśyas e os śūdras não compreendem claramente a consciência de Deus, mas, se adotarem a consciência de Kṛṣṇa pela misericórdia de Kṛṣṇa e do mestre espiritual, não permanecem nas castas inferiores (pāpa-yonayaḥ). Afirma-se claramente: te 'pi yānti parāṁ gatim.\n\nA menos que se tenha alcançado o padrão de vida mais elevado, não se pode retornar ao lar, de volta ao Supremo. A pessoa pode ser um śūdra, um vaiśya ou uma mulher, mas, se estiver situada a serviço do Senhor em consciência de Kṛṣṇa, não deve ser considerada strī, śūdra, vaiśya ou inferior a śūdra. Embora uma pessoa possa provir de uma família de baixo nascimento, se ela se ocupa no serviço do Senhor, jamais deve ser considerada pertencente a uma família de baixo nascimento. O Padma Purāṇa proíbe: vīkṣate jāti-sāmānyāt sa yāti narakaṁ-dhruvam. A pessoa vai depressa para o inferno quando considera um devoto do Senhor em termos de nascimento. Embora se suponha que Śrī Rāmānanda Rāya nasceu em uma família śūdra, ele não deve ser considerado um śūdra, pois era um grande devoto avançado. De fato, ele estava na plataforma transcendental. Śrī Caitanya Mahāprabhu, por isso, o abraçou. Por humildade espiritual, Śrī Rāmānanda Rāya apresentou-se como um śūdra (rāja-sevī viṣayī śūdrādhama). Mesmo que alguém se ocupe no serviço do governo ou em qualquer outro negócio de tostões e centavos — em suma, na vida materialista —, basta-lhe adotar a consciência de Kṛṣṇa. A consciência de Kṛṣṇa é um processo muito simples. Basta cantar os santos nomes do Senhor e seguir estritamente os princípios que proíbem a atividade pecaminosa. Dessa maneira, ninguém mais pode ser considerado um intocável, um viṣayī ou um śūdra. Aquele que é avançado na vida espiritual não deve associar-se com não-devotos — a saber, homens ocupados no serviço do governo e homens ocupados em atividade materialista para a gratificação dos sentidos ou no serviço de outros. Tais homens são considerados viṣayī, materialistas. Afirma-se:\n\nniṣkiñcanasya bhagavad-bhajanonmukhasya\npāraṁ paraṁ jigamiṣor bhava-sāgarasya\nsandarśanaṁ viṣayiṇām atha yoṣitāṁ ca\nhā hanta hanta viṣa-bhakṣaṇato 'py asādhu\n\n\"Uma pessoa que está muito seriamente ocupada em cultivar o serviço devocional, com vistas a atravessar o oceano da ignorância, e que abandonou por completo todas as atividades materiais, jamais deve ver um śūdra, um vaiśya ou uma mulher.\" (Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka 8.23)"}
{"ref": "cc/madhya/8/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/37/", "verse_text": "tomāra kṛpāya tomāya karāya nindya-karma\n\nsākṣāt īśvara tumi, ke jāne tomāra marma", "devanagari": "> তোমার কৃপায় তোমায় করায় নিন্দ্যকর্ম ৷\n> সাক্ষাৎ ঈশ্বর তুমি, কে জানে তোমার মর্ম ৷৷ ৩৭ ৷৷ ॥৩৭॥", "synonyms": "*tomāra kṛpāya*—Vossa misericórdia; *tomāya*—a Vós; *karāya*—induz; *nindya-karma*—ações proibidas; *sākṣāt īśvara*—diretamente a Suprema Personalidade de Deus; *tumi*—Vós; *ke jāne*—quem pode saber; *tomāra*—Vosso; *marma*—propósito.", "translation": "**\"Vós sois a própria Suprema Personalidade de Deus; por isso, ninguém pode compreender Vosso propósito. Por Vossa misericórdia, estais tocando-me, embora isso não seja sancionado pelos Vedas.\"**", "purport": "É estritamente proibido a um *sannyāsī* ver os *viṣayīs,* as pessoas materialistas. No entanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu, por Sua misericórdia ilimitada e sem causa, podia favorecer a qualquer pessoa, sem levar em conta nascimento e posição."}
{"ref": "cc/madhya/8/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/38/", "verse_text": "āmā nistārite tomāra ihāṅ āgamana\n\nparama-dayālu tumi patita-pāvana", "devanagari": "> আমা নিস্তারিতে তোমার ইহাঁ আগমন ৷\n> পরম-দয়ালু তুমি পতিত-পাবন ৷৷ ৩৮ ৷৷ ॥৩৮॥", "synonyms": "*āmā nistārite*—para libertar-me; *tomāra*—Vossa; *ihāṅ*—aqui; *āgamana*—vinda; *parama-dayālu*—imensamente misericordioso; *tumi*—Vós; *patita-pāvana*—o libertador de todas as almas caídas.", "translation": "**\"Viestes aqui especificamente para libertar-me. Sois tão misericordioso que só Vós podeis libertar todas as almas caídas.\"**", "purport": "Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura canta em sua Prārthanā (39):\n\nśrī-kṛṣṇa-caitanya-prabhu dayā kara more,\ntomā vinā ke dayālu jagat-saṁsāre\n\npatita-pāvana-hetu tava avatāra,\nmo sama patita prabhu nā pāibe āra\n\n\"Meu querido Senhor, por favor, sede misericordioso comigo. Quem pode ser mais misericordioso do que Vossa Senhoria dentro destes três mundos? Vós apareceis como uma encarnação apenas para recuperar as almas condicionadas e caídas, mas asseguro-Vos que não encontrareis uma alma mais caída do que eu.\"\n\nA missão específica de Śrī Caitanya Mahāprabhu é libertar as almas caídas. É claro que, nesta Era de Kali, dificilmente há alguém que não esteja caído segundo os cálculos do comportamento Védico. Em Suas instruções a Rūpa Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu descreveu os supostos seguidores da religião Védica desta maneira (Madhya 19.146):\n\nveda-niṣṭha-madhye ardheka veda 'mukhe' māne\nveda-niṣiddha pāpa kare, dharma nāhi gaṇe\n\nOs supostos seguidores dos princípios Védicos simplesmente aceitam os Vedas de modo formal, mas agem contra os princípios Védicos. Isso é sintomático desta Era de Kali. As pessoas alegam seguir certo tipo de religião, dizendo formalmente: \"Sou hindu\", \"Sou muçulmano\", \"Sou cristão\", \"Sou isto ou aquilo\", mas, na verdade, ninguém segue os princípios enunciados nas escrituras religiosas. Esta é a doença desta era. Mas o misericordioso Śrī Caitanya Mahāprabhu simplesmente nos aconselhou a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa: harer nāma harer nāma harer nāmaiva kevalam. O Senhor pode libertar toda e qualquer pessoa, ainda que ela tenha decaído das injunções das escrituras reveladas. Esta é a misericórdia especial de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por conseguinte, Ele é conhecido como patita-pāvana, o libertador de todas as almas caídas."}
{"ref": "cc/madhya/8/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/39/", "verse_text": "mahānta-svabhāva ei tārite pāmara\n\nnija kārya nāhi tabu yāna tāra ghara", "devanagari": "> মহান্ত-স্বভাব এই তারিতে পামর ৷\n> নিজ কার্য নাহি তবু যান তার ঘর ৷৷ ৩৯ ৷৷ ॥৩৯॥", "synonyms": "*mahānta-svabhāva*—a natureza das pessoas santas; *ei*—esta; *tārite*—libertar; *pāmara*—as almas caídas; *nija*—próprio; *kārya*—negócio; *nāhi*—não há; *tabu*—ainda assim; *yāna*—vão; *tāra*—sua; *ghara*—casa.", "translation": "**\"É a prática geral de todas as pessoas santas libertar os caídos. Por isso, elas vão às casas das pessoas, embora ali não tenham nenhum negócio pessoal.\"**", "purport": "Supõe-se que um *sannyāsī* esmole de porta em porta. Ele não esmola simplesmente por estar com fome. Seu verdadeiro propósito é iluminar o morador de cada casa, pregando a consciência de Kṛṣṇa. Um *sannyāsī* não abandona sua posição superior e se torna mendigo apenas pelo gosto de mendigar. Da mesma forma, uma pessoa na vida familiar pode ser muito importante, mas também pode adotar voluntariamente a vida mendicante. Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī eram ministros, mas aceitaram voluntariamente a vida de mendicante a fim de pregar com humildade a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Diz-se a respeito deles: *tyaktvā tūrṇam aśeṣa-maṇḍala-pati-śreṇīṁ sadā tuccha-vat bhūtvā dīna-gaṇeśakau karuṇayā kaupīna-kanthāśritau.* Embora fossem muito aristocráticos, os Gosvāmīs se tornaram mendicantes só para libertar as almas caídas, de acordo com a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Deve-se considerar também que aqueles que se ocupam nas atividades missionárias da consciência de Kṛṣṇa estão sob a orientação de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Eles não são realmente mendigos; sua verdadeira ocupação é libertar as almas caídas. Por conseguinte, eles podem ir de porta em porta apenas para apresentar um livro sobre a consciência de Kṛṣṇa, de modo que as pessoas possam iluminar-se com a leitura. Outrora, os *brahmacārīs* e *sannyāsīs* costumavam esmolar de porta em porta. No momento atual, especialmente nos países ocidentais, quem esmola de porta em porta pode ser entregue à polícia. Nos países ocidentais, mendigar é considerado crime. Os membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa não têm por que mendigar. Em vez disso, eles trabalham arduamente para apresentar livros sobre a consciência de Kṛṣṇa, para que as pessoas possam lê-los e se beneficiar. Entretanto, se alguém dá alguma contribuição a um homem consciente de Kṛṣṇa, ele nunca a recusa."}
{"ref": "cc/madhya/8/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/40/", "verse_text": "mahad-vicalanaṁ nṛṇāṁ\ngṛhiṇāṁ dīna-cetasām\nniḥśreyasāya bhagavan\nnānyathā kalpate kvacit", "devanagari": "> মহদ্বিচলনং নৄণাং গৃহিণাং দীনচেতসাম্ ৷\n> নিঃশ্রেয়সায় ভগবন্নান্যথা কল্পতে ক্বচিৎ ৷৷ ৪০ ৷৷ ॥৪০॥", "synonyms": "*mahat-vicalanam*—o peregrinar das pessoas santas; *nṛṇām*—dos seres humanos; *gṛhiṇām*—que são chefes de família; *dīna-cetasām*—de mente baixa; *niḥśreyasāya*—para o benefício último; *bhagavan*—ó meu Senhor; *na anyathā*—nenhum outro propósito; *kalpate*—imagina-se; *kvacit*—em momento algum.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, às vezes grandes pessoas santas vão às casas dos chefes de família, embora esses chefes de família sejam geralmente de mente baixa. Quando uma pessoa santa visita seus lares, pode-se compreender que isso não é para nenhum outro propósito senão beneficiar os chefes de família.'**", "purport": "Este verso é do Śrīmad-Bhāgavatam (10.8.4)."}
{"ref": "cc/madhya/8/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/41/", "verse_text": "āmāra saṅge brāhmaṇādi sahasreka jana\n\ntomāra darśane sabāra dravī-bhūta mana", "devanagari": "> আমার সঙ্গে ব্রাহ্মণাদি সহস্রেক জন ৷\n> তোমার দর্শনে সবার দ্রবীভূত মন ৷৷ ৪১ ৷৷ ॥৪১॥", "synonyms": "*āmāra saṅge*—comigo; *brāhmaṇa-ādi*—brāhmaṇas e outros; *sahasreka*—mais de mil; *jana*—pessoas; *tomāra*—de Vós; *darśane*—ao verem; *sabāra*—de todas elas; *dravī-bhūta*—derreteram-se; *mana*—os corações.", "translation": "**\"Comigo há cerca de mil homens — inclusive os brāhmaṇas —, e todos eles parecem ter tido o coração derretido pelo simples fato de Vos verem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/42/", "verse_text": "'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' nāma śuni sabāra vadane\n\nsabāra aṅga--pulakita, aśru--nayane", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ নাম শুনি সবার বদনে ৷\n> সবার অঙ্গ — পুলকিত, অশ্রু — নয়নে ৷৷ ৪২ ৷৷ ॥৪২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kṛṣṇa*—\"Kṛṣṇa\", \"Kṛṣṇa\"; *nāma*—o santo nome; *śuni*—eu ouço; *sabāra*—de todos; *vadane*—nas bocas; *sabāra*—de todos; *aṅga*—os corpos; *pulakita*—arrepiados de alegria; *aśru*—lágrimas; *nayane*—nos olhos.", "translation": "**\"Ouço todos cantando o santo nome de Kṛṣṇa. O corpo de cada um está arrepiado de êxtase, e há lágrimas nos olhos de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/43/", "verse_text": "ākṛtye-prakṛtye tomāra īśvara-lakṣaṇa\n\njīve nā sambhave ei aprākṛta guṇa", "devanagari": "> আকৃত্যে-প্রকৃত্যে তোমার ঈশ্বর-লক্ষণ ৷\n> জীবে না সম্ভবে এই অপ্রাকৃত গুণ ৷৷ ৪৩ ৷৷ ॥৪৩॥", "synonyms": "*ākṛtye*—nas características corporais; *prakṛtye*—no comportamento; *tomāra*—de Vós; *īśvara*—da Suprema Personalidade de Deus; *lakṣaṇa*—os sintomas; *jīve*—em um ser vivo comum; *nā*—não; *sambhave*—possível; *ei*—estas; *aprākṛta*—transcendentais; *guṇa*—qualidades.", "translation": "**\"Meu querido senhor, segundo Seu comportamento e Seus traços corporais, Você é a Suprema Personalidade de Deus. É impossível que seres vivos comuns possuam tais qualidades transcendentais.\"**", "purport": "Os traços corporais de Śrī Caitanya Mahāprabhu eram incomuns. De fato, Seu corpo era extraordinário em suas medidas. A medida de Seu peito e a medida de Seus antebraços tinham o mesmo comprimento. Isso se chama *nyagrodha-parimaṇḍala.* Quanto à Sua natureza, Ele era bondoso com todos. Ninguém além da Suprema Personalidade de Deus pode ser bondoso com todos. Por isso, o nome do Senhor é Kṛṣṇa, \"todo-atrativo\". Como se afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/14/4|(Bg. 14.4)]], Kṛṣṇa é bondoso com todos. Em todas as espécies de vida (*sarva-yoniṣu*), Ele é o pai original, aquele que dá a semente (*bīja-pradaḥ pitā*). Como, então, poderia Ele deixar de ser bondoso com alguma entidade viva? Pode tratar-se de um homem, de um animal ou mesmo de uma árvore — o Senhor é bondoso com todos. Essa é a qualificação de Deus. Ele também diz no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/29|(Bg. 9.29)]], *samo 'ham sarva-bhūteṣu:* o Senhor é igualmente bondoso com todos. E Ele aconselha: *sarva-dharmān parityajya mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja.* Esta instrução destina-se não apenas a Arjuna, mas a todas as entidades vivas. Quem quer que aproveite esta oferta fica imediatamente imune a todas as atividades pecaminosas e retorna ao lar, retorna ao Supremo. Enquanto esteve presente neste planeta, Śrī Caitanya Mahāprabhu fez a mesma oferta."}
{"ref": "cc/madhya/8/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/44/", "verse_text": "prabhu kahe,--tumi mahā-bhāgavatottama\n\ntomāra darśane sabāra drava haila mana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তুমি মহা-ভাগবতোত্তম ৷\n> তোমার দর্শনে সবার দ্রব হৈল মন ৷৷ ৪৪ ৷৷ ॥৪৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *tumi*—tu; *mahā-bhāgavata-uttama*—o melhor dos devotos mais elevados; *tomāra darśane*—por ver-te; *sabāra*—de todos; *drava*—derretido; *haila*—tornou-se; *mana*—o coração.", "translation": "**O Senhor respondeu a Rāmānanda Rāya: \"Senhor, você é o melhor dos devotos mais elevados; portanto, a mera visão de sua pessoa derreteu o coração de todos.**", "purport": "A menos que seja um devoto de primeira classe, a pessoa não pode ser um pregador. Um pregador é, em geral, o mais elevado dos devotos, mas, para alcançar a população em geral, ele tem de fazer distinção entre devotos e não devotos. De outro modo, um devoto avançado não faz tais distinções. De fato, ele sempre vê que todos estão ocupados no serviço ao Senhor. Quando alguém se ocupa no trabalho de pregação, deve distinguir entre as pessoas e compreender que algumas delas não estão ocupadas no serviço devocional ao Senhor. O pregador deve, então, ter compaixão dessas pessoas inocentes que não sabem como adorar o Senhor. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.45), os sintomas do mais elevado dos devotos são descritos da seguinte forma:\n\n> sarva-bhūteṣu yaḥ paśyed\n> bhagavad-bhāvam ātmanaḥ\n> bhūtāni bhagavaty ātmany\n> eṣa bhāgavatottamaḥ\n\n\"O devoto avançado vê que todas as entidades vivas são partes integrantes da Suprema Personalidade de Deus. Todos estão em Kṛṣṇa, e Kṛṣṇa também está dentro de todos. Tal visão só é possível para uma pessoa muito avançada em serviço devocional.\""}
{"ref": "cc/madhya/8/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/45/", "verse_text": "anyera ki kathā, āmi--'māyāvādī sannyāsī'\n\nāmiha tomāra sparśe kṛṣṇa-preme bhāsi", "devanagari": "> অন্যের কি কথা, আমি — ‘মায়াবাদী সন্ন্যাসী’ ৷\n> আমিহ তোমার স্পর্শে কৃষ্ণ-প্রেমে ভাসি ৷৷ ৪৫ ৷৷ ॥৪৫॥", "synonyms": "*anyera*—de outros; *ki kathā*—o que dizer; *āmi*—Eu; *māyāvādī sannyāsī*—um sannyāsī da seita māyāvādī; *āmiha*—Eu; *tomāra*—de ti; *sparśe*—pelo toque; *kṛṣṇa*—de Kṛṣṇa; *preme*—em amor; *bhāsi*—flutuo.", "translation": "**\"Embora Eu seja um sannyāsī māyāvādī, um não devoto, também estou flutuando no oceano de amor a Kṛṣṇa simplesmente por tocar-te. E o que dizer dos outros?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/46/", "verse_text": "ei jāni' kaṭhina mora hṛdaya śodhite\n\nsārvabhauma kahilena tomāre milite", "devanagari": "> এই জানি’ কঠিন মোর হৃদয় শোধিতে ৷\n> সার্বভৌম কহিলেন তোমারে মিলিতে ৷৷ ৪৬ ৷৷ ॥৪৬॥", "synonyms": "*ei jāni'*—sabendo disto; *kaṭhina*—muito duro; *mora*—Meu; *hṛdaya*—coração; *śodhite*—para retificar; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahilena*—pediu; *tomāre*—te; *milite*—encontrar.", "translation": "**\"Sabendo disto, a fim de retificar o Meu coração, que é muito duro, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya pediu-Me que te encontrasse.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/47/", "verse_text": "ei-mata duṅhe stuti kare duṅhāra guṇa\n\nduṅhe duṅhāra daraśane ānandita mana", "devanagari": "> এইমত দুঁহে স্তুতি করে দুঁহার গুণ ৷\n> দুঁহে দুঁহার দরশনে আনন্দিত মন ৷৷ ৪৭ ৷৷ ॥৪৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *duṅhe*—ambos; *stuti*—louvor; *kare*—oferecem; *duṅhāra*—de ambos; *guṇa*—qualidades; *duṅhe*—ambos; *duṅhāra*—de ambos; *daraśane*—pela visão; *ānandita*—satisfeitas; *mana*—as mentes.", "translation": "**Dessa maneira, cada um deles louvou as qualidades do outro, e ambos se sentiam satisfeitos por ver um ao outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/48/", "verse_text": "hena-kāle vaidika eka vaiṣṇava brāhmaṇa\n\ndaṇḍavat kari' kaila prabhure nimantraṇa", "devanagari": "> হেনকালে বৈদিক এক বৈষ্ণব ব্রাহ্মণ ৷\n> দণ্ডবৎ করি’ কৈল প্ৰভুরে নিমন্ত্রণ ৷৷ ৪৮ ৷৷ ॥৪৮॥", "synonyms": "*hena-kāle*—neste momento; *vaidika*—um seguidor das cerimônias ritualísticas Védicas; *eka*—um; *vaiṣṇava brāhmaṇa*—um brāhmaṇa que segue os princípios vaiṣṇavas; *daṇḍavat*—reverências oferecidas prostrando-se ao chão; *kari'*—oferecendo; *kaila*—fez; *prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Neste momento, um brāhmaṇa vaiṣṇava seguidor dos princípios Védicos veio e ofereceu reverências. Ele prostrou-se ao chão diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu e O convidou para almoçar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/49/", "verse_text": "nimantraṇa mānila tāṅre vaiṣṇava jāniyā\n\nrāmānande kahe prabhu īṣat hāsiyā", "devanagari": "> নিমন্ত্রণ মানিল তাঁরে বৈষ্ণব জানিয়া ৷\n> রামানন্দে কহে প্রভু ঈষৎ হাসিয়া ৷৷ ৪৯ ৷৷ ॥৪৯॥", "synonyms": "*nimantraṇa*—o convite; *mānila*—aceitou; *tāṅre*—a ele (o brāhmaṇa); *vaiṣṇava*—um devoto; *jāniyā*—compreendendo; *rāmānande*—a Rāmānanda; *kahe*—disse; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *īṣat*—um pouco; *hāsiyā*—sorrindo.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou o convite do brāhmaṇa, sabendo que ele era um devoto, e, sorrindo levemente, falou o seguinte a Rāmānanda Rāya.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou o convite do brāhmaṇa vaiṣṇava. Mesmo que alguém seja um brāhmaṇa que segue estritamente todas as regras e regulações da cultura bramânica, se não for um devoto, um seguidor de Śrī Caitanya Mahāprabhu, não se deve aceitar o seu convite. Nos dias de hoje, as pessoas degradaram-se tanto que nem sequer seguem os princípios Védicos, isso para não falar dos princípios vaiṣṇavas. Elas comem qualquer coisa e tudo o que desejam; portanto, os membros deste movimento da consciência de Kṛṣṇa devem ser muito cautelosos ao aceitar convites."}
{"ref": "cc/madhya/8/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/50/", "verse_text": "tomāra mukhe kṛṣṇa-kathā śunite haya mana\n\npunarapi pāi yena tomāra daraśana", "devanagari": "> তোমার মুখে কৃষ্ণকথা শুনিতে হয় মন ৷\n> পুনরপি পাই যেন তোমার দরশন ৷৷ ৫০ ৷৷ ॥৫০॥", "synonyms": "*tomāra mukhe*—de tua boca; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre Kṛṣṇa; *śunite*—ouvir; *haya*—há; *mana*—Minha mente; *punarapi*—novamente; *pāi*—Eu possa obter; *yena*—se possível; *tomāra*—tua; *daraśana*—companhia.", "translation": "**\"Desejo ouvir de ti acerca do Senhor Kṛṣṇa. De fato, Minha mente inclina-se a desejá-lo; por isso, desejo ver-te novamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/51-52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/51-52/", "verse_text": "rāya kahe, āilā yadi pāmara śodhite\n\ndarśana-mātre śuddha nahe mora duṣṭa citte\n\ndina pāṅca-sāta rahi' karaha mārjana\n\ntabe śuddha haya mora ei duṣṭa mana", "devanagari": "", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *āilā*—vieste; *yadi*—embora; *pāmara*—uma alma caída; *śodhite*—para retificar; *darśana-mātre*—simplesmente por ver-Te; *śuddha nahe*—não purificada; *mora*—minha; *duṣṭa*—poluída; *citte*—consciência; *dina*—dias; *pāṅca-sāta*—cinco ou sete; *rahi'*—permanecendo; *karaha*—por favor, faze; *mārjana*—limpeza; *tabe*—então; *śuddha*—pura; *haya*—é; *mora*—minha; *ei*—esta; *duṣṭa*—poluída; *mana*—mente.", "translation": "**Rāmānanda Rāya respondeu: \"Meu Senhor, embora tenhas vindo para corrigir-me, uma alma caída, minha mente ainda não se purificou simplesmente por ver-Te. Por favor, permanece por cinco ou sete dias e tem a bondade de limpar minha mente poluída. Após esse tempo, minha mente certamente estará pura.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/53/", "verse_text": "yadyapi viccheda doṅhāra sahana nā yāya\n\ntathāpi daṇḍavat kari' calilā rāma-rāya", "devanagari": "> যদ্যপি বিচ্ছেদ দোঁহার সহন না যায় ৷\n> তথাপি দণ্ডবৎ করি’ চলিলা রামরায় ৷৷ ৫৩ ৷৷ ॥৫৩॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *viccheda*—separação; *doṅhāra*—de ambos; *sahana*—tolerância; *nā*—não; *yāya*—possível; *tathāpi*—ainda assim; *daṇḍavat*—reverências; *kari'*—oferecendo; *calilā*—partiu; *rāma-rāya*—Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Embora nenhum dos dois pudesse tolerar a separação do outro, Rāmānanda Rāya, ainda assim, ofereceu suas reverências ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e partiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/54/", "verse_text": "prabhu yāi' sei vipra-ghare bhikṣā kaila\n\ndui janāra utkaṇṭḥāya āsi' sandhyā haila", "devanagari": "> প্রভু যাই’ সেই বিপ্ৰঘরে ভিক্ষা কৈল ৷\n> দুই জনার উৎকণ্ঠায় আসি’ সন্ধ্যা হৈল ৷৷ ৫৪ ৷৷ ॥৫৪॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāi'*—indo; *sei*—aquela; *vipra-ghare*—à casa do brāhmaṇa; *bhikṣā*—almoço; *kaila*—aceitou; *dui*—duas; *janāra*—das pessoas; *utkaṇṭhāya*—na impaciência; *āsi'*—chegando; *sandhyā*—noite; *haila*—surgiu.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu foi então à casa do brāhmaṇa que O havia convidado e ali almoçou. Quando chegou o entardecer daquele dia, tanto Rāmānanda Rāya quanto o Senhor estavam ansiosos por se encontrarem novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/55/", "verse_text": "prabhu snāna-kṛtya kari' āchena vasiyā\n\neka-bhṛtya-saṅge rāya mililā āsiyā", "devanagari": "> প্রভু স্নান-কৃত্য করি’ আছেন বসিয়া ৷\n> একভৃত্য-সঙ্গে রায় মিলিলা আসিয়া ৷৷ ৫৫ ৷৷ ॥৫৫॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *snāna-kṛtya*—o dever diário de banhar-se; *kari'*—terminando; *āchena*—estava; *vasiyā*—sentado; *eka*—um; *bhṛtya*—servo; *saṅge*—com; *rāya*—Rāya Rāmānanda; *mililā*—encontrou-se; *āsiyā*—chegando.", "translation": "**Após terminar Seu banho vespertino, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se e esperou que Rāmānanda Rāya viesse. Então Rāmānanda Rāya, acompanhado de um servo, veio encontrá-lo.**", "purport": "Um vaiṣṇava que se supõe avançado na compreensão espiritual — seja ele um chefe de família ou um sannyāsī — deve banhar-se três vezes ao dia: de manhã, ao meio-dia e ao anoitecer. Quando alguém se ocupa no serviço à Deidade, deve seguir especialmente os princípios do *Padma Purāṇa* e tomar banhos regulares. Deve também, depois de banhar-se, decorar o corpo com as doze tilakas."}
{"ref": "cc/madhya/8/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/56/", "verse_text": "namaskāra kaila rāya, prabhu kaila āliṅgane\n\ndui jane kṛṣṇa-kathā kaya rahaḥ-sthāne", "devanagari": "> নমস্কার কৈল রায়, প্রভু কৈল আলিঙ্গনে ৷\n> দুই জনে কৃষ্ণ-কথা কয় রহঃস্থানে ৷৷ ৫৬ ৷৷ ॥৫৬॥", "synonyms": "*namaskāra*—reverências; *kaila*—ofereceu; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *āliṅgane*—abraçar; *dui*—duas; *jane*—as pessoas; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre Kṛṣṇa; *kaya*—discutiram; *rahaḥ-sthāne*—num lugar isolado.", "translation": "**Rāmānanda Rāya aproximou-se do Senhor Śrī Caitanya e ofereceu suas respeitosas reverências, e o Senhor o abraçou. Em seguida, começaram a discutir sobre Kṛṣṇa num lugar isolado.**", "purport": "A palavra rahaḥ-sthāne, \"num lugar isolado\", é muito significativa. As conversas sobre Kṛṣṇa e Seus passatempos — especialmente Seus passatempos em Vṛndāvana e Seus relacionamentos com as gopīs — são todas muito confidenciais. Elas não são assunto para discussão pública, porque aqueles que não têm compreensão da natureza transcendental dos passatempos de Kṛṣṇa sempre cometem grandes ofensas, pensando que Kṛṣṇa seja um ser humano comum e que as gopīs sejam moças comuns. Seguindo o princípio do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que jamais discutia publicamente os relacionamentos entre Kṛṣṇa e as gopīs, os devotos do movimento da consciência de Kṛṣṇa são instruídos a não discutir em público os passatempos do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana. Para o público em geral, o saṅkīrtana é o método mais eficaz de despertar a consciência de Kṛṣṇa. Se possível, deve-se discutir os princípios enunciados no *Bhagavad-gītā*. Śrī Caitanya Mahāprabhu seguia este princípio muito estritamente e discutia a filosofia do *Bhagavad-gītā* com eruditos versados, como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Prakāśānanda Sarasvatī. No entanto, Ele ensinou os princípios do culto do bhakti a estudantes como Sanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī, e discutiu com Śrī Rāmānanda Rāya os mais elevados relacionamentos devocionais entre Kṛṣṇa e as gopīs. Para a população em geral, Ele realizava saṅkīrtana muito vigorosamente. Também nós devemos seguir estes princípios ao pregar a consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo."}
{"ref": "cc/madhya/8/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/57/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"paḍa śloka sādhyera nirṇaya\"\n\nrāya kahe,--\"sva-dharmācaraṇe viṣṇu-bhakti haya\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “পড় শ্লোক সাধ্যের নির্ণয় ৷”\n> রায় কহে, — “স্বধর্মাচরণে বিষ্ণুভক্তি হয় ৷৷” ৫৭ ৷৷ ॥৫৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *paḍa*—simplesmente recita; *śloka*—um verso das escrituras reveladas; *sādhyera*—do objetivo da vida; *nirṇaya*—uma determinação; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *sva-dharma-ācaraṇe*—ao executar o próprio dever ocupacional; *viṣṇu-bhakti*—serviço devocional ao Senhor Viṣṇu; *haya*—há.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou que Rāmānanda Rāya recitasse um verso das escrituras reveladas a respeito do objetivo último da vida. Rāmānanda respondeu que, se alguém executar os deveres prescritos de sua posição social, despertará sua consciência de Kṛṣṇa original.**", "purport": "Nesse contexto, Śrī Rāmānujācārya afirmou no Vedārtha-saṅgraha que o serviço devocional é, por natureza, muito querido à entidade viva. De fato, ele é o objetivo da vida. Esse serviço devocional é o conhecimento supremo, ou a consciência de Kṛṣṇa, e traz o desapego de toda atividade material. Na posição transcendental, o ser vivo pode reconhecer perfeitamente a superioridade de servir ao Senhor Supremo. Os devotos alcançam o Senhor Supremo apenas pelo serviço devocional. Tendo tal conhecimento, a pessoa ocupa-se em seu dever ocupacional, e isso se chama bhakti-yoga. Ao executar o bhakti-yoga, pode-se elevar à plataforma do serviço devocional puro.\n\nUm grande santo, o pai de Śrīla Vyāsadeva, Parāśara Muni, mencionou especificamente que o serviço devocional ao Senhor pode, em última análise, ser despertado na sociedade humana mediante a execução dos deveres em conformidade com o sistema de varṇāśrama. A Suprema Personalidade de Deus instituiu o varṇāśrama-dharma para dar aos seres humanos uma oportunidade de retornar ao lar, de volta ao Supremo. A Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Śrī Kṛṣṇa, que é conhecido no *Bhagavad-gītā* como Puruṣottama — o maior de todas as personalidades —, veio pessoalmente e declarou que a instituição do varṇāśrama-dharma foi fundada por Ele. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (4.13):\n\ncātur-varṇyaṁ mayā sṛṣṭaṁ\nguṇa-karma-vibhāgaśaḥ\ntasya kartāram api māṁ\nviddhy akartāram avyayam\n\nEm outra passagem do *Bhagavad-gītā* (18.45-46), o Senhor diz:\n\nsve sve karmaṇy abhirataḥ\nsaṁsiddhiṁ labhate naraḥ\nsva-karma-nirataḥ siddhiṁ\nyathā vindati tac chṛṇu\n\nyataḥ pravṛttir bhūtānāṁ\nyena sarvam idaṁ tatam\nsva-karmaṇā tam abhyarcya\nsiddhiṁ vindati mānavaḥ\n\nA sociedade humana deve dividir-se em quatro divisões — brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya e śūdra — e todos devem ocupar-se sempre em seu dever ocupacional. O Senhor diz que aqueles que se ocupam em seu dever ocupacional podem alcançar a perfeição simplesmente prestando amoroso serviço devocional ao Senhor enquanto executam seu dever específico. Na verdade, o ideal moderno de uma sociedade sem classes só pode ser introduzido pela consciência de Kṛṣṇa. Que os homens cumpram seu dever ocupacional, e que dediquem seus lucros ao serviço do Senhor. Em outras palavras, pode-se alcançar a perfeição da vida cumprindo o próprio dever ocupacional e empregando os resultados no serviço ao Senhor. Este método é confirmado por grandes personalidades como Bodhāyana, Taṅka, Dramiḍa, Guhadeva, Kapardi e Bhāruci. Também é confirmado pelo *Vedānta-sūtra*."}
{"ref": "cc/madhya/8/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/58/", "verse_text": "varṇāśramācāra-vatā\npuruṣena paraḥ pumān\nvisṇur ārādhyate panthā\nnānyat tat-toṣa-kāraṇam", "devanagari": "> বর্ণাশ্রমাচারবতা পুরুষেণ পরঃ পুমান্ ৷\n> বিষ্ণুরারাধ্যতে পন্থা নান্যত্তত্তোষকারণম্ ৷৷ ৫৮ ৷৷ ॥৫৮॥", "synonyms": "*varṇa-āśrama-ācāra-vatā*—quem se comporta de acordo com o sistema de quatro divisões de ordem social e quatro divisões de vida espiritual; *puruṣeṇa*—por um homem; *paraḥ*—o supremo; *pumān*—pessoa; *viṣṇuḥ*—o Senhor Viṣṇu; *ārādhyate*—é adorado; *panthā*—caminho; *na*—não; *anyat*—outro; *tat-toṣa-kāraṇam*—causa de satisfazer ao Senhor.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Viṣṇu, é adorado mediante a correta execução dos deveres prescritos no sistema de varṇa e āśrama. Não há outro modo de satisfazer a Suprema Personalidade de Deus. É preciso situar-se na instituição dos quatro varṇas e āśramas.\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (3.8.9). Como afirma Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya: \"A essência é que se pode realizar a perfeição da vida simplesmente satisfazendo a Suprema Personalidade de Deus.\" Isso também se confirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.13):\n\nataḥ pumbhir dvija-śreṣṭhā\nvarṇāśrama-vibhāgaśaḥ\nsvanuṣṭhitasya dharmasya\nsaṁsiddhir hari-toṣaṇam\n\n\"Ó melhor entre os duas vezes nascidos, conclui-se, portanto, que a mais elevada perfeição que se pode alcançar, ao cumprir os deveres prescritos [dharma] segundo as divisões de casta e ordem de vida, é satisfazer ao Senhor Hari.\"\n\nTodo homem deve executar seu dever ocupacional à luz de sua tendência particular. De acordo com suas aptidões, deve-se aceitar uma posição na instituição do varṇāśrama. As divisões de brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya e śūdra são divisões naturais dentro da sociedade. De fato, todos têm um dever prescrito segundo o varṇāśrama-dharma. Aqueles que executam adequadamente seus deveres prescritos vivem em paz e não são perturbados pelas condições materiais. As ordens espirituais — brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa — chamam-se āśramas. Se alguém executar seu dever prescrito tanto na ordem social quanto na espiritual, a Suprema Personalidade de Deus ficará satisfeita. Se, porém, negligenciar seus deveres, ele se tornará um transgressor e um candidato a uma condição infernal. Na verdade, vemos que pessoas diferentes ocupam-se de maneiras diferentes; por isso, deve haver divisões segundo o trabalho. Para alcançar a perfeição, deve-se fazer do serviço devocional o centro da vida. Dessa maneira, pode-se despertar os instintos naturais por meio do trabalho, da associação e da educação. Deve-se aceitar as divisões do varṇāśrama pela qualificação, e não pelo nascimento. A menos que este sistema seja introduzido, as atividades humanas não podem ser executadas sistematicamente.\n\nOs brāhmaṇas são os intelectuais que podem compreender a Suprema Personalidade de Deus. Eles estão sempre ocupados no cultivo do conhecimento. Não importa se a pessoa nasceu na Índia ou fora da Índia. Aqueles que são naturalmente muito heroicos e que tendem a governar os outros chamam-se kṣatriyas. Aqueles que tendem a produzir alimentos por métodos agrícolas, a proteger as vacas e outros animais e a ocupar-se no comércio chamam-se vaiśyas, ou mercadores. Aqueles que não são suficientemente inteligentes para serem brāhmaṇas, kṣatriyas ou vaiśyas precisam servir a um amo e chamam-se śūdras. Assim, todos podem ocupar-se no serviço ao Senhor e, dessa forma, despertar sua consciência de Kṛṣṇa natural. Se uma sociedade não funcionar segundo essas divisões naturais, as ordens sociais degradam-se. A conclusão é que o método científico do varṇāśrama-dharma deve ser adotado pela sociedade."}
{"ref": "cc/madhya/8/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/59/", "verse_text": "prabhu kahe, \"eho bāhya, āge kaha āra\"\nrāya kahe, \"kṛṣṇe karmārpaṇa--sarva-sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো বাহ্য, আগে কহ আর ৷”\n> রায় কহে, “কৃষ্ণে কর্মার্পণ — সর্বসাধ্য-সার ৷৷” ৫৯ ৷৷ ॥৫৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eho*—isto; *bāhya*—externo; *āge*—adiante; *kaha*—dize; *āra*—mais; *rāya kahe*—Śrī Rāmānanda Rāya disse; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *karma-arpaṇa*—oferecer os resultados das atividades; *sarva-sādhya-sāra*—a essência de todos os meios de perfeição.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Isto é externo. É melhor que Me fales de algum outro meio.\" Rāmānanda respondeu: \"Oferecer os resultados das próprias atividades a Kṛṣṇa é a essência de toda a perfeição.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/60/", "verse_text": "yat karoṣi yad aśnāsi\nyaj juhoṣi dadāsi yat\nyat tapasyasi kaunteya\ntat kuruṣva mad-arpaṇam", "devanagari": "> যত্ করোষি যদশ্নাসি যজ্জুহোষি দদাসি যত্ ৷\n> যত্তপস্যসি কৌন্তেয় তত্ কুরুষ্ব মদর্পণম্ ৷৷ ৬০ ৷৷ ॥৬০॥", "synonyms": "*yat*—tudo o que; *karoṣi*—fazes; *yat*—tudo o que; *aśnāsi*—comes; *yat*—tudo o que; *juhoṣi*—ofereces em sacrifício; *dadāsi*—dás em caridade; *yat*—tudo o que; *yat*—tudo o que; *tapasyasi*—realizas como austeridade; *kaunteya*—ó filho de Kuntī; *tat*—isso; *kuruṣva*—faze; *mat*—a Mim; *arpaṇam*—oferecimento.", "translation": "**Rāmānanda Rāya continuou: \" 'Meu querido filho de Kuntī, tudo o que você fizer, tudo o que comer, tudo o que oferecer em sacrifício, tudo o que der em caridade e todas as austeridades que realizar — todos os resultados dessas atividades devem ser oferecidos a Mim.' Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus.' \"", "purport": "O Senhor havia dito que o *varṇāśrama-dharma* não é devidamente executado nesta Era de Kali; por isso, Ele ordenou a Rāmānanda Rāya que aprofundasse o assunto. Rāmānanda respondeu com este verso do *Bhagavad-gītā* [[bg/9/27|(Bg. 9.27)]], que ensina que, permanecendo no sistema do *varṇāśrama-dharma,* a pessoa pode oferecer os resultados de suas atividades ao Senhor Śrī Kṛṣṇa em serviço amoroso. Naturalmente, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu indagava a Rāmānanda Rāya sobre a execução do serviço devocional. Rāmānanda Rāya primeiro enunciou o princípio do *varṇāśrama-dharma* em consideração às pessoas materialistas. Contudo, essa concepção não é transcendental. Enquanto estiver no mundo material, a pessoa deve seguir os princípios do *varṇāśrama-dharma,* mas o serviço devocional é transcendental. O sistema do *varṇāśrama-dharma* refere-se aos três modos da natureza material, ao passo que o serviço devocional transcendental está na plataforma absoluta. Śrī Caitanya Mahāprabhu pertencia ao mundo espiritual, e Seus métodos para propagar o movimento de *saṅkīrtana* também foram importados do mundo espiritual. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura cantou: *golokera prema-dhana, hari-nāma-saṅkīrtana, rati na janmila kene tāya.* Isso afirma que o movimento de *saṅkīrtana* nada tem a ver com este mundo material. Ele é importado do mundo espiritual, Goloka Vṛndāvana. Narottama dāsa Ṭhākura lamenta que as pessoas mundanas não levem a sério este movimento de *saṅkīrtana.* Considerando a posição do serviço devocional e do movimento de *saṅkīrtana,* Śrī Caitanya Mahāprabhu julgou o sistema do *varṇāśrama-dharma* como material, embora ele vise à elevação à plataforma espiritual. O movimento de *saṅkīrtana,* porém, pode elevar a pessoa imediatamente à plataforma espiritual. Em consequência, diz-se que o *varṇāśrama-dharma* é externo, e Caitanya Mahāprabhu pediu a Rāmānanda Rāya que penetrasse mais fundo no assunto e revelasse a plataforma espiritual.\n\nÀs vezes, os materialistas consideram o Senhor Viṣṇu uma concepção material. Os impersonalistas pensam que, acima do Senhor Viṣṇu, está o Brahman impessoal. Os impersonalistas compreendem mal a adoração ao Senhor Viṣṇu. Eles adoram o Senhor Viṣṇu para fundir-se em Seu corpo. A fim de que a *viṣṇu-ārādhana* não fosse mal compreendida, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu que Śrī Rāmānanda Rāya prosseguisse e esclarecesse a questão. Rāmānanda Rāya citou o verso do *Bhagavad-gītā* que afirma que os resultados do dever ocupacional da pessoa podem ser oferecidos ao Senhor Viṣṇu, ou Kṛṣṇa. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.8) também se diz:\n\n> dharmaḥ svanuṣṭhitaḥ puṁsāṁ\n> viṣvaksena-kathāsu yaḥ\n> notpādayed yadi ratiṁ\n> śrama eva hi kevalam\n\n\"Se alguém executa os deveres ocupacionais do *varṇāśrama-dharma,* mas não cultiva sua adormecida consciência de Kṛṣṇa, suas atividades são fúteis. Sua ocupação torna-se simplesmente trabalho desnecessário.\""}
{"ref": "cc/madhya/8/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/61/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"eho bāhya, āge kaha āra\"\nrāya kahe,--\"svadharma-tyāga, ei sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো বাহ্য, আগে কহ আর ৷”\n> রায় কহে, “স্বধর্ম-ত্যাগ, — এই সাধ্য-সার ৷৷” ৬১ ৷৷ ॥৬১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *eho*—isto; *bāhya*—externo; *āge*—adiante; *kaha*—fala; *āra*—mais; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *sva-dharma-tyāga*—abandonar os próprios deveres ocupacionais; *ei*—isto; *sādhya-sāra*—a essência de toda a perfeição.", "translation": "**\"Isto também é externo\", disse Śrī Caitanya Mahāprabhu. \"Por favor, prossegue e fala mais sobre este assunto.\" Rāmānanda Rāya respondeu: \"Abandonar os próprios deveres ocupacionais no varṇāśrama é a essência da perfeição.\"**", "purport": "Um *brāhmaṇa* pode renunciar à família e aceitar *sannyāsa.* Outros também — *kṣatriyas* e *vaiśyas* — podem igualmente abandonar suas famílias e adotar a consciência de Kṛṣṇa. Semelhante renúncia chama-se *karma-tyāga.* Com tal renúncia, a Suprema Personalidade de Deus fica satisfeita. Contudo, esse renunciar das próprias atividades em favor de Kṛṣṇa não é imaculado, estando, portanto, na plataforma material. Tais atividades são consideradas dentro do universo material porque, segundo Śrī Caitanya Mahāprabhu, elas se referem ao universo material e são, por isso, externas. Para corrigir isso, Rāmānanda Rāya recomendou que se adote a ordem de vida renunciada a fim de transcender as atividades materiais. Isso é apoiado pelo seguinte verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.11.32)."}
{"ref": "cc/madhya/8/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/62/", "verse_text": "ājñāyaivaṁ guṇān doṣān\nmayādiṣṭān api svakān\ndharmān saṁtyajya yaḥ sarvān\nmāṁ bhajet sa ca sattamaḥ", "devanagari": "> আজ্ঞায়ৈবং গুণান্ দোষান্ময়াদিষ্টানপি স্বকান্ ৷\n> ধর্মান্ সংত্যজ্য যঃ সর্বান্ মাং ভজেত্ স চ সত্তমঃ ৷৷ ৬২ ৷৷ ॥৬২॥", "synonyms": "*ājñāya*—conhecendo perfeitamente; *evam*—assim; *guṇān*—qualidades; *doṣān*—defeitos; *mayā*—por Mim; *ādiṣṭān*—instruídos; *api*—embora; *svakān*—próprios; *dharmān*—deveres ocupacionais; *saṁtyajya*—abandonando; *yaḥ*—todo aquele que; *sarvān*—todos; *mām*—a Mim; *bhajet*—possa prestar serviço; *saḥ*—ele; *ca*—e; *sattamaḥ*—uma pessoa de primeira classe.", "translation": "**Rāmānanda Rāya prosseguiu: \" 'Os deveres ocupacionais são descritos nas escrituras religiosas. Se a pessoa os analisa, pode compreender plenamente suas qualidades e defeitos e então abandoná-los por completo para prestar serviço à Suprema Personalidade de Deus. Tal pessoa é considerada um homem de primeira classe.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/63/", "verse_text": "sarva-dharmān parityajya\nmām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ", "devanagari": "> সর্বধর্মান্ পরিত্যজ্য মামেকং শরণং ব্রজ ৷\n> অহং ত্বাং সর্বপাপেভ্যো মোক্ষয়িষ্যামি মা শুচঃ ৷৷ ৬৩ ৷৷ ॥৬৩॥", "synonyms": "*sarva-dharmān*—todas as espécies de deveres ocupacionais; *parityajya*—abandonando; *mām ekam*—unicamente a Mim; *śaraṇam*—como refúgio; *vraja*—vai; *aham*—Eu; *tvām*—a ti; *sarva-pāpebhyaḥ*—de todas as reações da vida pecaminosa; *mokṣayiṣyāmi*—darei liberação; *mā*—não; *śucaḥ*—te preocupes.", "translation": "**\"Como se afirma na escritura [Bg. 18.66]: 'Após abandonar todas as espécies de deveres religiosos e ocupacionais, se você vier a Mim, a Suprema Personalidade de Deus, e se abrigar em Mim, Eu lhe darei proteção contra todas as reações pecaminosas da vida. Não se preocupe.' \"**", "purport": "Com relação a isso, Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī instrui em seu livro *Manaḥ-śiksā* (2):\n\n> na dharmaṁ nādharmaṁ śruti-gaṇa-niruktaṁ kila kuru\n> vraje rādhā-kṛṣṇa-pracura-paricaryām iha tanu\n\nEle ordena, assim, que não realizemos atividades religiosas nem irreligiosas conforme prescritas nos *Vedas.* O melhor caminho é ocupar-se sempre no serviço ao Senhor Kṛṣṇa e a Rādhārāṇī. Essa é a perfeição de tudo nesta vida. De modo semelhante, no *Śrīmad-Bhāgavatam* (4.29.46), Nārada Muni diz:\n\n> yadā yasyānugṛhṇāti\n> bhagavān ātma-bhāvitaḥ\n> sa jahāti matiṁ Joke vede ca pariniṣṭhitām\n\n\"Quando alguém realmente adota o serviço amoroso à Suprema Personalidade de Deus, abandona todos os deveres no mundo material, bem como todos os deveres prescritos pela literatura Védica. Dessa maneira, a pessoa se fixa no serviço ao Senhor.\"\n"}
{"ref": "cc/madhya/8/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/64/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"eho bāhya, āge kaha āra\"\nrāya kahe,--\"jñāna-miśrā bhakti--sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো বাহ্য, আগে কহ আর ৷”\n> রায় কহে, — “জ্ঞানমিশ্রা ভক্তি — সাধ্যসার ৷৷” ৬৪ ৷৷ ॥৬৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eho*—isto; *bāhya*—externo; *āge*—adiante; *kaha*—dize; *āra*—mais; *rāya kahe*—Rāya respondeu; *jñāna-miśrā bhakti*—serviço devocional misturado com conhecimento empírico; *sādhya-sāra*—é a essência da perfeição.", "translation": "**Após ouvir Rāmānanda Rāya falar dessa maneira, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu novamente rejeitou sua afirmação e disse: \"Prossegue e dize algo mais.\" Rāmānanda Rāya então respondeu: \"O serviço devocional misturado com conhecimento empírico é a essência da perfeição.\"**", "purport": "O serviço devocional misturado com conhecimento especulativo não Védico certamente não é serviço devocional puro. Por isso, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī, em seu *Anubhāṣya,* pregou que a autorrealização que se segue à execução de cerimônias ritualísticas está na fase neutra entre a liberação e a vida condicionada. É o lugar situado além deste mundo material, no rio Virajā, onde os três modos da natureza material estão subjugados, ou neutralizados, na fase imanifesta. Contudo, o mundo espiritual é uma manifestação da energia espiritual, conhecida como Vaikuṇṭhaloka, \"o lugar onde não há ansiedade\". O mundo material, conhecido como *brahmāṇḍa,* é a criação da energia externa. Entre as duas criações — a criação material e a criação espiritual — há um rio conhecido como Virajā, bem como um lugar conhecido como Brahmaloka. O Virajā-nadī e Brahmaloka são abrigos para as entidades vivas desgostosas da vida material e inclinadas à existência impessoal por meio da negação da variedade material. Como esses lugares não estão situados nos Vaikuṇṭhalokas, ou seja, no mundo espiritual, Śrī Caitanya Mahāprabhu proclama que eles são externos. No Brahmaloka e no Virajā-nadī, não se podem conceber os Vaikuṇṭhalokas. Brahmaloka e o Virajā-nadī também são alcançados após difíceis austeridades, mas nesses domínios não há compreensão da Suprema Personalidade de Deus e de Seu transcendental serviço amoroso. Sem esse conhecimento espiritual, o simples desapego das condições materiais não passa do outro lado da existência material. Do ponto de vista espiritual, tudo isso é externo. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu rejeitou essa proposta, Rāmānanda Rāya sugeriu que o serviço devocional baseado em filosofia e lógica é uma posição mais avançada. Ele citou, então, o seguinte verso do *Bhagavad-gītā* [[bg/18/54|(Bg. 18.54)]]."}
{"ref": "cc/madhya/8/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/65/", "verse_text": "brahma-bhūtaḥ prasannātmā\nna śocati na kāṅkṣati\nsamaḥ sarveṣu bhūteṣu\nmad-bhaktiṁ labhate parām", "devanagari": "> ব্রহ্মভূতঃ প্রসন্নাত্মা ন শোচতি ন কাঙ্ক্ষতি ৷\n> সমঃ সর্বেষু ভূতেষু মদ্ভক্তিং লভতে পরাম্ ৷৷ ৬৫ ৷৷ ॥৬৫॥", "synonyms": "*brahma-bhūtaḥ*—libertado das concepções materiais da vida, mas apegado a uma situação impessoal; *prasanna-ātmā*—plenamente jubiloso; *na śocati*—ele não se lamenta; *na kāṅkṣati*—ele não anseia; *samaḥ*—igualmente disposto; *sarveṣu*—todas; *bhūteṣu*—para com as entidades vivas; *mat-bhaktim*—Meu serviço devocional; *labhate*—alcança; *parām*—transcendental.", "translation": "**Rāmānanda Rāya continuou: \"Segundo o *Bhagavad-gītā,* 'aquele que está situado nessa posição transcendental compreende de imediato o Brahman Supremo e torna-se plenamente feliz. Ele nunca se lamenta nem deseja ter coisa alguma. Ele é igualmente disposto para com todas as entidades vivas. Nesse estado, ele alcança o serviço devocional puro a Mim.' \"**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* (18.54), afirma-se que uma pessoa que aceita a teoria do monismo — estando sempre ocupada em discussões filosóficas empíricas acerca da vida espiritual — torna-se jubilosa e fica aliviada de toda lamentação e anseio materiais. Nesse estágio, a pessoa está equilibrada. Ela vê todas as entidades vivas como seres espirituais. Após alcançar esse estágio elevado, a pessoa pode alcançar o serviço devocional puro. A conclusão é que o serviço devocional misturado com atividade ritualística fruitiva é inferior ao serviço espiritual baseado em discussão filosófica empírica."}
{"ref": "cc/madhya/8/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/66/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"eho bāhya, āge kaha āra\"\nrāya kahe,--\"jñāna-śūnyā bhakti--sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো বাহ্য, আগে কহ আর ৷”\n> রায় কহে, “জ্ঞানশূন্যা ভক্তি — সাধ্যসার ৷৷” ৬৬ ৷৷ ॥৬৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eho*—isto; *bāhya*—externo; *āge*—adiante; *kaha*—fala; *āra*—mais; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *jñāna-śūnyā bhakti*—serviço devocional independente da lógica e da filosofia empírica; *sādhya-sāra*—a essência da perfeição da vida.", "translation": "**Após ouvir isto, o Senhor, como de costume, rejeitou-o, considerando-o serviço devocional externo. Ele novamente pediu que Rāmānanda Rāya falasse mais, e Rāmānanda Rāya respondeu: \"O serviço devocional puro, sem nenhum toque de conhecimento especulativo, é a essência da perfeição.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, em seu comentário Anubhāṣya, diz que este estágio — o serviço devocional misturado com conhecimento especulativo — também é externo e não está dentro da jurisdição do serviço devocional puro tal como é praticado em Vaikuṇṭhaloka. Tão logo haja alguma concepção de pensamento materialista — seja ela positiva ou negativa —, o serviço não é espiritual. Ele pode estar livre da contaminação material, mas, por haver especulação mental, o serviço devocional não é puro nem livre da contaminação da vida material. Uma entidade viva que deseja ser completamente pura deve estar acima desta concepção material. A negação da existência material não significa necessariamente existência espiritual. Após negada a existência material, a existência espiritual — a saber, sac-cid-ānanda — ainda pode não estar manifesta. Enquanto a pessoa não chega ao estágio de realmente compreender sua eterna relação com o Senhor Supremo, ela não pode ingressar na vida espiritual. Vida espiritual significa desapegar-se da vida material e ocupar-se no serviço amoroso ao Senhor. Śrī Caitanya Mahāprabhu, portanto, pediu que Rāmānanda Rāya explicasse algo transcendental ao serviço devocional misturado com conhecimento especulativo. Um devoto puro está completamente rendido aos pés de lótus do Senhor, e somente por seu amor é que ele conquista Kṛṣṇa, que não pode ser conquistado por ninguém. Kṛṣṇa sempre permanece vitorioso sobre tudo. Ninguém pode conquistá-lo. A pessoa pode alcançar o estágio de devoção pura simplesmente rendendo-se por completo. Isto é corroborado em seguida pelo *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.3), onde o Senhor Brahmā, derrotado pela potência de Śrī Kṛṣṇa, rendeu-se plenamente ao Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/8/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/67/", "verse_text": "jñāne prayāsam udapāsya namanta eva\njīvanti san-mukharitāṁ bhavadīya-vārtām\nsthāne sthitāḥ śruti-gatāṁ tanu-vāṅ-manobhir\nye prāyaśo 'jita jito 'py asi tais tri-lokyām", "devanagari": "> জ্ঞানে প্রয়াসমুদপাস্য নমন্ত এব\n> জীবন্তি সন্মুখরিতাং ভবদীয়বার্তাম্ ৷\n> স্থানে স্থিতাঃ শ্রুতিগতাং তনুবাঙ্মনোভি-\n> র্যে প্রায়শোঽজিত জিতোঽপ্যসি তৈস্ত্রিলোক্যাম্ ৷৷ ৬৭ ৷৷ ॥৬৭॥", "synonyms": "*jñāne*—em obter conhecimento; *prayāsam*—esforço desnecessário; *udapāsya*—pondo bem de lado; *namantaḥ*—rendendo-se completamente; *eva*—certamente; *jīvanti*—vivem; *sat-mukharitām*—proferidas por grandes devotos realizados; *bhavadīya-vārtām*—discussões sobre Vós, a Suprema Personalidade de Deus; *sthāne sthitāḥ*—situados em suas próprias posições; *śruti-gatām*—recebidas pela audição; *tanu-vāk-manobhiḥ*—com o corpo, as palavras e a mente; *ye*—aqueles que; *prāyaśaḥ*—quase sempre; *ajita*—ó meu inconquistável Senhor (além da percepção e ilimitadamente independente); *jitaḥ*—conquistado; *api*—de fato; *asi*—Vós sois; *taiḥ*—por tais devotos puros; *tri-lokyām*—dentro dos três mundos.", "translation": "**Rāmānanda Rāya prosseguiu: \"O Senhor Brahmā disse: 'Meu querido Senhor, aqueles devotos que abandonaram a concepção impessoal da Verdade Absoluta e, por isso, deixaram de discutir verdades filosóficas empíricas devem ouvir, dos devotos autorrealizados, sobre Vosso santo nome, forma, passatempos e qualidades. Eles devem seguir completamente os princípios do serviço devocional e permanecer livres de sexo ilícito, jogos de azar, intoxicação e matança de animais. Rendendo-se plenamente com o corpo, as palavras e a mente, eles podem viver em qualquer āśrama ou condição social. De fato, Vós sois conquistado por tais pessoas, embora sejais sempre inconquistável.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/68/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"eho haya, āge kaha āra\"\nrāya kahe, \"prema-bhakti--sarva-sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো হয়, আগে কহ আর ৷”\n> রায় কহে, — “প্রেমভক্তি — সর্বসাধ্যসার ৷৷” ৬৮ ৷৷ ॥৬৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eho haya*—isto está correto; *āge kaha āra*—fala algo mais; *rāya kahe*—Rāya respondeu; *prema-bhakti*—amor extático no serviço devocional ao Senhor; *sarva-sādhya-sāra*—a essência de toda a perfeição.", "translation": "**Neste ponto, Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Está muito bem, mas ainda podes falar mais sobre o assunto.\" Rāmānanda Rāya então respondeu: \"O amor extático pela Suprema Personalidade de Deus é a essência de toda perfeição.\"**", "purport": "Com relação a isso, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura, em seu *Amṛta-pravāha-bhāṣya,* diz que, após ouvir Rāmānanda Rāya, o Senhor Caitanya Mahāprabhu disse: *eho haya, āge kaha āra.* Isso significa que esse é o processo aceito no serviço devocional, mas que há algo mais além dele. Por isso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu-lhe que explicasse o que estava além. Simplesmente executar os deveres de todos os *varṇas* e *āśramas* não é tão bom quanto oferecer ao Senhor todos os resultados das próprias atividades. Quando abandona toda atividade fruitiva e se rende plenamente ao Senhor, a pessoa alcança *sva-dharma-tyāga,* situação em que abandona a ordem social e adota a ordem renunciada. Isso certamente é melhor. No entanto, melhor que a ordem renunciada é o cultivo de conhecimento misturado com serviço devocional. Ainda assim, todas essas atividades são externas às atividades do mundo espiritual. Não há nelas vestígio de serviço devocional puro. O serviço devocional puro não pode ser alcançado pela filosofia empírica, nem se pode alcançar a perfeição simplesmente pela boa associação. O serviço devocional mediante a autorrealização é um assunto diferente. Ele não é tocado pela atividade fruitiva, pois a pessoa entrega ao Senhor os resultados das atividades, abandona os deveres prescritos e aceita a ordem de vida renunciada. Tal serviço devocional está situado numa plataforma superior à da especulação filosófica empírica com uma mistura de *bhakti.* Isso é confirmado por Śrīla Rūpa Gosvāmī em seu *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.11):\n\n> anyābhilāṣitā-śūnyaṁ\n> jñāna-karmādy-anāvṛtam\n> ānukūlyena kṛṣṇānu-\n> śīlanaṁ bhaktir uttamā\n\n\"Deve-se prestar transcendental serviço amoroso ao Supremo Senhor Kṛṣṇa favoravelmente e sem desejo de lucro ou ganho material proveniente de atividades fruitivas ou especulação filosófica. Isso se chama serviço devocional puro.\"\n\nAs atividades devocionais, contudo, às vezes parecem impuras na fase neófita, mas, na fase madura, são completamente puras, isto é, livres de atividade material. Por isso, depois de ouvir a última declaração de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Rāmānanda Rāya respondeu: *prema-bhakti-sarva-sādhya-sāra.* Śrī Caitanya Mahāprabhu de fato aceitou este verso (*jñāne prayāsam*) como o princípio básico da perfeição. É preciso praticar esse princípio para fazer mais progresso. Quando se progride realmente, chega-se à plataforma do serviço amoroso extático ao Senhor. Essa primeira fase chama-se tecnicamente *sādhana-bhakti,* ou serviço devocional na prática. O resultado do *sādhana-bhakti* deve ser o amor extático, o apego pela Suprema Personalidade de Deus, que também se chama *prema-bhakti.* Na fase neófita, o *sādhana-bhakti* inclui fé, associação com devotos e prática do serviço devocional. Assim, a pessoa se livra de todas as coisas indesejáveis. Ela então se fixa no serviço devocional e aumenta seu desejo de agir em serviço devocional. Dessa maneira, ela se apega ao Senhor e a Seu serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/8/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/69/", "verse_text": "nānopacāra-kṛta-pūjanam ārta-bandhoḥ\npremṇaiva bhakta-hṛdayaṁ sukha-vidrutaṁ syāt\nyāvat kṣud asti jaṭhare jaraṭhā pipāsā\ntāvat sukhāya bhavato nanu bhakṣya-peye", "devanagari": "> নানোপচার-কৃতপূজনমার্তবন্ধোঃ ।\n> প্রেম্ণৈব ভক্তহৃদয়ং সুখবিদ্রুতং স্যাত্ ৷\n> যাবত্ ক্ষুদস্তি জঠরে জরঠা পিপাসা\n> তাবত্ সুখায় ভবতো ননু ভক্ষ্য-পেয়ে ৷৷ ৬৯ ৷৷ ॥৬৯॥", "synonyms": "*nānā-upacāra*—com diversos ingredientes; *kṛta*—realizada; *pūjanam*—adoração; *ārta-bandhoḥ*—da Suprema Personalidade de Deus, que é o amigo de todas as pessoas aflitas; *premṇā*—pelo amor extático; *eva*—de fato; *bhakta-hṛdayam*—o coração de um devoto; *sukha-vidrutam*—derretido em bem-aventurança transcendental; *syāt*—torna-se; *yāvat*—enquanto; *kṣut*—apetite; *asti*—houver; *jaṭhare*—no estômago; *jaraṭhā*—forte; *pipāsā*—sede; *tāvat*—enquanto; *sukhāya*—para a felicidade; *bhavataḥ*—são; *nanu*—de fato; *bhakṣya*—comestíveis; *peye*—e bebidas.", "translation": "**Rāmānanda Rāya continuou: \" 'Enquanto há fome e sede, comer e beber fazem a pessoa sentir-se muito feliz. De modo semelhante, quando o Senhor é adorado com amor puro, as diversas atividades realizadas no decorrer dessa adoração despertam bem-aventurança transcendental no coração do devoto.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/70/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakti-rasa-bhāvitā matiḥ\nkrīyatāṁ yadi kuto 'pi labhyate\ntatra laulyam api mūlyam ekalaṁ\njanma-koṭi-sukṛtair na labhyate", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্তিরসভাবিতা মতিঃ\n> ক্রীয়তাং যদি কুতোঽপি লভ্যতে ৷\n> তত্র লৌল্যমপি মূল্যমেকলং\n> জন্মকোটিসুকৃতৈর্ন লভ্যতে ৷৷ ৭০ ৷৷ ॥৭০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakti-rasa-bhāvitā*—absorta nas doçuras de prestar serviço devocional a Kṛṣṇa; *matiḥ*—inteligência; *krīyatām*—que seja comprada; *yadi*—se; *kutaḥ api*—em algum lugar; *labhyate*—está disponível; *tatra*—lá; *laulyam*—avidez; *api*—de fato; *mūlyam*—preço; *ekalam*—somente; *janma-koṭi*—de milhões de nascimentos; *sukṛtaiḥ*—por atividades piedosas; *na*—não; *labhyate*—é obtida.", "translation": "**\" 'O serviço devocional puro em consciência de Kṛṣṇa não pode ser obtido nem mesmo por atividades piedosas em centenas e milhares de vidas. Ele só pode ser alcançado pagando-se um único preço — a saber, a intensa avidez por obtê-lo. Se ele estiver disponível em algum lugar, é preciso comprá-lo sem demora.' \"**", "purport": "Os dois versos anteriores estão incluídos no *Padyāvalī* (13, 14), uma antologia compilada por Śrīla Rūpa Gosvāmī. O verso 69 refere-se ao serviço devocional com fé, e o verso 70 refere-se ao serviço devocional prestado por intensa avidez. O primeiro é o serviço devocional prestado de acordo com os princípios reguladores, e o segundo se refere ao serviço amoroso espontâneo ao Senhor, sem esforço adicional. Daqui em diante, o princípio básico subjacente às conversas entre Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya será o serviço amoroso espontâneo ao Senhor. Os princípios reguladores conforme os preceitos dos *śāstras* são necessários enquanto a consciência de Kṛṣṇa original e adormecida da pessoa não despertar espontaneamente. Um exemplo de ação espontânea é o fluir dos rios para o oceano. Nada pode deter esse fluxo de água. Da mesma forma, quando a consciência de Kṛṣṇa adormecida de alguém desperta, ela flui espontaneamente para os pés de lótus de Kṛṣṇa, sem impedimento. Tudo o que Rāmānanda Rāya falar daqui em diante com base no amor espontâneo será agradável a Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor lhe perguntará mais e mais sobre esse assunto."}
{"ref": "cc/madhya/8/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/71/", "verse_text": "prabhu kahe, \"eho haya, āge kaha āra\"\nrāya kahe, \"dāsya-prema--sarva-sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো হয়, আগে কহ আর ৷”\n> রায় কহে, “দাস্য-প্রেম — সর্বসাধ্যসার ৷৷” ৭১ ৷৷ ॥৭১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eho haya*—isto está correto; *āge kaha āra*—por favor, fala mais; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *dāsya-prema*—amor espontâneo na disposição de servidão; *sarva-sādhya-sāra*—a essência da perfeição.", "translation": "**Ouvindo até o ponto do amor espontâneo, o Senhor disse: \"Isto está correto, mas, se sabes algo mais, por favor, dize-Me.\" Em resposta, Rāmānanda Rāya disse: \"O serviço amoroso espontâneo em servidão — tal como trocado entre senhor e servo — é a perfeição máxima.**", "purport": "O serviço amoroso espontâneo ao Senhor chama-se serviço devocional dotado de um apego íntimo entre o servidor e o servido. Essa intimidade chama-se mamatā. Entre o servidor e o servido há um sentimento de unidade. Essa mamatā começa com dāsya-prema, o serviço prestado ao senhor pelo servo. A menos que exista tal relação, os intercâmbios amorosos entre o Senhor e Seu devoto não estão de fato fixados. Quando o devoto sente \"O Senhor é meu mestre\" e Lhe presta serviço, a consciência de Kṛṣṇa desperta. Essa consciência fixa está numa plataforma mais elevada que a simples percepção do amor a Deus."}
{"ref": "cc/madhya/8/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/72/", "verse_text": "yan-nāma-śruti-mātreṇa\npumān bhavati nirmalaḥ\ntasya tīrtha-padaḥ kiṁ vā\ndāsānām avaśiṣyate", "devanagari": "> যন্নামশ্রুতিমাত্রেণ পুমান্ ভবতি নির্মলঃ ৷\n> তস্য তীর্থপদঃ কিংবা দাসানামবশিষ্যতে ৷৷ ৭২ ৷৷ ॥৭২॥", "synonyms": "*yat*—de quem; *nāma*—do nome; *śruti-mātreṇa*—simplesmente por ouvir; *pumān*—uma pessoa; *bhavati*—torna-se; *nirmalaḥ*—pura; *tasya*—d'Ele; *tīrtha-padaḥ*—da Suprema Personalidade de Deus, a cujos pés de lótus estão todos os lugares de peregrinação; *kim*—o que; *vā*—mais; *dāsānām*—dos servos; *avaśiṣyate*—resta.", "translation": "**\" 'O homem purifica-se simplesmente por ouvir o santo nome da Suprema Personalidade de Deus, cujos pés de lótus criam os santos lugares de peregrinação. Portanto, o que resta a alcançar por aqueles que se tornaram Seus servos?'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.5.16) e é uma admissão feita pelo grande sábio Durvāsā Muni. Durvāsā Muni, um brāhmaṇa de casta e grande yogī, costumava odiar Mahārāja Ambarīṣa. Quando decidiu castigar Mahārāja Ambarīṣa por meio de seus poderes ióguicos, foi perseguido pelo Sudarśana cakra da Suprema Personalidade de Deus. Quando as coisas se resolveram, ele disse: \"Quando o santo nome da Suprema Personalidade de Deus é ouvido por qualquer pessoa, essa pessoa é imediatamente santificada. O Senhor Supremo é o mestre dos devotos, e os devotos, sob Seu abrigo, naturalmente passam a possuir Suas opulências.\""}
{"ref": "cc/madhya/8/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/73/", "verse_text": "bhavantam evānucaran nirantaraḥ\npraśānta-niḥśeṣa-mano-rathāntaraḥ\nkadāham aikāntika-nitya-kiṅkaraḥ\npraharṣayiṣyāmi sa-nātha-jīvitam", "devanagari": "> ভবন্তমেবানুচরন্নিরন্তরঃ\n> প্রসান্তনিঃশেষমনোরথান্তরঃ ৷\n> কদাঽমৈকান্তিকনিত্যকিঙ্করঃ\n> প্রহর্ষয়িষ্যামি স-নাথ-জীবিতম্ ৷৷ ৭৩ ৷৷ ॥৭৩॥", "synonyms": "*bhavantam*—a Ti; *eva*—certamente; *anucaran*—servindo; *nirantaraḥ*—sempre; *praśānta*—apaziguados; *niḥśeṣa*—todos; *manaḥ-ratha*—desejos; *antaraḥ*—outros; *kadā*—quando; *aham*—eu; *aikāntika*—exclusivo; *nitya*—eterno; *kiṅkaraḥ*—servo; *praharṣayiṣyāmi*—me tornarei jubiloso; *sa-nātha*—com um mestre apropriado; *jīvitam*—vivendo.", "translation": "**“ 'Por servir-Te constantemente, a pessoa se livra de todos os desejos materiais e fica completamente tranquila. Quando nos ocuparemos como Teus servos eternos permanentes e sentiremos sempre a alegria de ter um amo tão perfeito?' \"**", "purport": "Esta é uma afirmação feita pelo grande e santo devoto Yāmunācārya em seu *Stotra-ratna* (43)."}
{"ref": "cc/madhya/8/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/74/", "verse_text": "prabhu kahe, \"eho haya, kichu āge āra\"\nrāya kahe, \"sakhya-prema--sarva-sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো হয়, কিছু আগে আর ৷”\n> রায় কহে, — “সখ্য-প্রেম — সর্বসাধ্যসার ৷৷” ৭৪ ৷৷ ॥৭৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eho haya*—isto também está correto; *kichu*—algo; *āge*—adiante; *āra*—mais; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *sakhya-prema*—serviço amoroso transcendental em fraternidade; *sarva-sādhya-sāra*—a etapa perfeccional mais elevada.", "translation": "**Ouvindo isto de Rāmānanda Rāya, o Senhor novamente lhe pediu que fosse um passo além. Em resposta, Rāmānanda Rāya disse: \"O serviço amoroso a Kṛṣṇa prestado em fraternidade é a perfeição máxima.**", "purport": "Enquanto o serviço amoroso é prestado ao Senhor na relação mestre-servo, há certo temor, pois o servo está sempre receoso do mestre, apesar da intimidade do interesse próprio. Nessa etapa, o servo está sempre receoso do mestre e é respeitoso com Ele. Quando o devoto está mais avançado, ele nada tem a temer. Ele considera o Senhor e a si mesmo num nível de igualdade. Em tal ocasião, o devoto está plenamente convicto de que o Senhor Kṛṣṇa é um amigo e de modo algum pode ficar insatisfeito se o devoto viver com Ele em nível de igualdade. Essa compreensão chama-se viśrambha, isto é, desprovida de uma atitude respeitosa. Quando essa atitude é escolhida, torna-se sakhya-prema, ou amor a Deus em amizade. Nessa etapa, desenvolve-se a consciência de igualdade entre o Senhor e o devoto."}
{"ref": "cc/madhya/8/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/75/", "verse_text": "itthaṁ satāṁ brahma-sukhānubhūtyā\ndāsyaṁ gatānāṁ para-daivatena\nmāyāśritānāṁ nara-dārakeṇa\nsākaṁ vijahruḥ kṛta-puṇya-puñjāḥ", "devanagari": "> ইত্থং সতাং ব্রহ্মসুখানুভূত্যা দাস্যং গতানাং পরদৈবতেন ৷\n> মায়াশ্রিতানাং নরদারকেণ সার্ধং বিজহ্রুঃ কৃতপুণ্যপুঞ্জাঃ ৷৷ ৭৫ ৷৷ ॥৭৫॥", "synonyms": "*ittham*—desta maneira; *satām*—das pessoas que preferem o aspecto impessoal do Senhor; *brahma*—da refulgência impessoal; *sukha*—pela felicidade; *anubhūtyā*—que é compreendido; *dāsyam*—o modo de servidão; *gatānām*—daqueles que aceitaram; *para-daivatena*—que é a suprema Deidade adorável; *māyā-āśritānām*—para as pessoas comuns sob as garras da energia externa; *nara-dārakeṇa*—com Ele, que é como um menino deste mundo material; *sākam*—em amizade; *vijahruḥ*—brincaram; *kṛta-puṇya-puñjāḥ*—aqueles que acumularam volumes de atividades piedosas.", "translation": "**“ 'Nem aqueles que se ocupam na autorrealização, apreciando a refulgência Brahman do Senhor, nem aqueles que se ocupam no serviço devocional, aceitando a Suprema Personalidade de Deus como amo, nem tampouco aqueles que se encontram nas garras de Māyā, julgando o Senhor uma pessoa comum, não podem compreender que certas personalidades excelsas — após acumularem volumes de atividades piedosas — estão agora brincando com o Senhor em amizade, como vaqueirinhos.' \"**", "purport": "Esta é uma afirmação feita por Śukadeva Gosvāmī (*Bhāg.* 10.12.11), que apreciou a boa fortuna dos vaqueirinhos que brincavam com Kṛṣṇa e comiam com Ele às margens do Yamunā."}
{"ref": "cc/madhya/8/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/76/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"eho uttama, āge kaha āra\"\nrāya kahe, \"vātsalya-prema--sarva-sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো উত্তম, আগে কহ আর ৷”\n> রায় কহে, “বাৎসল্য-প্রেম — সর্বসাধ্যসার ৷৷” ৭৬ ৷৷ ॥৭৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eho uttama*—isto é muito bom; *āge*—ainda mais adiante; *kaha*—fala; *āra*—mais; *rāya kahe*—Rāya respondeu; *vātsalya-prema*—serviço amoroso ao Senhor na etapa do amor paternal; *sarva-sādhya-sāra*—a etapa perfeccional mais elevada.", "translation": "**O Senhor disse: \"Esta afirmação é muito boa, mas, por favor, prossegue ainda mais.\" Rāmānanda Rāya então respondeu: \"O serviço amoroso ao Senhor na relação parental é a etapa perfeccional mais elevada.\"**", "purport": "A etapa do serviço amoroso ao Senhor em afeição paternal é uma etapa avançada do amor em fraternidade. Na relação fraternal há um senso de igualdade, mas, quando esse senso de igualdade avança em afeição, a pessoa atinge a plataforma do amor parental. A esse respeito, cita-se o seguinte verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.8.46), no qual Śukadeva Gosvāmī manifesta sua apreciação pelo intenso amor de Nanda Mahārāja e de mãe Yaśodā por Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/8/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/77/", "verse_text": "nandaḥ kim akarod brahman\nśreya evaṁ mahodayam\nyaśodā vā mahā-bhāgā\npapau yasyāḥ stanaṁ hariḥ", "devanagari": "> নন্দঃ কিমকরোদ্ব্রহ্মন্ শ্রেয় এবং মহোদয়ম্ ৷\n> যশোদা বা মহাভাগা পপৌ যস্যাঃ স্তনং হরিঃ ৷৷ ৭৭ ৷৷ ॥৭৭॥", "synonyms": "*nandaḥ*—Nanda Mahārāja; *kim*—que; *akarot*—realizou; *brahman*—ó brāhmaṇa; *śreyaḥ*—atividades auspiciosas; *evam*—assim; *mahā-udayam*—elevando-se a uma posição tão exaltada como a de pai de Kṛṣṇa; *yaśodā*—mãe Yaśodā; *vā*—ou; *mahā-bhāgā*—muito afortunada; *papau*—bebeu; *yasyāḥ*—de quem; *stanam*—os seios; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Rāmānanda Rāya prosseguiu: \" 'Ó brāhmaṇa, que atividades piedosas realizou Nanda Mahārāja, pelas quais recebeu como seu filho a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, e que atividades piedosas realizou mãe Yaśodā, pelas quais a Absoluta Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, a chamou de \"mãe\" e sugou-lhe os seios?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/78/", "verse_text": "nemaṁ viriñco na bhavo\nna śrīr apy aṅga-saṁśrayā\nprasādaṁ lebhire gopī\nyat tat prāpa vimukti-dāt", "devanagari": "> নেমং বিরিঞ্চো ন ভবো ন শ্রীরপ্যঙ্গসংশ্রয়া ৷\n> প্রসাদং লেভিরে গোপী যত্তৎ প্রাপ বিমুক্তিদাত্ ৷৷ ৭৮ ৷৷ ॥৭৮॥", "synonyms": "*na*—não; *imam*—este (amor a Deus); *viriñcaḥ*—o Senhor Brahmā; *na*—não; *bhavaḥ*—o Senhor Śiva; *na*—nem; *śrīḥ*—a deusa da fortuna; *api*—mesmo; *aṅga*—no peito de Viṣṇu; *saṁśrayā*—que está abrigada; *prasādam*—favor; *lebhire*—obtiveram; *gopī*—mãe Yaśodā; *yat*—o qual; *tat*—aquele; *prāpa*—obteve; *vimukti-dāt*—daquele que concede a liberação.", "translation": "**\" 'O favor que mãe Yaśodā obteve de Śrī Kṛṣṇa, o outorgador da liberação, jamais foi obtido nem mesmo pelo Senhor Brahmā ou pelo Senhor Śiva, nem mesmo pela deusa da fortuna, que sempre permanece no peito da Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu.' \"**", "purport": "Esta é uma afirmação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.9.20). Kṛṣṇa concordou em ser amarrado por mãe Yaśodā depois que ela desistiu de tentar amarrar Kṛṣṇa com cordas. Esta é outra apreciação feita por Śukadeva Gosvāmī em sua narração dos passatempos de Kṛṣṇa diante de Mahārāja Parīkṣit."}
{"ref": "cc/madhya/8/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/79/", "verse_text": "prabhu kahe, \"eho uttama, āge kaha āra\"\nrāya kahe, \"kāntā-prema sarva-sādhya-sāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এহো উত্তম, আগে কহ আর ৷”\n> রায় কহে, “কান্তাপ্রেম সর্বসাধ্যসার ৷৷” ৭৯ ৷৷ ॥৭৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *eho uttama*—isto é muito bom; *āge*—adiante; *kaha*—fala; *āra*—mais; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *kāntā-prema*—serviço amoroso entre marido e mulher; *sarva-sādhya-sāra*—a etapa perfeccional mais elevada.", "translation": "**O Senhor disse: \"Tuas afirmações estão certamente ficando cada vez melhores, uma após a outra, mas, sobrepujando todas elas, há outra doçura transcendental, e podes falar dela como a mais sublime.\" Rāmānanda Rāya então respondeu: \"O apego conjugal por Kṛṣṇa é a posição máxima no amor a Deus.**", "purport": "Em geral, o amor a Deus é desprovido da intimidade da posse. No caso do amor em servidão, há falta de confiança. Há falta de afeição acrescida na relação fraternal, mas, quando essa afeição aumenta na relação parental, há, ainda assim, falta de completa liberdade. Contudo, quando a pessoa se torna um amante conjugal de Kṛṣṇa, tudo o que falta nas outras relações manifesta-se por completo. O amor a Deus nada carece na etapa conjugal. O resumo deste verso é que o amor parental a Deus é certamente mais elevado que o amor fraternal e que o amor conjugal é ainda mais elevado. Foi quando Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Rāmānanda Rāya que fosse mais além que ele chegou ao ponto da relação conjugal, que é a etapa perfeccional mais elevada do amor transcendental."}
{"ref": "cc/madhya/8/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/80/", "verse_text": "nāyaṁ śriyo 'ṅga u nitānta-rateḥ prasādaḥ\nsvar-yoṣitāṁ nalina-gandha-rucāṁ kuto 'nyāḥ\nrāsotsave 'sya bhuja-daṇḍa-gṛhīta-kaṇṭha-\nlabdhāśiṣāṁ ya udagād vraja-sundarīṇām", "devanagari": "> নায়ং শ্রিয়োঽঙ্গ উ নিতান্তরতেঃ প্রসাদঃ\n> স্বর্যোষিতাং নলিনগন্ধরুচাং কুতোঽন্যাঃ ৷\n> রাসোত্সবেঽস্য ভুজদণ্ডগৃহীতকণ্ঠ-\n> লব্ধাশিষাং য উদগাদ্ব্রজসুন্দরীণাম্ ৷৷ ৮০ ৷৷ ॥৮০॥", "synonyms": "*na*—não; *ayam*—este; *śriyaḥ*—da deusa da fortuna; *aṅge*—no peito; *u*—ai; *nitānta-rateḥ*—que é muito intimamente relacionada; *prasādaḥ*—o favor; *svaḥ*—dos planetas celestiais; *yoṣitām*—das mulheres; *nalina*—da flor de lótus; *gandha*—tendo o aroma; *rucām*—e o brilho corpóreo; *kutaḥ*—muito menos; *anyāḥ*—outras; *rāsa-utsave*—no festival da dança da rāsa; *asya*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *bhuja-daṇḍa*—pelos braços; *gṛhīta*—abraçados; *kaṇṭha*—seus pescoços; *labdha-āśiṣām*—que alcançaram tal bênção; *yaḥ*—a qual; *udagāt*—tornou-se manifesta; *vraja-sundarīṇām*—das belas gopīs, as transcendentais moças de Vrajabhūmi.", "translation": "**\" 'Quando o Senhor Śrī Kṛṣṇa estava dançando com as gopīs na rāsa-līlā, Ele lhes envolveu os pescoços com os braços e as abraçou. Esse favor transcendental jamais foi concedido à deusa da fortuna ou às outras consortes no mundo espiritual. Tampouco tal coisa foi sequer imaginada pelas mais belas moças dos planetas celestiais, cujo brilho corpóreo e cujo aroma se assemelham à flor de lótus. E o que dizer das mulheres mundanas, que podem ser muito, muito belas segundo a estimativa material?'**", "purport": "Este verso (*Bhāg.* 10.47.60) foi falado por Uddhava quando ele visitou Śrī Vṛndāvana para entregar uma mensagem de Kṛṣṇa às gopīs. Uddhava permaneceu em Vṛndāvana para observar os movimentos das gopīs ali. Quando viu o amor extático por Kṛṣṇa em separação manifestado pelas gopīs, ele apreciou o amor supremo delas e, portanto, expressou seus sentimentos neste verso. Ele admitiu que a fortuna das gopīs não poderia ser comparada nem mesmo à fortuna da deusa da fortuna, isto para não falar das belas moças dos planetas celestiais."}
{"ref": "cc/madhya/8/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/81/", "verse_text": "tāsām āvirabhūc chauriḥ\nsmayamāna-mukhāmbujaḥ\npītāmbara-dharaḥ sragvī\nsākṣān manmatha-manmathaḥ", "devanagari": "> তাসামাবিরভূচ্ছৌরিঃ স্ময়মানমুখাম্বুজঃ ৷\n> পীতাম্বরধরঃ স্রগ্বী সাক্ষান্মন্মথমন্মথঃ ৷৷ ৮১ ৷৷ ॥৮১॥", "synonyms": "*tāsām*—entre elas; *āvirabhūt*—apareceu; *śauriḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *smayamāna*—sorridente; *mukha-ambujaḥ*—com um rosto semelhante a uma flor de lótus; *pīta-ambara-dharaḥ*—usando vestes amarelas; *sragvī*—enguirlandado com flores; *sākṣāt*—diretamente; *manmatha*—do Cupido; *manmathaḥ*—o confundidor.", "translation": "**“ 'De repente, devido aos sentimentos de saudade delas, o Senhor Kṛṣṇa apareceu entre as gopīs, vestido com roupas amarelas e usando uma guirlanda de flores. Seu rosto de lótus sorria, e Ele atraía diretamente a mente do Cupido.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.32.2). Enquanto a dança da *rāsa* prosseguia, Kṛṣṇa desapareceu subitamente, e as *gopīs* ficaram tão dominadas, devido à separação dEle e a seu intenso amor por Ele, que Kṛṣṇa Se viu obrigado a aparecer novamente."}
{"ref": "cc/madhya/8/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/82/", "verse_text": "kṛṣṇa-prāptira upāya bahu-vidha haya\n\nkṛṣṇa-prāpti-tāratamya bahuta āchaya", "devanagari": "> কৃষ্ণ-প্রাপ্তির উপায় বহুবিধ হয় ৷ কৃষ্ণপ্রাপ্তি-তারতম্য বহুত আছয় ৷৷ ৮২ ৷৷ কিন্তু যাঁর যেই রস, সেই সর্বোত্তম ৷ তটস্থ হঞা বিচারিলে, আছে তর-তম ৷৷ ৮৩ ৷৷ ॥৮২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-prāptira*—de alcançar os pés de lótus de Kṛṣṇa; *upāya*—os meios; *bahu-vidha*—vários; *haya*—há; *kṛṣṇa-prāpti*—de alcançar o favor do Senhor Kṛṣṇa; *tāratamya*—comparações; *bahuta*—várias; *āchaya*—há.", "translation": "**\"Há vários meios e processos pelos quais se pode alcançar o favor do Senhor Kṛṣṇa. Todos esses processos transcendentais serão estudados do ponto de vista de sua importância comparativa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/83/", "verse_text": "kintu yāṅra yei rasa, sei sarvottama\n\ntaṭa-stha hañā vicārile, āche tara-tama", "devanagari": "", "synonyms": "*kintu*—não obstante; *yāṅra*—de alguns devotos; *yei rasa*—qualquer que seja a doçura das trocas de amor; *sei*—essa; *sarva-uttama*—a melhor; *taṭa-stha*—neutro; *hañā*—estando; *vicārile*—se considerar; *āche*—há; *tara-tama*—níveis inferiores e superiores.", "translation": "**\"É verdade que qualquer relação que um determinado devoto tenha com o Senhor é a melhor para ele; ainda assim, quando estudamos todos os diferentes métodos a partir de uma posição neutra, podemos compreender que há graus superiores e inferiores de amor.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica que este verso não defende a invenção caprichosa de algum método de amor a Deus. Semelhantes invenções não podem ser aceitas como supremas. De fato, tais fabricações não são recomendadas nestes versos. Śrīla Rūpa Gosvāmī disse no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.101):\n\n> śruti-smṛti-purāṇādi-\n> pañcarātra-vidhiṁ vinā\n> aikāntikī harer bhaktir\n> utpātāyaiva kalpate\n\nEle menciona claramente neste verso que é preciso consultar a literatura Védica e outras literaturas suplementares e seguir a conclusão dos *Vedas.* Uma atitude devocional inventada simplesmente cria perturbações no reino transcendental. Se uma pessoa demasiadamente apegada à vida familiar adota o *Śrīmad-Bhāgavatam* ou a consciência de Kṛṣṇa para ganhar a vida, sua atividade é certamente ofensiva. Ninguém deve tornar-se um *guru* de casta e vender *mantras* em benefício de fregueses mundanos, nem deve fazer discípulos como meio de subsistência. Todas essas atividades são ofensivas. Não se deve ganhar a vida formando um grupo profissional para realizar o canto congregacional, nem se deve prestar serviço devocional quando se está apegado à sociedade, à amizade e ao amor mundanos. Tampouco se deve depender da chamada etiqueta social. Tudo isso é especulação mental. Nenhuma dessas coisas pode comparar-se ao serviço devocional imaculado. Ninguém pode comparar o serviço devocional imaculado, a consciência de Kṛṣṇa, às atividades mundanas. Há muitos grupos desautorizados que fingem pertencer ao culto de Śrī Caitanya, e alguns são conhecidos como *āula, bāula, kartābhajā, neḍā, daraveśa, sāṅi, sakhībhekī, smārta, jāta-gosāñi, ativāḍi, cūḍādhārī* e *gaurāṅga-nāgari.*\n\nAlém disso, há aqueles que tomam como genuínas as opiniões dos *gosvāmīs* de casta acerca de tais grupos, comparando essas opiniões às dos seis Gosvāmīs, encabeçados por Śrī Rūpa e Śrī Sanātana. Isso é simplesmente outro processo enganador. Há também não devotos que compõem canções desautorizadas, que estabelecem diferentes templos por dinheiro, que adoram a Deidade como sacerdotes assalariados, que aceitam o bramanismo de casta como tudo o que existe e que não conhecem o valor de um vaiṣṇava puro. Na verdade, os *brāhmaṇas* de casta da comunidade *smārta* opõem-se aos princípios do *Sātvata-pañcarātra.* Ademais, há muitos māyāvādīs e pessoas demasiadamente apegadas ao gozo material dos sentidos. Nenhum deles pode comparar-se a uma pessoa puramente ocupada em pregar a consciência de Kṛṣṇa. Toda pessoa consciente de Kṛṣṇa esforça-se constantemente por utilizar diferentes recursos transcendentais a serviço do Senhor. Tal devoto renuncia a todo gozo material e dedica-se por completo ao serviço de seu mestre espiritual e do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele pode ser um celibatário perfeito, um chefe de família controlado, um *vānaprastha* regulado ou um *tridaṇḍi-sannyāsī* na ordem renunciada. Isso não importa. Os pseudotranscendentalistas e os devotos puros não podem ser comparados, nem se pode argumentar que uma pessoa possa inventar seu próprio modo de adoração.\n\nO propósito de se apresentar este verso exige a explicação das posições comparativas das doçuras transcendentais conhecidas como *śānta, dāsya, sakhya, vātsalya* e *mādhurya.* Todos esses *rasas,* ou doçuras, situam-se na plataforma transcendental. Os devotos puros refugiam-se em uma delas e, dessa maneira, progridem na vida espiritual. Na verdade, só é possível abrigar-se em tais doçuras espirituais quando se está completamente livre de contaminação do apego material. Quando a pessoa se livra por completo do apego material, os sentimentos das doçuras transcendentais despertam no coração do devoto. Isso é *svarūpa-siddhi,* a perfeição da relação eterna da pessoa com o Senhor Supremo. *Svarūpa-siddhi,* a relação eterna com o Senhor Supremo, pode situar-se em uma das doçuras transcendentais. Cada uma delas é tão perfeita quanto as outras. Contudo, mediante um estudo comparativo, uma pessoa imparcial pode perceber que a doçura de servidão é melhor que a doçura de neutralidade. A doçura de fraternidade é melhor que a doçura de servidão. De modo semelhante, a doçura parental é melhor que a de fraternidade. Acima de todas essas doçuras está a doçura de amor conjugal. No entanto, todas elas estão espiritualmente situadas na mesma plataforma, porque todas essas relações de perfeição em amor baseiam-se em um ponto central — Kṛṣṇa.\n\nEssas doçuras não podem ser comparadas aos sentimentos que se obtêm da adoração aos semideuses. Kṛṣṇa é um, mas os semideuses são diferentes. Eles são materiais. O amor por Kṛṣṇa não pode ser comparado ao amor material pelos diferentes semideuses. Por estarem na plataforma material, os māyāvādīs recomendam a adoração a Śiva ou a Durgā e dizem que adorar Kālī e adorar Kṛṣṇa são a mesma coisa. Contudo, na plataforma espiritual, não há adoração aos semideuses. O único objeto adorável é Kṛṣṇa. Por conseguinte, embora não haja diferença entre um devoto em *śānta-rasa* ou *dāsya-rasa, vātsalya-rasa* ou *mādhurya-rasa,* ainda assim é possível fazer um estudo comparativo da intensidade do amor nessas diferentes posições transcendentais. Por exemplo, pode-se dizer que o *dāsya-rasa* é melhor que o *śānta-rasa,* mas em ambos existe amor transcendental por Deus. De modo semelhante, podemos julgar que o amor a Deus em fraternidade é melhor que o amor a Deus em neutralidade e servidão. Igualmente, o amor a Deus em afeição parental é melhor que o amor em fraternidade. E, como se afirmou antes, o amor a Deus no *rasa* conjugal é superior ao do *rasa* parental.\n\nA análise dos diferentes tipos de amor a Deus foi feita por *ācāryas* peritos, que conhecem tudo sobre o serviço devocional na plataforma transcendental. Infelizmente, pessoas inexperientes e desautorizadas do mundo mundano, não compreendendo a posição transcendental do amor puro, tentam encontrar algum defeito material no processo transcendental. Isso é mera insolência da parte de pessoas espiritualmente inexperientes. Semelhante atitude de apontar defeitos é sintomática de infelizes polemistas mundanos."}
{"ref": "cc/madhya/8/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/84/", "verse_text": "yathottaram asau svāda-\nviśeṣollāsa-mayy api\nratir vāsanayā svādvī\nbhāsate kāpi kasyacit", "devanagari": "> যথোত্তরমসৌ স্বাদবিশেষোল্লাসময্যপি ৷\n> রতির্বাসনয়া স্বাদ্বী ভাসতে কাপি কস্যচিত্ ৷৷ ৮৪ ৷৷ ॥৮৪॥", "synonyms": "*yathā uttaram*—um após outro; *asau*—aquele; *svāda-viśeṣa*—de gostos específicos; *ullāsa*—agradável; *mayī*—dotado de; *api*—embora; *ratiḥ*—o amor; *vāsanayā*—pelo desejo; *svādvī*—doce; *bhāsate*—aparece; *kā api*—alguém; *kasyacit*—um deles.", "translation": "**\" 'O amor crescente é experimentado em vários gostos, um acima do outro. Mas aquele amor que tem o gosto mais elevado na gradual sucessão de desejos manifesta-se na forma de amor conjugal.'**", "purport": "Este verso provém do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.38) de Śrīla Rūpa Gosvāmī, e também aparece no *Ādi-līlā*, Capítulo Quatro, verso 45."}
{"ref": "cc/madhya/8/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/85/", "verse_text": "pūrva-pūrva-rasera guṇa--pare pare haya\n\ndui-tina gaṇane pañca paryanta bāḍaya", "devanagari": "> পূর্ব-পূর্ব-রসের গুণ — পরে পরে হয় ৷\n> দুই-তিন গণনে পঞ্চ পর্যন্ত বাড়য় ৷৷ ৮৫ ৷৷ ॥৮৫॥", "synonyms": "*pūrva-pūrva*—de cada anterior; *rasera*—da doçura; *guṇa*—as qualidades; *pare pare*—em cada subsequente; *haya*—há; *dui-tina*—dois e depois três; *gaṇane*—na contagem; *pañca*—cinco; *paryanta*—até; *bāḍaya*—aumenta.", "translation": "**\"Há uma ordem gradual de aprimoramento nas doçuras transcendentais, das iniciais às posteriores. Em cada doçura subsequente, as qualidades das doçuras anteriores manifestam-se, contando de dois, depois três, até o ponto de cinco qualidades completas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/86/", "verse_text": "guṇādhikye svādādhikya bāḍe prati-rase\n\nśānta-dāsya-sakhya-vātsalyera guṇa madhurete vaise", "devanagari": "> গুণাধিক্যে স্বাদাধিক্য বাড়ে প্রতি-রসে ৷\n> শান্ত-দাস্য-সখ্য-বাত্সল্যের গুণ মধুরেতে বৈসে ৷৷ ৮৬ ৷৷ ॥৮৬॥", "synonyms": "*guṇa-ādhikye*—pelo aumento das qualidades transcendentais; *svāda-ādhikya*—o aumento do gosto; *bāḍe*—aumenta; *prati-rase*—em cada doçura; *śānta*—da neutralidade; *dāsya*—da servidão; *sakhya*—da fraternidade; *vātsalyera*—e do afeto paternal; *guṇa*—as qualidades; *madhurete*—na doçura conjugal; *vaise*—aparecem.", "translation": "**\"À medida que as qualidades aumentam, o gosto também aumenta em todas e cada uma das doçuras. Portanto, as qualidades encontradas no śānta-rasa, no dāsya-rasa, no sakhya-rasa e no vātsalya-rasa manifestam-se todas no amor conjugal [mādhurya-rasa].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/87/", "verse_text": "ākāśādira guṇa yena para-para bhūte\n\ndui-tina krame bāḍe pañca pṛthivīte", "devanagari": "> আকাশাদির গুণ যেন পর-পর ভূতে ৷\n> দুই-তিন ক্রমে বাড়ে পঞ্চ পৃথিবীতে ৷৷ ৮৭ ৷৷ ॥৮৭॥", "synonyms": "*ākāśa-ādira*—do céu, do ar e assim por diante; *guṇa*—as qualidades; *yena*—assim como; *para-para*—um após outro; *bhūte*—nos elementos materiais; *dui-tina*—dois e depois três; *krame*—por gradações; *bāḍe*—aumentam; *pañca*—todas as cinco; *pṛthivīte*—na terra.", "translation": "**\"As qualidades nos elementos materiais — céu, ar, fogo, água e terra — aumentam uma após outra por um processo gradual de uma, duas e três, e, no último estágio, no elemento terra, todas as cinco qualidades tornam-se completamente visíveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/88/", "verse_text": "paripūrṇa-kṛṣṇa-prāpti ei 'premā' haite\n\nei premāra vaśa kṛṣṇa--kahe bhāgavate", "devanagari": "> পরিপূর্ণ-কৃষ্ণপ্রাপ্তি এই ‘প্রেমা’ হৈতে ৷\n> এই প্রেমার বশ কৃষ্ণ — কহে ভাগবতে ৷৷ ৮৮ ৷৷ ॥৮৮॥", "synonyms": "*paripūrṇa*—completamente pleno; *kṛṣṇa-prāpti*—o alcance dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *ei*—este; *premā*—amor a Deus; *haite*—a partir de; *ei premāra*—deste tipo de amor a Deus; *vaśa*—sob o controle; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kahe*—diz-se; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**\"O alcance completo dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa torna-se possível pelo amor a Deus, especificamente o mādhurya-rasa, ou amor conjugal. O Senhor Kṛṣṇa é de fato cativado por este padrão de amor. Isso se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": "Para explicar a qualidade suprema do amor conjugal, Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī dá o exemplo dos elementos materiais — céu, ar, fogo, água e terra. No céu (espaço), existe a qualidade do som. De modo semelhante, no ar existem as qualidades do som e do tato. No fogo, há três qualidades — som, tato e forma. Na água, há quatro qualidades — som, tato, forma e sabor. Finalmente, na terra estão todas as cinco qualidades — som, tato, forma, sabor e também aroma. Pode-se ver, então, que a qualidade do céu está em todos — a saber, no ar, no fogo, na água e na terra. Na terra, podemos encontrar todas as qualidades da natureza material. O mesmo pode ser aplicado ao *rasa* conhecido como *mādhurya-rasa,* o amor conjugal. No amor conjugal, existem as qualidades de neutralidade, servidão, fraternidade e paternidade, bem como o próprio amor conjugal. A conclusão é que, por meio do amor conjugal, o Senhor fica plenamente satisfeito.\n\nO amor conjugal (*mādhurya-rasa*) também é conhecido como *śṛṅgāra-rasa.* É a conclusão do *Śrīmad-Bhāgavatam* que, na combinação completa de serviço amoroso ao Senhor — isto é, no amor conjugal —, o Senhor Supremo concorda plenamente em ficar sob o controle do devoto. A forma mais elevada de amor conjugal é representada por Śrīmatī Rādhārāṇī; portanto, nos passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa, podemos ver que Kṛṣṇa está sempre subjugado pela influência de Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/madhya/8/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/89/", "verse_text": "mayi bhaktir hi bhūtānām\namṛtatvāya kalpate\ndiṣṭyā yad āsīn mat-sneho\nbhavatīnāṁ mad-āpanaḥ", "devanagari": "> ময়ি ভক্তির্হি ভূতানামমৃতত্বায় কল্পতে ৷\n> দিষ্ট্যা যদাসীন্মত্স্প্তেহো ভবতীনাং মদাপনঃ ৷৷ ৮৯ ৷৷ ॥৮৯॥", "synonyms": "*mayi*—a Mim; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *hi*—certamente; *bhūtānām*—de todas as entidades vivas; *amṛtatvāya*—para tornar-se eterno; *kalpate*—destina-se; *diṣṭyā*—afortunadamente; *yat*—o que; *āsīt*—há; *mat-snehaḥ*—afeto por Mim; *bhavatīnām*—de todas vós; *mat-āpanaḥ*—o meio de obter Meu favor.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa disse às gopīs: 'O meio de alcançar Meu favor é o serviço amoroso a Mim, e, afortunadamente, todas vós estais assim ocupadas. Aqueles seres vivos que Me prestam serviço estão habilitados a serem transferidos para o mundo espiritual e a alcançar a vida eterna com conhecimento e bem-aventurança.'**", "purport": "A realização plena da vida humana está resumida neste verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.82.44). Há duas palavras importantes neste verso: bhakti (serviço devocional) e amṛtatva (vida eterna). O objetivo da vida humana é alcançar a posição natural de vida eterna. Essa vida eterna só pode ser alcançada pelo serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/8/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/90/", "verse_text": "kṛṣṇera pratijñā dṛḍha sarva-kāle āche\n\nye yaiche bhaje, kṛṣṇa tāre bhaje taiche", "devanagari": "> কৃষ্ণের প্রতিজ্ঞা দৃঢ় সর্বকালে আছে ৷\n> যে যৈছে ভজে, কৃষ্ণ তারে ভজে তৈছে ৷৷ ৯০ ৷৷ ॥৯০॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *pratijñā*—a promessa; *dṛḍha*—firme; *sarva-kāle*—em todos os tempos; *āche*—há; *ye*—qualquer um; *yaiche*—assim como; *bhaje*—presta serviço; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāre*—a ele; *bhaje*—reciproca com; *taiche*—assim por todo o tempo.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa fez uma promessa firme para todos os tempos. Se alguém Lhe presta serviço, Kṛṣṇa, em correspondência, concede-lhe igual medida de êxito no serviço devocional ao Senhor.**", "purport": "É uma ideia completamente equivocada pensar que se pode adorar Kṛṣṇa sob qualquer forma ou de qualquer maneira e, ainda assim, alcançar o resultado último de receber o favor do Senhor. Essa é uma decisão tomada por materialistas grosseiros. Em geral, tais homens dizem que cada qual pode inventar seu próprio modo de adorar o Senhor Supremo e que qualquer tipo de adoração é suficiente para a pessoa aproximar-se da Suprema Personalidade de Deus. Certamente, há diferentes meios para alcançar diferentes resultados nas atividades fruitivas, no conhecimento especulativo, no *yoga* místico e na austeridade. Por isso, homens rudes dizem que, se alguém adotar qualquer um desses métodos, alcançará o favor da Suprema Personalidade de Deus. Eles alegam que não importa que tipo de método se adote. Dá-se um exemplo geral: se alguém deseja chegar a determinado lugar, há muitas estradas que conduzem até lá, e a pessoa pode ir a esse lugar por qualquer uma dessas estradas. De modo semelhante, dizem esses materialistas grosseiros, há diferentes maneiras de alcançar o favor da Suprema Personalidade de Deus. Eles afirmam que se pode conceber a Suprema Personalidade de Deus como a deusa Durgā, a deusa Kālī, o Senhor Śiva, o semideus Gaṇeśa, o Senhor Rāmacandra, Kṛṣṇa, o Brahman impessoal ou o que for, e que se pode cantar o nome do Senhor de qualquer maneira e sob qualquer forma. Tais materialistas alegam que, como em última análise todos esses nomes e formas são um, o resultado é o mesmo. Eles também dão o exemplo de que um homem que tem diferentes nomes responderá se for chamado por qualquer um deles. Portanto, alegam eles, não há necessidade de se cantar o *mantra* Hare Kṛṣṇa. Se alguém cantar o nome de Kālī, Durgā, Śiva, Gaṇeśa ou de qualquer outro, o resultado será o mesmo.\n\nSemelhantes alegações feitas pelos especuladores mentais são, sem dúvida, muito agradáveis aos especuladores mentais, mas aqueles que realmente têm conhecimento não admitem tais conclusões, que vão contra a autoridade dos *śāstras.* Um *ācārya* genuíno certamente não aceitará semelhante conclusão. Como Kṛṣṇa afirma claramente no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/25|(Bg. 9.25)]]:\n\n> yānti deva-vratā devān\n> pitṝn yānti pitṛ-vratāḥ\n> bhūtāni yānti bhūtejyā\n> yānti mad-yājino 'pi mām\n\n\"Aqueles que adoram os semideuses nascerão entre os semideuses, aqueles que adoram os antepassados vão até os antepassados, aqueles que adoram fantasmas e espíritos nascerão entre tais seres, e aqueles que Me adoram viverão coMigo.\" [[bg/9/25|(Bg. 9.25)]]\n\nSomente os devotos do Senhor podem ser admitidos em Seu reino — não os adoradores de semideuses, os *karmīs,* os *yogīs* nem ninguém mais. Uma pessoa que deseja elevar-se aos planetas celestiais adora vários semideuses, e a natureza material pode comprazer-se em oferecer a tais devotos as posições que eles desejam. A natureza material dá à pessoa a sua própria natureza, pela qual ela aumenta a afeição por diferentes tipos de semideuses. Contudo, o *Bhagavad-gītā* [[bg/7/20|(Bg. 7.20)]] diz que a adoração aos semideuses destina-se a homens que perderam toda a inteligência:\n\n> kāmais tais tair hṛta-jñānāḥ\n> prapadyante 'nya-devatāḥ\n> taṁ taṁ niyamam āsthāya\n> prakṛtyā niyatāḥ svayā\n\n\"Aqueles cuja inteligência foi roubada pelos desejos materiais rendem-se aos semideuses e seguem as regras e regulações específicas de adoração conforme suas próprias naturezas.\"\n\nEmbora a pessoa possa elevar-se aos planetas celestiais, os resultados de semelhante bênção são limitados:\n\n> anta-vat tu phalaṁ teṣāṁ\n> tad bhavaty alpa-medhasām\n> devān deva-yajo yānti\n> mad-bhaktā yānti mām api\n\n\"Homens de pouca inteligência adoram os semideuses, e seus frutos são limitados e temporários. Aqueles que adoram os semideuses vão aos planetas dos semideuses, mas Meus devotos alcançam, em última análise, Meu planeta supremo.\" [[bg/7/23|(Bg. 7.23)]]\n\nElevar-se aos planetas celestiais ou a outros planetas materiais não significa alcançar uma vida eterna de conhecimento e bem-aventurança. No fim do mundo material, todas as conquistas de elevação material também terminarão. Mais uma vez, segundo Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* [[bg/18/55|(Bg. 18.55)]], somente aqueles que se ocupam em Seu serviço devocional amoroso serão admitidos no mundo espiritual e voltarão ao Supremo, e não outros:\n\n> bhaktyā mām abhijānāti\n> yāvān yaś cāsmi tattvataḥ\n> tato māṁ tattvato jñātvā\n> viśate tad-anantaram\n\n\"É unicamente por meio do serviço devocional que alguém pode compreender-Me como sou, como a Suprema Personalidade de Deus. E quando, mediante tal devoção, a pessoa está em plena consciência de Mim, ela pode entrar no reino de Deus.\"\n\nOs impersonalistas não podem compreender a Suprema Personalidade de Deus; portanto, não lhes é possível entrar no reino espiritual de Deus e voltar ao lar, voltar ao Supremo. Na verdade, alcançam-se diferentes resultados por diferentes meios. Não é verdade que todas as conquistas sejam a mesma coisa. Os interessados nos quatro princípios de *dharma, artha, kāma* e *mokṣa* não podem ser comparados aos interessados no serviço devocional imaculado ao Senhor. Por isso, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.2) diz:\n\n> dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra paramo nirmatsarāṇāṁ satāṁ\n> vedyaṁ vāstavam atra vastu śiva-daṁ tāpa-trayonmūlanam\n> śrīmad-bhāgavate mahā-muni-kṛte kiṁ vā parair īśvaraḥ\n> sadyo hṛdy avarudhyate 'tra kṛtibhiḥ śuśrūṣubhis tat-kṣaṇāt\n\n\"Rejeitando por completo todas as atividades religiosas materialmente motivadas, este *Bhāgavata Purāṇa* propõe a verdade mais elevada, que é compreensível para aqueles devotos que têm o coração puro. A verdade mais elevada é a realidade distinta da ilusão, para o bem-estar de todos. Tal verdade desarraiga as três espécies de misérias. Este belo *Bhāgavatam,* compilado pelo grande sábio Śrī Vyāsadeva, é suficiente em si mesmo para a compreensão de Deus. Assim que alguém ouve atenta e submissamente a mensagem do *Bhāgavatam,* apega-se ao Senhor Supremo.\"\n\nAqueles que aspiram à liberação tentam fundir-se no Brahman impessoal. Com esse fim, executam cerimônias religiosas ritualísticas, mas o *Śrīmad-Bhāgavatam* considera isso um processo enganador. De fato, tais pessoas jamais podem sonhar em voltar ao lar, voltar ao Supremo. Há um abismo de diferença entre a meta de *dharma, artha, kāma* e *mokṣa* e a meta do serviço devocional.\n\nA deusa Durgā é a deidade superintendente deste mundo material, que é feito de elementos materiais. Os semideuses são apenas diferentes diretores ocupados em operar os departamentos das atividades materiais, e eles estão sob a influência da mesma energia material. As potências internas de Kṛṣṇa, porém, nada têm a ver com a criação deste mundo material cósmico. O mundo espiritual e todas as atividades espirituais estão sob a direção da energia interna, espiritual, e tais atividades são realizadas por *Yogamāyā,* a energia espiritual. *Yogamāyā* é a energia espiritual, ou interna, da Suprema Personalidade de Deus. Aqueles que estão interessados em ser promovidos ao mundo espiritual e em ocupar-se no serviço do Senhor alcançam a perfeição espiritual sob o controle de *Yogamāyā.* Aqueles que estão interessados na promoção material ocupam-se em cerimônias religiosas ritualísticas e no desenvolvimento econômico para incrementar a gratificação dos sentidos. Em última análise, eles tentam fundir-se na existência impessoal do Senhor. Tais pessoas geralmente se tornam impersonalistas. Elas se interessam em adorar o Senhor Śiva ou a deusa Durgā, mas seu retorno é cem por cento materialista.\n\nSeguindo o exemplo das *gopīs,* os devotos às vezes adoram a deusa Kātyāyanī, mas compreendem que Kātyāyanī é uma encarnação de *Yogamāyā.* As *gopīs* adoraram Kātyāyanī, *Yogamāyā,* para obter Kṛṣṇa como esposo. Por outro lado, afirma-se na escritura *Sapta-śatī* que um rei *kṣatriya* chamado Suratha e um rico *vaiśya* chamado Samādhi adoraram a natureza material na forma da deusa Durgā para alcançar a perfeição material. Se alguém tenta misturar a adoração de *Yogamāyā* com a de *Mahāmāyā,* considerando-as a mesma coisa, não demonstra realmente uma inteligência muito elevada. A ideia de que tudo é um é uma espécie de tolice em que se comprazem aqueles com menos substância cerebral. Tolos e patifes dizem que a adoração de *Yogamāyā* e a de *Mahāmāyā* são a mesma coisa. Essa conclusão é simplesmente o resultado de especulação mental e não tem nenhum efeito prático. No mundo material, às vezes se dá um título elevado a algo completamente sem valor; na Bengala, isso é conhecido como dar a uma criança cega um nome como Padmalocana, que significa \"de olhos de lótus\". Pode-se tolamente chamar uma criança cega de Padmalocana, mas semelhante denominação não tem significado algum.\n\nNo mundo espiritual, o Senhor Absoluto é sempre idêntico a Seu nome, fama, forma, qualidades e passatempos. Tal identidade é impossível no mundo material, onde o nome de uma pessoa é diferente da própria pessoa. O Senhor Supremo tem muitos santos nomes, como Paramātmā, Brahman e \"o criador\", mas quem adora o Senhor como o criador não pode compreender a relação entre o devoto e o Senhor nos cinco tipos de doçura transcendental, nem pode compreender a concepção de Kṛṣṇa. Não se podem compreender as seis opulências transcendentais do Senhor simplesmente por se entender a Suprema Personalidade de Deus como Brahman impessoal.\n\nA percepção impessoal da Verdade Absoluta é certamente transcendental, mas isso não significa que quem alcançou essa percepção possa compreender a forma *sac-cid-ānanda* do Senhor. De modo semelhante, a percepção de Paramātmā — a percepção da expansão plenária da Verdade Absoluta dentro do coração de todos — também é uma compreensão incompleta da Verdade Absoluta. Mesmo um devoto da Personalidade de Deus Nārāyaṇa não pode realmente compreender os atrativos traços transcendentais de Kṛṣṇa. De fato, um devoto de Kṛṣṇa apegado aos sublimes traços atrativos do Senhor não considera Nārāyaṇa muito importante. Quando as *gopīs* às vezes viam Kṛṣṇa na forma de Nārāyaṇa, elas não se sentiam muito atraídas por Ele. As *gopīs* jamais se dirigiam a Kṛṣṇa como Rukmiṇī-ramaṇa. Os devotos de Kṛṣṇa em Vṛndāvana dirigem-se a Ele como Rādhāramaṇa, Nandanandana e Yaśodānandana, mas não como Vasudeva-nandana ou Devakī-nandana. Embora, segundo a concepção material, Nārāyaṇa, Rukmiṇī-ramaṇa e Kṛṣṇa sejam a mesma coisa, no mundo espiritual não se pode usar o nome Rukmiṇī-ramaṇa ou Nārāyaṇa em lugar do nome Kṛṣṇa. Se alguém o faz devido a um pobre fundo de conhecimento, sua doçura com o Senhor torna-se espiritualmente defeituosa e chama-se *rasābhāsa,* uma superposição de doçuras transcendentais. O devoto avançado que realmente compreendeu os traços transcendentais do Senhor não cometerá o erro de criar uma situação de *rasābhāsa* usando um nome em lugar de outro. Devido à influência de Kali-yuga, há muito *rasābhāsa* em nome da extravagância e da mentalidade liberal. Semelhante fanatismo não é muito apreciado pelos devotos puros."}
{"ref": "cc/madhya/8/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/91/", "verse_text": "ye yathā māṁ prapadyante\ntāṁs tathaiva bhajāmy aham\nmama vartmānuvartante\nmanuṣyāḥ pārtha sarvaśaḥ", "devanagari": "> যে যথা মাং প্ৰপদ্যন্তে তাংস্তথৈব ভজাম্যহম্ ৷\n> মম বর্ত্মানুবর্তন্তে মনুষ্যাঃ পার্থ সর্বশঃ ৷৷ ৯১ ৷৷ ॥৯১॥", "synonyms": "*ye*—eles; *yathā*—conforme; *mām*—a Mim; *prapadyante*—rendem-se; *tān*—a eles; *tathā eva*—na mesma proporção; *bhajāmi*—concedo Meu favor; *aham*—Eu; *mama*—Meu; *vartma*—caminho; *anuvartante*—seguem; *manuṣyāḥ*—os homens; *pārtha*—Meu querido Arjuna; *sarvaśaḥ*—em todos os aspectos.", "translation": "**\"Segundo o Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* [4.11]: 'A todos que se rendem a Mim, Eu recompenso proporcionalmente. Todos seguem Meu caminho sob todos os aspectos, ó filho de Pṛthā.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/92/", "verse_text": "ei 'preme'ra anurūpa nā pāre bhajite\nataeva 'ṛṇī' haya--kahe bhāgavate", "devanagari": "> এই ‘প্রেমে’র অনুরূপ না পারে ভজিতে ৷\n> অতএব ‘ঋণী’ হয় — কহে ভাগবতে ৷৷ ৯২ ৷৷ ॥৯২॥", "synonyms": "*ei*—este; *premera*—de amor a Deus; *anurūpa*—exatamente na proporção; *nā*—não; *pāre*—é capaz; *bhajite*—de retribuir; *ataeva*—portanto; *ṛṇī*—devedor; *haya*—torna-se; *kahe*—afirma-se; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**\"No *Śrīmad-Bhāgavatam* [10.32.22] afirma-se que o Senhor Kṛṣṇa não pode retribuir proporcionalmente o serviço devocional no mādhurya-rasa; portanto, Ele sempre permanece devedor de tais devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/93/", "verse_text": "na pāraye 'haṁ niravadya-saṁyujāṁ\nsva-sādhu-kṛtyaṁ vibudhāyuṣāpi vaḥ\nyā mābhajan durjara-geha-śṛṅkhalāḥ\nsaṁvṛścya tad vaḥ pratiyātu sādhunā", "devanagari": "> ন পারয়েঽহং নিরবদ্যসংযুজাং\n> স্বসাধুকৃত্যং বিবুধায়ুষাপি বঃ ৷\n> যা মাভজন্ দুর্জয়-গেহশৃঙ্খলাঃ\n> সংবৃশ্চ্য তদ্বঃ প্ৰতিযাতু সাধুনা ৷৷ ৯৩ ৷৷ ॥৯৩॥", "synonyms": "*na*—não; *pāraye*—sou capaz; *aham*—Eu; *niravadya*—sem duplicidade; *saṁyujām*—encontro; *sva-sādhu-kṛtyam*—vossas próprias atividades honestas; *vibudha-āyuṣā api*—mesmo com uma duração de vida como a dos semideuses; *vaḥ*—vós; *yā*—que; *mā*—a Mim; *abhajan*—adorastes; *durjara*—difíceis de transpor; *geha*—da vida doméstica; *śṛṅkhalāḥ*—as cadeias; *saṁvṛścya*—rompendo; *tat*—essa; *vaḥ*—vossa; *pratiyātu*—que haja uma retribuição; *sādhunā*—pelas atividades piedosas.", "translation": "**\"Quando as gopīs ficaram tomadas de insatisfação devido à ausência do Senhor Kṛṣṇa no rāsa-līlā, Kṛṣṇa retornou a elas e lhes disse: 'Minhas queridas gopīs, nosso encontro está decerto livre de toda contaminação material. Devo admitir que, em muitas vidas, seria impossível para Mim saldar Minha dívida convosco, pois rompestes os grilhões da vida familiar apenas para Me procurar. Em consequência, sou incapaz de vos retribuir. Por isso, contentai-vos com vossas atividades honestas a esse respeito.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/94/", "verse_text": "yadyapi kṛṣṇa-saundarya--mādhuryera dhurya\nvraja-devīra saṅge tāṅra bāḍaye mādhurya", "devanagari": "> যদ্যপি কৃষ্ণ-সৌন্দর্য — মাধুর্যের ধুর্য ৷\n> ব্রজদেবীর সঙ্গে তাঁর বাড়য়ে মাধুর্য ৷৷ ৯৪ ৷৷ ॥৯৪॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *kṛṣṇa-saundarya*—a beleza do Senhor Kṛṣṇa; *mādhuryera*—de doçura; *dhurya*—a suprema; *vraja-devīra*—das gopīs; *saṅge*—em companhia; *tāṅra*—Sua; *bāḍaye*—aumenta; *mādhurya*—a doçura.", "translation": "**\"Embora a beleza inigualável de Kṛṣṇa seja a mais elevada doçura do amor a Deus, Sua doçura aumenta ilimitadamente quando Ele está na companhia das gopīs. Em consequência, o intercâmbio de amor de Kṛṣṇa com as gopīs é a mais elevada perfeição do amor a Deus.**", "purport": "Kṛṣṇa e Seus devotos tornam-se perfeitamente íntimos no amor conjugal a Deus. Nas outras doçuras, o Senhor e os devotos não desfrutam tão perfeitamente da bem-aventurança transcendental. O próximo verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.33.6) ilustrará este verso."}
{"ref": "cc/madhya/8/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/95/", "verse_text": "tatrātiśuśubhe tābhir\nbhagavān devakī-sutaḥ\nmadhye maṇīnāṁ haimānāṁ\nmahā-marakato yathā", "devanagari": "> তত্রাতিশুশুভে তাভির্ভগবান্ দেবকীসুতঃ ৷\n> মধ্যে মণীনাং হৈমানাং মহামরকতো যথা ৷৷ ৯৫ ৷৷ ॥৯৫॥", "synonyms": "*tatra*—ali; *ati-śuśubhe*—era muito belo; *tābhiḥ*—por elas; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *devakī-sutaḥ*—o filho de Devakī; *madhye*—no meio; *maṇīnām*—de joias valiosas; *haimānām*—engastadas em ouro; *mahā-marakataḥ*—a joia chamada marakata; *yathā*—como.", "translation": "**\" 'Embora o filho de Devakī, a Suprema Personalidade de Deus, seja também o reservatório de toda espécie de beleza, quando Ele está entre as gopīs torna-se ainda mais belo, pois assemelha-se a uma joia mārakata cercada por ouro e outras joias.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/96/", "verse_text": "prabhu kahe,--ei 'sādhyāvadhi' suniścaya\nkṛpā kari' kaha, yadi āge kichu haya", "devanagari": "> প্রভু কহে, এই — ‘সাধ্যাবধি’ সুনিশ্চয় ৷\n> কৃপা করি’ কহ, যদি আগে কিছু হয় ৷৷ ৯৬ ৷৷ ॥৯৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *ei*—este; *sādhya-avadhi*—o limite máximo de perfeição; *su-niścaya*—certamente; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso comigo; *kaha*—por favor, fala; *yadi*—se; *āge*—mais adiante; *kichu haya*—há algo.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Este é certamente o limite da perfeição, mas, por favor, sê misericordioso comigo e fala mais, se houver mais.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/97/", "verse_text": "rāya kahe,--īhāra āge puche hena jane\neta-dina nāhi jāni, āchaye bhuvane", "devanagari": "> রায় কহে, — ইহার আগে পুছে হেন জনে ৷\n> এতদিন নাহি জানি, আছয়ে ভুবনে ৷৷ ৯৭ ৷৷ ॥৯৭॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *ihāra āge*—além deste ponto; *puche*—pergunta; *hena*—tal; *jane*—uma pessoa; *eta-dina*—até hoje; *nāhi jāni*—eu não conhecia; *āchaye*—existe; *bhuvane*—dentro deste mundo material.", "translation": "**Rāya Rāmānanda respondeu: \"Até hoje eu não conhecia ninguém dentro deste mundo material que pudesse inquirir além deste estágio perfeito do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/98/", "verse_text": "iṅhāra madhye rādhāra prema--'sādhya-śiromaṇi'\nyāṅhāra mahimā sarva-śāstrete vākhāni", "devanagari": "> ইঁহার মধ্যে রাধার প্রেম — ‘সাধ্যশিরোমণি’ ৷\n> যাঁহার মহিমা সর্বশাস্ত্রেতে বাখানি ৷৷ ৯৮ ৷৷ ॥৯৮॥", "synonyms": "*iṅhāra madhye*—entre os romances amorosos das gopīs; *rādhāra prema*—o amor a Deus de Śrīmatī Rādhārāṇī; *sādhya-śiromaṇi*—a mais elevada perfeição; *yāṅhāra*—do qual; *mahimā*—a glorificação; *sarva-śāstrete*—em toda escritura; *vākhāni*—a descrição.", "translation": "**\"Entre os casos amorosos das gopīs\", continuou Rāmānanda Rāya, \"o amor por Śrī Kṛṣṇa é o mais elevado. De fato, as glórias de Śrīmatī Rādhārāṇī são altamente estimadas em todas as escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/99/", "verse_text": "yathā rādhā priyā viṣṇos\ntasyāḥ kuṇḍaṁ priyaṁ tathā\nsarva-gopīṣu saivaikā\nviṣṇor atyanta-vallabhā", "devanagari": "> যথা রাধা প্রিয়া বিষ্ণোস্তস্যাঃ কুণ্ডং প্রিয়ং তথা ৷\n> সর্বগোপীষু সৈবৈকা বিষ্ণোরত্যন্তবল্লভা ৷৷ ৯৯ ৷৷ ॥৯৯॥", "synonyms": "*yathā*—assim como; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *priyā*—muito querida; *viṣṇoḥ*—ao Senhor Kṛṣṇa; *tasyāḥ*—Seu; *kuṇḍam*—local de banho; *priyam*—muito querido; *tathā*—assim também; *sarva-gopīṣu*—entre todas as gopīs; *sā*—Ela; *eva*—certamente; *ekā*—sozinha; *viṣṇoḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *atyanta-vallabhā*—muito querida.", "translation": "**\" 'Assim como Śrīmatī Rādhārāṇī é a mais querida de Śrī Kṛṣṇa, Seu local de banho conhecido [Rādhā-kuṇḍa] também Lhe é querido. Entre todas as gopīs, Śrīmatī Rādhārāṇī é a suprema e muito querida do Senhor Kṛṣṇa.'**", "purport": "Este verso provém do *Padma Purāṇa* e está incluído no Laghu-bhāgavatāmṛta (2.1.45), de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Ele também aparece no *Ādi-līlā*, Capítulo Quatro, verso 215, e novamente no *Madhya-līlā*, Capítulo Dezoito, verso 8."}
{"ref": "cc/madhya/8/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/100/", "verse_text": "anayārādhito nūnaṁ\nbhagavān harir īśvaraḥ\nyan no vihāya govindaḥ\nprīto yām anayad rahaḥ", "devanagari": "> অনয়ারাধিতো নূনং ভগবান্ হরিরীশ্বরঃ ৷\n> যন্নো বিহায় গোবিন্দঃ প্রীতো যামনয়দ্রহঃ ৷৷ ১০০ ৷৷ ॥১০০॥", "synonyms": "*anayā*—por Ela; *ārādhitaḥ*—adorado; *nūnam*—de fato; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *hariḥ*—Kṛṣṇa; *īśvaraḥ*—o Senhor; *yat*—do qual; *naḥ*—a nós; *vihāya*—rejeitando; *govindaḥ*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *prītaḥ*—satisfeito; *yām*—a quem; *anayat*—levou; *rahaḥ*—um lugar isolado.", "translation": "**\"Quando as gopīs começaram a conversar entre si, disseram: 'Queridas amigas, a gopī que foi levada por Kṛṣṇa a um lugar isolado deve ter adorado o Senhor mais do que qualquer outra.' \"**", "purport": "O nome Rādhā deriva-se deste verso (*Bhāg.* 10.30.28), das palavras *anayārādhitaḥ*, que significam \"por Ela o Senhor é adorado\". Às vezes os críticos do *Śrīmad-Bhāgavatam* têm dificuldade em encontrar o santo nome de Rādhārāṇī, mas o segredo está revelado aqui na palavra *ārādhitaḥ*, da qual proveio o nome *Rādhā*. É claro que o nome de Rādhārāṇī é mencionado diretamente em outros *Purāṇas*. A adoração que essa *gopī* oferece a Kṛṣṇa é a mais elevada; por isso Seu nome é Rādhā, ou seja, a adoradora suprema."}
{"ref": "cc/madhya/8/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/101/", "verse_text": "prabhu kahe--āge kaha, śunite pāi sukhe\napūrvāmṛta-nadī vahe tomāra mukhe", "devanagari": "> প্রভু কহে, — আগে কহ, শুনিতে পাই সুখে ৷\n> অপূর্বামৃত-নদী বহে তোমার মুখে ৷৷ ১০১ ৷৷ ॥১০১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *āge*—adiante; *kaha*—por favor, fala; *śunite*—ao ouvir; *pāi*—eu obtenho; *sukhe*—felicidade; *apūrva-amṛta*—de néctar sem precedentes; *nadī*—um rio; *vahe*—flui; *tomāra mukhe*—de tua boca.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Por favor, continua a falar. Sinto-me muito feliz em ouvir-te, pois um rio de néctar sem precedentes flui de tua boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/102/", "verse_text": "curi kari' rādhāke nila gopī-gaṇera ḍare\nanyāpekṣā haile premera gāḍhatā nā sphure", "devanagari": "> চুরি করি’ রাধাকে নিল গোপীগণের ডরে ৷\n> অন্যাপেক্ষা হৈলে প্রেমের গাঢ়তা না স্ফুরে ৷৷ ১০২ ৷৷ ॥১০২॥", "synonyms": "*curi kari'*—roubando; *rādhāke*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *nila*—levou; *gopī-gaṇera*—das gopīs; *ḍare*—por temor; *anya-apekṣā*—dependência de outros; *haile*—se há; *premera*—do amor; *gāḍhatā*—a intensidade; *nā*—não; *sphure*—manifesta-se.", "translation": "**\"Durante a dança da rāsa, Śrī Kṛṣṇa não trocou romances amorosos com Śrīmatī Rādhārāṇī devido à presença das outras gopīs. Por causa da dependência das outras, a intensidade do amor entre Rādhā e Kṛṣṇa não se manifestava. Por isso, Ele A levou furtivamente.**", "purport": "Por receio das outras *gopīs*, o Senhor Śrī Kṛṣṇa levou Śrīmatī Rādhārāṇī a um lugar isolado. A esse respeito, o verso *kaṁsārir api* (o seguinte verso 106) será citado do *Gīta-govinda* de Jayadeva Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/8/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/103/", "verse_text": "rādhā lāgi' gopīre yadi sākṣāt kare tyāga\ntabe jāni,--rādhāya kṛṣṇera gāḍha-anurāga", "devanagari": "> রাধা লাগি’ গোপীরে যদি সাক্ষাৎ করে ত্যাগ ৷\n> তবে জানি, — রাধায় কৃষ্ণের গাঢ়-অনুরাগ ৷৷ ১০৩ ৷৷ ॥১০৩॥", "synonyms": "*rādhā lāgi'*—em prol de Śrīmatī Rādhārāṇī; *gopīre*—as gopīs; *yadi*—se; *sākṣāt*—diretamente; *kare*—faz; *tyāga*—rejeição; *tabe*—então; *jāni*—podemos compreender; *rādhāya*—por Śrīmatī Rādhārāṇī; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *gāḍha*—intensa; *anurāga*—afeição.", "translation": "**\"Se o Senhor Kṛṣṇa rejeitou a companhia das outras gopīs em prol de Śrīmatī Rādhārāṇī, podemos compreender que o Senhor Śrī Kṛṣṇa tem intensa afeição por Ela.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/104/", "verse_text": "rāya kahe,--tabe śuna premera mahimā\ntri-jagate rādhā-premera nāhika upamā", "devanagari": "> রায় কহে, — তবে শুন প্রেমের মহিমা ৷\n> ত্রিজগতে রাধা-প্রেমের নাহিক উপমা ৷৷ ১০৪ ৷৷ ॥১০৪॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *tabe*—então; *śuna*—por favor, ouve; *premera*—desse amor; *mahimā*—as glórias; *tri-jagate*—dentro dos três mundos; *rādhā-premera*—dos romances amorosos de Śrīmatī Rādhārāṇī; *nāhika*—não há; *upamā*—comparação.", "translation": "**Rāmānanda Rāya continuou: \"Ouve, portanto, de mim acerca das glórias dos romances amorosos de Śrīmatī Rādhārāṇī. Eles são incomparáveis dentro destes três mundos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/105/", "verse_text": "gopī-gaṇera rāsa-nṛtya-maṇḍalī chāḍiyā\nrādhā cāhi' vane phire vilāpa kariyā", "devanagari": "> গোপীগণের রাস-নৃত্য-মণ্ডলী ছাড়িয়া ৷\n> রাধা চাহি’ বনে ফিরে বিলাপ করিয়া ৷৷ ১০৫ ৷৷ ॥১০৫॥", "synonyms": "*gopī-gaṇera*—das gopīs; *rāsa-nṛtya*—da dança da rāsa; *maṇḍalī*—o círculo; *chāḍiyā*—abandonando; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *cāhi'*—desejando; *vane*—na floresta; *phire*—vagueia; *vilāpa*—lamentação; *kariyā*—fazendo.", "translation": "**\"Vendo-Se tratada de modo igual a todas as outras gopīs, Śrīmatī Rādhārāṇī manifestou Seu comportamento ardiloso e deixou o círculo da dança da rāsa. Sentindo falta da presença de Śrīmatī Rādhārāṇī, Kṛṣṇa ficou muito infeliz e começou a lamentar-se e a vaguear por toda a floresta em busca d'Ela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/106/", "verse_text": "kaṁsārir api saṁsāra-\nvāsanā-baddha-śṛṅkhalām\nrādhām ādhāya hṛdaye\ntatyāja vraja-sundarīḥ", "devanagari": "> কংসারিরপি সংসারবাসনাবদ্ধশৃঙ্খলাম্ ৷\n> রাধামাধায় হৃদয়ে তত্যাজ ব্রজসুন্দরীঃ ৷৷ ১০৬ ৷৷ ॥১০৬॥", "synonyms": "*kaṁsa-āriḥ*—o inimigo de Kaṁsa; *api*—além disso; *saṁsāra-vāsanā*—desejoso da essência do desfrute (rāsa-līlā); *baddha-śṛṅkhalām*—estando perfeitamente atraído por tais atividades; *rādhām*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *ādhāya*—tomando; *hṛdaye*—dentro do coração; *tatyāja*—deixou de lado; *vraja-sundarīḥ*—as demais belas gopīs.", "translation": "**\"'O Senhor Kṛṣṇa, o inimigo de Kaṁsa, tomou Śrīmatī Rādhārāṇī dentro de Seu coração, pois desejava dançar com Ela. Assim, deixou o palco da dança da rāsa e a companhia de todas as demais belas donzelas de Vraja.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/107/", "verse_text": "itas tatas tām anusṛtya rādhikām\nanaṅga-bāṇa-vraṇa-khinna-mānasaḥ\nkṛtānutāpaḥ sa kalinda-nandinī\ntaṭānta-kuñje viṣasāda mādhavaḥ", "devanagari": "> ইতস্ততস্তামনুসৃত্য রাধিকা-\n> মনঙ্গবাণব্রণখিন্নমানসঃ ৷\n> কৃতানুতাপঃ স কলিন্দনন্দিনী\n> তটান্তকুঞ্জে বিষসাদ মাধবঃ ৷৷ ১০৭ ৷৷ ॥১০৭॥", "synonyms": "*itaḥ tataḥ*—de um lado para outro; *tām*—a Ela; *anusṛtya*—buscando; *rādhikām*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *anaṅga*—de Cupido; *bāṇa-vraṇa*—pelo ferimento da flecha; *khinna-mānasaḥ*—cujo coração está ferido; *kṛta-anutāpaḥ*—arrependido pelo mau comportamento; *saḥ*—Ele (o Senhor Kṛṣṇa); *kalinda-nandinī*—do rio Yamunā; *taṭa-anta*—na beira da margem; *kuñje*—nos bosques; *viṣasāda*—lamentou-Se; *mādhavaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"'Afligido pela flecha de Cupido e lamentando infelizmente Seu maltrato a Rādhārāṇī, Mādhava, o Senhor Kṛṣṇa, pôs-Se a procurar Śrīmatī Rādhārāṇī pelas margens do rio Yamunā. Quando não conseguiu encontrá-la, entrou nos bosques de Vṛndāvana e começou a lamentar-Se.'**", "purport": "Estes dois versos são do Gīta-govinda (3.1, 2), escrito por Jayadeva Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/8/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/108/", "verse_text": "ei dui-ślokera artha vicārile jāni\nvicārite uṭhe yena amṛtera khani", "devanagari": "> এই দুই-শ্লোকের অর্থ বিচারিলে জানি ৷\n> বিচারিতে উঠে যেন অমৃতের খনি ৷৷ ১০৮ ৷৷ ॥১০৮॥", "synonyms": "*ei*—estes; *dui*—dois; *ślokera*—dos versos; *artha*—os significados; *vicārile*—se considerados; *jāni*—posso compreender; *vicārite*—ao considerar; *uṭhe*—surge; *yena*—como; *amṛtera*—de néctar; *khani*—uma mina.", "translation": "**\"Simplesmente ao considerar estes dois versos, pode-se compreender que néctar há em tais relações. É exatamente como abrir uma mina de néctar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/109/", "verse_text": "śata-koṭi gopī-saṅge rāsa-vilāsa\ntāra madhye eka-mūrtye rahe rādhā-pāśa", "devanagari": "> শতকোটি গোপী-সঙ্গে রাস-বিলাস ৷\n> তার মধ্যে এক-মূর্ত্যে রহে রাধা-পাশ ॥১০৯॥", "synonyms": "*śata-koṭi*—centenas de milhares; *gopī-saṅge*—com as gopīs; *rāsa-vilāsa*—dançando na dança da rāsa; *tāra madhye*—entre elas; *eka-mūrtye*—por uma de Suas formas transcendentais; *rahe*—permanece; *rādhā-pāśa*—ao lado de Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\"Embora Kṛṣṇa estivesse no meio de centenas de milhares de gopīs durante a dança da rāsa, Ele ainda Se mantinha em uma de Suas formas transcendentais ao lado de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/110/", "verse_text": "sādhāraṇa-preme dekhi sarvatra 'samatā'\nrādhāra kuṭila-preme ha-ila 'vāmatā'", "devanagari": "> সাধারণ-প্রেমে দেখি সর্বত্র ‘সমতা’ ৷\n> রাধার কুটিল-প্রেমে হইল ‘বামতা’ ৷৷ ১১০ ৷৷ ॥১১০॥", "synonyms": "*sādhāraṇa-preme*—no amor comum a Deus; *dekhi*—vemos; *sarvatra*—em toda parte; *samatā*—igualdade; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kuṭila-preme*—no amor tortuoso a Deus; *ha-ila*—houve; *vāmatā*—oposição.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa é igual com todos em Suas relações comuns, mas, devido ao amor extático e conflitante de Śrīmatī Rādhārāṇī, surgiram elementos de oposição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/111/", "verse_text": "aher iva gatiḥ premṇaḥ\nsvabhāva-kuṭilā bhavet\nato hetor ahetoś ca\nyūnor māna udañcati", "devanagari": "> অহেরিব গতিঃ প্রেম্ণঃ স্বভাবকুটিলা ভবেৎ ৷\n> অতো হেতোরহেতোশ্চ যূনোর্মান উদঞ্চতি ৷৷ ১১১ ৷৷ ॥১১১॥", "synonyms": "*aheḥ*—da serpente; *iva*—como; *gatiḥ*—o movimento; *premṇaḥ*—dos romances amorosos; *svabhāva*—por natureza; *kuṭilā*—tortuoso; *bhavet*—é; *ataḥ*—portanto; *hetoḥ*—de alguma causa; *ahetoḥ*—da ausência de causa; *ca*—e; *yūnoḥ*—do jovem casal; *mānaḥ*—a ira; *udañcati*—surge.", "translation": "**\"'O progresso das relações amorosas entre um rapaz e uma moça é como o movimento de uma serpente. Por isso, dois tipos de raiva surgem entre um rapaz e uma moça — raiva com causa e raiva sem causa.'**", "purport": "Durante a dança *rāsa*, havia uma forma de Kṛṣṇa entre cada duas *gopīs*. Contudo, ao lado de Śrīmatī Rādhārāṇī havia apenas um Kṛṣṇa. Ainda que assim fosse, Śrīmatī Rādhārāṇī manifestou desacordo com Kṛṣṇa. Este verso é do *Ujjvala-nīlamaṇi* (*Śṛṅgāra-bheda-kathana* 102), escrito por Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/8/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/112/", "verse_text": "krodha kari' rāsa chāḍi' gelā māna kari'\ntāṅre nā dekhiyā vyākula haila śrī-hari", "devanagari": "> ক্রোধ করি’ রাস ছাড়ি’ গেলা মান করি’ ৷\n> তাঁরে না দেখিয়া ব্যাকুল হৈল শ্রীহরি ৷৷ ১১২ ৷৷ ॥১১২॥", "synonyms": "*krodha kari'*—ficando irada; *rāsa chāḍi'*—deixando a dança da rāsa; *gelā*—foi-se; *māna kari'*—estando irada; *tāṅre*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *nā dekhiyā*—não vendo; *vyākula*—muito ansioso; *haila*—ficou; *śrī-hari*—o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Quando Rādhārāṇī deixou a dança da rāsa por ira e ressentimento, o Senhor Śrī Kṛṣṇa ficou muito ansioso, pois não conseguia vê-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/113/", "verse_text": "samyak-sāra vāsanā kṛṣṇera rāsa-līlā\nrāsa-līlā-vāsanāte rādhikā śṛṅkhalā", "devanagari": "> সম্যক্সার বাসনা কৃষ্ণের রাসলীলা ৷ রাসলীলা-বাসনাতে রাধিকা শৃঙ্খলা ৷৷ ১১৩ ৷৷ তাঁহা বিনু রাসলীলা নাহি ভায় চিত্তে ৷ মণ্ডলী ছাড়িয়া গেলা রাধা অন্বেষিতে ৷৷ ১১৪ ৷৷ ॥১১৩॥", "synonyms": "*samyak-sāra*—o completo e essencial; *vāsanā*—desejo; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *rāsa-līlā*—a dança na rāsa-līlā; *rāsa-līlā-vāsanāte*—no desejo de dançar a dança da rāsa; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *śṛṅkhalā*—o meio de vínculo.", "translation": "**\"O desejo do Senhor Kṛṣṇa no círculo da rāsa-līlā é perfeitamente completo, mas Śrīmatī Rādhārāṇī é o elo aglutinador desse desejo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/114/", "verse_text": "tāṅhā vinu rāsa-līlā nāhi bhāya citte\nmaṇḍalī chāḍiyā gelā rādhā anveṣite", "devanagari": "", "synonyms": "*tāṅhā vinu*—sem Ela; *rāsa-līlā*—a dança da rāsa; *nāhi*—não; *bhāya*—ilumina; *citte*—dentro do coração; *maṇḍalī chāḍiyā*—deixando o círculo da dança da rāsa; *gelā*—foi-Se; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *anveṣite*—para procurar.", "translation": "**\"A dança da rāsa não resplandece no coração de Kṛṣṇa sem Śrīmatī Rādhārāṇī. Por isso, Ele também abandonou o círculo da dança da rāsa e saiu à procura d'Ela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/115/", "verse_text": "itas-tataḥ bhrami' kāhāṅ rādhā nā pāñā\nviṣāda karena kāma-bāṇe khinna hañā", "devanagari": "> ইতস্ততঃ ভ্রমি’ কাহাঁ রাধা না পাঞা ৷\n> বিষাদ করেন কামবাণে খিন্ন হঞা ৷৷ ১১৫ ৷৷ ॥১১৫॥", "synonyms": "*itaḥ-tataḥ*—de um lado para outro; *bhrami'*—vagando; *kāhāṅ*—em parte alguma; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *nā*—não; *pāñā*—encontrando; *viṣāda*—lamentação; *karena*—faz; *kāma-bāṇe*—pela flecha de Cupido; *khinna*—ferido; *hañā*—ficando.", "translation": "**\"Quando Kṛṣṇa saiu à procura de Śrīmatī Rādhārāṇī, vagou de um lado para o outro. Porém, não a encontrando, ficou afligido pela flecha de Cupido e começou a lamentar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/116/", "verse_text": "śata-koṭi-gopīte nahe kāma-nirvāpaṇa\ntāhātei anumāni śrī-rādhikāra guṇa", "devanagari": "> শতকোটি-গোপীতে নহে কাম-নির্বাপণ ৷\n> তাহাতেই অনুমানি শ্রীরাধিকার গুণ ৷৷ ১১৬ ৷৷ ॥১১৬॥", "synonyms": "*śata-koṭi*—centenas de milhares; *gopīte*—em meio às gopīs; *nahe*—não há; *kāma-nirvāpaṇa*—satisfação da luxúria; *tāhātei*—dessa maneira; *anumāni*—podemos imaginar; *śrī-rādhikāra guṇa*—a qualidade transcendental de Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\"Visto que os desejos amorosos de Kṛṣṇa não eram satisfeitos nem mesmo em meio a centenas de milhares de gopīs e Ele assim buscava por Śrīmatī Rādhārāṇī, podemos facilmente imaginar quão transcendentalmente qualificada Ela é.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/117/", "verse_text": "prabhu kahe--ye lāgi' āilāma tomā-sthāne\nsei saba tattva-vastu haila mora jñāne", "devanagari": "> প্রভু কহে — যে লাগি’ আইলাম তোমা-স্থানে ৷ সেই সব তত্ত্ববস্তু হৈল মোর জ্ঞানে ৷৷ ১১৭ ৷৷ এবে সে জানিলুঁ সাধ্য-সাধন-নির্ণয় ৷ আগে আর আছে কিছু, শুনিতে মন হয় ৷৷ ১১৮ ৷৷ ॥১১৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *ye lāgi'*—por causa do que; *āilāma*—Eu vim; *tomā-sthāne*—à tua residência; *sei saba*—todos esses; *tattva-vastu*—objetos da verdade; *haila*—tornaram-se; *mora*—Meu; *jñāne*—no conhecimento.", "translation": "**Após ouvir isso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu disse a Rāmānanda Rāya: \"Aquilo pelo qual vim à tua residência tornou-se agora um objeto da verdade em Meu conhecimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/118/", "verse_text": "ebe se jāniluṅ sādhya-sādhana-nirṇaya\nāge āra āche kichu, śunite mana haya", "devanagari": "", "synonyms": "*ebe*—agora; *se*—isso; *jāniluṅ*—compreendi; *sādhya*—do objetivo supremo; *sādhana*—e do processo; *nirṇaya*—a determinação; *āge*—adiante; *āra*—mais; *āche*—há; *kichu*—algo; *śunite*—ouvir; *mana*—a mente; *haya*—deseja.", "translation": "**\"Agora compreendi o sublime objetivo da vida e o processo de alcançá-lo. Não obstante, penso que há algo mais adiante, e Minha mente deseja obtê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/119/", "verse_text": "'kṛṣṇera svarūpa' kaha 'rādhāra svarūpa'\n'rasa' kon tattva, 'prema'--kon tattva-rūpa", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণের স্বরূপ’ কহ ‘রাধার স্বরূপ’ ৷\n> ‘রস’ কোন্ তত্ত্ব, ‘প্রেম’ — কোন্ তত্ত্বরূপ ৷৷ ১১৯ ৷৷ ॥১১৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa*—os aspectos transcendentais; *kaha*—fala; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *svarūpa*—os aspectos transcendentais; *rasa*—doçuras; *kon*—que; *tattva*—essa verdade; *prema*—amor a Deus; *kon*—que; *tattva-rūpa*—forma verdadeira.", "translation": "**\"Por favor, explica os aspectos transcendentais de Kṛṣṇa e de Śrīmatī Rādhārāṇī. Explica também a verdade das doçuras transcendentais e a forma transcendental do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/120/", "verse_text": "kṛpā kari' ei tattva kaha ta' āmāre\ntomā-vinā keha ihā nirūpite nāre", "devanagari": "> কৃপা করি’ এই তত্ত্ব কহ ত’ আমারে ৷\n> তোমা-বিনা কেহ ইহা নিরূপিতে নারে ৷৷ ১২০ ৷৷ ॥১২০॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—demonstrando tua misericórdia; *ei tattva*—todas essas verdades; *kaha*—explica; *ta'*—certamente; *āmāre*—a Mim; *tomā-vinā*—exceto tu; *keha*—alguém; *ihā*—isto; *nirūpite*—determinar; *nāre*—não é capaz.", "translation": "**\"Por favor, explica-Me todas essas verdades. À exceção de ti, ninguém pode fazê-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/121/", "verse_text": "rāya kahe,--ihā āmi kichui nā jāni\ntumi yei kahāo, sei kahi āmi vāṇī", "devanagari": "> রায় কহে, — ইহা আমি কিছুই না জানি ৷\n> তুমি যেই কহাও, সেই কহি আমি বাণী ৷৷ ১২১ ৷৷ ॥১২১॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya disse; *ihā*—isto; *āmi*—eu; *kichui*—coisa alguma; *nā*—não; *jāni*—sei; *tumi*—Tu; *yei*—o que quer que; *kahāo*—me fazes dizer; *sei*—essas; *kahi*—falo; *āmi*—eu; *vāṇī*—palavras.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya respondeu: \"Não sei coisa alguma a respeito disto. Simplesmente vibro o som que Tu me fazes proferir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/122/", "verse_text": "tomāra śikṣāya paḍi yena śuka-pāṭha\n\nsākṣāt īśvara tumi, ke bujhe tomāra nāṭa", "devanagari": "> তোমার শিক্ষায় পড়ি যেন শুক-পাঠ ৷\n> সাক্ষাৎ ঈশ্বর তুমি, কে বুঝে তোমার নাট ৷৷ ১২২ ৷৷ ॥১২২॥", "synonyms": "*tomāra śikṣāya*—por Tua instrução; *paḍi*—leio; *yena*—como; *śuka-pāṭha*—a leitura de um papagaio; *sākṣāt*—diretamente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *tumi*—Tu; *ke*—quem; *bujhe*—pode compreender; *tomāra*—Tua; *nāṭa*—representação dramática.", "translation": "**\"Limito-me a repetir como um papagaio quaisquer instruções que me tenhas dado. Tu és a própria Suprema Personalidade de Deus. Quem pode compreender Tuas representações dramáticas?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/123/", "verse_text": "hṛdaye preraṇa kara, jihvāya kahāo vāṇī\n\nki kahiye bhāla-manda, kichui nā jāni", "devanagari": "> হৃদয়ে প্রেরণ কর, জিহ্বায় কহাও বাণী ৷\n> কি কহিয়ে ভাল-মন্দ, কিছুই না জানি ৷৷ ১২৩ ৷৷ ॥১২৩॥", "synonyms": "*hṛdaye*—dentro do coração; *preraṇa*—direção; *kara*—Tu dás; *jihvāya*—na língua; *kahāo*—Tu me fazes falar; *vāṇī*—palavras; *ki*—o que; *kahiye*—estou falando; *bhāla-manda*—bom ou mau; *kichui*—algo; *nā*—não; *jāni*—eu sei.", "translation": "**\"Tu me inspiras dentro do coração e me fazes falar com a língua. Não sei se estou falando bem ou mal.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/124/", "verse_text": "prabhu kahe,--māyāvādī āmi ta' sannyāsī\n\nbhakti-tattva nāhi jāni, māyāvāde bhāsi", "devanagari": "> প্রভু কহে, — মায়াবাদী আমি ত’ সন্ন্যাসী ৷\n> ভক্তিতত্ত্ব নাহি জানি, মায়াবাদে ভাসি ৷৷ ১২৪ ৷৷ ॥১২৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *māyāvādī*—um seguidor da filosofia māyāvāda; *āmi*—Eu; *ta'*—certamente; *sannyāsī*—alguém na ordem de vida renunciada; *bhakti-tattva*—as verdades do serviço amoroso transcendental; *nāhi*—não; *jāni*—Eu sei; *māyāvāde*—na filosofia do impersonalismo; *bhāsi*—Eu flutuo.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu disse: \"Sou um māyāvādī na ordem de vida renunciada, e nem ao menos sei o que é o serviço amoroso transcendental ao Senhor. Limito-me a flutuar no oceano da filosofia māyāvāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/125/", "verse_text": "sārvabhauma-saṅge mora mana nirmala ha-ila\n\n'kṛṣṇa-bhakti-tattva kaha,' tāṅhāre puchila", "devanagari": "> সার্বভৌম-সঙ্গে মোর মন নির্মল হইল ৷\n> ‘কৃষ্ণভক্তি-তত্ত্ব কহ’, তাঁহারে পুছিল ৷৷ ১২৫ ৷৷ ॥১২৫॥", "synonyms": "*sārvabhauma-saṅge*—na companhia de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *mora*—Minha; *mana*—mente; *nirmala*—esclarecida; *ha-ila*—tornou-se; *kṛṣṇa-bhakti-tattva*—as verdades do serviço amoroso transcendental a Kṛṣṇa; *kaha*—por favor, explica; *tāṅhāre*—a ele; *puchila*—Eu indaguei.", "translation": "**\"Em virtude da associação de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Minha mente foi iluminada. Por isso, perguntei a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya sobre as verdades do serviço amoroso transcendental a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/126/", "verse_text": "teṅho kahe--āmi nāhi jāni kṛṣṇa-kathā\n\nsabe rāmānanda jāne, teṅho nāhi ethā", "devanagari": "> তেঁহো কহে — আমি নাহি জানি কৃষ্ণকথা ৷\n> সবে রামানন্দ জানে, তেঁহো নাহি এথা ৷৷ ১২৬ ৷৷ ॥১২৬॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—ele respondeu; *āmi*—eu; *nāhi*—não; *jāni*—sei; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos do Senhor Kṛṣṇa; *sabe*—todos; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *jāne*—conhece; *teṅho*—ele; *nāhi*—não; *ethā*—aqui.", "translation": "**\"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse-Me: 'Na verdade, não conheço os tópicos do Senhor Kṛṣṇa. Todos eles são conhecidos apenas de Rāmānanda Rāya, mas ele não está presente aqui.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/127/", "verse_text": "tomāra ṭhāñi āilāṅa tomāra mahimā śuniyā\n\ntumi more stuti kara 'sannyāsī' jāniyā", "devanagari": "> তোমার ঠাঞি আইলাঙ তোমার মহিমা শুনিয়া ৷\n> তুমি মোরে স্তুতি কর ‘সন্ন্যাসী’ জানিয়া ৷৷ ১২৭ ৷৷ ॥১২৭॥", "synonyms": "*tomāra ṭhāñi*—à tua presença; *āilāṅa*—eu vim; *tomāra*—tuas; *mahimā*—glórias; *śuniyā*—ouvindo; *tumi*—tu; *more*—a Mim; *stuti*—louvando; *kara*—fazes; *sannyāsī*—uma pessoa na ordem de vida renunciada; *jāniyā*—conhecendo como.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Após ouvir sobre Suas glórias, vim ao Seu lugar. No entanto, o senhor Me oferece palavras de elogio por respeito a um *sannyāsī*, alguém na ordem renunciante de vida.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica que uma pessoa mundana, enriquecida por opulências mundanas, deve sempre saber que as opulências transcendentais dos devotos avançados são muito mais importantes do que as opulências materialistas de uma pessoa como ela mesma. Uma pessoa materialista com opulências materiais não deve ser muito orgulhosa nem inchada de vaidade diante de um devoto transcendental. Se alguém se aproxima de um devoto transcendental apoiando-se em sua herança material, opulência, educação e beleza, e não oferece respeito ao devoto avançado do Senhor, o devoto vaiṣṇava pode oferecer respeitos formais a essa pessoa tão inchada de materialismo, mas não lhe transmitirá o conhecimento transcendental. Com efeito, o devoto o vê como um não *brāhmaṇa* ou *śūdra*. Tal pessoa convencida não consegue compreender a ciência de Kṛṣṇa. Uma pessoa orgulhosa é enganada na vida transcendental e, apesar de ter alcançado uma forma humana, deslizará novamente para condições infernais. Por Seu exemplo pessoal, Śrī Caitanya Mahāprabhu explica como se deve ser submisso e humilde diante de um vaiṣṇava, ainda que se esteja situado em uma plataforma elevada. Tal é o ensinamento de Śrī Caitanya Mahāprabhu como o *ācārya* do mundo, o mestre espiritual e professor supremo."}
{"ref": "cc/madhya/8/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/128/", "verse_text": "kibā vipra, kibā nyāsī, śūdra kene naya\n\nyei kṛṣṇa-tattva-vettā, sei 'guru' haya", "devanagari": "> কিবা বিপ্র, কিবা ন্যাসী, শূদ্র কেনে নয় ৷\n> যেই কৃষ্ণতত্ত্ববেত্তা, সেই ‘গুরু’ হয় ৷৷ ১২৮ ৷৷ ॥১২৮॥", "synonyms": "*kibā*—quer; *vipra*—um brāhmaṇa; *kibā*—quer; *nyāsī*—um sannyāsī; *śūdra*—um śūdra; *kene*—por que; *naya*—não; *yei*—qualquer um que; *kṛṣṇa-tattva-vettā*—um conhecedor da ciência de Kṛṣṇa; *sei*—essa pessoa; *guru*—o mestre espiritual; *haya*—é.", "translation": "**\"Quer seja um brāhmaṇa, quer um sannyāsī ou um śūdra--não importa o que seja--, ela pode tornar-se mestre espiritual se conhecer a ciência de Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Este verso é muito importante para o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura explica que não se deve pensar que, por Śrī Caitanya Mahāprabhu ter nascido brāhmaṇa e estar situado na mais elevada ordem espiritual como sannyāsī, fosse impróprio para Ele receber instruções de Śrīla Rāmānanda Rāya, que pertencia à casta śūdra. Para esclarecer esse assunto, Śrī Caitanya Mahāprabhu informou a Rāmānanda Rāya que o conhecimento da consciência de Kṛṣṇa é mais importante do que a casta. No sistema do varṇāśrama-dharma há diversos deveres para os brāhmaṇas, kṣatriyas, vaiśyas e śūdras. Na verdade, supõe-se que o brāhmaṇa seja o mestre espiritual de todos os outros varṇas, ou seitas, mas, no que diz respeito à consciência de Kṛṣṇa, todos são capazes de tornar-se mestre espiritual, porque o conhecimento na consciência de Kṛṣṇa está na plataforma da alma espiritual. Para difundir a consciência de Kṛṣṇa, basta estar ciente da ciência da alma espiritual. Não importa se a pessoa é um brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya, śūdra, sannyāsī, gṛhastha ou o que quer que seja. Se ela simplesmente compreender esta ciência, poderá tornar-se mestre espiritual.\n\nAfirma-se no *Hari-bhakti-vilāsa* que não se deve aceitar iniciação de uma pessoa que não pertença à ordem bramânica se houver uma pessoa apta da ordem bramânica presente. Esta instrução destina-se àqueles que dependem excessivamente da ordem social mundana e é adequada para aqueles que desejam permanecer na vida mundana. Se a pessoa compreender a verdade da consciência de Kṛṣṇa e desejar seriamente alcançar o conhecimento transcendental para a perfeição da vida, poderá aceitar um mestre espiritual de qualquer status social, contanto que o mestre espiritual seja plenamente versado na ciência de Kṛṣṇa. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura também afirma que, embora a pessoa esteja situada como brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya, śūdra, brahmacārī, vānaprastha, gṛhastha ou sannyāsī, se for versada na ciência de Kṛṣṇa poderá tornar-se mestre espiritual como vartma-pradarśaka-guru, dīkṣā-guru ou śikṣā-guru. O mestre espiritual que primeiro dá informações sobre a vida espiritual chama-se vartma-pradarśaka-guru; o mestre espiritual que inicia de acordo com as regulações dos śāstras chama-se dīkṣā-guru; e o mestre espiritual que dá instruções para a elevação chama-se śikṣā-guru. De fato, as qualificações de um mestre espiritual dependem de seu conhecimento da ciência de Kṛṣṇa. Não importa se ele é brāhmaṇa, kṣatriya, sannyāsī ou śūdra. Esta injunção dada por Śrī Caitanya Mahāprabhu não vai de modo algum contra as injunções dos śāstras. No *Padma Purāṇa*, afirma-se:\n\nna śūdrāḥ bhagavad-bhaktās\nte 'pi bhāgavatottamāḥ\nsarva-varṇeṣu te śūdrā\nye na bhaktā janārdane\n\nAquele que é realmente avançado em conhecimento espiritual de Kṛṣṇa nunca é um śūdra, embora possa ter nascido numa família śūdra. Contudo, mesmo que um vipra, ou brāhmaṇa, seja muito perito nas seis atividades bramânicas (paṭhana, pāṭhana, yajana, yājana, dāna, pratigraha) e também versado nos hinos Védicos, não poderá tornar-se mestre espiritual a menos que seja um vaiṣṇava. Mas se alguém nascer na família de caṇḍālas e, ainda assim, for versado na consciência de Kṛṣṇa, poderá tornar-se um guru. Estas são as injunções śāstricas, e, seguindo-as estritamente, Śrī Caitanya Mahāprabhu, como gṛhastha chamado Śrī Viśvambhara, foi iniciado por um sannyāsī-guru chamado Īśvara Purī. De modo semelhante, Śrī Nityānanda Prabhu foi iniciado por Mādhavendra Purī, um sannyāsī. Segundo outros, porém, Ele foi iniciado por Lakṣmīpati Tīrtha. Advaita Ācārya, embora gṛhastha, foi iniciado por Mādhavendra Purī, e Śrī Rasikānanda, embora nascido numa família brāhmaṇa, foi iniciado por Śrī Śyāmānanda Prabhu, que não nasceu numa família de brāhmaṇa de casta. Há muitos casos em que um brāhmaṇa de nascimento tomou iniciação de uma pessoa que não nasceu numa família brāhmaṇa. Os sintomas bramânicos são explicados no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.11.35), onde se afirma:\n\nyasya yal-lakṣaṇaṁ proktaṁ\npuṁso varṇābhivyañjakam\nyad anyatrāpi dṛśyeta\ntat tenaiva vinirdiśet\n\nSe uma pessoa nasce numa família śūdra mas possui todas as qualidades de um mestre espiritual, deve ser aceita não apenas como brāhmaṇa, mas também como mestre espiritual qualificado. Esta é também a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura introduziu a cerimônia do cordão sagrado para todos os vaiṣṇavas de acordo com as regras e regulações.\n\nPor vezes, um vaiṣṇava que é bhajanānandī não toma o sāvitra-saṁskāra (iniciação do cordão sagrado), mas isso não significa que esse sistema deva ser usado para o trabalho de pregação. Há dois tipos de vaiṣṇavas--bhajanānandī e goṣṭhy-ānandī. O bhajanānandī não se interessa pelo trabalho de pregação, mas o goṣṭhy-ānandī interessa-se em difundir a consciência de Kṛṣṇa para beneficiar as pessoas e aumentar o número de vaiṣṇavas. Entende-se que um vaiṣṇava está acima da posição de um brāhmaṇa. Como pregador, ele deve ser reconhecido como brāhmaṇa; caso contrário, poderá haver um mal-entendido a respeito de sua posição como vaiṣṇava. No entanto, um vaiṣṇava brāhmaṇa não é selecionado com base em seu nascimento, mas de acordo com suas qualidades. Infelizmente, aqueles que não são inteligentes não conhecem a diferença entre um brāhmaṇa e um vaiṣṇava. Estão sob a impressão de que, a menos que alguém seja um brāhmaṇa, não pode ser mestre espiritual. Apenas por esse motivo, Śrī Caitanya Mahāprabhu faz a afirmação contida neste verso:\n\nkibā vipra, kibā nyāsī, śūdra kene naya\nyei kṛṣṇa-tattva-vettā, sei 'guru' haya\n\nSe alguém se torna um guru, é automaticamente um brāhmaṇa. Por vezes, um guru de casta diz que ye kṛṣṇa-tattva-vettā, sei guru haya significa que aquele que não é brāhmaṇa pode tornar-se śikṣā-guru ou vartma-pradarśaka-guru, mas não guru iniciador. Segundo tais gurus de casta, o nascimento e os laços familiares são considerados primordiais. Contudo, a consideração hereditária não é aceitável para os vaiṣṇavas. A palavra guru aplica-se igualmente ao vartma-pradarśaka-guru, ao śikṣā-guru e ao dīkṣā-guru. A menos que aceitemos o princípio enunciado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, este movimento da consciência de Kṛṣṇa não poderá difundir-se por todo o mundo. De acordo com as intenções de Śrī Caitanya Mahāprabhu: pṛthivīte āche yata nagarādi-grāma sarvatra pracāra haibe mora nāma. O culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve ser pregado por todo o mundo. Isso não significa que as pessoas devam adotar Seus ensinamentos e permanecer śūdras ou caṇḍālas. Tão logo alguém seja treinado como vaiṣṇava puro, deve ser aceito como brāhmaṇa genuíno. Esta é a essência das instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu neste verso."}
{"ref": "cc/madhya/8/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/129/", "verse_text": "'sannyāsī' baliyā more nā kariha vañcana\n\nkṛṣṇa-rādhā-tattva kahi' pūrṇa kara mana", "devanagari": "> ‘সন্ন্যাসী’ বলিয়া মোরে না করিহ বঞ্চন ৷\n> কৃষ্ণ-রাধা-তত্ত্ব কহি’ পূর্ণ কর মন ৷৷ ১২৯ ৷৷ ॥১২৯॥", "synonyms": "*sannyāsī*—uma pessoa na ordem de vida renunciada; *baliyā*—tomando como; *more*—a Mim; *nā kariha*—não faças; *vañcana*—engano; *kṛṣṇa-rādhā-tattva*—a verdade sobre Rādhā-Kṛṣṇa; *kahi'*—descrevendo; *pūrṇa*—completa; *kara*—faze; *mana*—minha mente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Por favor, não tentes Me enganar, pensando em Mim como um sannyāsī erudito. Por favor, satisfaze Minha mente descrevendo simplesmente a verdade de Rādhā e Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/130-131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/130-131/", "verse_text": "yadyapi rāya--premī, mahā-bhāgavate\n\ntāṅra mana kṛṣṇa-māyā nāre ācchādite\n\ntathāpi prabhura icchā--parama prabala\n\njānileha rāyera mana haila ṭalamala", "devanagari": "", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *premī*—um grande amante de Kṛṣṇa; *mahā-bhāgavate*—um devoto da mais elevada categoria; *tāṅra*—sua; *mana*—mente; *kṛṣṇa-māyā*—a energia ilusória de Kṛṣṇa; *nāre*—não capaz; *ācchādite*—de cobrir; *tathāpi*—ainda; *prabhura icchā*—o desejo do Senhor; *parama prabala*—muito intenso; *jānileha*—embora fosse conhecido; *rāyera mana*—a mente de Rāmānanda Rāya; *haila*—houve; *ṭalamala*—agitação.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya era um grande devoto do Senhor e um amante de Deus e, embora sua mente não pudesse ser coberta pela energia ilusória de Kṛṣṇa, e embora ele pudesse compreender a mente do Senhor, que era muito forte e intensa, a mente de Rāmānanda ficou um pouco agitada.**", "purport": "O devoto perfeito age sempre de acordo com os desejos da Suprema Personalidade de Deus. Já o homem materialista é arrastado pelas ondas da energia material. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura disse: *māyāra vaśe, yāccha bhese', khāccha hābuḍubu, bhāi.* A pessoa sob o domínio da energia material é levada pelas ondas dessa energia ilusória. Em outras palavras, quem vive no mundo material é servo da *māyā*. Por outro lado, quem vive na energia espiritual é servo da Suprema Personalidade de Deus. Embora Rāmānanda Rāya soubesse que nada era desconhecido para Śrī Caitanya Mahāprabhu, começou a falar mais sobre o assunto porque o Senhor assim o desejava."}
{"ref": "cc/madhya/8/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/132/", "verse_text": "rāya kahe,--\"āmi--naṭa, tumi--sūtra-dhāra\n\nyei mata nācāo, taiche cāhi nācibāra", "devanagari": "> রায় কহে, — “আমি — নট, তুমি — সূত্রধার ৷\n> যেই মত নাচাও, তৈছে চাহি নাচিবার ৷৷ ১৩২ ৷৷ ॥১৩২॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *āmi*—eu; *naṭa*—dançarino; *tumi*—Tu; *sūtra-dhāra*—aquele que puxa os cordões; *yei*—qualquer que seja; *mata*—maneira; *nācāo*—Tu me fazes dançar; *taiche*—dessa maneira; *cāhi*—eu quero; *nācibāra*—dançar.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya disse: \"Sou apenas um fantoche dançante, e Tu puxas os cordões. De qualquer maneira que me faças dançar, eu dançarei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/133/", "verse_text": "mora jihvā--vīṇā-yantra, tumi--vīṇā-dhārī\n\ntomāra mane yei uṭhe, tāhāi uccāri", "devanagari": "> মোর জিহ্বা — বীণাযন্ত্র, তুমি — বীণা-ধারী ৷\n> তোমার মনে যেই উঠে, তাহাই উচ্চারি ৷৷ ১৩৩ ৷৷ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*mora jihvā*—minha língua; *vīṇā-yantra*—um instrumento de cordas; *tumi*—Tu; *vīṇā-dhārī*—o tocador do instrumento de cordas; *tomāra mane*—em Tua mente; *yei uṭhe*—o que quer que surja; *tāhāi*—isso; *uccāri*—eu vibro.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, minha língua é como um instrumento de cordas, e Tu és o seu tocador. Portanto, limito-me a vibrar o que quer que surja em Tua mente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/134/", "verse_text": "parama īśvara kṛṣṇa--svayaṁ bhagavān\n\nsarva-avatārī, sarva-kāraṇa-pradhāna", "devanagari": "> পরম ঈশ্বর কৃষ্ণ — স্বয়ং ভগবান্ ৷\n> সর্ব-অবতারী, সর্বকারণ-প্রধান ৷৷ ১৩৪ ৷৷ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*parama*—supremo; *īśvara*—controlador; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *sarva-avatārī*—a fonte de todas as encarnações; *sarva-kāraṇa-pradhāna*—a suprema causa de todas as causas.", "translation": "**Rāmānanda Rāya começou então a falar sobre o kṛṣṇa-tattva. \"Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus\", disse ele. \"Ele é pessoalmente o Deus original, a fonte de todas as encarnações e a causa de todas as causas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/135/", "verse_text": "ananta vaikuṇṭha, āra ananta avatāra\n\nananta brahmāṇḍa ihāṅ,--sabāra ādhāra", "devanagari": "> অনন্ত বৈকুণ্ঠ, আর অনন্ত অবতার ৷\n> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ড ইহাঁ, — সবার আধার ৷৷ ১৩৫ ৷৷ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*ananta vaikuṇṭha*—inumeráveis planetas Vaikuṇṭha; *āra*—e; *ananta avatāra*—inumeráveis encarnações; *ananta brahmāṇḍa*—inumeráveis universos; *ihāṅ*—neste mundo material; *sabāra*—de todos eles; *ādhāra*—o lugar de repouso.", "translation": "**\"Há inumeráveis planetas Vaikuṇṭha, bem como inumeráveis encarnações. No mundo material também há inumeráveis universos, e Kṛṣṇa é o supremo lugar de repouso de todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/136/", "verse_text": "sac-cid-ānanda-tanu, vrajendra-nandana\n\nsarvaiśvarya-sarvaśakti-sarvarasa-pūrṇa", "devanagari": "> সচ্চিদানন্দ-তনু, ব্রজেন্দ্রনন্দন ৷\n> সর্বৈশ্বর্য-সর্বশক্তি-সর্বরস-পূর্ণ ৷৷ ১৩৬ ৷৷ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*sat-cit-ānanda-tanu*—o corpo de Kṛṣṇa é transcendental, pleno de conhecimento, bem-aventurança e eternidade; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda; *sarva-aiśvarya*—todas as opulências; *sarva-śakti*—todas as potências; *sarva-rasa-pūrṇa*—o reservatório de todas as doçuras transcendentais.", "translation": "**\"O corpo transcendental de Śrī Kṛṣṇa é eterno e pleno de bem-aventurança e conhecimento. Ele é o filho de Nanda Mahārāja. Ele é pleno de todas as opulências e potências, bem como de todas as doçuras espirituais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/137/", "verse_text": "īśvaraḥ paramaḥ kṛṣṇaḥ\nsac-cid-ānanda-vigrahaḥ\nanādir ādir govindaḥ\nsarva-kāraṇa-kāraṇam", "devanagari": "> ঈশ্বরঃ পরমঃ কৃষ্ণঃ সচ্চিদানন্দবিগ্রহ ৷\n> অনাদিরাদির্গোবিন্দঃ সর্বকারণকারণম্ ৷৷ ১৩৭ ৷৷ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*īśvaraḥ*—o controlador; *paramaḥ*—supremo; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *sat*—existência eterna; *cit*—conhecimento absoluto; *ānanda*—bem-aventurança absoluta; *vigrahaḥ*—cuja forma; *anādiḥ*—sem começo; *ādiḥ*—a origem de tudo; *govindaḥ*—um nome do Senhor Kṛṣṇa; *sarva*—de todas; *kāraṇa*—as causas; *kāraṇam*—Ele é a causa original.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa, que é conhecido como Govinda, é o controlador supremo. Ele possui um corpo espiritual, eterno e bem-aventurado. Ele é a origem de tudo. Ele não tem outra origem, pois é a causa primordial de todas as causas.'**", "purport": "Este verso provém da Brahma-saṁhitā (5.1)."}
{"ref": "cc/madhya/8/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/138/", "verse_text": "vṛndāvane 'aprākṛta navīna madana'\nkāma-gāyatrī kāma-bīje yāṅra upāsana", "devanagari": "> বৃন্দাবনে ‘অপ্রাকৃত নবীন মদন’ ৷\n> কামগায়ত্রী কামবীজে যাঁর উপাসন ৷৷ ১৩৮ ৷৷ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *aprākṛta*—espiritual; *navīna*—novo; *madana*—Cupido; *kāma-gāyatrī*—hinos de desejo; *kāma-bīje*—pela semente espiritual do desejo chamada klīm; *yāṅra*—de quem; *upāsana*—a adoração.", "translation": "**\"No reino espiritual de Vṛndāvana, Kṛṣṇa é o espiritual e sempre fresco Cupido. Ele é adorado mediante o cantar do mantra Kāma-gāyatrī com a semente espiritual klīm.**", "purport": "Este Vṛndāvana é descrito na *Brahma-saṁhitā* (5.56) da seguinte forma:\n\n> śriyaḥ kāntāḥ kāntaḥ parama-puruṣaḥ kalpa-taravo\n> drumā bhūmiś cintāmaṇi-gaṇa-mayī toyam amṛtam\n> kathā gānaṁ nāṭyaṁ gamanam api vaṁśī priya-sakhī\n> cid-ānandaṁ jyotiḥ param api tad āsvādyam api ca\n\n> sa yatra kṣīrābdhiḥ sravati surabhībhyaś ca su-mahān\n> nimeṣārdhākhyo vā vrajati na hi yatrāpi samayaḥ\n> bhaje śvetadvīpaṁ tam aham iha golokam iti yaṁ\n> vidantas te santaḥ kṣiti-virala-cārāḥ katipaye\n\nO reino espiritual de Vṛndāvana é eternamente espiritual. A deusa da fortuna e as *gopīs* estão sempre presentes lá. São as amadas de Kṛṣṇa, e todas elas são tão espirituais quanto Ele. Em Vṛndāvana, Kṛṣṇa é a Pessoa Suprema e é o esposo de todas as *gopīs* e da deusa da fortuna. As árvores de Vṛndāvana são árvores que realizam todos os desejos. A terra é feita de pedra filosofal, e a água é néctar. As palavras são vibrações musicais, e todos os movimentos são dança. A flauta é a companheira constante do Senhor. O planeta Goloka Vṛndāvana é autoluminoso como o sol e está repleto de bem-aventurança espiritual. A perfeição da vida consiste em saborear essa existência espiritual; por isso todos deveriam cultivar seu conhecimento. Em Vṛndāvana, vacas espirituais fornecem continuamente leite espiritual. Nem um único momento é desperdiçado lá — em outras palavras, não há passado, presente nem futuro. Nenhuma partícula de tempo se perde. Dentro deste universo material, os devotos adoram aquela morada transcendental como Goloka Vṛndāvana. O próprio Senhor Brahmā disse: \"Que eu adore aquela terra espiritual onde Kṛṣṇa está presente.\" Esse Vṛndāvana transcendental não é apreciado por quem não é devoto nem alma autorrealizada, porque esse Vṛndāvana-dhāma é completamente espiritual. Os passatempos do Senhor lá também são espirituais. Nenhum deles é material. Segundo uma oração de Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura (*Prārthanā* 1):\n\n> āra kabe nitāi-cāṅdera karuṇā haibe\n> saṁsāra-vāsanā mora kabe tuccha habe\n\n\"Quando o Senhor Nityānanda terá misericórdia de mim para que eu possa perceber a inutilidade do prazer material?\"\n\n> viṣaya chāḍiyā kabe śuddha habe mana\n> kabe hāma heraba śrī-vṛndāvana\n\n\"Quando minha mente será purificada de toda impureza material para que eu possa sentir a presença do espiritual Vṛndāvana?\"\n\n> rūpa-raghunātha-pade haibe ākuti\n> kabe hāma bujhaba se yugala-pirīti\n\n\"Quando me atrairei pelas instruções dos Gosvāmīs para que possa compreender o que são Rādhā e Kṛṣṇa e o que é Vṛndāvana?\"\n\nEsses versos indicam que primeiro é preciso purificar-se de todos os desejos materiais e de toda atração pelas atividades fruitivas e pelo conhecimento especulativo, caso se deseje compreender Vṛndāvana.\n\nEm referência às palavras *aprākṛta navīna madana*, *aprākṛta* refere-se àquilo que é o exato oposto da concepção material. Os Māyāvādīs consideram isso como zero ou impessoal, mas não é assim. Tudo no mundo material é inerte, ao passo que no mundo espiritual tudo está vivo. O desejo de fruição está presente tanto em Kṛṣṇa quanto em Suas partes e parcelas, as entidades vivas. No mundo espiritual, esses desejos também são espirituais. Ninguém deve considerar equivocadamente tais desejos como materiais. No mundo material, quando alguém tem inclinações sexuais e desfruta da vida sexual, desfruta de algo temporário. Esse gozo desaparece após alguns minutos. No mundo espiritual, porém, o mesmo gozo pode existir, mas nunca desaparece. É desfrutado continuamente. No mundo espiritual, tal prazer sexual parece ao desfrutador tornar-se cada vez mais saboroso a cada nova manifestação. No mundo material, contudo, o prazer sexual torna-se desagradável após apenas alguns minutos, e nunca é permanente. Como Kṛṣṇa parece muito inclinado sexualmente, Ele é chamado de novo Cupido no mundo espiritual. Porém, não há embriaguez material em tal desejo.\n\n*Gāyantaṁ trāyate yasmād gāyatrī tvaṁ tataḥ smṛtā*: Quem canta o *mantra* Gāyatrī é gradualmente libertado das garras materiais. Em outras palavras, aquilo que liberta alguém do enredamento material chama-se Gāyatrī. Uma explicação do *mantra* Gāyatrī pode ser encontrada em *Madhya-līlā*, Capítulo Vinte e Um, texto 125:\n\n> kāma-gāyatrī-mantra-rūpa, haya kṛṣṇera svarūpa,\n> sārdha-cabbiśa akṣara tāra haya\n> se akṣara 'candra' haya, kṛṣṇe kari' udaya,\n> trijagat kailā kāmamaya\n\nEste *mantra* é como um hino Védico, mas é a própria Suprema Personalidade de Deus. Não há diferença entre a Kāma-gāyatrī e Kṛṣṇa. Ambas são compostas de vinte e quatro sílabas e meia transcendentais (ver Cc. *Madhya* 21.125-29). O *mantra* representado em letras também é Kṛṣṇa, e o *mantra* surge como a lua. Por isso há um reflexo pervertido do desejo na sociedade humana e entre todas as espécies de entidades vivas. No *mantra klīṁ kāma-devāya vidmahe puṣpa-bāṇāya dhīmahi tan no 'naṅgaḥ pracodayāt*, Kṛṣṇa é chamado Kāma-deva, Puṣpa-bāṇa e Anaṅga. Kāma-deva é Madana-mohana, a Divindade que estabelece nossa relação com Kṛṣṇa. Puṣpa-bāṇa (\"Aquele que carrega uma flecha feita de flores\") é Govinda, a Personalidade de Deus que aceita nosso serviço devocional. E Anaṅga é Gopījana-vallabha, que satisfaz todas as *gopīs* e é o objetivo último da vida. Esta Kāma-gāyatrī (*klīṁ kāma-devāya vidmahe puṣpa-bāṇāya dhīmahi tan no 'naṅgaḥ pracodayāt*) simplesmente não pertence a este mundo material. Quando alguém avança na compreensão espiritual, pode adorar a Suprema Personalidade de Deus com seus sentidos espiritualmente purificados e cumprir os desejos do Senhor.\n\n> man-manā bhava mad-bhakto\n> mad-yājī māṁ namaskuru\n> mām evaiṣyasi satyaṁ te\n> pratijāne priyo 'si me\n\n\"Pensa sempre em Mim e torna-te Meu devoto. Adora-Me e oferta-Me tuas reverências. Assim virás a Mim sem falta. Prometo-te isso porque és Meu amigo muito querido.\" [(Bg. 18.65)]\n\nNa *Brahma-saṁhitā* afirma-se (5.27-29):\n\n> atha veṇu-ninādasya\n> trayī-mūrti-mayī gatiḥ\n> sphurantī praviveśāśu\n> mukhābjāni svayaṁbhuvaḥ\n\n> gāyatrīṁ gāyatas tasmād\n> adhigatya saroja-jaḥ\n> saṁskṛtaś cādi-guruṇā\n> dvijatām agamat tataḥ\n\n> trayyā prabuddho 'tha vidhir\n> vijñāta-tattva-sāgaraḥ\n> tuṣṭāva veda-sāreṇa\n> stotreṇānena keśavam\n\n\"Então Gāyatrī, mãe dos *Vedas*, tendo sido manifestada pelo som divino da flauta de Śrī Kṛṣṇa, entrou na boca de lótus de Brahmā, o autogerado, através de seus oito ouvidos. Assim o Brahmā nascido no lótus recebeu o *mantra* Gāyatrī, que brotara do canto da flauta de Śrī Kṛṣṇa. Dessa forma ele alcançou o estado de duas vezes nascido, tendo sido iniciado pelo supremo preceptor primordial, o próprio Deus. Iluminado pela lembrança daquela Gāyatrī, que incorpora os três *Vedas*, Brahmā familiarizou-se com a extensão do oceano da verdade. Então adorou Śrī Kṛṣṇa, a essência de todos os *Vedas*, com um hino.\"\n\nA vibração da flauta de Kṛṣṇa é a origem dos hinos Védicos. O Senhor Brahmā, que está sentado numa flor de lótus, ouviu a vibração sonora da flauta de Kṛṣṇa e assim foi iniciado pelo *mantra* Gāyatrī."}
{"ref": "cc/madhya/8/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/139/", "verse_text": "puruṣa, yoṣit, kibā sthāvara-jaṅgama\nsarva-cittākarṣaka, sākṣāt manmatha-madana", "devanagari": "> পুরুষ, যোষিৎ, কিবা স্থাবর-জঙ্গম ৷\n> সর্ব-চিত্তাকর্ষক, সাক্ষাৎ মন্মথ-মদন ৷৷ ১৩৯ ৷৷ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*puruṣa*—um macho; *yoṣit*—uma fêmea; *kibā*—todos; *sthāvara-jaṅgama*—entidades vivas que não podem mover-se e entidades vivas que podem mover-se; *sarva*—de todos; *citta-ākarṣaka*—o atrator das mentes; *sākṣāt*—diretamente; *manmatha-madana*—cativador do próprio Cupido.", "translation": "**\"O próprio nome Kṛṣṇa significa que Ele atrai até mesmo o Cupido. Ele é, portanto, atraente para todos — machos e fêmeas, entidades vivas móveis e inertes. De fato, Kṛṣṇa é conhecido como o todo-atrativo.**", "purport": "Assim como há muitos orbes no mundo material chamados estrelas ou planetas, no mundo espiritual há muitos planetas espirituais chamados Vaikuṇṭhalokas. O universo espiritual, porém, está situado muito, muito longe do conjunto de universos materiais. Os cientistas materiais não conseguem sequer estimar o número de planetas e estrelas dentro deste universo. Tampouco são capazes de viajar a outras estrelas em espaçonave. Segundo o *Bhagavad-gītā* [(Bg. 8.20)], há também um mundo espiritual:\n\n> paras tasmāt tu bhāvo 'nyo\n> 'vyakto 'vyaktāt sanātanaḥ\n> yaḥ sa sarveṣu bhūtesu\n> naśyatsu na vinaśyati\n\n\"Há, porém, outra natureza não manifestada, que é eterna e transcendental a esta matéria manifesta e não manifesta. É suprema e nunca é aniquilada. Quando tudo neste mundo é aniquilado, essa parte permanece como está.\" [(Bg. 8.20)]\n\nAssim, há outra natureza, superior à natureza material. A palavra *bhāva* ou *svabhāva* refere-se à natureza. A natureza espiritual é eterna, e mesmo quando todos os universos materiais são destruídos, os planetas do mundo espiritual permanecem. Permanecem exatamente como a alma espiritual permanece mesmo após a aniquilação do corpo material. Esse mundo espiritual é chamado *aprākṛta*, ou o mundo antimaterial. Neste mundo espiritual transcendental ou universo, o sistema planetário mais elevado é conhecido como Goloka Vṛndāvana. Essa é a morada do próprio Senhor Kṛṣṇa, que também é completamente espiritual. Kṛṣṇa é conhecido lá como Aprākṛta-madana. O nome Madana refere-se a Cupido, mas Kṛṣṇa é o Madana espiritual. Seu corpo não é material como o corpo de Cupido neste universo material. O corpo de Kṛṣṇa é completamente espiritual — *sac-cid-ānanda-vigraha*. Por isso Ele é chamado Aprākṛta-madana. Também é conhecido como Manmatha-madana, o que significa que Ele é atraente até mesmo para Cupido. Às vezes as atividades e os traços atraentes de Kṛṣṇa são mal interpretados por materialistas grosseiros que O acusam de ser imoral por ter dançado com as *gopīs*, mas tal acusação resulta de não se saber que Kṛṣṇa está além deste mundo material. Seu corpo é *sac-cid-ānanda-vigraha*, completamente espiritual. Não há contaminação material em Seu corpo, e não se deve considerar Seu corpo um amontoado de carne e ossos. Os filósofos Māyāvādīs concebem o corpo de Kṛṣṇa como material, e essa é uma concepção abominável e grosseiramente materialista. Assim como Kṛṣṇa é completamente espiritual, as *gopīs* também são espirituais, e isso é confirmado na *Brahma-saṁhitā* (5.37):\n\n> ānanda-cin-maya-rasa-pratibhāvitābhis\n> tābhir ya eva nija-rūpatayā kalābhiḥ\n> goloka eva nivasaty akhilātma-bhūto\n> govindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Adoro Govinda, o Senhor primordial. Ele reside em Seu próprio reino, Goloka, com Rādhā, que se assemelha à Sua própria figura espiritual e que incorpora a potência extática (*hlādinī*). Suas companheiras são as confidentes Dela, que incorporam extensões da forma corporal Dela e que estão impregnadas e permeadas de *rasa* espiritual eternamente bem-aventurado.\"\n\nAs *gopīs* também possuem a mesma qualidade espiritual (*nija-rūpatayā*) porque são expansões da potência de prazer de Kṛṣṇa. Nem Kṛṣṇa nem as *gopīs* têm qualquer relação com amontoados de matéria ou com a concepção material. No mundo material, a entidade viva está aprisionada dentro de um corpo material e, devido à ignorância, pensa que é o corpo. Por isso o gozo dos desejos lascivos entre macho e fêmea é completamente material. Não se pode comparar os desejos lascivos de um homem materialista aos desejos lascivos transcendentais de Kṛṣṇa. A menos que alguém seja avançado na ciência espiritual, não pode compreender os desejos lascivos entre Kṛṣṇa e as *gopīs*. No *Caitanya-caritāmṛta*, o desejo lascivo das *gopīs* é comparado ao ouro. Os desejos lascivos de um homem materialista, por outro lado, são comparados ao ferro. Em nenhuma circunstância se pode comparar ferro e ouro. As entidades vivas — móveis e imóveis — são partes e parcelas de Kṛṣṇa; por isso originalmente têm o mesmo tipo de desejo lascivo que Ele. Mas quando esse desejo lascivo se expressa através da matéria, torna-se abominável. Quando uma entidade viva avança espiritualmente e se libera da escravidão material, pode compreender Kṛṣṇa em verdade. Como afirma o *Bhagavad-gītā* [(Bg. 4.9)]:\n\n> janma karma ca me divyam\n> evaṁ yo vetti tattvataḥ\n> tyaktvā dehaṁ punar janma\n> naiti mām eti so 'rjuna\n\n\"Aquele que conhece a natureza transcendental do Meu aparecimento e das Minhas atividades não nasce de novo neste mundo material ao deixar o corpo, mas atinge Minha morada eterna, ó Arjuna.\"\n\nQuando alguém pode compreender o corpo de Kṛṣṇa assim como os desejos lascivos do Senhor, imediatamente se libera. Uma alma condicionada aprisionada dentro do corpo material não pode compreender Kṛṣṇa. Como afirma o *Bhagavad-gītā* [(Bg. 7.3)]:\n\n> manuṣyāṇāṁ sahasreṣu\n> kaścid yatati siddhaye\n> yatatām api siddhānāṁ\n> kaścin māṁ vetti tattvataḥ\n\n\"Dentre muitos milhares de homens, talvez um se esforce pela perfeição, e dentre aqueles que alcançaram a perfeição, dificilmente um Me conhece em verdade.\"\n\nA palavra *siddhaye* indica liberação. Somente após libertar-se do condicionamento material é que alguém pode compreender Kṛṣṇa. Quando se pode compreender Kṛṣṇa tal como Ele é (*tattvataḥ*), vive-se de fato no mundo espiritual, embora aparentemente vivendo dentro do corpo material. Essa ciência técnica pode ser compreendida quando alguém está de fato avançado espiritualmente.\n\nEm seu *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.187), Śrīla Rūpa Gosvāmī diz:\n\n> īhā yasya harer dāsye karmaṇā manasā girā\n> nikhilāsv apy avasthāsu jīvan-muktaḥ sa ucyate\n\nQuando uma pessoa neste mundo material deseja apenas servir a Kṛṣṇa com amor e devoção, está liberada, mesmo funcionando dentro deste mundo material. Como o *Bhagavad-gītā* [(Bg. 14.26)] confirma:\n\n> māṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\n> bhakti-yogena sevate\n> sa guṇān samatītyaitān\n> brahma-bhūyāya kalpate\n\n\"Aquele que se ocupa no serviço devocional pleno, inabalável em todas as circunstâncias, transcende imediatamente os modos da natureza material e assim alcança o nível do Brahman.\"\n\nSimplesmente ocupando-se no amoroso serviço ao Senhor, pode-se alcançar a liberação. Como afirma o *Bhagavad-gītā* [(Bg. 18.54)]: *brahma-bhūtaḥ prasannātmā na śocati na kāṅkṣati.* A pessoa altamente avançada em conhecimento espiritual que alcançou o estágio *brahma-bhūta* não lamenta nem anseia por nada material. Esse é o estágio da autorrealização.\n\nŚrīla Bhaktivinoda Ṭhākura considerava o estágio *brahma-bhūta* em duas divisões — *svarūpa-gata* e *vastu-gata*. Quem compreendeu Kṛṣṇa em verdade mas ainda mantém alguma conexão material é conhecido por estar situado em seu *svarūpa*, sua consciência original. Quando essa consciência original é completamente espiritual, chama-se consciência de Kṛṣṇa. Quem vive em tal consciência vive de fato em Vṛndāvana. Pode viver em qualquer lugar; a localização material não importa. Quando, pela graça de Kṛṣṇa, alguém assim avança, torna-se completamente não contaminado pelo corpo e pela mente materiais, e nesse momento vive de fato em Vṛndāvana. Esse estágio é chamado *vastu-gata*.\n\nDevem-se executar as atividades espirituais no estágio *svarūpa-gata* de consciência. Também se deve cantar a Gāyatrī *cin-mayī*, os *mantras* espirituais: *oṁ namo bhagavate vāsudevāya*, *klīṁ kṛṣṇāya govindāya gopījana-vallabhāya svāhā*, e *klīṁ kāma-devāya vidmahe puṣpa-bāṇāya dhīmahi tan no 'naṅgaḥ pracodayāt*. Esses são os *mantras* Kāma-gāyatrī ou *kāma-bīja*. Deve-se ser iniciado por um mestre espiritual genuíno e adorar Kṛṣṇa com esses *mantras* transcendentais, conhecidos como Kāma-gāyatrī ou *kāma-bīja*.\n\nComo explicado por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī no verso anterior e no verso atual:\n\n> vṛndāvane 'aprākṛta navīna madana'\n> kāma-gāyatrī kāma-bīje yāṅra upāsana\n\n> puruṣa, yoṣit, kibā sthāvara-jaṅgama\n> sarva-cittākarṣaka, sākṣāt manmatha-madana\n\n(Cc. Madhya 8.138-139)\n\nA pessoa devidamente purificada e iniciada pelo mestre espiritual adora a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, cantando este *mantra*, a Kāma-gāyatrī com o *kāma-bīja*. Como o *Bhagavad-gītā* [(Bg. 18.65)] confirma, deve-se ocupar-se na adoração transcendental para tornar-se apto a ser atraído por Kṛṣṇa, o todo-atraente.\n\n> man-manā bhava mad-bhakto\n> mad-yājī māṁ namaskuru\n> mām evaiṣyasi satyaṁ te\n> pratijāne priyo 'si me\n\n\"Pensa sempre em Mim e torna-te Meu devoto. Adora-Me e oferta-Me tuas reverências. Assim virás a Mim sem falta. Prometo-te isso porque és Meu amigo muito querido.\"\n\nComo toda entidade viva é parte e parcela de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa é naturalmente atraente. Devido ao revestimento material, a atração por Kṛṣṇa fica bloqueada. Normalmente não se é atraído por Kṛṣṇa no mundo material, mas assim que alguém se libera do condicionamento material, é naturalmente atraído. Por isso se diz neste verso, *sarva-cittākarṣaka*: \"Todos são naturalmente atraídos por Kṛṣṇa.\" Essa atração está no coração de todos, e quando o coração é purificado, essa atração se manifesta (*ceto-darpaṇa-mārjanaṁ bhava-mahā-dāvāgni-nirvāpaṇam*)."}
{"ref": "cc/madhya/8/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/140/", "verse_text": "tāsām āvirabhūc chauriḥ\nsmayamāna-mukhāmbujaḥ\npītāmbara-dharaḥ sragvī\nsākṣān manmatha-manmathaḥ", "devanagari": "> তাসামাবিরভূচ্ছৌরিঃ স্ময়মানমুখাম্বুজঃ ৷\n> পীতাম্বরধরঃ স্রগ্বী সাক্ষান্মন্মথ-মন্মথঃ ৷৷ ১৪০ ৷৷ ॥১৪০॥", "synonyms": "*tāsām*—entre elas; *āvirabhūt*—apareceu; *śauriḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *smayamāna*—sorridente; *mukha-ambujaḥ*—rosto de lótus; *pīta-ambara-dharaḥ*—vestido com roupas amarelas; *sragvī*—enfeitado com uma guirlanda de flores; *sākṣāt*—diretamente; *manmatha*—de Cupido; *manmathaḥ*—Cupido.", "translation": "**\" 'Quando Kṛṣṇa abandonou a dança da rāsa-līlā, as gopīs ficaram muito tristes, e, enquanto se lamentavam, Kṛṣṇa reapareceu vestido com roupas amarelas. Usando uma guirlanda de flores e sorrindo, Ele era atraente até mesmo para Cupido. Foi assim que Kṛṣṇa apareceu entre as gopīs.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.32.2)."}
{"ref": "cc/madhya/8/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/141/", "verse_text": "nānā-bhaktera rasāmṛta nānā-vidha haya\nsei saba rasāmṛtera 'viṣaya' 'āśraya'", "devanagari": "> নানা-ভক্তের রসামৃত নানাবিধ হয় ৷\n> সেই সব রসামৃতের ‘বিষয়’ ‘আশ্রয়’ ৷৷ ১৪১ ৷৷ ॥১৪১॥", "synonyms": "*nānā-bhaktera*—de vários tipos de devotos; *rasa-amṛta*—o néctar da devoção ou das doçuras transcendentais; *nānā-vidha*—diferentes variedades; *haya*—existem; *sei saba*—todos esses; *rasa-amṛtera*—do néctar da devoção; *viṣaya*—sujeito; *āśraya*—objeto.", "translation": "**\"Cada devoto tem certo tipo de doçura transcendental em relação a Kṛṣṇa. Mas, em todos os relacionamentos transcendentais, o devoto é o adorador [āśraya], e Kṛṣṇa é o objeto de adoração [viṣaya].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/142/", "verse_text": "akhila-rasāmṛta-mūrtiḥ\nprasṛmara-ruci-ruddha-tārakā-pāliḥ\nkalita-śyāmā-lalito\nrādhā-preyān vidhur jayati", "devanagari": "> অখিলরসামৃতমূর্তিঃ\n> প্রসৃমর-রুচিরুদ্ধ-তারকা-পালিঃ ৷\n> কলিত-শ্যামা-ললিতো\n> রাধাপ্রেয়ান্ বিধুর্জয়তি ৷৷ ১৪২ ৷৷ ॥১৪২॥", "synonyms": "*akhila-rasa-amṛta-mūrtiḥ*—o reservatório de todo prazer, no qual existem todas as doçuras do serviço devocional, a saber, śānta, dāsya, sakhya, vātsalya e mādhurya; *prasṛmara*—difundindo-se; *ruci*—por Seu brilho corporal; *ruddha*—que subjugou; *tārakā*—a gopī chamada Tārakā; *pāliḥ*—a gopī chamada Pāli; *kalita*—que absorveu; *śyāmā*—a gopī chamada Śyāmā; *lalitaḥ*—e a gopī chamada Lalitā; *rādhā-preyān*—o mais querido de Śrīmatī Rādhārāṇī; *vidhuḥ*—Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus; *jayati*—todas as glórias a.", "translation": "**\" 'Glorificado seja *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*! Em virtude de Seus atrativos cada vez mais abrangentes, Ele subjugou as gopīs chamadas Tārakā e Pāli e absorveu as mentes de Śyāmā e Lalitā. Ele é o amante mais atraente de Śrīmatī Rādhārāṇī e é o reservatório de prazer para os devotos em todas as doçuras devocionais.'**", "purport": "Cada um tem uma doçura transcendental específica pela qual ama e serve Kṛṣṇa. Kṛṣṇa é o aspecto mais atraente para todo tipo de devoto. Por isso, Ele é chamado de akhila-rasāmṛta-mūrti, a forma transcendental de atração para todo tipo de devoto, esteja o devoto em śānta-rasa, dāsya-rasa, sakhya-rasa, vātsalya-rasa ou mādhurya-rasa.\n\nEste é o verso de abertura do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/8/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/143/", "verse_text": "śṛṅgāra-rasarāja-maya-mūrti-dhara\nataeva ātma-paryanta-sarva-citta-hara", "devanagari": "> শৃঙ্গার-রসরাজময়-মূর্তিধর ৷\n> অতএব আত্মপর্যন্ত-সর্ব-চিত্ত-হর ৷৷ ১৪৩ ৷৷ ॥১৪৩॥", "synonyms": "*śṛṅgāra-rasa-rāja-maya*—que consiste na doçura do amor conjugal, que é o rei das doçuras; *mūrti-dhara*—Kṛṣṇa, o reservatório personificado de todo prazer; *ataeva*—portanto; *ātma-paryanta*—até mesmo Seu próprio eu; *sarva*—de todos; *citta*—dos corações; *hara*—o que atrai.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é totalmente atraente para os devotos em todas as doçuras devocionais porque Ele é a personificação da doçura conjugal. Kṛṣṇa é atraente não somente para todos os devotos, mas também para Si mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/144/", "verse_text": "viśveṣām anurañjanena janayann ānandam indīvara-\nśreṇī-śyāmala-komalair upanayann aṅgair anaṅgotsavam\nsvacchandaṁ vraja-sundarībhir abhitaḥ praty-aṅgam āliṅgitaḥ\nśṛṅgāraḥ sakhī mūrtimān iva madhau mugdho hariḥ krīḍati", "devanagari": "> বিশ্বেষামনুরঞ্জনেন জনয়ন্নানন্দমিন্দীবর-\n> শ্রেণীশ্যামলকোমলৈরুপনয়ন্নঙ্গৈরনঙ্গোৎসবম্ ৷\n> স্বচ্ছন্দং ব্রজসুন্দরীভিরভিতঃ প্রত্যঙ্গমালিঙ্গিতঃ\n> শৃঙ্গারঃ সখি মূর্তিমানিব মধৌ মুগ্ধো হরিঃ ক্রীড়তি ৷৷ ১৪৪ ৷৷ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*viśveṣām*—de todas as gopīs; *anurañjanena*—pelo ato de agradar; *janayan*—produzindo; *ānandam*—a bem-aventurança; *indīvara-śreṇī*—como uma fileira de lótus azuis; *śyāmala*—de um negro azulado; *komalaiḥ*—e suaves; *upanayan*—trazendo; *aṅgaiḥ*—com Seus membros; *anaṅga-utsavam*—um festival para Cupido; *svacchandam*—sem restrição; *vraja-sundarībhiḥ*—pelas jovens de Vraja; *abhitaḥ*—de ambos os lados; *prati-aṅgam*—cada membro; *āliṅgitaḥ*—abraçado; *śṛṅgāraḥ*—amor amoroso; *sakhī*—ó amiga; *mūrti-mān*—personificado; *iva*—como; *madhau*—na primavera; *mugdhaḥ*—perplexo; *hariḥ*—o Senhor Hari; *krīḍati*—brinca.", "translation": "**\" 'Minhas queridas amigas, vede apenas como Śrī Kṛṣṇa desfruta da estação da primavera! Com as gopīs abraçando cada um de Seus membros, Ele é como o amor amoroso personificado. Com Seus passatempos transcendentais, Ele anima todas as gopīs e toda a criação. Com Seus braços e pernas suaves, de um negro azulado, que se assemelham a flores de lótus azuis, Ele criou um festival para Cupido.'**", "purport": "Este é um verso do Gīta-govinda (1.11). Veja também o *Caitanya-caritāmṛta*, *Ādi-līlā*, Capítulo Quatro, texto 224."}
{"ref": "cc/madhya/8/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/145/", "verse_text": "lakṣmī-kāntādi avatārera hare mana\nlakṣmī-ādi nārī-gaṇera kare ākarṣaṇa", "devanagari": "> লক্ষ্মীকান্তাদি অবতারের হরে মন ৷\n> লক্ষ্মী আদি নারীগণের করে আকর্ষণ ৷৷ ১৪৫ ৷৷ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*lakṣmī-kānta-ādi*—do esposo da deusa da fortuna (Nārāyaṇa); *avatārera*—da encarnação; *hare*—Ele encanta; *mana*—a mente; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *ādi*—encabeçadas por; *nārī-gaṇera*—de todas as mulheres; *kare*—faz; *ākarṣaṇa*—atração.", "translation": "**\"Ele também atrai Nārāyaṇa, que é a encarnação de Saṅkarṣaṇa e o esposo da deusa da fortuna. Ele atrai não somente Nārāyaṇa, mas também todas as mulheres, encabeçadas pela deusa da fortuna, a consorte de Nārāyaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/146/", "verse_text": "dvijātmajā me yuvayor didṛkṣuṇā\nmayopanītā bhuvi dharma-guptaye\nkalāvatīrṇāv avaner bharāsurān\nhatveha bhūyas tvarayetam anti me", "devanagari": "> দ্বিজাত্মজা মে যুবয়োর্দিদৃক্ষুণা, ময়োপনীতা ভুবি ধর্মগুপ্তয়ে ৷\n> কলাবতীর্ণাববনের্ভরাসুরান্, হত্বেহ ভূয়স্ত্বরয়েতমন্তি মে ৷৷ ১৪৬ ৷৷ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*dvija-ātma-jāḥ*—os filhos do brāhmaṇa; *me*—por Mim; *yuvayoḥ*—de vós dois; *didṛkṣuṇā*—desejando a visão; *mayā*—por Mim; *upanītāḥ*—trazidos; *bhuvi*—no mundo; *dharma-guptaye*—para a proteção dos princípios religiosos; *kalā*—com todas as potências; *avatīrṇau*—que desceram; *avaneḥ*—do mundo; *bharā-asurān*—a pesada carga de demônios; *hatvā*—tendo matado; *iha*—aqui no mundo espiritual; *bhūyaḥ*—novamente; *tvarayā*—muito em breve; *itam*—por favor, retornai; *anti*—perto; *me*—de Mim.", "translation": "**\"Dirigindo-Se a Kṛṣṇa e Arjuna, o Senhor Mahā-Viṣṇu [o Mahāpuruṣa] disse: 'Eu quis ver a vós dois, e por isso trouxe aqui os filhos do brāhmaṇa. Vós dois aparecestes no mundo material para restabelecer os princípios religiosos, e ambos aparecestes aqui com todas as vossas potências. Após matardes todos os demônios, retornai depressa, por favor, ao mundo espiritual.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.89.58), referente ao empenho de Kṛṣṇa em levar Arjuna para além do universo material quando Arjuna procurava os filhos de um brāhmaṇa.\n\nO Senhor Mahā-Viṣṇu, que está situado além deste mundo material, também era atraído pelas características corporais de Kṛṣṇa. Mahā-Viṣṇu, na verdade, havia roubado os filhos do brāhmaṇa em Dvārakā para que Kṛṣṇa e Arjuna fossem visitá-lo. Este verso é citado para mostrar que Kṛṣṇa é tão atraente que atrai até Mahā-Viṣṇu."}
{"ref": "cc/madhya/8/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/147/", "verse_text": "kasyānubhāvo 'sya na deva vidmahe\ntavāṅghri-reṇu-sparaśādhikāraḥ\nyad-vāñchayā śrīr lalanācarat tapo\nvihāya kāmān su-ciraṁ dhṛta-vratā", "devanagari": "> কস্যানুভাবোঽস্য ন দেব বিদ্মহে\n> তবাঙ্ঘ্রিরেণুস্পরশাধিকারঃ ৷\n> যদ্বাঞ্ছয়া শ্রীর্ললনাচরত্তপো\n> বিহায় কামান্ সুচিরং ধৃতব্রতা ৷৷ ১৪৭ ৷৷ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*kasya*—de que; *anubhāvaḥ*—um resultado; *asya*—da serpente (Kāliya); *na*—não; *deva*—meu Senhor; *vidmahe*—sabemos; *tava aṅghri*—de Vossos pés de lótus; *reṇu*—da poeira; *sparaśa*—por tocar; *adhikāraḥ*—qualificação; *yat*—a qual; *vāñchayā*—por desejar; *śrīḥ*—a deusa da fortuna; *lalanā*—a mais elevada das mulheres; *acarat*—realizou; *tapaḥ*—austeridade; *vihāya*—abandonando; *kāmān*—todos os desejos; *su-ciram*—por muito tempo; *dhṛta*—uma lei mantida; *vratā*—como um voto.", "translation": "**\" 'Ó Senhor, não sabemos como a serpente Kāliya alcançou tal oportunidade de ser tocada pela poeira de Seus pés de lótus. Para esse fim, a deusa da fortuna realizou austeridades durante séculos, abandonando todos os outros desejos e observando votos austeros. Na verdade, não sabemos como esta serpente Kāliya obteve tal oportunidade.'**\"", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.16.36) foi falado pelas esposas do demônio Kāliya."}
{"ref": "cc/madhya/8/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/148/", "verse_text": "āpana-mādhurye hare āpanāra mana\nāpanā āpani cāhe karite āliṅgana", "devanagari": "> আপন-মাধুর্যে হরে আপনার মন ৷\n> আপনা আপনি চাহে করিতে আলিঙ্গন ৷৷ ১৪৮ ৷৷ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*āpana*—própria; *mādhurye*—pela doçura; *hare*—rouba; *āpanāra*—Sua própria; *mana*—mente; *āpanā*—a Si mesmo; *āpani*—Ele; *cāhe*—quer; *karite*—fazer; *āliṅgana*—abraçar.", "translation": "**\"A doçura do Senhor Kṛṣṇa é tão atraente que rouba Sua própria mente. Assim, Ele deseja até mesmo abraçar a Si mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/149/", "verse_text": "aparikalita-pūrvaḥ kaś camatkāra-kārī\nsphurati mama garīyān eṣa mādhurya-pūraḥ\nayam aham api hanta prekṣya yaṁ lubdha-cetāḥ\nsa-rabhasam upabhoktuṁ kāmaye rādhikeva", "devanagari": "> অপরিকলিতপূর্বঃ কশ্চমৎকারকারী\n> স্ফুরতি মম গরীয়ানেষ মাধুর্যপূরঃ ৷\n> অয়মহমপি হন্ত প্রেক্ষ্য যং লুব্ধচেতাঃ\n> সরভসমুপভোক্তুং কাময়ে রাধিকেব ৷৷ ১৪৯ ৷৷ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*aparikalita-pūrvaḥ*—nunca antes experimentada; *kaḥ*—quem; *camatkāra-kārī*—causando admiração; *sphurati*—manifesta-se; *mama*—Minha; *garīyān*—maior; *eṣaḥ*—esta; *mādhurya-pūraḥ*—abundância de doçura; *ayam*—este; *aham*—Eu; *api*—mesmo; *hanta*—ai; *prekṣya*—vendo; *yam*—o qual; *lubdha-cetāḥ*—com Minha mente confundida; *sa-rabhasam*—impetuosamente; *upabhoktum*—desfrutar; *kāmaye*—desejo; *rādhikā iva*—como Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\" 'Ao ver Seu próprio reflexo num pilar adornado com joias de Seu palácio em Dvārakā, Kṛṣṇa desejou abraçá-lo, dizendo: \"Ai de mim! Nunca vi tal pessoa antes. Quem é Ele? Só de vê-lo, fiquei ansioso por abraçá-lo, exatamente como Śrīmatī Rādhārāṇī.\" ' \"**", "purport": "Este é um verso do Lalita-mādhava (8.34), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/8/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/150/", "verse_text": "ei ta' saṅkṣepe kahila kṛṣṇera svarūpa\nebe saṅkṣepe kahi śuna rādhā-tattva-rūpa", "devanagari": "> এই ত’ সংক্ষেপে কহিল কৃষ্ণের স্বরূপ ৷\n> এবে সংক্ষেপে কহি শুন রাধা-তত্ত্বরূপ ৷৷ ১৫০ ৷৷ ॥১৫০॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *saṅkṣepe*—em resumo; *kahila*—eu disse; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa*—a forma original; *ebe*—agora; *saṅkṣepe*—em resumo; *kahi*—falarei; *śuna*—por favor, ouve; *rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *tattva-rūpa*—a posição real.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya então disse: \"Expliquei assim brevemente a forma original da Suprema Personalidade de Deus. Permite agora que eu descreva a posição de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/151/", "verse_text": "kṛṣṇera ananta-śakti, tāte tina--pradhāna\n'cic-chakti', 'māyā-śakti', 'jīva-śakti'-nāma", "devanagari": "> কৃষ্ণের অনন্ত-শক্তি, তাতে তিন — প্রধান ৷\n> ‘চিচ্ছক্তি’, ‘মায়াশক্তি’, ‘জীবশক্তি’-নাম ৷৷ ১৫১ ৷৷ ॥১৫১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ananta-śakti*—potências ilimitadas; *tāte*—nisso; *tina*—três; *pradhāna*—principais; *cit-śakti*—potência espiritual; *māyā-śakti*—potência material; *jīva-śakti*—potência marginal, ou as entidades vivas; *nāma*—chamadas.", "translation": "**\"Kṛṣṇa tem potências ilimitadas, que podem ser divididas em três partes principais. Estas são a potência espiritual, a potência material e a potência marginal, que é conhecida como as entidades vivas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/152/", "verse_text": "'antaraṅgā', 'bahiraṅgā', 'taṭasthā' kahi yāre\nantaraṅgā 'svarūpa-śakti'--sabāra upare", "devanagari": "> ‘অন্তরঙ্গা’, ‘বহিরঙ্গা’, ‘তটস্থা’ কহি যারে ৷\n> অন্তরঙ্গা ‘স্বরূপ-শক্তি’ — সবার উপরে ৷৷ ১৫২ ৷৷ ॥১৫২॥", "synonyms": "*antaraṅgā*—interna; *bahiraṅgā*—externa; *taṭa-sthā*—marginal; *kahi*—dizemos; *yāre*—às quais; *antaraṅgā*—a potência interna; *svarūpa-śakti*—a energia pessoal; *sabāra upare*—acima de todas.", "translation": "**\"Em outras palavras, todas estas são potências de Deus — interna, externa e marginal. Porém, a potência interna é a energia pessoal do Senhor e se sobrepõe às outras duas.**\"", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/153/", "verse_text": "viṣṇu-śaktiḥ parā proktā\nkṣetrajñākhyā tathā parā\navidyā-karma-saṁjñānyā\ntṛtīyā śaktir iṣyate", "devanagari": "> বিষ্ণুশক্তিঃ পরা প্রোক্তা ক্ষেত্রজ্ঞাখ্যা তথাপরা ৷\n> অবিদ্যা-কর্মসংজ্ঞান্যা তৃতীয়া শক্তিরিষ্যতে ৷৷ ১৫৩ ৷৷ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*viṣṇu-śaktiḥ*—a potência do Senhor Viṣṇu; *parā*—espiritual; *proktā*—diz-se; *kṣetrajña-ākhyā*—a potência conhecida como kṣetra-jña; *tathā*—assim como; *parā*—espiritual; *avidyā*—ignorância; *karma*—atividades fruitivas; *saṁjñā*—conhecida como; *anyā*—outra; *tṛtīyā*—terceira; *śaktiḥ*—potência; *iṣyate*—conhecida assim.", "translation": "**\" 'A potência original do Senhor Viṣṇu é superior, ou espiritual. A entidade viva, na verdade, pertence a essa energia superior, mas há outra energia, chamada energia material, e esta terceira energia está plena de ignorância.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (6.7.61)."}
{"ref": "cc/madhya/8/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/154/", "verse_text": "sac-cid-ānanda-maya kṛṣṇera svarūpa\n\nataeva svarūpa-śakti haya tina rūpa", "devanagari": "> সচ্চিদানন্দময় কৃষ্ণের স্বরূপ ৷\n> অতএব স্বরূপ-শক্তি হয় তিন রূপ ৷৷ ১৫৪ ৷৷ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*sat-cit-ānanda-maya*—eternidade, bem-aventurança e conhecimento; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa*—a verdadeira forma transcendental; *ataeva*—portanto; *svarūpa-śakti*—Sua potência pessoal espiritual; *haya*—é; *tina rūpa*—três formas.", "translation": "**\"Originalmente, o Senhor Kṛṣṇa é sac-cid-ānanda-vigraha, a forma transcendental de eternidade, bem-aventurança e conhecimento; portanto, Sua potência pessoal, a potência interna, tem três formas diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/155/", "verse_text": "ānandāṁśe 'hlādinī', sad-aṁśe 'sandhinī'\n\ncid-aṁśe 'samvit', yāre jñāna kari' māni", "devanagari": "> আনন্দাংশে ‘হ্লাদিনী’, সদংশে ‘সন্ধিনী’ ৷\n> চিদংশে ‘সম্বিৎ’, যারে জ্ঞান করি’ মানি ৷৷ ১৫৫ ৷৷ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*ānanda-aṁśe*—em bem-aventurança; *hlādinī*—a potência que confere prazer; *sat-aṁśe*—em eternidade; *sandhinī*—a potência criativa; *cit-aṁśe*—em conhecimento; *samvit*—samvit; *yāre*—a qual; *jñāna*—conhecimento; *kari'*—tomando como; *māni*—eu aceito.", "translation": "**\"Hlādinī é Seu aspecto de bem-aventurança; sandhinī, de existência eterna; e samvit, de cognição, que também é aceita como conhecimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/156/", "verse_text": "hlādinī sandhinī samvit\ntvayy ekā sarva-saṁśraye\nhlāda-tāpa-karī miśrā\ntvayi no guṇa-varjite", "devanagari": "> হ্লাদিনী সন্ধিনী সম্বিৎ ত্বয্যেকা সর্বসংশ্রয়ে ৷\n> হ্লাদতাপকরী মিশ্রা ত্বয়ি নো গুণবর্জিতে ৷৷ ১৫৬ ৷৷ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*hlādinī*—aquilo que gera prazer; *sandhinī*—a potência da existência; *samvit*—a potência do conhecimento; *tvayi*—em Ti; *ekā*—principal potência interna; *sarva-saṁśraye*—Tu és o reservatório de todas as potências; *hlāda*—prazer; *tāpa-karī*—geradora de dores; *miśrā*—misturada; *tvayi*—em Ti; *na u*—nunca; *guṇa-varjite*—Tu, a transcendência, a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, Tu és o reservatório transcendental de todas as qualidades transcendentais. Tua potência de prazer, potência de existência e potência de conhecimento são na verdade uma única potência interna espiritual. A alma condicionada, embora de fato espiritual, às vezes experimenta prazer, às vezes dor e às vezes uma mistura de dor e prazer. Isso se deve ao seu contato com a matéria. Tu, porém, estás acima de todas as qualidades materiais, de modo que estas não se encontram em Ti. Tua superior potência espiritual é completamente transcendental, e para Ti não existe tal coisa como prazer relativo, prazer misturado com dor, ou a própria dor.'**\"", "purport": "Esta é uma citação do Viṣṇu Purāṇa (1.12.69)."}
{"ref": "cc/madhya/8/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/157/", "verse_text": "kṛṣṇake āhlāde, tā'te nāma--'hlādinī'\n\nsei śakti-dvāre sukha āsvāde āpani", "devanagari": "> কৃষ্ণকে আহ্লাদে, তা’তে নাম — ‘হ্লাদিনী’ ৷\n> সেই শক্তি-দ্বারে সুখ আস্বাদে আপনি ৷৷ ১৫৭ ৷৷ ॥১৫৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇake*—a Kṛṣṇa; *āhlāde*—dá prazer; *tā'te*—portanto; *nāma*—o nome; *hlādinī*—potência que confere prazer; *sei śakti*—essa potência; *dvāre*—por meio de; *sukha*—felicidade; *āsvāde*—saboreia; *āpani*—o próprio Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A potência chamada hlādinī confere a Kṛṣṇa prazer transcendental. Por meio dessa potência de prazer, Kṛṣṇa pessoalmente saboreia todo o prazer espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/158/", "verse_text": "sukha-rūpa kṛṣṇa kare sukha āsvādana\n\nbhakta-gaṇe sukha dite 'hlādinī'--kāraṇa", "devanagari": "> সুখরূপ কৃষ্ণ করে সুখ আস্বাদন ৷\n> ভক্তগণে সুখ দিতে ‘হ্লাদিনী’ — কারণ ৷৷ ১৫৮ ৷৷ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*sukha-rūpa*—a personificação do prazer; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *sukha*—felicidade; *āsvādana*—saborear; *bhakta-gaṇe*—ao devoto; *sukha*—felicidade; *dite*—dar; *hlādinī*—a potência de prazer; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa saboreia todos os tipos de felicidade transcendental, embora Ele próprio seja a personificação da felicidade. O prazer desfrutado por Seus devotos puros também é manifestado por Sua potência de prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/159/", "verse_text": "hlādinīra sāra aṁśa, tāra 'prema' nāma\n\nānanda-cinmaya-rasa premera ākhyāna", "devanagari": "> হ্লাদিনীর সার অংশ, তার ‘প্রেম’ নাম ৷\n> আনন্দচিন্ময়রস প্রেমের আখ্যান ৷৷ ১৫৯ ৷৷ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*hlādinīra*—desta potência de prazer; *sāra*—a essencial; *aṁśa*—parte; *tāra*—seu; *prema*—amor a Deus; *nāma*—nome; *ānanda*—pleno de prazer; *cit-maya-rasa*—a plataforma das doçuras espirituais; *premera*—do amor a Deus; *ākhyāna*—a explicação.", "translation": "**\"A parte mais essencial desta potência de prazer é o amor a Deus [prema]. Por conseguinte, a explicação do amor a Deus também é uma doçura transcendental plena de prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/160/", "verse_text": "premera parama-sāra 'mahābhāva' jāni\n\nsei mahābhāva-rūpā rādhā-ṭhākurāṇī", "devanagari": "> প্রেমের পরম-সার ‘মহাভাব’ জানি ৷\n> সেই মহাভাবরূপা রাধা-ঠাকুরাণী ৷৷ ১৬০ ৷৷ ॥১৬০॥", "synonyms": "*premera*—do amor a Deus; *parama-sāra*—a parte essencial; *mahā-bhāva*—o êxtase transcendental de nome mahābhāva; *jāni*—nós sabemos; *sei*—essa; *mahā-bhāva-rūpā*—a personificação do êxtase transcendental mahābhāva; *rādhā-ṭhākurāṇī*—Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\"A parte essencial do amor a Deus chama-se mahābhāva, êxtase transcendental, e esse êxtase é representado por Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/161/", "verse_text": "tayor apy ubhayor madhye\nrādhikā sarvathādhikā\nmahābhāva-svarūpeyaṁ\nguṇair ativarīyasī", "devanagari": "> তয়োরপ্যুভয়োর্মধ্যে রাধিকা সর্বথাধিকা ৷\n> মহাভাবস্বরূপেয়ং গুণৈরতিবরীয়সী ৷৷ ১৬১ ৷৷ ॥১৬১॥", "synonyms": "*tayoḥ*—delas; *api*—mesmo; *ubhayoḥ*—de ambas (Candrāvalī e Rādhārāṇī); *madhye*—no meio; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sarvathā*—em todos os sentidos; *adhikā*—maior; *mahā-bhāva-svarūpā*—a forma de mahābhāva; *iyam*—esta; *guṇaiḥ*—com boas qualidades; *ativarīyasī*—a melhor de todas.", "translation": "**\" 'Entre as gopīs de Vṛndāvana, Śrīmatī Rādhārāṇī e outra gopī são consideradas as principais. Porém, quando comparamos as gopīs, parece que Śrīmatī Rādhārāṇī é a mais importante porque Seu aspecto real expressa o mais elevado êxtase de amor. O êxtase de amor experimentado pelas outras gopīs não pode ser comparado ao de Śrīmatī Rādhārāṇī.'**\"", "purport": "Esta é uma citação do Ujjvala-nīlamaṇi (4.3) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/8/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/162/", "verse_text": "premera 'svarūpa-deha'--prema-vibhāvita\n\nkṛṣṇera preyasī-śreṣṭhā jagate vidita", "devanagari": "> প্রেমের ‘স্বরূপ-দেহ’ — প্রেম-বিভাবিত ৷\n> কৃষ্ণের প্রেয়সী-শ্রেষ্ঠা জগতে বিদিত ৷৷ ১৬২ ৷৷ ॥১৬২॥", "synonyms": "*premera*—do amor a Deus; *svarūpa-deha*—corpo verdadeiro; *prema*—pelo amor a Deus; *vibhāvita*—influência; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *preyasī*—das queridas amigas; *śreṣṭhā*—a maior; *jagate*—por todo o mundo; *vidita*—conhecida.", "translation": "**\"O corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī é uma verdadeira transformação do amor a Deus; Ela é a mais querida amiga de Kṛṣṇa, e isto é conhecido por todo o mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/163/", "verse_text": "ānanda-cinmaya-rasa-pratibhāvitābhis\ntābhir ya eva nija-rūpatayā kalābhiḥ\ngoloka eva nivasty akhilātma-bhūto\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> আনন্দচিন্ময়রস-প্রতিভাবিতাভি-\n> স্তাভির্য এব নিজরূপতয়া কলাভিঃ ৷\n> গোলোক এব নিবসত্যখিলাত্মভূতো\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ৷৷ ১৬৩ ৷৷ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*ānanda*—bem-aventurança; *cit*—conhecimento; *maya*—consistindo em; *rasa*—doçuras; *prati*—a cada segundo; *bhāvitābhiḥ*—que estão absortas em; *tābhiḥ*—com aquelas; *yaḥ*—quem; *eva*—certamente; *nija-rūpatayā*—com Sua própria forma; *kalābhiḥ*—que são partes de porções de Sua potência de prazer; *goloke*—em Goloka Vṛndāvana; *eva*—certamente; *nivasti*—reside; *akhila-ātma*—como a alma de tudo; *bhūtaḥ*—que existe; *govindam*—o Senhor Govinda; *ādi-puruṣam*—a personalidade original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\" 'Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, que reside em Seu próprio reino, Goloka, com Rādhā, que Se assemelha à Sua própria figura espiritual e que incorpora a potência extática [hlādinī]. Suas companheiras são Suas confidentes, que incorporam extensões de Sua forma corpórea e que estão imbuídas e impregnadas de rasa espiritual sempre bem-aventurada.'**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.37)."}
{"ref": "cc/madhya/8/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/164/", "verse_text": "sei mahābhāva haya 'cintāmaṇi-sāra'\n\nkṛṣṇa-vāñchā pūrṇa kare ei kārya tāṅra", "devanagari": "> সেই মহাভাব হয় ‘চিন্তামণি-সার’ ৷\n> কৃষ্ণ-বাঞ্ছা পূর্ণ করে এই কার্য তাঁর ৷৷ ১৬৪ ৷৷ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*sei*—esse; *mahā-bhāva*—êxtase supremo; *haya*—é; *cintāmaṇi-sāra*—a essência da vida espiritual; *kṛṣṇa-vāñchā*—todos os desejos do Senhor Kṛṣṇa; *pūrṇa kare*—satisfaz; *ei*—esta; *kārya*—ocupação; *tāṅra*—d'Ela.", "translation": "**\"Esse êxtase supremo de Śrīmatī Rādhārāṇī é a essência da vida espiritual. Sua única ocupação é satisfazer todos os desejos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/165/", "verse_text": "'mahābhāva-cintāmaṇi' rādhāra svarūpa\n\nlalitādi sakhī--tāṅra kāya-vyūha-rūpa", "devanagari": "> ‘মহাভাব-চিন্তামণি’ রাধার স্বরূপ ৷\n> ললিতাদি সখী — তাঁর কায়ব্যূহরূপ ৷৷ ১৬৫ ৷৷ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*mahā-bhāva*—do supremo êxtase espiritual; *cintā-maṇi*—a pedra de toque; *rādhāra svarūpa*—a forma transcendental de Śrīmatī Rādhārāṇī; *lalitā-ādi sakhī*—as companheiras gopīs de Śrīmatī Rādhārāṇī; *tāṅra kāya-vyūha-rūpa*—expansões de Seu corpo espiritual.", "translation": "**\"Śrīmatī Rādhārāṇī é a mais elevada joia espiritual, e as outras gopīs — Lalitā, Viśākhā e assim por diante — são expansões de Seu corpo espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/166/", "verse_text": "rādhā-prati kṛṣṇa-sneha--sugandhi udvartana\n\ntā'te ati sugandhi deha--ujjvala-varaṇa", "devanagari": "> রাধা-প্রতি কৃষ্ণ-স্নেহ — সুগন্ধি উদ্বর্তন ৷\n> তা’তে অতি সুগন্ধি দেহ — উজ্জ্বল-বরণ ৷৷ ১৬৬ ৷৷ ॥১৬৬॥", "synonyms": "*rādhā-prati*—para com Śrīmatī Rādhārāṇī; *kṛṣṇa-sneha*—a afeição do Senhor Kṛṣṇa; *su-gandhi udvartana*—massagem perfumada; *tā'te*—nisso; *ati*—muito; *su-gandhi*—perfumado; *deha*—o corpo; *ujjvala*—brilhante; *varaṇa*—brilho.", "translation": "**\"O corpo transcendental de Śrīmatī Rādhārāṇī é brilhante em seu fulgor e pleno de todas as fragrâncias transcendentais. A afeição do Senhor Kṛṣṇa por Ela é como uma massagem perfumada.**", "purport": "Sugandhi udvartana refere-se a uma pasta feita de vários perfumes e óleos aromatizados. Essa pasta é massageada por todo o corpo e, dessa forma, removem-se a sujeira e a transpiração corporais. O corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī é automaticamente perfumado, mas quando massageado com a pasta perfumada da afeição do Senhor Kṛṣṇa, Seu corpo inteiro fica duplamente perfumado e torna-se brilhante e radiante. Este é o início da descrição de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī sobre o corpo transcendental de Śrīmatī Rādhārāṇī. Essa descrição baseia-se no livro conhecido como *Premāmbhoja-maranda*, compilado por Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī. As descrições de Śrīla Kavirāja Gosvāmī nos versos 165-181 baseiam-se neste livro. Uma tradução do sânscrito original, conforme descrito por Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura, é a seguinte:\n\n\"O amor das *gopīs* por Kṛṣṇa está pleno de êxtase transcendental. Parece uma joia brilhante, e iluminado por tal joia transcendental, o corpo de Rādhārāṇī é ainda mais perfumado e decorado com *kuṅkuma*. De manhã Seu corpo é banhado no néctar da compaixão, à tarde no néctar da juventude, e à noite no néctar do próprio brilho. Assim o banho é realizado, e Seu corpo torna-se tão brilhante quanto a joia *cintāmaṇi*. Seu vestuário é composto de vários tipos de vestes de seda, que podem ser comparados à Sua natural timidez.\n\n\"Sua beleza é cada vez mais realçada, sendo decorada com *kuṅkuma*, que é comparado à própria beleza, e com almíscar escuro, que é comparado ao amor conjugal. Assim Seu corpo é adornado com diferentes cores. O *kuṅkuma* é vermelho, e o almíscar é negro. Seus ornamentos incorporam os sintomas naturais do êxtase — tremor, lágrimas, júbilo, paralisia, transpiração, falha na voz, rubor corporal, loucura e entorpecimento. Dessa forma o corpo inteiro está adornado com essas nove joias diferentes. Além disso, a beleza de Seu corpo é realçada por Suas qualidades transcendentais, que pendem como uma guirlanda de flores sobre Seu corpo. O êxtase de amor por Kṛṣṇa é conhecido como *dhīra* e *adhīra*, sereno e inquieto. Tal êxtase constitui o revestimento do corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī, e é adornado com cânfora. Sua ira transcendental em relação a Kṛṣṇa se manifesta como a disposição dos cabelos em Sua cabeça, e o *tilaka* de Sua grande fortuna brilha em Sua bela testa. Os brincos de Śrīmatī Rādhārāṇī são os santos nomes de Kṛṣṇa, assim como a audição de Seu nome e glória. Seus lábios estão sempre avermelhados devido ao bétel da afeição extática por Kṛṣṇa. A pomada negra ao redor de Seus olhos é Seu comportamento astuto com Kṛṣṇa, provocado pelo amor. Seu gracejo com Kṛṣṇa e Seu suave sorriso são a cânfora com que Ela é perfumada. Ela dorme em Seu quarto com o aroma do orgulho, e quando Se deita em Seu leito, a transcendental variedade de Seus êxtases amorosos é como um medalhão de joias no meio de Seu colar de separação. Seus seios transcendentais são cobertos por Seu sári na forma de afeição e raiva em relação a Kṛṣṇa. Ela possui um instrumento de cordas conhecido como *kacchapī-vīṇā*, que é a fama e a fortuna que de fato resseca os rostos e os seios das outras *gopīs*. Ela sempre mantém as mãos no ombro de Sua amiga *gopī*, que é comparada à Sua beleza juvenil, e embora seja altamente qualificada com tantos atributos espirituais, é ainda assim afetada pelo Cupido conhecido como Kṛṣṇa. Assim Ela é vencida. Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī oferece Suas respeitosas reverências a Śrīmatī Rādhārāṇī, colocando um palha na boca. Com efeito, ele ora: 'Ó Gāndharvikā, Śrīmatī Rādhārāṇī, assim como o Senhor Kṛṣṇa nunca rejeita uma alma rendida, por favor não me rejeite.'\" Esta é uma tradução resumida do *Premāmbhoja-maranda*, que Kavirāja Gosvāmī cita."}
{"ref": "cc/madhya/8/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/167/", "verse_text": "kāruṇyāmṛta-dhārāya snāna prathama\n\ntāruṇyāmṛta-dhārāya snāna madhyama", "devanagari": "> কারুণ্যামৃত-ধারায় স্নান প্রথম ৷\n> তারুণ্যামৃত-ধারায় স্নান মধ্যম ৷৷ ১৬৭ ৷৷ ॥১৬৭॥", "synonyms": "*kāruṇya-amṛta*—do néctar da misericórdia; *dhārāya*—na chuva; *snāna*—banho; *prathama*—primeiro; *tāruṇya-amṛta*—do néctar da juventude; *dhārāya*—na chuva; *snāna*—banho; *madhyama*—no meio.", "translation": "**\"Śrīmatī Rādhārāṇī toma Seu primeiro banho na chuva do néctar da compaixão, e toma Seu segundo banho no néctar da juventude.**", "purport": "Śrīmatī Rādhārāṇī primeiro unge Seu corpo com a pasta da afeição por Kṛṣṇa. Depois, Ela toma Seu banho na água da misericórdia. Após passar pela idade paugaṇḍa (dos cinco aos dez anos), Śrīmatī Rādhārāṇī aparece primeiramente como misericórdia. O segundo banho, tomado ao meio-dia, é tomado na água de tāruṇyāmṛta, ou o néctar da juventude. Esta é a verdadeira expressão de Sua nova juventude."}
{"ref": "cc/madhya/8/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/168/", "verse_text": "lāvaṇyāmṛta-dhārāya tad-upari snāna\n\nnija-lajjā-śyāma-paṭṭasāṭi-paridhāna", "devanagari": "> লাবণ্যামৃত-ধারায় তদুপরি স্নান ৷\n> নিজ-লজ্জা-শ্যাম-পট্টসাটি-পরিধান ৷৷ ১৬৮ ৷৷ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*lāvaṇya-amṛta-dhārāya*—na chuva do néctar do fulgor corpóreo; *tat-upari*—acima de tudo isso; *snāna*—o banho; *nija*—própria; *lajjā*—timidez; *śyāma*—negra; *paṭṭa*—seda; *sāṭi*—vestes; *paridhāna*—usando.", "translation": "**\"Após Seu banho do meio-dia, Rādhārāṇī toma outro banho no néctar do brilho corpóreo, e veste a roupa da timidez, que é exatamente como um sári de seda negra.**", "purport": "Além dos outros banhos, o banho da tarde é tomado no néctar da beleza plena. Esse néctar representa as qualidades pessoais de beleza e brilho. Assim, há três banhos em diferentes tipos de água. Rādhārāṇī veste então duas vestes — uma inferior e uma superior. A veste superior é cor-de-rosa e representa Sua afeição e atração por Kṛṣṇa; a veste inferior, um sári de seda escura, representa Sua timidez."}
{"ref": "cc/madhya/8/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/169/", "verse_text": "kṛṣṇa-anurāga dvitīya aruṇa-vasana\npraṇaya-māna-kañculikāya vakṣa ācchādana", "devanagari": "> কৃষ্ণ-অনুরাগ দ্বিতীয় অরুণ-বসন ৷\n> প্রণয়-মান-কঞ্চুলিকায় বক্ষ আচ্ছাদন ৷৷ ১৬৯ ৷৷ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-anurāga*—atração por Kṛṣṇa; *dvitīya*—segunda; *aruṇa-vasana*—veste rosada; *praṇaya*—de amor; *māna*—e ira; *kañculikāya*—por uma blusa curta; *vakṣa*—os seios; *ācchādana*—cobrindo.", "translation": "**\"A afeição de Śrīmatī Rādhārāṇī por Kṛṣṇa é a veste superior, que é de cor rosada. Ela então cobre Seus seios com outra veste, composta de afeição e ira por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/170/", "verse_text": "saundarya--kuṅkuma, sakhī-praṇaya--candana\nsmita-kānti--karpūra, tine--aṅge vilepana", "devanagari": "> সৌন্দর্য — কুঙ্কুম, সখী-প্রণয় চন্দন ৷\n> স্মিতকান্তি — কর্পূর, তিনে — অঙ্গে বিলেপন ৷৷ ১৭০ ৷৷ ॥১৭০॥", "synonyms": "*saundarya*—Sua beleza pessoal; *kuṅkuma*—um pó vermelho conhecido como kuṅkuma; *sakhī-praṇaya*—Seu amor por Suas companheiras; *candana*—a polpa de sândalo; *smita-kānti*—a doçura de Seu sorriso; *karpūra*—cânfora; *tine*—por estas três coisas; *aṅge*—no corpo; *vilepana*—untando.", "translation": "**\"A beleza pessoal de Śrīmatī Rādhārāṇī é comparada ao pó avermelhado conhecido como kuṅkuma. Sua afeição por Suas companheiras é comparada à polpa de sândalo, e a doçura de Seu sorriso é comparada à cânfora. Todas essas coisas, combinadas, estão untadas sobre Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/171/", "verse_text": "kṛṣṇera ujjvala-rasa--mṛgamada-bhara\nsei mṛgamade vicitrita kalevara", "devanagari": "> কৃষ্ণের-উজ্জ্বল রস — মৃগমদ-ভর ৷\n> সেই মৃগমদে বিচিত্রিত কলেবর ৷৷ ১৭১ ৷৷ ॥১৭১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ujjvala-rasa*—a doçura conjugal; *mṛga-mada*—de almíscar; *bhara*—uma abundância; *sei*—esse; *mṛga-made*—feito pelo aroma do almíscar; *vicitrita*—decorado; *kalevara*—todo o Seu corpo.", "translation": "**\"O amor conjugal por Kṛṣṇa é exatamente como uma abundância de almíscar. Por esse almíscar, todo o Seu corpo está decorado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/172/", "verse_text": "pracchanna-māna vāmya--dhammilla-vinyāsa\n'dhīrādhīrātmaka' guṇa--aṅge paṭa-vāsa", "devanagari": "> প্রচ্ছন্ন-মান বাম্য — ধম্মিল্ল-বিন্যাস ৷\n> ‘ধীরাধীরাত্মক’ গুণ — অঙ্গে পটবাস ৷৷ ১৭২ ৷৷ ॥১৭২॥", "synonyms": "*pracchanna*—coberta; *māna*—ira; *vāmya*—astúcia; *dhammilla*—dos cachos de cabelo; *vinyāsa*—o arranjo; *dhīra-adhīra-ātmaka*—consistindo em ira, às vezes expressa e às vezes reprimida, decorrente de ciúme; *guṇa*—a qualidade; *aṅge*—no corpo; *paṭa-vāsa*—veste de seda.", "translation": "**\"A astúcia e a ira encoberta constituem o arranjo de Seus cabelos. A qualidade da ira decorrente do ciúme é exatamente como a veste de seda que cobre Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/173/", "verse_text": "rāga-tāmbūla-rāge adhara ujjvala\nprema-kauṭilya--netra-yugale kajjala", "devanagari": "> রাগ-তাম্বূলরাগে অধর উজ্জ্বল ৷\n> প্রেমকৌটিল্য — নেত্রযুগলে কজ্জল ৷৷ ১৭৩ ৷৷ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*rāga*—de amor; *tāmbūla*—da noz de bétel; *rāge*—pela cor avermelhada; *adhara*—mentiras; *ujjvala*—brilhantes; *prema-kauṭilya*—as duplicidades nos assuntos amorosos; *netra-yugale*—nos dois olhos; *kajjala*—o unguento.", "translation": "**\"Seu apego por Kṛṣṇa é a cor avermelhada das nozes de bétel sobre Seus lábios brilhantes. Suas duplicidades nos assuntos amorosos são exatamente como o unguento preto ao redor de Seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/174/", "verse_text": "'sūddīpta-sāttvika' bhāva, harṣādi 'sañcārī'\nei saba bhāva-bhūṣaṇa saba-aṅge bhari'", "devanagari": "> ‘সূদ্দীপ্ত-সাত্ত্বিক’ ভাব, হর্ষাদি ‘সঞ্চারী’ ৷\n> এই সব ভাব-ভূষণ সব-অঙ্গে ভরি’ ৷৷ ১৭৪ ৷৷ ॥১৭৪॥", "synonyms": "*su-uddīpta-sāttvika bhāva*—êxtases flamejantes de bondade; *harṣa-ādi*—como o júbilo; *sañcārī*—os êxtases continuamente existentes; *ei saba*—todos estes; *bhāva*—êxtases; *bhūṣaṇa*—ornamentos; *saba*—todo; *aṅge*—corpo; *bhari'*—preenchendo.", "translation": "**\"Os ornamentos que decoram Seu corpo são os êxtases flamejantes de bondade, e estes êxtases constantemente existentes são encabeçados pelo júbilo. Todos esses êxtases são como ornamentos por todo o Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/175/", "verse_text": "'kila-kiñcitādi'-bhāva-viṁśati-bhūṣita\nguṇa-śreṇī-puṣpamālā sarvāṅge pūrita", "devanagari": "> ‘কিলকিঞ্চিতাদি’-ভাব-বিংশতি-ভূষিত ৷\n> গুণশ্রেণী-পুষ্পমালা সর্বাঙ্গে পূরিত ৷৷ ১৭৫ ৷৷ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*kila-kiñcita-ādi*—encabeçados por kila-kiñcita; *bhāva*—com os êxtases; *viṁśati*—vinte; *bhūṣita*—decorada; *guṇa-śreṇī*—de Suas qualidades atrativas; *puṣpa-mālā*—como uma guirlanda de flores; *sarva-aṅge*—por todo o corpo; *pūrita*—preenchida.", "translation": "**\"Esses ornamentos corpóreos constituem vinte espécies de sintomas extáticos, começando por kila-kiñcita. Suas qualidades transcendentais são a guirlanda de flores que pende em plenitude sobre Seu corpo.**", "purport": "Os vinte estados de espírito diferentes encabeçados por kila-kiñcita são descritos da seguinte maneira. Primeiro, em conexão com o corpo, há bhāva (êxtase), hāva (gestos) e helā (negligência); em relação ao eu, há śobhā (beleza), kānti (brilho), dīpti (esplendor), mādhurya (doçura), pragalbhatā (impudência), audārya (magnanimidade) e dhairya (paciência); e em relação à natureza, há līlā (passatempos), vilāsa (deleite), vicchitti (rompimento) e vibhrama (desconcerto). Não há equivalentes em português para as palavras kila-kiñcita, moṭṭāyita e kuṭṭamita.\n\nUma guirlanda de flores constitui as qualidades de Śrīmatī Rādhārāṇī e divide-se em partes mentais, verbais e corpóreas. Sua atitude de perdão e misericórdia é toda mental. Suas conversas, que são muito agradáveis ao ouvido, são verbais. As qualidades físicas — idade, beleza, brilho e graça — são qualidades corpóreas."}
{"ref": "cc/madhya/8/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/176/", "verse_text": "saubhāgya-tilaka cāru-lalāṭe ujjvala\nprema-vaicittya--ratna, hṛdaya--tarala", "devanagari": "> সৌভাগ্য-তিলক চারু-ললাটে উজ্জ্বল ৷\n> প্রেম-বৈচিত্ত্য — রত্ন, হৃদয় — তরল ৷৷ ১৭৬ ৷৷ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*saubhāgya-tilaka*—o tilaka da boa fortuna; *cāru*—bela; *lalāṭe*—na fronte; *ujjvala*—brilhante; *prema*—de amor a Deus; *vaicittya*—diversidade; *ratna*—a joia; *hṛdaya*—o coração; *tarala*—o pingente.", "translation": "**\"O tilaka da boa fortuna está sobre Sua bela e ampla fronte. Seus diversos assuntos amorosos são uma gema, e Seu coração é o pingente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/177/", "verse_text": "madhya-vayasa, sakhī-skandhe kara-nyāsa\nkṛṣṇalīlā-manovṛtti-sakhī āśa-pāśa", "devanagari": "> মধ্য-বয়স, সখী-স্কন্ধে কর-ন্যাস ৷\n> কৃষ্ণলীলা-মনোবৃত্তি-সখী আশপাশ ৷৷ ১৭৭ ৷৷ ॥১৭৭॥", "synonyms": "*madhya-vayasa*—a meia-idade; *sakhī*—de uma amiga; *skandhe*—no ombro; *kara*—a mão; *nyāsa*—mantendo; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *līlā*—os passatempos; *manaḥ*—da mente; *vṛtti*—as atividades; *sakhī*—gopīs; *āśa-pāśa*—aqui e ali.", "translation": "**\"As gopīs amigas de Śrīmatī Rādhārāṇī são Suas atividades mentais, que estão concentradas nos passatempos de Śrī Kṛṣṇa. Ela mantém Sua mão sobre o ombro de uma amiga, que representa a juventude.**", "purport": "As oito companheiras de Rādhārāṇī (aṣṭa-sakhī) são diferentes variedades de prazer ligadas aos passatempos de Kṛṣṇa. Seguindo esses passatempos de Śrī Kṛṣṇa, há outras atividades, que são representadas pelas assistentes das gopīs."}
{"ref": "cc/madhya/8/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/178/", "verse_text": "nijāṅga-saurabhālaye garva-paryaṅka\ntā'te vasi' āche, sadā cinte kṛṣṇa-saṅga", "devanagari": "> নিজাঙ্গ-সৌরভালয়ে গর্ব-পর্যঙ্ক ৷\n> তা’তে বসি’ আছে, সদা চিন্তে কৃষ্ণসঙ্গ ৷৷ ১৭৮ ৷৷ ॥১৭৮॥", "synonyms": "*nija-aṅga*—Seu próprio corpo; *saurabha-ālaye*—na morada do aroma; *garva*—o orgulho; *paryaṅka*—leito; *tā'te*—nele; *vasi'*—jazendo; *āche*—há; *sadā*—sempre; *cinte*—pensa; *kṛṣṇa-saṅga*—a associação de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"O leito de Śrīmatī Rādhārāṇī é o próprio orgulho, e está situado na morada de Seu aroma corpóreo. Ela está sempre sentada ali, pensando na associação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/179/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma-guṇa-yaśa--avataṁsa kāṇe\nkṛṣṇa-nāma-guṇa-yaśa-pravāha-vacane", "devanagari": "> কৃষ্ণ-নাম-গুণ-যশ — অবতংস কাণে ৷\n> কৃষ্ণ-নাম-গুণ-যশ-প্রবাহ-বচনে ৷৷ ১৭৯ ৷৷ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāma*—o santo nome; *guṇa*—as qualidades; *yaśa*—a fama; *avataṁsa*—ornamentos; *kāṇe*—na orelha; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāma*—do santo nome; *guṇa*—das qualidades; *yaśa*—da fama; *pravāha*—ondas; *vacane*—em Seu falar.", "translation": "**\"Os brincos de Śrīmatī Rādhārāṇī representam o nome, a fama e as qualidades do Senhor Kṛṣṇa. As glórias do nome, da fama e das qualidades do Senhor Kṛṣṇa estão sempre inundando Sua fala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/180/", "verse_text": "kṛṣṇake karāya śyāma-rasa-madhu pāna\nnirantara pūrṇa kare kṛṣṇera sarva-kāma", "devanagari": "> কৃষ্ণকে করায় শ্যামরস-মধু পান ৷\n> নিরন্তর পূর্ণ করে কৃষ্ণের সর্বকাম ৷৷ ১৮০ ৷৷ ॥১৮০॥", "synonyms": "*kṛṣṇake*—a Kṛṣṇa; *karāya*—Ela induz; *śyāma-rasa*—da doçura do amor conjugal; *madhu*—o mel; *pāna*—a beber; *nirantara*—constantemente; *pūrṇa*—completos; *kare*—torna; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sarva-kāma*—todos os tipos de desejos amorosos.", "translation": "**\"Śrīmatī Rādhārāṇī induz Kṛṣṇa a beber o mel da relação conjugal. Ela está, portanto, ocupada em satisfazer todos os desejos amorosos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/181/", "verse_text": "kṛṣṇera viśuddha-prema-ratnera ākara\nanupama-guṇagaṇa-pūrṇa kalevara", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিশুদ্ধপ্রেম-রত্নের আকর ৷\n> অনুপম-গুণগণ-পূর্ণ কলেবর ৷৷ ১৮১ ৷৷ ॥১৮১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viśuddha-prema*—de amor transcendental puro; *ratnera*—da valiosa joia; *ākara*—uma mina; *anupama*—inigualáveis; *guṇa-gaṇa*—de grupos de qualidades; *pūrṇa*—pleno; *kalevara*—corpo transcendental.", "translation": "**\"Śrīmatī Rādhārāṇī é exatamente como uma mina repleta de valiosas joias de amor por Kṛṣṇa. Seu corpo transcendental é completo, com inigualáveis qualidades espirituais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/182/", "verse_text": "kā kṛṣṇasya praṇaya-jani-bhūḥ śrīmatī rādhikaikā\nkāsya preyasy anupama-guṇā rādhikaikā na cānyā\njaihmyaṁ keśe dṛśi taralatā niṣṭhuratvaṁ kuce 'syā\nvāñchā-pūrtyai prabhavati hare rādhikaikā na cānyā", "devanagari": "> কা কৃষ্ণস্য প্রণয়জনিভূঃ শ্রীমতী রাধিকৈকা\n> কাস্য প্রেয়স্যনুপমগুণা রাধিকৈকা ন চান্যা ৷\n> জৈহ্ম্যং কেশে দৃশি তরলতা নিষ্ঠুরত্বং কুচেঽস্যা\n> বাঞ্ছাপূর্ত্যৈ প্রভবতি হরে রাধিকৈকা ন চান্যা ৷৷ ১৮২ ৷৷ ॥১৮২॥", "synonyms": "*kā*—quem; *kṛṣṇasya*—do Senhor Kṛṣṇa; *praṇaya-jani-bhūḥ*—o local de nascimento do amor por Kṛṣṇa; *śrīmatī*—toda bela; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *ekā*—sozinha; *kā*—quem; *asya*—Sua; *preyasī*—amiga mais querida; *anupama-guṇā*—tendo qualidades inigualáveis; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *ekā*—sozinha; *na*—não; *ca*—também; *anyā*—nenhuma outra; *jaihmyam*—a feição encaracolada; *keśe*—no cabelo; *dṛśi*—nos olhos; *taralatā*—inquietude; *niṣṭhuratvam*—firmeza; *kuce*—nos seios; *asyāḥ*—Seus; *vāñchā*—dos desejos; *pūrtyai*—para satisfazer; *prabhavati*—manifesta-se; *hareḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *ekā*—sozinha; *na*—não; *ca anyā*—nenhuma outra.", "translation": "**\" 'Se alguém pergunta sobre a origem do amor por Kṛṣṇa, a resposta é que a origem está em Śrīmatī Rādhārāṇī apenas. Quem é a mais querida amiga de Kṛṣṇa? A resposta novamente é Śrīmatī Rādhārāṇī apenas. Nenhuma outra. O cabelo de Śrīmatī Rādhārāṇī é muito encaracolado, Seus dois olhos estão sempre se movendo de um lado para outro, e Seus seios são firmes. Visto que todas as qualidades transcendentais estão manifestas em Śrīmatī Rādhārāṇī, somente Ela é capaz de satisfazer todos os desejos de Kṛṣṇa. Nenhuma outra.'**", "purport": "Esta é uma citação de Śrī Govinda-līlāmṛta (11.122), de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī. É um verso na forma de perguntas e respostas que descreve as glórias de Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/madhya/8/183-184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/183-184/", "verse_text": "yāṅra saubhāgya-guṇa vāñche satyabhāmā\nyāṅra ṭhāñi kalā-vilāsa śikhe vraja-rāmā\nyāṅra saundaryādi-guṇa vāñche lakṣmī-pārvatī\nyāṅra pativratā-dharma vāñche arundhatī", "devanagari": "", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *saubhāgya*—da fortuna; *guṇa*—a qualidade; *vāñche*—deseja; *satyabhāmā*—Satyabhāmā, uma das rainhas de Kṛṣṇa; *yāṅra ṭhāñi*—de quem; *kalā-vilāsa*—as sessenta e quatro artes; *śikhe*—aprendem; *vraja-rāmā*—todas as gopīs de Vṛndāvana; *yāṅra*—de quem; *saundarya-ādi*—tais como a beleza; *guṇa*—as qualidades; *vāñche*—desejam; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *pārvatī*—a esposa do Senhor Śiva; *yāṅra*—de quem; *pati-vratā*—de castidade; *dharma*—o princípio; *vāñche*—deseja; *arundhatī*—a esposa de Vasiṣṭha Muni.", "translation": "**\"Até mesmo Satyabhāmā, uma das rainhas de Śrī Kṛṣṇa, deseja a posição afortunada e as excelentes qualidades de Śrīmatī Rādhārāṇī. Todas as gopīs aprendem a arte de vestir-se com Śrīmatī Rādhārāṇī, e até mesmo a deusa da fortuna, Lakṣmī, e a esposa do Senhor Śiva, Pārvatī, desejam Sua beleza e qualidades. De fato, Arundhatī, a célebre e casta esposa de Vasiṣṭha, também quer imitar a castidade e os princípios religiosos de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/185/", "verse_text": "yāṅra sadguṇa-gaṇane kṛṣṇa nā pāya pāra\ntāṅra guṇa gaṇibe kemane jīva chāra", "devanagari": "> যাঁর সদ্গুণ-গণনে কৃষ্ণ না পায় পার ৷\n> তাঁর গুণ গণিবে কেমনে জীব ছার ৷৷ ১৮৫ ৷৷ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *sat-guṇa*—as boas qualidades; *gaṇane*—ao contar; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nā*—não; *pāya*—obtém; *pāra*—o limite; *tāṅra*—Suas; *guṇa*—qualidades; *gaṇibe*—pode contar; *kemane*—como; *jīva*—uma entidade viva; *chāra*—a mais insignificante.", "translation": "**\"Nem mesmo o próprio Senhor Kṛṣṇa consegue alcançar o limite das qualidades transcendentais de Śrīmatī Rādhārāṇī. Como, então, pode uma insignificante entidade viva contá-las?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/186/", "verse_text": "prabhu kahe,--jāniluṅ kṛṣṇa-rādhā-prema-tattva\n\nśunite cāhiye duṅhāra vilāsa-mahattva", "devanagari": "> প্রভু কহে, — জানিলুঁ কৃষ্ণ-রাধা-প্রেম-তত্ত্ব ৷\n> শুনিতে চাহিয়ে দুঁহার বিলাস-মহত্ত্ব ৷৷ ১৮৬ ৷৷ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya respondeu; *jāniluṅ*—agora compreendi; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *prema*—dos romances amorosos; *tattva*—a verdade; *śunite*—ouvir; *cāhiye*—desejo; *duṅhāra*—de ambos; *vilāsa-mahattva*—a grandeza do desfrute.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Agora cheguei a compreender a verdade dos romances amorosos entre Rādhā e Kṛṣṇa. Mesmo assim, ainda desejo ouvir como ambos desfrutam gloriosamente desse amor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/187/", "verse_text": "rāya kahe,--kṛṣṇa haya 'dhīra-lalita'\n\nnirantara kāma-krīḍā--yāṅhāra carita", "devanagari": "> রায় কহে, — কৃষ্ণ হয় ‘ধীর-ললিত’ ৷\n> নিরন্তর কামক্রীড়া — যাঁহার চরিত ৷৷ ১৮৭ ৷৷ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāya respondeu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *haya*—é; *dhīra-lalita*—uma pessoa que pode manter Sua amada sempre subjugada por diferentes qualidades; *nirantara*—constantemente; *kāma-krīḍā*—passatempos de desfrute amoroso; *yāṅhāra*—de quem; *carita*—o caráter.", "translation": "**Rāya Rāmānanda respondeu: \"O Senhor Kṛṣṇa é dhīra-lalita, pois pode sempre manter Suas amadas em estado de subjugação. Assim, Seu único afazer é desfrutar a gratificação dos sentidos.**", "purport": "Devemos sempre lembrar que a gratificação dos sentidos de Kṛṣṇa jamais deve ser comparada à gratificação dos sentidos do mundo material. Como já explicamos, a gratificação dos sentidos de Kṛṣṇa é como o ouro. O reflexo pervertido dessa gratificação dos sentidos, encontrado no mundo material, é como o ferro. O significado é que Kṛṣṇa não é impessoal. Ele possui todos os desejos que se manifestam no reflexo pervertido dentro deste mundo material. Contudo, as qualidades são diferentes: uma é espiritual, e a outra é material. Assim como há uma diferença entre a vida e a morte, há uma diferença entre a gratificação espiritual dos sentidos e a gratificação material dos sentidos."}
{"ref": "cc/madhya/8/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/188/", "verse_text": "vidagdho nava-tāruṇyaḥ\n\nparihāsa-viśāradaḥ\n\nniścinto dhīra-lalitaḥ\n\nsyāt prāyaḥ preyasī-vaśaḥ", "devanagari": "> বিদগ্ধো নবতারুণ্যঃ পরিহাস-বিশারদঃ ৷\n> নিশ্চিন্তো ধীরললিতঃ স্যাৎ প্রায়ঃ প্রেয়সীবশঃ ৷৷ ১৮৮ ৷৷ ॥১৮৮॥", "synonyms": "*vidagdhaḥ*—astuto; *nava-tāruṇyaḥ*—sempre fresco e jovial; *parihāsa*—em brincadeiras; *viśāradaḥ*—perito; *niścintaḥ*—sem ansiedade; *dhīra-lalitaḥ*—um herói nos romances amorosos; *syāt*—é; *prāyaḥ*—quase sempre; *preyasī-vaśaḥ*—aquele que mantém Suas amadas subjugadas.", "translation": "**\" 'A pessoa que é muito astuta e sempre jovial, perita em brincadeiras e sem ansiedade, e que pode manter suas amadas sempre subjugadas, chama-se dhīra-lalita.'**", "purport": "Este verso é do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.230)."}
{"ref": "cc/madhya/8/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/189/", "verse_text": "rātri-dina kuñje krīḍā kare rādhā-saṅge\n\nkaiśora vayasa saphala kaila krīḍā-raṅge", "devanagari": "> রাত্রি-দিন কুঞ্জে ক্রীড়া করে রাধা-সঙ্গে ৷\n> কৈশোর বয়স সফল কৈল ক্রীড়া-রঙ্গে ৷৷ ১৮৯ ৷৷ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*rātri-dina*—dia e noite; *kuñje*—nos jardins ou bosques de Vṛndāvana; *krīḍā*—passatempos; *kare*—realiza; *rādhā-saṅge*—com Rādhārāṇī; *kaiśora*—a pré-juventude; *vayasa*—idade; *sa-phala*—fecunda; *kaila*—tornou; *krīḍā-raṅge*—desfrutando de diferentes passatempos.", "translation": "**\"Dia e noite o Senhor Śrī Kṛṣṇa desfruta da companhia de Śrīmatī Rādhārāṇī nos arbustos de Vṛndāvana. Assim Sua pré-juventude foi plenamente realizada por meio de Seus passatempos com Śrīmatī Rādhārāṇī.**\"", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/190/", "verse_text": "vācā sūcita-śarvarī-rati-kalā-prāgalbhyayā rādhikāṁ\n\nvrīḍā-kuñcita-locanāṁ viracayann agre sakhīnām asau\n\ntad-vakṣoruha-citra-keli-makarī-pāṇḍitya-pāraṁ gataḥ\n\nkaiśoraṁ saphalī-karoti kalayan kuñje vihāraṁ hariḥ", "devanagari": "> বাচা সূচিতশর্বরীরতিকলা-প্রাগল্ভ্যয়া রাধিকাং\n> ব্রীড়াকুঞ্চিত-লোচনাং বিরচয়ন্নগ্রে সখীনামসৌ ৷\n> তদ্বক্ষোরুহচিত্রকেলিমকরীপাণ্ডিত্যপারং গতঃ\n> কৈশোরং সফলীকরোতি কলয়ন্ কুঞ্জে বিহারং হরিঃ ৷৷ ১৯০৷৷ ॥১৯০॥", "synonyms": "*vācā*—pela fala; *sūcita*—revelando; *śarvarī*—da noite; *rati*—em passatempos amorosos; *kalā*—da porção; *prāgalbhyayā*—a importância; *rādhikām*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *vrīḍā*—por vergonha; *kuñcita-locanām*—com os olhos fechados; *viracayan*—fazendo; *agre*—diante; *sakhīnām*—de Suas amigas; *asau*—aquele; *tat*—d'Ela; *vakṣaḥ-ruha*—nos seios; *citra-keli*—com passatempos variados; *makarī*—no desenhar de golfinhos; *pāṇḍitya*—de habilidade; *pāram*—o limite; *gataḥ*—que alcançou; *kaiśoram*—a adolescência; *sa-phalī-karoti*—torna fecunda; *kalayan*—realizando; *kuñje*—nos bosques; *vihāram*—passatempos; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Assim, o Senhor Śrī Kṛṣṇa falou das atividades amorosas da noite anterior. Dessa maneira, fez Śrīmatī Rādhārāṇī fechar os olhos de timidez. Aproveitando essa ocasião, Śrī Kṛṣṇa pintou vários tipos de golfinhos sobre os seios d'Ela. Assim, tornou-Se um artista muito perito para todas as gopīs. Durante tais passatempos, o Senhor desfrutou a plenitude de Sua juventude.' \"**", "purport": "Esta citação também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.231)."}
{"ref": "cc/madhya/8/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/191/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"eho haya, āge kaha āra\"\n\nrāya kahe,--\"īhā va-i buddhi-gati nāhi āra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — এহো হয়, আগে কহ আর ৷\n> রায় কহে, — ইহা বই বুদ্ধি-গতি নাহি আর ৷৷ ১৯১ ৷৷ ॥১৯১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu disse; *eho haya*—está tudo certo; *āge kaha āra*—por favor, prossegue e diz mais; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *ihā va-i*—exceto isto; *buddhi-gati*—o movimento da minha inteligência; *nāhi*—não há; *āra*—nada mais.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Está tudo certo, mas, por favor, continua.\" Nesse momento, Rāya Rāmānanda respondeu: \"Não creio que a minha inteligência vá além disto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/192/", "verse_text": "yebā 'prema-vilāsa-vivarta' eka haya\n\ntāhā śuni' tomāra sukha haya, ki nā haya", "devanagari": "> যেবা ‘প্রেমবিলাস-বিবর্ত’ এক হয় ৷\n> তাহা শুনি’ তোমার সুখ হয়, কি না হয় ৷৷ ১৯২ ৷৷ ॥১৯২॥", "synonyms": "*yebā*—qualquer que seja; *prema-vilāsa-vivarta*—a perplexidade ou revolução resultante no êxtase dos romances amorosos; *eka haya*—há um tema; *tāhā*—isso; *śuni'*—ouvindo; *tomāra*—Tua; *sukha*—felicidade; *haya*—é; *ki*—ou; *nā*—não; *haya*—é.", "translation": "**Rāya Rāmānanda então informou a Śrī Caitanya Mahāprabhu que havia outro tema, conhecido como prema-vilāsa-vivarta. \"Podes ouvir isso de mim\", disse Rāmānanda Rāya, \"mas não sei se ficarás satisfeito com isso ou não.\"**", "purport": "Estas afirmações são apresentadas para nossa compreensão, segundo Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura em seu *Amṛta-pravāha-bhāṣya.* Em essência, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Rāmānanda Rāya: \"Meu querido Rāmānanda, a explicação que deste acerca da meta da vida e dos passatempos de Śrīmatī Rādhārāṇī e Kṛṣṇa é certamente a verdade. Embora isso seja factual, podes continuar a Me dizer mais, se há algo mais a dizer.\" Em resposta, Rāmānanda Rāya disse: \"Não creio ter nada a dizer além disto, mas há um tópico conhecido como *prema-vilāsa-vivarta,* que talvez Te possa explicar. Não sei se ele Te trará felicidade ou não.\""}
{"ref": "cc/madhya/8/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/193/", "verse_text": "eta bali' āpana-kṛta gīta eka gāhila\n\npreme prabhu sva-haste tāṅra mukha ācchādila", "devanagari": "> এত বলি’ আপন-কৃত গীত এক গাহিল ৷\n> প্রেমে প্রভু স্বহস্তে তাঁর মুখ আচ্ছাদিল ৷৷ ১৯৩ ৷৷ ॥১৯৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *āpana-kṛta*—composta por ele mesmo; *gīta*—canção; *eka*—uma; *gāhila*—cantou; *preme*—em amor a Deus; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sva-haste*—com Sua própria mão; *tāṅra*—dele (de Rāmānanda Rāya); *mukha*—a boca; *ācchādila*—cobriu.", "translation": "**Dizendo isso, Rāmānanda Rāya começou a cantar uma canção que compusera, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu, devido ao êxtase do amor a Deus, imediatamente cobriu a boca de Rāmānanda com Sua própria mão.**", "purport": "Os temas que estão prestes a ser discutidos entre o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya não podem ser compreendidos por um poeta materialista, nem pela inteligência ou percepção material. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que o néctar espiritual só pode ser realizado quando alguém está situado na plataforma transcendental além do estágio material da bondade. Essa plataforma é chamada *viśuddha-sattva* (*sattvaṁ viśuddhaṁ vasudeva-śabditam*). A realização do *viśuddha-sattva* está além do âmbito do mundo material e não é percebida pelos sentidos corporais nem pela especulação mental. Nossa identificação com o corpo grosseiro e a mente sutil é diferente da compreensão espiritual. Como a inteligência e a mente são materiais, os passatempos amorosos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa estão além de sua percepção. *Sarvopādhi-vinirmuktaṁ tat-paratvena nirmalam*: quando estamos livres de todas as designações materiais e nossos sentidos são completamente purificados pelo processo do *bhakti*, podemos compreender as atividades sensoriais da Verdade Absoluta (*hṛṣīkeṇa hṛṣīkeśa-sevanaṁ bhaktir ucyate*).\n\nOs sentidos espirituais estão além dos sentidos materiais. Um materialista só consegue pensar na negação da variedade material; não pode compreender a variedade espiritual. Pensa que a variedade espiritual simplesmente contradiz a variedade material e é uma negação ou vazio, mas tais concepções não conseguem sequer alcançar os arredores da realização espiritual. As atividades maravilhosas do corpo grosseiro e da mente sutil são sempre imperfeitas. Estão abaixo do grau de compreensão espiritual e são efêmeras. O néctar espiritual é eternamente maravilhoso e é descrito como *pūrṇa, śuddha, nitya-mukta* — ou seja, completo, perfeitamente puro e eternamente liberado de todas as concepções materiais. Quando somos incapazes de satisfazer nossos desejos materiais, há certamente tristeza e confusão. Isso pode ser descrito como *vivarta*. Mas na vida espiritual não há tristeza, embriaguez nem imperfeição. Śrīla Rāmānanda Rāya era perito em realizar as atividades espirituais de Śrīmatī Rādhārāṇī e Kṛṣṇa, e a experiência espiritual de Rāmānanda foi apresentada a Śrī Caitanya Mahāprabhu enquanto ele indagava se o Senhor aprovava sua realização da verdade espiritual.\n\nHá três livros proeminentes a este respeito. Um foi escrito por Bhakta dāsa Bāula e se chama *Vivarta-vilāsa*. Outro foi compilado por Jagadānanda Paṇḍita e se chama *Prema-vivarta*. O livro de Śrī Rāmānanda Rāya chama-se *Prema-vilāsa-vivarta*. O *Vivarta-vilāsa* de Bhakta dāsa Bāula é completamente diferente dos outros dois livros. Às vezes um estudante ou professor universitário tenta estudar essas obras literárias transcendentais e se propõe a apresentar uma análise crítica do ponto de vista mundano, com o objetivo de obter títulos como Ph.D. Tal realização é certamente diferente da de Rāmānanda Rāya. Se alguém realmente deseja obter um grau Ph.D. de Śrī Caitanya Mahāprabhu e ser aprovado por Rāmānanda Rāya, deve primeiro libertar-se de todas as designações materiais (*sarvopādhi-vinirmuktaṁ tat-paratvena nirmalam*). Quem se identifica com seu corpo material não pode compreender esses diálogos entre Śrī Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu. Escrituras religiosas criadas pelo homem e diálogos filosóficos transcendentais são coisas bem distintas. De fato, há um abismo entre os dois. Esse assunto foi descrito com muita diligência por Śrīman Madhvācārya. Como os filósofos materialistas estão situados na concepção material da vida, são incapazes de realizar o espiritual *prema-vilāsa-vivarta*. Não conseguem colocar um elefante num prato. De modo semelhante, os especuladores mundanos não conseguem capturar o elefante espiritual dentro de sua concepção limitada. É como um sapo tentando medir o Oceano Atlântico imaginando-o como tantas vezes maior do que seu poço. Os filósofos materialistas e os *sahajiyās* não conseguem compreender os diálogos entre Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu acerca dos passatempos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa. A única tendência dos impersonalistas ou dos *prākṛta-sahajiyās* é enfrentar a plataforma do impersonalismo. Não conseguem compreender a variedade espiritual. Em consequência, quando Rāmānanda Rāya tentou cantar seus próprios versos, Śrī Caitanya Mahāprabhu o interrompeu cobrindo-lhe a boca com Sua própria mão."}
{"ref": "cc/madhya/8/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/194/", "verse_text": "pahilehi rāga nayana-bhaṅge bhela\n\nanudina bāḍhala, avadhi nā gela\n\nnā so ramaṇa, nā hāma ramaṇī\n\nduṅhu-mana manobhava peṣala jāni'\n\ne sakhī, se-saba prema-kāhinī\n\nkānu-ṭhāme kahabi vichurala jāni'\n\nnā khoṅjaluṅ dūtī, nā khoṅjaluṅ ān\n\nduṅhukeri milane madhya ta pāṅca-bāṇa\n\nab sohi virāga, tuṅhu bheli dūtī\n\nsu-purukha-premaki aichana rīti", "devanagari": "> পহিলেহি রাগ নয়নভঙ্গে ভেল ৷\n> অনুদিন বাঢ়ল, অবধি না গেল ৷৷\n> না সো রমণ, না হাম রমণী ৷\n> দুঁহু-মন মনোভব পেষল জানি’ ৷৷\n> এ সখি, সে-সব প্রেমকাহিনী ৷\n> কানুঠামে কহবি বিছুরল জানি’ ৷৷\n> না খোঁজলুঁ দূতী, না খোঁজলুঁ আন্ ৷\n> দুঁহুকেরি মিলনে মধ্য ত পাঁচবাণ ৷৷\n> অব্ সোহি বিরাগ, তুঁহু ভেলি দূতী ৷\n> সু-পুরুখ-প্রেমকি ঐছন রীতি ৷৷ ১৯৪ ৷৷ ॥১৯৪॥", "synonyms": "*pahilehi*—no início; *rāga*—atração; *nayana-bhaṅge*—pelas atividades dos olhos; *bhela*—houve; *anu-dina*—gradualmente, dia após dia; *bāḍhala*—aumentou; *avadhi*—limite; *nā*—não; *gela*—alcançou; *nā*—não; *so*—Ele; *ramaṇa*—o desfrutador; *nā*—não; *hāma*—Eu; *ramaṇī*—a desfrutada; *duṅhu-mana*—ambas as mentes; *manaḥ-bhava*—a situação mental; *peṣala*—pressionadas juntas; *jāni'*—sabendo; *e*—esta; *sakhī*—Minha cara amiga; *se-saba*—todos esses; *prema-kāhinī*—romances de amor; *kānu-ṭhāme*—diante de Kṛṣṇa; *kahabi*—dirás; *vichurala*—Ele esqueceu; *jāni'*—sabendo; *nā*—não; *khoṅjaluṅ*—procurei; *dūtī*—uma mensageira; *nā*—não; *khoṅjaluṅ*—procurei; *ān*—ninguém mais; *duṅhukeri*—de Nós dois; *milane*—pelo encontro; *madhya*—no meio; *ta*—de fato; *pāṅca-bāṇa*—as cinco flechas do Cupido; *ab*—agora; *sohi*—essa; *virāga*—separação; *tuṅhu*—tu; *bheli*—te tornaste; *dūtī*—a mensageira; *su-purukha*—de uma pessoa bela; *premaki*—dos romances amorosos; *aichana*—tal; *rīti*—a consequência.", "translation": "**\" 'Ai, antes de Nos encontrarmos havia um apego inicial entre Nós, provocado por uma troca de olhares. Assim o apego evoluiu. Esse apego cresceu gradualmente, e não há limite para ele. Agora esse apego tornou-se uma sequência natural entre Nós. Não é por causa de Kṛṣṇa, o desfrutador, nem é por causa de Mim, pois Eu sou a desfrutada. Não é assim. Esse apego foi possibilitado pelo encontro mútuo. Essa troca mútua de atração é conhecida como manobhava, ou Cupido. A mente de Kṛṣṇa e a Minha mente se fundiram. Agora, neste tempo de separação, é muito difícil explicar esses passatempos amorosos. Minha querida amiga, Kṛṣṇa talvez tenha esquecido tudo isso. No entanto, podes compreender e levar esta mensagem a Ele, mas durante Nosso primeiro encontro não havia mensageiro entre Nós, nem pedi a ninguém que O visse. Na verdade, as cinco flechas de Cupido foram Nosso intermediário. Agora, durante esta separação, essa atração aumentou para outro estado extático. Minha querida amiga, por favor age como mensageira em Meu nome, pois quando alguém está apaixonado por uma bela pessoa, esta é a consequência.'**\"", "purport": "Estes versos foram originalmente compostos e cantados pelo próprio Rāmānanda Rāya. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura sugere que, durante o período de desfrute, o apego poderia ser comparado ao próprio Cupido. Contudo, durante o período de separação, Cupido torna-se um mensageiro de amor altamente elevado. Isso se chama *prema-vilāsa-vivarta.* Quando há uma separação, o próprio desfrute age como um mensageiro, e Śrīmatī Rādhārāṇī dirigiu-se a esse mensageiro como uma amiga. A essência desta transação é simples: os afazeres amorosos são tão saborosos durante a separação quanto durante o desfrute. Quando Śrīmatī Rādhārāṇī estava plenamente absorta em amor por Kṛṣṇa, Ela tomou por engano uma negra árvore *tamāla* por Kṛṣṇa e a abraçou. Tal engano se chama *prema-vilāsa-vivarta.*"}
{"ref": "cc/madhya/8/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/195/", "verse_text": "rādhāyā bhavataś ca citta-jatunī svedair vilāpya kramād\n\nyuñjann adri-nikuñja-kuñjara-pate nirdhūta-bheda-bhramam\n\ncitrāya svayam anvarañjayad iha brahmāṇḍa-harmyodare\n\nbhūyobhir nava-rāga-hiṅgula-bharaiḥ śṛṅgāra-kāruḥ kṛtī", "devanagari": "> রাধায়া ভবতশ্চ চিত্তজতুনী স্বেদৈর্বিলাপ্য ক্রমাদ্\n> যুঞ্জন্নদ্রি-নিকুঞ্জ-কুঞ্জরপতে নির্ধূত-ভেদভ্রমম্ ৷\n> চিত্রায় স্বয়মন্বরঞ্জয়দিহ ব্রহ্মাণ্ডঽর্ম্যোদরে\n> ভূয়োভির্নব-রাগ-হিঙ্গুলভরৈঃ শৃঙ্গার-কারুঃ কৃতী ৷৷ ১৯৫ ৷৷ ॥১৯৫॥", "synonyms": "*rādhāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhavataḥ ca*—e de Ti; *citta-jatunī*—as duas mentes como goma-laca; *svedaiḥ*—pela transpiração; *vilāpya*—derretendo; *kramāt*—gradualmente; *yuñjan*—fazendo; *adri*—da Colina de Govardhana; *nikuñja*—num lugar solitário para o desfrute; *kuñjara-pate*—ó rei dos elefantes; *nirdhūta*—completamente removido; *bheda-bhramam*—o equívoco da diferenciação; *citrāya*—para aumentar a maravilha; *svayam*—pessoalmente; *anvarañjayat*—coloriu; *iha*—neste mundo; *brahmāṇḍa*—do universo; *harmya-udare*—dentro do palácio; *bhūyobhiḥ*—por variedade de meios; *nava-rāga*—de nova atração; *hiṅgula-bharaiḥ*—pelo vermelhão; *śṛṅgāra*—dos romances amorosos; *kāruḥ*—o artífice; *kṛtī*—muito perito.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor, Tu vives na floresta da Colina de Govardhana e, como o rei dos elefantes, és perito na arte do amor conjugal. Ó senhor do universo, Teu coração e o coração de Śrīmatī Rādhārāṇī são como goma-laca e estão agora derretidos em Tua transpiração espiritual. Portanto, já não se pode distinguir entre Ti e Śrīmatī Rādhārāṇī. Agora misturaste Tua afeição recém-invocada, que é como o vermelhão, com Teus corações derretidos, e, para o benefício do mundo inteiro, pintaste de vermelho ambos os corações dentro deste grandioso palácio do universo.' \"**", "purport": "Este verso citado por Rāmānanda Rāya está incluído no Ujjvala-nīlamaṇi (14.155), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/8/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/196/", "verse_text": "prabhu kahe,--'sādhya-vastura avadhi' ei haya\n\ntomāra prasāde ihā jāniluṅ niścaya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘সাধ্যবস্তুর অবধি’ এই হয় ৷\n> তোমার প্রসাদে ইহা জানিলুঁ নিশ্চয় ৷৷ ১৯৬ ৷৷ ॥১৯৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu confirmou; *sādhya-vastura*—do objetivo da vida; *avadhi'*—o limite; *ei*—este; *haya*—é; *tomāra*—de ti; *prasāde*—pela misericórdia; *ihā*—isto; *jāniluṅ*—compreendi; *niścaya*—conclusivamente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu confirmou esses versos recitados por Śrī Rāmānanda Rāya, dizendo: \"Este é o limite do objetivo da vida humana. Somente por tua misericórdia cheguei a compreendê-lo conclusivamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/197/", "verse_text": "'sādhya-vastu' 'sādhana' vinu keha nāhi pāya\n\nkṛpā kari' kaha, rāya, pābāra upāya", "devanagari": "> ‘সাধ্যবস্তু’ ‘সাধন’ বিনু কেহ নাহি পায় ৷\n> কৃপা করি’ কহ, রায়, পাবার উপায় ৷৷ ১৯৭ ৷৷ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*sādhya-vastu*—o objetivo da vida; *sādhana vinu*—sem praticar o processo; *keha nāhi pāya*—ninguém alcança; *kṛpā kari'*—muito misericordiosamente; *kaha*—por favor, explica; *rāya*—meu caro Rāmānanda Rāya; *pābāra upāya*—o meio de alcançar.", "translation": "**\"O objetivo da vida não pode ser alcançado a menos que a pessoa pratique o processo. Agora, sendo misericordioso para comigo, por favor, explica o meio pelo qual esse objetivo pode ser atingido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/198/", "verse_text": "rāya kahe,--yei kahāo, sei kahi vāṇī\n\nki kahiye bhāla-manda, kichui nā jāni", "devanagari": "> রায় কহে, — যেই কহাও, সেই কহি বাণী ৷\n> কি কহিয়ে ভাল-মন্দ, কিছুই না জানি ৷৷ ১৯৮ ৷৷ ॥১৯৮॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *yei*—qualquer que seja; *kahāo*—o que me fazes falar; *sei*—isso; *kahi*—eu falo; *vāṇī*—mensagem; *ki*—o que; *kahiye*—estou falando; *bhāla-manda*—bom ou mau; *kichui nā jāni*—não sei nada.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya respondeu: \"Não sei o que estou dizendo, mas Tu me fizeste falar o que falei, seja bom ou mau. Estou simplesmente repetindo essa mensagem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/199/", "verse_text": "tribhuvana-madhye aiche haya kon dhīra\n\nye tomāra māyā-nāṭe ha-ibeka sthira", "devanagari": "> ত্রিভুবন-মধ্যে ঐছে হয় কোন্ ধীর ৷\n> যে তোমার মায়া-নাটে হইবেক স্থির ৷৷ ১৯৯ ৷৷ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*tri-bhuvana-madhye*—dentro dos três mundos; *aiche*—tanto assim; *haya*—há; *kon*—quem; *dhīra*—paciente; *ye*—quem; *tomāra*—Tua; *māyā-nāṭe*—na manipulação das diferentes energias; *ha-ibeka*—será; *sthira*—firme.", "translation": "**\"Dentro destes três mundos, quem é tão imperturbável que possa permanecer firme enquanto Tu manipulas Tuas diferentes energias?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/200/", "verse_text": "mora mukhe vaktā tumi, tumi hao śrotā\n\natyanta rahasya, śuna, sādhanera kathā", "devanagari": "> মোর মুখে বক্তা তুমি, তুমি হও শ্রোতা ৷\n> অত্যন্ত রহস্য, শুন, সাধনের কথা ৷৷ ২০০ ৷৷ ॥২০০॥", "synonyms": "*mora mukhe*—em minha boca; *vaktā*—orador; *tumi*—Tu és; *tumi*—Tu; *hao*—és; *śrotā*—o ouvinte; *atyanta rahasya*—extremamente misterioso; *śuna*—agora, por favor, ouve; *sādhanera kathā*—a discussão sobre o processo.", "translation": "**\"Na verdade, és Tu quem fala por minha boca e, ao mesmo tempo, és Tu quem ouve. Isto é muito misterioso. De qualquer modo, tem a bondade de ouvir a explicação pela qual se pode alcançar a meta.**", "purport": "Śrīla Sanātana Gosvāmī nos aconselhou a ouvir sobre Kṛṣṇa de um Vaiṣṇava. Proibiu-nos explicitamente de ouvir de um *avaiṣṇava*.\n\n> avaiṣṇava-mukhodgīrṇaṁ\n> pūtaṁ hari-kathāmṛtam\n> śravaṇaṁ naiva kartavyaṁ\n> sarpocchiṣṭaṁ yathā payaḥ\n\nAssim citando o *Padma Purāṇa*, Śrīla Sanātana Gosvāmī adverte que não se deve ouvir nada sobre Kṛṣṇa de um *avaiṣṇava*, por mais que seja um erudito mundano. O leite tocado pelos lábios de uma serpente tem efeitos venenosos; da mesma forma, os discursos sobre Kṛṣṇa proferidos por um *avaiṣṇava* também são venenosos. Porém, como um Vaiṣṇava está rendido à Suprema Personalidade de Deus, suas palavras são espiritualmente potentes. No *Bhagavad-gītā* [(Bg. 10.10)] o Senhor Supremo diz:\n\n> teṣāṁ satata-yuktānāṁ\n> bhajatāṁ prīti-pūrvakam\n> dadāmi buddhi-yogaṁ\n> taṁ yena mām upayānti te\n\n\"Àqueles que estão constantemente devotados e Me adoram com amor, concedo a compreensão pela qual podem vir a Mim.\" Quando um Vaiṣṇava puro fala, fala perfeitamente. Como é isso possível? Seu discurso é conduzido pelo próprio Kṛṣṇa de dentro do coração. Śrīla Rāmānanda Rāya aceita esta bênção de Śrī Caitanya Mahāprabhu; por isso admite que tudo o que estava dizendo não provinha de sua própria inteligência. Ao contrário, tudo vinha de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Segundo o *Bhagavad-gītā* [(Bg. 15.15)]:\n\n> sarvasya cāhaṁ hṛdi sanniviṣṭo\n> mattaḥ smṛtir jñānam apohanaṁ ca\n> vedaiś ca sarvair aham eva vedyo\n> vedānta-kṛd veda-vid eva cāham\n\n\"Estou situado no coração de todos, e de Mim vêm a lembrança, o conhecimento e o esquecimento. Por todos os *Vedas*, devo ser conhecido. Com efeito, sou o compilador do *Vedānta* e sou o conhecedor dos *Vedas*.\"\n\nToda a inteligência emana da Suprema Personalidade de Deus, a Superalma no coração de todos. Os não devotos querem pedir ao Senhor Supremo gratificação dos sentidos; por isso ficam sob a influência da *māyā*, a energia ilusória. O devoto, porém, é dirigido pela Suprema Personalidade de Deus e fica sob a influência da *yogamāyā*. Por conseguinte, há um abismo de diferença entre as declarações feitas por um devoto e as feitas por um não devoto."}
{"ref": "cc/madhya/8/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/201/", "verse_text": "rādhā-kṛṣṇera līlā ei ati gūḍhatara\n\ndāsya-vātsalyādi-bhāve nā haya gocara", "devanagari": "> রাধাকৃষ্ণের লীলা এই অতি গূঢ়তর ৷\n> দাস্য-বাৎসল্যাদি-ভাবে না হয় গোচর ৷৷ ২০১ ৷৷ ॥২০১॥", "synonyms": "*rādhā-kṛṣṇera līlā*—os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa; *ei*—isto é; *ati*—muitíssimo; *gūḍhatara*—mais confidencial; *dāsya*—de servidão; *vātsalya-ādi*—e de amor paternal, etc.; *bhāve*—nas disposições; *nā haya*—não é; *gocara*—apreciado.", "translation": "**\"Os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa são muito confidenciais. Não podem ser compreendidos por meio das doçuras da servidão, da fraternidade ou da afeição paternal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/202/", "verse_text": "sabe eka sakhī-gaṇera ihāṅ adhikāra\n\nsakhī haite haya ei līlāra vistāra", "devanagari": "> সবে এক সখীগণের ইহাঁ অধিকার ৷\n> সখী হৈতে হয় এই লীলার বিস্তার ৷৷ ২০২ ৷৷ ॥২০২॥", "synonyms": "*sabe*—somente; *eka*—uma; *sakhī-gaṇera*—das gopīs; *ihāṅ*—nisto; *adhikāra*—qualificação; *sakhī*—as gopīs; *haite*—de; *haya*—é; *ei līlāra*—destes passatempos; *vistāra*—a expansão.", "translation": "**\"Na verdade, somente as gopīs têm o direito de apreciar estes passatempos transcendentais, e somente a partir delas é que tais passatempos podem expandir-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/203/", "verse_text": "sakhī vinā ei līlā puṣṭa nāhi haya\n\nsakhī līlā vistāriyā, sakhī āsvādaya", "devanagari": "> সখী বিনা এই লীলা পুষ্ট নাহি হয় ৷\n> সখী লীলা বিস্তারিয়া, সখী আস্বাদয় ৷৷ ২০৩ ৷৷ ॥২০৩॥", "synonyms": "*sakhī vinā*—sem as gopīs; *ei līlā*—estes passatempos; *puṣṭa*—nutridos; *nāhi haya*—nunca são; *sakhī*—as gopīs; *līlā*—os passatempos; *vistāriyā*—expandindo; *sakhī*—as gopīs; *āsvādaya*—saboreiam esta doçura.", "translation": "**\"Sem as gopīs, estes passatempos entre Rādhā e Kṛṣṇa não podem ser nutridos. Somente pela cooperação delas é que tais passatempos se difundem. Cabe a elas saborear as doçuras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/204-205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/204-205/", "verse_text": "sakhī vinā ei līlāya anyera nāhi gati\n\nsakhī-bhāve ye tāṅre kare anugati\n\nrādhā-kṛṣṇa-kuñjasevā-sādhya sei pāya\n\nsei sādhya pāite āra nāhika upāya", "devanagari": "", "synonyms": "*sakhī vinā*—sem as gopīs; *ei līlāya*—nestes passatempos; *anyera*—de outros; *nāhi*—não há; *gati*—entrada; *sakhī-bhāve*—na disposição das gopīs; *ye*—todo aquele que; *tāṅre*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *anugati*—seguir; *rādhā-kṛṣṇa*—de Rādhā e Kṛṣṇa; *kuñja-sevā*—do serviço nos kuñjas, ou jardins, de Vṛndāvana; *sādhya*—a meta; *sei pāya*—ele obtém; *sei*—essa; *sādhya*—conquista; *pāite*—de receber; *āra*—outro; *nāhika*—não há; *upāya*—meio.", "translation": "**\"Sem a ajuda das gopīs, ninguém pode penetrar nestes passatempos. Somente aquele que adora o Senhor no êxtase das gopīs, seguindo suas pegadas, pode ocupar-se no serviço de Śrī Śrī Rādhā-Kṛṣṇa nos bosques de Vṛndāvana. Somente então é que se pode compreender o amor conjugal entre Rādhā e Kṛṣṇa. Não há nenhum outro procedimento para compreendê-lo.**", "purport": "O meio para regressar ao lar, para voltar a Deus, é o serviço devocional, mas cada um tem um gosto diferente no serviço ao Senhor. Alguém pode inclinar-se a servi-Lo em servidão (*dāsya-rasa*), em fraternidade (*sakhya-rasa*) ou em amor paternal (*vātsalya-rasa*), mas todos esses não podem habilitar a pessoa a ingressar no serviço do Senhor em amor conjugal. Para alcançar tal serviço, é preciso seguir os passos das *gopīs* no êxtase do *sakhī-bhāva.* Só então se pode compreender o sublime sabor transcendental do amor conjugal.\n\nNo *Ujjvala-nīlamaṇi,* Śrīla Rūpa Gosvāmī aconselha:\n\n> prema-līlā-vihārāṇāṁ\n> samyag vistārikā sakhī\n> viśrambha-ratna-peṭī ca\n\nAquele que expande o amor conjugal de Kṛṣṇa e Seus passatempos com as *gopīs* é chamado de *sakhī.* Tal pessoa é uma *gopī* confidencial nos assuntos conjugais. Essas assistentes são como joias sob a forma das confidentes de Kṛṣṇa. O verdadeiro trabalho das *sakhīs* é assim descrito no *Ujjvala-nīlamaṇi:*\n\n> mithaḥ prema-gunotkīrtis\n> tayor āsakti-kāritā\n> abhisāro dvayor eva\n> sakhyāḥ kṛṣṇe samarpaṇam\n\n> narmāśvāsana-nepathyaṁ\n> hṛdayodghāṭa-pāṭavam\n> chidra-saṁvṛtir etasyāḥ\n> paty-ādeḥ parivañcanā\n\n> śikṣā saṅgamanaṁ kāle\n> sevanaṁ vyajanādibhiḥ\n> tayor dvayor upālambhaḥ\n> sandeśa-preṣaṇaṁ tathā\n\n> nāyikā-prāṇa-saṁrakṣā\n> prayatnādyāḥ sakhī-kriyāḥ\n\nNos passatempos conjugais de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa é o herói (*nāyaka*), e Rādhikā é a heroína (*nāyikā*). O primeiro dever das *gopīs* é cantar as glórias tanto do herói quanto da heroína. O segundo é criar gradualmente uma situação na qual o herói possa ser atraído pela heroína e vice-versa. O terceiro é induzir Ambos a se aproximarem um do outro. O quarto é render-se a Kṛṣṇa; o quinto, criar uma atmosfera alegre; o sexto, dar-Lhes garantias para que desfrutem de Seus passatempos; o sétimo, vestir e adornar tanto o herói quanto a heroína; o oitavo, demonstrar perícia ao expressar os desejos de Ambos; o nono, ocultar as falhas da heroína; o décimo, enganar os respectivos maridos e parentes; o décimo primeiro, instruir; o décimo segundo, possibilitar que herói e heroína se encontrem no momento oportuno; o décimo terceiro, abanar tanto herói quanto heroína; o décimo quarto, às vezes repreender herói e heroína; o décimo quinto, pôr conversas em andamento; e o décimo sexto, proteger a heroína por diversos meios.\n\nAlguns *sahajiyās* materiais, que não conseguem de fato compreender os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa, fabricam seus próprios estilos de vida sem consultar nenhuma autoridade. Tais *sahajiyās* são chamados de *sakhī-bhekī,* e às vezes são chamados de *gaura-nāgarī.* Acreditam que o corpo material — apto a ser devorado por chacais e cães — é desfrutável por Kṛṣṇa. Em consequência, adornam artificialmente o corpo material para atrair Kṛṣṇa, julgando-se *sakhīs.* Mas Kṛṣṇa jamais é atraído pelo enfeitamento artificial do corpo material. No que diz respeito a Śrīmatī Rādhārāṇī e Suas *gopīs,* seus corpos, lares, vestes, ornamentos, esforços e atividades são todos espirituais. Tudo isso destina-se a satisfazer os sentidos espirituais de Kṛṣṇa. De fato, são tão agradáveis e queridos a Kṛṣṇa que Ele fica subjugado pela influência de Śrīmatī Rādhārāṇī e Suas amigas. Nada têm a ver com qualquer coisa mundana dentro dos catorze sistemas planetários do universo. Embora Kṛṣṇa seja atraente para todos, ainda assim é atraído pelas *gopīs* e por Śrīmatī Rādhārāṇī.\n\nNão se deve ser enganado por especulações mentais, supondo que o próprio corpo material seja perfeito e julgando-se uma *sakhī.* Isso é algo semelhante à *ahaṅgrahopāsanā,* ou seja, a adoração que um Māyāvādī faz de seu próprio corpo como o Supremo. Śrīla Jīva Gosvāmī advertiu as pessoas mundanas a se absterem de tais concepções. Também alerta que considerar-se um dos associados do Supremo sem seguir os passos das *gopīs* é tão ofensivo quanto considerar-se o próprio Supremo. Tal pensamento é um *aparādha.* É preciso praticar viver em Vṛndāvana ouvindo sobre as conversas das *gopīs* com Kṛṣṇa. No entanto, não se deve considerar-se uma *gopī,* pois isso é ofensivo."}
{"ref": "cc/madhya/8/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/206/", "verse_text": "vibhur api sukha-rūpaḥ sva-prakāśo 'pi bhāvaḥ\n\nkṣaṇam api na hi rādhā-kṛṣṇayor yā ṛte svāḥ\n\npravahati rasa-puṣṭiṁ cid-vibhūtīr iveśaḥ\n\nśrayati na padam āsāṁ kaḥ sakhīnāṁ rasa-jñaḥ", "devanagari": "> বিভুরপি সুখরূপঃ স্বপ্ৰকাশোঽপি ভাবঃ\n> ক্ষণমপি ন হি রাধাকৃষ্ণয়োর্যা ঋতে স্বাঃ ৷\n> প্ৰবহতি রসপুষ্টিং চিদ্বিভূতীরিবেশঃ\n> শ্রয়তি ন পদমাসাং কঃ সখীনাং রসজ্ঞঃ ৷৷ ২০৬ ৷৷ ॥২০৬॥", "synonyms": "*vibhuḥ*—todo-poderosos; *api*—embora; *sukha-rūpaḥ*—a felicidade personificada; *sva-prakāśaḥ*—autoluminosos; *api*—embora; *bhāvaḥ*—as atividades completamente espirituais; *kṣaṇam api*—nem por um momento; *na*—nunca; *hi*—certamente; *rādhā-kṛṣṇayoḥ*—de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa; *yāḥ*—as quais; *ṛte*—sem; *svāḥ*—Seu próprio séquito (as gopīs); *pravahati*—conduz à; *rasa-puṣṭim*—plenitude da mais elevada doçura; *cit-vibhūtīḥ*—as potências espirituais; *iva*—como; *īśaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *śrayati*—toma refúgio em; *na*—não; *padam*—a posição; *āsām*—delas; *kaḥ*—quem; *sakhīnām*—das associadas pessoais; *rasa-jñaḥ*—aquele que está versado na ciência das doçuras.", "translation": "**\" 'Os passatempos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa são autoluminosos. São a felicidade personificada, ilimitados e todo-poderosos. Mesmo assim, as doçuras espirituais de tais passatempos jamais ficam completas sem as gopīs, as amigas pessoais do Senhor. A Suprema Personalidade de Deus jamais fica completa sem Suas potências espirituais; portanto, a menos que se tome refúgio nas gopīs, ninguém pode penetrar na companhia de Rādhā e Kṛṣṇa. Quem poderia interessar-se por Seus passatempos espirituais sem tomar refúgio nelas?'**", "purport": "Esta é uma citação do Govinda-līlāmṛta (10.17)."}
{"ref": "cc/madhya/8/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/207/", "verse_text": "sakhīra svabhāva eka akathya-kathana\n\nkṛṣṇa-saha nija-līlāya nāhi sakhīra mana", "devanagari": "> সখীর স্বভাব এক অকথ্য-কথন ৷\n> কৃষ্ণ-সহ নিজলীলায় নাহি সখীর মন ৷৷ ২০৭ ৷৷ ॥২০৭॥", "synonyms": "*sakhīra*—das gopīs; *svabhāva*—inclinação natural; *eka*—uma; *akathya*—inexplicável; *kathana*—narração; *kṛṣṇa-saha*—com Kṛṣṇa; *nija-līlāya*—em Seus passatempos pessoais; *nāhi*—não; *sakhīra*—das gopīs; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Há um fato inexplicável sobre as inclinações naturais das gopīs. As gopīs nunca querem desfrutar pessoalmente com Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/208/", "verse_text": "kṛṣṇa saha rādhikāra līlā ye karāya\n\nnija-sukha haite tāte koṭi sukha pāya", "devanagari": "> কৃষ্ণসহ রাধিকার লীলা যে করায় ৷\n> নিজ-সুখ হৈতে তাতে কোটি সুখ পায় ৷৷ ২০৮ ৷৷ ॥২০৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa saha*—com Kṛṣṇa; *rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *līlā*—os passatempos; *ye*—que; *karāya*—elas promovem; *nija-sukha*—da felicidade pessoal; *haite*—do que; *tāte*—nisso; *koṭi*—dez milhões de vezes; *sukha*—a felicidade; *pāya*—elas obtêm.", "translation": "**\"A felicidade das gopīs aumenta dez milhões de vezes quando elas servem para ocupar Śrī Śrī Rādhā e Kṛṣṇa em Seus passatempos transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/209/", "verse_text": "rādhāra svarūpa--kṛṣṇa-prema-kalpalatā\n\nsakhī-gaṇa haya tāra pallava-puṣpa-pātā", "devanagari": "> রাধার স্বরূপ — কৃষ্ণপ্রেম-কল্পলতা ৷\n> সখীগণ হয় তার পল্লব-পুষ্প-পাতা ৷৷ ২০৯ ৷৷ ॥২০৯॥", "synonyms": "*rādhāra svarūpa*—a natureza espiritual de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kṛṣṇa-prema*—do amor a Kṛṣṇa; *kalpa-latā*—uma trepadeira; *sakhī-gaṇa*—as gopīs; *haya*—são; *tāra*—dessa trepadeira; *pallava*—os ramos; *puṣpa*—as flores; *pātā*—e as folhas.", "translation": "**\"Por natureza, Śrīmatī Rādhārāṇī é tal como uma trepadeira de amor a Deus, e as gopīs são os ramos, as flores e as folhas dessa trepadeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/210/", "verse_text": "kṛṣṇa-līlāmṛta yadi latāke siñcaya\n\nnija-sukha haite pallavādyera koṭi-sukha haya", "devanagari": "> কৃষ্ণলীলামৃত যদি লতাকে সিঞ্চয় ৷\n> নিজ-সুখ হৈতে পল্লবাদ্যের কোটি-সুখ হয় ৷৷ ২১০ ৷৷ ॥২১০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-līlāmṛta*—o néctar dos passatempos de Kṛṣṇa; *yadi*—se; *latāke*—a trepadeira; *siñcaya*—borrifa; *nija-sukha haite*—do que a felicidade pessoal; *pallava-ādyera*—dos ramos, flores e folhas; *koṭi*—dez milhões de vezes; *sukha*—a felicidade; *haya*—há.", "translation": "**\"Quando o néctar dos passatempos de Kṛṣṇa é borrifado sobre essa trepadeira, a felicidade que os ramos, as flores e as folhas obtêm é dez milhões de vezes maior do que aquela obtida pela própria trepadeira.**", "purport": "Em seu *Amṛta-pravāha-bhāṣya,* Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirma: \"Śrīmatī Rādhārāṇī é o cipó do amor a Deus, e as *gopīs* são exatamente como galhos, flores e folhas. Quando se espalha água sobre o cipó, os galhos, flores e folhas recebem indiretamente todos os benefícios do próprio cipó. Porém, a água espalhada diretamente sobre os galhos, folhas e flores não é tão eficaz quanto a água espalhada na raiz do cipó. As *gopīs* não ficam tão contentes quando se misturam diretamente com Kṛṣṇa quanto quando servem para unir Śrīmatī Rādhārāṇī com Kṛṣṇa. Seu prazer transcendental reside em uni-Los.\""}
{"ref": "cc/madhya/8/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/211/", "verse_text": "sakhyaḥ śrī-rādhikāyā vraja-kumuda-vidhor hlādinī-nāma-śakteḥ\nsārāṁśa-prema-vallyāḥ kisalaya-dala-puṣpādi-tulyāḥ sva-tulyāḥ\nsiktāyāṁ kṛṣṇa-līlāmṛta-rasa-nicayair ullasantyām amuṣyāṁ\njātollāsāḥ sva-sekāc chata-guṇam adhikaṁ santi yat tan na citram", "devanagari": "> সখ্যঃ শ্ৰীরাধিকায়া ব্রজকুমুদবিধোর্হ্লাদিনী-নামশক্তেঃ\n> সারাংশ-প্রেমবল্ল্যাঃ কিসলয়দলপুষ্পাদিতুল্যাঃ স্বতুল্যাঃ ৷\n> সিক্তায়াং কৃষ্ণলীলামৃতরসনিচয়ৈরুল্লসন্ত্যামমুষ্যাং\n> জাতোল্লাসাঃ স্বসেকাচ্ছতগুণমধিকং সন্তি যত্তন্ন চিত্রম্ ৷৷ ২১১ ৷৷ ॥২১১॥", "synonyms": "*sakhyaḥ*—amigas como Lalitā e Viśākhā; *śrī-rādhikāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *vraja-kumuda*—dos habitantes de Vrajabhūmi, semelhantes a lótus; *vidhoḥ*—da lua (Kṛṣṇa); *hlādinī*—outorgadora de prazer; *nāma*—do nome; *śakteḥ*—da potência; *sāra-aṁśa*—o princípio ativo; *prema-vallyāḥ*—da trepadeira do amor a Deus; *kisalaya*—recém-brotadas; *dala*—folhas; *puṣpa*—flores; *ādi*—e assim por diante; *tulyāḥ*—iguais a; *sva-tulyāḥ*—iguais a Ela mesma; *siktāyām*—quando borrifada; *kṛṣṇa-līlā*—dos passatempos de Kṛṣṇa; *amṛta*—do néctar; *rasa-nicayaiḥ*—pelas gotas do suco; *ullasantyām*—resplandecendo; *amuṣyām*—d'Ela, Śrīmatī Rādhārāṇī; *jāta-ullāsāḥ*—tendo despertado o prazer; *sva-sekāt*—do que seu próprio borrifar; *śata-guṇam*—cem vezes; *adhikam*—mais; *santi*—são; *yat*—o que; *tat*—isso; *na*—não; *citram*—maravilhoso.", "translation": "**\"'Todas as gopīs, as amigas pessoais de Śrīmatī Rādhārāṇī, são iguais a Ela. Kṛṣṇa é agradável aos habitantes de Vrajabhūmi, assim como a lua é agradável à flor de lótus. Sua potência outorgadora de prazer é conhecida como āhlādinī, cujo princípio ativo é Śrīmatī Rādhārāṇī. Ela é comparada a uma trepadeira de flores e folhas recém-brotadas. Quando o néctar dos passatempos de Kṛṣṇa é borrifado sobre Śrīmatī Rādhārāṇī, todas as Suas amigas, as gopīs, de imediato apreciam o prazer cem vezes mais do que se elas próprias fossem borrifadas. Na verdade, isto não é nada maravilhoso.'**", "purport": "Este verso também é do Govinda-līlāmṛta (10.16)."}
{"ref": "cc/madhya/8/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/212/", "verse_text": "yadyapi sakhīra kṛṣṇa-saṅgame nāhi mana\ntathāpi rādhikā yatne karāna saṅgama", "devanagari": "> যদ্যপি সখীর কৃষ্ণ-সঙ্গমে নাহি মন ৷\n> তথাপি রাধিকা যত্নে করান সঙ্গম ৷৷ ২১২ ৷৷ ॥২১২॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *sakhīra*—das gopīs; *kṛṣṇa-saṅgame*—desfrutar diretamente com Kṛṣṇa; *nāhi*—não; *mana*—a mente; *tathāpi*—ainda assim; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *yatne*—com grande empenho; *karāna*—faz; *saṅgama*—associação com Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Embora as gopīs, as amigas de Śrīmatī Rādhārāṇī, não desejem desfrutar diretamente com Kṛṣṇa, Śrīmatī Rādhārāṇī faz um grande esforço para induzir Kṛṣṇa a desfrutar com as gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/213/", "verse_text": "nānā-cchale kṛṣṇe preri' saṅgama karāya\nātma-kṛṣṇa-saṅga haite koṭi-sukha pāya", "devanagari": "> নানা-চ্ছলে কৃষ্ণে প্রেরি’ সঙ্গম করায় ৷\n> আত্মকৃষ্ণ-সঙ্গ হৈতে কোটি-সুখ পায় ৷৷ ২১৩ ৷৷ ॥২১৩॥", "synonyms": "*nānā-chale*—sob diferentes pretextos; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *preri'*—enviando; *saṅgama*—associação direta; *karāya*—induz; *ātma-kṛṣṇa-saṅga*—associação pessoal com Kṛṣṇa; *haite*—do que; *koṭi-sukha*—dez milhões de vezes mais felicidade; *pāya*—Ela obtém.", "translation": "**\"Apresentando vários pretextos em favor das gopīs, Śrīmatī Rādhārāṇī às vezes envia as gopīs a Kṛṣṇa justamente para que elas possam se associar com Ele diretamente. Nesses momentos, Ela desfruta de uma felicidade dez milhões de vezes maior do que a desfrutada pela associação direta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/214/", "verse_text": "anyonye viśuddha preme kare rasa puṣṭa\ntāṅ-sabāra prema dekhi' kṛṣṇa haya tuṣṭa", "devanagari": "> অন্যোন্যে বিশুদ্ধ প্রেমে করে রস পুষ্ট ৷\n> তাঁ-সবার প্রেম দেখি’ কৃষ্ণ হয় তুষ্ট ৷৷ ২১৪ ৷৷ ॥২১৪॥", "synonyms": "*anyonye*—um ao outro; *viśuddha*—transcendental; *preme*—em amor a Deus; *kare*—faz; *rasa*—a doçura; *puṣṭa*—nutrida; *tāṅ-sabāra*—de todas elas; *prema*—o amor a Deus; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *haya*—fica; *tuṣṭa*—satisfeito.", "translation": "**\"A doçura transcendental é nutrida por esse comportamento mútuo em amor transcendental a Deus. Quando o Senhor Kṛṣṇa vê como as gopīs desenvolveram amor puro por Ele, Ele fica muito satisfeito.**", "purport": "Śrīmatī Rādhārāṇī e as gopīs não estão interessadas em sua própria felicidade pessoal derivada da associação com Kṛṣṇa. Pelo contrário, elas ficam felizes ao verem uma à outra associar-se com Kṛṣṇa. Dessa maneira, seus relacionamentos são ainda mais nutridos pelo amor a Deus, e, ao ver isso, Kṛṣṇa fica muito satisfeito."}
{"ref": "cc/madhya/8/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/215/", "verse_text": "sahaja gopīra prema,--nahe prākṛta kāma\nkāma-krīḍā-sāmye tāra kahi 'kāma'-nāma", "devanagari": "> সহজ গোপীর প্রেম, — নহে প্রাকৃত কাম ৷\n> কামক্রীড়া-সাম্যে তার কহি ‘কাম’-নাম ৷৷ ২১৫ ৷৷ ॥২১৫॥", "synonyms": "*sahaja*—natural; *gopīra*—das gopīs; *prema*—amor a Deus; *nahe*—não é; *prākṛta*—material; *kāma*—luxúria; *kāma-krīḍā*—relações lascivas; *sāmye*—em parecer igual a; *tāra*—de tais atividades; *kahi*—eu digo; *kāma-nāma*—o nome \"luxúria\".", "translation": "**\"Cabe notar que a característica natural das gopīs é amar o Senhor Supremo. Seu desejo lascivo não deve ser comparado à luxúria material. Não obstante, porque seu desejo às vezes parece assemelhar-se à luxúria material, seu amor transcendental por Kṛṣṇa é às vezes descrito como luxúria.**", "purport": "Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que a luxúria material jamais deve ser atribuída a Kṛṣṇa, que é pleno de conhecimento transcendental. A luxúria material não pode ser ocupada no serviço ao Senhor, pois aplica-se aos materialistas, não a Kṛṣṇa. Somente o prema, ou amor a Deus, é aplicável à satisfação de Kṛṣṇa. O prema é serviço pleno prestado ao Senhor. As relações lascivas das gopīs na verdade constituem o mais elevado amor a Deus, porque as gopīs nunca agem em prol de sua própria satisfação pessoal. Elas simplesmente se comprazem em ocupar outras gopīs no serviço ao Senhor. As gopīs obtêm mais prazer transcendental ao ocuparem indiretamente outras gopīs no serviço a Kṛṣṇa do que ao se ocuparem elas próprias em Seu serviço. Essa é a diferença entre a luxúria material e o amor a Deus. A luxúria aplica-se ao mundo material, e o amor a Deus aplica-se somente a Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/8/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/216/", "verse_text": "premaiva gopa-rāmāṇāṁ\nkāma ity agamat prathām\nity uddhavādayo 'py etaṁ\nvāñchanti bhagavat-priyāḥ", "devanagari": "> প্রেমৈব গোপরামাণাং কাম ইত্যগমৎ প্ৰথাম্ ৷\n> ইত্যুদ্ধবাদয়োঽপ্যেতং বাঞ্ছন্তি ভগবৎপ্রিয়াঃ ৷৷ ২১৬ ৷৷ ॥২১৬॥", "synonyms": "*premā*—amor a Deus; *eva*—certamente; *gopa-rāmāṇām*—de todas as gopīs; *kāmaḥ*—luxúria; *iti*—assim; *agamat*—tornou-se corrente; *prathām*—o processo; *iti*—assim; *uddhava-ādayaḥ*—todos os devotos, encabeçados por Uddhava; *api*—certamente; *etam*—este tipo de comportamento; *vāñchanti*—desejam; *bhagavat-priyāḥ*—aqueles que são muito, muito queridos à Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Os tratos das gopīs com Kṛṣṇa estão na plataforma do amor puro a Deus. Entretanto, às vezes são considerados luxuriosos. Mas como tais tratos são completamente espirituais, Uddhava e todos os outros devotos mais queridos do Senhor desejam participar deles.'**\"", "purport": "Esta é uma citação do Bhakti-rasāmṛta-sindhu (1.2.285)."}
{"ref": "cc/madhya/8/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/217/", "verse_text": "nijendriya-sukha-hetu kāmera tātparya\nkṛṣṇa-sukha-tātparya gopī-bhāva-varya", "devanagari": "> নিজেন্দ্রিয়সুখহেতু কামের তাত্পর্য ।\n> কৃষ্ণসুখ-তাত্পর্য গোপীভাব-বর্য ৷৷ ২১৭ ৷৷ ॥২১৭॥", "synonyms": "*nija-indriya*—dos próprios sentidos; *sukha*—da felicidade; *hetu*—pela razão; *kāmera*—do desejo lascivo; *tātparya*—a intenção; *kṛṣṇa*—de Kṛṣṇa; *sukha*—a felicidade; *tātparya*—a intenção; *gopī-bhāva-varya*—a principal disposição das gopīs.", "translation": "**\"Os desejos lascivos são experimentados quando alguém está preocupado com sua própria gratificação dos sentidos. A disposição das gopīs não é assim. Seu único desejo é satisfazer os sentidos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/218/", "verse_text": "nijendriya-sukha-vāñchā nāhi gopikāra\nkṛṣṇe sukha dite kare saṅgama-vihāra", "devanagari": "> নিজেন্দ্রিয়সুখবাঞ্ছা নাহি গোপিকার ৷\n> কৃষ্ণে সুখ দিতে করে সঙ্গম-বিহার ৷৷ ২১৮ ৷৷ ॥২১৮॥", "synonyms": "*nija-indriya-sukha*—pela gratificação pessoal dos sentidos; *vāñchā*—o desejo; *nāhi*—não há; *gopikāra*—das gopīs; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *sukha*—felicidade; *dite*—dar; *kare*—fazem; *saṅgama-vihāra*—unir-se e desfrutar com Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Entre as gopīs, não há nem um traço de desejo de gratificação dos sentidos. Seu único desejo é dar prazer a Kṛṣṇa, e dessa forma se misturam com Ele e desfrutam com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/219/", "verse_text": "yat te sujāta-caraṇāmburuhaṁ staneṣu\nbhītāḥ śanaiḥ priya dadhīmahi karkaśeṣu\ntenāṭavīm aṭasi tad vyathate na kiṁ svit\nkūrpādibhir bhramati dhīr bhavad-āyuṣāṁ naḥ", "devanagari": "> যত্তে সুজাতচরণাম্বুরুহং স্তনেষু\n> ভীতাঃ শনৈঃ প্রিয় দধীমহি কর্কশেষু ৷\n> তেনাটবীমটসি তদ্ব্যথতে ন কিংস্বিৎ\n> কূর্পাদিভির্ভ্রমতি ধীর্ভবদায়ুষাং নঃ ৷৷ ২১৯ ৷৷ ॥২১৯॥", "synonyms": "*yat*—porque; *te*—Teus; *sujāta*—delicados; *caraṇa-ambu-ruham*—pés de lótus; *staneṣu*—sobre os seios; *bhītāḥ*—temendo; *śanaiḥ*—muito cuidadosamente; *priya*—ó amado; *dadhīmahi*—nós colocamos; *karkaśeṣu*—muito ásperos e duros; *tena*—por tais pés de lótus; *aṭavīm*—a floresta; *aṭasi*—Tu percorres; *tat vyathate*—que nos causa dor; *na*—não; *kim svit*—se acaso; *kūrpa-ādibhiḥ*—pelos pequenos fragmentos de pedra; *bhramati*—confunde; *dhīḥ*—a inteligência; *bhavat-āyuṣām*—das pessoas que Te consideram a própria duração da vida; *naḥ*—de nós.", "translation": "**\"Todas as gopīs disseram: 'Querido Kṛṣṇa, nós sustentamos cuidadosamente Teus delicados pés de lótus sobre nossos seios duros. Quando caminhas pela floresta, Teus suaves pés de lótus são espetados por pequenos pedaços de pedra. Tememos que isso Te cause dor. Visto que és nossa vida e alma, nossas mentes ficam muito perturbadas quando Teus pés de lótus são doloridos.'**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (10.31.19)."}
{"ref": "cc/madhya/8/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/220/", "verse_text": "sei gopī-bhāvāmṛte yāṅra lobha haya\nveda-dharma-loka tyaji' se kṛṣṇe bhajaya", "devanagari": "> সেই গোপীভাবামৃতে যাঁর লোভ হয় ৷\n> বেদধর্মলোক ত্যজি’ সে কৃষ্ণে ভজয় ৷৷ ২২০ ৷৷ ॥২২০॥", "synonyms": "*sei*—esse; *gopī*—das gopīs; *bhāva-amṛte*—no néctar do êxtase; *yāṅra*—cujo; *lobha*—apego; *haya*—há; *veda-dharma*—princípios religiosos dos Vedas; *loka*—a opinião popular; *tyaji'*—abandonando; *se*—ele; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *bhajaya*—presta serviço amoroso.", "translation": "**\"Aquele que é atraído por esse amor extático das gopīs não se importa com a opinião popular nem com os princípios reguladores da vida Védica. Pelo contrário, ele se rende completamente a Kṛṣṇa e presta serviço a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/221/", "verse_text": "rāgānuga-mārge tāṅre bhaje yei jana\nsei-jana pāya vraje vrajendra-nandana", "devanagari": "> রাগানুগ-মার্গে তাঁরে ভজে যেই জন ৷\n> সেইজন পায় ব্রজে ব্রজেন্দ্রনন্দন ৷৷ ২২১ ৷৷ ॥২২১॥", "synonyms": "*rāga-anuga*—de apego espontâneo; *mārge*—na senda; *tāṅre*—Kṛṣṇa; *bhaje*—adora; *yei*—quem; *jana*—uma pessoa; *sei-jana*—essa pessoa; *pāya*—obtém; *vraje*—em Vṛndāvana; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**\"Se alguém adora o Senhor na senda do amor espontâneo e vai a Vṛndāvana, recebe o refúgio de Vrajendra-nandana, o filho de Nanda Mahārāja.**", "purport": "Ao todo, há sessenta e quatro itens listados para a prestação de serviço a Kṛṣṇa, e estes são os princípios reguladores prescritos nos śāstras e dados pelo mestre espiritual. A pessoa tem de servir Kṛṣṇa de acordo com esses princípios reguladores, mas, se desenvolve amor espontâneo por Kṛṣṇa, tal como exibido nas atividades daqueles que vivem em Vrajabhūmi, atinge o plano de rāgānuga-bhakti. Aquele que desenvolveu esse amor espontâneo está apto à elevação ao plano desfrutado pelos habitantes de Vrajabhūmi. Em Vrajabhūmi, não há princípios reguladores estabelecidos para o serviço a Kṛṣṇa. Pelo contrário, tudo é realizado em amor espontâneo e natural por Kṛṣṇa. Não se cogita seguir os princípios do sistema Védico. Tais princípios são seguidos dentro deste mundo material, e, enquanto a pessoa estiver no plano material, terá de executá-los. Entretanto, o amor espontâneo por Kṛṣṇa é transcendental. Pode parecer que os princípios reguladores estejam sendo violados, mas o devoto está no plano transcendental. Tal serviço chama-se guṇātīta, ou nirguṇa, pois não está contaminado pelos três modos da natureza material."}
{"ref": "cc/madhya/8/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/222/", "verse_text": "vraja-lokera kona bhāva lañā yei bhaje\nbhāva-yogya deha pāñā kṛṣṇa pāya vraje", "devanagari": "> ব্রজলোকের কোন ভাব লঞা যেই ভজে ৷\n> ভাবযোগ্য দেহ পাঞা কৃষ্ণ পায় ব্রজে ৷৷ ২২২ ৷৷ ॥২২২॥", "synonyms": "*vraja-lokera*—do planeta conhecido como Goloka Vṛndāvana; *kona*—alguma; *bhāva*—disposição; *lañā*—aceitando; *yei*—qualquer um que; *bhaje*—executa serviço devocional; *bhāva-yogya*—adequado para essa atração espiritual; *deha*—um corpo; *pāñā*—obtendo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *pāya*—obtém; *vraje*—em Vṛndāvana.", "translation": "**\"Em seu estado liberado, o devoto é atraído por um dos cinco humores no serviço amoroso transcendental ao Senhor. À medida que continua a servir o Senhor nessa disposição transcendental, ele atinge um corpo espiritual para servir Kṛṣṇa em Goloka Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/223/", "verse_text": "tāhāte dṛṣṭānta--upaniṣad śruti-gaṇa\nrāga-mārge bhaji' pāila vrajendra-nandana", "devanagari": "> তাহাতে দৃষ্টান্ত — উপনিষদ্ শ্রুতিগণ ৷\n> রাগমার্গে ভজি’ পাইল ব্রজেন্দ্রনন্দন ৷৷ ২২৩ ৷৷ ॥২২৩॥", "synonyms": "*tāhāte*—neste assunto; *dṛṣṭānta*—o exemplo; *upaniṣad śruti-gaṇa*—os grandes sábios conhecidos como os Upaniṣads ou śrutis personificados; *rāga-mārge*—na senda do amor espontâneo; *bhaji'*—adorando; *pāila*—obtiveram; *vrajendra-nandana*—os pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Aquelas pessoas santas que apresentaram os Upaniṣads são exemplos vívidos disso. Adorando o Senhor na senda do amor espontâneo, alcançaram os pés de lótus de Vrajendra-nandana, o filho de Nanda Mahārāja.**", "purport": "No planeta Goloka Vṛndāvana, os servos de Kṛṣṇa são chefiados por Raktaka e Patraka. Os amigos de Kṛṣṇa são chefiados por Śrīdāmā, Subala e outros. Há também *gopīs* mais velhas e os vaqueiros, chefiados por Nanda Mahārāja, mãe Yaśodā e outros. Todas essas personalidades estão eternamente ocupadas no serviço amoroso ao Senhor de acordo com seus apegos específicos por Kṛṣṇa. Quem deseja regressar ao lar para servir diretamente ao Senhor pode ser atraído a Kṛṣṇa como servo, amigo, pai ou mãe. Se durante esta vida uma pessoa serve continuamente a Kṛṣṇa em determinado êxtase, ao abandonar o corpo material obtém um corpo espiritual adequado para servir a Kṛṣṇa conforme seu apego particular. Pode-se servir como servo, amigo, pai ou mãe. Da mesma forma, quem deseja servir a Kṛṣṇa em amor conjugal também pode obter um corpo sob a orientação das *gopīs.* O exemplo mais vívido a esse respeito são aquelas personalidades santas conhecidas como *śrutis,* que representam os *Upaniṣads.* Essas *śrutis* compreendem que sem servir a Kṛṣṇa e seguir os passos das *gopīs* não há possibilidade de entrar no reino de Deus. Por isso se ocupam no serviço amoroso espontâneo a Kṛṣṇa e seguem os passos das *gopīs.*"}
{"ref": "cc/madhya/8/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/224/", "verse_text": "nibhṛta-marun-mano 'kṣa-dṛḍha-yoga-yujo hṛdi yan\nmunaya upāsate tad arayo 'pi yayuḥ smaraṇāt\nstriya uragendra-bhoga-bhuja-daṇḍa-viṣakta-dhiyo\nvayam api te samāḥ sama-dṛśo 'ṅghri-saroja-sudhāḥ", "devanagari": "> নিভৃতমরুন্মনোঽক্ষদৃঢ়যোগযুজো হৃদি য-\n> ন্মুনয় উপাসতে তদরয়োঽপি যযুঃ স্মরণাৎ ৷\n> স্ত্রিয় উরগেন্দ্রভোগভুজদণ্ডবিষক্ত-ধিয়ো\n> বয়মপি তে সমাঃ সমদৃশোঽঙ্ঘ্রিসরোজসুধাঃ ৷৷ ২২৪ ৷৷ ॥২২৪॥", "synonyms": "*nibhṛta*—controlado; *marut*—o ar vital; *manaḥ*—a mente; *akṣa*—os sentidos; *dṛḍha*—forte; *yoga*—no processo de yoga místico; *yujaḥ*—que estão ocupados; *hṛdi*—dentro do coração; *yat*—quem; *munayaḥ*—os grandes sábios; *upāsate*—adoram; *tat*—esse; *arayaḥ*—os inimigos; *api*—também; *yayuḥ*—obtêm; *smaraṇāt*—do lembrar; *striyaḥ*—as gopīs; *uraga-indra*—de serpentes; *bhoga*—como os corpos; *bhuja*—os braços; *daṇḍa*—como bastões; *viṣakta*—presas a; *dhiyaḥ*—cujas mentes; *vayam api*—nós também; *te*—Teus; *samāḥ*—iguais a elas; *sama-dṛśaḥ*—tendo as mesmas emoções extáticas; *aṅghri-saroja*—dos pés de lótus; *sudhāḥ*—o néctar.", "translation": "**\" 'Os grandes sábios conquistam a mente e os sentidos praticando o sistema de yoga místico e controlando a respiração. Assim ocupados no yoga místico, veem a Superalma em seus corações e por fim entram no Brahman impessoal. Mas até mesmo os inimigos da Suprema Personalidade de Deus alcançam essa posição simplesmente pensando no Senhor Supremo. Entretanto, as donzelas de Vraja, as gopīs, atraídas pela beleza de Kṛṣṇa, simplesmente desejavam abraçá-Lo e a Seus braços, que são como serpentes. Assim as gopīs por fim saborearam o néctar dos pés de lótus do Senhor. De modo semelhante, nós, os Upaniṣads, também podemos saborear o néctar de Seus pés de lótus seguindo os passos das gopīs.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.87.23), proferida pelos *śrutis,* os *Vedas* personificados."}
{"ref": "cc/madhya/8/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/225/", "verse_text": "'sama-dṛśaḥ'-śabde kahe 'sei bhāve anugati'\n\n'samāḥ'-śabde kahe śrutira gopī-deha-prāpti", "devanagari": "> ‘সমদৃশঃ’-শব্দে কহে ‘সেই ভাবে অনুগতি’ ৷\n> ‘সমাঃ’-শব্দে কহে শ্রুতির গোপীদেহ-প্রাপ্তি ৷৷ ২২৫ ৷৷ ॥২২৫॥", "synonyms": "*sama-dṛśaḥ śabde*—pela palavra sama-dṛśaḥ; *kahe*—diz; *sei*—essa; *bhāve*—na emoção; *anugati*—seguindo; *samāḥ śabde*—por esta palavra samāḥ; *kahe*—diz; *śrutira*—das pessoas conhecidas como os śrutis; *gopī-deha*—os corpos das gopīs; *prāpti*—obtenção.", "translation": "**\"A palavra 'sama-dṛśaḥ,' mencionada na quarta linha do verso anterior, significa 'seguir o estado de espírito das gopīs.' A palavra 'samāḥ' significa 'os śrutis obtendo um corpo como os das gopīs.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/226/", "verse_text": "'aṅghri-padma-sudhā'ya kahe 'kṛṣṇa-saṅgānanda'\n\nvidhi-mārge nā pāiye vraje kṛṣṇa-candra", "devanagari": "> ‘অঙ্ঘ্রি পদ্মসুধা’য় কহে ‘কৃষ্ণসঙ্গানন্দ’ ৷\n> বিধিমার্গে না পাইয়ে ব্রজে কৃষ্ণচন্দ্র ৷৷ ২২৬ ৷৷ ॥২২৬॥", "synonyms": "*aṅghri-padma-sudhāya*—pelo néctar derivado dos pés de lótus de Kṛṣṇa; *kahe*—diz; *kṛṣṇa-saṅga-ānanda*—a bem-aventurança transcendental pela associação com Kṛṣṇa; *vidhi-mārge*—no caminho dos princípios reguladores; *nā pāiye*—não se obtém; *vraje*—em Goloka Vṛndāvana; *kṛṣṇa-candra*—o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A palavra 'aṅghri-padma-sudhā' significa 'associar-se intimamente com Kṛṣṇa.' Pode-se alcançar essa perfeição somente por meio do amor espontâneo a Deus. Não se pode obter Kṛṣṇa em Goloka Vṛndāvana simplesmente servindo ao Senhor de acordo com os princípios reguladores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/227/", "verse_text": "nāyaṁ sukhāpo bhagavān\n\ndehināṁ gopikā-sutaḥ\n\njñānināṁ cātma-bhūtānāṁ\n\nyathā bhakti-matām iha", "devanagari": "> নায়ং সুখাপো ভগবান্ দেহিনাং গোপিকাসুতঃ ৷\n> জ্ঞানিনাঞ্চাত্মভূতানাং যথা ভক্তিমতামিহ ৷৷ ২২৭ ৷৷ ॥২২৭॥", "synonyms": "*na*—não; *ayam*—este Senhor Śrī Kṛṣṇa; *sukha-āpaḥ*—facilmente acessível; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *dehinām*—para as pessoas materialistas que aceitaram o corpo como o eu; *gopikā-sutaḥ*—o filho de mãe Yaśodā; *jñāninām*—para as pessoas viciadas em especulação mental; *ca*—e; *ātma-bhūtānām*—para as pessoas que praticam severas austeridades e penitências; *yathā*—como; *bhakti-matām*—para as pessoas ocupadas em serviço devocional espontâneo; *iha*—neste mundo.", "translation": "**\" 'A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o filho de mãe Yaśodā, é acessível aos devotos ocupados em serviço amoroso espontâneo, mas não é tão facilmente acessível aos especuladores mentais, àqueles que se esforçam pela autorrealização por meio de severas austeridades e penitências, ou àqueles que consideram o corpo a mesma coisa que o eu.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.9.21) é proferido por Śrīla Śukadeva Gosvāmī. Ele aparece dentro de uma passagem em que Śukadeva glorifica mãe Yaśodā e outros devotos de Kṛṣṇa, descrevendo como eles podem subjugá-lO com seu amor."}
{"ref": "cc/madhya/8/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/228/", "verse_text": "ataeva gopī-bhāva kari aṅgīkāra\n\nrātri-dina cinte rādhā-kṛṣṇera vihāra", "devanagari": "> অতএব গোপীভাব করি অঙ্গীকার ৷\n> রাত্রি-দিন চিন্তে রাধাকৃষ্ণের বিহার ॥২২৮॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *gopī-bhāva*—o estado de espírito amoroso das gopīs; *kari*—fazendo; *aṅgīkāra*—aceitação; *rātri-dina*—dia e noite; *cinte*—a pessoa pensa; *rādhā-kṛṣṇera*—de Rādhā e Kṛṣṇa; *vihāra*—os passatempos.", "translation": "**\"Portanto, deve-se aceitar o estado de espírito das gopīs em seu serviço. Nesse estado de espírito transcendental, deve-se pensar sempre nos passatempos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/229/", "verse_text": "siddha-dehe cinti' kare tāhāṅñi sevana\n\nsakhī-bhāve pāya rādhā-kṛṣṇera caraṇa", "devanagari": "> সিদ্ধদেহে চিন্তি’ করে তাহাঁঞি সেবন ৷\n> সখীভাবে পায় রাধাকৃষ্ণের চরণ ৷৷ ২২৯ ৷৷ ॥২২৯॥", "synonyms": "*siddha-dehe*—no estágio aperfeiçoado; *cinti'*—por lembrar; *kare*—faz; *tāhāṅñi*—no mundo espiritual; *sevana*—serviço; *sakhī-bhāve*—no estado de espírito das gopīs; *pāya*—obtém; *rādhā-kṛṣṇera*—de Rādhā e Kṛṣṇa; *caraṇa*—os pés de lótus.", "translation": "**\"Após pensar em Rādhā e Kṛṣṇa e em Seus passatempos por longo tempo, e após libertar-se completamente da contaminação material, a pessoa é transferida ao mundo espiritual. Ali o devoto obtém a oportunidade de servir Rādhā e Kṛṣṇa como uma das gopīs.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que a palavra *siddha-deha,* \"corpo espiritual perfeito\", refere-se a um corpo além do corpo material grosseiro composto de cinco elementos e do corpo astral sutil composto de mente, inteligência e ego falso. Em outras palavras, a pessoa obtém um corpo completamente espiritual, apto a prestar serviço ao casal transcendental Rādhā e Kṛṣṇa: *sarvopādhi-vinirmuktaṁ tat-paratvena nirmalam.*\n\nQuando a pessoa está situada em seu corpo espiritual — que está além desse corpo material grosseiro e sutil — é apta a servir a Rādhā e Kṛṣṇa. Esse corpo é chamado de *siddha-deha.* A entidade viva obtém determinado tipo de corpo grosseiro de acordo com suas atividades passadas e seu estado mental. Nesta vida, o estado mental muda de diversas formas, e a mesma entidade viva obtém outro corpo na próxima vida conforme seus desejos. A mente, a inteligência e o ego falso estão sempre empenhados na tentativa de dominar a natureza material. De acordo com esse corpo astral sutil, a pessoa obtém um corpo grosseiro para desfrutar dos objetos de seus desejos. De acordo com as atividades do corpo presente, prepara outro corpo sutil. E segundo o corpo sutil, obtém outro corpo grosseiro. Este é o processo da existência material. Porém, quando a pessoa está espiritualmente situada e não deseja nem um corpo grosseiro nem um sutil, ela obtém seu corpo espiritual original. Como confirma o *Bhagavad-gītā* [[bg/4/9|(Bg. 4.9)]]: *tyaktvā dehaṁ punar janma naiti mām eti so 'rjuna.*\n\nA pessoa é elevada ao mundo espiritual por meio do corpo espiritual e está situada ou em Goloka Vṛndāvana ou em outro planeta Vaikuṇṭha. No corpo espiritual não há mais desejos materiais, e a pessoa se satisfaz plenamente prestando serviço à Suprema Personalidade de Deus, Rādhā e Kṛṣṇa. Esta é a plataforma do *bhakti* (*hṛṣīkeṇa hṛṣīkeśa-sevanaṁ bhaktir ucyate*). Quando o corpo espiritual, a mente e os sentidos estão completamente purificados, pode-se prestar serviço à Suprema Personalidade de Deus e à Sua consorte. Em Vaikuṇṭha, a consorte é Lakṣmī, e em Goloka Vṛndāvana a consorte é Śrīmatī Rādhārāṇī. No corpo espiritual, livre da contaminação material, pode-se servir a Rādhā-Kṛṣṇa e a Lakṣmī-Nārāyaṇa. Quando a pessoa assim se situa espiritualmente, não pensa mais em sua própria gratificação dos sentidos. Esse corpo espiritual é chamado de *siddha-deha,* o corpo pelo qual se pode prestar serviço transcendental a Rādhā e Kṛṣṇa. O processo consiste em ocupar os sentidos transcendentais no serviço devocional amoroso. Este verso menciona especificamente *sakhī-bhāve pāya rādhā-kṛṣṇera caraṇa:* somente pessoas transcendentalmente elevadas no humor das *gopīs* podem se ocupar no serviço dos pés de lótus de Rādhā e Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/8/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/230/", "verse_text": "gopī-ānugatya vinā aiśvarya-jñāne\n\nbhajileha nāhi pāya vrajendra-nandane", "devanagari": "> গোপী-আনুগত্য বিনা ঐশ্বর্যজ্ঞানে ৷\n> ভজিলেহ নাহি পায় ব্রজেন্দ্রনন্দনে ৷৷ ২৩০ ৷৷ ॥২৩০॥", "synonyms": "*gopī-ānugatya*—subserviência às gopīs; *vinā*—sem; *aiśvarya-jñāne*—no conhecimento da opulência; *bhajileha*—se servir ao Senhor Supremo; *nāhi*—não; *pāya*—obtém; *vrajendra-nandane*—o filho de Mahārāja Nanda, Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A menos que se sigam as pegadas das gopīs, não se pode alcançar o serviço aos pés de lótus de Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja. Se alguém é dominado pelo conhecimento da opulência do Senhor, não pode alcançar os pés de lótus do Senhor, ainda que esteja ocupado em serviço devocional.**", "purport": "Pode-se adorar Lakṣmī-Nārāyaṇa pelo processo do *vidhi-mārga,* adorando o Senhor com princípios regulativos conforme as instruções do *śāstra* e do mestre espiritual. Porém, a Suprema Personalidade de Deus, Rādhā-Kṛṣṇa, não pode ser adorada diretamente por esse processo. Os tratos entre Rādhā e Kṛṣṇa e as *gopīs* carecem das opulências de Lakṣmī-Nārāyaṇa. O processo do *vidhi-mārga,* seguir os princípios regulativos, é empregado na adoração de Lakṣmī-Nārāyaṇa, ao passo que o processo do serviço espontâneo — seguir os passos das *gopīs,* que são as habitantes de Vṛndāvana — é transcendentalmente mais avançado e é o processo pelo qual Rādhā e Kṛṣṇa são adorados. Não se pode alcançar essa posição elevada adorando o Senhor em Sua opulência. Os que são atraídos pelo amor conjugal entre Rādhā e Kṛṣṇa devem seguir os passos das *gopīs.* Só então é possível ingressar no serviço ao Senhor em Goloka Vṛndāvana e associar-se diretamente com Rādhā e Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/8/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/231/", "verse_text": "tāhāte dṛṣṭānta--lakṣmī karila bhajana\n\ntathāpi nā pāila vraje vrajendra-nandana", "devanagari": "> তাহাতে দৃষ্টান্ত — লক্ষ্মী করিল ভজন ৷\n> তথাপি না পাইল ব্রজে ব্রজেন্দ্রনন্দন ৷৷ ২৩১ ৷৷ ॥২৩১॥", "synonyms": "*tāhāte*—nisso; *dṛṣṭānta*—a evidência; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *karila*—fez; *bhajana*—adoração; *tathāpi*—ainda assim; *nā*—não; *pāila*—obteve; *vraje*—em Vṛndāvana; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda, Kṛṣṇa.", "translation": "**\"O exemplo tácito neste contexto é a deusa da fortuna, que adorou o Senhor Kṛṣṇa a fim de alcançar Seus passatempos em Vṛndāvana. Porém, devido ao seu estilo de vida opulento, não conseguiu alcançar o serviço de Kṛṣṇa em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/232/", "verse_text": "nāyaṁ śriyo 'ṅga u nitānta-rateḥ prasādaḥ\n\nsvar-yoṣitāṁ nalina-gandha-rucāṁ kuto 'nyāḥ\n\nrāsotsave 'sya bhuja-daṇḍa-gṛhīta-kaṇṭha-\n\nlabdhāśiṣāṁ ya udagād vraja-sundarīṇām", "devanagari": "> নায়ং শ্রিয়োঽঙ্গ উ নিতান্তরতেঃ প্রসাদঃ\n> লব্ধাশিষাং য উদগাদ্ব্রজসুন্দরীণাম্ ৷৷ ২৩২ ৷৷ ॥২৩২॥", "synonyms": "*na*—não; *ayam*—este; *śriyaḥ*—da deusa da fortuna; *aṅge*—no peito; *u*—ai; *nitānta-rateḥ*—que está muito intimamente relacionada; *prasādaḥ*—o favor; *svaḥ*—dos planetas celestiais; *yoṣitām*—das mulheres; *nalina*—da flor de lótus; *gandha*—que tem o sabor; *rucām*—e o brilho corporal; *kutaḥ*—muito menos; *anyāḥ*—outras; *rāsa-utsave*—no festival da dança da rāsa; *asya*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *bhuja-daṇḍa*—pelos braços; *gṛhīta*—abraçados; *kaṇṭha*—seus pescoços; *labdha-āśiṣām*—que alcançaram tal bênção; *yaḥ*—a qual; *udagāt*—manifestou-se; *vraja-sundarīṇām*—das belas gopīs, as moças transcendentais de Vrajabhūmi.", "translation": "**\" 'Quando o Senhor Śrī Kṛṣṇa dançava com as gopīs na rāsa-līlā, as gopīs eram abraçadas ao redor do pescoço pelos braços do Senhor. Esse favor transcendental jamais foi desfrutado pela deusa da fortuna ou por outras consortes no mundo espiritual. Tampouco tal coisa foi sequer imaginada pelas mais belas moças dos planetas celestiais, cujo brilho e perfume corporal se assemelham exatamente a uma flor de lótus. E que dizer das mulheres mundanas, que são muito belas segundo a estimativa material?' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.47.60)."}
{"ref": "cc/madhya/8/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/233/", "verse_text": "eta śuni' prabhu tāṅre kaila āliṅgana\n\ndui jane galāgali karena krandana", "devanagari": "> এত শুনি’ প্রভু তাঁরে কৈল আলিঙ্গন ৷\n> দুই জনে গলাগলি করেন ক্রন্দন ৷৷ ২৩৩ ৷৷ ॥২৩৩॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ao ouvir isso tudo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Rāmānanda Rāya; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraçar; *dui jane*—ambos; *galāgali*—abraçando ombro a ombro; *karena*—faziam; *krandana*—chorar.", "translation": "**Após ouvir isso, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Rāmānanda Rāya, e ambos, abraçados ombro a ombro, começaram a chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/234/", "verse_text": "ei-mata premāveśe rātri goṅāilā\n\nprātaḥ-kāle nija-nija-kārye duṅhe gelā", "devanagari": "> এইমত প্রেমাবেশে রাত্রি গোঙাইলা ৷\n> প্রাতঃকালে নিজ-নিজ-কার্যে দুঁহে গেলা ৷৷ ২৩৪ ৷৷ ॥২৩৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prema-āveśe*—em amor extático a Deus; *rātri*—a noite; *goṅāilā*—passaram; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *nija-nija-kārye*—a seus respectivos deveres; *duṅhe*—ambos; *gelā*—partiram.", "translation": "**A noite inteira foi passada dessa maneira, em amor extático a Deus. Pela manhã, ambos partiram para cuidar de seus respectivos deveres.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/235/", "verse_text": "vidāya-samaye prabhura caraṇe dhariyā\n\nrāmānanda rāya kahe vinati kariyā", "devanagari": "> বিদায়-সময়ে প্রভুর চরণে ধরিয়া ৷ রামানন্দ রায় কহে বিনতি করিয়া ৷৷ ২৩৫ ৷৷ ‘মোরে কৃপা করিতে তোমার ইহাঁ আগমন ৷ দিন দশ রহি’ শোধ মোর দুষ্ট মন ৷৷ ২৩৬ ৷৷ তোমা বিনা অন্য নাহি জীব উদ্ধারিতে ৷ তোমা বিনা অন্য নাহি কৃষ্ণপ্রেম দিতে ৷৷’ ২৩৭ ৷৷ ॥২৩৫॥", "synonyms": "*vidāya-samaye*—no momento da partida; *prabhura caraṇe*—os pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhariyā*—agarrando; *rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *kahe*—diz; *vinati kariyā*—com grande humildade.", "translation": "**Antes de partir de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Rāmānanda Rāya lançou-se ao chão e agarrou-se aos pés de lótus do Senhor. Em seguida, falou submissamente o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/236/", "verse_text": "'more kṛpā karite tomāra ihāṅ āgamana\n\ndina daśa rahi' śodha mora duṣṭa mana", "devanagari": "", "synonyms": "*more*—a mim; *kṛpā*—misericórdia; *karite*—fazer; *tomāra*—Tua; *ihāṅ*—aqui; *āgamana*—vinda; *dina daśa rahi'*—permanecendo ao menos dez dias; *śodha*—purifica; *mora*—minha; *duṣṭa mana*—mente poluída.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya disse: \"Vieste aqui apenas para mostrar-me Tua misericórdia imotivada. Portanto, fica aqui ao menos dez dias e purifica minha mente poluída.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/237/", "verse_text": "tomā vinā anya nāhi jīva uddhārite\n\ntomā vinā anya nāhi kṛṣṇa-prema dite'", "devanagari": "", "synonyms": "*tomā vinā*—sem Ti; *anya*—alguém mais; *nāhi*—não há; *jīva*—a entidade viva; *uddhārite*—para liberar; *tomā vinā*—sem Ti; *anya*—alguém mais; *nāhi*—não há; *kṛṣṇa-prema dite*—para conceder amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Pois, exceto Tu, não há ninguém que possa liberar todas as entidades vivas, porque somente Tu podes conceder amor a Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/238/", "verse_text": "prabhu kahe,--āilāṅa śuni' tomāra guṇa\n\nkṛṣṇa-kathā śuni, śuddha karāite mana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — আইলাঙ শুনি’ তোমার গুণ ৷ কৃষ্ণকথা শুনি, শুদ্ধ করাইতে মন ৷৷ ২৩৮ ৷৷ যৈছে শুনিলুঁ, তৈছে দেখিলুঁ তোমার মহিমা ৷ রাধাকৃষ্ণ-প্রেমরস-জ্ঞানের তুমি সীমা ৷৷ ২৩৯ ৷৷ ॥২৩৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *āilāṅa*—Eu vim; *śuni'*—ouvindo; *tomāra*—tuas; *guṇa*—qualidades; *kṛṣṇa-kathā*—estes tópicos sobre Kṛṣṇa; *śuni*—Eu ouço; *śuddha karāite*—apenas para tornar pura; *mana*—a mente.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Tendo ouvido sobre tuas boas qualidades, vim aqui. Vim ouvir sobre Kṛṣṇa de ti e, assim, purificar Minha mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/239/", "verse_text": "yaiche śuniluṅ, taiche dekhiluṅ tomāra mahimā\n\nrādhā-kṛṣṇa-premarasa-jñānera tumi sīmā", "devanagari": "", "synonyms": "*yaiche*—tanto quanto; *śuniluṅ*—ouvi; *taiche*—outro tanto; *dekhiluṅ*—vi; *tomāra mahimā*—tuas glórias; *rādhā-kṛṣṇa-prema-rasa-jñānera*—do conhecimento transcendental sobre os romances amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa; *tumi*—tu; *sīmā*—a meta última.", "translation": "**\"Agora que vi de fato suas glórias, o que ouvi a seu respeito se confirma. No que concerne aos passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa em estado amoroso, você é o limite do conhecimento.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu constatou que Rāmānanda Rāya era a melhor autoridade no conhecimento transcendental dos assuntos amorosos entre Rādhā e Kṛṣṇa. Neste verso, o Senhor de fato afirma que Rāmānanda Rāya era o limite máximo desse conhecimento."}
{"ref": "cc/madhya/8/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/240/", "verse_text": "daśa dinera kā-kathā yāvat āmi jība'\n\ntāvat tomāra saṅga chāḍite nāriba", "devanagari": "> দশ দিনের কা-কথা যাবত্ আমি জীব’ ৷ তাবত্ তোমার সঙ্গ ছাড়িতে নারিব ৷৷ ২৪০ ৷৷ নীলাচলে তুমি-আমি থাকিব এক-সঙ্গে ৷ সুখে গোঙাইব কাল কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ৷৷ ২৪১ ৷৷ ॥২৪০॥", "synonyms": "*daśa dinera*—de dez dias; *kā-kathā*—o que dizer; *yāvat*—enquanto; *āmi*—Eu; *jība'*—viver; *tāvat*—todo esse tempo; *tomāra*—de ti; *saṅga*—a associação; *chāḍite*—abandonar; *nāriba*—não serei capaz.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Para não falar de dez dias, enquanto Eu viver, Me será impossível abandonar tua companhia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/241/", "verse_text": "nīlācale tumi-āmi thākiba eka-saṅge\n\nsukhe goṅāiba kāla kṛṣṇa-kathā-raṅge", "devanagari": "", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *tumi*—tu; *āmi*—Eu; *thākiba*—permaneceremos; *eka-saṅge*—juntos; *sukhe*—em felicidade; *goṅāiba*—passaremos; *kāla*—o tempo; *kṛṣṇa-kathā-raṅge*—na alegria de falar sobre Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Tu e Eu permaneceremos juntos em Jagannātha Purī. Passaremos nosso tempo juntos em alegria, falando sobre Kṛṣṇa e Seus passatempos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/242/", "verse_text": "eta bali' duṅhe nija-nija kārye gelā\n\nsandhyā-kāle rāya punaḥ āsiyā mililā", "devanagari": "> এত বলি’ দুঁহে নিজ-নিজ কার্যে গেলা ৷\n> সন্ধ্যাকালে রায় পুনঃ আসিয়া মিলিলা ৷৷ ২৪২ ৷৷ ॥২৪২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *duṅhe*—ambos; *nija-nija*—seus respectivos; *kārye*—nos deveres; *gelā*—partiram; *sandhyā-kāle*—à tardinha; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *punaḥ*—novamente; *āsiyā*—vindo até ali; *mililā*—encontrou-se.", "translation": "**Desse modo, ambos partiram para cumprir seus respectivos deveres. Então, à tardinha, Rāmānanda Rāya retornou para ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/243/", "verse_text": "anyonye mili' duṅhe nibhṛte vasiyā\n\npraśnottara-goṣṭhī kahe ānandita hañā", "devanagari": "> অন্যোন্যে মিলি’ দুঁহে নিভৃতে বসিয়া ৷ প্রশ্নোত্তর-গোষ্ঠী কহে আনন্দিত হঞা ৷৷ ২৪৩ ৷৷ প্রভু পুছে, রামানন্দ করেন উত্তর ৷ এই মত সেই রাত্রে কথা পরস্পর ৷৷ ২৪৪ ৷৷ ॥২৪৩॥", "synonyms": "*anyonye*—uns aos outros; *mili'*—encontrando-se; *duṅhe*—ambos; *nibhṛte*—num lugar isolado; *vasiyā*—sentando-se; *praśna-uttara*—de perguntas e respostas; *goṣṭhī*—uma discussão; *kahe*—falaram; *ānandita*—jubilosos; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**Dessa maneira, eles se encontraram repetidas vezes, sentando-se em um lugar isolado e conversando jubilosamente sobre o serviço devocional por meio do processo de perguntas e respostas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/244/", "verse_text": "prabhu puche, rāmānanda karena uttara\n\nei mata sei rātre kathā paraspara", "devanagari": "", "synonyms": "*prabhu puche*—o Senhor pergunta; *rāmānanda*—Rāya Rāmānanda; *karena*—dá; *uttara*—respostas; *ei mata*—desse modo; *sei rātre*—naquela noite; *kathā*—conversa; *paraspara*—mútua.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu fazia as perguntas, e Śrī Rāmānanda Rāya dava as respostas. Desse modo, eles se ocuparam em discussão por toda a noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/245/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kon vidyā vidyā-madhye sāra?\"\n\nrāya kahe,--\"kṛṣṇa-bhakti vinā vidyā nāhi āra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কোন্ বিদ্যা বিদ্যা-মধ্যে সার?”\n> রায় কহে, — “কৃষ্ণভক্তি বিনা বিদ্যা নাহি আর ৷৷” ২৪৫ ৷৷ ॥২৪৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor perguntou; *kon*—qual; *vidyā*—conhecimento; *vidyā-madhye*—em meio ao conhecimento; *sāra*—o mais importante; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional a Kṛṣṇa; *vinā*—exceto; *vidyā*—educação; *nāhi*—não há; *āra*—nenhuma outra.", "translation": "**Em certa ocasião, o Senhor perguntou: \"De todos os tipos de educação, qual é o mais importante?\" Rāmānanda Rāya respondeu: \"Não há educação importante além do transcendental serviço devocional a Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Os Textos 245 a 257 são todos perguntas e respostas entre Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya. Nesses intercâmbios, há uma tentativa de mostrar a diferença entre a existência material e a espiritual. A educação em consciência de Kṛṣṇa é sempre transcendental e é a melhor de todas as formas de educação. A educação material visa a aumentar as atividades de gratificação material dos sentidos. Além da gratificação material dos sentidos, existe outra forma negativa de conhecimento, chamada *brahma-vidyā,* ou conhecimento transcendental. Contudo, acima desse *brahma-vidyā,* ou conhecimento do Brahman impessoal, está o conhecimento do serviço devocional ao Senhor Supremo, Viṣṇu. Esse conhecimento é superior. E mais elevado ainda é o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa, que é a forma máxima de educação. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (4.29.49): *tat karma hari-toṣaṁ yat sā vidyā tan-matir yayā:* \"O melhor trabalho é aquele feito para satisfazer o Senhor Supremo, e a melhor educação é aquela que intensifica a consciência de Kṛṣṇa da pessoa.\"\n\nAdemais, segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.23-24):\n\n> śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ\n> smaraṇaṁ pāda-sevanam\n> arcanaṁ vandanaṁ dāsyam\n> sakhyam ātma-nivedanam\n\n> iti puṁsārpitā viṣṇau\n> bhaktiś cen nava-lakṣaṇā\n> kriyeta bhagavaty addhā\n> tan manye 'dhītam uttamam\n\nEsta é uma declaração de Prahlāda Mahārāja em resposta a uma pergunta feita por seu pai. Prahlāda Mahārāja disse: \"Ouvir ou cantar sobre o Senhor Viṣṇu, lembrar-se dEle, servir Seus pés de lótus, adorá-Lo, oferecer-Lhe orações, tornar-se Seu servo e Seu amigo, sacrificar tudo em prol de Seu serviço — todas essas são variedades de serviço devocional. Entende-se que quem se ocupa em tais atividades é educado até a máxima perfeição.\"\n"}
{"ref": "cc/madhya/8/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/246/", "verse_text": "'kīrti-gaṇa-madhye jīvera kon baḍa kīrti?'\n\n'kṛṣṇa-bhakta baliyā yāṅhāra haya khyāti'", "devanagari": "> ‘কীর্তিগণংমধ্যে জীবের কোন্ বড় কীর্তি?’\n> ‘কৃষ্ণভক্ত বলিয়া যাঁহার হয় খ্যাতি ৷৷’ ২৪৬ ৷৷ ॥২৪৬॥", "synonyms": "*kīrti-gaṇa-madhye*—entre as atividades gloriosas; *jīvera*—da entidade viva; *kon*—qual; *baḍa*—a maior; *kīrti*—glória; *kṛṣṇa-bhakta*—um devoto do Senhor Kṛṣṇa; *baliyā*—como; *yāṅhāra*—de quem; *haya*—há; *khyāti*—a reputação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então perguntou a Rāmānanda Rāya: \"De todas as atividades gloriosas, qual é a mais gloriosa?\" Rāmānanda Rāya respondeu: \"Aquela pessoa que tem a reputação de ser um devoto do Senhor Kṛṣṇa goza da máxima fama e glória.\"**", "purport": "A maior reputação que um ser vivo pode ter é a de ser devoto de Kṛṣṇa e agir em consciência de Kṛṣṇa. No mundo material, todos tentam ficar famosos acumulando um grande saldo bancário ou opulência material. Há uma competição constante entre os *karmīs* que tentam progredir numa sociedade rica. O mundo inteiro gira de acordo com esse espírito de competição. No entanto, esse tipo de nome e fama é temporário, pois dura apenas enquanto existe o corpo material temporário. Pode ser que alguém fique famoso como *brahma-jñānī,* um erudito impersonalista, ou que se torne uma pessoa materialmente opulenta. Em ambos os casos, tais reputações são inferiores à reputação do devoto de Kṛṣṇa. No *Garuḍa Purāṇa,* afirma-se:\n\n> kalau bhāgavataṁ nāma\n> durlabhaṁ naiva labhyate\n> brahma-rudra-padotkṛṣṭaṁ\n> guruṇā kathitaṁ mama\n\n\"Nesta era de Kali, a fama de alguém conhecido como grande devoto é muito rara. Contudo, semelhante posição é superior à dos grandes semideuses, como Brahmā e Mahādeva. Esta é a opinião de todos os mestres espirituais.\"\n\nNo *Itihāsa-samuccaya,* Nārada diz a Puṇḍarīka:\n\n> janmāntara-sahasreṣu\n> yasya syād buddhir īdṛśī\n> dāso 'haṁ vāsudevasya\n> sarvāḹ lokān samuddharet\n\n\"Após muitos e muitos nascimentos, quando compreende que é servo eterno de Vāsudeva, a pessoa pode libertar todos os mundos.\"\n\nNo *Ādi Purāṇa,* numa conversa entre Kṛṣṇa e Arjuna, declara-se: *bhaktānām anugacchanti muktayaḥ śrutibhiḥ saha:* \"A mais elevada posição de liberação é dada pelo conhecimento Védico. Todos seguem os passos do devoto.\"\n\nDe modo semelhante, no *Bṛhan-nāradīya Purāṇa,* afirma-se ainda: *adyāpi ca muni-śreṣṭhā brahmādyā api devatāḥ:* \"Até hoje, nem mesmo os grandes semideuses, como Brahmā e o Senhor Śiva, conheceram a influência de um devoto.\"\n\nO *Garuḍa Purāṇa* declara de forma semelhante:\n\n> brāhmaṇānāṁ sahasrebhyaḥ\n> satra-yājī viśiṣyate\n> satra-yāji-sahasrebhyaḥ\n> sarva-vedānta-pāragaḥ\n\n> sarva-vedānta-vit-koṭyā\n> viṣṇu-bhakto viśiṣyate\n> vaiṣṇavānāṁ sahasrebhya\n> ekānty eko viśiṣyate\n\n\"Diz-se que, entre milhares de *brāhmaṇas,* um é qualificado para realizar sacrifícios, e que, entre muitos milhares desses *brāhmaṇas* qualificados, peritos em oferendas sacrificiais, talvez um *brāhmaṇa* erudito tenha ultrapassado todo o conhecimento Védico. Ele é considerado o melhor entre todos esses *brāhmaṇas.* E, ainda assim, dentre milhares de tais *brāhmaṇas* que superaram o conhecimento Védico, talvez uma pessoa seja *viṣṇu-bhakta,* e ela é a mais famosa. Entre muitos milhares de tais vaiṣṇavas, aquele que está completamente fixo no serviço ao Senhor Kṛṣṇa é o mais famoso. De fato, quem se devota por completo ao serviço do Senhor certamente retorna ao lar, retorna ao Supremo.\"\n\nHá também a seguinte declaração no *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.13.4):\n\n> śrutasya puṁsāṁ sucira-śramasya\n> nanv añjasā sūribhir īḍito 'rthaḥ\n> tat-tad-guṇānuśravaṇaṁ mukunda-\n> pādāravindaṁ hṛdayeṣu yeṣām\n\n\"Após muito trabalho árduo, uma pessoa altamente erudita na literatura Védica decerto se torna muito famosa. Entretanto, aquele que sempre ouve e canta dentro do coração as glórias dos pés de lótus de Mukunda é certamente superior.\"\n\nNo *Nārāyaṇa-vyūha-stava,* diz-se:\n\n> nāhaṁ brahmāpi bhūyāsaṁ\n> tvad-bhakti-rahito hare\n> tvayi bhaktas tu kīṭo 'pi\n> bhūyāsaṁ janma-janmasu\n\n\"Não aspiro a nascer como um Brahmā se esse Brahmā não for devoto do Senhor. Ficarei satisfeito em simplesmente nascer como inseto, contanto que receba a oportunidade de permanecer na casa de um devoto.\"\n\nHá muitos versos semelhantes no *Śrīmad-Bhāgavatam,* especialmente 3.25.38, 4.24.29, 4.31.22, 7.9.24 e 10.14.30.\n\nFoi o Senhor Śiva quem disse: \"Eu não conheço a verdade sobre Kṛṣṇa, mas um devoto do Senhor Kṛṣṇa conhece toda a verdade. De todos os devotos do Senhor Kṛṣṇa, Prahlāda é o maior.\"\n\nAcima de Prahlāda, os Pāṇḍavas são tidos como mais avançados. Acima dos Pāṇḍavas estão os membros da dinastia Yadu, que são ainda mais avançados. Na dinastia Yadu, Uddhava é o mais avançado, e, acima de Uddhava, estão as donzelas de Vraja-dhāma, as próprias *gopīs.*\n\nNo *Bṛhad-vāmana Purāṇa,* o Senhor Brahmā diz a Bhṛgu:\n\n> ṣaṣṭi-varṣa-sahasrāṇi\n> mayā taptaṁ tapaḥ purā\n> nanda-gopa-vraja-strīṇāṁ\n> pāda-reṇūpalabdhaye\n\n\"Submeti-me à meditação e a austeridades durante sessenta mil anos só para compreender a poeira dos pés de lótus das *gopīs.* Mesmo assim, não pude compreendê-las. Isso sem falar de mim: nem mesmo o Senhor Śiva, o Senhor Śeṣa e a deusa da fortuna, Lakṣmī, puderam compreendê-la.\"\n\nNo *Ādi Purāṇa,* a própria Suprema Personalidade de Deus diz:\n\n> na tathā me priyatamo\n> brahmā rudraś ca pārthiva\n> na ca lakṣmīr na cātmā ca\n> yathā gopī-jano mama\n\n\"O Senhor Brahmā, o Senhor Śiva, a deusa da fortuna e até mesmo Meu próprio eu não Me são tão queridos quanto as *gopīs.*\" De todas as *gopīs,* Śrīmatī Rādhārāṇī é a mais elevada. Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī são os mais excelsos servidores de Śrīmatī Rādhārāṇī e do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Aqueles que se dedicam ao serviço deles são conhecidos como devotos *rūpānuga.* O *Caitanya-candrāmṛta* (26) faz a seguinte declaração sobre Śrīla Rūpa Gosvāmī:\n\n> āstāṁ vairāgya-koṭir bhavatu śama-dama-kṣānti-maitry-ādi-koṭis\n> tattvānudhyāna-koṭir bhavatu bhavatu vā vaiṣṇavī bhakti-koṭiḥ\n> koṭy-aṁśo 'py asya na syāt tad api guṇa-gaṇo yaḥ svataḥ-siddha āste\n> śrīmac-caitanyacandra-priya-caraṇa-nakha-jyotir āmoda-bhājām\n\nAs qualidades de quem se ocupa no serviço ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu — tais como reputação, austeridades, penitências e conhecimento — não devem ser comparadas às boas qualidades dos outros. Tal é a perfeição do devoto sempre ocupado no serviço a Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/8/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/247/", "verse_text": "'sampattira madhye jīvera kon sampatti gaṇi?'\n\n'rādhā-kṛṣṇe prema yāṅra, sei baḍa dhanī'", "devanagari": "> ‘সম্পত্তির মধ্যে জীবের কোন্ সম্পত্তি গণি?’\n> ‘রাধাকৃষ্ণে প্রেম যাঁর, সেই বড় ধনী ৷৷’ ২৪৭ ৷৷ ॥২৪৭॥", "synonyms": "*sampattira*—das riquezas; *madhye*—entre; *jīvera*—das entidades vivas; *kon*—qual; *sampatti*—a riqueza; *gaṇi*—consideramos; *rādhā-kṛṣṇe*—por Śrīmatī Rādhārāṇī e Kṛṣṇa; *prema*—serviço amoroso; *yāṅra*—de quem; *sei*—ele; *baḍa*—muito grande; *dhanī*—capitalista.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"Dos muitos capitalistas que possuem grandes riquezas, quem é o mais elevado?\" Rāmānanda Rāya respondeu: \"Aquele que é mais rico em amor por Rādhā e Kṛṣṇa é o maior capitalista.\"**", "purport": "Todos neste mundo material tentam adquirir riquezas para satisfazer os sentidos. Na verdade, ninguém se importa com nada além de adquirir posses materiais e mantê-las. Os ricos são geralmente aceitos como as personalidades mais importantes neste mundo material, mas, quando comparamos um homem de riqueza material com alguém rico em serviço devocional a Rādhā e Kṛṣṇa, este último é considerado o maior capitalista. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.39.2):\n\nkim alabhyaṁ bhagavati\nprasanne śrī-niketane\ntathāpi tat-parā rājan\nna hi vāñchanti kiñcana\n\n\"O que é difícil para os devotos do Senhor Kṛṣṇa, que é o refúgio da deusa da fortuna? Embora tais devotos possam obter qualquer coisa, ó rei, eles não desejam nada.\""}
{"ref": "cc/madhya/8/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/248/", "verse_text": "'duḥkha-madhye kona duḥkha haya gurutara?'\n\n'kṛṣṇa-bhakta-viraha vinā duḥkha nāhi dekhi para'", "devanagari": "> ‘দুঃখ-মধ্যে কোন দুঃখ হয় গুরুতর?’\n> ‘কৃষ্ণভক্ত-বিরহ বিনা দুঃখ নাহি দেখি পর ৷৷’ ২৪৮ ৷৷ ॥২৪৮॥", "synonyms": "*duḥkha-madhye*—entre as condições miseráveis da vida; *kona*—qual; *duḥkha*—sofrimento; *haya*—é; *gurutara*—mais doloroso; *kṛṣṇa-bhakta-viraha*—a separação do devoto do Senhor Kṛṣṇa; *vinā*—além de; *duḥkha*—infelicidade; *nāhi*—não há; *dekhi*—vejo; *para*—outra.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"De todos os tipos de aflição, qual é a mais dolorosa?\"**\n\n**Śrī Rāmānanda Rāya respondeu: \"Além da separação do devoto de Kṛṣṇa, não conheço infelicidade alguma que seja insuportável.\"**", "purport": "Com relação a isso, o Senhor declara:\n\nna literatura Védica:\n\n> mām anārādhya duḥkhārtaḥ\n> kuṭumbāsakta-mānasaḥ\n> sat-saṅga-rahito martyo\n> vṛddha-sevā-paricyutaḥ\n\n\"Quem não Me adora, quem está indevidamente apegado à família e quem não se mantém fiel ao serviço devocional deve ser considerado uma pessoa muito infeliz. Da mesma forma, quem não se associa com vaiṣṇavas, ou quem não presta serviço a seu superior, é também uma pessoa muito infeliz.\"\n\nHá também uma declaração registrada no *Bṛhad-bhāgavatāmṛta* (1.5.51):\n\n> sva-jīvanādhikaṁ prārthyaṁ\n> śrī-viṣṇu-jana-saṅgataḥ\n> vicchedena kṣaṇaṁ cātra\n> na sukhāṁśaṁ labhāmahe\n\n\"[O rei Yudhiṣṭhira disse:] 'De todas as espécies de coisas desejáveis experimentadas na vida de uma entidade viva, a associação com os devotos do Senhor é a maior. Quando nos separamos de um devoto, mesmo que por um momento, não podemos desfrutar de felicidade.' \""}
{"ref": "cc/madhya/8/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/249/", "verse_text": "'mukta-madhye kon jīva mukta kari' māni?'\n\n'kṛṣṇa-prema yāṅra, sei mukta-śiromaṇi'", "devanagari": "> ‘মুক্ত-মধ্যে কোন্ জীব মুক্ত করি’ মানি?’\n> ‘কৃষ্ণপ্রেম যাঁর, সেই মুক্ত-শিরোমণি ৷৷’ ২৪৯ ৷৷ ॥২৪৯॥", "synonyms": "*mukta-madhye*—entre os liberados; *kon*—qual; *jīva*—entidade viva; *mukta*—liberado; *kari'*—considerando como; *māni*—aceitamos; *kṛṣṇa-prema*—aquele que ama Kṛṣṇa; *yāṅra*—de quem; *sei*—tal pessoa; *mukta-śiromaṇi*—o supremo de todas as almas liberadas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então indagou: \"De todas as pessoas liberadas, quem deve ser aceito como a maior?\"\n\nRāmānanda Rāya respondeu: \"Aquele que tem amor por Kṛṣṇa alcançou a liberação suprema.\"**", "purport": "No Śrīmad-Bhāgavatam (6.14.5), afirma-se:\n\nmuktānām api siddhānāṁ\nnārāyaṇa-parāyaṇaḥ\nsu-durlabhaḥ praśāntātmā\nkotiṣv api mahā-mune\n\n\"Ó grande sábio, dentre os muitos milhões de pessoas liberadas e dentre os milhões que alcançaram a perfeição, aquele que é devoto do Senhor Nārāyaṇa é muito, muito raro. De fato, ele é a pessoa mais perfeita e pacífica.\""}
{"ref": "cc/madhya/8/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/250/", "verse_text": "'gāna-madhye kona gāna--jīvera nija dharma?'\n\n'rādhā-kṛṣṇera prema-keli'--yei gītera marma'", "devanagari": "> ‘গান-মধ্যে কোন্ গান — জীবের নিজ ধর্ম?’\n> ‘রাধাকৃষ্ণের প্রেমকেলি’ — যেই গীতের মর্ম’ ৷৷ ২৫০ ৷৷ ॥২৫০॥", "synonyms": "*gāna-madhye*—entre as canções; *kona gāna*—qual canção; *jīvera*—da entidade viva; *nija*—sua própria; *dharma*—religião; *rādhā-kṛṣṇera prema-keli*—os romances amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa; *yei*—que; *gītera*—da canção; *marma*—significado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou em seguida a Rāmānanda Rāya: \"Entre as muitas canções, qual deve ser considerada a verdadeira religião da entidade viva?\"\n\nRāmānanda Rāya respondeu: \"Aquela canção que descreve os romances amorosos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa é superior a todas as outras canções.\"**", "purport": "Como se afirma no Śrīmad-Bhāgavatam (10.33.36):\n\nanugrahāya bhakūtānāṁ\nmānuṣaṁ deham āsthitaḥ\nbhajate tādṛśīḥ krīḍā\nyāḥ śrutvā tat-paro bhavet\n\n\"O Senhor Kṛṣṇa desce aparentemente como um ser humano, e Ele exibe Seus passatempos transcendentais em Vṛndāvana para que a alma condicionada possa sentir-se atraída a ouvir Suas atividades transcendentais.\" Os não-devotos estão estritamente proibidos de participar das canções que celebram os romances amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa. A menos que se seja um devoto, é muito perigoso ouvir as canções sobre os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa que foram escritas por Jayadeva Gosvāmī, Caṇḍīdāsa e outros devotos elevados. O Senhor Śiva bebeu um oceano de veneno, mas ninguém deve imitar isso. É preciso primeiro tornar-se um devoto puro do Senhor Kṛṣṇa. Só então se pode desfrutar de ouvir as canções de Jayadeva e saborear a bem-aventurança transcendental. Se alguém simplesmente imitar as atividades do Senhor Śiva e beber veneno, certamente encontrará a morte.\n\nAs conversas entre o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya destinavam-se apenas a devotos avançados. Aqueles que estão no plano mundano e que estudam essas conversas a fim de apresentar alguma tese para um doutorado não serão capazes de compreendê-las. Em vez disso, essas conversas terão um efeito venenoso."}
{"ref": "cc/madhya/8/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/251/", "verse_text": "'śreyo-madhye kona śreyaḥ jīvera haya sāra?'\n\n'kṛṣṇa-bhakta-saṅga vinā śreyaḥ nāhi āra'", "devanagari": "> ‘শ্রেয়ো-মধ্যে কোন্ শ্রেয়ঃ জীবের হয় সার?’\n> ‘কৃষ্ণভক্ত-সঙ্গ বিনা শ্রেয়ঃ নাহি আর ৷৷’ ২৫১ ৷৷ ॥২৫১॥", "synonyms": "*śreyaḥ-madhye*—entre as atividades benéficas; *kona*—qual; *śreyaḥ*—função benéfica; *jīvera*—da entidade viva; *haya*—é; *sāra*—a essência; *kṛṣṇa-bhakta-saṅga*—associar-se com os devotos do Senhor Kṛṣṇa; *vinā*—exceto; *śreyaḥ*—atividade benéfica; *nāhi*—não há; *āra*—outra.", "translation": "**\"De todas as atividades auspiciosas e benéficas, qual é a melhor para a entidade viva?\"\n\nRāmānanda Rāya respondeu: \"A única atividade auspiciosa é a associação com os devotos de Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.30):\n\n> ata ātyantikaṁ kṣemaṁ\n> pṛcchāmo bhavato 'naghāḥ\n> saṁsāre 'smin kṣaṇārdho 'pi\n> sat-saṅgaḥ śevadhir nṛṇām\n\n\"Estamos pedindo que nos digas qual é a mais perfeita atividade beneficente. Penso que, neste mundo material, a associação com devotos — mesmo que seja por um momento — é o maior tesouro para a humanidade.\"\n"}
{"ref": "cc/madhya/8/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/252/", "verse_text": "'kāṅhāra smaraṇa jīva karibe anukṣaṇa?'\n\n'kṛṣṇa-nāma-guṇa-līlā--pradhāna smaraṇa'", "devanagari": "> ‘কাঁহার স্মরণ জীব করিবে অনুক্ষণ?’\n> ‘কৃষ্ণ’-নাম-গুণ-লীলা — প্ৰধান স্মরণ ৷৷’ ২৫২ ৷৷ ॥২৫২॥", "synonyms": "*kāṅhāra*—de quem; *smaraṇa*—a lembrança; *jīva*—a entidade viva; *karibe*—deve fazer; *anukṣaṇa*—constantemente; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa-līlā*—Suas qualidades e passatempos; *pradhāna smaraṇa*—a lembrança mais importante.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"De que todas as entidades vivas devem se lembrar constantemente?\"**\n\n**Rāmānanda Rāya respondeu: \"Os principais objetos de lembrança são sempre o santo nome do Senhor, Suas qualidades e Seus passatempos.\"**", "purport": "O Śrīmad-Bhāgavatam (2.2.36) afirma:\n\ntasmāt sarvātmanā rājan\nhariḥ sarvatra sarvadā\nśrotavyaḥ kīrtitavyaś ca\nsmartavyo bhagavān nṛṇām\n\n\"[Śukadeva Gosvāmī conclui:] 'A função da entidade viva é sempre lembrar a Suprema Personalidade de Deus em toda circunstância. O Senhor deve ser ouvido, glorificado e lembrado por todos os seres humanos.' \""}
{"ref": "cc/madhya/8/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/253/", "verse_text": "'dhyeya-madhye jīvera kartavya kon dhyāna?'\n\n'rādhā-kṛṣṇa-padāmbuja-dhyāna--pradhāna'", "devanagari": "> ‘ধ্যেয়-মধ্যে জীবের কর্তব্য কোন্ ধ্যান?’\n> ‘রাধাকৃষ্ণপদাম্বুজ-ধ্যান — প্রধান ৷৷’ ২৫৩ ৷৷ ॥২৫৩॥", "synonyms": "*dhyeya-madhye*—de todos os tipos de meditação; *jīvera*—da entidade viva; *kartavya*—o dever; *kon*—qual; *dhyāna*—meditação; *rādhā-kṛṣṇa-pada-ambuja*—nos pés de lótus de Rādhā e Kṛṣṇa; *dhyāna*—meditação; *pradhāna*—é a principal.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu indagou ainda: \"De muitos tipos de meditação, qual é exigida de todas as entidades vivas?\"\n\nŚrīla Rāmānanda Rāya respondeu: \"O principal dever de toda entidade viva é meditar nos pés de lótus de Rādhā e Kṛṣṇa.\"**", "purport": "O Śrīmad-Bhāgavatam (1.2.14) afirma:\n\ntasmād ekena manasā\nbhagavān sātvatāṁ patiḥ\nśrotavyaḥ kīrtitavyaś ca\ndhyeyaḥ pūjyaś ca nityadā\n\n\"[Sūta Gosvāmī respondeu aos sábios encabeçados por Śaunaka:] 'Todos devem ouvir muito atentamente os passatempos da Suprema Personalidade de Deus. A pessoa deve glorificar Suas atividades e meditar n'Ele regularmente.' \""}
{"ref": "cc/madhya/8/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/254/", "verse_text": "'sarva tyaji' jīvera kartavya kāhāṅ vāsa?'\n\n'vraja-bhūmi vṛndāvana yāhāṅ līlā-rāsa'", "devanagari": "> ‘সর্ব ত্যজি’ জীবের কর্তব্য কাহাঁ বাস?’\n> ‘ব্রজভূমি বৃন্দাবন যাহাঁ লীলারাস ৷৷’ ২৫৪ ৷৷ ॥২৫৪॥", "synonyms": "*sarva*—tudo; *tyaji'*—abandonando; *jīvera*—da entidade viva; *kartavya*—a ser feito; *kāhāṅ*—onde; *vāsa*—residência; *vraja-bhūmi*—a terra conhecida como Vrajabhūmi; *vṛndāvana*—o lugar sagrado chamado Vṛndāvana; *yāhāṅ*—onde; *līlā-rāsa*—o Senhor Kṛṣṇa realizou Sua dança da rāsa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"Onde deve a entidade viva morar, abandonando todos os outros lugares?\"\n\nRāmānanda Rāya respondeu: \"No lugar sagrado conhecido como Vṛndāvana ou Vrajabhūmi, onde o Senhor realizou Sua dança da rāsa.\"**", "purport": "Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.47.61):\n\n> āsām aho caraṇa-reṇu-juṣām ahaṁ syām\n> vṛndāvane kim api gulma-latauṣadhīnām\n> yā dustyajaṁ sva-janam ārya-pathaṁ ca hitvā\n> bhejur mukunda-padavīṁ śrutibhir vimṛgyām\n\n\"Que eu me torne uma das ervas e plantas pisadas pelas gopīs, que abandonaram todas as ligações com família e amigos e decidiram adorar os pés de lótus de Mukunda. Esses pés de lótus são buscados por todas as grandes pessoas santas, peritas no estudo da literatura Védica.' \""}
{"ref": "cc/madhya/8/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/255/", "verse_text": "'śravaṇa-madhye jīvera kon śreṣṭha śravaṇa?'\n\n'rādhā-kṛṣṇa-prema-keli karṇa-rasāyana'", "devanagari": "> ‘শ্রবণমধ্যে জীবের কোন্ শ্রেষ্ঠ শ্রবণ?’\n> ‘রাধাকৃষ্ণ-প্রেমকেলি কর্ণ-রসায়ন ৷৷’ ২৫৫ ৷৷ ॥২৫৫॥", "synonyms": "*śravaṇa-madhye*—de todos os temas a serem ouvidos; *jīvera*—da entidade viva; *kon*—qual; *śreṣṭha*—o mais importante; *śravaṇa*—tema a ser ouvido; *rādhā-kṛṣṇa-prema-keli*—os romances amorosos entre Rādhā e Kṛṣṇa; *karṇa-rasa-ayana*—o mais agradável ao ouvido.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"De todos os temas que as pessoas ouvem, qual é o melhor para todas as entidades vivas?\"**\n\n**Rāmānanda Rāya respondeu: \"Ouvir sobre os casos amorosos entre Rādhā e Kṛṣṇa é o mais agradável ao ouvido.\"**", "purport": "Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.33.39):\n\n> vikrīḍitaṁ vraja-vadhūbhir idaṁ ca viṣṇoḥ\n> śraddhānvito 'nuśṛṇuyād atha varṇayed yaḥ\n> bhaktiṁ parāṁ bhagavati pratilabhya kāmaṁ\n> hṛd-rogam āśv apahinoty acireṇa dhīraḥ\n\n\"Aquele que ouve com fé sobre os intercâmbios entre o Senhor Kṛṣṇa e as *gopīs* na dança da *rāsa* e aquele que descreve essas atividades alcançam a fase de perfeição do serviço devocional e, ao mesmo tempo, perdem os desejos materiais luxuriosos.\"\n\nUma pessoa liberada que ouve sobre os assuntos amorosos de Rādhā e Kṛṣṇa não se inclina a ter desejos luxuriosos. Certa vez, um canalha mundano disse que, quando os vaiṣṇavas cantam o nome \"Rādhā, Rādhā\", ele simplesmente se lembra da esposa de um barbeiro chamada Rādhā. Este é um exemplo prático. A menos que esteja liberada, a pessoa não deve tentar ouvir sobre os assuntos amorosos entre Rādhā e Kṛṣṇa. Se alguém não liberado ouvir uma narração da dança da *rāsa,* talvez se lembre de suas atividades mundanas e de ligações ilícitas com alguma mulher cujo nome também pode ser Rādhā. Na fase condicionada, não se deve sequer tentar lembrar tais coisas. Pela prática dos princípios reguladores, deve-se ascender à plataforma de atração espontânea por Kṛṣṇa. Então, e somente então, deve-se ouvir sobre o *rādhā-kṛṣṇa-līlā.* Embora esses assuntos possam ser muito agradáveis tanto para as almas condicionadas quanto para as liberadas, a alma condicionada não deve tentar ouvi-los. As conversas entre Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu são conduzidas na plataforma da liberação."}
{"ref": "cc/madhya/8/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/256/", "verse_text": "'upāsyera madhye kon upāsya pradhāna?'\n\n'śreṣṭha upāsya--yugala 'rādhā-kṛṣṇa' nāma'", "devanagari": "> ‘উপাস্যের মধ্যে কোন্ উপাস্য প্রধান?’\n> ‘শ্রেষ্ঠ উপাস্য — যুগল ‘রাধাকৃষ্ণ’ নাম ৷৷’ ২৫৬ ৷৷ ॥২৫৬॥", "synonyms": "*upāsyera*—dos objetos de adoração; *madhye*—entre; *kon*—qual; *upāsya*—objeto digno de adoração; *pradhāna*—o principal; *śreṣṭha*—o principal; *upāsya*—objeto digno de adoração; *yugala*—o casal; *rādhā-kṛṣṇa nāma*—o santo nome de Rādhā-Kṛṣṇa, ou Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"Entre todos os objetos dignos de adoração, qual é o principal?\"\n\nRāmānanda Rāya respondeu: \"O principal objeto digno de adoração é o santo nome de Rādhā e Kṛṣṇa, o mantra Hare Kṛṣṇa.\"**", "purport": "De acordo com o *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.3.22):\n\netāvān eva loke 'smin\npuṁsāṁ dharmaḥ paraḥ smṛtaḥ\nbhakti-yogo bhagavati\ntan-nāma-grahaṇādibhiḥ\n\n\"Neste mundo material, a única ocupação da entidade viva é aceitar a senda do bhakti-yoga e cantar o santo nome do Senhor.\""}
{"ref": "cc/madhya/8/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/257/", "verse_text": "'mukti, bhukti vāñche yei, kāhāṅ duṅhāra gati?'\n\n'sthāvara-deha, deva-deha yaiche avasthiti'", "devanagari": "> ‘মুক্তি, ভুক্তি বাঞ্ছে যেই, কাহাঁ দুঁহার গতি?’\n> ‘স্থাবরদেহ, দেবদেহ যৈছে অবস্থিতি ৷৷’ ২৫৭ ৷৷ ॥২৫৭॥", "synonyms": "*mukti*—liberação; *bhukti*—gozo dos sentidos; *vāñche*—deseja; *yei*—aquele que; *kāhāṅ*—onde; *duṅhāra*—de ambos; *gati*—o destino; *sthāvara-deha*—o corpo de uma árvore; *deva-deha*—o corpo de um semideus; *yaiche*—assim como; *avasthiti*—situados.", "translation": "**\"E qual é o destino daqueles que desejam a liberação e daqueles que desejam a gratificação dos sentidos?\", perguntou Śrī Caitanya Mahāprabhu.**\n\n**Rāmānanda Rāya respondeu: \"Aqueles que tentam fundir-se na existência do Senhor Supremo terão de aceitar um corpo como o de uma árvore. E aqueles que são excessivamente inclinados à gratificação dos sentidos alcançarão os corpos dos semideuses.\"**", "purport": "Aqueles que desejam a liberação fundindo-se na existência de Deus não desejam gratificação dos sentidos dentro do mundo material. Por outro lado, eles não têm nenhuma informação sobre o serviço aos pés de lótus do Senhor. Em consequência, estão condenados a permanecer de pé como árvores por muitos milhares de anos. Embora as árvores sejam entidades vivas, elas são inertes. A alma liberada que se funde na existência do Senhor não é melhor do que as árvores. As árvores também permanecem na existência do Senhor, pois a energia material e a energia do Senhor são a mesma coisa. De modo semelhante, a refulgência Brahman também é energia do Senhor Supremo. Dá no mesmo permanecer na refulgência Brahman ou na energia material, porque em nenhuma das duas há atividade espiritual. Em melhor situação estão aqueles que desejam a gratificação dos sentidos e a promoção aos planetas celestiais. Essas pessoas querem divertir-se como habitantes do céu nos jardins do paraíso. Elas ao menos conservam sua individualidade a fim de gozar a vida. Os impersonalistas, porém, que tentam perder sua individualidade, perdem tanto o prazer material quanto o espiritual. O último destino dos filósofos budistas é tornar-se como uma pedra, que é imóvel e não tem atividade material nem espiritual. Quanto aos *karmīs* que trabalham arduamente, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.10.23) declara:\n\n> iṣṭveha devatā yajñaiḥ\n> svar-lokaṁ yāti yājñikaḥ\n> bhuñjīta deva-vat tatra\n> bhogān divyān nijārjitān\n\n\"Após realizarem vários rituais de sacrifício visando à elevação aos planetas celestiais, os *karmīs* vão até lá e se divertem com os semideuses na medida dos resultados que obtiveram com as atividades piedosas.\"\n\nNo *Bhagavad-gītā* (9.20-21), o Senhor Kṛṣṇa declara:\n\n> trai-vidyā māṁ soma-pāḥ pūta-pāpā\n> yajñair iṣṭvā svar-gatiṁ prārthayante\n> te puṇyam āsādya surendra-lokam\n> aśnanti divyān divi deva-bhogān\n\n> te taṁ bhuktvā svarga-lokaṁ viśālaṁ\n> kṣīṇe puṇye martya-lokaṁ viśanti\n> evaṁ trayī-dharmam anuprapannā\n> gatāgataṁ kāma-kāmā labhante\n\n\"Aqueles que estudam os *Vedas* e bebem o suco *soma,* buscando os planetas celestiais, adoram-Me indiretamente. Purificados das reações pecaminosas, eles nascem no piedoso planeta celestial de Indra, onde desfrutam de prazeres divinos. Depois de gozarem desse vasto prazer celestial dos sentidos e de se esgotarem os resultados de suas atividades piedosas, eles voltam novamente a este planeta mortal. Assim, aqueles que buscam o gozo dos sentidos aderindo aos princípios dos três Vedas alcançam apenas repetidos nascimentos e mortes.\"\n\nLogo, após esgotarem os resultados das atividades piedosas, os *karmīs* retornam novamente a este planeta sob a forma de chuva e começam sua vida como grama e plantas no processo evolutivo."}
{"ref": "cc/madhya/8/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/258/", "verse_text": "arasa-jña kāka cūṣe jñāna-nimba-phale\n\nrasa-jña kokila khāya premāmra-mukule", "devanagari": "> অরসজ্ঞ কাক চূষে জ্ঞান-নিম্বফলে ৷\n> রসজ্ঞ কোকিল খায় প্রেমাম্র-মুকুলে ৷৷ ২৫৮ ৷৷ ॥২৫৮॥", "synonyms": "*arasa-jña*—sem doçuras; *kāka*—os corvos; *cūṣe*—sugam; *jñāna*—do conhecimento; *nimba-phale*—no amargo fruto nimba; *rasa-jña*—aqueles que desfrutam as doçuras transcendentais; *kokila*—os cucos; *khāya*—comem; *prema-āmra-mukule*—os botões da mangueira do amor a Deus.", "translation": "**Rāmānanda Rāya continuou: \"Aqueles que estão desprovidos de todas as doçuras transcendentais são como os corvos que sugam o suco dos frutos amargos da árvore nimba do conhecimento, ao passo que aqueles que desfrutam das doçuras são como os cucos que comem os botões da mangueira do amor a Deus.\"**", "purport": "O processo especulativo da filosofia empírica é tão amargo quanto o fruto da árvore *nimba.* Saborear esse fruto é tarefa dos corvos. Em outras palavras, o processo filosófico de compreender a Verdade Absoluta é um processo adotado por homens semelhantes a corvos. Os devotos, porém, semelhantes a cucos, têm vozes muito doces com as quais cantam o santo nome do Senhor e saboreiam o doce fruto da mangueira do amor a Deus. Tais devotos saboreiam doces relações com o Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/8/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/259/", "verse_text": "abhāgiyā jñānī āsvādaye śuṣka jñāna\n\nkṛṣṇa-premāmṛta pāna kare bhāgyavān", "devanagari": "> অভাগিয়া জ্ঞানী আস্বাদয়ে শুষ্ক জ্ঞান ৷\n> কৃষ্ণ-প্রেমামৃত পান করে ভাগ্যবান্ ৷৷ ২৫৯ ৷৷ ॥২৫৯॥", "synonyms": "*abhāgiyā*—infelizes; *jñānī*—os especuladores filosóficos; *āsvādaye*—saboreiam; *śuṣka*—árido; *jñāna*—conhecimento empírico; *kṛṣṇa-prema-amṛta*—o néctar do amor a Kṛṣṇa; *pāna*—bebendo; *kare*—fazem; *bhāgyavān*—os afortunados.", "translation": "**Rāmānanda Rāya concluiu: \"Os infelizes filósofos empíricos saboreiam o árido processo do conhecimento filosófico, ao passo que os devotos regularmente bebem o néctar do amor a Kṛṣṇa. Por isso, são os mais afortunados de todos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/260/", "verse_text": "ei-mata dui jana kṛṣṇa-kathā-rase\n\nnṛtya-gīta-rodane haila rātri-śeṣe", "devanagari": "> এইমত দুই জন কৃষ্ণকথা-রসে ৷\n> নৃত্য-গীত-রোদনে হৈল রাত্রি-শেষে ৷৷ ২৬০ ৷৷ ॥২৬০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *dui jana*—ambos (o Senhor Caitanya e Rāmānanda Rāya); *kṛṣṇa-kathā-rase*—nas doçuras da discussão de tópicos acerca de Kṛṣṇa; *nṛtya-gīta*—em dança e canto; *rodane*—em pranto; *haila*—houve; *rātri-śeṣe*—o fim da noite.", "translation": "**Dessa maneira, Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya passaram a noite inteira saboreando a doçura da kṛṣṇa-kathā, os tópicos acerca de Kṛṣṇa. Enquanto cantavam, dançavam e choravam, a noite terminou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/261/", "verse_text": "doṅhe nija-nija-kārye calilā vihāne\n\nsandhyā-kāle rāya āsi' mililā āra dine", "devanagari": "> দোঁহে নিজ-নিজ-কার্যে চলিলা বিহানে ৷\n> সন্ধ্যাকালে রায় আসি’ মিলিলা আর দিনে ৷৷ ২৬১ ৷৷ ॥২৬১॥", "synonyms": "*doṅhe*—ambos; *nija-nija-kārye*—em seus respectivos deveres; *calilā*—partiram; *vihāne*—pela manhã; *sandhyā-kāle*—à noite; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *āsi'*—vindo novamente; *mililā*—encontrou-se; *āra*—seguinte; *dine*—no dia.", "translation": "**Na manhã seguinte, ambos partiram para realizar seus respectivos deveres, mas à noite Rāmānanda Rāya retornou para encontrar-se com o Senhor novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/262/", "verse_text": "iṣṭa-goṣṭhī kṛṣṇa-kathā kahi' kata-kṣaṇa\n\nprabhu-pada dhari' rāya kare nivedana", "devanagari": "> ইষ্ট-গোষ্ঠী কৃষ্ণকথা কহি’ কতক্ষণ ৷ প্রভুপদ ধরি’ রায় করে নিবেদন ৷৷ ২৬২ ৷৷ ‘কৃষ্ণতত্ত্ব’, ‘রাধাতত্ত্ব’, ‘প্রেমতত্ত্বসার’ ৷ ‘রসতত্ত্ব’ ‘লীলাতত্ত্ব’ বিবিধ প্রকার ৷৷ ২৬৩ ৷৷ এত তত্ত্ব মোর চিত্তে কৈলে প্রকাশন ৷ ব্রহ্মাকে বেদ যেন পড়াইল নারায়ণ ৷৷ ২৬৪ ৷৷ ॥২৬২॥", "synonyms": "*iṣṭa-goṣṭhī*—discussão espiritual; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos acerca de Kṛṣṇa; *kahi'*—falando; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *prabhu-pada*—os pés de lótus do Senhor; *dhari'*—segurando; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *kare*—faz; *nivedana*—súplica.", "translation": "**Naquela noite seguinte, após discutir o tópico de Kṛṣṇa por algum tempo, Rāmānanda Rāya segurou os pés de lótus do Senhor e falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/263/", "verse_text": "'kṛṣṇa-tattva', 'rādhā-tattva', 'prema-tattva-sāra'\n\n'rasa-tattva' 'līlā-tattva' vividha prakāra", "devanagari": "", "synonyms": "*kṛṣṇa-tattva*—a verdade acerca de Kṛṣṇa; *rādhā-tattva*—a verdade acerca de Rādhā; *prema-tattva-sāra*—a essência de Seus romances amorosos; *rasa-tattva*—a verdade acerca das doçuras transcendentais; *līlā-tattva*—a verdade acerca dos passatempos do Senhor; *vividha prakāra*—de diferentes variedades.", "translation": "**\"Há variedade transcendental nas conversas acerca de Kṛṣṇa e Rādhārāṇī e de Seus transcendentais romances amorosos, humores e passatempos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/264/", "verse_text": "eta tattva mora citte kaile prakāśana\n\nbrahmāke veda yena paḍāila nārāyaṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*eta tattva*—todas essas variedades de verdade; *mora citte*—em meu coração; *kaile*—Tu fizeste; *prakāśana*—manifestar; *brahmāke*—ao Senhor Brahmā; *veda*—o conhecimento Védico; *yena*—como; *paḍāila*—ensinou; *nārāyaṇa*—o Senhor Supremo.", "translation": "**Rāmānanda Rāya então admitiu: \"Tu manifestaste muitas verdades transcendentais em meu coração. Esta é exatamente a maneira como Nārāyaṇa instruiu o Senhor Brahmā.\"**", "purport": "O coração de Brahmā foi iluminado pela Suprema Personalidade de Deus. Esta é a informação Védica dada no Śvetāśvatara Upaniṣad (6.18):\n\nyo brahmāṇaṁ vidadhāti pūrvaṁ\nyo vai vedāṁś ca prahiṇoti tasmai\ntaṁ ha devam ātma-buddhi-prakāśaṁ\nmumukṣur vai śaraṇam ahaṁ prapadye\n\n\"Visto que desejo a liberação, deixai-me render à Suprema Personalidade de Deus, que primeiro iluminou o Senhor Brahmā no conhecimento Védico através do coração do Senhor Brahmā. O Senhor é a fonte original de toda iluminação e avanço espiritual.\" Nesse contexto, pode-se também consultar o *Śrīmad-Bhāgavatam* 2.9.30-35, 11.14.3, 12.4.40 e 12.13.19."}
{"ref": "cc/madhya/8/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/265/", "verse_text": "antaryāmī īśvarera ei rīti haye\n\nbāhire nā kahe, vastu prakāśe hṛdaye", "devanagari": "> অন্তর্যামী ঈশ্বরের এই রীতি হয়ে ৷\n> বাহিরে না কহে, বস্তু প্রকাশে হৃদয়ে ৷৷ ২৬৫ ৷৷ ॥২৬৫॥", "synonyms": "*antaryāmī*—a Superalma; *īśvarera*—da Personalidade de Deus; *ei*—este; *rīti*—o sistema; *haye*—é; *bāhire*—externamente; *nā kahe*—não fala; *vastu*—os fatos; *prakāśe*—manifesta; *hṛdaye*—dentro do coração.", "translation": "**Rāmānanda Rāya prosseguiu: \"A Superalma dentro do coração de todos fala não externamente, mas a partir de dentro. Ela instrui os devotos em todos os aspectos, e essa é a Sua maneira de instruir.\"**", "purport": "Aqui Śrī Rāmānanda Rāya admite que Śrī Caitanya Mahāprabhu é a Superalma. É a Superalma que inspira o devoto; portanto, Ele é a fonte original do mantra Gāyatrī, que afirma: oṁ bhūr bhuvaḥ svaḥ tat savitur vareṇyaṁ bhargo devasya dhīmahi dhiyo yo naḥ pracodayāt. Savitāṛ é a fonte original de toda inteligência. Esse savitāṛ é o Senhor Caitanya Mahāprabhu. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.4.22):\n\npracoditā yena purā sarasvatī\nvitanvatājasya satīṁ smṛtiṁ hṛdi\nsva-lakṣaṇā prādurabhūt kilāsyataḥ\nsa me ṛṣīṇām ṛṣabhaḥ prasīdatām\n\n\"Que o Senhor, que no início da criação ampliou o potente conhecimento de Brahmā de dentro de seu coração e o inspirou com pleno conhecimento da criação e de Seu próprio Eu, e que pareceu ter sido gerado da boca de Brahmā, fique satisfeito comigo.\" Isso foi dito por Śukadeva Gosvāmī quando invocou a bênção da Suprema Personalidade de Deus antes de transmitir o *Śrīmad-Bhāgavatam* a Mahārāja Parīkṣit."}
{"ref": "cc/madhya/8/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/266/", "verse_text": "janmādy asya yato 'nvayād itarataś cārtheṣv abhijñaḥ sva-rāṭ\n\ntene brahma hṛdā ya ādi-kavaye muhyanti yat sūrayaḥ\n\ntejo-vāri-mṛdāṁ yathā vinimayo yatra tri-sargo 'mṛṣā\n\ndhāmnā svena sadā nirasta-kuhakaṁ satyaṁ paraṁ dhīmahi", "devanagari": "> জন্মাদ্যস্য যতোঽন্বয়াদিতরতশ্চার্থেষ্বভিজ্ঞঃ স্বরাট্\n> তেনে ব্রহ্ম হৃদা য আদিকবয়ে মুহ্যন্তি যৎ সূরয়ঃ ৷\n> তেজোবারিমৃদাং যথা বিনিময়ো যত্র ত্রিসর্গোঽমৃষা\n> ধাম্না স্বেন সদা নিরস্তকুহকং সত্যং পরং ধীমহি ৷৷ ২৬৬ ৷৷ ॥২৬৬॥", "synonyms": "*janma-ādi*—criação, manutenção e dissolução; *asya*—deste (o universo); *yataḥ*—de quem; *anvayāt*—diretamente da conexão espiritual; *itarataḥ*—indiretamente da ausência de contato material; *ca*—também; *artheṣu*—em todos os assuntos; *abhijñaḥ*—perfeitamente ciente; *sva-rāṭ*—independente; *tene*—transmitiu; *brahma*—a Verdade Absoluta; *hṛdā*—através do coração; *yaḥ*—quem; *ādi-kavaye*—ao Senhor Brahmā; *muhyanti*—estão confusas; *yat*—em quem; *sūrayaḥ*—grandes personalidades como o Senhor Brahmā e outros semideuses ou grandes brāhmaṇas; *tejaḥ-vāri-mṛdām*—de fogo, água e terra; *yathā*—como; *vinimayaḥ*—o intercâmbio; *yatra*—em quem; *tri-sargaḥ*—a criação material dos três modos; *amṛṣā*—factual; *dhāmnā*—com a morada; *svena*—Sua própria pessoal; *sadā*—sempre; *nirasta-kuhakam*—desprovida de toda ilusão; *satyam*—a verdade; *param*—absoluta; *dhīmahi*—meditemos.", "translation": "**“ 'Ó meu Senhor, Śrī Kṛṣṇa, filho de Vasudeva, ó onipenetrante Personalidade de Deus, ofereço-Te minhas respeitosas reverências. Medito no Senhor Śrī Kṛṣṇa porque Ele é a Verdade Absoluta e a causa primordial de todas as causas da criação, manutenção e destruição dos universos manifestados. Ele é direta e indiretamente consciente de todas as manifestações e é independente, pois não há outra causa além dEle. Foi unicamente Ele quem primeiro transmitiu o conhecimento Védico ao coração de Brahmājī, o ser vivo original. É por Ele que até os grandes sábios e semideuses são postos em ilusão, assim como alguém se confunde com as representações ilusórias da água vista no fogo, ou da terra vista na água. É apenas por causa dEle que os universos materiais, manifestados temporariamente pelas reações dos três modos da natureza, parecem reais, embora sejam irreais. Medito, portanto, nEle, o Senhor Śrī Kṛṣṇa, que existe eternamente na morada transcendental, a qual está para sempre livre das representações ilusórias do mundo material. Medito nEle, pois Ele é a Verdade Absoluta.' \"**", "purport": "Este é o verso de abertura do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.1)."}
{"ref": "cc/madhya/8/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/267/", "verse_text": "eka saṁśaya mora āchaye hṛdaye\n\nkṛpā kari' kaha more tāhāra niścaye", "devanagari": "> এক সংশয় মোর আছয়ে হৃদয়ে ৷ কৃপা করি’ কহ মোরে তাহার নিশ্চয়ে ৷৷ ২৬৭ ৷৷ পহিলে দেখিলুঁ তোমার সন্ন্যাসি-স্বরূপ ৷ এবে তোমা দেখি মুঞি শ্যাম-গোপরূপ ৷৷ ২৬৮ ৷৷ তোমার সম্মুখে দেখি কাঞ্চন-পঞ্চালিকা ৷ তাঁর গৌরকান্ত্যে তোমার সর্ব অঙ্গ ঢাকা ৷৷ ২৬৯ ৷৷ ॥২৬৭॥", "synonyms": "*eka saṁśaya*—uma dúvida; *mora*—minha; *āchaye*—há; *hṛdaye*—no coração; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *kaha*—por favor, dize; *more*—a mim; *tāhāra*—disso; *niścaye*—a determinação.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse então que havia apenas uma dúvida em seu coração e suplicou ao Senhor: \"Por favor, sê misericordioso comigo e simplesmente remove a minha dúvida.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/268/", "verse_text": "pahile dekhiluṅ tomāra sannyāsi-svarūpa\n\nebe tomā dekhi muñi śyāma-gopa-rūpa", "devanagari": "", "synonyms": "*pahile*—no princípio; *dekhiluṅ*—eu vi; *tomāra*—Tua; *sannyāsi-svarūpa*—forma como pessoa na ordem renunciada; *ebe*—agora; *tomā*—a Ti; *dekhi*—vejo; *muñi*—eu; *śyāma-gopa-rūpa*—forma como Śyāmasundara, o vaqueirinho.", "translation": "**Rāmānanda Rāya então disse ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"No princípio, vi-Te aparecer como um sannyāsī, mas agora Te vejo como Śyāmasundara, o vaqueirinho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/269/", "verse_text": "tomāra sammukhe dekhi kāñcana-pañcālikā\n\ntāṅra gaura-kāntye tomāra sarva aṅga ḍhākā", "devanagari": "", "synonyms": "*tomāra*—de Ti; *sammukhe*—diante; *dekhi*—vejo; *kāñcana-pañcālikā*—uma boneca feita de ouro; *tāṅra*—dela; *gaura-kāntye*—por uma tez branca; *tomāra*—Teu; *sarva*—todo; *aṅga*—corpo; *ḍhākā*—cobrindo.", "translation": "**\"Agora Te vejo aparecer como uma boneca de ouro, e Teu corpo inteiro parece coberto por um lustro dourado.**", "purport": "Śyāmasundara é enegrecido, mas aqui Rāmānanda Rāya diz que viu Śrī Caitanya Mahāprabhu aparecer dourado. O corpo lustroso de Śrī Caitanya Mahāprabhu estava coberto pela tez corpórea de Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/madhya/8/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/270/", "verse_text": "tāhāte prakaṭa dekhoṅ sa-vaṁśī vadana\n\nnānā bhāve cañcala tāhe kamala-nayana", "devanagari": "> তাহাতে প্রকট দেখোঁ স-বংশী বদন ৷\n> নানা ভাবে চঞ্চল তাহে কমল-নয়ন ৷৷ ২৭০ ৷৷ ॥২৭০॥", "synonyms": "*tāhāte*—nisso; *prakaṭa*—manifestado; *dekhoṅ*—vejo; *sa-vaṁśī*—com a flauta; *vadana*—o rosto; *nānā bhāve*—em diversos modos; *cañcala*—inquietos; *tāhe*—nisso; *kamala-nayana*—os olhos de lótus.", "translation": "**\"Vejo que estás levando uma flauta à Tua boca, e Teus olhos de lótus movem-se muito inquietos devido a diversos êxtases.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/271/", "verse_text": "ei-mata tomā dekhi' haya camatkāra\n\nakapaṭe kaha, prabhu, kāraṇa ihāra", "devanagari": "> এইমত তোমা দেখি’ হয় চমৎকার ৷\n> অকপটে কহ, প্রভু, কারণ ইহার ৷৷ ২৭১ ৷৷ ॥২৭১॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *tomā*—a Ti; *dekhi'*—vendo; *haya*—há; *camatkāra*—assombro; *akapaṭe*—sem duplicidade; *kaha*—por favor, dize; *prabhu*—meu Senhor; *kāraṇa*—a causa; *ihāra*—disto.", "translation": "**\"Na verdade, eu Te vejo desta maneira, e isto é muito assombroso. Meu Senhor, por favor, dize-me sem duplicidade o que está causando isto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/272/", "verse_text": "prabhu kahe,--kṛṣṇe tomāra gāḍha-prema haya\n\npremāra svabhāva ei jāniha niścaya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কৃষ্ণে তোমার গাঢ়প্রেম হয় ৷\n> প্রেমার স্বভাব এই জানিহ নিশ্চয় ৷৷ ২৭২ ৷৷ ॥২৭২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *tomāra*—teu; *gāḍha-prema*—amor profundo; *haya*—há; *premāra*—de tal amor transcendental; *svabhāva*—a natureza; *ei*—esta; *jāniha*—por favor, sabe; *niścaya*—com certeza.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Tens um amor profundo por Kṛṣṇa, e quem tem tão profundo amor extático pelo Senhor naturalmente vê as coisas dessa maneira. Por favor, toma isto de Mim como certo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/273/", "verse_text": "mahā-bhāgavata dekhe sthāvara-jaṅgama\n\ntāhāṅ tāhāṅ haya tāṅra śrī-kṛṣṇa-sphuraṇa", "devanagari": "> মহাভাগবত দেখে স্থাবর-জঙ্গম ৷\n> তাহাঁ তাহাঁ হয় তাঁর শ্রীকৃষ্ণ-স্ফুরণ ৷৷ ২৭৩ ৷৷ ॥২৭৩॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata*—um devoto avançado de primeira classe; *dekhe*—vê; *sthāvara-jaṅgama*—o móvel e o inerte; *tāhāṅ tāhāṅ*—aqui e ali; *haya*—é; *tāṅra*—sua; *śrī-kṛṣṇa-sphuraṇa*—manifestação do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Um devoto avançado na plataforma espiritual vê tudo o que é móvel e inerte como o Senhor Supremo. Para ele, tudo o que vê aqui e ali não é senão a manifestação do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/274/", "verse_text": "sthāvara-jaṅgama dekhe, nā dekhe tāra mūrti\n\nsarvatra haya nija iṣṭa-deva-sphūrti", "devanagari": "> স্থাবর-জঙ্গম দেখে, না দেখে তার মূর্তি ৷\n> সর্বত্র হয় নিজ ইষ্টদেব-স্ফুর্তি ৷৷ ২৭৪ ৷৷ ॥২৭৪॥", "synonyms": "*sthāvara-jaṅgama*—móvel e inerte; *dekhe*—ele vê; *nā*—não; *dekhe*—vê; *tāra*—sua; *mūrti*—forma; *sarvatra*—em toda parte; *haya*—há; *nija*—sua própria; *iṣṭa-deva*—Senhor adorável; *sphūrti*—manifestação.", "translation": "**\"O mahā-bhāgavata, o devoto avançado, certamente vê tudo o que é móvel e imóvel, mas não vê exatamente suas formas. Em vez disso, em toda parte ele imediatamente vê manifesta a forma do Senhor Supremo.\"**", "purport": "Devido a seu profundo amor extático por Kṛṣṇa, o *mahā-bhāgavata* vê Kṛṣṇa em toda parte, e nada mais. Isso é confirmado no *Brahma-saṁhitā* (5.38): *premāñjana-cchurita-bhakti-vilocanena santaḥ sadaiva hṛdayeṣu vilokayanti.*\n\nAssim que vê algo — seja móvel, seja inerte —, o devoto imediatamente se lembra de Kṛṣṇa. Um devoto avançado é avançado em conhecimento. Esse conhecimento é muito natural para o devoto, pois ele já leu no *Bhagavad-gītā* como despertar a consciência de Kṛṣṇa. Segundo o Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/8|(Bg. 7.8)]]:\n\n> raso 'ham apsu kaunteya\n> prabhāsmi śaśi-sūryayoḥ\n> praṇavaḥ sarva-vedeṣu\n> śabdaḥ khe pauruṣaṁ nṛṣu\n\n\"Ó filho de Kuntī [Arjuna], Eu sou o sabor da água, a luz do Sol e da Lua e a sílaba oṁ nos *mantras* Védicos; Eu sou o som no éter e a habilidade no homem.\"\n\nAssim, quando bebe água ou qualquer outro líquido, o devoto imediatamente se lembra de Kṛṣṇa. Para o devoto, não há dificuldade alguma em despertar a consciência de Kṛṣṇa vinte e quatro horas por dia. Por isso, Caitanya Mahāprabhu diz aqui:\n\n> sthāvara jaṅgama dekhe nā dekhe tāra mūrti\n> sarvatra haya nija iṣṭa-deva-sphūrti\n\nUma pessoa santa, um devoto avançado, vê Kṛṣṇa vinte e quatro horas por dia, e nada mais. Quanto às coisas móveis e inertes, o devoto vê todas elas como transformações da energia de Kṛṣṇa. Como o Senhor Kṛṣṇa declara no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/4|(Bg. 7.4)]]:\n\n> bhūmir āpo 'nalo vāyuḥ\n> khaṁ mano buddhir eva ca\n> ahaṅkāra itīyaṁ me\n> bhinnā prakṛtir aṣṭadhā\n\n\"Terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e ego falso — juntos, todos esses oito elementos constituem Minhas energias materiais separadas.\"\n\nNa verdade, nada é separado de Kṛṣṇa. Quando vê uma árvore, o devoto sabe que a árvore é uma combinação de duas energias — a material e a espiritual. A energia inferior, que é material, forma o corpo da árvore; contudo, dentro da árvore está a entidade viva, a centelha espiritual, que é parte integrante de Kṛṣṇa. Esta é a energia superior de Kṛṣṇa dentro deste mundo. Qualquer coisa viva que vejamos é simplesmente uma combinação dessas duas energias. Quando um devoto avançado pensa nessas energias, ele compreende de imediato que elas são manifestações do Senhor Supremo. Assim que vemos o Sol nascer pela manhã, levantamo-nos e passamos a cumprir nossos deveres matinais. Da mesma forma, assim que vê a energia do Senhor, o devoto imediatamente se lembra do Senhor Śrī Kṛṣṇa. É isso que se explica neste verso: *sarvatra haya nija iṣṭa-deva-sphūrti*\n\nO devoto que purificou sua existência por meio do serviço devocional vê apenas Kṛṣṇa em cada passo da vida. Isso também se explica no verso seguinte, que é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.45)."}
{"ref": "cc/madhya/8/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/275/", "verse_text": "sarva-bhūteṣu yaḥ paśyed\n\nbhagavad-bhāvam ātmanaḥ\n\nbhūtāni bhagavaty ātmany\n\neṣa bhāgavatottamaḥ", "devanagari": "> সর্বভূতেষু যঃ পশ্যেদ্ভগবদ্ভাবমাত্মনঃ ৷\n> ভূতানি ভগবত্যাত্মন্যেষ ভাগবতোত্তমঃ ৷৷ ২৭৫ ৷৷ ॥২৭৫॥", "synonyms": "*sarva-bhūteṣu*—em todos os objetos (na matéria, no espírito e nas combinações de matéria e espírito); *yaḥ*—todo aquele que; *paśyet*—vê; *bhagavat-bhāvam*—a capacidade de estar ocupado no serviço ao Senhor; *ātmanaḥ*—da alma espiritual suprema ou da Transcendência além da concepção material da vida; *bhūtāni*—todos os seres; *bhagavati*—na Suprema Personalidade de Deus; *ātmani*—o princípio básico de toda existência; *eṣaḥ*—esta; *bhāgavata-uttamaḥ*—uma pessoa avançada em serviço devocional.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \" 'Uma pessoa avançada em serviço devocional vê dentro de tudo a alma das almas, a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa. Consequentemente, ela sempre vê a forma da Suprema Personalidade de Deus como a causa de todas as causas e compreende que todas as coisas estão situadas n'Ele.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/276/", "verse_text": "vana-latās tarava ātmani viṣṇuṁ\n\nvyañjayantya iva puṣpa-phalāḍhyāḥ\n\npraṇata-bhāra-viṭapā madhu-dhārāḥ\n\nprema-hṛṣṭa-tanavo vavṛṣuḥ sma", "devanagari": "> বনলতাস্তরব আত্মনি বিষ্ণুং ব্যঞ্জয়ন্ত্য ইব পুষ্পফলাঢ্যাঃ ৷\n> প্ৰণতভারবিটপা মধুধারাঃ প্রেমহৃষ্টতনবো ববৃষুঃ স্ম ৷৷ ২৭৬ ৷৷ ॥২৭৬॥", "synonyms": "*vana-latāḥ*—as ervas e plantas; *taravaḥ*—as árvores; *ātmani*—na Alma Suprema; *viṣṇum*—a Suprema Personalidade de Deus; *vyañjayantyaḥ*—manifestando; *iva*—como; *puṣpa-phala-āḍhyāḥ*—repletas de luxuriantes frutos e flores; *praṇata-bhāra*—curvadas por causa das cargas; *viṭapāḥ*—as árvores; *madhu-dhārāḥ*—chuvas; *prema-hṛṣṭa*—inspiradas pelo amor a Deus; *tanavaḥ*—cujos corpos; *vavṛṣuḥ*—constantemente choviam; *sma*—certamente.", "translation": "**\" 'As plantas, trepadeiras e árvores estavam repletas de frutos e flores devido ao amor extático por Kṛṣṇa. De fato, estando tão carregadas, curvavam-se. Estavam inspiradas por tão profundo amor por Kṛṣṇa que derramavam constantemente torrentes de mel. Foi dessa maneira que as gopīs viram toda a floresta de Vṛndāvana.' \"**", "purport": "Este verso (Bhāg. 10.35.9) é uma das canções que as gopīs cantaram durante a ausência de Kṛṣṇa. Na ausência de Kṛṣṇa, as gopīs estavam sempre absortas em pensar n'Ele. Da mesma forma, o mahā-bhāgavata, o devoto avançado, vê tudo como potencialmente capaz de servir ao Senhor. Śrīla Rūpa Gosvāmī afirma:\n\nprāpañcikatayā buddhyā\nhari-sambandhi-vastunaḥ\nmumukṣubhiḥ parityāgo\nvairāgyaṁ phalgu kathyate\n\n(*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.2.126)\n\nO devoto avançado não vê nada que não esteja relacionado com Kṛṣṇa. Diferentemente dos filósofos Māyāvādīs, um devoto não vê o mundo material como falso. Antes, ele vê tudo no mundo material relacionado com Kṛṣṇa. Um devoto sabe como utilizar tais coisas no serviço ao Senhor, e isto é característico do mahā-bhāgavata. As gopīs viram as plantas, trepadeiras e árvores da floresta carregadas de frutos e flores e prontas para servir a Kṛṣṇa. Dessa maneira, elas imediatamente se lembraram de seu adorável Senhor Śrī Kṛṣṇa. Elas não viam simplesmente plantas, trepadeiras e árvores da maneira como um mundano as vê."}
{"ref": "cc/madhya/8/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/277/", "verse_text": "rādhā-kṛṣṇe tomāra mahā-prema haya\n\nyāhāṅ tāhāṅ rādhā-kṛṣṇa tomāre sphuraya", "devanagari": "> রাধাকৃষ্ণে তোমার মহাপ্রেম হয় ৷\n> যাহাঁ তাহাঁ রাধাকৃষ্ণ তোমারে স্ফুরয় ৷৷ ২৭৭ ৷৷ ॥২৭৭॥", "synonyms": "*rādhā-kṛṣṇe*—por Rādhā e Kṛṣṇa; *tomāra*—teu; *mahā-prema*—grande amor; *haya*—há; *yāhāṅ tāhāṅ*—em toda e qualquer parte; *rādhā-kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa e Śrīmatī Rādhārāṇī; *tomāre*—a ti; *sphuraya*—aparecem.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Meu querido Rāya, és um devoto avançado e estás sempre repleto de amor extático por Rādhā e Kṛṣṇa. Portanto, tudo o que vês — em toda e qualquer parte — simplesmente desperta a tua consciência de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/278/", "verse_text": "rāya kahe,--prabhu tumi chāḍa bhāri-bhūri\n\nmora āge nija-rūpa nā kariha curi", "devanagari": "> রায় কহে, — প্ৰভু তুমি ছাড় ভারিভূরি ৷\n> মোর আগে নিজরূপ না করিহ চুরি ৷৷ ২৭৮ ৷৷ ॥২৭৮॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *prabhu*—meu Senhor; *tumi*—Tu; *chāḍa*—abandona; *bhāri-bhūri*—estas conversas graves; *mora*—de mim; *āge*—diante; *nija-rūpa*—Tua verdadeira forma; *nā*—não; *kariha*—faças; *curi*—roubar.", "translation": "**Rāmānanda Rāya respondeu: \"Meu querido Senhor, por favor, abandona todas estas conversas graves. Por favor, não ocultes de mim a Tua verdadeira forma.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/279/", "verse_text": "rādhikāra bhāva-kānti kari' aṅgīkāra\n\nnija-rasa āsvādite kariyācha avatāra", "devanagari": "> রাধিকার ভাবকান্তি করি’ অঙ্গীকার ৷\n> নিজরস আস্বাদিতে করিয়াছ অবতার ৷৷ ২৭৯ ৷৷ ॥২৭৯॥", "synonyms": "*rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāva-kānti*—amor extático e lustro; *kari'*—fazendo; *aṅgīkāra*—aceitação; *nija-rasa*—Tua própria doçura transcendental; *āsvādite*—para saborear; *kariyācha*—fizeste; *avatāra*—encarnação.", "translation": "**Rāmānanda Rāya continuou: \"Meu querido Senhor, posso compreender que assumiste o êxtase e a tez corpórea de Śrīmatī Rādhārāṇī. Ao aceitar isto, estás saboreando Tua própria doçura transcendental pessoal e, portanto, apareceste como Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/280/", "verse_text": "nija-gūḍha-kārya tomāra--prema āsvādana\n\nānuṣaṅge prema-maya kaile tribhuvana", "devanagari": "> নিজগূঢ়কার্য তোমার — প্রেম আস্বাদন ৷\n> আনুষঙ্গে প্রেমময় কৈলে ত্রিভুবন ৷৷ ২৮০ ৷৷ ॥২৮০॥", "synonyms": "*nija-gūḍha-kārya*—negócio íntimo de Você mesmo; *tomāra*—Seu; *prema*—amor transcendental; *āsvādana*—saboreando; *ānuṣaṅge*—simultaneamente; *prema-maya*—transformado em amor a Deus; *kaile*—Você fez; *tri-bhuvana*—todo o mundo.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Você desceu nesta encarnação do Senhor Caitanya por Suas próprias razões pessoais. Você veio saborear Sua própria bem-aventurança espiritual e, ao mesmo tempo, está transformando o mundo inteiro ao difundir o êxtase do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/281/", "verse_text": "āpane āile more karite uddhāra\n\nebe kapaṭa kara,--tomāra kona vyavahāra", "devanagari": "> আপনে আইলে মোরে করিতে উদ্ধার ৷\n> এবে কপট কর, — তোমার কোন ব্যবহার ৷৷ ২৮১ ৷৷ ॥২৮১॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *āile*—Você veio; *more*—a mim; *karite*—para fazer; *uddhāra*—libertação; *ebe*—agora; *kapaṭa*—duplicidade; *kara*—Você faz; *tomāra*—Seu; *kona*—qual; *vyavahāra*—comportamento.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, por Sua misericórdia imotivada, Você apareceu diante de mim para conceder-me a liberação. Agora Você está agindo de maneira dúplice. Qual é a razão desse comportamento?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/282/", "verse_text": "tabe hāsi' tāṅre prabhu dekhāila svarūpa\n\n'rasa-rāja' 'mahābhāva'--dui eka rūpa", "devanagari": "> তবে হাসি’ তাঁরে প্রভু দেখাইল স্বরূপ ৷\n> ‘রসরাজ’, ‘মহাভাব’ — দুই এক রূপ ৷৷ ২৮২ ৷৷ ॥২৮২॥", "synonyms": "*tabe*—portanto; *hāsi'*—sorrindo; *tāṅre*—a ele (Rāmānanda Rāya); *prabhu*—o Senhor; *dekhāila*—mostrou; *svarūpa*—Sua forma pessoal; *rasa-rāja*—o rei de todos os humores transcendentais; *mahā-bhāva*—a condição de amor extático; *dui*—dois; *eka*—um; *rūpa*—forma.", "translation": "**O Senhor Śrī Kṛṣṇa é o reservatório de todo o prazer, e Śrīmatī Rādhārāṇī é a personificação do amor extático a Deus. Essas duas formas combinaram-se em uma só em Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sendo esse o caso, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu revelou Sua verdadeira forma a Rāmānanda Rāya.**", "purport": "Isso é descrito como *rādhā-bhāva-dyuti-suvalitaṁ naumi kṛṣṇa-svarūpam.* O Senhor Śrī Kṛṣṇa estava absorto nos aspectos de Śrīmatī Rādhārāṇī. Isso foi revelado a Rāmānanda Rāya quando ele viu o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Um devoto avançado pode compreender *śrī-kṛṣṇa-caitanya, rādhā-kṛṣṇa nahe anya.* Śrī Caitanya Mahāprabhu, sendo uma combinação de Kṛṣṇa e Rādhā, não é diferente de Rādhā e Kṛṣṇa combinados. Svarūpa Dāmodara Gosvāmī explica isso:\n\n> rādhā kṛṣṇa-praṇaya-vikṛtir hlādinī śaktir asmād\n> ekātmānāv api bhuvi purā deha-bhedaṁ gatau tau\n> caitanyākhyaṁ prakaṭam adhunā tad-dvayaṁ caikyam āptaṁ\n> rādhā-bhāva-dyuti-suvalitaṁ naumi kṛṣṇa-svarūpam\n\n(Cc. Ādi 1.5)\n\nRādhā-Kṛṣṇa é um só. Rādhā-Kṛṣṇa é Kṛṣṇa e a potência de prazer de Kṛṣṇa combinados. Quando exibe Sua potência de prazer, Kṛṣṇa parece ser dois — Rādhā e Kṛṣṇa. De outro modo, Rādhā e Kṛṣṇa são um. Essa unidade pode ser percebida pelos devotos avançados pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Foi esse o caso de Rāmānanda Rāya, e tal compreensão é possível para o devoto avançado. Pode-se aspirar a alcançar semelhante posição, mas não se deve tentar imitar o *mahā-bhāgavata.*"}
{"ref": "cc/madhya/8/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/283/", "verse_text": "dekhi' rāmānanda hailā ānande mūrcchite\n\ndharite nā pāre deha, paḍilā bhūmite", "devanagari": "> দেখি’ রামানন্দ হৈলা আনন্দে মূর্চ্ছিতে ৷\n> ধরিতে না পারে দেহ, পড়িলা ভূমিতে ৷৷ ২৮৩ ৷৷ ॥২৮৩॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo essa forma; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *hailā*—houve; *ānande*—em êxtase; *mūrcchite*—desfalecendo; *dharite*—para sustentá-lo; *nā*—não; *pāre*—capaz; *deha*—o corpo; *paḍilā*—caiu; *bhūmite*—ao chão.", "translation": "**Ao ver essa forma, Rāmānanda Rāya perdeu a consciência em bem-aventurança transcendental. Incapaz de manter-se de pé, caiu ao chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/284/", "verse_text": "prabhu tāṅre hasta sparśi' karāilā cetana\n\nsannyāsīra veṣa dekhi' vismita haila mana", "devanagari": "> প্রভু তাঁরে হস্ত স্পর্শি’ করাইলা চেতন ৷\n> সন্ন্যাসীর বেষ দেখি’ বিস্মিত হৈল মন ৷৷ ২৮৪ ৷৷ ॥২৮৪॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *tāṅre*—a Rāmānanda Rāya; *hasta*—a mão; *sparśi'*—tocando; *karāilā*—fez; *cetana*—consciente; *sannyāsīra*—do sannyāsī; *veṣa*—a vestimenta; *dekhi'*—vendo; *vismita*—tomado de admiração; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**Quando Rāmānanda Rāya caiu inconsciente ao chão, Caitanya Mahāprabhu tocou-lhe a mão, e ele imediatamente recobrou a consciência. Contudo, ao ver o Senhor Caitanya em trajes de sannyāsī, ficou tomado de admiração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/285/", "verse_text": "āliṅgana kari' prabhu kaila āśvāsana\n\ntomā vinā ei-rūpa nā dekhe anya-jana", "devanagari": "> আলিঙ্গন করি’ প্রভু কৈল আশ্বাসন ৷\n> তোমা বিনা এইরূপ না দেখে অন্যজন ৷৷ ২৮৫ ৷৷ ॥২৮৫॥", "synonyms": "*āliṅgana kari'*—abraçando-o; *prabhu*—o Senhor; *kaila*—fez; *āśvāsana*—tranquilizando; *tomā vinā*—exceto você; *ei-rūpa*—esta forma; *nā*—não; *dekhe*—vê; *anya-jana*—ninguém mais.", "translation": "**Após abraçar Rāmānanda Rāya, o Senhor o acalmou, informando-lhe: \"Com exceção de você, ninguém jamais viu esta forma.\"**\n\nNo *Bhagavad-gītā* [[bg/7/25|(Bg. 7.25)]], o Senhor Kṛṣṇa declara:\n\n\"Eu nunca Me manifesto aos tolos e sem inteligência. Para eles, estou coberto por Minha potência interna [*yogamāyā*], e por isso eles não sabem que Eu sou não nascido e infalível.\"\n\nO Senhor sempre Se reserva o direito de não Se expor a todos. Os devotos, porém, estão sempre ocupados no serviço ao Senhor, servindo com a língua ao cantar o *mantra* Hare Kṛṣṇa e saborear o *mahā-prasāda.* Aos poucos, o devoto sincero satisfaz a Suprema Personalidade de Deus, e o Senhor Supremo Se revela. Não se pode ver o Senhor Supremo mediante esforços pessoais. Ao contrário, quando fica satisfeito com o serviço de um devoto, o Senhor Se revela.", "purport": "No *Bhagavad-gītā* (7.25), o Senhor Kṛṣṇa afirma:\n\nnāhaṁ prakāśaḥ sarvasya\n\nyoga-māyā-samāvṛtaḥ\n\nmūḍho 'yaṁ nābhijānāti\n\nloko mām ajam avyayam\n\n\"Nunca Me manifesto aos tolos e ininteligentes. Para eles, fico coberto por Minha potência interna [yogamāyā], e por isso não Me conhecem, a Mim, que sou não nascido e infalível.\"\n\nO Senhor sempre reserva o direito de não Se expor a todos. Os devotos, contudo, estão sempre ocupados no serviço ao Senhor, servindo com a língua ao cantar o mantra Hare Kṛṣṇa e ao saborear o mahā-prasāda. Aos poucos, o devoto sincero agrada à Suprema Personalidade de Deus, e o Senhor Supremo Se revela. Ninguém pode ver o Senhor Supremo por meio de esforços pessoais. Pelo contrário, quando o Senhor fica satisfeito com o serviço de um devoto, Ele Se revela."}
{"ref": "cc/madhya/8/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/286/", "verse_text": "mora tattva-līlā-rasa tomāra gocare\n\nataeva ei-rūpa dekhāiluṅ tomāre", "devanagari": "> মোর তত্ত্বলীলা-রস তোমার গোচরে ৷\n> অতএব এইরূপ দেখাইলুঁ তোমারে ৷৷ ২৮৬ ৷৷ ॥২৮৬॥", "synonyms": "*mora*—Meus; *tattva-līlā*—verdade e passatempos; *rasa*—e doçuras; *tomāra*—de você; *gocare*—dentro do conhecimento; *ataeva*—portanto; *ei-rūpa*—esta forma; *dekhāiluṅ*—Eu mostrei; *tomāre*—a você.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu confirmou: \"Todas as verdades a respeito de Meus passatempos e doçuras estão dentro de seu conhecimento. Portanto, mostrei esta forma a você.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/287/", "verse_text": "gaura aṅga nahe mora--rādhāṅga-sparśana\n\ngopendra-suta vinā teṅho nā sparśe anya-jana", "devanagari": "> গৌর অঙ্গ নহে মোর — রাধাঙ্গ-স্পর্শন ৷\n> গোপেন্দ্রসুত বিনা তেঁহো না স্পর্শে অন্যজন ৷৷ ২৮৭ ৷৷ ॥২৮৭॥", "synonyms": "*gaura*—branco; *aṅga*—corpo; *nahe*—não; *mora*—Meu; *rādhā-aṅga*—do corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī; *sparśana*—o tocar; *gopendra-suta*—o filho de Nanda Mahārāja; *vinā*—exceto; *teṅho*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *nā*—não; *sparśe*—toca; *anya-jana*—ninguém mais.", "translation": "**\"Na verdade, Meu corpo não tem a tez branca. Ele apenas parece assim porque tocou o corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī. Ela, no entanto, não toca ninguém além do filho de Nanda Mahārāja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/288", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/288/", "verse_text": "tāṅra bhāve bhāvita kari' ātma-mana\n\ntabe nija-mādhurya kari āsvādana", "devanagari": "> তাঁর ভাবে ভাবিত করি’ আত্ম-মন ৷\n> তবে নিজ-মাধুর্য করি আস্বাদন ৷৷ ২৮৮ ৷৷ ॥২৮৮॥", "synonyms": "*tāṅra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *bhāve*—no êxtase; *bhāvita*—iluminados; *kari'*—fazendo; *ātma-mana*—corpo e mente; *tabe*—então; *nija-mādhurya*—Meu próprio humor transcendental; *kari*—Eu faço; *āsvādana*—saboreando.", "translation": "**\"Agora converti Meu corpo e Minha mente no êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī; assim, saboreio Minha própria doçura pessoal nessa forma.\"**", "purport": "Gaurasundara informou aqui a Śrī Rāmānanda Rāya: \"Meu querido Rāmānanda Rāya, na verdade você estava vendo uma pessoa distinta, com um corpo de tez dourada. Na realidade, Eu não sou dourado. Sendo Śrī Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, sou enegrecido, mas, quando entro em contato com Śrīmatī Rādhārāṇī, adquiro eternamente a tez dourada. Śrīmatī Rādhārāṇī não toca o corpo de ninguém além de Kṛṣṇa. Eu saboreio Meus próprios aspectos transcendentais ao aceitar a tez de Śrīmatī Rādhārāṇī. Sem Rādhārāṇī, não se pode saborear o prazer transcendental do amor conjugal de Kṛṣṇa.\" A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta sobre o *prākṛta-sahajiyā-sampradāya,* que considera que Kṛṣṇa e o Senhor Caitanya possuem corpos diferentes. Eles interpretam mal as palavras *gaura aṅga nahe mora* do Texto 287. A partir daquele verso e do verso atual, podemos compreender que o Senhor Caitanya Mahāprabhu não é diferente de Kṛṣṇa. Ambos são a mesma Suprema Personalidade de Deus. Na forma de Kṛṣṇa, o Senhor desfruta de bem-aventurança espiritual e permanece como o abrigo de todos os devotos, *viṣaya-vigraha.* E, em Seu aspecto de Gaurāṅga, Kṛṣṇa saboreia a separação de Kṛṣṇa no êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī. Essa forma extática é Śrī Kṛṣṇa Caitanya. Śrī Kṛṣṇa é sempre o reservatório transcendental de todo o prazer e é tecnicamente chamado *dhīra-lalita.* Śrīmatī Rādhārāṇī é a personificação da energia espiritual, o amor extático por Kṛṣṇa personificado; portanto, somente Kṛṣṇa pode tocá-La. O aspecto *dhīra-lalita* não se vê em nenhuma outra forma do Senhor, nem mesmo em Viṣṇu ou em Nārāyaṇa. Por isso, Śrīmatī Rādhārāṇī é conhecida como Govinda-nandinī e Govinda-mohinī, pois Ela é a única fonte de prazer transcendental para Śrī Kṛṣṇa e a única pessoa que pode encantar Sua mente."}
{"ref": "cc/madhya/8/289", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/289/", "verse_text": "tomāra ṭhāñi āmāra kichu gupta nāhi karma\n\nlukāile prema-bale jāna sarva-marma", "devanagari": "> তোমার ঠাঞি আমার কিছু গুপ্ত নাহি কর্ম ৷\n> লুকাইলে প্রেম-বলে জান সর্বমর্ম ৷৷ ২৮৯ ৷৷ ॥২৮৯॥", "synonyms": "*tomāra ṭhāñi*—diante de você; *āmāra*—Minha; *kichu*—qualquer; *gupta*—oculta; *nāhi*—não é; *karma*—ação; *lukāile*—mesmo que Eu oculte; *prema-bale*—pela força de seu amor; *jāna*—você conhece; *sarva-marma*—tudo em detalhe.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu então admitiu a Seu devoto puro, Rāmānanda Rāya: \"Agora não há nenhuma atividade íntima desconhecida de você. Ainda que Eu tente ocultar Minhas atividades, você pode compreender tudo em detalhe em virtude de seu amor avançado por Mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/290", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/290/", "verse_text": "gupte rākhiha, kāhāṅ nā kario prakāśa\n\nāmāra bātula-ceṣṭā loke upahāsa", "devanagari": "> গুপ্তে রাখিহ, কাহাঁ না করিও প্রকাশ ৷\n> আমার বাতুল-চেষ্টা লোকে উপহাস ৷৷ ২৯০ ৷৷ ॥২৯০॥", "synonyms": "*gupte*—em segredo; *rākhiha*—mantenha; *kāhāṅ*—em parte alguma; *nā*—não; *kario*—faça; *prakāśa*—exposição; *āmāra*—Minhas; *bātula-ceṣṭā*—atividades como as de um louco; *loke*—entre as pessoas em geral; *upahāsa*—riso.", "translation": "**O Senhor então pediu a Rāmānanda Rāya: \"Mantenha em segredo todas estas conversas. Por favor, não as exponha em parte alguma. Visto que Minhas atividades parecem as de um louco, as pessoas podem tomá-las à ligeira e rir.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/291", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/291/", "verse_text": "āmi--eka bātula, tumi--dvitīya bātula\n\nataeva tomāya āmāya ha-i sama-tula", "devanagari": "> আমি — এক বাতুল, তুমি দ্বিতীয় — বাতুল ৷\n> অতএব তোমায় আমায় হই সমতুল ৷৷ ২৯১ ৷৷ ॥২৯১॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *eka*—um; *bātula*—louco; *tumi*—você; *dvitīya*—segundo; *bātula*—louco; *ataeva*—portanto; *tomāya*—você; *āmāya*—Mim; *ha-i*—somos; *sama-tula*—no mesmo nível.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu então disse: \"De fato, Eu sou um louco, e você também é um louco. Portanto, nós dois estamos na mesma plataforma.\"**", "purport": "Todas essas conversas entre Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu parecem ridículas a um homem comum que não seja devoto. O mundo inteiro está cheio de concepções materiais, e as pessoas são incapazes de compreender essas conversas devido ao condicionamento da filosofia mundana. Aqueles que estão demasiadamente apegados às atividades mundanas não podem compreender as conversas extáticas entre Rāmānanda Rāya e Caitanya Mahāprabhu. Em consequência, o Senhor pediu a Rāmānanda Rāya que mantivesse todas essas conversas em segredo e não as expusesse à população em geral. Quem é realmente avançado em consciência de Kṛṣṇa pode compreender essas conversas confidenciais; caso contrário, elas parecem loucura. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu informou a Rāmānanda Rāya que ambos pareciam loucos e estavam, portanto, na mesma plataforma. Confirma-se isso no *Bhagavad-gītā* [[bg/2/69|(Bg. 2.69)]]:\n\n> yā niśā sarva-bhūtānāṁ\n> tasyāṁ jāgarti saṁyamī\n> yasyāṁ jāgrati bhūtāni\n> sā niśā paśyato muneḥ\n\n\"O que é noite para todos os seres é a hora de despertar para o autocontrolado; e a hora de despertar para todos os seres é noite para o sábio introspectivo.\"\n\nÀs vezes, a consciência de Kṛṣṇa parece uma espécie de loucura para as pessoas mundanas, assim como as atividades dos mundanos são consideradas uma forma de loucura pelos homens conscientes de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/8/292", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/292/", "verse_text": "ei-rūpa daśa-rātri rāmānanda-saṅge\n\nsukhe goṅāilā prabhu kṛṣṇa-kathā-raṅge", "devanagari": "> এইরূপ দশরাত্রি রামানন্দ-সঙ্গে ৷\n> সুখে গোঙাইলা প্রভু কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ৷৷ ২৯২ ৷৷ ॥২৯২॥", "synonyms": "*ei-rūpa*—dessa maneira; *daśa-rātri*—dez noites; *rāmānanda-saṅge*—com Śrī Rāmānanda Rāya; *sukhe*—em grande felicidade; *goṅāilā*—passou; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-kathā-raṅge*—em prazer transcendental, discutindo conversas sobre Kṛṣṇa.", "translation": "**Durante dez noites, o Senhor Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya passaram um tempo feliz discutindo os passatempos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/293", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/293/", "verse_text": "nigūḍha vrajera rasa-līlāra vicāra\n\naneka kahila, tāra nā pāila pāra", "devanagari": "> নিগূঢ় ব্রজের রস-লীলার বিচার ৷\n> অনেক কহিল, তার না পাইল পার ৷৷ ২৯৩ ৷৷ ॥২৯৩॥", "synonyms": "*nigūḍha*—muito íntima; *vrajera*—de Vṛndāvana, ou Vrajabhūmi; *rasa-līlāra*—dos passatempos de amor conjugal entre Kṛṣṇa e as gopīs; *vicāra*—consideração; *aneka*—várias; *kahila*—falaram; *tāra*—disso; *nā*—não; *pāila*—obtiveram; *pāra*—o limite.", "translation": "**As conversas entre Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu contêm os assuntos mais confidenciais, que tocam o amor conjugal entre Rādhā e Kṛṣṇa em Vṛndāvana [Vrajabhūmi]. Embora ambos tenham falado longamente sobre esses passatempos, não conseguiram chegar ao limite da conversa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/294", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/294/", "verse_text": "tāmā, kāṅsā, rūpā, sonā, ratna-cintāmaṇi\nkeha yadi kāhāṅ potā pāya eka-khāni", "devanagari": "> তামা, কাঁসা, রূপা, সোনা, রত্নচিন্তামণি ৷ কেহ যদি কাহাঁ পোতা পায় একখানি ৷৷ ২৯৪ ৷৷ ক্রমে উঠাইতে সেই উত্তম বস্তু পায় ৷ ঐছে প্রশ্নোত্তর কৈল প্রভু-রামরায় ৷৷ ২৯৫ ৷৷ ॥২৯৪॥", "synonyms": "*tāmā*—cobre; *kāṅsā*—bronze; *rūpā*—prata; *sonā*—ouro; *ratna-cintāmaṇi*—o melhor de todos os metais; *keha*—alguém; *yadi*—se; *kāhāṅ*—em algum lugar; *potā*—enterrado; *pāya*—encontra; *eka-khāni*—num único lugar.", "translation": "**Na verdade, essas conversas são como uma grande mina de onde se podem extrair todos os tipos de metais — cobre, bronze, prata, ouro, metais comuns e todos os metais.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura dá o seguinte resumo das conversas entre Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu. Rāmānanda Rāya respondeu a cinco perguntas de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e essas perguntas e suas respostas estão registradas nos versos 57-67. A primeira resposta é comparada ao cobre; a segunda, a um metal melhor, o bronze; a terceira, a um metal ainda melhor, a prata; e a quarta, ao melhor de todos os metais, o ouro. A quinta resposta, porém, é comparada à mais valiosa das gemas, a pedra filosofal, porque trata da devoção imaculada — a meta última da vida devocional — e ilumina as quatro respostas subordinadas precedentes.\n\nŚrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura assinala que em Vrajabhūmi existe o rio Yamunā, com suas margens arenosas. Há árvores *kadamba,* vacas, as varas com que Kṛṣṇa apascenta as vacas e a flauta de Kṛṣṇa. Tudo isso pertence ao *śānta-rasa,* a doçura da neutralidade no serviço devocional. Há também os servos diretos de Kṛṣṇa, como Citraka, Patraka e Raktaka, que são as personificações do serviço na doçura da servidão. Há também amigos, como Śrīdāmā e Sudāmā, que personificam o serviço em fraternidade. Nanda Mahārāja e mãe Yaśodā são as personificações do amor paternal. Acima de todos eles estão Śrīmatī Rādhārāṇī e Suas assistentes, as *gopīs* Lalitā, Viśākhā e outras, que personificam o amor conjugal. Dessa maneira, todas as cinco doçuras — *śānta, dāsya, sakhya, vātsalya* e *mādhurya* — existem eternamente em Vrajabhūmi. Elas são comparadas, respectivamente, ao cobre, ao bronze, à prata, ao ouro e à pedra filosofal, a base de todos os metais. Por isso, Śrīla Kavirāja Gosvāmī se refere a uma mina que existe eternamente em Vṛndāvana, Vrajabhūmi."}
{"ref": "cc/madhya/8/295", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/295/", "verse_text": "krame uṭhāite seha uttama vastu pāya\naiche praśnottara kaila prabhu-rāmarāya", "devanagari": "", "synonyms": "*krame*—gradualmente; *uṭhāite*—extrair; *seha*—essa pessoa; *uttama*—o melhor; *vastu*—metal; *pāya*—obtém; *aiche*—assim também; *praśna-uttara*—as perguntas e respostas; *kaila*—fizeram; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rāma-rāya*—e Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya trabalharam como mineiros, escavando toda espécie de metais valiosos, cada um melhor que o outro. Suas perguntas e respostas são exatamente assim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/296", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/296/", "verse_text": "āra dina rāya-pāśe vidāya māgilā\nvidāyera kāle tāṅre ei ājñā dilā", "devanagari": "> আর দিন রায়-পাশে বিদায় মাগিলা ৷ বিদায়ের কালে তাঁরে এই আজ্ঞা দিলা ৷৷ ২৯৬ ৷৷ বিষয় ছাড়িয়া তুমি যাহ নীলাচলে ৷ আমি তীর্থ করি’ তাঁহা আসিব অল্পকালে ৷৷ ২৯৭ ৷৷ দুইজনে নীলাচলে রহিব একসঙ্গে ৷ সুখে গোঙাইব কাল কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ৷৷ ২৯৮ ৷৷ এত বলি’ রামানন্দে করি’ আলিঙ্গন ৷ তাঁরে ঘরে পাঠাইয়া করিল শয়ন ৷৷ ২৯৯ ৷৷ ॥২৯৬॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *rāya-pāśe*—diante de Rāmānanda Rāya; *vidāya māgilā*—pediu para se despedir; *vidāyera kāle*—no momento da partida; *tāṅre*—a ele; *ei*—esta; *ājñā*—ordem; *dilā*—deu.", "translation": "**No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Rāmānanda Rāya que Lhe concedesse permissão para partir, e, no momento da despedida, o Senhor lhe deu as seguintes ordens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/297", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/297/", "verse_text": "viṣaya chāḍiyā tumi yāha nīlācale\nāmi tīrtha kari' tāṅhā āsiba alpa-kāle", "devanagari": "", "synonyms": "*viṣaya*—ocupação material; *chāḍiyā*—abandonando; *tumi*—tu; *yāha*—vai; *nīlācale*—para Jagannātha Purī; *āmi*—Eu; *tīrtha kari'*—concluindo Minha excursão e peregrinação; *tāṅhā*—lá; *āsiba*—retornarei; *alpa-kāle*—muito em breve.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu lhe disse: \"Abandona todas as ocupações materiais e vem para Jagannātha Purī. Retornarei para lá muito em breve, após concluir Minha excursão e peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/298", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/298/", "verse_text": "dui-jane nīlācale rahiba eka-saṅge\nsukhe goṅāiba kāla kṛṣṇa-kathā-raṅge", "devanagari": "", "synonyms": "*dui-jane*—nós dois; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *rahiba*—permaneceremos; *eka-saṅge*—juntos; *sukhe*—em felicidade; *goṅāiba*—passaremos; *kāla*—o tempo; *kṛṣṇa-kathā-raṅge*—no prazer de discutir tópicos sobre Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Nós dois permaneceremos juntos em Jagannātha Purī e passaremos felizmente nosso tempo discutindo sobre Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/299", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/299/", "verse_text": "eta bali' rāmānande kari' āliṅgana\ntāṅre ghare pāṭhāiyā karila śayana", "devanagari": "", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *rāmānande*—a Śrī Rāmānanda Rāya; *kari'*—fazendo; *āliṅgana*—abraço; *tāṅre*—a ele; *ghare*—para sua casa; *pāṭhāiyā*—enviando; *karila*—fez; *śayana*—deitar-se.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou Śrī Rāmānanda Rāya e, após enviá-lo de volta para casa, o Senhor foi descansar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/300", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/300/", "verse_text": "prātaḥ-kāle uṭhi' prabhu dekhi' hanumān\ntāṅre namaskari' prabhu dakṣiṇe karilā prayāṇa", "devanagari": "> প্রাতঃকালে উঠি’ প্রভু দেখি’ হনুমান্ ৷\n> তাঁরে নমস্করি’ প্রভু দক্ষিণে করিলা প্রয়াণ ৷৷ ৩০০ ৷৷ ॥৩০০॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *uṭhi'*—levantando-se; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—visitando; *hanumān*—a Deidade da vila, Hanumān; *tāṅre*—a ele; *namaskari'*—oferecendo reverências; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dakṣiṇe*—para o sul; *karilā*—fez; *prayāṇa*—partida.", "translation": "**Após levantar-se do leito na manhã seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo local, onde havia uma Deidade de Hanumān. Após oferecer-lhe reverências, o Senhor partiu para o sul da Índia.**", "purport": "Em quase todas as cidades e povoados da Índia há templos de Hanumānjī, o servidor eterno do Senhor Rāmacandra. Há até mesmo um templo de Hanumān perto do templo de Govindajī em Vṛndāvana. Antigamente, esse templo ficava em frente ao templo de Gopālajī, mas essa Deidade Gopālajī foi para Orissa, a fim de permanecer como Sākṣi-gopāla. Sendo o servidor eterno do Senhor Rāmacandra, Hanumānjī tem sido respeitosamente adorado por muitas centenas e milhares de anos. Aqui, mesmo o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu deu o exemplo, mostrando como se deve oferecer respeito a Hanumānjī."}
{"ref": "cc/madhya/8/301", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/301/", "verse_text": "'vidyāpūre' nānā-mata loka vaise yata\nprabhu-darśane 'vaiṣṇava' haila chāḍi' nija-mata", "devanagari": "> ‘বিদ্যাপুরে’ নানা-মত লোক বৈসে যত ৷\n> প্রভু-দর্শনে ‘বৈষ্ণব’ হৈল ছাড়ি’ নিজমত ৷৷ ৩০১ ৷৷ ॥৩০১॥", "synonyms": "*vidyāpūre*—na cidade de Vidyānagara; *nānā-mata*—várias opiniões; *loka*—pessoas; *vaise*—residem; *yata*—todas; *prabhu-darśane*—ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaiṣṇava*—devotos do Senhor Viṣṇu; *haila*—tornaram-se; *chāḍi'*—abandonando; *nija-mata*—suas próprias opiniões.", "translation": "**Todos os habitantes de Vidyānagara eram de fés diferentes, mas, após verem Śrī Caitanya Mahāprabhu, abandonaram suas próprias fés e se tornaram vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/302", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/302/", "verse_text": "rāmānanda hailā prabhura virahe vihvala\nprabhura dhyāne rahe viṣaya chāḍiyā sakala", "devanagari": "> রামানন্দ হৈলা প্রভুর বিরহে বিহ্বল ৷\n> প্রভুর ধ্যানে রহে বিষয় ছাড়িয়া সকল ৷৷ ৩০২ ৷৷ ॥৩০২॥", "synonyms": "*rāmānanda*—Śrīla Rāmānanda Rāya; *hailā*—ficou; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *virahe*—na separação; *vihvala*—dominado; *prabhura dhyāne*—em meditação em Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahe*—permanece; *viṣaya*—os afazeres mundanos; *chāḍiyā*—abandonando; *sakala*—todos.", "translation": "**Quando Rāmānanda Rāya começou a sentir a separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ficou dominado. Meditando no Senhor, abandonou todos os seus afazeres materiais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/303", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/303/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiluṅ rāmānandera milana\nvistāri' varṇite nāre sahasra-vadana", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিলুঁ রামানন্দের মিলন ৷\n> বিস্তারি’ বর্ণিতে নারে সহস্র-বদন ৷৷ ৩০৩ ৷৷ ॥৩০৩॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em resumo; *kahiluṅ*—descrevi; *rāmānandera milana*—o encontro com Śrīla Rāmānanda Rāya; *vistāri'*—expandindo; *varṇite*—descrever; *nāre*—não é capaz; *sahasra-vadana*—o Senhor Śeṣa Nāga, que tem milhares de capelos.", "translation": "**Descrevi brevemente o encontro entre Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya. Ninguém pode, de fato, descrever esse encontro exaustivamente. É impossível até mesmo para o Senhor Śeṣa Nāga, que tem milhares de capelos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/304", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/304/", "verse_text": "sahaje caitanya-caritra--ghana-dugdha-pūra\nrāmānanda-caritra tāhe khaṇḍa pracura", "devanagari": "> সহজে চৈতন্যচরিত্র — ঘনদুগ্ধপূর ৷ রামানন্দ-চরিত্র তাহে খণ্ড প্রচুর ৷৷ ৩০৪ ৷৷ রাধাকৃষ্ণলীলা — তাতে কর্পূর-মিলন ৷ ভাগ্যবান্ যেই, সেই করে আস্বাদন ৷৷ ৩০৫ ৷৷ ॥৩০৪॥", "synonyms": "*sahaje*—geralmente; *caitanya-caritra*—as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ghana-dugdha-pūra*—como leite condensado; *rāmānanda-caritra*—a história de Rāmānanda Rāya; *tāhe*—nisso; *khaṇḍa*—açúcar cande; *pracura*—grande quantidade.", "translation": "**As atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu são como leite condensado, e as atividades de Rāmānanda Rāya são como grandes quantidades de açúcar cande.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/305", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/305/", "verse_text": "rādhā-kṛṣṇa-līlā--tāte karpūra-milana\nbhāgyavān yei, sei kare āsvādana", "devanagari": "", "synonyms": "*rādhā-kṛṣṇa-līlā*—os passatempos de Śrī Rādhā e Kṛṣṇa; *tāte*—nessa composição; *karpūra*—a cânfora; *milana*—mistura; *bhāgyavān*—afortunado; *yei*—aquele que; *sei*—essa pessoa; *kare*—faz; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**O encontro deles é exatamente como uma mistura de leite condensado e açúcar cande. Quando falam dos passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa, acrescenta-se cânfora. Aquele que saboreia esta preparação combinada é o mais afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/306", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/306/", "verse_text": "ye ihā eka-bāra piye karṇa-dvāre\ntāra karṇa lobhe ihā chāḍite nā pāre", "devanagari": "> যে ইহা একবার পিয়ে কর্ণদ্বারে ৷\n> তার কর্ণ লোভে ইহা ছাড়িতে না পারে ৷৷ ৩০৬ ৷৷ ॥৩০৬॥", "synonyms": "*ye*—qualquer um; *ihā*—isto; *eka-bāra*—uma vez; *piye*—bebe; *karṇa-dvāre*—pela recepção auditiva; *tāra*—seus; *karṇa*—ouvidos; *lobhe*—na cobiça; *ihā*—isto; *chāḍite*—abandonar; *nā*—não; *pāre*—são capazes.", "translation": "**Esta preparação maravilhosa tem de ser recebida pela audição. Quem a toma fica ávido por saboreá-la ainda mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/307", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/307/", "verse_text": "'rasa-tattva-jñāna' haya ihāra śravaṇe\n'prema-bhakti' haya rādhā-kṛṣṇera caraṇe", "devanagari": "> ‘রসতত্ত্ব-জ্ঞান’ হয় ইহার শ্রবণে ৷\n> ‘প্রেমভক্তি’ হয় রাধাকৃষ্ণের চরণে ৷৷ ৩০৭ ৷৷ ॥৩০৭॥", "synonyms": "*rasa-tattva-jñāna*—o conhecimento transcendental das doçuras do amor conjugal entre Rādhā e Kṛṣṇa; *haya*—é; *ihāra*—disto; *śravaṇe*—ao ouvir; *prema-bhakti*—amor puro a Deus; *haya*—torna-se possível; *rādhā-kṛṣṇera caraṇe*—aos pés de lótus de Rādhā e Kṛṣṇa.", "translation": "**Ao ouvir as conversas entre Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu, a pessoa se ilumina com o conhecimento transcendental das doçuras dos passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa. Assim, ela pode desenvolver amor imaculado pelos pés de lótus de Rādhā e Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/308", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/308/", "verse_text": "caitanyera gūḍha-tattva jāni ihā haite\nviśvāsa kari' śuna, tarka nā kariha citte", "devanagari": "> চৈতন্যের গূঢ়তত্ত্ব জানি ইহা হৈতে ৷\n> বিশ্বাস করি’ শুন, তর্ক না করিহ চিত্তে ৷৷ ৩০৮ ৷৷ ॥৩০৮॥", "synonyms": "*caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gūḍha-tattva*—a verdade confidencial; *jāni*—podemos aprender; *ihā haite*—destas conversas; *viśvāsa kari'*—tendo fé firme; *śuna*—ouve; *tarka*—argumentos; *nā*—não; *kariha*—faças; *citte*—no coração.", "translation": "**O autor solicita a todos os leitores que ouçam estas conversas com fé e sem argumentação. Estudando-as dessa maneira, a pessoa será capaz de compreender a verdade confidencial de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/309", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/309/", "verse_text": "alaukika līlā ei parama nigūḍha\nviśvāse pāiye, tarke haya bahu-dūra", "devanagari": "> অলৌকিক লীলা এই পরম নিগূঢ় ৷\n> বিশ্বাসে পাইয়ে, তর্কে হয় বহুদূর ৷৷ ৩০৯ ৷৷ ॥৩০৯॥", "synonyms": "*alaukika*—incomum; *līlā*—passatempos; *ei*—este; *parama*—o mais; *nigūḍha*—confidencial; *viśvāse*—pela fé; *pāiye*—podemos obter; *tarke*—pela argumentação; *haya*—fica; *bahu-dūra*—muito distante.", "translation": "**Esta porção dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu é a mais confidencial. A pessoa pode obter benefício rapidamente apenas pela fé; do contrário, ao argumentar, sempre permanecerá muito distante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/310", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/310/", "verse_text": "śrī-caitanya-nityānanda-advaita-caraṇa\nyāṅhāra sarvasva, tāṅre mile ei dhana", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য-নিত্যানন্দ-অদ্বৈত-চরণ ৷\n> যাঁহার সর্বস্ব, তাঁরে মিলে এই ধন ৷৷ ৩১০ ৷৷ ॥৩১০॥", "synonyms": "*śrī-caitanya*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—do Senhor Nityānanda; *advaita-caraṇa*—e os pés de lótus de Śrī Advaita Prabhu; *yāṅhāra sarva-sva*—de quem é tudo; *tāṅre*—a ele; *mile*—encontra; *ei*—este; *dhana*—tesouro.", "translation": "**Aquele que aceitou como tudo os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu e Advaita Prabhu pode alcançar este tesouro transcendental.**", "purport": "Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que Kṛṣṇa é alcançável para os fiéis, mas, para aqueles habituados a argumentar, Kṛṣṇa está muito, muito distante. De modo semelhante, estas conversas entre Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu podem ser compreendidas por uma pessoa que tenha fé firme. Aqueles que não estão na sucessão discipular, os asauta-panthīs, não podem ter fé nessas conversas. Estão sempre duvidando e ocupados em invenções mentais. Estas conversas não podem ser compreendidas por pessoas tão caprichosas. Os tópicos transcendentais permanecem muito, muito distantes daqueles que se ocupam em argumentações mundanas. A esse respeito, os mantras védicos do Kaṭha Upaniṣad (1.2.9) afirmam: naiṣā tarkeṇa matir āpaneyā proktānyenaiva su-jñānāya preṣṭha. Segundo o Muṇḍaka Upaniṣad (3.2.3):\n\nnāyam ātmā pravacanena labhyo\nna medhayā na bahunā śrutena\nyam evaiṣa vṛṇute tena labhyas\ntasyaiṣa ātmā vivṛṇute tanūṁ svām\n\nE, segundo o *Brahma-sūtra* (2.1.11), tarkāpratiṣṭhānāt.\n\nTodas as escrituras védicas declaram que os assuntos transcendentais não podem ser compreendidos simplesmente pela argumentação ou pela lógica. As questões espirituais estão muito acima do conhecimento experimental. Somente pela misericórdia de Kṛṣṇa é que alguém interessado em Seus afazeres amorosos transcendentais pode compreendê-los. Se a pessoa tentar compreender estes tópicos transcendentais simplesmente usando sua substância cerebral material, a tentativa será fútil. Quer se trate de um prākṛta-sahajiyā, de um oportunista mundano ou de um erudito, seu esforço para compreender estes tópicos por meios mundanos acabará sendo frustrado. Portanto, a pessoa tem de abandonar todas as tentativas mundanas e procurar tornar-se um devoto puro do Senhor Viṣṇu. Quando o devoto segue os princípios reguladores, a verdade destas conversas lhe será revelada. Isso é confirmado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.234):\n\nataḥ śrī-kṛṣṇa-nāmādi\nna bhaved grāhyam indriyaiḥ\nsevonmukhe hi jihvādau\nsvayam eva sphuraty adaḥ\n\nNão se pode compreender o santo nome, os passatempos, a forma, as qualidades ou a comitiva do Senhor com os embotados sentidos materiais. Contudo, quando os sentidos são purificados pela constante prestação de serviço, a verdade espiritual dos passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa é revelada. Como se confirma no Muṇḍaka Upaniṣad: yam evaiṣa vṛṇute tena labhyas. Somente aquele que é favorecido pela Suprema Personalidade de Deus pode compreender os aspectos transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/8/311", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/311/", "verse_text": "rāmānanda rāye mora koṭī namaskāra\nyāṅra mukhe kaila prabhu rasera vistāra", "devanagari": "> রামানন্দ রায়ে মোর কোটী নমস্কার ৷\n> যাঁর মুখে কৈল প্রভু রসের বিস্তার ৷৷ ৩১১ ৷৷ ॥৩১১॥", "synonyms": "*rāmānanda rāye*—a Śrī Rāmānanda Rāya; *mora*—minhas; *koṭī*—dez milhões de; *namaskāra*—reverências; *yāṅra mukhe*—em cuja boca; *kaila*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rasera vistāra*—a expansão das doçuras transcendentais.", "translation": "**Ofereço dez milhões de reverências aos pés de lótus de Śrī Rāmānanda Rāya, porque, de sua boca, muita informação espiritual foi expandida por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/8/312", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/312/", "verse_text": "dāmodara-svarūpera kaḍacā-anusāre\nrāmānanda-milana-līlā karila pracāre", "devanagari": "> দামোদর-স্বরূপের কড়চা-অনুসারে ৷\n> রামানন্দ-মিলন-লীলা করিল প্রচারে ৷৷ ৩১২ ৷৷ ॥৩১২॥", "synonyms": "*dāmodara-svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kaḍacā*—com os cadernos; *anusāre*—de acordo com; *rāmānanda-milana-līlā*—os passatempos do encontro com Rāmānanda; *karila*—fiz; *pracāre*—distribuição.", "translation": "**Procurei pregar os passatempos do encontro do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu com Rāmānanda Rāya de acordo com os cadernos de Śrī Svarūpa Dāmodara.**", "purport": "No final de cada capítulo, o autor admite o valor da sucessão discipular. Ele nunca afirma ter escrito esta literatura transcendental mediante trabalho de pesquisa. Ele simplesmente admite sua dívida para com as anotações feitas por Svarūpa Dāmodara, Raghunātha dāsa Gosvāmī e outras pessoas autorizadas. Essa é a maneira de escrever livros transcendentais, que jamais se destinam aos supostos eruditos e pesquisadores. O processo é *mahā-jano yena gataḥ sa panthāḥ:* deve-se seguir estritamente as grandes personalidades e os *ācāryas. Ācārya-vān puruṣo veda:* quem tem o favor do *ācārya* conhece tudo. Esta declaração de Kavirāja Gosvāmī é muito valiosa para todos os devotos puros. Às vezes, os *prākṛtā sahajiyās* alegam ter ouvido a verdade de seu *guru.* Contudo, ninguém pode obter conhecimento transcendental simplesmente por ouvir de um *guru* que não seja genuíno. O *guru* deve ser genuíno, e ele deve ter ouvido de seu *guru* genuíno. Somente então sua mensagem será aceita como genuína. O Senhor Kṛṣṇa confirma isso no *Bhagavad-gītā* [[bg/4/1|(Bg. 4.1)]]:\n\n> śrī-bhagavān uvāca\n> imaṁ vivasvate yogaṁ\n> proktavān aham avyayam\n> vivasvān manave prāha\n> manur ikṣvākave 'bravīt\n\n\"O Senhor Supremo disse: 'Eu ensinei esta imperecível ciência do *yoga* ao deus do Sol, Vivasvān, e Vivasvān ensinou-a a Manu, o pai da humanidade, e Manu, por sua vez, ensinou-a a Ikṣvāku.\"\n\nDessa maneira, a mensagem é transmitida na genuína sucessão discipular espiritual, de mestre espiritual genuíno a estudante genuíno. Por isso, Śrīla Kavirāja Gosvāmī, como de costume, conclui este capítulo reafirmando sua fé nos pés de lótus dos seis Gosvāmīs. Assim, ele é capaz de apresentar esta escritura transcendental, o *Caitanya-caritāmṛta.*"}
{"ref": "cc/madhya/8/313", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/8/313/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ৷\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ৷৷ ৩১৩ ৷৷ ॥৩১৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo suas pegadas.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Oitavo Capítulo, que descreve as conversas entre Śrī Caitanya Mahāprabhu e Rāmānanda Rāya."}
{"ref": "cc/madhya/9/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/1/", "verse_text": "nānā-mata-grāha-grastān\ndākṣiṇātya-jana-dvipān\nkṛpāriṇā vimucyaitān\ngauraś cakre sa vaiṣṇavān", "devanagari": "> নানামতগ্রাহগ্রস্তান্ দাক্ষিণাত্যজনদ্বিপান্ ৷\n> কৃপারিণা বিমুচ্যৈতান্ গৌরশ্চক্রে স বৈষ্ণবান্ ৷৷ ১ ৷৷ ॥১॥", "synonyms": "*nānā-mata*—por várias filosofias; *grāha*—como crocodilos; *grastān*—capturados; *dākṣiṇātya-jana*—os habitantes do sul da Índia; *dvipān*—como elefantes; *kṛpā-ariṇā*—com Seu disco de misericórdia; *vimucya*—libertando; *etān*—todos estes; *gauraḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cakre*—converteu; *saḥ*—Ele; *vaiṣṇavān*—ao culto vaiṣṇava.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu converteu os habitantes do sul da Índia. Essas pessoas eram tão fortes como elefantes, mas estavam nas garras dos crocodilos de várias filosofias, tais como as filosofias budista, jainista e māyāvāda. Com Seu disco de misericórdia, o Senhor converteu todos eles em vaiṣṇavas, devotos do Senhor.**", "purport": "A conversão do povo do sul da Índia em vaiṣṇavas por Śrī Caitanya Mahāprabhu é comparada aqui ao resgate do elefante Gajendra, que o Senhor Viṣṇu salvou do ataque de um crocodilo. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o sul da Índia, quase todos os residentes estavam entre as mandíbulas dos crocodilos das filosofias budista, jainista e māyāvāda. Aqui, Kavirāja Gosvāmī afirma que, embora essas pessoas fossem tão fortes como elefantes, estavam praticamente nas garras da morte, pois eram atacadas pelos crocodilos de várias filosofias. Contudo, assim como Śrī Caitanya Mahāprabhu, na forma de Viṣṇu, misericordiosamente salvou o elefante Gajendra das garras de um crocodilo, da mesma forma Ele salvou todo o povo do sul da Índia das garras das várias filosofias, convertendo-o em vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/madhya/9/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ৷\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ৷৷ ২ ৷৷ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Śrī Advaita Prabhu! E todas as glórias aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/3/", "verse_text": "dakṣiṇa-gamana prabhura ati vilakṣaṇa\nsahasra sahasra tīrtha kaila daraśana", "devanagari": "> দক্ষিণগমন প্রভুর অতি বিলক্ষণ ৷\n> সহস্র সহস্র তীর্থ কৈল দরশন ৷৷ ৩ ৷৷ ॥৩॥", "synonyms": "*dakṣiṇa-gamana*—viajando pelo sul da Índia; *prabhura*—do Senhor; *ati*—muito; *vilakṣaṇa*—extraordinário; *sahasra sahasra*—milhares de milhares; *tīrtha*—lugares sagrados; *kaila*—fez; *daraśana*—visita.", "translation": "**A viagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu pelo sul da Índia foi certamente muito extraordinária, pois Ele visitou ali muitos milhares de lugares de peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/4/", "verse_text": "sei saba tīrtha sparśi' mahā-tīrtha kaila\nsei chale sei deśera loka nistārila", "devanagari": "> সেই সব তীর্থ স্পর্শি’ মহাতীর্থ কৈল ৷\n> সেই ছলে সেই দেশের লোক নিস্তারিল ৷৷ ৪ ৷৷ ॥৪॥", "synonyms": "*sei saba*—todos esses; *tīrtha*—lugares sagrados; *sparśi'*—tocando; *mahā-tīrtha*—em grandes lugares de peregrinação; *kaila*—transformou-os; *sei chale*—sob esse pretexto; *sei deśera*—daqueles países; *loka*—o povo; *nistārila*—Ele libertou.", "translation": "**Sob o pretexto de visitar todos aqueles lugares sagrados, Ele converteu muitos milhares de residentes e, dessa forma, liberou-os. Pelo simples fato de tocar os lugares sagrados, Ele os transformou em grandes locais de peregrinação.**", "purport": "Está dito: tīrthī-kurvanti tīrthāni. Um tīrtha, ou lugar sagrado, é um lugar que grandes personalidades santas visitam ou onde residem. Embora os lugares sagrados já fossem lugares de peregrinação, todos foram purificados pela visita de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Muitas pessoas vão a esses lugares sagrados e ali deixam suas atividades pecaminosas, libertando-se assim da contaminação. Quando essas contaminações se acumulam, são neutralizadas pela visita de grandes personalidades como Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus rigorosos seguidores. Muitos tipos de pacientes vêm a um hospital, que pode estar infectado por muitos tipos de doença. Na verdade, o hospital está sempre infectado, mas o médico perito mantém o hospital esterilizado por sua presença e administração competentes. De modo semelhante, os lugares de peregrinação estão sempre infectados pelos pecados deixados pelos pecadores que ali vão, mas, quando uma personalidade como Śrī Caitanya Mahāprabhu visita tal lugar, todas as contaminações desaparecem."}
{"ref": "cc/madhya/9/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/5/", "verse_text": "sei saba tīrthera krama kahite nā pāri\ndakṣiṇa-vāme tīrtha-gamana haya pherāpheri", "devanagari": "> সেই সব তীর্থের ক্রম কহিতে না পারি ৷\n> দক্ষিণ-বামে তীর্থ-গমন হয় ফেরাফেরি ৷৷ ৫ ৷৷ ॥৫॥", "synonyms": "*sei saba*—todos esses; *tīrthera*—de lugares sagrados; *krama*—a ordem cronológica; *kahite*—narrar; *nā pāri*—sou incapaz; *dakṣiṇa-vāme*—à esquerda e à direita; *tīrtha-gamana*—visitando os lugares sagrados; *haya*—é; *pherāpheri*—indo e voltando.", "translation": "**Não posso registrar cronologicamente todos os lugares de peregrinação visitados pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Só posso resumir tudo dizendo que o Senhor visitou todos os lugares sagrados à direita e à esquerda, indo e vindo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/6/", "verse_text": "ataeva nāma-mātra kariye gaṇana\nkahite nā pāri tāra yathā anukrama", "devanagari": "> অতএব নাম-মাত্র করিয়ে গণন ৷\n> কহিতে না পারি তার যথা অনুক্রম ৷৷ ৬ ৷৷ ॥৬॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *nāma-mātra*—apenas como um registro simbólico; *kariye gaṇana*—eu enumero; *kahite*—narrar; *nā pāri*—sou incapaz; *tāra*—disso; *yathā*—conforme; *anukrama*—a ordem cronológica.", "translation": "**Por ser impossível para mim registrar todos esses lugares em ordem cronológica, faço apenas um gesto simbólico de registrá-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/7-8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/7-8/", "verse_text": "pūrvavat pathe yāite ye pāya daraśana\nyei grāme yāya, se grāmera yata jana\nsabei vaiṣṇava haya, kahe 'kṛṣṇa' 'hari'\nanya grāma nistāraye sei 'vaiṣṇava' kari'", "devanagari": "", "synonyms": "*pūrva-vat*—como feito anteriormente; *pathe*—no caminho; *yāite*—enquanto ia; *ye*—quem quer que; *pāya*—obtém; *daraśana*—audiência; *yei*—a qual; *grāme*—na aldeia; *yāya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu vai; *se*—aquela; *grāmera*—da aldeia; *yata*—todas; *jana*—as pessoas; *sabei*—todas elas; *vaiṣṇava haya*—tornam-se devotas; *kahe*—dizem; *kṛṣṇa hari*—os santos nomes do Senhor Kṛṣṇa e Hari; *anya grāma*—outras aldeias; *nistāraye*—liberta; *sei*—Ele; *vaiṣṇava*—devotos; *kari'*—fazendo.", "translation": "**Como afirmado anteriormente, todos os habitantes das aldeias visitadas pelo Senhor Caitanya tornavam-se vaiṣṇavas e começavam a cantar \"Hari\" e \"Kṛṣṇa\". Dessa maneira, em todas as aldeias visitadas pelo Senhor, todos se tornavam vaiṣṇavas, devotos.**", "purport": "Os santos nomes de Kṛṣṇa e Hari, ou o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, são tão espiritualmente poderosos que, ainda hoje, à medida que nossos pregadores vão a partes remotas do mundo, as pessoas imediatamente começam a cantar Hare Kṛṣṇa. Śrī Caitanya Mahāprabhu era a própria Suprema Personalidade de Deus. Não pode haver ninguém que se compare a Ele ou a Suas potências. Contudo, porque estamos seguindo Suas pegadas e também estamos cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, o efeito é quase tão potente quanto na época do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Nossos pregadores pertencem principalmente aos países europeus e americanos, mas, pela graça do Senhor Caitanya, eles têm um êxito tremendo onde quer que vão abrir filiais. De fato, em toda parte as pessoas estão cantando muito seriamente Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare/ Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare."}
{"ref": "cc/madhya/9/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/9/", "verse_text": "dakṣiṇa deśera loka aneka prakāra\nkeha jñānī, keha karmī, pāṣaṇḍī apāra", "devanagari": "> দক্ষিণ দেশের লোক অনেক প্রকার ৷\n> কেহ জ্ঞানী, কেহ কর্মী, পাষণ্ডী অপার ৷৷ ৯ ৷৷ ॥৯॥", "synonyms": "*dakṣiṇa deśera*—do sul da Índia; *loka*—povo; *aneka*—muitos; *prakāra*—tipos; *keha*—alguém; *jñānī*—especulador filosófico; *keha*—alguém; *karmī*—trabalhador fruitivo; *pāṣaṇḍī*—não devotos; *apāra*—incontáveis.", "translation": "**No sul da Índia, havia muitos tipos de pessoas. Algumas eram especuladores filosóficos, e outras eram trabalhadores fruitivos, mas, de qualquer modo, havia incontáveis não devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/10/", "verse_text": "sei saba loka prabhura darśana-prabhāve\nnija-nija-mata chāḍi' ha-ila vaiṣṇave", "devanagari": "> সেই সব লোক প্রভুর দর্শনপ্রভাবে ৷\n> নিজ-নিজ-মত ছাড়ি’ হইল বৈষ্ণবে ৷৷ ১০ ৷৷ ॥১০॥", "synonyms": "*sei saba loka*—todas aquelas pessoas; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *darśana-prabhāve*—pela influência de Sua visita; *nija-nija*—suas próprias; *mata*—opiniões; *chāḍi'*—abandonando; *ha-ila*—tornaram-se; *vaiṣṇave*—devotas.", "translation": "**Pela influência de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todas essas pessoas abandonaram suas próprias opiniões e se tornaram vaiṣṇavas, devotos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/11/", "verse_text": "vaiṣṇavera madhye rāma-upāsaka saba\nkeha 'tattvavādī', keha haya 'śrī-vaiṣṇava'", "devanagari": "> বৈষ্ণবের মধ্যে রাম-উপাসক সব ৷ কেহ ‘তত্ত্ববাদী’, কেহ হয় ‘শ্রীবৈষ্ণব’ ৷৷ ১১ ৷৷ সেই সব বৈষ্ণব মহাপ্রভুর দর্শনে ৷ কৃষ্ণ-উপাসক হৈল, লয় কৃষ্ণনামে ৷৷ ১২৷৷ ॥১১॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera madhye*—entre os vaiṣṇavas; *rāma-upāsaka saba*—todos adoradores do Senhor Śrī Rāmacandra; *keha*—alguém; *tattva-vādī*—seguidores de Madhvācārya; *keha*—alguém; *haya*—é; *śrī-vaiṣṇava*—devotos que seguem a sucessão discipular de Śrī Rāmānujācārya.", "translation": "**Naquela época, todos os vaiṣṇavas do sul da Índia eram adoradores do Senhor Rāmacandra. Alguns eram Tattvavādīs, e outros eram seguidores de Rāmānujācārya.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura salienta que a palavra \"Tattvavādī\" se refere aos seguidores de Śrīla Madhvācārya. Para distinguir sua sucessão discipular dos seguidores māyāvādīs de Śaṅkarācārya, Śrīla Madhvācārya deu a seu grupo o nome de Tattvavādīs. Os monistas impessoais são sempre atacados por esses Tattvavādīs, que tentam derrotar sua filosofia de impersonalismo. Em geral, eles estabelecem a supremacia da Suprema Personalidade de Deus. Na verdade, a sucessão discipular de Madhvācārya é conhecida como a seita Brahmā-vaiṣṇava, isto é, a seita que descende do Senhor Brahmā. Por conseguinte, os Tattvavādīs, ou seguidores de Madhvācārya, não aceitam o incidente da ilusão do Senhor Brahmā, registrado no Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam.* Śrīla Madhvācārya evitou propositadamente comentar aquela porção do *Śrīmad-Bhāgavatam* em que se menciona o *brahma-mohana,* a ilusão do Senhor Brahmā. Śrīla Mādhavendra Purī foi um dos *ācāryas* da sucessão discipular Tattvavāda, e ele estabeleceu que a meta última do transcendentalismo é alcançar o serviço devocional puro, o amor a Deus. Os vaiṣṇavas pertencentes à Gauḍīya-sampradāya, a sucessão discipular que segue Śrī Caitanya Mahāprabhu, distinguem-se dos Tattvavādīs, embora pertençam à mesma Tattvavāda-sampradāya. Os seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu são, portanto, conhecidos como a Madhva-Gauḍīya-sampradāya.\n\nA palavra *pāṣaṇḍī* refere-se àqueles que se opõem ao serviço devocional puro. Em particular, trata-se dos māyāvādīs, os impersonalistas. Uma definição de *pāṣaṇḍī* é dada no *Hari-bhakti-vilāsa* (1.73), onde se afirma:\n\n> yas tu nārāyaṇaṁ devaṁ\n> brahma-rudrādi-daivataiḥ\n> samatvenaiva vīkṣeta\n> sa pāṣaṇḍī bhaved dhruvam\n\n*Pāṣaṇḍī* é aquele que pensa que o Supremo Senhor Nārāyaṇa, a Personalidade de Deus, está no mesmo nível que os semideuses, encabeçados pelo Senhor Brahmā e pelo Senhor Śiva. O devoto jamais considera que o Senhor Nārāyaṇa esteja na mesma plataforma que o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva. A Madhvācārya-sampradāya e a Rāmānuja-sampradāya são principalmente adoradoras do Senhor Rāmacandra, embora os śrī-vaiṣṇavas supostamente sejam adoradores do Senhor Nārāyaṇa e de Lakṣmī, e os Tattvavādīs, adoradores do Senhor Kṛṣṇa. Atualmente, na maioria dos mosteiros pertencentes à Madhva-sampradāya, adora-se o Senhor Rāmacandra.\n\nNo livro conhecido como *Adhyātma-rāmāyaṇa,* há declarações, nos capítulos doze a quinze, sobre a adoração às Deidades de Śrī Rāmacandra e Sītā. Ali se afirma que, na época do Senhor Rāmacandra, havia um *brāhmaṇa* que fez o voto de jejuar até ver o Senhor Rāmacandra. Às vezes, devido a afazeres, o Senhor Rāmacandra ausentava-Se de Sua capital por uma semana inteira, e os cidadãos não podiam vê-lO durante esse período. Por causa de seu voto, o *brāhmaṇa* não podia tomar sequer uma gota de água durante aquela semana. Mais tarde, após oito ou nove dias, quando podia ver o Senhor Rāmacandra pessoalmente, o *brāhmaṇa* quebrava o jejum. Ao observar o rígido voto do *brāhmaṇa,* o Senhor Śrī Rāmacandra ordenou a Seu irmão mais novo, Lakṣmaṇa, que entregasse ao *brāhmaṇa* um casal de Deidades de Sītā-Rāma. O *brāhmaṇa* recebeu as Deidades de Śrī Lakṣmaṇajī e As adorou fielmente enquanto viveu. Na hora da morte, entregou as Deidades a Śrī Hanumānjī, que, durante muitos anos, As levou penduradas ao pescoço e As serviu com toda a devoção. Muitos anos depois, quando Hanumānjī partiu na colina conhecida como Gandha-mādana, entregou as Deidades a Bhīmasena, um dos Pāṇḍavas, e Bhīmasena As levou para seu palácio, onde As guardou com muito cuidado. O último rei dos Pāṇḍavas, Kṣemakānta, adorou as Deidades naquele palácio. Mais tarde, as mesmas Deidades ficaram sob a custódia dos reis de Orissa conhecidos como Gajapatis. Um dos *ācāryas,* conhecido como Narahari Tīrtha, que estava na sucessão discipular de Madhvācārya, recebeu essas Deidades do rei de Orissa.\n\nPode-se notar que essas Deidades específicas de Rāma e Sītā vinham sendo adoradas desde o tempo do rei Ikṣvāku. De fato, foram adoradas pelos príncipes reais mesmo antes do aparecimento do Senhor Rāmacandra. Mais tarde, durante a presença do Senhor Rāmacandra, as Deidades foram adoradas por Lakṣmaṇa. Diz-se que, apenas três meses antes de seu desaparecimento, Śrī Madhvācārya recebeu essas Deidades e as instalou no templo de Uḍupī. Desde então, as Deidades vêm sendo adoradas pela Madhvācārya-sampradāya naquele mosteiro. Quanto aos śrī-vaiṣṇavas, começando com Rāmānujācārya, eles também adoravam Deidades de Sītā-Rāma. Deidades de Sītā-Rāma também são adoradas em Tirupati e em outros lugares. Da Śrī Rāmānuja-sampradāya, há outro ramo conhecido como Rāmānandī, ou Rāmāt, e os seguidores desse ramo também adoram Deidades de Sītā-Rāma muito rigidamente. Os vaiṣṇavas da Rāmānuja-sampradāya preferem a adoração ao Senhor Rāmacandra à de Rādhā-Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/9/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/12/", "verse_text": "sei saba vaiṣṇava mahāprabhura darśane\nkṛṣṇa-upāsaka haila, laya kṛṣṇa-nāme", "devanagari": "", "synonyms": "*sei saba*—todos esses; *vaiṣṇava*—devotos; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *darśane*—ao verem; *kṛṣṇa-upāsaka*—devotos do Senhor Kṛṣṇa; *haila*—tornaram-se; *laya*—tomaram; *kṛṣṇa-nāme*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Após encontrarem Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos aqueles diferentes vaiṣṇavas tornaram-se devotos de Kṛṣṇa e começaram a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/13/", "verse_text": "rāma! rāghava! rāma! rāghava! rāma! rāghava! pāhi mām\nkṛṣṇa! keśava! kṛṣṇa! keśava! kṛṣṇa! keśava! rakṣa mām", "devanagari": "> রাম! রাঘব! রাম! রাঘব! রাম! রাঘব! পাহি মাম্ ৷ কৃষ্ণ! কেশব! কৃষ্ণ! কেশব! কৃষ্ণ! কেশব! রক্ষ মাম্ ৷৷ ১৩ ৷৷ এই শ্লোক পথে পড়ি’ করিলা প্রয়াণ ৷ গৌতমী-গঙ্গায় যাই’ কৈল গঙ্গাস্নান ৷৷ ১৪ ৷৷ ॥১৩॥", "synonyms": "*rāma*—ó Rāma; *rāghava*—descendente de Raghu; *pāhi*—por favor, protege; *mām*—a mim; *kṛṣṇa*—ó Kṛṣṇa; *keśava*—matador de Keśī; *rakṣa*—protege; *mām*—a mim.", "translation": "**\" 'Ó Senhor Rāmacandra, descendente de Mahārāja Raghu, por favor, protege-me! Ó Senhor Kṛṣṇa, matador do demônio Keśī, por favor, protege-me!' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/14/", "verse_text": "ei śloka pathe paḍi' karilā prayāṇa\ngautamī-gaṅgāya yāi' kaila gaṅgā-snāna", "devanagari": "", "synonyms": "*ei śloka*—este verso em sânscrito; *pathe*—no caminho; *paḍi'*—recitando; *karilā*—fez; *prayāṇa*—prosseguindo; *gautamī-gaṅgāya*—à margem do Gautamī-gaṅgā; *yāi'*—indo; *kaila*—fez; *gaṅgā-snāna*—banhando-se no Ganges.", "translation": "**Enquanto caminhava pela estrada, Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava cantar este mantra Rāma Rāghava. Cantando dessa maneira, Ele chegou às margens do Gautamī-gaṅgā e ali tomou Seu banho.**", "purport": "O Gautamī-gaṅgā é outro braço do rio Godāvarī. Antigamente, um grande sábio chamado Gautama Ṛṣi costumava viver à margem deste rio, em frente à cidade de Rājamahendri, e, por conseguinte, este braço foi chamado de Gautamī-gaṅgā.\n\nŚrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que Śrīla Kavirāja Gosvāmī registrou os nomes dos lugares sagrados visitados por Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas que não há ordem cronológica dos lugares visitados. Contudo, há um caderno de Govinda dāsa que contém uma ordem cronológica e referências a posições geográficas. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura solicita aos leitores que consultem esse livro. Segundo Govinda dāsa, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Trimanda a partir do Gautamī-gaṅgā. Dali Ele foi a Ḍhuṇḍirāma-tīrtha, outro lugar de peregrinação. Segundo este livro, após visitar o Gautamī-gaṅgā, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Mallikārjuna-tīrtha."}
{"ref": "cc/madhya/9/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/15/", "verse_text": "mallikārjuna-tīrthe yāi' maheśa dekhila\ntāhāṅ saba loke kṛṣṇa-nāma laoyāila", "devanagari": "> মল্লিকার্জুন-তীর্থে যাই’ মহেশ দেখিল ৷\n> তাহাঁ সব লোকে কৃষ্ণনাম লওয়াইল ॥১৫॥", "synonyms": "*mallikārjuna-tīrthe*—ao lugar sagrado conhecido como Mallikārjuna; *yāi'*—indo; *maheśa*—a deidade do Senhor Śiva; *dekhila*—Ele viu; *tāhāṅ*—ali; *saba loke*—todas as pessoas; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *laoyāila*—Ele induziu a cantar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então foi a Mallikārjuna-tīrtha e ali viu a deidade do Senhor Śiva. Ele também induziu todas as pessoas a cantarem o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": "Mallikārjuna também é conhecida como Śrī Saila. Situa-se cerca de setenta milhas ao sul de Karṇula, na margem direita do rio Kṛṣṇā. Há grandes muralhas ao redor de toda a aldeia, e, dentro das muralhas, reside a deidade conhecida como Mallikārjuna. É uma deidade do Senhor Śiva e é um dos Jyotirliṅgas."}
{"ref": "cc/madhya/9/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/16/", "verse_text": "rāmadāsa mahādeve karila daraśana\nahovala-nṛsiṁhere karilā gamana", "devanagari": "> রামদাস মহাদেবে করিল দরশন ৷\n> অহোবল-নৃসিংহেরে করিলা গমন ৷৷ ১৬ ৷৷ ॥১৬॥", "synonyms": "*rāma-dāsa*—Rāmadāsa; *mahā-deve*—de Mahādeva; *karila*—fez; *daraśana*—vendo; *ahovala-nṛsiṁhere*—a Ahovala-nṛsiṁha; *karilā*—fez; *gamana*—indo.", "translation": "**Ali Ele viu o Senhor Mahādeva [Śiva], o servo do Senhor Rāma. Em seguida, dirigiu-Se a Ahovala-nṛsiṁha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/17/", "verse_text": "nṛsiṁha dekhiyā tāṅre kaila nati-stuti\nsiddhavaṭa gelā yāhāṅ mūrti sītāpati", "devanagari": "> নৃসিংহ দেখিয়া তাঁরে কৈল নতি-স্তুতি ৷\n> সিদ্ধবট গেলা যাহাঁ মূর্তি সীতাপতি ৷৷ ১৭ ৷৷ ॥১৭॥", "synonyms": "*nṛsiṁha dekhiyā*—após ver a Deidade do Senhor Nṛsiṁha; *tāṅre*—a Ele; *kaila*—fez; *nati-stuti*—oferecimento de várias orações; *siddhavaṭa*—a Siddhavaṭa; *gelā*—Ele foi; *yāhāṅ*—onde; *mūrti*—a Deidade; *sītā-pati*—o Senhor Rāmacandra.", "translation": "**Após ver a Deidade de Ahovala-nṛsiṁha, Caitanya Mahāprabhu ofereceu muitas orações ao Senhor. Em seguida, foi a Siddhavaṭa, onde viu a Deidade de Rāmacandra, o Senhor de Sītādevī.**", "purport": "Siddhavaṭa, também conhecida como Sidhauṭa, fica a dezesseis quilômetros a leste da aldeia de Kuḍāpā. Anteriormente, esse lugar também era conhecido como a Benares do sul. Há ali uma grande figueira-de-bengala, e por isso o lugar é conhecido como Siddhavaṭa. Vaṭa significa figueira-de-bengala."}
{"ref": "cc/madhya/9/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/18/", "verse_text": "raghunātha dekhi' kaila praṇati stavana\ntāhāṅ eka vipra prabhura kaila nimantraṇa", "devanagari": "> রঘুনাথ দেখি’ কৈল প্রণতি স্তবন ৷\n> তাহাঁ এক বিপ্র প্রভুর কৈল নিমন্ত্রণ ৷৷ ১৮ ৷৷ ॥১৮॥", "synonyms": "*raghu-nātha dekhi'*—após ver o Senhor Rāmacandra, o descendente de Mahārāja Raghu; *kaila*—ofereceu; *praṇati*—reverências; *stavana*—orações; *tāhāṅ*—ali; *eka*—um; *vipra*—brāhmaṇa; *prabhura*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Após ver a Deidade do Senhor Rāmacandra, o descendente do rei Raghu, o Senhor ofereceu Suas orações e reverências. Então, um brāhmaṇa convidou o Senhor para o almoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/19/", "verse_text": "sei vipra rāma-nāma nirantara laya\n'rāma' 'rāma' vinā anya vāṇī nā kahaya", "devanagari": "> সেই বিপ্র রামনাম নিরন্তর লয় ৷\n> ‘রাম’ ‘রাম’ বিনা অন্য বাণী না কহয় ৷৷ ১৯ ৷৷ ॥১৯॥", "synonyms": "*sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *rāma-nāma*—o santo nome do Senhor Rāmacandra; *nirantara*—constantemente; *laya*—canta; *rāma rāma*—os santos nomes Rāma Rāma; *vinā*—sem; *anya*—outra; *vāṇī*—vibração; *nā*—não; *kahaya*—fala.", "translation": "**Aquele brāhmaṇa cantava constantemente o santo nome de Rāmacandra. De fato, salvo cantar o santo nome do Senhor Rāmacandra, aquele brāhmaṇa não pronunciava palavra alguma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/20/", "verse_text": "sei dina tāṅra ghare rahi' bhikṣā kari'\ntāṅre kṛpā kari' āge calilā gaurahari", "devanagari": "> সেই দিন তাঁর ঘরে রহি’ ভিক্ষা করি’ ৷\n> তাঁরে কৃপা করি’ আগে চলিলা গৌরহরি ৷৷ ২০ ৷৷ ॥২০॥", "synonyms": "*sei dina*—naquele dia; *tāṅra ghare*—na casa daquele brāhmaṇa; *rahi'*—permanecendo; *bhikṣā kari'*—aceitando prasāda; *tāṅre*—a ele; *kṛpā kari'*—demonstrando misericórdia; *āge*—adiante; *calilā*—partiu; *gaura-hari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Naquele dia, o Senhor Caitanya permaneceu ali e aceitou prasāda na casa dele. Após conceder-lhe misericórdia dessa maneira, o Senhor seguiu adiante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/21/", "verse_text": "skanda-kṣetra-tīrthe kaila skanda daraśana\ntrimaṭha āilā, tāhāṅ dekhi' trivikrama", "devanagari": "> স্কন্দক্ষেত্র-তীর্থে কৈল স্কন্দ দরশন ৷\n> ত্রিমঠ আইলা, তাঁহা দেখি’ ত্রিবিক্রম ৷৷ ২১ ৷৷ ॥২১॥", "synonyms": "*skanda-kṣetra-tīrthe*—no lugar sagrado conhecido como Skanda-kṣetra; *kaila*—fez; *skanda daraśana*—visitando o Senhor Skanda (Kārttikeya, filho do Senhor Śiva); *trimaṭha*—em Trimaṭha; *āilā*—chegou; *tāhāṅ*—ali; *dekhi'*—vendo; *trivikrama*—uma forma do Senhor Viṣṇu, Trivikrama.", "translation": "**No lugar sagrado conhecido como Skanda-kṣetra, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo de Skanda. Dali, foi a Trimaṭha, onde viu a Deidade de Viṣṇu Trivikrama.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/22/", "verse_text": "punaḥ siddhavaṭa āilā sei vipra-ghare\nsei vipra kṛṣṇa-nāma laya nirantare", "devanagari": "> পুনঃ সিদ্ধবট আইলা সেই বিপ্র-ঘরে ৷\n> সেই বিপ্র কৃষ্ণনাম লয় নিরন্তরে ৷৷ ২২ ৷৷ ॥২২॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *siddha-vaṭa*—ao lugar conhecido como Siddhavaṭa; *āilā*—retornou; *sei*—aquela; *vipra-ghare*—na casa do brāhmaṇa; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *laya*—canta; *nirantare*—constantemente.", "translation": "**Após visitar o templo de Trivikrama, o Senhor retornou a Siddhavaṭa, onde visitou novamente a casa do brāhmaṇa, que agora cantava constantemente o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/23/", "verse_text": "bhikṣā kari' mahāprabhu tāṅre praśna kaila\n\"kaha vipra, ei tomāra kon daśā haila", "devanagari": "> ভিক্ষা করি’ মহাপ্রভু তাঁরে প্রশ্ন কৈল ৷ “কহ বিপ্র, এই তোমার কোন্ দশা হৈল ৷৷ ২৩ ৷৷ পূর্বে তুমি নিরন্তর লৈতে রামনাম ৷ এবে কেনে নিরন্তর লও কৃষ্ণনাম ৷৷” ২৪ ৷৷ ॥২৩॥", "synonyms": "*bhikṣā kari'*—após aceitar o almoço; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *praśna kaila*—fez uma pergunta; *kaha vipra*—meu querido amigo brāhmaṇa, dize, por favor; *ei*—esta; *tomāra*—tua; *kon*—que; *daśā*—situação; *haila*—tornou-se.", "translation": "**Após terminar Seu almoço ali, Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou ao brāhmaṇa: \"Meu querido amigo, dize-Me, por favor, qual é a tua posição agora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/24/", "verse_text": "pūrve tumi nirantara laite rāma-nāma\nebe kene nirantara lao kṛṣṇa-nāma\"", "devanagari": "", "synonyms": "*pūrve*—antigamente; *tumi*—tu; *nirantara*—constantemente; *laite*—costumavas cantar; *rāma-nāma*—o santo nome do Senhor Rāmacandra; *ebe*—agora; *kene*—por que; *nirantara*—constantemente; *lao*—cantas; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Antigamente, tu cantavas constantemente o santo nome do Senhor Rāma. Por que cantas agora constantemente o santo nome de Kṛṣṇa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/25/", "verse_text": "vipra bale,--ei tomāra darśana-prabhāve\ntomā dekhi' gela mora ājanma svabhāve", "devanagari": "> বিপ্র বলে, — এই তোমার দর্শন-প্রভাবে ৷ তোমা দেখি’ গেল মোর আজন্ম স্বভাবে ৷৷ ২৫ ৷৷ বাল্যাবধি রামনাম-গ্রহণ আমার ৷ তোমা দেখি’ কৃষ্ণনাম আইল একবার ৷৷ ২৬ ৷৷ সেই হৈতে কৃষ্ণনাম জিহ্বাতে বসিলা ৷ কৃষ্ণনাম স্ফুরে, রামনাম দূরে গেলা ৷৷ ২৭ ৷৷ ॥২৫॥", "synonyms": "*vipra bale*—o brāhmaṇa respondeu; *ei*—isto; *tomāra darśana-prabhāve*—pela influência de Tua visita; *tomā dekhi'*—após ver-Te; *gela*—foi-se; *mora*—meu; *ā-janma*—desde a infância; *svabhāve*—hábito.", "translation": "**O brāhmaṇa respondeu: \"Tudo isto se deve à Tua influência, senhor. Após ver-Te, perdi a prática de toda a minha vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/26/", "verse_text": "bālyāvadhi rāma-nāma-grahaṇa āmāra\ntomā dekhi' kṛṣṇa-nāma āila eka-bāra", "devanagari": "", "synonyms": "*bālya-avadhi*—desde os dias de minha infância; *rāma-nāma-grahaṇa*—cantar o santo nome do Senhor Rāmacandra; *āmāra*—meu; *tomā dekhi'*—depois de Te ver; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *āila*—veio; *eka-bāra*—apenas uma vez.", "translation": "**\"Desde a minha infância, venho cantando o santo nome do Senhor Rāmacandra, mas, ao ver-Te, cantei o santo nome do Senhor Kṛṣṇa uma só vez.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/27/", "verse_text": "sei haite kṛṣṇa-nāma jihvāte vasilā\nkṛṣṇa-nāma sphure, rāma-nāma dūre gelā", "devanagari": "", "synonyms": "*sei haite*—desde então; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *jihvāte*—na língua; *vasilā*—fixou-se firmemente; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *sphure*—surge automaticamente; *rāma-nāma*—o santo nome do Senhor Rāmacandra; *dūre*—para longe; *gelā*—foi-se.", "translation": "**\"Desde então, o santo nome de Kṛṣṇa está firmemente fixo em minha língua. De fato, desde que venho cantando o santo nome de Kṛṣṇa, o santo nome do Senhor Rāmacandra foi para bem longe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/28/", "verse_text": "bālya-kāla haite mora svabhāva eka haya\nnāmera mahimā-śāstra kariye sañcaya", "devanagari": "> বাল্যকাল হৈতে মোর স্বভাব এক হয় ৷\n> নামের মহিমা-শাস্ত্র করিয়ে সঞ্চয় ৷৷ ২৮ ৷৷ ॥২৮॥", "synonyms": "*bālya-kāla haite*—desde minha infância; *mora*—meu; *svabhāva*—hábito; *eka*—um; *haya*—há; *nāmera*—do santo nome; *mahimā*—acerca das glórias; *śāstra*—as escrituras reveladas; *kariye sañcaya*—coleciono.", "translation": "**\"Desde a minha infância tenho praticado este cantar e tenho colecionado as glórias do santo nome a partir das escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/29/", "verse_text": "ramante yogino 'nante\nsatyānande cid-ātmani\niti rāma-padenāsau\nparaṁ brahmābhidhīyate", "devanagari": "> রমন্তে যোগিনোঽনন্তে সত্যানন্দে চিদাত্মনি ৷\n> ইতি রামপদেনাসৌ পরং ব্রহ্মাভিধীয়তে ৷৷ ২৯ ৷৷ ॥২৯॥", "synonyms": "*ramante*—deleitam-se; *yoginaḥ*—os transcendentalistas; *anante*—no ilimitado; *satya-ānande*—prazer verdadeiro; *cit-ātmani*—na existência espiritual; *iti*—assim; *rāma*—Rāma; *padena*—pela palavra; *asau*—Ele; *param*—suprema; *brahma*—verdade; *abhidhīyate*—é chamado.", "translation": "**\" 'A Suprema Verdade Absoluta é chamada de Rāma porque os transcendentalistas se deleitam no ilimitado prazer verdadeiro da existência espiritual.'**", "purport": "Este é o oitavo verso do Śata-nāma-stotra do Senhor Rāmacandra, encontrado no *Padma Purāṇa*."}
{"ref": "cc/madhya/9/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/30/", "verse_text": "kṛṣir bhū-vācakaḥ śabdo\nṇaś ca nirvṛti-vācakaḥ\ntayor aikyaṁ paraṁ brahma\nkṛṣṇa ity abhidhīyate", "devanagari": "> কৃষির্ভূবাচকঃ শব্দো ণশ্চ নির্বৃতিবাচকঃ ৷\n> তয়োরৈক্যং পরং ব্রহ্ম কৃষ্ণ ইত্যভিধীয়তে ৷৷ ৩০ ৷৷ ॥৩০॥", "synonyms": "*kṛṣiḥ*—a raiz verbal kṛṣ; *bhū*—existência atrativa; *vācakaḥ*—significando; *śabdaḥ*—palavra; *ṇaḥ*—a sílaba ṇa; *ca*—e; *nirvṛti*—prazer espiritual; *vācakaḥ*—indicando; *tayoḥ*—de ambos; *aikyam*—amálgama; *param*—suprema; *brahma*—Verdade Absoluta; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *iti*—assim; *abhidhīyate*—é chamado.", "translation": "**\" 'A palavra \"kṛṣ\" é o aspecto atrativo da existência do Senhor, e \"ṇa\" significa prazer espiritual. Quando o verbo \"kṛṣ\" é acrescido ao afixo \"ṇa\", torna-se \"Kṛṣṇa\", que indica a Verdade Absoluta.'**", "purport": "Este é um verso do *Mahābhārata* (Udyoga-parva 71.4)."}
{"ref": "cc/madhya/9/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/31/", "verse_text": "paraṁ brahma dui-nāma samāna ha-ila\npunaḥ āra śāstre kichu viśeṣa pāila", "devanagari": "> পরংব্রহ্ম দুই নাম সমান হইল ৷\n> পুনঃ আর শাস্ত্রে কিছু বিশেষ পাইল ৷৷ ৩১ ৷৷ ॥৩১॥", "synonyms": "*param brahma*—a Verdade Absoluta; *dui-nāma*—dois nomes (Rāma e Kṛṣṇa); *samāna*—em nível de igualdade; *ha-ila*—eram; *punaḥ*—novamente; *āra*—ademais; *śāstre*—nas escrituras reveladas; *kichu*—alguma; *viśeṣa*—especificação; *pāila*—encontra-se.", "translation": "**\"No que se refere aos santos nomes de Rāma e Kṛṣṇa, estão em pé de igualdade; mas, para o avanço ulterior, recebemos algumas informações específicas das escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/32/", "verse_text": "rāma rāmeti rāmeti\nrame rāme manorame\nsahasra-nāmabhis tulyaṁ\nrāma-nāma varānane", "devanagari": "> রাম রামেতি রামেতি রমে রামে মনোরমে ৷\n> সহস্রনামভিস্তুল্যং রামনাম বরাননে ৷৷ ৩২ ৷৷ ॥৩২॥", "synonyms": "*rāma*—Rāma; *rāma*—Rāma; *iti*—assim; *rāma*—Rāma; *iti*—assim; *rame*—Eu desfruto; *rāme*—no santo nome de Rāma; *manaḥ-rame*—belíssimo; *sahasra-nāmabhiḥ*—com os mil nomes; *tulyam*—igual; *rāma-nāma*—o santo nome de Rāma; *vara-ānane*—ó mulher de belo rosto.", "translation": "**\" 'O Senhor Śiva dirigiu-se a sua esposa Durgā como Varānanā e explicou: \"Eu canto o santo nome de Rāma, Rāma, Rāma e, assim, desfruto deste belo som. Este santo nome de Rāmacandra é igual a mil santos nomes do Senhor Viṣṇu.\"'**", "purport": "Este é um verso do Bṛhad-viṣṇu-sahasranāma-stotra, no Uttara-khaṇḍa do *Padma Purāṇa* (72.335)."}
{"ref": "cc/madhya/9/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/33/", "verse_text": "sahasra-nāmnāṁ puṇyānāṁ\ntrir-āvṛttyā tu yat phalam\nekāvṛttyā tu kṛṣṇasya\nnāmaikaṁ tat prayacchati", "devanagari": "> সহস্রনাম্নাং পুণ্যানাং ত্রিরাবৃত্ত্যা তু যৎ ফলম্ ৷\n> একাবৃত্ত্যা তু কৃষ্ণস্য নামৈকং তৎ প্রযচ্ছতি ৷৷ ৩৩ ৷৷ ॥৩৩॥", "synonyms": "*sahasra-nāmnām*—de mil nomes; *puṇyānām*—santos; *triḥ-āvṛttyā*—por cantar três vezes; *tu*—mas; *yat*—o qual; *phalam*—resultado; *eka-āvṛttyā*—por uma repetição; *tu*—mas; *kṛṣṇasya*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāma*—santo nome; *ekam*—apenas um; *tat*—aquele resultado; *prayacchati*—concede.", "translation": "**“ 'Os resultados piedosos obtidos por se cantar três vezes os mil santos nomes de Viṣṇu podem ser alcançados com apenas uma repetição do santo nome de Kṛṣṇa.'**", "purport": "Este verso do *Brahmāṇḍa Purāṇa* encontra-se no *Laghu-bhāgavatāmṛta* (1.5.354), de Rūpa Gosvāmī. Pelo simples fato de cantar uma vez o nome de Kṛṣṇa, podem-se obter os mesmos resultados que se alcançam ao cantar três vezes o santo nome de Rāma."}
{"ref": "cc/madhya/9/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/34/", "verse_text": "ei vākye kṛṣṇa-nāmera mahimā apāra\ntathāpi la-ite nāri, śuna hetu tāra", "devanagari": "> এই বাক্যে কৃষ্ণ নামের মহিমা অপার ৷ তথাপি লইতে নারি, শুন হেতু তার ৷৷ ৩৪ ৷৷ ইষ্টদেব রাম, তাঁর নামে সুখ পাই ৷ সুখ পাঞা রামনাম রাত্রিদিন গাই ৷৷ ৩৫ ৷৷ ॥৩৪॥", "synonyms": "*ei vākye*—nesta afirmação; *kṛṣṇa-nāmera*—do santo nome de Kṛṣṇa; *mahimā*—glórias; *apāra*—ilimitadas; *tathāpi*—ainda assim; *la-ite*—cantar; *nāri*—sou incapaz; *śuna*—simplesmente ouve; *hetu*—a razão; *tāra*—disso.", "translation": "**\"Segundo esta afirmação dos śāstras, as glórias do santo nome de Kṛṣṇa são ilimitadas. Ainda assim, eu não conseguia cantar Seu santo nome. Por favor, ouve a razão disso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/35/", "verse_text": "iṣṭa-deva rāma, tāṅra nāme sukha pāi\nsukha pāñā rāma-nāma rātri-dina gāi", "devanagari": "", "synonyms": "*iṣṭa-deva*—meu Senhor adorável; *rāma*—o Senhor Śrī Rāmacandra; *tāṅra nāme*—em Seu santo nome; *sukha pāi*—obtenho felicidade; *sukha pāñā*—obtendo tal felicidade transcendental; *rāma-nāma*—o santo nome do Senhor Rāma; *rātri-dina*—dia e noite; *gāi*—eu canto.", "translation": "**\"Meu Senhor adorável tem sido o Senhor Rāmacandra, e, ao cantar Seu santo nome, eu recebia felicidade. Por receber tal felicidade, eu cantava o santo nome do Senhor Rāma dia e noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/36/", "verse_text": "tomāra darśane yabe kṛṣṇa-nāma āila\ntāhāra mahimā tabe hṛdaye lāgila", "devanagari": "> তোমার দর্শনে যবে কৃষ্ণনাম আইল ৷\n> তাহার মহিমা তবে হৃদয়ে লাগিল ৷৷ ৩৬ ৷৷ ॥৩৬॥", "synonyms": "*tomāra darśane*—ao encontrar-Te; *yabe*—quando; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *āila*—apareceu; *tāhāra*—Suas; *mahimā*—glórias; *tabe*—naquele momento; *hṛdaye*—no coração; *lāgila*—fixaram-se.", "translation": "**\"Por Tua aparição, o santo nome do Senhor Kṛṣṇa também apareceu e, naquele momento, as glórias do nome de Kṛṣṇa despertaram em meu coração.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/37/", "verse_text": "sei kṛṣṇa tumi sākṣāt--ihā nirdhārila\neta kahi' vipra prabhura caraṇe paḍila", "devanagari": "> সেই কৃষ্ণ তুমি সাক্ষাৎ — ইহা নির্ধারিল ৷\n> এত কহি’ বিপ্র প্রভুর চরণে পড়িল ৷৷ ৩৭ ৷৷ ॥৩৭॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *kṛṣṇa*—a Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *tumi*—Tu; *sākṣāt*—diretamente; *ihā*—isto; *nirdhārila*—determinou; *eta kahi'*—dizendo isto; *vipra*—o brāhmaṇa; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—aos pés de lótus; *paḍila*—prostrou-se.", "translation": "**O brāhmaṇa concluiu: \"Senhor, Você é o próprio Senhor Kṛṣṇa. Esta é a minha conclusão.\" Dizendo isso, o brāhmaṇa prostrou-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/38/", "verse_text": "tāṅre kṛpā kari' prabhu calilā āra dine\nvṛddhakāśī āsi' kaila śiva-daraśane", "devanagari": "> তাঁরে কৃপা করি’ প্রভু চলিলা আর দিনে ৷\n> বৃদ্ধকাশী আসি’ কৈল শিব-দরশনে ৷৷ ৩৮ ৷৷ ॥৩৮॥", "synonyms": "*tāṅre*—a ele; *kṛpā kari'*—mostrando misericórdia; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—viajou; *āra dine*—no dia seguinte; *vṛddhakāśī*—a Vṛddhakāśī; *āsi'*—chegando; *kaila*—fez; *śiva-daraśane*—visitando o templo do Senhor Śiva.", "translation": "**Após mostrar misericórdia ao brāhmaṇa, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu no dia seguinte e chegou a Vṛddhakāśī, onde visitou o templo do Senhor Śiva.**", "purport": "O nome atual de Vṛddhakāśī é Vṛddhācalam. Localiza-se no distrito sul de Arcot, à margem do rio Maṇimukha. Este lugar também é conhecido como Kālahastipura. O templo do Senhor Śiva ali foi adorado por muitos anos por Govinda, o primo de Rāmānujācārya."}
{"ref": "cc/madhya/9/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/39/", "verse_text": "tāhāṅ haite cali' āge gelā eka grāme\nbrāhmaṇa-samāja tāhāṅ, karila viśrāme", "devanagari": "> তাহাঁ হৈতে চলি’ আগে গেলা এক গ্রামে ৷\n> ব্রাহ্মণ-সমাজ তাহাঁ, করিল বিশ্রামে ৷৷ ৩৯ ৷৷ ॥৩৯॥", "synonyms": "*tāhāṅ haite*—de lá; *cali'*—partindo; *āge*—adiante; *gelā*—foi; *eka*—uma; *grāme*—a uma aldeia; *brāhmaṇa-samāja*—assembleia de brāhmaṇas; *tāhāṅ*—ali; *karila viśrāme*—Ele descansou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu deixou então Vṛddhakāśī e prosseguiu adiante. Em uma vila, Ele viu que a maioria dos residentes era de brāhmaṇas, e ali descansou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/40/", "verse_text": "prabhura prabhāve loka āila daraśane\nlakṣārbuda loka āise nā yāya gaṇane", "devanagari": "> প্রভুর প্রভাবে লোক আইল দরশনে ৷\n> লক্ষার্বুদ লোক আইসে না যায় গণনে ৷৷ ৪০ ৷৷ ॥৪০॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhāve*—pela influência; *loka*—as pessoas; *āila*—vieram; *daraśane*—para vê-Lo; *lakṣa-arbuda*—muitos milhões; *loka*—pessoas; *āise*—vieram; *nā*—não; *yāya gaṇane*—podiam ser contadas.", "translation": "**Devido à influência do Senhor Caitanya Mahāprabhu, muitos milhões de homens vinham apenas para vê-Lo. De fato, sendo ilimitada a assembleia, seus membros não podiam ser contados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/41/", "verse_text": "gosāñira saundarya dekhi' tāte premāveśa\nsabe 'kṛṣṇa' kahe, 'vaiṣṇava' haila sarva-deśa", "devanagari": "> গোসাঞির সৌন্দর্য দেখি’ তাতে প্রেমাবেশ ৷\n> সবে ‘কৃষ্ণ’ কহে, ‘বৈষ্ণব’ হৈল সর্বদেশ ৷৷ ৪১ ৷৷ ॥৪১॥", "synonyms": "*gosāñira*—do Senhor; *saundarya*—a beleza; *dekhi'*—vendo; *tāte*—nisso; *prema-āveśa*—amor extático; *sabe*—todos; *kṛṣṇa kahe*—pronunciavam o santo nome de Kṛṣṇa; *vaiṣṇava*—devotos vaiṣṇavas; *haila*—tornaram-se; *sarva-deśa*—todos.", "translation": "**Os traços corporais do Senhor eram belíssimos e, além disso, Ele estava sempre no êxtase do amor a Deus. Pelo simples ato de vê-Lo, todos começavam a cantar o santo nome de Kṛṣṇa e, dessa forma, todos se tornavam devotos vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/42/", "verse_text": "tārkika-mīmāṁsaka, yata māyāvādi-gaṇa\nsāṅkhya, pātañjala, smṛti, purāṇa, āgama", "devanagari": "> তার্কিক-মীমাংসক, যত মায়াবাদিগণ ৷ সাংখ্য, পাতঞ্জল, স্মৃতি, পুরাণ, আগম ৷৷ ৪২ ৷৷ নিজ-নিজ-শাস্ত্রোদ্গ্রাহে সবাই প্রচণ্ড ৷ সর্ব মত দুষি’ প্রভু করে খণ্ড খণ্ড ৷৷ ৪৩ ৷৷ ॥৪২॥", "synonyms": "*tārkika*—lógicos; *mīmāṁsaka*—seguidores da filosofia Mīmāṁsā; *yata*—todos; *māyāvādi-gaṇa*—seguidores de Śaṅkarācārya; *sāṅkhya*—seguidores de Kapila; *pātañjala*—seguidores do yoga místico; *smṛti*—literatura Védica suplementar; *purāṇa*—os Purāṇas; *āgama*—os tantra-śāstras.", "translation": "**Há muitos tipos de filósofos. Alguns são lógicos que seguem Gautama ou Kaṇāda. Alguns seguem a filosofia Mīmāṁsā de Jaimini. Alguns seguem a filosofia Māyāvāda de Śaṅkarācārya, e outros seguem a filosofia Sāṅkhya de Kapila ou o sistema de yoga místico de Patañjali. Alguns seguem o smṛti-śāstra composto de vinte escrituras religiosas, e outros seguem os *Purāṇas* e o tantra-śāstra. Dessa maneira, há muitos tipos diferentes de filósofos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/43/", "verse_text": "nija-nija-śāstrodgrāhe sabāi pracaṇḍa\nsarva mata duṣi' prabhu kare khaṇḍa khaṇḍa", "devanagari": "", "synonyms": "*nija-nija*—suas próprias; *śāstra*—da escritura; *udgrāhe*—em estabelecer a conclusão; *sabāi*—todos eles; *pracaṇḍa*—muito poderosos; *sarva*—todas; *mata*—opiniões; *duṣi'*—condenando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—fazia; *khaṇḍa khaṇḍa*—em pedaços.", "translation": "**Todos esses adeptos de várias escrituras estavam prontos para apresentar as conclusões de suas respectivas escrituras, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu despedaçava todas as suas opiniões e estabelecia Seu próprio culto de bhakti baseado nos *Vedas*, no Vedānta, no *Brahma-sūtra* e na filosofia do acintya-bhedābheda-tattva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/44/", "verse_text": "sarvatra sthāpaya prabhu vaiṣṇava-siddhānte\nprabhura siddhānta keha nā pāre khaṇḍite", "devanagari": "> সর্বত্র স্থাপয় প্রভু বৈষ্ণবসিদ্ধান্তে ৷\n> প্রভুর সিদ্ধান্ত কেহ না পারে খণ্ডিতে ৷৷ ৪৪ ৷৷ ॥৪৪॥", "synonyms": "*sarvatra*—em toda parte; *sthāpaya*—estabelece; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaiṣṇava-siddhānte*—a conclusão dos vaiṣṇavas; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *siddhānta*—conclusão; *keha*—ninguém; *nā pāre*—é capaz; *khaṇḍite*—de refutar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu estabeleceu o culto devocional em toda parte. Ninguém conseguia derrotá-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/45/", "verse_text": "hāri' hāri' prabhu-mate karena praveśa\nei-mate 'vaiṣṇava' prabhu kaila dakṣiṇa deśa", "devanagari": "> হারি’ হারি’ প্রভুমতে করেন প্রবেশ ৷\n> এইমতে ‘বৈষ্ণব’ প্রভু কৈল দক্ষিণ দেশ ৷৷ ৪৫ ৷৷ ॥৪৫॥", "synonyms": "*hāri' hāri'*—sendo derrotados; *prabhu-mate*—no culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena praveśa*—ingressavam; *ei-mate*—dessa maneira; *vaiṣṇava*—devotos vaiṣṇavas; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—tornou; *dakṣiṇa*—a Índia do Sul; *deśa*—país.", "translation": "**Assim derrotados pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos esses filósofos e seus seguidores ingressavam em Seu culto. Dessa maneira, o Senhor Caitanya transformou a Índia do Sul num país de vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/46/", "verse_text": "pāṣaṇḍī āila yata pāṇḍitya śuniyā\ngarva kari' āila saṅge śiṣya-gaṇa lañā", "devanagari": "> পাষণ্ডী আইল যত পাণ্ডিত্য শুনিয়া ৷\n> গর্ব করি’ আইল সঙ্গে শিষ্যগণ লঞা ৷৷ ৪৬ ৷৷ ॥৪৬॥", "synonyms": "*pāṣaṇḍī*—descrentes; *āila*—vieram ali; *yata*—todos; *pāṇḍitya*—erudição; *śuniyā*—ouvindo; *garva kari'*—com grande orgulho; *āila*—vieram ali; *saṅge*—consigo; *śiṣya-gaṇa*—discípulos; *lañā*—trazendo.", "translation": "**Quando os descrentes ouviram falar da erudição de Śrī Caitanya Mahāprabhu, vieram a Ele com grande orgulho, trazendo consigo seus discípulos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/47/", "verse_text": "bauddhācārya mahā-paṇḍita nija nava-mate\nprabhura āge udgrāha kari' lāgilā balite", "devanagari": "> বৌদ্ধাচার্য মহাপণ্ডিত নিজ নবমতে ৷\n> প্রভুর আগে উদ্গ্রাহ করি’ লাগিলা বলিতে ৷৷ ৪৭ ৷৷ ॥৪৭॥", "synonyms": "*bauddha-ācārya*—o líder na filosofia budista; *mahā-paṇḍita*—erudito muito instruído; *nija*—próprias; *nava*—nove; *mate*—conclusões filosóficas; *prabhura āge*—diante do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *udgrāha*—argumentação; *kari'*—fazendo; *lāgilā*—começou; *balite*—a falar.", "translation": "**Um deles era um líder do culto budista e um erudito muito instruído. Para estabelecer as nove conclusões filosóficas do budismo, ele se apresentou diante do Senhor e começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/48/", "verse_text": "yadyapi asambhāṣya bauddha ayukta dekhite\ntathāpi balilā prabhu garva khaṇḍāite", "devanagari": "> যদ্যপি অসম্ভাষ্য বৌদ্ধ অযুক্ত দেখিতে ৷\n> তথাপি বলিলা প্রভু গর্ব খণ্ডাইতে ৷৷ ৪৮ ৷৷ ॥৪৮॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *asambhāṣya*—impróprios para discussão; *bauddha*—os seguidores da filosofia de Buddha; *ayukta*—impróprios; *dekhite*—para ver; *tathāpi*—ainda assim; *balilā*—falou; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *garva*—orgulho; *khaṇḍāite*—diminuir.", "translation": "**Embora os budistas sejam impróprios para discussão e não devam ser vistos pelos vaiṣṇavas, Caitanya Mahāprabhu falou com eles apenas para diminuir-lhes o falso orgulho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/49/", "verse_text": "tarka-pradhāna bauddha-śāstra 'nava mate'\ntarkei khaṇḍila prabhu, nā pāre sthāpite", "devanagari": "> তর্কং-প্রধান বৌদ্ধশাস্ত্র ‘নব মতে’ ৷\n> তর্কেই খণ্ডিল প্রভু, না পারে স্থাপিতে ৷৷ ৪৯ ৷৷ ॥৪৯॥", "synonyms": "*tarka-pradhāna*—argumentativos; *bauddha-śāstra*—as escrituras do culto budista; *nava mate*—em nove princípios básicos; *tarkei*—pelo argumento; *khaṇḍila*—refutou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā*—não; *pāre*—podiam; *sthāpite*—estabelecer.", "translation": "**As escrituras do culto budista baseiam-se principalmente em argumentos e lógica, e contêm nove princípios fundamentais. Como Śrī Caitanya Mahāprabhu os derrotou em seus argumentos, eles não puderam estabelecer seu culto.**\n\nŚrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirma que, segundo o culto budista, há duas maneiras de se compreender a filosofia. Uma se chama Hīnāyāna, e a outra se chama Mahāyāna*ā.* Ao longo do caminho budista, há nove princípios: (1) A criação é eterna; portanto, não há necessidade de se aceitar um criador. (2) Esta manifestação cósmica é falsa. (3) \"Eu sou\" é a verdade. (4) Há repetição de nascimento e morte. (5) O Senhor Buddha é a única fonte de compreensão da verdade. (6) O princípio do *nirvāṇa,* ou aniquilação, é a meta última. (7) A filosofia de Buddha é o único caminho filosófico. (8) Os *Vedas* são compilados por seres humanos. (9) Aconselham-se atividades piedosas, misericórdia para com os outros e assim por diante.\n\nNinguém pode alcançar a Verdade Absoluta por meio de argumentos. Alguém pode ser muito hábil em lógica, e outra pessoa pode ser ainda mais hábil na arte de argumentar. Como há tanto malabarismo de palavras na lógica, jamais se pode chegar à verdadeira conclusão sobre a Verdade Absoluta mediante argumentos. Os seguidores dos princípios védicos compreendem isso. No entanto, vê-se aqui que Śrī Caitanya Mahāprabhu derrotou a filosofia budista com argumentos. Aqueles que são pregadores na ISKCON certamente encontrarão muitas pessoas que acreditam em argumentos intelectuais. A maioria dessas pessoas não acredita na autoridade dos *Vedas.* Não obstante, elas aceitam a especulação intelectual e os argumentos. Por isso, os pregadores da consciência de Kṛṣṇa devem estar preparados para derrotar os outros com argumentos, tal como o fez Śrī Caitanya Mahāprabhu. Neste verso, afirma-se claramente: *tarkei khaṇḍila prabhu.* O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou argumentos tão fortes que eles não puderam rebatê-Lo para estabelecer seu culto.\n\nO primeiro princípio deles é que a criação existe desde sempre. Mas, se for esse o caso, não pode haver teoria da aniquilação. Os budistas sustentam que a aniquilação, ou dissolução, é a verdade máxima. Se a criação existe eternamente, não há possibilidade de dissolução ou aniquilação. Esse argumento não é muito forte, porque, pela experiência prática, vemos que as coisas materiais têm começo, meio e fim. O objetivo último da filosofia budista é dissolver o corpo. Propõe-se isso porque o corpo tem um começo. De modo semelhante, toda a manifestação cósmica também é um corpo gigantesco, mas, se aceitarmos o fato de que ela existe desde sempre, não pode haver possibilidade de aniquilação. Logo, a tentativa de aniquilar tudo a fim de se atingir o zero é um absurdo. Por nossa própria experiência prática, temos de aceitar o começo da criação, e, quando aceitamos o começo, devemos aceitar um criador. Tal criador deve possuir um corpo onipenetrante, como se indica no *Bhagavad-gītā* [[bg/13/14|(Bg. 13.14)]]:\n\n\"Em toda parte estão Suas mãos e pernas, Seus olhos, cabeças e rostos, e Ele tem ouvidos em toda parte. É dessa maneira que a Superalma existe, penetrando tudo.\"\n\nA Pessoa Suprema deve estar presente em toda parte. Seu corpo existia antes da criação; caso contrário, Ele não poderia ser o criador. Se a Pessoa Suprema fosse um ser criado, não poderia haver possibilidade de um criador. A conclusão é que a manifestação cósmica certamente é criada em um determinado momento, e o criador existia antes da criação; portanto, o criador não é um ser criado. O criador é o Paraṁ Brahman, ou o Espírito Supremo. A matéria não apenas é subordinada ao espírito, mas, na verdade, é criada com base no espírito. Quando a alma espiritual entra no ventre de uma mãe, o corpo é criado pelos ingredientes materiais fornecidos pela mãe. Tudo é criado no mundo material e, em consequência, deve haver um criador, que é o Espírito Supremo e que é distinto da matéria. Confirma-se no *Bhagavad-gītā* que a energia material é inferior e que a energia espiritual é a entidade viva. Ambas as energias, a inferior e a superior, pertencem a uma pessoa suprema.\n\nOs budistas argumentam que o mundo é falso, mas isso não é válido. O mundo é temporário, mas não é falso. Enquanto tivermos o corpo, teremos de sofrer os prazeres e as dores do corpo, muito embora não sejamos o corpo. Podemos não levar muito a sério esses prazeres e dores, mas, ainda assim, eles são reais. Não podemos realmente dizer que sejam falsos. Se as dores e os prazeres corporais fossem falsos, a criação também seria falsa e, em consequência, ninguém se interessaria muito por ela. A conclusão é que a criação material não é falsa nem imaginária, mas é temporária.\n\nOs budistas sustentam que o princípio \"eu sou\" é a Verdade Última, mas isso exclui a individualidade de \"eu\" e \"você\". Se não há \"eu\" e \"você\", ou individualidade, não há possibilidade de argumento. A filosofia budista depende de argumentos, mas não pode haver argumento se a pessoa simplesmente depende do \"eu sou\". Deve haver também um \"você\", ou outra pessoa. A filosofia da dualidade — a existência da alma individual e da Superalma — deve estar presente. Isso é confirmado no segundo capítulo do *Bhagavad-gītā* [[bg/2/12|(Bg. 2.12)]], onde o Senhor diz:\n\n\"Nunca houve um tempo em que Eu não existisse, nem você, nem todos esses reis; e, no futuro, nenhum de nós deixará de existir.\"\n\nExistimos no passado em corpos diferentes e, após a aniquilação deste corpo, existiremos em outro corpo. O princípio da alma é eterno, e ela existe neste corpo ou em outro corpo. Mesmo nesta vida, experimentamos a existência em um corpo de criança, em um corpo de jovem, em um corpo de homem adulto e em um corpo de velho. Após a aniquilação do corpo, adquirimos outro corpo. O culto budista também aceita a filosofia da transmigração, mas os budistas não explicam adequadamente o próximo nascimento. Há 8.400.000 espécies de vida, e nosso próximo nascimento pode ser em qualquer uma delas; portanto, este corpo humano não está garantido.\n\nSegundo o quinto princípio dos budistas, o Senhor Buddha é a única fonte para a obtenção do conhecimento. Não podemos aceitar isso, pois o Senhor Buddha rejeitou os princípios do conhecimento védico. É preciso aceitar um princípio de conhecimento padrão, porque não se pode alcançar a Verdade Absoluta pela simples especulação intelectual. Se todos são autoridade, ou se cada um aceita a própria inteligência como critério último - como está na moda atualmente —, as escrituras serão interpretadas de muitas maneiras diferentes, e cada um alegará que sua própria filosofia é suprema. Isso se tornou um problema muito grande, e cada qual interpreta as escrituras a seu próprio modo e estabelece sua própria base de autoridade. *Yata mata tata patha.* Hoje, todo e qualquer um está tentando estabelecer sua própria teoria como a verdade última. Os budistas teorizam que a aniquilação, ou *nirvāṇa,* é a meta última. A aniquilação aplica-se ao corpo, mas a alma espiritual transmigra de um corpo a outro. Se não fosse esse o caso, como poderiam vir a existir tantos e tão variados corpos? Se o próximo nascimento é um fato, a próxima forma corpórea também é um fato. Tão logo aceitemos um corpo material, devemos aceitar o fato de que esse corpo será aniquilado e de que teremos de aceitar outro corpo. Se todos os corpos materiais estão fadados à aniquilação, devemos obter um corpo não material, ou um corpo espiritual, se quisermos que o próximo nascimento não seja falso. Como se alcança o corpo espiritual é algo que o Senhor Kṛṣṇa explica no *Bhagavad-gītā* [[bg/4/9|(Bg. 4.9)]]:\n\n\"Aquele que conhece a natureza transcendental do Meu aparecimento e das Minhas atividades, ao deixar o corpo não volta a nascer neste mundo material, mas alcança Minha morada eterna, ó Arjuna.\"\n\nEsta é a perfeição máxima - abandonar o corpo material e não aceitar outro, mas voltar ao lar, voltar ao Supremo. Não é que a perfeição signifique que a existência da pessoa se torne vazia ou nula. A existência continua, mas, se quisermos positivamente aniquilar o corpo material, teremos de aceitar um corpo espiritual; do contrário, não pode haver eternidade para a alma.\n\nNão podemos aceitar a teoria de que a filosofia budista é o único caminho, pois há muitíssimos defeitos nessa filosofia. Uma filosofia perfeita é aquela que não tem defeitos, e essa é a filosofia vedānta. Ninguém pode apontar defeito algum na filosofia vedānta, e, por conseguinte, podemos concluir que o vedānta é o caminho filosófico supremo de compreensão da verdade. Segundo o culto budista, os *Vedas* são compilados por seres humanos comuns. Se fosse esse o caso, eles não seriam autorizados. A partir da literatura Védica, compreendemos que, pouco depois da criação, o Senhor Brahmā foi instruído nos *Vedas.*  Não é que os *Vedas* tenham sido criados por Brahmā, embora Brahmā seja a pessoa original do universo. Se Brahmā não criou os *Vedas,* mas é reconhecido como o primeiro ser criado, de onde veio o conhecimento védico para Brahmā? Obviamente, os *Vedas* não vieram de uma pessoa comum nascida neste mundo material. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam, tene brahma hṛdā ya ādi-kavaye:* após a criação, a Pessoa Suprema transmitiu o conhecimento védico dentro do coração de Brahmā. No começo da criação, não havia outra pessoa além de Brahmā, e, no entanto, ele não compilou os *Vedas;* portanto, a conclusão é que os *Vedas* não foram compilados por nenhum ser criado. O conhecimento védico foi dado pela Suprema Personalidade de Deus, que criou este mundo material. Śaṅkarācārya também aceita isso, embora não seja vaiṣṇava.\n\nAfirma-se que a misericórdia é uma das qualidades do budista, mas a misericórdia é algo relativo. Mostramos misericórdia a um subordinado ou a alguém que sofre mais do que nós. Contudo, se há uma pessoa superior presente, a pessoa superior não pode ser objeto de nossa misericórdia. Ao contrário, nós é que somos objetos da misericórdia da pessoa superior. Por conseguinte, mostrar compaixão e misericórdia é uma atividade relativa. Não é a Verdade Absoluta. Além disso, também devemos saber o que é a verdadeira misericórdia. Dar a um doente algo que lhe é proibido comer não é misericórdia. Pelo contrário, é crueldade. Se não soubermos o que realmente é misericórdia, poderemos criar uma situação indesejável. Se desejarmos mostrar misericórdia verdadeira, pregaremos a consciência de Kṛṣṇa, a fim de reviver a consciência perdida dos seres humanos, a consciência original da entidade viva. Como a filosofia budista não admite a existência da alma espiritual, a suposta misericórdia dos budistas é defeituosa.", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirma que, segundo o culto budista, há duas maneiras de compreender a filosofia. Uma se chama Hīnāyāna, e a outra se chama Mahāyāna. Ao longo da senda budista, há nove princípios: (1) A criação é eterna; portanto, não há necessidade de aceitar um criador. (2) Esta manifestação cósmica é falsa. (3) \"Eu sou\" é a verdade. (4) Há repetição de nascimento e morte. (5) O Senhor Buddha é a única fonte da compreensão da verdade. (6) O princípio do nirvāṇa, ou aniquilação, é a meta última. (7) A filosofia de Buddha é a única senda filosófica. (8) Os *Vedas* foram compilados por seres humanos. (9) Recomendam-se atividades piedosas, mostrar misericórdia aos outros e assim por diante.\n\nNinguém pode alcançar a Verdade Absoluta por meio do argumento. Uma pessoa pode ser muito hábil na lógica, e outra pode ser ainda mais hábil na arte do argumento. Como há tanto malabarismo verbal na lógica, jamais se pode chegar à verdadeira conclusão acerca da Verdade Absoluta por meio do argumento. Os seguidores dos princípios Védicos compreendem isso. Contudo, vê-se aqui que Śrī Caitanya Mahāprabhu derrotou a filosofia budista por meio do argumento. Aqueles que são pregadores na ISKCON certamente encontrarão muitas pessoas que acreditam em argumentos intelectuais. A maioria dessas pessoas não acredita na autoridade dos *Vedas*. Não obstante, elas aceitam a especulação intelectual e o argumento. Por isso, os pregadores da consciência de Kṛṣṇa devem estar preparados para derrotar os outros por meio do argumento, assim como fez Śrī Caitanya Mahāprabhu. Neste verso, diz-se claramente: tarkei khaṇḍila prabhu. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou um argumento tão forte que eles não puderam contestá-lO para estabelecer seu culto.\n\nO primeiro princípio deles é que a criação sempre existe. Mas, se for esse o caso, não pode haver teoria alguma de aniquilação. Os budistas sustentam que a aniquilação, ou dissolução, é a verdade suprema. Se a criação existe eternamente, não há possibilidade de dissolução ou aniquilação. Esse argumento não é muito forte, pois, pela experiência prática, vemos que as coisas materiais têm um começo, um meio e um fim. O objetivo último da filosofia budista é dissolver o corpo. Isso se propõe porque o corpo tem um começo. De modo semelhante, toda a manifestação cósmica também é um corpo gigantesco; mas, se aceitarmos o fato de que ela sempre existe, não pode haver possibilidade de aniquilação. Por conseguinte, a tentativa de aniquilar tudo a fim de alcançar o zero é um absurdo. Por nossa própria experiência prática, temos de aceitar o começo da criação, e, quando aceitamos o começo, devemos aceitar um criador. Esse criador deve possuir um corpo onipenetrante, como se aponta no *Bhagavad-gītā* (13.14):\n\nsarvataḥ pāṇi-pādaṁ tat\nsarvato-'kṣi-śiro-mukham\nsarvataḥ śruti-mal loke\nsarvam āvṛtya tiṣṭhati\n\n\"Em toda parte estão Suas mãos e pernas, Seus olhos, cabeças e faces, e Ele tem ouvidos por toda parte. Dessa maneira, a Superalma existe, penetrando tudo.\"\n\nA Pessoa Suprema deve estar presente em toda parte. Seu corpo existia antes da criação; do contrário, Ele não poderia ser o criador. Se a Pessoa Suprema fosse um ser criado, não poderia haver possibilidade de um criador. A conclusão é que a manifestação cósmica certamente é criada em determinado momento, e o criador existia antes da criação; portanto, o criador não é um ser criado. O criador é Paraṁ Brahman, ou o Espírito Supremo. A matéria não só é subordinada ao espírito, mas, na verdade, é criada com base no espírito. Quando a alma espiritual entra no ventre de uma mãe, o corpo é criado pelos ingredientes materiais fornecidos pela mãe. Tudo é criado no mundo material e, em consequência, deve haver um criador que é o Espírito Supremo e que é distinto da matéria. Confirma-se no *Bhagavad-gītā* que a energia material é inferior e que a energia espiritual é a entidade viva. Tanto a energia inferior quanto a superior pertencem a uma pessoa suprema.\n\nOs budistas argumentam que o mundo é falso, mas isso não é válido. O mundo é temporário, mas não é falso. Enquanto tivermos o corpo, teremos de sofrer os prazeres e as dores do corpo, ainda que não sejamos o corpo. Podemos não levar esses prazeres e dores muito a sério, mas eles são reais, não obstante. Não podemos realmente dizer que são falsos. Se as dores e os prazeres corpóreos fossem falsos, a criação também seria falsa e, em consequência, ninguém se interessaria muito por ela. A conclusão é que a criação material não é falsa nem imaginária, mas é temporária.\n\nOs budistas sustentam que o princípio \"eu sou\" é a Verdade Última, mas isso exclui a individualidade do \"eu\" e do \"tu\". Se não há \"eu\" e \"tu\", ou individualidade, não há possibilidade de argumento. A filosofia budista depende do argumento, mas não pode haver argumento se a pessoa simplesmente depender de \"eu sou\". Deve haver um \"tu\", ou outra pessoa também. A filosofia da dualidade — a existência da alma individual e da Superalma — deve estar presente. Isso se confirma no Segundo Capítulo do *Bhagavad-gītā* (2.12), onde o Senhor diz:\n\nna tv evāhaṁ jātu nāsaṁ\nna tvaṁ neme janādhipāḥ\nna caiva na bhaviṣyāmaḥ\nsarve vayam ataḥ param\n\n\"Nunca houve um tempo em que Eu não existisse, nem tu, nem todos estes reis; tampouco no futuro algum de nós deixará de existir.\"\n\nExistimos no passado em corpos diferentes, e, após a aniquilação deste corpo, existiremos em outro corpo. O princípio da alma é eterno, e ela existe neste corpo ou em outro corpo. Mesmo nesta vida, experimentamos a existência no corpo de uma criança, no corpo de um jovem, no corpo de um homem e num corpo idoso. Após a aniquilação do corpo, adquirimos outro corpo. O culto budista também aceita a filosofia da transmigração, mas os budistas não explicam adequadamente o próximo nascimento. Há 8.400.000 espécies de vida, e nosso próximo nascimento pode ser em qualquer uma delas; portanto, este corpo humano não está garantido.\n\nSegundo o quinto princípio do budista, o Senhor Buddha é a única fonte para a obtenção do conhecimento. Não podemos aceitar isso, pois o Senhor Buddha rejeitou os princípios do conhecimento Védico. É preciso aceitar um princípio de conhecimento padrão, pois não se pode alcançar a Verdade Absoluta simplesmente pela especulação intelectual. Se todos forem autoridade, ou se cada um aceitar a sua própria inteligência como o critério último — como está presentemente em voga —, as escrituras serão interpretadas de muitas maneiras diferentes, e cada um afirmará que a sua própria filosofia é suprema. Isso se tornou um problema muito grande, e cada um interpreta a escritura à sua própria maneira e estabelece a sua própria base de autoridade. Yata mata tata patha. Agora, qualquer um tenta estabelecer a sua própria teoria como a verdade última. Os budistas teorizam que a aniquilação, ou nirvāṇa, é a meta última. A aniquilação aplica-se ao corpo, mas a alma espiritual transmigra de um corpo a outro. Se não fosse esse o caso, como tantos corpos multifários poderiam vir à existência? Se o próximo nascimento é um fato, a próxima forma corpórea também é um fato. Assim que aceitamos um corpo material, devemos aceitar o fato de que esse corpo será aniquilado e de que teremos de aceitar outro corpo. Se todos os corpos materiais estão fadados à aniquilação, devemos obter um corpo não material, ou um corpo espiritual, se desejarmos que o próximo nascimento seja algo que não seja falso. De que maneira se alcança o corpo espiritual é explicado pelo Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (4.9):\n\njanma karma ca me divyam\nevaṁ yo vetti tattvataḥ\ntyaktvā dehaṁ punar janma\nnaiti mām eti so 'rjuna\n\n\"Aquele que conhece a natureza transcendental de Meu aparecimento e de Minhas atividades não nasce novamente neste mundo material ao deixar o corpo, mas alcança Minha morada eterna, ó Arjuna.\"\n\nEsta é a perfeição mais elevada — abandonar o corpo material e não aceitar outro, mas retornar ao lar, de volta ao Supremo. Não é que perfeição signifique que a existência da pessoa se torne vazia ou zero. A existência continua; mas, se desejamos positivamente aniquilar o corpo material, temos de aceitar um corpo espiritual; do contrário, não pode haver eternidade para a alma.\n\nNão podemos aceitar a teoria de que a filosofia budista é a única senda, pois há tantos defeitos nessa filosofia. Uma filosofia perfeita é aquela que não tem defeitos, e essa é a filosofia Vedānta. Ninguém pode apontar defeito algum na filosofia Vedānta e, portanto, podemos concluir que o Vedānta é a suprema senda filosófica para compreender a verdade. Segundo o culto budista, os *Vedas* foram compilados por seres humanos comuns. Se fosse esse o caso, eles não seriam fidedignos. Pela literatura Védica, compreendemos que, pouco depois da criação, o Senhor Brahmā foi instruído nos *Vedas*. Não é que os *Vedas* tenham sido criados por Brahmā, embora Brahmā seja a pessoa original no universo. Se Brahmā não criou os *Vedas*, mas é reconhecido como o primeiro ser criado, de onde veio o conhecimento Védico a Brahmā? Obviamente, os *Vedas* não vieram de uma pessoa comum nascida neste mundo material. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam*, tene brahma hṛdā ya ādi-kavaye: após a criação, a Pessoa Suprema transmitiu o conhecimento Védico ao coração de Brahmā. No princípio da criação, não havia outra pessoa além de Brahmā e, ainda assim, ele não compilou os *Vedas*; portanto, a conclusão é que os *Vedas* não foram compilados por nenhum ser criado. O conhecimento Védico foi dado pela Suprema Personalidade de Deus, que criou este mundo material. Isso também é aceito por Śaṅkarācārya, embora ele não seja vaiṣṇava.\n\nAfirma-se que a misericórdia é uma das qualidades de um budista, mas a misericórdia é uma coisa relativa. Mostramos nossa misericórdia a um subordinado ou a alguém que sofre mais do que nós. Contudo, se uma pessoa superior está presente, a pessoa superior não pode ser o objeto de nossa misericórdia. Em vez disso, somos objetos da misericórdia da pessoa superior. Por isso, mostrar compaixão e misericórdia é uma atividade relativa. Não é a Verdade Absoluta. Além disso, também devemos saber o que é a verdadeira misericórdia. Dar a um homem doente algo que lhe é proibido comer não é misericórdia. Em vez disso, é crueldade. A menos que saibamos o que realmente é a misericórdia, podemos criar uma situação indesejável. Se desejarmos mostrar misericórdia verdadeira, pregaremos a consciência de Kṛṣṇa a fim de reavivar a consciência perdida dos seres humanos, a consciência original da entidade viva. Visto que a filosofia budista não admite a existência da alma espiritual, a suposta misericórdia dos budistas é defeituosa."}
{"ref": "cc/madhya/9/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/50/", "verse_text": "bauddhācārya 'nava praśna' saba uṭhāila\ndṛḍha yukti-tarke prabhu khaṇḍa khaṇḍa kaila", "devanagari": "> বৌদ্ধাচার্য ‘নব প্রশ্ন’ সব উঠাইল ৷\n> দৃঢ় যুক্তি-তর্কে প্রভু খণ্ড খণ্ড কৈল ৷৷ ৫০ ৷৷ ॥৫০॥", "synonyms": "*bauddha-ācārya*—o mestre do culto budista; *nava praśna*—nove diferentes tipos de perguntas; *saba*—todas; *uṭhāila*—levantou; *dṛḍha*—forte; *yukti*—argumento; *tarke*—com lógica; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *khaṇḍa khaṇḍa kaila*—despedaçou.", "translation": "**O mestre do culto budista expôs os nove princípios, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu os despedaçou com Sua forte lógica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/51/", "verse_text": "dārśanika paṇḍita sabāi pāila parājaya\nloke hāsya kare, bauddha pāila lajjā-bhaya", "devanagari": "> দার্শনিক পণ্ডিত সবাই পাইল পরাজয় ৷\n> লোকে হাস্য করে, বৌদ্ধ পাইল লজ্জা-ভয় ৷৷ ৫১ ৷৷ ॥৫১॥", "synonyms": "*dārśanika*—especuladores filosóficos; *paṇḍita*—eruditos; *sabāi*—todos eles; *pāila parājaya*—foram derrotados; *loke*—as pessoas em geral; *hāsya kare*—riem; *bauddha*—os budistas; *pāila*—obtiveram; *lajjā*—vergonha; *bhaya*—medo.", "translation": "**Todos os especuladores mentais e eruditos foram derrotados por Śrī Caitanya Mahāprabhu, e, quando as pessoas começaram a rir, os filósofos budistas sentiram tanto vergonha quanto medo.**", "purport": "Esses filósofos eram todos ateus, pois não acreditavam na existência de Deus. Os ateus podem ser muito hábeis na especulação mental e podem ser supostos grandes filósofos, mas podem ser derrotados por um vaiṣṇava firmemente situado em sua convicção e em sua consciência de Deus. Seguindo as pegadas de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os pregadores ocupados no serviço da ISKCON devem ser muito hábeis em apresentar argumentos fortes e derrotar todos os tipos de ateus."}
{"ref": "cc/madhya/9/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/52/", "verse_text": "prabhuke vaiṣṇava jāni' bauddha ghare gela\nsakala bauddha mili' tabe kumantraṇā kaila", "devanagari": "> প্রভুকে বৈষ্ণব জানি’ বৌদ্ধ ঘরে গেল ৷\n> সকল বৌদ্ধ মিলি’ তবে কুমন্ত্রণা কৈল ৷৷ ৫২ ৷৷ ॥৫২॥", "synonyms": "*prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaiṣṇava jāni'*—sabendo ser um vaiṣṇava; *bauddha*—os budistas; *ghare gela*—retornaram para casa; *sakala bauddha*—todos os budistas; *mili'*—reunindo-se; *tabe*—depois disso; *ku-mantraṇā*—intriga; *kaila*—fizeram.", "translation": "**Os budistas puderam compreender que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu era um vaiṣṇava, e retornaram para casa muito infelizes. Mais tarde, contudo, começaram a tramar contra o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/53/", "verse_text": "apavitra anna eka thālite bhariyā\nprabhu-āge nila 'mahā-prasāda' baliyā", "devanagari": "> অপবিত্র অন্ন এক থালিতে ভরিয়া ৷\n> প্রভু-আগে নিল ‘মহাপ্রসাদ’ বলিয়া ৷৷ ৫৩ ৷৷ ॥৫৩॥", "synonyms": "*apavitra*—contaminado; *anna*—alimento; *eka*—um; *thālite*—prato; *bhariyā*—enchendo; *prabhu-āge*—diante do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nila*—trouxeram; *mahā-prasāda baliyā*—chamando-o de mahā-prasāda.", "translation": "**Tendo armado sua intriga, os budistas trouxeram um prato de alimento intocável diante do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e chamaram-no de mahā-prasāda.**", "purport": "A palavra apavitra anna refere-se ao alimento que é inaceitável para um vaiṣṇava. Em outras palavras, um vaiṣṇava não pode aceitar nenhum alimento oferecido por um avaiṣṇava em nome de mahā-prasāda. Este deve ser um princípio para todos os vaiṣṇavas. Quando lhe perguntaram: \"Qual é o comportamento de um vaiṣṇava?\", Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Um vaiṣṇava deve evitar a companhia de um avaiṣṇava [asat].\" A palavra asat refere-se a um avaiṣṇava, isto é, alguém que não é um vaiṣṇava. Asat-saṅga-tyāga,—ei vaiṣṇava-ācāra (Cc. Madhya 22.87). Um vaiṣṇava deve ser muito rigoroso a esse respeito e não deve cooperar de modo algum com um avaiṣṇava. Se um avaiṣṇava oferecer alimento em nome de mahā-prasāda, ele não deve ser aceito. Tal alimento não pode ser prasāda, pois um avaiṣṇava não pode oferecer nada ao Senhor. Às vezes, os pregadores do movimento da consciência de Kṛṣṇa têm de aceitar alimento num lar onde o chefe de família é um avaiṣṇava; contudo, se esse alimento for oferecido à Deidade, pode ser aceito. O alimento comum cozinhado por um avaiṣṇava não deve ser aceito por um vaiṣṇava. Mesmo que um avaiṣṇava cozinhe alimento sem falha, ele não pode oferecê-lo ao Senhor Viṣṇu, e tal alimento não pode ser aceito como mahā-prasāda. Segundo o Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (9.26):\n\npatraṁ puṣpaṁ phalaṁ toyaṁ\nyo me bhaktyā prayacchati\ntad ahaṁ bhakty-upahṛtam\naśnāmi prayatātmanaḥ\n\n\"Se alguém Me oferecer com amor e devoção uma folha, uma flor, uma fruta ou água, Eu a aceitarei.\"\n\nKṛṣṇa pode aceitar qualquer coisa oferecida por Seu devoto com devoção. Um avaiṣṇava pode ser vegetariano e um cozinheiro muito asseado, mas, como ele não pode oferecer a Viṣṇu o alimento que cozinha, este não pode ser aceito como mahā-prasāda. É melhor que um vaiṣṇava abandone tal alimento como intocável."}
{"ref": "cc/madhya/9/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/54/", "verse_text": "hena-kāle mahā-kāya eka pakṣī āila\nṭhoṅṭe kari' anna-saha thāli lañā gela", "devanagari": "> হেন কালে মহাকায় এক পক্ষী আইল ৷\n> ঠোঁটে করি’ অন্নসহ থালি লঞা গেল ৷৷ ৫৪ ৷৷ ॥৫৪॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *mahā-kāya*—tendo um corpo grande; *eka*—um; *pakṣī*—pássaro; *āila*—apareceu ali; *ṭhoṅṭe kari'*—com o bico; *anna-saha*—com o alimento; *thāli*—o prato; *lañā*—levando; *gela*—foi-se embora.", "translation": "**Quando o alimento contaminado foi oferecido a Śrī Caitanya Mahāprabhu, um pássaro muito grande apareceu no local, apanhou o prato com o bico e voou para longe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/55/", "verse_text": "bauddha-gaṇera upare anna paḍe amedhya haiyā\nbauddhācāryera māthāya thāli paḍila bājiyā", "devanagari": "> বৌদ্ধগণের উপরে অন্ন পড়ে অমেধ্য হৈয়া ৷\n> বৌদ্ধাচার্যের মাথায় থালি পড়িল বাজিয়া ৷৷ ৫৫ ৷৷ ॥৫৫॥", "synonyms": "*bauddha-gaṇera*—todos os budistas; *upare*—sobre; *anna*—o alimento; *paḍe*—começou a cair; *amedhya*—intocável; *haiyā*—sendo; *bauddha-ācāryera*—do mestre dos budistas; *māthāya*—sobre a cabeça; *thāli*—o prato; *paḍila*—caiu; *bājiyā*—produzindo um grande som.", "translation": "**De fato, o alimento intocável caiu sobre os budistas, e o grande pássaro deixou cair o prato sobre a cabeça do mestre budista principal. Quando caiu sobre sua cabeça, produziu um grande som.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/56/", "verse_text": "terache paḍila thāli,--māthā kāṭi' gela\nmūrcchita hañā ācārya bhūmite paḍila", "devanagari": "> তেরছে পড়িল থালি, — মাথা কাটি’ গেল ৷\n> মূর্চ্ছিত হঞা আচার্য ভূমিতে পড়িল ৷৷ ৫৬ ৷৷ ॥৫৬॥", "synonyms": "*terache*—de viés; *paḍila*—caiu; *thāli*—o prato; *māthā*—a cabeça; *kāṭi'*—cortando; *gela*—foi; *mūrcchita*—inconsciente; *hañā*—tornando-se; *ācārya*—o mestre; *bhūmite*—no chão; *paḍila*—caiu.", "translation": "**O prato era feito de metal e, quando sua borda atingiu a cabeça do mestre, cortou-o, e o mestre imediatamente caiu ao chão inconsciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/57/", "verse_text": "hāhākāra kari' kānde saba śiṣya-gaṇa\nsabe āsi' prabhu-pade la-ila śaraṇa", "devanagari": "> হাহাকার করি’ কান্দে সব শিষ্যগণ ৷\n> সবে আসি’ প্রভু-পদে লইল শরণ ৷৷ ৫৭ ৷৷ ॥৫৭॥", "synonyms": "*hāhā-kāra*—um som estrondoso; *kari'*—produzindo; *kānde*—choram; *saba*—todos; *śiṣya-gaṇa*—os discípulos; *sabe*—todos eles; *āsi'*—vindo; *prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *la-ila*—tomaram; *śaraṇa*—refúgio.", "translation": "**Quando o mestre caiu inconsciente, seus discípulos budistas choraram em voz alta e correram aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu em busca de refúgio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/58/", "verse_text": "tumi ta' īśvara sākṣāt, kṣama aparādha\njīyāo āmāra guru, karaha prasāda", "devanagari": "> তুমি ত’ ঈশ্বর সাক্ষাৎ, ক্ষম অপরাধ ৷\n> জীয়াও আমার গুরু, করহ প্রসাদ ৷৷ ৫৮ ৷৷ ॥৫৮॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *ta'*—de fato; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *sākṣāt*—diretamente; *kṣama*—por favor, perdoa; *aparādha*—ofensa; *jīyāo*—devolve à consciência; *āmāra*—nosso; *guru*—mestre espiritual; *karaha*—faze; *prasāda*—esta misericórdia.", "translation": "**Todos eles oraram ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, dirigindo-se a Ele como a própria Suprema Personalidade de Deus e dizendo: \"Senhor, por favor, perdoa nossa ofensa. Por favor, tem misericórdia de nós e devolve a vida a nosso mestre espiritual.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/59/", "verse_text": "prabhu kahe,--sabe kaha 'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' 'hari'\nguru-karṇe kaha kṛṣṇa-nāma ucca kari'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — সবে কহ ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ ৷\n> গুরুকর্ণে কহ কৃষ্ণনাম উচ্চ করি’ ৷৷ ৫৯ ৷৷ ॥৫৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *sabe*—todos vós; *kaha*—cantai; *kṛṣṇa kṛṣṇa hari*—os santos nomes do Senhor Kṛṣṇa e Hari; *guru-karṇe*—junto ao ouvido de vosso mestre espiritual; *kaha*—cantai; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *ucca kari'*—bem alto.", "translation": "**O Senhor então respondeu aos discípulos budistas: \"Cantai todos os nomes de Kṛṣṇa e Hari bem alto junto ao ouvido de vosso mestre espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/60/", "verse_text": "tomā-sabāra 'guru' tabe pāibe cetana\n\nsaba bauddha mili' kare kṛṣṇa-saṅkīrtana", "devanagari": "> তোমা-সবার ‘গুরু’ তবে পাইবে চেতন ৷\n> সব বৌদ্ধ মিলি’ করে কৃষ্ণসঙ্কীর্তন ৷৷ ৬০ ৷৷ ॥৬০॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *guru*—o mestre espiritual; *tabe*—então; *pāibe*—recobrará; *cetana*—a consciência; *saba bauddha*—todos os discípulos budistas; *mili'*—reunindo-se; *kare*—fazem; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Por este método, vosso mestre espiritual recobrará a consciência.\" Seguindo o conselho de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os discípulos budistas começaram a cantar congregacionalmente o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/61/", "verse_text": "guru-karṇe kahe sabe 'kṛṣṇa' 'rāma' 'hari'\n\ncetana pāñā ācārya bale 'hari' 'hari'", "devanagari": "> গুরু-কর্ণে কহে সবে ‘কৃষ্ণ’ ‘রাম’ ‘হরি’ ৷\n> চেতন পাঞা আচার্য বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ৷৷ ৬১ ৷৷ ॥৬১॥", "synonyms": "*guru-karṇe*—no ouvido do mestre espiritual; *kahe*—disseram; *sabe*—todos juntos; *kṛṣṇa rāma hari*—os santos nomes do Senhor, a saber, Kṛṣṇa, Rāma e Hari; *cetana*—a consciência; *pāñā*—recobrando; *ācārya*—o mestre; *bale*—cantou; *hari hari*—o nome do Senhor Hari.", "translation": "**Quando todos os discípulos cantaram os santos nomes Kṛṣṇa, Rāma e Hari, o mestre budista recobrou a consciência e imediatamente começou a cantar o santo nome do Senhor Hari.**", "purport": "Śrī Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que todos os discípulos budistas foram de fato iniciados por Śrī Caitanya Mahāprabhu no cantar do santo nome de Kṛṣṇa e que, ao cantarem, eles realmente se tornaram pessoas diferentes. Naquele momento, não eram budistas nem ateus, mas vaiṣṇavas. Em consequência, aceitaram imediatamente a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sua consciência de Kṛṣṇa original foi revivida, e eles imediatamente se tornaram capazes de cantar Hare Kṛṣṇa e começar a adorar o Supremo Senhor Viṣṇu.\n\nÉ o mestre espiritual quem liberta o discípulo das garras de *māyā,* iniciando-o no cantar do *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa. Dessa maneira, um ser humano adormecido pode reviver sua consciência cantando Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Em outras palavras, o mestre espiritual desperta a entidade viva adormecida para sua consciência original, de modo que ela possa adorar o Senhor Viṣṇu. Este é o propósito da *dīkṣā,* ou iniciação. Iniciação significa receber o conhecimento puro da consciência espiritual.\n\nUm ponto a se notar a esse respeito é que o mestre espiritual dos budistas não iniciou seus discípulos. Em vez disso, seus discípulos foram iniciados por Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, e eles, por sua vez, puderam iniciar seu suposto mestre espiritual. Este é o sistema de *paramparā.* O suposto mestre espiritual dos budistas estava, na verdade, na posição de discípulo, e, depois que seus discípulos foram iniciados por Śrī Caitanya Mahāprabhu, eles agiram como mestres espirituais dele. Isso só foi possível porque os discípulos do *ācārya* budista receberam a misericórdia do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. A menos que a pessoa seja favorecida por Śrī Caitanya Mahāprabhu na sucessão discipular, ela não pode agir como mestre espiritual. Devemos acolher as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o mestre espiritual de todo o universo, para compreender como alguém se torna mestre espiritual e discípulo."}
{"ref": "cc/madhya/9/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/62/", "verse_text": "kṛṣṇa bali' ācārya prabhure karena vinaya\n\ndekhiyā sakala loka ha-ila vismaya", "devanagari": "> কৃষ্ণ বলি’ আচার্য প্রভুরে করেন বিনয় ৷\n> দেখিয়া সকল লোক হইল বিস্ময় ৷৷ ৬২ ৷৷ ॥৬২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa bali'*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa; *ācārya*—o suposto mestre espiritual dos budistas; *prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—faz; *vinaya*—submissão; *dekhiyā*—vendo isso; *sakala loka*—todas as pessoas; *ha-ila*—ficaram; *vismaya*—atônitas.", "translation": "**Quando o mestre espiritual dos budistas começou a cantar o santo nome de Kṛṣṇa e se submeteu ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, todas as pessoas ali reunidas ficaram atônitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/63/", "verse_text": "ei-rūpe kautuka kari' śacīra nandana\n\nantardhāna kaila, keha nā pāya darśana", "devanagari": "> এইরূপে কৌতুক করি’ শচীর নন্দন ৷\n> অন্তর্ধান কৈল, কেহ না পায় দর্শন ৷৷ ৬৩ ৷৷ ॥৬৩॥", "synonyms": "*ei-rūpe*—desse modo; *kautuka kari'*—divertindo-se; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī; *antardhāna kaila*—desapareceu; *keha*—ninguém; *nā*—não; *pāya*—consegue; *darśana*—audiência.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de Śacīdevī, então repentina e estranhamente desapareceu da vista de todos, e foi impossível para qualquer pessoa encontrá-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/64/", "verse_text": "mahāprabhu cali' āilā tripati-trimalle\n\ncatur-bhuja mūrti dekhi' vyeṅkaṭādrye cale", "devanagari": "> মহাপ্রভু চলি’ আইলা ত্রিপতি-ত্রিমল্লে ৷\n> চতুর্ভুজ মূর্তি দেখি’ ব্যেঙ্কটাদ্র্যে চলে ৷৷ ৬৪ ৷৷ ॥৬৪॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cali' āilā*—chegou caminhando; *tripati-trimalle*—aos lugares sagrados chamados Tirupati e Tirumala; *catur-bhuja*—de quatro braços; *mūrti*—a Deidade; *dekhi'*—vendo; *vyeṅkaṭa-adrye*—à colina sagrada de Vyeṅkaṭa; *cale*—começou a seguir.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, em seguida, chegou a Tirupati e Tirumala, onde viu uma Deidade de quatro braços. Depois, prosseguiu em direção à colina de Veṅkaṭa.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura descreveu, na verdade, a ordem cronológica da visita do Senhor Caitanya Mahāprabhu. O templo de Tirupati é por vezes chamado de Tirupaṭura. Situa-se ao norte de Arcot, no distrito de Candragiri. É um famoso lugar sagrado de peregrinação. Em conformidade com Seu nome, Veṅkaṭeśvara, o Senhor Viṣṇu de quatro braços, a Deidade de Bālājī, com Suas potências chamadas Śrī e Bhū, está situado na colina de Veṅkaṭa, a cerca de oito milhas de Tirupati. Esta Deidade de Veṅkaṭeśvara está na forma do Senhor Viṣṇu, e o lugar onde Ele está situado é conhecido como Veṅkaṭa-kṣetra. Há muitos templos no sul da Índia, mas este templo de Bālājī é especialmente opulento. Realiza-se ali uma grande feira nos meses de setembro e outubro. Existe uma estação ferroviária chamada Tirupati na Ferrovia do Sul. Nimna-tirupati situa-se no vale da colina de Veṅkaṭa. Há vários templos ali também, entre os quais os de Govindarāja e do Senhor Rāmacandra."}
{"ref": "cc/madhya/9/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/65/", "verse_text": "tripati āsiyā kaila śrī-rāma daraśana\n\nraghunātha-āge kaila praṇāma stavana", "devanagari": "> ত্রিপতি আসিয়া কৈল শ্রীরাম দরশন ৷\n> রঘুনাথ-আগে কৈল প্রণাম স্তবন ৷৷ ৬৫ ৷৷ ॥৬৫॥", "synonyms": "*tripati āsiyā*—ao chegar a Tripati; *kaila śrī-rāma daraśana*—visitou o templo de Rāmacandra; *raghunātha-āge*—diante do Senhor Rāmacandra; *kaila*—fez; *praṇāma*—reverências; *stavana*—oferecendo orações.", "translation": "**Depois de chegar a Tirupati, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo do Senhor Rāmacandra. Ele ofereceu Suas orações e reverências diante de Rāmacandra, o descendente do rei Raghu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/66/", "verse_text": "sva-prabhāve loka-sabāra karāñā vismaya\n\npānā-nṛsiṁhe āilā prabhu dayā-maya", "devanagari": "> স্বপ্রভাবে লোক-সবার করাঞা বিস্ময় ৷\n> পানা-নৃসিংহে আইলা প্রভু দয়াময় ৷৷ ৬৬ ৷৷ ॥৬৬॥", "synonyms": "*sva-prabhāve*—por Sua própria influência; *loka-sabāra*—de todas as pessoas; *karāñā*—induzindo; *vismaya*—assombro; *pānā-nṛsiṁhe*—ao Senhor chamado Pānā-nṛsiṁha; *āilā*—chegou; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dayā-maya*—o mais misericordioso.", "translation": "**Aonde quer que Śrī Caitanya Mahāprabhu fosse, Sua influência assombrava a todos. Ele em seguida chegou ao templo de Pānā-nṛsiṁha. O Senhor é tão misericordioso.**", "purport": "Pānā-nṛsiṁha, ou Pānākal-narasiṁha, está localizado no distrito de Krishnā, nas colinas conhecidas como Maṅgalagiri, a cerca de sete milhas de uma cidade conhecida como Vijayawada. É preciso subir seiscentos degraus para chegar ao templo. Diz-se que, quando se oferece alimento com calda ao Senhor aqui, Ele não aceita mais do que a metade. Dentro deste templo há um búzio presenteado pelo falecido rei de Tanjor, e diz-se que esse búzio foi usado pelo próprio Senhor Kṛṣṇa. Durante o mês de março, realiza-se uma grande feira neste templo."}
{"ref": "cc/madhya/9/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/67/", "verse_text": "nṛsiṁhe praṇati-stuti premāveśe kaila\n\nprabhura prabhāve loka camatkāra haila", "devanagari": "> নৃসিংহে প্রণতি-স্তুতি প্রেমাবেশে কৈল ৷\n> প্রভুর প্রভাবে লোক চমৎকার হৈল ৷৷ ৬৭ ৷৷ ॥৬৭॥", "synonyms": "*nṛsiṁhe*—ao Senhor Nṛsiṁha; *praṇati-stuti*—reverências e orações; *prema-āveśe*—em amor extático; *kaila*—ofereceu; *prabhura*—do Senhor; *prabhāve*—pela influência; *loka*—as pessoas; *camatkāra haila*—ficaram assombradas.", "translation": "**Em grande amor extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu reverências e orações ao Senhor Nṛsiṁha. As pessoas ficaram assombradas ao ver a influência do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/68/", "verse_text": "śiva-kāñcī āsiyā kaila śiva daraśana\n\nprabhāve 'vaiṣṇava' kaila saba śaiva-gaṇa", "devanagari": "> শিবকাঞ্চী আসিয়া কৈল শিব দরশন ৷\n> প্রভাবে ‘বৈষ্ণব’ কৈল সব শৈবগণ ৷৷ ৬৮ ৷৷ ॥৬৮॥", "synonyms": "*śiva-kāñcī*—ao lugar sagrado chamado Śiva-kāñcī; *āsiyā*—chegando; *kaila*—fez; *śiva daraśana*—visitando o templo do Senhor Śiva; *prabhāve*—por Sua influência; *vaiṣṇava kaila*—converteu em vaiṣṇavas; *saba*—todos; *śaiva-gaṇa*—os devotos do Senhor Śiva.", "translation": "**Ao chegar a Śiva-kāñcī, Caitanya Mahāprabhu visitou a deidade do Senhor Śiva. Por Sua influência, converteu todos os devotos do Senhor Śiva em vaiṣṇavas.**", "purport": "Śiva-kāñcī também é conhecida como Kañjīvaramā, ou a Benares do sul da Índia. Em Śiva-kāñcī, há centenas de templos que contêm representações simbólicas do Senhor Śiva, e diz-se que um desses templos é muito, muito antigo."}
{"ref": "cc/madhya/9/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/69/", "verse_text": "viṣṇu-kāñcī āsi' dekhila lakṣmī-nārāyaṇa\n\npraṇāma kariyā kaila bahuta stavana", "devanagari": "> বিষ্ণুকাঞ্চী আসি’ দেখিল লক্ষ্মী-নারায়ণ ৷\n> প্রণাম করিয়া কৈল বহুত স্তবন ৷৷ ৬৯ ৷৷ ॥৬৯॥", "synonyms": "*viṣṇu-kāñcī*—ao lugar sagrado chamado Viṣṇu-kāñcī; *āsi'*—chegando; *dekhila*—o Senhor viu; *lakṣmī-nārāyaṇa*—a Deidade do Senhor Nārāyaṇa com mãe Lakṣmī, a deusa da fortuna; *praṇāma kariyā*—após oferecer reverências; *kaila*—fez; *bahuta stavana*—muitas orações.", "translation": "**O Senhor visitou, então, um lugar sagrado conhecido como Viṣṇu-kāñcī. Ali Ele viu as Deidades de Lakṣmī-Nārāyaṇa e ofereceu Seus respeitos e muitas orações para agradá-lOs.**", "purport": "Viṣṇu-kāñcī está situada a cerca de cinco milhas de Kañjīvaramā. É aqui que reside o Senhor Varadarāja, outra forma do Senhor Viṣṇu. Há também um grande lago conhecido como Ananta-sarovara."}
{"ref": "cc/madhya/9/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/70/", "verse_text": "premāveśe nṛtya-gīta bahuta karila\n\ndina-dui rahi' loke 'kṛṣṇa-bhakta' kaila", "devanagari": "> প্রেমাবেশে নৃত্য-গীত বহুত করিল ৷\n> দিন-দুই রহি’ লোকে’ ‘কৃষ্ণভক্ত’ কৈল ৷৷ ৭০ ৷৷ ॥৭০॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *nṛtya-gīta*—dançando e cantando; *bahuta*—muito; *karila*—realizou; *dina-dui*—por dois dias; *rahi'*—permanecendo; *loke*—as pessoas em geral; *kṛṣṇa-bhakta*—devotos do Senhor Kṛṣṇa; *kaila*—converteu.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu por dois dias em Viṣṇu-kāñcī, Ele dançou e realizou kīrtana em êxtase. Quando todas as pessoas O viram, converteram-se em devotos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/71/", "verse_text": "trimalaya dekhi' gelā trikāla-hasti-sthāne\n\nmahādeva dekhi' tāṅre karila praṇāme", "devanagari": "> ত্রিমলয় দেখি’ গেলা ত্রিকালহস্তি-স্থানে ৷\n> মহাদেব দেখি’ তাঁরে করিল প্রণামে ৷৷ ৭১ ৷৷ ॥৭১॥", "synonyms": "*trimalaya dekhi'*—depois de ver Trimalaya; *gelā*—foi; *trikāla-hasti-sthāne*—ao lugar chamado Trikāla-hasti; *mahādeva*—o Senhor Śiva; *dekhi'*—vendo; *tāṅre*—a ele; *karila praṇāme*—ofereceu reverências.", "translation": "**Após visitar Trimalaya, Caitanya Mahāprabhu foi ver Trikāla-hasti. Ali, Ele viu o Senhor Śiva e ofereceu-lhe todo respeito e reverências.**", "purport": "Trikāla-hasti situa-se a cerca de vinte e duas milhas a nordeste de Tirupati. Em seu lado norte há um rio conhecido como Suvarṇa-mukhī. O templo de Trikāla-hasti está localizado no lado sul do rio. O lugar é geralmente conhecido como Śrī Kālahasti ou Kālahasti e é famoso por seu templo do Senhor Śiva. Ali ele é chamado de Vāyu-liṅga Śiva."}
{"ref": "cc/madhya/9/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/72/", "verse_text": "pakṣi-tīrtha dekhi' kaila śiva daraśana\n\nvṛddhakola-tīrthe tabe karilā gamana", "devanagari": "> পক্ষিতীর্থ দেখি’ কৈল শিব দরশন ৷\n> বৃদ্ধকোল-তীর্থে তবে করিলা গমন ৷৷ ৭২ ৷৷ ॥৭২॥", "synonyms": "*pakṣi-tīrtha dekhi'*—depois de visitar o lugar conhecido como Pakṣi-tīrtha; *kaila*—fez; *śiva daraśana*—visitando o templo do Senhor Śiva; *vṛddhakola-tīrthe*—ao lugar sagrado conhecido como Vṛddhakola; *tabe*—então; *karilā gamana*—foi.", "translation": "**Em Pakṣi-tīrtha, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo do Senhor Śiva. Depois, foi ao local de peregrinação de Vṛddhakola.**", "purport": "Pakṣi-tīrtha, também chamado Tirukāḍi-kuṇḍam, localiza-se a nove milhas a sudeste de Ciṁlipaṭ. Tem uma elevação de quinhentos pés e situa-se em uma cadeia de colinas conhecida como Vedagiri ou Vedācalam. Há ali um templo do Senhor Śiva, e a deidade é conhecida como Vedagirīśvara. Dois pássaros vão ali diariamente para receber alimento do sacerdote do templo, e afirma-se que eles vêm desde tempos imemoriais."}
{"ref": "cc/madhya/9/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/73/", "verse_text": "śveta-varāha dekhi, tāṅre namaskari'\n\npītāmbara-śiva-sthāne gelā gaurahari", "devanagari": "> শ্বেতবরাহ দেখি, তাঁরে নমস্করি’ ৷\n> পীতাম্বর-শিব-স্থানে গেলা গৌরহরি ৷৷ ৭৩ ৷৷ ॥৭৩॥", "synonyms": "*śveta-varāha*—a encarnação do javali branco; *dekhi*—vendo; *tāṅre*—a Ele; *namaskari'*—oferecendo respeito; *pīta-ambara*—vestida com trajes amarelos; *śiva-sthāne*—ao templo do Senhor Śiva; *gelā*—foi; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Em Vṛddhakola, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo de Śveta-varāha, o javali branco. Após oferecer-Lhe respeitos, o Senhor visitou o templo do Senhor Śiva, onde a deidade está vestida com roupas amarelas.**", "purport": "O templo da encarnação do javali branco está situado em Vṛddhakola. O templo é feito de pedra e está localizado a cerca de uma milha ao sul de um oásis conhecido como Balipīṭham. Há uma Deidade da encarnação do javali branco, acima de cuja cabeça Śeṣa Nāga serve de guarda-sol. A deidade do Senhor Śiva é conhecida como Pītāmbara e também como Cidāmbaram. Este templo está localizado vinte e seis milhas ao sul de Cuddaloreḍā, e a deidade ali também é conhecida como Ākāśa-liṅga. A deidade está na forma do Senhor Śiva. Este templo está situado em cerca de trinta e nove acres de terra, e toda essa terra é cercada por um muro de sessenta pés de altura."}
{"ref": "cc/madhya/9/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/74/", "verse_text": "śiyālī bhairavī devī kari' daraśana\n\nkāverīra tīre āilā śacīra nandana", "devanagari": "> শিয়ালী ভৈরবী দেবী করি’ দরশন ৷\n> কাবেরীর তীরে আইলা শচীর নন্দন ৷৷ ৭৪ ৷৷ ॥৭৪॥", "synonyms": "*śiyālī bhairavī*—Śiyālī-bhairavī; *devī*—deusa; *kari' daraśana*—visitando; *kāverīra tīre*—à margem do rio Kāverī; *āilā*—chegou; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Após visitar o templo de Śiyālī-bhairavī [outra forma da deusa Durgā], Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī, foi à margem do rio Kāverī.**", "purport": "Śiyālī-bhairavī localiza-se no distrito de Tanjoreāñ, a cerca de quarenta e oito milhas a nordeste da cidade de Tanjoreāñ. Há ali um templo muito celebrado do Senhor Śiva e também um lago muito grande. Conta-se que certo menino, devoto do Senhor Śiva, foi àquele templo, e a deusa Durgā, conhecida como Bhairavī, deu-lhe o seio para mamar. Após visitar esse templo, Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se à margem do rio Kāverī, passando pelo distrito de Tiruchchirāpalli. O Kāverī é mencionado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.40) como um rio muito piedoso."}
{"ref": "cc/madhya/9/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/75/", "verse_text": "go-samāje śiva dekhi' āilā vedāvana\n\nmahādeva dekhi' tāṅre karilā vandana", "devanagari": "> গো-সমাজে শিব দেখি’ আইলা বেদাবন ৷\n> মহাদেব দেখি’ তাঁরে করিলা বন্দন ৷৷ ৭৫ ৷৷ ॥৭৫॥", "synonyms": "*go-samāje*—no lugar chamado Go-samāja; *śiva dekhi'*—vendo a deidade do Senhor Śiva; *āilā vedāvana*—chegou a Vedāvana; *mahādeva dekhi'*—vendo o Senhor Śiva; *tāṅre*—a ele; *karilā vandana*—ofereceu orações.", "translation": "**O Senhor visitou então um lugar conhecido como Go-samāja, onde viu o templo do Senhor Śiva. Em seguida, chegou a Vedāvana, onde viu outra deidade do Senhor Śiva e lhe ofereceu orações.**", "purport": "Go-samāja é um lugar de peregrinação para os devotos do Senhor Śiva. É muito importante e está situado ao lado de Vedāvana."}
{"ref": "cc/madhya/9/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/76/", "verse_text": "amṛtaliṅga-śiva dekhi' vandana karila\n\nsaba śivālaye śaiva 'vaiṣṇava' ha-ila", "devanagari": "> অমৃতলিঙ্গ-শিব দেখি’ বন্দন করিল ৷\n> সব শিবালয়ে শৈব ‘বৈষ্ণব’ হইল ৷৷ ৭৬ ৷৷ ॥৭৬॥", "synonyms": "*amṛta-liṅga-śiva*—a deidade do Senhor Śiva chamada Amṛta-liṅga; *dekhi'*—vendo; *vandana karila*—ofereceu reverências; *saba śiva-ālaye*—em todos os templos do Senhor Śiva; *śaiva*—os devotos do Senhor Śiva; *vaiṣṇava ha-ila*—tornaram-se devotos do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Ao ver a deidade de Śiva chamada Amṛta-liṅga, o Senhor Caitanya Mahāprabhu ofereceu Suas reverências. Assim, Ele visitou todos os templos do Senhor Śiva e converteu os devotos do Senhor Śiva em vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/77/", "verse_text": "deva-sthāne āsi' kaila viṣṇu daraśana\n\nśrī-vaiṣṇavera saṅge tāhāṅ goṣṭhī anukṣaṇa", "devanagari": "> দেবস্থানে আসি’ কৈল বিষ্ণু দরশন ৷\n> শ্রী-বৈষ্ণবের সঙ্গে তাহাঁ গোষ্ঠী অনুক্ষণ ৷৷ ৭৭ ৷৷ ॥৭৭॥", "synonyms": "*deva-sthāne*—ao lugar conhecido como Devasthāna; *āsi'*—vindo; *kaila*—fez; *viṣṇu daraśana*—visita ao templo do Senhor Viṣṇu; *śrī-vaiṣṇavera saṅge*—com os vaiṣṇavas na sucessão discipular de Rāmānuja; *tāhāṅ*—ali; *goṣṭhī*—discussão; *anukṣaṇa*—sempre.", "translation": "**Em Devasthāna, Caitanya Mahāprabhu visitou o templo do Senhor Viṣṇu e ali conversou com os vaiṣṇavas na sucessão discipular de Rāmānujācārya. Esses vaiṣṇavas são conhecidos como Śrī Vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/78/", "verse_text": "kumbhakarṇa-kapāle dekhi' sarovara\n\nśiva-kṣetre śiva dekhe gaurāṅga-sundara", "devanagari": "> কুম্ভকর্ণ-কপালে দেখি’ সরোবর ৷\n> শিব-ক্ষেত্রে শিব দেখে গৌরাঙ্গসুন্দর ৷৷ ৭৮ ৷৷ ॥৭৮॥", "synonyms": "*kumbhakarṇa-kapāle*—em Kumbhakarṇa-kapāla; *dekhi'*—após ver; *sarovara*—o lago; *śiva-kṣetre*—em Śiva-kṣetra; *śiva*—o Senhor Śiva; *dekhe*—vê; *gaurāṅga-sundara*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Em Kumbhakarṇa-kapāla, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu um grande lago e, em seguida, o lugar sagrado chamado Śiva-kṣetra, onde se localiza um templo do Senhor Śiva.**", "purport": "Kumbhakarṇa é o nome do irmão de Rāvaṇa. Atualmente, a cidade de Kumbhakarṇa-kapāla é conhecida como Kumbhakonṇam; ela está situada a vinte milhas a nordeste da cidade de Tanjoreāñ. Há doze templos do Senhor Śiva localizados em Kumbhakonṇam, bem como quatro templos de Viṣṇu e um templo do Senhor Brahmā. Śiva-kṣetra, dentro da cidade de Tanjoreāñ, situa-se perto de um grande lago conhecido como Śiva-gaṅgā. Nesse lugar há um grande templo do Senhor Śiva conhecido como Bṛhatīśvara-śiva-mandira."}
{"ref": "cc/madhya/9/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/79/", "verse_text": "pāpa-nāśane viṣṇu kaila daraśana\n\nśrī-raṅga-kṣetre tabe karilā gamana", "devanagari": "> পাপনাশনে বিষ্ণু কৈল দরশন ৷\n> শ্রীরঙ্গক্ষেত্রে তবে করিলা গমন ৷৷ ৭৯ ৷৷ ॥৭৯॥", "synonyms": "*pāpa-nāśane*—no lugar chamado Pāpanāśana; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *kaila*—fez; *daraśana*—visita; *śrī-raṅga-kṣetre*—ao lugar sagrado chamado Śrī Raṅga-kṣetra; *tabe*—então; *karilā*—fez; *gamana*—partida.", "translation": "**Após visitar o lugar sagrado chamado Śiva-kṣetra, Caitanya Mahāprabhu chegou a Pāpanāśana e ali viu o templo do Senhor Viṣṇu. Então, finalmente alcançou Śrī Raṅga-kṣetra.**", "purport": "Segundo alguns, o lugar conhecido como Pāpanāśana estava situado oito milhas a sudoeste de Kumbhakoṇam. Outros dizem que no distrito de Tinebheli há uma cidade conhecida como Pālamakoṭā e que vinte milhas a oeste de lá está o lugar sagrado conhecido como Pāpanāśana, perto do rio Tāmraparṇī. Śrī Raṅga-kṣetra é um lugar muito famoso. Perto de Tiruchchirāpalli há um rio chamado Kāverī, ou Kolirana. Uma cidade conhecida como Śrī Raṅgam está localizada nesse rio, no distrito de Tanjore, cerca de dez milhas a oeste de Kumbhakoṇam. O templo de Śrī Raṅga é o maior da Índia, e há sete muros que o circundam. Há também sete estradas que conduzem a Śrī Raṅga. Os nomes antigos dessas estradas são a estrada de Dharma, a estrada de Rājamahendra, a estrada de Kulaśekhara, a estrada de Ālināḍana, a estrada de Tiruvikrama, a estrada Tirubiḍi de Māḍamāḍi-gāisa e a estrada de Aḍa-iyāvala-indāna. O templo foi fundado antes do reinado de Dharmavarma, que reinou antes de Rājamahendra. Muitos reis célebres, como Kulaśekhara, e outros, como Ālabandāru, residiram no templo de Śrī Raṅgam. Yāmunācārya, Śrī Rāmānuja, Sudarśanācārya e outros também supervisionaram esse templo.\n\nA encarnação da deusa da fortuna conhecida como Godādevī, que foi uma das doze pessoas liberadas conhecidas como divya-sūris, casou-se com a Deidade, o Senhor Śrī Raṅganātha. Mais tarde, ela entrou no corpo do Senhor. Uma encarnação de Kārmuka, Tirumaṅga (um dos Alwars), obteve algum dinheiro furtando e construiu o quarto muro divisório de Śrī Raṅgam. Diz-se que no ano 289 da Era de Kali nasceu o Alwar de nome Toṇḍaraḍippaḍi. Enquanto se ocupava em serviço devocional, ele caiu vítima de uma prostituta, e Śrī Raṅganātha, vendo Seu devoto tão degradado, enviou um de Seus servos com um prato de ouro àquela prostituta. Quando se descobriu que o prato de ouro havia desaparecido do templo, houve uma busca, e ele foi encontrado na casa da prostituta. Quando o devoto viu a misericórdia de Raṅganātha para com essa prostituta, seu equívoco foi corrigido. Ele então preparou o terceiro muro divisório do templo de Raṅganātha e ali cultivou um jardim de tulasī.\n\nHouve também um célebre discípulo de Rāmānujācārya conhecido como Kūreśa. Śrī Rāmapillā foi o filho de Kūreśa, e o filho deste foi Vāgvijaya Bhaṭṭa, cujo filho foi Vedavyāsa Bhaṭṭa, ou Śrī Sudarśanācārya. Quando Sudarśanācārya era um homem idoso, os maometanos atacaram o templo de Raṅganātha e mataram cerca de mil e duzentos Śrī Vaiṣṇavas. Naquela ocasião, a Deidade de Raṅganātha foi transferida para o templo de Tirupati, no reino de Vijaya-nagara. O governador de Gingee, Goppaṇārya, trouxe Śrī Raṅganātha do templo de Tirupati para um lugar conhecido como Siṁha-brahma, onde o Senhor permaneceu por três anos. No ano de 1293 Śaka (1372 d.C.), a Deidade foi reinstalada no templo de Raṅganātha. No muro oriental do templo de Raṅganātha há uma inscrição escrita por Vedānta-deśika que relata como Raṅganātha foi devolvido ao templo."}
{"ref": "cc/madhya/9/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/80/", "verse_text": "kāverīte snāna kari' dekhi' raṅganātha\n\nstuti-praṇati kari' mānilā kṛtārtha", "devanagari": "> কাবেরীতে স্নান করি’ দেখি’ রঙ্গনাথ ৷\n> স্তুতি-প্রণতি করি’ মানিলা কৃতার্থ ৷৷ ৮০ ৷৷ ॥৮০॥", "synonyms": "*kāverīte*—no rio conhecido como Kāverī; *snāna kari'*—após banhar-se; *dekhi'*—visitando; *raṅga-nātha*—o templo de Raṅganātha; *stuti*—orações; *praṇati*—reverências; *kari'*—oferecendo; *mānilā*—considerou-Se; *kṛta-artha*—muito bem-sucedido.", "translation": "**Após banhar-se no rio Kāverī, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o templo de Raṅganātha e ofereceu Suas fervorosas orações e reverências. Assim, Ele Se sentiu bem-sucedido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/81/", "verse_text": "premāveśe kaila bahuta gāna nartana\n\ndekhi' camatkāra haila saba lokera mana", "devanagari": "> প্রেমাবেশে কৈল বহুত গান নর্তন ৷\n> দেখি’ চমৎকার হৈল সব লোকের মন ৷৷ ৮১ ৷৷ ॥৮১॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—no êxtase do amor; *kaila*—fez; *bahuta*—vários; *gāna*—cantos; *nartana*—dança; *dekhi'*—vendo o que; *camatkāra*—maravilhadas; *haila*—ficaram; *saba*—todas; *lokera*—das pessoas; *mana*—as mentes.", "translation": "**No templo de Raṅganātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu cantou e dançou em amor extático a Deus. Ao ver Seu desempenho, todos ficaram maravilhados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/82/", "verse_text": "śrī-vaiṣṇava eka,--'vyeṅkaṭa bhaṭṭa' nāma\n\nprabhure nimantraṇa kaila kariyā sammāna", "devanagari": "> শ্রী-বৈষ্ণব এক, — ‘ব্যেঙ্কট ভট্ট’ নাম ৷\n> প্রভুরে নিমন্ত্রণ কৈল করিয়া সম্মান ৷৷ ৮২ ৷৷ ॥৮২॥", "synonyms": "*śrī-vaiṣṇava eka*—um devoto pertencente; *vyeṅkaṭa bhaṭṭa*—Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *nāma*—chamado; *prabhure*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite; *kaila*—fez; *kariyā*—oferecendo; *sammāna*—grande respeito.", "translation": "**Um vaiṣṇava conhecido como Veṅkaṭa Bhaṭṭa convidou então Śrī Caitanya Mahāprabhu a ir a sua casa com grande respeito.**", "purport": "Śrī Veṅkaṭa Bhaṭṭa era um brāhmaṇa vaiṣṇava e habitante de Śrī Raṅga-kṣetra. Ele pertencia à sucessão discipular de Śrī Rāmānujācārya. Śrī Raṅga é um dos lugares de peregrinação na província de Tāmil Nadu. Os habitantes dessa província não conservam o nome Veṅkaṭa. Supõe-se, portanto, que Veṅkaṭa Bhaṭṭa não pertencia a essa província, embora possa ter residido ali por muito tempo. Veṅkaṭa Bhaṭṭa pertencia a um ramo da Rāmānuja-sampradāya conhecido como Baḍagala-i. Ele tinha um irmão na Rāmānuja-sampradāya conhecido como Śrīpāda Prabodhānanda Sarasvatī. O filho de Veṅkaṭa Bhaṭṭa mais tarde ficou conhecido na Gauḍīya-sampradāya como Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī, e ele estabeleceu o templo de Rādhāramaṇa em Vṛndāvana. Mais informações a seu respeito podem ser encontradas num livro conhecido como Bhakti-ratnākara, de Narahari Cakravartī."}
{"ref": "cc/madhya/9/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/83/", "verse_text": "nija-ghare lañā kaila pāda-prakṣālana\n\nsei jala lañā kaila sa-vaṁśe bhakṣaṇa", "devanagari": "> নিজ-ঘরে লঞা কৈল পাদপ্রক্ষালন ৷\n> সেই জল লঞা কৈল সবংশে ভক্ষণ ৷৷ ৮৩ ৷৷ ॥৮৩॥", "synonyms": "*nija-ghare*—a sua própria casa; *lañā*—levando; *kaila*—fez; *pāda-prakṣālana*—a lavagem dos pés; *sei jala*—aquela água; *lañā*—tomando; *kaila*—fizeram; *sa-vaṁśe*—com todos os membros da família; *bhakṣaṇa*—beber.", "translation": "**Śrī Veṅkaṭa Bhaṭṭa levou Śrī Caitanya Mahāprabhu a sua casa. Depois de lavar os pés do Senhor, todos os membros de sua família beberam a água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/84/", "verse_text": "bhikṣā karāñā kichu kaila nivedana\n\ncāturmāsya āsi' prabhu, haila upasanna", "devanagari": "> ভিক্ষা করাঞা কিছু কৈল নিবেদন ৷ চাতুর্মাস্য আসি’ প্রভু, হৈল উপসন্ন ৷৷ ৮৪ ৷৷ চাতুর্মাস্যে কৃপা করি’ রহ মোর ঘরে ৷ কৃষ্ণকথা কহি’ কৃপায় উদ্ধার’ আমারে ৷৷ ৮৫ ৷৷ ॥৮৪॥", "synonyms": "*bhikṣā karāñā*—após oferecer o almoço; *kichu*—alguma; *kaila*—fez; *nivedana*—submissão; *cāturmāsya*—o período de Cāturmāsya; *āsi'*—vindo; *prabhu*—meu Senhor; *haila upasanna*—já chegou.", "translation": "**Após oferecer o almoço ao Senhor, Veṅkaṭa Bhaṭṭa expôs que o período de Cāturmāsya já havia chegado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/85/", "verse_text": "cāturmāsye kṛpā kari' raha mora ghare\n\nkṛṣṇa-kathā kahi' kṛpāya uddhāra' āmāre", "devanagari": "", "synonyms": "*cāturmāsye*—durante este período de Cāturmāsya; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *raha*—por favor, fica; *mora ghare*—em minha casa; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos do Senhor Kṛṣṇa; *kahi'*—falando; *kṛpāya*—por Tua misericórdia; *uddhāra' āmāre*—bondosamente liberta-me.", "translation": "**Veṅkaṭa Bhaṭṭa disse: \"Por favor, sê misericordioso comigo e fica em minha casa durante o Cāturmāsya. Fala sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa e, bondosamente, liberta-me por Tua misericórdia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/86/", "verse_text": "tāṅra ghare rahilā prabhu kṛṣṇa-kathā-rase\n\nbhaṭṭa-saṅge goṅāila sukhe cāri māse", "devanagari": "> তাঁর ঘরে রহিলা প্রভু কৃষ্ণকথা-রসে ৷\n> ভট্টসঙ্গে গোঙাইল সুখে চারি মাসে ৷৷ ৮৬ ৷৷ ॥৮৬॥", "synonyms": "*tāṅra ghare*—em sua casa; *rahilā*—permaneceu; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-kathā-rase*—desfrutando da doçura transcendental de discutir os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *bhaṭṭa-saṅge*—com Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *goṅāila*—passou; *sukhe*—em felicidade; *cāri māse*—quatro meses.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu na casa de Veṅkaṭa Bhaṭṭa por quatro meses contínuos. O Senhor passou Seus dias em grande felicidade, desfrutando da doçura transcendental de discutir os passatempos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/87/", "verse_text": "kāverīte snāna kari' śrī-raṅga darśana\n\npratidina premāveśe karena nartana", "devanagari": "> কাবেরীতে স্নান করি’ শ্রীরঙ্গ দর্শন ৷\n> প্রতিদিন প্রেমাবেশে করেন নর্তন ৷৷ ৮৭ ৷৷ ॥৮৭॥", "synonyms": "*kāverīte*—no rio conhecido como Kāverī; *snāna kari'*—tomando banho; *śrī-raṅga darśana*—visitando o templo de Śrī Raṅga; *prati-dina*—todos os dias; *prema-āveśe*—em grande felicidade; *karena*—realiza; *nartana*—dança.", "translation": "**Enquanto ali esteve, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomava Seu banho no rio Kāverī e visitava o templo de Śrī Raṅga. Todos os dias, o Senhor também dançava em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/88/", "verse_text": "saundaryādi premāveśa dekhi, sarva-loka\n\ndekhibāre āise, dekhe, khaṇḍe duḥkha-śoka", "devanagari": "> সৌন্দর্যাদি প্রেমাবেশ দেখি, সর্বলোক ৷\n> দেখিবারে আইসে, দেখে, খণ্ডে দুঃখ-শোক ৷৷ ৮৮ ৷৷ ॥৮৮॥", "synonyms": "*saundarya-ādi*—a beleza do corpo, etc.; *prema-āveśa*—Seu amor extático; *dekhi*—vendo; *sarva-loka*—todos os homens; *dekhibāre*—para ver; *āise*—vinham ali; *dekhe*—e viam; *khaṇḍe duḥkha-śoka*—ficavam aliviados de toda infelicidade e aflição.", "translation": "**A beleza do corpo do Senhor Caitanya e Seu amor extático a Deus eram testemunhados por todos. Muitas pessoas costumavam vir vê-Lo e, assim que O viam, toda a sua infelicidade e aflição desaparecia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/89/", "verse_text": "lakṣa lakṣa loka āila nānā-deśa haite\n\nsabe kṛṣṇa-nāma kahe prabhuke dekhite", "devanagari": "> লক্ষ লক্ষ লোক আইল নানা-দেশ হৈতে ৷\n> সবে কৃষ্ণনাম কহে প্রভুকে দেখিতে ৷৷ ৮৯ ৷৷ ॥৮৯॥", "synonyms": "*lakṣa lakṣa*—muitas centenas de milhares; *loka*—de pessoas; *āila*—vinham ali; *nānā-deśa*—diferentes países; *haite*—de; *sabe*—todas elas; *kṛṣṇa-nāma kahe*—cantam o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *prabhuke*—o Senhor; *dekhite*—vendo.", "translation": "**Muitas centenas de milhares de pessoas de vários países vinham ver o Senhor e, após vê-Lo, todas cantavam o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/90/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma vinā keha nāhi kahe āra\n\nsabe kṛṣṇa-bhakta haila,--loke camatkāra", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম বিনা কেহ নাহি কহে আর ৷\n> সবে কৃষ্ণভক্ত হৈল, — লোকে চমৎকার ৷৷ ৯০ ৷৷ ॥৯০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma vinā*—sem cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *keha*—ninguém; *nāhi*—não; *kahe*—fala; *āra*—nenhuma outra coisa; *sabe*—todas elas; *kṛṣṇa-bhakta*—devotos do Senhor Kṛṣṇa; *haila*—tornaram-se; *loke*—as pessoas; *camatkāra*—maravilhadas.", "translation": "**De fato, elas não cantavam nada além do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, e todas se tornaram devotas do Senhor Kṛṣṇa. Assim, a população em geral ficou maravilhada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/91/", "verse_text": "śrī-raṅga-kṣetre vaise yata vaiṣṇava-brāhmaṇa\neka eka dina sabe kaila nimantraṇa", "devanagari": "> শ্রীরঙ্গক্ষেত্রে বৈসে যত বৈষ্ণব-ব্রাহ্মণ ৷\n> এক এক দিন সবে কৈল নিমন্ত্রণ ৷৷ ৯১ ৷৷ ॥৯১॥", "synonyms": "*śrī-raṅga-kṣetre*—em Śrī Raṅga-kṣetra; *vaise*—residindo; *yata*—todos; *vaiṣṇava-brāhmaṇa*—os brāhmaṇas vaiṣṇavas; *eka eka dina*—todos os dias; *sabe*—todos eles; *kaila nimantraṇa*—convidaram o Senhor.", "translation": "**Todos os brāhmaṇas vaiṣṇavas residentes em Śrī Raṅga-kṣetra convidaram o Senhor a seus lares. De fato, Ele tinha um convite todos os dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/92/", "verse_text": "eka eka dine cāturmāsya pūrṇa haila\nkataka brāhmaṇa bhikṣā dite nā pāila", "devanagari": "> এক এক দিনে চাতুর্মাস্য পূর্ণ হৈল ৷\n> কতক ব্রাহ্মণ ভিক্ষা দিতে না পাইল ৷৷ ৯২ ৷৷ ॥৯২॥", "synonyms": "*eka eka dine*—dia após dia; *cāturmāsya*—o período de Cāturmāsya; *pūrṇa haila*—completou-se; *kataka brāhmaṇa*—alguns dos brāhmaṇas; *bhikṣā dite*—oferecer-Lhe o almoço; *nā*—não; *pāila*—tiveram a oportunidade.", "translation": "**A cada dia o Senhor era convidado por um brāhmaṇa diferente, mas alguns dos brāhmaṇas não tiveram a oportunidade de Lhe oferecer o almoço, porque o período de Cāturmāsya chegou ao fim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/93/", "verse_text": "sei kṣetre rahe eka vaiṣṇava-brāhmaṇa\ndevālaye āsi' kare gītā āvartana", "devanagari": "> সেই ক্ষেত্রে রহে এক বৈষ্ণব-ব্রাহ্মণ ৷\n> দেবালয়ে আসি’ করে গীতা আবর্তন ৷৷ ৯৩ ৷৷ ॥৯৩॥", "synonyms": "*sei kṣetre*—naquele lugar sagrado; *rahe*—havia; *eka*—um; *vaiṣṇava-brāhmaṇa*—um brāhmaṇa que seguia o culto vaiṣṇava; *deva-ālaye*—no templo; *āsi'*—vindo; *kare*—faz; *gītā*—do Bhagavad-gītā; *āvartana*—recitação.", "translation": "**No lugar sagrado de Śrī Raṅga-kṣetra, um brāhmaṇa vaiṣṇava costumava visitar o templo diariamente e recitar o texto inteiro do *Bhagavad-gītā*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/94/", "verse_text": "aṣṭādaśādhyāya paḍe ānanda-āveśe\naśuddha paḍena, loka kare upahāse", "devanagari": "> অষ্টাদশাধ্যায় পড়ে আনন্দ-আবেশে ৷\n> অশুদ্ধ পড়েন, লোক করে উপহাসে ৷৷ ৯৪ ৷৷ ॥৯৪॥", "synonyms": "*aṣṭādaśa-adhyāya*—dezoito capítulos; *paḍe*—lê; *ānanda-āveśe*—em grande êxtase; *aśuddha paḍena*—não conseguia pronunciar o texto corretamente; *loka*—as pessoas em geral; *kare*—fazem; *upahāse*—gracejos.", "translation": "**O brāhmaṇa lia regularmente os dezoito capítulos do *Bhagavad-gītā* em grande êxtase transcendental, mas, porque não conseguia pronunciar as palavras corretamente, as pessoas costumavam zombar dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/95/", "verse_text": "keha hāse, keha ninde, tāhā nāhi māne\nāviṣṭa hañā gītā paḍe ānandita-mane", "devanagari": "> কেহ হাসে, কেহ নিন্দে, তাহা নাহি মানে ৷\n> আবিষ্ট হঞা গীতা পড়ে আনন্দিত-মনে ৷৷ ৯৫ ৷৷ ॥৯৫॥", "synonyms": "*keha hāse*—alguém ri; *keha ninde*—alguém critica; *tāhā*—isso; *nāhi māne*—ele não se importa com; *āviṣṭa hañā*—estando em grande êxtase; *gītā paḍe*—lê o Bhagavad-gītā; *ānandita*—em grande felicidade; *mane*—sua mente.", "translation": "**Devido à sua pronúncia incorreta, às vezes as pessoas o criticavam e riam dele, mas ele não se importava. Estava repleto de êxtase por ler o *Bhagavad-gītā* e sentia-se pessoalmente muito feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/96/", "verse_text": "pulakāśru, kampa, sveda,--yāvat paṭhana\ndekhi' ānandita haila mahāprabhura mana", "devanagari": "> পুলকাশ্রু, কম্প, স্বেদ, — যাবৎ পঠন ৷\n> দেখি’ আনন্দিত হৈল মহাপ্রভুর মন ৷৷ ৯৬ ৷৷ ॥৯৬॥", "synonyms": "*pulaka*—arrepio dos pelos do corpo; *aśru*—lágrimas; *kampa*—tremor; *sveda*—transpiração; *yāvat*—durante; *paṭhana*—a leitura do livro; *dekhi'*—vendo isso; *ānandita*—muito feliz; *haila*—ficou; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente.", "translation": "**Enquanto lia o livro, o brāhmaṇa experimentava transformações corporais transcendentais. Seus pelos se arrepiavam, lágrimas brotavam de seus olhos, e seu corpo tremia e transpirava enquanto ele lia. Ao ver isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz.**", "purport": "Embora o *brāhmaṇa* não pudesse pronunciar muito bem as palavras devido ao analfabetismo, ele ainda assim experimentava sintomas de êxtase enquanto lia o *Bhagavad-gītā.* Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito ao observar esses sintomas, e isso indica que a Suprema Personalidade de Deus Se satisfaz com a devoção, e não com a erudição acadêmica. Muito embora as palavras fossem pronunciadas imperfeitamente, Śrī Caitanya Mahāprabhu, o próprio Senhor Kṛṣṇa, não considerou isso muito grave. Ao contrário, o Senhor ficou satisfeito com o *bhāva* (devoção). No *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.5.11), confirma-se isso:\n\n> tad-vāg-visargo janatāgha-viplavo\n> yasmin prati-ślokam abaddhavaty api\n> nāmāny anantasya yaśo-'ṅkitāni yat\n> śṛṇvanti gāyanti gṛṇanti sādhavaḥ\n\n\"Por outro lado, a literatura repleta de descrições das glórias transcendentais do nome, da fama, das formas e dos passatempos do ilimitado Senhor Supremo é uma criação diferente, cheia de palavras transcendentais destinadas a provocar uma revolução nas vidas ímpias da civilização desorientada deste mundo. Semelhante literatura transcendental, mesmo que composta imperfeitamente, é ouvida, cantada e aceita por homens purificados que são inteiramente honestos.\"\n\nO significado deste verso pode ser consultado para mais informações sobre este assunto."}
{"ref": "cc/madhya/9/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/97/", "verse_text": "mahāprabhu puchila tāṅre, śuna, mahāśaya\nkon artha jāni' tomāra eta sukha haya", "devanagari": "> মহাপ্রভু পুছিল তাঁরে, শুন, মহাশয় ৷\n> কোন্ অর্থ জানি’ তোমার এত সুখ হয় ৷৷ ৯৭ ৷৷ ॥৯৭॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *puchila*—perguntou; *tāṅre*—a ele; *śuna*—por favor, ouve; *mahā-āśaya*—meu caro senhor; *kon*—que; *artha*—significado; *jāni'*—conhecendo; *tomāra*—teu; *eta*—tão grande; *sukha*—felicidade; *haya*—é.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou ao brāhmaṇa: \"Meu caro senhor, por que estás em tão extático amor? Que porção do *Bhagavad-gītā* te proporciona tamanho prazer transcendental?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/98/", "verse_text": "vipra kahe,--mūrkha āmi, śabdārtha nā jāni\nśuddhāśuddha gītā paḍi, guru-ājñā māni'", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — মূর্খ আমি, শব্দার্থ না জানি ৷\n> শুদ্ধাশুদ্ধ গীতা পড়ি, গুরু-আজ্ঞা মানি’ ৷৷ ৯৮ ৷৷ ॥৯৮॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa respondeu; *mūrkha āmi*—eu sou analfabeto; *śabda-artha*—o significado das palavras; *nā jāni*—eu não conheço; *śuddha-aśuddha*—às vezes correto e às vezes não correto; *gītā*—o Bhagavad-gītā; *paḍi*—eu leio; *guru-ājñā*—a ordem de meu mestre espiritual; *māni'*—aceitando.", "translation": "**O brāhmaṇa respondeu: \"Sou analfabeto e, portanto, não conheço o significado das palavras. Às vezes leio o *Bhagavad-gītā* corretamente e às vezes incorretamente, mas, em todo caso, faço isso em cumprimento às ordens de meu mestre espiritual.\"**", "purport": "Este é um bom exemplo de uma pessoa que se tornara tão bem-sucedida a ponto de conseguir captar a atenção de Śrī Caitanya Mahāprabhu mesmo lendo o *Bhagavad-gītā* incorretamente. Suas atividades espirituais não dependiam de coisas materiais como a pronúncia correta. Pelo contrário, seu êxito dependia de seguir estritamente as instruções de seu mestre espiritual.\n\nyasya deve parā bhaktir\nyathā deve tathā gurau\ntasyaite kathitā hy arthāḥ\nprakāśante mahātmanaḥ\n\n\"Somente àquelas grandes almas que têm fé absoluta tanto no Senhor quanto no mestre espiritual é que todos os significados do conhecimento Védico se revelam automaticamente.\" (*Śvetāśvatara Upaniṣad* 6.23)\n\nNa verdade, o significado das palavras do *Bhagavad-gītā* ou do *Śrīmad-Bhāgavatam* revela-se àquele que segue estritamente as ordens do mestre espiritual. Também se revelam àquele que tem fé igual na Suprema Personalidade de Deus. Em outras palavras, ser fiel tanto a Kṛṣṇa quanto ao mestre espiritual é o segredo do êxito na vida espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/9/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/99/", "verse_text": "arjunera rathe kṛṣṇa haya rajju-dhara\nvasiyāche hāte totra śyāmala sundara", "devanagari": "> অর্জুনের রথে কৃষ্ণ হয় রজ্জুধর ৷ বসিয়াছে হাতে তোত্র শ্যামল সুন্দর ৷৷ ৯৯ ৷৷ অর্জুনেরে কহিতেছেন হিত-উপদেশ ৷ তাঁরে দেখি’ হয় মোর আনন্দ-আবেশ ৷৷ ১০০ ৷৷ যাবৎ পড়োঁ, তাবত্ পাঙ তাঁর দরশন ৷ এই লাগি’ গীতা-পাঠ না ছাড়ে মোর মন ৷৷ ১০১ ৷৷ ॥৯৯॥", "synonyms": "*arjunera*—de Arjuna; *rathe*—na quadriga; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *haya*—é; *rajju-dhara*—segurando as rédeas; *vasiyāche*—Ele estava ali sentado; *hāte*—na mão; *totra*—um freio; *śyāmala*—enegrecido; *sundara*—muito belo.", "translation": "**O brāhmaṇa prosseguiu: \"Na verdade, eu apenas vejo o Senhor Kṛṣṇa sentado numa quadriga como o quadrigário de Arjuna. Tomando as rédeas em Suas mãos, Ele Se mostra muito belo e enegrecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/100/", "verse_text": "arjunere kahitechena hita-upadeśa\ntāṅre dekhi' haya mora ānanda-āveśa", "devanagari": "", "synonyms": "*arjunere*—a Arjuna; *kahitechena*—Ele está falando; *hita-upadeśa*—boa instrução; *tāṅre*—a Ele; *dekhi'*—vendo; *haya*—há; *mora*—minha; *ānanda*—felicidade transcendental; *āveśa*—êxtase.", "translation": "**\"Ao ver o Senhor Kṛṣṇa sentado numa quadriga e instruindo Arjuna, eu me encho de êxtase e felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/101/", "verse_text": "yāvat paḍoṅ, tāvat pāṅa tāṅra daraśana\nei lāgi' gītā-pāṭha nā chāḍe mora mana", "devanagari": "", "synonyms": "*yāvat*—enquanto; *paḍoṅ*—eu leio; *tāvat*—nesse tempo; *pāṅa*—eu obtenho; *tāṅra*—Sua; *daraśana*—audiência; *ei lāgi'*—por esta razão; *gītā-pāṭha*—a leitura do Bhagavad-gītā; *nā chāḍe*—não abandona; *mora mana*—minha mente.", "translation": "**\"Enquanto leio o *Bhagavad-gītā*, eu simplesmente vejo os belos traços do Senhor. É por esta razão que leio o *Bhagavad-gītā*, e minha mente não consegue se distrair disso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/102/", "verse_text": "prabhu kahe,--gītā-pāṭhe tomārā-i adhikāra\ntumi se jānaha ei gītāra artha-sāra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — গীতা-পাঠে তোমারই অধিকার ৷\n> তুমি সে জানহ এই গীতার অর্থ-সার ৷৷ ১০২ ৷৷ ॥১০২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *gītā-pāṭhe*—na leitura do Bhagavad-gītā; *tomārāi adhikāra*—tu tens a devida autoridade; *tumi*—tu; *se*—isso; *jānaha*—conheces; *ei*—este; *gītāra*—do Bhagavad-gītā; *artha-sāra*—o verdadeiro significado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse ao brāhmaṇa: \"De fato, tu és uma autoridade na leitura do *Bhagavad-gītā*. Tudo o que conheces constitui o verdadeiro significado do *Bhagavad-gītā*.\"**", "purport": "Segundo os śāstras: bhaktyā bhāgavataṁ grāhyaṁ na buddhyā na ca ṭīkayā. A pessoa deve compreender o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam* ouvindo-os de um verdadeiro devoto. Não se pode compreendê-los simplesmente pela erudição acadêmica ou pela inteligência aguçada. Também se diz:\n\ngītādhītā ca yenāpi\nbhakti-bhāvena cetasā\nveda-śāstra-purāṇāni\ntenādhītāni sarvaśaḥ\n\nÀquele que lê o *Bhagavad-gītā* com fé e devoção, a essência do conhecimento Védico se revela. E segundo o *Śvetāśvatara Upaniṣad* (6.23):\n\nyasya deve parā bhaktir\nyathā deve tathā gurau\ntasyaite kathitā hy arthāḥ\nprakāśante mahātmanaḥ\n\nTodas as escrituras Védicas devem ser compreendidas com fé e devoção, não pela erudição mundana. Por isso apresentamos o *Bhagavad-gītā Como Ele É*. Há muitos supostos eruditos e filósofos que leem o *Bhagavad-gītā* de maneira acadêmica. Eles simplesmente desperdiçam seu tempo e desencaminham aqueles que leem seus comentários."}
{"ref": "cc/madhya/9/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/103/", "verse_text": "eta bali' sei vipre kaila āliṅgana\nprabhu-pada dhari' vipra karena rodana", "devanagari": "> এত বলি’ সেই বিপ্রে কৈল আলিঙ্গন ৷\n> প্রভু-পদ ধরি’ বিপ্র করেন রোদন ৷৷ ১০৩ ৷৷ ॥১০৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *sei vipre*—aquele brāhmaṇa; *kaila āliṅgana*—Ele abraçou; *prabhu-pada*—os pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhari'*—segurando; *vipra*—o brāhmaṇa; *karena*—faz; *rodana*—choro.", "translation": "**Após dizer isto, o Senhor Caitanya Mahāprabhu abraçou o brāhmaṇa, e o brāhmaṇa, segurando os pés de lótus do Senhor, começou a chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/104/", "verse_text": "tomā dekhi' tāhā haite dvi-guṇa sukha haya\nsei kṛṣṇa tumi,--hena mora mane laya", "devanagari": "> তোমা দেখি’ তাহা হৈতে দ্বিগুণ সুখ হয় ৷\n> সেই কৃষ্ণ তুমি, — হেন মোর মনে লয় ৷৷ ১০৪ ৷৷ ॥১০৪॥", "synonyms": "*tomā dekhi'*—ao ver-Te; *tāhā haite*—do que a visão do Senhor Kṛṣṇa; *dvi-guṇa*—o dobro; *sukha*—felicidade; *haya*—há; *sei kṛṣṇa*—aquele Senhor Kṛṣṇa; *tumi*—Tu és; *hena*—tal; *mora*—minha; *mane*—na mente; *laya*—toma.", "translation": "**O brāhmaṇa disse: \"Ao ver-Te, minha felicidade se duplica. Tenho para mim que Tu és o próprio Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/105/", "verse_text": "kṛṣṇa-sphūrtye tāṅra mana hañāche nirmala\nataeva prabhura tattva jānila sakala", "devanagari": "> কৃষ্ণস্ফূর্ত্যে তাঁর মন হঞাছে নির্মল ৷\n> অতএব প্রভুর তত্ত্ব জানিল সকল ৷৷ ১০৫ ৷৷ ॥১০৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-sphūrtye*—pela revelação do Senhor Kṛṣṇa; *tāṅra*—sua; *mana*—mente; *hañāche*—tornou-se; *nirmala*—purificada; *ataeva*—portanto; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tattva*—verdade; *jānila*—pôde compreender; *sakala*—toda.", "translation": "**A mente do brāhmaṇa foi purificada pela revelação do Senhor Kṛṣṇa e, portanto, ele pôde compreender em todos os detalhes a verdade sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/106/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre karāila śikṣaṇa\nei bāt kāhāṅ nā kariha prakāśana", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে করাইল শিক্ষণ ৷\n> এই বাত্ কাহাঁ না করিহ প্রকাশন ৷৷ ১০৬ ৷৷ ॥১০৬॥", "synonyms": "*tabe*—então; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—ao brāhmaṇa; *karāila*—deu; *śikṣaṇa*—instrução; *ei bāt*—esta versão; *kāhāṅ*—em lugar algum; *nā*—não; *kariha*—faças; *prakāśana*—revelação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então instruiu minuciosamente o brāhmaṇa e pediu-lhe que não revelasse o fato de que Ele era o próprio Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/107/", "verse_text": "sei vipra mahāprabhura baḍa bhakta haila\ncāri māsa prabhu-saṅga kabhu nā chāḍila", "devanagari": "> সেই বিপ্র মহাপ্রভুর বড় ভক্ত হৈল ৷\n> চারি মাস প্রভু-সঙ্গ কভু না ছাড়িল ৷৷ ১০৭ ৷৷ ॥১০৭॥", "synonyms": "*sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *baḍa*—grande; *bhakta*—devoto; *haila*—tornou-se; *cāri māsa*—durante quatro meses; *prabhu-saṅga*—a associação do Senhor; *kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *chāḍila*—abandonou.", "translation": "**Aquele brāhmaṇa tornou-se um grande devoto de Śrī Caitanya Mahāprabhu e, durante quatro meses ininterruptos, não abandonou a companhia do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/108/", "verse_text": "ei-mata bhaṭṭa-gṛhe rahe gauracandra\nnirantara bhaṭṭa-saṅge kṛṣṇa-kathānanda", "devanagari": "> এইমত ভট্টগৃহে রহে গৌরচন্দ্র ৷\n> নিরন্তর ভট্ট-সঙ্গে কৃষ্ণকথানন্দ ৷৷ ১০৮ ৷৷ ॥১০৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bhaṭṭa-gṛhe*—na casa de Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *rahe*—permaneceu; *gauracandra*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nirantara*—constantemente; *bhaṭṭa-saṅge*—com Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *kṛṣṇa-kathā-ānanda*—a bem-aventurança transcendental de falar sobre Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu na casa de Veṅkaṭa Bhaṭṭa e conversava constantemente com ele sobre o Senhor Kṛṣṇa. Dessa maneira, Ele Se sentia muito feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/109/", "verse_text": "śrī-vaiṣṇava' bhaṭṭa seve lakṣmī-nārāyaṇa\ntāṅra bhakti dekhi' prabhura tuṣṭa haila mana", "devanagari": "> ‘শ্রী-বৈষ্ণব’ ভট্ট সেবে লক্ষ্মী-নারায়ণ ৷\n> তাঁর ভক্তি দেখি’ প্রভুর তুষ্ট হৈল মন ৷৷ ১০৯ ৷৷ ॥১০৯॥", "synonyms": "*śrī-vaiṣṇava*—um devoto da Rāmānuja-sampradāya; *bhaṭṭa*—Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *seve*—costumava adorar; *lakṣmī-nārāyaṇa*—as Deidades do Senhor Nārāyaṇa e da deusa da fortuna, Lakṣmī; *tāṅra*—sua; *bhakti*—devoção; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tuṣṭa*—satisfeita; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**Sendo um vaiṣṇava da Rāmānuja-sampradāya, Veṅkaṭa Bhaṭṭa adorava as Deidades de Lakṣmī e Nārāyaṇa. Ao ver sua devoção pura, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/110/", "verse_text": "nirantara tāṅra saṅge haila sakhya-bhāva\nhāsya-parihāse duṅhe sakhyera svabhāva", "devanagari": "> নিরন্তর তাঁর সঙ্গে হৈল সখ্যভাব ৷\n> হাস্য-পরিহাসে দুঁহে সখ্যের স্বভাব ৷৷ ১১০ ৷৷ ॥১১০॥", "synonyms": "*nirantara*—constantemente; *tāṅra saṅge*—estando associado com ele; *haila*—houve; *sakhya-bhāva*—uma relação de amizade; *hāsya*—rindo; *parihāse*—brincando; *duṅhe*—ambos; *sakhyera*—de fraternidade; *svabhāva*—natureza.", "translation": "**Associando-se constantemente um com o outro, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Veṅkaṭa Bhaṭṭa desenvolveram pouco a pouco uma relação amistosa. De fato, às vezes riam e gracejavam juntos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/111/", "verse_text": "prabhu kahe,--bhaṭṭa, tomāra lakṣmī-ṭhākurāṇī\nkānta-vakṣaḥ-sthitā, pativratā-śiromaṇi", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ভট্ট, তোমার লক্ষ্মী-ঠাকুরাণী ৷\n> কান্ত-বক্ষঃস্থিতা, পতিব্রতা-শিরোমণি ৷৷ ১১১ ৷৷ ॥১১১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *bhaṭṭa*—Meu querido Bhaṭṭācārya; *tomāra*—tua; *lakṣmī-ṭhākurāṇī*—deusa da fortuna; *kānta*—de seu esposo, Nārāyaṇa; *vakṣaḥ-sthitā*—situada no peito; *pati-vratā*—mulher casta; *śiromaṇi*—a mais elevada.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse ao Bhaṭṭācārya: \"Tua adorável deusa da fortuna, Lakṣmī, permanece sempre no peito de Nārāyaṇa, e ela certamente é a mulher mais casta de toda a criação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/112/", "verse_text": "āmāra ṭhākura kṛṣṇa--gopa, go-cāraka\nsādhvī hañā kene cāhe tāṅhāra saṅgama", "devanagari": "> আমার ঠাকুর কৃষ্ণ — গোপ, গো-চারক ৷\n> সাধ্বী হঞা কেনে চাহে তাঁহার সঙ্গম ৷৷ ১১২ ৷৷ ॥১১২॥", "synonyms": "*āmāra ṭhākura*—Minha adorável Deidade; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *gopa*—vaqueiro; *go-cāraka*—um guardador de vacas; *sādhvī hañā*—sendo tão casta; *kene*—por que; *cāhe*—deseja; *tāṅhāra*—Sua; *saṅgama*—associação.", "translation": "**\"Entretanto, Meu Senhor é o Senhor Śrī Kṛṣṇa, um vaqueirinho que Se ocupa em cuidar das vacas. Por que será que Lakṣmī, sendo uma esposa tão casta, deseja associar-se com Meu Senhor?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/113/", "verse_text": "ei lāgi' sukha-bhoga chāḍi' cira-kāla\nvrata-niyama kari' tapa karila apāra", "devanagari": "> এই লাগি’ সুখভোগ ছাড়ি’ চিরকাল ৷\n> ব্রত-নিয়ম করি’ তপ করিল অপার ৷৷ ১১৩ ৷৷ ॥১১৩॥", "synonyms": "*ei lāgi'*—por esse motivo; *sukha-bhoga*—o desfrute de Vaikuṇṭha; *chāḍi'*—abandonando; *cira-kāla*—por muito tempo; *vrata-niyama*—votos e princípios reguladores; *kari'*—aceitando; *tapa*—austeridade; *karila apāra*—realizou ilimitadamente.", "translation": "**\"Apenas para associar-se com Kṛṣṇa, Lakṣmī abandonou toda a felicidade transcendental de Vaikuṇṭha e, durante muito tempo, aceitou votos e princípios reguladores e realizou austeridades ilimitadas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/114/", "verse_text": "kasyānubhāvo 'sya na deva vidmahe\ntavāṅghri-reṇu-sparaśādhikāraḥ\nyad-vāñchayā śrīr lalanācarat tapo\nvihāya kāmān su-ciraṁ dhṛta-vratā", "devanagari": "> কস্যানুভাবোঽস্য ন দেব বিদ্মহে, তবাঙ্ঘ্র রেণুস্পরশাধিকারঃ\n> যদ্বাঞ্ছয়া শ্রীর্ললনাচরত্তপো, বিহায় কামান্ সুচিরং ধৃতব্রতা ৷৷ ১১৪ ৷৷ ॥১১৪॥", "synonyms": "*kasya*—de que; *anubhāvaḥ*—um resultado; *asya*—da serpente (Kāliya); *na*—não; *deva*—ó Senhor; *vidmahe*—nós sabemos; *tava aṅghri*—de Teus pés de lótus; *reṇu*—da poeira; *sparaśa*—para tocar; *adhikāraḥ*—qualificação; *yat*—a qual; *vāñchayā*—por desejar; *śrīḥ*—a deusa da fortuna; *lalanā*—a mais elevada das mulheres; *acarat*—realizou; *tapaḥ*—austeridade; *vihāya*—abandonando; *kāmān*—todos os desejos; *su-ciram*—por muito tempo; *dhṛta*—uma lei mantida; *vratā*—como um voto.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu disse então: \" 'Ó Senhor, não sabemos como a serpente Kāliya alcançou tamanha oportunidade de ser tocada pela poeira de Teus pés de lótus. Com esse fim, mesmo a deusa da fortuna realizou austeridades durante séculos, abandonando todos os outros desejos e observando votos austeros. De fato, não sabemos como a serpente Kāliya obteve semelhante oportunidade.\" '**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.16.36); foi proferida pelas esposas da serpente Kāliya."}
{"ref": "cc/madhya/9/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/115/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe, kṛṣṇa-nārāyaṇa--eka-i svarūpa\nkṛṣṇete adhika līlā-vaidagdhyādi-rūpa", "devanagari": "> ভট্ট কহে, কৃষ্ণ-নারায়ণ — একই স্বরূপ ৷\n> কৃষ্ণেতে অধিক লীলা-বৈদগ্ধ্যাদিরূপ ৷৷ ১১৫ ৷৷ ॥১১৫॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa disse; *kṛṣṇa-nārāyaṇa*—Kṛṣṇa e Nārāyaṇa; *eka-i svarūpa*—um e o mesmo; *kṛṣṇete*—no Senhor Kṛṣṇa; *adhika*—mais; *līlā*—passatempos; *vaidagdhya-ādi-rūpa*—natureza esportiva.", "translation": "**Veṅkaṭa Bhaṭṭa então disse: \"O Senhor Kṛṣṇa e o Senhor Nārāyaṇa são um e o mesmo, mas os passatempos de Kṛṣṇa são mais saborosos devido à sua natureza esportiva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/116/", "verse_text": "tāra sparśe nāhi yāya pativratā-dharma\nkautuke lakṣmī cāhena kṛṣṇera saṅgama", "devanagari": "> তার স্পর্শে নাহি যায় পতিব্রতা-ধর্ম ৷\n> কৌতুকে লক্ষ্মী চাহেন কৃষ্ণের সঙ্গম ৷৷ ১১৬ ৷৷ ॥১১৬॥", "synonyms": "*tāra sparśe*—pelo toque de Kṛṣṇa por Lakṣmī; *nāhi*—não; *yāya*—desaparece; *pati-vratā-dharma*—o voto de castidade; *kautuke*—em grande divertimento; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *cāhena*—deseja; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *saṅgama*—associação.", "translation": "**\"Visto que Kṛṣṇa e Nārāyaṇa são a mesma personalidade, a associação de Lakṣmī com Kṛṣṇa não quebra seu voto de castidade. Pelo contrário, foi em grande divertimento que a deusa da fortuna desejou associar-se com o Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Esta é uma resposta à pergunta do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, e a partir dela podemos compreender que Veṅkaṭa Bhaṭṭa conhecia a verdade. Ele disse a Śrī Caitanya Mahāprabhu que Nārāyaṇa é uma forma de Kṛṣṇa associada a opulência transcendental. Embora Kṛṣṇa tenha dois braços e Nārāyaṇa, quatro braços, não há diferença na pessoa. São um e o mesmo. Nārāyaṇa é tão belo quanto Kṛṣṇa, mas os passatempos de Kṛṣṇa são mais esportivos. Não é que os passatempos esportivos de Kṛṣṇa O tornem diferente de Nārāyaṇa. O desejo de Lakṣmī de associar-se com Kṛṣṇa era perfeitamente natural. Em outras palavras, é compreensível que uma mulher casta deseje associar-se com seu esposo em todos os seus diferentes trajes. Portanto, ninguém deve criticar Lakṣmī por desejar associar-se com Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/9/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/117/", "verse_text": "siddhāntatas tv abhede 'pi\nśrīśa-kṛṣṇa-svarūpayoḥ\nrasenotkṛṣyate kṛṣṇa-\nrūpam eṣā rasa-sthitiḥ", "devanagari": "> সিদ্ধান্ততস্ত্বভেদেঽপি শ্রীশ-কৃষ্ণস্বরূপয়োঃ ৷\n> রসেনোৎকৃষ্যতে কৃষ্ণরূপমেষা রসস্থিতিঃ ৷৷ ১১৭ ৷৷ ॥১১৭॥", "synonyms": "*siddhāntataḥ*—na realidade; *tu*—mas; *abhede*—nenhuma diferença; *api*—embora; *śrī-īśa*—do esposo de Lakṣmī, Nārāyaṇa; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpayoḥ*—entre as formas; *rasena*—pelas doçuras transcendentais; *utkṛṣyate*—é superior; *kṛṣṇa-rūpam*—a forma do Senhor Kṛṣṇa; *eṣā*—este; *rasa-sthitiḥ*—reservatório de prazer.", "translation": "**Veṅkaṭa Bhaṭṭa prosseguiu: \" 'Segundo a compreensão transcendental, não há diferença entre as formas de Nārāyaṇa e Kṛṣṇa. Contudo, em Kṛṣṇa há uma atração transcendental especial devido à doçura conjugal e, em consequência, Ele supera Nārāyaṇa. Esta é a conclusão das doçuras transcendentais.'**", "purport": "Este verso citado por Veṅkaṭa Bhaṭṭa também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.59)."}
{"ref": "cc/madhya/9/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/118/", "verse_text": "kṛṣṇa-saṅge pativratā-dharma nahe nāśa\nadhika lābha pāiye, āra rāsa-vilāsa", "devanagari": "> কৃষ্ণসঙ্গে পতিব্রতা-ধর্ম নহে নাশ ৷\n> অধিক লাভ পাইয়ে, আর রাসবিলাস ৷৷ ১১৮ ৷৷ ॥১১৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-saṅge*—na associação do Senhor Kṛṣṇa; *pati-vratā*—de castidade; *dharma*—voto; *nahe*—não é; *nāśa*—perdido; *adhika*—mais; *lābha*—proveito; *pāiye*—eu obtenho; *āra*—também; *rāsa-vilāsa*—o desfrute na dança da rāsa.", "translation": "**\"A deusa da fortuna considerou que seu voto de castidade não seria prejudicado por sua relação com Kṛṣṇa. Pelo contrário, ao associar-se com Kṛṣṇa, ela poderia desfrutar do benefício da dança da rāsa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/119/", "verse_text": "vinodinī lakṣmīra haya kṛṣṇe abhilāṣa\nihāte ki doṣa, kene kara parihāsa", "devanagari": "> বিনোদিনী লক্ষ্মীর হয় কৃষ্ণে অভিলাষ ৷\n> ইহাতে কি দোষ, কেনে কর পরিহাস ৷৷ ১১৯ ৷৷ ॥১১৯॥", "synonyms": "*vinodinī*—a desfrutadora; *lakṣmīra*—da deusa da fortuna; *haya*—há; *kṛṣṇe*—pelo Senhor Kṛṣṇa; *abhilāṣa*—desejo; *ihāte*—nisto; *ki*—que; *doṣa*—falta; *kene*—por que; *kara*—Tu fazes; *parihāsa*—gracejo.", "translation": "**Veṅkaṭa Bhaṭṭa explicou ainda: \"Mãe Lakṣmī, a deusa da fortuna, também é uma desfrutadora de bem-aventurança transcendental; portanto, se ela desejou desfrutar com Kṛṣṇa, que falta há nisso? Por que estás gracejando tanto a esse respeito?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/120/", "verse_text": "prabhu kahe,--doṣa nāhi, ihā āmi jāni\nrāsa nā pāila lakṣmī, śāstre ihā śuni", "devanagari": "> প্রভু কহে, — দোষ নাহি, ইহা আমি জানি ৷\n> রাস না পাইল লক্ষ্মী, শাস্ত্রে ইহা শুনি ৷৷ ১২০ ৷৷ ॥১২০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *doṣa nāhi*—não há falta; *ihā āmi jāni*—isto Eu sei; *rāsa nā pāila lakṣmī*—Lakṣmī, a deusa da fortuna, não pôde ingressar na dança da rāsa; *śāstre ihā śuni*—obtemos esta informação das escrituras reveladas.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Eu sei que não há falta alguma da parte da deusa da fortuna, mas, ainda assim, ela não pôde ingressar na dança da rāsa. Ouvimos isto das escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/121/", "verse_text": "nāyaṁ śriyo 'ṅga u nitānta-rateḥ prasādaḥ\nsvar-yoṣitāṁ nalina-gandha-rucāṁ kuto 'nyāḥ\nrāsotsave 'sya bhuja-daṇḍa-gṛhīta-kaṇṭha-\nlabdhāśiṣāṁ ya udagād vraja-sundarīṇām", "devanagari": "> নায়ং শ্রিয়োঽঙ্গ উ নিতান্তরতেঃ প্রসাদঃ ৷\n> স্বর্যোষিতাং নলিনগন্ধরুচাং কুতোঽন্যাঃ ৷\n> রাসোৎসবেঽস্য ভুজদণ্ডগৃহীতকণ্ঠ-\n> লব্ধাশিষাং য উদগাদ্ব্রজসুন্দরীণাম্ ৷৷ ১২১ ৷৷ ॥১২১॥", "synonyms": "*na*—não; *ayam*—esta; *śriyaḥ*—da deusa da fortuna; *aṅge*—no peito; *u*—ai; *nitānta-rateḥ*—de quem está intimamente relacionado; *prasādaḥ*—o favor; *svaḥ*—dos planetas celestiais; *yoṣitām*—das mulheres; *nalina*—da flor de lótus; *gandha*—tendo o aroma; *rucām*—e o brilho corpóreo; *kutaḥ*—muito menos; *anyāḥ*—outras; *rāsa-utsave*—no festival da dança da rāsa; *asya*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *bhuja-daṇḍa*—pelos braços; *gṛhīta*—abraçados; *kaṇṭha*—seus pescoços; *labdha-āśiṣām*—que alcançaram tal bênção; *yaḥ*—a qual; *udagāt*—manifestou-se; *vraja-sundarīṇām*—das belas gopīs, as moças transcendentais de Vrajabhūmi.", "translation": "**“ 'Quando o Senhor Śrī Kṛṣṇa dançava com as gopīs no rāsa-līlā, Ele pôs Seus braços ao redor dos pescoços delas e as abraçou. Esse favor transcendental jamais foi concedido à deusa da fortuna ou às outras consortes no mundo espiritual. Tampouco semelhante coisa jamais foi imaginada pelas mais belas moças dos planetas celestiais, moças cujo brilho corpóreo e cujo aroma assemelham-se exatamente à flor de lótus. E o que dizer, então, das mulheres mundanas, que podem ser belíssimas segundo a estimativa material?'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.47.60)."}
{"ref": "cc/madhya/9/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/122/", "verse_text": "lakṣmī kene nā pāila, ihāra ki kāraṇa\ntapa kari' kaiche kṛṣṇa pāila śruti-gaṇa", "devanagari": "> লক্ষ্মী কেনে না পাইল, ইহার কি কারণ ৷\n> তপ করি’ কৈছে কৃষ্ণ পাইল শ্রুতিগণ ৷৷ ১২২ ৷৷ ॥১২২॥", "synonyms": "*lakṣmī*—a deusa da fortuna; *kene*—por que; *nā*—não; *pāila*—obteve; *ihāra*—disto; *ki*—qual; *kāraṇa*—a causa; *tapa kari'*—submetendo-se a severas austeridades; *kaiche*—como; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *pāila*—alcançaram; *śruti-gaṇa*—as autoridades Védicas.", "translation": "**\"Mas podes dizer-Me por que a deusa da fortuna, Lakṣmī, não pôde entrar na dança da rāsa? As autoridades do conhecimento Védico puderam entrar na dança e associar-se com Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/123/", "verse_text": "nibhṛta-marun-mano-'kṣa-dṛḍha-yoga-yujo hṛdi yan-\nmunaya upāsate tad arayo 'pi yayuḥ smaraṇāt\nstriya uragendra-bhoga-bhuja-daṇḍa-viṣakta-dhiyo\nvayam api te samāḥ samadṛśo 'ṅghri-saroja-sudhāḥ", "devanagari": "> নিভৃতমরুন্মনোঽক্ষদৃঢ়যোগযুজো হৃদি য-\n> ন্মুনয় উপাসতে তদরয়োঽপি যযুঃ স্মরণাৎ ৷\n> স্ত্রিয় উরগেন্দ্র-ভোগভুজদণ্ডবিষক্ত-ধিয়ো\n> বয়মপি তে সমাঃ সমদৃশোঽঙ্ঘ্রিসরোজসুধাঃ ৷৷ ১২৩ ৷৷ ॥১২৩॥", "synonyms": "*nibhṛta*—controlado; *marut*—o ar vital; *manaḥ*—a mente; *akṣa*—os sentidos; *dṛḍha*—forte; *yoga*—no processo de yoga místico; *yujaḥ*—que estão ocupados; *hṛdi*—dentro do coração; *yat*—quem; *munayaḥ*—os grandes sábios; *upāsate*—adoram; *tat*—esse; *arayaḥ*—os inimigos; *api*—também; *yayuḥ*—obtêm; *smaraṇāt*—de lembrar-se; *striyaḥ*—as gopīs; *uraga-indra*—de serpentes; *bhoga*—como os corpos; *bhuja*—os braços; *daṇḍa*—como hastes; *viṣakta*—presas a; *dhiyaḥ*—cujas mentes; *vayam api*—nós também; *te*—Teus; *samāḥ*—iguais a elas; *sama-dṛśaḥ*—tendo as mesmas emoções extáticas; *aṅghri-saroja*—dos pés de lótus; *sudhāḥ*—o néctar.", "translation": "**“ 'Grandes sábios subjugam a mente e os sentidos praticando o sistema de yoga místico e controlando a respiração, e assim conquistam a mente e os sentidos. Ocupando-se dessa maneira no yoga místico e vendo a Superalma dentro do coração, eles acabam entrando no Brahman impessoal, juntamente com os inimigos da Suprema Personalidade de Deus. Contudo, as donzelas de Vraja, as gopīs, querem abraçá-Lo, bem como Seus braços, que são como serpentes. Assim, as gopīs acabaram saboreando o néctar dos pés de lótus do Senhor. De modo semelhante, nós, os Upaniṣads, também podemos saborear o néctar de Seus pés de lótus seguindo os passos das gopīs.' \"**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.87.23)."}
{"ref": "cc/madhya/9/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/124/", "verse_text": "śruti pāya, lakṣmī nā pāya, ithe ki kāraṇa\nbhaṭṭa kahe,--ihā praveśite nāre mora mana", "devanagari": "> শ্রুতি পায়, লক্ষ্মী না পায়, ইথে কি কারণ ৷\n> ভট্ট কহে, — ইহা প্রবেশিতে নারে মোর মন ৷৷ ১২৪ ৷৷ ॥১২৪॥", "synonyms": "*śruti pāya*—as autoridades Védicas conseguiram admissão; *lakṣmī nā pāya*—e a deusa da fortuna não conseguiu admissão; *ithe ki kāraṇa*—qual deve ser a razão para isto; *bhaṭṭa kahe*—Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa respondeu; *ihā*—isto; *praveśite*—entrar; *nāre*—não é capaz; *mora*—minha; *mana*—mente.", "translation": "**Tendo-lhe perguntado Caitanya Mahāprabhu por que a deusa da fortuna não pôde entrar na dança da rāsa, ao passo que as autoridades do conhecimento Védico puderam, Veṅkaṭa Bhaṭṭa respondeu: \"Não posso adentrar os mistérios desse comportamento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/125/", "verse_text": "āmi jīva,--kṣudra-buddhi, sahaje asthira\nīśvarera līlā--koṭi-samudra-gambhīra", "devanagari": "> আমি জীব, — ক্ষুদ্রবুদ্ধি, সহজে অস্থির ৷\n> ঈশ্বরের লীলা — কোটিসমুদ্র-গম্ভীর ৷৷ ১২৫ ৷৷ ॥১২৫॥", "synonyms": "*āmi jīva*—eu sou um ser vivo comum; *kṣudra-buddhi*—possuindo inteligência limitada; *sahaje asthira*—muito facilmente agitado; *īśvarera līlā*—os passatempos do Senhor; *koṭi-samudra*—como milhões de oceanos; *gambhīra*—tão profundos.", "translation": "**Veṅkaṭa Bhaṭṭa então admitiu: \"Sou um ser humano comum. Visto que minha inteligência é muito limitada e que me agito facilmente, minha mente não pode adentrar o profundo oceano dos passatempos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/126/", "verse_text": "tumi sākṣāt sei kṛṣṇa, jāna nija-karma\nyāre jānāha, sei jāne tomāra līlā-marma", "devanagari": "> তুমি সাক্ষাৎ সেই কৃষ্ণ, জান নিজকর্ম ৷\n> যারে জানাহ, সেই জানে তোমার লীলামর্ম ৷৷ ১২৬ ৷৷ ॥১২৬॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *sākṣāt*—diretamente; *sei*—aquele; *kṛṣṇa*—a Suprema Personalidade de Deus; *jāna*—Tu conheces; *nija-karma*—Tuas atividades; *yāre jānāha*—e a quem Tu o revelas; *sei*—essa pessoa; *jāne*—conhece; *tomāra*—Teu; *līlā-marma*—o significado dos passatempos.", "translation": "**\"Tu és a própria Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Tu conheces o propósito de Tuas atividades, e a pessoa a quem iluminas também pode compreender Teus passatempos.\"**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, e Seus passatempos não podem ser compreendidos pelos rudes sentidos materiais. É preciso purificar os sentidos prestando serviço amoroso transcendental ao Senhor. Quando o Senhor Se sente satisfeito e revela a Si mesmo, a pessoa pode compreender a forma, o nome, as qualidades e os passatempos transcendentais do Senhor. Isso é confirmado no Kaṭha Upaniṣad (2.23) e no Muṇḍaka Upaniṣad (3.2.3): yam evaiṣa vṛṇute tena labhyas tasyaiṣa ātmā vivṛṇute tanūṁ svām. \"Qualquer um que seja favorecido pela Suprema Personalidade de Deus pode compreender Seu nome, qualidades, forma e passatempos transcendentais.\""}
{"ref": "cc/madhya/9/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/127/", "verse_text": "prabhu kahe,--kṛṣṇera eka svabhāva vilakṣaṇa\nsva-mādhurye sarva citta kare ākarṣaṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কৃষ্ণের এক স্বভাব বিলক্ষণ ৷\n> স্বমাধুর্যে সর্ব চিত্ত করে আকর্ষণ ৷৷ ১২৭ ৷৷ ॥১২৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *eka*—uma; *svabhāva*—característica; *vilakṣaṇa*—especial; *sva-mādhurye*—Seu amor conjugal; *sarva*—todos; *citta*—corações; *kare*—faz; *ākarṣaṇa*—atração.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"O Senhor Kṛṣṇa tem uma característica especial: Ele atrai o coração de todos pela doçura de Seu amor conjugal pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/128/", "verse_text": "vraja-lokera bhāve pāiye tāṅhāra caraṇa\ntāṅre īśvara kari' nāhi jāne vraja-jana", "devanagari": "> ব্রজলোকের ভাবে পাইয়ে তাঁহার চরণ ৷\n> তাঁরে ঈশ্বর করি’ নাহি জানে ব্রজজন ৷৷ ১২৮ ৷৷ ॥১২৮॥", "synonyms": "*vraja-lokera*—dos habitantes de Goloka Vṛndāvana; *bhāve*—no êxtase; *pāiye*—a pessoa obtém; *tāṅhāra*—do Senhor Kṛṣṇa; *caraṇa*—os pés de lótus; *tāṅre*—a Ele; *īśvara*—a Pessoa Suprema; *kari'*—aceitando; *nāhi*—não; *jāne*—conhecem; *vraja-jana*—os habitantes de Vrajabhūmi.", "translation": "**\"Seguindo as pegadas dos habitantes do planeta conhecido como Vrajaloka ou Goloka Vṛndāvana, a pessoa pode alcançar o abrigo dos pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa. No entanto, nesse planeta os habitantes não sabem que o Senhor Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/129/", "verse_text": "keha tāṅre putra-jñāne udukhale bāndhe\nkeha sakhā-jñāne jini' caḍe tāṅra kāndhe", "devanagari": "> কেহ তাঁরে পুত্র-জ্ঞানে উদুখলে বান্ধে ৷\n> কেহ সখা-জ্ঞানে জিনি’ চড়ে তাঁর কান্ধে ৷৷ ১২৯ ৷৷ ॥১২৯॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *tāṅre*—a Ele; *putra-jñāne*—aceitando-O como filho; *udukhale*—a um grande pilão; *bāndhe*—amarra; *keha*—alguém; *sakhā-jñāne*—aceitando-O como amigo; *jini'*—vencendo; *caḍe*—sobe; *tāṅra*—em Seus; *kāndhe*—ombros.", "translation": "**\"Ali alguém pode aceitá-Lo como filho e, às vezes, amarrá-Lo a um pilão de moer. Outro pode aceitá-Lo como amigo íntimo e, alcançando vitória sobre Ele, montar-Lhe nos ombros de modo brincalhão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/130/", "verse_text": "'vrajendra-nandana' bali' tāṅre jāne vraja-jana\naiśvarya-jñāne nāhi kona sambandha-mānana", "devanagari": "> ‘ব্রজেন্দ্রনন্দন’ বলি’ তাঁরে জানে ব্রজজন ৷\n> ঐশ্বর্যজ্ঞানে নাহি কোন সম্বন্ধ-মানন ৷৷ ১৩০ ৷৷ ॥১৩০॥", "synonyms": "*vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja, o rei de Vrajabhūmi; *bali'*—como; *tāṅre*—a Ele; *jāne*—conhecem; *vraja-jana*—os habitantes de Vrajabhūmi; *aiśvarya-jñāne*—na opulência; *nāhi*—não há; *kona*—nenhum; *sambandha*—relacionamento; *mānana*—em relação a.", "translation": "**\"Os habitantes de Vrajabhūmi conhecem Kṛṣṇa como o filho de Mahārāja Nanda, o rei de Vrajabhūmi, e consideram que não pode haver relação alguma com o Senhor no rasa de opulência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/131/", "verse_text": "vraja-lokera bhāve yei karaye bhajana\nsei jana pāya vraje vrajendra-nandana", "devanagari": "> ব্রজলোকের ভাবে যেই করয়ে ভজন ৷\n> সেই জন পায় ব্রজে ব্রজেন্দ্রনন্দন ৷৷ ১৩১ ৷৷ ॥১৩১॥", "synonyms": "*vraja-lokera*—dos habitantes de Vrajabhūmi; *bhāve*—no êxtase; *yei*—qualquer um que; *karaye*—faz; *bhajana*—adoração; *sei jana*—essa pessoa; *pāya*—alcança; *vraje*—em Vraja; *vrajendra-nandana*—o Senhor Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**\"Aquele que adora o Senhor seguindo as pegadas dos habitantes de Vrajabhūmi alcança-O no planeta transcendental de Vraja, onde Ele é conhecido como o filho de Mahārāja Nanda.\"**", "purport": "Os habitantes de Vrajabhūmi, ou Goloka Vṛndāvana, conhecem Kṛṣṇa como o filho de Mahārāja Nanda. Eles não O aceitam como a Suprema Personalidade de Deus, como o fazem as pessoas em geral. O Senhor é o mantenedor supremo de todos e a personalidade principal entre todas as personalidades. Em Vrajabhūmi, Kṛṣṇa é certamente o ponto central do amor, mas ninguém ali O conhece como a Suprema Personalidade de Deus. Em vez disso, a pessoa pode conhecê-Lo como amigo, filho, amante ou amo. Em todo caso, o centro é Kṛṣṇa. Os habitantes de Vrajabhūmi relacionam-se com o Senhor em servidão, amizade, amor parental e amor conjugal. Uma pessoa ocupada em serviço devocional pode aceitar qualquer uma dessas relações transcendentais, que são conhecidas como doçuras. Quando tal pessoa alcança a fase de perfeição, ela volta ao lar, volta a Kṛṣṇa, em sua identidade espiritual pura."}
{"ref": "cc/madhya/9/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/132/", "verse_text": "nāyaṁ sukhāpo bhagavān\ndehināṁ gopikā-sutaḥ\njñānināṁ cātma-bhūtānāṁ\nyathā bhakti-matām iha", "devanagari": "> নায়ং সুখাপো ভগবান্ দেহিনাং গোপিকাসুতঃ ৷\n> জ্ঞানিনাং চাত্মভূতানাং যথা ভক্তিমতামিহ ৷৷ ১৩২ ৷৷ ॥১৩২॥", "synonyms": "*na*—não; *ayam*—este Senhor Śrī Kṛṣṇa; *sukha-āpaḥ*—facilmente acessível; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *dehinām*—para as pessoas materialistas que aceitaram o corpo como o eu; *gopikā-sutaḥ*—o filho de mãe Yaśodā; *jñāninām*—para as pessoas viciadas em especulação mental; *ca*—e; *ātma-bhūtānām*—para as pessoas que realizam severas austeridades e penitências; *yathā*—como; *bhakti-matām*—para as pessoas ocupadas em serviço devocional espontâneo; *iha*—neste mundo.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu então citou: \"'A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o filho de mãe Yaśodā, é acessível aos devotos ocupados em serviço amoroso espontâneo, mas não é tão facilmente acessível aos especuladores mentais, àqueles que se esforçam pela autorrealização por meio de severas austeridades e penitências, ou àqueles que consideram o corpo igual ao eu.'**", "purport": "Este verso, dado também no *Madhya-līlā* 8.227, é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.9.21)."}
{"ref": "cc/madhya/9/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/133/", "verse_text": "śruti-gaṇa gopī-gaṇera anugata hañā\nvrajeśvarī-suta bhaje gopī-bhāva lañā", "devanagari": "> শ্রুতিগণ গোপীগণের অনুগত হঞা ৷\n> ব্রজেশ্বরীসুত ভজে গোপীভাব লঞা ৷৷ ১৩৩ ৷৷ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*śruti-gaṇa*—as autoridades dos hinos Védicos; *gopī-gaṇera*—das gopīs; *anugata hañā*—seguindo as pegadas; *vrajeśvarī-suta*—o filho de mãe Yaśodā; *bhaje*—adoram; *gopī-bhāva*—o êxtase das gopīs; *lañā*—aceitando.", "translation": "**\"As autoridades da literatura Védica conhecidas como śruti-gaṇa adoraram o Senhor Kṛṣṇa no êxtase das gopīs e seguiram as pegadas delas.**", "purport": "As autoridades da literatura Védica conhecidas como śruti-gaṇa desejaram entrar na dança da rāsa do Senhor Śrī Kṛṣṇa; por isso, começaram a adorar o Senhor no êxtase das gopīs. No princípio, contudo, foram malsucedidas. Como não puderam entrar na dança simplesmente por pensar em Kṛṣṇa no êxtase das gopīs, elas efetivamente aceitaram corpos como os das gopīs. Chegaram até a nascer em Vrajabhūmi tal como as gopīs e, em consequência, ficaram absortas no êxtase do amor das gopīs. Dessa maneira, foi-lhes permitido entrar na dança da rāsa-līlā do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/9/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/134/", "verse_text": "bāhyāntare gopī-deha vraje yabe pāila\nsei dehe kṛṣṇa-saṅge rāsa-krīḍā kaila", "devanagari": "> বাহ্যান্তরে গোপীদেহ ব্রজে যবে পাইল ৷\n> সেই দেহে কৃষ্ণসঙ্গে রাসক্রীড়া কৈল ৷৷ ১৩৪ ৷৷ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*bāhya-antare*—externa e internamente; *gopī-deha*—o corpo de uma gopī; *vraje*—em Vrajabhūmi; *yabe*—quando; *pāila*—elas obtiveram; *sei dehe*—nesse corpo; *kṛṣṇa-saṅge*—com Kṛṣṇa; *rāsa-krīḍā*—os passatempos da dança da rāsa; *kaila*—realizaram.", "translation": "**\"As autoridades personificadas dos hinos Védicos adquiriram corpos como os das gopīs e nasceram em Vrajabhūmi. Nesses corpos, foi-lhes permitido entrar na dança da rāsa-līlā do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/135/", "verse_text": "gopa-jāti kṛṣṇa, gopī--preyasī tāṅhāra\ndevī vā anya strī kṛṣṇa nā kare aṅgīkāra", "devanagari": "> গোপজাতি কৃষ্ণ, গোপী — প্রেয়সী তাঁহার ৷\n> দেবী বা অন্য স্ত্রী কৃষ্ণ না করে অঙ্গীকার ৷৷ ১৩৫ ৷৷ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*gopa-jāti*—pertencente à comunidade de pastores de vacas; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *gopī*—as donzelas de Vrajabhūmi, as gopīs; *preyasī*—as mais queridas; *tāṅhāra*—Suas; *devī*—as esposas dos semideuses; *vā*—ou; *anya*—outras; *strī*—mulheres; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nā*—não; *kare*—faz; *aṅgīkāra*—aceitação.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa pertence à comunidade de pastores de vacas, e as gopīs são as mais queridas amantes de Kṛṣṇa. Embora as esposas dos habitantes dos planetas celestiais sejam as mais opulentas dentro do mundo material, nem elas nem quaisquer outras mulheres do universo material podem obter a associação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/136/", "verse_text": "lakṣmī cāhe sei dehe kṛṣṇera saṅgama\n\ngopikā-anugā hañā nā kaila bhajana", "devanagari": "> লক্ষ্মী চাহে সেই দেহে কৃষ্ণের সঙ্গম ৷\n> গোপিকা-অনুগা হঞা না কৈল ভজন ৷৷ ১৩৬ ৷৷ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*lakṣmī*—a deusa da fortuna; *cāhe*—quer; *sei*—naquele; *dehe*—corpo; *kṛṣṇera saṅgama*—a associação de Kṛṣṇa; *gopikā*—das gopīs; *anugā*—seguidora; *hañā*—tornando-se; *nā*—não; *kaila*—realizou; *bhajana*—adoração.", "translation": "**\"A deusa da fortuna, Lakṣmī, desejava desfrutar de Kṛṣṇa e, ao mesmo tempo, conservar seu corpo espiritual sob a forma de Lakṣmī. Contudo, em sua adoração a Kṛṣṇa, ela não seguiu as pegadas das gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/137/", "verse_text": "anya dehe nā pāiye rāsa-vilāsa\n\nataeva 'nāyaṁ' śloka kahe veda-vyāsa", "devanagari": "> অন্য দেহে না পাইয়ে রাসবিলাস ৷\n> অতএব ‘নায়ং’ শ্লোক কহে বেদব্যাস ৷৷ ১৩৭ ৷৷ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*anya dehe*—num corpo diferente dos das gopīs; *nā*—não; *pāiye*—obtém-se; *rāsa-vilāsa*—os passatempos da dança da rāsa; *ataeva*—portanto; *nāyam*—começando com a palavra nāyam; *śloka*—o verso sânscrito; *kahe*—diz; *veda-vyāsa*—Dvaipāyana Vedavyāsa.", "translation": "**\"Vyāsadeva, a autoridade suprema na literatura Védica, compôs o verso que começa com 'nāyaṁ sukhāpo bhagavān', porque ninguém pode ingressar na dança da rāsa-līlā num corpo que não seja o de uma gopī.\"**", "purport": "Este verso confirma um verso do *Bhagavad-gītā* [[bg/9/25|(Bg. 9.25)]]:\n\n> yānti deva-vratā devān\n> pitṝn yānti pitṛ-vratāḥ\n> bhūtāni yānti bhūtejyā\n> yānti mad-yājino 'pi mām\n\n\"Aqueles que adoram os semideuses nascerão entre os semideuses; aqueles que adoram os antepassados vão até os antepassados; aqueles que adoram fantasmas e espíritos nascerão entre tais seres; e aqueles que Me adoram viverão coMigo.' \"\n\nNo mundo material, toda alma condicionada muda de corpo material repetidas vezes, mas, quando a alma espiritual se purifica de todas as coberturas materiais, não há mais possibilidade de ela aceitar um corpo material. Tal alma permanece, então, em sua identidade espiritual original, estado que só é possível alcançar quando se compreende Kṛṣṇa em verdade mediante a prática da consciência de Kṛṣṇa. Como diz Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* [[bg/4/9|(Bg. 4.9)]]:\n\n> janma karma ca me divyam\n> evaṁ yo vetti tattvataḥ\n> tyaktvā dehaṁ punar janma\n> naiti mām eti so 'rjuna\n\n\"Aquele que conhece a natureza transcendental do Meu aparecimento e das Minhas atividades, ao deixar o corpo não volta a nascer neste mundo material, mas alcança Minha morada eterna, ó Arjuna.\"\n\nSomente quando recupera seu corpo espiritual original é que a pessoa pode entrar no reino espiritual. Quanto aos passatempos do *rāsa-līlā* do Senhor, é inútil que alguém dentro do mundo material tente imitar as danças do Senhor no mundo material. É preciso obter um corpo espiritual como o de uma *gopī* para entrar nos passatempos do *rāsa-līlā.*  No verso *nāyaṁ sukhāpo,* os devotos são chamados de *bhaktimat,* isto é, plenamente ocupados em serviço devocional e livres de contaminação material. Ninguém pode entrar na dança do *rāsa-līlā* de Kṛṣṇa simplesmente imitando-a de modo artificial, nem julgando-se artificialmente uma *sakhī* e vestindo-se como tal. A dança do *rāsa-līlā* de Kṛṣṇa é completamente espiritual. Ela nada tem a ver com a contaminação material; portanto, ninguém pode entrar nesse passatempo por meios materiais artificiais. Essa é a instrução do verso *nāyaṁ sukhāpo,* e ela deve ser estritamente compreendida."}
{"ref": "cc/madhya/9/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/138/", "verse_text": "pūrve bhaṭṭera mane eka chila abhimāna\n\n'śrī-nārāyaṇa' hayena svayaṁ-bhagavān", "devanagari": "> পূর্বে ভট্টের মনে এক ছিল অভিমান ৷\n> ‘শ্রীনারায়ণ’ হয়েন স্বয়ং-ভগবান্ ৷৷ ১৩৮ ৷৷ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*pūrve*—antes disto; *bhaṭṭera*—de Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *mane*—na mente; *eka*—uma; *chila*—havia; *abhimāna*—impressão; *śrī-nārāyaṇa*—a forma do Senhor como Nārāyaṇa; *hayena*—é; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Antes de esta explicação ser dada por Śrī Caitanya Mahāprabhu, Veṅkaṭa Bhaṭṭa pensava que Śrī Nārāyaṇa era a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/139/", "verse_text": "tāṅhāra bhajana sarvopari-kakṣā haya\n\nśrī-vaiṣṇave'ra bhajana ei sarvopari haya", "devanagari": "> তাঁহার ভজন সর্বোপরি-কক্ষা হয় ৷\n> ‘শ্রী-বৈষ্ণবে’র ভজন এই সর্বোপরি হয় ৷৷ ১৩৯ ৷৷ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*tāṅhāra bhajana*—a adoração a Nārāyaṇa; *sarva-upari*—a mais elevada; *kakṣā*—categoria; *haya*—é; *śrī-vaiṣṇavera*—dos seguidores de Rāmānujācārya; *bhajana*—a adoração; *ei*—esta; *sarva-upari haya*—é a mais elevada.", "translation": "**Pensando dessa maneira, Veṅkaṭa Bhaṭṭa acreditava que a adoração a Nārāyaṇa era a forma suprema de adoração, superior a todos os demais processos de serviço devocional, pois era seguida pelos discípulos Śrī Vaiṣṇavas de Rāmānujācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/140/", "verse_text": "ei tāṅra garva prabhu karite khaṇḍana\n\nparihāsa-dvāre uṭhāya eteka vacana", "devanagari": "> এই তাঁর গর্ব প্রভু করিতে খণ্ডন ৷\n> পরিহাসদ্বারে উঠায় এতেক বচন ৷৷ ১৪০ ৷৷ ॥১৪০॥", "synonyms": "*ei*—este; *tāṅra*—dele (de Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa); *garva*—orgulho; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *karite khaṇḍana*—para refrear; *parihāsa-dvāre*—por meio de gracejos; *uṭhāya*—levanta; *eteka*—tantas; *vacana*—palavras.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu compreendera esse equívoco de Veṅkaṭa Bhaṭṭa e, para corrigi-lo, o Senhor falou tanto de modo jocoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/141/", "verse_text": "prabhu kahe,--bhaṭṭa, tumi nā kariha saṁśaya\n\n'svayaṁ-bhagavān' kṛṣṇa ei ta' niścaya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ভট্ট, তুমি না করিহ সংশয় ৷\n> ‘স্বয়ং-ভগবান্’ কৃষ্ণ এই ত’ নিশ্চয় ৷৷ ১৪১ ৷৷ ॥১৪১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *bhaṭṭa*—Meu querido Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *tumi*—tu; *nā kariha*—não tenhas; *saṁśaya*—dúvida; *svayam-bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—é o Senhor Kṛṣṇa; *ei ta' niścaya*—esta é a conclusão.", "translation": "**O Senhor então prosseguiu: \"Meu querido Veṅkaṭa Bhaṭṭa, por favor, não continues a duvidar. O Senhor Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus, e esta é a conclusão da literatura Védica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/142/", "verse_text": "kṛṣṇera vilāsa-mūrti--śrī-nārāyaṇa\n\nataeva lakṣmī-ādyera hare teṅha mana", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিলাস-মূর্তি — শ্রীনারায়ণ ৷\n> অতএব লক্ষ্মী-আদ্যের হরে তেঁহ মন ৷৷ ১৪২ ৷৷ ॥১৪২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vilāsa-mūrti*—a forma para o desfrute; *śrī-nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *ataeva*—portanto; *lakṣmī-ādyera*—da deusa da fortuna e de suas seguidoras; *hare*—atrai; *teṅha*—Ele (o Senhor Nārāyaṇa); *mana*—a mente.", "translation": "**\"O Senhor Nārāyaṇa, a opulenta forma de Kṛṣṇa, atrai as mentes da deusa da fortuna e de suas seguidoras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/143/", "verse_text": "ete cāṁśa-kalāḥ puṁsaḥ\nkṛṣṇas tu bhagavān svayam\nindrāri-vyākulaṁ lokaṁ\nmṛḍayanti yuge yuge", "devanagari": "> এতে চাংশকলাঃ পুংসঃ কৃষ্ণস্তু ভগবান্ স্বয়ম্ ৷\n> ইন্দ্রারিব্যাকুলং লোকং মৃড়য়ন্তি যুগে যুগে ৷৷ ১৪৩ ৷৷ ॥১৪৩॥", "synonyms": "*ete*—estas; *ca*—e; *aṁśa*—porções plenárias; *kalāḥ*—partes das porções plenárias; *puṁsaḥ*—dos puruṣa-avatāras; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *tu*—porém; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *svayam*—Ele mesmo; *indra-ari*—os inimigos do Senhor Indra; *vyākulam*—pleno de; *lokam*—o mundo; *mṛḍayanti*—fazem feliz; *yuge yuge*—no momento certo de cada era.", "translation": "**\" 'Todas estas encarnações de Deus são porções plenárias ou partes das porções plenárias dos puruṣa-avatāras. Mas Kṛṣṇa é a própria Suprema Personalidade de Deus. Em cada era, Ele protege o mundo através de Seus diferentes aspectos, quando o mundo é perturbado pelos inimigos de Indra.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.28)."}
{"ref": "cc/madhya/9/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/144/", "verse_text": "nārāyaṇa haite kṛṣṇera asādhāraṇa guṇa\n\nataeva lakṣmīra kṛṣṇe tṛṣṇā anukṣaṇa", "devanagari": "> নারায়ণ হৈতে কৃষ্ণের অসাধারণ গুণ ৷\n> অতএব লক্ষ্মীর কৃষ্ণে তৃষ্ণা অনুক্ষণ ৷৷ ১৪৪ ৷৷ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*nārāyaṇa haite*—acima de Nārāyaṇa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *asādhāraṇa guṇa*—qualidades incomuns; *ataeva*—portanto; *lakṣmīra*—da deusa da fortuna; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *tṛṣṇā*—desejo; *anukṣaṇa*—sempre.", "translation": "**\"Por possuir quatro qualidades extraordinárias que o Senhor Nārāyaṇa não possui, Kṛṣṇa é sempre desejado pela deusa da fortuna, Lakṣmī, que anseia por Sua companhia.**", "purport": "O Senhor Nārāyaṇa possui sessenta qualidades transcendentais. Acima destas, Kṛṣṇa possui quatro qualidades transcendentais extraordinárias ausentes no Senhor Nārāyaṇa. Estas quatro qualidades são: (1) Seus maravilhosos passatempos, que se comparam a um oceano; (2) Sua associação no círculo dos devotos supremos em amor conjugal (as gopīs); (3) Seu tocar da flauta, cuja vibração atrai os três mundos; e (4) Sua extraordinária beleza, que supera a beleza dos três mundos. A beleza do Senhor Kṛṣṇa é inigualável e insuperável."}
{"ref": "cc/madhya/9/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/145/", "verse_text": "tumi ye paḍilā śloka, se haya pramāṇa\n\nsei śloke āise 'kṛṣṇa--svayaṁ bhagavān'", "devanagari": "> তুমি যে পড়িলা শ্লোক, সে হয় প্রমাণ ৷\n> সেই শ্লোকে আইসে ‘কৃষ্ণ — স্বয়ং ভগবান্’ ৷৷ ১৪৫ ৷৷ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *ye*—que; *paḍilā*—recitaste; *śloka*—verso; *se*—esse; *haya*—é; *pramāṇa*—evidência; *sei śloke*—nesse verso; *āise kṛṣṇa*—Kṛṣṇa é; *svayam bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Recitaste o śloka que começa com 'siddhāntatas tv abhede 'pi'. Esse próprio verso é evidência de que Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/146/", "verse_text": "siddhāntatas tv abhede 'pi\nśrīśa-kṛṣṇa-svarūpayoḥ\nrasenotkṛṣyate kṛṣṇa-\nrūpam eṣā rasa-sthitiḥ", "devanagari": "> সিদ্ধান্ততস্ত্বভেদেঽপি শ্রীশ-কৃষ্ণস্বরূপয়োঃ ৷\n> রসেনোৎকৃষ্যতে কৃষ্ণরূপমেষা রসস্থিতিঃ ৷৷ ১৪৬ ৷৷ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*siddhāntataḥ*—na realidade; *tu*—mas; *abhede*—nenhuma diferença; *api*—embora; *śrī-īśa*—do esposo de Lakṣmī, Nārāyaṇa; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpayoḥ*—entre as formas; *rasena*—pelas doçuras transcendentais; *utkṛṣyate*—é superior; *kṛṣṇa-rūpam*—a forma do Senhor Kṛṣṇa; *eṣā*—esta; *rasa-sthitiḥ*—o reservatório de prazer.", "translation": "**\" 'Segundo a compreensão transcendental, não há diferença entre as formas de Kṛṣṇa e de Nārāyaṇa. Porém, em Kṛṣṇa há uma atração transcendental especial devida à doçura conjugal e, em consequência, Ele supera Nārāyaṇa. Esta é a conclusão das doçuras transcendentais.'**", "purport": "Este é um verso do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.59). Aqui Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja diz que o Senhor Caitanya falou o verso a Veṅkata Bhaṭṭa, e antes ele disse que Veṅkata Bhaṭṭa o falou ao Senhor. Mas, visto que a conversa entre eles ocorreu muitíssimo antes de o *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* ser composto, pode-se levantar a pergunta de como qualquer um deles citou o verso. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura explica que este verso e muitos outros semelhantes já circulavam entre os devotos muito antes de o *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* ser composto. Assim, os devotos sempre os citavam e explicavam seu significado em êxtase."}
{"ref": "cc/madhya/9/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/147/", "verse_text": "svayaṁ bhagavān 'kṛṣṇa' hare lakṣmīra mana\n\ngopikāra mana harite nāre 'nārāyaṇa'", "devanagari": "> ‘স্বয়ং ভগবান্ ‘কৃষ্ণ’ হরে লক্ষ্মীর মন ৷\n> গোপিকার মন হরিতে নারে ‘নারায়ণ’ ৷৷ ১৪৭ ৷৷ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*svayam bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—é o Senhor Kṛṣṇa; *hare*—atrai; *lakṣmīra*—da deusa da fortuna; *mana*—a mente; *gopikāra*—das gopīs; *mana*—as mentes; *harite*—atrair; *nāre*—não é capaz; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, atrai a mente da deusa da fortuna, mas o Senhor Nārāyaṇa não pode atrair as mentes das gopīs. Isto prova a superexcelência de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/148/", "verse_text": "nārāyaṇera kā kathā, śrī-kṛṣṇa āpane\n\ngopikāre hāsya karāite haya 'nārāyaṇe'", "devanagari": "> নারায়নের কা কথা, শ্রীকৃষ্ণ আপনে ৷ গোপিকারে হাস্য করাইতে হয় ‘নারায়ণে’ ৷৷ ১৪৮ ৷৷ ‘চতুর্ভুজ-মূর্তি’ দেখায় গোপীগণের আগে ৷ সেই ‘কৃষ্ণে’ গোপিকার নহে অনুরাগে ৷৷ ১৪৯ ৷৷ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*nārāyaṇera*—do Senhor Nārāyaṇa; *kā kathā*—o que dizer; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *āpane*—Ele mesmo; *gopikāre*—as gopīs; *hāsya karāite*—para fazê-las jubilosas; *haya*—torna-Se; *nārāyaṇe*—na forma de Nārāyaṇa.", "translation": "**\"Para não falar do próprio Senhor Nārāyaṇa, o próprio Senhor Kṛṣṇa apareceu como Nārāyaṇa apenas para fazer um gracejo com as gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/149/", "verse_text": "'catur-bhuja-mūrti' dekhāya gopī-gaṇera āge\n\nsei 'kṛṣṇe' gopikāra nahe anurāge", "devanagari": "", "synonyms": "*catur-bhuja-mūrti*—a forma de quatro braços; *dekhāya*—exibe; *gopī-gaṇera*—das gopīs; *āge*—diante; *sei kṛṣṇe*—por aquele Kṛṣṇa; *gopikāra*—das gopīs; *nahe*—não há; *anurāge*—atração.", "translation": "**\"Embora Kṛṣṇa assumisse a forma de quatro braços de Nārāyaṇa, Ele não pôde atrair a atenção séria das gopīs em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/150/", "verse_text": "gopīnāṁ paśupendra-nandana-juṣo bhāvasya kas tāṁ kṛtī\nvijñātuṁ kṣamate durūha-padavī-sañcāriṇaḥ prakriyām\nāviṣkurvati vaiṣṇavīm api tanuṁ tasmin bhujair jiṣṇubhir\nyāsāṁ hanta caturbhir adbhuta-ruciṁ rāgodayaḥ kuñcati", "devanagari": "> গোপীনাং পশুপেন্দ্রনন্দনজুষো ভাবস্য কস্তাং কৃতী\n> বিজ্ঞাতুং ক্ষমতে দুরূহপদবীসঞ্চারিণঃ প্রক্রিয়াম্ ৷\n> আবিষ্কুর্বতি বৈষ্ণবীমপি তনুং তস্মিন্ ভুজৈর্জিষ্ণুভি-\n> র্যাসাং হন্ত চতুর্ভিরদ্ভুতরুচিং রাগোদয়ঃ কুঞ্চতি ৷৷ ১৫০ ৷৷ ॥১৫০॥", "synonyms": "*gopīnām*—das gopīs; *paśupa-indra-nandana-juṣaḥ*—do serviço ao filho do rei de Vraja, Mahārāja Nanda; *bhāvasya*—extático; *kaḥ*—que; *tām*—aquele; *kṛtī*—homem erudito; *vijñātum*—compreender; *kṣamate*—é capaz; *durūha*—muito difícil de compreender; *padavī*—a posição; *sañcāriṇaḥ*—que provoca; *prakriyām*—atividade; *āviṣkurvati*—Ele manifesta; *vaiṣṇavīm*—de Viṣṇu; *api*—certamente; *tanum*—o corpo; *tasmin*—nisso; *bhujaiḥ*—com braços; *jiṣṇubhiḥ*—belíssimos; *yāsām*—de quem (as gopīs); *hanta*—ai de mim; *caturbhiḥ*—quatro; *adbhuta*—maravilhosamente; *rucim*—belos; *rāga-udayaḥ*—o despertar de sentimentos extáticos; *kuñcati*—inutiliza.", "translation": "**“ 'Certa vez, o Senhor Śrī Kṛṣṇa, por brincadeira, manifestou-Se como Nārāyaṇa, com quatro mãos vitoriosas e uma forma belíssima. Contudo, quando as gopīs viram essa forma sublime, seus sentimentos extáticos ficaram debilitados. Um sábio erudito, portanto, não pode compreender os sentimentos extáticos das gopīs, que estão firmemente centrados na forma original do Senhor Kṛṣṇa como o filho de Nanda Mahārāja. Os maravilhosos sentimentos das gopīs, em extático parama-rasa com Kṛṣṇa, constituem o maior mistério da vida espiritual.' \"**", "purport": "Este é um verso falado por Nārada Muni no *Lalita-mādhava-nāṭaka* (6.14), um drama escrito por Śrīla Rūpa Gosvāmī. Este verso esclarece o verso siddhāntatas tv abhede 'pi, que Kavirāja Gosvāmī cita do Bhakti-rasāmṛta-sindhu. O próprio Senhor Caitanya Mahāprabhu o falou a Veṅkaṭa Bhaṭṭa. O verso foi citado pelo Senhor Caitanya muito antes de o Bhakti-rasāmṛta-sindhu ser composto, e, a esse respeito, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura salienta que todos esses versos eram correntes naquela época e eram citados pelos devotos muito antes de o Bhakti-rasāmṛta-sindhu ser composto."}
{"ref": "cc/madhya/9/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/151/", "verse_text": "eta kahi' prabhu tāṅra garva cūrṇa kariyā\ntāṅre sukha dite kahe siddhānta phirāiyā", "devanagari": "> এত কহি’ প্রভু তাঁর গর্ব চূর্ণ করিয়া ৷ তাঁরে সুখ দিতে কহে সিদ্ধান্ত ফিরাইয়া ৷৷ ১৫১ ৷৷ দুঃখ না ভাবিহ, ভট্ট, কৈলুঁ পরিহাস ৷ শাস্ত্রসিদ্ধান্ত শুন, যাতে বৈষ্ণব-বিশ্বাস ৷৷ ১৫২ ৷৷ ॥১৫১॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—o orgulho dele (de Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa); *garva*—orgulho; *cūrṇa kariyā*—reduzindo a pó; *tāṅre*—a ele; *sukha dite*—para dar felicidade; *kahe*—diz; *siddhānta phirāiyā*—desviando toda a conversa.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu reduziu a pó o orgulho de Veṅkaṭa Bhaṭṭa, mas, apenas para deixá-lo feliz novamente, falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/152/", "verse_text": "duḥkha nā bhāviha, bhaṭṭa, kailuṅ parihāsa\nśāstra-siddhānta śuna, yāte vaiṣṇava-viśvāsa", "devanagari": "", "synonyms": "*duḥkha*—infelicidade; *nā*—não; *bhāviha*—sintas; *bhaṭṭa*—Meu querido Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *kailuṅ parihāsa*—Eu estava simplesmente fazendo uma brincadeira; *śāstra-siddhānta*—a conclusão das escrituras reveladas; *śuna*—ouve; *yāte*—na qual; *vaiṣṇava-viśvāsa*—a fé dos vaiṣṇavas.", "translation": "**O Senhor tranquilizou Veṅkaṭa Bhaṭṭa, dizendo: \"Na verdade, tudo o que disse foi por brincadeira. Agora podes ouvir de Mim a conclusão dos śāstras, na qual todo devoto vaiṣṇava tem fé firme.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/153/", "verse_text": "kṛṣṇa-nārāyaṇa, yaiche eka-i svarūpa\ngopī-lakṣmī-bheda nāhi haya eka-rūpa", "devanagari": "> কৃষ্ণ-নারায়ণ, যৈছে একই স্বরূপ ৷\n> গোপী-লক্ষ্মী-ভেদ নাহি হয় একরূপ ৷৷ ১৫৩ ৷৷ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nārāyaṇa*—o Senhor Kṛṣṇa e o Senhor Nārāyaṇa; *yaiche*—como; *eka-i*—uma; *svarūpa*—forma; *gopī*—as gopīs; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *bheda*—diferença; *nāhi*—não há; *haya*—há; *eka-rūpa*—uma só forma.", "translation": "**\"Não há diferença entre o Senhor Kṛṣṇa e o Senhor Nārāyaṇa, pois Eles são da mesma forma. De modo semelhante, não há diferença entre as gopīs e a deusa da fortuna, pois elas também são da mesma forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/154/", "verse_text": "gopī-dvāre lakṣmī kare kṛṣṇa-saṅgāsvāda\nīśvaratve bheda mānile haya aparādha", "devanagari": "> গোপীদ্বারে লক্ষ্মী করে কৃষ্ণসঙ্গাস্বাদ ৷\n> ঈশ্বরত্বে ভেদ মানিলে হয় অপরাধ ৷৷ ১৫৪ ৷৷ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*gopī-dvāre*—através das gopīs; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *kare*—faz; *kṛṣṇa-saṅga-āsvāda*—saborear a doçura da associação com o Senhor Kṛṣṇa; *īśvaratve*—na Suprema Personalidade de Deus; *bheda*—diferença; *mānile*—se alguém considera; *haya*—há; *aparādha*—ofensa.", "translation": "**\"A deusa da fortuna desfruta da associação de Kṛṣṇa por intermédio das gopīs. Não se deve ver diferença entre as formas do Senhor, pois semelhante concepção é ofensiva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/155/", "verse_text": "eka īśvara--bhaktera dhyāna-anurūpa\neka-i vigrahe kare nānākāra rūpa", "devanagari": "> এক ঈশ্বর — ভক্তের ধ্যান-অনুরূপ ৷\n> একই বিগ্রহে করে নানাকার রূপ ৷৷ ১৫৫ ৷৷ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*eka īśvara*—o Senhor é um; *bhaktera*—dos devotos; *dhyāna*—meditação; *anurūpa*—de acordo com; *eka-i*—uma; *vigrahe*—em forma; *kare*—exibe; *nānā-ākāra*—diferentes; *rūpa*—formas.", "translation": "**\"Não há diferença entre as formas transcendentais do Senhor. Diferentes formas manifestam-se devido aos diferentes apegos de diferentes devotos. Na verdade, o Senhor é um, mas Ele aparece em diferentes formas apenas para satisfazer Seus devotos.**", "purport": "Na *Brahma-saṁhitā* (5.33), afirma-se:\n\n> advaitam acyutam anādim ananta-rūpam\n> ādyaṁ purāṇa-puruṣaṁ nava-yauvanaṁ ca\n\nO Senhor é *advaita,* sem diferenciação. Não há diferença entre as formas de Kṛṣṇa, Rāma, Nārāyaṇa e Viṣṇu. Todas elas são uma. Às vezes, pessoas tolas perguntam se, quando cantamos \"Rāma\" no *mantra* Hare Kṛṣṇa, nos referimos ao Senhor Rāmacandra ou ao Senhor Balarāma. Se um devoto diz que o nome Rāma no *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa se refere a Balarāma, uma pessoa tola pode ficar irada, porque, para ela, o nome Rāma se refere ao Senhor Rāmacandra. Na verdade, não há diferença entre Balarāma e o Senhor Rāma. Não importa se alguém canta Hare Rāma referindo-se a Balarāma ou ao Senhor Rāmacandra, pois não há diferença entre Eles. Contudo, é ofensivo pensar que Balarāma seja superior ao Senhor Rāmacandra, ou vice-versa. Os devotos neófitos não compreendem essa conclusão dos śāstras e, em consequência, criam desnecessariamente uma situação ofensiva. No texto 154, Śrī Caitanya Mahāprabhu esclareceu isso de maneira muito lúcida: *īśvaratve bheda mānile haya aparādha.* \"É ofensivo fazer diferença entre as formas do Senhor.\" Por outro lado, não se deve pensar que as formas do Senhor sejam iguais às formas dos semideuses. Isso é certamente ofensivo, como confirma o *Vaiṣṇava-tantra:*\n\n> yas tu nārāyaṇaṁ devaṁ\n> brahmā-rudrādi-daivataiḥ\n> samatvenaiva vīkṣeta\n> sa pāṣaṇḍī bhaved dhruvam\n\n\"*Pāṣaṇḍī* é aquele que considera os grandes semideuses, tais como o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva, iguais à Suprema Personalidade de Deus, Nārāyaṇa.\" (*Hari-bhakti-vilāsa* 7.117)\n\nA conclusão é que não devemos fazer diferença entre as formas do Senhor. No entanto, não devemos equiparar as formas do Senhor às formas dos semideuses ou dos seres humanos. Por exemplo, às vezes *sannyāsīs* tolos, julgando material o corpo do Senhor, equiparam *daridra-nārāyaṇa* a Nārāyaṇa, e isso é certamente ofensivo. A menos que seja instruída por um mestre espiritual genuíno, a pessoa não pode compreender perfeitamente essas diferentes formas. A *Brahma-saṁhitā* confirma: *vedeṣu durlabham adurlabham ātma-bhaktau.* Não é possível compreender as diferenças entre as formas do Senhor simplesmente mediante o estudo acadêmico ou a leitura da literatura Védica. É preciso aprender com um devoto dotado de percepção espiritual. Somente então se pode aprender a distinguir entre uma forma do Senhor e outra. A conclusão é que não há diferença entre as formas do Senhor, mas há diferença entre Suas formas e as dos semideuses."}
{"ref": "cc/madhya/9/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/156/", "verse_text": "maṇir yathā vibhāgena\nnīla-pītādibhir yutaḥ\nrūpa-bhedam avāpnoti\ndhyāna-bhedāt tathācyutaḥ", "devanagari": "> মণির্যথা বিভাগেন নীলপীতাদিভির্যুতঃ ৷\n> রূপভেদমবাপ্নোতি ধ্যানভেদাত্তথাচ্যুতঃ ৷৷ ১৫৬ ৷৷ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*maṇiḥ*—joia, especificamente a joia conhecida como vaidūrya; *yathā*—como; *vibhāgena*—separadamente; *nīla*—azul; *pīta*—amarelo; *ādibhiḥ*—e com outras cores; *yutaḥ*—unido; *rūpa-bhedam*—diferença de forma; *avāpnoti*—obtém; *dhyāna-bhedāt*—por diferentes tipos de meditação; *tathā*—de modo semelhante; *acyutaḥ*—a infalível Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**“ 'Quando a joia conhecida como vaidūrya toca diversos outros materiais, ela parece separar-se em diferentes cores e, consequentemente, as formas também parecem diferentes. De modo semelhante, conforme o êxtase meditativo do devoto, o Senhor, que é conhecido como Acyuta [o infalível], aparece em diferentes formas, embora seja essencialmente um.' \"**", "purport": "Este é um verso citado do Śrī Nārada-pañcarātra."}
{"ref": "cc/madhya/9/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/157/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,--kāhāṅ āmi jīva pāmara\nkāhāṅ tumi sei kṛṣṇa,--sākṣāt īśvara", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — কাহাঁ আমি জীব পামর ৷ কাহাঁ তুমি সেই কৃষ্ণ, — সাক্ষাৎ ঈশ্বর ৷৷ ১৫৭ ৷৷ অগাধ ঈশ্বর-লীলা কিছুই না জানি ৷ তুমি যেই কহ, সেই সত্য করি’ মানি ৷৷ ১৫৮ ৷৷ ॥১৫৭॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa disse; *kāhāṅ*—ao passo que; *āmi*—eu; *jīva*—um ser vivo comum; *pāmara*—caído; *kāhāṅ*—ao passo que; *tumi*—Tu; *sei kṛṣṇa*—a mesma Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *sākṣāt īśvara*—diretamente o Senhor.", "translation": "**Veṅkaṭa Bhaṭṭa disse então: \"Eu sou um ser vivo comum e caído, mas Tu és Kṛṣṇa, a própria Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/158/", "verse_text": "agādha īśvara-līlā kichui nā jāni\ntumi yei kaha, sei satya kari' māni", "devanagari": "", "synonyms": "*agādha*—insondáveis; *īśvara-līlā*—os passatempos do Senhor; *kichui*—coisa alguma; *nā jāni*—eu não conheço; *tumi*—Tu; *yei*—o que quer que; *kaha*—digas; *sei satya*—isso é verdade; *kari' māni*—eu aceito.", "translation": "**\"Os passatempos transcendentais do Senhor são insondáveis, e eu nada sei a respeito deles. O que quer que digas, aceito como a verdade.**", "purport": "É dessa maneira que se compreende a verdade acerca da Suprema Personalidade de Deus. Após ouvir o *Bhagavad-gītā,* Arjuna disse praticamente a mesma coisa:\n\n> sarvam etad ṛtaṁ manye\n> yan māṁ vadasi keśava\n> na hi te bhagavan vyaktiṁ\n> vidur devā na dānavāḥ\n\n\"Ó Kṛṣṇa, aceito totalmente como verdade tudo o que me disseste. Nem os semideuses nem os demônios, ó Senhor, conhecem Tua personalidade.\" [[bg/10/14|(Bg. 10.14)]]\n\nNão é possível compreender a verdade sobre os passatempos do Senhor simplesmente usando nossa própria lógica, nossos argumentos e nossa educação acadêmica. Devemos receber informação genuína da Suprema Personalidade de Deus, assim como Arjuna recebeu informação quando Kṛṣṇa falou o *Bhagavad-gītā.* Temos de aceitar de boa-fé o *Bhagavad-gītā* ou qualquer outra literatura Védica. Essas escrituras Védicas são a única fonte de conhecimento. Devemos compreender que não podemos entender a Verdade Absoluta pelo processo especulativo."}
{"ref": "cc/madhya/9/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/159/", "verse_text": "more pūrṇa kṛpā kaila lakṣmī-nārāyaṇa\ntāṅra kṛpāya pāinu tomāra caraṇa-daraśana", "devanagari": "> মোরে পূর্ণ কৃপা কৈল লক্ষ্মী-নারায়ণ ৷\n> তাঁর কৃপায় পাইনু তোমার চরণ-দরশন ৷৷ ১৫৯ ৷৷ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*more*—a mim; *pūrṇa*—completa; *kṛpā*—misericórdia; *kaila*—fizeram; *lakṣmī-nārāyaṇa*—a Deidade de mãe deusa da fortuna e Nārāyaṇa; *tāṅra kṛpāya*—por Sua misericórdia; *pāinu*—eu obtive; *tomāra*—Teus; *caraṇa-daraśana*—a visão dos pés de lótus.", "translation": "**\"Tenho-me ocupado no serviço a Lakṣmī-Nārāyaṇa, e é devido à Sua misericórdia que pude ver Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/160/", "verse_text": "kṛpā kari' kahile more kṛṣṇera mahimā\nyāṅra rūpa-guṇaiśvaryera keha nā pāya sīmā", "devanagari": "> কৃপা করি’ কহিলে মোরে কৃষ্ণের মহিমা ৷\n> যাঁর রূপ-গুণৈশ্বর্যের কেহ না পায় সীমা ৷৷ ১৬০ ৷৷ ॥১৬০॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—mostrando misericórdia imotivada; *kahile*—Tu falaste; *more*—a mim; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mahimā*—as glórias; *yāṅra*—cujas; *rūpa-guṇa-aiśvaryera*—de formas, qualidades e opulência; *keha*—ninguém; *nā*—não; *pāya*—alcança; *sīmā*—o limite.", "translation": "**\"Por Tua misericórdia imotivada, falaste-me das glórias do Senhor Kṛṣṇa. Ninguém pode alcançar o fim da opulência, das qualidades e das formas do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/161/", "verse_text": "ebe se jāninu kṛṣṇa-bhakti sarvopari\nkṛtārtha karile, more kahile kṛpā kari'", "devanagari": "> এবে সে জানিনু কৃষ্ণভক্তি সর্বোপরি ৷\n> কৃতার্থ করিলে, মোরে কহিলে কৃপা করি’ ৷৷ ১৬১ ৷৷ ॥১৬১॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *se*—isso; *jāninu*—eu compreendo; *kṛṣṇa-bhakti*—o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *sarva-upari*—acima de tudo; *kṛta-artha*—bem-sucedido; *karile*—Tu fizeste; *more*—a mim; *kahile*—Tu falaste; *kṛpā kari'*—por Tua misericórdia imotivada.", "translation": "**\"Posso agora compreender que o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa é a forma suprema de adoração. Por Tua misericórdia imotivada, tornaste minha vida bem-sucedida simplesmente explicando os fatos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/162/", "verse_text": "eta bali' bhaṭṭa paḍilā prabhura caraṇe\nkṛpā kari' prabhu tāṅre kailā āliṅgane", "devanagari": "> এত বলি’ ভট্ট পড়িলা প্রভুর চরণে ৷\n> কৃপা করি’ প্রভু তাঁরে কৈলা আলিঙ্গনে ৷৷ ১৬২ ৷৷ ॥১৬২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *bhaṭṭa*—Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *paḍilā*—prostrou-se; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor; *kṛpā kari'*—mostrando-lhe misericórdia; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kailā*—fez; *āliṅgane*—abraçar.", "translation": "**Após dizer isto, Veṅkaṭa Bhaṭṭa prostrou-se diante dos pés de lótus do Senhor, e o Senhor, por Sua misericórdia imotivada, abraçou-o.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/163/", "verse_text": "cāturmāsya pūrṇa haila, bhaṭṭa-ājñā lañā\ndakṣiṇa calilā prabhu śrī-raṅga dekhiyā", "devanagari": "> চাতুর্মাস্য পূর্ণ হৈল, ভট্ট-আজ্ঞা লঞা ৷\n> দক্ষিণ চলিলা প্রভু শ্রীরঙ্গ দেখিয়া ৷৷ ১৬৩ ৷৷ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*cāturmāsya*—o período de Cāturmāsya; *pūrṇa haila*—chegou ao fim; *bhaṭṭa-ājñā lañā*—tomando permissão de Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *dakṣiṇa*—ao sul; *calilā*—seguiu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-raṅga dekhiyā*—visitando Śrī Raṅga.", "translation": "**Quando o período de Cāturmāsya chegou ao fim, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou permissão para deixar Veṅkaṭa Bhaṭṭa e, após visitar Śrī Raṅga, prosseguiu ainda mais em direção ao sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/164/", "verse_text": "saṅgete calilā bhaṭṭa, nā yāya bhavane\ntāṅre vidāya dilā prabhu aneka yatane", "devanagari": "> সঙ্গেতে চলিলা ভট্ট, না যায় ভবনে ৷\n> তাঁরে বিদায় দিলা প্রভু অনেক যতনে ৷৷ ১৬৪ ৷৷ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*saṅgete*—junto com Ele; *calilā*—começou a ir; *bhaṭṭa*—Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *nā yāya bhavane*—não regressa ao seu lar; *tāṅre*—a ele; *vidāya dilā*—deu adeus; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aneka yatane*—com grande esforço.", "translation": "**Veṅkaṭa Bhaṭṭa não queria regressar ao lar, mas também desejava acompanhar o Senhor. Foi com grande esforço que Śrī Caitanya Mahāprabhu Se despediu dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/165/", "verse_text": "prabhura viyoge bhaṭṭa haila acetana\nei raṅga-līlā kare śacīra nandana", "devanagari": "> প্রভুর বিয়োগে ভট্ট হৈল অচেতন ৷\n> এই রঙ্গলীলা করে শচীর নন্দন ৷৷ ১৬৫ ৷৷ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*prabhura viyoge*—em virtude da separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭa*—Vyeṅkaṭa Bhaṭṭa; *haila*—ficou; *acetana*—inconsciente; *ei*—este; *raṅga-līlā*—passatempo em Śrī Raṅga-kṣetra; *kare*—realiza; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Ao fazê-lo, Veṅkaṭa Bhaṭṭa caiu inconsciente. Assim são os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī, em Śrī Raṅga-kṣetra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/166/", "verse_text": "ṛṣabha-parvate cali' āilā gaurahari\nnārāyaṇa dekhilā tāṅhā nati-stuti kari'", "devanagari": "> ঋষভ-পর্বতে চলি’ আইলা গৌরহরি ৷\n> নারায়ণ দেখিলা তাঁহা নতি-স্তুতি করি’ ৷৷ ১৬৬ ৷৷ ॥১৬৬॥", "synonyms": "*ṛṣabha-parvate*—à colina Ṛṣabha; *cali'*—caminhando; *āilā*—chegou; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nārāyaṇa*—a Deidade do Senhor Nārāyaṇa; *dekhilā*—viu; *tāṅhā*—ali; *nati-stuti kari'*—oferecendo reverências e orações.", "translation": "**Quando o Senhor chegou à colina Ṛṣabha, viu o templo do Senhor Nārāyaṇa e ofereceu reverências e várias orações.**", "purport": "A colina Ṛṣabha fica no sul de Karṇāṭa, no distrito de Madurai. A vinte quilômetros ao norte da cidade de Madurai há um lugar chamado Ānāgaḍa-malaya-parvata, situado dentro da floresta de Kuṭakācala. Dentro desta floresta, o Senhor Ṛṣabhadeva reduziu-Se a cinzas. Hoje este lugar é conhecido como colina de Palni."}
{"ref": "cc/madhya/9/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/167/", "verse_text": "paramānanda-purī tāhāṅ rahe catur-māsa\nśuni' mahāprabhu gelā purī-gosāñira pāśa", "devanagari": "> পরমানন্দপুরী তাহাঁ রহে চতুর্মাস ৷\n> শুনি’ মহাপ্রভু গেলা পুরী-গোসাঞির পাশ ৷৷ ১৬৭ ৷৷ ॥১৬৭॥", "synonyms": "*paramānanda-purī*—Paramānanda Purī; *tāhāṅ*—ali; *rahe*—permanecia; *catur-māsa*—quatro meses; *śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *purī*—Paramānanda Purī; *gosāñira*—o mestre espiritual; *pāśa*—perto.", "translation": "**Paramānanda Purī estava permanecendo na colina Ṛṣabha durante os quatro meses da estação das chuvas e, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu isto, foi imediatamente vê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/168/", "verse_text": "purī-gosāñira prabhu kaila caraṇa vandana\npreme purī gosāñi tāṅre kaila āliṅgana", "devanagari": "> পুরী-গোসাঞির প্রভু কৈল চরণ-বন্দন ৷\n> প্রেমে পুরী গোসাঞি তাঁরে কৈল আলিঙ্গন ৷৷ ১৬৮ ৷৷ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*purī-gosāñira*—de Paramānanda Purī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *caraṇa vandana*—adoração dos pés de lótus; *preme*—em êxtase; *purī gosāñi*—Paramānanda Purī; *tāṅre*—a Ele; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço.", "translation": "**Ao encontrar Paramānanda Purī, Śrī Caitanya Mahāprabhu prestou-lhe todos os respeitos, tocando seus pés de lótus, e Paramānanda Purī abraçou o Senhor em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/169/", "verse_text": "tina-dina preme doṅhe kṛṣṇa-kathā-raṅge\nsei vipra-ghare doṅhe rahe eka-saṅge", "devanagari": "> তিনদিন প্রেমে দোঁহে কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ৷\n> সেই বিপ্র-ঘরে দোঁহে রহে-একসঙ্গে ৷৷ ১৬৯ ৷৷ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*tina-dina*—três dias; *preme*—em êxtase; *doṅhe*—ambos; *kṛṣṇa-kathā*—discutindo tópicos sobre Kṛṣṇa; *raṅge*—em júbilo; *sei vipra-ghare*—na casa de um brāhmaṇa; *doṅhe*—ambos; *rahe*—ficaram; *eka-saṅge*—juntos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu hospedou-Se com Paramānanda Purī na casa do brāhmaṇa onde este residia. Ambos passaram ali três dias conversando sobre temas relacionados a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/170/", "verse_text": "purī-gosāñi bale,--āmi yāba puruṣottame\npuruṣottama dekhi' gauḍe yāba gaṅgā-snāne", "devanagari": "> পুরী-গোসাঞি বলে, — আমি যাব পুরুষোত্তমে ৷\n> পুরুষোত্তম দেখি’ গৌড়ে যাব গঙ্গাস্নানে ৷৷ ১৭০ ৷৷ ॥১৭০॥", "synonyms": "*purī-gosāñi*—Paramānanda Purī; *bale*—disse; *āmi*—eu; *yāba*—irei; *puruṣottame*—a Jagannātha Purī; *puruṣottama dekhi'*—depois de visitar Jagannātha Purī; *gauḍe yāba*—irei a Bengala; *gaṅgā-snāne*—para banhar-me no Ganges.", "translation": "**Paramānanda Purī informou a Śrī Caitanya Mahāprabhu que iria ver Puruṣottama em Jagannātha Purī. Depois de ver o Senhor Jagannātha ali, iria a Bengala para banhar-se no Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/171/", "verse_text": "prabhu kahe,--tumi punaḥ āisa nīlācale\nāmi setubandha haite āsiba alpa-kāle", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তুমি পুনঃ আইস নীলাচলে ৷\n> আমি সেতুবন্ধ হৈতে আসিব অল্পকালে ৷৷ ১৭১ ৷৷ ॥১৭১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *tumi*—tu; *punaḥ*—novamente; *āisa*—vem; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āmi*—Eu; *setubandha haite*—de Rāmeśvara; *āsiba*—regressarei; *alpa-kāle*—muito em breve.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então lhe disse: \"Por favor, regressa a Jagannātha Purī, pois Eu retornarei lá muito em breve, vindo de Rāmeśvara [Setubandha].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/172/", "verse_text": "tomāra nikaṭe rahi,--hena vāñchā haya\nnīlācale āsibe more hañā sadaya", "devanagari": "> তোমার নিকটে রহি, — হেন বাঞ্ছা হয় ৷\n> নীলাচলে আসিবে মোরে হঞা সদয় ৷৷ ১৭২ ৷৷ ॥১৭২॥", "synonyms": "*tomāra nikaṭe*—contigo; *rahi*—que Eu possa ficar; *hena*—tal; *vāñchā haya*—é Meu desejo; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āsibe*—por favor, vem; *more*—para Mim; *hañā*—sendo; *sa-daya*—misericordioso.", "translation": "**\"É Meu desejo ficar contigo e, portanto, se regressasses a Jagannātha Purī, Me mostrarias grande misericórdia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/173/", "verse_text": "eta bali' tāṅra ṭhāñi ei ājñā lañā\ndakṣiṇe calilā prabhu haraṣita hañā", "devanagari": "> এত বলি’ তাঁর ঠাঞি এই আজ্ঞা লঞা ৷\n> দক্ষিণে চলিলা প্রভু হরষিত হঞা ৷৷ ১৭৩ ৷৷ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *tāṅra ṭhāñi*—dele; *ei ājñā lañā*—tomando permissão; *dakṣiṇe calilā*—partiu para o sul da Índia; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haraṣita hañā*—estando muito satisfeito.", "translation": "**Depois de conversar dessa maneira com Paramānanda Purī, o Senhor pediu-lhe permissão para partir e seguiu para o sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/174/", "verse_text": "paramānanda purī tabe calilā nīlācale\nmahāprabhu cali cali āilā śrī-śaile", "devanagari": "> পরমানন্দ পুরী তবে চলিলা নীলাচলে ৷\n> মহাপ্ৰভু চলি চলি আইলা শ্রীশৈলে ৷৷ ১৭৪ ৷৷ ॥১৭৪॥", "synonyms": "*paramānanda purī*—Paramānanda Purī; *tabe*—então; *calilā nīlācale*—partiu para Jagannātha Purī; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cali cali*—caminhando; *āilā*—chegou; *śrī-śaile*—a Śrī Śaila.", "translation": "**Assim, Paramānanda Purī partiu para Jagannātha Purī, e Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a caminhar em direção a Śrī Śaila.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa: \"Não se compreende claramente qual Śrī Śaila está sendo indicada por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī. Não há nenhum templo de Mallikārjuna nesta região, porque a Śrī Śaila localizada no distrito de Dhārwād não pode estar ali. Aquela Śrī Śaila fica do lado sul de Belgaumā, e o templo de Śiva de Mallikārjuna está localizado ali. (Veja-se o texto quinze deste capítulo.) Diz-se que, naquela colina, o Senhor Śiva vivia com Devī. Além disso, o Senhor Brahmā vivia ali com todos os semideuses.\""}
{"ref": "cc/madhya/9/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/175/", "verse_text": "śiva-durgā rahe tāhāṅ brāhmaṇera veśe\nmahāprabhu dekhi' doṅhāra ha-ila ullāse", "devanagari": "> শিব-দুর্গা রহে তাহাঁ ব্রাহ্মণের বেশে ৷\n> মহাপ্রভু দেখি’ দোঁহার হইল উল্লাসে ৷৷ ১৭৫ ৷৷ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*śiva-durgā*—o Senhor Śiva e sua esposa, Durgā; *rahe tāhāṅ*—permaneciam ali; *brāhmaṇera veśe*—vestidos de brāhmaṇas; *mahāprabhu dekhi'*—ao verem Śrī Caitanya Mahāprabhu; *doṅhāra*—de ambos; *ha-ila*—houve; *ullāse*—grande prazer.", "translation": "**Foi em Śrī Śaila que o Senhor Śiva e sua esposa Durgā viviam vestidos de brāhmaṇas e, quando viram Śrī Caitanya Mahāprabhu, ficaram muito satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/176/", "verse_text": "tina dina bhikṣā dila kari' nimantraṇa\nnibhṛte vasi' gupta-vārtā kahe dui jana", "devanagari": "> তিন দিন ভিক্ষা দিল করি’ নিমন্ত্রণ ৷\n> নিভৃতে বসি’ গুপ্তবার্তা কহে দুই জন ৷৷ ১৭৬ ৷৷ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*tina dina*—por três dias; *bhikṣā dila*—ofereceu esmolas; *kari' nimantraṇa*—convidando-O; *nibhṛte*—num lugar solitário; *vasi'*—sentando-se juntos; *gupta-vārtā*—conversas confidenciais; *kahe*—falam; *dui jana*—ambos.", "translation": "**O Senhor Śiva, vestido como um brāhmaṇa, deu esmolas a Śrī Caitanya Mahāprabhu e O convidou a passar três dias num lugar solitário. Sentados ali juntos, conversaram de modo muito confidencial.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/177/", "verse_text": "tāṅra saṅge mahāprabhu kari iṣṭagoṣṭhī\ntāṅra ājñā lañā āilā purī kāmakoṣṭhī", "devanagari": "> তাঁর সঙ্গে মহাপ্রভু করি ইষ্টগোষ্ঠী ৷\n> তাঁর আজ্ঞা লঞা আইলা পুরী কামকোষ্ঠী ৷৷ ১৭৭ ৷৷ ॥১৭৭॥", "synonyms": "*tāṅra saṅge*—com ele; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kari iṣṭa-goṣṭhī*—discutindo assuntos espirituais; *tāṅra*—sua; *ājñā*—ordem; *lañā*—tomando; *āilā*—chegou; *purī kāmakoṣṭhī*—a Kāmakoṣṭhī-purī.", "translation": "**Depois de conversar com o Senhor Śiva, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou sua permissão para partir e foi a Kāmakoṣṭhī-purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/178/", "verse_text": "dakṣiṇa-mathurā āilā kāmakoṣṭhī haite\ntāhāṅ dekhā haila eka brāhmaṇa-sahite", "devanagari": "> দক্ষিণ-মথুরা আইলা কামকোষ্ঠী হৈতে ৷\n> তাহাঁ দেখা হৈল এক ব্রাহ্মণ-সহিতে ৷৷ ১৭৮ ৷৷ ॥১৭৮॥", "synonyms": "*dakṣiṇa-mathurā*—à Mathurā do sul; *āilā*—chegou; *kāmakoṣṭhī haite*—de Kāmakoṣṭhī; *tāhāṅ*—ali; *dekhā haila*—encontrou-Se; *eka*—um; *brāhmaṇa-sahite*—com um brāhmaṇa.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou à Mathurā do sul, vindo de Kāmakoṣṭhī, encontrou um brāhmaṇa.**", "purport": "O Madurai do sul, atualmente conhecido como Mādurā, situa-se às margens do rio Bhāgāi. Esse lugar de peregrinação destina-se especificamente aos devotos do Senhor Śiva; por isso, é chamado de Śaiva-kṣetra, isto é, o lugar onde se adora o Senhor Śiva. Nessa área, há montanhas e florestas. Há também dois templos de Śiva, um conhecido como Rāmeśvara e o outro conhecido como Sundareśvara. Há ainda um templo de Devī, chamado templo de Mīnākṣī-devī, que exibe uma admirável perícia arquitetônica. Foi construído sob a supervisão dos reis da dinastia Pāṇḍya, e, quando os muçulmanos atacaram esse templo, bem como o templo de Sundareśvara, causaram grandes danos. No ano cristão de 1372, um rei chamado Kampanna Udaiyara reinava no trono de Mādurā. Muito tempo atrás, o imperador Kulaśekhara governou essa área e, durante seu reinado, estabeleceu uma colônia de *brāhmaṇas.* Um conhecido rei chamado Anantaguṇa Pāṇḍya é descendente, em décima primeira geração, do imperador Kulaśekhara."}
{"ref": "cc/madhya/9/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/179/", "verse_text": "sei vipra mahāprabhuke kaila nimantraṇa\nrāma-bhakta sei vipra--virakta mahājana", "devanagari": "> সেই বিপ্র মহাপ্রভুকে কৈল নিমন্ত্রণ ৷\n> রামভক্ত সেই বিপ্র — বিরক্ত মহাজন ৷৷ ১৭৯ ৷৷ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *mahāprabhuke*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *nimantraṇa*—convite; *rāma-bhakta*—devoto do Senhor Rāmacandra; *sei*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *virakta*—muito desapegado; *mahājana*—um grande devoto e autoridade.", "translation": "**O brāhmaṇa que encontrou Śrī Caitanya Mahāprabhu convidou o Senhor à sua casa. Este brāhmaṇa era um grande devoto e uma autoridade no Senhor Śrī Rāmacandra. Ele estava sempre desapegado das atividades materiais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/180/", "verse_text": "kṛtamālāya snāna kari' āilā tāṅra ghare\nbhikṣā ki dibena vipra,--pāka nāhi kare", "devanagari": "> কৃতমালায় স্নান করি’ আইলা তাঁর ঘরে ৷\n> ভিক্ষা কি দিবেন বিপ্র, — পাক নাহি করে ৷৷ ১৮০ ৷৷ ॥১৮০॥", "synonyms": "*kṛtamālāya*—no rio Kṛtamālā; *snāna kari'*—banhando-Se; *āilā*—veio; *tāṅra*—do brāhmaṇa; *ghare*—à casa; *bhikṣā*—oferecimento de esmolas; *ki dibena*—o que daria; *vipra*—o brāhmaṇa; *pāka*—cozinhar; *nāhi kare*—não fez.", "translation": "**Depois de banhar-Se no rio Kṛtamālā, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi à casa do brāhmaṇa para almoçar, mas viu que o alimento não estava preparado, porque o brāhmaṇa não o havia cozinhado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/181/", "verse_text": "mahāprabhu kahe tāṅre,--śuna mahāśaya\nmadhyāhna haila, kene pāka nāhi haya", "devanagari": "> মহাপ্রভু কহে তাঁরে, — শুন মহাশয় ৷\n> মধ্যাহ্ন হৈল, কেনে পাক নাহি হয় ৷৷ ১৮১ ৷৷ ॥১৮১॥", "synonyms": "*mahāprabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tāṅre*—a ele; *śuna mahāśaya*—por favor, ouve, meu querido senhor; *madhya-ahna haila*—já é meio-dia; *kene*—por que; *pāka nāhi haya*—não cozinhaste.", "translation": "**Ao ver isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu querido senhor, por favor, dize-Me por que não cozinhaste. Já é meio-dia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/182/", "verse_text": "vipra kahe,--prabhu, mora araṇye vasati\npākera sāmagrī vane nā mile samprati", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — প্রভু, মোর অরণ্যে বসতি ৷\n> পাকের সামগ্রী বনে না মিলে সম্প্রতি ৷৷ ১৮২ ৷৷ ॥১৮২॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa respondeu; *prabhu*—ó Senhor; *mora*—minha; *araṇye*—na floresta; *vasati*—residência; *pākera sāmagrī*—os ingredientes para cozinhar; *vane*—na floresta; *nā mile*—não estão disponíveis; *samprati*—neste momento.", "translation": "**O brāhmaṇa respondeu: \"Meu querido Senhor, vivemos na floresta. Por enquanto, não conseguimos obter todos os ingredientes para cozinhar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/183/", "verse_text": "vanya śāka-phala-mūla ānibe lakṣmaṇa\ntabe sītā karibena pāka-prayojana", "devanagari": "> বন্য শাক-ফল-মূল আনিবে লক্ষ্মণ ৷\n> তবে সীতা করিবেন পাক-প্রয়োজন ৷৷ ১৮৩ ৷৷ ॥১৮৩॥", "synonyms": "*vanya*—da floresta; *śāka*—verduras; *phala-mūla*—frutas e raízes; *ānibe*—trará; *lakṣmaṇa*—Lakṣmaṇa; *tabe*—então; *sītā*—mãe Sītā; *karibena*—fará; *pāka-prayojana*—o necessário para cozinhar.", "translation": "**\"Quando Lakṣmaṇa trouxer da floresta todos os legumes, frutas e raízes, Sītā fará os preparativos culinários necessários.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/184/", "verse_text": "tāṅra upāsanā śuni' prabhu tuṣṭa hailā\nāste-vyaste sei vipra randhana karilā", "devanagari": "> তাঁর উপাসনা শুনি’ প্রভু তুষ্ট হৈলা ৷\n> আস্তে-ব্যস্তে সেই বিপ্র রন্ধন করিলা ৷৷ ১৮৪ ৷৷ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*tāṅra*—seu; *upāsanā*—método de adoração; *śuni'*—ouvindo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tuṣṭa hailā*—ficou muito satisfeito; *āste-vyaste*—com grande pressa; *sei*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *randhana karilā*—começou a cozinhar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito ao ouvir sobre o método de adoração do brāhmaṇa. Por fim, o brāhmaṇa apressadamente fez os preparativos para cozinhar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/185/", "verse_text": "prabhu bhikṣā kaila dinera tṛtīya-prahare\nnirviṇṇa sei vipra upavāsa kare", "devanagari": "> প্রভু ভিক্ষা কৈল দিনের তৃতীয়প্রহরে ৷\n> নির্বিণ্ণ সেই বিপ্র উপবাস করে ৷৷ ১৮৫ ৷৷ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā kaila*—almoçou; *dinera*—do dia; *tṛtīya-prahare*—por volta das três horas; *nirviṇṇa*—pesaroso; *sei*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *upavāsa kare*—jejuou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu almoçou por volta das três horas, mas o brāhmaṇa, estando muito pesaroso, jejuou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/186/", "verse_text": "prabhu kahe,--vipra kāṅhe kara upavāsa\nkene eta duḥkha, kene karaha hutāśa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — বিপ্র কাঁহে কর উপবাস ৷\n> কেনে এত দুঃখ, কেনে করহ হুতাশ ৷৷ ১৮৬ ৷৷ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *vipra*—meu querido brāhmaṇa; *kāṅhe*—por que; *kara upavāsa*—estás jejuando; *kene*—por que; *eta*—tanta; *duḥkha*—infelicidade; *kene*—por que; *karaha hutāśa*—expressas tanta preocupação.", "translation": "**Enquanto o brāhmaṇa jejuava, Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou-lhe: \"Por que estás jejuando? Por que estás tão infeliz? Por que estás tão preocupado?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/187/", "verse_text": "vipra kahe,--jīvane mora nāhi prayojana\nagni-jale praveśiyā chāḍiba jīvana", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — জীবনে মোর নাহি প্রয়োজন ৷\n> অগ্নি-জলে প্রবেশিয়া ছাড়িব জীবন ॥১৮৭॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa disse; *jīvane mora*—para minha vida; *nāhi*—não há; *prayojana*—necessidade; *agni*—no fogo; *jale*—na água; *praveśiyā*—entrando; *chāḍiba*—abandonarei; *jīvana*—a vida.", "translation": "**O brāhmaṇa respondeu: \"Não tenho motivo para viver. Abandonarei minha vida entrando no fogo ou na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/188/", "verse_text": "jagan-mātā mahā-lakṣmī sītā-ṭhākurāṇī\nrākṣase sparśila tāṅre,--ihā kāne śuni", "devanagari": "> জগন্মাতা মহালক্ষ্মী সীতা-ঠাকুরাণী ৷\n> রাক্ষসে স্পর্শিল তাঁরে, — ইহা কানে শুনি ৷৷ ১৮৮ ৷৷ ॥১৮৮॥", "synonyms": "*jagat-mātā*—a mãe do universo; *mahā-lakṣmī*—a suprema deusa da fortuna; *sītā-ṭhākurāṇī*—mãe Sītā; *rākṣase*—o demônio Rāvaṇa; *sparśila*—tocou; *tāṅre*—nela; *ihā*—isto; *kāne śuni*—eu ouvi.", "translation": "**\"Meu querido senhor, mãe Sītā é a mãe do universo e a suprema deusa da fortuna. Ela foi tocada pelo demônio Rāvaṇa, e fico perturbado ao ouvir esta notícia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/189/", "verse_text": "e śarīra dharibāre kabhu nā yuyāya\nei duḥkhe jvale deha, prāṇa nāhi yāya", "devanagari": "> এ শরীর ধরিবারে কভু না যুয়ায় ৷\n> এই দুঃখে জ্বলে দেহ, প্রাণ নাহি যায় ৷৷ ১৮৯ ৷৷ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*e śarīra*—este corpo; *dharibāre*—manter; *kabhu*—jamais; *nā*—não; *yuyāya*—merece; *ei duḥkhe*—nesta infelicidade; *jvale deha*—meu corpo arde; *prāṇa*—minha vida; *nāhi yāya*—não se vai.", "translation": "**\"Senhor, devido à minha infelicidade, não posso continuar vivendo. Embora meu corpo arda, minha vida não me deixa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/190/", "verse_text": "prabhu kahe,--e bhāvanā nā kariha āra\npaṇḍita hañā kene nā karaha vicāra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — এ ভাবনা না করিহ আর ৷\n> পণ্ডিত হঞা কেনে না করহ বিচার ৷৷ ১৯০ ৷৷ ॥১৯০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *e bhāvanā*—este tipo de pensamento; *nā*—não; *kariha*—faças; *āra*—mais; *paṇḍita hañā*—sendo um erudito paṇḍita; *kena*—por que; *nā karaha*—não fazes; *vicāra*—consideração.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Por favor, não penses mais dessa maneira. És um paṇḍita erudito. Por que não examinas o caso?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/191/", "verse_text": "īśvara-preyasī sītā--cid-ānanda-mūrti\nprākṛta-indriyera tāṅre dekhite nāhi śakti", "devanagari": "> ঈশ্বর-প্রেয়সী সীতা — চিদানন্দমূর্তি ৷\n> প্রাকৃত-ইন্দ্রিয়ের তাঁরে দেখিতে নাহি শক্তি ৷৷ ১৯১ ৷৷ ॥১৯১॥", "synonyms": "*īśvara-preyasī*—a esposa mais querida do Senhor; *sītā*—mãe Sītā; *cit-ānanda-mūrti*—forma espiritual e bem-aventurada; *prākṛta*—materiais; *indriyera*—dos sentidos; *tāṅre*—a ela; *dekhite*—de ver; *nāhi*—não há; *śakti*—poder.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Sītādevī, a esposa mais querida do Supremo Senhor Rāmacandra, certamente tem uma forma espiritual plena de bem-aventurança. Ninguém pode vê-la com olhos materiais, pois nenhum ser material tem semelhante poder.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/192/", "verse_text": "sparśibāra kārya āchuka, nā pāya darśana\nsītāra ākṛti-māyā harila rāvaṇa", "devanagari": "> স্পর্শিবার কার্য আছুক, না পায় দর্শন ৷\n> সীতার আকৃতি-মায়া হরিল রাবণ ৷৷ ১৯২ ৷৷ ॥১৯২॥", "synonyms": "*sparśibāra*—de tocar; *kārya*—negócio; *āchuka*—deixa estar; *nā*—não; *pāya*—obtém; *darśana*—vista; *sītāra*—de mãe Sītā; *ākṛti-māyā*—a forma feita de māyā; *harila*—levou embora; *rāvaṇa*—o demônio Rāvaṇa.", "translation": "**\"Para não falar de tocar mãe Sītā, uma pessoa com sentidos materiais nem sequer pode vê-la. Quando Rāvaṇa a raptou, raptou apenas sua forma material e ilusória.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/193/", "verse_text": "rāvaṇa āsitei sītā antardhāna kaila\nrāvaṇera āge māyā-sītā pāṭhāila", "devanagari": "> রাবণ আসিতেই সীতা অন্তর্ধান কৈল ৷\n> রাবণের আগে মায়া-সীতা পাঠাইল ৷৷ ১৯৩ ৷৷ ॥১৯৩॥", "synonyms": "*rāvaṇa*—o demônio Rāvaṇa; *āsitei*—assim que ele chegou; *sītā*—mãe Sītā; *antardhāna kaila*—desapareceu; *rāvaṇera āge*—diante do demônio Rāvaṇa; *māyā-sītā*—forma ilusória e material de Sītā; *pāṭhāila*—enviou.", "translation": "**\"Assim que Rāvaṇa chegou diante de Sītā, ela desapareceu. Então, apenas para enganar Rāvaṇa, ela enviou uma forma ilusória e material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/194/", "verse_text": "aprākṛta vastu nahe prākṛta-gocara\nveda-purāṇete ei kahe nirantara", "devanagari": "> অপ্রাকৃত বস্তু নহে প্রাকৃত-গোচর ৷\n> বেদ-পুরাণেতে এই কহে নিরন্তর ৷৷ ১৯৪ ৷৷ ॥১৯৪॥", "synonyms": "*aprākṛta*—espiritual; *vastu*—substância; *nahe*—não é; *prākṛta*—da matéria; *gocara*—dentro da jurisdição; *veda-purāṇete*—os Vedas e os Purāṇas; *ei*—isto; *kahe*—dizem; *nirantara*—sempre.", "translation": "**\"A substância espiritual jamais está dentro da jurisdição da concepção material. Este é sempre o veredito dos Vedas e dos Purāṇas.\"**", "purport": "Como se afirma no *Kaṭha Upaniṣad* (2.3.9, 12):\n\n> na saṁdṛśe tiṣṭhati rūpam asya\n> na cakṣuṣā paśyati kaścanainam\n> hṛdā manīṣā manasābhikḷpto\n> ya etad vidur amṛtās te bhavanti\n\n> naiva vācā na manasā\n> prāptuṁ śakyo na cakṣuṣā\n\n\"O espírito não está dentro da jurisdição dos olhos, das palavras nem da mente materiais.\"\n\nDe modo semelhante, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.84.13) declara:\n\n> yasyātma-buddhiḥ kuṇape tri-dhātuke\n> sva-dhīḥ kalatrādiṣu bhauma ijya-dhīḥ\n> yat-tīrtha-buddhiḥ salile na karhicij\n> janeṣv abhijñeṣu sa eva go-kharaḥ\n\n\"O ser humano que identifica com o seu eu este corpo feito de três elementos, que considera os subprodutos de seu corpo como seus parentes, que considera adorável a terra onde nasceu e que vai a um lugar de peregrinação simplesmente para banhar-se, e não para encontrar-se ali com homens de conhecimento transcendental, deve ser considerado como um asno ou uma vaca.\"\n\nEssas são algumas declarações Védicas sobre a substância espiritual. A substância espiritual não pode ser vista pelos que não são inteligentes, porque eles não têm os olhos nem a mentalidade para ver a alma espiritual. Em consequência, pensam que o espírito não existe. Os seguidores dos preceitos Védicos, porém, extraem sua informação das declarações Védicas, tais como os versos do *Kaṭha Upaniṣad* e do *Śrīmad-Bhāgavatam* citados acima."}
{"ref": "cc/madhya/9/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/195/", "verse_text": "viśvāsa karaha tumi āmāra vacane\npunarapi ku-bhāvanā nā kariha mane", "devanagari": "> বিশ্বাস করহ তুমি আমার বচনে ৷\n> পুনরপি কু-ভাবনা না করিহ মনে ৷৷ ১৯৫ ৷৷ ॥১৯৫॥", "synonyms": "*viśvāsa karaha*—crê; *tumi*—tu; *āmāra*—em Minhas; *vacane*—palavras; *punarapi*—novamente; *ku-bhāvanā*—concepção errônea; *nā kariha*—não faças; *mane*—na mente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então assegurou ao brāhmaṇa: \"Tem fé em Minhas palavras e não sobrecarregues mais tua mente com esta concepção errônea.\"**", "purport": "Este é o processo da compreensão espiritual. Acintyā khalu ye bhāvā na tāṁs tarkeṇa yojayet: \"Não devemos tentar compreender mediante argumento e contra-argumento aquilo que está além de nossa concepção material.\" Mahā-jano yena gataḥ sa panthāḥ: \"Temos de seguir as pegadas das grandes autoridades que descem no sistema da paramparā.\" Se nos aproximarmos de um ācārya genuíno e mantivermos fé em suas palavras, a compreensão espiritual será fácil."}
{"ref": "cc/madhya/9/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/196/", "verse_text": "prabhura vacane viprera ha-ila viśvāsa\nbhojana karila, haila jīvanera āśa", "devanagari": "> প্রভুর বচনে বিপ্রের হইল বিশ্বাস ৷\n> ভোজন করিল, হৈল জীবনের আশ ৷৷ ১৯৬ ৷৷ ॥১৯৬॥", "synonyms": "*prabhura vacane*—nas palavras do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viprera*—do brāhmaṇa; *ha-ila*—houve; *viśvāsa*—fé; *bhojana karila*—ele almoçou; *haila*—houve; *jīvanera*—de viver; *āśa*—esperança.", "translation": "**Embora o brāhmaṇa estivesse jejuando, ele teve fé nas palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu e aceitou alimento. Dessa maneira, sua vida foi salva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/197/", "verse_text": "tāṅre āśvāsiyā prabhu karilā gamana\nkṛtamālāya snāna kari āilā durvaśana", "devanagari": "> তাঁরে আশ্বাসিয়া প্রভু করিলা গমন ৷\n> কৃতমালায় স্নান করি আইলা দুর্বশন ৷৷ ১৯৭ ৷৷ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*tāṅre āśvāsiyā*—assegurando-lhe; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā gamana*—partiu; *kṛtamālāya*—no rio conhecido como Kṛtamālā; *snāna kari*—banhando-se; *āilā*—chegou; *durvaśana*—a Durvaśana.", "translation": "**Depois de assim assegurar o brāhmaṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu avançou mais adentro pelo sul da Índia e finalmente chegou a Durvaśana, onde Se banhou no rio Kṛtamālā.**", "purport": "Atualmente, o rio Kṛtamālā é conhecido como o rio Bhāgāi. Esse rio tem três afluentes, chamados Surulī, Varāha-nadī e Baṭṭilla-guṇḍu. O rio Kṛtamālā também é mencionado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.39) pelo sábio Karabhājana."}
{"ref": "cc/madhya/9/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/198/", "verse_text": "durvaśane raghunāthe kaila daraśana\nmahendra-śaile paraśurāmera kaila vandana", "devanagari": "> দুর্বশনে রঘুনাথে কৈল দরশন ৷\n> মহেন্দ্র-শৈলে পরশুরামের কৈল বন্দন ৷৷ ১৯৮ ৷৷ ॥১৯৮॥", "synonyms": "*durvaśane*—em Durvaśana; *raghunāthe*—o Senhor Rāmacandra; *kaila daraśana*—Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou; *mahendra-śaile*—em Mahendra-śaila; *paraśu-rāmera*—ao Senhor Paraśurāma; *kaila vandana*—ofereceu orações.", "translation": "**Em Durvaśana, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo do Senhor Rāmacandra e, na colina conhecida como Mahendra-śaila, viu o Senhor Paraśurāma.**", "purport": "Em Durvaśana, ou Darbhaśayana, onze quilômetros a leste de Ramnad, há um templo do Senhor Rāmacandra que se ergue diante do oceano. A colina conhecida como Mahendra-śaila fica perto de Tirunelveli, e no final dessa colina há uma cidade conhecida como Tiruchendur. A oeste de Mahendra-śaila está o território de Tribāṅkura. Há menção a Mahendra-śaila no *Rāmāyaṇa*."}
{"ref": "cc/madhya/9/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/199/", "verse_text": "setubandhe āsi' kaila dhanustīrthe snāna\nrāmeśvara dekhi' tāhāṅ karila viśrāma", "devanagari": "> সেতুবন্ধে আসি’ কৈল ধনুস্তীর্থে স্নান ৷\n> রামেশ্বর দেখি’ তাহাঁ করিল বিশ্রাম ৷৷ ১৯৯ ৷৷ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*setubandhe āsi'*—chegando a Setubandha; *kaila*—fez; *dhanuḥ-tīrthe snāna*—banho no lugar sagrado conhecido como Dhanustīrtha; *rāmeśvara dekhi'*—visitando o lugar sagrado Rāmeśvara; *tāhāṅ*—ali; *karila viśrāma*—descansou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então foi a Setubandha [Rāmeśvara], onde tomou banho no local chamado Dhanustīrtha. De lá, visitou o templo de Rāmeśvara e, em seguida, descansou.**", "purport": "O caminho através do oceano até as ilhas conhecidas como Mandṇḍapam e Pambam consiste, em parte, de areia e, em parte, de água. A ilha de Pambam tem cerca de onze milhas de comprimento e seis milhas de largura. Nessa ilha, quatro milhas ao norte do porto de Pambam, fica Setubandha, onde se localiza o templo de Rāmeśvara. Esse é um templo do Senhor Śiva, e o nome Rāmeśvara indica que ele é uma grande personalidade cuja Deidade adorável é o Senhor Rāma. Assim, o Senhor Śiva que se encontra no templo de Rāmeśvara é um grande devoto do Senhor Rāmacandra. Diz-se: *devī-pattanam ārabhya gaccheyuḥ setu-bandhanam* — \"Depois de visitar o templo da deusa Durgā, deve-se ir ao templo de Rāmeśvara.\" \\\\\n \\\\\n\nNessa área, há vinte e quatro diferentes lugares sagrados, um dos quais é Dhanustīrtha, localizado cerca de doze milhas a sudeste de Rāmeśvara. Fica perto da última estação da Ferrovia Sul-Indiana, uma estação chamada Ramnadā. Diz-se que aqui, a pedido de Vibhīṣaṇa, o irmão mais novo de Rāvaṇa, o Senhor Rāmacandra destruiu com Seu arco a ponte para Laṅkā, enquanto voltava para Sua capital. Diz-se também que quem visita Dhanustīrtha liberta-se do ciclo de nascimentos e mortes, e que quem se banha ali obtém todos os resultados fruitivos da realização do *yajña* conhecido como *agniṣṭoma.*"}
{"ref": "cc/madhya/9/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/200/", "verse_text": "vipra-sabhāya śune tāṅhā kūrma-purāṇa\ntāra madhye āilā pativratā-upākhyāna", "devanagari": "> বিপ্র-সভায় শুনে তাঁহা কূর্ম-পুরাণ ৷\n> তার মধ্যে আইলা পতিব্রতা-উপাখ্যান ৷৷ ২০০ ৷৷ ॥২০০॥", "synonyms": "*vipra-sabhāya*—entre a assembleia de brāhmaṇas; *śune*—ouve; *tāṅhā*—ali; *kūrma-purāṇa*—o Kūrma Purāṇa; *tāra madhye*—dentro daquele livro; *āilā*—havia; *pati-vratā*—da mulher casta; *upākhyāna*—narração.", "translation": "**Ali, entre os brāhmaṇas, Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu o Kūrma Purāṇa, no qual era mencionada a narração da mulher casta.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que apenas dois khaṇḍas do Kūrma Purāṇa estão disponíveis atualmente, a saber, o Pūrva-khaṇḍa e o Uttara-khaṇḍa. Às vezes se diz que o Kūrma Purāṇa contém seis mil versos, mas originalmente o Kūrma Purāṇa continha dezessete mil versos. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam*, há dezessete mil versos no Kūrma Purāṇa, que é um dos dezoito Mahā-purāṇas. O Kūrma Purāṇa é considerado o décimo quinto desses Mahā-purāṇas."}
{"ref": "cc/madhya/9/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/201/", "verse_text": "pativratā-śiromaṇi janaka-nandinī\njagatera mātā sītā--rāmera gṛhiṇī", "devanagari": "> পতিব্রতা-শিরোমণি জনক-নন্দিনী ৷\n> জগতের মাতা সীতা — রামের গৃহিণী ৷৷ ২০১ ৷৷ ॥২০১॥", "synonyms": "*pati-vratā*—mulher casta; *śiromaṇi*—a mais elevada; *janaka-nandinī*—é a filha do rei Janaka; *jagatera*—de todos os três mundos; *mātā*—a mãe; *sītā*—Sītā; *rāmera*—do Senhor Rāmacandra; *gṛhiṇī*—esposa.", "translation": "**Śrīmatī Sītādevī é a mãe dos três mundos e a esposa do Senhor Rāmacandra. Entre as mulheres castas, ela é suprema, e é a filha do rei Janaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/202/", "verse_text": "rāvaṇa dekhiyā sītā laila agnira śaraṇa\nrāvaṇa haite agni kaila sītāke āvaraṇa", "devanagari": "> রাবণ দেখিয়া সীতা লৈল অগ্নির শরণ ৷\n> রাবণ হৈতে অগ্নি কৈল সীতাকে আবরণ ৷৷ ২০২ ৷৷ ॥২০২॥", "synonyms": "*rāvaṇa dekhiyā*—após ver Rāvaṇa; *sītā*—mãe Sītā; *laila*—tomou; *agnira*—do fogo; *śaraṇa*—refúgio; *rāvaṇa*—Rāvaṇa; *haite*—de; *agni*—fogo; *kaila*—fez; *sītāke*—à mãe Sītā; *āvaraṇa*—cobertura.", "translation": "**Quando Rāvaṇa veio raptar mãe Sītā e ela o viu, ela se refugiou no deus do fogo, Agni. O deus do fogo cobriu o corpo de mãe Sītā, e dessa maneira ela foi protegida das mãos de Rāvaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/203/", "verse_text": "'māyā-sītā' rāvaṇa nila, śunilā ākhyāne\nśuni' mahāprabhu haila ānandita mane", "devanagari": "> ‘মায়াসীতা’রাবণ নিল, শুনিলা আখ্যানে ৷\n> শুনি’ মহাপ্রভু হইল আনন্দিত মনে ৷৷ ২০৩ ৷৷ ॥২০৩॥", "synonyms": "*māyā-sītā*—a falsa e ilusória Sītā; *rāvaṇa*—o demônio Rāvaṇa; *nila*—levou; *śunilā*—ouviu; *ākhyāne*—na narração do Kūrma Purāṇa; *śuni'*—ao ouvir isso; *mahāprabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—ficou; *ānandita*—muito feliz; *mane*—dentro da mente.", "translation": "**Ao ouvir do Kūrma Purāṇa como Rāvaṇa raptara a forma falsa de mãe Sītā, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/204/", "verse_text": "sītā lañā rākhilena pārvatīra sthāne\n'māyā-sītā' diyā agni vañcilā rāvaṇe", "devanagari": "> সীতা লঞা রাখিলেন পার্বতীর স্থানে ৷\n> ‘মায়াসীতা’ দিয়া অগ্নি বঞ্চিলা রাবণে ৷৷ ২০৪ ৷৷ ॥২০৪॥", "synonyms": "*sītā lañā*—levando consigo mãe Sītā; *rākhilena*—manteve; *pārvatīra sthāne*—com mãe Pārvatī, ou a deusa Durgā; *māyā-sītā*—a forma falsa e ilusória de Sītā; *diyā*—entregando; *agni*—o deus do fogo; *vañcilā*—enganou; *rāvaṇe*—o demônio Rāvaṇa.", "translation": "**O deus do fogo, Agni, levou a verdadeira Sītā e a conduziu ao lugar de Pārvatī, a deusa Durgā. Uma forma ilusória de mãe Sītā foi então entregue a Rāvaṇa, e dessa maneira Rāvaṇa foi enganado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/205/", "verse_text": "raghunātha āsi' yabe rāvaṇe mārila\nagni-parīkṣā dite yabe sītāre ānila", "devanagari": "> রঘুনাথ আসি’ যবে রাবণে মারিল ৷ অগ্নি-পরীক্ষা দিতে যবে সীতারে আনিল ৷৷ ২০৫ ৷৷ তবে মায়াসীতা অগ্নি করি অন্তর্ধান ৷ সত্য-সীতা আনি’ দিল রাম-বিদ্যমান ৷৷ ২০৬ ৷৷ ॥২০৫॥", "synonyms": "*raghunātha*—o Senhor Rāmacandra; *āsi'*—vindo; *yabe*—quando; *rāvaṇe*—Rāvaṇa; *mārila*—matou; *agni-parīkṣā*—prova pelo fogo; *dite*—para dar; *yabe*—quando; *sītāre*—Sītā; *ānila*—trouxe.", "translation": "**Depois que Rāvaṇa foi morto pelo Senhor Rāmacandra, Sītādevī foi trazida diante do fogo e testada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/206/", "verse_text": "tabe māyā-sītā agni kari antardhāna\nsatya-sītā āni' dila rāma-vidyamāna", "devanagari": "", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *māyā-sītā*—a forma ilusória de Sītā; *agni*—o deus do fogo; *kari*—fazendo; *antardhāna*—desaparecer; *satya-sītā*—a verdadeira Sītā; *āni'*—trazendo; *dila*—entregou; *rāma*—de Rāmacandra; *vidyamāna*—na presença.", "translation": "**Quando a Sītā ilusória foi trazida diante do fogo pelo Senhor Rāmacandra, o deus do fogo fez a forma ilusória desaparecer e entregou a verdadeira Sītā ao Senhor Rāmacandra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/207/", "verse_text": "śuniñā prabhura ānandita haila mana\nrāmadāsa-viprera kathā ha-ila smaraṇa", "devanagari": "> শুনিঞা প্রভুর আনন্দিত হৈল মন ৷\n> রামদাস-বিপ্রের কথা হইল স্মরণ ৷৷ ২০৭ ৷৷ ॥২০৭॥", "synonyms": "*śuniñā*—ouvindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānandita*—muito satisfeita; *haila*—ficou; *mana*—a mente; *rāmadāsa-viprera*—do brāhmaṇa conhecido como Rāmadāsa; *kathā*—palavras; *ha-ila smaraṇa*—Ele relembrou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu esta história, ficou muito satisfeito e relembrou as palavras de Rāmadāsa Vipra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/208/", "verse_text": "e-saba siddhānta śuni' prabhura ānanda haila\nbrāhmaṇera sthāne māgi' sei patra nila", "devanagari": "> এ-সব সিদ্ধান্ত শুনি’ প্রভুর আনন্দ হৈল ৷\n> ব্রাহ্মণের স্থানে মাগি’ সেই পত্র নিল ৷৷ ২০৮ ৷৷ ॥২০৮॥", "synonyms": "*e-saba siddhānta*—todas estas afirmações conclusivas; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda*—felicidade; *haila*—houve; *brāhmaṇera sthāne*—dos brāhmaṇas; *māgi'*—pedindo; *sei*—aquelas; *patra*—folhas; *nila*—tomou.", "translation": "**De fato, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu estas afirmações conclusivas do Kūrma Purāṇa, sentiu grande felicidade. Após pedir a permissão dos brāhmaṇas, tomou posse daquelas folhas do manuscrito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/209/", "verse_text": "nūtana patra lekhāñā pustake deoyāila\npratīti lāgi' purātana patra māgi' nila", "devanagari": "> নূতন পত্র লেখাঞা পুস্তকে দেওয়াইল ৷\n> প্রতীতি লাগি’ পুরাতন পত্র মাগি’ নিল ৷৷ ২০৯ ৷৷ ॥২০৯॥", "synonyms": "*nūtana*—novas; *patra*—folhas; *lekhāñā*—mandando escrever; *pustake*—o livro; *deoyāila*—entregou; *pratīti lāgi'*—como evidência direta; *purātana*—as antigas; *patra*—folhas; *māgi'*—pedindo; *nila*—tomou.", "translation": "**Como o Kūrma Purāṇa era muito antigo, o manuscrito também era muito antigo. Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou posse das folhas originais a fim de ter uma evidência direta. O texto foi copiado em um novo rolo, para que o Purāṇa fosse substituído.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/210/", "verse_text": "patra lañā punaḥ dakṣiṇa-mathurā āilā\nrāmadāsa vipre sei patra āni dilā", "devanagari": "> পত্র লঞা পুনঃ দক্ষিণ-মথুরা আইলা ৷\n> রামদাস বিপ্রে সেই পত্র আনি দিলা ৷৷ ২১০ ৷৷ ॥২১০॥", "synonyms": "*patra lañā*—levando aquelas folhas; *punaḥ*—novamente; *dakṣiṇa-mathurā*—à Mathurā do sul; *āilā*—veio; *rāmadāsa vipre*—ao brāhmaṇa conhecido como Rāmadāsa; *sei patra*—aquelas folhas; *āni*—trazendo de volta; *dilā*—entregou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou à Mathurā do sul [Madurai] e entregou o manuscrito original do Kūrma Purāṇa a Rāmadāsa Vipra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/211-212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/211-212/", "verse_text": "sītayārādhito vahniś\nchāyā-sītām ajījanat\ntāṁ jahāra daśa-grīvaḥ\nsītā vahni-puraṁ gatā\n\nparīkṣā-samaye vahniṁ\nchāyā-sītā viveśa sā\nvahniḥ sītāṁ samānīya\ntat-purastād anīnayat", "devanagari": "", "synonyms": "*sītayā*—por mãe Sītā; *ārādhitaḥ*—sendo invocado; *vahniḥ*—o deus do fogo; *chāyā-sītām*—a forma ilusória de mãe Sītā; *ajījanat*—criou; *tām*—a ela; *jahāra*—raptou; *daśa-grīvaḥ*—Rāvaṇa, o de dez faces; *sītā*—mãe Sītā; *vahni-puram*—à morada do deus do fogo; *gatā*—partiu; *parīkṣā-samaye*—no momento da prova; *vahnim*—o fogo; *chāyā-sītā*—a forma ilusória de Sītā; *viveśa*—entrou; *sā*—ela; *vahniḥ*—o deus do fogo; *sītām*—a verdadeira mãe Sītā; *samānīya*—trazendo de volta; *tat-purastāt*—em Sua presença; *anīnayat*—trouxe de volta.", "translation": "**\"Quando ele foi solicitado por mãe Sītā, o deus do fogo, Agni, fez surgir uma forma ilusória de Sītā, e Rāvaṇa, que tinha dez cabeças, raptou a falsa Sītā. A Sītā original foi então à morada do deus do fogo. Quando o Senhor Rāmacandra testou o corpo de Sītā, foi a falsa e ilusória Sītā que entrou no fogo. Naquele momento, o deus do fogo trouxe a Sītā original de sua morada e a entregou ao Senhor Rāmacandra.\"**", "purport": "Estes dois versos foram extraídos do Kūrma Purāṇa."}
{"ref": "cc/madhya/9/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/213/", "verse_text": "patra pāñā viprera haila ānandita mana\nprabhura caraṇe dhari' karaye krandana", "devanagari": "> পত্র পাঞা বিপ্রের হৈল আনন্দিত মন ৷\n> প্রভুর চরণে ধরি’ করয়ে ক্রন্দন ৷৷ ২১৩ ৷৷ ॥২১৩॥", "synonyms": "*patra pāñā*—recebendo as folhas; *viprera*—do brāhmaṇa; *haila*—houve; *ānandita*—satisfeita; *mana*—mente; *prabhura caraṇe*—os pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhari'*—segurando; *karaye*—faz; *krandana*—chorar.", "translation": "**Rāmadāsa Vipra ficou muito satisfeito ao receber o manuscrito original em folhas do Kūrma Purāṇa, e imediatamente caiu aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e começou a chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/214/", "verse_text": "vipra kahe,--tumi sākṣāt śrī-raghunandana\nsannyāsīra veṣe more dilā daraśana", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — তুমি সাক্ষাৎ শ্রীরঘুনন্দন ৷\n> সন্ন্যাসীর বেষে মোরে দিলা দরশন ৷৷ ২১৪ ৷৷ ॥২১৪॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa disse; *tumi*—Tu; *sākṣāt*—diretamente; *śrī-raghunandana*—o Senhor Śrī Rāmacandra; *sannyāsīra veṣe*—nas vestes de um mendicante; *more*—a mim; *dilā*—deste; *daraśana*—audiência.", "translation": "**Depois de receber o manuscrito, o brāhmaṇa, muito satisfeito, disse: \"Senhor, Tu és o próprio Senhor Rāmacandra e vieste nas vestes de um sannyāsī para me conceder audiência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/215/", "verse_text": "mahā-duḥkha ha-ite more karilā nistāra\nāji mora ghare bhikṣā kara aṅgīkāra", "devanagari": "> মহা-দুঃখ হইতে মোরে করিলা নিস্তার ৷\n> আজি মোর ঘরে ভিক্ষা কর অঙ্গীকার ৷৷ ২১৫ ৷৷ ॥২১৫॥", "synonyms": "*mahā-duḥkha*—grande infelicidade; *ha-ite*—de; *more*—a mim; *karilā nistāra*—Tu libertaste; *āji*—hoje; *mora*—minha; *ghare*—em casa; *bhikṣā*—almoço; *kara*—faze; *aṅgīkāra*—aceitar.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu me libertaste de uma condição muito infeliz. Peço-Te que aceites Teu almoço em minha casa. Por favor, aceita este convite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/216/", "verse_text": "mano-duḥkhe bhāla bhikṣā nā dila sei dine\nmora bhāgye punarapi pāiluṅ daraśane", "devanagari": "> মনোদুঃখে ভাল ভিক্ষা না দিল সেই দিনে ৷\n> মোর ভাগ্যে পুনরপি পাইলুঁ দরশনে ৷৷ ২১৬ ৷৷ ॥২১৬॥", "synonyms": "*mano-duḥkhe*—devido a grande aflição mental; *bhāla bhikṣā*—bom almoço; *nā dila*—não pude oferecer-Te; *sei dine*—naquele dia; *mora bhāgye*—por minha fortuna; *punarapi*—novamente; *pāiluṅ*—consegui; *daraśane*—visita.", "translation": "**\"Por causa de minha aflição mental, não pude oferecer-Te um almoço muito bom no outro dia. Agora, por boa fortuna, vieste novamente à minha casa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/217/", "verse_text": "eta bali' sei vipra sukhe pāka kaila\nuttama prakāre prabhuke bhikṣā karāila", "devanagari": "> এত বলি’ সেই বিপ্র সুখে পাক কৈল ৷\n> উত্তম প্রকারে প্রভুকে ভিক্ষা করাইল ৷৷ ২১৭ ৷৷ ॥২১৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *sukhe*—em grande felicidade; *pāka kaila*—cozinhou; *uttama prakāre*—muito bem; *prabhuke*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā*—almoço; *karāila*—ofereceu.", "translation": "**Dizendo isto, o brāhmaṇa cozinhou com grande felicidade, e um jantar de primeira classe foi oferecido a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/218/", "verse_text": "sei rātri tāhāṅ rahi' tāṅre kṛpā kari'\npāṇḍya-deśe tāmraparṇī gelā gaurahari", "devanagari": "> সেই রাত্রি তাহাঁ রহি’ তাঁরে কৃপা করি’ ৷\n> পাণ্ড্যদেশে তাম্রপর্ণী গেলা গৌরহরি ৷৷ ২১৮ ৷৷ ॥২১৮॥", "synonyms": "*sei rātri*—aquela noite; *tāhāṅ*—ali; *rahi'*—permanecendo; *tāṅre*—ao brāhmaṇa; *kṛpā kari'*—mostrando misericórdia; *pāṇḍya-deśe*—no país conhecido como Pāṇḍya-deśa; *tāmraparṇī*—ao lugar chamado Tāmraparṇī; *gelā*—foi; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu passou aquela noite na casa do brāhmaṇa. Depois, após conceder-lhe misericórdia, o Senhor partiu em direção a Tāmraparṇī, em Pāṇḍya-deśa.**", "purport": "Pāṇḍya-deśa situa-se na parte sul da Índia conhecida como Kerala e Cola. Em todas essas áreas, houve muitos reis com o título de Pāṇḍya que governaram Madurai e Rāmeśvara. No *Rāmāyaṇa,* menciona-se o nome de Tāmraparṇī. Tāmraparṇī também é conhecida como Puruṇai e está situada à margem do rio Tinebheli. Esse rio deságua na baía de Bengala. Tāmraparṇī também é mencionada no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.39) Popup"}
{"ref": "cc/madhya/9/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/219/", "verse_text": "tāmraparṇī snāna kari' tāmraparṇī-tīre\nnaya tripati dekhi' bule kutūhale", "devanagari": "> তাম্রপর্ণী স্নান করি’ তাম্রপর্ণী-তীরে ৷\n> নয় ত্রিপতি দেখি’ বুলে কুতূহলে ৷৷ ২১৯ ৷৷ ॥২১৯॥", "synonyms": "*tāmraparṇī*—no rio Tāmraparṇī; *snāna kari'*—tomando banho; *tāmraparṇī-tīre*—à margem do rio Tāmraparṇī; *naya tripati*—a Deidade chamada Naya-tripati; *dekhi'*—depois de ver; *bule*—continuou a vagar; *kutūhale*—com grande curiosidade.", "translation": "**Havia também um templo do Senhor Viṣṇu em Naya-tripati, à margem do rio Tāmraparṇī, e, após banhar-se no rio, o Senhor Caitanya Mahāprabhu viu a Deidade com grande curiosidade e prosseguiu vagando.**", "purport": "Este Naya-tripati também é chamado de Alwar Tirunagarai. É uma cidade situada a cerca de dezessete milhas a sudeste de Tirunelveli. Há ali nove templos de Śrīpati, ou Viṣṇu. Todas as Deidades dos templos se reúnem durante um festival anual na cidade."}
{"ref": "cc/madhya/9/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/220/", "verse_text": "ciyaḍatalā tīrthe dekhi' śrī-rāma-lakṣmaṇa\ntila-kāñcī āsi' kaila śiva daraśana", "devanagari": "> চিয়ড়তলা তীর্থে দেখি’ শ্রীরাম-লক্ষ্মণ ৷\n> তিলকাঞ্চী আসি’ কৈল শিব দরশন ৷৷ ২২০ ৷৷ ॥২২০॥", "synonyms": "*ciyaḍatalā*—chamado Ciyaḍatalā; *tīrthe*—no lugar sagrado; *dekhi'*—vendo; *śrī-rāma-lakṣmaṇa*—a Deidade do Senhor Rāma e Lakṣmaṇa; *tila-kāñcī*—a Tila-kāñcī; *āsi'*—vindo; *kaila*—fez; *śiva daraśana*—visitar o templo do Senhor Śiva.", "translation": "**Depois disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a um lugar sagrado conhecido como Ciyaḍatalā, onde viu as Deidades dos dois irmãos, o Senhor Rāmacandra e Lakṣmaṇa. Em seguida, dirigiu-se a Tila-kāñcī, onde viu o templo do Senhor Śiva.**", "purport": "Ciyaḍatalā é às vezes conhecido como Cheratalā. Fica perto da cidade de Kaila, e há ali um templo dedicado ao Senhor Śrī Rāmacandra e a Seu irmão Lakṣmaṇa. Tila-kāñcī fica cerca de trinta milhas a nordeste da cidade de Tirunelveli."}
{"ref": "cc/madhya/9/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/221/", "verse_text": "gajendra-mokṣaṇa-tīrthe dekhi viṣṇu-mūrti\npānāgaḍi-tīrthe āsi' dekhila sītāpati", "devanagari": "> গজেন্দ্রমোক্ষণ-তীর্থে দেখি বিষ্ণুমূর্তি ৷\n> পানাগড়ি-তীর্থে আসি’ দেখিল সীতাপতি ৷৷ ২২১ ৷৷ ॥২২১॥", "synonyms": "*gajendra-mokṣaṇa-tīrthe*—no lugar sagrado chamado Gajendra-mokṣaṇa; *dekhi*—vendo; *viṣṇu-mūrti*—a Deidade do Senhor Viṣṇu; *pānāgaḍi-tīrthe*—ao lugar sagrado Pānāgaḍi; *āsi'*—vindo; *dekhila*—viu; *sītā-pati*—o Senhor Śrī Rāmacandra e Sītādevī.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou então o lugar sagrado chamado Gajendra-mokṣaṇa, onde foi a um templo do Senhor Viṣṇu. Em seguida, chegou a Pānāgaḍi, um lugar sagrado onde viu as Deidades do Senhor Rāmacandra e Sītā.**", "purport": "O templo de Gajendra-mokṣaṇa é às vezes confundido com um templo do Senhor Śiva. Fica cerca de duas milhas ao sul da cidade de Kaivera. Na verdade, a Deidade não é do Senhor Śiva, mas de Viṣṇu. Pānāgaḍi fica cerca de trinta milhas ao sul de Tirunelveli. Antigamente, o templo de lá continha a Deidade de Śrī Rāmacandra, mas, mais tarde, os devotos do Senhor Śiva substituíram o Senhor Rāmacandra por uma deidade do Senhor Śiva chamada Rāmeśvara ou Rāma-liṅga Śiva."}
{"ref": "cc/madhya/9/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/222/", "verse_text": "cāmtāpure āsi' dekhi' śrī-rāma-lakṣmaṇa\nśrī-vaikuṇṭhe āsi' kaila viṣṇu daraśana", "devanagari": "> চাম্তাপুরে আসি’ দেখি’ শ্রীরাম-লক্ষ্মণ ৷\n> শ্রীবৈকুণ্ঠে আসি’ কৈল বিষ্ণু দরশন ৷৷ ২২২ ৷৷ ॥২২২॥", "synonyms": "*cāmtāpure*—a Cāmtāpura; *āsi'*—vindo; *dekhi'*—vendo; *śrī-rāma-lakṣmaṇa*—o Senhor Rāmacandra e Lakṣmaṇa; *śrī-vaikuṇṭhe āsi'*—vindo a Śrī Vaikuṇṭha; *kaila*—fez; *viṣṇu daraśana*—ver o templo do Senhor Viṣṇu.", "translation": "**Mais tarde, o Senhor foi a Cāmtāpura, onde viu as Deidades do Senhor Rāmacandra e Lakṣmaṇa. Em seguida, foi a Śrī Vaikuṇṭha e viu o templo do Senhor Viṣṇu ali.**", "purport": "Cāmtāpura é às vezes chamado de Ceṅgānura e localiza-se no estado de Tribāṅkura. Há ali um templo do Senhor Rāmacandra e Lakṣmaṇa. Śrī Vaikuṇṭha — cerca de quatro milhas ao norte de Alwar Tirunagarai e dezesseis milhas a sudeste de Tirunelveli — situa-se à margem do rio Tāmraparṇī."}
{"ref": "cc/madhya/9/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/223/", "verse_text": "malaya-parvate kaila agastya-vandana\nkanyā-kumārī tāṅhāṅ kaila daraśana", "devanagari": "> মলয়-পর্বতে কৈল অগস্ত্য-বন্দন ৷\n> কন্যাকুমারী তাহাঁ কৈল দরশন ৷৷ ২২৩ ৷৷ ॥২২৩॥", "synonyms": "*malaya-parvate*—nas colinas de Malaya; *kaila*—fez; *agastya-vandana*—reverências a Agastya Muni; *kanyā-kumārī*—Kanyā-kumārī; *tāṅhāṅ*—ali; *kaila daraśana*—visitou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu foi então a Malaya-parvata e ofereceu orações a Agastya Muni. Em seguida, visitou Kanyā-kumārī [Cabo Comorim].**", "purport": "A cadeia de montanhas no sul da Índia que começa em Kerala e se estende até o cabo Comorim chama-se Malaya-parvata. Quanto a Agastya, existem quatro opiniões: (1) Há um templo de Agastya Muni na vila de Agastyampallī, no distrito de Tanjoreāñ. (2) Há um templo do Senhor Skanda em uma colina conhecida como Śiva-giri, e supõe-se que tenha sido estabelecido por Agastya Muni. (3) Alguns dizem que, perto do cabo Comorim, há uma colina conhecida como Paṭhiyā, que supostamente serviu de residência a Agastya Muni. (4) Há outro lugar conhecido como Agastya-malaya, que é uma cadeia de colinas em ambas as margens do rio Tāmraparṇī. O próprio cabo Comorim é conhecido como Kanyā-kumārī."}
{"ref": "cc/madhya/9/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/224/", "verse_text": "āmlitalāya dekhi' śrī-rāma gaurahari\nmallāra-deśete āilā yathā bhaṭṭathāri", "devanagari": "> আম্লিতলায় দেখি’ শ্রীরাম গৌরহরি ৷\n> মল্লার-দেশেতে আইলা যথা ভট্টথারি ৷৷ ২২৪ ৷৷ ॥২২৪॥", "synonyms": "*āmlitalāya*—em Āmlitalā; *dekhi'*—vendo; *śrī-rāma*—a Deidade de Rāmacandra; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mallāra-deśete*—a Mallāra-deśa; *āilā*—veio; *yathā*—onde; *bhaṭṭathāri*—a comunidade Bhaṭṭathāri.", "translation": "**Após visitar Kanyā-kumārī, Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a Āmlitalā, onde viu a Deidade de Śrī Rāmacandra. Depois, foi a um lugar conhecido como Mallāra-deśa, onde vivia uma comunidade de Bhaṭṭathāris.**", "purport": "Ao norte de Mallāra-deśa fica o sul de Kanaraḍā. A leste fica Coorg e Mysore, ao sul fica Cochin, e a oeste fica o mar da Arábia. No que diz respeito aos Bhaṭṭathāris, são uma comunidade nômade. Acampam onde bem entendem e não têm local fixo de residência. Externamente, vestem-se como sannyāsīs, mas sua verdadeira ocupação é roubar e trapacear. Induzem outros a fornecer mulheres para o seu acampamento, e enganam muitas mulheres, mantendo-as dentro da comunidade. Dessa maneira, aumentam sua população. Em Bengala também existe uma comunidade semelhante. Na verdade, em todo o mundo há comunidades nômades cuja ocupação é simplesmente seduzir, enganar e roubar mulheres inocentes."}
{"ref": "cc/madhya/9/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/225/", "verse_text": "tamāla-kārtika dekhi' āila vetāpani\nraghunātha dekhi' tāhāṅ vañcilā rajanī", "devanagari": "> তমাল-কার্তিক দেখি’ আইল বেতাপনি ৷\n> রঘুনাথ দেখি’ তাহাঁ বঞ্চিলা রজনী ৷৷ ২২৫ ৷৷ ॥২২৫॥", "synonyms": "*tamāla-kārtika*—o lugar chamado Tamāla-kārtika; *dekhi'*—vendo; *āila*—veio; *vetāpani*—a Vetāpani; *raghunātha dekhi'*—vendo o templo do Senhor Rāmacandra; *tāhāṅ*—ali; *vañcilā rajanī*—passou a noite.", "translation": "**Após visitar Mallāra-deśa, Caitanya Mahāprabhu foi a Tamāla-kārtika e, em seguida, a Vetāpani. Ali Ele viu o templo de Raghunātha, o Senhor Rāmacandra, e passou a noite.**", "purport": "Tamāla-kārtika fica quarenta e quatro milhas ao sul de Tirunelveli e duas milhas ao sul da montanha Aramavallī. Localiza-se dentro da jurisdição de Tovalai. Em Tamāla-kārtika, há um templo de Subrahmaṇya, ou o Senhor Kārtika, o filho do Senhor Śiva. Vetāpani, ou Vātāpāṇī, fica ao norte de Kaila, no distrito de Trivandrum. Também é conhecida como Bhūtapaṇḍi e está dentro da jurisdição do distrito de Tobala. Entende-se que antigamente havia ali uma Deidade do Senhor Rāmacandra. Mais tarde, a Deidade foi substituída por uma deidade do Senhor Śiva conhecida como Rāmeśvara, ou Bhūtanātha."}
{"ref": "cc/madhya/9/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/226/", "verse_text": "gosāñira saṅge rahe kṛṣṇadāsa brāhmaṇa\nbhaṭṭathāri-saha tāhāṅ haila daraśana", "devanagari": "> গোসাঞির সঙ্গে রহে কৃষ্ণদাস ব্রাহ্মণ ৷\n> ভট্টথারি-সহ তাহাঁ হৈল দরশন ৷৷ ২২৬ ৷৷ ॥২২৬॥", "synonyms": "*gosāñira*—o Senhor; *saṅge*—com; *rahe*—estava; *kṛṣṇadāsa brāhmaṇa*—um servo brāhmaṇa chamado Kṛṣṇadāsa; *bhaṭṭathāri-saha*—com os Bhaṭṭathāris; *tāhāṅ*—ali; *haila*—houve; *daraśana*—um encontro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu estava acompanhado de Seu servo, Kṛṣṇadāsa. Ele era um brāhmaṇa, mas encontrou-se com os Bhaṭṭathāris ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/227/", "verse_text": "strī-dhana dekhāñā tāṅra lobha janmāila\nārya sarala viprera buddhi-nāśa kaila", "devanagari": "> স্ত্রীধন দেখাঞা তাঁর লোভ জন্মাইল ৷\n> আর্য সরল বিপ্রের বুদ্ধিনাশ কৈল ৷৷ ২২৭ ৷৷ ॥২২৭॥", "synonyms": "*strī-dhana*—mulheres; *dekhāñā*—mostrando; *tāṅra*—sua; *lobha*—atração; *janmāila*—eles criaram; *ārya*—cavalheiro; *sarala*—simples; *viprera*—do brāhmaṇa; *buddhi-nāśa*—perda de inteligência; *kaila*—eles causaram.", "translation": "**Com mulheres, os Bhaṭṭathāris seduziram o brāhmaṇa Kṛṣṇadāsa, que era simples e gentil. Em virtude de sua má associação, poluíram a inteligência dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/228/", "verse_text": "prāte uṭhi' āilā vipra bhaṭṭathāri-ghare\n\ntāhāra uddeśe prabhu āilā satvare", "devanagari": "> প্রাতে উঠি’ আইলা বিপ্র ভট্টথারি-ঘরে ৷\n> তাহার উদ্দেশে প্রভু আইলা সত্বরে ৷৷ ২২৮ ৷৷ ॥২২৮॥", "synonyms": "*prāte*—de manhã; *uṭhi'*—levantando-se da cama; *āilā*—foi; *vipra*—o brāhmaṇa Kṛṣṇadāsa; *bhaṭṭathāri-ghare*—ao lugar dos Bhaṭṭathāris; *tāhāra uddeśe*—à procura dele; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—foi; *satvare*—muito depressa.", "translation": "**Seduzido pelos Bhaṭṭathāris, Kṛṣṇadāsa foi ao lugar deles logo de manhã. O Senhor também foi até lá muito depressa, justamente para encontrá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/229/", "verse_text": "āsiyā kahena saba bhaṭṭathāri-gaṇe\n\nāmāra brāhmaṇa tumi rākha ki kāraṇe", "devanagari": "> আসিয়া কহেন সব ভট্টথারিগণে ৷\n> আমার ব্রাহ্মণ তুমি রাখ কি কারণে ৷৷ ২২৯ ৷৷ ॥২২৯॥", "synonyms": "*āsiyā*—chegando; *kahena*—Ele disse; *saba*—todos; *bhaṭṭathāri-gaṇe*—aos Bhaṭṭathāris; *āmāra*—Meu; *brāhmaṇa*—assistente brāhmaṇa; *tumi*—vós; *rākha*—estais retendo; *ki*—por que; *kāraṇe*—razão.", "translation": "**Ao chegar à comunidade deles, Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou aos Bhaṭṭathāris: \"Por que estais retendo Meu assistente brāhmaṇa?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/230/", "verse_text": "āmiha sannyāsī dekha, tumiha sannyāsī\n\nmore duḥkha deha,--tomāra 'nyāya' nāhi vāsi", "devanagari": "> আমিহ সন্ন্যাসী দেখ, তুমিহ সন্ন্যাসী ৷\n> মোরে দুঃখ দেহ, — তোমার ‘ন্যায়’ নাহি বাসি’ ৷৷ ২৩০ ৷৷ ॥২৩০॥", "synonyms": "*āmiha*—Eu; *sannyāsī*—na ordem de vida renunciada; *dekha*—vedes; *tumiha*—vós; *sannyāsī*—na ordem de vida renunciada; *more*—a Mim; *duḥkha*—dores; *deha*—dais; *tomāra*—vossa; *nyāya*—lógica; *nāhi vāsi*—não encontro.", "translation": "**\"Eu estou na ordem de vida renunciada, e vós também. Contudo, estais Me causando dor de propósito, e não vejo lógica alguma nisso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/231/", "verse_text": "suna' saba bhaṭṭathāri uṭhe astra lañā\n\nmāribāre āila sabe cāri-dike dhāñā", "devanagari": "> শুনি’ সব ভট্টথারি উঠে অস্ত্র লঞা ৷\n> মারিবারে আইল সবে চারিদিকে ধাঞা ৷৷ ২৩১ ৷৷ ॥২৩১॥", "synonyms": "*suna'*—ouvindo; *saba*—todos; *bhaṭṭathāri*—os nômades; *uṭhe*—levantam-se; *astra*—armas; *lañā*—pegando; *māribāre*—para matar; *āila*—vieram; *sabe*—todos; *cāri-dike*—por todos os lados; *dhāñā*—correndo.", "translation": "**Ao ouvirem Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os bhaṭṭathāris vieram correndo de todos os lados, com armas nas mãos, desejando ferir o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/232/", "verse_text": "tāra astra tāra aṅge paḍe hāta haite\n\nkhaṇḍa khaṇḍa haila bhaṭṭathāri palāya cāri bhite", "devanagari": "> তার অস্ত্র তার অঙ্গে পড়ে হাত হৈতে ৷\n> খণ্ড খণ্ড হৈল ভট্টথারি পলায় চারি ভিতে ৷৷ ২৩২ ৷৷ ॥২৩২॥", "synonyms": "*tāra astra*—as armas deles; *tāra aṅge*—em seus próprios corpos; *paḍe*—caem; *hāta haite*—de suas mãos; *khaṇḍa khaṇḍa*—cortados em pedaços; *haila*—ficaram; *bhaṭṭathāri*—os nômades; *palāya*—fogem; *cāri bhite*—nas quatro direções.", "translation": "**Entretanto, as armas caíram de suas mãos e golpearam seus próprios corpos. Quando alguns dos Bhaṭṭathāris ficaram assim despedaçados, os outros fugiram nas quatro direções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/233/", "verse_text": "bhaṭṭathāri-ghare mahā uṭhila krandana\n\nkeśe dhari' vipre lañā karila gamana", "devanagari": "> ভট্টথারি-ঘরে মহা উঠিল ক্রন্দন ৷\n> কেশে ধরি’ বিপ্রে লঞা করিল গমন ৷৷ ২৩৩ ৷৷ ॥২৩৩॥", "synonyms": "*bhaṭṭathāri-ghare*—no lar dos Bhaṭṭathāris; *mahā*—grande; *uṭhila*—ergueu-se; *krandana*—choro; *keśe dhari'*—segurando pelos cabelos; *vipre*—o brāhmaṇa Kṛṣṇadāsa; *lañā*—levando; *karila*—fez; *gamana*—partida.", "translation": "**Enquanto havia muita gritaria e muito choro na comunidade dos Bhaṭṭathāris, Śrī Caitanya Mahāprabhu agarrou Kṛṣṇadāsa pelos cabelos e o levou embora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/234/", "verse_text": "sei dina cali' āilā payasvinī-tīre\n\nsnāna kari' gelā ādi-keśava-mandire", "devanagari": "> সেই দিন চলি’ আইলা পয়স্বিনী-তীরে ৷\n> স্নান করি’ গেলা আদিকেশব-মন্দিরে ৷৷ ২৩৪ ৷৷ ॥২৩৪॥", "synonyms": "*sei dina*—naquele mesmo dia; *cali'*—caminhando; *āilā*—chegou; *payasvinī-tīre*—à margem do rio Payasvinī; *snāna kari'*—banhando-se; *gelā*—foi; *ādi-keśava-mandire*—ao templo de Ādi-keśava.", "translation": "**Naquela mesma noite, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seu assistente Kṛṣṇadāsa chegaram à margem do rio Payasvinī. Eles tomaram banho e depois foram ver o templo de Ādi-keśava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/235/", "verse_text": "keśava dekhiyā preme āviṣṭa hailā\n\nnati, stuti, nṛtya, gīta, bahuta karilā", "devanagari": "> কেশব দেখিয়া প্রেমে আবিষ্ট হৈলা ৷\n> নতি, স্তুতি, নৃত্য, গীত, বহুত করিলা ৷৷ ২৩৫ ৷৷ ॥২৩৫॥", "synonyms": "*keśava dekhiyā*—depois de ver a Deidade do Senhor Keśava; *preme*—em êxtase; *āviṣṭa hailā*—ficou dominado; *nati*—reverências; *stuti*—oração; *nṛtya*—dança; *gīta*—canto; *bahuta karilā*—realizou de várias maneiras.", "translation": "**Quando o Senhor viu o templo de Ādi-keśava, ficou imediatamente dominado de êxtase. Oferecendo várias reverências e orações, Ele cantou e dançou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/236/", "verse_text": "prema dekhi' loke haila mahā-camatkāra\n\nsarva-loka kaila prabhura parama satkāra", "devanagari": "> প্রেম দেখি’ লোকে হৈল মহা-চমৎকার ৷\n> সর্বলোক কৈল প্রভুর পরম সৎকার ৷৷ ২৩৬ ৷৷ ॥২৩৬॥", "synonyms": "*prema dekhi'*—vendo Seus aspectos extáticos; *loke*—as pessoas; *haila*—ficaram; *mahā-camatkāra*—grandemente espantadas; *sarva-loka*—todas as pessoas; *kaila*—prestaram; *prabhura*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *parama satkāra*—grande recepção.", "translation": "**Todas as pessoas ali ficaram grandemente espantadas ao ver os passatempos extáticos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todas elas receberam o Senhor muito bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/237/", "verse_text": "mahā-bhakta-gaṇa-saha tāhāṅ goṣṭhī kaila\n\n'brahma-saṁhitādhyāya'-puṅthi tāhāṅ pāila", "devanagari": "> মহাভক্তগণসহ তাহাঁ গোষ্ঠী কৈল ৷\n> ‘ব্রহ্মসংহিতাধ্যায়’-পুঁথি তাহাঁ পাইল ৷৷ ২৩৭ ৷৷ ॥২৩৭॥", "synonyms": "*mahā-bhakta-gaṇa-saha*—entre devotos altamente avançados; *tāhāṅ*—ali; *goṣṭhī kaila*—discutiu; *brahma-saṁhitā-adhyāya*—um capítulo da Brahma-saṁhitā; *puṅthi*—escritura; *tāhāṅ*—ali; *pāila*—encontrou.", "translation": "**No templo de Ādi-keśava, Śrī Caitanya Mahāprabhu discutiu assuntos espirituais entre devotos altamente avançados. Enquanto esteve ali, Ele encontrou um capítulo da Brahma-saṁhitā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/238/", "verse_text": "puṅthi pāñā prabhura haila ānanda apāra\n\nkampāśru-sveda-stambha-pulaka vikāra", "devanagari": "> পুঁথি পাঞা প্রভুর হৈল আনন্দ অপার ৷\n> কম্পাশ্রু-স্বেদ-স্তম্ভ-পুলক বিকার ৷৷ ২৩৮ ৷৷ ॥২৩৮॥", "synonyms": "*puṅthi pāñā*—conseguindo aquela escritura; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—houve; *ānanda*—felicidade; *apāra*—ilimitada; *kampa*—tremor; *aśru*—lágrimas; *sveda*—transpiração; *stambha*—estar estarrecido; *pulaka*—júbilo; *vikāra*—transformações.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou imensamente feliz ao encontrar um capítulo daquela escritura, e sintomas de transformação extática — tremor, lágrimas, transpiração, transe e júbilo — manifestaram-se em Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/239-240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/239-240/", "verse_text": "siddhānta-śāstra nāhi 'brahma-saṁhitā'ra sama\n\ngovinda-mahimā jñānera parama kāraṇa\n\nalpākṣare kahe siddhānta apāra\n\nsakala-vaiṣṇava-śāstra-madhye ati sāra", "devanagari": "", "synonyms": "*siddhānta-śāstra*—escritura conclusiva; *nāhi*—não há; *brahma-saṁhitāra sama*—como a escritura Brahma-saṁhitā; *govinda-mahimā*—das glórias do Senhor Govinda; *jñānera*—do conhecimento; *parama*—final; *kāraṇa*—causa; *alpa-akṣare*—brevemente; *kahe*—expressa; *siddhānta*—conclusão; *apāra*—ilimitada; *sakala*—todas; *vaiṣṇava-śāstra*—escrituras devocionais; *madhye*—entre; *ati sāra*—muito essencial.", "translation": "**Não há escritura igual à Brahma-saṁhitā no que se refere à conclusão espiritual final. De fato, essa escritura é a revelação suprema das glórias do Senhor Govinda, pois revela o conhecimento mais elevado a Seu respeito. Visto que todas as conclusões são apresentadas brevemente na Brahma-saṁhitā, ela é essencial entre todas as escrituras vaiṣṇavas.**", "purport": "A Brahma-saṁhitā é uma escritura muito importante. Śrī Caitanya Mahāprabhu adquiriu o Quinto Capítulo no templo de Ādi-keśava. Nesse Quinto Capítulo, apresenta-se a conclusão filosófica de acintya-bhedābheda-tattva (simultânea unidade e diferença). O capítulo também apresenta métodos de serviço devocional; o hino Védico de dezoito sílabas; exposições sobre a alma, a Superalma e a atividade fruitiva; uma explicação do Kāma-gāyatrī, do kāma-bīja e do Mahā-Viṣṇu original; e uma descrição detalhada do mundo espiritual, especificamente Goloka Vṛndāvana. A Brahma-saṁhitā explica também o semideus Gaṇeśa; Garbhodakaśāyī Viṣṇu; a origem do mantra Gāyatrī; a forma de Govinda e Sua posição e morada transcendentais; as entidades vivas; a meta suprema; a deusa Durgā; o significado da austeridade; os cinco elementos grosseiros; o amor a Deus; o Brahman impessoal; a iniciação do Senhor Brahmā; e a visão do amor transcendental que capacita a pessoa a ver o Senhor. As etapas do serviço devocional também são explicadas. A mente; o yoga-nidrā; a deusa da fortuna; o serviço devocional em êxtase espontâneo; as encarnações a começar pelo Senhor Rāmacandra; as Deidades; a alma condicionada e seus deveres; a verdade sobre o Senhor Viṣṇu; orações; hinos Védicos; o Senhor Śiva; a literatura Védica; o personalismo e o impersonalismo; o bom comportamento; e muitos outros assuntos também são discutidos. Há também uma descrição do sol e da forma universal do Senhor. Todos esses assuntos são explicados conclusivamente, em poucas palavras, na Brahma-saṁhitā."}
{"ref": "cc/madhya/9/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/241/", "verse_text": "bahu yatne sei puṅthi nila lekhāiyā\n\n'ananta padmanābha' āilā haraṣita hañā", "devanagari": "> বহু যত্নে সেই পুঁথি নিল লেখাইয়া ৷\n> ‘অনন্ত-পদ্মনাভ’ আইলা হরষিত হঞা ৷৷ ২৪১ ৷৷ ॥২৪১॥", "synonyms": "*bahu yatne*—com grande cuidado; *sei puṅthi*—aquela escritura; *nila*—tomou; *lekhāiyā*—fazendo-a copiar; *ananta-padmanābha*—a Ananta Padmanābha; *āilā*—foi; *haraṣita*—em grande felicidade; *hañā*—estando.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu copiou a Brahma-saṁhitā e, em seguida, com grande prazer, foi a um lugar conhecido como Ananta Padmanābha.**", "purport": "Com relação a Ananta Padmanābha, deve-se consultar o *Madhya-līlā*, Capítulo Um, texto 115."}
{"ref": "cc/madhya/9/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/242/", "verse_text": "dina-dui padmanābhera kaila daraśana\n\nānande dekhite āilā śrī-janārdana", "devanagari": "> দিন-দুই পদ্মনাভের কৈল দরশন ৷\n> আনন্দে দেখিতে আইলা শ্রীজনার্দন ৷৷ ২৪২ ৷৷ ॥২৪২॥", "synonyms": "*dina-dui*—dois dias; *padmanābhera*—da Deidade conhecida como Padmanābha; *kaila daraśana*—visitou o templo; *ānande*—em grande êxtase; *dekhite*—para ver; *āilā*—foi; *śrī-janārdana*—ao templo de Śrī Janārdana.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu dois ou três dias em Ananta Padmanābha e visitou o templo do lugar. Então, com grande êxtase, foi ver o templo de Śrī Janārdana.**", "purport": "O templo de Śrī Janārdana situa-se vinte e seis milhas ao norte de Trivandrum, perto da estação ferroviária de Varkāla."}
{"ref": "cc/madhya/9/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/243/", "verse_text": "dina-dui tāhāṅ kari' kīrtana-nartana\n\npayasvinī āsiyā dekhe śaṅkara nārāyaṇa", "devanagari": "> দিন-দুই তাহাঁ করি’ কীর্তন-নর্তন ৷\n> পয়স্বিনী আসিয়া দেখে শঙ্কর নারায়ণ ৷৷ ২৪৩ ৷৷ ॥২৪৩॥", "synonyms": "*dina-dui*—dois dias; *tāhāṅ*—ali; *kari'*—realizando; *kīrtana-nartana*—canto e dança; *payasvinī āsiyā*—vindo à margem do rio Payasvinī; *dekhe*—vê; *śaṅkara nārāyaṇa*—o templo de Śaṅkara-nārāyaṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu cantou e dançou em Śrī Janārdana por dois dias. Em seguida, foi à margem do rio Payasvinī e visitou o templo de Śaṅkara-nārāyaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/244/", "verse_text": "śṛṅgeri-maṭhe āilā śaṅkarācārya-sthāne\n\nmatsya-tīrtha dekhi' kaila tuṅgabhadrāya snāne", "devanagari": "> শৃঙ্গেরি-মঠে আইলা শঙ্করাচার্য-স্থানে ৷\n> মৎস্য-তীর্থ দেখি’ কৈল তুঙ্গভদ্রায় স্নানে ৷৷ ২৪৪ ৷৷ ॥২৪৪॥", "synonyms": "*śṛṅgeri-maṭhe*—ao mosteiro de Śṛṅgeri; *āilā*—foi; *śaṅkarācārya-sthāne*—ao lugar de Śaṅkarācārya; *matsya-tīrtha*—o lugar sagrado chamado Matsya-tīrtha; *dekhi'*—vendo; *kaila*—fez; *tuṅgabhadrāya snāne*—banho no rio Tuṅgabhadrā.", "translation": "**Então Ele viu o mosteiro conhecido como Śṛṅgeri-maṭha, a morada de Ācārya Śaṅkara. Depois, Ele visitou Matsya-tīrtha, um lugar de peregrinação, e tomou banho no rio Tuṅgabhadrā.**", "purport": "O mosteiro conhecido como Śṛṅgeri-maṭha situa-se no estado de Karnatakaīśū, no distrito de Shimoga. Esse mosteiro localiza-se na margem esquerda do rio Tuṅgabhadrā, sete milhas ao sul de Harihara-pura. O verdadeiro nome desse lugar é Śṛṅga-giri, ou Śṛṅgavera-purī, e ele é a sede de Śaṅkarācārya.\n\nŚaṅkarācārya teve quatro discípulos principais e estabeleceu quatro centros sob a administração deles. No norte da Índia, em Badarikāśrama, foi estabelecido o mosteiro chamado Jyotir-maṭha. Em Puruṣottama, foi estabelecido o mosteiro Bhogavardhana, ou Govardhana. Em Dvārakā, foi estabelecido o mosteiro Sāradā. E o quarto mosteiro, estabelecido no sul da Índia, é conhecido como Śṛṅgeri-maṭha. No Śṛṅgeri-maṭha, os *sannyāsīs* assumem as designações Sarasvatī, Bhāratī e Purī. Todos eles são *ekadaṇḍi-sannyāsīs,* distintos dos *sannyāsīs* vaiṣṇavas, que são conhecidos como *tridaṇḍi-sannyāsīs.* O Śṛṅgeri-maṭha situa-se no sul da Índia, em uma porção do país conhecida como Āndhra, Draviḍa, Karṇāṭa e Kerala. A comunidade chama-se Bhūrivāra, e a dinastia chama-se Bhūr-bhuvaḥ. O lugar chama-se Rāmeśvara, e o lema é *ahaṁ brahmāsmi.* A Deidade é o Senhor Varāha, e a potência energética é Kāmākṣī. O *ācārya* é Hastāmalaka, e os assistentes *brahmacārīs* dos *sannyāsīs* são conhecidos como Caitanya. O lugar de peregrinação chama-se Tuṅgabhadrā, e o tema de estudo Védico é o *Yajur Veda.*\n\nA lista da sucessão discipular a partir de Śaṅkarācārya está disponível, e os nomes dos *ācāryas* e as datas em que aceitaram *sannyāsa,* segundo a era Śaka (ou Śakābda), são os seguintes (para datas aproximadas da era cristã, somem-se 79 anos): Śaṅkarācārya, 622 Śaka; Sureśvarācārya, 630; Bodhanācārya, 680; Jñānadhanācārya, 768; Jñānottama-śivācārya, 827; Jñānagiri Ācārya, 871; Siṁhagiri Ācārya, 958; Īśvara Tīrtha, 1019; Narasiṁha Tīrtha, 1067; Vidyātīrtha Vidyā-śaṅkara, 1150; Bhāratī-kṛṣṇa Tīrtha, 1250; Vidyāraṇya Bhāratī, 1253; Candraśekhara Bhāratī, 1290; Narasiṁha Bhāratī, 1309; Puruṣottama Bhāratī, 1328; Śaṅkarānanda, 1350; Candraśekhara Bhāratī, 1371; Narasiṁha Bhāratī, 1386; Puruṣottama Bhāratī, 1398; Rāmacandra Bhāratī, 1430; Narasiṁha Bhāratī, 1479; Narasiṁha Bhāratī, 1485; Abhinava-narasiṁha Bhāratī, 1521; Saccidānanda Bhāratī, 1544; Narasiṁha Bhāratī, 1585; Saccidānanda Bhāratī, 1627; Abhinava-saccidānanda Bhāratī, 1663; Nṛsiṁha Bhāratī, 1689; Saccidānanda Bhāratī, 1692; Abhinava-saccidānanda Bhāratī, 1730; Narasiṁha Bhāratī, 1739; Saccidānanda Śivābhinava Vidyā-narasiṁha Bhāratī, 1788.\n\nQuanto a Śaṅkarācārya, entende-se que ele nasceu no ano 608 da era Śakābda, no mês de Vaiśākha, no terceiro dia da lua crescente, em um lugar do sul da Índia conhecido como Kālāḍi. Seu pai chamava-se Śivaguru, e ele perdeu o pai em tenra idade. Quando Śaṅkarācārya tinha apenas oito anos de idade, completou o estudo de todas as escrituras e tomou *sannyāsa* de Govinda, que residia às margens do Narmadā. Depois de aceitar *sannyāsa,* Śaṅkarācārya permaneceu alguns dias com seu mestre espiritual. Então, pediu-lhe permissão para ir a Vārāṇasī, e de lá foi para Badarikāśrama, onde ficou até os doze anos. Enquanto esteve ali, escreveu um comentário sobre o *Brahma-sūtra,* bem como sobre dez *Upaniṣads* e o *Bhagavad-gītā.* Escreveu também o *Sanat-sujātīya* e um comentário sobre o *Nṛsiṁha-tāpinī.* Entre seus muitos discípulos, os quatro principais são Padmapāda, Sureśvara, Hastāmalaka e Troṭaka. Depois de partir de Vārāṇasī, Śaṅkarācārya foi para Prayāga, onde encontrou um grande erudito chamado Kumārila Bhaṭṭa. Śaṅkarācārya queria discutir a autoridade das escrituras, mas Kumārila Bhaṭṭa, estando em seu leito de morte, enviou-o a seu discípulo Maṇḍana, na cidade de Māhiṣmatī. Foi ali que Śaṅkarācārya derrotou Maṇḍana Miśra em uma discussão sobre os *śāstras.*  Maṇḍana tinha uma esposa chamada Sarasvatī, ou Ubhaya-bhāratī, que serviu de mediadora entre Śaṅkarācārya e o esposo. Diz-se que ela quis discutir princípios eróticos e amor amoroso com Śaṅkarācārya, mas Śaṅkarācārya fora *brahmacārī* desde o nascimento e, portanto, não tinha experiência alguma de amor conjugal. Ele pediu a Ubhaya-bhāratī uma licença de um mês e, por seu poder místico, entrou no corpo de um rei que havia morrido recentemente. Dessa maneira, Śaṅkarācārya experimentou os princípios eróticos. Depois de obter essa experiência, quis discutir os princípios eróticos com Ubhaya-bhāratī, mas, sem ouvir sua exposição, ela o abençoou e assegurou a existência contínua do Śṛṅgeri-maṭha. Em seguida, ela se despediu da vida material. Depois disso, Maṇḍana Miśra tomou a ordem de *sannyāsa* de Śaṅkarācārya e ficou conhecido como Sureśvara. Śaṅkarācārya derrotou muitos eruditos por toda a Índia e converteu-os à sua filosofia māyāvāda. Ele deixou o corpo material aos trinta e três anos de idade.\n\nQuanto a Matsya-tīrtha, supostamente ele se situava à beira do oceano, no distrito de Malabar."}
{"ref": "cc/madhya/9/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/245/", "verse_text": "madhvācārya-sthāne āilā yāṅhā 'tattvavādī'\n\nuḍupīte 'kṛṣṇa' dekhi, tāhāṅ haila premonmādī", "devanagari": "> মধ্বাচার্য-স্থানে আইলা যাঁহা ‘তত্ত্ববাদী’ ৷\n> উড়ুপীতে ‘কৃষ্ণ’ দেখি, তাহাঁ হৈল প্রেমোন্মাদী ৷৷ ২৪৫ ৷৷ ॥২৪৫॥", "synonyms": "*madhva-ācārya-sthāne*—no lugar de Madhvācārya; *āilā*—chegou; *yāṅhā*—onde; *tattva-vādī*—os filósofos conhecidos como Tattvavādīs; *uḍupīte*—no lugar conhecido como Uḍupī; *kṛṣṇa*—a Deidade do Senhor Kṛṣṇa; *dekhi*—vendo; *tāhāṅ*—ali; *haila*—tornou-se; *prema-unmādī*—enlouquecido em êxtase.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu chegou em seguida a Uḍupī, o lugar de Madhvācārya, onde residiam os filósofos conhecidos como Tattvavādīs. Ali Ele viu a Deidade do Senhor Kṛṣṇa e ficou louco de êxtase.**", "purport": "Śrīpāda Madhvācārya nasceu em Uḍupī, que se situa no distrito de Kanaraḍā do Sul, no sul da Índia, logo a oeste de Sahyādri. Essa é a principal cidade da província de Kanaraḍā do Sul e fica perto da cidade de Mangalore, situada ao sul de Uḍupī. Na cidade de Uḍupī, há um lugar chamado Pājakā-kṣetra, onde Madhvācārya nasceu em uma dinastia de Śivāllī-brāhmaṇas, como filho de Madhyageha Bhaṭṭa, no ano de 1040 Śakābda (1119 d.C.). Segundo alguns, ele nasceu no ano de 1160 Śakābda (1239 d.C.).\n\nEm sua infância, Madhvācārya era conhecido como Vāsudeva, e existem algumas histórias maravilhosas a seu respeito. Diz-se que, certa vez, quando seu pai havia acumulado muitas dívidas, Madhvācārya converteu sementes de tamarindo em moedas verdadeiras para saldá-las. Quando tinha cinco anos de idade, recebeu o cordão sagrado. Um demônio chamado Maṇimān vivia perto de sua morada sob a forma de uma serpente, e, aos cinco anos, Madhvācārya matou essa serpente com o dedão do pé esquerdo. Quando sua mãe ficava muito perturbada, ele aparecia diante dela com um só salto. Foi um grande erudito já na infância e, embora seu pai não concordasse, aceitou *sannyāsa* aos doze anos de idade. Ao receber *sannyāsa* de Acyuta Prekṣa, recebeu o nome de Pūrṇaprajña Tīrtha. Depois de viajar por toda a Índia, finalmente discutiu as escrituras com Vidyāśaṅkara, o eminente líder do Sṛṅgeri-maṭha. Vidyāśaṅkara ficou realmente diminuído na presença de Madhvācārya. Acompanhado de Satya Tīrtha, Madhvācārya foi para Badarikāśrama. Foi lá que encontrou Vyāsadeva e expôs diante dele seu comentário sobre o *Bhagavad-gītā.* Assim, tornou-se um grande erudito estudando perante Vyāsadeva.\n\nQuando chegou ao Ānanda-maṭha vindo de Badarikāśrama, Madhvācārya já havia terminado seu comentário sobre o *Bhagavad-gītā.* Seu companheiro Satya Tīrtha escreveu todo o comentário. Quando Madhvācārya voltou de Badarikāśrama, foi para Gañjāma, que fica à margem do rio Godāvarī. Lá, encontrou-se com dois eruditos chamados Śobhana Bhaṭṭa e Svāmī Śāstrī. Mais tarde, esses eruditos ficaram conhecidos na sucessão discipular de Madhvācārya como Padmanābha Tīrtha e Narahari Tīrtha. Quando voltou a Uḍupī, ele às vezes se banhava no oceano. Em uma dessas ocasiões, compôs uma oração em cinco capítulos. Certa vez, enquanto estava sentado à beira do mar, absorto em meditação no Senhor Śrī Kṛṣṇa, viu que um grande barco que transportava mercadorias para Dvārakā corria perigo. Ele fez alguns sinais pelos quais o barco pôde aproximar-se da costa, e este foi salvo. Os donos do barco quiseram dar-lhe um presente, e, naquele momento, Madhvācārya concordou em aceitar um pouco de *gopī-candana.* Ele recebeu um grande bloco de *gopī-candana,* e, enquanto este lhe era trazido, o bloco partiu-se, revelando uma grande Deidade do Senhor Kṛṣṇa. A Deidade tinha um bastão em uma das mãos e um punhado de alimento na outra. Assim que recebeu dessa maneira a Deidade de Kṛṣṇa, Madhvācārya compôs uma oração. A Deidade era tão pesada que nem mesmo trinta pessoas conseguiam erguê-la. Madhvācārya levou pessoalmente essa Deidade para Uḍupī. Madhvācārya teve oito discípulos, todos os quais tomaram *sannyāsa* dele e se tornaram diretores de seus oito mosteiros. A adoração à Deidade do Senhor Kṛṣṇa continua em Uḍupī até hoje, conforme os planos estabelecidos por Madhvācārya.\n\nMadhvācārya visitou então Badarikāśrama pela segunda vez. Enquanto ele passava por Maharashtra, o rei local estava escavando um grande lago para o benefício público. Quando Madhvācārya passou por aquela área com seus discípulos, também foi obrigado a ajudar na escavação. Algum tempo depois, quando Madhvācārya visitou o rei, ocupou o próprio rei naquele trabalho e partiu com seus discípulos.\n\nCom frequência, na província de Gāṅga-pradeśa, havia lutas entre hindus e muçulmanos. Os hindus estavam em uma margem do rio, e os muçulmanos, na outra. Devido à tensão comunitária, não havia barco disponível para a travessia do rio. Os soldados muçulmanos estavam sempre detendo os passageiros na outra margem, mas Madhvācārya não se importou com esses soldados. Atravessou o rio de qualquer maneira e, quando encontrou os soldados do outro lado, foi levado perante o rei. O rei muçulmano ficou tão satisfeito com ele que quis dar-lhe um reino e algum dinheiro, mas Madhvācārya recusou. Enquanto caminhava pela estrada, foi atacado por alguns assaltantes, mas, com sua força física, matou-os a todos. Quando seu companheiro Satya Tīrtha foi atacado por um tigre, Madhvācārya separou os dois em virtude de sua grande força. Quando encontrou Vyāsadeva, recebeu dele a *śālagrāma-śilā* conhecida como Aṣṭamūrti. Depois disso, resumiu o *Mahābhārata.*\n\nA devoção de Madhvācārya ao Senhor e sua vasta erudição ficaram conhecidas em toda a Índia. Em consequência, os proprietários do Śṛṅgeri-maṭha, estabelecido por Śaṅkarācārya, ficaram um tanto perturbados. Naquela época, os seguidores de Śaṅkarācārya temiam o crescente poder de Madhvācārya e começaram a atormentar de muitas maneiras os discípulos de Madhvācārya. Houve até uma tentativa de provar que a sucessão discipular de Madhvācārya não estava de acordo com os princípios Védicos. Uma pessoa chamada Puṇḍarīka Purī, seguidor da filosofia māyāvāda de Śaṅkarācārya, apresentou-se diante de Madhvācārya para discutir os *śāstras.* Diz-se que todos os livros de Madhvācārya foram levados embora, mas que mais tarde foram encontrados com a ajuda do rei Jayasiṁha, governante de Kumla. Na discussão, Puṇḍarīka Purī foi derrotado por Madhvācārya. Uma grande personalidade chamada Trivikramācārya, residente de Viṣṇumaṅgala, tornou-se discípulo de Madhvācārya, e seu filho mais tarde se tornou Nārāyaṇācārya, o compositor do *Śrī Madhva-vijaya.* Após a morte de Trivikramācārya, o irmão mais novo de Nārāyaṇācārya tomou *sannyāsa* e mais tarde ficou conhecido como Viṣṇu Tīrtha.\n\nTinha-se a reputação de que não havia limite para a força física de Pūrṇaprajña, Madhvācārya. Havia uma pessoa chamada Kaḍañjari que era famosa por possuir a força de trinta homens. Madhvācārya colocou o dedão do pé sobre o chão e pediu ao homem que o separasse do chão, mas o grande homem forte não conseguiu fazê-lo, mesmo após grande esforço. Śrīla Madhvācārya partiu deste mundo material aos oitenta anos de idade, enquanto escrevia um comentário sobre o *Aitareya Upaniṣad.* Para mais informações sobre Madhvācārya, deve-se ler o *Madhva-vijaya,* de Nārāyaṇācārya.\n\nOs *ācāryas* da Madhva-sampradāya estabeleceram Uḍupī como o centro principal, e o mosteiro de lá era conhecido como Uttararāḍhī-maṭha.  Uma lista dos diferentes centros da Madhvācārya-sampradāya pode ser encontrada em Uḍupī, e seus comandantes de *maṭha* são: (1) Viṣṇu Tīrtha (Śoda-maṭha), (2) Janārdana Tīrtha (Kṛṣṇapura-maṭha), (3) Vāmana Tīrtha (Kanura-maṭha), (4) Narasiṁha Tīrtha (Adamara-maṭha), (5) Upendra Tīrtha (Puttugī-maṭha), (6) Rāma Tīrtha (Śirura-maṭha), (7) Hṛṣīkeśa Tīrtha (Palimara-maṭha) e (8) Akṣobhya Tīrtha (Pejāvara-maṭha). A sucessão discipular da Madhvācārya-sampradāya é a seguinte (as datas são as de nascimento): (1) Haṁsa Paramātmā; (2) Caturmukha Brahmā; (3) Sanakādi; (4) Durvāsā; (5) Jñānanidhi; (6) Garuḍa-vāhana; (7) Kaivalya Tīrtha; (8) Jñāneśa Tīrtha; (9) Para Tīrtha; (10) Satyaprajña Tīrtha; (11) Prājña Tīrtha; (12) Acyuta Prekṣācārya Tīrtha; (13) Śrī Madhvācārya, 1040 Śaka; (14) Padmanābha, 1120; Narahari, 1127; Mādhava, 1136; e Akṣobhya, 1159; (15) Jaya Tīrtha, 1167; (16) Vidyādhirāja, 1190; (17) Kavīndra, 1255; (18) Vāgīśa, 1261; (19) Rāmacandra, 1269; (20) Vidyānidhi, 1298; (21) Śrī Raghunātha, 1366; (22) Rayuvarya (que falou com Śrī Caitanya Mahāprabhu), 1424; (23) Raghūttama, 1471; (24) Vedavyāsa, 1517; (25) Vidyādhīśa, 1541; (26) Vedanidhi, 1553; (27) Satyavrata, 1557; (28) Satyanidhi, 1560; (29) Satyanātha, 1582; (30) Satyābhinava, 1595; (31) Satyapūrṇa, 1628; (32) Satyavijaya, 1648; (33) Satyapriya, 1659; (34) Satyabodha, 1666; (35) Satyasandha, 1705; (36) Satyavara, 1716; (37) Satyadharma, 1719; (38) Satyasaṅkalpa, 1752; (39) Satyasantuṣṭa, 1763; (40) Satyaparāyaṇa, 1763; (41) Satyakāma, 1785; (42) Satyeṣṭa, 1793; (43) Satyaparākrama, 1794; (44) Satyadhīra, 1801; (45) Satyadhīra Tīrtha, 1808. (Para datas aproximadas da era cristã, somem-se setenta e nove anos.)\n\nDepois do décimo sexto *ācārya* (Vidyādhirāja Tīrtha), houve outra sucessão discipular, que inclui Rājendra Tīrtha, 1254; Vijayadhvaja; Puruṣottama; Subrahmaṇya; e Vyāsa Rāya, 1470-1520. O décimo nono *ācārya,* Rāmacandra Tīrtha, teve outra sucessão discipular, que inclui Vibudhendra, 1218; Jitāmitra, 1348; Raghunandana; Surendra; Vijendra; Sudhīndra; e Rāghavendra Tīrtha, 1545.\n\nAté hoje, no mosteiro de Uḍupī, há outros catorze *sannyāsīs* Madhva-tīrtha.  Como se afirmou, Uḍupī situa-se à beira do mar, em Kanaraḍā do Sul, cerca de trinta e seis milhas ao norte de Mangalore.\n\nA maior parte das informações deste significado encontra-se no *South Kānāḍā Manual* e no *Bombay Gazette.*"}
{"ref": "cc/madhya/9/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/246/", "verse_text": "nartaka gopāla dekhe parama-mohane\n\nmadhvācārye svapna diyā āilā tāṅra sthāne", "devanagari": "> নর্তক গোপাল দেখে পরম-মোহনে ৷\n> মধ্বাচার্যে স্বপ্ন দিয়া আইলা তাঁর স্থানে ৷৷ ২৪৬ ৷৷ ॥২৪৬॥", "synonyms": "*nartaka gopāla*—Gopāla dançante; *dekhe*—viu; *parama-mohane*—belíssimo; *madhva-ācārye*—a Madhvācārya; *svapna diyā*—aparecendo num sonho; *āilā*—veio; *tāṅra*—dele; *sthāne*—ao lugar.", "translation": "**Enquanto estava no monastério de Uḍupī, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o \"Gopāla dançante\", uma Deidade belíssima. Esta Deidade apareceu a Madhvācārya num sonho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/247/", "verse_text": "gopī-candana-tale āchila ḍiṅgāte\n\nmadhvācārya sei kṛṣṇa pāilā kona-mate", "devanagari": "> গোপীচন্দন-তলে আছিল ডিঙ্গাতে ৷\n> মধ্বাচার্য সেই কৃষ্ণ পাইলা কোনমতে ৷৷ ২৪৭ ৷৷ ॥২৪৭॥", "synonyms": "*gopī-candana-tale*—sob montes de gopī-candana (argila amarelada usada para tilaka); *āchila*—veio; *ḍiṅgāte*—num barco; *madhva-ācārya*—Madhvācārya; *sei kṛṣṇa*—aquela Deidade de Kṛṣṇa; *pāilā*—obteve; *kona-mate*—de uma forma ou de outra.", "translation": "**Madhvācārya, de uma forma ou de outra, havia adquirido a Deidade de Kṛṣṇa de um monte de gopī-candana que fora transportado num barco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/248/", "verse_text": "madhvācārya āni' tāṅre karilā sthāpana\n\nadyāvadhi sevā kare tattvavādi-gaṇa", "devanagari": "> মধ্বাচার্য আনি’ তাঁরে করিলা স্থাপন ৷\n> অদ্যাবধি সেবা করে তত্ত্ববাদিগণ ৷৷ ২৪৮ ৷৷ ॥২৪৮॥", "synonyms": "*madhva-ācārya*—Madhvācārya; *āni'*—trazendo; *tāṅre*—a Ele; *karilā sthāpana*—instalou; *adya-avadhi*—até a presente data; *sevā kare*—adoram; *tattvavādi-gaṇa*—os Tattvavādīs.", "translation": "**Madhvācārya trouxe esta Deidade do Gopāla dançante para Uḍupī e A instalou no templo. Até a presente data, os seguidores de Madhvācārya, conhecidos como Tattvavādīs, adoram esta Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/249/", "verse_text": "kṛṣṇa-mūrti dekhi' prabhu mahā-sukha pāila\n\npremāveśe bahu-kṣaṇa nṛtya-gīta kaila", "devanagari": "> কৃষ্ণমূর্তি দেখি’ প্রভু মহাসুখ পাইল ৷\n> প্রেমাবেশে বহুক্ষণ নৃত্য-গীত কৈল ৷৷ ২৪৯ ৷৷ ॥২৪৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-mūrti dekhi'*—vendo a Deidade do Senhor Kṛṣṇa; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-sukha*—grande felicidade; *pāila*—obteve; *prema-āveśe*—em amor extático; *bahu-kṣaṇa*—por muito tempo; *nṛtya-gīta*—dançar e cantar; *kaila*—realizou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu grande prazer ao ver esta bela forma de Gopāla. Por muito tempo Ele dançou e cantou em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/250/", "verse_text": "tattvavādi-gaṇa prabhuke 'māyāvādī' jñāne\n\nprathama darśane prabhuke nā kaila sambhāṣaṇe", "devanagari": "> তত্ত্ববাদিগণ প্ৰভুকে ‘মায়াবাদী’ জ্ঞানে ৷ প্রথম দর্শনে প্রভুকে না কৈল সম্ভাষণে ৷৷ ২৫০ ৷৷ পাছে প্রেমাবেশ দেখি’ হৈল চমৎকার ৷ বৈষ্ণব-জ্ঞানে বহুত করিল সৎকার ৷৷ ২৫১ ৷৷ ॥২৫০॥", "synonyms": "*tattvavādi-gaṇa*—os Tattvavādīs; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *māyāvādī jñāne*—considerando um sannyāsī Māyāvādī; *prathama darśane*—no primeiro encontro; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā*—não; *kaila*—fizeram; *sambhāṣaṇe*—dirigir a palavra.", "translation": "**Quando O viram pela primeira vez, os vaiṣṇavas Tattvavādīs consideraram Śrī Caitanya Mahāprabhu um sannyāsī Māyāvādī. Por isso, não conversaram com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/251/", "verse_text": "pāche premāveśa dekhi' haila camatkāra\n\nvaiṣṇava-jñāne bahuta karila satkāra", "devanagari": "", "synonyms": "*pāche*—mais tarde; *prema-āveśa*—amor extático; *dekhi'*—vendo; *haila camatkāra*—ficaram tomados de assombro; *vaiṣṇava-jñāne*—compreendendo-O como vaiṣṇava; *bahuta*—muita; *karila*—fizeram; *satkāra*—recepção.", "translation": "**Mais tarde, após verem Śrī Caitanya Mahāprabhu em amor extático, ficaram tomados de assombro. Então, considerando-O um vaiṣṇava, deram-Lhe uma boa recepção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/252/", "verse_text": "'vaiṣṇavatā' sabāra antare garva jāni'\n\nīṣat hāsiyā kichu kahe gauramaṇi", "devanagari": "> ‘বৈষ্ণবতা’ সবার অন্তরে গর্ব জানি’ ৷\n> ঈষত্ হাসিয়া কিছু কহে গৌরমণি ৷৷ ২৫২ ৷৷ ॥২৫২॥", "synonyms": "*vaiṣṇavatā*—vaiṣṇavismo; *sabāra*—de todos eles; *antare*—dentro da mente; *garva*—orgulho; *jāni'*—conhecendo; *īṣat*—suavemente; *hāsiyā*—sorrindo; *kichu*—algo; *kahe*—diz; *gaura-maṇi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pôde compreender que os Tattvavādīs muito se orgulhavam de seu vaiṣṇavismo. Por isso, sorriu e começou a falar-lhes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/253/", "verse_text": "tāṅ-sabāra antare garva jāni gauracandra\n\ntāṅ-sabā-saṅge goṣṭhī karilā ārambha", "devanagari": "> তাঁ-সবার অন্তরে গর্ব জানি গৌরচন্দ্র ৷\n> তাঁ-সবা-সঙ্গে গোষ্ঠী করিলা আরম্ভ ৷৷ ২৫৩ ৷৷ ॥২৫৩॥", "synonyms": "*tāṅ-sabāra*—de todos eles; *antare*—dentro da mente; *garva*—orgulho; *jāni*—conhecendo; *gaura-candra*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅ-sabā-saṅge*—com eles; *goṣṭhī*—discussão; *karilā*—deu; *ārambha*—início.", "translation": "**Considerando-os muito orgulhosos, Caitanya Mahāprabhu deu início à Sua discussão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/254/", "verse_text": "tattvavādī ācārya--saba śāstrete pravīṇa\n\ntāṅre praśna kaila prabhu hañā yena dīna", "devanagari": "> তত্ত্ববাদী আচার্য — সব শাস্ত্রেতে প্রবীণ ৷\n> তাঁরে প্রশ্ন কৈল প্রভু হঞা যেন দীন ৷৷ ২৫৪ ৷৷ ॥২৫৪॥", "synonyms": "*tattvavādī ācārya*—o principal pregador da comunidade Tattvavāda; *saba*—todas; *śāstrete*—nas escrituras reveladas; *pravīṇa*—experiente; *tāṅre*—a ele; *praśna*—pergunta; *kaila*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hañā*—tornando-Se; *yena*—como se; *dīna*—muito humilde.", "translation": "**O principal ācārya da comunidade Tattvavāda era muito erudito nas escrituras reveladas. Śrī Caitanya Mahāprabhu o questionou humildemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/255/", "verse_text": "sādhya-sādhana āmi nā jāni bhāla-mate\n\nsādhya-sādhana-śreṣṭha jānāha āmāte", "devanagari": "> সাধ্য-সাধন আমি না জানি ভালমতে ৷\n> সাধ্য-সাধন-শ্রেষ্ঠ জানাহ আমাতে ৷৷ ২৫৫ ৷৷ ॥২৫৫॥", "synonyms": "*sādhya-sādhana*—o objetivo da vida e como alcançá-lo; *āmi*—Eu; *nā*—não; *jāni*—sei; *bhāla-mate*—muito bem; *sādhya-sādhana*—o objetivo da vida e como alcançá-lo; *śreṣṭha*—o melhor; *jānāha*—por favor, explica; *āmāte*—a Mim.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu disse: \"Não conheço muito bem o objetivo da vida e como alcançá-lo. Por favor, fala-Me do melhor ideal para a humanidade e de como atingi-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/256/", "verse_text": "ācārya kahe,--'varṇāśrama-dharma, kṛṣṇe samarpaṇa'\n\nei haya kṛṣṇa-bhaktera śreṣṭha 'sādhana'", "devanagari": "> আচার্য কহে, — ‘বর্ণাশ্রম-ধর্ম, কৃষ্ণে সমর্পণ’ ৷\n> এই হয় কৃষ্ণভক্তের শ্রেষ্ঠ ‘সাধন’ ৷৷ ২৫৬ ৷৷ ॥২৫৬॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—o ācārya disse; *varṇa-āśrama-dharma*—a instituição das quatro castas e dos quatro āśramas; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *samarpaṇa*—dedicar; *ei haya*—este é; *kṛṣṇa-bhaktera*—do devoto de Kṛṣṇa; *śreṣṭha sādhana*—o melhor meio de alcançar.", "translation": "**O ācārya respondeu: \"Quando as atividades das quatro castas e dos quatro āśramas são dedicadas a Kṛṣṇa, elas constituem o melhor meio pelo qual a pessoa pode alcançar a meta suprema da vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/257/", "verse_text": "'pañca-vidha mukti' pāñā vaikuṇṭhe gamana\n\n'sādhya-śreṣṭha' haya,--ei śāstra-nirūpaṇa", "devanagari": "> ‘পঞ্চবিধ মুক্তি’ পাঞা বৈকুণ্ঠে গমন ৷\n> ‘সাধ্য-শ্রেষ্ঠ’ হয়, — এই শাস্ত্র-নিরূপণ ৷৷ ২৫৭ ৷৷ ॥২৫৭॥", "synonyms": "*pañca-vidha mukti*—cinco espécies de liberação; *pāñā*—obtendo; *vaikuṇṭhe*—para o mundo espiritual; *gamana*—transferência; *sādhya-śreṣṭha haya*—é a mais elevada realização da meta da vida; *ei*—este; *śāstra-nirūpaṇa*—o veredito de todas as escrituras reveladas.", "translation": "**\"Quando a pessoa dedica os deveres do varṇāśrama-dharma a Kṛṣṇa, ela se torna elegível para cinco espécies de liberação. Assim, é transferida para o mundo espiritual, em Vaikuṇṭha. Esta é a meta suprema da vida e o veredito de todas as escrituras reveladas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/258/", "verse_text": "prabhu kahe,--śāstre kahe śravaṇa-kīrtana\n\nkṛṣṇa-prema-sevā-phalera 'parama-sādhana'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — শাস্ত্রে কহে শ্রবণ-কীর্তন ৷\n> কৃষ্ণপ্রেমসেবা-ফলের ‘পরম সাধন’ ৷৷ ২৫৮ ৷৷ ॥২৫৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *śāstre kahe*—no śāstra se afirma; *śravaṇa-kīrtana*—o processo de cantar e ouvir; *kṛṣṇa-prema-sevā*—do serviço amoroso ao Senhor Kṛṣṇa; *phalera*—do resultado; *parama-sādhana*—o melhor processo de alcançar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Segundo o veredito dos śāstras, o processo de ouvir e cantar é o melhor meio de alcançar o serviço amoroso a Kṛṣṇa.**", "purport": "Segundo os Tattvavādīs, o melhor processo para se alcançar a meta máxima da vida é executar os deveres dos quatro *varṇas* e *āśramas.* No mundo material, quem não está situado em um dos *varṇas* (*brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya* ou *śūdra*) não pode administrar adequadamente os assuntos sociais para atingir a meta última. É preciso também seguir os princípios dos *āśramas* (*brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha* e *sannyāsa*), pois esses princípios são considerados essenciais para o alcance da meta máxima. Dessa maneira, os Tattvavādīs estabelecem que a execução dos princípios de *varṇa* e *āśrama* em prol de Kṛṣṇa é o melhor caminho para se atingir a meta suprema. Os Tattvavādīs estabeleceram, assim, seus princípios em termos da sociedade humana. Śrī Caitanya Mahāprabhu, porém, discordou ao dizer que o melhor processo é ouvir e cantar sobre o Senhor Viṣṇu. Segundo os Tattvavādīs, a meta máxima é voltar ao lar, voltar ao Supremo, mas, na opinião de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a meta máxima é alcançar o amor a Deus, seja no mundo material, seja no mundo espiritual. No mundo material, isso é praticado conforme os preceitos dos śāstras, e, no mundo espiritual, a verdadeira conquista já existe."}
{"ref": "cc/madhya/9/259-260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/259-260/", "verse_text": "śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ\nsmaraṇaṁ pāda-sevanam\narcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ\nsakhyam ātma-nivedanam\n\niti puṁsārpitā viṣṇau\nbhaktiś cen nava-lakṣaṇā\nkriyeta bhagavaty addhā\ntan manye 'dhītam uttamam", "devanagari": "", "synonyms": "*śravaṇam*—ouvir o santo nome, a forma, as qualidades, o séquito e os passatempos, tudo isso devendo referir-se ao Senhor Viṣṇu; *kīrtanam*—vibrar sons transcendentais relativos ao santo nome, à forma, às qualidades e ao séquito, e indagar a respeito deles (também isso deve ser apenas em relação a Viṣṇu); *viṣṇoḥ*—do Senhor Viṣṇu; *smaraṇam*—lembrar-se do santo nome, da forma e do séquito, e indagar a respeito deles, também apenas em relação a Viṣṇu; *pāda-sevanam*—executar serviço devocional conforme o tempo, as circunstâncias e a situação, apenas em relação a Viṣṇu; *arcanam*—adorar a Deidade do Senhor Kṛṣṇa, do Senhor Rāmacandra, de Lakṣmī-Nārāyaṇa ou das outras formas de Viṣṇu; *vandanam*—oferecer orações à Suprema Personalidade de Deus; *dāsyam*—considerar-se sempre um servo eterno da Suprema Personalidade de Deus; *sakhyam*—fazer amizade com a Suprema Personalidade de Deus; *ātma-nivedanam*—dedicar tudo (corpo, mente e alma) ao serviço do Senhor; *iti*—assim; *puṁsā*—pelo ser humano; *arpitā*—dedicado; *viṣṇau*—à Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *cet*—se; *nava-lakṣaṇā*—possuindo nove sistemas diferentes, como acima mencionado; *kriyeta*—deve-se executar; *bhagavati*—à Suprema Personalidade de Deus; *addhā*—diretamente (não indiretamente, por meio de karma, jñāna ou yoga); *tat*—isso; *manye*—compreendo; *adhītam*—estudado; *uttamam*—de primeira classe.", "translation": "**\" 'Este processo abrange ouvir, cantar e lembrar o santo nome, a forma, os passatempos, as qualidades e o séquito do Senhor, prestar serviço conforme o tempo, o lugar e o executante, adorar a Deidade, oferecer orações, considerar-se sempre o servo eterno de Kṛṣṇa, fazer amizade com Ele e dedicar-Lhe tudo. Estes nove itens do serviço devocional, quando oferecidos diretamente a Kṛṣṇa, constituem a mais elevada realização da vida. Este é o veredito das escrituras reveladas.'**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu citou estes versos do *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.23-24)."}
{"ref": "cc/madhya/9/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/261/", "verse_text": "śravaṇa-kīrtana ha-ite kṛṣṇe haya 'premā'\nsei pañcama puruṣārtha--puruṣārthera sīmā", "devanagari": "> শ্রবণ-কীর্তন হইতে কৃষ্ণে হয় ‘প্রেমা’ ৷\n> সেই পঞ্চম পুরুষার্থ — পুরুষার্থের সীমা ৷৷ ২৬১ ৷৷ ॥২৬১॥", "synonyms": "*śravaṇa-kīrtana*—ouvir e cantar; *ha-ite*—de; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *haya*—há; *premā*—amor transcendental; *sei*—essa; *pañcama puruṣa-artha*—a quinta plataforma de perfeição da vida; *puruṣa-arthera sīmā*—o limite das metas da vida.", "translation": "**\"Quando alguém chega à plataforma do serviço amoroso ao Senhor Kṛṣṇa executando estes nove processos que começam com ouvir e cantar, ele alcançou a quinta plataforma de êxito e o limite dos objetivos da vida.**", "purport": "Todos estão em busca de êxito em religião, desenvolvimento econômico, gratificação dos sentidos e, por fim, na fusão na existência do Brahman. Essas são as práticas gerais do homem comum, mas, segundo os princípios estritos dos *Vedas,* a conquista máxima é elevar-se à plataforma de *śravaṇaṁ kīrtanam,* ouvir e cantar sobre a Suprema Personalidade de Deus. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.2):\n\n> dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra paramo nirmatsarāṇāṁ satāṁ\n> vedyaṁ vāstavam atra vastu śiva-daṁ tāpa-trayonmūlanam\n> śrīmad-bhāgavate mahā-muni-kṛte kiṁ vā parair īśvaraḥ\n> sadyo hṛdy avarudhyate 'tra kṛtibhiḥ śuśrūṣubhis tat-kṣaṇāt\n\n\"Rejeitando por completo todas as atividades religiosas materialmente motivadas, este *Bhāgavata Purāṇa* propõe a verdade mais elevada, que é compreensível para aqueles devotos que são plenamente puros de coração. A verdade mais elevada é a realidade distinta da ilusão, para o bem-estar de todos. Tal verdade desarraiga as três espécies de misérias. Este belo *Bhāgavatam,* compilado pelo grande sábio Śrī Vyāsadeva, é suficiente em si mesmo para a compreensão de Deus. Que necessidade há de qualquer outra escritura? Assim que alguém ouve atenta e submissamente a mensagem do *Bhāgavatam,* apega-se ao Senhor Supremo, que Se estabelece dentro de seu coração.\" Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* rejeita como processos enganadores todas as atividades religiosas que visam a alcançar metas materialistas, incluindo *dharma, artha, kāma* e até mesmo *mokṣa,* ou liberação.\n\nSegundo Śrīdhara Svāmī, a concepção material de êxito (*mokṣa,* ou liberação) é desejada por aqueles que estão na existência material. Os devotos, porém, não estando situados na existência material, não têm desejo algum de liberação.\n\nO devoto está sempre liberado em todas as fases da vida, porque está sempre ocupado nos nove itens do serviço devocional (*śravaṇam, kīrtanam* etc.). A filosofia de Śrī Caitanya Mahāprabhu sustenta que o serviço devocional a Kṛṣṇa existe sempre no coração de todos. Ele simplesmente tem de ser despertado pelo processo de *śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ. Śravaṇādi śuddha-citte karaye udaya* (Cc. Madhya 22.107). Quando uma pessoa se ocupa realmente em serviço devocional, desperta-se sua relação eterna com o Senhor, a relação de servo e amo."}
{"ref": "cc/madhya/9/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/262/", "verse_text": "evaṁ-vrataḥ sva-priya-nāma-kīrtyā\njātānurāgo druta-citta uccaiḥ\nhasaty atho roditi rauti gāyaty\nunmāda-van nṛtyati loka-bāhyaḥ", "devanagari": "> এবংব্রতঃ স্বপ্রিয়নাম-কীর্ত্যা\n> জাতানুরাগো দ্রুতচিত্ত উচ্চৈঃ ৷\n> হসত্যথো রোদিতি রৌতি গায়-\n> ত্যুন্মাদবন্নৃত্যতি লোকবাহ্যঃ ৷৷ ২৬২ ৷৷ ॥২৬২॥", "synonyms": "*evam-vrataḥ*—quem assim se ocupa no voto de cantar e dançar; *sva*—próprio; *priya*—muito querido; *nāma*—santo nome; *kīrtyā*—cantando; *jāta*—dessa maneira desenvolve; *anurāgaḥ*—apego; *druta-cittaḥ*—muito avidamente; *uccaiḥ*—em voz alta; *hasati*—ri; *atho*—também; *roditi*—chora; *rauti*—fica agitado; *gāyati*—canta; *unmāda-vat*—como um louco; *nṛtyati*—dança; *loka-bāhyaḥ*—sem se importar com os de fora.", "translation": "**\" 'Quando a pessoa está realmente avançada e sente prazer em cantar o santo nome do Senhor, que lhe é muito querido, ela fica agitada e canta em voz alta o santo nome. Ela também ri, chora, fica agitada e canta tal como um louco, sem se importar com os de fora.'**", "purport": "Este verso é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.40)."}
{"ref": "cc/madhya/9/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/263/", "verse_text": "karma-nindā, karma-tyāga, sarva-śāstre kahe\nkarma haite prema-bhakti kṛṣṇe kabhu nahe", "devanagari": "> কর্মনিন্দা, কর্মত্যাগ, সর্বশাস্ত্রে কহে ৷\n> কর্ম হৈতে প্রেমভক্তি কৃষ্ণে কভু নহে ৷৷ ২৬৩ ৷৷ ॥২৬৩॥", "synonyms": "*karma-nindā*—condenação das atividades fruitivas; *karma-tyāga*—renúncia das atividades fruitivas; *sarva-śāstre kahe*—é anunciada em toda escritura revelada; *karma haite*—das atividades fruitivas; *prema-bhakti*—serviço devocional em amor extático; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *kabhu nahe*—nunca pode ser alcançado.", "translation": "**\"Em toda escritura revelada, há condenação das atividades fruitivas. Aconselha-se em toda parte abandonar a ocupação em atividades fruitivas, pois, mediante sua execução, ninguém pode alcançar a meta máxima da vida, o amor a Deus.**", "purport": "Nos *Vedas,* há três *kāṇḍas,* ou divisões: *karma-kāṇḍa, jñāna-kāṇḍa* e *upāsanā-kāṇḍa.* A porção *karma-kāṇḍa* enfatiza a execução de atividades fruitivas, embora, em última análise, se aconselhe abandonar tanto o *karma-kāṇḍa* quanto o *jñāna-kāṇḍa* (conhecimento especulativo) e aceitar apenas o *upāsanā-kāṇḍa,* ou *bhakti-kāṇḍa.* Não se pode alcançar o amor a Deus executando *karma-kāṇḍa* ou *jñāna-kāṇḍa.* Contudo, por dedicar ao Senhor Supremo o próprio *karma,* ou as atividades fruitivas, a pessoa pode aliviar-se da mente poluída, e livrar-se da poluição mental ajuda a elevar-se à plataforma espiritual. Então, no entanto, é necessária a associação com um devoto puro, pois somente pela associação com um devoto puro alguém pode tornar-se um devoto puro da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Quando se chega à fase do serviço devocional puro, o processo de *śravaṇaṁ kīrtanam* é essencialíssimo. Pela execução dos nove itens do serviço devocional, começando com *śravaṇaṁ kīrtanam,* a pessoa purifica-se por completo. *Anyābhilāṣitā-śūnyaṁ jñāna-karmādy-anāvṛtam* (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.1.12). Somente então alguém é capaz de executar as ordens de Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (18.65-66):\n\n> man-manā bhava mad-bhakto\n> mad-yājī māṁ namaskuru\n> mām evaiṣyasi satyaṁ te\n> pratijāne priyo 'si me\n\n> sarva-dharmān parityajya\n> mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\n> ahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\n> mokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\n\"Pensa sempre em Mim, torna-te Meu devoto, adora-Me e oferece-Me tuas homenagens. Assim, virás a Mim sem falta. Eu te prometo isso porque és Meu amigo muito querido. Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te libertarei de todas as reações pecaminosas. Não temas.\" Dessa maneira, a pessoa desenvolve sua posição constitucional original de prestar serviço amoroso ao Senhor.\n\nNinguém pode elevar-se à plataforma máxima do serviço devocional mediante o *karma-kāṇḍa* ou o *jñāna-kāṇḍa.* O serviço devocional puro só pode ser compreendido e alcançado por meio da associação com devotos puros. A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura declara que há dois tipos de atividades de *karma-kāṇḍa* — as piedosas e as impiedosas. As atividades piedosas certamente são melhores que as impiedosas, mas nem mesmo as atividades piedosas podem ajudar alguém a alcançar o amor extático por Deus, Kṛṣṇa. As atividades piedosas e impiedosas trazem felicidade e sofrimento materiais, mas não há possibilidade de alguém tornar-se um devoto puro simplesmente por agir piedosa ou impiedosamente. *Bhakti,* o serviço devocional, significa satisfazer Kṛṣṇa. Em toda escritura revelada, quer enfatize o *jñāna-kāṇḍa,* quer o *karma-kāṇḍa,* o princípio da renúncia é sempre louvado. O fruto maduro do conhecimento Védico, o *Śrīmad-Bhāgavatam,* é a evidência Védica suprema. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.5.12), afirma-se:\n\n> naiṣkarmyam apy acyuta-bhāva-varjitaṁ\n> na śobhate jñānam alaṁ nirañjanam\n> kutaḥ punaḥ śaśvad abhadram īśvare\n> na cārpitaṁ karma yad apy akāraṇam\n\n\"O conhecimento da autorrealização, mesmo livre de toda afinidade material, não fica bem se desprovido de uma concepção do Infalível [Deus]. Qual é, então, a utilidade das atividades fruitivas, que são naturalmente dolorosas desde o próprio início e transitórias por natureza, se não forem utilizadas no serviço devocional do Senhor?\" Isso significa que mesmo o conhecimento, que é superior à atividade fruitiva, não é bem-sucedido se estiver desprovido de serviço devocional. Portanto, no *Śrīmad-Bhāgavatam* — no início, no meio e no fim —, o *karma-kāṇḍa* e o *jñāna-kāṇḍa* são condenados. Por exemplo, no *Śrīmad-Bhāgavatam* 1.1.2, diz-se: *dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra.*\n\nIsso é explicado nos versos seguintes, tirados do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.11.32) e do *Bhagavad-gītā* [[bg/18/66|(Bg. 18.66)]]."}
{"ref": "cc/madhya/9/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/264/", "verse_text": "ājñāyaivaṁ guṇān doṣān\nmayādiṣṭān api svakān\ndharmān santyajya yaḥ sarvān\nmāṁ bhajet sa ca sattamaḥ", "devanagari": "> আজ্ঞায়ৈবং গুণান্ দোষান্ময়াদিষ্টানপি স্বকান্ ৷\n> ধর্মান্ সন্ত্যজ্য যঃ সর্বান্মাং ভজেৎ স চ সত্তমঃ ৷৷ ২৬৪ ৷৷ ॥২৬৪॥", "synonyms": "*ājñāya*—conhecendo perfeitamente; *evam*—assim; *guṇān*—qualidades; *doṣān*—defeitos; *mayā*—por Mim; *ādiṣṭān*—instruídos; *api*—embora; *svakān*—próprios; *dharmān*—deveres ocupacionais; *santyajya*—abandonando; *yaḥ*—qualquer um que; *sarvān*—todos; *mām*—a Mim; *bhajet*—possa prestar serviço; *saḥ*—ele; *ca*—e; *sat-tamaḥ*—pessoa de primeira classe.", "translation": "**\" 'Os deveres ocupacionais estão descritos nas escrituras religiosas. Se a pessoa os analisa, pode compreender plenamente suas qualidades e defeitos e então abandoná-los por completo para prestar serviço à Suprema Personalidade de Deus. Aquele que assim procede é considerado um homem de primeira classe.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/265/", "verse_text": "sarva-dharmān parityajya\nmām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ", "devanagari": "> সর্বধর্মান্ পরিত্যজ্য মামেকং শরণং ব্রজ ৷\n> অহং ত্বাং সর্বপাপেভ্যো মোক্ষয়িষ্যামি মা শুচঃ ৷৷ ২৬৫ ৷৷ ॥২৬৫॥", "synonyms": "*sarva-dharmān*—todos os tipos de deveres ocupacionais; *parityajya*—abandonando; *mām ekam*—somente a Mim; *śaraṇam*—como refúgio; *vraja*—vai; *aham*—Eu; *tvām*—a ti; *sarva-pāpebhyaḥ*—de todas as reações da vida pecaminosa; *mokṣayiṣyāmi*—darei liberação; *mā*—não; *śucaḥ*—te preocupes.", "translation": "**\" 'Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te libertarei de todas as reações pecaminosas. Não temas.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/266/", "verse_text": "tāvat karmāṇi kurvīta\nna nirvidyeta yāvatā\nmat-kathā-śravaṇādau vā\nśraddhā yāvan na jāyate", "devanagari": "> তাবৎ কর্মাণি কুর্বীত ন নির্বিদ্যেত যাবতা ৷\n> মৎকথা-শ্রবণাদৌ বা শ্রদ্ধা যাবন্ন জায়তে ৷৷ ২৬৬ ৷৷ ॥২৬৬॥", "synonyms": "*tāvat*—até esse momento; *karmāṇi*—atividades fruitivas; *kurvīta*—a pessoa deve executar; *na nirvidyeta*—não está saciada; *yāvatā*—enquanto; *mat-kathā*—de discursos a Meu respeito; *śravaṇa-ādau*—quanto a śravaṇam, kīrtanam, e assim por diante; *vā*—ou; *śraddhā*—fé; *yāvat*—enquanto; *na*—não; *jāyate*—é despertada.", "translation": "**\" 'Enquanto a pessoa não estiver saciada pela atividade fruitiva e não tiver despertado seu gosto pelo serviço devocional por śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ, ela tem de agir segundo os princípios reguladores dos preceitos Védicos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.20.9)."}
{"ref": "cc/madhya/9/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/267/", "verse_text": "pañca-vidha mukti tyāga kare bhakta-gaṇa\nphalgu kari' 'mukti' dekhe narakera sama", "devanagari": "> পঞ্চবিধ মুক্তি ত্যাগ করে ভক্তগণ ৷\n> ফল্গু করি’ ‘মুক্তি’ দেখে নরকের সম ৷৷ ২৬৭ ৷৷ ॥২৬৭॥", "synonyms": "*pañca-vidha*—cinco espécies de; *mukti*—liberação; *tyāga kare*—abandonam; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *phalgu*—insignificante; *kari'*—considerando; *mukti*—liberação; *dekhe*—veem; *narakera*—ao inferno; *sama*—igual.", "translation": "**\"Os devotos puros rejeitam as cinco espécies de liberação; de fato, para eles a liberação é muito insignificante, pois eles a veem como infernal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/268/", "verse_text": "sālokya-sārṣṭi-sāmīpya-\nsārūpyaikatvam apy uta\ndīyamānaṁ na gṛhṇanti\nvinā mat-sevanaṁ janāḥ", "devanagari": "> সালোক্য-সার্ষ্টি-সামীপ্য-সারূপ্যৈকত্বমপ্যুত ৷\n> দীয়মানং ন গৃহ্ণন্তি বিনা মৎসেবনং জনাঃ ৷৷ ২৬৮ ৷৷ ॥২৬৮॥", "synonyms": "*sālokya*—viver no mesmo planeta que a Suprema Personalidade de Deus; *sārṣṭi*—possuir opulências iguais; *sāmīpya*—estando sempre em companhia; *sārūpya*—possuir traços corporais iguais; *ekatvam*—fundindo-se no corpo; *api*—mesmo; *uta*—certamente; *dīyamānam*—sendo oferecidas; *na*—nunca; *gṛhṇanti*—aceitam; *vinā*—sem; *mat*—Meu; *sevanam*—serviço devocional; *janāḥ*—os devotos.", "translation": "**\" 'Os devotos puros sempre rejeitam as cinco espécies de liberação, que incluem viver nos planetas espirituais Vaikuṇṭha, possuir as mesmas opulências que as possuídas pelo Senhor Supremo, ter as mesmas características corpóreas que as do Senhor, associar-se com o Senhor e fundir-se no corpo do Senhor. Os devotos puros não aceitam essas bênçãos sem o serviço do Senhor.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.29.13)."}
{"ref": "cc/madhya/9/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/269/", "verse_text": "yo dustyajān kṣiti-suta-svajanārtha-dārān\nprārthyāṁ śriyaṁ sura-varaiḥ sadayāvalokām\nnaicchan nṛpas tad ucitaṁ mahatāṁ madhu-dviṭ-\nsevānurakta-manasām abhavo 'pi phalguḥ", "devanagari": "> যো দুস্ত্যজান্ ক্ষিতিসুতস্বজনার্থদারান্\n> প্রার্থ্যাং শ্রিয়ং সুরবরৈঃ সদয়াবলোকাম্ ৷\n> নৈচ্ছন্নৃপস্তদুচিতং মহতাং মধুদ্বিট্-\n> সেবানুরক্তমনসামভবোঽপি ফল্গুঃ ৷৷ ২৬৯ ৷৷ ॥২৬৯॥", "synonyms": "*yaḥ*—aquele que; *dustyajān*—muito difíceis de abandonar; *kṣiti*—terra; *suta*—filhos; *svajana*—parentes; *artha*—riquezas; *dārān*—e esposa; *prārthyām*—desejável; *śriyam*—fortuna; *sura-varaiḥ*—pelos melhores dos semideuses; *sa-dayā*—misericordioso; *avalokām*—cujo olhar; *na aicchat*—não desejou; *nṛpaḥ*—o Rei (Mahārāja Bharata); *tat*—isso; *ucitam*—é condizente; *mahatām*—de grandes personalidades; *madhu-dviṭ*—do matador do demônio Madhu; *sevā-anurakta*—ocupada no serviço; *manasām*—as mentes de quem; *abhavaḥ*—cessação da repetição de nascimento e morte; *api*—mesmo; *phalguḥ*—insignificante.", "translation": "**“ 'É muito difícil abandonar a opulência material, a terra, os filhos, a sociedade, os amigos, as riquezas, a esposa ou as bênçãos da deusa da fortuna, que são desejadas até mesmo pelos grandes semideuses. Mas o rei Bharata não desejava tais coisas, e isso era muito condizente com sua posição, porque, para um devoto puro cuja mente está sempre ocupada no serviço do Senhor, até mesmo a liberação, ou a fusão na existência do Senhor, é insignificante. E o que dizer, então, das oportunidades materiais?'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.14.44) referente à glorificação do Rei Bharata, que Śukadeva Gosvāmī descrevia ao Rei Parīkṣit."}
{"ref": "cc/madhya/9/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/270/", "verse_text": "nārāyaṇa-parāḥ sarve\nna kutaścana bibhyati\nsvargāpavarga-narakeṣv\napi tulyārtha-darśinaḥ", "devanagari": "> নারায়ণপরাঃ সর্বে ন কুতশ্চন বিভ্যতি ৷\n> স্বর্গাপবর্গনরকেষ্বপি তুল্যার্থদর্শিনঃ ৷৷ ২৭০ ৷৷ ॥২৭০॥", "synonyms": "*nārāyaṇa-parāḥ*—pessoas que são devotas da Suprema Personalidade de Deus Nārāyaṇa; *sarve*—todas; *na*—nunca; *kutaścana*—em parte alguma; *bibhyati*—têm medo; *svarga*—no sistema planetário celestial; *apavarga*—na senda da liberação; *narakeṣu*—ou numa condição de vida infernal; *api*—mesmo; *tulya*—igual; *artha*—valor; *darśinaḥ*—quem vê.", "translation": "**\" 'A pessoa que é devota do Senhor Nārāyaṇa não tem medo de uma condição infernal, porque a considera igual à elevação aos planetas celestiais ou à liberação. Os devotos do Senhor Nārāyaṇa estão habituados a ver todas essas coisas no mesmo nível.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.17.28) referente à personalidade Citraketu. Certa vez, quando Citraketu viu a deusa Pārvatī sentada no colo do Senhor Śambhu (Śiva), ele criticou o Senhor Śiva por ser desavergonhado e estar sentado tal como um homem comum, com a esposa no colo. Por essa razão, Citraketu foi amaldiçoado por Pārvatī. Mais tarde, ele se tornou um demônio chamado Vṛtrāsura. Citraketu era um rei muito poderoso e um devoto, e certamente poderia retaliar até mesmo contra o Senhor Śiva, mas, quando Pārvatī o amaldiçoou, ele imediatamente aceitou a maldição de cabeça baixa. Quando ele concordou em aceitar essa maldição, o Senhor Śiva o louvou e disse a Pārvatī que um devoto do Senhor Nārāyaṇa nunca tem medo de aceitar qualquer posição, contanto que haja uma oportunidade de servir à Suprema Personalidade de Deus. Este é o significado de nārāyaṇa-parāḥ sarve na kutaścana bibhyati."}
{"ref": "cc/madhya/9/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/271/", "verse_text": "mukti, karma--dui vastu tyaje bhakta-gaṇa\n\nsei dui sthāpa' tumi 'sādhya', 'sādhana'", "devanagari": "> মুক্তি, কর্ম — দুই বস্তু ত্যজে ভক্তগণ ৷\n> সেই দুই স্থাপ’ তুমি ‘সাধ্য’, ‘সাধন’ ৷৷ ২৭১ ৷৷ ॥২৭১॥", "synonyms": "*mukti*—liberação; *karma*—atividades fruitivas; *dui*—duas; *vastu*—coisas; *tyaje*—abandonam; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *sei*—aquelas; *dui*—duas; *sthāpa'*—estabeleces; *tumi*—tu; *sādhya*—a meta da vida; *sādhana*—o processo de obtenção.", "translation": "**\"Tanto a liberação quanto a atividade fruitiva são rejeitadas pelos devotos. Tu estás tentando estabelecer essas coisas como a meta da vida e o processo para alcançá-la.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/272/", "verse_text": "sannyāsī dekhiyā more karaha vañcana\n\nnā kahilā teñi sādhya-sādhana-lakṣaṇa", "devanagari": "> সন্ন্যাসী দেখিয়া মোরে করহ বঞ্চন ৷\n> না কহিলা তেঞি সাধ্য-সাধন-লক্ষণ ৷৷ ২৭২ ৷৷ ॥২৭২॥", "synonyms": "*sannyāsī*—uma pessoa na ordem de vida renunciada; *dekhiyā*—vendo; *more*—a Mim; *karaha*—fazes; *vañcana*—duplicidade; *nā kahilā*—não descreveste; *teñi*—portanto; *sādhya*—o objetivo; *sādhana*—o processo de obtenção; *lakṣaṇa*—características.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou falando ao ācārya Tattvavādī: \"Vendo que sou um mendicante na ordem de vida renunciada, tu vens brincando coMigo de maneira dúplice. Na verdade, não descreveste o processo nem o objetivo último.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/273/", "verse_text": "śuni' tattvācārya hailā antare lajjita\n\nprabhura vaiṣṇavatā dekhi, ha-ilā vismita", "devanagari": "> শুনি’ তত্ত্বাচার্য হৈলা অন্তরে লজ্জিত ৷\n> প্রভুর বৈষ্ণবতা দেখি, হইলা বিস্মিত ৷৷ ২৭৩ ৷৷ ॥২৭৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *tattva-ācārya*—o ācārya da Tattvavāda-sampradāya; *hailā*—ficou; *antare*—dentro da mente; *lajjita*—envergonhado; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaiṣṇavatā*—devoção ao vaiṣṇavismo; *dekhi*—vendo; *ha-ilā*—ficou; *vismita*—tomado de assombro.", "translation": "**Após ouvir Śrī Caitanya Mahāprabhu, o ācārya da Tattvavāda-sampradāya ficou muito envergonhado. Ao observar a rígida fé de Śrī Caitanya Mahāprabhu no vaiṣṇavismo, ficou tomado de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/274/", "verse_text": "ācārya kahe,--tumi yei kaha, sei satya haya\n\nsarva-śāstre vaiṣṇavera ei suniścaya", "devanagari": "> আচার্য কহে, — তুমি যেই কহ, সেই সত্য হয় ৷\n> সর্বশাস্ত্রে বৈষ্ণবের এই সুনিশ্চয় ৷৷ ২৭৪ ৷৷ ॥২৭৪॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—o ācārya Tattvavādī disse; *tumi*—Tu; *yei*—tudo o que; *kaha*—dizes; *sei*—isso; *satya*—verdade; *haya*—é; *sarva-śāstre*—em todas as escrituras reveladas; *vaiṣṇavera*—dos devotos do Senhor Viṣṇu; *ei*—esta; *su-niścaya*—conclusão.", "translation": "**O ācārya Tattvavādī respondeu: \"O que disseste é certamente factual. É a conclusão de todas as escrituras reveladas dos vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/275/", "verse_text": "tathāpi madhvācārya ye kariyāche nirbandha\n\nsei ācariye sabe sampradāya-sambandha", "devanagari": "> তথাপি মধ্বাচার্য যে করিয়াছে নির্বন্ধ ৷\n> সেই আচরিয়ে সবে সম্প্রদায়-সম্বন্ধ ৷৷ ২৭৫ ৷৷ ॥২৭৫॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *madhva-ācārya*—Madhvācārya; *ye*—tudo o que; *kariyāche*—formulou; *nirbandha*—regras e regulações; *sei*—isso; *ācariye*—praticamos; *sabe*—todos; *sampradāya*—partido; *sambandha*—relação.", "translation": "**\"Ainda assim, tudo o que Madhvācārya estabeleceu como a fórmula para o nosso grupo, nós praticamos como princípio do grupo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/276/", "verse_text": "prabhu kahe,--karmī, jñānī,--dui bhakti-hīna\n\ntomāra sampradāye dekhi sei dui cihna", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কর্মী, জ্ঞানী, — দুই ভক্তিহীন ৷\n> তোমার সম্প্রদায়ে দেখি সেই দুই চিহ্ন ৷৷ ২৭৬ ৷৷ ॥২৭৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *karmī*—trabalhador fruitivo; *jñānī*—especulador mental; *dui*—ambos; *bhakti-hīna*—não-devotos; *tomāra*—tua; *sampradāye*—na comunidade; *dekhi*—vejo; *sei*—aqueles; *dui*—ambos; *cihna*—sintomas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Tanto o trabalhador fruitivo quanto o filósofo especulativo são considerados não-devotos. Vemos ambos os elementos presentes em tua sampradāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/277/", "verse_text": "sabe, eka guṇa dekhi tomāra sampradāye\n\nsatya-vigraha kari' īśvare karaha niścaye", "devanagari": "> সবে, এক গুণ দেখি তোমার সম্প্রদায়ে ৷\n> সত্যবিগ্রহ করি’ ঈশ্বরে করহ নিশ্চয়ে ৷৷ ২৭৭ ৷৷ ॥২৭৭॥", "synonyms": "*sabe*—em todos; *eka*—uma; *guṇa*—qualidade; *dekhi*—vejo; *tomāra*—tua; *sampradāye*—no partido; *satya-vigraha*—a forma do Senhor como verdade; *kari'*—aceitando; *īśvare*—a Suprema Personalidade de Deus; *karaha*—fazes; *niścaye*—determinar.", "translation": "**\"A única qualificação que vejo em tua sampradāya é que aceitas a forma do Senhor como verdade.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu queria mostrar ao *ācārya* tattvavādī, que pertencia à Madhvācārya-sampradāya, que o comportamento geral dos tattvavādīs não favorecia o serviço devocional puro, o qual deve estar livre das máculas da atividade fruitiva e do conhecimento especulativo. No que diz respeito à atividade fruitiva, a contaminação é o desejo de elevação a um padrão de vida superior, e, quanto ao conhecimento especulativo, a contaminação é o desejo de fundir-se na existência da Verdade Absoluta. A Tattvavāda-sampradāya da escola de Madhvācārya adere ao princípio de *varṇāśrama-dharma,* que envolve atividade fruitiva. Sua meta última (*mukti*) é simplesmente uma forma de desejo material. O devoto puro deve estar livre de toda espécie de desejo material. Ele simplesmente se ocupa no serviço do Senhor. Não obstante, Caitanya Mahāprabhu ficou satisfeito com o fato de a Madhvācārya-sampradāya, ou Tattvavāda-sampradāya, aceitar a forma transcendental do Senhor. Esta é a grande qualificação das *sampradāyas* vaiṣṇavas.\n\nÉ a Māyāvāda-sampradāya que não aceita a forma transcendental do Senhor. Se uma *sampradāya* vaiṣṇava também se deixa levar por essa atitude impessoal, essa *sampradāya* não tem posição alguma. É um fato que há muitos supostos vaiṣṇavas cujo objetivo último é fundir-se na existência do Senhor. Por exemplo, a filosofia vaiṣṇava dos *sahajiyās* é tornar-se uno com o Supremo. Śrī Caitanya Mahāprabhu salienta que Śrī Mādhavendra Purī aceitou Madhvācārya somente porque sua *sampradāya* aceitava a forma transcendental do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/9/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/278/", "verse_text": "ei-mata tāṅra ghare garva cūrṇa kari'\n\nphalgu-tīrthe tabe cali āilā gaurahari", "devanagari": "> এইমত তাঁর ঘরে গর্ব চূর্ণ করি’ ৷\n> ফল্গুতীর্থে তবে চলি আইলা গৌরহরি ৷৷ ২৭৮ ৷৷ ॥২৭৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *tāṅra ghare*—em sua casa; *garva*—orgulho; *cūrṇa*—reduzido a pedaços; *kari'*—fazendo; *phalgu-tīrthe*—ao lugar sagrado chamado Phalgu-tīrtha; *tabe*—então; *cali*—caminhando; *āilā*—veio; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu reduziu a pedaços o orgulho dos Tattvavādīs. Em seguida, dirigiu-se ao lugar sagrado conhecido como Phalgu-tīrtha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/279/", "verse_text": "tritakūpe viśālāra kari' daraśana\n\npañcāpsarā-tīrthe āilā śacīra nandana", "devanagari": "> ত্রিতকূপে বিশালার করি’ দরশন ৷\n> পঞ্চাপ্সরা-তীর্থে আইলা শচীর নন্দন ৷৷ ২৭৯ ৷৷ ॥২৭৯॥", "synonyms": "*tritakūpe*—a Tritakūpa; *viśālāra*—da Deidade chamada Viśālā; *kari'*—fazendo; *daraśana*—visitando; *pañca-apsarā-tīrthe*—a Pañcāpsarā-tīrtha; *āilā*—veio; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī, foi a Tritakūpa e, após ver ali a Deidade Viśālā, dirigiu-se ao lugar sagrado conhecido como Pañcāpsarā-tīrtha.**", "purport": "As Apsarās, habitantes dos planetas celestiais, são geralmente conhecidas como dançarinas. As moças dos planetas celestiais são extraordinariamente belas, e, se uma mulher na Terra é considerada muito bela, ela é comparada às Apsarās. Havia cinco Apsarās chamadas Latā, Budbudā, Samīcī, Saurabheyī e Varṇā. Diz-se que essas cinco belas dançarinas foram enviadas por Indra para quebrar a severa austeridade de uma pessoa santa chamada Acyuta Ṛṣi. Esse comportamento era típico de Indra, o rei dos céus. Sempre que Indra descobria alguém realizando severas austeridades, começava a temer por seu posto. Indra estava sempre ansioso quanto à sua posição, temendo que, se alguém se tornasse mais poderoso do que ele, perderia sua posição elevada. Assim, tão logo via um santo realizando severas austeridades, enviava dançarinas para distraí-lo. Até mesmo o grande santo Viśvāmitra Muni foi vítima de seu plano.\n\nQuando as cinco Apsarās foram quebrar a meditação de Acyuta Ṛṣi, todas foram repreendidas e amaldiçoadas pelo santo. Como resultado, as moças se transformaram em crocodilos num lago que veio a ser conhecido como Pañcāpsarā. O Senhor Rāmacandra também visitou este lugar. Da narração de Śrī Nārada Muni, compreende-se que, quando Arjuna foi visitar os lugares sagrados, ficou sabendo da condenação das cinco Apsarās. Ele as libertou de sua condição abominável e, a partir daquele dia, o lago conhecido como Pañcāpsarā tornou-se um lugar de peregrinação."}
{"ref": "cc/madhya/9/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/280/", "verse_text": "gokarṇe śiva dekhi' āilā dvaipāyani\n\nsūrpāraka-tīrthe āilā nyāsi-śiromaṇi", "devanagari": "> গোকর্ণে শিব দেখি’ আইলা দ্বৈপায়নি ৷\n> সূর্পারক-তীর্থে আইলা ন্যাসিশিরোমণি ৷৷ ২৮০ ৷৷ ॥২৮০॥", "synonyms": "*gokarṇe*—no lugar chamado Gokarṇa; *śiva*—o templo do Senhor Śiva; *dekhi'*—vendo; *āilā*—veio; *dvaipāyani*—a Dvaipāyani; *sūrpāraka-tīrthe*—ao lugar sagrado chamado Sūrpāraka; *āilā*—veio; *nyāsi-śiromaṇi*—o melhor dos sannyāsīs, Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após ver Pañcāpsarā, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Gokarṇa. Estando ali, visitou o templo do Senhor Śiva e, em seguida, dirigiu-se a Dvaipāyani. Śrī Caitanya Mahāprabhu, a joia suprema de todos os sannyāsīs, foi então a Sūrpāraka-tīrtha.**", "purport": "Gokarṇa está situada no norte de Karnaraḍā. Fica a cerca de trinta quilômetros a sudeste de Karwar. Este lugar é muito famoso pelo templo do Senhor Śiva conhecido como Mahā-baleśvara. Centenas de milhares de peregrinos vêm ver este templo. Sūrpāraka (hoje conhecida como Sopārā) fica a cerca de quarenta e dois quilômetros ao norte de Bombaim, na província de Maharashtra, no distrito conhecido como Thāne. Sūrpāraka é mencionada no *Mahābhārata* (Śānti-parva, Capítulo 41, versos 66-67)."}
{"ref": "cc/madhya/9/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/281/", "verse_text": "kolāpure lakṣmī dekhi' dekhena kṣīra-bhagavatī\n\nlāṅga-gaṇeśa dekhi' dekhena cora-pārvatī", "devanagari": "> কোলাপুরে লক্ষ্মী দেখি’ দেখেন ক্ষীর-ভগবতী ৷\n> লাঙ্গ-গণেশ দেখি’ দেখেন চোর-পার্বতী ৷৷ ২৮১ ৷৷ ॥২৮১॥", "synonyms": "*kolāpure*—em Kolāpura; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *dekhi'*—vendo; *dekhena*—Ele visitou; *kṣīra-bhagavatī*—o templo de Kṣīra-bhagavatī; *lāṅga-gaṇeśa*—a deidade Lāṅga-gaṇeśa; *dekhi'*—vendo; *dekhena*—Ele vê; *cora-pārvatī*—a deusa Pārvatī, que é conhecida como uma ladra.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou então a cidade de Kolāpura, onde viu a deusa da fortuna no templo de Kṣīra-bhagavatī e Lāṅga-gaṇeśa em outro templo, conhecido como Cora-pārvatī.**", "purport": "Kolāpura é uma cidade na província de Maharashtra, anteriormente conhecida como Bombay Pradeśa. Antigamente era um estado nativo, e faz fronteira ao norte com o distrito de Satara, a leste e ao sul com o distrito de Belgaumā, e a oeste com o distrito de Ratnagiri. Neste lugar há um rio chamado Urṇā. Pela Bombay Gazette, compreende-se que havia ali cerca de 250 templos, dos quais seis são muito famosos. São eles: (1) Ambābāi, ou Mahālakṣmī Mandira, (2) Viṭhobā Mandira, (3) Ṭemblāi Mandira, (4) Mahākālī Mandira, (5) Phirāṅga-i, ou Pratyaṅgirā Mandira, e (6) Yyāllāmmā Mandira."}
{"ref": "cc/madhya/9/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/282/", "verse_text": "tathā haite pāṇḍarapure āilā gauracandra\n\nviṭhṭhala-ṭhākura dekhi' pāilā ānanda", "devanagari": "> তথা হৈতে পাণ্ডরপুরে আইলা গৌরচন্দ্র ৷\n> বিঠ্ঠল-ঠাকুর দেখি’ পাইলা আনন্দ ৷৷ ২৮২ ৷৷ ॥২৮২॥", "synonyms": "*tathā haite*—dali; *pāṇḍara-pure*—a Pāṇḍarapura; *āilā*—veio; *gauracandra*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viṭhṭhala-ṭhākura*—a Deidade conhecida como Viṭhṭhala; *dekhi'*—vendo; *pāilā*—obteve; *ānanda*—grande felicidade.", "translation": "**Dali, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Pāṇḍarapura, onde, com muita alegria, viu o templo de Viṭhṭhala Ṭhākura.**", "purport": "Esta cidade de Pāṇḍarapura situa-se às margens do rio Bhīmā. Diz-se que Śrī Caitanya Mahāprabhu iniciou Tukārāma quando visitou Pāṇḍarapura. Este Tukārāma Ācārya tornou-se muito famoso na província de Maharashtra, e ele difundiu o movimento de *saṅkīrtana* por toda a província. O grupo de *saṅkīrtana* pertencente a Tukārāma ainda é muito popular em Bombaim, na província de Maharashtra. Tukārāma foi discípulo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e seu livro é conhecido como *Abhaṅga.* Seu grupo de *saṅkīrtana* assemelha-se exatamente aos grupos de *saṅkīrtana* gauḍīya-vaiṣṇavas, pois eles cantam o santo nome do Senhor com *mṛdaṅga* e *karatālas.*\n\nO Senhor Viṭhṭhaladeva mencionado neste verso é uma forma do Senhor Viṣṇu com quatro braços. Ele é Nārāyaṇa."}
{"ref": "cc/madhya/9/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/283/", "verse_text": "premāveśe kaila bahuta kīrtana-nartana\n\ntāhāṅ eka vipra tāṅre kaila nimantraṇa", "devanagari": "> প্রেমাবেশে কৈল বহুত কীর্তন-নর্তন ৷\n> তাহাঁ এক বিপ্র তাঁরে কৈল নিমন্ত্রণ ৷৷ ২৮৩ ৷৷ ॥২৮৩॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—no grande êxtase do amor; *kaila*—realizou; *bahuta*—muito; *kīrtana-nartana*—canto e dança; *tāhāṅ*—ali; *eka*—um; *vipra*—brāhmaṇa; *tāṅre*—a Ele; *kaila*—fez; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu cantou e dançou de várias maneiras, como de costume. Um brāhmaṇa, vendo-O em amoroso êxtase, ficou muito satisfeito e convidou o Senhor para almoçar em sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/284/", "verse_text": "bahuta ādare prabhuke bhikṣā karāila\n\nbhikṣā kari' tathā eka śubha-vārtā pāila", "devanagari": "> বহুত আদরে প্রভুকে ভিক্ষা করাইল ৷ ভিক্ষা করি’ তথা এক শুভবার্তা পাইল ৷৷ ২৮৪ ৷৷ মাধব-পুরীর শিষ্য ‘শ্রীরঙ্গ-পুরী’ নাম ৷ সেই গ্রামে বিপ্রগৃহে করেন বিশ্রাম ৷৷ ২৮৫ ৷৷ ॥২৮৪॥", "synonyms": "*bahuta ādare*—com grande amor; *prabhuke*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā karāila*—ofereceu almoço; *bhikṣā kari'*—após terminar Seu almoço; *tathā*—ali; *eka*—uma; *śubha-vārtā*—notícia auspiciosa; *pāila*—obteve.", "translation": "**Esse brāhmaṇa ofereceu alimento a Śrī Caitanya Mahāprabhu com grande respeito e amor. Após terminar Seu almoço, o Senhor recebeu uma notícia auspiciosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/285/", "verse_text": "mādhava-purīra śiṣya 'śrī-raṅga-purī' nāma\n\nsei grāme vipra-gṛhe karena viśrāma", "devanagari": "", "synonyms": "*mādhava-purīra śiṣya*—um discípulo de Mādhavendra Purī; *śrī-raṅga-purī*—Śrī Raṅga Purī; *nāma*—chamado; *sei grāme*—naquela vila; *vipra-gṛhe*—na casa de um brāhmaṇa; *karena viśrāma*—descansa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu recebeu a notícia de que Śrī Raṅga Purī, um dos discípulos de Śrī Mādhavendra Purī, estava presente naquela vila, na casa de um brāhmaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/286/", "verse_text": "śuniyā calilā prabhu tāṅre dekhibāre\n\nvipra-gṛhe vasi' āchena, dekhilā tāṅhāre", "devanagari": "> শুনিয়া চলিলা প্রভু তাঁরে দেখিবারে ৷\n> বিপ্রগৃহে বসি’ আছেন, দেখিলা তাঁহারে ৷৷ ২৮৬ ৷৷ ॥২৮৬॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *calilā*—foi; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *dekhibāre*—para ver; *vipra-gṛhe*—na casa do brāhmaṇa; *vasi'*—sentado; *āchena*—estava; *dekhilā*—viu; *tāṅhāre*—a ele.", "translation": "**Ao ouvir essa notícia, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi imediatamente ver Śrī Raṅga Purī na casa do brāhmaṇa. Ao entrar, o Senhor viu-o sentado ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/287/", "verse_text": "premāveśe kare tāṅre danda-paraṇāma\naśru, pulaka, kampa, sarvāṅge paḍe ghāma", "devanagari": "> প্রেমাবেশে করে তাঁরে দণ্ড-পরণাম ৷\n> অশ্রু, পুলক, কম্প, সর্বাঙ্গে পড়ে ঘাম ৷৷ ২৮৭ ৷৷ ॥২৮৭॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *kare*—faz; *tāṅre*—a ele; *daṇḍa-paraṇāma*—reverências, prostrando-se; *aśru*—lágrimas; *pulaka*—júbilo; *kampa*—tremor; *sarva-aṅge*—por todo o corpo; *paḍe*—havia; *ghāma*—transpiração.", "translation": "**Assim que Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o brāhmaṇa, Ele imediatamente lhe ofereceu reverências em amor extático, prostrando-Se ao chão. Os sintomas de transformação transcendental eram visíveis - a saber, lágrimas, júbilo, tremor e transpiração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/288", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/288/", "verse_text": "dekhiyā vismita haila śrī-raṅga-purīra mana\n'uṭhaha śrīpāda' bali' balilā vacana", "devanagari": "> দেখিয়া বিস্মিত হৈল শ্রীরঙ্গ-পুরীর মন ৷\n> ‘উঠহ শ্রীপাদ’ বলি’ বলিলা বচন ৷৷ ২৮৮ ৷৷ ॥২৮৮॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *vismita*—atônita; *haila*—ficou; *śrī-raṅga-purīra*—de Śrī Raṅga Purī; *mana*—a mente; *uṭhaha*—levantai-vos; *śrī-pāda*—Vossa Santidade; *bali'*—dizendo; *balilā vacana*—começou a falar.", "translation": "**Ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu em tal estado de êxtase, Śrī Raṅga Purī disse: \"Vossa Santidade, por favor, levantai-vos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/289", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/289/", "verse_text": "śrīpāda, dhara mora gosāñira sambandha\ntāhā vinā anyatra nāhi ek premāra gandha", "devanagari": "> শ্রীপাদ, ধর মোর গোসাঞির সম্বন্ধ ৷\n> তাহা বিনা অন্যত্র নাহি এই প্রেমার গন্ধ ৷৷ ২৮৯ ৷৷ ॥২৮৯॥", "synonyms": "*śrī-pāda*—ó Vossa Santidade; *dhara*—vós tendes; *mora*—meu; *gosāñira*—com Śrī Mādhavendra Purī; *sambandha*—relação; *tāhā vinā*—sem ele; *anyatra*—em outra parte; *nāhi*—não há; *ei*—esta; *premāra*—de êxtase; *gandha*—fragrância.", "translation": "**\"Vossa Santidade certamente tem relação com Śrī Mādhavendra Purī, sem o qual não há sabor de amor extático.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que somente o Senhor Kṛṣṇa era adorado na sucessão discipular de Madhvācārya até o advento de Sua Santidade Śrīpāda Lakṣmīpati Tīrtha. Depois de Śrīla Mādhavendra Purī, estabeleceu-se a adoração tanto de Rādhā como de Kṛṣṇa. Por essa razão, Śrī Mādhavendra Purī é aceito como a raiz da adoração em amor extático. A menos que alguém esteja ligado à sucessão discipular de Mādhavendra Purī, não há possibilidade de despertar os sintomas do amor extático. A palavra gosāñi é significativa neste contexto. O mestre espiritual que está plenamente rendido à Suprema Personalidade de Deus e não tem outra ocupação senão o serviço ao Senhor é chamado o melhor dos paramahaṁsas. Um paramahaṁsa não tem programa algum de gratificação dos sentidos; ele se interessa apenas em satisfazer os sentidos do Senhor. Aquele que dessa maneira controla os sentidos é chamado gosāñi ou gosvāmī, mestre dos sentidos. Os sentidos não podem ser controlados a menos que a pessoa esteja ocupada no serviço ao Senhor; portanto, o mestre espiritual genuíno, que tem pleno controle sobre seus sentidos, dedica-se vinte e quatro horas por dia ao serviço ao Senhor. Por isso ele pode ser tratado como gosāñi ou gosvāmī. O título gosvāmī não pode ser herdado, mas só pode ser conferido a um mestre espiritual genuíno.\n\nHouve seis grandes Gosvāmīs de Vṛndāvana — Śrīla Rūpa, Sanātana, Bhaṭṭa Raghunātha, Śrī Jīva, Gopāla Bhaṭṭa e Dāsa Raghunātha — e nenhum deles herdou o título de gosvāmī. Todos os Gosvāmīs de Vṛndāvana eram mestres espirituais genuínos, situados na mais elevada plataforma do serviço devocional, e por essa razão eram chamados gosvāmīs. Todos os templos de Vṛndāvana certamente foram fundados pelos seis Gosvāmīs. Mais tarde, a adoração nos templos foi confiada a alguns discípulos chefes de família dos Gosvāmīs, e desde então passou-se a usar o título hereditário de gosvāmī. No entanto, somente aquele que é um mestre espiritual genuíno, expandindo o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o movimento da consciência de Kṛṣṇa, e que tem pleno controle de seus sentidos, pode ser tratado como gosvāmī. Infelizmente, o processo hereditário continua; por isso, no momento atual, na maioria dos casos o título é mal empregado devido à ignorância da etimologia da palavra."}
{"ref": "cc/madhya/9/290", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/290/", "verse_text": "eta bali' prabhuke uthāñā kaila āliṅgana\ngalāgali kari' duṅhe karena krandana", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভুকে উঠাঞা কৈল আলিঙ্গন ৷\n> গলাগলি করি’ দুঁহে করেন ক্রন্দন ৷৷ ২৯০ ৷৷ ॥২৯০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uthāñā*—levantando-se; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço; *galāgali*—ombro a ombro; *kari'*—fazendo; *duṅhe*—ambos; *karena*—fazem; *krandana*—chorar.", "translation": "**Após dizer isso, Śrī Raṅga Purī ergueu Śrī Caitanya Mahāprabhu e O abraçou. Enquanto os dois se abraçavam, ombro a ombro, ambos começaram a chorar em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/291", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/291/", "verse_text": "kṣaṇeke āveśa chāḍi' duṅhāra dhairya haila\nīśvara-purīra sambandha gosāñi jānāila", "devanagari": "> ক্ষণেকে আবেশ ছাড়ি’ দুঁহার ধৈর্য হৈল ৷\n> ঈশ্বর-পুরীর সম্বন্ধ গোসাঞি জানাইল ৷৷ ২৯১ ৷৷ ॥২৯১॥", "synonyms": "*kṣaṇeke*—após apenas alguns momentos; *āveśa*—êxtase; *chāḍi'*—abandonando; *duṅhāra*—de ambos; *dhairya*—serenidade; *haila*—houve; *īśvara-purīra*—de Īśvara Purī; *sambandha*—relação; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jānāila*—revelou.", "translation": "**Após alguns momentos, eles voltaram a si e se serenaram. Śrī Caitanya Mahāprabhu então informou a Śrī Raṅga Purī sobre Sua relação com Īśvara Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/292", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/292/", "verse_text": "adbhuta premera vanyā duṅhāra uthalila\nduṅhe mānya kari' duṅhe ānande vasila", "devanagari": "> অদ্ভুত প্রেমের বন্যা দুঁহার উথলিল ৷\n> দুঁহে মান্য করি’ দুঁহে আনন্দে বসিল ৷৷ ২৯২ ৷৷ ॥২৯২॥", "synonyms": "*adbhuta*—maravilhosa; *premera*—de amor a Deus; *vanyā*—inundação; *duṅhāra*—de ambos; *uthalila*—surgiu; *duṅhe*—ambos; *mānya kari'*—oferecendo respeito; *duṅhe*—ambos; *ānande*—com grande felicidade; *vasila*—sentaram-se.", "translation": "**Ambos ficaram inundados pelo maravilhoso êxtase de amor que neles despertou. Por fim, sentaram-se e, com respeito, começaram a conversar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/293", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/293/", "verse_text": "dui jane kṛṣṇa-kathā kahe rātri-dine\nei-mate goṅāila pāṅca-sāta dine", "devanagari": "> দুই জনে কৃষ্ণকথা কহে রাত্রি-দিনে ৷\n> এইমতে গোঙাইল পাঁচ-সাত দিনে ৷৷ ২৯৩ ৷৷ ॥২৯৩॥", "synonyms": "*dui jane*—ambas as pessoas; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos sobre Kṛṣṇa; *kahe*—falam; *rātri-dine*—dia e noite; *ei-mate*—dessa maneira; *goṅāila*—passaram; *pāṅca-sāta*—de cinco a sete; *dine*—dias.", "translation": "**Dessa maneira, eles discutiram tópicos sobre o Senhor Kṛṣṇa continuamente durante cinco a sete dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/294", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/294/", "verse_text": "kautuke purī tāṅre puchila janma-sthāna\ngosāñi kautuke kahena 'navadvīpa' nāma", "devanagari": "> কৌতুকে পুরী তাঁরে পুছিল জন্মস্থান\n> গোসাঞি কৌতুকে কহেন ‘নবদ্বীপ’ নাম ৷৷ ২৯৪ ৷৷ ॥২৯৪॥", "synonyms": "*kautuke*—por curiosidade; *purī*—Śrī Raṅga Purī; *tāṅre*—a Ele; *puchila*—perguntou; *janma-sthāna*—o local de nascimento; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kautuke*—naturalmente; *kahena*—disse; *navadvīpa*—Navadvīpa; *nāma*—nome.", "translation": "**Por curiosidade, Śrī Raṅga Purī perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu sobre Seu local de nascimento, e o Senhor lhe informou que era Navadvīpa-dhāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/295", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/295/", "verse_text": "śrī-mādhava-purīra saṅge śrī-raṅga-purī\npūrve āsiyāchilā teṅho nadīyā-nagarī", "devanagari": "> শ্রীমাধব-পুরীর সঙ্গে শ্রীরঙ্গ-পুরী ৷\n> পূর্বে আসিয়াছিলা তেঁহো নদীয়া-নগরী ৷৷ ২৯৫ ৷৷ ॥২৯৫॥", "synonyms": "*śrī-mādhava-purīra saṅge*—com Śrī Mādhavendra Purī; *śrī-raṅga-purī*—Śrī Raṅga Purī; *pūrve*—anteriormente; *āsiyāchilā*—veio; *teṅho*—ele; *nadīyā-nagarī*—à cidade de Nadia.", "translation": "**Śrī Raṅga Purī havia ido anteriormente a Navadvīpa com Śrī Mādhavendra Purī, e por isso recordava os acontecimentos que ali tiveram lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/296", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/296/", "verse_text": "jagannātha-miśra-ghare bhikṣā ye karila\napūrva mocāra ghaṇṭa tāhāṅ ye khāila", "devanagari": "> জগন্নাথমিশ্র-ঘরে ভিক্ষা যে করিল ৷\n> অপূর্ব মোচার ঘণ্ট তাহাঁ যে খাইল ৷৷ ২৯৬ ৷৷ ॥২৯৬॥", "synonyms": "*jagannātha-miśra-ghare*—na casa de Śrī Jagannātha Miśra; *bhikṣā*—almoço; *ye*—que; *karila*—tomou; *apūrva*—sem precedentes; *mocāra ghaṇṭa*—caril feito de flores de bananeira; *tāhāṅ*—ali; *ye*—que; *khāila*—comeu.", "translation": "**Assim que Śrī Raṅga Purī se lembrou de Navadvīpa, lembrou-se também de quando acompanhou Śrī Mādhavendra Purī à casa de Jagannātha Miśra, onde almoçou. Ele se lembrava até mesmo do sabor de um inédito curry feito de flores de bananeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/297", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/297/", "verse_text": "jagannāthera brāhmaṇī, teṅha--mahā-pativratā\nvātsalye hayena teṅha yena jagan-mātā", "devanagari": "> জগন্নাথের ব্রাহ্মণী, তেঁহ — মহা-পতিব্রতা ৷\n> বাৎসল্যে হয়েন তেঁহ যেন জগন্মাতা ৷৷ ২৯৭ ৷৷ ॥২৯৭॥", "synonyms": "*jagannāthera*—de Jagannātha Miśra; *brāhmaṇī*—esposa; *teṅha*—ela; *mahā*—grande; *pati-vratā*—devotada a seu esposo; *vātsalye*—em afeto; *hayena*—era; *teṅha*—ela; *yena*—como se fosse; *jagat-mātā*—a mãe de todo o universo.", "translation": "**Śrī Raṅga Purī também recordou a esposa de Jagannātha Miśra. Ela era muito devotada e casta. Quanto a seu afeto, ela era exatamente como a mãe do universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/298", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/298/", "verse_text": "randhane nipuṇā tāṅ-sama nāhi tribhuvane\nputra-sama sneha karena sannyāsi-bhojane", "devanagari": "> রন্ধনে নিপুণা তাঁ-সম নাহি ত্রিভুবনে ৷\n> পুত্রসম স্নেহ করেন সন্ন্যাসি-ভোজনে ৷৷ ২৯৮ ৷৷ ॥২৯৮॥", "synonyms": "*randhane*—no cozinhar; *nipuṇā*—muito perita; *tāṅ-sama*—como ela; *nāhi*—não há; *tri-bhuvane*—nos três mundos; *putra-sama*—como aos próprios filhos; *sneha karena*—era afetuosa; *sannyāsi-bhojane*—ao alimentar os sannyāsīs.", "translation": "**Ele também recordou como a esposa de Śrī Jagannātha Miśra, Śacīmātā, era perita em cozinhar. Recordou que ela era muito afetuosa com os sannyāsīs e os alimentava exatamente como a seus próprios filhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/299", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/299/", "verse_text": "tāṅra eka yogya putra kariyāche sannyāsa\n'śaṅkarāraṇya' nāma tāṅra alpa vayasa", "devanagari": "> তাঁর এক যোগ্য পুত্র করিয়াছে সন্ন্যাস ৷\n> ‘শঙ্করারণ্য’ নাম তাঁর অল্প বয়স ৷৷ ২৯৯ ৷৷ ॥২৯৯॥", "synonyms": "*tāṅra*—dela; *eka*—um; *yogya*—digno; *putra*—filho; *kariyāche*—aceitou; *sannyāsa*—a ordem renunciada de vida; *śaṅkarāraṇya*—Śaṅkarāraṇya; *nāma*—chamado; *tāṅra*—sua; *alpa*—pouca; *vayasa*—idade.", "translation": "**Śrī Raṅga Purī também compreendeu que um de seus dignos filhos havia aceitado a ordem renunciada em idade muito tenra. Seu nome era Śaṅkarāraṇya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/300", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/300/", "verse_text": "ei tīrthe śaṅkarāraṇyera siddhi-prāpti haila\nprastāve śrī-raṅga-purī eteka kahila", "devanagari": "> এই তীর্থে শঙ্করারণ্যের সিদ্ধিপ্রাপ্তি হৈল ৷\n> প্রস্তাবে শ্রীরঙ্গ-পুরী এতেক কহিল ৷৷ ৩০০ ৷৷ ॥৩০০॥", "synonyms": "*ei tīrthe*—neste lugar sagrado; *śaṅkarāraṇyera*—de Śaṅkarāraṇya; *siddhi-prāpti*—a obtenção da perfeição; *haila*—consumou-se; *prastāve*—no decorrer da conversa; *śrī-raṅga-purī*—Śrī Raṅga Purī; *eteka*—assim; *kahila*—falou.", "translation": "**Śrī Raṅga Purī informou a Śrī Caitanya Mahāprabhu que neste lugar sagrado, Pāṇḍarapura.**", "purport": "O irmão mais velho de Śrī Caitanya Mahāprabhu chamava-se Viśvarūpa. Ele saiu de casa antes de Śrī Caitanya Mahāprabhu e aceitou a ordem de sannyāsa sob o nome de Śaṅkarāraṇya Svāmī. Viajou por todo o país e finalmente foi a Pāṇḍarapura, onde faleceu após alcançar a perfeição. Em outras palavras, ele entrou no mundo espiritual após abandonar seu corpo mortal em Pāṇḍarapura. Śrī Raṅga Purī, discípulo de Śrī Mādhavendra Purī e irmão espiritual de Īśvara Purī, revelou esta importante notícia a Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/9/301", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/301/", "verse_text": "prabhu kahe,--pūrvāśrame teṅha mora bhrātā\njagannātha miśra--pūrvāśrame mora pitā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — পূর্বাশ্রমে তেঁহ মোর ভ্রাতা ৷\n> জগন্নাথ মিশ্র — পূর্বাশ্রমে মোর পিতা ৷৷ ৩০১ ৷৷ ॥৩০১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *pūrva-āśrame*—em Meu āśrama anterior; *teṅha*—Ele; *mora bhrātā*—Meu irmão; *jagannātha miśra*—Jagannātha Miśra; *pūrva-āśrame*—em Meu āśrama anterior; *mora pitā*—Meu pai.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Em Meu āśrama anterior, Śaṅkarāraṇya era Meu irmão, e Jagannātha Miśra era Meu pai.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/302", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/302/", "verse_text": "ei-mata dui-jane iṣṭa-goṣṭhī kari'\ndvārakā dekhite calilā śrī-raṅga-purī", "devanagari": "> এইমত দুইজনে ইষ্টগোষ্ঠী করি’ ৷\n> দ্বারকা দেখিতে চলিলা শ্রীরঙ্গপুরী ৷৷ ৩০২ ৷৷ ॥৩০২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *dui-jane*—ambos; *iṣṭa-goṣṭhī kari'*—discutindo muitos tópicos; *dvārakā dekhite*—para ver Dvārakā; *calilā*—partiu; *śrī-raṅga-purī*—Śrī Raṅga Purī.", "translation": "**Após concluir suas conversas com Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrī Raṅga Purī partiu para Dvārakā-dhāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/303", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/303/", "verse_text": "dina cāri tathā prabhuke rākhila brāhmaṇa\nbhīmā-nadī snāna kari' karena viṭhṭhala darśana", "devanagari": "> দিন চারি তথা প্রভুকে রাখিল ব্রাহ্মণ ৷\n> ভীমানদী স্নান করি’ করেন বিঠ্ঠল দর্শন ৷৷ ৩০৩ ৷৷ ॥৩০৩॥", "synonyms": "*dina*—dias; *cāri*—quatro; *tathā*—ali; *prabhuke*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *rākhila*—reteve; *brāhmaṇa*—o brāhmaṇa; *bhīmā-nadī*—no rio Bhīmā; *snāna kari'*—banhando-se; *karena*—faz; *viṭhṭhala darśana*—visitar o templo de Viṭhṭhala.", "translation": "**Depois que Śrī Raṅga Purī partiu para Dvārakā, Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu com o brāhmaṇa em Pāṇḍarapura por mais quatro dias. Ele tomou Seu banho no rio Bhīmā e visitou o templo de Viṭhṭhala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/304", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/304/", "verse_text": "tabe mahāprabhu āilā kṛṣṇa-veṇvā-tīre\nnānā tīrtha dekhi' tāhāṅ devatā-mandire", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু আইলা কৃষ্ণবেণ্বা-তীরে ৷\n> নানা তীর্থ দেখি’ তাহাঁ দেবতা-মন্দিরে ৷৷ ৩০৪ ৷৷ ॥৩০৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *kṛṣṇa-veṇvā-tīre*—à margem do rio Kṛṣṇa-veṇvā; *nānā*—vários; *tīrtha*—lugares sagrados; *dekhi'*—vendo; *tāhāṅ*—ali; *devatā-mandire*—nos templos de alguns deuses.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu foi em seguida à margem do rio Kṛṣṇa-veṇvā, onde visitou muitos lugares sagrados e os templos de vários deuses.**", "purport": "Este rio é um braço do rio Kṛṣṇā. Diz-se que Ṭhākura Bilvamaṅgala residia às margens deste rio, que também é chamado de Vīṇā, Veṇī, Sinā e Bhīmā."}
{"ref": "cc/madhya/9/305", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/305/", "verse_text": "brāhmaṇa-samāja saba--vaiṣṇava-carita\nvaiṣṇava sakala paḍe 'kṛṣṇa-karṇāmṛta'", "devanagari": "> ব্রাহ্মণ-সমাজ সব — বৈষ্ণব-চরিত ৷\n> বৈষ্ণব সকল পড়ে ‘কৃষ্ণকর্ণামৃত’ ৷৷ ৩০৫ ৷৷ ॥৩০৫॥", "synonyms": "*brāhmaṇa-samāja*—a comunidade de brāhmaṇas; *saba*—todos; *vaiṣṇava-carita*—devotos puros; *vaiṣṇava sakala*—todos os vaiṣṇavas; *paḍe*—estudam; *kṛṣṇa-karṇāmṛta*—o Kṛṣṇa-karṇāmṛta de Bilvamaṅgala Ṭhākura.", "translation": "**A comunidade de brāhmaṇas dali compunha-se de devotos puros, que regularmente estudavam um livro intitulado Kṛṣṇa-karṇāmṛta, composto por Bilvamaṅgala Ṭhākura.**", "purport": "Este livro foi composto por Bilvamaṅgala Ṭhākura em 112 versos. Há dois ou três outros livros com o mesmo nome, e há também dois comentários sobre o livro de Bilvamaṅgala. Um comentário foi escrito por Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī e o outro por Caitanya dāsa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/9/306", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/306/", "verse_text": "kṛṣṇa-karṇāmṛta śuni' prabhura ānanda haila\nāgraha kariyā puṅthi lekhāñā laila", "devanagari": "> কৃষ্ণকর্ণামৃত শুনি’ প্রভুর আনন্দ হৈল ৷\n> আগ্রহ করিয়া পুঁথি লেখাঞা লৈল ৷৷ ৩০৬ ৷৷ ॥৩০৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-karṇāmṛta śuni'*—após ouvir o Kṛṣṇa-karṇāmṛta; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda haila*—houve grande felicidade; *āgraha kariyā*—com grande ânsia; *puṅthi*—o livro; *lekhāñā*—mandando copiar; *laila*—levou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito de ouvir o livro Kṛṣṇa-karṇāmṛta e, com grande ânsia, mandou copiá-lo e o levou consigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/307", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/307/", "verse_text": "'karṇāmṛta'-sama vastu nāhi tribhuvane\nyāhā haite haya kṛṣṇe śuddha-prema-jñāne", "devanagari": "> ‘কর্ণামৃত’-সম বস্তু নাহি ত্রিভুবনে ৷\n> যাহা হৈতে হয় কৃষ্ণে শুদ্ধপ্রেমজ্ঞানে ৷৷ ৩০৭ ৷৷ ॥৩০৭॥", "synonyms": "*karṇāmṛta*—o Kṛṣṇa-karṇāmṛta; *sama*—como; *vastu nāhi*—não há nada; *tri-bhuvane*—nos três mundos; *yāhā haite*—do qual; *haya*—há; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *śuddha-prema-jñāne*—conhecimento do serviço devocional puro.", "translation": "**Não há nada comparável ao Kṛṣṇa-karṇāmṛta dentro dos três mundos. Estudando este livro, a pessoa se eleva ao conhecimento do serviço devocional puro a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/308", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/308/", "verse_text": "saundarya-mādhurya-kṛṣṇa-līlāra avadhi\nsei jāne, ye 'karṇāmṛta' paḍe niravadhi", "devanagari": "> সৌন্দর্য-মাধুর্য-কৃষ্ণলীলার অবধি ৷\n> সেই জানে, যে ‘কর্ণামৃত’ পড়ে নিরবধি ৷৷ ৩০৮ ৷৷ ॥৩০৮॥", "synonyms": "*saundarya*—beleza; *mādhurya*—doçura; *kṛṣṇa-līlāra*—dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *avadhi*—limite; *sei jāne*—ele conhece; *ye*—aquele que; *karṇāmṛta*—o livro Kṛṣṇa-karṇāmṛta; *paḍe*—estuda; *niravadhi*—constantemente.", "translation": "**Aquele que lê constantemente o Kṛṣṇa-karṇāmṛta pode compreender plenamente a beleza e o doce sabor melodioso dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/309", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/309/", "verse_text": "'brahma-saṁhitā', 'karṇāmṛta' dui puṅthi pāñā\nmahā-ratna-prāya pāi āilā saṅge lañā", "devanagari": "> ‘ব্রহ্মসংহিতা’, ‘কর্ণামৃত’ দুই পুঁথি পাঞা ৷\n> মহারত্নপ্রায় পাই আইলা সঙ্গে লঞা ৷৷ ৩০৯ ৷৷ ॥৩০৯॥", "synonyms": "*brahma-saṁhitā*—o livro Brahma-saṁhitā; *karṇāmṛta*—o livro Kṛṣṇa-karṇāmṛta; *dui*—dois; *puṅthi*—livros; *pāñā*—obtendo; *mahā-ratna-prāya*—como as joias mais valiosas; *pāi*—obtendo; *āilā*—regressou; *saṅge*—consigo; *lañā*—levando.", "translation": "**A Brahma-saṁhitā e o Kṛṣṇa-karṇāmṛta foram dois livros que Śrī Caitanya Mahāprabhu considerou as mais valiosas joias. Portanto, levou-os consigo em Sua viagem de regresso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/310", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/310/", "verse_text": "tāpī snāna kari' āilā māhiṣmatī-pure\nnānā tīrtha dekhi tāhāṅ narmadāra tīre", "devanagari": "> তাপী স্নান করি’ আইলা মাহিষ্মতীপুরে ৷\n> নানা তীর্থ দেখি তাহাঁ নর্মদার তীরে ৷৷ ৩১০ ৷৷ ॥৩১০॥", "synonyms": "*tāpī*—no rio Tāpī; *snāna kari'*—tomando banho; *āilā*—chegou; *māhiṣmatī-pure*—a Māhiṣmatī-pura; *nānā tīrtha*—muitos lugares sagrados; *dekhi*—vendo; *tāhāṅ*—ali; *narmadāra tīre*—à margem do rio Narmadā.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou em seguida às margens do rio Tāpī. Após banhar-se ali, dirigiu-se a Māhiṣmatī-pura. Enquanto esteve lá, viu muitos lugares sagrados às margens do rio Narmadā.**", "purport": "O rio Tāpī é presentemente conhecido como Tāpti. A nascente do rio é uma montanha chamada Multāi, e o rio corre para oeste através do estado de Saurāṣṭra e desemboca no mar Arábico. Māhiṣmatī-pura é mencionada no *Mahābhārata* em relação à vitória de Sahadeva. Sahadeva, o mais jovem irmão dos Pāṇḍavas, conquistou aquela parte do país. Como se afirma no *Mahābhārata*:\n\ntato ratnāny upādāya\npurīṁ māhiṣmatīṁ yayau\ntatra nīlena rājñā sa\ncakre yuddhaṁ nararṣabhaḥ\n\n\"Após adquirir joias, Sahadeva foi à cidade de Māhiṣmatī, onde lutou com um rei chamado Nīla.\""}
{"ref": "cc/madhya/9/311", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/311/", "verse_text": "dhanus-tīrtha dekhi' karilā nirvindhyāte snāne\nṛṣyamūka-giri āilā daṇḍakāraṇye", "devanagari": "> ধনুস্তীর্থ দেখি’ করিলা নির্বিন্ধ্যাতে স্নানে ৷\n> ঋষ্যমূক-গিরি আইলা দণ্ডকারণ্যে ৷৷ ৩১১ ৷৷ ॥৩১১॥", "synonyms": "*dhanuḥ-tīrtha*—Dhanus-tīrtha; *dekhi'*—vendo; *karilā*—fez; *nirvindhyāte*—no rio Nirvindhyā; *snāne*—banho; *ṛṣyamūka-giri*—à montanha Ṛṣyamūka; *āilā*—chegou; *daṇḍaka-araṇye*—à floresta conhecida como Daṇḍakāraṇya.", "translation": "**O Senhor chegou em seguida a Dhanus-tīrtha, onde tomou banho no rio Nirvindhyā. Depois chegou à montanha Ṛṣyamūka e então foi à floresta chamada Daṇḍakāraṇya.**", "purport": "Segundo algumas opiniões, Ṛṣyamūka é uma cadeia de montanhas que começa na aldeia de Hāmpi-grāma, no distrito de Belāri. A cadeia de montanhas começa ao longo da margem do rio Tuṅgabhadrā, que gradualmente alcança o estado de Hyderabad. Segundo outras opiniões, esta colina está situada em Madhya Pradesh e leva o nome atual de Rāmpa. Daṇḍakāraṇya é uma vasta extensão de terra que começa ao norte de Khāndeśa e estende-se ao sul até Ahmadnagar, a oeste até Nāsika e a leste até Aurangabad. O rio Godāvarī corre através dessa extensão de terra, e ali há uma grande floresta onde o Senhor Rāmacandra viveu."}
{"ref": "cc/madhya/9/312", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/312/", "verse_text": "'saptatāla-vṛkṣa' dekhe kānana-bhitara\nati vṛddha, ati sthūla, ati uccatara", "devanagari": "> ‘সপ্ততাল-বৃক্ষ’দেখে কানন-ভিতর ৷\n> অতি বৃদ্ধ, অতি স্থূল, অতি উচ্চতর ৷৷ ৩১২ ৷৷ ॥৩১২॥", "synonyms": "*sapta-tāla-vṛkṣa*—sete palmeiras; *dekhe*—vê; *kānana bhitara*—dentro da floresta; *ati vṛddha*—muito velhas; *ati sthūla*—muito grossas; *ati uccatara*—muito altas.", "translation": "**Dentro daquela floresta, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou então um lugar chamado Saptatāla. As sete palmeiras ali eram muito velhas, muito grossas e muito altas.**", "purport": "O nome Saptatāla é mencionado no Capítulo Kiṣkindhyā do *Rāmāyaṇa* e é descrito nas seções décima primeira e décima segunda desse capítulo."}
{"ref": "cc/madhya/9/313", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/313/", "verse_text": "saptatāla dekhi' prabhu āliṅgana kaila\nsaśarīre saptatāla vaikuṇṭhe calila", "devanagari": "> সপ্ততাল দেখি’ প্রভু আলিঙ্গন কৈল ৷\n> সশরীরে সপ্ততাল বৈকুণ্ঠে চলিল ৷৷ ৩১৩ ৷৷ ॥৩১৩॥", "synonyms": "*sapta-tāla dekhi'*—após ver as sete palmeiras; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āliṅgana kaila*—abraçou; *sa-śarīre*—com seus corpos; *sapta-tāla*—as sete palmeiras; *vaikuṇṭhe calila*—regressaram a Vaikuṇṭhaloka.", "translation": "**Após ver as sete palmeiras, Śrī Caitanya Mahāprabhu as abraçou. Como resultado, todas regressaram a Vaikuṇṭhaloka, o mundo espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/314", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/314/", "verse_text": "śūnya-sthala dekhi' lokera haila camatkāra\nloke kahe, e sannyāsī--rāma-avatāra", "devanagari": "> শূন্যস্থল দেখি’ লোকের হৈল চমৎকার ৷ লোকে কহে, এ সন্ন্যাসী — রাম-অবতার ৷৷ ৩১৪ ৷৷ সশরীরে তাল গেল শ্রীবৈকুণ্ঠ-ধাম ৷ ঐছে শক্তি কার হয়, বিনা এক রাম ৷৷ ৩১৫ ৷৷ ॥৩১৪॥", "synonyms": "*śūnya-sthala*—o lugar vazio; *dekhi'*—vendo; *lokera*—das pessoas em geral; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *loke kahe*—todas as pessoas começaram a dizer; *e sannyāsī*—este sannyāsī; *rāma-avatāra*—encarnação do Senhor Rāmacandra.", "translation": "**Depois que as sete palmeiras partiram para Vaikuṇṭha, todos ficaram assombrados de vê-las desaparecidas. As pessoas então começaram a dizer: \"Este sannyāsī chamado Śrī Caitanya Mahāprabhu deve ser uma encarnação do Senhor Rāmacandra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/315", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/315/", "verse_text": "saśarīre tāla gela śrī-vaikuṇṭha-dhāma\naiche śakti kāra haya, vinā eka rāma", "devanagari": "", "synonyms": "*sa-śarīre*—com o corpo material; *tāla*—as palmeiras; *gela*—foram; *śrī-vaikuṇṭha-dhāma*—ao reino espiritual, conhecido como Vaikuṇṭha; *aiche*—tal; *śakti*—poder; *kāra*—de quem; *haya*—é; *vinā*—exceto; *eka*—um; *rāma*—o Senhor Rāmacandra.", "translation": "**\"Somente o Senhor Rāmacandra tem o poder de enviar sete palmeiras aos espirituais planetas Vaikuṇṭha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/316", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/316/", "verse_text": "prabhu āsi' kaila pampā-sarovare snāna\npañcavaṭī āsi, tāhāṅ karila viśrāma", "devanagari": "> প্রভু আসি’ কৈল পম্পা-সরোবরে স্নান ৷\n> পঞ্চবটী আসি, তাহাঁ করিল বিশ্রাম ৷৷ ৩১৬ ৷৷ ॥৩১৬॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsi'*—chegando; *kaila*—fez; *pampā-sarovare*—no lago conhecido como Pampā; *snāna*—banho; *pañcavaṭī āsi*—então chegando a Pañcavaṭī; *tāhāṅ*—ali; *karila*—tomou; *viśrāma*—descanso.", "translation": "**Por fim, Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a um lago conhecido como Pampā, onde tomou banho. Depois, foi a um lugar chamado Pañcavaṭī, onde descansou.**", "purport": "Segundo alguns, o antigo nome do rio Tuṅgabhadrā era Pambā. Segundo outros, Vijaya-nagara, a capital do estado, era conhecida como Pampātīrtha. Outros, ainda, afirmam que o lago perto de Anāguṇḍi, na direção de Hyderabad, é o Pampā-sarovara. O rio Tuṅgabhadrā também flui por ali. Há muitas opiniões diferentes acerca do lago chamado Pampā-sarovara."}
{"ref": "cc/madhya/9/317", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/317/", "verse_text": "nāsike tryambaka dekhi' gelā brahmagiri\nkuśāvarte āilā yāhāṅ janmilā godāvarī", "devanagari": "> নাসিকে ত্র্যম্বক দেখি’ গেলা ব্রহ্মগিরি ৷\n> কুশাবর্তে আইলা যাহাঁ জন্মিলা গোদাবরী ৷৷ ৩১৭ ৷৷ ॥৩১৭॥", "synonyms": "*nāsike*—no lugar sagrado Nāsika; *tryambaka*—uma deidade do Senhor Śiva; *dekhi'*—após ver; *gelā*—foi; *brahmagiri*—ao lugar conhecido como Brahmagiri; *kuśāvarte āilā*—então veio ao lugar sagrado conhecido como Kuśāvarta; *yāhāṅ*—onde; *janmilā*—nasceu; *godāvarī*—o rio Godāvarī.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou então Nāsika, onde viu a deidade de Tryambaka [o Senhor Śiva]. Depois foi a Brahma-giri e então a Kuśāvarta, a nascente do rio Godāvarī.**", "purport": "Kuśāvarta está localizada no ghāṭa ocidental, em Sahyādri. Fica perto de Nāsika, um lugar sagrado, mas segundo alguns estava situada no vale de Vindhya."}
{"ref": "cc/madhya/9/318", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/318/", "verse_text": "sapta godāvarī āilā kari' tīrtha bahutara\npunarapi āilā prabhu vidyānagara", "devanagari": "> সপ্ত গোদাবরী আইলা করি’ তীর্থ বহুতর ৷\n> পুনরপি আইলা প্রভু বিদ্যানগর ৷৷ ৩১৮ ৷৷ ॥৩১৮॥", "synonyms": "*sapta godāvarī*—ao lugar conhecido como Sapta-godāvarī; *āilā*—veio; *kari' tīrtha bahutara*—visitando vários lugares sagrados; *punarapi*—novamente; *āilā*—regressou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vidyānagara*—ao lugar onde Ele encontrou Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Após visitar muitos outros lugares sagrados, o Senhor foi a Sapta-godāvarī. Por fim, regressou a Vidyānagara.**", "purport": "Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu viajou desde a nascente do rio Godāvarī e por fim visitou a parte norte do estado de Hyderabad. Finalmente chegou ao estado de Kaliṅga."}
{"ref": "cc/madhya/9/319", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/319/", "verse_text": "rāmānanda rāya śuni' prabhura āgamana\nānande āsiyā kaila prabhu-saha milana", "devanagari": "> রামানন্দ রায় শুনি প্রভুর আগমন ৷\n> আনন্দে আসিয়া কৈল প্রভুসহ মিলন ৷৷ ৩১৯ ৷৷ ॥৩১৯॥", "synonyms": "*rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *śuni'*—ao ouvir; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āgamana*—o regresso; *ānande*—em grande felicidade; *āsiyā*—vindo; *kaila*—fez; *prabhu-saha*—com o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *milana*—encontro.", "translation": "**Ao ouvir falar da chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Rāmānanda Rāya ficou muito satisfeito e foi vê-Lo imediatamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/320", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/320/", "verse_text": "daṇḍavat hañā paḍe caraṇe dhariyā\nāliṅgana kaila prabhu tāṅre uṭhāñā", "devanagari": "> দণ্ডবৎ হঞা পড়ে চরণে ধরিয়া ৷\n> আলিঙ্গন কৈল প্রভু তাঁরে উঠাঞা ৷৷ ৩২০ ৷৷ ॥৩২০॥", "synonyms": "*daṇḍavat hañā*—como uma vara; *paḍe*—caiu; *caraṇe*—os pés de lótus; *dhariyā*—segurando; *āliṅgana*—abraço; *kaila*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *uṭhāñā*—levantando.", "translation": "**Quando Rāmānanda Rāya se prostrou, tocando os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor imediatamente o ergueu e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/321", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/321/", "verse_text": "dui jane premāveśe karena krandana\npremānande śithila haila duṅhākāra mana", "devanagari": "> দুই জনে প্রেমাবেশে করেন ক্রন্দন ৷\n> প্রেমানন্দে শিথিল হৈল দুঁহাকার মন ৷৷ ৩২১ ৷৷ ॥৩২১॥", "synonyms": "*dui jane*—ambos; *prema-āveśe*—em amor extático; *karena*—fazem; *krandana*—chorar; *prema-ānande*—em amor extático; *śithila haila*—enfraqueceram; *duṅhākāra*—de ambos; *mana*—as mentes.", "translation": "**Em grande amor extático, ambos começaram a chorar, e assim suas mentes enfraqueceram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/322", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/322/", "verse_text": "kata-kṣaṇe dui janā susthira hañā\nnānā iṣṭa-goṣṭhī kare ekatra vasiyā", "devanagari": "> কতক্ষণে দুই জনা সুস্থির হঞা ৷\n> নানা ইষ্টগোষ্ঠী করে একত্র বসিয়া ৷৷ ৩২২ ৷৷ ॥৩২২॥", "synonyms": "*kata-kṣaṇe*—depois de algum tempo; *dui*—duas; *janā*—pessoas; *su-sthira hañā*—recobrando os sentidos; *nānā*—vários; *iṣṭa-goṣṭhī*—conversas; *kare*—fazem; *ekatra*—juntos; *vasiyā*—sentando-se.", "translation": "**Depois de algum tempo, recobraram os sentidos e sentaram-se juntos para conversar sobre vários assuntos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/323", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/323/", "verse_text": "tīrtha-yātrā-kathā prabhu sakala kahilā\nkarṇāmṛta, brahma-saṁhitā,--dui puṅthi dilā", "devanagari": "> তীর্থ-যাত্রা-কথা প্রভু সকল কহিলা ৷\n> কর্ণামৃত, ব্রহ্মসংহিতা, — দুই পুঁথি দিলা ৷৷ ৩২৩ ৷৷ ॥৩২৩॥", "synonyms": "*tīrtha-yātrā-kathā*—os relatos de Sua peregrinação; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sakala kahilā*—descreveu tudo; *karṇāmṛta*—o livro chamado Kṛṣṇa-karṇāmṛta; *brahma-saṁhitā*—o livro chamado Brahma-saṁhitā; *dui*—duas; *puṅthi*—escrituras; *dilā*—entregou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu fez a Rāmānanda Rāya uma vívida descrição de Suas viagens aos lugares sagrados e contou-lhe como havia adquirido os dois livros chamados Kṛṣṇa-karṇāmṛta e Brahma-saṁhitā. O Senhor entregou os livros a Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/324", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/324/", "verse_text": "prabhu kahe,--tumi yei siddhānta kahile\nei dui puṅthi sei saba sākṣī dile", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তুমি যেই সিদ্ধান্ত কহিলে ৷\n> এই দুই পুঁথি সেই সব সাক্ষী দিলে ৷৷ ৩২৪ ৷৷ ॥৩২৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *tumi*—tu; *yei*—tudo o que; *siddhānta*—conclusão; *kahile*—informaste; *ei dui*—estes dois; *puṅthi*—livros; *sei*—essa; *saba*—tudo; *sākṣī*—evidência; *dile*—deram.", "translation": "**O Senhor disse: \"Tudo o que me disseste sobre o serviço devocional encontra-se respaldado nestes dois livros.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/325", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/325/", "verse_text": "rāyera ānanda haila pustaka pāiyā\nprabhu-saha āsvādila, rākhila likhiyā", "devanagari": "> রায়ের আনন্দ হৈল পুস্তক পাইয়া ৷\n> প্রভু-সহ আস্বাদিল, রাখিল লিখিয়া ৷৷ ৩২৫ ৷৷ ॥৩২৫॥", "synonyms": "*rāyera*—de Rāya Rāmānanda; *ānanda*—felicidade; *haila*—houve; *pustaka pāiyā*—ao receber esses dois livros; *prabhu-saha*—com o Senhor; *āsvādila*—saboreou; *rākhila*—guardou; *likhiyā*—copiando.", "translation": "**Rāmānanda Rāya ficou muito feliz por receber esses livros. Saboreou-lhes o conteúdo junto com o Senhor e fez uma cópia de cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/326", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/326/", "verse_text": "'gosāñi' āilā' grāme haila kolāhala\nprabhuke dekhite loka āila sakala", "devanagari": "> ‘গোসাঞি আইলা’ গ্রামে হইল কোলাহল ৷\n> প্রভুকে দেখিতে লোক আইল সকল ৷৷ ৩২৬ ৷৷ ॥৩২৬॥", "synonyms": "*gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā'*—regressou; *grāme*—na aldeia; *haila*—houve; *kolāhala*—comoção; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *loka*—as pessoas; *āila*—vieram ali; *sakala*—todas.", "translation": "**A notícia da chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu espalhou-se pela aldeia de Vidyānagara, e todos vieram vê-Lo mais uma vez.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/327", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/327/", "verse_text": "loka dehki' rāmānanda gelā nija-ghare\nmadhyāhne uṭhilā prabhu bhikṣā karibāre", "devanagari": "> লোক দেখি’ রামানন্দ গেলা নিজ-ঘরে ৷\n> মধ্যাহ্নে উঠিলা প্রভু ভিক্ষা করিবারে ৷৷ ৩২৭ ৷৷ ॥৩২৭॥", "synonyms": "*loka dekhi'*—vendo as pessoas; *rāmānanda*—Rāya Rāmānanda; *gelā*—partiu; *nija-ghare*—para sua própria casa; *madhyāhne*—ao meio-dia; *uṭhilā prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se; *bhikṣā karibāre*—para almoçar.", "translation": "**Ao ver as pessoas que ali se reuniram, Śrī Rāmānanda Rāya regressou à sua própria casa. Ao meio-dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se para almoçar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/328", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/328/", "verse_text": "rātri-kāle rāya punaḥ kaila āgamana\ndui jane kṛṣṇa-kathāya kaila jāgaraṇa", "devanagari": "> রাত্রিকালে রায় পুনঃ কৈল আগমন ৷\n> দুই জনে কৃষ্ণকথায় কৈল জাগরণ ৷৷ ৩২৮ ৷৷ ॥৩২৮॥", "synonyms": "*rātri-kāle*—à noite; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *punaḥ*—novamente; *kaila*—fez; *āgamana*—vinda; *dui jane*—os dois; *kṛṣṇa-kathāya*—em conversas sobre os temas de Kṛṣṇa; *kaila*—fizeram; *jāgaraṇa*—passar a noite.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya regressou à noite, e ele e o Senhor conversaram sobre temas referentes a Kṛṣṇa. Assim passaram a noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/329", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/329/", "verse_text": "dui jane kṛṣṇa-kathā kahe rātri-dine\nparama-ānande gela pāṅca-sāta dine", "devanagari": "> দুই জনে কৃষ্ণকথা কহে রাত্রি-দিনে ৷\n> পরম-আনন্দে গেল পাঁচ-সাত দিনে ৷৷ ৩২৯ ৷৷ ॥৩২৯॥", "synonyms": "*dui jane*—ambos; *kṛṣṇa-kathā*—os temas de Kṛṣṇa; *kahe*—falam; *rātri-dine*—dia e noite; *parama-ānande*—em grande felicidade; *gela*—passaram; *pāṅca-sāta dine*—de cinco a sete dias.", "translation": "**Rāmānanda Rāya e Śrī Caitanya Mahāprabhu conversaram sobre Kṛṣṇa dia e noite, e assim passaram de cinco a sete dias em grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/330", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/330/", "verse_text": "rāmānanda kahe,--prabhu, tomāra ājñā pāñā\nrājāke likhiluṅ āmi vinaya kariyā", "devanagari": "> রামানন্দ কহে, — প্রভু, তোমার আজ্ঞা পাঞা ৷ রাজাকে লিখিলুঁ আমি বিনয় করিয়া ৷৷ ৩৩০ ৷৷ রাজা মোরে আজ্ঞা দিল নীলাচলে যাইতে ৷ চলিবার উদ্যোগ আমি লাগিয়াছি করিতে ৷৷ ৩৩১ ৷৷ ॥৩৩০॥", "synonyms": "*rāmānanda kahe*—Rāmānanda Rāya disse; *prabhu*—meu querido Senhor; *tomāra ājñā*—Tua permissão; *pāñā*—obtendo; *rājāke likhiluṅ*—escrevi uma carta ao rei; *āmi*—eu; *vinaya kariyā*—com grande humildade.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse: \"Meu querido Senhor, com Tua permissão, já escrevi uma carta ao rei com grande humildade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/331", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/331/", "verse_text": "rājā more ājñā dila nīlācale yāite\ncalibāra udyoga āmi lāgiyāchi karite", "devanagari": "", "synonyms": "*rājā*—o rei; *more*—a mim; *ājñā dila*—deu uma ordem; *nīlācale yāite*—para ir a Jagannātha Purī; *calibāra*—para ir; *udyoga*—preparativos; *āmi*—eu; *lāgiyāchi*—comecei; *karite*—a fazer.", "translation": "**\"O rei já me deu a ordem de regressar a Jagannātha Purī, e estou fazendo os preparativos para isso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/332", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/332/", "verse_text": "prabhu kahe,--ethā mora e-nimitte āgamana\ntomā lañā nīlācale kariba gamana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — এথা মোর এ-নিমিত্তে আগমন ৷\n> তোমা লঞা নীলাচলে করিব গমন ৷৷ ৩৩২ ৷৷ ॥৩৩২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ethā*—aqui; *mora*—Minha; *e-nimitte*—por esta razão; *āgamana*—vinda de regresso; *tomā lañā*—levando-te; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *kariba*—farei; *gamana*—ida.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Foi unicamente com este propósito que regressei. Quero levar-te comigo a Jagannātha Purī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/333", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/333/", "verse_text": "rāya kahe,--prabhu, āge cala nīlācale\nmora saṅge hātī-ghoḍā, sainya-kolāhale", "devanagari": "> রায় কহে, — প্রভু, আগে চল নীলাচলে ৷\n> মোর সঙ্গে হাতী-ঘোড়া, সৈন্য-কোলাহলে ৷৷ ৩৩৩ ৷৷ ॥৩৩৩॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *prabhu*—Senhor; *āge cala*—segue à frente; *nīlācale*—para Jagannātha Purī; *mora saṅge*—comigo; *hātī-ghoḍā*—elefantes e cavalos; *sainya*—soldados; *kolāhale*—com estrondo tumultuoso.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse: \"Meu querido Senhor, é melhor que sigas para Jagannātha Purī sozinho, pois comigo haverá muitos cavalos, elefantes e soldados, todos a rugir tumultuosamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/334", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/334/", "verse_text": "dina-daśe ihā-sabāra kari' samādhāna\ntomāra pāche pāche āmi kariba prayāṇa", "devanagari": "> দিন-দশে ইহা-সবার করি’ সমাধান ৷\n> তোমার পাছে পাছে আমি করিব প্রয়াণ ৷৷ ৩৩৪ ৷৷ ॥৩৩৪॥", "synonyms": "*dina-daśe*—em dez dias; *ihā-sabāra*—de tudo isto; *kari' samādhāna*—fazendo os arranjos; *tomāra*—de Ti; *pāche pāche*—seguindo; *āmi*—eu; *kariba*—farei; *prayāṇa*—a partida.", "translation": "**\"Farei os arranjos em dez dias. Seguindo-Te, irei a Nīlācala sem demora.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/335", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/335/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre āsite ājñā diyā\nnīlācale calilā prabhu ānandita hañā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে আসিতে আজ্ঞা দিয়া ৷\n> নীলাচলে চলিলা প্রভু আনন্দিত হঞা ৷৷ ৩৩৫ ৷৷ ॥৩৩৫॥", "synonyms": "*tabe*—então; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *āsite*—para ir; *ājñā diyā*—dando uma ordem; *nīlācale*—para Jagannātha Purī; *calilā*—partiu; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānandita hañā*—com grande prazer.", "translation": "**Dando ordens a Rāmānanda Rāya para que fosse a Nīlācala, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu para Jagannātha Purī com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/336", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/336/", "verse_text": "yei pathe pūrve prabhu kailā āgamana\nsei pathe calilā dekhi, sarva vaiṣṇava-gaṇa", "devanagari": "> যেই পথে পূর্বে প্রভু কৈলা আগমন ৷\n> সেই পথে চলিলা দেখি, সর্ব বৈষ্ণবগণ ৷৷ ৩৩৬ ৷৷ ॥৩৩৬॥", "synonyms": "*yei pathe*—o caminho pelo qual; *pūrve*—anteriormente; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā āgamana*—veio; *sei pathe*—por esse caminho; *calilā*—partiu; *dekhi*—vendo; *sarva*—todos; *vaiṣṇava-gaṇa*—os vaiṣṇavas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou pelo mesmo caminho que antes tomara para Vidyānagara, e todos os vaiṣṇavas ao longo do percurso voltaram a vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/337", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/337/", "verse_text": "yāhāṅ yāya, loka uṭhe hari-dhvani kari'\ndekhi' ānandita-mana hailā gaurahari", "devanagari": "> যাহাঁ যায়, লোক উঠে হরিধ্বনি করি’ ৷\n> দেখি’ আনন্দিত-মন হৈলা গৌরহরি ৷৷ ৩৩৭ ৷৷ ॥৩৩৭॥", "synonyms": "*yāhāṅ yāya*—onde quer que Ele fosse; *loka uṭhe*—as pessoas se levantavam; *hari-dhvani kari'*—vibrando o santo nome do mantra Hare Kṛṣṇa; *dekhi'*—ao ver; *ānandita*—feliz; *mana*—na mente; *hailā*—ficou; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Onde quer que Śrī Caitanya Mahāprabhu fosse, vibrava-se o santo nome de Śrī Hari. Ao ver isso, o Senhor ficou muito feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/338", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/338/", "verse_text": "ālālanāthe āsi' kṛṣṇadāse pāṭhāila\nnityānanda-ādi nija-gaṇe bolāila", "devanagari": "> আলালনাথে আসি’ কৃষ্ণদাসে পাঠাইল ৷\n> নিত্যানন্দ-আদি নিজগণে বোলাইল ৷৷ ৩৩৮ ৷৷ ॥৩৩৮॥", "synonyms": "*ālālanāthe*—ao lugar conhecido como Ālālanātha; *āsi'*—chegando; *kṛṣṇadāse*—Kṛṣṇadāsa, Seu assistente; *pāṭhāila*—enviou adiante; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *ādi*—e outros; *nija-gaṇe*—associados pessoais; *bolāila*—chamou.", "translation": "**Quando o Senhor chegou a Ālālanātha, Ele enviou adiante Seu assistente Kṛṣṇadāsa para chamar Nityānanda e outros associados pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/339", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/339/", "verse_text": "prabhura āgamana śuni' nityānanda rāya\nuṭhiyā calilā, preme theha nāhi pāya", "devanagari": "> প্রভুর আগমন শুনি’ নিত্যানন্দ রায় ৷\n> উঠিয়া চলিলা, প্রেমে থেহ নাহি পায় ৷৷ ৩৩৯ ৷৷ ॥৩৩৯॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āgamana*—a chegada; *śuni'*—ouvindo; *nityānanda rāya*—o Senhor Nityānanda; *uṭhiyā calilā*—levantou-se e partiu; *preme*—em grande êxtase; *theha*—paciência; *nāhi pāya*—não consegue.", "translation": "**Assim que Nityānanda recebeu a notícia da chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele imediatamente se levantou e partiu para vê-Lo. De fato, Ele estava muito impaciente em Seu grande êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/340", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/340/", "verse_text": "jagadānanda, dāmodara-paṇḍita, mukunda\nnāciyā calilā, dehe nā dhare ānanda", "devanagari": "> জগদানন্দ, দামোদর-পণ্ডিত, মুকুন্দ ৷\n> নাচিয়া চলিলা, দেহে না ধরে আনন্দ ৷৷ ৩৪০ ৷৷ ॥৩৪০॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda; *dāmodara-paṇḍita*—Dāmodara Paṇḍita; *mukunda*—Mukunda; *nāciyā*—dançando; *calilā*—partiram; *dehe*—o corpo; *nā dhare*—não contém; *ānanda*—a felicidade.", "translation": "**Śrī Nityānanda Rāya, Jagadānanda, Dāmodara Paṇḍita e Mukunda, todos ficaram extáticos em sua felicidade e, dançando pelo caminho, foram ao encontro do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/341", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/341/", "verse_text": "gopīnāthācārya calilā ānandita hañā\nprabhure mililā sabe pathe lāg pāñā", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য চলিলা আনন্দিত হঞা ৷\n> প্রভুরে মিলিলা সবে পথে লাগ্ পাঞা ৷৷ ৩৪১ ৷৷ ॥৩৪১॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *calilā*—partiu; *ānandita*—em felicidade; *hañā*—estando; *prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā*—encontraram; *sabe*—todos; *pathe*—pelo caminho; *lāg*—contato; *pāñā*—obtendo.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya também foi muito feliz. Todos eles foram ao encontro do Senhor e, por fim, encontraram-se com Ele pelo caminho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/342", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/342/", "verse_text": "prabhu premāveśe sabāya kaila āliṅgana\npremāveśe sabe kare ānanda-krandana", "devanagari": "> প্রভু প্রেমাবেশে সবায় কৈল আলিঙ্গন ৷\n> প্রেমাবেশে সবে করে আনন্দ-ক্রন্দন ৷৷ ৩৪২ ৷৷ ॥৩৪২॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āveśe*—em amor extático; *sabāya*—a todos eles; *kaila āliṅgana*—abraçou; *prema-āveśe*—em amor extático; *sabe kare*—todos eles faziam; *ānanda-krandana*—chorando de prazer.", "translation": "**O Senhor também estava repleto de amor extático e abraçou a todos eles. Por causa de seu amor, eles começaram a chorar de prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/343", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/343/", "verse_text": "sārvabhauma bhaṭṭācārya ānande calilā\nsamudrera tīre āsi' prabhure mililā", "devanagari": "> সার্বভৌম ভট্টাচার্য আনন্দে চলিলা ৷\n> সমুদ্রের তীরে আসি’ প্রভুরে মিলিলা ৷৷ ৩৪৩ ৷৷ ॥৩৪৩॥", "synonyms": "*sārvabhauma bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ānande*—com prazer; *calilā*—foi; *samudrera tīre*—na praia junto ao oceano; *āsi'*—chegando; *prabhure mililā*—encontrou o Senhor.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya também foi ver o Senhor com grande prazer, e encontrou-se com Ele na praia junto ao mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/344", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/344/", "verse_text": "sārvabhauma mahāprabhura paḍilā caraṇe\nprabhu tāṅre uṭhāñā kaila āliṅgane", "devanagari": "> সার্বভৌম মহাপ্রভুর পড়িলা চরণে ৷\n> প্রভু তাঁরে উঠাঞা কৈল আলিঙ্গনে ৷৷ ৩৪৪ ৷৷ ॥৩৪৪॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍilā*—prostrou-se; *caraṇe*—aos pés; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *uṭhāñā*—levantando-se; *kaila āliṅgane*—abraçou.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya prostrou-se aos pés de lótus do Senhor, e o Senhor o ergueu e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/345", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/345/", "verse_text": "premāveśe sārvabhauma karilā rodane\nsabā-saṅge āilā prabhu īśvara-daraśane", "devanagari": "> প্রেমাবেশে সার্বভৌম করিলা রোদনে ৷\n> সবা-সঙ্গে আইলা প্রভু ঈশ্বর-দরশনে ৷৷ ৩৪৫ ৷৷ ॥৩৪৫॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *karilā rodane*—chorou; *sabā-saṅge*—com todos eles; *āilā*—veio; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *īśvara-daraśane*—para ver o templo de Jagannātha.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya chorou com grande amor extático. Então, o Senhor, acompanhado por todos eles, dirigiu-Se ao templo de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/346", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/346/", "verse_text": "jagannātha-daraśana premāveśe kaila\nkampa-sveda-pulakāśrute śarīra bhāsila", "devanagari": "> জগন্নাথ-দরশন প্রেমাবেশে কৈল ৷\n> কম্প-স্বেদ-পুলকাশ্রুতে শরীর ভাসিল ৷৷ ৩৪৬ ৷৷ ॥৩৪৬॥", "synonyms": "*jagannātha-daraśana*—visitando o Senhor Jagannātha; *prema-āveśe*—em amor extático; *kaila*—realizou; *kampa*—tremor; *sveda*—transpiração; *pulaka*—júbilo; *aśrute*—com lágrimas; *śarīra*—o corpo inteiro; *bhāsila*—foi inundado.", "translation": "**Devido ao amor extático experimentado ao visitar o Senhor Jagannātha, inundações de tremor, transpiração, lágrimas e júbilo varreram o corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/347", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/347/", "verse_text": "bahu nṛtya-gīta kaila premāviṣṭa hañā\npāṇḍā-pāla āila sabe mālā-prasāda lañā", "devanagari": "> বহু নৃত্যগীত কৈল প্রেমাবিষ্ট হঞা ৷\n> পাণ্ডাপাল আইল সবে মালা-প্রসাদ লঞা ৷৷ ৩৪৭ ৷৷ ॥৩৪৭॥", "synonyms": "*bahu*—muito; *nṛtya-gīta*—dançar e cantar; *kaila*—realizou; *prema-āviṣṭa*—em amor extático; *hañā*—estando; *pāṇḍā-pāla*—os sacerdotes e atendentes; *āila*—vieram; *sabe*—todos; *mālā-prasāda*—uma guirlanda e os restos do alimento de Jagannātha; *lañā*—oferecendo.", "translation": "**Em amor extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu dançou e cantou. Nesse momento, todos os atendentes e sacerdotes vieram oferecer-Lhe uma guirlanda e os restos do alimento do Senhor Jagannātha.**", "purport": "Aqueles que são sacerdotes ocupados no serviço do Senhor Jagannātha são chamados pāṇḍās ou paṇḍitas, e são brāhmaṇas. Os atendentes que cuidam dos assuntos externos do templo são chamados pālas. Os sacerdotes e atendentes foram juntos ver Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/9/348", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/348/", "verse_text": "mālā-prasāda pāñā prabhu susthira ha-ilā\njagannāthera sevaka saba ānande mililā", "devanagari": "> মালা-প্রসাদ পাঞা প্রভু সুস্থির হইলা ৷\n> জগন্নাথের সেবক সব আনন্দে মিলিলা ৷৷ ৩৪৮ ৷৷ ॥৩৪৮॥", "synonyms": "*mālā-prasāda*—a guirlanda e o prasāda; *pāñā*—recebendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *su-sthira ha-ilā*—acalmou-se; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *sevaka*—servos; *saba*—todos; *ānande mililā*—encontraram-se com Ele com grande prazer.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu acalmou-se após receber a guirlanda e o prasāda do Senhor Jagannātha. Todos os servos do Senhor Jagannātha encontraram-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/349", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/349/", "verse_text": "kāśī-miśra āsi' prabhura paḍilā caraṇe\nmānya kari' prabhu tāṅre kaila āliṅgane", "devanagari": "> কাশীমিশ্র আসি’ প্রভুর পড়িলা চরণে ৷\n> মান্য করি’ প্রভু তাঁরে কৈল আলিঙ্গনে ৷৷ ৩৪৯ ৷৷ ॥৩৪৯॥", "synonyms": "*kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *āsi'*—chegando; *prabhura*—do Senhor; *paḍilā*—prostrou-se; *caraṇe*—aos pés; *mānya kari'*—com grande respeito; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kaila*—fez; *āliṅgane*—abraçando.", "translation": "**Em seguida, Kāśī Miśra veio e prostrou-se aos pés de lótus do Senhor, e o Senhor o abraçou respeitosamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/350", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/350/", "verse_text": "prabhu lañā sārvabhauma nija-ghare gelā\nmora ghare bhikṣā bali' nimantraṇa kailā", "devanagari": "> প্রভু লঞা সার্বভৌম নিজ-ঘরে গেলা ৷\n> মোর ঘরে ভিক্ষা বলি’ নিমন্ত্রণ কৈলা ৷৷ ৩৫০ ৷৷ ॥৩৫০॥", "synonyms": "*prabhu lañā*—levando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *nija-ghare*—à sua própria casa; *gelā*—foi; *mora*—minha; *ghare*—em casa; *bhikṣā*—almoço; *bali'*—dizendo; *nimantraṇa kailā*—convidou.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya então levou o Senhor consigo para sua casa, dizendo: \"O almoço de hoje será em minha casa.\" Dessa forma ele convidou o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/351", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/351/", "verse_text": "divya mahā-prasāda aneka ānāila\npīṭhā-pānā ādi jagannātha ye khāila", "devanagari": "> দিব্য মহাপ্রসাদ অনেক আনাইল ৷\n> পীঠা-পানা আদি জগন্নাথ যে খাইল ৷৷ ৩৫১ ৷৷ ॥৩৫১॥", "synonyms": "*divya*—muito requintados; *mahā-prasāda*—restos do alimento de Jagannātha; *aneka*—vários; *ānāila*—trouxe; *pīṭhā-pānā ādi*—tais como bolos e leite condensado; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *ye*—que; *khāila*—comeu.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya trouxe vários tipos de restos de alimento que haviam sido deixados pelo Senhor Jagannātha. Ele trouxe toda sorte de bolos e preparações de leite condensado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/352", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/352/", "verse_text": "madhyāhna karilā prabhu nija-gaṇa lañā\nsārvabhauma-ghare bhikṣā karilā āsiyā", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিলা প্রভু নিজগণ লঞা ৷\n> সার্বভৌম-ঘরে ভিক্ষা করিলা আসিয়া ৷৷ ৩৫২ ৷৷ ॥৩৫২॥", "synonyms": "*madhyāhna*—o almoço do meio-dia; *karilā*—realizou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-gaṇa lañā*—acompanhado por associados; *sārvabhauma-ghare*—na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *bhikṣā*—almoço; *karilā*—realizou; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**Acompanhado por todos os Seus associados, Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se à casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e ali fez Seu almoço do meio-dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/353", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/353/", "verse_text": "bhikṣā karāñā tāṅre karāila śayana\nāpane sārvabhauma kare pāda-saṁvāhana", "devanagari": "> ভিক্ষা করাঞা তাঁরে করাইল শয়ন ৷\n> আপনে সার্বভৌম করে পাদসম্বাহন ৷৷ ৩৫৩ ৷৷ ॥৩৫৩॥", "synonyms": "*bhikṣā karāñā*—após oferecer o almoço; *tāṅre*—a Ele; *karāila*—fez; *śayana*—deitar-se para descansar; *āpane*—pessoalmente; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kare*—faz; *pāda-saṁvāhana*—massageando as pernas.", "translation": "**Após oferecer o alimento a Śrī Caitanya Mahāprabhu, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya fê-Lo deitar-se para descansar e, pessoalmente, começou a massagear as pernas do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/354", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/354/", "verse_text": "prabhu tāṅre pāṭhāila bhojana karite\n\nsei rātri tāṅra ghare rahilā tāṅra prīte", "devanagari": "> প্রভু তাঁরে পাঠাইল ভোজন করিতে ৷\n> সেই রাত্রি তাঁর ঘরে রহিলা তাঁর প্রীতে ৷৷ ৩৫৪ ৷৷ ॥৩৫৪॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *pāṭhāila*—enviou; *bhojana karite*—para almoçar; *sei rātri*—naquela noite; *tāṅra ghare*—em sua casa; *rahilā*—permaneceu; *tāṅra prīte*—apenas para satisfazê-lo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então enviou Sārvabhauma Bhaṭṭācārya para almoçar, e o Senhor permaneceu naquela noite em sua casa apenas para agradá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/355", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/355/", "verse_text": "sārvabhauma-saṅge āra lañā nija-gaṇa\n\ntīrtha-yātrā-kathā kahi' kaila jāgaraṇa", "devanagari": "> সার্বভৌম-সঙ্গে আর লঞা নিজগণ ৷\n> তীর্থযাত্রা-কথা কহি’ কৈল জাগরণ ৷৷ ৩৫৫ ৷৷ ॥৩৫৫॥", "synonyms": "*sārvabhauma-saṅge*—com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āra*—e; *lañā nija-gaṇa*—levando Seus próprios associados; *tīrtha-yātrā-kathā*—tópicos da peregrinação; *kahi'*—relatando; *kaila*—fez; *jāgaraṇa*—permanecer acordado durante a noite.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados pessoais permaneceram com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Todos ficaram acordados a noite inteira enquanto o Senhor falava de Sua peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/356", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/356/", "verse_text": "prabhu kahe,--eta tīrtha kailuṅ paryaṭana\n\ntomā-sama vaiṣṇava nā dekhiluṅ eka-jana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — এত তীর্থ কৈলুঁ পর্যটন ৷\n> তোমা-সম বৈষ্ণব না দেখিলুঁ একজন ৷৷ ৩৫৬ ৷৷ ॥৩৫৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *eta tīrtha*—a tantos lugares sagrados; *kailuṅ paryaṭana*—Eu viajei; *tomā-sama*—como você; *vaiṣṇava*—devoto; *nā*—não; *dekhiluṅ*—pude ver; *eka-jana*—uma pessoa.", "translation": "**O Senhor disse a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya: \"Viajei a muitos lugares sagrados, mas em parte alguma pude encontrar um vaiṣṇava tão bom quanto você.\"**", "purport": "No Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka (oitava parte), Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Sārvabhauma, viajei a muitos lugares sagrados, mas em parte alguma posso encontrar um vaiṣṇava tão bom quanto você. Contudo, devo admitir que Rāmānanda Rāya é maravilhoso.\"\n\nSārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Portanto, meu Senhor, eu havia pedido que visses a ele.\"\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Há, sem dúvida, muitos vaiṣṇavas nesses lugares sagrados, e a maioria deles adora o Senhor Nārāyaṇa. Outros, que são chamados Tattvavādīs, também são adoradores de Lakṣmī-Nārāyaṇa, mas não pertencem ao culto vaiṣṇava puro. Há muitos adoradores do Senhor Śiva, e há também muitos ateus. De qualquer modo, meu querido Bhaṭṭācārya, eu aprecio muito Rāmānanda Rāya e suas opiniões.\""}
{"ref": "cc/madhya/9/357", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/357/", "verse_text": "eka rāmānanda rāya bahu sukha dila\n\nbhaṭṭa kahe,--ei lāgi' milite kahila", "devanagari": "> এক রামানন্দ রায় বহু সুখ দিল ৷\n> ভট্ট কহে, — এই লাগি’ মিলিতে কহিল ৷৷ ৩৫৭ ৷৷ ॥৩৫৭॥", "synonyms": "*eka*—um; *rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *bahu sukha*—muito prazer; *dila*—deu; *bhaṭṭa kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *ei lāgi'*—por esta razão; *milite*—de encontrar; *kahila*—eu pedi.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Recebi muito prazer das conversas de Rāmānanda Rāya.\"**", "purport": "O Bhaṭṭācārya respondeu: \"Por esta razão eu havia pedido que O encontrasses.\""}
{"ref": "cc/madhya/9/358", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/358/", "verse_text": "tīrtha-yātrā-kathā ei kailuṅ samāpana\n\nsaṅkṣepe kahiluṅ, vistāra nā yāya varṇana", "devanagari": "> তীর্থযাত্রা-কথা এই কৈলুঁ সমাপন ৷\n> সংক্ষেপে কহিলুঁ, বিস্তার না যায় বর্ণন ৷৷ ৩৫৮ ৷৷ ॥৩৫৮॥", "synonyms": "*tīrtha-yātrā-kathā*—tópicos da peregrinação; *ei*—estes; *kailuṅ samāpana*—conclui; *saṅkṣepe kahiluṅ*—descrevi em resumo; *vistāra*—extensamente; *nā yāya varṇana*—não é possível descrever.", "translation": "**Assim concluí minha narração sobre a peregrinação de Śrī Caitanya Mahāprabhu, descrevendo-a em resumo. Não é possível descrevê-la muito amplamente.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura ressalta que, no septuagésimo quarto verso deste capítulo, afirma-se que Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo de Śiyālī-bhairavī, mas, na verdade, em Śiyālī, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo de Śrī Bhū-varāha. Perto de Śiyālī e Cidambaram, há um templo conhecido como Śrī Muṣṇam. Nesse templo há uma Deidade de Śrī Bhū-varāha. Na jurisdição de Cidambaram, há um distrito conhecido como Arcot do Sul. A cidade de Śiyālī fica nesse distrito. Há ali, nas proximidades, um templo de Śrī Bhū-varāhadeva, não de Bhairavī-devī. Esta é a conclusão de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/9/359", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/359/", "verse_text": "ananta caitanya-līlā kahite nā jāni\n\nlobhe lajjā khāñā tāra kari ṭānāṭāni", "devanagari": "> অনন্ত চৈতন্যলীলা কহিতে না জানি ৷\n> লোভে লজ্জা খাঞা তার করি টানাটানি ৷৷ ৩৫৯ ৷৷ ॥৩৫৯॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *caitanya-līlā*—passatempos do Senhor Caitanya; *kahite*—de descrever; *nā jāni*—eu não sei; *lobhe*—por cobiça; *lajjā khāñā*—tornando-me desavergonhado; *tāra*—deles; *kari*—eu faço; *ṭānāṭāni*—apenas alguma tentativa.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Caitanya são ilimitados. Ninguém pode descrever apropriadamente Suas atividades; ainda assim, faço a tentativa por cobiça. Isto apenas revela minha falta de vergonha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/360", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/360/", "verse_text": "prabhura tīrtha-yātrā-kathā śune yei jana\n\ncaitanya-caraṇe pāya gāḍha prema-dhana", "devanagari": "> প্রভুর তীর্থযাত্রা-কথা শুনে যেই জন ৷\n> চৈতন্যচরণে পায় গাঢ় প্রেমধন ৷৷ ৩৬০ ৷৷ ॥৩৬০॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tīrtha-yātrā*—peregrinação por lugares sagrados; *kathā*—tópicos sobre; *śune*—ouve; *yei*—quem; *jana*—pessoa; *caitanya-caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāya*—obtém; *gāḍha*—profundo; *prema-dhana*—as riquezas do amor extático.", "translation": "**Quem quer que ouça a peregrinação de Śrī Caitanya Mahāprabhu a vários lugares sagrados alcança as riquezas de um amor extático muito profundo.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa: \"Os impersonalistas imaginam algumas formas da Verdade Absoluta por meio da percepção direta de seus sentidos. Os impersonalistas adoram tais formas imaginárias, mas nem o *Śrīmad-Bhāgavatam* nem Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitam que essa adoração voltada à gratificação dos sentidos tenha qualquer significado espiritual.\" Os māyāvādīs imaginam que eles próprios são o Supremo. Eles imaginam que o Supremo não tem forma pessoal e que todas as Suas formas são imaginárias, como o fogo-fátuo ou uma flor no céu. Tanto os māyāvādīs quanto aqueles que imaginam formas de Deus estão desorientados. Segundo eles, a adoração à Deidade ou a qualquer outra forma do Senhor é resultado da ilusão da alma condicionada. No entanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma a conclusão do *Śrīmad-Bhāgavatam* com base em Sua filosofia de *acintya-bhedābheda-tattva.* Essa filosofia sustenta que o Senhor Supremo é, simultaneamente, uno com a Sua criação e diferente dela. Ou seja, há unidade na diversidade. Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu provou a impotência dos trabalhadores fruitivos, dos filósofos empíricos especulativos e dos *yogīs* místicos. A compreensão de tais homens é simples perda de tempo e energia.\n\nPara dar o exemplo, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou pessoalmente templos em vários lugares sagrados. Onde quer que visitasse, Ele imediatamente exibia Seu amor extático pela Suprema Personalidade de Deus. Quando um vaiṣṇava visita o templo de um semideus, sua visão daquele semideus é diferente da visão dos impersonalistas e māyāvādīs. O *Brahma-saṁhitā* apoia isso. A visita de um vaiṣṇava ao templo do Senhor Śiva, por exemplo, é diferente da visita de um não devoto. O não devoto considera a deidade do Senhor Śiva uma forma imaginária, porque, em última análise, ele pensa que a Suprema Verdade Absoluta é vazia. Contudo, o vaiṣṇava vê o Senhor Śiva como sendo simultaneamente uno com o Senhor Supremo e diferente dEle. A esse respeito, dá-se o exemplo do leite e do iogurte. Na verdade, o iogurte nada mais é que leite, mas, ao mesmo tempo, não é leite. Ele é simultaneamente uno com o leite e diferente dele. Esta é a filosofia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor Kṛṣṇa a confirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/4|(Bg. 9.4)]]:\n\n> mayā tatam idaṁ sarvaṁ\n> jagad avyakta-mūrtinā\n> mat-sthāni sarva-bhūtāni\n> na cāhaṁ teṣv avasthitaḥ\n\n\"Por Mim, sob Minha forma imanifesta, todo este universo é penetrado. Todos os seres estão em Mim, mas Eu não estou neles.\"\n\nA Verdade Absoluta, Deus, é tudo, mas isso não significa que tudo seja Deus. Por essa razão, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus seguidores visitaram os templos de todos os semideuses, mas não os viam da mesma maneira que um impersonalista os vê. Todos devem seguir os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e visitar todos os templos. Às vezes, os *sahajiyās* mundanos supõem que as *gopīs* visitavam o templo de Kātyāyanī da mesma forma que as pessoas mundanas visitam o templo de Devī. No entanto, as *gopīs* oravam a Kātyāyanī pedindo-lhe que lhes concedesse Kṛṣṇa como esposo, ao passo que os mundanos visitam o templo de Kātyāyanī para receber algum lucro material. Essa é a diferença entre a visita de um vaiṣṇava e a visita de um não devoto.\n\nPor não compreenderem o processo da sucessão discipular, os supostos lógicos apresentam a teoria de *pañcopāsanā,* na qual a pessoa adora uma de cinco deidades - a saber, Viṣṇu, Śiva, Durgā, o deus do Sol ou Ganeśa. Nessa concepção, os impersonalistas aceitam uma dessas cinco deidades como suprema e rejeitam as outras. Semelhante especulação filosófica, que certamente é idolatria, não é aceita por Śrī Caitanya Mahāprabhu nem pelos vaiṣṇavas. Essa adoração a deidades imaginárias transformou-se recentemente no impersonalismo māyāvāda. Por falta de consciência de Kṛṣṇa, as pessoas caem vítimas da filosofia māyāvāda e, em consequência, às vezes se tornam ateus obstinados. Entretanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu estabeleceu o processo de autorrealização mediante Seu próprio comportamento pessoal. Como se afirma no *Caitanya-caritāmṛta* [[cc/madhya/8/274|(Madhya 8.274)]]:\n\n> sthāvara-jaṅgama dekhe, nā dekhe tāra mūrti\n> sarvatra haya nija iṣṭa-deva-sphūrti\n\n\"O vaiṣṇava jamais vê a forma material de coisa alguma, móvel ou inerte. Ao contrário, onde quer que olhe, ele vê a energia da Suprema Personalidade de Deus e imediatamente se lembra da forma transcendental do Senhor.\""}
{"ref": "cc/madhya/9/361", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/361/", "verse_text": "caitanya-carita śuna śraddhā-bhakti kari'\n\nmātsarya chāḍiyā mukhe bala 'hari' 'hari'", "devanagari": "> চৈতন্যচরিত শুন শ্রদ্ধা-ভক্তি করি’ ৷\n> মাৎসর্য ছাড়িয়া মুখে বল ‘হরি’ ‘হরি’ ৷৷ ৩৬১ ৷৷ ॥৩৬১॥", "synonyms": "*caitanya-carita*—as atividades do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śuna*—ouvi; *śraddhā*—fé; *bhakti*—devoção; *kari'*—aceitando; *mātsarya*—inveja; *chāḍiyā*—abandonando; *mukhe*—pela boca; *bala*—dizei; *hari hari*—o santo nome do Senhor (Hari, Hari).", "translation": "**Por favor, ouvi os passatempos transcendentais do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu com fé e devoção. Abandonando a inveja do Senhor, que todos cantem o santo nome do Senhor, Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/362", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/362/", "verse_text": "ei kali-kāle āra nāhi kona dharma\n\nvaiṣṇava, vaiṣṇava-śāstra, ei kahe marma", "devanagari": "> এই কলিকালে আর নাহি কোন ধর্ম ৷\n> বৈষ্ণব, বৈষ্ণবশাস্ত্র, এই কহে মর্ম ৷৷ ৩৬২ ৷৷ ॥৩৬২॥", "synonyms": "*ei kali-kāle*—nesta Era de Kali; *āra*—outro; *nāhi kona*—não há nenhum; *dharma*—princípio religioso; *vaiṣṇava*—devoto; *vaiṣṇava-śāstra*—literatura devocional; *ei kahe marma*—este é o significado.", "translation": "**Nesta Era de Kali, não há princípios religiosos genuínos além dos estabelecidos pelos devotos vaiṣṇavas e pelas escrituras vaiṣṇavas. Esta é a essência de tudo.**", "purport": "É preciso ter fé firme no processo do serviço devocional e nas escrituras que o sustentam. Se a pessoa ouvir as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu com essa fé, poderá libertar-se de sua posição invejosa. O *Śrīmad-Bhāgavatam* destina-se a tais pessoas livres de inveja (nirmatsarāṇāṁ satām). Nesta era, a pessoa não deve invejar o movimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas deve cantar os santos nomes de Hari e Kṛṣṇa, o mahā-mantra. Esta é a essência da religião eterna, conhecida como sanātana-dharma. Neste verso, a palavra vaiṣṇava refere-se a um devoto puro e alma plenamente autorrealizada, e a palavra vaiṣṇava-śāstra refere-se ao śruti, ou os *Vedas*, que são chamados śabda-pramāṇa, a evidência do som transcendental. Aquele que segue estritamente a literatura Védica e canta o santo nome da Suprema Personalidade de Deus estará realmente situado na transcendental sucessão discipular. Aqueles que desejam alcançar a meta última da vida devem seguir este princípio. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.19.17), afirma-se:\n\nśrutiḥ pratyakṣam aitihyam\nanumānaṁ catuṣṭayam\npramāṇeṣv anavasthānād\nvikalpāt sa virajyate\n\n\"A literatura Védica, a percepção direta, a história e a hipótese são os quatro tipos de provas evidenciais. Todos devem ater-se a estes princípios para a compreensão da Verdade Absoluta.\""}
{"ref": "cc/madhya/9/363", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/363/", "verse_text": "caitanya-candrera līlā--agādha, gambhīra\n\npraveśa karite nāri,--sparśi rahi' tīra", "devanagari": "> চৈতন্যচন্দ্রের লীলা — অগাধ, গম্ভীর ৷\n> প্রবেশ করিতে নারি, — স্পর্শি রহি’ তীর ৷৷ ৩৬৩ ৷৷ ॥৩৬৩॥", "synonyms": "*caitanya-candrera līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *agādha*—insondáveis; *gambhīra*—profundos; *praveśa karite*—de penetrar; *nāri*—sou incapaz; *sparśi*—eu toco; *rahi' tīra*—parado na margem.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são como um oceano insondável. Não me é possível penetrar neles. Simplesmente parado na margem, apenas toco a água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/364", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/364/", "verse_text": "caitanya-carita śraddhāya śune yei jana\n\nyateka vicāre, tata pāya prema-dhana", "devanagari": "> চৈতন্যচরিত শ্রদ্ধায় শুনে যেই জন ৷\n> যতেক বিচারে, তত পায় প্রেমধন ৷৷ ৩৬৪ ৷৷ ॥৩৬৪॥", "synonyms": "*caitanya-carita*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śraddhāya*—com fé; *śune*—ouve; *yei jana*—qual pessoa; *yateka vicāre*—na medida em que os estuda analiticamente; *tata*—nessa medida; *pāya*—obtém; *prema-dhana*—as riquezas do amor extático.", "translation": "**Quanto mais a pessoa ouvir os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu com fé, estudando-os analiticamente, mais alcançará as riquezas extáticas do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/9/365", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/9/365/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ৷\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ৷৷ ৩৬৫ ৷৷ ॥৩৬৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo as pegadas deles.**", "purport": "Como de costume, o autor conclui o capítulo recitando os nomes de Śrī Rūpa e Raghunātha e restabelecendo-se aos pés de lótus deles.\n\nAssim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Nono Capítulo, que descreve as viagens de Śrī Caitanya Mahāprabhu a muitos lugares sagrados no sul da Índia."}
{"ref": "cc/madhya/10/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/1/", "verse_text": "taṁ vande gaura-jaladaṁ\nsvasya yo darśanāmṛtaiḥ\nvicchedāvagraha-mlāna-\nbhakta-śasyāny ajīvayat", "devanagari": "> তং বন্দে গৌরজলদং স্বস্য যো দর্শনামৃতৈঃ ৷\n> বিচ্ছেদাবগ্রহম্লান-ভক্তশস্যান্যজীবয়ৎ ৷৷ ১ ৷৷ ॥১॥", "synonyms": "*tam*—a Ele; *vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *gaura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jala-dam*—nuvem de chuva; *svasya*—de Si mesmo; *yaḥ*—Ele que; *darśana-amṛtaiḥ*—pelo néctar de Sua audiência; *viccheda*—por causa da separação; *avagraha*—escassez de chuva; *mlāna*—taciturnos, ressequidos; *bhakta*—devotos; *śasyāni*—grãos alimentícios; *ajīvayat*—salvou.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é comparado a uma nuvem que verte água sobre os campos de grãos, os quais são como devotos que sofrem devido à falta de chuva. A separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu é como uma seca, mas quando o Senhor retorna, Sua presença é como uma chuva nectárea que cai sobre todos os grãos e os salva de perecerem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ৷\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ৷৷ ২ ৷৷ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya! Todas as glórias a Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/3/", "verse_text": "pūrve yabe mahāprabhu calilā dakṣiṇe\npratāparudra rājā tabe bolāila sārvabhaume", "devanagari": "> পূর্বে যবে মহাপ্রভু চলিলা দক্ষিণে ৷\n> প্রতাপরুদ্র রাজা তবে বোলাইল সার্বভৌমে ৷৷ ৩ ৷৷ ॥৩॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yabe*—quando; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—partiu; *dakṣiṇe*—para Sua excursão pelo Sul da Índia; *pratāparudra*—Pratāparudra; *rājā*—o rei; *tabe*—naquele momento; *bolāila*—mandou chamar; *sārvabhaume*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu para o Sul da Índia, o rei Pratāparudra mandou chamar Sārvabhauma Bhaṭṭācārya a seu palácio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/4/", "verse_text": "vasite āsana dila kari' namaskāre\nmahāprabhura vārtā tabe puchila tāṅhāre", "devanagari": "> বসিতে আসন দিল করি’ নমস্কারে ৷\n> মহাপ্রভুর বার্তা তবে পুছিল তাঁহারে ৷৷ ৪ ৷৷ ॥৪॥", "synonyms": "*vasite*—para sentar-se; *āsana*—assento; *dila*—ofereceu; *kari'*—fazendo; *namaskāre*—reverências; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vārtā*—notícias; *tabe*—naquele momento; *puchila*—indagou; *tāṅhāre*—a ele.", "translation": "**Quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya encontrou-se com o rei, este lhe ofereceu um assento com todos os respeitos e indagou sobre as notícias de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/5/", "verse_text": "śunilāṅa tomāra ghare eka mahāśaya\ngauḍa ha-ite āilā, teṅho mahā-kṛpāmaya", "devanagari": "> শুনিলাঙ তোমার ঘরে এক মহাশয় ৷\n> গৌড় হইতে আইলা, তেঁহো মহা-কৃপাময় ৷৷ ৫ ৷৷ ॥৫॥", "synonyms": "*śunilāṅa*—ouvi; *tomāra*—tua; *ghare*—em casa; *eka*—uma; *mahāśaya*—grande personalidade; *gauḍa ha-ite*—de Bengala; *āilā*—veio; *teṅho*—Ele; *mahā-kṛpā-maya*—muito misericordioso.", "translation": "**O rei disse ao Bhaṭṭācārya: \"Ouvi que uma grande personalidade veio de Bengala e está hospedada em sua casa. Ouvi também que Ela é extremamente misericordiosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/6/", "verse_text": "tomāre bahu kṛpā kailā, kahe sarva-jana\nkṛpā kari' karāha more tāṅhāra darśana", "devanagari": "> তোমারে বহু কৃপা কৈলা, কহে সর্বজন ৷\n> কৃপা করি’ করাহ মোরে তাঁহার দর্শন ৷৷ ৬ ৷৷ ॥৬॥", "synonyms": "*tomāre*—a ti; *bahu kṛpā*—grande misericórdia; *kailā*—mostrou; *kahe*—dizem; *sarva-jana*—todos; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *karāha*—arranja; *more*—para mim; *tāṅhāra*—Sua; *darśana*—entrevista.", "translation": "**\"Também ouvi dizer que essa grande personalidade te mostrou grande favor. De qualquer modo, é isto que ouço de muitas pessoas diferentes. Agora, sendo misericordioso comigo, deverias prestar-me o favor de arranjar uma entrevista.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/7/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,-ye śunilā saba satya haya\ntāṅra darśana tomāra ghaṭana nā haya", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — যে শুনিলা সব সত্য হয় ৷\n> তাঁর দর্শন তোমার ঘটন না হয় ৷৷ ৭ ৷৷ ॥৭॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—o Bhaṭṭācārya respondeu; *ye*—o que; *śunilā*—ouviste; *saba*—tudo; *satya*—verdade; *haya*—é; *tāṅra darśana*—Sua entrevista; *tomāra*—de ti; *ghaṭana*—acontecimento; *nā haya*—não é.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya respondeu: \"Tudo o que ouviste é verdade, mas, no que diz respeito a uma entrevista, é muito difícil arranjá-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/8/", "verse_text": "virakta sannyāsī teṅho rahena nirjane\nsvapneha nā karena teṅho rāja-daraśane", "devanagari": "> বিরক্ত সন্ন্যাসী তেঁহো রহেন নির্জনে ৷\n> স্বপ্নেহ না করেন তেঁহো রাজদরশনে ৷৷ ৮ ৷৷ ॥৮॥", "synonyms": "*virakta*—desapegado; *sannyāsī*—na ordem renunciada; *teṅho*—Ele; *rahena*—mantém-Se; *nirjane*—num lugar solitário; *svapneha*—mesmo em sonhos; *nā*—não; *karena*—faz; *teṅho*—Ele; *rāja-daraśane*—entrevista com um rei.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu está na ordem renunciada e é muito desapegado dos assuntos mundanos. Ele permanece em lugares solitários e, mesmo em sonhos, não concede entrevistas a um rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/9/", "verse_text": "tathāpi prakāre tomā karāitāma daraśana\nsamprati karilā teṅho dakṣiṇa gamana", "devanagari": "> তথাপি প্রকারে তোমা করাইতাম দরশন ৷\n> সম্প্রতি করিলা তেঁহো দক্ষিণ গমন ৷৷ ৯ ৷৷ ॥৯॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *prakāre*—de uma maneira ou outra; *tomā*—tu; *karāitāma*—eu teria arranjado; *daraśana*—entrevista; *samprati*—recentemente; *karilā*—fez; *teṅho*—Ele; *dakṣiṇa*—para a parte sul da Índia; *gamana*—partida.", "translation": "**\"Mesmo assim, eu teria tentado arranjar tua entrevista, mas Ele partiu recentemente para excursionar pelo Sul da Índia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/10/", "verse_text": "rājā kahe,-jagannātha chāḍi' kene gelā\nbhaṭṭa kahe,-mahāntera ei eka līlā", "devanagari": "> রাজা কহে, — জগন্নাথ ছাড়ি’ কেনে গেলা ৷ ভট্ট কহে, — মহান্তের এই এক লীলা ৷৷ ১০ ৷৷ তীর্থ পবিত্র করিতে করে তীর্থ ভ্রমণ ৷ সেই ছলে নিস্তারয়ে সাংসারিক জন ৷৷ ১১ ৷৷ ॥১০॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *jagannātha chāḍi'*—deixando o palácio de Jagannātha; *kene gelā*—por que partiu; *bhaṭṭa kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *mahāntera*—de uma grande pessoa; *ei*—este; *eka*—um; *līlā*—passatempo.", "translation": "**O rei perguntou: \"Por que Ele deixou Jagannātha Purī?\"**", "purport": "O Bhaṭṭācārya respondeu: \"Tais são os passatempos de uma grande personalidade."}
{"ref": "cc/madhya/10/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/11/", "verse_text": "tīrtha pavitra karite kare tīrtha-bhramaṇa\nsei chale nistāraye sāṁsārika jana", "devanagari": "", "synonyms": "*tīrtha*—lugares sagrados; *pavitra karite*—para purificar; *kare*—faz; *tīrtha-bhramaṇa*—excursão por lugares de peregrinação; *sei chale*—sob esse pretexto; *nistāraye*—libera; *sāṁsārika*—condicionadas; *jana*—almas.", "translation": "**\"Os grandes santos vão a lugares sagrados de peregrinação a fim de purificá-los. Por essa razão, Caitanya Mahāprabhu está visitando muitos tīrthas e liberando muitíssimas almas condicionadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/12/", "verse_text": "bhavad-vidhā bhāgavatās\ntīrthī-bhūtāḥ svayaṁ vibho\ntīrthī-kurvanti tīrthāni\nsvāntaḥ-sthena gadā-bhṛtā", "devanagari": "> ভবদ্বিধা ভাগবতাস্তীর্থীভূতাঃ স্বয়ং বিভো ৷\n> তীর্থীকুর্বন্তি তীর্থানি স্বান্তঃস্থেন গদাভৃতা ৷৷ ১২ ৷৷ ॥১২॥", "synonyms": "*bhavat*—tua boa pessoa; *vidhāḥ*—como; *bhāgavatāḥ*—devotos; *tīrthī*—como lugares sagrados de peregrinação; *bhūtāḥ*—existindo; *svayam*—eles mesmos; *vibho*—ó onipotente; *tīrthī-kurvanti*—transformam em lugares sagrados de peregrinação; *tīrthāni*—os lugares sagrados; *sva-antaḥ-sthena*—estando situado em seus corações; *gadā-bhṛtā*—pela Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Santos de teu porte são, eles próprios, lugares de peregrinação. Devido à sua pureza, eles são companheiros constantes do Senhor e, portanto, podem purificar até mesmo os lugares de peregrinação.'**", "purport": "Este verso, falado por Mahārāja Yudhiṣṭhira a Vidura no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.13.10), também é citado no *Ādi-līlā* (1.63)."}
{"ref": "cc/madhya/10/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/13/", "verse_text": "vaiṣṇavera ei haya eka svabhāva niścala\nteṅho jīva nahena, hana svatantra īśvara", "devanagari": "> বৈষ্ণবের এই হয় এক স্বভাব নিশ্চল ৷\n> তেঁহো জীব নহেন, হন স্বতন্ত্র ঈশ্বর ৷৷ ১৩ ৷৷ ॥১৩॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—dos grandes devotos; *ei*—esta; *haya*—é; *eka*—uma; *svabhāva*—natureza; *niścala*—inabalável; *teṅho*—Ele; *jīva*—alma condicionada; *nahena*—não é; *hana*—é; *svatantra*—independente; *īśvara*—controlador.", "translation": "**\"Um vaiṣṇava viaja a lugares de peregrinação para purificá-los e resgatar as almas condicionadas caídas. Este é um dos deveres de um vaiṣṇava. Na verdade, Śrī Caitanya Mahāprabhu não é uma entidade viva, mas a própria Suprema Personalidade de Deus. Por conseguinte, Ele é um controlador plenamente independente; ainda assim, em Sua posição de devoto, Ele realiza as atividades de um devoto.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que, como há muitos residentes permanentes em lugares sagrados que não seguem com precisão as regras e os regulamentos que regem a vida num lugar sagrado, os devotos elevados têm de ir a esses lugares para reclamar tais pessoas. Esse é o serviço de um vaiṣṇava. Um vaiṣṇava fica infeliz ao ver outros enredados na vida material. Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinou essas atividades de um vaiṣṇava, embora Ele seja a Deidade adorável de todos os vaiṣṇavas, a Suprema Personalidade de Deus completa e independente. Ele é *pūrṇaḥ śuddho nitya-muktaḥ* — completo, completamente descontaminado e eternamente liberado. Ele é *sanātana,* pois não tem começo nem fim."}
{"ref": "cc/madhya/10/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/14/", "verse_text": "rājā kahe,-tāṅre tumi yāite kene dile\npāya paḍi' yatna kari' kene nā rākhile", "devanagari": "> রাজা কহে, — তাঁরে তুমি যাইতে কেনে দিলে ৷\n> পায় পড়ি’ যত্ন করি’ কেনে না রাখিলে ৷৷ ১৪ ৷৷ ॥১৪॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *tāṅre*—a Ele; *tumi*—tu; *yāite*—ir; *kene*—por que; *dile*—permitiste; *pāya*—a Seus pés de lótus; *paḍi'*—lançando-te; *yatna kari'*—esforçando-te muito; *kene*—por que; *nā*—não; *rākhile*—O retiveste.", "translation": "**Ao ouvir isto, o rei respondeu: \"Por que permitiste que Ele partisse? Por que não te lançaste a Seus pés de lótus e O retiveste aqui?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/15/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,-teṅho svayaṁ īśvara svatantra\nsākṣāt śrī-kṛṣṇa, teṅho nahe para-tantra", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — তেঁহো স্বয়ং ঈশ্বর স্বতন্ত্র ৷\n> সাক্ষাৎ শ্রীকৃষ্ণ, তেঁহো নহে পরতন্ত্র ৷৷ ১৫ ৷৷ ॥১৫॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—Sārvabhauma respondeu; *teṅho*—Ele; *svayam*—pessoalmente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *svatantra*—independente; *sākṣāt*—diretamente; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *teṅho*—Ele; *nahe*—não é; *para-tantra*—dependente de ninguém.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu é a própria Suprema Personalidade de Deus e é completamente independente. Sendo o próprio Senhor Kṛṣṇa, Ele não depende de ninguém.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/16/", "verse_text": "tathāpi rākhite tāṅre bahu yatna kailuṅ\nīśvarera svatantra icchā, rākhite nāriluṅ", "devanagari": "> তথাপি রাখিতে তাঁরে বহু যত্ন কৈলুঁ ৷\n> ঈশ্বরের স্বতন্ত্র ইচ্ছা, রাখিতে নারিলুঁ ৷৷ ১৬ ৷৷ ॥১৬॥", "synonyms": "*tathāpi*—mesmo assim; *rākhite*—reter; *tāṅre*—a Ele; *bahu*—vários; *yatna*—esforços; *kailuṅ*—fiz; *īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *svatantra*—independente; *icchā*—desejo; *rākhite*—reter; *nāriluṅ*—não fui capaz.", "translation": "**\"Mesmo assim, esforcei-me arduamente por retê-Lo aqui, mas, por ser Ele a Suprema Personalidade de Deus e completamente independente, não obtive êxito.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/17/", "verse_text": "rājā kahe,-bhaṭṭa tumi vijña-śiromaṇi\n\ntumi tāṅre 'kṛṣṇa' kaha, tāte satya māni", "devanagari": "> রাজা কহে, — ভট্ট তুমি বিজ্ঞশিরোমণি ৷\n> তুমি তাঁরে ‘কৃষ্ণ’ কহ, তাতে সত্য মানি ৷৷ ১৭ ৷৷ ॥১৭॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *bhaṭṭa*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tumi*—tu; *vijña-śiromaṇi*—o mais experiente erudito sábio; *tumi*—tu; *tāṅre*—a Ele; *kṛṣṇa kaha*—te referes como Senhor Kṛṣṇa; *tāte*—tua afirmação; *satya māni*—aceito como verdadeira.", "translation": "**O rei disse: \"Bhaṭṭācārya, és a pessoa mais erudita e experiente que conheço. Portanto, quando te referes a Śrī Caitanya Mahāprabhu como o Senhor Kṛṣṇa, aceito isso como a verdade.**", "purport": "Este é o modo de avançar na ciência espiritual. É preciso aceitar as palavras de um ācārya, um mestre espiritual genuíno, para desobstruir a senda do avanço espiritual. Este é o segredo do êxito. Contudo, o guia da pessoa deve ser um mestre espiritual que seja de fato um devoto imaculado, seguindo estritamente as instruções do ācārya anterior, sem desvios. Tudo o que o mestre espiritual diz deve ser aceito pelo discípulo. Somente assim o êxito é certo. Este é o sistema Védico.\n\nSārvabhauma Bhaṭṭācārya era um brāhmaṇa e uma alma realizada, ao passo que Pratāparudra era um kṣatriya. Os reis kṣatriyas costumavam obedecer muito fielmente às ordens dos brāhmaṇas eruditos e das pessoas santas, e dessa maneira governavam seu país. De modo semelhante, os vaiśyas costumavam seguir as ordens do rei, e os śūdras costumavam servir às três castas superiores. Dessa forma, os brāhmaṇas, kṣatriyas, vaiśyas e śūdras costumavam viver de maneira cooperativa, desempenhando seus respectivos deveres. Por conseguinte, a sociedade era pacífica, e as pessoas tinham condições de cumprir os deveres da consciência de Kṛṣṇa. Assim, eram felizes nesta vida e capazes de regressar ao lar, de volta ao Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/10/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/18/", "verse_text": "punarapi ihāṅ tāṅra haile āgamana\n\neka-bāra dekhi' kari saphala nayana", "devanagari": "> পুনরপি ইহাঁ তাঁর হৈলে আগমন ৷\n> একবার দেখি’ করি সফল নয়ন ৷৷ ১৮ ৷৷ ॥১৮॥", "synonyms": "*punarapi*—novamente; *ihāṅ*—aqui; *tāṅra*—Seu; *haile*—quando houver; *āgamana*—a chegada; *eka-bāra*—uma vez; *dekhi'*—vendo; *kari*—torno; *sa-phala*—frutíferos; *nayana*—meus olhos.", "translation": "**\"Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu retornar novamente, desejo vê-Lo ao menos uma vez, a fim de tornar meus olhos perfeitos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/19/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,-teṅho āsibe alpa-kāle\n\nrahite tāṅre eka sthāna cāhiye virale", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — তেঁহো আসিবে অল্পকালে ৷\n> রহিতে তাঁরে এক স্থান চাহিয়ে বিরলে ৷৷ ১৯ ৷৷ ॥১৯॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *teṅho*—Ele; *āsibe*—virá; *alpa-kāle*—muito em breve; *rahite*—para acomodar; *tāṅre*—a Ele; *eka*—um; *sthāna*—lugar; *cāhiye*—desejo; *virale*—isolado.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Sua Santidade, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, retornará muito em breve. Desejo ter um belo lugar preparado para Ele, um lugar solitário e pacífico.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/20/", "verse_text": "ṭhākurera nikaṭa, āra ha-ibe nirjane\n\ne-mata nirṇaya kari' deha' eka sthāne", "devanagari": "> ঠাকুরের নিকট, আর হইবে নির্জনে ৷\n> এমত নির্ণয় করি’ দেহ এক স্থানে ৷৷ ২০ ৷৷ ॥২০॥", "synonyms": "*ṭhākurera nikaṭa*—perto do lugar do Senhor Jagannātha; *āra*—também; *ha-ibe*—deve ser; *nirjane*—isolado; *e-mata*—dessa maneira; *nirṇaya kari'*—considerando cuidadosamente; *deha'*—por favor, dá; *eka sthāne*—um lugar.", "translation": "**\"A residência do Senhor Caitanya deve ser bem isolada e também próxima ao templo de Jagannātha. Por favor, considera esta proposta e dá-me um belo lugar para Ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/21/", "verse_text": "rājā kahe,-aiche kāśī-miśrera bhavana\n\nṭhākurera nikaṭa, haya parama nirjana", "devanagari": "> রাজা কহে, — ঐছে কাশীমিশ্রের ভবন ৷\n> ঠাকুরের নিকট, হয় পরম নির্জন ৷৷ ২১ ৷৷ ॥২১॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei respondeu; *aiche*—exatamente assim; *kāśī-miśrera bhavana*—a casa de Kāśī Miśra; *ṭhākurera nikaṭa*—perto do Senhor Jagannātha; *haya*—é; *parama*—muito; *nirjana*—isolada.", "translation": "**O rei respondeu: \"A casa de Kāśī Miśra é exatamente o que necessitas. Fica perto do templo e é muito isolada, calma e tranquila.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/22/", "verse_text": "eta kahi' rājā rahe utkaṇṭhita hañā\n\nbhaṭṭācārya kāśī-miśre kahila āsiyā", "devanagari": "> এত কহি’ রাজা রহে উৎকণ্ঠিত হঞা ৷\n> ভট্টাচার্য কাশীমিশ্রে কহিল আসিয়া ৷৷ ২২ ৷৷ ॥২২॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isso; *rājā*—o rei; *rahe*—permaneceu; *utkaṇṭhita*—muito ansioso; *hañā*—estando; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kāśī-miśre*—a Kāśī Miśra; *kahila*—disse; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**Após dizer isso, o rei ficou muito ansioso pelo retorno do Senhor. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, então, foi a Kāśī Miśra transmitir o desejo do rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/23/", "verse_text": "kāśī-miśra kahe,-āmi baḍa bhāgyavān\n\nmora gṛhe 'prabhu-pādera' habe avasthāna", "devanagari": "> কাশীমিশ্র কহে, — আমি বড় ভাগ্যবান্ ৷\n> মোর গৃহে ‘প্রভুপাদের’ হবে অবস্থান ৷৷ ২৩ ৷৷ ॥২৩॥", "synonyms": "*kāśī-miśra kahe*—Kāśī Miśra disse; *āmi*—eu; *baḍa*—muito; *bhāgyavān*—afortunado; *mora gṛhe*—em minha casa; *prabhu-pādera*—do Senhor dos prabhus; *habe*—haverá; *avasthāna*—a estada.", "translation": "**Quando Kāśī Miśra ouviu a proposta, ele disse: \"Sou muito afortunado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor de todos os prabhus, hospedar-Se em minha casa.\"**", "purport": "Neste verso, a palavra prabhupāda, referindo-se a Śrī Caitanya Mahāprabhu, é significativa. A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī Prabhupāda comenta: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu é a própria Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, e todos os Seus servos dirigem-se a Ele como Prabhupāda. Isso significa que há muitos prabhus que se abrigam sob Seus pés de lótus.\" O vaiṣṇava puro é tratado como prabhu, e este tratamento é uma etiqueta observada entre os vaiṣṇavas. Quando muitos prabhus permanecem sob o abrigo dos pés de lótus de outro prabhu, dá-se o tratamento de Prabhupāda. Śrī Nityānanda Prabhu e Śrī Advaita Prabhu também são tratados como Prabhupāda. Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrī Advaita Prabhu e Śrī Nityānanda Prabhu são todos viṣṇu-tattva, a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Viṣṇu. Portanto, todas as entidades vivas estão sob Seus pés de lótus. O Senhor Viṣṇu é o Senhor eterno de todos, e o representante do Senhor Viṣṇu é o servo confidencial do Senhor. Tal pessoa atua como mestre espiritual dos vaiṣṇavas neófitos; por conseguinte, o mestre espiritual é tão respeitável quanto Śrī Kṛṣṇa Caitanya ou o próprio Senhor Viṣṇu. Por essa razão, o mestre espiritual é tratado como Oṁ Viṣṇupāda ou Prabhupāda. O ācārya, o mestre espiritual, é geralmente respeitado pelos outros como Śrīpāda, e os vaiṣṇavas iniciados são tratados como Prabhu. Prabhu, Prabhupāda e Viṣṇupāda são descritos em escrituras reveladas como o *Śrīmad-Bhāgavatam*, o *Caitanya-caritāmṛta* e o *Caitanya-bhāgavata*. Nesse sentido, essas escrituras apresentam evidências aceitas pelos devotos imaculados.\n\nOs prākṛta-sahajiyās não são sequer dignos de serem chamados de vaiṣṇavas. Eles pensam que somente os gosvāmīs de casta devem ser chamados de Prabhupāda. Tais sahajiyās ignorantes chamam-se de vaiṣṇava-dāsa-anudāsa, o que significa o servo do servo dos vaiṣṇavas. No entanto, opõem-se a tratar um vaiṣṇava puro como Prabhupāda. Em outras palavras, têm inveja de um mestre espiritual genuíno que é tratado como Prabhupāda, e cometem ofensas ao considerar um mestre espiritual genuíno um ser humano comum ou um membro de determinada casta. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura descreve tais sahajiyās como os mais infelizes. Por causa de suas concepções errôneas, eles caem numa condição infernal."}
{"ref": "cc/madhya/10/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/24/", "verse_text": "ei-mata puruṣottama-vāsī yata jana\n\nprabhuke milite sabāra utkaṇṭhita mana", "devanagari": "> এইমত পুরুষোত্তমবাসী যত জন ৷\n> প্রভুকে মিলিতে সবার উৎকণ্ঠিত মন ৷৷ ২৪ ৷৷ ॥২৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *puruṣottama-vāsī*—os habitantes de Jagannātha Purī; *yata*—todas; *jana*—as pessoas; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milite*—encontrar; *sabāra*—de todos; *utkaṇṭhita*—ansiosa; *mana*—a mente.", "translation": "**Dessa maneira, todos os habitantes de Jagannātha Purī, que também é conhecida como Puruṣottama, ficaram ansiosos por encontrar Śrī Caitanya Mahāprabhu novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/25/", "verse_text": "sarva-lokera utkaṇṭhā yabe atyanta bāḍila\n\nmahāprabhu dakṣiṇa haite tabahi āila", "devanagari": "> সর্বলোকের উৎকণ্ঠা যবে অত্যন্ত বাড়িল ৷\n> মহাপ্রভু দক্ষিণ হৈতে তবহি আইল ৷৷ ২৫ ৷৷ ॥২৫॥", "synonyms": "*sarva-lokera*—de todas as pessoas; *utkaṇṭhā*—as ansiedades; *yabe*—quando; *atyanta*—muitíssimo; *bāḍila*—aumentaram; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dakṣiṇa haite*—do sul da Índia; *tabahi*—naquele exato momento; *āila*—retornou.", "translation": "**Quando todos os moradores de Jagannātha Purī estavam assim ansiosos, o Senhor retornou da Índia do Sul.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/26/", "verse_text": "śuni' ānandita haila sabākāra mana\n\nsabe āsi' sārvabhaume kaila nivedana", "devanagari": "> শুনি’ আনন্দিত হৈল সবাকার মন ৷ সবে আসি’ সার্বভৌমে কৈল নিবেদন ৷৷ ২৬ ৷৷ প্রভুর সহিত আমা-সবার করাহ মিলন ৷ তোমার প্রসাদে পাই প্রভুর চরণ ৷৷ ২৭ ৷৷ ॥২৬॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *ānandita*—felizes; *haila*—ficaram; *sabākāra*—de todos; *mana*—as mentes; *sabe āsi'*—todos vindo; *sārvabhaume*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kaila*—fizeram; *nivedana*—a súplica.", "translation": "**Ao ouvirem do retorno do Senhor, todos ficaram muito felizes, e foram todos a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e falaram-lhe da seguinte forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/27/", "verse_text": "prabhura sahita āmā-sabāra karāha milana\n\ntomāra prasāde pāi prabhura caraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*prabhura sahita*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āmā-sabāra*—de todos nós; *karāha*—providencia; *milana*—o encontro; *tomāra*—tua; *prasāde*—pela misericórdia; *pāi*—obtemos; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus do Senhor.", "translation": "**\"Por favor, providencia nosso encontro com Śrī Caitanya Mahāprabhu. É somente por tua misericórdia que podemos alcançar o abrigo dos pés de lótus do Senhor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/28/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,-kāli kāśī-miśrera ghare\n\nprabhu yāibena, tāhāṅ milāba sabāre", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — কালি কাশীমিশ্রের ঘরে ৷\n> প্রভু যাইবেন, তাহাঁ মিলাব সবারে ৷৷ ২৮ ৷৷ ॥২৮॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—o Bhaṭṭācārya respondeu; *kāli*—amanhã; *kāśī-miśrera ghare*—na casa de Kāśī Miśra; *prabhu*—o Senhor; *yāibena*—irá; *tāhāṅ*—lá; *milāba sabāre*—providenciarei um encontro com todos vós.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya respondeu ao povo: \"Amanhã o Senhor estará na casa de Kāśī Miśra. Providenciarei para que todos vós O encontreis.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/29/", "verse_text": "āra dina mahāprabhu bhaṭṭācāryera saṅge\n\njagannātha daraśana kaila mahā-raṅge", "devanagari": "> আর দিন মহাপ্রভু ভট্টাচার্যের সঙ্গে ৷\n> জগন্নাথ দরশন কৈল মহারঙ্গে ৷৷ ২৯ ৷৷ ॥২৯॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭācāryera saṅge*—com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *jagannātha*—do Senhor Jagannātha; *daraśana*—visitando o templo; *kaila*—fez; *mahā-raṅge*—com grande entusiasmo.", "translation": "**No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou e foi, com grande entusiasmo, junto com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, ver o templo do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/30/", "verse_text": "mahā-prasāda diyā tāhāṅ mililā sevaka-gaṇa\n\nmahāprabhu sabākāre kaila āliṅgana", "devanagari": "> মহাপ্রসাদ দিয়া তাহাঁ মিলিলা সেবকগণ ৷\n> মহাপ্রভু সবাকারে কৈল আলিঙ্গন ৷৷ ৩০ ৷৷ ॥৩০॥", "synonyms": "*mahā-prasāda*—restos do alimento do Senhor Jagannātha; *diyā*—entregando; *tāhāṅ*—lá; *mililā*—encontraram; *sevaka-gaṇa*—os servos do Senhor Jagannātha; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabākāre*—a todos eles; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraçar.", "translation": "**Todos os servos do Senhor Jagannātha entregaram os restos do alimento do Senhor a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Em troca, Caitanya Mahāprabhu abraçou a todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/31/", "verse_text": "darśana kari' mahāprabhu calilā bāhire\n\nbhaṭṭācārya ānila tāṅre kāśī-miśra-ghare", "devanagari": "> দর্শন করি’ মহাপ্রভু চলিলা বাহিরে ৷ ভট্টাচার্য আনিল তাঁরে কাশীমিশ্র-ঘরে ৷৷ ৩১ ৷৷ কাশীমিশ্র আসি’ পড়িল প্রভুর চরণে ৷ গৃহ-সহিত আত্মা তাঁরে কৈল নিবেদনে ৷৷ ৩২ ৷৷ ॥৩১॥", "synonyms": "*darśana kari'*—vendo o Senhor Jagannātha; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—partiu; *bāhire*—para fora; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ānila*—levou; *tāṅre*—a Ele; *kāśī-miśra-ghare*—à casa de Kāśī Miśra.", "translation": "**Após ver o Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu deixou o templo. O Bhaṭṭācārya, então, levou-O à casa de Kāśī Miśra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/32/", "verse_text": "kāśī-miśra āsi' paḍila prabhura caraṇe\n\ngṛha-sahita ātmā tāṅre kaila nivedane", "devanagari": "", "synonyms": "*kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *āsi'*—vindo; *paḍila*—prostrou-se; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—aos pés de lótus; *gṛha-sahita*—com sua casa; *ātmā*—seu próprio ser; *tāṅre*—a Ele; *kaila*—fez; *nivedane*—submeter.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou à sua casa, Kāśī Miśra prostrou-se imediatamente a Seus pés de lótus e entregou a si mesmo e a todas as suas posses.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/33/", "verse_text": "prabhu catur-bhuja-mūrti tāṅre dekhāila\n\nātmasāt kari' tāre āliṅgana kaila", "devanagari": "> প্রভু চতুর্ভুজ-মূর্তি তাঁরে দেখাইল ৷\n> আত্মসাৎ করি’ তারে আলিঙ্গন কৈল ৷৷ ৩৩ ৷৷ ॥৩৩॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *catur-bhuja-mūrti*—a forma de quatro braços; *tāṅre*—a ele; *dekhāila*—mostrou; *ātmasāt kari'*—aceitando; *tāre*—a ele; *āliṅgana kaila*—abraçou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, então, mostrou a Kāśī Miśra Sua forma de quatro braços. Em seguida, aceitando-o para Seu serviço, o Senhor o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/34/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāhāṅ vasilā āsane\ncaudike vasilā nityānandādi bhakta-gaṇe", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাহাঁ বসিলা আসনে ৷\n> চৌদিকে বসিলা নিত্যানন্দাদি ভক্তগণে ৷৷ ৩৪ ৷৷ ॥৩৪॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāṅ*—ali; *vasilā*—sentou-Se; *āsane*—em Seu assento; *cau-dike*—nos quatro lados; *vasilā*—sentaram-se; *nityānanda-ādi*—encabeçados pelo Senhor Nityānanda; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-Se então no lugar preparado para Ele, e todos os devotos, encabeçados pelo Senhor Nityānanda Prabhu, O rodearam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/35/", "verse_text": "sukhī hailā dekhi' prabhu vāsāra saṁsthāna\nyei vāsāya haya prabhura sarva-samādhāna", "devanagari": "> সুখী হৈলা দেখি’ প্রভু বাসার সংস্থান ৷\n> যেই বাসায় হয় প্রভুর সর্ব-সমাধান ৷৷ ৩৫ ৷৷ ॥৩৫॥", "synonyms": "*sukhī hailā*—ficou muito feliz; *dekhi'*—ao ver; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāsāra*—dos aposentos residenciais; *saṁsthāna*—a situação; *yei vāsāya*—no qual lugar; *haya*—há; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sarva-samādhāna*—o atendimento de todas as necessidades.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz ao ver Seus aposentos residenciais, nos quais todas as Suas necessidades estavam atendidas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/36/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,—prabhu, yogya tomāra vāsā\ntumi aṅgīkāra kara,—kāśī-miśrera āśā", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — প্রভু, যোগ্য তোমার বাসা ৷\n> তুমি অঙ্গীকার কর, — কাশীমিশ্রের আশা ৷৷ ৩৬ ৷৷ ॥৩৬॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—disse; *prabhu*—meu querido Senhor; *yogya*—exatamente adequados; *tomāra*—Vossos; *vāsā*—aposentos residenciais; *tumi*—Vós; *aṅgīkāra kara*—aceitai; *kāśī-miśrera āśā*—a esperança de Kāśī Miśra.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Este lugar é exatamente adequado para Ti. Por favor, aceita-o. É a esperança de Kāśī Miśra que assim o faças.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/37/", "verse_text": "prabhu kahe,—ei deha tomā-sabākāra\nyei tumi kaha, sei sammata āmāra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — এই দেহ তোমা-সবাকার ৷\n> যেই তুমি কহ, সেই সম্মত আমার ৷৷ ৩৭ ৷৷ ॥৩৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ei deha*—este corpo; *tomā-sabākāra*—de todos vós; *yei*—tudo o que; *tumi*—vós; *kaha*—dizeis; *sei*—isso; *sammata āmāra*—é aceito por Mim.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu corpo pertence a todos vós. Portanto, concordo com tudo o que dizeis.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/38/", "verse_text": "tabe sārvabhauma prabhura dakṣiṇa-pārśve vasi'\nmilāite lāgilā saba puruṣottama-vāsī", "devanagari": "> তবে সার্বভৌম প্রভুর দক্ষিণ-পার্শ্বে বসি’ ৷\n> মিলাইতে লাগিলা সব পুরুষোত্তমবাসী ৷৷ ৩৮ ৷৷ ॥৩৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dakṣiṇa-pārśve*—ao lado direito; *vasi'*—sentando-se; *milāite*—apresentar; *lāgilā*—começou; *saba*—todos; *puruṣottama-vāsī*—os habitantes de Puruṣottama (Jagannātha Purī).", "translation": "**Depois disso, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, sentado ao lado direito do Senhor, começou a apresentar todos os habitantes de Puruṣottama, Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/39/", "verse_text": "ei saba loka, prabhu, vaise nīlācale\nutkaṇṭhita hañāche sabe tomā milibāre", "devanagari": "> এই সব লোক, প্রভু, বৈসে নীলাচলে ৷ উৎকণ্ঠিত হঞাছে সবে তোমা মিলিবারে ৷৷ ৩৯ ৷৷ তৃষিত চাতক যৈছে করে হাহাকার ৷ তৈছে এই সব, — সবে কর অঙ্গীকার ৷৷ ৪০ ৷৷ ॥৩৯॥", "synonyms": "*ei saba loka*—todas estas pessoas; *prabhu*—meu Senhor; *vaise*—residem; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *utkaṇṭhita hañāche*—ficaram muito ansiosas; *sabe*—todas; *tomā*—a Ti; *milibāre*—para encontrar.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya disse: \"Meu querido Senhor, todas estas pessoas, que são habitantes de Nīlācala, Jagannātha Purī, têm estado muito ansiosas por encontrar-Te.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/40/", "verse_text": "tṛṣita cātaka yaiche kare hāhākāra\ntaiche ei saba,—sabe kara aṅgīkāra", "devanagari": "", "synonyms": "*tṛṣita*—sedento; *cātaka*—o pássaro cātaka; *yaiche*—assim como; *kare*—faz; *hāhā-kāra*—o lamento de desapontamento; *taiche*—de modo semelhante; *ei saba*—todos estes; *sabe*—todos eles; *kara aṅgīkāra*—tem a bondade de aceitar.", "translation": "**\"Em Tua ausência, todas estas pessoas têm estado exatamente como sedentos pássaros cātaka que clamam em desapontamento. Tem a bondade de aceitá-las.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/41/", "verse_text": "jagannātha-sevaka ei, nāma-janārdana\nanavasare kare prabhura śrī-aṅga-sevana", "devanagari": "> জগন্নাথ-সেবক এই, নাম — জনার্দন ৷\n> অনবসরে করে প্রভুর শ্রীঅঙ্গ-সেবন ৷৷ ৪১ ৷৷ ॥৪১॥", "synonyms": "*jagannātha-sevaka*—servidor do Senhor Jagannātha; *ei*—este; *nāma*—chamado; *janārdana*—Janārdana; *anavasare*—durante o período da renovação; *kare*—faz; *prabhura*—do Senhor; *śrī-aṅga*—do corpo transcendental; *sevana*—serviço.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya apresentou primeiro Janārdana, dizendo: \"Aqui está Janārdana, servidor do Senhor Jagannātha. Ele presta serviço ao Senhor quando chega o momento de renovar Seu corpo transcendental.\"**", "purport": "Durante o Anavasara, após a cerimônia da Snāna-yātrā, o Senhor Jagannātha ausenta-se do templo por quinze dias para que possa ser renovado. Isso ocorre anualmente. Janārdana, que aqui está sendo apresentado a Śrī Caitanya Mahāprabhu, prestava esse serviço naquela época. A renovação do Senhor Jagannātha também é conhecida como Nava-yauvana, o que indica que a Deidade de Jagannātha está sendo plenamente restaurada à juventude."}
{"ref": "cc/madhya/10/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/42/", "verse_text": "kṛṣṇadāsa-nāma ei suvarṇa-vetra-dhārī\nśikhi māhāti-nāma ei likhanādhikārī", "devanagari": "> কৃষ্ণদাস-নাম এই সুবর্ণ-বেত্রধারী ৷\n> শিখি মাহাতি-নাম এই লিখনাধিকারী ৷৷ ৪২ ৷৷ ॥৪২॥", "synonyms": "*kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa; *nāma*—chamado; *ei*—este; *suvarṇa*—dourado; *vetra-dhārī*—o portador da bengala; *śikhi māhāti*—Śikhi Māhiti; *nāma*—chamado; *ei*—este; *likhana-adhikārī*—encarregado da escrita.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya continuou: \"Este é Kṛṣṇadāsa, que carrega uma bengala dourada, e aqui está Śikhi Māhiti, que está encarregado da escrita.**", "purport": "A pessoa encarregada da escrita também é chamada deula-karaṇa-pada-prāpta karmacārī. Ela é empregada especialmente para escrever o calendário chamado Mātalā-pāṅji."}
{"ref": "cc/madhya/10/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/43/", "verse_text": "pradyumna-miśra iṅha vaiṣṇava pradhāna\njagannāthera mahā-soyāra iṅha 'dāsa' nāma", "devanagari": "> প্রদ্যুম্নমিশ্র ইঁহ বৈষ্ণব প্রধান ৷\n> জগন্নাথের মহা-সোয়ার ইঁহ ‘দাস’ নাম ৷৷ ৪৩ ৷৷ ॥৪৩॥", "synonyms": "*pradyumna-miśra*—Pradyumna Miśra; *iṅha*—esta pessoa; *vaiṣṇava pradhāna*—o principal de todos os vaiṣṇavas; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *mahā-soyāra*—grande servidor; *iṅha*—este; *dāsa nāma*—designado como Dāsa.", "translation": "**\"Este é Pradyumna Miśra, que é o principal de todos os vaiṣṇavas. Ele é um grande servidor de Jagannātha, e seu nome é Dāsa.**", "purport": "Em Orissa, a maioria dos brāhmaṇas tem o título Dāsa. Geralmente, entende-se que a palavra dāsa se refere àqueles que não são brāhmaṇas, mas, em Orissa, os brāhmaṇas usam o título Dāsa. Isso é confirmado por Culli Bhaṭṭa. Na verdade, todos são dāsa, porque todos são servos da Suprema Personalidade de Deus. Nesse sentido, o brāhmaṇa genuíno tem o primeiro direito à designação dāsa. Por isso, neste caso, a designação dāsa não é incompatível."}
{"ref": "cc/madhya/10/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/44/", "verse_text": "murāri māhāti iṅha—śikhi-māhātira bhāi\ntomāra caraṇa vinu āra gati nāi", "devanagari": "> মুরারি মাহাতি ইঁহ — শিখিমাহাতির ভাই ৷\n> তোমার চরণ বিনু আর গতি নাই ৷৷ ৪৪ ৷৷ ॥৪৪॥", "synonyms": "*murāri māhāti*—Murāri Māhiti; *iṅha*—este; *śikhi-māhātira*—de Śikhi Māhiti; *bhāi*—irmão mais novo; *tomāra*—Teus; *caraṇa*—pés de lótus; *vinu*—sem; *āra*—qualquer outro; *gati*—destino; *nāi*—ele não tem.", "translation": "**\"Este é Murāri Māhiti, o irmão de Śikhi Māhiti. Ele não tem nada além de Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/45/", "verse_text": "candaneśvara, siṁheśvara, murāri brāhmaṇa\nviṣṇudāsa,—iṅha dhyāye tomāra caraṇa", "devanagari": "> চন্দনেশ্বর, সিংহেশ্বর, মুরারি ব্রাহ্মণ ৷\n> বিষ্ণুদাস, — ইঁহ ধ্যায়ে তোমার চরণ ৷৷ ৪৫ ৷৷ ॥৪৫॥", "synonyms": "*candaneśvara*—Candaneśvara; *siṁheśvara*—Siṁheśvara; *murāri brāhmaṇa*—o brāhmaṇa chamado Murāri; *viṣṇudāsa*—Viṣṇudāsa; *iṅha*—todos eles; *dhyāye*—meditam; *tomāra*—Teus; *caraṇa*—nos pés de lótus.", "translation": "**\"Aqui estão Candaneśvara, Siṁheśvara, Murāri Brāhmaṇa e Viṣṇudāsa. Todos eles estão constantemente ocupados em meditar em Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/46/", "verse_text": "prahararāja mahāpātra iṅha mahā-mati\nparamānanda mahāpātra iṅhāra saṁhati", "devanagari": "> প্রহররাজ মহাপাত্র ইঁহ মহামতি ৷\n> পরমানন্দ মহাপাত্র ইঁহার সংহতি ৷৷ ৪৬ ৷৷ ॥৪৬॥", "synonyms": "*prahararāja*—Prahararāja; *mahāpātra*—Mahāpātra; *iṅha*—este; *mahā-mati*—muito inteligente; *paramānanda mahāpātra*—Paramānanda Mahāpātra; *iṅhāra*—dele; *saṁhati*—a combinação.", "translation": "**\"Este é Paramānanda Prahararāja, que também é conhecido como Mahāpātra. Ele é muitíssimo inteligente.**", "purport": "Prahararāja é uma designação dada aos brāhmaṇas que representam o rei quando o trono está vago. Em Orissa, entre o momento da morte de um rei e a entronização de outro, um representante deve sentar-se no trono. Esse representante é chamado Prahararāja. O Prahararāja é geralmente selecionado de uma família de sacerdotes próxima ao rei. Na época de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Prahararāja era Paramānanda Prahararāja."}
{"ref": "cc/madhya/10/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/47/", "verse_text": "e-saba vaiṣṇava—ei kṣetrera bhūṣaṇa\nekānta-bhāve cinte sabe tomāra caraṇa", "devanagari": "> এ-সব বৈষ্ণব — এই ক্ষেত্রের ভূষণ ৷\n> একান্তভাবে চিন্তে সবে তোমার চরণ ৷৷ ৪৭ ৷৷ ॥৪৭॥", "synonyms": "*e-saba vaiṣṇava*—todos estes devotos puros; *ei kṣetrera*—deste lugar sagrado; *bhūṣaṇa*—ornamentos; *ekānta-bhāve*—sem desvio; *cinte*—meditam; *sabe*—todos; *tomāra caraṇa*—em Teus pés de lótus.", "translation": "**\"Todos estes devotos puros servem como ornamentos de Jagannātha Purī. Eles sempre meditam, sem desvio, em Teus pés de lótus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/48/", "verse_text": "tabe sabe bhūme paḍe daṇḍavat hañā\nsabā āliṅgilā prabhu prasāda kariyā", "devanagari": "> তবে সবে ভূমে পড়ে দণ্ডবৎ হঞা ৷\n> সবা আলিঙ্গিলা প্রভু প্রসাদ করিয়া ৷৷ ৪৮ ৷৷ ॥৪৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sabe*—todos eles; *bhūme*—no chão; *paḍe*—caíram; *daṇḍa-vat*—retos como varas; *hañā*—ficando; *sabā*—todos eles; *āliṅgilā*—abraçou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda kariyā*—sendo muito misericordioso.", "translation": "**Após essa apresentação, todos caíram ao chão como varas. Sendo muito misericordioso com todos eles, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/49/", "verse_text": "hena-kāle āilā tathā bhavānanda rāya\ncāri-putra-saṅge paḍe mahāprabhura pāya", "devanagari": "> হেনকালে আইলা তথা ভবানন্দ রায় ৷\n> চারিপুত্র-সঙ্গে পড়ে মহাপ্রভুর পায় ৷৷ ৪৯ ৷৷ ॥৪৯॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *āilā*—veio; *tathā*—ali; *bhavānanda rāya*—Bhavānanda Rāya; *cāri-putra-saṅge*—com seus quatro filhos; *paḍe*—caiu; *mahāprabhura pāya*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Nesse momento, Bhavānanda Rāya apareceu com quatro de seus filhos, e todos eles caíram aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Bhavānanda Rāya tinha cinco filhos, um dos quais era a elevada personalidade conhecida como Rāmānanda Rāya. Bhavānanda Rāya encontrou-se pela primeira vez com Śrī Caitanya Mahāprabhu após o regresso d'Ele do sul da Índia. Naquela época, Rāmānanda Rāya ainda servia em seu cargo governamental; por isso, quando Bhavānanda Rāya foi ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, foi com seus outros quatro filhos. Eles se chamavam Vāṇīnātha, Gopīnātha, Kalānidhi e Sudhānidhi. Uma descrição de Bhavānanda Rāya e de seus cinco filhos é dada no *Ādi-līlā* (10.133-34)."}
{"ref": "cc/madhya/10/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/50/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,-ei rāya bhavānanda\n\niṅhāra prathama putra-rāya rāmānanda", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — এই রায় ভবানন্দ ৷\n> ইঁহার প্রথম পুত্র — রায় রামানন্দ ৷৷ ৫০ ৷৷ ॥৫০॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya continuou a falar; *ei*—esta pessoa; *rāya bhavānanda*—Bhavānanda Rāya; *iṅhāra*—seu; *prathama putra*—primeiro filho; *rāya rāmānanda*—Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya continuou: \"Este é Bhavānanda Rāya, o pai de Śrī Rāmānanda Rāya, que é seu primeiro filho.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/51/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre kaila āliṅgana\n\nstuti kari' kahe rāmānanda-vivaraṇa", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে কৈল আলিঙ্গন ৷\n> স্তুতি করি’ কহে রামানন্দ-বিবরণ ৷৷ ৫১ ৷৷ ॥৫১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço; *stuti kari'*—elogiando muito; *kahe*—disse; *rāmānanda*—de Rāmānanda Rāya; *vivaraṇa*—descrição.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Bhavānanda Rāya e, com grande respeito, falou de seu filho Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/52/", "verse_text": "rāmānanda-hena ratna yāṅhāra tanaya\n\ntāṅhāra mahimā loke kahana nā yāya", "devanagari": "> রামানন্দ-হেন রত্ন যাঁহার তনয় ৷\n> তাঁহার মহিমা লোকে কহন না যায় ৷৷ ৫২ ৷৷ ॥৫২॥", "synonyms": "*rāmānanda-hena*—como Rāmānanda Rāya; *ratna*—joia; *yāṅhāra*—cujo; *tanaya*—filho; *tāṅhāra*—sua; *mahimā*—glorificação; *loke*—dentro deste mundo; *kahana*—descrever; *nā*—não; *yāya*—é possível.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu honrou Bhavānanda Rāya, dizendo: \"As glórias de uma pessoa que tem um filho tão precioso como Rāmānanda Rāya não podem ser descritas dentro deste mundo mortal.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/53/", "verse_text": "sākṣāt pāṇḍu tumi, tomāra patnī kuntī\n\npañca-pāṇḍava tomāra pañca-putra mahā-mati", "devanagari": "> সাক্ষাৎ পাণ্ডু তুমি, তোমার পত্নী কুন্তী ৷\n> পঞ্চপাণ্ডব তোমার পঞ্চপুত্র মহামতি ৷৷ ৫৩ ৷৷ ॥৫৩॥", "synonyms": "*sākṣāt pāṇḍu*—diretamente Mahārāja Pāṇḍu; *tumi*—tu; *tomāra*—tua; *patnī*—esposa; *kuntī*—como Kuntīdevī; *pañca-pāṇḍava*—cinco Pāṇḍavas; *tomāra*—teus; *pañca-putra*—cinco filhos; *mahā-mati*—todos altamente intelectuais.", "translation": "**\"Tu és o próprio Mahārāja Pāṇḍu, e tua esposa é a própria Kuntīdevī. Todos os teus filhos altamente intelectuais são representantes dos cinco Pāṇḍavas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/54/", "verse_text": "rāya kahe,-āmi śūdra, viṣayī, adhama\n\ntabu tumi sparśa,-ei īśvara-lakṣaṇa", "devanagari": "> রায় কহে, — আমি শূদ্র, বিষয়ী, অধম ৷\n> তবু তুমি স্পর্শ, — এই ঈশ্বর-লক্ষণ ৷৷ ৫৪ ৷৷ ॥৫৪॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Bhavānanda Rāya respondeu; *āmi śūdra*—eu pertenço à quarta classe das divisões sociais; *viṣayī*—ocupado em afazeres mundanos; *adhama*—muitíssimo caído; *tabu*—ainda assim; *tumi*—Tu; *sparśa*—tocas; *ei*—este; *īśvara-lakṣaṇa*—sinal da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Após ouvir o elogio de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Bhavānanda Rāya submeteu: \"Pertenço à quarta classe da ordem social e me occupo em assuntos mundanos. Embora eu seja muito caído, o Senhor ainda assim nos tocou. Isso é prova de que Você é a Suprema Personalidade de Deus.\"**", "purport": "Como se afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/5/18|(Bg. 5.18)]]:\n\n> vidyā-vinaya-sampanne\n> brāhmaṇe gavi hastini\n> śuni caiva śva-pāke ca\n> paṇḍitāḥ sama-darśinaḥ\n\n\"Os sábios humildes, em virtude do verdadeiro conhecimento, veem com igual visão um *brāhmaṇa* instruído e gentil, uma vaca, um elefante, um cão e um comedor de cães [pária].\"\n\nAqueles que avançaram muito na compreensão espiritual não se preocupam com a condição material de uma pessoa. Uma pessoa espiritualmente avançada vê a identidade espiritual de cada entidade viva e, por conseguinte, não faz distinção entre um *brāhmaṇa* instruído, um cão, um *caṇḍāla* ou qualquer outro. Não se deixa influenciar pelo corpo material, mas vê a identidade espiritual de uma pessoa. Assim sendo, Bhavānanda Rāya apreciou a declaração de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que mostrava que o Senhor não levou em conta a posição social de Bhavānanda Rāya, o qual pertencia à casta *śūdra* ocupada em atividades mundanas. Pelo contrário, o Senhor considerou a posição espiritual de Bhavānanda Rāya, juntamente com a de Rāmānanda Rāya e seus irmãos. O servo do Senhor também é igualmente inclinado. Ele oferece refúgio a qualquer pessoa — a qualquer entidade viva —, independentemente de pertencer a uma família *brāhmaṇa* ou *caṇḍāla*. O mestre espiritual resgata todas as pessoas e encoraja a todos na vida espiritual. Abrigando-se de tal devoto, alguém pode tornar sua vida bem-sucedida. Como confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.4.18):\n\n> kirāta-hūṇāndhra-pulinda-pulkaśā\n> ābhīra-śumbhā yavanāḥ khasādayaḥ\n> ye 'nye ca pāpā yad-apāśrayāśrayāḥ\n> śudhyanti tasmai prabhaviṣṇave namaḥ\n\n\"Membros das raças Kirāta, Hūṇa, Āndhra, Pulinda, Pulkaśa, Ābhīra, Śumbha, Yavana e Khasa, e mesmo outros entregues a atos pecaminosos, podem ser purificados ao abrigar-se nos devotos do Senhor, por ser Ele o poder supremo. Imploro oferecer minhas respeitosas reverências a Ele.\"\n\nQuem quer que se abrigue na Suprema Personalidade de Deus ou em Seu devoto puro é elevado à ordem espiritual e purificado da contaminação material. Isso também é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/32|(Bg. 9.32)]]:\n\n> māṁ hi pārtha vyapāśritya\n> ye 'pi syuḥ pāpa-yonayaḥ\n> striyo vaiśyās tathā śūdrās\n> te 'pi yānti parāṁ gatim\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que se abrigam em Mim, ainda que sejam de nascimento inferior — mulheres, *vaiśyas* [comerciantes] e também *śūdras* [trabalhadores] — podem alcançar o destino supremo.\""}
{"ref": "cc/madhya/10/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/55/", "verse_text": "nija-gṛha-vitta-bhṛtya-pañca-putra-sane\n\nātmā samarpiluṅ āmi tomāra caraṇe", "devanagari": "> নিজ-গৃহ-বিত্ত-ভৃত্য-পঞ্চপুত্র-সনে ৷\n> আত্মা সমর্পিলুঁ আমি তোমার চরণে ৷৷ ৫৫ ৷৷ ॥৫৫॥", "synonyms": "*nija*—próprios; *gṛha*—casa; *vitta*—riquezas; *bhṛtya*—servos; *pañca-putra*—cinco filhos; *sane*—com; *ātmā*—eu mesmo; *samarpiluṅ*—entrego; *āmi*—eu; *tomāra*—Teus; *caraṇe*—aos pés de lótus.", "translation": "**Apreciando o favor de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Bhavānanda Rāya também disse: \"Juntamente com meu lar, minhas riquezas, meus servos e meus cinco filhos, entrego-me aos Teus pés de lótus.\"**", "purport": "Este é o processo da entrega. Como canta Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura:\n\nmānasa, deha, geha, yo kichu mora\narpiluṅ tuyā pade nanda-kiśora!\n\n(Śaraṇāgati)\n\nQuando alguém se entrega aos pés de lótus do Senhor, fá-lo com tudo o que possui — sua casa, seu corpo, sua mente e tudo o mais que possua. Se houver qualquer obstáculo a esse processo de entrega, a pessoa deve abandoná-lo imediatamente, sem apego. Se a pessoa puder entregar-se juntamente com todos os membros de sua família, não há necessidade de aceitar sannyāsa. Contudo, se o processo de entrega for impedido por pretensos membros da família, a pessoa deve abandoná-los imediatamente, a fim de completar o processo de entrega."}
{"ref": "cc/madhya/10/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/56/", "verse_text": "ei vāṇīnātha rahibe tomara caraṇe\n\nyabe yei ājñā, tāhā karibe sevane", "devanagari": "> এই বাণীনাথ রহিবে তোমার চরণে ৷\n> যবে যেই আজ্ঞা, তাহা করিবে সেবনে ৷৷ ৫৬ ৷৷ ॥৫৬॥", "synonyms": "*ei vāṇīnātha*—este Vāṇīnātha; *rahibe*—permanecerá; *tomāra caraṇe*—aos Teus pés de lótus; *yabe*—quando; *yei*—qualquer; *ājñā*—ordem; *tāhā*—essa; *karibe*—executará; *sevane*—serviço.", "translation": "**\"Este filho Vāṇīnātha permanecerá aos Teus pés de lótus para sempre atender prontamente às Tuas ordens e servir-Te.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/57/", "verse_text": "ātmīya-jñāne more saṅkoca nā karibe\n\nyei yabe icchā, tabe sei ājñā dibe", "devanagari": "> আত্মীয়-জ্ঞানে মোরে সঙ্কোচ না করিবে ৷\n> যেই যবে ইচ্ছা, তবে সেই আজ্ঞা দিবে ৷৷ ৫৭ ৷৷ ॥৫৭॥", "synonyms": "*ātmīya-jñāne*—considerando como um parente; *more*—a mim; *saṅkoca*—hesitação; *nā*—não; *karibe*—tenhas; *yei*—qualquer; *yabe*—sempre que; *icchā*—Teu desejo; *tabe*—então; *sei*—essa; *ājñā*—ordem; *dibe*—dá, por favor.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, por favor, considera-me Teu parente. Não hesites em ordenar o que quer que desejes, a qualquer momento que o desejes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/58/", "verse_text": "prabhu kahe,-ki saṅkoca, tumi naha para\n\njanme janme tumi āmāra savaṁśe kiṅkara", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কি সঙ্কোচ, তুমি নহ পর ৷\n> জন্মে জন্মে তুমি আমার সবংশে কিঙ্কর ৷৷ ৫৮ ৷৷ ॥৫৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *ki saṅkoca*—que hesitação; *tumi*—tu; *naha*—não és; *para*—estranho; *janme janme*—nascimento após nascimento; *tumi*—tu; *āmāra*—Meu; *sa-vaṁśe*—com os membros da família; *kiṅkara*—servo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a oferta de Bhavānanda Rāya, dizendo: \"Aceito sem hesitação, porque tu não és um estranho. Nascimento após nascimento, tu tens sido Meu servo, juntamente com os membros de tua família.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/59/", "verse_text": "dina-pāṅca-sāta bhitare āsibe rāmānanda\n\ntāṅra saṅge pūrṇa habe āmāra ānanda", "devanagari": "> দিন-পাঁচ-সাত ভিতরে আসিবে রামানন্দ ৷\n> তাঁর সঙ্গে পূর্ণ হবে আমার আনন্দ ৷৷ ৫৯ ৷৷ ॥৫৯॥", "synonyms": "*dina-pāṅca-sāta*—cinco ou sete dias; *bhitare*—dentro de; *āsibe*—virá; *rāmānanda*—Rāmānanda; *tāṅra saṅge*—com ele; *pūrṇa habe*—será pleno; *āmāra*—Meu; *ānanda*—prazer.", "translation": "**\"Śrī Rāmānanda Rāya virá dentro de cinco a sete dias. Assim que ele chegar, Meus desejos serão satisfeitos. Sinto grande prazer em sua companhia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/60/", "verse_text": "eta bali' prabhu tāṅre kaila āliṅgana\n\ntāṅra putra saba śire dharila caraṇa", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু তাঁরে কৈল আলিঙ্গন ৷\n> তাঁর পুত্র সব শিরে ধরিল চরণ ৷৷ ৬০ ৷৷ ॥৬০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço; *tāṅra putra*—seus filhos; *saba*—todos; *śire*—sobre a cabeça; *dharila*—colocou; *caraṇa*—Seus pés.", "translation": "**Dizendo isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Bhavānanda Rāya. O Senhor então tocou as cabeças de seus filhos com Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/61/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre ghare pāṭhāila\n\nvāṇīnātha-paṭṭanāyake nikaṭe rākhila", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে ঘরে পাঠাইল ৷\n> বাণীনাথ-পট্টনায়কে নিকটে রাখিল ৷৷ ৬১ ৷৷ ॥৬১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele (Bhavānanda Rāya); *ghare*—para seu lar; *pāṭhāila*—enviou de volta; *vāṇīnātha-paṭṭanāyake*—Vāṇīnātha Paṭṭanāyaka; *nikaṭe*—perto; *rākhila*—manteve.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então enviou Bhavānanda Rāya de volta para seu lar, e manteve apenas Vāṇīnātha Paṭṭanāyaka em Seu serviço pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/62/", "verse_text": "bhaṭṭācārya saba loke vidāya karāila\n\ntabe prabhu kālā-kṛṣṇadāse bolāila", "devanagari": "> ভট্টাচার্য সব লোকে বিদায় করাইল ৷\n> তবে প্রভু কালা-কৃষ্ণদাসে বোলাইল ৷৷ ৬২ ৷৷ ॥৬২॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *saba loke*—todas as pessoas; *vidāya karāila*—pediu que se retirassem; *tabe*—nesse momento; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kālā-kṛṣṇadāse*—Kālā Kṛṣṇadāsa; *bolāila*—chamou.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya então pediu a todas as pessoas que se retirassem. Em seguida, Śrī Caitanya Mahāprabhu chamou Kālā Kṛṣṇadāsa, que O acompanhara durante Sua excursão pelo sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/63/", "verse_text": "prabhu kahe,-bhaṭṭācārya, śunaha iṅhāra carita\n\ndakṣiṇa giyāchila iṅha āmāra sahita", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ভট্টাচার্য, শুনহ ইঁহার চরিত ৷ দক্ষিণ গিয়াছিল ইঁহ আমার সহিত ৷৷ ৬৩ ৷৷ ভট্টথারি-কাছে গেলা আমারে ছাড়িয়া ৷ ভট্টথারি হৈতে ইঁহারে আনিলুঁ উদ্ধারিয়া ৷৷ ৬৪ ৷৷ এবে আমি ইহাঁ আনি’ করিলাঙ বিদায় ৷ যাহাঁ ইচ্ছা, যাহ, আমা-সনে নাহি আর দায় ৷৷ ৬৫ ৷৷ ॥৬৩॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *bhaṭṭācārya*—Meu querido Bhaṭṭācārya; *śunaha*—apenas ouve; *iṅhāra carita*—o caráter dele; *dakṣiṇa giyāchila*—foi ao sul da Índia; *iṅha*—este homem; *āmāra sahita*—comigo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu querido Bhaṭṭācārya, considera apenas o caráter deste homem. Ele foi comigo ao sul da Índia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/64/", "verse_text": "bhaṭṭathāri-kāche gelā āmāre chāḍiyā\nbhaṭṭathāri haite iṅhāre āniluṅ uddhāriyā", "devanagari": "", "synonyms": "*bhaṭṭathāri-kāche*—na associação dos Bhaṭṭathāris; *gelā*—ele foi; *āmāre chāḍiyā*—abandonando Minha companhia; *bhaṭṭathāri haite*—dos Bhaṭṭathāris; *iṅhāre*—a ele; *āniluṅ*—Eu trouxe; *uddhāriyā*—depois de resgatar.", "translation": "**\"Ele abandonou Minha companhia para associar-se aos Bhaṭṭathāris, mas Eu o resgatei da companhia deles e o trouxe para cá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/65/", "verse_text": "ebe āmi ihāṅ āni' karilāṅa vidāya\nyāhāṅ icchā, yāha, āmā-sane nāhi āra dāya", "devanagari": "", "synonyms": "*ebe*—agora; *āmi*—Eu; *ihāṅ*—aqui; *āni'*—trazendo; *karilāṅa vidāya*—pedi que se fosse; *yāhāṅ icchā*—onde quer que ele queira; *yāha*—vai; *āmā-sane*—comigo; *nāhi āra*—não há mais; *dāya*—responsabilidade.", "translation": "**\"Agora que o trouxe para cá, estou pedindo-lhe que parta. Ele pode ir para onde quiser, pois não sou mais responsável por ele.\"**", "purport": "Kālā Kṛṣṇadāsa foi influenciado e seduzido por nômades ou ciganos, que o atraíram com mulheres. A māyā é tão forte que Kālā Kṛṣṇadāsa abandonou a companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu para juntar-se a mulheres ciganas. Embora uma pessoa possa associar-se a Śrī Caitanya Mahāprabhu, ela pode ser seduzida pela māyā e abandonar a companhia do Senhor devido a sua leve independência. Somente quem é dominado pela māyā pode ser tão infeliz a ponto de abandonar a companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; contudo, a menos que se seja muito consciencioso, a influência da māyā pode arrastar a pessoa para longe, ainda que ela seja o assistente pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu. E o que dizer dos demais? Os Bhaṭṭathāris costumavam aumentar seu número usando mulheres para atrair forasteiros. Esta é uma evidência factual que mostra ser possível, a qualquer momento, cair da associação do Senhor. Basta que se abuse de sua pequena independência. Uma vez caída e separada da associação da Suprema Personalidade de Deus, a pessoa torna-se candidata a sofrer no mundo material. Embora rejeitado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, Kālā Kṛṣṇadāsa recebeu outra oportunidade, como relatam os versos seguintes."}
{"ref": "cc/madhya/10/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/66/", "verse_text": "eta śuni' kṛṣṇadāsa kāndite lāgila\nmadhyāhna karite mahāprabhu cali' gela", "devanagari": "> এত শুনি’ কৃষ্ণদাস কান্দিতে লাগিল ৷\n> মধ্যাহ্ন করিতে মহাপ্রভু চলি’ গেল ৷৷ ৬৬ ৷৷ ॥৬৬॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *kṛṣṇadāsa*—Kālā Kṛṣṇadāsa; *kāndite lāgila*—começou a chorar; *madhyāhna*—almoço do meio-dia; *karite*—para realizar; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cali' gela*—partiu.", "translation": "**Ao ouvir o Senhor rejeitá-lo, Kālā Kṛṣṇadāsa começou a chorar. No entanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu, sem se importar com ele, partiu imediatamente para tomar Seu almoço do meio-dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/67/", "verse_text": "nityānanda, jagadānanda, mukunda, dāmodara\ncāri-jane yukti tabe karilā antara", "devanagari": "> নিত্যানন্দ, জগদানন্দ, মুকুন্দ, দামোদর ৷\n> চারিজনে যুক্তি তবে করিলা অন্তর ৷৷ ৬৭ ৷৷ ॥৬৭॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *jagadānanda*—Jagadānanda; *mukunda*—Mukunda; *dāmodara*—Dāmodara; *cāri-jane*—quatro pessoas; *yukti*—plano; *tabe*—então; *karilā*—fizeram; *antara*—dentro da mente.", "translation": "**Depois disso, os demais devotos — encabeçados por Nityānanda Prabhu, Jagadānanda, Mukunda e Dāmodara — começaram a considerar um certo plano.**", "purport": "Mesmo que uma pessoa seja rejeitada pela Suprema Personalidade de Deus, os devotos do Senhor não a rejeitam; portanto, os devotos do Senhor são mais misericordiosos que o próprio Senhor. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura canta assim: chāḍiyā vaiṣṇava-sevā nistāra pāyeche kebā: ninguém pode aliviar-se das garras materiais sem ocupar-se no serviço dos devotos puros. O próprio Senhor pode, às vezes, ser muito severo, mas os devotos são sempre bondosos. Assim, Kālā Kṛṣṇadāsa recebeu a misericórdia dos quatro devotos acima mencionados."}
{"ref": "cc/madhya/10/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/68/", "verse_text": "gauḍa-deśe pāṭhāite cāhi eka-jana\n'āi'ke kahibe yāi, prabhura āgamana", "devanagari": "> গৌড়দেশে পাঠাইতে চাহি একজন ৷ ‘আই’কে কহিবে যাই, প্রভুর আগমন ৷৷ ৬৮ ৷৷ অদ্বৈত-শ্রীবাসাদি যত ভক্তগণ ৷ সবেই আসিবে শুনি’ প্রভুর আগমন ৷৷ ৬৯ ৷৷ এই কৃষ্ণদাসে দিব গৌড়ে পাঠাঞা ৷ এত কহি’ তারে রাখিলেন আশ্বাসিয়া ৷৷ ৭০৷৷ ॥৬৮॥", "synonyms": "*gauḍa-deśe*—a Bengala; *pāṭhāite*—para enviar; *cāhi*—desejamos; *eka-jana*—uma pessoa; *āike*—à mãe Śacīdevī; *kahibe*—informará; *yāi*—indo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āgamana*—chegada.", "translation": "**Os quatro devotos do Senhor consideraram: \"Desejamos que uma pessoa vá a Bengala apenas para informar Śacīmātā da chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/69/", "verse_text": "advaita-śrīvāsādi yata bhakta-gaṇa\nsabei āsibe śuni' prabhura āgamana", "devanagari": "", "synonyms": "*advaita*—Advaita Prabhu; *śrīvāsa-ādi*—e todos os devotos como Śrīvāsa; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *sabei*—todos; *āsibe*—virão; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āgamana*—chegada.", "translation": "**\"Depois de ouvir a notícia da chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu, devotos como Advaita e Śrīvāsa certamente virão vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/70/", "verse_text": "ei kṛṣṇadāse diba gauḍe pāṭhāñā\neta kahi' tāre rākhilena āśvāsiyā", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—este; *kṛṣṇadāse*—Kālā Kṛṣṇadāsa; *diba*—para longe; *gauḍe*—a Bengala; *pāṭhāñā*—enviemos; *eta kahi'*—dizendo isto; *tāre*—a ele; *rākhilena*—mantiveram; *āśvāsiyā*—dando garantia.", "translation": "**\"Enviemos, portanto, Kṛṣṇadāsa a Bengala.\" Dizendo isto, eles mantiveram Kṛṣṇadāsa ocupado no serviço do Senhor e lhe deram segurança.**", "purport": "Por ter sido rejeitado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, Kālā Kṛṣṇadāsa ficou muito triste e começou a chorar. Por isso, os devotos do Senhor compadeceram-se dele, deram-lhe segurança e o encorajaram a continuar ocupado no serviço do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/10/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/71/", "verse_text": "āra dine prabhu-sthāne kaila nivedana\nājñā deha' gauḍa-deśe pāṭhāi eka-jana", "devanagari": "> আর দিনে প্রভুস্থানে কৈল নিবেদন ৷ আজ্ঞা দেহ’ গৌড়-দেশে পাঠাই একজন ৷৷ ৭১ ৷৷ তোমার দক্ষিণ-গমন শুনি’ শচী ‘আই’ ৷ অদ্বৈতাদি ভক্ত সব আছে দুঃখ পাই’ ৷৷ ৭২ ৷৷ একজন যাই’ কহুক্ শুভ সমাচার ৷ প্রভু কহে, — সেই কর, যে ইচ্ছা তোমার ৷৷ ৭৩ ৷৷ ॥৭১॥", "synonyms": "*āra dine*—no dia seguinte; *prabhu-sthāne*—perante o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fizeram; *nivedana*—súplica; *ājñā deha'*—por favor, dai permissão; *gauḍa-deśe*—a Bengala; *pāṭhāi*—possamos enviar; *eka-jana*—uma pessoa.", "translation": "**No dia seguinte, todos os devotos pediram a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Por favor, dai permissão para que uma pessoa vá a Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/72/", "verse_text": "tomāra dakṣina-gamana śuni' śacī 'āi'\nadvaitādi bhakta saba āche duḥkha pāi'", "devanagari": "", "synonyms": "*tomāra*—Vossa; *dakṣiṇa-gamana*—excursão pelo sul da Índia; *śuni'*—ouvindo; *śacī āi*—mãe Śacī; *advaita-ādi*—Śrī Advaita Prabhu e outros; *bhakta*—devotos; *saba*—todos; *āche*—permanecem; *duḥkha pāi'*—em grande infelicidade.", "translation": "**\"Mãe Śacī e todos os devotos encabeçados por Advaita Prabhu estão muito infelizes por não receberem notícias de Vosso retorno de Vossa excursão pelo sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/73/", "verse_text": "eka-jana yāi' kahuk śubha samācāra\nprabhu kahe,-sei kara, ye icchā tomāra", "devanagari": "", "synonyms": "*eka-jana*—uma pessoa; *yāi'*—indo; *kahuk*—pode informar; *śubha samācāra*—esta notícia auspiciosa; *prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *sei kara*—fazei isso; *ye*—o que quer que; *icchā*—desejo; *tomāra*—vosso.", "translation": "**\"Uma pessoa deve ir a Bengala e informá-los da notícia auspiciosa de Vosso retorno a Jagannātha Purī.\"**", "purport": "Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Fazei o que decidirdes.\""}
{"ref": "cc/madhya/10/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/74/", "verse_text": "tabe sei kṛṣṇadāse gauḍe pāṭhāila\nvaiṣṇava-sabāke dite mahā-prasāda dila", "devanagari": "> তবে সেই কৃষ্ণদাসে গৌড়ে পাঠাইল ৷\n> বৈষ্ণব-সবাকে দিতে মহাপ্রসাদ দিল ৷৷ ৭৪ ৷৷ ॥৭৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sei*—aquele; *kṛṣṇadāse*—Kṛṣṇadāsa; *gauḍe*—a Bengala; *pāṭhāila*—enviaram; *vaiṣṇava-sabāke*—a todos os vaiṣṇavas; *dite*—para entregar; *mahā-prasāda*—os restos do alimento de Jagannātha; *dila*—deram.", "translation": "**Dessa maneira, Kālā Kṛṣṇadāsa foi enviado a Bengala, e lhe deram quantidades suficientes dos restos do alimento do Senhor Jagannātha para distribuir lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/75/", "verse_text": "tabe gauḍa-deśe āilā kālā-kṛṣṇadāsa\nnavadvīpe gela teṅha śacī-āi-pāśa", "devanagari": "> তবে গৌড়দেশে আইলা কালা-কৃষ্ণদাস ৷ নবদ্বীপে গেল তেঁহ শচী-আই-পাশ ৷৷ ৭৫ ৷৷ মহাপ্রসাদ দিয়া তাঁরে কৈল নমস্কার ৷ দক্ষিণ হৈতে আইলা প্রভু, — কহে সমাচার ৷৷ ৭৬ ৷৷ ॥৭৫॥", "synonyms": "*tabe*—então; *gauḍa-deśe*—a Bengala; *āilā*—veio; *kālā-kṛṣṇadāsa*—Kālā Kṛṣṇadāsa; *navadvīpe*—a Navadvīpa; *gela*—foi; *teṅha*—ele; *śacī-āi-pāśa*—perante mãe Śacī.", "translation": "**Assim, Kālā Kṛṣṇadāsa foi a Bengala, e primeiro dirigiu-se a Navadvīpa para ver mãe Śacī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/76/", "verse_text": "mahā-prasāda diyā tāṅre kaila namaskāra\ndakṣiṇa haite āilā prabhu,-kahe samācāra", "devanagari": "", "synonyms": "*mahā-prasāda diyā*—entregando o mahā-prasāda; *tāṅre*—a Śacīmātā; *kaila namaskāra*—ofereceu respeitos prostrando-se; *dakṣiṇa haite*—da excursão pelo sul da Índia; *āilā*—retornou; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe samācāra*—ele transmitiu esta notícia.", "translation": "**Ao chegar à presença de mãe Śacī, Kālā Kṛṣṇadāsa primeiramente ofereceu suas reverências e entregou os restos do alimento [mahā-prasāda]. Em seguida, ele a informou da boa notícia de que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia retornado de Sua excursão pelo sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/77/", "verse_text": "śuniyā ānandita haila śacīmātāra mana\nśrīvāsādi āra yata yata bhakta-gaṇa", "devanagari": "> শুনিয়া আনন্দিত হৈল শচীমাতার মন ৷ শ্রীবাসাদি আর যত যত ভক্তগণ ৷৷ ৭৭ ৷৷ শুনিয়া সবার হৈল পরম উল্লাস ৷ অদ্বৈত-আচার্য-গৃহে গেলা কৃষ্ণদাস ৷৷ ৭৮ ৷৷ আচার্যেরে প্রসাদ দিয়া করি’ নমস্কার ৷ সম্যক্ কহিল মহাপ্রভুর সমাচার ৷৷ ৭৯ ৷৷ শুনি’ আচার্য-গোসাঞির আনন্দ হইল ৷ প্রেমাবেশে হুঙ্কার বহু নৃত্য-গীত কৈল ৷৷ ৮০ ৷৷ ॥৭৭॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *ānandita*—muito feliz; *haila*—ficou; *śacī-mātāra*—de mãe Śacī; *mana*—mente; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa; *āra*—e outros; *yata yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos.", "translation": "**Esta boa notícia proporcionou muito prazer a mãe Śacī, bem como a todos os devotos de Navadvīpa, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/78/", "verse_text": "śuniyā sabāra haila parama ullāsa\nadvaita-ācārya-gṛhe gelā kṛṣṇadāsa", "devanagari": "", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *sabāra*—de todos; *haila*—houve; *parama*—suprema; *ullāsa*—felicidade; *advaita-ācārya*—de Advaita Ācārya Prabhu; *gṛhe*—à casa; *gelā*—foi; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa.", "translation": "**Ao ouvirem do retorno do Senhor Caitanya a Purī, todos ficaram muito contentes. Kṛṣṇadāsa dirigiu-se em seguida à casa de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/79/", "verse_text": "ācāryere prasāda diyā kari' namaskāra\nsamyak kahila mahāprabhura samācāra", "devanagari": "", "synonyms": "*ācāryere*—a Śrī Advaita Ācārya; *prasāda*—os restos do alimento de Jagannātha; *diyā*—entregando; *kari'*—fazendo; *namaskāra*—reverências; *samyak*—completamente; *kahila*—informou; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samācāra*—notícia.", "translation": "**Depois de prestar-Lhe respeitosas reverências, Kṛṣṇadāsa ofereceu mahā-prasāda a Advaita Ācārya. Em seguida, Ele O informou da notícia do Senhor Caitanya em completos detalhes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/80/", "verse_text": "śuni' ācārya-gosāñira ānanda ha-ila\npremāveśe huṅkāra bahu nṛtya-gīta kaila", "devanagari": "", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *ācārya*—Advaita Ācārya; *gosāñira*—do mestre espiritual; *ānanda ha-ila*—houve muito júbilo; *prema-āveśe*—em grande êxtase; *huṅkāra*—som retumbante; *bahu*—vários; *nṛtya-gīta*—cantar e dançar; *kaila*—realizou.", "translation": "**Quando Advaita Ācārya Gosvāmī ouviu do retorno de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ele ficou muito satisfeito. Em Seu grande êxtase de amor, Ele emitiu um som retumbante e dançou e cantou por longo tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/81/", "verse_text": "haridāsa ṭhākurera haila parama ānanda\n\nvāsudeva datta, gupta murāri, sena śivānanda", "devanagari": "> হরিদাস ঠাকুরের হৈল পরম আনন্দ ৷ বাসুদেব দত্ত, গুপ্ত মুরারি, সেন শিবানন্দ ৷৷ ৮১ ৷৷ আচার্যরত্ন, আর পণ্ডিত বক্রেশ্বর ৷ আচার্যনিধি, আর পণ্ডিত গদাধর ৷৷ ৮২ ৷৷ শ্রীরাম পণ্ডিত আর পণ্ডিত দামোদর ৷ শ্রীমান্ পণ্ডিত, আর বিজয়, শ্রীধর ৷৷ ৮৩ ৷৷ রাঘবপণ্ডিত, আর আচার্য নন্দন ৷ কতেক কহিব আর যত প্রভুর গণ ৷৷ ৮৪ ৷৷ শুনিয়া সবার হৈল পরম উল্লাস ৷ সবে মেলি’ গেলা শ্রীঅদ্বৈতের পাশ ৷৷ ৮৫ ৷৷ ॥৮১॥", "synonyms": "*haridāsa ṭhākurera*—de Haridāsa Ṭhākura; *haila*—houve; *parama*—suprema; *ānanda*—felicidade extática; *vāsudeva datta*—Vāsudeva Datta; *gupta murāri*—Murāri Gupta; *sena śivānanda*—Śivānanda Sena.", "translation": "**Ao ouvir também essa auspiciosa notícia, Haridāsa Ṭhākura ficou muitíssimo satisfeito. O mesmo aconteceu com Vāsudeva Datta, Murāri Gupta e Śivānanda Sena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/82/", "verse_text": "ācāryaratna, āra paṇḍita vakreśvara\n\nācāryanidhi, āra paṇḍita gadādhara", "devanagari": "", "synonyms": "*ācāryaratna*—Ācāryaratna; *āra*—e; *paṇḍita vakreśvara*—Vakreśvara Paṇḍita; *ācāryanidhi*—Ācāryanidhi; *āra*—também; *paṇḍita gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita.", "translation": "**Ācāryaratna, Vakreśvara Paṇḍita, Ācāryanidhi e Gadādhara Paṇḍita ficaram todos muitíssimo satisfeitos ao ouvir essa notícia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/83/", "verse_text": "śrīrāma paṇḍita āra paṇḍita dāmodara\n\nśrīmān paṇḍita, āra vijaya, śrīdhara", "devanagari": "", "synonyms": "*śrī-rāma paṇḍita*—Śrīrāma Paṇḍita; *āra*—e; *paṇḍita dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *śrīmān paṇḍita*—Śrīmān Paṇḍita; *āra*—e; *vijaya*—Vijaya; *śrīdhara*—Śrīdhara.", "translation": "**Śrīrāma Paṇḍita, Dāmodara Paṇḍita, Śrīmān Paṇḍita, Vijaya e Śrīdhara também ficaram muitíssimo satisfeitos ao ouvi-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/84/", "verse_text": "rāghava-paṇḍita, āra ācārya nandana\n\nkateka kahiba āra yata prabhura gaṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*rāghava-paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *āra*—e; *ācārya nandana*—o filho de Advaita Ācārya; *kateka*—quantos; *kahiba*—poderei descrever; *āra*—outros; *yata*—todos; *prabhura gaṇa*—associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita, o filho de Advaita Ācārya e todos os devotos ficaram muitíssimo satisfeitos. Quantos deles poderei descrever?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/85/", "verse_text": "śuniyā sabāra haila parama ullāsa\n\nsabe meli' gelā śrī-advaitera pāśa", "devanagari": "", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *sabāra*—de todos; *haila*—houve; *parama ullāsa*—grande júbilo; *sabe meli'*—todos juntos; *gelā*—foram; *śrī-advaitera pāśa*—à casa de Śrī Advaita Ācārya.", "translation": "**Todos ficaram muitíssimo satisfeitos, e reuniram-se todos juntos na casa de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/86/", "verse_text": "ācāryera sabe kaila caraṇa vandana\n\nācārya-gosāñi sabāre kaila āliṅgana", "devanagari": "> আচার্যের সবে কৈল চরণ বন্দন ৷\n> আচার্য-গোসাঁই সবারে কৈল আলিঙ্গন ৷৷ ৮৬ ৷৷ ॥৮৬॥", "synonyms": "*ācāryera*—de Advaita Ācārya; *sabe*—todos; *kaila*—fizeram; *caraṇa vandana*—oferecer reverências aos pés de lótus; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *sabāre*—a todos; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraçar.", "translation": "**Todos os devotos ofereceram respeitosas reverências aos pés de lótus de Advaita Ācārya, e em troca Advaita Ācārya abraçou a todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/87/", "verse_text": "dina dui-tina ācārya mahotsava kaila\n\nnīlācala yāite ācārya yukti dṛḍha kaila", "devanagari": "> দিন দুই-তিন আচার্য মহোৎসব কৈল ৷\n> নীলাচল যাইতে আচার্য যুক্তি দৃঢ় কৈল ৷৷ ৮৭ ৷৷ ॥৮৭॥", "synonyms": "*dina dui-tina*—por dois ou três dias; *ācārya*—Advaita Ācārya; *mahotsava*—festival; *kaila*—realizou; *nīlācala*—a Jagannātha Purī; *yāite*—ir; *ācārya*—Advaita Ācārya; *yukti*—consideração; *dṛḍha*—firme; *kaila*—fez.", "translation": "**Advaita Ācārya então realizou um festival que durou dois ou três dias. Depois disso, todos tomaram a firme decisão de ir a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/88/", "verse_text": "sabe meli' navadvīpe ekatra hañā\n\nnīlādri calila śacīmātāra ājñā lañā", "devanagari": "> সবে মেলি’ নবদ্বীপে একত্র হঞা ৷\n> নীলাদ্রি চলিল শচীমাতার আজ্ঞা লঞা ৷৷ ৮৮ ৷৷ ॥৮৮॥", "synonyms": "*sabe*—todos; *meli'*—reunindo-se; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *ekatra hañā*—estando juntos; *nīlādri*—a Jagannātha Purī; *calila*—partiram; *śacī-mātāra*—de mãe Śacī; *ājñā*—permissão; *lañā*—tomando.", "translation": "**Todos os devotos reuniram-se em Navadvīpa e, com a permissão de mãe Śacī, partiram para Nīlādri, Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/89/", "verse_text": "prabhura samācāra śuni' kulīna-grāma-vāsī\n\nsatyarāja-rāmānanda mililā sabe āsi'", "devanagari": "> প্রভুর সমাচার শুনি’ কুলীনগ্রামবাসী ৷\n> সত্যরাজ-রামানন্দ মিলিলা সবে আসি’ ৷৷ ৮৯ ৷৷ ॥৮৯॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samācāra*—notícias; *śuni'*—ouvindo; *kulīna-grāma-vāsī*—os habitantes de Kulīna-grāma; *satyarāja*—Satyarāja; *rāmānanda*—Rāmānanda; *mililā*—uniram-se; *sabe*—todos; *āsi'*—vindo.", "translation": "**Os habitantes de Kulīna-grāma — Satyarāja, Rāmānanda e todos os demais devotos de lá — vieram e juntaram-se a Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/90/", "verse_text": "mukunda, narahari, raghunandana khaṇḍa haite\n\nācāryera ṭhāñi āilā nīlācala yāite", "devanagari": "> মুকুন্দ, নরহরি, রঘুনন্দন খণ্ড হৈতে ৷\n> আচার্যের ঠাঞি আইলা নীলাচল যাইতে ৷৷ ৯০ ৷৷ ॥৯০॥", "synonyms": "*mukunda*—Mukunda; *narahari*—Narahari; *raghunandana*—Raghunandana; *khaṇḍa haite*—do lugar conhecido como Khaṇḍa; *ācāryera ṭhāñi*—a Advaita Ācārya; *āilā*—vieram; *nīlācala yāite*—para ir a Nīlācala (Jagannātha Purī).", "translation": "**Mukunda, Narahari, Raghunandana e todos os demais vieram de Khaṇḍa à casa de Advaita Ācārya para acompanhá-Lo a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/91/", "verse_text": "se-kāle dakṣiṇa haite paramānanda-purī\n\ngaṅgā-tīre-tīre āilā nadīyā nagarī", "devanagari": "> সেকালে দক্ষিণ হৈতে পরমানন্দপুরী ৷\n> গঙ্গাতীরে-তীরে আইলা নদীয়া নগরী ৷৷ ৯১ ৷৷ ॥৯১॥", "synonyms": "*se-kāle*—naquela ocasião; *dakṣiṇa haite*—do Sul; *paramānanda-purī*—Paramānanda Purī; *gaṅgā-tīre-tīre*—ao longo da margem do Ganges; *āilā*—veio; *nadīyā nagarī*—à cidade de Nadia.", "translation": "**Naquela ocasião, Paramānanda Purī veio do sul da Índia. Viajando ao longo das margens do Ganges, finalmente chegou à cidade de Nadia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/92/", "verse_text": "āira mandire sukhe karilā viśrāma\n\nāi tāṅre bhikṣā dilā kariyā sammāna", "devanagari": "> আইর মন্দিরে সুখে করিলা বিশ্রাম ৷\n> আই তাঁরে ভিক্ষা দিলা করিয়া সম্মান ৷৷ ৯২ ৷৷ ॥৯২॥", "synonyms": "*āira mandire*—na casa de Śacīmātā; *sukhe*—com felicidade; *karilā*—tomou; *viśrāma*—alojamento; *āi*—mãe Śacī; *tāṅre*—a ele; *bhikṣā dilā*—deu hospedagem; *kariyā sammāna*—com grande respeito.", "translation": "**Em Navadvīpa, Paramānanda Purī tomou hospedagem e alojamento na casa de Śacīmātā. Ela proveu-o de tudo com grande respeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/93/", "verse_text": "prabhura āgamana teṅha tāhāṅi śunila\n\nśīghra nīlācala yāite tāṅra icchā haila", "devanagari": "> প্রভুর আগমন তেঁহ তাহাঁঞি শুনিল ৷\n> শীঘ্র নীলাচল যাইতে তাঁর ইচ্ছা হৈল ৷৷ ৯৩ ৷৷ ॥৯৩॥", "synonyms": "*prabhura āgamana*—o retorno de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *teṅha*—ele; *tāhāṅi*—ali; *śunila*—ouviu; *śīghra*—muito em breve; *nīlācala*—a Jagannātha Purī; *yāite*—ir; *tāṅra*—seu; *icchā*—desejo; *haila*—tornou-se.", "translation": "**Enquanto residia na casa de Śacīmātā, Paramānanda Purī ouviu a notícia do retorno de Śrī Caitanya Mahāprabhu a Jagannātha Purī. Decidiu, portanto, ir para lá o mais cedo possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/94/", "verse_text": "prabhura eka bhakta-'dvija kamalākānta' nāma\n\ntāṅre lañā nīlācale karilā prayāṇa", "devanagari": "> প্রভুর এক ভক্ত — ‘দ্বিজ কমলাকান্ত’ নাম ৷\n> তাঁরে লঞা নীলাচলে করিলা প্রয়াণ ৷৷ ৯৪ ৷৷ ॥৯৪॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eka bhakta*—um devoto; *dvija kamalākānta*—Dvija Kamalākānta; *nāma*—chamado; *tāṅre*—ele; *lañā*—aceitando como seu companheiro; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *karilā*—fez; *prayāṇa*—partida.", "translation": "**Havia um devoto de Śrī Caitanya Mahāprabhu chamado Dvija Kamalākānta, a quem Paramānanda Purī levou consigo a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/95/", "verse_text": "satvare āsiyā teṅha mililā prabhure\n\nprabhura ānanda haila pāñā tāṅhāre", "devanagari": "> সত্বরে আসিয়া তেঁহ মিলিলা প্রভুরে ৷\n> প্রভুর আনন্দ হৈল পাঞা তাঁহারে ৷৷ ৯৫ ৷৷ ॥৯৫॥", "synonyms": "*satvare*—muito em breve; *āsiyā*—vindo; *teṅha*—ele; *mililā*—encontrou-se; *prabhure*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda*—felicidade; *haila*—houve; *pāñā*—conseguindo; *tāṅhāre*—ele.", "translation": "**Paramānanda Purī chegou muito em breve à residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor ficou muito feliz em vê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/96/", "verse_text": "premāveśe kaila tāṅra caraṇa vandana\n\nteṅha premāveśe kaila prabhure āliṅgana", "devanagari": "> প্রেমাবেশে কৈল তাঁর চরণ বন্দন ৷\n> তেঁহ প্রেমাবেশে কৈল প্রভুরে আলিঙ্গন ৷৷ ৯৬ ৷৷ ॥৯৬॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em grande êxtase; *kaila*—fez; *tāṅra*—seus; *caraṇa vandana*—adorar os pés; *teṅha*—Paramānanda Purī; *prema-āveśe*—em grande êxtase; *kaila*—fez; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āliṅgana*—abraçar.", "translation": "**No grande êxtase do amor, o Senhor adorou os pés de lótus de Paramānanda Purī, e, por sua vez, Paramānanda Purī abraçou o Senhor em grande êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/97/", "verse_text": "prabhu kahe,-tomā-saṅge rahite vāñchā haya\n\nmore kṛpā kari' kara nīlādri āśraya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তোমা-সঙ্গে রহিতে বাঞ্ছা হয় ৷\n> মোরে কৃপা করি’ কর নীলাদ্রি আশ্রয় ৷৷ ৯৭ ৷৷ ॥৯৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tomā-saṅge*—contigo; *rahite*—permanecer; *vāñchā haya*—Eu desejo; *more*—a Mim; *kṛpā kari'*—fazendo um favor; *kara*—aceita; *nīlādri*—em Jagannātha Purī; *āśraya*—abrigo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Por favor, fica comigo e assim Me concede esse favor, aceitando o abrigo de Jagannātha Purī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/98/", "verse_text": "purī kahe,-tomā-saṅge rahite vāñchā kari'\n\ngauḍa haite cali' āilāṅa nīlācala-purī", "devanagari": "> পুরী কহে, — তোমা-সঙ্গে রহিতে বাঞ্ছা করি’ ৷\n> গৌড় হৈতে চলি’ আইলাঙ নীলাচল-পুরী ৷৷ ৯৮ ৷৷ ॥৯৮॥", "synonyms": "*purī kahe*—Paramānanda Purī respondeu; *tomā-saṅge*—contigo; *rahite*—permanecer; *vāñchā kari'*—desejando; *gauḍa haite*—de Bengala; *cali'*—viajando; *āilāṅa*—vim; *nīlācala-purī*—a Jagannātha Purī.", "translation": "**Paramānanda Purī respondeu: \"Eu também desejo permanecer contigo. Por isso vim de Bengala, Gauḍa, a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/99/", "verse_text": "dakṣiṇa haite śuni' tomāra āgamana\nśacī ānandita, āra yata bhakta-gaṇa", "devanagari": "> দক্ষিণ হৈতে শুনি’ তোমার আগমন ৷ শচী আনন্দিত, আর যত ভক্তগণ ৷৷ ৯৯ ৷৷ সবে আসিতেছেন তোমারে দেখিতে ৷ তাঁ-সবার বিলম্ব দেখি’ আইলাঙ ত্বরিতে ৷৷ ১০০ ৷৷ ॥৯৯॥", "synonyms": "*dakṣiṇa haite*—do Sul da Índia; *śuni'*—ouvindo; *tomāra āgamana*—Teu regresso; *śacī*—mãe Śacī; *ānandita*—muito feliz; *āra*—e; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**\"Em Navadvīpa, mãe Śacī e todos os demais devotos ficaram muito alegres ao ouvir falar de Teu regresso do Sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/100/", "verse_text": "sabe āsitechena tomāre dekhite\ntāṅ-sabāra vilamba dekhi' āilāṅa tvarite", "devanagari": "", "synonyms": "*sabe*—todos; *āsitechena*—estão vindo; *tomāre*—a Ti; *dekhite*—para ver; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *vilamba*—demora; *dekhi'*—vendo; *āilāṅa*—eu vim; *tvarite*—muito depressa.", "translation": "**\"Todos eles estão vindo para cá para Te ver, mas, vendo que se atrasavam, vim sozinho muito depressa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/101/", "verse_text": "kāśī-miśrera āvāse nibhṛte eka ghara\nprabhu tāṅre dila, āra sevāra kiṅkara", "devanagari": "> কাশীমিশ্রের আবাসে নিভৃতে এক ঘর ৷\n> প্রভু তাঁরে দিল, আর সেবার কিঙ্কর ৷৷ ১০১ ৷৷ ॥১০১॥", "synonyms": "*kāśī-miśrera*—de Kāśī Miśra; *āvāse*—na casa; *nibhṛte*—isolado; *eka*—um; *ghara*—quarto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Paramānanda Purī; *dila*—deu; *āra*—e; *sevāra*—para servi-lo; *kiṅkara*—um servo.", "translation": "**Havia um quarto isolado na casa de Kāśī Miśra, e Śrī Caitanya Mahāprabhu o deu a Paramānanda Purī. Deu-lhe também um servo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/102/", "verse_text": "āra dine āilā svarūpa dāmodara\nprabhura atyanta marmī, rasera sāgara", "devanagari": "> আর দিনে আইলা স্বরূপ দামোদর ৷\n> প্রভুর অত্যন্ত মর্মী, রসের সাগর ৷৷ ১০২ ৷৷ ॥১০২॥", "synonyms": "*āra dine*—no dia seguinte; *āilā*—chegou; *svarūpa dāmodara*—Svarūpa Dāmodara; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *atyanta*—muito; *marmī*—amigo íntimo; *rasera*—de doçuras transcendentais; *sāgara*—oceano.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara também chegou no dia seguinte. Ele era um amigo muito íntimo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e era um oceano de doçuras transcendentais.**", "purport": "\"Svarūpa\" é um dos nomes de um brahmacārī na sucessão discipular de Śaṅkarācārya. Na disciplina védica, há dez nomes para os sannyāsīs, e é costume que um brahmacārī que assiste a um sannyāsī da designação Tīrtha ou Āśrama receba o título de Svarūpa. Dāmodara Svarūpa fora antes morador de Navadvīpa, e seu nome era Puruṣottama Ācārya. Ao ir a Vārāṇasī, aceitou sannyāsa de um sannyāsī designado Tīrtha. Embora houvesse recebido o título de Svarūpa em seu estágio de brahmacārī, ele não mudou seu nome ao aceitar sannyāsa. Na verdade, como sannyāsī, deveria ter sido chamado Tīrtha, mas escolheu reter seu título original de brahmacārī, Svarūpa."}
{"ref": "cc/madhya/10/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/103/", "verse_text": "'puruṣottama ācārya' tāṅra nāma pūrvāśrame\nnavadvīpe chilā teṅha prabhura caraṇe", "devanagari": "> ‘পুরুষোত্তম আচার্য’ তাঁর নাম পূর্বাশ্রমে ৷\n> নবদ্বীপে ছিলা তেঁহ প্রভুর চরণে ৷৷ ১০৩ ৷৷ ॥১০৩॥", "synonyms": "*puruṣottama ācārya*—Puruṣottama Ācārya; *tāṅra*—seu; *nāma*—nome; *pūrva-āśrame*—no āśrama anterior; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *chilā*—estava; *teṅha*—ele; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—aos pés.", "translation": "**Quando Svarūpa Dāmodara residia em Navadvīpa, sob o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, seu nome era Puruṣottama Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/104/", "verse_text": "prabhura sannyāsa dekhi' unmatta hañā\nsannyāsa grahaṇa kaila vārāṇasī giyā", "devanagari": "> প্রভুর সন্ন্যাস দেখি’ উন্মত্ত হঞা ৷\n> সন্ন্যাস গ্রহণ কৈল বারাণসী গিয়া ৷৷ ১০৪ ৷৷ ॥১০৪॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sannyāsa dekhi'*—quando viu a ordem de sannyāsa; *unmatta hañā*—ele ficou como um louco; *sannyāsa grahaṇa kaila*—ele também aceitou a ordem de vida renunciada; *vārāṇasī*—a Vārāṇasī; *giyā*—indo.", "translation": "**Depois de ver que Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitara a ordem renunciada, Puruṣottama Ācārya ficou como um louco e foi imediatamente a Vārāṇasī para aceitar sannyāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/105/", "verse_text": "'caitanyānanda' guru tāṅra ājñā dilena tāṅre\nvedānta paḍiyā paḍāo samasta lokere", "devanagari": "> ‘চৈতন্যানন্দ’ গুরু তাঁর আজ্ঞা দিলেন তাঁরে ৷\n> বেদান্ত পড়িয়া পড়াও সমস্ত লোকেরে ৷৷ ১০৫ ৷৷ ॥১০৫॥", "synonyms": "*caitanya-ānanda*—de nome Caitanyānanda Bhāratī; *guru*—mestre espiritual; *tāṅra*—seu; *ājñā*—ordem; *dilena*—deu; *tāṅre*—a ele; *vedānta paḍiyā*—lendo o Vedānta-sūtra; *paḍāo*—ensina; *samasta*—todas; *lokere*—as pessoas.", "translation": "**Ao concluir seu sannyāsa, seu mestre espiritual, Caitanyānanda Bhāratī, ordenou-lhe: \"Lê o *Vedānta-sūtra* e ensina-o a todos os demais.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/106/", "verse_text": "parama virakta teṅha parama paṇḍita\nkāya-mane āśriyāche śrī-kṛṣṇa-carita", "devanagari": "> পরম বিরক্ত তেঁহ পরম পণ্ডিত ৷ কায়মনে আশ্রিয়াছে শ্রীকৃষ্ণ চরিত ৷৷ ১০৬ ৷৷ ‘নিশ্চিন্তে কৃষ্ণ ভজিব’ এই ত’ কারণে ৷ উন্মাদে করিল তেঁহ সন্ন্যাস গ্রহণে ৷৷ ১০৭ ৷৷ সন্ন্যাস করিলা শিখা-সূত্রত্যাগ-রূপ ৷ যোগপট্ট না নিল, নাম হৈল ‘স্বরূপ’ ৷৷ ১০৮ ৷৷ ॥১০৬॥", "synonyms": "*parama*—muito; *virakta*—renunciado; *teṅha*—ele; *parama*—grande; *paṇḍita*—erudito; *kāya-mane*—com o corpo e a mente; *āśriyāche*—refugiou-se em; *śrī-kṛṣṇa-carita*—a Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara era um grande renunciante, bem como um grande erudito. De corpo e alma, refugiou-se na Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/107/", "verse_text": "'niścinte kṛṣṇa bhajiba' ei ta' kāraṇe\nunmāde karila teṅha sannyāsa grahaṇe", "devanagari": "", "synonyms": "*niścinte*—sem perturbação; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhajiba*—eu adorarei; *ei*—por esta; *ta'*—certamente; *kāraṇe*—razão; *unmāde*—extático; *karila*—fez; *teṅha*—ele; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *grahaṇe*—aceitando.", "translation": "**Ele estava muito entusiasmado para adorar Śrī Kṛṣṇa sem perturbação e, por isso, quase em êxtase de loucura, aceitou a ordem do *sannyāsa*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/108/", "verse_text": "sannyāsa karilā śikhā-sūtra-tyāga-rūpa\nyoga-paṭṭa nā nila, nāma haila 'svarūpa'", "devanagari": "", "synonyms": "*sannyāsa karilā*—aceitou a ordem de sannyāsa; *śikhā*—tufo de cabelo; *sūtra*—cordão sagrado; *tyāga*—abandono; *rūpa*—na forma de; *yoga-paṭṭa*—veste cor de açafrão; *nā nila*—não aceitou; *nāma*—nome; *haila*—era; *svarūpa*—Svarūpa.", "translation": "**Ao aceitar o sannyāsa, Puruṣottama Ācārya seguiu os princípios reguladores abandonando seu tufo de cabelo e o cordão sagrado, mas não aceitou a veste cor de açafrão. Também não aceitou um título de sannyāsī, mas permaneceu como um naiṣṭhika-brahmacārī.**", "purport": "Há princípios regulativos que regem a ordem de vida renunciada. É preciso realizar oito tipos de *śrāddha.* Deve-se oferecer oblações aos antepassados e realizar o sacrifício de *virajā-homa.* Em seguida, deve-se cortar o tufo de cabelo chamado *śikhā* e também abandonar o fio sagrado. Esses são processos preliminares na aceitação do *sannyāsa,* e Svarūpa Dāmodara aceitou todos eles. Porém, Puruṣottama Ācārya não aceitou a cor açafrão, um nome de *sannyāsī* nem um *daṇḍa,* e por essa razão conservou seu nome de *brahmacārī.* Na verdade, Puruṣottama Ācārya não aceitou formalmente a ordem do *sannyāsa,* mas renunciou à vida mundana. Ele não queria ser perturbado pela formalidade da ordem do *sannyāsa.* Simplesmente queria adorar o Senhor Śrī Kṛṣṇa sem perturbação; por isso, de corpo e alma, abraçou a ordem renunciada, mas não as formalidades que a acompanham. Renúncia significa não fazer nada além de servir à Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa. Quando alguém age nessa plataforma, tentando satisfazer a Suprema Personalidade de Deus, é ao mesmo tempo um *sannyāsī* e um *yogī.* Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* [[bg/6/1|(Bg. 6.1)]]:\n\n> śrī-bhagavān uvāca\n> anāśritaḥ karma-phalaṁ\n> kāryaṁ karma karoti yaḥ\n> sa sannyāsī ca yogī ca\n> na niragnir na cākriyaḥ\n\n\"A Suprema Personalidade de Deus disse: Aquele que não está apegado aos frutos de seu trabalho e que trabalha conforme é obrigado está na ordem de vida renunciada e é o verdadeiro místico — não aquele que não acende fogo e não realiza trabalho.\""}
{"ref": "cc/madhya/10/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/109/", "verse_text": "guru-ṭhāñi ājñā māgi' āilā nīlācale\nrātri-dine kṛṣṇa-prema-ānanda-vihvale", "devanagari": "> গুরু-ঠাঞি আজ্ঞা মাগি’ আইলা নীলাচলে ৷\n> রাত্রিদিনে কৃষ্ণপ্রেম-আনন্দ-বিহ্বলে ৷৷ ১০৯ ৷৷ ॥১০৯॥", "synonyms": "*guru-ṭhāñi*—de seu mestre espiritual; *ājñā māgi'*—pedindo permissão; *āilā*—veio; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *rātri-dine*—dia e noite; *kṛṣṇa-prema-ānanda*—pelo amor extático a Kṛṣṇa; *vihvale*—dominado.", "translation": "**Depois de obter permissão de seu sannyāsa-guru, Svarūpa Dāmodara foi a Nīlācala e aceitou o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Então, dia e noite, em amor extático a Kṛṣṇa, ele desfrutava de doçuras transcendentais no serviço amoroso ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/110/", "verse_text": "pāṇḍityera avadhi, vākya nāhi kāro sane\nnirjane rahaye, loka saba nāhi jāne", "devanagari": "> পাণ্ডিত্যের অবধি, বাক্য নাহি কারো সনে ৷\n> নির্জনে রহয়ে, লোক সব নাহি জানে ৷৷ ১১০ ৷৷ ॥১১০॥", "synonyms": "*pāṇḍityera avadhi*—o limite da erudição; *vākya nāhi*—nenhuma palavra; *kāro sane*—com ninguém; *nirjane*—num lugar isolado; *rahaye*—permanece; *loka*—as pessoas em geral; *saba*—todas; *nāhi jāne*—não sabem.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara era o limite de toda erudição, mas não trocava palavras com ninguém. Simplesmente permanecia num lugar isolado, e ninguém conseguia compreender onde ele estava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/111/", "verse_text": "kṛṣṇa-rasa-tattva-vettā, deha-prema-rūpa\nsākṣāt mahāprabhura dvitīya svarūpa", "devanagari": "> কৃষ্ণরস-তত্ত্ব-বেত্তা, দেহ — প্রেমরূপ ৷\n> সাক্ষাৎ মহাপ্রভুর দ্বিতীয় স্বরূপ ৷৷ ১১১ ৷৷ ॥১১১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-rasa*—das doçuras transcendentais em relação com Kṛṣṇa; *tattva*—da verdade; *vettā*—conhecedor; *deha*—corpo; *prema-rūpa*—prema personificado; *sākṣāt*—diretamente; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dvitīya*—segunda; *svarūpa*—representação.", "translation": "**Śrī Svarūpa Dāmodara era a personificação do amor extático, plenamente conhecedor das doçuras transcendentais em relação com Kṛṣṇa. Ele representava diretamente Śrī Caitanya Mahāprabhu como Sua segunda expansão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/112/", "verse_text": "grantha, śloka, gīta keha prabhu-pāśe āne\nsvarūpa parīkṣā kaile, pāche prabhu śune", "devanagari": "> গ্রন্থ, শ্লোক, গীত কেহ প্রভু-পাশে আনে ৷\n> স্বরূপ পরীক্ষা কৈলে, পাছে প্রভু শুনে ৷৷ ১১২ ৷৷ ॥১১২॥", "synonyms": "*grantha*—escrituras; *śloka*—versos; *gīta*—canções; *keha*—alguém; *prabhu-pāśe*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āne*—traz; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *parīkṣā kaile*—depois de examinar; *pāche*—depois; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śune*—ouve.", "translation": "**Se alguém escrevia um livro ou compunha versos e canções e desejava recitá-los diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Svarūpa Dāmodara primeiro os examinava e depois os apresentava corretamente. Só então Śrī Caitanya Mahāprabhu concordava em ouvir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/113/", "verse_text": "bhakti-siddhānta-viruddha, āra rasābhāsa\nśunite nā haya prabhura cittera ullāsa", "devanagari": "> ভক্তিসিদ্ধান্ত-বিরুদ্ধ, আর রসাভাস ৷\n> শুনিতে না হয় প্রভুর চিত্তের উল্লাস ৷৷ ১১৩ ৷৷ ॥১১৩॥", "synonyms": "*bhakti-siddhānta*—as afirmações conclusivas sobre a ciência do serviço devocional; *viruddha*—opondo-se; *āra*—e; *rasa-ābhāsa*—sobreposição de doçuras transcendentais; *śunite*—ouvir; *nā*—não; *haya*—torna-se; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cittera*—do coração; *ullāsa*—júbilo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu jamais Se agradava de ouvir livros ou versos contrários às afirmações conclusivas do serviço devocional. O Senhor não gostava de ouvir rasābhāsa, a sobreposição de doçuras transcendentais.**", "purport": "Bhakti-siddhānta-viruddha refere-se àquilo que se opõe ao princípio da unidade na diversidade, filosoficamente conhecido como acintya-bhedābheda — simultânea unidade e diferença —, enquanto rasābhāsa é algo que pode parecer uma doçura transcendental, mas, na realidade, não o é. Aqueles que são Vaiṣṇavas puros devem evitar ambas essas coisas opostas ao serviço devocional. Esses conceitos errôneos praticamente equivalem à filosofia Māyāvāda. Se a pessoa se entrega à filosofia Māyāvāda, ela gradualmente decai da plataforma do serviço devocional. Pela sobreposição de doçuras (rasābhāsa), a pessoa acaba tornando-se um prākṛta-sahajiyā e passa a tomar tudo como muito fácil. Pode também tornar-se membro da comunidade bāula e gradualmente sentir-se atraída por atividades materiais. Śrī Caitanya Mahāprabhu, portanto, aconselhou-nos a evitar bhakti-siddhānta-viruddha e rasābhāsa. Dessa maneira, o devoto pode permanecer puro e livre de quedas. Todos devem procurar manter-se afastados de bhakti-siddhānta-viruddha e rasābhāsa."}
{"ref": "cc/madhya/10/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/114/", "verse_text": "ataeva svarūpa āge kare parīkṣaṇa\nśuddha haya yadi, prabhure karā'na śravaṇa", "devanagari": "> অতএব স্বরূপ আগে করে পরীক্ষণ ৷\n> শুদ্ধ হয় যদি, প্রভুরে করা’ন শ্রবণ ৷৷ ১১৪ ৷৷ ॥১১৪॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *āge*—primeiro; *kare*—faz; *parīkṣaṇa*—exame; *śuddha*—puro; *haya*—é; *yadi*—se; *prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karā'na*—faz com que; *śravaṇa*—ouça.", "translation": "**Era a prática de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī examinar todas as obras literárias para descobrir se suas conclusões eram corretas. Só então permitia que fossem ouvidas por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que, se algo impede a execução do serviço devocional, deve-se compreender que isso é impuro. Os devotos puros do Senhor não aceitam princípios impuros. Os devotos impuros aceitam rasābhāsa, ou doçuras sobrepostas e contraditórias, e outros princípios opostos à senda do bhakti. Os seguidores de tais princípios impuros jamais são aceitos como devotos puros. Há muitas facções que seguem a senda do rasābhāsa, e seus seguidores às vezes são adorados por homens comuns. Aqueles que adotam as conclusões do rasābhāsa e do bhakti-siddhānta-viruddha jamais são aceitos como devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Svarūpa Dāmodara Gosvāmī nunca aprovou tais seguidores como Vaiṣṇavas Gauḍīyas, nem lhes permitiu sequer encontrar-se com o Senhor Supremo, Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/10/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/115/", "verse_text": "vidyāpati, caṇḍīdāsa, śrī-gīta-govinda\n\nei tina gīte karā'na prabhura ānanda", "devanagari": "> বিদ্যাপতি, চণ্ডীদাস, শ্রীগীতগোবিন্দ ৷\n> এই তিন গীতে করা’ন প্রভুর আনন্দ ৷৷ ১১৫ ৷৷ ॥১১৫॥", "synonyms": "*vidyāpati*—um antigo poeta vaiṣṇava da província de Mithilā; *caṇḍīdāsa*—um poeta vaiṣṇava bengali nascido na aldeia de Nānnura, no distrito de Birbhum; *śrī-gīta-govinda*—um célebre poema de Jayadeva Gosvāmī; *ei*—estas; *tina*—três; *gīte*—canções; *karā'na*—causavam; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda*—felicidade.", "translation": "**Śrī Svarūpa Dāmodara costumava ler os poemas de Vidyāpati e de Caṇḍīdāsa, bem como o Śrī Gīta-govinda de Jayadeva Gosvāmī. Ele costumava deixar Śrī Caitanya Mahāprabhu muito feliz cantando essas canções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/116/", "verse_text": "saṅgīte-gandharva-sama, śāstre bṛhaspati\n\ndāmodara-sama āra nāhi mahā-mati", "devanagari": "> সঙ্গীতে — গন্ধর্ব-সম, শাস্ত্রে বৃহস্পতি ৷\n> দামোদর-সম আর নাহি মহামতি ৷৷ ১১৬ ৷৷ ॥১১৬॥", "synonyms": "*saṅgīte*—em música; *gandharva-sama*—exatamente como os Gandharvas; *śāstre*—nas discussões das escrituras reveladas; *bṛhaspati*—como Bṛhaspati, o sacerdote dos semideuses celestiais; *dāmodara-sama*—igual a Svarūpa Dāmodara; *āra*—qualquer outro; *nāhi*—não há; *mahā-mati*—grande personalidade.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara era um músico tão hábil quanto os Gandharvas, e nas discussões das escrituras era exatamente como Bṛhaspati, o sacerdote dos deuses celestiais. Portanto, deve-se concluir que não havia nenhuma grande personalidade que se igualasse a Svarūpa Dāmodara.**", "purport": "Svarūpa Dāmodara Gosvāmī era muito hábil tanto na música quanto nas escrituras Védicas. Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava chamá-lo de Dāmodara por causa de seu canto perito e de suas habilidades musicais. O nome Dāmodara foi dado por Śrī Caitanya Mahāprabhu e acrescentado ao nome que lhe fora dado por seu sannyāsa-guru. Ele era, por isso, conhecido como Svarūpa Dāmodara, ou Dāmodara Svarūpa. Ele compilou um livro de música chamado Saṅgīta-dāmodara."}
{"ref": "cc/madhya/10/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/117/", "verse_text": "advaita-nityānandera parama priyatama\n\nśrīvāsādi bhakta-gaṇera haya prāṇa-sama", "devanagari": "> অদ্বৈত-নিত্যানন্দের পরম প্রিয়তম ৷\n> শ্রীবাসাদি ভক্তগণের হয় প্রাণ-সম ৷৷ ১১৭ ৷৷ ॥১১৭॥", "synonyms": "*advaita*—de Advaita Ācārya; *nityānandera*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *parama*—muito; *priya-tama*—querido; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *haya*—é; *prāṇa-sama*—exatamente como a vida e a alma.", "translation": "**Śrī Svarūpa Dāmodara era muito querido por Advaita Ācārya e por Nityānanda Prabhu, e era a vida e a alma de todos os devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/118/", "verse_text": "sei dāmodara āsi' daṇḍavat hailā\n\ncaraṇe paḍiyā śloka paḍite lāgilā", "devanagari": "> সেই দামোদর আসি’ দণ্ডবৎ হৈলা ৷\n> চরণে পড়িয়া শ্লোক পড়িতে লাগিলা ৷৷ ১১৮ ৷৷ ॥১১৮॥", "synonyms": "*sei dāmodara*—aquele Svarūpa Dāmodara; *āsi'*—vindo; *daṇḍa-vat hailā*—prostrou-se para oferecer reverências; *caraṇe paḍiyā*—caindo aos pés de lótus; *śloka*—um verso; *paḍite lāgilā*—começou a recitar.", "translation": "**Quando Svarūpa Dāmodara chegou a Jagannātha Purī, prostrou-se diante dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, oferecendo-Lhe reverências e recitando um verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/119/", "verse_text": "heloddhūnita-khedayā viśadayā pronmīlad-āmodayā\n\nśāmyac-chāstra-vivādayā rasa-dayā cittārpitonmādayā\n\nśaśvad-bhakti-vinodayā sa-madayā mādhurya-maryādayā\n\nśrī-caitanya dayā-nidhe tava dayā bhūyād amandodayā", "devanagari": "> হেলোদ্ধূনিত-খেদয়া বিশদয়া প্রোন্মীলদামোদয়া\n> শাম্যচ্ছাস্ত্রবিবাদয়া রসদয়া চিত্তার্পিতোন্মাদয়া ৷\n> শশ্বদ্ভক্তিবিনোদয়া স-মদয়া মাধুর্যমর্যাদয়া\n> শ্রীচৈতন্য দয়ানিধে তব দয়া ভূয়াদমন্দোদয়া ৷৷ ১১৯ ৷৷ ॥১১৯॥", "synonyms": "*helā*—muito facilmente; *uddhūnita*—afastada; *khedayā*—lamentação; *viśadayā*—que tudo purifica; *pronmīlat*—despertando; *āmodayā*—bem-aventurança transcendental; *śāmyat*—mitigando; *śāstra*—das escrituras reveladas; *vivādayā*—as divergências; *rasa-dayā*—distribuindo todas as doçuras transcendentais; *citta*—no coração; *arpita*—fixada; *unmādayā*—júbilo; *śaśvat*—sempre; *bhakti*—serviço devocional; *vinodayā*—estimulando; *sa-madayā*—pleno de êxtase; *mādhurya*—do amor conjugal; *maryādayā*—o limite; *śrī-caitanya*—ó Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dayā-nidhe*—oceano de misericórdia; *tava*—Tua; *dayā*—misericórdia; *bhūyāt*—que ela seja; *amanda*—de boa fortuna; *udayā*—em que há um despertar.", "translation": "**\"Ó oceano de misericórdia, Śrī Caitanya Mahāprabhu! Que haja um despertar de Tua auspiciosa misericórdia, que facilmente afasta toda sorte de lamentação material. Por Tua misericórdia, tudo se torna puro e bem-aventurado. Ela desperta a bem-aventurança transcendental e encobre todos os prazeres materiais. Por Tua auspiciosa misericórdia, as disputas e divergências que surgem entre as diferentes escrituras são vencidas. Tua auspiciosa misericórdia faz o coração jubilar ao derramar doçuras transcendentais. Tua misericórdia sempre estimula o serviço devocional, que é repleto de júbilo. Tu estás sempre glorificando o amor conjugal de Deus. Que a bem-aventurança transcendental seja despertada em meu coração por Tua misericórdia imotivada.\"**", "purport": "Este importante verso (*Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka* 8.10) descreve especificamente a misericórdia sem causa do Senhor. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica que Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é a Personalidade de Deus mais magnânima, distribui Sua misericórdia sem causa de três maneiras à alma condicionada. Toda entidade viva é pesarosa no mundo material porque está sempre em falta. Ela enfrenta uma grande luta pela existência e tenta minimizar sua condição miserável extraindo o máximo prazer deste mundo. Mas a entidade viva jamais é bem-sucedida nesse empenho. Numa condição miserável, às vezes a pessoa busca o favor da Suprema Personalidade de Deus, mas isso é muito difícil de obter para as pessoas materialistas. Contudo, quando alguém se torna consciente de Kṛṣṇa pela graça do Senhor, a fragrância dos pés de lótus do Senhor se expande e, dessa forma, um materialista pode obter libertação de suas misérias. Na verdade, sua mente é purificada por sua conexão transcendental com os pés de lótus do Senhor. Em tal momento, a pessoa é iluminada pelo serviço amoroso ao Senhor.\n\nHá muitos tipos diferentes de escrituras, e ao lê-las a pessoa muitas vezes fica perplexa. Mas quando recebe a misericórdia do Senhor, sua confusão é mitigada. Não apenas as disparidades das escrituras são resolvidas, mas uma espécie de bem-aventurança transcendental é despertada e, assim, a pessoa fica plenamente satisfeita. O serviço amoroso transcendental ao Senhor ocupa constantemente a alma condicionada no serviço aos pés de lótus do Senhor. Por meio de tal afortunada ocupação, o amor transcendental da pessoa por Kṛṣṇa se intensifica. Sua posição é assim completamente purificada, e ela se enche de bem-aventurança transcendental acompanhada pela jubilação da alma espiritual.\n\nAssim, a misericórdia transcendental sem causa do Senhor Kṛṣṇa se manifesta no coração do devoto. Nesse momento, as necessidades materiais deixam de existir. A lamentação que invariavelmente acompanha os desejos materiais também desaparece. Pela graça do Senhor, a pessoa é elevada à posição transcendental, e então os sabores transcendentais do mundo espiritual se manifestam nela. O serviço devocional da pessoa torna-se firme, e ela se ocupa no serviço amoroso transcendental ao Senhor com grande determinação. Tudo isso se combina para despertar plenamente o coração do devoto com o amor por Kṛṣṇa.\n\nNo início, uma alma condicionada está destituída de consciência de Kṛṣṇa e é sempre pesarosa em suas atividades materiais. Depois, ao associar-se com um devoto puro, torna-se curiosa para conhecer a Verdade Absoluta. Dessa forma, começa a ocupar-se no serviço transcendental ao Senhor. Em seguida, pela graça do Senhor, todos os equívocos são eliminados e o coração é purificado de toda sujeira material. Somente então o prazer da bem-aventurança transcendental é despertado. Pela misericórdia do Senhor, a pessoa se convence plenamente do valor do serviço devocional. Quando se pode ver os passatempos do Senhor em todo lugar, está-se firmemente situado na bem-aventurança transcendental. Tal devoto é aliviado de todos os tipos de desejos materiais e prega as glórias do Senhor pelo mundo inteiro. Essas atividades conscientes de Kṛṣṇa o separam das atividades materiais e do desejo de liberação, pois a cada passo o devoto se sente conectado com a Suprema Personalidade de Deus. Embora tal devoto possa às vezes estar envolvido na vida doméstica, não é tocado pela existência material devido à sua constante ocupação no serviço devocional. Por isso, todos são aconselhados a abrigar-se no serviço devocional para se tornarem felizes e liberados."}
{"ref": "cc/madhya/10/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/120/", "verse_text": "uṭhāñā mahāprabhu kaila āliṅgana\n\ndui-jane premāveśe haila acetana", "devanagari": "> উঠাঞা মহাপ্রভু কৈল আলিঙ্গন ৷\n> দুইজনে প্রেমাবেশে হৈল অচেতন ৷৷ ১২০ ৷৷ ॥১২০॥", "synonyms": "*uṭhāñā*—após erguê-lo; *mahāprabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraçar; *dui-jane*—as duas pessoas; *prema-āveśe*—no êxtase do amor; *haila*—ficaram; *acetana*—inconscientes.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ergueu Svarūpa Dāmodara e o abraçou. Ambos ficaram extáticos de amor e caíram inconscientes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/121/", "verse_text": "kata-kṣaṇe dui jane sthira yabe hailā\n\ntabe mahāprabhu tāṅre kahite lāgilā", "devanagari": "> কতক্ষণে দুই জনে স্থির যবে হৈলা ৷ তবে মহাপ্রভু তাঁরে কহিতে লাগিলা ৷৷ ১২১ ৷৷ তুমি যে আসিবে, আজি স্বপ্নেতে দেখিল ৷ ভাল হৈল, অন্ধ যেন দুই নেত্র পাইল ৷৷ ১২২ ৷৷ ॥১২১॥", "synonyms": "*kata-kṣaṇe*—após algum tempo; *dui jane*—ambas as pessoas; *sthira*—serenas; *yabe*—quando; *hailā*—ficaram; *tabe*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kahite*—a falar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Depois de recobrarem a serenidade, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/122/", "verse_text": "tumi ye āsibe, āji svapnete dekhila\n\nbhāla haila, andha yena dui netra pāila", "devanagari": "", "synonyms": "*tumi*—você; *ye*—que; *āsibe*—virá; *āji*—hoje; *svapnete*—em sonho; *dekhila*—Eu vi; *bhāla haila*—é muito bom; *andha*—um cego; *yena*—como se; *dui*—dois; *netra*—olhos; *pāila*—recuperasse.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Vi em sonho que você estava vindo, e por isso isto é muito auspicioso. Eu tenho sido como um cego, mas a sua vinda aqui restaura a Minha visão.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/123/", "verse_text": "svarūpa kahe,-prabhu, mora kṣama' aparādha\n\ntomā chāḍi' anyatra genu, karinu pramāda", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — প্রভু, মোর ক্ষম’ অপরাধ ৷\n> তোমা ছাড়ি’ অন্যত্র গেনু, করিনু প্রমাদ ৷৷ ১২৩ ৷৷ ॥১২৩॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara disse; *prabhu*—meu Senhor; *mora*—minha; *kṣama'*—por favor, desculpa; *aparādha*—ofensa; *tomā*—Tua; *chāḍi'*—abandonando; *anyatra*—para outro lugar; *genu*—eu fui; *karinu*—eu cometi; *pramāda*—grande erro.", "translation": "**Svarūpa disse: \"Meu querido Senhor, por favor, desculpa minha ofensa. Abandonei Tua companhia para ir a outro lugar, e isso foi um grande erro de minha parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/124/", "verse_text": "tomāra caraṇe mora nāhi prema-leśa\n\ntomā chāḍi' pāpī muñi genu anya deśa", "devanagari": "> তোমার চরণে মোর নাহি প্রেম-লেশ ৷\n> তোমা ছাড়ি’ পাপী মুঞি গেনু অন্য দেশ ৷৷ ১২৪ ৷৷ ॥১২৪॥", "synonyms": "*tomāra caraṇe*—a Teus pés de lótus; *mora*—meu; *nāhi*—não há; *prema-leśa*—um vestígio de amor; *tomā*—Tua; *chāḍi'*—abandonando; *pāpī*—pecador; *muñi*—eu; *genu*—fui; *anya deśa*—a outro país.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, não possuo sequer um vestígio de amor por Teus pés de lótus. Se possuísse, como poderia ter ido a outro país? Sou, portanto, um homem extremamente pecador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/125/", "verse_text": "muñi tomā chāḍila, tumi more nā chāḍilā\n\nkṛpā-pāśa gale bāndhi' caraṇe ānilā", "devanagari": "> মুঞি তোমা ছাড়িল, তুমি মোরে না ছাড়িলা ৷\n> কৃপা-পাশ গলে বান্ধি’ চরণে আনিলা ৷৷ ১২৫ ৷৷ ॥১২৫॥", "synonyms": "*muñi*—eu; *tomā*—Tua; *chādila*—abandonei; *tumi*—Tu; *more*—a mim; *nā*—não; *chāḍilā*—abandonaste; *kṛpā*—de misericórdia; *pāśa*—pela corda; *gale*—pelo pescoço; *bāndhi'*—atando; *caraṇe*—a Teus pés de lótus; *ānilā*—trouxeste de volta.", "translation": "**\"Eu abandonei Tua companhia, mas Tu não me abandonaste. Com Tua corda de misericórdia, ataste-me pelo pescoço e me trouxeste de volta a Teus pés de lótus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/126/", "verse_text": "tabe svarūpa kaila nitāira caraṇa vandana\n\nnityānanda-prabhu kaila prema-āliṅgana", "devanagari": "> তবে স্বরূপ কৈল নিতাইর চরণ বন্দন ৷\n> নিত্যানন্দপ্রভু কৈল প্রেম-আলিঙ্গন ৷৷ ১২৬ ৷৷ ॥১২৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *kaila*—fez; *nitāira*—de Nityānanda Prabhu; *caraṇa*—dos pés de lótus; *vandana*—adoração; *nityānanda-prabhu*—o Senhor Nityānanda; *kaila*—fez; *prema-āliṅgana*—abraçando em amor.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara então adorou os pés de lótus de Nityānanda Prabhu, e Nityānanda, por sua vez, o abraçou no êxtase do amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/127/", "verse_text": "jagadānanda, mukunda, śaṅkara, sārvabhauma\n\nsabā-saṅge yathā-yogya karila milana", "devanagari": "> জগদানন্দ, মুকুন্দ, শঙ্কর, সার্বভৌম ৷\n> সবা-সঙ্গে যথাযোগ্য করিল মিলন ৷৷ ১২৭ ৷৷ ॥১২৭॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda; *mukunda*—Mukunda; *śaṅkara*—Śaṅkara; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *sabā-saṅge*—com todos; *yathā-yogya*—como convinha; *karila*—fez; *milana*—encontro.", "translation": "**Depois de adorar Nityānanda Prabhu, Svarūpa Dāmodara encontrou-se com Jagadānanda, Mukunda, Śaṅkara e Sārvabhauma, como convinha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/128/", "verse_text": "paramānanda purīra kaila caraṇa vandana\n\npurī-gosāñi tāṅre kaila prema-āliṅgana", "devanagari": "> পরমানন্দ পুরীর কৈল চরণ বন্দন ৷\n> পুরী-গোসাঞি তাঁরে কৈল প্রেম-আলিঙ্গন ৷৷ ১২৮ ৷৷ ॥১২৮॥", "synonyms": "*paramānanda purīra*—de Paramānanda Purī; *kaila*—ele fez; *caraṇa vandana*—adorando os pés de lótus; *purī-gosāñi*—Paramānanda Purī; *tāṅre*—a ele; *kaila*—fez; *prema-āliṅgana*—abraçando em amor.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara também ofereceu suas preces de adoração aos pés de lótus de Paramānanda Purī, que, em retribuição, o abraçou em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/129/", "verse_text": "mahāprabhu dila tāṅre nibhṛte vāsā-ghara\n\njalādi-paricaryā lāgi' dila eka kiṅkara", "devanagari": "> মহাপ্রভু দিল তাঁরে নিভৃতে বাসাঘর ৷\n> জলাদি-পরিচর্যা লাগি’ দিল এক কিঙ্কর ৷৷ ১২৯ ৷৷ ॥১২৯॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dila*—deu; *tāṅre*—a ele; *nibhṛte*—em um lugar recolhido; *vāsā-ghara*—aposentos residenciais; *jala-ādi*—fornecendo água, etc.; *paricaryā*—serviço; *lāgi'*—com o propósito de; *dila*—deu; *eka*—um; *kiṅkara*—servo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então deu a Svarūpa Dāmodara residência num lugar solitário e ordenou a um servo que o servisse com um suprimento de água e outras necessidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/130/", "verse_text": "āra dina sārvabhauma-ādi bhakta-saṅge\n\nvasiyā āchena mahāprabhu kṛṣṇa-kathā-raṅge", "devanagari": "> আর দিন সার্বভৌম-আদি ভক্ত-সঙ্গে ৷\n> বসিয়া আছেন মহাপ্রভু কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ৷৷ ১৩০ ৷৷ ॥১৩০॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *sārvabhauma-ādi*—encabeçados por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *bhakta-saṅge*—com os devotos; *vasiyā āchena*—estava sentado; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-kathā-raṅge*—ocupado em discussões sobre tópicos referentes a Kṛṣṇa.", "translation": "**No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se com todos os devotos, encabeçados por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, e eles discutiram os passatempos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/131/", "verse_text": "hena-kāle govindera haila āgamana\n\ndaṇḍavat kari' kahe vinaya-vacana", "devanagari": "> হেনকালে গোবিন্দের হৈল আগমন ৷ দণ্ডবৎ করি’ কহে বিনয়-বচন ৷৷ ১৩১ ৷৷ ঈশ্বর-পুরীর ভৃত্য, — ‘গোবিন্দ’ মোর নাম ৷ পুরী-গোসাঞির আজ্ঞায় আইনু তোমার স্থান ৷৷ ১৩২ ৷৷ সিদ্ধিপ্রাপ্তিকালে গোসাঞি আজ্ঞা কৈল মোরে ৷ কৃষ্ণচৈতন্য-নিকটে রহি সেবিহ তাঁহারে ৷৷ ১৩৩ ৷৷ কাশীশ্বর আসিবেন সব তীর্থ দেখিয়া ৷ প্রভু-আজ্ঞায় মুঞি আইনু তোমা-পদে ধাঞা ৷৷ ১৩৪ ৷৷ ॥১৩১॥", "synonyms": "*hena-kāle*—naquele momento; *govindera*—de Govinda; *haila*—houve; *āgamana*—chegada; *daṇḍavat kari'*—oferecendo reverências; *kahe*—diz; *vinaya-vacana*—palavras submissas.", "translation": "**Naquele momento, Govinda apareceu em cena, ofereceu suas respeitosas reverências e falou submissamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/132/", "verse_text": "īśvara-purīra bhṛtya,-'govinda' mora nāma\n\npurī-gosāñira ājñāya āinu tomāra sthāna", "devanagari": "", "synonyms": "*īśvara-purīra bhṛtya*—servo de Īśvara Purī; *govinda mora nāma*—meu nome é Govinda; *purī-gosāñira*—de Īśvara Purī; *ājñāya*—sob a ordem; *āinu*—vim; *tomāra*—a teu; *sthāna*—lugar.", "translation": "**\"Sou o servo de Īśvara Purī. Meu nome é Govinda, e, seguindo as ordens de meu mestre espiritual, vim até aqui.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/133/", "verse_text": "siddha-prāpti-kāle gosāñi ājñā kaila more\n\nkṛṣṇa-caitanya-nikaṭe rahi seviha tāṅhāre", "devanagari": "", "synonyms": "*siddhi-prāpti-kāle*—no momento de sua partida deste mundo mortal para alcançar a mais elevada perfeição da vida; *gosāñi*—meu mestre espiritual; *ājñā*—ordem; *kaila*—fez; *more*—a mim; *kṛṣṇa-caitanya-nikaṭe*—junto a Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *rahi*—permanecendo; *seviha*—presta serviço; *tāṅhāre*—a Ele.", "translation": "**\"Pouco antes de sua partida deste mundo mortal para alcançar a mais elevada perfeição, Īśvara Purī me disse que eu deveria ir a Śrī Caitanya Mahāprabhu e prestar-Lhe serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/134/", "verse_text": "kāśīśvara āsibena saba tīrtha dekhiyā\n\nprabhu-ājñāya muñi āinu tomā-pade dhāñā", "devanagari": "", "synonyms": "*kāśīśvara*—Kāśīśvara; *āsibena*—virá; *saba*—todos; *tīrtha*—lugares sagrados; *dekhiyā*—visitando; *prabhu-ājñāya*—sob a ordem de meu mestre espiritual; *muñi*—eu; *āinu*—vim; *tomā*—a Teus; *pade*—pés de lótus; *dhāñā*—correndo.", "translation": "**\"Kāśīśvara também virá aqui depois de visitar todos os lugares sagrados. Contudo, seguindo as ordens de meu mestre espiritual, vim apressadamente para estar presente a Teus pés de lótus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/135/", "verse_text": "gosāñi kahila, 'purīśvara' vātsalya kare more\n\nkṛpā kari' mora ṭhāñi pāṭhāilā tomāre", "devanagari": "> গোসাঞি কহিল, ‘পুরীশ্বর’ বাৎসল্য করে মোরে ৷\n> কৃপা করি’ মোর ঠাঞি পাঠাইলা তোমারে ৷৷ ১৩৫ ৷৷ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*gosāñi kahila*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *purīśvara*—Īśvara Purī; *vātsalya*—afeição paternal; *kare*—tem; *more*—por Mim; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *mora ṭhāñi*—a Meu lugar; *pāṭhāilā*—enviou; *tomāre*—a ti.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Meu mestre espiritual, Īśvara Purī, sempre Me favorece com afeição paternal. Portanto, por sua misericórdia imotivada, ele te enviou para cá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/136/", "verse_text": "eta śuni' sārvabhauma prabhure puchila\n\npurī-gosāñi śūdra-sevaka kāṅhe ta' rākhila", "devanagari": "> এত শুনি’ সার্বভৌম প্রভুরে পুছিল ৷\n> পুরী-গোসাঞি শূদ্র-সেবক কাঁহে ত’ রাখিল ৷৷ ১৩৬ ৷৷ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhure*—ao Senhor; *puchila*—perguntou; *purī-gosāñi*—Īśvara Purī; *śūdra-sevaka*—um servo que é śūdra; *kāṅhe ta'*—por que; *rākhila*—manteve.", "translation": "**Após ouvir isso, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Por que Īśvara Purī mantinha um servo que provém de uma família śūdra?\"**", "purport": "Tanto Kāśīśvara quanto Govinda eram servos pessoais de Īśvara Purī. Após o falecimento de Īśvara Purī, Kāśīśvara foi visitar todos os lugares sagrados da Índia. Seguindo as ordens de seu mestre espiritual, Govinda foi imediatamente a Śrī Caitanya Mahāprabhu em busca de refúgio. Govinda vinha de uma família *śūdra,* mas como havia sido iniciado por Īśvara Purī, certamente era um *brāhmaṇa.* Sārvabhauma Bhaṭṭācārya aqui perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu por que Īśvara Purī aceitara um discípulo de uma família *śūdra.* De acordo com o *smṛti-śāstra,* que dá diretrizes para a administração da instituição do *varṇāśrama,* um *brāhmaṇa* não pode aceitar um discípulo das castas inferiores. Em outras palavras, um *kṣatriya, vaiśya* ou *śūdra* não pode ser aceito como servo. Se um mestre espiritual aceita tal pessoa, fica contaminado. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya perguntou, por isso, por que Īśvara Purī aceitara um servo ou discípulo nascido de uma família *śūdra.*\n\nEm resposta a essa pergunta, Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu que Seu mestre espiritual, Īśvara Purī, era tão capacitado que era tão bom quanto a Suprema Personalidade de Deus. Como tal, Īśvara Purī era o mestre espiritual do mundo inteiro. Ele não era servo de nenhuma regra ou regulação mundana. Um mestre espiritual capacitado como Īśvara Purī pode conceder sua misericórdia a qualquer um, independentemente de casta ou credo. A conclusão é que um mestre espiritual autorizado e capacitado por Kṛṣṇa e por seu próprio *guru* deve ser considerado tão bom quanto a própria Suprema Personalidade de Deus. Esse é o veredito de Viśvanātha Cakravartī: *sākṣād-dharitvenaśā.* Um mestre espiritual autorizado é tão bom quanto Hari, a Suprema Personalidade de Deus. Assim como Hari é livre para agir como lhe apraz, o mestre espiritual capacitado por Ele também é livre. Assim como Hari não está sujeito às regras e regulações mundanas, o mestre espiritual capacitado por Ele também não está. De acordo com o *Caitanya-caritāmṛta* (*Antya-līlā* 7.11), *kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana.* Um mestre espiritual autorizado e capacitado por Kṛṣṇa pode difundir as glórias do santo nome do Senhor, pois possui procuração da Suprema Personalidade de Deus. No mundo mundano, qualquer pessoa que possua a procuração de seu mestre pode agir em seu nome. Da mesma forma, um mestre espiritual capacitado por Kṛṣṇa por meio de seu próprio mestre espiritual genuíno deve ser considerado tão bom quanto a própria Suprema Personalidade de Deus. Esse é o significado de *sākṣād-dharitvena.* Śrī Caitanya Mahāprabhu, por conseguinte, descreve as atividades da Suprema Personalidade de Deus e do mestre espiritual genuíno da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/madhya/10/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/137/", "verse_text": "prabhu kahe,-īśvara haya parama svatantra\n\nīśvarera kṛpā nahe veda-paratantra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ঈশ্বর হয় পরম স্বতন্ত্র ৷\n> ঈশ্বরের কৃপা নহে বেদ-পরতন্ত্র ৷৷ ১৩৭ ৷৷ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus ou Īśvara Purī; *haya*—é; *parama*—supremamente; *svatantra*—independente; *īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus ou de Īśvara Purī; *kṛpā*—a misericórdia; *nahe*—não é; *veda-paratantra*—sujeita às regras Védicas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Tanto a Suprema Personalidade de Deus quanto o mestre espiritual, Īśvara Purī, são completamente independentes. Por isso, nem a misericórdia da Suprema Personalidade de Deus nem a de Īśvara Purī está sujeita a quaisquer regras e regulações Védicas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/138/", "verse_text": "īśvarera kṛpā jāti-kulādi nā māne\n\nvidurera ghare kṛṣṇa karilā bhojane", "devanagari": "> ঈশ্বরের কৃপা জাতি-কুলাদি না মানে ৷\n> বিদুরের ঘরে কৃষ্ণ করিলা ভোজনে ৷৷ ১৩৮ ৷৷ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*īśvarera kṛpā*—a misericórdia do Senhor; *jāti*—casta; *kula-ādi*—família, etc.; *nā māne*—não obedece; *vidurera*—de Vidura; *ghare*—no lar; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *karilā*—fez; *bhojane*—comer.", "translation": "**\"A misericórdia da Suprema Personalidade de Deus não está restrita à jurisdição da casta e do credo. Vidura era um śūdra, mas, ainda assim, Kṛṣṇa aceitou almoço em seu lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/139/", "verse_text": "sneha-leśāpekṣā mātra śrī-kṛṣṇa-kṛpāra\n\nsneha-vaśa hañā kare svatantra ācāra", "devanagari": "> স্নেহ-লেশাপেক্ষা মাত্র শ্রীকৃষ্ণ-কৃপার ৷\n> স্নেহবশ হঞা করে স্বতন্ত্র আচার ৷৷ ১৩৯ ৷৷ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*sneha*—de afeição; *leśa*—de um traço; *apekṣā*—dependência; *mātra*—apenas; *śrī-kṛṣṇa*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *kṛpāra*—da misericórdia; *sneha-vaśa*—obrigado pela afeição; *hañā*—sendo; *kare*—faz; *svatantra*—independente; *ācāra*—comportamento.", "translation": "**\"A misericórdia do Senhor Kṛṣṇa depende apenas da afeição. Sendo obrigado apenas pela afeição, o Senhor Kṛṣṇa age de maneira muito independente.**", "purport": "O Senhor Śrī Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, é misericordioso, mas Sua misericórdia não depende de regras e regulações mundanas. Ele depende apenas da afeição e de nada mais. O serviço ao Senhor Kṛṣṇa pode ser prestado de duas maneiras. A pessoa pode servir ao Senhor com afeição ou com veneração. Quando o serviço é prestado com afeição, trata-se da misericórdia especial do Senhor. Quando o serviço é prestado com veneração, é duvidoso que a misericórdia de Kṛṣṇa esteja de fato envolvida. Se a misericórdia de Kṛṣṇa está presente, ela não depende de nenhuma casta ou credo prescritos. Śrī Caitanya Mahāprabhu quis informar Sārvabhauma Bhaṭṭācārya de que o Senhor Kṛṣṇa é o mestre espiritual de todos, e que Ele não Se importa com casta ou credo mundanos. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu citou o exemplo de o Senhor Kṛṣṇa aceitar alimento na casa de Vidura, que era śūdra por nascimento. Da mesma forma, Īśvara Purī, um mestre espiritual dotado de poder, podia mostrar misericórdia a qualquer pessoa. Como tal, ele aceitou Govinda, embora o rapaz tivesse nascido em família śūdra. Quando Govinda foi iniciado, tornou-se um brāhmaṇa e foi aceito como servo pessoal de Īśvara Purī. No *Hari-bhakti-vilāsa*, Śrī Sanātana Gosvāmī afirma que aquele que é iniciado por um mestre espiritual fidedigno imediatamente se torna um brāhmaṇa. Um pseudomestre espiritual não pode transformar uma pessoa em brāhmaṇa, mas um mestre espiritual autorizado pode fazê-lo. Esse é o veredicto do śāstra, de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de todos os Gosvāmīs."}
{"ref": "cc/madhya/10/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/140/", "verse_text": "maryādā haite koṭi sukha sneha-ācaraṇe\n\nparamānanda haya yāra nāma-śravaṇe", "devanagari": "> মর্যাদা হৈতে কোটি সুখ স্নেহ-আচরণে ৷\n> পরমানন্দ হয় যার নাম-শ্রবণে ৷৷ ১৪০ ৷৷ ॥১৪০॥", "synonyms": "*maryādā haite*—maior que a veneração e o temor; *koṭi*—milhões de vezes; *sukha*—felicidade; *sneha*—com afeição; *ācaraṇe*—nos relacionamentos; *parama-ānanda*—bem-aventurança transcendental; *haya*—há; *yāra*—cujo; *nāma*—santo nome; *śravaṇe*—por ouvir.", "translation": "**\"Em conclusão, os relacionamentos de afeição com a Suprema Personalidade de Deus trazem uma felicidade muitos milhões de vezes maior que os relacionamentos com Ele em temor e veneração. Pelo simples fato de ouvir o santo nome do Senhor, o devoto fica imerso em bem-aventurança transcendental.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/141/", "verse_text": "eta bali' govindere kaila āliṅgana\n\ngovinda karila prabhura caraṇa vandana", "devanagari": "> এত বলি’ গোবিন্দেরে কৈল আলিঙ্গন ৷\n> গোবিন্দ করিল প্রভুর চরণ বন্দন ৷৷ ১৪১ ৷৷ ॥১৪১॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *govindere*—a Govinda; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraçar; *govinda*—Govinda; *karila*—fez; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa vandana*—adorar os pés de lótus.", "translation": "**Após dizer isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Govinda, e Govinda, por sua vez, ofereceu suas respeitosas reverências aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/142/", "verse_text": "prabhu kahe,-bhaṭṭācārya, karaha vicāra\n\ngurura kiṅkara haya mānya se āmāra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ভট্টাচার্য, করহ বিচার ৷ গুরুর কিঙ্কর হয় মান্য সে আমার ৷৷ ১৪২ ৷৷ তাঁহারে আপন-সেবা করাইতে না ষুয়ায় ৷ গুরু আজ্ঞা দিয়াছেন, কি করি উপায় ৷৷ ১৪৩ ৷৷ ॥১৪২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *bhaṭṭācārya*—Meu querido Bhaṭṭācārya; *karaha vicāra*—apenas considera; *gurura kiṅkara*—o servo do mestre espiritual; *haya*—é; *mānya*—respeitável; *se*—ele; *āmāra*—para Mim.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então continuou falando a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya: \"Considera este ponto. O servo do mestre espiritual é sempre respeitável para Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/143/", "verse_text": "tāṅhāre āpana-sevā karāite nā yuyāya\n\nguru ājñā diyāchena, ki kari upāya", "devanagari": "", "synonyms": "*tāṅhāre*—a ele; *āpana-sevā*—serviço pessoal; *karāite*—ocupar em fazer; *nā yuyāya*—não é apropriado; *guru*—o mestre espiritual; *ājñā*—ordem; *diyāchena*—deu; *ki*—o que; *kari*—posso fazer; *upāya*—remédio.", "translation": "**\"Sendo assim, não é apropriado que o servo do guru se ocupe em Meu serviço pessoal. Contudo, Meu mestre espiritual deu esta ordem. Que farei?\"**", "purport": "Os servos ou discípulos de um *guru* são todos irmãos espirituais uns dos outros e, como tais, devem respeitar-se mutuamente como *prabhu,* ou mestre. Ninguém deve desrespeitar seu irmão espiritual nem tentar ocupá-lo como servo. Por essa razão, Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya o que fazer em relação a Govinda. Govinda era o servo pessoal de Īśvara Purī, o mestre espiritual de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e agora Īśvara Purī havia ordenado a Govinda que se tornasse o servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Então, o que fazer? Essa foi a indagação que Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, um amigo experiente."}
{"ref": "cc/madhya/10/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/144/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,-gurura ājñā haya balavān\n\nguru-ājñā nā laṅghiye, śāstra-pramāṇa", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — গুরুর আজ্ঞা হয় বলবান্ ৷\n> গুরু-আজ্ঞা না লঙ্ঘিয়ে, শাস্ত্র — প্রমাণ ৷৷ ১৪৪ ৷৷ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *gurura ājñā*—a ordem do mestre espiritual; *haya*—é; *balavān*—forte; *guru-ājñā*—a ordem do mestre espiritual; *nā*—não; *laṅghiye*—podemos desobedecer; *śāstra*—escritural; *pramāṇa*—injunção.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"A ordem do mestre espiritual é muito forte e não pode ser desobedecida. Essa é a injunção dos śāstras, as escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/145/", "verse_text": "sa śuśruvān mātari bhārgaveṇa\n\npitur niyogāt prahṛtaṁ dviṣad-vat\n\npratyagṛhīd agraja-śāsanaṁ tad\n\nājñā gurūṇāṁ hy avicāraṇīyā", "devanagari": "> স শুশ্রুবান্মাতরি ভার্গবেণ পিতুর্নিয়োগাত্ প্রহৃতং দ্বিষদ্বত্ ৷\n> প্রত্যগৃহীদগ্রজশাসনং তদাজ্ঞা গুরূণাং হ্যবিচারণীয়া ৷৷ ১৪৫ ৷৷ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*saḥ*—Ele; *śuśruvān*—ouvindo; *mātari*—à mãe; *bhārgaveṇa*—por Paraśurāma; *pituḥ*—do pai; *niyogāt*—pela ordem; *prahṛtam*—matar; *dviṣat-vat*—como a um inimigo; *pratyagṛhīt*—aceitou; *agraja-śāsanam*—a ordem do irmão mais velho; *tat*—essa; *ājñā*—ordem; *gurūṇām*—de pessoas superiores, tais como o mestre espiritual ou o pai; *hi*—porque; *avicāraṇīyā*—a ser obedecida sem consideração.", "translation": "**\" 'Ao ser ordenado por seu pai, Paraśurāma matou sua mãe, Reṇukā, como se ela fosse uma inimiga. Quando Lakṣmaṇa, o irmão mais novo do Senhor Rāmacandra, ouviu falar disso, imediatamente se ocupou no serviço de Seu irmão mais velho e aceitou Suas ordens. A ordem do mestre espiritual deve ser obedecida sem consideração.'**", "purport": "Esta é uma citação do Raghu-vaṁśa (14.46). A afirmação do Senhor Rāmacandra a Sītā, apresentada a seguir, provém do *Rāmāyaṇa* (Ayodhyā-kāṇḍa 22.9)."}
{"ref": "cc/madhya/10/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/146/", "verse_text": "nirvicāraṁ guror ājñā\n\nmayā kāryā mahātmanaḥ\n\nśreyo hy evaṁ bhavatyāś ca\n\nmama caiva viśeṣataḥ", "devanagari": "> নির্বিচারং গুরোরাজ্ঞা ময়া কার্যা মহাত্মনঃ ৷\n> শ্রেয়ো হ্যেবং ভবত্যাশ্চ মম চৈব বিশেষতঃ ৷৷ ১৪৬ ৷৷ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*nirvicāram*—a ser obedecida sem consideração; *guroḥ*—do mestre espiritual; *ājñā*—a ordem; *mayā*—por Mim; *kāryā*—deve ser cumprida; *mahā-ātmanaḥ*—da grande alma; *śreyaḥ*—boa fortuna; *hi*—de fato; *evam*—assim; *bhavatyāḥ*—para ti; *ca*—e; *mama*—para Mim; *ca*—também; *eva*—certamente; *viśeṣataḥ*—especificamente.", "translation": "**\" 'A ordem de uma grande personalidade como um pai deve ser executada sem consideração, porque há boa fortuna em tal ordem para nós dois. Em particular, há boa fortuna para Mim.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/147/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre kaila aṅgīkāra\n\nāpana-śrī-aṅga-sevāya dila adhikāra", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে কৈল অঙ্গীকার ৷\n> আপন-শ্রীঅঙ্গ-সেবায় দিল অধিকার ৷৷ ১৪৭ ৷৷ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Govinda; *kaila*—fez; *aṅgīkāra*—aceitação; *āpana*—pessoal; *śrī-aṅga*—do corpo transcendental; *sevāya*—no serviço; *dila*—deu; *adhikāra*—responsabilidade.", "translation": "**Depois que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Govinda e o ocupou no serviço de Seu próprio corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/148/", "verse_text": "prabhura priya bhṛtya kari' sabe kare māna\n\nsakala vaiṣṇavera govinda kare samādhāna", "devanagari": "> প্রভুর প্রিয় ভৃত্য করি’ সবে করে মান ৷\n> সকল বৈষ্ণবের গোবিন্দ করে সমাধান ৷৷ ১৪৮ ৷৷ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *priya*—querido; *bhṛtya*—servo; *kari'*—compreendendo; *sabe*—todos; *kare*—prestam; *māna*—respeito; *sakala*—todos; *vaiṣṇavera*—dos devotos; *govinda*—Govinda; *kare*—faz; *samādhāna*—serviço.", "translation": "**Todos respeitavam Govinda como o mais querido servo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Govinda servia a todos os vaiṣṇavas e cuidava de suas necessidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/149/", "verse_text": "choṭa-baḍa-kīrtanīyā-dui haridāsa\n\nrāmāi, nandāi rahe govindera pāśa", "devanagari": "> ছোট-বড়-কীর্তনীয়া — দুই হরিদাস ৷\n> রামাই, নন্দাই রহে গোবিন্দের পাশ ৷৷ ১৪৯ ৷৷ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*choṭa-baḍa*—menor e maior; *kīrtanīyā*—músicos; *dui*—dois; *haridāsa*—Haridāsas; *rāmāi*—Rāmāi; *nandāi*—Nandāi; *rahe*—permanecem; *govindera pāśa*—com Govinda.", "translation": "**Tanto Haridāsa sênior quanto Haridāsa júnior, que eram músicos, bem como Rāmāi e Nandāi, costumavam permanecer com Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/150/", "verse_text": "govindera saṅge kare prabhura sevana\n\ngovindera bhāgya-sīmā nā yāya varṇana", "devanagari": "> গোবিন্দের সঙ্গে করে প্রভুর সেবন ৷\n> গোবিন্দের ভাগ্যসীমা না যায় বর্ণন ৷৷ ১৫০ ৷৷ ॥১৫০॥", "synonyms": "*govindera saṅge*—com Govinda; *kare*—prestam; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sevana*—serviço; *govindera*—de Govinda; *bhāgya-sīmā*—o limite da fortuna; *nā*—não; *yāya varṇana*—pode ser descrito.", "translation": "**Todos eles permaneciam com Govinda para servir a Śrī Caitanya Mahāprabhu; portanto, ninguém podia estimar a boa fortuna de Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/151/", "verse_text": "āra dine mukunda-datta kahe prabhura sthāne\n\nbrahmānanda-bhāratī āilā tomāra daraśane", "devanagari": "> আর দিনে মুকুন্দদত্ত কহে প্রভুর স্থানে ৷\n> ব্রহ্মানন্দ-ভারতী আইলা তোমার দরশনে ৷৷ ১৫১ ৷৷ ॥১৫১॥", "synonyms": "*āra dine*—no dia seguinte; *mukunda-datta*—Mukunda Datta; *kahe*—disse; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sthāne*—no local; *brahmānanda-bhāratī*—Brahmānanda Bhāratī; *āilā*—chegou; *tomāra daraśane*—para ver-Te.", "translation": "**No dia seguinte, Mukunda Datta informou a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Brahmānanda Bhāratī veio ver-Te.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/152/", "verse_text": "ājñā deha' yadi tāṅre āniye ethāi\n\nprabhu kahe,-guru teṅha, yāba tāṅra ṭhāñi", "devanagari": "> আজ্ঞা দেহ’ যদি তাঁরে আনিয়ে এথাই ৷\n> প্রভু কহে, — গুরু তেঁহ, যাব তাঁর ঠাঞি ৷৷ ১৫২ ৷৷ ॥১৫২॥", "synonyms": "*ājñā deha'*—ordena; *yadi*—se; *tāṅre*—a ele; *āniye*—posso trazer; *ethāi*—aqui; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *guru teṅha*—ele é Meu mestre espiritual; *yāba*—Eu irei; *tāṅra ṭhāñi*—ao lugar dele.", "translation": "**Então Mukunda Datta perguntou ao Senhor: \"Devo trazê-lo aqui?\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Brahmānanda Bhāratī é como Meu mestre espiritual. É melhor que Eu vá até ele.\""}
{"ref": "cc/madhya/10/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/153/", "verse_text": "eta bali' mahāprabhu bhakta-gaṇa-saṅge\n\ncali' āilā brahmānanda-bhāratīra āge", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্রভু ভক্তগণ-সঙ্গে ৷\n> চলি’ আইলা ব্রহ্মানন্দ-ভারতীর আগে ৷৷ ১৫৩ ৷৷ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com os devotos; *cali'*—caminhando; *āilā*—veio; *brahmānanda-bhāratīra*—de Brahmānanda Bhāratī; *āge*—à presença.", "translation": "**Após dizer isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos foram à presença de Brahmānanda Bhāratī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/154/", "verse_text": "brahmānanda pariyāche mṛga-carmāmbara\n\ntāhā dekhi' prabhu duḥkha pāilā antara", "devanagari": "> ব্রহ্মানন্দ পরিয়াছে মৃগচর্মাম্বর ৷\n> তাহা দেখি’ প্রভু দুঃখ পাইলা অন্তর ৷৷ ১৫৪ ৷৷ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*brahmānanda*—Brahmānanda; *pariyāche*—vestia; *mṛga-carma-ambara*—uma roupa feita de pele de veado; *tāhā dekhi'*—vendo aquilo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duḥkha*—infelicidade; *pāilā*—sentiu; *antara*—dentro de Si.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos se aproximaram dele, viram que ele estava coberto com uma pele de veado. Ao ver isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito infeliz.**", "purport": "Brahmānanda Bhāratī pertencia à Śaṅkara-sampradāya. (O título *bhāratī* indica um membro de uma das dez classes de *sannyāsīs* dessa *sampradāya*.) É costume que uma pessoa que renunciou ao mundo cubra seu corpo com uma pele de veado ou com a casca de uma árvore. Isso é prescrito pela *Manu-saṁhitā*. Mas se um *sannyāsī* que renunciou ao mundo simplesmente usa uma pele de veado e não avança espiritualmente, ele é iludido por falso prestígio. Śrī Caitanya Mahāprabhu não gostava de ver Brahmānanda Bhāratī usando uma pele de veado."}
{"ref": "cc/madhya/10/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/155/", "verse_text": "dekhiyā ta' chadma kaila yena dekhe nāñi\n\nmukundere puche,-kāhāṅ bhāratī-gosāñi", "devanagari": "> দেখিয়া ত’ ছদ্ম কৈল যেন দেখে নাঞি ৷\n> মুকুন্দেরে পুছে, — কাহাঁ ভারতী-গোসাঞি ৷৷ ১৫৫ ৷৷ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *ta'*—decerto; *chadma kaila*—fingiu; *yena*—como se; *dekhe*—visse; *nāñi*—não; *mukundere puche*—perguntou a Mukunda; *kāhāṅ*—onde; *bhāratī-gosāñi*—Brahmānanda Bhāratī, meu mestre espiritual.", "translation": "**Ao ver Brahmānanda Bhāratī usando a pele de veado, Caitanya Mahāprabhu fingiu não o ver. Em vez disso, perguntou a Mukunda Datta: \"Onde está Brahmānanda Bhāratī, meu mestre espiritual?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/156/", "verse_text": "mukunda kahe,-ei āge dekha vidyamāna\n\nprabhu kahe,-teṅha nahena, tumi ageyāna", "devanagari": "> মুকুন্দ কহে, — এই আগে দেখ বিদ্যমান ৷ প্রভু কহে, — তেঁহ নহেন, তুমি অগেয়ান ৷৷ ১৫৬ ৷৷ অন্যেরে অন্য কহ, নাহি তোমার জ্ঞান ৷ ভারতী-গোসাঞি কেনে পরিবেন চাম ৷৷ ১৫৭ ৷৷ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*mukunda kahe*—Mukunda disse; *ei āge*—aqui à frente; *dekha*—vê; *vidyamāna*—presente; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *teṅha nahena*—ele não é; *tumi ageyāna*—estás equivocado.", "translation": "**Mukunda Datta respondeu: \"Aqui está Brahmānanda Bhāratī, em Tua presença.\"**", "purport": "O Senhor respondeu: \"Estás equivocado. Este não é Brahmānanda Bhāratī."}
{"ref": "cc/madhya/10/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/157/", "verse_text": "anyere anya kaha, nāhi tomāra jñāna\n\nbhāratī-gosāñi kene paribena cāma", "devanagari": "", "synonyms": "*anyere*—outro; *anya kaha*—falas de outra pessoa; *nāhi*—não há; *tomāra*—teu; *jñāna*—conhecimento; *bhāratī*—Brahmānanda Bhāratī; *gosāñi*—Meu mestre espiritual; *kene*—por que; *paribena*—vestiria; *cāma*—pele.", "translation": "**\"Deves estar falando de outra pessoa, pois este decerto não é Brahmānanda Bhāratī. Simplesmente não tens conhecimento. Por que Brahmānanda Bhāratī vestiria uma pele de veado?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/158/", "verse_text": "śuni' brahmānanda kare hṛdaye vicāre\n\nmora carmāmbara ei nā bhāya iṅhāre", "devanagari": "> শুনি’ ব্রহ্মানন্দ করে হৃদয়ে বিচারে ৷\n> মোর চর্মাম্বর এই না ভায় ইঁহারে ৷৷ ১৫৮ ৷৷ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *brahmānanda*—Brahmānanda; *kare*—faz; *hṛdaye*—dentro de si; *vicāre*—consideração; *mora*—minha; *carma-ambara*—roupa de pele de veado; *ei*—esta; *nā*—não; *bhāya*—é aprovada; *iṅhāre*—por Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando Brahmānanda Bhāratī ouviu isto, ele pensou: \"Minha pele de veado não é aprovada por Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/159/", "verse_text": "bhāla kahena,--carmāmbara dambha lāgi' pari\n\ncarmāmbara-paridhāne saṁsāra nā tari", "devanagari": "> ভাল কহেন, — চর্মাম্বর দম্ভ লাগি’ পরি ৷\n> চর্মাম্বর-পরিধানে সংসার না তরি ৷৷ ১৫৯ ৷৷ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*bhāla*—bem; *kahena*—Ele disse; *carma-ambara*—a roupa de pele de veado; *dambha*—prestígio; *lāgi'*—por causa de; *pari*—visto; *carma-ambara-paridhāne*—vestindo uma roupa de pele; *saṁsāra*—o mundo material; *nā tari*—não posso atravessar.", "translation": "**Assim, admitindo seu erro, Brahmānanda Bhāratī pensou: \"Ele falou bem. Visto esta pele de veado apenas por prestígio. Não posso atravessar o oceano da ignorância simplesmente vestindo uma pele de veado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/160/", "verse_text": "āji haite nā pariba ei carmāmbara\n\nprabhu bahirvāsa ānāilā jāniyā antara", "devanagari": "> আজি হৈতে না পরিব এই চর্মাম্বর ৷\n> প্রভু বহির্বাস আনাইলা জানিয়া অন্তর ৷৷ ১৬০ ৷৷ ॥১৬০॥", "synonyms": "*āji haite*—de hoje em diante; *nā pariba*—não vestirei; *ei*—esta; *carma-ambara*—roupa de pele de veado; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bahiḥ-vāsa*—a roupa de um sannyāsī; *ānāilā*—mandou que alguém trouxesse; *jāniyā*—conhecendo; *antara*—sua reflexão.", "translation": "**\"De hoje em diante não vestirei esta pele de veado.\" Assim que Brahmānanda Bhāratī decidiu isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu, compreendendo sua mente, imediatamente mandou buscar os trajes de um sannyāsī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/161/", "verse_text": "carmāmbara chāḍi' brahmānanda parila vasana\n\nprabhu āsi' kaila tāṅra caraṇa vandana", "devanagari": "> চর্মাম্বর ছাড়ি’ ব্রহ্মানন্দ পরিল বসন ৷\n> প্রভু আসি’ কৈল তাঁর চরণ বন্দন ৷৷ ১৬১ ৷৷ ॥১৬১॥", "synonyms": "*carma-ambara chāḍi'*—abandonando a roupa de pele de veado; *brahmānanda*—Brahmānanda Bhāratī; *parila*—vestiu; *vasana*—roupa de tecido; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsi'*—vindo; *kaila*—fez; *tāṅra*—seus; *caraṇa vandana*—adoração aos pés.", "translation": "**Assim que Brahmānanda Bhāratī abandonou sua pele de veado e se cobriu com os trajes de sannyāsī, Śrī Caitanya Mahāprabhu veio e ofereceu Seus respeitos a seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/162/", "verse_text": "bhāratī kahe,-tomāra ācāra loka śikhāite\n\npunaḥ nā karibe nati, bhaya pāṅa citte", "devanagari": "> ভারতী কহে, — তোমার আচার লোক শিখাইতে ৷\n> পুনঃ না করিবে নতি, ভয় পাঙ চিত্তে ৷৷ ১৬২ ৷৷ ॥১৬২॥", "synonyms": "*bhāratī kahe*—Brahmānanda Bhāratī disse; *tomāra*—Teu; *ācāra*—comportamento; *loka*—as pessoas em geral; *śikhāite*—para instruir; *punaḥ*—novamente; *nā*—não; *karibe*—farás; *nati*—reverências; *bhaya*—temor; *pāṅa*—sinto; *citte*—dentro da mente.", "translation": "**Brahmānanda Bhāratī disse: \"Tu instruis as pessoas em geral por meio de Teu comportamento. Não farei nada contra Teus desejos; do contrário, não Te oferecerás reverências a mim, mas me negligenciarás. Tenho temor disto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/163/", "verse_text": "sāmpratika 'dui brahma' ihāṅ 'calācala'\n\njagannātha-acala brahma, tumi ta' sacala", "devanagari": "> সাম্প্রতিক ‘দুই ব্রহ্ম’ ইহাঁ ‘চলাচল’ ৷\n> জগন্নাথ — অচল ব্রহ্ম, তুমি ত’ সচল ৷৷ ১৬৩ ৷৷ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*sāmpratika*—no momento presente; *dui brahma*—dois Brahmans, ou identidades espirituais; *ihāṅ*—aqui; *cala-acala*—móvel e imóvel; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *acala brahma*—Brahman imóvel; *tumi*—Tu; *ta'*—mas; *sa-cala*—Brahman móvel.", "translation": "**\"Neste momento vejo dois Brahmans. Um Brahman é o Senhor Jagannātha, que não se move, e o outro Brahman, que se move, é Você. O Senhor Jagannātha é o arcā-vigraha, a Deidade adorável, e é Ele o Brahman imóvel. Você, porém, é o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, e move-se de um lado para outro. Ambos são o mesmo Brahman, senhor da natureza material, mas desempenham dois papéis — um móvel e outro imóvel. Dessa forma, dois Brahmans residem agora em Jagannātha Purī, Puruṣottama.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/164/", "verse_text": "tumi-gaura-varṇa, teṅha-śyāmala-varṇa\ndui brahme kaila saba jagat-tāraṇa", "devanagari": "> তুমি — গৌরবর্ণ, তেঁহ — শ্যামলবরণ ৷\n> দুই ব্রহ্মে কৈল সব জগৎ-তারণ ৷৷ ১৬৪ ৷৷ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *gaura-varṇa*—de tez dourada ou clara; *teṅha*—Ele; *śyāmala-varṇa*—de tez escura; *dui brahme*—ambos os Brahmans; *kaila*—realizaram; *saba jagat*—do mundo inteiro; *tāraṇa*—a libertação.", "translation": "**\"Dos dois Brahmans, Você tem a tez clara, e o outro, o Senhor Jagannātha, é escuro. Ambos estão libertando o mundo inteiro.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/165/", "verse_text": "prabhu kahe,-satya kahi, tomara āgamane\ndui brahma prakaṭila śrī-puruṣottame", "devanagari": "> প্রভু কহে, — সত্য কহি, তোমার আগমনে ৷ দুই ব্রহ্ম প্রকটিল শ্রীপুরুষোত্তমে ৷৷ ১৬৫ ৷৷ ‘‘ব্রহ্মানন্দ’ নাম তুমি — গৌর-ব্রহ্ম ‘চল’৷ শ্যামবর্ণ জগন্নাথ বসিয়াছেন ‘অচল’ ৷৷ ১৬৬ ৷৷ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *satya kahi*—digo a verdade; *tomāra āgamane*—por tua presença; *dui brahma*—dois Brahmans; *prakaṭila*—apareceram; *śrī-puruṣottame*—em Jagannātha Purī.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Na verdade, para dizer-te a verdade, devido à tua presença há agora dois Brahmans em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/166/", "verse_text": "'brahmānanda' nāma tumi-gaura-brahma 'cala'\nśyama-varṇa jagannātha vasiyāchena 'acala'", "devanagari": "", "synonyms": "*brahmānanda*—Brahmānanda; *nāma tumi*—teu nome; *gaura-brahma*—o Brahman de nome Gaura; *cala*—ambos estão se movendo; *śyāma-varṇa*—de tez escura; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *vasiyāchena*—está sentado; *acala*—sem movimento.", "translation": "**\"Tanto Brahmānanda quanto Gaurahari estão se movendo, ao passo que o escuro Senhor Jagannātha permanece sentado, firme e imóvel.\"**", "purport": "Brahmānanda Bhāratī queria provar que não há diferença entre o Senhor Supremo e a *jīva*, e Caitanya Mahāprabhu queria provar que Ele e Brahmānanda Bhāratī eram *jīvas* e que, embora as *jīvas* sejam Brahman, elas são muitas, ao passo que o Senhor Supremo, o Brahman Supremo, é um só. Por outro lado, Brahmānanda Bhāratī também queria provar que Jagannātha e Śrī Caitanya Mahāprabhu são um, a Suprema Personalidade de Deus, mas que, para cumprir Sua missão, Śrī Caitanya Mahāprabhu parecia estar em movimento enquanto o Senhor Jagannātha parecia estar inerte. Assim, esse argumento animado prosseguia. Por fim, Brahmānanda Bhāratī submeteu toda a questão a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya para uma decisão final."}
{"ref": "cc/madhya/10/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/167/", "verse_text": "bhāratī kahe,-sārvabhauma, madhyastha hañā\niṅhāra sane āmāra 'nyāya' bujha' mana diyā", "devanagari": "> ভারতী কহে, — সার্বভৌম, মধ্যস্থ হঞা ৷ ইঁহার সনে আমার ‘ন্যায়’ বুঝ’ মন দিয়া ৷৷ ১৬৭ ৷৷ ‘ব্যাপ্য’ ‘ব্যাপক’-ভাবে ‘জীব’-‘ব্রহ্মে’ জানি ৷ জীব — ব্যাপ্য, ব্রহ্ম — ব্যাপক, শাস্ত্রেতে বাখানি ৷৷ ১৬৮ ৷৷ ॥১৬৭॥", "synonyms": "*bhāratī kahe*—Brahmānanda Bhāratī disse; *sārvabhauma*—ó Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *madhya-stha hañā*—tornando-te mediador; *iṅhāra sane*—com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āmāra*—meu; *nyāya*—raciocínio lógico; *bujha'*—procura compreender; *mana diyā*—com atenção.", "translation": "**Brahmānanda Bhāratī disse: \"Meu caro Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, por favor, torna-te o mediador neste argumento lógico entre Śrī Caitanya Mahāprabhu e mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/168/", "verse_text": "'vyāpya' 'vyāpaka'-bhāve 'jīva'-'brahme' jāni\njīva-vyāpya, brahma-vyāpaka, śāstrete vākhāni", "devanagari": "", "synonyms": "*vyāpya*—localizado; *vyāpaka*—onipenetrante; *bhāve*—dessa maneira; *jīva*—a entidade viva; *brahme*—o Senhor Supremo; *jāni*—eu sei; *jīva*—a entidade viva; *vyāpya*—localizada; *brahma*—o Senhor Supremo; *vyāpaka*—onipenetrante; *śāstrete*—na escritura revelada; *vākhāni*—descrição.", "translation": "**Brahmānanda Bhāratī continuou: \"A entidade viva é localizada, ao passo que o Brahman Supremo é onipenetrante. Esse é o veredito das escrituras reveladas.**", "purport": "Brahmānanda Bhāratī atraiu a atenção de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya porque queria que ele julgasse o argumento. Em seguida, afirmou que o Brahman, o Senhor Supremo, é onipenetrante. Isso é confirmado pelo Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (13.3):\n\nkṣetra-jñaṁ cāpi māṁ viddhi\nsarva-kṣetreṣu bhārata\nkṣetra-kṣetrajñayor jñānaṁ\nyat taj jñānaṁ mataṁ mama\n\n\"Ó descendente de Bharata, deves compreender que Eu também sou o conhecedor em todos os corpos, e que compreender este corpo e seu conhecedor chama-se conhecimento. Essa é a Minha opinião.\"\n\nA Suprema Personalidade de Deus, em Seu aspecto Paramātmā, expande-Se por toda parte. A Brahma-saṁhitā diz: aṇḍāntara-stha-paramāṇu-cayāntara-stham — em virtude de Sua natureza onipenetrante, o Senhor Supremo está dentro do universo bem como dentro de todos os elementos do universo. Ele está até mesmo dentro do átomo. Dessa maneira, o Senhor Supremo Govinda é onipenetrante. Por outro lado, as entidades vivas são muito, muito pequenas. Diz-se que a entidade viva é a décima-milésima parte da ponta de um fio de cabelo. Portanto, a entidade viva é localizada. As entidades vivas repousam na refulgência Brahman, os raios corpóreos da Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/madhya/10/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/169/", "verse_text": "carma ghucāñā kaila āmāre śodhana\ndoṅhāra vyāpya-vyāpakatve ei ta' kāraṇa", "devanagari": "> চর্ম ঘুচাঞা কৈল আমারে শোধন ৷\n> দোঁহার ব্যাপ্য-ব্যাপকত্বে এই ত’ কারণ ৷৷ ১৬৯ ৷৷ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*carma*—a pele de veado; *ghucāñā*—retirando; *kaila*—fez; *āmāre*—a mim; *śodhana*—purificação; *doṅhāra*—de nós dois; *vyāpya*—ser localizado; *vyāpakatve*—ser onipenetrante; *ei*—esta; *ta'*—de fato; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu purificou-me ao retirar minha pele de veado. Isso é prova de que Ele é onipenetrante e onipotente e de que eu sou subordinado a Ele.**", "purport": "Brahmānanda Bhāratī aqui assevera que Śrī Caitanya Mahāprabhu é o Brahman Supremo e que ele é o Brahman subordinado. Isso é confirmado nos *Vedas*: nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām. A Suprema Personalidade de Deus é o Brahman ou Parambrahman, o principal de todas as entidades vivas. Tanto o Brahman Supremo, ou a Personalidade de Deus, quanto as entidades vivas são pessoas, mas o Brahman Supremo é o predominador, ao passo que as entidades vivas são predominadas."}
{"ref": "cc/madhya/10/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/170/", "verse_text": "suvarṇa-varṇo hemāṅgo\nvarāṅgaś candanāṅgadī\nsannyāsa-kṛc chamaḥ śānto\nniṣṭhā-śānti-parāyaṇaḥ", "devanagari": "> সুবর্ণবর্ণো হেমাঙ্গো বরাঙ্গশ্চন্দনাঙ্গদী ৷\n> সন্ন্যাসকৃচ্ছমঃ শান্তো নিষ্ঠা-শান্তি-পরায়ণঃ ৷৷ ১৭০ ৷৷ ॥১৭০॥", "synonyms": "*suvarṇa*—de ouro; *varṇaḥ*—tendo a cor; *hema-aṅgaḥ*—cujo corpo era como ouro fundido; *vara-aṅgaḥ*—tendo um corpo lindíssimo; *candana-aṅgadī*—cujo corpo estava untado com sândalo; *sannyāsa-kṛt*—praticando a ordem renunciada de vida; *śamaḥ*—equânime; *śāntaḥ*—pacífico; *niṣṭhā*—de devoção; *śānti*—e de paz; *parāyaṇaḥ*—o supremo refúgio.", "translation": "**\" 'Sua tez corpórea é dourada, e Seu corpo inteiro é como ouro fundido. Cada parte de Seu corpo é belissimamente constituída e untada com polpa de sândalo. Ao aceitar a ordem renunciada, o Senhor está sempre equânime. Ele está firmemente fixo em Sua missão de cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, e está firmemente situado em Sua conclusão dualista e em Sua paz.'**", "purport": "Esta é uma citação do Viṣṇu-sahasra-nāma-stotra do *Mahābhārata*."}
{"ref": "cc/madhya/10/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/171/", "verse_text": "ei saba nāmera iṅha haya nijāspada\ncandanākta prasāda-ḍora-śrī-bhuje aṅgada", "devanagari": "> এই সব নামের ইঁহ হয় নিজাস্পদ ৷\n> চন্দনাক্ত প্রসাদ-ডোর — শ্রীভুজে অঙ্গদ ৷৷ ১৭১ ৷৷ ॥১৭১॥", "synonyms": "*ei saba*—todos esses; *nāmera*—de nomes; *iṅha*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haya*—é; *nija-āspada*—o reservatório; *candana-akta*—untados com a polpa de sândalo; *prasāda-ḍora*—o fio recebido do templo de Jagannātha; *śrī-bhuje*—em Seus braços; *aṅgada*—ornamentos.", "translation": "**\"Todos os sintomas mencionados no verso do Viṣṇu-sahasra-nāma-stotra são visíveis no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Seus braços estão decorados com polpa de sândalo e com o fio recebido da Deidade de Śrī Jagannātha, e estes são Seus braceletes ornamentais.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/172/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,-bhāratī, dekhi tomāra jaya\nprabhu kahe,-yei kaha, sei satya haya", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — ভারতী, দেখি তোমার জয় ৷\n> প্রভু কহে, — যেই কহ, সেই সত্য হয় ৷৷ ১৭২ ৷৷ ॥১৭২॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—o Bhaṭṭācārya disse; *bhāratī*—ó Brahmānanda Bhāratī; *dekhi*—eu vejo; *tumāra jaya*—tua vitória; *prabhu kahe*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu disse; *yei kaha*—o que quer que digas; *sei*—isso; *satya*—verdade; *haya*—é.", "translation": "**Após ouvir isso, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya proferiu seu julgamento, dizendo: \"Brahmānanda Bhāratī, vejo que tu és o vitorioso.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente disse: \"Aceito tudo o que Brahmānanda Bhāratī disse. Para Mim, está perfeitamente bem.\""}
{"ref": "cc/madhya/10/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/173/", "verse_text": "guru-śiṣya-nyāye satya śiṣyera parājaya\nbhāratī kahe,-eho nahe, anya hetu haya", "devanagari": "> গুরু-শিষ্য-ন্যায়ে সত্য শিষ্যের পরাজয় ৷ ভারতী কহে, — এহো নহে, অন্য হেতু হয় ৷৷ ১৭৩ ৷৷ ভক্ত ঠাঞি হার’ তুমি, — এ তোমার স্বভাব ৷ আর এক শুন তুমি আপন প্রভাব ৷৷ ১৭৪ ৷৷ আজন্ম করিনু মুঞি ‘নিরাকার’-ধ্যান ৷ তোমা দেখি’ ‘কৃষ্ণ’ হৈল মোর বিদ্যমান ৷৷ ১৭৫ ৷৷ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*guru-śiṣya-nyāye*—quando há um argumento lógico entre o mestre espiritual e o discípulo; *satya*—certamente; *śiṣyera*—do discípulo; *parājaya*—a derrota; *bhāratī kahe*—Brahmānanda Bhāratī disse; *eho nahe*—neste caso não é o fato; *anya hetu*—outra causa; *haya*—há.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu assim Se colocou na posição de um discípulo e aceitou Brahmānanda Bhāratī como Seu mestre espiritual. Então disse: \"O discípulo é certamente derrotado num argumento com o mestre espiritual.\"**", "purport": "Brahmānanda Bhāratī imediatamente contestou essas palavras, dizendo: \"Esta não é a causa de Tua derrota. Há outra causa."}
{"ref": "cc/madhya/10/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/174/", "verse_text": "bhakta ṭhāñi hāra' tumi,-e tomāra svabhāva\nāra eka śuna tumi āpana prabhāva", "devanagari": "", "synonyms": "*bhakta ṭhāñi*—na presença de um devoto; *hāra'*—ser derrotado; *tumi*—Tu; *e*—esta; *tomāra*—Tua; *svabhāva*—natureza; *āra*—outra; *eka*—uma; *śuna*—ouve; *tumi*—Tu; *āpana prabhāva*—Tua própria influência.", "translation": "**\"É Tua característica natural aceitar a derrota nas mãos de Teu devoto. Há também outra glória Tua, que peço que ouças atentamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/175/", "verse_text": "ājanma karinu muñi 'nirākāra'-dhyāna\ntomā dekhi' 'kṛṣṇa' haila mora vidyamāna", "devanagari": "", "synonyms": "*ā-janma*—desde meu nascimento; *karinu*—tenho feito; *muñi*—eu; *nirākāra-dhyāna*—meditação no Brahman impessoal; *tomā dekhi'*—por ver-Te; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *haila*—tornou-se; *mora*—minha; *vidyamāna*—experiência.", "translation": "**\"Tenho meditado no Brahman impessoal desde meu nascimento, mas, desde que Te vi, experimentei plenamente Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Brahmānanda Bhāratī admitiu que, quando há uma discussão entre o mestre espiritual e o discípulo, o mestre espiritual sai naturalmente vitorioso, ainda que o discípulo apresente um argumento contundente. Em outras palavras, é costume que as palavras do mestre espiritual sejam mais dignas de reverência do que as palavras de um discípulo. Nas circunstâncias, como Brahmānanda Bhāratī estava na posição de mestre espiritual, saiu vitorioso sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu, que Se considerava discípulo de Brahmānanda Bhāratī. No entanto, Brahmānanda Bhāratī inverteu o argumento e assumiu a posição de devoto, admitindo que Śrī Caitanya Mahāprabhu era a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Isso significa que o Senhor foi voluntariamente derrotado por afeição ao devoto. Foi derrotado voluntariamente, pois ninguém pode derrotar o Senhor Supremo. A esse respeito, as palavras de Bhīṣma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.9.37) são importantes:\n\n> sva-nigamam apahāya mat-pratijñām\n> ṛtam adhikartum avapluto ratha-sthaḥ\n> dhṛta-ratha-caraṇo 'bhyayāc calad-gur\n> harir iva hantum ibhaṁ gatottarīyaḥ\n\n\"Cumprindo meu desejo e sacrificando Sua própria promessa, Ele desceu da quadriga, apanhou a roda e veio em minha direção apressadamente, assim como um leão vai matar um elefante. No caminho, largou até Sua manta.\"\n\nKṛṣṇa prometeu não lutar na Batalha de Kurukṣetra, mas para quebrar a promessa de Kṛṣṇa, Bhīṣma atacou Arjuna de forma tão vigorosa que Kṛṣṇa foi obrigado a pegar uma roda de quadriga e atacar Bhīṣma. O Senhor fez isso para mostrar que Seu devoto era mantido ao preço de Sua própria promessa. Brahmānanda Bhāratī disse: \"Desde o início de minha vida fui apegado à realização do Brahman impessoal, mas assim que O vi, tornei-me muito apegado à Personalidade de Deus, Kṛṣṇa.\" Portanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu é o próprio Senhor Kṛṣṇa, e assim Brahmānanda Bhāratī tornou-se Seu devoto."}
{"ref": "cc/madhya/10/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/176/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma sphure mukhe, mane netre kṛṣṇa\ntomāke tad-rūpa dekhi' hṛdaya-satṛṣṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম স্ফুরে মুখে, মনে নেত্রে কৃষ্ণ ৷\n> তোমাকে তদ্রূপ দেখি’ হৃদয় — সতৃষ্ণ ৷৷ ১৭৬ ৷৷ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *sphure*—manifesta-se; *mukhe*—na boca; *mane*—na mente; *netre*—diante dos olhos; *kṛṣṇa*—a presença do Senhor Kṛṣṇa; *tomāke*—a Ti; *tat-rūpa*—Sua forma; *dekhi'*—eu vejo; *hṛdaya*—meu coração; *sa-tṛṣṇa*—muito ávido.", "translation": "**Brahmānanda Bhāratī continuou: \"Desde que Te vi, tenho sentido a presença do Senhor Kṛṣṇa em minha mente e tenho-O visto diante de meus olhos. Agora desejo cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa. Acima de tudo isso, dentro de meu coração, considero-Te Kṛṣṇa, e portanto estou muito ávido por servir-Te.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/177/", "verse_text": "bilvamaṅgala kaila yaiche daśā āpanāra\nihāṅ dekhi' sei daśā ha-ila āmāra", "devanagari": "> বিল্বমঙ্গল কৈল যৈছে দশা আপনার ৷\n> ইহাঁ দেখি’ সেই দশা হইল আমার ৷৷ ১৭৭ ৷৷ ॥১৭৭॥", "synonyms": "*bilvamaṅgala*—Bilvamaṅgala; *kaila*—fez; *yaiche*—como; *daśā*—condição; *āpanāra*—sua própria; *ihāṅ*—aqui; *dekhi'*—eu vejo; *sei daśā*—essa condição; *ha-ila*—tornou-se; *āmāra*—minha.", "translation": "**\"Bilvamaṅgala Ṭhākura abandonou sua compreensão impessoal pela compreensão da Personalidade de Deus. Vejo agora que minha condição é semelhante à dele, pois ela já se modificou.\"**", "purport": "Em sua vida anterior, Bilvamaṅgala Ṭhākura era um monista impersonalista e costumava meditar sobre a efulgência do Brahman impessoal. Depois tornou-se devoto do Senhor Kṛṣṇa, e sua explicação para essa mudança consta num verso (texto 178) citado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*. Às vezes um devoto chega gradualmente ao estágio da realização do Bhagavān, a realização da Pessoa Suprema, depois de ter atingido os estágios inferiores de realização — a realização do Brahman impessoal e a realização do Paramātmā localizado. A condição de tal devoto é descrita no *Caitanya-candrāmṛta* (5) por Prabodhānanda Sarasvatī:\n\n> kaivalyaṁ narakāyate tri-daśa-pūr ākāśa-puṣpāyate\n> durdāntendriya-kāla-sarpa-paṭalī protkhāta-daṁṣṭrāyate\n> viśvaṁ pūrṇa-sukhāyate vidhi-mahendrādiś ca kīṭāyate\n> yat-kāruṇya-kaṭākṣa-vaibhavavatāṁ taṁ gauram eva stumaḥ\n\nKaivalya, a unicidade na efulgência do Brahman, parece infernal ao devoto. Os planetas celestiais, as moradas dos semideuses, parecem ao devoto uma fantasmagoria. Os *yogīs* meditam para controlar os sentidos, mas para o devoto os sentidos parecem serpentes com dentes quebrados. O devoto não precisa controlar seus sentidos, pois eles já estão ocupados no serviço do Senhor. Por conseguinte, não há possibilidade de que os sentidos ajam como serpentes. Na condição material, os sentidos são tão fortes quanto serpentes venenosas. Mas quando os sentidos estão ocupados no serviço do Senhor, são como serpentes venenosas com as presas arrancadas, e assim não são mais perigosos. O mundo inteiro é uma réplica de Vaikuṇṭha para o devoto, porque ele não tem ansiedade. Ele vê que tudo pertence a Kṛṣṇa e não quer desfrutar de nada para si mesmo. Não aspira nem à posição do Senhor Brahmā ou de Indra. Simplesmente quer ocupar tudo no serviço do Senhor; dessa forma, não tem problemas. Ele se situa em sua posição constitucional original. Tudo isso é possível quando se recebe o olhar misericordioso de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\n\nNo *Caitanya-candrāmṛta* há muitos outros versos que ilustram esse mesmo princípio.\n\n> dhik kurvanti ca brahma-yoga-viduṣas taṁ gauracandraṁ numaḥ\n\n> tāvad brahma-kathā vimukta-padavī tāvan na tiktī-bhavet\n> tāvac cāpi viśṛṅkhalatvam ayate no loka-veda-sthitiḥ\n> tāvac chāstra-vidāṁ mithaḥ kala-kalo nānā-bahir-vartmasu\n> śrī-caitanya-padāmbuja-priya-jano yāvan na dig-gocaraḥ\n\n> gauraś cauraḥ sakalamaharat ko 'pi me tīvra-vīryaḥ\n\nUma discussão sobre o Brahman impessoal não é muito palatável para um devoto. Os chamados regulamentos dos *śāstras* também lhe parecem nulos e sem efeito. Há muitas pessoas que debatem sobre os *śāstras*, mas para um devoto tais discussões não passam de um clamor tumultuoso. Pela influência de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos esses problemas desaparecem."}
{"ref": "cc/madhya/10/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/178/", "verse_text": "advaita-vīthī-pathikair upāsyāḥ\nsvānanda-siṁhāsana-labdha-dīkṣāḥ\nśaṭhena kenāpi vayaṁ haṭhena\ndāsī-kṛtā gopa-vadhū-viṭena", "devanagari": "> অদ্বৈতবীথীপথিকৈরুপাস্যাঃ, স্বানন্দসিংহাসন-লব্ধদীক্ষাঃ ৷\n> শঠেন কেনাপি বয়ং হঠেন, দাসীকৃতা গোপবধূবিটেন ৷৷ ১৭৮ ৷৷ ॥১৭৮॥", "synonyms": "*advaita-vīthī*—da senda do monismo; *pathikaiḥ*—pelos peregrinos; *upāsyāḥ*—adoráveis; *sva-ānanda*—da autorrealização; *siṁha-āsana*—no trono; *labdha-dīkṣāḥ*—sendo iniciados; *śaṭhena*—por um trapaceiro; *kena api*—algum; *vayam*—eu; *haṭhena*—à força; *dāsī-kṛtā*—transformado em criada; *gopa-vadhū-viṭena*—por um menino dado a brincadeiras com as gopīs.", "translation": "**Brahmānanda Bhāratī concluiu: \" 'Embora eu tenha sido reverenciado por aqueles no caminho do monismo e iniciado na autorrealização pelo sistema do yoga, fui mesmo assim transformado à força em criada por algum menino astuto que sempre brinca com as gopīs.' \"**", "purport": "Este é um verso escrito por Bilvamaṅgala Ṭhākura. Está citado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.1.44)."}
{"ref": "cc/madhya/10/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/179/", "verse_text": "prabhu kahe,-kṛṣṇe tomāra gāḍha premā haya\nyāhāṅ netra paḍe, tāhāṅ śrī-kṛṣṇa sphuraya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কৃষ্ণে তোমার গাঢ় প্রেমা হয় ৷\n> যাহাঁ নেত্র পড়ে, তাহাঁ শ্রীকৃষ্ণ স্ফুরয় ৷৷ ১৭৯ ৷৷ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *tomāra*—teu; *gāḍha*—profundo; *premā*—amor; *haya*—há; *yāhāṅ*—onde quer que; *netra*—olhos; *paḍe*—pousem; *tāhāṅ*—ali; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *sphuraya*—manifesta-Se.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Tu tens um profundo amor extático por Kṛṣṇa; portanto, onde quer que voltes teus olhos, simplesmente intensificas tua consciência de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/180/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,-doṅhāra susatya vacana\nāge yadi kṛṣṇa dena sākṣāt daraśana", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — দোঁহার সুসত্য বচন ৷ আগে যদি কৃষ্ণ দেন সাক্ষাৎ দরশন ৷৷ ১৮০ ৷৷ প্রেম বিনা কভু নহে তাঁর সাক্ষাৎকার ৷ ইঁহার কৃপাতে হয় দরশন ইঁহার ৷৷ ১৮১ ৷৷ ॥১৮০॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *doṅhāra*—de ambos; *su-satya*—corretas; *vacana*—as afirmações; *āge*—primeiro; *yadi*—se; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *dena*—dá; *sākṣāt*—direta; *daraśana*—audiência.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Ambas as afirmações de vocês dois estão corretas. Kṛṣṇa concede audiência direta por Sua própria misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/181/", "verse_text": "prema vinā kabhu nahe tāṅra sākṣātkāra\niṅhāra kṛpāte haya daraśana iṅhāra", "devanagari": "", "synonyms": "*prema vinā*—sem amor extático; *kabhu nahe*—nunca há; *tāṅra*—Seu; *sākṣātkāra*—encontro direto; *iṅhāra kṛpāte*—pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haya*—torna-se possível; *daraśana*—visão; *iṅhāra*—de Brahmānanda Bhāratī.", "translation": "**\"Sem ter amor extático por Kṛṣṇa, ninguém pode vê-lo diretamente. Portanto, pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Brahmānanda Bhāratī adquiriu a visão direta do Senhor.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Tu és Brahmānanda Bhāratī, um devoto avançado que ama extaticamente o Senhor Supremo. Portanto, vês Kṛṣṇa por toda parte, e não há dúvida quanto a isso.\" Sārvabhauma Bhaṭṭācārya era um mediador entre Śrī Caitanya Mahāprabhu e Brahmānanda Bhāratī, e seu julgamento foi que um devoto avançado como Brahmānanda Bhāratī via Kṛṣṇa pela misericórdia de Kṛṣṇa. Kṛṣṇa apresenta-Se diretamente diante da visão de um devoto avançado. Visto que Brahmānanda Bhāratī era um devoto avançado, ele via Kṛṣṇa na pessoa de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Nas palavras da Brahma-saṁhitā (5.38):\n\npremāñjana-cchurita-bhakti-vilocanena\nsantaḥ sadaiva hṛdayeṣu vilokayanti\nyaṁ śyāmasundaram acintya-guṇa-svarūpaṁ\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Adoro Govinda, o Senhor primordial, que é sempre visto pelo devoto cujos olhos estão ungidos com a polpa do amor. Ele é visto em Sua forma eterna de Śyāmasundara, situado dentro do coração do devoto.\""}
{"ref": "cc/madhya/10/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/182/", "verse_text": "prabhu kahe,-'viṣṇu' 'viṣṇu', ki kaha sārvabhauma\n'ati-stuti' haya ei nindāra lakṣaṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘বিষ্ণু’ ‘বিষ্ণু’, কি কহ সার্বভৌম ৷\n> ‘অতিস্তুতি’ হয় এই নিন্দার লক্ষণ ৷৷ ১৮২ ৷৷ ॥১৮২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *viṣṇu viṣṇu*—ó Senhor Viṣṇu, Senhor Viṣṇu; *ki kaha*—o que estás dizendo; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ati-stuti*—glorificação excessiva; *haya*—é; *ei*—este; *nindāra lakṣaṇa*—sintoma de blasfêmia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, o que estás dizendo? Senhor Viṣṇu, salva-Me! Tal glorificação é simplesmente outra forma de blasfêmia.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou um tanto constrangido com a afirmação do Bhaṭṭācārya; portanto, Ele proferiu o nome Viṣṇu para salvar-Se. O Senhor aqui confirma que, se alguém é superestimado, a glorificação é apenas outra forma de blasfêmia. Dessa maneira, Ele protesta contra essa suposta afirmação ofensiva."}
{"ref": "cc/madhya/10/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/183/", "verse_text": "eta bali' bhāratīre lañā nija-vāsā āilā\nbhāratī-gosāñi prabhura nikaṭe rahilā", "devanagari": "> এত বলি’ ভারতীরে লঞা নিজ-বাসা আইলা ৷\n> ভারতী-গোসাঞি প্রভুর নিকটে রহিলা ৷৷ ১৮৩ ৷৷ ॥১৮৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *bhāratīre*—Brahmānanda Bhāratī; *lañā*—levando consigo; *nija-vāsā āilā*—retornou à Sua própria residência; *bhāratī-gosāñi*—Brahmānanda Bhāratī; *prabhura nikaṭe*—no abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu levou Brahmānanda Bhāratī consigo até Sua residência. A partir desse momento, Brahmānanda Bhāratī permaneceu com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/184/", "verse_text": "rāmabhadrācārya, āra bhagavān ācārya\nprabhu-pade rahilā duṅhe chāḍi' sarva kārya", "devanagari": "> রামভদ্রাচার্য, আর ভগবান্ আচার্য ৷\n> প্রভু-পদে রহিলা দুঁহে ছাড়ি’ সর্ব কার্য ৷৷ ১৮৪ ৷৷ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*rāmabhadra-ācārya*—Rāmabhadra Ācārya; *āra*—e; *bhagavān ācārya*—Bhagavān Ācārya; *prabhu-pade*—sob o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahilā*—permaneceram; *duṅhe*—ambos; *chāḍi'*—abandonando; *sarva kārya*—todas as outras responsabilidades.", "translation": "**Mais tarde, Rāmabhadra Ācārya e Bhagavān Ācārya também se juntaram a eles e, abandonando todas as outras responsabilidades, permaneceram sob o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/185/", "verse_text": "kāśīśvara gosāñi āilā āra dine\nsammāna kariyā prabhu rākhilā nija sthāne", "devanagari": "> কাশীশ্বর গোসাঞি আইলা আর দিনে ৷\n> সম্মান করিয়া প্রভু রাখিলা নিজ স্থানে ৷৷ ১৮৫ ৷৷ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*kāśīśvara gosāñi*—outro devoto; *āilā*—veio; *āra dine*—no dia seguinte; *sammāna kariyā*—prestando todo o respeito; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rākhilā*—manteve; *nija sthāne*—em Seu próprio lugar.", "translation": "**No dia seguinte, Kāśīśvara Gosāñi também veio e permaneceu com Śrī Caitanya Mahāprabhu, que o recebeu com grande respeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/186/", "verse_text": "prabhuke lañā karā'na īśvara daraśana\nāge loka-bhiḍa saba kari' nivāraṇa", "devanagari": "> প্রভুকে লঞা করা’ন ঈশ্বর দরশন ৷\n> আগে লোক-ভিড় সব করি’ নিবারণ ৷৷ ১৮৬ ৷৷ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *karā'na*—ajuda em; *īśvara daraśana*—visitar o Senhor Jagannātha; *āge*—à frente de; *loka-bhiḍa*—multidões de pessoas; *saba*—todas; *kari' nivāraṇa*—refreando.", "translation": "**Kāśīśvara costumava conduzir Śrī Caitanya Mahāprabhu ao templo de Jagannātha. Ele precedia o Senhor através da multidão e impedia que as pessoas O tocassem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/187/", "verse_text": "yata nada nadī yaiche samudre milaya\naiche mahāprabhura bhakta yāhāṅ tāhāṅ haya", "devanagari": "> যত নদ নদী যৈছে সমুদ্রে মিলয় ৷\n> ঐছে মহাপ্রভুর ভক্ত যাহাঁ তাহাঁ হয় ৷৷ ১৮৭ ৷৷ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*yata*—todos os; *nada nadī*—rios; *yaiche*—assim como; *samudre*—no mar; *milaya*—encontram-se; *aiche*—de modo semelhante; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta*—os devotos; *yāhāṅ tāhāṅ*—onde quer que; *haya*—estivessem.", "translation": "**Assim como todos os rios desembocam no mar, todos os devotos de todo o país finalmente vieram para o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/188/", "verse_text": "sabe āsi' mililā prabhura śrī-caraṇe\nprabhu kṛpā kari' sabāya rākhila nija sthāne", "devanagari": "> সবে আসি’ মিলিলা প্রভুর শ্রীচরণে ৷\n> প্রভু কৃপা করি’ সবায় রাখিল নিজ স্থানে ৷৷ ১৮৮ ৷৷ ॥১৮৮॥", "synonyms": "*sabe*—todos; *āsi'*—vindo; *mililā*—encontraram-se; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-caraṇe*—sob o abrigo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā kari'*—mostrando misericórdia; *sabāya*—a cada um deles; *rākhila*—manteve; *nija sthāne*—sob Sua proteção.", "translation": "**Visto que todos os devotos vieram a Ele em busca de abrigo, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou-lhes a todos misericórdia e os manteve sob Sua proteção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/189/", "verse_text": "ei ta' kahila prabhura vaiṣṇava-milana\nihā yei śune, pāya caitanya-caraṇa", "devanagari": "> এই ত’ কহিল প্রভুর বৈষ্ণব-মিলন ৷\n> ইহা যেই শুনে, পায় চৈতন্য-চরণ ৷৷ ১৮৯ ৷৷ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahila*—descrevi; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *vaiṣṇava-milana*—o encontro com todos os vaiṣṇavas; *ihā*—esta narração; *yei*—todo aquele que; *śune*—ouve; *pāya*—obtém; *caitanya-caraṇa*—o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi o encontro de todos os vaiṣṇavas com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quem quer que ouça esta descrição finalmente alcança Seu abrigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/10/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/10/190/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ৷\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ৷৷ ১৯০ ৷৷ ॥১৯০॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando sua misericórdia, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Capítulo, que descreve o encontro do Senhor com os vaiṣṇavas por ocasião de Seu retorno do Sul da Índia a Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/madhya/11/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/1/", "verse_text": "aty-uddaṇḍaṁ tāṇḍavaṁ gauracandraḥ\nkurvan bhaktaiḥ śrī-jagannātha-gehe\nnānā-bhāvālaṅkṛtāṅgaḥ sva-dhāmnā\ncakre viśvaṁ prema-vanyā-nimagnam", "devanagari": "> অত্যুদ্দণ্ডং তাণ্ডবং গৌরচন্দ্রঃ\n> কুর্বন্ ভক্তৈঃ শ্রীজগন্নাথগেহে ৷\n> নানাভাবালঙ্কৃতাঙ্গঃ স্বধাম্না\n> চক্রে বিশ্বং প্রেমবন্যা-নিমগ্নম্ ৷৷ ১ ৷৷ ॥১॥", "synonyms": "*ati*—muitíssimo; *uddaṇḍam*—saltando alto; *tāṇḍavam*—dança muito graciosa; *gaura-candraḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kurvan*—executando; *bhaktaiḥ*—com os devotos; *śrī-jagannātha-gehe*—no templo do Senhor Jagannātha; *nānā-bhāva-alaṅkṛta-aṅgaḥ*—tendo muitos sintomas extáticos manifestos em Seu corpo transcendental; *sva-dhāmnā*—pela influência de Seu amor extático; *cakre*—fez; *viśvam*—o mundo inteiro; *prema-vanyā-nimagnam*—imerso na inundação do amor extático.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu imergiu o mundo inteiro no oceano do amor extático ao executar Suas belas danças dentro do templo de Jagannātha. Ele dançou de modo primoroso e saltou alto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ৷\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ৷৷ ২ ৷৷ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Śrī Advaita Prabhu! E todas as glórias aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/3/", "verse_text": "āra dina sārvabhauma kahe prabhu-sthāne\nabhaya-dāna deha' yadi, kari nivedane", "devanagari": "> আর দিন সার্বভৌম কহে প্রভুস্থানে ৷\n> অভয়-দান দেহ’ যদি, করি নিবেদনে ৷৷ ৩ ৷৷ ॥৩॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—diz; *prabhu-sthāne*—na presença do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *abhaya-dāna*—a caridade da destemidez; *deha'*—concedas; *yadi*—se; *kari*—eu faço; *nivedane*—súplica.", "translation": "**No dia seguinte, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya pediu ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu que lhe desse permissão para apresentar uma exposição sem temor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/4/", "verse_text": "prabhu kahe,—kaha tumi, nāhi kichu bhaya\nyogya haile kariba, ayogya haile naya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কহ তুমি, নাহি কিছু ভয় ৷\n> যোগ্য হৈলে করিব, অযোগ্য হৈলে নয় ৷৷ ৪ ৷৷ ॥৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kaha tumi*—sim, podes falar; *nāhi*—não há; *kichu*—nenhum; *bhaya*—temor; *yogya*—conveniente; *haile*—se for; *kariba*—eu atenderei; *ayogya*—inconveniente; *haile*—se for; *naya*—então não atenderei.", "translation": "**O Senhor assegurou ao Bhaṭṭācārya que ele podia falar sem temor, mas acrescentou que, se sua exposição fosse apropriada, Ele a aceitaria, e, se não fosse, Ele a rejeitaria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/5/", "verse_text": "sārvabhauma kahe—ei pratāparudra rāya\nutkaṇṭhā hañāche, tomā milibāre cāya", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে — এই প্রতাপরুদ্র রায় ৷\n> উৎকণ্ঠা হঞাছে, তোমা মিলিবারে চায় ৷৷ ৫ ৷৷ ॥৫॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *ei*—este; *pratāparudra rāya*—o rei Pratāparudra de Jagannātha Purī; *utkaṇṭhā hañāche*—está muito ansioso; *tomā*—a Ti; *milibāre*—encontrar-se; *cāya*—ele deseja.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Há um rei chamado Pratāparudra Rāya. Ele está muito ansioso por encontrar-se conTigo e deseja Tua permissão.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/6/", "verse_text": "karṇe hasta diyā prabhu smare 'nārāyaṇa'\nsārvabhauma, kaha kena ayogya vacana", "devanagari": "> কর্ণে হস্ত দিয়া প্রভু স্মরে ‘নারায়ণ’ ৷ সার্বভৌম, কহ কেন অযোগ্য বচন ৷৷ ৬ ৷৷ বিরক্ত সন্ন্যাসী আমার রাজ-দরশন ৷ স্ত্রী-দরশন-সম বিষের ভক্ষণ ৷৷ ৭ ৷৷ ॥৬॥", "synonyms": "*karṇe*—nos ouvidos; *hasta*—as mãos; *diyā*—colocando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *smare*—lembra-se; *nārāyaṇa*—do santo nome do Senhor Nārāyaṇa; *sārvabhauma*—Meu caro Sārvabhauma; *kaha*—dizes; *kena*—por que; *ayogya vacana*—um pedido que não é apropriado.", "translation": "**Tão logo Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu essa proposta, Ele imediatamente cobriu Seus ouvidos com as mãos e disse: \"Meu caro Sārvabhauma, por que estás Me fazendo um pedido tão indesejável?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/7/", "verse_text": "virakta sannyāsī āmāra rāja-daraśana\nstrī-daraśana-sama viṣera bhakṣaṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*virakta*—desapegado; *sannyāsī*—pessoa na ordem renunciada; *āmāra*—Meu; *rāja-daraśana*—encontrar-se com um rei; *strī-daraśana*—encontrar-se com uma mulher; *sama*—como; *viṣera*—de veneno; *bhakṣaṇa*—beber.", "translation": "**\"Como estou na ordem dos renunciantes, é tão perigoso para Mim encontrar um rei quanto encontrar uma mulher. Ambos são como beber veneno.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/8/", "verse_text": "niṣkiñcanaṣya bhagavad-bhajanonmukhasya\npāraṁ paraṁ jigamiṣor bhava-sāgarasya\nsandarśanaṁ viṣayiṇām atha yoṣitāṁ ca\nhā hanta hanta viṣa-bhakṣaṇato 'py asādhu", "devanagari": "> নিষ্কিঞ্চনস্য ভগবদ্ভজনোন্মুখস্য\n> পারং পরং জিগমিষোর্ভবসাগরস্য ৷\n> সন্দর্শনং বিষয়িণামথ যোষিতাঞ্চ\n> হা হন্ত হন্ত বিষভক্ষণতোঽপ্যসাধু ৷৷ ৮ ৷৷ ॥৮॥", "synonyms": "*niṣkiñcanasya*—de uma pessoa que se desapegou completamente do gozo material; *bhagavat*—a Suprema Personalidade de Deus; *bhajana*—em servir; *unmukhasya*—que está ansioso por ocupar-se; *pāram*—ao outro lado; *param*—distante; *jigamiṣoḥ*—que deseja ir; *bhava-sāgarasya*—do oceano da existência material; *sandarśanam*—o ver (para algum propósito material); *viṣayiṇām*—de pessoas ocupadas em atividades materiais; *atha*—bem como; *yoṣitām*—de mulheres; *ca*—também; *hā*—ai; *hanta hanta*—expressão de grande lamentação; *viṣa-bhakṣaṇataḥ*—do que o ato de beber veneno; *api*—até mesmo; *asādhu*—mais abominável.", "translation": "**Lamentando profundamente, o Senhor comunicou então a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya: \" 'Ai de mim, para uma pessoa que deseja sinceramente cruzar o oceano material e dedicar-se ao serviço amoroso transcendental do Senhor sem motivos materiais, ver um materialista entregue à gratificação dos sentidos e ver uma mulher com o mesmo interesse é mais abominável do que beber veneno deliberadamente.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka (8.23). Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu enuncia os princípios para um sannyāsī que renuncia ao mundo material em prol do avanço espiritual. O avanço espiritual não se destina a espetáculos de mágica e malabarismos, mas a atravessar o mundo material e ser transferido para o mundo espiritual. Pāraṁ paraṁ jigamiṣoḥ significa desejar ir para o outro lado do mundo material. Há um rio chamado Vaitaraṇī, e, de um lado desse rio está o mundo material, e, do outro lado está o mundo espiritual. Visto que o rio Vaitaraṇī é comparado a um grande oceano, ele é chamado bhava-sāgara, o oceano dos repetidos nascimentos e mortes. A vida espiritual visa a deter essa repetição de nascimentos e mortes e a entrar no mundo espiritual, onde se pode viver eternamente cônscio e bem-aventurado.\n\nInfelizmente, a população em geral nada sabe sobre a vida espiritual ou o mundo espiritual. O mundo espiritual é mencionado no *Bhagavad-gītā* (8.20):\n\nparas tasmāt tu bhāvo 'nyo\n'vyakto 'vyaktāt sanātanaḥ\nyaḥ sa sarveṣu bhūteṣu\nnaśyatsu na vinaśyati\n\n\"Contudo, existe uma outra natureza imanifesta, que é eterna e transcendental a esta matéria manifesta e imanifesta. Ela é suprema e jamais é aniquilada. Quando tudo neste mundo é aniquilado, aquela parte permanece tal como é.\"\n\nAssim, há uma natureza espiritual além deste mundo material, e essa natureza espiritual existe eternamente. O avanço espiritual significa deter as atividades materiais e entrar nas atividades espirituais. Este é o processo do bhakti-yoga. No mundo material, o principal meio para a gratificação dos sentidos é a mulher. Aquele que está seriamente interessado na vida espiritual deve evitar as mulheres estritamente. Um sannyāsī jamais deve ver um homem ou uma mulher para benefício material. Além disso, as conversas com homens e mulheres materialistas também são perigosas, e são comparadas a beber veneno. Śrī Caitanya Mahāprabhu era muito rigoroso quanto a este ponto. Por isso, Ele recusou-se a ver o rei Pratāparudra, que naturalmente estava sempre ocupado em assuntos políticos e econômicos. O Senhor recusou-se a ver o rei mesmo diante do pedido de uma personalidade como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, que era amigo íntimo e devoto do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/11/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/9/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,—satya tomāra vacana\njagannātha-sevaka rājā kintu bhaktottama", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — সত্য তোমার বচন ৷\n> জগন্নাথ-সেবক রাজা কিন্তু ভক্তোত্তম ৷৷ ৯ ৷৷ ॥৯॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya replicou; *satya*—verdadeira; *tomāra*—Tua; *vacana*—afirmação; *jagannātha-sevaka*—servo do Senhor Jagannātha; *rājā*—o rei; *kintu*—mas; *bhakta-uttama*—um grande devoto.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya replicou: \"Meu caro Senhor, o que disseste é correto, mas este rei não é um rei comum. Ele é um grande devoto e servo do Senhor Jagannātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/10/", "verse_text": "prabhu kahe,—tathāpi rājā kāla-sarpākāra\nkāṣṭha-nārī-sparśe yaiche upaje vikāra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তথাপি রাজা কালসর্পাকার ৷\n> কাষ্ঠনারী-স্পর্শে যৈছে উপজে বিকার ৷৷ ১০ ৷৷ ॥১০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu replicou; *tathāpi*—ainda assim; *rājā*—o rei; *kāla-sarpa-ākāra*—tal como uma serpente venenosa; *kāṣṭha-nārī*—uma mulher feita de madeira; *sparśe*—ao tocar; *yaiche*—como; *upaje*—surge; *vikāra*—agitação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Embora seja correto que o rei é um grande devoto, ele ainda assim deve ser considerado uma serpente venenosa. De modo semelhante, ainda que uma mulher seja feita de madeira, a pessoa se agita simplesmente ao tocar sua forma.**", "purport": "Śrī Cāṇakya Paṇḍita, em suas instruções morais, afirmou: tyaja durjana-saṁsargaṁ bhaja sādhu-samāgamam. Isto significa que a pessoa tem de abandonar a associação das pessoas materialistas e associar-se com pessoas espiritualmente avançadas. Por mais qualificado que um materialista seja, ele não é melhor do que uma serpente venenosa. Todos sabem que uma serpente é perigosa e venenosa, e, quando seu capelo está adornado com joias, ela não é menos venenosa ou perigosa. Por mais qualificado que um materialista seja, ele não é melhor do que uma serpente adornada com joias. Por isso, a pessoa deve ser cuidadosa ao lidar com tais materialistas, assim como seria cuidadosa ao lidar com uma serpente enfeitada de joias.\n\nAinda que uma mulher seja feita de madeira ou pedra, ela se torna atraente quando enfeitada. A pessoa fica sexualmente agitada até mesmo ao tocar sua forma. Por isso, ninguém deve confiar em sua mente, que é tão volúvel que pode ceder aos inimigos a qualquer momento. A mente está sempre acompanhada de seis inimigos — a saber, kāma, krodha, mada, moha, mātsarya e bhaya — isto é, luxúria, ira, embriaguez, ilusão, inveja e temor. Embora a mente possa estar imersa na consciência espiritual, a pessoa deve sempre ser muito cuidadosa ao lidar com ela, assim como se é cuidadoso ao lidar com uma serpente. Ninguém deve jamais pensar que sua mente está adestrada e que pode fazer o que bem quiser. Aquele que está interessado na vida espiritual deve sempre ocupar sua mente no serviço ao Senhor, para que os inimigos da mente, que sempre a acompanham, sejam subjugados. Se a mente não estiver ocupada na consciência de Kṛṣṇa a cada momento, há a possibilidade de que ela ceda a seus inimigos. Dessa forma, tornamo-nos vítimas da mente.\n\nCantar o mantra Hare Kṛṣṇa ocupa a mente constantemente nos pés de lótus de Kṛṣṇa; assim, os inimigos da mente não têm oportunidade de atacar. Seguindo o exemplo de Śrī Caitanya Mahāprabhu nestes versos, devemos ser muito cuidadosos ao lidar com a mente, que não deve ser indulgida sob nenhuma circunstância. Uma vez que indulgimos a mente, ela pode causar grandes estragos nesta vida, ainda que sejamos espiritualmente avançados. A mente fica especialmente agitada por meio da associação de homens e mulheres materialistas. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu, através de Seu comportamento pessoal, adverte a todos para que evitem encontrar-se com uma pessoa materialista ou com uma mulher."}
{"ref": "cc/madhya/11/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/11/", "verse_text": "ākārād api bhetavyaṁ\nstrīṇāṁ viṣayiṇām api\nyathāher manasaḥ kṣobhas\ntathā tasyākṛter api", "devanagari": "> আকারাদপি ভেতব্যং স্ত্রীণাং বিষয়িণামপি ৷\n> যথাহের্মনসঃ ক্ষোভস্তথা তস্যাকৃতেরপি ৷৷ ১১ ৷৷ ॥১১॥", "synonyms": "*ākārāt*—dos traços corporais; *api*—até mesmo; *bhetavyam*—a ser temido; *strīṇām*—de mulheres; *viṣayiṇām*—de pessoas materialistas; *api*—até mesmo; *yathā*—como; *aheḥ*—de uma serpente; *manasaḥ*—da mente; *kṣobhaḥ*—agitação; *tathā*—assim; *tasya*—dela; *ākṛteḥ*—do aspecto; *api*—até mesmo.", "translation": "**\" 'Assim como a pessoa fica imediatamente amedrontada ao ver uma serpente viva, ou mesmo a forma de uma serpente, da mesma forma aquele que se esforça pela autorrealização deve temer uma pessoa materialista e uma mulher. De fato, ele não deve sequer lançar um olhar sobre seus traços corporais.'**", "purport": "Esta é uma citação do Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka (8.24)."}
{"ref": "cc/madhya/11/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/12/", "verse_text": "aiche bāta punarapi mukhe nā ānibe\nkaha yadi, tabe āmāya ethā nā dekhibe", "devanagari": "> ঐছে বাত পুনরপি মুখে না আনিবে ৷\n> কহ যদি, তবে আমায় এথা না দেখিবে ৷৷ ১২ ৷৷ ॥১২॥", "synonyms": "*aiche bāta*—tal pedido; *punarapi*—novamente; *mukhe*—na boca; *nā*—não; *ānibe*—tragas; *kaha yadi*—se falares; *tabe*—então; *āmāya*—a Mim; *ethā*—aqui; *nā*—não; *dekhibe*—verás.", "translation": "**\"Bhaṭṭācārya, se continuares a falar assim, nunca mais Me verás aqui. Por isso, jamais deves deixar que tal pedido saia de tua boca.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/13/", "verse_text": "bhaya pāñā sārvabhauma nija ghare gelā\nvāsāya giyā bhaṭṭācārya cintita ha-ilā", "devanagari": "> ভয় পাঞা সার্বভৌম নিজ ঘরে গেলা ৷\n> বাসায় গিয়া ভট্টাচার্য চিন্তিত হইলা ৷৷ ১৩ ৷৷ ॥১৩॥", "synonyms": "*bhaya pāñā*—ficando com medo; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *nija*—próprio; *ghare*—para casa; *gelā*—regressou; *vāsāya giyā*—chegando a seu lugar de residência; *bhaṭṭācārya*—o Bhaṭṭācārya; *cintita ha-ilā*—ficou pensativo.", "translation": "**Ficando com medo, Sārvabhauma regressou para casa e começou a meditar sobre o assunto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/14/", "verse_text": "hena kāle pratāparudra puruṣottame āilā\npātra-mitra-saṅge rājā daraśane calilā", "devanagari": "> হেন কালে প্রতাপরুদ্র পুরুষোত্তমে আইলা ৷\n> পাত্র-মিত্র-সঙ্গে রাজা দরশনে চলিলা ৷৷ ১৪ ৷৷ ॥১৪॥", "synonyms": "*hena kāle*—nesse momento; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *puruṣottame*—em Jagannātha Purī; *āilā*—chegou; *pātra-mitra-saṅge*—acompanhado por seus secretários, ministros, oficiais militares e assim por diante; *rājā*—o rei; *daraśane*—para visitar o Senhor Jagannātha; *calilā*—partiu.", "translation": "**Nesse momento, Mahārāja Pratāparudra chegou a Jagannātha Purī, Puruṣottama, e, acompanhado por seus secretários, ministros e oficiais militares, foi visitar o templo do Senhor Jagannātha.**", "purport": "Parece que Mahārāja Pratāparudra costumava viver em Kaṭaka, sua capital. Mais tarde, ele transferiu sua capital para Khurdā, a poucos quilômetros de Jagannātha Purī. Atualmente, há ali uma estação ferroviária chamada Khurdā Road."}
{"ref": "cc/madhya/11/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/15/", "verse_text": "rāmānanda rāya āilā gajapati-saṅge\nprathamei prabhure āsi' mililā bahu-raṅge", "devanagari": "> রামানন্দ রায় আইলা গজপতি-সঙ্গে ৷\n> প্রথমেই প্রভুরে আসি’ মিলিলা বহুরঙ্গে ৷৷ ১৫ ৷৷ ॥১৫॥", "synonyms": "*rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *āilā*—veio; *gajapati-saṅge*—com o rei; *prathamei*—em primeiro lugar; *prabhure*—a Caitanya Mahāprabhu; *āsi'*—vindo; *mililā*—encontrou-se; *bahu-raṅge*—com grande prazer.", "translation": "**Quando o rei Pratāparudra retornou a Jagannātha Purī, Rāmānanda Rāya também veio com ele. Rāmānanda Rāya foi imediatamente encontrar-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu, com grande prazer.**", "purport": "A todos os reis indianos são dados títulos. Às vezes, são conhecidos como Chatrapati; às vezes, como Narapati; às vezes, como Aśvapati; e assim por diante. O rei de Orissa é tratado como Gajapati."}
{"ref": "cc/madhya/11/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/16/", "verse_text": "rāya praṇati kaila, prabhu kaila āliṅgana\ndui jane premāveśe karena krandana", "devanagari": "> রায় প্রণতি কৈল, প্রভু কৈল আলিঙ্গন ৷\n> দুই জনে প্রেমাবেশে করেন ক্রন্দন ৷৷ ১৬ ৷৷ ॥১৬॥", "synonyms": "*rāya praṇati kaila*—Rāmānanda Rāya ofereceu suas reverências; *prabhu*—o Senhor; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço; *dui jane*—ambos; *prema-āveśe*—em amor extático; *karena*—faziam; *krandana*—prantear.", "translation": "**Ao encontrar-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu, Rāmānanda Rāya ofereceu suas reverências. O Senhor abraçou-o, e ambos começaram a chorar no grande êxtase do amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/17/", "verse_text": "rāya-saṅge prabhura dekhi' sneha-vyavahāra\nsarva bhakta-gaṇera mane haila camatkāra", "devanagari": "> রায়-সঙ্গে প্রভুর দেখি’ স্নেহ-ব্যবহার ৷\n> সর্ব ভক্তগণের মনে হৈল চমৎকার ৷৷ ১৭ ৷৷ ॥১৭॥", "synonyms": "*rāya-saṅge*—com Rāmānanda Rāya; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *sneha-vyavahāra*—comportamento muito íntimo; *sarva*—todos; *bhakta-gaṇera*—de todos os devotos; *mane*—na mente; *haila*—houve; *camatkāra*—espanto.", "translation": "**Ao verem o íntimo trato do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu com Śrī Rāmānanda Rāya, todos os devotos ali presentes ficaram espantados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/18/", "verse_text": "rāya kahe,–tomāra ājñā rājāke kahila\ntomāra icchāya rājā mora viṣaya chāḍāila", "devanagari": "> রায় কহে, — তোমার আজ্ঞা রাজাকে কহিল ৷\n> তোমার ইচ্ছায় রাজা মোর বিষয় ছাড়াইল ৷৷ ১৮ ৷৷ ॥১৮॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya disse; *tomāra ājñā*—Tua ordem; *rājāke kahila*—informei ao rei; *tomāra icchāya*—por Tua graça; *rājā*—o rei; *mora*—minhas; *viṣaya*—atividades materiais; *chāḍāila*—libertou-me de.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse: \"Devidamente informei o rei Pratāparudra de Tua ordem de que eu me retirasse do serviço. Por Tua graça, o rei teve o prazer de aliviar-me dessas atividades materiais.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Rāmānanda Rāya que se retirasse de seu cargo de governador, e, de acordo com o desejo do Senhor, Rāmānanda Rāya peticionou ao rei. O rei ficou muito contente em conceder-lhe esse alívio e, assim, Rāmānanda Rāya retirou-se do serviço e recebeu uma pensão do governo."}
{"ref": "cc/madhya/11/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/19/", "verse_text": "āmi kahi,–āmā haite nā haya 'viṣaya'\ncaitanya-caraṇe rahoṅ, yadi ājñā haya", "devanagari": "> আমি কহি, — আমা হৈতে না হয় ‘বিষয়’ ৷\n> চৈতন্যচরণে রহোঁ, যদি আজ্ঞা হয় ৷৷ ১৯ ৷৷ ॥১৯॥", "synonyms": "*āmi kahi*—eu disse; *āmā haite*—por mim; *nā*—não; *haya*—é possível; *viṣaya*—serviço governamental; *caitanya-caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahoṅ*—eu possa ficar; *yadi ājñā haya*—se gentilmente me derdes permissão.", "translation": "**\"Eu disse: 'Vossa Majestade, agora não estou mais disposto a ocupar-me em atividades políticas. Desejo apenas permanecer aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por favor, dai-me permissão.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/20/", "verse_text": "tomāra nāma śuni' rājā ānandita haila\nāsana haite uṭhi' more āliṅgana kaila", "devanagari": "> তোমার নাম শুনি’ রাজা আনন্দিত হৈল ৷\n> আসন হৈতে উঠি’ মোরে আলিঙ্গন কৈল ৷৷ ২০ ৷৷ ॥২০॥", "synonyms": "*tomāra*—Teu; *nāma*—nome; *śuni'*—ouvindo; *rājā*—o rei; *ānandita*—muito contente; *haila*—ficou; *āsana haite*—de seu trono; *uṭhi'*—levantando-se; *more*—a mim; *āliṅgana kaila*—abraçou.", "translation": "**\"Quando apresentei esta proposta, o Rei ficou imediatamente muito satisfeito ao ouvir Seu nome. De fato, ele se levantou instantaneamente de seu trono e me abraçou.**\"", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/21/", "verse_text": "tomāra nāma śuni' haila mahā-premāveśa\nmora hāte dhari' kare pirīti viśeṣa", "devanagari": "> তোমার নাম শুনি’ হৈল মহা-প্রেমাবেশ ৷\n> মোর হাতে ধরি’ করে পিরীতি বিশেষ ৷৷ ২১ ৷৷ ॥২১॥", "synonyms": "*tomāra*—Teu; *nāma*—nome; *śuni'*—ouvindo; *haila*—ficou; *mahā*—grande; *prema-āveśa*—êxtase de amor; *mora hāte*—minha mão; *dhari'*—segurando; *kare*—faz; *pirīti*—sintomas de amor; *viśeṣa*—específicos.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, assim que o rei ouviu Teu santo nome, ele ficou imediatamente dominado por grande amor extático. Segurando minha mão, ele manifestou todos os sintomas de amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/22/", "verse_text": "tomāra ye vartana, tumi khāo sei vartana\nniścinta hañā bhaja caitanyera caraṇa", "devanagari": "> তোমার যে বর্তন, তুমি খাও সেই বর্তন ৷\n> নিশ্চিন্ত হঞা ভজ চৈতন্যের চরণ ৷৷ ২২ ৷৷ ॥২২॥", "synonyms": "*tomāra*—teu; *ye*—qualquer que seja; *vartana*—remuneração; *tumi*—tu; *khāo*—recebes; *sei*—essa; *vartana*—pensão; *niścinta hañā*—sem ansiedade; *bhaja*—simplesmente adora; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—os pés de lótus.", "translation": "**\"Assim que ouviu minha petição, ele imediatamente me concedeu uma pensão sem reduções. Desse modo, o rei concedeu-me o salário integral como pensão e pediu-me que me ocupasse, sem ansiedade, no serviço de Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/23/", "verse_text": "āmi-chāra, yogya nahi tāṅra daraśane\ntāṅre yei bhaje tāṅra saphala jīvane", "devanagari": "> আমি — ছার, যোগ্য নহি তাঁর দরশনে ৷ তাঁরে যেই ভজে তাঁর সফল জীবনে ৷৷ ২৩ ৷৷ পরম কৃপালু তেঁহ ব্রজেন্দ্রনন্দন ৷ কোন-জন্মে মোরে অবশ্য দিবেন দরশন ৷৷ ২৪ ৷৷ ॥২৩॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *chāra*—muito caído; *yogya*—apto; *nahi*—não; *tāṅra*—de Sua; *daraśane*—audiência; *tāṅre*—a Ele; *yei*—qualquer um que; *bhaje*—adora; *tāṅra*—dele; *saphala*—exitosa; *jīvane*—vida.", "translation": "**\"Então, Mahārāja Pratāparudra disse muito humildemente: 'Sou o mais caído e abominável, e sou indigno de receber uma audiência com o Senhor. A vida de uma pessoa é exitosa se ela se ocupa em Seu serviço.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/24/", "verse_text": "parama kṛpālu teṅha vrajendra-nandana\nkona-janme more avaśya dibena daraśana", "devanagari": "", "synonyms": "*parama*—muitíssimo; *kṛpālu*—misericordioso; *teṅha*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda; *kona-janme*—em algum nascimento futuro; *more*—a mim; *avaśya*—certamente; *dibena*—dará; *daraśana*—audiência.", "translation": "**\"O rei então disse: 'Śrī Caitanya Mahāprabhu é Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda. Ele é muitíssimo misericordioso, e espero que, num nascimento futuro, Ele me conceda uma audiência.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/25/", "verse_text": "ye tāṅhāra prema-ārti dekhiluṅ tomāte\ntāra eka prema-leśa nāhika āmāte", "devanagari": "> যে তাঁহার প্রেম-আর্তি দেখিলুঁ তোমাতে ৷\n> তার এক প্রেম-লেশ নাহিক আমাতে ৷৷ ২৫ ৷৷ ॥২৫॥", "synonyms": "*ye*—quaisquer que sejam; *tāṅhāra*—seus; *prema-ārti*—dolorosos sentimentos de amor a Deus; *dekhiluṅ*—vi; *tomāte*—por Ti; *tāra*—disso; *eka*—uma; *prema-leśa*—fração de amor; *nāhika*—não há; *āmāte*—em mim.", "translation": "**\"Meu Senhor, não creio que haja em mim sequer uma fração do amor extático que Mahārāja Pratāparudra sente por Ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/26/", "verse_text": "prabhu kahe,–tumi kṛṣṇa-bhakata-pradhāna\ntomāke ye prīti kare, sei bhāgyavān", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তুমি কৃষ্ণ-ভকতপ্রধান ৷ তোমাকে যে প্রীতি করে, সেই ভাগ্যবান্ ৷৷ ২৬ ৷৷ তোমাতে যে এত প্রীতি হইল রাজার ৷ এই গুণে কৃষ্ণ তাঁরে করিবে অঙ্গীকার ৷৷ ২৭ ৷৷ ॥২৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tumi*—tu; *kṛṣṇa-bhakata-pradhāna*—o principal dos devotos do Senhor Kṛṣṇa; *tomāke*—a ti; *ye*—qualquer um que; *prīti kare*—mostra amor; *sei*—tal pessoa; *bhāgyavān*—muitíssimo afortunada.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Meu querido Rāmānanda Rāya, tu és o principal de todos os devotos de Kṛṣṇa; portanto, quem quer que te ame é certamente uma pessoa muito afortunada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/27/", "verse_text": "tomāte ye eta prīti ha-ila rājāra\nei guṇe kṛṣṇa tāṅre karibe aṅgīkāra", "devanagari": "", "synonyms": "*tomāte*—por ti; *ye*—que; *eta*—tanto; *prīti*—amor; *ha-ila*—houve; *rājāra*—do rei; *ei guṇe*—por esta razão; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāṅre*—a ele; *karibe aṅgīkāra*—aceitará.", "translation": "**\"Visto que o rei mostrou tanto amor por ti, o Senhor Kṛṣṇa certamente o aceitará.**", "purport": "O rei Pratāparudra pediu uma audiência com Śrī Caitanya Mahāprabhu por intermédio do Bhaṭṭācārya, que devidamente apresentou o pedido. O Senhor, contudo, recusou imediatamente essa audiência. Ora, quando Rāmānanda Rāya informou ao Senhor quão ansioso estava o rei por vê-lo, o Senhor ficou imediatamente satisfeito. Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Rāmānanda Rāya que se retirasse de seu cargo governamental e viesse a Śrī Puruṣottama-kṣetra (Jagannātha Purī) para viver com Ele. Quando esta proposta foi apresentada ao rei Pratāparudra, ele a aceitou imediatamente e também encorajou Rāmānanda Rāya, concedendo-lhe uma pensão integral. Isso foi muito apreciado pelo Senhor, e confirma o fato de que o Senhor fica mais satisfeito quando alguém serve ao servo do Senhor. Na linguagem comum, diz-se: \"Se me amas, ama meu cão.\" Para aproximar-se da Suprema Personalidade de Deus, é preciso passar por Seu servo confidencial. Esse é o método. Śrī Caitanya Mahāprabhu diz claramente: \"Visto que o rei te ama, Rāmānanda Rāya, ele é muitíssimo afortunado. Kṛṣṇa certamente o aceitará por causa de seu amor por ti.\""}
{"ref": "cc/madhya/11/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/28/", "verse_text": "ye me bhakta-janāḥ pārtha\nna me bhaktāś ca te janāḥ\nmad-bhaktānāṁ ca ye bhaktās\nte me bhakta-tamā matāḥ", "devanagari": "> যে মে ভক্তজনাঃ পার্থ ন মে ভক্তাশ্চ তে জনাঃ ৷\n> মদ্ভক্তানাঞ্চ যে ভক্তাস্তে মে ভক্ততমা মতাঃ ৷৷ ২৮ ৷৷ ॥২৮॥", "synonyms": "*ye*—aqueles que; *me*—Meus; *bhakta-janāḥ*—devotos; *pārtha*—ó Pārtha; *na*—não; *me*—Meus; *bhaktāḥ*—devotos; *ca*—e; *te*—essas; *janāḥ*—pessoas; *mat-bhaktānām*—de Meus devotos; *ca*—certamente; *ye*—aqueles que; *bhaktāḥ*—devotos; *te*—tais pessoas; *me*—Meus; *bhakta-tamāḥ*—devotos mais avançados; *matāḥ*—essa é Minha opinião.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa disse a Arjuna: 'Aqueles que são Meus devotos diretos, na verdade, não são Meus devotos; mas aqueles que são devotos de Meu servo, esses são, de fato, Meus devotos.'**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu cita este verso do Ādi Purāṇa. O verso também está incluído no Laghu-bhāgavatāmṛta (2.6)."}
{"ref": "cc/madhya/11/29-30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/29-30/", "verse_text": "ādaraḥ paricaryāyāṁ\nsarvāṅgair abhivandanam\nmad-bhakta-pūjābhyadhikā\nsarva-bhūteṣu man-matiḥ\n\nmad-artheṣv aṅga-ceṣṭā ca\nvacasā mad-guṇeraṇam\nmayy arpaṇaṁ ca manasaḥ\nsarva-kāma-vivarjanam", "devanagari": "", "synonyms": "*ādaraḥ*—respeito, cuidado; *paricaryāyām*—no serviço; *sarva-aṅgaiḥ*—com todas as partes do corpo; *abhivandanam*—oferecer reverências; *mat-bhakta*—de Meus devotos; *pūjā*—adoração; *abhyadhikā*—muito elevada; *sarva-bhūteṣu*—em todas as entidades vivas; *mat-matiḥ*—percepção de ter uma relação coMigo; *mat-artheṣu*—para o bem de Meu serviço; *aṅga-ceṣṭāḥ*—ocupar a energia corpórea; *ca*—e; *vacasā*—com palavras; *mat-guṇa-īraṇam*—descrever Minhas glórias; *mayi*—a Mim; *arpaṇam*—dedicar; *ca*—e; *manasaḥ*—da mente; *sarva-kāma*—todos os desejos materiais; *vivarjanam*—abandonar.", "translation": "**\" 'Meus devotos têm grande cuidado e respeito ao prestar-Me serviço. Oferecem-Me reverências com todos os membros do corpo. Adoram Meus devotos e consideram todas as entidades vivas relacionadas a Mim. Por Mim, dedicam toda a energia de seus corpos. Dedicam o poder da fala à glorificação de Minhas qualidades e forma. Também consagram-Me suas mentes e tentam abandonar todo tipo de desejo material. Assim se caracterizam Meus devotos.'**\"", "purport": "Estes dois versos são citados do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.19.21-22). Foram falados pela Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Kṛṣṇa, que respondia à indagação de Uddhava acerca do serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/11/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/31/", "verse_text": "ārādhanānāṁ sarveṣāṁ\nviṣṇor ārādhanaṁ param\ntasmāt parataraṁ devi\ntadīyānāṁ samarcanam", "devanagari": "> আরাধনানাং সর্বেষাং বিষ্ণোরারাধনং পরম্ ৷\n> তস্মাৎ পরতরং দেবি তদীয়ানাং সমর্চনম্ ৷৷ ৩১ ৷৷ ॥৩১॥", "synonyms": "*ārādhanānām*—de variedades de adoração; *sarveṣām*—todas; *viṣṇoḥ*—do Senhor Viṣṇu; *ārādhanam*—a adoração; *param*—a mais elevada; *tasmāt*—e acima dessa adoração do Senhor Viṣṇu; *parataram*—de maior valor; *devi*—ó deusa; *tadīyānām*—das pessoas relacionadas com o Senhor Viṣṇu; *samarcanam*—a adoração rigorosa e firme.", "translation": "**\"O Senhor Śiva disse à deusa Durgā: 'Minha querida Devī, embora os Vedas recomendem a adoração dos semideuses, a adoração do Senhor Viṣṇu é a mais elevada. Contudo, acima da adoração do Senhor Viṣṇu está a prestação de serviço aos vaiṣṇavas, que se relacionam com o Senhor Viṣṇu.' \"**", "purport": "Os Vedas dividem-se em três seções: karma-kāṇḍa, jñāna-kāṇḍa e upāsanā-kāṇḍa. São atividades que tratam do trabalho fruitivo, da especulação filosófica empírica e da adoração. Há nos Vedas recomendações para a adoração de vários semideuses, bem como do Senhor Viṣṇu. Nesta citação do *Padma Purāṇa*, o Senhor Śiva responde a uma pergunta que lhe fora feita pela deusa Durgā. Este verso também está incluído no Laghu-bhāgavatāmṛta (2.4), de Śrīla Rūpa Gosvāmī. As palavras viṣṇor ārādhanam referem-se à adoração do Senhor Viṣṇu, ou Kṛṣṇa. Assim, a forma suprema de adoração é a satisfação da Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa. Conclui-se, além disso, que o adorador do Senhor Viṣṇu presta serviço melhor ao adorar o devoto do Senhor Kṛṣṇa. Há diferentes tipos de devotos — aqueles em śānta-rasa, dāsya-rasa, sakhya-rasa, vātsalya-rasa e mādhurya-rasa. Embora todos os rasas estejam na plataforma transcendental, o mādhurya-rasa é a doçura transcendental suprema. Por conseguinte, conclui-se que a adoração dos devotos ocupados no serviço ao Senhor em mādhurya-rasa é a atividade espiritual suprema. Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus seguidores adoram principalmente o Senhor Kṛṣṇa em mādhurya-rasa. Outros ācāryas vaiṣṇavas recomendaram a adoração até vātsalya-rasa. Por isso, Śrīla Rūpa Gosvāmī, em seu Vidagdha-mādhava (1.2), descreve o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu como supremo:\n\nanarpita-carīṁ cirāt karuṇayāvatīrṇaḥ kalau\nsamarpayitum unnatojjvala-rasāṁ sva-bhakti-śriyam\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu apareceu nesta Era de Kali para exibir a superexcelência do mādhurya-rasa, uma dádiva jamais concedida antes por qualquer ācārya ou encarnação. Em consequência, Śrī Caitanya Mahāprabhu é aceito como a encarnação mais magnânima. Foi apenas Ele quem distribuiu o amor a Kṛṣṇa, ao mesmo tempo que exibia a superexcelência de amar a Kṛṣṇa no rasa conjugal."}
{"ref": "cc/madhya/11/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/32/", "verse_text": "durāpā hy alpa-tapasaḥ\nsevā vaikuṇṭha-vartmasu\nyatropagīyate nityaṁ\ndeva-devo janārdanaḥ", "devanagari": "> দুরাপা হ্যল্পতপসঃ সেবা বৈকুণ্ঠবর্ত্মসু ৷\n> যত্রোপগীয়তে নিত্যং দেবদেবো জনার্দনঃ ৷৷ ৩২ ৷৷ ॥৩২॥", "synonyms": "*durāpā*—muito difícil de alcançar; *hi*—certamente; *alpa-tapasaḥ*—por uma pessoa não avançada na vida espiritual; *sevā*—serviço; *vaikuṇṭha-vartmasu*—às pessoas na senda de volta ao lar, de volta ao Supremo; *yatra*—onde; *upagīyate*—é adorado e glorificado; *nityam*—regularmente; *deva-devaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *janārdanaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\" 'Aqueles cuja austeridade é escassa dificilmente conseguem obter o serviço dos devotos puros que progridem na senda de volta ao reino de Deus, os Vaikuṇṭhas. Os devotos puros ocupam-se cem por cento em glorificar o Senhor Supremo, que é o Senhor dos semideuses e o controlador de todas as entidades vivas.' \"**", "purport": "Este verso é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.7.20). Foi proferido por Vidura em sua conversa com Maitreya Ṛṣi, um grande devoto do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/11/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/33/", "verse_text": "purī, bhāratī-gosāñi, svarūpa, nityānanda\njagadānanda, mukundādi yata bhakta-vṛnda", "devanagari": "> পুরী, ভারতী-গোসাঞি, স্বরূপ, নিত্যানন্দ ৷ জগদানন্দ, মুকুন্দাদি যত ভক্তবৃন্দ ৷৷ ৩৩ ৷৷ চারি গোসাঞির কৈল রায় চরণ বন্দন ৷ যথাযোগ্য সব ভক্তের করিল মিলন ৷৷ ৩৪ ৷৷ ॥৩৩॥", "synonyms": "*purī*—Paramānanda Purī; *bhāratī*—Brahmānanda Bhāratī; *gosāñi*—no nível do mestre espiritual; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *jagadānanda*—Jagadānanda; *mukunda*—Mukunda; *ādi*—e outros; *yata*—todos; *bhakta-vṛnda*—os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Paramānanda Purī, Brahmānanda Bhāratī Gosāñi, Svarūpa Dāmodara Gosāñi, o Senhor Nityānanda, Jagadānanda, Mukunda e outros estavam presentes diante do Senhor naquele momento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/34/", "verse_text": "cāri gosāñira kaila rāya caraṇa vandana\nyathā-yogya saba bhaktera karila milana", "devanagari": "", "synonyms": "*cāri gosāñira*—dos quatro gosāñis, ou mestres espirituais; *kaila*—fez; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *caraṇa vandana*—adorando os pés de lótus; *yathā-yogya*—como convém; *saba*—todos; *bhaktera*—dos devotos; *karila*—fez; *milana*—encontro.", "translation": "**Por isso, Śrī Rāmānanda Rāya ofereceu suas reverências a todos os devotos do Senhor, em particular aos quatro mestres espirituais. Assim, Rāmānanda Rāya encontrou-se condignamente com todos os devotos.**", "purport": "Os quatro mestres espirituais a que este verso se refere são Paramānanda Purī, Brahmānanda Bhāratī, Svarūpa Dāmodara e o Senhor Nityānanda."}
{"ref": "cc/madhya/11/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/35/", "verse_text": "prabhu kahe,—rāya, dekhile kamala-nayana?\nrāya kahe—ebe yāi pāba daraśana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — রায়, দেখিলে কমলনয়ন ?\n> রায় কহে — এবে যাই পাব দরশন ৷৷ ৩৫ ৷৷ ॥৩৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *rāya*—Meu querido Rāmānanda Rāya; *dekhile*—viste; *kamala-nayana*—o Senhor Jagannātha de olhos de lótus; *rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *ebe yāi*—agora irei; *pāba daraśana*—visitarei o templo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou em seguida a Rāmānanda Rāya: \"Já visitaste o templo do Senhor Jagannātha, o de olhos de lótus?\"**", "purport": "Rāmānanda Rāya respondeu: \"Irei agora visitar o templo.\""}
{"ref": "cc/madhya/11/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/36/", "verse_text": "prabhu kahe,—rāya, tumi ki kārya karile?\nīśvare nā dekhi' kene āge ethā āile?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — রায়, তুমি কি কার্য করিলে ?\n> ঈশ্বরে না দেখি’ কেনে আগে এথা আইলে ? ৩৬ ৷৷ ॥৩৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *rāya*—Meu querido Rāmānanda Rāya; *tumi*—tu; *ki kārya*—o que; *karile*—fizeste; *īśvare*—a Suprema Personalidade de Deus; *nā dekhi'*—sem ver; *kene*—por que; *āge*—primeiro; *ethā*—aqui; *āile*—vieste.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"O que fizeste, Meu querido Rāya? Por que não foste primeiro ver o Senhor Jagannātha para só então vir aqui? Por que vieste aqui primeiro?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/37/", "verse_text": "rāya kahe, caraṇa-ratha, hṛdaya-sārathi\nyāhāṅ lañā yāya, tāhāṅ yāya jīva-rathī", "devanagari": "> রায় কহে, চরণ — রথ, হৃদয় — সারথি ৷\n> যাহাঁ লঞা যায়, তাহাঁ যায় জীব-রথী ৷৷ ৩৭ ৷৷ ॥৩৭॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *caraṇa*—as pernas; *ratha*—quadriga; *hṛdaya*—o coração; *sārathi*—condutor da quadriga; *yāhāṅ*—onde quer que; *lañā*—levando; *yāya*—vai; *tāhāṅ*—ali; *yāya*—vai; *jīva-rathī*—a entidade viva na quadriga.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse: \"As pernas são como a quadriga, e o coração é como o quadrigário. Para onde quer que o coração leve a entidade viva, a entidade viva é obrigada a ir.\"**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* [[bg/18/61|(Bg. 18.61)]] o Senhor Kṛṣṇa explica:\n\n> īśvaraḥ sarva-bhūtānāṁ\n> hṛd-deśe 'rjuna tiṣṭhati\n> bhrāmayan sarva-bhūtāni\n> yantrārūḍhāni māyayā\n\n\"O Senhor Supremo está situado no coração de todos, ó Arjuna, e dirige os errantes caminhos de todas as entidades vivas, que estão sentadas como numa máquina feita de energia material.\"\n\nAssim, a entidade viva vaga por este universo montada numa quadriga (o corpo) concedida pela natureza material. Explicação semelhante é dada na *Kaṭha Upaniṣad* (1.3.3-4):\n\n> ātmānaṁ rathinaṁ viddhi\n> śarīraṁ ratham eva tu\n> buddhiṁ tu sārathiṁ viddhi\n> manaḥ pragraham eva ca\n\n> indriyāṇi hayān āhur\n> viṣayāṁs teṣu gocarān\n> ātmendriya-mano-yuktaṁ\n> bhoktety āhur manīṣiṇaḥ\n\nAqui se afirma que a entidade viva é o passageiro que viaja na quadriga do corpo, oferecida pela natureza material. A inteligência é o cocheiro, a mente são as rédeas que controlam os cavalos, e os sentidos são os cavalos. Assim, a entidade viva é o falso desfrutador do mundo material.\n\nQuem está avançado na consciência de Kṛṣṇa pode controlar a mente e a inteligência e, dessa forma, refrear os cavalos — os sentidos — ainda que sejam muito poderosos. Aquele que consegue controlar os sentidos pela mente e pela inteligência pode muito facilmente aproximar-se da Suprema Personalidade de Deus, ou Viṣṇu, que é o objetivo último da vida. *Tad viṣṇoḥ paramaṁ padaṁ sadā paśyanti sūrayaḥ.* Os que são verdadeiramente avançados aproximam-se do Senhor Viṣṇu, seu objetivo final. Essas pessoas jamais são cativadas pela energia externa do Senhor Viṣṇu, o mundo material."}
{"ref": "cc/madhya/11/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/38/", "verse_text": "āmi ki kariba, mana ihāṅ lañā āila\njagannātha-daraśane vicāra nā kaila", "devanagari": "> আমি কি করিব, মন ইহাঁ লঞা আইল ৷\n> জগন্নাথ-দরশনে বিচার না কৈল ৷৷ ৩৮ ৷৷ ॥৩৮॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *ki*—o que; *kariba*—farei; *mana*—minha mente; *ihāṅ*—aqui; *lañā*—levando; *āila*—chegou; *jagannātha-daraśane*—ver o Senhor Jagannātha; *vicāra*—consideração; *nā*—não; *kaila*—fez.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya continuou: \"O que posso fazer? Minha mente trouxe-me até aqui. Não pude considerar ir primeiro ao templo do Senhor Jagannātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/39/", "verse_text": "prabhu kahe,—śīghra giyā kara daraśana\naiche ghara yāi' kara kuṭumba milana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — শীঘ্র গিয়া কর দরশন ৷\n> ঐছে ঘর যাই’ কর কুটুম্ব মিলন ৷৷ ৩৯ ৷৷ ॥৩৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *śīghra giyā*—indo apressadamente; *kara daraśana*—vê o Senhor Jagannātha; *aiche*—de modo semelhante; *ghara yāi'*—indo para casa; *kara*—simplesmente faze; *kuṭumba*—família; *milana*—encontro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou: \"Vai imediatamente ao templo do Senhor Jagannātha para ver o Senhor. Depois vai para casa e encontra-te com os teus familiares.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/40/", "verse_text": "prabhu ājñā pāñā rāya calilā daraśane\nrāyera prema-bhakti-rīti bujhe kon jane", "devanagari": "> প্রভু আজ্ঞা পাঞা রায় চলিলা দরশনে ৷\n> রায়ের প্রেমভক্তি-রীতি বুঝে কোন্ জনে ৷৷ ৪০ ৷৷ ॥৪০॥", "synonyms": "*prabhu ājñā*—a permissão do Senhor; *pāñā*—obtendo; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *calilā*—partiu; *daraśane*—para ver o Senhor Jagannātha; *rāyera*—de Rāmānanda Rāya; *prema-bhakti*—de amor extático por Kṛṣṇa; *rīti*—processo; *bujhe*—compreende; *kon jane*—que pessoa.", "translation": "**Tendo recebido a permissão de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Rāmānanda Rāya foi apressadamente ao templo do Senhor Jagannātha. Quem é capaz de compreender o serviço devocional de Rāya Rāmānanda?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/41/", "verse_text": "kṣetre āsi' rājā sārvabhaume bolāilā\nsārvabhaume namaskari' tāṅhāre puchilā", "devanagari": "> ক্ষেত্রে আসি’ রাজা সার্বভৌমে বোলাইলা ৷ সার্বভৌমে নমস্করি’ তাঁহারে পুছিলা ৷৷ ৪১ ৷৷ মোর লাগি’ প্রভুপদে কৈলে নিবেদন ? সার্বভৌম কহে, — কৈনু অনেক যতন ৷৷ ৪২ ৷৷ তথাপি না করে তেঁহ রাজ-দরশন ৷ ক্ষেত্র ছাড়ি’ যাবেন পুনঃ যদি করি নিবেদন ৷৷ ৪৩ ৷৷ ॥৪১॥", "synonyms": "*kṣetre*—a Jagannātha Purī; *āsi'*—vindo; *rājā*—o rei; *sārvabhaume*—por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *bolāilā*—chamou; *sārvabhaume*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *namaskari'*—oferecendo reverências; *tāṅhāre puchilā*—perguntou-lhe.", "translation": "**Quando o rei Pratāparudra retornou a Jagannātha Purī, chamou por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Quando o Bhaṭṭācārya foi ver o rei, este lhe ofereceu respeitos e fez as seguintes indagações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/42/", "verse_text": "mora lāgi' prabhu-pade kaile nivedana?\nsārvabhauma kahe,—kainu aneka yatana", "devanagari": "", "synonyms": "*mora lāgi'*—em meu nome; *prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor; *kaile nivedana*—apresentaste minha petição; *sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma respondeu; *kainu*—fiz; *aneka yatana*—muito esforço.", "translation": "**O rei perguntou: \"Apresentaste minha petição ao Senhor?\"**", "purport": "Sārvabhauma respondeu: \"Sim, com muito esforço fiz o melhor que pude."}
{"ref": "cc/madhya/11/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/43/", "verse_text": "tathāpi nā kare teṅha rāja-daraśana\nkṣetra chāḍi' yābena punaḥ yadi kari nivedana", "devanagari": "", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *nā kare*—não faz; *teṅha*—Ele; *rāja-daraśana*—visitar um rei; *kṣetra chāḍi'*—deixando Jagannātha-kṣetra; *yābena*—Ele irá embora; *punaḥ*—de novo; *yadi*—se; *kari nivedana*—eu pedir.", "translation": "**\"Contudo, apesar de todo o meu esforço, o Senhor não concordou em ver um rei. De fato, Ele disse que, se Lhe fosse pedido de novo, deixaria Jagannātha Purī e iria para outro lugar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/44/", "verse_text": "śuniyā rājāra mane duḥkha upajila\nviṣāda kariyā kichu kahite lāgila", "devanagari": "> শুনিয়া রাজার মনে দুঃখ উপজিল  ।\n> বিষাদ করিয়া কিছু কহিতে লাগিল ৷৷ ৪৪ ৷৷ পাপী নীচ উদ্ধারিতে তাঁর অবতার ৷ জগাই মাধাই তেঁহ করিলা উদ্ধার ৷৷ ৪৫ ৷৷ প্রতাপরুদ্র ছাড়ি’ করিবে জগৎ নিস্তার ৷ এই প্রতিজ্ঞা করি’ করিয়াছেন অবতার ? ৪৬ ৷৷ ॥৪৪॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *rājāra*—do rei; *mane*—na mente; *duḥkha*—infelicidade; *upajila*—surgiu; *viṣāda*—lamentação; *kariyā*—fazendo; *kichu*—algo; *kahite*—falar; *lāgila*—começou.", "translation": "**Ao ouvir isso, o rei ficou muito infeliz e, lamentando-se profundamente, começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/45/", "verse_text": "pāpī nīca uddhārite tāṅra avatāra\njagāi mādhāi teṅha karilā uddhāra", "devanagari": "", "synonyms": "*pāpī*—pecaminosas; *nīca*—de baixo nascimento; *uddhārite*—libertar; *tāṅra*—Sua; *avatāra*—encarnação; *jagāi*—Jagāi; *mādhāi*—Mādhāi; *teṅha*—Ele; *karilā uddhāra*—libertou.", "translation": "**O rei disse: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu desceu apenas para libertar todo tipo de pessoa pecaminosa e de baixo nascimento. Em consequência, Ele libertou pecadores como Jagāi e Mādhāi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/46/", "verse_text": "pratāparudra chāḍi' karibe jagat nistāra\nei pratijñā kari' kariyāchena avatāra?", "devanagari": "", "synonyms": "*pratāparudra chāḍi'*—exceto Pratāparudra; *karibe*—Ele fará; *jagat*—de todo o universo; *nistāra*—a libertação; *ei pratijñā*—esta promessa; *kari'*—fazendo; *kariyāchena*—fez; *avatāra*—encarnação.", "translation": "**\"Ai de mim! Será que Śrī Caitanya Mahāprabhu encarnou para libertar todo tipo de pecador, com exceção de um rei chamado Mahārāja Pratāparudra?**", "purport": "A missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu é assim descrita por Narottama dāsa Ṭhākura: patita-pāvana-hetu tava avatāra mo-sama patita prabhu nā pāibe āra. Se Śrī Caitanya Mahāprabhu desceu para recuperar os pecadores, então aquele que é o mais pecaminoso e de mais baixo nascimento é o primeiro candidato à consideração do Senhor. Mahārāja Pratāparudra considerava-se uma alma das mais caídas, pois tinha de lidar constantemente com coisas materiais e desfrutar de lucros materiais. A ocupação de Śrī Caitanya Mahāprabhu era a libertação dos mais caídos. Como, então, poderia Ele rejeitar o rei? Quanto mais caída é uma pessoa, mais ela tem o direito de ser libertada pelo Senhor — desde que, é claro, se renda ao Senhor. Mahārāja Pratāparudra era uma alma plenamente rendida; por conseguinte, o Senhor não podia recusá-lo sob o pretexto de que ele era um homem mundano, preso a libras e xelins."}
{"ref": "cc/madhya/11/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/47/", "verse_text": "adarśanīyān api nīca-jātīn\nsaṁvīkṣate hanta tathāpi no mām\nmad-eka-varjaṁ kṛpayiṣyatīti\nnirṇīya kiṁ so 'vatatāra devaḥ", "devanagari": "> অদর্শনীয়ানপি নীচজাতীন্\n> সংবীক্ষতে হন্ত তথাপি নো মাম্ ৷\n> মদেকবর্জং কৃপয়িষ্যতীতি\n> নির্ণীয় কিং সোঽবততার দেবঃ ৷৷ ৪৭ ৷৷ ॥৪৭॥", "synonyms": "*adarśanīyān*—sobre aqueles que não são dignos de ser vistos; *api*—embora; *nīca-jātīn*—a classe inferior dos homens; *saṁvīkṣate*—lança Seu olhar misericordioso; *hanta*—ai de mim; *tathā api*—ainda assim; *na u*—não; *mām*—sobre mim; *mat*—eu mesmo; *eka*—sozinho; *varjam*—rejeitando; *kṛpayiṣyati*—Ele concederá Sua misericórdia; *iti*—assim; *nirṇīya*—decidindo; *kim*—acaso; *saḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avatatāra*—desceu; *devaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Ai de mim! Será que Śrī Caitanya Mahāprabhu fez Seu advento decidindo que libertaria todos os demais, com exceção de mim? Ele concede Seu olhar misericordioso a muitos homens de classe inferior que geralmente nem mesmo devem ser vistos.' \"**", "purport": "Este verso encontra-se no Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka (8.28)."}
{"ref": "cc/madhya/11/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/48/", "verse_text": "tāṅra pratijñā-more nā karibe daraśana\nmora pratijñā-tāṅhā vinā chāḍiba jīvana", "devanagari": "> তাঁর প্রতিজ্ঞা — মোরে না করিবে দরশন ৷\n> মোর প্রতিজ্ঞা — তাঁহা বিনা ছাড়িব জীবন ৷৷ ৪৮ ৷৷ ॥৪৮॥", "synonyms": "*tāṅra pratijñā*—Sua determinação; *more*—para mim; *nā*—não; *karibe*—fará; *daraśana*—vendo; *mora pratijñā*—minha promessa; *tāṅhā vinā*—sem Ele; *chāḍiba*—abandonarei; *jīvana*—a vida.", "translation": "**Mahārāja Pratāparudra prosseguiu: \"Se Śrī Caitanya Mahāprabhu está determinado a não me ver, então estou determinado a abandonar a vida se não O vir.**", "purport": "Um devoto com a determinação de Mahārāja Pratāparudra certamente será vitorioso em seu avanço na consciência de Kṛṣṇa. Śrī Kṛṣṇa confirma isso no *Bhagavad-gītā* (9.14):\n\nsatataṁ kīrtayanto māṁ\nyatantaś ca dṛḍha-vratāḥ\nnamasyantaś ca māṁ bhaktyā\nnitya-yuktā upāsate\n\n\"Sempre cantando Minhas glórias, esforçando-se com grande determinação, prostrando-se diante de Mim, essas grandes almas Me adoram perpetuamente com devoção.\"\n\nEsses são os sintomas de um mahātmā ocupado no serviço do Senhor em plena consciência de Kṛṣṇa. Assim, a determinação de Mahārāja Pratāparudra é muito elevada e chama-se dṛḍha-vrata. Devido a essa determinação, ele finalmente foi capaz de receber a misericórdia direta do Senhor Caitanya."}
{"ref": "cc/madhya/11/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/49/", "verse_text": "yadi sei mahāprabhura nā pāi kṛpā-dhana\nkibā rājya, kibā deha,-saba akāraṇa", "devanagari": "> যদি সেই মহাপ্রভুর না পাই কৃপা-ধন ৷\n> কিবা রাজ্য, কিবা দেহ, — সব অকারণ ৷৷ ৪৯ ৷৷ ॥৪৯॥", "synonyms": "*yadi*—se; *sei*—aquele; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā*—não; *pāi*—eu obtenho; *kṛpā-dhana*—o tesouro da misericórdia; *kibā rājya*—de que vale meu reino; *kibā deha*—de que vale este corpo; *saba akāraṇa*—tudo inútil.", "translation": "**\"Se eu não receber a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, meu corpo e meu reino certamente serão inúteis.\"**", "purport": "Este é um excelente exemplo de dṛḍha-vrata, determinação. Se a pessoa não recebe a misericórdia da Suprema Personalidade de Deus, sua vida está derrotada. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.5.5), afirma-se: parābhavas tāvad abodha-jāto yāvan na jijñāsata ātma-tattvam. A menos que a pessoa indague sobre a vida espiritual, tudo é inútil. Sem a indagação espiritual, nosso labor e o objeto de nosso labor são simplesmente um desperdício de tempo."}
{"ref": "cc/madhya/11/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/50/", "verse_text": "eta śuni' sārvabhauma ha-ilā cintita\nrājāra anurāga dekhi' ha-ilā vismita", "devanagari": "> এত শুনি’ সার্বভৌম হইলা চিন্তিত ৷\n> রাজার অনুরাগ দেখি’ হইলা বিস্মিত ৷৷ ৫০ ৷৷ ॥৫০॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *ha-ilā*—ficou; *cintita*—muito pensativo; *rājāra*—do rei; *anurāga*—o apego; *dekhi'*—vendo; *ha-ilā*—ficou; *vismita*—perplexo.", "translation": "**Ao ouvir a determinação do rei Pratāparudra, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou pensativo. De fato, ficou muito perplexo ao ver a determinação do rei.**", "purport": "Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ficou perplexo porque tal determinação não é possível para um homem mundano apegado ao desfrute material. O rei certamente tinha ampla oportunidade de desfrute material, mas pensava que seu reino e todo o resto seriam inúteis se ele não pudesse ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Isso é, com certeza, causa suficiente de perplexidade. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, afirma-se que o bhakti, o serviço devocional, deve ser incondicional. Nenhum impedimento material pode realmente deter o avanço do serviço devocional, quer seja executado por um homem comum, quer por um rei. Em qualquer caso, o serviço devocional prestado ao Senhor é sempre completo, apesar da posição material do devoto. O serviço devocional é tão elevado que pode ser executado por qualquer pessoa em qualquer posição. Basta simplesmente ser dṛḍha-vrata, firmemente determinado."}
{"ref": "cc/madhya/11/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/51/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe-deva nā kara viṣāda\ntomāre prabhura avaśya ha-ibe prasāda", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে — দেব না কর বিষাদ ৷\n> তোমারে প্রভুর অবশ্য হইবে প্রসাদ ৷৷ ৫১ ৷৷ ॥৫১॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—o Bhaṭṭācārya disse; *deva*—ó rei; *nā kara viṣāda*—não te preocupes; *tomāre*—para ti; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avaśya*—certamente; *ha-ibe*—haverá; *prasāda*—misericórdia.", "translation": "**Finalmente, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Meu caro rei, não te preocupes. Devido à tua firme determinação, tenho certeza de que a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu definitivamente te será concedida.\"**", "purport": "Devido à firme determinação do rei Pratāparudra, o Bhaṭṭācārya predisse que o rei receberia a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu sem falta. Como se confirma em outra passagem do *Caitanya-caritāmṛta* (Madhya 19.151), guru-kṛṣṇa-prasāde pāya bhakti-latā-bīja: \"Pela misericórdia do mestre espiritual e de Kṛṣṇa, a pessoa obtém a semente do serviço devocional.\" O Bhaṭṭācārya era o mestre espiritual do rei Pratāparudra, e deu suas bênçãos no sentido de que o Senhor seria misericordioso com o rei. A misericórdia do mestre espiritual e de Kṛṣṇa combina-se para conceder êxito a um devoto ocupado na consciência de Kṛṣṇa. Isso é confirmado pelos *Vedas*:\n\nyasya deve parā bhaktir\nyathā deve tathā gurau\ntasyaite kathitā hy arthāḥ\nprakāśante mahātmanaḥ\n\n\"Somente àquelas grandes almas que têm fé implícita tanto no Senhor quanto no mestre espiritual é que todos os significados do conhecimento Védico se revelam automaticamente.\" (Śvetāśvatara Upaniṣad 6.23)\n\nMahārāja Pratāparudra tinha fé firme no Bhaṭṭācārya, que declarou ser Śrī Caitanya Mahāprabhu a Suprema Personalidade de Deus. Tendo fé firme no Bhaṭṭācārya como seu mestre espiritual, o rei Pratāparudra imediatamente aceitou Śrī Caitanya Mahāprabhu como o Senhor Supremo. Assim, começou a adorar Śrī Caitanya Mahāprabhu em sua mente. Esse é o processo do serviço devocional. Segundo o Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (9.34):\n\nman-manā bhava mad-bhakto\nmad-yājī māṁ namaskuru\nmām evaiṣyasi yuktvaivam\nātmānaṁ mat-parāyaṇaḥ\n\n\"Ocupa tua mente sempre em pensar em Mim, torna-te Meu devoto, oferece-Me reverências e adora-Me. Estando completamente absorto em Mim, com certeza virás a Mim.\"\n\nEsse processo é muito simples. Basta a pessoa estar firmemente convencida pelo mestre espiritual de que Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus. Se a pessoa decidir isso, poderá progredir ainda mais ao pensar em Kṛṣṇa, cantar sobre Kṛṣṇa e glorificá-lo. Não há, então, dúvida de que tal devoto plenamente rendido receberá as bênçãos do Senhor Kṛṣṇa. Śrīla Sārvabhauma Bhaṭṭācārya explica isso com mais detalhes."}
{"ref": "cc/madhya/11/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/52/", "verse_text": "teṅha-premādhīna, tomāra prema-gāḍhatara\navaśya karibena kṛpā tomāra upara", "devanagari": "> তেঁহ — প্রেমাধীন, তোমার প্রেম — গাঢ়তর ৷\n> অবশ্য করিবেন কৃপা তোমার উপর ৷৷ ৫২ ৷৷ ॥৫২॥", "synonyms": "*teṅha*—Ele (Śrī Caitanya Mahāprabhu); *prema-adhīna*—sob o controle do amor; *tomāra prema*—teu amor; *gāḍha-tara*—muito profundo; *avaśya*—certamente; *karibena kṛpā*—Ele concederá misericórdia; *tomāra upara*—sobre ti.", "translation": "**Assim que o Bhaṭṭācārya viu a firme determinação do rei, declarou: \"O Senhor Supremo só pode ser alcançado pelo amor puro. Teu amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu é muito, muito profundo; por conseguinte, sem dúvida alguma Ele será misericordioso contigo.\"**", "purport": "Tal determinação é a primeira qualificação. Como confirma Rūpa Gosvāmī (Upadeśāmṛta 3): utsāhān niścayād dhairyāt. A pessoa deve primeiro ter firme determinação, fé firme. Quando se ocupa no serviço devocional, deve manter essa firme determinação. Então, Kṛṣṇa ficará satisfeito com seu serviço. O mestre espiritual pode mostrar a senda do serviço devocional. Se o discípulo segue os princípios de maneira rígida e sem desvios, certamente receberá a misericórdia de Kṛṣṇa. Isso é confirmado pelos śāstras."}
{"ref": "cc/madhya/11/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/53/", "verse_text": "tathāpi kahiye āmi eka upāya\nei upāya kara' prabhu dekhibe yāhāya", "devanagari": "> তথাপি কহিয়ে আমি এক উপায় ৷\n> এই উপায় কর’ প্রভু দেখিবে যাহায় ৷৷ ৫৩ ৷৷ ॥৫৩॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *kahiye*—digo; *āmi*—eu; *eka upāya*—um meio; *ei upāya*—este meio; *kara'*—procura adotar; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhibe*—te verá; *yāhāya*—por esse meio.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya então sugeriu: \"Há um meio pelo qual podes vê-lo diretamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/54/", "verse_text": "ratha-yātrā-dine prabhu saba bhakta lañā\nratha-āge nṛtya karibena premāviṣṭa hañā", "devanagari": "> রথযাত্রা-দিনে প্রভু সব ভক্ত লঞা ৷ রথ-আগে নৃত্য করিবেন প্রেমাবিষ্ট হঞা ৷৷ ৫৪ ৷৷ প্রেমাবেশে পুষ্পোদ্যানে করিবেন প্রবেশ ৷ সেইকালে একলে তুমি ছাড়ি’ রাজবেশ ৷৷ ৫৫ ৷৷ ‘কৃষ্ণ-রাসপঞ্চাধ্যায়’ করিতে পঠন ৷ একলে যাই’ মহাপ্রভুর ধরিবে চরণ ৷৷ ৫৬ ৷৷ বাহ্যজ্ঞান নাহি, সে-কালে কৃষ্ণনাম শুনি’ ৷ আলিঙ্গন করিবেন তোমায় ‘বৈষ্ণব’ জানি’ ৷৷ ৫৭ ৷৷ ॥৫৪॥", "synonyms": "*ratha-yātrā-dine*—no dia da cerimônia do festival das quadrigas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *bhakta*—os devotos; *lañā*—levando consigo; *ratha*—a quadriga; *āge*—diante de; *nṛtya karibena*—dançará; *prema-āviṣṭa hañā*—em grande amor extático.", "translation": "**\"No dia do festival das quadrigas, Śrī Caitanya Mahāprabhu dançará diante da Deidade em grande amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/55/", "verse_text": "premāveśe puṣpodyāne karibena praveśa\nsei-kāle ekale tumi chāḍi' rāja-veśa", "devanagari": "", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *puṣpa-udyāne*—no jardim de Guṇḍicā onde o Senhor permanece; *karibena praveśa*—entrará; *sei-kāle*—nesse momento; *ekale*—sozinho; *tumi*—tu; *chāḍi'*—abandonando; *rāja-veśa*—a veste real.", "translation": "**\"Nesse dia do festival de Ratha-yātrā, após dançar diante do Senhor, Śrī Caitanya Mahāprabhu entrará no jardim de Guṇḍicā. Nesse momento, deves ir lá sozinho, despido de tua veste real.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/56/", "verse_text": "'kṛṣṇa-rāsa-pañcādhyāya' karite paṭhana\nekale yāi' mahāprabhura dharibe caraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*kṛṣṇa-rāsa-pañca-adhyāya*—os cinco capítulos do Décimo Canto do Śrīmad-Bhāgavatam nos quais se descrevem os passatempos da dança da rāsa do Senhor Kṛṣṇa; *karite paṭhana*—recitar; *ekale yāi'*—indo sozinho; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dharibe caraṇa*—agarrar os pés de lótus.", "translation": "**\"Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu entrar no jardim de Guṇḍicā, também deves ir lá e ler os cinco capítulos que tratam da dança do Senhor Kṛṣṇa com as gopīs. Dessa maneira, poderás agarrar os pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/57/", "verse_text": "bāhya-jñāna nāhi, se-kāle kṛṣṇa-nāma śuni,\n\nāliṅgana karibena tomāya 'vaiṣṇava' jāni'", "devanagari": "", "synonyms": "*bāhya-jñāna nāhi*—sem consciência externa; *se-kāle*—nessa ocasião; *kṛṣṇa-nāma śuni'*—ao ouvir o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *āliṅgana karibena*—Ele abraçará; *tomāya*—a ti; *vaiṣṇava jāni'*—considerando-te um vaiṣṇava.", "translation": "**\"O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu estará num estado de amor extático, sem consciência externa. Nesse momento, se recitardes aqueles capítulos do *Śrīmad-Bhāgavatam*, Ele vos abraçará, reconhecendo-vos como um vaiṣṇava puro.**", "purport": "Um vaiṣṇava está sempre disposto a ajudar outro vaiṣṇava a progredir rumo à compreensão da Verdade Absoluta. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya podia compreender a posição do rei como vaiṣṇava puro. O rei pensava sempre em Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Bhaṭṭācārya queria ajudá-lo a aproximar-se do Senhor. Um vaiṣṇava é sempre compassivo, especialmente quando vê um devoto em potencial muito determinado (dṛḍha-vrata). Por conseguinte, o Bhaṭṭācārya estava pronto a ajudar o rei."}
{"ref": "cc/madhya/11/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/58/", "verse_text": "rāmānanda rāya, āji tomāra prema-guṇa\n\nprabhu-āge kahite prabhura phiri' gela mana", "devanagari": "> রামানন্দ রায়, আজি তোমার প্রেম-গুণ ৷\n> প্রভু-আগে কহিতে প্রভুর ফিরি’ গেল মন ৷৷ ৫৮ ৷৷ ॥৫৮॥", "synonyms": "*rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *āji*—hoje; *tomāra*—tua; *prema-guṇa*—qualidade de amor; *prabhu-āge*—diante do Senhor; *kahite*—quando ele descreveu; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *phiri' gela*—transformou-se; *mana*—a mente.", "translation": "**\"O Senhor já mudou de ideia em razão da descrição que Rāmānanda Rāya fez de teu amor puro por Ele.\"**", "purport": "A princípio, o Senhor não queria ver o rei, mas, graças aos sinceros esforços do Bhaṭṭācārya e de Rāmānanda Rāya, a mente do Senhor mudou. O Senhor já declarara que Kṛṣṇa seria misericordioso com o rei em razão do serviço que este prestava aos devotos. Esse é o processo pelo qual a pessoa pode avançar em consciência de Kṛṣṇa. Primeiro deve haver a misericórdia do devoto; então descerá a misericórdia de Kṛṣṇa. Yasya prasādād bhagavat-prasādo yasyāprasādān na gatiḥ kuto 'pi. Nosso primeiro dever, portanto, é satisfazer o mestre espiritual, que pode providenciar a misericórdia do Senhor. Um homem comum deve primeiro começar a servir o mestre espiritual, ou o devoto. Depois, pela misericórdia do devoto, o Senhor ficará satisfeito. A menos que se receba sobre a cabeça a poeira dos pés de lótus de um devoto, não há possibilidade de avanço. Isso também se confirma numa afirmação de Prahlāda Mahārāja no Śrīmad-Bhāgavatam (7.5.32):\n\nnaiṣāṁ matis tāvad urukramāṅghriṁ\nspṛśaty anarthāpagamo yad-arthaḥ\nmahīyasāṁ pāda-rajo-'bhiṣekaṁ\nniṣkiñcanānāṁ na vṛṇīta yāvat\n\nA menos que a pessoa se aproxime de um devoto puro, não consegue compreender a Suprema Personalidade de Deus. Mahārāja Pratāparudra adorava tanto Rāmānanda Rāya quanto Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Assim, ele tocou os pés de lótus de devotos puros e, desse modo, pôde aproximar-se de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/11/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/59/", "verse_text": "śuni' gajapatira mane sukha upajila\n\nprabhure milite ei mantraṇā dṛḍha kaila", "devanagari": "> শুনি’ গজপতির মনে সুখ উপজিল ৷\n> প্রভুরে মিলিতে এই মন্ত্রণা দৃঢ় কৈল ৷৷ ৫৯ ৷৷ ॥৫৯॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir; *gajapatira*—do rei Pratāparudra; *mane*—na mente; *sukha*—felicidade; *upajila*—despertou; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milite*—encontrar; *ei*—esta; *mantraṇā*—instrução; *dṛḍha kaila*—decidiu aceitar rigorosamente.", "translation": "**Mahārāja Pratāparudra acatou o conselho do Bhaṭṭācārya e decidiu firmemente seguir suas instruções. Assim, sentiu uma felicidade transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/60/", "verse_text": "snāna-yātrā kabe habe puchila bhaṭṭere\n\nbhaṭṭa kahe,-tina dina āchaye yātrāre", "devanagari": "> স্নানযাত্রা কবে হবে পুছিল ভট্টেরে ৷\n> ভট্ট কহে, — তিন দিন আছয়ে যাত্রারে ৷৷ ৬০ ৷৷ ॥৬০॥", "synonyms": "*snāna-yātrā*—a cerimônia de banho do Senhor Jagannātha; *kabe*—quando; *habe*—será; *puchila*—ele perguntou; *bhaṭṭere*—ao Bhaṭṭācārya; *bhaṭṭa kahe*—o Bhaṭṭācārya disse; *tina dina*—três dias; *āchaye*—ainda há; *yātrāre*—até o festival.", "translation": "**Quando o rei perguntou ao Bhaṭṭācārya quando ocorreria a cerimônia de banho [Snāna-yātrā] do Senhor Jagannātha, o Bhaṭṭācārya respondeu que faltavam apenas três dias para a cerimônia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/61/", "verse_text": "rājāre prabodhiyā bhaṭṭa gelā nijālaya\n\nsnāna-yātrā-dine prabhura ānanda hṛdaya", "devanagari": "> রাজারে প্রবোধিয়া ভট্ট গেলা নিজালয় ৷ স্নানযাত্রা-দিনে প্রভুর আনন্দ হৃদয় ৷৷ ৬১ ৷৷ স্নানযাত্রা দেখি’ প্রভুর হৈল বড় সুখ ৷ ঈশ্বরের ‘অনবসরে’ পাইল বড় দুঃখ ৷৷ ৬২ ৷৷ ॥৬১॥", "synonyms": "*rājāre*—o rei; *prabodhiyā*—encorajando; *bhaṭṭa*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *gelā*—partiu; *nija-ālaya*—para sua própria casa; *snāna-yātrā-dine*—no dia da cerimônia de banho do Senhor Jagannātha; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda*—pleno de felicidade; *hṛdaya*—coração.", "translation": "**Após assim encorajar o rei, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya regressou para casa. No dia da cerimônia de banho do Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu estava muito feliz de coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/62/", "verse_text": "snāna-yātrā dekhi' prabhura haila baḍa sukha\n\nīśvarera 'anavasare' pāila baḍa duḥkha", "devanagari": "", "synonyms": "*snāna-yātrā*—a cerimônia de banho do Senhor Jagannātha; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—tornou-se; *baḍa*—muita; *sukha*—felicidade; *īśvarera*—do Senhor; *anavasare*—durante o passatempo de retiro; *pāila*—obteve; *baḍa*—muita; *duḥkha*—infelicidade.", "translation": "**Ao ver a cerimônia de banho do Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz. Mas, quando o Senhor Jagannātha Se recolheu após a cerimônia, o Senhor Caitanya ficou muito infeliz, pois não podia vê-lO.**", "purport": "Após a cerimônia de banho de Śrī Jagannātha, que ocorre justamente uma quinzena antes da cerimônia da Ratha-yātrā, o corpo da Deidade do Senhor Jagannātha é repintado, e isso leva cerca de uma quinzena para se completar. Esse período chama-se Anavasara. Há muitos que visitam o templo para ver o Senhor Jagannātha regularmente todos os dias, e, para eles, Seu retiro após a cerimônia de banho é insuportável. Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu muitíssimo a ausência do Senhor Jagannātha no templo."}
{"ref": "cc/madhya/11/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/63/", "verse_text": "gopī-bhāve virahe prabhu vyākula hañā\n\nālālanāthe gelā prabhu sabāre chāḍiyā", "devanagari": "> গোপীভাবে বিরহে প্রভু ব্যাকুল হঞা ৷\n> আলালনাথে গেলা প্রভু সবারে ছাড়িয়া ৷৷ ৬৩ ৷৷ ॥৬৩॥", "synonyms": "*gopī-bhāve*—no estado de espírito das gopīs; *virahe*—na separação; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vyākula*—agitado; *hañā*—estando; *ālālanāthe*—para Ālālanātha; *gelā*—foi; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāre*—todos; *chāḍiyā*—tendo abandonado.", "translation": "**Devido à separação do Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu a mesma grande ânsia que as gopīs sentem na separação de Kṛṣṇa. Nessa condição, Ele abandonou toda a companhia e foi para Ālālanātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/64/", "verse_text": "pāche prabhura nikaṭa āilā bhakta-gaṇa\n\ngauḍa haite bhakta āise,-kaila nivedana", "devanagari": "> পাছে প্রভুর নিকট আইলা ভক্তগণ ৷\n> গৌড় হৈতে ভক্ত আইসে, — কৈল নিবেদন ৷৷ ৬৪ ৷৷ ॥৬৪॥", "synonyms": "*pāche*—atrás; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nikaṭa*—na presença; *āilā*—vieram; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *gauḍa haite*—de Bengala; *bhakta*—devotos; *āise*—vêm; *kaila nivedana*—submeteram.", "translation": "**Os devotos que haviam seguido o Senhor vieram à Sua presença e pediram-Lhe que regressasse a Purī. Informaram que os devotos de Bengala estavam a caminho de Puruṣottama-kṣetra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/65/", "verse_text": "sārvabhauma nīlācale āilā prabhu lañā\n\nprabhu āilā,-rājā-ṭhāñi kahilena giyā", "devanagari": "> সার্বভৌম নীলাচলে আইলা প্রভু লঞা ৷\n> প্রভু আইলা, — রাজা-ঠাঞি কহিলেন গিয়া ৷৷ ৬৫ ৷৷ ॥৬৫॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āilā*—veio; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—chegou; *rājā-ṭhāñi*—ao rei; *kahilena*—disse; *giyā*—após ir.", "translation": "**Desse modo, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya trouxe o Senhor Caitanya de volta a Jagannātha Purī. Em seguida, foi ter com o rei Pratāparudra e o informou da chegada do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/66/", "verse_text": "hena-kāle āilā tathā gopīnāthācārya\n\nrājāke āśīrvāda kari' kahe,-śuna bhaṭṭācārya", "devanagari": "> হেনকালে আইলা তথা গোপীনাথাচার্য ৷ রাজাকে আশীর্বাদ করি’ কহে, — শুন ভট্টাচার্য ৷৷ ৬৬ ৷৷ গৌড় হৈতে বৈষ্ণব আসিতেছেন দুইশত ৷ মহাপ্রভুর ভক্ত সব — মহাভাগবত ৷৷ ৬৭ ৷৷ নরেন্দ্রে আসিয়া সবে হৈল বিদ্যমান ৷ তাঁ-সবারে চাহি বাসা প্রসাদ-সমাধান ৷৷ ৬৮ ৷৷ ॥৬৬॥", "synonyms": "*hena-kāle*—durante esse tempo; *āilā*—veio; *tathā*—ali; *gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *rājāke*—ao rei; *āśīrvāda kari'*—oferecendo uma bênção; *kahe*—disse; *śuna bhaṭṭācārya*—meu caro Bhaṭṭācārya, escuta, por favor.", "translation": "**Nessa ocasião, Gopīnātha Ācārya chegou ali enquanto Sārvabhauma Bhaṭṭācārya estava com o rei Pratāparudra. Sendo um brāhmaṇa, ele ofereceu sua bênção ao rei e dirigiu-se a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/67/", "verse_text": "gauḍa haite vaiṣṇava āsitechena dui-śata\n\nmahāprabhura bhakta saba-mahā-bhāgavata", "devanagari": "", "synonyms": "*gauḍa haite*—de Bengala; *vaiṣṇava*—devotos; *āsitechena*—estão vindo; *dui-śata*—cerca de duzentos; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta*—os devotos; *saba*—todos; *mahā-bhāgavata*—devotos altamente avançados.", "translation": "**\"Cerca de duzentos devotos estão vindo de Bengala. Todos eles são devotos altamente avançados e especificamente devotados a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/68/", "verse_text": "narendre āsiyā sabe haila vidyamāna\n\ntāṅ-sabāre cāhi vāsā prasāda-samādhāna", "devanagari": "", "synonyms": "*narendre*—à margem do Lago Narendra; *āsiyā*—vindo; *sabe*—todos eles; *haila vidyamāna*—permanecendo; *tāṅ-sabāre*—para todos eles; *cāhi*—desejo; *vāsā*—acomodações residenciais; *prasāda*—para distribuir prasāda; *samādhāna*—providência.", "translation": "**\"Todos eles já chegaram à margem do Lago Narendra e ali aguardam. Desejo acomodações residenciais e providências de prasāda para eles.\"**", "purport": "Narendra é um pequeno lago ainda existente em Jagannātha Purī, onde ocorre o festival Candana-yātrā. Até os dias atuais, todos os devotos bengalis que visitam o templo de Jagannātha primeiro se banham nesse lago. Ali eles lavam as mãos e os pés antes de entrar no templo."}
{"ref": "cc/madhya/11/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/69/", "verse_text": "rājā kahe,-paḍichāke āmi ājñā diba\n\nvāsā ādi ye cāhiye,-paḍichā saba diba", "devanagari": "> রাজা কহে, — পড়িছাকে আমি আজ্ঞা দিব ৷\n> বাসা আদি যে চাহিয়ে, — পড়িছা সব দিব ৷৷ ৬৯ ৷৷ ॥৬৯॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *paḍichāke*—ao atendente; *āmi*—eu; *ājñā diba*—darei ordens; *vāsā*—acomodações residenciais; *ādi*—e outras providências; *ye cāhiye*—o que quer que desejes; *paḍichā*—o atendente; *saba*—tudo; *diba*—fornecerá.", "translation": "**O rei respondeu: \"Darei ordens ao atendente do templo. Ele providenciará as acomodações residenciais e o prasāda de todos, como desejares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/70/", "verse_text": "mahāprabhura gaṇa yata āila gauḍa haite\n\nbhaṭṭācārya, eke eke dekhāha āmāte", "devanagari": "> মহাপ্রভুর গণ যত আইলা গৌড় হৈতে ৷\n> ভট্টাচার্য, একে একে দেখাহ আমাতে ৷৷ ৭০ ৷৷ ॥৭০॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gaṇa*—associados; *yata*—todos; *āila*—que vieram; *gauḍa haite*—de Bengala; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *eke eke*—um após outro; *dekhāha*—mostra, por favor; *āmāte*—a mim.", "translation": "**\"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, mostra-me, por favor, um após outro, todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu que estão vindo de Bengala.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/71/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,-aṭṭālikāya kara ārohaṇa\n\ngopīnātha cine sabāre, karābe daraśana", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — অট্টালিকায় কর আরোহণ ৷ গোপীনাথ চিনে সবারে, করাবে দরশন ৷৷ ৭১ ৷৷ আমি কাহো নাহি চিনি, চিনিতে মন হয় ৷ গোপীনাথাচার্য সবারে করা’বে পরিচয় ৷৷ ৭২ ৷৷ ॥৭১॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—o Bhaṭṭācārya disse; *aṭṭālikāya*—no terraço do palácio; *kara ārohaṇa*—sobe; *gopīnātha*—Gopīnātha Ācārya; *cine*—conhece; *sabāre*—todos; *karābe daraśana*—ele mostrará.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya pediu ao rei: \"Sobe ao terraço do palácio. Gopīnātha Ācārya conhece cada um dos devotos. Ele os identificará para ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/72/", "verse_text": "āmi kāho nāhi cini, cinite mana haya\n\ngopīnāthācārya sabāre karā'be paricaya", "devanagari": "", "synonyms": "*āmi*—eu; *kāho*—ninguém; *nāhi*—não; *cini*—conheço; *cinite mana haya*—desejo conhecer; *gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *sabāre*—todos eles; *karā'be paricaya*—identificará.", "translation": "**\"Na verdade, não conheço nenhum deles, embora deseje conhecê-los. Visto que Gopīnātha Ācārya conhece todos eles, ele te dará os nomes deles.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/73/", "verse_text": "eta bali' tina jana aṭṭālikāya caḍila\nhena-kāle vaiṣṇava saba nikaṭe āila", "devanagari": "> এত বলি’ তিন জন অট্টালিকায় চড়িল ৷\n> হেনকালে বৈষ্ণব সব নিকটে আইল ৷৷ ৭৩ ৷৷ ॥৭৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *tina jana*—as três pessoas (a saber, o rei, Gopīnātha Ācārya e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya); *aṭṭālikāya*—no terraço do palácio; *caḍila*—levantou-se; *hena-kāle*—neste momento; *vaiṣṇava*—os devotos vaiṣṇavas; *saba*—todos; *nikaṭe*—perto; *āila*—chegaram.", "translation": "**Depois que Sārvabhauma disse isto, ele subiu ao topo do palácio com o rei e Gopīnātha Ācārya. Neste momento, todos os devotos vaiṣṇavas de Bengala se aproximaram do palácio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/74/", "verse_text": "dāmodara-svarūpa, govinda,—dui jana\nmālā-prasāda lañā yāya, yāhāṅ vaiṣṇava-gaṇa", "devanagari": "> দামোদর-স্বরূপ, গোবিন্দ, — দুই জন ৷\n> মালা-প্রসাদ লঞা যায়, যাহাঁ বৈষ্ণবগণ ৷৷ ৭৪ ৷৷ ॥৭৪॥", "synonyms": "*dāmodara-svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *govinda*—Govinda; *dui jana*—duas pessoas; *mālā-prasāda*—guirlandas de flores e restos do alimento do Senhor Jagannātha; *lañā*—levando; *yāya*—foram; *yāhāṅ*—onde; *vaiṣṇava-gaṇa*—os vaiṣṇavas.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara e Govinda, levando as guirlandas de flores e o prasāda do Senhor Jagannātha, dirigiram-se ao lugar onde todos os vaiṣṇavas estavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/75/", "verse_text": "prathamete mahāprabhu pāṭhāilā duṅhāre\nrājā kahe, ei dui kon cināha āmāre", "devanagari": "> প্রথমেতে মহাপ্রভু পাঠাইলা দুঁহারে ৷\n> রাজা কহে, এই দুই কোন্ চিনাহ আমারে ৷৷ ৭৫ ৷৷ ॥৭৫॥", "synonyms": "*prathamete*—a princípio; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāṭhāilā*—enviou; *duṅhāre*—duas pessoas; *rājā kahe*—o rei disse; *ei dui*—estes dois; *kon*—quem são; *cināha*—por favor, identifica; *āmāre*—para mim.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu primeiramente os enviou à frente. O rei indagou: \"Quem são estes dois? Por favor, dize-me quem são.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/76/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe,—ei svarūpa-dāmodara\nmahāprabhura haya iṅha dvitīya kalevara", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে, — এই স্বরূপ-দামোদর ৷ মহাপ্রভুর হয় ইঁহ দ্বিতীয় কলেবর ৷৷ ৭৬ ৷৷ দ্বিতীয়, গোবিন্দ — ভৃত্য, ইহাঁ দোঁহা দিয়া ৷ মালা পাঠাঞাছেন প্রভু গৌরব করিয়া ৷৷ ৭৭ ৷৷ ॥৭৬॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya kahe*—o Bhaṭṭācārya disse; *ei*—este cavalheiro; *svarūpa-dāmodara*—seu nome é Svarūpa Dāmodara; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haya*—é; *iṅha*—ele; *dvitīya*—a segunda; *kalevara*—expansão do corpo.", "translation": "**Śrī Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Aqui está Svarūpa Dāmodara, que é praticamente a segunda expansão do corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/77/", "verse_text": "dvitīya, govinda-bhṛtya, ihāṅ doṅhā diyā\nmālā pāṭhāñāchena prabhu gaurava kariyā", "devanagari": "", "synonyms": "*dvitīya*—o segundo; *govinda*—Govinda; *bhṛtya*—servo pessoal; *ihāṅ*—aqui; *doṅhā diyā*—por intermédio dessas duas pessoas; *mālā*—guirlandas de flores; *pāṭhāñāchena*—enviou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gaurava kariyā*—prestando grande honra.", "translation": "**\"A segunda pessoa é Govinda, o servo pessoal do Senhor Caitanya. O Senhor enviou guirlandas e restos do alimento do Senhor Jagannātha com essas duas pessoas simplesmente para honrar os devotos de Bengala.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/78/", "verse_text": "ādau mālā advaitere svarūpa parāila\npāche govinda dvitīya mālā āni' tāṅre dila", "devanagari": "> আদৌ মালা অদ্বৈতেরে স্বরূপ পরাইল ৷\n> পাছে গোবিন্দ দ্বিতীয় মালা আনি’ তাঁরে দিল ৷৷ ৭৮ ৷৷ ॥৭৮॥", "synonyms": "*ādau*—no início; *mālā*—uma guirlanda; *advaitere*—a Advaita Ācārya; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *parāila*—ofereceu; *pāche*—depois disso; *govinda*—o servo pessoal do Senhor; *dvitīya*—uma segunda; *mālā*—guirlanda; *āni'*—trazendo; *tāṅre dila*—entregou a Ele.", "translation": "**No início, Svarūpa Dāmodara adiantou-se e enguirlandou Advaita Ācārya. Govinda veio em seguida e ofereceu uma segunda guirlanda a Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/79/", "verse_text": "tabe govinda daṇḍavat kaila ācāryere\ntāṅre nāhi cine ācārya, puchila dāmodare", "devanagari": "> তবে গোবিন্দ দণ্ডবৎ কৈল আচার্যেরে ৷\n> তাঁরে নাহি চিনে আচার্য, পুছিল দামোদরে ৷৷ ৭৯ ৷৷ ॥৭৯॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *govinda*—Govinda; *daṇḍavat*—prostrando-se para oferecer reverências; *kaila*—fez; *ācāryere*—a Advaita Ācārya; *tāṅre*—a ele; *nāhi*—não; *cine*—reconheceu; *ācārya*—Advaita Ācārya; *puchila*—indagou; *dāmodare*—a Svarūpa Dāmodara.", "translation": "**Quando Govinda ofereceu suas reverências prostrando-se diante de Advaita Ācārya, Advaita Ācārya perguntou a Svarūpa Dāmodara quem ele era, pois não conhecia Govinda naquela ocasião.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/80/", "verse_text": "dāmodara kahe,—ihāra 'govinda' nāma\nīśvara-purīra sevaka ati guṇavān", "devanagari": "> দামোদর কহে, — ইহার ‘গোবিন্দ’ নাম ৷ ঈশ্বর-পুরীর সেবক অতি গুণবান্ ৷৷ ৮০ ৷৷ প্রভুর সেবা করিতে পুরী আজ্ঞা দিল ৷ অতএব প্রভু ইঁহাকে নিকটে রাখিল ৷৷ ৮১ ৷৷ ॥৮০॥", "synonyms": "*dāmodara kahe*—Dāmodara disse; *ihāra*—dele; *govinda*—Govinda; *nāma*—o nome; *īśvara-purīra sevaka*—servo de Īśvara Purī; *ati guṇavān*—muito qualificado.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara O informou: \"Govinda era o servo de Īśvara Purī. Ele é muito qualificado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/81/", "verse_text": "prabhura sevā karite purī ājñā dila\nataeva prabhu iṅhāke nikaṭe rākhila", "devanagari": "", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sevā*—o serviço; *karite*—realizar; *purī*—Īśvara Purī; *ājñā dila*—ordenou; *ataeva*—portanto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *iṅhāke*—a ele; *nikaṭe*—a Seu lado; *rākhila*—manteve.", "translation": "**\"Īśvara Purī ordenou a Govinda que servisse a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, o Senhor o mantém a Seu lado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/82/", "verse_text": "rājā kahe,—yāṅre mālā dila dui-jana\nāścarya teja, baḍa mahānta,—kaha kon jana?", "devanagari": "> রাজা কহে, — যাঁরে মালা দিল দুইজন ৷\n> আশ্চর্য তেজ, বড় মহান্ত, — কহ কোন্ জন ? ৮২ ॥ ॥৮২॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei indagou; *yāṅre*—a qual pessoa; *mālā*—guirlandas; *dila*—ofereceram; *dui-jana*—Svarūpa Dāmodara e Govinda; *āścarya teja*—maravilhosamente refulgente; *baḍa mahānta*—um grandioso devoto; *kaha kon jana*—por favor, dize-me quem é Ele.", "translation": "**O rei indagou: \"A quem Svarūpa Dāmodara e Govinda ofereceram as duas guirlandas? Sua refulgência corpórea é tão grande que Ele deve ser um grandioso devoto. Por favor, dize-me quem é Ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/83/", "verse_text": "ācārya kahe,—iṅhāra nāma advaita ācārya\nmahāprabhura mānya-pātra, sarva-śirodhārya", "devanagari": "> আচার্য কহে, — ইঁহার নাম অদ্বৈত আচার্য ৷\n> মহাপ্রভুর মান্যপাত্র, সর্ব-শিরোধার্য ৷৷ ৮৩ ৷৷ ॥৮৩॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Gopīnātha Ācārya disse; *iṅhāra nāma*—Seu nome; *advaita ācārya*—Advaita Ācārya; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mānya-pātra*—digno de honra; *sarva-śirodhārya*—o devoto supremo.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya respondeu: \"Seu nome é Advaita Ācārya. Ele é honrado até mesmo por Śrī Caitanya Mahāprabhu e, portanto, é o devoto supremo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/84/", "verse_text": "śrīvāsa-paṇḍita iṅha, paṇḍita-vakreśvara\nvidyānidhi-ācārya, iṅha paṇḍita-gadādhara", "devanagari": "> শ্রীবাস-পণ্ডিত ইঁহ, পণ্ডিত-বক্রেশ্বর ৷ বিদ্যানিধি-আচার্য, ইঁহ পণ্ডিত-গদাধর ৷৷ ৮৪ ৷৷ আচার্যরত্ন ইঁহ, পণ্ডিত-পুরন্দর ৷ গঙ্গাদাস পণ্ডিত ইঁহ, পণ্ডিত-শঙ্কর ৷৷ ৮৫ ৷৷ এই মুরারি গুপ্ত, ইঁহ পণ্ডিত নারায়ণ ৷ হরিদাস ঠাকুর ইঁহ ভুবনপাবন ৷৷ ৮৬ ৷৷ এই হরি-ভট্ট, এই শ্রীনৃসিংহানন্দ ৷ এই বাসুদেব দত্ত, এই শিবানন্দ ৷৷ ৮৭ ৷৷ গোবিন্দ, মাধব ঘোষ, এই বাসুঘোষ ৷ তিন ভাইর কীর্তনে প্রভু পায়েন সন্তোষ ৷৷ ৮৮ ৷৷ ॥৮৪॥", "synonyms": "*śrīvāsa-paṇḍita*—Śrīvāsa Paṇḍita; *iṅha*—aqui; *paṇḍita-vakreśvara*—Vakreśvara Paṇḍita; *vidyānidhi-ācārya*—Vidyānidhi Ācārya; *iṅha*—aqui; *paṇḍita-gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita.", "translation": "**\"Aqui estão Śrīvāsa Paṇḍita, Vakreśvara Paṇḍita, Vidyānidhi Ācārya e Gadādhara Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/85/", "verse_text": "ācāryaratna iṅha, paṇḍita-purandara\ngaṅgādāsa paṇḍita iṅha, paṇḍita-śaṅkara", "devanagari": "", "synonyms": "*ācāryaratna*—Candraśekhara; *iṅha*—aqui; *paṇḍita-purandara*—Purandara Paṇḍita; *gaṅgādāsa paṇḍita*—Gaṅgādāsa Paṇḍita; *iṅha*—aqui; *paṇḍita-śaṅkara*—Śaṅkara Paṇḍita.", "translation": "**\"Aqui estão Ācāryaratna, Purandara Paṇḍita, Gaṅgādāsa Paṇḍita e Śaṅkara Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/86/", "verse_text": "ei murāri gupta, iṅha paṇḍita nārāyaṇa\nharidāsa ṭhākura iṅha bhuvana-pāvana", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—este; *murāri gupta*—Murāri Gupta; *iṅha*—aqui; *paṇḍita nārāyaṇa*—Nārāyaṇa Paṇḍita; *haridāsa ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *iṅha*—aqui; *bhuvana-pāvana*—libertador de todo o universo.", "translation": "**\"Aqui estão Murāri Gupta, Paṇḍita Nārāyaṇa e Haridāsa Ṭhākura, o libertador de todo o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/87/", "verse_text": "ei hari-bhaṭṭa, ei śrī-nṛsiṁhānanda\nei vāsudeva datta, ei śivānanda", "devanagari": "", "synonyms": "*ei*—este; *hari-bhaṭṭa*—Hari Bhaṭṭa; *ei*—este; *śrī-nṛsiṁhānanda*—Śrī Nṛsiṁhānanda; *ei*—este; *vāsudeva datta*—Vāsudeva Datta; *ei*—este; *śivānanda*—Śivānanda.", "translation": "**\"Aqui está Hari Bhaṭṭa, e ali está Nṛsiṁhānanda. Aqui estão Vāsudeva Datta e Śivānanda Sena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/88/", "verse_text": "govinda, mādhava ghoṣa, ei vāsu-ghoṣa\ntina bhāira kīrtane prabhu pāyena santoṣa", "devanagari": "", "synonyms": "*govinda*—Govinda Ghoṣa; *mādhava ghoṣa*—Mādhava Ghoṣa; *ei*—este; *vāsu-ghoṣa*—Vāsudeva Ghoṣa; *tina bhāira*—dos três irmãos; *kīrtane*—no saṅkīrtana; *prabhu*—o Senhor; *pāyena santoṣa*—sente muito prazer.", "translation": "**\"Aqui também estão Govinda Ghoṣa, Mādhava Ghoṣa e Vāsudeva Ghoṣa. Eles são três irmãos, e seu saṅkīrtana, o cantar congregacional, agrada muito ao Senhor.**", "purport": "Govinda Ghoṣa pertencia à dinastia kāyastha da seção Uttara-rāḍhīya, e era conhecido como Ghoṣa Ṭhākura. Ainda hoje existe um lugar chamado Agradvīpa, perto de Katwa, onde se realiza uma feira que recebe o nome de Ghoṣa Ṭhākura. Quanto a Vāsudeva Ghoṣa, ele compôs muitas belas canções sobre o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, e todas elas são canções vaiṣṇavas autorizadas, tais como as canções de Narottama dāsa Ṭhākura, Bhaktivinoda Ṭhākura, Locana dāsa Ṭhākura, Govinda dāsa Ṭhākura e outros grandes vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/madhya/11/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/89/", "verse_text": "rāghava paṇḍita, iṅha ācārya nandana\nśrīmān paṇḍita ei, śrīkānta, nārāyaṇa", "devanagari": "> রাঘব পণ্ডিত, ইঁহ আচার্য নন্দন\n> শ্রীমান্ পণ্ডিত এই, শ্রীকান্ত, নারায়ণ ৷৷ ৮৯ ৷৷ ॥৮৯॥", "synonyms": "*rāghava paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *iṅha*—aqui; *ācārya nandana*—Ācārya Nandana; *śrīmān paṇḍita*—Śrīmān Paṇḍita; *ei*—este; *śrīkānta*—Śrīkānta; *nārāyaṇa*—e também Nārāyaṇa.", "translation": "**\"Aqui está Rāghava Paṇḍita, aqui está Ācārya Nandana, ali está Śrīmān Paṇḍita, e aqui estão Śrīkānta e Nārāyaṇa.\"**", "purport": "Narottama dāsa Ṭhākura, reverenciando os associados pessoais do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, cantou o seguinte (*Prārthanā* 13):\n\n> gaurāṅgera saṅgi-gaṇe,     nitya-siddha kari' māne\n> se yāya vrajendra-suta-pāśa\n\nQuem é inteligente compreende que todos os associados pessoais e devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu são eternamente liberados. Isso significa que não pertencem a este mundo material, pois estão sempre ocupados no serviço devocional ao Senhor. Quem está ocupado no serviço devocional ao Senhor vinte e quatro horas por dia e jamais O esquece é chamado de *nitya-siddha.* Śrīla Rūpa Gosvāmī confirma esta declaração:\n\n> īhā yasya harer dāsye\n> karmaṇā manasā girā\n> nikhilāsv apy avasthāsu\n> jīvan-muktaḥ sa ucyate\n\n\"Uma pessoa que age no serviço de Kṛṣṇa com o corpo, a mente, a inteligência e as palavras é uma pessoa liberada, mesmo dentro do mundo material, embora possa estar envolvida em muitas chamadas atividades materiais.\" (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.2.187)\n\nUm devoto está sempre pensando em como servir melhor ao Senhor Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, e em como difundir Seu nome, Sua fama e Suas qualidades pelo mundo inteiro. Quem é *nitya-siddha* não tem outra ocupação senão proclamar as glórias do Senhor por todo o mundo, segundo sua capacidade. Essas pessoas já são associadas do Senhor Caitanya Mahāprabhu. Por isso Narottama dāsa Ṭhākura diz: *nitya-siddha kari' māne.* Não se deve pensar que, por ter o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu estado pessoalmente presente há quinhentos anos, apenas Seus associados de então eram liberados. Ao contrário, Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura diz que qualquer pessoa é *nitya-siddha* se age em nome do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu difundindo as glórias do santo nome do Senhor. Devemos respeitar esses devotos que pregam as glórias do Senhor como *nitya-siddhas* e não os considerar condicionados.\n\n> māṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\n> bhakti-yogena sevate\n> sa guṇān samatītyaitān\n> brahma-bhūyāya kalpate\n\n[[bg/14/26|(Bg. 14.26)]]\n\nQuem transcendeu os modos materiais da natureza supostamente está na plataforma do Brahman. Essa é também a plataforma do *nitya-siddha.* O *nitya-siddha* não apenas se mantém na plataforma do Brahman, mas também age nessa plataforma. Simplesmente aceitando os associados do Senhor Caitanya Mahāprabhu como *nitya-siddhas,* é muito fácil retornar ao lar, de volta ao Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/11/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/90/", "verse_text": "śuklāmbara dekha, ei śrīdhara, vijaya\nvallabha-sena, ei puruṣottama, sañjaya", "devanagari": "> শুক্লাম্বর দেখ, এই শ্রীধর, বিজয় ৷ বল্লভ-সেন, এই পুরুষোত্তম, সঞ্জয় ৷৷ ৯০ ৷৷ কুলীন-গ্রামবাসী এই সত্যরাজ-খান ৷ রামানন্দ-আদি সবে দেখ বিদ্যমান ৷৷ ৯১ ৷৷ মুকুন্দদাস, নরহরি, শ্রীরঘুনন্দন ৷ খণ্ডবাসী চিরঞ্জীব, আর সুলোচন ৷৷ ৯২ ৷৷ ॥৯০॥", "synonyms": "*śuklāmbara*—Śuklāmbara; *dekha*—vede; *ei*—este; *śrīdhara*—Śrīdhara; *vijaya*—Vijaya; *vallabha-sena*—Vallabha Sena; *ei*—este; *puruṣottama*—Puruṣottama; *sañjaya*—Sañjaya.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya continuou a apontar os devotos. \"Eis aqui Śuklāmbara. Vede, ali está Śrīdhara. Eis aqui Vijaya, e ali está Vallabha Sena. Eis aqui Puruṣottama, e ali está Sañjaya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/91/", "verse_text": "kulīna-grāma-vāsī ei satyarāja-khāna\nrāmānanda-ādi sabe dekha vidyamāna", "devanagari": "", "synonyms": "*kulīna-grāma-vāsī*—os residentes da aldeia conhecida como Kulīna-grāma; *ei*—estes; *satyarāja-khāna*—Satyarāja Khān; *rāmānanda-ādi*—encabeçados por Rāmānanda; *sabe*—todos; *dekha*—vede; *vidyamāna*—presentes.", "translation": "**\"E eis aqui todos os residentes de Kulīna-grāma, tais como Satyarāja Khān e Rāmānanda. De fato, todos eles estão presentes aqui. Vede, por favor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/92/", "verse_text": "mukunda-dāsa, narahari, śrī-raghunandana\nkhaṇḍa-vāsī cirañjīva, āra sulocana", "devanagari": "", "synonyms": "*mukunda-dāsa*—Mukunda dāsa; *narahari*—Narahari; *śrī-raghunandana*—Śrī Raghunandana; *khaṇḍa-vāsī*—residentes de Khaṇḍa; *cirañjīva*—Cirañjīva; *āra*—e; *sulocana*—Sulocana.", "translation": "**\"Eis aqui Mukunda dāsa, Narahari, Śrī Raghunandana, Cirañjīva e Sulocana, todos residentes de Khaṇḍa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/93/", "verse_text": "kateka kahiba, ei dekha yata jana\ncaitanyera gaṇa, saba-caitanya-jīvana", "devanagari": "> কতেক কহিব, এই দেখ যত জন ৷\n> চৈতন্যের গণ, সব — চৈতন্যজীবন ৷৷ ৯৩ ৷৷ ॥৯৩॥", "synonyms": "*kateka kahiba*—quantos nomes mencionarei; *ei*—estes; *dekha*—vede; *yata jana*—todas as pessoas; *caitanyera gaṇa*—associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos eles; *caitanya-jīvana*—que consideram Śrī Caitanya Mahāprabhu sua vida e sua alma.", "translation": "**\"Quantos nomes ainda mencionarei? Todos os devotos que vedes aqui são associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é a vida e a alma deles.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/94/", "verse_text": "rājā kahe-dekhi' mora haila camatkāra\nvaiṣṇavera aiche teja dekhi nāhi āra", "devanagari": "> রাজা কহে — দেখি’ মোর হৈল চমৎকার ৷\n> বৈষ্ণবের ঐছে তেজ দেখি নাহি আর ৷৷ ৯৪ ৷৷ ॥৯৪॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *dekhi'*—após ver; *mora*—meu; *haila*—há; *camatkāra*—assombro; *vaiṣṇavera*—dos devotos do Senhor; *aiche*—tal; *teja*—refulgência; *dekhi*—vejo; *nāhi*—não; *āra*—em mais ninguém.", "translation": "**O rei disse: \"Ao ver todos estes devotos, fico muitíssimo assombrado, pois jamais vi semelhante refulgência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/95/", "verse_text": "koṭi-sūrya-sama saba-ujjvala-varaṇa\nkabhu nāhi śuni ei madhura kīrtana", "devanagari": "> কোটিসূর্য-সম সব — উজ্জ্বল-বরণ ৷\n> কভু নাহি শুনি এই মধুর কীর্তন ৷৷ ৯৫ ৷৷ ॥৯৫॥", "synonyms": "*koṭi-sūrya-sama*—igual ao brilho de milhões de sóis; *saba*—todos eles; *ujjvala-varaṇa*—um lustre muito brilhante; *kabhu nāhi śuni*—jamais ouvi; *ei*—esta; *madhura kīrtana*—tão melodiosa execução do canto congregacional.", "translation": "**\"De fato, a refulgência deles é como o brilho de um milhão de sóis. Tampouco jamais ouvi os nomes do Senhor cantados de modo tão melodioso.**", "purport": "Tais são os sintomas dos devotos puros quando estão cantando. Todos os devotos puros são brilhantes como a luz do sol, e o lustre de seus corpos é muito refulgente. Além disso, sua execução de saṅkīrtana é incomparável. Há muitos cantores profissionais que sabem executar o canto congregacional com diversos instrumentos musicais de maneira artística e musical, mas seu canto não pode ser tão atraente quanto o canto congregacional dos devotos puros. Se o devoto se atém estritamente aos princípios que regem a conduta vaiṣṇava, o lustre de seu corpo será naturalmente atraente, e seu canto dos santos nomes do Senhor será eficaz. As pessoas apreciarão esse kīrtana sem hesitação. Até mesmo as peças teatrais sobre os passatempos do Senhor Caitanya ou de Śrī Kṛṣṇa devem ser representadas por devotos. Tais peças interessarão de imediato a uma plateia e serão plenas de potência. Os estudantes da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna devem notar estes dois pontos e procurar aplicar tais princípios na divulgação das glórias do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/11/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/96/", "verse_text": "aiche prema, aiche nṛtya, aiche hari-dhvani\nkāhāṅ nāhi dekhi, aiche kāhāṅ nāhi śuni", "devanagari": "> ঐছে প্রেম, ঐছে নৃত্য, ঐছে হরিধ্বনি ৷\n> কাহাঁ নাহি দেখি, ঐছে কাহাঁ নাহি শুনি ৷৷ ৯৬ ৷৷ ॥৯৬॥", "synonyms": "*aiche*—tal; *prema*—amor extático; *aiche nṛtya*—tal dança; *aiche hari-dhvani*—tal vibração do canto do santo nome; *kāhāṅ*—em parte alguma; *nāhi dekhi*—jamais vi; *aiche*—tal; *kāhāṅ*—em parte alguma; *nāhi śuni*—jamais ouvi.", "translation": "**\"Jamais antes vi semelhante amor extático, nem ouvi a vibração do santo nome do Senhor cantado de tal maneira, nem vi semelhante dança durante o saṅkīrtana.\"**", "purport": "Visto que o templo do Senhor Jagannātha está situado em Jagannātha Purī, muitos devotos de todas as partes do mundo vinham para executar saṅkīrtana em glorificação ao Senhor. Todos esses devotos certamente foram vistos e ouvidos por Mahārāja Pratāparudra, mas ele admite aqui que o kīrtana executado pelos associados do Senhor era singular. Ele jamais antes ouvira tal saṅkīrtana nem vira tão atraentes características manifestadas pelos devotos. Os membros da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna devem ir à Índia durante a cerimônia do aniversário do Senhor Caitanya Mahāprabhu em Māyāpura e executar saṅkīrtana congregacionalmente. Isso atrairá a atenção de todas as personalidades importantes da Índia, assim como a beleza, o lustre corpóreo e a execução de saṅkīrtana pelos associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu atraíram a atenção de Mahārāja Pratāparudra. Os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu eram ilimitados durante a presença do Senhor neste planeta, mas todo aquele que é puro em sua vida e devotado à missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve ser compreendido como um associado nitya-siddha do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/11/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/97/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kahe ei madhura vacana\ncaitanyera sṛṣṭi-ei prema-saṅkīrtana", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কহে এই মধুর বচন ৷\n> চৈতন্যের সৃষ্টি — এই প্রেম-সংকীর্তন ৷৷ ৯৭ ৷৷ ॥৯৭॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahe*—respondeu; *ei*—esta; *madhura vacana*—a transcendental doçura da voz; *caitanyera sṛṣṭi*—a criação do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—este; *prema-saṅkīrtana*—canto em êxtase de amor a Deus.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Este doce som transcendental é uma criação especial do Senhor, conhecida como prema-saṅkīrtana, o canto congregacional em amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/98/", "verse_text": "avatari' caitanya kaila dharma-pracāraṇa\nkali-kāle dharma-kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> অবতরি’ চৈতন্য কৈল ধর্মপ্রচারণ ৷\n> কলিকালে ধর্ম — কৃষ্ণনাম-সংকীর্তন ৷৷ ৯৮ ৷৷ ॥৯৮॥", "synonyms": "*avatari'*—descendo; *caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *dharma-pracāraṇa*—a pregação da verdadeira religião; *kali-kāle*—nesta era de Kali; *dharma*—princípio religioso; *kṛṣṇa-nāma*—do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *saṅkīrtana*—o canto.", "translation": "**\"Nesta era de Kali, Śrī Caitanya Mahāprabhu desceu para pregar a religião da consciência de Kṛṣṇa. Portanto, o canto dos santos nomes do Senhor Kṛṣṇa é o princípio religioso para esta era.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/99/", "verse_text": "saṅkīrtana-yajñe tāṅre kare ārādhana\nsei ta' sumedhā, āra-kali-hata-jana", "devanagari": "> সংকীর্তন-যজ্ঞে তাঁরে করে আরাধন ৷\n> সেই ত’ সুমেধা, আর — কলিহতজন ৷৷ ৯৯ ৷৷ ॥৯৯॥", "synonyms": "*saṅkīrtana-yajñe*—na execução do canto congregacional; *tāṅre*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *ārādhana*—adoração; *sei ta'*—tal pessoa; *su-medhā*—de aguda inteligência; *āra*—outros; *kali-hata-jana*—vítimas desta era de Kali.", "translation": "**\"Todo aquele que adora o Senhor Caitanya Mahāprabhu mediante o canto congregacional deve ser tido como muito inteligente. Aquele que assim não procede deve ser considerado uma vítima desta era e desprovido de toda inteligência.**", "purport": "Os patifes propõem que qualquer um pode inventar seu próprio processo religioso, e essa proposição é aqui condenada. Se alguém realmente quer tornar-se religioso, deve adotar o canto do *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa. O verdadeiro significado de religião está declarado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.3.19-22).\n\n> dharmaṁ tu sākṣād bhagavat-praṇītaṁ\n> na vai vidur ṛṣayo nāpi devāḥ\n> na siddha-mukhyā asurā manuṣyāḥ\n> kuto nu vidyādhara-cāraṇādayaḥ\n\n> svayambhūr nāradaḥ śambhuḥ\n> kumāraḥ kapilo manuḥ\n> prahlādo janako bhīṣmo\n> balir vaiyāsakir vayam\n\n> dvādaśaite vijānīmo\n> dharmaṁ bhāgavataṁ bhaṭāḥ\n> guhyaṁ viśuddhaṁ durbodhaṁ\n> yaṁ jñātvāmṛtam aśnute\n\n> etāvān eva loke 'smin\n> puṁsāṁ dharmaḥ paraḥ smṛtaḥ\n> bhakti-yogo bhagavati\n> tan-nāma-grahaṇādibhiḥ\n\nO significado desses versos é que o *dharma,* ou religião, não pode ser fabricado por um ser humano. A religião é a lei ou o código do Senhor. Por conseguinte, a religião não pode ser fabricada nem mesmo por grandes personalidades santas, semideuses ou *siddha-mukhyas,* que dirá por *asuras,* seres humanos, Vidyādharas, Cāraṇas, e assim por diante. Os princípios do *dharma,* da religião, descem pelo sistema *paramparā* a partir de doze personalidades — a saber: o Senhor Brahmā; o grande santo Nārada; o Senhor Śiva; os quatro Kumāras; Kapila, o filho de Devahūti; Svāyambhuva Manu; Prahlāda Mahārāja; o rei Janaka; o avô Bhīṣma; Bali Mahārāja; Śukadeva Gosvāmī; e Yamarāja. Os princípios da religião são conhecidos por essas doze personalidades. O *dharma* refere-se aos princípios religiosos pelos quais se pode compreender a Suprema Personalidade de Deus. O *dharma* é muito confidencial, livre de toda influência material, e muito difícil de compreender para os homens comuns. Contudo, se alguém realmente compreende o *dharma,* torna-se imediatamente liberado e é transferido para o reino de Deus. O *bhāgavata-dharma,* ou o princípio da religião enunciado pelo sistema *paramparā,* é o princípio supremo da religião. Em outras palavras, o *dharma* refere-se à ciência do *bhakti-yoga,* que começa com o canto do santo nome do Senhor pelo iniciante (*tan-nāma-grahaṇādibhiḥ*).\n\nPortanto, nesta Era de Kali, recomenda-se aqui no *Caitanya-caritāmṛta* (texto 98), *kali-kāle dharma-kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana:* o canto do santo nome do Senhor é o método de religião aprovado por todas as escrituras Védicas. No texto seguinte do *Caitanya-caritāmṛta,* citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.32), isso é ainda mais enfatizado."}
{"ref": "cc/madhya/11/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/100/", "verse_text": "kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇaṁ\nsāṅgopāṅgāstra-pārṣadam\nyajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair\nyajanti hi su-medhasaḥ", "devanagari": "> কৃষ্ণবর্ণং ত্বিষাঽকৃষ্ণং সাঙ্গোপাঙ্গাস্ত্রপার্ষদম্ ৷\n> যজ্ঞৈঃ সংকীর্তনপ্রায়ৈর্যজন্তি হি সুমেধসঃ ৷৷ ১০০ ৷৷ ॥১০০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-varṇam*—repetindo as sílabas kṛṣ-ṇa; *tviṣā*—com um lustre; *akṛṣṇam*—não negro (dourado); *sa-aṅga*—junto com associados; *upāṅga*—servidores; *astra*—armas; *pārṣadam*—companheiros íntimos; *yajñaiḥ*—por sacrifício; *saṅkīrtana-prāyaiḥ*—consistindo principalmente no canto congregacional; *yajanti*—eles adoram; *hi*—certamente; *su-medhasaḥ*—pessoas inteligentes.", "translation": "**\" 'Na era de Kali, as pessoas inteligentes executam o canto congregacional para adorar a encarnação de Deus que constantemente canta o nome de Kṛṣṇa. Embora Sua tez não seja negra, Ele é o próprio Kṛṣṇa. Ele Se faz acompanhar de Seus associados, servos, armas e companheiros íntimos.' \"**", "purport": "Para uma explicação deste verso, consulte o *Ādi-līlā*, Capítulo Três, verso 52."}
{"ref": "cc/madhya/11/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/101/", "verse_text": "rājā kahe,-śāstra-pramāṇe caitanya hana kṛṣṇa\ntabe kene paṇḍita saba tāṅhāte vitṛṣṇa?", "devanagari": "> রাজা কহে, — শাস্ত্রপ্রমাণে চৈতন্য হন কৃষ্ণ ৷\n> তবে কেনে পণ্ডিত সব তাঁহাতে বিতৃষ্ণ ? ১০১ ৷৷ ॥১০১॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *śāstra-pramāṇe*—pela evidência da escritura revelada; *caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hana*—é; *kṛṣṇa*—a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Kṛṣṇa; *tabe*—portanto; *kene*—por que; *paṇḍita*—os ditos eruditos acadêmicos; *saba*—todos; *tāṅhāte*—a Ele; *vitṛṣṇa*—indiferentes.", "translation": "**O rei disse: \"Segundo a evidência apresentada nas escrituras reveladas, conclui-se que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é o próprio Senhor Kṛṣṇa. Por que, então, os eruditos acadêmicos às vezes Lhe são indiferentes?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/102/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,-tāṅra kṛpā-leśa haya yāṅre\nsei se tāṅhāre 'kṛṣṇa' kari' la-ite pāre", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — তাঁর কৃপা-লেশ হয় যাঁরে ৷\n> সেই সে তাঁহারে ‘কৃষ্ণ’ করি’ লইতে পারে ৷৷ ১০২ ৷৷ ॥১০২॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *tāṅra kṛpā*—da misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; *leśa*—mesmo uma fração; *haya*—há; *yāṅre*—a quem; *sei se*—somente essa pessoa; *tāṅhāre*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa kari'*—aceitando como Kṛṣṇa; *la-ite pāre*—pode aceitar.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya respondeu: \"Uma pessoa que recebeu apenas uma pequena fração da misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu pode compreender que Ele é o Senhor Kṛṣṇa. Mais ninguém pode.**", "purport": "O movimento de *saṅkīrtana* pode ser propagado por alguém especialmente favorecido pelo Senhor Kṛṣṇa (*kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana*). Sem primeiro obter a misericórdia do Senhor, ninguém pode propagar o santo nome do Senhor. Aquele que pode propagar o nome do Senhor é chamado *labdha-caitanya,* nas palavras de Bhaktisiddhānta Sarasvatī. O *labdha-caitanya* é aquele que realmente despertou sua consciência original, a consciência de Kṛṣṇa. A influência dos devotos puros em consciência de Kṛṣṇa é tal que pode despertar os outros a tornarem-se imediatamente conscientes de Kṛṣṇa e a ocuparem-se no serviço amoroso transcendental a Kṛṣṇa. Dessa forma, os descendentes dos devotos puros aumentam, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu sente muito prazer ao ver o aumento de Seus devotos. A palavra *su-medhasaḥ* significa \"agudamente inteligente\". Quando a inteligência da pessoa é aguda, ela pode aumentar o interesse dos homens comuns em amar Caitanya Mahāprabhu e, através dEle, em amar Rādhā-Kṛṣṇa. Aqueles que não se interessam por compreender Śrī Caitanya Mahāprabhu são simplesmente materiais em suas tentativas de cantar e dançar profissionalmente por dinheiro, apesar de seu suposto talento artístico. Quem não tem plena fé em Śrī Caitanya Mahāprabhu não pode cantar e dançar adequadamente no movimento de *saṅkīrtana.* O canto e a dança artificiais talvez se devam a sentimentalismos ou à agitação sentimental, mas isso não pode ajudar ninguém a avançar em consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/11/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/103/", "verse_text": "tāṅra kṛpā nahe yāre, paṇḍita nahe kene\ndekhile śunileha tāṅre 'īśvara' nā māne", "devanagari": "> তাঁর কৃপা নহে যারে, পণ্ডিত নহে কেনে ৷\n> দেখিলে শুনিলেহ তাঁরে ‘ঈশ্বর’ না মানে ৷৷ ১০৩ ৷৷ ॥১০৩॥", "synonyms": "*tāṅra kṛpā*—Sua misericórdia; *nahe*—não há; *yāre*—sobre quem; *paṇḍita*—erudito acadêmico; *nahe*—embora; *kene*—não obstante; *dekhile*—mesmo ao ver; *śunileha*—mesmo ao ouvir; *tāṅre*—a Ele; *īśvara*—como a Suprema Personalidade de Deus; *nā māne*—não aceita.", "translation": "**\"Se a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu não é concedida a uma pessoa — por mais erudito acadêmico que ela seja e por mais que veja ou ouça —, ela não pode aceitar o Senhor Caitanya como a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Os mesmos princípios podem ser aplicados às pessoas demoníacas, ainda que estejam na sampradāya do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sem receber o poder especial do Senhor, ninguém pode pregar Suas glórias por todo o mundo. Embora alguém se proclame um erudito seguidor de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e ainda que tente pregar o santo nome do Senhor por todo o mundo, se não for favorecido por Śrī Caitanya Mahāprabhu, encontrará defeitos no devoto puro e não será capaz de compreender como um pregador é dotado de poder pelo Senhor Caitanya. Deve-se considerar desprovido da misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu aquele que critica o movimento da consciência de Kṛṣṇa que agora se espalha por todo o mundo, ou que encontra defeitos neste movimento ou no líder do movimento."}
{"ref": "cc/madhya/11/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/104/", "verse_text": "athāpi te deva padāmbuja-dvaya-\nprasāda-leśānugṛhīta eva hi\njānāti tattvaṁ bhagavan-mahimno\nna cānya eko 'pi ciraṁ vicinvan", "devanagari": "> অথাপি তে দেব পদাম্বুজদ্বয়-\n> প্ৰসাদলেশানুগৃহীত এব হি ৷\n> জানাতি তত্ত্বং ভগবন্মহিম্নো\n> ন চান্য একোঽপি চিরং বিচিন্বন্ ৷৷ ১০৪ ৷৷ ॥১০৪॥", "synonyms": "*atha*—portanto; *api*—de fato; *te*—Vossos; *deva*—meu Senhor; *pada-ambuja-dvaya*—dos dois pés de lótus; *prasāda*—da misericórdia; *leśa*—por apenas um vestígio; *anugṛhītaḥ*—favorecido; *eva*—certamente; *hi*—de fato; *jānāti*—conhece; *tattvam*—a verdade; *bhagavat*—da Suprema Personalidade de Deus; *mahimnaḥ*—da grandeza; *na*—nunca; *ca*—e; *anyaḥ*—outro; *ekaḥ*—um; *api*—embora; *ciram*—por um longo período; *vicinvan*—especulando.", "translation": "**\" 'Meu Senhor, se alguém é favorecido por sequer um leve vestígio da misericórdia de Vossos pés de lótus, pode compreender a grandeza de Vossa personalidade. Mas aqueles que especulam para compreender a Suprema Personalidade de Deus são incapazes de conhecer-Vos, ainda que continuem a estudar os *Vedas* por muitos anos.' \"**", "purport": "Este verso é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.29). Ele é explicado no *Madhya-līlā*, no Sexto Capítulo, texto 84."}
{"ref": "cc/madhya/11/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/105/", "verse_text": "rājā kahe,-sabe jagannātha nā dekhiyā\ncaitanyera vāsā-gṛhe calilā dhāñā", "devanagari": "> রাজা কহে, — সবে জগন্নাথ না দেখিয়া ৷\n> চৈতন্যের বাসা-গৃহে চলিলা ধাঞা ৷৷ ১০৫ ৷৷ ॥১০৫॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *sabe*—todos eles; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *nā dekhiyā*—sem visitar; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāsā-gṛhe*—ao local de residência; *calilā*—foram; *dhāñā*—correndo.", "translation": "**O rei disse: \"Em vez de visitar o templo do Senhor Jagannātha, todos os devotos estão correndo para a residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/106/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,-ei ta' svābhāvika prema-rīta\nmahāprabhu milibāre utkaṇṭhita cita", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — এই ত’ স্বাভাবিক প্রেম-রীত ৷ মহাপ্রভু মিলিবারে উৎকণ্ঠিত চিত ৷৷ ১০৬ ৷৷ আগে তাঁরে মিলি’ সবে তাঁরে সঙ্গে লঞা ৷ তাঁর সঙ্গে জগন্নাথ দেখিবেন গিয়া ৷৷ ১০৭ ৷৷ ॥১০৬॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—o Bhaṭṭācārya respondeu; *ei ta'*—isto é; *svābhāvika*—espontânea; *prema-rīta*—a atração do amor; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milibāre*—para encontrar; *utkaṇṭhita*—ansiosa; *cita*—a mente.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Isto é amor espontâneo. Todos os devotos estão muito ansiosos por encontrar Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/107/", "verse_text": "āge tāṅre mili' sabe tāṅre saṅge lañā\ntāṅra saṅge jagannātha dekhibena giyā", "devanagari": "", "synonyms": "*āge*—primeiro; *tāṅre*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mili'*—encontrando; *sabe*—todos os devotos; *tāṅre*—a Ele; *saṅge*—consigo; *lañā*—levando; *tāṅra saṅge*—com Ele; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *dekhibena*—verão; *giyā*—indo.", "translation": "**\"Primeiro os devotos encontrarão Śrī Caitanya Mahāprabhu e então O levarão consigo ao templo para ver o Senhor Jagannātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/108/", "verse_text": "rājā kahe,-bhavānandera putra vāṇīnātha\nprasāda lañā saṅge cale pāṅca-sāta", "devanagari": "> রাজা কহে, — ভবানন্দের পুত্র বাণীনাথ ৷ প্রসাদ লঞা সঙ্গে চলে পাঁচ-সাত ৷৷ ১০৮ ৷৷ মহাপ্রভুর আলয়ে করিল গমন ৷ এত মহাপ্রসাদ চাহি’ — কহ কি কারণ ৷৷ ১০৯ ৷৷ ॥১০৮॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *bhavānandera putra*—o filho de Bhavānanda; *vāṇīnātha*—Vāṇīnātha; *prasāda lañā*—levando mahā-prasāda; *saṅge*—junto; *cale*—vai; *pāṅca-sāta*—cinco ou sete homens.", "translation": "**O Rei disse: \"O filho de Bhavānanda Rāya chamado Vāṇīnātha, acompanhado de cinco ou sete outros homens, foi até lá para obter os remanescentes da comida do Senhor Jagannātha.**\"", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/109/", "verse_text": "mahāprabhura ālaye karila gamana\neta mahā-prasāda cāhi'-kaha ki kāraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ālaye*—o local de residência; *karila gamana*—já foi; *eta*—tanto; *mahā-prasāda*—mahā-prasāda; *cāhi'*—requerendo; *kaha*—por favor, dize; *ki kāraṇa*—qual é a razão.", "translation": "**\"De fato, Vāṇīnātha já foi à residência do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e levou uma enorme quantidade de mahā-prasāda. Por favor, dize-me a razão disto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/110/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,-bhakta-gaṇa āila jāniñā\nprabhura iṅgite prasāda yāya tāṅrā lañā", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — ভক্তগণ আইল জানিঞা ৷\n> প্রভুর ইঙ্গিতে প্রসাদ যায় তাঁরা লঞা ৷৷ ১১০ ৷৷ ॥১১০॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *āila*—chegaram; *jāniñā*—sabendo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *iṅgite*—pela indicação; *prasāda*—os restos do alimento de Jagannātha; *yāya*—vão; *tāṅrā*—todos eles; *lañā*—levando.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Compreendendo que todos os devotos haviam chegado, o Senhor Caitanya deu o sinal, e por isso Vāṇīnātha e os demais trouxeram tão grandes quantidades de mahā-prasādam.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/111/", "verse_text": "rājā kahe,-upavāsa, kṣaura-tīrthera vidhāna\ntāhā nā kariyā kene khāiba anna-pāna", "devanagari": "> রাজা কহে, — উপবাস, ক্ষৌর — তীর্থের বিধান ৷\n> তাহা না করিয়া কেনে খাইব অন্ন-পান ৷৷ ১১১ ৷৷ ॥১১১॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *upavāsa*—jejum; *kṣaura*—raspar a cabeça; *tīrthera vidhāna*—esta é a regulação para visitar um lugar sagrado; *tāhā*—isso; *nā kariyā*—sem realizar; *kene*—por que; *khāiba*—eles haverão de comer; *anna-pāna*—alimento sólido e líquido.", "translation": "**O Rei então perguntou ao Bhaṭṭācārya: \"Por que os devotos não observaram as regulações para visitar o lugar de peregrinação, como jejum, raspagem da cabeça e assim por diante? Por que comeram o prasādam primeiro?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/112/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,-tumi yei kaha, sei vidhi-dharma\nei rāga-mārge āche sūkṣma-dharma-marma", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — তুমি যেই কহ, সেই বিধি-ধর্ম ৷\n> এই রাগমার্গে আছে সূক্ষ্মধর্ম-মর্ম ৷৷ ১১২ ৷৷ ॥১১২॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—o Bhaṭṭācārya disse; *tumi yei kaha*—o que quer que digas; *sei vidhi-dharma*—isso é um princípio regulativo; *ei rāga-mārge*—nesta senda do amor espontâneo; *āche*—há; *sūkṣma-dharma-marma*—sutis complexidades do sistema religioso.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya disse ao rei: \"O que disseste está correto de acordo com os princípios regulativos que regem a visita a lugares sagrados, mas há outra senda, que é a senda do amor espontâneo. Segundo esses princípios, há sutis complexidades envolvidas na execução dos princípios religiosos.**", "purport": "De acordo com os princípios regulativos Védicos, é preciso ser celibatário antes de entrar num lugar sagrado de peregrinação. Geralmente as pessoas são muito apegadas ao gozo dos sentidos e, a menos que tenham relações sexuais à noite, não conseguem dormir. Os princípios regulativos, portanto, prescrevem que, antes de um homem comum ir a um lugar sagrado de peregrinação, ele deve observar completo celibato. Tão logo se entra num lugar sagrado, deve-se observar jejum por aquele dia e, após raspar a cabeça por completo, deve-se tomar banho num rio ou oceano próximo ao lugar sagrado. Esses métodos são adotados para neutralizar os efeitos das atividades pecaminosas. Visitar um lugar sagrado de peregrinação significa neutralizar as reações de uma vida pecaminosa. Aqueles que vão a lugares sagrados de peregrinação na verdade descarregam as reações de suas vidas pecaminosas e, em consequência, os lugares sagrados ficam sobrecarregados com as atividades pecaminosas ali deixadas pelos visitantes.\n\nQuando uma pessoa santa ou devoto puro visita tal lugar sagrado, ele absorve os efeitos pecaminosos deixados pelo homem comum e novamente purifica o lugar sagrado. Tīrthī-kurvanti tīrthāni (Bhāg. 1.13.10). Portanto, a visita de um homem comum a um lugar sagrado e a visita de uma pessoa santa e elevada a esse mesmo lugar são diferentes. O homem comum deixa seus pecados no lugar sagrado, e uma pessoa santa ou devoto limpa esses pecados simplesmente por sua presença. Os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu não eram homens comuns, e não podiam estar sujeitos às regras e regulações que regem a visita a lugares sagrados. Pelo contrário, eles manifestaram seu amor espontâneo por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Imediatamente após chegarem ao lugar sagrado, foram ver o Senhor Caitanya e, por Sua ordem, aceitaram mahā-prasāda sem seguir as regulações que regem os lugares sagrados."}
{"ref": "cc/madhya/11/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/113/", "verse_text": "īśvarera parokṣa ājñā-kṣaura, upoṣaṇa\nprabhura sākṣāt ājñā-prasāda-bhojana", "devanagari": "> ঈশ্বরের পরোক্ষ আজ্ঞা — ক্ষৌর, উপোষণ ৷\n> প্রভুর সাক্ষাৎ আজ্ঞা — প্রসাদ-ভোজন ৷৷ ১১৩ ৷৷ ॥১১৩॥", "synonyms": "*īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *parokṣa*—indireta; *ājñā*—ordem; *kṣaura*—raspar a cabeça; *upoṣaṇa*—jejuar; *prabhura*—do Senhor; *sākṣāt*—direta; *ājñā*—ordem; *prasāda-bhojana*—aceitar o prasāda.", "translation": "**\"As injunções escriturais para raspar a cabeça e jejuar são ordens indiretas da Suprema Personalidade de Deus. Contudo, quando há uma ordem direta do Senhor para aceitar prasāda, naturalmente os devotos aceitam prasāda como seu primeiro dever.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/114/", "verse_text": "tāhāṅ upavāsa, yāhāṅ nāhi mahā-prasāda\nprabhu-ājñā-prasāda-tyāge haya aparādha", "devanagari": "> তাহাঁ উপবাস, যাহাঁ নাহি মহাপ্রসাদ ৷\n> প্রভু-আজ্ঞা-প্রসাদ-ত্যাগে হয় অপরাধ ৷৷ ১১৪ ৷৷ ॥১১৪॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—ali; *upavāsa*—jejum; *yāhāṅ*—onde; *nāhi*—não há; *mahā-prasāda*—restos do alimento do Senhor; *prabhu-ājñā*—ordem direta de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—restos do alimento; *tyāge*—abandonar; *haya*—há; *aparādha*—ofensa.", "translation": "**\"Quando mahā-prasāda não está disponível, deve haver jejum, mas, quando a Suprema Personalidade de Deus ordena diretamente que se aceite prasāda, negligenciar tal oportunidade é ofensivo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/115/", "verse_text": "viśeṣe śrī-haste prabhu kare pariveśana\neta lābha chāḍi' kon kare upoṣaṇa", "devanagari": "> বিশেষে শ্রীহস্তে প্রভু করে পরিবেশন ৷\n> এত লাভ ছাড়ি’ কোন্ করে উপোষণ ৷৷ ১১৫ ৷৷ ॥১১৫॥", "synonyms": "*viśeṣe*—especialmente; *śrī-haste*—com Suas mãos transcendentais; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *pariveśana*—distribuição; *eta*—tanto; *lābha*—benefício; *chāḍi'*—abandonando; *kon*—quem; *kare*—faz; *upoṣaṇa*—jejum.", "translation": "**\"Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu está distribuindo prasāda com Sua mão transcendental, quem negligenciaria tal oportunidade e aceitaria o princípio regulativo do jejum?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/116/", "verse_text": "pūrve prabhu more prasāda-anna āni' dila\nprāte śayyāya vasi' āmi se anna khāila", "devanagari": "> পূর্বে প্রভু মোরে প্রসাদ-অন্ন আনি’ দিল ৷\n> প্রাতে শয্যায় বসি’ আমি সে অন্ন খাইল ৷৷ ১১৬ ৷৷ ॥১১৬॥", "synonyms": "*pūrve*—antes disto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *more*—a mim; *prasāda-anna*—arroz mahā-prasāda; *āni'*—trazendo; *dila*—entregou; *prāte*—de manhã cedo; *śayyāya*—em minha cama; *vasi'*—sentado; *āmi*—eu; *se*—aquele; *anna*—arroz; *khāila*—comi.", "translation": "**\"Anteriormente, o Senhor deu-me arroz mahā-prasāda certa manhã, e eu o comi sentado em minha cama, sem sequer ter lavado a boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/117/", "verse_text": "yāṅre kṛpā kari' karena hṛdaye preraṇa\nkṛṣṇāśraya haya, chāḍe veda-loka-dharma", "devanagari": "> যাঁরে কৃপা করি’ করেন হৃদয়ে প্রেরণ ৷\n> কৃষ্ণাশ্রয় হয়, ছাড়ে বেদ-লোক-ধর্ম ৷৷ ১১৭ ৷৷ ॥১১৭॥", "synonyms": "*yāṅre*—em quem quer que seja; *kṛpā*—misericórdia; *kari'*—concedendo; *karena*—faz; *hṛdaye*—no coração; *preraṇa*—inspiração; *kṛṣṇa-āśraya*—refúgio do Senhor Kṛṣṇa; *haya*—há; *chāḍe*—ele abandona; *veda*—princípios Védicos; *loka-dharma*—etiqueta social.", "translation": "**\"O homem a quem o Senhor mostra Sua misericórdia, inspirando-o dentro do coração, refugia-se unicamente no Senhor Kṛṣṇa e abandona todos os costumes Védicos e sociais.**", "purport": "Este também é o ensinamento do Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (18.66):\n\nsarva-dharmān parityajya\nmām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\n\"Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te libertarei de todas as reações pecaminosas. Não temas.\" Tal fé firme na Suprema Personalidade de Deus só é possível pela misericórdia do Senhor. O Senhor está sentado no coração de todos e, quando inspira pessoalmente Seu devoto, o devoto não se prende aos princípios Védicos nem aos costumes sociais, mas, ao contrário, dedica-se ao transcendental serviço amoroso do Senhor. Isso é confirmado no seguinte verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (4.29.46)."}
{"ref": "cc/madhya/11/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/118/", "verse_text": "yadā yam anugṛhṇāti\nbhagavān ātma-bhāvitaḥ\nsa jahāti matiṁ loke\nvede ca pariniṣṭhitām", "devanagari": "> যদা যমনুগৃহ্ণাতি ভগবানাত্মভাবিতঃ ৷\n> স জহাতি মতিং লোকে বেদে চ পরিনিষ্ঠিতাম্ ৷৷ ১১৮ ৷৷ ॥১১৮॥", "synonyms": "*yadā*—quando; *yam*—a quem; *anugṛhṇāti*—concede favor especial; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *ātma-bhāvitaḥ*—que está situado no coração de todos; *saḥ*—essa pessoa; *jahāti*—abandona; *matim*—a atenção; *loke*—ao comportamento social; *vede*—às injunções Védicas; *ca*—também; *pariniṣṭhitām*—apegada.", "translation": "**\" 'Quando alguém é inspirado pelo Senhor, que está sentado no coração de todos, ele não se preocupa com o costume social nem com os princípios reguladores Védicos.' \"**", "purport": "Esta instrução (Bhāg. 4.29.46) foi dada por Nārada Gosvāmī ao rei Prācīnabarhi em relação à história de Purañjana. Aqui, Nārada dá a entender que, sem a misericórdia da Suprema Personalidade de Deus, ninguém pode libertar-se das atividades fruitivas que estão sob a jurisdição dos *Vedas*. Em versos anteriores (Bhāg. 4.29.42-44), Nārada admite que mesmo personalidades como o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva, Manu, os Prajāpatis (encabeçados por Dakṣa), os quatro Kumāras, Marīci, Atri, Aṅgira, Pulastya, Pulaha, Kratu, Bhṛgu, Vasiṣṭha e até mesmo o próprio Nārada não puderam receber adequadamente a misericórdia imotivada do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/11/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/119/", "verse_text": "tabe rājā aṭṭālikā haite talete āilā\nkāśī-miśra, paḍichā-pātra, duṅhe ānāilā", "devanagari": "> তবে রাজা অট্টালিকা হৈতে তলেতে আইলা ৷\n> কাশীমিশ্র, পড়িছা-পাত্র, দুঁহে আনাইলা ৷৷ ১১৯ ৷৷ ॥১১৯॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *rājā*—o rei; *aṭṭālikā haite*—do alto do palácio; *talete*—ao chão; *āilā*—desceu; *kāśī-miśra*—de nome Kāśī Miśra; *paḍichā-pātra*—o inspetor do templo; *duṅhe*—ambos; *ānāilā*—mandou chamar.", "translation": "**Depois disso, o Rei Pratāparudra desceu do topo de seu palácio ao andar térreo e chamou por Kāśī Miśra e pelo inspetor do templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/120-121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/120-121/", "verse_text": "pratāparudra ājñā dila sei dui jane\nprabhu-sthāne āsiyāchena yata prabhura gaṇe\nsabāre svacchanda vāsā, svacchanda prasāda\nsvacchanda darśana karāiha, nahe yena bādha", "devanagari": "", "synonyms": "*pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *ājñā dila*—ordenou; *sei dui jane*—àquelas duas pessoas; *prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsiyāchena*—chegaram; *yata*—todos os devotos que; *prabhura gaṇe*—associados do Senhor; *sabāre*—a todos eles; *svacchanda*—cômodas; *vāsā*—residências; *svacchanda*—cômodos; *prasāda*—restos do alimento de Jagannātha; *svacchanda darśana*—visita cômoda; *karāiha*—providenciai; *nahe yena bādha*—de modo que não haja dificuldade alguma.", "translation": "**Então Mahārāja Pratāparudra disse a Kāśī Miśra e ao inspetor do templo: \"Provede a todos os devotos e associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu residências confortáveis, instalações cômodas para comerem o prasāda e arranjos cômodos para visitarem o templo, de modo que não haja dificuldade alguma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/122/", "verse_text": "prabhura ājñā pāliha duṅhe sāvadhāna hañā\nājñā nahe, tabu kariha, iṅgita bujhiyā", "devanagari": "> প্রভুর আজ্ঞা পালিহ দুঁহে সাবধান হঞা ৷\n> আজ্ঞা নহে, তবু করিহ, ইঙ্গিত বুঝিয়া ৷৷ ১২২ ৷৷ ॥১২২॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—a ordem; *pāliha*—cumpri; *duṅhe*—vós dois; *sāvadhāna*—cuidadosos; *hañā*—tornando-vos; *ājñā nahe*—embora não haja uma ordem direta; *tabu*—ainda assim; *kariha*—fazei; *iṅgita*—a indicação; *bujhiyā*—compreendendo.", "translation": "**\"As ordens de Śrī Caitanya Mahāprabhu devem ser cumpridas cuidadosamente. Embora o Senhor possa não dar ordens diretas, ainda assim deveis realizar Seus desejos simplesmente compreendendo Suas indicações.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/123/", "verse_text": "eta bali' vidāya dila sei dui-jane\nsārvabhauma dekhite āila vaiṣṇava-milane", "devanagari": "> এত বলি’ বিদায় দিল সেই দুই-জনে ৷\n> সার্বভৌম দেখিতে আইল বৈষ্ণব-মিলনে ৷৷ ১২৩ ৷৷ ॥১২৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *vidāya dila*—concedeu permissão para ir; *sei dui-jane*—àquelas duas pessoas; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *dekhite*—para ver; *āila*—veio; *vaiṣṇava-milane*—ao encontro de todos os vaiṣṇavas.", "translation": "**Dizendo isto, o rei concedeu-lhes permissão para partir. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya também foi ver a assembleia de todos os vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/124/", "verse_text": "gopīnāthācārya bhaṭṭācārya sārvabhauma\ndūre rahi' dekhe prabhura vaiṣṇava-milana", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য ভট্টাচার্য সার্বভৌম ৷\n> দূরে রহি’ দেখে প্রভুর বৈষ্ণব-মিলন ৷৷ ১২৪ ৷৷ ॥১২৪॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *bhaṭṭācārya sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *dūre rahi'*—permanecendo um pouco afastados; *dekhe*—veem; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaiṣṇava-milana*—o encontro com os vaiṣṇavas.", "translation": "**De um lugar distante, tanto Gopīnātha Ācārya quanto Sārvabhauma Bhaṭṭācārya observavam o encontro de todos os vaiṣṇavas com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/125/", "verse_text": "siṁha-dvāra ḍāhine chāḍi' saba vaiṣṇava-gaṇa\nkāśī-miśra-gṛha-pathe karilā gamana", "devanagari": "> সিংহদ্বার ডাহিনে ছাড়ি’ সব বৈষ্ণবগণ ৷ কাশীমিশ্র-গৃহ-পথে করিলা গমন ৷৷ ১২৫ ৷৷ হেনকালে মহাপ্রভু নিজগণ-সঙ্গে ৷ বৈষ্ণবে মিলিলা আসি’ পথে বহুরঙ্গে ৷৷ ১২৬ ৷৷ ॥১২৫॥", "synonyms": "*siṁha-dvāra ḍāhine*—no lado direito do portão do leão; *chāḍi'*—deixando de lado; *saba*—todos; *vaiṣṇava-gaṇa*—os devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kāśī-miśra-gṛha*—à casa de Kāśī Miśra; *pathe*—pelo caminho; *karilā gamana*—começaram a dirigir-se.", "translation": "**A partir do lado direito do portão do leão, ou portão principal do templo, todos os vaiṣṇavas começaram a dirigir-se para a casa de Kāśī Miśra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/126/", "verse_text": "hena-kāle mahāprabhu nija-gaṇa-saṅge\nvaiṣṇave mililā āsi' pathe bahu-raṅge", "devanagari": "", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-gaṇa-saṅge*—na companhia de Seus assistentes pessoais; *vaiṣṇave*—todos os vaiṣṇavas; *mililā*—encontrou; *āsi'*—vindo; *pathe*—no caminho; *bahu-raṅge*—com grande júbilo.", "translation": "**Nesse ínterim, Śrī Caitanya Mahāprabhu, acompanhado de Seus associados pessoais, encontrou todos os vaiṣṇavas no caminho com grande júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/127/", "verse_text": "advaita karila prabhura caraṇa vandana\nācāryere kaila prabhu prema-āliṅgana", "devanagari": "> অদ্বৈত করিল প্রভুর চরণ বন্দন ৷ আচার্যেরে কৈল প্রভু প্রেম-আলিঙ্গন ৷৷ ১২৭ ৷৷ প্রেমানন্দে হৈলা দুঁহে পরম অস্থির ৷ সময় দেখিয়া প্রভু হৈলা কিছু ধীর ৷৷ ১২৮ ৷৷ ॥১২৭॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Ācārya; *karila*—prestou; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—dos pés de lótus; *vandana*—a adoração; *ācāryere*—a Advaita Ācārya; *kaila*—deu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āliṅgana*—um abraço em amor extático.", "translation": "**Primeiro, Advaita Ācārya ofereceu orações aos pés de lótus do Senhor, e o Senhor imediatamente O abraçou em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/128/", "verse_text": "premānande hailā duṅhe parama asthira\nsamaya dekhiyā prabhu hailā kichu dhīra", "devanagari": "", "synonyms": "*prema-ānande*—em amor extático; *hailā*—ficaram; *duṅhe*—ambos; *parama asthira*—extremamente agitados; *samaya*—o momento; *dekhiyā*—vendo; *prabhu*—o Senhor; *hailā*—ficou; *kichu*—um pouco; *dhīra*—paciente.", "translation": "**De fato, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Advaita Ācārya manifestaram agitação devido ao amor extático. Vendo, contudo, o momento e as circunstâncias, o Senhor Caitanya Mahāprabhu permaneceu paciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/129/", "verse_text": "śrīvāsādi karila prabhura caraṇa vandana\npratyeke karila prabhu prema-āliṅgana", "devanagari": "> শ্রীবাসাদি করিল প্রভুর চরণ বন্দন ৷ প্রত্যেকে করিল প্রভু প্রেম-আলিঙ্গন ৷৷ ১২৯ ৷৷ একে একে সর্বভক্তে কৈল সম্ভাষণ ৷ সবা লঞা অভ্যন্তরে করিলা গমন ৷৷ ১৩০ ৷৷ ॥১২৯॥", "synonyms": "*śrīvāsa-ādi*—os devotos encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *karila*—prestaram; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa vandana*—a adoração aos pés de lótus; *pratyeke*—a cada um; *karila*—deu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āliṅgana*—um abraço em amor.", "translation": "**Depois disso, todos os devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura, ofereceram orações aos pés de lótus do Senhor, e o Senhor abraçou cada um deles com grande amor e êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/130/", "verse_text": "eke eke sarva-bhakte kaila sambhāṣaṇa\nsabā lañā abhyantare karilā gamana", "devanagari": "", "synonyms": "*eke eke*—um após outro; *sarva-bhakte*—a cada devoto; *kaila*—dirigiu; *sambhāṣaṇa*—saudação; *sabā lañā*—levando todos eles; *abhyantare*—para dentro; *karilā gamana*—entrou.", "translation": "**O Senhor dirigiu-Se a todos os devotos um após outro e levou todos eles consigo para dentro da casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/131/", "verse_text": "miśrera āvāsa sei haya alpa sthāna\nasaṅkhya vaiṣṇava tāhāṅ haila parimāṇa", "devanagari": "> মিশ্রের আবাস সেই হয় অল্প স্থান ৷\n> অসংখ্য বৈষ্ণব তাহাঁ হৈল পরিমাণ ৷৷ ১৩১ ৷৷ ॥১৩১॥", "synonyms": "*miśrera āvāsa*—a residência de Kāśī Miśra; *sei*—essa; *haya*—é; *alpa sthāna*—lugar insuficiente; *asaṅkhya*—inúmeros; *vaiṣṇava*—devotos; *tāhāṅ*—ali; *haila*—estavam; *parimāṇa*—superlotados.", "translation": "**Como a residência de Kāśī Miśra era insuficiente, todos os devotos reunidos ficaram bastante apinhados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/132/", "verse_text": "āpana-nikaṭe prabhu sabā vasāilā\nāpani śrī-haste sabāre mālya-gandha dilā", "devanagari": "> আপন-নিকটে প্রভু সবা বসাইলা ৷\n> আপনি শ্রীহস্তে সবারে মাল্য-গন্ধ দিলা ৷৷ ১৩২ ৷৷ ॥১৩২॥", "synonyms": "*āpana-nikaṭe*—a Seu próprio lado; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabā*—todos eles; *vasāilā*—fez sentar; *āpani*—pessoalmente Ele mesmo; *śrī-haste*—com Sua mão; *sabāre*—a cada um; *mālya*—guirlanda; *gandha*—polpa de sândalo; *dilā*—ofereceu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu fez todos os devotos sentarem-se a Seu lado e, com Sua própria mão, ofereceu-lhes guirlandas e polpa de sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/133/", "verse_text": "bhaṭṭācārya, ācārya tabe mahāprabhura sthāne\nyathā-yogya mililā sabākāra sane", "devanagari": "> ভট্টাচার্য, আচার্য তবে মহাপ্রভুর স্থানে ৷\n> যথাযোগ্য মিলিলা সবাকার সনে ৷৷ ১৩৩ ৷৷ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *tabe*—depois disso; *mahāprabhura sthāne*—no lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yathā-yogya*—conforme convém; *mililā*—encontraram; *sabākāra sane*—com todos os vaiṣṇavas ali reunidos.", "translation": "**Depois disso, Gopīnātha Ācārya e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya encontraram-se com todos os vaiṣṇavas no lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu de maneira condizente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/134/", "verse_text": "advaitere kahena prabhu madhura vacane\nāji āmi pūrṇa ha-ilāṅa tomāra āgamane", "devanagari": "> অদ্বৈতেরে কহেন প্রভু মধুর বচনে ৷\n> আজি আমি পূর্ণ হইলাঙ তোমার আগমনে ৷৷ ১৩৪ ৷৷ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*advaitere*—a Advaita Ācārya Prabhu; *kahena*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *madhura vacane*—em linguagem doce; *āji*—hoje; *āmi*—Eu; *pūrṇa*—perfeito; *ha-ilāṅa*—tornei-Me; *tomāra*—Tua; *āgamane*—com a chegada.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-Se a Advaita Ācārya Prabhu, dizendo docemente: \"Meu querido senhor, hoje Me tornei perfeito por causa de Tua chegada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/135-136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/135-136/", "verse_text": "advaita kahe,–īśvarera ei svabhāva haya\nyadyapi āpane pūrṇa, sarvaiśvarya-maya\ntathāpi bhakta-saṅge haya sukhollāsa\nbhakta-saṅge kare nitya vividha vilāsa", "devanagari": "", "synonyms": "*advaita kahe*—Advaita Ācārya Prabhu disse; *īśvarera*—do Senhor; *ei*—esta; *svabhāva*—característica; *haya*—é; *yadyapi*—embora; *āpane*—Ele mesmo; *pūrṇa*—todo-perfeito; *sarva-aiśvarya-maya*—pleno de todas as opulências; *tathāpi*—ainda assim; *bhakta-saṅge*—na companhia dos devotos; *haya*—há; *sukha-ullāsa*—grande júbilo; *bhakta-saṅge*—com os devotos; *kare*—realiza; *nitya*—eternamente; *vividha*—vários; *vilāsa*—passatempos.", "translation": "**Advaita Ācārya Prabhu respondeu: \"Esta é uma característica natural da Suprema Personalidade de Deus. Embora Ele seja pessoalmente completo e pleno de todas as opulências, Ele sente prazer transcendental na companhia de Seus devotos, com quem desfruta de uma variedade de passatempos eternos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/137/", "verse_text": "vāsudeva dekhi' prabhu ānandita hañā\n\ntāṅre kichu kahe tāṅra aṅge hasta diyā", "devanagari": "> বাসুদেব দেখি’ প্রভু আনন্দিত হঞা ৷ তাঁরে কিছু কহে তাঁর অঙ্গে হস্ত দিয়া ৷৷ ১৩৭ ৷৷ যদ্যপি মুকুন্দ — আমা-সঙ্গে শিশু হৈতে ৷ তাঁহা হৈতে অধিক সুখ তোমারে দেখিতে ৷৷ ১৩৮ ৷৷ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*vāsudeva*—Vāsudeva; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānandita hañā*—ficando muito satisfeito; *tāṅre*—a ele; *kichu kahe*—diz algo; *tāṅra aṅge*—em seu corpo; *hasta diyā*—pousando Sua mão.", "translation": "**Assim que Śrī Caitanya Mahāprabhu viu Vāsudeva Datta, o pai de Mukunda Datta, Ele imediatamente ficou muito feliz e, pousando Sua mão no corpo dele, começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/138/", "verse_text": "yadyapi mukunda-āmā-saṅge śiśu haite\n\ntāṅhā haite adhika sukha tomāre dekhite", "devanagari": "", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *mukunda*—Mukunda; *āmā-saṅge*—comigo; *śiśu haite*—desde a infância; *tāṅhā haite*—do que ele; *adhika*—ainda mais; *sukha*—felicidade; *tomāre dekhite*—ver você.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Embora Mukunda seja Meu amigo desde a infância, sinto, contudo, maior prazer em ver você do que em ver a ele.\"**", "purport": "Vāsudeva Datta era o pai de Mukunda Datta, que era o amigo de infância de Śrī Caitanya Mahāprabhu. É naturalmente um grande prazer ver um amigo, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu informou ao pai que, embora fosse Seu prazer ver Seu amigo, esse prazer aumentava ao ver o pai."}
{"ref": "cc/madhya/11/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/139/", "verse_text": "vāsu kahe,-mukunda ādau pāila tomāra saṅga\n\ntomāra caraṇa pāila sei punar-janma", "devanagari": "> বাসু কহে, — মুকুন্দ আদৌ পাইল তোমার সঙ্গ ৷\n> তোমার চরণ পাইল সেই পুনর্জন্ম ৷৷ ১৩৯ ৷৷ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*vāsu kahe*—Vāsudeva Datta disse; *mukunda*—Mukunda; *ādau*—no início; *pāila*—obteve; *tomāra saṅga*—Sua associação; *tomāra caraṇa*—Seus pés de lótus; *pāila*—obteve; *sei*—esse; *punaḥ-janma*—renascimento transcendental.", "translation": "**Vāsudeva respondeu: \"Mukunda obteve Sua associação no início. Por isso, ele se refugiou em Seus pés de lótus. Esse é o seu renascimento transcendental.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/140/", "verse_text": "choṭa hañā mukunda ebe haila āmāra jyeṣṭha\n\ntomāra kṛpā-pātra tāte sarva-guṇe śreṣṭha", "devanagari": "> ছোট হঞা মুকুন্দ এবে হৈল আমার জ্যেষ্ঠ ৷\n> তোমার কৃপাপাত্র তাতে সর্বগুণে শ্রেষ্ঠ ৷৷ ১৪০ ৷৷ ॥১৪০॥", "synonyms": "*choṭa hañā*—sendo mais novo; *mukunda*—Mukunda; *ebe*—agora; *haila*—tornou-se; *āmāra*—meu; *jyeṣṭha*—superior; *tomāra*—Seu; *kṛpā-pātra*—favorecido; *tāte*—portanto; *sarva-guṇe*—em todas as boas qualidades; *śreṣṭha*—superior.", "translation": "**Assim, Vāsudeva Datta admitiu sua inferioridade a Mukunda, seu filho. \"Embora Mukunda seja meu mais novo\", disse ele, \"ele primeiro recebeu Seu favor. Por conseguinte, tornou-se transcendentalmente superior a mim. Além disso, Você favoreceu muito a Mukunda. Assim, ele é superior em todas as boas qualidades.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/141/", "verse_text": "punaḥ prabhu kahe-āmi tomāra nimitte\n\ndui pustaka āniyāchi 'dakṣiṇa' ha-ite", "devanagari": "> পুনঃ প্রভু কহে — আমি তোমার নিমিত্তে ৷ দুই পুস্তক আনিয়াছি ‘দক্ষিণ’ হইতে ৷৷ ১৪১ ৷৷ স্বরূপের ঠাঁই আছে, লহ তা লিখিয়া ৷ বাসুদেব আনন্দিত পুস্তক পাঞা ৷৷ ১৪২ ৷৷ ॥১৪১॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *prabhu kahe*—o Senhor disse; *āmi*—Eu; *tomāra nimitte*—em seu favor; *dui*—dois; *pustaka*—livros; *āniyāchi*—trouxe; *dakṣiṇa ha-ite*—do sul da Índia.", "translation": "**O Senhor disse: \"Somente em seu favor, Eu trouxe dois livros do sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/142/", "verse_text": "svarūpera ṭhāṅi āche, laha tā likhiyā\n\nvāsudeva ānandita pustaka pāñā", "devanagari": "", "synonyms": "*svarūpera ṭhāṅi*—na posse de Svarūpa Dāmodara; *āche*—eles estão; *laha*—pegue; *tā*—eles; *likhiyā*—copiando; *vāsudeva*—Vāsudeva; *ānandita*—muito contente; *pustaka*—os livros; *pāñā*—obtendo.", "translation": "**\"Os livros estão guardados com Svarūpa Dāmodara, e você pode mandá-los copiar.\" Ao ouvir isso, Vāsudeva ficou muito contente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/143/", "verse_text": "pratyeka vaiṣṇava sabe likhiyā la-ila\n\nkrame krame dui grantha sarvatra vyāpila", "devanagari": "> প্রত্যেক বৈষ্ণব সবে লিখিয়া লইল ৷\n> ক্রমে ক্রমে দুই গ্রন্থ সর্বত্র ব্যাপিল ৷৷ ১৪৩ ৷৷ ॥১৪৩॥", "synonyms": "*pratyeka*—cada um; *vaiṣṇava*—devoto; *sabe*—todos; *likhiyā*—copiando; *la-ila*—tomou; *krame krame*—pouco a pouco; *dui grantha*—os dois livros; *sarvatra*—por toda parte; *vyāpila*—difundiram-se.", "translation": "**De fato, cada Vaiṣṇava copiou os dois livros. Pouco a pouco, os dois livros [o Brahma-saṁhitā e o Śrī Kṛṣṇa-karṇāmṛta] difundiram-se por toda a Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/144/", "verse_text": "śrīvāsādye kahe prabhu kari' mahā-prīta\n\ntomāra cāri-bhāira āmi ha-inu vikrīta", "devanagari": "> শ্রীবাসাদ্যে কহে প্রভু করি’ মহাপ্রীত ৷\n> তোমার চারি-ভাইর আমি হইনু বিক্রীত ৷৷ ১৪৪ ৷৷ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*śrīvāsa-ādye*—a Śrīvāsa e seus três irmãos; *kahe*—diz; *prabhu*—o Senhor; *kari'*—dando; *mahā-prīta*—grande amor; *tomāra*—de vocês; *cāri-bhāira*—dos quatro irmãos; *āmi*—Eu; *ha-inu*—tornei-Me; *vikrīta*—comprado.", "translation": "**O Senhor dirigiu-Se a Śrīvāsa e seus irmãos com grande amor e afeto, dizendo: \"Estou tão grato que fui comprado por vocês quatro irmãos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/145/", "verse_text": "śrīvāsa kahena,-kene kaha viparīta\n\nkṛpā-mūlye cāri bhāi ha-i tomāra krīta", "devanagari": "> শ্রীবাস কহেন, — কেনে কহ বিপরীত ৷\n> কৃপা-মূল্যে চারি ভাই হই তোমার ক্রীত ৷৷ ১৪৫ ৷৷ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*śrīvāsa kahena*—Śrīvāsa Ṭhākura respondeu; *kene*—por que; *kaha viparīta*—dizes justamente o contrário; *kṛpā-mūlye*—pelo preço de Tua misericórdia; *cāri bhāi*—nós quatro irmãos; *ha-i*—tornamo-nos; *tomāra*—de Ti; *krīta*—comprados.", "translation": "**Śrīvāsa então respondeu ao Senhor: \"Por que falas de modo contraditório? Pelo contrário, nós quatro irmãos é que fomos comprados por Tua misericórdia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/146/", "verse_text": "śaṅkare dekhiyā prabhu kahe dāmodare\n\nsagaurava-prīti āmāra tomāra upare", "devanagari": "> শঙ্করে দেখিয়া প্রভু কহে দামোদরে ৷ সগৌরব-প্রীতি আমার তোমার উপরে ৷৷ ১৪৬ ৷৷ শুদ্ধ কেবল-প্রেম শঙ্কর-উপরে ৷ অতএব তোমার সঙ্গে রাখহ শঙ্করে ৷৷ ১৪৭ ৷৷ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*śaṅkare dekhiyā*—vendo Śaṅkara; *prabhu*—o Senhor; *kahe*—diz; *dāmodare*—a Dāmodara; *sa-gaurava-prīti*—afeto com temor e reverência; *āmāra*—Meu; *tomāra upare*—por você.", "translation": "**Depois de ver Śaṅkara, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Dāmodara: \"Meu afeto por você está na plataforma do temor e da reverência.**", "purport": "Aqui o Senhor está Se dirigindo a Dāmodara Paṇḍita, que é diferente de Svarūpa Dāmodara. Dāmodara Paṇḍita é o irmão mais velho de Śaṅkara. Assim, o Senhor informou a Dāmodara que Seu afeto por ele estava na plataforma do temor e da reverência. No entanto, o afeto do Senhor por seu irmão mais novo, Śaṅkara, estava na plataforma do amor puro."}
{"ref": "cc/madhya/11/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/147/", "verse_text": "śuddha kevala-prema śaṅkara-upare\n\nataeva tomāra saṅge rākhaha śaṅkare", "devanagari": "", "synonyms": "*śuddha kevala-prema*—afeto puro e imaculado; *śaṅkara-upare*—por Śaṅkara; *ataeva*—portanto; *tomāra saṅge*—junto de você; *rākhaha*—mantenha; *śaṅkare*—Śaṅkara.", "translation": "**\"Portanto, mantenha seu irmão mais novo Śaṅkara junto de você, porque ele está ligado a Mim por amor puro e imaculado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/148/", "verse_text": "dāmodara kahe,-śaṅkara choṭa āmā haite\n\nebe āmāra baḍa bhāi tomāra kṛpāte", "devanagari": "> দামোদর কহে, — শঙ্কর ছোট আমা হৈতে ৷\n> এবে আমার বড় ভাই তোমার কৃপাতে ৷৷ ১৪৮ ৷৷ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*dāmodara kahe*—Dāmodara Paṇḍita respondeu; *śaṅkara*—Śaṅkara; *choṭa*—mais novo; *āmā haite*—do que eu; *ebe*—agora; *āmāra*—meu; *baḍa bhāi*—irmão mais velho; *tomāra*—de Ti; *kṛpāte*—pela misericórdia.", "translation": "**Dāmodara Paṇḍita respondeu: \"Śaṅkara é meu irmão mais novo, mas a partir de hoje ele se torna meu irmão mais velho por causa de Tua misericórdia especial sobre ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/149/", "verse_text": "śivānande kahe prabhu,-tomāra āmāte\n\ngāḍha anurāga haya, jāni āge haite", "devanagari": "> শিবানন্দে কহে প্রভু, — তোমার আমাতে ৷\n> গাঢ় অনুরাগ হয়, জানি আগে হৈতে ৷৷ ১৪৯ ৷৷ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*śivānande*—a Śivānanda Sena; *kahe*—diz; *prabhu*—o Senhor; *tomāra*—seu; *āmāte*—por Mim; *gāḍha anurāga*—profundo afeto; *haya*—há; *jāni*—Eu sei; *āge haite*—desde o início.", "translation": "**Então, voltando-Se para Śivānanda Sena, o Senhor disse: \"Eu sei que, desde o início, seu afeto por Mim tem sido muito grande.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/150/", "verse_text": "śuni' śivānanda-sena premāviṣṭa hañā\n\ndaṇḍavat hañā paḍe śloka paḍiyā", "devanagari": "> শুনি’ শিবানন্দ-সেন প্রেমাবিষ্ট হঞা ৷\n> দণ্ডবৎ হঞা পড়ে শ্লোক পড়িয়া ৷৷ ১৫০ ৷৷ ॥১৫০॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *śivānanda-sena*—Śivānanda Sena; *prema-āviṣṭa hañā*—ficando absorto em amor puro; *daṇḍavat hañā*—oferecendo reverências; *paḍe*—cai prostrado; *śloka*—um verso; *paḍiyā*—recitando.", "translation": "**Imediatamente ao ouvir isso, Śivānanda Sena ficou absorto em amor extático e caiu ao chão, oferecendo reverências ao Senhor. Em seguida, começou a recitar o seguinte verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/151/", "verse_text": "nimajjato 'nanta bhavārṇavāntaś\n\ncirāya me kūlam ivāsi labdhaḥ\n\ntvayāpi labdhaṁ bhagavann idānīm\n\nanuttamaṁ pātram idaṁ dayāyāḥ", "devanagari": "> নিমজ্জতোঽনন্ত ভবার্ণবান্তশ্চিরায় মে কূলমিবাসি লব্ধঃ ৷\n> ত্বয়াপি লব্ধং ভগবন্নিদানীমনুত্তমং পাত্রমিদং দয়ায়াঃ ৷৷ ১৫১ ৷৷ ॥১৫১॥", "synonyms": "*nimajjataḥ*—estando imerso; *ananta*—ó ilimitado; *bhava-arṇava-antaḥ*—dentro do oceano da ignorância; *cirāya*—após muito tempo; *me*—de mim; *kūlam*—a margem; *iva*—como; *asi*—Tu és; *labdhaḥ*—obtido; *tvayā*—por Ti; *api*—também; *labdham*—foi conquistado; *bhagavan*—ó meu Senhor; *idānīm*—agora; *anuttamam*—o melhor; *pātram*—candidato; *idam*—este; *dayāyāḥ*—para mostrar Tua misericórdia.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor! Ó ilimitado! Embora eu estivesse imerso no oceano da ignorância, agora, após longo tempo, alcancei-Te, assim como se pode alcançar a praia. Meu querido Senhor, ao obter-me, Tu obtiveste a pessoa certa sobre quem conceder Tua misericórdia imotivada.' \"**", "purport": "Este é um verso do *Stotra-ratna* (21), composto por Ālabandāru Yāmunācārya. O relacionamento com a Suprema Personalidade de Deus pode ser restabelecido mesmo depois que alguém caiu no oceano da nesciência, que é o oceano da existência material, envolvendo a repetição de nascimento, morte, velhice e doença — tudo resultante da aceitação do corpo material. Há 8.400.000 espécies de vida material, mas no corpo humano obtém-se a oportunidade de libertar-se da repetição de nascimento e morte. Quando alguém se torna devoto do Senhor, é resgatado desse perigoso oceano de nascimento e morte. O Senhor está sempre disposto a manifestar Sua misericórdia às almas caídas que lutam contra as miseráveis condições materiais. Como o Senhor Kṛṣṇa afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/15/7|(Bg. 15.7)]]:\n\n> mamaivāṁśo jīva-loke\n> jīva-bhūtaḥ sanātanaḥ\n> manaḥ-ṣaṣṭhānīndriyāṇi\n> prakṛti-sthāni karṣati\n\n\"As entidades vivas neste mundo condicionado são Minhas partes fragmentárias eternas. Devido à vida condicionada, estão lutando muito arduamente com os seis sentidos, que incluem a mente.\"\n\nAssim, todo ser vivo luta arduamente nesta natureza material. Na verdade, a entidade viva é parte integrante do Senhor Supremo, e quando se rende à Suprema Personalidade de Deus, alcança a liberação do oceano de nascimento e morte. O Senhor, sendo muito bondoso com as almas caídas, está sempre ansioso para tirar a entidade viva do oceano da nesciência. Se a entidade viva compreender sua posição e se render ao Senhor, sua vida torna-se bem-sucedida."}
{"ref": "cc/madhya/11/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/152/", "verse_text": "prathame murāri-gupta prabhure nā miliyā\n\nbāhirete paḍi' āche daṇḍavat hañā", "devanagari": "> প্রথমে মুরারি-গুপ্ত প্রভুরে না মিলিয়া ৷\n> বাহিরেতে পড়ি’ আছে দণ্ডবৎ হঞা ৷৷ ১৫২ ৷৷ ॥১৫২॥", "synonyms": "*prathame*—a princípio; *murāri-gupta*—Murāri Gupta; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā*—sem; *miliyā*—encontrar; *bāhirete*—do lado de fora; *paḍi'*—caindo prostrado; *āche*—estava; *daṇḍavat*—caindo reto como uma vara; *hañā*—ficando assim.", "translation": "**Murāri Gupta, a princípio, não foi ao encontro do Senhor, mas, em vez disso, permaneceu do lado de fora da porta, caindo prostrado como uma vara para oferecer reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/153/", "verse_text": "murāri nā dekhiyā prabhu kare anveṣaṇa\nmurāri la-ite dhāñā āilā bahu-jana", "devanagari": "> মুরারি না দেখিয়া প্রভু করে অন্বেষণ ৷\n> মুরারি লইতে ধাঞা আইলা বহুজন ৷৷ ১৫৩ ৷৷ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*murāri*—Murāri; *nā*—sem; *dekhiyā*—ver; *prabhu*—o Senhor; *kare*—faz; *anveṣaṇa*—indagação; *murāri*—Murāri Gupta; *la-ite*—para levar; *dhāñā*—correndo; *āilā*—vieram; *bahu-jana*—muitas pessoas.", "translation": "**Ao não ver Murāri entre os devotos, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu indagou a respeito dele. Em seguida, muitas pessoas foram imediatamente até Murāri, correndo para levá-lo ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/154/", "verse_text": "tṛṇa dui-guccha murāri daśane dhariyā\nmahāprabhu āge gelā dainyādhīna hañā", "devanagari": "> তৃণ দুইগুচ্ছ মুরারি দশনে ধরিয়া ৷\n> মহাপ্রভু আগে গেলা দৈন্যাধীন হঞা ৷৷ ১৫৪ ৷৷ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*tṛṇa*—de palha; *dui*—dois; *guccha*—tufos; *murāri*—Murāri; *daśane*—em seus dentes; *dhariyā*—segurando; *mahāprabhu*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āge*—diante; *gelā*—foi; *dainya-adhīna*—sob a obrigação da mansidão; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**Assim, Murāri Gupta, segurando dois tufos de palha entre os dentes, apresentou-se diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu com humildade e mansidão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/155/", "verse_text": "murāri dekhiyā prabhu āilā milite\npāche bhāge murāri, lāgilā kahite", "devanagari": "> মুরারি দেখিয়া প্রভু আইলা মিলিতে ৷ পাছে ভাগে মুরারি, লাগিলা কহিতে ৷৷ ১৫৫ ৷৷ মোরে না ছুঁইহ, প্রভু, মুঞি ত’ পামর ৷ তোমার স্পর্শযোগ্য নহে পাপ কলেবর ৷৷ ১৫৬ ৷৷ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*murāri*—Murāri; *dekhiyā*—vendo; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—saiu; *milite*—para encontrar-se; *pāche*—depois; *bhāge*—foge; *murāri*—Murāri; *lāgilā*—começou; *kahite*—a falar.", "translation": "**Ao ver Murāri vir ao Seu encontro, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se a ele, mas Murāri começou a fugir e a falar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/156/", "verse_text": "more nā chuṅiha, prabhu, muñi ta' pāmara\ntomāra sparśa-yogya nahe pāpa kalevara", "devanagari": "", "synonyms": "*more*—a mim; *nā chuṅiha*—não toqueis; *prabhu*—meu Senhor; *muñi*—eu; *ta'*—certamente; *pāmara*—o mais abominável; *tomāra*—de Vós; *sparśa-yogya*—apto a ser tocado; *nahe*—não; *pāpa*—pecaminoso; *kalevara*—corpo.", "translation": "**\"Meu Senhor, por favor, não me toqueis. Sou o mais abominável e não sou apto para que Vós me toqueis, pois meu corpo é pecaminoso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/157/", "verse_text": "prabhu kahe,—murāri, kara dainya saṁvaraṇa\ntomāra dainya dekhi' mora vidīrṇa haya mana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — মুরারি, কর দৈন্য সম্বরণ ৷\n> তোমার দৈন্য দেখি’ মোর বিদীর্ণ হয় মন ৷৷ ১৫৭ ৷৷ ॥১৫৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *murāri*—Meu querido Murāri; *kara dainya saṁvaraṇa*—por favor, refreia tua grande humildade; *tomāra*—tua; *dainya*—humildade; *dekhi'*—vendo; *mora*—Minha; *vidīrṇa haya mana*—a mente fica perturbada.", "translation": "**O Senhor disse: \"Meu querido Murāri, por favor, refreia tua humildade desnecessária. Minha mente fica perturbada ao ver tua mansidão.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/158/", "verse_text": "eta bali' prabhu tāṅre kaila āliṅgana\nnikaṭe vasāñā kare aṅga sammārjana", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু তাঁরে কৈল আলিঙ্গন ৷\n> নিকটে বসাঞা করে অঙ্গ সম্মার্জন ৷৷ ১৫৮ ৷৷ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—o Senhor; *tāṅre*—a ele; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço; *nikaṭe*—perto; *vasāñā*—fazendo-o sentar-se; *kare*—faz; *aṅga*—de seu corpo; *sammārjana*—limpeza.", "translation": "**Dizendo isto, o Senhor abraçou Murāri e fê-lo sentar-se a Seu lado. Em seguida, o Senhor começou a limpar o corpo dele com Suas próprias mãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/159-160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/159-160/", "verse_text": "ācāryaratna, vidyānidhi, paṇḍita gadādhara\ngaṅgādāsa, hari-bhaṭṭa, ācārya purandara\n\npratyeke sabāra prabhu kari' guṇa gāna\npunaḥ punaḥ āliṅgiyā karila sammāna", "devanagari": "", "synonyms": "*ācāryaratna*—Ācāryaratna; *vidyānidhi*—Vidyānidhi; *paṇḍita gadādhara*—Paṇḍita Gadādhara; *gaṅgādāsa*—Gaṅgādāsa; *hari-bhaṭṭa*—Hari Bhaṭṭa; *ācārya purandara*—Ācārya Purandara; *pratyeke*—cada um deles; *sabāra*—de todos eles; *prabhu*—o Senhor; *kari' guṇa gāna*—glorificando as qualidades; *punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *āliṅgiyā*—abraçando; *karila*—prestou; *sammāna*—honra.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou repetidas vezes todos os devotos, incluindo Ācāryaratna, Vidyānidhi, Paṇḍita Gadādhara, Gaṅgādāsa, Hari Bhaṭṭa e Ācārya Purandara. O Senhor descreveu as boas qualidades deles e os glorificou repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/161/", "verse_text": "sabāre sammāni' prabhura ha-ila ullāsa\nharidāse nā dekhiyā kahe,—kāhāṅ haridāsa", "devanagari": "> সবারে সম্মানি’ প্রভুর হইল উল্লাস ৷\n> হরিদাসে না দেখিয়া কহে, — কাহাঁ হরিদাস ৷৷ ১৬১ ৷৷ ॥১৬১॥", "synonyms": "*sabāre sammāni'*—respeitando a todos; *prabhura*—do Senhor; *ha-ila*—houve; *ullāsa*—júbilo; *haridāse*—Haridāsa Ṭhākura; *nā dekhiyā*—sem ver; *kahe*—diz; *kāhāṅ haridāsa*—onde está Haridāsa.", "translation": "**Após assim oferecer respeito a cada um dos devotos, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito jubiloso. No entanto, ao não ver Haridāsa Ṭhākura, perguntou: \"Onde está Haridāsa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/162/", "verse_text": "dūra haite haridāsa gosāñe dekhiyā\nrājapatha-prānte paḍi' āche daṇḍavat hañā", "devanagari": "> দূর হৈতে হরিদাস গোসাঞে দেখিয়া ৷\n> রাজপথ-প্রান্তে পড়ি’ আছে দণ্ডবৎ হঞা ৷৷ ১৬২ ৷৷ ॥১৬২॥", "synonyms": "*dūra haite*—de longe; *haridāsa gosāñe*—Haridāsa Ṭhākura; *dekhiyā*—vendo; *rājapatha-prānte*—à beira da estrada comum; *paḍi'*—prostrando-se; *āche*—ele estava; *daṇḍavat hañā*—oferecendo reverências.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então viu, a distância, que Haridāsa Ṭhākura jazia prostrado na estrada, oferecendo reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/163/", "verse_text": "milana-sthāne āsi' prabhure nā mililā\nrājapatha-prānte dūre paḍiyā rahilā", "devanagari": "> মিলন-স্থানে আসি’ প্রভুরে না মিলিলা ৷\n> রাজপথ-প্রান্তে দূরে পড়িয়া রহিলা ৷৷ ১৬৩ ৷৷ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*milana-sthāne*—ao local de encontro; *āsi'*—vindo; *prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā*—não; *mililā*—encontrou-se; *rājapatha-prānte*—à beira da estrada comum; *dūre*—a um lugar distante; *paḍiyā*—prostrado; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura não foi ao local de encontro do Senhor, mas permaneceu prostrado na estrada comum, a distância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/164/", "verse_text": "bhakta saba dhāñā āila haridāse nite\nprabhu tomāya milite cāhe, calaha tvarite", "devanagari": "> ভক্ত সব ধাঞা আইল হরিদাসে নিতে ৷\n> প্রভু তোমায় মিলিতে চাহে, চলহ ত্বরিতে ৷৷ ১৬৪ ৷৷ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*bhakta*—devotos; *saba*—todos; *dhāñā*—correndo; *āila*—vieram; *haridāse*—Haridāsa; *nite*—para levar; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tomāya*—a ti; *milite*—encontrar-se; *cāhe*—deseja; *calaha*—vem; *tvarite*—prontamente.", "translation": "**Todos os devotos então foram até Haridāsa Ṭhākura, dizendo: \"O Senhor deseja encontrar-se contigo. Por favor, vem imediatamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/165/", "verse_text": "haridāsa kahe,—muñi nīca-jāti chāra\nmandira-nikaṭe yāite mora nāhi ādhikāra", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — মুঞি নীচ-জাতি ছার ৷\n> মন্দির-নিকটে যাইতে মোর নাহি অধিকার ৷৷ ১৬৫ ৷৷ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa Ṭhākura disse; *muñi*—eu; *nīca-jāti*—de casta baixa; *chāra*—abominável; *mandira-nikaṭe*—perto do templo; *yāite*—ir; *mora*—minha; *nāhi*—não há; *ādhikāra*—autoridade.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Não posso ir perto do templo, pois sou uma pessoa abominável e de casta baixa. Não tenho autoridade para ir até lá.\"**", "purport": "Embora Haridāsa Ṭhākura fosse um vaiṣṇava tão elevado que era tratado como Haridāsa Gosvāmī, ele ainda assim não gostava de perturbar o bom-senso comum da população em geral. Haridāsa Ṭhākura era tão elevado que era tratado como ṭhākura e gosāñi, e esses títulos são oferecidos aos vaiṣṇavas mais avançados. O mestre espiritual costuma ser chamado de gosāñi, e ṭhākura é usado para tratar os paramahaṁsas, aqueles que se encontram no nível mais elevado de espiritualidade. Não obstante, Haridāsa Ṭhākura não queria ir perto do templo, embora fosse chamado para lá pelo próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu. O templo de Jagannātha ainda hoje aceita somente os hindus que se encontram na ordem de varṇāśrama. Outras castas, especialmente as que não são hindus, não têm permissão para entrar no templo. Trata-se de uma regulação de longa data, e assim Haridāsa Ṭhākura, embora certamente competente e qualificado para entrar no templo, não queria nem mesmo ir perto dele. Isso se chama humildade vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/madhya/11/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/166/", "verse_text": "nibhṛte ṭoṭā-madhye sthāna yadi pāṅa\ntāhāṅ paḍi' raho, ekale kāla goṅāṅa", "devanagari": "> নিভৃতে টোটা-মধ্যে স্থান যদি পাঙ ৷ তাহাঁ পড়ি’ রহো, একলে কাল গোঙাঙ ৷৷ ১৬৬ ৷৷ জগন্নাথ-সেবকের মোর স্পর্শ নাহি হয় ৷ তাহাঁ পড়ি’ রহোঁ, — মোর এই বাঞ্ছা হয় ৷৷ ১৬৭ ৷৷ ॥১৬৬॥", "synonyms": "*nibhṛte*—num lugar solitário; *ṭoṭā-madhye*—dentro dos jardins; *sthāna*—lugar; *yadi*—se; *pāṅa*—eu conseguir; *tāhāṅ*—lá; *paḍi' raho*—eu ficarei; *ekale*—sozinho; *kāla*—o tempo; *goṅāṅa*—passarei.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura então expressou seu desejo: \"Se eu pudesse apenas conseguir um lugar solitário perto do templo, eu poderia ficar lá sozinho e passar o meu tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/167/", "verse_text": "jagannātha-sevakera mora sparśa nāhi haya\ntāhāṅ paḍi' rahoṅ,—mora ei vāñchā haya", "devanagari": "", "synonyms": "*jagannātha-sevakera*—dos servos do Senhor Jagannātha; *mora*—meu; *sparśa*—toque; *nāhi*—não; *haya*—ocorre; *tāhāṅ*—lá; *paḍi' rahoṅ*—eu fico; *mora*—meu; *ei*—este; *vāñchā*—desejo; *haya*—é.", "translation": "**\"Não desejo que os servos do Senhor Jagannātha me toquem. Eu permaneceria lá no jardim, sozinho. Esse é o meu desejo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/168/", "verse_text": "ei kathā loka giyā prabhure kahila\nśuniyā prabhura mane baḍa sukha ha-ila", "devanagari": "> এই কথা লোক গিয়া প্রভুরে কহিল ৷\n> শুনিয়া প্রভুর মনে বড় সুখ হইল ৷৷ ১৬৮ ৷৷ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*ei kathā*—esta mensagem; *loka*—as pessoas; *giyā*—indo; *prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahila*—transmitiram; *śuniyā*—ouvindo; *prabhura mane*—na mente do Senhor; *baḍa*—muita; *sukha*—felicidade; *ha-ila*—surgiu.", "translation": "**Quando essa mensagem foi transmitida ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu pelas pessoas, o Senhor ficou muito feliz ao ouvi-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/169/", "verse_text": "hena-kāle kāśī-miśra, paḍichā,—dui jana\nāsiyā karila prabhura caraṇa vandana", "devanagari": "> হেনকালে কাশীমিশ্র, পড়িছা, — দুই জন ৷\n> আসিয়া করিল প্রভুর চরণ বন্দন ৷৷ ১৬৯ ৷৷ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *paḍichā*—o superintendente; *dui jana*—duas pessoas; *āsiyā*—vindo; *karila*—fizeram; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa vandana*—adoração aos pés de lótus.", "translation": "**Nesse momento, Kāśī Miśra, juntamente com o superintendente do templo, veio e ofereceu seus respeitos aos pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/170/", "verse_text": "sarva vaiṣṇava dekhi' sukha baḍa pāilā\nyathā-yogya sabā-sane ānande mililā", "devanagari": "> সর্ব বৈষ্ণব দেখি’ সুখ বড় পাইলা ৷\n> যথাযোগ্য সবা-সনে আনন্দে মিলিলা ৷৷ ১৭০ ৷৷ ॥১৭০॥", "synonyms": "*sarva vaiṣṇava*—todos os vaiṣṇavas; *dekhi'*—vendo; *sukha*—felicidade; *baḍa*—muita; *pāilā*—obtiveram; *yathā-yogya*—como é apropriado; *sabā-sane*—junto com todos; *ānande*—em felicidade; *mililā*—encontraram-se.", "translation": "**Ao ver todos os vaiṣṇavas reunidos, Kāśī Miśra e o superintendente ficaram muito felizes. Com grande alegria, encontraram-se com os devotos de maneira adequada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/171/", "verse_text": "prabhu-pade dui jane kaila nivedane\nājñā deha',-vaiṣṇavera kari samādhāne", "devanagari": "> প্রভুপদে দুই জনে কৈল নিবেদনে ৷\n> আজ্ঞা দেহ’, — বৈষ্ণবের করি সমাধানে ৷৷ ১৭১ ৷৷ ॥১৭১॥", "synonyms": "*prabhu-pade*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui jane*—ambos; *kaila*—fizeram; *nivedane*—a súplica; *ājñā deha'*—por favor, ordena; *vaiṣṇavera*—de todos os vaiṣṇavas; *kari*—façamos; *samādhāne*—a acomodação.", "translation": "**Ambos suplicaram ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Por favor, dá-nos Tuas ordens, para que possamos fazer os preparativos adequados a fim de acomodar todos os vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/172/", "verse_text": "sabāra kariyāchi vāsā-gṛha-sthāna\nmahā-prasāda sabākāre kari samādhāna", "devanagari": "> সবার করিয়াছি বাসা-গৃহ-স্থান ৷\n> মহাপ্রসাদ সবাকারে করি সমাধান ৷৷ ১৭২ ৷৷ ॥১৭২॥", "synonyms": "*sabāra*—para todos eles; *kariyāchi*—arranjamos; *vāsā-gṛha-sthāna*—lugares de hospedagem para se alojarem; *mahā-prasāda*—restos do alimento de Jagannātha; *sabākāre*—a todos eles; *kari*—façamos; *samādhāna*—a distribuição.", "translation": "**\"Já foram arranjadas acomodações para todos os vaiṣṇavas. Agora distribuamos mahā-prasāda a todos eles.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/173/", "verse_text": "prabhu kahe,-gopīnātha, yāha' vaiṣṇava lañā\nyāhāṅ yāhāṅ kahe vāsā, tāhāṅ deha' lañā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — গোপীনাথ, যাহ’ বৈষ্ণব লঞা ৷\n> যাহাঁ যাহাঁ কহে বাসা, তাহাঁ দেহ’ লঞা ৷৷ ১৭৩ ৷৷ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu disse; *gopīnātha*—Meu querido Gopīnātha; *yāha'*—por favor, vai; *vaiṣṇava lañā*—levando todos os vaiṣṇavas; *yāhāṅ yāhāṅ*—onde quer que; *kahe*—eles digam; *vāsā*—lugar de hospedagem; *tāhāṅ*—ali; *deha'*—dá; *lañā*—aceitando.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente disse a Gopīnātha Ācārya: \"Por favor, vai com os vaiṣṇavas e acomoda-os em quaisquer residências que Kāśī Miśra e o superintendente do templo oferecerem.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/174/", "verse_text": "mahā-prasādānna deha vāṇīnātha-sthāne\nsarva-vaiṣṇavera iṅho karibe samādhāne", "devanagari": "> মহাপ্রসাদান্ন দেহ বাণীনাথ-স্থানে ৷\n> সর্ব বৈষ্ণবের ইঁহো করিবে সমাধানে ৷৷ ১৭৪ ৷৷ ॥১৭৪॥", "synonyms": "*mahā-prasāda-anna*—os restos do alimento; *deha*—entrega; *vāṇīnātha-sthāne*—a Vāṇīnātha; *sarva-vaiṣṇavera*—a todos os vaiṣṇavas; *iṅho*—ele; *karibe*—fará; *samādhāne*—a distribuição.", "translation": "**Então o Senhor disse a Kāśī Miśra e ao superintendente do templo: \"Quanto aos restos do alimento deixados por Jagannātha, que sejam entregues aos cuidados de Vāṇīnātha Rāya, pois ele pode cuidar de todos os vaiṣṇavas e distribuir-lhes mahā-prasāda.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/175/", "verse_text": "āmāra nikaṭe ei puṣpera udyāne\neka-khāni ghara āche parama-nirjane", "devanagari": "> আমার নিকটে এই পুষ্পের উদ্যানে ৷ একখানি ঘর আছে পরম-নির্জনে ৷৷ ১৭৫ ৷৷ সেই ঘর আমাকে দেহ’ — আছে প্রয়োজন ৷ নিভৃতে বসিয়া তাহাঁ করিব স্মরণ ৷৷ ১৭৬ ৷৷ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*āmāra nikaṭe*—perto de Meu lugar; *ei*—este; *puṣpera udyāne*—num jardim de flores; *eka-khāni*—um; *ghara*—quarto; *āche*—há; *parama-nirjane*—num lugar muito solitário.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse então: \"Perto de Meu lugar, neste jardim de flores, há um único quarto que é muito isolado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/176/", "verse_text": "sei ghara āmāke deha'-āche prayojana\nnibhṛte vasiyā tāhāṅ kariba smaraṇa", "devanagari": "", "synonyms": "*sei ghara*—aquele quarto; *āmāke deha'*—por favor, dá-Me; *āche prayojana*—há necessidade; *nibhṛte*—no lugar solitário; *vasiyā*—sentado; *tāhāṅ*—ali; *kariba smaraṇa*—lembrarei os pés de lótus do Senhor.", "translation": "**\"Por favor, dá-Me aquele quarto, pois tenho necessidade dele. De fato, sentado naquele lugar solitário, lembrarei os pés de lótus do Senhor.\"**", "purport": "Esta afirmação de Śrī Caitanya Mahāprabhu é significativa. Nibhṛte vasiyā tāhāṅ kariba smaraṇa: \"Sentar-Me-ei ali, naquele lugar solitário, e lembrarei os pés de lótus do Senhor.\" Os estudantes neófitos não devem imitar o ato de sentar-se num lugar solitário e lembrar os pés de lótus do Senhor cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Devemos sempre lembrar que foi o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu quem desejou tal lugar, fosse para Si mesmo ou para Haridāsa Ṭhākura. Ninguém pode alcançar de súbito o nível de Haridāsa Ṭhākura e sentar-se num lugar solitário para cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e lembrar os pés de lótus do Senhor. Somente uma pessoa elevada como Haridāsa Ṭhākura ou Śrī Caitanya Mahāprabhu, que pessoalmente exibe o comportamento adequado de um ācārya, pode ocupar-se em tal prática.\n\nNo momento atual, vemos que alguns dos membros da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna tendem a abandonar suas atividades de pregação a fim de sentar-se num lugar solitário. Este não é um sinal muito bom. É um fato que Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura condenou esse processo para os neófitos. Ele até afirmou numa canção: pratiṣṭhāra tare, nirjanera ghare, tava hari-nāma kevala kaitava: \"Sentar-se num lugar solitário com a intenção de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa é considerado um processo de trapaça.\" Esta prática não é de modo algum possível para os neófitos. O devoto neófito deve agir e trabalhar arduamente sob a direção do mestre espiritual e, assim, deve pregar o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Somente após amadurecer em devoção poderá ele sentar-se num lugar solitário para cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, como fez o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu seja a Suprema Personalidade de Deus, Ele, não obstante, viajou continuamente por toda a Índia durante seis anos e depois Se retirou em Jagannātha Purī para nos ensinar uma lição. Mesmo em Jagannātha Purī, o Senhor cantou o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em grandes reuniões no templo de Jagannātha. O ponto é que não se deve tentar imitar Haridāsa Ṭhākura no início da vida transcendental. Primeiro é preciso tornar-se muito maduro em devoção e, assim, receber a aprovação de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Somente em tal momento se pode de fato sentar-se pacificamente num lugar solitário para cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e lembrar os pés de lótus do Senhor. Os sentidos são muito fortes, e, se um devoto neófito imita Haridāsa Ṭhākura, seus inimigos (kāma, krodha, lobha, moha, mada e mātsarya) o perturbarão e o fatigarão. Em vez de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, o neófito simplesmente dormirá profundamente. O trabalho de pregação destina-se aos devotos avançados e, quando um devoto avançado se eleva ainda mais na escala devocional, ele pode retirar-se para cantar o mantra Hare Kṛṣṇa num lugar solitário. Contudo, se a pessoa simplesmente imita a vida espiritual avançada, ela cairá, assim como os sahajiyās em Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/11/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/177/", "verse_text": "miśra kahe,-saba tomāra, cāha ki kāraṇe?\nāpana-icchāya laha, yei tomāra mane", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — সব তোমার, চাহ কি কারণে ? আপন-ইচ্ছায় লহ, যেই তোমার মনে ৷৷ ১৭৭ ৷৷ আমি-দুই হই তোমার দাস আজ্ঞাকারী ৷ যে চাহ, সেই আজ্ঞা দেহ’ কৃপা করি’ ৷৷ ১৭৮ ৷৷ ॥১৭৭॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Kāśī Miśra disse; *saba*—tudo; *tomāra*—Teu; *cāha ki kāraṇe*—por que pedes; *āpana-icchāya*—por Tua própria vontade; *laha*—toma; *yei*—o que quer que; *tomāra mane*—esteja em Tua mente.", "translation": "**Kāśī Miśra disse então a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Tudo Te pertence. De que serve pedires? Por Tua própria vontade podes tomar o que quiseres.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/178/", "verse_text": "āmi-dui ha-i tomāra dāsa ājñākārī\nye cāha, sei ājñā deha' kṛpā kari'", "devanagari": "", "synonyms": "*āmi*—nós; *dui*—dois; *ha-i*—somos; *tomāra*—Teus; *dāsa*—servos; *ājñā-kārī*—executores de ordens; *ye cāha*—o que quer que desejes; *sei ājñā*—essa ordem; *deha'*—dá; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso.", "translation": "**\"Meu Senhor, nós dois somos Teus servos e estamos aqui apenas para cumprir Tuas ordens. Por Tua misericórdia, por favor, ordena-nos que façamos o que quer que desejes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/179/", "verse_text": "eta kahi' dui jane vidāya la-ila\ngopīnātha, vāṇīnātha-duṅhe saṅge nila", "devanagari": "> এত কহি’ দুই জনে বিদায় লইল ৷\n> গোপীনাথ, বাণীনাথ — দুঁহে সঙ্গে নিল ৷৷ ১৭৯ ৷৷ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *dui jane*—ambos; *vidāya la-ila*—despediram-se; *gopīnātha*—Gopīnātha Ācārya; *vāṇīnātha*—Vāṇīnātha Rāya; *duṅhe saṅge nila*—levaram ambos consigo.", "translation": "**Dizendo isso, Kāśī Miśra e o inspetor do templo se despediram, e Gopīnātha e Vāṇīnātha foram com eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/180/", "verse_text": "gopīnāthe dekhāila saba vāsā-ghara\nvāṇīnātha-ṭhāñi dila prasāda vistara", "devanagari": "> গোপীনাথে দেখাইল সব বাসা-ঘর ৷\n> বাণীনাথ-ঠাঞি দিল প্রসাদ বিস্তর ৷৷ ১৮০ ৷৷ ॥১৮০॥", "synonyms": "*gopīnāthe*—a Gopīnātha Ācārya; *dekhāila*—mostraram; *saba*—todos; *vāsā-ghara*—lugares de hospedagem; *vāṇīnātha-ṭhāñi*—a Vāṇīnātha Rāya; *dila*—entregaram; *prasāda vistara*—restos do alimento em grande quantidade.", "translation": "**A Gopīnātha foram então mostrados todos os lugares de hospedagem, e a Vāṇīnātha foram dadas grandes quantidades de alimento [mahā-prasāda] deixado pelo Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/181/", "verse_text": "vāṇīnātha āilā bahu prasāda piṭhā lañā\ngopīnātha āilā vāsā saṁskāra kariyā", "devanagari": "> বাণীনাথ আইলা বহু প্রসাদ পিঠা লঞা ৷\n> গোপীনাথ আইলা বাসা সংস্কার করিয়া ৷৷ ১৮১ ৷৷ ॥১৮১॥", "synonyms": "*vāṇīnātha*—Vāṇīnātha; *āilā*—retornou; *bahu*—uma quantidade muito grande de; *prasāda*—restos do alimento; *piṭhā lañā*—levando também bolos consigo; *gopīnātha*—Gopīnātha Ācārya; *āilā*—retornou; *vāsā*—lugares de hospedagem; *saṁskāra kariyā*—limpando.", "translation": "**Assim, Vāṇīnātha Rāya regressou com grandes quantidades de remanescentes da comida do Senhor Jagannātha, incluindo bolos e outros bons comestíveis. Gopīnātha Ācārya também voltou depois de limpar todos os aposentos residenciais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/182/", "verse_text": "mahāprabhu kahe,-śuna, sarva vaiṣṇava-gaṇa\nnija-nija-vāsā sabe karaha gamana", "devanagari": "> মহাপ্রভু কহে, — শুন, সর্ব বৈষ্ণবগণ ৷ নিজ-নিজ-বাসা সবে করহ গমন ৷৷ ১৮২ ৷৷ সমুদ্রস্নান করি’ কর চূড়া দরশন ৷ তবে আজি ইহঁ আসি’ করিবে ভোজন ৷৷ ১৮৩ ৷৷ ॥১৮২॥", "synonyms": "*mahāprabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *śuna*—por favor, escutai; *sarva vaiṣṇava-gaṇa*—todos os vaiṣṇavas; *nija-nija-vāsā*—aos respectivos aposentos residenciais; *sabe*—todos vós; *karaha*—fazei; *gamana*—a partida.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-Se então a todos os vaiṣṇavas e pediu que O escutassem. Ele disse: \"Agora podeis ir aos vossos respectivos aposentos residenciais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/183/", "verse_text": "samudra-snāna kari' kara cūḍā daraśana\ntabe āji ihaṅ āsi' karibe bhojana", "devanagari": "", "synonyms": "*samudra-snāna*—banho no mar; *kari'*—concluindo; *kara*—apenas fazei; *cūḍā daraśana*—observar o topo do templo; *tabe*—depois disso; *āji*—hoje; *ihaṅ*—aqui; *āsi'*—voltando; *karibe bhojana*—fazei vossa refeição.", "translation": "**\"Ide ao mar, banhai-vos e contemplai o topo do templo. Após fazê-lo, por favor, voltai aqui e fazei vossa refeição.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/184/", "verse_text": "prabhu namaskari' sabe vāsāte calilā\ngopīnāthācārya sabe vāsā-sthāna dilā", "devanagari": "> প্রভু নমস্করি’ সবে বাসাতে চলিলা ৷\n> গোপীনাথাচার্য সবে বাসা-স্থান দিলা ৷৷ ১৮৪ ৷৷ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*prabhu namaskari'*—após oferecer reverências ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabe*—todos os devotos; *vāsāte calilā*—partiram para seus aposentos residenciais; *gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *sabe*—a todos; *vāsā*—aposentos residenciais; *sthāna*—lugar; *dilā*—entregou.", "translation": "**Após oferecerem reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os devotos partiram para suas residências, e Gopīnātha Ācārya mostrou-lhes seus respectivos aposentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/185/", "verse_text": "mahāprabhu āilā tabe haridāsa-milane\nharidāsa kare preme nāma-saṅkīrtane", "devanagari": "> মহাপ্রভু আইলা তবে হরিদাস-মিলনে ৷\n> হরিদাস করে প্রেমে নাম-সংকীর্তনে ৷৷ ১৮৫ ৷৷ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *tabe*—depois disso; *haridāsa-milane*—encontrar-se com Ṭhākura Haridāsa; *haridāsa*—Ṭhākura Haridāsa; *kare*—faz; *preme*—em amor extático; *nāma-saṅkīrtane*—o cantar do santo nome.", "translation": "**Depois disto, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi encontrar-Se com Haridāsa Ṭhākura, e viu-o ocupado em cantar o mahā-mantra com amor extático. Haridāsa cantava: \"Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/186/", "verse_text": "prabhu dekhi' paḍe āge daṇḍavat hañā\nprabhu āliṅgana kaila tāṅre uṭhāñā", "devanagari": "> প্রভু দেখি’ পড়ে আগে দণ্ডবৎ হঞা ৷\n> প্রভু আলিঙ্গন কৈল তাঁরে উঠাঞা ৷৷ ১৮৬ ৷৷ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*prabhu dekhi'*—após ver o Senhor; *paḍe*—caiu; *āge*—diante d'Ele; *daṇḍavat*—reto como uma vara; *hañā*—tornando-se; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āliṅgana kaila*—abraçou; *tāṅre*—a ele; *uṭhāñā*—levantando-o.", "translation": "**Assim que Haridāsa Ṭhākura viu Śrī Caitanya Mahāprabhu, imediatamente caiu reto como uma vara para oferecer-Lhe reverências, e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-o e abraçou-o.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/187/", "verse_text": "dui-jane premāveśe karena krandane\nprabhu-guṇe bhṛtya vikala, prabhu bhṛtya-guṇe", "devanagari": "> দুইজনে প্রেমাবেশে করেন ক্রন্দনে ৷\n> প্রভু-গুণে ভৃত্য বিকল, প্রভু ভৃত্য-গুণে ৷৷ ১৮৭ ৷৷ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*dui-jane*—ambos; *prema-āveśe*—em êxtase amoroso; *karena krandane*—choravam; *prabhu-guṇe*—pela qualidade do Senhor; *bhṛtya*—o servo; *vikala*—transformado; *prabhu*—o Senhor; *bhṛtya-guṇe*—pela qualidade do servo.", "translation": "**Então, tanto o Senhor como Seu servo começaram a chorar em amor extático. De fato, o Senhor transformou-Se pela qualidade de Seu servo, e o servo transformou-se pela qualidade de seu mestre.**", "purport": "Os filósofos māyāvādīs dizem que a entidade viva e o Senhor Supremo são não diferentes, e por isso equiparam a transformação da entidade viva com a transformação do Senhor. Em outras palavras, os māyāvādīs afirmam que se a entidade viva está satisfeita, o Senhor também está satisfeito, e se a entidade viva está insatisfeita, o Senhor também está insatisfeito. Manipulando palavras dessa forma, os māyāvādīs tentam provar que não há diferença entre a entidade viva e o Senhor. Isso, porém, não corresponde à realidade. Neste verso, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī explica: *prabhu-guṇe bhṛtya vikala, prabhu bhṛtya-guṇe.* O Senhor e a entidade viva não são iguais, pois o Senhor é sempre o mestre, e a entidade viva é sempre o servo. A transformação ocorre em virtude das qualidades transcendentais, e assim se diz que o servo do Senhor é o coração do Senhor, e o Senhor é o coração do servo. Isso também é explicado pelo Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* [[bg/4/11|(Bg. 4.11)]]:\n\n> ye yathā māṁ prapadyante\n> tāṁs tathaiva bhajāmy aham\n> mama vartmānuvartante\n> manuṣyāḥ pārtha sarvaśaḥ\n\n\"Como todos se rendem a Mim, Eu os recompenso de acordo. Todos seguem Meu caminho em todos os aspectos, ó filho de Pṛthā.\"\n\nO Senhor está sempre pronto para congratular o servo por causa da qualidade transcendental deste. O servo presta serviço ao Senhor com satisfação, e o Senhor, igualmente com satisfação, retribui, prestando ainda mais serviço ao servo."}
{"ref": "cc/madhya/11/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/188/", "verse_text": "haridāsa kahe,-prabhu, nā chuṅio more\nmuñi-nīca, aspṛśya, parama pāmare", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — প্রভু, না ছুঁইও মোরে ৷\n> মুঞি — নীচ, অস্পৃশ্য, পরম পামরে ৷৷ ১৮৮ ৷৷ ॥১৮৮॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa Ṭhākura disse; *prabhu*—meu querido Senhor; *nā chuṅio more*—por favor, não me toques; *muñi*—eu; *nīca*—o mais caído; *aspṛśya*—intocável; *parama pāmare*—o mais baixo entre os homens.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Meu querido Senhor, por favor, não me toques, pois sou o mais caído e intocável, e sou o mais baixo entre os homens.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/189/", "verse_text": "prabhu kahe,-tomā sparśi pavitra ha-ite\ntomāra pavitra dharma nāhika āmāte", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তোমা স্পর্শি পবিত্র হইতে ৷\n> তোমার পবিত্র ধর্ম নাহিক আমাতে ৷৷ ১৮৯ ৷৷ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *tomā sparśi*—Eu te toco; *pavitra ha-ite*—apenas para purificar-Me; *tomāra*—tuas; *pavitra*—purificadas; *dharma*—ocupação; *nāhika*—não existem; *āmāte*—em Mim.", "translation": "**O Senhor disse: \"Desejo tocar-te apenas para purificar-Me, pois tuas atividades purificadas não existem em Mim.\"**", "purport": "Este é um exemplo da reciprocidade de sentimentos entre mestre e servo. O servo pensa que é o mais impuro e que o mestre não deveria tocá-lo, e o mestre pensa que, por ter-Se tornado impuro ao associar-Se com tantas entidades vivas impuras, deveria tocar um devoto puro como Haridāsa Ṭhākura para purificar-Se. Na verdade, tanto o servo quanto o mestre já estão purificados, pois nenhum deles está em contato com as impurezas da existência material. Já são iguais em qualidade porque ambos são os mais puros. Há, contudo, uma diferença em quantidade: o mestre é ilimitado e o servo é limitado. Por conseguinte, o servo permanece sempre subordinado ao mestre, e esse relacionamento é eterno e imperturbável. Assim que o servo sente vontade de tornar-se o mestre, cai na *māyā.* Portanto, é pelo mau uso do livre-arbítrio que se cai sob a influência da *māyā.*\n\nOs filósofos māyāvādīs tentam explicar a igualdade de mestre e servo em termos de quantidade, mas não conseguem explicar por que, se mestre e servo são iguais, o servo se torna vítima da *māyā.* Eles tentam explicar que quando o servo, a entidade viva, se liberta das garras da *māyā,* imediatamente volta a tornar-se o suposto mestre. Tal explicação jamais é satisfatória. Por ser ilimitado, o mestre não pode tornar-se vítima da *māyā,* pois, nesse caso, Sua ilimitabilidade ficaria cerceada ou limitada. Dessa forma, a explicação māyāvāda não é correta. O fato é que o mestre é sempre mestre e ilimitado, e o servo, sendo limitado, às vezes fica restringido pela influência da *māyā. Māyā* é também a energia do mestre e também é ilimitada; portanto, o servo limitado ou a entidade viva limitada é forçada a permanecer sob o mestre ou sob a potência do mestre, a *māyā.* Ao libertar-se da influência da *māyā,* pode-se novamente tornar-se um servo puro e qualitativamente igual ao Senhor. O relacionamento entre mestre e servo continua devido ao fato de serem, respectivamente, ilimitado e limitado."}
{"ref": "cc/madhya/11/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/190/", "verse_text": "kṣaṇe kṣaṇe kara tumi sarva-tīrthe snāna\nkṣaṇe kṣaṇe kara tumi yajña-tapo-dāna", "devanagari": "> ক্ষণে ক্ষণে কর তুমি সর্বতীর্থে স্নান ৷ ক্ষণে ক্ষণে কর তুমি যজ্ঞ-তপো-দান ৷৷ ১৯০ ৷৷ নিরন্তর কর চারি বেদ অধ্যয়ন ৷ দ্বিজ-ন্যাসী হৈতে তুমি পরম-পাবন ৷৷ ১৯১ ৷৷ ॥১৯০॥", "synonyms": "*kṣaṇe kṣaṇe*—a cada momento; *kara*—fazes; *tumi*—tu; *sarva-tīrthe snāna*—banho em todos os lugares sagrados de peregrinação; *kṣaṇe kṣaṇe*—a cada momento; *kara*—realizas; *tumi*—tu; *yajña*—sacrifícios; *tapaḥ*—austeridades; *dāna*—caridade.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu exaltou Haridāsa Ṭhākura, dizendo: \"A cada momento tomas teu banho em todos os lugares sagrados de peregrinação, e a cada momento realizas grandes sacrifícios, austeridade e caridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/191/", "verse_text": "nirantara kara cāri veda adhyayana\ndvija-nyāsī haite tumi parama-pāvana", "devanagari": "", "synonyms": "*nirantara*—constantemente; *kara*—fazes; *cāri*—quatro; *veda*—dos Vedas; *adhyayana*—estudo; *dvija*—brāhmaṇa; *nyāsī*—sannyāsī; *haite*—do que; *tumi*—tu; *parama-pāvana*—supremamente puro.", "translation": "**\"Estudas constantemente os quatro Vedas, e és muito melhor do que qualquer brāhmaṇa ou sannyāsī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/192/", "verse_text": "aho bata śva-paco 'to garīyān\nyaj-jihvāgre vartate nāma tubhyam\ntepus tapas te juhuvuḥ sasnur āryā\nbrahmānūcur nāma gṛṇanti ye te", "devanagari": "> অহো বত শ্বপচোঽতো গরীয়ান্\n> যজ্জিহ্বাগ্রে বর্ততে নাম তুভ্যম্ ৷\n> তেপুস্তপস্তে জুহুবুঃ সস্নুরার্যা\n> ব্রহ্মানূচুর্নাম গৃণন্তি যে তে ৷৷ ১৯২ ৷৷ ॥১৯২॥", "synonyms": "*aho bata*—quão maravilhoso é; *śva-pacaḥ*—comedores de cães; *ataḥ*—do que o brāhmaṇa iniciado; *garīyān*—mais glorioso; *yat*—de quem; *jihvā-agre*—na ponta da língua; *vartate*—permanece; *nāma*—santo nome; *tubhyam*—de Vós, meu Senhor; *tepuḥ*—realizaram; *tapaḥ*—austeridade; *te*—eles; *juhuvuḥ*—realizaram sacrifícios; *sasnuḥ*—banharam-se em todos os lugares sagrados; *āryāḥ*—realmente pertencentes à raça ariana; *brahma*—todos os Vedas; *anūcuḥ*—estudaram; *nāma*—santo nome; *gṛṇanti*—cantam; *ye*—quem; *te*—eles.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então recitou o seguinte verso: \" 'Meu querido Senhor, aquele que sempre mantém Vosso santo nome na língua torna-se maior do que um brāhmaṇa iniciado. Embora possa ter nascido em uma família de comedores de cães e, portanto, por cálculo material, possa ser o mais baixo entre os homens, ele ainda assim é glorioso. Este é o maravilhoso efeito de cantar o santo nome do Senhor. Conclui-se, portanto, que aquele que canta o santo nome do Senhor deve ser compreendido como tendo realizado toda espécie de austeridades e grandes sacrifícios mencionados nos Vedas. Ele já tomou seu banho em todos os lugares sagrados de peregrinação. Ele estudou todos os Vedas, e é realmente um ariano.' \"**", "purport": "A palavra ariano significa avançado. A menos que alguém seja espiritualmente avançado, não pode ser chamado de ariano, e essa é a diferença entre ariano e não ariano. Os não arianos são aqueles que não são espiritualmente avançados. Seguindo a cultura védica, realizando grandes sacrifícios e tornando-se um seguidor estrito das instruções védicas, a pessoa pode tornar-se um brāhmaṇa, um sannyāsī ou um ariano. Não é possível tornar-se um brāhmaṇa, sannyāsī ou ariano sem estar devidamente qualificado. O bhāgavata-dharma jamais permite que alguém se torne um brāhmaṇa, sannyāsī ou ariano de pacotilha. As qualidades ou qualificações aqui descritas são citadas do Śrīmad-Bhāgavatam (3.33.7) e foram proferidas por Devahūti, a mãe de Kapiladeva, quando ela compreendeu a influência do serviço devocional (bhakti-yoga). Dessa maneira, Devahūti louvou o devoto, ressaltando sua grandeza em todos os aspectos."}
{"ref": "cc/madhya/11/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/193/", "verse_text": "eta bali tāṅre lañā gelā puṣpodyāne\nati nibhṛte tāṅre dilā vāsā-sthāne", "devanagari": "> এত বলি তাঁরে লঞা গেলা পুষ্পোদ্যানে ৷\n> অতি নিভৃতে তাঁরে দিলা বাসা-স্থানে ৷৷ ১৯৩ ৷৷ ॥১৯৩॥", "synonyms": "*eta bali*—dizendo isto; *tāṅre lañā*—levando-o; *gelā*—foi; *puṣpa-udyāne*—ao jardim de flores; *ati nibhṛte*—em um lugar muito isolado; *tāṅre*—a ele; *dilā*—entregou; *vāsā-sthāne*—um lugar para permanecer.", "translation": "**Dizendo isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu levou Haridāsa Ṭhākura para dentro do jardim de flores e, ali, em um lugar muito isolado, mostrou-lhe sua residência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/194/", "verse_text": "ei-sthāne rahi' kara nāma saṅkīrtana\nprati-dina āsi' āmi kariba milana", "devanagari": "> এইস্থানে রহি’ কর নাম-সংকীর্তন ৷\n> প্রতিদিন আসি’ আমি করিব মিলন ৷৷ ১৯৪ ৷৷ ॥১৯৪॥", "synonyms": "*ei-sthāne*—neste lugar; *rahi'*—permanecendo; *kara*—realiza; *nāma saṅkīrtana*—o cantar do santo nome; *prati-dina*—todos os dias; *āsi'*—vindo; *āmi*—Eu; *kariba*—farei; *milana*—encontro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Haridāsa Ṭhākura: \"Permanece aqui e canta o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra. Virei pessoalmente aqui para encontrar-me contigo diariamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/195/", "verse_text": "mandirera cakra dekhi' kariha praṇāma\nei ṭhāñi tomāra āsibe prasādānna", "devanagari": "> মন্দিরের চক্র দেখি’ করিহ প্রণাম ৷\n> এই ঠাঞি তোমার আসিবে প্রসাদান্ন ৷৷ ১৯৫ ৷৷ ॥১৯৫॥", "synonyms": "*mandirera*—do templo de Jagannātha; *cakra*—a roda no topo; *dekhi'*—vendo; *kariha praṇāma*—oferece tuas reverências; *ei ṭhāñi*—neste lugar; *tomāra*—teu; *āsibe*—virá; *prasāda-anna*—restos de alimento de Jagannātha.", "translation": "**\"Permaneça aqui em paz e olhe para o *cakra* no topo do templo e ofereça reverências. Quanto ao seu prasādam, providenciarei que seja enviado aqui.\"**\n\nComo nasceu em uma família muçulmana, Śrīla Haridāsa Ṭhākura não podia entrar no templo de Jagannātha devido às restrições do templo. Não obstante, foi reconhecido por Śrī Caitanya Mahāprabhu como Nāmācārya Haridāsa Ṭhākura. Haridāsa Ṭhākura, porém, considerava-se incapaz de entrar no templo de Jagannātha. Śrī Caitanya Mahāprabhu poderia ter levado pessoalmente Haridāsa Ṭhākura ao templo de Jagannātha se assim desejasse, mas o Senhor não quis perturbar um costume popular. Em consequência, o Senhor pediu a Seu servo simplesmente que olhasse para a roda de Viṣṇu no topo do templo e oferecesse reverências (*namaskāra*). Isso significa que, se alguém não tem permissão de entrar no templo, ou se se considera inapto para entrar no templo, pode olhar para a roda de fora do templo, e isso equivale a ver a Deidade no interior.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu prometeu ir diariamente visitar Śrīla Haridāsa Ṭhākura, e isso indica que Śrīla Haridāsa Ṭhākura estava tão avançado na vida espiritual que, embora considerado inapto para entrar no templo, era visitado pessoalmente pelo Senhor todos os dias. Tampouco havia necessidade de que saísse de sua residência para recolher alimento. Śrī Caitanya Mahāprabhu assegurou a Haridāsa Ṭhākura que os remanescentes de Sua comida seriam enviados até lá. Como o Senhor afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/9/22|(Bg. 9.22)]], *yoga-kṣemaṁ vahāmy aham:* \"Providencio todas as necessidades da vida para Meus devotos.\"\n\nFaz-se aqui uma referência para aqueles que são muito ansiosos por imitar de maneira artificial o comportamento de Ṭhākura Haridāsa. É preciso receber a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu ou de Seu representante antes de adotar tal modo de vida. O dever de um devoto puro ou de um servo do Senhor é cumprir a ordem do Senhor. Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Nityānanda Prabhu que fosse a Bengala pregar, e pediu aos Gosvāmīs, Rūpa e Sanātana, que fossem a Vṛndāvana e desenterrassem os lugares perdidos de peregrinação. Neste caso, o Senhor pediu a Haridāsa Ṭhākura que permanecesse em Jagannātha Purī e cantasse constantemente os santos nomes do Senhor. Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu deu ordens diferentes a pessoas diferentes, e por isso não se deve tentar imitar o comportamento de Haridāsa Ṭhākura sem ter recebido ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu ou de Seu representante. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura condena tais imitações nestes termos:\n\n\"Minha querida mente, você está tentando imitar Haridāsa Ṭhākura e cantar o *mantra* Hare Kṛṣṇa em um lugar isolado, mas você não merece ser chamada de vaiṣṇava porque o que deseja é popularidade barata e não as qualificações reais de Haridāsa Ṭhākura. Se tentar imitá-lo, você cairá, pois sua posição de neófito o levará a pensar em mulheres e dinheiro. Assim, cairá nas garras da *māyā,* e seu suposto canto em lugar isolado resultará em sua ruína.\"", "purport": "Visto que havia nascido em uma família muçulmana, Śrīla Haridāsa Ṭhākura não podia entrar no templo de Jagannātha devido às restrições do templo. Não obstante, ele era reconhecido por Śrī Caitanya Mahāprabhu como Nāmācārya Haridāsa Ṭhākura. Haridāsa Ṭhākura, contudo, considerava-se inapto para entrar no templo de Jagannātha. Śrī Caitanya Mahāprabhu poderia ter levado pessoalmente Haridāsa Ṭhākura para dentro do templo de Jagannātha se assim desejasse, mas o Senhor não gostava de perturbar um costume popular. Por conseguinte, o Senhor pediu a Seu servo que simplesmente olhasse para a roda de Viṣṇu no topo do templo e oferecesse reverências (namaskāra). Isso significa que, se a pessoa não tem permissão para entrar no templo, ou se ela se considera inapta para entrar no templo, pode olhar para a roda de fora do templo, e isso é tão bom quanto ver a Deidade dentro dele.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu prometeu vir diariamente ver Śrīla Haridāsa Ṭhākura, e isso indica que Śrīla Haridāsa Ṭhākura era tão avançado na vida espiritual que, embora considerado inapto para entrar no templo, era visitado pessoalmente pelo Senhor todos os dias. Tampouco havia necessidade de ele sair de sua residência para coletar alimento. Śrī Caitanya Mahāprabhu assegurou a Haridāsa Ṭhākura que os restos de Seu alimento seriam enviados para lá. Como o Senhor afirma no Bhagavad-gītā (9.22), yoga-kṣemaṁ vahāmy aham: \"Providencio todas as necessidades da vida para Meus devotos.\"\n\nFaz-se aqui uma referência para aqueles que estão muito ansiosos por imitar o comportamento de Ṭhākura Haridāsa de uma maneira artificial. É preciso receber a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu ou de Seu representante antes de adotar tal modo de vida. O dever de um devoto puro ou de um servo do Senhor é cumprir a ordem do Senhor. Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Nityānanda Prabhu que fosse a Bengala e pregasse, e pediu aos Gosvāmīs, Rūpa e Sanātana, que fossem a Vṛndāvana e desenterrassem os perdidos lugares de peregrinação. Neste caso, o Senhor pediu a Haridāsa Ṭhākura que permanecesse ali em Jagannātha Purī e cantasse constantemente os santos nomes do Senhor. Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu deu a diferentes pessoas diferentes ordens e, por conseguinte, ninguém deve tentar imitar o comportamento de Haridāsa Ṭhākura sem ser ordenado por Śrī Caitanya Mahāprabhu ou por Seu representante. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura condena tais imitações desta maneira:\n\nduṣṭa mana! tumi kisera vaiṣṇava?\npratiṣṭhāra tare, nirjanera ghare,\ntava hari-nāma kevala kaitava\n\n\"Minha querida mente, tu estás tentando imitar Haridāsa Ṭhākura e cantar o Hare Kṛṣṇa mantra em um lugar isolado, mas não és digna de ser chamada de vaiṣṇava, porque o que desejas é popularidade barata, e não as verdadeiras qualificações de Haridāsa Ṭhākura. Se tentares imitá-lo, cairás, pois tua posição de neófita te fará pensar em mulheres e dinheiro. Assim, cairás nas garras de māyā, e teu suposto cantar em um lugar isolado provocará tua queda.\""}
{"ref": "cc/madhya/11/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/196/", "verse_text": "nityānanda, jagadānanda, dāmodara, mukunda\nharidāse mili' sabe pāila ānanda", "devanagari": "> নিত্যানন্দ, জগদানন্দ, দামোদর, মুকুন্দ ৷\n> হরিদাসে মিলি’ সবে পাইল আনন্দ ৷৷ ১৯৬ ৷৷ ॥১৯৬॥", "synonyms": "*nityānanda*—Nityānanda; *jagadānanda*—Jagadānanda; *dāmodara*—Dāmodara; *mukunda*—Mukunda; *haridāse*—Haridāsa; *mili'*—encontrando; *sabe*—todos eles; *pāila*—obtiveram; *ānanda*—grande prazer.", "translation": "**Quando Nityānanda Prabhu, Jagadānanda Prabhu, Dāmodara Prabhu e Mukunda Prabhu encontraram Haridāsa Ṭhākura, todos ficaram muitíssimo satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/197/", "verse_text": "samudra-snāna kari' prabhu āilā nija sthāne\nadvaitādi gelā sindhu karibāre snāne", "devanagari": "> সমুদ্রস্নান করি’ প্রভু আইলা নিজ স্থানে ৷\n> অদ্বৈতাদি গেলা সিন্ধু করিবারে স্নানে ৷৷ ১৯৭ ৷৷ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*samudra-snāna kari'*—após banhar-se no mar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *nija sthāne*—a Seu próprio lugar; *advaita-ādi*—os devotos, encabeçados por Advaita Prabhu; *gelā*—foram; *sindhu*—ao oceano; *karibāre*—apenas para tomar; *snāne*—banho.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou à Sua residência após banhar-se no mar, todos os devotos, encabeçados por Advaita Prabhu, foram banhar-se no mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/198/", "verse_text": "āsi' jagannāthera kaila cūḍā daraśana\nprabhura āvāse āilā karite bhojana", "devanagari": "> আসি’ জগন্নাথের কৈল চূড়া দরশন ৷\n> প্রভুর আবাসে আইলা করিতে ভোজন ৷৷ ১৯৮ ৷৷ ॥১৯৮॥", "synonyms": "*āsi'*—voltando; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *kaila*—fizeram; *cūḍā daraśana*—olhar para o topo do templo; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āvāse*—na residência; *āilā*—vieram; *karite bhojana*—para tomar seu almoço.", "translation": "**Após banharem-se no mar, todos os devotos, encabeçados por Advaita Prabhu, retornaram e, em seu retorno, viram o topo do templo de Jagannātha. Em seguida, foram à residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu para tomar seu almoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/199/", "verse_text": "sabāre vasāilā prabhu yogya krama kari'\nśrī-haste pariveśana kaila gaurahari", "devanagari": "> সবারে বসাইলা প্রভু যোগ্য ক্রম করি’ ৷\n> শ্রীহস্তে পরিবেশন কৈল গৌরহরি ৷৷ ১৯৯ ৷৷ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*sabāre*—todos os devotos; *vasāilā*—fez sentar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yogya*—apropriada; *krama*—em ordem, um após o outro; *kari'*—dispondo; *śrī-haste*—com Sua própria mão transcendental; *pariveśana*—distribuição; *kaila*—fez; *gaurahari*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Um após o outro, Śrī Caitanya Mahāprabhu fez todos os devotos sentarem-se em seus devidos lugares. Em seguida, começou a distribuir prasāda com Sua própria mão transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/200/", "verse_text": "alpa anna nāhi āise dite prabhura hāte\ndui-tinera anna dena eka eka pāte", "devanagari": "> অল্প অন্ন নাহি আইসে দিতে প্রভুর হাতে ৷\n> দুই-তিনের অন্ন দেন এক এক পাতে ৷৷ ২০০ ৷৷ ॥২০০॥", "synonyms": "*alpa anna*—uma pequena quantidade de prasāda; *nāhi*—não; *āise*—vem; *dite*—para dar; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāte*—na mão; *dui*—dois; *tinera*—ou de três; *anna*—alimento; *dena*—Ele entrega; *eka eka pāte*—em cada folha de bananeira.", "translation": "**Todos os devotos foram servidos com prasāda sobre folhas de bananeira, e Śrī Caitanya Mahāprabhu distribuía sobre cada folha uma quantidade adequada para dois ou três homens comerem, pois Sua mão não conseguia distribuir menos do que isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/201/", "verse_text": "prabhu nā khāile keha nā kare bhojana\nūrdhva-haste vasi' rahe sarva bhakta-gaṇa", "devanagari": "> প্রভু না খাইলে কেহ না করে ভোজন ৷\n> ঊর্ধ্ব-হস্তে বসি’ রহে সর্ব ভক্তগণ ৷৷ ২০১ ৷৷ ॥২০১॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā khāile*—sem comer; *keha*—ninguém; *nā*—não; *kare*—faz; *bhojana*—comer; *ūrdhva-haste*—erguendo a mão; *vasi'*—sentados; *rahe*—permaneciam; *sarva*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**Todos os devotos mantinham as mãos erguidas sobre o prasāda distribuído a eles, pois não queriam comer sem ver o Senhor comer primeiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/202/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi prabhuke kaila nivedana\ntumi nā vasile keha nā kare bhojana", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি প্রভুকে কৈল নিবেদন ৷\n> তুমি না বসিলে কেহ না করে ভোজন ৷৷ ২০২ ৷৷ ॥২০২॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *prabhuke*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *nivedana*—submissão; *tumi*—Tu; *nā vasile*—se não Te sentares; *keha*—ninguém; *nā*—não; *kare*—faz; *bhojana*—comer.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī então informou a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"A menos que Te sentes e tomes prasāda, ninguém o aceitará.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/203/", "verse_text": "tomā-saṅge rahe yata sannyāsīra gaṇa\ngopīnāthācārya tāṅre kariyāche nimantraṇa", "devanagari": "> তোমা-সঙ্গে রহে যত সন্ন্যাসীর গণ ৷ গোপীনাথাচার্য তাঁরে করিয়াছে নিমন্ত্রণ ৷৷ ২০৩ ৷৷ আচার্য আসিয়াছেন ভিক্ষার প্রসাদান্ন লঞা ৷ পুরী, ভারতী আছেন তোমার অপেক্ষা করিয়া ৷৷ ২০৪ ৷৷ ॥২০৩॥", "synonyms": "*tomā-saṅge*—junto contigo; *rahe*—permanecem; *yata*—tantos quantos; *sannyāsīra gaṇa*—o grupo de sannyāsīs; *gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *tāṅre*—a todos eles; *kariyāche*—fez; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**\"Gopīnātha Ācārya convidou todos os sannyāsīs que permaneceram conTigo para virem tomar prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/204/", "verse_text": "ācārya āsiyāchena bhikṣāra prasādānna lañā\n\npurī, bhāratī āchena tomāra apekṣā kariyā", "devanagari": "", "synonyms": "*ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *āsiyāchena*—chegou; *bhikṣāra*—para comer; *prasāda-anna lañā*—trazendo os restos de toda espécie de alimento; *purī*—Paramānanda Purī; *bhāratī*—Brahmānanda Bhāratī; *āchena*—estão; *tomāra*—por Ti; *apekṣā kariyā*—esperando.", "translation": "**\"Gopīnātha Ācārya já chegou trazendo restos de alimento suficientes para distribuir a todos os sannyāsīs, e sannyāsīs como Paramānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī estão esperando por Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/205/", "verse_text": "nityānanda lañā bhikṣā karite vaisa tumi\n\nvaiṣṇavera pariveśana karitechi āmi", "devanagari": "> নিত্যানন্দ লঞা ভিক্ষা করিতে বৈস তুমি ৷\n> বৈষ্ণবের পরিবেশন করিতেছি আমি ৷৷ ২০৫ ৷৷ ॥২০৫॥", "synonyms": "*nityānanda lañā*—levando junto Śrī Nityānanda Prabhu; *bhikṣā*—almoço; *karite*—tomar; *vaisa*—senta-Te; *tumi*—Tu; *vaiṣṇavera*—a todos os devotos; *pariveśana*—distribuição de prasāda; *karitechi*—estou fazendo; *āmi*—eu.", "translation": "**\"Podes sentar-Te e aceitar o almoço com Nityānanda Prabhu, e eu distribuirei o prasāda a todos os vaiṣṇavas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/206/", "verse_text": "tabe prabhu prasādānna govinda-hāte dilā\n\nyatna kari' haridāsa-ṭhākure pāṭhāilā", "devanagari": "> তবে প্রভু প্রসাদান্ন গোবিন্দ-হাতে দিলা ৷\n> যত্ন করি’ হরিদাস-ঠাকুরে পাঠাইলা ৷৷ ২০৬ ৷৷ ॥২০৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda-anna*—restos do alimento de Jagannātha; *govinda-hāte*—na mão de Govinda; *dilā*—entregou; *yatna kari'*—com grande atenção; *haridāsa-ṭhākure*—a Haridāsa Ṭhākura; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Depois disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu cuidadosamente entregou algum prasāda nas mãos de Govinda para ser dado a Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/207/", "verse_text": "āpane vasilā saba sannyāsīre lañā\n\npariveśana kare ācārya haraṣita hañā", "devanagari": "> আপনে বসিলা সব সন্ন্যাসীরে লঞা ৷\n> পরিবেশন করে আচার্য হরষিত হঞা ৷৷ ২০৭ ৷৷ ॥২০৭॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *vasilā*—sentou-Se; *saba*—todos; *sannyāsīre lañā*—levando consigo os sannyāsīs; *pariveśana kare*—distribui; *ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *haraṣita hañā*—com grande prazer.", "translation": "**Então Śrī Caitanya Mahāprabhu pessoalmente sentou-Se para aceitar o almoço com os demais sannyāsīs, e Gopīnātha Ācārya começou a distribuir o prasāda com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/208/", "verse_text": "svarūpa gosāñi, dāmodara, jagadānanda\n\nvaiṣṇavere pariveśe tina jane-ānanda", "devanagari": "> স্বরূপ গোসাঞি, দামোদর, জগদানন্দ ৷\n> বৈষ্ণবেরে পরিবেশে তিন জনে — আনন্দ ৷৷ ২০৮ ৷৷ ॥২০৮॥", "synonyms": "*svarūpa gosāñi*—Svarūpa Gosāñi; *dāmodara*—Dāmodara; *jagadānanda*—Jagadānanda; *vaiṣṇavere pariveśe*—distribuíram aos vaiṣṇavas; *tina jane*—as três pessoas; *ānanda*—muito jubilosas.", "translation": "**Então Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Dāmodara Paṇḍita e Jagadānanda começaram a distribuir prasāda aos devotos com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/209/", "verse_text": "nānā piṭhā-pānā khāya ākaṇṭha pūriyā\n\nmadhye madhye 'hari' kahe ānandita hañā", "devanagari": "> নানা পিঠাপানা খায় আকণ্ঠ পূরিয়া ৷\n> মধ্যে মধ্যে ‘হরি’ কহে আনন্দিত হঞা ৷৷ ২০৯ ৷৷ ॥২০৯॥", "synonyms": "*nānā*—vários; *piṭhā-pānā*—bolos e arroz-doce; *khāya*—comem; *ā-kaṇṭha pūriyā*—enchendo-se até a garganta; *madhye madhye*—de quando em quando; *hari*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kahe*—pronunciam; *ānandita hañā*—em grande júbilo.", "translation": "**Comeram toda espécie de bolos e arroz-doce, enchendo-se até a garganta, e a intervalos vibravam o santo nome do Senhor em grande júbilo.**", "purport": "É a prática dos vaiṣṇavas, ao tomarem prasāda, cantar o santo nome do Senhor Hari a intervalos e também entoar diversas canções, tais como śarīra avidyā-jāla. Aqueles que honram o prasāda, aceitando os restos do alimento oferecido à Deidade, devem sempre lembrar-se de que o prasāda não é alimento comum. O prasāda é transcendental. Por isso, somos lembrados:\n\nmahā-prasāde govinde\nnāma-brahmaṇi vaiṣṇave\nsv-alpa-puṇya-vatāṁ rājan\nviśvāso naiva jāyate\n\nAqueles que não são piedosos não podem compreender o valor do mahā-prasāda nem do santo nome do Senhor. Tanto o prasāda quanto o nome do Senhor estão no plano do Brahman, ou plano espiritual. Jamais se deve considerar o prasāda como a cozinha comum de um hotel. Tampouco se deve tocar em qualquer espécie de alimento que não tenha sido oferecido à Deidade. Todo vaiṣṇava segue estritamente este princípio e não aceita nenhum alimento que não seja prasāda. Deve-se tomar o prasāda com grande fé e cantar o santo nome do Senhor e adorar a Deidade no templo, lembrando-se sempre de que a Deidade, o mahā-prasāda e o santo nome não pertencem ao plano mundano. Adorando a Deidade, comendo prasāda e cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa pode permanecer sempre no plano espiritual (brahma-bhūyāya kalpate)."}
{"ref": "cc/madhya/11/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/210/", "verse_text": "bhojana samāpta haila, kaila ācamana\n\nsabāre parāila prabhu mālya-candana", "devanagari": "> ভোজন সমাপ্ত হৈল, কৈল আচমন ৷\n> সবারে পরাইল প্রভু মাল্য-চন্দন ৷৷ ২১০ ৷৷ ॥২১০॥", "synonyms": "*bhojana*—o almoço; *samāpta*—terminando; *haila*—houve; *kaila*—fez; *ācamana*—lavar a boca; *sabāre*—em todos; *parāila*—colocou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mālya-candana*—uma guirlanda e polpa de sândalo.", "translation": "**Depois que todos terminaram o almoço e lavaram a boca e as mãos, Śrī Caitanya Mahāprabhu pessoalmente adornou cada um com guirlandas de flores e polpa de sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/211/", "verse_text": "viśrāma karite sabe nija vāsā gelā\n\nsandhyā-kāle āsi' punaḥ prabhuke mililā", "devanagari": "> বিশ্রাম করিতে সবে নিজ বাসা গেলা ৷\n> সন্ধ্যাকালে আসি’ পুনঃ প্রভুকে মিলিলা ৷৷ ২১১ ৷৷ ॥২১১॥", "synonyms": "*viśrāma karite*—indo descansar; *sabe*—todos os vaiṣṇavas; *nija*—a seus próprios; *vāsā*—aposentos residenciais; *gelā*—foram; *sandhyā-kāle*—ao entardecer; *āsi'*—vindo; *punaḥ*—novamente; *prabhuke mililā*—encontraram-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após assim aceitarem o prasāda, todos foram descansar em suas respectivas residências e, ao entardecer, vieram novamente encontrar-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/212/", "verse_text": "hena-kāle rāmānanda āilā prabhu-sthāne\n\nprabhu milāila tāṅre saba vaiṣṇava-gaṇe", "devanagari": "> হেনকালে রামানন্দ আইলা প্রভু-স্থানে ৷\n> প্রভু মিলাইল তাঁরে সব বৈষ্ণবগণে ৷৷ ২১২ ৷৷ ॥২১২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *rāmānanda*—Rāmānanda; *āilā*—veio; *prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milāila*—fez encontrar-se; *tāṅre*—a ele (Śrī Rāmānanda Rāya); *saba*—todos; *vaiṣṇava-gaṇe*—os devotos do Senhor.", "translation": "**Nesse momento Rāmānanda Rāya também veio encontrar-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor aproveitou a oportunidade para apresentar todos os vaiṣṇavas a ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/213/", "verse_text": "sabā lañā gelā prabhu jagannāthālaya\n\nkīrtana ārambha tathā kaila mahāśaya", "devanagari": "> সবা লঞা গেলা প্রভু জগন্নাথালয় ৷\n> কীর্তন আরম্ভ তথা কৈল মহাশয় ৷৷ ২১৩ ৷৷ ॥২১৩॥", "synonyms": "*sabā lañā*—levando todos eles; *gelā*—foi; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagannātha-ālaya*—ao templo do Senhor Jagannātha; *kīrtana*—canto congregacional; *ārambha*—começo; *tathā*—ali; *kaila*—fez; *mahāśaya*—a grande personalidade.", "translation": "**A grande Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu, levou então todos eles ao templo de Jagannātha e ali deu início ao canto congregacional do santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/214/", "verse_text": "sandhyā-dhūpa dekhi' ārambhilā saṅkīrtana\n\npaḍichā āsi' sabāre dila mālya-candana", "devanagari": "> সন্ধ্যা-ধূপ দেখি’ আরম্ভিলা সংকীর্তন ৷\n> পড়িছা আসি’ সবারে দিল মাল্য-চন্দন ৷৷ ২১৪ ৷৷ ॥২১৪॥", "synonyms": "*sandhyā-dhūpa*—o dhūpa-ārati logo no início da noite; *dekhi'*—todos viram; *ārambhilā*—começaram; *saṅkīrtana*—canto congregacional; *paḍichā*—o inspetor do templo; *āsi'*—vindo; *sabāre*—a todos; *dila*—ofereceu; *mālya-candana*—guirlandas de flores e polpa de sândalo.", "translation": "**Após verem o dhūpa-ārati do Senhor, todos começaram o canto congregacional. Então o paḍichā, o superintendente do templo, veio e ofereceu guirlandas de flores e polpa de sândalo a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/215/", "verse_text": "cāri-dike cāri sampradāya karena kīrtana\n\nmadhye nṛtya kare prabhu śacīra nandana", "devanagari": "> চারিদিকে চারি সম্প্রদায় করেন কীর্তন ৷\n> মধ্যে নৃত্য করে প্রভু শচীর নন্দন ৷৷ ২১৫ ৷৷ ॥২১৫॥", "synonyms": "*cāri-dike*—nas quatro direções; *cāri*—quatro; *sampradāya*—grupos; *karena*—realizavam; *kīrtana*—canto congregacional; *madhye*—no meio; *nṛtya kare*—dança; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Quatro grupos foram então distribuídos nas quatro direções para realizar o saṅkīrtana, e no meio deles o próprio Senhor, conhecido como o filho de mãe Śacī, começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/216/", "verse_text": "aṣṭa mṛdaṅga bāje, batriśa karatāla\n\nhari-dhvani kare sabe, bale-bhāla, bhāla", "devanagari": "> অষ্ট মৃদঙ্গ বাজে, বত্রিশ করতাল ৷\n> হরিধ্বনি করে সবে, বলে — ভাল, ভাল ৷৷ ২১৬ ৷৷ ॥২১৬॥", "synonyms": "*aṣṭa mṛdaṅga*—oito mṛdaṅgas; *bāje*—soavam; *batriśa*—trinta e dois; *karatāla*—címbalos; *hari-dhvani*—vibrando o som transcendental; *kare*—faz; *sabe*—cada um deles; *bale*—dizem; *bhāla bhāla*—muito bom, muito bom.", "translation": "**Nos quatro grupos havia oito mṛdaṅgas e trinta e dois címbalos. Todos juntos começaram a vibrar o som transcendental, e todos diziam: \"Muito bom! Muito bom!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/217/", "verse_text": "kīrtanera dhvani mahā-maṅgala uṭhila\n\ncaturdaśa loka bhari' brahmāṇḍa bhedila", "devanagari": "> কীর্তনের ধ্বনি মহামঙ্গল উঠিল ৷\n> চতুর্দশ লোক ভরি’ ব্রহ্মাণ্ড ভেদিল ৷৷ ২১৭ ৷৷ ॥২১৭॥", "synonyms": "*kīrtanera dhvani*—a vibração do saṅkīrtana; *mahā-maṅgala uṭhila*—toda boa fortuna despertou; *caturdaśa*—catorze; *loka*—sistemas planetários; *bhari'*—enchendo; *brahmāṇḍa*—todo o universo; *bhedila*—penetrou.", "translation": "**Quando a tumultuosa vibração do saṅkīrtana ressoou, toda boa fortuna imediatamente despertou, e o som penetrou em todo o universo através dos catorze sistemas planetários.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/218/", "verse_text": "kīrtana-ārambhe prema uthali' calila\n\nnīlācala-vāsī loka dhāñā āila", "devanagari": "> কীর্তন-আরম্ভে প্রেম উথলি’ চলিল ৷\n> নীলাচলবাসী লোক ধাঞা আইল ৷৷ ২১৮ ৷৷ ॥২১৮॥", "synonyms": "*kīrtana-ārambhe*—no início do saṅkīrtana; *prema*—o êxtase de amor; *uthali'*—dominando; *calila*—começou a propagar-se; *nīlācala-vāsī*—todos os habitantes de Jagannātha Purī; *loka*—as pessoas; *dhāñā*—correndo; *āila*—vieram.", "translation": "**Quando o canto congregacional começou, o amor extático imediatamente inundou tudo, e todos os habitantes de Jagannātha Purī vieram correndo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/219/", "verse_text": "kīrtana dekhi' sabāra mane haila camatkāra\n\nkabhu nāhi dekhi aiche premera vikāra", "devanagari": "> কীর্তন দেখি’ সবার মনে হৈল চমৎকার ৷\n> কভু নাহি দেখি ঐছে প্রেমের বিকার ৷৷ ২১৯ ৷৷ ॥২১৯॥", "synonyms": "*kīrtana dekhi'*—vendo a realização do saṅkīrtana; *sabāra*—de todos eles; *mane*—na mente; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *kabhu*—em tempo algum; *nāhi*—nunca; *dekhi*—vemos; *aiche*—tal; *premera*—de amor extático; *vikāra*—transformação.", "translation": "**Todos ficaram assombrados ao verem semelhante realização de saṅkīrtana, e todos concordaram que nunca antes o kīrtana havia sido realizado dessa maneira nem o amor extático a Deus exibido de tal forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/220/", "verse_text": "tabe prabhu jagannāthera mandira beḍiyā\n\npradakṣiṇa kari' bulena nartana kariyā", "devanagari": "> তবে প্রভু জগন্নাথের মন্দির বেড়িয়া ৷\n> প্রদক্ষিণ করি’ বুলেন নর্তন করিয়া ৷৷ ২২০ ৷৷ ॥২২০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *mandira*—o templo; *beḍiyā*—caminhando ao redor; *pradakṣiṇa*—circum-ambulação; *kari'*—fazendo; *bulena*—caminha; *nartana kariyā*—dançando.", "translation": "**Nesse momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu circum-ambulou o templo de Jagannātha e dançou continuamente por toda aquela área.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/221/", "verse_text": "āge-pāche gāna kare cāri sampradāya\nāchāḍera kāle dhare nityānanda rāya", "devanagari": "> আগে-পাছে গান করে চারি সম্প্রদায় ৷\n> আছাড়ের কালে ধরে নিত্যানন্দ রায় ৷৷ ২২১ ৷৷ ॥২২১॥", "synonyms": "*āge-pāche*—à frente e atrás; *gāna*—cantando; *kare*—fazem; *cāri*—quatro; *sampradāya*—grupos; *āchāḍera*—de cair; *kāle*—no momento; *dhare*—segura; *nityānanda rāya*—o Senhor Śrī Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Enquanto se realizava a circum-ambulação, os quatro grupos de kīrtana cantavam à frente e atrás. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu caía ao solo, Śrī Nityānanda Rāya Prabhu O erguia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/222/", "verse_text": "aśru, pulaka, kampa, sveda, gambhīra huṅkāra\npremera vikāra dekhi' loke camatkāra", "devanagari": "> অশ্রু, পুলক, কম্প, স্বেদ, গম্ভীর হুঙ্কার ৷\n> প্রেমের বিকার দেখি’ লোকে চমত্কার ৷৷ ২২২ ৷৷ ॥২২২॥", "synonyms": "*aśru*—lágrimas; *pulaka*—júbilo; *kampa*—tremor; *sveda*—transpiração; *gambhīra huṅkāra*—ressonância profunda; *premera*—do amor extático; *vikāra*—transformação; *dekhi'*—vendo; *loke*—todas as pessoas; *camatkāra*—ficaram atônitas.", "translation": "**Enquanto prosseguia o kīrtana, houve uma transformação de amor extático e muitas lágrimas, júbilo, tremor, transpiração e ressonância profunda no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ao verem esta transformação, todas as pessoas presentes ficaram muito atônitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/223/", "verse_text": "pickāri-dhārā jini' aśru nayane\ncāri-dikera loka saba karaye siṅcāne", "devanagari": "> পিচ্কারি-ধারা জিনি’ অশ্রু নয়নে ৷\n> চারিদিকের লোক সব করয়ে সিনানে ৷৷ ২২৩ ৷৷ ॥২২৩॥", "synonyms": "*pickāri-dhārā*—como água que jorra com força de uma seringa; *jini'*—vencendo; *aśru*—lágrimas; *nayane*—nos olhos; *cāri-dikera*—nas quatro direções; *loka*—pessoas; *saba*—todas; *karaye siṅcāne*—umedeciam.", "translation": "**As lágrimas dos olhos do Senhor jorravam com grande força, como água de uma seringa. De fato, todas as pessoas que O rodeavam ficavam umedecidas por Suas lágrimas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/224/", "verse_text": "'beḍā-nṛtya' mahāprabhu kari' kata-kṣaṇa\nmandirera pāche rahi' karaye kīrtana", "devanagari": "> ‘বেড়ানৃত্য’ মহাপ্রভু করি’ কতক্ষণ ৷\n> মন্দিরের পাছে রহি’ করয়ে কীর্তন ৷৷ ২২৪ ৷৷ ॥২২৪॥", "synonyms": "*beḍā-nṛtya*—a dança ao redor do templo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kari'*—realizando; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *mandirera pāche*—na parte traseira do templo; *rahi'*—permanecendo; *karaye*—realizava; *kīrtana*—canto congregacional.", "translation": "**Após circum-ambular o templo, Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu por algum tempo na parte traseira do templo e continuou Seu saṅkīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/225/", "verse_text": "cāri-dike cāri sampradāya uccaiḥsvare gāya\nmadhye tāṇḍava-nṛtya kare gaurarāya", "devanagari": "> চারিদিকে চারি সম্প্রদায় উচ্চৈঃস্বরে গায় ৷\n> মধ্যে তাণ্ডব-নৃত্য করে গৌররায় ৷৷ ২২৫ ৷৷ ॥২২৫॥", "synonyms": "*cāri-dike*—nos quatro lados; *cāri sampradāya*—os quatro grupos; *uccaiḥ-svare*—em voz muito alta; *gāya*—cantam; *madhye*—no meio; *tāṇḍava-nṛtya*—saltar e dançar; *kare*—realiza; *gaurarāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Nos quatro lados, os quatro grupos de saṅkīrtana cantavam em voz muito alta, e no meio Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava, saltando alto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/226/", "verse_text": "bahu-kṣaṇa nṛtya kari' prabhu sthira hailā\ncāri mahāntere tabe nācite ājñā dilā", "devanagari": "> বহুক্ষণ নৃত্য করি’ প্রভু স্থির হৈলা ৷\n> চারি মহান্তেরে তবে নাচিতে আজ্ঞা দিলা ৷৷ ২২৬ ৷৷ ॥২২৬॥", "synonyms": "*bahu-kṣaṇa*—por um longo período; *nṛtya kari'*—dançando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sthira hailā*—ficou silencioso; *cāri mahāntere*—a quatro grandes personalidades; *tabe*—então; *nācite*—dançar; *ājñā dilā*—ordenou.", "translation": "**Após dançar por um longo tempo, Śrī Caitanya Mahāprabhu aquietou-se e ordenou que quatro grandes personalidades começassem a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/227/", "verse_text": "eka sampradāye nāce nityānanda-rāye\nadvaita-ācārya nāce āra sampradāye", "devanagari": "> এক সম্প্রদায়ে নাচে নিত্যানন্দ-রায়ে ৷\n> অদ্বৈত-আচার্য নাচে আর সম্প্রদায়ে ৷৷ ২২৭ ৷৷ ॥২২৭॥", "synonyms": "*eka sampradāye*—em um grupo; *nāce*—dança; *nityānanda-rāye*—o Senhor Nityānanda; *advaita-ācārya*—Advaita Ācārya Prabhu; *nāce*—dança; *āra*—outro; *sampradāye*—em um grupo.", "translation": "**Em um grupo, Nityānanda Prabhu começou a dançar, e em outro grupo Advaita Ācārya começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/228/", "verse_text": "āra sampradāye nāce paṇḍita-vakreśvara\nśrīvāsa nāce āra sampradāya-bhitara", "devanagari": "> আর সম্প্রদায়ে নাচে পণ্ডিত-বক্রেশ্বর ৷\n> শ্রীবাস নাচে আর সম্প্রদায়-ভিতর ৷৷ ২২৮ ৷৷ ॥২২৮॥", "synonyms": "*āra sampradāye*—em outro sampradāya, ou grupo; *nāce*—dança; *paṇḍita-vakreśvara*—Vakreśvara Paṇḍita; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *nāce*—dança; *āra*—outro; *sampradāya-bhitara*—no meio de um grupo.", "translation": "**Vakreśvara Paṇḍita começou a dançar em outro grupo, e em ainda outro grupo Śrīvāsa Ṭhākura começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/229/", "verse_text": "madhye rahi' mahāprabhu karena daraśana\ntāhāṅ eka aiśvarya tāṅra ha-ila prakaṭana", "devanagari": "> মধ্যে রহি’ মহাপ্রভু করেন দরশন ৷\n> তাহাঁ এক ঐশ্বর্য তাঁর হইল প্রকটন ৷৷ ২২৯ ৷৷ ॥২২৯॥", "synonyms": "*madhye rahi'*—permanecendo no meio; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena daraśana*—observa; *tāhāṅ*—ali; *eka*—um; *aiśvarya*—milagre; *tāṅra*—d'Ele; *ha-ila*—tornou-se; *prakaṭana*—exibido.", "translation": "**Enquanto esta dança prosseguia, Śrī Caitanya Mahāprabhu os observava e realizou um milagre.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/230/", "verse_text": "cāri-dike nṛtya-gīta kare yata jana\nsabe dekhe,–prabhu kare āmāre daraśana", "devanagari": "> চারিদিকে নৃত্যগীত করে যত জন ৷\n> সবে দেখে, — প্ৰভু করে আমারে দরশন ৷৷ ২৩০ ৷৷ ॥২৩০॥", "synonyms": "*cāri-dike*—nos quatro lados; *nṛtya-gīta*—cantando e dançando; *kare*—faz; *yata jana*—todas as pessoas; *sabe dekhe*—todos veem; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *āmāre daraśana*—olhando para mim.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permanecia no meio dos dançarinos, e todos os dançarinos em todas as direções percebiam que Śrī Caitanya Mahāprabhu estava olhando para eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/231/", "verse_text": "cāri janera nṛtya dekhite prabhura abhilāṣa\nsei abhilāṣe kare aiśvarya prakāśa", "devanagari": "> চারি জনের নৃত্য দেখিতে প্রভুর অভিলাষ ৷\n> সেই অভিলাষে করে ঐশ্বর্য প্রকাশ ৷৷ ২৩১ ৷৷ ॥২৩১॥", "synonyms": "*cāri janera*—das quatro pessoas; *nṛtya*—dança; *dekhite*—ver; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *abhilāṣa*—desejo; *sei abhilāṣe*—para esse fim; *kare*—faz; *aiśvarya prakāśa*—exibição de um milagre.", "translation": "**Desejando ver a dança das quatro grandes personalidades, Śrī Caitanya Mahāprabhu manifestou-Se de tal maneira que parecia estar vendo a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/232/", "verse_text": "darśane āveśa tāṅra dekhi' mātra jāne\nkemane caudike dekhe,–ihā nāhi jāne", "devanagari": "> দর্শনে আবেশ তাঁর দেখি’ মাত্র জানে ৷\n> কেমনে চৌদিকে দেখে, — ইহা নাহি জানে ৷৷ ২৩২ ৷৷ ॥২৩২॥", "synonyms": "*darśane*—enquanto observava; *āveśa*—êxtase emocional; *tāṅra*—Seu; *dekhi'*—vendo; *mātra jāne*—apenas sabe; *kemane*—como; *cau-dike*—nos quatro lados; *dekhe*—Ele vê; *ihā nāhi jāne*—não se sabe.", "translation": "**Todos que viram Śrī Caitanya Mahāprabhu podiam compreender que Ele estava realizando um milagre, mas não sabiam como era possível que Ele visse de todos os quatro lados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/233/", "verse_text": "pulina-bhojane yena kṛṣṇa madhya-sthāne\ncaudikera sakhā kahe,–āmāre nehāne", "devanagari": "> পুলিন-ভোজনে যেন কৃষ্ণ মধ্য-স্থানে ৷\n> চৌদিকের সখা কহে, — আমারে নেহানে ৷৷ ২৩৩ ৷৷ ॥২৩৩॥", "synonyms": "*pulina-bhojane*—comendo à margem do Yamunā; *yena*—como; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *madhya-sthāne*—sentado no meio; *cau-dikera*—nos quatro lados; *sakhā*—amigos vaqueirinhos; *kahe*—dizem; *āmāre nehāne*—olhando justamente para mim.", "translation": "**Em Seus próprios passatempos em Vṛndāvana, quando Kṛṣṇa costumava comer à margem do Yamunā e sentar-Se no centro de Seus amigos, cada um dos vaqueirinhos percebia que Kṛṣṇa estava olhando para ele. Da mesma forma, quando Caitanya Mahāprabhu dançava, todos viam que Caitanya Mahāprabhu estava voltado para eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/234/", "verse_text": "nṛtya karite yei āise sannidhāne\nmahāprabhu kare tāṅre dṛḍha āliṅgane", "devanagari": "> নৃত্য করিতে যেই আইসে সন্নিধানে ৷\n> মহাপ্রভু করে তাঁরে দৃঢ় আলিঙ্গনে ৷৷ ২৩৪ ৷৷ ॥২৩৪॥", "synonyms": "*nṛtya karite*—dançando; *yei*—qualquer um que; *āise*—vem; *sannidhāne*—para perto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *tāṅre*—a ele; *dṛḍha*—apertado; *āliṅgane*—abraço.", "translation": "**Quando alguém se aproximava enquanto dançava, Śrī Caitanya Mahāprabhu o abraçava com firmeza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/235/", "verse_text": "mahā-nṛtya, mahā-prema, mahā-saṅkīrtana\ndekhi' premāveśe bhāse nīlācala-jana", "devanagari": "> মহানৃত্য, মহাপ্রেম, মহাসংকীর্তন ৷\n> দেখি’ প্রেমাবেশে ভাসে নীলাচল-জন ৷৷ ২৩৫ ৷৷ ॥২৩৫॥", "synonyms": "*mahā-nṛtya*—grande dança; *mahā-prema*—grande amor; *mahā-saṅkīrtana*—grande canto congregacional; *dekhi'*—vendo; *prema-āveśe*—em amor extático; *bhāse*—flutuam; *nīlācala-jana*—todos os habitantes de Jagannātha Purī.", "translation": "**Ao verem a grande dança, o grande amor e o grande saṅkīrtana, todas as pessoas de Jagannātha Purī flutuavam num oceano extático de amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/236/", "verse_text": "gajapati rājā śuni' kīrtana-mahattva\naṭṭālikā caḍi' dekhe svagaṇa-sahita", "devanagari": "> গজপতি রাজা শুনি’ কীর্তন-মহত্ত্ব ৷\n> অট্টালিকা চড়ি’ দেখে স্বগণ-সহিত ৷৷ ২৩৬ ৷৷ ॥২৩৬॥", "synonyms": "*gajapati rājā*—o Rei de Orissa; *śuni'*—ouvindo; *kīrtana-mahattva*—a grandeza do saṅkīrtana; *aṭṭālikā caḍi'*—subindo ao topo do palácio; *dekhe*—vê; *svagaṇa-sahita*—junto com seus associados pessoais.", "translation": "**Ao ouvir falar da grandeza do saṅkīrtana, o Rei Pratāparudra subiu ao topo de seu palácio e assistiu à apresentação com seus associados pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/237/", "verse_text": "kīrtana dekhiyā rājāra haila camatkāra\nprabhuke milite utkaṇṭhā bāḍila apāra", "devanagari": "> কীর্তন দেখিয়া রাজার হৈল চমৎকার ৷\n> প্রভুকে মিলিতে উত্কণ্ঠা বাড়িল অপার ৷৷ ২৩৭ ৷৷ ॥২৩৭॥", "synonyms": "*kīrtana dekhiyā*—vendo a apresentação do kīrtana; *rājāra*—do Rei; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milite*—encontrar; *utkaṇṭhā*—ansiedade; *bāḍila*—aumentou; *apāra*—ilimitadamente.", "translation": "**O Rei ficou muito assombrado ao ver o kīrtana de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e a ansiedade do Rei por encontrá-lo aumentou ilimitadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/238/", "verse_text": "kīrtana-samāptye prabhu dekhi' puṣpāñjali\nsarva vaiṣṇava lañā prabhu āilā vāsā cali'", "devanagari": "> কীর্তন-সমাপ্ত্যে প্রভু দেখি’ পুষ্পাঞ্জলি ৷\n> সর্ব বৈষ্ণব লঞা প্রভু আইলা বাসা চলি’ ৷৷ ২৩৮ ৷৷ ॥২৩৮॥", "synonyms": "*kīrtana-samāptye*—ao final da apresentação do kīrtana; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—após ver; *puṣpāñjali*—a oferenda de flores à Deidade do Senhor Jagannātha; *sarva vaiṣṇava*—todos os devotos; *lañā*—acompanhando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—retornou; *vāsā*—à Sua residência; *cali'*—indo.", "translation": "**Após o término do saṅkīrtana, Śrī Caitanya Mahāprabhu assistiu à oferenda de flores à Deidade do Senhor Jagannātha. Em seguida, Ele e todos os vaiṣṇavas retornaram à Sua residência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/239/", "verse_text": "paḍichā āniyā dila prasāda vistara\nsabāre bāṅṭiyā tāhā dilena īśvara", "devanagari": "> পড়িছা আনিয়া দিল প্রসাদ বিস্তর ৷\n> সবারে বাঁটিয়া তাহা দিলেন ঈশ্বর ৷৷ ২৩৯ ৷৷ ॥২৩৯॥", "synonyms": "*paḍichā*—o superintendente do templo; *āniyā*—trazendo; *dila*—entregou; *prasāda*—de restos do alimento de Jagannātha; *vistara*—uma grande quantidade; *sabāre*—a todos; *bāṅṭiyā*—distribuindo; *tāhā*—isso; *dilena*—deu; *īśvara*—o Senhor.", "translation": "**O superintendente do templo trouxe então grandes quantidades de prasāda, que Śrī Caitanya Mahāprabhu distribuiu pessoalmente a todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/240/", "verse_text": "sabāre vidāya dila karite śayana\nei-mata līlā kare śacīra nandana", "devanagari": "> সবারে বিদায় দিল করিতে শয়ন ৷\n> এইমত লীলা করে শচীর নন্দন ৷৷ ২৪০ ৷৷ ॥২৪০॥", "synonyms": "*sabāre*—a todos; *vidāya*—despedindo-se; *dila*—deu; *karite śayana*—para descansar; *ei-mata*—desta maneira; *līlā*—passatempos; *kare*—realizava; *śacīra nandana*—o filho de Śacī.", "translation": "**Por fim, todos partiram para descansar no leito. Desta maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de Śacīmātā, realizava Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/241/", "verse_text": "yāvat āchilā sabe mahāprabhu-saṅge\nprati-dina ei-mata kare kīrtana-raṅge", "devanagari": "> যাবৎ আছিলা সবে মহাপ্রভু-সঙ্গে ৷\n> প্রতিদিন এইমত করে কীর্তন-রঙ্গে ৷৷ ২৪১ ৷৷ ॥২৪১॥", "synonyms": "*yāvat*—enquanto; *āchilā*—permaneceram; *sabe*—todos os devotos; *mahāprabhu-saṅge*—junto com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prati-dina*—todos os dias; *ei-mata*—desta maneira; *kare*—realizava-se; *kīrtana-raṅge*—saṅkīrtana com grande prazer.", "translation": "**Enquanto os devotos permaneceram em Jagannātha Purī com Śrī Caitanya Mahāprabhu, o passatempo do saṅkīrtana era realizado com grande júbilo todos os dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/242/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ prabhura kīrtana-vilāsa\nyebā ihā śune, haya caitanyera dāsa", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ প্রভুর কীর্তন-বিলাস ৷\n> যেবা ইহা শুনে, হয় চৈতন্যের দাস ৷৷ ২৪২ ৷৷ ॥২৪২॥", "synonyms": "*ei ta' kahiluṅ*—assim expliquei; *prabhura*—do Senhor; *kīrtana-vilāsa*—passatempos no *saṅkīrtana*; *yebā*—qualquer um que; *ihā*—isto; *śune*—ouve; *haya*—torna-se; *caitanyera dāsa*—um servo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Desta maneira, expliquei o passatempo de saṅkīrtana do Senhor, e abençoo a todos com esta bênção: ouvindo esta descrição, certamente alguém se tornará um servo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/11/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/11/243/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ৷\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ৷৷ ২৪৩ ৷৷ ॥২৪৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Primeiro Capítulo, que descreve os passatempos beḍā-kīrtana de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/12/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/1/", "verse_text": "śrī-guṇḍicā-mandiram ātma-vṛndaiḥ\nsammārjayan kṣālanataḥ sa gauraḥ\nsva-citta-vac chītalam ujjvalaṁ ca\nkṛṣṇopaveśaupayikaṁ cakāra", "devanagari": "> শ্রীগুণ্ডিচা-মন্দিরমাত্মবৃন্দৈঃ\n> সংমার্জয়ন্ ক্ষালনতঃ স গৌরঃ ।\n> স্বচিত্তবচ্ছীতলমুজ্জ্বলঞ্চ\n> কৃষ্ণোপবেশৌপয়িকং চকার ॥১॥", "synonyms": "*śrī-guṇḍicā*—conhecido como Guṇḍicā; *mandiram*—o templo; *ātma-vṛndaiḥ*—com Seus associados; *sammārjayan*—lavando; *kṣālanataḥ*—pela limpeza; *saḥ*—aquele; *gauraḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sva-citta-vat*—como Seu próprio coração; *śītalam*—fresco e calmo; *ujjvalam*—brilhante e limpo; *ca*—e; *kṛṣṇa*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *upaveśa*—para o assento; *aupayikam*—apropriado; *cakāra*—fez.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu lavou e limpou o templo de Guṇḍicā com Seus devotos e associados. Dessa maneira, deixou o templo tão fresco e brilhante quanto Seu próprio coração, tornando-o, assim, apropriado para que o Senhor Śrī Kṛṣṇa Se sentasse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—a Gauracandra, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Gauracandra! Todas as glórias a Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/3/", "verse_text": "jaya jaya śrīvāsādi gaura-bhakta-gaṇa\nśakti deha,—kari yena caitanya varṇana", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীবাসাদি গৌরভক্তগণ ।\n> শক্তি দেহ, — করি যেন চৈতন্য বর্ণন ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *gaura-bhakta-gaṇa*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śakti deha*—por favor, dai-me poder; *kari yena*—para que eu possa fazer; *caitanya*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *varṇana*—a descrição.", "translation": "**Todas as glórias aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura! Imploro seu poder para que eu possa descrever apropriadamente Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/4/", "verse_text": "pūrve dakṣiṇa haite prabhu yabe āilā\ntāṅre milite gajapati utkaṇṭhita hailā", "devanagari": "> পূর্বে দক্ষিণ হৈতে প্রভু যবে আইলা ।\n> তাঁরে মিলিতে গজপতি উত্কণ্ঠিত হৈলা ॥৪॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *dakṣiṇa haite*—da Índia do Sul; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *āilā*—retornou; *tāṅre*—a Ele; *milite*—encontrar-se; *gajapati*—o rei de Orissa; *utkaṇṭhita*—cheio de ansiedade; *hailā*—ficou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou de Sua excursão pela Índia do Sul, Mahārāja Pratāparudra, o rei de Orissa, ficou muito ansioso por encontrar-se com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/5/", "verse_text": "kaṭaka haite patrī dila sārvabhauma-ṭhāñi\nprabhura ājñā haya yadi, dekhibāre yāi", "devanagari": "> কটক হৈতে পত্রী দিল সার্বভৌম-ঠাঞি ।\n> প্রভুর আজ্ঞা হয় যদি, দেখিবারে যাই ॥৫॥", "synonyms": "*kaṭaka haite*—de Kaṭaka, a capital de Orissa; *patrī*—uma carta; *dila*—enviou; *sārvabhauma*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ṭhāñi*—ao lugar; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—permissão; *haya*—há; *yadi*—se; *dekhibāre yāi*—eu posso ir e vê-lo.", "translation": "**O rei enviou uma carta de sua capital, Kaṭaka, a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, suplicando-lhe que obtivesse a permissão do Senhor, para que ele pudesse ir e vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/6/", "verse_text": "bhaṭṭācārya likhila,—prabhura ājñā nā haila\npunarapi rājā tāṅre patrī pāṭhāila", "devanagari": "> ভট্টাচার্য লিখিল, — প্ৰভুর আজ্ঞা না হৈল  ।\n> পুনরপি রাজা তাঁরে পত্রী পাঠাইল ॥৬॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya likhila*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—permissão; *nā*—não; *haila*—houve; *punarapi*—novamente; *rājā*—o rei; *tāṅre*—a ele; *patrī*—uma carta; *pāṭhāila*—despachou.", "translation": "**Respondendo à carta do rei, o Bhaṭṭācārya escreveu que Śrī Caitanya Mahāprabhu não dera Sua permissão. Depois disso, o rei lhe escreveu outra carta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/7/", "verse_text": "prabhura nikaṭe āche yata bhakta-gaṇa\nmora lāgi' tāṅ-sabāre kariha nivedana", "devanagari": "> প্ৰভুর নিকটে আছে যত ভক্তগণ  ।\n> মোর লাগি’ তাঁ-সবারে করিহ নিবেদন ॥৭॥", "synonyms": "*prabhura nikaṭe*—no lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āche*—há; *yata*—todos os; *bhakta-gaṇa*—devotos; *mora lāgi'*—por mim; *tāṅ-sabāre*—a todos eles; *kariha*—por favor, apresentai; *nivedana*—a petição.", "translation": "**Nessa carta, o rei solicitou a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya: \"Por favor, apelai a todos os devotos associados a Śrī Caitanya Mahāprabhu e apresentai-lhes esta petição em meu nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/8/", "verse_text": "sei saba dayālu more hañā sadaya\nmora lāgi' prabhu-pade karibe vinaya", "devanagari": "> সেই সব দয়ালু মোরে হঞা সদয়  ।\n> মোর লাগি’ প্রভুপদে করিবে বিনয় ॥৮॥", "synonyms": "*sei saba*—todos eles; *dayālu*—misericordiosos; *more*—a mim; *hañā*—tornando-se; *sa-daya*—favoravelmente dispostos; *mora lāgi'*—por mim; *prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karibe*—farão; *vinaya*—humilde súplica.", "translation": "**\"Se todos os devotos associados ao Senhor estiverem favoravelmente dispostos a meu respeito, poderão apresentar minha petição aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/9/", "verse_text": "tāṅ-sabāra prasāde mile śrī-prabhura pāya\nprabhu-kṛpā vinā mora rājya nāhi bhāya", "devanagari": "> তাঁ-সবার প্ৰসাদে মিলে শ্রীপ্ৰভুর পায়  ।\n> প্রভুকৃপা বিনা মোর রাজ্য নাহি ভায় ॥৯॥", "synonyms": "*tāṅ-sabāra prasāde*—pela misericórdia de todos eles; *mile*—obtém-se; *śrī-prabhura pāya*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu-kṛpā*—a misericórdia do Senhor; *vinā*—sem; *mora*—meu; *rājya*—reino; *nāhi*—não; *bhāya*—me atrai.", "translation": "**\"Pela misericórdia de todos os devotos, pode-se alcançar o refúgio dos pés de lótus do Senhor. Sem Sua misericórdia, meu reino não me atrai.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/10/", "verse_text": "yadi more kṛpā nā karibe gaurahari\nrājya chāḍi' yogī ha-i' ha-iba bhikhārī", "devanagari": "> যদি মোরে কৃপা না করিবে গৌরহরি  ।\n> রাজ্য ছাড়ি’ যোগী হই’ হইব ভিখারী ॥১০॥", "synonyms": "*yadi*—se; *more*—a mim; *kṛpā*—misericórdia; *nā*—não; *karibe*—conceder; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rājya chāḍi'*—abandonando o reino; *yogī*—mendicante; *ha-i'*—tornando-me; *ha-iba*—tornar-me-ei; *bhikhārī*—um pedinte.", "translation": "**\"Se Gaurahari, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, não me mostrar misericórdia, abandonarei meu reino, me tornarei um mendicante e pedirei esmola de porta em porta.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/11/", "verse_text": "bhaṭṭācārya patrī dekhi' cintita hañā\nbhakta-gaṇa-pāśa gelā sei patrī lañā", "devanagari": "> ভট্টাচার্য পত্রী দেখি’ চিন্তিত হঞা ।\n> ভক্তগণ-পাশ গেলা সেই পত্রী লঞা ॥১১॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *patrī*—a carta; *dekhi'*—vendo; *cintita hañā*—ficando muito ansioso; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *pāśa*—perto; *gelā*—foi; *sei*—aquela; *patrī*—carta; *lañā*—levando.", "translation": "**Quando o Bhaṭṭācārya recebeu essa carta, ficou muito ansioso. Então tomou a carta e dirigiu-se aos devotos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/12/", "verse_text": "sabāre miliyā kahila rāja-vivaraṇa\npiche sei patrī sabāre karāila daraśana", "devanagari": "> সবারে মিলিয়া কহিল রাজ-বিবরণ ।\n> পিছে সেই পত্রী সবারে করাইল দরশন ॥১২॥", "synonyms": "*sabāre*—todos; *miliyā*—encontrando-se; *kahila*—disse; *rāja-vivaraṇa*—a descrição do desejo do rei; *piche*—depois; *sei patrī*—aquela carta; *sabāre*—a todos; *karāila daraśana*—mostrou.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya encontrou-se com todos os devotos e descreveu os desejos do rei. Em seguida, apresentou-lhes a carta para que a examinassem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/13/", "verse_text": "patrī dekhi' sabāra mane ha-ila vismaya\nprabhu-pade gajapatira eta bhakti haya!!", "devanagari": "> পত্রী দেখি’ সবার মনে হইল বিস্ময় ।\n> প্রভুপদে গজপতির এত ভক্তি হয়! ॥ ১৩ ॥", "synonyms": "*patrī*—a carta; *dekhi'*—vendo; *sabāra*—de todos; *mane*—na mente; *ha-ila*—houve; *vismaya*—assombro; *prabhu-pade*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gajapatira*—do rei de Orissa; *eta*—tanta; *bhakti*—devoção; *haya*—há.", "translation": "**Ao lerem a carta, todos ficaram assombrados de ver que o rei Pratāparudra tinha tanta devoção pelos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/14/", "verse_text": "sabe kahe,—prabhu tāṅre kabhu nā milibe\nāmi-saba kahi yadi, duḥkha se mānibe", "devanagari": "> সবে কহে, — প্রভু তাঁরে কভু না মিলিবে ।\n> আমি-সব কহি যদি, দুঃখ সে মানিবে ॥১৪॥", "synonyms": "*sabe kahe*—todos disseram; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *milibe*—verá; *āmi-saba*—todos nós; *kahi*—dizemos; *yadi*—se; *duḥkha*—infelicidade; *se*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mānibe*—sentirá.", "translation": "**Os devotos deram sua opinião e disseram: \"O Senhor jamais encontraria o rei, e se Lhe pedíssemos que o fizesse, o Senhor certamente ficaria muito infeliz.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/15/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,—sabe cala' eka-bāra\nmilite nā kahiba, kahiba rāja-vyavahāra", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — সবে চল’ একবার ।\n> মিলিতে না কহিব, কহিব রাজ-ব্যবহার ॥১৫॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *sabe cala'*—vamos todos; *eka-bāra*—uma vez; *milite*—encontrar-se; *nā kahiba*—não pediremos; *kahiba*—simplesmente descreveremos; *rāja-vyavahāra*—o comportamento do rei.", "translation": "**Então Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Iremos mais uma vez ao Senhor, mas não Lhe pediremos que Se encontre com o rei. Pelo contrário, simplesmente descreveremos o bom comportamento do rei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/16/", "verse_text": "eta bali' sabe gelā mahāprabhura sthāne\nkahite unmukha sabe, nā kahe vacane", "devanagari": "> এত বলি’ সবে গেলা মহাপ্ৰভুর স্থানে ।\n> কহিতে উন্মুখ সবে, না কহে বচনে ॥১৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—decidindo assim; *sabe*—todos eles; *gelā*—foram; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sthāne*—ao lugar; *kahite*—falar; *unmukha*—prontos; *sabe*—todos; *nā*—não; *kahe*—dizem; *vacane*—palavra alguma.", "translation": "**Tendo assim chegado a uma decisão, todos eles dirigiram-se ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ali, embora prontos para falar, não conseguiram pronunciar sequer uma palavra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/17/", "verse_text": "prabhu kahe,—ki kahite sabāra āgamana\ndekhiye kahite cāha,—nā kaha, ki kāraṇa?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কি কহিতে সবার আগমন ।\n> দেখিয়ে কহিতে চাহ, — না কহ, কি কারণ ? ॥ ১৭ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ki*—o que; *kahite*—falar; *sabāra*—de todos vós; *āgamana*—há a presença aqui; *dekhiye*—vejo; *kahite cāha*—quereis falar; *nā kaha*—mas não falais; *ki kāraṇa*—qual é o motivo.", "translation": "**Depois que chegaram ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor, ao vê-los, disse: \"O que viestes todos aqui dizer? Vejo que quereis dizer algo, mas não falais. Qual é o motivo?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/18/", "verse_text": "nityānanda kahe,-tomāya cāhi nivedite\nnā kahile rahite nāri, kahite bhaya citte", "devanagari": "> নিত্যানন্দ কহে, — তোমায় চাহি নিবেদিতে ।\n> না কহিলে রহিতে নারি, কহিতে ভয় চিত্তে ॥১৮॥", "synonyms": "*nityānanda kahe*—o Senhor Nityānanda disse; *tomāya*—a Ti; *cāhi*—queremos; *nivedite*—submeter; *nā kahile*—se não falarmos; *rahite nāri*—não podemos ficar; *kahite*—mas falar; *bhaya citte*—temos muito medo.", "translation": "**Nityānanda Prabhu disse então: \"Queremos dizer-Te algo. Embora não possamos ficar sem falar, ainda assim temos muito medo de falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/19/", "verse_text": "yogyāyogya tomāya saba cāhi nivedite\ntomā nā milile rājā cāhe yogī haite", "devanagari": "> যোগ্যাযোগ্য তোমায় সব চাহি নিবেদিতে ।\n> তোমা না মিলিলে রাজা চাহে যোগী হৈতে ॥১৯॥", "synonyms": "*yogya*—adequado; *ayogya*—não adequado; *tomāya*—a Ti; *saba*—todos nós; *cāhi*—queremos; *nivedite*—submeter; *tomā*—a Ti; *nā milile*—se ele não encontrar; *rājā*—o rei; *cāhe*—quer; *yogī haite*—tornar-se um mendicante.", "translation": "**\"Queremos submeter-Te algo que pode ou não ser adequado. A questão é esta: a menos que veja a Ti, o rei de Orissa se tornará um mendicante.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/20/", "verse_text": "kāṇe mudrā la-i' muñi ha-iba bhikhārī\nrājya-bhoga nahe citte vinā gaurahari", "devanagari": "> কাণে মুদ্রা লই’ মুঞি হইব ভিখারী ।\n> রাজ্যভোগ নহে চিত্তে বিনা গৌরহরি ॥২০॥", "synonyms": "*kāṇe mudrā*—uma espécie de brinco; *la-i'*—pegando; *muñi*—eu; *ha-iba*—me tornarei; *bhikhārī*—um mendigo; *rājya-bhoga*—desfrute do reino; *nahe*—não; *citte*—na mente; *vinā*—sem; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Nityānanda Prabhu continuou: \"O rei decidiu tornar-se um mendicante e aceitar o sinal de um mendicante usando um brinco de marfim. Ele não quer desfrutar de seu reino sem ver os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": "Na Índia, ainda existe uma classe de mendicantes profissionais que são muito semelhantes aos ciganos dos países ocidentais. Eles conhecem alguma arte mágica e processos místicos, e seu ofício é mendigar de porta em porta, às vezes suplicando e às vezes ameaçando. Tais mendicantes às vezes são chamados de yogīs e às vezes de kāṇaphāṭā yogīs. A palavra kāṇaphāṭā refere-se a alguém que fez um furo em sua orelha para usar um brinco feito de marfim. Mahārāja Pratāparudra estava tão deprimido por não conseguir ver Śrī Caitanya Mahāprabhu que decidiu tornar-se um yogī desse tipo. Os homens comuns pensam que um yogī deve ter um brinco de marfim na orelha, mas este não é o sinal de um verdadeiro yogī. Mahārāja Pratāparudra também pensava que, para tornar-se um yogī mendicante, era preciso usar tal brinco."}
{"ref": "cc/madhya/12/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/21/", "verse_text": "dekhiba se mukha-candra nayana bhariyā\ndhariba se pāda-padma hṛdaye tuliyā", "devanagari": "> দেখিব সে মুখচন্দ্র নয়ন ভরিয়া ।\n> ধরিব সে পাদপদ্ম হৃদয়ে তুলিয়া ॥২১॥", "synonyms": "*dekhiba*—verei; *se*—aquele; *mukha-candra*—rosto semelhante à lua; *nayana bhariyā*—para a satisfação dos olhos; *dhariba*—segurarei; *se*—aqueles; *pāda-padma*—pés de lótus; *hṛdaye*—em meu coração; *tuliyā*—erguendo.", "translation": "**Nityānanda Prabhu continuou: \"O rei também expressou seu desejo de ver o rosto semelhante à lua de Śrī Caitanya Mahāprabhu para a plena satisfação de seus olhos. Ele gostaria de erguer os pés de lótus do Senhor até seu coração.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/22/", "verse_text": "yadyapi śuniyā prabhura komala haya mana\ntathāpi bāhire kahe niṣṭhura vacana", "devanagari": "> যদ্যপি শুনিয়া প্ৰভুর কোমল হয় মন  ।\n> তথাপি বাহিরে কহে নিষ্ঠুর বচন ॥২২॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *śuniyā*—ouvindo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *komala*—suavizada; *haya*—torna-se; *mana*—mente; *tathāpi*—ainda; *bāhire*—externamente; *kahe*—Ele diz; *niṣṭhura vacana*—palavras duras.", "translation": "**Ao ouvir todas essas declarações, a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu certamente se suavizou, mas externamente Ele quis dizer algumas palavras ásperas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/23/", "verse_text": "tomā-sabāra icchā,-ei āmāre lañā\nrājāke milaha ihaṅ kaṭakete giyā", "devanagari": "> তোমা-সবার ইচ্ছা, — এই আমারে লঞা  ।\n> রাজাকে মিলহ ইহঁ কটকেতে গিয়া ॥২৩॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *icchā*—o desejo; *ei*—é; *āmāre lañā*—levando-Me; *rājāke*—o rei; *milaha*—encontrar; *ihaṅ*—aqui; *kaṭakete giyā*—indo a Kaṭaka.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Posso compreender que todos vós desejais levar-Me a Kaṭaka para ver o rei.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu é naturalmente o reservatório de toda bondade e, assim que ouviu a declaração feita pelo rei, Seu coração imediatamente se suavizou. Assim, o Senhor estava pronto para ir ver o rei mesmo em Kaṭaka. Ele nem sequer considerou permitir que o rei viesse de Kaṭaka a Jagannātha Purī para vê-lo. É significativo que Śrī Caitanya Mahāprabhu fosse tão bondoso que estivesse pronto para ir ver o rei em Kaṭaka. Aparentemente, nunca se esperava que o rei quisesse ver o Senhor em Sua residência, mas, por meio de uma aspereza externa, o Senhor indicou que, se todos os devotos assim desejassem, Ele iria a Kaṭaka para ver o rei."}
{"ref": "cc/madhya/12/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/24/", "verse_text": "paramārtha thākuka-loke karibe nindana\nloke rahu-dāmodara karibe bhartsana", "devanagari": "> পরমার্থ থাকুক — লোকে করিবে নিন্দন  ।\n> লোকে রহু — দামোদর করিবে ভর্ত্সন ॥২৪॥", "synonyms": "*parama-artha thākuka*—para não falar de avanço espiritual; *loke*—as pessoas em geral; *karibe nindana*—blasfemarão; *loke rahu*—para não falar das pessoas em geral; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *karibe*—fará; *bhartsana*—repreensão.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Para não falar de avanço espiritual—todas as pessoas Me blasfemarão. E para não falar de todas as pessoas—Dāmodara Me repreenderia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/25/", "verse_text": "tomā-sabāra ājñāya āmi nā mili rājāre\ndāmodara kahe yabe, mili tabe tāṅre", "devanagari": "> তোমা-সবার আজ্ঞায় আমি না মিলি রাজারে  ।\n> দামোদর কহে যবে, মিলি তবে তাঁরে ॥২৫॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *ājñāya*—pela ordem; *āmi*—Eu; *nā*—não; *mili*—encontrarei; *rājāre*—o rei; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *kahe*—diz; *yabe*—quando; *mili*—encontrarei; *tabe*—então; *tāṅre*—ele.", "translation": "**\"Não me encontrarei com o Rei a pedido de todos os devotos, mas o farei se Dāmodara der sua permissão.\"**", "purport": "Do ponto de vista espiritual, um *sannyāsī* é estritamente proibido de se encontrar com pessoas materialistas, especialmente um rei que está sempre empenhado em contar dinheiro. De fato, o encontro entre um *sannyāsī* e um rei é sempre considerado abominável. Um *sannyāsī* está sempre sujeito às críticas do público, e uma pequena falta da sua parte é levada a sério pelas pessoas. As pessoas realmente esperam que um *sannyāsī* pregue e não participe de nenhum assunto social ou político. Se um *sannyāsī* está sujeito a críticas públicas, sua pregação não será frutífera. Śrī Caitanya Mahāprabhu quis especificamente evitar tal crítica para que Seu trabalho de pregação não fosse prejudicado. Ocorreu que, enquanto o Senhor conversava com Seus discípulos naquele momento, o devoto Dāmodara Paṇḍita estava presente. Esse Dāmodara Paṇḍita era um devoto muito fiel e um amante fervoroso de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sempre que havia algo que pudesse tocar ou manchar o caráter do Senhor, Dāmodara Paṇḍita o apontava imediatamente, sem nem ao menos considerar a posição elevada do Senhor. Diz-se às vezes que os tolos se precipitam onde os sábios não ousam entrar, e Śrī Caitanya Mahāprabhu quis apontar a tolice de Dāmodara Paṇḍita ao se adiantar para criticar o Senhor. É por isso que o Senhor declarou que, se Dāmodara Paṇḍita lhe desse permissão, Ele iria ver o Rei. Havia um profundo significado nessa declaração, pois é um aviso de que Dāmodara não deveria mais ousar criticar o Senhor, já que tal atitude não condizia com sua posição de devoto. Śrī Caitanya Mahāprabhu era considerado o guia e mestre espiritual de todos os devotos que viviam com Ele. Dāmodara Paṇḍita era um deles, e o Senhor prestou-lhe um favor especial ao adverti-lo para que evitasse criticá-Lo ainda mais. Um devoto ou discípulo nunca deve tentar criticar o Senhor ou Seu representante, o mestre espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/12/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/26/", "verse_text": "dāmodara kahe,-tumi svatantra īśvara\nkartavyākartavya saba tomāra gocara", "devanagari": "> দামোদর কহে, — তুমি স্বতন্ত্র ঈশ্বর ।\n> কর্তব্যাকর্তব্য সব তোমার গোচর ॥২৬॥", "synonyms": "*dāmodara kahe*—Paṇḍita Dāmodara disse; *tumi*—Tu; *svatantra*—plenamente independente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *kartavya*—dever que é permissível; *akartavya*—dever que não é permissível; *saba*—todos; *tomāra*—de Ti; *gocara*—dentro do conhecimento.", "translation": "**Dāmodara replicou imediatamente: \"Meu Senhor, Tu és a plenamente independente Suprema Personalidade de Deus. Visto que tudo Te é conhecido, sabes o que é permissível e o que não é permissível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/27/", "verse_text": "āmi kon kṣudra-jīva, tomāke vidhi diba?\nāpani milibe tāṅre, tāhāo dekhiba", "devanagari": "> আমি কোন্ ক্ষুদ্রজীব, তোমাকে বিধি দিব ?\n> আপনি মিলিবে তাঁরে, তাহাও দেখিব ॥২৭॥", "synonyms": "*āmi kon*—eu sou apenas alguma; *kṣudra-jīva*—entidade viva insignificante; *tomāke*—a Ti; *vidhi*—instrução; *diba*—darei; *āpani*—Tu; *milibe*—encontrarás; *tāṅre*—o rei; *tāhāo dekhiba*—verei isso.", "translation": "**\"Sou apenas uma jīva insignificante; portanto, que poder tenho eu para dar instruções a Ti? Por Tua própria escolha pessoal Te encontrarás com o rei. Eu o verei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/28/", "verse_text": "rājā tomāre sneha kare, tumi-sneha-vaśa\ntāṅra snehe karābe tāṅre tomāra paraśa", "devanagari": "> রাজা তোমারে স্নেহ করে, তুমি — স্নেহবশ ।\n> তাঁর স্নেহে করাবে তাঁরে তোমার পরশ ॥২৮॥", "synonyms": "*rājā*—o rei; *tomāre*—a Ti; *sneha kare*—ama; *tumi*—Tu; *sneha-vaśa*—controlado pelo amor e afeto; *tāṅra*—dele; *snehe*—pelo amor; *karābe*—farás; *tāṅre*—a ele; *tomāra*—Teu; *paraśa*—toque.", "translation": "**\"O rei está muito apegado a Ti, e Tu sentes afeto e amor por ele. Assim, posso compreender que, em virtude do afeto do rei por Ti, Tu o tocarás.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/29/", "verse_text": "yadyapi īśvara tumi parama svatantra\ntathāpi svabhāve hao prema-paratantra", "devanagari": "> যদ্যপি ঈশ্বর তুমি পরম স্বতন্ত্র ।\n> তথাপি স্বভাবে হও প্রেম-পরতন্ত্র ॥২৯॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *tumi*—Tu; *parama*—supremamente; *svatantra*—independente; *tathāpi*—ainda; *svabhāve*—por Tua natureza; *hao*—Tu Te tornas; *prema-paratantra*—subordinado ao amor.", "translation": "**\"Embora sejas a Suprema Personalidade de Deus e sejas completamente independente, ainda assim és dependente do amor e do afeto de Teus devotos. Essa é a Tua natureza.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/30/", "verse_text": "nityānanda kahe-aiche haya kon jana\nye tomāre kahe, 'kara rāja-daraśana'", "devanagari": "> নিত্যানন্দ কহে — ঐছে হয় কোন্ জন ।\n> যে তোমারে কহে, ‘কর রাজদরশন’ ॥৩০॥", "synonyms": "*nityānanda kahe*—Nityānanda Prabhu disse; *aiche*—tal; *haya*—existe; *kon jana*—alguma pessoa; *ye*—que; *tomāre*—a Ti; *kahe*—ordena; *kara*—faze; *rāja-daraśana*—encontrar o rei.", "translation": "**Nityānanda Prabhu disse então: \"Quem há nos três mundos que possa pedir-Te para ver o rei?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/31/", "verse_text": "kintu anurāgī lokera svabhāva eka haya\niṣṭa nā pāile nija prāṇa se chāḍaya", "devanagari": "> কিন্তু অনুরাগী লোকের স্বভাব এক হয় ।\n> ইষ্ট না পাইলে নিজ প্রাণ সে ছাড়য় ॥৩১॥", "synonyms": "*kintu*—ainda; *anurāgī*—afetuosa; *lokera*—das pessoas; *svabhāva*—natureza; *eka*—uma; *haya*—existe; *iṣṭa*—desejável; *nā pāile*—sem obter; *nija*—própria; *prāṇa*—vida; *se*—ele; *chāḍaya*—abandona.", "translation": "**\"Ainda assim, não é da natureza de um homem apegado abandonar sua vida se não alcançar seu objeto desejado?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/32/", "verse_text": "yājñika-brāhmaṇī saba tāhāte pramāṇa\nkṛṣṇa lāgi' pati-āge chāḍileka prāṇa", "devanagari": "> যাজ্ঞিক-ব্রাহ্মণী সব তাহাতে প্রমাণ ।\n> কৃষ্ণ লাগি’ পতি-আগে ছাড়িলেক প্রাণ ॥৩২॥", "synonyms": "*yājñika-brāhmaṇī*—as esposas dos brāhmaṇas que estavam ocupados em realizar grandes sacrifícios; *saba*—todas; *tāhāte*—nesse sentido; *pramāṇa*—prova; *kṛṣṇa lāgi'*—pelo bem de Kṛṣṇa; *pati-āge*—diante de seus maridos; *chāḍileka prāṇa*—abandonaram suas vidas.", "translation": "**\"Por exemplo, algumas das esposas dos brāhmaṇas que estavam realizando sacrifícios abandonaram suas vidas na presença de seus maridos pelo bem de Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Isto se refere ao dia em que o Senhor Śrī Kṛṣṇa e Seus vaqueirinhos e rebanhos de animais estavam presentes nos campos de pastoreio próximos a Mathurā. Naquela ocasião, os vaqueirinhos, estando um pouco famintos, pediram alimento, e o Senhor Kṛṣṇa pediu-lhes que fossem aos brāhmaṇas que estavam ocupados nas proximidades em realizar yajña, ou sacrifício, e que obtivessem algum alimento daquele yajña. Assim ordenados pelo Senhor, todos os vaqueirinhos foram aos brāhmaṇas e lhes pediram alimento, mas tiveram seu pedido negado. Depois disso, os vaqueirinhos mendigaram alimento das esposas dos brāhmaṇas. Todas essas esposas eram muito devotadas ao Senhor Kṛṣṇa em amor espontâneo e, assim que ouviram o pedido dos vaqueirinhos e compreenderam que Kṛṣṇa queria algum alimento, imediatamente deixaram o local do sacrifício. Foram muito repreendidas por isso por seus maridos, e estavam prontas para abandonar suas vidas. É da natureza de um devoto puro sacrificar sua vida pelo serviço transcendental amoroso ao Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/12/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/33/", "verse_text": "eka yukti āche, yadi kara avadhāna\ntumi nā milileha tāṅre, rahe tāṅra prāṇa", "devanagari": "> এক যুক্তি আছে, যদি কর অবধান  ।\n> তুমি না মিলিলেহ তাঁরে, রহে তাঁর প্রাণ ॥৩৩॥", "synonyms": "*eka yukti*—um plano; *āche*—há; *yadi*—se; *kara avadhāna*—o consideres; *tumi*—Tu; *nā milileha*—podes não encontrar; *tāṅre*—com ele; *rahe*—permanece; *tāṅra*—dele; *prāṇa*—vida.", "translation": "**Nityānanda Prabhu submeteu então uma sugestão para a consideração do Senhor. \"Há um meio\", sugeriu Ele, \"pelo qual Tu não precisas encontrar o rei, mas que permitiria ao rei continuar vivendo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/34/", "verse_text": "eka bahirvāsa yadi deha' kṛpā kari'\ntāhā pāñā prāṇa rākhe tomāra āśā dhari'", "devanagari": "> এক বহির্বাস যদি দেহ’ কৃপা করি’  ।\n> তাহা পাঞা প্রাণ রাখে তোমার আশা ধরি’ ॥৩৪॥", "synonyms": "*eka bahirvāsa*—uma vestimenta externa; *yadi*—se; *deha'*—Tu deres; *kṛpā kari'*—por Tua misericórdia; *tāhā pāñā*—recebendo-a; *prāṇa rākhe*—ele viveria; *tomāra āśā dhari'*—na esperança de encontrar-Te em algum momento no futuro.", "translation": "**\"Se Tu, por Tua misericórdia, enviares uma de Tuas vestimentas externas ao rei, ele viverá na esperança de ver-Te em algum momento no futuro.\"**", "purport": "Śrī Nityānanda Prabhu sugeria assim, com muito tato, que Caitanya Mahāprabhu desse uma peça de Sua roupa usada ao rei. Embora o rei não fosse encontrar o Senhor, ele ficaria então apaziguado ao receber tal pano. O rei estava muito ansioso por ver o Senhor; contudo, não era possível ao Senhor vê-lo. Apenas para resolver a situação, Nityānanda Prabhu sugeriu que o Senhor enviasse uma peça de roupa usada. Assim o rei compreenderia que o Senhor lhe demonstrava misericórdia. O rei, então, não tomaria nenhuma atitude drástica, como abandonar a vida ou tornar-se um mendicante."}
{"ref": "cc/madhya/12/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/35/", "verse_text": "prabhu kahe,—tumi-saba parama vidvān\nyei bhāla haya, sei kara samādhāna", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তুমি-সব পরম বিদ্বান্ ।\n> যেই ভাল হয়, সেই কর সমাধান ॥৩৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *tumi-saba*—todos vós; *parama vidvān*—personalidades grandemente eruditas; *yei*—o que quer que; *bhāla haya*—seja correto; *sei*—isso; *kara samādhāna*—executai.", "translation": "**O Senhor disse: \"Visto que todos vós sois personalidades muito eruditas, aceitarei o que quer que decidais.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/36/", "verse_text": "tabe nityānanda-gosāñi govindera pāśa\nmāgiyā la-ila prabhura eka bahirvāsa", "devanagari": "> তবে নিত্যানন্দ-গোসাঞি গোবিন্দের পাশ ।\n> মাগিয়া লইল প্রভুর এক বহির্বাস ॥৩৬॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *nityānanda-gosāñi*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *govindera pāśa*—de Govinda, o servidor pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *māgiyā*—solicitando; *la-ila*—tomou; *prabhura*—do Senhor; *eka*—uma; *bahirvāsa*—vestimenta externa.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu obteve então uma vestimenta externa usada pelo Senhor, solicitando-a a Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/37/", "verse_text": "sei bahirvāsa sārvabhauma-pāśa dila\nsārvabhauma sei vastra rājāre pāṭhā'la", "devanagari": "> সেই বহির্বাস সার্বভৌমপাশ দিল ।\n> সার্বভৌম সেই বস্ত্র রাজারে পাঠা’ল ॥৩৭॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *bahirvāsa*—vestimenta; *sārvabhauma-pāśa*—aos cuidados de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *dila*—entregou; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *sei*—aquele; *vastra*—pano; *rājāre*—ao rei; *pāṭhā'la*—enviou.", "translation": "**Assim, Nityānanda Prabhu entregou o pano usado aos cuidados de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya o enviou ao rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/38/", "verse_text": "vastra pāñā rājāra haila ānandita mana\nprabhu-rūpa kari' kare vastrera pūjana", "devanagari": "> বস্ত্র পাঞা রাজার হৈল আনন্দিত মন ।\n> প্রভুরূপ করি’ করে বস্ত্রের পূজন ॥৩৮॥", "synonyms": "*vastra pāñā*—recebendo aquele pano; *rājāra*—do rei; *haila*—houve; *ānandita mana*—mente muito feliz; *prabhu-rūpa kari'*—aceitando-o como o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—executa; *vastrera*—do pano; *pūjana*—adoração.", "translation": "**Quando o rei recebeu o pano usado, começou a adorá-lo exatamente como adoraria o próprio Senhor em pessoa.**", "purport": "Esta é também a conclusão dos preceitos védicos. Visto que a Suprema Personalidade de Deus é a Verdade Absoluta, tudo o que se relaciona com Ele está igualmente no mesmo plano. O rei tinha grande afeição por Śrī Caitanya Mahāprabhu e, embora não tivesse visto o Senhor, já havia, não obstante, alcançado a conclusão do serviço devocional. Imediatamente ao receber o pano de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, o rei começou a adorá-lo, aceitando-o como Śrī Caitanya Mahāprabhu. A roupa, o leito, as sandálias e tudo o que é exigido como necessidade comum do Senhor são todos transformações de Śeṣa, Viṣṇu, a expansão de Śrī Baladeva. Assim, o pano e os demais apetrechos da Suprema Personalidade de Deus nada mais são que outras formas da Suprema Personalidade de Deus. Tudo o que está ligado ao Senhor é digno de adoração. Śrī Caitanya Mahāprabhu nos ensina que, assim como Kṛṣṇa é digno de adoração, o lugar de Kṛṣṇa, Vṛndāvana, também é digno de adoração. E, assim como Vṛndāvana é digno de adoração, do mesmo modo os apetrechos de Vṛndāvana—as árvores, as estradas, o rio, tudo—são dignos de adoração. Por isso, um devoto puro canta, jaya jaya vṛndāvana-vāsī yata jana: \"Todas as glórias aos residentes de Vṛndāvana.\" Se um devoto tiver uma firme atitude devocional, todas essas conclusões serão despertadas ou reveladas dentro do coração.\n\nyasya deve parā bhaktir\nyathā deve tathā gurau\ntasyaite kathitā hy arthāḥ\nprakāśante mahātmanaḥ\n\n\"Somente àquelas grandes almas que têm fé implícita tanto no Senhor quanto no mestre espiritual é que todos os significados do conhecimento védico se revelam automaticamente.\" (Śvetāśvatara Upaniṣad 6.23)\n\nAssim, seguindo as pegadas de Mahārāja Pratāparudra e de outros devotos, devemos aprender a adorar tudo o que pertence à Suprema Personalidade de Deus. O Senhor Śiva refere-se a isso como tadīyānām. No *Padma Purāṇa* afirma-se:\n\nārādhanānāṁ sarveṣāṁ\nviṣṇor ārādhanaṁ param\ntasmāt parataraṁ devi\ntadīyānāṁ samarcanam\n\n\"Ó Devī, o mais elevado sistema de adoração é a adoração ao Senhor Viṣṇu. Maior do que isso é a adoração a tadīya, ou a tudo o que pertence a Viṣṇu.\" Śrī Viṣṇu é sac-cid-ānanda-vigraha. De modo semelhante, o mais íntimo servidor de Kṛṣṇa, o mestre espiritual, e todos os devotos de Viṣṇu são tadīya. O sac-cid-ānanda-vigraha, o guru, os vaiṣṇavas e as coisas por eles usadas devem ser considerados tadīya e, sem dúvida, dignos de adoração por todos os seres vivos."}
{"ref": "cc/madhya/12/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/39/", "verse_text": "rāmānanda rāya yabe 'dakṣiṇa' haite āilā\nprabhu-saṅge rahite rājāke nivedilā", "devanagari": "> রামানন্দ রায় যবে ‘দক্ষিণ’ হৈতে আইলা ।\n> প্রভুসঙ্গে রহিতে রাজাকে নিবেদিলা ॥৩৯॥", "synonyms": "*rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *yabe*—quando; *dakṣiṇa*—do sul da Índia; *haite*—de; *āilā*—retornou; *prabhu-saṅge*—com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahite*—permanecer; *rājāke*—ao rei; *nivedilā*—solicitou.", "translation": "**Após retornar de seu serviço no sul da Índia, Rāmānanda Rāya solicitou ao rei que lhe permitisse permanecer com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/40/", "verse_text": "tabe rājā santoṣe tāṅhāre ājñā dilā\nāpani milana lāgi' sādhite lāgilā", "devanagari": "> তবে রাজা সন্তোষে তাঁহারে আজ্ঞা দিলা ।\n> আপনি মিলন লাগি’ সাধিতে লাগিলা ॥৪০॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *rājā*—o rei; *santoṣe*—com grande satisfação; *tāṅhāre*—a Rāmānanda Rāya; *ājñā dilā*—deu a ordem; *āpani*—pessoalmente; *milana lāgi'*—para encontrar-se; *sādhite lāgilā*—começou a solicitar.", "translation": "**Quando Rāmānanda Rāya pediu ao rei que lhe permitisse ficar com o Senhor, o rei imediatamente lhe concedeu permissão com grande satisfação. Quanto a si próprio, o rei começou a solicitar a Rāmānanda Rāya que providenciasse um encontro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/41/", "verse_text": "mahāprabhu mahā-kṛpā karena tomāre\nmore milibāre avaśya sādhibe tāṅhāre", "devanagari": "> মহাপ্রভু মহাকৃপা করেন তোমারে ।\n> মোরে মিলিবারে অবশ্য সাধিবে তাঁহারে ॥৪১॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-kṛpā*—grande misericórdia; *karena*—faz; *tomāre*—a ti; *more*—a mim; *milibāre*—para encontrar; *avaśya*—certamente; *sādhibe*—deves solicitar; *tāṅhāre*—a Ele.", "translation": "**O rei disse a Rāmānanda Rāya: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu é muito, muito misericordioso contigo. Portanto, por favor, solicita sem falta meu encontro com Ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/42/", "verse_text": "eka-saṅge dui jana kṣetre yabe āilā\nrāmānanda rāya tabe prabhure mililā", "devanagari": "> একসঙ্গে দুই জন ক্ষেত্রে যবে আইলা ।\n> রামানন্দ রায় তবে প্ৰভুরে মিলিলা ॥৪২॥", "synonyms": "*eka-saṅge*—juntos; *dui jana*—essas duas pessoas; *kṣetre*—a Jagannātha-kṣetra (Jagannātha Purī); *yabe*—quando; *āilā*—retornaram; *rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *tabe*—naquele momento; *prabhure*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā*—encontrou-se.", "translation": "**O rei e Rāmānanda Rāya retornaram juntos a Jagannātha-kṣetra [Purī], e Śrī Rāmānanda Rāya encontrou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/43/", "verse_text": "prabhu-pade prema-bhakti jānāila rājāra\nprasaṅga pāñā aiche kahe bāra-bāra", "devanagari": "> প্রভুপদে প্রেমভক্তি জানাইল রাজার ।\n> প্রসঙ্গ পাঞা ঐছে কহে বারবার ॥৪৩॥", "synonyms": "*prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor; *prema-bhakti*—amor extático; *jānāila*—informou; *rājāra*—do rei; *prasaṅga*—conversa; *pāñā*—obtendo; *aiche*—assim; *kahe*—diz; *bāra-bāra*—repetidamente.", "translation": "**Naquele momento, Rāmānanda Rāya informou Śrī Caitanya Mahāprabhu acerca do amor extático do rei. De fato, tão logo surgisse alguma oportunidade, ele informava repetidamente o Senhor sobre o rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/44/", "verse_text": "rāja-mantrī rāmānanda-vyavahāre nipuṇa\nrāja-prīti kahi' dravāila prabhura mana", "devanagari": "> রাজমন্ত্রী রামানন্দ — ব্যবহারে নিপুণ ।\n> রাজপ্রীতি কহি’ দ্রবাইল প্ৰভুর মন ॥৪৪॥", "synonyms": "*rāja-mantrī*—ministro diplomático; *rāmānanda*—Śrī Rāmānanda Rāya; *vyavahāre*—no comportamento geral; *nipuṇa*—muito perito; *rāja-prīti*—o amor do rei por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahi'*—descrevendo; *dravāila*—abrandou; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya era, de fato, um ministro diplomático do rei. Seu comportamento geral era muito perito, e, simplesmente descrevendo o amor do rei por Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele gradualmente abrandou a mente do Senhor.**", "purport": "Um diplomata no mundo material sabe como lidar com as pessoas, especialmente em assuntos políticos. Alguns dos grandes devotos do Senhor—como Rāmānanda Rāya, Raghunātha dāsa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī—eram funcionários do governo e tinham um histórico de vida de chefe de família muito opulenta. Por conseguinte, sabiam como lidar com as pessoas. Em muitos casos vimos a diplomacia de Rūpa Gosvāmī, Raghunātha dāsa Gosvāmī e Rāmānanda Rāya empregada no serviço ao Senhor. Quando o pai e o tio de Raghunātha dāsa Gosvāmī estavam para ser presos por funcionários do governo, Raghunātha dāsa Gosvāmī os escondeu e foi pessoalmente encontrar os funcionários do governo, resolvendo o assunto diplomaticamente. Esse é apenas um exemplo. De modo semelhante, Sanātana Gosvāmī, após renunciar a seu cargo de ministro, foi lançado na prisão, e subornou o atendente da prisão para que pudesse escapar das garras do Nawab e viver com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Agora vemos Rāmānanda Rāya, um devoto muito íntimo do Senhor, abrandar diplomaticamente o coração de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a despeito do fato de o Senhor ter decidido definitivamente não encontrar o rei. A diplomacia de Rāmānanda Rāya e as súplicas de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e de todos os demais grandes devotos tiveram êxito. A conclusão é que a diplomacia usada para o serviço ao Senhor é uma forma de serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/12/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/45/", "verse_text": "utkaṇṭhāte pratāparudra nāre rahibāre\nrāmānanda sādhilena prabhure milibāre", "devanagari": "> উত্কণ্ঠাতে প্ৰতাপরুদ্র নারে রহিবারে ।\n> রামানন্দ সাধিলেন প্ৰভুরে মিলিবারে ॥৪৫॥", "synonyms": "*utkaṇṭhāte*—em grande ansiedade; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *nāre rahibāre*—não conseguia permanecer; *rāmānanda*—Śrī Rāmānanda Rāya; *sādhilena*—solicitou; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milibāre*—encontrar-se.", "translation": "**Mahārāja Pratāparudra, em grande ansiedade, não suportava ficar sem ver o Senhor; portanto, Śrī Rāmānanda Rāya, por sua diplomacia, providenciou um encontro do rei com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/46/", "verse_text": "rāmānanda prabhu-pāya kaila nivedana\neka-bāra pratāparudre dekhāha caraṇa", "devanagari": "> রামানন্দ প্ৰভু-পায় কৈল নিবেদন ।\n> একবার প্রতাপরুদ্রে দেখাহ চরণ ॥৪৬॥", "synonyms": "*rāmānanda*—Rāmānanda; *prabhu-pāya*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *nivedana*—pedido; *eka-bāra*—uma única vez; *pratāparudre*—a Mahārāja Pratāparudra; *dekhāha*—mostra; *caraṇa*—Teus pés de lótus.", "translation": "**Śrī Rāmānanda Rāya pediu francamente a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Por favor, mostra Teus pés de lótus ao rei pelo menos uma vez.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/47/", "verse_text": "prabhu kahe,—rāmānanda, kaha vicāriyā\nrājāke milite yuyāya sannyāsī hañā?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — রামানন্দ, কহ বিচারিয়া ।\n> রাজাকে মিলিতে যুয়ায় সন্ন্যাসী হঞা ? ॥ ৪৭ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *rāmānanda*—Meu querido Rāmānanda; *kaha*—por favor, pede-Me; *vicāriyā*—após a devida consideração; *rājāke*—o rei; *milite*—encontrar; *yuyāya*—é apropriado; *sannyāsī*—na ordem de vida renunciada; *hañā*—sendo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Meu querido Rāmānanda, deves fazer este pedido após considerar devidamente se é apropriado que um sannyāsī encontre um rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/48/", "verse_text": "rājāra milane bhikṣukera dui loka nāśa\nparaloka rahu, loke kare upahāsa", "devanagari": "> রাজার মিলনে ভিক্ষুকের দুই লোক নাশ ।\n> পরলোক রহু, লোকে করে উপহাস ॥৪৮॥", "synonyms": "*rājāra milane*—por encontrar-se com um rei; *bhikṣukera*—do mendicante; *dui loka*—em dois mundos; *nāśa*—destruição; *para-loka*—o mundo espiritual; *rahu*—que se deixe de lado; *loke*—neste mundo material; *kare*—fazem; *upahāsa*—zombaria.", "translation": "**\"Se um mendicante encontra um rei, este mundo e o próximo ficam ambos destruídos para o mendicante. De fato, o que dizer do próximo mundo? Neste mundo, as pessoas zombarão se um sannyāsī encontrar um rei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/49/", "verse_text": "rāmānanda kahe,-tumi īśvara svatantra\n\nkāre tomāra bhaya, tumi naha paratantra", "devanagari": "> রামানন্দ কহে, — তুমি ঈশ্বর স্বতন্ত্র ।\n> কারে তোমার ভয়, তুমি নহ পরতন্ত্র ॥৪৯॥", "synonyms": "*rāmānanda kahe*—Rāmānanda disse; *tumi*—Tu; *īśvara*—o Senhor Supremo; *svatantra*—independente; *kāre tomāra bhaya*—por que deverias temer alguém; *tumi naha*—Tu não és; *para-tantra*—dependente.", "translation": "**Rāmānanda Rāya respondeu: \"Meu Senhor, Tu és a personalidade suprema e independente. Não tens nada a temer de ninguém, pois não dependes de ninguém.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/50/", "verse_text": "prabhu kahe,-āmi manuṣya āśrame sannyāsī\n\nkāya-mano-vākye vyavahāre bhaya vāsi", "devanagari": "> প্রভু কহে, — আমি মনুষ্য আশ্রমে সন্ন্যাসী ।\n> কায়মনোবাক্যে ব্যবহারে ভয় বাসি ॥৫০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *āmi manuṣya*—sou um ser humano; *āśrame*—na ordem social; *sannyāsī*—uma pessoa renunciante; *kāya-manaḥ-vākye*—com Meu corpo, mente e palavras; *vyavahāre*—nos tratos gerais; *bhaya*—temor; *vāsi*—tenho.", "translation": "**Quando Rāmānanda Rāya dirigiu-se a Śrī Caitanya Mahāprabhu como a Suprema Personalidade de Deus, Caitanya Mahāprabhu objetou, dizendo: \"Não sou a Suprema Personalidade de Deus, mas um ser humano comum. Portanto, devo temer a opinião pública de três maneiras – com Meu corpo, Minha mente e Minhas palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/51/", "verse_text": "śukla-vastre masi-bindu yaiche nā lukāya\n\nsannyāsīra alpa chidra sarva-loke gāya", "devanagari": "> শুক্লবস্ত্রে মসি-বিন্দু যৈছে না লুকায় ।\n> সন্ন্যাসীর অল্প ছিদ্র সর্বলোকে গায় ॥৫১॥", "synonyms": "*śukla-vastre*—num pano branco; *masi-bindu*—uma mancha de tinta; *yaiche*—assim como; *nā*—não; *lukāya*—fica oculta; *sannyāsīra*—de um sannyāsī; *alpa*—um pequeníssimo; *chidra*—defeito; *sarva-loke*—o público em geral; *gāya*—propaga.", "translation": "**\"Tão logo o público em geral encontra um pequeno defeito no comportamento de um sannyāsī, ele o propaga como fogo selvagem. Uma mancha negra de tinta não pode ser ocultada num pano branco. Ela sempre se destaca muito.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/52/", "verse_text": "rāya kahe,-kata pāpīra kariyācha avyāhati\n\nīśvara-sevaka tomāra bhakta gajapati", "devanagari": "> রায় কহে, — কত পাপীর করিয়াছ অব্যাহতি ।\n> ঈশ্বর-সেবক তোমার ভক্ত গজপতি ॥৫২॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya respondeu; *kata pāpīra*—de inúmeras pessoas pecaminosas; *kariyācha*—realizaste; *avyāhati*—libertação; *īśvara-sevaka*—um servidor do Senhor; *tomāra*—Teu; *bhakta*—devoto; *gajapati*—o rei.", "translation": "**Rāmānanda Rāya respondeu: \"Meu querido Senhor, libertaste tantas pessoas pecaminosas. Este rei Pratāparudra, o rei de Orissa, é de fato um servidor do Senhor e Teu devoto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/53/", "verse_text": "prabhu kahe,-pūrṇa yaiche dugdhera kalasa\n\nsurā-bindu-pāte keha nā kare paraśa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — পূর্ণ যৈছে দুগ্ধের কলস  ।\n> সুরাবিন্দু-পাতে কেহ না করে পরশ ॥৫৩॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *pūrṇa*—completamente cheio; *yaiche*—assim como; *dugdhera*—de leite; *kalasa*—recipiente; *surā-bindu-pāte*—com apenas uma gota de licor; *keha*—ninguém; *nā kare*—não faz; *paraśa*—toque.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Pode haver muito leite num grande pote, mas, se ele for contaminado por uma gota de licor, torna-se intocável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/54/", "verse_text": "yadyapi pratāparudra-sarva-guṇavān\n\ntāṅhāre malina kaila eka 'rājā'-nāma", "devanagari": "> যদ্যপি প্রতাপরুদ্র — সর্বগুণবান্  ।\n> তাঁহারে মলিন কৈল এক ‘রাজা’-নাম ॥৫৪॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *pratāparudra*—o rei; *sarva-guṇa-vān*—qualificado em todos os aspectos; *tāṅhāre*—a ele; *malina kaila*—torna impuro; *eka*—um; *rāja-nāma*—o nome \"rei\".", "translation": "**\"O rei certamente possui todas as boas qualidades, mas, simplesmente por assumir o nome 'rei', ele contaminou tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/55/", "verse_text": "tathāpi tomāra yadi mahāgraha haya\n\ntabe āni' milāha tumi tāṅhāra tanaya", "devanagari": "> তথাপি তোমার যদি মহাগ্রহ হয় ।\n> তবে আনি’ মিলাহ তুমি তাঁহার তনয় ॥৫৫॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *tomāra*—tua; *yadi*—se; *mahā-āgraha*—grande ânsia; *haya*—há; *tabe*—então; *āni'*—trazendo; *milāha*—faze encontrar; *tumi*—tu; *tāṅhāra*—seu; *tanaya*—filho.", "translation": "**\"Mas, se ainda estás muito ansioso para que o rei Me encontre, traze primeiro o filho dele para Me ver.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/56/", "verse_text": "''ātmā vai jāyate putraḥ''-ei śāstra-vāṇī\n\nputrera milane yena milibe āpani", "devanagari": "> “আত্মা বৈ জায়তে পুত্রঃ” — এই শাস্ত্রবাণী ।\n> পুত্রের মিলনে যেন মিলিবে আপনি ॥৫৬॥", "synonyms": "*ātmā vai jāyate putraḥ*—seu próprio eu aparece como o filho; *ei*—esta; *śāstra-vāṇī*—a indicação das escrituras reveladas; *putrera milane*—ao encontrar o filho; *yena*—como se; *milibe*—ele encontrará; *āpani*—pessoalmente.", "translation": "**\"Indica-se nas escrituras reveladas que o filho representa o pai; portanto, o encontro do filho coMigo seria tão bom quanto o encontro do rei coMigo.\"**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.78.36), afirma-se: ātmā vai putra utpanna iti vedānuśāsanam. Os *Vedas* prescrevem que alguém nasce como seu próprio filho. O filho não é diferente do pai, e isso é admitido em toda escritura revelada. Na teologia cristã, acredita-se que Cristo, o filho de Deus, também é Deus. Ambos são idênticos."}
{"ref": "cc/madhya/12/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/57/", "verse_text": "tabe rāya yāi' saba rājāre kahilā\n\nprabhura ājñāya tāṅra putra lañā āilā", "devanagari": "> তবে রায় যাই’ সব রাজারে কহিলা ।\n> প্রভুর আজ্ঞায় তাঁর পুত্র লঞা আইলা ॥৫৭॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *yāi'*—indo; *saba*—tudo; *rājāre*—ao rei; *kahilā*—descreveu; *prabhura ājñāya*—sob a ordem do Senhor; *tāṅra putra*—seu filho; *lañā āilā*—trouxe consigo.", "translation": "**Rāmānanda Rāya foi então informar ao rei sobre suas conversas com Śrī Caitanya Mahāprabhu e, seguindo as ordens do Senhor, trouxe o filho do rei para vê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/58/", "verse_text": "sundara, rājāra putra-śyāmala-varaṇa\n\nkiśora vayasa, dīrgha kamala-nayana", "devanagari": "> সুন্দর, রাজার পুত্র — শ্যামল-বরণ ।\n> কিশোর বয়স, দীর্ঘ কমলনয়ন ॥৫৮॥", "synonyms": "*sundara*—belo; *rājāra putra*—o filho do rei; *śyāmala-varaṇa*—tez enegrecida; *kiśora vayasa*—a idade que precede a juventude; *dīrgha*—grandes; *kamala-nayana*—olhos de lótus.", "translation": "**O príncipe, justo ao entrar na juventude, era muito belo. Tinha tez enegrecida e grandes olhos de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/59/", "verse_text": "pītāmbara, dhare aṅge ratna-ābharaṇa\n\nśrī-kṛṣṇa-smaraṇe teṅha hailā 'uddīpana'", "devanagari": "> পীতাম্বর, ধরে অঙ্গে রত্ন-আভরণ  ।\n> শ্রীকৃষ্ণ-স্মরণে তেঁহ হৈলা ‘উদ্দীপন’ ॥৫৯॥", "synonyms": "*pīta-ambara*—vestido com pano amarelo; *dhare*—usa; *aṅge*—no corpo; *ratna-ābharaṇa*—ornamentos de joias; *śrī-kṛṣṇa-smaraṇe*—para lembrar-se de Śrī Kṛṣṇa; *teṅha*—ele; *hailā*—era; *uddīpana*—estímulo.", "translation": "**O príncipe estava vestido com pano amarelo, e havia ornamentos enfeitados de joias decorando seu corpo. Portanto, qualquer um que o visse se lembraria do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/60/", "verse_text": "tāṅre dekhi, mahāprabhura kṛṣṇa-smṛti haila\n\npremāveśe tāṅre mili' kahite lāgila", "devanagari": "> তাঁরে দেখি, মহাপ্রভুর কৃষ্ণস্মৃতি হৈল  ।\n> প্রেমাবেশে তাঁরে মিলি’ কহিতে লাগিল ॥৬০॥", "synonyms": "*tāṅre dekhi*—ao vê-lo; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-smṛti*—lembrança de Kṛṣṇa; *haila*—houve; *prema-āveśe*—em amor extático; *tāṅre*—ele; *mili'*—encontrando; *kahite lāgila*—começou a dizer.", "translation": "**Ao ver o menino, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente lembrou-se de Kṛṣṇa. Encontrando o menino em amor extático, o Senhor começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/61/", "verse_text": "ei-mahā-bhāgavata, yāṅhāra darśane\n\nvrajendra-nandana-smṛti haya sarva-jane", "devanagari": "> এই — মহাভাগবত, যাঁহার দর্শনে  ।\n> ব্রজেন্দ্রনন্দন-স্মৃতি হয় সর্বজনে ॥৬১॥", "synonyms": "*ei*—aqui está; *mahā-bhāgavata*—um devoto de primeira classe; *yāṅhāra darśane*—ao ver quem; *vrajendra-nandana*—do filho do rei de Vraja; *smṛti*—lembrança; *haya*—torna-se; *sarva-jane*—para todos.", "translation": "**\"Aqui está um grande devoto\", disse Śrī Caitanya Mahāprabhu. \"Ao vê-lo, todos podem lembrar-se da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda.\"**", "purport": "Em seu Anubhāṣya, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que um materialista erroneamente aceita o corpo e a mente como a fonte do desfrute material. Em outras palavras, um materialista aceita a concepção corpórea de vida. Śrī Caitanya Mahāprabhu não considerou o filho de Mahārāja Pratāparudra com a ideia de que ele fosse um materialista, por ser o filho de um materialista. Tampouco considerou a Si mesmo o desfrutador. Os filósofos māyāvādīs cometem um grande erro ao supor que o sac-cid-ānanda-vigraha, a forma transcendental do Senhor, seja como um corpo material. Contudo, não há contaminação material na transcendência, nem há qualquer possibilidade de imaginar uma espiritualidade na matéria. Não se pode aceitar a matéria como espírito. Conforme indicam as palavras técnicas bhauma ijya-dhīḥ (Bhāg. 10.84.13), os māyāvādīs materialistas imaginam a forma de Deus na matéria, embora, segundo sua imaginação, Deus seja ilimitadamente desprovido de forma. Isso é simples especulação mental. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu seja a Suprema Personalidade de Deus, Ele Se colocou na posição de uma gopī. Ele também aceitou o filho do rei diretamente como o filho de Mahārāja Nanda, Vrajendra-nandana Hari. Esta é a visão perfeita segundo a orientação da cultura Védica, como se confirma no Śrīmad *Bhagavad-gītā* (paṇḍitāḥ sama-darśinaḥ). Tal aceitação da Verdade Absoluta segundo a filosofia vaiṣṇava explica-se tanto na Muṇḍaka Upaniṣad (3.2.3) quanto na Kaṭha Upaniṣad (1.2.23) com as seguintes palavras:\n\nnāyam ātmā pravacanena labhyo\nna medhayā na bahunā śrutena\nyam evaiṣa vṛṇute tena labhyas\ntasyaiṣa ātmā vivṛṇute tanūṁ svām\n\n\"O Senhor Supremo não é obtido por explicações eruditas, por vasta inteligência, nem mesmo por muito ouvir. Ele é obtido somente por aquele a quem Ele próprio escolhe. A tal pessoa Ele manifesta Sua própria forma.\"\n\nA entidade viva está enredada na existência material devido à sua falta dessa visão espiritual. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura cantou em seu Kalyāṇa-kalpataru: saṁsāre āsiyā prakṛti bhajiyā 'puruṣa' abhimāne mari. Quando a entidade viva vem ao mundo material, ela se julga o desfrutador. Assim, ela se enreda cada vez mais."}
{"ref": "cc/madhya/12/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/62/", "verse_text": "kṛtārtha ha-ilāṅa āmi iṅhāra daraśane\n\neta bali' punaḥ tāre kaila āliṅgane", "devanagari": "> কৃতার্থ হইলাঙ আমি ইঁহার দরশনে ।\n> এত বলি’ পুনঃ তারে কৈল আলিঙ্গনে ॥৬২॥", "synonyms": "*kṛta-artha ha-ilāṅa*—fiquei muito obrigado; *āmi*—Eu; *iṅhāra*—deste menino; *daraśane*—ao ver; *eta bali'*—dizendo isto; *punaḥ*—novamente; *tāre*—a ele; *kaila*—fez; *āliṅgane*—abraço.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Fiquei muito obrigado simplesmente por ver este menino.\" Após dizer isto, o Senhor novamente abraçou o príncipe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/63/", "verse_text": "prabhu-sparśe rāja-putrera haila premāveśa\n\nsveda, kampa, aśru, stambha, pulaka viśeṣa", "devanagari": "> প্রভুস্পর্শে রাজপুত্রের হৈল প্রেমাবেশ ।\n> স্বেদ, কম্প, অশ্রু, স্তম্ভ, পুলক বিশেষ ॥৬৩॥", "synonyms": "*prabhu-sparśe*—por ser tocado pelo Senhor; *rāja-putrera*—do filho do rei; *haila*—houve; *prema-āveśa*—amor extático; *sveda*—transpiração; *kampa*—tremor; *aśru*—lágrimas; *stambha*—estar atônito; *pulaka*—júbilo; *viśeṣa*—especificamente.", "translation": "**Tão logo o príncipe foi tocado pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, sintomas de amor extático imediatamente se manifestaram em seu corpo. Esses sintomas incluíam transpiração, tremor, lágrimas, estado atônito e júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/64/", "verse_text": "'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahe, nāce, karaye rodana\n\ntāṅra bhāgya dekhi' ślāghā kare bhakta-gaṇa", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহে, নাচে, করয়ে রোদন ।\n> তাঁর ভাগ্য দেখি’ শ্লাঘা করে ভক্তগণ ॥৬৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kṛṣṇa*—ó Kṛṣṇa, ó Kṛṣṇa; *kahe*—canta; *nāce*—dança; *karaye*—faz; *rodana*—choro; *tāṅra*—sua; *bhāgya*—fortuna; *dekhi'*—vendo; *ślāghā*—louvor; *kare*—fazem; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**O menino começou a chorar e a dançar, e cantou: \"Kṛṣṇa! Kṛṣṇa!\" Ao verem seus sintomas corpóreos e seu cantar e dançar, todos os devotos louvaram-no por sua grande fortuna espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/65/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre dhairya karāila\n\nnitya āsi' āmāya miliha-ei ājñā dila", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে ধৈর্য করাইল ।\n> নিত্য আসি’ আমায় মিলিহ — এই আজ্ঞা দিল ॥৬৫॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—o menino; *dhairya*—paciente; *karāila*—fez ficar; *nitya*—diariamente; *āsi'*—vindo; *āmāya*—coMigo; *miliha*—encontra-te; *ei ājñā*—esta ordem; *dila*—deu.", "translation": "**Naquele momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu acalmou o jovem e ordenou-lhe que viesse ali diariamente para encontrar-se com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/66/", "verse_text": "vidāya hañā rāya āila rāja-putre lañā\n\nrājā sukha pāila putrera ceṣṭā dekhiyā", "devanagari": "> বিদায় হঞা রায় আইল রাজপুত্রে লঞা ।\n> রাজা সুখ পাইল পুত্রের চেষ্টা দেখিয়া ॥৬৬॥", "synonyms": "*vidāya hañā*—despedindo-se; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *āila*—retornou; *rāja-putre lañā*—levando o filho do rei; *rājā*—o rei; *sukha pāila*—sentiu grande felicidade; *putrera*—de seu filho; *ceṣṭā*—atividades; *dekhiyā*—vendo.", "translation": "**Rāmānanda Rāya e o menino partiram então de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Rāmānanda levou o menino de volta ao palácio do Rei. O Rei ficou muito contente ao ouvir sobre as atividades de seu filho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/67/", "verse_text": "putre āliṅgana kari' premāviṣṭa hailā\n\nsākṣāt paraśa yena mahāprabhura pāilā", "devanagari": "> পুত্রে আলিঙ্গন করি’ প্রেমাবিষ্ট হৈলা ।\n> সাক্ষাৎ পরশ যেন মহাপ্রভুর পাইলা ॥৬৭॥", "synonyms": "*putre*—seu filho; *āliṅgana*—abraçando; *kari'*—fazendo; *prema-āviṣṭa hailā*—ficou extático; *sākṣāt*—diretamente; *paraśa*—toque; *yena*—como se; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāilā*—obteve.", "translation": "**Apenas por abraçar seu filho, o rei encheu-se de amor extático, como se tivesse tocado diretamente Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/68/", "verse_text": "sei haite bhāgyavān rājāra nandana\n\nprabhu-bhakta-gaṇa-madhye hailā eka-jana", "devanagari": "> সেই হৈতে ভাগ্যবান্ রাজার নন্দন ।\n> প্রভুভক্তগণ-মধ্যে হৈলা একজন ॥৬৮॥", "synonyms": "*sei haite*—a partir daquele dia; *bhāgyavān*—o mais afortunado; *rājāra nandana*—o filho do rei; *prabhu-bhakta-gaṇa-madhye*—entre os devotos íntimos do Senhor; *hailā*—tornou-se; *eka-jana*—um deles.", "translation": "**Daquele dia em diante, o afortunado príncipe foi um dos devotos mais íntimos do Senhor.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Prabodhānanda Sarasvatī escreve: yat-kāruṇya-kaṭākṣa-vaibhava-vatām. Se Śrī Caitanya Mahāprabhu simplesmente olhasse para alguém por um instante, essa pessoa imediatamente se transformava em um dos devotos mais confidenciais do Senhor. O príncipe viu o Senhor pela primeira vez, mas, pela misericórdia do Senhor, o menino imediatamente se tornou um devoto da mais elevada categoria. Isso não ocorreu em teoria, mas na prática. Não podemos aplicar a fórmula nagna-mātṛkā-nyāya. Esta afirma que, se a mãe de alguém esteve nua em sua infância, ela deve continuar a permanecer nua, mesmo tendo se tornado mãe de tantos filhos. Se uma pessoa é realmente abençoada pela misericórdia do Senhor, ela pode imediatamente se tornar um devoto da mais elevada categoria do Senhor. A lógica de nagna-mātṛkā afirma que, se uma pessoa não se elevou em tal e tal data, ela não pode tornar-se um devoto exaltado da noite para o dia, por assim dizer. Esta instância específica oferece prova que contradiz tal teoria. No dia anterior, o menino era simplesmente um príncipe comum, e no dia seguinte foi contado como um dos devotos da mais elevada categoria do Senhor. Tudo isso se tornou possível pela misericórdia imotivada do Senhor. O Senhor é onipotente, todo-poderoso e onipotente, e pode agir como Lhe aprouver."}
{"ref": "cc/madhya/12/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/69/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu bhakta-gaṇa-saṅge\n\nnirantara krīḍā kare saṅkīrtana-raṅge", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> নিরন্তর ক্রীড়া করে সংকীর্তন-রঙ্গে ॥৬৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-saṅge*—na companhia de Seus devotos puros; *nirantara*—constantemente; *krīḍā kare*—realiza passatempos; *saṅkīrtana-raṅge*—no decorrer de Seu movimento de saṅkīrtana.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu age na companhia de Seus devotos puros, realizando Seus passatempos e difundindo o movimento de saṅkīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/70/", "verse_text": "ācāryādi bhakta kare prabhure nimantraṇa\n\ntāhāṅ tāhāṅ bhikṣā kare lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> আচার্যাদি ভক্ত করে প্রভুরে নিমন্ত্রণ ।\n> তাহাঁ তাহাঁ ভিক্ষা করে লঞা ভক্তগণ ॥৭০॥", "synonyms": "*ācārya-ādi*—encabeçados por Advaita Ācārya; *bhakta*—devotos; *kare*—fazem; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite; *tāhāṅ tāhāṅ*—aqui e ali; *bhikṣā kare*—toma Seu almoço; *lañā*—levando; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Alguns dos devotos proeminentes, como Advaita Ācārya, costumavam convidar Śrī Caitanya Mahāprabhu a tomar Suas refeições em suas casas. O Senhor aceitava tais convites acompanhado de Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/71/", "verse_text": "ei-mata nānā raṅge dina kata gela\n\njagannāthera ratha-yātrā nikaṭa ha-ila", "devanagari": "> এইমত নানা রঙ্গে দিন কত গেল ।\n> জগন্নাথের রথযাত্রা নিকট হইল ॥৭১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nānā raṅge*—em grande júbilo; *dina kata*—alguns dias; *gela*—passaram; *jagannāthera*—do Senhor Śrī Jagannātha; *ratha-yātrā*—o festival dos carros; *nikaṭa ha-ila*—aproximou-se.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor passou alguns dias em grande júbilo. Então o festival dos carros do Senhor Jagannātha se aproximou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/72/", "verse_text": "prathamei kāśī-miśre prabhu bolāila\n\npaḍichā-pātra, sārvabhaume bolāñā ānila", "devanagari": "> প্রথমেই কাশীমিশ্রে প্রভু বোলাইল ।\n> পড়িছা-পাত্র, সার্বভৌমে বোলাঞা আনিল ॥৭২॥", "synonyms": "*prathamei*—no início; *kāśī-miśre*—Kāśī Miśra; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bolāila*—chamou; *paḍichā-pātra*—o superintendente do templo; *sārvabhaume*—de nome; *bolāñā*—chamando; *ānila*—trouxe.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu primeiramente chamou Kāśī Miśra, depois o superintendente do templo e, em seguida, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/73/", "verse_text": "tina-jana-pāśe prabhu hāsiyā kahila\n\nguṇḍicā-mandira-mārjana-sevā māgi' nila", "devanagari": "> তিনজন-পাশে প্রভু হাসিয়া কহিল ।\n> গুণ্ডিচা-মন্দির-মার্জন-সেবা মাগি’ নিল ॥৭৩॥", "synonyms": "*tina-jana-pāśe*—na presença das três pessoas; *prabhu*—o Senhor; *hāsiyā*—sorrindo; *kahila*—disse; *guṇḍicā-mandira-mārjana*—de lavar o templo conhecido como Guṇḍicā; *sevā*—serviço; *māgi' nila*—obteve mediante pedido.", "translation": "**Quando essas três pessoas se apresentaram diante do Senhor, Ele lhes implorou permissão para lavar o templo conhecido como Guṇḍicā.**", "purport": "O templo de Guṇḍicā situa-se a três quilômetros a nordeste do templo de Jagannātha. Por ocasião do festival de Ratha-yātrā, o Senhor Jagannātha vai de Seu templo original ao templo de Guṇḍicā e ali permanece por uma semana. Após uma semana, Ele retorna a Seu templo original. Sabe-se por tradição oral que a esposa de Indradyumna, o rei que estabeleceu o templo de Jagannātha, era conhecida como Guṇḍicā. Há também menção do nome do templo de Guṇḍicā em escritura autorizada. Estima-se que a área do templo de Guṇḍicā seja de 288 côvados por 215 côvados. O templo principal em seu interior tem cerca de 36 côvados por 30 côvados, e o salão de kīrtana tem 32 côvados por 30 côvados."}
{"ref": "cc/madhya/12/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/74/", "verse_text": "paḍichā kahe,-āmi-saba sevaka tomāra\n\nye tomāra icchā sei kartavya āmāra", "devanagari": "> পড়িছা কহে, — আমি-সব সেবক তোমার ।\n> যে তোমার ইচ্ছা সেই কর্তব্য আমার ॥৭৪॥", "synonyms": "*paḍichā kahe*—o superintendente disse; *āmi-saba*—somos todos; *sevaka tomāra*—Teus servos; *ye tomāra*—qualquer que seja Teu; *icchā*—desejo; *sei*—esse; *kartavya āmāra*—nosso dever.", "translation": "**Ao ouvir o pedido do Senhor para que lavassem o templo de Guṇḍicā, o paḍichā, o superintendente do templo, disse: \"Meu querido senhor, somos todos Teus servos. Tudo o que desejares é nosso dever cumprir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/75/", "verse_text": "viśeṣe rājāra ājñā hañāche āmāre\n\nprabhura ājñā yei, sei śīghra karibāre", "devanagari": "> বিশেষে রাজার আজ্ঞা হঞাছে আমারে ।\n> প্রভুর আজ্ঞা যেই, সেই শীঘ্র করিবারে ॥৭৫॥", "synonyms": "*viśeṣe*—especificamente; *rājāra*—do rei; *ājñā*—ordem; *hañāche*—há; *āmāre*—sobre mim; *prabhura*—de Tua Senhoria; *ājñā*—ordem; *yei*—qualquer que seja; *sei*—essa; *śīghra karibāre*—executar sem demora.", "translation": "**\"O rei deu-me uma ordem especial para que eu fizesse sem demora tudo o que Tua Senhoria ordenasse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/76/", "verse_text": "tomāra yogya sevā nahe mandira-mārjana\n\nei eka līlā kara, ye tomāra mana", "devanagari": "> তোমার যোগ্য সেবা নহে মন্দির-মার্জন ।\n> এই এক লীলা কর, যে তোমার মন ॥৭৬॥", "synonyms": "*tomāra*—de Ti; *yogya*—condizente; *sevā*—serviço; *nahe*—não é; *mandira-mārjana*—lavar o templo; *ei*—este; *eka*—um; *līlā*—passatempo; *kara*—realizas; *ye tomāra mana*—como Te apraz.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, lavar o templo não é serviço condizente conTigo. Não obstante, se desejares fazê-lo, isso deve ser aceito como um de Teus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/77/", "verse_text": "kintu ghaṭa, sammārjanī bahuta cāhiye\n\nājñā deha-āji saba ihāṅ āni diye", "devanagari": "> কিন্তু ঘট, সংমার্জনী বহুত চাহিয়ে ।\n> আজ্ঞা দেহ — আজি সব ইহাঁ আনি দিয়ে ॥৭৭॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *ghaṭa*—potes de água; *sammārjanī*—vassouras; *bahuta*—muitos; *cāhiye*—necessitas; *ājñā deha*—apenas ordena; *āji*—hoje mesmo; *saba*—tudo; *ihāṅ*—aqui; *āni diye*—eu trarei e entregarei.", "translation": "**\"Para lavar o templo, necessitas de muitos potes de água e vassouras. Portanto, ordena-me. Posso trazer-Te imediatamente todas essas coisas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/78/", "verse_text": "nūtana eka-śata ghaṭa, śata sammārjanī\n\npaḍichā āniyā dila prabhura icchā jāni'", "devanagari": "> নূতন একশত ঘট, শত সংমার্জনী ।\n> পড়িছা আনিয়া দিল প্রভুর ইচ্ছা জানি’ ॥৭৮॥", "synonyms": "*nūtana*—novos; *eka-śata*—cem; *ghaṭa*—potes de água; *śata*—cem; *sammārjanī*—vassouras; *paḍichā*—o superintendente; *āniyā*—trazendo; *dila*—entregou; *prabhura*—do Senhor; *icchā*—o desejo; *jāni'*—conhecendo.", "translation": "**Assim que o superintendente compreendeu o desejo do Senhor, imediatamente entregou cem potes de água novos e cem vassouras para varrer o templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/79/", "verse_text": "āra dine prabhāte lañā nija-gaṇa\n\nśrī-haste sabāra aṅge lepilā candana", "devanagari": "> আর দিনে প্রভাতে লঞা নিজগণ  ।\n> শ্রীহস্তে সবার অঙ্গে লেপিয়া চন্দন ॥৭৯॥", "synonyms": "*āra dine*—no dia seguinte; *prabhāte*—pela manhã; *lañā*—levando; *nija-gaṇa*—Seus devotos pessoais; *śrī-haste*—com Sua própria mão; *sabāra aṅge*—no corpo de cada um; *lepilā candana*—untou polpa de sândalo.", "translation": "**No dia seguinte, de manhã cedo, o Senhor levou consigo Seus associados pessoais e, com Sua própria mão, untou-lhes os corpos com polpa de sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/80/", "verse_text": "śrī-haste dila sabāre eka eka mārjanī\n\nsaba-gaṇa lañā prabhu calilā āpani", "devanagari": "> শ্রীহস্তে দিল সবারে এক এক মার্জনী  ।\n> সবগণ লঞা প্রভু চলিলা আপনি ॥৮০॥", "synonyms": "*śrī-haste*—com Sua própria mão; *dila*—entregou; *sabāre*—a cada um deles; *eka eka*—um a um; *mārjanī*—uma vassoura; *saba-gaṇa*—todos os associados; *lañā*—levando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—foi; *āpani*—pessoalmente.", "translation": "**Ele então deu a cada devoto uma vassoura com Sua própria mão e, levando todos pessoalmente conSigo, o Senhor dirigiu-se a Guṇḍicā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/81/", "verse_text": "guṇḍicā-mandire gelā karite mārjana\n\nprathame mārjanī lañā karila śodhana", "devanagari": "> গুণ্ডিচা মন্দিরে গেলা করিতে মার্জন ।\n> প্রথমে মার্জনী লঞা করিল শোধন ॥৮১॥", "synonyms": "*guṇḍicā-mandire*—ao templo conhecido como Guṇḍicā; *gelā*—foram; *karite*—para fazer; *mārjana*—a lavagem; *prathame*—em primeiro lugar; *mārjanī*—as vassouras; *lañā*—tomando; *karila*—fizeram; *śodhana*—a limpeza.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor e Seus associados dirigiram-se a limpar o templo de Guṇḍicā. A princípio, limparam o templo com as vassouras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/82/", "verse_text": "bhitara mandira upara,-sakala mājila\n\nsiṁhāsana māji' punaḥ sthāpana karila", "devanagari": "> ভিতর মন্দির উপর, — সকল মাজিল ।\n> সিংহাসন মাজি’ পুনঃ স্থাপন করিল ॥৮২॥", "synonyms": "*bhitara mandira*—do interior do templo; *upara*—o teto; *sakala mājila*—limpou tudo; *siṁhāsana*—o assento do Senhor; *māji'*—limpando; *punaḥ*—novamente; *sthāpana*—assentando; *karila*—fez.", "translation": "**O Senhor limpou muito bem tudo no interior do templo, inclusive o teto. Depois, retirou o assento [siṁhāsana], limpou-o e o recolocou em seu lugar original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/83/", "verse_text": "choṭa-baḍa-mandira kaila mārjana-śodhana\n\npāche taiche śodhila śrī-jagamohana", "devanagari": "> ছোট-বড়-মন্দির কৈল মার্জন-শোধন ।\n> পাছে তৈছে শোধিল শ্রীজগমোহন ॥৮৩॥", "synonyms": "*choṭa-baḍa-mandira*—todos os templos pequenos e grandes; *kaila*—fez; *mārjana-śodhana*—a devida limpeza; *pāche*—em seguida; *taiche*—da mesma maneira; *śodhila*—limpou; *śrī-jagamohana*—o lugar entre o templo original e o salão de kīrtana.", "translation": "**Assim, o Senhor e Seus companheiros limparam e varreram todas as edificações do templo, grandes e pequenas, e, por fim, limparam a área entre o templo e o salão de kīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/84/", "verse_text": "cāri-dike śata bhakta sammārjanī-kare\n\nāpani śodhena prabhu, śikhā'na sabāre", "devanagari": "> চারিদিকে শত ভক্ত সংমার্জনী করে ।\n> আপনি শোধেন প্রভু, শিখা’ন সবারে ॥৮৪॥", "synonyms": "*cāri-dike*—por toda parte; *śata*—centenas de; *bhakta*—devotos; *sammārjanī-kare*—realizam o trabalho de limpeza; *āpani*—pessoalmente; *śodhena*—limpa; *prabhu*—o Senhor; *śikhā'na sabāre*—instruindo a todos.", "translation": "**De fato, centenas de devotos ocupavam-se em limpar toda a área ao redor do templo, e Śrī Caitanya Mahāprabhu realizava pessoalmente a operação apenas para instruir os outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/85/", "verse_text": "premollāse śodhena, layena kṛṣṇa-nāma\n\nbhakta-gaṇa 'kṛṣṇa' kahe, kare nija-kāma", "devanagari": "> প্রেমোল্লাসে শোধেন, লয়েন কৃষ্ণনাম ।\n> ভক্তগণ ‘কৃষ্ণ’ কহে, করে নিজ-কাম ॥৮৫॥", "synonyms": "*prema-ullāse*—em grande júbilo; *śodhena*—limpa; *layena*—canta; *kṛṣṇa*—Hare Kṛṣṇa; *nāma*—nome; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *kṛṣṇa kahe*—cantam Kṛṣṇa; *kare*—realizam; *nija-kāma*—seu próprio dever.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu lavava e limpava o templo em grande júbilo, cantando o santo nome do Senhor Kṛṣṇa todo o tempo. De modo semelhante, todos os devotos também cantavam e, ao mesmo tempo, cumpriam seus respectivos deveres.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/86/", "verse_text": "dhūli-dhūsara tanu dekhite śobhana\n\nkāhāṅ kāhāṅ aśru-jale kare sammārjana", "devanagari": "> ধূলি-ধূসর তনু দেখিতে শোভন ।\n> কাহাঁ কাহাঁ অশ্রুজলে করে সংমার্জন ॥৮৬॥", "synonyms": "*dhūli*—poeira; *dhūsara*—sujeira; *tanu*—corpo; *dekhite*—ao ver; *śobhana*—belíssimo; *kāhāṅ kāhāṅ*—em alguns lugares; *aśru-jale*—com lágrimas; *kare*—faz; *sammārjana*—a limpeza.", "translation": "**Todo o belo corpo do Senhor estava coberto de poeira e sujeira. Dessa forma, tornou-se transcendentalmente belo. Por vezes, ao limpar o templo, o Senhor derramava lágrimas e, em alguns lugares, Ele até limpava com essas lágrimas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/87/", "verse_text": "bhoga-mandira śodhana kari' śodhila prāṅgaṇa\n\nsakala āvāsa krame karila śodhana", "devanagari": "> ভোগমন্দির শোধন করি’ শোধিল প্রাঙ্গন ।\n> সকল আবাস ক্রমে করিল শোধন ॥৮৭॥", "synonyms": "*bhoga-mandira*—o lugar onde se coloca o alimento; *śodhana kari'*—limpando; *śodhila prāṅgaṇa*—limpou o pátio; *sakala*—todos; *āvāsa*—os aposentos residenciais; *krame*—um após o outro; *karila śodhana*—limpou.", "translation": "**Depois disso, limpou-se o lugar onde se guardava o alimento da Deidade [bhoga-mandira]. Em seguida, limpou-se o pátio e, então, todos os aposentos residenciais, um após o outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/88/", "verse_text": "tṛṇa, dhūli, jhiṅkura, saba ekatra kariyā\n\nbahirvāse lañā phelāya bāhira kariyā", "devanagari": "> তৃণ, ধূলি, ঝিঁকুর, সব একত্র করিয়া ।\n> বহির্বাসে লঞা ফেলায় বাহির করিয়া ॥৮৮॥", "synonyms": "*tṛṇa*—palhas; *dhūli*—poeira; *jhiṅkura*—grãos de areia; *saba*—tudo; *ekatra*—num só lugar; *kariyā*—reunindo; *bahirvāse lañā*—tomando em Seu próprio pano; *phelāya*—lança; *bāhira kariyā*—para fora.", "translation": "**Após reunir num só lugar toda a palha, a poeira e os grãos de areia, Śrī Caitanya Mahāprabhu juntou tudo em Seu pano e atirou-o para fora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/89/", "verse_text": "ei-mata bhakta-gaṇa kari' nija-vāse\n\ntṛṇa, dhūli bāhire phelāya parama hariṣe", "devanagari": "> এইমত ভক্তগণ করি’ নিজ বাসে ।\n> তৃণ, ধূলি বাহিরে ফেলায় পরম হরিষে ॥৮৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—de modo semelhante; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *kari'*—fazendo; *nija-vāse*—em seus próprios panos; *tṛṇa*—palha; *dhūli*—poeira; *bāhire phelāya*—lançam para fora; *parama hariṣe*—com grande júbilo.", "translation": "**Seguindo o exemplo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os devotos, em grande júbilo, começaram a reunir palhas e poeira em seus próprios panos e a atirá-las para fora do templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/90/", "verse_text": "prabhu kahe,-ke kata kariyācha sammārjana\n\ntṛṇa, dhūli dekhilei jāniba pariśrama", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কে কত করিয়াছ সংমার্জন ।\n> তৃণ, ধূলি দেখিলেই জানিব পরিশ্রম ॥৯০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *ke*—cada um de vós; *kata*—quanto; *kariyācha*—fizestes; *sammārjana*—de limpeza; *tṛṇa*—palha; *dhūli*—poeira; *dekhilei*—ao ver; *jāniba*—poderei compreender; *pariśrama*—quanto trabalhastes.", "translation": "**O Senhor então disse aos devotos: \"Posso avaliar quanto trabalhastes e quão bem limpastes o templo simplesmente ao ver toda a palha e a poeira que reunistes lá fora.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/91/", "verse_text": "sabāra jhyāṅṭāna bojhā ekatra karila\n\nsabā haite prabhura bojhā adhika ha-ila", "devanagari": "> সবার ঝ্যাঁটান বোঝা একত্র করিল ।\n> সবা হৈতে প্রভুর বোঝা অধিক হইল ॥৯১॥", "synonyms": "*sabāra*—de todos; *jhyāṅṭāna*—a sujeira recolhida; *bojhā*—monte; *ekatra*—reunida num só lugar; *karila*—fez; *sabā haite*—do que a de todos eles; *prabhura bojhā*—o monte de sujeira recolhido por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *adhika ha-ila*—era maior.", "translation": "**Embora todos os devotos reunissem a sujeira num só monte, a sujeira recolhida por Śrī Caitanya Mahāprabhu era muito maior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/92/", "verse_text": "ei-mata abhyantara karila mārjana\n\npunaḥ sabākāre dila kariyā vaṇṭana", "devanagari": "> এইমত অভ্যন্তর করিল মার্জন ।\n> পুনঃ সবাকারে দিল করিয়া বণ্টন ॥৯২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *abhyantara*—o interior; *karila*—fez; *mārjana*—a limpeza; *punaḥ*—novamente; *sabākāre*—a todos eles; *dila*—distribuiu; *kariyā vaṇṭana*—designando áreas.", "translation": "**Após limpar-se o interior do templo, o Senhor novamente designou áreas para os devotos limparem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/93/", "verse_text": "sūkṣma dhūli, tṛṇa, kāṅkara, saba karaha dūra\n\nbhāla-mate śodhana karaha prabhura antaḥpura", "devanagari": "> সূক্ষ্ম ধূলি, তৃণ, কাঁকর, সব করহ দূর ।\n> ভালমতে শোধন করহ প্রভুর অন্তঃপুর ॥৯৩॥", "synonyms": "*sūkṣma dhūli*—poeira fina; *tṛṇa*—palha; *kāṅkara*—grãos de areia; *saba*—tudo; *karaha*—fazei; *dūra*—para longe; *bhāla-mate*—muito bem; *śodhana*—a limpeza; *karaha*—fazei; *prabhura*—do Senhor; *antaḥpura*—o interior.", "translation": "**O Senhor então ordenou a todos que limpassem o interior do templo com toda a perfeição, recolhendo a poeira fina, as palhas e os grãos de areia e atirando-os para fora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/94/", "verse_text": "saba vaiṣṇava lañā yabe dui-bāra śodhila\n\ndekhi' mahāprabhura mane santoṣa ha-ila", "devanagari": "> সব বৈষ্ণব লঞা যবে দুইবার শোধিল ।\n> দেখি’ মহাপ্রভুর মনে সন্তোষ হইল ॥৯৪॥", "synonyms": "*saba*—todos; *vaiṣṇava*—os devotos; *lañā*—levando; *yabe*—quando; *dui-bāra*—pela segunda vez; *śodhila*—limpou; *dekhi'*—vendo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *santoṣa*—satisfação; *ha-ila*—houve.", "translation": "**Depois que Śrī Caitanya Mahāprabhu e todos os vaiṣṇavas limparam o templo pela segunda vez, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz ao ver o trabalho de limpeza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/95/", "verse_text": "āra śata jana śata ghaṭe jala bhari'\n\nprathamei lañā āche kāla apekṣā kari'", "devanagari": "> আর শত জন শত ঘটে জল ভরি’ ।\n> প্রথমেই লঞা আছে কাল অপেক্ষা করি’ ॥৯৫॥", "synonyms": "*āra*—outros; *śata jana*—cerca de cem homens; *śata ghaṭe*—em cem potes de água; *jala*—água; *bhari'*—enchendo; *prathamei*—de início; *lañā*—tomando; *āche*—estavam; *kāla*—o momento; *apekṣā kari'*—aguardando.", "translation": "**Enquanto o templo era varrido, cerca de cem homens permaneciam prontos com potes de água cheios, e simplesmente aguardavam a ordem do Senhor para deles atirarem a água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/96/", "verse_text": "'jala āna' bali' yabe mahāprabhu kahila\n\ntabe śata ghaṭa āni' prabhu-āge dila", "devanagari": "> ‘জল আন’ বলি’ যবে মহাপ্রভু কহিল ।\n> তবে শত ঘট আনি’ প্রভু-আগে দিল ॥৯৬॥", "synonyms": "*jala āna*—trazei água; *bali'*—dizendo; *yabe*—quando; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahila*—ordenou; *tabe*—nesse momento; *śata ghaṭa*—cem potes; *āni'*—trazendo; *prabhu-āge*—diante do Senhor; *dila*—entregaram.", "translation": "**Tão logo Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu água, todos os homens imediatamente trouxeram os cem potes, que estavam completamente cheios, e os entregaram diante do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/97/", "verse_text": "prathame karila prabhu mandira prakṣālana\n\nūrdhva-adho bhitti, gṛha-madhya, siṁhāsana", "devanagari": "> প্রথমে করিল প্রভু মন্দির প্রক্ষালন ।\n> ঊর্ধ্ব-অধো ভিত্তি, গৃহ-মধ্য, সিংহাসন ॥৯৭॥", "synonyms": "*prathame*—de início; *karila*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mandira prakṣālana*—a lavagem do templo; *ūrdhva*—no teto; *adhaḥ*—no chão; *bhitti*—paredes; *gṛha-madhya*—no interior da casa; *siṁhāsana*—o assento do Senhor.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu primeiro lavou o templo principal e, em seguida, lavou minuciosamente o teto, as paredes, o chão, o assento [siṁhāsana] e tudo o mais dentro do recinto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/98/", "verse_text": "khāparā bhariyā jala ūrdhve cālāila\n\nsei jale ūrdhva śodhi bhitti prakṣālila", "devanagari": "> খাপরা ভরিয়া জল ঊর্ধ্বে চালাইল ।\n> সেই জলে ঊর্ধ্ব শোধি ভিত্তি প্রক্ষালিল ॥৯৮॥", "synonyms": "*khāparā*—bacia; *bhariyā*—enchendo; *jala*—água; *ūrdhve*—no teto; *cālāila*—começou a atirar; *sei jale*—com aquela água; *ūrdhva śodhi*—lavando o teto; *bhitti*—paredes e chão; *prakṣālila*—lavou.", "translation": "**O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos começaram a atirar água sobre o teto. Quando essa água caía, lavava as paredes e o chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/99/", "verse_text": "śrī-haste karena siṁhāsanera mārjana\n\nprabhu āge jala āni' deya bhakta-gaṇa", "devanagari": "> শ্রীহস্তে করেন সিংহাসনের মার্জন ।\n> প্রভু আগে জল আনি’ দেয় ভক্তগণ ॥৯৯॥", "synonyms": "*śrī-haste*—com Sua própria mão; *karena*—faz; *siṁhāsanera mārjana*—a lavagem do assento do Senhor; *prabhu āge*—diante do Senhor; *jala*—água; *āni'*—trazendo; *deya*—entregam; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a lavar com Suas próprias mãos o assento do Senhor Jagannātha, e todos os devotos começaram a trazer água ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/100/", "verse_text": "bhakta-gaṇa kare gṛha-madhya prakṣālana\n\nnija nija haste kare mandira mārjana", "devanagari": "> ভক্তগণ করে গৃহ-মধ্য প্রক্ষালন ।\n> নিজ নিজ হস্তে করে মন্দির মার্জন ॥১০০॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—os devotos; *kare*—fazem; *gṛha-madhya*—dentro da sala; *prakṣālana*—lavagem; *nija nija*—cada um deles; *haste*—na mão; *kare*—faz; *mandira mārjana*—limpeza do templo.", "translation": "**Todos os devotos dentro do templo começaram a lavá-lo. Cada um tinha uma vassoura na mão e, dessa maneira, limparam o templo do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/101/", "verse_text": "keha jala āni' deya mahāprabhura kare\n\nkeha jala deya tāṅra caraṇa-upare", "devanagari": "> কেহ জল আনি’ দেয় মহাপ্রভুর করে ।\n> কেহ জল দেয় তাঁর চরণ-উপরে ॥১০১॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *jala āni'*—trazendo água; *deya*—entrega; *mahāprabhura kare*—às mãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *keha*—alguém; *jala deya*—derrama água; *tāṅra*—Seus; *caraṇa-upare*—sobre os pés de lótus.", "translation": "**Alguém trouxe água para derramá-la nas mãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e alguém derramou água sobre Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/102/", "verse_text": "keha lukāñā kare sei jala pāna\n\nkeha māgi' laya, keha anye kare dāna", "devanagari": "> কেহ লুকাঞা করে সেই জল পান ।\n> কেহ মাগি’ লয়, কেহ অন্যে করে দান ॥১০২॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *lukāñā*—ocultando-se; *kare*—faz; *sei jala*—dessa água; *pāna*—beber; *keha*—alguém; *māgi' laya*—suplicando, toma; *keha*—outro; *anye*—a outro; *kare*—dá; *dāna*—em caridade.", "translation": "**A água que caiu dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu foi bebida por alguém que se escondeu. Outra pessoa suplicou por aquela água, e ainda outra dava aquela água em caridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/103/", "verse_text": "ghara dhui' praṇālikāya jala chāḍi' dila\n\nsei jale prāṅgaṇa saba bhariyā rahila", "devanagari": "> ঘর ধুই’ প্রণালিকায় জল ছাড়ি’ দিল ।\n> সেই জলে প্রাঙ্গণ সব ভরিয়া রহিল ॥১০৩॥", "synonyms": "*ghara dhui'*—lavando a sala; *praṇālikāya*—pelo escoadouro; *jala*—água; *chāḍi' dila*—deixaram correr; *sei jale*—com aquela água; *prāṅgaṇa*—o pátio; *saba*—todo; *bhariyā*—enchido; *rahila*—permaneceu.", "translation": "**Depois de lavarem a sala, deixaram a água correr por um escoadouro, e ela então fluiu e encheu o pátio do lado de fora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/104/", "verse_text": "nija-vastre kaila prabhu gṛha sammārjana\n\nmahāprabhu nija-vastre mājila siṁhāsana", "devanagari": "> নিজ-বস্ত্রে কৈল প্রভু গৃহ সংমার্জন ।\n> মহাপ্রভু নিজ-বস্ত্রে মাজিল সিংহাসন ॥১০৪॥", "synonyms": "*nija-vastre*—com Sua própria veste; *kaila*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gṛha*—sala; *sammārjana*—esfregação; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-vastre*—com Sua própria veste; *mājila*—poliu; *siṁhāsana*—o trono.", "translation": "**O Senhor esfregou as salas com Suas próprias roupas, e com elas também poliu o trono.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/105/", "verse_text": "śata ghaṭa jale haila mandira mārjana\n\nmandira śodhiyā kaila-yena nija mana", "devanagari": "> শত ঘট জলে হৈল মন্দির মার্জন  ।\n> মন্দির শোধিয়া কৈল — যেন নিজ মন ॥১০৫॥", "synonyms": "*śata*—cem; *ghaṭa*—de potes de água; *jale*—com a água; *haila*—ficou; *mandira*—o templo; *mārjana*—limpo; *mandira*—o templo; *śodhiyā*—limpando; *kaila*—fez; *yena*—como se fosse; *nija mana*—sua própria mente.", "translation": "**Dessa forma, todas as salas foram limpas com cem potes de água. Após a limpeza das salas, as mentes dos devotos ficaram tão limpas quanto as salas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/106/", "verse_text": "nirmala, śītala, snigdha karila mandire\n\nāpana-hṛdaya yena dharila bāhire", "devanagari": "> নির্মল, শীতল, স্নিগ্ধ করিল মন্দিরে  ।\n> আপন-হৃদয় যেন ধরিল বাহিরে ॥১০৬॥", "synonyms": "*nirmala*—purificado; *śītala*—fresco; *snigdha*—aprazível; *karila*—tornou; *mandire*—o templo; *āpana-hṛdaya*—próprio coração; *yena*—como se fosse; *dharila*—mantido; *bāhire*—do lado de fora.", "translation": "**Quando o templo foi limpo, ficou purificado, fresco e aprazível, exatamente como se a própria mente pura do Senhor tivesse aparecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/107/", "verse_text": "śata śata jana jala bhare sarovare\n\nghāṭe sthāna nāhi, keha kūpe jala bhare", "devanagari": "> শত শত জন জল ভরে সরোবরে ।\n> ঘাটে স্থান নাহি, কেহ কূপে জল ভরে ॥১০৭॥", "synonyms": "*śata śata jana*—centenas de homens; *jala bhare*—tiram água; *sarovare*—do lago; *ghāṭe*—na margem; *sthāna*—lugar; *nāhi*—não há; *keha*—alguém; *kūpe*—do poço; *jala bhare*—tira a água.", "translation": "**Como centenas de homens estavam ocupados em trazer água do lago, não havia lugar para ficar de pé nas margens. Em consequência, alguém começou a tirar água de um poço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/108/", "verse_text": "pūrṇa kumbha lañā āise śata bhakta-gaṇa\n\nśūnya ghaṭa lañā yāya āra śata jana", "devanagari": "> পূর্ণ কুম্ভ লঞা আইসে শত ভক্তগণ ।\n> শূন্য ঘট লঞা যায় আর শত জন ॥১০৮॥", "synonyms": "*pūrṇa kumbha*—um pote de água cheio; *lañā*—levando; *āise*—vêm; *śata bhakta-gaṇa*—centenas de devotos; *śūnya ghaṭa*—um pote de água vazio; *lañā*—levando de volta; *yāya*—vão; *āra*—outros; *śata jana*—centenas de homens.", "translation": "**Centenas de devotos traziam água nos potes, e outras centenas levavam os potes vazios para enchê-los novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/109/", "verse_text": "nityānanda, advaita, svarūpa, bhāratī, purī\n\niṅhā vinu āra saba āne jala bhari'", "devanagari": "> নিত্যানন্দ, অদ্বৈত, স্বরূপ, ভারতী, পুরী ।\n> ইঁহা বিনু আর সব আনে জল ভরি’ ॥১০৯॥", "synonyms": "*nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *advaita*—Advaita Ācārya; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *bhāratī*—Brahmānanda Bhāratī; *purī*—Paramānanda Purī; *iṅhā*—estes; *vinu*—exceto; *āra*—os demais; *saba*—todos; *āne*—trazem; *jala*—água; *bhari'*—enchendo.", "translation": "**Com exceção de Nityānanda Prabhu, Advaita Ācārya, Svarūpa Dāmodara, Brahmānanda Bhāratī e Paramānanda Purī, todos estavam ocupados em encher os potes de água e trazê-los para ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/110/", "verse_text": "ghaṭe ghaṭe ṭheki' kata ghaṭa bhāṅgi' gela\n\nśata śata ghaṭa loka tāhāṅ lañā āila", "devanagari": "> ঘটে ঘটে ঠেকি’ কত ঘট ভাঙ্গি’ গেল ।\n> শত শত ঘট লোক তাহাঁ লঞা আইল ॥১১০॥", "synonyms": "*ghaṭe ghaṭe ṭheki'*—quando havia uma colisão entre um pote e outro; *kata*—tantos; *ghaṭa*—potes; *bhāṅgi' gela*—quebraram-se; *śata śata*—centenas de; *ghaṭa*—potes; *loka*—pessoas; *tāhāṅ*—ali; *lañā*—trazendo; *āila*—vieram.", "translation": "**Muitos dos potes de água quebraram-se quando as pessoas colidiam umas com as outras, e centenas de homens tiveram de trazer novos potes para encher.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/111/", "verse_text": "jala bhare, ghara dhoya, kare hari-dhvani\n\n'kṛṣṇa' 'hari' dhvani vinā āra nāhi śuni", "devanagari": "> জল ভরে, ঘর ধোয়, করে হরিধ্বনি ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ ধ্বনি বিনা আর নাহি শুনি ॥১১১॥", "synonyms": "*jala bhare*—enchiam a água; *ghara dhoya*—lavando as salas; *kare hari-dhvani*—cantando o santo nome de Hari; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *hari*—o santo nome de Hari; *dhvani*—vibração; *vinā*—exceto; *āra*—qualquer outra coisa; *nāhi*—não havia; *śuni*—ouvir.", "translation": "**Algumas pessoas enchiam os potes, e outras lavavam as salas, mas todos estavam ocupados em cantar os santos nomes de Kṛṣṇa e Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/112/", "verse_text": "'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahi' kare ghaṭera prārthana\n\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahi' kare ghaṭa samarpaṇa", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহি’ করে ঘটের প্রার্থন ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহি’ করে ঘট সমর্পণ ॥১১২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kṛṣṇa kahi'*—enquanto cantava \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\"; *kare*—faz; *ghaṭera*—pelos potes de água; *prārthana*—súplica; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kahi'*—cantando; *kare*—faz; *ghaṭa*—dos potes de água; *samarpaṇa*—entrega.", "translation": "**Uma pessoa suplicava por um pote de água cantando os santos nomes \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\", e outra entregava um pote enquanto cantava \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/113/", "verse_text": "yei yei kahe, sei kahe kṛṣṇa-nāme\n\nkṛṣṇa-nāma ha-ila saṅketa saba-kāme", "devanagari": "> যেই যেই কহে, সেই কহে কৃষ্ণনামে ।\n> কৃষ্ণনাম হইল সঙ্কেত সব-কামে ॥১১৩॥", "synonyms": "*yei yei kahe*—todo aquele que falava; *sei*—ele; *kahe*—diz; *kṛṣṇa-nāme*—proferindo o santo nome de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-nāma ha-ila*—o santo nome de Kṛṣṇa tornou-se; *saṅketa*—indicação; *saba-kāme*—para todos que desejavam algo.", "translation": "**Sempre que alguém tinha de falar, fazia-o proferindo o santo nome de Kṛṣṇa. Em consequência, o santo nome de Kṛṣṇa tornou-se uma indicação para todos que desejavam algo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/114/", "verse_text": "premāveśe prabhu kahe 'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa'-nāma\n\nekale premāveśe kare śata-janera kāma", "devanagari": "> প্রেমাবেশে প্রভু কহে ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’-নাম ।\n> একলে প্রেমাবেশে করে শতজনের কাম ॥১১৪॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—diz; *kṛṣṇa kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *ekale*—sozinho; *prema-āveśe*—em amor extático; *kare*—faz; *śata-janera kāma*—o trabalho de centenas de homens.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu vibrava o santo nome de Kṛṣṇa em amor extático, Ele próprio realizava o trabalho de centenas de homens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/115/", "verse_text": "śata-haste karena yena kṣālana-mārjana\n\npratijana-pāśe yāi' karāna śikṣana", "devanagari": "> শত-হস্তে করেন যেন ক্ষালন-মার্জন ।\n> প্রতিজন-পাশে যাই’ করান শিক্ষণ ॥১১৫॥", "synonyms": "*śata-haste*—com cem mãos; *karena*—Ele faz; *yena*—como se fosse; *kṣālana-mārjana*—enxaguando e lavando; *pratijana-pāśe yāi'*—indo até o lado de cada um; *karāna śikṣaṇa*—Ele os ensinava.", "translation": "**Parecia que Śrī Caitanya Mahāprabhu limpava e lavava com cem mãos. Aproximava-Se de cada um para ensinar-lhe como trabalhar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/116/", "verse_text": "bhāla karma dekhi' tāre kare prasaṁśana\n\nmane nā milile kare pavitra bhartsana", "devanagari": "> ভাল কর্ম দেখি’ তারে করে প্রসংশন ।\n> মনে না মিলিলে করে পবিত্র ভর্ত্সন ॥১১৬॥", "synonyms": "*bhāla*—bom; *karma*—trabalho; *dekhi'*—vendo; *tāre*—a ele; *kare*—faz; *prasaṁśana*—louvor; *mane*—em Sua mente; *nā*—não; *milile*—sendo aprovado; *kare*—Ele faz; *pavitra*—purificada, sem rancor; *bhartsana*—reprimenda.", "translation": "**Quando via alguém realizando bem o trabalho, o Senhor o louvava, mas, se via que alguém não trabalhava a Seu contento, repreendia imediatamente essa pessoa, sem lhe guardar nenhum rancor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/117/", "verse_text": "tumi bhāla kariyācha, śikhāha anyere\n\nei-mata bhāla karma seho yena kare", "devanagari": "> তুমি ভাল করিয়াছ, শিখাহ অন্যেরে ।\n> এইমত ভাল কর্ম সেহো যেন করে ॥১১৭॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *bhāla kariyācha*—realizaste bem; *śikhāha anyere*—ensina os outros; *ei-mata*—dessa maneira; *bhāla karma*—bom trabalho; *seho*—ele também; *yena*—para que; *kare*—realize.", "translation": "**O Senhor dizia: \"Realizaste bem o trabalho. Por favor, ensina isto aos outros, para que possam agir da mesma maneira.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/118/", "verse_text": "e-kathā śuniyā sabe saṅkucita hañā\n\nbhāla-mate karma kare sabe mana diyā", "devanagari": "> এ-কথা শুনিয়া সবে সঙ্কুচিত হঞা ।\n> ভাল-মতে-কর্ম করে সবে মন দিয়া ॥১১৮॥", "synonyms": "*e-kathā śuniyā*—ao ouvir estas palavras; *sabe*—todos; *saṅkucita hañā*—ficando envergonhados; *bhāla-mate*—muito bem; *karma kare*—realizam o trabalho; *sabe*—todos; *mana diyā*—com atenção.", "translation": "**Mal ouviram Śrī Caitanya Mahāprabhu dizer isso, todos ficaram envergonhados. Assim, os devotos começaram a trabalhar com grande atenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/119/", "verse_text": "tabe prakṣālana kaila śrī-jagamohana\n\nbhoga-mandira-ādi tabe kaila prakṣālana", "devanagari": "> তবে প্রক্ষালন কৈল শ্রীজগমোহন ।\n> ভোগমন্দির-আদি তবে কৈল প্রক্ষালন ॥১১৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prakṣālana*—lavar; *kaila*—realizaram; *śrī-jagamohana*—em frente ao templo; *bhoga-mandira*—o lugar onde se oferece o alimento; *ādi*—todos esses lugares; *tabe*—então; *kaila prakṣālana*—lavaram.", "translation": "**Lavaram a área do Jagamohana e, depois, o lugar onde se guardava o alimento. Todos os outros lugares também foram lavados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/120/", "verse_text": "nāṭaśālā dhui' dhuila catvara-prāṅgaṇa\n\npākaśālā-ādi kari' karila prakṣālana", "devanagari": "> নাটশালা-ধুই’ ধুইল চত্বর-প্রাঙ্গণ ।\n> পাকশালা-আদি করি’ করিল প্রক্ষালন ॥১২০॥", "synonyms": "*nāṭa-śālā*—o local de reunião; *dhui'*—lavando; *dhuila*—lavaram; *catvara-prāṅgaṇa*—o pátio e o assento elevado; *pāka-śālā*—a cozinha; *ādi*—e assim por diante; *kari'*—fazendo; *karila prakṣālana*—lavaram.", "translation": "**Dessa maneira, lavaram o local de reunião, o pátio inteiro, os assentos elevados, a cozinha e todos os demais aposentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/121/", "verse_text": "mandirera catur-dik prakṣālana kaila\n\nsaba antaḥpura bhāla-mate dhoyāila", "devanagari": "> মন্দিরের চতুর্দিক্ প্রক্ষালন কৈল ।\n> সব অন্তঃপুর ভালমতে ধোয়াইল ॥১২১॥", "synonyms": "*mandirera*—o templo; *catuḥ-dik*—ao redor; *prakṣālana kaila*—lavaram; *saba*—todos; *antaḥpura*—os aposentos internos; *bhāla-mate*—com grande cuidado; *dhoyāila*—lavaram.", "translation": "**Assim, todos os lugares ao redor do templo foram cuidadosamente lavados por dentro e por fora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/122/", "verse_text": "hena-kāle gauḍīyā eka subuddhi sarala\n\nprabhura caraṇa-yuge dila ghaṭa-jala", "devanagari": "> হেনকালে গৌড়ীয়া এক সুবুদ্ধি সরল  ।\n> প্রভুর চরণ-যুগে দিল ঘট-জল ॥১২২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *gauḍīyā*—vaiṣṇava de Bengala; *eka*—um; *su-buddhi*—muito inteligente; *sarala*—simples; *prabhura caraṇa-yuge*—sobre os pés de lótus do Senhor; *dila*—derramou; *ghaṭa-jala*—um pote de água.", "translation": "**Depois que tudo foi cuidadosamente lavado, um vaiṣṇava de Bengala, que era muito inteligente e simples, aproximou-se e derramou água sobre os pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/123/", "verse_text": "sei jala lañā āpane pāna kaila\n\ntāhā dekhi' prabhura mane duḥkha roṣa haila", "devanagari": "> সেই জল লঞা আপনে পান কৈল  ।\n> তাহা দেখি’ প্রভুর মনে দুঃখ রোষ হৈল ॥১২৩॥", "synonyms": "*sei jala*—essa água; *lañā*—tomando; *āpane*—pessoalmente; *pāna kaila*—bebeu; *tāhā dekhi'*—vendo isso; *prabhura*—do Senhor; *mane*—na mente; *duḥkha*—descontentamento; *roṣa*—ira; *haila*—houve.", "translation": "**O vaiṣṇava gauḍīya então tomou essa água e bebeu-a. Ao ver isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu-se um pouco descontente e externamente irado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/124/", "verse_text": "yadyapi gosāñi tāre hañāche santoṣa\n\ndharma-saṁsthāpana lāgi' bāhire mahā-roṣa", "devanagari": "> যদ্যপি গোসাঞি তারে হঞাছে সন্তোষ ।\n> ধর্মসংস্থাপন লাগি’ বাহিরে মহারোষ ॥১২৪॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *gosāñi*—o Senhor; *tāre*—com ele; *hañāche*—ficou; *santoṣa*—satisfeito; *dharma-saṁsthāpana lāgi'*—para estabelecer a etiqueta dos princípios religiosos; *bāhire*—externamente; *mahā-roṣa*—muito irado.", "translation": "**Embora o Senhor estivesse certamente satisfeito com ele, ficou irado externamente a fim de estabelecer a etiqueta dos princípios religiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/125/", "verse_text": "śikṣā lāgi' svarūpe ḍāki' kahila tāṅhāre\n\nei dekha tomāra 'gauḍīyā'ra vyavahāre", "devanagari": "> শিক্ষা লাগি’ স্বরূপে ডাকি’ কহিল তাঁহারে  ।\n> এই দেখ তোমার ‘গৌড়ীয়া’র ব্যবহারে ॥১২৫॥", "synonyms": "*śikṣā lāgi'*—para instrução; *svarūpe*—a Svarūpa Dāmodara; *ḍāki'*—chamando; *kahila*—disse; *tāṅhāre*—a ele; *ei dekha*—vê só aqui; *tomāra*—teu; *gauḍīyāra*—deste vaiṣṇava de Bengala; *vyavahāre*—comportamento.", "translation": "**O Senhor então chamou Svarūpa Dāmodara e disse-lhe: \"Vê só o comportamento de teu vaiṣṇava bengali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/126/", "verse_text": "īśvara-mandire mora pada dhoyāila\n\nsei jala āpani lañā pāna kaila", "devanagari": "> ঈশ্বরমন্দিরে মোর পদ ধোয়াইল  ।\n> সেই জল আপনি লঞা পান কৈল ॥১২৬॥", "synonyms": "*īśvara-mandire*—no templo do Senhor; *mora*—Meus; *pada*—pés; *dhoyāila*—lavou; *sei jala*—essa água; *āpani*—pessoalmente; *lañā*—tomando; *pāna kaila*—bebeu.", "translation": "**\"Esta pessoa de Bengala lavou Meus pés dentro do templo da Personalidade de Deus. E não só isso, mas também bebeu ela mesma a água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/127/", "verse_text": "ei aparādhe mora kāhāṅ habe gati\n\ntomāra 'gauḍīyā' kare eteka phaijati!", "devanagari": "> এই অপরাধে মোর কাহাঁ হবে গতি ।\n> তোমার ‘গৌড়ীয়া’ করে এতেক ফৈজতি ! ॥ ১২৭ ॥", "synonyms": "*ei aparādhe*—por tal ofensa; *mora*—de Mim; *kāhāṅ*—onde; *habe*—será; *gati*—destino; *tomāra gauḍīyā*—teu vaiṣṇava bengali; *kare*—faz; *eteka*—tal; *phaijati*—implicação.", "translation": "**\"Agora não sei qual será Meu destino por causa dessa ofensa. De fato, teu vaiṣṇava bengali Me implicou seriamente.\"**", "purport": "É significativo que Śrī Caitanya Mahāprabhu tenha dito a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī que o vaiṣṇava bengali era \"teu vaiṣṇava gauḍīya\". Isso quer dizer que todos os vaiṣṇavas gauḍīyas que são seguidores do culto de Caitanya estão subordinados a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. O sistema paramparā é observado muito estritamente pelos vaiṣṇavas gauḍīyas. O secretário pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu era Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. O grupo seguinte de devotos eram os seis Gosvāmīs, e depois Kavirāja Gosvāmī. É necessário observar o sistema paramparā do culto de Caitanya. Há muitas ofensas que se podem cometer ao servir o Senhor, e elas são descritas no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, no *Hari-bhakti-vilāsa* e em outros livros. Segundo as regras e regulações, ninguém deve aceitar reverências no templo do Senhor diante da Deidade. Tampouco é apropriado que um devoto ofereça reverências e toque os pés do mestre espiritual diante da Deidade. Isso é considerado uma ofensa. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu era pessoalmente a Suprema Personalidade de Deus; portanto, não era de fato ofensivo lavar Seus pés de lótus no templo. No entanto, como Ele desempenhava o papel de um ācārya, o Senhor considerava-Se um ser humano comum. Ele também desejava dar instruções aos seres humanos comuns. A questão é que, mesmo que alguém desempenhe o papel de mestre espiritual, não deve aceitar reverências nem permitir que um discípulo lhe lave os pés diante da Deidade. Isto é uma questão de etiqueta."}
{"ref": "cc/madhya/12/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/128/", "verse_text": "tabe svarūpa gosāñi tāra ghāḍe hāta diyā\n\nḍhekā māri' purīra bāhira rākhilena lañā", "devanagari": "> তবে স্বরূপ গোসাঞি তার ঘাড়ে হাত দিয়া ।\n> ঢেকা মারি’ পুরীর বাহির রাখিলেন লঞা ॥১২৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *svarūpa gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *tāra*—dele; *ghāḍe*—no pescoço; *hāta diyā*—tocando com a mão; *ḍhekā māri'*—empurrando um pouco; *purīra bāhira*—para fora do templo de Guṇḍicā Purī; *rākhilena*—manteve; *lañā*—levando.", "translation": "**Nesse momento, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī segurou o vaiṣṇava gauḍīya pelo pescoço e, dando-lhe um leve empurrão, expulsou-o do templo de Guṇḍicā Purī e o fez ficar do lado de fora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/129/", "verse_text": "punaḥ āsi' prabhu pāya karila vinaya\n\n'ajña-aparādha' kṣamā karite yuyāya", "devanagari": "> পুনঃ আসি’ প্রভু পায় করিল বিনয় ।\n> ‘অজ্ঞ-অপরাধ’ ক্ষমা করিতে যুয়ায় ॥১২৯॥", "synonyms": "*punaḥ āsi'*—voltando novamente; *prabhu pāya*—aos pés de lótus do Senhor; *karila vinaya*—fez uma súplica; *ajña-aparādha*—ofensa cometida por pessoa inocente; *kṣamā karite*—ser perdoada; *yuyāya*—merece.", "translation": "**Depois que Svarūpa Dāmodara Gosvāmī retornou ao templo, ele pediu a Śrī Caitanya Mahāprabhu que perdoasse aquela pessoa inocente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/130/", "verse_text": "tabe mahāprabhura mane santoṣa ha-ilā\n\nsāri kari' dui pāśe sabāre vasāilā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভুর মনে সন্তোষ হইলা  ।\n> সারি করি’ দুই পাশে সবারে বসাইলা ॥১৩০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *santoṣa ha-ilā*—houve satisfação; *sāri kari'*—formando uma fileira; *dui pāśe*—dos dois lados; *sabāre*—todos eles; *vasāilā*—fez sentar.", "translation": "**Após esse incidente, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito. Pediu, então, que todos os devotos se sentassem em duas fileiras, de ambos os lados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/131/", "verse_text": "āpane vasiyā mājhe, āpanāra hāte\n\ntṛṇa, kāṅkara, kuṭā lāgilā kuḍāite", "devanagari": "> আপনে বসিয়া মাঝে, আপনার হাতে  ।\n> তৃণ, কাঁকর, কুটা লাগিলা কুড়াইতে ॥১৩১॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *vasiyā mājhe*—sentando-Se no meio; *āpanāra hāte*—com Sua própria mão; *tṛṇa*—palha; *kāṅkara*—grãos de areia; *kuṭā*—sujeira; *lāgilā*—começou; *kuḍāite*—a recolher.", "translation": "**O Senhor então Se sentou pessoalmente no meio e, com Sua própria mão, recolheu toda espécie de palha, grãos de areia e coisas sujas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/132/", "verse_text": "ke kata kuḍāya, saba ekatra kariba\n\nyāra alpa, tāra ṭhāñi piṭhā-pānā la-iba", "devanagari": "> কে কত কুড়ায়, সব একত্র করিব ।\n> যার অল্প, তার ঠাঞি পিঠা-পানা লইব ॥১৩২॥", "synonyms": "*ke kata kuḍāya*—quanto cada um recolheu; *saba*—tudo; *ekatra*—em um só lugar; *kariba*—reunirei; *yāra*—de quem; *alpa*—pouco; *tāra ṭhāñi*—dele; *piṭhā-pānā la-iba*—pedirei bolos e arroz-doce como multa.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu recolhia as palhas e os grãos de areia, Ele disse: \"Reunirei a coleta de todos, e pedirei a quem tiver recolhido menos que os demais que pague uma multa de bolos doces e arroz-doce.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/133/", "verse_text": "ei mata saba purī karila śodhana\n\nśītala, nirmala kaila-yena nija-mana", "devanagari": "> এই মত সব পুরী করিল শোধন ।\n> শীতল, নির্মল কৈল — যেন নিজ-মন ॥১৩৩॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *saba purī*—toda Guṇḍicā Purī; *karila śodhana*—limparam; *śītala*—fresca; *nirmala*—limpa; *kaila*—tornaram; *yena*—como; *nija-mana*—a própria mente.", "translation": "**Dessa maneira, todos os recintos do templo de Guṇḍicā foram completamente limpos e desimpedidos. Todos os recintos estavam frescos e imaculados, como a mente limpa e serena de uma pessoa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/134/", "verse_text": "praṇālikā chāḍi' yadi pāni vahāila\n\nnūtana nadī yena samudre milila", "devanagari": "> প্রণালিকা ছাড়ি’ যদি পানি বহাইল ।\n> নূতন নদী যেন সমুদ্রে মিলিল ॥১৩৪॥", "synonyms": "*praṇālikā*—a água dos canais de escoamento; *chāḍi'*—liberando; *yadi*—quando; *pāni*—água; *vahāila*—fluiu; *nūtana*—novos; *nadī*—rios; *yena*—como se; *samudre*—no oceano; *milila*—encontraram.", "translation": "**Quando a água dos diferentes aposentos foi finalmente liberada através dos corredores, parecia que novos rios corriam impetuosos para encontrar as águas do oceano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/135/", "verse_text": "ei-mata puradvāra-āge patha yata\n\nsakala śodhila, tāhā ke varṇibe kata", "devanagari": "> এইমত পুরদ্বার-আগে পথ যত ।\n> সকল শোধিল, তাহা কে বর্ণিবে কত ॥১৩৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *pura-dvāra*—do portão do templo; *āge*—em frente; *patha yata*—todas as avenidas; *sakala*—todas; *śodhila*—foram limpas; *tāhā*—isso; *ke varṇibe*—quem pode descrever; *kata*—quanto.", "translation": "**Fora do portão do templo, todas as estradas também foram limpas, e ninguém podia dizer exatamente como isso fora feito.**", "purport": "Ao comentar sobre a limpeza do templo de Guṇḍicā, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, como líder do mundo, dava pessoalmente instruções sobre como se deve receber o Senhor Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, dentro do coração limpo e pacificado de cada um. Se alguém quer ver Kṛṣṇa sentado em seu coração, deve primeiro limpar o coração, conforme prescrito pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu em Seu *Śikṣāṣṭaka: ceto-darpaṇa-mārjanam.* Nesta era, o coração de todos está especialmente impuro, como confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam: hṛdy antaḥ-stho hy abhadrāṇi.* Para lavar todas as coisas sujas acumuladas no coração, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou a todos cantar o *mantra* Hare Kṛṣṇa. O primeiro resultado será que o coração se purifica (*ceto-darpaṇa-mārjanam*). Da mesma forma, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.17) confirma esta declaração:\n\n> śṛṇvatāṁ sva-kathāḥ kṛṣṇaḥ\n> puṇya-śravaṇa-kīrtanaḥ\n> hṛdy antaḥ-stho hy abhadrāṇi\n> vidhunoti suhṛt satām\n\n\"Śrī Kṛṣṇa, a Personalidade de Deus, que é o Paramātmā [Superalma] no coração de todos e o benfeitor do devoto verdadeiro, limpa do coração do devoto que aprecia Suas mensagens — que são em si mesmas virtuosas quando devidamente ouvidas e cantadas — o desejo pelo gozo material.\"\n\nSe um devoto realmente quer limpar seu coração, deve cantar e ouvir as glórias do Senhor, Śrī Kṛṣṇa (*śṛṇvatāṁ sva-kathāḥ kṛṣṇaḥ*). Este é um processo simples. O próprio Kṛṣṇa ajudará a limpar o coração, pois já está sentado lá. Kṛṣṇa quer continuar vivendo no coração, e o Senhor quer dar orientações, mas é preciso manter o coração tão limpo quanto o Senhor Caitanya Mahāprabhu manteve o templo de Guṇḍicā. O devoto, portanto, deve limpar seu coração assim como o Senhor limpou o templo de Guṇḍicā. Dessa maneira, pode-se alcançar paz e enriquecimento no serviço devocional. Se o coração estiver cheio de palha, grãos de areia, ervas daninhas ou poeira (em outras palavras, *anyābhilāṣa-pūrṇa*), não se pode entronizar ali a Suprema Personalidade de Deus. O coração deve ser limpo de todos os motivos materiais gerados por atividades fruitivas, conhecimento especulativo, o sistema de *yoga* místico e tantas outras formas de meditação. O coração deve ser purificado sem motivo ulterior. Como diz Śrīla Rūpa Gosvāmī: *anyābhilāṣitā-śūnyaṁ jñāna-karmādy-anāvṛtam.* Em outras palavras, não deve haver nenhum motivo externo. Não se deve tentar o progresso material, a compreensão do Supremo pelo conhecimento especulativo, a atividade fruitiva, a austeridade e a penitência severas, e assim por diante. Todas essas atividades são contrárias ao desenvolvimento natural do amor espontâneo a Deus. Tão logo estejam presentes no coração, deve-se entender que o coração está impuro e, portanto, inapto para servir de morada a Kṛṣṇa. Não podemos perceber a presença do Senhor em nossos corações a menos que estejam purificados.\n\nUm desejo material é explicado como o desejo de desfrutar o mundo material em toda a sua extensão. Na linguagem moderna, isso se chama desenvolvimento econômico. O desejo desmedido de desenvolvimento econômico é considerado como palhas e grãos de areia dentro do coração. Se alguém está excessivamente envolvido em atividade material, o coração estará sempre perturbado. Como afirmou Narottama dāsa Ṭhākura:\n\n> saṁsāra viṣānale,     divā-niśi hiyā jvale,\n> juḍāite nā kainu upāya\n\nEm outras palavras, o empenho pela opulência material é contrário ao princípio do serviço devocional. O gozo material inclui atividades como grandes sacrifícios para obras auspiciosas, caridade, austeridade, elevação ao sistema de planetas superiores e até mesmo viver feliz dentro do mundo material.\n\nOs benefícios materiais modernizados são como a poeira da contaminação material. Quando essa poeira é agitada pelo redemoinho das atividades fruitivas, apodera-se do coração. Assim, o espelho do coração fica coberto de poeira. Há muitos desejos de realizar atividades auspiciosas e inauspiciosas, mas as pessoas não sabem como, vida após vida, mantêm seus corações impuros. Aquele que não consegue abandonar o desejo por atividades fruitivas é compreendido como coberto pela poeira da contaminação material. Os *karmīs* geralmente pensam que a interação das atividades fruitivas pode ser contrabalançada por outro *karma,* ou atividade fruitiva. Isso é certamente uma concepção equivocada. Se alguém se deixa iludir por tal concepção, é enganado por sua própria atividade. Essas atividades foram comparadas ao banho de um elefante. Um elefante pode banhar-se muito bem, mas, tão logo sai do rio, imediatamente pega um pouco de areia do chão e a joga por todo o corpo. Se alguém sofre em decorrência de suas atividades fruitivas passadas, não pode contrabalançar seu sofrimento realizando atividades auspiciosas. Os sofrimentos da sociedade humana não podem ser eliminados por planos materiais. A única maneira de mitigar o sofrimento é a consciência de Kṛṣṇa. Quando alguém adota a consciência de Kṛṣṇa e se dedica ao serviço devocional ao Senhor — começando pelo canto e pela audição das glórias do Senhor —, a purificação do coração tem início. Quando o coração está verdadeiramente purificado, pode-se ver claramente o Senhor sentado lá, sem nenhuma perturbação. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.4.68) o Senhor confirma que Se assenta no coração do devoto puro: *sādhavo hṛdayaṁ mahyaṁ sādhūnāṁ hṛdayaṁ tv aham.*\n\nA especulação impessoal, o monismo (fundir-se na existência do Supremo), o conhecimento especulativo, o *yoga* místico e a meditação são todos comparados a grãos de areia. Eles simplesmente causam irritação no coração. Ninguém pode satisfazer a Suprema Personalidade de Deus com tais atividades, e tampouco damos ao Senhor a oportunidade de Se assentar em nossos corações com paz. Ao contrário, o Senhor é simplesmente perturbado por elas. Às vezes, *yogīs* e *jñānīs* no início adotam o canto do *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa como forma de iniciar suas diversas práticas. Mas quando falsamente pensam que alcançaram a liberação do cativeiro da existência material, abandonam o canto. Não consideram que o objetivo último é a forma do Senhor ou o nome do Senhor. Essas criaturas infelizes nunca são favorecidas pela Suprema Personalidade de Deus, pois não sabem o que é serviço devocional. O Senhor Kṛṣṇa as descreve no *Bhagavad-gītā* desta forma:\n\n> tān ahaṁ dviṣataḥ krūrān\n> saṁsāreṣu narādhamān\n> kṣipāmy ajasram aśubhān\n> āsurīṣv eva yoniṣu\n\n\"Aqueles que são invejosos e maldosos, que são os mais baixos entre os homens, Eu os lanço perpetuamente no oceano da existência material, em várias espécies de vida demoníacas.\" [[bg/16/19|(Bg. 16.19)]]\n\nPelo Seu exemplo prático, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu nos mostrou que todos os grãos de areia devem ser cuidadosamente apanhados e jogados para fora. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu também limpou o exterior do templo, temendo que os grãos de areia voltassem a entrar. A este respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica que, mesmo que alguém se liberte do desejo por atividades fruitivas, às vezes o desejo sutil pelas atividades fruitivas surge novamente dentro do coração. Com frequência, pensa-se em conduzir negócios para melhorar a atividade devocional. Mas a contaminação é tão forte que pode mais tarde desenvolver-se em mal-entendidos, descritos como *kuṭi-nāṭi* (crítica / falta de caráter) e *pratiṣṭhāśā* (o desejo de nome, fama e posição elevada), *jīva-hiṁsā* (inveja de outras entidades vivas), *niṣiddhācāra* (aceitar coisas proibidas no *śāstra*), *kāma* (desejo de ganho material) e *pūjā* (anseio por popularidade). A palavra *kuṭi-nāṭi* significa \"duplicidade\". Como exemplo de *pratiṣṭhāśā,* alguém pode tentar imitar Śrīla Haridāsa Ṭhākura vivendo num lugar solitário. O desejo real pode ser por nome e fama — em outras palavras, pensa-se que os tolos aceitarão que se é tão bom quanto Haridāsa Ṭhākura simplesmente porque se vive num lugar solitário. Todos esses são desejos materiais. Um devoto neófito certamente será atacado por outros desejos materiais também, a saber, desejos por mulheres e dinheiro. Dessa forma, o coração fica novamente cheio de coisas sujas e torna-se cada vez mais endurecido, como o de um materialista. Gradualmente, passa-se a desejar tornar-se um devoto renomado ou um *avatāra* (encarnação).\n\nA palavra *jīva-hiṁsā* (inveja de outras entidades vivas) significa na prática interromper a pregação da consciência de Kṛṣṇa. O trabalho de pregação é descrito como *paropakāra,* atividade de bem-estar para os outros. Os que ignoram os benefícios do serviço devocional devem ser instruídos pela pregação. Se alguém interrompe a pregação e simplesmente se senta num lugar solitário, está envolvido em atividade material. Se alguém deseja fazer concessões aos māyāvādīs, também está envolvido em atividade material. Um devoto nunca deve fazer concessões a não devotos. Agindo como *guru* profissional, *yogī* místico ou fazedor de milagres, alguém pode enganar e iludir o público em geral e ganhar fama como um místico maravilhoso, mas tudo isso é considerado poeira, palha e grãos de areia dentro do coração. Além disso, deve-se seguir os princípios regulativos e não desejar sexo ilícito, jogo, entorpecentes ou carne.\n\nPara nos dar instruções práticas, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu limpou o templo duas vezes. Sua segunda limpeza foi mais minuciosa. A ideia era eliminar todos os obstáculos no caminho do serviço devocional. Ele limpou o templo com firme convicção, como fica evidente pelo uso de Suas próprias vestes pessoais para limpar. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu quis ver pessoalmente que o templo estava bem limpo, com o padrão de mármore polido. O mármore limpo produz um efeito refrescante. O serviço devocional significa alcançar paz em relação a todas as perturbações causadas pela contaminação material. Em outras palavras, é o processo pelo qual a mente se aquieta. A mente pode ser serena e plenamente purificada quando não se deseja mais nada além do serviço devocional.\n\nMesmo que todas as coisas sujas sejam removidas, às vezes permanecem na mente desejos sutis de impersonalismo, monismo, êxito e os quatro princípios da atividade religiosa (*dharma, artha, kāma* e *mokṣa*). Todos esses são como manchas em pano limpo. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu também quis limpar tudo isso.\n\nPor Sua atividade prática, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu nos ensinou como purificar nossos corações. Uma vez purificado o coração, devemos convidar o Senhor Śrī Kṛṣṇa a Se assentar, e devemos observar o festival distribuindo o *prasādam* e cantando o *mahā-mantra* Hare Kṛṣṇa. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava ensinar a cada devoto pelo Seu comportamento pessoal. Todos os que difundem o culto do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitam uma responsabilidade semelhante. O Senhor repreendia e elogiava pessoalmente indivíduos durante a limpeza, e aqueles que atuam como *ācāryas* devem aprender com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu como treinar os devotos pelo exemplo pessoal. O Senhor ficava muito satisfeito com aqueles que conseguiam limpar o templo retirando as coisas indesejáveis acumuladas no interior. Isso se chama *anartha-nivṛtti,* purificar o coração de tudo que é indesejável. Assim, a limpeza do Guṇḍicā-mandira foi conduzida pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu para nos fazer saber como o coração deve ser purificado e pacificado a fim de receber o Senhor Śrī Kṛṣṇa e permitir que Ele Se assente no coração sem perturbação."}
{"ref": "cc/madhya/12/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/136/", "verse_text": "nṛsiṁha-mandira-bhitara-bāhira śodhila\n\nkṣaṇeka viśrāma kari' nṛtya ārambhila", "devanagari": "> নৃসিংহ মন্দির-ভিতর-বাহির শোধিল ।\n> ক্ষণেক বিশ্রাম করি’ নৃত্য আরম্ভিল ॥১৩৬॥", "synonyms": "*nṛsiṁha-mandira*—o templo de Nṛsiṁhadeva; *bhitara*—dentro; *bāhira*—fora; *śodhila*—limpou; *kṣaṇeka*—por alguns instantes; *viśrāma*—descanso; *kari'*—após tomar; *nṛtya*—dança; *ārambhila*—começou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu também limpou o templo de Nṛsiṁha por dentro e por fora. Por fim, descansou por alguns minutos e então começou a dançar.**", "purport": "O templo de Nṛsiṁha é um belo templo logo do lado de fora do templo de Guṇḍicā. Nesse templo, há um grande festival no dia de Nṛsiṁha-caturdaśī. Há também um templo de Nṛsiṁha em Navadvīpa, onde se observa o mesmo festival, conforme o descreve Murāri Gupta em seu livro Caitanya-carita."}
{"ref": "cc/madhya/12/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/137/", "verse_text": "cāri-dike bhakta-gaṇa karena kīrtana\n\nmadhye nṛtya karena prabhu matta-siṁha-sama", "devanagari": "> চারিদিকে ভক্তগণ করেন কীর্তন ।\n> মধ্যে নৃত্য করেন প্রভু মত্তসিংহ-সম ॥১৩৭॥", "synonyms": "*cāri-dike*—por todos os lados; *bhakta-gaṇa*—devotos; *karena*—realizavam; *kīrtana*—canto congregacional; *madhye*—no meio; *nṛtya*—dança; *karena*—faz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *matta-siṁha-sama*—exatamente como um leão enfurecido.", "translation": "**Ao redor de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os devotos realizavam o canto congregacional. O Senhor, exatamente como um leão enfurecido, dançava no meio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/138/", "verse_text": "sveda, kampa, vaivarṇyāśru pulaka, huṅkāra\n\nnija-aṅga dhui' āge cale aśru-dhāra", "devanagari": "> স্বেদ, কম্প, বৈবর্ণ্যাশ্রু পুলক, হুঙ্কার ।\n> নিজ অঙ্গ ধুই’ আগে চলে অশ্রুধার ॥১৩৮॥", "synonyms": "*sveda*—transpiração; *kampa*—tremor; *vaivarṇya*—empalidecimento; *aśru*—lágrimas; *pulaka*—júbilo; *huṅkāra*—rugido; *nija-aṅga*—corpo pessoal; *dhui'*—lavando; *āge*—adiante; *cale*—segue; *aśru-dhāra*—um fluxo de lágrimas.", "translation": "**Como de costume, quando Caitanya Mahāprabhu dançava, havia transpiração, tremor, empalidecimento, lágrimas, júbilo e rugido. De fato, as lágrimas de Seus olhos lavavam Seu corpo e os que estavam diante Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/139/", "verse_text": "cāri-dike bhakta-aṅga kaila prakṣālana\n\nśrāvaṇera megha yena kare variṣaṇa", "devanagari": "> চারিদিকে ভক্ত-অঙ্গ কৈল প্রক্ষালন ।\n> শ্রাবণের মেঘ যেন করে বরিষণ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*cāri-dike*—por todos os lados; *bhakta-aṅga*—os corpos dos devotos; *kaila*—fez; *prakṣālana*—lavagem; *śrāvaṇera megha*—exatamente como uma nuvem no mês de Śrāvaṇa (julho-agosto); *yena*—como se; *kare variṣaṇa*—derramam.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu lavava os corpos de todos os devotos com as lágrimas de Seus olhos. As lágrimas vertiam como as chuvas no mês de Śrāvaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/140/", "verse_text": "mahā-ucca-saṅkīrtane ākāśa bharila\n\nprabhura uddaṇḍa-nṛtye bhūmi-kampa haila", "devanagari": "> মহা-উচ্চসংকীর্তনে আকাশ ভরিল ।\n> প্রভুর উদ্দণ্ড-নৃত্যে ভূমিকম্প হৈল ॥১৪০॥", "synonyms": "*mahā-ucca-saṅkīrtane*—por uma grande e alta execução do canto; *ākāśa*—o céu; *bharila*—ficou repleto; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uddaṇḍa-nṛtye*—pela dança e por saltos altos; *bhūmi-kampa*—terremoto; *haila*—houve.", "translation": "**O céu ficou repleto do grande e alto canto do saṅkīrtana, e a terra tremeu com os saltos e a dança do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/141/", "verse_text": "svarūpera ucca-gāna prabhure sadā bhāya\n\nānande uddaṇḍa nṛtya kare gaurarāya", "devanagari": "> স্বরূপের উচ্চ-গান প্রভুরে সদা ভায় ।\n> আনন্দে উদ্দণ্ড নৃত্য করে গৌররায় ॥১৪১॥", "synonyms": "*svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *ucca-gāna*—canto alto; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sadā bhāya*—sempre muito agradável; *ānande*—em júbilo; *uddaṇḍa nṛtya*—saltando alto e dançando; *kare*—realiza; *gaurarāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sempre apreciava o canto alto de Svarūpa Dāmodara. Portanto, quando Svarūpa Dāmodara cantava, Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava e saltava alto em júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/142/", "verse_text": "ei-mata kata-kṣaṇa nṛtya ye kariyā\n\nviśrāma karilā prabhu samaya bujhiyā", "devanagari": "> এইমত কতক্ষণ নৃত্য যে করিয়া ।\n> বিশ্রাম করিলা প্রভু সময় বুঝিয়া ॥১৪২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *nṛtya*—dança; *ye*—essa; *kariyā*—após realizar; *viśrāma karilā*—descansou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samaya bujhiyā*—compreendendo a hora.", "translation": "**O Senhor cantou e dançou assim por algum tempo. Por fim, compreendendo as circunstâncias, parou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/143/", "verse_text": "ācārya-gosāñira putra śrī-gopāla-nāma\n\nnṛtya karite tāṅre ājñā dila gauradhāma", "devanagari": "> আচার্য-গোসাঞির পুত্র শ্রীগোপাল-নাম ।\n> নৃত্য করিতে তাঁরে আজ্ঞা দিল গৌরধাম ॥১৪৩॥", "synonyms": "*ācārya-gosāñira*—de Śrī Advaita Ācārya; *putra*—filho; *śrī-gopāla-nāma*—chamado Śrī Gopāla; *nṛtya karite*—dançar; *tāṅre*—a ele; *ājñā*—ordem; *dila*—deu; *gauradhāma*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então ordenou que Śrī Gopāla, o filho de Advaita Ācārya, dançasse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/144/", "verse_text": "premāveśe nṛtya kari' ha-ilā mūrcchite\n\nacetana hañā teṅha paḍilā bhūmite", "devanagari": "> প্রেমাবেশে নৃত্য করি’ হইলা মূর্চ্ছিতে ।\n> অচেতন হঞা তেঁহ পড়িলা ভূমিতে ॥১৪৪॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *nṛtya kari'*—dançando; *ha-ilā mūrcchite*—desmaiou; *acetana hañā*—ficando inconsciente; *teṅha*—ele; *paḍilā*—caiu; *bhūmite*—ao chão.", "translation": "**Enquanto dançava em amor extático, Śrī Gopāla desmaiou e caiu ao chão inconsciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/145/", "verse_text": "āste-vyaste ācārya tāṅre kaila kole\n\nśvāsa-rahita dekhi' ācārya hailā vikale", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে আচার্য তাঁরে কৈল কোলে ।\n> শ্বাস-রহিত দেখি’ আচার্য হৈলা বিকলে ॥১৪৫॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande pressa; *ācārya*—Advaita Ācārya; *tāṅre*—a ele; *kaila*—tomou; *kole*—em Seu colo; *śvāsa-rahita*—sem respirar; *dekhi'*—vendo; *ācārya*—Advaita Ācārya; *hailā*—ficou; *vikale*—agitado.", "translation": "**Quando Śrī Gopāla desmaiou, Advaita Ācārya apressadamente tomou-o em Seu colo. Vendo que ele não respirava, Ele ficou muito agitado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/146/", "verse_text": "nṛsiṁhera mantra paḍi' māre jala-chāṅṭi\n\nhuṅkārera śabde brahmāṇḍa yāya phāṭi'", "devanagari": "> নৃসিংহের মন্ত্র পড়ি’ মারে জল-ছাঁটি ।\n> হুঙ্কারের শব্দে ব্রহ্মাণ্ড যায় ফাটি’ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*nṛsiṁhera mantra*—orações a Nṛsiṁhadeva; *paḍi'*—cantando; *māre*—lança; *jala-chāṅṭi*—aspersão de água; *huṅkārera śabde*—pelo som do rugido; *brahmāṇḍa*—o universo inteiro; *yāya*—fica; *phāṭi'*—rachando.", "translation": "**Advaita Ācārya e outros começaram a cantar o santo nome do Senhor Nṛsiṁha e a aspergir água. O rugido do canto era tão grande que parecia abalar o universo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/147/", "verse_text": "aneka karila, tabu nā haya cetana\n\nācārya kāndena, kānde saba bhakta-gaṇa", "devanagari": "> অনেক করিল, তবু না হয় চেতন ।\n> আচার্য কান্দেন, কান্দে সব ভক্তগণ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*aneka karila*—muito esforço foi feito; *tabu*—ainda; *nā haya*—não havia; *cetana*—consciência; *ācārya kāndena*—Advaita Ācārya começou a chorar; *kānde*—choraram; *saba bhakta-gaṇa*—todos os demais devotos.", "translation": "**Quando o menino não recobrou a consciência após algum tempo, Advaita Ācārya e os demais devotos começaram a chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/148/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅra buke hasta dila\n\n'uṭhaha gopāla' bali' uccaiḥsvare kahila", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁর বুকে হস্ত দিল ।\n> ‘উঠহ গোপাল’ বলি’ উচ্চৈঃস্বরে কহিল ॥১৪৮॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra buke*—em seu peito; *hasta*—mão; *dila*—colocou; *uṭhaha gopāla*—levanta-te, Gopāla; *bali'*—dizendo; *uccaiḥ-svare*—bem alto; *kahila*—disse.", "translation": "**Então Śrī Caitanya Mahāprabhu colocou Sua mão sobre o peito de Śrī Gopāla e disse bem alto: \"Gopāla, levanta-te.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/149/", "verse_text": "śunitei gopālera ha-ila cetana\n\n'hari' bali' nṛtya kare sarva-bhakta-gaṇa", "devanagari": "> শুনিতেই গোপালের হইল চেতন ।\n> ‘হরি’ বলি’ নৃত্য করে সর্বভক্তগণ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*śunitei*—ao ouvir; *gopālera*—de Śrī Gopāla; *ha-ila*—houve; *cetana*—consciência; *hari bali'*—cantando o santo nome de Hari; *nṛtya kare*—dançaram; *sarva-bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Tão logo Gopāla ouviu a voz de Śrī Caitanya Mahāprabhu, recobrou imediatamente os sentidos. Todos os devotos, então, começaram a dançar, cantando o santo nome de Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/150/", "verse_text": "ei līlā varṇiyāchena dāsa vṛndāvana\n\nataeva saṅkṣepa kari' kariluṅ varṇana", "devanagari": "> এই লীলা বর্ণিয়াছেন দাস বৃন্দাবন ।\n> অতএব সংক্ষেপ করি’ করিলুঁ বর্ণন ॥১৫০॥", "synonyms": "*ei līlā*—este passatempo; *varṇiyāchena*—descreveu; *dāsa vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *ataeva*—portanto; *saṅkṣepa*—brevemente; *kari'*—fazendo; *kariluṅ varṇana*—descrevi.", "translation": "**Este incidente foi descrito em detalhe por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Portanto, eu o descrevi apenas em breve.**", "purport": "Trata-se de uma questão de etiqueta. Se um ācārya anterior já escreveu sobre algo, não há necessidade de repeti-lo para a gratificação pessoal dos sentidos nem para superar o ācārya anterior. A menos que haja algum aprimoramento definitivo, não se deve repetir."}
{"ref": "cc/madhya/12/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/151/", "verse_text": "tabe mahāprabhu kṣaṇeka viśrāma kariyā\n\nsnāna karibāre gelā bhakta-gaṇa lañā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু ক্ষণেক বিশ্রাম করিয়া ।\n> স্নান করিবারে গেলা ভক্তগণ লঞা ॥১৫১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṣaṇeka*—por algum tempo; *viśrāma kariyā*—descansando; *snāna karibāre*—para banhar-se; *gelā*—foi; *bhakta-gaṇa lañā*—levando todos os devotos.", "translation": "**Depois de descansar, Śrī Caitanya Mahāprabhu e todos os devotos partiram para tomar seus banhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/152/", "verse_text": "tīre uṭhi' parena prabhu śuṣka vasana\n\nnṛsiṁha-deve namaskari' gelā upavana", "devanagari": "> তীরে উঠি’ পরেন প্রভু শুষ্ক বসন ।\n> নৃসিংহ-দেবে নমস্করি’ গেলা উপবন ॥১৫২॥", "synonyms": "*tīre uṭhi'*—subindo à margem; *parena*—veste; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śuṣka vasana*—roupas secas; *nṛsiṁha-deve*—ao Senhor Nṛsiṁhadeva; *namaskari'*—oferecendo reverências; *gelā upavana*—entrou num jardim.", "translation": "**Após banhar-se, o Senhor pôs-se na margem do lago e vestiu roupas secas. Depois de oferecer reverências ao Senhor Nṛsiṁhadeva, cujo templo ficava nas proximidades, o Senhor entrou num jardim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/153/", "verse_text": "udyāne vasilā prabhu bhakta-gaṇa lañā\n\ntabe vāṇīnātha āilā mahā-prasāda lañā", "devanagari": "> উদ্যানে বসিলা প্রভু ভক্তগণ লঞা ।\n> তবে বাণীনাথ আইলা মহাপ্রসাদ লঞা ॥১৫৩॥", "synonyms": "*udyāne*—no jardim; *vasilā*—sentou-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa lañā*—com os devotos; *tabe*—nesse momento; *vāṇīnātha*—Vāṇīnātha Rāya; *āilā*—veio; *mahā-prasāda lañā*—trazendo toda espécie de mahā-prasāda.", "translation": "**No jardim, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se com os demais devotos. Vāṇīnātha Rāya, então, veio e trouxe toda espécie de mahā-prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/154-155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/154-155/", "verse_text": "kāśī-miśra, tulasī-paḍichā-dui jana\n\npañca-śata loka yata karaye bhojana\n\ntata anna-piṭhā-pānā saba pāṭhāila\n\ndekhi' mahāprabhura mane santoṣa ha-ila", "devanagari": "> কাশীমিশ্র, তুলসী-পড়িছা — দুই জন ।\n> পঞ্চশত লোক যত করয়ে ভোজন ॥১৫৪॥\n> তত অন্ন-পিঠা-পানা সব পাঠাইল ।\n> দেখি’ মহাপ্রভুর মনে সন্তোষ হইল ॥১৫৫॥", "synonyms": "*kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *tulasī-paḍichā*—Tulasī, o superintendente do templo; *dui jana*—duas pessoas; *pañca-śata loka*—quinhentos homens; *yata*—tanto quanto; *karaye bhojana*—comem; *tata*—tanto; *anna-piṭhā-pānā*—arroz, bolos e arroz-doce; *saba*—tudo; *pāṭhāila*—enviaram; *dekhi'*—vendo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *santoṣa*—satisfação; *ha-ila*—houve.", "translation": "**Kāśī Miśra e Tulasī, o superintendente do templo, trouxeram tanto prasāda quanto quinhentos homens poderiam comer. Ao ver a grande quantidade de prasāda, que consistia em arroz, bolos, arroz-doce e uma variedade de legumes, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/156/", "verse_text": "purī-gosāñi, mahāprabhu, bhāratī brahmānanda\n\nadvaita-ācārya, āra prabhu-nityānanda", "devanagari": "> পুরী-গোসাঞি, মহাপ্রভু, ভারতী ব্রহ্মানন্দ  ।\n> অদ্বৈত-আচার্য, আর প্রভু-নিত্যানন্দ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*purī-gosāñi*—Paramānanda Purī; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāratī brahmānanda*—Brahmānanda Bhāratī; *advaita-ācārya*—Advaita Ācārya; *āra*—e; *prabhu-nityānanda*—Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Entre os devotos presentes com Śrī Caitanya Mahāprabhu estavam Paramānanda Purī, Brahmānanda Bhāratī, Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/157/", "verse_text": "ācāryaratna, ācāryanidhi, śrīvāsa, gadādhara\n\nśaṅkara, nandanācārya, āra rāghava, vakreśvara", "devanagari": "> আচার্যরত্ন, আচার্যনিধি, শ্রীবাস, গদাধর  ।\n> শঙ্কর, নন্দনাচার্য, আর রাঘব, বক্রেশ্বর ॥১৫৭॥", "synonyms": "*ācāryaratna*—Candraśekhara; *ācāryanidhi*—Ācāryanidhi; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *śaṅkara*—Śaṅkara; *nandana-ācārya*—Nandanācārya; *āra*—e; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *vakreśvara*—Vakreśvara.", "translation": "**Ācāryaratna, Ācāryanidhi, Śrīvāsa Ṭhākura, Gadādhara Paṇḍita, Śaṅkara, Nandanācārya, Rāghava Paṇḍita e Vakreśvara também estavam presentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/158/", "verse_text": "prabhu-ājñā pāñā vaise āpane sārvabhauma\n\npiṇḍāra upare prabhu vaise lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> প্রভু-আজ্ঞা পাঞা বৈসে আপনে সার্বভৌম ।\n> পিণ্ডার উপরে প্রভু বৈসে লঞা ভক্তগণ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*prabhu-ājñā*—a ordem do Senhor; *pāñā*—recebendo; *vaise*—senta-se; *āpane*—pessoalmente; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *piṇḍāra upare*—em plataformas elevadas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaise*—senta-se; *lañā*—junto com; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Recebendo a permissão do Senhor, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya sentou-se. Śrī Caitanya Mahāprabhu e todos os Seus devotos sentaram-se em assentos elevados de madeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/159/", "verse_text": "tāra tale, tāra tale kari' anukrama\n\nudyāna bhari' vaise bhakta karite bhojana", "devanagari": "> তার তলে, তার তলে করি’ অনুক্রম ।\n> উদ্যান ভরি’ বৈসে ভক্ত করিতে ভোজন ॥১৫৯॥", "synonyms": "*tāra tale*—abaixo deles; *tāra tale*—abaixo deles; *kari'*—desta maneira; *anukrama*—consecutivamente; *udyāna bhari'*—enchendo todo o jardim; *vaise*—sentam-se; *bhakta*—todos os devotos; *karite bhojana*—para almoçar.", "translation": "**Dessa maneira, todos os devotos sentaram-se para almoçar em filas consecutivas, um ao lado do outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/160/", "verse_text": "'haridāsa' bali' prabhu ḍāke ghane ghana\n\ndūre rahi' haridāsa kare nivedana", "devanagari": "> ‘হরিদাস’ বলি’ প্রভু ডাকে ঘনে ঘন  ।\n> দূরে রহি’ হরিদাস করে নিবেদন ॥১৬০॥", "synonyms": "*haridāsa bali'*—chamando Haridāsa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ḍāke*—chama; *ghane ghana*—repetidamente; *dūre rahi'*—permanecendo à distância; *haridāsa*—Ṭhākura Haridāsa; *kare nivedana*—disse.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu chamava repetidamente: \"Haridāsa, Haridāsa\", e, nesse momento, Haridāsa, permanecendo à distância, falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/161/", "verse_text": "bhakta-saṅge prabhu karuna prasāda aṅgīkāra\n\ne-saṅge vasite yogya nahi muñi chāra", "devanagari": "> ভক্ত-সঙ্গে প্রভু করুন প্রসাদ অঙ্গীকার  ।\n> এ-সঙ্গে বসিতে যোগ্য নহি মুঞি ছার ॥১৬১॥", "synonyms": "*bhakta-saṅge prabhu*—que Śrī Caitanya Mahāprabhu se sente com os devotos; *karuna*—que Ele o faça; *prasāda*—dos restos do alimento; *aṅgīkāra*—aceitando; *e-saṅge*—com este grupo; *vasite*—sentar-me; *yogya*—digno; *nahi*—não sou; *muñi*—eu; *chāra*—o mais abominável.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu almoce com os devotos. Como sou abominável, não posso sentar-me entre vós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/162/", "verse_text": "pāche more prasāda govinda dibe bahirdvāre\n\nmana jāni' prabhu punaḥ nā balila tāṅre", "devanagari": "> পাছে মোরে প্রসাদ গোবিন্দ দিবে বহির্দ্বারে  ।\n> মন জানি’ প্রভু পুনঃ না বলিল তাঁরে ॥১৬২॥", "synonyms": "*pāche*—por fim; *more*—a mim; *prasāda*—restos do alimento; *govinda*—o servidor pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dibe*—entregará; *bahir-dvāre*—fora da porta; *mana jāni'*—compreendendo a mente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *punaḥ*—novamente; *nā*—não; *balila*—chamou; *tāṅre*—a ele.", "translation": "**\"Govinda me dará prasāda mais tarde, fora da porta.\" Compreendendo sua mente, Śrī Caitanya Mahāprabhu não o chamou novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/163-164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/163-164/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi, jagadānanda, dāmodara\n\nkāśīśvara, gopīnātha, vāṇīnātha, śaṅkara\n\npariveśana kare tāhāṅ ei sāta-jana\n\nmadhye madhye hari-dhvani kare bhakta-gaṇa", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি, জগদানন্দ, দামোদর ।\n> কাশীশ্বর, গোপীনাথ, বাণীনাথ, শঙ্কর ॥১৬৩॥\n> পরিবেশন করে তাহাঁ এই সাতজন ।\n> মধ্যে মধ্যে হরিধ্বনি করে ভক্তগণ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *jagadānanda*—Jagadānanda; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *gopīnātha, vāṇīnātha, śaṅkara*—Gopīnātha, Vāṇīnātha e Śaṅkara; *pariveśana kare*—distribuem; *tāhāṅ*—ali; *ei*—estas; *sāta-jana*—sete pessoas; *madhye madhye*—a intervalos; *hari-dhvani*—a ressonância do santo nome de Hari; *kare*—fazem; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Jagadānanda, Dāmodara Paṇḍita, Kāśīśvara, Gopīnātha, Vāṇīnātha e Śaṅkara distribuíam prasāda, e os devotos cantavam os santos nomes a intervalos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/165/", "verse_text": "pulina-bhojana kṛṣṇa pūrve yaiche kaila\n\nsei līlā mahāprabhura mane smṛti haila", "devanagari": "> পুলিন-ভোজন কৃষ্ণ পূর্বে যৈছে কৈল ।\n> সেই লীলা মহাপ্রভুর মনে স্মৃতি হৈল ॥১৬৫॥", "synonyms": "*pulina*—na floresta; *bhojana*—comer; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *pūrve*—outrora; *yaiche*—como; *kaila*—realizou; *sei līlā*—o mesmo passatempo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *smṛti haila*—houve lembrança.", "translation": "**O Senhor Śrī Kṛṣṇa havia outrora almoçado na floresta, e Śrī Caitanya Mahāprabhu lembrou-se desse mesmo passatempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/166/", "verse_text": "yadyapi premāveśe prabhu hailā asthira\n\nsamaya bujhiyā prabhu hailā kichu dhīra", "devanagari": "> যদ্যপি প্রেমাবেশে প্রভু হৈলা অস্থির ।\n> সময় বুঝিয়া প্রভু হৈলা কিছু ধীর ॥১৬৬॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *prema-āveśe*—em amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā*—ficou; *asthira*—agitado; *samaya bujhiyā*—compreendendo o tempo e as circunstâncias; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā*—ficou; *kichu*—um tanto; *dhīra*—paciente.", "translation": "**Ao simplesmente lembrar os passatempos do Senhor Śrī Kṛṣṇa, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu ficava agitado pelo amor extático. No entanto, considerando o tempo e as circunstâncias, mantinha-Se com alguma paciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/167/", "verse_text": "prabhu kahe,-more deha' lāphrā-vyañjane\n\npiṭhā-pānā, amṛta-guṭikā deha' bhakta-gaṇe", "devanagari": "> প্রভু কহে, — মোরে দেহ’ লাফ্রা-ব্যঞ্জনে ।\n> পিঠা-পানা, অমৃত-গুটিকা দেহ’ ভক্তগণে ॥১৬৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *more*—a Mim; *deha'*—dá; *lāphrā-vyañjane*—o legume comum; *piṭhā-pānā*—bolos e arroz-doce; *amṛta-guṭikā*—e a preparação chamada amṛta-guṭikā; *deha'*—entrega; *bhakta-gaṇe*—aos devotos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Podes dar-Me o legume comum conhecido como lāphrā-vyañjana, e podes entregar a todos os devotos preparações melhores, como bolos, arroz-doce e amṛta-guṭikā.\"**", "purport": "Lāphrā-vyañjana é uma combinação de vários legumes verdes, todos misturados. Frequentemente, é misturado com arroz e entregue aos pobres. Amṛta-guṭikā é uma preparação de purī grossa misturada com leite condensado. Também é conhecida como amṛta-rasāvalī."}
{"ref": "cc/madhya/12/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/168/", "verse_text": "sarvajña prabhu jānena yāṅre yei bhāya\n\ntāṅre tāṅre sei deoyāya svarūpa-dvārāya", "devanagari": "> সর্বজ্ঞ প্রভু জানেন যাঁরে যেই ভায় ।\n> তাঁরে তাঁরে সেই দেওয়ায় স্বরূপ-দ্বারায় ॥১৬৮॥", "synonyms": "*sarva-jña prabhu*—o onisciente Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jānena*—conhece; *yāṅre*—a quem; *yei*—o que; *bhāya*—agrada; *tāṅre tāṅre*—a cada pessoa; *sei*—aquilo; *deoyāya*—ordena que se distribua; *svarūpa-dvārāya*—por intermédio de Svarūpa Dāmodara.", "translation": "**Como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é onisciente, Ele sabia que tipo de preparação cada pessoa preferia. Por isso, fez com que Svarūpa Dāmodara distribuísse essas preparações para a plena satisfação de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/169/", "verse_text": "jagadānanda beḍāya pariveśana karite\n\nprabhura pāte bhāla-dravya dena ācambite", "devanagari": "> জগদানন্দ বেড়ায় পরিবেশন করিতে ।\n> প্রভুর পাতে ভাল-দ্রব্য দেন আচম্বিতে ॥১৬৯॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda; *beḍāya*—anda; *pariveśana*—distribuição de prasāda; *karite*—fazer; *prabhura pāte*—no prato de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāla-dravya*—as preparações de primeira classe; *dena*—coloca; *ācambite*—de repente.", "translation": "**Jagadānanda foi distribuir o prasāda e, de repente, colocou todas as preparações de primeira classe no prato de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/170/", "verse_text": "yadyapi dile prabhu tāṅre karena roṣa\n\nbale-chale tabu dena, dile se santoṣa", "devanagari": "> যদ্যপি দিলে প্রভু তাঁরে করেন রোষ ।\n> বলে-ছলে তবু দেন, দিলে সে সন্তোষ ॥১৭০॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *dile*—por tal entrega; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *karena*—faz; *roṣa*—ira; *bale-chale*—de um modo ou de outro (ora por estratagemas, ora à força); *tabu*—ainda assim; *dena*—entrega; *dile*—quando entrega; *se santoṣa*—Śrī Caitanya Mahāprabhu ficava muito satisfeito.", "translation": "**Quando um prasāda tão saboroso era colocado no prato de Śrī Caitanya Mahāprabhu, externamente o Senhor ficava muito irado. Não obstante, quando as preparações eram postas em Seu prato, ora por estratagemas, ora à força, o Senhor ficava satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/171/", "verse_text": "punarapi sei dravya kare nirīkṣaṇa\n\ntāṅra bhaye prabhu kichu karena bhakṣaṇa", "devanagari": "> পুনরপি সেই দ্রব্য করে নিরীক্ষণ ।\n> তাঁর ভয়ে প্রভু কিছু করেন ভক্ষণ ॥১৭১॥", "synonyms": "*punarapi*—novamente; *sei dravya*—justamente aquilo; *kare nirīkṣaṇa*—observa cuidadosamente; *tāṅra bhaye*—por temor a Jagadānanda; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—algo; *karena*—faz; *bhakṣaṇa*—comer.", "translation": "**Quando o alimento era assim entregue, Śrī Caitanya Mahāprabhu o observava por algum tempo. Por temor a Jagadānanda, Ele finalmente comia algo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/172/", "verse_text": "nā khāile jagadānanda karibe upavāsa\n\ntāṅra āge kichu khā'na-mane ai trāsa", "devanagari": "> না খাইলে জগদানন্দ করিবে উপবাস ।\n> তাঁর আগে কিছু খা’ন — মনে ঐ ত্রাস ॥১৭২॥", "synonyms": "*nā khāile*—se Ele não comesse; *jagadānanda*—Jagadānanda; *karibe*—observaria; *upavāsa*—jejum; *tāṅra āge*—diante dele; *kichu khā'na*—come algo; *mane*—dentro da mente; *ai*—aquele; *trāsa*—temor.", "translation": "**O Senhor sabia que, se não comesse o alimento oferecido por Jagadānanda, este certamente jejuaria. Por temer isso, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu comia um pouco do prasāda que ele oferecia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/173/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi bhāla miṣṭa-prasāda lañā\n\nprabhuke nivedana kare āge dāṇḍāñā", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি ভাল মিষ্টপ্রসাদ লঞা  ।\n> প্রভুকে নিবেদন করে আগে দাণ্ডাঞা ॥১৭৩॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara; *bhāla*—de primeira classe; *miṣṭa-prasāda*—doces; *lañā*—tomando; *prabhuke*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nivedana kare*—ofereceu; *āge*—diante Dele; *dāṇḍāñā*—de pé.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī trouxe então alguns doces excelentes e, de pé diante do Senhor, ofereceu-os a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/174/", "verse_text": "ei mahā-prasāda alpa karaha āsvādana\n\ndekha, jagannātha kaiche karyāchena bhojana", "devanagari": "> এই মহাপ্রসাদ অল্প করহ আস্বাদন  ।\n> দেখ, জগন্নাথ কৈছে কর্যাছেন ভোজন ॥১৭৪॥", "synonyms": "*ei mahā-prasāda*—este mahā-prasāda; *alpa*—um pouco; *karaha āsvādana*—Tu deves provar; *dekha*—vê só; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *kaiche*—como; *karyāchena*—fez; *bhojana*—comer.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī então disse: \"Toma apenas um pouco deste mahā-prasāda e vê de que modo o Senhor Jagannātha o aceitou.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/175/", "verse_text": "eta bali' āge kichu kare samarpaṇa\n\ntāṅra snehe prabhu kichu karena bhojana", "devanagari": "> এত বলি’ আগে কিছু করে সমর্পণ ।\n> তাঁর স্নেহে প্রভু কিছু করেন ভোজন ॥১৭৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *āge*—à frente; *kichu*—algo; *kare samarpaṇa*—oferece; *tāṅra*—dele; *snehe*—por afeição; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—um pouco; *karena bhojana*—come.", "translation": "**Ao dizer isto, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī colocou algum alimento diante do Senhor, e o Senhor, por afeição, comeu-o.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/176/", "verse_text": "ei mata dui-jana kare bāra-bāra\n\nvicitra ei dui bhaktera sneha-vyavahāra", "devanagari": "> এই মত দুইজন করে বারবার ।\n> বিচিত্র এই দুই ভক্তের স্নেহ-ব্যবহার ॥১৭৬॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *dui-jana*—ambas as pessoas (Svarūpa Dāmodara e Jagadānanda); *kare*—fazem; *bāra-bāra*—repetidas vezes; *vicitra*—incomum; *ei*—estes; *dui*—dois; *bhaktera*—de devotos; *sneha-vyavahāra*—comportamento afetuoso.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara e Jagadānanda ofereceram repetidas vezes algum alimento ao Senhor. Assim, comportaram-se afetuosamente com o Senhor. Isso era deveras incomum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/177/", "verse_text": "sārvabhaume prabhu vasāñāchena vāma-pāśe\n\ndui bhaktera sneha dekhi' sārvabhauma hāse", "devanagari": "> সার্বভৌমে প্রভু বসাঞাছেন বাম-পাশে ।\n> দুই ভক্তের স্নেহ দেখি’ সার্বভৌম হাসে ॥১৭৭॥", "synonyms": "*sārvabhaume*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhu*—o Senhor; *vasāñāchena*—fez sentar-se; *vāma-pāśe*—a Seu lado esquerdo; *dui bhaktera*—dos dois devotos; *sneha*—a afeição; *dekhi'*—vendo; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *hāse*—sorri.", "translation": "**O Senhor fez Sārvabhauma Bhaṭṭācārya sentar-se a Seu lado esquerdo e, quando Sārvabhauma viu o comportamento de Svarūpa Dāmodara e Jagadānanda, sorriu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/178/", "verse_text": "sārvabhaume deyāna prabhu prasāda uttama\n\nsneha kari' bāra-bāra karāna bhojana", "devanagari": "> সার্বভৌমে দেয়ান প্রভু প্রসাদ উত্তম ।\n> স্নেহ করি’ বারবার করান ভোজন ॥১৭৮॥", "synonyms": "*sārvabhaume*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *deyāna*—faz com que outros entreguem; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—restos de alimento; *uttama*—de primeira classe; *sneha kari'*—por afeição; *bāra-bāra*—repetidas vezes; *karāna*—faz; *bhojana*—com que ele coma.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu também desejava oferecer alimento de primeira classe a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; por isso, por afeição, fez com que os serventes pusessem alimento de primeira classe em seu prato repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/179/", "verse_text": "gopīnāthācārya uttama mahā-prasāda āni'\n\nsārvabhaume diyā kahe sumadhura vāṇī", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য উত্তম মহাপ্রসাদ আনি’  ।\n> সার্বভৌমে দিয়া কহে সুমধুর বাণী ॥১৭৯॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *uttama*—de primeira classe; *mahā-prasāda*—restos de alimento; *āni'*—trazendo; *sārvabhaume*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *diyā*—entregando; *kahe*—diz; *su-madhura*—muito doces; *vāṇī*—palavras.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya também trouxe alimento de primeira classe e o ofereceu a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya enquanto falava palavras doces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/180/", "verse_text": "kāhāṅ bhaṭṭācāryera pūrva jaḍa-vyavahāra\n\nkāhāṅ ei paramānanda,-karaha vicāra", "devanagari": "> কাহাঁ ভট্টাচার্যের পূর্ব জড়-ব্যবহার  ।\n> কাহাঁ এই পরমানন্দ, — করহ বিচার ॥১৮০॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *bhaṭṭācāryera*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *pūrva*—anterior; *jaḍa-vyavahāra*—comportamento material; *kāhāṅ*—onde; *ei*—esta; *parama-ānanda*—bem-aventurança transcendental; *karaha vicāra*—procura considerar.", "translation": "**Depois de servir o Bhaṭṭācārya com o *prasādam* de primeira qualidade, Gopīnātha Ācārya disse: \"Imaginem como deve ter sido o comportamento mundano anterior do Bhaṭṭācārya! Considerem como, no presente, ele está desfrutando da bem-aventurança transcendental!\"**", "purport": "Sārvabhauma Bhaṭṭācārya fora anteriormente um smārta-brāhmaṇa, isto é, alguém que segue estritamente os princípios Védicos na plataforma mundana. Na plataforma mundana, não se pode acreditar que o prasāda seja transcendental, que Govinda seja a forma original da Suprema Personalidade de Deus, ou que um vaiṣṇava seja uma pessoa liberada. Essas considerações transcendentais estão fora da jurisdição do erudito Védico comum. A maioria dos eruditos Védicos é chamada de vedāntistas. Esses supostos seguidores da filosofia vedānta consideram a Verdade Absoluta como impessoal. Eles também acreditam que uma pessoa nascida em determinada casta não pode mudar de casta até que morra e renasça. Os smārta-brāhmaṇas também rejeitam o fato de que o mahā-prasāda (alimento oferecido à Deidade) seja transcendental e materialmente incontaminado. Originalmente, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya estava sujeito a todas as regras e regulações dos princípios Védicos na plataforma mundana. Ora, Gopīnātha Ācārya assinalou como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya fora convertido pela misericórdia imotivada de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Tendo sido convertido, Sārvabhauma partilhou do prasāda com os vaiṣṇavas. De fato, ele se sentou ao lado de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/12/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/181/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,-āmi tarkika kubuddhi\n\ntomāra prasāde mora e sampat-siddhi", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — আমি তার্কিক কুবুদ্ধি ।\n> তোমার প্রসাদে মোর এ সম্পত্-সিদ্ধি ॥১৮১॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu; *āmi*—eu; *tārkika*—um lógico mundano; *ku-buddhi*—pouco inteligente; *tomāra prasāde*—por tua graça; *mora*—minha; *e*—esta; *sampat*—opulência; *siddhi*—perfeição.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya respondeu: \"Eu era simplesmente um lógico sem inteligência suficiente. No entanto, por vossa graça, recebi esta opulência da perfeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/182/", "verse_text": "mahāprabhu vinā keha nāhi dayāmaya\n\nkākere garuḍa kare,-aiche kon haya", "devanagari": "> মহাপ্রভু বিনা কেহ নাহি দয়াময় ।\n> কাকেরে গরুড় করে, — ঐছে কোন্ হয় ॥১৮২॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vinā*—exceto; *keha*—alguém; *nāhi*—não há; *dayā-maya*—tão misericordioso; *kākere*—num corvo; *garuḍa*—a maior das águias; *kare*—transformou; *aiche*—tal; *kon haya*—quem mais existe.", "translation": "**\"À exceção de Śrī Caitanya Mahāprabhu\", continuou Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, \"quem é tão misericordioso? Ele converteu um corvo num Garuḍa. Quem poderia ser tão misericordioso?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/183/", "verse_text": "tārkika-śṛgāla-saṅge bheu-bheu kari\n\nsei mukhe ebe sadā kahi 'kṛṣṇa' 'hari'", "devanagari": "> তার্কিক-শৃগাল-সঙ্গে ভেউ-ভেউ করি ।\n> সেই মুখে এবে সদা কহি ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ ॥১৮৩॥", "synonyms": "*tārkika*—lógicos; *śṛgāla*—chacais; *saṅge*—na associação de; *bheu-bheu kari*—latindo; *sei mukhe*—nessa mesma boca; *ebe*—agora; *sadā*—sempre; *kahi*—profiro; *kṛṣṇa*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *hari*—Hari.", "translation": "**\"Na associação dos chacais conhecidos como lógicos, eu simplesmente continuei a latir um sonoro 'bheu bheu.' Agora, com a mesma boca, estou cantando os santos nomes Kṛṣṇa e Hari.**\"", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/184/", "verse_text": "kāhāṅ bahirmukha tārkika-śiṣyagaṇa-saṅge\n\nkāhāṅ ei saṅga-sudhā-samudra-taraṅge", "devanagari": "> কাহাঁ বহির্মুখ তার্কিক-শিষ্যগণ-সঙ্গে ।\n> কাহাঁ এই সঙ্গসুধা-সমুদ্র-তরঙ্গে ॥১৮৪॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—ao passo que; *bahiḥ-mukha*—não-devotos; *tārkika*—de lógica; *śiṣya-gaṇa*—discípulos; *saṅge*—com; *kāhāṅ*—agora; *ei*—esta; *saṅga*—associação; *sudhā*—de néctar; *samudra*—do oceano; *taraṅge*—nas ondas.", "translation": "**\"Outrora eu me associava com os discípulos da lógica, todos não-devotos; agora, porém, estou imerso nas ondas do nectáreo oceano da associação dos devotos.\"**", "purport": "Como explica Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, a palavra bahirmukha refere-se a uma pessoa que está muito ocupada em saborear o desfrute material. Tal pessoa sempre se apresenta como desfrutadora da energia externa da Suprema Personalidade de Deus. Atraído pela opulência externa, o não-devoto sempre se esquece de sua relação íntima com Kṛṣṇa. Tal pessoa não aprecia a ideia de tornar-se consciente de Kṛṣṇa. Isso é explicado por Śrīla Prahlāda Mahārāja no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.30-31):\n\nmatir na kṛṣṇe parataḥ svato vā\n\nmitho 'bhipadyeta gṛha-vratānām\n\nadānta-gobhir viśatāṁ tamisraṁ\n\npunaḥ punaś carvita-carvaṇānām\n\nna te viduḥ svārtha-gatiṁ hi viṣṇuṁ\n\ndurāśayā ye bahir-artha-māninaḥ\n\nandhā yathāndhair upanīyamānās\n\nte 'pīśa-tantryām uru-dāmni baddhāḥ\n\nOs materialistas que estão excessivamente apegados ao corpo material, ao mundo material e ao desfrute material, e que não conseguem controlar seus sentidos materiais, são conduzidos às regiões mais escuras da existência material. Tais pessoas não podem tornar-se conscientes de Kṛṣṇa, nem por si mesmas nem por esforço congregacional. Tais pessoas não compreendem que a meta da vida para o ser humano é compreender a Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu. A vida humana destina-se especialmente a este propósito, e é preciso submeter-se a toda espécie de penitências e austeridades e pôr de lado a propensão à gratificação dos sentidos. Os materialistas permanecem sempre cegos, pois são sempre guiados por canalhas cegos. A pessoa materialista considera-se livre para agir como quer. Ela não sabe que está rigidamente controlada pelas leis estritas da natureza, nem sabe que tem de transmigrar de um corpo a outro e apodrecer perpetuamente na existência material. Tais canalhas e pessoas tolas deixam-se seduzir pelas orações de seus líderes tolos em busca de gratificação dos sentidos, e não conseguem compreender o que significa a consciência de Kṛṣṇa. O mundo material existe fora do céu espiritual, e um materialista tolo não consegue estimar a extensão deste céu material. Que poderá ele, então, saber a respeito do céu espiritual? Os materialistas simplesmente acreditam em seus sentidos imperfeitos e não aceitam instruções das escrituras reveladas. Segundo a civilização Védica, é preciso enxergar através da autoridade das escrituras reveladas. Śāstra-cakṣuḥ: deve-se ver tudo por intermédio da literatura Védica. Dessa maneira, pode-se distinguir entre o mundo espiritual e o mundo material. Aqueles que ignoram tais instruções não podem convencer-se da existência do mundo espiritual. Por terem esquecido sua identidade espiritual, esses materialistas tomam este mundo material como sendo tudo o que existe. Por isso, eles são chamados de bahirmukha."}
{"ref": "cc/madhya/12/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/185/", "verse_text": "prabhu kahe,-pūrve siddha kṛṣṇe tomāra prīti\n\ntomā-saṅge āmā-sabāra haila kṛṣṇe mati", "devanagari": "> প্রভু কহে, — পূর্বে সিদ্ধ কৃষ্ণে তোমার প্রীতি ।\n> তোমা-সঙ্গে আমা-সবার হৈল কৃষ্ণে মতি ॥১৮৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *pūrve*—anteriormente; *siddha*—perfeito; *kṛṣṇe*—em consciência de Kṛṣṇa; *tomāra*—teu; *prīti*—amor por Kṛṣṇa; *tomā-saṅge*—por tua associação; *āmā-sabāra*—de todos nós; *haila*—houve; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *mati*—consciência.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya: \"Desde sua vida anterior você está na consciência de Kṛṣṇa. Por isso você ama tanto a Kṛṣṇa que, apenas com sua associação, todos nós estamos desenvolvendo a consciência de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/186/", "verse_text": "bhakta-mahimā bāḍāite, bhakte sukha dite\n\nmahāprabhu vinā anya nāhi trijagate", "devanagari": "> ভক্ত-মহিমা বাড়াইতে, ভক্তে সুখ দিতে ।\n> মহাপ্রভু বিনা অন্য নাহি ত্রিজগতে ॥১৮৬॥", "synonyms": "*bhakta-mahimā*—as glórias dos devotos; *bāḍāite*—aumentar; *bhakte*—aos devotos; *sukha dite*—dar prazer; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vinā*—exceto; *anya*—qualquer outro; *nāhi*—não há ninguém; *tri-jagate*—dentro destes três mundos.", "translation": "**Assim, não há ninguém dentro destes três mundos – à exceção de Śrī Caitanya Mahāprabhu – que esteja sempre tão disposto a aumentar as glórias dos devotos e a dar-lhes satisfação.**", "purport": "A esse respeito, deve-se consultar a discussão entre Kapiladeva e Devahūti acerca do serviço devocional. Ela encontra-se no *Śrīmad-Bhāgavatam*, Terceiro Canto."}
{"ref": "cc/madhya/12/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/187/", "verse_text": "tabe prabhu pratyeke, saba bhaktera nāma lañā\n\npiṭhā-pānā deoyāila prasāda kariyā", "devanagari": "> তবে প্রভু প্রত্যেকে, সব ভক্তের নাম লঞা ।\n> পিঠা-পানা দেওয়াইল প্রসাদ করিয়া ॥১৮৭॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pratyeke*—individualmente; *saba bhaktera*—de todos os devotos; *nāma*—os nomes; *lañā*—chamando; *piṭhā-pānā*—bolos e arroz-doce; *deoyāila*—distribuiu; *prasāda*—restos de alimento; *kariyā*—fazendo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então tomou todos os restos de alimento oferecido a Jagannātha, como bolos e arroz-doce, e os distribuiu a todos os demais devotos, chamando-os individualmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/188/", "verse_text": "advaita-nityānanda vasiyāchena eka ṭhāñi\n\ndui-jane krīḍā-kalaha lāgila tathāi", "devanagari": "> অদ্বৈত-নিত্যানন্দ বসিয়াছেন এক ঠাঞি ।\n> দুইজনে ক্রীড়া-কলহ লাগিল তথাই ॥১৮৮॥", "synonyms": "*advaita-nityānanda*—Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu; *vasiyāchena*—sentaram-se; *eka ṭhāñi*—num mesmo lugar; *dui-jane*—essas duas pessoas; *krīḍā-kalaha*—contenda simulada; *lāgila*—começaram; *tathāi*—ali.", "translation": "**Śrī Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu sentaram-se lado a lado e, enquanto se distribuía o prasāda, Eles travaram uma espécie de contenda simulada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/189/", "verse_text": "advaita kahe,-avadhūtera saṅge eka paṅkti\n\nbhojana kariluṅ, nā jāni habe kon gati", "devanagari": "> অদ্বৈত কহে, — অবধূতের সঙ্গে এক পংক্তি  ।\n> ভোজন করিলুঁ, না জানি হবে কোন্ গতি ॥১৮৯॥", "synonyms": "*advaita kahe*—Advaita Ācārya disse; *avadhūtera saṅge*—com um mendicante; *eka paṅkti*—numa mesma fileira; *bhojana kariluṅ*—estou tomando Meu alimento; *nā jāni*—não sei; *habe*—será; *kon*—qual; *gati*—destino.", "translation": "**Primeiro, Advaita Ācārya disse: \"Estou sentado na mesma fileira que um mendicante desconhecido e, por estar comendo com Ele, não sei que tipo de destino Me aguarda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/190/", "verse_text": "prabhu ta' sannyāsī, uṅhāra nāhi apacaya\n\nanna-doṣe sannyāsīra doṣa nāhi haya", "devanagari": "> প্রভু ত’ সন্ন্যাসী, উঁহার নাহি অপচয়  ।\n> অন্ন-দোষে সন্ন্যাসীর দোষ নাহি হয় ॥১৯০॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ta'*—de fato; *sannyāsī*—na ordem de vida renunciada; *uṅhāra*—para Ele; *nāhi*—não há; *apacaya*—nenhuma discrepância; *anna-doṣe*—pela contaminação do alimento; *sannyāsīra*—de uma pessoa na ordem renunciada; *doṣa*—falta; *nāhi*—não; *haya*—há.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu está na ordem de vida renunciada. Por conseguinte, Ele não reconhece discrepâncias. De fato, um sannyāsī não é afetado por comer alimento de qualquer lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/191/", "verse_text": "''nānna-doṣeṇa maskarī''-ei śāstra-pramāṇa\n\nāmi ta' gṛhastha-brāhmaṇa, āmāra doṣa-sthāna", "devanagari": "> “নান্নদোষেণ মস্করী” — এই শাস্ত্র-প্রমাণ ।\n> আমি ত’ গৃহস্থ-ব্রাহ্মণ, আমার দোষ-স্থান ॥১৯১॥", "synonyms": "*na anna-doṣeṇa maskarī*—um sannyāsī não se torna afetado pela aceitação falha de alimento; *ei*—esta; *śāstra-pramāṇa*—evidência das escrituras reveladas; *āmi*—eu; *ta'*—de fato; *gṛhastha-brāhmaṇa*—um brāhmaṇa chefe de família; *āmāra*—minha; *doṣa*—falha; *sthāna*—situação.", "translation": "**\"De acordo com os śāstras, não há nenhuma irregularidade no fato de um sannyāsī comer na casa de outro. No entanto, para um brāhmaṇa chefe de família, esse tipo de alimentação é falho.**\"", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/192/", "verse_text": "janma-kula-śīlācāra nā jāni yāhāra\n\ntāra saṅge eka paṅkti-baḍa anācāra", "devanagari": "> জন্মকুলশীলাচার না জানি যাহার ।\n> তার সঙ্গে এক পংক্তি — বড় অনাচার ॥১৯২॥", "synonyms": "*janma*—nascimento; *kula*—família; *śīla*—caráter; *ācāra*—comportamento; *nā*—não; *jāni*—conheço; *yāhāra*—de quem; *tāra saṅge*—com ele; *eka paṅkti*—numa mesma fileira; *baḍa anācāra*—uma grande discrepância.", "translation": "**\"Não é apropriado que chefes de família comam com aqueles cujo nascimento anterior, família, caráter e comportamento são desconhecidos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/193/", "verse_text": "nityānanda kahe-tumi advaita-ācārya\n\n'advaita-siddhānte' bādhe śuddha-bhakti-kārya", "devanagari": "> নিত্যানন্দ কহে, — তুমি অদ্বৈত-আচার্য ।\n> ‘অদ্বৈত-সিদ্ধান্তে’ বাধে শুদ্ধভক্তিকার্য ॥১৯৩॥", "synonyms": "*nityānanda kahe*—Śrīla Nityānanda Prabhu disse; *tumi*—Tu; *advaita-ācārya*—Advaita Ācārya, ou um mestre do monismo impessoal; *advaita-siddhānte*—nessa conclusão monista; *bādhe*—é grandemente impedido; *śuddha-bhakti-kārya*—a questão do serviço devocional puro.", "translation": "**Nityānanda Prabhu refutou imediatamente Śrīla Advaita Ācārya, dizendo: \"Tu és um mestre do monismo impessoal, e a conclusão monista é um grande obstáculo ao serviço devocional puro e progressivo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/194/", "verse_text": "tomāra siddhānta-saṅga kare yei jane\n\n'eka' vastu vinā sei 'dvitīya' nāhi māne", "devanagari": "> তোমার সিদ্ধান্ত-সঙ্গ করে যেই জনে ।\n> ‘এক’ বস্তু বিনা সেই ‘দ্বিতীয়’ নাহি মানে ॥১৯৪॥", "synonyms": "*tomāra*—tua; *siddhānta-saṅga*—aceitação da conclusão; *kare*—faz; *yei jane*—a pessoa que; *eka*—uma; *vastu*—substância; *vinā*—exceto; *sei*—tal pessoa; *dvitīya*—uma segunda coisa; *nāhi māne*—não aceita.", "translation": "**\"Aquele que participa de tua filosofia monista impessoal não aceita nada além do Brahman único.\"**", "purport": "O monista impessoal não acredita que Deus seja o único objeto de adoração e que as entidades vivas sejam Seus servos eternos. Segundo os monistas, Deus e o devoto podem ser distintos no estado material, mas quando se situam espiritualmente, não há diferença entre eles. Isso se chama *advaita-siddhānta,* a conclusão dos monistas. Os monistas consideram o serviço devocional ao Senhor uma atividade material; por isso, consideram tais atividades devocionais equivalentes ao *karma,* ou atividade fruitiva. Esse equívoco monista é um grande obstáculo no caminho do serviço devocional.\n\nNa verdade, essa discussão entre Advaita Ācārya e Nityānanda foi uma luta fingida destinada a servir de grande instrução para todos os devotos. Śrī Nityānanda Prabhu quis apontar que Advaita Ācārya, um devoto puro, não concordava com a conclusão monista. A conclusão do serviço devocional é:\n\n> vadanti tat tattva-vidas\n> tattvaṁ yaj jñānam advayam\n> brahmeti paramātmeti\n> bhagavān iti śabdyate\n\n\"Os transcendentalistas eruditos que conhecem a Verdade Absoluta chamam essa substância não dual de Brahman, Paramātmā ou Bhagavān.\" (Bhāg. 1.2.11)\n\nO conhecimento absoluto abrange Brahman, Paramātmā e Bhagavān. Essa conclusão não é a mesma que a dos monistas. Śrīla Advaita Ācārya recebeu o título de *ācārya* porque difundiu o culto do *bhakti,* não a filosofia do monismo. A verdadeira conclusão do *advaita-siddhānta,* expressa logo no início do *Caitanya-caritāmṛta* (*Ādi* 1.3), não é a mesma que a filosofia dos monistas. Aqui *advaita-siddhānta* significa *advaya-jñāna,* ou unidade na variedade. Na verdade, Śrīla Nityānanda Prabhu estava elogiando Śrīla Advaita Ācārya por meio de uma luta fingida amistosa. Ele expunha a conclusão vaiṣṇava em termos das palavras conclusivas do *Bhāgavatam,* *vadanti tat tattva-vidaḥ.* Essa é também a conclusão de um *mantra* do *Chāndogya Upaniṣad, ekam evādvitīyam.*\n\nUm devoto sabe que há unidade na diversidade. Os *mantras* dos *śāstras* não apoiam as conclusões monistas dos impersonalistas, nem a filosofia vaiṣṇava aceita o impersonalismo sem variedade. Brahman é o maior, Aquele que inclui tudo, e isso é a unidade. Como Kṛṣṇa afirma no *Bhagavad-gītā* [[bg/7/7|(Bg. 7.7)]], *mattaḥ parataraṁ nānyat:* não há ninguém superior ao próprio Kṛṣṇa. Ele é a substância original porque cada categoria emana d'Ele. Assim, Ele é simultaneamente uno com e diferente de todas as demais categorias. O Senhor está sempre envolvido numa variedade de atividades espirituais, mas o monista não consegue compreender a variedade espiritual. A conclusão é que, embora o poderoso e o poder sejam um só, dentro da energia do poderoso há variedades. Nessas variedades há diferença entre o eu pessoal, entre os tipos de uma mesma categoria e entre os tipos de categorias diferentes. Em outras palavras, há sempre variedade nas categorias, compreendidas como conhecimento, o conhecedor e o cognoscível. Devido à existência eterna do conhecimento, do conhecedor e do cognoscível, os devotos em todo o mundo têm consciência da existência eterna da forma, do nome, das qualidades, dos passatempos e do séquito da Suprema Personalidade de Deus. Os devotos jamais concordam com a pregação monista da unidade. A menos que se esteja comprometido com as concepções do conhecedor, do cognoscível e do conhecimento, não há possibilidade de compreender a variedade espiritual, nem se pode saborear a bem-aventurança transcendental da variedade espiritual.\n\nA filosofia do monismo é uma adaptação da filosofia budista do voidismo. Numa luta fingida com Śrī Advaita Ācārya, Śrī Nityānanda Prabhu refutava esse tipo de filosofia monista. Os vaiṣṇavas certamente aceitam o Senhor Śrī Kṛṣṇa como o derradeiro \"uno\", e aquilo que está sem Kṛṣṇa se chama *māyā,* ou o que não tem existência. A *māyā* externa se manifesta em duas fases — *jīva-māyā,* as entidades vivas, e *guṇa-māyā,* o mundo material. No mundo material há *prakṛti* (a natureza material) e *pradhāna* (os ingredientes da natureza material). No entanto, quando alguém se torna consciente de Kṛṣṇa, a diferença entre a variedade material e a espiritual deixa de existir. Um devoto avançado como Prahlāda Mahārāja vê tudo como uno — Kṛṣṇa. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.4.37), *kṛṣṇa-graha-gṛhītātmā na veda jagad īdṛśamā.* Aquele que está em plena consciência de Kṛṣṇa não distingue entre coisas materiais e espirituais; toma tudo como relacionado a Kṛṣṇa e, por conseguinte, espiritual. Por meio do *advaya-jñāna-darśana,* Śrīla Advaita Ācārya glorificou o serviço devocional puro. Śrīla Nityānanda Prabhu aqui condena sarcasticamente a filosofia dos monistas impessoais e louva a filosofia não dual correta de Śrī Advaita Prabhu."}
{"ref": "cc/madhya/12/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/195/", "verse_text": "hena tomāra saṅge mora ekatre bhojana\n\nnā jāni, tomāra saṅge kaiche haya mana", "devanagari": "> হেন তোমার সঙ্গে মোর একত্রে ভোজন ।\n> না জানি, তোমার সঙ্গে কৈছে হয় মন ॥১৯৫॥", "synonyms": "*hena*—assim; *tomāra*—tua; *saṅge*—em associação; *mora*—minha; *ekatre*—juntos; *bhojana*—alimentação; *nā jāni*—não sei; *tomāra saṅge*—por tua associação; *kaiche*—como; *haya mana*—minha mente se voltará.", "translation": "**Nityānanda Prabhu continuou: \"És um monista de tal porte! E agora estou comendo ao Teu lado. Não sei como Minha mente será afetada dessa maneira.\"**", "purport": "Saṅgāt sañjāyate kāmaḥ (Bg. 2.62). A pessoa desenvolve sua consciência de acordo com a sociedade e a associação. Como admite Śrīla Nityānanda Prabhu, um devoto deve ter muito cuidado ao associar-se com aqueles que não são devotos. Quando um devoto chefe de família perguntou qual deveria ser o comportamento de um devoto, Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu imediatamente:\n\nasat-saṅga-tyāga,--ei vaiṣṇava-ācāra\n\n'strī-saṅgī'--eka asādhu, 'kṛṣṇābhakta' āra\n\n(Cc. Madhya 22.87)\n\nUm vaiṣṇava, um devoto, deve simplesmente descartar a associação íntima com não-devotos. Em seu Upadeśāmṛta, Śrīla Rūpa Gosvāmī descreveu os sintomas dos relacionamentos íntimos da seguinte maneira:\n\ndadāti pratigṛhṇāti\n\nguhyam ākhyāti pṛcchati\n\nbhuṅkte bhojayate caiva\n\nṣaḍ-vidhaṁ prīti-lakṣaṇam\n\nAs palavras bhuṅkte bhojayate indicam que se deve comer com devotos. Deve-se evitar cuidadosamente comer alimento oferecido por não-devotos. De fato, um devoto deve ser muito estrito em não aceitar alimento de um não-devoto, especialmente alimento preparado em restaurantes, hotéis ou aviões. A referência de Śrīla Nityānanda Prabhu, nesse sentido, tem por objetivo enfatizar que se deve evitar comer com māyāvādīs e māyāvādīs disfarçados, como os vaiṣṇavas sahajiyās, que estão materialmente afetados."}
{"ref": "cc/madhya/12/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/196/", "verse_text": "ei-mata dui-jane kare balābali\n\nvyāja-stuti kare duṅhe, yena gālāgāli", "devanagari": "> এইমত দুইজনে করে বলাবলি ।\n> ব্যাজ-স্তুতি করে দুঁহে, যেন গালাগালি ॥১৯৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *dui-jane*—duas pessoas; *kare*—fazem; *balābali*—acusações e contra-acusações; *vyāja-stuti*—louvor em forma de acusações; *kare*—fazem; *duṅhe*—Ambos; *yena*—como se; *gālāgāli*—trocas de impropérios.", "translation": "**Assim, Ambos continuaram conversando e louvando um ao outro, embora Seu louvor parecesse negativo, pois dava a impressão de que trocavam impropérios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/197/", "verse_text": "tabe prabhu sarva-vaiṣṇavera nāma lañā\n\nmahā-prasāda dena mahā-amṛta siñciyā", "devanagari": "> তবে প্রভু সর্ব-বৈষ্ণবের নাম লঞা ।\n> মহাপ্রসাদ দেন মহা-অমৃত সিঞ্চিয়া ॥১৯৭॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sarva-vaiṣṇavera*—de todos os vaiṣṇavas; *nāma*—nomes; *lañā*—chamando; *mahā-prasāda*—os restos do alimento do Senhor Jagannātha; *dena*—distribui; *mahā-amṛta*—néctar transcendental; *siñciyā*—aspergindo.", "translation": "**Em seguida, chamando todos os vaiṣṇavas, Śrī Caitanya Mahāprabhu distribuiu mahā-prasāda como se aspergisse néctar. Naquele momento, a contenda simulada entre Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu tornou-se cada vez mais deliciosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/198/", "verse_text": "bhojana kari' uṭhe sabe hari-dhvani kari'\n\nhari-dhvani uṭhila saba svarga-martya bhari'", "devanagari": "> ভোজন করি’ উঠে সবে হরিধ্বনি করি’ ।\n> হরিধ্বনি উঠিল সব স্বর্গমর্ত্য ভরি’ ॥১৯৮॥", "synonyms": "*bhojana kari'*—após comer; *uṭhe*—levantaram-se; *sabe*—todos; *hari-dhvani*—o som de Hari; *kari'*—fazendo; *hari-dhvani*—o som de Hari; *uṭhila*—ergueu-se; *saba*—todos; *svarga-martya*—os sistemas planetários superiores e inferiores; *bhari'*—enchendo.", "translation": "**Após tomarem seu almoço, todos os vaiṣṇavas levantaram-se e cantaram o santo nome de Hari, e o som retumbante encheu todos os sistemas planetários superiores e inferiores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/199/", "verse_text": "tabe mahāprabhu saba nija-bhakta-gaṇe\n\nsabākāre śrī-haste dilā mālya-candane", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সব নিজ-ভক্তগণে ।\n> সবাকারে শ্রীহস্তে দিলা মাল্য-চন্দনে ॥১৯৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *nija-bhakta-gaṇe*—devotos pessoais; *sabākāre*—a todos eles; *śrī-haste*—com Sua própria mão; *dilā*—entregou; *mālya-candane*—guirlandas de flores e polpa de sândalo.", "translation": "**Depois disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu guirlandas de flores e polpa de sândalo a todos os Seus devotados associados pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/200/", "verse_text": "tabe pariveśaka svarūpādi sāta jana\n\ngṛhera bhitare kaila prasāda bhojana", "devanagari": "> তবে পরিবেশক স্বরূপাদি সাত জন ।\n> গৃহের ভিতরে কৈল প্রসাদ ভোজন ॥২০০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *pariveśaka*—os distribuidores de prasāda; *svarūpa-ādi*—encabeçados por Svarūpa Dāmodara; *sāta jana*—sete homens; *gṛhera bhitare*—dentro do aposento; *kaila*—fizeram; *prasāda bhojana*—a refeição de prasāda.", "translation": "**As sete pessoas encabeçadas por Svarūpa Dāmodara, que estavam ocupadas em distribuir prasāda aos outros, então fizeram sua refeição dentro do aposento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/201/", "verse_text": "prabhura avaśeṣa govinda rākhila dhariyā\n\nsei anna haridāse kichu dila lañā", "devanagari": "> প্রভুর অবশেষ গোবিন্দ রাখিল ধরিয়া ।\n> সেই অন্ন হরিদাসে কিছু দিল লঞা ॥২০১॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avaśeṣa*—restos; *govinda*—Govinda; *rākhila*—guardou; *dhariyā*—conservando; *sei anna*—aquele prasāda; *haridāse*—a Haridāsa Ṭhākura; *kichu*—um pouco; *dila*—entregou; *lañā*—pegando.", "translation": "**Govinda guardou alguns restos de alimento deixados por Śrī Caitanya Mahāprabhu e os conservou cuidadosamente. Mais tarde, uma porção desses restos foi entregue a Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/202/", "verse_text": "bhakta-gaṇa govinda-pāśa kichu māgi' nila\n\nsei prasādānna govinda āpani pāila", "devanagari": "> ভক্তগণ গোবিন্দ-পাশ কিছু মাগি’ নিল ।\n> সেই প্রসাদান্ন গোবিন্দ আপনি পাইল ॥২০২॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—todos os demais devotos; *govinda-pāśa*—de Govinda; *kichu*—um pouco; *māgi'*—pedindo; *nila*—pegaram; *sei*—aqueles; *prasāda-anna*—restos de alimento; *govinda*—Govinda; *āpani*—pessoalmente; *pāila*—partilhou.", "translation": "**Os restos de alimento deixados por Śrī Caitanya Mahāprabhu foram posteriormente distribuídos entre os devotos que os pediram e, por fim, Govinda pessoalmente tomou os últimos restos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/203/", "verse_text": "svatantra īśvara prabhu kare nānā khelā\n\n'dhoyā-pākhalā' nāma kaila ei eka līlā", "devanagari": "> স্বতন্ত্র ঈশ্বর প্রভু করে নানা খেলা ।\n> ‘ধোয়াপাখলা’ নাম কৈল এই এক লীলা ॥২০৩॥", "synonyms": "*svatantra īśvara*—a independente Personalidade de Deus; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—realiza; *nānā*—vários; *khelā*—passatempos; *dhoyā-pākhalā*—lavar e limpar; *nāma*—chamado; *kaila*—realizou; *ei*—este; *eka*—um; *līlā*—passatempo.", "translation": "**A plenamente independente Suprema Personalidade de Deus realiza vários tipos de passatempos. O passatempo de lavar e limpar o templo de Guṇḍicā é apenas um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/204/", "verse_text": "āra dine jagannāthera 'netrotsava' nāma\n\nmahotsava haila bhaktera prāṇa-samāna", "devanagari": "> আর দিনে জগন্নাথের ‘নেত্রোৎসব’ নাম ।\n> মহোত্সব হৈল ভক্তের প্রাণ-সমান ॥২০৪॥", "synonyms": "*āra dine*—no dia seguinte; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *netra-utsava*—o festival de ver os olhos; *nāma*—chamado; *mahā-utsava*—grande festival; *haila*—realizou-se; *bhaktera*—dos devotos; *prāṇa-samāna*—a própria vida.", "translation": "**O dia seguinte marcou a realização do festival de Netrotsava. Este grande festival era a própria vida dos devotos.**", "purport": "Após a cerimônia de banho do Senhor Jagannātha, durante a quinzena anterior à cerimônia de Ratha-yātrā, o corpo do Senhor Jagannātha, depois de lavado, precisa ser repintado. Isso é conhecido como aṅga-rāga. O festival de Netrotsava, realizado com magnificência nas primeiras horas da manhã do dia de Nava-yauvana, constitui a própria vida dos devotos."}
{"ref": "cc/madhya/12/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/205/", "verse_text": "pakṣa-dina duḥkhī loka prabhura adarśane\n\ndarśana kariyā loka sukha pāila mane", "devanagari": "> পক্ষদিন দুঃখী লোক প্রভুর অদর্শনে ।\n> দর্শন করিয়া লোক সুখ পাইল মনে ॥২০৫॥", "synonyms": "*pakṣa-dina*—por uma quinzena; *duḥkhī*—infelizes; *loka*—os devotos; *prabhura*—do Senhor Jagannātha; *adarśane*—sem a visão; *darśana kariyā*—ao verem; *loka*—todos os devotos; *sukha*—felicidade; *pāila*—obtiveram; *mane*—na mente.", "translation": "**Todos estiveram infelizes por uma quinzena, pois não podiam ver a Deidade do Senhor Jagannātha. Ao verem o Senhor no festival, os devotos ficaram muito felizes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/206/", "verse_text": "mahāprabhu sukhe lañā saba bhakta-gaṇa\n\njagannātha-daraśane karilā gamana", "devanagari": "> মহাপ্রভু সুখে লঞা সব ভক্তগণ ।\n> জগন্নাথ-দরশনে করিলা গমন ॥২০৬॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukhe*—com grande felicidade; *lañā*—levando; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *jagannātha-daraśane*—para visitar o Senhor Jagannātha; *karilā gamana*—foi.", "translation": "**Nesta ocasião, muito feliz, Śrī Caitanya Mahāprabhu levou consigo todos os devotos e visitou o Senhor no templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/207/", "verse_text": "āge kāśīśvara yāya loka nivāriyā\n\npāche govinda yāya jala-karaṅga lañā", "devanagari": "> আগে কাশীশ্বর যায় লোক নিবারিয়া ।\n> পাছে গোবিন্দ যায় জল-করঙ্গ লঞা ॥২০৭॥", "synonyms": "*āge*—à frente; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *yāya*—vai; *loka*—a multidão; *nivāriyā*—contendo; *pāche*—atrás; *govinda*—Govinda; *yāya*—vai; *jala*—de água; *karaṅga*—um cântaro carregado por pessoas santas; *lañā*—levando.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu foi visitar o templo, Kāśīśvara caminhava à frente, contendo as multidões de pessoas, e Govinda caminhava atrás, trazendo o cântaro do sannyāsī cheio de água.**", "purport": "O karaṅga é uma espécie de pote de água especialmente carregado pelos sannyāsīs māyāvādīs e geralmente carregado por todos os demais sannyāsīs."}
{"ref": "cc/madhya/12/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/208/", "verse_text": "prabhura āge purī, bhāratī,-duṅhāra gamana\n\nsvarūpa, advaita,-duṅhera pārśve dui-jana", "devanagari": "> প্রভুর আগে পুরী, ভারতী, — দুঁহার গমন ।\n> স্বরূপ, অদ্বৈত, — দুঁহের পার্শ্বে দুইজন ॥২০৮॥", "synonyms": "*prabhura āge*—à frente do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *purī*—Paramānanda Purī; *bhāratī*—Brahmānanda Bhāratī; *duṅhāra gamana*—primeiro eles foram; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *advaita*—Advaita Ācārya; *duṅhera*—de ambos; *pārśve*—nos dois lados; *dui-jana*—duas pessoas.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se ao templo, Paramānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī caminhavam à frente dEle, e a Seus dois lados caminhavam Svarūpa Dāmodara e Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/209/", "verse_text": "pāche pāche cali' yāya āra bhakta-gaṇa\n\nutkaṇṭhāte gelā saba jagannātha-bhavana", "devanagari": "> পাছে পাছে চলি’ যায় আর ভক্তগণ ।\n> উত্কণ্ঠাতে গেলা সব জগন্নাথ-ভবন ॥২০৯॥", "synonyms": "*pāche pāche*—seguindo; *cali' yāya*—caminham; *āra*—os demais; *bhakta-gaṇa*—devotos; *utkaṇṭhāte*—com grande ansiedade; *gelā*—foram; *saba*—todos; *jagannātha-bhavana*—ao templo do Senhor Jagannātha.", "translation": "**Com grande ansiedade, todos os demais devotos os seguiram até o templo do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/210/", "verse_text": "darśana-lobhete kari' maryādā laṅghana\n\nbhoga-maṇḍape yāñā kare śrī-mukha darśana", "devanagari": "> দর্শন-লোভেতে করি’ মর্যাদা লঙ্ঘন ৷\n> ভোগ-মণ্ডপে যাঞা করে শ্রীমুখ দর্শন ॥২১০॥", "synonyms": "*darśana-lobhete*—estando muito ansiosos por ver; *kari'*—fazendo; *maryādā laṅghana*—transgressões dos princípios reguladores; *bhoga-maṇḍape*—no aposento para oferecer alimento; *yāñā*—indo; *kare*—fazem; *śrī-mukha darśana*—ver o rosto de lótus.", "translation": "**Por grande avidez de ver o Senhor, todos negligenciaram os princípios reguladores e, apenas para ver o rosto do Senhor, foram ao lugar onde o alimento era oferecido.**", "purport": "Há muitos princípios regulativos na adoração à Divindade. Por exemplo, não é permitido entrar na sala onde o alimento é oferecido ao Senhor Jagannātha. No entanto, neste caso, como estavam muito ansiosos por não terem visto o Senhor durante quinze dias, todas as pessoas ultrapassaram os princípios regulativos e entraram na sala."}
{"ref": "cc/madhya/12/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/211/", "verse_text": "tṛṣārta prabhura netra-bhramara-yugala\n\ngāḍha tṛṣṇāya piye kṛṣṇera vadana-kamala", "devanagari": "> তৃষার্ত প্ৰভুর নেত্র — ভ্রমর-যুগল ৷\n> গাঢ় তৃষ্ণায় পিয়ে কৃষ্ণের বদন-কমল ॥২১১॥", "synonyms": "*tṛṣā-ārta*—sedentos; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *netra*—olhos; *bhramara-yugala*—como duas abelhas; *gāḍha*—profunda; *tṛṣṇāya*—com sede; *piye*—bebem; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vadana-kamala*—o rosto semelhante ao lótus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu estava muito sedento por ver o Senhor, e Seus olhos tornaram-se como duas abelhas que bebem o mel dos olhos semelhantes ao lótus do Senhor Jagannātha, que é o próprio Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/212/", "verse_text": "praphulla-kamala jini' nayana-yugala\n\nnīlamaṇi-darpaṇa-kānti gaṇḍa jhalamala", "devanagari": "> প্রফুল্ল-কমল জিনি’নয়ন-যুগল ।\n> নীলমণি-দর্পণ-কান্তি গণ্ড ঝলমল ॥২১২॥", "synonyms": "*praphulla-kamala*—flor de lótus desabrochando; *jini'*—conquistando; *nayana-yugala*—dois olhos; *nīlamaṇi*—safira; *darpaṇa*—espelho; *kānti*—brilho; *gaṇḍa*—pescoço; *jhalamala*—reluzente.", "translation": "**Os olhos do Senhor Jagannātha venceram a beleza das flores de lótus em desabrochar, e Seu pescoço era tão lustroso quanto um espelho feito de safiras.**", "purport": "O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava ver o Senhor Jagannātha de longe, postando-se atrás da coluna de Garuḍa. Mas, como não havia visto o Senhor Jagannātha durante quinze dias, Caitanya Mahāprabhu sentia uma grande separação d'Ele. Com grande ansiedade, Caitanya Mahāprabhu atravessou o salão de reuniões e entrou na sala onde o alimento era oferecido, apenas para ver o rosto do Senhor Jagannātha. No verso 210, essa atitude é chamada de *maryādā-laṅghana,* uma violação dos princípios regulativos. Isso indica que não se deve aproximar demasiado de um superior. Tanto a forma de Divindade do Senhor quanto o mestre espiritual devem ser vistos de um lugar distante. Isso se chama *maryādā.* Do contrário, como se costuma dizer, a familiaridade gera o desprezo. Aproximar-se demais da Divindade ou do mestre espiritual às vezes degrada o devoto neófito. Os serventes pessoais da Divindade e do mestre espiritual devem, por isso, ser sempre muito cuidadosos, pois a negligência pode sobrepor-se a eles no cumprimento de seus deveres.\n\nOs olhos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu foram comparados a abelhas sedentas, e os olhos de Śrī Jagannātha foram comparados a flores de lótus em plena floração. O autor fez essas comparações para descrever o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu enquanto o Senhor estava profundamente absorto em amor extático pelo Senhor Jagannātha."}
{"ref": "cc/madhya/12/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/213/", "verse_text": "bāndhulīra phula jini' adhara suraṅga\n\nīṣat hasita kānti-amṛta-taraṅga", "devanagari": "> বান্ধুলীর ফুল জিনি’ অধর সুরঙ্গ ।\n> ঈষত্ হসিত কান্তি — অমৃত-তরঙ্গ ॥২১৩॥", "synonyms": "*bāndhulīra phula*—uma espécie de flor vermelha chamada bāndhulī; *jini'*—conquistando; *adhara*—queixo; *su-raṅga*—cor de gamo; *īṣat*—suave; *hasita*—sorriso; *kānti*—brilho; *amṛta*—néctar; *taraṅga*—ondas.", "translation": "**O queixo do Senhor, tingido de cor de gamo, conquistou a beleza da flor de bāndhulī. Isso aumentava a beleza de Seu suave sorriso, que era como ondas reluzentes de néctar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/214/", "verse_text": "śrī-mukha-sundara-kānti bāḍhe kṣaṇe kṣaṇe\n\nkoṭi-bhakta-netra-bhṛṅga kare madhu-pāne", "devanagari": "> শ্ৰীমুখ-সুন্দরকান্তি বাঢ়ে ক্ষণে ক্ষণে ৷\n> কোটিভক্ত-নেত্র-ভৃঙ্গ করে মধুপানে ॥২১৪॥", "synonyms": "*śrī-mukha*—de Seu belo rosto; *sundara-kānti*—brilho atraente; *bāḍhe*—aumenta; *kṣaṇe kṣaṇe*—a cada momento; *koṭi-bhakta*—de milhões de devotos; *netra-bhṛṅga*—olhos como abelhas; *kare*—ocupados; *madhu-pāne*—em beber o mel.", "translation": "**O brilho de Seu belo rosto aumentava a cada momento, e os olhos de centenas de milhares de devotos bebiam seu mel como abelhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/215/", "verse_text": "yata piye tata tṛṣṇā bāḍhe nirantara\nmukhāmbuja chāḍi' netra nā yāya antara", "devanagari": "> যত পিয়ে তত তৃষ্ণা বাঢ়ে নিরন্তর ।\n> মুখাম্বুজ ছাড়ি’ নেত্র না যায় অন্তর ॥২১৫॥", "synonyms": "*yata*—quanto; *piye*—eles bebem; *tata*—tanto; *tṛṣṇā*—sede; *bāḍhe*—aumenta; *nirantara*—incessantemente; *mukha-ambuja*—o rosto semelhante ao lótus; *chāḍi'*—abandonando; *netra*—os olhos; *nā*—não; *yāya*—vão; *antara*—para longe.", "translation": "**À medida que seus olhos começavam a beber o néctar melífluo de Seu rosto de lótus, sua sede aumentava. Assim, seus olhos não O abandonavam.**", "purport": "No Laghu-bhāgavatāmṛta (1.5.538), Śrīla Rūpa Gosvāmī descreveu a beleza do Senhor desta maneira:\n\nasamānordhva-mādhurya-\ntaraṅgāmṛta-vāridhiḥ\njaṅgama-sthāvarollāsi-\nrūpo gopendra-nandanaḥ\n\n\"A beleza do filho de Mahārāja Nanda é incomparável. Nada é superior à Sua beleza, e nada pode igualá-la. Sua beleza é como ondas num oceano de néctar. Essa beleza atrai tanto os objetos móveis quanto os imóveis.\"\n\nDe modo semelhante, no Tantra-śāstra, há outra descrição da beleza do Senhor:\n\nkandarpa-koṭy-arbuda-rūpa-śobha-\nnīrājya-pādābja-nakhāṁ calasya\nkutrāpy adṛṣṭa-śruta-ramya-kānter\ndhyānaṁ paraṁ nanda-sutasya vakṣye\n\n\"Relatarei a suprema meditação no Senhor Śrī Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja. As pontas dos dedos de Seus pés de lótus refletem a beleza dos corpos de ilimitados milhões de Cupidos, e o brilho de Seu corpo jamais foi visto ou ouvido em parte alguma.\"\n\nPode-se também consultar o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.29.14) a esse respeito."}
{"ref": "cc/madhya/12/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/216/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu lañā bhakta-gaṇa\nmadhyāhna paryanta kaila śrī-mukha daraśana", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু লঞা ভক্তগণ  ।\n> মধ্যাহ্ন পর্যন্ত কৈল শ্রীমুখ দরশন ॥২১৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—acompanhado; *bhakta-gaṇa*—de Seus associados; *madhyāhna paryanta*—até o meio-dia; *kaila*—realizou; *śrī-mukha daraśana*—a contemplação do rosto do Senhor Jagannātha.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos desfrutaram de bem-aventurança transcendental ao contemplar o rosto de Jagannātha. Isso prosseguiu até o meio-dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/217/", "verse_text": "sveda, kampa, aśru-jala vahe sarva-kṣaṇa\ndarśanera lobhe prabhu kare saṁvaraṇa", "devanagari": "> স্বেদ, কম্প, অশ্রু-জল বহে সর্বক্ষণ ।\n> দর্শনের লোভে প্রভু করে সম্বরণ ॥২১৭॥", "synonyms": "*sveda*—transpiração; *kampa*—tremor; *aśru-jala*—lágrimas dos olhos; *vahe*—fluíam; *sarva-kṣaṇa*—sempre; *darśanera*—de ver; *lobhe*—pela ânsia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *saṁvaraṇa*—contenção.", "translation": "**Como de costume, havia sintomas transcendentais de bem-aventurança no corpo de Caitanya Mahāprabhu. Ele transpirava e tremia, e um fluxo contínuo de lágrimas caía de Seus olhos. No entanto, o Senhor conteve essas lágrimas para que não perturbassem Sua visão do rosto do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/218/", "verse_text": "madhye madhye bhoga lāge, madhye daraśana\nbhogera samaye prabhu karena kīrtana", "devanagari": "> মধ্যে মধ্যে ভোগ লাগে, মধ্যে দরশন ।\n> ভোগের সময়ে প্রভু করেন কীর্তন ॥২১৮॥", "synonyms": "*madhye madhye*—a intervalos; *bhoga lāge*—havia oferendas de alimento; *madhye*—às vezes; *daraśana*—contemplação; *bhogera samaye*—no momento de oferecer o prasāda; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena kīrtana*—realizava o canto congregacional.", "translation": "**A contemplação do rosto do Senhor Jagannātha só era interrompida quando se Lhe oferecia alimento. Em seguida, eles voltavam a contemplar Seu rosto. Quando se oferecia o alimento ao Senhor, Śrī Caitanya Mahāprabhu realizava Seu kīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/219/", "verse_text": "darśana-ānande prabhu saba pāsarilā\nbhakta-gaṇa madhyāhna karite prabhure lañā gelā", "devanagari": "> দর্শন-আনন্দে প্রভু সব পাসরিলা ।\n> ভক্তগণ মধ্যাহ্ন করিতে প্রভুরে লঞা গেলা ॥২১৯॥", "synonyms": "*darśana-ānande*—devido ao prazer de ver o rosto do Senhor; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—tudo; *pāsarilā*—esqueceu; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *madhyāhna*—o almoço do meio-dia; *karite*—para aceitar; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā gelā*—levaram.", "translation": "**Sentindo tão grande prazer ao ver o rosto do Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu esqueceu-Se de tudo. Os devotos, contudo, levaram-No para Seu almoço ao meio-dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/220/", "verse_text": "prātaḥ-kāle ratha-yātrā habeka jāniyā\nsevaka lāgāya bhoga dviguṇa kariyā", "devanagari": "> প্রাতঃকালে রথযাত্রা হবেক জানিয়া ।\n> সেবক লাগায় ভোগ দ্বিগুণ করিয়া ॥২২০॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *ratha-yātrā*—o festival das quadrigas; *habeka*—ocorreria; *jāniyā*—sabendo; *sevaka*—os servos sacerdotais do Senhor; *lāgāya*—oferecem; *bhoga*—alimento; *dvi-guṇa kariyā*—dobrando a quantidade.", "translation": "**Sabendo que o festival das quadrigas ocorreria pela manhã, todos os servos do Senhor Jagannātha dobravam suas oferendas de alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/221/", "verse_text": "guṇḍicā-mārjana-līlā saṅkṣepe kahila\nyāhā dekhi' śuni' pāpīra kṛṣṇa-bhakti haila", "devanagari": "> গুণ্ডিচা-মার্জন-লীলা সংক্ষেপে কহিল ।\n> যাহা দেখি’ শুনি’ পাপীর কৃষ্ণভক্তি হৈল ॥২২১॥", "synonyms": "*guṇḍicā-mārjana-līlā*—os passatempos da lavagem do templo de Guṇḍicā; *saṅkṣepe kahila*—descrevi resumidamente; *yāhā dekhi' śuni'*—ao ver e ouvir os quais; *pāpīra*—dos homens pecaminosos; *kṛṣṇa-bhakti haila*—houve o despertar da consciência de Kṛṣṇa.", "translation": "**Descrevi resumidamente os passatempos do Senhor na lavagem e limpeza do templo de Guṇḍicā. Ao ver ou ouvir esses passatempos, até mesmo os homens pecaminosos podem despertar sua consciência de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/12/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/12/222/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ৷\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২২২॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Segundo Capítulo, que descreve a lavagem e a limpeza do templo de Guṇḍicā."}
{"ref": "cc/madhya/13/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/1/", "verse_text": "sa jīyāt kṛṣṇa-caitanyaḥ\nśrī-rathāgre nanarta yaḥ\nyenāsīj jagatāṁ citraṁ\njagannātho 'pi vismitaḥ", "devanagari": "> স জীয়াৎ কৃষ্ণচৈতন্যঃ শ্রীরথাগ্রে ননর্ত যঃ ।\n> যেনাসীজ্জগতাং চিত্রং জগন্নাথোঽপি বিস্মিতঃ ॥১॥", "synonyms": "*saḥ*—Ele; *jīyāt*—que viva longamente; *kṛṣṇa-caitanyaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-ratha-agre*—à frente da carruagem; *nanarta*—dançou; *yaḥ*—quem; *yena*—por quem; *āsīt*—houve; *jagatām*—de todo o universo; *citram*—maravilha; *jagannāthaḥ*—o Senhor Jagannātha; *api*—também; *vismitaḥ*—ficou atônito.", "translation": "**Que seja todo glorificada a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa Caitanya, que dançou diante da carruagem de Śrī Jagannātha! Ao ver Sua dança, não somente todo o universo ficou maravilhado, mas o próprio Senhor Jagannātha também ficou muito atônito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য নিত্যানন্দ ৷\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Kṛṣṇa Caitanya e a Prabhu Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/3/", "verse_text": "jaya śrotā-gaṇa, śuna, kari' eka mana\nratha-yātrāya nṛtya prabhura parama mohana", "devanagari": "> জয় শ্রোতাগণ, শুন, করি’ এক মন ।\n> রথযাত্রায় নৃত্য প্রভুর পরম মোহন ॥৩॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *śrotā-gaṇa*—aos ouvintes; *śuna*—por favor, ouvi; *kari'*—mantendo-vos; *eka mana*—em plena atenção; *ratha-yātrāya*—no festival das carruagens; *nṛtya*—a dança; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *parama*—extremamente; *mohana*—encantadora.", "translation": "**Todas as glórias aos ouvintes do *Caitanya-caritāmṛta*. Ouvi, por favor, a descrição da dança do Senhor Caitanya Mahāprabhu no festival de Ratha-yātrā. Sua dança é muito encantadora. Ouvi a respeito dela com grande atenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/4/", "verse_text": "āra dina mahāprabhu hañā sāvadhāna\nrātre uṭhi' gaṇa-saṅge kaila prātaḥ-snāna", "devanagari": "> আর দিন মহাপ্ৰভু হঞা সাবধান  ।\n> রাত্রে উঠি’ গণ-সঙ্গে কৈল প্রাতঃস্নান ॥৪॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hañā*—tornando-Se; *sāvadhāna*—muito cuidadoso; *rātre uṭhi'*—levantando-Se ainda de noite; *gaṇa-saṅge*—com Seus devotos pessoais; *kaila*—tomou; *prātaḥ-snāna*—banho de manhã cedo.", "translation": "**No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados pessoais levantaram-se na escuridão e tomaram atentamente seus banhos matinais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/5/", "verse_text": "pāṇḍu-vijaya dekhibāre karila gamana\njagannātha yātrā kaila chāḍi' siṁhāsana", "devanagari": "> পাণ্ডুবিজয় দেখিবারে করিল গমন  ।\n> জগন্নাথ যাত্রা কৈল ছাড়ি’ সিংহাসন ॥৫॥", "synonyms": "*pāṇḍu-vijaya*—a cerimônia chamada Pāṇḍu-vijaya; *dekhibāre*—para ver; *karila*—fizeram; *gamana*—ida; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *yātrā*—partida; *kaila*—fez; *chāḍi'*—deixando; *siṁhāsana*—o trono.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados pessoais foram então ver a cerimônia de Pāṇḍu-vijaya. Durante essa cerimônia, o Senhor Jagannātha deixa Seu trono e sobe na carruagem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/6/", "verse_text": "āpani pratāparudra lañā pātra-gaṇa\nmahāprabhura gaṇe karāya vijaya-darśana", "devanagari": "> আপনি প্রতাপরুদ্র লঞা পাত্রগণ ।\n> মহাপ্রভুর গণে করায় বিজয়-দর্শন ॥৬॥", "synonyms": "*āpani*—pessoalmente; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *lañā*—levando consigo; *pātra-gaṇa*—seus associados; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gaṇe*—os associados; *karāya*—faz com que; *vijaya-darśana*—vejam a cerimônia de Pāṇḍu-vijaya.", "translation": "**O próprio rei Pratāparudra, bem como sua comitiva, permitiu que todos os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu pudessem ver a cerimônia de Pāṇḍu-vijaya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/7/", "verse_text": "advaita, nitāi ādi saṅge bhakta-gaṇa\nsukhe mahāprabhu dekhe īśvara-gamana", "devanagari": "> অদ্বৈত, নিতাই আদি সঙ্গে ভক্তগণ ।\n> সুখে মহাপ্রভু দেখে ঈশ্বর-গমন ॥৭॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Ācārya; *nitāi*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *ādi*—encabeçados por; *saṅge*—com; *bhakta-gaṇa*—devotos; *sukhe*—com grande felicidade; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhe*—vê; *īśvara-gamana*—como o Senhor começa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos proeminentes – Advaita Ācārya, Nityānanda Prabhu e outros – ficaram muito felizes ao observar como o Senhor Jagannātha começou o Ratha-yātrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/8/", "verse_text": "baliṣṭha dayitā' gaṇa-yena matta hātī\njagannātha vijaya karāya kari' hātāhāti", "devanagari": "> বলিষ্ঠ দয়িতা’গণ — যেন মত্ত হাতী ।\n> জগন্নাথ বিজয় করায় করি’ হাতাহাতি ॥৮॥", "synonyms": "*baliṣṭha dayitā' gaṇa*—os dayitās muito fortes, ou carregadores de Jagannātha; *yena*—como se fossem; *matta hātī*—elefantes embriagados; *jagannātha*—do Senhor Jagannātha; *vijaya*—a partida; *karāya*—realizam; *kari'*—efetuando; *hātāhāti*—de mão em mão.", "translation": "**Os dayitās, de constituição muito robusta [carregadores da Deidade de Jagannātha], eram tão poderosos quanto elefantes embriagados. Eles levaram manualmente o Senhor Jagannātha do trono à carruagem.**", "purport": "A palavra dayitā refere-se àquele que recebeu a misericórdia do Senhor. O Senhor Jagannātha tem inúmeros servos vigorosos conhecidos como dayitās. Esses servos não provêm de famílias de casta muito elevada (brāhmaṇas, kṣatriyas ou vaiśyas), mas, por estarem ocupados no serviço do Senhor, foram elevados a uma posição respeitável. Por isso são conhecidos como dayitās. Esses servos do Senhor Jagannātha cuidam do Senhor desde o dia do Snāna-yātrā até o momento em que o Senhor é carregado do trono à carruagem de Ratha. No Kṣetra-māhātmya, diz-se que esses dayitās provêm dos śabaras, uma casta que cria e vende porcos. Contudo, entre os dayitās há também muitos que provêm da casta brāhmaṇa. Aqueles dayitās que provêm das famílias brāhmaṇas são chamados dayitā-patis, ou líderes dos dayitās. Os dayitā-patis oferecem alimentos como doces ao Senhor Jagannātha durante o anavasara, o período de repouso após o Snāna-yātrā. Eles também fazem diariamente a oferenda matinal de doces. Diz-se que, durante o anavasara, o Senhor Jagannātha sofre de febre e que os dayitā-patis Lhe oferecem uma infusão de remédios representada por suco de frutas. Diz-se que, no princípio, o Senhor Jagannātha era adorado pelos śabaras e era conhecido como a Deidade Nīla Mādhava. Mais tarde, quando a Deidade foi estabelecida no templo, o Senhor passou a ser conhecido como Jagannātha. Como as Deidades foram tomadas dos śabaras, todos os devotos śabaras foram elevados à posição de dayitās."}
{"ref": "cc/madhya/13/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/9/", "verse_text": "kataka dayitā kare skandha ālambana\nkataka dayitā dhare śrī-padma-caraṇa", "devanagari": "> কতক দয়িতা করে স্কন্ধ আলম্বন ।\n> কতক দয়িতা ধরে শ্রীপদ্ম-চরণ ॥৯॥", "synonyms": "*kataka dayitā*—alguns dos dayitās; *kare*—fazem; *skandha*—dos ombros; *ālambana*—segurando; *kataka*—alguns; *dayitā*—os servos chamados dayitās; *dhare*—seguram; *śrī-padma-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor.", "translation": "**Ao carregarem a Deidade do Senhor Jagannātha, alguns dos dayitās seguravam os ombros do Senhor, e outros pegavam Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/10/", "verse_text": "kaṭi-taṭe baddha, dṛḍha sthūla paṭṭa-ḍorī\ndui dike dayitā-gaṇa uṭhāya tāhā dhari'", "devanagari": "> কটিতটে বদ্ধ, দৃঢ় স্থূল পট্টডোরী ।\n> দুই দিকে দয়িতাগণ উঠায় তাহা ধরি’ ॥১০॥", "synonyms": "*kaṭi-taṭe*—na cintura; *baddha*—amarrada; *dṛḍha*—forte; *sthūla*—grossa; *paṭṭa-ḍorī*—corda feita de seda; *dui dike*—de dois lados; *dayitā-gaṇa*—os dayitās; *uṭhāya*—erguem; *tāhā*—aquela corda; *dhari'*—segurando.", "translation": "**A Deidade do Senhor Jagannātha estava amarrada na cintura por uma corda forte e grossa, feita de seda. De dois lados, os dayitās seguravam essa corda e erguiam a Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/11/", "verse_text": "ucca dṛḍha tulī saba pāti' sthāne sthāne\neka tulī haite tvarāya āra tulīte āne", "devanagari": "> উচ্চ দৃঢ় তুলী সব পাতি’ স্থানে স্থানে ৷\n> এক তুলী হৈতে ত্বরায় আর তুলীতে আনে ॥১১॥", "synonyms": "*ucca*—fofas; *dṛḍha*—firmes; *tulī*—almofadas feitas de algodão; *saba*—todas; *pāti'*—espalhando; *sthāne sthāne*—de um lugar a outro; *eka tulī*—uma almofada; *haite*—de; *tvarāya*—muito depressa; *āra*—à seguinte; *tulīte*—almofada; *āne*—levam.", "translation": "**Almofadas firmes e fofas de algodão, chamadas tulīs, foram estendidas desde o trono até a carruagem, e a pesada Deidade do Senhor Jagannātha era carregada pelos dayitās de uma almofada à seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/12/", "verse_text": "prabhu-padāghāte tulī haya khaṇḍa khaṇḍa\ntulā saba uḍi' yāya, śabda haya pracaṇḍa", "devanagari": "> প্ৰভু-পদাঘাতে তুলী হয় খণ্ড খণ্ড ।\n> তুলা সব উড়ি’ যায়, শব্দ হয় প্রচণ্ড ॥১২॥", "synonyms": "*prabhu-pada-āghāte*—pelo golpe dos pés do Senhor Jagannātha; *tulī*—as almofadas; *haya*—ficam; *khaṇḍa khaṇḍa*—feitas em pedaços; *tulā*—o algodão de dentro; *saba*—todo; *uḍi' yāya*—levanta voo; *śabda*—o som; *haya*—há; *pracaṇḍa*—muito intenso.", "translation": "**Enquanto os dayitās carregavam a pesada Deidade de Jagannātha de uma almofada à seguinte, algumas das almofadas se rompiam, e o algodão de seu interior flutuava pelos ares. Ao se romperem, produziam um som forte e estridente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/13/", "verse_text": "viśvambhara jagannāthe ke cālāite pāre?\nāpana icchāya cale karite vihāre", "devanagari": "> বিশ্বম্ভর জগন্নাথে কে চালাইতে পারে ?\n> আপন ইচ্ছায় চলে করিতে বিহারে ॥১৩॥", "synonyms": "*viśvambhara*—o mantenedor do universo; *jagannāthe*—o Senhor Jagannātha; *ke*—quem; *cālāite*—fazer com que seja carregado; *pāre*—pode; *āpana*—pessoal; *icchāya*—por Sua vontade; *cale*—move-Se; *karite*—para realizar; *vihāre*—passatempos.", "translation": "**O Senhor Jagannātha é o mantenedor de todo o universo. Quem pode carregá-Lo de um lugar a outro? No entanto, o Senhor Se move por Sua vontade pessoal, apenas para realizar Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/14/", "verse_text": "mahāprabhu 'maṇimā' 'maṇimā' kare dhvani\nnānā-vādya-kolāhale kichui nā śuni", "devanagari": "> মহাপ্ৰভু ‘মণিমা’ ‘মণিমা’ করে ধ্বনি ।\n> নানা-বাদ্য-কোলাহলে কিছুই না শুনি ॥১৪॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *maṇimā*—Maṇimā; *maṇimā*—Maṇimā; *kare*—faz; *dhvani*—o som; *nānā*—vários; *vādya*—de instrumentos musicais; *kolāhale*—pelo som tumultuoso; *kichui*—coisa alguma; *nā*—não; *śuni*—pode-se ouvir.", "translation": "**Enquanto o Senhor era transportado do trono à carruagem, sons tumultuosos eram produzidos por vários instrumentos musicais. Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava \"Maṇimā Maṇimā\", mas Ele não podia ser ouvido.**", "purport": "A palavra maṇimā é usada para dirigir-se a uma pessoa respeitável em Orissa. Śrī Caitanya dirigia-Se respeitosamente ao Senhor Jagannātha dessa maneira."}
{"ref": "cc/madhya/13/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/15/", "verse_text": "tabe pratāparudra kare āpane sevana\nsuvarṇa-mārjanī lañā kare patha sammārjana", "devanagari": "> তবে প্ৰতাপরুদ্র করে আপনে সেবন ।\n> সুবর্ণ-মার্জনী লঞা করে পথ সম্মার্জন ॥১৫॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *kare*—presta; *āpane*—pessoalmente; *sevana*—serviço; *suvarṇa*—de ouro; *mārjanī*—vassoura; *lañā*—tomando; *kare*—faz; *patha*—estrada; *sammārjana*—limpeza.", "translation": "**Enquanto o Senhor era carregado do trono à carruagem, o rei Pratāparudra ocupou-se pessoalmente no serviço do Senhor, limpando a estrada com uma vassoura de cabo dourado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/16/", "verse_text": "candana-jalete kare patha niṣecane\ntuccha sevā kare vasi' rāja-siṁhāsane", "devanagari": "> চন্দন-জলেতে করে পথ নিষেচনে ।\n> তুচ্ছ সেবা করে বসি’ রাজ-সিংহাসনে ॥১৬॥", "synonyms": "*candana-jalete*—com água de sândalo; *kare*—faz; *patha*—estrada; *niṣecane*—aspersão; *tuccha*—insignificante, servil; *sevā*—serviço; *kare*—realiza; *vasi'*—embora estivesse de posse; *rāja-siṁhāsane*—do trono real.", "translation": "**O rei aspergia a estrada com água perfumada de sândalo. Embora fosse o dono do trono real, ele se ocupava em serviço servil em prol do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/17/", "verse_text": "uttama hañā rājā kare tuccha sevana\n\nataeva jagannāthera kṛpāra bhājana", "devanagari": "> উত্তম হঞা রাজা করে তুচ্ছ সেবন ৷\n> অতএব জগন্নাথের কৃপার ভাজন ॥১৭॥", "synonyms": "*uttama hañā*—embora muito respeitável; *rājā*—o rei; *kare*—aceita; *tuccha*—subalterno; *sevana*—serviço; *ataeva*—portanto; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *kṛpāra*—em matéria de misericórdia; *bhājana*—candidato adequado.", "translation": "**Embora o rei fosse a pessoa mais elevada e respeitável, ainda assim aceitou um serviço subalterno para o Senhor; tornou-se, portanto, um candidato adequado para receber a misericórdia do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/18/", "verse_text": "mahāprabhu sukha pāila se-sevā dekhite\n\nmahāprabhura kṛpā haila se-sevā ha-ite", "devanagari": "> মহাপ্রভু সুখ পাইল সে-সেবা দেখিতে ।\n> মহাপ্রভুর কৃপা হৈল সে-সেবা হইতে ॥১৮॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukha pāila*—sentiu-se muito feliz; *se-sevā*—aquele tipo de serviço; *dekhite*—ao ver; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—misericórdia; *haila*—houve; *se-sevā ha-ite*—por causa daquele serviço.", "translation": "**Ao ver o rei ocupado em tal serviço subalterno, Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz. Simplesmente por prestar este serviço, o rei recebeu a misericórdia do Senhor.**", "purport": "A menos que receba a misericórdia do Senhor, ninguém pode compreender a Suprema Personalidade de Deus nem ocupar-se em Seu serviço devocional.\n\nathāpi te deva padāmbuja-dvaya-\n\nprasāda-leśānugṛhīta eva hi\n\njānāti tattvaṁ bhagavan-mahimno\n\nna cānya eko 'pi ciraṁ vicinvan\n\n(Bhāg. 10.14.29)\n\nSomente um devoto que tenha recebido uma pequena fração da misericórdia do Senhor pode compreendê-Lo. Outros podem ocupar-se em especulação teórica para compreender o Senhor, mas nada conseguem saber a respeito Dele. Embora Mahārāja Pratāparudra estivesse muito ansioso para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor recusou-se a vê-lo. Contudo, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o rei ocupado em serviço subalterno para o Senhor Jagannātha, ficou muito feliz. Assim, o rei tornou-se elegível para receber a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Se um devoto aceita o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu como o guru universal e o Senhor Jagannātha como a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, ele é beneficiado pela misericórdia combinada de Kṛṣṇa e do guru. Isso é declarado por Śrī Caitanya Mahāprabhu em Suas instruções a Rūpa Gosvāmī. (Cc. Madhya 19.151)\n\nbrahmāṇḍa bhramite kona bhāgyavān jīva\n\nguru-kṛṣṇa-prasāde pāya bhakti-latā-bīja\n\nA semente do serviço devocional frutifica e se torna uma trepadeira transcendental. Por fim, ela alcança os pés de lótus do Senhor no céu espiritual. Esta semente é obtida pela misericórdia do Senhor e do guru. Pela misericórdia do Senhor, a pessoa obtém a associação de um guru genuíno e, pela misericórdia do guru, obtém a oportunidade de prestar serviço devocional. O serviço devocional, a ciência do bhakti-yoga, conduz a pessoa deste mundo material ao mundo espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/13/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/19/", "verse_text": "rathera sājani dekhi' loke camatkāra\n\nnava hemamaya ratha-sumeru-ākāra", "devanagari": "> রথের সাজনি দেখি’ লোকে চমৎকার ।\n> নব হেমময় রথ — সুমেরু-আকার ॥১৯॥", "synonyms": "*rathera*—do carro; *sājani*—decoração; *dekhi'*—ao ver; *loke*—todos; *camatkāra*—atônitos; *nava*—novo; *hema-maya*—dourado; *ratha*—quadriga; *sumeru-ākāra*—tão alto quanto a montanha Sumeru.", "translation": "**Todos ficaram atônitos ao ver as decorações no carro de Ratha. O carro parecia recém-feito de ouro e era tão alto quanto o monte Sumeru.**", "purport": "No ano de 1973, houve um suntuoso festival de Ratha-yātrā em Londres, Inglaterra, e o carro foi levado até a Trafalgar Square. O jornal diário londrino The Guardian publicou na primeira página uma legenda fotográfica: \"A Ratha-yātrā da ISKCON rivaliza com a Coluna de Nelson na Trafalgar Square.\" A Coluna de Nelson é uma estátua muito impressionante do Almirante Nelson e pode ser vista a uma boa distância. Assim como os moradores de Purī comparavam o carro de Ratha-yātrā ao monte Sumeru, os moradores de Londres consideravam o carro rival do Monumento de Nelson."}
{"ref": "cc/madhya/13/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/20/", "verse_text": "śata śata su-cāmara-darpaṇe ujjvala\n\nupare patākā śobhe cāṅdoyā nirmala", "devanagari": "> শত শত সু-চামর-দর্পণে উজ্জ্বল ।\n> উপরে পতাকা শোভে চাঁদোয়া নির্মল ॥২০॥", "synonyms": "*śata śata*—às centenas; *su-cāmara*—belos espanadores brancos; *darpaṇe*—com espelhos; *ujjvala*—muito brilhante; *upare*—no topo; *patākā*—bandeira; *śobhe*—parece bela; *cāṅdoyā*—dossel; *nirmala*—perfeitamente limpo.", "translation": "**As decorações incluíam espelhos brilhantes e centenas e centenas de cāmaras [espanadores brancos feitos de rabos de iaque]. No topo do carro havia um dossel limpo e asseado e uma bandeira muito bela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/21/", "verse_text": "ghāghara, kiṅkiṇī bāje, ghaṇṭāra kvaṇita\n\nnānā citra-paṭṭa-vastre ratha vibhūṣita", "devanagari": "> ঘাঘর, কিঙ্কিণী বাজে, ঘণ্টার ক্বণিত ।\n> নানা চিত্র-পট্টবস্ত্রে রথ বিভূষিত ॥২১॥", "synonyms": "*ghāghara*—gongos; *kiṅkiṇī*—guizos de tornozelo; *bāje*—soavam; *ghaṇṭāra*—de sinos; *kvaṇita*—som tilintante; *nānā*—vários; *citra*—quadros; *paṭṭa-vastre*—com tecido de seda; *ratha*—o carro; *vibhūṣita*—decorado.", "translation": "**O carro também estava decorado com tecido de seda e vários quadros. Muitos sinos de bronze, gongos e guizos de tornozelo tocavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/22/", "verse_text": "līlāya caḍila īśvara rathera upara\n\nāra dui rathe caḍe subhadrā, haladhara", "devanagari": "> লীলায় চড়িল ঈশ্বর রথের উপর ৷\n> আর দুই রথে চড়ে সুভদ্রা, হলধর ॥২২॥", "synonyms": "*līlāya*—em prol dos passatempos; *caḍila*—subiu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *rathera*—num carro; *upara*—a bordo; *āra dui*—outros dois; *rathe*—nos carros; *caḍe*—subiram; *subhadrā*—a irmã do Senhor Jagannātha; *haladhara*—Balarāma.", "translation": "**Para os passatempos da cerimônia de Ratha-yātrā, o Senhor Jagannātha subiu a bordo de um carro, e Sua irmã, Subhadrā, e Seu irmão mais velho, Balarāma, subiram a bordo de outros dois carros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/23/", "verse_text": "pañca-daśa dina īśvara mahā-lakṣmī lañā\n\ntāṅra saṅge krīḍā kaila nibhṛte vasiyā", "devanagari": "> পঞ্চদশ দিন ঈশ্বর মহালক্ষ্মী লঞা ।\n> তাঁর সঙ্গে ক্রীড়া কৈল নিভৃতে বসিয়া ॥২৩॥", "synonyms": "*pañca-daśa dina*—quinze dias; *īśvara*—o Senhor; *mahā-lakṣmī*—a suprema deusa da fortuna; *lañā*—com; *tāṅra saṅge*—em sua companhia; *krīḍā*—desfrute; *kaila*—realizou; *nibhṛte*—num lugar solitário; *vasiyā*—sentado.", "translation": "**Durante quinze dias, o Senhor permanecera num lugar recluso com a suprema deusa da fortuna e realizara Seus passatempos com ela.**", "purport": "O período de quinze dias do anavasara também é chamado nibhṛta, em honra ao lugar solitário onde vive a suprema deusa da fortuna. Após viver ali uma quinzena, o Senhor Jagannātha pediu permissão à deusa da fortuna para partir."}
{"ref": "cc/madhya/13/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/24/", "verse_text": "tāṅhāra sammati lañā bhakte sukha dite\n\nrathe caḍi' bāhira haila vihāra karite", "devanagari": "> তাঁহার সম্মতি লঞা ভক্তে সুখ দিতে ।\n> রথে চড়ি’ বাহির হৈল বিহার করিতে ॥২৪॥", "synonyms": "*tāṅhāra sammati*—sua permissão; *lañā*—tomando; *bhakte*—os devotos; *sukha dite*—para agradar; *rathe caḍi'*—montando no carro; *bāhira haila*—saiu; *vihāra karite*—para realizar passatempos.", "translation": "**Tendo tomado permissão da deusa da fortuna, o Senhor saiu para montar no carro de Ratha e realizar Seus passatempos para o prazer dos devotos.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que, como esposo ideal, o Senhor Jagannātha permaneceu quinze dias num lugar recluso com Sua esposa, a suprema deusa da fortuna. Não obstante, o Senhor quis sair da reclusão para dar felicidade a Seus devotos. O Senhor desfruta de duas maneiras, conhecidas como svakīya e parakīya. O amor conjugal do Senhor no svakīya-rasa relaciona-se com os princípios reguladores observados em Dvārakā. Ali, o Senhor tem muitas rainhas casadas, mas, em Vṛndāvana, o amor conjugal do Senhor não se dá com Suas esposas casadas, e sim com Suas amigas, as gopīs. O amor conjugal com as gopīs chama-se parakīya-rasa. O Senhor Jagannātha deixa o lugar recluso onde desfruta da companhia da suprema deusa da fortuna no svakīya-rasa e vai a Vṛndāvana, onde desfruta do parakīya-rasa. Por isso, Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura nos recorda que o prazer do Senhor no parakīya-rasa é superior a Seu prazer no svakīya-rasa.\n\nNo mundo material, o parakīya-rasa, ou os relacionamentos amorosos com amigas solteiras, é a relação mais degradada, mas, no mundo espiritual, esse tipo de relacionamento amoroso é considerado o desfrute supremo. No mundo material, tudo não passa de um reflexo do mundo espiritual, e esse reflexo é distorcido. Não podemos compreender os assuntos do mundo espiritual com base em nossa experiência no mundo material. Os passatempos do Senhor com as gopīs são, portanto, mal compreendidos pelos eruditos mundanos e disputadores de palavras. O parakīya-rasa do mundo espiritual não deve ser discutido a não ser por alguém muito avançado em serviço devocional puro. O parakīya-rasa no mundo espiritual e aquele no mundo material não são comparáveis. O primeiro é como o ouro, e o último é como o ferro. Por ser tão grande a diferença entre ambos, na verdade não se podem comparar. Contudo, pode-se facilmente distinguir o valor do ouro ao ver o valor do ferro. Aquele que possui a compreensão apropriada pode distinguir facilmente as atividades transcendentais do mundo espiritual das atividades materiais."}
{"ref": "cc/madhya/13/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/25/", "verse_text": "sūkṣma śveta-bālu pathe pulinera sama\n\ndui dike ṭoṭā, saba-yena vṛndāvana", "devanagari": "> সূক্ষ্ম শ্বেতবালু পথে পুলিনের সম ।\n> দুই দিকে টোটা, সব — যেন বৃন্দাবন ॥২৫॥", "synonyms": "*sūkṣma*—fina; *śveta-bālu*—areia branca; *pathe*—no caminho; *pulinera sama*—assim como a margem do Yamunā; *dui dike*—dos dois lados; *ṭoṭā*—jardins; *saba*—todos; *yena*—como; *vṛndāvana*—o lugar sagrado de Vṛndāvana.", "translation": "**A fina areia branca espalhada por todo o caminho assemelhava-se à margem do Yamunā, e os pequenos jardins de ambos os lados pareciam exatamente aqueles de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/26/", "verse_text": "rathe caḍi' jagannātha karilā gamana\n\ndui-pārśve dekhi' cale ānandita-mana", "devanagari": "> রথে চড়ি’ জগন্নাথ করিলা গমন ।\n> দুইপার্শ্বে দেখি’ চলে আনন্দিত-মন ॥২৬॥", "synonyms": "*rathe caḍi'*—montando no carro; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *karilā gamana*—passava; *dui-pārśve*—de ambos os lados; *dekhi'*—vendo; *cale*—segue; *ānandita*—cheia de prazer; *mana*—mente.", "translation": "**Enquanto o Senhor Jagannātha seguia em Seu carro e via a beleza de ambos os lados, Sua mente enchia-se de prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/27/", "verse_text": "'gauḍa' saba ratha ṭāne kariyā ānanda\n\nkṣaṇe śīghra cale ratha, kṣaṇe cale manda", "devanagari": "> ‘গৌড়’ সব রথ টানে করিয়া আনন্দ ।\n> ক্ষণে শীঘ্র চলে রথ, ক্ষণে চলে মন্দ ॥২৭॥", "synonyms": "*gauḍa*—os puxadores do carro; *saba*—todos; *ratha*—o carro; *ṭāne*—puxam; *kariyā*—sentindo; *ānanda*—felicidade; *kṣaṇe*—às vezes; *śīghra cale*—segue muito rápido; *ratha*—o carro; *kṣaṇe*—às vezes; *cale*—segue; *manda*—muito lento.", "translation": "**Os puxadores do carro eram conhecidos como gauḍas, e puxavam com grande prazer. Entretanto, o carro às vezes ia muito rápido e às vezes muito lento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/28/", "verse_text": "kṣaṇe sthira hañā rahe, ṭānileha nā cale\n\nīśvara-icchāya cale, nā cale kāro bale", "devanagari": "> ক্ষণে স্থির হঞা রহে, টানিলেহ না চলে ৷\n> ঈশ্বর-ইচ্ছায় চলে, না চলে কারো বলে ॥২৮॥", "synonyms": "*kṣaṇe*—às vezes; *sthira*—imóvel; *hañā*—tornando-se; *rahe*—permanece; *ṭānileha*—apesar de ser puxado; *nā cale*—não anda; *īśvara-icchāya*—pela vontade do Senhor; *cale*—anda; *nā cale*—não anda; *kāro*—de ninguém; *bale*—pela força.", "translation": "**Às vezes, o carro ficava parado e não se movia, mesmo sendo puxado com muito vigor. A quadriga, portanto, movia-se pela vontade do Senhor, e não pela força de qualquer pessoa comum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/29/", "verse_text": "tabe mahāprabhu saba lañā bhakta-gaṇa\n\nsvahaste parāila sabe mālya-candana", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সব লঞা ভক্তগণ ।\n> স্বহস্তে পরাইল সবে মাল্য-চন্দন ॥২৯॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *lañā*—tomando; *bhakta-gaṇa*—devotos; *sva-haste*—com Sua própria mão; *parāila*—decorou; *sabe*—todos; *mālya-candana*—com guirlandas de flores e polpa de sândalo.", "translation": "**Enquanto o carro permanecia parado, Śrī Caitanya Mahāprabhu reuniu todos os Seus devotos e, com Sua própria mão, decorou-os com guirlandas de flores e polpa de sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/30/", "verse_text": "paramānanda purī, āra bhāratī brahmānanda\n\nśrī-haste candana pāñā bāḍila ānanda", "devanagari": "> পরমানন্দ পুরী, আর ভারতী ব্রহ্মানন্দ ।\n> শ্রীহস্তে চন্দন পাঞা বাড়িল আনন্দ ॥৩০॥", "synonyms": "*paramānanda purī*—Paramānanda Purī; *āra*—e; *bhāratī brahmānanda*—Brahmānanda Bhāratī; *śrī-haste*—pela mão do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *candana*—polpa de sândalo; *pāñā*—recebendo; *bāḍila*—aumentou; *ānanda*—bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Paramānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī receberam pessoalmente guirlandas e polpa de sândalo das próprias mãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Isso aumentou-lhes o prazer transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/31/", "verse_text": "advaita-ācārya, āra prabhu-nityānanda\n\nśrī-hasta-sparśe duṅhāra ha-ila ānanda", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্য, আর প্রভু-নিত্যানন্দ ।\n> শ্রীহস্ত-স্পর্শে দুঁহার হইল আনন্দ ॥৩১॥", "synonyms": "*advaita-ācārya*—Advaita Ācārya; *āra*—e; *prabhu-nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *śrī-hasta-sparśe*—pelo toque da mão transcendental do Senhor Caitanya; *duṅhāra*—de Ambos; *ha-ila*—houve; *ānanda*—bem-aventurança transcendental.", "translation": "**De modo semelhante, quando Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu sentiram o toque da mão transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Ambos ficaram muito satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/32/", "verse_text": "kīrtanīyā-gaṇe dila mālya-candana\n\nsvarūpa, śrīvāsa,-yāhāṅ mukhya dui-jana", "devanagari": "> কীর্তনীয়াগণে দিল মাল্য-চন্দন ৷\n> স্বরূপ, শ্রীবাস, — যাহাঁ মুখ্য দুইজন ॥৩২॥", "synonyms": "*kīrtanīyā-gaṇe*—aos executantes de saṅkīrtana; *dila*—deu; *mālya-candana*—guirlandas e polpa de sândalo; *svarūpa*—Svarūpa; *śrīvāsa*—Śrīvāsa; *yāhāṅ*—onde; *mukhya*—principais; *dui-jana*—duas pessoas.", "translation": "**O Senhor também deu guirlandas e polpa de sândalo aos executantes de saṅkīrtana. Os dois principais executantes eram Svarūpa Dāmodara e Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/33/", "verse_text": "cāri sampradāye haila cabbiśa gāyana\n\ndui dui mārdaṅgika haila aṣṭa jana", "devanagari": "> চারি সম্প্রদায়ে হৈল চব্বিশ গায়ন ৷\n> দুই দুই মার্দঙ্গিক হৈল অষ্ট জন ॥৩৩॥", "synonyms": "*cāri sampradāye*—nos quatro grupos; *haila*—havia; *cabbiśa*—vinte e quatro; *gāyana*—executantes de kīrtana; *dui dui*—dois em cada grupo; *mārdaṅgika*—tocadores de tambores mṛdaṅga; *haila*—havia; *aṣṭa jana*—oito pessoas.", "translation": "**Havia ao todo quatro grupos de executantes de kīrtana, compreendendo vinte e quatro cantores. Em cada grupo havia também dois tocadores de mṛdaṅga, perfazendo um adicional de oito pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/34/", "verse_text": "tabe mahāprabhu mane vicāra kariyā\n\ncāri sampradāya dila gāyana bāṅṭiyā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু মনে বিচার করিয়া ।\n> চারি সম্প্রদায় দিল গায়ন বাঁটিয়া ॥৩৪॥", "synonyms": "*tabe*—após isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *vicāra kariyā*—ponderando; *cāri sampradāya*—quatro grupos; *dila*—deu; *gāyana bāṅṭiyā*—dividindo os cantores.", "translation": "**Depois que os quatro grupos foram formados, Śrī Caitanya Mahāprabhu, após alguma ponderação, dividiu os cantores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/35/", "verse_text": "nityānanda, advaita, haridāsa, vakreśvare\n\ncāri jane ājñā dila nṛtya karibāre", "devanagari": "> নিত্যানন্দ, অদ্বৈত, হরিদাস, বক্রেশ্বরে ৷\n> চারি জনে আজ্ঞা দিল নৃত্য করিবারে ॥৩৫॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *advaita*—Advaita Ācārya; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *vakreśvare*—Vakreśvara Paṇḍita; *cāri jane*—a estas quatro pessoas; *ājñā dila*—o Senhor deu uma ordem; *nṛtya karibāre*—para dançar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Nityānanda Prabhu, Advaita Ācārya, Haridāsa Ṭhākura e Vakreśvara Paṇḍita que dançassem em cada um dos quatro grupos respectivos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/36/", "verse_text": "prathama sampradāye kaila svarūpa-pradhāna\n\nāra pañca-jana dila tāṅra pāligāna", "devanagari": "> প্রথম সম্প্রদায়ে কৈল স্বরূপ — প্রধান ।\n> আর পঞ্চজন দিল তাঁর পালিগান ॥৩৬॥", "synonyms": "*prathama sampradāye*—no primeiro grupo; *kaila*—estabeleceu; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *pradhāna*—como o principal; *āra*—outras; *pañca-jana*—cinco pessoas; *dila*—deu; *tāṅra*—seus; *pāligāna*—respondedores.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara foi escolhido como o líder do primeiro grupo, e cinco assistentes lhe foram dados para responder a seu cantar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/37/", "verse_text": "dāmodara, nārāyaṇa, datta govinda\n\nrāghava paṇḍita, āra śrī-govindānanda", "devanagari": "> দামোদর, নারায়ণ, দত্ত গোবিন্দ ।\n> রাঘব পণ্ডিত, আর শ্রীগোবিন্দানন্দ ॥৩৭॥", "synonyms": "*dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa; *datta govinda*—Govinda Datta; *rāghava paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *āra*—e; *śrī-govindānanda*—Śrī Govindānanda.", "translation": "**Os cinco que respondiam ao canto de Svarūpa Dāmodara eram Dāmodara Paṇḍita, Nārāyaṇa, Govinda Datta, Rāghava Paṇḍita e Śrī Govindānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/38/", "verse_text": "advaitere nṛtya karibāre ājñā dila\n\nśrīvāsa-pradhāna āra sampradāya kaila", "devanagari": "> অদ্বৈতেরে নৃত্য করিবারে আজ্ঞা দিল ।\n> শ্রীবাস — প্রধান আর সম্প্রদায় কৈল ॥৩৮॥", "synonyms": "*advaitere*—a Advaita Ācārya; *nṛtya*—dançar; *karibāre*—para executar; *ājñā*—ordem; *dila*—deu; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *pradhāna*—principal; *āra*—outro; *sampradāya*—grupo; *kaila*—formou.", "translation": "**Advaita Ācārya Prabhu recebeu a ordem de dançar no primeiro grupo. O Senhor então formou outro grupo, tendo Śrīvāsa Ṭhākura como o homem principal.**", "purport": "No primeiro grupo, Dāmodara Svarūpa foi designado cantor principal, e os cantores respondedores eram Dāmodara Paṇḍita, Nārāyaṇa, Govinda Datta, Rāghava Paṇḍita e Govindānanda. Śrī Advaita Ācārya foi designado dançarino. Formou-se o grupo seguinte, e o cantor principal foi Śrīvāsa Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/13/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/39/", "verse_text": "gaṅgādāsa, haridāsa, śrīmān, śubhānanda\n\nśrī-rāma paṇḍita, tāhāṅ nāce nityānanda", "devanagari": "> গঙ্গাদাস, হরিদাস, শ্রীমান্, শুভানন্দ ।\n> শ্রীরাম পণ্ডিত, তাহাঁ নাচে নিত্যানন্দ ॥৩৯॥", "synonyms": "*gaṅgādāsa*—Gaṅgādāsa; *haridāsa*—Haridāsa; *śrīmān*—Śrīmān; *śubhānanda*—Śubhānanda; *śrī-rāma paṇḍita*—Śrī Rāma Paṇḍita; *tāhāṅ*—ali; *nāce*—dança; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda.", "translation": "**Os cinco cantores que respondiam ao canto de Śrīvāsa Ṭhākura eram Gaṅgādāsa, Haridāsa, Śrīmān, Śubhānanda e Śrī Rāma Paṇḍita. Śrī Nityānanda Prabhu foi designado dançarino.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/40/", "verse_text": "vāsudeva, gopīnātha, murāri yāhāṅ gāya\n\nmukunda-pradhāna kaila āra sampradāya", "devanagari": "> বাসুদেব, গোপীনাথ, মুরারি যাহাঁ গায়  ।\n> মুকুন্দ — প্রধান কৈল আর সম্প্রদায় ॥৪০॥", "synonyms": "*vāsudeva*—Vāsudeva; *gopīnātha*—Gopīnātha; *murāri*—Murāri; *yāhāṅ*—onde; *gāya*—cantam; *mukunda*—Mukunda; *pradhāna*—principal; *kaila*—formou; *āra*—outro; *sampradāya*—grupo.", "translation": "**Formou-se outro grupo composto de Vāsudeva, Gopīnātha e Murāri. Todos estes eram cantores respondedores, e Mukunda era o cantor principal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/41/", "verse_text": "śrīkānta, vallabha-sena āra dui jana\n\nharidāsa-ṭhākura tāhāṅ karena nartana", "devanagari": "> শ্রীকান্ত, বল্লভসেন আর দুই জন  ।\n> হরিদাস-ঠাকুর তাহাঁ করেন নর্তন ॥৪১॥", "synonyms": "*śrīkānta, vallabha-sena*—Śrīkānta e Vallabha Sena; *āra*—outras; *dui jana*—duas pessoas; *haridāsa-ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *tāhāṅ*—ali; *karena*—executa; *nartana*—dança.", "translation": "**Outras duas pessoas, Śrīkānta e Vallabha Sena, juntaram-se como cantores respondedores. Neste grupo, Haridāsa Ṭhākura [o mais velho] era o dançarino.**", "purport": "No terceiro grupo, Mukunda foi designado o cantor principal. Este grupo era composto de Vāsudeva, Gopīnātha, Murāri, Śrīkānta e Vallabha Sena. O Haridāsa Ṭhākura mais velho era o dançarino."}
{"ref": "cc/madhya/13/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/42/", "verse_text": "govinda-ghoṣa-pradhāna kaila āra sampradāya\n\nharidāsa, viṣṇudāsa, rāghava, yāhāṅ gāya", "devanagari": "> গোবিন্দ-ঘোষ — প্রধান কৈল আর সম্প্রদায়  ।\n> হরিদাস, বিষ্ণুদাস, রাঘব, যাহাঁ গায় ॥৪২॥", "synonyms": "*govinda-ghoṣa*—Govinda Ghosh; *pradhāna*—o principal; *kaila*—formou; *āra*—outro; *sampradāya*—grupo; *haridāsa*—o Haridāsa mais jovem; *viṣṇudāsa*—Viṣṇudāsa; *rāghava*—Rāghava; *yāhāṅ*—onde; *gāya*—cantam.", "translation": "**O Senhor formou outro grupo, designando Govinda Ghosh como líder. Neste grupo, o Haridāsa mais jovem, Viṣṇudāsa e Rāghava eram os cantores respondedores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/43/", "verse_text": "mādhava, vāsudeva-ghoṣa,-dui sahodara\n\nnṛtya karena tāhāṅ paṇḍita-vakreśvara", "devanagari": "> মাধব, বাসুদেব-ঘোষ, — দুই সহোদর  ।\n> নৃত্য করেন তাহাঁ পণ্ডিত-বক্রেশ্বর ॥৪৩॥", "synonyms": "*mādhava*—Mādhava; *vāsudeva-ghoṣa*—Vāsudeva Ghosh; *dui sahodara*—dois irmãos; *nṛtya karena*—dança; *tāhāṅ*—ali; *paṇḍita-vakreśvara*—Vakreśvara Paṇḍita.", "translation": "**Dois irmãos chamados Mādhava Ghosh e Vāsudeva Ghosh também se juntaram a este grupo como cantores respondedores. Vakreśvara Paṇḍita era o dançarino.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/44/", "verse_text": "kulīna-grāmera eka kīrtanīyā-samāja\n\ntāhāṅ nṛtya karena rāmānanda, satyarāja", "devanagari": "> কুলীন-গ্রামের এক কীর্তনীয়া-সমাজ ।\n> তাহাঁ নৃত্য করেন রামানন্দ, সত্যরাজ ॥৪৪॥", "synonyms": "*kulīna-grāmera*—da aldeia conhecida como Kulīna-grāma; *eka*—um; *kīrtanīyā-samāja*—grupo de saṅkīrtana; *tāhāṅ*—ali; *nṛtya karena*—dançam; *rāmānanda*—Rāmānanda; *satyarāja*—Satyarāja Khān.", "translation": "**Havia um grupo de saṅkīrtana proveniente da aldeia conhecida como Kulīna-grāma, e Rāmānanda e Satyarāja foram designados os dançarinos deste grupo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/45/", "verse_text": "śāntipurera ācāryera eka sampradāya\n\nacyutānanda nāce tathā, āra saba gāya", "devanagari": "> শান্তিপুরের আচার্যের এক সম্প্রদায় ।\n> অচ্যুতানন্দ নাচে তথা, আর সব গায় ॥৪৫॥", "synonyms": "*śāntipurera*—de Śāntipura; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *eka*—um; *sampradāya*—grupo; *acyutānanda*—o filho de Advaita Ācārya; *nāce*—dança; *tathā*—ali; *āra*—os demais; *saba*—todos; *gāya*—cantavam.", "translation": "**Havia outro grupo que veio de Śāntipura e foi formado por Advaita Ācārya. Acyutānanda era o dançarino, e o restante dos homens eram cantores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/46/", "verse_text": "khaṇḍera sampradāya kare anyatra kīrtana\n\nnarahari nāce tāhāṅ śrī-raghunandana", "devanagari": "> খণ্ডের সম্প্রদায় করে অন্যত্র কীর্তন ।\n> নরহরি নাচে তাহাঁ শ্রীরঘুনন্দন ॥৪৬॥", "synonyms": "*khaṇḍera*—do lugar chamado Khaṇḍa; *sampradāya*—grupo; *kare*—executa; *anyatra*—num lugar diferente; *kīrtana*—canto; *narahari*—Narahari; *nāce*—dançam; *tāhāṅ*—ali; *śrī-raghunandana*—Raghunandana.", "translation": "**Outro grupo foi formado pelo povo de Khaṇḍa. Estas pessoas cantavam em um lugar diferente. Naquele grupo, Narahari Prabhu e Raghunandana dançavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/47/", "verse_text": "jagannāthera āge cāri sampradāya gāya\n\ndui pāśe dui, pāche eka sampradāya", "devanagari": "> জগন্নাথের আগে চারি সম্প্রদায় গায় ।\n> দুই পাশে দুই, পাছে এক সম্প্রদায় ॥৪৭॥", "synonyms": "*jagannāthera āge*—diante da Deidade do Senhor Jagannātha; *cāri sampradāya gāya*—quatro grupos cantavam; *dui pāśe*—em dois lados; *dui*—outros dois grupos; *pāche*—na retaguarda; *eka sampradāya*—outro grupo.", "translation": "**Quatro grupos cantavam e dançavam diante do Senhor Jagannātha, e em ambos os lados havia outros dois grupos. Outro ficava na retaguarda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/48/", "verse_text": "sāta sampradāye bāje caudda mādala\n\nyāra dhvani śuni' vaiṣṇava haila pāgala", "devanagari": "> সাত সম্প্রদায়ে বাজে চৌদ্দ মাদল ।\n> যার ধ্বনি শুনি’ বৈষ্ণব হৈল পাগল ॥৪৮॥", "synonyms": "*sāta sampradāye*—em sete grupos; *bāje*—batiam; *caudda*—quatorze; *mādala*—tambores; *yāra*—de cujo; *dhvani*—o som; *śuni'*—ouvindo; *vaiṣṇava*—todos os devotos; *haila*—tornaram-se; *pāgala*—loucos.", "translation": "**Havia ao todo sete grupos de saṅkīrtana, e em cada grupo dois homens batiam tambores. Assim, quatorze tambores eram tocados de uma só vez. O som era tumultuoso, e todos os devotos ficaram loucos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/49/", "verse_text": "vaiṣṇavera megha-ghaṭāya ha-ila bādala\n\nkīrtanānande saba varṣe netra-jala", "devanagari": "> বৈষ্ণবের মেঘ-ঘটায় হইল বাদল ।\n> কীর্তনানন্দে সব বর্ষে নেত্র-জল ॥৪৯॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—dos devotos; *megha-ghaṭāya*—pela assembleia de nuvens; *ha-ila*—houve; *bādala*—chuva; *kīrtana-ānande*—na bem-aventurada situação de cantar; *saba*—todos eles; *varṣe*—chovem; *netra-jala*—lágrimas dos olhos.", "translation": "**Todos os vaiṣṇavas reuniram-se como uma assembleia de nuvens. À medida que os devotos cantavam os santos nomes, lágrimas caíam de seus olhos em grande êxtase, como chuva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/50/", "verse_text": "tri-bhuvana bhari' uṭhe kīrtanera dhvani\n\nanya vādyādira dhvani kichui nā śuni", "devanagari": "> ত্রিভুবন ভরি’ উঠে কীর্তনের ধ্বনি ।\n> অন্য বাদ্যাদির ধ্বনি কিছুই না শুনি ॥৫০॥", "synonyms": "*tri-bhuvana bhari'*—enchendo os três mundos; *uṭhe*—elevou-se; *kīrtanera dhvani*—a vibração do saṅkīrtana; *anya*—outros; *vādya-ādira*—dos instrumentos musicais; *dhvani*—o som; *kichui*—coisa alguma; *nā*—não; *śuni*—ouve.", "translation": "**Quando o saṅkīrtana ressoou, encheu os três mundos. De fato, ninguém conseguia ouvir sons mundanos nem instrumentos musicais que não fossem o saṅkīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/51/", "verse_text": "sāta ṭhāñi bule prabhu 'hari' 'hari' bali'\n\n'jaya jagannātha', balena hasta-yuga tuli'", "devanagari": "> সাত ঠাঞি বুলে প্রভু ‘হরি’ ‘হরি’ বলি’ ।\n> ‘জয় জগন্নাথ’, বলেন হস্তযুগ তুলি’ ॥৫১॥", "synonyms": "*sāta ṭhāñi*—nos sete lugares; *bule*—perambula; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hari hari bali'*—cantando os santos nomes Hari, Hari; *jaya jagannātha*—todas as glórias ao Senhor Jagannātha; *balena*—diz; *hasta-yuga*—Seus dois braços; *tuli'*—erguendo.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu perambulava por todos os sete grupos cantando o santo nome: \"Hari, Hari!\" Erguendo os braços, Ele exclamava: \"Todas as glórias ao Senhor Jagannātha!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/52/", "verse_text": "āra eka śakti prabhu karila prakāśa\n\neka-kāle sāta ṭhāñi karila vilāsa", "devanagari": "> আর এক শক্তি প্রভু করিল প্রকাশ ।\n> এককালে সাত ঠাঞি করিল বিলাস ॥৫২॥", "synonyms": "*āra*—outro; *eka*—um; *śakti*—poder místico; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karila*—fez; *prakāśa*—manifestar; *eka-kāle*—simultaneamente; *sāta ṭhāñi*—em sete lugares; *karila*—realizou; *vilāsa*—passatempos.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu manifestou então outro poder místico, realizando passatempos simultaneamente em todos os sete grupos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/53/", "verse_text": "sabe kahe,-prabhu āchena mora sampradāya\n\nanya ṭhāñi nāhi yā'na āmāre dayāya", "devanagari": "> সবে কহে, — প্ৰভু আছেন মোর সম্প্রদায় ।\n> অন্য ঠাঞি নাহি যা’ন আমারে দয়ায় ॥৫৩॥", "synonyms": "*sabe kahe*—todos disseram; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āchena*—está presente; *mora sampradāya*—em meu grupo; *anya ṭhāñi*—em outros lugares; *nāhi*—não; *yā'na*—vai; *āmāre*—a mim; *dayāya*—concede Sua misericórdia.", "translation": "**Todos diziam: \"O Senhor Caitanya Mahāprabhu está presente em meu grupo. De fato, Ele não vai a nenhum outro lugar. Ele está concedendo Sua misericórdia a nós.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/54/", "verse_text": "keha lakhite nāre prabhura acintya-śakti\n\nantaraṅga-bhakta jāne, yāṅra śuddha-bhakti", "devanagari": "> কেহ লখিতে নারে প্রভুর অচিন্ত্য-শক্তি ।\n> অন্তরঙ্গ-ভক্ত জানে, যাঁর শুদ্ধভক্তি ॥৫৪॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *lakhite*—ver; *nāre*—não pode; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *acintya*—inconcebível; *śakti*—poder; *antaraṅga*—íntimo; *bhakta*—devoto; *jāne*—conhece; *yāṅra*—cujo; *śuddha-bhakti*—serviço devocional puro.", "translation": "**Na verdade, ninguém conseguia ver a potência inconcebível do Senhor. Apenas os devotos mais confidenciais, aqueles dedicados ao serviço devocional puro e imaculado, conseguiam compreender.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/55/", "verse_text": "kīrtana dekhiyā jagannātha haraṣita\n\nsaṅkīrtana dekhe ratha kariyā sthagita", "devanagari": "> কীর্তন দেখিয়া জগন্নাথ হরষিত ।\n> সংকীর্তন দেখে রথ করিয়া স্থগিত ॥৫৫॥", "synonyms": "*kīrtana dekhiyā*—ao ver a realização do saṅkīrtana; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *haraṣita*—muito satisfeito; *saṅkīrtana*—a realização do saṅkīrtana; *dekhe*—vê; *ratha*—o carro; *kariyā sthagita*—detendo.", "translation": "**O Senhor Jagannātha ficou muito satisfeito com o saṅkīrtana, e deteve Seu carro apenas para ver a apresentação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/56/", "verse_text": "pratāparudrera haila parama vismaya\n\ndekhite vivaśa rājā haila premamaya", "devanagari": "> প্রতাপরুদ্রের হৈল পরম বিস্ময় ।\n> দেখিতে বিবশ রাজা হৈল প্রেমময় ॥৫৬॥", "synonyms": "*pratāparudrera*—do rei Pratāparudra; *haila*—houve; *parama*—imenso; *vismaya*—assombro; *dekhite*—ao ver; *vivaśa*—inativo; *rājā*—o rei; *haila*—tornou-se; *prema-maya*—em amor extático.", "translation": "**O rei Pratāparudra também ficou assombrado ao ver o saṅkīrtana. Tornou-se inativo e foi convertido ao amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/57/", "verse_text": "kāśī-miśre kahe rājā prabhura mahimā\n\nkāśī-miśra kahe,-tomāra bhāgyera nāhi sīmā", "devanagari": "> কাশীমিশ্রে কহে রাজা প্রভুর মহিমা ।\n> কাশীমিশ্র কহে, — তোমার ভাগ্যের নাহি সীমা ॥৫৭॥", "synonyms": "*kāśī-miśre*—a Kāśī Miśra; *kahe*—disse; *rājā*—o rei; *prabhura mahimā*—as glórias de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kāśī-miśra kahe*—Kāśī Miśra disse; *tomāra*—tua; *bhāgyera*—da fortuna; *nāhi*—não há; *sīmā*—um limite.", "translation": "**Quando o rei informou Kāśī Miśra das glórias do Senhor, Kāśī Miśra respondeu: \"Ó rei, tua fortuna não tem limite!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/58/", "verse_text": "sārvabhauma-saṅge rājā kare ṭhārāṭhāri\n\nāra keha nāhi jāne caitanyera curi", "devanagari": "> সার্বভৌম-সঙ্গে রাজা করে ঠারাঠারি ।\n> আর কেহ নাহি জানে চৈতন্যের চুরি ॥৫৮॥", "synonyms": "*sārvabhauma-saṅge*—com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *rājā*—o rei; *kare*—faz; *ṭhārāṭhāri*—sinais; *āra*—demais; *keha*—alguém; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *curi*—artifícios.", "translation": "**O rei e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya estavam ambos cientes das atividades do Senhor, mas ninguém mais conseguia ver os artifícios do Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/59/", "verse_text": "yāre tāṅra kṛpā, sei jānibāre pāre\n\nkṛpā vinā brahmādika jānibāre nāre", "devanagari": "> যারে তাঁর কৃপা, সেই জানিবারে পারে ।\n> কৃপা বিনা ব্রহ্মাদিক জানিবারে নারে ॥৫৯॥", "synonyms": "*yāre*—sobre quem; *tāṅra*—Sua; *kṛpā*—misericórdia; *sei*—essa pessoa; *jānibāre*—conhecer; *pāre*—é capaz; *kṛpā*—misericórdia; *vinā*—sem; *brahma-ādika*—os semideuses, encabeçados pelo Senhor Brahmā; *jānibāre*—conhecer; *nāre*—não são capazes.", "translation": "**Somente a pessoa que recebeu a misericórdia do Senhor pode compreender. Sem a misericórdia do Senhor, nem mesmo os semideuses, encabeçados pelo Senhor Brahmā, podem compreender.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/60/", "verse_text": "rājāra tuccha sevā dekhi' prabhura tuṣṭa mana\n\nsei ta' prasāde pāila 'rahasya-darśana'", "devanagari": "> রাজার তুচ্ছ সেবা দেখি’ প্রভুর তুষ্ট মন ।\n> সেই ত’ প্রসাদে পাইল ‘রহস্য-দর্শন’ ॥৬০॥", "synonyms": "*rājāra*—do rei; *tuccha*—insignificante, humilde; *sevā*—serviço; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tuṣṭa*—satisfeita; *mana*—mente; *sei*—essa; *ta'*—de fato; *prasāde*—pela misericórdia; *pāila*—obteve; *rahasya-darśana*—a visão do mistério das atividades.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito ao ver o rei aceitar a humilde tarefa de varrer a rua, e, por essa humildade, o rei recebeu a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele pôde, portanto, observar o mistério das atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "O mistério das atividades do Senhor é descrito por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura. O Senhor Jagannātha ficou assombrado ao ver a dança e o cantar transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e deteve Seu carro apenas para ver a dança. O Senhor Caitanya Mahāprabhu então dançou de uma maneira tão mística que agradou o Senhor Jagannātha. O espectador e o dançarino eram uma única e mesma Pessoa Suprema, mas o Senhor, sendo um e muitos ao mesmo tempo, exibia a variedade de Seus passatempos. Este é o significado por trás de Sua misteriosa exibição. Pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o rei pôde compreender como Ambos desfrutavam das atividades um do outro. Outra misteriosa exibição foi a presença simultânea de Śrī Caitanya Mahāprabhu em sete grupos. Pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o rei também pôde compreender isso."}
{"ref": "cc/madhya/13/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/61/", "verse_text": "sākṣāte nā deya dekhā, parokṣe ta' dayā\n\nke bujhite pāre caitanya-candrera māyā", "devanagari": "> সাক্ষাতে না দেয় দেখা, পরোক্ষে ত’ দয়া ।\n> কে বুঝিতে পারে চৈতন্যচন্দ্রের মায়া ॥৬১॥", "synonyms": "*sākṣāte*—diretamente; *nā*—não; *deya*—concede; *dekhā*—entrevista; *parokṣe*—indiretamente; *ta'*—de fato; *dayā*—houve misericórdia; *ke*—quem; *bujhite*—compreender; *pāre*—é capaz; *caitanya-candrera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *māyā*—potência interna.", "translation": "**Embora o rei tivesse sido recusado a uma entrevista, ele recebeu indiretamente a misericórdia imotivada. Quem pode compreender a potência interna de Śrī Caitanya Mahāprabhu?**", "purport": "Como Śrī Caitanya Mahāprabhu desempenhava o papel de mestre do mundo, Ele não concordou em ver o rei, porque um rei é uma pessoa mundana interessada em dinheiro e mulheres. De fato, o próprio nome \"rei\" sugere aquele que está sempre cercado de dinheiro e mulheres. Como sannyāsī, Śrī Caitanya Mahāprabhu temia tanto o dinheiro quanto as mulheres. A própria palavra \"rei\" é repugnante para aquele que está na ordem renunciada de vida. Śrī Caitanya Mahāprabhu recusou-se a ver o rei, mas, indiretamente, pela misericórdia imotivada do Senhor, o rei conseguiu compreender as misteriosas atividades do Senhor. As atividades do Senhor Caitanya Mahāprabhu eram exibidas ora para revelá-Lo como a Suprema Personalidade de Deus, ora para mostrá-Lo como um devoto. Ambos os tipos de atividade são misteriosos e apreciados apenas pelos devotos puros."}
{"ref": "cc/madhya/13/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/62/", "verse_text": "sārvabhauma, kāśī-miśra,-dui mahāśaya\n\nrājāre prasāda dekhi' ha-ilā vismaya", "devanagari": "> সার্বভৌম, কাশীমিশ্র, — দুই মহাশয় ।\n> রাজারে প্রসাদ দেখি’ হইলা বিস্ময় ॥৬২॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *dui mahāśaya*—duas grandes personalidades; *rājāre*—ao rei; *prasāda*—misericórdia; *dekhi'*—vendo; *ha-ilā*—ficaram; *vismaya*—assombrados.", "translation": "**Quando as duas grandes personalidades Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Kāśī Miśra viram a misericórdia imotivada de Caitanya Mahāprabhu para com o rei, ficaram assombradas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/63/", "verse_text": "ei-mata līlā prabhu kaila kata-kṣaṇa\n\nāpane gāyena, nācā'na nija-bhakta-gaṇa", "devanagari": "> এইমত লীলা প্রভু কৈল কতক্ষণ ।\n> আপনে গায়েন, নাচা’ন নিজ-ভক্তগণ ॥৬৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *līlā*—passatempos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—realizou; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *āpane gāyena*—pessoalmente canta; *nācā'na*—fazia dançar; *nija-bhakta-gaṇa*—Seus próprios devotos pessoais.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu realizou Seus passatempos dessa maneira por algum tempo. Ele pessoalmente cantava e induzia Seus associados pessoais a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/64/", "verse_text": "kabhu eka mūrti, kabhu hana bahu-mūrti\n\nkārya-anurūpa prabhu prakāśaye śakti", "devanagari": "> কভু এক মূর্তি, কভু হন বহু-মূর্তি ।\n> কার্য-অনুরূপ প্রভু প্রকাশয়ে শক্তি ॥৬৪॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *eka mūrti*—uma forma; *kabhu*—às vezes; *hana*—torna-se; *bahu-mūrti*—muitas formas; *kārya-anurūpa*—de acordo com o programa de atividades; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prakāśaye*—exibe; *śakti*—Sua potência interna.", "translation": "**De acordo com Sua necessidade, o Senhor ora exibia uma forma, ora muitas. Isso era realizado por Sua potência interna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/65/", "verse_text": "līlāveśe prabhura nāhi nijānusandhāna\n\nicchā jāni 'līlā śakti' kare samādhāna", "devanagari": "> লীলাবেশে প্ৰভুর নাহি নিজানুসন্ধান ।\n> ইচ্ছা জানি ‘লীলা শক্তি’ করে সমাধান ॥৬৫॥", "synonyms": "*līlā-āveśe*—no êxtase dos passatempos transcendentais; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāhi*—não havia; *nija-anusandhāna*—compreensão de Seu próprio eu; *icchā jāni*—conhecendo Seu desejo; *līlā śakti*—a potência conhecida como līlā-śakti; *kare*—faz; *samādhāna*—todos os arranjos.", "translation": "**De fato, a Personalidade de Deus esqueceu-Se de Si mesmo no decorrer de Seus passatempos transcendentais, mas Sua potência interna [līlā-śakti], conhecendo as intenções do Senhor, providenciava todos os arranjos.**", "purport": "Afirma-se nos *Upaniṣads*:\n\nparāsya śaktir vividhaiva śrūyate\nsvābhāvikī jñāna-bala-kriyā ca\n\n\"O Senhor Supremo possui múltiplas potências que agem de modo tão perfeito que toda consciência, força e atividade são dirigidas exclusivamente por Sua vontade.\" (Śvetāśvatara Upaniṣad 6.8)\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu exibiu Seu poder místico apresentando-Se simultaneamente em cada um dos grupos de saṅkīrtana. A maioria das pessoas pensava que Ele era um só, mas algumas viram que Ele era muitos. Os devotos íntimos conseguiam compreender que o Senhor, embora único, exibia-Se como muitos nos diferentes grupos de saṅkīrtana. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava, Ele Se esquecia de Si mesmo e ficava simplesmente absorto em bem-aventurança extática. Contudo, Sua potência interna providenciava tudo perfeitamente. Esta é a diferença entre a potência interna e a externa. No mundo material, a potência externa (energia material) só pode agir depois que alguém se esforça longamente, mas, quando o Senhor Supremo deseja, tudo é realizado automaticamente pela potência interna. Por Sua vontade, as coisas acontecem de modo tão belo e perfeito que parecem realizar-se automaticamente. Às vezes, as atividades da potência interna são exibidas no mundo material. Na verdade, todas as atividades da natureza material são, de fato, realizadas pelas energias inconcebíveis do Senhor, mas os supostos cientistas e estudiosos da natureza material são incapazes de compreender, em última análise, como as coisas estão acontecendo. Eles concluem evasivamente que tudo é feito pela natureza, mas não sabem que, por trás da natureza, está a potente Suprema Personalidade de Deus. Isso é explicado no *Bhagavad-gītā*:\n\nmayādhyakṣeṇa prakṛtiḥ\nsūyate sa-carācaram\nhetunānena kaunteya\njagad viparivartate\n\n\"Esta natureza material trabalha sob Minha direção, ó filho de Kuntī, e está produzindo todos os seres móveis e imóveis. Por sua regência, esta manifestação é criada e aniquilada repetidas vezes.\" (Bg. 9.10)"}
{"ref": "cc/madhya/13/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/66/", "verse_text": "pūrve yaiche rāsādi līlā kaila vṛndāvane\n\nalaukika līlā gaura kaila kṣaṇe kṣaṇe", "devanagari": "> পূর্বে যৈছে রাসাদি লীলা কৈল বৃন্দাবনে ।\n> অলৌকিক লীলা গৌর কৈল ক্ষণে ক্ষণে ॥৬৬॥", "synonyms": "*pūrve*—outrora; *yaiche*—assim como; *rāsa-ādi līlā*—a rāsa-līlā e outros passatempos; *kaila*—realizou; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *alaukika*—incomuns; *līlā*—passatempos; *gaura*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—realizou; *kṣaṇe kṣaṇe*—momento após momento.", "translation": "**Assim como o Senhor Śrī Kṛṣṇa outrora realizou a dança da rāsa-līlā e outros passatempos em Vṛndāvana, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu realizou passatempos incomuns momento após momento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/67/", "verse_text": "bhakta-gaṇa anubhave, nāhi jāne āna\n\nśrī-bhāgavata-śāstra tāhāte pramāṇa", "devanagari": "> ভক্তগণ অনুভবে, নাহি জানে আন ।\n> শ্রীভাগবত-শাস্ত্র তাহাতে প্রমাণ ॥৬৭॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *anubhave*—podiam perceber; *nāhi jāne*—não sabem; *āna*—outros; *śrī-bhāgavata-śāstra*—a escritura revelada Śrīmad-Bhāgavatam; *tāhāte*—nesse sentido; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**A dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu diante do carro da Ratha-yātrā só podia ser percebida pelos devotos puros. Os demais não conseguiam compreender. Descrições da dança incomum do Senhor Kṛṣṇa podem ser encontradas na escritura revelada *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": "O Senhor Śrī Kṛṣṇa expandiu-Se em muitas formas enquanto Se ocupava na dança da rāsa-līlā, e Ele também Se expandiu quando desposou 16.000 esposas em Dvārakā. O mesmo processo foi adotado por Śrī Caitanya Mahāprabhu quando Ele Se expandiu em sete formas para dançar em cada um dos grupos da festa de saṅkīrtana. Essas expansões foram apreciadas pelos devotos puros, inclusive pelo rei Pratāparudra. Embora, por razões de formalidade externa, Śrī Caitanya Mahāprabhu Se recusasse a ver o rei Pratāparudra por ele ser um rei, o rei Pratāparudra tornou-se um dos devotos mais íntimos do Senhor pela misericórdia especial que o Senhor lhe concedeu. O rei podia ver Śrī Caitanya Mahāprabhu simultaneamente presente em todos os sete grupos. Como se confirma no *Śrīmad-Bhāgavatam*, ninguém pode ver as expansões das formas transcendentais do Senhor a menos que seja um devoto puro do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/13/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/68/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu kare nṛtya-raṅge\n\nbhāsāila saba loka premera taraṅge", "devanagari": "> এইমত মহাপ্ৰভু করে নৃত্য-রঙ্গে ।\n> ভাসাইল সব লোক প্রেমের তরঙ্গে ॥৬৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—realiza; *nṛtya-raṅge*—dançando com grande prazer; *bhāsāila*—inundou; *saba*—todas; *loka*—as pessoas; *premera taraṅge*—com ondas de amor extático.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu dançou com grande júbilo e inundou todas as pessoas com ondas de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/69/", "verse_text": "ei-mata haila kṛṣṇera rathe ārohaṇa\n\ntāra āge prabhu nācāila bhakta-gaṇa", "devanagari": "> এইমত হৈল কৃষ্ণের রথে আরোহণ ।\n> তার আগে প্রভু নাচাইল ভক্তগণ ॥৬৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *haila*—houve; *kṛṣṇera*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *rathe*—no carro; *ārohaṇa*—subida; *tāra āge*—diante dele; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nācāila*—fez dançar; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Assim, o Senhor Jagannātha subiu em Seu carro, e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu inspirou todos os Seus devotos a dançar diante dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/70/", "verse_text": "āge śuna jagannāthera guṇḍicā-gamana\n\ntāra āge prabhu yaiche karilā nartana", "devanagari": "> আগে শুন জগন্নাথের গুণ্ডিচা-গমন ।\n> তার আগে প্রভু যৈছে করিলা নর্তন ॥৭০॥", "synonyms": "*āge*—adiante; *śuna*—ouvi; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *guṇḍicā-gamana*—a ida ao templo de Guṇḍicā; *tāra āge*—antes disso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yaiche*—como; *karilā*—realizou; *nartana*—dança.", "translation": "**Ora, ouvi agora sobre a ida do Senhor Jagannātha ao templo de Guṇḍicā enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava diante do carro da Ratha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/71/", "verse_text": "ei-mata kīrtana prabhu karila kata-kṣaṇa\n\nāpana-udyoge nācāila bhakta-gaṇa", "devanagari": "> এইমত কীর্তন প্রভু করিল কতক্ষণ ।\n> আপন-উদ্যোগে নাচাইল ভক্তগণ ॥৭১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kīrtana*—canto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karila*—realizou; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *āpana*—pessoal; *udyoge*—pelo empenho; *nācāila*—fez dançar; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**O Senhor realizou kīrtana por algum tempo e, por Seu próprio empenho, inspirou todos os devotos a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/72/", "verse_text": "āpani nācite yabe prabhura mana haila\n\nsāta sampradāya tabe ekatra karila", "devanagari": "> আপনি নাচিতে যবে প্ৰভুর মন হৈল ।\n> সাত সম্প্রদায় তবে একত্র করিল ॥৭২॥", "synonyms": "*āpani*—pessoalmente; *nācite*—dançar; *yabe*—quando; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—mente; *haila*—tornou-se; *sāta sampradāya*—todos os sete grupos; *tabe*—nesse momento; *ekatra karila*—combinaram-se.", "translation": "**Quando o próprio Senhor quis dançar, todos os sete grupos se combinaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/73/", "verse_text": "śrīvāsa, rāmāi, raghu, govinda, mukunda\n\nharidāsa, govindānanda, mādhava, govinda", "devanagari": "> শ্ৰীবাস, রামাই, রঘু, গোবিন্দ, মুকুন্দ ।\n> হরিদাস, গোবিন্দানন্দ, মাধব, গোবিন্দ ॥৭৩॥", "synonyms": "*śrīvāsa*—Śrīvāsa; *rāmāi*—Rāmāi; *raghu*—Raghu; *govinda*—Govinda; *mukunda*—Mukunda; *haridāsa*—Haridāsa; *govindānanda*—Govindānanda; *mādhava*—Mādhava; *govinda*—Govinda.", "translation": "**Os devotos do Senhor – inclusive Śrīvāsa, Rāmāi, Raghu, Govinda, Mukunda, Haridāsa, Govindānanda, Mādhava e Govinda – combinaram-se todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/74/", "verse_text": "uddaṇḍa-nṛtye prabhura yabe haila mana\n\nsvarūpera saṅge dila ei nava jana", "devanagari": "> উদ্দণ্ড-নৃত্যে প্ৰভুর যবে হৈল মন ।\n> স্বরূপের সঙ্গে দিল এই নব জন ॥৭৪॥", "synonyms": "*uddaṇḍa-nṛtye*—na dança com saltos altos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *haila mana*—era a mente; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *saṅge*—com; *dila*—colocou; *ei*—estes; *nava jana*—nove pessoas.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu desejou saltar alto enquanto dançava, Ele colocou essas nove pessoas aos cuidados de Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/75/", "verse_text": "ei daśa jana prabhura saṅge gāya, dhāya\n\nāra saba sampradāya cāri dike gāya", "devanagari": "> এই দশ জন প্ৰভুর সঙ্গে গায়, ধায় ।\n> আর সব সম্প্রদায় চারি দিকে গায় ॥৭৫॥", "synonyms": "*ei daśa jana*—estas dez pessoas; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saṅge*—com; *gāya*—cantam; *dhāya*—correm; *āra*—outros; *saba*—todos; *sampradāya*—grupos de homens; *cāri dike*—por toda parte; *gāya*—cantam.", "translation": "**Esses devotos [Svarūpa Dāmodara e os devotos sob seus cuidados] cantavam junto com o Senhor, e também corriam ao lado Dele. Todos os demais grupos de homens também cantavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/76/", "verse_text": "daṇḍavat kari, prabhu yuḍi' dui hāta\n\nūrdhva-mukhe stuti kare dekhi' jagannātha", "devanagari": "> দণ্ডবৎ করি, প্রভু যুড়ি’ দুই হাত ।\n> ঊর্ধ্ব মুখে স্তুতি করে দেখি’ জগন্নাথ ॥৭৬॥", "synonyms": "*daṇḍavat kari*—oferecendo reverências; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yuḍi'*—juntando; *dui hāta*—as duas mãos; *ūrdhva-mukhe*—erguendo o rosto para cima; *stuti kare*—oferece prece; *dekhi'*—vendo; *jagannātha*—a Deidade do Senhor Jagannātha.", "translation": "**Oferecendo reverências ao Senhor com as mãos postas, Śrī Caitanya Mahāprabhu ergueu Seu rosto na direção de Jagannātha e orou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/77/", "verse_text": "namo brahmaṇya-devāya\n\ngo-brāhmaṇa-hitāya ca\n\njagad-dhitāya kṛṣṇāya\n\ngovindāya namo namaḥ", "devanagari": "> নমো ব্রহ্মণ্যদেবায় গোব্রাহ্মণহিতায় চ ।\n> জগদ্ধিতায় কৃষ্ণায় গোবিন্দায় নমো নমঃ ॥৭৭॥", "synonyms": "*namaḥ*—todas as reverências; *brahmaṇya-devāya*—ao Senhor adorável pelas pessoas da cultura bramânica; *go-brāhmaṇa*—para as vacas e os brāhmaṇas; *hitāya*—benéfico; *ca*—também; *jagat-hitāya*—àquele que sempre beneficia o mundo inteiro; *kṛṣṇāya*—a Kṛṣṇa; *govindāya*—a Govinda; *namaḥ namaḥ*—repetidas reverências.", "translation": "**\" 'Permita-me oferecer minhas respeitosas reverências ao Senhor Kṛṣṇa, que é a Deidade adorável de todos os homens da cultura bramânica, que é o benquerente das vacas e dos brāhmaṇas e que está sempre beneficiando o mundo inteiro. Ofereço minhas repetidas reverências à Personalidade de Deus, conhecida como Kṛṣṇa e Govinda.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (1.19.65)."}
{"ref": "cc/madhya/13/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/78/", "verse_text": "jayati jayati devo devakī-nandano 'sau\n\njayati jayati ko vṛṣṇi-vaṁśa-pradīpaḥ\n\njayati jayati megha-śyāmalaḥ komalāṅgo\n\njayati jayati pṛthvī-bhāra-nāśo mukundaḥ", "devanagari": "> জয়তি জয়তি দেবো দেবকীনন্দনোঽসৌ\n> জয়তি জয়তি কৃষ্ণো বৃষ্ণিবংশপ্রদীপঃ ।\n> জয়তি জয়তি মেঘশ্যামলঃ কোমলাঙ্গো\n> জয়তি জয়তি পৃথ্বীভারনাশো মুকুন্দঃ ॥৭৮॥", "synonyms": "*jayati*—todas as glórias; *jayati*—todas as glórias; *devaḥ*—à Suprema Personalidade de Deus; *devakī-nandanaḥ*—o filho de Devakī; *asau*—Ele; *jayati jayati*—todas as glórias; *kṛṣṇaḥ*—ao Senhor Kṛṣṇa; *vṛṣṇi-vaṁśa-pradīpaḥ*—a luz da dinastia de Vṛṣṇi; *jayati jayati*—todas as glórias; *megha-śyāmalaḥ*—à Suprema Personalidade de Deus, que parece uma nuvem enegrecida; *komala-aṅgaḥ*—com um corpo tão suave quanto uma flor de lótus; *jayati jayati*—todas as glórias; *pṛthvī-bhāra-nāśaḥ*—ao libertador de todo o mundo de seu fardo; *mukundaḥ*—o outorgador de liberação a todos.", "translation": "**\" 'Todas as glórias à Suprema Personalidade de Deus, que é conhecida como o filho de Devakī. Todas as glórias à Suprema Personalidade de Deus, que é conhecida como a luz da dinastia de Vṛṣṇi. Todas as glórias à Suprema Personalidade de Deus, cujo brilho corpóreo é como o de uma nova nuvem e cujo corpo é tão suave quanto uma flor de lótus. Todas as glórias à Suprema Personalidade de Deus, que apareceu neste planeta para libertar o mundo do fardo dos demônios e que pode oferecer liberação a todos.'**", "purport": "Este é um verso do Mukunda-mālā (3)."}
{"ref": "cc/madhya/13/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/79/", "verse_text": "jayati jana-nivāso devakī-janma-vādo\n\nyadu-vara-pariṣat svair dorbhir asyann adharmam\n\nsthira-cara-vṛjina-ghnaḥ susmita-śrī-mukhena\n\nvraja-pura-vanitānāṁ vardhayan kāma-devam", "devanagari": "> জয়তি জননিবাসো দেবকীজন্মবাদো\n> যদুবরপরিষৎ স্বৈর্দোর্ভিরস্যন্নধর্মম্ ।\n> স্থিরচরবৃজিনঘ্নঃ সুস্মিত-শ্রীমুখেন\n> ব্রজপুরবনিতানাং বর্ধয়ন্ কামদেবম্ ॥৭৯॥", "synonyms": "*jayati*—vive eternamente em glória; *jana-nivāsaḥ*—Aquele que vive entre os seres humanos como os membros da dinastia Yadu e é o refúgio último de todas as entidades vivas; *devakī-janma-vādaḥ*—conhecido como o filho de Devakī (Ninguém pode de fato tornar-se o pai ou a mãe da Suprema Personalidade de Deus. Portanto, devakī-janma-vāda significa que Ele é conhecido como o filho de Devakī. De modo semelhante, Ele também é conhecido como o filho de mãe Yaśodā, de Vasudeva ou de Nanda Mahārāja.); *yadu-vara-pariṣat*—servido pelos membros da dinastia Yadu ou pelos vaqueiros de Vṛndāvana (todos os quais são companheiros constantes do Senhor Supremo e são os servos eternos do Senhor); *svaiḥ dorbhiḥ*—por Seus próprios braços, ou por Seus devotos como Arjuna, que são exatamente como Seus próprios braços; *asyan*—matando; *adharmam*—os demônios ou os ímpios; *sthira-cara-vṛjina-ghnaḥ*—o destruidor de todo o infortúnio de todas as entidades vivas, móveis e imóveis; *su-smita*—sempre sorridente; *śrī-mukhena*—por Seu belo rosto; *vraja-pura-vanitānām*—das donzelas de Vṛndāvana; *vardhayan*—aumentando; *kāma-devam*—os desejos amorosos.", "translation": "**\" 'O Senhor Śrī Kṛṣṇa é Aquele que é conhecido como jana-nivāsa, o refúgio último de todas as entidades vivas, e que também é conhecido como Devakī-nandana ou Yaśodā-nandana, o filho de Devakī e de Yaśodā. Ele é o guia da dinastia Yadu e, com Seus braços poderosos, mata tudo o que é inauspicioso, bem como todo homem que é ímpio. Por Sua presença, Ele destrói todas as coisas inauspiciosas para todas as entidades vivas, móveis e inertes. Seu bem-aventurado rosto sorridente sempre aumenta os desejos amorosos das gopīs de Vṛndāvana. Que Ele seja todo glorioso e feliz!'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.90.48)."}
{"ref": "cc/madhya/13/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/80/", "verse_text": "nāhaṁ vipro na ca nara-patir nāpi vaiśyo na śūdro\n\nnāhaṁ varṇī na ca gṛha-patir no vanastho yatir vā\n\nkintu prodyan-nikhila-paramānanda-pūrnāmṛtābdher\n\ngopī-bhartuḥ pada-kamalayor dāsa-dāsānudāsaḥ", "devanagari": "> নাহং বিপ্রো ন চ নরপতির্নাপি বৈশ্যো ন শূদ্রো\n> নাহং বর্ণী ন চ গৃহপতির্নো বনস্থো যতির্বা ।\n> কিন্তু প্রোদ্যন্নিখিলপরমানন্দপূর্ণামৃতাব্ধে-\n> র্গোপীভর্তুঃ পদকমলয়োর্দাসদাসানুদাসঃ ॥৮০॥", "synonyms": "*na*—não; *aham*—Eu; *vipraḥ*—um brāhmaṇa; *na*—não; *ca*—também; *nara-patiḥ*—um rei ou kṣatriya; *na*—não; *api*—também; *vaiśyaḥ*—pertencente à classe mercantil; *na*—não; *śūdraḥ*—pertencente à classe trabalhadora; *na*—não; *aham*—Eu; *varṇī*—pertencente a qualquer casta, ou brahmacārī (Um brahmacārī pode pertencer a qualquer casta. Qualquer um pode tornar-se um brahmacārī ou levar uma vida de celibato.); *na*—não; *ca*—também; *gṛha-patiḥ*—chefe de família; *no*—não; *vana-sthaḥ*—vānaprastha, aquele que, após retirar-se da vida familiar, vai para a floresta a fim de aprender a desapegar-se da vida familiar; *yatiḥ*—mendicante ou renunciante; *vā*—quer; *kintu*—mas; *prodyan*—brilhante; *nikhila*—universal; *parama-ānanda*—com bem-aventurança transcendental; *pūrṇa*—completo; *amṛta-abdheḥ*—que é o oceano de néctar; *gopī-bhartuḥ*—da Pessoa Suprema, que é o mantenedor das gopīs; *pada-kamalayoḥ*—dos dois pés de lótus; *dāsa*—do servo; *dāsa-anudāsaḥ*—o servo do servo.", "translation": "**\" 'Não sou brāhmaṇa, não sou kṣatriya, não sou vaiśya nem śūdra. Tampouco sou brahmacārī, chefe de família, vānaprastha ou sannyāsī. Identifico-Me apenas como o servo do servo do servo dos pés de lótus do Senhor Śrī Kṛṣṇa, o mantenedor das gopīs. Ele é como um oceano de néctar, e Ele é a causa da bem-aventurança transcendental universal. Ele sempre existe com esplendor.' \"**", "purport": "Este verso encontra-se no Padyāvalī (74)."}
{"ref": "cc/madhya/13/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/81/", "verse_text": "eta paḍi' punarapi karila praṇāma\n\nyoḍa-hāte bhakta-gaṇa vande bhagavān", "devanagari": "> এত পড়ি’ পুনরপি করিল প্ৰণাম ।\n> যোড়হাতে ভক্তগণ বন্দে ভগবান্ ॥৮১॥", "synonyms": "*eta paḍi'*—recitando estes versos; *punarapi*—novamente; *karila*—o Senhor ofereceu; *praṇāma*—reverências; *yoḍa-hāte*—de mãos postas; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *vande*—oferecem oração; *bhagavān*—à Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Após recitar todos esses versos das escrituras, o Senhor novamente ofereceu Suas reverências, e todos os devotos, de mãos postas, também ofereceram orações à Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/82/", "verse_text": "uddaṇḍa nṛtya prabhu kariyā huṅkāra\n\ncakra-bhrami bhrame yaiche alāta-ākāra", "devanagari": "> উদ্দণ্ড নৃত্য প্রভু করিয়া হুঙ্কার ৷\n> চক্র-ভ্রমি ভ্রমে যৈছে অলাত-আকার ॥৮২॥", "synonyms": "*uddaṇḍa*—saltando; *nṛtya*—dançando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyā*—fazendo; *huṅkāra*—vibração estrondosa; *cakra-bhrami*—fazendo um movimento circular como uma roda; *bhrame*—move-se; *yaiche*—como se; *alāta-ākāra*—círculo de fogo.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava e saltava bem alto, rugindo como um trovão e movendo-se em círculo como uma roda, Ele parecia um tição em rotação.**", "purport": "Se uma brasa ardente de um tição for girada com muita rapidez, ela dá a aparência de um círculo de fogo. Isso se chama alāta-ākāra, ou círculo de tição. Esse círculo todo não é, na verdade, feito de fogo, mas é um único fogo em movimento. De modo semelhante, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é uma única personalidade, mas, quando dançava e saltava bem alto em círculo, Ele parecia o alāta-cakra."}
{"ref": "cc/madhya/13/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/83/", "verse_text": "nṛtye prabhura yāhāṅ yāṅhā paḍe pada-tala\n\nsasāgara-śaila mahī kare ṭalamala", "devanagari": "> নৃত্যে প্রভুর যাঁহা যাঁহা পড়ে পদতল ।\n> সসাগর-শৈল মহী করে টলমল ॥৮৩॥", "synonyms": "*nṛtye*—enquanto dançava; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāhāṅ yāṅhā*—onde quer que; *paḍe*—pisa; *pada-tala*—Seu pé; *sa-sāgara*—com os oceanos; *śaila*—colinas e montanhas; *mahī*—a terra; *kare*—faz; *ṭalamala*—inclinar-se.", "translation": "**Onde quer que Śrī Caitanya Mahāprabhu pisasse enquanto dançava, toda a terra, com suas colinas e mares, parecia inclinar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/84/", "verse_text": "stambha, sveda, pulaka, aśru, kampa, vaivarṇya\n\nnānā-bhāve vivaśatā, garva, harṣa, dainya", "devanagari": "> স্তম্ভ, স্বেদ, পুলক, অশ্রু, কম্প, বৈবর্ণ্য ।\n> নানা-ভাবে বিবশতা, গর্ব, হর্ষ, দৈন্য ॥৮৪॥", "synonyms": "*stambha*—estar atônito; *sveda*—transpiração; *pulaka*—júbilo; *aśru*—lágrimas; *kampa*—tremor; *vaivarṇya*—mudança de cor; *nānā-bhāve*—de várias maneiras; *vivaśatā*—desamparo; *garva*—orgulho; *harṣa*—exuberância; *dainya*—humildade.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu dançava, Ele exibia várias mudanças transcendentais e bem-aventuradas em Seu corpo. Às vezes parecia atônito. Às vezes os pelos de Seu corpo se arrepiavam. Às vezes Ele transpirava, chorava, tremia e mudava de cor, e às vezes manifestava sintomas de desamparo, orgulho, exuberância e humildade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/85/", "verse_text": "āchāḍa khāñā paḍe bhūme gaḍi' yāya\n\nsuvarṇa-parvata yaiche bhūmete loṭāya", "devanagari": "> আছাড় খাঞা পড়ে ভূমে গড়ি’ যায় ।\n> সুবর্ণ-পর্বত যৈছে ভূমেতে লোটায় ॥৮৫॥", "synonyms": "*āchāḍa khāñā*—caindo com estrondo; *paḍe*—cai; *bhūme*—no chão; *gaḍi'*—rolando; *yāya*—vai; *suvarṇa-parvata*—uma montanha dourada; *yaiche*—como se; *bhūmete*—no chão; *loṭāya*—rola.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu caía com estrondo enquanto dançava, Ele rolava pelo chão. Em tais momentos, parecia que uma montanha dourada rolava pelo chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/86/", "verse_text": "nityānanda-prabhu dui hāta prasāriyā\n\nprabhure dharite cāhe āśa-pāśa dhāñā", "devanagari": "> নিত্যানন্দপ্রভু দুই হাত প্রসারিয়া ।\n> প্রভুরে ধরিতে চাহে আশপাশ ধাঞা ॥৮৬॥", "synonyms": "*nityānanda-prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *dui*—duas; *hāta*—mãos; *prasāriyā*—estendendo; *prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dharite*—segurar; *cāhe*—deseja; *āśa-pāśa*—de um lado para outro; *dhāñā*—correndo.", "translation": "**Nityānanda Prabhu estendia Suas duas mãos e procurava segurar o Senhor enquanto Ele corria de um lado para outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/87/", "verse_text": "prabhu-pāche bule ācārya kariyā huṅkāra\n\n'hari-bola' 'hari-bola' bale bāra bāra", "devanagari": "> প্ৰভু-পাছে বুলে আচার্য করিয়া হুঙ্কার ।\n> ‘হরিবোল’ ‘হরিবোল’ বলে বার বার ॥৮৭॥", "synonyms": "*prabhu-pāche*—atrás do Senhor; *bule*—caminhava; *ācārya*—Advaita Ācārya; *kariyā*—fazendo; *huṅkāra*—uma vibração estrondosa; *hari-bola hari-bola*—cantai o santo nome de Hari; *bale*—diz; *bāra bāra*—repetidamente.", "translation": "**Advaita Ācārya caminhava atrás do Senhor e cantava bem alto \"Hari bol! Hari bol!\" repetidamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/88/", "verse_text": "loka nivārite haila tina maṇḍala\n\nprathama-maṇḍale nityānanda mahā-bala", "devanagari": "> লোক নিবারিতে হৈল তিন মণ্ডল ।\n> প্রথম-মণ্ডলে নিত্যানন্দ মহাবল ॥৮৮॥", "synonyms": "*loka*—as pessoas; *nivārite*—conter; *haila*—houve; *tina*—três; *maṇḍala*—círculos; *prathama-maṇḍale*—no primeiro círculo; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *mahā-bala*—de grande força.", "translation": "**A fim de impedir que as multidões chegassem demasiado perto do Senhor, formaram-se três círculos. O primeiro círculo era conduzido por Nityānanda Prabhu, que é o próprio Balarāma, o possuidor de grande força.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/89/", "verse_text": "kāśīśvara govindādi yata bhakta-gaṇa\n\nhātāhāti kari' haila dvitīya āvaraṇa", "devanagari": "> কাশীশ্বর গোবিন্দাদি যত ভক্তগণ ।\n> হাতাহাতি করি’ হৈল দ্বিতীয় আবরণ ॥৮৯॥", "synonyms": "*kāśīśvara*—Kāśīśvara; *govinda-ādi*—encabeçados por Govinda; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *hātāhāti*—unidos mão a mão; *kari'*—fazendo; *haila*—tornou-se; *dvitīya*—um segundo; *āvaraṇa*—círculo envolvente.", "translation": "**Todos os devotos encabeçados por Kāśīśvara e Govinda uniram as mãos e formaram um segundo círculo ao redor do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/90/", "verse_text": "bāhire pratāparudra lañā pātra-gaṇa\n\nmaṇḍala hañā kare loka nivāraṇa", "devanagari": "> বাহিরে প্রতাপরুদ্র লঞা পাত্রগণ ।\n> মণ্ডল হঞা করে লোক নিবারণ ॥৯০॥", "synonyms": "*bāhire*—do lado de fora; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *lañā*—levando; *pātra-gaṇa*—seus próprios associados; *maṇḍala*—círculo; *hañā*—tornando-se; *kare*—faz; *loka*—da multidão; *nivāraṇa*—contenção.", "translation": "**Mahārāja Pratāparudra e seus assistentes pessoais formaram um terceiro círculo ao redor dos dois círculos internos, justamente para impedir que a multidão chegasse demasiado perto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/91/", "verse_text": "haricandanera skandhe hasta ālambiyā\n\nprabhura nṛtya dekhe rājā āviṣṭa hañā", "devanagari": "> হরিচন্দনের স্কন্ধে হস্ত আলম্বিয়া ।\n> প্ৰভুর নৃত্য দেখে রাজা আবিষ্ট হঞা ॥৯১॥", "synonyms": "*haricandanera*—de Haricandana; *skandhe*—no ombro; *hasta*—a mão; *ālambiyā*—pondo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya dekhe*—vê a dança; *rājā*—Mahārāja Pratāparudra; *āviṣṭa hañā*—em grande êxtase.", "translation": "**Com as mãos sobre os ombros de Haricandana, o rei Pratāparudra podia ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu dançando, e o rei sentia grande êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/92/", "verse_text": "hena-kāle śrīnivāsa premāviṣṭa-mana\n\nrājāra āge rahi' dekhe prabhura nartana", "devanagari": "> হেনকালে শ্রীনিবাস প্রেমাবিষ্ট-মন ।\n> রাজার আগে রহি’ দেখে প্রভুর নর্তন ॥৯২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *śrīnivāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *prema-āviṣṭa-mana*—com a mente grandemente extasiada; *rājāra āge*—diante do rei; *rahi'*—mantendo-se; *dekhe*—vê; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nartana*—a dança.", "translation": "**Enquanto o rei contemplava a dança, Śrīvāsa Ṭhākura, postado diante dele, extasiou-se ao ver a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/93/", "verse_text": "rājāra āge haricandana dekhe śrīnivāsa\n\nhaste tāṅre sparśi' kahe,-hao eka-pāśa", "devanagari": "> রাজার আগে হরিচন্দন দেখে শ্রীনিবাস ।\n> হস্তে তাঁরে স্পর্শি’ কহে, — হও এক-পাশ ॥৯৩॥", "synonyms": "*rājāra āge*—diante do rei; *haricandana*—Haricandana; *dekhe*—vê; *śrīnivāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *haste*—com a mão; *tāṅre*—nele; *sparśi'*—tocando; *kahe*—diz; *hao*—vem, por favor; *eka-pāśa*—para um lado.", "translation": "**Vendo Śrīvāsa Ṭhākura postado diante do rei, Haricandana tocou Śrīvāsa com a mão e pediu-lhe que se afastasse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/94/", "verse_text": "nṛtyāveśe śrīnivāsa kichui nā jāne\n\nbāra bāra ṭhele, teṅho krodha haila mane", "devanagari": "> নৃত্যাবেশে শ্রীনিবাস কিছুই না জানে  ।\n> বার বার ঠেলে, তেঁহো ক্রোধ হৈল মনে ॥৯৪॥", "synonyms": "*nṛtya-āveśe*—plenamente absorto em ver a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrīnivāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *kichui*—coisa alguma; *nā*—não; *jāne*—sabe; *bāra bāra*—repetidamente; *ṭhele*—quando o empurra; *teṅho*—Śrīvāsa; *krodha*—irado; *haila*—ficou; *mane*—na mente.", "translation": "**Absorto em assistir à dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrīvāsa Ṭhākura não conseguia compreender por que estava sendo tocado e empurrado. Após ser empurrado repetidamente, ele ficou irado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/95/", "verse_text": "cāpaḍa māriyā tāre kaila nivāraṇa\n\ncāpaḍa khāñā kruddha hailā haricandana", "devanagari": "> চাপড় মারিয়া তারে কৈল নিবারণ  ।\n> চাপড় খাঞা ক্রুদ্ধ হৈলা হরিচন্দন ॥৯৫॥", "synonyms": "*cāpaḍa māriyā*—dando uma bofetada; *tāre*—nele; *kaila nivāraṇa*—conteve; *cāpaḍa khāñā*—levando a bofetada; *kruddha*—irado; *hailā*—ficou; *haricandana*—Haricandana.", "translation": "**Śrīvāsa Ṭhākura deu uma bofetada em Haricandana para fazê-lo parar de empurrá-lo. Por sua vez, isso deixou Haricandana irado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/96/", "verse_text": "kruddha hañā tāṅre kichu cāhe balibāre\n\nāpani pratāparudra nivārila tāre", "devanagari": "> ক্রুদ্ধ হঞা তাঁরে কিছু চাহে বলিবারে ।\n> আপনি প্রতাপরুদ্র নিবারিল তারে ॥৯৬॥", "synonyms": "*kruddha hañā*—ficando irado; *tāṅre*—a Śrīvāsa Ṭhākura; *kichu*—algo; *cāhe*—deseja; *balibāre*—dizer; *āpani*—pessoalmente; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *nivārila*—conteve; *tāre*—a ele.", "translation": "**Quando o irado Haricandana estava prestes a falar com Śrīvāsa Ṭhākura, Pratāparudra Mahārāja pessoalmente o conteve.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/97/", "verse_text": "bhāgyavān tumi-iṅhāra hasta-sparśa pāilā\n\nāmāra bhāgye nāhi, tumi kṛtārtha hailā", "devanagari": "> ভাগ্যবান্ তুমি — ইঁহার হস্ত-স্পর্শ পাইলা ।\n> আমার ভাগ্যে নাহি, তুমি কৃতার্থ হৈলা ॥৯৭॥", "synonyms": "*bhāgyavān tumi*—és muito afortunado; *iṅhāra*—de Śrīvāsa Ṭhākura; *hasta*—da mão; *sparśa*—o toque; *pāilā*—recebeste; *āmāra bhāgye*—em minha fortuna; *nāhi*—não há tal coisa; *tumi*—tu; *kṛta-artha hailā*—foste agraciado.", "translation": "**O rei Pratāparudra disse: \"És muito afortunado, pois foste agraciado pelo toque de Śrīvāsa Ṭhākura. Eu não sou tão afortunado. Deverias sentir-te grato a ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/98/", "verse_text": "prabhura nṛtya dekhi' loke haila camatkāra\n\nanya āchuk, jagannāthera ānanda apāra", "devanagari": "> প্রভুর নৃত্য দেখি’ লোকে হৈল চমৎকার ।\n> অন্য আছুক্, জগন্নাথের আনন্দ অপার ॥৯৮॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya*—dança; *dekhi'*—vendo; *loke*—todos; *haila*—ficaram; *camatkāra*—atônitos; *anya āchuk*—sem falar dos outros; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *ānanda apāra*—havia uma felicidade extrema.", "translation": "**Todos ficaram atônitos com a dança de Caitanya Mahāprabhu, e até mesmo o Senhor Jagannātha ficou extremamente feliz ao vê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/99/", "verse_text": "ratha sthira kaila, āge nā kare gamana\n\nanimiṣa-netre kare nṛtya daraśana", "devanagari": "> রথ স্থির কৈল, আগে না করে গমন ।\n> অনিমিষ-নেত্রে করে নৃত্য দরশন ॥৯৯॥", "synonyms": "*ratha*—o carro; *sthira kaila*—parou; *āge*—para a frente; *nā*—não; *kare*—faz; *gamana*—movimento; *animiṣa*—sem piscar; *netre*—com os olhos; *kare*—faz; *nṛtya*—da dança; *daraśana*—observação.", "translation": "**O carro chegou a parar por completo e permaneceu imóvel, enquanto o Senhor Jagannātha, com olhos que não piscavam, observava a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/100/", "verse_text": "subhadrā-balarāmera hṛdaye ullāsa\n\nnṛtya dekhi' dui janāra śrī-mukhete hāsa", "devanagari": "> সুভদ্রা-বলরামের হৃদয়ে উল্লাস ।\n> নৃত্য দেখি’ দুই জনার শ্রীমুখেতে হাস ॥১০০॥", "synonyms": "*subhadrā*—da deusa Subhadrā; *balarāmera*—e de Balarāma; *hṛdaye*—nos corações; *ullāsa*—êxtase; *nṛtya*—dança; *dekhi'*—vendo; *dui janāra*—das duas pessoas; *śrī-mukhete*—nas belas bocas; *hāsa*—sorriso.", "translation": "**A deusa da fortuna, Subhadrā, e o Senhor Balarāma sentiram, ambos, grande felicidade e êxtase em Seus corações. De fato, foram vistos sorrindo diante da dança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/101/", "verse_text": "uddaṇḍa nṛtye prabhura adbhuta vikāra\n\naṣṭa sāttvika bhāva udaya haya sama-kāla", "devanagari": "> উদ্দণ্ড নৃত্যে প্ৰভুর অদ্ভুত বিকার ।\n> অষ্ট সাত্ত্বিক ভাব উদয় হয় সমকাল ॥১০১॥", "synonyms": "*uddaṇḍa*—saltando; *nṛtye*—com a dança; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *adbhuta*—maravilhosas; *vikāra*—transformações; *aṣṭa sāttvika*—oito espécies transcendentais; *bhāva*—de êxtase; *udaya haya*—despertam; *sama-kāla*—simultaneamente.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu dançava e saltava bem alto, oito transformações maravilhosas, indicativas de êxtase divino, eram vistas em Seu corpo. Todos esses sintomas eram visíveis simultaneamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/102/", "verse_text": "māṁsa-vraṇa sama roma-vṛnda pulakita\n\nśimulīra vṛkṣa yena kaṇṭaka-veṣṭita", "devanagari": "> মাংস-ব্রণ সম রোমবৃন্দ পুলকিত ।\n> শিমুলীর বৃক্ষ যেন কণ্টক-বেষ্টিত ॥১০২॥", "synonyms": "*māṁsa*—pele; *vraṇa*—espinhas; *sama*—como; *roma-vṛnda*—os pelos do corpo; *pulakita*—arrepiados; *śimulīra vṛkṣa*—árvore de algodão; *yena*—como se; *kaṇṭaka*—de espinhos; *veṣṭita*—cercada.", "translation": "**Sua pele cobriu-se de arrepios, e os pelos de Seu corpo ficaram em pé. Seu corpo assemelhava-se à śimulī [árvore de algodão de seda], toda coberta de espinhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/103/", "verse_text": "eka eka dantera kampa dekhite lāge bhaya\n\nloke jāne, danta saba khasiyā paḍaya", "devanagari": "> এক এক দন্তের কম্প দেখিতে লাগে ভয় ।\n> লোকে জানে, দন্ত সব খসিয়া পড়য় ॥১০৩॥", "synonyms": "*eka eka*—um após o outro; *dantera*—dos dentes; *kampa*—tremor; *dekhite*—de ver; *lāge*—há; *bhaya*—medo; *loke jāne*—as pessoas entendiam; *danta*—os dentes; *saba*—todos; *khasiyā*—afrouxando-se; *paḍaya*—caem.", "translation": "**De fato, as pessoas ficavam amedrontadas apenas de ver Seus dentes baterem, e chegavam a pensar que Seus dentes cairiam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/104/", "verse_text": "sarvāṅge prasveda chuṭe tāte raktodgama\n\njaja gaga' 'jaja gaga'-gadgada-vacana", "devanagari": "> সর্বাঙ্গে প্রস্বেদ ছুটে তাতে রক্তোদ্গম ।\n> ‘জজ গগ’ ‘জজ গগ’ — গদগদ-বচন ॥১০৪॥", "synonyms": "*sarvāṅge*—por todo o corpo; *prasveda*—transpiração; *chuṭe*—flui; *tāte*—junto com isso; *rakta-udgama*—brotar de sangue; *jaja gaga jaja gaga*—um som que indica o nome Jagannātha; *gadgada*—embargada devido ao êxtase; *vacana*—palavras.", "translation": "**O corpo inteiro de Śrī Caitanya Mahāprabhu fluía em transpiração e, ao mesmo tempo, brotava sangue. Ele emitia os sons \"jaja gaga, jaja gaga\" com uma voz embargada de êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/105/", "verse_text": "jalayantra-dhārā yaiche vahe aśru-jala\n\nāśa-pāśe loka yata bhijila sakala", "devanagari": "> জলযন্ত্র-ধারা যৈছে বহে অশ্রুজল ।\n> আশ-পাশে লোক যত ভিজিল সকল ॥১০৫॥", "synonyms": "*jala-yantra*—de uma seringa; *dhārā*—jorro de água; *yaiche*—como se; *vahe*—fluem; *aśru-jala*—lágrimas dos olhos; *āśa-pāśe*—por todos os lados; *loka*—pessoas; *yata*—quantas havia; *bhijila*—ficaram molhadas; *sakala*—todas.", "translation": "**As lágrimas saíam com força dos olhos do Senhor, como se de uma seringa, e todas as pessoas que O cercavam ficaram molhadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/106/", "verse_text": "deha-kānti gaura-varṇa dekhiye aruṇa\n\nkabhu kānti dekhi yena mallikā-puṣpa-sama", "devanagari": "> দেহ-কান্তি গৌরবর্ণ দেখিয়ে অরুণ ।\n> কভু কান্তি দেখি যেন মল্লিকা-পুষ্পসম ॥১০৬॥", "synonyms": "*deha-kānti*—do brilho do corpo; *gaura-varṇa*—tez branca; *dekhiye*—todos viam; *aruṇa*—rosada; *kabhu*—às vezes; *kānti*—o brilho; *dekhi*—vendo; *yena*—como se; *mallikā-puṣpa-sama*—assemelhando-se à flor mallikā.", "translation": "**Todos viam a tez de Seu corpo mudar de branca para rosada, de modo que Seu brilho se assemelhava ao da flor mallikā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/107/", "verse_text": "kabhu stambha, kabhu prabhu bhūmite loṭāya\n\nśuṣka-kāṣṭha-sama pada-hasta nā calaya", "devanagari": "> কভু স্তম্ভ, কভু প্রভু ভূমিতে লোটায় ।\n> শুষ্ককাষ্ঠসম পদ-হস্ত না চলয় ॥১০৭॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *stambha*—atônito; *kabhu*—às vezes; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *bhūmite*—no chão; *loṭāya*—rola; *śuṣka*—seca; *kāṣṭha*—madeira; *sama*—como; *pada-hasta*—pernas e mãos; *nā*—não; *calaya*—se movem.", "translation": "**Às vezes Ele parecia atônito, e às vezes rolava pelo chão. De fato, às vezes Suas pernas e mãos ficavam tão duras quanto madeira seca, e Ele não se movia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/108/", "verse_text": "kabhu bhūme paḍe, kabhu śvāsa haya hīna\n\nyāhā dekhi' bhakta-gaṇera prāṇa haya kṣīṇa", "devanagari": "> কভু ভূমে পড়ে, কভু শ্বাস হয় হীন ।\n> যাহা দেখি’ ভক্তগণের প্রাণ হয় ক্ষীণ ॥১০৮॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *bhūme*—no chão; *paḍe*—cai; *kabhu*—às vezes; *śvāsa*—respiração; *haya*—torna-se; *hīna*—nula; *yāhā dekhi'*—vendo o que; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *prāṇa*—a vida; *haya*—torna-se; *kṣīṇa*—debilitada.", "translation": "**Quando o Senhor caía ao chão, às vezes Sua respiração quase cessava. Ao verem isso, os devotos também sentiam que sua própria vida se debilitava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/109/", "verse_text": "kabhu netre nāsāya jala, mukhe paḍe phena\n\namṛtera dhārā candra-bimbe vahe yena", "devanagari": "> কভু নেত্রে নাসায় জল, মুখে পড়ে ফেন ।\n> অমৃতের ধারা চন্দ্রবিম্বে বহে যেন ॥১০৯॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *netre*—dos olhos; *nāsāya*—das narinas; *jala*—água; *mukhe*—da boca; *paḍe*—caía; *phena*—espuma; *amṛtera*—de néctar; *dhārā*—torrentes; *candra-bimbe*—da lua; *vahe*—fluem; *yena*—como se.", "translation": "**Água fluía de Seus olhos e, às vezes, de Suas narinas, e espuma caía de Sua boca. Esses fluxos pareciam torrentes de néctar a descer da lua.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/110/", "verse_text": "sei phena lañā śubhānanda kaila pāna\n\nkṛṣṇa-prema-rasika teṅho mahā-bhāgyavān", "devanagari": "> সেই ফেন লঞা শুভানন্দ কৈল পান ।\n> কৃষ্ণপ্রেমরসিক তেঁহো মহাভাগ্যবান্ ॥১১০॥", "synonyms": "*sei phena*—aquela espuma; *lañā*—tomando; *śubhānanda*—um devoto chamado Śubhānanda; *kaila*—fez; *pāna*—beber; *kṛṣṇa-prema-rasika*—saboreador do amor extático a Kṛṣṇa; *teṅho*—ele; *mahā-bhāgyavān*—muito afortunado.", "translation": "**A espuma que caía da boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu foi recolhida e bebida por Śubhānanda, pois ele era muito afortunado e perito em saborear a doçura do amor extático a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/111/", "verse_text": "ei-mata tāṇḍava-nṛtya kaila kata-kṣaṇa\n\nbhāva-viśeṣe prabhura praveśila mana", "devanagari": "> এইমত তাণ্ডব-নৃত্য কৈল কতক্ষণ ।\n> ভাব-বিশেষে প্রভুর প্ৰবেশিল মন ॥১১১॥", "synonyms": "*ei-mata*—desse modo; *tāṇḍava-nṛtya*—dança devastadora; *kaila*—realizou; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *bhāva-viśeṣe*—num êxtase específico; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *praveśila mana*—a mente entrou.", "translation": "**Após realizar Sua dança devastadora por algum tempo, a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu mergulhou num estado de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/112/", "verse_text": "tāṇḍava-nṛtya chāḍi' svarūpere ājñā dila\n\nhṛdaya jāniyā svarūpa gāite lāgila", "devanagari": "> তাণ্ডব-নৃত্য ছাড়ি’ স্বরূপেরে আজ্ঞা দিল ।\n> হৃদয় জানিয়া স্বরূপ গাইতে লাগিল ॥১১২॥", "synonyms": "*tāṇḍava-nṛtya chāḍi'*—abandonando tal dança devastadora; *svarūpere*—a Svarūpa Dāmodara; *ājñā dila*—deu uma ordem; *hṛdaya*—a mente; *jāniyā*—conhecendo; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *gāite lāgila*—começou a cantar.", "translation": "**Após abandonar a dança, o Senhor ordenou a Svarūpa Dāmodara que cantasse. Conhecendo Sua mente, Svarūpa Dāmodara começou a cantar como se segue.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/113/", "verse_text": "\"sei ta parāṇa-nātha pāinu\n\nyāhā lāgi' madana-dahane jhuri' genu\"", "devanagari": "> “সেই ত পরাণ-নাথ পাইনু ।\n> যাহা লাগি’ মদন-দহনে ঝুরি’ গেনু ।।” ১১৩ ।। ধ্রু ।। ॥১১৩॥", "synonyms": "*sei ta*—esse de fato; *parāṇa-nātha*—o senhor da Minha vida; *pāinu*—obtive; *yāhā lāgi'*—por quem; *madana-dahane*—sendo queimada por Cupido; *jhuri' genu*—fiquei ressequida.", "translation": "**\"Agora obtive o Senhor da Minha vida, em cuja ausência eu era queimada por Cupido e definhava.\"**", "purport": "Esta canção refere-se ao encontro de Śrīmatī Rādhārāṇī com Kṛṣṇa no lugar sagrado de Kurukṣetra, aonde o Senhor Śrī Kṛṣṇa, juntamente com Seu irmão e Sua irmã, foram em visita por ocasião de um eclipse solar. É uma canção de separação de Kṛṣṇa. Quando Rādhārāṇī encontrou Kṛṣṇa em Kurukṣetra, Ela Se lembrou da associação íntima que tivera com Ele em Vṛndāvana, e pensou: \"Agora obtive o Senhor da minha vida. Em Sua ausência, eu era queimada pela flecha de Cupido e, dessa forma, definhava. Agora tenho a minha vida de volta.\""}
{"ref": "cc/madhya/13/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/114/", "verse_text": "ei dhuyā uccaiḥ-svare gāya dāmodara\n\nānande madhura nṛtya karena īśvara", "devanagari": "> এই ধুয়া উচ্চৈঃস্বরে গায় দামোদর ।\n> আনন্দে মধুর নৃত্য করেন ঈশ্বর ॥১১৪॥", "synonyms": "*ei dhuyā*—este refrão; *uccaiḥ-svare*—em voz alta; *gāya*—canta; *dāmodara*—Svarūpa Dāmodara; *ānande*—em grande êxtase; *madhura*—ritmada; *nṛtya*—dança; *karena*—realiza; *īśvara*—o Senhor.", "translation": "**Quando este refrão foi cantado em voz alta por Svarūpa Dāmodara, Śrī Caitanya Mahāprabhu novamente começou a dançar ritmadamente, em bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/115/", "verse_text": "dhīre dhīre jagannātha karena gamana\n\nāge nṛtya kari' calena śacīra nandana", "devanagari": "> ধীরে ধীরে জগন্নাথ করেন গমন ।\n> আগে নৃত্য করি’ চলেন শচীর নন্দন ॥১১৫॥", "synonyms": "*dhīre dhīre*—lentamente, lentamente; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *karena*—faz; *gamana*—movimento; *āge*—na frente; *nṛtya*—dança; *kari'*—realizando; *calena*—avança; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**A quadriga do Senhor Jagannātha começou a mover-se lentamente, enquanto o filho de mãe Śacī seguia na frente e dançava à dianteira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/116/", "verse_text": "jagannāthe netra diyā sabe nāce, gāya\n\nkīrtanīyā saha prabhu pāche pāche yāya", "devanagari": "> জগন্নাথে নেত্র দিয়া সবে নাচে, গায় ।\n> কীর্তনীয়া সহ প্রভু পাছে পাছে যায় ॥১১৬॥", "synonyms": "*jagannāthe*—no Senhor Jagannātha; *netra*—os olhos; *diyā*—mantendo; *sabe*—todos os devotos; *nāce gāya*—dançam e cantam; *kīrtanīyā*—os executantes do saṅkīrtana; *saha*—com; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāche pāche*—na retaguarda; *yāya*—avança.", "translation": "**Enquanto dançavam e cantavam, todos os devotos diante do Senhor Jagannātha mantinham os olhos fixos Nele. Caitanya Mahāprabhu, então, dirigiu-se ao final da procissão, com os executantes do saṅkīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/117/", "verse_text": "jagannāthe magna prabhura nayana-hṛdaya\n\nśrī-hasta-yuge kare gītera abhinaya", "devanagari": "> জগন্নাথে মগ্ন প্রভুর নয়ন-হৃদয় ।\n> শ্রীহস্তযুগে করে গীতের অভিনয় ॥১১৭॥", "synonyms": "*jagannāthe*—no Senhor Jagannātha; *magna*—absorto; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nayana-hṛdaya*—os olhos e a mente; *śrī-hasta-yuge*—com Seus dois braços; *kare*—realizava; *gītera*—da canção; *abhinaya*—o gesto dramático.", "translation": "**Com Seus olhos e Sua mente plenamente absortos no Senhor Jagannātha, Caitanya Mahāprabhu começou a representar o drama da canção com Seus dois braços.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/118/", "verse_text": "gaura yadi pāche cale, śyāma haya sthire\n\ngaura āge cale, śyāma cale dhīre-dhīre", "devanagari": "> গৌর যদি পাছে চলে, শ্যাম হয় স্থিরে ।\n> গৌর আগে চলে, শ্যাম চলে ধীরে-ধীরে ॥১১৮॥", "synonyms": "*gaura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—se; *pāche cale*—vai atrás; *śyāma*—Jagannātha; *haya*—torna-se; *sthire*—imóvel; *gaura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āge cale*—avança; *śyāma*—o Senhor Jagannātha; *cale*—vai; *dhīre-dhīre*—lentamente.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu representava dramaticamente a canção, Ele às vezes ficava para trás na procissão. Nessas ocasiões, o Senhor Jagannātha parava por completo. Quando Caitanya Mahāprabhu novamente avançava, a quadriga do Senhor Jagannātha recomeçava a mover-se lentamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/119/", "verse_text": "ei-mata gaura-śyāme, doṅhe ṭhelāṭheli\n\nsvarathe śyāmere rākhe gaura mahā-balī", "devanagari": "> এইমত গৌর-শ্যামে, দোঁহে ঠেলাঠেলি ।\n> স্বরথে শ্যামেরে রাখে গৌর মহাবলী ॥১১৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *gaura-śyāme*—o Senhor Jagannātha e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *doṅhe*—entre Ambos; *ṭhelāṭheli*—competição de avançar; *sva-rathe*—em Sua própria quadriga; *śyāmere*—o Senhor Jagannātha; *rākhe*—mantém; *gaura*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-balī*—imensamente poderoso.", "translation": "**Assim, havia uma espécie de competição entre Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Jagannātha para ver quem lideraria, mas Caitanya Mahāprabhu era tão poderoso que fez o Senhor Jagannātha aguardar em Sua quadriga.**", "purport": "Após abandonar a companhia das gopīs em Vṛndāvana, Śrī Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda, ocupou-Se em Seus passatempos em Dvārakā. Quando Kṛṣṇa foi a Kurukṣetra com Seu irmão, Sua irmã e outros de Dvārakā, Ele novamente encontrou os habitantes de Vṛndāvana. Śrī Caitanya Mahāprabhu é rādhā-bhāva-dyuti-suvalita, isto é, o próprio Kṛṣṇa assumindo o papel de Śrīmatī Rādhārāṇī a fim de compreender Kṛṣṇa. O Senhor Jagannātha-deva é Kṛṣṇa, e Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é Śrīmatī Rādhārāṇī. O fato de Caitanya Mahāprabhu conduzir o Senhor Jagannātha rumo ao templo de Guṇḍicā correspondia a Śrīmatī Rādhārāṇī conduzindo Kṛṣṇa rumo a Vṛndāvana. Śrī Kṣetra, Jagannātha Purī, era tomada como o reino de Dvārakā, o lugar onde Kṛṣṇa desfruta de opulência suprema. No entanto, Ele estava sendo conduzido por Śrī Caitanya Mahāprabhu a Vṛndāvana, a simples aldeia cujos habitantes estão todos repletos de amor extático por Kṛṣṇa. Śrī Kṣetra é um lugar de aiśvarya-līlā, assim como Vṛndāvana é o lugar de mādhurya-līlā. O fato de Śrī Caitanya Mahāprabhu seguir na retaguarda do ratha indicava que o Senhor Jagannātha, Kṛṣṇa, estava esquecendo os habitantes de Vṛndāvana. Embora Kṛṣṇa negligenciasse os habitantes de Vṛndāvana, Ele não podia esquecê-los. Assim, em Sua opulenta Ratha-yātrā, Ele estava retornando a Vṛndāvana. No papel de Śrīmatī Rādhārāṇī, Śrī Caitanya Mahāprabhu examinava se o Senhor ainda Se lembrava dos habitantes de Vṛndāvana. Quando Caitanya Mahāprabhu ficava para trás da quadriga do Ratha, Jagannātha-deva, o próprio Kṛṣṇa, compreendia a mente de Śrīmatī Rādhārāṇī. Por isso, Jagannātha às vezes ficava atrás do dançante Śrī Caitanya Mahāprabhu, para indicar a Śrīmatī Rādhārāṇī que Ele não havia esquecido. Dessa forma, o Senhor Jagannātha aguardava no ratha pela marcha de Ambos para a frente. Desse modo, o Senhor Jagannātha admitia que, sem o êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī, não podia sentir-Se satisfeito. Enquanto Jagannātha assim aguardava, Gaurasundara, Caitanya Mahāprabhu, em Seu êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī, imediatamente avançava em direção a Kṛṣṇa. Em tais ocasiões, o Senhor Jagannātha prosseguia bem lentamente. Esses intercâmbios competitivos eram todos parte do romance amoroso entre Kṛṣṇa e Śrīmatī Rādhārāṇī. Naquela competição entre o êxtase do Senhor Caitanya por Jagannātha e o êxtase de Jagannātha por Śrīmatī Rādhārāṇī, Caitanya Mahāprabhu saiu vitorioso."}
{"ref": "cc/madhya/13/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/120/", "verse_text": "nācite nācite prabhura hailā bhāvāntara\n\nhasta tuli' śloka paḍe kari' uccaiḥ-svara", "devanagari": "> নাচিতে নাচিতে প্রভুর হৈলা ভাবান্তর ।\n> হস্ত তুলি’ শ্লোক পড়ে করি’ উচ্চৈঃস্বর ॥১২০॥", "synonyms": "*nācite nācite*—enquanto dançava; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā*—houve; *bhāva-antara*—uma mudança de êxtase; *hasta tuli'*—erguendo os braços; *śloka paḍe*—recita um verso; *kari'*—fazendo; *uccaiḥ-svara*—voz alta.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava, Seu êxtase mudou. Erguendo Seus dois braços, Ele começou a recitar o seguinte verso em voz alta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/121/", "verse_text": "yaḥ kaumāra-haraḥ sa eva hi varas tā eva caitra-kṣapās\n\nte conmīlita-mālatī-surabhayaḥ prauḍhāḥ kadambānilāḥ\n\nsā caivāsmi tathāpi tatra surata-vyāpāra-līlā-vidhau\n\nrevā-rodhasi vetasī-taru-tale cetaḥ samutkaṇṭhate", "devanagari": "> যঃ কৌমারহরঃ স এব হি বরস্তা এব চৈত্রক্ষপা-\n> স্তে চোন্মীলিতমালতীসুরভয়ঃ প্রৌঢ়াঃ কদম্বানিলাঃ ।\n> সা চৈবাস্মি তথাপি তত্র সুরতব্যাপারলীলাবিধৌ\n> রেবা-রোধসি বেতসীতরুতলে চেতঃ সমুৎকণ্ঠতে ॥১২১॥", "synonyms": "*yaḥ*—aquela mesma pessoa que; *kaumāra-haraḥ*—o ladrão de meu coração durante a juventude; *saḥ*—ele; *eva hi*—certamente; *varaḥ*—amado; *tāḥ*—estas; *eva*—certamente; *caitra-kṣapāḥ*—noites enluaradas do mês de Caitra; *te*—aquelas; *ca*—e; *unmīlita*—desabrochadas; *mālatī*—de flores mālatī; *surabhayaḥ*—fragrâncias; *prauḍhāḥ*—plenas; *kadamba*—com a fragrância da flor kadamba; *anilāḥ*—as brisas; *sā*—aquela; *ca*—também; *eva*—certamente; *asmi*—eu sou; *tathāpi*—ainda; *tatra*—lá; *surata-vyāpāra*—em tratos íntimos; *līlā*—de passatempos; *vidhau*—à maneira; *revā*—do rio chamado Revā; *rodhasi*—na margem; *vetasī*—de nome Vetasī; *taru-tale*—sob a árvore; *cetaḥ*—minha mente; *samutkaṇṭhate*—anseia muito por ir.", "translation": "**\"Aquela mesmíssima personalidade que roubou meu coração durante minha juventude é novamente, agora, meu senhor. Estas são as mesmas noites enluaradas do mês de Caitra. A mesma fragrância das flores mālatī ali está, e as mesmas doces brisas sopram da floresta de kadamba. Em nosso relacionamento íntimo, também sou o mesmo amado, contudo minha mente não está feliz aqui. Anseio por voltar àquele lugar na margem do Revā, sob a árvore Vetasī. Eis meu desejo.\"**", "purport": "Este verso aparece no *Padyāvalī* (382), uma antologia de versos compilada por Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/13/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/122/", "verse_text": "ei śloka mahāprabhu paḍe bāra bāra\n\nsvarūpa vinā artha keha nā jāne ihāra", "devanagari": "> এই শ্লোক মহাপ্রভু পড়ে বার বার ।\n> স্বরূপ বিনা অর্থ কেহ না জানে ইহার ॥১২২॥", "synonyms": "*ei śloka*—este verso; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍe*—recita; *bāra bāra*—repetidamente; *svarūpa vinā*—exceto Svarūpa Dāmodara; *artha*—o significado; *keha*—ninguém; *nā jāne*—não conhece; *ihāra*—deste.", "translation": "**Este verso foi recitado por Śrī Caitanya Mahāprabhu repetidamente. Mas, à exceção de Svarūpa Dāmodara, ninguém conseguia compreender seu significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/123/", "verse_text": "ei ślokārtha pūrve kariyāchi vyākhyāna\n\nślokera bhāvārtha kari saṅkṣepe ākhyāna", "devanagari": "> এই শ্লোকার্থ পূর্বে করিয়াছি ব্যাখান ।\n> শ্লোকের ভাবার্থ করি সংক্ষেপে আখ্যান ॥১২৩॥", "synonyms": "*ei śloka-artha*—o significado deste verso; *pūrve*—anteriormente; *kariyāchi*—realizei; *vyākhyāna*—explicação; *ślokera*—do mesmo verso; *bhāva-artha*—o significado essencial; *kari*—faço; *saṅkṣepe*—em breve; *ākhyāna*—descrição.", "translation": "**Já expliquei este verso. Agora, simplesmente o descreverei em breves palavras.**", "purport": "A esse respeito, ver o *Madhya-līlā*, Capítulo Um, versos 53, 77-80 e 82-84."}
{"ref": "cc/madhya/13/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/124/", "verse_text": "pūrve yaiche kurukṣetre saba gopī-gaṇa\n\nkṛṣṇera darśana pāñā ānandita mana", "devanagari": "> পূর্বে যৈছে কুরুক্ষেত্রে সব গোপীগণ  ।\n> কৃষ্ণের দর্শন পাঞা আনন্দিত মন ॥১২৪॥", "synonyms": "*pūrve yaiche*—assim como anteriormente; *kuru-kṣetre*—no lugar sagrado conhecido como Kurukṣetra; *saba gopī-gaṇa*—todas as gopīs de Vṛndāvana; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *darśana*—encontro; *pāñā*—obtendo; *ānandita mana*—muito satisfeitas em suas mentes.", "translation": "**Outrora, todas as gopīs de Vṛndāvana ficaram muito satisfeitas quando se encontraram com Kṛṣṇa no lugar sagrado de Kurukṣetra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/125/", "verse_text": "jagannātha dekhi' prabhura se bhāva uṭhila\n\nsei bhāvāviṣṭa hañā dhuyā gāoyāila", "devanagari": "> জগন্নাথ দেখি’ প্রভুর সে ভাব উঠিল  ।\n> সেই ভাবাবিষ্ট হঞা ধুয়া গাওয়াইল ॥১২৫॥", "synonyms": "*jagannātha dekhi'*—ao ver o Senhor Jagannātha; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *se bhāva*—aquele êxtase; *uṭhila*—despertou; *sei*—aquele; *bhāva-āviṣṭa*—absorto naquele êxtase; *hañā*—tornando-se; *dhuyā*—o refrão; *gāoyāila*—fez cantar.", "translation": "**De modo semelhante, após ver o Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu despertou com o êxtase das gopīs. Absorto nesse êxtase, Ele pediu a Svarūpa Dāmodara que cantasse o refrão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/126/", "verse_text": "aveśeṣe rādhā kṛṣṇe kare nivedana\n\nsei tumi, sei āmi, sei nava saṅgama", "devanagari": "> অবশেষে রাধা কৃষ্ণে করে নিবেদন  ।\n> সেই তুমি, সেই আমি, সেই নব সঙ্গম ॥১২৬॥", "synonyms": "*avaśeṣe*—por fim; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *nivedana*—submissão; *sei tumi*—Tu és o mesmo Kṛṣṇa; *sei āmi*—eu sou a mesma Rādhārāṇī; *sei nava saṅgama*—estamos nos encontrando no mesmo novo espírito do início.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu falou assim ao Senhor Jagannātha: \"Tu és o mesmo Kṛṣṇa, e Eu sou a mesma Rādhārāṇī. Estamos nos encontrando novamente da mesma maneira que nos encontramos no início de Nossas vidas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/127/", "verse_text": "tathāpi āmāra mana hare vṛndāvana\n\nvṛndāvane udaya karāo āpana-caraṇa", "devanagari": "> তথাপি আমার মন হরে বৃন্দাবন  ।\n> বৃন্দাবনে উদয় করাও আপন-চরণ ॥১২৭॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *āmāra*—minha; *mana*—mente; *hare*—atrai; *vṛndāvana*—Śrī Vṛndāvana; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *udaya karāo*—por favor, faze reaparecer; *āpana-caraṇa*—o esplendor de Teus pés de lótus.", "translation": "**\"Embora Ambos sejamos o mesmo, Minha mente ainda Se sente atraída por Vṛndāvana-dhāma. Desejo que, por favor, Tu novamente apareças com Teus pés de lótus em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/128/", "verse_text": "ihāṅ lokāraṇya, hātī, ghoḍā, ratha-dhvani\n\ntāhāṅ puṣpāraṇya, bhṛṅga-pika-nāda śuni", "devanagari": "> ইহাঁ লোকারণ্য, হাতী, ঘোড়া, রথধ্বনি ।\n> তাহাঁ পুষ্পারণ্য, ভৃঙ্গ-পিক-নাদ শুনি ॥১২৮॥", "synonyms": "*ihāṅ*—neste lugar, Kurukṣetra; *loka-araṇya*—uma multidão grande demais de pessoas; *hātī*—elefantes; *ghoḍā*—cavalos; *ratha-dhvani*—o ruído das quadrigas; *tāhāṅ*—lá, em Vṛndāvana; *puṣpa-araṇya*—o jardim de flores; *bhṛṅga*—de abelhas; *pika*—dos pássaros; *nāda*—o som; *śuni*—eu ouço.", "translation": "**\"Kurukṣetra está repleta de pessoas, com seus elefantes e cavalos, e do ruído das quadrigas. Em Vṛndāvana, porém, há jardins de flores, e pode-se ouvir o zumbido das abelhas e o gorjeio dos pássaros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/129/", "verse_text": "ihāṅ rāja-veśa, saṅge saba kṣatriya-gaṇa\n\ntāhāṅ gopa-veśa, saṅge muralī-vādana", "devanagari": "> ইহাঁ রাজ-বেশ, সঙ্গে সব ক্ষত্রিয়গণ ।\n> তাহাঁ গোপবেশ, সঙ্গে মুরলী-বাদন ॥১২৯॥", "synonyms": "*ihāṅ*—aqui, em Kurukṣetra; *rāja-veśa*—vestido como um príncipe real; *saṅge*—conTigo; *saba*—todos; *kṣatriya-gaṇa*—grandes guerreiros; *tāhāṅ*—lá, em Vṛndāvana; *gopa-veśa*—vestido como um vaqueirinho; *saṅge*—conTigo; *muralī-vādana*—o tocar de Tua flauta transcendental.", "translation": "**\"Aqui, em Kurukṣetra, estás vestido como um príncipe real, acompanhado de grandes guerreiros, mas em Vṛndāvana apareceste tal como um vaqueirinho comum, acompanhado apenas de Tua bela flauta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/130/", "verse_text": "vraje tomāra saṅge yei sukha-āsvādana\n\nsei sukha-samudrera ihāṅ nāhi eka kaṇa", "devanagari": "> ব্রজে তোমার সঙ্গে যেই সুখ-আস্বাদন ।\n> সেই সুখসমুদ্রের ইহাঁ নাহি এক কণ ॥১৩০॥", "synonyms": "*vraje*—em Vṛndāvana; *tomāra*—de Ti; *saṅge*—na companhia; *yei*—que; *sukha-āsvādana*—o sabor de bem-aventurança transcendental; *sei*—desse; *sukha-samudrera*—do oceano de bem-aventurança transcendental; *ihāṅ*—aqui, em Kurukṣetra; *nāhi*—não há; *eka*—uma; *kaṇa*—gota.", "translation": "**\"Aqui não há sequer uma gota do oceano de felicidade transcendental que desfrutei conTigo em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/131/", "verse_text": "āmā lañā punaḥ līlā karaha vṛndāvane\n\ntabe āmāra mano-vāñchā haya ta' pūraṇe", "devanagari": "> আমা লঞা পুনঃ লীলা করহ বৃন্দাবনে ।\n> তবে আমার মনোবাঞ্ছা হয় ত’ পূরণে ॥১৩১॥", "synonyms": "*āmā lañā*—levando-Me; *punaḥ*—novamente; *līlā*—passatempos; *karaha*—realiza; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *tabe*—então; *āmāra manaḥ-vāñchā*—o desejo de Minha mente; *haya*—torna-se; *ta'*—de fato; *pūraṇe*—em realização.", "translation": "**\"Peço-Te, portanto, que venhas a Vṛndāvana e desfrutes de passatempos coMigo. Se assim fizeres, Minha aspiração será realizada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/132/", "verse_text": "bhāgavate āche yaiche rādhikā-vacana\n\npūrve tāhā sūtra-madhye kariyāchi varṇana", "devanagari": "> ভাগবতে আছে যৈছে রাধিকা-বচন ৷\n> পূর্বে তাহা সূত্রমধ্যে করিয়াছি বর্ণন ॥১৩২॥", "synonyms": "*bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *āche*—há; *yaiche*—como; *rādhikā-vacana*—a declaração de Śrīmatī Rādhikā; *pūrve*—anteriormente; *tāhā*—isto; *sūtra-madhye*—na sinopse; *kariyāchi varṇana*—descrevi.", "translation": "**Já descrevi resumidamente a declaração de Śrīmatī Rādhārāṇī extraída do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/133/", "verse_text": "sei bhāvāveśe prabhu paḍe āra śloka\n\nsei saba ślokera artha nāhi bujhe loka", "devanagari": "> সেই ভাবাবেশে প্রভু পড়ে আর শ্লোক ।\n> সেই সব শ্লোকের অর্থ নাহি বুঝে লোক ॥১৩৩॥", "synonyms": "*sei*—esse; *bhāva-āveśe*—em êxtase; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍe*—recita; *āra*—outro; *śloka*—verso; *sei*—esses; *saba ślokera*—de todos os versos; *artha*—significado; *nāhi*—não; *bujhe*—compreende; *loka*—as pessoas em geral.", "translation": "**Nesse estado de espírito extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou muitos outros versos, mas as pessoas em geral não conseguem compreender o significado deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/134/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi jāne, nā kahe artha tāra\n\nśrī-rūpa-gosāñi kaila se artha pracāra", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি জানে, না কহে অর্থ তার ।\n> শ্রীরূপ-গোসাঞি কৈল সে অর্থ প্রচার ॥১৩৪॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *jāne*—conhece; *nā*—não; *kahe*—diz; *artha*—o significado; *tāra*—desses versos; *śrī-rūpa-gosāñi*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *kaila*—fez; *se*—essa; *artha*—de significado; *pracāra*—divulgação.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī conhecia o significado desses versos, mas não o revelava. No entanto, Śrī Rūpa Gosvāmī divulgou esse significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/135/", "verse_text": "svarūpa saṅge yāra artha kare āsvādana\n\nnṛtya-madhye sei śloka karena paṭhana", "devanagari": "> স্বরূপ সঙ্গে যার অর্থ করে আস্বাদন ।\n> নৃত্যমধ্যে সেই শ্লোক করেন পঠন ॥১৩৫॥", "synonyms": "*svarūpa saṅge*—na companhia de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *yāra*—do qual; *artha*—significado; *kare*—faz; *āsvādana*—saboreio; *nṛtya-madhye*—em meio à dança; *sei śloka*—esse verso; *karena paṭhana*—recita.", "translation": "**Enquanto dançava, Śrī Caitanya Mahāprabhu novamente começou a recitar esse verso, cujo significado Ele saboreava na companhia de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/136/", "verse_text": "āhuś ca te nalina-nābha padāravindaṁ\n\nyogeśvarair hṛdi vicintyam agādha-bodhaiḥ\n\nsaṁsāra-kūpa-patitottaraṇāvalambaṁ\n\ngehaṁ juṣām api manasy udiyāt sadā naḥ", "devanagari": "> আহুশ্চ তে নলিন-নাভ পদারবিন্দং\n> যোগেশ্বরৈর্হৃদি বিচিন্ত্যমগাধবোধৈঃ ।\n> সংসারকূপপতিতোত্তরণাবলম্বং\n> গেহং জুষামপি মনস্যুদিয়াৎ সদা নঃ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*āhuḥ*—as gopīs disseram; *ca*—e; *te*—Teus; *nalina-nābha*—ó Senhor, cujo umbigo é tal como uma flor de lótus; *pada-aravindam*—pés de lótus; *yoga-īśvaraiḥ*—por grandes yogīs místicos; *hṛdi*—no coração; *vicintyam*—a serem meditados; *agādha-bodhaiḥ*—que são filósofos altamente eruditos; *saṁsāra-kūpa*—no poço escuro da existência material; *patita*—dos que caíram; *uttaraṇa*—para a libertação; *avalambam*—o único refúgio; *geham*—nos afazeres familiares; *juṣām*—dos que se ocupam; *api*—embora; *manasi*—nas mentes; *udiyāt*—que sejam despertados; *sadā*—sempre; *naḥ*—nossas.", "translation": "**\"As gopīs falaram assim: 'Querido Senhor, cujo umbigo é tal como uma flor de lótus, Teus pés de lótus são o único refúgio para aqueles que caíram no profundo poço da existência material. Teus pés são adorados e meditados por grandes yogīs místicos e filósofos altamente eruditos. Desejamos que esses pés de lótus também sejam despertados dentro de nossos corações, embora sejamos apenas pessoas comuns ocupadas em afazeres domésticos.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.82.48). As gopīs nunca se interessaram por karma-yoga, jñāna-yoga ou dhyāna-yoga. Elas se interessavam unicamente pelo bhakti-yoga. A menos que fossem forçadas, nunca gostavam de meditar nos pés de lótus do Senhor. Em vez disso, preferiam tomar os pés de lótus do Senhor e colocá-los sobre os seios. Às vezes, lamentavam que seus seios fossem tão duros, temendo que Kṛṣṇa não Se sentisse muito satisfeito ao manter ali Seus suaves pés de lótus. Quando esses pés de lótus eram feridos pelos grãos de areia do pasto de Vṛndāvana, as gopīs ficavam aflitas e começavam a chorar. As gopīs queriam manter Kṛṣṇa sempre em casa, e, dessa forma, suas mentes se absorviam na consciência de Kṛṣṇa. Tal consciência pura de Kṛṣṇa só pode surgir em Vṛndāvana. Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a explicar Sua própria mente, que estava saturada do êxtase das gopīs."}
{"ref": "cc/madhya/13/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/137/", "verse_text": "anyera hṛdaya-mana, mora mana-vṛndāvana,\n\n'mane' 'vane' eka kari' jāni\n\ntāhāṅ tomāra pada-dvaya, karāha yadi udaya,\n\ntabe tomāra pūrṇa kṛpā māni", "devanagari": "> অন্যের হৃদয় — মন, মোর মন — বৃন্দাবন,\n> ‘মনে’ ‘বনে’ এক করি’ জানি ।\n> তাহাঁ তোমার পদদ্বয়, করাহ যদি উদয়,\n> তবে তোমার পূর্ণ কৃপা মানি ॥১৩৭॥", "synonyms": "*anyera*—de outros; *hṛdaya*—consciência; *mana*—mente; *mora mana*—Minha mente; *vṛndāvana*—consciência de Vṛndāvana; *mane*—com a mente; *vane*—com Vṛndāvana; *eka kari'*—como uma só e a mesma coisa; *jāni*—Eu sei; *tāhāṅ*—lá, em Vṛndāvana; *tomāra*—Teus; *pada-dvaya*—dois pés de lótus; *karāha*—Tu fazes; *yadi*—se; *udaya*—aparição; *tabe*—então; *tomāra*—Tua; *pūrṇa*—completa; *kṛpā*—misericórdia; *māni*—Eu aceito.", "translation": "**Falando no estado de espírito de Śrīmatī Rādhārāṇī, Caitanya Mahāprabhu disse: \" 'Para a maioria das pessoas, a mente e o coração são uma só coisa, mas, como Minha mente nunca está separada de Vṛndāvana, considero Minha mente e Vṛndāvana como uma só coisa. Minha mente já é Vṛndāvana, e, visto que gostas de Vṛndāvana, queres, por favor, colocar ali Teus pés de lótus? Eu consideraria isso Tua plena misericórdia.**", "purport": "Somente quando a mente está livre de designações é que a pessoa pode desejar a associação da Suprema Personalidade de Deus. A mente deve ter alguma ocupação. Se uma pessoa há de estar livre das coisas materiais, sua mente não pode permanecer vazia; é preciso haver assuntos para pensar, sentir e querer. A menos que a mente esteja repleta de pensamentos sobre Kṛṣṇa, sentimentos por Kṛṣṇa e o desejo de servir Kṛṣṇa, ela se encherá de atividades materiais. Aqueles que abandonaram todas as atividades materiais e deixaram de pensar nelas devem sempre conservar a aspiração de pensar em Kṛṣṇa. Sem Kṛṣṇa, a pessoa não consegue viver, assim como ninguém consegue viver sem algum prazer para a mente."}
{"ref": "cc/madhya/13/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/138/", "verse_text": "prāṇa-nātha, śuna mora satya nivedana\n\nvraja-āmāra sadana, tāhāṅ tomāra saṅgama,\n\nnā pāile nā rahe jīvana", "devanagari": "> প্রাণনাথ, শুন মোর সত্য নিবেদন ।\n> ব্রজ — আমার সদন, তাহাঁ তোমার সঙ্গম,\n> না পাইলে না রহে জীবন ।। ১৩৮ ।। ধ্রু ।। ॥১৩৮॥", "synonyms": "*prāṇa-nātha*—ó Meu Senhor, mestre de Minha vida; *śuna*—por favor, ouve; *mora*—Minha; *satya*—verdadeira; *nivedana*—submissão; *vraja*—Vṛndāvana; *āmāra*—Minha; *sadana*—morada; *tāhāṅ*—lá; *tomāra*—Tua; *saṅgama*—associação; *nā pāile*—se Eu não a obtiver; *nā*—não; *rahe*—permanece; *jīvana*—vida.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, ouve bondosamente Minha verdadeira súplica. Minha morada é Vṛndāvana, e ali desejo Tua associação. Mas, se Eu não a obtiver, então será muito difícil para Mim conservar a vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/139/", "verse_text": "pūrve uddhava-dvāre, ebe sākṣāt āmāre,\n\nyoga-jñāne kahilā upāya\n\ntumi-vidagdha, kṛpāmaya, jānaha āmāra hṛdaya,\n\nmore aiche kahite nā yuyāya", "devanagari": "> পূর্বে উদ্ধব-দ্বারে, এবে সাক্ষাৎ আমারে,\n> যোগ-জ্ঞানে কহিলা উপায় ।\n> তুমি — বিদগ্ধ, কৃপাময়, জানহ আমার হৃদয়,\n> মোরে ঐছে কহিতে না যুয়ায় ॥১৩৯॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *uddhava-dvāre*—por intermédio de Uddhava; *ebe*—agora; *sākṣāt*—diretamente; *āmāre*—a Mim; *yoga*—meditação ióguica mística; *jñāne*—especulação filosófica; *kahilā*—disseste; *upāya*—os meios; *tumi*—Tu; *vidagdha*—muito jocoso; *kṛpā-maya*—misericordioso; *jānaha*—conheces; *āmāra*—Minha; *hṛdaya*—mente; *more*—a Mim; *aiche*—dessa forma; *kahite*—falar; *nā yuyāya*—não é nada apropriado.", "translation": "**\" 'Meu querido Kṛṣṇa, antigamente, quando estavas em Mathurā, enviaste Uddhava para Me ensinar conhecimento especulativo e yoga místico. Agora Tu mesmo dizes a mesma coisa, mas Minha mente não a aceita. Não há lugar em Minha mente para jñāna-yoga ou dhyāna-yoga. Embora Me conheças muito bem, ainda assim Me instruis em jñāna-yoga e dhyāna-yoga. Não é correto que ajas assim.' \"**", "purport": "O processo de yoga místico, o método especulativo para investigar a Suprema Verdade Absoluta, não atrai aquele que está sempre absorto em pensamentos sobre Kṛṣṇa. Um devoto não tem o menor interesse por atividades especulativas. Em vez de cultivar conhecimento especulativo ou praticar yoga místico, o devoto deve adorar a Deidade no templo e ocupar-se continuamente no serviço ao Senhor. Os devotos percebem que a adoração à Deidade no templo é a mesma coisa que o serviço direto ao Senhor. A Deidade é conhecida como arcā-vigraha ou arcā-avatāra, uma encarnação do Senhor Supremo sob a forma de uma manifestação material (latão, pedra ou madeira). Em última análise, não há diferença entre Kṛṣṇa manifesto na matéria e Kṛṣṇa manifesto no espírito, pois ambos são Suas energias. Para Kṛṣṇa, não há distinção entre matéria e espírito. Sua manifestação sob forma material, portanto, é tão boa quanto Sua forma original, sac-cid-ānanda-vigraha. Um devoto constantemente ocupado na adoração à Deidade segundo as regras e regulações estabelecidas nos śāstras e dadas pelo mestre espiritual percebe gradualmente que está em contato direto com a Suprema Personalidade de Deus. Dessa forma, ele perde todo o interesse pela suposta meditação, prática de yoga e especulação mental."}
{"ref": "cc/madhya/13/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/140/", "verse_text": "citta kāḍhi' tomā haite, viṣaye cāhi lāgāite,\n\nyatna kari, nāri kāḍhibāre\n\ntāre dhyāna śikṣā karāha, loka hāsāñā māra,\n\nsthānāsthāna nā kara vicāre", "devanagari": "> চিত্ত কাঢ়ি’ তোমা হৈতে, বিষয়ে চাহি লাগাইতে,\n> যত্ন করি, নারি কাঢ়িবারে ।\n> তারে ধ্যান শিক্ষা করাহ, লোক হাসাঞা মার,\n> স্থানাস্থান না কর বিচারে ॥১৪০॥", "synonyms": "*citta kāḍhi'*—retirando a consciência; *tomā haite*—de Ti; *viṣaye*—em assuntos mundanos; *cāhi*—quero; *lāgāite*—ocupar; *yatna kari*—esforço-Me; *nāri kāḍhibāre*—não consigo retirá-la; *tāre*—a tal servo; *dhyāna*—de meditação; *śikṣā*—instrução; *karāha*—dás; *loka*—as pessoas em geral; *hāsāñā*—rir; *māra*—matas; *sthāna-asthāna*—lugar próprio ou impróprio; *nā kara*—não fazes; *vicāre*—consideração.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu continuou: \" 'Eu gostaria de retirar Minha consciência de Ti e ocupá-la em atividades materiais, mas, embora tente, não consigo fazê-lo. Por natureza, sinto-Me inclinada somente a Ti. Tuas instruções para que Eu medite em Ti são, portanto, simplesmente ridículas. Dessa maneira, estás Me matando. Não é nada bom da Tua parte considerar-Me candidata às Tuas instruções.**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī afirma no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.11):\n\nanyābhilāṣitā-śūnyaṁ\njñāna-karmādy-anāvṛtam\nānukūlyena kṛṣṇānu-\nśīlanaṁ bhaktir uttamā\n\nPara um devoto puro, não há espaço para entregar-se à prática de yoga místico nem ao cultivo da filosofia especulativa. De fato, é impossível que um devoto puro ocupe sua mente em tais atividades indesejáveis. Mesmo que um devoto puro o quisesse, sua mente não lho permitiria. Essa é uma característica do devoto puro: ele é transcendental a toda atividade fruitiva, filosofia especulativa e meditação de yoga místico. As gopīs, portanto, expressaram-se da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/madhya/13/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/141/", "verse_text": "nahe gopī yogeśvara, pada-kamala tomāra,\n\ndhyāna kari' pāibe santoṣa\n\ntomāra vākya-paripāṭī, tāra madhye kuṭināṭī,\n\nśuni' gopīra āro bāḍhe roṣa", "devanagari": "> নহে গোপী যোগেশ্বর, পদকমল তোমার,\n> ধ্যান করি’ পাইবে সন্তোষ ।\n> তোমার বাক্য-পরিপাটী, তার মধ্যে কুটিনাটী,\n> শুনি’ গোপীর আরো বাঢ়ে রোষ ॥১৪১॥", "synonyms": "*nahe*—não; *gopī*—gopīs; *yogeśvara*—mestres da prática de yoga místico; *pada-kamala tomāra*—Teus pés de lótus; *dhyāna kari'*—por meditarem; *pāibe santoṣa*—obtêm satisfação; *tomāra*—Tuas; *vākya*—palavras; *paripāṭī*—compostas com muita bondade; *tāra madhye*—dentro disso; *kuṭināṭī*—duplicidade; *śuni'*—ao ouvirem; *gopīra*—das gopīs; *āro*—cada vez mais; *bāḍhe*—aumenta; *roṣa*—ira.", "translation": "**\" 'As gopīs não são como os yogīs místicos. Elas jamais se satisfarão apenas por meditarem em Teus pés de lótus e imitarem os supostos yogīs. Ensinar as gopīs sobre meditação é mais uma espécie de duplicidade. Quando são instruídas a praticar yoga místico, elas não ficam de modo algum satisfeitas. Pelo contrário, ficam ainda mais iradas conTigo.' \"**", "purport": "Śrīla Prabodhānanda Sarasvatī afirmou (Caitanya-candrāmṛta 5):\n\nkaivalyaṁ narakāyate tri-daśa-pūr ākāśa-puṣpāyate\ndurdāntendriya-kāla-sarpa-paṭalī protkhāta-daṁṣṭrāyate\nviśvaṁ pūrṇa-sukhāyate vidhi-mahendrādiś ca kīṭāyate\nyat kāruṇya-katākṣa-vaibhavavatāṁ taṁ gauram eva stumaḥ\n\nPara um devoto puro que percebeu a consciência de Kṛṣṇa por meio de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a filosofia monista, pela qual a pessoa se torna una com o Supremo, parece infernal. A prática de yoga místico, mediante a qual se controla a mente e se subjugam os sentidos, também parece ridícula ao devoto puro. A mente e os sentidos do devoto já estão ocupados no serviço transcendental ao Senhor. Dessa forma, eliminam-se os efeitos venenosos das atividades sensoriais. Se a mente da pessoa está sempre ocupada no serviço ao Senhor, não há possibilidade de que ela pense, sinta ou aja materialmente. De modo semelhante, a tentativa dos trabalhadores fruitivos de alcançar os planetas celestiais não passa de fantasmagoria para o devoto. Afinal, os planetas celestiais são materiais e, no devido curso do tempo, todos serão dissolvidos. Os devotos não se importam com tais coisas temporárias. Eles se ocupam em atividades devocionais transcendentais porque desejam a elevação ao mundo espiritual, onde podem viver eterna e pacificamente e com pleno conhecimento de Kṛṣṇa. Em Vṛndāvana, as gopīs, os vaqueirinhos e até mesmo os bezerros, as vacas, as árvores e a água são plenamente conscientes de Kṛṣṇa. Eles nunca se satisfazem com nada além de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/13/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/142/", "verse_text": "deha-smṛti nāhi yāra, saṁsāra-kūpa kāhāṅ tāra,\n\ntāhā haite nā cāhe uddhāra\n\nviraha-samudra-jale, kāma-timiṅgile gile,\n\ngopī-gaṇe neha' tāra pāra", "devanagari": "> দেহ-স্মৃতি নাহি যার, সংসারকূপ কাহাঁ তার,\n> তাহা হৈতে না চাহে উদ্ধার ।\n> বিরহ-সমুদ্র-জলে, কাম-তিমিঙ্গিলে গিলে,\n> গোপীগণে নেহ’ তার পার ॥১৪২॥", "synonyms": "*deha-smṛti*—conceito corporal da vida; *nāhi*—não; *yāra*—aquele cujo; *saṁsāra-kūpa*—poço cego da vida material; *kāhāṅ*—onde está; *tāra*—dele; *tāhā haite*—disso; *nā*—não; *cāhe*—quer; *uddhāra*—liberação; *viraha-samudra-jale*—nas águas do oceano de separação; *kāma-timiṅgile*—o Cupido transcendental sob a forma do peixe timiṅgila; *gile*—engolir; *gopī-gaṇe*—as gopīs; *neha'*—por favor, tira; *tāra pāra*—para além disso.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \" 'As gopīs caíram no grande oceano da separação e estão sendo devoradas pelos peixes timiṅgila, que representam sua aspiração de Te servir. As gopīs devem ser libertadas das bocas desses peixes timiṅgila, pois são devotas puras. Visto que não têm nenhuma concepção material da vida, por que haveriam de aspirar à liberação? As gopīs não desejam aquela liberação almejada pelos yogīs e jñānīs, pois já estão libertas do oceano da existência material.**", "purport": "A concepção corporal é criada pelo desejo de gozo material. Isto se chama vipada-smṛti, que é o oposto da vida verdadeira. A entidade viva é eternamente servidora de Kṛṣṇa, mas, quando deseja desfrutar do mundo material, não consegue progredir na vida espiritual. Ninguém jamais pode ser feliz avançando materialmente. Isto também se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.30): adānta-gobhir viśatāṁ tamisraṁ punaḥ-punaś-carvita-carvaṇānām. Por meio dos sentidos descontrolados, a pessoa pode aprofundar sua condição infernal. Ela pode continuar a mastigar o já mastigado, isto é, a aceitar repetidamente o nascimento e a morte. As almas condicionadas utilizam o período de vida entre o nascimento e a morte apenas para ocupar-se nas mesmas atividades banais: comer, dormir, acasalar-se e defender-se. Nas espécies animais inferiores, encontramos as mesmas atividades. Visto que essas atividades se repetem, ocupar-se nelas é como mastigar aquilo que já foi mastigado. Se a pessoa puder abandonar sua aspiração de ocupar-se na banal vida material e adotar, em vez disso, a consciência de Kṛṣṇa, ela se libertará das rigorosas leis da natureza material. Não é necessário fazer um esforço à parte para liberar-se. Bastando que a pessoa se ocupe no serviço ao Senhor, ela se liberará automaticamente. Por isso, Śrīla Bilvamaṅgala Ṭhākura diz: muktiḥ svayaṁ mukulitāñjali sevate 'smān: \"A liberação está diante de mim, de mãos postas, implorando para servir-me.\""}
{"ref": "cc/madhya/13/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/143/", "verse_text": "vṛndāvana, govardhana, yamunā-pulina, vana,\n\nsei kuñje rāsādika līlā\n\nsei vrajera vraja-jana, mātā, pitā, bandhu-gaṇa,\n\nbaḍa citra, kemane pāsarilā", "devanagari": "> বৃন্দাবন, গোবর্ধন, যমুনা-পুলিন, বন,\n> সেই কুঞ্জে রাসাদিক লীলা ।\n> সেই ব্রজের ব্রজজন, মাতা, পিতা, বন্ধুগণ,\n> বড় চিত্র, কেমনে পাসরিলা ॥১৪৩॥", "synonyms": "*vṛndāvana*—a terra transcendental conhecida como Vṛndāvana; *govardhana*—a colina de Govardhana; *yamunā-pulina*—a margem do Yamunā; *vana*—todas as florestas onde ocorreram os passatempos do Senhor; *sei kuñje*—nos bosques dessa floresta; *rāsa-ādika līlā*—os passatempos da dança da rāsa; *sei*—aquela; *vrajera*—de Vṛndāvana; *vraja-jana*—habitantes; *mātā*—mãe; *pitā*—pai; *bandhu-gaṇa*—amigos; *baḍa citra*—muito admirável; *kemane pāsarilā*—como Te esqueceste.", "translation": "**\" 'É admirável que Te tenhas esquecido da terra de Vṛndāvana. E como é que Te esqueceste de Teu pai, de Tua mãe e de Teus amigos? Como Te esqueceste da colina de Govardhana, da margem do Yamunā e da floresta onde desfrutaste da dança da rāsa-līlā?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/144/", "verse_text": "vidagdha, mṛdu, sad-guṇa, suśīla, snigdha, karuṇa,\n\ntumi, tomāra nāhi doṣābhāsa\n\ntabe ye tomāra mana, nāhi smare vraja-jana,\n\nse-āmāra durdaiva-vilāsa", "devanagari": "> বিদগ্ধ, মৃদু, সদ্গুণ, সুশীল, স্নিগ্ধ, করুণ,\n> তুমি, তোমার নাহি দোষাভাস ।\n> তবে যে তোমার মন, নাহি স্মরে ব্রজজন,\n> সে — আমার দুর্দৈব-বিলাস ॥১৪৪॥", "synonyms": "*vidagdha*—o mais refinado; *mṛdu*—gentil; *sat-guṇa*—dotado de todas as boas qualidades; *su-śīla*—de bom comportamento; *snigdha*—de coração terno; *karuṇa*—misericordioso; *tumi*—Tu; *tomāra*—Teu; *nāhi*—não há; *doṣa-ābhāsa*—nem sequer um vestígio de defeito; *tabe*—ainda; *ye*—de fato; *tomāra*—Tua; *mana*—mente; *nāhi*—não; *smare*—se lembra; *vraja-jana*—dos habitantes de Vṛndāvana; *se*—isso; *āmāra*—Minha; *durdaiva-vilāsa*—o sofrimento por más ações passadas.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa, Tu és decerto um cavalheiro refinado, com todas as boas qualidades. És de bom comportamento, de coração terno e misericordioso. Sei que não se encontra em Ti nem sequer um vestígio de defeito; mesmo assim, Tua mente nem sequer se lembra dos habitantes de Vṛndāvana. Isso é apenas minha desventura, e nada mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/145/", "verse_text": "nā gaṇi āpana-duḥkha, dekhi' vrajeśvarī-mukha,\n\nvraja-janera hṛdaya vidare\n\nkibā māra' vraja-vāsī, kibā jīyāo vraje āsi',\n\nkena jīyāo duḥkha sahāibāre?", "devanagari": "> না গণি আপন-দুঃখ, দেখি’ ব্ৰজেশ্বরী-মুখ,\n> ব্রজজনের হৃদয় বিদরে ।\n> কিবা মার’ ব্রজবাসী, কিবা জীয়াও ব্রজে আসি’,\n> কেন জীয়াও দুঃখ সহাইবারে ? ॥ ১৪৫ ॥", "synonyms": "*nā gaṇi*—não me importo; *āpana-duḥkha*—com minha infelicidade pessoal; *dekhi'*—vendo; *vrajeśvarī-mukha*—o rosto de mãe Yaśodā; *vraja-janera*—de todos os habitantes de Vṛndāvana; *hṛdaya vidare*—os corações se partem; *kibā*—se; *māra' vraja-vāsī*—queres matar os habitantes de Vṛndāvana; *kibā*—ou; *jīyāo*—queres conservar-lhes a vida; *vraje āsi'*—vindo a Vṛndāvana; *kena*—por que; *jīyāo*—permites que vivam; *duḥkha sahāibāre*—apenas para fazê-los sofrer infelicidade.", "translation": "**\" 'Não me importo com minha infelicidade pessoal, mas, quando vejo o rosto pesaroso de Tua mãe Yaśodā e os corações de todos os habitantes de Vṛndāvana partindo-se por Tua causa, pergunto-me se queres matá-los a todos. Será que desejas reanimá-los vindo até lá? Por que será que simplesmente os manténs vivos num estado de sofrimento?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/146/", "verse_text": "tomāra ye anya veśa, anya saṅga, anya deśa,\n\nvraja-jane kabhu nāhi bhāya\n\nvraja-bhūmi chāḍite nāre, tomā nā dekhile mare,\n\nvraja-janera ki habe upāya", "devanagari": "> তোমার যে অন্য বেশ, অন্য সঙ্গ, অন্য দেশ,\n> ব্রজজনে কভু নাহি ভায় ।\n> ব্রজভূমি ছাড়িতে নারে, তোমা না দেখিলে মরে,\n> ব্ৰজজনের কি হবে উপায় ॥১৪৬॥", "synonyms": "*tomāra*—Tua; *ye*—essa; *anya veśa*—vestimenta diferente; *anya saṅga*—outros companheiros; *anya deśa*—outros países; *vraja-jane*—aos habitantes de Vṛndāvana; *kabhu*—em momento algum; *nāhi*—não; *bhāya*—agrada; *vraja-bhūmi*—a terra de Vṛndāvana; *chāḍite nāre*—não desejam abandonar; *tomā*—Tu; *nā*—não; *dekhile*—vendo; *mare*—eles morrem; *vraja-janera*—dos habitantes de Vṛndāvana; *ki*—qual; *habe*—será; *upāya*—o recurso.", "translation": "**\" 'Os habitantes de Vṛndāvana não Te querem vestido como um príncipe, nem desejam que Te associes com grandes guerreiros num país diferente. Eles não podem deixar a terra de Vṛndāvana e, sem Tua presença, estão todos morrendo. Qual será a condição deles?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/147/", "verse_text": "tumi-vrajera jīvana, vraja-rājera prāṇa-dhana,\n\ntumi vrajera sakala sampad\n\nkṛpārdra tomāra mana, āsi' jīyāo vraja-jana,\n\nvraje udaya karāo nija-pada", "devanagari": "> তুমি — ব্রজের জীবন, ব্রজরাজের প্রাণধন,\n> তুমি ব্রজের সকল সম্পদ্ ।\n> কৃপার্দ্র তোমার মন, আসি’ জীয়াও ব্রজজন,\n> ব্রজে উদয় করাও নিজ-পদ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *vrajera jīvana*—a vida e alma de Vṛndāvana; *vraja-rājera*—e do rei de Vraja, Nanda Mahārāja; *prāṇa-dhana*—a única vida; *tumi*—Tu; *vrajera*—de Vṛndāvana; *sakala sampad*—toda a opulência; *kṛpā-ardra*—derretendo-se de bondade; *tomāra mana*—Tua mente; *āsi'*—vindo; *jīyāo*—dá vida; *vraja-jana*—a todos os habitantes de Vṛndāvana; *vraje*—em Vṛndāvana; *udaya karāo*—faze aparecer; *nija-pada*—Teus pés de lótus.", "translation": "**\" 'Meu querido Kṛṣṇa, Tu és a vida e alma de Vṛndāvana-dhāma. És especialmente a vida de Nanda Mahārāja. És a única opulência na terra de Vṛndāvana e és muito misericordioso. Por favor, vem e deixa que todos vivam. Tem a bondade de pousar novamente Teus pés de lótus em Vṛndāvana.'**", "purport": "Śrīmatī Rādhārāṇī não expressou Sua infelicidade pessoal por estar separada de Kṛṣṇa. Ela desejava despertar os sentimentos de Kṛṣṇa pela condição de todos os demais em Vṛndāvana-dhāma — mãe Yaśodā, Mahārāja Nanda, os vaqueirinhos, as gopīs, os pássaros e abelhas às margens do Yamunā, a água do Yamunā, as árvores, as florestas e todos os outros elementos associados a Kṛṣṇa antes que Ele deixasse Vṛndāvana rumo a Mathurā. Esses sentimentos de Śrīmatī Rādhārāṇī manifestaram-se em Śrī Caitanya Mahāprabhu, e por isso Ele convidou o Senhor Jagannātha, Kṛṣṇa, a retornar a Vṛndāvana. Esse é o significado da ida do carro da Ratha-yātrā de Jagannātha Purī ao templo de Guṇḍicā."}
{"ref": "cc/madhya/13/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/148/", "verse_text": "śuniyā rādhikā-vāṇī, vraja-prema mane āni,\n\nbhāve vyākulita deha-mana\n\nvraja-lokera prema śuni', āpanāke 'ṛṇī' māni',\n\nkare kṛṣṇa tāṅre āśvāsana", "devanagari": "> শুনিয়া রাধিকা-বাণী, ব্ৰজপ্রেম মনে আনি,\n> ভাবে ব্যাকুলিত দেহ-মন ।\n> ব্রজলোকের প্রেম শুনি’, আপনাকে ‘ঋণী’ মানি’,\n> করে কৃষ্ণ তাঁরে আশ্বাসন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*śuniyā*—após ouvir; *rādhikā-vāṇī*—as palavras de Śrīmatī Rādhārāṇī; *vraja-prema*—o amor de Vraja; *mane āni*—lembrando-se; *bhāve*—nesse êxtase; *vyākulita*—muitíssimo perturbados; *deha-mana*—o corpo e a mente; *vraja-lokera*—dos habitantes de Vṛndāvana; *prema śuni'*—após ouvir dos casos amorosos; *āpanāke*—a Si próprio; *ṛṇī māni'*—considerando-se muito endividado; *kare*—faz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāṅre*—a Ela; *āśvāsana*—apaziguamento.", "translation": "**\"Após ouvir as palavras de Śrīmatī Rādhārāṇī, despertou-se o amor do Senhor Kṛṣṇa pelos habitantes de Vṛndāvana, e Seu corpo e mente ficaram muito perturbados. Após ouvir do amor que eles Lhe dedicavam, Ele imediatamente Se considerou sempre endividado com os residentes de Vṛndāvana. Então Kṛṣṇa começou a apaziguar Śrīmatī Rādhārāṇī da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/149/", "verse_text": "prāṇa-priye, śuna, mora e-satya-vacana\n\ntomā-sabāra smaraṇe, jhuroṅ muñi rātri-dine,\n\nmora duḥkha nā jāne kona jana", "devanagari": "> প্রাণপ্রিয়ে, শুন, মোর এ-সত্য-বচন ।\n> তোমা-সবার স্মরণে, ঝুরোঁ মুঞি রাত্রিদিনে,\n> মোর দুঃখ না জানে কোন জন ।। ১৪৯ ।। ধ্রু ।। ॥১৪৯॥", "synonyms": "*prāṇa-priye*—ó Minha amada querida; *śuna*—por favor, ouve; *mora*—de Mim; *e-satya-vacana*—esta verdadeira declaração; *tomā-sabāra*—de todos vós; *smaraṇe*—pela lembrança; *jhuroṅ*—choro; *muñi*—Eu; *rātri-dine*—tanto de dia quanto de noite; *mora duḥkha*—Minha aflição; *nā jāne*—não conhece; *kona jana*—ninguém.", "translation": "**\" 'Minha queridíssima Śrīmatī Rādhārāṇī, por favor, ouve-Me. Estou dizendo a verdade. Choro dia e noite simplesmente por lembrar-Me de todos vós, habitantes de Vṛndāvana. Ninguém sabe quão infeliz isso Me faz.'**", "purport": "Diz-se: vṛndāvanaṁ parityajya padam ekaṁ na gacchati. Num sentido, Kṛṣṇa, a Personalidade de Deus original (īśvaraḥ paramaḥ kṛṣṇaḥ sac-cid-ānanda-vigrahaḥ), não dá sequer um passo para longe de Vṛndāvana. Contudo, a fim de cuidar de diversos deveres, Kṛṣṇa teve de deixar Vṛndāvana. Teve de ir a Mathurā para matar Kaṁsa, e depois foi levado por Seu pai a Dvārakā, onde se ocupou com assuntos de Estado e com as perturbações criadas pelos demônios. Kṛṣṇa estava longe de Vṛndāvana, e não Se sentia nem um pouco feliz, como revelou claramente a Śrīmatī Rādhārāṇī. Ela é a vida e alma mais querida de Śrī Kṛṣṇa, e Ele Lhe expressou Sua mente da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/madhya/13/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/150/", "verse_text": "vraja-vāsī yata jana, mātā, pitā, sakhā-gaṇa,\n\nsabe haya mora prāṇa-sama\n\ntāṅra madhye gopī-gaṇa, sākṣāt mora jīvana,\n\ntumi mora jīvanera jīvana", "devanagari": "> ব্রজবাসী যত জন, মাতা, পিতা, সখাগণ,\n> সবে হয় মোর প্রাণসম ।\n> তাঁর মধ্যে গোপীগণ, সাক্ষাৎ মোর জীবন,\n> তুমি মোর জীবনের জীবন ॥১৫০॥", "synonyms": "*vraja-vāsī yata jana*—todos os habitantes de Vṛndāvana-dhāma; *mātā*—mãe; *pitā*—pai; *sakhā-gaṇa*—amigos vaqueirinhos; *sabe*—todos; *haya*—são; *mora prāṇa-sama*—tão preciosos quanto Minha vida; *tāṅra madhye*—entre eles; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *sākṣāt*—diretamente; *mora jīvana*—Minha vida e alma; *tumi*—Tu; *mora jīvanera jīvana*—a vida de Minha vida.", "translation": "**\"Śrī Kṛṣṇa continuou: 'Todos os habitantes de Vṛndāvana-dhāma — Minha mãe, Meu pai, Meus amigos vaqueirinhos e tudo o mais — são como Minha vida e alma. E, entre todos os habitantes de Vṛndāvana, as gopīs são Minha própria vida e alma. Entre as gopīs, Tu, Śrīmatī Rādhārāṇī, és a principal. Por isso, Tu és a própria vida de Minha vida.**", "purport": "Śrīmatī Rādhārāṇī é o centro de todas as atividades de Vṛndāvana. Em Vṛndāvana, Kṛṣṇa é o instrumento de Śrīmatī Rādhārāṇī; por isso, todos os habitantes de Vṛndāvana ainda cantam \"Jaya Rādhe\". Pela própria declaração de Kṛṣṇa apresentada aqui, fica claro que Rādhārāṇī é a Rainha de Vṛndāvana e que Kṛṣṇa é simplesmente Seu adorno. Kṛṣṇa é conhecido como Madana-mohana, o encantador do Cupido, mas Śrīmatī Rādhārāṇī é a encantadora de Kṛṣṇa. Em consequência, Śrīmatī Rādhārāṇī é chamada de Madana-mohana-mohinī, a encantadora do encantador do Cupido."}
{"ref": "cc/madhya/13/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/151/", "verse_text": "tomā-sabāra prema-rase, āmāke karila vaśe,\n\nāmi tomāra adhīna kevala\n\ntomā-sabā chāḍāñā, āmā dūra-deśe lañā,\n\nrākhiyāche durdaiva prabala", "devanagari": "> তোমা-সবার প্রেমরসে, আমাকে করিল বশে,\n> আমি তোমার অধীন কেবল ।\n> তোমা-সবা ছাড়াঞা, আমা দূর-দেশে লঞা,\n> রাখিয়াছে দুর্দৈব প্রবল ॥১৫১॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *prema-rase*—pelo êxtase e doçuras dos casos amorosos; *āmāke*—a Mim; *karila*—tornastes; *vaśe*—submisso; *āmi*—Eu; *tomāra*—de vós; *adhīna*—submisso; *kevala*—unicamente; *tomā-sabā*—de todos vós; *chāḍāñā*—separando; *āmā*—a Mim; *dūra-deśe*—a países distantes; *lañā*—levando; *rākhiyāche*—manteve; *durdaiva*—a desventura; *prabala*—muito poderosa.", "translation": "**\" 'Minha querida Śrīmatī Rādhārāṇī, sou sempre submisso aos casos amorosos de todos vós. Estou unicamente sob vosso controle. Minha separação de vós e Minha residência em lugares distantes ocorreram devido à Minha poderosa desventura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/152/", "verse_text": "priyā priya-saṅga-hīnā, priya priyā-saṅga vinā,\n\nnāhi jīye,-e satya pramāṇa\n\nmora daśā śone yabe, tāṅra ei daśā habe,\n\nei bhaye duṅhe rākhe prāṇa", "devanagari": "> প্রিয়া প্রিয়-সঙ্গহীনা, প্রিয় প্রিয়া-সঙ্গ বিনা,\n> নাহি জীয়ে, — এ সত্য প্রমাণ ।\n> মোর দশা শোনে যবে, তাঁর এই দশা হবে,\n> এই ভয়ে দুঁহে রাখে প্রাণ ॥১৫২॥", "synonyms": "*priyā*—uma mulher amada; *priya-saṅga-hīnā*—estando separada do homem amado; *priya*—o homem amado; *priyā-saṅga vinā*—estando separado da mulher amada; *nāhi jīye*—não pode viver; *e satya pramāṇa*—esta é a evidência factual; *mora*—Minha; *daśā*—situação; *śone yabe*—quando alguém ouve; *tāṅra*—dele; *ei*—esta; *daśā*—situação; *habe*—haverá; *ei bhaye*—por causa deste temor; *duṅhe*—ambos; *rākhe prāṇa*—conservam a vida.", "translation": "**\" 'Quando uma mulher está separada do homem que ama, ou um homem está separado de sua mulher amada, nenhum dos dois consegue viver. É um fato que eles vivem apenas um para o outro, pois, se um morre e o outro ouve a notícia, este ou esta também morrerá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/153/", "verse_text": "sei satī premavatī, premavān sei pati,\n\nviyoge ye vāñche priya-hite\n\nnā gaṇe āpana-duḥkha, vāñche priyajana-sukha,\n\nsei dui mile acirāte", "devanagari": "> সেই সতী প্রেমবতী, প্রেমবান্ সেই পতি,\n> বিয়োগে যে বাঞ্ছে প্রিয়-হিতে ।\n> না গণে আপন-দুঃখ, বাঞ্ছে প্রিয়জন-সুখ,\n> সেই দুই মিলে অচিরাতে ॥১৫৩॥", "synonyms": "*sei satī*—essa esposa casta; *prema-vatī*—plena de amor; *prema-vān*—amoroso; *sei pati*—esse esposo; *viyoge*—na separação; *ye*—que; *vāñche*—desejam; *priya-hite*—o bem-estar do outro; *nā gaṇe*—e não se importam; *āpana-duḥkha*—com a infelicidade pessoal; *vāñche*—desejam; *priya-jana-sukha*—a felicidade do amado mais querido; *sei*—esses; *dui*—dois; *mile*—encontram-se; *acirāte*—sem demora.", "translation": "**\" 'Uma esposa casta e amorosa e um esposo amoroso que desejam todo o bem-estar um do outro na separação e não se importam com a felicidade pessoal desejam apenas o bem-estar um do outro. Tal par decerto volta a encontrar-se sem demora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/154/", "verse_text": "rākhite tomāra jīvana, sevi āmi nārāyaṇa,\n\ntāṅra śaktye āsi niti-niti\n\ntomā-sane krīḍā kari', niti yāi yadu-purī,\n\ntāhā tumi mānaha mora sphūrti", "devanagari": "> রাখিতে তোমার জীবন, সেবি আমি নারায়ণ,\n> তাঁর শক্ত্যে আসি নিতি-নিতি ।\n> তোমা-সনে ক্রীড়া করি’, নিতি যাই যদুপুরী,\n> তাহা তুমি মানহ মোর স্ফূর্তি ॥১৫৪॥", "synonyms": "*rākhite*—apenas para conservar; *tomāra jīvana*—Tua vida; *sevi āmi nārāyaṇa*—Eu sempre adoro o Senhor Nārāyaṇa; *tāṅra śaktye*—por Sua potência; *āsi niti-niti*—venho a Ti diariamente; *tomā-sane*—conTigo; *krīḍā kari'*—desfrutando passatempos; *niti*—diariamente; *yāi yadu-purī*—retorno a Dvārakā-dhāma, conhecida como Yadu-purī; *tāhā*—isso; *tumi*—Tu; *mānaha*—experimentas; *mora*—Minha; *sphūrti*—manifestação.", "translation": "**\" 'Tu és Minha mais querida, e sei que, em Minha ausência, não podes viver nem por um momento. Apenas para Te manter viva, adoro o Senhor Nārāyaṇa. Por Sua misericordiosa potência, venho a Vṛndāvana todos os dias para desfrutar passatempos conTigo. Então retorno a Dvārakā-dhāma. Assim, podes sempre sentir Minha presença aqui em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/155/", "verse_text": "mora bhāgya mo-viṣaye, tomāra ye prema haye,\n\nsei prema-parama prabala\n\nlukāñā āmā āne, saṅga karāya tomā-sane,\n\nprakaṭeha ānibe satvara", "devanagari": "> মোর ভাগ্য মো-বিষয়ে, তোমার যে প্রেম হয়ে,\n> সেই প্রেম — পরম প্রবল ।\n> লুকাঞা আমা আনে, সঙ্গ করায় তোমা-সনে,\n> প্ৰকটেহ আনিবে সত্বর ॥১৫৫॥", "synonyms": "*mora bhāgya*—Minha fortuna; *mo-viṣaye*—em relação a Mim; *tomāra*—Teu; *ye*—qualquer; *prema*—amor; *haye*—há; *sei prema*—esse amor; *parama prabala*—muito poderoso; *lukāñā*—secretamente; *āmā āne*—traz-Me; *saṅga karāya*—obriga-Me a associar-Me; *tomā-sane*—conTigo; *prakaṭeha*—diretamente manifestado; *ānibe*—trará; *satvara*—muito em breve.", "translation": "**\" 'Nosso caso amoroso é ainda mais poderoso por causa de Minha boa fortuna em receber a graça de Nārāyaṇa. Isso Me permite vir até aqui sem ser visto pelos outros. Espero que muito em breve eu seja visível a todos.**", "purport": "Kṛṣṇa tem dois tipos de presença — prakaṭa e aprakaṭa, manifesta e imanifesta. Ambas são idênticas para o devoto sincero. Mesmo que Kṛṣṇa não esteja fisicamente presente, a absorção do devoto nos assuntos de Kṛṣṇa O torna presente. Isso é confirmado na Brahma-saṁhitā (5.38):\n\npremāñjana-cchurita-bhakti-vilocanena\nsantaḥ sadaiva hṛdayeṣu vilokayanti\nyaṁ śyāmasundaram acintya-guṇa-svarūpaṁ\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\nDevido a seu intenso amor, o devoto puro sempre vê o Senhor Kṛṣṇa presente dentro de seu coração. Todas as glórias a Govinda, a primordial Personalidade de Deus! Quando Kṛṣṇa não está manifesto diante dos habitantes de Vṛndāvana, estes permanecem sempre absortos em pensamentos sobre Ele. Por isso, embora Kṛṣṇa estivesse vivendo naquela época em Dvārakā, Ele estava simultaneamente presente diante de todos os habitantes de Vṛndāvana. Esta era Sua presença aprakaṭa. Os devotos que estão sempre absortos em pensamentos sobre Kṛṣṇa decerto, sem dúvida, verão Kṛṣṇa face a face. Os devotos que estão sempre ocupados em consciência de Kṛṣṇa e plenamente absortos em pensamentos sobre Kṛṣṇa certamente voltam ao lar, de volta ao Supremo. Eles então veem Kṛṣṇa diretamente, face a face, tomam prasāda com Ele e desfrutam de Sua companhia. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā*: tyaktvā dehaṁ punar janma naiti mām eti so 'rjuna (Bg. 4.9).\n\nDurante sua vida, o devoto puro está sempre falando de Kṛṣṇa e ocupando-se em Seu serviço, e, tão logo abandona seu corpo, retorna imediatamente a Goloka Vṛndāvana, onde Kṛṣṇa está pessoalmente presente. Lá ele encontra Kṛṣṇa diretamente. Esta é a vida humana bem-sucedida. Este é o significado de prakaṭeha ānibe satvara. O devoto puro logo verá a manifestação pessoal do Senhor Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/13/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/156/", "verse_text": "yādavera vipakṣa, yata duṣṭa kaṁsa-pakṣa,\n\ntāhā āmi kailuṅ saba kṣaya\n\nāche dui-cāri jana, tāhā māri' vṛndāvana,\n\nāilāma āmi, jāniha niścaya", "devanagari": "> যাদবের বিপক্ষ, যত দুষ্ট কংসপক্ষ,\n> তাহা আমি কৈলুঁ সব ক্ষয় ।\n> আছে দুই-চারি জন, তাহা মারি’ বৃন্দাবন,\n> আইলাম আমি, জানিহ নিশ্চয় ॥১৫৬॥", "synonyms": "*yādavera vipakṣa*—todos os inimigos da dinastia Yadu; *yata*—todos; *duṣṭa*—maldosos; *kaṁsa-pakṣa*—o partido de Kaṁsa; *tāhā*—a eles; *āmi*—Eu; *kailuṅ saba kṣaya*—aniquilei a todos; *āche*—ainda há; *dui-cāri jana*—dois ou quatro demônios; *tāhā māri'*—após matá-los; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *āilāma āmi*—regressarei muito em breve; *jāniha niścaya*—saibas disto muito bem.", "translation": "**\" 'Já matei todos os demônios maldosos que são inimigos da dinastia Yadu, e também matei Kaṁsa e seus aliados. Contudo, ainda restam vivos dois ou quatro demônios. Desejo matá-los, e, após fazê-lo, regressarei muito em breve a Vṛndāvana. Saibas disto com certeza.**", "purport": "Assim como Kṛṣṇa não dá um único passo para longe de Vṛndāvana, o devoto de Kṛṣṇa tampouco gosta de deixar Vṛndāvana. No entanto, quando precisa cuidar dos afazeres de Kṛṣṇa, ele deixa Vṛndāvana. Após concluir sua missão, o devoto puro regressa ao lar, de volta a Vṛndāvana, de volta ao Supremo. Kṛṣṇa assegurou a Rādhārāṇī que, após matar os demônios fora de Vṛndāvana, Ele regressaria. \"Estou voltando muito em breve\", prometeu Ele, \"tão logo eu tenha matado os poucos demônios restantes.\""}
{"ref": "cc/madhya/13/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/157/", "verse_text": "sei śatru-gaṇa haite, vraja-jana rākhite,\n\nrahi rājye udāsīna hañā\n\nyebā strī-putra-dhane, kari rājya āvaraṇe,\n\nyadu-gaṇera santoṣa lāgiyā", "devanagari": "> সেই শত্রুগণ হৈতে, ব্রজজন রাখিতে,\n> রহি রাজ্যে উদাসীন হঞা ।\n> যেবা স্ত্রী-পুত্র-ধনে, করি রাজ্য আবরণে,\n> যদুগণের সন্তোষ লাগিয়া ॥১৫৭॥", "synonyms": "*sei*—aqueles; *śatru-gaṇa haite*—dos inimigos; *vraja-jana*—aos habitantes de Vṛndāvana; *rākhite*—proteger; *rahi*—permaneço; *rājye*—em Meu reino; *udāsīna*—indiferente; *hañā*—tornando-Me; *yebā*—quaisquer; *strī-putra-dhane*—com esposas, filhos e riquezas; *kari rājya āvaraṇe*—adorno Meu reino; *yadu-gaṇera*—da dinastia Yadu; *santoṣa*—satisfação; *lāgiyā*—em razão de.", "translation": "**\" 'Desejo proteger os habitantes de Vṛndāvana dos ataques de Meus inimigos. É por isso que permaneço em Meu reino; do contrário, sou indiferente a Minha posição real. Quaisquer esposas, filhos e riquezas que mantenho no reino existem apenas para a satisfação dos Yadus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/158/", "verse_text": "tomāra ye prema-guṇa, kare āmā ākarṣaṇa,\n\nānibe āmā dina daśa biśe\n\npunaḥ āsi' vṛndāvane, vraja-vadhū tomā-sane,\n\nvilasiba rajanī-divase", "devanagari": "> তোমার যে প্রেমগুণ, করে আমা আকর্ষণ,\n> আনিবে আমা দিন দশ বিশে ।\n> পুনঃ আসি’ বৃন্দাবনে, ব্রজবধূ তোমা-সনে,\n> বিলসিব রজনী-দিবসে ॥১৫৮॥", "synonyms": "*tomāra*—Tuas; *ye*—quaisquer; *prema-guṇa*—qualidades em amor extático; *kare*—fazem; *āmā*—a Mim; *ākarṣaṇa*—atrair; *ānibe*—trarão; *āmā*—a Mim; *dina daśa biśe*—dentro de dez ou vinte dias; *punaḥ*—novamente; *āsi'*—vindo; *vṛndāvane*—a Vṛndāvana; *vraja-vadhū*—todas as donzelas de Vṛndāvana; *tomā-sane*—contigo; *vilasiba*—desfrutarei; *rajanī-divase*—tanto de dia como de noite.", "translation": "**\" 'Tuas qualidades amorosas sempre Me atraem a Vṛndāvana. De fato, elas Me trarão de volta dentro de dez ou vinte dias, e, quando Eu regressar, desfrutarei tanto de dia como de noite contigo e com todas as donzelas de Vrajabhūmi.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/159/", "verse_text": "eta tāṅre kahi kṛṣṇa, vraje yāite satṛṣṇa,\n\neka śloka paḍi' śunāila\n\nsei śloka śuni' rādhā, khāṇḍila sakala bādhā,\n\nkṛṣṇa-prāptye pratīti ha-ila", "devanagari": "> এত তাঁরে কহি কৃষ্ণ, ব্রজে যাইতে সতৃষ্ণ,\n> এক শ্লোক পড়ি’ শুনাইল ।\n> সেই শ্লোক শুনি’ রাধা, খণ্ডিল সকল বাধা,\n> কৃষ্ণপ্রাপ্ত্যে প্রতীতি হইল ॥১৫৯॥", "synonyms": "*eta*—tanto; *tāṅre*—a Rādhārāṇī; *kahi*—falando; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vraje*—em Vṛndāvana; *yāite*—de ir; *sa-tṛṣṇa*—muito ansioso; *eka śloka*—um verso; *paḍi'*—recitando; *śunāila*—fazendo-A ouvir; *sei śloka*—aquele verso; *śuni'*—ouvindo; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *khāṇḍila*—desapareceram; *sakala*—toda espécie de; *bādhā*—obstáculos; *kṛṣṇa-prāptye*—em alcançar Kṛṣṇa; *pratīti ha-ila*—houve a certeza.", "translation": "**\"Enquanto falava com Śrīmatī Rādhārāṇī, Kṛṣṇa ficou muito ansioso para regressar a Vṛndāvana. Ele A fez ouvir um verso que afastou todas as Suas dificuldades e que Lhe assegurou que Ela voltaria a alcançar Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/160/", "verse_text": "mayi bhaktir hi bhūtānām\n\namṛtatvāya kalpate\n\ndiṣṭyā yad āsīn mat-sneho\n\nbhavatīnāṁ mad-āpanaḥ", "devanagari": "> ময়ি ভক্তির্হি ভূতানামমৃতত্বায় কল্পতে ।\n> দিষ্ট্যা যদাসীন্মৎস্নেহো ভবতীনাং মদাপনঃ ॥১৬০॥", "synonyms": "*mayi*—a Mim; *bhaktiḥ*—as nove espécies de serviço devocional, tais como śravaṇa, kīrtana e smaraṇa; *hi*—certamente; *bhūtānām*—de todas as entidades vivas; *amṛtatvāya*—para tornar-se companheiro eterno do Senhor; *kalpate*—é bastante adequado; *diṣṭyā*—por boa fortuna; *yat*—qualquer; *āsīt*—houve; *mat-snehaḥ*—amor e afeição por Mim; *bhavatīnām*—de todas vós, gopīs; *mat-āpanaḥ*—a causa de Me reaver.", "translation": "**\"O Senhor Śrī Kṛṣṇa disse: 'O serviço devocional a Mim é o único meio de Me alcançar. Minhas queridas gopīs, todo o amor e afeição que adquiristes por Mim por boa fortuna é a única razão de Meu regresso a vós.' \"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.82.44)."}
{"ref": "cc/madhya/13/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/161/", "verse_text": "ei saba artha prabhu svarūpera sane\n\nrātri-dine ghare vasi' kare āsvādane", "devanagari": "> এই সব অর্থ প্রভু স্বরূপের সনে ।\n> রাত্রি-দিনে ঘরে বসি’ করে আস্বাদনে ॥১৬১॥", "synonyms": "*ei saba*—todos estes; *artha*—significados; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svarūpera sane*—com Svarūpa Dāmodara; *rātri-dine*—tanto de dia como de noite; *ghare vasi'*—sentado em Seu quarto; *kare*—faz; *āsvādane*—saborear.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentava-Se em Seu quarto com Svarūpa Dāmodara e saboreava os temas desses versos de dia e de noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/162/", "verse_text": "nṛtya-kāle sei bhāve āviṣṭa hañā\n\nśloka paḍi' nāce jagannātha-mukha cāñā", "devanagari": "> নৃত্যকালে সেই ভাবে আবিষ্ট হঞা ।\n> শ্লোক পড়ি’ নাচে জগন্নাথ-মুখ চাঞা ॥১৬২॥", "synonyms": "*nṛtya-kāle*—enquanto dançava; *sei bhāve*—em tal êxtase; *āviṣṭa*—absorto; *hañā*—tornando-Se; *śloka paḍi'*—recitando esses versos; *nāce*—dança; *jagannātha-mukha*—o rosto de Jagannātha; *cāñā*—contemplando.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava completamente absorto em emoção extática. Enquanto contemplava o rosto do Senhor Jagannātha, Ele dançava e recitava esses versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/163/", "verse_text": "svarūpa-gosāñira bhāgya nā yāya varṇana\n\nprabhute āviṣṭa yāṅra kāya, vākya, mana", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞির ভাগ্য না যায় বর্ণন ।\n> প্ৰভুতে আবিষ্ট যাঁর কায়, বাক্য, মন ॥১৬৩॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñira*—de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *bhāgya*—a fortuna; *nā*—não; *yāya varṇana*—pode ser descrita; *prabhute*—no serviço ao Senhor; *āviṣṭa*—plenamente absorto; *yāṅra*—de quem; *kāya*—corpo; *vākya*—palavras; *mana*—mente.", "translation": "**Ninguém pode descrever a boa fortuna de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, pois ele está sempre absorto no serviço ao Senhor com seu corpo, sua mente e suas palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/164/", "verse_text": "svarūpera indriye prabhura nijendriya-gaṇa\n\nāviṣṭa hañā kare gāna-āsvādana", "devanagari": "> স্বরূপের ইন্দ্রিয়ে প্রভুর নিজেন্দ্রিয়গণ ।\n> আবিষ্ট হঞা করে গান-আস্বাদন ॥১৬৪॥", "synonyms": "*svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *indriye*—nos sentidos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-indriya-gaṇa*—os próprios sentidos; *āviṣṭa hañā*—estando plenamente absorto; *kare*—faz; *gāna*—o canto; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**Os sentidos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu eram idênticos aos sentidos de Svarūpa. Por isso, Caitanya Mahāprabhu costumava ficar plenamente absorto em saborear o canto de Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/165/", "verse_text": "bhāvera āveśe kabhu bhūmite vasiyā\n\ntarjanīte bhūme likhe adhomukha hañā", "devanagari": "> ভাবের আবেশে কভু ভূমিতে বসিয়া ।\n> তর্জনীতে ভূমে লিখে অধোমুখ হঞা ॥১৬৫॥", "synonyms": "*bhāvera āveśe*—devido à emoção extática; *kabhu*—às vezes; *bhūmite*—no chão; *vasiyā*—sentando-Se; *tarjanīte*—com o dedo indicador; *bhūme*—no chão; *likhe*—escreve; *adhomukha hañā*—olhando para baixo.", "translation": "**Em êxtase emocional, Caitanya Mahāprabhu às vezes Se sentava no chão e, olhando para baixo, escrevia no chão com o dedo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/166/", "verse_text": "aṅgulite kṣata habe jāni' dāmodara\n\nbhaye nija-kare nivāraye prabhu-kara", "devanagari": "> অঙ্গুলিতে ক্ষত হবে জানি’ দামোদর ।\n> ভয়ে নিজ-করে নিবারয়ে প্রভু-কর ॥১৬৬॥", "synonyms": "*aṅgulite*—no dedo; *kṣata*—ferimento; *habe*—ocorrerá; *jāni'*—sabendo; *dāmodara*—Svarūpa Dāmodara; *bhaye*—por temor; *nija-kare*—com a própria mão; *nivāraye*—detém; *prabhu-kara*—a mão do Senhor.", "translation": "**Sentindo que o Senhor feriria o dedo ao escrever dessa maneira, Svarūpa Dāmodara O detinha com a própria mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/167/", "verse_text": "prabhura bhāvānurūpa svarūpera gāna\n\nyabe yei rasa tāhā kare mūrtimān", "devanagari": "> প্ৰভুর ভাবানুরূপ স্বরূপের গান ।\n> যবে যেই রস তাহা করে মূর্তিমান্ ॥১৬৭॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāva-anurūpa*—acompanhando as emoções extáticas; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *gāna*—o canto; *yabe*—quando; *yei*—qualquer; *rasa*—doçura; *tāhā*—aquela; *kare*—torna; *mūrtimān*—personificada.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara costumava cantar exatamente de acordo com a emoção extática do Senhor. Sempre que uma determinada doçura estava sendo saboreada por Śrī Caitanya Mahāprabhu, Svarūpa Dāmodara a personificava com seu canto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/168/", "verse_text": "śrī-jagannāthera dekhe śrī-mukha-kamala\n\ntāhāra upara sundara nayana-yugala", "devanagari": "> শ্রীজগন্নাথের দেখে শ্রীমুখ-কমল ।\n> তাহার উপর সুন্দর নয়নযুগল ॥১৬৮॥", "synonyms": "*śrī-jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *dekhe*—vê; *śrī-mukha-kamala*—o rosto semelhante a um lótus; *tāhāra upara*—sobre este; *sundara*—belos; *nayana-yugala*—um par de olhos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu contemplava o belo rosto semelhante a um lótus e os olhos do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/169/", "verse_text": "sūryera kiraṇe mukha kare jhalamala\n\nmālya, vastra, divya alaṅkāra, parimala", "devanagari": "> সূর্যের কিরণে মুখ করে ঝলমল ।\n> মাল্য, বস্ত্র, দিব্য অলঙ্কার, পরিমল ॥১৬৯॥", "synonyms": "*sūryera*—do sol; *kiraṇe*—pelos raios da luz solar; *mukha*—o rosto; *kare*—faz; *jhalamala*—reluzir; *mālya*—guirlanda; *vastra*—vestes; *divya alaṅkāra*—belos ornamentos; *parimala*—envolto em fragrância.", "translation": "**O Senhor Jagannātha estava enguirlandado, trajado com belas vestes e adornado com belos ornamentos. Seu rosto reluzia sob os raios da luz solar, e toda a atmosfera estava fragrante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/170/", "verse_text": "prabhura hṛdaye ānanda-sindhu uthalila\n\nunmāda, jhañjhā-vāta tat-kṣaṇe uṭhila", "devanagari": "> প্রভুর হৃদয়ে আনন্দসিন্ধু উথলিল ।\n> উন্মাদ, ঝঞ্ঝা-বাত তত্ক্ষণে উঠিল ॥১৭০॥", "synonyms": "*prabhura hṛdaye*—no coração de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda-sindhu*—o oceano de bem-aventurança transcendental; *uthalila*—ergueu-se; *unmāda*—loucura; *jhañjhā-vāta*—furacão; *tat-kṣaṇe*—imediatamente; *uṭhila*—intensificou-se.", "translation": "**Um oceano de bem-aventurança transcendental expandiu-se no coração do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, e os sintomas de loucura imediatamente se intensificaram como um furacão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/171/", "verse_text": "ānandonmāde uṭhāya bhāvera taraṅga\n\nnānā-bhāva-sainye upajila yuddha-raṅga", "devanagari": "> আনন্দোন্মাদে উঠায় ভাবের তরঙ্গ ।\n> নানা-ভাব-সৈন্যে উপজিল যুদ্ধ-রঙ্গ ॥১৭১॥", "synonyms": "*ānanda-unmāde*—a loucura da bem-aventurança transcendental; *uṭhāya*—faz surgir; *bhāvera*—de emoção; *taraṅga*—ondas; *nānā*—várias; *bhāva*—emoções; *sainye*—entre os soldados; *upajila*—surgiu; *yuddha-raṅga*—luta.", "translation": "**A loucura da bem-aventurança transcendental criou ondas de várias emoções. As emoções surgiram como soldados adversários travando uma batalha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/172/", "verse_text": "bhāvodaya, bhāva-śānti, sandhi, śābalya\n\nsañcārī, sāttvika, sthāyī svabhāva-prābalya", "devanagari": "> ভাবোদয়, ভাবশান্তি, সন্ধি, শাবল্য ।\n> সঞ্চারী, সাত্ত্বিক, স্থায়ী স্বভাব-প্রাবল্য ॥১৭২॥", "synonyms": "*bhāva-udaya*—despertar da emoção; *bhāva-śānti*—emoções de paz; *sandhi*—a junção de diferentes emoções; *śābalya*—mistura de todas as emoções; *sañcārī*—impulsos para todos os tipos de emoção; *sāttvika*—transcendental; *sthāyī*—predominante; *svabhāva*—emoção natural; *prābalya*—aumento.", "translation": "**Houve um aumento de todos os sintomas emocionais naturais. Assim, manifestaram-se emoções em despertar, em paz, conjugadas, mescladas, transcendentais e predominantes, bem como os impulsos para a emoção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/173/", "verse_text": "prabhura śarīra yena śuddha-hemācala\n\nbhāva-puṣpa-druma tāhe puṣpita sakala", "devanagari": "> প্রভুর শরীর যেন শুদ্ধ-হেমাচল ।\n> ভাব-পুষ্পদ্রুম তাহে পুষ্পিত সকল ॥১৭৩॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śarīra*—corpo; *yena*—como se; *śuddha*—transcendental; *hemācala*—montanha do Himalaia; *bhāva*—emocionais; *puṣpa-druma*—árvores floridas; *tāhe*—nessa situação; *puṣpita*—florescendo com flores; *sakala*—todas.", "translation": "**O corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu parecia uma transcendental montanha do Himalaia, repleta de árvores floridas de emoção extática, todas elas em flor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/174/", "verse_text": "dekhite ākarṣaye sabāra citta-mana\n\npremāmṛta-vṛṣṭye prabhu siñce sabāra mana", "devanagari": "> দেখিতে আকর্ষয়ে সবার চিত্ত-মন ।\n> প্রেমামৃতবৃষ্ট্যে প্রভু সিঞ্চে সবার মন ॥১৭৪॥", "synonyms": "*dekhite*—ao ver; *ākarṣaye*—atrai; *sabāra*—de todos; *citta-mana*—mente e consciência; *prema-amṛta-vṛṣṭye*—ao derramar o néctar do amor transcendental a Deus; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *siñce*—aspergiu; *sabāra*—de todos; *mana*—a mente.", "translation": "**Ao verem todos esses sintomas, a mente e a consciência de todos foram atraídas. De fato, o Senhor aspergiu a mente de todos com o néctar do amor transcendental a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/175/", "verse_text": "jagannātha-sevaka yata rāja-pātra-gaṇa\n\nyātrika loka, nīlācala-vāsī yata jana", "devanagari": "> জগন্নাথ-সেবক যত রাজপাত্রগণ  ।\n> যাত্রিক লোক, নীলাচলবাসী যত জন ॥১৭৫॥", "synonyms": "*jagannātha-sevaka*—os servos do Senhor Jagannātha; *yata*—todos; *rāja-pātra-gaṇa*—e os funcionários do governo; *yātrika*—os peregrinos visitantes; *loka*—as pessoas em geral; *nīlācala-vāsī*—os habitantes de Jagannātha Purī; *yata jana*—todas as pessoas que ali havia.", "translation": "**Ele aspergiu a mente dos servos do Senhor Jagannātha, dos funcionários do governo, dos peregrinos visitantes, do povo em geral e de todos os habitantes de Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/176/", "verse_text": "prabhura nṛtya prema dekhi' haya camatkāra\n\nkṛṣṇa-prema uchalila hṛdaye sabāra", "devanagari": "> প্রভুর নৃত্য প্রেম দেখি’ হয় চমৎকার  ।\n> কৃষ্ণপ্রেম উছলিল হৃদয়ে সবার ॥১৭৬॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya*—a dança; *prema*—o amor; *dekhi'*—vendo; *haya*—ficaram; *camatkāra*—atônitos; *kṛṣṇa-prema*—o amor a Kṛṣṇa; *uchalila*—transbordou; *hṛdaye*—nos corações; *sabāra*—de todos.", "translation": "**Após verem a dança e o amor extático de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos ficaram atônitos. Em seus corações, transbordaram de amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/177/", "verse_text": "preme nāce, gāya, loka, kare kolāhala\n\nprabhura nṛtya dekhi' sabe ānande vihvala", "devanagari": "> প্রেমে নাচে, গায়, লোক, করে কোলাহল ।\n> প্রভুর নৃত্য দেখি’ সবে আনন্দে বিহ্বল ॥১৭৭॥", "synonyms": "*preme*—em amor extático; *nāce*—dançam; *gāya*—cantam; *loka*—as pessoas em geral; *kare*—fazem; *kolāhala*—um grande alvoroço; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya*—a dança; *dekhi'*—vendo; *sabe*—todos; *ānande*—em bem-aventurança transcendental; *vihvala*—dominados.", "translation": "**Todos dançavam e cantavam em amor extático, e ressoava um grande alvoroço. Todos estavam dominados pela bem-aventurança transcendental simplesmente por verem a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/178/", "verse_text": "anyera ki kāya, jagannātha-haladhara\n\nprabhura nṛtya dekhi' sukhe calilā manthara", "devanagari": "> অন্যের কি কায, জগন্নাথ-হলধর ।\n> প্রভুর নৃত্য দেখি’ সুখে চলিলা মন্থর ॥১৭৮॥", "synonyms": "*anyera ki kāya*—à parte as ações dos outros; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *haladhara*—Balarāma; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya*—a dança; *dekhi'*—vendo; *sukhe*—com grande felicidade; *calilā*—moveram-se; *manthara*—lentamente.", "translation": "**À parte os demais, até mesmo o Senhor Jagannātha e o Senhor Balarāma, com grande felicidade, começaram a mover-se muito lentamente ao verem a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/179/", "verse_text": "kabhu sukhe nṛtya-raṅga dekhe ratha rākhi'\n\nse kautuka ye dekhila, sei tāra sākṣī", "devanagari": "> কভু সুখে নৃত্যরঙ্গ দেখে রথ রাখি’ ।\n> সে কৌতুক যে দেখিল, সেই তার সাক্ষী ॥১৭৯॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *sukhe*—com grande felicidade; *nṛtya-raṅga*—o divertimento da dança; *dekhe*—veem; *ratha*—o carro; *rākhi'*—detendo; *se kautuka*—esse divertimento; *ye*—todo aquele que; *dekhila*—viu; *sei*—ele; *tāra*—disso; *sākṣī*—testemunha.", "translation": "**O Senhor Jagannātha e o Senhor Balarāma às vezes detinham o carro e, com felicidade, observavam a dança do Senhor Caitanya. Todo aquele que pôde vê-los deter-se e contemplar a dança deu testemunho de Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/180/", "verse_text": "ei-mata prabhu nṛtya karite bhramite\n\npratāparudrera āge lāgilā paḍite", "devanagari": "> এইমত প্রভু নৃত্য করিতে ভ্রমিতে  ।\n> প্ৰতাপরুদ্রের আগে লাগিলা পড়িতে ॥১৮০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya karite*—dançando; *bhramite*—vagando; *pratāparudrera*—do rei Pratāparudra; *āge*—diante; *lāgilā*—começou; *paḍite*—a cair.", "translation": "**Enquanto o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava e vagava dessa maneira, Ele caiu diante de Mahārāja Pratāparudra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/181/", "verse_text": "sambhrame pratāparudra prabhuke dharila\n\ntāṅhāke dekhite prabhura bāhya-jñāna ha-ila", "devanagari": "> সম্ভ্রমে প্রতাপরুদ্র প্রভুকে ধরিল ৷ তাঁহাকে দেখিতে প্ৰভুর বাহ্যজ্ঞান হইল ॥১৮১॥", "synonyms": "*sambhrame*—com grande respeito; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dharila*—ergueu; *tāṅhāke*—a ele; *dekhite*—ao ver; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya-jñāna*—consciência externa; *ha-ila*—houve.", "translation": "**Mahārāja Pratāparudra ergueu o Senhor com grande respeito, mas, ao ver o rei, o Senhor Caitanya Mahāprabhu recobrou Seus sentidos externos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/182/", "verse_text": "rājā dekhi' mahāprabhu karena dhikkāra\n\nchi, chi, viṣayīra sparśa ha-ila āmāra", "devanagari": "> রাজা দেখি’ মহাপ্রভু করেন ধিক্কার  ।\n> ছি, ছি, বিষয়ীর স্পর্শ হইল আমার ॥১৮২॥", "synonyms": "*rājā dekhi'*—ao ver o rei; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—faz; *dhik-kāra*—condenação; *chi chi*—quão lamentável é; *viṣayīra*—de uma pessoa interessada em assuntos mundanos; *sparśa ha-ila*—houve toque; *āmāra*—de Mim.", "translation": "**Após ver o rei, Śrī Caitanya Mahāprabhu condenou-Se, dizendo: \"Ah, quão lamentável é que Eu tenha tocado uma pessoa interessada em assuntos mundanos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/183/", "verse_text": "āveśete nityānanda nā hailā sāvadhāne\n\nkāśīśvara-govinda āchilā anya-sthāne", "devanagari": "> আবেশেতে নিত্যানন্দ না হৈলা সাবধানে ৷\n> কাশীশ্বর-গোবিন্দ আছিলা অন্য-স্থানে ॥১৮৩॥", "synonyms": "*āveśete*—em grande êxtase; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *nā*—não; *hailā*—ficou; *sāvadhāne*—atento; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *govinda*—Govinda; *āchilā*—estavam; *anya-sthāne*—em outro lugar.", "translation": "**Nem mesmo o Senhor Nityānanda Prabhu, Kāśīśvara ou Govinda cuidaram do Senhor Caitanya Mahāprabhu quando Ele caiu. Nityānanda estava em grande êxtase, e Kāśīśvara e Govinda encontravam-se em outro lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/184/", "verse_text": "yadyapi rājāra dekhi' hāḍira sevana\n\nprasanna hañāche tāṅre milibāre mana", "devanagari": "> যদ্যপি রাজার দেখি’ হাড়ির সেবন ৷ প্রসন্ন হঞাছে তাঁরে মিলিবারে মন ॥১৮৪॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *rājāra*—do rei; *dekhi'*—vendo; *hāḍira sevana*—o serviço de um varredor; *prasanna hañāche*—estava satisfeito; *tāṅre milibāre*—de vê-lo; *mana*—Sua mente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu já estava satisfeito com o comportamento do rei, pois este aceitara o serviço de varredor para o Senhor Jagannātha. Por isso, o Senhor Caitanya Mahāprabhu realmente desejava ver o rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/185/", "verse_text": "tathāpi āpana-gaṇe karite sāvadhāna\n\nbāhye kichu roṣābhāsa kailā bhagavān", "devanagari": "> তথাপি আপন-গণে করিতে সাবধান ৷ বাহ্যে কিছু রোষাভাস কৈলা ভগবান্ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *āpana-gaṇe*—aos associados pessoais; *karite*—fazer; *sāvadhāna*—advertência; *bāhye*—externamente; *kichu*—alguma; *roṣa-ābhāsa*—aparente ira; *kailā*—demonstrou; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**No entanto, apenas para advertir Seus associados pessoais, a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu, manifestou externamente sentimentos de ira.**", "purport": "Quando Mahārāja Pratāparudra pediu para ver o Senhor, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente recusou, dizendo:\n\nniṣkiñcanasya bhagavad-bhajanonmukhasya\npāraṁ paraṁ jigamiṣor bhava-sāgarasya\nsandarśanaṁ viṣayiṇām atha yoṣitāṁ ca\nhā hanta hanta viṣa-bhakṣaṇato 'py asādhu\n\n(Cc. Madhya 11.8)\n\nA palavra niṣkiñcanasya refere-se à pessoa que concluiu suas atividades materiais. Tal pessoa pode começar a executar suas atividades em consciência de Kṛṣṇa, a fim de atravessar o oceano da ignorância. É muito perigoso, para uma pessoa assim, ter relações íntimas com gente mundana ou vincular-se intimamente a mulheres. Essa formalidade deve ser observada por todo aquele que leve a sério o retorno ao lar, de volta ao Supremo. Para ensinar esses princípios a Seus associados pessoais, Śrī Caitanya Mahāprabhu manifestou ira externa ao ser tocado pelo rei. Visto que o Senhor estava muito satisfeito com o comportamento humilde do rei, Ele intencionalmente permitiu que o rei O tocasse, mas externamente manifestou ira apenas para advertir Seus associados pessoais."}
{"ref": "cc/madhya/13/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/186/", "verse_text": "prabhura vacane rājāra mane haila bhaya\n\nsārvabhauma kahe,-tumi nā kaya saṁśaya", "devanagari": "> প্রভুর বচনে রাজার মনে হৈল ভয় ।\n> সার্বভৌম কহে, — তুমি না কর সংশয় ॥১৮৬॥", "synonyms": "*prabhura vacane*—pelas palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rājāra*—do rei; *mane*—na mente; *haila*—houve; *bhaya*—temor; *sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *tumi*—tu (o rei); *nā kaya saṁśaya*—não te preocupes.", "translation": "**O rei Pratāparudra ficou amedrontado quando o Senhor Caitanya manifestou ira externa, mas Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse ao rei: \"Não te preocupes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/187/", "verse_text": "tomāra upare prabhura suprasanna mana\n\ntomā lakṣya kari' śikhāyena nija gaṇa", "devanagari": "> তোমার উপরে প্ৰভুর সুপ্রসন্ন মন ।\n> তোমা লক্ষ্য করি’ শিখায়েন নিজ গণ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*tomāra upare*—contigo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *su-prasanna*—muito satisfeita; *mana*—a mente; *tomā*—a ti; *lakṣya kari'*—apontando; *śikhāyena*—Ele ensina; *nija gaṇa*—Seus associados pessoais.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya informou ao rei: \"O Senhor está muito satisfeito contigo. Ao apontar-te, Ele estava ensinando Seus associados pessoais como se comportar com gente mundana.\"**", "purport": "Embora exteriormente o rei fosse um homem mundano interessado em dinheiro e mulheres, internamente estava purificado pelas atividades devocionais. Ele demonstrou isso ao ocupar-se como varredor de rua para satisfazer o Senhor Jagannātha. Uma pessoa pode parecer um homem materialista interessado em dinheiro e mulheres, mas, se na verdade é muito mansa e humilde e está rendida à Suprema Personalidade de Deus, não é mundana. Tal julgamento só pode ser feito por Śrī Caitanya Mahāprabhu e por Seus devotos mais íntimos. Como princípio geral, contudo, nenhum devoto deve misturar-se intimamente com gente mundana interessada em dinheiro e mulheres."}
{"ref": "cc/madhya/13/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/188/", "verse_text": "avasara jāni' āmi kariba nivedana\n\nsei-kāle yāi' kariha prabhura milana", "devanagari": "> অবসর জানি’ আমি করিব নিবেদন ।\n> সেইকালে যাই’ করিহ প্রভুর মিলন ॥১৮৮॥", "synonyms": "*avasara jāni'*—compreendendo o momento oportuno; *āmi*—eu; *kariba*—farei; *nivedana*—a petição; *sei-kāle*—nessa ocasião; *yāi'*—vindo; *kariha*—faze; *prabhura milana*—o encontro com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya continuou: \"Apresentarei tua petição quando houver um momento oportuno. Será fácil, então, que venhas e Te encontres com o Senhor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/189/", "verse_text": "tabe mahāprabhu ratha pradakṣiṇa kariyā\n\nratha-pāche yāi' ṭhele rathe māthā diyā", "devanagari": "> তবে মহাপ্ৰভু রথ প্রদক্ষিণ করিয়া ।\n> রথ-পাছে যাই’ ঠেলে রথে মাথা দিয়া ॥১৮৯॥", "synonyms": "*tabe*—nessa ocasião; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ratha*—a quadriga; *pradakṣiṇa*—circum-ambulação; *kariyā*—fazendo; *ratha-pāche*—à parte traseira da quadriga; *yāi'*—indo; *ṭhele*—empurra; *rathe*—na quadriga; *māthā diyā*—pousando a cabeça.", "translation": "**Após circum-ambular Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi para trás da quadriga e começou a empurrá-la com a cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/190/", "verse_text": "ṭhelitei calila ratha 'haḍa' 'haḍa' kari'\n\ncatur-dike loka saba bale 'hari' 'hari'", "devanagari": "> ঠেলিতেই চলিল রথ ‘হড়’ ‘হড়’ করি’ ।\n> চতুর্দিকে লোক সব বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ॥১৯০॥", "synonyms": "*ṭhelitei*—assim que Ele empurrou; *calila*—partiu; *ratha*—a quadriga; *haḍa haḍa kari'*—produzindo um ruído estridente; *catuḥ-dike*—por toda parte; *loka*—as pessoas em geral; *saba*—todas; *bale*—cantam; *hari hari*—o santo nome do Senhor, Hari Hari.", "translation": "**Assim que Ele empurrou, a quadriga imediatamente começou a mover-se, produzindo um ruído estridente. As pessoas ao redor começaram a cantar o santo nome do Senhor: \"Hari! Hari!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/191/", "verse_text": "tabe prabhu nija-bhakta-gaṇa lañā saṅge\n\nbaladeva-subhadrāgre nṛtya kare raṅge", "devanagari": "> তবে প্রভু নিজ-ভক্তগণ লঞা সঙ্গে ।\n> বলদেব-সুভদ্রাগ্রে নৃত্য করে রঙ্গে ॥১৯১॥", "synonyms": "*tabe*—nessa ocasião; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija*—pessoais; *bhakta-gaṇa*—devotos; *lañā*—levando; *saṅge*—conSigo; *baladeva*—do Senhor Balarāma; *subhadrā*—da deusa da fortuna Subhadrā; *agre*—diante; *nṛtya*—dança; *kare*—realizou; *raṅge*—com grande regozijo.", "translation": "**Quando a quadriga começou a mover-se, Śrī Caitanya Mahāprabhu levou Seus associados pessoais diante das quadrigas ocupadas pelo Senhor Balarāma e por Subhadrā, a deusa da fortuna. Em seguida, grandemente inspirado, começou a dançar diante deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/192/", "verse_text": "tāhāṅ nṛtya kari' jagannātha āge āilā\n\njagannātha dekhi' nṛtya karite lāgilā", "devanagari": "> তাহাঁ নৃত্য করি’ জগন্নাথ আগে আইলা ।\n> জগন্নাথ দেখি’ নৃত্য করিতে লাগিলা ॥১৯২॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—ali; *nṛtya kari'*—após realizar a dança; *jagannātha*—do Senhor Jagannātha; *āge*—diante; *āilā*—apareceu; *jagannātha dekhi'*—ao ver o Senhor Jagannātha; *nṛtya*—dançar; *karite*—realizar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Após concluir a dança diante do Senhor Baladeva e de Subhadrā, Śrī Caitanya Mahāprabhu veio diante da quadriga do Senhor Jagannātha. Ao ver o Senhor Jagannātha, começou a dançar novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/193/", "verse_text": "caliyā āila ratha 'balagaṇḍi'-sthāne\n\njagannātha ratha rākhi' dekhe ḍāhine vāme", "devanagari": "> চলিয়া আইল রথ ‘বলগণ্ডি’-স্থানে ।\n> জগন্নাথ রথ রাখি’ দেখে ডাহিনে বামে ॥১৯৩॥", "synonyms": "*caliyā*—movendo-se; *āila*—veio; *ratha*—a quadriga; *balagaṇḍi-sthāne*—ao lugar conhecido como Balagaṇḍi; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *ratha*—quadriga; *rākhi'*—após parar; *dekhe*—vê; *ḍāhine vāme*—à esquerda e à direita.", "translation": "**Quando chegaram ao lugar chamado Balagaṇḍi, o Senhor Jagannātha parou Sua quadriga e começou a olhar para a esquerda e para a direita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/194/", "verse_text": "vāme-'vipra-śāsana' nārikela-vana\n\nḍāhine ta' puṣpodyāna yena vṛndāvana", "devanagari": "> বামে — ‘বিপ্রশাসন’, নারিকেল-বন ।\n> ডাহিনে ত’ পুষ্পোদ্যান যেন বৃন্দাবন ॥১৯৪॥", "synonyms": "*vāme*—à esquerda; *vipra-śāsana*—o lugar conhecido como vipra-śāsana; *nārikela-vana*—o palmeiral de coqueiros; *ḍāhine*—do lado direito; *ta'*—de fato; *puṣpa-udyāna*—jardins de flores; *yena*—como se fossem; *vṛndāvana*—Vṛndāvana.", "translation": "**Do lado esquerdo, o Senhor Jagannātha viu o bairro de brāhmaṇas conhecido como vipra-śāsana e o palmeiral de coqueiros. Do lado direito, viu belos jardins de flores que lembravam aqueles do lugar sagrado de Vṛndāvana.**", "purport": "Vipra-śāsana é um nome geralmente usado na província de Orissa para os bairros onde vivem os brāhmaṇas."}
{"ref": "cc/madhya/13/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/195/", "verse_text": "āge nṛtya kare gaura lañā bhakta-gaṇa\n\nratha rākhi' jagannātha karena daraśana", "devanagari": "> আগে নৃত্য করে গৌর লঞা ভক্তগণ ।\n> রথ রাখি’ জগন্নাথ করেন দরশন ॥১৯৫॥", "synonyms": "*āge*—diante; *nṛtya kare*—dança; *gaura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—acompanhado por; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *ratha rākhi'*—após parar a quadriga; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *karena daraśana*—vê.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos dançavam diante da quadriga e, tendo parado a quadriga, o Senhor Jagannātha observava a dança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/196/", "verse_text": "sei sthale bhoga lāge,-āchaye niyama\n\nkoṭi bhoga jagannātha kare āsvādana", "devanagari": "> সেই স্থলে ভোগ লাগে, — আছয়ে নিয়ম ।\n> কোটি ভোগ জগন্নাথ করে আস্বাদন ॥১৯৬॥", "synonyms": "*sei sthale*—nesse lugar; *bhoga lāge*—oferece-se alimento; *āchaye niyama*—é o costume; *koṭi bhoga*—milhões de pratos; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *kare*—faz; *āsvādana*—degustação.", "translation": "**Era costume que se oferecesse alimento ao Senhor em vipra-śāsana. De fato, ofereciam-se inumeráveis pratos de alimento, e o Senhor Jagannātha provava cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/197/", "verse_text": "jagannāthera choṭa-baḍa yata bhakta-gaṇa\n\nnija nija uttama-bhoga kare samarpaṇa", "devanagari": "> জগন্নাথের ছোট-বড় যত ভক্তগণ ।\n> নিজ নিজ উত্তম-ভোগ করে সমর্পণ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *choṭa*—neófitos; *baḍa*—avançados; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *nija nija*—preparados pessoalmente; *uttama-bhoga*—alimento de primeira classe; *kare*—fazem; *samarpaṇa*—oferenda.", "translation": "**Toda espécie de devotos do Senhor Jagannātha — desde os neófitos até os mais avançados — oferecia ao Senhor seu melhor alimento preparado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/198/", "verse_text": "rājā, rāja-mahiṣī-vṛnda, pātra, mitra-gaṇa\n\nnīlācala-vāsī yata choṭa-baḍa jana", "devanagari": "> রাজা, রাজমহিষীবৃন্দ, পাত্র, মিত্রগণ ।\n> নীলাচলবাসী যত ছোট-বড় জন ॥১৯৮॥", "synonyms": "*rājā*—o rei; *rāja-mahiṣī-vṛnda*—as rainhas do rei; *pātra*—ministros; *mitra-gaṇa*—amigos; *nīlācala-vāsī*—todos os habitantes de Jagannātha Purī; *yata*—quantas; *choṭa-baḍa*—pequenas e grandes; *jana*—pessoas.", "translation": "**Isso incluía o rei, suas rainhas, seus ministros e amigos, e todos os demais habitantes, grandes e pequenos, de Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/199/", "verse_text": "nānā-deśera deśī yata yātrika jana\n\nnija-nija-bhoga tāhāṅ kare samarpaṇa", "devanagari": "> নানা-দেশের দেশী যত যাত্রিক জন ।\n> নিজ-নিজ-ভোগ তাহাঁ করে সমর্পণ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*nānā-deśera*—de vários países; *deśī*—locais; *yata*—toda espécie de; *yātrika*—visitantes; *jana*—pessoas; *nija-nija*—preparado pessoalmente; *bhoga*—alimento; *tāhāṅ*—ali; *kare*—fazem; *samarpaṇa*—oferenda.", "translation": "**Todos os visitantes que haviam vindo de diferentes países a Jagannātha Purī, bem como os devotos locais, ofereciam ao Senhor seu alimento preparado pessoalmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/200/", "verse_text": "āge pāche, dui pārśve puṣpodyāna-vane\n\nyei yāhā pāya, lāgāya,-nāhika niyame", "devanagari": "> আগে পাছে, দুই পার্শ্বে পুষ্পোদ্যান-বনে ।\n> যেই যাহা পায়, লাগায়, — নাহিক নিয়মে ॥২০০॥", "synonyms": "*āge pāche*—à frente ou atrás; *dui pārśve*—nos dois lados; *puṣpa-udyāna-vane*—nos jardins de flores; *yei*—aquele que; *yāhā pāya*—consegue a oportunidade; *lāgāya*—oferece; *nāhika niyame*—não há regras rígidas.", "translation": "**Os devotos ofereciam seus alimentos por toda parte, à frente e atrás da quadriga, nos dois lados e dentro do jardim de flores. Onde quer que fosse possível, faziam sua oferenda ao Senhor, pois não havia regras rígidas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/201/", "verse_text": "bhogera samaya lokera mahā bhiḍa haila\n\nnṛtya chāḍi' mahāprabhu upavane gela", "devanagari": "> ভোগের সময় লোকের মহা ভিড় হৈল ।\n> নৃত্য ছাড়ি’ মহাপ্রভু উপবনে গেল ॥২০১॥", "synonyms": "*bhogera samaya*—no momento em que se oferecia o alimento; *lokera*—de todas as pessoas; *mahā*—grande; *bhiḍa*—multidão; *haila*—houve; *nṛtya chāḍi'*—abandonando Sua dança; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upavane gela*—foi a um jardim próximo.", "translation": "**Enquanto se oferecia o alimento, reuniu-se uma grande multidão de pessoas. Nesse momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu interrompeu Sua dança e foi a um jardim próximo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/202/", "verse_text": "premāveśe mahāprabhu upavana pāñā\n\npuṣpodyāne gṛha-piṇḍāya rahilā paḍiyā", "devanagari": "> প্রেমাবেশে মহাপ্রভু উপবন পাঞা ।\n> পুষ্পোদ্যানে গৃহপিণ্ডায় রহিলা পড়িয়া ॥২০২॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upavana pāñā*—tendo chegado a um belo jardim próximo; *puṣpa-udyāne*—naquele jardim de flores; *gṛha-piṇḍāya*—numa plataforma elevada; *rahilā*—permaneceu; *paḍiyā*—caindo prostrado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ao jardim. Imerso numa grande emoção extática, caiu prostrado sobre uma plataforma elevada que ali havia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/203/", "verse_text": "nṛtya-pariśrame prabhura dehe ghana gharma\n\nsugandhi śītala-vāyu karena sevana", "devanagari": "> নৃত্য-পরিশ্রমে প্রভুর দেহে ঘন ঘর্ম ।\n> সুগন্ধি শীতল-বায়ু করেন সেবন ॥২০৩॥", "synonyms": "*nṛtya-pariśrame*—pela fadiga decorrente da dança; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dehe*—no corpo; *ghana gharma*—muita transpiração; *sugandhi*—perfumada; *śītala-vāyu*—brisa fresca; *karena sevana*—desfrutou muito.", "translation": "**O Senhor estava muito fatigado pelo árduo esforço da dança, e havia transpiração por todo o Seu corpo. Por isso, desfrutou da brisa perfumada e fresca do jardim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/204/", "verse_text": "yata bhakta kīrtanīyā āsiyā ārāme\n\nprati-vṛkṣa-tale sabe karena viśrāme", "devanagari": "> যত ভক্ত কীর্তনীয়া আসিয়া আরামে ।\n> প্রতিবৃক্ষতলে সবে করেন বিশ্রামে ॥২০৪॥", "synonyms": "*yata bhakta*—todos os devotos; *kīrtanīyā*—que realizavam o saṅkīrtana; *āsiyā*—vindo; *ārāme*—no local de descanso; *prati-vṛkṣa-tale*—debaixo de cada árvore; *sabe*—todos eles; *karena*—tomam; *viśrāme*—descanso.", "translation": "**Todos os devotos que realizavam o saṅkīrtana vieram para lá e descansaram debaixo de cada árvore.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/205/", "verse_text": "ei ta' kahila prabhura mahā-saṅkīrtana\n\njagannāthera āge yaiche karila nartana", "devanagari": "> এই ত’ কহিল প্রভুর মহাসংকীর্তন ।\n> জগন্নাথের আগে যৈছে করিল নর্তন ॥২০৫॥", "synonyms": "*ei ta'*—desta maneira; *kahila*—descrevi; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-saṅkīrtana*—o grande canto congregacional; *jagannāthera āge*—diante do Senhor Jagannātha; *yaiche*—como; *karila*—Ele realizou; *nartana*—a dança.", "translation": "**Assim, descrevi a grande realização do canto congregacional pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu enquanto Ele dançava diante do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/206/", "verse_text": "rathāgrete prabhu yaiche karilā nartana\n\ncaitanyāṣṭake rūpa-gosāñi karyāche varṇana", "devanagari": "> রথাগ্রেতে প্রভু যৈছে করিলা নর্তন ।\n> চৈতন্যাষ্টকে রূপ-গোসাঞি কর্যাছে বর্ণন ॥২০৬॥", "synonyms": "*ratha-agrete*—diante da quadriga; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yaiche*—como; *karilā*—realizou; *nartana*—a dança; *caitanya-aṣṭake*—na oração chamada Caitanyāṣṭaka; *rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosvāmī; *karyāche*—fez; *varṇana*—uma descrição vívida.", "translation": "**Em sua oração conhecida como Caitanyāṣṭaka, Śrīla Rūpa Gosvāmī apresentou uma descrição vívida da dança do Senhor diante da quadriga de Jagannātha.**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī compôs três orações, cada uma com o título Caitanyāṣṭaka. O verso citado a seguir provém da primeira das orações Caitanyāṣṭaka incluídas no livro Stava-mālā."}
{"ref": "cc/madhya/13/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/207/", "verse_text": "rathārūḍhasyārād adhipadavi nīlācala-pater\n\nadabhra-premormi-sphurita-naṭanollāsa-vivaśaḥ\n\nsaharṣaṁ gāyadbhiḥ parivṛta-tanur vaiṣṇava-janaiḥ\n\nsa caitanyaḥ kiṁ me punar api dṛśor yāsyati padam", "devanagari": "> রথারূঢ়স্যারাদধিপদবি নীলাচলপতে-\n> রদভ্রপ্রেমোর্মিস্ফু রিতনটনোল্লাসবিবশঃ ।\n> সহর্ষং গায়দ্ভিঃ পরিবৃত-তনুর্বৈষ্ণবজনৈঃ\n> স চৈতন্যঃ কিং মে পুনরপি দৃশোর্যাস্যতি পদম্ ॥২০৭॥", "synonyms": "*ratha-ārūḍhasya*—do Senhor Supremo, que fora colocado na quadriga; *ārāt*—diante; *adhipadavi*—na via principal; *nīlācala-pateḥ*—do Senhor Jagannātha, o Senhor de Nīlācala; *adabhra*—grandes; *prema-urmi*—por ondas de amor a Deus; *sphurita*—que se manifestava; *naṭana-ullāsa-vivaśaḥ*—dominado pela bem-aventurança transcendental da dança; *sa-harṣam*—com grande prazer; *gāyadbhiḥ*—que cantavam; *parivṛta*—rodeado; *tanuḥ*—corpo; *vaiṣṇava-janaiḥ*—pelos devotos; *saḥ caitanyaḥ*—aquele Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kim*—acaso; *me*—minha; *punaḥ api*—novamente; *dṛśoḥ*—da visão; *yāsyati*—entrará; *padam*—na senda.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu dançou ao longo da via principal em grande êxtase diante do Senhor Jagannātha, o senhor de Nīlācala, que estava sentado em Sua quadriga. Dominado pela bem-aventurança transcendental da dança e rodeado por vaiṣṇavas que cantavam os santos nomes, Ele manifestava ondas de amor extático a Deus. Quando voltará Śrī Caitanya Mahāprabhu a ser visível à minha visão?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/208/", "verse_text": "ihā yei śune sei śrī-caitanya pāya\n\nsudṛḍha viśvāsa-saha prema-bhakti haya", "devanagari": "> ইহা যেই শুনে সেই শ্রীচৈতন্য পায় ।\n> সুদৃঢ় বিশ্বাস-সহ প্রেমভক্তি হয় ॥২০৮॥", "synonyms": "*ihā*—esta; *yei*—qualquer um que; *śune*—ouça; *sei*—essa pessoa; *śrī-caitanya pāya*—alcançará Śrī Caitanya Mahāprabhu; *su-dṛḍha*—firme; *viśvāsa*—convicção; *saha*—com; *prema-bhakti*—serviço devocional em grande amor; *haya*—há.", "translation": "**Qualquer um que ouça esta descrição do festival das quadrigas alcançará Śrī Caitanya Mahāprabhu. Alcançará também o estado elevado pelo qual terá firme convicção no serviço devocional e amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/13/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/13/209/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২০৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Terceiro Capítulo, que descreve a dança extática de Śrī Caitanya Mahāprabhu no festival das quadrigas do Senhor Jagannātha."}
{"ref": "cc/madhya/14/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/1/", "verse_text": "gauraḥ paśyann ātma-vṛndaiḥ\nśrī-lakṣmī-vijayotsavam\nśrutvā gopī-rasollāsaṁ\nhṛṣṭaḥ premṇā nanarta saḥ", "devanagari": "> গৌরঃ পশ্যন্নাত্মবৃন্দৈঃ শ্রীলক্ষ্মীবিজয়োৎসবম্ ।\n> শ্রুত্বা গোপীরসোল্লাসং হৃষ্টঃ প্রেম্ণা ননর্ত সঃ ॥১॥", "synonyms": "*gauraḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paśyan*—ao ver; *ātma-vṛndaiḥ*—com Seus associados pessoais; *śrī-lakṣmī*—da deusa da fortuna; *vijaya utsavam*—o grande festival; *śrutvā*—ao ouvir; *gopī*—das gopīs; *rasa-ullāsam*—a superexcelência das doçuras; *hṛṣṭaḥ*—estando muito satisfeito; *premṇā*—em grande amor extático; *nanarta*—dançou; *saḥ*—Ele, Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Acompanhado de Seus devotos pessoais, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ao festival conhecido como Lakṣmī-vijayotsava. Ali, discorreu sobre o superexcelente amor das gopīs. Apenas por ouvir a respeito delas, Ele ficou muito satisfeito e dançou em grande amor extático pelo Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra śrī-kṛṣṇa-caitanya\njaya jaya nityānanda jayādvaita dhanya", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> জয় জয় নিত্যানন্দ জয়াদ্বৈত ধন্য ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—a Gauracandra; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita*—a Advaita Ācārya; *dhanya*—exaltado.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu, conhecido como Gauracandra! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya, que é tão exaltado!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/3/", "verse_text": "jaya jaya śrīvāsādi gaura-bhakta-gaṇa\njaya śrotā-gaṇa,-yāṅra gaura prāṇa-dhana", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীবাসাদি গৌরভক্তগণ ।\n> জয় শ্রোতাগণ, — যাঁর গৌর প্রাণধন ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa; *gaura-bhakta-gaṇa*—aos devotos do Senhor Caitanya; *jaya*—todas as glórias; *śrotā-gaṇa*—aos ouvintes; *yāṅra*—de quem; *gaura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prāṇa-dhana*—a vida e a alma.", "translation": "**Todas as glórias a todos os devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura! Todas as glórias aos leitores que tomaram Śrī Caitanya Mahāprabhu como sua vida e sua alma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/4/", "verse_text": "ei-mata prabhu āchena premera āveśe\nhena-kāle pratāparudra karila praveśe", "devanagari": "> এইমত প্রভু আছেন প্রেমের আবেশে ।\n> হেনকালে প্রতাপরুদ্র করিল প্রবেশে ॥৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āchena*—estava; *premera āveśe*—na emoção extática do amor; *hena-kāle*—nesse momento; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *karila praveśe*—entrou.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu repousava em amor extático, Mahārāja Pratāparudra entrou no jardim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/5/", "verse_text": "sārvabhauma-upadeśe chāḍi' rāja-veśa\nekalā vaiṣṇava-veśe karila praveśa", "devanagari": "> সার্বভৌম-উপদেশে ছাড়ি’ রাজবেশ ।\n> একলা বৈষ্ণব-বেশে করিল প্রবেশ ॥৫॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *upadeśe*—sob as instruções; *chāḍi'*—abandonando; *rāja-veśa*—as vestes reais; *ekalā*—sozinho; *vaiṣṇava-veśe*—nas vestes de um vaiṣṇava; *karila praveśa*—entrou.", "translation": "**Seguindo as instruções de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, o rei havia abandonado suas vestes reais. Agora, entrava no jardim nas vestes de um vaiṣṇava.**", "purport": "Às vezes, os membros da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna – especialmente nos países ocidentais – acham difícil aproximar-se das pessoas para distribuir livros, porque elas não estão familiarizadas com as tradicionais vestes açafroadas dos devotos. Por isso, os devotos têm perguntado se podem usar trajes europeus e americanos diante do público em geral. A partir das instruções dadas ao rei Pratāparudra por Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, podemos compreender que podemos mudar nossas vestes de qualquer maneira para facilitar nosso serviço. Quando nossos membros mudam de roupa para encontrar o público ou para apresentar nossos livros, eles não estão quebrando os princípios devocionais. O verdadeiro princípio é difundir este movimento da consciência de Kṛṣṇa, e, se alguém tiver de vestir trajes ocidentais comuns para esse fim, não deve haver objeção."}
{"ref": "cc/madhya/14/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/6/", "verse_text": "saba-bhaktera ājñā nila yoḍa-hāta hañā\nprabhu-pada dhari' paḍe sāhasa kariyā", "devanagari": "> সব-ভক্তের আজ্ঞা নিল যোড়-হাত হঞা ।\n> প্রভু-পদ ধরি’ পড়ে সাহস করিয়া ॥৬॥", "synonyms": "*saba-bhaktera*—de todos os devotos; *ājñā nila*—pediu permissão; *yoḍa-hāta hañā*—de mãos postas; *prabhu-pada dhari'*—tomando os pés de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍe*—prostra-se; *sāhasa kariyā*—com grande coragem.", "translation": "**Mahārāja Pratāparudra era tão humilde que, de mãos postas, primeiro pediu permissão a todos os devotos. Então, com grande coragem, prostrou-se e tocou os pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/7/", "verse_text": "āṅkhi mudi' prabhu preme bhūmite śayāna\nnṛpati naipuṇye kare pāda-saṁvāhana", "devanagari": "> আঁখি মুদি’ প্রভু প্রেমে ভূমিতে শয়ান ।\n> নৃপতি নৈপুণ্যে করে পাদ-সম্বাহন ॥৭॥", "synonyms": "*āṅkhi mudi'*—de olhos fechados; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *preme*—em amor extático; *bhūmite*—no chão; *śayāna*—deitado; *nṛpati*—o rei; *naipuṇye*—com muita perícia; *kare*—realiza; *pāda-saṁvāhana*—a massagem das pernas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu estava deitado no chão, de olhos fechados em amor e emoção extáticos, e o rei, com muita perícia, começou a massagear-Lhe as pernas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/8/", "verse_text": "rāsa-līlāra śloka paḍi' karena stavana\n\"jayati te 'dhikaṁ\" adhyāya karena paṭhana", "devanagari": "> রাসলীলার শ্লোক পড়ি’ করেন স্তবন ।\n> “জয়তি তেঽধিকং” অধ্যায় করেন পঠন ॥৮॥", "synonyms": "*rāsa-līlāra*—da dança rāsa-līlā; *śloka*—versos; *paḍi'*—recitando; *karena*—oferece; *stavana*—orações; *jayati te 'dhikam*—começando com as palavras jayati te 'dhikam; *adhyāya*—capítulo; *karena*—faz; *paṭhana*—recitação.", "translation": "**O rei começou a recitar versos sobre o rāsa-līlā do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Recitou o capítulo que começa com as palavras \"jayati te 'dhikam.\"**", "purport": "Esses versos do *Śrīmad-Bhāgavatam*, Décimo Canto, Capítulo Trinta e Um, constituem o que se conhece como o Gopī-gītā."}
{"ref": "cc/madhya/14/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/9/", "verse_text": "śunite śunite prabhura santoṣa apāra\n'bala, bala' bali' prabhu bale bāra bāra", "devanagari": "> শুনিতে শুনিতে প্রভুর সন্তোষ অপার ।\n> ‘বল, বল’ বলি’ প্রভু বলে বার বার ॥৯॥", "synonyms": "*śunite śunite*—ao ouvir; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *santoṣa apāra*—grande satisfação; *bala bala*—continua recitando; *bali'*—dizendo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bale*—diz; *bāra bāra*—repetidas vezes.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu esses versos, ficou satisfeito além de todos os limites e disse repetidas vezes: \"Continua recitando, continua recitando.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/10/", "verse_text": "\"tava kathāmṛtaṁ\" śloka rājā ye paḍila\nuṭhi' premāveśe prabhu āliṅgana kaila", "devanagari": "> “তব কথামৃতং” শ্লোক রাজা যে পড়িল ।\n> উঠি’ প্রেমাবেশে প্রভু আলিঙ্গন কৈল ॥১০॥", "synonyms": "*tava kathāmṛtam*—começando com as palavras tava kathāmṛtam; *śloka*—o verso; *rājā*—o rei; *ye paḍila*—à medida que recitou; *uṭhi'*—levantando-Se; *prema-āveśe*—em amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āliṅgana kaila*—abraçou.", "translation": "**Assim que o rei recitou o verso que começa com as palavras \"tava kathāmṛtam,\" o Senhor imediatamente Se levantou em amor extático e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/11/", "verse_text": "tumi more dile bahu amūlya ratana\nmora kichu dite nāhi, diluṅ āliṅgana", "devanagari": "> তুমি মোরে দিলে বহু অমূল্য রতন ।\n> মোর কিছু দিতে নাহি, দিলুঁ আলিঙ্গন ॥১১॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *more*—a Mim; *dile*—entregaste; *bahu*—vários; *amūlya*—incalculáveis; *ratana*—joias; *mora*—de Mim; *kichu*—algo; *dite*—dar; *nāhi*—não há; *diluṅ*—dou; *āliṅgana*—abraço.", "translation": "**Ao ouvir os versos recitados pelo rei, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Tu Me deste joias inestimáveis, mas nada tenho para dar-te em troca. Por isso, estou simplesmente te abraçando.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/12/", "verse_text": "eta bali' sei śloka paḍe bāra bāra\ndui-janāra aṅge kampa, netre jala-dhāra", "devanagari": "> এত বলি’ সেই শ্লোক পড়ে বার বার ।\n> দুইজনার অঙ্গে কম্প, নেত্রে জলধার ॥১২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *sei śloka*—aquele verso; *paḍe*—recita; *bāra bāra*—repetidas vezes; *dui-janāra*—de ambos (Śrī Caitanya Mahāprabhu e o rei Pratāparudra); *aṅge*—nos corpos; *kampa*—tremor; *netre*—nos olhos; *jala-dhāra*—fluxo de água.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a recitar o mesmo verso repetidas vezes. Tanto o rei como Śrī Caitanya Mahāprabhu tremiam, e lágrimas fluíam de seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/13/", "verse_text": "tava kathāmṛtaṁ tapta-jīvanaṁ\nkavibhir īḍitaṁ kalmaṣāpaham\nśravaṇa-maṅgalaṁ śrīmad-ātataṁ\nbhuvi gṛṇanti ye bhūridā janāḥ", "devanagari": "> তব কথামৃতং তপ্তজীবনং, কবিভিরীড়িতং কল্মষাপহম্ ।\n> শ্রবণমঙ্গলং শ্রীমদাততং, ভুবি গৃণন্তি যে ভূরিদা জনাঃ ॥১৩॥", "synonyms": "*tava*—Teu; *kathā-amṛtam*—o néctar das palavras; *tapta-jīvanam*—vida para as pessoas muito atribuladas no mundo material; *kavibhiḥ*—por personalidades grandemente exaltadas; *īḍitam*—descrito; *kalmaṣa-apaham*—aquilo que afasta toda espécie de reação pecaminosa; *śravaṇa-maṅgalam*—conferindo todo benefício espiritual a quem quer que ouça; *śrī-mat*—pleno de todo poder espiritual; *ātatam*—difundido por todo o mundo; *bhuvi*—no mundo material; *gṛṇanti*—cantam e difundem; *ye*—aqueles que; *bhūri-dāḥ*—os mais beneficentes; *janāḥ*—pessoas.", "translation": "**\"Meu Senhor, o néctar de Tuas palavras e as descrições de Tuas atividades são a vida e a alma daqueles que estão sempre atribulados neste mundo material. Essas narrações são transmitidas por personalidades exaltadas, e elas erradicam todas as reações pecaminosas. Quem quer que ouça essas narrações alcança toda boa fortuna. Essas narrações são difundidas por todo o mundo e estão repletas de poder espiritual. Aqueles que difundem a mensagem de Deus são, certamente, os mais magnânimos benfeitores.\"**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.31.9)."}
{"ref": "cc/madhya/14/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/14/", "verse_text": "'bhūridā' 'bhūridā' bali' kare āliṅgana\niṅho nāhi jāne,-ihoṅ haya kon jana", "devanagari": "> ‘ভূরিদা’ ‘ভূরিদা’ বলি’ করে আলিঙ্গন ।\n> ইঁহো নাহি জানে, ইহোঁ হয় কোন্ জন ॥১৪॥", "synonyms": "*bhūri-dā*—o mais magnânimo; *bhūri-dā*—o mais magnânimo; *bali'*—clamando; *kare*—faz; *āliṅgana*—abraço; *iṅho*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāhi jāne*—não sabe; *ihoṅ*—Pratāparudra Mahārāja; *haya*—é; *kon jana*—quem.", "translation": "**Após ouvir a recitação deste verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente abraçou o recitador, o rei Pratāparudra, e clamou: \"Tu és o mais magnânimo! Tu és o mais magnânimo!\" Nesse momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu nem sequer sabia quem era o rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/15/", "verse_text": "pūrva-sevā dekhi' tāṅre kṛpā upajila\nanusandhāna vinā kṛpā-prasāda karila", "devanagari": "> পূর্ব-সেবা দেখি’ তাঁরে কৃপা উপজিল ।\n> অনুসন্ধান বিনা কৃপা-প্রসাদ করিল ॥১৫॥", "synonyms": "*pūrva-sevā*—serviço anterior; *dekhi'*—vendo; *tāṅre*—a ele; *kṛpā*—misericórdia; *upajila*—despertou; *anusandhāna*—investigação; *vinā*—sem; *kṛpā*—de misericórdia; *prasāda*—a graça; *karila*—concedeu.", "translation": "**A misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu despertou-se em razão do serviço anterior do rei. Por isso, sem ao menos perguntar quem ele era, o Senhor imediatamente lhe concedeu Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/16/", "verse_text": "ei dekha,-caitanyera kṛpā-mahābala\ntāra anusandhāna vinā karāya saphala", "devanagari": "> এই দেখ, — চৈতন্যের কৃপা-মহাবল ৷\n> তার অনুসন্ধান বিনা করায় সফল ॥১৬॥", "synonyms": "*ei*—isto; *dekha*—vede; *caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā-mahā-bala*—quão grandemente poderosa é a misericórdia; *tāra anusandhāna*—indagar a respeito dele; *vinā*—sem; *karāya*—Ele faz; *sa-phala*—bem-sucedido.", "translation": "**Quão poderosa é a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu! Sem ao menos indagar a respeito do rei, o Senhor fez com que tudo fosse bem-sucedido.**", "purport": "A misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu é tão poderosa que age automaticamente. Se uma pessoa presta amoroso serviço a Kṛṣṇa, isso jamais é em vão. Fica registrado numa conta espiritual e, no momento oportuno, frutificará. Isso é confirmado pelo *Bhagavad-gītā* [[bg/2/40|(Bg. 2.40)]]. *Svalpam apy asya dharmasya trāyate mahato bhayāt:* \"Nesse esforço não há perda nem diminuição, e um pequeno avanço nesse caminho pode proteger alguém do tipo mais perigoso de medo.\"\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu concedeu especialmente a todas as almas caídas nesta era o método mais potente de serviço devocional, e todo aquele que o adota pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu é elevado imediatamente à posição transcendental. O *Śrīmad-Bhāgavatam* recomenda: *yajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair yajanti hi su-medhasaḥ* (*Bhāg.* 11.5.32).\n\nUm estudante da consciência de Kṛṣṇa deve receber a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; assim, seu serviço devocional progredirá rapidamente. Foi o que ocorreu com o Rei Pratāparudra. É preciso ser notado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, e um pequeno serviço com esforços sinceros convencerá o Senhor de que alguém é um candidato adequado para retornar ao lar, de volta ao Supremo. Mahārāja Pratāparudra não teve a oportunidade de se encontrar com Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas quando o Senhor viu que o Rei servia ao Senhor Jagannātha como um humilde varredor, a misericórdia do Senhor para com o Rei tornou-se um fato concreto. Quando Mahārāja Pratāparudra, vestido de vaiṣṇava, servia ao Senhor, o Senhor não chegou sequer a perguntar quem era ele. Ao contrário, teve compaixão dele e começou a abraçá-lo.\n\nKṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī quer apontar que nada se poderia comparar à misericórdia do Senhor para com Mahārāja Pratāparudra; por isso, usa a palavra *dekha* (\"simplesmente veja\") e *caitanyera kṛpā-mahābala* (\"quão poderosa é a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu\"). Isso também é confirmado por Prabodhānanda Sarasvatī: *yat-kāruṇya-kaṭākṣa-vaibhava-vatām* (*Caitanya-candrāmṛta* 5). Até um pouco da misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu serve de grande patrimônio para o avanço espiritual. Em consequência, o movimento para a consciência de Kṛṣṇa deve ser difundido pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando Rūpa Gosvāmī experimentou a misericórdia e a magnanimidade de Śrī Caitanya Mahāprabhu, disse:\n\nnama mahā-vadānyāya\n> kṛṣṇa-prema-pradāya te\n> kṛṣṇāya kṛṣṇa-caitanya-\n> nāmne gaura-tviṣe namaḥ\n\n\"Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Supremo Śrī Kṛṣṇa Caitanya, que é mais magnânimo do que qualquer outro *avatāra,* até mesmo Kṛṣṇa Ele próprio, porque está concedendo livremente o que ninguém jamais deu — o amor puro a Kṛṣṇa.\" Śrīla Locana dāsa Ṭhākura também cantou: *parama karuṇa, pahuṅ dui jana, nitāi-gaura-candra:* \"Os dois irmãos Nitāi e Gaura são tão bondosos que ninguém se lhes pode comparar.\" De modo semelhante, Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura cantou:\n\n> vrajendra-nandana yei,     śacī-suta haila sei,\n> balarāma haila nitāi,\n> dīna-hīna yata chila,     hari-nāme uddhārila,\n> tā'ra sākṣī jagāi-mādhāi\n\nA missão especial de Śrī Caitanya Mahāprabhu é a libertação de todas as almas caídas no Kali-yuga. Os devotos de Kṛṣṇa devem buscar persistentemente o favor e a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu para se tornarem aptos a retornar ao lar, de volta ao Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/14/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/17/", "verse_text": "prabhu bale,-ke tumi, karilā mora hita?\n\nācambite āsi' piyāo kṛṣṇa-līlāmṛta?", "devanagari": "> প্রভু বলে, — কে তুমি, করিলা মোর হিত ?\n> আচম্বিতে আসি’ পিয়াও কৃষ্ণলীলামৃত ? ॥ ১৭ ॥", "synonyms": "*prabhu bale*—o Senhor disse; *ke tumi*—quem és tu; *karilā*—realizaste; *mora*—Meu; *hita*—bem-estar; *ācambite*—de repente; *āsi'*—vindo; *piyāo*—fazes-Me beber; *kṛṣṇa-līlā-amṛta*—o néctar dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Por fim, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Quem és tu? Fizeste tanto por Mim. De repente vieste até aqui e Me fizeste beber o néctar dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/18/", "verse_text": "rājā kahe,-āmi tomāra dāsera anudāsa\n\nbhṛtyera bhṛtya kara,-ei mora āśa", "devanagari": "> রাজা কহে, — আমি তোমার দাসের অনুদাস ।\n> ভৃত্যের ভৃত্য কর, — এই মোর আশ ॥১৮॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *āmi*—eu; *tomāra*—Teu; *dāsera anudāsa*—o mais obediente servo de Teu servo; *bhṛtyera bhṛtya*—servo do servo; *kara*—faze (de mim); *ei*—este; *mora āśa*—meu desejo.", "translation": "**O rei respondeu: \"Meu Senhor, sou o mais obediente servo de Teus servos. É minha ambição que me aceites como o servo de Teus servos.\"**", "purport": "A maior conquista para um devoto é tornar-se servo dos servos. Na verdade, ninguém deve desejar tornar-se servo direto do Senhor. Essa não é uma ideia muito boa. Quando Nṛsiṁhadeva ofereceu uma bênção a Prahlāda Mahārāja, Prahlāda rejeitou todo tipo de bênção material, mas orou para tornar-se servo do servo do Senhor. Quando Kuvera, o tesoureiro dos semideuses, ofereceu uma bênção a Dhruva Mahārāja, Dhruva poderia ter pedido opulência material ilimitada, mas simplesmente pediu a bênção de tornar-se servo dos servos do Senhor. Kholāvecā Śrīdhara era um homem muito pobre, mas, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu quis conceder-lhe uma bênção, ele também orou ao Senhor para que lhe fosse permitido permanecer servo dos servos do Senhor. A conclusão é que ser servo dos servos da Suprema Personalidade de Deus é a mais elevada bênção que se pode desejar."}
{"ref": "cc/madhya/14/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/19/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre aiśvarya dekhāila\n\n'kāreha nā kahibe' ei niṣedha karila", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে ঐশ্বর্য দেখাইল ।\n> ‘কারেহ না কহিবে’ এই নিষেধ করিল ॥১৯॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—ao rei; *aiśvarya*—poder divino; *dekhāila*—mostrou; *kāreha nā kahibe*—não fales a ninguém; *ei*—isto; *niṣedha karila*—proibiu.", "translation": "**Naquele momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou ao rei algumas de Suas opulências divinas e proibiu-o de revelar isso a alguém.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/20/", "verse_text": "'rājā'-hena jñāna kabhu nā kaila prakāśa\n\nantare sakala jānena, bāhire udāsa", "devanagari": "> ‘রাজা’ — হেন জ্ঞান কভু না কৈল প্রকাশ ।\n> অন্তরে সকল জানেন, বাহিরে উদাস ॥২০॥", "synonyms": "*rājā*—o rei; *hena jñāna*—tal conhecimento; *kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *kaila prakāśa*—manifestou; *antare*—dentro do coração; *sakala*—tudo; *jānena*—sabe; *bāhire*—externamente; *udāsa*—indiferente.", "translation": "**Embora dentro de Seu coração Caitanya Mahāprabhu soubesse tudo o que estava acontecendo, externamente Ele não o revelou. Tampouco revelou que sabia estar falando com o rei Pratāparudra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/21/", "verse_text": "pratāparudrera bhāgya dekhi' bhakta-gaṇe\n\nrājāre praśaṁse sabe ānandita-mane", "devanagari": "> প্রতাপরুদ্রের ভাগ্য দেখি’ ভক্তগণে ।\n> রাজারে প্রশংসে সবে আনন্দিত-মনে ॥২১॥", "synonyms": "*pratāparudrera*—do rei Pratāparudra; *bhāgya*—a fortuna; *dekhi'*—vendo; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *rājāre*—o rei; *praśaṁse*—louvaram; *sabe*—todos; *ānandita-mane*—com mentes bem-aventuradas.", "translation": "**Vendo a misericórdia especial do Senhor sobre o rei Pratāparudra, os devotos louvaram a fortuna do rei, e suas mentes tornaram-se abertas e bem-aventuradas.**", "purport": "Esta é uma característica do vaiṣṇava. Ele nunca sente inveja se alguém recebe a misericórdia e a força de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Um vaiṣṇava puro fica muito feliz ao ver uma pessoa elevada no serviço devocional. Infelizmente, há muitos supostos vaiṣṇavas que sentem inveja ao ver alguém de fato reconhecido por Śrī Caitanya Mahāprabhu. É um fato que ninguém pode pregar a mensagem de Caitanya Mahāprabhu sem receber a misericórdia especial do Senhor. Isso é conhecido por todo vaiṣṇava, contudo há algumas pessoas invejosas que não podem tolerar a expansão deste movimento da consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo. Elas encontram defeitos num pregador devoto puro e não o louvam pelo excelente serviço que ele presta ao cumprir a missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/14/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/22/", "verse_text": "daṇḍavat kari' rājā bāhire calilā\n\nyoḍa hasta kari' saba bhaktere vandilā", "devanagari": "> দণ্ডবৎ করি’ রাজা বাহিরে চলিলা ।\n> যোড় হস্ত করি’ সব ভক্তেরে বন্দিলা ॥২২॥", "synonyms": "*daṇḍavat kari'*—oferecendo reverências; *rājā*—o rei; *bāhire*—para fora; *calilā*—partiu; *yoḍa*—postas; *hasta*—mãos; *kari'*—fazendo; *saba*—todos; *bhaktere*—aos devotos; *vandilā*—ofereceu orações.", "translation": "**Oferecendo orações aos devotos de maneira submissa, com as mãos postas, e oferecendo reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, o rei foi para fora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/23/", "verse_text": "madhyāhna karilā prabhu lañā bhakta-gaṇa\n\nvāṇīnātha prasāda lañā kaila āgamana", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিলা প্রভু লঞা ভক্তগণ ।\n> বাণীনাথ প্রসাদ লঞা কৈল আগমন ॥২৩॥", "synonyms": "*madhyāhna karilā*—almoçou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—acompanhado por; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *vāṇīnātha*—Vāṇīnātha; *prasāda lañā*—levando todo tipo de restos do alimento de Jagannātha; *kaila*—fez; *āgamana*—chegada.", "translation": "**Depois disso, Vāṇīnātha Rāya trouxe todo tipo de prasāda, e Śrī Caitanya Mahāprabhu almoçou com os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/24/", "verse_text": "sārvabhauma-rāmānanda-vāṇīnāthe diyā\n\nprasāda pāṭhā'la rājā bahuta kariyā", "devanagari": "> সার্বভৌম-রামানন্দ-বাণীনাথে দিয়া ।\n> প্রসাদ পাঠা’ল রাজা বহুত করিয়া ॥২৪॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *vāṇīnāthe diyā*—através de Vāṇīnātha Rāya; *prasāda*—prasāda; *pāṭhā'la*—havia enviado; *rājā*—o rei; *bahuta kariyā*—em grande quantidade.", "translation": "**O rei também enviou grande quantidade de prasāda através de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Rāmānanda Rāya e Vāṇīnātha Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/25/", "verse_text": "'balagaṇḍi bhoge'ra prasāda-uttama, ananta\n\n'ni-sakaḍi' prasāda āila, yāra nāhi anta", "devanagari": "> ‘বলগণ্ডি ভোগে’র প্রসাদ — উত্তম, অনন্ত ।\n> ‘নি-সকড়ি’ প্রসাদ আইল, যার নাহি অন্ত ॥২৫॥", "synonyms": "*balagaṇḍi bhogera*—do alimento oferecido em Balagaṇḍi; *prasāda*—restos; *uttama*—todos da mais elevada qualidade; *ananta*—de todas as variedades; *ni-sakaḍi*—alimento não cozido, como derivados do leite e frutas; *prasāda*—restos de alimento; *āila*—chegou; *yāra*—do qual; *nāhi*—não há; *anta*—fim.", "translation": "**O prasāda enviado pelo rei havia sido oferecido no festival de Balagaṇḍi e incluía derivados do leite não cozidos e frutas. Tudo era da mais fina qualidade, e não havia fim para a variedade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/26/", "verse_text": "chānā, pānā, paiḍa, āmra, nārikela, kāṅṭhāla\n\nnānā-vidha kadalaka, āra bīja-tāla", "devanagari": "> ছানা, পানা, পৈড়, আম্র, নারিকেল, কাঁঠাল ।\n> নানাবিধ কদলক, আর বীজ-তাল ॥২৬॥", "synonyms": "*chānā*—coalhada; *pānā*—suco de fruta; *paiḍa*—coco; *āmra*—manga; *nārikela*—coco seco; *kāṅṭhāla*—jaca; *nānā-vidha*—vários tipos de; *kadalaka*—bananas; *āra*—e; *bīja-tāla*—sementes do fruto da palmeira.", "translation": "**Havia coalhada, suco de fruta, coco, manga, coco seco, jaca, vários tipos de bananas e sementes do fruto da palmeira.**", "purport": "Esta é a primeira lista de prasāda oferecido ao Senhor Jagannātha."}
{"ref": "cc/madhya/14/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/27/", "verse_text": "nāraṅga, cholaṅga, ṭābā, kamalā, bīja-pūra\n\nbādāma, chohārā, drākṣā, piṇḍa-kharjura", "devanagari": "> নারঙ্গ, ছোলঙ্গ, টাবা, কমলা, বীজপূর ।\n> বাদাম, ছোহারা, দ্রাক্ষা, পিণ্ডখর্জুর ॥২৭॥", "synonyms": "*nāraṅga*—laranjas; *cholaṅga*—toranjas; *ṭābā*—outro tipo de laranja; *kamalā*—tangerinas; *bīja-pūra*—outro tipo de tangerina; *bādāma*—amêndoas; *chohārā*—fruta seca; *drākṣā*—uvas-passas; *piṇḍa-kharjura*—tâmaras.", "translation": "**Havia também laranjas, toranjas, tangerinas, amêndoas, fruta seca, uvas-passas e tâmaras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/28/", "verse_text": "manoharā-lāḍu ādi śateka prakāra\n\namṛta-guṭikā-ādi, kṣīrasā apāra", "devanagari": "> মনোহরা-লাড়ু আদি শতেক প্রকার ।\n> অমৃতগুটিকা-আদি, ক্ষীরসা অপার ॥২৮॥", "synonyms": "*manoharā-lāḍu*—um tipo de sandeśa; *ādi*—e outros; *śateka prakāra*—centenas de variedades; *amṛta-guṭikā*—doces redondos; *ādi*—e outros; *kṣīrasā*—leite condensado; *apāra*—de várias qualidades.", "translation": "**Havia centenas de diferentes tipos de doces, como manoharā-lāḍu, doces como amṛta-guṭikā e vários tipos de leite condensado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/29/", "verse_text": "amṛta-maṇḍā, saravatī, āra kumḍā-kurī\n\nsarāmṛta, sarabhājā, āra sarapurī", "devanagari": "> অমৃতমণ্ডা, সরবতী, আর কুম্ড়া-কুরী ।\n> সরামৃত, সরভাজা, আর সরপুরী ॥২৯॥", "synonyms": "*amṛta-maṇḍā*—uma variedade de mamão; *saravatī*—um tipo de laranja; *āra*—e; *kumḍā-kurī*—abóbora triturada; *sarāmṛta*—creme; *sara-bhājā*—creme frito; *āra*—e; *sara-purī*—um tipo de purī feito com creme.", "translation": "**Havia também mamões e saravatī, um tipo de laranja, e também abóbora triturada. Havia ainda creme comum, creme frito e um tipo de purī feito com creme.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/30/", "verse_text": "hari-vallabha, seṅoti, karpūra, mālatī\n\nḍālimā marica-lāḍu, navāta, amṛti", "devanagari": "> হরিবল্লভ, সেঁওতি, কর্পূর, মালতী ।\n> ডালিমা মরিচ-লাড়ু, নবাত, অমৃতি ॥৩০॥", "synonyms": "*hari-vallabha*—um doce como pão frito em ghee (como uma rosquinha); *seṅoti*—um doce feito de um tipo de flor perfumada; *karpūra*—uma flor; *mālatī*—outra flor; *ḍālimā*—romã; *marica-lāḍu*—um doce feito com pimenta-do-reino; *navāta*—outro tipo de doce, feito com açúcar fundido; *amṛti*—uma preparação geralmente chamada amṛti-jilipi, feita com farinha de arroz e farinha de grão-de-bico, misturada com iogurte, frita em ghee e imersa em água açucarada.", "translation": "**Havia também doces como hari-vallabha e doces feitos de flores seṅoti, flores karpūra e flores mālatī. Havia romãs, doces feitos com pimenta-do-reino, doces feitos com açúcar fundido e amṛti-jilipi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/31/", "verse_text": "padmacini, candrakānti, khājā, khaṇḍasāra\n\nviyari, kadmā, tilākhājāra prakāra", "devanagari": "> পদ্মচিনি, চন্দ্রকান্তি, খাজা, খণ্ডসার ।\n> বিয়রি, কদ্মা, তিলাখাজার প্রকার ॥৩১॥", "synonyms": "*padma-cini*—açúcar obtido de flores de lótus; *candra-kānti*—um tipo de pão feito de urad dhal; *khājā*—um doce crocante; *khaṇḍa-sāra*—rebuçado de açúcar; *viyari*—um doce feito de arroz frito; *kadmā*—um doce feito de sementes de gergelim; *tilākhājāra*—biscoitos feitos de sementes de gergelim; *prakāra*—todas as variedades.", "translation": "**Havia açúcar de flor de lótus, um tipo de pão feito de urad dhal, doces crocantes, rebuçado de açúcar, doces de arroz frito, doces de sementes de gergelim e biscoitos feitos de sementes de gergelim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/32/", "verse_text": "nāraṅga-cholaṅga-āmra-vṛkṣera ākāra\n\nphula-phala-patra-yukta khaṇḍera vikāra", "devanagari": "> নারঙ্গ-ছোলঙ্গ-আম্র-বৃক্ষের আকার ।\n> ফুল-ফল-পত্রযুক্ত খণ্ডের বিকার ॥৩২॥", "synonyms": "*nāraṅga-cholaṅga-āmra-vṛkṣera ākāra*—doces na forma de variedades de laranjas, limões e mangas; *phula-phala-patra-yukta*—enfeitados com frutas, flores e folhas; *khaṇḍera vikāra*—feitos de rebuçado de açúcar.", "translation": "**Havia doces feitos de rebuçado de cana-de-açúcar na forma de laranjas, limões e mangas, juntamente com frutas, flores e folhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/33/", "verse_text": "dadhi, dugdha, nanī, takra, rasālā, śikhariṇī\n\nsa-lavaṇa mudgāṅkura, ādā khāni khāni", "devanagari": "> দধি, দুগ্ধ, ননী, তক্র, রসালা, শিখরিণী ।\n> স-লবণ মুদগাঙ্কুর, আদা খানি খানি ॥৩৩॥", "synonyms": "*dadhi*—iogurte; *dugdha*—leite; *nanī*—manteiga; *takra*—leitelho; *rasālā*—suco de fruta; *śikhariṇī*—uma preparação feita de iogurte frito e rebuçado de açúcar; *sa-lavaṇa*—salgados; *mudga-aṅkura*—brotos de mung dhal; *ādā*—gengibre; *khāni khāni*—cortado em pedaços.", "translation": "**Havia iogurte, leite, manteiga, leitelho, suco de fruta, uma preparação feita de iogurte frito e rebuçado de açúcar, e brotos salgados de mung dhal com gengibre ralado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/34/", "verse_text": "lembu-kula-ādi nānā-prakāra ācāra\n\nlikhite nā pāri prasāda kateka prakāra", "devanagari": "> লেম্বু-কুল-আদি নানা-প্রকার আচার ।\n> লিখিতে না পারি প্রসাদ কতেক প্রকার ॥৩৪॥", "synonyms": "*lembu*—limão; *kula*—frutos silvestres; *ādi*—e assim por diante; *nānā-prakāra*—variedades de; *ācāra*—picles; *likhite*—escrever; *nā*—não; *pāri*—sou capaz; *prasāda*—alimento oferecido a Jagannātha; *kateka prakāra*—quantas variedades.", "translation": "**Havia também vários tipos de picles – picles de limão, picles de frutos silvestres e assim por diante. De fato, não sou capaz de descrever a variedade de alimentos oferecidos ao Senhor Jagannātha.**", "purport": "Nos versos 26-34, o autor descreve os diversos alimentos oferecidos ao Senhor Jagannātha. Ele os descreveu na medida do possível, mas, ao final, admite sua incapacidade de descrevê-los por completo."}
{"ref": "cc/madhya/14/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/35/", "verse_text": "prasāde pūrita ha-ila ardha upavana\n\ndekhiyā santoṣa haila mahāprabhura mana", "devanagari": "> প্রসাদে পূরিত হইল অর্ধ উপবন ।\n> দেখিয়া সন্তোষ হৈল মহাপ্রভুর মন ॥৩৫॥", "synonyms": "*prasāde*—com todo o prasāda; *pūrita ha-ila*—ficou cheio; *ardha upavana*—metade do jardim; *dekhiyā*—vendo; *santoṣa*—satisfação; *haila*—houve; *mahāprabhura mana*—na mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu metade do jardim cheia com uma variedade de prasāda, Ele ficou muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/36/", "verse_text": "ei-mata jagannātha karena bhojana\n\nei sukhe mahāprabhura juḍāya nayana", "devanagari": "> এইমত জগন্নাথ করেন ভোজন ।\n> এই সুখে মহাপ্রভুর জুড়ায় নয়ন ॥৩৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *karena bhojana*—aceita Seu alimento; *ei sukhe*—nesta felicidade; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *juḍāya*—ficam plenamente satisfeitos; *nayana*—os olhos.", "translation": "**De fato, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficava plenamente satisfeito apenas por ver como o Senhor Jagannātha aceitava todo o alimento.**", "purport": "Seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, um vaiṣṇava deve ficar plenamente satisfeito simplesmente por ver uma variedade de alimentos oferecida à Deidade de Jagannātha ou de Rādhā-Kṛṣṇa. Um vaiṣṇava não deve ansiar por uma variedade de alimentos em seu próprio benefício; pelo contrário, sua satisfação está em ver vários alimentos sendo oferecidos à Deidade. Em seu Gurv-aṣṭaka, Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura escreve:\n\ncatur-vidha-śrī-bhagavat-prasāda-\n\nsvādv-anna-tṛptān hari-bhakta-saṅghān\n\nkṛtvaiva tṛptiṁ bhajataḥ sadaiva\n\nvande guroḥ śrī-caraṇāravindam\n\n\"O mestre espiritual está sempre oferecendo a Kṛṣṇa quatro tipos de alimentos deliciosos [analisados como aquilo que se lambe, se mastiga, se bebe e se chupa]. Quando o mestre espiritual vê que os devotos estão satisfeitos por comer bhagavat-prasāda, ele fica satisfeito. Ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de lótus de tal mestre espiritual.\"\n\nO dever do mestre espiritual é ocupar seus discípulos no preparo de variedades de bom alimento para oferecer à Deidade. Depois de oferecido, este alimento é distribuído como prasāda aos devotos. Tais atividades satisfazem o mestre espiritual, embora ele próprio não coma nem necessite de semelhante variedade de prasāda. Ao zelar pela oferenda e pela distribuição de prasāda, ele próprio se sente estimulado no serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/14/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/37/", "verse_text": "keyā-patra-droṇī āila bojhā pāṅca-sāta\n\neka eka jane daśa donā dila,-eta pāta", "devanagari": "> কেয়াপত্র-দ্রোণী আইল বোঝা পাঁচ-সাত ।\n> এক এক জনে দশ দোনা দিল, — এত পাত ॥৩৭॥", "synonyms": "*keyā-patra-droṇī*—pratos feitos de folhas da árvore ketakī; *āila*—chegaram; *bojhā*—em fardos; *pāṅca-sāta*—cinco ou sete; *eka eka jane*—a cada homem; *daśa donā dila*—dez desses pratos foram dados; *eta pāta*—tantos pratos.", "translation": "**Chegaram então cinco ou sete fardos de pratos feitos das folhas da árvore ketakī. A cada homem forneceram-se dez desses pratos, e dessa maneira os pratos foram servidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/38/", "verse_text": "kīrtanīyāra pariśrama jāni' gaurarāya\n\ntāṅ-sabāre khāoyāite prabhura mana dhāya", "devanagari": "> কীর্তনীয়ার পরিশ্রম জানি’ গৌররায় ।\n> তাঁ-সবারে খাওয়াইতে প্রভুর মন ধায় ॥৩৮॥", "synonyms": "*kīrtanīyāra*—de todos os cantores; *pariśrama*—trabalho; *jāni'*—conhecendo; *gaurarāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅ-sabāre*—a todos eles; *khāoyāite*—alimentar; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana dhāya*—a mente estava muito ávida.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu compreendia o trabalho de todos os cantores de kīrtana; por isso, estava muito ávido por alimentá-los fartamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/39/", "verse_text": "pāṅti pāṅti kari' bhakta-gaṇe vasāilā\n\npariveśana karibāre āpane lāgilā", "devanagari": "> পাঁতি পাঁতি করি’ ভক্তগণে বসাইলা ।\n> পরিবেশন করিবারে আপনে লাগিলা ॥৩৯॥", "synonyms": "*pāṅti pāṅti kari'*—em diferentes fileiras; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *vasāilā*—fez sentar; *pariveśana*—distribuição; *karibāre*—fazer; *āpane*—pessoalmente; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Todos os devotos sentaram-se em fileiras, e Śrī Caitanya Mahāprabhu pessoalmente começou a distribuir o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/40/", "verse_text": "prabhu nā khāile, keha nā kare bhojana\n\nsvarupa-gosāñi tabe kaila nivedana", "devanagari": "> প্রভু না খাইলে, কেহ না করে ভোজন ।\n> স্বরূপ-গোসাঞি তবে কৈল নিবেদন ॥৪০॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā khāile*—sem comer; *keha*—alguém; *nā*—não; *kare bhojana*—aceita o prasāda; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tabe*—naquele momento; *kaila nivedana*—submeteu.", "translation": "**Contudo, os devotos não podiam aceitar o prasāda enquanto Caitanya Mahāprabhu não o aceitasse. Foi Svarūpa Gosvāmī quem informou disto ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/41/", "verse_text": "āpane vaisa, prabhu, bhojana karite\n\ntumi nā khāile, keha nā pāre khāite", "devanagari": "> আপনে বৈস, প্রভু, ভোজন করিতে ।\n> তুমি না খাইলে, কেহ না পারে খাইতে ॥৪১॥", "synonyms": "*āpane vaisa*—Tu mesmo senta-Te; *prabhu*—meu Senhor; *bhojana karite*—comer; *tumi nā khāile*—sem que comas; *keha*—ninguém; *nā pāre*—é capaz; *khāite*—comer.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse: \"Meu Senhor, terias a bondade de sentar-Te? Ninguém comerá enquanto não o fizeres.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/42/", "verse_text": "tabe mahāprabhu vaise nija-gaṇa lañā\n\nbhojana karāila sabāke ākaṇṭha pūriyā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু বৈসে নিজগণ লঞা ।\n> ভোজন করাইল সবাকে আকণ্ঠ পূরিয়া ॥৪২॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaise*—senta-Se; *nija-gaṇa lañā*—com Seus associados pessoais; *bhojana karāila*—alimentou; *sabāke*—a todos eles; *ākaṇṭha pūriyā*—enchendo até o pescoço.", "translation": "**Naquele momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-Se com Seus associados pessoais e alimentou cada um deles muito fartamente, até que ficaram cheios até o pescoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/43/", "verse_text": "bhojana kari' vasilā prabhu kari' ācamana\n\nprasāda ubarila, khāya sahasreka jana", "devanagari": "> ভোজন করি’ বসিলা প্রভু করি’ আচমন ।\n> প্রসাদ উবরিল, খায় সহস্রেক জন ॥৪৩॥", "synonyms": "*bhojana kari'*—após comer; *vasilā prabhu*—o Senhor sentou-Se; *kari'*—terminando; *ācamana*—lavar a boca; *prasāda*—restos de alimento; *ubarila*—havia tamanho excesso; *khāya*—comeram; *sahasreka jana*—milhares de homens.", "translation": "**Após terminar, o Senhor lavou a boca e sentou-Se. Havia tanto prasāda em excesso que foi distribuído a milhares de pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/44/", "verse_text": "prabhura ājñāya govinda dīna-hīna jane\n\nduḥkhī kāṅgāla āni' karāya bhojane", "devanagari": "> প্রভুর আজ্ঞায় গোবিন্দ দীন-হীন জনে ।\n> দুঃখী কাঙ্গাল আনি’ করায় ভোজনে ॥৪৪॥", "synonyms": "*prabhura ājñāya*—sob a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *govinda*—Seu servo pessoal; *dīna-hīna jane*—a todos os homens pobres; *duḥkhī*—infelizes; *kāṅgāla*—mendigos; *āni'*—convidando; *karāya bhojane*—alimentou fartamente.", "translation": "**Seguindo as ordens de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Govinda, Seu servo pessoal, chamou todos os pobres mendigos, que eram infelizes devido à sua pobreza, e alimentou-os fartamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/45/", "verse_text": "kāṅgālera bhojana-raṅga dekhe gaurahari\n\n'hari-bola' bali' tāre upadeśa kari", "devanagari": "> কাঙ্গালের ভোজন-রঙ্গ দেখে গৌরহরি ।\n> ‘হরিবোল’ বলি’ তারে উপদেশ করি ॥৪৫॥", "synonyms": "*kāṅgālera*—dos mendigos; *bhojana-raṅga*—processo de comer; *dekhe*—vê; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hari-bola bali'*—cantando \"Hari bol\"; *tāre*—a eles; *upadeśa kari*—instrui.", "translation": "**Observando os mendigos comerem prasāda, Śrī Caitanya Mahāprabhu cantou: \"Hari bol!\" e instruiu-os a cantar o santo nome.**", "purport": "Numa canção, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura canta:\n\nmiche māyāra vaśe, yāccha bhese',\n\nkhāccha hābuḍubu, bhāi\n\njīva kṛṣṇa-dāsa, e viśvāsa,\n\nka'rle ta' āra duḥkha nāi\n\n\"Todos são cativados pelas ondas do oceano da ignorância, mas, se todos aceitassem imediatamente o Senhor Śrī Kṛṣṇa como seu mestre eterno, não haveria possibilidade de serem arrastados pelas ondas da ilusão. Então, todos os sofrimentos cessariam.\" Kṛṣṇa conduz o mundo material sob os três modos da natureza material e, em consequência, há três plataformas de vida – superior, média e inferior. Em qualquer plataforma em que alguém se situe, ela é lançada de um lado para outro pelas ondas da natureza material. Alguém pode ser rico, alguém pode ser de classe média e alguém pode ser um pobre mendigo – não importa. Enquanto estiver sob o feitiço dos três modos da natureza material, deverá continuar a experimentar essas divisões.\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu, portanto, aconselhou os mendigos a cantarem \"Hari bol!\" enquanto tomavam prasāda. Cantar significa aceitar-se como o servo eterno de Kṛṣṇa. Esta é a única solução, independentemente da posição social. Todos estão sofrendo sob o feitiço da māyā; por isso, o melhor caminho é aprender a sair das garras da māyā. Este é o veredito do *Bhagavad-gītā* (14.26):\n\nmāṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\n\nbhakti-yogena sevate\n\nsa guṇān samatītyaitān\n\nbrahma-bhūyāya kalpate\n\n\"Aquele que se ocupa em pleno serviço devocional, que não cai em circunstância alguma, transcende de imediato os modos da natureza material e, assim, chega ao nível do Brahman.\"\n\nA pessoa pode superar o feitiço da māyā e alcançar a plataforma transcendental ao concordar em ocupar-se no serviço devocional do Senhor. O serviço devocional começa com śravaṇaṁ kīrtanam; por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou os mendigos a cantarem o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa para a elevação à posição transcendental. Na plataforma transcendental, não há distinção entre os ricos, a classe média e os pobres."}
{"ref": "cc/madhya/14/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/46/", "verse_text": "'hari-bola' bali' kāṅgāla preme bhāsi' yāya\n\naichana adbhuta līlā kare gaurarāya", "devanagari": "> ‘হরিবোল’ বলি’ কাঙ্গাল প্রেমে ভাসি’ যায় ।\n> ঐছন অদ্ভুত লীলা করে গৌররায় ॥৪৬॥", "synonyms": "*hari-bola bali'*—por cantarem \"Hari bol\"; *kāṅgāla*—a camada pobre do povo; *preme*—em amor extático; *bhāsi' yāya*—começaram a flutuar; *aichana*—tais; *adbhuta*—maravilhosos; *līlā*—passatempos; *kare*—realiza; *gaurarāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Tão logo os mendigos cantaram o santo nome, \"Hari bol\", ficaram imediatamente absortos em amor extático a Deus. Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu realizou passatempos maravilhosos.**", "purport": "Sentir a emoção do amor extático a Deus é estar na plataforma transcendental. Se a pessoa puder manter-se nessa posição transcendental, ela certamente retornará ao lar, de volta ao Supremo. No mundo espiritual, não há classes superior, média ou inferior. Isso é confirmado pelo *Īśopaniṣad*, Mantra Sete:\n\nyasmin sarvāṇi bhūtāny\n\nātmaivābhūd vijānataḥ\n\ntatra ko mohaḥ kaḥ śoka\n\nekatvam anupaśyataḥ\n\n\"Aquele que sempre vê todas as entidades vivas como centelhas espirituais, em qualidade unas com o Senhor, torna-se um verdadeiro conhecedor das coisas. Que ilusão ou ansiedade, então, pode haver para ele?\""}
{"ref": "cc/madhya/14/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/47/", "verse_text": "ihāṅ jagannāthera ratha-calana-samaya\n\ngauḍa saba ratha ṭāne, āge nāhi yāya", "devanagari": "> ইহাঁ জগন্নাথের রথ-চলন-সময় ।\n> গৌড় সব রথ টানে, আগে নাহি যায় ॥৪৭॥", "synonyms": "*ihāṅ*—fora do jardim; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *ratha-calana-samaya*—no momento de puxar o carro; *gauḍa*—os trabalhadores chamados gauḍas que puxam o carro; *saba*—todos; *ratha ṭāne*—puxam o carro; *āge*—para frente; *nāhi yāya*—não vai.", "translation": "**Fora do jardim, quando chegou o momento de puxar o carro de Jagannātha, todos os trabalhadores chamados gauḍas tentaram puxá-lo, mas ele não se movia para frente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/48/", "verse_text": "ṭānite nā pāre gauḍa, ratha chāḍi' dila\n\npātra-mitra lañā rājā vyagra hañā āila", "devanagari": "> টানিতে না পারে গৌড়, রথ ছাড়ি’ দিল ।\n> পাত্র-মিত্র লঞা রাজা ব্যগ্র হঞা আইল ॥৪৮॥", "synonyms": "*ṭānite nā pāre*—não conseguiam puxar; *gauḍa*—os gauḍas; *ratha chāḍi' dila*—desistiram da tentativa; *pātra-mitra*—todos os oficiais e amigos; *lañā*—levando consigo; *rājā*—o rei; *vyagra*—em grande ansiedade; *hañā*—estando; *āila*—chegou.", "translation": "**Quando os gauḍas viram que não conseguiam mover o carro, abandonaram a tentativa. Então o rei chegou em grande ansiedade, acompanhado de seus oficiais e amigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/49/", "verse_text": "mahā-malla-gaṇe dila ratha cālāite\n\nāpane lāgilā ratha, nā pāre ṭānite", "devanagari": "> মহামল্লগণে দিল রথ চালাইতে ।\n> আপনে লাগিলা রথ, না পারে টানিতে ॥৪৯॥", "synonyms": "*mahā-malla-gaṇe*—aos grandes lutadores; *dila*—deu; *ratha*—o carro; *cālāite*—para puxar; *āpane*—pessoalmente; *lāgilā*—dedicou-se; *ratha*—o carro; *nā pāre ṭānite*—não conseguia mover.", "translation": "**O rei dispôs então que grandes lutadores tentassem puxar o carro, e o próprio rei juntou-se a eles; ainda assim, o carro não pôde ser movido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/50/", "verse_text": "vyagra hañā āne rājā matta-hātī-gaṇa\n\nratha cālāite rathe karila yojana", "devanagari": "> ব্যগ্র হঞা আনে রাজা মত্ত-হাতীগণ ।\n> রথ চালাইতে রথে করিল যোজন ॥৫০॥", "synonyms": "*vyagra hañā*—com avidez; *āne*—traz; *rājā*—o rei; *matta-hātī-gaṇa*—elefantes muito fortes; *ratha cālāite*—para fazer o carro mover-se; *rathe*—ao carro; *karila yojana*—atrelou.", "translation": "**Tornando-se ainda mais ávido por mover o carro, o rei mandou trazer elefantes muito fortes e atrelá-los a ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/51/", "verse_text": "matta-hasti-gaṇa ṭāne yāra yata bala\n\neka pada nā cale ratha, ha-ila acala", "devanagari": "> মত্ত-হস্তিগণ টানে যার যত বল ।\n> এক পদ না চলে রথ, হইল অচল ॥৫১॥", "synonyms": "*matta-hasti-gaṇa*—os fortes elefantes; *ṭāne*—começaram a puxar; *yāra yata bala*—com toda a força que tinham; *eka pada*—um único passo; *nā cale*—não se move; *ratha*—o carro; *ha-ila*—ficou; *acala*—imóvel.", "translation": "**Os fortes elefantes puxaram com toda a sua força, mas, mesmo assim, o carro permaneceu parado, sem avançar um único palmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/52/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu āilā nija-gaṇa lañā\n\nmatta-hastī ratha ṭāne,-dekhe dāṇḍāñā", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্ৰভু আইলা নিজগণ লঞা ।\n> মত্তহস্তী রথ টানে, — দেখে দাণ্ডাঞা ॥৫২॥", "synonyms": "*śuni'*—após ouvir; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *nija-gaṇa lañā*—com Seus devotos pessoais; *matta-hastī*—os fortes elefantes; *ratha ṭāne*—tentando puxar o carro; *dekhe*—Ele viu; *dāṇḍāñā*—de pé ali.", "translation": "**Tão logo Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu essa notícia, dirigiu-se ao local com todos os Seus companheiros pessoais. Eles então permaneceram ali, de pé, observando os elefantes tentarem puxar o carro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/53/", "verse_text": "aṅkuśera ghāya hastī karaye citkāra\n\nratha nāhi cale, loke kare hāhākāra", "devanagari": "> অঙ্কুশের ঘায় হস্তী করয়ে চিৎকার ।\n> রথ নাহি চলে, লোকে করে হাহাকার ॥৫৩॥", "synonyms": "*aṅkuśera*—do aguilhão de elefante; *ghāya*—pelas pancadas; *hastī*—os elefantes; *karaye*—faziam; *citkāra*—gritos; *ratha*—o carro; *nāhi cale*—não se move; *loke*—todas as pessoas; *kare*—exclamam; *hāhā-kāra*—ai de nós.", "translation": "**Os elefantes, golpeados pelo aguilhão, gritavam, mas, mesmo assim, o carro não se movia. As pessoas reunidas exclamavam: \"Ai de nós!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/54/", "verse_text": "tabe mahāprabhu saba hastī ghucāila\n\nnija-gaṇe ratha-kāchi ṭānibāre dila", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সব হস্তী ঘুচাইল  ।\n> নিজগণে রথ-কাছি টানিবারে দিল ॥৫৪॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *hastī*—os elefantes; *ghucāila*—soltou; *nija-gaṇe*—a Seus próprios homens; *ratha-kāchi*—a corda do carro; *ṭānibāre dila*—entregou para puxar.", "translation": "**Naquele momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu soltou todos os elefantes e colocou as cordas do carro nas mãos de Seus próprios homens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/55/", "verse_text": "āpane rathera pāche ṭhele māthā diyā\n\nhaḍ haḍ kari, ratha calila dhāiyā", "devanagari": "> আপনে রথের পাছে ঠেলে মাথা দিয়া  ।\n> হড়্ হড়্ করি, রথ চলিল ধাইয়া ॥৫৫॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *rathera pāche*—na parte traseira do carro; *ṭhele*—empurra; *māthā diyā*—com Sua cabeça; *haḍ haḍ kari*—produzindo um ruído ribombante; *ratha*—o carro; *calila*—começou a mover-se; *dhāiyā*—correndo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se então à parte traseira do carro e começou a empurrá-lo com Sua cabeça. Foi então que o carro começou a mover-se e a deslizar, produzindo um ruído ribombante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/56/", "verse_text": "bhakta-gaṇa kāchi hāte kari' mātra dhāya\n\nāpane calila ratha, ṭānite nā pāya", "devanagari": "> ভক্তগণ কাছি হাতে করি’ মাত্র ধায় ।\n> আপনে চলিল রথ, টানিতে না পায় ॥৫৬॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *kāchi*—a corda; *hāte*—na mão; *kari'*—segurando; *mātra*—apenas; *dhāya*—correm; *āpane*—automaticamente; *calila*—movia-se; *ratha*—o carro; *ṭānite*—puxar; *nā pāya*—não tinham oportunidade.", "translation": "**De fato, o carro começou a mover-se automaticamente, e os devotos simplesmente seguravam a corda em suas mãos. Como ele se movia sem esforço, não precisavam puxá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/57/", "verse_text": "ānande karaye loka 'jaya' 'jaya'-dhvani\n\n'jaya jagannātha' ba-i āra nāhi śuni", "devanagari": "> আনন্দে করয়ে লোক ‘জয়’ ‘জয়’-ধ্বনি ।\n> ‘জয় জগন্নাথ’ বই আর নাহি শুনি ॥৫৭॥", "synonyms": "*ānande*—em grande prazer; *karaye*—fazem; *loka*—todas as pessoas; *jaya jaya-dhvani*—o som de \"todas as glórias, todas as glórias\"; *jaya jagannātha*—todas as glórias ao Senhor Jagannātha; *ba-i*—exceto isso; *āra nāhi śuni*—ninguém conseguia ouvir mais nada.", "translation": "**Quando o carro avançou, todos começaram a cantar com grande prazer: \"Todas as glórias! Todas as glórias!\" e \"Todas as glórias ao Senhor Jagannātha!\" Ninguém conseguia ouvir mais nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/58/", "verse_text": "nimeṣe ta' gela ratha guṇḍicāra dvāra\n\ncaitanya-pratāpa dekhi' loke camatkāra", "devanagari": "> নিমেষে ত’ গেল রথ গুণ্ডিচার দ্বার ।\n> চৈতন্য-প্রতাপ দেখি’ লোকে চমৎকার ॥৫৮॥", "synonyms": "*nimeṣe*—num instante; *ta'*—de fato; *gela*—chegou; *ratha*—o carro; *guṇḍicāra dvāra*—à porta do templo de Guṇḍicā; *caitanya-pratāpa*—a força de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *loke*—todas as pessoas; *camatkāra*—atônitas.", "translation": "**Num instante, o carro alcançou a porta do templo de Guṇḍicā. Ao ver a incomum força de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todas as pessoas ficaram atônitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/59/", "verse_text": "'jaya gauracandra', jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya'\n\nei-mata kolāhala loke dhanya dhanya", "devanagari": "> ‘জয় গৌরচন্দ্র’, ‘জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য’ ।\n> এইমত কোলাহল লোকে ধন্য ধন্য ॥৫৯॥", "synonyms": "*jaya gauracandra*—todas as glórias a Gaurahari; *jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya*—todas as glórias ao Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *ei-mata*—dessa maneira; *kolāhala*—um som tumultuoso; *loke*—as pessoas em geral; *dhanya dhanya*—começaram a cantar: \"Maravilhoso, maravilhoso!\"", "translation": "**A multidão produziu uma vibração tumultuosa, cantando: \"Jaya Gauracandra! Jaya Śrī Kṛṣṇa Caitanya!\" Em seguida, as pessoas começaram a cantar: \"Maravilhoso! Maravilhoso!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/60/", "verse_text": "dekhiyā pratāparudra pātra-mitra-saṅge\n\nprabhura mahimā dekhi' preme phule aṅge", "devanagari": "> দেখিয়া প্রতাপরুদ্র পাত্র-মিত্র-সঙ্গে ।\n> প্রভুর মহিমা দেখি’ প্রেমে ফুলে অঙ্গে ॥৬০॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *pātra-mitra-saṅge*—com seus ministros e amigos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahimā*—a grandeza; *dekhi'*—por ver; *preme*—em amor; *phule*—arrepios; *aṅge*—no corpo.", "translation": "**Ao ver a grandeza de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Pratāparudra Mahārāja, juntamente com seus ministros e amigos, ficou tão comovido pelo amor extático que seus pelos se arrepiaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/61/", "verse_text": "pāṇḍu-vijaya tabe kare sevaka-gaṇe\n\njagannātha vasilā giyā nija-siṁhāsane", "devanagari": "> পাণ্ডুবিজয় তবে করে সেবকগণে ।\n> জগন্নাথ বসিলা গিয়া নিজ সিংহাসনে ॥৬১॥", "synonyms": "*pāṇḍu-vijaya*—a descida do carro; *tabe*—naquele momento; *kare*—fazem; *sevaka-gaṇe*—todos os servos; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *vasilā*—sentou-Se; *giyā*—indo; *nija-siṁhāsane*—em Seu próprio trono.", "translation": "**Todos os servos do Senhor Jagannātha desceram-No então do carro, e o Senhor foi sentar-Se em Seu trono.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/62/", "verse_text": "subhadrā-balarāma nija-siṁhāsane āilā\n\njagannāthera snāna-bhoga ha-ite lāgilā", "devanagari": "> সুভদ্রা-বলরাম নিজ-সিংহাসনে আইলা ।\n> জগন্নাথের স্নানভোগ হইতে লাগিলা ॥৬২॥", "synonyms": "*subhadrā-balarāma*—Subhadrā e Balarāma; *nija*—próprios; *siṁhāsane*—nos tronos; *āilā*—chegaram; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *snāna-bhoga*—o banho e a oferenda de alimentos; *ha-ite lāgilā*—começaram a ocorrer.", "translation": "**Subhadrā e Balarāma também sentaram-Se em seus respectivos tronos. Seguiram-se então o banho do Senhor Jagannātha e, por fim, a oferenda de alimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/63/", "verse_text": "āṅgināte mahāprabhu lañā bhakta-gaṇa\n\nānande ārambha kaila nartana-kīrtana", "devanagari": "> আঙ্গিনাতে মহাপ্ৰভু লঞা ভক্তগণ ।\n> আনন্দে আরম্ভ কৈল নর্তন-কীর্তন ॥৬৩॥", "synonyms": "*āṅgināte*—no pátio do templo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā bhakta-gaṇa*—com Seus devotos; *ānande*—em grande prazer; *ārambha kaila*—começou; *nartana-kīrtana*—cantar e dançar.", "translation": "**Enquanto o Senhor Jagannātha, o Senhor Balarāma e Subhadrā permaneciam sentados em seus respectivos tronos, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos começaram a realizar saṅkīrtana com grande prazer, cantando e dançando no pátio do templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/64/", "verse_text": "ānande mahāprabhura prema uthalila\n\ndekhi' saba loka prema-sāgare bhāsila", "devanagari": "> আনন্দে মহাপ্রভুর প্রেম উথলিল ।\n> দেখি’ সব লোক প্রেম-সাগরে ভাসিল ॥৬৪॥", "synonyms": "*ānande*—em grande êxtase; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema*—amor; *uthalila*—transbordou; *dekhi'*—vendo; *saba loka*—todas as pessoas; *prema-sāgare*—no oceano de amor a Deus; *bhāsila*—ficaram imersas.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava e dançava, foi tomado de amor extático, e todas as pessoas que O viam também ficaram imersas no oceano de amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/65/", "verse_text": "nṛtya kari' sandhyā-kāle ārati dekhila\n\nāiṭoṭā āsi' prabhu viśrāma karila", "devanagari": "> নৃত্য করি’ সন্ধ্যাকালে আরতি দেখিল ।\n> আইটোটা আসি’ প্রভু বিশ্রাম করিল ॥৬৫॥", "synonyms": "*nṛtya kari'*—após dançar; *sandhyā-kāle*—ao anoitecer; *ārati dekhila*—observou a cerimônia de ārati; *āiṭoṭā āsi'*—chegando ao lugar conhecido como Āiṭoṭā; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viśrāma karila*—descansou durante a noite.", "translation": "**Ao anoitecer, após concluir Sua dança no pátio do templo de Guṇḍicā, o Senhor observou a cerimônia de ārati. Em seguida, Ele dirigiu-se a um lugar chamado Āiṭoṭā e descansou durante a noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/66/", "verse_text": "advaitādi bhakta-gaṇa nimantraṇa kaila\n\nmukhya mukhya nava jana nava dina pāila", "devanagari": "> অদ্বৈতাদি ভক্তগণ নিমন্ত্রণ কৈল ।\n> মুখ্য মুখ্য নব জন নব দিন পাইল ॥৬৬॥", "synonyms": "*advaita-ādi*—encabeçados por Advaita Ācārya; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *nimantraṇa kaila*—convidaram o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mukhya mukhya*—principais e importantes; *nava jana*—nove pessoas; *nava dina*—nove dias; *pāila*—obtiveram.", "translation": "**Durante nove dias, nove devotos principais, encabeçados por Advaita Ācārya, tiveram a oportunidade de convidar o Senhor para suas casas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/67/", "verse_text": "āra bhakta-gaṇa cāturmāsye yata dina\n\neka eka dina kari' karila baṇṭana", "devanagari": "> আর ভক্তগণ চাতুর্মাস্যে যত দিন ।\n> এক এক দিন করি’ করিল বণ্টন ॥৬৭॥", "synonyms": "*āra bhakta-gaṇa*—os demais devotos; *cāturmāsye*—nos quatro meses da estação chuvosa; *yata dina*—todos os dias; *eka eka dina kari'*—um dia para cada; *karila baṇṭana*—partilharam.", "translation": "**Durante os quatro meses da estação chuvosa, os demais devotos estenderam convites ao Senhor por um dia cada. Dessa maneira, eles partilharam os convites.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/68/", "verse_text": "cāri māsera dina mukhya-bhakta bāṅṭi' nila\n\nāra bhakta-gaṇa avasara nā pāila", "devanagari": "> চারি মাসের দিন মুখ্যভক্ত বাঁটি’ নিল ।\n> আর ভক্তগণ অবসর না পাইল ॥৬৮॥", "synonyms": "*cāri māsera dina*—os dias dos quatro meses; *mukhya-bhakta*—os devotos principais; *bāṅṭi' nila*—partilharam entre si; *āra bhakta-gaṇa*—outros devotos; *avasara*—oportunidade; *nā pāila*—não obtiveram.", "translation": "**Durante o período de quatro meses, todos os convites diários foram partilhados entre os devotos importantes. Os demais devotos não obtiveram a oportunidade de estender um convite ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/69/", "verse_text": "eka dina nimantraṇa kare dui-tine mili'\n\nei-mata mahāprabhura nimantraṇa-keli", "devanagari": "> এক দিন নিমন্ত্রণ করে দুই-তিনে মিলি’ ।\n> এইমত মহাপ্রভুর নিমন্ত্রণ-কেলি ॥৬৯॥", "synonyms": "*eka dina*—um dia; *nimantraṇa*—convite; *kare*—fazem; *dui-tine*—duas ou três pessoas; *mili'*—combinando; *ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite; *keli*—passatempos.", "translation": "**Como não conseguiam obter um dia cada, dois ou três devotos combinavam-se para estender um convite. Estes são os passatempos da aceitação de convites do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/70/", "verse_text": "prātaḥ-kāle snāna kari' dekhi' jagannātha\n\nsaṅkīrtane nṛtya kare bhakta-gaṇa sātha", "devanagari": "> প্রাতঃকালে স্নান করি’ দেখি’ জগন্নাথ ।\n> সংকীর্তনে নৃত্য করে ভক্তগণ সাথ ॥৭০॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *snāna kari'*—tomando banho; *dekhi'*—após ver; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *saṅkīrtane*—na execução do saṅkīrtana; *nṛtya kare*—dança; *bhakta-gaṇa sātha*—com os devotos.", "translation": "**Após tomar Seu banho de manhã cedo, Śrī Caitanya Mahāprabhu ia ver o Senhor Jagannātha no templo. Então Ele executava o saṅkīrtana com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/71/", "verse_text": "kabhu advaite nācāya, kabhu nityānande\n\nkabhu haridāse nācāya, kabhu acyutānande", "devanagari": "> কভু অদ্বৈতে নাচায়, কভু নিত্যানন্দে ।\n> কভু হরিদাসে নাচায়, কভু অচ্যুতানন্দে ॥৭১॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *advaite*—Advaita Ācārya; *nācāya*—fazia dançar; *kabhu nityānande*—às vezes Nityānanda Prabhu; *kabhu haridāse nācāya*—às vezes fazia Haridāsa Ṭhākura dançar; *kabhu*—às vezes; *acyutānande*—Acyutānanda.", "translation": "**Cantando e dançando, Śrī Caitanya Mahāprabhu induzia Advaita Ācārya a dançar. Às vezes, Ele induzia Nityānanda, Haridāsa Ṭhākura e Acyutānanda a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/72/", "verse_text": "kabhu vakreśvare, kabhu āra bhakta-gaṇe\n\ntrisandhyā kīrtana kare guṇḍicā-prāṅgaṇe", "devanagari": "> কভু বক্রেশ্বরে, কভু আর ভক্তগণে ।\n> ত্রিসন্ধ্যা কীর্তন করে গুণ্ডিচা-প্রাঙ্গণে ॥৭২॥", "synonyms": "*kabhu vakreśvare*—às vezes Vakreśvara Paṇḍita; *kabhu*—às vezes; *āra bhakta-gaṇe*—outros devotos; *tri-sandhyā*—três vezes (manhã, tarde e meio-dia); *kīrtana kare*—executa kīrtana; *guṇḍicā-prāṅgaṇe*—no pátio do templo de Guṇḍicā.", "translation": "**Às vezes, Śrī Caitanya Mahāprabhu ocupava Vakreśvara e outros devotos em cantar e dançar. Três vezes ao dia – manhã, meio-dia e tarde – Ele executava o saṅkīrtana no pátio do templo de Guṇḍicā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/73/", "verse_text": "vṛndāvane āilā kṛṣṇa-ei prabhura jñāna\n\nkṛṣṇera viraha-sphūrti haila avasāna", "devanagari": "> বৃন্দাবনে আইলা কৃষ্ণ — এই প্রভুর জ্ঞান ।\n> কৃষ্ণের বিরহ-স্ফূর্তি হৈল অবসান ॥৭৩॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *āilā kṛṣṇa*—Kṛṣṇa chegou; *ei prabhura jñāna*—esta é a consciência do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viraha-sphūrti*—sentimentos de separação; *haila avasāna*—terminaram.", "translation": "**Nesse momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu que o Senhor Kṛṣṇa havia retornado a Vṛndāvana. Pensando assim, Seus sentimentos de separação de Kṛṣṇa amainaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/74/", "verse_text": "rādhā-saṅge kṛṣṇa-līlā-ei haila jñāne\n\nei rase magna prabhu ha-ilā āpane", "devanagari": "> রাধা-সঙ্গে কৃষ্ণ-লীলা — এই হৈল জ্ঞানে ।\n> এই রসে মগ্ন প্রভু হইলা আপনে ॥৭৪॥", "synonyms": "*rādhā-saṅge*—com Rādhārāṇī; *kṛṣṇa-līlā*—passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *ei haila jñāne*—esta era Sua consciência; *ei rase magna*—imerso neste rasa; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā āpane*—permaneceu pessoalmente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pensava sempre nos passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa, e Ele permanecia pessoalmente imerso nesta consciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/75/", "verse_text": "nānodyāne bhakta-saṅge vṛndāvana-līlā\n\n'indradyumna'-sarovare kare jala-khelā", "devanagari": "> নানোদ্যানে ভক্তসঙ্গে বৃন্দাবন-লীলা ।\n> ‘ইন্দ্রদ্যুম্ন’-সরোবরে করে জলখেলা ॥৭৫॥", "synonyms": "*nānā-udyāne*—em vários jardins; *bhakta-saṅge*—com os devotos; *vṛndāvana-līlā*—passatempos de Vṛndāvana; *indradyumna*—Indradyumna; *sarovare*—no lago; *kare jala-khelā*—realizava esportes na água.", "translation": "**Havia muitos jardins perto do templo de Guṇḍicā, e Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos costumavam realizar os passatempos de Vṛndāvana em cada um deles. No lago chamado Indradyumna, Ele divertia-se na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/76/", "verse_text": "āpane sakala bhakte siñce jala diyā\n\nsaba bhakta-gaṇa siñce caudike beḍiyā", "devanagari": "> আপনে সকল ভক্তে সিঞ্চে জল দিয়া ।\n> সব ভক্তগণ সিঞ্চে চৌদিকে বেড়িয়া ॥৭৬॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *sakala bhakte*—todos os devotos; *siñce*—borrifa; *jala diyā*—com água; *saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *siñce*—borrifam; *cau-dike beḍiyā*—cercando o Senhor por todos os lados.", "translation": "**O Senhor pessoalmente respingava água em todos os devotos, e os devotos, cercando-O por todos os lados, também respingavam água no Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/77/", "verse_text": "kabhu eka maṇḍala, kabhu aneka maṇḍala\n\njala-maṇḍūka-vādye sabe bājāya karatāla", "devanagari": "> কভু এক মণ্ডল, কভু অনেক মণ্ডল ।\n> জলমণ্ডূক-বাদ্যে সবে বাজায় করতাল ॥৭৭॥", "synonyms": "*kabhu eka maṇḍala*—às vezes um círculo; *kabhu*—às vezes; *aneka maṇḍala*—vários círculos; *jala-maṇḍūka-vādye*—como o som do coaxar das rãs na água; *sabe*—todos eles; *bājāya*—tocam; *karatāla*—címbalos.", "translation": "**Enquanto estavam na água, eles ora formavam um círculo, ora muitos círculos, e, ainda na água, costumavam tocar címbalos e imitar o coaxar das rãs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/78/", "verse_text": "dui-dui jane meli' kare jala-raṇa\n\nkeha hāre, keha jine-prabhu kare daraśana", "devanagari": "> দুই-দুই জনে মেলি’ করে জল-রণ ।\n> কেহ হারে, কেহ জিনে — প্ৰভু করে দরশন ॥৭৮॥", "synonyms": "*dui-dui jane*—formando uma dupla de dois homens; *meli'*—unindo-se; *kare*—fazem; *jala-raṇa*—luta na água; *keha hāre*—alguém é derrotado; *keha jine*—alguém é vitorioso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare daraśana*—observa.", "translation": "**Às vezes, dois deles formavam pares para lutar na água. Um saía vitorioso e o outro derrotado, e o Senhor observava toda essa diversão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/79/", "verse_text": "advaita-nityānande jala-phelāpheli\n\nācārya hāriyā pāche kare gālāgāli", "devanagari": "> অদ্বৈত-নিত্যানন্দে জল-ফেলাফেলি ।\n> আচার্য হারিয়া পাছে করে গালাগালি ॥৭৯॥", "synonyms": "*advaita-nityānande*—tanto Advaita Ācārya como Nityānanda Prabhu; *jala-phelāpheli*—jogando água um no outro; *ācārya hāriyā*—Advaita Ācārya, após ser derrotado; *pāche*—ao fim; *kare*—faz; *gālāgāli*—acusações.", "translation": "**A primeira brincadeira ocorreu entre Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu, que jogavam água um no outro. Advaita Ācārya foi derrotado e, depois, começou a repreender Nityānanda Prabhu, dirigindo-Lhe nomes ofensivos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/80/", "verse_text": "vidyānidhira jala-keli svarūpera sane\n\ngupta-datte jala-keli kare dui jane", "devanagari": "> বিদ্যানিধির জলকেলি স্বরূপের সনে ।\n> গুপ্ত-দত্তে জলকেলি করে দুইজনে ॥৮০॥", "synonyms": "*vidyānidhira*—de Vidyānidhi; *jala-keli*—esportes aquáticos; *svarūpera sane*—com Svarūpa Dāmodara; *gupta-datte*—tanto Murāri Gupta como Vāsudeva Datta; *jala-keli*—esportes aquáticos; *kare*—fazem; *dui jane*—duas pessoas.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara e Vidyānidhi também jogavam água um no outro, e Murāri Gupta e Vāsudeva Datta igualmente divertiam-se dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/81/", "verse_text": "śrīvāsa-sahita jala khele gadādhara\n\nrāghava-paṇḍita sane khele vakreśvara", "devanagari": "> শ্রীবাস সহিত জল খেলে গদাধর ।\n> রাঘব-পণ্ডিত সনে খেলে বক্রেশ্বর ॥৮১॥", "synonyms": "*śrīvāsa-sahita*—com Śrīvāsa Ṭhākura; *jala khele*—realiza este esporte aquático; *gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *rāghava-paṇḍita sane*—com Rāghava Paṇḍita; *khele*—diverte-se; *vakreśvara*—Vakreśvara Paṇḍita.", "translation": "**Outro duelo ocorreu entre Śrīvāsa Ṭhākura e Gadādhara Paṇḍita, e ainda outro entre Rāghava Paṇḍita e Vakreśvara Paṇḍita. Assim, todos eles ocuparam-se em jogar água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/82/", "verse_text": "sārvabhauma-saṅge khele rāmānanda-rāya\n\ngāmbhīrya gela doṅhāra, haila śiśu-prāya", "devanagari": "> সার্বভৌম-সঙ্গে খেলে রামানন্দ-রায় ।\n> গাম্ভীর্য গেল দোঁহার, হৈল শিশুপ্রায় ॥৮২॥", "synonyms": "*sārvabhauma-saṅge*—com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *khele*—diverte-se; *rāmānanda-rāya*—Śrī Rāmānanda Rāya; *gāmbhīrya*—gravidade; *gela*—desapareceu; *doṅhāra*—de ambos; *haila*—tornaram-se; *śiśu-prāya*—como crianças.", "translation": "**De fato, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya ocupou-se em esportes aquáticos com Śrī Rāmānanda Rāya, e ambos perderam sua gravidade e tornaram-se como crianças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/83/", "verse_text": "mahāprabhu tāṅ doṅhāra cāñcalya dekhiyā\n\ngopīnāthācārye kichu kahena hāsiyā", "devanagari": "> মহাপ্ৰভু তাঁ দোঁহার চাঞ্চল্য দেখিয়া  ।\n> গোপীনাথাচার্যে কিছু কহেন হাসিয়া ॥৮৩॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅ doṅhāra*—dessas duas pessoas; *cāñcalya*—inquietação; *dekhiyā*—vendo; *gopīnātha-ācārye*—a Gopīnātha Ācārya; *kichu*—algo; *kahena*—diz; *hāsiyā*—sorrindo.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu a exuberância de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Rāmānanda Rāya, Ele sorriu e falou a Gopīnātha Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/84/", "verse_text": "paṇḍita, gambhīra, duṅhe-prāmāṇika jana\n\nbāla-cāñcalya kare, karāha varjana", "devanagari": "> পণ্ডিত, গম্ভীর, দুঁহে — প্রামাণিক জন  ।\n> বাল-চাঞ্চল্য করে, করাহ বর্জন ॥৮৪॥", "synonyms": "*paṇḍita*—eruditos versados; *gambhīra*—muito graves; *duṅhe*—ambos; *prāmāṇika jana*—pessoas autoritativas; *bāla-cāñcalya kare*—divertem-se como crianças; *karāha varjana*—pede-lhes que parem.", "translation": "**\"Dize a Bhaṭṭācārya e a Rāmānanda Rāya que parem com sua brincadeira infantil, pois ambos são eruditos versados e personalidades muito graves e grandiosas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/85/", "verse_text": "gopīnātha kahe,-tomāra kṛpā-mahāsindhu\n\nuchalita kare yabe tāra eka bindu", "devanagari": "> গোপীনাথ কহে, — তোমার কৃপা-মহাসিন্ধু ।\n> উছলিত করে যবে তার এক বিন্দু ॥৮৫॥", "synonyms": "*gopīnātha kahe*—Gopīnātha Ācārya respondeu; *tomāra kṛpā*—de Tua misericórdia; *mahā-sindhu*—o grande oceano; *uchalita kare*—ergue-se; *yabe*—quando; *tāra*—disso; *eka bindu*—uma gota.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya respondeu: \"Creio que uma gota do oceano de Tua grande misericórdia se ergueu sobre eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/86/", "verse_text": "meru-mandara-parvata ḍubāya yathā tathā\n\nei dui-gaṇḍa-śaila, ihāra kā kathā", "devanagari": "> মেরু-মন্দর-পর্বত ডুবায় যথা তথা ।\n> এই দুই — গণ্ড-শৈল, ইহার কা কথা ॥৮৬॥", "synonyms": "*meru-mandara*—Sumeru e Mandara; *parvata*—grandes montanhas; *ḍubāya*—afoga; *yathā tathā*—em qualquer lugar; *ei dui*—estes dois; *gaṇḍa-śaila*—colinas muito pequenas; *ihāra kā kathā*—o que dizer destes.", "translation": "**\"Uma gota do oceano de Tua misericórdia pode afogar grandes montanhas como Sumeru e Mandara. Visto que estes dois cavalheiros são, em comparação, pequenas colinas, não é de admirar que estejam sendo afogados no oceano de Tua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/87/", "verse_text": "śuṣka-tarka-khali khāite janma gela yāṅra\n\ntāṅre līlāmṛta piyāo,-e kṛpā tomāra", "devanagari": "> শুষ্কতর্ক-খলি খাইতে জন্ম গেল যাঁর ।\n> তাঁরে লীলামৃত পিয়াও, — এ কৃপা তোমার ॥৮৭॥", "synonyms": "*śuṣka-tarka*—de lógica árida; *khali*—tortas de óleo; *khāite*—comendo; *janma*—a vida inteira; *gela*—passou; *yāṅra*—de quem; *tāṅre*—a ele; *līlā-amṛta*—o néctar de Teus passatempos; *piyāo*—fizeste beber; *e*—esta; *kṛpā*—misericórdia; *tomāra*—Tua.", "translation": "**\"A lógica é como uma torta de óleo árida da qual todo o óleo foi extraído. Bhaṭṭācārya passou a vida comendo tais tortas áridas, mas agora Tu o fizeste beber o néctar dos passatempos transcendentais. Esta é, certamente, Tua grande misericórdia sobre ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/88/", "verse_text": "hāsi' mahāprabhu tabe advaite ānila\n\njalera upare tāṅre śeṣa-śayyā kaila", "devanagari": "> হাসি’ মহাপ্রভু তবে অদ্বৈতে আনিল ।\n> জলের উপরে তাঁরে শেষ-শয্যা কৈল ॥৮৮॥", "synonyms": "*hāsi'*—sorrindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tabe*—naquele momento; *advaite ānila*—chamou Advaita Ācārya; *jalera upare*—na superfície da água; *tāṅre*—a Ele; *śeṣa-śayyā*—o leito de Śeṣa Nāga; *kaila*—fez.", "translation": "**Depois que Gopīnātha Ācārya terminou de falar, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu e, chamando Advaita Ācārya, fê-Lo agir como o leito de Śeṣa Nāga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/89/", "verse_text": "āpane tāṅhāra upara karila śayana\n\n'śeṣa-śāyī-līlā' prabhu kaila prakaṭana", "devanagari": "> আপনে তাঁহার উপর করিল শয়ন ।\n> ‘শেষশায়ী-লীলা’ প্রভু কৈল প্রকটন ॥৮৯॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *tāṅhāra upara*—sobre Advaita Ācārya; *karila śayana*—deitou-Se; *śeṣa-śāyī-līlā*—os passatempos de Śeṣaśāyī Viṣṇu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila prakaṭana*—demonstrou.", "translation": "**Deitando-Se sobre Advaita Prabhu, que flutuava sobre a água, Śrī Caitanya Mahāprabhu demonstrou o passatempo de Śeṣaśāyī Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/90/", "verse_text": "advaita nija-śakti prakaṭa kariyā\n\nmahāprabhu lañā bule jalete bhāsiyā", "devanagari": "> অদ্বৈত নিজ-শক্তি প্রকট করিয়া ।\n> মহাপ্রভু লঞা বুলে জলেতে ভাসিয়া ॥৯০॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Ācārya; *nija-śakti*—Sua potência pessoal; *prakaṭa kariyā*—após manifestar; *mahāprabhu lañā*—carregando Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bule*—move-se; *jalete*—sobre a água; *bhāsiyā*—flutuando.", "translation": "**Manifestando Sua potência pessoal, Advaita Ācārya flutuou pela água, carregando Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/91/", "verse_text": "ei-mata jala-krīḍā kari' kata-kṣaṇa\n\nāiṭoṭā āilā prabhu lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> এইমত জলক্রীড়া করি’ কতক্ষণ ।\n> আইটোটা আইলা প্রভু লঞা ভক্তগণ ॥৯১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *jala-krīḍā*—divertindo-se na água; *kari'*—após realizar; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *āiṭoṭā*—ao lugar chamado Āiṭoṭā; *āilā*—retornou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā bhakta-gaṇa*—acompanhado pelos devotos.", "translation": "**Após divertir-Se na água por algum tempo, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou ao Seu lugar em Āiṭoṭā, acompanhado por Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/92/", "verse_text": "purī, bhāratī ādi yata mukhya bhakta-gaṇa\n\nācāryera nimantraṇe karilā bhojana", "devanagari": "> পুরী, ভারতী আদি যত মুখ্য ভক্তগণ ।\n> আচার্যের নিমন্ত্রণে করিলা ভোজন ॥৯২॥", "synonyms": "*purī*—Paramānanda Purī; *bhāratī*—Brahmānanda Bhāratī; *ādi*—começando com; *yata*—todos; *mukhya*—principais; *bhakta-gaṇa*—devotos; *ācāryera*—de Advaita Ācārya; *nimantraṇe*—pelo convite; *karilā bhojana*—aceitaram seu almoço.", "translation": "**Paramānanda Purī, Brahmānanda Bhāratī e todos os demais devotos principais de Śrī Caitanya Mahāprabhu almoçaram a convite de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/93/", "verse_text": "vāṇīnātha āra yata prasāda ānila\n\nmahāprabhura gaṇe sei prasāda khāila", "devanagari": "> বাণীনাথ আর যত প্রসাদ আনিল ।\n> মহাপ্ৰভুর গণে সেই প্রসাদ খাইল ॥৯৩॥", "synonyms": "*vāṇīnātha*—Vāṇīnātha Rāya; *āra*—extra; *yata*—tudo quanto; *prasāda*—remanescentes de alimento; *ānila*—trouxe; *mahāprabhura gaṇe*—os associados pessoais de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aqueles; *prasāda*—remanescentes de alimento; *khāila*—comeram.", "translation": "**Todo o prasāda extra que foi trazido por Vāṇīnātha Rāya foi tomado pelos demais associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/94/", "verse_text": "aparāhne āsi' kaila darśana, nartana\n\nniśāte udyāne āsi' karilā śayana", "devanagari": "> অপরাহ্ণে আসি’ কৈল দর্শন, নর্তন ।\n> নিশাতে উদ্যানে আসি’ করিলা শয়ন ॥৯৪॥", "synonyms": "*aparāhne*—à tarde; *āsi'*—vindo; *kaila*—realizou; *darśana nartana*—visitar o Senhor e dançar; *niśāte*—à noite; *udyāne*—no jardim; *āsi'*—vindo; *karilā śayana*—repousou.", "translation": "**À tarde, o Senhor foi ao templo de Guṇḍicā para visitar o Senhor e dançar. À noite, Ele foi ao jardim para repousar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/95/", "verse_text": "āra dina āsi' kaila īśvara daraśana\n\nprāṅgaṇe nṛtya-gīta kaila kata-kṣaṇa", "devanagari": "> আর দিন আসি’ কৈল ঈশ্বর দরশন ।\n> প্রাঙ্গণে নৃত্য-গীত কৈল কতক্ষণ ॥৯৫॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *āsi'*—vindo; *kaila*—realizou; *īśvara daraśana*—ver o Senhor; *prāṅgaṇe*—no pátio; *nṛtya-gīta*—cantar e dançar; *kaila*—realizou; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo.", "translation": "**No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu também foi ao templo de Guṇḍicā e viu o Senhor. Em seguida, Ele cantou e dançou no pátio por algum tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/96/", "verse_text": "bhakta-gaṇa-saṅge prabhu udyāne āsiyā\n\nvṛndāvana-vihāra kare bhakta-gaṇa lañā", "devanagari": "> ভক্তগণ-সঙ্গে প্রভু উদ্যানে আসিয়া ।\n> বৃন্দাবন-বিহার করে ভক্তগণ লঞা ॥৯৬॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa-saṅge*—com os devotos; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *udyāne*—no jardim; *āsiyā*—vindo; *vṛndāvana-vihāra*—os passatempos de Vṛndāvana; *kare*—realiza; *bhakta-gaṇa lañā*—com todos os devotos.", "translation": "**Acompanhado por Seus devotos, Śrī Caitanya Mahāprabhu então entrou no jardim e desfrutou os passatempos de Vṛndāvana.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura assinalou que este vṛndāvana-vihāra – os passatempos de Vṛndāvana – não se refere ao convívio de Kṛṣṇa com as gopīs nem ao doce transcendental de parakīya-rasa. O vṛndāvana-līlā de Śrī Caitanya Mahāprabhu no jardim de Jagannātha Purī não envolvia associação com mulheres nem com esposas alheias, à maneira transcendentalmente demonstrada por Śrī Kṛṣṇa. Em Seu vṛndāvana-līlā, Śrī Caitanya Mahāprabhu concebia-Se como o assistente de Śrīmatī Rādhārāṇī. Quando Śrīmatī Rādhārāṇī desfrutava a companhia de Kṛṣṇa, Suas criadas ficavam muito satisfeitas. Não se deve comparar o vṛndāvana-vihāra de Śrī Caitanya Mahāprabhu no jardim de Jagannātha com as atividades dos gaurāṅga-nāgarīs."}
{"ref": "cc/madhya/14/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/97/", "verse_text": "vṛkṣa-vallī praphullita prabhura daraśane\n\nbhṛṅga-pika gāya, vahe śītala pavane", "devanagari": "> বৃক্ষবল্লী প্রফুল্লিত প্ৰভুর দরশনে ।\n> ভৃঙ্গ-পিক গায়, বহে শীতল পবনে ॥৯৭॥", "synonyms": "*vṛkṣa-vallī*—árvores e trepadeiras; *praphullita*—jubilosas; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daraśane*—pela visão; *bhṛṅga*—abelhas; *pika*—pássaros; *gāya*—cantam; *vahe*—sopravam; *śītala*—fresca; *pavane*—brisas.", "translation": "**Havia árvores e trepadeiras de várias espécies no jardim, e todas elas estavam jubilosas por verem Śrī Caitanya Mahāprabhu. De fato, os pássaros chilreavam, as abelhas zumbiam e uma brisa fresca soprava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/98/", "verse_text": "prati-vṛkṣa-tale prabhu karena nartana\n\nvāsudeva-datta mātra karena gāyana", "devanagari": "> প্রতি-বৃক্ষতলে প্রভু করেন নর্তন ।\n> বাসুদেব-দত্ত মাত্র করেন গায়ন ॥৯৮॥", "synonyms": "*prati-vṛkṣa-tale*—debaixo de cada árvore; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena nartana*—dança; *vāsudeva-datta*—Vāsudeva Datta; *mātra*—apenas; *karena*—realiza; *gāyana*—cantar.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava debaixo de cada uma das árvores, Vāsudeva Datta cantava sozinho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/99/", "verse_text": "eka eka vṛkṣa-tale eka eka gāna gāya\n\nparama-āveśe ekā nāce gaurarāya", "devanagari": "> এক এক বৃক্ষতলে এক এক গান গায় ।\n> পরম-আবেশে একা নাচে গৌররায় ॥৯৯॥", "synonyms": "*eka eka vṛkṣa-tale*—debaixo de cada uma das árvores; *eka eka*—uma diferente; *gāna*—canção; *gāya*—canta; *parama-āveśe*—em grande êxtase; *ekā*—sozinho; *nāce*—dança; *gaurarāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Enquanto Vāsudeva Datta cantava uma canção diferente debaixo de cada uma das árvores, Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava ali sozinho, em grande êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/100/", "verse_text": "tabe vakreśvare prabhu kahilā nācite\n\nvakreśvara nāce, prabhu lāgilā gāite", "devanagari": "> তবে বক্রেশ্বরে প্রভু কহিলা নাচিতে ।\n> বক্রেশ্বর নাচে, প্রভু লাগিলা গাইতে ॥১০০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *vakreśvare*—a Vakreśvara Paṇḍita; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahilā*—ordenou; *nācite*—dançar; *vakreśvara nāce*—Vakreśvara Paṇḍita começou a dançar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lāgilā*—começou; *gāite*—a cantar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então ordenou a Vakreśvara Paṇḍita que dançasse e, assim que ele começou a dançar, o Senhor começou a cantar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/101/", "verse_text": "prabhu-saṅge svarūpādi kīrtanīyā gāya\n\ndik-vidik nāhi jñāna premera vanyāya", "devanagari": "> প্রভু সঙ্গে স্বরূপাদি কীর্তনীয়া গায় ।\n> দিক্বিদিক্ নাহি জ্ঞান প্রেমের বন্যায় ॥১০১॥", "synonyms": "*prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svarūpa-ādi*—encabeçados por Svarūpa Dāmodara; *kīrtanīyā*—os cantores; *gāya*—cantam; *dik-vidik*—de tempo e circunstâncias; *nāhi*—não; *jñāna*—conhecimento; *premera*—de amor extático; *vanyāya*—pela inundação.", "translation": "**Então, devotos como Svarūpa Dāmodara e outros executantes de kīrtana começaram a cantar junto com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Inundados de amor extático, perderam toda noção de tempo e circunstância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/102/", "verse_text": "ei mata kata-kṣaṇa kari' vana-līlā\n\nnarendra-sarovare gelā karite jala-khelā", "devanagari": "> এই মত কতক্ষণ করি’ বন-লীলা ।\n> নরেন্দ্র-সরোবরে গেলা করিতে জলখেলা ॥১০২॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *kari'*—realizando; *vana-līlā*—passatempos no jardim; *narendra-sarovare*—no lago conhecido como Narendra-sarovara; *gelā*—foram; *karite*—fazer; *jala-khelā*—brincadeira na água.", "translation": "**Após realizarem assim os passatempos no jardim por algum tempo, todos foram a um lago chamado Narendra-sarovara e ali desfrutaram de brincar na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/103/", "verse_text": "jala-krīḍā kari' punaḥ āilā udyāne\n\nbhojana-līlā kailā prabhu lañā bhakta-gaṇe", "devanagari": "> জলক্রীড়া করি’ পুনঃ আইলা উদ্যানে ।\n> ভোজনলীলা কৈলা প্রভু লঞা ভক্তগণে ॥১০৩॥", "synonyms": "*jala-krīḍā*—brincadeira na água; *kari'*—realizando; *punaḥ*—novamente; *āilā*—veio; *udyāne*—ao jardim; *bhojana-līlā*—passatempos de aceitar prasāda; *kailā*—realizou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā bhakta-gaṇe*—com todos os devotos.", "translation": "**Após brincar na água, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou ao jardim e aceitou prasāda com os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/104/", "verse_text": "nava dina guṇḍicāte rahe jagannātha\n\nmahāprabhu aiche līlā kare bhakta-sātha", "devanagari": "> নব দিন গুণ্ডিচাতে রহে জগন্নাথ ।\n> মহাপ্রভু ঐছে লীলা করে ভক্ত-সাথ ॥১০৪॥", "synonyms": "*nava dina*—nove dias; *guṇḍicāte*—no templo de Guṇḍicā; *rahe*—permanece; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aiche*—da maneira acima mencionada; *līlā*—passatempos; *kare*—realiza; *bhakta-sātha*—com Seus devotos.", "translation": "**Durante nove dias consecutivos, Sua Senhoria Śrī Jagannātha-deva permaneceu no templo de Guṇḍicā. Durante esse tempo, Śrī Caitanya Mahāprabhu também permaneceu ali e realizou com Seus devotos os passatempos que já foram descritos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/105/", "verse_text": "'jagannātha-vallabha' nāma baḍā puṣpārāma\n\nnava dina karena prabhu tathāi viśrāma", "devanagari": "> ‘জগন্নাথ-বল্লভ’ নাম বড় পুষ্পারাম ।\n> নব দিন করেন প্রভু তথাই বিশ্রাম ॥১০৫॥", "synonyms": "*jagannātha-vallabha*—Jagannātha-vallabha; *nāma*—chamado; *baḍa*—muito grande; *puṣpa-ārāma*—jardim; *nava dina*—nove dias; *karena*—faz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tathāi*—ali; *viśrāma*—descanso.", "translation": "**O jardim de Seus passatempos era muito grande e chamava-se Jagannātha-vallabha. Śrī Caitanya Mahāprabhu ali repousou por nove dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/106/", "verse_text": "'herā-pañcamī'ra dina āila jāniyā\n\nkāśī-miśre kahe rājā sayatna kariyā", "devanagari": "> ‘হেরা-পঞ্চমী’র দিন আইল জানিয়া  ।\n> কাশীমিশ্রে কহে রাজা সযত্ন করিয়া ॥১০৬॥", "synonyms": "*herā-pañcamīra dina*—o dia de Herā-pañcamī; *āila*—aproximava-se; *jāniyā*—sabendo; *kāśī-miśre*—a Kāśī Miśra; *kahe*—diz; *rājā*—o rei; *sa-yatna kariyā*—com grande atenção.", "translation": "**Sabendo que o festival de Herā-pañcamī se aproximava, o rei Pratāparudra conversou atentamente com Kāśī Miśra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/107/", "verse_text": "kalya 'herā-pañcamī' habe lakṣmīra vijaya\n\naiche utsava kara yena kabhu nāhi haya", "devanagari": "> কল্য ‘হেরা-পঞ্চমী’ হবে লক্ষ্মীর বিজয়  ।\n> ঐছে উৎসব কর যেন কভু নাহি হয় ॥১০৭॥", "synonyms": "*kalya*—amanhã; *herā-pañcamī*—a função de Herā-pañcamī; *habe*—será; *lakṣmīra*—da deusa da fortuna; *vijaya*—recepção; *aiche*—tal; *utsava*—festival; *kara*—realiza; *yena*—como; *kabhu*—em tempo algum; *nāhi haya*—não ocorreu.", "translation": "**\"Amanhã será a função de Herā-pañcamī, ou Lakṣmī-vijaya. Realiza este festival de uma maneira como jamais foi realizado antes.\"**", "purport": "Este festival de Herā-pañcamī ocorre cinco dias após o festival de Ratha-yātrā. O Senhor Jagannātha deixou Sua esposa, a deusa da fortuna, e foi para Vṛndāvana, que é o templo de Guṇḍicā. Devido à separação do Senhor, a deusa da fortuna decide ir ver o Senhor em Guṇḍicā. A vinda da deusa da fortuna a Guṇḍicā é celebrada por Herā-pañcamī. Às vezes isto é grafado erroneamente como Harā-pañcamī na seção conhecida como ativāḍī. A palavra herā significa \"ver\" e refere-se à deusa da fortuna que vai ver o Senhor Jagannātha. A palavra pañcamī significa \"o quinto dia\" e é empregada porque isto ocorre no quinto dia da lua."}
{"ref": "cc/madhya/14/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/108/", "verse_text": "mahotsava kara taiche viśeṣa sambhāra\n\ndekhi' mahāprabhura yaiche haya camatkāra", "devanagari": "> মহোত্সব কর তৈছে বিশেষ সম্ভার ।\n> দেখি’ মহাপ্রভুর যৈছে হয় চমৎকার ॥১০৮॥", "synonyms": "*mahotsava*—o festival; *kara*—realiza; *taiche*—de tal maneira; *viśeṣa sambhāra*—com grande suntuosidade; *dekhi'*—após ver; *mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yaiche*—de modo que; *haya*—haja; *camatkāra*—espanto.", "translation": "**O rei Pratāparudra disse: \"Realiza este festival de maneira tão suntuosa que, ao vê-lo, Caitanya Mahāprabhu fique plenamente satisfeito e maravilhado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/109/", "verse_text": "ṭhākurera bhāṇḍāre āra āmāra bhāṇḍāre\n\ncitra-vastra-kiṅkiṇī, āra chatra-cāmare", "devanagari": "> ঠাকুরের ভাণ্ডারে আর আমার ভাণ্ডারে  ।\n> চিত্রবস্ত্র-কিঙ্কিণী, আর ছত্র-চামরে ॥১০৯॥", "synonyms": "*ṭhākurera*—da Deidade; *bhāṇḍāre*—no depósito; *āra*—e; *āmāra*—meu; *bhāṇḍāre*—no depósito; *citra-vastra*—pano estampado; *kiṅkiṇī*—pequenos sinos; *āra*—e; *chatra*—sombrinhas; *cāmare*—espanta-moscas de cauda de iaque.", "translation": "**\"Apanha tantos panos estampados, pequenos sinos, sombrinhas e cāmaras quantos houver em meu depósito e no depósito da Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/110/", "verse_text": "dhvajāvṛnda-patākā-ghaṇṭāya karaha maṇḍana\n\nnānā-vādya-nṛtya-dolāya karaha sājana", "devanagari": "> ধ্বজাবৃন্দ-পতাকা-ঘণ্টায় করহ মণ্ডন  ।\n> নানাবাদ্য-নৃত্য-দোলায় করহ সাজন ॥১১০॥", "synonyms": "*dhvajā-vṛnda*—toda espécie de bandeiras; *patākā*—bandeiras grandes; *ghaṇṭāya*—com sinos retinindo; *karaha*—faze; *maṇḍana*—decoração; *nānā-vādya*—toda espécie de grupos musicais; *nṛtya*—dança; *dolāya*—no veículo; *karaha sājana*—decora de modo atraente.", "translation": "**\"Reúne toda espécie de bandeiras pequenas e grandes e de sinos retinindo. Em seguida, decora o veículo e faze com que diversos grupos musicais e de dança o acompanhem. Dessa maneira, decora o veículo de modo atraente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/111/", "verse_text": "dviguṇa kariyā kara saba upahāra\n\nratha-yātrā haite yaiche haya camatkāra", "devanagari": "> দ্বিগুণ করিয়া কর সব উপহার  ।\n> রথযাত্রা হৈতে যৈছে হয় চমৎকার ॥১১১॥", "synonyms": "*dvi-guṇa kariyā*—fazendo o dobro; *kara*—faze; *saba*—toda espécie de; *upahāra*—oferendas; *ratha-yātrā haite*—do que o festival das quadrigas; *yaiche*—de modo que; *haya*—torne-se; *camatkāra*—mais maravilhoso.", "translation": "**\"Deves também duplicar a quantidade de prasāda. Prepara tanto que isto chegue até a superar o festival de Ratha-yātrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/112/", "verse_text": "seita' kariha,-prabhu lañā bhakta-gaṇa\n\nsvacchande āsiyā yaiche karena daraśana", "devanagari": "> সেইত’ করিহ, — প্রভু লঞা ভক্তগণ ৷ স্বচ্ছন্দে আসিয়া যৈছে করেন দরশন ॥১১২॥", "synonyms": "*seita' kariha*—faze isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā bhakta-gaṇa*—levando consigo todos os devotos; *svacchande*—livremente; *āsiyā*—vindo; *yaiche*—como; *karena daraśana*—faz uma visita ao templo.", "translation": "**\"Organiza o festival de tal maneira que Śrī Caitanya Mahāprabhu possa ir livremente com Seus devotos visitar a Deidade sem dificuldade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/113/", "verse_text": "prātaḥ-kāle mahāprabhu nija-gaṇa lañā\n\njagannātha darśana kaila sundarācale yāñā", "devanagari": "> প্রাতঃকালে মহাপ্রভু নিজগণ লঞা ৷\n> জগন্নাথ দর্শন কৈল সুন্দরাচলে যাঞা ॥১১৩॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-gaṇa lañā*—levando Seus associados; *jagannātha darśana*—visitar o Senhor Jagannātha; *kaila*—realizou; *sundarācale*—ao templo de Guṇḍicā; *yāñā*—indo.", "translation": "**Pela manhã, Śrī Caitanya Mahāprabhu levou Seus associados pessoais consigo para ver o Senhor Jagannātha em Sundarācala.**", "purport": "Sundarācala é o templo de Guṇḍicā. O templo de Jagannātha em Jagannātha Purī chama-se Nīlācala, e o templo em Guṇḍicā chama-se Sundarācala."}
{"ref": "cc/madhya/14/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/114/", "verse_text": "nīlācale āilā punaḥ bhakta-gaṇa-saṅge\n\ndekhite utkaṇṭhā herā-pañcamīra raṅge", "devanagari": "> নীলাচলে আইলা পুনঃ ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> দেখিতে উত্কণ্ঠা হেরা-পঞ্চমীর রঙ্গে ॥১১৪॥", "synonyms": "*nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āilā*—retornou; *punaḥ*—novamente; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com Seus devotos; *dekhite*—ver; *utkaṇṭhā*—muito ansioso; *herā-pañcamīra raṅge*—a realização do festival conhecido como Herā-pañcamī.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos pessoais retornaram a Nīlācala com grande ânsia de ver o festival de Herā-pañcamī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/115/", "verse_text": "kāśī-miśra prabhure bahu ādara kariyā\n\nsvagaṇa-saha bhāla-sthāne vasāila lañā", "devanagari": "> কাশীমিশ্র প্রভুরে বহু আদর করিয়া ।\n> স্বগণ-সহ ভাল-স্থানে বসাইল লঞা ॥১১৫॥", "synonyms": "*kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bahu*—muito; *ādara kariyā*—prestando respeito; *sva-gaṇa-saha*—com Seus associados; *bhāla-sthāne*—num belo lugar; *vasāila*—fez sentar; *lañā*—levando.", "translation": "**Kāśī Miśra recebeu Caitanya Mahāprabhu com grande respeito e, levando o Senhor e Seus associados a um belíssimo lugar, fê-los sentar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/116/", "verse_text": "rasa-viśeṣa prabhura śunite mana haila\n\nīṣat hāsiyā prabhu svarūpe puchila", "devanagari": "> রসবিশেষ প্রভুর শুনিতে মন হৈল ।\n> ঈষত্ হাসিয়া প্রভু স্বরূপে পুছিল ॥১১৬॥", "synonyms": "*rasa-viśeṣa*—um doce sabor específico; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śunite*—ouvir; *mana haila*—houve um desejo; *īṣat hāsiyā*—sorrindo suavemente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svarūpe puchila*—perguntou a Svarūpa Dāmodara.", "translation": "**Após sentar-Se, Śrī Caitanya Mahāprabhu quis ouvir acerca de um doce sabor específico do serviço devocional; portanto, sorrindo suavemente, começou a interrogar Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/117-118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/117-118/", "verse_text": "yadyapi jagannātha karena dvārakāya vihāra\n\nsahaja prakaṭa kare parama udāra\n\ntathāpi vatsara-madhye haya eka-bāra\n\nvṛndāvana dekhite tāṅra utkaṇṭhā apāra", "devanagari": "> যদ্যপি জগন্নাথ করেন দ্বারকায় বিহার ৷ সহজ প্রকট করে পরম উদার ॥১১৭॥\n> তথাপি বত্সর-মধ্যে হয় একবার ।\n> বৃন্দাবন দেখিতে তাঁর উৎকণ্ঠা অপার ॥১১৮॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *karena*—faz; *dvārakāya*—em Dvārakā-dhāma; *vihāra*—desfrute; *sahaja*—natural; *prakaṭa*—manifestação; *kare*—faz; *parama*—sublime; *udāra*—liberal; *tathāpi*—ainda; *vatsara-madhye*—no decorrer de um ano; *haya*—torna-se; *eka-bāra*—uma vez; *vṛndāvana dekhite*—visitar Vṛndāvana; *tāṅra*—Seu; *utkaṇṭhā*—ansiedade; *apāra*—ilimitada.", "translation": "**\"Embora o Senhor Jagannātha desfrute Seus passatempos em Dvārakā-dhāma e ali manifeste naturalmente sublime liberalidade, ainda assim, uma vez por ano, Ele Se torna ilimitadamente ansioso por ver Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/119/", "verse_text": "vṛndāvana-sama ei upavana-gaṇa\n\ntāhā dekhibāre utkaṇṭhita haya mana", "devanagari": "> বৃন্দাবন-সম এই উপবন-গণ ।\n> তাহা দেখিবারে উৎকণ্ঠিত হয় মন ॥১১৯॥", "synonyms": "*vṛndāvana-sama*—exatamente semelhantes a Vṛndāvana; *ei*—todos estes; *upavana-gaṇa*—jardins vizinhos; *tāhā*—aqueles jardins; *dekhibāre*—para ver; *utkaṇṭhita*—muito ansiosa; *haya mana*—Sua mente fica.", "translation": "**Apontando para os jardins vizinhos, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Todos estes jardins se assemelham exatamente a Vṛndāvana; por isso, o Senhor Jagannātha está muito ansioso por vê-los novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/120/", "verse_text": "bāhira ha-ite kare ratha-yātrā-chala\n\nsundarācale yāya prabhu chāḍi' nīlācala", "devanagari": "> বাহির হইতে করে রথযাত্রা-ছল ।\n> সুন্দরাচলে যায় প্রভু ছাড়ি’ নীলাচল ॥১২০॥", "synonyms": "*bāhira ha-ite*—externamente; *kare*—faz; *ratha-yātrā-chala*—uma desculpa para desfrutar o festival dos carros; *sundarācale*—a Sundarācala, o templo de Guṇḍicā; *yāya*—vai; *prabhu*—o Senhor Jagannātha; *chāḍi'*—deixando; *nīlācala*—Jagannātha Purī.", "translation": "**\"Externamente, Ele dá a desculpa de que deseja participar do festival Ratha-yātrā, mas, na verdade, Ele deseja deixar Jagannātha Purī para ir a Sundarācala, o templo de Guṇḍicā, a réplica de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/121/", "verse_text": "nānā-puṣpodyāne tathā khele rātri-dine\n\nlakṣmīdevīre saṅge nāhi laya ki kāraṇe?", "devanagari": "> নানা-পুষ্পোদ্যানে তথা খেলে রাত্রি-দিনে ।\n> লক্ষ্মীদেবীরে সঙ্গে নাহি লয় কি কারণে ? ॥ ১২১ ॥", "synonyms": "*nānā-puṣpa-udyāne*—nos vários jardins de flores; *tathā*—ali; *khele*—Ele brinca; *rātri-dine*—tanto de dia quanto de noite; *lakṣmī-devīre*—Lakṣmīdevī, a deusa da fortuna; *saṅge*—com Ele; *nāhi*—não; *laya*—leva; *ki kāraṇe*—qual é a razão.", "translation": "**\"O Senhor desfruta Seus passatempos dia e noite nos vários jardins de flores ali. Mas por que Ele não levou consigo Lakṣmīdevī, a deusa da fortuna?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/122/", "verse_text": "svarūpa kahe,-śuna, prabhu, kāraṇa ihāra\n\nvṛndāvana-krīḍāte lakṣmīra nāhi adhikāra", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — শুন, প্রভু, কারণ ইহার ।\n> বৃন্দাবন-ক্রীড়াতে লক্ষ্মীর নাহি অধিকার ॥১২২॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa respondeu; *śuna*—por favor, ouve; *prabhu*—ó meu Senhor; *kāraṇa ihāra*—a razão disto; *vṛndāvana-krīḍāte*—nos passatempos de Vṛndāvana; *lakṣmīra*—da deusa da fortuna; *nāhi*—não há; *adhikāra*—admissão.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara respondeu: \"Meu querido Senhor, por favor, ouve a razão disto. Lakṣmīdevī, a deusa da fortuna, não pode ser admitida nos passatempos de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/123/", "verse_text": "vṛndāvana-līlāya kṛṣṇera sahāya gopī-gaṇa\n\ngopī-gaṇa vinā kṛṣṇera harite nāre mana", "devanagari": "> বৃন্দাবন-লীলায় কৃষ্ণের সহায় গোপীগণ ।\n> গোপীগণ বিনা কৃষ্ণের হরিতে নারে মন ॥১২৩॥", "synonyms": "*vṛndāvana-līlāya*—nos passatempos de Vṛndāvana; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sahāya*—assistentes; *gopī-gaṇa*—todas as gopīs; *gopī-gaṇa vinā*—exceto as gopīs; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *harite*—atrair; *nāre*—ninguém é capaz; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Nos passatempos de Vṛndāvana, as únicas assistentes são as gopīs. Exceto as gopīs, ninguém pode atrair a mente de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/124/", "verse_text": "prabhu kahe,-yātrā-chale kṛṣṇera gamana\n\nsubhadrā āra baladeva, saṅge dui jana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — যাত্রা-ছলে কৃষ্ণের গমন  ।\n> সুভদ্রা আর বলদেব, সঙ্গে দুই জন ॥১২৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *yātrā-chale*—sob o pretexto do festival dos carros; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *gamana*—partida; *subhadrā*—Sua irmã; *āra*—e; *baladeva*—Seu irmão; *saṅge*—com Ele; *dui jana*—duas pessoas.", "translation": "**O Senhor disse: \"Usando o festival dos carros como desculpa, Kṛṣṇa vai para lá com Subhadrā e Baladeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/125/", "verse_text": "gopī-saṅge yata līlā haya upavane\n\nnigūḍha kṛṣṇera bhāva keha nāhi jāne", "devanagari": "> গোপী-সঙ্গে যত লীলা হয় উপবনে  ।\n> নিগূঢ় কৃষ্ণের ভাব কেহ নাহি জানে ॥১২৫॥", "synonyms": "*gopī-saṅge*—com as gopīs; *yata līlā*—todos os passatempos; *haya upavane*—que ocorrem naqueles jardins; *nigūḍha*—muito confidenciais; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *bhāva*—êxtases; *keha*—ninguém; *nāhi*—não; *jāne*—conhece.", "translation": "**\"Todos os passatempos com as gopīs que ocorrem naqueles jardins são êxtases muito confidenciais do Senhor Kṛṣṇa. Ninguém os conhece.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/126/", "verse_text": "ataeva kṛṣṇera prākaṭye nāhi kichu doṣa\n\ntabe kene lakṣmīdevī kare eta roṣa?", "devanagari": "> অতএব কৃষ্ণের প্রাকট্যে নাহি কিছু দোষ  ।\n> তবে কেনে লক্ষ্মীদেবী করে এত রোষ ? ১২৬ ॥১২৬॥", "synonyms": "*ataeva*—visto que; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *prākaṭye*—por tal manifestação; *nāhi*—não há; *kichu*—qualquer; *doṣa*—falta; *tabe*—portanto; *kene*—por que; *lakṣmī-devī*—a deusa da fortuna; *kare*—faz; *eta*—tanta; *roṣa*—ira.", "translation": "**\"Visto que não há falta alguma nos passatempos de Kṛṣṇa, por que a deusa da fortuna fica irada?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/127/", "verse_text": "svarūpa kahe,-premavatīra ei ta' svabhāva\n\nkāntera audāsya-leśe haya krodha-bhāva", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — প্রেমবতীর এই ত’ স্বভাব ।\n> কান্তের ঔদাস্য-লেশে হয় ক্রোধভাব ॥১২৭॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī respondeu; *prema-vatīra*—da moça que está demasiadamente afligida pelo amor; *ei*—esta; *ta'*—de fato; *sva-bhāva*—a natureza; *kāntera*—do amado; *audāsya*—de negligência; *leśe*—mesmo por uma fração; *haya*—há; *krodha-bhāva*—ira.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara respondeu: \"É da natureza de uma moça afligida pelo amor ficar imediatamente irada ao constatar negligência por parte de seu amado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/128/", "verse_text": "hena-kāle, khacita yāhe vividha ratana\n\nsuvarṇera caudolā kari' ārohaṇa", "devanagari": "> হেনকালে, খচিত যাহে বিবিধ রতন  ।\n> সুবর্ণের চৌদোলা করি’ আরোহণ ॥১২৮॥", "synonyms": "*hena-kāle*—enquanto Svarūpa Dāmodara e o Senhor Caitanya Mahāprabhu conversavam; *khacita*—estava engastado; *yāhe*—no qual; *vividha*—variedades; *ratana*—de gemas; *suvarṇera*—feito de ouro; *caudolā*—um palanquim carregado por quatro homens; *kari' ārohaṇa*—montando.", "translation": "**Enquanto Svarūpa Dāmodara e Śrī Caitanya Mahāprabhu conversavam, a procissão da deusa da fortuna passou por ali. Ela vinha montada num palanquim de ouro carregado por quatro homens e engastado com uma variedade de joias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/129/", "verse_text": "chatra-cāmara-dhvajā patākāra gaṇa\n\nnānā-vādya-āge nāce deva-dāsī-gaṇa", "devanagari": "> ছত্র-চামর-ধ্বজা পতাকার গণ  ।\n> নানাবাদ্য-আগে নাচে দেবদাসীগণ ॥১২৯॥", "synonyms": "*chatra*—de guarda-sóis; *cāmara*—e abanos; *dhvajā*—e bandeiras; *patākāra*—e grandes bandeiras; *gaṇa*—congregação; *nānā-vādya*—variedades de grupos musicais; *āge*—à frente; *nāce*—dançam; *deva-dāsī-gaṇa*—dançarinas.", "translation": "**O palanquim também estava cercado por pessoas que carregavam guarda-sóis, abanos cāmara e bandeiras, e era precedido por músicos e dançarinas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/130/", "verse_text": "tāmbūla-sampuṭa, jhāri, vyajana, cāmara\n\nsāthe dāsī śata, hāra divya bhūṣāmbara", "devanagari": "> তাম্বূল-সম্পুট, ঝারি, ব্যজন, চামর  ।\n> সাথে দাসী শত, হার দিব্য ভূষাম্বর ॥১৩০॥", "synonyms": "*tāmbūla-sampuṭa*—caixas contendo os ingredientes para o preparo da noz de bétel; *jhāri*—jarros de água; *vyajana*—leques; *cāmara*—abanos; *sāthe*—junto com; *dāsī*—criadas; *śata*—centenas; *hāra*—colares; *divya*—valiosos; *bhūṣāmbara*—trajes.", "translation": "**As criadas carregavam jarros de água, abanos cāmara e caixas para noz de bétel. Havia centenas de criadas, todas vestidas atraentemente e com valiosos colares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/131/", "verse_text": "alaukika aiśvarya saṅge bahu-parivāra\n\nkruddha hañā lakṣmīdevī āilā siṁha-dvāra", "devanagari": "> অলৌকিক ঐশ্বর্য সঙ্গে বহুং পরিবার  ।\n> ক্রুদ্ধ হঞা লক্ষ্মীদেবী আইলা সিংহদ্বার ॥১৩১॥", "synonyms": "*alaukika*—incomum; *aiśvarya*—opulência; *saṅge*—acompanhada por; *bahu-parivāra*—muitos membros da família; *kruddha hañā*—estando irada; *lakṣmī-devī*—a deusa da fortuna; *āilā*—chegou; *siṁha-dvāra*—ao portão principal do templo.", "translation": "**Num estado de ira, a deusa da fortuna chegou ao portão principal do templo, acompanhada por muitos membros de sua família, todos os quais exibiam opulência incomum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/132/", "verse_text": "jagannāthera mukhya mukhya yata bhṛtya-gaṇe\n\nlakṣmīdevīra dāsī-gaṇa karena bandhane", "devanagari": "> জগন্নাথের মুখ্য মুখ্য যত ভৃত্যগণে ।\n> লক্ষ্মীদেবীর দাসীগণ করেন বন্ধনে ॥১৩২॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *mukhya mukhya*—os principais; *yata*—todos; *bhṛtya-gaṇe*—servos; *lakṣmī-devīra*—da deusa da fortuna; *dāsī-gaṇa*—criadas; *karena bandhane*—prenderam.", "translation": "**Quando a procissão chegou, as criadas da deusa da fortuna começaram a prender todos os principais servos do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/133/", "verse_text": "bāndhiyā āniyā pāḍe lakṣmīra caraṇe\n\ncore yena daṇḍa kari' laya nānā-dhane", "devanagari": "> বান্ধিয়া আনিয়া পাড়ে লক্ষ্মীর চরণে ।\n> চোরে যেন দণ্ড করি’ লয় নানা-ধনে ॥১৩৩॥", "synonyms": "*bāndhiyā*—após amarrar; *āniyā*—trazendo; *pāḍe*—fazem-nos cair; *lakṣmīra caraṇe*—aos pés de lótus da deusa da fortuna; *core*—um ladrão; *yena*—como se; *daṇḍa kari'*—após punir; *laya*—toma; *nānā-dhane*—toda sorte de riquezas.", "translation": "**As criadas amarraram os servos de Jagannātha, algemaram-nos e os fizeram cair aos pés de lótus da deusa da fortuna. De fato, foram presos exatamente como ladrões a quem se tomam todas as riquezas.**", "purport": "Quando o Senhor Jagannātha inicia Seu festival dos carros, Ele garante à deusa da fortuna que retornará no dia seguinte. Como Ele não retorna, a deusa da fortuna, após esperar dois ou três dias, começa a sentir que seu esposo a negligenciou. Naturalmente, ela fica bastante irada. Decorando-se suntuosamente, a si mesma e a suas companheiras, ela sai do templo e posta-se diante do portão principal. Todos os principais servos do Senhor Jagannātha são então presos por suas criadas, trazidos perante ela e forçados a cair a seus pés de lótus."}
{"ref": "cc/madhya/14/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/134/", "verse_text": "acetanavat tāre karena tāḍane\n\nnānā-mata gāli dena bhaṇḍa-vacane", "devanagari": "> অচেতনবৎ তারে করেন তাড়নে ।\n> নানামত গালি দেন ভণ্ড-বচনে ॥১৩৪॥", "synonyms": "*acetana-vat*—quase inconscientes; *tāre*—aos servos; *karena*—faz; *tāḍane*—castigo; *nānā-mata*—vários tipos de; *gāli*—zombaria; *dena*—fala; *bhaṇḍa-vacane*—várias palavras chulas.", "translation": "**Quando os servos caem diante dos pés de lótus da deusa da fortuna, quase desmaiam. São castigados e tornados alvo de pilhérias e linguagem chula.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/135/", "verse_text": "lakṣmī-saṅge dāsī-gaṇera prāgalbhya dekhiyā\n\nhāse mahāprabhura gaṇa mukhe hasta diyā", "devanagari": "> লক্ষ্মী-সঙ্গে দাসীগণের প্রাগল্ভ্য দেখিয়া ।\n> হাসে মহাপ্রভুর গণ মুখে হস্ত দিয়া ॥১৩৫॥", "synonyms": "*lakṣmī-saṅge*—na companhia da deusa da fortuna; *dāsī-gaṇera*—das criadas; *prāgalbhya*—insolência; *dekhiyā*—depois de ver; *hāse*—sorriem; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gaṇa*—os companheiros; *mukhe*—no rosto; *hasta*—as mãos; *diyā*—cobrindo.", "translation": "**Quando os companheiros de Śrī Caitanya Mahāprabhu viram tamanha insolência por parte das criadas da deusa da fortuna, cobriram o rosto com as mãos e começaram a sorrir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/136/", "verse_text": "dāmodara kahe,-aiche mānera prakāra\n\ntrijagate kāhāṅ nāhi dekhi śuni āra", "devanagari": "> দামোদর কহে, — ঐছে মানের প্রকার ।\n> ত্রিজগতে কাহাঁ নাহি দেখি শুনি আর ॥১৩৬॥", "synonyms": "*dāmodara kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī disse; *aiche*—tal; *mānera*—de orgulho egoísta; *prakāra*—espécie; *tri-jagate*—dentro dos três mundos; *kāhāṅ*—em parte alguma; *nāhi*—não; *dekhi*—vejo; *śuni*—ouço; *āra*—outra.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse: \"Não há orgulho egoísta como este dentro dos três mundos. Ao menos eu nunca o vi nem ouvi falar dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/137/", "verse_text": "māninī nirutsāhe chāḍe vibhūṣaṇa\n\nbhūme vasi' nakhe lekhe, malina-vadana", "devanagari": "> মানিনী নিরুৎসাহে ছাড়ে বিভূষণ ।\n> ভূমে বসি’ নখে লেখে, মলিন-বদন ॥১৩৭॥", "synonyms": "*māninī*—a mulher orgulhosa, egoísta; *nirutsāhe*—por causa da decepção; *chāḍe*—abandona; *vibhūṣaṇa*—todo tipo de ornamentos; *bhūme vasi'*—sentando-se no chão; *nakhe*—com as unhas; *lekhe*—risca linhas; *malina-vadana*—com o rosto sombrio.", "translation": "**\"Quando uma mulher é negligenciada e desapontada, por orgulho egoísta ela abandona seus ornamentos e, sombria, senta-se no chão, riscando-o com as unhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/138/", "verse_text": "pūrve satyabhāmāra śuni evaṁ-vidha māna\n\nvraje gopī-gaṇera māna-rasera nidhāna", "devanagari": "> পূর্বে সত্যভামার শুনি এবম্বিধ মান ৷\n> ব্রজে গোপীগণের মান — রসের নিধান ॥১৩৮॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *satyabhāmāra*—da rainha Satyabhāmā; *śuni*—ouço; *evaṁ-vidha māna*—este tipo de orgulho egoísta; *vraje*—em Vṛndāvana; *gopī-gaṇera*—das gopīs; *māna*—orgulho; *rasera nidhāna*—o reservatório de todas as doçuras humorísticas.", "translation": "**\"Ouvi falar deste tipo de orgulho em Satyabhāmā, a rainha mais orgulhosa de Kṛṣṇa, e também ouvi falar dele nas gopīs de Vṛndāvana, que são os reservatórios de todas as doçuras transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/139/", "verse_text": "iṅho nija-sampatti saba prakaṭa kariyā\n\npriyera upara yāya sainya sājāña", "devanagari": "> ইঁহো নিজ-সম্পত্তি সব প্রকট করিয়া ।\n> প্রিয়ের উপর যায় সৈন্য সাজাঞা ॥১৩৯॥", "synonyms": "*iṅho*—esta; *nija-sampatti*—sua opulência; *saba*—toda; *prakaṭa kariyā*—manifestando; *priyera upara*—contra seu amado esposo; *yāya*—vai; *sainya sājāña*—acompanhada de soldados.", "translation": "**\"No caso da deusa da fortuna, porém, vejo um tipo diferente de orgulho. Ela manifesta suas próprias opulências e ainda marcha com seus soldados para atacar o esposo.\"**", "purport": "Após ver a insolência da deusa da fortuna, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī quis informar Śrī Caitanya Mahāprabhu sobre a superexcelência dos relacionamentos amorosos das gopīs. Disse ele, portanto: \"Meu Senhor, nunca presenciei nada parecido com o comportamento da deusa da fortuna. Às vezes vemos uma esposa amada tornar-se orgulhosa de sua posição e, em seguida, frustrar-se devido a alguma negligência. Ela então deixa de cuidar de sua aparência, aceita roupas sujas e, sombria, senta-se no chão e traça linhas com as unhas. Ouvimos falar de tal orgulho egoísta em Satyabhāmā e nas gopīs de Vṛndāvana, mas o que vemos na deusa da fortuna aqui em Jagannātha Purī é completamente diferente. Ela fica muito irada com o esposo e O ataca com sua grande opulência.\""}
{"ref": "cc/madhya/14/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/140/", "verse_text": "prabhu kahe,-kaha vrajera mānera prakāra\n\nsvarūpa kahe,-gopī-māna-nadī śata-dhāra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কহ ব্রজের মানের প্রকার ।\n> স্বরূপ কহে, — গোপীমান-নদী শতধার ॥১৪০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *kaha*—por favor, fala; *vrajera*—de Vṛndāvana; *mānera*—do orgulho egoísta; *prakāra*—as variedades; *svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara respondeu; *gopī-māna*—o orgulho das gopīs; *nadī*—como um rio; *śata-dhāra*—com centenas de ramificações.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Por favor, fala-Me das variedades de orgulho egoísta manifestas em Vṛndāvana.\" Svarūpa Dāmodara respondeu: \"O orgulho das gopīs é como um rio que flui com centenas de afluentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/141/", "verse_text": "nāyikāra svabhāva, prema-vṛtte bahu bheda\n\nsei bhede nānā-prakāra mānera udbheda", "devanagari": "> নায়িকার স্বভাব, প্রেমবৃত্তে বহু ভেদ ।\n> সেই ভেদে নানা-প্ৰকার মানের উদ্ভেদ ॥১৪১॥", "synonyms": "*nāyikāra*—da heroína; *sva-bhāva*—natureza; *prema-vṛtte*—no que diz respeito aos relacionamentos amorosos; *bahu*—muitas; *bheda*—variedades; *sei*—essa; *bhede*—em cada variedade; *nānā-prakāra*—vários tipos; *mānera*—da ira ciumenta de uma mulher; *udbheda*—subdivisões.", "translation": "**\"As características e os modos de amor são diferentes em diferentes mulheres. Sua ira ciumenta também assume diferentes variedades e qualidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/142/", "verse_text": "samyak gopikāra māna nā yāya kathana\n\neka-dui-bhede kari dig-daraśana", "devanagari": "> সম্যক্ গোপিকার মান না যায় কথন ।\n> এক-দুই-ভেদে করি দিগ্-দরশন ॥১৪২॥", "synonyms": "*samyak*—plenamente; *gopikāra*—das gopīs; *māna*—a ira ciumenta; *nā*—não; *yāya*—é possível; *kathana*—falar; *eka-dui*—um, dois; *bhede*—em diferentes tipos; *kari*—faço; *dik-daraśana*—indicação.", "translation": "**\"Não é possível dar uma exposição completa dos diferentes tipos de ira ciumenta manifestos pelas gopīs, mas alguns princípios podem servir de indicação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/143/", "verse_text": "māne keha haya 'dhīrā,' keha ta' 'adhīrā'\n\nei tina-bhede, keha haya 'dhīrādhīrā'", "devanagari": "> মানে কেহ হয় ‘ধীরা’, কেহ ত’ ‘অধীরা’ ।\n> এই তিন-ভেদে, কেহ হয় ‘ধীরাধীরা’ ॥১৪৩॥", "synonyms": "*māne*—na plataforma da ira ciumenta; *keha*—algumas mulheres; *haya dhīrā*—são muito sóbrias; *keha ta'*—e algumas delas; *adhīrā*—muito inquietas; *ei tina-bhede*—e há uma terceira divisão; *keha haya*—algumas são; *dhīrā-adhīrā*—uma mistura de sobriedade e inquietude.", "translation": "**\"Há três tipos de mulheres que experimentam a ira ciumenta: mulheres sóbrias, mulheres inquietas e mulheres ao mesmo tempo inquietas e sóbrias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/144/", "verse_text": "'dhīrā' kānte dūre dekhi' kare pratyutthāna\n\nnikaṭe āsile, kare āsana pradāna", "devanagari": "> ‘ধীরা’ কান্তে দূরে দেখি’ করে প্রত্যুত্থান ।\n> নিকটে আসিলে, করে আসন প্রদান ॥১৪৪॥", "synonyms": "*dhīrā*—a sóbria; *kānte*—o herói; *dūre*—de longe; *dekhi'*—depois de ver; *kare pratyutthāna*—levanta-se; *nikaṭe āsile*—quando o herói se aproxima; *kare*—faz; *āsana*—de um assento; *pradāna*—oferecimento.", "translation": "**\"Quando uma heroína sóbria vê seu herói aproximar-se de longe, ela imediatamente se levanta para recebê-lo. Quando ele chega perto, ela logo lhe oferece um lugar para sentar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/145/", "verse_text": "hṛdaye kopa, mukhe kahe madhura vacana\n\npriya āliṅgite, tāre kare āliṅgana", "devanagari": "> হৃদয়ে কোপ, মুখে কহে মধুর বচন ।\n> প্রিয় আলিঙ্গিতে, তারে করে আলিঙ্গন ॥১৪৫॥", "synonyms": "*hṛdaye*—dentro do coração; *kopa*—ira; *mukhe*—na boca; *kahe*—fala; *madhura*—doces; *vacana*—palavras; *priya*—o amado; *āliṅgite*—quando a abraça; *tāre*—a ele; *kare āliṅgana*—abraça.", "translation": "**\"A heroína sóbria oculta sua ira dentro do coração e, externamente, profere doces palavras. Quando seu amado a abraça, ela também retribui o abraço dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/146/", "verse_text": "sarala vyavahāra, kare mānera poṣaṇa\n\nkimvā solluṇṭha-vākye kare priya-nirasana", "devanagari": "> সরল ব্যবহার, করে মানের পোষণ ।\n> কিম্বা সোল্লুণ্ঠ-বাক্যে করে প্রিয়-নিরসন ॥১৪৬॥", "synonyms": "*sarala vyavahāra*—tratos simples; *kare*—faz; *mānera*—da ira ciumenta; *poṣaṇa*—manutenção; *kimvā*—ou; *solluṇṭha*—sorrindo um pouco; *vākye*—com palavras; *kare*—faz; *priya*—do amado; *nirasana*—recusa.", "translation": "**\"A heroína sóbria é muito simples em seu comportamento. Ela mantém sua ira ciumenta dentro do coração, mas, com palavras suaves e sorrisos, recusa as investidas de seu amado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/147/", "verse_text": "'adhīrā' niṣṭhura-vākye karaye bhartsana\n\nkarṇotpale tāḍe, kare mālāya bandhana", "devanagari": "> ‘অধীরা’ নিষ্ঠুর-বাক্যে করয়ে ভর্ৎসন ।\n> কর্ণোৎপলে তাড়ে, করে মালায় বন্ধন ॥১৪৭॥", "synonyms": "*adhīrā*—a heroína inquieta; *niṣṭhura-vākye*—com palavras cruéis; *karaye*—faz; *bhartsana*—reprimenda; *karṇa-utpale tāḍe*—puxa-lhe a orelha; *kare*—faz; *mālāya*—com uma guirlanda; *bandhana*—amarração.", "translation": "**\"A heroína inquieta, contudo, às vezes repreende seu amado com palavras cruéis, às vezes lhe puxa a orelha e às vezes o amarra com uma guirlanda de flores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/148/", "verse_text": "'dhīrādhīrā' vakra-vākye kare upahāsa\n\nkabhu stuti, kabhu nindā, kabhu vā udāsa", "devanagari": "> ‘ধীরাধীরা’ বক্র-বাক্যে করে উপহাস ।\n> কভু স্তুতি, কভু নিন্দা, কভু বা উদাস ॥১৪৮॥", "synonyms": "*dhīrā-adhīrā*—a heroína que é uma combinação de sobriedade e inquietude; *vakra-vākye kare upahāsa*—brinca com palavras equívocas; *kabhu stuti*—às vezes louvor; *kabhu nindā*—às vezes injúria; *kabhu vā udāsa*—às vezes indiferença.", "translation": "**\"A heroína que é uma combinação de sobriedade e inquietude sempre brinca com palavras equívocas. Ela às vezes louva seu amado, às vezes o injuria e às vezes permanece indiferente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/149/", "verse_text": "'mugdhā', 'madhyā', 'pragalbhā',-tina nāyikāra bheda\n\n'mugdhā' nāhi jāne mānera vaidagdhya-vibheda", "devanagari": "> ‘মুগ্ধা’, ‘মধ্যা’, ‘প্রগল্ভা’, — তিন নায়িকার ভেদ ।\n> ‘মুগ্ধা’ নাহি জানে মানের বৈদগ্ধ্য-বিভেদ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*mugdhā*—cativada; *madhyā*—intermediária; *pragalbhā*—insolente; *tina*—três; *nāyikāra*—de heroínas; *bheda*—divisões; *mugdhā*—a cativada; *nāhi jāne*—não conhece; *mānera*—da ira ciumenta; *vaidagdhya-vibheda*—as sutilezas do comportamento astuto.", "translation": "**\"As heroínas também podem ser classificadas como cativadas, intermediárias e insolentes. A heroína cativada não conhece muito a respeito das astutas sutilezas da ira ciumenta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/150/", "verse_text": "mukha ācchādiyā kare kevala rodana\n\nkāntera priya-vākya śuni' haya parasanna", "devanagari": "> মুখ আচ্ছাদিয়া করে কেবল রোদন ।\n> কান্তের প্রিয়বাক্য শুনি’ হয় পরসন্ন ॥১৫০॥", "synonyms": "*mukha ācchādiyā*—cobrindo o rosto; *kare*—realiza; *kevala*—apenas; *rodana*—choro; *kāntera*—do amado; *priya-vākya*—doces palavras; *śuni'*—ouvindo; *haya*—torna-se; *parasanna*—satisfeita.", "translation": "**\"A heroína cativada simplesmente cobre o rosto e prossegue chorando. Quando ouve doces palavras de seu amado, ela fica muito satisfeita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/151/", "verse_text": "'madhyā' 'pragalbhā' dhare dhīrādi-vibheda\n\ntāra madhye sabāra svabhāve tina bheda", "devanagari": "> ‘মধ্যা’ ‘প্ৰগল্ভা’ ধরে ধীরাদি-বিভেদ ।\n> তার মধ্যে সবার স্বভাবে তিন ভেদ ॥১৫১॥", "synonyms": "*madhyā*—a intermediária; *pragalbhā*—a insolente; *dhare*—contêm; *dhīra-ādi-vibheda*—as três divisões de dhīrā, adhīrā e dhīrādhīrā; *tāra madhye*—entre elas; *sabāra*—de todas elas; *sva-bhāve*—na natureza; *tina bheda*—três divisões.", "translation": "**\"Tanto a heroína intermediária quanto a insolente podem ser classificadas como sóbrias, inquietas e ao mesmo tempo sóbrias e inquietas. Todas as suas características podem ainda ser classificadas em três divisões.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/152/", "verse_text": "keha 'prakharā', keha 'mṛdu', keha haya 'samā'\n\nsva-svabhāve kṛṣṇera bāḍāya prema-sīmā", "devanagari": "> কেহ ‘প্রখরা’, কেহ ‘মৃদু’, কেহ হয় ‘সমা’ ৷\n> স্ব-স্বভাবে কৃষ্ণের বাড়ায় প্রেম-সীমা ॥১৫২॥", "synonyms": "*keha*—algumas; *prakharā*—muito falantes; *keha*—algumas; *mṛdu*—muito brandas; *keha haya*—algumas delas são; *samā*—equânimes; *sva-svabhāve*—por suas próprias características; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *bāḍāya*—aumentam; *prema-sīmā*—o limite do êxtase amoroso.", "translation": "**\"Algumas delas são muito falantes, algumas são brandas e algumas são equânimes. Cada heroína, conforme seu próprio caráter, aumenta o êxtase amoroso de Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/153/", "verse_text": "prākharya, mārdava, sāmya svabhāva nirdoṣa\n\nsei sei svabhāve kṛṣṇe karāya santoṣa", "devanagari": "> প্রাখর্য, মার্দব, সাম্য স্বভাব নির্দোষ ।\n> সেই সেই স্বভাবে কৃষ্ণে করায় সন্তোষ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*prākharya*—loquacidade; *mārdava*—brandura; *sāmya*—ser equânime; *sva-bhāva*—natureza; *nirdoṣa*—impecável; *sei sei sva-bhāve*—nessas qualidades transcendentais; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *karāya*—elas fazem; *santoṣa*—feliz.", "translation": "**\"Embora algumas das gopīs sejam falantes, algumas brandas e algumas equânimes, todas elas são transcendentais e impecáveis. Elas agradam Kṛṣṇa por suas características singulares.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/154/", "verse_text": "e-kathā śuniyā prabhura ānanda apāra\n\n'kaha, kaha, dāmodara',-bale bāra bāra", "devanagari": "> একথা শুনিয়া প্রভুর আনন্দ অপার ।\n> ‘কহ, কহ, দামোদর’, — বলে বার বার ॥১৫৪॥", "synonyms": "*e-kathā śuniyā*—ao ouvir esta descrição; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda apāra*—felicidade ilimitada; *kaha kaha*—continua a falar, por favor; *dāmodara*—Meu querido Dāmodara; *bale bāra bāra*—Ele dizia repetidamente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu felicidade ilimitada ao ouvir estas descrições, e Ele pedia repetidamente que Svarūpa Dāmodara continuasse a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/155/", "verse_text": "dāmodara kahe,-kṛṣṇa rasika-śekhara\n\nrasa-āsvādaka, rasamaya-kalevara", "devanagari": "> দামোদর কহে, — কৃষ্ণ রসিকশেখর ।\n> রস-আস্বাদক, রসময়-কলেবর ॥১৫৫॥", "synonyms": "*dāmodara kahe*—Dāmodara disse; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *rasika-śekhara*—o mestre das doçuras transcendentais; *rasa-āsvādaka*—o saboreador das doçuras transcendentais; *rasa-maya-kalevara*—cujo corpo é feito de toda bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Dāmodara Gosvāmī disse: \"Kṛṣṇa é o mestre de todas as doçuras transcendentais. Ele é o saboreador das doçuras transcendentais, e Seu corpo é composto de bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/156/", "verse_text": "premamaya-vapu kṛṣṇa bhakta-premādhīna\n\nśuddha-preme, rasa-guṇe, gopikā-pravīṇa", "devanagari": "> প্রেমময়-বপু কৃষ্ণ ভক্ত-প্রেমাধীন ৷\n> শুদ্ধপ্রেমে, রসগুণে, গোপিকা — প্ৰবীণ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*prema-maya-vapu*—corpo de amor e êxtase; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhakta-prema-adhīna*—sempre subordinado aos sentimentos amorosos de Seus devotos; *śuddha-preme*—no amor puro e imaculado; *rasa-guṇe*—e nas qualidades das doçuras transcendentais; *gopikā*—as gopīs; *pravīṇa*—muito experientes.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é pleno de amor extático e sempre subordinado ao amor de Seus devotos. As gopīs são muito experientes no amor puro e nos tratos das doçuras transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/157/", "verse_text": "gopikāra preme nāhi rasābhāsa-doṣa\n\nataeva kṛṣṇera kare parama santoṣa", "devanagari": "> গোপিকার প্রেমে নাহি রসাভাস-দোষ ৷\n> অতএব কৃষ্ণের করে পরম সন্তোষ ॥১৫৭॥", "synonyms": "*gopikāra*—das gopīs; *preme*—nos assuntos amorosos; *nāhi*—não há; *rasa-ābhāsa*—de um sabor adulterado de doçura; *doṣa*—falha; *ataeva*—portanto; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—elas fazem; *parama santoṣa*—a mais elevada satisfação.", "translation": "**\"Não há falha nem adulteração no amor das gopīs; portanto, elas proporcionam a Kṛṣṇa o mais elevado prazer.**", "purport": "O rasābhāsa ocorre quando a relação de alguém com Kṛṣṇa é adulterada. Há diferentes tipos de rasābhāsa: de primeira, de segunda e de terceira classe. A palavra rasa significa \"doçura\", e ābhāsa significa \"uma sombra\". Se alguém saboreia certa espécie de doçura e algo a mais lhe é imposto, isso é uparasa. Se algo é derivado da doçura original, chama-se anurasa. Se algo muito afastado da doçura original é apreciado, chama-se aparasa. Uparasa, anurasa e aparasa são, respectivamente, os rasābhāsas de primeira, de segunda e de terceira classe. Como se afirma no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (4.9):\n\npūrvam evānuśiṣṭena vikalā rasa-lakṣaṇā\nrasā eva rasābhāsā rasa-jñair anukīrtitāḥ\nsyus tridhoparasāś cānurasāś cāparasāś ca te\nuttamā madhyamāḥ proktāḥ kaniṣṭhāś cety amī kramāt"}
{"ref": "cc/madhya/14/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/158/", "verse_text": "evaṁ śaśaṅkāṁśu-virājitā niśāḥ\n\nsa satya-kāmo 'nuratābalā-gaṇaḥ\n\nsiṣeva ātmany avaruddha-saurataḥ\n\nsarvāḥ śarat-kāvya-kathā-rasāśrayāḥ", "devanagari": "> এবং শশঙ্কাংশুবিরাজিতা নিশাঃ\n> স সত্যকামোঽনুরতাবলাগণঃ ।\n> সিষেব আত্মন্যবরুদ্ধ-সৌরতঃ\n> সর্বাঃ শরৎকাব্যকথারসাশ্রয়াঃ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*evam*—assim; *śaśaṅka-aṁśu*—com os raios do luar; *virājitāḥ*—belamente existentes; *niśāḥ*—noites; *saḥ*—Ele; *satya-kāmaḥ*—a Verdade Absoluta; *anurata*—por quem são atraídas; *abalā-gaṇaḥ*—mulheres; *siṣeva*—realizou; *ātmani*—em Seu próprio eu; *avaruddha-saurataḥ*—Seu amor erótico transcendental era contido; *sarvāḥ*—todas; *śarat*—no outono; *kāvya*—poéticas; *kathā*—palavras; *rasa-āśrayāḥ*—pleno de todas as doçuras transcendentais.", "translation": "**\" 'O Senhor Śrī Kṛṣṇa, que é a Verdade Absoluta, desfrutou Sua dança da rāsa todas as noites durante a estação do outono. Ele realizou essa dança ao luar e com plenas doçuras transcendentais. Ele usou palavras poéticas e cercou-Se de mulheres que se sentiam muito atraídas por Ele.'**", "purport": "Este verso é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.33.25). As gopīs são todas almas espirituais transcendentais. Jamais se deve pensar que as gopīs e Kṛṣṇa tenham corpos materiais. Vṛndāvana-dhāma também é uma morada espiritual, e ali os dias e as noites, as árvores, as flores, a água e tudo o mais são espirituais. Não há ali sequer um traço de contaminação material. Kṛṣṇa, que é o Brahman Supremo e a Superalma, não Se interessa em absoluto por nada material. Suas atividades com as gopīs são todas espirituais e ocorrem dentro do mundo espiritual. Elas nada têm a ver com o mundo material. Os desejos luxuriosos do Senhor Kṛṣṇa e todos os Seus tratos com as gopīs estão na plataforma espiritual. É preciso estar transcendentalmente realizado antes mesmo de considerar saborear os passatempos de Kṛṣṇa com as gopīs. Quem está na plataforma mundana deve primeiro purificar-se seguindo os princípios reguladores. Somente então poderá tentar compreender Kṛṣṇa e as gopīs. Śrī Caitanya Mahāprabhu e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī estão aqui falando sobre a relação entre Kṛṣṇa e as gopīs; portanto, o assunto não é nem mundano nem erótico. Por ser um sannyāsī, Śrī Caitanya Mahāprabhu era muito estrito em Seus tratos com mulheres. A menos que as gopīs estivessem na plataforma espiritual, Śrī Caitanya Mahāprabhu jamais as teria sequer mencionado a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. Por isso, estas descrições não dizem respeito, de modo algum, a atividade material."}
{"ref": "cc/madhya/14/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/159/", "verse_text": "'vāmā' eka gopī-gaṇa, 'dakṣiṇā' eka gaṇa\n\nnānā-bhāve karāya kṛṣṇe rasa āsvādana", "devanagari": "> ‘বামা’ এক গোপীগণ, ‘দক্ষিণা’ এক গণ ৷\n> নানা-ভাবে করায় কৃষ্ণে রস আস্বাদন ॥১৫৯॥", "synonyms": "*vāmā*—ala esquerda; *eka*—um; *gopī-gaṇa*—grupo de gopīs; *dakṣiṇā*—ala direita; *eka*—outro; *gaṇa*—grupo de gopīs; *nānā-bhāve*—em variedades de amor extático; *karāya*—fazem com que; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *rasa āsvādana*—saborear das doçuras transcendentais.", "translation": "**\"As gopīs podem ser divididas em uma ala esquerda e uma ala direita. Ambas as alas induzem Kṛṣṇa a saborear doçuras transcendentais através de várias manifestações de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/160/", "verse_text": "gopī-gaṇa-madhye śreṣṭhā rādhā-ṭhākurāṇī\n\nnirmala-ujjvala-rasa-prema-ratna-khani", "devanagari": "> গোপীগণ-মধ্যে শ্রেষ্ঠা রাধা-ঠাকুরাণী ৷\n> নির্মল-উজ্জ্বল-রস-প্রেম-রত্নখনি ॥১৬০॥", "synonyms": "*gopī-gaṇa-madhye*—de todas as gopīs; *śreṣṭhā*—a principal; *rādhā-ṭhākurāṇī*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *nirmala*—purificadas; *ujjvala*—brilhantes; *rasa*—em doçuras; *prema*—de amor extático; *ratna-khani*—a mina de joias.", "translation": "**\"De todas as gopīs, Śrīmatī Rādhārāṇī é a principal. Ela é uma mina de joias de amor extático e a fonte de todas as doçuras conjugais transcendentais purificadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/161/", "verse_text": "vayase 'madhyamā' teṅho svabhāvete 'samā'\n\ngāḍha prema-bhāve teṅho nirantara 'vāmā'", "devanagari": "> বয়সে ‘মধ্যমা’তেঁহো স্বভাবেতে ‘সমা’ ।\n> গাঢ় প্রেমভাবে তেঁহো নিরন্তর ‘বামা’ ॥১৬১॥", "synonyms": "*vayase madhyamā*—crescida; *teṅho*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sva-bhāvete*—de caráter; *samā*—equânime; *gāḍha*—profundo; *prema-bhāve*—em amor extático; *teṅho*—Ela; *nirantara*—constantemente; *vāmā*—do grupo das gopīs da ala esquerda.", "translation": "**\"Rādhārāṇī é crescida, e Seu caráter é equânime. Ela está sempre profundamente absorta em amor extático e sempre sentindo o estado de espírito de uma gopī da ala esquerda.**", "purport": "A ala esquerda e a ala direita das gopīs foram explicadas por Rūpa Gosvāmī no Ujjvala-nīlamaṇi. A ala esquerda é descrita desta maneira:\n\nmana-grahe sadodyuktā\ntac-chaithilye ca kopanā\nabhedyā nāyake prāyaḥ\nkrūrā vāmeti kīrtyate\n\n\"A gopī que está sempre ansiosa por encolerizar-se de ciúme, que é muito entusiasta dessa posição, que imediatamente se enfurece quando vencida, que jamais está sob o controle de um herói e que sempre se opõe a Ele chama-se vāmā, ou uma gopī da ala esquerda.\"\n\nŚrīla Rūpa Gosvāmī descreve as gopīs da ala direita desta maneira:\n\nasahyā māna-nirbandhe\nnāyake yukta-vādinī\nsāmabhis tena bhedyā ca\ndakṣiṇā parikīrtitā\n\n\"A gopī que não pode tolerar a cólera feminina, que fala palavras adequadas ao herói e que se satisfaz com Suas doces palavras chama-se dakṣiṇā, ou uma gopī da ala direita.\""}
{"ref": "cc/madhya/14/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/162/", "verse_text": "vāmya-svabhāve māna uṭhe nirantara\n\ntāra madhye uṭhe kṛṣṇera ānanda-sāgara", "devanagari": "> বাম্য-স্বভাবে মান উঠে নিরন্তর ।\n> তার মধ্যে উঠে কৃষ্ণের আনন্দ-সাগর ॥১৬২॥", "synonyms": "*vāmya-svabhāve*—por causa do caráter de ala esquerda; *māna*—cólera feminina; *uṭhe*—desperta; *nirantara*—sempre; *tāra madhye*—nesse trato; *uṭhe*—está despertando; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ānanda-sāgara*—um oceano de bem-aventurança transcendental.", "translation": "**\"Por ser uma gopī da ala esquerda, Sua cólera feminina está sempre despertando, mas Kṛṣṇa extrai bem-aventurança transcendental de Suas atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/163/", "verse_text": "aher iva gatiḥ premṇaḥ\n\nsvabhāva-kuṭilā bhavet\n\nato hetor ahetoś ca\n\nyūnor māna udañcati", "devanagari": "> অহেরিব গতিঃ প্রেম্ণঃ স্বভাবকুটিলা ভবেৎ ।\n> অতো হেতোরহেতোশ্চ যূনোর্মান উদঞ্চতি ॥১৬৩॥", "synonyms": "*aheḥ*—da serpente; *iva*—como; *gatiḥ*—o movimento; *premṇaḥ*—dos assuntos amorosos; *sva-bhāva*—por natureza; *kuṭilā*—tortuoso; *bhavet*—é; *ataḥ*—portanto; *hetoḥ*—de alguma causa; *ahetoḥ*—da ausência de uma causa; *ca*—e; *yūnoḥ*—do jovem casal; *mānaḥ*—cólera; *udañcati*—surge.", "translation": "**\" 'O progresso dos assuntos amorosos entre jovens casais é, por natureza, tortuoso, como o movimento de uma serpente. Por causa disso, surgem dois tipos de cólera entre os jovens casais: cólera com causa e cólera sem causa.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do Ujjvala-nīlamaṇi de Śrīla Rūpa Gosvāmī (Śṛṅgāra-bheda-prakaraṇa 102)."}
{"ref": "cc/madhya/14/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/164/", "verse_text": "eta śuni' bāḍe prabhura ānanda-sāgara\n\n'kaha, kaha' kahe prabhu, bale dāmodara", "devanagari": "> এত শুনি’ বাড়ে প্রভুর আনন্দ-সাগর ।\n> ‘কহ, কহ’ কহে প্রভু, বলে দামোদর ॥১৬৪॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ao ouvir isto; *bāḍe*—aumentou; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda-sāgara*—o oceano de bem-aventurança transcendental; *kaha kaha*—continua a falar; *kahe prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu continuava a pedir; *bale dāmodara*—Dāmodara Gosvāmī continuava a responder.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu estas conversas, Seu oceano de bem-aventurança transcendental aumentou. Por isso, Ele disse a Svarūpa Dāmodara: \"Continua a falar, continua a falar.\" E assim Svarūpa Dāmodara prosseguiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/165/", "verse_text": "'adhirūḍha mahābhāva'-rādhikāra prema\n\nviśuddha, nirmala, yaiche daśa-vāṇa hema", "devanagari": "> ‘অধিরূঢ় মহাভাব’ — রাধিকার প্রেম ৷\n> বিশুদ্ধ, নির্মল, যৈছে দশবাণ হেম ॥১৬৫॥", "synonyms": "*adhirūḍha mahā-bhāva*—amor extático altamente elevado; *rādhikāra prema*—os assuntos amorosos de Śrīmatī Rādhārāṇī; *viśuddha*—completamente imaculado; *nirmala*—purificado; *yaiche*—como se; *daśa-vāṇa*—dez vezes purificado; *hema*—ouro.", "translation": "**\"O amor de Śrīmatī Rādhārāṇī é um êxtase altamente avançado. Todos os Seus tratos são completamente puros e desprovidos de tintura material. De fato, Seus tratos são dez vezes mais puros que o ouro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/166/", "verse_text": "kṛṣṇera darśana yadi pāya ācambite\n\nnānā-bhāva-vibhūṣaṇe haya vibhūṣite", "devanagari": "> কৃষ্ণের দর্শন যদি পায় আচম্বিতে ।\n> নানা-ভাব-বিভূষণে হয় বিভূষিতে ॥১৬৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *darśana*—encontro; *yadi*—se; *pāya*—obtém; *ācambite*—de repente; *nānā*—vários; *bhāva*—extáticos; *vibhūṣaṇe*—com ornamentos; *haya*—é; *vibhūṣite*—adornada.", "translation": "**\"Tão logo Rādhārāṇī tem a oportunidade de ver Kṛṣṇa, Seu corpo é subitamente adornado com vários ornamentos extáticos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/167/", "verse_text": "aṣṭa 'sāttvika', harṣādi 'vyabhicārī' yāṅra\n\n'sahaja prema', viṁśati 'bhāva'-alaṅkāra", "devanagari": "> অষ্ট ‘সাত্ত্বিক’, হর্ষাদি ‘ব্যভিচারী’ যাঁর ।\n> ‘সহজ প্রেম’, বিংশতি ‘ভাব’-অলঙ্কার ॥১৬৭॥", "synonyms": "*aṣṭa*—oito; *sāttvika*—sintomas transcendentais; *harṣa-ādi*—como o júbilo; *vyabhicārī*—características distintivas; *yāṅra*—de quem; *sahaja prema*—amor natural; *viṁśati*—vinte; *bhāva*—de êxtase; *alaṅkāra*—ornamentos.", "translation": "**\"Os ornamentos transcendentais do corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī incluem os oito sāttvikas, ou sintomas transcendentais, os trinta e três vyabhicārī-bhāvas, começando por harṣa, ou júbilo no amor natural, e os vinte bhāvas, ou ornamentos emocionais extáticos.**", "purport": "Os trinta e três vyabhicārī-bhāvas, sintomas corpóreos que se manifestam no amor extático, são os seguintes: (1) nirveda, indiferença; (2) viṣāda, melancolia; (3) dainya, humildade; (4) glāni, a sensação de estar numa posição faltosa; (5) śrama, fadiga; (6) mada, loucura; (7) garva, orgulho; (8) śaṅkā, dúvida; (9) trāsa, choque; (10) āvega, emoção intensa; (11) unmāda, demência; (12) apasmāra, esquecimento; (13) vyādhi, doença; (14) moha, perplexidade; (15) mṛti, morte; (16) ālasya, preguiça; (17) jāḍya, invalidez; (18) vrīḍā, vergonha; (19) avahitthā, dissimulação; (20) smṛti, lembrança; (21) vitarka, argumentação; (22) cintā, contemplação; (23) mati, atenção; (24) dhṛti, perseverança; (25) harṣa, júbilo; (26) autsukya, ânsia; (27) augrya, violência; (28) amarṣa, ira; (29) asūyā, inveja; (30) cāpalya, insolência; (31) nidrā, sono; (32) supti, sono profundo e (33) prabodha, despertar."}
{"ref": "cc/madhya/14/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/168/", "verse_text": "'kila-kiñcita', 'kuṭṭamita', 'vilāsa', 'lalita'\n\n'vivvoka', 'moṭṭāyita', āra 'maugdhya', 'cakita'", "devanagari": "> ‘কিলকিঞ্চিত’, ‘কুট্টমিত’,‘বিলাস’,‘ললিত’ ।\n> ‘বিব্বোক’, ‘মোট্টায়িত’, আর ‘মৌগ্ধ্য’, ‘চকিত’ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*kila-kiñcita*—um tipo particular de ornamento no momento de ver Kṛṣṇa; *kuṭṭamita*—o sintoma explicado no verso 197; *vilāsa*—o sintoma explicado no verso 187; *lalita*—o sintoma explicado no verso 192; *vivvoka*—desprezar o presente oferecido pelo herói; *moṭṭāyita*—o despertar de desejos lascivos pela lembrança e pelas palavras do herói; *āra*—e; *maugdhya*—assumir a posição de não saber das coisas, embora tudo seja sabido; *cakita*—uma posição em que a heroína se mostra muito amedrontada, embora não esteja nem um pouco amedrontada.", "translation": "**\"Alguns dos sintomas criticamente explicados nos versos seguintes são kila-kiñcita, kuṭṭamita, vilāsa, lalita, vivvoka, moṭṭāyita, maugdhya e cakita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/169/", "verse_text": "eta bhāva-bhūṣāya bhūṣita śrī-rādhāra aṅga\n\ndekhite uthale kṛṣṇa-sukhābdhi-taraṅga", "devanagari": "> এত ভাবভূষায় ভূষিত শ্রীরাধার অঙ্গ ।\n> দেখিতে উথলে কৃষ্ণসুখাব্ধি-তরঙ্গ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*eta*—tantos; *bhāva-bhūṣāya*—com os ornamentos do êxtase; *bhūṣita*—adornado; *śrī-rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *aṅga*—o corpo; *dekhite*—ver; *uthale*—desperta; *kṛṣṇa-sukha-abdhi*—do oceano da felicidade de Kṛṣṇa; *taraṅga*—ondas.", "translation": "**\"Quando o corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī manifesta os ornamentos de muitos sintomas extáticos, o oceano da felicidade de Kṛṣṇa imediatamente exibe ondas transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/170/", "verse_text": "kila-kiñcitādi-bhāvera śuna vivaraṇa\n\nye bhāva-bhūṣāya rādhā hare kṛṣṇa-mana", "devanagari": "> কিলকিঞ্চিতাদি-ভাবের শুন বিবরণ ৷\n> যে ভাব-ভূষায় রাধা হরে কৃষ্ণ-মন ॥১৭০॥", "synonyms": "*kila-kiñcita-ādi*—começando pelo êxtase chamado kila-kiñcita; *bhāvera*—dos êxtases; *śuna*—ouve; *vivaraṇa*—a descrição; *ye bhāva-bhūṣāya*—com esses ornamentos extáticos; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *hare*—encanta; *kṛṣṇa-mana*—a mente de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Ouve agora uma descrição dos diferentes êxtases, começando por kila-kiñcita. Com esses ornamentos extáticos, Śrīmatī Rādhārāṇī encanta a mente de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/171/", "verse_text": "rādhā dekhi' kṛṣṇa yadi chuṅite kare mana\n\ndāna-ghāṭi-pathe yabe varjena gamana", "devanagari": "> রাধা দেখি’ কৃষ্ণ যদি ছুঁইতে করে মন ।\n> দানঘাটি-পথে যবে বর্জেন গমন ॥১৭১॥", "synonyms": "*rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *dekhi'*—após ver; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—se; *chuṅite*—tocar; *kare mana*—deseja; *dāna-ghāṭi-pathe*—no caminho que conduz ao ponto de onde se atravessa o rio para o outro lado; *yabe*—quando; *varjena*—proíbe; *gamana*—de ir.", "translation": "**\"Quando Śrī Kṛṣṇa vê Śrīmatī Rādhārāṇī e deseja tocar Seu corpo, Ele A proíbe de ir ao ponto de onde se pode atravessar o rio Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/172/", "verse_text": "yabe āsi' mānā kare puṣpa uṭhāite\n\nsakhī-āge cāhe yadi gāye hāta dite", "devanagari": "> যবে আসি’ মানা করে পুষ্প উঠাইতে ।\n> সখী-আগে চাহে যদি গায়ে হাত দিতে ॥১৭২॥", "synonyms": "*yabe*—quando; *āsi'*—aproximando-se; *mānā kare*—proíbe; *puṣpa uṭhāite*—de colher flores; *sakhī-āge*—diante das amigas de Śrīmatī Rādhārāṇī; *cāhe*—quer; *yadi*—se; *gāye*—no corpo; *hāta dite*—tocar com a mão.", "translation": "**\"Aproximando-se Dela, Kṛṣṇa proíbe Śrīmatī Rādhārāṇī de colher flores. Ele também pode tocá-La diante de Suas amigas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/173/", "verse_text": "ei-saba sthāne 'kila-kiñcita' udgama\n\nprathame 'harṣa' sañcārī-mūla kāraṇa", "devanagari": "> এইসব স্থানে ‘কিলকিঞ্চিত’ উদ্গম ।\n> প্রথমে ‘হর্ষ’ সঞ্চারী — মূল কারণ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*ei-saba sthāne*—em tais lugares; *kila-kiñcita*—do sintoma do êxtase conhecido como kila-kiñcita; *udgama*—despertar; *prathame*—no início; *harṣa*—júbilo; *sañcārī*—emoção extática; *mūla kāraṇa*—a causa fundamental.", "translation": "**\"Em tais momentos, os sintomas extáticos de kila-kiñcita despertam. Primeiro há júbilo no amor extático, que é a causa fundamental desses sintomas.**", "purport": "Sempre que Śrīmatī Rādhārāṇī sai de Sua casa, está sempre bem-vestida e atraente. É da Sua natureza feminina atrair a atenção de Śrī Kṛṣṇa, e, ao vê-La tão atraentemente vestida, Śrī Kṛṣṇa deseja tocar Seu corpo. O Senhor então encontra algum defeito Nela e A proíbe de ir a um ponto de travessia do rio, impedindo-A também de colher flores. Tais são os passatempos entre Śrīmatī Rādhārāṇī e Śrī Kṛṣṇa. Sendo uma vaqueirinha, Śrīmatī Rādhārāṇī carrega regularmente um recipiente de leite e frequentemente vai vendê-lo do outro lado do Yamunā. Para atravessar o rio, Ela precisa pagar o barqueiro, e o ponto onde o barqueiro recolhe suas tarifas chama-se dāna-ghāṭi. O Senhor Śrī Kṛṣṇa A impede de ir, dizendo-Lhe: \"Primeiro Tu tens de pagar a tarifa; depois Te será permitido ir.\" Esse passatempo chama-se dāna-keli-līlā. De modo semelhante, se Śrīmatī Rādhārāṇī quer colher uma flor, Śrī Kṛṣṇa alega ser o proprietário do jardim e A proíbe. Esse passatempo chama-se kila-kiñcita. A timidez de Rādhārāṇī surge devido às proibições de Śrī Kṛṣṇa, e os sintomas corpóreos extáticos de amor chamados kila-kiñcita-bhāva manifestam-se nesse momento. Esses sintomas extáticos explicam-se no verso seguinte, que provém do Ujjvala-nīlamaṇi (Anubhāva-prakaraṇa 44) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/14/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/174/", "verse_text": "garvābhilāṣa-rudita-\n\nsmitāsūyā-bhaya-krudhām\n\nsaṅkarī-karaṇaṁ harṣād\n\nucyate kila-kiñcitam", "devanagari": "> গর্বাভিলাষরুদিতস্মিতাসূয়াভয়ক্রুধাম্ ।\n> সঙ্করীকরণং হর্ষাদুচ্যতে কিলকিঞ্চিতম্ ॥১৭৪॥", "synonyms": "*garva*—orgulho; *abhilāṣa*—ambição; *rudita*—choro; *smita*—sorriso; *asūyā*—inveja; *bhaya*—temor; *krudhām*—ira; *saṅkarī-karaṇam*—o ato de encolher-se; *harṣāt*—devido ao júbilo; *ucyate*—chama-se; *kila-kiñcitam*—sintomas extáticos conhecidos como kila-kiñcita.", "translation": "**\" 'Orgulho, ambição, choro, sorriso, inveja, temor e ira são os sete sintomas extáticos de amor manifestos por um jubiloso encolher-se, e esses sintomas chamam-se kila-kiñcita-bhāva.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/175/", "verse_text": "āra sāta bhāva āsi' sahaje milaya\n\nasta-bhāva-sammilane 'mahābhāva' haya", "devanagari": "> আর সাত ভাব আসি’ সহজে মিলয় ।\n> অষ্টভাব-সম্মিলনে ‘মহাভাব’ হয় ॥১৭৫॥", "synonyms": "*āra*—outros; *sāta*—sete; *bhāva*—sintomas extáticos; *āsi'*—reunindo-se; *sahaje*—naturalmente; *milaya*—misturam-se; *aṣṭa-bhāva*—de oito espécies de sintomas emocionais extáticos; *sammilane*—pela combinação; *mahā-bhāva haya*—há mahābhāva.", "translation": "**\"Há outros sete sintomas extáticos transcendentais, e, quando se combinam na plataforma do júbilo, a combinação chama-se mahābhāva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/176/", "verse_text": "garva, abhilāṣa, bha ya, śuṣka-rudita\n\nkrodha, asūyā haya, āra manda-smita", "devanagari": "> গর্ব, অভিলাষ, ভয়, শুষ্করুদিত ।\n> ক্রোধ, অসূয়া হয়, আর মন্দস্মিত ॥১৭৬॥", "synonyms": "*garva*—orgulho; *abhilāṣa*—ambição; *bhaya*—temor; *śuṣka-rudita*—choro seco e artificial; *krodha*—ira; *asūyā*—inveja; *haya*—há; *āra*—também; *manda-smita*—sorriso suave.", "translation": "**\"Os sete ingredientes combinados de mahābhāva são orgulho, ambição, temor, choro seco e artificial, ira, inveja e sorriso suave.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/177/", "verse_text": "nānā-svādu aṣṭa-bhāva ekatra milana\n\nyāhāra āsvāde tṛpta haya kṛṣṇa-mana", "devanagari": "> নানা-স্বাদু অষ্টভাব একত্র মিলন ৷\n> যাহার আস্বাদে তৃপ্ত হয় কৃষ্ণ-মন ॥১৭৭॥", "synonyms": "*nānā*—vários; *svādu*—saborosos; *aṣṭa-bhāva*—oito espécies de sintomas extáticos; *ekatra*—num só lugar; *milana*—reunião; *yāhāra*—dos quais; *āsvāde*—pela degustação; *tṛpta*—satisfeita; *haya*—fica; *kṛṣṇa-mana*—a mente de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Há oito sintomas de amor extático na plataforma do júbilo transcendental, e, quando se combinam e são saboreados por Kṛṣṇa, a mente do Senhor fica completamente satisfeita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/178/", "verse_text": "dadhi, khaṇḍa, ghṛta, madhu, marīca, karpūra\n\nelāci-milane yaiche rasālā madhura", "devanagari": "> দধি, খণ্ড, ঘৃত, মধু, মরীচ, কর্পূর ।\n> এলাচি-মিলনে যৈছে রসালা মধুর ॥১৭৮॥", "synonyms": "*dadhi*—iogurte; *khaṇḍa*—açúcar cande; *ghṛta*—ghee; *madhu*—mel; *marīca*—pimenta-do-reino; *karpūra*—cânfora; *elāci*—cardamomo; *milane*—combinando-se; *yaiche*—como; *rasālā*—muito saboroso; *madhura*—e doce.", "translation": "**\"De fato, eles são comparados a uma combinação de iogurte, açúcar cande, ghee, mel, pimenta-do-reino, cânfora e cardamomo, que, quando misturados, ficam muito saborosos e doces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/179/", "verse_text": "ei bhāva-yukta dekhi' rādhāsya-nayana\n\nsaṅgama ha-ite sukha pāya koṭi-guṇa", "devanagari": "> এই ভাব-যুক্ত দেখি’ রাধাস্য-নয়ন ।\n> সঙ্গম হইতে সুখ পায় কোটি-গুণ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*ei bhāva*—com esses sintomas extáticos; *yukta*—combinados; *dekhi'*—vendo; *rādhā-asya-nayana*—o rosto e os olhos de Śrīmatī Rādhārāṇī; *saṅgama ha-ite*—do que o abraço direto; *sukha pāya*—desfruta de felicidade; *koṭi-guṇa*—milhões de vezes mais.", "translation": "**\"O Senhor Śrī Kṛṣṇa fica milhares e milhares de vezes mais satisfeito quando vê o rosto de Śrīmatī Rādhārāṇī iluminar-se com essa combinação de amor extático do que pela união direta com Ela.**", "purport": "Isto é explicado mais detalhadamente no verso seguinte, do Ujjvala-nīlamaṇi (Anubhāva-prakaraṇa 46) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/14/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/180/", "verse_text": "antaḥ smeratayojjvalā jala-kaṇa-vyākīrṇa-pakṣmāṅkurā\n\nkiñcit pāṭalitāñcalā rasikatotsiktā puraḥ kuñcatī\n\nruddhāyāḥ pathi mādhavena madhura-vyābhugna-torottarā\n\nrādhāyāḥ kila-kiñcita-stavakinī dṛṣṭiḥ śriyaṁ vaḥ kriyāt", "devanagari": "> অন্তঃস্মেরতয়োজ্জ্বলা জলকণব্যাকীর্ণপক্ষ্মাঙ্কুরা\n> কিঞ্চিৎপাটলিতাঞ্চলা রসিকতোৎসিক্তা পুরঃ কুঞ্চতী ।\n> রুদ্ধায়াঃ পথি মাধবেন মধুরব্যাভুগ্নতোরোত্তরা\n> রাধায়াঃ কিলকিঞ্চিতস্তবকিনী দৃষ্টিঃ শ্রিয়ং বঃ ক্রিয়াৎ ॥১৮০॥", "synonyms": "*antaḥ*—internamente, ou não manifesto; *smeratayā ujjvala*—iluminado por um sorriso suave; *jala-kaṇa*—com gotas de água; *vyākīrṇa*—espalhadas; *pakṣma-aṅkurā*—das pestanas; *kiñcit*—muito pouco; *pāṭalita-añcalā*—um tom de vermelhidão, misturado com o branco, nas bordas dos olhos; *rasikata-utsiktā*—estando imersa no comportamento astucioso do Senhor; *puraḥ*—à frente; *kuñcatī*—encolhe-se; *ruddhāyāḥ*—tendo sido bloqueada; *pathi*—no caminho; *mādhavena*—por Kṛṣṇa; *madhura*—doces; *vyābhugna*—curvos; *torā-uttarā*—os olhos; *rādhāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kila-kiñcita*—o sintoma extático chamado kila-kiñcita; *stavakinī*—como um buquê de flores; *dṛṣṭiḥ*—olhar; *śriyam*—boa fortuna; *vaḥ*—de todos vós; *kriyāt*—possa conceder.", "translation": "**\" 'Que a visão do êxtase kila-kiñcita de Śrīmatī Rādhārāṇī, que é como um buquê, traga boa fortuna a todos. Quando Śrī Kṛṣṇa bloqueou o caminho de Rādhārāṇī para o dāna-ghāṭi, houve riso dentro de Seu coração. Seus olhos ficaram brilhantes, e lágrimas frescas fluíram de Seus olhos, avermelhando-os. Devido a Seu doce relacionamento com Kṛṣṇa, Seus olhos estavam entusiasmados, e, quando Seu choro cessou, Ela apareceu ainda mais bela.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/181/", "verse_text": "bāṣpa-vyākulitāruṇāñcala-calan-netraṁ rasollāsitaṁ\n\nhelollāsa-calādharaṁ kuṭilita-bhrū-yugmam udyat-smitam\n\nrādhāyāḥ kila-kiñcitāñcitam asau vīkṣyānanaṁ saṅgamād\n\nānandaṁ tam avāpa koṭi-guṇitaṁ yo 'bhūn na gīr-gocaraḥ", "devanagari": "> বাষ্পব্যাকুলিতারুণাঞ্চলচলন্নেত্রং রসোল্লাসিতং\n> হেলোল্লাসচলাধরং কুটিলিতভ্রূযুগ্মমুদ্যৎস্মিতম্ ।\n> রাধায়াঃ কিলকিঞ্চিতাঞ্চিতমসৌ বীক্ষ্যাননং সঙ্গমা-\n> দানন্দং তমবাপ কোটিগুণিতং যোঽভূন্ন গীর্গোচরঃ ॥১৮১॥", "synonyms": "*bāṣpa*—pelas lágrimas; *vyākulita*—agitados; *aruṇa-añcala*—com um tom avermelhado; *calan*—movendo-se; *netram*—olhos; *rasa-ullāsitam*—por estar agitada pelas doçuras transcendentais; *hela-ullāsa*—devido a um júbilo descuidado; *cala-adharam*—lábios em movimento; *kuṭilita*—curvas; *bhrū-yugmam*—as duas sobrancelhas; *udyat*—despertando; *smitam*—sorriso; *rādhāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kila-kiñcita*—com o sintoma extático chamado kila-kiñcita; *añcitam*—expressão; *asau*—Ele (Kṛṣṇa); *vīkṣya*—após olhar; *ānanam*—o rosto; *saṅgamāt*—mesmo do que o abraço; *ānandam*—felicidade; *tam*—essa; *avāpa*—obteve; *koṭi-guṇitam*—milhões e milhões de vezes mais; *yaḥ*—a qual; *abhūt*—tornou-se; *na*—não; *gīḥ-gocaraḥ*—passível de ser descrita.", "translation": "**\" 'Agitados pelas lágrimas, os olhos de Śrīmatī Rādhārāṇī ficaram tingidos de vermelho, tal como o horizonte oriental ao nascer do sol. Seus lábios começaram a mover-se de júbilo e desejo lascivo. Suas sobrancelhas curvaram-se, e Seu rosto semelhante ao lótus sorriu suavemente. Vendo o rosto de Rādhārāṇī exibir tal emoção, o Senhor Śrī Kṛṣṇa sentiu-se um milhão de vezes mais feliz do que quando A abraçou. De fato, a felicidade do Senhor Śrī Kṛṣṇa não é nem um pouco mundana.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do Govinda-līlāmṛta (9.18)."}
{"ref": "cc/madhya/14/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/182/", "verse_text": "eta śuni' prabhu hailā ānandita mana\n\nsukhāviṣṭa hañā svarūpe kailā āliṅgana", "devanagari": "> এত শুনি’প্রভু হৈলা আনন্দিত মন ৷\n> সুখাবিষ্ট হঞা স্বরূপে কৈলা আলিঙ্গন ॥১৮২॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ao ouvir isso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā*—ficou; *ānandita mana*—muito feliz em Sua mente; *sukha-āviṣṭa hañā*—estando absorto em felicidade; *svarūpe*—a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kailā*—fez; *āliṅgana*—abraço.", "translation": "**Ao ouvir isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz e, absorto nessa felicidade, abraçou Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/183/", "verse_text": "'vilāsādi'-bhāva-bhūṣāra kaha ta' lakṣaṇa\n\nyei bhāve rādhā hare govindera mana?", "devanagari": "> ‘বিলাসাদি’-ভাব-ভূষার কহ ত’ লক্ষণ ।\n> যেই ভাবে রাধা হরে গোবিন্দের মন ? ॥ ১৮৩ ॥", "synonyms": "*vilāsa-ādi*—começando com o desfrute transcendental; *bhāva*—do êxtase; *bhūṣāra*—dos ornamentos; *kaha*—por favor, fala; *ta'*—de fato; *lakṣaṇa*—os sintomas; *yei bhāve*—por quais sintomas; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *hare*—encanta; *govindera mana*—a mente de Śrī Govinda.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou então a Svarūpa Dāmodara: \"Por favor, fala dos ornamentos extáticos que decoram o corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī, pelos quais Ela encanta a mente de Śrī Govinda.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/184/", "verse_text": "tabe ta' svarūpa-gosāñi kahite lāgilā\n\nśuni' prabhura bhakta-gaṇa mahā-sukha pāilā", "devanagari": "> তবে ত’ স্বরূপ-গোসাঞি কহিতে লাগিলা ৷\n> শুনি’ প্ৰভুর ভক্তগণ মহাসুখ পাইলা ॥১৮৪॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *ta'*—de fato; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara; *kahite lāgilā*—começou a falar; *śuni'*—ao ouvir; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *mahā-sukha pāilā*—alcançaram grande felicidade.", "translation": "**Assim solicitado, Svarūpa Dāmodara começou a falar. Todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu ficaram muito felizes em ouvi-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/185/", "verse_text": "rādhā vasi' āche, kibā vṛndāvane yāya\n\ntāhāṅ yadi ācambite kṛṣṇa-daraśana pāya", "devanagari": "> রাধা বসি’ আছে, কিবা বৃন্দাবনে যায় ৷ তাহাঁ যদি আচম্বিতে কৃষ্ণ-দরশন পায় ॥১৮৫॥", "synonyms": "*rādhā vasi' āche*—Śrīmatī Rādhārāṇī está sentada; *kibā*—ou; *vṛndāvane yāya*—está indo para Vṛndāvana; *tāhāṅ*—ali; *yadi*—se; *ācambite*—de repente; *kṛṣṇa-daraśana pāya*—tem a oportunidade de ver Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Às vezes, quando Śrīmatī Rādhārāṇī está sentada ou quando está indo para Vṛndāvana, Ela vê Kṛṣṇa de repente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/186/", "verse_text": "dekhite nānā-bhāva haya vilakṣaṇa\n\nse vailakṣaṇyera nāma 'vilāsa'-bhūṣaṇa", "devanagari": "> দেখিতে নানা-ভাব হয় বিলক্ষণ  ।\n> যে বৈলক্ষণ্যের নাম ‘বিলাস’-ভূষণ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*dekhite*—enquanto vê; *nānā-bhāva*—de vários êxtases; *haya*—há; *vilakṣaṇa*—sintomas; *se*—esses; *vailakṣaṇyera*—dos diferentes sintomas; *nāma*—o nome; *vilāsa*—vilāsa; *bhūṣaṇa*—ornamentos.", "translation": "**\"Os sintomas de vários êxtases que se manifestam nesse momento chamam-se vilāsa.**", "purport": "Isso é descrito no seguinte verso, extraído do Ujjvala-nīlamaṇi (Anubhāva-prakaraṇa 31)."}
{"ref": "cc/madhya/14/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/187/", "verse_text": "gati-sthānāsanādīnāṁ\n\nmukha-netrādi-karmaṇām\n\ntātkālikaṁ tu vaiśiṣṭyaṁ\n\nvilāsaḥ priya-saṅgajam", "devanagari": "> গতিস্থানাসনাদীনাং মুখনেত্রাদিকর্মণাম্ ।\n> তাৎকালিকন্তু বৈশিষ্ট্যং বিলাসঃ প্রিয়সঙ্গজম্ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*gati*—movendo-se; *sthāna*—de pé; *āsana-ādīnām*—e de sentar-se e assim por diante; *mukha*—do rosto; *netra*—dos olhos; *ādi*—e assim por diante; *karmaṇām*—das atividades; *tāt-kālikam*—relativo àquele momento; *tu*—então; *vaiśiṣṭyam*—vários sintomas; *vilāsaḥ*—do nome vilāsa; *priya-saṅga-jam*—produzidos do encontro com seu amado.", "translation": "**\" 'Os vários sintomas manifestos no rosto, nos olhos e nas demais partes do corpo de uma mulher, e a maneira como ela se move, fica de pé ou se senta quando encontra seu amado, chamam-se vilāsa.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/188/", "verse_text": "lajjā, harṣa, abhilāṣa, sambhrama, vāmya, bhaya\n\neta bhāva mili' rādhāya cañcala karaya", "devanagari": "> লজ্জা, হর্ষ, অভিলাষ, সম্ভ্রম, বাম্য, ভয় ।\n> এত ভাব মিলি’ রাধায় চঞ্চল করয় ॥১৮৮॥", "synonyms": "*lajjā*—timidez; *harṣa*—júbilo; *abhilāṣa*—ambição; *sambhrama*—respeito; *vāmya*—características das gopīs da ala esquerda; *bhaya*—medo; *eta*—esses; *bhāva*—sintomas extáticos; *mili'*—reunindo-se; *rādhāya*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *cañcala karaya*—agitam.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse: \"Timidez, júbilo, ambição, respeito, medo e as características das gopīs da ala esquerda eram todos sintomas extáticos combinados para agitar Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": "Isso é explicado no seguinte verso, encontrado no Govinda-līlāmṛta (9.11)."}
{"ref": "cc/madhya/14/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/189/", "verse_text": "puraḥ kṛṣṇālokāt sthagita-kuṭilāsyā gatir abhūt\n\ntiraścīnaṁ kṛṣṇāmbara-dara-vṛtaṁ śrī-mukham api\n\ncalat-tāraṁ sphāraṁ nayana-yugam ābhugnam iti sā\n\nvilāsākhya-svālaṅkaraṇa-valitāsīt priya-mude", "devanagari": "> পুরঃ কৃষ্ণালোকাৎ স্থগিতকুটিলাস্যা গতিরভূৎ\n> তিরশ্চীনং কৃষ্ণাম্বরদরবৃতং শ্রীমুখমপি ।\n> চলত্তারং স্ফারং নয়নযুগমাভুগ্নমিতি সা\n> বিলাসাখ্য-স্বালঙ্করণবলিতাসীৎ প্রিয়মুদে ॥১৮৯॥", "synonyms": "*puraḥ*—diante dela; *kṛṣṇa-ālokāt*—por ver o Senhor Kṛṣṇa; *sthagita-kuṭilā*—parou e assumiu uma atitude de obliquidade; *asyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *gatiḥ*—o avanço; *abhūt*—tornou-se; *tiraścīnam*—estando oblíquo; *kṛṣṇa-ambara*—por um pano azul; *dara-vṛtam*—coberto; *śrī-mukham api*—também Seu rosto; *calat-tāram*—como estrelas em movimento; *sphāram*—amplos; *nayana-yugam*—o par de olhos; *ābhugnam*—muito curvos; *iti*—assim; *sā*—Ela (Rādhārāṇī); *vilāsa-ākhya*—chamados vilāsa; *sva-alaṅkaraṇa*—por ornamentos pessoais; *valita*—decorada; *āsīt*—estava; *priya-mude*—apenas para aumentar o prazer de Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**\" 'Quando Śrīmatī Rādhārāṇī viu o Senhor Kṛṣṇa logo diante de Si, Seu avanço cessou, e Ela assumiu uma atitude de oposição. Embora Seu rosto estivesse ligeiramente coberto por uma veste azul, Seus dois olhos estrelados estavam agitados, amplos e curvos. Assim, Ela estava decorada com os ornamentos de vilāsa, e Sua beleza aumentou para dar prazer a Śrī Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/190/", "verse_text": "kṛṣṇa-āge rādhā yadi rahe dāṇḍāñā\n\ntina-aṅga-bhaṅge rahe bhrū nācāñā", "devanagari": "> কৃষ্ণ-আগে রাধা যদি রহে দাণ্ডাঞা ।\n> তিন-অঙ্গ-ভঙ্গে রহে ভ্রূ নাচাঞা ॥১৯০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-āge*—diante de Kṛṣṇa; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *yadi*—se; *rahe*—permanece; *dāṇḍāñā*—de pé; *tina-aṅga-bhaṅge*—com três curvaturas no corpo; *rahe*—permanece; *bhrū*—sobrancelhas; *nācāñā*—dançando.", "translation": "**\"Quando Śrīmatī Rādhārāṇī fica de pé diante de Kṛṣṇa, Ela se mantém curvada em três pontos – o pescoço, a cintura e as pernas – e Suas sobrancelhas dançam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/191/", "verse_text": "mukhe-netre haya nānā-bhāvera udgāra\n\nei kāntā-bhāvera nāma 'lalita'-alaṅkāra", "devanagari": "> মুখে-নেত্রে হয় নানা-ভাবের উদ্গার ।\n> এই কান্তা-ভাবের নাম ‘ললিত’-অলঙ্কার ॥১৯১॥", "synonyms": "*mukhe*—na boca; *netre*—nos olhos; *haya*—há; *nānā-bhāvera*—de vários êxtases; *udgāra*—o despertar; *ei*—este; *kāntā-bhāvera*—da condição da mulher; *nāma*—o nome; *lalita*—de lalita; *alaṅkāra*—o ornamento.", "translation": "**\"Quando há um despertar de vários traços extáticos no rosto e nos olhos de Śrīmatī Rādhārāṇī, manifestam-se os ornamentos lalita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/192/", "verse_text": "vinyāsa-bhaṅgir aṅgānāṁ\n\nbhrū-vilāsa-manoharā\n\nsukumārā bhaved yatra\n\nlalitaṁ tad udāhṛtam", "devanagari": "> বিন্যাস-ভঙ্গিরঙ্গানাং ভ্রূবিলাস-মনোহরা ।\n> সুকুমারা ভবেদ্যত্র ললিতং তদুদাহৃতম্ ॥১৯২॥", "synonyms": "*vinyāsa*—na disposição; *bhaṅgiḥ*—curvatura; *aṅgānām*—dos membros do corpo; *bhrū-vilāsa*—devido aos passatempos das sobrancelhas; *manoharā*—muito bela; *su-kumārā*—delicada; *bhavet*—pode ser; *yatra*—onde; *lalitam*—lalita; *tat*—isso; *udāhṛtam*—chamado.", "translation": "**\" 'Quando os traços corporais são delicados e habilidosamente curvados, e quando as sobrancelhas são muito belamente agitadas, manifesta-se o ornamento do encanto, chamado lalita alaṅkāra.'**", "purport": "Este verso é do Ujjvala-nīlamaṇi (Anubhāva-prakaraṇa 56)."}
{"ref": "cc/madhya/14/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/193/", "verse_text": "lalita-bhūṣita rādhā dekhe yadi kṛṣṇa\n\nduṅhe duṅhā milibāre hayena satṛṣṇa", "devanagari": "> ললিত-ভূষিত রাধা দেখে যদি কৃষ্ণ ।\n> দুঁহে দুঁহা মিলিবারে হয়েন সতৃষ্ণ ॥১৯৩॥", "synonyms": "*lalita-bhūṣita*—decorada com lalita-alaṅkāra; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *dekhe*—vê; *yadi*—se; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *duṅhe*—ambos; *duṅhā*—os dois; *milibāre*—para encontrar-se; *hayena*—ficam; *sa-tṛṣṇa*—muito ansiosos.", "translation": "**\"Quando o Senhor Śrī Kṛṣṇa por acaso vê Śrīmatī Rādhārāṇī decorada com esses ornamentos lalita, ambos desejam ansiosamente encontrar-se um com o outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/194/", "verse_text": "hriyā tiryag-grīvā-caraṇa-kaṭi-bhaṅgī-sumadhurā\n\ncalac-cillī-vallī-dalita-ratināthorjita-dhanuḥ\n\npriya-premollāsollasita-lalitālālita-tanuḥ\n\npriya-prītyai sāsīd udita-lalitālaṅkṛti-yutā", "devanagari": "> হ্রিয়া তির্যগ্-গ্রীবা-চরণ-কটি-ভঙ্গী-সুমধুরা\n> চলচ্চিল্লী-বল্লী-দলিত-রতিনাথোর্জিত-ধনুঃ ।\n> প্রিয়-প্রেমোল্লাসোল্লসিত-ললিতালালিত-তনুঃ\n> প্রিয়প্রীত্যৈ সাসীদুদিতললিতালঙ্কৃতিযুতা ॥১৯৪॥", "synonyms": "*hriyā*—por Sua atitude de timidez; *tiryak*—indo de través; *grīvā*—do pescoço; *caraṇa*—dos joelhos; *kaṭi*—da cintura; *bhaṅgī*—pela curva; *su-madhura*—muito doce; *calat-cillī*—de sobrancelhas em movimento; *vallī*—pelas trepadeiras; *dalita*—vencido; *rati-nātha*—de Cupido; *ūrjita*—poderoso; *dhanuḥ*—pelo qual o arco; *priya-prema-ullāsa*—por causa da atitude amorosa do amado; *ullasita*—sendo inspirada; *lalita*—pelo estado de espírito conhecido como lalita; *ālālita-tanuḥ*—cujo corpo está coberto; *priya-prītyai*—em prol de agradar ao amado; *sā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *āsīt*—estava; *udita*—despertado; *lalita-alaṅkṛti-yutā*—possuindo o lalita-alaṅkāra.", "translation": "**\" 'Quando Śrīmatī Rādhārāṇī estava decorada com o ornamento de lalita-alaṅkāra, apenas para aumentar o amor de Śrī Kṛṣṇa, uma curva atraente manifestava-se em Seu pescoço, joelhos e cintura. Isso era provocado por Sua timidez e Seu aparente desejo de evitar Kṛṣṇa. Os movimentos trêmulos de Suas sobrancelhas podiam vencer o poderoso arco de Cupido. Para aumentar a alegria do amor de Seu amado, Seu corpo estava decorado com os ornamentos de lalita-alaṅkāra.'**", "purport": "Este verso é citado do Govinda-līlāmṛta (9.14)."}
{"ref": "cc/madhya/14/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/195/", "verse_text": "lobhe āsi' kṛṣṇa kare kañcukākarṣaṇa\n\nantare ullāsa, rādhā kare nivāraṇa", "devanagari": "> লোভে আসি’ কৃষ্ণ করে কঞ্চুকাকর্ষণ ।\n> অন্তরে উল্লাস, রাধা করে নিবারণ ॥১৯৫॥", "synonyms": "*lobhe*—em cobiça; *āsi'*—vindo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *kañcuka-ākarṣaṇa*—arrebatar a borda de Seu sári; *antare*—por dentro; *ullāsa*—muito satisfeita; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *kare*—faz; *nivāraṇa*—impedindo.", "translation": "**\"Quando Kṛṣṇa avança e cobiçosamente arrebata a borda do sári de Rādhārāṇī, Ela na verdade fica muito satisfeita por dentro, mas, externamente, tenta detê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/196/", "verse_text": "bāhire vāmatā-krodha, bhitare sukha mane\n\n'kuṭṭamita'-nāma ei bhāva-vibhūṣaṇe", "devanagari": "> বাহিরে বামতা-ক্রোধ, ভিতরে সুখ মনে ।\n> ‘কুট্টমিত’-নাম এই ভাব-বিভূষণে ॥১৯৬॥", "synonyms": "*bāhire*—externamente; *vāmatā*—oposição; *krodha*—ira; *bhitare*—por dentro; *sukha*—felicidade; *mane*—na mente; *kuṭṭamita*—kuṭṭamita; *nāma*—chamado; *ei*—este; *bhāva-vibhūṣaṇe*—ornamento de uma atitude extática.", "translation": "**\"Este traje extático de Śrīmatī Rādhārāṇī chama-se kuṭṭamita. Quando ele se manifesta, Ela externamente tenta evitar Kṛṣṇa e aparentemente fica irada, embora por dentro esteja muito feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/197/", "verse_text": "stanādharādi-grahaṇe\n\nhṛt-prītāv api sambhramāt\n\nbahiḥ krodho vyathitavat\n\nproktaṁ kuṭṭamitaṁ budhaiḥ", "devanagari": "> স্তনাধরাদিগ্রহণে হৃৎপ্রীতাবপি সম্ভ্রমাৎ ।\n> বহিঃক্রোধো ব্যথিতবৎ প্রোক্তং কুট্টমিতং বুধৈঃ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*stana*—seios; *adhara*—lábios; *ādi*—e assim por diante; *grahaṇe*—ao apanhar; *hṛt-prītau*—satisfação do coração; *api*—ainda que; *sambhramāt*—devido ao respeito; *bahiḥ*—externamente; *krodhaḥ*—ira; *vyathita*—aflita; *vat*—como se; *proktam*—chamada; *kuṭṭamitam*—o termo técnico kuṭṭamita; *budhaiḥ*—pelos eruditos.", "translation": "**\" 'Quando a borda de Seu sári e o pano que Lhe vela o rosto são apanhados, Ela externamente se mostra ofendida e irada, mas dentro de Seu coração está muito feliz. Os eruditos chamam essa atitude de kuṭṭamita.'**", "purport": "Esta é uma citação do Ujjvala-nīlamaṇi (Anubhāva-prakaraṇa 49)."}
{"ref": "cc/madhya/14/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/198/", "verse_text": "kṛṣṇa-vāñchā pūrṇa haya, kare pāṇi-rodha\n\nantare ānanda rādhā, bāhire vāmya-krodha", "devanagari": "> কৃষ্ণ-বাঞ্ছা পূর্ণ হয়, করে পাণি-রোধ ।\n> অন্তরে আনন্দ রাধা, বাহিরে বাম্য-ক্রোধ ॥১৯৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-vāñchā*—o desejo do Senhor Kṛṣṇa; *pūrṇa*—satisfeito; *haya*—que seja; *kare*—faz; *pāṇi-rodha*—detendo com Sua mão; *antare*—dentro do coração; *ānanda*—bem-aventurança transcendental; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *bāhire*—externamente; *vāmya*—oposição; *krodha*—e ira.", "translation": "**\"Embora Śrīmatī Rādhārāṇī estivesse detendo Seu sári com a mão, internamente Ela pensava: 'Que Kṛṣṇa satisfaça Seus desejos.' Dessa forma, Ela estava muito satisfeita por dentro, ainda que externamente manifestasse oposição e ira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/199/", "verse_text": "vyathā pāñā' kare yena śuṣka rodana\n\nīṣat hāsiyā kṛṣṇe karena bhartsana", "devanagari": "> ব্যথা পাঞা’ করে যেন শুষ্ক রোদন ।\n> ঈষৎ হাসিয়া কৃষ্ণে করেন ভর্ৎসন ॥১৯৯॥", "synonyms": "*vyathā pāñā'*—sentindo-se ofendida; *kare*—faz; *yena*—como se; *śuṣka*—seco; *rodana*—choro; *īṣat*—suavemente; *hāsiyā*—sorrindo; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *karena*—faz; *bhartsana*—admoestação.", "translation": "**\"Śrīmatī Rādhārāṇī externamente manifesta uma espécie de choro seco, como se estivesse ofendida. Em seguida, Ela sorri suavemente e admoesta o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/200/", "verse_text": "pāṇi-rodham avirodhita-vāñchaṁ\n\nbhartsanāś ca madhura-smita-garbhāḥ\n\nmādhavasya kurute karabhorur\n\nhāri śuṣka-ruditaṁ ca mukhe 'pi", "devanagari": "> পাণিরোধমবিরোধিতবাঞ্ছং ভর্ৎসনাশ্চ মধুরস্মিতগর্ভাঃ ।\n> মাধবস্য কুরুতে করভোরুর্হারি শুষ্করুদিতঞ্চ মুখেঽপি ॥২০০॥", "synonyms": "*pāṇi*—a mão; *rodham*—obstruindo; *avirodhita*—não obstruído; *vāñcham*—o desejo de Kṛṣṇa; *bhartsanāḥ*—admoestações; *ca*—e; *madhura*—doce; *smita-garbhāḥ*—contendo uma suave atitude sorridente; *mādhavasya*—de Śrī Kṛṣṇa; *kurute*—faz; *karabha-ūruḥ*—cujas coxas são como a tromba de um elefante bebê; *hāri*—encantador; *śuṣka-ruditam*—choro seco; *ca*—e; *mukhe*—no rosto; *api*—também.", "translation": "**\" 'Na verdade, Ela não tem desejo de impedir o empenho de Kṛṣṇa em tocar-Lhe o corpo com as mãos; ainda assim, Śrīmatī Rādhārāṇī, cujas coxas são como a tromba de um elefante bebê, protesta contra os avanços Dele e, sorrindo docemente, admoesta-O. Em tais momentos, Ela chora sem lágrimas em Seu encantador rosto.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/201/", "verse_text": "ei-mata āra saba bhāva-vibhūṣaṇa\n\nyāhāte bhūṣita rādhā hare kṛṣṇa mana", "devanagari": "> এইমত আর সব ভাব-বিভূষণ ।\n> যাহাতে ভূষিত রাধা হরে কৃষ্ণ মন ॥২০১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *āra*—também; *saba*—todos; *bhāva-vibhūṣaṇa*—ornamentos extáticos; *yāhāte*—pelos quais; *bhūṣita*—sendo decorada; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *hare*—atrai; *kṛṣṇa mana*—a mente de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Dessa maneira, Śrīmatī Rādhārāṇī é ornamentada e decorada com vários sintomas extáticos, que atraem a mente de Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/202/", "verse_text": "ananta kṛṣṇera līlā nā yāya varṇana\n\nāpane varṇena yadi 'sahasra-vadana'", "devanagari": "> অনন্ত কৃষ্ণের লীলা না যায় বর্ণন ।\n> আপনে বর্ণেন যদি ‘সহস্রবদন’ ॥২০২॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *līlā*—passatempos; *nā*—não; *yāya*—é possível; *varṇana*—descrição; *āpane*—pessoalmente; *varṇena*—descreve; *yadi*—se; *sahasra-vadana*—o Śeṣa de mil bocas.", "translation": "**\"Não é de modo algum possível descrever os ilimitados passatempos de Śrī Kṛṣṇa, ainda que Ele próprio os descreva em Sua encarnação de Sahasra-vadana, o Śeṣa Nāga de mil bocas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/203/", "verse_text": "śrīvāsa hāsiyā kahe,—śuna, dāmodara\n\nāmāra lakṣmīra dekha sampatti vistara", "devanagari": "> শ্রীবাস হাসিয়া কহে, — শুন, দামোদর ।\n> আমার লক্ষ্মীর দেখ সম্পত্তি বিস্তর ॥২০৩॥", "synonyms": "*śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *hāsiyā*—sorrindo; *kahe*—diz; *śuna*—por favor, ouve; *dāmodara*—ó Dāmodara Gosvāmī; *āmāra lakṣmīra*—de minha deusa da fortuna; *dekha*—vê só; *sampatti vistara*—a grande opulência.", "translation": "**Desta vez, Śrīvāsa Ṭhākura sorriu e disse a Dāmodara Paṇḍita: \"Meu caro senhor, por favor, ouve! Vê só quão opulenta é minha deusa da fortuna!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/204/", "verse_text": "vṛndāvanera sampad dekha,—puṣpa-kisalaya\n\ngiridhātu-śikhipiccha-guñjāphala-maya", "devanagari": "> বৃন্দাবনের সম্পদ্ দেখ, — পুষ্প-কিসলয় ।\n> গিরিধাতু-শিখিপিচ্ছ-গুঞ্জাফল-ময় ॥২০৪॥", "synonyms": "*vṛndāvanera*—de Vṛndāvana; *sampad*—a opulência; *dekha*—vê; *puṣpa-kisalaya*—algumas flores e galhos; *giri-dhātu*—alguns minerais das colinas; *śikhi-piccha*—algumas penas de pavão; *guñjā-phala-maya*—algumas guñjā-phala.", "translation": "**\"No que se refere à opulência de Vṛndāvana, ela consiste em algumas flores e galhos, alguns minerais das colinas, algumas penas de pavão e a planta conhecida como guñjā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/205/", "verse_text": "vṛndāvana dekhibāre gelā jagannātha\n\nśuni' lakṣmī-devīra mane haila āsoyātha", "devanagari": "> বৃন্দাবন দেখিবারে গেলা জগন্নাথ ।\n> শুনি’ লক্ষ্মী-দেবীর মনে হৈল আসোয়াথ ॥২০৫॥", "synonyms": "*vṛndāvana*—Vṛndāvana-dhāma; *dekhibāre*—para ver; *gelā*—foi; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *śuni'*—ao ouvir; *lakṣmī-devīra*—da deusa da fortuna; *mane*—na mente; *haila*—houve; *āsoyātha*—inveja.", "translation": "**\"Quando Jagannātha decidiu ver Vṛndāvana, Ele foi para lá e, ao ouvir isto, a deusa da fortuna sentiu inquietação e ciúme.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/206/", "verse_text": "eta sampatti chāḍi' kene gelā vṛndāvana\n\ntāṅre hāsya karite lakṣmī karilā sājana", "devanagari": "> এত সম্পত্তি ছাড়ি, কেনে গেলা বৃন্দাবন ।\n> তাঁরে হাস্য করিতে লক্ষ্মী করিলা সাজন ॥২০৬॥", "synonyms": "*eta sampatti*—tanta opulência; *chāḍi'*—abandonando; *kene*—por que; *gelā*—Ele foi; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *tāṅre hāsya karite*—para fazer Dele motivo de riso; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *karilā*—fez; *sājana*—tanta decoração.", "translation": "**\"Ela se perguntou: 'Por que o Senhor Jagannātha abandonou tanta opulência e foi a Vṛndāvana?' Para fazer Dele motivo de riso, a deusa da fortuna preparou muitas decorações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/207/", "verse_text": "\"tomāra ṭhākura, dekha eta sampatti chāḍi'\n\npatra-phala-phula-lobhe gelā puṣpa-bāḍī", "devanagari": "> “তোমার ঠাকুর, দেখ এত সম্পত্তি ছাড়ি’  ।\n> পত্র-ফল-ফুল-লোভে গেলা পুষ্পবাড়ী ॥২০৭॥", "synonyms": "*tomāra ṭhākura*—vosso Senhor; *dekha*—vede só; *eta sampatti chāḍi'*—abandonando tanta opulência; *patra-phala-phula*—folhas, frutos e flores; *lobhe*—em prol de; *gelā*—foi; *puṣpa-bāḍī*—ao jardim de flores de Guṇḍicā.", "translation": "**\"Então as criadas da deusa da fortuna disseram aos servos do Senhor Jagannātha: 'Por que vosso Senhor Jagannātha abandonou a grande opulência da deusa da fortuna e, em prol de algumas folhas, frutos e flores, foi ver o jardim de flores de Śrīmatī Rādhārāṇī?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/208/", "verse_text": "ei karma kare kāhāṅ vidagdha-śiromaṇi?\n\nlakṣmīra agrete nija prabhure deha' āni' \"", "devanagari": "> এই কর্ম করে কাহাঁ বিদগ্ধ-শিরোমণি ? লক্ষ্মীর অগ্রেতে নিজ প্রভুরে দেহ’ আনি’ ।।” ২০৮ ॥২০৮॥", "synonyms": "*ei*—este; *karma*—ato; *kare*—faz; *kāhāṅ*—onde; *vidagdha-śiromaṇi*—o principal de todos os peritos; *lakṣmīra*—da deusa da fortuna; *agrete*—diante; *nija*—vosso próprio; *prabhure*—senhor; *deha'*—apresentai; *āni'*—trazendo.", "translation": "**\" 'Vosso senhor é tão perito em tudo, mas por que faz tais coisas? Por favor, trazei vosso senhor diante da deusa da fortuna.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/209/", "verse_text": "eta bali' mahā-lakṣmīra saba dāsī-gaṇe\n\nkaṭi-vastre bāndhi' āne prabhura nija-gaṇe", "devanagari": "> এত বলি’ মহালক্ষ্মীর সব দাসীগণে  ।\n> কটি-বস্ত্রে বান্ধি’ আনে প্রভুর নিজগণে ॥২০৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahā-lakṣmīra*—da deusa da fortuna; *saba*—todas; *dāsī-gaṇe*—as criadas; *kaṭi-vastre*—por seus panos da cintura; *bāndhi'*—amarrando; *āne*—trazem; *prabhura*—de Jagannātha; *nija-gaṇe*—os servos pessoais.", "translation": "**\"Dessa maneira, todas as criadas da deusa da fortuna prenderam os servos de Jagannātha, amarraram-nos pela cintura e os trouxeram diante da deusa da fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/210/", "verse_text": "lakṣmīra caraṇe āni' karāya praṇati\n\ndhana-daṇḍa laya, āra karāya minati", "devanagari": "> লক্ষ্মীর চরণে আনি’ করায় প্রণতি  ।\n> ধন-দণ্ড লয়, আর করায় মিনতি ॥২১০॥", "synonyms": "*lakṣmīra caraṇe*—aos pés de lótus da deusa da fortuna; *āni'*—trazendo; *karāya praṇati*—fizeram-nos curvar-se; *dhana-daṇḍa laya*—aplicam uma multa; *āra*—também; *karāya*—fazem-nos realizar; *minati*—submissão.", "translation": "**\"Quando todas as criadas trouxeram os servos do Senhor Jagannātha aos pés de lótus da deusa da fortuna, os servos do Senhor foram multados e forçados a submeter-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/211/", "verse_text": "rathera upare kare daṇḍera tāḍana\n\ncora-prāya kare jagannāthera sevaka-gaṇa", "devanagari": "> রথের উপরে করে দণ্ডের তাড়ন ।\n> চোর-প্রায় করে জগন্নাথের সেবকগণ ॥২১১॥", "synonyms": "*rathera upare*—no carro; *kare*—fazem; *daṇḍera tāḍana*—castigo com varas; *cora-prāya*—quase como ladrões; *kare*—trataram; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *sevaka-gaṇa*—os servos pessoais.", "translation": "**\"Todas as criadas começaram a golpear o carro Ratha com varas, e trataram os servos do Senhor Jagannātha quase como ladrões.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/212/", "verse_text": "saba bhṛtya-gaṇa kahe,—yoḍa kari' hāta\n\n'kāli āni diba tomāra āge jagannātha,", "devanagari": "> সব ভৃত্যগণ কহে, — যোড় করি’ হাত ।\n> ‘কালি আনি দিব তোমার আগে জগন্নাথ’ ॥২১২॥", "synonyms": "*saba bhṛtya-gaṇa kahe*—todos os servos disseram; *yoḍa kari' hāta*—juntando as mãos; *kāli*—amanhã; *āni*—trazendo; *diba*—entregaremos; *tomāra*—de ti; *āge*—diante; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha.", "translation": "**\"Por fim, todos os servos do Senhor Jagannātha submeteram-se à deusa da fortuna de mãos postas, assegurando-lhe que trariam o Senhor Jagannātha diante dela no dia seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/213/", "verse_text": "tabe śānta hañā lakṣmī yāya nija ghara\n\nāmāra lakṣmīra sampad-vākya-agocara", "devanagari": "> তবে শান্ত হঞা লক্ষ্মী যায় নিজ ঘর ।\n> আমার লক্ষ্মীর সম্পদ্ — বাক্য অগোচর ॥২১৩॥", "synonyms": "*tabe*—então; *śānta hañā*—sendo apaziguada; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *yāya*—regressa; *nija ghara*—a seus próprios aposentos; *āmāra*—minha; *lakṣmīra*—da deusa da fortuna; *sampad*—a opulência; *vākya-agocara*—além de toda descrição.", "translation": "**\"Assim apaziguada, a deusa da fortuna regressou a seus aposentos. Vede só! Minha deusa da fortuna é opulenta além de toda descrição.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/214/", "verse_text": "dugdha āuṭi' dadhi mathe tomāra gopī-gaṇe\n\nāmāra ṭhākurāṇī vaise ratna-siṁhāsane", "devanagari": "> দুগ্ধ আউটি’ দধি মথে তোমার গোপীগণে ।\n> আমার ঠাকুরাণী বৈসে রত্নসিংহাসনে ॥২১৪॥", "synonyms": "*dugdha āuṭi'*—fervendo leite; *dadhi*—em iogurte; *mathe*—batem; *tomāra*—tuas; *gopī-gaṇe*—gopīs; *āmāra*—minha; *ṭhākurāṇī*—senhora; *vaise*—senta-se; *ratna-siṁhāsane*—num trono de joias.", "translation": "**Śrīvāsa Ṭhākura continuou a dirigir-se a Svarūpa Dāmodara: \"Tuas gopīs ocupam-se em ferver leite e batê-lo para transformá-lo em iogurte, ao passo que minha senhora, a deusa da fortuna, senta-se num trono feito de joias e pedras preciosas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/215/", "verse_text": "nārada-prakṛti śrīvāsa kare parihāsa\n\nśuni' hāse mahāprabhura yata nija-dāsa", "devanagari": "> নারদ-প্রকৃতি শ্রীবাস করে পরিহাস ।\n> শুনি’ হাসে মহাপ্রভুর যত নিজ-দাস ॥২১৫॥", "synonyms": "*nārada-prakṛti*—com a natureza de Nārada Muni; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *kare*—faz; *parihāsa*—gracejo; *śuni'*—ouvindo; *hāse*—sorriem; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yata*—todos; *nija-dāsa*—os servos pessoais.", "translation": "**Śrīvāsa Ṭhākura, que desfrutava do humor de Nārada Muni, fez assim suas brincadeiras. Ao ouvi-lo, todos os servos pessoais de Śrī Caitanya Mahāprabhu começaram a sorrir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/216/", "verse_text": "prabhu kahe,-śrīvāsa, tomāte nārada-svabhāva\n\naiśvarya-bhāve tomāte, īśvara-prabhāva", "devanagari": "> প্রভু কহে, — শ্রীবাস, তোমাতে নারদ-স্বভাব ।\n> ঐশ্বর্যভাবে তোমাতে, ঈশ্বর-প্রভাব ॥২১৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *śrīvāsa*—Meu querido Śrīvāsa; *tomāte*—em ti; *nārada-svabhāva*—a natureza de Nārada; *aiśvarya-bhāve*—o humor de plena opulência; *tomāte*—em ti; *īśvara-prabhāva*—o poder do Senhor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse então a Śrīvāsa Ṭhākura: \"Meu querido Śrīvāsa, tua natureza é exatamente como a de Nārada Muni. A opulência da Suprema Personalidade de Deus exerce influência direta sobre ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/217/", "verse_text": "iṅho dāmodara-svarūpa-śuddha-vrajavāsī\n\naiśvarya nā jāne iṅho śuddha-preme bhāsi'", "devanagari": "> ইঁহো দামোদর-স্বরূপ — শুদ্ধ-ব্রজবাসী ।\n> ঐশ্বর্য না জানে ইঁহো শুদ্ধপ্রেমে ভাসি’ ॥২১৭॥", "synonyms": "*iṅho*—aqui; *dāmodara-svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *śuddha-vraja-vāsī*—um habitante puro de Vṛndāvana; *aiśvarya nā jāne*—ele não conhece a opulência; *iṅho*—ele; *śuddha-preme*—no serviço devocional puro; *bhāsi'*—flutuando.", "translation": "**\"Svarūpa Dāmodara é um devoto puro de Vṛndāvana. Ele nem sequer sabe o que é opulência, pois está simplesmente absorto no serviço devocional puro.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/218/", "verse_text": "svarūpa kahe,-śrīvāsa, śuna sāvadhāne\n\nvṛndāvana-sampad tomāra nāhi paḍe mane?", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — শ্রীবাস, শুন সাবধানে ।\n> বৃন্দাবনসম্পদ্ তোমার নাহি পড়ে মনে ? ॥ ২১৮ ॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara disse; *śrīvāsa*—meu querido Śrīvāsa; *śuna sāvadhāne*—por favor, ouve com atenção; *vṛndāvana-sampad*—a opulência de Vṛndāvana; *tomāra*—tua; *nāhi*—não; *paḍe*—cai; *mane*—na mente.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara então retrucou: \"Meu querido Śrīvāsa, por favor, ouve-me com atenção. Esqueceste a opulência transcendental de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/219/", "verse_text": "vṛndāvane sāhajika ye sampat-sindhu\n\ndvārakā-vaikuṇṭha-sampat-tāra eka bindu", "devanagari": "> বৃন্দাবনে সাহজিক যে সম্পৎসিন্ধু ।\n> দ্বারকা-বৈকুণ্ঠ-সম্পত্ — তার এক বিন্দু ॥২১৯॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *sāhajika*—natural; *ye*—qualquer que seja; *sampat-sindhu*—oceano de opulência; *dvārakā*—de Dvārakā; *vaikuṇṭha-sampat*—toda a opulência do mundo espiritual; *tāra*—disso; *eka bindu*—uma gota.", "translation": "**\"A opulência natural de Vṛndāvana é tal como um oceano. A opulência de Dvārakā e Vaikuṇṭha não chega a se comparar a uma gota.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/220/", "verse_text": "parama puruṣottama svayaṁ bhagavān\n\nkṛṣṇa yāhāṅ dhanī tāhāṅ vṛndāvana-dhāma", "devanagari": "> পরম পুরুষোত্তম স্বয়ং ভগবান্ ।\n> কৃষ্ণ যাহাঁ ধনী তাহাঁ বৃন্দাবন-ধাম ॥২২০॥", "synonyms": "*parama puruṣa-uttama*—a Suprema Personalidade de Deus; *svayam bhagavān*—pessoalmente o Senhor; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yāhāṅ*—onde; *dhanī*—realmente opulento; *tāhāṅ*—ali; *vṛndāvana-dhāma*—Vṛndāvana-dhāma.", "translation": "**\"Śrī Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus, pleno de todas as opulências, e Suas opulências completas exibem-se somente em Vṛndāvana-dhāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/221/", "verse_text": "cintāmaṇi-maya bhūmi ratnera bhavana\n\ncintāmaṇi-gaṇa dāsī-caraṇa-bhūṣaṇa", "devanagari": "> চিন্তামণিময় ভূমি রত্নের ভবন ।\n> চিন্তামণিগণ — দাসী-চরণ-ভূষণ ॥২২১॥", "synonyms": "*cintāmaṇi-maya*—feito de pedra de toque transcendental; *bhūmi*—o solo; *ratnera*—de joias; *bhavana*—a fonte original; *cintāmaṇi-gaṇa*—tais pedras de toque; *dāsī-caraṇa-bhūṣaṇa*—enfeites dos pés das criadas de Vṛndāvana.", "translation": "**\"Vṛndāvana-dhāma é feita de pedra de toque transcendental. Toda a sua superfície é a fonte de todas as joias valiosas, e a pedra cintāmaṇi é usada para decorar os pés de lótus das criadas de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/222/", "verse_text": "kalpavṛkṣa-latāra-yāhāṅ sāhajika-vana\n\npuṣpa-phala vinā keha nā māge anya dhana", "devanagari": "> কল্পবৃক্ষ-লতার — যাহাঁ সাহজিক-বন ।\n> পুষ্প-ফল বিনা কেহ না মাগে অন্য ধন ॥২২২॥", "synonyms": "*kalpa-vṛkṣa-latāra*—de trepadeiras e kalpa-vṛkṣa, ou árvores-dos-desejos; *yāhāṅ*—onde; *sāhajika-vana*—floresta natural; *puṣpa-phala vinā*—exceto frutas e flores; *keha*—ninguém; *nā māge*—não deseja; *anya*—nenhuma outra; *dhana*—riqueza.", "translation": "**\"Vṛndāvana é uma floresta natural de árvores-dos-desejos e trepadeiras, e os habitantes não desejam nada além das frutas e flores dessas árvores-dos-desejos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/223/", "verse_text": "ananta kāma-dhenu tāhāṅ phire vane vane\n\ndugdha-mātra dena, keha nā māge anya dhane", "devanagari": "> অনন্ত কামধেনু তাহাঁ ফিরে বনে বনে ।\n> দুগ্ধমাত্র দেন, কেহ না মাগে অন্য ধনে ॥২২৩॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitadas; *kāma-dhenu*—vacas que podem satisfazer todos os desejos; *tāhāṅ*—ali; *phire*—pastam; *vane vane*—de floresta em floresta; *dugdha-mātra dena*—dão apenas leite; *keha*—ninguém; *nā*—não; *māge*—deseja; *anya dhane*—nenhuma outra riqueza.", "translation": "**\"Em Vṛndāvana há vacas que satisfazem todos os desejos [kāma-dhenus], e seu número é ilimitado. Elas pastam de floresta em floresta e dão apenas leite. O povo não deseja mais nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/224/", "verse_text": "sahaja lokera kathā-yāhāṅ divya-gīta\n\nsahaja gamana kare,-yaiche nṛtya-pratīta", "devanagari": "> সহজ লোকের কথা — যাহাঁ দিব্য-গীত ।\n> সহজ গমন করে, — যৈছে নৃত্য-প্ৰতীত ॥২২৪॥", "synonyms": "*sahaja lokera kathā*—as conversas de toda a gente simples; *yāhāṅ*—onde; *divya-gīta*—música transcendental; *sahaja gamana*—caminhar natural; *kare*—elas o fazem; *yaiche*—como; *nṛtya-pratīta*—parecendo uma dança.", "translation": "**\"Em Vṛndāvana, a fala natural das pessoas soa como música, e seu movimento natural assemelha-se a uma dança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/225/", "verse_text": "sarvatra jala-yāhāṅ amṛta-samāna\n\ncid-ānanda jyotiḥ svādya-yāhāṅ mūrtimān", "devanagari": "> সর্বত্র জল — যাহাঁ অমৃত-সমান ।\n> চিদানন্দ জ্যোতিঃ স্বাদ্য — যাহাঁ মূর্তিমান্ ॥২২৫॥", "synonyms": "*sarvatra*—por toda parte; *jala*—a água; *yāhāṅ*—onde; *amṛta-samāna*—igual a néctar; *cit-ānanda*—bem-aventurança transcendental; *jyotiḥ*—refulgência; *svādya*—percebida; *yāhāṅ*—onde; *mūrtimān*—assumindo uma forma.", "translation": "**\"A água em Vṛndāvana é néctar, e a refulgência brahmajyoti, que é plena de bem-aventurança transcendental, é diretamente percebida ali em sua forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/226/", "verse_text": "lakṣmī jini' guṇa yāhāṅ lakṣmīra samāja\n\nkṛṣṇa-vaṁśī kare yāhāṅ priya-sakhī-kāya", "devanagari": "> লক্ষ্মী জিনি’ গুণ যাহাঁ লক্ষ্মীর সমাজ ।\n> কৃষ্ণ-বংশী করে যাহাঁ প্রিয়সখী-কায ॥২২৬॥", "synonyms": "*lakṣmī*—a deusa da fortuna; *jini'*—superando; *guṇa*—qualidades; *yāhāṅ*—onde; *lakṣmīra samāja*—a sociedade das gopīs; *kṛṣṇa-vaṁśī*—a flauta do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *kare*—em Sua mão; *yāhāṅ*—onde; *priya-sakhī-kāya*—uma querida companheira.", "translation": "**\"As gopīs ali são também deusas da fortuna, e superam a deusa da fortuna que habita em Vaikuṇṭha. Em Vṛndāvana, o Senhor Kṛṣṇa está sempre tocando Sua flauta transcendental, que é Sua querida companheira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/227/", "verse_text": "śriyaḥ kāntāḥ kāntaḥ parama-puruṣaḥ kalpa-taravo\n\ndrumā bhūmiś cintāmaṇi-gaṇa-mayī toyam amṛtam\n\nkathā gānaṁ nāṭyaṁ gamanam api vaṁśī priya-sakhī\n\ncid-ānandaṁ jyotiḥ param api tad āsvādyam api ca", "devanagari": "> শ্রিয়ঃ কান্তাঃ কান্তঃ পরমপুরুষঃ কল্পতরবো\n> দ্রুমা ভূমিশ্চিন্তামণিগণময়ী তোয়মমৃতম্ ।\n> কথা গানং নাট্যং গগনমপি বংশী প্রিয়সখী\n> চিদানন্দং জ্যোতিঃ পরমপি তদাস্বাদ্যমপি চ ॥২২৭॥", "synonyms": "*śriyaḥ*—a deusa da fortuna; *kāntāḥ*—as donzelas; *kāntaḥ*—o desfrutador; *parama-puruṣaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *kalpa-taravaḥ*—árvores-dos-desejos; *drumāḥ*—todas as árvores; *bhūmiḥ*—a terra; *cintāmaṇi-gaṇa-mayī*—feita da joia transcendental, a pedra de toque; *toyam*—a água; *amṛtam*—néctar; *kathā*—conversa; *gānam*—canção; *nāṭyam*—dança; *gamanam*—caminhar; *api*—também; *vaṁśī*—a flauta; *priya-sakhī*—companheira constante; *cit-ānandam*—bem-aventurança transcendental; *jyotiḥ*—refulgência; *param*—a suprema; *api*—também; *tat*—essa; *āsvādyam*—percebida por toda parte; *api ca*—também.", "translation": "**\" 'As donzelas de Vṛndāvana, as gopīs, são superdeusas da fortuna. O desfrutador em Vṛndāvana é a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. As árvores ali são todas árvores que satisfazem desejos, e a terra é feita de pedra de toque transcendental. A água é toda néctar, a conversa é canto, o caminhar é dança, e a companheira constante de Kṛṣṇa é Sua flauta. A refulgência da bem-aventurança transcendental é experimentada por toda parte. Portanto, Vṛndāvana-dhāma é a única morada saboreável.'**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.56)."}
{"ref": "cc/madhya/14/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/228/", "verse_text": "cintāmaṇiś caraṇa-bhūṣaṇam aṅganānāṁ\n\nśṛṅgāra-puṣpa-taravas taravaḥ surāṇām\n\nvṛndāvane vraja-dhanaṁ nanu kāma-dhenu-\n\nvṛndāni ceti sukha-sindhur aho vibhūtiḥ", "devanagari": "> চিন্তামণিশ্চরণভূষণমঙ্গনানাং\n> শৃঙ্গারপুষ্পতরবস্তরবঃ সুরাণাম্ ।\n> বৃন্দাবনে ব্রজধনং ননু কামধেনু-\n> বৃন্দানি চেতি সুখসিন্ধুরহো বিভূতিঃ ॥২২৮॥", "synonyms": "*cintāmaṇiḥ*—pedra de toque transcendental; *caraṇa*—dos pés de lótus; *bhūṣaṇam*—o ornamento; *aṅganānām*—de todas as mulheres de Vṛndāvana; *śṛṅgāra*—para enfeitar-se; *puṣpa-taravaḥ*—as árvores floríferas; *taravaḥ*—as árvores; *surāṇām*—dos semideuses (árvores-dos-desejos); *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *vraja-dhanam*—a riqueza especial dos habitantes de Vraja; *nanu*—certamente; *kāma-dhenu*—de vacas kāma-dhenu, que podem dar leite ilimitado; *vṛndāni*—grupos; *ca*—e; *iti*—assim; *sukha-sindhuḥ*—o oceano de felicidade; *aho*—oh, quanta; *vibhūtiḥ*—opulência.", "translation": "**\" 'As tornozeleiras das donzelas de Vraja-bhūmi são feitas de pedra cintāmaṇi. As árvores são árvores que satisfazem desejos, e produzem flores com as quais as gopīs se enfeitam. Há também vacas que satisfazem desejos [kāma-dhenus], as quais dão quantidades ilimitadas de leite. Essas vacas constituem a riqueza de Vṛndāvana. Assim, a opulência de Vṛndāvana exibe-se de maneira bem-aventurada.' \"**", "purport": "Este é um verso escrito por Bilvamaṅgala Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/14/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/229/", "verse_text": "śuni' premāveśe nṛtya kare śrīnivāsa\n\nkakṣa-tāli bājāya, kare aṭṭa-aṭṭa hāsa", "devanagari": "> শুনি’প্রেমাবেশে নৃত্য করে শ্রীনিবাস ৷\n> কক্ষতালি বাজায়, করে অট্ট-অট্ট হাস ॥২২৯॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prema-āveśe*—em amor extático; *nṛtya*—dança; *kare*—faz; *śrīnivāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *kakṣa-tāli*—suas axilas com as palmas das mãos; *bājāya*—soa; *kare*—faz; *aṭṭa-aṭṭa hāsa*—gargalhadas muito altas.", "translation": "**Śrīvāsa então começou a dançar em amor extático. Ele produzia sons batendo nas axilas com as palmas das mãos e ria muito alto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/230/", "verse_text": "rādhāra śuddha-rasa prabhu āveśe śunila\n\nsei rasāveśe prabhu nṛtya ārambhila", "devanagari": "> রাধার শুদ্ধরস প্রভু আবেশে শুনিল ।\n> সেই রসাবেশে প্রভু নৃত্য আরম্ভিল ॥২৩০॥", "synonyms": "*rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *śuddha-rasa*—doçuras transcendentais puras; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśe śunila*—ouviu com grande êxtase; *sei*—essa; *rasa-āveśe*—em absorção no amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya ārambhila*—começou a dançar.", "translation": "**Foi assim que Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu essas conversas sobre a doçura transcendental pura de Śrīmatī Rādhārāṇī. Absorto em êxtase transcendental, o Senhor começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/231/", "verse_text": "rasāveśe prabhura nṛtya, svarūpera gāna\n\n'bala' 'bala' bali' prabhu pāte nija-kāṇa", "devanagari": "> রসাবেশে প্রভুর নৃত্য, স্বরূপের গান ।\n> ‘বল’ ‘বল’ বলি’ প্রভু পাতে নিজ-কাণ ॥২৩১॥", "synonyms": "*rasa-āveśe*—em doçuras extáticas; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya*—a dança; *svarūpera gāna*—e o cantar de Svarūpa Dāmodara; *bala bala*—continua cantando, continua cantando; *bali'*—dizendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāte*—estende; *nija-kāṇa*—o próprio ouvido.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava em amor extático e Svarūpa Dāmodara cantava, o Senhor disse: \"Continua cantando! Continua cantando!\" Então o Senhor estendeu Seus próprios ouvidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/232/", "verse_text": "vraja-rasa-gīta śuni' prema uthalila\n\npuruṣottama-grāma prabhu preme bhāsāila", "devanagari": "> ব্রজরস-গীত শুনি’ প্রেম উথলিল ।\n> পুরুষোত্তম-গ্রাম প্রভু প্রেমে ভাসাইল ॥২৩২॥", "synonyms": "*vraja-rasa-gīta*—canções sobre as doçuras de Vṛndāvana-dhāma; *śuni'*—ouvindo; *prema*—bem-aventurança transcendental; *uthalila*—despertou; *puruṣottama-grāma*—o lugar conhecido como Puruṣottama, Jagannātha Purī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *preme*—com amor extático; *bhāsāila*—inundou.", "translation": "**Dessa forma, o amor extático de Śrī Caitanya Mahāprabhu despertou ao ouvir as canções de Vṛndāvana. Assim, Ele inundou Puruṣottama, Jagannātha Purī, com amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/233/", "verse_text": "lakṣmī-devī yathā-kāle gelā nija-ghara\n\nprabhu nṛtya kare, haila tṛtīya prahara", "devanagari": "> লক্ষ্মী-দেবী যথাকালে গেলা নিজ-ঘর ৷\n> প্রভু নৃত্য করে, হৈল তৃতীয় প্ৰহর ॥২৩৩॥", "synonyms": "*lakṣmī-devī*—a deusa da fortuna; *yathā-kāle*—no devido tempo; *gelā*—retornou; *nija-ghara*—aos seus aposentos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya kare*—dança; *haila*—chegou; *tṛtīya prahara*—o terceiro período do dia, a tarde.", "translation": "**Finalmente, a deusa da fortuna retornou aos seus aposentos. No devido tempo, enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava, chegou a tarde.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/234/", "verse_text": "cāri sampradāya gāna kari' bahu śrānta haila\n\nmahāprabhura premāveśa dviguṇa bāḍila", "devanagari": "> চারি সম্প্রদায় গান করি’ বহু শ্রান্ত হৈল ৷\n> মহাপ্রভুর প্রেমাবেশ দ্বিগুণ বাড়িল ॥২৩৪॥", "synonyms": "*cāri sampradāya*—quatro grupos de grupos de saṅkīrtana; *gāna kari'*—após cantar; *bahu*—muito; *śrānta haila*—estavam fatigados; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āveśa*—o amor extático; *dvi-guṇa*—em dobro; *bāḍila*—aumentou.", "translation": "**Após muito cantar, os quatro grupos de saṅkīrtana ficaram fatigados, mas o amor extático de Śrī Caitanya Mahāprabhu aumentou em dobro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/235/", "verse_text": "rādhā-premāveśe prabhu hailā sei mūrti\n\nnityānanda dūre dekhi' karilena stuti", "devanagari": "> রাধা-প্রেমাবেশে প্রভু হৈলা সেই মূর্তি ।\n> নিত্যানন্দ দূরে দেখি’ করিলেন স্তুতি ॥২৩৫॥", "synonyms": "*rādhā-prema-āveśe*—em amor extático por Śrīmatī Rādhārāṇī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā*—tornou-se; *sei mūrti*—exatamente essa mesma forma; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *dūre dekhi'*—vendo de um lugar distante; *karilena stuti*—ofereceu orações.", "translation": "**Enquanto dançava absorto no amor extático de Śrīmatī Rādhārāṇī, Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu sob a forma exata dEla. Vendo isso de um lugar distante, Nityānanda Prabhu ofereceu orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/236/", "verse_text": "nityānanda dekhiyā prabhura bhāvāveśa\n\nnikaṭe nā āise, rahe kichu dūra-deśa", "devanagari": "> নিত্যানন্দ দেখিয়া প্রভুর ভাবাবেশ ।\n> নিকটে না আইসে, রহে কিছু দূরদেশ ॥২৩৬॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *dekhiyā*—vendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāva-āveśa*—o amor extático; *nikaṭe*—nas proximidades; *nā āise*—não chega; *rahe*—mantém-se; *kichu*—um pouco; *dūra-deśa*—afastado.", "translation": "**Vendo o amor extático de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu não Se aproximou, mas manteve-se a uma pequena distância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/237/", "verse_text": "nityānanda vinā prabhuke dhare kon jana\n\nprabhura āveśa nā yāya, nā rahe kīrtana", "devanagari": "> নিত্যানন্দ বিনা প্রভুকে ধরে কোন্ জন ।\n> প্রভুর আবেশ না যায়, না রহে কীর্তন ॥২৩৭॥", "synonyms": "*nityānanda vinā*—exceto Nityānanda Prabhu; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhare*—pode segurar; *kon jana*—que pessoa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśa*—o êxtase; *nā yāya*—não passava; *nā rahe*—não podia continuar; *kīrtana*—o kīrtana.", "translation": "**Somente Nityānanda Prabhu podia segurar Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas o estado extático do Senhor não cessava. Ao mesmo tempo, o kīrtana não podia prosseguir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/238/", "verse_text": "bhaṅgi kari' svarūpa sabāra śrama jānāila\n\nbhakta-gaṇera śrama dekhi' prabhura bāhya haila", "devanagari": "> ভঙ্গি করি’ স্বরূপ সবার শ্রম জানাইল ।\n> ভক্তগণের শ্রম দেখি’ প্রভুর বাহ্য হৈল ॥২৩৮॥", "synonyms": "*bhaṅgi kari'*—dando um sinal; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *sabāra*—de todos; *śrama*—a fadiga; *jānāila*—deu a conhecer; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *śrama*—a fadiga; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya haila*—recobrou a consciência externa.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara então deu a entender ao Senhor que todos os devotos estavam fatigados. Vendo essa situação, Śrī Caitanya Mahāprabhu recobrou Seus sentidos externos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/239/", "verse_text": "saba bhakta lañā prabhu gelā puṣpodyāne\n\nviśrāma kariyā kailā mādhyāhnika snāne", "devanagari": "> সব ভক্ত লঞা প্রভু গেলা পুষ্পোদ্যানে ।\n> বিশ্রাম করিয়া কৈলা মাধ্যাহ্নিক স্নানে ॥২৩৯॥", "synonyms": "*saba bhakta lañā*—com todos os devotos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *puṣpa-udyāne*—ao jardim de flores; *viśrāma kariyā*—descansando; *kailā*—realizou; *mādhyāhnika snāne*—o banho da tarde.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então entrou no jardim de flores com todos os Seus devotos. Após descansar ali por algum tempo, terminou Seu banho da tarde.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/240/", "verse_text": "jagannāthera prasāda āila bahu upahāra\n\nlakṣmīra prasāda āila vividha prakāra", "devanagari": "> জগন্নাথের প্রসাদ আইল বহু উপহার ।\n> লক্ষ্মীর প্রসাদ আইল বিবিধ প্রকার ॥২৪০॥", "synonyms": "*jagannāthera prasāda*—o prasāda oferecido a Jagannātha; *āila*—chegou; *bahu*—muitas; *upahāra*—oferendas; *lakṣmīra prasāda*—o alimento oferecido a Lakṣmīdevī; *āila*—chegou; *vividha prakāra*—de toda variedade.", "translation": "**Então chegou em grandes quantidades uma variedade de alimentos que haviam sido oferecidos a Śrī Jagannātha, bem como uma variedade que havia sido oferecida à deusa da fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/241/", "verse_text": "sabā lañā nānā-raṅge karilā bhojana\n\nsandhyā snāna kari' kaila jagannātha daraśana", "devanagari": "> সবা লঞা নানা-রঙ্গে করিলা ভোজন ।\n> সন্ধ্যা স্নান করি’ কৈল জগন্নাথ দরশন ॥২৪১॥", "synonyms": "*sabā lañā*—com todos os devotos; *nānā-raṅge*—em grande júbilo; *karilā bhojana*—tomou o prasāda; *sandhyā snāna kari'*—após tomar um banho ao anoitecer; *kaila*—fez; *jagannātha daraśana*—visita ao Senhor Jagannātha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu terminou Seu almoço da tarde e, após Seu banho do anoitecer, foi ver o Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/242/", "verse_text": "jagannātha dekhi' karena nartana-kīrtana\n\nnarendre jala-krīḍā kare lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> জগন্নাথ দেখি’ করেন নর্তন-কীর্তন ।\n> নরেন্দ্র জলক্রীড়া করে লঞা ভক্তগণ ॥২৪২॥", "synonyms": "*jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *dekhi'*—após ver; *karena*—realiza; *nartana-kīrtana*—cantar e dançar; *narendre*—no lago conhecido como Narendra-sarovara; *jala-krīḍā*—divertimento na água; *kare*—realiza; *lañā bhakta-gaṇa*—com os devotos.", "translation": "**Assim que viu o Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a cantar e a dançar. Em seguida, acompanhado por Seus devotos, o Senhor divertiu-Se brincando no lago chamado Narendra-sarovara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/243/", "verse_text": "udyāne āsiyā kaila vana-bhojana\n\nei-mata krīḍā kaila prabhu aṣṭa-dina", "devanagari": "> উদ্যানে আসিয়া কৈল বন-ভোজন ।\n> এইমত ক্রীড়া কৈল প্রভু অষ্টদিন ॥২৪৩॥", "synonyms": "*udyāne*—ao jardim; *āsiyā*—vindo; *kaila*—realizou; *vana-bhojana*—piquenique na floresta; *ei-mata*—dessa maneira; *krīḍā*—passatempos; *kaila*—realizou; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aṣṭa-dina*—constantemente por oito dias.", "translation": "**Então, entrando no jardim de flores, Śrī Caitanya Mahāprabhu fez Sua refeição. Dessa maneira, Ele realizou continuamente todo tipo de passatempos por oito dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/244/", "verse_text": "āra dine jagannāthera bhitara-vijaya\n\nrathe caḍi' jagannātha cale nijālaya", "devanagari": "> আর দিনে জগন্নাথের ভিতর-বিজয় ৷\n> রথে চড়ি’ জগন্নাথ চলে নিজালয় ॥২৪৪॥", "synonyms": "*āra dine*—no dia seguinte; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *bhitara-vijaya*—a saída de dentro do templo; *rathe caḍi'*—subindo no carro; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *cale*—retorna; *nija-ālaya*—à Sua própria morada.", "translation": "**No dia seguinte, o Senhor Jagannātha saiu do templo e, subindo no carro, retornou à Sua própria morada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/245/", "verse_text": "pūrvavat kaila prabhu lañā bhakta-gaṇa\n\nparama ānande karena nartana-kīrtana", "devanagari": "> পূর্ববৎ কৈল প্রভু লঞা ভক্তগণ ।\n> পরম আনন্দে করেন নর্তন-কীর্তন ॥২৪৫॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *kaila*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *parama ānande*—com grande prazer; *karena*—realiza; *nartana-kīrtana*—cantar e dançar.", "translation": "**Como anteriormente, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos novamente cantaram e dançaram com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/246/", "verse_text": "jagannāthera punaḥ pāṇḍu-vijaya ha-ila\n\neka guṭi paṭṭa-ḍorī tāṅhā ṭuṭi' gela", "devanagari": "> জগন্নাথের পুনঃ পাণ্ডু-বিজয় হইল ।\n> এক গুটি পট্টডোরী তাঁহা টুটি’ গেল ॥২৪৬॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *punaḥ*—novamente; *pāṇḍu-vijaya*—a cerimônia de transporte do Senhor; *ha-ila*—houve; *eka guṭi*—um feixe; *paṭṭa-ḍorī*—cordas de seda; *tāṅhā*—ali; *ṭuṭi' gela*—rompeu-se.", "translation": "**Durante o Pāṇḍu-vijaya, o Senhor Jagannātha foi carregado e, enquanto era carregado, um feixe de cordas de seda se rompeu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/247/", "verse_text": "pāṇḍu-vijayera tuli phāṭi-phuṭi yāya\n\njagannāthera bhare tulā uḍiyā palāya", "devanagari": "> পাণ্ডু-বিজয়ের তুলি ফাটি-ফুটি যায় ।\n> জগন্নাথের ভরে তুলা উড়িয়া পলায় ॥২৪৭॥", "synonyms": "*pāṇḍu-vijayera*—da cerimônia de Pāṇḍu-vijaya; *tuli*—acolchoados de algodão; *phāṭi-phuṭi yāya*—rompem-se; *jagannāthera bhare*—pelo peso do Senhor Jagannātha; *tulā*—o algodão; *uḍiyā palāya*—flutua no ar.", "translation": "**Quando a Deidade de Jagannātha é carregada, em certos intervalos Ele é colocado sobre acolchoados de algodão. Quando as cordas se romperam, os acolchoados de algodão também se romperam devido ao peso do Senhor Jagannātha, e o algodão flutuou no ar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/248/", "verse_text": "kulīna-grāmī rāmānanda, satyarāja khāṅna\n\ntāṅre ājñā dila prabhu kariyā sammāna", "devanagari": "> কুলীনগ্রামী রামানন্দ, সত্যরাজ খাঁন  ।\n> তাঁরে আজ্ঞা দিল প্রভু করিয়া সম্মান ॥২৪৮॥", "synonyms": "*kulīna-grāmī*—os habitantes da aldeia conhecida como Kulīna-grāma; *rāmānanda*—Rāmānanda; *satyarāja khāṅna*—Satyarāja Khān; *tāṅre*—a eles; *ājñā dila*—deu uma ordem; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyā sammāna*—mostrando grande respeito.", "translation": "**Rāmānanda e Satyarāja Khān estavam presentes, vindos de Kulīna-grāma, e Śrī Caitanya Mahāprabhu, com grande respeito, deu-lhes as seguintes ordens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/249/", "verse_text": "ei paṭṭa-ḍorīra tumi hao yajamāna\n\nprati-vatsara ānibe 'ḍorī' kariyā nirmāṇa", "devanagari": "> এই পট্টডোরীর তুমি হও যজমান  ।\n> প্রতিবৎসর আনিবে ‘ডোরী’ করিয়া নির্মাণ ॥২৪৯॥", "synonyms": "*ei paṭṭa-ḍorīra*—destes paṭṭa-ḍorīs, cordas de seda; *tumi*—vós; *hao*—tornai-vos; *yajamāna*—os adoradores; *prati-vatsara*—todos os anos; *ānibe*—deveis trazer; *ḍorī*—cordas; *kariyā nirmāṇa*—fabricando.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Rāmānanda e a Satyarāja Khān que se tornassem os adoradores dessas cordas e que todos os anos trouxessem cordas de seda de sua aldeia.**", "purport": "Entende-se que a corda de seda era fabricada pelos habitantes locais de Kulīna-grāma; por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Rāmānanda Vasu e a Satyarāja Khān que conseguissem cordas todos os anos para o serviço do Senhor Jagannātha."}
{"ref": "cc/madhya/14/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/250/", "verse_text": "eta bali' dila tāṅre chiṇḍā paṭṭa-ḍorī\n\nihā dekhi' karibe ḍorī ati dṛḍha kari'", "devanagari": "> এত বলি’ দিল তাঁরে ছিণ্ডা পট্টডোরী ।\n> ইহা দেখি’ করিবে ডোরী অতি দৃঢ় করি’ ॥২৫০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *dila*—entregou; *tāṅre*—a eles; *chiṇḍā*—rompidas; *paṭṭa-ḍorī*—cordas de seda; *ihā dekhi'*—vendo isto; *karibe*—deveis fazer; *ḍorī*—as cordas; *ati*—muito; *dṛḍha kari'*—tornando-as fortes.", "translation": "**Após dizer-lhes isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou-lhes as cordas de seda rompidas, dizendo: \"Observai apenas esta amostra. Deveis fazer cordas que sejam muito mais fortes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/251/", "verse_text": "ei paṭṭa-ḍorīte haya 'śeṣa'-adhiṣṭhāna\n\ndaśa-mūrti hañā yeṅho seve bhagavān", "devanagari": "> এই পট্টডোরীতে হয় ‘শেষ’-অধিষ্ঠান ।\n> দশ-মূর্তি হঞা যেঁহো সেবে ভগবান্ ॥২৫১॥", "synonyms": "*ei paṭṭa-ḍorīte*—nesta corda; *haya*—há; *śeṣa-adhiṣṭhāna*—a morada de Śeṣa Nāga; *daśa-mūrti hañā*—expandindo-Se em dez formas; *yeṅho*—quem; *seve*—adora; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então informou a Rāmānanda e a Satyarāja Khān que essa corda era a morada do Senhor Śeṣa, que Se expande em dez formas e serve a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Para uma descrição de Śeṣa Nāga, consulte-se o *Ādi-līlā* (5.123-124)."}
{"ref": "cc/madhya/14/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/252/", "verse_text": "bhāgyavān satyarāja vasu rāmānanda\n\nsevā-ājñā pāñā haila parama-ānanda", "devanagari": "> ভাগ্যবান্ সত্যরাজ বসু রামানন্দ ।\n> সেবা-আজ্ঞা পাঞা হৈল পরম-আনন্দ ॥২৫২॥", "synonyms": "*bhāgyavān*—muito afortunados; *satyarāja*—Satyarāja; *vasu rāmānanda*—Rāmānanda Vasu; *sevā-ājñā*—ordem para o serviço; *pāñā*—recebendo; *haila*—ficaram; *parama*—supremamente; *ānanda*—felizes.", "translation": "**Após receberem do Senhor as ordens para a prestação de serviço, os afortunados Satyarāja e Rāmānanda Vasu ficaram extremamente satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/253/", "verse_text": "prati vatsara guṇḍicāte bhakta-gaṇa-saṅge\n\npaṭṭa-ḍorī lañā āise ati baḍa raṅge", "devanagari": "> প্রতি বৎসর গুণ্ডিচাতে ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> পট্টডোরী লঞা আইসে অতি বড় রঙ্গে ॥২৫৩॥", "synonyms": "*prati vatsara*—todos os anos; *guṇḍicāte*—à cerimônia de limpeza do templo de Guṇḍicā; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com outros devotos; *paṭṭa-ḍorī*—corda de seda; *lañā*—levando; *āise*—vinham; *ati*—extremamente; *baḍa*—grande; *raṅge*—com prazer.", "translation": "**Todos os anos a partir de então, quando o templo de Guṇḍicā era limpo, Satyarāja e Rāmānanda Vasu vinham com outros devotos e, com grande prazer, traziam corda de seda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/254/", "verse_text": "tabe jagannātha yāi' vasilā siṁhāsane\n\nmahāprabhu ghare āilā lañā bhakta-gaṇe", "devanagari": "> তবে জগন্নাথ যাই’ বসিলা সিংহাসনে ।\n> মহাপ্রভু ঘরে আইলা লঞা ভক্তগণে ॥২৫৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *yāi'*—indo; *vasilā*—sentou-Se; *siṁhāsane*—em Seu trono; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ghare*—à Sua residência; *āilā*—retornou; *lañā*—levando; *bhakta-gaṇe*—os devotos.", "translation": "**Assim, o Senhor Jagannātha retornou a Seu templo e sentou-Se em Seu trono, ao passo que Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou à Sua residência com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/255/", "verse_text": "ei-mata bhakta-gaṇe yātrā dekhāila\n\nbhakta-gaṇa lañā vṛndāvana-keli kaila", "devanagari": "> এইমত ভক্তগণে যাত্রা দেখাইল ।\n> ভক্তগণ লঞা বৃন্দাবন-কেলি কৈল ॥২৫৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bhakta-gaṇe*—a todos os devotos; *yātrā*—o festival de Ratha-yātrā; *dekhāila*—mostrou; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *lañā*—com; *vṛndāvana-keli*—passatempos de Vṛndāvana; *kaila*—realizou.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou a cerimônia de Ratha-yātrā a Seus devotos e realizou com eles os passatempos de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/256/", "verse_text": "caitanya-gosāñira līlā-ananta, apāra\n\n'sahasra-vadana' yāra nāhi pāya pāra", "devanagari": "> চৈতন্য-গোসাঞির লীলা — অনন্ত, অপার ।\n> ‘সহস্র-বদন’ যার নাহি পায় পার ॥২৫৬॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñira*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *līlā*—os passatempos; *ananta*—ilimitados; *apāra*—sem fim; *sahasra-vadana*—o Senhor Śeṣa, que tem milhares de capelos; *yāra*—dos quais; *nāhi*—não; *pāya*—alcança; *pāra*—o limite.", "translation": "**CAPÍTULO QUINZE Os passatempos do Senhor Caitanya são ilimitados e sem fim. Até Sahasravadana, o Senhor Śeṣa, não pode alcançar os limites de Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/14/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/14/257/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৫৭॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Quarto Capítulo, que descreve a Herā-pañcamī-yātrā."}
{"ref": "cc/madhya/15/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/1/", "verse_text": "sārvabhauma-gṛhe bhuñjan\nsva-nindakam amoghakam\naṅgīkurvan sphuṭāṁ cakre\ngauraḥ svāṁ bhakta-vaśyatām", "devanagari": "> সার্বভৌমগৃহে ভুঞ্জন্ স্বনিন্দকমমোঘকম্ ৷\n> অঙ্গীকুর্বন্ স্ফুটাং চক্রে গৌরঃ স্বাং ভক্তবশ্যতাম্ ॥১॥", "synonyms": "*sārvabhauma-gṛhe*—na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *bhuñjan*—enquanto comia; *sva-nindakam*—uma pessoa que O criticava; *amoghakam*—chamada Amogha; *aṅgīkurvan*—aceitando; *sphuṭām*—manifestou; *cakre*—fez; *gauraḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svām*—Sua; *bhakta-vaśyatām*—obrigação para com Seus devotos.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitava prasāda na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Amogha criticou-O. Naquele momento, o Senhor também mostrou o quanto estava obrigado para com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/3/", "verse_text": "jaya śrī-caitanya-caritāmṛta-śrotā-gaṇa\ncaitanya-caritāmṛta--yāṅra prāṇa-dhana", "devanagari": "> জয় শ্রীচৈতন্যচরিতামৃত-শ্রোতাগণ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত — যাঁর প্রাণধন ॥৩॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya-caritāmṛta-śrotā-gaṇa*—aos ouvintes do Śrī Caitanya-caritāmṛta; *caitanya-caritāmṛta*—o Caitanya-caritāmṛta; *yāṅra*—de quem; *prāṇa-dhana*—a vida e a alma.", "translation": "**Todas as glórias aos ouvintes do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, que o tomaram como sua vida e sua alma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/4/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu bhakta-gaṇa-saṅge\nnīlācale rahi' kare nṛtya-gīta-raṅge", "devanagari": "> এইমত মহাপ্ৰভু ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> নীলাচলে রহি’ করে নৃত্যগীত-রঙ্গে ॥৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com Seus devotos; *nīlācale rahi'*—permanecendo em Nīlācala, Jagannātha Purī; *kare*—realiza; *nṛtya-gīta-raṅge*—cantando e dançando com grande prazer.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu em Jagannātha Purī, Ele desfrutava constantemente de cantar e dançar com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/5/", "verse_text": "prathamāvasare jagannātha-daraśana\nnṛtya-gīta kare daṇḍa-paraṇāma, stavana", "devanagari": "> প্রথমাবসরে জগন্নাথ-দরশন ।\n> নৃত্যগীত করে দণ্ডপরণাম, স্তবন ॥৫॥", "synonyms": "*prathama-avasare*—no princípio; *jagannātha-daraśana*—vendo a Deidade do Senhor Jagannātha; *nṛtya-gīta kare*—realiza o cantar e o dançar; *daṇḍa-paraṇāma*—oferecendo reverências; *stavana*—oferecendo preces.", "translation": "**No princípio, Śrī Caitanya Mahāprabhu via a Deidade do Senhor Jagannātha no templo. Ele Lhe oferecia reverências e preces, e dançava e cantava diante Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/6/", "verse_text": "'upala-bhoga' lāgile kare bāhire vijaya\nharidāsa mili' āise āpana nilaya", "devanagari": "> ‘উপলভোগ’ লাগিলে করে বাহিরে বিজয় ৷\n> হরিদাস মিলি’ আইসে আপন নিলয় ॥৬॥", "synonyms": "*upala-bhoga lāgile*—quando há uma oferenda de alimento conhecida como upala-bhoga; *kare bāhire vijaya*—Ele permanece do lado de fora; *haridāsa mili'*—encontrando-se com Haridāsa Ṭhākura; *āise*—regressa; *āpana nilaya*—à Sua residência.", "translation": "**Após visitar o templo, Śrī Caitanya Mahāprabhu permanecia do lado de fora durante a oferenda de upala-bhoga. Em seguida, ia encontrar-se com Haridāsa Ṭhākura e regressava à Sua residência.**", "purport": "Ao meio-dia, quando havia uma oferenda de upala-bhoga num lugar chamado bhoga-vardhana-khaṇḍa, Śrī Caitanya Mahāprabhu saía do templo. Antes de sair, costumava postar-se junto à coluna Garuḍa-stambha e oferecer Suas reverências e preces. Depois, o Senhor visitava Siddha-bakula, onde morava Haridāsa Ṭhākura. Após visitar Haridāsa Ṭhākura, o Senhor regressava ao Seu próprio lugar, na morada de Kāśī Miśra."}
{"ref": "cc/madhya/15/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/7/", "verse_text": "ghare vasi' kare prabhu nāma saṅkīrtana\nadvaita āsiyā kare prabhura pūjana", "devanagari": "> ঘরে বসি’ করে প্রভু নাম সঙ্কীর্তন ।\n> অদ্বৈত আসিয়া করে প্ৰভুর পূজন ॥৭॥", "synonyms": "*ghare vasi'*—sentado em Seu quarto; *kare*—realiza; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāma saṅkīrtana*—cantando em Suas contas; *advaita*—Advaita Ācārya; *āsiyā*—vindo; *kare*—realiza; *prabhura pūjana*—a adoração ao Senhor.", "translation": "**Sentado em Seu quarto, Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava em Suas contas, e Advaita Prabhu ia até ali para adorar o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/8/", "verse_text": "sugandhi-salile dena pādya, ācamana\nsarvāṅge lepaye prabhura sugandhi candana", "devanagari": "> সুগন্ধি-সলিলে দেন পাদ্য, আচমন ।\n> সর্বাঙ্গে লেপয়ে প্রভুর সুগন্ধি চন্দন ॥৮॥", "synonyms": "*su-gandhi-salile*—com água perfumada; *dena*—oferece; *pādya*—água para lavar os pés; *ācamana*—lavar a boca; *sarva-aṅge*—por todo o corpo; *lepaye*—unge; *prabhura*—do Senhor; *su-gandhi candana*—polpa de sândalo fragrante.", "translation": "**Ao adorar Śrī Caitanya Mahāprabhu, Advaita Ācārya oferecia-Lhe água perfumada para lavar a boca e os pés. Depois, Advaita Ācārya ungia-Lhe todo o corpo com polpa de sândalo muito fragrante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/9/", "verse_text": "gale mālā dena, māthāya tulasī-mañjarī\nyoḍa-hāte stuti kare pade namaskari'", "devanagari": "> গলে মালা দেন, মাথায় তুলসী-মঞ্জরী ।\n> যোড়-হাতে স্তুতি করে পদে নমস্করি’ ॥৯॥", "synonyms": "*gale*—no pescoço; *mālā*—guirlanda; *dena*—oferece; *māthāya*—na cabeça; *tulasī-mañjarī*—flores de tulasī; *yoḍa-hāte*—de mãos postas; *stuti kare*—oferece preces; *pade*—aos pés de lótus; *namaskari'*—oferecendo reverências.", "translation": "**Śrī Advaita Prabhu também colocava uma guirlanda de flores em torno do pescoço do Senhor e flores de tulasī [mañjarīs] em Sua cabeça. Depois, de mãos postas, Advaita Ācārya oferecia reverências e preces ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/10/", "verse_text": "pūjā-pātre puṣpa-tulasī śeṣa ye āchila\nsei saba lañā prabhu ācārye pūjila", "devanagari": "> পূজা-পাত্রে পুষ্প-তুলসী শেষ যে আছিল ।\n> সেই সব লঞা প্রভু আচার্যে পূজিল ॥১০॥", "synonyms": "*pūjā-pātre*—no prato que contém flores e tulasī; *puṣpa-tulasī*—flores e tulasī; *śeṣa*—restante; *ye āchila*—o que quer que houvesse; *sei saba*—tudo isso; *lañā*—tomando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ācārye pūjila*—adorou Advaita Ācārya.", "translation": "**Após ser adorado por Advaita Ācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomava o prato que continha as flores e a tulasī e, com a parafernália que restava, adorava também Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/11/", "verse_text": "\"yo 'si so 'si namo 'stu te\" ei mantra paḍe\nmukha-vādya kari' prabhu hāsāya ācāryere", "devanagari": "> “যোঽসি সোঽসি নমোঽস্তু তে” এই মন্ত্র পড়ে ।\n> মুখবাদ্য করি’ প্রভু হাসায় আচার্যেরে ॥১১॥", "synonyms": "*yaḥ asi*—o que quer que sejas; *saḥ asi*—és isso mesmo; *namaḥ astu te*—ofereço Meus respeitos a Ti; *ei mantra paḍe*—recita este mantra; *mukha-vādya kari'*—produzindo um som dentro da boca; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsāya*—faz rir; *ācāryere*—Advaita Ācārya.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu adorava Advaita Ācārya cantando o mantra: \"O que quer que sejas, és isso mesmo – mas ofereço Meus respeitos a Ti.\" Além disso, o Senhor produzia alguns sons dentro da boca que faziam Advaita Ācārya rir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/12/", "verse_text": "ei-mata anyonye karena namaskāra\nprabhure nimantraṇa kare ācārya bāra bāra", "devanagari": "> এইমত অন্যোন্যে করেন নমস্কার ।\n> প্রভুরে নিমন্ত্রণ করে আচার্য বার বার ॥১২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *anyonye*—um ao outro; *karena*—oferecem; *namaskāra*—reverências; *prabhure*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite; *kare*—faz; *ācārya*—Advaita Ācārya; *bāra bāra*—repetidas vezes.", "translation": "**Dessa maneira, tanto Advaita Ācārya como Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereciam Suas respeitosas reverências um ao outro. Em seguida, Advaita Ācārya fazia convites a Śrī Caitanya Mahāprabhu repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/13/", "verse_text": "ācāryera nimantraṇa--āścarya-kathana\nvistāri' varṇiyāchena dāsa-vṛndāvana", "devanagari": "> আচার্যের নিমন্ত্রণ — আশ্চর্য-কথন ।\n> বিস্তারি’ বর্ণিয়াছেন দাস-বৃন্দাবন ॥১৩॥", "synonyms": "*ācāryera nimantraṇa*—o convite de Advaita Ācārya; *āścarya-kathana*—história admirável; *vistāri'*—muito vividamente; *varṇiyāchena*—descreveu; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**De fato, o convite de Śrī Advaita Ācārya é outra história admirável. Ela foi descrita muito vividamente por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/14/", "verse_text": "punarukti haya, tāhā nā kailuṅ varṇana\nāra bhakta-gaṇa kare prabhure nimantraṇa", "devanagari": "> পুনরুক্তি হয়, তাহা না কৈলুঁ বর্ণন ৷\n> আর ভক্তগণ করে প্রভুরে নিমন্ত্রণ ॥১৪॥", "synonyms": "*punaḥ-ukti*—repetição; *haya*—há; *tāhā*—isso; *nā*—não; *kailuṅ*—fiz; *varṇana*—descrição; *āra bhakta-gaṇa*—outros devotos; *kare*—fazem; *prabhure*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Visto que o convite de Advaita Ācārya já foi descrito por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, não repetirei a história. Direi, contudo, que outros devotos também fizeram convites a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/15/", "verse_text": "eka eka dina eka eka bhakta-gṛhe mahotsava\nprabhu-saṅge tāhāṅ bhojana kare bhakta saba", "devanagari": "> এক এক দিন এক এক ভক্তগৃহে মহোত্সব ।\n> প্ৰভু-সঙ্গে তাহাঁ ভোজন করে ভক্ত সব ॥১৫॥", "synonyms": "*eka eka dina*—cada dia; *eka eka bhakta-gṛhe*—na casa de um devoto após outro; *mahotsava*—festival; *prabhu-saṅge*—com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāṅ*—ali; *bhojana*—almoço; *kare*—aceitam; *bhakta*—devotos; *saba*—todos.", "translation": "**A cada dia, um devoto após outro convidava Śrī Caitanya Mahāprabhu e os demais devotos para o almoço e também realizava um festival.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/16/", "verse_text": "cāri-māsa rahilā sabe mahāprabhu-saṅge\njagannāthera nānā yātrā dekhe mahā-raṅge", "devanagari": "> চারিমাস রহিলা সবে মহাপ্রভু-সঙ্গে ।\n> জগন্নাথের নানা যাত্রা দেখে মহারঙ্গে ॥১৬॥", "synonyms": "*cāri-māsa*—quatro meses; *rahilā*—permaneceram; *sabe*—todos os devotos; *mahāprabhu-saṅge*—com o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *nānā yātrā*—muitos festivais; *dekhe*—eles veem; *mahā-raṅge*—com grande prazer.", "translation": "**Todos os devotos permaneceram em Jagannātha Purī por quatro meses contínuos, e observaram com grande prazer todos os festivais do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/17/", "verse_text": "kṛṣṇa-janma-yātrā-dine nanda-mahotsava\n\ngopa-veśa hailā prabhu lañā bhakta saba", "devanagari": "> কৃষ্ণজন্মযাত্রা-দিনে নন্দ-মহোত্সব  ।\n> গোপবেশ হৈলা প্রভু লঞা ভক্ত সব ॥১৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-janma-yātrā*—a observância do nascimento do Senhor Kṛṣṇa; *dine*—no dia de; *nanda-mahotsava*—o festival observado por Nanda Mahārāja, o pai de Kṛṣṇa; *gopa-veśa hailā*—vestiu-Se como um vaqueirinho; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *bhakta saba*—todos os devotos.", "translation": "**Os devotos também celebraram o festival de Janmāṣṭamī, o aniversário de Kṛṣṇa, que também se chama Nanda-mahotsava, o festival de Nanda Mahārāja. Nessa ocasião, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos vestiram-se como vaqueirinhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/18/", "verse_text": "dadhi-dugdha-bhāra sabe nija-skandhe kari'\n\nmahotsava-sthāne āilā bali 'hari' 'hari'", "devanagari": "> দধিদুগ্ধ-ভার সবে নিজ-স্কন্ধে করি’  ।\n> মহোত্সব-স্থানে আইলা বলি ‘হরি’ ‘হরি’ ॥১৮॥", "synonyms": "*dadhi-dugdha*—de leite e iogurte; *bhāra*—vasilhas; *sabe*—todos eles; *nija-skandhe*—sobre os ombros; *kari'*—mantendo; *mahotsava-sthāne*—ao local do festival; *āilā*—vieram; *bali hari hari*—cantando Hari, Hari.", "translation": "**Tendo-se vestido como vaqueirinhos, todos os devotos carregavam vasilhas de leite e iogurte equilibradas em varas sobre os ombros. Assim, todos chegaram ao recinto do festival cantando o santo nome de Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/19/", "verse_text": "kānāñi-khuṭiyā āchena 'nanda'-veśa dhari'\n\njagannātha-māhāti hañāchena 'vrajeśvarī'", "devanagari": "> কানাঞি-খুটিয়া আছেন ‘নন্দ’-বেশ ধরি’ ।\n> জগন্নাথ মাহাতি হঞাছেন ‘ব্রজেশ্বরী’ ॥১৯॥", "synonyms": "*kānāñi-khuṭiyā*—Kānāñi Khuṭiyā; *āchena*—está; *nanda-veśa dhari'*—com a roupa de Nanda Mahārāja; *jagannātha-māhāti*—Jagannātha Māhāti; *hañāchena*—era; *vrajeśvarī*—mãe Yaśodā.", "translation": "**Kānāñi Khuṭiyā vestiu-se como Nanda Mahārāja, e Jagannātha Māhāti vestiu-se como mãe Yaśodā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/20/", "verse_text": "āpane pratāparudra, āra miśra-kāśī\n\nsārvabhauma, āra paḍichā-pātra tulasī", "devanagari": "> আপনে প্ৰতাপরুদ্র, আর মিশ্র-কাশী ৷\n> সার্বভৌম, আর পড়িছা-পাত্র তুলসী ॥২০॥", "synonyms": "*āpane pratāparudra*—pessoalmente o rei Pratāparudra; *āra*—e; *miśra-kāśī*—Kāśī Miśra; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āra*—e; *paḍichā-pātra tulasī*—Paḍichāpātra Tulasī, o superintendente do templo.", "translation": "**Nessa ocasião, o rei Pratāparudra também estava pessoalmente presente, juntamente com Kāśī Miśra, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Tulasī Paḍichāpātra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/21/", "verse_text": "iṅhā-sabā lañā prabhu kare nṛtya-raṅga\n\ndadhi-dugdha haridrā-jale bhare sabāra aṅga", "devanagari": "> ইঁহা-সবা লঞা প্রভু করে নৃত্য-রঙ্গ ।\n> দধি-দুগ্ধ হরিদ্রা-জলে ভরে সবার অঙ্গ ॥২১॥", "synonyms": "*iṅhā-sabā lañā*—levando todos eles; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kare nṛtya-raṅga*—dançou em júbilo; *dadhi*—iogurte; *dugdha*—leite; *haridrā*—açafrão; *jale*—com água; *bhare*—cobriu; *sabāra*—de todos eles; *aṅga*—os corpos.", "translation": "**Como de costume, Śrī Caitanya Mahāprabhu dançou jubilosamente. Todos ficaram cobertos de leite, iogurte e água amarela de açafrão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/22/", "verse_text": "advaita kahe,--satya kahi, nā kariha kopa\n\nlaguḍa phirāite pāra, tabe jāni gopa", "devanagari": "> অদ্বৈত কহে, — সত্য কহি, না করিহ কোপ ।\n> লগুড় ফিরাইতে পার, তবে জানি গোপ ॥২২॥", "synonyms": "*advaita kahe*—Advaita Ācārya diz; *satya kahi*—digo a verdade; *nā kariha kopa*—por favor, não Te ires; *laguḍa*—vara, bastão; *phirāite pāra*—se puderes fazê-la girar; *tabe jāni*—então compreenderei; *gopa*—vaqueirinho.", "translation": "**Foi nesse momento que Śrīla Advaita Ācārya disse: \"Por favor, não Te ires. Digo a verdade. Só saberei que és um vaqueirinho se puderes fazer esta vara girar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/23/", "verse_text": "tabe laguḍa lañā prabhu phirāite lāgilā\n\nbāra bāra ākāśe pheli' luphiyā dharilā", "devanagari": "> তবে লগুড় লঞা প্রভু ফিরাইতে লাগিলা ।\n> বার বার আকাশে ফেলি’ লুফিয়া ধরিলা ॥২৩॥", "synonyms": "*tabe*—então; *laguḍa*—a vara; *lañā*—tomando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *phirāite lāgilā*—começou a fazê-la girar; *bāra bāra*—repetidas vezes; *ākāśe*—no céu; *pheli'*—lançando; *luphiyā*—arremessando; *dharilā*—Ele a apanhava.", "translation": "**Aceitando o desafio de Advaita Ācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou uma grande vara e começou a fazê-la girar repetidamente. Vez após vez, Ele lançava a vara ao céu e a apanhava quando caía.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/24/", "verse_text": "śirera upare, pṛṣṭhe, sammukhe, dui-pāśe\n\npāda-madhye phirāya laguḍa,--dekhi' loka hāse", "devanagari": "> শিরের উপরে, পৃষ্ঠে, সম্মুখে, দুই-পাশে ।\n> পাদমধ্যে ফিরায় লগুড়, — দেখি’ লোক হাসে ॥২৪॥", "synonyms": "*śirera upare*—sobre a cabeça; *pṛṣṭhe*—atrás das costas; *sammukhe*—à frente; *dui-pāśe*—dos dois lados; *pāda-madhye*—entre as duas pernas; *phirāya*—faz girar; *laguḍa*—a vara; *dekhi'*—vendo; *loka hāse*—todas as pessoas começaram a rir.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu fazia girar e lançava a vara, ora sobre a cabeça, ora atrás das costas, ora à frente, ora a Seu lado e ora entre as pernas. De fato, todas as pessoas riam ao ver isto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/25/", "verse_text": "alāta-cakrera prāya laguḍa phirāya\n\ndekhi' sarva-loka-citte camatkāra pāya", "devanagari": "> অলাত-চক্রের প্রায় লগুড় ফিরায় ।\n> দেখি’ সর্বলোক-চিত্তে চমত্কার পায় ॥২৫॥", "synonyms": "*alāta-cakrera*—o círculo de um tição em chamas; *prāya*—como; *laguḍa phirāya*—faz girar a vara; *dekhi'*—vendo; *sarva-loka*—todas as pessoas; *citte*—no coração; *camatkāra pāya*—ficaram muito admiradas.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu rodopiava a vara em círculo como um tição em chamas, o coração de todos os que viam isto ficava admirado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/26/", "verse_text": "ei-mata nityānanda phirāya laguḍa\n\nke bujhibe tāṅhā duṅhāra gopa-bhāva gūḍha", "devanagari": "> এইমত নিত্যানন্দ ফিরায় লগুড় ।\n> কে বুঝিবে তাঁহা দুঁহার গোপভাব গূঢ় ॥২৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *phirāya laguḍa*—faz girar uma vara; *ke*—quem; *bujhibe*—compreenderá; *tāṅhā*—ali; *duṅhāra*—de Ambos; *gopa-bhāva*—o êxtase dos vaqueirinhos; *gūḍha*—muito profundo.", "translation": "**Nityānanda Prabhu também Se divertiu a rodopiar a vara. Quem poderá compreender como Eles estavam extaticamente imersos nas profundas emoções dos vaqueirinhos?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/27/", "verse_text": "pratāparudrera ājñāya paḍichā-tulasī\n\njagannāthera prasāda-vastra eka lañā āsi", "devanagari": "> প্রতাপরুদ্রের আজ্ঞায় পড়িছা-তুলসী  ।\n> জগন্নাথের প্রসাদ-বস্ত্র এক লঞা আসি ॥২৭॥", "synonyms": "*pratāparudrera*—do rei Pratāparudra; *ājñāya*—por ordem; *paḍichā-tulasī*—o superintendente do templo chamado Tulasī; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *prasāda-vastra*—pano usado; *eka*—um; *lañā*—levando; *āsi*—veio.", "translation": "**Seguindo as ordens de Mahārāja Pratāparudra, o superintendente do templo chamado Tulasī trouxe um dos panos usados do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/28/", "verse_text": "bahu-mūlya vastra prabhu-mastake bāndhila\n\nācāryādi prabhura gaṇere parāila", "devanagari": "> বহুমূল্য বস্ত্র প্রভু মস্তকে বান্ধিল  ।\n> আচার্যাদি প্রভুর গণেরে পরাইল ॥২৮॥", "synonyms": "*bahu-mūlya*—muito valioso; *vastra*—pano; *prabhu-mastake*—na cabeça de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāndhila*—enrolou; *ācārya-ādi*—encabeçados por Advaita Ācārya; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gaṇere*—nos companheiros; *parāila*—colocou.", "translation": "**Esse pano valioso foi enrolado em torno da cabeça de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Os demais devotos, encabeçados por Advaita Ācārya, também tiveram panos enrolados em suas cabeças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/29/", "verse_text": "kānāñi-khuṭiyā, jagannātha,--dui-jana\n\nāveśe bilāila ghare chila yata dhana", "devanagari": "> কানাঞি-খুটিয়া, জগন্নাথ, — দুইজন ।\n> আবেশে বিলাইল ঘরে ছিল যত ধন ॥২৯॥", "synonyms": "*kānāñi-khuṭiyā*—Kānāñi Khuṭiyā; *jagannātha*—Jagannātha Māhāti; *dui-jana*—duas pessoas; *āveśe*—em amor extático; *bilāila*—distribuíram; *ghare*—em casa; *chila*—havia; *yata*—todas; *dhana*—as riquezas.", "translation": "**Em êxtase, Kānāñi Khuṭiyā, que estava vestido como Nanda Mahārāja, e Jagannātha Māhāti, que estava vestido como mãe Yaśodā, distribuíram todas as riquezas que haviam acumulado em casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/30/", "verse_text": "dekhi' mahāprabhu baḍa santoṣa pāilā\n\nmātā-pitā-jñāne duṅhe namaskāra kailā", "devanagari": "> দেখি’ মহাপ্ৰভু বড় সন্তোষ পাইলা ।\n> মাতাপিতা-জ্ঞানে দুঁহে নমস্কার কৈলা ॥৩০॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *baḍa*—muito; *santoṣa*—satisfação; *pāilā*—sentiu; *mātā-pitā-jñāne*—aceitando como pai e mãe; *duṅhe*—a ambos; *namaskāra kailā*—ofereceu reverências.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu-Se grandemente satisfeito ao ver isto. Aceitando ambos como Seu pai e Sua mãe, Ele lhes ofereceu reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/31/", "verse_text": "parama-āveśe prabhu āilā nija-ghara\n\nei-mata līlā kare gaurāṅga-sundara", "devanagari": "> পরম-আবেশে প্রভু আইলা নিজ-ঘর ।\n> এইমত লীলা করে গৌরাঙ্গসুন্দর ॥৩১॥", "synonyms": "*parama-āveśe*—em grande êxtase; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—retornou; *nija-ghara*—à Sua própria residência; *ei-mata*—dessa maneira; *līlā*—passatempos; *kare*—realizava; *gaurāṅga-sundara*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Em grande êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou à Sua residência. Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu, conhecido como Gaurāṅga-sundara, realizava diversos passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/32/", "verse_text": "vijayā-daśamī--laṅkā-vijayera dine\n\nvānara-sainya kailā prabhu lañā bhakta-gaṇe", "devanagari": "> বিজয়া-দশমী — লঙ্কা-বিজয়ের দিনে  ।\n> বানর-সৈন্য কৈলা প্রভু লঞা ভক্তগণে ॥৩২॥", "synonyms": "*vijayā*—vitória; *daśamī*—o décimo dia; *laṅkā-vijayera dine*—no dia que celebra a conquista de Laṅkā; *vānara-sainya*—soldados macacos; *kailā*—organizou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā bhakta-gaṇe*—levando todos os devotos.", "translation": "**No dia da vitória que celebra a conquista de Laṅkā – um dia conhecido como Vijayā-daśamī –, Śrī Caitanya Mahāprabhu vestiu todos os Seus devotos como soldados macacos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/33/", "verse_text": "hanumān-āveśe prabhu vṛkṣa-śākhā lañā\n\nlaṅkā-gaḍe caḍi' phele gaḍa bhāṅgiyā", "devanagari": "> হনুমান্-আবেশে প্রভু বৃক্ষশাখা লঞা  ।\n> লঙ্কা-গড়ে চড়ি’ ফেলে গড় ভাঙ্গিয়া ॥৩৩॥", "synonyms": "*hanumān-āveśe*—na emoção de ser Hanumān; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vṛkṣa-śākhā lañā*—tomando um grande galho de árvore; *laṅkā-gaḍe*—no forte de Laṅkā; *caḍi'*—subindo; *phele*—derruba; *gaḍa*—o forte; *bhāṅgiyā*—desmantelando.", "translation": "**Manifestando as emoções de Hanumān, Śrī Caitanya Mahāprabhu pegou um grande galho de árvore e, subindo nos muros do forte de Laṅkā, começou a desmantelá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/34/", "verse_text": "'kāhāṅre rāvṇā' prabhu kahe krodhāveśe\n\njagan-mātā hare pāpī, mārimu savaṁśe'", "devanagari": "> ‘কাহাঁরে রাব্ণা’ প্রভু কহে ক্রোধাবেশে ৷\n> ‘জগন্মাতা হরে পাপী, মারিমু সবংশে ।।’ ॥ ৩৪ ॥", "synonyms": "*kāhāṅre rāvṇā*—onde está o canalha Rāvaṇa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—diz; *krodha-āveśe*—em grande cólera; *jagat-mātā*—a mãe do universo; *hare*—rapta; *pāpī*—pecaminoso; *mārimu*—eu matarei; *sa-vaṁśe*—com toda a sua família.", "translation": "**No êxtase de Hanumān, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse com cólera: \"Onde está o canalha Rāvaṇa? Ele raptou a mãe universal, Sītā. Agora eu o matarei, juntamente com toda a sua família.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/35/", "verse_text": "gosāñira āveśa dekhi' loke camatkāra\n\nsarva-loka jaya' jaya' bale bāra bāra", "devanagari": "> গোসাঞির আবেশ দেখি’ লোকে চমত্কার ।\n> সর্বলোক ‘জয়’ ‘জয়’ বলে বার বার ॥৩৫॥", "synonyms": "*gosāñira*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśa*—êxtase; *dekhi'*—ao ver; *loke*—todas as pessoas; *camatkāra*—atônitas; *sarva-loka*—todas as pessoas; *jaya jaya*—todas as glórias; *bale*—dizem; *bāra bāra*—repetidas vezes.", "translation": "**Todos ficaram muito atônitos ao ver o êxtase emocional de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e todos começaram a cantar: \"Todas as glórias! Todas as glórias!\", repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/36/", "verse_text": "ei-mata rāsa-yātrā, āra dīpāvalī\n\nutthāna-dvādaśī-yātrā dekhilā sakali", "devanagari": "> এইমত রাসযাত্রা, আর দীপাবলী ।\n> উত্থান-দ্বাদশীযাত্রা দেখিলা সকলি ॥৩৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *rāsa-yātrā*—a dança da rāsa do Senhor Kṛṣṇa; *āra*—e; *dīpa-āvalī*—uma fileira de luzes, o dia de Dīpāvalī; *utthāna-dvādaśī-yātrā*—o festival de Utthāna-dvādaśī; *dekhilā sakali*—participaram de todos eles.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos participaram de todos os festivais conhecidos como Rāsa-yātrā, Dīpāvalī e Utthāna-dvādaśī.**", "purport": "O festival de Dīpāvalī ocorre na noite de lua nova do mês de Kārttika (outubro-novembro). A Rāsa-yātrā, ou dança da rāsa de Kṛṣṇa, ocorre na noite de lua cheia do mesmo mês. Utthāna-dvādaśī ocorre no dia seguinte a Ekādaśī, na quinzena crescente da lua do mesmo mês. Todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu participaram de todos esses festivais."}
{"ref": "cc/madhya/15/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/37/", "verse_text": "eka-dina mahāprabhu nityānande lañā\n\ndui bhāi yukti kaila nibhṛte vasiyā", "devanagari": "> একদিন মহাপ্রভু নিত্যানন্দে লঞা ।\n> দুই ভাই যুক্তি কৈল নিভৃতে বসিয়া ॥৩৭॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānande lañā*—levando o Senhor Nityānanda Prabhu; *dui bhāi*—dois irmãos; *yukti kaila*—consultaram-se; *nibhṛte vasiyā*—sentados num lugar solitário.", "translation": "**Certo dia, os dois irmãos, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu, consultaram-se mutuamente, sentados juntos num lugar solitário.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/38/", "verse_text": "kibā yukti kaila duṅhe, keha nāhi jāne\n\nphale anumāna pāche kaila bhakta-gaṇe", "devanagari": "> কিবা যুক্তি কৈল দুঁহে, কেহ নাহি জানে ।\n> ফলে অনুমান পাছে কৈল ভক্তগণে ॥৩৮॥", "synonyms": "*kibā yukti kaila*—que consulta Eles tiveram; *duṅhe*—Ambos; *keha nāhi jāne*—ninguém sabe; *phale*—pelo resultado; *anumāna*—suposição; *pāche*—mais tarde; *kaila*—fizeram; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos.", "translation": "**Ninguém pôde compreender o que os irmãos discutiram entre Si, mas, mais tarde, todos os devotos puderam supor qual fora o assunto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/39/", "verse_text": "tabe mahāprabhu saba bhakte bolāila\n\ngauḍa-deśe yāha sabe vidāya karila", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সব ভক্তে বোলাইল ।\n> গৌড়দেশে যাহ সবে বিদায় করিল ॥৩৯॥", "synonyms": "*tabe mahāprabhu*—em seguida, Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *bhakte*—os devotos; *bolāila*—chamou; *gauḍa-deśe*—para Bengala; *yāha*—retornai; *sabe*—todos vós; *vidāya karila*—despediu-se.", "translation": "**Em seguida, Śrī Caitanya Mahāprabhu chamou todos os devotos e pediu-lhes que retornassem a Bengala. Dessa maneira, Ele se despediu deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/40/", "verse_text": "sabāre kahila prabhu--pratyabda āsiyā\n\nguṇḍicā dekhiyā yābe āmāre miliyā", "devanagari": "> সবারে কহিল প্রভু — প্রত্যব্দ আসিয়া ।\n> গুণ্ডিচা দেখিয়া যাবে আমারে মিলিয়া ॥৪০॥", "synonyms": "*sabāre*—a todos eles; *kahila*—disse; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prati-abda*—todos os anos; *āsiyā*—vindo; *guṇḍicā*—a função no templo de Guṇḍicā; *dekhiyā*—vendo; *yābe*—deveis ir; *āmāre miliyā*—após encontrar-Me.", "translation": "**Ao despedir-se de todos os devotos, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu-lhes que retornassem a Jagannātha Purī todos os anos para vê-Lo e depois assistir à limpeza do templo de Guṇḍicā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/41/", "verse_text": "ācāryere ājñā dila kariyā sammāna\n\n'ā-caṇḍāla ādi kṛṣṇa-bhakti dio dāna'", "devanagari": "> আচার্যেরে আজ্ঞা দিল করিয়া সম্মান ।\n> ‘আ-চণ্ডাল আদি কৃষ্ণভক্তি দিও দান’ ॥৪১॥", "synonyms": "*ācāryere*—a Advaita Ācārya; *ājñā dila*—ordenou; *kariyā sammāna*—com grande respeito; *ā-caṇḍāla*—até ao mais baixo dos homens, conhecido como caṇḍāla; *ādi*—começando por; *kṛṣṇa-bhakti*—consciência de Kṛṣṇa, ou serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *dio*—entrega; *dāna*—em caridade.", "translation": "**Com grande respeito, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Advaita Ācārya: \"Dá consciência de Kṛṣṇa, devoção a Kṛṣṇa, até mesmo ao mais baixo dos homens [caṇḍālas].\"**", "purport": "Esta é a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu a todos os Seus devotos. O kṛṣṇa-bhakti, a devoção a Kṛṣṇa, está aberto a todos, mesmo a homens de classe baixa como os caṇḍālas. Deve-se seguir esta ordem na sucessão discipular que provém de Śrī Advaita e Nityānanda Prabhu e distribuir a consciência de Kṛṣṇa sem discriminação por todo o mundo.\n\nHá diferentes tipos de homens, começando pelo brāhmaṇa e descendo até a mais baixa plataforma, conhecida como caṇḍāla. Qualquer que seja a posição de alguém, todos nesta Era de Kali precisam ser iluminados na consciência de Kṛṣṇa. Essa é a maior necessidade dos dias atuais. Todos sentem agudamente as dores da existência material. Mesmo nas fileiras do Senado americano, sentem-se as alfinetadas da existência material, a tal ponto que 30 de abril de 1974 foi de fato reservado como Dia de Oração. Assim, todos sentem as alfinetadas resultantes de Kali-yuga, ocasionadas pela indulgência da sociedade humana no sexo ilícito, no consumo de carne, no jogo e na intoxicação. Agora é o momento de os membros da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna distribuírem o kṛṣṇa-bhakti por todo o mundo e, assim, seguirem as ordens de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor ordenou a todos que se tornem guru (Cc. Madhya 7.128): āmāra ājñāya guru hañā tāra' ei deśa. Todos, em cada cidade e aldeia, devem ser iluminados pelas instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu. A consciência de Kṛṣṇa deve ser distribuída a todos indiscriminadamente. Dessa forma, o mundo inteiro será pacífico e feliz, e todos glorificarão Śrī Caitanya Mahāprabhu, como Ele deseja.\n\nA palavra caṇḍāla refere-se, na verdade, a um comedor de cães, que é considerado o mais baixo dos homens. Mesmo os caṇḍālas podem ser iluminados na consciência de Kṛṣṇa graças às bênçãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O kṛṣṇa-bhakti não é o monopólio de uma determinada casta. Todos estão habilitados a receber esta grande bênção concedida por Śrī Caitanya Mahāprabhu. A todos deve-se dar a oportunidade de recebê-la e de ser feliz.\n\nA palavra dāna, que significa \"caridade\", também é significativa neste verso. Quem quer que se ocupe na distribuição da consciência de Kṛṣṇa é uma pessoa caridosa. Homens profissionais recitam o *Śrīmad-Bhāgavatam* e discutem o kṛṣṇa-bhakti em troca de dinheiro. Eles não podem distribuir tão elevada propriedade transcendental a todos e a qualquer um. Somente devotos puros, que não têm outro motivo senão servir Kṛṣṇa, podem dar tão transcendentalmente valiosas bênçãos em caridade."}
{"ref": "cc/madhya/15/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/42/", "verse_text": "nityānande ājñā dila,--'yāha gauḍa-deśe\n\nanargala prema-bhakti kariha prakāśe", "devanagari": "> নিত্যানন্দে আজ্ঞা দিল, — ‘যাহ গৌড়দেশে ৷\n> অনর্গল প্রেমভক্তি করিহ প্রকাশে ॥৪২॥", "synonyms": "*nityānande*—a Nityānanda Prabhu; *ājñā dila*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou; *yāha gauḍa-deśe*—vai a Gauḍa-deśa (Bengala); *anargala*—sem restrição; *prema-bhakti*—serviço devocional em amor a Deus; *kariha prakāśe*—manifesta.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Nityānanda Prabhu: \"Vai a Bengala e, sem restrição, manifesta o serviço devocional ao Senhor, a consciência de Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou, assim, que Nityānanda Prabhu libertasse todos os bengalis para o serviço devocional. No *Bhagavad-gītā* (9.32), afirma-se:\n\nmāṁ hi pārtha vyapāśritya\nye 'pi syuḥ pāpa-yonayaḥ\nstriyo vaiśyās tathā śūdrās\nte 'pi yānti parāṁ gatim\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que se abrigam em Mim, embora sejam de nascimento inferior – mulheres, vaiśyas [comerciantes], bem como śūdras [trabalhadores] –, podem alcançar o destino supremo.\" Quem quer que adote a consciência de Kṛṣṇa e siga os princípios reguladores poderá voltar ao lar, de volta ao Supremo.\n\nEm seu Anubhāṣya, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura escreve: \"Há uma classe de supostos devotos chamados prākṛta-sahajiyās que pensam que Nityānanda Prabhu é um ser humano comum. Eles espalharam a notícia de que Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Nityānanda Prabhu que retornasse a Bengala, vindo de Orissa, apenas para casar-se e gerar filhos. Isso é, decerto, uma grande ofensa contra Nityānanda Prabhu.\"\n\nTal ofensa chama-se pāṣaṇḍa-buddhi, ou observação ateísta. Os ofensores consideram Nityānanda Prabhu como um deles, um ser humano comum. Eles não conhecem a identidade de Nityānanda Prabhu com o viṣṇu-tattva. Pensar que Nityānanda Prabhu é um ser humano comum é a ocupação dos especuladores mentais conhecidos como kuṇapātma-vādīs. Essas pessoas aceitam o corpo material, que é um saco de três elementos materiais (kuṇape tri-dhātuke), como sendo elas próprias. Eles pensam que o corpo de Nityānanda Prabhu era igualmente material e que se destinava à gratificação dos sentidos. Quem quer que pense dessa maneira é candidato às regiões mais escuras do inferno. Aqueles que anseiam por mulheres e dinheiro, que são interesseiros e têm a mentalidade de comerciantes, certamente podem descobrir muitas coisas com seus cérebros férteis e falar contra as escrituras reveladas autorizadas. Eles também se ocupam em alguns negócios lucrativos para enganar pessoas inocentes, e tentam dar apoio a seus programas comerciais fazendo tais declarações ofensivas. Na verdade, Nityānanda Prabhu, sendo a expansão de Śrī Caitanya Mahāprabhu, é a mais munificente encarnação. Ninguém deve considerá-Lo um ser humano comum ou uma entidade como os prajāpatis, a quem Brahmā ordenou que aumentassem a população. Nityānanda Prabhu não deve ser considerado instrumental para a gratificação dos sentidos. Embora supostos pregadores profissionais apoiem isso, tais declarações não se encontram em nenhuma escritura revelada autorizada. De fato, não há apoio algum para estas declarações feitas pelos sahajiyās ou por outros distribuidores profissionais do kṛṣṇa-bhakti."}
{"ref": "cc/madhya/15/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/43/", "verse_text": "rāma-dāsa, gadādhara ādi kata jane\n\ntomāra sahāya lāgi' dilu tomāra sane", "devanagari": "> রামদাস, গদাধর আদি কত জনে ৷\n> তোমার সহায় লাগি’ দিলু তোমার সনে ॥৪৩॥", "synonyms": "*rāma-dāsa*—Rāmadāsa; *gadādhara*—Gadādhara dāsa; *ādi*—e outros; *kata jane*—algumas pessoas; *tomāra*—Teus; *sahāya*—assistentes; *lāgi'*—como; *dilu*—Eu dou; *tomāra sane*—conTigo.", "translation": "**A Nityānanda Prabhu foram dados assistentes como Rāmadāsa, Gadādhara dāsa e vários outros. Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Eu os dou a Ti para que Te assistam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/44/", "verse_text": "madhye madhye āmi tomāra nikaṭa yāiba\n\nalakṣite rahi' tomāra nṛtya dekhiba'", "devanagari": "> মধ্যে মধ্যে আমি তোমার নিকট যাইব ।\n> অলক্ষিতে রহি’ তোমার নৃত্য দেখিব’ ॥৪৪॥", "synonyms": "*madhye madhye*—de tempos em tempos; *āmi*—Eu; *tomāra nikaṭa*—perto de Ti; *yāiba*—irei; *alakṣite rahi'*—mantendo-Me invisível; *tomāra nṛtya*—Tua dança; *dekhiba*—verei.", "translation": "**\"Eu também irei ver-Te de tempos em tempos. Mantendo-Me invisível, observarei Tua dança.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/45/", "verse_text": "śrīvāsa-paṇḍite prabhu kari' āliṅgana\n\nkaṇṭhe dhari' kahe tāṅre madhura vacana", "devanagari": "> শ্রীবাস-পণ্ডিতে প্রভু করি’ আলিঙ্গন ৷ কণ্ঠে ধরি’ কহে তাঁরে মধুর বচন ॥৪৫॥", "synonyms": "*śrīvāsa-paṇḍite*—a Śrīvāsa Paṇḍita; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kari'*—fazendo; *āliṅgana*—abraço; *kaṇṭhe dhari'*—segurando-lhe o pescoço; *kahe*—diz; *tāṅre*—a ele; *madhura vacana*—doces palavras.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou Śrīvāsa Paṇḍita e, com Seu braço em torno do pescoço dele, começou a falar-lhe em doces palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/46/", "verse_text": "tomāra ghare kīrtane āmi nitya nāciba\n\ntumi dekhā pābe, āra keha nā dekhiba", "devanagari": "> তোমার ঘরে কীর্তনে আমি নিত্য নাচিব ৷ তুমি দেখা পাবে, আর কেহ না দেখিব ॥৪৬॥", "synonyms": "*tomāra ghare*—em tua casa; *kīrtane*—na execução do cantar congregacional; *āmi*—Eu; *nitya*—diariamente; *nāciba*—dançarei; *tumi*—tu; *dekhā pābe*—poderás ver; *āra*—mais; *keha*—alguém; *nā dekhiba*—não verá.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Śrīvāsa Ṭhākura: \"Realiza o cantar congregacional diariamente, e fica certo de que Eu também dançarei em tua presença. Tu poderás ver esta dança, mas os outros não.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/47/", "verse_text": "ei vastra mātāke diha', ei saba prasāda\n\ndaṇḍavat kari' āmāra kṣamāiha aparādha", "devanagari": "> এই বস্ত্র মাতাকে দিহ’, এই সব প্রসাদ  ।\n> দণ্ডবৎ করি’ আমার ক্ষমাইহ অপরাধ ॥৪৭॥", "synonyms": "*ei vastra*—este pano; *mātāke diha'*—entrega a Minha mãe, Śacīdevī; *ei saba prasāda*—todos estes restos do alimento de Jagannātha; *daṇḍavat kari'*—oferecendo reverências; *āmāra*—Minhas; *kṣamāiha*—faze perdoar; *aparādha*—ofensas.", "translation": "**\"Leva este prasāda do Senhor Jagannātha e este pano e entrega-os a Minha mãe, Śacīdevī. Após oferecer-lhe reverências, por favor, pede-lhe que perdoe Minhas ofensas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/48/", "verse_text": "tāṅra sevā chāḍi' āmi kariyāchi sannyāsa\n\ndharma nahe, kari āmi nija dharma-nāśa", "devanagari": "> তাঁর সেবা ছাড়ি’ আমি করিয়াছি সন্ন্যাস ৷ ধর্ম নহে, করি আমি নিজ ধর্ম-নাশ ॥৪৮॥", "synonyms": "*tāṅra sevā chāḍi'*—abandonando o serviço a ela; *āmi*—Eu; *kariyāchi*—aceitei; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *dharma nahe*—não é Minha religião; *kari*—realizo; *āmi*—Eu; *nija dharma-nāśa*—destruição de Meus princípios religiosos.", "translation": "**\"Abandonei o serviço a Minha mãe e aceitei a ordem de sannyāsa. Na verdade, eu não deveria ter feito isso, pois, ao agir assim, destruí Meus princípios religiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/49/", "verse_text": "tāṅra prema-vaśa āmi, tāṅra sevā--dharma\n\ntāhā chāḍi' kariyāchi vātulera karma", "devanagari": "> তাঁর প্রেমবশ আমি, তাঁর সেবা — ধর্ম  ।\n> তাহা ছাড়ি’ করিয়াছি বাতুলের কর্ম ॥৪৯॥", "synonyms": "*tāṅra prema-vaśa*—subordinado ao amor dela; *āmi*—Eu; *tāṅra sevā*—o serviço a ela; *dharma*—Minha religião; *tāhā chāḍi'*—abandonando isso; *kariyāchi*—realizei; *vātulera karma*—os atos de um louco.", "translation": "**\"Sou subordinado ao amor de Minha mãe, e é Meu dever servi-la em retribuição. Em vez de fazê-lo, aceitei esta ordem renunciada. Certamente, este é o ato de um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/50/", "verse_text": "vātula bālakera mātā nāhi laya doṣa\n\nei jāni' mātā more nā karaya roṣa", "devanagari": "> বাতুল বালকের মাতা নাহি লয় দোষ  ।\n> এই জানি’ মাতা মোরে না করয় রোষ ॥৫০॥", "synonyms": "*vātula bālakera*—de um filho louco; *mātā*—mãe; *nāhi*—não; *laya*—aceita; *doṣa*—falta; *ei jāni'*—sabendo disto; *mātā*—mãe; *more*—a Mim; *nā karaya roṣa*—não Se irrita de modo algum.", "translation": "**\"Uma mãe não se ofende com seu filho louco e, sabendo disto, Minha mãe não se ofende coMigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/51/", "verse_text": "ki kāya sannyāse mora, prema nija-dhana\n\nye-kāle sannyāsa kailuṅ, channa haila mana", "devanagari": "> কি কায সন্ন্যাসে মোর, প্রেম নিজ-ধন  ।\n> যে-কালে সন্ন্যাস কৈলুঁ, ছন্ন হৈল মন ॥৫১॥", "synonyms": "*ki kāya*—que necessidade; *sannyāse*—da ordem renunciante; *mora*—de Mim; *prema*—amor; *nija-dhana*—Minha verdadeira riqueza; *ye-kāle*—em que momento; *sannyāsa kailuṅ*—aceitei a ordem renunciante; *channa*—perturbada; *haila*—estava; *mana*—mente.", "translation": "**\"Não tinha necessidade alguma de aceitar esta ordem renunciante e sacrificar o amor por Minha mãe, que é a Minha verdadeira riqueza. Na verdade, estava num estado de mente desvairado quando aceitei o sannyāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/52/", "verse_text": "nīlācale āchoṅ muñi tāṅhāra ājñāte\n\nmadhye madhye āsimu tāṅra caraṇa dekhite", "devanagari": "> নীলাচলে আছোঁ মুঞি তাঁহার আজ্ঞাতে  ।\n> মধ্যে মধ্যে আসিমু তাঁর চরণ দেখিতে ॥৫২॥", "synonyms": "*nīlācale āchoṅ*—permaneço em Jagannātha Purī, Nīlācala; *muñi*—Eu; *tāṅhāra ājñāte*—sob a ordem dela; *madhye madhye*—de tempos em tempos; *āsimu*—irei; *tāṅra*—dela; *caraṇa dekhite*—ver os pés de lótus.", "translation": "**\"Permaneço aqui em Jagannātha Purī, Nīlācala, para cumprir as ordens dela. Contudo, de tempos em tempos, irei ver seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/53/", "verse_text": "nitya yāi' dekhi muñi tāṅhāra caraṇe\n\nsphūrti-jñāne teṅho tāhā satya nāhi māne", "devanagari": "> নিত্য যাই’ দেখি মুঞি তাঁহার চরণে ৷\n> স্ফূর্তি-জ্ঞানে তেঁহো তাহা সত্য নাহি মানে ॥৫৩॥", "synonyms": "*nitya yāi'*—indo diariamente; *dekhi*—vejo; *muñi*—Eu; *tāṅhāra caraṇe*—seus pés de lótus; *sphūrti-jñāne*—sentindo Minha aparição; *teṅho*—ela; *tāhā*—isto; *satya nāhi māne*—não aceita como verdadeiro.", "translation": "**\"De fato, vou lá diariamente ver seus pés de lótus. Ela é capaz de sentir Minha presença, embora não acredite que isto seja verdade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/54-55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/54-55/", "verse_text": "eka-dina śālyanna, vyañjana pāṅca-sāta\n\nśāka, mocā-ghaṇṭa, bhṛṣṭa-paṭola-nimba-pāta\n\nlembu-ādā-khaṇḍa, dadhi, dugdha, khaṇḍa-sāra\n\nśālagrāme samarpilena bahu upahāra", "devanagari": "> একদিন শাল্যন্ন, ব্যঞ্জন পাঁচ-সাত ।\n> শাক, মোচা-ঘণ্ট, ভৃষ্ট-পটোল-নিম্বপাত ॥৫৪॥\n> লেম্বু-আদাখণ্ড, দধি, দুগ্ধ, খণ্ড-সার ।\n> শালগ্ৰামে সমর্পিলেন বহু উপহার ॥৫৫॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *śāli-anna*—arroz cozido feito de arroz śāli; *vyañjana*—legumes; *pāṅca-sāta*—de cinco a sete tipos diferentes; *śāka*—espinafre; *mocā-ghaṇṭa*—curry feito de flores de bananeira; *bhṛṣṭa*—frito; *paṭola*—o legume paṭola; *nimba-pāta*—com folhas da árvore nimba; *lembu*—limão; *ādā-khaṇḍa*—pedaços de gengibre; *dadhi*—iogurte; *dugdha*—leite; *khaṇḍa-sāra*—açúcar cristalizado; *śālagrāme*—ao Senhor Viṣṇu na forma do śālagrāma; *samarpilena*—ofereceu; *bahu upahāra*—muitas outras variedades de alimentos.", "translation": "**\"Certo dia, Minha mãe, Śacī, ofereceu alimentos a Śālagrāma Viṣṇu. Ela ofereceu arroz cozido de grãos śāli, vários tipos de legumes, espinafre, curry feito de flores de bananeira, paṭola frito com folhas de nimba, pedaços de gengibre com limão e também iogurte, leite, açúcar cristalizado e muitos outros alimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/56/", "verse_text": "prasāda lañā kole karena krandana\n\nnimāira priya mora--e-saba vyañjana", "devanagari": "> প্রসাদ লঞা কোলে করেন ক্রন্দন ৷\n> নিমাইর প্রিয় মোর — এসব ব্যঞ্জন ॥৫৬॥", "synonyms": "*prasāda lañā*—tomando os restos dos alimentos; *kole*—em seu colo; *karena krandana*—chorava; *nimāira*—de Nimāi; *priya*—favoritos; *mora*—Meus; *e-saba vyañjana*—todas estas variedades de alimentos cozidos.", "translation": "**\"Tomando os alimentos em seu colo, Minha mãe chorava ao pensar que todos aqueles alimentos eram muito queridos por seu Nimāi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/57/", "verse_text": "nimāñi nāhika ethā, ke kare bhojana\n\nmora dhyāne aśru-jale bharila nayana", "devanagari": "> নিমাঞি নাহিক এথা, কে করে ভোজন ৷\n> মোর ধ্যানে অশ্রুজলে ভরিল নয়ন ॥৫৭॥", "synonyms": "*nimāñi*—Nimāi; *nāhika ethā*—não está presente aqui; *ke kare bhojana*—quem os comerá; *mora dhyāne*—em meditação sobre Mim; *aśru-jale*—de lágrimas; *bharila nayana*—os olhos enchem-se.", "translation": "**\"Minha mãe pensava: 'Nimāi não está aqui. Quem aceitará todos estes alimentos?' À medida que meditava em Mim dessa maneira, seus olhos encheram-se de lágrimas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/58/", "verse_text": "śīghra yāi' muñi saba karinu bhakṣaṇa\n\nśūnya-pātra dekhi' aśru kariyā mārjana", "devanagari": "> শীঘ্র যাই’ মুঞি সব করিনু ভক্ষণ  ।\n> শূন্যপাত্র দেখি’ অশ্রু করিয়া মার্জন ॥৫৮॥", "synonyms": "*śīghra*—logo; *yāi'*—indo; *muñi*—Eu; *saba*—tudo; *karinu bhakṣaṇa*—comi; *śūnya-pātra dekhi'*—vendo o prato vazio; *aśru*—lágrimas; *kariyā mārjana*—enxugando com as mãos.", "translation": "**\"Enquanto ela assim pensava e chorava, fui imediatamente para lá com grande pressa e comi tudo. Ao ver o prato vazio, ela enxugou as lágrimas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/59/", "verse_text": "'ke anna-vyañjana khāila, śūnya kene pāta?\n\nbālagopāla kibā khāila saba bhāta?", "devanagari": "> ‘কে অন্ন-ব্যঞ্জন খাইল, শূন্য কেনে পাত ? বালগোপাল কিবা খাইল সব ভাত ? ৫৯ ।। কিবা মোর কথায় মনে ভ্রম হঞা গেল ! কিবা কোন জন্তু আসি’ সকল খাইল ? ৬০ ।। কিবা আমি অন্নপাত্রে ভ্রমে না বাড়িল !’ এত চিন্তি’ পাক-পাত্র যাঞা দেখিল ॥৫৯॥", "synonyms": "*ke*—quem; *anna-vyañjana khāila*—comeu todos estes alimentos; *śūnya kene pāta*—por que o prato está vazio; *bāla-gopāla*—a Deidade Bāla-gopāla; *kibā khāila*—teria Ele comido; *saba bhāta*—todo o arroz.", "translation": "**\"Ela então começou a indagar quem teria comido todos aqueles alimentos. 'Por que o prato está vazio?', perguntou-se ela, suspeitando que Bāla-gopāla houvesse comido tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/60/", "verse_text": "kibā mora kathāya mane bhrama hañā gela!\n\nkibā kona jantu āsi' sakala khāila?", "devanagari": "", "synonyms": "*kibā*—ou; *mora kathāya*—quando eu pensava assim; *mane*—na mente; *bhrama hañā gela*—eu me enganei; *kibā*—ou; *kona jantu*—algum animal; *āsi'*—vindo; *sakala khāila*—comeu tudo.", "translation": "**\"Ela começou a indagar se havia, de fato, algo no prato em primeiro lugar. Em seguida, pensou novamente que algum animal poderia ter vindo e comido tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/61/", "verse_text": "kibā āmi anna-pātre bhrame nā bāḍila!'\n\neta cinti' pāka-pātra yāñā dekhila", "devanagari": "", "synonyms": "*kibā*—ou; *āmi*—eu; *anna-pātre*—no prato de alimentos; *bhrame*—por engano; *nā bāḍila*—não pus nada; *eta cinti'*—pensando isto; *pāka-pātra*—as panelas da cozinha; *yāñā dekhila*—foi e viu.", "translation": "**\"Ela pensou: 'Talvez, por engano, eu não tenha posto nenhum alimento no prato.' Pensando assim, foi até a cozinha e viu as panelas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/62/", "verse_text": "anna-vyañjana-pūrṇa dekhi' sakala bhājane\n\ndekhiyā saṁśaya haila kichu camatkāra mane", "devanagari": "> অন্নব্যঞ্জনপূর্ণ দেখি’ সকল ভাজনে ।\n> দেখিয়া সংশয় হৈল কিছু চমৎকার মনে ॥৬২॥", "synonyms": "*anna-vyañjana-pūrṇa*—cheias de arroz e legumes; *dekhi'*—vendo; *sakala bhājane*—todas as panelas de cozinha; *dekhiyā*—vendo; *saṁśaya haila*—houve dúvida; *kichu*—certa; *camatkāra*—admiração; *mane*—na mente.", "translation": "**\"Quando viu que todas as panelas ainda estavam cheias de arroz e legumes, houve certa dúvida em sua mente, e ela ficou atônita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/63/", "verse_text": "īśāne bolāñā punaḥ sthāna lepāila\n\npunarapi gopālake anna samarpila", "devanagari": "> ঈশানে বোলাঞা পুনঃ স্থান লেপাইল ৷\n> পুনরপি গোপালকে অন্ন সমর্পিল ॥৬৩॥", "synonyms": "*īśāne*—a Īśāna, o servo; *bolāñā*—chamando; *punaḥ*—novamente; *sthāna*—o lugar; *lepāila*—limpou; *punarapi*—novamente; *gopālake*—a Gopāla; *anna*—arroz e legumes cozidos; *samarpila*—ofereceu.", "translation": "**\"Assim admirada, ela chamou Īśāna, o servo, e mandou limpar o lugar de novo. Em seguida, ofereceu outro prato a Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/64/", "verse_text": "ei-mata yabe karena uttama randhana\n\nmore khāoyāite kare utkaṇṭhāya rodana", "devanagari": "> এইমত যবে করেন উত্তম রন্ধন ৷\n> মোরে খাওয়াইতে করে উৎকণ্ঠায় রোদন ॥৬৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *yabe*—quando; *karena*—faz; *uttama randhana*—cozinha de primeira classe; *more*—a Mim; *khāoyāite*—alimentar; *kare*—faz; *utkaṇṭhāya*—com grande ansiedade; *rodana*—choro.", "translation": "**\"Ora, sempre que ela prepara algum bom alimento cozido e deseja alimentar-Me com ele, chora em grande ansiedade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/65/", "verse_text": "tāṅra preme āni' āmāya karāya bhojane\n\nantare mānaye sukha, bāhye nāhi māne", "devanagari": "> তাঁর প্রেমে আনি’ আমায় করায় ভোজনে ।\n> অন্তরে মানয়ে সুখ, বাহ্যে নাহি মানে ॥৬৫॥", "synonyms": "*tāṅra preme*—por seu amor; *āni'*—trazendo; *āmāya*—a Mim; *karāya bhojane*—faz comer; *antare*—dentro de si; *mānaye*—ela sente; *sukha*—felicidade; *bāhye*—externamente; *nāhi māne*—não aceita.", "translation": "**\"Obrigado por seu amor, sou trazido até lá para comer. Minha mãe conhece todas estas coisas internamente e sente felicidade, mas externamente não as aceita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/66/", "verse_text": "ei vijayā-daśamīte haila ei rīti\n\ntāṅhāke puchiyā tāṅra karāiha pratīti", "devanagari": "> এই বিজয়া-দশমীতে হৈল এই রীতি ৷\n> তাঁহাকে পুছিয়া তাঁর করাইহ প্ৰতীতি ॥৬৬॥", "synonyms": "*ei vijayā-daśamīte*—no último dia de Vijayā-daśamī; *haila*—houve; *ei rīti*—tal incidente; *tāṅhāke*—a ela; *puchiyā*—perguntando; *tāṅra*—dela; *karāiha*—fazei; *pratīti*—convicção.", "translation": "**\"Tal incidente ocorreu no último dia de Vijayā-daśamī. Podes perguntar-lhe sobre este incidente e, assim, fazê-la crer que de fato vou até lá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/67/", "verse_text": "eteka kahite prabhu vihvala ha-ilā\n\nloka vidāya karite prabhu dhairya dharilā", "devanagari": "> এতেক কহিতে প্রভু বিহ্বল হইলা ৷\n> লোক বিদায় করিতে প্রভু ধৈর্য ধরিলা ॥৬৭॥", "synonyms": "*eteka kahite*—dizendo isto; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vihvala ha-ilā*—ficou dominado; *loka vidāya karite*—para despedir-se dos devotos; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhairya dharilā*—manteve a paciência.", "translation": "**Ao descrever tudo isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou um tanto dominado, mas, apenas para concluir a despedida dos devotos, manteve a paciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/68/", "verse_text": "rāghava paṇḍite kahena vacana sarasa\n\n'tomāra śuddha preme āmi ha-i' tomāra vaśa'", "devanagari": "> রাঘব পণ্ডিতে কহেন বচন সরস ।\n> ‘তোমার শুদ্ধ প্রেমে আমি হই’ তোমার বশ ॥৬৮॥", "synonyms": "*rāghava paṇḍite*—a Rāghava Paṇḍita; *kahena*—diz; *vacana*—palavras; *sa-rasa*—muito saborosas; *tomāra*—teu; *śuddha preme*—pelo serviço devocional puro; *āmi ha-i'*—torno-Me; *tomāra*—teu; *vaśa*—devedor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu, em seguida, algumas palavras saborosas a Rāghava Paṇḍita. Ele disse: \"Sinto-Me devedor a ti devido ao teu amor puro por Mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/69/", "verse_text": "iṅhāra kṛṣṇa-sevāra kathā śuna, sarva-jana\n\nparama-pavitra sevā ati sarvottama", "devanagari": "> ইঁহার কৃষ্ণসেবার কথা শুন, সর্বজন  ।\n> পরম পবিত্র সেবা অতি সর্বোত্তম ॥৬৯॥", "synonyms": "*iṅhāra*—dele; *kṛṣṇa-sevāra*—do serviço ao Senhor Kṛṣṇa; *kathā*—histórias; *śuna*—ouvi; *sarva-jana*—todas as pessoas; *parama-pavitra*—supremamente puro; *sevā*—serviço; *ati*—muitíssimo; *sarva-uttama*—bem realizado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu informou então a todos: \"Ouvi apenas a respeito do serviço devocional puro prestado a Kṛṣṇa por Rāghava Paṇḍita. De fato, o serviço de Rāghava Paṇḍita é supremamente puro e altamente realizado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/70/", "verse_text": "āra dravya rahu--śuna nārikelera kathā\n\npāṅca gaṇḍā kari' nārikela vikāya tathā", "devanagari": "> আর দ্রব্য রহু — শুন নারিকেলের কথা  ।\n> পাঁচ গণ্ডা করি’ নারিকেল বিকায় তথা ॥৭০॥", "synonyms": "*āra dravya rahu*—à parte os outros gêneros; *śuna*—ouvi apenas; *nārikelera kathā*—o episódio do oferecimento de cocos; *pāṅca gaṇḍā kari'*—ao preço de cinco gaṇḍās; *nārikela*—coco; *vikāya*—é vendido; *tathā*—ali.", "translation": "**\"À parte os outros gêneros, ouvi apenas a respeito de seu oferecimento de cocos. Um coco é vendido ao preço de cinco gaṇḍās cada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/71/", "verse_text": "vāṭite kata śata vṛkṣe lakṣa lakṣa phala\n\ntathāpi śunena yathā miṣṭa nārikela", "devanagari": "> বাটিতে কত শত বৃক্ষে লক্ষ লক্ষ ফল  ।\n> তথাপি শুনেন যথা মিষ্ট নারিকেল ॥৭১॥", "synonyms": "*vāṭite*—em seu jardim; *kata śata*—quantas centenas de; *vṛkṣe*—árvores; *lakṣa lakṣa phala*—milhões de frutos; *tathāpi*—ainda; *śunena*—ouve; *yathā*—onde; *miṣṭa nārikela*—coco doce.", "translation": "**\"Embora ele já tenha centenas de árvores e milhões de frutos, está ainda muito ávido por ouvir a respeito do lugar onde se encontra coco doce.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/72/", "verse_text": "eka eka phalera mūlya diyā cāri-cāri paṇa\n\ndaśa-krośa haite ānāya kariyā yatana", "devanagari": "> এক এক ফলের মূল্য দিয়া চারিচারি পণ  ।\n> দশক্রোশ হৈতে আনায় করিয়া যতন ॥৭২॥", "synonyms": "*eka eka phalera*—de cada fruto; *mūlya*—preço; *diyā*—dando; *cāri-cāri paṇa*—quatro paṇas cada (um paṇa equivale a vinte gaṇḍās); *daśa-krośa*—a vinte milhas de distância; *haite*—de; *ānāya*—traz; *kariyā yatana*—com grande empenho.", "translation": "**\"Ele recolhe cocos com grande empenho de um lugar a vinte milhas de distância, e paga quatro paṇas por cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/73/", "verse_text": "prati-dina pāṅca-sāta phala cholāñā\n\nsuśītala karite rākhe jale ḍubāiñā", "devanagari": "> প্রতিদিন পাঁচ-সাত ফল ছোলাঞা  ।\n> সুশীতল করিতে রাখে জলে ডুবাইঞা ॥৭৩॥", "synonyms": "*prati-dina*—cada dia; *pāṅca-sāta*—cinco a sete; *phala*—frutos; *cholāñā*—aparando; *su-śītala karite*—para torná-los bem frescos; *rākhe*—mantém; *jale*—na água; *ḍubāiñā*—imergindo.", "translation": "**\"Todo dia, cinco a sete cocos são aparados e postos na água para mantê-los frescos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/74/", "verse_text": "bhogera samaya punaḥ chuli' saṁskari'\n\nkṛṣṇe samarpaṇa kare mukha chidra kari'", "devanagari": "> ভোগের সময় পুনঃ ছুলি’ সংস্করি’ ৷ কৃষ্ণে সমর্পণ করে মুখ ছিদ্র করি’ ॥৭৪॥", "synonyms": "*bhogera samaya*—na hora de oferecer bhoga; *punaḥ*—novamente; *chuli'*—aparando; *saṁskari'*—limpando; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *samarpaṇa*—oferecimento; *kare*—faz; *mukha*—no topo; *chidra kari'*—fazendo um furo.", "translation": "**\"Na hora de oferecer bhoga, os cocos são novamente aparados e limpos. Depois de se fazerem furos neles, são oferecidos ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/75/", "verse_text": "kṛṣṇa sei nārikela-jala pāna kari'\n\nkabhu śūnya phala rākhena, kabhu jala bhari'", "devanagari": "> কৃষ্ণ সেই নারিকেল-জল পান করি’ ।\n> কভু শূন্য ফল রাখেন, কভু জল ভরি’ ॥৭৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sei*—essa; *nārikela-jala*—água do coco; *pāna kari'*—bebendo; *kabhu*—às vezes; *śūnya*—vazio; *phala rākhena*—deixa o fruto; *kabhu*—às vezes; *jala bhari'*—estando cheio de água.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa costumava beber o suco desses cocos, e às vezes os cocos ficavam esvaziados de suco. Outras vezes os cocos ficavam cheios de suco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/76/", "verse_text": "jala-śūnya phala dekhi' paṇḍita--haraṣita\n\nphala bhāṅgi' śasye kare sat-pātra pūrita", "devanagari": "> জলশূন্য ফল দেখি’ পণ্ডিত — হরষিত ।\n> ফল ভাঙ্গি’ শস্যে করে সৎপাত্র পূরিত ॥৭৬॥", "synonyms": "*jala-śūnya*—sem água; *phala*—fruto; *dekhi'*—ao ver; *paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *haraṣita*—muito satisfeito; *phala bhāṅgi'*—quebrando o fruto; *śasye*—com a polpa; *kare*—faz; *sat-pātra*—outro prato; *pūrita*—cheio.", "translation": "**\"Quando Rāghava Paṇḍita via que o suco fora bebido dos cocos, ficava muito satisfeito. Ele então quebrava o coco, retirava a polpa e a punha em outro prato.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/77/", "verse_text": "śasya samarpaṇa kari' bāhire dheyāna\n\nśasya khāñā kṛṣṇa kare śūnya bhājana", "devanagari": "> শস্য সমর্পণ করি’ বাহিরে ধেয়ান ৷\n> শস্য খাঞা কৃষ্ণ করে শূন্য ভাজন ॥৭৭॥", "synonyms": "*śasya*—a polpa; *samarpaṇa kari'*—oferecendo; *bāhire*—fora da sala do templo; *dheyāna*—medita; *śasya khāñā*—comendo a polpa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *śūnya*—vazio; *bhājana*—o prato.", "translation": "**\"Após oferecer a polpa, ele meditava do lado de fora da porta do templo. Enquanto isso, o Senhor Kṛṣṇa, tendo comido a polpa, deixava o prato vazio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/78/", "verse_text": "kabhu śasya khāñā punaḥ pātra bhare śāṁse\n\nśraddhā bāḍe paṇḍitera, prema-sindhu bhāse", "devanagari": "> কভু শস্য খাঞা পুনঃ পাত্র ভরে শাঁসে ৷\n> শ্রদ্ধা বাড়ে পণ্ডিতের, প্রেমসিন্ধু ভাসে ॥৭৮॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *śasya khāñā*—comendo a polpa; *punaḥ*—novamente; *pātra*—o prato; *bhare*—enche; *śāṁse*—com polpa; *śraddhā*—fé; *bāḍe*—aumenta; *paṇḍitera*—de Rāghava Paṇḍita; *prema-sindhu*—no oceano de amor; *bhāse*—flutua.", "translation": "**\"Às vezes, depois de comer a polpa, Kṛṣṇa enchia o prato novamente com polpa nova. Dessa maneira, a fé de Rāghava Paṇḍita aumentava, e ele flutuava num oceano de amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/79/", "verse_text": "eka dina phala daśa saṁskāra kariyā\n\nbhoga lāgāite sevaka āila lañā", "devanagari": "> এক দিন ফল দশ সংস্কার করিয়া ।\n> ভোগ লাগাইতে সেবক আইল লঞা ॥৭৯॥", "synonyms": "*eka dina*—certo dia; *phala*—frutos; *daśa*—dez; *saṁskāra kariyā*—depois de limpar; *bhoga lāgāite*—para oferecer bhoga; *sevaka*—servo; *āila*—veio; *lañā*—trazendo.", "translation": "**\"Certo dia, aconteceu que cerca de dez cocos foram devidamente aparados e trazidos por um servo para serem oferecidos à Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/80/", "verse_text": "avasara nāhi haya, vilamba ha-ila\n\nphala-pātra-hāte sevaka dvāre ta' rahila", "devanagari": "> অবসর নাহি হয়, বিলম্ব হইল ।\n> ফল-পাত্র-হাতে সেবক দ্বারে ত’ রহিল ॥৮০॥", "synonyms": "*avasara nāhi haya*—havia pouco tempo; *vilamba ha-ila*—já era tarde; *phala-pātra*—o recipiente de frutos; *hāte*—nas mãos; *sevaka*—o servo; *dvāre*—à porta; *ta'*—de fato; *rahila*—permaneceu.", "translation": "**\"Quando os cocos foram trazidos, havia pouco tempo para oferecê-los, pois já era tarde. O servo, segurando o recipiente de cocos, permaneceu de pé à porta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/81/", "verse_text": "dvārera upara bhite teṅho hāta dila\n\nsei hāte phala chuṅila, paṇḍita dekhila", "devanagari": "> দ্বারের উপর ভিতে তেঁহো হাত দিল ৷\n> সেই হাতে ফল ছুঁইল, পণ্ডিত দেখিল ॥৮১॥", "synonyms": "*dvārera upara*—acima da porta; *bhite*—no teto; *teṅho*—ele; *hāta dila*—roçou a mão; *sei hāte*—com aquela mão; *phala chuṅila*—tocou o fruto; *paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *dekhila*—viu.", "translation": "**\"Rāghava Paṇḍita viu então que o servo tocou o teto acima da porta e, em seguida, tocou os cocos com a mesma mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/82/", "verse_text": "paṇḍita kahe,--dvāre loka kare gatāyāte\n\ntāra pada-dhūli uḍi' lāge upara bhite", "devanagari": "> পণ্ডিত কহে, — দ্বারে লোক করে গতায়াতে ৷\n> তার পদধূলি উড়ি’ লাগে উপর ভিতে ॥৮২॥", "synonyms": "*paṇḍita kahe*—Rāghava Paṇḍita disse; *dvāre*—pela porta; *loka*—as pessoas em geral; *kare*—fazem; *gatāyāte*—entrar e sair; *tāra*—sua; *pada-dhūli*—a poeira dos pés; *uḍi'*—sendo soprada; *lāge*—toca; *upara*—para cima; *bhite*—o teto.", "translation": "**\"Rāghava Paṇḍita disse então: 'As pessoas estão sempre entrando e saindo por aquela porta. A poeira de seus pés é soprada para cima e toca o teto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/83/", "verse_text": "sei bhite hāta diyā phala paraśilā\n\nkṛṣṇa-yogya nahe, phala apavitra hailā", "devanagari": "> সেই ভিতে হাত দিয়া ফল পরশিলা ৷\n> কৃষ্ণ-যোগ্য নহে, ফল অপবিত্র হৈলা ॥৮৩॥", "synonyms": "*sei bhite*—naquele teto; *hāta diyā*—tocando tua mão; *phala*—o fruto; *paraśilā*—tocou; *kṛṣṇa-yogya nahe*—não é apropriado para ser oferecido a Kṛṣṇa; *phala*—o fruto; *apavitra hailā*—tornou-se contaminado.", "translation": "**\" 'Após tocares o teto acima da porta, tocaste os cocos. Agora eles já não são apropriados para serem oferecidos a Kṛṣṇa, pois estão contaminados.'**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que Rāghava Paṇḍita não era simplesmente um sujeito enlouquecido que sofria de alguma fobia de limpeza. Ele não pertencia ao mundo mundano. Na consciência inferior, aceitar algo como espiritual quando na verdade é material chama-se bhauma-ijya-dhīḥ. Rāghava Paṇḍita era um servo eterno de Kṛṣṇa, e tudo o que ele via estava relacionado ao serviço ao Senhor. Ele estava sempre absorto no pensamento transcendental de como poderia servir Kṛṣṇa sempre, com tudo. Às vezes, os neófitos, devotos na plataforma inferior, tentam imitar Rāghava Paṇḍita na plataforma da pureza e impureza material. Tal imitação não ajudará ninguém. Como se explica no *Caitanya-caritāmṛta* (*Antya-līlā* 4.174): bhadrābhadra-vastu-jñāna nāhika 'prākṛte'. Na plataforma transcendental não há superior ou inferior, puro ou impuro. Na plataforma material, faz-se distinção entre bom e mau, mas na plataforma espiritual tudo é da mesma qualidade.\n\n'dvaite' bhadrābhadra-jñāna, saba--'manodharma'\n\n'ei bhāla, ei manda',--ei saba 'bhrama'\n\n\"No mundo material, as concepções de bom e mau são todas especulações mentais. Portanto, dizer 'Isto é bom, e isto é mau' é tudo um equívoco.\" (Cc. Antya 4.176)"}
{"ref": "cc/madhya/15/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/84/", "verse_text": "eta bali' phala phele prācīra laṅghiyā\n\naiche pavitra prema-sevā jagat jiniyā", "devanagari": "> এত বলি’ ফল ফেলে প্রাচীর লঙ্ঘিয়া ৷\n> ঐছে পবিত্র প্রেম-সেবা জগৎ জিনিয়া ॥৮৪॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *phala phele*—joga fora os frutos; *prācīra laṅghiyā*—por cima do muro; *aiche*—tal; *pavitra*—puro; *prema-sevā*—serviço em amor; *jagat jiniyā*—conquistando o mundo inteiro.", "translation": "**Tal era o serviço de Rāghava Paṇḍita. Ele não aceitou os cocos, mas os jogou por cima do muro. Seu serviço baseia-se puramente em amor imaculado, e conquista o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/85/", "verse_text": "tabe āra nārikela saṁskāra karāila\n\nparama pavitra kari' bhoga lāgāila", "devanagari": "> তবে আর নারিকেল সংস্কার করাইল ।\n> পরম পবিত্র করি’ ভোগ লাগাইল ॥৮৫॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *āra*—outros; *nārikela*—cocos; *saṁskāra karāila*—mandou aparar e limpar; *parama pavitra kari'*—com grande atenção para mantê-los puros; *bhoga lāgāila*—ofereceu como alimento.", "translation": "**\"Em seguida, Rāghava Paṇḍita mandou colher outros cocos, que foram limpos e aparados, e, com grande atenção, ele os ofereceu à Deidade como alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/86/", "verse_text": "ei-mata kalā, āmra, nāraṅga, kāṅṭhāla\n\nyāhā yāhā dūra-grāme śuniyāche bhāla", "devanagari": "> এইমত কলা, আম্র, নারঙ্গ, কাঁঠাল  ।\n> যাহা যাহা দূর-গ্রামে শুনিয়াছে ভাল ॥৮৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kalā*—bananas; *āmra*—mangas; *nāraṅga*—laranjas; *kāṅṭhāla*—jaca; *yāhā yāhā*—quaisquer que sejam; *dūra-grāme*—em aldeias distantes; *śuniyāche*—ele ouviu falar; *bhāla*—boas.", "translation": "**\"Dessa maneira, ele reunia excelentes bananas, mangas, laranjas, jacas e quaisquer frutas de primeira qualidade de aldeias distantes de que tivesse ouvido falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/87/", "verse_text": "bahu-mūlya diyā āni' kariyā yatana\n\npavitra saṁskāra kari' kare nivedana", "devanagari": "> বহুমূল্য দিয়া আনি’ করিয়া যতন  ।\n> পবিত্র সংস্কার করি’ করে নিবেদন ॥৮৭॥", "synonyms": "*bahu-mūlya*—preço elevado; *diyā*—pagando; *āni'*—trazendo; *kariyā yatana*—com grande atenção; *pavitra*—purificadas; *saṁskāra kari'*—aparando; *kare nivedana*—oferece à Deidade.", "translation": "**\"Todas essas frutas eram colhidas em lugares distantes e compradas a preço elevado. Após aparar as frutas com grande cuidado e pureza, Rāghava Paṇḍita as oferecia à Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/88/", "verse_text": "ei mata vyañjanera śāka, mūla, phala\n\nei mata ciḍā, huḍuma, sandeśa sakala", "devanagari": "> এই মত ব্যঞ্জনের শাক, মূল, ফল  ।\n> এত মত চিড়া, হুড়ুম, সন্দেশ সকল ॥৮৮॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *vyañjanera*—de legumes; *śāka*—espinafre; *mūla*—rabanetes; *phala*—frutas; *ei mata*—dessa maneira; *ciḍā*—arroz batido; *huḍuma*—arroz em pó; *sandeśa*—doces; *sakala*—todos.", "translation": "**\"Assim, com grande cuidado e atenção, Rāghava Paṇḍita preparava espinafre, outros legumes, rabanetes, frutas, arroz batido, arroz em pó e doces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/89/", "verse_text": "ei-mata piṭhā-pānā, kṣīra-odana\n\nparama pavitra, āra kare sarvottama", "devanagari": "> এইমত পিঠা-পানা, ক্ষীর-ওদন  ।\n> পরম পবিত্র, আর করে সর্বোত্তম ॥৮৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *piṭhā-pānā*—bolos e arroz-doce; *kṣīra-odana*—leite concentrado; *parama pavitra*—altamente purificado; *āra*—e; *kare*—ele faz; *sarva-uttama*—de primeira classe, saboroso.", "translation": "**\"Ele preparava bolos, arroz-doce, leite concentrado e tudo o mais com grande atenção, e as condições de cozimento eram purificadas, de modo que a comida fosse de primeira classe e saborosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/90/", "verse_text": "kāśamdi, ācāra ādi aneka prakāra\n\ngandha, vastra, alaṅkāra, sarva dravya-sāra", "devanagari": "> কাশম্দি, আচার আদি অনেক প্রকার  ।\n> গন্ধ, বস্ত্র, অলঙ্কার, সর্ব দ্রব্য-সার ॥৯০॥", "synonyms": "*kāśamdi*—uma espécie de picles; *ācāra*—outros picles; *ādi*—e assim por diante; *aneka prakāra*—de muitas variedades; *gandha*—perfumes; *vastra*—roupas; *alaṅkāra*—ornamentos; *sarva*—de todas; *dravya*—as coisas; *sāra*—o melhor.", "translation": "**\"Rāghava Paṇḍita também oferecia todos os tipos de picles, tais como o kāśamdi. Ele oferecia diversos perfumes, vestimentas, ornamentos e o melhor de tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/91/", "verse_text": "ei-mata premera sevā kare anupama\n\nyāhā dekhi' sarva-lokera juḍāna nayana", "devanagari": "> এইমত প্রেমের সেবা করে অনুপম  ।\n> যাহা দেখি’ সর্বলোকের জুড়ায় নয়ন ॥৯১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *premera sevā*—serviço em amor; *kare*—executa; *anupama*—incomparável; *yāhā dekhi'*—ao ver o que; *sarva-lokera*—de todas as pessoas; *juḍāna*—ficam satisfeitos; *nayana*—os olhos.", "translation": "**\"Dessa maneira, Rāghava Paṇḍita servia o Senhor de modo incomparável. Todos ficavam muito satisfeitos só de vê-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/92/", "verse_text": "eta bali' rāghavere kaila āliṅgane\n\nei-mata sammānila sarva bhakta-gaṇe", "devanagari": "> এত বলি’ রাঘবেরে কৈল আলিঙ্গনে ।\n> এইমত সম্মানিল সর্ব ভক্তগণে ॥৯২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *rāghavere*—Rāghava Paṇḍita; *kaila āliṅgane*—Ele abraçou; *ei-mata*—dessa maneira; *sammānila*—demonstrou respeito; *sarva*—a todos; *bhakta-gaṇe*—aos devotos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou misericordiosamente Rāghava Paṇḍita. O Senhor também ofereceu a todos os demais devotos uma recepção com respeito semelhante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/93/", "verse_text": "śivānanda sene kahe kariyā sammāna\n\nvāsudeva-dattera tumi kariha samādhāna", "devanagari": "> শিবানন্দ সেনে কহে করিয়া সম্মান  ।\n> বাসুদেব-দত্তের তুমি করিহ সমাধান ॥৯৩॥", "synonyms": "*śivānanda sene*—a Śivānanda Sena; *kahe*—diz; *kariyā sammāna*—com grande respeito; *vāsudeva-dattera*—de Vāsudeva Datta; *tumi*—tu; *kariha*—toma; *samādhāna*—cuidado.", "translation": "**O Senhor também disse respeitosamente a Śivānanda Sena: \"Cuida muito bem de Vāsudeva Datta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/94/", "verse_text": "parama udāra iṅho, ye dina ye āise\n\nsei dine vyaya kare, nāhi rākhe śeṣe", "devanagari": "> পরম উদার ইঁহো, যে দিন যে আইসে  ।\n> সেই দিনে ব্যয় করে, নাহি রাখে শেষে ॥৯৪॥", "synonyms": "*parama udāra*—muito generoso; *iṅho*—ele; *ye dina*—todo dia; *ye āise*—tudo o que recebe; *sei dine*—nesse mesmo dia; *vyaya kare*—gasta; *nāhi*—não; *rākhe*—guarda; *śeṣe*—nenhuma sobra.", "translation": "**\"Vāsudeva Datta é muito generoso. Todo dia, qualquer renda que recebe, ele a gasta. Não guarda nenhuma sobra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/95/", "verse_text": "'gṛhastha' hayena iṅho, cāhiye sañcaya\n\nsañcaya nā kaile kuṭumba-bharaṇa nāhi haya", "devanagari": "> ‘গৃহস্থ’ হয়েন ইঁহো, চাহিয়ে সঞ্চয় ।\n> সঞ্চয় না কৈলে কুটুম্ব-ভরণ নাহি হয় ॥৯৫॥", "synonyms": "*gṛhastha*—chefe de família; *hayena*—é; *iṅho*—ele (Vāsudeva Datta); *cāhiye sañcaya*—precisa economizar algum dinheiro; *sañcaya nā kaile*—sem economizar dinheiro; *kuṭumba-bharaṇa*—a manutenção de uma família; *nāhi haya*—não é possível.", "translation": "**\"Por ser um chefe de família, Vāsudeva Datta precisa economizar algum dinheiro. Como não o faz, torna-se muito difícil para ele sustentar sua família.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/96/", "verse_text": "ihāra gharera āya-vyaya saba--tomāra sthāne\n\n'sara-khela' hañā tumi kariha samādhāne", "devanagari": "> ইহার ঘরের আয়-ব্যয় সব — তোমার স্থানে ।\n> ‘সরখেল’ হঞা তুমি করিহ সমাধানে ॥৯৬॥", "synonyms": "*ihāra*—de Vāsudeva Datta; *gharera*—dos assuntos domésticos; *āya-vyaya*—receitas e despesas; *saba*—todos; *tomāra sthāne*—em tua casa; *sara-khela hañā*—sendo o administrador; *tumi*—tu; *kariha samādhāne*—providencia.", "translation": "**\"Por favor, cuida dos assuntos familiares de Vāsudeva Datta. Torna-te seu administrador e faze os ajustes apropriados.**", "purport": "Tanto Vāsudeva Datta como Śivānanda Sena viviam na mesma vizinhança, que atualmente se chama Kumārahaṭṭa ou Hālisahara."}
{"ref": "cc/madhya/15/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/97/", "verse_text": "prati-varṣe āmāra saba bhakta-gaṇa lañā\n\nguṇḍicāya āsibe sabāya pālana kariyā", "devanagari": "> প্রতিবর্ষে আমার সব ভক্তগণ লঞা ।\n> গুণ্ডিচায় আসিবে সবায় পালন করিয়া ॥৯৭॥", "synonyms": "*prati-varṣe*—todo ano; *āmāra*—Meus; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa lañā*—acompanhado pelos devotos; *guṇḍicāya*—para realizar o festival de limpeza de Guṇḍicā; *āsibe*—virás; *sabāya*—a todos; *pālana kariyā*—provendo o sustento.", "translation": "**\"Vem todo ano e traze contigo todos os Meus devotos ao festival de Guṇḍicā. Peço-te também que provejas o sustento de todos eles.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/98/", "verse_text": "kulīna-grāmīre kahe sammāna kariyā\n\npratyabda āsibe yātrāya paṭṭa-ḍorī lañā", "devanagari": "> কুলীনগ্ৰামীরে কহে সম্মান করিয়া ৷\n> প্রত্যব্দ আসিবে যাত্রায় পট্টডোরী লঞা ॥৯৮॥", "synonyms": "*kulīna-grāmīre*—aos habitantes de Kulīna-grāma; *kahe*—diz; *sammāna kariyā*—com grande respeito; *prati-abda*—todo ano; *āsibe*—por favor, venham; *yātrāya*—durante o festival de Ratha-yātrā; *paṭṭa-ḍorī*—corda de seda; *lañā*—trazendo.", "translation": "**O Senhor então, com grande respeito, estendeu um convite a todos os habitantes de Kulīna-grāma, pedindo-lhes que viessem todo ano e trouxessem corda de seda para puxar o Senhor Jagannātha durante o festival de Ratha-yātrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/99/", "verse_text": "guṇarāja-khāṅna kaila śrī-kṛṣṇa-vijaya\n\ntāhāṅ eka-vākya tāṅra āche premamaya", "devanagari": "> গুণরাজ-খাঁন কৈল শ্রীকৃষ্ণবিজয় ।\n> তাহাঁ একবাক্য তাঁর আছে প্রেমময় ॥৯৯॥", "synonyms": "*guṇarāja-khāṅna*—Guṇarāja Khān; *kaila*—compilou; *śrī-kṛṣṇa-vijaya*—o livro chamado Śrī Kṛṣṇa-vijaya; *tāhāṅ*—ali; *eka-vākya*—uma frase; *tāṅra*—dele; *āche*—há; *prema-maya*—pleno de amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Guṇarāja Khān, de Kulīna-grāma, compilou um livro chamado Śrī Kṛṣṇa-vijaya, no qual há uma frase que revela o amor extático do autor por Kṛṣṇa.\"**", "purport": "O *Śrī Kṛṣṇa-vijaya* é um livro de poemas considerado o primeiro livro de poesia escrito em Bengali. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que esse livro foi compilado no ano bengali *śakābda* 1395. Após sete anos, foi concluído (1402 *śakābda*). O livro foi escrito em linguagem simples, e até bengalis com pouca instrução e mulheres podiam lê-lo com muita clareza. Até homens comuns com pouco conhecimento do alfabeto podiam ler este livro e compreendê-lo. Sua linguagem não é muito ornamental, e às vezes a poesia não é muito agradável de se ouvir. Embora, de acordo com o estilo de soneto, cada linha deva conter quatorze sílabas, há às vezes dezesseis, doze e treze sílabas em seus versos. Muitas palavras usadas naquela época só podiam ser entendidas pelos habitantes locais, e ainda assim este livro é tão popular que nenhuma livraria está completa sem ele. É muito valioso para aqueles que desejam avançar na consciência de Kṛṣṇa.\n\nŚrī Guṇarāja Khān foi um dos mais elevados vaiṣṇavas e traduziu o Décimo e o Décimo Primeiro Cantos do *Śrīmad-Bhāgavatam* para a compreensão do homem comum. O livro *Śrī Kṛṣṇa-vijaya* foi muito elogiado por Śrī Caitanya Mahāprabhu e é muito valioso para todos os vaiṣṇavas. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura fornece uma tabela genealógica e a história da família de Guṇarāja Khān. Quando um imperador bengali chamado Ādiśūra veio pela primeira vez de Kānyakubja, ou Kānowj, trouxe consigo cinco *brāhmaṇas* e cinco *kāyasthas.* Como o rei deveria ser acompanhado por seus associados, os *brāhmaṇas* acompanharam o Rei para auxiliá-lo em assuntos espirituais mais elevados. Os *kāyasthas* deveriam prestar outros serviços. Na alta região norte da Índia, os *kāyasthas* são aceitos como *śūdras,* mas em Bengal os *kāyasthas* são considerados entre as castas superiores. É um fato que os *kāyasthas* vieram a Bengal do norte da Índia, especificamente de Kānyakubja, ou Kānowj. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que os *kāyasthas* oriundos de Kānyakubja eram homens de alta classe. Dentre eles, Daśaratha Vasu era uma grande personalidade, e a décima terceira geração de sua família incluía Guṇarāja Khān.\n\nSeu nome verdadeiro era Mālādhara Vasu, mas o título Khān lhe foi dado pelo Imperador de Bengal. Assim, passou a ser conhecido como Guṇarāja Khān. Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura fornece a seguinte tabela genealógica de Guṇarāja Khān: (1) Daśaratha Vasu; (2) Kuśala; (3) Śubhaśaṅkara; (4) Haṁsa; (5) Śaktirāma (Bāgāṇḍā), Muktirāma (Māinagara) e Alaṅkāra (Baṅgaja); (6) Dāmodara; (7) Anantarāma; (8) Guṇīnāyaka e Vīṇānāyaka. A décima segunda geração incluía Bhagīratha, e a décima terceira Mālādhara Vasu, ou Guṇarāja Khān. Śrī Guṇarāja Khān teve quatorze filhos, dos quais o segundo, Lakṣmīnāthavasu, recebeu o título de Satyarāja Khān. Seu filho foi Śrī Rāmānanda Vasu; portanto, Rāmānanda Vasu pertencia à décima quinta geração. Guṇarāja Khān era um homem muito conhecido e abastado. Seu palácio, forte e templos ainda existem, e deles podemos deduzir que a opulência de Guṇarāja Khān era certamente muito grande. Śrī Guṇarāja Khān nunca se importou com a aristocracia artificial introduzida por Ballāl Sena."}
{"ref": "cc/madhya/15/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/100/", "verse_text": "\"nandanandana kṛṣṇa--mora prāṇa-nātha\"\n\nei vākye vikāinu tāṅra vaṁśera hāta", "devanagari": "> “নন্দনন্দন কৃষ্ণ — মোর প্রাণনাথ” ।\n> এই বাক্যে বিকাইনু তাঁর বংশের হাত ॥১০০॥", "synonyms": "*nanda-nandana kṛṣṇa*—Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja; *mora prāṇa-nātha*—minha vida e minha alma; *ei vākye*—por causa desta afirmação; *vikāinu*—tornei-me vendido; *tāṅra*—dele; *vaṁśera hāta*—nas mãos dos descendentes.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \" 'Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, é minha vida e minha alma.' Por esta afirmação, fiquei vendido às mãos dos descendentes de Guṇarāja Khān.**", "purport": "O verso completo a que aqui se faz referência é:\n\neka-bhāve vanda hari yoḍa kari' hāta\nnandanandana kṛṣṇa--mora prāṇa-nātha\n\n\"De mãos postas, ofereço minhas orações a Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, que é minha vida e minha alma.\""}
{"ref": "cc/madhya/15/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/101/", "verse_text": "tomāra ki kathā, tomāra grāmera kukkura\n\nsei mora priya, anya-jana rahu dūra", "devanagari": "> তোমার কি কথা, তোমার গ্রামের কুক্কুর ।\n> সেহ মোর প্রিয়, অন্যজন রহু দূর ॥১০১॥", "synonyms": "*tomāra*—de ti; *ki kathā*—o que dizer; *tomāra*—da tua; *grāmera*—aldeia; *kukkura*—um cão; *sei*—esse; *mora*—para Mim; *priya*—muito querido; *anya-jana*—outros; *rahu dūra*—o que dizer de.", "translation": "**\"Para não falar de ti, até mesmo um cão que vive em tua aldeia Me é muito querido. O que, então, dizer dos outros?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/102/", "verse_text": "tabe rāmānanda, āra satyarāja khāṅna\n\nprabhura caraṇe kichu kaila nivedana", "devanagari": "> তবে রামানন্দ, আর সত্যরাজ খাঁন  ।\n> প্রভুর চরণে কিছু কৈল নিবেদন ॥১০২॥", "synonyms": "*tabe*—após isto; *rāmānanda*—Rāmānanda Vasu; *āra*—e; *satyarāja khāṅna*—Satyarāja Khān; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—algumas; *kaila*—fizeram; *nivedana*—submissão.", "translation": "**Após isto, Rāmānanda Vasu e Satyarāja Khān ambos submeteram perguntas aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/103/", "verse_text": "gṛhastha viṣayī āmi, ki mora sādhane\n\nśrī-mukhe ājñā kara prabhu--nivedi caraṇe", "devanagari": "> গৃহস্থ বিষয়ী আমি, কি মোর সাধনে  ।\n> শ্রীমুখে আজ্ঞা কর প্রভু — নিবেদি চরণে ॥১০৩॥", "synonyms": "*gṛhastha*—chefe de família; *viṣayī*—homem materialista; *āmi*—eu; *ki*—qual; *mora sādhane*—o processo de meu avanço na vida espiritual; *śrī-mukhe*—de Tua própria boca; *ājñā kara*—por favor, ordena; *prabhu*—meu Senhor; *nivedi caraṇe*—submeto-me a Teus pés de lótus.", "translation": "**Satyarāja Khān disse: \"Meu querido Senhor, sendo um chefe de família e um homem materialista, não conheço o processo de avanço na vida espiritual. Portanto, submeto-me a Teus pés de lótus e peço-Te que me dês ordens.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/104/", "verse_text": "prabhu kahena,--'kṛṣṇa-sevā', 'vaiṣṇava-sevana'\n\n'nirantara kara kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana'", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — ‘কৃষ্ণসেবা’, ‘বৈষ্ণব-সেবন’ ।\n> ‘নিরন্তর কর কৃষ্ণনাম-সংকীর্তন’ ॥১০৪॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—o Senhor respondeu; *kṛṣṇa-sevā*—servir a Kṛṣṇa; *vaiṣṇava-sevana*—acatar as ordens dos vaiṣṇavas; *nirantara*—sem cessar; *kara*—faze; *kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana*—cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Sem cessar, continua cantando o santo nome do Senhor Kṛṣṇa. Sempre que possível, serve a Ele e a Seus devotos, os vaiṣṇavas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/105/", "verse_text": "satyarāja bale,--vaiṣṇava ciniba kemane?\n\nke vaiṣṇava, kaha tāṅra sāmānya lakṣaṇe", "devanagari": "> সত্যরাজ বলে, — বৈষ্ণব চিনিব কেমনে ?\n> কে বৈষ্ণব, কহ তাঁর সামান্য লক্ষণে ॥১০৫॥", "synonyms": "*satyarāja bale*—Satyarāja Khān disse; *vaiṣṇava*—um vaiṣṇava; *ciniba kemane*—como reconhecerei; *ke vaiṣṇava*—quem é um vaiṣṇava; *kaha*—por favor, dize; *tāṅra*—dele; *sāmānya lakṣaṇe*—sintomas comuns.", "translation": "**Ao ouvir isto, Satyarāja disse: \"Como posso reconhecer um vaiṣṇava? Por favor, dize-me o que é um vaiṣṇava. Quais são seus sintomas comuns?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/106/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"yāṅra mukhe śuni eka-bāra\n\nkṛṣṇa-nāma, sei pūjya,--śreṣṭha sabākāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “যাঁর মুখে শুনি একবার ।\n> কৃষ্ণনাম, সেই পূজ্য, — শ্রেষ্ঠ সবাকার ।।” ॥ ১০৬ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *yāṅra mukhe*—em cuja boca; *śuni*—eu ouço; *eka-bāra*—uma vez; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *sei pūjya*—ele é adorável; *śreṣṭha sabākāra*—o melhor de todos os seres humanos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Quem quer que cante o santo nome de Kṛṣṇa nem que seja uma só vez é adorável e é o mais elevado dos seres humanos.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que, simplesmente por cantar o santo nome de Kṛṣṇa uma vez, a pessoa se torna perfeita. Entende-se que tal pessoa é um vaiṣṇava. Com essa fé e crença, pode-se iniciar uma vida de consciência de Kṛṣṇa, mas uma pessoa comum não consegue cantar o santo nome de Kṛṣṇa com tamanha fé. Isso é confirmado por Śrīla Rūpa Gosvāmī em seu Upadeśāmṛta: kṛṣṇeti yasya giri taṁ manasādriyeta. Deve-se aceitar que o santo nome de Kṛṣṇa é idêntico à Suprema Personalidade de Deus, a própria Transcendência. O santo nome de Kṛṣṇa também é idêntico a Kṛṣṇa e também é cintāmaṇi. O nome Kṛṣṇa é a personificação do som perfeitamente transcendental e eternamente liberado da contaminação material. Deve-se compreender que o nome Kṛṣṇa e Kṛṣṇa são idênticos. Tendo tal fé, deve-se continuar a cantar o santo nome. Quando alguém se situa na plataforma de neófito, não consegue compreender os ingredientes devocionais de um devoto puro e imaculado. No entanto, quando o novato se ocupa em serviço devocional — especialmente na adoração à Deidade — e segue a ordem de um mestre espiritual genuíno, ele se torna um devoto puro. Qualquer um pode tirar proveito de ouvir sobre a consciência de Kṛṣṇa de um devoto puro e, dessa forma, gradualmente purificar-se.\n\nUm devoto que acredita que o santo nome do Senhor é idêntico ao Senhor é um devoto puro, ainda que possa estar no estágio de neófito. Por sua associação, outros também podem tornar-se vaiṣṇavas.\n\nConhece-se uma pessoa como devoto materialista se ela simplesmente adora a Deidade de Hari com fé, mas não demonstra o devido respeito aos devotos e aos demais. Isso é confirmado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.47):\n\narcāyām eva haraye\npūjāṁ yaḥ śraddhayehate\nna tad-bhakteṣu cānyeṣu\nsa bhaktaḥ prākṛtaḥ smṛtaḥ\n\n\"Qualquer um que se ocupe com fé na adoração à Deidade de Hari, mas não demonstre o devido respeito aos devotos e aos demais, é conhecido como devoto materialista.\" Contudo, ao associar-se com um devoto neófito que acredita que o santo nome do Senhor é idêntico ao Senhor, pode-se também tornar-se um devoto. Quando o Senhor Caitanya estava instruindo Sanātana Gosvāmī, Ele disse:\n\nśraddhāvān jana haya bhakti-adhikārī\n'uttama', 'madhyama', 'kaniṣṭha'--śraddhā-anusārī\n\nyāhāra komala-śraddhā, se 'kaniṣṭha' jana\nkrame krame teṅho bhakta ha-ibe 'uttama'\n\nrati-prema-tāratamye bhakta-taratama\n\n\"A pessoa que alcançou fé firme é candidata genuína a avançar na consciência de Kṛṣṇa. Conforme a fé, há devotos de primeira classe, de segunda classe e neófitos. Aquele que possui fé preliminar é chamado kaniṣṭha, ou neófito. O neófito, porém, pode tornar-se um devoto avançado se seguir estritamente os princípios reguladores estabelecidos pelo mestre espiritual. O devoto puro cuja fé avança torna-se um madhyama-adhikārī e um uttama-adhikārī.\" (Cc. Madhya 22.64,69-70)\n\nConclui-se, portanto, que mesmo um devoto neófito é superior aos karmīs e jñānīs, pois ele tem plena fé em cantar o santo nome do Senhor. Um karmī ou um jñānī, por maior que seja, não tem fé no Senhor Viṣṇu, em Seu santo nome ou em Seu serviço devocional. Pode-se ser avançado em termos religiosos, mas, se não se for treinado em serviço devocional, terá muito pouco mérito na plataforma transcendental. Mesmo um devoto neófito ocupado na adoração à Deidade de acordo com as regulações estabelecidas pelo mestre espiritual encontra-se numa posição superior à do trabalhador fruitivo e do filósofo especulativo."}
{"ref": "cc/madhya/15/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/107/", "verse_text": "\"eka kṛṣṇa-nāme kare sarva-pāpa kṣaya\n\nnava-vidhā bhakti pūrṇa nāma haite haya", "devanagari": "> “এক কৃষ্ণনামে করে সর্ব-পাপ ক্ষয় ।\n> নববিধা ভক্তি পূর্ণ নাম হৈতে হয় ॥১০৭॥", "synonyms": "*eka kṛṣṇa-nāme*—um santo nome de Kṛṣṇa; *kare*—pode fazer; *sarva-pāpa*—de todas as reações pecaminosas; *kṣaya*—destruição; *nava-vidhā*—nove processos; *bhakti*—de serviço devocional; *pūrṇa*—completos; *nāma haite*—simplesmente por cantar o santo nome; *haya*—são.", "translation": "**\"Simplesmente por cantar o santo nome de Kṛṣṇa, a pessoa fica liberada de todas as reações de uma vida pecaminosa. Pode-se completar os nove processos do serviço devocional simplesmente por cantar o santo nome.**", "purport": "Os nove tipos de serviço devocional são mencionados no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.23):\n\nśravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ\nsmaraṇaṁ pāda-sevanam\narcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ\nsakhyam ātma-nivedanam\n\niti puṁsārpitā viṣṇau\nbhaktiś cen nava-lakṣaṇā\nkriyeta bhagavaty addhā\ntan manye 'dhītam uttamam\n\nEstas são as atividades de ouvir, cantar, lembrar, servir, adorar, orar, obedecer, manter amizade e entregar tudo. No que se refere a cantar o santo nome de Kṛṣṇa, pode-se ficar livre de todas as reações pecaminosas cantando o santo nome sem cometer ofensas. Se alguém canta sem ofensas, pode salvar-se de todas as reações pecaminosas. É muito importante, no serviço devocional, cantar o santo nome do Senhor sem cometer ofensas. Os nove processos devocionais, tais como śravaṇa e kīrtana, podem todos ser alcançados de uma só vez se a pessoa simplesmente cantar o santo nome do Senhor sem ofensas.\n\nA esse respeito, Śrīla Jīva Gosvāmī afirma em seu livro Bhakti-sandarbha (173): yadyapi anyā bhaktiḥ kalau kartavyā, tadā kīrtanākhya-bhakti-saṁyogenaiva. Dentre os nove processos do serviço devocional, o kīrtana é muito importante. Śrīla Jīva Gosvāmī instrui, portanto, que os outros processos, tais como arcana, vandana, dāsya e sakhya, devem ser executados, mas precisam ser precedidos e seguidos pelo kīrtana, o canto do santo nome. Introduzimos, por isso, este sistema em todos os nossos centros. Arcana, ārati, oferenda de bhoga, vestimenta e decoração da Deidade são todos precedidos e seguidos pelo canto do santo nome do Senhor — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare."}
{"ref": "cc/madhya/15/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/108/", "verse_text": "dīkṣā-puraścaryā-vidhi apekṣā nā kare\n\njihvā-sparśe ā-caṇḍāla sabāre uddhāre", "devanagari": "> দীক্ষা-পুরশ্চর্যা-বিধি অপেক্ষা না করে ।\n> জিহ্বা-স্পর্শে আ-চণ্ডাল সবারে উদ্ধারে ॥১০৮॥", "synonyms": "*dīkṣā*—iniciação; *puraścaryā*—atividades anteriores à iniciação; *vidhi*—princípios reguladores; *apekṣā*—dependência de; *nā*—não; *kare*—exige; *jihvā*—a língua; *sparśe*—ao tocar; *ā-caṇḍāla*—até mesmo ao mais baixo dos homens, o caṇḍāla; *sabāre*—a todos; *uddhāre*—liberta.", "translation": "**\"Não é preciso submeter-se à iniciação nem executar as atividades exigidas antes da iniciação. Basta vibrar o santo nome com os lábios. Assim, até mesmo um homem da classe mais baixa [caṇḍāla] pode ser liberado.**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī explica dīkṣā em seu Bhakti-sandarbha (283):\n\ndivyaṁ jñānaṁ yato dadyāt\nkuryāt pāpasya saṅkṣayam\ntasmād dīkṣeti sā proktā\ndeśikais tattva-kovidaiḥ\n\n\"Dīkṣā é o processo pelo qual se pode despertar o conhecimento transcendental e aniquilar todas as reações causadas pela atividade pecaminosa. A pessoa perita no estudo das escrituras reveladas conhece esse processo como dīkṣā.\" Os princípios reguladores de dīkṣā são explicados no *Hari-bhakti-vilāsa* (2.3,4) e no Bhakti-sandarbha (283). Como se afirma:\n\ndvijānām anupetānāṁ svakarmādhyayanādiṣu\nyathādhikāro nāstīha syāc copanayanād anu\ntathātrādīkṣitānāṁ tu mantra-devārcanādiṣu\nnādhikāro 'sty ataḥ kuryād ātmānaṁ śiva-saṁstutam\n\n\"Ainda que nascida numa família brāhmaṇa, a pessoa não pode ocupar-se em rituais Védicos sem ter sido iniciada e sem possuir um cordão sagrado. Embora nascida numa família brāhmaṇa, a pessoa torna-se um brāhmaṇa após a iniciação e a cerimônia do cordão sagrado. A menos que seja iniciada como brāhmaṇa, ela não pode adorar o santo nome adequadamente.\"\n\nSegundo os princípios reguladores vaiṣṇavas, deve-se ser iniciado como brāhmaṇa. O *Hari-bhakti-vilāsa* (2.6) cita a seguinte injunção do Viṣṇu-yāmala:\n\nadīkṣitasya vāmoru\nkṛtaṁ sarvaṁ nirarthakam\npaśu-yonim avāpnoti\ndīkṣā-virahito janaḥ\n\n\"A menos que seja iniciada por um mestre espiritual genuíno, todas as suas atividades devocionais são inúteis. A pessoa que não é devidamente iniciada pode descer novamente às espécies animais.\"\n\nO *Hari-bhakti-vilāsa* (2.10) cita ainda:\n\nato guruṁ praṇamyaivaṁ\nsarva-svaṁ vinivedya ca\ngṛhṇīyād vaiṣṇavaṁ mantraṁ\ndīkṣā-pūrvaṁ vidhānataḥ\n\n\"É dever de todo ser humano render-se a um mestre espiritual genuíno. Entregando-lhe tudo — corpo, mente e inteligência —, deve-se receber dele uma iniciação vaiṣṇava.\"\n\nO Bhakti-sandarbha (298) apresenta a seguinte citação do Tattva-sāgara:\n\nyathā kāñcanatāṁ yāti\nkāsyaṁ rasa-vidhānataḥ\ntathā dīkṣā-vidhānena\ndvijatvaṁ jāyate nṛṇām\n\n\"Por manipulação química, o bronze é transformado em ouro quando tocado pelo mercúrio; de modo semelhante, quando uma pessoa é devidamente iniciada, ela pode adquirir as qualidades de um brāhmaṇa.\"\n\nO *Hari-bhakti-vilāsa* (17.11,12), ao discutir o processo de puraścaryā, cita os seguintes versos do Agastya-saṁhitā:\n\npūjā traikālikī nityaṁ\njapas tarpaṇam eva ca\nhomo brāhmaṇa-bhuktiś ca\npuraścaraṇam ucyate\n\nguror labdhasya mantrasya\nprasādena yathā-vidhi\npañcāṅgopāsanā-siddhyai\npuraś caitad vidhīyate\n\n\"Pela manhã, à tarde e à noite, deve-se adorar a Deidade, cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, oferecer oblações, realizar um sacrifício de fogo e alimentar os brāhmaṇas. Essas cinco atividades constituem puraścaryā. Para alcançar pleno êxito ao receber a iniciação do mestre espiritual, deve-se primeiro realizar esses processos de puraścaryā.\"\n\nA palavra puraḥ significa \"antes\" e caryā significa \"atividades\". Devido à necessidade dessas atividades, não iniciamos imediatamente os discípulos na Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. Durante seis meses, o candidato à iniciação deve primeiro assistir ao ārati e às aulas dos śāstras, praticar os princípios reguladores e associar-se com outros devotos. Quando a pessoa está realmente avançada no puraścaryā-vidhi, é recomendada para a iniciação pelo presidente do templo local. Não é que qualquer um possa ser iniciado de repente sem cumprir os requisitos. Quando a pessoa está mais avançada, cantando dezesseis voltas do mantra Hare Kṛṣṇa diariamente, seguindo os princípios reguladores e assistindo às aulas, ela recebe o cordão sagrado (reconhecimento bramânico) após o segundo período de seis meses.\n\nNo *Hari-bhakti-vilāsa* (17.4,5,7), afirma-se:\n\nvinā yena na siddhaḥ syān\nmantro varṣa-śatair api\nkṛtena yena labhate\nsādhako vāñchitaṁ phalam\n\npuraścaraṇa-sampanno\nmantro hi phala-dhāyakaḥ\nataḥ puraṣkriyāṁ kuryāt\nmantravit siddhi-kaṅksayā\n\npuraṣkriyā hi mantrāṇāṁ\npradhānaṁ vīryam ucyate\nvīrya-hīno yathā dehī\nsarva-karmasu na kṣamaḥ\npuraścaraṇa-hīno hi\ntathā mantraḥ prakīrtitaḥ\n\n\"Sem realizar as atividades de puraścaryā, não se pode tornar perfeito nem mesmo cantando este mantra por centenas de anos. No entanto, aquele que passou pelo processo de puraścaryā-vidhi pode alcançar o êxito com grande facilidade. Se a pessoa deseja aperfeiçoar sua iniciação, deve primeiro submeter-se às atividades de puraścaryā. O processo de puraścaryā é a força vital pela qual se obtém êxito ao cantar o mantra. Sem a força vital, nada se pode fazer; de modo semelhante, sem a força vital do puraścaryā-vidhi, nenhum mantra pode ser aperfeiçoado.\"\n\nEm seu Bhakti-sandarbha (283), Śrīla Jīva Gosvāmī afirma:\n\nyadyapi śrī-bhāgavata-mate pañcarātrādi-vat arcana-mārgasya āvaśyakatvaṁ nāsti, tad vināpi śaraṇāpattyādīnām ekatareṇāpi puruṣārtha-siddher abhihitatvāt, tathāpi śrī-nāradādi-vartmānusaradbhiḥ śrī-bhagavatā saha sambandha-viśeṣaṁ dīkṣā-vidhānena śrī-guru-caraṇa-sampāditaṁ cikīrṣadbhiḥ kṛtāyāṁ dīkṣāyām arcanam avaśyaṁ kriyetaiva.\n\nDe importância semelhante é dīkṣā, que se explica da seguinte forma no Bhakti-sandarbha (284):\n\nyadyapi svarūpato nāsti, tathāpi prāyaḥ svabhāvato dehādi-sambandhena kardaya-śīlānāṁ vikṣipta-cittānāṁ janānāṁ tat-tat-saṅkocī-karaṇāya śrīmad-ṛṣi-prabhṛtibhir atrārcana-mārge kvacit kvacit kācit kācin maryādā sthāpitāsti.\n\nDe modo semelhante, na Rāmārcana-candrikā, afirma-se:\n\nvinaiva dīkṣāṁ viprendra\npuraścaryāṁ vinaiva hi\nvinaiva nyāsa-vidhinā\njapa-mātreṇa siddhidā\n\nEm outras palavras, o canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa é tão poderoso que não depende da iniciação oficial, mas, se a pessoa é iniciada e se ocupa no pañcarātra-vidhi (adoração à Deidade), sua consciência de Kṛṣṇa despertará muito em breve, e sua identificação com o mundo material será destruída. Quanto mais a pessoa se liberta da identificação material, mais ela pode perceber que a alma espiritual é qualitativamente tão boa quanto a Alma Suprema. Em tal momento, quando se situa na plataforma absoluta, ela pode compreender que o santo nome do Senhor e o próprio Senhor são idênticos. Nesse estágio de compreensão, o santo nome do Senhor, o mantra Hare Kṛṣṇa, não pode ser identificado com nenhum som material. Se alguém aceita o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa como uma vibração material, cai. Deve-se adorar e cantar o santo nome do Senhor aceitando-o como o próprio Senhor. Portanto, deve-se ser devidamente iniciado de acordo com as escrituras reveladas, sob a orientação de um mestre espiritual genuíno. Embora o canto do santo nome seja bom tanto para a alma condicionada quanto para a alma liberada, ele é especialmente benéfico para a alma condicionada, pois, ao cantá-lo, ela se liberta. Quando a pessoa que canta o santo nome se liberta, ela alcança a perfeição última ao voltar ao lar, de volta ao Supremo. Nas palavras do Śrī *Caitanya-caritāmṛta* (Ādi 7.73):\n\nkṛṣṇa-mantra haite habe saṁsāra-mocana\nkṛṣṇa-nāma haite pābe kṛṣṇera caraṇa\n\n\"Simplesmente por cantar o santo nome de Kṛṣṇa, pode-se obter a libertação da existência material. De fato, simplesmente por cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, poder-se-á ver os pés de lótus do Senhor.\"\n\nO canto sem ofensas do santo nome não depende do processo de iniciação. Embora a iniciação possa depender de puraścaryā ou puraścaraṇa, o canto propriamente dito do santo nome não depende do puraścaryā-vidhi, ou dos princípios reguladores. Se alguém cantar o santo nome uma vez sem cometer ofensa, alcança pleno êxito. Durante o canto do santo nome, a língua deve trabalhar. Simplesmente por cantar o santo nome, a pessoa é imediatamente liberada. A língua é sevonmukha-jihvā — está controlada pelo serviço. Aquele cuja língua se ocupa em saborear coisas materiais e também em falar sobre elas não pode usá-la para a compreensão absoluta.\n\nataḥ śrī-kṛṣṇa-nāmādi\nna bhaved grāhyam indriyaiḥ\nsevonmukhe hi jihvādau\nsvayam eva sphuraty adaḥ\n\nSegundo o *Caitanya-caritāmṛta* (Madhya 17.134):\n\nataeva kṛṣṇera 'nāma', 'deha', 'vilāsa'\nprākṛtendriya-grāhya nahe, haya sva-prakāśa\n\n\"Com estes sentidos materiais, não se pode compreender o transcendental santo nome do Senhor, nem Sua forma, atividades e passatempos. No entanto, quando alguém realmente se ocupa em serviço devocional, utilizando a língua, o Senhor Se revela.\""}
{"ref": "cc/madhya/15/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/109/", "verse_text": "anuṣaṅga-phale kare saṁsārera kṣaya\n\ncitta ākarṣiyā karāya kṛṣṇe premodaya", "devanagari": "> অনুষঙ্গ-ফলে করে সংসারের ক্ষয় ।\n> চিত্ত আকর্ষিয়া করায় কৃষ্ণে প্রেমোদয় ॥১০৯॥", "synonyms": "*anuṣaṅga-phale*—como resultado simultâneo; *kare*—faz; *saṁsārera kṣaya*—aniquilação do enredamento no mundo material; *citta*—pensamento; *ākarṣiyā*—atraindo; *karāya*—faz; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *prema-udaya*—despertar do amor transcendental.", "translation": "**\"Ao cantar o santo nome do Senhor, a pessoa dissolve seu enredamento nas atividades materiais. Depois disso, ela se sente muito atraída por Kṛṣṇa, e assim o amor adormecido por Kṛṣṇa desperta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/110/", "verse_text": "ākṛṣṭiḥ kṛta-cetasāṁ sumanasām uccāṭanaṁ cāṁhasām\n\nācaṇḍālam amūka-loka-sulabho vaśyaś ca mukti-śriyaḥ\n\nno dīkṣāṁ na ca sat-kriyāṁ na ca puraścaryāṁ manāg īkṣate\n\nmantro 'yaṁ rasanā-spṛg eva phalati śrī-kṛṣṇa-nāmātmakaḥ", "devanagari": "> আকৃষ্টিঃ কৃতচেতসাং সুমনসামুচ্চাটনং চাংহসা-\n> মাচণ্ডালমমূকলোকসুলভো বশ্যশ্চ মুক্তিশ্রিয়ঃ ।\n> নো দীক্ষাং ন চ সৎক্রিয়াং ন চ পুরশ্চর্যাং মনাগীক্ষতে\n> মন্ত্রোঽয়ং রসনাস্পৃগেব ফলতি শ্রীকৃষ্ণ-নামাত্মকঃ ॥১১০॥", "synonyms": "*ākṛṣṭiḥ*—atração; *kṛta-cetasām*—das pessoas santas; *su-manasām*—das de mente mais generosa; *uccāṭanam*—aniquilador; *ca*—também; *aṁhasām*—das reações pecaminosas; *ā-caṇḍālam*—até aos caṇḍālas; *amūka*—exceto os mudos; *loka-sulabhaḥ*—muito fácil de alcançar para todas as pessoas; *vaśyaḥ*—pleno controlador; *ca*—e; *mukti-śriyaḥ*—da opulência da liberação; *no*—não; *dīkṣām*—iniciação; *na*—não; *ca*—também; *sat-kriyām*—atividades piedosas; *na*—não; *ca*—também; *puraścaryām*—princípios reguladores anteriores à iniciação; *manāk*—levemente; *īkṣate*—depende de; *mantraḥ*—mantra; *ayam*—este; *rasanā*—língua; *spṛk*—tocando; *eva*—simplesmente; *phalati*—é frutífero; *śrī-kṛṣṇa-nāma-ātmakaḥ*—constituído do santo nome do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\" 'O santo nome do Senhor Kṛṣṇa é um aspecto atrativo para muitas pessoas santas e generosas. É o aniquilador de todas as reações pecaminosas e é tão poderoso que, salvo para os mudos que não podem cantá-lo, está prontamente acessível a todos, inclusive ao homem do tipo mais baixo, o caṇḍāla. O santo nome de Kṛṣṇa é o controlador da opulência da liberação, e é idêntico a Kṛṣṇa. Pelo simples tocar do santo nome com a língua, produzem-se efeitos imediatos. O cantar do santo nome não depende de iniciação, atividades piedosas ou dos princípios reguladores puraścaryā geralmente observados antes da iniciação. O santo nome não espera por todas essas atividades. Ele é autossuficiente.' \"**", "purport": "Este verso encontra-se no *Padyāvalī* (29), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/15/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/111/", "verse_text": "\"ataeva yāṅra mukhe eka kṛṣṇa-nāma\n\nsei ta' vaiṣṇava, kariha tāṅhāra sammāna\"", "devanagari": "> “অতএব যাঁর মুখে এক কৃষ্ণনাম ৷\n> সেই ত’ বৈষ্ণব, করিহ তাঁহার সম্মান ।।” ॥ ১১১ ॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *yāṅra mukhe*—em cuja boca; *eka*—um; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *sei ta' vaiṣṇava*—ele é um vaiṣṇava; *kariha*—oferece; *tāṅhāra*—a ele; *sammāna*—respeito.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então finalmente aconselhou: \"Quem está cantando o mantra Hare Kṛṣṇa deve ser entendido como um vaiṣṇava; portanto, deves oferecer-lhe todo o respeito.\"**", "purport": "Em seu *Upadeśāmṛta*, Śrīla Rūpa Gosvāmī afirma: kṛṣṇeti yasya giri taṁ manasādriyeta dīkṣāsti cet. Um devoto avançado deve respeitar a pessoa que foi iniciada por um mestre espiritual genuíno e que se encontra na plataforma transcendental, cantando o santo nome com fé e reverências e seguindo as instruções do mestre espiritual. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura comenta que servir os vaiṣṇavas é o mais importante para os chefes de família. Se um vaiṣṇava está devidamente iniciado ou não, isso não é assunto a considerar. A pessoa pode estar iniciada e ainda assim contaminada pela filosofia māyāvāda, mas aquele que canta o santo nome do Senhor sem ofensas não será assim contaminado. Um vaiṣṇava devidamente iniciado pode ser imperfeito, mas aquele que canta o santo nome do Senhor sem ofensas é todo-perfeito. Embora aparentemente seja um neófito, ele ainda deve ser considerado um vaiṣṇava puro e imaculado. É dever do chefe de família oferecer respeito a tal vaiṣṇava imaculado. Esta é a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/15/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/112/", "verse_text": "khaṇḍera mukunda-dāsa, śrī-raghunandana\n\nśrī-narahari,--ei mukhya tina jana", "devanagari": "> খণ্ডের মুকুন্দদাস, শ্রীরঘুনন্দন ।\n> শ্রীনরহরি, — এই মুখ্য তিন জন ॥১১২॥", "synonyms": "*khaṇḍera*—do lugar conhecido como Khaṇḍa; *mukunda-dāsa*—Mukunda dāsa; *śrī-raghunandana*—Śrī Raghunandana; *śrī-narahari*—Śrī Narahari; *ei*—estas; *mukhya*—principais; *tina*—três; *jana*—pessoas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu voltou então Sua atenção para três pessoas – Mukunda dāsa, Raghunandana e Śrī Narahari –, habitantes do lugar chamado Khaṇḍa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/113/", "verse_text": "mukunda dāsere puche śacīra nandana\n\n'tumi--pitā, putra tomāra--śrī-raghunandana?", "devanagari": "> মুকুন্দ দাসেরে পুছে শচীর নন্দন ।\n> ‘তুমি — পিতা, পুত্র তোমার — শ্রীরঘুনন্দন ? ॥ ১১৩ ॥", "synonyms": "*mukunda dāsere*—a Mukunda dāsa; *puche*—perguntou; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī; *tumi*—tu; *pitā*—pai; *putra*—filho; *tomāra*—teu; *śrī-raghunandana*—Śrī Raghunandana.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī, em seguida perguntou a Mukunda dāsa: \"Tu és o pai, e teu filho é Raghunandana. É assim?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/114/", "verse_text": "kibā raghunandana--pitā, tumi--tāra tanaya?\n\nniścaya kariyā kaha, yāuka saṁśaya'", "devanagari": "> কিবা রঘুনন্দন — পিতা, তুমি — তার তনয় ?\n> নিশ্চয় করিয়া কহ, যাউক সংশয় ।।’ ॥ ১১৪ ॥", "synonyms": "*kibā*—ou; *raghunandana*—Raghunandana; *pitā*—pai; *tumi*—tu; *tāra*—dele; *tanaya*—filho; *niścaya kariyā*—com certeza; *kaha*—dize apenas; *yāuka saṁśaya*—que se dissipem Minhas dúvidas.", "translation": "**\"Ou Śrīla Raghunandana é teu pai, ao passo que tu és o filho dele? Por favor, dá-Me a conhecer os fatos, para que Minhas dúvidas desapareçam.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/115/", "verse_text": "mukunda kahe,--raghunandana mora 'pitā' haya\n\nāmi tāra 'putra',--ei āmāra niścaya", "devanagari": "> মুকুন্দ কহে, — রঘুনন্দন মোর ‘পিতা’ হয় ।\n> আমি তার ‘পুত্র’, — এই আমার নিশ্চয় ॥১১৫॥", "synonyms": "*mukunda kahe*—Mukunda dāsa respondeu; *raghunandana*—Raghunandana; *mora*—meu; *pitā*—pai; *haya*—é; *āmi*—eu; *tāra*—dele; *putra*—filho; *ei*—esta; *āmāra*—minha; *niścaya*—decisão.", "translation": "**Mukunda respondeu: \"Raghunandana é meu pai, e eu sou filho dele. Esta é minha decisão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/116/", "verse_text": "āmā sabāra kṛṣṇa-bhakti raghunandana haite\n\nataeva pitā--raghunandana āmāra niścite", "devanagari": "> আমা সবার কৃষ্ণভক্তি রঘুনন্দন হৈতে ।\n> অতএব পিতা — রঘুনন্দন আমার নিশ্চিতে ॥১১৬॥", "synonyms": "*āmā sabāra*—de todos nós; *kṛṣṇa-bhakti*—devoção a Kṛṣṇa; *raghunandana haite*—por causa de Raghunandana; *ataeva*—portanto; *pitā*—pai; *raghunandana*—Raghunandana; *āmāra niścite*—minha decisão.", "translation": "**\"Todos nós alcançamos a devoção a Kṛṣṇa graças a Raghunandana. Por isso, em minha mente, ele é meu pai.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/117/", "verse_text": "śuni' harṣe kahe prabhu--\"kahile niścaya\n\nyāṅhā haite kṛṣṇa-bhakti sei guru haya\"", "devanagari": "> শুনি’ হর্ষে কহে প্রভু — “কহিলে নিশ্চয় ৷\n> যাঁহা হৈতে কৃষ্ণভক্তি সেই গুরু হয়” ॥১১৭॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *harṣe*—em grande júbilo; *kahe prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kahile niścaya*—falaste corretamente; *yāṅhā haite*—de quem; *kṛṣṇa-bhakti*—devoção a Kṛṣṇa; *sei*—essa pessoa; *guru haya*—é o mestre espiritual.", "translation": "**Ao ouvir Mukunda dāsa dar esta decisão acertada, Śrī Caitanya Mahāprabhu confirmou-a, dizendo: \"Sim, está correto. Aquele que desperta a devoção a Kṛṣṇa é certamente um mestre espiritual.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/118/", "verse_text": "bhaktera mahimā prabhu kahite pāya sukha\n\nbhaktera mahimā kahite haya pañca-mukha", "devanagari": "> ভক্তের মহিমা প্রভু কহিতে পায় সুখ ।\n> ভক্তের মহিমা কহিতে হয় পঞ্চমুখ ॥১১৮॥", "synonyms": "*bhaktera mahimā*—as glórias de um devoto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahite*—falar; *pāya sukha*—obtém felicidade; *bhaktera mahimā*—as glórias de um devoto; *kahite*—falar; *haya*—torna-se; *pañca-mukha*—de cinco faces.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficava muito feliz apenas em falar das glórias de Seus devotos. De fato, quando falava de suas glórias, era como se tivesse cinco faces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/119/", "verse_text": "bhakta-gaṇe kahe,--śuna mukundera prema\n\nnigūḍha nirmala prema, yena dagdha hema", "devanagari": "> ভক্তগণে কহে, — শুন মুকুন্দের প্রেম ।\n> নিগূঢ় নির্মল প্রেম, যেন দগ্ধ হেম ॥১১৯॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇe kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu informou Seus devotos; *śuna*—por favor, ouvi; *mukundera prema*—o amor a Deus de Mukunda; *nigūḍha*—muito profundo; *nirmala*—puro; *prema*—amor extático; *yena*—como se; *dagdha*—purificado; *hema*—ouro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então informou a todos os Seus devotos: \"Por favor, ouvi sobre o amor a Deus de Mukunda. É um amor muito profundo e puro, que só pode ser comparado ao ouro purificado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/120/", "verse_text": "bāhye rāja-vaidya iṅho kare rāja-sevā\n\nantare kṛṣṇa-prema iṅhāra jānibeka kebā", "devanagari": "> বাহ্যে রাজবৈদ্য ইঁহো করে রাজ-সেবা ।\n> অন্তরে কৃষ্ণ-প্রেম ইঁহার জানিবেক কেবা ॥১২০॥", "synonyms": "*bāhye*—externamente; *rāja-vaidya*—médico real; *iṅho*—ele; *kare*—executa; *rāja-sevā*—serviço ao governo; *antare*—dentro do coração; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *iṅhāra*—de Mukunda dāsa; *jānibeka*—pode conhecer; *kebā*—quem.", "translation": "**\"Externamente, Mukunda dāsa parece ser um médico real ocupado em serviço ao governo, mas, internamente, ele nutre profundo amor por Kṛṣṇa. Quem pode compreender seu amor?**", "purport": "A menos que Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu revele o fato, ninguém pode compreender quem é realmente um grande devoto do Senhor ocupado em Seu serviço. Por isso, afirma-se no *Caitanya-caritāmṛta* (Madhya 23.39), tāṅra vākya, kriyā, mudrā vijñeha nā bujhaya: nem mesmo o mais perfeito e erudito estudioso pode compreender as atividades de um vaiṣṇava. Um vaiṣṇava pode estar ocupado em serviço ao governo ou em algum negócio profissional, de modo que, externamente, ninguém consegue compreender sua posição. Internamente, contudo, ele pode ser um vaiṣṇava nitya-siddha – isto é, um vaiṣṇava eternamente liberado. Externamente, Mukunda dāsa era um médico real, mas, internamente, era o mais liberado dos devotos paramahaṁsa. Śrī Caitanya Mahāprabhu sabia disso muito bem, mas os homens comuns não conseguiam compreendê-lo, pois as atividades e os planos de um vaiṣṇava não podem ser entendidos pelos homens comuns. No entanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seu representante compreendem tudo a respeito de um devoto, ainda que este aparente externamente ser um chefe de família comum e um homem de negócios profissional."}
{"ref": "cc/madhya/15/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/121/", "verse_text": "eka dina mleccha-rājāra ucca-ṭuṅgite\n\ncikitsāra vāt kahe tāṅhāra agrete", "devanagari": "> এক দিন ম্লেচ্ছ-রাজার উচ্চ-টুঙ্গিতে  ।\n> চিকিৎসার বাত়্ কহে তাঁহার অগ্রেতে ॥১২১॥", "synonyms": "*eka dina*—um dia; *mleccha-rājāra*—do rei muçulmano; *ucca-ṭuṅgite*—numa plataforma elevada; *cikitsāra vāt*—conversa sobre tratamento médico; *kahe*—estava falando; *tāṅhāra agrete*—diante dele.", "translation": "**\"Certo dia, Mukunda dāsa, o médico real, estava sentado com o rei muçulmano numa plataforma elevada e falava ao rei sobre tratamento médico.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/122/", "verse_text": "hena-kāle eka mayūra-pucchera āḍānī\n\nrāja-śiropari dhare eka sevaka āni'", "devanagari": "> হেনকালে এক ময়ূর-পুচ্ছের আড়ানী  ।\n> রাজ-শিরোপরি ধরে এক সেবক আনি’ ॥১২২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *eka*—um; *mayūra-pucchera*—de penas de pavão; *āḍānī*—leque; *rāja-śira-upari*—acima da cabeça do rei; *dhare*—segura; *eka*—um; *sevaka*—servo; *āni'*—trazendo.", "translation": "**\"Enquanto o rei e Mukunda dāsa conversavam, um servo trouxe um leque feito de penas de pavão para proteger do sol a cabeça do rei. Em consequência, ele segurou o leque acima da cabeça do rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/123/", "verse_text": "śikhi-piccha dekhi' mukunda premāviṣṭa hailā\n\nati-ucca ṭuṅgi haite bhūmite paḍilā", "devanagari": "> শিখিপিচ্ছ দেখি’ মুকুন্দ প্রেমাবিষ্ট হৈলা ।\n> অতি-উচ্চ টুঙ্গি হৈতে ভূমিতে পড়িলা ॥১২৩॥", "synonyms": "*śikhi-piccha*—penas de pavão; *dekhi'*—vendo; *mukunda*—Mukunda dāsa; *prema-āviṣṭa hailā*—ficou extático em amor a Deus; *ati-ucca*—muito elevada; *ṭuṅgi*—plataforma; *haite*—de; *bhūmite*—ao chão; *paḍilā*—caiu.", "translation": "**\"Apenas por ver o leque de penas de pavão, Mukunda dāsa ficou absorto em amor extático a Deus e caiu da plataforma elevada ao chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/124/", "verse_text": "rājāra jñāna,--rāja-vaidyera ha-ila maraṇa\n\nāpane nāmiyā tabe karāila cetana", "devanagari": "> রাজার জ্ঞান, — রাজ-বৈদ্যের হইল মরণ ।\n> আপনে নামিয়া তবে করাইল চেতন ॥১২৪॥", "synonyms": "*rājāra jñāna*—o rei pensou; *rāja-vaidyera*—do médico real; *ha-ila maraṇa*—houve morte; *āpane*—pessoalmente; *nāmiyā*—descendo; *tabe*—então; *karāila cetana*—fê-lo recuperar a consciência.", "translation": "**\"O rei, temendo que o médico real tivesse morrido, desceu pessoalmente e fê-lo recuperar a consciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/125/", "verse_text": "rājā bale--vyathā tumi pāile kona ṭhāñi?\n\nmukunda kahe,--ati-baḍa vyathā pāi nāi", "devanagari": "> রাজা বলে — ব্যথা তুমি পাইলে কোন ঠাঞি ?\n> মুকুন্দ কহে, — অতিবড় ব্যথা পাই নাই ॥১২৫॥", "synonyms": "*rājā bale*—o rei disse; *vyathā*—dor; *tumi pāile*—sentiste; *kona ṭhāñi*—onde; *mukunda kahe*—Mukunda respondeu; *ati-baḍa vyathā*—muita dor; *pāi nāi*—não senti.", "translation": "**\"Quando o rei perguntou a Mukunda: 'Onde te dói?', Mukunda respondeu: 'Não estou sentindo muita dor.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/126/", "verse_text": "rājā kahe,--mukunda, tumi paḍilā ki lāgi'?\n\nmukunda kahe, rājā, mora vyādhi āche mṛgī", "devanagari": "> রাজা কহে, — মুকুন্দ, তুমি পড়িলা কি লাগি’ ?\n> মুকুন্দ কহে, রাজা, মোর ব্যাধি আছে মৃগী ॥১২৬॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei perguntou; *mukunda*—ó Mukunda; *tumi paḍilā*—caíste; *ki lāgi'*—por que razão; *mukunda kahe*—Mukunda respondeu; *rājā*—meu querido rei; *mora*—de mim; *vyādhi*—doença; *āche*—há; *mṛgī*—epilepsia.", "translation": "**\"O rei então perguntou: 'Mukunda, por que caíste?' Mukunda respondeu: 'Meu querido rei, tenho uma doença semelhante à epilepsia.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/127/", "verse_text": "mahā-vidagdha rājā, sei saba jāne\n\nmukundere haila tāṅra 'mahā-siddha'-jñāne", "devanagari": "> মহাবিদগ্ধ রাজা, সেই সব জানে ৷\n> মুকুন্দের হৈল তাঁর ‘মহাসিদ্ধ’-জ্ঞানে ॥১২৭॥", "synonyms": "*mahā-vidagdha*—altamente inteligente; *rājā*—o rei; *sei*—ele; *saba jāne*—sabe tudo; *mukundere*—a respeito de Mukunda; *haila*—houve; *tāṅra*—sua; *mahā-siddha-jñāne*—avaliação como o mais perfeito devoto.", "translation": "**\"Sendo extraordinariamente inteligente, o rei pôde compreender toda a situação. A seu ver, Mukunda era uma personalidade liberada, elevada e absolutamente incomum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/128-129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/128-129/", "verse_text": "raghunandana sevā kare kṛṣṇera mandire\n\ndvāre puṣkariṇī, tāra ghāṭera upare\n\nkadambera eka vṛkṣe phuṭe bāra-māse\n\nnitya dui phula haya kṛṣṇa-avataṁse", "devanagari": "> রঘুনন্দন সেবা করে কৃষ্ণের মন্দিরে ।\n> দ্বারে পুষ্করিণী, তার ঘাটের উপরে ॥১২৮॥\n> কদম্বের এক বৃক্ষে ফুটে বারমাসে ।\n> নিত্য দুই ফুল হয় কৃষ্ণ-অবতংসে ॥১২৯॥", "synonyms": "*raghunandana*—Raghunandana; *sevā kare*—serve; *kṛṣṇera mandire*—no templo do Senhor Kṛṣṇa; *dvāre*—perto da porta; *puṣkariṇī*—um lago; *tāra*—dele; *ghāṭera upare*—na margem; *kadambera*—de flores kadamba; *eka vṛkṣe*—em uma árvore; *phuṭe*—desabrocham; *bāra-māse*—o ano todo; *nitya*—diariamente; *dui phula*—duas flores; *haya*—tornam-se; *kṛṣṇa-avataṁse*—decoração para o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Raghunandana está constantemente ocupado em servir o templo do Senhor Kṛṣṇa. Junto à entrada do templo há um lago e, em suas margens, uma árvore kadamba, que diariamente fornece duas flores para serem usadas no serviço de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/130/", "verse_text": "mukundere kahe punaḥ madhura vacana\n\n'tomāra kārya--dharme dhana-upārjana", "devanagari": "> মুকুন্দেরে কহে পুনঃ মধুর বচন  ।\n> ‘তোমার কার্য — ধর্মে ধন-উপার্জন ॥১৩০॥", "synonyms": "*mukundere*—a Mukunda; *kahe*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu diz; *punaḥ*—novamente; *madhura vacana*—doces palavras; *tomāra kārya*—teu dever; *dharme dhana-upārjana*—ganhar riqueza material e espiritual.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu falou novamente a Mukunda com doces palavras: \"Teu dever é ganhar tanto riqueza material quanto espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/131/", "verse_text": "raghunandanera kārya--kṛṣṇera sevana\n\nkṛṣṇa-sevā vinā iṅhāra anya nāhi mana", "devanagari": "> রঘুনন্দনের কার্য — কৃষ্ণের সেবন  ।\n> কৃষ্ণ-সেবা বিনা ইঁহার অন্য নাহি মন ॥১৩১॥", "synonyms": "*raghunandanera kārya*—o dever de Raghunandana; *kṛṣṇera sevana*—adorar o Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-sevā vinā*—exceto adorar Kṛṣṇa; *iṅhāra*—dele; *anya*—outra; *nāhi*—não há; *mana*—intenção.", "translation": "**\"Além disso, é dever de Raghunandana ocupar-se sempre no serviço do Senhor Kṛṣṇa. Ele não tem outra intenção senão o serviço do Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/132/", "verse_text": "narahari rahu āmāra bhakta-gaṇa-sane\n\nei tina kārya sadā karaha tina jane,", "devanagari": "> নরহরি রহু আমার ভক্তগণ-সনে  ।\n> এই তিন কার্য সদা করহ তিন জনে ।।’ ১৩২ ॥১৩২॥", "synonyms": "*narahari*—Narahari; *rahu*—que ele permaneça; *āmāra*—Meus; *bhakta-gaṇa-sane*—junto com os outros devotos; *ei tina kārya*—estas três divisões de dever; *sadā*—sempre; *karaha*—executai; *tina jane*—vós três pessoas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então ordenou a Narahari: \"Desejo que permaneças aqui com Meus devotos. Dessa maneira, vós três sempre devereis executar estes três deveres para o serviço do Senhor.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu estabeleceu três deveres para três pessoas diferentes. Mukunda deveria ganhar dinheiro e seguir os princípios religiosos, ao passo que Narahari deveria permanecer com os devotos do Senhor, e Raghunandana deveria ocupar-se no serviço do Senhor no templo. Assim, uma pessoa adora no templo, outra ganha dinheiro honestamente executando seu dever profissional, e ainda outra prega a consciência de Kṛṣṇa com os devotos. Aparentemente, estes três tipos de serviço parecem separados, mas, na verdade, não o são. Quando Kṛṣṇa ou Śrī Caitanya Mahāprabhu é o centro, todos podem ocupar-se em diferentes atividades para o serviço do Senhor. Este é o veredito de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/15/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/133/", "verse_text": "sārvabhauma, vidyā-vācaspati,--dui bhāi\n\ndui-jane kṛpā kari' kahena gosāñi", "devanagari": "> সার্বভৌম, বিদ্যাবাচস্পতি, — দুই ভাই  ।\n> দুইজনে কৃপা করি’ কহেন গোসাঞি ॥১৩৩॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *vidyā-vācaspati*—Vidyā-vācaspati; *dui bhāi*—dois irmãos; *dui-jane*—aos dois; *kṛpā kari'*—por Sua misericórdia imotivada; *kahena*—diz; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Por Sua misericórdia imotivada, Śrī Caitanya Mahāprabhu deu as seguintes instruções aos irmãos Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Vidyā-vācaspati.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/134/", "verse_text": "'dāru'-jala'-rūpe kṛṣṇa prakaṭa samprati\n\n'daraśana'-'snāne' kare jīvera mukati", "devanagari": "> ‘দারু’-‘জল’-রূপে কৃষ্ণ প্রকট সম্প্রতি  ।\n> ‘দরশন’-স্নানে’ করে জীবের মুকতি ॥১৩৪॥", "synonyms": "*dāru*—madeira; *jala*—água; *rūpe*—nas formas de; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *prakaṭa*—manifesto; *samprati*—no momento presente; *daraśana*—por ver; *snāne*—por banhar-se; *kare*—faz; *jīvera mukati*—a libertação das almas condicionadas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Nesta era de Kali, Kṛṣṇa Se manifesta sob duas formas – madeira e água. Dessa maneira, Ele ajuda as almas condicionadas a libertarem-se, ao verem a madeira e ao banharem-se na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/135/", "verse_text": "'dāru-brahma'-rūpe--sākṣāt śrī-puruṣottama\n\nbhāgīrathī hana sākṣāt 'jala-brahma'-sama", "devanagari": "> ‘দারুব্রহ্ম’-রূপে — সাক্ষাৎ শ্ৰীপুরুষোত্তম  ।\n> ভাগীরথী হন সাক্ষাৎ ‘জলব্রহ্ম’-সম ॥১৩৫॥", "synonyms": "*dāru-brahma-rūpe*—sob a forma de Brahman como madeira; *sākṣāt*—diretamente; *śrī-puruṣottama*—o Senhor Jagannātha; *bhāgīrathī*—o rio Ganges; *hana*—é; *sākṣāt*—diretamente; *jala-brahma-sama*—o Supremo sob a forma de água.", "translation": "**\"O Senhor Jagannātha é o próprio Senhor Supremo sob a forma de madeira, e o rio Ganges é o próprio Senhor Supremo sob a forma de água.**", "purport": "Os *Vedas* prescrevem: sarvaṁ khalv idaṁ brahma — tudo é a energia da Suprema Personalidade de Deus, o Brahman Supremo, ou Paraṁ Brahman. Parasya brahmaṇaḥ śaktis tathedam akhilaṁ jagat — tudo é uma manifestação da energia do Brahman Supremo. Visto que a energia e a fonte energética são idênticas, na verdade tudo é Kṛṣṇa, Paraṁ Brahman. O *Bhagavad-gītā* (9.4) confirma isso:\n\nmayā tatam idaṁ sarvaṁ\njagad avyakta-mūrtinā\nmat-sthāni sarva-bhūtāni\nna cāhaṁ teṣv avasthitaḥ\n\n\"Sob Minha forma imanifesta, Eu penetro todo este universo. Todos os seres estão em Mim, mas Eu não estou neles.\"\n\nKṛṣṇa está difundido por todo o universo sob Sua forma impessoal. Visto que tudo é uma manifestação da energia do Senhor, o Senhor pode manifestar-Se através de qualquer energia. Nesta era, o Senhor manifesta-Se através da madeira como o Senhor Jagannātha, e manifesta-Se através da água como o rio Ganges. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou aos dois irmãos – Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Vidyā-vācaspati – que adorassem o Senhor Jagannātha e o rio Ganges."}
{"ref": "cc/madhya/15/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/136/", "verse_text": "sārvabhauma, kara 'dāru-brahma'-ārādhana\n\nvācaspati, kara jala-brahmera sevana", "devanagari": "> সার্বভৌম, কর ‘দারুব্রহ্ম’-আরাধন ।\n> বাচস্পতি, কর জলব্রহ্মের সেবন ॥১৩৬॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—ó Sārvabhauma; *kara*—ocupa-te em; *dāru-brahma*—do Brahman de madeira; *ārādhana*—adoração; *vācaspati*—e tu, Vācaspati; *kara*—faze; *jala-brahmera*—do Paraṁ Brahman manifesto na água; *sevana*—adoração.", "translation": "**\"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, deves ocupar-te na adoração ao Senhor Jagannātha Puruṣottama, e Vācaspati deve adorar a mãe Ganges.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/137/", "verse_text": "murāri-guptere prabhu kari' āliṅgana\n\ntāṅra bhakti-niṣṭhā kahena, śune bhakta-gaṇa", "devanagari": "> মুরারি-গুপ্তেরে প্রভু করি’ আলিঙ্গন ।\n> তাঁর ভক্তিনিষ্ঠা কহেন, শুনে ভক্তগণ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*murāri-guptere*—Murāri Gupta; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kari' āliṅgana*—abraçando; *tāṅra*—sua; *bhakti-niṣṭhā*—fé no serviço devocional; *kahena*—diz; *śune bhakta-gaṇa*—todos os devotos ouvem.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou Murāri Gupta e começou a falar sobre sua firme fé no serviço devocional. Todos os devotos ouviram isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/138/", "verse_text": "pūrve āmi iṅhāre lobhāila bāra bāra\n\nparama madhura, gupta, vrajendra-kumāra", "devanagari": "> পূর্বে আমি ইঁহারে লোভাইল বার বার  ।\n> পরম মধুর, গুপ্ত, ব্রজেন্দ্রকুমার ॥১৩৮॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *āmi*—Eu; *iṅhāre*—a ele; *lobhāila*—induzi a deixar-se atrair; *bāra bāra*—repetidas vezes; *parama madhura*—muitíssimo doce; *gupta*—ó Gupta; *vrajendra-kumāra*—o Senhor Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Anteriormente, induzi Murāri Gupta repetidas vezes a deixar-se atrair pelo Senhor Kṛṣṇa. Eu lhe disse: 'Meu querido Gupta, o Senhor Śrī Kṛṣṇa, Vrajendra-kumāra, é a doçura suprema.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/139/", "verse_text": "svayaṁ bhagavān kṛṣṇa--sarvāṁśī, sarvāśraya\n\nviśuddha-nirmala-prema, sarva-rasamaya", "devanagari": "> স্বয়ং ভগবান্ কৃষ্ণ — সর্বাংশী, সর্বাশ্রয়  ।\n> বিশুদ্ধ-নির্মল-প্রেম, সর্বরসময় ॥১৩৯॥", "synonyms": "*svayam bhagavān kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus; *sarva-aṁśī*—a fonte de todos os demais; *sarva-āśraya*—o reservatório de todas as energias; *viśuddha*—transcendental; *nirmala*—livre de toda contaminação material; *prema*—amor; *sarva-rasa-maya*—o reservatório de todo prazer.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus, a origem de todas as encarnações e a fonte de tudo. Ele é o próprio amor transcendental puro, e Ele é o reservatório de todo prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/140/", "verse_text": "sakala-sadguṇa-vṛnda-ratna-ratnākara\n\nvidagdha, catura, dhīra, rasika-śekhara", "devanagari": "> সকল-সদ্গুণ-বৃন্দ-রত্ন-রত্নাকর  ।\n> বিদগ্ধ, চতুর, ধীর, রসিক-শেখর ॥১৪০॥", "synonyms": "*sakala*—todas; *sat-guṇa*—qualidades transcendentais; *vṛnda*—multidão; *ratna*—de gemas; *ratna-ākara*—a mina; *vidagdha*—inteligente; *catura*—perito; *dhīra*—sóbrio; *rasika-śekhara*—mestre de todo humor.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é o reservatório de todas as qualidades transcendentais. Ele é como uma mina de gemas. Ele é perito em tudo, muito inteligente e sóbrio, e Ele é o ápice de todos os humores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/141/", "verse_text": "madhura-caritra kṛṣṇera madhura-vilāsa\n\ncāturya-vaidagdhya kare yāṅra līlā-rasa", "devanagari": "> মধুর-চরিত্র কৃষ্ণের মধুর-বিলাস  ।\n> চাতুর্য-বৈদগ্ধ্য করে যাঁর লীলারস ॥১৪১॥", "synonyms": "*madhura-caritra*—caráter agradável; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *madhura-vilāsa*—passatempos melodiosos; *cāturya*—perícia; *vaidagdhya*—inteligência; *kare*—manifesta; *yāṅra*—cujos; *līlā*—de passatempos; *rasa*—doçuras.", "translation": "**\" 'Seu caráter é muito doce, e Seus passatempos são melodiosos. Ele é perito em inteligência e, assim, Ele desfruta de todos os Seus passatempos e doçuras.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/142/", "verse_text": "sei kṛṣṇa bhaja tumi, hao kṛṣṇāśraya\n\nkṛṣṇa vinā anya-upāsanā mane nāhi laya", "devanagari": "> সেই কৃষ্ণ ভজ তুমি, হও কৃষ্ণাশ্রয়  ।\n> কৃষ্ণ বিনা অন্য-উপাসনা মনে নাহি লয় ॥১৪২॥", "synonyms": "*sei kṛṣṇa*—esse Senhor Kṛṣṇa; *bhaja tumi*—ocupa-te em Seu serviço; *hao kṛṣṇa-āśraya*—refugia-te em Kṛṣṇa; *kṛṣṇa vinā*—exceto Kṛṣṇa; *anya-upāsanā*—qualquer outra adoração; *mane nāhi laya*—não agrada à mente.", "translation": "**\"Solicitei, então, a Murāri Gupta: 'Adora Kṛṣṇa e refugia-te Nele. Salvo Seu serviço, nada agrada à mente.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/143/", "verse_text": "ei-mata bāra bāra śuniyā vacana\n\nāmāra gaurave kichu phiri' gela mana", "devanagari": "> এইমত বার বার শুনিয়া বচন  ।\n> আমার গৌরবে কিছু ফিরি’ গেল মন ॥১৪৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bāra bāra*—repetidas vezes; *śuniyā vacana*—ouvindo estas palavras; *āmāra gaurave*—devido à Minha influência; *kichu*—um tanto; *phiri' gela*—transformou-se; *mana*—sua mente.", "translation": "**\"Dessa maneira, ele Me ouviu repetidas vezes. Por Minha influência, sua mente converteu-se um pouco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/144/", "verse_text": "āmāre kahena,--āmi tomāra kiṅkara\n\ntomāra ājñākārī āmi nāhi svatantara", "devanagari": "> আমারে কহেন, — আমি তোমার কিঙ্কর  ।\n> তোমার আজ্ঞাকারী আমি নহি স্বতন্তর ॥১৪৪॥", "synonyms": "*āmāre kahena*—ele Me disse; *āmi*—eu; *tomāra kiṅkara*—teu servo; *tomāra ājñā-kārī*—executor de tua ordem; *āmi*—eu; *nāhi*—não sou; *svatantara*—independente.", "translation": "**\"Murāri Gupta respondeu, então: 'Sou Teu servo e o executor de Tuas ordens. Não tenho existência independente.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/145/", "verse_text": "eta bali' ghare gela, cinti' rātri-kāle\n\nraghunātha-tyāga-cintāya ha-ila vikale", "devanagari": "> এত বলি’ ঘরে গেল, চিন্তি’ রাত্রিকালে  ।\n> রঘুনাথ-ত্যাগ-চিন্তায় হইল বিকলে ॥১৪৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *ghare gela*—foi para sua casa; *cinti'*—pensando; *rātri-kāle*—à noite; *raghunātha*—o Senhor Rāmacandra; *tyāga*—abandonar; *cintāya*—com pensamentos de; *ha-ila vikale*—ficou dominado.", "translation": "**\"Após isto, Murāri Gupta foi para casa e passou a noite inteira pensando em como seria capaz de abandonar a associação de Raghunātha, o Senhor Rāmacandra. Assim, ficou dominado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/146/", "verse_text": "kemane chāḍiba raghunāthera caraṇa\n\nāji rātrye prabhu mora karāha maraṇa", "devanagari": "> কেমনে ছাড়িব রঘুনাথের চরণ ।\n> আজি রাত্র্যে প্রভু মোর করাহ মরণ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*kemane chāḍiba*—como abandonarei; *raghunāthera caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Raghunātha; *āji rātrye*—esta noite; *prabhu*—ó Senhor Raghunātha; *mora*—minha; *karāha maraṇa*—por favor, causa a morte.", "translation": "**\"Murāri Gupta começou, então, a orar aos pés de lótus do Senhor Rāmacandra. Orou para que a morte viesse naquela noite, pois não lhe era possível abandonar o serviço aos pés de lótus de Raghunātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/147/", "verse_text": "ei mata sarva-rātri karena krandana\n\nmane soyāsti nāhi, rātri kaila jāgaraṇa", "devanagari": "> এই মত সর্ব-রাত্রি করেন ক্রন্দন ।\n> মনে সোয়াস্তি নাহি, রাত্রি কৈল জাগরণ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *sarva-rātri*—a noite inteira; *karena krandana*—chorou; *mane*—na mente; *soyāsti nāhi*—não há descanso; *rātri*—a noite inteira; *kaila*—permaneceu; *jāgaraṇa*—desperto.", "translation": "**\"Assim, Murāri Gupta chorou a noite inteira. Não havia descanso para sua mente; por isso, não conseguia dormir, mas permaneceu desperto a noite inteira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/148/", "verse_text": "prātaḥ-kāle āsi' mora dharila caraṇa\n\nkāndite kāndite kichu kare nivedana", "devanagari": "> প্রাতঃকালে আসি’ মোর ধরিল চরণ  ।\n> কান্দিতে কান্দিতে কিছু করে নিবেদন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *āsi'*—vindo; *mora*—Meus; *dharila*—segurou; *caraṇa*—pés; *kāndite kāndite*—chorando continuamente; *kichu kare nivedana*—faz alguns apelos.", "translation": "**\"Pela manhã, Murāri Gupta veio ver-Me. Segurando Meus pés e chorando, apresentou um apelo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/149/", "verse_text": "raghunāthera pāya muñi veciyāchoṅ māthā\n\nkāḍhite nā pāri māthā, mane pāi vyathā", "devanagari": "> রঘুনাথের পায় মুঞি বেচিয়াছোঁ মাথা  ।\n> কাঢ়িতে না পারি মাথা, মনে পাই ব্যথা ॥১৪৯॥", "synonyms": "*raghunāthera pāya*—aos pés de lótus do Senhor Raghunātha; *muñi*—eu; *veciyāchoṅ*—vendi; *māthā*—a cabeça; *kāḍhite*—retirar; *nā pāri*—sou incapaz; *māthā*—minha cabeça; *mane*—em minha mente; *pāi vyathā*—sinto demasiada dor.", "translation": "**\"Murāri Gupta disse: 'Vendi minha cabeça aos pés de lótus de Raghunātha. Não posso retirar minha cabeça, pois isso me causaria demasiada dor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/150/", "verse_text": "śrī-raghunātha-caraṇa chāḍāna nā yāya\n\ntava ājñā-bhaṅga haya, ki karoṅ upāya", "devanagari": "> শ্রীরঘুনাথ-চরণ ছাড়ান না যায়  ।\n> তব আজ্ঞা-ভঙ্গ হয়, কি করোঁ উপায় ॥১৫০॥", "synonyms": "*śrī-raghunātha-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Rāmacandra; *chāḍāna nā yāya*—não podem ser abandonados; *tava*—tua; *ājñā*—ordem; *bhaṅga*—quebrada; *haya*—é; *ki*—que; *karoṅ*—farei; *upāya*—remédio.", "translation": "**\" 'Não me é possível abandonar o serviço aos pés de lótus de Raghunātha. Ao mesmo tempo, se eu não o fizer, quebrarei tua ordem. Que posso fazer?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/151/", "verse_text": "tāte more ei kṛpā kara, dayāmaya\n\ntomāra āge mṛtyu ha-uka, yāuka saṁśaya", "devanagari": "> তাতে মোরে এই কৃপা কর, দয়াময়  ।\n> তোমার আগে মৃত্যু হউক, যাউক সংশয় ॥১৫১॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *more*—a mim; *ei*—esta; *kṛpā*—misericórdia; *kara*—concede; *dayā-maya*—ó misericordioso; *tomāra āge*—diante de Ti; *mṛtyu ha-uka*—que eu morra; *yāuka saṁśaya*—e que todas as dúvidas desapareçam.", "translation": "**\"Dessa maneira, Murāri Gupta apelou para Mim, dizendo: 'Por favor, concede-me esta misericórdia, pois és todo-misericordioso. Deixa-me morrer diante de Ti, para que todas as minhas dúvidas terminem.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/152/", "verse_text": "eta śuni' āmi baḍa mane sukha pāiluṅ\n\niṅhāre uṭhāñā tabe āliṅgana kailuṅ-", "devanagari": "> এত শুনি’ আমি বড় মনে সুখ পাইলুঁ ।\n> ইঁহারে উঠাঞা তবে আলিঙ্গন কৈলুঁ ॥১৫২॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *āmi*—eu; *baḍa*—muito grande; *mane*—na mente; *sukha*—felicidade; *pāiluṅ*—obtive; *iṅhāre*—a ele; *uṭhāñā*—erguendo; *tabe*—naquele momento; *āliṅgana kailuṅ*—abracei.", "translation": "**\"Ao ouvir isto, fiquei muito feliz. Ergui Murāri Gupta e o abracei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/153/", "verse_text": "sādhu sādhu, gupta, tomāra sudṛḍha bhajana\n\nāmāra vacaneha tomāra nā ṭalila mana", "devanagari": "> সাধু সাধু, গুপ্ত, তোমার সুদৃঢ় ভজন  ।\n> আমার বচনেহ তোমার না টলিল মন ॥১৫৩॥", "synonyms": "*sādhu sādhu*—todas as glórias a ti; *gupta*—Murāri Gupta; *tomāra*—tua; *su-dṛḍha*—firmemente fixada; *bhajana*—prática de adoração; *āmāra*—Meu; *vacaneha*—mesmo ao pedido; *tomāra*—tua; *nā ṭalila*—não se moveu; *mana*—mente.", "translation": "**\"Eu lhe disse: 'Todas as glórias a ti, Murāri Gupta! Tua prática de adoração está tão firmemente fixada que, mesmo diante de Meu pedido, tua mente não se desviou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/154/", "verse_text": "ei-mata sevakera prīti cāhi prabhu-pāya\n\nprabhu chāḍāileha, pada chāḍāna nā yāya", "devanagari": "> এইমত সেবকের প্রীতি চাহি প্রভু-পায়  ।\n> প্রভু ছাড়াইলেহ, পদ ছাড়ান না যায় ॥১৫৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—assim; *sevakera*—do servidor; *prīti*—o amor; *cāhi*—é desejado; *prabhu-pāya*—pelos pés de lótus do Senhor; *prabhu chāḍāileha*—ainda que o Senhor cause separação; *pada*—os pés de lótus do Senhor; *chāḍāna nā yāya*—não podem ser abandonados.", "translation": "**\" 'O servidor deve ter amor e afeição pelos pés de lótus do Senhor exatamente assim. Ainda que o Senhor deseje a separação, o devoto não pode abandonar o refúgio de Seus pés de lótus.**", "purport": "A palavra prabhu, ou amo, indica que o Senhor deve ser continuamente servido por Seu devoto. O prabhu original é o Senhor, Śrī Kṛṣṇa. Não obstante, há muitos devotos apegados ao Senhor Rāmacandra, e Murāri Gupta é um exemplo vívido dessa devoção imaculada. Ele jamais concordou em abandonar a adoração ao Senhor Rāmacandra, nem mesmo diante do pedido de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Tal é a castidade do serviço devocional, como se afirma no *Antya-līlā* do *Caitanya-caritāmṛta* (4.46-47):\n\nsei bhakta dhanya, ye nā chāḍe prabhura caraṇa\nsei prabhu dhanya, ye nā chāḍe nija-jana\n\ndurdaive sevaka yadi yāya anya sthāne\nsei ṭhākura dhanya tāre cule dhari' āne\n\nNuma relação firme com o Senhor, o devoto não abandona o serviço ao Senhor em circunstância alguma. Quanto ao próprio Senhor, se o devoto escolhe partir, o Senhor o traz de volta novamente, arrastando-o pelos cabelos."}
{"ref": "cc/madhya/15/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/155/", "verse_text": "ei-mata tomāra niṣṭhā jānibāra tare\n\ntomāre āgraha āmi kailuṅ bāre bāre", "devanagari": "> এইমত তোমার নিষ্ঠা জানিবার তরে  ।\n> তোমারে আগ্রহ আমি কৈলুঁ বারে বারে ॥১৫৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *tomāra*—tua; *niṣṭhā*—fé firme; *jānibāra tare*—para compreender; *tomāre*—a ti; *āgraha*—insistência; *āmi kailuṅ*—eu fiz; *bāre bāre*—repetidas vezes.", "translation": "**\" 'Apenas para testar tua fé firme em teu Senhor, pedi-te repetidas vezes que mudasses tua adoração do Senhor Rāmacandra para Kṛṣṇa.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/156/", "verse_text": "sākṣāt hanumān tumi śrī-rāma-kiṅkara\n\ntumi kene chāḍibe tāṅra caraṇa-kamala", "devanagari": "> সাক্ষাৎ হনুমান্ তুমি শ্ৰীরাম-কিঙ্কর  ।\n> তুমি কেনে ছাড়িবে তাঁর চরণ-কমল ॥১৫৬॥", "synonyms": "*sākṣāt*—diretamente; *hanumān*—Hanumān; *tumi*—tu; *śrī-rāma-kiṅkara*—o servo de Śrī Rāma; *tumi*—tu; *kene*—por que; *chāḍibe*—deverias abandonar; *tāṅra*—Seus; *caraṇa-kamala*—pés de lótus.", "translation": "**\"Dessa maneira, felicitei Murāri Gupta, dizendo: 'De fato, tu és a encarnação de Hanumān. Por conseguinte, és o servo eterno do Senhor Rāmacandra. Por que deverias abandonar a adoração ao Senhor Rāmacandra e a Seus pés de lótus?' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/157/", "verse_text": "sei murāri-gupta ei--mora prāṇa sama\n\niṅhāra dainya śuni' mora phāṭaye jīvana", "devanagari": "> সেই মুরারি-গুপ্ত এই — মোর প্রাণ সম ।\n> ইঁহার দৈন্য শুনি’ মোর ফাটয়ে জীবন ॥১৫৭॥", "synonyms": "*sei murāri-gupta*—esse Murāri Gupta; *ei*—este; *mora prāṇa sama*—não diferente de Minha vida e alma; *iṅhāra*—dele; *dainya*—a humildade; *śuni'*—ouvindo; *mora*—Minha; *phāṭaye*—perturba; *jīvana*—vida.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"Aceito este Murāri Gupta como Minha vida e alma. Quando ouço sobre sua humildade, isso perturba Minha própria vida.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/158/", "verse_text": "tabe vāsudeve prabhu kari' āliṅgana\n\ntāṅra guṇa kahe hañā sahasra-vadana", "devanagari": "> তবে বাসুদেবে প্রভু করি’ আলিঙ্গন ।\n> তাঁর গুণ কহে হঞা সহস্র-বদন ॥১৫৮॥", "synonyms": "*tabe*—então; *vāsudeve*—Vāsudeva; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kari' āliṅgana*—abraçando; *tāṅra guṇa*—suas boas qualidades; *kahe*—começou a explicar; *hañā*—tornando-se; *sahasra-vadana*—possuidor de milhares de bocas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou, então, Vāsudeva Datta e começou a falar de suas glórias como se tivesse mil bocas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/159/", "verse_text": "nija-guṇa śuni' datta mane lajjā pāñā\n\nnivedana kare prabhura caraṇe dhariyā", "devanagari": "> নিজ-গুণ শুনি’ দত্ত মনে লজ্জা পাঞা ৷ নিবেদন করে প্রভুর চরণে ধরিয়া ॥১৫৯॥", "synonyms": "*nija-guṇa*—suas qualidades pessoais; *śuni'*—ouvindo; *datta*—Vāsudeva Datta; *mane*—na mente; *lajjā pāñā*—ficando envergonhado; *nivedana kare*—submete; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe dhariyā*—segurando os pés de lótus.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu o glorificou, Vāsudeva Datta imediatamente ficou muito constrangido e tímido. Em seguida, ele Se submeteu, tocando os pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/160/", "verse_text": "jagat tārite prabhu tomāra avatāra\n\nmora nivedana eka karaha aṅgīkāra", "devanagari": "> জগৎ তারিতে প্রভু তোমার অবতার ৷ মোর নিবেদন এক করহ অঙ্গীকার ॥১৬০॥", "synonyms": "*jagat tārite*—para libertar o mundo inteiro; *prabhu*—meu Senhor; *tomāra*—Tua; *avatāra*—encarnação; *mora*—minha; *nivedana*—petição; *eka*—uma; *karaha aṅgīkāra*—por favor, aceita.", "translation": "**Vāsudeva Datta disse a Caitanya Mahāprabhu: \"Meu querido Senhor, Tu encarnas justamente para libertar todas as almas condicionadas. Agora tenho uma petição, que gostaria que aceitasses.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/161/", "verse_text": "karite samartha tumi hao, dayāmaya\n\ntumi mana kara, tabe anāyāse haya", "devanagari": "> করিতে সমর্থ তুমি হও, দয়াময় ।\n> তুমি মন কর, তবে আনায়াসে হয় ॥১৬১॥", "synonyms": "*karite*—executar; *samartha*—capaz; *tumi*—Tu; *hao*—és; *dayā-maya*—ó misericordioso; *tumi mana kara*—se assim desejares; *tabe*—então; *anāyāse*—sem dificuldade; *haya*—torna-se possível.", "translation": "**\"Meu Senhor, certamente és capaz de fazer tudo o que queres, e és deveras misericordioso. Se assim o desejares, podes fazer com toda a facilidade tudo o que quiseres.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/162/", "verse_text": "jīvera duḥkha dekhi' mora hṛdaya bidare\n\nsarva-jīvera pāpa prabhu deha' mora śire", "devanagari": "> জীবের দুঃখ দেখি’ মোর হৃদয় বিদরে  ।\n> সর্বজীবের পাপ প্রভু দেহ’ মোর শিরে ॥১৬২॥", "synonyms": "*jīvera*—de todas as almas condicionadas; *duḥkha dekhi'*—ao ver os sofrimentos; *mora*—meu; *hṛdaya*—coração; *bidare*—parte-se; *sarva-jīvera*—de todas as entidades vivas; *pāpa*—as reações pecaminosas; *prabhu*—meu querido Senhor; *deha'*—simplesmente coloca; *mora śire*—sobre minha cabeça.", "translation": "**\"Meu Senhor, meu coração se parte ao ver os sofrimentos de todas as almas condicionadas; por isso, peço-Te que transfiras o karma de suas vidas pecaminosas sobre minha cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/163/", "verse_text": "jīvera pāpa lañā muñi karoṅ naraka bhoga\n\nsakala jīvera, prabhu, ghucāha bhava-roga", "devanagari": "> জীবের পাপ লঞা মুঞি করোঁ নরক ভোগ  ।\n> সকল জীবের, প্রভু, ঘুচাহ ভবরোগ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*jīvera*—de todas as almas condicionadas; *pāpa lañā*—aceitando as reações pecaminosas; *muñi*—eu; *karoṅ*—faço; *naraka*—vida infernal; *bhoga*—sofrimento; *sakala jīvera*—de todas as entidades vivas; *prabhu*—meu querido Senhor; *ghucāha*—por favor, põe fim; *bhava-roga*—à doença material.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, permite que eu sofra perpetuamente numa condição infernal, aceitando todas as reações pecaminosas de todas as entidades vivas. Por favor, põe fim a sua doentia vida material.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura faz o seguinte comentário sobre este verso. Nos países ocidentais, os cristãos creem que o Senhor Jesus Cristo, seu mestre espiritual, apareceu a fim de erradicar todos os pecados de seus discípulos. Com esse propósito, o Senhor Jesus Cristo apareceu e desapareceu. Aqui, no entanto, encontramos Śrī Vāsudeva Datta Ṭhākura e Śrīla Haridāsa Ṭhākura como sendo muitos milhões de vezes mais avançados, mesmo quando comparados ao Senhor Jesus Cristo. Jesus Cristo libertou apenas seus seguidores de todas as reações pecaminosas, mas Vāsudeva Datta está aqui preparado para aceitar os pecados de todos no universo. Um vaiṣṇava é tão generoso que está preparado a arriscar tudo para resgatar as almas condicionadas da existência material. Śrīla Vāsudeva Datta Ṭhākura é o próprio amor universal, pois estava disposto a sacrificar tudo e ocupar-se plenamente no serviço ao Supremo.\n\nŚrīla Vāsudeva Datta sabia muito bem que Śrī Caitanya Mahāprabhu era a Personalidade de Deus original. Ele era a própria transcendência, acima da concepção material de ilusão e māyā. O Senhor Jesus Cristo certamente pôs fim às reações pecaminosas de seus seguidores por sua misericórdia, mas isso não significa que ele os tenha libertado completamente das dores da existência material. Uma pessoa pode aliviar-se dos pecados uma vez, mas é prática entre os cristãos confessar os pecados e, ainda assim, cometê-los novamente. Ao libertar-se dos pecados e voltar a praticá-los, não se pode obter a liberação das dores da existência material. Uma pessoa doente pode dirigir-se a um médico em busca de alívio, mas, depois que deixa o hospital, pode voltar a infectar-se devido a seus hábitos impuros. Dessa forma, a existência material prossegue. Śrīla Vāsudeva Datta queria libertar completamente as almas condicionadas da existência material, de modo que elas não mais tivessem oportunidade de cometer atos pecaminosos. Esta é a diferença entre Śrīla Vāsudeva Datta e o Senhor Jesus Cristo. É uma grande ofensa receber perdão pelos pecados e, em seguida, cometer os mesmos pecados novamente. Tal ofensa é mais perigosa do que a própria atividade pecaminosa. Vāsudeva Datta era tão generoso que pediu a Śrī Caitanya Mahāprabhu que transferisse para ele toda a atividade ofensiva, para que as almas condicionadas pudessem ser purificadas. Esta oração era, sem dúvida, isenta de duplicidade.\n\nO exemplo de Vāsudeva Datta é único não apenas dentro deste mundo, mas dentro do universo. Está além da concepção dos atores fruitivos ou da especulação dos filósofos mundanos. Por estarem iludidas pela energia externa e por possuírem um pobre acervo de conhecimento, as pessoas tendem a invejar umas às outras. Por causa disso, ficam enredadas na atividade fruitiva, e tentam escapar dessa atividade fruitiva mediante a especulação mental. Por conseguinte, nem os karmīs nem os jñānīs são purificados. Nas palavras de Śrīla Bhaktisiddhānta Ṭhākura, eles são kukarmīs e kujñānīs — maus atores e maus especuladores. Os māyāvādīs e os karmīs deveriam, portanto, voltar sua atenção para o magnânimo Vāsudeva Datta, que desejava sofrer pelos outros numa condição infernal. Tampouco se deve considerar Vāsudeva Datta um filantropo mundano ou um assistente social. Ele não estava interessado em fundir-se na refulgência Brahman, nem estava interessado em honra ou reputação materiais. Ele estava muito acima dos filantropos, dos filósofos e dos atores fruitivos. Ele era uma personalidade extremamente elevada que desejava demonstrar misericórdia para com as almas condicionadas. Isto não é um exagero de suas qualidades transcendentais. É perfeitamente verdadeiro. Na verdade, não pode haver comparação alguma com Vāsudeva Datta. Ele era um vaiṣṇava — para-duḥkha-duḥkhī — muito aflito ao ver os outros sofrerem. O mundo inteiro é purificado simplesmente pelo aparecimento de um grande devoto como esse. Por sua presença, o mundo inteiro é glorificado, e todas as almas condicionadas — devido a sua presença transcendental — também são glorificadas. Como confirma Narottama dāsa Ṭhākura, Vāsudeva Datta é o devoto ideal de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\n\ngaurāṅgera saṅgi-gaṇe, nitya-siddha kari' māne,\n\nse yāya vrajendra-suta-pāśa\n\nAquele que executa a missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve ser considerado eternamente liberado. Ele é uma pessoa transcendental e não pertence a este mundo material. Tal devoto, ocupando-se na libertação de toda a população, é tão magnânimo quanto o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu.\n\nnamo mahā-vadānyāya\n\nkṛṣṇa-prema-pradāya te\n\nkṛṣṇāya kṛṣṇa-caitanya-\n\nnāmne gaura-tviṣe namaḥ\n\nTal personalidade representa, de fato, Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois seu coração está sempre repleto de compaixão pelas almas condicionadas."}
{"ref": "cc/madhya/15/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/164/", "verse_text": "eta śuni' mahāprabhura citta dravilā\n\naśru-kampa-svarabhaṅge kahite lāgilā", "devanagari": "> এত শুনি’ মহাপ্রভুর চিত্ত দ্রবিলা  ।\n> অশ্রু-কম্প-স্বরভঙ্গে কহিতে লাগিলা ॥১৬৪॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *citta*—coração; *dravilā*—amoleceu; *aśru*—lágrimas; *kampa*—tremor; *svara-bhaṅge*—com voz embargada; *kahite*—a falar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu a declaração de Vāsudeva Datta, Seu coração ficou muito enternecido. Lágrimas brotaram de Seus olhos, e Ele começou a tremer. Com voz embargada, falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/165/", "verse_text": "\"tomāra vicitra nahe, tumi--sākṣāt prahlāda\n\ntomāra upare kṛṣṇera sampūrṇa prasāda", "devanagari": "> “তোমার বিচিত্র নহে, তুমি — সাক্ষাৎ প্ৰহ্লাদ  ।\n> তোমার উপরে কৃষ্ণের সম্পূর্ণ প্রসাদ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*tomāra*—em ti; *vicitra nahe*—isto não é extraordinário; *tumi*—tu; *sākṣāt prahlāda*—encarnação de Prahlāda Mahārāja; *tomāra upare*—sobre ti; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sampūrṇa*—completa; *prasāda*—misericórdia.", "translation": "**Aceitando Vāsudeva Datta como um grande devoto, o Senhor disse: \"Tal declaração não é nem um pouco surpreendente, pois és a encarnação de Prahlāda Mahārāja. Parece que o Senhor Kṛṣṇa derramou completa misericórdia sobre ti. Não há dúvida quanto a isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/166/", "verse_text": "kṛṣṇa sei satya kare, yei māge bhṛtya\n\nbhṛtya-vāñchā-pūrti vinu nāhi anya kṛtya", "devanagari": "> কৃষ্ণ সেই সত্য করে, যেই মাগে ভৃত্য ।\n> ভৃত্য-বাঞ্ছা-পূর্তি বিনু নাহি অন্য কৃত্য ॥১৬৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sei*—aquilo; *satya kare*—realiza como verdadeiro; *yei*—tudo o que; *māge*—quer; *bhṛtya*—servo; *bhṛtya-vāñchā*—o desejo de Seu servo; *pūrti*—satisfazer; *vinu*—sem; *nāhi*—não há; *anya*—outro; *kṛtya*—dever.", "translation": "**\"Tudo o que um devoto puro queira de seu mestre, o Senhor Kṛṣṇa indubitavelmente concede, pois Ele não tem outro dever senão satisfazer o desejo de Seu devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/167/", "verse_text": "brahmāṇḍa jīvera tumi vāñchile nistāra\n\nvinā pāpa-bhoge habe sabāra uddhāra", "devanagari": "> ব্রহ্মাণ্ড জীবের তুমি বাঞ্ছিলে নিস্তার ।\n> বিনা পাপ-ভোগে হবে সবার উদ্ধার ॥১৬৭॥", "synonyms": "*brahmāṇḍa*—do universo; *jīvera*—de todas as entidades vivas; *tumi vāñchile*—se desejares; *nistāra*—libertação; *vinā*—sem; *pāpa-bhoge*—sofrer as tribulações das atividades pecaminosas; *habe*—haverá; *sabāra*—de todos; *uddhāra*—liberação.", "translation": "**\"Se desejares a libertação de todas as entidades vivas dentro do universo, então todas elas poderão ser libertadas mesmo sem que sofras as tribulações das atividades pecaminosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/168/", "verse_text": "asamartha nahe kṛṣṇa, dhare sarva bala\n\ntomāke vā kene bhuñjāibe pāpa-phala?", "devanagari": "> অসমর্থ নহে কৃষ্ণ, ধরে সর্ব বল ।\n> তোমাকে বা কেনে ভুঞ্জাইবে পাপ-ফল? ॥১৬৮॥", "synonyms": "*asamartha nahe*—não é incapaz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *dhare*—possui; *sarva bala*—todas as potências; *tomāke*—a ti; *vā*—então; *kene*—por que; *bhuñjāibe*—faria sofrer; *pāpa-phala*—os resultados das reações pecaminosas.", "translation": "**\"Kṛṣṇa não é incapaz, pois Ele tem todas as potências. Por que Ele te induziria a sofrer as reações pecaminosas de outras entidades vivas?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/169/", "verse_text": "tumi yāṅra hita vāñcha', se haila 'vaiṣṇava'\n\nvaiṣṇavera pāpa kṛṣṇa dūra kare saba", "devanagari": "> তুমি যাঁর হিত বাঞ্ছ’, সে হৈল ‘বৈষ্ণব’ ।\n> বৈষ্ণবের পাপ কৃষ্ণ দূর করে সব ॥১৬৯॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *yāṅra*—de quem; *hita vāñcha'*—desejas o bem-estar; *se*—tal pessoa; *haila*—torna-se imediatamente; *vaiṣṇava*—um devoto; *vaiṣṇavera*—de um vaiṣṇava; *pāpa*—a vida pecaminosa acidental; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *dūra kare*—elimina; *saba*—toda.", "translation": "**\"Aquele cujo bem-estar desejes torna-se imediatamente um vaiṣṇava, e Kṛṣṇa liberta todos os vaiṣṇavas das reações de suas atividades pecaminosas passadas.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu informou aqui a Vāsudeva Datta que, sendo Kṛṣṇa todo-poderoso, Ele pode libertar imediatamente todas as almas condicionadas da existência material. Em essência, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Tu desejas a liberação de todas as espécies de entidades vivas, sem discriminação. Estás muito ansioso por sua boa fortuna, e Eu te digo que, simplesmente por tua oração, todas as entidades vivas dentro do universo podem ser libertadas. Não precisas nem mesmo assumir o fardo de suas atividades pecaminosas. Portanto, não há necessidade de sofreres por suas vidas pecaminosas. Quem quer que receba tua compaixão torna-se imediatamente um vaiṣṇava, e Kṛṣṇa liberta todos os vaiṣṇavas das reações a suas atividades pecaminosas passadas.\" Isso também é prometido no *Bhagavad-gītā* (18.66):\n\nsarva-dharmān parityajya\n\nmām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\n\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\n\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\n\"Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te libertarei de toda reação pecaminosa. Não temas.\"\n\nTão logo alguém se rende plenamente a Kṛṣṇa, torna-se um vaiṣṇava. Neste verso do *Bhagavad-gītā*, Kṛṣṇa promete aliviar Seu devoto de todas as reações da vida pecaminosa. É um fato que um vaiṣṇava plenamente rendido está completamente fora do alcance da infecção material. Isto quer dizer que ele não sofre os resultados das ações piedosas ou ímpias. A menos que alguém esteja livre de uma vida pecaminosa, não pode tornar-se um vaiṣṇava. Em outras palavras, se alguém é um vaiṣṇava, sua vida pecaminosa certamente chegou ao fim. Segundo o *Padma Purāṇa*:\n\naprārabdha-phalaṁ pāpaṁ\n\nkūṭaṁ bījaṁ phalonmukham\n\nkrameṇaiva pralīyeta\n\nviṣṇu-bhakti-ratātmanām\n\n\"Há diferentes estágios de reações latentes às atividades pecaminosas a serem observados numa vida pecaminosa. As reações pecaminosas podem estar apenas à espera de entrar em ação [phalonmukha], as reações podem estar ainda mais latentes [kūṭa], ou as reações podem encontrar-se num estado de semente [bīja]. Em qualquer caso, todos os tipos de reações pecaminosas são vencidos um após outro se a pessoa se ocupar no serviço devocional ao Senhor Viṣṇu.\""}
{"ref": "cc/madhya/15/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/170/", "verse_text": "yas tv indra-gopam athavendram aho sva-karma-\n\nbandhānurūpa-phala-bhājanam ātanoti\n\nkarmāṇi nirdahati kintu ca bhakti-bhājāṁ\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> যস্ত্বিন্দ্রগোপমথবেন্দ্রমহো স্বকর্ম-\n> বন্ধানুরূপফলভাজনমাতনোতি ।\n> কর্মাণি নির্দহতি কিন্তু চ ভক্তিভাজাং\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥১৭০॥", "synonyms": "*yaḥ*—Aquele que (Govinda); *tu*—mas; *indra-gopam*—ao pequeno inseto vermelho chamado indra-gopa; *athavā*—ou mesmo; *indram*—a Indra, o rei do céu; *aho*—oh; *sva-karma*—de suas próprias atividades fruitivas; *bandha*—cativeiro; *anurūpa*—de acordo com; *phala*—de reações; *bhājanam*—desfrutando ou sofrendo; *ātanoti*—concede; *karmāṇi*—todas as atividades fruitivas e suas reações; *nirdahati*—destrói; *kintu*—mas; *ca*—certamente; *bhakti-bhājām*—das pessoas ocupadas em serviço devocional; *govindam*—ao Senhor Govinda; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—ofereço minhas reverências.", "translation": "**\" 'Ofereço minhas respeitosas reverências à Personalidade de Deus original, Govinda, que regula os sofrimentos e desfrutes da atividade fruitiva de todos — desde o rei celestial Indra até o menor dos insetos [indra-gopa]. Essa mesmíssima Personalidade de Deus destrói o karma fruitivo de quem se ocupa em serviço devocional.'**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.54)."}
{"ref": "cc/madhya/15/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/171/", "verse_text": "tomāra icchā-mātre habe brahmāṇḍa-mocana\n\nsarva mukta karite kṛṣṇera nāhi kichu śrama", "devanagari": "> তোমার ইচ্ছা-মাত্রে হবে ব্রহ্মাণ্ড-মোচন ।\n> সর্ব মুক্ত করিতে কৃষ্ণের নাহি কিছু শ্রম ॥১৭১॥", "synonyms": "*tomāra icchā-mātre*—simplesmente por teu desejo; *habe*—haverá; *brahmāṇḍa-mocana*—libertação do universo; *sarva*—todos; *mukta karite*—libertar; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāhi*—não há; *kichu*—nem um pouco de; *śrama*—esforço.", "translation": "**\"Devido a teu desejo honesto, todas as entidades vivas dentro do universo serão libertadas, pois Kṛṣṇa não precisa fazer nada para libertar todas as entidades vivas do universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/172/", "verse_text": "eka uḍumbara vṛkṣe lāge koṭi-phale\n\nkoṭi ye brahmāṇḍa bhāse virajāra jale", "devanagari": "> এক উড়ুম্বর বৃক্ষে লাগে কোটি-ফলে ।\n> কোটি যে ব্রহ্মাণ্ড ভাসে বিরজার জলে ॥১৭২॥", "synonyms": "*eka uḍumbara vṛkṣe*—numa única árvore uḍumbara; *lāge*—há; *koṭi-phale*—milhões de frutos; *koṭi*—milhões; *ye*—que; *brahmāṇḍa*—de universos; *bhāse*—flutuam; *virajāra*—do rio Virajā; *jale*—na água.", "translation": "**\"Assim como há milhões de frutos na árvore uḍumbara, milhões de universos flutuam nas águas do rio Virajā.**", "purport": "Virajā é um rio que separa o mundo material do mundo espiritual. De um lado do rio Virajā está a refulgência de Brahmaloka e inumeráveis planetas Vaikuṇṭha, e do outro lado está este mundo material. Deve-se compreender que este lado do rio Virajā está repleto de planetas materiais que flutuam no Oceano Causal. O nome Virajā indica uma posição marginal entre os mundos espiritual e material, mas este rio Virajā não está sob o controle da energia material. Por conseguinte, ele é desprovido dos três guṇas."}
{"ref": "cc/madhya/15/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/173/", "verse_text": "tāra eka phala paḍi' yadi naṣṭa haya\n\ntathāpi vṛkṣa nāhi jāne nija-apacaya", "devanagari": "> তার এক ফল পড়ি’ যদি নষ্ট হয় ।\n> তথাপি বৃক্ষ নাহি জানে নিজ-অপচয় ॥১৭৩॥", "synonyms": "*tāra*—da árvore; *eka phala*—um fruto; *paḍi'*—caindo; *yadi*—se; *naṣṭa haya*—fica destruído; *tathāpi*—ainda; *vṛkṣa*—a árvore; *nāhi jāne*—não sabe; *nija-apacaya*—sua perda.", "translation": "**\"A árvore uḍumbara está repleta de milhões de frutos, e, se um deles cair e for destruído, a árvore sequer considera a perda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/174/", "verse_text": "taiche eka brahmāṇḍa yadi mukta haya\n\ntabu alpa-hāni kṛṣṇera mane nāhi laya", "devanagari": "> তৈছে এক ব্রহ্মাণ্ড যদি মুক্ত হয় ৷\n> তবু অল্প-হানি কৃষ্ণের মনে নাহি লয় ॥১৭৪॥", "synonyms": "*taiche*—de modo semelhante; *eka brahmāṇḍa*—um universo; *yadi*—se; *mukta haya*—torna-se liberado; *tabu*—ainda; *alpa-hāni*—uma perda muito pequena; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mane*—a mente; *nāhi laya*—não a leva muito a sério.", "translation": "**\"Da mesma forma, se um universo for esvaziado por causa de as entidades vivas terem sido liberadas, isso é algo muito insignificante para Kṛṣṇa. Ele não o leva muito a sério.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/175/", "verse_text": "ananta aiśvarya kṛṣṇera vaikuṇṭhādi-dhāma\n\ntāra gaḍa-khāi--kāraṇābdhi yāra nāma", "devanagari": "> অনন্ত ঐশ্বর্য কৃষ্ণের বৈকুণ্ঠাদি-ধাম ।\n> তার গড়খাই — কারণাব্ধি যার নাম ॥১৭৫॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitada; *aiśvarya*—opulência; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vaikuṇṭha-ādi-dhāma*—inumeráveis planetas Vaikuṇṭha; *tāra*—de Vaikuṇṭhaloka; *gaḍa-khāi*—a água circundante; *kāraṇa-abdhi*—Oceano Causal; *yāra*—do qual; *nāma*—nome.", "translation": "**\"Todo o mundo espiritual constitui a opulência ilimitada de Kṛṣṇa, e ali há inumeráveis planetas Vaikuṇṭha. O Oceano Causal é considerado as águas que circundam Vaikuṇṭhaloka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/176/", "verse_text": "tāte bhāse māyā lañā ananta brahmāṇḍa\n\ngaḍa-khāite bhāse yena rāi-pūrṇa bhāṇḍa", "devanagari": "> তাতে ভাসে মায়া লঞা অনন্ত ব্ৰহ্মাণ্ড ।\n> গড়খাইতে ভাসে যেন রাই-পূর্ণ ভাণ্ড ॥১৭৬॥", "synonyms": "*tāte*—nessa água; *bhāse*—flutua; *māyā*—a energia material; *lañā*—levando; *ananta*—ilimitados; *brahmāṇḍa*—universos; *gaḍa-khāite*—na água circundante; *bhāse*—flutua; *yena*—como se; *rāi-pūrṇa bhāṇḍa*—um pote cheio de sementes de mostarda.", "translation": "**\"A māyā e seus ilimitados universos materiais situam-se nesse Oceano Causal. De fato, a māyā parece flutuar como um pote cheio de sementes de mostarda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/177/", "verse_text": "tāra eka rāi-nāśe hāni nāhi māni\n\naiche eka aṇḍa-nāśe kṛṣṇera nāhi hāni", "devanagari": "> তার এক রাই-নাশে হানি নাহি মানি ।\n> ঐছে এক অণ্ড-নাশে কৃষ্ণের নাহি হানি ॥১৭৭॥", "synonyms": "*tāra*—dele; *eka*—uma; *rāi-nāśe*—a perda de uma semente de mostarda; *hāni*—perda; *nāhi*—não; *māni*—nota-se; *aiche*—dessa maneira; *eka*—um; *aṇḍa*—universo; *nāśe*—perdendo-se; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *nāhi hāni*—não há perda.", "translation": "**\"Dos milhões de sementes de mostarda que flutuam nesse pote, se uma semente se perder, a perda não tem importância alguma. De modo semelhante, se um universo se perde, isso não tem importância para o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/178/", "verse_text": "saba brahmāṇḍa saha yadi 'māyā'ra haya kṣaya\n\ntathāpi nā māne kṛṣṇa kichu apacaya", "devanagari": "> সব ব্ৰহ্মাণ্ড সহ যদি ‘মায়া’র হয় ক্ষয় ।\n> তথাপি না মানে কৃষ্ণ কিছু অপচয় ॥১৭৮॥", "synonyms": "*saba brahmāṇḍa*—todos os universos; *saha*—com; *yadi*—se; *māyāra*—da energia material; *haya kṣaya*—há destruição; *tathāpi*—ainda; *nā*—não; *māne*—considera; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kichu*—qualquer; *apacaya*—perda.", "translation": "**\"Para não falar de uma semente de mostarda universal, mesmo que todos os universos e a energia material [māyā] sejam destruídos, Kṛṣṇa sequer considera a perda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/179/", "verse_text": "koṭi-kāmadhenu-patira chāgī yaiche mare\n\nṣaḍ-aiśvarya-pati kṛṣṇera māyā kibā kare?", "devanagari": "> কোটি-কামধেনু-পতির ছাগী যৈছে মরে ।\n> ষড়ৈশ্বর্যপতি কৃষ্ণের মায়া কিবা করে ? ॥ ১৭৯ ॥", "synonyms": "*koṭi*—de milhões; *kāma-dhenu*—de vacas dos desejos; *patira*—do dono; *chāgī*—uma cabra; *yaiche*—como; *mare*—morre; *ṣaṭ-aiśvarya-pati*—o dono das seis opulências; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *māyā*—a energia externa; *kibā*—o que; *kare*—pode fazer.", "translation": "**\"Se uma pessoa que possui milhões de vacas que realizam desejos perde uma cabra, ela não considera a perda. Kṛṣṇa possui em plenitude as seis opulências. Se toda a energia material for destruída, o que Ele perde?\"**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura, ao esclarecer os versos 171-179, afirma que o significado destas estrofes é muito simples, mas que o sentido é um pouco difícil de compreender. Em geral, as almas condicionadas esquecem-se de Kṛṣṇa quando são seduzidas pela energia material externa. Por isso, são chamadas kṛṣṇa-bahirmukha — privadas de sua relação com Kṛṣṇa. Quando uma entidade viva assim entra na jurisdição da energia material, ela é enviada a um dos inumeráveis universos materiais criados pela energia material, a fim de dar às almas condicionadas a oportunidade de desfrutar de seus desejos no mundo material. Sendo muito ávidas por desfrutar dos frutos de suas atividades, as almas condicionadas envolvem-se nas ações e reações da vida material. Em consequência, a pessoa tem de desfrutar e sofrer os resultados do karma. Contudo, se uma alma condicionada se torna consciente de Kṛṣṇa, o karma de suas atividades piedosas e ímpias é completamente destruído. Simplesmente por tornar-se devoto, a pessoa fica privada de todas as reações do karma. De modo semelhante, simplesmente pelo desejo de um devoto, uma alma condicionada pode alcançar a liberação e transcender os resultados do karma. Se todos forem liberados dessa maneira, pode-se concluir que, segundo a doce vontade do devoto, o mundo material existe ou não existe. No final das contas, porém, não é a doce vontade do devoto, mas a vontade da Suprema Personalidade de Deus que, se assim o desejar, pode aniquilar completamente a criação material. Não há perda alguma para Ele. O dono de milhões de vacas não considera a perda de uma cabra. Da mesma forma, o Senhor Kṛṣṇa é o proprietário tanto dos universos materiais quanto dos espirituais. O mundo material constitui apenas um quarto de Sua energia criativa. Se, segundo o desejo do devoto, o Senhor destruir completamente a criação, Ele é tão opulento que não Se importará com a perda."}
{"ref": "cc/madhya/15/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/180/", "verse_text": "jaya jaya jahy ajām ajita doṣa-gṛbhīta-guṇāṁ\ntvam asi yad ātmanā samavaruddha-samasta-bhagaḥ\naga-jagad-okasām akhila-śakty-avabodhaka te\nkvacid ajayātmanā ca carato 'nucaren nigamaḥ\"", "devanagari": "> জয় জয় জহ্যজামজিত দোষগৃভীতগুণাং\n> ত্বমসি যদাত্মনা সমবরুদ্ধসমস্তভগঃ ৷\n> অগজগদোকসামখিলশক্ত্যববোধক তে\n> ক্বচিদজয়াত্মনা চ চরতোঽনুচরেন্নিগমঃ ।।” ॥ ১৮০ ॥", "synonyms": "*jaya jaya*—por favor, manifesta Tua glória; *jahi*—por favor, conquista; *ajām*—a nesciência, māyā; *ajita*—ó inconquistável; *doṣa*—defeituosas; *gṛbhīta-guṇām*—pela qual as qualidades são aceitas; *tvam*—Tu; *asi*—és; *yat*—porque; *ātmanā*—por Tua potência interna; *samavaruddha*—possuindo; *samasta-bhagaḥ*—todos os tipos de opulências; *aga*—imóveis; *jagat*—móveis; *okasām*—das entidades vivas corporificadas; *akhila*—de todas; *śakti*—as potências; *avabodhaka*—senhor; *te*—Tu; *kvacit*—às vezes; *ajayā*—pela energia externa; *ātmanā*—de Ti mesmo; *ca*—também; *carataḥ*—manifestando passatempos (por Teu olhar); *anucaret*—confirmam; *nigamaḥ*—todos os Vedas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \" 'Ó meu Senhor, ó inconquistável, ó senhor de todas as potências, por favor, manifesta Tua potência interna para conquistar a nesciência de todas as entidades vivas, móveis e inertes. Devido à nesciência, elas aceitam toda espécie de coisas defeituosas, provocando assim uma situação temível. Ó Senhor, por favor, mostra Tuas glórias! Podes fazer isso com muita facilidade, pois Tua potência interna está além da potência externa, e Tu és o reservatório de toda opulência. Tu também és o demonstrador da potência material. Tu também estás sempre ocupado em Teus passatempos no mundo espiritual. Tu manifestas Tua reservada potência interna e, às vezes, manifestas a potência externa lançando Teu olhar sobre ela. Assim, Tu manifestas Teus passatempos. Os Vedas confirmam Tuas duas potências e aceitam ambos os tipos de passatempos decorrentes delas.' \"**", "purport": "Este verso é tirado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.87.14). Pertence às orações dos śruti-gaṇa, os Vedas personificados que glorificam o Senhor.\n\nA todo-poderosa Personalidade de Deus tem três potências — interna, externa e marginal. Quando as almas condicionadas são condenadas devido ao esquecimento, a potência externa cria o mundo material e coloca as entidades vivas sob seu controle. Os três modos da natureza material mantêm a entidade viva num constante estado de temor. Bhayaṁ dvitīyābhiniveśataḥ. A alma condicionada controlada está sempre temerosa por ser controlada pela potência externa; portanto, a alma condicionada deve sempre orar ao todo-poderoso Senhor para que conquiste a potência externa (māyā), de modo que esta não mais manifeste seus poderes, que atam todas as entidades vivas, móveis e inertes."}
{"ref": "cc/madhya/15/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/181/", "verse_text": "ei mata sarva-bhaktera kahi' saba guṇa\n\nsabāre vidāya dila kari' āliṅgana", "devanagari": "> এই মত সর্বভক্তের কহি’ সব গুণ ।\n> সবারে বিদায় দিল করি’ আলিঙ্গন ॥১৮১॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *sarva-bhaktera*—de todos os devotos; *kahi'*—descrevendo; *saba guṇa*—todas as boas qualidades; *sabāre*—a todos; *vidāya dila*—despediu-se; *kari' āliṅgana*—abraçando.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu descreveu as boas qualidades de Seus devotos, uma após a outra. Ele então os abraçou e deles se despediu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/182/", "verse_text": "prabhura vicchede bhakta karena rodana\n\nbhaktera vicchede prabhura viṣaṇṇa haila mana", "devanagari": "> প্রভুর বিচ্ছেদে ভক্ত করেন রোদন ।\n> ভক্তের বিচ্ছেদে প্রভুর বিষণ্ণ হৈল মন ॥১৮২॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vicchede*—pela separação; *bhakta*—todos os devotos; *karena*—fazem; *rodana*—choro; *bhaktera*—dos devotos; *vicchede*—pela separação; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *viṣaṇṇa*—abatida; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**Devido à iminente separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os devotos começaram a chorar. O Senhor também ficou abatido devido à separação dos devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/183/", "verse_text": "gadādhara-paṇḍita rahilā prabhura pāśe\n\nyameśvare prabhu yāṅre karāilā āvāse", "devanagari": "> গদাধর-পণ্ডিত রহিলা প্রভুর পাশে ৷\n> যমেশ্বরে প্রভু যাঁরে করাইলা আবাসে ॥১৮৩॥", "synonyms": "*gadādhara-paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *rahilā*—permaneceu; *prabhura pāśe*—junto a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yameśvare*—em Yameśvara; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāṅre*—a quem; *karāilā*—fez residir; *āvāse*—residência.", "translation": "**Gadādhara Paṇḍita permaneceu com Śrī Caitanya Mahāprabhu, e foi-lhe dado um lugar para morar em Yameśvara.**", "purport": "Yameśvara fica no lado sudoeste do templo de Jagannātha. Gadādhara Paṇḍita residia ali, onde havia um pequeno jardim e uma praia arenosa conhecida como Yameśvara-ṭoṭā."}
{"ref": "cc/madhya/15/184-185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/184-185/", "verse_text": "purī-gosāñi, jagadānanda, svarūpa-dāmodara\n\ndāmodara-paṇḍita, āra govinda, kāśīśvara\n\nei-saba-saṅge prabhu vaise nīlācale\n\njagannātha-daraśana nitya kare prātaḥ-kāle", "devanagari": "> পুরী-গোসাঞি, জগদানন্দ, স্বরূপ-দামোদর ।\n> দামোদর-পণ্ডিত, আর গোবিন্দ, কাশীশ্বর ॥১৮৪॥\n> এইসব-সঙ্গে প্রভু বৈসে নীলাচলে ।\n> জগন্নাথ-দরশন নিত্য করে প্রাতঃকালে ॥১৮৫॥", "synonyms": "*purī-gosāñi*—Paramānanda Purī; *jagadānanda*—Jagadānanda; *svarūpa-dāmodara*—Svarūpa Dāmodara; *dāmodara-paṇḍita*—Dāmodara Paṇḍita; *āra*—e; *govinda*—Govinda; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *ei-saba*—todas estas personalidades; *saṅge*—acompanhado por; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaise*—permanece; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *jagannātha-daraśana*—ver o Senhor Jagannātha; *nitya*—diariamente; *kare*—faz; *prātaḥ-kāle*—pela manhã.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu em Jagannātha Purī, Nīlācala, com Paramānanda Purī, Jagadānanda, Svarūpa Dāmodara, Dāmodara Paṇḍita, Govinda e Kāśīśvara. Era a tarefa diária de Śrī Caitanya Mahāprabhu ver o Senhor Jagannātha pela manhã.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/186/", "verse_text": "prabhu-pāśa āsi' sārvabhauma eka dina\n\nyoḍa-hāta kari' kichu kaila nivedana", "devanagari": "> প্রভু-পাশ আসি’ সার্বভৌম এক দিন  ।\n> যোড়হাত করি’ কিছু কৈল নিবেদন ॥১৮৬॥", "synonyms": "*prabhu-pāśa*—à presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsi'*—vindo; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *eka dina*—certo dia; *yoḍa-hāta kari'*—de mãos postas; *kichu*—alguma; *kaila*—fez; *nivedana*—súplica.", "translation": "**Certo dia, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya apresentou-se diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu de mãos postas e fez um pedido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/187/", "verse_text": "ebe saba vaiṣṇava gauḍa-deśe cali' gela\n\nebe prabhura nimantraṇe avasara haila", "devanagari": "> এবে সব বৈষ্ণব গৌড়দেশে চলি’ গেল  ।\n> এবে প্রভুর নিমন্ত্রণে অবসর হৈল ॥১৮৭॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *saba*—todos; *vaiṣṇava*—os devotos; *gauḍa-deśe*—para Bengala; *cali' gela*—retornaram; *ebe*—agora; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇe*—para convites; *avasara haila*—há oportunidade.", "translation": "**Visto que todos os vaiṣṇavas haviam retornado a Bengala, havia uma boa oportunidade para que o Senhor aceitasse um convite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/188/", "verse_text": "ebe mora ghare bhikṣā karaha 'māsa' bhari'\n\nprabhu kahe,--dharma nahe, karite nā pāri", "devanagari": "> এবে মোর ঘরে ভিক্ষা করহ ‘মাস’ ভরি’  ।\n> প্রভু কহে, — ধর্ম নহে, করিতে না পারি ॥১৮৮॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *mora ghare*—em minha casa; *bhikṣā*—almoço; *karaha*—aceita; *māsa bhari'*—durante um mês; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *dharma*—princípio religioso; *nahe*—não é; *karite*—fazer; *nā pāri*—não posso.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Por favor, aceita meu convite para almoçar durante um mês.\" O Senhor respondeu: \"Isso não é possível, pois é contrário aos princípios religiosos de um sannyāsī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/189/", "verse_text": "sārvabhauma kahe,--bhikṣā karaha viśa dina\n\nprabhu kahe,--eha nahe yati-dharma-cihna", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে, — ভিক্ষা করহ বিশ দিন ।\n> প্রভু কহে, — এহ নহে যতিধর্ম-চিহ্ন ॥১৮৯॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *bhikṣā karaha*—aceita o almoço; *viśa dina*—por vinte dias; *prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *eha nahe*—isto não é; *yati-dharma-cihna*—o sintoma de uma pessoa na ordem de vida renunciada.", "translation": "**Sārvabhauma então disse: \"Por favor, aceita o convite por vinte dias\", mas Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Isso não é um princípio religioso da ordem renunciada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/190/", "verse_text": "sārvabhauma kahe punaḥ,--dina 'pañca-daśa'\n\nprabhu kahe,--tomāra bhikṣā 'eka' divasa", "devanagari": "> সার্বভৌম কহে পুনঃ, — দিন ‘পঞ্চদশ’ ।\n> প্রভু কহে, — তোমার ভিক্ষা ‘এক’ দিবস ॥১৯০॥", "synonyms": "*sārvabhauma kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *punaḥ*—novamente; *dina pañca-daśa*—quinze dias; *prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *tomāra bhikṣā*—o almoço em tua casa; *eka divasa*—apenas um dia.", "translation": "**Quando Sārvabhauma pediu a Caitanya Mahāprabhu que aceitasse o almoço por quinze dias, o Senhor disse: \"Aceitarei o almoço em tua casa por um dia apenas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/191/", "verse_text": "tabe sārvabhauma prabhura caraṇe dhariyā\n\n'daśa-dina bhikṣā kara' kahe vinati kariyā", "devanagari": "> তবে সার্বভৌম প্রভুর চরণে ধরিয়া ।\n> ‘দশদিন ভিক্ষা কর’ কহে বিনতি করিয়া ॥১৯১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe dhariyā*—segurando os pés de lótus; *daśa-dina*—por dez dias; *bhikṣā kara*—aceita o almoço; *kahe*—diz; *vinati kariyā*—com grande submissão.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya então segurou os pés de lótus do Senhor e suplicou submissamente: \"Por favor, aceita o almoço por pelo menos dez dias.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/192/", "verse_text": "prabhu krame krame pāṅca-dina ghāṭāila\n\npāṅca-dina tāṅra bhikṣā niyama karila", "devanagari": "> প্রভু ক্রমে ক্রমে পাঁচ-দিন ঘাটাইল ।\n> পাঁচ-দিন তাঁর ভিক্ষা নিয়ম করিল ॥১৯২॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *krame krame*—gradualmente; *pāṅca-dina*—a cinco dias; *ghāṭāila*—reduziu; *pāṅca-dina*—por cinco dias; *tāṅra*—seu; *bhikṣā*—convite para o almoço; *niyama karila*—aceitou regularmente.", "translation": "**Dessa maneira, pouco a pouco, Śrī Caitanya Mahāprabhu reduziu a duração para cinco dias. Assim, durante cinco dias Ele aceitou regularmente o convite para o almoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/193/", "verse_text": "tabe sārvabhauma kare āra nivedana\n\ntomāra saṅge sannyāsī āche daśa-jana", "devanagari": "> তবে সার্বভৌম করে আর নিবেদন ৷\n> তোমার সঙ্গে সন্ন্যাসী আছে দশজন ॥১৯৩॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kare*—faz; *āra*—outra; *nivedana*—submissão; *tomāra saṅge*—conTigo; *sannyāsī*—na ordem de vida renunciada; *āche*—há; *daśa-jana*—dez pessoas.", "translation": "**Depois disso, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Meu Senhor, há dez sannyāsīs conTigo.\"**", "purport": "Um sannyāsī não deve cozinhar para si mesmo nem aceitar um convite para comer na casa de um devoto continuamente por muitos dias. Śrī Caitanya Mahāprabhu era muito bondoso e afetuoso com Seus devotos, mas, ainda assim, não aceitava um convite prolongado na casa de Sārvabhauma. Por afeição, Ele aceitou apenas cinco dias no mês. Os dez sannyāsīs que viviam com o Senhor eram (1) Paramānanda Purī, (2) Svarūpa Dāmodara, (3) Brahmānanda Purī, (4) Brahmānanda Bhāratī, (5) Viṣṇu Purī, (6) Keśava Purī, (7) Kṛṣṇānanda Purī, (8) Nṛsiṁha Tīrtha, (9) Sukhānanda Purī e (10) Satyānanda Bhāratī."}
{"ref": "cc/madhya/15/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/194/", "verse_text": "purī-gosāñira bhikṣā pāṅca-dina mora ghare\n\npūrve āmi kahiyāchoṅ tomāra gocare", "devanagari": "> পুরী-গোসাঞির ভিক্ষা পাঁচদিন মোর ঘরে ।\n> পূর্বে আমি কহিয়াছোঁ তোমার গোচরে ॥১৯৪॥", "synonyms": "*purī-gosāñira*—de Paramānanda Purī; *bhikṣā*—convite para o almoço; *pāṅca-dina*—cinco dias; *mora ghare*—em minha casa; *pūrve*—anteriormente; *āmi*—eu; *kahiyāchoṅ*—mencionei; *tomāra gocare*—isso é de teu conhecimento.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya então propôs que Paramānanda Purī Gosvāmī aceitasse um convite de cinco dias em sua casa. Isso foi acertado diante do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/195/", "verse_text": "dāmodara-svarūpa,--ei bāndhava āmāra\n\nkabhu tomāra saṅge yābe, kabhu ekeśvara", "devanagari": "> দামোদর-স্বরূপ, এই বান্ধব আমার ।\n> কভু তোমার সঙ্গে যাবে, কভু একেশ্বর ॥১৯৫॥", "synonyms": "*dāmodara-svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *ei*—este; *bāndhava āmāra*—meu amigo muito íntimo; *kabhu*—às vezes; *tomāra saṅge*—conTigo; *yābe*—virá; *kabhu*—às vezes; *ekeśvara*—sozinho.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Dāmodara Svarūpa é meu amigo íntimo. Ele virá às vezes conTigo e às vezes sozinho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/196/", "verse_text": "āra aṣṭa sannyāsīra bhikṣā dui dui divase\n\neka eka-dina, eka eka jane pūrṇa ha-ila māse", "devanagari": "> আর অষ্ট সন্ন্যাসীর ভিক্ষা দুই দুই দিবসে ।\n> এক একদিন, এক এক জনে পূর্ণ হইল মাসে ॥১৯৬॥", "synonyms": "*āra*—outros; *aṣṭa*—oito; *sannyāsīra*—de sannyāsīs; *bhikṣā*—convite para o almoço; *dui dui divase*—dois dias cada um; *eka eka-dina*—em cada dia; *eka eka jane*—uma pessoa; *pūrṇa*—preenchido; *ha-ila*—será; *māse*—o mês.", "translation": "**\"Os outros oito sannyāsīs aceitarão convites por dois dias cada um. Dessa forma, haverá compromissos para cada um dos dias durante o mês inteiro.**", "purport": "Durante o mês inteiro, composto de trinta dias, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitaria cinco dias; Paramānanda Purī Gosvāmī, cinco dias; Svarūpa Dāmodara, quatro dias; e os outros oito sannyāsīs, dois dias cada um. Assim, completavam-se os trinta dias do mês."}
{"ref": "cc/madhya/15/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/197/", "verse_text": "bahuta sannyāsī yadi āise eka ṭhāñi\n\nsammāna karite nāri, aparādha pāi", "devanagari": "> বহুত সন্ন্যাসী যদি আইসে এক ঠাঞি ।\n> সম্মান করিতে নারি, অপরাধ পাই ॥১৯৭॥", "synonyms": "*bahuta sannyāsī*—muitos sannyāsīs; *yadi*—se; *āise*—vierem; *eka ṭhāñi*—juntos; *sammāna karite nāri*—não posso recebê-los adequadamente; *aparādha pāi*—serei um ofensor.", "translation": "**\"Se todos os sannyāsīs vierem juntos, não me será possível prestar-lhes os devidos respeitos. Por isso, eu seria um ofensor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/198/", "verse_text": "tumiha nija-chāye āsibe mora ghara\n\nkabhu saṅge āsibena svarūpa-dāmodara", "devanagari": "> তুমিহ নিজ-ছায়ে আসিবে মোর ঘর ।\n> কভু সঙ্গে আসিবেন স্বরূপ-দামোদর ॥১৯৮॥", "synonyms": "*tumiha*—Tu; *nija-chāye*—sozinho; *āsibe*—virás; *mora ghara*—à minha casa; *kabhu*—às vezes; *saṅge*—conTigo; *āsibena*—virá; *svarūpa-dāmodara*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.", "translation": "**\"Às vezes virás sozinho à minha casa, e às vezes estarás acompanhado de Svarūpa Dāmodara.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/199/", "verse_text": "prabhura iṅgita pāñā ānandita mana\n\nsei dina mahāprabhura kaila nimantraṇa", "devanagari": "> প্রভুর ইঙ্গিত পাঞা আনন্দিত মন ৷\n> সেই দিন মহাপ্রভুর কৈল নিমন্ত্রণ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *iṅgita*—consentimento; *pāñā*—recebendo; *ānandita*—muito feliz; *mana*—mente; *sei dina*—naquele dia; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Tendo esse arranjo confirmado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Bhaṭṭācārya ficou muito contente e imediatamente convidou o Senhor à sua casa naquele mesmo dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/200/", "verse_text": "'ṣāṭhīra mātā' nāma, bhaṭṭācāryera gṛhiṇī\n\nprabhura mahā-bhakta teṅho, snehete jananī", "devanagari": "> ‘ষাঠির মাতা’ নাম, ভট্টাচার্যের গৃহিণী ।\n> প্রভুর মহাভক্ত তেঁহো, স্নেহেতে জননী ॥২০০॥", "synonyms": "*ṣāṭhīra mātā*—a mãe de Ṣāṭhī; *nāma*—chamada; *bhaṭṭācāryera gṛhiṇī*—a esposa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-bhakta*—uma grande devota; *teṅho*—ela; *snehete*—na afeição; *jananī*—tal como uma mãe.", "translation": "**A esposa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya era conhecida como a mãe de Ṣāṭhī. Ela era uma grande devota de Śrī Caitanya Mahāprabhu e era afetuosa como uma mãe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/201/", "verse_text": "ghare āsi' bhaṭṭācārya tāṅre ājñā dila\n\nānande ṣāṭhīra mātā pāka caḍāila", "devanagari": "> ঘরে আসি’ ভট্টাচার্য তাঁরে আজ্ঞা দিল ।\n> আনন্দে ষাঠীর মাতা পাক চড়াইল ॥২০১॥", "synonyms": "*ghare āsi'*—chegando em casa; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tāṅre*—a ela; *ājñā dila*—ordenou; *ānande*—com grande satisfação; *ṣāṭhīra mātā*—a mãe de Ṣāṭhī; *pāka caḍāila*—começou a cozinhar.", "translation": "**Após retornar à sua casa, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya deu ordens à sua esposa, e sua esposa, conhecida como Ṣāṭhīra Mātā, a mãe de Ṣāṭhī, começou a cozinhar com grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/202/", "verse_text": "bhaṭṭācāryera gṛhe saba dravya āche bhari'\n\nyebā śāka-phalādika, ānāila āhari'", "devanagari": "> ভট্টাচার্যের গৃহে সব দ্রব্য আছে ভরি’ ৷\n> যেবা শাকফলাদিক, আনাইল আহরি’ ॥২০২॥", "synonyms": "*bhaṭṭācāryera gṛhe*—na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *saba dravya*—todo tipo de ingredientes; *āche*—há; *bhari'*—enchendo; *yebā*—tudo o que; *śāka*—espinafre; *phala-ādika*—frutas e assim por diante; *ānāila*—ele trouxe; *āhari'*—reunindo.", "translation": "**Na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, havia sempre um estoque completo de alimentos. Todo espinafre, vegetais, frutas e assim por diante que fossem necessários, ele os reunia e trazia para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/203/", "verse_text": "āpani bhaṭṭācārya kare pākera saba karma\n\nṣāṭhīra mātā--vicakṣaṇā, jāne pāka-marma", "devanagari": "> আপনি ভট্টাচার্য করে পাকের সব কর্ম ৷\n> ষাঠীর মাতা — বিচক্ষণা, জানে পাক-মর্ম ॥২০৩॥", "synonyms": "*āpani*—pessoalmente; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kare*—organiza; *pākera*—de cozinhar; *saba karma*—todas as atividades; *ṣāṭhīra mātā*—a mãe de Ṣāṭhī; *vicakṣaṇā*—muito experiente; *jāne*—sabe; *pāka-marma*—como cozinhar.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya pessoalmente começou a ajudar sua esposa a cozinhar. Sua esposa, a mãe de Ṣāṭhī, era muito experiente e sabia cozinhar muito bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/204/", "verse_text": "pāka-śālāra dakṣiṇe--dui bhogālaya\n\neka-ghare śālagrāmera bhoga-sevā haya", "devanagari": "> পাকশালার দক্ষিণে — দুই ভোগালয়  ।\n> এক-ঘরে শালগ্রামের ভোগ-সেবা হয় ॥২০৪॥", "synonyms": "*pāka-śālāra dakṣiṇe*—no lado sul da cozinha; *dui bhoga-ālaya*—dois aposentos para oferecer alimentos; *eka-ghare*—em um aposento; *śālagrāmera*—do Senhor Śālagrāma; *bhoga-sevā*—oferenda de alimentos; *haya*—há.", "translation": "**No lado sul da cozinha havia dois aposentos para oferecer alimentos, e em um deles os alimentos eram oferecidos a Śālagrāma Nārāyaṇa.**", "purport": "Entre os seguidores da senda Védica, a śālagrāma-śilā, a vigraha de Nārāyaṇa, é adorada na forma de uma bola de pedra. Na Índia, todo brāhmaṇa ainda adora a śālagrāma-śilā em sua casa. Os vaiśyas e kṣatriyas também podem ocupar-se nessa adoração, mas ela é obrigatória na casa de um brāhmaṇa."}
{"ref": "cc/madhya/15/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/205/", "verse_text": "āra ghara mahāprabhura bhikṣāra lāgiyā\n\nnibhṛte kariyāche bhaṭṭa nūtana kariyā", "devanagari": "> আর ঘর মহাপ্রভুর ভিক্ষার লাগিয়া  ।\n> নিভৃতে করিয়াছে ভট্ট নূতন করিয়া ॥২০৫॥", "synonyms": "*āra ghara*—o outro aposento; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣāra lāgiyā*—para o almoço; *nibhṛte kariyāche*—construído em um lugar reservado; *bhaṭṭa*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *nūtana kariyā*—recém-feito.", "translation": "**O outro aposento era para o almoço de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O aposento de refeições do Senhor era bem reservado e fora recém-construído pelo Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/206/", "verse_text": "bāhye eka dvāra tāra, prabhu praveśite\n\npāka-śālāra eka dvāra anna pariveśite", "devanagari": "> বাহ্যে এক দ্বার তার, প্রভু প্রবেশিতে ।\n> পাকশালার এক দ্বার অন্ন পরিবেশিতে ॥২০৬॥", "synonyms": "*bāhye*—do lado de fora; *eka dvāra*—uma porta; *tāra*—deste aposento; *prabhu praveśite*—para a entrada do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāka-śālāra*—da cozinha; *eka dvāra*—outra porta; *anna*—alimento; *pariveśite*—para servir.", "translation": "**O aposento foi construído de tal modo que havia apenas uma porta, servindo de entrada externa para Śrī Caitanya Mahāprabhu. Havia outra porta ligada à cozinha, e era por essa porta que o alimento era trazido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/207/", "verse_text": "battiśā-āṭhiyā kalāra āṅgaṭiyā pāte\n\ntina-māna taṇḍulera ubhārila bhāte", "devanagari": "> বত্তিশা-আঠিয়া কলার আঙ্গটিয়া পাতে ৷\n> তিন-মান তণ্ডুলের উভারিল ভাতে ॥২০৭॥", "synonyms": "*battiśā-āṭhiyā*—chamada battiśā-āṭhiyā; *kalāra*—da bananeira; *āṅgaṭiyā*—sem ser dividida; *pāte*—sobre uma folha; *tina*—três; *māna*—mānas (certo peso); *taṇḍulera*—de arroz; *ubhārila*—derramou; *bhāte*—arroz cozido.", "translation": "**Primeiramente, três mānas de arroz cozido – quase três quilos – foram derramados sobre uma grande folha de bananeira.**", "purport": "Este é o início de uma descrição do alimento preparado para Śrī Caitanya Mahāprabhu. Esta descrição é fornecida por Kavirāja Gosvāmī, que, presume-se, era um cozinheiro experiente, sabendo tanto preparar quanto servir alimentos."}
{"ref": "cc/madhya/15/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/208/", "verse_text": "pīta-sugandhi-ghṛte anna sikta kaila\n\ncāri-dike pāte ghṛta vahiyā calila", "devanagari": "> পীত-সুগন্ধি-ঘৃতে অন্ন সিক্ত কৈল ৷\n> চারিদিকে পাতে ঘৃত বহিয়া চলিল ॥২০৮॥", "synonyms": "*pīta*—amarelada; *su-gandhi*—fragrante; *ghṛte*—com manteiga clarificada; *anna*—arroz; *sikta*—misturado; *kaila*—fez; *cāri-dike*—por todos os lados; *pāte*—a folha; *ghṛta*—a manteiga clarificada; *vahiyā calila*—começou a transbordar.", "translation": "**Em seguida, toda a pilha de arroz foi misturada com tanta manteiga clarificada amarelada e fragrante que esta começou a transbordar pela folha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/209/", "verse_text": "keyāpatra-kalākholā-ḍoṅgā sāri sāri\n\ncāri-dike dhariyāche nānā vyañjana bhari'", "devanagari": "> কেয়াপত্র-কলাখোলা-ডোঙ্গা সারি সারি ।\n> চারিদিকে ধরিয়াছে নানা ব্যঞ্জন ভরি’ ॥২০৯॥", "synonyms": "*keyā-patra*—a folha da planta keyā; *kalā-kholā*—a casca da bananeira; *ḍoṅgā*—potes; *sāri sāri*—um após o outro; *cāri-dike*—por todos os lados; *dhariyāche*—continham; *nānā*—vários; *vyañjana*—legumes cozidos; *bhari'*—cheios.", "translation": "**Havia diversos potes feitos da casca de bananeiras e das folhas da planta keyā. Esses potes estavam cheios de vários legumes cozidos e dispostos por todos os lados da folha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/210/", "verse_text": "daśa-prakāra śāka, nimba-tikta-sukhta-jhola\n\nmaricera jhāla, chānā-baḍā, baḍi ghola", "devanagari": "> দশপ্ৰকার শাক, নিম্ব-তিক্ত-সুখ্ত-ঝোল ।\n> মরিচের ঝাল, ছানাবড়া, বড়ি ঘোল ॥২১০॥", "synonyms": "*daśa-prakāra śāka*—espinafre de dez variedades; *nimba-tikta-sukhta-jhola*—uma sopa chamada sukhta, feita com a amarga folha de nimba; *maricera jhāla*—uma preparação picante feita com pimenta-do-reino; *chānā-baḍā*—um bolinho suave feito de coalhada frita; *baḍi ghola*—leitelho com pequenos pedaços de dhal frito.", "translation": "**Havia cerca de dez tipos de espinafre, uma sopa chamada sukhta, que era feita com as amargas folhas de nimba, uma preparação picante feita com pimenta-do-reino, um bolinho suave feito de coalhada frita, e leitelho misturado com pequenos pedaços fritos de dhal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/211/", "verse_text": "dugdha-tumbī, dugdha-kuṣmāṇḍa, vesara, lāphrā\n\nmocā-ghaṇṭa, mocā-bhājā, vividha śākrā", "devanagari": "> দুগ্ধতুম্বী, দুগ্ধকুষ্মাণ্ড, বেসর, লাফ্রা ।\n> মোচাঘণ্ট, মোচাভাজা, বিবিধ শাক্রা ॥২১১॥", "synonyms": "*dugdha-tumbī*—abóbora cozida com leite; *dugdha-kuṣmāṇḍa*—jerimum cozido com leite; *vesara*—uma preparação feita de farinha de grão-de-bico; *lāphrā*—uma combinação de vários legumes; *mocā-ghaṇṭa*—flores de bananeira cozidas; *mocā-bhājā*—flores de bananeira fritas; *vividha*—vários; *śākrā*—legumes.", "translation": "**Havia preparações de dugdha-tumbī, dugdha-kuṣmāṇḍa, vesara, lāphrā, mocā-ghaṇṭa, mocā-bhājā e outros legumes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/212/", "verse_text": "vṛddha-kuṣmāṇḍa-baḍīra vyañjana apāra\n\nphulabaḍī-phala-mūla vividha prakāra", "devanagari": "> বৃদ্ধকুষ্মাণ্ডবড়ীর ব্যঞ্জন অপার ৷\n> ফুলবড়ী-ফল-মূল বিবিধ প্রকার ॥২১২॥", "synonyms": "*vṛddha-kuṣmāṇḍa-baḍīra*—de pequenos pedaços de dhal frito misturados com jerimum maduro; *vyañjana*—legumes; *apāra*—ilimitados; *phula-baḍī*—pequenos pedaços fritos de outro tipo de dhal; *phala*—frutas; *mūla*—raízes; *vividha prakāra*—de variedades diferentes.", "translation": "**Havia quantidades ilimitadas de vṛddha-kuṣmāṇḍa-baḍī, phula-baḍī, frutas e várias raízes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/213/", "verse_text": "nava-nimbapatra-saha bhṛṣṭa-vārtākī\n\nphula-baḍi paṭola-bhājā, kuṣmāṇḍa-māna-cākī", "devanagari": "> নব-নিম্বপত্র-সহ ভৃষ্ট-বার্তাকী ৷\n> ফুলবড়ী, পটোল-ভাজা, কুষ্মাণ্ড-মান-চাকী ॥২১৩॥", "synonyms": "*nava*—recém-crescidas; *nimba-patra*—folhas de nimba; *saha*—juntamente com; *bhṛṣṭa-vārtākī*—berinjela frita; *phula-baḍī*—baḍī leve; *paṭola-bhājā*—legume paṭola frito; *kuṣmāṇḍa*—de jerimum; *māna*—de abóbora; *cākī*—rodelas.", "translation": "**Outras preparações incluíam berinjela misturada com folhas de nimba recém-crescidas e fritas em conjunto, baḍī leve, paṭola frito, e rodelas fritas de abóbora e jerimum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/214/", "verse_text": "bhṛṣṭa-māṣa-mudga-sūpa amṛta nindaya\n\nmadhurāmla, baḍāmlādi amla pāṅca chaya", "devanagari": "> ভৃষ্ট-মাষ-মুদ্গ-সূপ অমৃত নিন্দয় ৷\n> মধুরাম্ল, বড়াম্লাদি অম্ল পাঁচ ছয় ॥২১৪॥", "synonyms": "*bhṛṣṭa*—frito; *māṣa*—dhal urad; *mudga*—dhal mung; *sūpa*—sopa; *amṛta*—néctar; *nindaya*—superando; *madhura-amla*—chutney doce; *baḍa-amla*—preparação azeda feita com dhal frito; *ādi*—e assim por diante; *amla*—azedas; *pāṅca chaya*—cinco ou seis tipos.", "translation": "**Havia uma sopa feita com dhal urad frito e dhal mung, que superava o néctar. Havia também chutney doce e cinco ou seis tipos de preparações azedas, a começar pelo baḍāmla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/215/", "verse_text": "mudga-baḍā, māṣa-baḍā, kalā-baḍā miṣṭa\n\nkṣīra-puli, nārikela-pulī āra yata piṣṭa", "devanagari": "> মুদ্গবড়া, মাষবড়া, কলাবড়া মিষ্ট ৷\n> ক্ষীরপুলি, নারিকেল-পুলি আর যত পিষ্ট ॥২১৫॥", "synonyms": "*mudga-baḍā*—bolinhos fritos feitos de dhal mung; *māṣa-baḍā*—bolinhos fritos feitos de dhal urad; *kalā-baḍā*—bolinhos fritos feitos de banana; *miṣṭa*—muito doces; *kṣīra-puli*—bolos feitos com arroz-doce; *nārikela-pulī*—bolo de coco; *āra*—e; *yata*—variedades de; *piṣṭa*—bolos.", "translation": "**Havia bolinhos feitos de dhal mung, de dhal urad e de bananas doces, e havia bolo de arroz-doce, bolo de coco e vários outros bolos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/216/", "verse_text": "kāṅji-baḍā, dugdha-ciḍā, dugdha-laklakī\n\nāra yata piṭhā kaila, kahite nā śaki", "devanagari": "> কাঁজিবড়া, দুগ্ধ-চিড়া, দুগ্ধ-লক্লকী ।\n> আর যত পিঠা কৈল, কহিতে না শকি ॥২১৬॥", "synonyms": "*kāṅji-baḍā*—bolos feitos com água azeda de arroz; *dugdha-ciḍā*—arroz-doce misturado com leite; *dugdha-laklakī*—outra preparação de leite e bolos para serem lambidos; *āra*—e; *yata*—vários tipos de; *piṭhā*—bolos; *kaila*—fez; *kahite*—descrever; *nā śaki*—não sou capaz.", "translation": "**Havia kāṅji-baḍā, dugdha-ciḍā, dugdha-laklakī e vários bolos, que sou incapaz de descrever.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/217/", "verse_text": "ghṛta-sikta paramānna, mṛt-kuṇḍikā bhari'\n\ncāṅpākalā-ghanadugdha-āmra tāhā dhari", "devanagari": "> ঘৃত-সিক্ত পরমান্ন, মৃৎকুণ্ডিকা ভরি’ ৷\n> চাঁপাকলা-ঘনদুগ্ধ-আম্র তাহা ধরি ॥২১৭॥", "synonyms": "*ghṛta-sikta parama-anna*—arroz-doce misturado com ghee; *mṛt-kuṇḍikā bhari'*—enchendo um pote de barro; *cāṅpā-kalā*—um tipo de banana; *ghana-dugdha*—leite condensado; *āmra*—polpa de manga; *tāhā*—isso; *dhari*—incluindo.", "translation": "**Arroz-doce misturado com ghee foi derramado num pote de barro e misturado com cāṅpā-kalā, leite condensado e manga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/218/", "verse_text": "rasālā-mathita dadhi, sandeśa apāra\n\ngauḍe utkale yata bhakṣyera prakāra", "devanagari": "> রসালা-মথিত দধি, সন্দেশ অপার  ।\n> গৌড়ে উৎকলে যত ভক্ষ্যের প্রকার ॥২১৮॥", "synonyms": "*rasālā*—deliciosa; *mathita*—batida; *dadhi*—coalhada; *sandeśa*—um doce; *apāra*—ilimitados; *gauḍe*—em Bengala; *utkale*—em Orissa; *yata*—todos; *bhakṣyera*—de comestíveis; *prakāra*—tipos.", "translation": "**Outras preparações incluíam uma coalhada batida deliciosíssima e uma variedade de doces sandeśa. De fato, todos os diversos comestíveis disponíveis em Bengala e Orissa foram preparados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/219/", "verse_text": "śraddhā kari' bhaṭṭācārya saba karāila\n\nśubhra-pīṭhopari sūkṣma vasana pātila", "devanagari": "> শ্রদ্ধা করি’ ভট্টাচার্য সব করাইল  ।\n> শুভ্র-পীঠোপরি সূক্ষ্ম বসন পাতিল ॥২১৯॥", "synonyms": "*śraddhā kari'*—com grande respeito; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *saba karāila*—mandou preparar tudo; *śubhra*—branca; *pīṭha*—uma plataforma de madeira; *upari*—sobre; *sūkṣma*—fino; *vasana*—pano; *pātila*—estendeu.", "translation": "**Assim, Bhaṭṭācārya preparou uma grande variedade de alimentos e estendeu um pano fino sobre uma plataforma de madeira branca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/220/", "verse_text": "dui pāśe sugandhi śītala jala-jhārī\n\nanna-vyañjanopari dila tulasī-mañjarī", "devanagari": "> দুই পাশে সুগন্ধি শীতল জল-ঝারী  ।\n> অন্ন-ব্যঞ্জনোপরি দিল তুলসী-মঞ্জরী ॥২২০॥", "synonyms": "*dui pāśe*—dos dois lados; *su-gandhi*—perfumada; *śītala*—fria; *jala-jhāri*—jarras de água; *anna-vyañjana-upari*—sobre o arroz e os legumes; *dila*—colocou; *tulasī-mañjarī*—flores de tulasī.", "translation": "**Dos dois lados da pilha de alimentos havia jarras cheias de água fria perfumada. As flores da árvore tulasī foram colocadas sobre o monte de arroz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/221/", "verse_text": "amṛta-guṭikā, piṭhā-pānā ānāila\n\njagannātha-prasāda saba pṛthak dharila", "devanagari": "> অমৃত-গুটিকা, পিঠা-পানা আনাইল ৷\n> জগন্নাথ-প্রসাদ সব পৃথক্ ধরিল ॥২২১॥", "synonyms": "*amṛta-guṭikā*—o doce chamado amṛta-guṭikā; *piṭhā-pānā*—bolos e arroz-doce; *ānāila*—trouxe; *jagannātha-prasāda*—restos do alimento do Senhor Jagannātha; *saba*—todos; *pṛthak dharila*—manteve em separado.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya também incluiu diversos tipos de alimentos que haviam sido oferecidos ao Senhor Jagannātha. Estes compreendiam bolinhas doces conhecidas como amṛta-guṭikā, arroz-doce e bolos. Todos esses foram mantidos em separado.**", "purport": "Embora os restos do alimento deixados por Jagannātha tivessem sido trazidos para a casa de Bhaṭṭācārya, foram mantidos à parte das preparações que ele havia feito em seu lar. Às vezes acontece de o prasāda ser misturado a uma quantidade maior de alimento e então distribuído, mas, neste caso, vemos que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya manteve o jagannātha-prasāda em separado. Ele o reservou particularmente para a satisfação de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/15/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/222/", "verse_text": "hena-kāle mahāprabhu madhyāhna kariyā\n\nekale āila tāṅra hṛdaya jāniyā", "devanagari": "> হেনকালে মহাপ্ৰভু মধ্যাহ্ন করিয়া ৷\n> একলে আইল তাঁর হৃদয় জানিয়া ॥২২২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *madhyāhna kariyā*—concluindo Seus deveres do meio-dia; *ekale*—sozinho; *āila*—veio; *tāṅra*—de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *hṛdaya*—o coração; *jāniyā*—conhecendo.", "translation": "**Quando tudo estava pronto, Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou ali sozinho, após concluir Seus deveres do meio-dia. Ele conhecia o coração de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/223/", "verse_text": "bhaṭṭācārya kaila tabe pāda prakṣālana\n\ngharera bhitare gelā karite bhojana", "devanagari": "> ভট্টাচার্য কৈল তবে পাদ প্রক্ষালন ।\n> ঘরের ভিতরে গেলা করিতে ভোজন ॥২২৩॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kaila*—realizou; *tabe*—em seguida; *pāda prakṣālana*—lavagem dos pés; *gharera bhitare*—dentro do aposento; *gelā*—entrou; *karite bhojana*—para almoçar.", "translation": "**Depois que Sārvabhauma Bhaṭṭācārya lavou os pés do Senhor, o Senhor entrou no aposento para almoçar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/224/", "verse_text": "annādi dekhiyā prabhu vismita hañā\n\nbhaṭṭācārye kahe kichu bhaṅgi kariyā", "devanagari": "> অন্নাদি দেখিয়া প্রভু বিস্মিত হঞা  ।\n> ভট্টাচার্যে কহে কিছু ভঙ্গি করিয়া ॥২২৪॥", "synonyms": "*anna-ādi dekhiyā*—ao ver a disposição dos alimentos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vismita hañā*—ficando admirado; *bhaṭṭācārye kahe*—disse a Bhaṭṭācārya; *kichu*—algo; *bhaṅgi*—gesto; *kariyā*—fazendo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou um pouco admirado ao ver a suntuosa disposição e, gesticulando, dirigiu-se a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/225/", "verse_text": "alaukika ei saba anna-vyañjana\n\ndui prahara bhitare kaiche ha-ila randhana?", "devanagari": "> অলৌকিক এই সব অন্ন-ব্যঞ্জন ৷ দুই প্রহর ভিতরে কৈছে হইল রন্ধন ? ২২৫ ॥২২৫॥", "synonyms": "*alaukika*—incomum; *ei*—esta; *saba*—toda; *anna-vyañjana*—arroz e legumes; *dui prahara bhitare*—em seis horas; *kaiche*—como; *ha-ila randhana*—o cozimento foi concluído.", "translation": "**\"Isto é incomuníssimo! Como foi possível concluir esta disposição de arroz e legumes em seis horas?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/226/", "verse_text": "śata culāya śata jana pāka yadi kare\n\ntabu śīghra eta dravya rāndhite nā pāre", "devanagari": "> শত চুলায় শত জন পাক যদি করে ৷\n> তবু শীঘ্র এত দ্রব্য রান্ধিতে না পারে ॥২২৬॥", "synonyms": "*śata culāya*—em cem fornos; *śata jana*—cem homens; *pāka yadi kare*—se estivessem ocupados em cozinhar; *tabu*—ainda assim; *śīghra*—tão depressa; *eta dravya*—tantas preparações; *rāndhite nā pāre*—não poderiam cozinhar.", "translation": "**\"Nem mesmo cem homens cozinhando em cem fornos poderiam concluir todas estas preparações em tão pouco tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/227/", "verse_text": "kṛṣṇera bhoga lāgāñācha,--anumāna kari\n\nupare dekhiye yāte tulasī-mañjarī", "devanagari": "> কৃষ্ণের ভোগ লাগাঞাছ, — অনুমান করি ।\n> উপরে দেখিয়ে যাতে তুলসী-মঞ্জরী ॥২২৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇera bhoga lāgāñācha*—ofereceste a Kṛṣṇa; *anumāna kari*—suponho; *upare*—sobre os alimentos; *dekhiye*—vejo; *yāte*—visto que; *tulasī-mañjarī*—flores da árvore tulasī.", "translation": "**\"Suponho que os alimentos já foram oferecidos a Kṛṣṇa, pois vejo que há flores de tulasī sobre os pratos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/228/", "verse_text": "bhāgyavān tumi, saphala tomāra udyoga\n\nrādhā-kṛṣṇe lāgāñācha etādṛśa bhoga", "devanagari": "> ভাগ্যবান্ তুমি, সফল তোমার উদ্যোগ ৷\n> রাধাকৃষ্ণে লাগাঞাছ এতাদৃশ ভোগ ॥২২৮॥", "synonyms": "*bhāgyavān tumi*—és afortunado; *sa-phala*—exitoso; *tomāra*—teu; *udyoga*—esforço; *rādhā-kṛṣṇe*—a Suas Onipotências Rādhā e Kṛṣṇa; *lāgāñācha*—ofereceste; *etādṛśa*—tais; *bhoga*—alimentos.", "translation": "**\"És afortunadíssimo, e teu esforço é exitoso, pois ofereceste alimentos tão maravilhosos a Rādhā-Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/229/", "verse_text": "annera saurabhya, varṇa--ati manorama\n\nrādhā-kṛṣṇa sākṣāt ihāṅ kariyāchena bhojana", "devanagari": "> অন্নের সৌরভ্য, বর্ণ — অতি মনোরম ৷\n> রাধাকৃষ্ণ সাক্ষাৎ ইহাঁ করিয়াছেন ভোজন ॥২২৯॥", "synonyms": "*annera saurabhya*—o aroma do arroz cozido; *varṇa*—cor; *ati manorama*—muito atraente; *rādhā-kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa e Rādhārāṇī; *sākṣāt*—diretamente; *ihāṅ*—tudo isto; *kariyāchena bhojana*—comeram.", "translation": "**\"A cor do arroz é tão atraente e seu aroma tão bom que parece que Rādhā e Kṛṣṇa o tomaram diretamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/230/", "verse_text": "tomāra bahuta bhāgya kata praśaṁsiba\n\nāmi--bhāgyavān, ihāra avaśeṣa pāba", "devanagari": "> তোমার বহুত ভাগ্য কত প্ৰশংসিব ।\n> আমি — ভাগ্যবান্, ইহার অবশেষ পাব ॥২৩০॥", "synonyms": "*tomāra*—tua; *bahuta*—grande; *bhāgya*—fortuna; *kata*—quanto; *praśaṁsiba*—devo louvar-te; *āmi*—Eu; *bhāgyavān*—afortunado; *ihāra*—destes; *avaśeṣa*—restos; *pāba*—receberei.", "translation": "**\"Meu caro Bhaṭṭācārya, tua fortuna é grandíssima. Quanto deverei louvar-te? Eu também sou muito afortunado por poder tomar os restos destes alimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/231/", "verse_text": "kṛṣṇera āsana-pīṭha rākhaha uṭhāñā\n\nmore prasāda deha' bhinna pātrete kariyā", "devanagari": "> কৃষ্ণের আসন-পীঠ রাখহ উঠাঞা ।\n> মোরে প্রসাদ দেহ’ ভিন্ন পাত্রেতে করিয়া ॥২৩১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *āsana-pīṭha*—o assento; *rākhaha*—põe de lado; *uṭhāñā*—levantando; *more*—a Mim; *prasāda*—prasāda; *deha'*—dá; *bhinna*—separado; *pātrete*—num prato; *kariyā*—colocando.", "translation": "**\"Retira o assento de Kṛṣṇa e põe-no de lado. Depois, dá-Me prasāda num prato separado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/232/", "verse_text": "bhaṭṭācārya bale--prabhu nā karaha vismaya\n\nyei khābe, tāṅhāra śaktye bhoga siddha haya", "devanagari": "> ভট্টাচার্য বলে, — প্রভু না করহ বিস্ময় ।\n> যেই খাবে, তাঁহার শক্ত্যে ভোগ সিদ্ধ হয় ॥২৩২॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya bale*—Bhaṭṭācārya disse; *prabhu*—meu Senhor; *nā karaha vismaya*—não Te admires; *yei khābe*—aquele que comerá; *tāṅhāra śaktye*—por Sua graça; *bhoga*—os alimentos; *siddha haya*—foram preparados.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Não é tão maravilhoso, meu Senhor. Tudo foi possibilitado pela energia e pela misericórdia Daquele que comerá os alimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/233/", "verse_text": "udyoga nā chila mora gṛhiṇīra randhane\n\nyāṅra śaktye bhoga siddha, sei tāhā jāne", "devanagari": "> উদ্যোগ না ছিল মোর গৃহিণীর রন্ধনে ।\n> যাঁর শক্ত্যে ভোগ সিদ্ধ, সেই তাহা জানে ॥২৩৩॥", "synonyms": "*udyoga*—esforço; *nā chila*—não houve; *mora*—meu; *gṛhiṇīra*—de minha esposa; *randhane*—no cozimento; *yāṅra śaktye*—por cuja potência; *bhoga siddha*—os alimentos foram preparados; *sei*—Ele; *tāhā jāne*—sabe isso.", "translation": "**\"Minha esposa e eu não nos esforçamos especialmente no cozimento. Aquele por cujo poder os alimentos foram preparados sabe de tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/234/", "verse_text": "eita āsane vasi' karaha bhojana\n\nprabhu kahe,--pūjya ei kṛṣṇera āsana", "devanagari": "> এইত আসনে বসি’ করহ ভোজন ৷\n> প্রভু কহে, — পূজ্য এই কৃষ্ণের আসন ॥২৩৪॥", "synonyms": "*eita āsane*—neste assento; *vasi'*—sentando-Te; *karaha bhojana*—almoça; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *pūjya*—adorável; *ei*—este; *kṛṣṇera āsana*—assento de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Agora, por favor, senta-Te neste lugar e almoça.\" Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Este lugar é adorável, porque foi usado por Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Segundo a etiqueta, as coisas usadas por Kṛṣṇa não devem ser usadas por mais ninguém. De modo semelhante, as coisas usadas pelo mestre espiritual também não devem ser usadas por mais ninguém. Essa é a etiqueta. Tudo o que é usado por Kṛṣṇa ou pelo mestre espiritual é adorável. Em particular, seus assentos ou lugares de refeição não devem ser usados por mais ninguém. O devoto deve ser muito cuidadoso em observar isso."}
{"ref": "cc/madhya/15/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/235/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,--anna, pīṭha,--samāna prasāda\n\nanna khābe, pīṭhe vasite kāhāṅ aparādha?", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — অন্ন, পীঠ, — সমান প্রসাদ ।\n> অন্ন খাবে, পীঠে বসিতে কাহাঁ অপরাধ ? ॥ ২৩৫ ॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *anna*—alimentos; *pīṭha*—assento; *samāna*—igual; *prasāda*—restos misericordiosos do Senhor; *anna khābe*—comerás os alimentos; *pīṭhe vasite*—sentar-Te no lugar; *kāhāṅ aparādha*—onde está a ofensa.", "translation": "**Bhaṭṭācārya disse: \"Tanto os alimentos quanto o assento são a misericórdia do Senhor. Se podes comer os restos dos alimentos, qual é a ofensa em sentares-Te neste lugar?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/236/", "verse_text": "prabhu kahe,--bhāla kaile, śāstra-ājñā haya\n\nkṛṣṇera sakala śeṣa bhṛtya āsvādaya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ভাল কৈলে, শাস্ত্র-আজ্ঞা হয় ।\n> কৃষ্ণের সকল শেষ ভৃত্য আস্বাদয় ॥২৩৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *bhāla kaile*—falaste corretamente; *śāstra-ājñā haya*—há tal ordem na escritura revelada; *kṛṣṇera sakala śeṣa*—tudo o que Kṛṣṇa deixa; *bhṛtya*—o servo; *āsvādaya*—partilha.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Sim, falaste corretamente. Os śāstras determinam que o devoto pode partilhar de tudo o que Kṛṣṇa deixa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/237/", "verse_text": "tvayopayukta-srag-gandha-\nvāso 'laṅkāra-carcitāḥ\nucchiṣṭa-bhojino dāsās\ntava māyāṁ jayema hi", "devanagari": "> ত্বয়োপযুক্তস্রগ্ গন্ধবাসোঽলঙ্কারচর্চিতাঃ ৷\n> উচ্ছিষ্টভোজিনো দাসাস্তব মায়াং জয়েম হি ॥২৩৭॥", "synonyms": "*tvayā*—por Ti; *upayukta*—usados; *srak*—guirlandas de flores; *gandha*—substâncias perfumadas, como a polpa de sândalo; *vāsaḥ*—vestes; *alaṅkāra*—ornamentos; *carcitāḥ*—estando enfeitados com; *ucchiṣṭa*—restos de alimentos; *bhojinaḥ*—comendo; *dāsāḥ*—servos; *tava*—Tua; *māyām*—energia ilusória; *jayema*—podemos conquistar; *hi*—certamente.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, as guirlandas, as substâncias perfumadas, as vestes, os ornamentos e outras coisas semelhantes que Te foram oferecidos podem ser posteriormente usados por Teus servos. Ao partilharmos dessas coisas e ao comermos os restos dos alimentos que deixaste, seremos capazes de conquistar a energia ilusória.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.6.46). No movimento Hare Kṛṣṇa, o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, a dança em êxtase e o comer dos restos dos alimentos oferecidos ao Senhor são muito, muito importantes. A pessoa pode ser iletrada ou incapaz de compreender a filosofia, mas, se partilhar desses três itens, certamente se liberará sem demora.\n\nEste verso foi falado por Uddhava ao Senhor Kṛṣṇa. Isso ocorreu durante a época em que o Uddhava-gītā foi falado. Naquele momento, havia certa perturbação em Dvārakā, e o Senhor Kṛṣṇa teve de deixar o mundo material e entrar no mundo espiritual. Uddhava pôde compreender a situação e conversou com a Suprema Personalidade de Deus. O verso citado acima é um trecho dessas conversas. Os passatempos de Śrī Kṛṣṇa neste mundo material chamam-se prakaṭa-līlā (passatempos manifestos), e Seus passatempos no mundo espiritual chamam-se aprakaṭa-līlā (passatempos imanifestos). Por imanifestos, queremos dizer que não estão presentes diante de nossos olhos. Não é que os passatempos do Senhor Kṛṣṇa sejam imanifestos. Eles prosseguem exatamente como o sol prossegue perpetuamente, mas, quando o sol está presente diante de nossos olhos, chamamos isso de dia (manifesto), e, quando não está presente, chamamos isso de noite (imanifesto). Aqueles que estão acima da jurisdição da noite estão sempre no mundo espiritual, onde os passatempos do Senhor lhes são constantemente manifestos. Como confirma a Brahma-saṁhitā:\n\nānanda-cinmaya-rasa-pratibhāvitābhis\ntābhir ya eva nija-rūpatayā kalābhiḥ\ngoloka eva nivasaty akhilātma-bhūto\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\npremāñjana-cchurita-bhakti-vilocanena\nsantaḥ sadaiva hṛdayeṣu vilokayanti\nyaṁ śyāmasundaram acintya-guṇa-svarūpaṁ\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Adoro Govinda, o Senhor primordial, que reside em Seu próprio reino, Goloka, com Rādhā, que se assemelha a Sua própria figura espiritual e que personifica a potência extática [hlādinī]. Suas companheiras são as confidentes Dela, que personificam extensões de Sua forma corpórea e que estão imbuídas e impregnadas do sempre bem-aventurado rasa espiritual. Adoro Govinda, o Senhor primordial, que é Śyāmasundara, o próprio Kṛṣṇa, dotado de inumeráveis atributos inconcebíveis, a quem os devotos puros veem no íntimo de seus corações com o olho da devoção untado com o bálsamo do amor.\" (Bs. 5.37-38)"}
{"ref": "cc/madhya/15/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/238/", "verse_text": "tathāpi eteka anna khāona nā yāya\n\nbhaṭṭa kahe,--jāni, khāo yateka yuyāya", "devanagari": "> তথাপি এতেক অন্ন খাওন না যায় ।\n> ভট্ট কহে, — জানি, খাও যতেক যুয়ায় ॥২৩৮॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *eteka*—tanta; *anna*—comida; *khāona*—comer; *nā yāya*—não é possível; *bhaṭṭa kahe*—Bhaṭṭācārya disse; *jāni*—eu sei; *khāo*—podes comer; *yateka*—quanto; *yuyāya*—é possível.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse então: \"Há tanta comida aqui que é impossível comê-la.\" Bhaṭṭācārya respondeu: \"Eu sei o quanto Tu podes comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/239/", "verse_text": "nīlācale bhojana tumi kara bāyānna bāra\n\neka eka bhogera anna śata śata bhāra", "devanagari": "> নীলাচলে ভোজন তুমি কর বায়ান্ন বার ।\n> এক এক ভোগের অন্ন শত শত ভার ॥২৩৯॥", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *bhojana*—aceitar o almoço; *tumi*—Tu; *kara*—fazes; *bāyānna bāra*—cinquenta e duas vezes; *eka eka bhogera*—de cada uma das oferendas; *anna*—alimentos; *śata śata bhāra*—centenas de baldes.", "translation": "**\"Afinal, em Jagannātha Purī Tu comes cinquenta e duas vezes por dia, e a cada vez comes centenas de baldes cheios de prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/240/", "verse_text": "dvārakāte ṣola-sahasra mahiṣī-mandire\n\naṣṭādaśa mātā, āra yādavera ghare", "devanagari": "> দ্বারকাতে ষোল-সহস্র মহিষী-মন্দিরে  ।\n> অষ্টাদশ মাতা, আর যাদবের ঘরে ॥২৪০॥", "synonyms": "*dvārakāte*—em Dvārakā-dhāma; *ṣola-sahasra*—dezesseis mil; *mahiṣī*—rainhas; *mandire*—palácios; *aṣṭādaśa mātā*—dezoito mães; *āra*—e; *yādavera ghare*—na casa da dinastia Yadu.", "translation": "**\"Em Dvārakā, Tu manténs dezesseis mil rainhas em dezesseis mil palácios. Há também dezoito mães e numerosos amigos e parentes da dinastia Yadu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/241/", "verse_text": "vraje jyeṭhā, khuḍā, māmā, pisādi gopa-gaṇa\n\nsakhā-vṛnda sabāra ghare dvisandhyā-bhojana", "devanagari": "> ব্রজে জ্যেঠা, খুড়া, মামা, পিসাদি গোপগণ  ।\n> সখাবৃন্দ সবার ঘরে দ্বিসন্ধ্যা-ভোজন ॥২৪১॥", "synonyms": "*vraje*—em Vṛndāvana; *jyeṭhā*—os irmãos mais velhos do pai; *khuḍā*—os irmãos mais novos do pai; *māmā*—os irmãos da mãe; *pisā*—os maridos das tias; *ādi*—e assim por diante; *gopa-gaṇa*—vaqueiros; *sakhā-vṛnda*—centenas de amigos; *sabāra*—de todos eles; *ghare*—nas casas; *dvi-sandhyā*—duas vezes ao dia; *bhojana*—comer.", "translation": "**\"Em Vṛndāvana, Tu tens também os irmãos mais velhos de Teu pai, os irmãos mais novos de Teu pai, os tios maternos, os maridos das irmãs de Teu pai e muitos vaqueiros. Há ainda os meninos vaqueiros, Teus amigos, e Tu comes duas vezes ao dia, de manhã e à noite, na casa de cada um deles.**", "purport": "Em Dvārakā, o Senhor Kṛṣṇa tinha dezoito mães, como Devakī, Rohiṇī e outras. Além destas, havia Sua mãe adotiva Yaśodā, em Vṛndāvana. O Senhor Kṛṣṇa tinha também dois tios, que eram irmãos de Nanda Mahārāja. Como afirma Śrīla Rūpa Gosvāmī em seu Śrī-kṛṣṇa-gaṇoddeśa-dīpikā, upanando 'bhinandaś ca pitṛvyau pūr-va-jau pituḥ: \"Os irmãos mais velhos de Nanda Mahārāja eram Upananda e Abhinanda.\" De modo semelhante, no mesmo livro são dados os nomes dos irmãos mais novos de Nanda Mahārāja. Pitṛvyau tu kanīyāṁsau syātāṁ sannanda-nandanau: \"Sannanda e Nandana, ou Sunanda e Pāṇḍava, eram os irmãos mais novos do pai de Kṛṣṇa, Nanda Mahārāja.\" Os tios maternos de Śrī Kṛṣṇa também foram ali descritos. Yaśodhara-yaśodeva-sudevādyās tu mātulāḥ: \"Yaśodhara, Yaśodeva e Sudeva eram os tios maternos de Kṛṣṇa.\" Os tios de Kṛṣṇa também são mencionados. Mahānīlaḥ sunīlaś ca ramaṇāv etayoḥ kramāt: \"Mahānīla e Sunīla são os maridos das tias de Kṛṣṇa.\""}
{"ref": "cc/madhya/15/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/242/", "verse_text": "govardhana-yajñe anna khāilā rāśi rāśi\n\ntāra lekhāya ei anna nahe eka grāsī", "devanagari": "> গোবর্ধন-যজ্ঞে অন্ন খাইলা রাশি রাশি ৷\n> তার লেখায় এই অন্ন নহে এক গ্রাসী ॥২৪২॥", "synonyms": "*govardhana-yajñe*—no sacrifício da Govardhana-pūjā; *anna*—comida; *khāilā*—comeste; *rāśi rāśi*—montes; *tāra*—a isso; *lekhāya*—em comparação; *ei*—esta; *anna*—comida; *nahe*—não é; *eka grāsī*—um bocado.", "translation": "**\"De fato\", continuou Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, \"na cerimônia da Govardhana-pūjā Tu comeste montes de arroz. Em comparação com aquilo, esta pequena quantidade não é sequer um bocado para Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/243/", "verse_text": "tumi ta' īśvara, muñi--kṣudra jīva chāra\n\neka-grāsa mādhukarī karaha aṅgīkāra", "devanagari": "> তুমি ত’ ঈশ্বর, মুঞি — ক্ষুদ্র জীব ছার ।\n> এক-গ্রাস মাধুকরী করহ অঙ্গীকার ॥২৪৩॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *ta'*—certamente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *muñi*—eu; *kṣudra jīva*—ser vivo insignificante; *chāra*—desprezível; *eka-grāsa*—uma pequena quantidade; *mādhu-karī*—como o coletado pelas abelhas; *karaha*—por favor, faze; *aṅgīkāra*—aceitar.", "translation": "**\"Tu és a Suprema Personalidade de Deus, ao passo que eu sou um ser vivo dos mais insignificantes. Portanto, podes aceitar uma pequena quantidade de comida de minha casa.\"**", "purport": "Espera-se de um sannyāsī que recolha um pouco de comida de cada chefe de família. Ou seja, ele deve tomar apenas o necessário para comer. Este sistema chama-se mādhukarī. A palavra mādhukarī provém da palavra mādhukara e significa \"abelhas que coletam mel\". As abelhas coletam um pouco de mel de cada flor, mas todas essas pequenas quantidades de mel acumulam-se até formar uma colmeia. Os sannyāsīs devem recolher um pouco de cada chefe de família e devem comer simplesmente o que for necessário para manter o corpo. Sendo um sannyāsī, o Senhor Caitanya Mahāprabhu podia recolher um pouco de comida da casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, e este era o pedido do Bhaṭṭācārya. Comparado ao alimento ingerido pelo Senhor em outras ocasiões, o banquete do Bhaṭṭācārya não era sequer um bocado. É isso o que o Bhaṭṭācārya está apontando ao Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/15/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/244/", "verse_text": "eta śuni' hāsi' prabhu vasilā bhojane\n\njagannāthera prasāda bhaṭṭa dena harṣa-mane", "devanagari": "> এত শুনি’ হাসি’ প্রভু বসিলা ভোজনে ।\n> জগন্নাথের প্রসাদ ভট্ট দেন হর্ষ-মনে ॥২৪৪॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *hāsi'*—sorrindo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasilā bhojane*—sentou-se para comer; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *prasāda*—restos de alimento; *bhaṭṭa*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *dena harṣa-mane*—serve com grande felicidade.", "translation": "**Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu e sentou-se para comer. O Bhaṭṭācārya, com grande prazer, ofereceu-Lhe primeiro o prasāda do templo de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/245/", "verse_text": "hena-kāle 'amogha,'--bhaṭṭācāryera jāmātā\n\nkulīna, nindaka teṅho ṣāṭhī-kanyāra bhartā", "devanagari": "> হেনকালে ‘অমোঘ’ — ভট্টাচার্যের জামাতা  ।\n> কুলীন, নিন্দক তেঁহো ষাঠি-কন্যার ভর্তা ॥২৪৫॥", "synonyms": "*hena-kāle*—exatamente nesse momento; *amogha*—Amogha; *bhaṭṭācāryera jāmātā*—o genro do Bhaṭṭācārya; *kulīna*—de nascimento aristocrático; *nindaka*—blasfemador; *teṅho*—ele; *ṣāṭhī-kanyāra bhartā*—o marido da filha de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya chamada Ṣāṭhī.", "translation": "**Nesse momento, o Bhaṭṭācārya tinha um genro chamado Amogha, que era o marido de sua filha chamada Ṣāṭhī. Embora nascido numa aristocrática família brāhmaṇa, este Amogha era um grande criticador e blasfemador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/246/", "verse_text": "bhojana dekhite cāhe, āsite nā pāre\n\nlāṭhī-hāte bhaṭṭācārya āchena duyāre", "devanagari": "> ভোজন দেখিতে চাহে, আসিতে না পারে  ।\n> লাঠি-হাতে ভট্টাচার্য আছেন দুয়ারে ॥২৪৬॥", "synonyms": "*bhojana*—o comer; *dekhite cāhe*—ele queria ver; *āsite nā pāre*—não podia entrar; *lāṭhī-hāte*—com um bastão na mão; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āchena*—estava; *duyāre*—no umbral.", "translation": "**Amogha queria ver Śrī Caitanya Mahāprabhu comer, mas não lhe era permitido entrar. De fato, o Bhaṭṭācārya guardava o umbral de sua casa com um bastão na mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/247/", "verse_text": "teṅho yadi prasāda dite hailā āna-mana\n\namogha āsi' anna dekhi' karaye nindana", "devanagari": "> তেঁহো যদি প্রসাদ দিতে হৈলা আন-মন ।\n> অমোঘ আসি’ অন্ন দেখি’ করয়ে নিন্দন ॥২৪৭॥", "synonyms": "*teṅho*—ele (o Bhaṭṭācārya); *yadi*—quando; *prasāda dite*—servindo o prasāda; *hailā*—ficou; *āna-mana*—desatento; *amogha*—Amogha; *āsi'*—entrando; *anna dekhi'*—vendo a comida; *karaye nindana*—começou a blasfemar.", "translation": "**Contudo, assim que o Bhaṭṭācārya começou a distribuir o prasāda e ficou um pouco desatento, Amogha entrou. Ao ver a quantidade de comida, ele começou a blasfemar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/248/", "verse_text": "ei anne tṛpta haya daśa bāra jana\n\nekelā sannyāsī kare eteka bhakṣaṇa!", "devanagari": "> এই অন্নে তৃপ্ত হয় দশ বার জন ।\n> একেলা সন্ন্যাসী করে এতেক ভক্ষণ ! ॥ ২৪৮ ॥", "synonyms": "*ei anne*—com tanta comida; *tṛpta haya*—podem satisfazer-se; *daśa bāra jana*—pelo menos dez a doze homens; *ekelā*—sozinho; *sannyāsī*—esta pessoa da ordem renunciada; *kare*—faz; *eteka*—tanto; *bhakṣaṇa*—comer.", "translation": "**\"Esta quantidade de comida é suficiente para satisfazer dez ou doze homens, mas este sannyāsī sozinho está comendo tanto!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/249/", "verse_text": "śunitei bhaṭṭācārya ulaṭi' cāhila\n\ntāṅra avadhāna dekhi' amogha palāila", "devanagari": "> শুনিতেই ভট্টাচার্য উলটি’ চাহিল ।\n> তাঁর অবধান দেখি’ অমোঘ পলাইল ॥২৪৯॥", "synonyms": "*śunitei*—ouvindo; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ulaṭi' cāhila*—voltou os olhos para ele; *tāṅra*—sua; *avadhāna*—atenção; *dekhi'*—vendo; *amogha*—Amogha; *palāila*—retirou-se.", "translation": "**Tão logo Amogha disse isto, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya voltou os olhos para ele. Ao ver a atitude do Bhaṭṭācārya, Amogha retirou-se imediatamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/250/", "verse_text": "bhaṭṭācārya lāṭhi lañā mārite dhāila\n\npalāila amogha, tāra lāga nā pāila", "devanagari": "> ভট্টাচার্য লাঠি লঞা মারিতে ধাইল ।\n> পলাইল অমোঘ, তার লাগ না পাইল ॥২৫০॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *lāṭhi lañā*—pegando um bastão; *mārite*—para golpear; *dhāila*—correu; *palāila*—fugiu; *amogha*—Amogha; *tāra*—dele; *lāga nā pāila*—não conseguiu alcançar.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya correu atrás dele para golpeá-lo com um bastão, mas Amogha fugiu tão depressa que o Bhaṭṭācārya não conseguiu alcançá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/251/", "verse_text": "tabe gāli, śāpa dite bhaṭṭācārya āilā\n\nnindā śuni' mahāprabhu hāsite lāgilā", "devanagari": "> তবে গালি, শাপ দিতে ভট্টাচার্য আইলা ।\n> নিন্দা শুনি’ মহাপ্ৰভু হাসিতে লাগিলা ॥২৫১॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *gāli*—chamando por nomes ofensivos; *śāpa dite*—amaldiçoando; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *āilā*—voltou; *nindā śuni'*—ouvindo a crítica; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsite lāgilā*—começou a rir.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya começou então a amaldiçoar seu genro e a chamá-lo por nomes ofensivos. Quando o Bhaṭṭācārya retornou, viu que Śrī Caitanya Mahāprabhu ria ao ouvi-lo criticar Amogha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/252/", "verse_text": "śuni' ṣāṭhīra mātā śire-buke ghāta māre\n\n'ṣāṭhī rāṇḍī ha-uka'--ihā bale bāre bāre", "devanagari": "> শুনি’ ষাঠীর মাতা শিরে-বুকে ঘাত মারে ।\n> ‘ষাঠী রাণ্ডী হউক’ — ইহা বলে বারে বারে ॥২৫২॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *ṣāṭhīra mātā*—a mãe de Ṣāṭhī; *śire*—na cabeça; *buke*—no peito; *ghāta māre*—golpeia; *ṣāṭhī rāṇḍī ha-uka*—que Ṣāṭhī fique viúva; *ihā bale*—diz isto; *bāre bāre*—repetidas vezes.", "translation": "**Quando a mãe de Ṣāṭhī, a esposa do Bhaṭṭācārya, soube deste incidente, começou imediatamente a golpear a própria cabeça e o peito, dizendo repetidas vezes: \"Que Ṣāṭhī fique viúva!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/253/", "verse_text": "duṅhāra duḥkha dekhi' prabhu duṅhā prabodhiyā\n\nduṅhāra icchāte bhojana kaila tuṣṭa hañā", "devanagari": "> দুঁহার দুঃখ দেখি’ প্রভু দুঁহা প্রবোধিয়া ।\n> দুঁহার ইচ্ছাতে ভোজন কৈল তুষ্ট হঞা ॥২৫৩॥", "synonyms": "*duṅhāra duḥkha dekhi'*—vendo a lamentação de ambos; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duṅhā prabodhiyā*—acalmando-os; *duṅhāra icchāte*—pela vontade de ambos; *bhojana kaila*—tomou Seu almoço; *tuṣṭa hañā*—com grande satisfação.", "translation": "**Vendo a lamentação tanto do marido quanto da esposa, Śrī Caitanya Mahāprabhu procurou acalmá-los. De acordo com o desejo deles, Ele comeu o prasāda e ficou muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/254/", "verse_text": "ācamana karāñā bhaṭṭa dila mukha-vāsa\n\ntulasī-mañjarī, lavaṅga, elāci rasa-vāsa", "devanagari": "> আচমন করাঞা ভট্ট দিল মুখবাস ৷\n> তুলসী-মঞ্জরী, লবঙ্গ, এলাচি রসবাস ॥২৫৪॥", "synonyms": "*ācamana karāñā*—lavando a boca, as mãos e as pernas de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭa*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *dila mukha-vāsa*—deu algumas especiarias aromáticas; *tulasī-mañjarī*—as flores de tulasī; *lavaṅga*—cravos; *elāci*—cardamomo; *rasa-vāsa*—aquilo que produz saliva.", "translation": "**Depois que Śrī Caitanya Mahāprabhu terminou de comer, o Bhaṭṭācārya lavou-Lhe a boca, as mãos e as pernas e ofereceu-Lhe especiarias aromáticas, tulasī-mañjarī, cravos e cardamomo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/255/", "verse_text": "sarvāṅge parāila prabhura mālya-candana\n\ndaṇḍavat hañā bale sadainya vacana", "devanagari": "> সর্বাঙ্গে পরাইল প্রভুর মাল্যচন্দন  ।\n> দণ্ডবত্ হঞা বলে সদৈন্য বচন ॥২৫৫॥", "synonyms": "*sarva-aṅge*—por todo o corpo; *parāila*—colocou; *prabhura*—do Senhor; *mālya-candana*—uma guirlanda de flores e polpa de sândalo; *daṇḍavat hañā*—oferecendo reverências; *bale*—diz; *sa-dainya*—humilde; *vacana*—declaração.", "translation": "**O Bhaṭṭācārya então colocou uma guirlanda de flores sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu e untou Seu corpo com polpa de sândalo. Após oferecer reverências, o Bhaṭṭācārya apresentou a seguinte declaração humilde.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/256/", "verse_text": "nindā karāite tomā āninu nija-ghare\n\nei aparādha, prabhu, kṣamā kara more", "devanagari": "> নিন্দা করাইতে তোমা আনিনু নিজ-ঘরে  ।\n> এই অপরাধ, প্রভু, ক্ষমা কর মোরে ॥২৫৬॥", "synonyms": "*nindā karāite*—apenas para provocar blasfêmia; *tomā*—a Ti; *āninu*—eu trouxe; *nija-ghare*—à minha casa; *ei aparādha*—esta ofensa; *prabhu*—meu Senhor; *kṣamā kara*—por favor, perdoa; *more*—a mim.", "translation": "**\"Eu Te trouxe à minha casa apenas para que fosses blasfemado. Esta é uma grande ofensa. Por favor, desculpa-me. Imploro Teu perdão.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/257/", "verse_text": "prabhu kahe,--nindā nahe, 'sahaja' kahila\n\nihāte tomāra kibā aparādha haila?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — নিন্দা নহে, ‘সহজ’ কহিল ৷\n> ইহাতে তোমার কিবা অপরাধ হৈল ? ॥ ২৫৭ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *nindā nahe*—não é blasfêmia; *sahaja*—corretamente; *kahila*—ele falou; *ihāte*—nisto; *tomāra*—tua; *kibā*—qual; *aparādha*—ofensa; *haila*—houve.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"O que Amogha disse está correto; portanto, não é blasfêmia. Qual é a tua ofensa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/258/", "verse_text": "eta bali' mahāprabhu calilā bhavane\n\nbhaṭṭācārya tāṅra ghare gelā tāṅra sane", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্ৰভু চলিলা ভবনে ।\n> ভট্টাচার্য তাঁর ঘরে গেলা তাঁর সনে ॥২৫৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā bhavane*—retornou à Sua residência; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tāṅra ghare*—à Sua residência; *gelā*—foi; *tāṅra sane*—com Ele.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu e retornou à Sua residência. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya também O seguiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/259/", "verse_text": "prabhu-pade paḍi' bahu ātma-nindā kaila\n\ntāṅre śānta kari' prabhu ghare pāṭhāila", "devanagari": "> প্রভু-পদে পড়ি’ বহু আত্মনিন্দা কৈল ।\n> তাঁরে শান্ত করি’ প্রভু ঘরে পাঠাইল ॥২৫৯॥", "synonyms": "*prabhu-pade*—aos pés do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍi'*—prostrando-se; *bahu*—muita; *ātma-nindā kaila*—fez autocensura; *tāṅre*—a ele; *śānta kari'*—acalmando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ghare pāṭhāila*—enviou de volta à sua casa.", "translation": "**Prostrando-se aos pés do Senhor, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse muitas coisas em autocensura. O Senhor então o acalmou e o enviou de volta à sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/260/", "verse_text": "ghare āsi' bhaṭṭācārya ṣāṭhīra mātā-sane\n\nāpanā nindiyā kichu balena vacane", "devanagari": "> ঘরে আসি’ ভট্টাচার্য ষাঠীর মাতা-সনে  ।\n> আপনা নিন্দিয়া কিছু বলেন বচনে ॥২৬০॥", "synonyms": "*ghare āsi'*—retornando para casa; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ṣāṭhīra mātā-sane*—com a mãe de Ṣāṭhī; *āpanā nindiyā*—condenando a si mesmo; *kichu*—algumas; *balena vacane*—profere palavras.", "translation": "**Após retornar para casa, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya consultou sua esposa, a mãe de Ṣāṭhī. Após condenar a si mesmo pessoalmente, ele começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/261/", "verse_text": "caitanya-gosāñira nindā śunila yāhā haite\n\ntāre vadha kaile haya pāpa-prāyaścitte", "devanagari": "> চৈতন্য-গোসাঞির নিন্দা শুনিল যাহা হৈতে  ।\n> তারে বধ কৈলে হয় পাপ-প্রায়শ্চিত্তে ॥২৬১॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñira*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nindā*—blasfêmia; *śunila*—eu ouvi; *yāhā haite*—de quem; *tāre vadha kaile*—se ele for morto; *haya*—há; *pāpa-prāyaścitte*—expiação pelo ato pecaminoso.", "translation": "**\"Se o homem que blasfemou Śrī Caitanya Mahāprabhu for morto, seu ato pecaminoso poderá ser expiado.\"**", "purport": "O *Hari-bhakti-vilāsa* cita a seguinte passagem do Skanda Purāṇa a respeito da blasfêmia contra um vaiṣṇava:\n\nyo hi bhāgavataṁ lokam\nupahāsaṁ nṛpottama\nkaroti tasya naśyanti\nartha-dharma-yaśaḥ-sutāḥ\n\nnindāṁ kurvanti ye mūḍhā\nvaiṣṇavānāṁ mahātmanām\npatanti pitṛbhiḥ sārdhaṁ\nmahā-raurava-saṁjñite\n\nhanti nindati vai dveṣṭi\nvaiṣṇavān nābhinandati\nkrudhyate yāti no harṣaṁ\ndarśane patanāni ṣaṭ\n\nNesta conversa entre Mārkaṇḍeya e Bhagīratha, afirma-se: \"Meu querido rei, se alguém zomba de um devoto elevado, perde os resultados de suas atividades piedosas, sua opulência, sua reputação e seus filhos. Os vaiṣṇavas são todos grandes almas. Quem quer que os blasfeme cai no inferno conhecido como Mahāraurava. Ele também é acompanhado por seus antepassados. Quem quer que mate ou blasfeme um vaiṣṇava, e quem quer que inveje um vaiṣṇava ou se ire com ele, ou quem quer que não lhe ofereça reverências nem sinta alegria ao ver um vaiṣṇava, certamente cai numa condição infernal.\"\n\nO *Hari-bhakti-vilāsa* (10.314) também apresenta a seguinte passagem do Dvārakā-māhātmya:\n\nkara-patraiś ca phālyante\nsutīvrair yama-śāsanaiḥ\nnindāṁ kurvanti ye pāpā\nvaiṣṇavānāṁ mahātmanām\n\nNuma conversa entre Prahlāda Mahārāja e Bali Mahārāja, afirma-se: \"Aquelas pessoas pecaminosas que blasfemam os vaiṣṇavas, que são todos grandes almas, são submetidas muito severamente ao castigo imposto por Yamarāja.\"\n\nNo Bhakti-sandarbha (313) há uma declaração a respeito da blasfêmia contra o Senhor Viṣṇu.\n\nye nindanti hṛṣīkeśaṁ\ntad-bhaktaṁ puṇya-rūpiṇam\nśata-janmārjitaṁ puṇyaṁ\nteṣāṁ naśyati niścitam\n\nte pacyante mahā-ghore\nkumbhīpāke bhayānake\nbhakṣitāḥ kīṭa-saṅghena\nyāvac candra-divākarau\n\nśrī-viṣṇor avamānanād\ngurutaraṁ śrī-vaiṣṇavollaṅghanam\n\ntadīya-dūṣaka-janān\nna paśyet puruṣādhamān\ntaiḥ sārdhaṁ vañcaka-janaiḥ\nsaha-vāsaṁ na kārayet\n\n\"Aquele que critica o Senhor Viṣṇu e Seus devotos perde todos os benefícios acumulados em cem nascimentos piedosos. Tal pessoa apodrece no inferno Kumbhīpāka e é mordida por vermes enquanto o sol e a lua existirem. Por isso, não se deve sequer ver o rosto de uma pessoa que blasfema o Senhor Viṣṇu e Seus devotos. Jamais procure associar-se com tais pessoas.\"\n\nEm seu Bhakti-sandarbha (265), Jīva Gosvāmī cita ainda o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.74.40):\n\nnindāṁ bhagavataḥ śṛṇvan\ntat-parasya janasya vā\ntato nāpaiti yaḥ so 'pi\nyāty adhaḥ sukṛtāc cyutaḥ\n\n\"Se alguém não se retira imediatamente ao ouvir a blasfêmia contra o Senhor ou contra o devoto do Senhor, ele decai do serviço devocional.\" De modo semelhante, Satī, a esposa do Senhor Śiva, declara no *Śrīmad-Bhāgavatam* (4.4.17):\n\nkarṇau pidhāya nirayād yad akalpa īśe\ndharmāvitary asṛṇibhir nṛbhir asyamāne\nchindyāt prasahya ruśatīm asatīṁ prabhuś cej\njihvām asūn api tato visṛjet sa dharmaḥ\n\n\"Se alguém ouvir uma pessoa irresponsável blasfemar o mestre e controlador da religião, deve tapar os ouvidos e afastar-se, caso seja incapaz de puni-la. Mas, se for capaz de matar, então deve, à força, arrancar a língua do blasfemador e matar o ofensor, e depois disso deve dar sua própria vida.\""}
{"ref": "cc/madhya/15/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/262/", "verse_text": "kimvā nija-prāṇa yadi kari vimocana\n\ndui yogya nahe, dui śarīra brāhmaṇa", "devanagari": "> কিম্বা নিজ-প্রাণ যদি করি বিমোচন ।\n> দুই যোগ্য নহে, দুই শরীর ব্রাহ্মণ ॥২৬২॥", "synonyms": "*kimvā*—ou; *nija-prāṇa*—minha própria vida; *yadi*—se; *kari vimocana*—eu der; *dui*—ambas as ações; *yogya nahe*—não são apropriadas; *dui śarīra*—ambos os corpos; *brāhmaṇa*—brāhmaṇas.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya continuou: \"Ou, se eu der minha própria vida, este ato pecaminoso poderá ser expiado. No entanto, nenhuma dessas ideias é apropriada, pois ambos os corpos pertencem a brāhmaṇas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/263/", "verse_text": "punaḥ sei nindakera mukha nā dekhiba\n\nparityāga kailuṅ, tāra nāma nā la-iba", "devanagari": "> পুনঃ সেই নিন্দকের মুখ না দেখিব ।\n> পরিত্যাগ কৈলুঁ, তার নাম না লইব ॥২৬৩॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *sei*—aquele; *nindakera*—do blasfemador; *mukha*—rosto; *nā*—não; *dekhiba*—verei; *parityāga*—abandonando; *kailuṅ*—faço; *tāra*—seu; *nāma*—nome; *nā*—não; *la-iba*—pronunciarei.", "translation": "**\"Em vez disso, jamais verei o rosto daquele blasfemador. Eu o rejeito e abandono minha relação com ele. Jamais pronunciarei sequer seu nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/264/", "verse_text": "ṣāṭhīre kaha--tāre chāḍuka, se ha-ila 'patita'\n\n'patita' ha-ile bhartā tyajite ucita", "devanagari": "> ষাঠীরে কহ — তারে ছাড়ুক, সে হইল ‘পতিত’ ।\n> ‘পতিত’ হইলে ভর্তা ত্যজিতে উচিত ॥২৬৪॥", "synonyms": "*ṣāṭhīre kaha*—informa Ṣāṭhī; *tāre chāḍuka*—que ela o abandone; *se ha-ila*—ele se tornou; *patita*—decaído; *patita ha-ile*—quando alguém decai; *bhartā*—tal marido; *tyajite*—abandonar; *ucita*—é o dever.", "translation": "**\"Informa minha filha Ṣāṭhī que abandone sua relação com o marido, pois ele decaiu. Quando o marido decai, é dever da esposa romper a relação.**", "purport": "Śrīla Sārvabhauma Bhaṭṭācārya considerou que, se Amogha fosse morto, sofrer-se-iam reações pecaminosas por matar o corpo de um brāhmaṇa. Pela mesma razão, teria sido indesejável que o Bhaṭṭācārya cometesse suicídio, pois ele também era um brāhmaṇa. Visto que nenhuma das duas alternativas podia ser aceita, o Bhaṭṭācārya decidiu abandonar sua relação com Amogha e jamais ver seu rosto.\n\nNo que diz respeito a matar o corpo de um brāhmaṇa, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.7.53) apresenta o seguinte preceito:\n\nśrī-bhagavān uvāca\nbrahma-bandhur na hantavya\nātatāyī vadhār-haṇaḥ\nmayaivobhayam āmnātaṁ\nparipāhy anuśāsanam\n\n\"A Personalidade de Deus Śrī Kṛṣṇa disse: Um amigo de um brāhmaṇa não deve ser morto, mas, se ele for um agressor, deve ser morto. Todos esses preceitos estão nas escrituras, e tu deves agir de acordo com eles.\"\n\nCitando da smṛti, Śrīla Śrīdhara Svāmī comenta esta passagem do *Śrīmad-Bhāgavatam*:\n\nātatāyinam āyāntam\napi vedānta-pāragam\njighāṁ-santaṁ jighāṁsīyān\nna tena brahmahā bhavet\n\n\"Ainda que um agressor seja um erudito muito instruído no Vedānta, ele deve ser morto por causa de sua inveja em matar os outros. Em tal caso, não é pecaminoso matar um brāhmaṇa.\"\n\nAfirma-se também no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.7.57):\n\nvapanaṁ draviṇādānaṁ\nsthānān niryāpaṇaṁ tathā\neṣa hi brahma-bandhūnāṁ\nvadho nānyo 'sti daihikaḥ\n\n\"Cortar o cabelo de sua cabeça, privá-lo de sua riqueza e expulsá-lo de sua residência são os castigos prescritos para o parente de um brāhmaṇa. Não há preceito para matar o corpo.\"\n\nTal castigo é suficiente para um brahma-bandhu. Não há necessidade de matar pessoalmente seu corpo. Quanto a Ṣāṭhī, a filha de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, ela foi aconselhada a abandonar sua relação com o marido. A esse respeito, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.5.18) afirma: na patiś ca sa syān na mocayed yaḥ samupeta-mṛtyum: \"Não se pode ser marido se não se pode libertar os dependentes da morte inevitável.\" Se uma pessoa não está em consciência de Kṛṣṇa e é desprovida de poder espiritual, ela não pode proteger sua esposa da senda do repetido nascimento e morte. Por conseguinte, tal pessoa não pode ser aceita como marido. A esposa deve dedicar sua vida e tudo o que possui a Kṛṣṇa, para maior avanço na consciência de Kṛṣṇa. Se ela romper sua ligação com o marido, que abandona a consciência de Kṛṣṇa, ela segue os passos das dvija-patnīs, as esposas dos brāhmaṇas que estavam ocupados na realização de sacrifícios. A esposa não deve ser condenada por romper tal relação. Quanto a isso, Śrī Kṛṣṇa afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.23.31-32):\n\npatayo nābhyasūyeran\npitṛ-bhrātṛ-sutādayaḥ\nlokāś ca vo mayopetā\ndevā apy anumanvate\n\nna prītaye 'nurāgāya\nhy aṅga-saṅgo nṛṇām iha\ntan mano mayi yuñjānā\nacirān mām avāpsyatha\n\nTal separação jamais é condenada pela vontade suprema. Ninguém deve invejar a ordem de Kṛṣṇa. Até os semideuses apoiam tal ação. Neste mundo material, ninguém se torna amado simplesmente por manter uma relação corpórea. Contudo, pode-se alcançar a perfeição completa associando-se em consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/15/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/265/", "verse_text": "patiṁ ca patitaṁ tyajet", "devanagari": "> পতিঞ্চ পতিতং ত্যজেৎ ॥২৬৫॥", "synonyms": "*patim*—marido; *ca*—e; *patitam*—caído; *tyajet*—deve-se abandonar.", "translation": "**\"Quando um marido está caído, deve-se abandonar a relação com ele.\"**", "purport": "Esta é uma citação do smṛti-śāstram. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.11.28):\n\nsantuṣṭālolupā dakṣā\ndharma-jñā priya-satya-vāk\napramattā śuciḥ snigdhā\npatiṁ tv apatitaṁ bhajet\n\n\"A esposa que está satisfeita, que não é cobiçosa, que é hábil e conhece os princípios religiosos, que fala o que é agradável e verdadeiro e não se deixa confundir, que é sempre limpa e afetuosa, deve ser muito devotada a seu marido que não está caído.\""}
{"ref": "cc/madhya/15/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/266/", "verse_text": "sei rātre amogha kāhāṅ palāñā gela\n\nprātaḥ-kāle tāra visūcikā-vyādhi haila", "devanagari": "> সেই রাত্রে অমোঘ কাহাঁ পলাঞা গেল ।\n> প্রাতঃকালে তার বিসূচিকা-ব্যাধি হৈল ॥২৬৬॥", "synonyms": "*sei rātre*—naquela noite; *amogha*—o genro de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kāhāṅ*—onde; *palāñā gela*—fugiu; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *tāra*—sua; *visūcikā-vyādhi*—infecção de cólera; *haila*—houve.", "translation": "**Naquela noite, Amogha, o genro de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, fugiu, e pela manhã imediatamente adoeceu de cólera.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/267/", "verse_text": "amogha marena--śuni' kahe bhaṭṭācārya\n\nsahāya ha-iyā daiva kaila mora kārya", "devanagari": "> অমোঘ মরেন — শুনি’ কহে ভট্টাচার্য ।\n> সহায় হইয়া দৈব কৈল মোর কার্য ॥২৬৭॥", "synonyms": "*amogha marena*—Amogha está morrendo; *śuni'*—ouvindo; *kahe bhaṭṭācārya*—Bhaṭṭācārya disse; *sahāya ha-iyā*—ajudando; *daiva*—a Providência; *kaila*—fez; *mora*—minha; *kārya*—tarefa.", "translation": "**Quando Bhaṭṭācārya ouviu que Amogha estava morrendo de cólera, pensou: \"É um favor da Providência que Ele faça o que eu desejo fazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/268/", "verse_text": "īśvare ta' aparādha phale tata-kṣaṇa\n\neta bali' paḍe dui śāstrera vacana", "devanagari": "> ঈশ্বরে ত’ অপরাধ ফলে ততক্ষণ ।\n> এত বলি’ পড়ে দুই শাস্ত্রের বচন ॥২৬৮॥", "synonyms": "*īśvare*—à Suprema Personalidade de Deus; *ta'*—de fato; *aparādha*—ofensa; *phale*—produz resultados; *tata-kṣaṇa*—imediatamente; *eta bali'*—dizendo isto; *paḍe*—recita; *dui*—dois; *śāstrera vacana*—versos das escrituras reveladas.", "translation": "**\"Quando alguém ofende a Suprema Personalidade de Deus, o karma produz efeito imediatamente.\" Após dizer isto, ele recitou dois versos das escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/269/", "verse_text": "mahatā hi prayatnena\n\nhasty-aśva-ratha-pattibhiḥ\n\nasmābhir yad anuṣṭheyaṁ\n\ngandharvais tad anuṣṭhitam", "devanagari": "> মহতা হি প্রযত্নেন হস্ত্যশ্বরথপত্তিভিঃ ।\n> অস্মাভির্যদনুষ্ঠেয়ং গন্ধর্বৈস্তদনুষ্ঠিতম্ ॥২৬৯॥", "synonyms": "*mahatā*—muito grande; *hi*—certamente; *prayatnena*—por esforço; *hasti*—elefantes; *aśva*—cavalos; *ratha*—quadrigas; *pattibhiḥ*—e por soldados de infantaria; *asmābhiḥ*—por nós mesmos; *yat*—tudo o que; *anuṣṭheyaṁ*—tem de ser providenciado; *gandharvaiḥ*—pelos Gandharvas; *tat*—isso; *anuṣṭhitam*—feito.", "translation": "**\" 'O que tivemos de providenciar com grande esforço, reunindo elefantes, cavalos, quadrigas e soldados de infantaria, já foi realizado pelos Gandharvas.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Mahābhārata* (Vana-parva 241.15). Bhīmasena fez esta declaração quando todos os Pāṇḍavas viviam incógnitos. Naquela época, houve uma luta entre os Kauravas e os Gandharvas. Os soldados Kauravas estavam sob o comando de Karṇa, mas o comandante-em-chefe dos Gandharvas conseguiu prender todos os Kauravas em virtude de sua força militar superior. Naquele momento, os ministros e comandantes de Duryodhana, que viviam na floresta, pediram a Mahārāja Yudhiṣṭhira que os ajudasse. Tendo sido assim solicitado, Bhīmasena pronunciou o verso acima, recordando as antigas atividades nefastas e atrozes de Duryodhana contra eles. De fato, Bhīmasena considerou muito apropriado que Duryodhana e seu grupo fossem presos. Isso só poderia ter sido realizado pelos Pāṇḍavas com grande esforço."}
{"ref": "cc/madhya/15/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/270/", "verse_text": "āyuḥ śriyaṁ yaśo dharmaṁ\n\nlokān āśiṣa eva ca\n\nhanti śreyāṁsi sarvāṇi\n\npuṁso mahad-atikramaḥ", "devanagari": "> আয়ুঃ শ্রিয়ং যশো ধর্মং লোকানাশিষ এব চ ৷\n> হন্তি শ্রেয়াংসি সর্বাণি পুংসো মহদতিক্রমঃ ॥২৭০॥", "synonyms": "*āyuḥ*—duração da vida; *śriyam*—opulência; *yaśaḥ*—reputação; *dharmam*—religião; *lokān*—posses; *āśiṣaḥ*—bênçãos; *eva*—certamente; *ca*—e; *hanti*—destrói; *śreyāṁsi*—boa fortuna; *sarvāṇi*—toda; *puṁsaḥ*—de uma pessoa; *mahat*—de grandes almas; *atikramaḥ*—a violação.", "translation": "**\" 'Quando uma pessoa maltrata grandes almas, sua duração de vida, opulência, reputação, religião, posses e boa fortuna são todas destruídas.'**", "purport": "Esta é uma declaração feita por Śukadeva Gosvāmī, que relatava o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.4.46) a Mahārāja Parīkṣit. Esta citação diz respeito à tentativa de matar a irmã de Kṛṣṇa (Yogamāyā), que apareceu antes do nascimento de Kṛṣṇa como filha de mãe Yaśodā. Essa filha, Yogamāyā, e Kṛṣṇa nasceram simultaneamente, e Vasudeva substituiu Kṛṣṇa levando Yogamāyā para longe. Quando ela foi levada a Mathurā e Kaṁsa tentou matá-la, Yogamāyā escapou de suas mãos. Ela não pôde ser morta. Em seguida, informou Kaṁsa sobre o nascimento de seu inimigo, Kṛṣṇa, e, assim frustrado, Kaṁsa consultou seus associados, que eram todos demônios. Quando essa grande conspiração se tramava, este verso foi pronunciado por Śukadeva Gosvāmī. Ele ressalta que um demônio pode perder tudo por causa de suas atividades nefastas.\n\nA palavra mahad-atikramaḥ, que significa \"inveja do Senhor Viṣṇu e de Seus devotos\", é significativa neste verso. A palavra mahat indica uma grande personalidade, um devoto ou a própria Suprema Personalidade de Deus. Por estarem sempre ocupados no serviço do Senhor, os próprios devotos são tão grandes quanto a Suprema Personalidade de Deus. A palavra mahat também é explicada no *Bhagavad-gītā* (9.13):\n\nmahātmānas tu māṁ pārtha\ndaivīṁ prakṛtim āśritāḥ\nbhajanty ananya-manaso\njñātvā bhūtādim avyayam\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que não se iludem, as grandes almas, estão sob a proteção da natureza divina. Eles se ocupam plenamente no serviço devocional porque Me conhecem como a Suprema Personalidade de Deus, original e inexaurível.\"\n\nTer inveja do Senhor e de Seus devotos não é nem um pouco auspicioso para um demônio. Por tal inveja, o demônio perde tudo o que se considera benéfico."}
{"ref": "cc/madhya/15/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/271/", "verse_text": "gopīnāthācārya gelā prabhu-daraśane\n\nprabhu tāṅre puchila bhaṭṭācārya-vivaraṇe", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য গেলা প্রভু-দরশনে ।\n> প্রভু তাঁরে পুছিল ভট্টাচার্য-বিবরণে ॥২৭১॥", "synonyms": "*gopīnāthācārya*—Gopīnātha Ācārya; *gelā*—foi; *prabhu-daraśane*—ver o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *puchila*—perguntou; *bhaṭṭācārya-vivaraṇe*—os acontecimentos na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.", "translation": "**Nesse momento, Gopīnātha Ācārya foi ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor lhe perguntou sobre os acontecimentos que se davam na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/272/", "verse_text": "ācārya kahe,--upavāsa kaila dui jana\n\nvisūcikā-vyādhite amogha chāḍiche jīvana", "devanagari": "> আচার্য কহে, — উপবাস কৈল দুই জন ।\n> বিসূচিকা-ব্যাধিতে অমোঘ ছাড়িছে জীবন ॥২৭২॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Gopīnātha Ācārya informou; *upavāsa*—jejum; *kaila*—observaram; *dui jana*—as duas pessoas; *visūcikā-vyādhite*—pela doença da cólera; *amogha*—Amogha; *chāḍiche jīvana*—está para morrer.", "translation": "**Gopīnātha Ācārya informou ao Senhor que tanto o marido quanto a esposa estavam jejuando e que seu genro, Amogha, estava morrendo de cólera.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/273/", "verse_text": "śuni' kṛpāmaya prabhu āilā dhāñā\n\namoghere kahe tāra buke hasta diyā", "devanagari": "> শুনি’ কৃপাময় প্রভু আইলা ধাঞা  ।\n> অমোঘেরে কহে তার বুকে হস্ত দিয়া ॥২৭৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *kṛpā-maya*—misericordioso; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *dhāñā*—correndo; *amoghere*—a Amogha; *kahe*—Ele diz; *tāra*—seu; *buke*—no peito; *hasta diyā*—pondo Sua mão.", "translation": "**Assim que Caitanya Mahāprabhu ouviu que Amogha estava para morrer, correu até ele a toda pressa. Pondo Sua mão sobre o peito de Amogha, falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/274/", "verse_text": "sahaje nirmala ei 'brāhmaṇa'-hṛdaya\n\nkṛṣṇera vasite ei yogya-sthāna haya", "devanagari": "> সহজে নির্মল এই ‘ব্রাহ্মণ’-হৃদয়  ।\n> কৃষ্ণের বসিতে এই যোগ্যস্থান হয় ॥২৭৪॥", "synonyms": "*sahaje*—por natureza; *nirmala*—sem contaminação; *ei*—este; *brāhmaṇa-hṛdaya*—coração de um brāhmaṇa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vasite*—sentar-se; *ei*—este; *yogya-sthāna*—lugar apropriado; *haya*—é.", "translation": "**\"O coração de um brāhmaṇa é, por natureza, muito limpo; portanto, é um lugar apropriado para Kṛṣṇa sentar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/275/", "verse_text": "'mātsarya'-caṇḍāla kene ihāṅ vasāile\n\nparama pavitra sthāna apavitra kaile", "devanagari": "> ‘মাৎসর্য’-চণ্ডাল কেনে ইহাঁ বসাইলে  ।\n> পরম পবিত্র স্থান অপবিত্র কৈলে ॥২৭৫॥", "synonyms": "*mātsarya*—inveja; *caṇḍāla*—o mais baixo dos homens; *kene*—por que; *ihāṅ*—aqui; *vasāile*—permitiste sentar-se; *parama pavitra*—puríssimo; *sthāna*—lugar; *apavitra*—impuro; *kaile*—tornaste.", "translation": "**\"Por que permitiste que a inveja também se sentasse aqui? Por causa disso, tornaste-te como um caṇḍāla, o mais baixo dos homens, e contaminaste um lugar puríssimo – o teu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/276/", "verse_text": "sārvabhauma-saṅge tomāra 'kaluṣa' haila kṣaya\n\n'kalmaṣa' ghucile jīva 'kṛṣṇa-nāma' laya", "devanagari": "> সার্বভৌম-সঙ্গে তোমার ‘কলুষ’ হৈল ক্ষয় ।\n> ‘কল্মষ’ ঘুচিলে জীব ‘কৃষ্ণনাম’ লয় ॥২৭৬॥", "synonyms": "*sārvabhauma-saṅge*—pela associação com Sārvabhauma; *tomāra*—tua; *kaluṣa*—contaminação; *haila kṣaya*—está agora vencida; *kalmaṣa*—contaminação; *ghucile*—quando dissipada; *jīva*—a entidade viva; *kṛṣṇa-nāma*—o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *laya*—pode cantar.", "translation": "**\"Contudo, graças à associação com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, toda a tua contaminação está agora vencida. Quando o coração de uma pessoa se limpa de toda contaminação, ela é capaz de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/277/", "verse_text": "uṭhaha, amogha, tumi lao kṛṣṇa-nāma\n\nacire tomāre kṛpā karibe bhagavān", "devanagari": "> উঠহ, অমোঘ, তুমি লও কৃষ্ণনাম ।\n> অচিরে তোমারে কৃপা করিবে ভগবান্ ॥২৭৭॥", "synonyms": "*uṭhaha*—levanta-te; *amogha*—Amogha; *tumi*—tu; *lao*—canta; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *acire*—muito em breve; *tomāre*—a ti; *kṛpā*—misericórdia; *karibe*—concederá; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Portanto, Amogha, levanta-te e canta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa! Se o fizeres, Kṛṣṇa infalivelmente te concederá Sua misericórdia.\"**", "purport": "A Verdade Absoluta é compreendida em três fases – o Brahman impessoal, o Paramātmā e a Suprema Personalidade de Deus, o Bhagavān. Todos esses são uma única e mesma verdade, mas o Brahman, o Paramātmā e o Bhagavān constituem três aspectos diferentes. Quem quer que compreenda o Brahman é chamado brāhmaṇa, e, quando um brāhmaṇa se ocupa no serviço devocional ao Senhor, é chamado vaiṣṇava. A menos que se chegue a compreender a Suprema Personalidade de Deus, a compreensão que se tem do Brahman impessoal é imperfeita. Um brāhmaṇa pode cantar o mantra Hare Kṛṣṇa na plataforma de nāmābhāsa, mas não na plataforma de vibração pura. Quando um brāhmaṇa se ocupa no serviço ao Senhor, compreendendo plenamente sua relação eterna, seu serviço devocional chama-se abhidheya. Quando se alcança essa fase, a pessoa é chamada bhāgavata ou vaiṣṇava. Isso indica que ela está livre da contaminação e do apego material. Isso é confirmado pelo *Bhagavad-gītā* (7.28):\n\nyeṣāṁ tv anta-gataṁ pāpaṁ\njanānāṁ puṇya-karmaṇām\nte dvandva-moha-nirmuktā\nbhajante māṁ dṛḍha-vratāḥ\n\n\"As pessoas que agiram piedosamente em vidas anteriores e nesta vida, cujas ações pecaminosas estão completamente erradicadas e que estão livres da dualidade da ilusão, ocupam-se em Meu serviço com determinação.\"\n\nUm brāhmaṇa pode ser um erudito muito versado, mas isso não significa que esteja livre da contaminação material. A contaminação de um brāhmaṇa, contudo, está no modo da bondade. No mundo material, os três modos são bondade, paixão e ignorância, e todos eles são simplesmente diferentes graduações de contaminação. A menos que um brāhmaṇa transcenda essa contaminação e se aproxime da plataforma do serviço devocional imaculado, não pode ser aceito como vaiṣṇava. Um impersonalista pode estar ciente do aspecto Brahman impessoal da Verdade Absoluta, mas suas atividades estão na plataforma impessoal. Às vezes ele imagina uma forma do Senhor (saguṇa-upāsanā), mas tal tentativa nunca tem êxito em ajudar a pessoa a alcançar a compreensão completa. O impersonalista pode considerar-se um brāhmaṇa e estar situado no modo da bondade, mas, ainda assim, está condicionado por um dos modos da natureza material. Isso significa que ele ainda não está liberado, pois a liberação não pode ser alcançada a menos que se esteja completamente livre dos modos. De qualquer forma, a filosofia māyāvāda mantém a pessoa condicionada. Se alguém se torna vaiṣṇava por meio de iniciação adequada, torna-se automaticamente um brāhmaṇa. Não há dúvida quanto a isso. O Garuḍa Purāṇa confirma:\n\nbrāhmaṇānāṁ sahasrebhyaḥ\nsatra-yājī viśiṣyate\nsatra-yāji-sahasrebhyaḥ\nsarva-vedānta-pāragaḥ\n\nsarva-vedānta-vit-koṭyā\nviṣṇu-bhakto viśiṣyate\n\n\"Entre muitos milhares de brāhmaṇas, um pode qualificar-se para realizar yajña. Entre muitos milhares de tais brāhmaṇas qualificados, um pode ter pleno conhecimento da filosofia vedānta. Entre muitos milhões de eruditos vedantistas, pode haver um viṣṇu-bhakta, ou devoto do Senhor Viṣṇu. É ele quem é o mais exaltado.\"\n\nA menos que se seja um brāhmaṇa plenamente qualificado, não se pode avançar na ciência espiritual. Um brāhmaṇa verdadeiro nunca tem inveja dos vaiṣṇavas. Se tem, é considerado um neófito imperfeito. Os brāhmaṇas impersonalistas estão sempre em oposição aos princípios vaiṣṇavas. Eles têm inveja dos vaiṣṇavas porque não conhecem o objetivo da vida. Na te viduḥ svārtha-gatiṁ hi viṣṇum. No entanto, quando um brāhmaṇa se torna vaiṣṇava, não há dualidade. Se um brāhmaṇa não se torna vaiṣṇava, certamente cai da plataforma de brāhmaṇa. Isso é confirmado pelo *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.3): na bhajanty avajānanti sthānād bhraṣṭāḥ patanty adhaḥ.\n\nPodemos de fato ver que, nesta Era de Kali, muitos supostos brāhmaṇas têm inveja dos vaiṣṇavas. Os brāhmaṇas contaminados por Kali consideram a adoração à Deidade algo imaginário: arcye viṣṇau śilā-dhīr guruṣu nara-matir vaiṣṇave jāti-buddhiḥ. Tal brāhmaṇa contaminado pode superficialmente imaginar uma forma do Senhor, mas, na verdade, considera que a Deidade no templo é feita de pedra ou madeira. De modo semelhante, esse brāhmaṇa contaminado considera o guru um ser humano comum, e objeta quando um vaiṣṇava é criado pelo movimento da consciência de Kṛṣṇa. Muitos supostos brāhmaṇas tentam combater-nos, dizendo: \"Como podeis criar um brāhmaṇa a partir de um europeu ou americano? Um brāhmaṇa só pode nascer em uma família de brāhmaṇas.\" Eles não consideram que isso nunca se afirma em nenhuma escritura revelada. Afirma-se especificamente no *Bhagavad-gītā* (4.13): cātur-varṇyaṁ mayā sṛṣṭaṁ guṇa-karma-vibhāgaśaḥ. \"Segundo os três modos da natureza material e o trabalho a eles atribuído, as quatro divisões da sociedade humana foram criadas por Mim.\"\n\nAssim, um brāhmaṇa não é resultado do sistema de castas. A pessoa torna-se brāhmaṇa apenas pela qualificação. De modo semelhante, um vaiṣṇava não pertence a uma casta em particular; em vez disso, sua designação determina-se pela prestação de serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/15/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/278/", "verse_text": "śuni' 'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' bali' amogha uṭhilā\n\npremonmāde matta hañā nācite lāgilā", "devanagari": "> শুনি’ ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ বলি’ অমোঘ উঠিলা ।\n> প্রেমোন্মাদে মত্ত হঞা নাচিতে লাগিলা ॥২৭৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—o santo nome de Kṛṣṇa; *bali'*—dizendo; *amogha uṭhilā*—Amogha levantou-se; *premonmāde*—em amor extático por Kṛṣṇa; *matta hañā*—enlouquecendo; *nācite lāgilā*—começou a dançar.", "translation": "**Após ouvir Śrī Caitanya Mahāprabhu e ser tocado por Ele, Amogha, que estava em seu leito de morte, levantou-se imediatamente e começou a cantar o santo nome de Kṛṣṇa. Assim, ele enlouqueceu de amor extático e começou a dançar emocionado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/279/", "verse_text": "kampa, aśru, pulaka, stambha, sveda, svara-bhaṅga\n\nprabhu hāse dekhi' tāra premera taraṅga", "devanagari": "> কম্প, অশ্রু, পুলক, স্তম্ভ, স্বেদ, স্বরভঙ্গ ।\n> প্রভু হাসে দেখি’ তার প্রেমের তরঙ্গ ॥২৭৯॥", "synonyms": "*kampa*—tremor; *aśru*—lágrimas; *pulaka*—júbilo; *stambha*—estar atônito; *sveda*—transpiração; *svara-bhaṅga*—embargo da voz; *prabhu hāse*—Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a rir; *dekhi'*—vendo; *tāra*—de Amogha; *premera taraṅga*—ondas de amor extático.", "translation": "**Enquanto Amogha dançava em amor extático, ele manifestou todos os sintomas extáticos – tremor, lágrimas, júbilo, transe, transpiração e embargo da voz. Ao ver essas ondas de emoção extática, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a rir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/280/", "verse_text": "prabhura caraṇe dhari' karaye vinaya\n\naparādha kṣama more, prabhu, dayāmaya", "devanagari": "> প্রভুর চরণে ধরি’ করয়ে বিনয়  ।\n> অপরাধ ক্ষম মোরে, প্রভু, দয়াময় ॥২৮০॥", "synonyms": "*prabhura caraṇe*—os pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhari'*—segurando; *karaye*—faz; *vinaya*—submissão; *aparādha*—ofensa; *kṣama*—por favor, perdoa; *more*—a mim; *prabhu*—ó Senhor; *dayā-maya*—misericordioso.", "translation": "**Amogha então prostrou-se diante dos pés de lótus do Senhor e disse submissamente: \"Ó Senhor misericordioso, por favor, perdoa minha ofensa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/281/", "verse_text": "ei chāra mukhe tomāra karinu nindane\n\neta bali' āpana gāle caḍāya āpane", "devanagari": "> এই ছার মুখে তোমার করিনু নিন্দনে ।। এত বলি’ আপন গালে চড়ায় আপনে ॥২৮১॥", "synonyms": "*ei chāra mukhe*—nesta boca abominável; *tomāra*—a Ti; *karinu*—eu fiz; *nindane*—blasfêmia; *eta bali'*—dizendo isto; *āpana*—suas próprias; *gāle*—faces; *caḍāya*—ele esbofeteou; *āpane*—a si mesmo.", "translation": "**Amogha não só implorou o perdão do Senhor, como também começou a esbofetear as próprias faces, dizendo: \"Com esta boca eu Te blasfemei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/282/", "verse_text": "caḍāite caḍāite gāla phulāila\n\nhāte dhari' gopīnāthācārya niṣedhila", "devanagari": "> চড়াইতে চড়াইতে গাল ফুলাইল ।\n> হাতে ধরি’ গোপীনাথাচার্য নিষেধিল ॥২৮২॥", "synonyms": "*caḍāite caḍāite*—esbofeteando repetidamente; *gāla*—as faces; *phulāila*—fê-las inchar; *hāte dhari'*—segurando-lhe as mãos; *gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *niṣedhila*—impediu.", "translation": "**De fato, Amogha continuou a esbofetear o rosto repetidas vezes até que suas faces ficaram inchadas. Por fim, Gopīnātha Ācārya o deteve, segurando-lhe as mãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/283/", "verse_text": "prabhu āśvāsana kare sparśi' tāra gātra\n\nsārvabhauma-sambandhe tumi mora sneha-pātra", "devanagari": "> প্রভু আশ্বাসন করে স্পর্শি’ তার গাত্র ।\n> সার্বভৌম-সম্বন্ধে তুমি মোর স্নেহপাত্র ॥২৮৩॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āśvāsana kare*—acalma; *sparśi'*—tocando; *tāra*—seu; *gātra*—corpo; *sārvabhauma-sambandhe*—por causa de uma relação com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *tumi*—tu; *mora*—Meu; *sneha-pātra*—objeto de afeição.", "translation": "**Depois disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu acalmou Amogha tocando-lhe o corpo e dizendo: \"Tu és o objeto de Minha afeição, pois és o genro de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/284/", "verse_text": "sārvabhauma-gṛhe dāsa-dāsī, ye kukkura\n\nseha mora priya, anya jana rahu dūra", "devanagari": "> সার্বভৌম-গৃহে দাস-দাসী, যে কুক্কুর ।\n> সেহ মোর প্রিয়, অন্য জন রহু দূর ॥২৮৪॥", "synonyms": "*sārvabhauma-gṛhe*—na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *dāsa-dāsī*—servos e servas; *ye kukkura*—até mesmo um cão; *seha*—todos eles; *mora*—a Mim; *priya*—muito queridos; *anya jana*—outros; *rahu dūra*—o que dizer de.", "translation": "**\"Todos na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya Me são muito queridos, incluindo suas servas, seus servos e até mesmo seu cão. E o que dizer de seus parentes?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/285/", "verse_text": "aparādha' nāhi, sadā lao kṛṣṇa-nāma\n\neta bali' prabhu āilā sārvabhauma-sthāna", "devanagari": "> অপরাধ’ নাহি, সদা লও কৃষ্ণনাম ।\n> এত বলি’ প্রভু আইলা সার্বভৌম-স্থান ॥২৮৫॥", "synonyms": "*aparādha' nāhi*—não cometas ofensas; *sadā*—sempre; *lao*—canta; *kṛṣṇa-nāma*—o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *sārvabhauma-sthāna*—à residência de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya.", "translation": "**\"Amogha, canta sempre o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra e não cometas mais nenhuma ofensa.\" Após dar esta instrução a Amogha, Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se à casa de Sārvabhauma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/286/", "verse_text": "prabhu dekhi' sārvabhauma dharilā caraṇe\n\nprabhu tāṅre āliṅgiyā vasilā āsane", "devanagari": "> প্রভু দেখি’ সার্বভৌম ধরিলা চরণে ।\n> প্রভু তাঁরে আলিঙ্গিয়া বসিলা আসনে ॥২৮৬॥", "synonyms": "*prabhu dekhi'*—vendo o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *dharilā caraṇe*—segurou-Lhe os pés; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *āliṅgiyā*—abraçando; *vasilā āsane*—sentou-se no assento.", "translation": "**Ao ver o Senhor, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya imediatamente segurou Seus pés de lótus. O Senhor, por Sua vez, abraçou-o e sentou-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/287/", "verse_text": "prabhu kahe,--amogha śiśu, kibā tāra doṣa\n\nkene upavāsa kara, kene kara roṣa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — অমোঘ শিশু, কিবা তার দোষ ।\n> কেনে উপবাস কর, কেনে কর রোষ ॥২৮৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *amogha śiśu*—Amogha é uma criança; *kibā*—qual; *tāra doṣa*—a culpa dele; *kene*—por que; *upavāsa kara*—estás jejuando; *kene*—por que; *kara roṣa*—estás irado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu acalmou Sārvabhauma, dizendo: \"Afinal, Amogha, teu genro, é uma criança. Então, qual é a culpa dele? Por que estás jejuando e por que estás irado?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/288", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/288/", "verse_text": "uṭha, snāna kara, dekha jagannātha-mukha\n\nśīghra āsi, bhojana kara, tabe mora sukha", "devanagari": "> উঠ, স্নান কর, দেখ জগন্নাথ-মুখ ।\n> শীঘ্র আসি, ভোজন কর, তবে মোর সুখ ॥২৮৮॥", "synonyms": "*uṭha*—levanta-te; *snāna kara*—toma teu banho; *dekha*—vê; *jagannātha-mukha*—o rosto do Senhor Jagannātha; *śīghra āsi*—voltando logo; *bhojana kara*—almoça; *tabe mora sukha*—então ficarei muito feliz.", "translation": "**\"Levanta-te, toma teu banho e vai ver o rosto do Senhor Jagannātha. Depois, retorna aqui para almoçar. Dessa forma, ficarei feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/289", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/289/", "verse_text": "tāvat rahiba āmi ethāya vasiyā\n\nyāvat nā khāibe tumi prasāda āsiyā", "devanagari": "> তাবৎ রহিব আমি এথায় বসিয়া ।\n> যাবৎ না খাইবে তুমি প্রসাদ আসিয়া ॥২৮৯॥", "synonyms": "*tāvat*—enquanto; *rahiba*—ficarei; *āmi*—Eu; *ethāya*—aqui; *vasiyā*—sentado; *yāvat*—enquanto; *nā khāibe*—não comeres; *tumi*—tu; *prasāda*—os restos do alimento de Jagannātha; *āsiyā*—vindo aqui.", "translation": "**\"Permanecerei aqui até que retornes para tomar os restos do alimento do Senhor Jagannātha em teu almoço.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/290", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/290/", "verse_text": "prabhu-pada dhari' bhaṭṭa kahite lāgilā\n\nmarita' amogha, tāre kene jīyāilā", "devanagari": "> প্রভু-পদ ধরি’ ভট্ট কহিতে লাগিলা ।\n> মরিত’ অমোঘ, তারে কেনে জীয়াইলা ॥২৯০॥", "synonyms": "*prabhu-pada*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhari'*—segurando; *bhaṭṭa*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kahite lāgilā*—começou a falar; *marita' amogha*—Amogha teria morrido; *tāre*—a ele; *kene*—por que; *jīyāilā*—trouxeste de volta à vida.", "translation": "**Segurando os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Bhaṭṭācārya disse: \"Por que trouxeste Amogha de volta à vida? Teria sido melhor que ele tivesse morrido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/291", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/291/", "verse_text": "prabhu kahe,--amogha śiśu, tomāra bālaka\n\nbālaka-doṣa nā laya pitā, tāhāte pālaka", "devanagari": "> প্রভু কহে, — অমোঘ শিশু, তোমার বালক ।\n> বালক-দোষ না লয় পিতা, তাহাতে পালক ॥২৯১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *amogha śiśu*—Amogha é uma criança; *tomāra bālaka*—teu filho; *bālaka-doṣa*—a ofensa de uma criança; *nā laya*—não aceita; *pitā*—o pai; *tāhāte*—a ela; *pālaka*—o mantenedor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Amogha é uma criança e teu filho. O pai não leva a sério as faltas de seu filho, especialmente quando o está mantendo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/292", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/292/", "verse_text": "ebe 'vaiṣṇava' haila, tāra gela 'aparādha'\n\ntāhāra upare ebe karaha prasāda", "devanagari": "> এবে ‘বৈষ্ণব’ হৈল, তার গেল ‘অপরাধ’ ।\n> তাহার উপরে এবে করহ প্রসাদ ॥২৯২॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *vaiṣṇava haila*—tornou-se um vaiṣṇava; *tāra*—suas; *gela*—foram embora; *aparādha*—ofensas; *tāhāra upare*—sobre ele; *ebe*—agora; *karaha prasāda*—mostra misericórdia.", "translation": "**\"Agora que ele se tornou um vaiṣṇava, está livre de ofensas. Podes conceder-lhe tua misericórdia sem hesitação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/293", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/293/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,--cala, prabhu, īśvara-daraśane\n\nsnāna kari' tāṅhā muñi āsichoṅ ekhane", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — চল, প্রভু, ঈশ্বর-দরশনে ৷\n> স্নান করি’ তাঁহা মুঞি আসিছোঁ এখনে ॥২৯৩॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—o Bhaṭṭācārya disse; *cala*—vai; *prabhu*—meu Senhor; *īśvara-daraśane*—ver o Senhor Jagannātha, a Personalidade de Deus; *snāna kari'*—tomando meu banho; *tāṅhā*—lá; *muñi*—eu; *āsichoṅ*—retornarei; *ekhane*—aqui.", "translation": "**Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse: \"Por favor, vai ver o Senhor Jagannātha, meu Senhor. Após tomar meu banho, irei até lá e depois retornarei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/294", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/294/", "verse_text": "prabhu kahe,--gopīnātha, ihāñi rahibā\n\niṅho prasāda pāile, vārtā āmāke kahibā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — গোপীনাথ, ইহাঞি রহিবা ।\n> ইঁহো প্রসাদ পাইলে, বার্তা আমাকে কহিবা ॥২৯৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *gopīnātha*—Gopīnātha; *ihāñi rahibā*—por favor, fica aqui; *iṅho*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *prasāda pāile*—quando ele almoçar; *vārtā*—a notícia; *āmāke kahibā*—informa-Me.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse a Gopīnātha: \"Fica aqui e informa-Me quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya tomar seu prasāda.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/295", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/295/", "verse_text": "eta bali' prabhu gelā īśvara-daraśane\n\nbhaṭṭa snāna darśana kari' karilā bhojane", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু গেলা ঈশ্বর-দরশনে ৷\n> ভট্ট স্নান দর্শন করি’ করিলা ভোজনে ॥২৯৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *īśvara-daraśane*—ver o Senhor Jagannātha; *bhaṭṭa*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *snāna darśana kari'*—terminando seu banho e a visita ao Senhor Jagannātha; *karilā bhojane*—aceitou alimento.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ver o Senhor Jagannātha. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya completou seu banho, foi ver o Senhor Jagannātha e então retornou à sua casa para aceitar alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/296", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/296/", "verse_text": "sei amogha haila prabhura bhakta 'ekānta'\n\npreme nāce, kṛṣṇa-nāma laya mahā-śānta", "devanagari": "> সেই অমোঘ হৈল প্রভুর ভক্ত ‘একান্ত’ ।\n> প্রেমে নাচে, কৃষ্ণনাম লয় মহাশান্ত ॥২৯৬॥", "synonyms": "*sei amogha*—aquele mesmo Amogha; *haila*—tornou-se; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta*—devoto; *ekānta*—inabalável; *preme nāce*—dança em êxtase; *kṛṣṇa-nāma laya*—canta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *mahā-śānta*—muito pacífico.", "translation": "**Depois disso, Amogha tornou-se um devoto imaculado de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele dançava em êxtase e cantava pacificamente o santo nome do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/297", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/297/", "verse_text": "aiche citra-līlā kare śacīra nandana\n\nyei dekhe, śune, tāṅra vismaya haya mana", "devanagari": "> ঐছে চিত্র-লীলা করে শচীর নন্দন ।\n> যেই দেখে, শুনে, তাঁর বিস্ময় হয় মন ॥২৯৭॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *citra-līlā*—variedades de passatempos; *kare*—realiza; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī; *yei dekhe*—qualquer um que veja; *śune*—ouça; *tāṅra*—sua; *vismaya*—atônita; *haya*—torna-se; *mana*—mente.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu realizou Seus diversos passatempos. Quem quer que os veja ou ouça falar deles fica verdadeiramente atônito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/298", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/298/", "verse_text": "aiche bhaṭṭa-gṛhe kare bhojana-vilāsa\n\ntāra madhye nānā citra-caritra-prakāśa", "devanagari": "> ঐছে ভট্ট-গৃহে করে ভোজন-বিলাস ।\n> তার মধ্যে নানা চিত্র-চরিত্র-প্রকাশ ॥২৯৮॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *bhaṭṭa-gṛhe*—na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *kare*—realiza; *bhojana-vilāsa*—o passatempo de comer; *tāra madhye*—dentro desse passatempo; *nānā*—várias; *citra-caritra*—de variedades de atividades; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu desfrutou de comer na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Dentro desse único passatempo, manifestaram-se muitos passatempos maravilhosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/299", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/299/", "verse_text": "sārvabhauma-ghare ei bhojana-carita\n\nsārvabhauma-prema yāṅhā ha-ilā vidita", "devanagari": "> সার্বভৌম-ঘরে এই ভোজন-চরিত ৷\n> সার্বভৌম-প্রেম যাঁহা হইলা বিদিত ॥২৯৯॥", "synonyms": "*sārvabhauma-ghare*—na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ei*—estes; *bhojana-carita*—os acontecimentos da refeição; *sārvabhauma-prema*—o amor de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *yāṅhā*—onde; *ha-ilā*—tornou-se; *vidita*—bem conhecido.", "translation": "**Estas são as características peculiares dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, o Senhor comeu na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, e dessa maneira o amor de Sārvabhauma pelo Senhor tornou-se muito bem conhecido.**", "purport": "Como se afirma no Śākhā-nirṇayāmṛta:\n\namogha-paṇḍitaṁ vande\nśrī-gaureṇātma-sātkṛtam\nprema-gadgada-sāndrāṅgaṁ\npulakākula-vigraham\n\n\"Ofereço minhas reverências a Amogha Paṇḍita, que foi aceito pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Como resultado dessa aceitação, ele permanecia sempre imerso em amor extático e manifestava sintomas extáticos, tais como o embargo da voz e o arrepio dos pelos do corpo.\""}
{"ref": "cc/madhya/15/300", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/300/", "verse_text": "ṣāṭhīra mātāra prema, āra prabhura prasāda\n\nbhakta-sambandhe yāhā kṣamila aparādha", "devanagari": "> ষাঠীর মাতার প্রেম, আর প্রভুর প্রসাদ ।\n> ভক্ত-সম্বন্ধে যাহা ক্ষমিল অপরাধ ॥৩০০॥", "synonyms": "*ṣāṭhīra mātāra prema*—o amor da mãe de Ṣāṭhī; *āra*—e; *prabhura prasāda*—a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-sambandhe*—por causa de um relacionamento com um devoto; *yāhā*—onde; *kṣamila aparādha*—Śrī Caitanya Mahāprabhu desculpou a ofensa.", "translation": "**Assim, relatei o amor extático da esposa de Sārvabhauma, conhecida como a mãe de Ṣāṭhī. Relatei também a grande misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que Ele manifestou ao desculpar a ofensa de Amogha. Ele assim agiu devido ao relacionamento de Amogha com um devoto.**", "purport": "Amogha era um ofensor porque blasfemara contra o Senhor. Em consequência, estava prestes a morrer de cólera. Amogha não recebeu a oportunidade de livrar-se de todas as ofensas após ser atacado pela doença, mas Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e sua esposa eram muito queridos pelo Senhor. Por causa do relacionamento deles, Śrī Caitanya Mahāprabhu desculpou Amogha. Em vez de ser punido pelo Senhor, ele foi salvo pela misericórdia do Senhor. Tudo isso se deveu ao amor inabalável de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Externamente, Amogha era genro de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e era mantido por ele. Por conseguinte, se Amogha não fosse desculpado, sua punição teria afetado diretamente Sārvabhauma. A morte de Amogha teria provocado indiretamente a morte de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya."}
{"ref": "cc/madhya/15/301", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/301/", "verse_text": "śraddhā kari' ei līlā śune yei jana\n\nacirāt pāya sei caitanya-caraṇa", "devanagari": "> শ্রদ্ধা করি’ এই লীলা শুনে যেই জন ।\n> অচিরাৎ পায় সেই চৈতন্য-চরণ ॥৩০১॥", "synonyms": "*śraddhā kari'*—com fé e amor; *ei līlā*—este passatempo; *śune*—ouve; *yei jana*—quem quer que; *acirāt*—muito em breve; *pāya*—alcança; *sei*—ele; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Caitanya.", "translation": "**Quem quer que ouça estes passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu com fé e amor alcançará muito em breve o refúgio dos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/15/302", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/15/302/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ৷\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৩০২॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Quinto Capítulo, que descreve a refeição do Senhor na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya."}
{"ref": "cc/madhya/16/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/1/", "verse_text": "gauḍodyānaṁ gaura-meghaḥ\nsiñcan svālokanāmṛtaiḥ\nbhavāgni-dagdha-janatā-\nvīrudhaḥ samajīvayat", "devanagari": "> গৌড়োদ্যানং গৌরমেঘঃ সিঞ্চন্ স্বালোকনামৃতৈঃ ।\n> ভবাগ্নিদগ্ধজনতা-বীরুধঃ সমজীবয়ৎ ॥১॥", "synonyms": "*gauḍa-udyānam*—sobre o jardim conhecido como Gauḍa-deśa; *gaura-meghaḥ*—a nuvem conhecida como Gaura; *siñcan*—derramando água; *sva*—Sua própria; *ālokana-amṛtaiḥ*—com o néctar do olhar; *bhava-agni*—pelo fogo ardente da existência material; *dagdha*—tendo sido queimadas; *janatā*—as pessoas em geral; *vīrudhaḥ*—que são como trepadeiras e plantas; *samajīvayat*—reviveu.", "translation": "**Com o néctar de Seu olhar pessoal, a nuvem conhecida como Śrī Caitanya Mahāprabhu derramou água sobre o jardim de Gauḍa-deśa e reviveu as pessoas, que eram como trepadeiras e plantas a arder no incêndio florestal da existência material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ৷\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! Todas as glórias a todos os devotos do Senhor!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/3/", "verse_text": "prabhura ha-ila icchā yāite vṛndāvana\nśuniyā pratāparudra ha-ilā vimana", "devanagari": "> প্রভুর হইল ইচ্ছা যাইতে বৃন্দাবন ।\n> শুনিয়া প্রতাপরুদ্র হইলা বিমন ॥৩॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ila*—houve; *icchā*—o desejo; *yāite*—de ir; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *śuniyā*—ao ouvir; *pratāparudra*—Mahārāja Pratāparudra; *ha-ilā vimana*—ficou abatido.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu decidiu ir a Vṛndāvana, e Mahārāja Pratāparudra ficou muito abatido ao ouvir esta notícia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/4/", "verse_text": "sārvabhauma, rāmānanda, āni' dui jana\nduṅhāke kahena rājā vinaya-vacana", "devanagari": "> সার্বভৌম, রামানন্দ, আনি’ দুই জন ।\n> দুঁহাকে কহেন রাজা বিনয়-বচন ॥৪॥", "synonyms": "*sārvabhauma*—Sārvabhauma; *rāmānanda*—Rāmānanda; *āni'*—chamando; *dui jana*—duas pessoas; *duṅhāke*—a ambos; *kahena*—disse; *rājā*—o rei; *vinaya-vacana*—palavras humildes.", "translation": "**O rei, portanto, mandou chamar Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Rāmānanda Rāya, e dirigiu-lhes as seguintes palavras humildes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/5/", "verse_text": "nīlādri chāḍi' prabhura mana anyatra yāite\ntomarā karaha yatna tāṅhāre rākhite", "devanagari": "> নীলাদ্রি ছাড়ি’ প্ৰভুর মন অন্যত্র যাইতে ।\n> তোমরা করহ যত্ন তাঁহারে রাখিতে ॥৫॥", "synonyms": "*nīlādri*—Jagannātha Purī; *chāḍi'*—abandonando; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente; *anyatra*—para outro lugar; *yāite*—de ir; *tomarā*—vós dois; *karaha*—fazei; *yatna*—esforço; *tāṅhāre*—a Ele; *rākhite*—de reter.", "translation": "**Pratāparudra Mahārāja disse: \"Por favor, esforçai-vos para manter Śrī Caitanya Mahāprabhu aqui em Jagannātha Purī, pois agora Ele está pensando em ir para outro lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/6/", "verse_text": "tāṅhā vinā ei rājya more nāhi bhāya\ngosāñi rākhite karaha nānā upāya", "devanagari": "> তাঁহা বিনা এই রাজ্য মোরে নাহি ভায় ।\n> গোসাঞি রাখিতে করহ নানা উপায় ॥৬॥", "synonyms": "*tāṅhā vinā*—sem Ele; *ei rājya*—este reino; *more*—para mim; *nāhi bhāya*—não é muito agradável; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rākhite*—de reter; *karaha*—fazei; *nānā upāya*—vários tipos de estratagemas.", "translation": "**\"Sem Śrī Caitanya Mahāprabhu, este reino não me agrada. Por isso, por favor, tentai conceber algum plano que permita ao Senhor permanecer aqui.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/7/", "verse_text": "rāmānanda, sārvabhauma, dui-janā-sthāne\ntabe yukti kare prabhu--'yāba vṛndāvane'", "devanagari": "> রামানন্দ, সার্বভৌম, দুইজনা-স্থানে ।\n> তবে যুক্তি করে প্রভু — ‘যাব বৃন্দাবনে’ ॥৭॥", "synonyms": "*rāmānanda*—Rāmānanda; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *dui-janā-sthāne*—diante das duas pessoas; *tabe*—então; *yukti kare*—consultou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāba vṛndāvane*—irei a Vṛndāvana.", "translation": "**Depois disto, o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu consultou Rāmānanda Rāya e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, dizendo: \"Irei a Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/8/", "verse_text": "duṅhe kahe,--ratha-yātrā kara daraśana\nkārtika āile, tabe kariha gamana", "devanagari": "> দুঁহে কহে, — রথযাত্রা কর দরশন ৷\n> কার্তিক আইলে, তবে করিহ গমন ॥৮॥", "synonyms": "*duṅhe kahe*—ambos disseram; *ratha-yātrā*—o festival de Ratha-yātrā; *kara daraśana*—por favor, vê; *kārtika āile*—quando o mês de Kārttika chegar; *tabe*—nessa ocasião; *kariha gamana*—poderás partir.", "translation": "**Rāmānanda Rāya e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya pediram ao Senhor que primeiro observasse o festival de Ratha-yātrā. Então, quando o mês de Kārttika chegasse, Ele poderia ir a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/9/", "verse_text": "kārtika āile kahe--ebe mahā-śīta\ndola-yātrā dekhi' yāo--ei bhāla rīta", "devanagari": "> কার্তিক আইলে কহে — এবে মহাশীত ।\n> দোলযাত্রা দেখি’ যাও — এই ভাল রীত ॥৯॥", "synonyms": "*kārtika āile*—quando o mês de Kārttika chegou; *kahe*—ambos disseram; *ebe*—agora; *mahā-śīta*—muito frio; *dola-yātrā dekhi'*—após ver a cerimônia de Dola-yātrā; *yāo*—vai; *ei*—este; *bhāla rīta*—um programa muito bom.", "translation": "**Contudo, quando o mês de Kārttika chegou, ambos disseram ao Senhor: \"Agora está muito frio. É melhor que esperes para ver o festival de Dola-yātrā e então partas. Isso será muito bom.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/10/", "verse_text": "āji-kāli kari' uṭhāya vividha upāya\nyāite sammati nā deya vicchedera bhaya", "devanagari": "> আজি-কালি করি’ উঠায় বিবিধ উপায় ৷\n> যাইতে সম্মতি না দেয় বিচ্ছেদের ভয় ॥১০॥", "synonyms": "*āji-kāli kari'*—adiando para hoje e amanhã; *uṭhāya*—apresentavam; *vividha upāya*—muitos estratagemas; *yāite*—de ir; *sammati*—permissão; *nā deya*—não davam; *vicchedera bhaya*—por temerem a separação.", "translation": "**Dessa maneira, ambos apresentavam muitos empecilhos, de modo indireto não concedendo ao Senhor permissão para ir a Vṛndāvana. Faziam isso porque temiam separar-se Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/11/", "verse_text": "yadyapi svatantra prabhu nahe nivāraṇa\nbhakta-icchā vinā prabhu nā kare gamana", "devanagari": "> যদ্যপি স্বতন্ত্র প্রভু নহে নিবারণ ।\n> ভক্ত-ইচ্ছা বিনা প্রভু না করে গমন ॥১১॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *svatantra*—plenamente independente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nahe nivāraṇa*—não há como detê-Lo; *bhakta-icchā vinā*—sem a permissão dos devotos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā kare gamana*—não vai.", "translation": "**Embora o Senhor seja completamente independente e impossível de ser detido por quem quer que seja, Ele ainda assim não foi sem a permissão de Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/12/", "verse_text": "tṛtīya vatsare saba gauḍera bhakta-gaṇa\nnīlācale calite sabāra haila mana", "devanagari": "> তৃতীয় বত্সরে সব গৌড়ের ভক্তগণ ।\n> নীলাচলে চলিতে সবার হৈল মন ॥১২॥", "synonyms": "*tṛtīya vatsare*—no terceiro ano; *saba*—todos; *gauḍera bhakta-gaṇa*—os devotos de Bengala; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *calite*—de ir; *sabāra*—de todos; *haila*—houve; *mana*—a mente.", "translation": "**Então, pelo terceiro ano, todos os devotos de Bengala desejaram regressar mais uma vez a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/13/", "verse_text": "sabe meli' gelā advaita ācāryera pāśe\nprabhu dekhite ācārya calilā ullāse", "devanagari": "> সবে মেলি’ গেলা অদ্বৈত আচার্যের পাশে ।\n> প্রভু দেখিতে আচার্য চলিলা উল্লাসে ॥১৩॥", "synonyms": "*sabe*—todos; *meli'*—após reunirem-se; *gelā*—foram; *advaita*—Advaita; *ācāryera*—do líder de Navadvīpa; *pāśe*—à presença; *prabhu dekhite*—para ver o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ācārya*—Advaita Ācārya; *calilā*—partiu; *ullāse*—em grande júbilo.", "translation": "**Todos os devotos bengalis reuniram-se ao redor de Advaita Ācārya e, em grande júbilo, Advaita Ācārya partiu para Jagannātha Purī a fim de ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/14-15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/14-15/", "verse_text": "yadyapi prabhura ājñā gauḍete rahite\nnityānanda-prabhuke prema-bhakti prakāśite\ntathāpi calilā mahāprabhure dekhite\nnityānandera prema-ceṣṭā ke pāre bujhite", "devanagari": "> যদ্যপি প্ৰভুর আজ্ঞা গৌড়েতে রহিতে ।\n> নিত্যানন্দ-প্রভুকে প্রেমভক্তি প্রকাশিতে ॥১৪॥\n> তথাপি চলিলা মহাপ্ৰভুরে দেখিতে ।\n> নিত্যানন্দের প্রেম-চেষ্টা কে পারে বুঝিতে ॥১৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—a ordem; *gauḍete rahite*—de permanecer em Bengala; *nityānanda-prabhuke*—a Nityānanda Prabhu; *prema-bhakti*—amor extático a Deus; *prakāśite*—de pregar; *tathāpi*—ainda assim; *calilā*—partiu; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *nityānandera*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *prema-ceṣṭā*—as atividades de amor extático; *ke*—quem; *pāre*—é capaz; *bujhite*—de compreender.", "translation": "**Embora o Senhor tivesse dito a Nityānanda Prabhu que permanecesse em Bengala e difundisse o amor extático a Deus, Nityānanda partiu para ver Caitanya Mahāprabhu. Quem pode compreender o amor extático de Nityānanda Prabhu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/16-17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/16-17/", "verse_text": "ācāryaratna, vidyānidhi, śrīvāsa, rāmāi\nvāsudeva, murāri, govindādi tina bhāi\nrāghava paṇḍita nija-jhāli sājāñā\nkulīna-grāma-vāsī cale paṭṭa-ḍorī lañā", "devanagari": "> আচার্যরত্ন, বিদ্যানিধি, শ্রীবাস, রামাই ।\n> বাসুদেব, মুরারি, গোবিন্দাদি তিন ভাই ॥১৬॥\n> রাঘব পণ্ডিত নিজ-ঝালি সাজাঞা ।\n> কুলীন-গ্ৰামবাসী চলে পট্টডোরী লঞা ॥১৭॥", "synonyms": "*ācāryaratna*—Ācāryaratna; *vidyānidhi*—Vidyānidhi; *śrīvāsa*—Śrīvāsa; *rāmāi*—Rāmāi; *vāsudeva*—Vāsudeva; *murāri*—Murāri; *govinda-ādi tina bhāi*—Govinda e seus dois irmãos; *rāghava paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *nija-jhāli*—suas próprias sacolas; *sājāñā*—arrumando; *kulīna-grāma-vāsī*—os habitantes de Kulīna-grāma; *cale*—foram; *paṭṭa-ḍorī lañā*—levando cordas de seda.", "translation": "**Todos os devotos de Navadvīpa partiram, inclusive Ācāryaratna, Vidyānidhi, Śrīvāsa, Rāmāi, Vāsudeva, Murāri, Govinda e seus dois irmãos, e Rāghava Paṇḍita, que levava sacolas de alimentos variados. Os habitantes de Kulīna-grāma, carregando cordas de seda, também partiram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/18/", "verse_text": "khaṇḍa-vāsī narahari, śrī-raghunandana\nsarva-bhakta cale, tāra ke kare gaṇana", "devanagari": "> খণ্ডবাসী নরহরি, শ্রীরঘুনন্দন ।\n> সর্ব-ভক্ত চলে, তার কে করে গণন ॥১৮॥", "synonyms": "*khaṇḍa-vāsī narahari*—Narahari, um morador da aldeia de Khaṇḍa; *śrī-raghunandana*—Śrī Raghunandana; *sarva-bhakta*—todos os devotos; *cale*—foram; *tāra*—disso; *ke*—quem; *kare gaṇana*—pode contar.", "translation": "**Narahari e Śrī Raghunandana, que eram da aldeia de Khaṇḍa, e muitos outros devotos também partiram. Quem pode contá-los?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/19/", "verse_text": "śivānanda-sena kare ghāṭi samādhāna\n\nsabāre pālana kari' sukhe lañā yāna", "devanagari": "> শিবানন্দ-সেন করে ঘাটি সমাধান ৷\n> সবারে পালন করি’ সুখে লঞা যান ॥১৯॥", "synonyms": "*śivānanda-sena*—Śivānanda Sena; *kare*—fez; *ghāṭi samādhāna*—as providências quanto às despesas para liberar os postos de cobrança de impostos; *sabāre*—de todos; *pālana*—cuidando; *kari'*—fazendo; *sukhe*—em felicidade; *lañā*—levando; *yāna*—vai.", "translation": "**Śivānanda Sena, que estava encarregado do grupo, tomou as providências para liberar os postos de cobrança de impostos. Cuidou de todos os devotos e viajou alegremente com eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/20/", "verse_text": "sabāra sarva-kārya karena, dena vāsā-sthāna\n\nśivānanda jāne uḍiyā-pathera sandhāna", "devanagari": "> সবার সর্বকার্য করেন, দেন বাসা-স্থান ।\n> শিবানন্দ জানে উড়িয়া-পথের সন্ধান ॥২০॥", "synonyms": "*sabāra*—de todos eles; *sarva-kārya*—tudo o que era necessário fazer; *karena*—ele faz; *dena*—dá; *vāsā-sthāna*—lugares de residência; *śivānanda*—Śivānanda; *jāne*—conhece; *uḍiyā-pathera*—das estradas de Orissa; *sandhāna*—as junções.", "translation": "**Śivānanda Sena cuidou de todas as necessidades de que os devotos precisavam. Em particular, providenciou os aposentos residenciais, e conhecia as estradas de Orissa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/21/", "verse_text": "se vatsara prabhu dekhite saba ṭhākurāṇī\n\ncalilā ācārya-saṅge acyuta-jananī", "devanagari": "> সে বৎসর প্রভু দেখিতে সব ঠাকুরাণী ৷\n> চলিলা আচার্য-সঙ্গে অচ্যুত-জননী ॥২১॥", "synonyms": "*se vatsara*—naquele ano; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *saba ṭhākurāṇī*—todas as esposas dos devotos; *calilā*—foram; *ācārya-saṅge*—com Advaita Ācārya; *acyuta-jananī*—a mãe de Acyutānanda.", "translation": "**Naquele ano, todas as esposas dos devotos [ṭhākurāṇīs] também foram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sītādevī, a mãe de Acyutānanda, foi com Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/22/", "verse_text": "śrīvāsa paṇḍita-saṅge calilā mālinī\n\nśivānanda-saṅge cale tāṅhāra gṛhiṇī", "devanagari": "> শ্রীবাস পণ্ডিত-সঙ্গে চলিলা মালিনী ।\n> শিবানন্দ-সঙ্গে চলে তাঁহার গৃহিণী ॥২২॥", "synonyms": "*śrīvāsa paṇḍita-saṅge*—com Śrīvāsa Paṇḍita; *calilā*—foi; *mālinī*—sua esposa, Mālinī; *śivānanda-saṅge*—com Śivānanda Sena; *cale*—vai; *tāṅhāra*—sua; *gṛhiṇī*—esposa.", "translation": "**Śrīvāsa Paṇḍita também levou sua esposa, Mālinī, e a esposa de Śivānanda Sena igualmente foi com seu marido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/23/", "verse_text": "śivānandera bālaka, nāma--caitanya-dāsa\n\nteṅho caliyāche prabhure dekhite ullāsa", "devanagari": "> শিবানন্দের বালক, নাম — চৈতন্য-দাস ।\n> তেঁহো চলিয়াছে প্রভুরে দেখিতে উল্লাস ॥২৩॥", "synonyms": "*śivānandera bālaka*—o filho de Śivānanda; *nāma*—chamado; *caitanya-dāsa*—Caitanya dāsa; *teṅho*—ele; *caliyāche*—ia; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *ullāsa*—jubilosamente.", "translation": "**Caitanya dāsa, o filho de Śivānanda Sena, também os acompanhou jubilosamente enquanto iam ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/24/", "verse_text": "ācāryaratna-saṅge cale tāṅhāra gṛhiṇī\n\ntāṅhāra premera kathā kahite nā jāni", "devanagari": "> আচার্যরত্ন-সঙ্গে চলে তাঁহার গৃহিণী ।\n> তাঁহার প্রেমের কথা কহিতে না জানি ॥২৪॥", "synonyms": "*ācāryaratna-saṅge*—com Candraśekhara; *cale*—vai; *tāṅhāra*—sua; *gṛhiṇī*—esposa; *tāṅhāra*—seu; *premera kathā*—a descrição do amor extático; *kahite*—falar; *nā jāni*—não sei como.", "translation": "**A esposa de Candraśekhara [Ācāryaratna] também foi. Não sei como descrever a grandeza do amor de Candraśekhara pelo Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/25/", "verse_text": "saba ṭhākurāṇī mahāprabhuke bhikṣā dite\n\nprabhura nānā priya dravya nila ghara haite", "devanagari": "> সব ঠাকুরাণী মহাপ্রভুকে ভিক্ষা দিতে ।\n> প্রভুর নানা প্রিয় দ্রব্য নিল ঘর হৈতে ॥২৫॥", "synonyms": "*saba ṭhākurāṇī*—todas as esposas dos grandes devotos; *mahāprabhuke*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā dite*—para oferecer alimento; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nānā*—vários; *priya dravya*—alimentos agradáveis; *nila*—levaram; *ghara haite*—de casa.", "translation": "**Para oferecer a Śrī Caitanya Mahāprabhu diversos tipos de alimento, todas as esposas dos grandes devotos levaram de casa várias coisas que agradavam a Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/26/", "verse_text": "śivānanda-sena kare saba samādhāna\n\nghāṭiyāla prabodhi' dena sabāre vāsā-sthāna", "devanagari": "> শিবানন্দ-সেন করে সব সমাধান  ।\n> ঘাটিয়াল প্রবোধি’ দেন সবারে বাসা-স্থান ॥২৬॥", "synonyms": "*śivānanda-sena*—Śivānanda Sena; *kare*—faz; *saba samādhāna*—todas as providências; *ghāṭiyāla*—os homens encarregados de cobrar impostos; *prabodhi'*—satisfazendo; *dena*—dá; *sabāre*—a todos; *vāsā-sthāna*—lugares de descanso.", "translation": "**Como já se afirmou, Śivānanda Sena costumava tomar todas as providências para as necessidades do grupo. Em particular, costumava apaziguar os homens encarregados de cobrar impostos, e encontrava lugares de descanso para todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/27/", "verse_text": "bhakṣya diyā karena sabāra sarvatra pālane\n\nparama ānande yāna prabhura daraśane", "devanagari": "> ভক্ষ্য দিয়া করেন সবার সর্বত্র পালনে  ।\n> পরম আনন্দে যান প্রভুর দরশনে ॥২৭॥", "synonyms": "*bhakṣya diyā*—fornecendo alimento; *karena*—ele faz; *sabāra*—de todos; *sarvatra*—em toda parte; *pālane*—manutenção; *parama ānande*—em grande prazer; *yāna*—ele vai; *prabhura daraśane*—para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śivānanda Sena também fornecia alimento a todos os devotos e cuidava deles ao longo do caminho. Dessa forma, sentindo grande felicidade, ele foi ver Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/28/", "verse_text": "remuṇāya āsiyā kaila gopīnātha daraśana\n\nācārya karila tāhāṅ kīrtana, nartana", "devanagari": "> রেমুণায় আসিয়া কৈল গোপীনাথ দরশন ।\n> আচার্য করিল তাহাঁ কীর্তন, নর্তন ॥২৮॥", "synonyms": "*remuṇāya*—a Remuṇā; *āsiyā*—depois de chegar; *kaila*—realizou; *gopīnātha daraśana*—a visita ao templo de Gopīnātha; *ācārya*—Advaita Ācārya; *karila*—realizou; *tāhāṅ*—ali; *kīrtana*—canto; *nartana*—dança.", "translation": "**Quando todos chegaram a Remuṇā, foram ver o Senhor Gopīnātha. No templo ali, Advaita Ācārya dançou e cantou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/29/", "verse_text": "nityānandera paricaya saba sevaka sane\n\nbahuta sammāna āsi' kaila sevaka-gaṇe", "devanagari": "> নিত্যানন্দের পরিচয় সব সেবক সনে ।\n> বহুত সম্মান আসি’ কৈল সেবকগণে ॥২৯॥", "synonyms": "*nityānandera*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *paricaya*—havia conhecimento; *saba*—todos; *sevaka sane*—com os sacerdotes do templo; *bahuta sammāna*—grande respeito; *āsi'*—vindo; *kaila*—ofereceram; *sevaka-gaṇe*—todos os sacerdotes.", "translation": "**Todos os sacerdotes do templo já conheciam Śrī Nityānanda Prabhu anteriormente; por isso, todos vieram oferecer grande respeito ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/30/", "verse_text": "sei rātri saba mahānta tāhāñi rahilā\n\nbāra kṣīra āni' āge sevaka dharilā", "devanagari": "> সেই রাত্রি সব মহান্ত তাহাঞি রহিলা ।\n> বার ক্ষীর আনি’ আগে সেবক ধরিলা ॥৩০॥", "synonyms": "*sei rātri*—naquela noite; *saba mahānta*—todos os grandes devotos; *tāhāñi rahilā*—permaneceram ali; *bāra*—doze potes; *kṣīra*—leite condensado; *āni'*—trazendo; *āge*—diante de Nityānanda Prabhu; *sevaka*—os sacerdotes; *dharilā*—colocaram.", "translation": "**Naquela noite, todos os grandes devotos permaneceram no templo, e os sacerdotes trouxeram doze potes de leite condensado, que colocaram diante do Senhor Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/31/", "verse_text": "kṣīra bāṅṭi' sabāre dila prabhu-nityānanda\n\nkṣīra-prasāda pāñā sabāra bāḍila ānanda", "devanagari": "> ক্ষীর বাঁটি’ সবারে দিল প্রভু-নিত্যানন্দ ।\n> ক্ষীর-প্রসাদ পাঞা সবার বাড়িল আনন্দ ॥৩১॥", "synonyms": "*kṣīra*—o leite condensado; *bāṅṭi'*—dividindo; *sabāre*—a todos; *dila*—deu; *prabhu-nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *kṣīra-prasāda*—restos do leite condensado da Deidade; *pāñā*—recebendo; *sabāra*—de todos; *bāḍila*—aumentou; *ānanda*—a bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Quando o leite condensado foi colocado diante de Nityānanda Prabhu, Ele distribuiu o prasāda a todos, e assim a bem-aventurança transcendental de todos aumentou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/32/", "verse_text": "mādhava-purīra kathā, gopāla-sthāpana\n\ntāṅhāre gopāla yaiche māgila candana", "devanagari": "> মাধবপুরীর কথা, গোপাল-স্থাপন  ।\n> তাঁহারে গোপাল যৈছে মাগিল চন্দন ॥৩২॥", "synonyms": "*mādhava-purīra kathā*—a narrativa de Mādhavendra Purī; *gopāla-sthāpana*—a instalação da Deidade de Gopāla; *tāṅhāre*—a ele; *gopāla*—o Senhor Gopāla; *yaiche*—assim como; *māgila*—Ele pediu; *candana*—sândalo.", "translation": "**Em seguida, todos discutiram a história da instalação da Deidade de Gopāla por Śrī Mādhavendra Purī, e conversaram sobre como Gopāla lhe pediu sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/33/", "verse_text": "tāṅra lāgi' gopīnātha kṣīra curi kaila\n\nmahāprabhura mukhe āge e kathā śunila", "devanagari": "> তাঁর লাগি’ গোপীনাথ ক্ষীর চুরি কৈল  ।\n> মহাপ্ৰভুর মুখে আগে এ কথা শুনিল ॥৩৩॥", "synonyms": "*tāṅra lāgi'*—por ele (Mādhavendra Purī); *gopīnātha*—a Deidade chamada Gopīnātha; *kṣīra*—leite condensado; *curi*—roubar; *kaila*—realizou; *mahāprabhura mukhe*—da boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āge*—anteriormente; *e kathā*—este incidente; *śunila*—ouviram.", "translation": "**Foi Gopīnātha quem roubou leite condensado em benefício de Mādhavendra Purī. Este incidente havia sido relatado anteriormente pelo próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/34/", "verse_text": "sei kathā sabāra madhye kahe nityānanda\n\nśuniyā vaiṣṇava-mane bāḍila ānanda", "devanagari": "> সেই কথা সবার মধ্যে কহে নিত্যানন্দ ।\n> শুনিয়া বৈষ্ণব-মনে বাড়িল আনন্দ ॥৩৪॥", "synonyms": "*sei kathā*—aquele incidente; *sabāra madhye*—entre todos eles; *kahe*—conta; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *śuniyā*—ouvindo; *vaiṣṇava-mane*—nas mentes de todos os vaiṣṇavas; *bāḍila*—aumentou; *ānanda*—a bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Esta mesma narrativa foi novamente relatada pelo Senhor Nityānanda a todos os devotos, e a bem-aventurança transcendental deles aumentou à medida que ouviam a história mais uma vez.**", "purport": "As palavras mahāprabhura mukhe, \"da boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu\", são significativas porque Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu pela primeira vez a história de Mādhavendra Purī de Seu mestre espiritual, Śrīpāda Īśvara Purī. Para esta história, consulte o *Madhya-līlā*, Capítulo Quatro, verso dezoito. Após permanecer por algum tempo na casa de Śrī Advaita, em Śāntipura, o Senhor narrou a história de Mādhavendra Purī a Nityānanda Prabhu, Jagadānanda Prabhu, Dāmodara Paṇḍita e Mukunda dāsa. Quando foram a Remuṇā, ao templo de Gopīnātha, Ele descreveu a instalação da Deidade de Gopāla por Mādhavendra Purī, bem como o roubo de leite condensado por Gopīnātha. Devido a este incidente, o Senhor Gopīnātha tornou-se bem conhecido como Kṣīracorā, o ladrão que roubou leite condensado."}
{"ref": "cc/madhya/16/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/35/", "verse_text": "ei-mata cali' cali' kaṭaka āilā\n\nsākṣi-gopāla dekhi' sabe se dina rahilā", "devanagari": "> এইমত চলি’ চলি’ কটক আইলা ।\n> সাক্ষিগোপাল দেখি’ সবে সে দিন রহিলা ॥৩৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *cali' cali'*—caminhando e caminhando; *kaṭaka āilā*—chegaram à cidade conhecida como Kaṭaka; *sākṣi-gopāla dekhi'*—depois de ver a Deidade conhecida como Sākṣi-gopāla; *sabe*—todos os devotos; *se dina*—naquele dia; *rahilā*—permaneceram.", "translation": "**Caminhando e caminhando dessa maneira, os devotos chegaram à cidade de Kaṭaka, onde permaneceram por um dia e viram o templo de Sākṣi-gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/36/", "verse_text": "sākṣi-gopālera kathā kahe nityānanda\n\nśuniyā vaiṣṇava-mane bāḍila ānanda", "devanagari": "> সাক্ষিগোপালের কথা কহে নিত্যানন্দ ।\n> শুনিয়া বৈষ্ণব-মনে বাড়িল আনন্দ ॥৩৬॥", "synonyms": "*sākṣi-gopālera*—da Deidade conhecida como Sākṣi-gopāla; *kathā*—a narração; *kahe*—descreve; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *śuniyā*—ao ouvir; *vaiṣṇava-mane*—nas mentes de todos os vaiṣṇavas; *bāḍila*—aumentou; *ānanda*—a bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Quando Nityānanda Prabhu descreveu todas as atividades de Sākṣi-gopāla, a bem-aventurança transcendental aumentou nas mentes de todos os vaiṣṇavas.**", "purport": "Para essas atividades, consulte o *Madhya-līlā*, Capítulo Cinco, versos 8-138."}
{"ref": "cc/madhya/16/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/37/", "verse_text": "prabhuke milite sabāra utkaṇṭhā antare\n\nśīghra kari' āilā sabe śrī-nīlācale", "devanagari": "> প্ৰভুকে মিলিতে সবার উৎকণ্ঠা অন্তরে ।\n> শীঘ্র করি’ আইলা সবে শ্রীনীলাচলে ॥৩৭॥", "synonyms": "*prabhuke milite*—para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāra*—de todos; *utkaṇṭhā*—ansiedade; *antare*—no coração; *śīghra kari'*—apressando-se muito; *āilā*—chegaram; *sabe*—todos eles; *śrī-nīlācale*—Jagannātha Purī.", "translation": "**Todos os integrantes do grupo estavam muito ansiosos em seu coração para ver Caitanya Mahāprabhu; por isso, apressaram-se rumo a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/38/", "verse_text": "āṭhāranālāke āilā gosāñi śuniyā\n\ndui-mālā pāṭhāilā govinda-hāte diyā", "devanagari": "> আঠারনালাকে আইলা গোসাঞি শুনিয়া ।\n> দুইমালা পাঠাইলা গোবিন্দ-হাতে দিয়া ॥৩৮॥", "synonyms": "*āṭhāranālāke*—Āṭhāranālā; *āilā*—eles chegaram; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śuniyā*—ao ouvir; *dui-mālā*—duas guirlandas; *pāṭhāilā*—enviou; *govinda-hāte diyā*—pelas mãos de Govinda.", "translation": "**Quando todos chegaram a uma ponte chamada Āṭhāranālā, Śrī Caitanya Mahāprabhu, ao ouvir a notícia de sua chegada, enviou duas guirlandas com Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/39/", "verse_text": "dui mālā govinda dui-jane parāila\n\nadvaita, avadhūta-gosāñi baḍa sukha pāila", "devanagari": "> দুই মালা গোবিন্দ দুইজনে পরাইল ।\n> অদ্বৈত, অবধূত-গোসাঞি বড় সুখ পাইল ॥৩৯॥", "synonyms": "*dui mālā*—as duas guirlandas; *govinda*—Govinda; *dui-jane parāila*—colocou no pescoço de duas personalidades; *advaita*—Advaita Ācārya; *avadhūta-gosāñi*—Nityānanda Prabhu; *baḍa sukha pāila*—ficaram muito felizes.", "translation": "**Govinda ofereceu as duas guirlandas a Advaita Ācārya e a Nityānanda Prabhu, e Ambos ficaram muito felizes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/40/", "verse_text": "tāhāñi ārambha kaila kṛṣṇa-saṅkīrtana\n\nnācite nācite cali' āilā dui-jana", "devanagari": "> তাহাঞি আরম্ভ কৈল কৃষ্ণ-সংকীর্তন ।\n> নাচিতে নাচিতে চলি’ আইলা দুইজন ॥৪০॥", "synonyms": "*tāhāñi*—naquele mesmo local; *ārambha kaila*—começaram; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—o canto do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *nācite nācite*—dançando e dançando; *cali'*—indo; *āilā*—chegaram; *dui-jana*—Ambos.", "translation": "**De fato, Eles começaram a cantar o santo nome de Kṛṣṇa naquele mesmo local e, dançando e dançando, tanto Advaita Ācārya quanto Nityānanda Prabhu chegaram a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/41/", "verse_text": "punaḥ mālā diyā svarūpādi nija-gaṇa\n\nāgu bāḍi' pāṭhāila śacīra nandana", "devanagari": "> পুনঃ মালা দিয়া স্বরূপাদি নিজগণ ।\n> আগু বাড়ি’ পাঠাইল শচীর নন্দন ॥৪১॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *mālā*—guirlandas; *diyā*—oferecendo; *svarūpa-ādi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e outros; *nija-gaṇa*—companheiros pessoais; *āgu bāḍi'*—avançando; *pāṭhāila*—enviou; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Então, pela segunda vez, Śrī Caitanya Mahāprabhu enviou guirlandas por intermédio de Svarūpa Dāmodara e de outros companheiros pessoais. Assim, eles avançaram, enviados pelo filho de mãe Śacī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/42/", "verse_text": "narendra āsiyā tāhāṅ sabāre mililā\n\nmahāprabhura datta mālā sabāre parāilā", "devanagari": "> নরেন্দ্র আসিয়া তাহাঁ সবারে মিলিলা ।\n> মহাপ্ৰভুর দত্ত মালা সবারে পরাইলা ॥৪২॥", "synonyms": "*narendra*—ao lago chamado Narendra; *āsiyā*—vindo; *tāhāṅ*—ali; *sabāre*—todos; *mililā*—encontraram; *mahāprabhura*—por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *datta*—dadas; *mālā*—guirlandas; *sabāre parāilā*—ofereceram a todos.", "translation": "**Quando os devotos de Bengala chegaram ao Lago Narendra, Svarūpa Dāmodara e os demais encontraram-se com eles e ofereceram-lhes as guirlandas dadas por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/43/", "verse_text": "siṁha-dvāra-nikaṭe āilā śuni' gaurarāya\n\nāpane āsiyā prabhu mililā sabāya", "devanagari": "> সিংহদ্বার-নিকটে আইলা শুনি’ গৌররায় ।\n> আপনে আসিয়া প্রভু মিলিলা সবায় ॥৪৩॥", "synonyms": "*siṁha-dvāra*—o portão do leão; *nikaṭe*—perto; *āilā*—chegaram; *śuni'*—ao ouvir; *gaurarāya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āpane*—pessoalmente; *āsiyā*—vindo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā sabāya*—encontrou-se com todos eles.", "translation": "**Quando os devotos finalmente chegaram ao portão do leão, Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu a notícia e pessoalmente foi ao encontro deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/44/", "verse_text": "sabā lañā kaila jagannātha-daraśana\n\nsabā lañā āilā punaḥ āpana-bhavana", "devanagari": "> সবা লঞা কৈল জগন্নাথ-দরশন ।\n> সবা লঞা আইলা পুনঃ আপন-ভবন ॥৪৪॥", "synonyms": "*sabā lañā*—levando todos eles; *kaila*—realizou; *jagannātha-daraśana*—a visão do Senhor Jagannātha; *sabā lañā*—levando todos eles; *āilā*—retornou; *punaḥ*—novamente; *āpana-bhavana*—à Sua própria residência.", "translation": "**Em seguida, Śrī Caitanya Mahāprabhu e todos os Seus devotos visitaram o Senhor Jagannātha. Por fim, acompanhado por todos eles, Ele retornou à Sua própria residência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/45/", "verse_text": "vāṇīnātha, kāśī-miśra prasāda ānila\n\nsvahaste sabāre prabhu prasāda khāoyāila", "devanagari": "> বাণীনাথ, কাশীমিশ্র প্রসাদ আনিল ।\n> স্বহস্তে সবারে প্রভু প্রসাদ খাওয়াইল ॥৪৫॥", "synonyms": "*vāṇīnātha*—Vāṇīnātha; *kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *prasāda ānila*—trouxeram toda espécie de prasāda; *sva-haste*—com Sua própria mão; *sabāre*—a todos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—os restos do alimento de Jagannātha; *khāoyāila*—alimentou.", "translation": "**Vāṇīnātha Rāya e Kāśī Miśra então trouxeram uma grande quantidade de prasāda, e Śrī Caitanya Mahāprabhu distribuiu-o com Sua própria mão e alimentou a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/46/", "verse_text": "pūrva vatsare yāṅra yei vāsā-sthāna\n\ntāhāṅ sabā pāṭhāñā karāila viśrāma", "devanagari": "> পূর্ব বৎসরে যাঁর যেই বাসা-স্থান ।\n> তাহাঁ সবা পাঠাঞা করাইল বিশ্রাম ॥৪৬॥", "synonyms": "*pūrva vatsare*—no ano anterior; *yāṅra*—de quem; *yei*—onde quer que; *vāsā-sthāna*—local para hospedar-se; *tāhāṅ*—ali; *sabā*—todos eles; *pāṭhāñā*—enviando; *karāila viśrāma*—fez que descansassem.", "translation": "**No ano anterior, cada um tinha sua própria residência específica, e as mesmas residências foram novamente oferecidas. Assim, todos foram descansar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/47/", "verse_text": "ei-mata bhakta-gaṇa rahilā cāri māsa\n\nprabhura sahita kare kīrtana-vilāsa", "devanagari": "> এইমত ভক্তগণ রহিলা চারি মাস ।\n> প্ৰভুর সহিত করে কীর্তন-বিলাস ॥৪৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *rahilā*—permaneceram; *cāri māsa*—por quatro meses; *prabhura sahita*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—realizavam; *kīrtana-vilāsa*—os passatempos de saṅkīrtana.", "translation": "**Por quatro meses contínuos, todos os devotos permaneceram ali e deleitaram-se em cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/48/", "verse_text": "pūrvavat ratha-yātrā-kāla yābe āila\n\nsabā lañā guṇḍicā-mandira prakṣālila", "devanagari": "> পূর্ববৎ রথযাত্রা-কাল যবে আইল ।\n> সবা লঞা গুণ্ডিচা-মন্দির প্ৰক্ষালিল ॥৪৮॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como no ano anterior; *ratha-yātrā-kāla*—a época do festival de Ratha-yātrā; *yābe*—quando; *āila*—chegou; *sabā lañā*—levando todos eles; *guṇḍicā-mandira*—o templo de Guṇḍicā; *prakṣālila*—lavaram.", "translation": "**Como no ano anterior, todos eles lavaram o templo de Guṇḍicā quando chegou a época da Ratha-yātrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/49/", "verse_text": "kulīna-grāmī paṭṭa-ḍorī jagannāthe dila\n\npūrvavat ratha-agre nartana karila", "devanagari": "> কুলীনগ্রামী পট্টডোরী জগন্নাথে দিল  ।\n> পূর্ববৎ রথ-অগ্রে নর্তন করিল ॥৪৯॥", "synonyms": "*kulīna-grāmī*—os residentes de Kulīna-grāma; *paṭṭa-ḍorī*—cordas de seda; *jagannāthe dila*—ofereceram ao Senhor Jagannātha; *pūrva-vat*—como no ano anterior; *ratha-agre*—diante do carro; *nartana karila*—dançaram.", "translation": "**Os habitantes de Kulīna-grāma entregaram cordas de seda ao Senhor Jagannātha e, como anteriormente, todos dançaram diante do carro do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/50/", "verse_text": "bahu nṛtya kari' punaḥ calila udyāne\n\nvāpī-tīre tāhāṅ yāi' karila viśrāme", "devanagari": "> বহু নৃত্য করি’ পুনঃ চলিল উদ্যানে  ।\n> বাপী-তীরে তাহাঁ যাই’ করিল বিশ্রামে ॥৫০॥", "synonyms": "*bahu nṛtya kari'*—após dançar bastante; *punaḥ*—novamente; *calila*—partiram para; *udyāne*—o jardim; *vāpī-tīre*—à margem do lago; *tāhāṅ yāi'*—indo para lá; *karila viśrāme*—descansaram.", "translation": "**Após dançar bastante, todos foram a um jardim próximo e descansaram à margem de um lago.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/51/", "verse_text": "rāḍhī eka vipra, teṅho--nityānanda dāsa\n\nmahā-bhāgyavān teṅho, nāma--kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> রাঢ়ী এক বিপ্র, তেঁহো — নিত্যানন্দ দাস  ।\n> মহা-ভাগ্যবান্ তেঁহো, নাম — কৃষ্ণদাস ॥৫১॥", "synonyms": "*rāḍhī eka vipra*—um brāhmaṇa residente de Rāḍha-deśa (onde o Ganges não corre); *teṅho*—ele; *nityānanda dāsa*—servo do Senhor Nityānanda; *mahā-bhāgyavān*—imensamente afortunado; *teṅho*—ele; *nāma*—chamado; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa.", "translation": "**Certo brāhmaṇa chamado Kṛṣṇadāsa, que era residente de Rāḍha-deśa e servo do Senhor Nityānanda, era uma pessoa muito afortunada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/52/", "verse_text": "ghaṭa bhari' prabhura teṅho abhiṣeka kaila\n\ntāṅra abhiṣeke prabhu mahā-tṛpta haila", "devanagari": "> ঘট ভরি’ প্রভুর তেঁহো অভিষেক কৈল  ।\n> তাঁর অভিষেকে প্রভু মহা-তৃপ্ত হৈল ॥৫২॥", "synonyms": "*ghaṭa bhari'*—enchendo um pote de água; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *teṅho*—ele; *abhiṣeka kaila*—realizou o banho; *tāṅra*—seu; *abhiṣeke*—pelo ato de banhar o Senhor; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-tṛpta haila*—ficou muito satisfeito.", "translation": "**Foi Kṛṣṇadāsa quem encheu um grande pote de água e o derramou sobre o Senhor enquanto Ele tomava Seu banho. O Senhor ficou imensamente satisfeito com isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/53/", "verse_text": "balagaṇḍi-bhogera bahu prasāda āila\n\nsabā saṅge mahāprabhu prasāda khāila", "devanagari": "> বলগণ্ডি-ভোগের বহু প্রসাদ আইল ।\n> সবা সঙ্গে মহাপ্ৰভু প্রসাদ খাইল ॥৫৩॥", "synonyms": "*balagaṇḍi-bhogera*—do alimento oferecido em Balagaṇḍi; *bahu prasāda*—uma grande quantidade de prasāda; *āila*—chegou; *sabā saṅge*—com todos os devotos; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—restos do alimento de Jagannātha; *khāila*—comeu.", "translation": "**Os restos do alimento oferecido ao Senhor em Balagaṇḍi chegaram então em grande quantidade, e Śrī Caitanya Mahāprabhu e todos os Seus devotos os comeram.**", "purport": "Com relação a Balagaṇḍi, ver o *Madhya-līlā* (13.193)."}
{"ref": "cc/madhya/16/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/54/", "verse_text": "pūrvavat ratha-yātrā kaila daraśana\n\nherā-pañcamī-yātrā dekhe lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> পূর্ববত্ রথযাত্রা কৈল দরশন ।\n> হেরাপঞ্চমী-যাত্রা দেখে লঞা ভক্তগণ ॥৫৪॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como no ano anterior; *ratha-yātrā*—o festival dos carros; *kaila daraśana*—viu; *herā-pañcamī-yātrā*—o festival de Herā-pañcamī; *dekhe*—Ele vê; *lañā bhakta-gaṇa*—com todos os devotos.", "translation": "**Como no ano anterior, o Senhor, com todos os devotos, assistiu ao festival de Ratha-yātrā e também ao festival de Herā-pañcamī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/55/", "verse_text": "ācārya-gosāñi prabhura kaila nimantraṇa\n\ntāra madhye kaila yaiche jhaḍa-variṣaṇa", "devanagari": "> আচার্য-গোসাঞি প্ৰভুর কৈল নিমন্ত্রণ ।\n> তার মধ্যে কৈল যৈছে ঝড়-বরিষণ ॥৫৫॥", "synonyms": "*ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *nimantraṇa*—convite; *tāra madhye*—dentro desse episódio; *kaila*—ocorreu; *yaiche*—assim como; *jhaḍa-variṣaṇa*—tempestade.", "translation": "**Advaita Ācārya então estendeu um convite a Śrī Caitanya Mahāprabhu, e houve uma grande tempestade ligada a esse incidente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/56/", "verse_text": "vistāri' varṇiyāchena dāsa-vṛndāvana\n\nśrīvāsa prabhure tabe kaila nimantraṇa", "devanagari": "> বিস্তারি’ বর্ণিয়াছেন দাস-বৃন্দাবন ।\n> শ্রীবাস প্রভুরে তবে কৈল নিমন্ত্রণ ॥৫৬॥", "synonyms": "*vistāri'*—elaborando; *varṇiyāchena*—descreveu; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *śrīvāsa*—Śrīvāsa; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tabe*—então; *kaila nimantraṇa*—fez um convite.", "translation": "**Todos esses episódios foram descritos minuciosamente por Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Então, certo dia, Śrīvāsa Ṭhākura estendeu um convite ao Senhor.**", "purport": "O *Caitanya-bhāgavata* (*Antya-līlā*, Capítulo Oito) faz a seguinte descrição. Certo dia, Śrīla Advaita Ācārya, tendo estendido um convite a Caitanya Mahāprabhu, pensou que, se o Senhor viesse sozinho, Ele O alimentaria para Sua grande satisfação. Sucedeu então que, quando os outros sannyāsīs se dirigiam à casa de Advaita Ācārya para almoçar, houve uma grande tempestade, e eles não puderam chegar à Sua casa. Assim, conforme os desejos de Advaita Ācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu veio sozinho e aceitou o prasāda."}
{"ref": "cc/madhya/16/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/57/", "verse_text": "prabhura priya-vyañjana saba rāndhena mālinī\n\n'bhaktye dāsī'-abhimāna, 'snehete jananī'", "devanagari": "> প্রভুর প্রিয়-ব্যঞ্জন সব রান্ধেন মালিনী ।\n> ‘ভক্ত্যে দাসী’-অভিমান, ‘স্নেহেতে জননী’ ॥৫৭॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *priya-vyañjana*—legumes favoritos; *saba*—todos; *rāndhena*—cozinha; *mālinī*—a esposa de Śrīvāsa Ṭhākura; *bhaktye dāsī*—em devoção, era como uma criada; *abhimāna*—era sua concepção; *snehete*—em afeição; *jananī*—exatamente como uma mãe.", "translation": "**Os legumes favoritos do Senhor eram cozinhados por Mālinīdevī, a esposa de Śrīvāsa Ṭhākura. Em devoção, ela se considerava uma criada de Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas, em afeição, era exatamente como uma mãe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/58/", "verse_text": "ācāryaratna-ādi yata mukhya bhakta-gaṇa\n\nmadhye madhye prabhure karena nimantraṇa", "devanagari": "> আচার্যরত্ন-আদি যত মুখ্য ভক্তগণ ।\n> মধ্যে মধ্যে প্ৰভুরে করেন নিমন্ত্রণ ॥৫৮॥", "synonyms": "*ācāryaratna*—Candraśekhara; *ādi*—e outros; *yata*—todos; *mukhya bhakta-gaṇa*—principais devotos; *madhye madhye*—a intervalos; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena nimantraṇa*—faziam convites.", "translation": "**Todos os principais devotos, encabeçados por Candraśekhara [Ācāryaratna], costumavam estender convites a Śrī Caitanya Mahāprabhu periodicamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/59/", "verse_text": "cāturmāsya-ante punaḥ nityānande lañā\n\nkibā yukti kare nitya nibhṛte vasiyā", "devanagari": "> চাতুর্মাস্য-অন্তে পুনঃ নিত্যানন্দে লঞা ।\n> কিবা যুক্তি করে নিত্য নিভৃতে বসিয়া ॥৫৯॥", "synonyms": "*cāturmāsya-ante*—ao final de Cāturmāsya; *punaḥ*—novamente; *nityānande*—Śrī Nityānanda Prabhu; *lañā*—tomando em confidência; *kibā*—o que; *yukti kare*—Eles consultam; *nitya*—diariamente; *nibhṛte*—em lugar solitário; *vasiyā*—sentados.", "translation": "**Ao final do período de quatro meses de Cāturmāsya, Caitanya Mahāprabhu novamente consultava Nityānanda Prabhu diariamente em lugar solitário. Ninguém conseguia compreender sobre o que era Sua consulta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/60/", "verse_text": "ācārya-gosāñi prabhuke kahe ṭhāre-ṭhore\n\nācārya tarjā paḍe, keha bujhite nā pāre", "devanagari": "> আচার্য-গোসাঞি প্ৰভুকে কহে ঠারে-ঠোরে ।\n> আচার্য তর্জা পড়ে, কেহ বুঝিতে না পারে ॥৬০॥", "synonyms": "*ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *prabhuke*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—fala; *ṭhāre-ṭhore*—por indicações; *ācārya*—Advaita Ācārya; *tarjā paḍe*—lê algumas passagens poéticas; *keha*—quem quer que fosse; *bujhite*—compreender; *nā pāre*—não conseguia.", "translation": "**Então, Śrīla Advaita Ācārya disse algo a Caitanya Mahāprabhu por meio de gestos e leu algumas passagens poéticas, que ninguém compreendeu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/61/", "verse_text": "tāṅra mukha dekhi' hāse śacīra nandana\n\naṅgīkāra jāni' ācārya karena nartana", "devanagari": "> তাঁর মুখ দেখি’ হাসে শচীর নন্দন ।\n> অঙ্গীকার জানি’ আচার্য করেন নর্তন ॥৬১॥", "synonyms": "*tāṅra mukha*—Sua face; *dekhi'*—vendo; *hāse*—sorri; *śacīra nandana*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aṅgīkāra jāni'*—compreendendo a aceitação; *ācārya*—Advaita Ācārya; *karena*—realizou; *nartana*—dança.", "translation": "**Ao ver a face de Advaita Ācārya, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu. Compreendendo que o Senhor aceitara a proposta, Advaita Ācārya começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/62/", "verse_text": "kibā prārthanā, kibā ājñā--keha nā bujhila\n\nāliṅgana kari' prabhu tāṅre vidāya dila", "devanagari": "> কিবা প্রার্থনা, কিবা আজ্ঞা — কেহ না বুঝিল ।\n> আলিঙ্গন করি’ প্রভু তাঁরে বিদায় দিল ॥৬২॥", "synonyms": "*kibā*—o que; *prārthanā*—o pedido; *kibā*—o que; *ājñā*—a ordem; *keha*—quem quer que fosse; *nā bujhila*—não soube; *āliṅgana kari'*—abraçando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Ele; *vidāya dila*—despediu-se.", "translation": "**Ninguém soube o que Advaita Ācārya pediu nem o que o Senhor ordenou. Após abraçar o Ācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/63/", "verse_text": "nityānande kahe prabhu,--śunaha, śrīpāda\n\nei āmi māgi, tumi karaha prasāda", "devanagari": "> নিত্যানন্দে কহে প্রভু, — শুনহ, শ্ৰীপাদ ।\n> এই আমি মাগি, তুমি করহ প্রসাদ ॥৬৩॥", "synonyms": "*nityānande*—a Śrī Nityānanda Prabhu; *kahe*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śunaha*—por favor, ouve; *śrī-pāda*—ó santo homem; *ei*—isto; *āmi*—Eu; *māgi*—peço; *tumi*—Tu; *karaha*—por favor, concede; *prasāda*—misericórdia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse então a Nityānanda Prabhu: \"Por favor, ouve-Me, ó santo homem: agora Te peço algo. Concede-Me bondosamente o pedido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/64/", "verse_text": "prati-varṣa nīlācale tumi nā āsibā\n\ngauḍe rahi' mora icchā saphala karibā", "devanagari": "> প্ৰতিবর্ষ নীলাচলে তুমি না আসিবা ।\n> গৌড়ে রহি’ মোর ইচ্ছা সফল করিবা ॥৬৪॥", "synonyms": "*prati-varṣa*—todos os anos; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *tumi*—Tu; *nā āsibā*—não venhas; *gauḍe rahi'*—permanecendo em Bengala; *mora icchā*—Meu desejo; *sa-phala karibā*—faze realizar.", "translation": "**\"Não venhas a Jagannātha Purī todos os anos, mas permanece em Bengala e realiza Meu desejo.\"**", "purport": "A missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu é difundir o único remédio eficaz nesta era decaída de Kali: o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Seguindo as ordens de Sua mãe, Śrī Caitanya Mahāprabhu residia em Jagannātha Purī, e os devotos vinham vê-Lo. No entanto, o Senhor sentia que essa mensagem precisava ser difundida muito minuciosamente em Bengala, e, em Sua ausência, não havia uma segunda pessoa capaz de fazê-lo. Por conseguinte, o Senhor pediu a Nityānanda Prabhu que permanecesse ali e divulgasse a mensagem da consciência de Kṛṣṇa. O Senhor também confiou uma responsabilidade pregadora semelhante a Rūpa e Sanātana. Solicitou-se a Nityānanda Prabhu que não viesse todos os anos a Jagannātha Purī, embora ver o Senhor Jagannātha beneficie grandemente a todos. Significa isso que o Senhor estava negando a Nityānanda Prabhu uma oportunidade afortunada? Não. Aquele que é um servo fiel de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve executar Sua ordem, ainda que tenha de sacrificar a ida a Jagannātha Purī para ver ali o Senhor Jagannātha. Em outras palavras, é uma fortuna maior cumprir a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu do que satisfazer os próprios sentidos vendo o Senhor Jagannātha.\n\nPregar o culto de Caitanya Mahāprabhu por todo o mundo é mais importante do que permanecer em Vṛndāvana ou em Jagannātha Purī para a própria satisfação pessoal. Difundir a consciência de Kṛṣṇa é a missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu; portanto, Seus devotos sinceros devem cumprir Seu desejo.\n\npṛthivīte āche yata nagarādi grāma\n\nsarvatra pracāra haibe mora nāma\n\nOs devotos do Senhor Caitanya devem pregar a consciência de Kṛṣṇa em cada vila e cidade do mundo. Isso satisfará o Senhor. Não se trata de agir caprichosamente para a própria satisfação pessoal. Esta ordem desce através do sistema paramparā, e o mestre espiritual apresenta essas ordens ao discípulo para que ele possa difundir a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. É dever de cada discípulo cumprir a ordem do mestre espiritual genuíno e difundir a mensagem do Senhor Caitanya por todo o mundo."}
{"ref": "cc/madhya/16/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/65/", "verse_text": "tāhāṅ siddhi kare--hena anye nā dekhiye\n\nāmāra 'duṣkara' karma, tomā haite haye", "devanagari": "> তাহাঁ সিদ্ধি করে — হেন অন্যে না দেখিয়ে ।\n> আমার ‘দুষ্কর’ কর্ম, তোমা হৈতে হয়ে ॥৬৫॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—ali; *siddhi*—êxito; *kare*—realiza; *hena*—tal; *anye*—outra pessoa; *nā*—não; *dekhiye*—vejo; *āmāra*—Meu; *duṣkara*—difícil de realizar; *karma*—trabalho; *tomā*—Tu; *haite*—de; *haye*—torna-se bem-sucedido.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Tu podes realizar uma tarefa que nem mesmo Eu consigo fazer. Mas, além de Ti, não encontro ninguém em Gauḍa-deśa que possa cumprir Minha missão ali.\"**", "purport": "A missão do Senhor Caitanya é libertar as almas caídas desta era. Nesta Era de Kali, praticamente cem por cento da população está caída. Śrī Caitanya Mahāprabhu certamente libertou muitas almas caídas, mas Seus discípulos vinham, em sua maioria, das classes superiores. Por exemplo, Ele libertou Śrīla Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e muitos outros que eram socialmente elevados, mas caídos do ponto de vista espiritual. Śrīla Rūpa e Sanātana Gosvāmīs ocupavam cargos no governo, e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya era o mais eminente erudito da Índia. De modo semelhante, Prakāśānanda Sarasvatī era líder de muitos milhares de sannyāsīs māyāvādīs. Foi Śrīla Nityānanda Prabhu, contudo, quem libertou pessoas como Jagāi e Mādhāi. Por isso, o Senhor Caitanya diz: āmāra 'duṣkara' karma, tomā haite haye. Jagāi e Mādhāi foram libertados unicamente pela misericórdia de Nityānanda Prabhu. Quando feriram Nityānanda Prabhu, o Senhor Caitanya enfureceu-se e decidiu matá-los com Seu cakra Sudarśana, mas Nityānanda Prabhu salvou-os da ira do Senhor e os libertou. Na encarnação de Gaura-Nitāi, não se supõe que o Senhor mate demônios, mas que os liberte pregando a consciência de Kṛṣṇa. No caso de Jagāi e Mādhāi, Śrī Caitanya Mahāprabhu estava tão furioso que os teria matado imediatamente, mas Nityānanda Prabhu era tão bondoso que não só os salvou da morte, como também os elevou à posição transcendental. Assim, o que não foi possível a Śrī Caitanya Mahāprabhu foi levado a cabo por Nityānanda Prabhu.\n\nDe modo semelhante, se alguém é fiel ao serviço de Gaura-Nitāi na sucessão discipular, pode até mesmo superar o serviço de Nityānanda Prabhu. Este é o processo da sucessão discipular. Nityānanda Prabhu libertou Jagāi e Mādhāi, mas um servo de Nityānanda Prabhu, por Sua graça, pode libertar muitos milhares de Jagāis e Mādhāis. Essa é a bênção especial da sucessão discipular. Aquele que se situa na sucessão discipular pode ser reconhecido pelo resultado de suas atividades. Isso é sempre verdadeiro no que diz respeito às atividades do Senhor e de Seus devotos. Por isso, o Senhor Śiva diz:\n\nārādhanānāṁ sarveṣāṁ\nviṣṇor ārādhanaṁ paraṁ\ntasmāt parataraṁ devi\ntadīyānāṁ samarcanam\n\n\"De todos os tipos de adoração, a adoração ao Senhor Viṣṇu é a melhor, e melhor do que a adoração ao Senhor Viṣṇu é a adoração a Seu devoto, o vaiṣṇava.\" (*Padma Purāṇa*)\n\nPela graça de Viṣṇu, um vaiṣṇava pode prestar serviço melhor do que Viṣṇu; essa é a prerrogativa especial de um vaiṣṇava. O Senhor de fato deseja ver Seus servos trabalharem mais gloriosamente do que Ele próprio. Por exemplo, no Campo de Batalha de Kurukṣetra, Śrī Kṛṣṇa instigou Arjuna a lutar, pois todos os guerreiros no campo de batalha haveriam de morrer pelo plano de Kṛṣṇa. O próprio Kṛṣṇa não quis tomar o crédito; ao contrário, quis que Arjuna o tomasse. Por isso pediu-lhe que lutasse e conquistasse fama.\n\ntasmāt tvam uttiṣṭha yaśo labhasva\njitvā śatrūn bhuṅkṣva rājyaṁ samṛddham\nmayaivaite nihatāḥ pūrvam eva\nnimitta-mātraṁ bhava savyasācin\n\n\"Portanto, levanta-te e prepara-te para lutar. Após conquistares teus inimigos, desfrutarás de um reino próspero. Eles já estão condenados à morte por Meu arranjo, e tu, ó Savyasācin, podes ser apenas um instrumento na luta.\" (Bg. 11.33)\n\nAssim, a Suprema Personalidade de Deus dá crédito ao devoto que realiza perfeitamente qualquer tarefa árdua. Hanumānjī, ou Vajrāṅgajī, o servo do Senhor Rāmacandra, também serve como outro exemplo. Foi Hanumānjī quem saltou sobre o mar num único salto e alcançou a costa de Laṅkā desde a costa de Bhārata-varṣa. Quando o Senhor Rāmacandra resolveu ir até lá, pavimentou o caminho com pedras, embora, por Sua vontade, as pedras pudessem flutuar sobre o mar. Se simplesmente seguirmos as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu e seguirmos os passos de Śrī Nityānanda Prabhu, este movimento da consciência de Kṛṣṇa poderá avançar, e tarefas ainda mais difíceis poderão ser realizadas pelos pregadores que permanecerem fiéis ao serviço do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/16/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/66/", "verse_text": "nityānanda kahe,--āmi 'deha' tumi 'prāṇa'\n\n'deha' 'prāṇa' bhinna nahe,--ei ta pramāṇa", "devanagari": "> নিত্যানন্দ কহে, — আমি ‘দেহ’ তুমি ‘প্রাণ’ ।\n> ‘দেহ’ ‘প্রাণ’ ভিন্ন নহে, — এই ত প্রমাণ ॥৬৬॥", "synonyms": "*nityānanda kahe*—o Senhor Nityānanda Prabhu disse; *āmi*—Eu; *deha*—o corpo; *tumi*—Tu; *prāṇa*—a vida; *deha*—o corpo; *prāṇa*—a vida; *bhinna nahe*—não são separados; *ei ta pramāṇa*—esta é a evidência.", "translation": "**Nityānanda Prabhu respondeu: \"Ó Senhor, Tu és a vida, e Eu sou o corpo. Não há diferença entre o corpo e a própria vida, mas a vida é mais importante do que o corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/67/", "verse_text": "acintya-śaktye kara tumi tāhāra ghaṭana\n\nye karāha, sei kari, nāhika niyama", "devanagari": "> অচিন্ত্যশক্ত্যে কর তুমি তাহার ঘটন ।\n> যে করাহ, সেই করি, নাহিক নিয়ম ॥৬৭॥", "synonyms": "*acintya-śaktye*—por energia inconcebível; *kara*—fazes; *tumi*—Tu; *tāhāra*—dessa relação; *ghaṭana*—a operação; *ye*—tudo o que; *karāha*—fazes com que Eu faça; *sei*—isso; *kari*—Eu faço; *nāhika*—não há; *niyama*—restrição.", "translation": "**\"Por Tua energia inconcebível, podes fazer tudo o que desejas, e tudo o que Me fazes fazer, Eu faço sem restrição.\"**", "purport": "Como se afirma no início do *Śrīmad-Bhāgavatam*: tene brahma hṛdā ya ādi-kavaye. O Senhor Brahmā é a primeira criatura viva dentro deste universo, e ele também é o criador deste universo. Como isso é possível? Embora seja a primeira entidade viva, o Senhor Brahmā não está na categoria de viṣṇu-tattva. Pelo contrário, ele é parte do jīva-tattva. Não obstante, pela graça do Senhor, que o instruiu através do coração (tene brahma hṛdā), o Senhor Brahmā pôde criar um imenso universo. Aqueles que são de fato devotos puros do Senhor são instruídos pelo Senhor através do coração, onde o Senhor sempre Se situa. Īśvaraḥ sarva-bhūtānāṁ hṛd-deśe 'rjuna tiṣṭhati (Bg. 18.61). Se seguir as instruções da Suprema Personalidade de Deus, a entidade viva, ainda que seja uma criatura insignificante, pode realizar as tarefas mais difíceis pela graça do Senhor. Isso também se confirma no *Bhagavad-gītā*:\n\nteṣāṁ satata-yuktānāṁ\nbhajatāṁ prīti-pūrvakam\ndadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\nyena mām upayānti te\n\n\"Àqueles que estão constantemente devotados e que Me adoram com amor, Eu dou a compreensão pela qual podem vir a Mim.\" (Bg. 10.10)\n\nTudo é possível para um devoto puro, pois ele age sob as instruções da Suprema Personalidade de Deus. Por meio de Sua energia inconcebível, um devoto puro pode realizar tarefas que se supõem muito, muito difíceis. Ele pode realizar tarefas que nem sequer foram realizadas anteriormente pelo próprio Senhor. Por isso, Nityānanda Prabhu disse a Śrī Caitanya Mahāprabhu, ye karāha, sei kari, nāhika niyama: \"Não sei por qual princípio regulador estou realizando esta maravilhosa obra, mas sei com certeza que farei tudo o que desejares.\" Embora o Senhor queira atribuir todo o crédito a Seu devoto, o próprio devoto jamais aceita crédito algum, pois age unicamente sob a direção do Senhor. Consequentemente, todo o crédito vai para o Senhor. Esta é a natureza da relação entre o Senhor e Seu devoto. O Senhor quer atribuir todo o crédito a Seu servo, mas o servo não aceita crédito algum, pois sabe que tudo é realizado pelo Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/16/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/68/", "verse_text": "tāṅre vidāya dila prabhu kari' āliṅgana\n\nei-mata vidāya dila saba bhakta-gaṇa", "devanagari": "> তাঁরে বিদায় দিল প্রভু করি’ আলিঙ্গন ।\n> এইমত বিদায় দিল সব ভক্তগণ ॥৬৮॥", "synonyms": "*tāṅre*—a Ele (Nityānanda Prabhu); *vidāya dila*—despediu-se; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kari'*—fazendo; *āliṅgana*—abraço; *ei-mata*—dessa maneira; *vidāya dila*—despediu-se; *saba*—de todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Nityānanda Prabhu e despediu-se Dele. Em seguida, despediu-se de todos os demais devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/69/", "verse_text": "kulīna-grāmī pūrvavat kaila nivedana\n\n\"prabhu, ājñā kara,--āmāra kartavya sādhana\"", "devanagari": "> কুলীনগ্রামী পূর্ববৎ কৈল নিবেদন ।\n> “প্রভু, আজ্ঞা কর, — আমার কর্তব্য সাধন” ॥৬৯॥", "synonyms": "*kulīna-grāmī*—um dos residentes de Kulīna-grāma; *pūrva-vat*—como no ano anterior; *kaila*—submeteu; *nivedana*—petição; *prabhu*—meu Senhor; *ājñā kara*—ordena; *āmāra*—meu; *kartavya*—necessário; *sādhana*—desempenho.", "translation": "**Assim como no ano anterior, um dos habitantes de Kulīna-grāma submeteu uma petição ao Senhor, dizendo: \"Meu Senhor, dize-me, por favor, qual é o meu dever e como devo executá-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/70/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"vaiṣṇava-sevā, nāma-saṅkīrtana\n\ndui kara, śīghra pābe śrī-kṛṣṇa-caraṇa\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “বৈষ্ণব-সেবা, নাম-সংকীর্তন ।\n> দুই কর, শীঘ্র পাবে শ্রীকৃষ্ণ-চরণ ।।” ॥ ৭০ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *vaiṣṇava-sevā*—serviço aos vaiṣṇavas; *nāma-saṅkīrtana*—cantar o santo nome do Senhor; *dui kara*—realiza estas duas coisas; *śīghra*—muito em breve; *pābe*—obterás; *śrī-kṛṣṇa-caraṇa*—refúgio aos pés de lótus do Senhor, Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Deves ocupar-te no serviço aos servos de Kṛṣṇa e sempre cantar o santo nome de Kṛṣṇa. Se fizeres estas duas coisas, muito em breve alcançarás refúgio aos pés de lótus de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/71/", "verse_text": "teṅho kahe,--\"ke vaiṣṇava, ki tāṅra lakṣaṇa?\"\n\ntabe hāsi' kahe prabhu jāni' tāṅra mana", "devanagari": "> তেঁহো কহে, — “কে বৈষ্ণব, কি তাঁর লক্ষণ ?”\n> তবে হাসি’ কহে প্রভু জানি’ তাঁর মন ॥৭১॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—ele disse; *ke*—quem; *vaiṣṇava*—um vaiṣṇava; *ki*—quais; *tāṅra*—dele; *lakṣaṇa*—os sintomas; *tabe*—em seguida; *hāsi'*—sorrindo; *kahe*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jāni'*—conhecendo; *tāṅra mana*—sua mente.", "translation": "**O habitante de Kulīna-grāma disse: \"Por favor, faze-me saber quem é de fato um vaiṣṇava e quais são seus sintomas.\" Conhecendo sua mente, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu e deu a seguinte resposta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/72/", "verse_text": "\"kṛṣṇa-nāma nirantara yāṅhāra vadane\n\nsei vaiṣṇava-śreṣṭha, bhaja tāṅhāra caraṇe", "devanagari": "> “কৃষ্ণনাম নিরন্তর যাঁহার বদনে ।\n> সেই বৈষ্ণব-শ্রেষ্ঠ, ভজ তাঁহার চরণে ॥৭২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *nirantara*—incessantemente; *yāṅhāra*—cuja; *vadane*—na boca; *sei*—tal pessoa; *vaiṣṇava-śreṣṭha*—um vaiṣṇava de primeira classe; *bhaja*—adora; *tāṅhāra caraṇe*—seus pés de lótus.", "translation": "**\"A pessoa que está sempre cantando o santo nome do Senhor deve ser considerada um vaiṣṇava de primeira classe, e teu dever é servir a seus pés de lótus.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que qualquer vaiṣṇava que esteja constantemente cantando o santo nome do Senhor deve ser considerado como tendo alcançado a segunda plataforma do vaiṣṇavismo. Tal devoto é superior a um vaiṣṇava neófito que apenas aprendeu a cantar o santo nome do Senhor. Um devoto neófito simplesmente tenta cantar o santo nome, ao passo que o devoto avançado está habituado a cantar e sente prazer nisso. Tal devoto avançado é chamado madhyama-bhāgavata, o que indica que ele alcançou o estágio intermediário entre o neófito e o devoto perfeito. Geralmente, um devoto no estágio intermediário torna-se pregador. Um devoto neófito ou uma pessoa comum deve adorar o madhyama-bhāgavata, que é um meio-termo.\n\nEm seu Upadeśāmṛta, Śrīla Rūpa Gosvāmī diz: praṇatibhiś ca bhajantam īśam. Isso significa que os devotos madhyama-adhikārī devem trocar reverências entre si.\n\nA palavra nirantara, que significa \"sem cessação, continuamente, constantemente\", é muito importante neste verso. A palavra antara significa \"intervalo\". Se alguém tem desejos outros que não o desejo de prestar serviço devocional — em outras palavras, se alguém às vezes se ocupa em serviço devocional e às vezes se empenha pela gratificação dos sentidos —, seu serviço será interrompido. Um devoto puro, portanto, não deve ter outro desejo senão servir a Kṛṣṇa. Ele deve estar acima da atividade fruitiva e do conhecimento especulativo. Em seu *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, Śrīla Rūpa Gosvāmī diz:\n\nanyābhilāṣitā-śūnyaṁ\njñāna-karmādy-anāvṛtam\nānukūlyena kṛṣṇānu-\nśīlanaṁ bhaktir uttamā\n\nEsta é a plataforma do serviço devocional puro. Não se deve ser motivado por atividade fruitiva ou especulação mental, mas simplesmente servir a Kṛṣṇa favoravelmente. Essa é a devoção de primeira classe.\n\nOutro significado de antara é \"este corpo\". O corpo é um impedimento à autorrealização, pois está sempre ocupado em gratificação dos sentidos. De modo semelhante, antara significa \"dinheiro\". Se o dinheiro não for usado no serviço a Kṛṣṇa, também é um impedimento. Antara significa ainda janatā, \"as pessoas em geral\". A associação com pessoas comuns pode destruir os princípios do serviço devocional. Igualmente, antara pode significar \"cobiça\", a cobiça de adquirir mais dinheiro ou desfrutar de mais gratificação dos sentidos. Por fim, a palavra antara pode significar também \"ideias ateístas\", pelas quais alguém considera que a Deidade do templo é feita de pedra, madeira ou ouro. Todos esses são impedimentos. A Deidade no templo não é material — Ela é a própria Suprema Personalidade de Deus. Da mesma forma, considerar o mestre espiritual um ser humano comum (guruṣu nara-matiḥ) também é um impedimento. Tampouco se deve considerar um vaiṣṇava membro de determinada casta ou nação. Nem se deve considerar um vaiṣṇava como material. O caraṇāmṛta não deve ser considerado água potável comum, e o santo nome do Senhor não deve ser considerado uma vibração sonora comum. Tampouco se deve olhar para o Senhor Kṛṣṇa como um ser humano comum, pois Ele é a origem de todos os viṣṇu-tattvas; nem se deve considerar o Senhor Supremo como um semideus. Misturar o espiritual com o material faz com que alguém olhe para a transcendência como material e para o mundano como espiritual. Tudo isso se deve a um escasso acervo de conhecimento. Não se deve considerar o Senhor Viṣṇu e as coisas relacionadas com Ele como sendo diferentes. Tudo isso é ofensivo.\n\nNo Bhakti-sandarbha (265), Śrīla Jīva Gosvāmī escreve: nāmaikaṁ yasya vāci smaraṇa-patha-gatam ityādau deha-draviṇādi-nimittaka-'pāṣaṇḍa'-śabdena ca daśa aparādhā lakṣyante, pāṣaṇḍamayatvāt teṣām.\n\nOs māyāvādīs olham para Viṣṇu e para os vaiṣṇavas de maneira imperfeita devido a seu escasso acervo de conhecimento, e isso é condenado. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.46), o vaiṣṇava intermediário é descrito da seguinte forma:\n\nīśvare tad-adhīneṣu\nbāliśeṣu dviṣatsu ca\nprema-maitrī-kṛpopekṣā\nyaḥ karoti sa madhyamaḥ\n\n\"O vaiṣṇava intermediário tem de amar a Deus, fazer amizade com os devotos, instruir os inocentes e rejeitar as pessoas invejosas.\" Estas são as quatro funções do vaiṣṇava no estágio intermediário. No *Caitanya-caritāmṛta* (Madhya 22.64), ensina-se a Śrī Sanātana Gosvāmī:\n\nśraddhāvān jana haya bhakti-adhikārī\n'uttama', 'madhyama', 'kaniṣṭha'--śraddhā-anusārī\n\n\"Aquele que é fiel é um candidato apropriado ao serviço devocional. Conforme o grau de sua fé no serviço devocional, a pessoa é um vaiṣṇava de primeira classe, de segunda classe ou neófito.\"\n\nśāstra-yukti nāhi jāne dṛḍha, śraddhāvān\n'madhyama-adhikārī' sei mahā-bhāgyavān\n\n\"Aquele que alcançou o estágio intermediário não é muito avançado em conhecimento śāstrico, mas tem fé firme no Senhor. Tal pessoa é muito afortunada por estar situada na plataforma intermediária.\" (Cc. Madhya 22.67)\n\nrati-prema-tāratamye bhakta-tara-tama\n\n\"Atração e amor são a meta última do serviço devocional. Os graus dessa atração e desse amor por Deus distinguem os diferentes estágios da devoção — neófito, intermediário e perfeito.\" (Cc. Madhya 22.71) Um devoto intermediário sente-se grandemente atraído a cantar o santo nome, e, ao cantar, ele se eleva à plataforma do amor. Se alguém cantar o santo nome do Senhor com grande apego, pode compreender sua posição como servo eterno do mestre espiritual, dos demais vaiṣṇavas e do próprio Kṛṣṇa. Assim, o vaiṣṇava intermediário considera-se kṛṣṇa-dāsa, servo de Kṛṣṇa. Por isso, ele prega a consciência de Kṛṣṇa aos neófitos inocentes e enfatiza a importância de cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra. Um devoto intermediário pode identificar o não-devoto ou o devoto motivado. O devoto motivado ou o não-devoto estão na plataforma material, e são chamados prākṛta. O devoto intermediário não se mistura com tais pessoas materialistas. Contudo, ele compreende que a Suprema Personalidade de Deus e tudo o que se relaciona com Ele estão na mesma plataforma transcendental. Na verdade, nenhum deles é mundano."}
{"ref": "cc/madhya/16/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/73/", "verse_text": "varṣāntare punaḥ tāṅrā aiche praśna kaila\n\nvaiṣṇavera tāratamya prabhu śikhāila", "devanagari": "> বর্ষান্তরে পুনঃ তাঁরা ঐছে প্রশ্ন কৈল ।\n> বৈষ্ণবের তারতম্য প্রভু শিখাইল ॥৭৩॥", "synonyms": "*varṣāntare*—após um ano; *punaḥ*—novamente; *tāṅrā*—eles (os habitantes de Kulīna-grāma); *aiche*—tal; *praśna*—uma pergunta; *kaila*—fizeram; *vaiṣṇavera*—dos vaiṣṇavas; *tāratamya*—gradações superiores e inferiores; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śikhāila*—ensinou.", "translation": "**No ano seguinte, os habitantes de Kulīna-grāma novamente fizeram ao Senhor a mesma pergunta. Ao ouvir essa pergunta, Śrī Caitanya Mahāprabhu novamente os ensinou acerca dos diferentes tipos de vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/74/", "verse_text": "yāṅhāra darśane mukhe āise kṛṣṇa-nāma\n\ntāṅhāre jāniha tumi 'vaiṣṇava-pradhāna'", "devanagari": "> যাঁহার দর্শনে মুখে আইসে কৃষ্ণনাম ।\n> তাঁহারে জানিহ তুমি ‘বৈষ্ণব-প্রধান’ ॥৭৪॥", "synonyms": "*yāṅhāra darśane*—ao ver quem; *mukhe*—na boca; *āise*—automaticamente desperta; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *tāṅhāre*—a ele; *jāniha*—deves conhecer; *tumi*—tu; *vaiṣṇava-pradhāna*—o vaiṣṇava de primeira classe.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Um vaiṣṇava de primeira classe é aquele cuja simples presença faz com que os outros cantem o santo nome de Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que, se um observador imediatamente se lembra do santo nome de Kṛṣṇa ao ver um vaiṣṇava, esse vaiṣṇava deve ser considerado um mahā-bhāgavata, um devoto de primeira classe. Tal vaiṣṇava está sempre consciente de seu dever de consciência de Kṛṣṇa, e é iluminado em autorrealização. Ele está sempre apaixonado pela Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, e esse amor é sem adulteração. Por causa desse amor, ele está sempre desperto para a percepção transcendental. Como sabe que a consciência de Kṛṣṇa é a base do conhecimento e da ação, ele vê tudo relacionado com Kṛṣṇa. Tal pessoa é capaz de cantar o santo nome de Kṛṣṇa perfeitamente. Tal vaiṣṇava mahā-bhāgavata possui os olhos transcendentais para ver quem está dormindo sob o feitiço da māyā, e ele se ocupa em despertar os seres condicionados adormecidos espalhando o conhecimento da consciência de Kṛṣṇa. Ele abre os olhos que estão fechados pelo esquecimento de Kṛṣṇa. Assim, a entidade viva é liberada da estupidez da energia material e ocupa-se plenamente no serviço ao Senhor. O vaiṣṇava madhyama-adhikārī pode despertar os outros para a consciência de Kṛṣṇa e ocupá-los em deveres pelos quais possam avançar. Por isso, afirma-se no *Caitanya-caritāmṛta* (*Madhya-līlā*, Capítulo Seis, verso 279):\n\nlohāke yāvat sparśi' hema nāhi kare\ntāvat sparśa-maṇi keha cinite nā pāre\n\n\"Não se pode compreender o valor da pedra de toque enquanto ela não transformar ferro em ouro.\" Deve-se julgar pela ação, não pelas promessas. Um mahā-bhāgavata pode converter uma entidade viva de uma vida material abominável ao serviço do Senhor. Este é o teste de um mahā-bhāgavata. Embora a pregação não se destine a um mahā-bhāgavata, um mahā-bhāgavata pode descer à plataforma de madhyama-bhāgavata apenas para converter outros ao vaiṣṇavismo. Na verdade, um mahā-bhāgavata é apto a espalhar a consciência de Kṛṣṇa, mas ele não distingue onde a consciência de Kṛṣṇa deve ser espalhada de onde não deve. Ele pensa que todos são competentes para aceitar a consciência de Kṛṣṇa se a oportunidade for proporcionada. Um devoto neófito e intermediário deve sempre estar ansioso por ouvir o mahā-bhāgavata e servi-lo em todos os aspectos. Os devotos neófito e intermediário podem gradualmente elevar-se à plataforma de uttama-adhikārī e tornar-se devotos de primeira classe. Os sintomas de um devoto de primeira classe são dados no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.45):\n\nsarva-bhūteṣu yaḥ paśyed\nbhagavad-bhāvam ātmanaḥ\nbhūtāni bhagavaty ātmany\neṣa bhāgavatottamaḥ\n\nAo ensinar Sanātana Gosvāmī, o Senhor disse ainda:\n\nśāstra-yuktye sunipuṇa, dṛḍha-śraddhā yāṅra\n'uttama-adhikārī' se tāraye saṁsāra\n\n\"Se alguém é perito na literatura Védica e tem plena fé no Senhor Supremo, então ele é um uttama-adhikārī, um vaiṣṇava de primeira classe, um vaiṣṇava supremo que pode libertar o mundo inteiro e voltar todos para a consciência de Kṛṣṇa.\" (Cc. Madhya 22.65) Com grande amor e afeto, o mahā-bhāgavata observa a Suprema Personalidade de Deus, o serviço devocional e o devoto. Ele nada observa além de Kṛṣṇa, da consciência de Kṛṣṇa e dos devotos de Kṛṣṇa. O mahā-bhāgavata sabe que todos estão ocupados no serviço ao Senhor de diferentes maneiras. Por isso, ele desce à plataforma intermediária para elevar todos à posição de consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/16/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/75/", "verse_text": "krama kari' kahe prabhu 'vaiṣṇava'-lakṣaṇa\n\n'vaiṣṇava', 'vaiṣṇavatara', āra 'vaiṣṇavatama'", "devanagari": "> ক্রম করি’ কহে প্রভু ‘বৈষ্ণব’-লক্ষণ ।\n> ‘বৈষ্ণব’, ‘বৈষ্ণবতর’, আর ‘বৈষ্ণবতম’ ॥৭৫॥", "synonyms": "*krama kari'*—dividindo conforme as gradações; *kahe prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu falou; *vaiṣṇava-lakṣaṇa*—os sintomas dos vaiṣṇavas; *vaiṣṇava*—o vaiṣṇava comum (a plataforma positiva); *vaiṣṇava-tara*—o vaiṣṇava melhor (a plataforma comparativa); *āra*—e; *vaiṣṇava-tama*—o melhor vaiṣṇava (a plataforma superlativa).", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu instruiu sobre os diferentes tipos de vaiṣṇavas — o vaiṣṇava, o vaiṣṇavatara e o vaiṣṇavatama. Assim, Ele explicou sucessivamente todos os sintomas de um vaiṣṇava aos habitantes de Kulīna-grāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/76/", "verse_text": "ei-mata saba vaiṣṇava gauḍe calilā\n\nvidyānidhi se vatsara nīlādri rahilā", "devanagari": "> এইমত সব বৈষ্ণব গৌড়ে চলিলা ।\n> বিদ্যানিধি সে বৎসর নীলাদ্রি রহিলা ॥৭৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *saba*—todos; *vaiṣṇava*—devotos; *gauḍe calilā*—retornaram a Bengala; *vidyānidhi*—Puṇḍarīka Vidyānidhi; *se vatsara*—aquele ano; *nīlādri rahilā*—permaneceu em Nīlādri, Jagannātha Purī.", "translation": "**Finalmente, todos os vaiṣṇavas retornaram a Bengala, mas, naquele ano, Puṇḍarīka Vidyānidhi permaneceu em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/77/", "verse_text": "svarūpa-sahita tāṅra haya sakhya-prīti\n\ndui-janāya kṛṣṇa-kathāya ekatra-i sthiti", "devanagari": "> স্বরূপ-সহিত তাঁর হয় সখ্য-প্রীতি ।\n> দুই-জনায় কৃষ্ণ-কথায় একত্রই স্থিতি ॥৭৭॥", "synonyms": "*svarūpa-sahita*—com Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tāṅra*—sua; *haya*—há; *sakhya-prīti*—amizade muito íntima; *dui-janāya*—ambos; *kṛṣṇa-kathāya*—nos tópicos sobre Kṛṣṇa; *ekatra-i*—no mesmo nível; *sthiti*—posição.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Puṇḍarīka Vidyānidhi tinham uma relação amistosa e íntima, e, no que se refere a discutir tópicos sobre Kṛṣṇa, situavam-se na mesma plataforma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/78/", "verse_text": "gadādhara-paṇḍite teṅho punaḥ mantra dila\n\noḍana-ṣaṣṭhīra dine yātrā ye dekhila", "devanagari": "> গদাধর-পণ্ডিতে তেঁহো পুনঃ মন্ত্র দিল ।\n> ওড়ন-ষষ্ঠীর দিনে যাত্রা যে দেখিল ॥৭৮॥", "synonyms": "*gadādhara-paṇḍite*—a Gadādhara Paṇḍita; *teṅho*—Puṇḍarīka Vidyānidhi; *punaḥ*—novamente, pela segunda vez; *mantra*—iniciação; *dila*—deu; *oḍana-ṣaṣṭhīra dine*—no dia da celebração da Oḍana-ṣaṣṭhī; *yātrā*—festival; *ye*—de fato; *dekhila*—ele viu.", "translation": "**Puṇḍarīka Vidyānidhi iniciou Gadādhara Paṇḍita pela segunda vez e, no dia de Oḍana-ṣaṣṭhī, ele viu o festival.**", "purport": "No início do inverno, há uma cerimônia conhecida como Oḍana-ṣaṣṭhī. Essa cerimônia indica que, daquele dia em diante, deve-se oferecer ao Senhor Jagannātha uma cobertura de inverno. Tal cobertura é comprada diretamente de um tecelão. Conforme o arcana-mārga, deve-se primeiro lavar o pano para remover todo o amido, e só então ele pode ser usado para cobrir o Senhor. Puṇḍarīka Vidyānidhi viu que o sacerdote negligenciou a lavagem do pano antes de cobrir o Senhor Jagannātha. Como desejava encontrar algum defeito nos devotos, ele ficou indignado."}
{"ref": "cc/madhya/16/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/79/", "verse_text": "jagannātha parena tathā 'māḍuyā' vasana\n\ndekhiyā saghṛṇa haila vidyānidhira mana", "devanagari": "> জগন্নাথ পরেন তথা ‘মাড়ুয়া’ বসন ।\n> দেখিয়া সঘৃণ হৈল বিদ্যানিধির মন ॥৭৯॥", "synonyms": "*jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *parena*—veste; *tathā*—ali; *māḍuyā vasana*—pano com amido; *dekhiyā*—vendo; *sa-ghṛṇa*—com aversão; *haila*—ficou; *vidyānidhira mana*—a mente de Vidyānidhi.", "translation": "**Quando Puṇḍarīka Vidyānidhi viu que o Senhor Jagannātha recebera uma veste engomada, ele sentiu certa aversão. Dessa forma, sua mente ficou poluída.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/80/", "verse_text": "sei rātrye jagannātha-balāi āsiyā\n\ndui-bhāi caḍā'na tāṅre hāsiyā hāsiyā", "devanagari": "> সেই রাত্র্যে জগন্নাথ-বলাই আসিয়া ।\n> দুই-ভাই চড়া’ন তাঁরে হাসিয়া হাসিয়া ॥৮০॥", "synonyms": "*sei rātrye*—naquela noite; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *balāi*—o Senhor Balarāma; *āsiyā*—vindo; *dui-bhāi*—ambos os irmãos; *caḍā'na*—esbofetearam; *tāṅre*—a ele; *hāsiyā hāsiyā*—sorrindo.", "translation": "**Naquela noite, os irmãos, o Senhor Jagannātha e Balarāma, vieram até Puṇḍarīka Vidyānidhi e, sorrindo, começaram a esbofeteá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/81/", "verse_text": "gāla phulila, ācārya antare ullāsa\n\nvistāri' varṇiyāchena vṛndāvana-dāsa", "devanagari": "> গাল ফুলিল, আচার্য অন্তরে উল্লাস ।\n> বিস্তারি’ বর্ণিয়াছেন বৃন্দাবন-দাস ॥৮১॥", "synonyms": "*gāla*—as faces; *phulila*—incharam; *ācārya*—Puṇḍarīka Vidyānidhi; *antare*—no íntimo do coração; *ullāsa*—muito feliz; *vistāri'*—detalhando; *varṇiyāchena*—narrou; *vṛndāvana-dāsa*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Embora suas faces estivessem inchadas pelas bofetadas, Puṇḍarīka Vidyānidhi sentia-se muito feliz em seu íntimo. Esse incidente foi detalhadamente descrito por Ṭhākura Vṛndāvana dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/82/", "verse_text": "ei-mata pratyabda āise gauḍera bhakta-gaṇa\n\nprabhu-saṅge rahi' kare yātrā-daraśana", "devanagari": "> এইমত প্রত্যব্দ আইসে গৌড়ের ভক্তগণ ।\n> প্রভু-সঙ্গে রহি’ করে যাত্রা-দরশন ॥৮২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prati-abda*—todos os anos; *āise*—vêm; *gauḍera*—de Bengala; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *prabhu-saṅge*—com o Senhor Śrī Caitanya Prabhu; *rahi'*—residindo; *kare*—fazem; *yātrā-daraśana*—observar o festival de Ratha-yātrā.", "translation": "**Todos os anos, os devotos de Bengala vinham e ficavam com Śrī Caitanya Mahāprabhu para ver o festival de Ratha-yātrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/83/", "verse_text": "tāra madhye ye ye varṣe āchaye viśeṣa\n\nvistāriyā āge tāhā kahiba niḥśeṣa", "devanagari": "> তার মধ্যে যে যে বর্ষে আছয়ে বিশেষ ।\n> বিস্তারিয়া আগে তাহা কহিব নিঃশেষ ॥৮৩॥", "synonyms": "*tāra madhye*—entre esses episódios; *ye ye*—quaisquer que sejam; *varṣe*—nos anos; *āchaye*—há; *viśeṣa*—ocorrência particular; *vistāriyā*—detalhando; *āge*—mais adiante; *tāhā*—isso; *kahiba*—direi; *niḥśeṣa*—por completo.", "translation": "**Tudo o que aconteceu durante esses anos que seja digno de nota será descrito mais adiante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/84/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhura cāri vatsara gela\n\ndakṣiṇa yāñā āsite dui vatsara lāgila", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভুর চারি বৎসর গেল ।\n> দক্ষিণ যাঞা আসিতে দুই বৎসর লাগিল ॥৮৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cāri*—quatro; *vatsara*—anos; *gela*—passaram; *dakṣiṇa yāñā*—após percorrer o sul da Índia; *āsite*—para voltar; *dui vatsara lāgila*—Ele levou dois anos.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu passou quatro anos. Ele empregou os dois primeiros anos em Sua peregrinação pelo sul da Índia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/85/", "verse_text": "āra dui vatsara cāhe vṛndāvana yāite\n\nrāmānanda-haṭhe prabhu nā pāre calite", "devanagari": "> আর দুই বৎসর চাহে বৃন্দাবন যাইতে ।\n> রামানন্দ-হঠে প্রভু না পারে চলিতে ॥৮৫॥", "synonyms": "*āra dui vatsara*—outros dois anos; *cāhe*—Ele desejava; *vṛndāvana yāite*—ir a Vṛndāvana; *rāmānanda-haṭhe*—pelos ardis de Rāmānanda Rāya; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā pāre*—não pôde; *calite*—partir.", "translation": "**Nos outros dois anos, Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava ir a Vṛndāvana, mas não pôde deixar Jagannātha Purī por causa dos ardis de Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/86/", "verse_text": "pañcama vatsare gauḍera bhakta-gaṇa āilā\n\nratha dekhi' nā rahilā, gauḍere calilā", "devanagari": "> পঞ্চম বৎসরে গৌড়ের ভক্তগণ আইলা ।\n> রথ দেখি’ না রহিলা, গৌড়েরে চলিলা ॥৮৬॥", "synonyms": "*pañcama vatsare*—no quinto ano; *gauḍera*—de Bengala; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *āilā*—vieram; *ratha dekhi'*—vendo o festival de Ratha-yātrā; *nā rahilā*—não ficaram; *gauḍere calilā*—regressaram a Bengala.", "translation": "**Durante o quinto ano, os devotos de Bengala vieram ver o festival de Ratha-yātrā. Após vê-lo, não ficaram, mas regressaram a Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/87/", "verse_text": "tabe prabhu sārvabhauma-rāmānanda-sthāne\n\nāliṅgana kari' kahe madhura vacane", "devanagari": "> তবে প্রভু সার্বভৌম-রামানন্দ-স্থানে ।\n> আলিঙ্গন করি’ কহে মধুর বচনে ॥৮৭॥", "synonyms": "*tabe*—então; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sārvabhauma-rāmānanda-sthāne*—diante de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Rāmānanda Rāya; *āliṅgana kari'*—abraçando; *kahe*—diz; *madhura vacane*—doces palavras.", "translation": "**Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou uma proposta a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Rāmānanda Rāya. Ele os abraçou e proferiu doces palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/88/", "verse_text": "bahuta utkaṇṭhā mora yāite vṛndāvana\n\ntomāra haṭhe dui vatsara nā kailuṅ gamana", "devanagari": "> বহুত উৎকণ্ঠা মোর যাইতে বৃন্দাবন ।\n> তোমার হঠে দুই বৎসর না কৈলুঁ গমন ॥৮৮॥", "synonyms": "*bahuta utkaṇṭhā*—grande ansiedade; *mora*—Minha; *yāite vṛndāvana*—de ir a Vṛndāvana; *tomāra haṭhe*—pelos vossos ardis; *dui vatsara*—por dois anos; *nā kailuṅ*—não fiz; *gamana*—a partida.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu desejo de ir a Vṛndāvana aumentou muito. Por causa dos vossos ardis, não pude ir até lá nos dois últimos anos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/89/", "verse_text": "avaśya caliba, duṅhe karaha sammati\n\ntomā-duṅhā vinā mora nāhi anya gati", "devanagari": "> অবশ্য চলিব, দুঁহে করহ সম্মতি ।\n> তোমা-দুঁহা বিনা মোর নাহি অন্য গতি ॥৮৯॥", "synonyms": "*avaśya*—certamente; *caliba*—partirei; *duṅhe*—vós dois; *karaha sammati*—por favor, concordai com esta proposta; *tomā-duṅhā vinā*—exceto vós dois; *mora*—Meu; *nāhi*—não há; *anya gati*—outro refúgio.", "translation": "**\"Desta vez, devo ir. Quereis, por favor, conceder-Me permissão? Salvo vós dois, não tenho outro refúgio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/90/", "verse_text": "gauḍa-deśe haya mora 'dui samāśraya'\n\n'jananī' jāhnavī',--ei dui dayāmaya", "devanagari": "> গৌড়-দেশে হয় মোর ‘দুই সমাশ্রয়’ ।\n> ‘জননী’ ‘জাহ্নবী’ — এই দুই দয়াময় ॥৯০॥", "synonyms": "*gauḍa-deśe*—em Bengala; *haya*—há; *mora*—Meus; *dui*—dois; *samāśraya*—refúgios; *jananī*—a mãe; *jāhnavī*—o rio Ganges; *ei dui*—esses dois; *dayā-maya*—muito misericordiosos.", "translation": "**\"Em Bengala tenho dois refúgios: minha mãe e o rio Ganges. Ambos são muito misericordiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/91/", "verse_text": "gauḍa-deśa diyā yāba tāṅ-sabā dekhiyā\n\ntumi duṅhe ājñā deha' parasanna hañā", "devanagari": "> গৌড়-দেশ দিয়া যাব তাঁ-সবা দেখিয়া ।\n> তুমি দুঁহে আজ্ঞা দেহ’ পরসন্ন হঞা ॥৯১॥", "synonyms": "*gauḍa-deśa*—o país conhecido como Bengala; *diyā*—através; *yāba*—irei; *tāṅ-sabā*—ambos eles; *dekhiyā*—vendo; *tumi duṅhe*—vós dois; *ājñā deha'*—concedei-Me permissão; *parasanna hañā*—estando muito satisfeitos.", "translation": "**\"Irei a Vṛndāvana através de Bengala e verei tanto minha mãe quanto o rio Ganges. Agora, quereis vós dois ter o prazer de conceder-Me permissão?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/92/", "verse_text": "śuniyā prabhura vāṇī mane vicāraya\n\nprabhu-sane ati haṭha kabhu bhāla naya", "devanagari": "> শুনিয়া প্রভুর বাণী মনে বিচারয় ।\n> প্রভু-সনে অতি হঠ কভু ভাল নয় ॥৯২॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāṇī*—as palavras; *mane*—em suas mentes; *vicāraya*—consideraram; *prabhu-sane*—com o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *ati*—muito; *haṭha*—ardis; *kabhu*—em momento algum; *bhāla naya*—não é nada bom.", "translation": "**Quando Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Rāmānanda Rāya ouviram essas palavras, começaram a considerar que não era nada bom terem aprontado tantos ardis com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/93/", "verse_text": "duṅhe kahe,--ebe varṣā, calite nāribā\n\nvijayā-daśamī āile avaśya calibā", "devanagari": "> দুঁহে কহে, — এবে বর্ষা চলিতে নারিবা ।\n> বিজয়া-দশমী আইলে অবশ্য চলিবা ॥৯৩॥", "synonyms": "*duṅhe kahe*—ambos disseram; *ebe*—agora; *varṣā*—estação das chuvas; *calite nāribā*—não poderás viajar; *vijayā-daśamī*—o dia de Vijayā-daśamī; *āile*—quando chegar; *avaśya*—certamente; *calibā*—partirás.", "translation": "**Ambos disseram: \"Agora que a estação das chuvas chegou, será difícil para Ti viajar. É melhor esperar por Vijayā-daśamī antes de partir para Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/94/", "verse_text": "ānande mahāprabhu varṣā kaila samādhāna\n\nvijayā-daśamī-dine karila payāna", "devanagari": "> আনন্দে মহাপ্রভু বর্ষা কৈল সমাধান ।\n> বিজয়া-দশমী-দিনে করিল পয়ান ॥৯৪॥", "synonyms": "*ānande*—com grande prazer; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *varṣā*—a estação das chuvas; *kaila samādhāna*—passou; *vijayā-daśamī-dine*—em Vijayā-daśamī, o dia em que o Senhor Rāmacandra obteve a vitória; *karila payāna*—Ele partiu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito ao receber assim a permissão deles. Ele esperou até que passasse a estação das chuvas e, quando chegou o dia de Vijayā-daśamī, partiu para Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/95/", "verse_text": "jagannāthera prasāda prabhu yata pāñāchila\n\nkaḍāra, candana, ḍora, saba saṅge laila", "devanagari": "> জগন্নাথের প্রসাদ প্রভু যত পাঞাছিল ।\n> কড়ার, চন্দন, ডোর, সব সঙ্গে লৈল ॥৯৫॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *prasāda*—os restos de alimento; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yata*—todos; *pāñāchila*—havia obtido; *kaḍāra*—uma espécie de tilaka; *candana*—sândalo; *ḍora*—cordas; *saba*—todos; *saṅge laila*—levou consigo.", "translation": "**O Senhor recolheu todos os restos de alimento deixados pelo Senhor Jagannātha. Ele também levou consigo restos do unguento de kaḍāra, sândalo e cordas do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/96/", "verse_text": "jagannāthe ājñā māgi' prabhāte calilā\n\nuḍiyā-bhakta-gaṇa saṅge pāche cali' āilā", "devanagari": "> জগন্নাথে আজ্ঞা মাগি’ প্রভাতে চলিলা ।\n> উড়িয়া-ভক্তগণ সঙ্গে পাছে চলি’ আইলা ॥৯৬॥", "synonyms": "*jagannāthe*—do Senhor Jagannātha; *ājñā māgi'*—pedindo permissão; *prabhāte*—de manhã cedo; *calilā*—partiu; *uḍiyā-bhakta-gaṇa*—todos os devotos de Orissa; *saṅge*—com Ele; *pāche*—seguindo; *cali' āilā*—foram.", "translation": "**Após pedir permissão ao Senhor Jagannātha de manhã cedo, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu, e todos os devotos de Orissa começaram a segui-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/97/", "verse_text": "uḍiyā-bhakta-gaṇe prabhu yatne nivārilā\n\nnija-gaṇa-saṅge prabhu 'bhavānīpura, āilā", "devanagari": "> উড়িয়া-ভক্তগণে প্রভু যত্নে নিবারিলা ।\n> নিজগণ-সঙ্গে প্রভু ‘ভবানীপুর’ আইলা ॥৯৭॥", "synonyms": "*uḍiyā-bhakta-gaṇe*—os devotos de Orissa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yatne*—com grande cuidado; *nivārilā*—deteve; *nija-gaṇa-saṅge*—com Seus associados pessoais; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhavānīpura āilā*—chegou a Bhavānīpura.", "translation": "**Foi com grande cuidado que Caitanya Mahāprabhu proibiu os devotos de Orissa de segui-Lo. Acompanhado por Seus associados pessoais, Ele primeiro foi a Bhavānīpura.**", "purport": "Passa-se por Bhavānīpura antes de chegar a um lugar bem conhecido chamado Jānkādei-pura, ou Jānakīdevī-pura."}
{"ref": "cc/madhya/16/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/98/", "verse_text": "rāmānanda āilā pāche dolāya caḍiyā\n\nvāṇīnātha bahu prasāda dila pāṭhāñā", "devanagari": "> রামানন্দ আইলা পাছে দোলায় চড়িয়া ।\n> বাণীনাথ বহু প্রসাদ দিল পাঠাঞা ॥৯৮॥", "synonyms": "*rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *āilā*—veio; *pāche*—atrás; *dolāya caḍiyā*—montado num palanquim; *vāṇīnātha*—Vāṇīnātha Rāya; *bahu*—grande quantidade de; *prasāda*—restos do alimento de Jagannātha; *dila*—deu; *pāṭhāñā*—enviando.", "translation": "**Depois que o Senhor Caitanya chegou a Bhavānīpura, Rāmānanda Rāya chegou em seu palanquim, e Vāṇīnātha Rāya enviou ao Senhor uma grande quantidade de prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/99/", "verse_text": "prasāda bhojana kari' tathāya rahilā\n\nprātaḥ-kāle cali' prabhu'bhuvaneśvara' āilā", "devanagari": "> প্রসাদ ভোজন করি’ তথায় রহিলা ।\n> প্রাতঃকালে চলি’ প্রভু ‘ভুবনেশ্বর’ আইলা ॥৯৯॥", "synonyms": "*prasāda bhojana kari'*—depois de tomar o prasāda; *tathāya rahilā*—permaneceu ali; *prātaḥ-kāle*—de manhã cedo; *cali'*—caminhando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhuvaneśvara āilā*—chegou ao lugar conhecido como Bhuvaneśvara.", "translation": "**Depois de tomar o prasāda, Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu ali durante a noite. De manhã cedo, Ele começou a caminhar e finalmente chegou a Bhuvaneśvara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/100/", "verse_text": "'kaṭake' āsiyā kaila 'gopāla' daraśana\n\nsvapneśvara-vipra kaila prabhura nimantraṇa", "devanagari": "> ‘কটকে’ আসিয়া কৈল ‘গোপাল’ দরশন ।\n> স্বপ্নেশ্বর-বিপ্র কৈল প্রভুর নিমন্ত্রণ ॥১০০॥", "synonyms": "*kaṭake*—à cidade de Kaṭaka; *āsiyā*—chegando; *kaila*—fez; *gopāla daraśana*—ver o Senhor Gopāla; *svapneśvara-vipra*—o brāhmaṇa chamado Svapneśvara; *kaila*—fez; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Após chegar à cidade de Kaṭaka, Ele visitou o templo de Gopāla, e um brāhmaṇa de lá chamado Svapneśvara convidou o Senhor para comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/101/", "verse_text": "rāmānanda-rāya saba-gaṇe nimantrila\n\nbāhira udyāne āsi' prabhu vāsā kaila", "devanagari": "> রামানন্দ-রায় সব-গণে নিমন্ত্রিল ।\n> বাহির উদ্যানে আসি’ প্রভু বাসা কৈল ॥১০১॥", "synonyms": "*rāmānanda-rāya*—Rāmānanda Rāya; *saba-gaṇe*—todos os seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantrila*—convidou; *bāhira udyāne*—num jardim externo; *āsi'*—vindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāsā kaila*—fez Seu lugar de descanso.", "translation": "**Rāmānanda Rāya convidou todos os demais para suas refeições, e Śrī Caitanya Mahāprabhu fez Seu lugar de descanso num jardim fora do templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/102/", "verse_text": "bhikṣā kari' bakula-tale karilā viśrāma\n\npratāparudra-ṭhāñi rāya karila payāna", "devanagari": "> ভিক্ষা করি’ বকুল-তলে করিলা বিশ্রাম ।\n> প্রতাপরুদ্র-ঠাঞি রায় করিল পয়ান ॥১০২॥", "synonyms": "*bhikṣā kari'*—depois de almoçar; *bakula-tale*—debaixo de uma árvore de flores bakula; *karilā viśrāma*—descansou; *pratāparudra-ṭhāñi*—à presença de Mahārāja Pratāparudra; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *karila payāna*—partiu.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu descansava debaixo de uma árvore bakula, Rāmānanda Rāya dirigiu-se imediatamente a Mahārāja Pratāparudra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/103/", "verse_text": "śuni' ānandita rājā ati-śīghra āilā\n\nprabhu dekhi' daṇḍavat bhūmete padilā", "devanagari": "> শুনি’ আনন্দিত রাজা অতিশীঘ্র আইলা ।\n> প্রভু দেখি’ দণ্ডবৎ ভূমেতে পড়িলা ॥১০৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *ānandita*—muito satisfeito; *rājā*—o rei; *ati-śīghra*—apressadamente; *āilā*—veio; *prabhu dekhi'*—vendo o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daṇḍavat*—reverências oferecidas prostrando-se por inteiro; *bhūmete*—ao chão; *paḍilā*—caiu.", "translation": "**O rei ficou muito feliz ao ouvir a notícia e foi até lá apressadamente. Ao ver o Senhor, prostrou-se por inteiro para oferecer-Lhe reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/104/", "verse_text": "punaḥ uṭhe, punaḥ paḍe praṇaya-vihvala\n\nstuti kare, pulakāṅga, paḍe aśru-jala", "devanagari": "> পুনঃ উঠে, পুনঃ পড়ে প্রণয়-বিহ্বল ।\n> স্তুতি করে, পুলকাঙ্গ, পড়ে অশ্রুজল ॥১০৪॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *uṭhe*—ele se levantava; *punaḥ*—novamente; *paḍe*—ele caía; *praṇaya-vihvala*—dominado de amor; *stuti kare*—oferece orações; *pulaka-aṅga*—todo o corpo estremecendo de júbilo; *paḍe*—caíam; *aśru-jala*—lágrimas.", "translation": "**Dominado de amor, o rei levantava-se e caía repetidamente. Quando oferecia orações, todo o seu corpo estremecia, e lágrimas caíam de seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/105/", "verse_text": "tāṅra bhakti dekhi' prabhura tuṣṭa haila mana\n\nuṭhi' mahāprabhu tāṅre kailā āliṅgana", "devanagari": "> তাঁর ভক্তি দেখি’ প্রভুর তুষ্ট হৈল মন ।\n> উঠি’ মহাপ্রভু তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ॥১০৫॥", "synonyms": "*tāṅra bhakti*—sua devoção; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tuṣṭa*—satisfeita; *haila*—ficou; *mana*—mente; *uṭhi'*—levantando-se; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kailā āliṅgana*—abraçou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito ao ver a devoção do rei e, por isso, levantou-se e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/106/", "verse_text": "punaḥ stuti kari' rājā karaye praṇāma\n\nprabhu-kṛpā-aśrute tāṅra deha haila snāna", "devanagari": "> পুনঃ স্তুতি করি’ রাজা করয়ে প্রণাম ।\n> প্রভু-কৃপা-অশ্রুতে তাঁর দেহ হৈল স্নান ॥১০৬॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *stuti kari'*—oferecendo orações; *rājā*—o rei; *karaye praṇāma*—oferecia reverências; *prabhu kṛpā*—da misericórdia do Senhor; *aśrute*—pelas lágrimas; *tāṅra*—do Senhor; *deha*—o corpo; *haila*—ficou; *snāna*—banhado.", "translation": "**Quando o Senhor abraçou o rei, o rei oferecia orações e reverências repetidamente. Dessa forma, a misericórdia do Senhor fez brotar lágrimas do rei, e o corpo do Senhor banhou-se com essas lágrimas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/107/", "verse_text": "sustha kari, rāmānanda rājāre vasāilā\n\nkāya-mano-vākye prabhu tāṅre kṛpā kailā", "devanagari": "> সুস্থ করি, রামানন্দ রাজারে বসাইলা ।\n> কায়মনোবাক্যে প্রভু তাঁরে কৃপা কৈলা ॥১০৭॥", "synonyms": "*sustha kari*—reconfortando-o; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *rājāre vasāilā*—fez o rei sentar-se; *kāya-mano-vākye*—com o corpo, a mente e as palavras; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—ao rei; *kṛpā kailā*—demonstrou Sua misericórdia.", "translation": "**Por fim, Rāmānanda Rāya tranquilizou o rei e o fez sentar-se. O Senhor também concedeu Sua misericórdia a ele através de Seu corpo, mente e palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/108/", "verse_text": "aiche tāṅhāre kṛpā kaila gaurarāya\n\n\"pratāparudra-santrātā\" nāma haila yāya", "devanagari": "> ঐছে তাঁহারে কৃপা কৈল গৌররায় ।\n> “প্রতাপরুদ্র-সংত্রাতা” নাম হৈল যায় ॥১০৮॥", "synonyms": "*aiche*—tamanha; *tāṅhāre*—ao rei; *kṛpā*—misericórdia; *kaila*—demonstrou; *gaurarāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pratāparudra-santrātā*—o libertador de Mahārāja Pratāparudra; *nāma*—o nome; *haila*—tornou-se; *yāya*—pelo qual.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu demonstrou tamanha misericórdia ao rei que, daquele dia em diante, o Senhor passou a ser conhecido como Pratāparudra-santrātā, o libertador de Mahārāja Pratāparudra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/109/", "verse_text": "rāja-pātra-gaṇa kaila prabhura vandana\n\nrājāre vidāya dilā śacīra nandana", "devanagari": "> রাজ-পাত্রগণ কৈল প্রভুর বন্দন ।\n> রাজারে বিদায় দিলা শচীর নন্দন ॥১০৯॥", "synonyms": "*rāja-pātra-gaṇa*—os oficiais do rei; *kaila*—fizeram; *prabhura vandana*—glorificação do Senhor; *rājāre*—ao rei; *vidāya dilā*—despediu-se; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Todos os oficiais do governo também prestaram seus respeitos ao Senhor e, finalmente, o filho de mãe Śacī despediu-se do rei e de seus homens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/110/", "verse_text": "bāhire āsi' rājā ājñā-patra lekhāila\n\nnija-rājye yata 'viṣayī', tāhāre pāṭhāila", "devanagari": "> বাহিরে আসি’ রাজা আজ্ঞা-পত্র লেখাইল ।\n> নিজ-রাজ্যে যত ‘বিষয়ী’, তাহারে পাঠাইল ॥১১০॥", "synonyms": "*bāhire āsi'*—saindo; *rājā*—o rei; *ājñā-patra*—cartas de comando; *lekhāila*—mandou escrever; *nija-rājye*—em seu próprio reino; *yata*—todos; *viṣayī*—servidores do governo; *tāhāre*—a eles; *pāṭhāila*—enviou.", "translation": "**O rei então saiu e mandou redigir ordens, que enviou aos servidores do governo dentro de seu reino.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/111/", "verse_text": "'grāme-grāme' nūtana āvāsa karibā\n\npāṅca-sāta navya-gṛhe sāmagrye bharibā", "devanagari": "> ‘গ্রামে-গ্রামে’ নূতন আবাস করিবা ।\n> পাঁচ-সাত নব্যগৃহে সামগ্র্যে ভরিবা ॥১১১॥", "synonyms": "*grāme-grāme*—em cada aldeia; *nūtana*—novos; *āvāsa*—lugares de residência; *karibā*—deveis construir; *pāṅca-sāta*—cinco a sete; *navya-gṛhe*—em casas novas; *sāmagrye*—com alimento; *bharibā*—deveis encher.", "translation": "**Suas ordens diziam: \"Em cada aldeia deveis construir novas residências e, em cinco ou sete casas novas, deveis armazenar todo tipo de alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/112/", "verse_text": "āpani prabhuke lañā tāhāṅ uttaribā\n\nrātri-dibā vetra-haste sevāya rahibā", "devanagari": "> আপনি প্রভুকে লঞা তাহাঁ উত্তরিবা ।\n> রাত্রি-দিবা বেত্রহস্তে সেবায় রহিবা ॥১১২॥", "synonyms": "*āpani*—pessoalmente, tu mesmo; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *tāhāṅ uttaribā*—deves ir até lá; *rātri-dibā*—noite e dia; *vetra-haste*—com um bastão nas mãos; *sevāya rahibā*—deves permanecer ocupado em Seu serviço.", "translation": "**\"Deves pessoalmente levar o Senhor a essas casas recém-construídas. Dia e noite deves ocupar-te em Seu serviço com um bastão nas mãos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/113/", "verse_text": "dui mahā-pātra,--'haricandana', 'mardarāja'\n\ntāṅre ājñā dila rājā--'kariha sarva kāya", "devanagari": "> দুই মহাপাত্র, — ‘হরিচন্দন’, ‘মর্দরাজ’ ।\n> তাঁরে আজ্ঞা দিল রাজা — ‘করিহ সর্ব কায ॥১১৩॥", "synonyms": "*dui mahā-pātra*—dois respeitáveis oficiais; *haricandana*—Haricandana; *mardarāja*—Mardarāja; *tāṅre*—a eles; *ājñā dila*—deu ordens; *rājā*—o rei; *kariha*—fazei; *sarva kāya*—tudo o que for necessário.", "translation": "**O rei ordenou a dois respeitáveis oficiais chamados Haricandana e Mardarāja que fizessem tudo o que fosse necessário para cumprir essas ordens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/114-115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/114-115/", "verse_text": "eka navya-naukā āni' rākhaha nadī-tīre\n\nyāhāṅ snāna kari' prabhu yā'na nadī-pāre\n\ntāhāṅ stambha ropaṇa kara 'mahā-tīrtha' kari'\n\nnitya snāna kariba tāhāṅ, tāhāṅ yena mari", "devanagari": "> এক নব্য-নৌকা আনি’ রাখহ নদী-তীরে ।\n> যাহাঁ স্নান করি’ প্রভু যা’ন নদী-পারে ॥১১৪॥\n> তাহাঁ স্তম্ভ রোপণ কর ‘মহাতীর্থ’ করি’ ।\n> নিত্য স্নান করিব তাঁহা, তাহাঁ যেন মরি ॥১১৫॥", "synonyms": "*eka*—um; *navya*—novo; *naukā*—barco; *āni'*—trazendo; *rākhaha*—mantende; *nadī-tīre*—na margem do rio; *yāhāṅ*—onde; *snāna kari'*—tomando banho; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yā'na*—vai; *nadī-pāre*—à outra margem do rio; *tāhāṅ*—lá; *stambha*—uma coluna comemorativa; *ropaṇa kara*—erigi; *mahā-tīrtha kari'*—fazendo daquele lugar um grande lugar de peregrinação; *nitya*—diariamente; *snāna kariba*—banhar-me-ei; *tāhāṅ*—lá; *tāhāṅ*—lá; *yena mari*—que eu morra.", "translation": "**O rei também lhes ordenou que mantivessem um novo barco nas margens do rio e que, onde quer que Śrī Caitanya Mahāprabhu tomasse Seu banho ou cruzasse para a outra margem do rio, erigissem uma coluna comemorativa e fizessem daquele lugar um grande lugar de peregrinação. \"De fato\", disse o rei, \"tomarei meu banho lá. E que eu também morra lá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/116/", "verse_text": "caturdvāre karaha uttama navya vāsa\n\nrāmānanda, yāha tumi mahāprabhu-pāśa", "devanagari": "> চতুর্দ্বারে করহ উত্তম নব্য বাস ।\n> রামানন্দ, যাহ তুমি মহাপ্রভু-পাশ ॥১১৬॥", "synonyms": "*caturdvāre*—no lugar chamado Caturdvāra; *karaha*—fazei; *uttama*—muito boas; *navya vāsa*—novas dependências residenciais; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *yāha tumi*—vai, por favor; *mahāprabhu-pāśa*—para junto de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**O rei continuou: \"Em Caturdvāra, por favor, construí novas dependências residenciais. Ora, Rāmānanda, podes retornar a Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/117/", "verse_text": "sandhyāte calibe prabhu,--nṛpati śunila\n\nhastī-upara tāmbu-gṛhe strī-gaṇe caḍāila", "devanagari": "> সন্ধ্যাতে চলিবে প্রভু, — নৃপতি শুনিল ।\n> হস্তী-উপর তাম্বুগৃহে স্ত্রীগণে চড়াইল ॥১১৭॥", "synonyms": "*sandhyāte*—à noite; *calibe prabhu*—o Senhor partirá; *nṛpati śunila*—o rei ouviu; *hastī-upara*—sobre os dorsos de elefantes; *tāmbu-gṛhe*—em tendas; *strī-gaṇe*—todas as damas; *caḍāila*—fez subir.", "translation": "**Quando o rei ouviu que o Senhor partiria naquela noite, imediatamente tomou providências para que alguns elefantes com pequenas tendas em seus dorsos fossem trazidos até lá. Então todas as damas do palácio subiram nos elefantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/118/", "verse_text": "prabhura calibāra pathe rahe sāri hañā\n\nsandhyāte calilā prabhu nija-gaṇa lañā", "devanagari": "> প্রভুর চলিবার পথে রহে সারি হঞা ।\n> সন্ধ্যাতে চলিলা প্রভু নিজগণ লঞা ॥১১৮॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *calibāra pathe*—no caminho a percorrer; *rahe*—permaneceram; *sāri hañā*—estando em fila; *sandhyāte*—à noite; *calilā prabhu*—o Senhor partiu; *nija-gaṇa lañā*—levando Seus próprios homens.", "translation": "**Todas essas damas foram para o caminho que o Senhor tomaria e ali permaneceram em fila. Naquela noite, o Senhor partiu com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/119/", "verse_text": "'citrotpalā-nadī' āsi' ghāṭe kaila snāna\n\nmahiṣī-sakala dekhi' karaye praṇāma", "devanagari": "> ‘চিত্রোৎপলা-নদী’ আসি’ ঘাটে কৈল স্নান ।\n> মহিষীসকল দেখি’ করয়ে প্রণাম ॥১১৯॥", "synonyms": "*citrotpalā-nadī*—ao rio chamado Citrotpalā; *āsi'*—vindo; *ghāṭe*—na margem; *kaila snāna*—tomou banho; *mahiṣī-sakala*—todas as rainhas e damas do palácio; *dekhi'*—vendo; *karaye praṇāma*—ofereceram suas reverências.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou à margem do rio Citrotpalā para tomar Seu banho, todas as rainhas e damas do palácio Lhe ofereceram suas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/120/", "verse_text": "prabhura daraśane sabe haila premamaya\n\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahe, netra aśru variṣaya", "devanagari": "> প্রভুর দরশনে সবে হৈল প্রেমময় ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহে, নেত্র অশ্রু বরিষয় ॥১২০॥", "synonyms": "*prabhura daraśane*—ao ver o Senhor; *sabe*—todas elas; *haila*—ficaram; *prema-maya*—tomadas de amor; *kṛṣṇa kṛṣṇa kahe*—cantaram o santo nome de Kṛṣṇa; *netra*—os olhos; *aśru*—lágrimas; *variṣaya*—verteram.", "translation": "**Ao ver o Senhor, todas elas se sentiram tomadas de amor a Deus e, com lágrimas vertendo de seus olhos, começaram a cantar o santo nome: \"Kṛṣṇa! Kṛṣṇa!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/121/", "verse_text": "emana kṛpālu nāhi śuni tribhuvane\n\nkṛṣṇa-premā haya yāṅra dūra daraśane", "devanagari": "> এমন কৃপালু নাহি শুনি ত্রিভুবনে ।\n> কৃষ্ণপ্রেমা হয় যাঁর দূর দরশনে ॥১২১॥", "synonyms": "*emana kṛpālu*—pessoa tão misericordiosa; *nāhi*—não; *śuni*—ouvimos falar; *tri-bhuvane*—dentro dos três mundos; *kṛṣṇa-premā haya*—obtém-se amor a Kṛṣṇa; *yāṅra*—de quem; *dūra daraśane*—ao ver de longe.", "translation": "**Não há ninguém tão misericordioso quanto Śrī Caitanya Mahāprabhu dentro dos três mundos. Simplesmente por vê-Lo de longe, a pessoa fica tomada de amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/122/", "verse_text": "naukāte caḍiyā prabhu haila nadī pāra\n\njyotsnāvatī rātrye cali' āilā caturdvāra", "devanagari": "> নৌকাতে চড়িয়া প্রভু হৈল নদী পার ।\n> জ্যোৎস্নাবতী রাত্র্যে চলি’ আইলা চতুর্দ্বার ॥১২২॥", "synonyms": "*naukāte caḍiyā*—subindo no barco; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—ficou; *nadī pāra*—do outro lado do rio; *jyotsnāvatī*—iluminada pela lua cheia; *rātrye*—na noite; *cali'*—caminhando; *āilā*—chegou; *caturdvāra*—a Caturdvāra.", "translation": "**O Senhor então subiu num novo barco e cruzou o rio. Caminhando sob o luar pleno, Ele finalmente alcançou a cidade conhecida como Caturdvāra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/123/", "verse_text": "rātrye tathā rahi' prāte snāna-kṛtya kaila\n\nhena-kāle jagannāthera mahā-prasāda āila", "devanagari": "> রাত্র্যে তথা রহি’ প্রাতে স্নানকৃত্য কৈল ।\n> হেনকালে জগন্নাথের মহাপ্রসাদ আইল ॥১২৩॥", "synonyms": "*rātrye*—naquela noite; *tathā rahi'*—ali permanecendo; *prāte*—pela manhã; *snāna-kṛtya kaila*—tomou Seu banho; *hena-kāle*—nesse momento; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *mahā-prasāda āila*—chegaram os restos de alimento.", "translation": "**O Senhor passou a noite ali e, pela manhã, tomou Seu banho. Nesse momento, chegaram os restos do alimento do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/124/", "verse_text": "rājāra ājñāya paḍichā pāṭhāya dine-dine\n\nbahuta prasāda pāṭhāya diyā bahu-jane", "devanagari": "> রাজার আজ্ঞায় পড়িছা পাঠায় দিনে-দিনে ।\n> বহুত প্রসাদ পাঠায় দিয়া বহু-জনে ॥১২৪॥", "synonyms": "*rājāra ājñāya*—por ordem do rei; *paḍichā*—o superintendente do templo; *pāṭhāya*—enviava; *dine-dine*—dia após dia; *bahuta prasāda*—grande quantidade de alimento; *pāṭhāya*—ele enviava; *diyā bahu-jane*—carregado por muitas pessoas.", "translation": "**Seguindo as ordens do rei, o superintendente do templo enviava grandes quantidades de prasāda todos os dias, e este era carregado por muitas pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/125/", "verse_text": "svagaṇa-sahite prabhu prasāda aṅgīkari'\n\nuṭhiyā calilā prabhu bali' 'hari' 'hari'", "devanagari": "> স্বগণ-সহিতে প্রভু প্রসাদ অঙ্গীকরি’ ।\n> উঠিয়া চলিলা প্রভু বলি’ ‘হরি’ ‘হরি’ ॥১২৫॥", "synonyms": "*sva-gaṇa-sahite*—com Seus associados pessoais; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—os restos de alimento; *aṅgīkari'*—aceitando; *uṭhiyā*—levantando-se; *calilā*—partiu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bali'*—proferindo; *hari hari*—Hari, Hari.", "translation": "**Após aceitar o prasāda, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se e começou a partir, cantando os santos nomes: \"Hari! Hari!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/126/", "verse_text": "rāmānanda, mardarāja, śrī-haricandana\n\nsaṅge sevā kari' cale ei tina jana", "devanagari": "> রামানন্দ, মর্দরাজ, শ্রীহরিচন্দন ।\n> সঙ্গে সেবা করি’ চলে এই তিন জন ॥১২৬॥", "synonyms": "*rāmānanda*—Rāmānanda; *mardarāja*—Mardarāja; *śrī-haricandana*—Śrī Haricandana; *saṅge*—em companhia; *sevā kari'*—prestando serviço; *cale*—iam; *ei tina jana*—estes três cavalheiros.", "translation": "**Rāmānanda Rāya, Mardarāja e Śrī Haricandana sempre acompanhavam Śrī Caitanya Mahāprabhu e Lhe prestavam diversos serviços.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/127-129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/127-129/", "verse_text": "prabhu-saṅge purī-gosāñi, svarūpa-dāmodara\n\njagadānanda, mukunda, govinda, kāśīśvara\n\nharidāsa-ṭhākura, āra paṇḍita-vakreśvara\n\ngopīnāthācārya, āra paṇḍita-dāmodara\n\nrāmāi, nandāi, āra bahu bhakta-gaṇa\n\npradhāna kahiluṅ, sabāra ke kare gaṇana", "devanagari": "> প্রভু-সঙ্গে পুরী-গোসাঞি, স্বরূপ-দামোদর ।\n> জগদানন্দ, মুকুন্দ, গোবিন্দ, কাশীশ্বর ॥১২৭॥\n> হরিদাস-ঠাকুর আর পণ্ডিত-বক্রেশ্বর ।\n> গোপীনাথাচার্য, আর পণ্ডিত-দামোদর ॥১২৮॥\n> রামাই, নন্দাই, আর বহু ভক্তগণ ।\n> প্রধান কহিলুঁ, সবার কে করে গণন ॥১২৯॥", "synonyms": "*prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *purī-gosāñi*—Paramānanda Purī; *svarūpa-dāmodara*—Svarūpa Dāmodara; *jagadānanda*—Jagadānanda; *mukunda*—Mukunda; *govinda*—Govinda; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *haridāsa-ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *āra*—e; *paṇḍita-vakreśvara*—Vakreśvara Paṇḍita; *gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *āra*—e; *paṇḍita-dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *rāmāi*—Rāmāi; *nandāi*—Nandāi; *āra*—e; *bahu bhakta-gaṇa*—muitos devotos; *pradhāna*—os principais; *kahiluṅ*—mencionei; *sabāra*—de todos eles; *ke*—quem; *kare gaṇana*—pode fazer a conta.", "translation": "**Paramānanda Purī Gosvāmī, Svarūpa Dāmodara, Jagadānanda, Mukunda, Govinda, Kāśīśvara, Haridāsa Ṭhākura, Vakreśvara Paṇḍita, Gopīnātha Ācārya, Dāmodara Paṇḍita, Rāmāi, Nandāi e muitos outros devotos acompanharam o Senhor. Mencionei apenas os principais devotos. Ninguém pode descrever o número total.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/130/", "verse_text": "gadādhara-paṇḍita yabe saṅgete calilā\n\n'kṣetra-sannyāsa nā chāḍiha'--prabhu niṣedhilā", "devanagari": "> গদাধর-পণ্ডিত যবে সঙ্গেতে চলিলা ।\n> ‘ক্ষেত্র-সন্ন্যাস না ছাড়িহ’ — প্রভু নিষেধিলা ॥১৩০॥", "synonyms": "*gadādhara-paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *yabe*—quando; *saṅgete*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—começou a ir; *kṣetra-sannyāsa*—a ordem renunciada de vida num lugar sagrado de peregrinação; *nā chāḍiha*—não abandones; *prabhu niṣedhilā*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu proibiu.", "translation": "**Quando Gadādhara Paṇḍita começou a ir com o Senhor, foi proibido de acompanhá-Lo e pediram-lhe que não abandonasse o voto de kṣetra-sannyāsa.**", "purport": "Quando alguém assume o kṣetra-sannyāsa, deixa sua vida familiar e vai a um lugar de peregrinação devotado ao Senhor Viṣṇu. Tais lugares incluem Puruṣottama (Jagannātha Purī), Navadvīpa-dhāma e Mathurā-dhāma. O kṣetra-sannyāsī vive nesses lugares sozinho ou com sua família. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura considera o kṣetra-sannyāsa a situação de vānaprastha preferível nesta era de Kali. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya viveu dessa maneira, e ele foi chamado de kṣetra-sannyāsī, isto é, um sannyāsī que vive em Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/madhya/16/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/131/", "verse_text": "paṇḍita kahe,--\"yāhāṅ tumi, sei nīlācala\n\nkṣetra-sannyāsa mora yāuka rasātala\"", "devanagari": "> পণ্ডিত কহে, — “যাহাঁ তুমি, সেই নীলাচল ।\n> ক্ষেত্রসন্ন্যাস মোর যাউক রসাতল ।।” ॥ ১৩১ ॥", "synonyms": "*paṇḍita kahe*—Gadādhara Paṇḍita disse; *yāhāṅ*—onde quer que; *tumi*—Tu estejas; *sei*—esse; *nīlācala*—Jagannātha Purī; *kṣetra-sannyāsa*—o voto de permanecer num lugar sagrado de peregrinação; *mora*—meu; *yāuka*—que vá; *rasātala*—para o inferno.", "translation": "**Quando lhe pediram que retornasse a Jagannātha Purī, Gadādhara Paṇḍita disse ao Senhor: \"Onde quer que Tu estejas é Jagannātha Purī. Que meu suposto kṣetra-sannyāsa vá para o inferno.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/132/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"iṅhā kara gopīnātha sevana\"\n\npaṇḍita kahe,--\"koṭi-sevā tvat-pāda-darśana\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “ইঁহা কর গোপীনাথ সেবন” ।\n> পণ্ডিত কহে, — “কোটি-সেবা ত্বৎপাদ-দর্শন ।।” ॥ ১৩২ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *iṅhā*—aqui; *kara*—simplesmente realiza; *gopīnātha sevana*—a adoração a Gopīnātha; *paṇḍita kahe*—o paṇḍita disse; *koṭi-sevā*—milhões de vezes o serviço; *tvat-pāda-darśana*—ver Teus pés de lótus.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Gadādhara Paṇḍita que permanecesse em Jagannātha Purī e se ocupasse no serviço a Gopīnātha, Gadādhara Paṇḍita respondeu: \"Presta-se serviço a Gopīnātha um milhão de vezes simplesmente por ver Teus pés de lótus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/133/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"sevā chāḍibe, āmāya lāge doṣa\n\niṅhā rahi' sevā kara,--āmāra santoṣa\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “সেবা ছাড়িবে, আমায় লাগে দোষ ।\n> ইঁহা রহি’ সেবা কর, — আমার সন্তোষ ।।” ॥ ১৩৩ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *sevā chāḍibe*—abandonarás o serviço; *āmāya*—a Mim; *lāge*—atribuir-se-á; *doṣa*—a culpa; *iṅhā rahi'*—permanecendo aqui; *sevā kara*—simplesmente ocupa-te no serviço; *āmāra*—Minha; *santoṣa*—satisfação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Se abandonares Seu serviço, a culpa será Minha. É melhor que permaneças aqui e prestes serviço. Isso será de Minha satisfação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/134/", "verse_text": "paṇḍita kahe,--\"saba doṣa āmāra upara\n\ntomā-saṅge nā yāiba, yāiba ekeśvara", "devanagari": "> পণ্ডিত কহে, — “সব দোষ আমার উপর ।\n> তোমা-সঙ্গে না যাইব, যাইব একেশ্বর ॥১৩৪॥", "synonyms": "*paṇḍita kahe*—o Paṇḍita disse; *saba*—toda; *doṣa*—a culpa; *āmāra upara*—sobre mim; *tomā-saṅge*—conTigo; *nā yāiba*—não irei; *yāiba*—irei; *ekeśvara*—sozinho.", "translation": "**O Paṇḍita respondeu: \"Não Te preocupes. Toda a culpa recairá sobre mim. Não Te acompanharei, mas irei sozinho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/135/", "verse_text": "āi'ke dekhite yāiba, nā yāiba tomā lāgi'\n\n'pratijñā'-'sevā'-tyāga-doṣa, tāra āmi bhāgī\"", "devanagari": "> আই’কে দেখিতে যাইব, না যাইব তোমা লাগি’ ।\n> ‘প্রতিজ্ঞা’-‘সেবা’-ত্যাগ-দোষ, তার আমি ভাগী ।।” ॥ ১৩৫ ॥", "synonyms": "*āi'ke*—mãe Śacīdevī; *dekhite*—para ver; *yāiba*—irei; *nā yāiba*—não irei; *tomā lāgi'*—por Tua causa; *pratijñā-sevā*—o voto e o serviço a Gopīnātha; *tyāga-doṣa*—a culpa de abandonar; *tāra*—por isso; *āmi bhāgī*—sou responsável.", "translation": "**\"Irei ver Śacīmātā, mas não irei por Tua causa. Serei responsável pelo abandono de meu voto e do serviço a Gopīnātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/136/", "verse_text": "eta bali' paṇḍita-gosāñi pṛthak calilā\n\nkaṭaka āsi' prabhu tāṅre saṅge ānāilā", "devanagari": "> এত বলি’ পণ্ডিত-গোসাঞি পৃথক্ চলিলা ।\n> কটক আসি’ প্রভু তাঁরে সঙ্গে আনাইলা ॥১৩৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *paṇḍita-gosāñi*—Gadādhara Paṇḍita; *pṛthak calilā*—seguiu separadamente; *kaṭaka āsi'*—quando chegou a Kaṭaka; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *saṅge*—conSigo; *ānāilā*—trouxe.", "translation": "**Assim, Gadādhara Paṇḍita Gosvāmī viajou sozinho, mas, quando todos chegaram a Kaṭaka, Śrī Caitanya Mahāprabhu o chamou, e ele foi na companhia do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/137/", "verse_text": "paṇḍitera gaurāṅga-prema bujhana nā yāya\n\n'pratijñā', 'śrī-kṛṣṇa-sevā' chāḍila tṛṇa-prāya", "devanagari": "> পণ্ডিতের গৌরাঙ্গ-প্রেম বুঝন না যায় ।\n> ‘প্রতিজ্ঞা’, ‘শ্রীকৃষ্ণ-সেবা’ ছাড়িল তৃণপ্রায় ॥১৩৭॥", "synonyms": "*paṇḍitera*—de Gadādhara Paṇḍita; *gaurāṅga-prema*—o amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bujhana*—compreender; *nā yāya*—não é possível; *pratijñā*—um voto; *śrī-kṛṣṇa-sevā*—o serviço ao Senhor; *chāḍila*—abandonou; *tṛṇa-prāya*—quase como palha.", "translation": "**Ninguém pode compreender a intimidade amorosa entre Gadādhara Paṇḍita e Śrī Caitanya Mahāprabhu. Gadādhara Paṇḍita abandonou seu voto e o serviço a Gopīnātha assim como se abandona um fio de palha.**", "purport": "Simplesmente para obter a associação de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Gadādhara Paṇḍita abandonou o voto de sua vida de ocupar-se no serviço a Gopīnātha. Esse tipo de afeição amorosa só pode ser compreendido por devotos muito íntimos. Comumente, ninguém pode compreender seu significado."}
{"ref": "cc/madhya/16/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/138/", "verse_text": "tāṅhāra caritre prabhu antare santoṣa\n\ntāṅhāra hāte dhari' kahe kari' praṇaya-roṣa", "devanagari": "> তাঁহার চরিত্রে প্রভু অন্তরে সন্তোষ ।\n> তাঁহার হাতে ধরি’ কহে করি’ প্রণয়-রোষ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*tāṅhāra caritre*—com seu comportamento; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *antare*—em Seu coração; *santoṣa*—muito satisfeito; *tāṅhāra hāte dhari'*—segurando sua mão; *kahe*—diz; *kari'*—demonstrando; *praṇaya-roṣa*—a ira no amor.", "translation": "**O comportamento de Gadādhara Paṇḍita foi muito agradável ao coração de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Não obstante, o Senhor tomou-lhe a mão e falou com ele, demonstrando a ira do amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/139/", "verse_text": "'pratijñā', 'sevā' chāḍibe,--e tomāra 'uddeśa'\n\nse siddha ha-ila--chāḍi' āilā dūra deśa", "devanagari": "> ‘প্রতিজ্ঞা’, ‘সেবা’ ছাড়িবে, — এ তোমার ‘উদ্দেশ’ ।\n> সে সিদ্ধ হইল — ছাড়ি’ আইলা দূর দেশ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*pratijñā*—o voto; *sevā*—e o serviço; *chāḍibe*—abandonarás; *e*—este; *tomāra*—teu; *uddeśa*—propósito; *se*—esse; *siddha*—completo; *ha-ila*—tornou-se; *chāḍi'*—abandonando; *āilā*—vieste; *dūra deśa*—a um lugar distante.", "translation": "**\"Abandonaste o serviço a Gopīnātha e quebraste teu voto de viver em Purī. Tudo isso está agora completo, pois vieste até tão longe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/140/", "verse_text": "āmāra saṅge rahite cāha,--vāñcha nija-sukha\n\ntomāra dui dharma yāya,--āmāra haya 'duḥkha'", "devanagari": "> আমার সঙ্গে রহিতে চাহ, — বাঞ্ছ নিজ-সুখ ।\n> তোমার দুই ধর্ম যায়, — আমার হয় ‘দুঃখ’ ॥১৪০॥", "synonyms": "*āmāra saṅge*—coMigo; *rahite*—permanecer; *cāha*—desejas; *vāñcha*—anseias; *nija-sukha*—tua própria gratificação dos sentidos; *tomāra*—teus; *dui dharma*—dois princípios; *yāya*—vão embora; *āmāra*—de Mim; *haya*—há; *duḥkha*—infelicidade.", "translation": "**\"Teu desejo de ir coMigo é simplesmente um anseio de gratificação dos sentidos. Dessa forma, estás quebrando dois princípios religiosos, e por causa disso estou muito infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/141/", "verse_text": "mora sukha cāha yadi, nīlācale cala\n\nāmāra śapatha, yadi āra kichu bala", "devanagari": "> মোর সুখ চাহ যদি, নীলাচলে চল ।\n> আমার শপথ, যদি আর কিছু বল ॥১৪১॥", "synonyms": "*mora*—de Mim; *sukha*—a satisfação; *cāha*—desejas; *yadi*—se; *nīlācale cala*—retorna a Jagannātha Purī (Nīlācala); *āmāra śapatha*—Minha condenação; *yadi*—se; *āra*—mais; *kichu*—algo; *bala*—disseres.", "translation": "**\"Se desejas Minha felicidade, por favor, retorna a Nīlācala. Apenas Me condenarás se disseres mais alguma coisa sobre este assunto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/142/", "verse_text": "eta bali' mahāprabhu naukāte caḍilā\n\nmūrcchita hañā paṇḍita tathāi paḍilā", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্রভু নৌকাতে চড়িলা ।\n> মূর্চ্ছিত হঞা পণ্ডিত তথাই পড়িলা ॥১৪২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *naukāte caḍilā*—subiu num barco; *mūrcchita hañā*—desfalecendo; *paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita Gosvāmī; *tathāi*—ali; *paḍilā*—caiu.", "translation": "**Dizendo isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu subiu num barco, e Gadādhara Paṇḍita imediatamente caiu em estado de inconsciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/143/", "verse_text": "paṇḍite lañā yāite sārvabhaume ājñā dilā\n\nbhaṭṭācārya kahe,--\"uṭha, aiche prabhura līlā", "devanagari": "> পণ্ডিতে লঞা যাইতে সার্বভৌমে আজ্ঞা দিলা ৷\n> ভট্টাচার্য কহে, — “উঠ, ঐছে প্রভুর লীলা ॥১৪৩॥", "synonyms": "*paṇḍite lañā*—levando o Paṇḍita; *yāite*—para ir; *sārvabhauma*—a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ājñā dilā*—deu uma ordem; *bhaṭṭācārya kahe*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disse; *uṭha*—por favor, levanta-te; *aiche*—assim; *prabhura līlā*—o modo dos passatempos do Senhor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Sārvabhauma Bhaṭṭācārya que levasse Gadādhara Paṇḍita consigo. O Bhaṭṭācārya disse a Gadādhara Paṇḍita: \"Levanta-te! Assim são os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/144/", "verse_text": "tumi jāna, kṛṣṇa nija-pratijñā chāḍilā\n\nbhakta kṛpā-vaśe bhīṣmera pratijñā rākhilā", "devanagari": "> তুমি জান, কৃষ্ণ নিজ-প্রতিজ্ঞা ছাড়িলা ।\n> ভক্ত কৃপা-বশে ভীষ্মের প্রতিজ্ঞা রাখিলা ॥১৪৪॥", "synonyms": "*tumi jāna*—tu sabes; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nija-pratijñā*—Sua própria promessa; *chāḍilā*—abandonou; *bhakta kṛpā-vaśe*—estando obrigado pelo serviço devocional de um devoto; *bhīṣmera*—do avô Bhīṣma; *pratijñā rākhilā*—manteve a promessa.", "translation": "**\"Deves saber que o próprio Senhor Kṛṣṇa violou Sua própria promessa apenas para manter a promessa do avô Bhīṣma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/145/", "verse_text": "svanigamam apahāya mat-pratijñām\n\nṛtam adhikartum avapluto ratha-sthaḥ\n\ndhṛta-ratha-caraṇo 'bhyayāc caladgur\n\nharir iva hantum ibhaṁ gatottarīyaḥ", "devanagari": "> স্বনিগমমপহায় মৎপ্রতিজ্ঞা-\n> মৃতমধিকর্তুমবপ্লুতো রথস্থঃ ।\n> ধৃতরথচরণোঽভ্যয়াচ্চলদ্গু-\n> র্হরিরিব হন্তুমিভং গতোত্তরীয়ঃ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*sva-nigamam*—Sua própria promessa de não empunhar uma arma e lutar em favor dos Pāṇḍavas; *apahāya*—abandonando; *mat-pratijñām*—minha promessa; *ṛtam*—verdadeira; *adhikartum*—para tornar mais; *avaplutaḥ*—tendo saltado para baixo; *ratha-sthaḥ*—que estava na quadriga (o Senhor Kṛṣṇa); *dhṛta*—que empunhou; *ratha-caraṇaḥ*—a roda da quadriga; *abhyayāt*—correu para a frente; *calat-guḥ*—fazendo o planeta inteiro tremer; *hariḥ*—um leão; *iva*—como; *hantum*—para matar; *ibham*—um elefante; *gata-uttarīyaḥ*—perdendo a veste exterior.", "translation": "**\" 'Tencionando tornar verdadeira a minha promessa, o Senhor Kṛṣṇa quebrou Sua própria promessa de não empunhar uma arma em Kurukṣetra. Com Sua veste exterior caindo, o Senhor Śrī Kṛṣṇa saltou de Sua quadriga, apanhou uma roda e veio correndo na minha direção para me matar. De fato, Ele precipitou-se contra mim como um leão que vai matar um elefante, e fez a terra inteira tremer.'**", "purport": "O Senhor Kṛṣṇa prometeu não lutar na batalha de Kurukṣetra nem mesmo empunhar uma arma. Mas, quando Bhīṣma quis manter sua própria promessa de quebrar a promessa do Senhor, o Senhor imediatamente desceu da quadriga e, para tornar verdadeira a promessa de Bhīṣma, apanhou a roda de uma quadriga e precipitou-se para a frente a fim de matá-lo. Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.9.37)."}
{"ref": "cc/madhya/16/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/146/", "verse_text": "ei-mata prabhu tomāra viccheda sahiyā\n\ntomāra pratijñā rakṣā kaila yatna kariyā\"", "devanagari": "> এইমত প্রভু তোমার বিচ্ছেদ সহিয়া ।\n> তোমার প্রতিজ্ঞা রক্ষা কৈল যত্ন করিয়া ।।” ॥ ১৪৬ ॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tomāra*—tua; *viccheda sahiyā*—tolerando a separação; *tomāra pratijñā*—teu voto; *rakṣā kaila*—protegeu; *yatna kariyā*—com grande empenho.", "translation": "**\"De modo semelhante, tolerando a tua separação, Śrī Caitanya Mahāprabhu protegeu teu voto com grande empenho.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/147/", "verse_text": "ei-mata kahi' tāṅre prabodha karilā\n\ndui-jane śokākula nīlācale āilā", "devanagari": "> এইমত কহি’ তাঁরে প্রবোধ করিলা ৷\n> দুইজনে শোকাকুল নীলাচলে আইলা ॥১৪৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kahi'*—falando; *tāṅre*—a ele; *prabodha karilā*—despertou; *dui-jane*—as duas pessoas; *śoka-ākula*—dominadas pela aflição; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āilā*—retornaram.", "translation": "**Dessa maneira, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya reanimou Gadādhara Paṇḍita. Então, ambos, profundamente aflitos, retornaram a Jagannātha Purī, Nīlācala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/148/", "verse_text": "prabhu lāgi' dharma-karma chāḍe bhakta-gaṇa\n\nbhakta-dharma-hāni prabhura nā haya sahana", "devanagari": "> প্রভু লাগি’ ধর্ম-কর্ম ছাড়ে ভক্তগণ ।\n> ভক্ত-ধর্ম-হানি প্রভুর না হয় সহন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*prabhu lāgi'*—por amor a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dharma-karma*—todos os deveres prescritos; *chāḍe*—abandonam; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *bhakta-dharma*—do dever de um devoto; *hāni*—o abandono; *prabhura*—para Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā haya*—não é; *sahana*—tolerável.", "translation": "**Todos os devotos abandonariam toda espécie de deveres por amor a Śrī Caitanya Mahāprabhu; contudo, o Senhor não gostava de que os devotos abandonassem seus deveres prometidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/149/", "verse_text": "'premera vivarta' ihā śune yei jana\n\nacire miliye tāṅre caitanya-caraṇa", "devanagari": "> ‘প্রেমের বিবর্ত’ ইহা শুনে যেই জন ।\n> অচিরে মিলিয়ে তাঁরে চৈতন্য-চরণ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*premera vivarta*—as inquietudes dos assuntos amorosos; *ihā*—isto; *śune*—escuta; *yei jana*—qualquer pessoa que; *acire*—muito em breve; *miliye*—encontra; *tāṅre*—a ele; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Tudo isto constitui as inquietudes dos assuntos amorosos. Quem quer que escute estes incidentes obtém muito em breve o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/150/", "verse_text": "dui rāja-pātra yei prabhu-saṅge yāya\n\n'yājapura' āsi' prabhu tāre dilena vidāya", "devanagari": "> দুই রাজপাত্র যেই প্রভু-সঙ্গে যায় ।\n> ‘যাজপুর’ আসি’ প্রভু তারে দিলেন বিদায় ॥১৫০॥", "synonyms": "*dui rāja-pātra*—os dois oficiais do governo; *yei*—que; *prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāya*—vão; *yājapura āsi'*—ao chegar a Yājapura; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—a eles; *dilena vidāya*—despediu.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seu grupo chegaram a Yājapura, o Senhor pediu aos dois oficiais do governo que haviam vindo com Ele que regressassem.**", "purport": "O lugar chamado Yājapura é muito bem conhecido em Orissa. É uma subdivisão do distrito de Kaṭaka e situa-se na margem sul do rio Vaitaraṇī. Antigamente, grandes sábios realizavam sacrifícios na margem norte do rio Vaitaraṇī; por conseguinte, o lugar é conhecido como Yājapura — \"o lugar onde se realizam sacrifícios\". Algumas pessoas dizem que esta foi uma das cidades capitais do rei Yayāti e que do nome Yayāti-nagara proveio o nome Yājapura. Como se afirma no *Mahābhārata* (Vana-parva, Capítulo 114):\n\nete kaliṅgāḥ kaunteya\nyatra vaitaraṇī nadī\nyatrāyajata dharmo 'pi\ndevān śaraṇam etya vai\natra vai ṛṣayo 'nye ca\npurā kratubhir ījire\n\nSegundo o *Mahābhārata*, grandes sábios outrora realizavam sacrifícios neste lugar. Ainda há muitos templos de semideuses e de encarnações ali, e há também uma Deidade de Śrī Varāhadeva. Esta Deidade é especialmente importante e é visitada por muitos peregrinos. Aqueles que adoram a energia do Senhor Supremo adoram Vārāhī, Vaiṣṇavī e Indrāṇī, bem como muitas formas semelhantes de Devī, a energia interna. Há muitas deidades do Senhor Śiva, e há muitos lugares ao longo do rio conhecidos como Daśāśvamedha-ghāṭa. Às vezes, Yājapura também é chamada de Nābhi-gayā ou Virajā-kṣetra."}
{"ref": "cc/madhya/16/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/151/", "verse_text": "prabhu vidāya dila, rāya yāya tāṅra sane\n\nkṛṣṇa-kathā rāmānanda-sane rātri-dine", "devanagari": "> প্রভু বিদায় দিল, রায় যায় তাঁর সনে ।\n> কৃষ্ণকথা রামানন্দ-সনে রাত্রি-দিনে ॥১৫১॥", "synonyms": "*prabhu vidāya dila*—o Senhor os despediu; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *yāya*—vai; *tāṅra sane*—com Ele; *kṛṣṇa-kathā*—discussão sobre os tópicos do Senhor Kṛṣṇa; *rāmānanda-sane*—com Rāmānanda; *rātri-dine*—dia e noite.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu os oficiais, e Rāya Rāmānanda continuou com o Senhor. O Senhor falou com Rāmānanda Rāya sobre Śrī Kṛṣṇa dia e noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/152/", "verse_text": "prati-grāme rāja-ājñāya rāja-bhṛtya-gaṇa\n\nnavya gṛhe nānā-dravye karaye sevana", "devanagari": "> প্রতিগ্রামে রাজ-আজ্ঞায় রাজভৃত্যগণ ।\n> নব্য গৃহে নানা-দ্রব্যে করয়ে সেবন ॥১৫২॥", "synonyms": "*prati-grāme*—em cada aldeia; *rāja-ājñāya*—por ordem do rei; *rāja-bhṛtya-gaṇa*—os servidores do governo; *navya gṛhe*—em casas recém-construídas; *nānā-dravye*—com toda espécie de cereais; *karaye sevana*—prestavam serviço.", "translation": "**Em cada uma das aldeias, em conformidade com a ordem do rei, os oficiais do governo construíam casas novas e enchiam cada uma delas com estoques de cereais. Dessa maneira, serviam o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/153/", "verse_text": "ei-mata cali' prabhu 'remuṇā' āilā\n\ntathā haite rāmānanda-rāye vidāya dilā", "devanagari": "> এইমত চলি’ প্রভু ‘রেমুণা’ আইলা ।\n> তথা হৈতে রামানন্দ-রায়ে বিদায় দিলা ॥১৫৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *cali'*—caminhando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *remuṇā āilā*—chegou a Remuṇā; *tathā haite*—dali; *rāmānanda-rāye*—a Rāmānanda Rāya; *vidāya dilā*—despediu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu finalmente chegou a Remuṇā, onde despediu Śrī Rāmānanda Rāya.**", "purport": "Afirmou-se no Primeiro Capítulo do *Madhya-līlā*, verso 149, que Rāmānanda Rāya foi despedido em Bhadraka. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que, naqueles dias, o lugar chamado Remuṇā também incluía Bhadraka."}
{"ref": "cc/madhya/16/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/154/", "verse_text": "bhūmete paḍilā rāya nāhika cetana\n\nrāye kole kari' prabhu karaye krandana", "devanagari": "> ভূমেতে পড়িলা রায় নাহিক চেতন ।\n> রায়ে কোলে করি’ প্রভু করয়ে ক্রন্দন ॥১৫৪॥", "synonyms": "*bhūmete paḍilā*—caiu ao chão; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *nāhika cetana*—não havia consciência; *rāye*—Rāmānanda Rāya; *kole kari'*—tomando no colo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karaye krandana*—começou a chorar.", "translation": "**Quando Rāmānanda Rāya caiu ao chão e perdeu a consciência, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou-o em Seu colo e começou a chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/155/", "verse_text": "rāyera vidāya-bhāva nā yāya sahana\n\nkahite nā pāri ei tāhāra varṇana", "devanagari": "> রায়ের বিদায়-ভাব না যায় সহন ।\n> কহিতে না পারি এই তাহার বর্ণন ॥১৫৫॥", "synonyms": "*rāyera vidāya-bhāva*—sentimentos de separação de Rāmānanda Rāya; *nā yāya*—não é possível; *sahana*—tolerar; *kahite*—falar; *nā pāri*—não sou capaz; *ei*—esta; *tāhāra*—disso; *varṇana*—uma descrição.", "translation": "**A separação de Rāmānanda Rāya de Caitanya Mahāprabhu é muito difícil de descrever. É quase intolerável e, por isso, não posso descrevê-la mais detalhadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/156/", "verse_text": "tabe 'oḍhra-deśa-sīmā' prabhu cali' āilā\n\ntathā rāja-adhikārī prabhure mililā", "devanagari": "> তবে ‘ওঢ্র দেশ-সীমা’ প্রভু চলি’ আইলা ।\n> তথা রাজ-অধিকারী প্রভুরে মিলিলা ॥১৫৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *oḍhra-deśa-sīmā*—a fronteira de Orissa; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cali'*—viajando; *āilā*—chegou; *tathā*—ali; *rāja-adhikārī*—um oficial do governo; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā*—encontrou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu finalmente chegou à fronteira do estado de Orissa, um oficial do governo veio ali ao Seu encontro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/157/", "verse_text": "dina dui-cāri teṅho karila sevana\n\nāge calibāre sei kahe vivaraṇa", "devanagari": "> দিন দুই-চারি তেঁহো করিল সেবন ।\n> আগে চলিবারে সেই কহে বিবরণ ॥১৫৭॥", "synonyms": "*dina dui-cāri*—dois ou quatro dias; *teṅho*—ele; *karila sevana*—serviu o Senhor; *āge*—adiante; *calibāre*—para prosseguir; *sei*—aquele oficial; *kahe*—falou; *vivaraṇa*—informações detalhadas.", "translation": "**Durante dois ou quatro dias, o oficial do governo serviu o Senhor. Ele também deu ao Senhor informações detalhadas sobre o que havia adiante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/158/", "verse_text": "madyapa yavana-rājāra āge adhikāra\n\ntāṅra bhaye pathe keha nāre calibāra", "devanagari": "> মদ্যপ যবন — রাজার আগে অধিকার ।\n> তাঁর ভয়ে পথে কেহ নারে চলিবার ॥১৫৮॥", "synonyms": "*madyapa*—beberrão; *yavana*—maometano; *rājāra*—de um rei; *āge*—adiante; *adhikāra*—o governo; *tāṅra bhaye*—por temer tal rei; *pathe*—na estrada; *keha*—ninguém; *nāre*—não é capaz; *calibāra*—de viajar.", "translation": "**Ele informou ao Senhor que o território adiante era governado por um governador muçulmano que era beberrão. Por temor a este rei, ninguém conseguia transitar livremente pela estrada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/159/", "verse_text": "pichaladā paryanta saba tāṅra adhikāra\n\ntāṅra bhaye nadī keha haite nāre pāra", "devanagari": "> পিছলদা পর্যন্ত সব তাঁর অধিকার ।\n> তাঁর ভয়ে নদী কেহ হৈতে নারে পার ॥১৫৯॥", "synonyms": "*pichaladā*—o lugar chamado Pichaladā; *paryanta*—até; *saba*—tudo; *tāṅra*—dele; *adhikāra*—sob a autoridade; *tāṅra bhaye*—por temor a ele; *nadī*—o rio; *keha*—ninguém; *haite*—atravessar; *nāre*—não é capaz; *pāra*—para o outro lado.", "translation": "**A jurisdição do governo maometano estendia-se até Pichaladā. Por temor aos maometanos, ninguém atravessava o rio.**", "purport": "Nos tempos antigos, Pichaladā fazia parte de Tamaluka e de Bengala. Pichaladā localiza-se cerca de quatorze milhas ao sul de Tamaluka. O rio Rūpa-nārāyaṇa é bem conhecido em Tamaluka, e Pichaladā situava-se na margem do rio Rūpa-nārāyaṇa."}
{"ref": "cc/madhya/16/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/160/", "verse_text": "dina kata raha--sandhi kari' tāṅra sane\n\ntabe sukhe naukāte karāiba gamane", "devanagari": "> দিন কত রহ, সন্ধি করি’ তাঁর সনে ।\n> তবে সুখে নৌকাতে করাইব গমনে ॥১৬০॥", "synonyms": "*dina kata raha*—permanece aqui por alguns dias; *sandhi kari'*—realizando negociações pacíficas; *tāṅra sane*—com ele; *tabe*—então; *sukhe*—em felicidade; *naukāte*—no barco; *karāiba gamane*—eu ajudarei a partir.", "translation": "**O oficial do governo de Mahārāja Pratāparudra informou ainda a Śrī Caitanya Mahāprabhu que Ele deveria permanecer na fronteira de Orissa por alguns dias, para que se pudesse negociar um acordo pacífico com o governador maometano. Dessa forma, o Senhor seria capaz de atravessar o rio pacificamente num barco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/161/", "verse_text": "sei kāle se yavanera eka anucara\n\n'uḍiyā-kaṭake' āila kari' veśāntara", "devanagari": "> সেই কালে সে যবনের এক অনুচর ।\n> ‘উড়িয়া-কটকে’ আইল করি’ বেশান্তর ॥১৬১॥", "synonyms": "*sei kāle*—naquela ocasião; *se yavanera*—do governador maometano; *eka anucara*—um seguidor; *uḍiyā-kaṭake*—ao acampamento dos soldados de Orissa; *āila*—veio; *kari' veśāntara*—trocando de roupa.", "translation": "**Naquela ocasião, um seguidor do governador maometano chegou ao acampamento de Orissa vestido em disfarce.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/162-163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/162-163/", "verse_text": "prabhura sei adabhuta caritra dekhiyā\n\nhindu-cara kahe sei yavana-pāśa giyā\n\n'eka sannyāsī āila jagannātha ha-ite\n\naneka siddha-puruṣa haya tāṅhāra sahite", "devanagari": "> প্রভুর সেই অদভুত চরিত্র দেখিয়া ।\n> হিন্দু-চর কহে সেই যবন-পাশ গিয়া ॥১৬২॥\n> ‘এক সন্ন্যাসী আইল জগন্নাথ হইতে ।\n> অনেক সিদ্ধ-পুরুষ হয় তাঁহার সহিতে ॥১৬৩॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aquelas; *adabhuta caritra*—maravilhosas características; *dekhiyā*—vendo; *hindu-cara*—o espião hindu; *kahe*—diz; *sei*—aquele; *yavana-pāśa giyā*—indo até o rei maometano; *eka sannyāsī*—um mendicante; *āila*—veio; *jagannātha ha-ite*—de Jagannātha Purī; *aneka*—muitas; *siddha-puruṣa*—pessoas liberadas; *haya*—são; *tāṅhāra sahite*—com Ele.", "translation": "**O espião maometano viu as maravilhosas características de Śrī Caitanya Mahāprabhu e, quando retornou ao governador maometano, disse-lhe: \"Um mendicante veio de Jagannātha Purī com muitas pessoas liberadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/164/", "verse_text": "nirantara kare sabe kṛṣṇa-saṅkīrtana\n\nsabe hāse, nāce, gāya, karaye krandana", "devanagari": "> নিরন্তর করে সবে কৃষ্ণ-সংকীর্তন  ।\n> সবে হাসে, নাচে, গায়, করয়ে ক্রন্দন ॥১৬৪॥", "synonyms": "*nirantara*—sem cessar; *kare*—realizam; *sabe*—todos; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor; *sabe*—todos eles; *hāse*—riem; *nāce*—dançam; *gāya*—cantam; *karaye krandana*—e choram.", "translation": "**\"Todas essas pessoas santas cantam incessantemente o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, e todas elas riem, dançam, cantam e choram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/165/", "verse_text": "lakṣa lakṣa loka āise tāhā dekhibāre\n\ntāṅre dekhi' punarapi yāite nāre ghare", "devanagari": "> লক্ষ লক্ষ লোক আইসে তাহা দেখিবারে ।\n> তাঁরে দেখি’ পুনরপি যাইতে নারে ঘরে ॥১৬৫॥", "synonyms": "*lakṣa lakṣa*—milhões e milhões; *loka*—pessoas; *āise*—vêm; *tāhā*—isso; *dekhibāre*—para ver; *tāṅre dekhi'*—após vê-Lo; *punarapi*—novamente; *yāite*—ir; *nāre*—não conseguem; *ghare*—para casa.", "translation": "**\"Muitos milhões e milhões de pessoas vêm vê-Lo e, após vê-Lo, não conseguem retornar para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/166/", "verse_text": "sei saba loka haya bāulera prāya\n\n'kṛṣṇa' kahi' nāce, kānde, gaḍāgaḍi yāya", "devanagari": "> সেই সব লোক হয় বাউলের প্রায় ।\n> ‘কৃষ্ণ’ কহি’ নাচে, কান্দে, গড়াগড়ি যায় ॥১৬৬॥", "synonyms": "*sei saba loka*—todas essas pessoas; *haya*—são; *bāulera prāya*—quase como loucos; *kṛṣṇa kahi'*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa; *nāce*—dançam; *kānde*—choram; *gaḍāgaḍi yāya*—rolam pelo chão.", "translation": "**\"Todas essas pessoas tornam-se como loucos. Simplesmente dançam e cantam o santo nome de Kṛṣṇa. Às vezes, chegam a chorar e a rolar pelo chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/167/", "verse_text": "kahibāra kathā nahe--dekhile se jāni\n\ntāṅhāra prabhāve tāṅre 'īśvara' kari' māni'", "devanagari": "> কহিবার কথা নহে — দেখিলে সে জানি ।\n> তাঁহার প্রভাবে তাঁরে ‘ঈশ্বর’ করি’ মানি ।।’ ॥ ১৬৭ ॥", "synonyms": "*kahibāra kathā*—assunto descritível; *nahe*—isto não é; *dekhile*—se alguém vir; *se jāni*—ele pode compreender; *tāṅhāra prabhāve*—por Sua influência; *tāṅre*—a Ele; *īśvara kari'*—como a Suprema Personalidade de Deus; *māni*—aceito.", "translation": "**\"Na verdade, essas coisas nem sequer podem ser descritas. Só se pode compreendê-las ao vê-las. Por Sua influência, eu O aceito como a Suprema Personalidade de Deus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/168/", "verse_text": "eta kahi' sei cara 'hari' 'kṛṣṇa' gāya\n\nhāse, kānde, nāce, gāya bāulera prāya", "devanagari": "> এত কহি’ সেই চর ‘হরি’ ‘কৃষ্ণ’ গায় ।\n> হাসে, কান্দে, নাচে, গায় বাউলের প্রায় ॥১৬৮॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *sei cara*—aquele mensageiro; *hari*—Hari; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *gāya*—canta; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *bāulera prāya*—assim como um louco.", "translation": "**Após dizer isto, o mensageiro começou a cantar os santos nomes de Hari e Kṛṣṇa. Também começou a rir e a chorar, a dançar e a cantar, exatamente como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/169/", "verse_text": "eta śuni' yavanera mana phiri' gela\n\nāpana-'viśvāsa' uḍiyā sthāne pāṭhāila", "devanagari": "> এত শুনি’ যবনের মন ফিরি’ গেল ।\n> আপন-‘বিশ্বাস’ উড়িয়া স্থানে পাঠাইল ॥১৬৯॥", "synonyms": "*eta śuni'*—após ouvir isto; *yavanera*—do governador maometano; *mana*—a mente; *phiri' gela*—transformou-se; *āpana*—próprio; *viśvāsa*—secretário; *uḍiyā*—do representante do governo de Orissa; *sthāne*—ao lugar; *pāṭhāila*—enviou.", "translation": "**Ao ouvir isto, a mente do governador maometano transformou-se. Ele então enviou seu próprio secretário ao representante do governo de Orissa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/170/", "verse_text": "'viśvāsa' āsiyā prabhura caraṇa vandila\n\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahi' preme vihvala ha-ila", "devanagari": "> ‘বিশ্বাস’ আসিয়া প্রভুর চরণ বন্দিল ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহি’ প্রেমে বিহ্বল হইল ॥১৭০॥", "synonyms": "*viśvāsa*—o secretário; *āsiyā*—vindo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—os pés de lótus; *vandila*—adorou; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—o santo nome do Senhor, Kṛṣṇa, Kṛṣṇa; *kahi'*—proferindo; *preme*—em êxtase; *vihvala*—dominado; *ha-ila*—ficou.", "translation": "**O secretário maometano veio ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ao oferecer seus respeitos aos pés de lótus do Senhor e proferir o santo nome do Senhor, \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\", ele também ficou dominado por amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/171/", "verse_text": "dhairya hañā uḍiyāke kahe namaskari'\n\n'tomā-sthāne pāṭhāilā mleccha adhikārī", "devanagari": "> ধৈর্য হঞা উড়িয়াকে কহে নমস্করি’ ।\n> ‘তোমা-স্থানে পাঠাইলা ম্লেচ্ছ অধিকারী ॥১৭১॥", "synonyms": "*dhairya hañā*—acalmando-se; *uḍiyāke*—ao representante do governo de Orissa; *kahe*—diz; *namaskari'*—oferecendo respeito; *tomā-sthāne*—ao teu lugar; *pāṭhāilā*—enviou; *mleccha*—o maometano; *adhikārī*—governador.", "translation": "**Após acalmar-se, o secretário maometano ofereceu seus respeitos e informou o representante do governo de Orissa: \"O governador maometano enviou-me aqui.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/172/", "verse_text": "tumi yadi ājñā deha' ethāke āsiyā\n\nyavana adhikārī yāya prabhuke miliyā", "devanagari": "> তুমি যদি আজ্ঞা দেহ’ এথাকে আসিয়া ।\n> যবন অধিকারী যায় প্রভুকে মিলিয়া ॥১৭২॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *yadi*—se; *ājñā*—ordem; *deha'*—deres; *ethāke*—aqui; *āsiyā*—vindo; *yavana adhikārī*—o governador maometano; *yāya*—pode ir; *prabhuke*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *miliyā*—após encontrar.", "translation": "**\"Se concordares, o governador maometano virá aqui encontrar-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu e depois retornará.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/173/", "verse_text": "bahuta utkaṇṭhā tāṅra, karyāche vinaya\n\ntomā-sane ei sandhi, nāhi yuddha-bhaya'", "devanagari": "> বহুত উৎকণ্ঠা তাঁর, কর্যাছে বিনয় ।\n> তোমা-সনে এই সন্ধি, নাহি যুদ্ধ-ভয় ।।’ ॥ ১৭৩ ॥", "synonyms": "*bahuta*—muitíssima; *utkaṇṭhā*—ansiedade; *tāṅra*—dele; *karyāche*—fez; *vinaya*—petição submissa; *tomā-sane*—contigo; *ei*—esta; *sandhi*—uma proposta de paz; *nāhi*—não há; *yuddha-bhaya*—temor de combate.", "translation": "**\"O governador maometano está muito ansioso e apresentou esta petição com grande respeito. É uma proposta de paz. Não precisas temer que vamos combater.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/174/", "verse_text": "śuni' mahā-pātra kahe hañā vismaya\n\n'madyapa yavanera citta aiche ke karaya!", "devanagari": "> শুনি’ মহাপাত্র কহে হঞা বিস্ময় ।\n> ‘মদ্যপ যবনের চিত্ত ঐছে কে করয় ! ॥ ১৭৪ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahā-pātra*—o representante do governo de Orissa; *kahe*—diz; *hañā vismaya*—ficando atônito; *madyapa*—beberrão; *yavanera*—do maometano; *citta*—o coração; *aiche*—desta maneira; *ke karaya*—quem transformou.", "translation": "**Ao ouvir esta proposta, o representante do governo de Orissa, o mahā-pātra, ficou muito atônito. Pensou ele: \"O governador maometano é um beberrão. Quem transformou a mente dele?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/175/", "verse_text": "āpane mahāprabhu tāṅra mana phirāila\n\ndarśana-smaraṇe yāṅra jagat tārila'", "devanagari": "> আপনে মহাপ্রভু তাঁর মন ফিরাইল ।\n> দর্শন-স্মরণে যাঁর জগৎ তারিল ।।’ ॥ ১৭৫ ॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—dele; *mana*—a mente; *phirāila*—transformou; *darśana*—por uma visita pessoal; *smaraṇe*—pela lembrança; *yāṅra*—de quem; *jagat*—o mundo inteiro; *tārila*—Ele libertou.", "translation": "**\"Há de ser o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu quem transformou a mente do maometano. Devido à Sua presença e até mesmo à Sua lembrança, o mundo inteiro é libertado.\"**", "purport": "A partir disto, podemos compreender que o governador maometano era um beberrão (madyapa). Em condições normais, não havia possibilidade de que ele mudasse, mas o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu podia voltar a mente de qualquer pessoa para a consciência de Kṛṣṇa. A pessoa pode ser libertada da existência material simplesmente por lembrar-se do santo nome de Śrī Caitanya Mahāprabhu ou por visitá-Lo. Este movimento da consciência de Kṛṣṇa está sendo difundido por todo o mundo, mas nem mesmo um yavana ou mleccha viciado em bebida poderia ter mudado e aceitado a consciência de Kṛṣṇa sem a graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu. As pessoas frequentemente se admiram ao ver muitos milhares de ocidentais convertidos ao vaiṣṇavismo. Geralmente, os ocidentais são viciados em comer carne, beber, jogar e em sexo ilícito; por conseguinte, o fato de adotarem a consciência de Kṛṣṇa é admirável. Na Índia, especialmente, há muito assombro diante disso. A resposta, contudo, é dada aqui: darśana-smaraṇe yāṅra jagat tārila. Essa transformação torna-se possível simplesmente pela lembrança de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Os devotos ocidentais cantam muito sinceramente os santos nomes de Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados: śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda. Pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados, as pessoas estão sendo purificadas e sua consciência, direcionada da māyā para Kṛṣṇa.\n\nA palavra viśvāsa refere-se a um secretário. Esse título geralmente se encontra na casta kāyastha da comunidade hindu. Em Bengala, o título viśvāsa ainda é usado pelos kāyasthas. A palavra viśvāsa significa \"fiel\", e um viśvāsī é uma pessoa em quem se pode depositar confiança. Śrī Bhaktivinoda Ṭhākura afirma que, durante o reinado maometano em Bengala, havia uma secretaria intitulada viśvāsa-khānā. O cargo da viśvāsa-khānā era um cargo de secretaria no qual só se empregavam as pessoas mais fidedignas. Elas eram escolhidas da comunidade kāyastha, uma comunidade que ainda é muito hábil em administrar negócios e assuntos governamentais. O secretário, ou viśvāsa-khānā, é em geral um servidor muito fidedigno e fiel. Sempre que algum serviço confidencial era necessário, esses funcionários eram empregados."}
{"ref": "cc/madhya/16/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/176/", "verse_text": "eta bali' viśvāsere kahila vacana\n\n\"bhāgya tāṅra--āsi' karuka prabhu daraśana", "devanagari": "> এত বলি’ বিশ্বাসেরে কহিল বচন ।\n> “ভাগ্য তাঁর — আসি’ করুক প্রভু দরশন ॥১৭৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *viśvāsere*—ao secretário do governador maometano; *kahila vacana*—proferiu as seguintes palavras; *bhāgya*—grande fortuna; *tāṅra*—dele; *āsi'*—vindo; *karuka*—que ele faça; *prabhu daraśana*—visitar Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após pensar isto, o mahā-pātra imediatamente informou o secretário maometano: \"É uma grande fortuna para o teu governador. Que ele venha visitar Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/177/", "verse_text": "pratīta kariye--yadi nirastra hañā\n\nāsibeka pāṅca-sāta bhṛtya saṅge lañā?\"", "devanagari": "> প্রতীত করিয়ে — যদি নিরস্ত্র হঞা ।\n> আসিবেক পাঁচ-সাত ভৃত্য সঙ্গে লঞা ।।” ॥ ১৭৭ ॥", "synonyms": "*pratīta*—compreendido; *kariye*—faço; *yadi*—se; *nirastra hañā*—estando sem armas; *āsibeka*—ele virá; *pāṅca-sāta*—cinco a sete; *bhṛtya*—servos; *saṅge*—em companhia; *lañā*—levando.", "translation": "**\"Contudo, deixa-me deixar claro que ele deve vir aqui sem armas. Pode trazer consigo cinco ou sete servos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/178/", "verse_text": "'viśvāsa' yāñā tāṅhāre sakala kahila\n\nhindu-veśa dhari' sei yavana āila", "devanagari": "> ‘বিশ্বাস’ যাঞা তাঁহারে সকল কহিল ।\n> হিন্দুবেশ ধরি’ সেই যবন আইল ॥১৭৮॥", "synonyms": "*viśvāsa*—o secretário; *yāñā*—retornando; *tāṅhāre*—ao governador maometano; *sakala kahila*—contou tudo; *hindu-veśa dhari'*—assumindo a roupa de um hindu; *sei yavana*—aquele governador maometano; *āila*—veio.", "translation": "**O secretário retornou ao governador maometano e informou-lhe essa notícia. Vestindo-se como um hindu, o governador maometano então veio ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/179/", "verse_text": "dūra haite prabhu dekhi' bhūmete paḍiyā\n\ndaṇḍavat kare aśru-pulakita hañā", "devanagari": "> দূর হৈতে প্রভু দেখি’ ভূমেতে পড়িয়া ।\n> দণ্ডবৎ করে অশ্রু-পুলকিত হঞা ॥১৭৯॥", "synonyms": "*dūra haite*—de longe; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *bhūmete paḍiyā*—prostrando-se no chão; *daṇḍavat kare*—ofereceu reverências; *aśru*—lágrimas; *pulakita*—jubiloso; *hañā*—ficando.", "translation": "**Ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu de um lugar distante, o governador maometano prostrou-se no chão e ofereceu reverências. Lágrimas vieram-lhe aos olhos, e ele ficou jubiloso com emoções extáticas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/180/", "verse_text": "mahā-pātra ānila tāṅre kariyā sammāna\n\nyoḍa-hāte prabhu-āge laya kṛṣṇa-nāma", "devanagari": "> মহাপাত্র আনিল তাঁরে করিয়া সম্মান ।\n> যোড়হাতে প্রভু-আগে লয় কৃষ্ণনাম ॥১৮০॥", "synonyms": "*mahā-pātra*—o representante de Orissa; *ānila*—trouxe; *tāṅre*—ele; *kariyā sammāna*—demonstrando grande respeito; *yoḍa-hāte*—de mãos postas; *prabhu-āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *laya kṛṣṇa-nāma*—cantou o santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**Chegando dessa maneira, o governador maometano foi respeitosamente conduzido diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu pelo mahā-pātra. O governador então se postou diante do Senhor de mãos postas, e cantou o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/181/", "verse_text": "adhama yavana-kule kena janma haila\n\nvidhi more hindu-kule kena nā janmāila", "devanagari": "> “অধম যবনকুলে কেন জন্ম হৈল  ।\n> বিধি মোরে হিন্দুকুলে কেন না জন্মাইল ॥১৮১॥", "synonyms": "*adhama*—baixo; *yavana-kule*—na família de um maometano; *kena*—por que; *janma haila*—houve nascimento; *vidhi*—a providência; *more*—a mim; *hindu-kule*—na família de um hindu; *kena*—por que; *nā*—não; *janmāila*—fez nascer.", "translation": "**O governador então perguntou submissamente: \"Por que nasci numa família maometana? Considera-se isso um nascimento baixo. Por que a Providência suprema não me concedeu nascimento numa família hindu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/182/", "verse_text": "'hindu' haile pāitāma tomāra caraṇa-sannidhāna\n\nvyartha mora ei deha, yāuka parāṇa\"", "devanagari": "> ‘হিন্দু’ হৈলে পাইতাম তোমার চরণ-সন্নিধান  ।\n> ব্যর্থ মোর এই দেহ, যাউক পরাণ ।।” ১৮২ ॥১৮২॥", "synonyms": "*hindu haile*—se eu tivesse nascido numa família hindu; *pāitāma*—eu teria conseguido; *tomāra*—de Ti; *caraṇa*—dos pés de lótus; *sannidhāna*—proximidade; *vyartha*—inútil; *mora*—meu; *ei*—este; *deha*—corpo; *yāuka parāṇa*—que eu morra imediatamente.", "translation": "**\"Se eu tivesse nascido numa família hindu, ter-me-ia sido fácil permanecer perto de Teus pés de lótus. Já que meu corpo agora é inútil, que eu morra imediatamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/183/", "verse_text": "eta śuni' mahā-pātra āviṣṭa hañā\n\nprabhuke karena stuti caraṇe dhariyā", "devanagari": "> এত শুনি’ মহাপাত্র আবিষ্ট হঞা ।\n> প্ৰভুকে করেন স্তুতি চরণে ধরিয়া ॥১৮৩॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ao ouvir isto; *mahā-pātra*—o representante do governo de Orissa; *āviṣṭa hañā*—estando dominado; *prabhuke*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—faz; *stuti*—orações; *caraṇe dhariyā*—segurando Seus pés.", "translation": "**Ao ouvir a submissa declaração do governador, o mahā-pātra ficou dominado de júbilo. Ele segurou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e começou a oferecer as seguintes orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/184/", "verse_text": "'caṇḍāla--pavitra yāṅra śrī-nāma-śravaṇe\n\nhena-tomāra ei jīva pāila daraśane", "devanagari": "> ‘চণ্ডাল — পবিত্র যাঁর শ্রীনাম-শ্রবণে ।\n> হেন-তোমার এই জীব পাইল দরশনে ॥১৮৪॥", "synonyms": "*caṇḍāla*—o comedor de cães, o mais baixo da humanidade; *pavitra*—purificado; *yāṅra*—de quem; *śrī-nāma-śravaṇe*—por ouvir o santo nome; *hena-tomāra*—de tal pessoa como Tu; *ei jīva*—esta entidade viva condicionada; *pāila*—conseguiu; *daraśane*—a visita pessoal.", "translation": "**\"Pelo simples fato de ouvir Teu santo nome, um caṇḍāla, o mais baixo dos homens, pode purificar-se. Agora esta alma condicionada recebeu Tua audiência pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/185/", "verse_text": "iṅhāra ye ei gati, ithe ki vismaya?\n\ntomāra darśana-prabhāva ei-mata haya'", "devanagari": "> ইঁহার যে এই গতি, ইথে কি বিস্ময় ?\n> তোমার দর্শন-প্ৰভাব এইমত হয় ।।’ ॥ ১৮৫ ॥", "synonyms": "*iṅhāra*—deste governador maometano; *ye*—o qual; *ei*—este; *gati*—resultado; *ithe*—nisto; *ki*—que; *vismaya*—a maravilha; *tomāra*—de Ti; *darśana-prabhāva*—influência de ver; *ei-mata haya*—é assim.", "translation": "**\"Não é de admirar que este governador maometano tenha alcançado tais resultados. Pelo simples fato de ver-Te, tudo isto é possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/186/", "verse_text": "yan-nāmadheya-śravaṇānukīrtanād\n\nyat-prahvaṇād yat-smaraṇād api kvacit\n\nśvādo 'pi sadyaḥ savanāya kalpate\n\nkutaḥ punas te bhagavan nu darśanāt", "devanagari": "> যন্নামধেয়শ্রবণানুকীর্তনাদ্\n> যত্প্রহ্বণাদ্ যৎস্মরণাদপি ক্বচিৎ ।\n> শ্বাদোঽপি সদ্যঃ সবনায় কল্পতে\n> কুতঃ পুনস্তে ভগবন্নু দর্শনাৎ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*yat*—de quem; *nāmadheya*—do nome; *śravaṇa*—de ouvir; *anukīrtanāt*—e, em seguida, de cantar; *yat*—a quem; *prahvaṇāt*—de oferecer respeitos; *yat*—de quem; *smaraṇāt*—do simples lembrar; *api*—também; *kvacit*—às vezes; *śvādaḥ*—um comedor de cães; *api*—mesmo; *sadyaḥ*—imediatamente; *savanāya*—para realizar sacrifícios Védicos; *kalpate*—torna-se elegível; *kutaḥ*—que dizer; *punaḥ*—novamente; *te*—de Ti; *bhagavan*—ó Suprema Personalidade de Deus; *nu*—certamente; *darśanāt*—de ver.", "translation": "**\" 'Que dizer do avanço espiritual das pessoas que veem a Pessoa Suprema face a face — até mesmo uma pessoa nascida numa família de comedores de cães torna-se imediatamente elegível para realizar sacrifícios Védicos se, uma só vez, profere o santo nome da Suprema Personalidade de Deus, ou canta a Seu respeito, ouve sobre Seus passatempos, oferece-Lhe reverências ou mesmo Se lembra dEle.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.33.6). Segundo este verso, não importa que posição uma pessoa ocupe. Ela pode ser a mais baixa das baixas — um caṇḍāla, ou comedor de cães —, mas, se passa a cantar e ouvir o santo nome do Senhor, torna-se imediatamente elegível para realizar sacrifícios Védicos. Isso é especialmente verdadeiro nesta Era de Kali.\n\nharer nāma harer nāma\n\nharer nāmaiva kevalam\n\nkalau nāsty eva nāsty eva\n\nnāsty eva gatir anyathā\n\n(Bṛhan-nāradīya Purāṇa 38.126)\n\nUma pessoa nascida numa família de brāhmaṇas não pode realizar sacrifícios Védicos enquanto não estiver devidamente purificada e não tiver recebido seu cordão sagrado. No entanto, de acordo com este verso, entende-se que mesmo uma pessoa de baixo nascimento pode realizar sacrifícios imediatamente, contanto que cante e ouça com sinceridade o santo nome do Senhor. Às vezes, pessoas invejosas perguntam como europeus e americanos deste movimento da consciência de Kṛṣṇa podem tornar-se brāhmaṇas e realizar sacrifícios. Elas não sabem que os europeus e americanos já foram purificados pelo cantar do santo nome do Senhor — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare/ Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Esta é a prova. Śvādo 'pi sadyaḥ savanāya kalpate. A pessoa pode nascer numa família de comedores de cães, mas pode realizar sacrifícios simplesmente cantando o mahā-mantra.\n\nAqueles que encontram defeitos nos vaiṣṇavas ocidentais devem considerar esta afirmação do *Śrīmad-Bhāgavatam* e o comentário de Śrīla Jīva Gosvāmī sobre este verso. A esse respeito, Śrīla Jīva Gosvāmī declarou que, para tornar-se um brāhmaṇa, a pessoa tem de aguardar a purificação e submeter-se à cerimônia do cordão sagrado, mas quem canta o santo nome não precisa aguardar a cerimônia do cordão sagrado. Não permitimos que os devotos realizem sacrifícios enquanto não estiverem devidamente iniciados na cerimônia do cordão sagrado. Contudo, segundo este verso, quem canta o santo nome sem ofensas já está apto a realizar uma cerimônia de fogo, ainda que não tenha recebido a dupla iniciação da cerimônia do cordão sagrado. Este é o veredito proferido pelo Senhor Kapiladeva em Suas instruções a Sua mãe, Devahūti. Foi o Senhor Kapiladeva quem instruiu Devahūti na pura filosofia Sāṅkhya."}
{"ref": "cc/madhya/16/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/187/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre kṛpā-dṛṣṭi kari'\n\nāśvāsiyā kahe,--tumi kaha 'kṛṣṇa' 'hari'", "devanagari": "> তবে মহাপ্ৰভু তাঁরে কৃপা-দৃষ্টি করি’ ।\n> আশ্বাসিয়া কহে, — তুমি কহ ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kṛpā-dṛṣṭi kari'*—olhando com misericórdia; *āśvāsiyā*—dando-lhe segurança; *kahe*—diz; *tumi*—tu; *kaha*—profere; *kṛṣṇa*—o santo nome Kṛṣṇa; *hari*—o santo nome Hari.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então olhou com misericórdia para o governador maometano. Dando-lhe segurança, pediu-lhe que cantasse os santos nomes Kṛṣṇa e Hari.**", "purport": "É a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu que O leva a aconselhar a todos — mesmo caṇḍālas, mlecchas e yavanas — a cantar o santo nome do Senhor. Em outras palavras, quem passa a cantar os santos nomes Kṛṣṇa e Hari já recebeu a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O pedido do Senhor para que se cante o santo nome de Kṛṣṇa estende-se agora a todos no mundo por meio deste movimento da consciência de Kṛṣṇa. Quem quer que siga as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu certamente será purificado, e quem canta com sinceridade o santo nome, sem ofensas, já é mais do que um brāhmaṇa. Infelizmente, há na Índia muitos tolos e canalhas que não permitem aos vaiṣṇavas ocidentais entrar em certos templos. Tais canalhas não compreendem claramente os *Vedas*. Como se afirmou anteriormente: yan-nāmadheya-śravaṇānukīrtanād."}
{"ref": "cc/madhya/16/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/188/", "verse_text": "sei kahe,--'more yadi kailā aṅgīkāra\n\neka ājñā deha,--sevā kari ye tomāra", "devanagari": "> সেই কহে, — ‘মোরে যদি কৈলা অঙ্গীকার ।\n> এক আজ্ঞা দেহ, — সেবা করি যে তোমার ॥১৮৮॥", "synonyms": "*sei kahe*—o governador maometano disse; *more*—a mim; *yadi*—se; *kailā aṅgīkāra*—aceitaste; *eka ājñā*—uma ordem; *deha*—dá; *sevā*—serviço; *kari*—eu possa prestar; *ye*—para que; *tomāra*—Teu.", "translation": "**O governador maometano então disse: \"Já que Me aceitaste tão bondosamente, por favor, dá-me alguma ordem, para que eu possa prestar-Te algum serviço.\"**", "purport": "Se alguém se purifica seguindo as ordens de Śrī Caitanya Mahāprabhu — isto é, cantando o santo nome de Kṛṣṇa —, há de estar certamente ansioso por prestar serviço ao Senhor. Este é o teste. Quando uma pessoa se ocupa com entusiasmo no serviço ao Senhor, deve-se entender que ela está colhendo os resultados de cantar os nomes de Kṛṣṇa e Hari."}
{"ref": "cc/madhya/16/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/189/", "verse_text": "go-brāhmaṇa-vaiṣṇave hiṁsā karyāchi apāra\n\nsei pāpa ha-ite mora ha-uka nistāra", "devanagari": "> গো-ব্রাহ্মণ-বৈষ্ণবে হিংসা কর্যাছি অপার ।\n> সেই পাপ হইতে মোর হউক নিস্তার ॥১৮৯॥", "synonyms": "*go-brāhmaṇa-vaiṣṇave*—às vacas, brāhmaṇas e vaiṣṇavas; *hiṁsā*—violência e inveja; *karyāchi*—pratiquei; *apāra*—ilimitadamente; *sei pāpa ha-ite*—dessas atividades pecaminosas; *mora*—minha; *ha-uka*—que haja; *nistāra*—liberação.", "translation": "**O governador maometano então orou por liberação das ilimitadas atividades pecaminosas que havia anteriormente cometido por invejar os brāhmaṇas e vaiṣṇavas e matar vacas.**", "purport": "Ao cantar os santos nomes Kṛṣṇa e Hari, a pessoa certamente se liberta de atividades pecaminosas, tais como matar vacas ou insultar brāhmaṇas e vaiṣṇavas. É muitíssimo pecaminoso matar vacas e insultar brāhmaṇas e vaiṣṇavas. O karma incorrido por tal atividade é imenso, mas a pessoa pode anular imediatamente todo esse karma rendendo-se ao Senhor Kṛṣṇa e cantando Seu santo nome. Depois de ver-se livre de suas reações pecaminosas (karma), torna-se ansiosa por servir ao Senhor. Este é o teste. Visto que o governador maometano foi imediatamente purificado na presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele pôde proferir os nomes de Kṛṣṇa e Hari. Por conseguinte, ficou ansioso por prestar algum serviço, e o Senhor, ansioso por satisfazer seus desejos, imediatamente incumbiu o devoto Mukunda Datta de informar ao governador que havia algum serviço a prestar."}
{"ref": "cc/madhya/16/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/190/", "verse_text": "tabe mukunda datta kahe,--'śuna, mahāśaya\n\ngaṅgā-tīra yāite mahāprabhura mana haya", "devanagari": "> তবে মুকুন্দ দত্ত কহে, — ‘শুন, মহাশয়  ।\n> গঙ্গাতীর যাইতে মহাপ্ৰভুর মন হয় ॥১৯০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mukunda datta kahe*—Mukunda Datta, um devoto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, disse; *śuna mahāśaya*—meu caro senhor, escuta-me, por favor; *gaṅgā-tīra yāite*—ir à margem do Ganges; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente ou o desejo; *haya*—é.", "translation": "**Mukunda Datta então disse ao governador maometano: \"Meu caro senhor, escuta, por favor. Śrī Caitanya Mahāprabhu deseja ir à margem do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/191/", "verse_text": "tāhāṅ yāite kara tumi sahāya-prakāra\n\nei baḍa ājñā, ei baḍa upakāra'", "devanagari": "> তাহাঁ যাইতে কর তুমি সহায়-প্রকার  ।\n> এই বড় আজ্ঞা, এই বড় উপকার ।।’ ১৯১ ॥১৯১॥", "synonyms": "*tāhāṅ yāite*—ir para lá; *kara*—presta; *tumi*—tu; *sahāya-prakāra*—toda espécie de assistência; *ei baḍa ājñā*—esta é uma grande ordem; *ei baḍa upakāra*—este é um grande favor.", "translation": "**\"Por favor, presta-Lhe toda assistência, para que Ele possa ir até lá. Esta é tua primeira grande ordem e, se puderes cumpri-la, prestarás um grande serviço.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/192/", "verse_text": "tabe sei mahāprabhura caraṇa vandiyā\n\nsabāra caraṇa vandi' cale hṛṣṭa hañā", "devanagari": "> তবে সেই মহাপ্রভুর চরণ বন্দিয়া ।\n> সবার চরণ বন্দি’ চলে হৃষ্ট হঞা ॥১৯২॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sei*—o governador; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa vandiyā*—após adorar os pés de lótus; *sabāra caraṇa vandi'*—oferecendo respeito aos pés de todos os outros devotos; *cale*—partiu; *hṛṣṭa hañā*—estando muito satisfeito.", "translation": "**Após isto, o governador maometano ofereceu orações aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, bem como aos pés de lótus de todos os Seus devotos. Em seguida, o governador partiu. De fato, ele estava muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/193/", "verse_text": "mahā-pātra tāṅra sane kaila kolākuli\n\naneka sāmagrī diyā karila mitāli", "devanagari": "> মহাপাত্র তাঁর সনে কৈল কোলাকুলি ।\n> অনেক সামগ্রী দিয়া করিল মিতালি ॥১৯৩॥", "synonyms": "*mahā-pātra*—o representante de Orissa; *tāṅra sane*—com ele; *kaila*—realizou; *kolākuli*—abraço; *aneka*—vários; *sāmagrī*—materiais; *diyā*—dando de presente; *karila mitāli*—estabeleceu amizade.", "translation": "**Antes que o governador partisse, o mahā-pātra abraçou-o e ofereceu-lhe muitos presentes materiais. Estabeleceu, assim, uma amizade com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/194/", "verse_text": "prātaḥ-kāle sei bahu naukā sājāñā\n\nprabhuke ānite dila viśvāsa pāṭhāñā", "devanagari": "> প্রাতঃকালে সেই বহু নৌকা সাজাঞা ।\n> প্ৰভুকে আনিতে দিল বিশ্বাস পাঠাঞা ॥১৯৪॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *sei*—o governador; *bahu*—muitos; *naukā*—barcos; *sājāñā*—decorando; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānite*—para trazer; *dila*—deu; *viśvāsa*—o secretário; *pāṭhāñā*—enviando.", "translation": "**Na manhã seguinte, o governador enviou seu secretário com muitos barcos belamente decorados para levar Śrī Caitanya Mahāprabhu à outra margem do rio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/195/", "verse_text": "mahā-pātra cali' āilā mahāprabhura sane\n\nmleccha āsi' kaila prabhura caraṇa vandane", "devanagari": "> মহাপাত্র চলি’ আইলা মহাপ্ৰভুর সনে ।\n> ম্লেচ্ছ আসি’ কৈল প্রভুর চরণ বন্দনে ॥১৯৫॥", "synonyms": "*mahā-pātra*—o representante do governo de Orissa; *cali'*—deslocando-se; *āilā*—foi; *mahāprabhura sane*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mleccha*—o governador da outra margem; *āsi'*—vindo; *kaila*—realizou; *prabhura caraṇa vandane*—adorando os pés de lótus do Senhor.", "translation": "**O mahā-pātra atravessou o rio com Śrī Caitanya Mahāprabhu e, quando alcançaram a outra margem, o governador maometano recebeu pessoalmente o Senhor e adorou Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/196/", "verse_text": "eka navīna naukā, tāra madhye ghara\n\nsvagaṇe caḍāilā prabhu tāhāra upara", "devanagari": "> এক নবীন নৌকা, তার মধ্যে ঘর ।\n> স্বগণে চড়াইলা প্রভু তাহার উপর ॥১৯৬॥", "synonyms": "*eka*—um; *navīna*—novo; *naukā*—barco; *tāra*—do qual; *madhye*—no meio; *ghara*—um aposento; *sva-gaṇe*—com Seus associados; *caḍāilā*—pôs a bordo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāra upara*—nele.", "translation": "**Um dos barcos havia sido recém-construído e tinha um aposento no meio. Foi nesse barco que puseram Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/197/", "verse_text": "mahā-pātre mahāprabhu karilā vidāya\n\nkāndite kāndite sei tīre rahi' cāya", "devanagari": "> মহাপাত্রে মহাপ্ৰভু করিলা বিদায় ।\n> কান্দিতে কান্দিতে সেই তীরে রহি’ চায় ॥১৯৭॥", "synonyms": "*mahā-pātre*—ao mahā-pātra; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā vidāya*—despediu-se; *kāndite kāndite*—chorando e chorando; *sei*—aquele mahā-pātra; *tīre*—na margem; *rahi' cāya*—ficou de pé e observou.", "translation": "**Por fim, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se do mahā-pātra. De pé na margem do rio e olhando para o barco, o mahā-pātra começou a chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/198/", "verse_text": "jala-dasyu-bhaye sei yavana calila\n\ndaśa naukā bhari' bahu sainya saṅge nila", "devanagari": "> জলদস্যুভয়ে সেই যবন চলিল ।\n> দশ নৌকা ভরি’ বহু সৈন্য সঙ্গে নিল ॥১৯৮॥", "synonyms": "*jala-dasyu-bhaye*—por temer piratas; *sei*—aquele; *yavana*—governador maometano; *calila*—acompanhou; *daśa naukā bhari'*—enchendo dez barcos; *bahu*—muitos; *sainya*—soldados; *saṅge*—consigo; *nila*—levou.", "translation": "**O governador maometano então acompanhou pessoalmente Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por causa dos piratas, o governador levou dez barcos, que estavam repletos de muitos soldados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/199/", "verse_text": "'mantreśvara'-duṣṭa-nade pāra karāila\n\n'pichaldā' paryanta sei yavana āila", "devanagari": "> ‘মন্ত্রেশ্বর’-দুষ্টনদে পার করাইল ।\n> ‘পিছল্দা’ পর্যন্ত সেই যবন আইল ॥১৯৯॥", "synonyms": "*mantreśvara*—chamado Mantreśvara; *duṣṭa-nade*—num ponto perigoso do rio; *pāra karāila*—providenciou a travessia; *pichaldā paryanta*—até o lugar chamado Pichaldā; *sei*—aquele; *yavana*—governador maometano; *āila*—acompanhou Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**O governador maometano acompanhou Śrī Caitanya Mahāprabhu para além de Mantreśvara. Esse lugar era muito perigoso por causa dos piratas. Ele conduziu o Senhor a um lugar chamado Pichaldā, que ficava perto de Mantreśvara.**", "purport": "A foz bastante larga do Ganges, próxima ao atual Diamond Harbor, era chamada de Mantreśvara. Através do Ganges, o barco entrou no rio Rūpa-nārāyaṇa e alcançou a aldeia de Pichaldā. Pichaldā e Mantreśvara situam-se muito próximos um do outro. Após passar por Mantreśvara, o governador maometano acompanhou o Senhor até Pichaldā."}
{"ref": "cc/madhya/16/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/200/", "verse_text": "tāṅre vidāya dila prabhu sei grāma haite\n\nse-kāle tāṅra prema-ceṣṭā nā pāri varṇite", "devanagari": "> তাঁরে বিদায় দিল প্রভু সেই গ্রাম হৈতে ।\n> সে-কালে তাঁর প্রেম-চেষ্টা না পারি বর্ণিতে ॥২০০॥", "synonyms": "*tāṅre*—ao governador; *vidāya dila*—despediu-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei grāma haite*—da aldeia conhecida como Pichaldā; *se-kāle*—naqueles dias; *tāṅra*—suas; *prema-ceṣṭā*—atividades em amor extático; *nā pāri*—não sou capaz; *varṇite*—de descrever.", "translation": "**Por fim, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se do governador. O intenso amor extático manifestado pelo governador não pode ser descrito.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se do governador maometano em Pichaldā. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī afirma aqui que o governador experimentou sintomas de amor extático por estar separado de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Esses sintomas, ele admite, não podem ser descritos."}
{"ref": "cc/madhya/16/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/201/", "verse_text": "alaukika līlā kare śrī-kṛṣṇa-caitanya\n\nyei ihā śune tāṅra janma, deha dhanya", "devanagari": "> অলৌকিক লীলা করে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> যেই ইহা শুনে তাঁর জন্ম, দেহ ধন্য ॥২০১॥", "synonyms": "*alaukika*—incomuns; *līlā*—passatempos; *kare*—realiza; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yei*—todo aquele que; *ihā*—isto; *śune*—ouve; *tāṅra*—seu; *janma*—nascimento; *deha*—corpo; *dhanya*—glorificado.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu são todos incomuns. Todo aquele que ouve Suas atividades torna-se glorioso, e sua vida torna-se perfeita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/202/", "verse_text": "sei naukā caḍi' prabhu āilā 'pānihāṭi'\n\nnāvikere parāila nija-kṛpā-sāṭī", "devanagari": "> সেই নৌকা চড়ি’ প্রভু আইলা ‘পানিহাটি’ ।\n> নাবিকেরে পরাইল নিজ-কৃপা-সাটি ॥২০২॥", "synonyms": "*sei naukā caḍi'*—embarcando no mesmo barco; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—chegou; *pānihāṭi*—o lugar chamado Pānihāṭi; *nāvikere*—ao capitão do barco; *parāila*—vestiu; *nija-kṛpā-sāṭī*—Sua própria roupa usada como misericórdia especial.", "translation": "**O Senhor por fim chegou a Pānihāṭi e, como ato de misericórdia, deu ao capitão do barco uma de Suas vestes pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/203/", "verse_text": "'prabhu āilā' bali' loke haila kolāhala\n\nmanuṣya bharila saba, kibā jala, sthala", "devanagari": "> ‘প্ৰভু আইলা’ বলি’ লোকে হৈল কোলাহল ।\n> মনুষ্য ভরিল সব, কিবা জল, স্থল ॥২০৩॥", "synonyms": "*prabhu āilā*—o Senhor chegou; *bali'*—dizendo; *loke*—entre os habitantes; *haila*—houve; *kolāhala*—grande divulgação; *manuṣya*—todo tipo de pessoas; *bharila*—encheu; *saba*—tudo; *kibā jala*—quer na água; *sthala*—quer em terra.", "translation": "**O lugar chamado Pānihāṭi situava-se na margem do Ganges. Após ouvirem que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia chegado, todo tipo de pessoas reuniu-se tanto em terra quanto na água.**", "purport": "A aldeia de Pānihāṭi situa-se nas margens do Ganges, perto de Khaḍadaha."}
{"ref": "cc/madhya/16/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/204/", "verse_text": "rāghava-paṇḍita āsi' prabhu lañā gelā\n\npathe yāite loka-bhiḍe kaṣṭe-sṛṣṭye āilā", "devanagari": "> রাঘব-পণ্ডিত আসি’ প্রভু লঞা গেলা ।\n> পথে যাইতে লোকভিড়ে কষ্টে-সৃষ্ট্যে আইলা ॥২০৪॥", "synonyms": "*rāghava-paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *āsi'*—vindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *gelā*—foi à sua residência; *pathe yāite*—passando pela estrada; *loka-bhiḍe*—na multidão de pessoas; *kaṣṭe-sṛṣṭye*—com grande dificuldade; *āilā*—chegou.", "translation": "**Por fim, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi levado por Rāghava Paṇḍita. Havia uma grande multidão reunida ao longo do caminho, e o Senhor chegou à residência de Rāghava Paṇḍita com grande dificuldade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/205/", "verse_text": "eka-dina prabhu tathā kariyā nivāsa\n\nprāte kumārahaṭṭe āilā,--yāhāṅ śrīnivāsa", "devanagari": "> একদিন প্রভু তথা করিয়া নিবাস ।\n> প্রাতে কুমারহট্টে আইলা, — যাহাঁ শ্রীনিবাস ॥২০৫॥", "synonyms": "*eka-dina*—um dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tathā*—ali; *kariyā nivāsa*—residindo; *prāte*—pela manhã; *kumārahaṭṭe*—a cidade chamada Kumārahaṭṭa; *āilā*—chegou; *yāhāṅ*—onde; *śrīnivāsa*—o lar de Śrīnivāsa Ṭhākura.", "translation": "**O Senhor permaneceu na residência de Rāghava Paṇḍita por apenas um dia. Na manhã seguinte, Ele foi a Kumārahaṭṭa, onde vivia Śrīvāsa Ṭhākura.**", "purport": "O nome atual de Kumārahaṭṭa é Hālisahara. Depois que Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou o sannyāsa, Śrīvāsa Ṭhākura — devido à separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu — deixou Navadvīpa e foi morar em Hālisahara.\n\nDe Kumārahaṭṭa, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Kāñcanapallī (conhecida como Kāṅcaḍāpāḍā), onde vivia Śivānanda Sena. Após permanecer dois dias na casa de Śivānanda, o Senhor foi à casa de Vāsudeva Datta. De lá, dirigiu-se ao lado ocidental de Navadvīpa, à aldeia chamada Vidyānagara. De Vidyānagara, foi a Kuliyā-grāma e hospedou-se na casa de Mādhava dāsa. Permaneceu ali uma semana e perdoou as ofensas de Devānanda e de outros. Pelo fato de Kavirāja Gosvāmī mencionar o nome de Śāntipurācārya, algumas pessoas pensam que Kuliyā é uma aldeia perto de Kāṅcaḍāpāḍā. Devido a essa ideia equivocada, inventaram outro lugar conhecido como Nova Kuliyāra Pāṭa. Na verdade, tal lugar não existe. Ao deixar a casa de Vāsudeva Datta, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi à casa de Advaita Ācārya. De lá, dirigiu-se ao lado ocidental de Navadvīpa, a Vidyānagara, e hospedou-se na casa de Vidyā-vācaspati. Esses relatos constam no *Caitanya-bhāgavata*, no *Caitanya-maṅgala*, no Caitanya-candrodaya-nāṭaka e no Caitanya-carita-kāvya. Śrīla Kavirāja Gosvāmī não descreveu vividamente toda esta jornada; por isso, com base no *Caitanya-caritāmṛta*, algumas pessoas inescrupulosas inventaram um lugar chamado Kuliyāra Pāṭa, perto de Kāṅcaḍāpāḍā."}
{"ref": "cc/madhya/16/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/206/", "verse_text": "tāhāṅ haite āge gelā śivānanda-ghara\n\nvāsudeva-gṛhe pāche āilā īśvara", "devanagari": "> তাহাঁ হৈতে আগে গেলা শিবানন্দ-ঘর ।\n> বাসুদেব-গৃহে পাছে আইলা ঈশ্বর ॥২০৬॥", "synonyms": "*tāhāṅ haite*—de lá; *āge*—adiante; *gelā*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu; *śivānanda-ghara*—à casa de Śivānanda Sena; *vāsudeva-gṛhe*—à casa de Vāsudeva Datta; *pāche*—depois disso; *āilā*—veio; *īśvara*—o Senhor.", "translation": "**Da casa de Śrīvāsa Ṭhākura, o Senhor foi à casa de Śivānanda Sena e, em seguida, à casa de Vāsudeva Datta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/207/", "verse_text": "'vācaspati-gṛhe' prabhu yemate rahilā\n\nloka-bhiḍa bhaye yaiche 'kuliyā' āilā", "devanagari": "> ‘বাচস্পতি-গৃহে’ প্রভু যেমতে রহিলা ।\n> লোক-ভিড় ভয়ে যৈছে ‘কুলিয়া’ আইলা ॥২০৭॥", "synonyms": "*vācaspati-gṛhe*—na casa de Vidyā-vācaspati; *prabhu*—o Senhor; *yemate*—como; *rahilā*—permaneceu ali por algum tempo; *loka-bhiḍa bhaye*—por temor das multidões de pessoas; *yaiche*—assim como; *kuliyā āilā*—Ele veio a Kuliyā, a atual cidade de Navadvīpa.", "translation": "**O Senhor permaneceu algum tempo na casa de Vidyā-vācaspati, mas então, por estar muito cheio, Ele foi a Kuliyā.**", "purport": "A casa de Vidyā-vācaspati situava-se em Vidyānagara, que ficava perto de Koladvīpa, ou Kuliyā. Foi ali que Devānanda Paṇḍita residia. Essa informação encontra-se no *Caitanya-bhāgavata* (*Madhya-līlā*, Capítulo Vinte e Um). No Caitanya-candrodaya-nāṭaka, faz-se a seguinte afirmação a respeito de Kuliyā. Tataḥ kumārahaṭṭe śrīvāsa-paṇḍita-vāṭyām abhyāyayau: \"De lá, o Senhor foi à casa de Śrīvāsa Paṇḍita, em Kumārahaṭṭa.\" Tato 'dvaita-vāṭīm abhyetya haridāsenābhivanditas tathaiva taraṇī-vartmanā navadvīpasya pāre kuliyā-nāma-grāme mādhava-dāsa-vāṭyām uttīrṇavān. evaṁ sapta-dināni tatra sthitvā punas taṭa-vartmanā eva calitavān: \"Da casa de Śrīvāsa Ācārya, o Senhor foi à casa de Advaita Ācārya, onde recebeu reverências de Haridāsa Ṭhākura. O Senhor então tomou um barco para o outro lado de Navadvīpa, a um lugar chamado Kuliyā, onde permaneceu sete dias na casa de Mādhava dāsa. Em seguida, prosseguiu ao longo das margens do Ganges.\"\n\nNo Śrī Caitanya-carita-mahā-kāvya, afirma-se: anyedyuḥ sa śrī-navadvīpa-bhūmeḥ pāre gaṅgaṁ paścime kvāpi deśe, śrīmān sarva-prāṇināṁ tat-tad-aṅgair netrānandaṁ samyag āgatya tene: \"O Senhor foi ao lado oriental do Ganges, em Navadvīpa, e todos ficaram satisfeitos ao verem o Senhor chegando.\"\n\nNo *Caitanya-bhāgavata* (Antya-khaṇḍa, Capítulo Três), afirma-se: sarva-pāriṣada-saṅge śrī-gaurasundara ācambite āsi' uttarilā tāṅra ghara: \"O Senhor chegou subitamente a Vidyānagara com um grupo completo e ali permaneceu na casa de Vidyā-vācaspati.\" Navadvīpādi sarva-dike haila dhvani: \"Assim, por toda Navadvīpa, a chegada do Senhor tornou-se conhecida.\" Vācaspati-ghare āilā nyāsi-cūḍāmaṇi: \"Assim, o chefe de todos os sannyāsīs, Śrī Caitanya Mahāprabhu, chegou à casa de Vidyā-vācaspati.\" Conforme se afirma adiante:\n\nananta arbuda loka bali' 'hari' 'hari'\n\ncalilena dekhibāre gaurāṅga śrī-hari\n\npatha nāhi pāya keho lokera gahale\n\nvanaḍāla bhāṅgi' loka daśa-dike cale\n\nlokera gahale yata araṇya āchila\n\nkṣaṇeke sakala divya pathamaya haila\n\nkṣaṇeke āila saba loka kheyā-ghāṭe\n\nkheyārī karite pāra paḍila saṅkaṭe\n\nsatvare āsilā vācaspati mahāśaya\n\nkarilena aneka naukāra samuccaya\n\nnaukāra apekṣā āra keho nāhi kare\n\nnānā mate pāra haya ye yemate pāre\n\nhena-mate gaṅgā pāra ha-i' sarva-jana\n\nsabhei dharena vācaspatira caraṇa\n\nlukāñā gelā prabhu kuliyā-nagara\n\nkuliyāya āilena vaikuṇṭha-īśvara\n\nsarva-loka 'hari' bali' vācaspati-saṅge\n\nsei-kṣaṇe sabhe calilena mahā-raṅge\n\nkuliyā-nagare āilena nyāsi-maṇi\n\nsei-kṣaṇe sarva-dike haila mahā-dhvani\n\nsabe gaṅgā madhye nadīyāya-kuliyāya\n\nśuni' mātra sarva-loke mahānande dhāya\n\nvācaspatira grāme (vidyānagare) chila yateka gahala\n\ntāra koṭi koṭi-guṇe pūrila sakala\n\nlakṣa lakṣa naukā vā āila kothā haite\n\nnā jāni kateka pāra haya kata-mate\n\nlakṣa lakṣa loka bhāse jāhnavīra jale\n\nsabhe pāra hayena parama kutūhale\n\ngaṅgāya hañā pāra āpanā-āpani\n\nkolākoli kari' sabhe kare hari-dhvani\n\nkṣaṇeke kuliyā-grāma--nagara prāntara\n\nparipūrṇa haila sthala, nāhi avasara\n\nkṣaṇeke āilā mahāśaya vācaspati\n\nteṅho nāhi pāyena prabhura kothā sthiti\n\nkuliyāya prakāśe yateka pāpī chila\n\nuttama, madhyama, nīca,--sabe pāra haila\n\nkuliyā-grāmete āsi' śrī-kṛṣṇa-caitanya\n\nhena nāhi, yāre prabhu nā karilā dhanya\n\n\"Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu na casa de Vidyā-vācaspati, muitas centenas e milhares de pessoas foram vê-lo e cantar o santo nome de Hari. Estava tão cheio que as pessoas não conseguiam sequer encontrar um lugar para caminhar; por isso, abriram espaço desbravando as selvas perto da aldeia. Muitas estradas foram automaticamente escavadas, e muitas pessoas também vieram de barco para ver o Senhor. Vieram tantas que era difícil para os barqueiros levá-las para o outro lado do rio. Quando Vidyā-vācaspati chegou subitamente, providenciou muitos barcos para receber essas pessoas, mas elas não esperavam pelos barcos. De um jeito ou de outro, atravessavam o rio e corriam em direção à casa de Vidyā-vācaspati. Por causa dessa grande multidão, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi secretamente a Kuliyā-nagara. Depois que o Senhor deixou Vidyānagara, contudo, todos souberam de Sua partida. Em seguida, acompanharam Vācaspati a Kuliyā-nagara. Como a notícia da chegada do Senhor foi imediatamente divulgada, grandes multidões chegaram e saudaram Śrī Caitanya Mahāprabhu com grande júbilo. De fato, quando a multidão foi ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, aumentou dez mil vezes em número. Ninguém poderia dizer quantas pessoas atravessaram o rio para vê-lo, mas muitas centenas de milhares fizeram um grande alvoroço ao atravessarem o rio Ganges. Após atravessarem o rio, todos começaram a abraçar-se mutuamente, porque haviam ouvido as boas-novas da chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, todos os habitantes de Kuliyā — os pecaminosos, os intermediários e os espiritualmente avançados — foram libertados e glorificados por Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"\n\nComo se afirma no *Caitanya-bhāgavata* (Antya-khaṇḍa, Capítulo Seis):\n\nkhānāyoḍā, baḍagāchi, āra dogāchiyā\n\ngaṅgāra opāra kabhu yāyena 'kuliyā'\n\nComo se afirma no *Caitanya-maṅgala*:\n\ngaṅgā-snāna kari prabhu rāḍha-deśa diyā\n\nkrame krame uttarilā nagara 'kuliyā'\n\nmāyera vacane punaḥ gelā navadvīpa\n\nvārakoṇā-ghāṭa, nija vāḍīra samīpa\n\nNo comentário de Premadāsa, diz-se:\n\nnadīyāra mājhakhāne, sakala lokete\n\njāne, 'kuliyā-pāhāḍapura' nāme sthāna.\n\nŚrī Narahari Cakravartī, ou Ghanaśyāma dāsa, escreveu em seu Bhakti-ratnākara:\n\nkuliyā pāhāḍapura dekha śrīnivāsa\n\npūrve 'koladvīpa'-parvatākhya--e pracāra\n\nNum livro chamado Navadvīpa-parikrama, também escrito por Ghanaśyāma dāsa, afirma-se: kuliyā-pāhāḍapura grāma pūrve koladvīpa-parvatākhyānanda nāma. Portanto, pode-se concluir que a atual cidade de Navadvīpa e os lugares conhecidos como Bāhirdvīpa, Kolera Gañja, Kola-āmāda, Kolera Daha, Gadakhāli etc. eram conhecidos como Kuliyā, mas a chamada Kuliyāra Pāṭa não é a Kuliyā original."}
{"ref": "cc/madhya/16/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/208/", "verse_text": "mādhava-dāsa-gṛhe tathā śacīra nandana\n\nlakṣa-koṭi loka tathā pāila daraśana", "devanagari": "> মাধবদাস-গৃহে তথা শচীর নন্দন ।\n> লক্ষ-কোটি লোক তথা পাইল দরশন ॥২০৮॥", "synonyms": "*mādhava-dāsa-gṛhe*—na casa de Mādhava dāsa; *tathā*—ali; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī; *lakṣa-koṭi loka*—muitas centenas e milhares de pessoas; *tathā*—ali; *pāila daraśana*—obtiveram Sua audiência.", "translation": "**Quando o Senhor permaneceu na casa de Mādhava dāsa, muitas centenas e milhares de pessoas vieram vê-Lo.**", "purport": "Mādhava dāsa é identificado da seguinte maneira. Na família de Śrīkara Caṭṭopādhyāya, nasceu Yudhiṣṭhira Caṭṭopādhyāya. Antigamente, ele e os membros de sua família viviam em Bilvagrāma e Pāṭūli. Dali, ele foi para Kuliyā Pāhāḍapura, anteriormente conhecida como Pāḍapura. O filho mais velho de Yudhiṣṭhira Caṭṭopādhyāya é conhecido como Mādhava dāsa, o segundo filho chamava-se Haridāsa, e o filho mais novo chamava-se Kṛṣṇasampatti Caṭṭopādhyāya. Os apelidos dos três irmãos eram Chakaḍi, Tinakaḍi e Dukaḍi. O neto de Mādhava dāsa chamava-se Vaṁśīvadana, e seu neto Rāmacandra, bem como seus descendentes, ainda vivem em Vāghnāpāḍā, ou Vaiñcī."}
{"ref": "cc/madhya/16/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/209/", "verse_text": "sāta dina rahi' tathā loka nistārilā\n\nsaba aparādhi-gaṇe prakāre tārilā", "devanagari": "> সাত দিন রহি’ তথা লোক নিস্তারিলা ।\n> সব অপরাধিগণে প্রকারে তারিলা ॥২০৯॥", "synonyms": "*sāta dina*—sete dias; *rahi'*—permanecendo; *tathā*—ali; *loka*—o povo; *nistārilā*—Ele libertou; *saba*—todos; *aparādhi-gaṇe*—os ofensores; *prakāre*—de alguma maneira; *tārilā*—libertou.", "translation": "**O Senhor permaneceu ali por sete dias e libertou toda espécie de ofensores e pecadores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/210/", "verse_text": "'śāntipurācārya'-gṛhe aiche āilā\n\nśacī-mātā mili' tāṅra duḥkha khaṇḍāilā", "devanagari": "> ‘শান্তিপুরাচার্য’-গৃহে ঐছে আইলা ।\n> শচী-মাতা মিলি’ তাঁর দুঃখ খণ্ডাইলা ॥২১০॥", "synonyms": "*śāntipura-ācārya*—de Advaita Ācārya; *gṛhe*—à casa; *aiche*—de modo semelhante; *āilā*—foi; *śacī-mātā*—mãe Śacī; *mili'*—encontrando; *tāṅra*—dela; *duḥkha*—infelicidade; *khaṇḍāilā*—apaziguou.", "translation": "**Após deixar Kuliyā, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou a casa de Advaita Ācārya, em Śāntipura. Foi ali que a mãe do Senhor, Śacīmātā, encontrou-se com Ele e assim se aliviou de sua grande infelicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/211/", "verse_text": "tabe 'rāmakeli'-grāme prabhu yaiche gelā\n\n'nāṭaśālā' haite prabhu punaḥ phiri' āilā", "devanagari": "> তবে ‘রামকেলি’-গ্রামে প্রভু যৈছে গেলা ।\n> ‘নাটশালা’ হৈতে প্রভু পুনঃ ফিরি’ আইলা ॥২১১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *rāmakeli-grāme*—à aldeia conhecida como Rāmakeli; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yaiche*—de modo semelhante; *gelā*—foi; *nāṭaśālā*—o lugar conhecido como Kānāi Nāṭaśālā; *haite*—de; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *punaḥ*—novamente; *phiri' āilā*—retornou.", "translation": "**O Senhor então visitou a aldeia conhecida como Rāmakeli e o lugar conhecido como Kānāi Nāṭaśālā. Dali, retornou a Śāntipura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/212/", "verse_text": "śāntipure punaḥ kaila daśa-dina vāsa\n\nvistāri' varṇiyāchena vṛndāvana-dāsa", "devanagari": "> শান্তিপুরে পুনঃ কৈল দশ-দিন বাস ।\n> বিস্তারি’ বর্ণিয়াছেন বৃন্দাবন-দাস ॥২১২॥", "synonyms": "*śāntipure*—em Śāntipura; *punaḥ*—novamente; *kaila*—fez; *daśa-dina*—por dez dias; *vāsa*—residência; *vistāri'*—elaborando; *varṇiyāchena*—descreveu; *vṛndāvana-dāsa*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu em Śāntipura por dez dias. Tudo isso foi descrito de maneira muito elaborada por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/213/", "verse_text": "ataeva ihāṅ tāra nā kailuṅ vistāra\n\npunarukti haya, grantha bāḍaye apāra", "devanagari": "> অতএব ইহাঁ তার না কৈলুঁ বিস্তার ।\n> পুনরুক্তি হয়, গ্রন্থ বাড়য়ে অপার ॥২১৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *ihāṅ*—aqui; *tāra*—daquele incidente; *nā kailuṅ*—não dei; *vistāra*—elaboração; *punarukti*—repetição; *haya*—é; *grantha*—o livro; *bāḍaye*—aumenta; *apāra*—ilimitadamente.", "translation": "**Não narrarei esses incidentes, pois já foram descritos por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Não há necessidade de repetir a mesma informação, já que tal repetição aumentaria ilimitadamente o tamanho deste livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/214-215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/214-215/", "verse_text": "tāra madhye mililā yaiche rūpa-sanātana\n\nnṛsiṁhānanda kaila yaiche pathera sājana\n\nsūtra-madhye sei līlā āmi ta' varṇiluṅ\n\nataeva punaḥ tāhā ihāṅ nā likhiluṅ", "devanagari": "> তার মধ্যে মিলিলা যৈছে রূপ-সনাতন ।\n> নৃসিংহানন্দ কৈল যৈছে পথের সাজন ॥২১৪॥\n> সুত্রমধ্যে সেই লীলা আমি ত’ বর্ণিলুঁ ।\n> অতএব পুনঃ তাহা ইহাঁ না লিখিলুঁ ॥২১৫॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dentro disso; *mililā*—Ele encontrou; *yaiche*—como; *rūpa-sanātana*—os dois irmãos Rūpa e Sanātana; *nṛsiṁhānanda*—Nṛsiṁhānanda; *kaila*—fez; *yaiche*—como; *pathera sājana*—a decoração da estrada; *sūtra-madhye*—na sinopse; *sei līlā*—aqueles passatempos; *āmi*—eu; *ta'*—de fato; *varṇiluṅ*—descrevi; *ataeva*—portanto; *punaḥ*—novamente; *tāhā*—isso; *ihāṅ*—aqui; *nā likhiluṅ*—não escrevi.", "translation": "**Essas narrações relatam como Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrou os irmãos Rūpa e Sanātana e como Nṛsiṁhānanda decorou a estrada. Já descrevi tudo isso numa sinopse anterior deste livro; portanto, não repetirei as narrações aqui.**", "purport": "Esta informação encontra-se no *Ādi-līlā* (Capítulo Dez, verso 35) e no *Madhya-līlā* (Capítulo Um, versos 155-162 e 175-226)."}
{"ref": "cc/madhya/16/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/216/", "verse_text": "punarapi prabhu yadi 'śāntipura' āilā\n\nraghunātha-dāsa āsi' prabhure mililā", "devanagari": "> পুনরপি প্রভু যদি ‘শান্তিপুর’ আইলা ।\n> রঘুনাথ-দাস আসি’ প্রভুরে মিলিলা ॥২১৬॥", "synonyms": "*punarapi*—novamente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *śāntipura āilā*—veio a Śāntipura; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa; *āsi'*—vindo; *prabhure mililā*—encontrou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou a Śāntipura, Raghunātha dāsa veio encontrar-se com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/217/", "verse_text": "'hiraṇya', 'govardhana',--dui sahodara\n\nsaptagrāme bāra-lakṣa mudrāra īśvara", "devanagari": "> ‘হিরণ্য,’ ‘গোবর্ধন,’-দুই সহোদর ।\n> সপ্তগ্রামে বারলক্ষ মুদ্রার ঈশ্বর ॥২১৭॥", "synonyms": "*hiraṇya*—Hiraṇya; *govardhana*—Govardhana; *dui sahodara*—dois irmãos; *saptagrāme*—na aldeia chamada Saptagrāma; *bāra-lakṣa*—1.200.000; *mudrāra*—de moedas; *īśvara*—os senhores.", "translation": "**Dois irmãos chamados Hiraṇya e Govardhana, residentes de Saptagrāma, tinham uma renda de 1.200.000 rupias.**", "purport": "Hiraṇya e Govardhana eram habitantes de Saptagrāma, no distrito de Hugalī. Na verdade, não eram habitantes de Saptagrāma, mas de uma aldeia próxima chamada Kṛṣṇapura. Nasceram numa grande família kāyastha e, embora o título de sua família não tenha sido determinado, sabe-se que provinham de uma família aristocrática. O nome do irmão mais velho era Hiraṇya Majumadāra, e o nome do irmão mais novo era Govardhana Majumadāra. Śrī Raghunātha dāsa era filho de Govardhana Majumadāra. O sacerdote de sua família era Balarāma Ācārya, que era um favorito de Haridāsa Ṭhākura, e o mestre espiritual da família era Yadunandana Ācārya, um favorito de Vāsudeva Datta.\n\nA aldeia de Saptagrāma situa-se na linha férrea oriental que vai de Calcutá a Burdwan, e atualmente a estação ferroviária chama-se Triśabighā. Naqueles dias havia ali um grande rio conhecido como Sarasvatī, e a atual Triśabighā é um grande porto. Em 1592, os Pāṭhānas invadiram a região e, devido a uma inundação do rio Sarasvatī no ano de 1632, esse grande porto foi parcialmente destruído. Diz-se que, nos séculos XVII e XVIII, comerciantes portugueses costumavam chegar a bordo de seus navios. Naqueles dias, Saptagrāma, situada no lado sul de Bengala, era muito rica e popular. Os mercadores, que eram os principais residentes, chamavam-se Saptagrāma suvarṇa-vaṇik. Havia ali muitíssimas pessoas ricas, e Hiraṇya Majumadāra e Govardhana Majumadāra pertenciam à comunidade kāyastha. Eles também eram muito ricos, a ponto de mencionar-se neste verso que sua renda anual como senhores de terras chegava a 1.200.000 rupias. A esse respeito, pode-se consultar o *Ādi-līlā* (Capítulo Onze, verso 41), que descreve Uddhāraṇa Datta, o qual também pertencia à comunidade Saptagrāmī suvarṇa-vaṇik."}
{"ref": "cc/madhya/16/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/218/", "verse_text": "mahaiśvarya-yukta duṅhe--vadānya, brahmaṇya\n\nsadācārī, satkulīna, dhārmikāgra-gaṇya", "devanagari": "> মহৈশ্বর্যযুক্ত দুঁহে — বদান্য, ব্রহ্মণ্য ।\n> সদাচারী, সৎকুলীন, ধার্মিকাগ্রগণ্য ॥২১৮॥", "synonyms": "*mahā-aiśvarya-yukta*—muito opulentos em riquezas; *duṅhe*—ambos os irmãos; *vadānya*—muito magnânimos; *brahmaṇya*—devotados à cultura bramânica; *sat-ācārī*—de bom comportamento; *sat-kulīna*—aristocráticos; *dhārmika-agra-gaṇya*—no topo da lista das pessoas religiosas.", "translation": "**Tanto Hiraṇya Majumadāra como Govardhana Majumadāra eram muito opulentos e magnânimos. Eram de bom comportamento e devotados à cultura bramânica. Pertenciam a uma família aristocrática e, entre os religiosos, predominavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/219/", "verse_text": "nadīyā-vāsī, brāhmaṇera upajīvya-prāya\n\nartha, bhūmi, grāma diyā karena sahāya", "devanagari": "> নদীয়া-বাসী ব্রাহ্মণের উপজীব্য-প্রায় ।\n> অর্থ, ভূমি, গ্রাম দিয়া করেন সহায় ॥২১৯॥", "synonyms": "*nadīyā-vāsī*—habitantes de Nadia; *brāhmaṇera*—de todos os brāhmaṇas; *upajīvya-prāya*—quase toda a fonte de renda; *artha*—dinheiro; *bhūmi*—terra; *grāma*—aldeias; *diyā*—dando como caridade; *karena sahāya*—prestam ajuda.", "translation": "**Praticamente todos os brāhmaṇas que residiam em Nadia dependiam da caridade de Hiraṇya e Govardhana, que lhes davam dinheiro, terras e aldeias.**", "purport": "Embora Navadvīpa fosse muito opulenta e populosa durante a época de Śrī Caitanya Mahāprabhu, praticamente todos os brāhmaṇas dependiam da caridade de Hiraṇya e Govardhana. Como os irmãos respeitavam muito os brāhmaṇas, davam-lhes dinheiro com grande generosidade."}
{"ref": "cc/madhya/16/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/220/", "verse_text": "nīlāmbara cakravartī--ārādhya duṅhāra\n\ncakravartī kare duṅhāya 'bhrātṛ'-vyavahāra", "devanagari": "> নীলাম্বর চক্রবর্তী — আরাধ্য দুঁহার ।\n> চক্রবর্তী করে দুঁহায় ‘ভ্রাতৃ’-ব্যবহার ॥২২০॥", "synonyms": "*nīlāmbara cakravartī*—o avô de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ārādhya duṅhāra*—muito venerável para estes dois; *cakravartī*—Nīlāmbara Cakravartī; *kare*—faz; *duṅhāya*—aos dois; *bhrātṛ-vyavahāra*—tratando como irmãos.", "translation": "**Nīlāmbara Cakravartī, o avô de Śrī Caitanya Mahāprabhu, era muito venerado pelos dois irmãos, mas Nīlāmbara Cakravartī costumava tratá-los como seus próprios irmãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/221/", "verse_text": "miśra-purandarera pūrve karyāchena sevane\n\nataeva prabhu bhāla jāne dui-jane", "devanagari": "> মিশ্র-পুরন্দরের পূর্বে কর্যাছেন সেবনে ।\n> অতএব প্রভু ভাল জানে দুইজনে ॥২২১॥", "synonyms": "*miśra-purandarera*—a Purandara Miśra, o pai de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pūrve*—anteriormente; *karyāchena sevane*—haviam prestado serviço; *ataeva*—portanto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāla*—muito bem; *jāne*—conhecia; *dui-jane*—os dois irmãos.", "translation": "**Anteriormente, esses dois irmãos prestaram muito serviço a Miśra Purandara, o pai de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por causa disso, o Senhor os conhecia muito bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/222/", "verse_text": "sei govardhanera putra--raghunātha dāsa\n\nbālya-kāla haite teṅho viṣaye udāsa", "devanagari": "> সেই গোবর্ধনের পুত্র — রঘুনাথ দাস ।\n> বাল্যকাল হৈতে তেঁহো বিষয়ে উদাস ॥২২২॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *govardhanera putra*—filho de Govardhana Majumadāra; *raghunātha dāsa*—Raghunātha dāsa; *bālya-kāla haite*—desde sua própria infância; *teṅho*—ele; *viṣaye udāsa*—indiferente à felicidade material.", "translation": "**Raghunātha dāsa era filho de Govardhana Majumadāra. Desde a infância, ele se mostrava indiferente ao gozo material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/223/", "verse_text": "sannyāsa kari' prabhu yabe śāntipura āilā\n\ntabe āsi' raghunātha prabhure mililā", "devanagari": "> সন্ন্যাস করি’ প্রভু যবে শান্তিপুর আইলা ।\n> তবে আসি’ রঘুনাথ প্রভুরে মিলিলা ॥২২৩॥", "synonyms": "*sannyāsa kari'*—após aceitar a ordem de sannyāsa; *prabhu*—o Senhor; *yabe*—quando; *śāntipura āilā*—foi a Śāntipura; *tabe*—nessa ocasião; *āsi'*—vindo; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā*—encontrou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou a Śāntipura após aceitar a ordem renunciada, Raghunātha dāsa encontrou-se com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/224/", "verse_text": "prabhura caraṇe paḍe premāviṣṭa hañā\n\nprabhu pāda-sparśa kaila karuṇā kariyā", "devanagari": "> প্রভুর চরণে পড়ে প্রেমাবিষ্ট হঞা ।\n> প্রভু পাদস্পর্শ কৈল করুণা করিয়া ॥২২৪॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—aos pés de lótus; *paḍe*—prostrou-se; *prema-āviṣṭa*—absorto em amor extático; *hañā*—tornando-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāda-sparśa kaila*—tocou-o com Seus pés; *karuṇā*—misericórdia; *kariyā*—demonstrando.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa foi ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, prostrou-se aos pés de lótus do Senhor em amor extático. Demonstrando-lhe misericórdia, o Senhor tocou-o com Seus pés.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/225/", "verse_text": "tāṅra pitā sadā kare ācārya-sevana\n\nataeva ācārya tāṅre hailā parasanna", "devanagari": "> তাঁর পিতা সদা করে আচার্য-সেবন ।\n> অতএব আচার্য তাঁরে হৈলা পরসন্ন ॥২২৫॥", "synonyms": "*tāṅra pitā*—seu pai; *sadā*—sempre; *kare*—realiza; *ācārya-sevana*—adoração a Advaita Ācārya; *ataeva ācārya*—portanto Advaita Ācārya; *tāṅre*—com ele; *hailā parasanna*—ficou satisfeito.", "translation": "**Govardhana, o pai de Raghunātha dāsa, sempre prestava muito serviço a Advaita Ācārya. Em consequência, Advaita Ācārya estava muito satisfeito com a família.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/226/", "verse_text": "ācārya-prasāde pāila prabhura ucchiṣṭa-pāta\n\nprabhura caraṇa dekhe dina pāṅca-sāta", "devanagari": "> আচার্য-প্রসাদে পাইল প্রভুর উচ্ছিষ্ট-পাত ।\n> প্রভুর চরণ দেখে দিন পাঁচ-সাত ॥২২৬॥", "synonyms": "*ācārya-prasāde*—pela misericórdia de Advaita Ācārya; *pāila*—obteve; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ucchiṣṭa-pāta*—restos de alimento; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—pés de lótus; *dekhe*—vê; *dina*—dias; *pāṅca-sāta*—cinco a sete.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa esteve ali, Advaita Ācārya o favoreceu dando-lhe os restos de alimento deixados pelo Senhor. Raghunātha dāsa ocupou-se assim por cinco ou sete dias em prestar serviço aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/227/", "verse_text": "prabhu tāṅre vidāya diyā gelā nīlācala\n\nteṅho ghare āsi' hailā premete pāgala", "devanagari": "> প্রভু তাঁরে বিদায় দিয়া গেলা নীলাচল ।\n> তেঁহো ঘরে আসি’ হৈলা প্রেমেতে পাগল ॥২২৭॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Raghunātha dāsa; *vidāya diyā*—despedindo-se; *gelā*—voltou; *nīlācala*—a Jagannātha Purī; *teṅho*—ele; *ghare āsi'*—retornando ao lar; *hailā*—tornou-se; *premete pāgala*—louco de amor extático.", "translation": "**Após despedir-se de Raghunātha dāsa, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou a Jagannātha Purī. Depois de voltar para casa, Raghunātha dāsa tornou-se louco de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/228/", "verse_text": "bāra bāra palāya teṅho nīlādri yāite\n\npitā tāṅre bāndhi' rākhe āni' patha haite", "devanagari": "> বার বার পলায় তেঁহো নীলাদ্রি যাইতে ।\n> পিতা তাঁরে বান্ধি’ রাখে আনি’ পথ হৈতে ॥২২৮॥", "synonyms": "*bāra bāra*—repetidas vezes; *palāya*—foge de casa; *teṅho*—ele; *nīlādri yāite*—para ir a Jagannātha Purī; *pitā*—seu pai; *tāṅre*—a ele; *bāndhi'*—amarrando; *rākhe*—mantém; *āni'*—trazendo de volta; *patha haite*—do caminho.", "translation": "**Raghunātha dāsa fugia de casa repetidas vezes para ir a Jagannātha Purī, mas seu pai o amarrava e o trazia de volta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/229/", "verse_text": "pañca pāika tāṅre rākhe rātri-dine\n\ncāri sevaka, dui brāhmaṇa rahe tāṅra sane", "devanagari": "> পঞ্চ পাইক তাঁরে রাখে রাত্রি-দিনে ।\n> চারি সেবক, দুই ব্রাহ্মণ রহে তাঁর সনে ॥২২৯॥", "synonyms": "*pañca*—cinco; *pāika*—guardas; *tāṅre*—a ele (Raghunātha dāsa); *rākhe*—mantêm; *rātri-dine*—dia e noite; *cāri sevaka*—quatro servos pessoais; *dui brāhmaṇa*—dois brāhmaṇas para cozinhar; *rahe*—permanecem; *tāṅra sane*—com ele.", "translation": "**Seu pai até mantinha cinco guardas a vigiá-lo dia e noite. Quatro servos pessoais foram designados para cuidar de seu conforto, e dois brāhmaṇas foram empregados para cozinhar para ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/230/", "verse_text": "ekādaśa jana tāṅre rākhe nirantara\n\nnīlācale yāite nā pāya, duḥkhita antara", "devanagari": "> একাদশ জন তাঁরে রাখে নিরন্তর ।\n> নীলাচলে যাইতে না পায়, দুঃখিত অন্তর ॥২৩০॥", "synonyms": "*ekādaśa*—onze; *jana*—pessoas; *tāṅre*—a ele; *rākhe*—mantêm; *nirantara*—dia e noite; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *yāite*—ir; *nā pāya*—não conseguia; *duḥkhita antara*—muito infeliz na mente.", "translation": "**Dessa maneira, onze pessoas mantinham Raghunātha dāsa incessantemente sob controle. Assim, ele não conseguia ir a Jagannātha Purī e, por causa disso, estava muito infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/231/", "verse_text": "ebe yadi mahāprabhu 'śāntipura' āilā\n\nśuniyā pitāre raghunātha nivedilā", "devanagari": "> এবে যদি মহাপ্রভু ‘শান্তিপুর’ আইলা  ।\n> শুনিয়া পিতারে রঘুনাথ নিবেদিলা ॥২৩১॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *yadi*—quando; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śāntipura*—a Śāntipura; *āilā*—veio; *śuniyā*—ao ouvir; *pitāre*—a seu pai; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *nivedilā*—fez um pedido.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa soube que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia chegado a Śāntipura, fez um pedido a seu pai.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/232/", "verse_text": "\"ājñā deha', yāñā dekhi prabhura caraṇa\n\nanyathā, nā rahe mora śarīre jīvana\"", "devanagari": "> “আজ্ঞা দেহ,’ যাঞা দেখি প্রভুর চরণ  ।\n> অন্যথা, না রহে মোর শরীরে জীবন” ॥২৩২॥", "synonyms": "*ājñā deha'*—por favor, dá-me permissão; *yāñā*—indo; *dekhi*—eu possa ver; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus do Senhor; *anyathā*—de outro modo; *nā rahe*—não permanecerá; *mora*—minha; *śarīre*—dentro do corpo; *jīvana*—vida.", "translation": "**Raghunātha dāsa pediu a seu pai: \"Por favor, dá-me permissão para ir ver os pés de lótus do Senhor. Se não o fizeres, minha vida não permanecerá dentro deste corpo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/233/", "verse_text": "śuni' tāṅra pitā bahu loka-dravya diyā\n\npāṭhāila bali' 'śīghra āsiha phiriyā'", "devanagari": "> শুনি’ তাঁর পিতা বহু লোক-দ্রব্য দিয়া ।\n> পাঠাইল বলি’ ‘শীঘ্র আসিহ ফিরিয়া’ ॥২৩৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir; *tāṅra*—seu; *pitā*—pai; *bahu*—muitos; *loka-dravya*—servos e materiais; *diyā*—dando; *pāṭhāila*—enviou; *bali'*—dizendo; *śīghra*—muito em breve; *āsiha*—vem; *phiriyā*—retornando.", "translation": "**Ao ouvir esse pedido, o pai de Raghunātha dāsa concordou. Dando-lhe muitos servos e materiais, o pai o enviou para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, pedindo-lhe que retornasse logo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/234/", "verse_text": "sāta dina śāntipure prabhu-saṅge rahe\n\nrātri-divase ei manaḥ-kathā kahe", "devanagari": "> সাত দিন শান্তিপুরে প্রভু-সঙ্গে রহে  ।\n> রাত্রি-দিবসে এই মনঃকথা কহে ॥২৩৪॥", "synonyms": "*sāta dina*—por sete dias; *śāntipure*—em Śāntipura; *prabhu-saṅge*—na companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahe*—permaneceu; *rātri-divase*—tanto de dia quanto de noite; *ei*—estes; *manaḥ-kathā*—pensamentos em sua mente; *kahe*—diz.", "translation": "**Durante sete dias, Raghunātha dāsa associou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu em Śāntipura. Ao longo daqueles dias e noites, ele teve os seguintes pensamentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/235/", "verse_text": "'rakṣakera hāte muñi kemane chuṭiba!\n\nkemane prabhura saṅge nīlācale yāba?'", "devanagari": "> ‘রক্ষকের হাতে মুঞি কেমনে ছুটিব ! কেমনে প্রভুর সঙ্গে নীলাচলে যাব ?’ ২৩৫ ॥২৩৫॥", "synonyms": "*rakṣakera hāte*—das garras dos guardas; *muñi*—eu; *kemane*—como; *chuṭiba*—conseguirei libertar-me; *kemane*—como; *prabhura saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *yāba*—irei.", "translation": "**Raghunātha dāsa pensou: \"Como conseguirei libertar-me das mãos dos guardas? Como conseguirei ir com Śrī Caitanya Mahāprabhu a Nīlācala?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/236/", "verse_text": "sarvajña gaurāṅga-prabhu jāni' tāṅra mana\n\nśikṣā-rūpe kahe tāṅre āśvāsa-vacana", "devanagari": "> সর্বজ্ঞ গৌরাঙ্গপ্রভু জানি’ তাঁর মন  ।\n> শিক্ষা-রূপে কহে তাঁরে আশ্বাস-বচন ॥২৩৬॥", "synonyms": "*sarva-jña*—onisciente; *gaurāṅga-prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jāni'*—conhecendo; *tāṅra*—sua; *mana*—mente; *śikṣā-rūpe*—como uma instrução; *kahe*—diz; *tāṅre*—a Raghunātha dāsa; *āśvāsa-vacana*—palavras de garantia.", "translation": "**Como Śrī Caitanya Mahāprabhu era onisciente, Ele pôde compreender a mente de Raghunātha dāsa. Por isso, o Senhor o instruiu com as seguintes palavras tranquilizadoras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/237/", "verse_text": "\"sthira hañā ghare yāo, nā hao vātula\n\nkrame krame pāya loka bhava-sindhu-kūla", "devanagari": "> “স্থির হঞা ঘরে যাও, না হও বাতুল  ।\n> ক্রমে ক্রমে পায় লোক ভবসিন্ধুকূল ॥২৩৭॥", "synonyms": "*sthira hañā*—sendo paciente; *ghare yāo*—volta para casa; *nā*—não; *hao*—te tornes; *vātula*—louco; *krame krame*—gradualmente; *pāya*—alcança; *loka*—uma pessoa; *bhava-sindhu-kūla*—a outra margem do oceano da existência material.", "translation": "**\"Sê paciente e volta para casa. Não sejas um sujeito louco. Pouco a pouco, conseguirás atravessar o oceano da existência material.**", "purport": "Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.58):\n\nsamāśritā ye pada-pallava-plavaṁ\nmahat-padaṁ puṇya-yaśo-murāreḥ\nbhavāmbudhir vatsa-padaṁ paraṁ padaṁ\npadaṁ padaṁ yad vipadāṁ na teṣām\n\nEste mundo material é exatamente como um grande oceano. Ele começa com Brahmaloka e estende-se até Pātālaloka, e há muitos planetas, ou ilhas, neste oceano. Por não conhecer o serviço devocional, a entidade viva vagueia por este oceano, assim como um homem tenta nadar para alcançar a margem. Nossa luta pela existência assemelha-se a isso. Todos tentam sair do oceano da existência material. Não se pode atingir imediatamente a costa, mas, se a pessoa se esforçar, poderá atravessar o oceano pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Alguém pode estar muito ansioso por atravessar este oceano, mas não conseguirá êxito agindo como um louco. Ele deve nadar sobre o oceano de modo muito paciente e inteligente, sob as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu ou de Seu representante. Então, um dia, alcançará a margem e retornará ao lar, de volta ao Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/16/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/238/", "verse_text": "markaṭa-vairāgya nā kara loka dekhāñā\n\nyathā-yogya viṣaya bhuñja' anāsakta hañā", "devanagari": "> মর্কট-বৈরাগ্য না কর লোক দেখাঞা ।\n> যথাযোগ্য বিষয় ভুঞ্জ’ অনাসক্ত হঞা ॥২৩৮॥", "synonyms": "*markaṭa-vairāgya*—renúncia de macaco; *nā kara*—não faças; *loka*—às pessoas; *dekhāñā*—exibindo-te; *yathā-yogya*—como é apropriado; *viṣaya*—coisas materiais; *bhuñja'*—desfruta; *anāsakta*—sem apego; *hañā*—sendo.", "translation": "**\"Não te faças um devoto de vitrine nem te tornes um falso renunciante. Por ora, desfruta do mundo material de maneira apropriada e não te apegues a ele.\"**", "purport": "A palavra markaṭa-vairāgya, que indica falsa renúncia, é muito importante neste verso. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, ao comentar esta palavra, ressalta que os macacos fazem uma exibição externa de renúncia ao não aceitar roupas e ao viver nus na floresta. Dessa maneira, consideram-se renunciantes, mas, na verdade, estão muito ocupados em desfrutar a gratificação dos sentidos com dezenas de macacas. Tal renúncia chama-se markaṭa-vairāgya — a renúncia de um macaco. Ninguém pode ser de fato renunciado enquanto não se desgostar realmente da atividade material e não a enxergar como um obstáculo ao avanço espiritual. A renúncia não deve ser phalgu, temporária, mas deve existir ao longo de toda a vida. A renúncia temporária, ou renúncia de macaco, é como a renúncia que se sente num crematório. Quando um homem leva um cadáver ao crematório, às vezes pensa: \"Este é o fim definitivo do corpo. Por que estou trabalhando tão arduamente dia e noite?\" Tais sentimentos surgem naturalmente na mente de qualquer homem que vá a um ghāṭa crematório. Contudo, assim que retorna do crematório, ele novamente se ocupa na atividade material em busca do gozo dos sentidos. Isso se chama śmaśāna-vairāgya, ou markaṭa-vairāgya.\n\nA fim de prestar serviço ao Senhor, a pessoa pode aceitar as coisas necessárias. Se viver dessa forma, poderá de fato tornar-se renunciada. No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.108), afirma-se:\n\nyāvatā syāt sva-nirvāhaḥ\nsvīkuryāt tāvad arthavit\nādhikye nyūnatāyāṁ ca\ncyavate paramārthataḥ\n\n\"As necessidades básicas da vida devem ser aceitas, mas a pessoa não deve aumentar supérfluamente suas necessidades. Tampouco elas devem ser desnecessariamente reduzidas. Deve-se simplesmente aceitar o que é necessário para auxiliar o próprio avanço espiritual.\"\n\nEm seu Durgama-saṅgamanī, Śrī Jīva Gosvāmī comenta que a palavra sva-nirvāhaḥ na verdade significa sva-sva-bhakti-nirvāhaḥ. O devoto experiente aceitará apenas aquelas coisas materiais que o ajudem a prestar serviço ao Senhor. No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.256), markaṭa-vairāgya, ou phalgu-vairāgya, explica-se da seguinte maneira:\n\nprāpañcikatayā buddhyā\nhari-sambandhi-vastunaḥ\nmumukṣubhiḥ parityāgo\nvairāgyaṁ phalgu kathyate\n\n\"Tudo o que for favorável à prestação de serviço ao Senhor deve ser aceito e não deve ser rejeitado como uma coisa material.\" A yukta-vairāgya, ou renúncia apropriada, explica-se assim:\n\nanāsaktasya viṣayān\nyathārham upayuñjataḥ\nnirbandhaḥ kṛṣṇa-sambandhe\nyuktaṁ vairāgyam ucyate\n\n\"As coisas devem ser aceitas para o serviço do Senhor, e não para a gratificação pessoal dos sentidos. Se a pessoa aceita algo sem apego e o aceita por estar relacionado a Kṛṣṇa, sua renúncia chama-se yukta-vairāgya.\" Como Kṛṣṇa é a Verdade Absoluta, tudo o que se aceita para Seu serviço também é a Verdade Absoluta.\n\nA palavra markaṭa-vairāgya é usada por Śrī Caitanya Mahāprabhu para indicar os supostos vaiṣṇavas que se vestem com tangas tentando imitar Śrīla Rūpa Gosvāmī. Tais pessoas carregam uma bolsa de contas e cantam, mas no íntimo estão sempre pensando em conseguir mulheres e dinheiro. Sem que os outros saibam, esses markaṭa-vairāgīs mantêm mulheres, mas externamente apresentam-se como renunciantes. Śrī Caitanya Mahāprabhu opunha-se muito a esses markaṭa-vairāgīs, ou pseudovaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/madhya/16/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/239/", "verse_text": "antare niṣṭhā kara, bāhye loka-vyavahāra\n\nacirāt kṛṣṇa tomāya karibe uddhāra", "devanagari": "> অন্তরে নিষ্ঠা কর, বাহ্যে লোকব্যবহার ।\n> অচিরাৎ কৃষ্ণ তোমায় করিবে উদ্ধার ॥২৩৯॥", "synonyms": "*antare*—dentro do coração; *niṣṭhā kara*—mantenha firme fé; *bāhye*—externamente; *loka-vyavahāra*—comportamento como o dos homens comuns; *acirāt*—muito em breve; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tomāya*—a ti; *karibe*—fará; *uddhāra*—liberação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Dentro do coração, deves manter-te muito fiel, mas, externamente, podes comportar-te como um homem comum. Assim, Kṛṣṇa ficará muito satisfeito em breve e te libertará das garras de māyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/240/", "verse_text": "vṛndāvana dekhi' yabe āsiba nīlācale\n\ntabe tumi āmā-pāśa āsiha kona chale", "devanagari": "> বৃন্দাবন দেখি’ যবে আসিব নীলাচলে ।\n> তবে তুমি আমা-পাশ আসিহ কোন ছলে ॥২৪০॥", "synonyms": "*vṛndāvana dekhi'*—após visitar Vṛndāvana; *yabe*—quando; *āsiba*—retornarei; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *tabe*—nessa ocasião; *tumi*—tu; *āmā-pāśa*—a Mim; *āsiha*—por favor, vem; *kona chale*—por algum pretexto.", "translation": "**\"Poderás ver-Me em Nīlācala, Jagannātha Purī, quando Eu retornar após visitar Vṛndāvana. Nessa ocasião, poderás pensar em algum ardil para escapar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/241/", "verse_text": "se chala se-kāle kṛṣṇa sphurābe tomāre\n\nkṛṣṇa-kṛpā yāṅre, tāre ke rākhite pāre\"", "devanagari": "> সে ছল সেকালে কৃষ্ণ স্ফুরাবে তোমারে ।\n> কৃষ্ণকৃপা যাঁরে, তারে কে রাখিতে পারে ।।” ॥ ২৪১ ॥", "synonyms": "*se chala*—aquele ardil; *se-kāle*—naquele momento; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sphurābe*—mostrará; *tomāre*—a ti; *kṛṣṇa-kṛpā*—a misericórdia de Kṛṣṇa; *yāṅre*—sobre quem; *tāre*—a ele; *ke*—quem; *rākhite*—deter; *pāre*—é capaz.", "translation": "**\"Que tipo de meios deverás empregar naquele momento, isso Kṛṣṇa o revelará. Se alguém tem a misericórdia de Kṛṣṇa, ninguém poderá detê-lo.\"**", "purport": "Embora Śrīla Raghunātha dāsa estivesse muito ansioso por unir-se a Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor aconselhou-o a esperar pela misericórdia do Senhor Kṛṣṇa. Recomendou que Raghunātha dāsa mantivesse sua consciência de Kṛṣṇa firmemente fixa no coração, ao mesmo tempo em que se comportasse externamente como um homem comum. Este é um ardil para todos os que estão avançados em consciência de Kṛṣṇa. A pessoa pode viver em sociedade como um ser humano comum, mas, ao mesmo tempo, sua própria ocupação deve ser satisfazer Kṛṣṇa e difundir Suas glórias. A pessoa consciente de Kṛṣṇa não deve estar absorta em coisas materiais, pois sua única ocupação é o serviço devocional do Senhor. Se alguém se ocupar dessa maneira, Kṛṣṇa certamente lhe concederá Sua misericórdia. Como Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou Raghunātha dāsa: yathā-yogya viṣaya bhuñja' anāsakta hañā. O mesmo se repete: antare niṣṭhā kara, bāhye loka-vyavahāra. Isso significa que a pessoa não deve ter em seu coração nenhum outro desejo além de servir Kṛṣṇa. Com base em tal convicção, pode-se cultivar a consciência de Kṛṣṇa. Isso é confirmado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.200):\n\nlaukikī vaidikī vāpi\n\nyā kriyā kriyate mune\n\nhari-sevānukūlaiva\n\nsā kāryā bhaktim icchatā\n\nUm devoto pode agir como um ser humano comum ou como um estrito seguidor das injunções Védicas. Em qualquer dos casos, tudo o que ele faz é favorável ao avanço do serviço devocional, porque ele está em consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/16/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/242/", "verse_text": "eta kahi' mahāprabhu tāṅre vidāya dila\n\nghare āsi' mahāprabhura śikṣā ācarila", "devanagari": "> এত কহি’ মহাপ্রভু তাঁরে বিদায় দিল ৷\n> ঘরে আসি’ মহাপ্ৰভুর শিক্ষা আচরিল ॥২৪২॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Raghunātha dāsa; *vidāya dila*—despediu-se; *ghare āsi'*—retornando para casa; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śikṣā*—a instrução; *ācarila*—praticou.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se de Raghunātha dāsa, que retornou para casa e fez exatamente o que o Senhor lhe dissera.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/243/", "verse_text": "bāhya vairāgya, vātulatā sakala chāḍiyā\n\nyathā-yogya kārya kare anāsakta hañā", "devanagari": "> বাহ্য বৈরাগ্য, বাতুলতা সকল ছাড়িয়া ৷\n> যথাযোগ্য কার্য করে অনাসক্ত হঞা ॥২৪৩॥", "synonyms": "*bāhya vairāgya*—renúncia externa; *vātulatā*—loucura; *sakala*—toda; *chāḍiyā*—abandonando; *yathā-yogya*—conforme apropriado; *kārya*—deveres; *kare*—realiza; *anāsakta hañā*—estando sem apego.", "translation": "**Após retornar para casa, Raghunātha dāsa abandonou toda a loucura e a pseudorrenúncia externa e ocupou-se em seus deveres domésticos sem apego.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/244/", "verse_text": "dekhi' tāṅra pitā-mātā baḍa sukha pāila\n\ntāṅhāra āvaraṇa kichu śithila ha-ila", "devanagari": "> দেখি’ তাঁর পিতা-মাতা বড় সুখ পাইল ।\n> তাঁহার আবরণ কিছু শিথিল হইল ॥২৪৪॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *tāṅra*—seu; *pitā-mātā*—pai e mãe; *baḍa*—muita; *sukha*—felicidade; *pāila*—obtiveram; *tāṅhāra āvaraṇa*—a rigorosa vigilância sobre ele; *kichu*—um pouco; *śithila ha-ila*—afrouxou-se.", "translation": "**Quando o pai e a mãe de Raghunātha dāsa viram que seu filho estava agindo como um chefe de família, ficaram muito felizes. Por causa disso, afrouxaram sua vigilância.**", "purport": "Quando o pai e a mãe de Raghunātha dāsa viram que seu filho já não estava agindo como um sujeito louco e atendia responsavelmente a seus deveres, ficaram muito felizes. As onze pessoas — cinco vigias, quatro servos pessoais e dois brāhmaṇas — que o guardavam tornaram-se menos rigorosas em sua vigilância. Quando Raghunātha dāsa de fato assumiu seus afazeres domésticos, seus pais reduziram o número de guardas."}
{"ref": "cc/madhya/16/245-246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/245-246/", "verse_text": "ihāṅ prabhu ekatra kari' saba bhakta-gaṇa\n\nadvaita-nityānandādi yata bhakta-jana\n\nsabā āliṅgana kari' kahena gosāñi\n\nsabe ājñā deha'--āmi nīlācale yāi", "devanagari": "> ইহাঁ প্রভু একত্র করি’ সব ভক্তগণ ।\n> অদ্বৈত-নিত্যানন্দাদি যত ভক্তজন ॥২৪৫॥\n> সবা আলিঙ্গন করি’ কহেন গোসাঞি ।\n> সবে আজ্ঞা দেহ’ — আমি নীলাচলে যাই ॥২৪৬॥", "synonyms": "*ihāṅ*—aqui (em Śāntipura); *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ekatra kari'*—reunindo num só lugar; *saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *advaita-nityānanda-ādi*—encabeçados por Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu; *yata bhakta-jana*—todos os devotos; *sabā āliṅgana kari'*—abraçando a cada um deles; *kahena gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *sabe*—todos vós; *ājñā deha'*—dai-Me permissão; *āmi*—Eu; *nīlācale*—a Nīlācala, Jagannātha Purī; *yāi*—possa ir.", "translation": "**Enquanto isso, em Śāntipura, Śrī Caitanya Mahāprabhu reuniu todos os Seus devotos — encabeçados por Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu —, abraçou a todos eles e pediu-lhes permissão para retornar a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/247/", "verse_text": "sabāra sahita ihāṅ āmāra ha-ila milana\n\ne varṣa 'nīlādri' keha nā kariha gamana", "devanagari": "> সবার সহিত ইহাঁ আমার হইল মিলন ।\n> এ বর্ষ ‘নীলাদ্রি’ কেহ না করিহ গমন ॥২৪৭॥", "synonyms": "*sabāra sahita*—com todos; *ihāṅ*—aqui; *āmāra*—de Mim; *ha-ila*—houve; *milana*—encontro; *e varṣa*—este ano; *nīlādri*—a Jagannātha Purī; *keha*—nenhum de vós; *nā*—não; *kariha gamana*—ide.", "translation": "**Visto que os havia encontrado a todos em Śāntipura, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a todos os devotos que não fossem a Jagannātha Purī naquele ano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/248/", "verse_text": "tāhāṅ haite avaśya āmi 'vṛndāvana' yāba\n\nsabe ājñā deha', tabe nirvighne āsiba", "devanagari": "> তাহাঁ হৈতে অবশ্য আমি ‘বৃন্দাবন’ যাব ।\n> সবে আজ্ঞা দেহ,’ তবে নির্বিঘ্নে আসিব ॥২৪৮॥", "synonyms": "*tāhāṅ haite*—de lá; *avaśya*—certamente; *āmi*—Eu; *vṛndāvana yāba*—irei a Vṛndāvana; *sabe*—todos vós; *ājñā deha'*—dai-Me permissão; *tabe*—então; *nirvighne*—sem perturbação; *āsiba*—retornarei.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Certamente irei a Vṛndāvana partindo de Jagannātha Purī. Se todos vós Me derdes permissão, retornarei para cá novamente sem dificuldade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/249/", "verse_text": "mātāra caraṇe dhari' bahu vinaya karila\n\nvṛndāvana yāite tāṅra ājñā la-ila", "devanagari": "> মাতার চরণে ধরি’ বহু বিনয় করিল ।\n> বৃন্দাবন যাইতে তাঁর আজ্ঞা লইল ॥২৪৯॥", "synonyms": "*mātāra*—de Śacīmātā; *caraṇe*—os pés; *dhari'*—segurando; *bahu vinaya karila*—submeteu-se muito humildemente; *vṛndāvana yāite*—para ir a Vṛndāvana; *tāṅra*—dela; *ājñā*—permissão; *la-ila*—tomou.", "translation": "**Segurando os pés de Sua mãe, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu-lhe muito humildemente sua permissão. Assim, ela Lhe deu licença para ir a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/250/", "verse_text": "tabe navadvīpe tāṅre dila pāṭhāñā\n\nnīlādri calilā saṅge bhakta-gaṇa lañā", "devanagari": "> তবে নবদ্বীপে তাঁরে দিল পাঠাঞা ৷\n> নীলাদ্রি চলিলা সঙ্গে ভক্তগণ লঞা ॥২৫০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *navadvīpe*—a Navadvīpa; *tāṅre*—ela; *dila pāṭhāñā*—enviou de volta; *nīlādri*—a Jagannātha Purī; *calilā*—partiu; *saṅge*—com Ele; *bhakta-gaṇa lañā*—levando todos os devotos.", "translation": "**Śrīmatī Śacīdevī foi enviada de volta a Navadvīpa, e o Senhor, com Seus devotos, partiu para Jagannātha Purī, Nīlādri.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/251/", "verse_text": "sei saba loka pathe karena sevana\n\nsukhe nīlācala āilā śacīra nandana", "devanagari": "> সেই সব লোক পথে করেন সেবন ৷\n> সুখে নীলাচল আইলা শচীর নন্দন ॥২৫১॥", "synonyms": "*sei saba loka*—todas aquelas pessoas; *pathe*—no caminho; *karena sevana*—prestavam todo tipo de serviço; *sukhe*—em grande felicidade; *nīlācala*—a Jagannātha Purī; *āilā*—retornou; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**Os devotos que acompanhavam Śrī Caitanya Mahāprabhu prestavam todo tipo de serviço ao longo do caminho para Nīlācala, Jagannātha Purī. Assim, em grande felicidade, o Senhor retornou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/252/", "verse_text": "prabhu āsi' jagannātha daraśana kaila\n\n'mahāprabhu āilā'--grāme kolāhala haila", "devanagari": "> প্রভু আসি’ জগন্নাথ দরশন কৈল ।\n> ‘মহাপ্রভু আইলা’ — গ্রামে কোলাহল হৈল ॥২৫২॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsi'*—retornando; *jagannātha*—ao Senhor Jagannātha; *daraśana*—visita; *kaila*—fez; *mahāprabhu āilā*—Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou; *grāme*—na cidade; *kolāhala haila*—houve grande agitação.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a Jagannātha Purī, visitou o templo do Senhor. Espalhou-se então por toda a cidade a notícia de que Ele havia retornado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/253/", "verse_text": "ānandita bhakta-gaṇa āsiyā mililā\n\nprema-āliṅgana prabhu sabāre karilā", "devanagari": "> আনন্দিত ভক্তগণ আসিয়া মিলিলা ।\n> প্রেম-আলিঙ্গন প্রভু সবারে করিলা ॥২৫৩॥", "synonyms": "*ānandita*—muito contentes; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *āsiyā*—vieram; *mililā*—encontraram-se; *prema-āliṅgana*—abraço de amor; *prabhu*—o Senhor; *sabāre*—a todos os devotos; *karilā*—ofereceu.", "translation": "**Todos os devotos vieram então encontrar-se com o Senhor com grande felicidade. O Senhor também abraçou a cada um deles em grande amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/254/", "verse_text": "kāśī-miśra, rāmānanda, pradyumna, sārvabhauma\n\nvāṇīnātha, śikhi-ādi yata bhakta-gaṇa", "devanagari": "> কাশীমিশ্র, রামানন্দ, প্রদ্যুম্ন, সার্বভৌম ।\n> বাণীনাথ, শিখি-আদি যত ভক্তগণ ॥২৫৪॥", "synonyms": "*kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *rāmānanda*—Rāmānanda; *pradyumna*—Pradyumna; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *vāṇīnātha*—Vāṇīnātha; *śikhi-ādi*—Śikhi Māhiti e outros; *yata bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Kāśī Miśra, Rāmānanda Rāya, Pradyumna, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Vāṇīnātha Rāya, Śikhi Māhiti e todos os demais devotos encontraram-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/255/", "verse_text": "gadādhara-paṇḍita āsi' prabhure mililā\n\nsabāra agrete prabhu kahite lāgilā", "devanagari": "> গদাধর-পণ্ডিত আসি’ প্রভুরে মিলিলা ।\n> সবার অগ্রেতে প্রভু কহিতে লাগিলা ॥২৫৫॥", "synonyms": "*gadādhara-paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *āsi'*—chegando; *prabhure mililā*—encontrou-se com o Senhor; *sabāra agrete*—diante de todos os devotos; *prabhu*—o Senhor; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Gadādhara Paṇḍita também veio encontrar-se com o Senhor. Então, diante de todos os devotos, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/256/", "verse_text": "'vṛndāvana yāba āmi gauḍa-deśa diyā\n\nnija-mātāra, gaṅgāra caraṇa dekhiyā", "devanagari": "> ‘বৃন্দাবন যাব আমি গৌড়দেশ দিয়া ।\n> নিজ-মাতার, গঙ্গার চরণ দেখিয়া ॥২৫৬॥", "synonyms": "*vṛndāvana yāba*—irei a Vṛndāvana; *āmi*—Eu; *gauḍa-deśa diyā*—através de Bengala; *nija-mātāra*—de Minha própria mãe; *gaṅgāra*—do rio Ganges; *caraṇa*—os pés; *dekhiyā*—vendo.", "translation": "**\"Foi decisão Minha ir a Vṛndāvana através de Bengala, a fim de ver Minha mãe e o rio Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/257/", "verse_text": "eta mate kari' kailuṅ gauḍere gamana\n\nsahasreka saṅge haila nija-bhakta-gaṇa", "devanagari": "> এত মতে করি’ কৈলুঁ গৌড়েরে গমন ।\n> সহস্রেক সঙ্গে হৈল নিজ-ভক্তগণ ॥২৫৭॥", "synonyms": "*eta*—tal; *mate*—decisão; *kari'*—tomando; *kailuṅ*—fiz; *gauḍere*—para Bengala; *gamana*—ida; *sahasreka*—milhares de homens; *saṅge*—coMigo; *haila*—havia; *nija-bhakta-gaṇa*—Meus próprios devotos.", "translation": "**\"Assim, fui para Bengala, mas milhares de devotos começaram a Me seguir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/258/", "verse_text": "lakṣa lakṣa loka āise kauṭuka dekhite\n\nlokera saṅghaṭṭe patha nā pāri calite", "devanagari": "> লক্ষ লক্ষ লোক আইসে কৌতুক দেখিতে ।\n> লোকের সংঘট্টে পথ না পারি চলিতে ॥২৫৮॥", "synonyms": "*lakṣa lakṣa loka*—muitos milhares de pessoas; *āise*—vinham; *kauṭuka*—por curiosidade; *dekhite*—para ver; *lokera saṅghaṭṭe*—pela aglomeração de tantos homens; *patha*—a estrada; *nā pāri*—Eu não conseguia; *calite*—transitar.", "translation": "**\"Muitas centenas de milhares de pessoas vinham ver-Me por curiosidade, e, devido a uma multidão tão grande, Eu não conseguia transitar muito livremente pela estrada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/259/", "verse_text": "yathā rahi, tathā ghara-prācīra haya cūrṇa\n\nyathā netra paḍe tathā loka dekhi pūrṇa", "devanagari": "> যথা রহি, তথা ঘর-প্রাচীর হয় চূর্ণ ।\n> যথা নেত্র পড়ে তথা লোক দেখি পূর্ণ ॥২৫৯॥", "synonyms": "*yathā rahi*—onde quer que Eu me hospedasse; *tathā*—ali; *ghara-prācīra*—a construção e os muros divisórios; *haya*—ficavam; *cūrṇa*—destruídos; *yathā*—onde quer que; *netra*—os olhos; *paḍe*—pousassem; *tathā*—ali; *loka*—pessoas; *dekhi*—Eu vejo; *pūrṇa*—repleto.", "translation": "**\"De fato, a multidão era tão grande que a casa e os muros divisórios da casa onde Eu me hospedava ficavam destruídos, e, para onde quer que Eu olhasse, só conseguia ver grandes multidões.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/260/", "verse_text": "kaṣṭe-sṛṣṭye kari' gelāṅa rāmakeli-grāma\n\nāmāra ṭhāñi āilā 'rūpa' 'sanātana' nāma", "devanagari": "> কষ্টে-সৃষ্ট্যে করি’ গেলাঙ রামকেলি-গ্রাম ।\n> আমার ঠাঞি আইলা ‘রূপ’ ‘সনাতন’ নাম ॥২৬০॥", "synonyms": "*kaṣṭe-sṛṣṭye*—com grande dificuldade; *kari'*—fazendo; *gelāṅa*—fui; *rāmakeli-grāma*—à aldeia de Rāmakeli; *āmāra ṭhāñi*—diante de Mim; *āilā*—vieram; *rūpa sanātana nāma*—os dois irmãos chamados Rūpa e Sanātana.", "translation": "**\"Com grande dificuldade, fui à cidade de Rāmakeli, onde conheci dois irmãos chamados Rūpa e Sanātana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/261/", "verse_text": "dui bhāi--bhakta-rāja, kṛṣṇa-kṛpā-pātra\n\nvyavahāre--rāja-mantrī haya rāja-pātra", "devanagari": "> দুই ভাই — ভক্তরাজ, কৃষ্ণকৃপা-পাত্র ।\n> ব্যবহারে — রাজমন্ত্রী হয় রাজপাত্র ॥২৬১॥", "synonyms": "*dui bhāi*—dois irmãos; *bhakta-rāja*—reis dos devotos; *kṛṣṇa-kṛpā-pātra*—candidatos apropriados à misericórdia de Kṛṣṇa; *vyavahāre*—no comportamento; *rāja-mantrī*—ministros do governo; *haya*—são; *rāja-pātra*—oficiais do governo.", "translation": "**\"Esses dois irmãos são grandes devotos e destinatários apropriados da misericórdia de Kṛṣṇa, mas, em seus tratos comuns, são oficiais do governo, ministros do rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/262/", "verse_text": "vidyā-bhakti-buddhi-bale parama pravīṇa\n\ntabu āpanāke māne tṛṇa haite hīna", "devanagari": "> বিদ্যা-ভক্তি-বুদ্ধি-বলে পরম প্রবীণ ।\n> তবু আপনাকে মানে তৃণ হৈতে হীন ॥২৬২॥", "synonyms": "*vidyā*—educação; *bhakti*—devoção; *buddhi*—e inteligência; *bale*—em força; *parama*—muito; *pravīṇa*—experientes; *tabu*—ainda assim; *āpanāke*—a si mesmos; *māne*—eles consideram; *tṛṇa*—uma palha; *haite*—do que; *hīna*—inferiores.", "translation": "**\"Śrīla Rūpa e Sanātana são muito experientes em educação, serviço devocional, inteligência e força, e, contudo, consideram-se inferiores à palha na rua.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/263-264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/263-264/", "verse_text": "tāṅra dainya dekhi' śuni' pāṣāṇa bidare\n\nāmi tuṣṭa hañā tabe kahiluṅ doṅhāre\n\n\"uttama hañā hīna kari' mānaha āpanāre\n\nacire karibe kṛṣṇa tomāra uddhāre\"", "devanagari": "> তাঁর দৈন্য দেখি’ শুনি’ পাষাণ বিদরে ।\n> আমি তুষ্ট হঞা তবে কহিলুঁ দোঁহারে ॥২৬৩॥\n> “উত্তম হঞা হীন করি’ মানহ আপনারে ।\n> অচিরে করিবে কৃষ্ণ তোমার উদ্ধারে ।।” ২৬৪ ॥২৬৪॥", "synonyms": "*tāṅra dainya dekhi'*—ao ver sua humildade; *śuni'*—ou mesmo ao ouvir sobre ela; *pāṣāṇa*—pedra; *bidare*—derrete-se; *āmi*—Eu; *tuṣṭa hañā*—ficando muito satisfeito; *tabe*—então; *kahiluṅ doṅhāre*—disse a ambos; *uttama hañā*—sendo na verdade superiores em todos os aspectos; *hīna*—inferiores; *kari'*—propondo-se como; *mānaha*—vós aceitais; *āpanāre*—a vós mesmos; *acire*—muito em breve; *karibe*—fará; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tomāra*—vossa; *uddhāre*—liberação.", "translation": "**\"De fato, a humildade desses dois irmãos poderia derreter até mesmo a pedra. Por estar muito satisfeito com o comportamento deles, disse-lhes: 'Embora ambos sejais muito elevados, considerais-vos inferiores e, por causa disso, Kṛṣṇa muito em breve vos libertará.'**", "purport": "Tais são as qualificações de um devoto puro. Materialmente, a pessoa pode ser muito opulenta, experiente, influente e instruída, mas, se ainda se considerar inferior à palha na rua, atrairá a atenção de Śrī Caitanya Mahāprabhu ou do Senhor Kṛṣṇa. Embora Mahārāja Pratāparudra fosse um rei, ele pegou uma vassoura para limpar a estrada por onde passaria a quadriga Ratha do Senhor Jagannātha. Em razão desse serviço humilde, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito com o rei e, por esse motivo, o Senhor o abraçou. Segundo as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, um devoto jamais deve envaidecer-se do poder material. Ele deve saber que o poder material é o resultado de suas boas atividades passadas (karma) e, por conseguinte, é transitório. A qualquer momento, toda a sua opulência material pode acabar; portanto, um devoto nunca se orgulha de tal opulência. Ele é sempre humilde e manso, considerando-se inferior a um pedaço de palha. Por causa disso, os devotos são elegíveis para voltar ao lar, de volta ao Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/16/265-266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/265-266/", "verse_text": "eta kahi' āmi yabe vidāya tāṅre dila\n\ngamana-kāle sanātana 'prahelī' kahila\n\nyāṅra saṅge haya ei loka lakṣa koṭi\n\nvṛndāvana yāibāra ei nahe paripāṭī", "devanagari": "> এত কহি’ আমি যবে বিদায় তাঁরে দিল ।\n> গমনকালে সনাতন ‘প্রহেলী’ কহিল ॥২৬৫॥\n> যাঁর সঙ্গে হয় এই লোক লক্ষ কোটি ।\n> বৃন্দাবন যাইবার এই নহে পরিপাটী ॥২৬৬॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *āmi*—Eu; *yabe*—quando; *vidāya*—despedida; *tāṅre*—a eles; *dila*—dei; *gamana-kāle*—enquanto partia; *sanātana*—Sanātana; *prahelī*—enigma; *kahila*—disse; *yāṅra saṅge*—com quem; *haya*—está; *ei*—esta; *loka*—multidão de pessoas; *lakṣa koṭi*—centenas de milhares; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana-dhāma; *yāibāra*—para ir; *ei*—este; *nahe*—não é; *paripāṭī*—o método.", "translation": "**\"Após falar-lhes dessa maneira, despedi-Me deles. Enquanto Eu partia, Sanātana Me disse: 'Não é apropriado que alguém seja seguido por uma multidão de milhares quando vai a Vṛndāvana.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/267/", "verse_text": "tabu āmi śuniluṅ mātra, nā kailuṅ avadhāna\n\nprāte cali' āilāṅa 'kānāira nāṭaśālā'-grāma", "devanagari": "> তবু আমি শুনিলুঁ মাত্র, না কৈলুঁ অবধান ।\n> প্রাতে চলি’ আইলাঙ ‘কানাইর নাটশালা’-গ্রাম ॥২৬৭॥", "synonyms": "*tabu*—ainda assim; *āmi*—Eu; *śuniluṅ*—ouvi; *mātra*—apenas; *nā*—não; *kailuṅ*—prestei; *avadhāna*—nenhuma atenção; *prāte*—pela manhã; *cali' āilāṅa*—caminhei; *kānāira nāṭaśālā*—a Kānāi Nāṭaśālā; *grāma*—o lugar.", "translation": "**\"Embora ouvisse isto, não lhe prestei nenhuma atenção. Pela manhã, contudo, fui ao lugar chamado Kānāi Nāṭaśālā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/268/", "verse_text": "rātri-kāle mane āmi vicāra karila\n\nsanātana more kibā 'prahelī' kahila", "devanagari": "> রাত্রিকালে মনে আমি বিচার করিল ।\n> সনাতন মোরে কিবা ‘প্রহেলী’ কহিল ॥২৬৮॥", "synonyms": "*rātri-kāle*—à noite; *mane*—na mente; *āmi*—Eu; *vicāra karila*—considerei; *sanātana*—Sanātana; *more*—a Mim; *kibā*—o que; *prahelī*—enigma; *kahila*—falou.", "translation": "**\"À noite, porém, ponderei sobre o que Sanātana Me havia dito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/269/", "verse_text": "bhālata' kahila,--mora eta loka saṅge\n\nloka dekhi' kahibe more--'ei eka ḍhaṅge'", "devanagari": "> ভালত’ কহিল, — মোর এত লোক সঙ্গে ।\n> লোক দেখি’ কহিবে মোরে — ‘এই এক ঢঙ্গে’ ॥২৬৯॥", "synonyms": "*bhālata' kahila*—ele falou muito bem; *mora*—de Mim; *eta*—tão grande; *loka*—multidão; *saṅge*—na companhia; *loka*—as pessoas; *dekhi'*—vendo; *kahibe more*—falarão a Meu respeito; *ei*—este; *eka*—um; *ḍhaṅge*—impostor.", "translation": "**\"Concluí que Sanātana havia falado muito bem. Eu certamente estava sendo seguido por uma grande multidão e, ao ver tantos homens, as pessoas com certeza Me repreenderiam, dizendo: 'Eis aqui outro impostor.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/270/", "verse_text": "'durlabha' 'durgama' sei 'nirjana' vṛndāvana\n\nekākī yāiba, kibā saṅge eka-jana", "devanagari": "> ‘দুর্লভ’ ‘দুর্গম’ সেই ‘নির্জন’ বৃন্দাবন ।\n> একাকী যাইব, কিবা সঙ্গে একজন ॥২৭০॥", "synonyms": "*durlabha*—muito raro; *durgama*—inexpugnável; *sei*—esse; *nirjana*—solitário; *vṛndāvana*—a terra de Vṛndāvana; *ekākī*—sozinho; *yāiba*—irei; *kibā*—ou; *saṅge*—coMigo; *eka-jana*—apenas uma pessoa.", "translation": "**\"Então comecei a considerar que Vṛndāvana é um lugar muito solitário. É inexpugnável e muito difícil de alcançar. Por isso, decidi ir até lá sozinho ou, no máximo, levar apenas uma pessoa coMigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/271/", "verse_text": "mādhavendra-purī tathā gelā 'ekeśvare'\n\ndugdha-dāna-cchale kṛṣṇa sākṣāt dila tāṅre", "devanagari": "> মাধবেন্দ্রপুরী তথা গেলা ‘একেশ্বরে’ ।\n> দুগ্ধদান-চ্ছলে কৃষ্ণ সাক্ষাৎ দিল তাঁরে ॥২৭১॥", "synonyms": "*mādhavendra-purī*—Mādhavendra Purī; *tathā*—ali; *gelā*—foi; *ekeśvare*—sozinho; *dugdha-dāna-chale*—sob o pretexto de dar leite em caridade; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sākṣāt*—audiência direta; *dila*—concedeu; *tāṅre*—a ele.", "translation": "**\"Mādhavendra Purī foi a Vṛndāvana sozinho, e Kṛṣṇa, sob o pretexto de lhe dar leite, concedeu-lhe uma audiência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/272/", "verse_text": "bādiyāra bāji pāti' calilāṅa tathāre\n\nbahu-saṅge vṛndāvana gamana nā kare", "devanagari": "> বাদিয়ার বাজি পাতি’ চলিলাঙ তথারে ।\n> বহু-সঙ্গে বৃন্দাবন গমন না করে ॥২৭২॥", "synonyms": "*bādiyāra*—de um cigano; *bāji*—a mágica; *pāti'*—demonstrando; *calilāṅa*—Eu ia; *tathāre*—para lá; *bahu-saṅge*—com muitos homens; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana-dhāma; *gamana*—ir; *nā kare*—ninguém vai.", "translation": "**\"Compreendi, então, que estava indo a Vṛndāvana como um mágico com seu espetáculo, e isso certamente não é bom. Ninguém deve ir a Vṛndāvana com tantos homens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/273/", "verse_text": "ekā yāiba, kibā saṅge bhṛtya eka-jana\n\ntabe se śobhaya vṛndāvanera gamana", "devanagari": "> একা যাইব, কিবা সঙ্গে ভৃত্য একজন ।\n> তবে সে শোভয় বৃন্দাবনের গমন ॥২৭৩॥", "synonyms": "*ekā yāiba*—irei sozinho; *kibā*—ou; *saṅge*—coMigo; *bhṛtya*—servo; *eka-jana*—um; *tabe*—dessa maneira; *se*—essa; *śobhaya*—é bela; *vṛndāvanera gamana*—ida a Vṛndāvana.", "translation": "**\"Por isso resolvi ir sozinho ou, quando muito, com um servo. Dessa maneira, Minha viagem a Vṛndāvana será bela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/274/", "verse_text": "vṛndāvana yāba kāhāṅ 'ekākī' hañā!\n\nsainya saṅge caliyāchi ḍhāka bājāñā!", "devanagari": "> বৃন্দাবন যাব কাহাঁ ‘একাকী’ হঞা !\n> সৈন্য সঙ্গে চলিয়াছি ঢাক বাজাঞা ! ॥ ২৭৪ ॥", "synonyms": "*vṛndāvana yāba*—Eu deveria ir a Vṛndāvana; *kāhāṅ*—ao passo que; *ekākī hañā*—estando sozinho; *sainya*—soldados; *saṅge*—junto com; *caliyāchi*—estou indo; *ḍhāka bājāñā*—rufando o tambor.", "translation": "**\"Pensei: 'Em vez de ir a Vṛndāvana sozinho, estou indo com soldados e o rufar de tambores.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/275/", "verse_text": "dhik, dhik āpanāke bali' ha-ilāṅa asthira\n\nnivṛtta hañā punaḥ āilāṅa gaṅgā-tīra", "devanagari": "> ধিক্ ধিক্ আপনাকে বলি’ হইলাঙ অস্থির ।\n> নিবৃত্ত হঞা পুনঃ আইলাঙ গঙ্গাতীর ॥২৭৫॥", "synonyms": "*dhik dhik*—que vergonha! que vergonha!; *āpanāke*—de Mim mesmo; *bali'*—dizendo; *ha-ilāṅa*—fiquei; *asthira*—agitado; *nivṛtta hañā*—interrompendo tal ação; *punaḥ*—novamente; *āilāṅa*—voltei; *gaṅgā-tīra*—à margem do Ganges.", "translation": "**\"Por isso disse: 'Que vergonha para Mim!' e, muito agitado, retornei às margens do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/276/", "verse_text": "bhakta-gaṇe rākhiyā āinu nija nija sthāne\n\nāmā-saṅge āilā sabe pāṅca-chaya jane", "devanagari": "> ভক্তগণে রাখিয়া আইনু নিজ নিজ স্থানে ।\n> আমা-সঙ্গে আইলা সবে পাঁচ-ছয় জনে ॥২৭৬॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇe*—os devotos; *rākhiyā*—mantendo; *āinu*—vim; *nija nija sthāne*—em seus respectivos lugares; *āmā-saṅge*—coMigo; *āilā*—vieram; *sabe*—apenas; *pāṅca-chaya jane*—cinco ou seis homens.", "translation": "**\"Deixei então todos os devotos ali e trouxe coMigo apenas cinco ou seis pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/277/", "verse_text": "nirvighne ebe kaiche yāiba vṛndāvane\n\nsabe meli' yukti deha' hañā parasanne", "devanagari": "> নির্বিঘ্নে এবে কৈছে যাইব বৃন্দাবনে ।\n> সবে মেলি’ যুক্তি দেহ’ হঞা পরসন্নে ॥২৭৭॥", "synonyms": "*nirvighne*—sem obstáculos; *ebe*—agora; *kaiche*—como; *yāiba*—irei; *vṛndāvane*—a Vṛndāvana; *sabe meli'*—todos juntos; *yukti deha'*—dai-Me conselho; *hañā parasanne*—estando muito satisfeitos coMigo.", "translation": "**\"Agora desejo que todos vós fiqueis satisfeitos coMigo e Me deis um bom conselho. Dizei-Me como poderei ir a Vṛndāvana sem impedimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/278/", "verse_text": "gadādhare chāḍi' genu, iṅho duḥkha pāila\n\nsei hetu vṛndāvana yāite nārila", "devanagari": "> গদাধরে ছাড়ি’ গেনু, ইঁহো দুঃখ পাইল ।\n> সেই হেতু বৃন্দাবন যাইতে নারিল ॥২৭৮॥", "synonyms": "*gadādhare chāḍi'*—deixando de lado Gadādhara Paṇḍita; *genu*—fui; *iṅho*—Gadādhara Paṇḍita; *duḥkha pāila*—ficou infeliz; *sei hetu*—por essa razão; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana-dhāma; *yāite nārila*—não pude ir.", "translation": "**\"Deixei Gadādhara Paṇḍita aqui, e ele ficou muito infeliz. Por essa razão, não pude ir a Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/279/", "verse_text": "tabe gadādhara-paṇḍita premāviṣṭa hañā\n\nprabhu-pada dhari' kahe vinaya kariyā", "devanagari": "> তবে গদাধর-পণ্ডিত প্রেমাবিষ্ট হঞা  ।\n> প্রভু-পদ ধরি’ কহে বিনয় করিয়া ॥২৭৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *gadādhara paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *prema-āviṣṭa hañā*—estando absorto em amor extático; *prabhu-pada dhari'*—segurando os pés de lótus do Senhor; *kahe*—diz; *vinaya kariyā*—com grande humildade.", "translation": "**Animado pelas palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Gadādhara Paṇḍita ficou absorto em amor extático. Segurando imediatamente os pés de lótus do Senhor, começou a falar com grande humildade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/280/", "verse_text": "tumi yāhāṅ-yāhāṅ raha, tāhāṅ 'vṛndāvana'\n\ntāhāṅ yamunā, gaṅgā, sarva-tīrtha-gaṇa", "devanagari": "> তুমি যাহাঁ-যাহাঁ রহ, তাহাঁ ‘বৃন্দাবন’  ।\n> তাহাঁ যমুনা, গঙ্গা, সর্বতীর্থগণ ॥২৮০॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *yāhāṅ-yāhāṅ*—onde quer que; *raha*—permaneças; *tāhāṅ vṛndāvana*—esse lugar é Vṛndāvana; *tāhāṅ*—ali; *yamunā*—o rio Yamunā; *gaṅgā*—o rio Gaṅgā; *sarva-tīrtha-gaṇa*—todos os demais lugares sagrados de peregrinação.", "translation": "**Gadādhara Paṇḍita disse: \"Onde quer que permaneças é Vṛndāvana, bem como o rio Yamunā, o rio Ganges e todos os demais lugares de peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/281/", "verse_text": "tabu vṛndāvana yāha' loka śikhāite\n\nseita karibe, tomāra yei laya citte", "devanagari": "> তবু বৃন্দাবন যাহ’ লোক শিখাইতে  ।\n> সেইত করিবে, তোমার যেই লয় চিত্তে ॥২৮১॥", "synonyms": "*tabu*—ainda; *vṛndāvana yāha'*—vais a Vṛndāvana; *loka śikhāite*—para instruir as pessoas em geral; *seita*—isso; *karibe*—farás; *tomāra*—de Ti; *yei*—o que; *laya*—toma; *citte*—na mente.", "translation": "**\"Embora onde quer que permaneças seja Vṛndāvana, mesmo assim vais a Vṛndāvana apenas para instruir as pessoas. Afora isso, fazes o que julgares melhor.\"**", "purport": "Não era essencial que Śrī Caitanya Mahāprabhu fosse a Vṛndāvana, pois onde quer que Ele permanecesse era de imediato convertido em Vṛndāvana. De fato, ali também estavam o rio Ganges, o rio Yamunā e todos os demais lugares de peregrinação. Isso também foi expresso pelo próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu quando Ele dançou na Ratha-yātrā. Naquela ocasião, Ele disse que Sua própria mente era Vṛndāvana (mora-mana--vṛndāvana). Como Sua mente era Vṛndāvana, todos os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa ocorriam dentro de Si mesmo. Não obstante, apenas para instruir as pessoas, Ele visitou bhauma-vṛndāvana, Vṛndāvana-dhāma neste mundo material. Dessa maneira, o Senhor instruiu a todos que visitassem Vṛndāvana-dhāma, que é um lugar muito sagrado. Os materialistas consideram Vṛndāvana-dhāma uma cidade impura, porque ali há muitos macacos e cães, e ao longo da margem do Yamunā há lixo. Há algum tempo, um homem materialista me perguntou: \"Por que está morando em Vṛndāvana? Por que escolheu um lugar tão sujo para viver depois de aposentar-se?\" Tal pessoa não consegue compreender que Vṛndāvana-dhāma é sempre uma representação da Vṛndāvana-dhāma original. Por conseguinte, Vṛndāvana-dhāma é tão adorável quanto o Senhor Kṛṣṇa. Ārādhyo bhagavān vrajeśa-tanayas tad-dhāma vṛndāvanam: segundo a filosofia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Śrī Kṛṣṇa e Sua morada, Vṛndāvana, são igualmente adoráveis. Às vezes, pessoas materialistas que não têm compreensão espiritual vão a Vṛndāvana como turistas. Quem vai a Vṛndāvana com tal visão materialista não consegue obter benefício espiritual algum. Tal pessoa não está convencida de que Kṛṣṇa e Vṛndāvana são idênticos. Visto que são idênticos, Vṛndāvana é tão adorável quanto o Senhor Kṛṣṇa. A visão de Śrī Caitanya Mahāprabhu (mora-mana-vṛndāvana) é diferente da visão de uma pessoa materialista comum. No festival da Ratha-yātrā, Śrī Caitanya Mahāprabhu, absorto no êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī, arrastou o Senhor Kṛṣṇa de volta a Vṛndāvana-dhāma. Śrī Caitanya Mahāprabhu falou disso nos versos que começam com āhuś ca te (Madhya 13.136).\n\nNo *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.84.13), afirma-se:\n\nyasyātma-buddhiḥ kuṇape tridhātuke\nsvadhīḥ kalatrādiṣu bhauma ijya-dhīḥ\nyat-tīrtha-buddhiḥ salile na karhicij\njaneṣv abhijñeṣu sa eva gokharaḥ\n\n\"O ser humano que identifica este corpo feito de três elementos com seu eu, que considera os subprodutos do corpo como seus parentes, que considera a terra de nascimento como adorável e que vai ao lugar de peregrinação simplesmente para tomar banho, em vez de ali encontrar homens de conhecimento transcendental, deve ser considerado como um asno ou uma vaca.\"\n\nŚrī Caitanya Mahāprabhu pessoalmente renovou Vṛndāvana-dhāma e aconselhou Seus principais discípulos, Rūpa e Sanātana, a desenvolvê-la e abri-la para atrair a visão espiritual da população em geral. Atualmente há cerca de cinco mil templos em Vṛndāvana, e ainda assim nossa sociedade, a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, está construindo um templo enorme e magnífico para a adoração do Senhor Balarāma, de Rādhā-Kṛṣṇa e de Guru-Gaurāṅga. Visto que não há nenhum templo proeminente de Kṛṣṇa-Balarāma em Vṛndāvana, estamos procurando construir um para que as pessoas se sintam atraídas por Kṛṣṇa-Balarāma, ou Nitāi-Gauracandra. Vrajendra-nandana yei, śacī suta haila sei. Narottama dāsa Ṭhākura diz que Balarāma e o filho de Mahārāja Nanda advieram como Gaura-Nitāi. Para propagar esse princípio fundamental, estamos estabelecendo um templo de Kṛṣṇa-Balarāma a fim de proclamar ao mundo que a adoração de Gaura-Nitāi é o mesmo que a adoração de Kṛṣṇa-Balarāma.\n\nEmbora seja muito difícil ingressar nos passatempos de Rādhā-Kṛṣṇa, a maioria dos devotos de Vṛndāvana sente-se atraída pelo Rādhā-Kṛṣṇa līlā. No entanto, como Nitāi-Gauracandra são encarnações diretas de Balarāma e Kṛṣṇa, podemos estar diretamente em contato com o Senhor Balarāma e o Senhor Kṛṣṇa por meio de Śrī Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu. Aqueles que estão muito elevados em consciência de Kṛṣṇa podem ingressar nos passatempos de Rādhā-Kṛṣṇa pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Diz-se: śrī-kṛṣṇa-caitanya rādhā-kṛṣṇa nahe anya. Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é uma combinação de Rādhā e Kṛṣṇa.\n\nÀs vezes, os materialistas, esquecendo-se dos passatempos de Rādhā-Kṛṣṇa e Kṛṣṇa-Balarāma, vão a Vṛndāvana, aceitam as facilidades espirituais da terra e ocupam-se em atividade material. Isso é contra os ensinamentos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Os prākṛta-sahajiyās proclamam-se vraja-vāsīs ou dhāma-vāsīs, mas estão principalmente ocupados em gratificação dos sentidos. Assim, envolvem-se cada vez mais no modo de vida materialista. Aqueles que são devotos puros em consciência de Kṛṣṇa condenam tais atividades. Os vraja-vāsīs eternos, como Svarūpa Dāmodara, nem sequer foram a Vṛndāvana-dhāma. Śrī Puṇḍarīka Vidyānidhi, Śrī Haridāsa Ṭhākura, Śrīvāsa Paṇḍita, Śivānanda Sena, Śrī Rāmānanda Rāya, Śrī Śikhi Māhiti, Śrī Mādhavīdevī e Śrī Gadādhara Paṇḍita Gosvāmī jamais visitaram Vṛndāvana-dhāma. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura assinala que não temos documentos autorizados afirmando que essas personalidades exaltadas visitaram Vṛndāvana. Não obstante, encontramos muitos não-devotos, sannyāsīs māyāvādīs, prākṛta-sahajiyās, trabalhadores fruitivos, especuladores mentais e muitos outros com motivos materiais indo morar em Vṛndāvana. Muitas dessas pessoas vão para lá a fim de resolver seus problemas econômicos tornando-se mendigos. Embora quem quer que viva em Vṛndāvana, de uma forma ou de outra, seja beneficiado, a verdadeira Vṛndāvana é apreciada somente por um devoto puro. Como se afirma na Brahma-saṁhitā: premāñjana-cchurita-bhakti-vilocanena. Quando alguém tem os olhos purificados, pode ver que Śrī Vṛndāvana e o planeta original Goloka Vṛndāvana, no céu espiritual, são idênticos.\n\nŚrīla Narottama dāsa Ṭhākura, Śrīnivāsa Ācārya, Śrī Jagannātha dāsa Bābājī Mahārāja, Śrī Bhagavān dāsa Bābājī Mahārāja, Śrīla Gaurakiśora dāsa Bābājī Mahārāja e, posteriormente, Śrī Bhaktivinoda Ṭhākura de Calcutá sempre se ocuparam em nāma-bhajana e certamente não viveram em nenhum lugar a não ser Vṛndāvana. Atualmente, os membros do movimento Hare Kṛṣṇa por todo o mundo vivem em cidades materialmente opulentas, tais como Londres, Nova York, Los Angeles, Paris, Moscou, Zurique e Estocolmo. No entanto, estamos satisfeitos por seguir os passos de Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura e de outros ācāryas. Visto que vivemos nos templos de Rādhā-Kṛṣṇa e realizamos continuamente o hari-nāma-saṅkīrtana — o cantar de Hare Kṛṣṇa —, por conseguinte vivemos em Vṛndāvana e em nenhum outro lugar. Estamos também seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ao procurar construir um templo em Vṛndāvana para que nossos discípulos de todo o mundo o visitem."}
{"ref": "cc/madhya/16/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/282/", "verse_text": "ei āge āilā, prabhu, varṣāra cāri māsa\n\nei cāri māsa kara nīlācale vāsa", "devanagari": "> এই আগে আইলা, প্রভু, বর্ষার চারি মাস ।\n> এই চারি মাস কর নীলাচলে বাস ॥২৮২॥", "synonyms": "*ei*—justamente; *āge*—adiante; *āilā*—chegaram; *prabhu*—meu Senhor; *varṣāra cāri māsa*—os quatro meses da estação chuvosa; *ei cāri māsa*—estes quatro meses; *kara*—simplesmente faze; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *vāsa*—morando.", "translation": "**Aproveitando esta oportunidade, Gadādhara Paṇḍita disse: \"Os quatro meses da estação chuvosa acabam de começar. Deves, portanto, passar os próximos quatro meses em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/283/", "verse_text": "pāche sei ācaribā, yei tomāra mana\n\nāpana-icchāya cala, raha,--ke kare vāraṇa\"", "devanagari": "> পাছে সেই আচরিবা, যেই তোমার মন ।\n> আপন-ইচ্ছায় চল, রহ, — কে করে বারণ ।।” ॥ ২৮৩ ॥", "synonyms": "*pāche*—depois disso; *sei*—isso; *ācaribā*—farás; *yei*—o que; *tomāra mana*—Teu agrado; *āpana-icchāya*—por Tua doce vontade; *cala*—sempre vais; *raha*—permaneces; *ke*—quem; *kare vāraṇa*—pode deter-Te.", "translation": "**\"Após permaneceres aqui por quatro meses, ficarás livre para fazer o que quiseres. Na verdade, ninguém pode impedir-Te de ir ou de permanecer.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/284/", "verse_text": "śuni' saba bhakta kahe prabhura caraṇe\n\nsabākāra icchā paṇḍita kaila nivedane", "devanagari": "> শুনি’ সব ভক্ত কহে প্রভুর চরণে ।\n> সবাকার ইচ্ছা পণ্ডিত কৈল নিবেদনে ॥২৮৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *saba*—todos; *bhakta*—os devotos; *kahe*—disseram; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor; *sabākāra icchā*—o desejo de todos; *paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *kaila*—fez; *nivedane*—submissão.", "translation": "**Ao ouvirem esta afirmação, os devotos presentes aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu declararam que Gadādhara Paṇḍita apresentara apropriadamente o desejo de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/285/", "verse_text": "sabāra icchāya prabhu cāri māsa rahilā\n\nśuniyā pratāparudra ānandita hailā", "devanagari": "> সবার ইচ্ছায় প্রভু চারি মাস রহিলা ।\n> শুনিয়া প্রতাপরুদ্র আনন্দিত হৈলা ॥২৮৫॥", "synonyms": "*sabāra icchāya*—por causa do desejo de todos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cāri māsa*—por quatro meses; *rahilā*—permaneceu; *śuniyā*—ouvindo; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *ānandita hailā*—ficou muito, muito feliz.", "translation": "**Atendendo ao pedido de todos os devotos, Śrī Caitanya Mahāprabhu concordou em permanecer em Jagannātha Purī por quatro meses. Ao ouvir isso, o rei Pratāparudra ficou muito feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/286/", "verse_text": "sei dina gadādhara kaila nimantraṇa\n\ntāhāṅ bhikṣā kaila prabhu lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> সেই দিন গদাধর কৈল নিমন্ত্রণ ।\n> তাহাঁ ভিক্ষা কৈল প্রভু লঞা ভক্তগণ ॥২৮৬॥", "synonyms": "*sei dina*—naquele dia; *gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *kaila nimantraṇa*—fez um convite; *tāhāṅ*—em sua casa; *bhikṣā kaila*—almoçou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—com; *bhakta-gaṇa*—Seus devotos.", "translation": "**Naquele dia, Gadādhara Paṇḍita estendeu um convite a Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor almoçou em sua casa com os demais devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/287/", "verse_text": "bhikṣāte paṇḍitera sneha, prabhura āsvādana\n\nmanuṣyera śaktye dui nā yāya varṇana", "devanagari": "> ভিক্ষাতে পণ্ডিতের স্নেহ, প্রভুর আস্বাদন ।\n> মনুষ্যের শক্ত্যে দুই না যায় বর্ণন ॥২৮৭॥", "synonyms": "*bhikṣāte*—ao alimentar; *paṇḍitera*—de Gadādhara Paṇḍita; *sneha*—a afeição; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsvādana*—o saborear; *manuṣyera*—de um ser humano comum; *śaktye*—no poder; *dui*—estes dois; *nā yāya*—não é possível; *varṇana*—a descrição.", "translation": "**Nenhum ser humano comum é capaz de descrever a afetuosa apresentação de alimentos por Gadādhara Paṇḍita e o saborear desses alimentos por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/288", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/288/", "verse_text": "ei mata gaura-līlā--ananta, apāra\n\nsaṅkṣepe kahiye, kahā nā yāya vistāra", "devanagari": "> এই মত গৌরলীলা — অনন্ত, অপার ।\n> সংক্ষেপে কহিয়ে, কহা না যায় বিস্তার ॥২৮৮॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *gaura-līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ananta*—ilimitados; *apāra*—insondáveis; *saṅkṣepe*—em breve; *kahiye*—descrevo; *kahā*—descrever; *nā yāya vistāra*—ninguém pode fazê-lo de modo elaborado e completo.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu realiza Seus passatempos, que são ilimitados e insondáveis. De uma forma ou de outra, eles foram descritos brevemente. Não é possível descrevê-los de modo elaborado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/289", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/289/", "verse_text": "sahasra-vadane kahe āpane 'ananta'\n\ntabu eka līlāra teṅho nāhi pāya anta", "devanagari": "> সহস্র-বদনে কহে আপনে ‘অনন্ত’ ।\n> তবু এক লীলার তেঁহো নাহি পায় অন্ত ॥২৮৯॥", "synonyms": "*sahasra-vadane*—em milhares de bocas; *kahe*—fala; *āpane*—pessoalmente; *ananta*—Anantadeva; *tabu*—ainda; *eka līlāra*—de um único passatempo; *teṅho*—Ele (Anantadeva); *nāhi*—não; *pāya*—chega; *anta*—ao fim.", "translation": "**Embora o Senhor Anantadeva esteja sempre descrevendo os passatempos do Senhor com Suas milhares de bocas, Ele não consegue chegar ao fim sequer de um dos passatempos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/16/290", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/16/290/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha pade yāra āśa\n\nśrī-caitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রী রূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৯০॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Sexto Capítulo, que descreve a tentativa do Senhor Caitanya de ir a Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/17/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/1/", "verse_text": "gacchan vṛndāvanaṁ gauro\nvyāghrebhaiṇa-khagān vane\npremonmattān sahonnṛtyān\nvidadhe kṛṣṇa-jalpinaḥ", "devanagari": "> গচ্ছন্ বৃন্দাবনং গৌরো ব্যাঘ্রেভৈণখগান্ বনে ।\n> প্রেমোন্মত্তান্ সহোন্নৃত্যান্ বিদধে কৃষ্ণজল্পিনঃ ॥১॥", "synonyms": "*gacchan*—indo; *vṛndāvanam*—a Vṛndāvana-dhāma; *gauraḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vyāghra*—tigres; *ibha*—elefantes; *eṇa*—veados; *khagān*—e pássaros; *vane*—na floresta; *prema-unmattān*—enlouquecidos pelo amor extático; *saha*—com; *unnṛtyān*—dançando; *vidadhe*—fez; *kṛṣṇa*—o nome do Senhor Kṛṣṇa; *jalpinaḥ*—cantando.", "translation": "**A caminho de Vṛndāvana, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu atravessou a floresta de Jhārikhaṇḍa e fez todos os tigres, elefantes, veados e pássaros dançar e cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Assim, todos esses animais foram dominados pelo amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! Todas as glórias a todos os devotos do Senhor!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/3/", "verse_text": "śarat-kāla haila, prabhura calite haila mati\nrāmānanda-svarūpa-saṅge nibhṛte yukati", "devanagari": "> শরৎকাল হৈল, প্রভুর চলিতে হৈল মতি ।\n> রামানন্দ-স্বরূপ-সঙ্গে নিভৃতে যুকতি ॥৩॥", "synonyms": "*śarat-kāla haila*—o outono chegou; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calite*—de viajar; *haila*—surgiu; *mati*—o desejo; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *saṅge*—com; *nibhṛte*—num lugar isolado; *yukati*—consulta.", "translation": "**Quando o outono chegou, Śrī Caitanya Mahāprabhu decidiu ir a Vṛndāvana. Num lugar isolado, Ele consultou Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/4/", "verse_text": "\"mora sahāya kara yadi, tumi-dui jana\ntabe āmi yāñā dekhi śrī-vṛndāvana", "devanagari": "> “মোর সহায় কর যদি, তুমি-দুই জন ।\n> তবে আমি যাঞা দেখি শ্রীবৃন্দাবন ॥৪॥", "synonyms": "*mora*—a Mim; *sahāya*—ajuda; *kara*—prestais; *yadi*—se; *tumi*—vós; *dui jana*—duas pessoas; *tabe*—então; *āmi*—Eu; *yāñā*—indo; *dekhi*—verei; *śrī-vṛndāvana*—Śrī Vṛndāvana-dhāma.", "translation": "**O Senhor pediu a Rāmānanda Rāya e a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī que O ajudassem a ir a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/5/", "verse_text": "rātrye uṭhi' vana-pathe palāñā yāba\nekākī yāiba, kāhoṅ saṅge nā la-iba", "devanagari": "> রাত্র্যে উঠি’ বনপথে পলাঞা যাব ।\n> একাকী যাইব, কাহোঁ সঙ্গে না লইব ॥৫॥", "synonyms": "*rātrye uṭhi'*—levantando-me à noite; *vana-pathe*—pela estrada da floresta; *palāñā yāba*—partirei secretamente; *ekākī yāiba*—irei sozinho; *kāhoṅ*—ninguém; *saṅge*—coMigo; *nā la-iba*—não levarei.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Partirei de manhã cedo e seguirei incógnito, tomando a estrada da floresta. Irei sozinho e não levarei ninguém coMigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/6/", "verse_text": "keha yadi saṅga la-ite pāche uṭhi' dhāya\nsabāre rākhibā, yena keha nāhi yāya", "devanagari": "> কেহ যদি সঙ্গ লইতে পাছে উঠি’ ধায় ।\n> সবারে রাখিবা, যেন কেহ নাহি যায় ॥৬॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *yadi*—se; *saṅga la-ite*—para acompanhar-Me; *pāche*—atrás; *uṭhi'*—levantando-se; *dhāya*—corre; *sabāre*—todos; *rākhibā*—detende, por favor; *yena*—de modo que; *keha*—ninguém; *nāhi yāya*—não vá.", "translation": "**\"Se alguém quiser seguir-Me, detende-o, por favor. Não quero que ninguém vá coMigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/7/", "verse_text": "prasanna hañā ājñā dibā, nā mānibā 'duḥkha'\ntomā-sabāra 'sukhe' pathe habe mora 'sukha' \"", "devanagari": "> প্রসন্ন হঞা আজ্ঞা দিবা, না মানিবা ‘দুঃখ’ ।\n> তোমা-সবার ‘সুখে’ পথে হবে মোর ‘সুখ’ ॥৭॥", "synonyms": "*prasanna hañā*—estando satisfeitos; *ājñā dibā*—concedei permissão; *nā*—não; *mānibā duḥkha*—vos entristeçais; *tomā-sabāra*—de todos vós; *sukhe*—pela felicidade; *pathe*—na estrada; *habe*—haverá; *mora*—Minha; *sukha*—felicidade.", "translation": "**\"Concedei-Me vossa permissão com grande prazer e não vos entristeçais. Se estiverdes felizes, Eu serei feliz em Meu caminho para Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/8/", "verse_text": "dui-jana kahe,--'tumi īśvara 'svatantra'\nyei icchā, sei karibā, naha 'paratantra'", "devanagari": "> দুইজন কহে, — ‘তুমি ঈশ্বর ‘স্বতন্ত্র’ ।\n> যেই ইচ্ছা, সেই করিবা, নহ ‘পরতন্ত্র’ ॥৮॥", "synonyms": "*dui-jana kahe*—as duas pessoas responderam; *tumi*—Tu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *svatantra*—completamente independente; *yei icchā*—o que quer que desejes; *sei*—isso; *karibā*—farás; *naha*—Tu não és; *para-tantra*—dependente de quem quer que seja.", "translation": "**Ao ouvirem isto, Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī responderam: \"Querido Senhor, Tu és completamente independente. Visto que não dependes de ninguém, fazes o que quer que desejes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/9/", "verse_text": "kintu āmā-duṅhāra śuna eka nivedane\n'tomāra sukhe āmāra sukha'--kahilā āpane", "devanagari": "> কিন্তু আমা-দুঁহার শুন এক নিবেদনে  ।\n> ‘তোমার সুখে আমার সুখ’ — কহিলা আপনে ॥৯॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *āmā-duṅhāra*—de nós dois; *śuna*—ouve, por favor; *eka nivedane*—uma súplica; *tomāra sukhe*—por tua felicidade; *āmāra sukha*—nossa felicidade; *kahilā*—já afirmaste; *āpane*—pessoalmente.", "translation": "**\"Querido Senhor, ouve, por favor, nossa única petição. Já disseste que derivarás felicidade de nossa felicidade. Esta é Tua própria afirmação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/10/", "verse_text": "āmā-duṅhāra mane tabe baḍa 'sukha' haya\neka nivedana yadi dhara, dayāmaya", "devanagari": "> আমা-দুঁহার মনে তবে বড় ‘সুখ’ হয়  ।\n> এক নিবেদন যদি ধর, দয়াময় ॥১০॥", "synonyms": "*āmā-duṅhāra*—de nós dois; *mane*—na mente; *tabe*—portanto; *baḍa*—muitíssima; *sukha haya*—há felicidade; *eka nivedana*—um pedido; *yadi*—se; *dhara*—aceitas; *dayā-maya*—misericordioso.", "translation": "**\"Se aceitares apenas um pedido, ficaremos muito, muito felizes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/11/", "verse_text": "'uttama brāhmaṇa' eka saṅge avaśya cāhi\nbhikṣā kari' bhikṣā dibe, yābe pātra vahi'", "devanagari": "> ‘উত্তম ব্রাহ্মণ’ এক সঙ্গে অবশ্য চাহি  ।\n> ভিক্ষা করি’ ভিক্ষা দিবে, যাবে পাত্র বহি’ ॥১১॥", "synonyms": "*uttama brāhmaṇa*—um brāhmaṇa de elevada categoria; *eka*—um; *saṅge*—junto; *avaśya*—certamente; *cāhi*—desejamos; *bhikṣā kari'*—recolhendo esmolas; *bhikṣā dibe*—Te dará alimento; *yābe*—irá; *pātra vahi'*—carregando Teu pote de água.", "translation": "**\"Nosso Senhor, leva contigo, por favor, um brāhmaṇa muito digno. Ele recolherá esmolas para Ti, cozinhará para Ti, Te dará prasāda e carregará Teu pote de água durante a viagem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/12/", "verse_text": "ana-pathe yāite nāhi 'bhojyānna'-brāhmaṇa\nājñā kara,--saṅge caluka vipra eka-jana'", "devanagari": "> বনপথে যাইতে নাহি ‘ভোজ্যান্ন’-ব্রাহ্মণ ।\n> আজ্ঞা কর, — সঙ্গে চলুক বিপ্র একজন ।।’ ॥ ১২ ॥", "synonyms": "*vana-pathe*—pela senda da floresta; *yāite*—indo; *nāhi*—não há; *bhojya-anna-brāhmaṇa*—um brāhmaṇa cujo alimento se possa aceitar; *ājñā kara*—concede permissão, por favor; *saṅge*—junto; *caluka*—possa ir; *vipra*—brāhmaṇa; *eka-jana*—uma pessoa.", "translation": "**\"Quando atravessares a selva, não haverá nenhum brāhmaṇa disponível de quem possas aceitar o almoço. Por isso, concede permissão, por favor, para que ao menos um brāhmaṇa puro Te acompanhe.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/13/", "verse_text": "prabhu kahe,--nija-saṅgī kāṅho nā la-iba\neka-jane nile, ānera mane duḥkha ha-iba", "devanagari": "> প্রভু কহে, — নিজ-সঙ্গী কাঁহো না লইব ।\n> একজনে নিলে, আনের মনে দুঃখ হইব ॥১৩॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *nija-saṅgī*—de Meus companheiros; *kāṅho*—nenhum; *nā*—não; *la-iba*—levarei; *eka-jane nile*—se eu levar alguém; *ānera mane*—na mente dos outros; *duḥkha ha-iba*—haverá tristeza.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Não levarei nenhum de Meus companheiros coMigo, pois, se Eu escolher alguém, todos os demais ficarão tristes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/14/", "verse_text": "nūtana saṅgī ha-ibeka,--snigdha yāṅra mana\naiche yabe pāi, tabe la-i 'eka' jana", "devanagari": "> নূতন সঙ্গী হইবেক, — স্নিগ্ধ যাঁর মন ।\n> ঐছে যবে পাই, তবে লই ‘এক’ জন ॥১৪॥", "synonyms": "*nūtana*—novo; *saṅgī*—companheiro; *ha-ibeka*—deve ser; *snigdha*—muito tranquila; *yāṅra*—cuja; *mana*—mente; *aiche*—tal; *yabe*—se; *pāi*—eu encontrar; *tabe*—então; *la-i*—levo; *eka jana*—uma pessoa.", "translation": "**\"Tal pessoa deve ser um homem novo, e deve ter a mente tranquila. Se eu puder encontrar tal homem, concordarei em levá-lo coMigo.\"**", "purport": "Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu anteriormente foi ao sul da Índia, um brāhmaṇa chamado Kālā Kṛṣṇadāsa O acompanhou. Foi Kālā Kṛṣṇadāsa quem caiu vítima de uma mulher, e Śrī Caitanya Mahāprabhu teve de tomar o trabalho de libertá-lo das garras dos ciganos. Por isso, o Senhor aqui diz que deseja um homem novo, de mente tranquila. Aquele cuja mente não é tranquila vê-se agitado por certos impulsos, especialmente o desejo sexual, ainda que esteja na companhia de Caitanya Mahāprabhu. Tal homem se tornará vítima das mulheres e cairá mesmo na companhia da Suprema Personalidade de Deus. A māyā é tão forte que, a menos que a pessoa esteja determinada a não cair vítima, nem mesmo a Suprema Personalidade de Deus pode dar proteção. O Senhor Supremo e Seu representante sempre desejam dar proteção, mas a pessoa precisa tirar proveito de seu contato pessoal. Se alguém pensa que a Suprema Personalidade de Deus ou Seu representante é um homem comum, certamente cairá. Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu não desejava que uma pessoa como Kālā Kṛṣṇadāsa O acompanhasse. Desejava alguém determinado, de mente tranquila e que não fosse agitado por motivos ocultos."}
{"ref": "cc/madhya/17/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/15/", "verse_text": "svarūpa kahe,--ei balabhadra-bhaṭṭācārya\ntomāte susnigdha baḍa, paṇḍita, sādhu, ārya", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — এই বলভদ্র-ভট্টাচার্য ।\n> তোমাতে সুস্নিগ্ধ বড়, পণ্ডিত, সাধু, আর্য ॥১৫॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī disse; *ei*—este; *balabhadra-bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *tomāte*—por Ti; *su-snigdha*—afetuoso; *baḍa*—muito; *paṇḍita*—instruído; *sādhu*—honesto; *ārya*—avançado em consciência espiritual.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara então disse: \"Aqui está Balabhadra Bhaṭṭācārya, que tem grande amor por Ti. Ele é um erudito honesto e instruído, e é avançado em consciência espiritual.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava um homem novo, não uma pessoa como Kālā Kṛṣṇadāsa, que cairia por mulheres. Por isso, Svarūpa Dāmodara imediatamente apontou um novo brāhmaṇa chamado Balabhadra Bhaṭṭācārya. Śrī Svarūpa Dāmodara Gosvāmī havia estudado esta pessoa muito minuciosamente e havia visto que ela tinha grande amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Não apenas amava o Senhor, mas também era instruído e honesto. Não era dúplice, e era avançado em consciência de Kṛṣṇa. Segundo um provérbio bengali, ati bhakti corera lakṣaṇa: \"Devoção demasiada é sintoma de um ladrão.\" Uma pessoa que se considera um grande devoto, mas que mentalmente pensa em outra coisa, é dúplice. Aquele que não é dúplice chama-se sādhu. Svarūpa Dāmodara imediatamente apontou que Balabhadra Bhaṭṭācārya era plenamente apto a acompanhar o Senhor, pois era um erudito instruído, era simples e tinha grande amor por Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu. Era também avançado em consciência de Kṛṣṇa; por conseguinte, foi considerado apropriado para acompanhar o Senhor como servo pessoal.\n\nA palavra snigdha (muito tranquila) e a palavra su-snigdha (afetuoso) são usadas nos versos catorze e quinze, e também se encontram no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.8): brūyuḥ snigdhasya śiṣyasya guravo guhyam apy uta. \"Um discípulo que tem verdadeiro amor por seu mestre espiritual é dotado, pelas bênçãos do mestre espiritual, de todo o conhecimento confidencial.\" Śrīla Śrīdhara Svāmī comentou que a palavra snigdhasya significa prema-vataḥ. A palavra prema-vataḥ indica que alguém tem grande amor por seu mestre espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/17/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/16/", "verse_text": "prathamei tomā-saṅge āilā gauḍa haite\niṅhāra icchā āche 'sarva-tīrtha' karite", "devanagari": "> প্রথমেই তোমা-সঙ্গে আইলা গৌড় হৈতে ।\n> ইঁহার ইচ্ছা আছে ‘সর্বতীর্থ’ করিতে ॥১৬॥", "synonyms": "*prathamei*—no início; *tomā-saṅge*—contigo; *āilā*—veio; *gauḍa haite*—de Bengala; *iṅhāra icchā*—seu desejo; *āche*—é; *sarva-tīrtha*—todos os lugares de peregrinação; *karite*—visitar.", "translation": "**\"No início, ele veio contigo de Bengala. É seu desejo ver e visitar todos os santos lugares de peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/17/", "verse_text": "iṅhāra saṅge āche vipra eka 'bhṛtya'\n\niṅho pathe karibena sevā-bhikṣā-kṛtya", "devanagari": "> ইঁহার সঙ্গে আছে বিপ্র এক ‘ভৃত্য’ ।\n> ইঁহো পথে করিবেন সেবা-ভিক্ষা-কৃত্য ॥১৭॥", "synonyms": "*iṅhāra saṅge*—com ele; *āche*—está; *vipra*—brāhmaṇa; *eka*—um; *bhṛtya*—servo; *iṅho*—este homem; *pathe*—no caminho; *karibena*—fará; *sevā*—serviço; *bhikṣā-kṛtya*—e os preparativos para cozinhar.", "translation": "**\"Além disso, podes levar outro brāhmaṇa que atuaria como servo durante a viagem e providenciaria Teu alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/18/", "verse_text": "iṅhāre saṅge laha yadi, sabāra haya 'sukha'\n\nvana-pathe yāite tomāra nahibe kona 'duḥkha'", "devanagari": "> ইঁহারে সঙ্গে লহ যদি, সবার হয় ‘সুখ’ ।\n> বন-পথে যাইতে তোমার নহিবে কোন ‘দুঃখ’ ॥১৮॥", "synonyms": "*iṅhāre*—a ele; *saṅge*—em companhia; *laha*—aceitas; *yadi*—se; *sabāra haya sukha*—todos ficarão felizes; *vana-pathe*—pelo caminho através da selva; *yāite*—indo; *tomāra*—Tua; *nahibe*—não haverá; *kona*—nenhuma; *duḥkha*—dificuldade.", "translation": "**\"Se também puderes levá-lo conTigo, ficaremos muito felizes. Se duas pessoas forem conTigo pela selva, certamente não haverá dificuldade nem inconveniente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/19/", "verse_text": "sei vipra vahi' nibe vastrāmbu-bhājana\n\nbhaṭṭācārya bhikṣā dibe kari' bhikṣāṭana", "devanagari": "> সেই বিপ্র বহি’ নিবে বস্ত্রাম্বুভাজন ।\n> ভট্টাচার্য ভিক্ষা দিবে করি’ ভিক্ষাটন ॥১৯॥", "synonyms": "*sei vipra*—o outro brāhmaṇa; *vahi' nibe*—carregará; *vastra-ambu-bhājana*—o pano e o pote de água; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *bhikṣā dibe*—providenciará a comida; *kari'*—realizando; *bhikṣā-aṭana*—a coleta de esmolas.", "translation": "**\"O outro brāhmaṇa pode carregar Teu pano e Teu pote de água, e Balabhadra Bhaṭṭācārya recolherá esmolas e cozinhará para Ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/20/", "verse_text": "tāṅhāra vacana prabhu aṅgīkāra kaila\n\nbalabhadra-bhaṭṭācārye saṅge kari' nila", "devanagari": "> তাঁহার বচন প্রভু অঙ্গীকার কৈল ।\n> বলভদ্র-ভট্টাচার্যে সঙ্গে করি’ নিল ॥২০॥", "synonyms": "*tāṅhāra vacana*—suas palavras; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aṅgīkāra kaila*—aceitou; *balabhadra-bhaṭṭācārye*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *saṅge kari' nila*—levou conSigo.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou o pedido de Svarūpa Dāmodara Paṇḍita e concordou em levar Balabhadra Bhaṭṭācārya conSigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/21/", "verse_text": "pūrva-rātrye jagannātha dekhi' 'ājñā' lañā\n\nśeṣa-rātre uṭhi' prabhu calilā lukāñā", "devanagari": "> পূর্বরাত্র্যে জগন্নাথ দেখি’ ‘আজ্ঞা’ লঞা ।\n> শেষ-রাত্রে উঠি’ প্রভু চলিলা লুকাঞা ॥২১॥", "synonyms": "*pūrva-rātrye*—na noite anterior; *jagannātha dekhi'*—vendo o Senhor Jagannātha; *ājñā lañā*—tomando permissão; *śeṣa-rātre*—perto do fim da noite; *uṭhi'*—levantando-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—partiu; *lukāñā*—sem ser visto.", "translation": "**Na noite anterior, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitara o Senhor Jagannātha e tomara Sua permissão. Então, perto do fim da noite, o Senhor levantou-se e partiu de imediato. Ele não foi visto pelos outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/22/", "verse_text": "prātaḥ-kāle bhakta-gaṇa prabhu nā dekhiyā\n\nanveṣaṇa kari' phire vyākula hañā", "devanagari": "> প্রাতঃকালে ভক্তগণ প্রভু না দেখিয়া ।\n> অন্বেষণ করি’ ফিরে ব্যাকুল হঞা ॥২২॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—de manhã cedo; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā dekhiyā*—não vendo; *anveṣaṇa kari'*—procurando; *phire*—vagueiam; *vyākula hañā*—ficando muito ansiosos.", "translation": "**Como o Senhor partira, os devotos, ao não conseguirem vê-Lo de manhã cedo, começaram a procurá-Lo com grande ansiedade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/23/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi sabāya kaila nivāraṇa\n\nnivṛtta hañā rahe sabe jāni' prabhura mana", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি সবায় কৈল নিবারণ ।\n> নিবৃত্ত হঞা রহে সবে জানি’ প্রভুর মন ॥২৩॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *sabāya*—a todos; *kaila*—fez; *nivāraṇa*—proibição; *nivṛtta hañā*—sendo contidos; *rahe*—permanecem; *sabe*—todos; *jāni'*—conhecendo; *prabhura mana*—a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Enquanto todos os devotos procuravam o Senhor, Svarūpa Dāmodara conteve-os. Então todos se calaram, conhecendo a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/24/", "verse_text": "prasiddha patha chāḍi' prabhu upapathe calilā\n\n'kaṭaka' ḍāhine kari' vane praveśilā", "devanagari": "> প্রসিদ্ধ পথ ছাড়ি’ প্রভু উপপথে চলিলা ।\n> ‘কটক’ ডাহিনে করি’ বনে প্রবেশিলা ॥২৪॥", "synonyms": "*prasiddha*—bem conhecido; *patha*—caminho público; *chāḍi'*—abandonando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upapathe*—por um desvio; *calilā*—começou a caminhar; *kaṭaka*—a cidade de Kaṭaka; *ḍāhine*—do lado direito; *kari'*—mantendo; *vane*—dentro da floresta; *praveśilā*—entrou.", "translation": "**O Senhor abandonou o caminho público bem conhecido e foi, ao invés disso, por um desvio. Assim, manteve a cidade de Kaṭaka à Sua direita quando entrou na floresta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/25/", "verse_text": "nirjana-vane cale prabhu kṛṣṇa-nāma lañā\n\nhasti-vyāghra patha chāḍe prabhure dekhiyā", "devanagari": "> নির্জন-বনে চলে প্রভু কৃষ্ণনাম লঞা ।\n> হস্তি-ব্যাঘ্র পথ ছাড়ে প্রভুরে দেখিয়া ॥২৫॥", "synonyms": "*nirjana-vane*—numa floresta solitária; *cale*—caminha; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-nāma lañā*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa; *hasti*—elefantes; *vyāghra*—tigres; *patha chāḍe*—saem do caminho; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhiyā*—vendo.", "translation": "**Quando o Senhor atravessava a floresta solitária cantando o santo nome de Kṛṣṇa, os tigres e os elefantes, ao vê-Lo, abriram caminho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/26/", "verse_text": "pāle-pāle vyāghra, hastī, gaṇḍāra, śūkara-gaṇa\n\ntāra madhye āveśe prabhu karilā gamana", "devanagari": "> পালে-পালে ব্যাঘ্র, হস্তী, গণ্ডার, শূকরগণ ।\n> তার মধ্যে আবেশে প্রভু করিলা গমন ॥২৬॥", "synonyms": "*pāle-pāle*—em bandos; *vyāghra*—tigres; *hastī*—elefantes; *gaṇḍāra*—rinocerontes; *śūkara-gaṇa*—javalis; *tāra madhye*—por entre eles; *āveśe*—em êxtase; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā gamana*—passou.", "translation": "**Quando o Senhor atravessou a selva em grande êxtase, bandos de tigres, elefantes, rinocerontes e javalis surgiram, e o Senhor passou bem por entre eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/27/", "verse_text": "dekhi' bhaṭṭācāryera mane haya mahā-bhaya\n\nprabhura pratāpe tārā eka pāśa haya", "devanagari": "> দেখি’ ভট্টাচার্যের মনে হয় মহাভয় ।\n> প্রভুর প্রতাপে তারা এক পাশ হয় ॥২৭॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *bhaṭṭācāryera*—de Bhaṭṭācārya; *mane*—na mente; *haya*—havia; *mahā-bhaya*—grande temor; *prabhura pratāpe*—pela influência do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *tārā*—eles; *eka pāśa haya*—postam-se de um lado.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya ficou muito amedrontado ao vê-los, mas, pela influência de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os animais postaram-se de um lado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/28/", "verse_text": "eka-dina pathe vyāghra kariyāche śayana\n\nāveśe tāra gāye prabhura lāgila caraṇa", "devanagari": "> একদিন পথে ব্যাঘ্র করিয়াছে শয়ন ।\n> আবেশে তার গায়ে প্রভুর লাগিল চরণ ॥২৮॥", "synonyms": "*eka-dina*—um dia; *pathe*—no caminho; *vyāghra*—um tigre; *kariyāche śayana*—estava deitado; *āveśe*—em amor extático; *tāra gāye*—em seu corpo; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lāgila*—tocaram; *caraṇa*—os pés de lótus.", "translation": "**Um dia, um tigre estava deitado no caminho, e Śrī Caitanya Mahāprabhu, ao caminhar pela senda em amor extático, tocou o tigre com Seus pés.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/29/", "verse_text": "prabhu kahe,--kaha 'kṛṣṇa', vyāghra uṭhila\n\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahi' vyāghra nācite lāgila", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কহ ‘কৃষ্ণ’, ব্যাঘ্র উঠিল ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহি’ ব্যাঘ্র নাচিতে লাগিল ॥২৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kaha kṛṣṇa*—por favor, canta Hare Kṛṣṇa; *vyāghra uṭhila*—o tigre levantou-se; *kṛṣṇa kṛṣṇa kahi'*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa; *vyāghra*—o tigre; *nācite*—a dançar; *lāgila*—começou.", "translation": "**O Senhor disse: \"Canta o santo nome de Kṛṣṇa!\" O tigre imediatamente levantou-se e começou a dançar e a cantar: \"Kṛṣṇa! Kṛṣṇa!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/30/", "verse_text": "āra dine mahāprabhu kare nadī snāna\n\nmatta-hasti-yūtha āila karite jala-pāna", "devanagari": "> আর দিনে মহাপ্রভু করে নদী স্নান ।\n> মত্তহস্তিযূথ আইল করিতে জলপান ॥৩০॥", "synonyms": "*āra dine*—outro dia; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *nadī snāna*—banho no rio; *matta-hasti-yūtha*—uma manada de elefantes enlouquecidos; *āila*—veio; *karite*—para fazer; *jala-pāna*—beber água.", "translation": "**Outro dia, enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu Se banhava num rio, uma manada de elefantes enlouquecidos veio até ali para beber água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/31/", "verse_text": "prabhu jala-kṛtya kare, āge hastī āilā\n\n'kṛṣṇa kaha' bali' prabhu jala pheli' mārilā", "devanagari": "> প্রভু জল-কৃত্য করে, আগে হস্তী আইলা ।\n> ‘কৃষ্ণ কহ’ বলি’ প্রভু জল ফেলি’ মারিলা ॥৩১॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jala-kṛtya kare*—banhava-se e cantava o mantra Gāyatrī dentro da água; *āge*—à frente; *hastī*—os elefantes; *āilā*—vieram; *kṛṣṇa kaha*—canta Hare Kṛṣṇa; *bali'*—dizendo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jala pheli'*—lançando água; *mārilā*—atingiu.", "translation": "**Enquanto o Senhor Se banhava e murmurava o mantra Gāyatrī, os elefantes surgiram diante d'Ele. O Senhor imediatamente respingou um pouco de água sobre os elefantes e pediu-lhes que cantassem o nome de Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu era a Suprema Personalidade de Deus desempenhando o papel de um devoto muito grande e avançado. Na plataforma do mahā-bhāgavata, o devoto não faz distinção entre amigos e inimigos. Nessa plataforma, ele vê todos como servos de Kṛṣṇa. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*:\n\nvidyā-vinaya-sampanne\nbrāhmaṇe gavi hastini\nśuni caiva śvapāke ca\npaṇḍitāḥ sama-darśinaḥ\n\n\"O sábio humilde, em virtude do conhecimento verdadeiro, vê com visão equânime um brāhmaṇa erudito e gentil, uma vaca, um elefante, um cão e um comedor de cães [pária].\" (Bg. 5.18)\n\nUm mahā-bhāgavata, sendo erudito e avançado em consciência espiritual, não vê diferença entre um tigre, um elefante ou um erudito instruído. A prova da consciência espiritual avançada é que a pessoa se torna destemida. Ela não inveja ninguém e está sempre ocupada no serviço do Senhor. Ela vê toda entidade viva como parte integrante eterna do Senhor, prestando serviço de acordo com sua capacidade pela vontade do Senhor Supremo. Como confirma o *Bhagavad-gītā*:\n\nsarvasya cāhaṁ hṛdi sanniviṣṭo\nmattaḥ smṛtir jñānam apohanaṁ ca\n\n\"Estou situado no coração de todos, e de Mim vêm a lembrança, o conhecimento e o esquecimento.\" (Bg. 15.15)\n\nO mahā-bhāgavata sabe que Kṛṣṇa está no coração de todos. Kṛṣṇa está ditando, e a entidade viva está seguindo Seus ditames. Kṛṣṇa está dentro do coração do tigre, do elefante e do javali. Por isso, Kṛṣṇa lhes diz: \"Aqui está um mahā-bhāgavata. Por favor, não o perturbem.\" Por que, então, deveriam os animais invejar tão grande personalidade? Aqueles que são neófitos, ou mesmo um pouco avançados no serviço devocional, não devem tentar imitar o mahā-bhāgavata. Pelo contrário, devem apenas seguir-lhe os passos. A palavra anukara significa \"imitar\", e anusara significa \"tentar seguir os passos\". Não devemos tentar imitar as atividades de um mahā-bhāgavata nem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Nossos melhores esforços devem ser empenhados em tentar segui-los de acordo com nossa capacidade. O coração do mahā-bhāgavata está completamente livre da contaminação material, e ele pode tornar-se muito querido até mesmo de animais ferozes como tigres e elefantes. De fato, o mahā-bhāgavata os trata como seus amigos muito íntimos. Nessa plataforma, não há possibilidade de inveja. Quando o Senhor atravessava a floresta, Ele estava em êxtase, pensando que a floresta era Vṛndāvana. Ele simplesmente buscava Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/17/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/32/", "verse_text": "sei jala-bindu-kaṇā lāge yāra gāya\n\nsei 'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahe, preme nāce, gāya", "devanagari": "> সেই জল-বিন্দু-কণা লাগে যার গায় ।\n> সেই ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহে, প্রেমে নাচে, গায় ॥৩২॥", "synonyms": "*sei*—aquelas; *jala*—de água; *bindu*—gotas; *kaṇā*—partículas; *lāge*—tocam; *yāra*—cujo; *gāya*—corpo; *sei*—eles; *kṛṣṇa kṛṣṇa*—Kṛṣṇa, Kṛṣṇa; *kahe*—dizem; *preme*—em êxtase; *nāce*—dançam; *gāya*—cantam.", "translation": "**Os elefantes cujos corpos foram tocados pela água respingada pelo Senhor começaram a cantar: \"Kṛṣṇa! Kṛṣṇa!\" e a dançar e cantar em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/33/", "verse_text": "keha bhūme paḍe, keha karaye citkāra\n\ndekhi' bhaṭṭācāryera mane haya camatkāra", "devanagari": "> কেহ ভূমে পড়ে, কেহ করয়ে চিৎকার ।\n> দেখি’ ভট্টাচার্যের মনে হয় চমৎকার ॥৩৩॥", "synonyms": "*keha*—alguns deles; *bhūme*—no chão; *paḍe*—caem; *keha*—alguns deles; *karaye*—emitem; *cit-kāra*—gritos; *dekhi'*—vendo; *bhaṭṭācāryera*—de Bhaṭṭācārya; *mane*—na mente; *haya*—houve; *camatkāra*—espanto.", "translation": "**Alguns dos elefantes caíram ao chão, e outros gritaram em êxtase. Ao ver isso, Balabhadra Bhaṭṭācārya ficou completamente espantado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/34/", "verse_text": "pathe yāite kare prabhu ucca saṅkīrtana\n\nmadhura kaṇṭha-dhvani śuni' āise mṛgī-gaṇa", "devanagari": "> পথে যাইতে করে প্রভু উচ্চ সংকীর্তন ।\n> মধুর কণ্ঠধ্বনি শুনি’ আইসে মৃগীগণ ॥৩৪॥", "synonyms": "*pathe yāite*—enquanto passava pelo caminho; *kare*—faz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ucca*—alto; *saṅkīrtana*—canto de Hare Kṛṣṇa; *madhura*—doce; *kaṇṭha-dhvani*—a voz de Sua garganta; *śuni'*—ouvindo; *āise*—vinham; *mṛgī-gaṇa*—as corças.", "translation": "**Às vezes, Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava bem alto enquanto atravessava a selva. Ao ouvir Sua doce voz, todas as corças aproximavam-se Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/35/", "verse_text": "ḍāhine-vāme dhvani śuni' yāya prabhu-saṅge\n\nprabhu tāra aṅga muche, śloka paḍe raṅge", "devanagari": "> ডাহিনে-বামে ধ্বনি শুনি’ যায় প্রভু-সঙ্গে ।\n> প্রভু তার অঙ্গ মুছে, শ্লোক পড়ে রঙ্গে ॥৩৫॥", "synonyms": "*ḍāhine-vāme*—à direita e à esquerda; *dhvani*—vibração; *śuni'*—ouvindo; *yāya*—elas seguem; *prabhu-saṅge*—com o Senhor; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāra*—seus; *aṅga*—corpos; *muche*—afaga; *śloka*—verso; *paḍe*—recita; *raṅge*—com grande curiosidade.", "translation": "**Ao ouvir a sonora vibração do Senhor, todas as corças O seguiam à esquerda e à direita. Enquanto recitava um verso com grande curiosidade, o Senhor as afagava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/36/", "verse_text": "dhanyāḥ sma mūḍha-matayo 'pi hariṇya etā\n\nyā nanda-nandanam upātta-vicitra-veśam\n\nākarṇya veṇu-raṇitaṁ saha-kṛṣṇa-sārāḥ\n\npūjāṁ dadhur viracitāṁ praṇayāvalokaiḥ", "devanagari": "> ধন্যাঃ স্ম মূঢ়মতয়োঽপি হরিণ্য এতা\n> যা নন্দনন্দনমুপাত্ত-বিচিত্রবেশম্ ।\n> আকর্ণ্য বেণুরণিতং সহকৃষ্ণসারাঃ\n> পূজাং দধুর্বিরচিতাং প্রণয়াবলোকৈঃ ॥৩৬॥", "synonyms": "*dhanyāḥ*—afortunadas, abençoadas; *sma*—certamente; *mūḍha-matayaḥ*—tolas, sem bom senso; *api*—embora; *hariṇyaḥ*—corças; *etāḥ*—estas; *yāḥ*—as quais; *nanda-nandanam*—o filho de Mahārāja Nanda; *upātta-vicitra-veśam*—vestido de maneira muito atraente; *ākarṇya*—ouvindo; *veṇu-raṇitam*—o som de Sua flauta; *saha-kṛṣṇa-sārāḥ*—acompanhadas dos veados negros (seus maridos); *pūjām dadhuḥ*—prestaram adoração; *viracitām*—realizada; *praṇaya-avalokaiḥ*—com seus olhares afetuosos.", "translation": "**\"Abençoadas são todas estas corças tolas porque se aproximaram do filho de Mahārāja Nanda, que está vestido de maneira deslumbrante e toca Sua flauta. De fato, tanto as corças quanto os veados adoram o Senhor com olhares de amor e afeição.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.21.11) proferido pelas gopīs de Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/17/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/37/", "verse_text": "hena-kāle vyāghra tathā āila pāṅca-sāta\n\nvyāghra-mṛgī mili' cale mahāprabhura sātha", "devanagari": "> হেনকালে ব্যাঘ্র তথা আইল পাঁচ-সাত ।\n> ব্যাঘ্র-মৃগী মিলি’ চলে মহাপ্রভুর সাথ ॥৩৭॥", "synonyms": "*hena-kāle*—neste momento; *vyāghra*—tigres; *tathā*—ali; *āila*—vieram; *pāṅca-sāta*—cinco a sete; *vyāghra-mṛgī*—os tigres e as corças; *mili'*—reunindo-se; *cale*—vão; *mahāprabhura sātha*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu atravessava a selva, vieram cinco ou sete tigres. Juntando-se às corças, os tigres começaram a seguir o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/38/", "verse_text": "dekhi' mahāprabhura 'vṛndāvana'-smṛti haila\n\nvṛndāvana-guṇa-varṇana śloka paḍila", "devanagari": "> দেখি’ মহাপ্রভুর ‘বৃন্দাবন’-স্মৃতি হৈল ।\n> বৃন্দাবন-গুণ-বর্ণন শ্লোক পড়িল ॥৩৮॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vṛndāvana*—da terra sagrada de Vṛndāvana; *smṛti haila*—houve lembrança; *vṛndāvana*—de Śrī Vṛndāvana; *guṇa*—das qualidades; *varṇana*—descrição; *śloka*—verso; *paḍila*—recitou.", "translation": "**Ao ver os tigres e as corças seguindo-O, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente lembrou-se da terra de Vṛndāvana. Em seguida, começou a recitar um verso que descreve a qualidade transcendental de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/39/", "verse_text": "yatra naisarga-durvairāḥ\n\nsahāsan nṛ-mṛgādayaḥ\n\nmitrāṇīvājitāvāsa-\n\ndruta-ruṭ-tarṣaṇādikam", "devanagari": "> যত্র নৈসর্গদুর্বৈরাঃ সহাসন্ নৃ-মৃগাদয়ঃ ।\n> মিত্রাণীবাজিতাবাস-দ্রুত-রুট্-তর্ষণাদিকম্ ॥৩৯॥", "synonyms": "*yatra*—onde; *naisarga*—por natureza; *durvairāḥ*—vivendo em inimizade; *saha-āsan*—vivem juntos; *nṛ*—seres humanos; *mṛga-ādayaḥ*—e animais; *mitrāṇi*—amigos; *iva*—como; *ajita*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *āvāsa*—residência; *druta*—desaparecidas; *ruj*—a ira; *tarṣaṇa-ādikam*—a sede e assim por diante.", "translation": "**\"Vṛndāvana é a morada transcendental do Senhor. Ali não há fome, ira nem sede. Embora naturalmente inimigos, tanto os seres humanos quanto os animais ferozes vivem ali juntos, em amizade transcendental.\"**", "purport": "Esta é uma afirmação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.13.60). Após roubar os vaqueirinhos, os bezerros e as vacas de Śrī Kṛṣṇa, o Senhor Brahmā os manteve adormecidos e os escondeu. Após um instante, Brahmā voltou para ver a condição de Kṛṣṇa. Quando viu que Kṛṣṇa ainda estava ocupado com Seus vaqueirinhos amigos e com os animais, e não Se mostrava perturbado, o Senhor Brahmā apreciou a opulência transcendental de Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/17/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/40/", "verse_text": "'kṛṣṇa kṛṣṇa kaha' kari' prabhu yabe balila\n\n'kṛṣṇa' kahi' vyāghra-mṛga nācite lāgila", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ কৃষ্ণ কহ’ করি’ প্রভু যবে বলিল ।\n> ‘কৃষ্ণ’ কহি’ ব্যাঘ্র-মৃগ নাচিতে লাগিল ॥৪০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kṛṣṇa kaha*—cantai Kṛṣṇa, Kṛṣṇa; *kari'*—desta maneira; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *balila*—proferiu; *kṛṣṇa kahi'*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa; *vyāghra-mṛga*—os tigres e as corças; *nācite lāgila*—começaram a dançar.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Cantai Kṛṣṇa! Kṛṣṇa!\", os tigres e as corças começaram a dançar e a cantar: \"Kṛṣṇa!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/41/", "verse_text": "nāce, kunde vyāghra-gaṇa mṛgī-gaṇa-saṅge\n\nbalabhadra-bhaṭṭācārya dekhe apūrva-raṅge", "devanagari": "> নাচে, কুন্দে ব্যাঘ্রগণ মৃগীগণ-সঙ্গে ।\n> বলভদ্র-ভট্টাচার্য দেখে অপূর্ব-রঙ্গে ॥৪১॥", "synonyms": "*nāce*—dançam; *kunde*—saltam; *vyāghra-gaṇa*—os tigres; *mṛgī-gaṇa-saṅge*—com as corças; *balabhadra-bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *dekhe*—vê; *apūrva-raṅge*—com grande assombro.", "translation": "**Quando todos os tigres e corças dançaram e saltaram, Balabhadra Bhaṭṭācārya os viu e ficou tomado de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/42/", "verse_text": "vyāghra-mṛga anyonye kare āliṅgana\n\nmukhe mukha diyā kare anyonye cumbana", "devanagari": "> ব্যাঘ্র-মৃগ অন্যোন্যে করে আলিঙ্গন ।\n> মুখে মুখ দিয়া করে অন্যোন্যে চুম্বন ॥৪২॥", "synonyms": "*vyāghra-mṛga*—os tigres e as corças; *anyonye*—uns aos outros; *kare*—fazem; *āliṅgana*—abraço; *mukhe mukha diyā*—encostando suas bocas; *kare*—fazem; *anyonye cumbana*—beijam-se mutuamente.", "translation": "**De fato, os tigres e as corças começaram a abraçar uns aos outros e, encostando as bocas, começaram a beijar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/43/", "verse_text": "kautuka dekhiyā prabhu hāsite lāgilā\n\ntā-sabāke tāhāṅ chāḍi' āge cali' gelā", "devanagari": "> কৌতুক দেখিয়া প্রভু হাসিতে লাগিলা ।\n> তা-সবাকে তাহাঁ ছাড়ি’ আগে চলি’ গেলা ॥৪৩॥", "synonyms": "*kautuka dekhiyā*—vendo esta brincadeira; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsite lāgilā*—começou a sorrir; *tā-sabāke*—todos eles; *tāhāṅ chāḍi'*—deixando ali; *āge*—adiante; *cali' gelā*—prosseguiu.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu toda essa brincadeira, começou a sorrir. Por fim, deixou os animais e prosseguiu Seu caminho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/44/", "verse_text": "mayūrādi pakṣi-gaṇa prabhure dekhiyā\n\nsaṅge cale, 'kṛṣṇa' bali' nāce matta hañā", "devanagari": "> ময়ূরাদি পক্ষিগণ প্রভুরে দেখিয়া ।\n> সঙ্গে চলে, ‘কৃষ্ণ’ বলি’ নাচে মত্ত হঞা ॥৪৪॥", "synonyms": "*mayūra-ādi*—começando pelos pavões; *pakṣi-gaṇa*—diferentes tipos de aves; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhiyā*—vendo; *saṅge cale*—vão com Ele; *kṛṣṇa bali'*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa; *nāce*—dançam; *matta hañā*—enlouquecendo.", "translation": "**Várias aves, inclusive o pavão, viram Śrī Caitanya Mahāprabhu e começaram a segui-Lo, cantando e dançando. Todas estavam enlouquecidas pelo santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/45/", "verse_text": "'hari-bola' bali' prabhu kare ucca-dhvani\n\nvṛkṣa-latā--praphullita, sei dhvani śuni'", "devanagari": "> ‘হরিবোল’ বলি’ প্রভু করে উচ্চধ্বনি ।\n> বৃক্ষলতা — প্রফুল্লিত, সেই ধ্বনি শুনি’ ॥৪৫॥", "synonyms": "*hari-bola*—a vibração de Hari-bol; *bali'*—cantando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *ucca-dhvani*—um som alto; *vṛkṣa-latā*—as árvores e as trepadeiras; *praphullita*—muito jubilosas; *sei*—aquele; *dhvani*—som; *śuni'*—ouvindo.", "translation": "**Quando o Senhor cantou bem alto \"Hari bol!\", as árvores e as trepadeiras ficaram jubilosas ao ouvi-Lo.**", "purport": "O canto em voz alta do mantra Hare Kṛṣṇa é tão poderoso que pode penetrar até mesmo os ouvidos das árvores e das trepadeiras — o que dizer, então, dos animais e dos seres humanos. Śrī Caitanya Mahāprabhu certa vez perguntou a Haridāsa Ṭhākura como as árvores e as plantas poderiam ser libertadas, e Haridāsa Ṭhākura respondeu que o canto em voz alta do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa beneficiaria não apenas as árvores e as plantas, mas também os insetos e todos os demais seres vivos. Portanto, ninguém deve perturbar-se com o canto em voz alta de Hare Kṛṣṇa, pois ele é benéfico não somente para quem canta, mas para todos que tenham a oportunidade de ouvir."}
{"ref": "cc/madhya/17/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/46/", "verse_text": "'jhārikhaṇḍe' sthāvara-jaṅgama āche yata\n\nkṛṣṇa-nāma diyā kaila premete unmatta", "devanagari": "> ‘ঝাড়িখণ্ডে’ স্থাবর-জঙ্গম আছে যত ।\n> কৃষ্ণনাম দিয়া কৈল প্রেমেতে উন্মত্ত ॥৪৬॥", "synonyms": "*jhārikhaṇḍe*—no lugar conhecido como Jhārikhaṇḍa; *sthāvara-jaṅgama*—móveis e imóveis; *āche*—há; *yata*—todos; *kṛṣṇa-nāma diyā*—dando-lhes o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kaila*—tornou; *premete*—em êxtase; *unmatta*—enlouquecidos.", "translation": "**Assim, todas as entidades vivas — algumas móveis e outras imóveis na floresta de Jhārikhaṇḍa — enlouqueceram ao ouvir o santo nome do Senhor Kṛṣṇa vibrado por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "A grande floresta de Jhārikhaṇḍa é uma vasta extensão de terra que inclui Āṭagaḍa, Ḍheṅkānala, Āṅgula, Lāhārā, Kiyañjhaḍa, Bāmaḍā, Bonāi, Gāṅgapura, Choṭa Nāgapura, Yaśapura e Saragujā. Todos esses lugares, cobertos de montanhas e selvas, são conhecidos como Jhārikhaṇḍa."}
{"ref": "cc/madhya/17/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/47/", "verse_text": "yei grāma diyā yāna, yāhāṅ karena sthiti\n\nse-saba grāmera lokera haya 'prema-bhakti'", "devanagari": "> যেই গ্রাম দিয়া যান, যাহাঁ করেন স্থিতি ।\n> সে-সব গ্রামের লোকের হয় ‘প্রেমভক্তি’ ॥৪৭॥", "synonyms": "*yei grāma*—por quais aldeias; *diyā yāna*—o Senhor passa; *yāhāṅ*—onde; *karena*—faz; *sthiti*—repouso; *se-saba*—todas aquelas; *grāmera*—das aldeias; *lokera*—do povo; *haya*—há o despertar de; *prema-bhakti*—amor extático a Deus.", "translation": "**Em todas as aldeias por onde o Senhor passou e em todos os lugares onde repousou em Sua jornada, todos se purificaram e despertaram para o amor extático a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/48-49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/48-49/", "verse_text": "keha yadi tāṅra mukhe śune kṛṣṇa-nāma\n\ntāṅra mukhe āna śune tāṅra mukhe āna\n\nsabe 'kṛṣṇa' 'hari' bali' nāce, kānde, hāse\n\nparamparāya 'vaiṣṇava' ha-ila sarva deśe", "devanagari": "> কেহ যদি তাঁর মুখে শুনে কৃষ্ণনাম ।\n> তাঁর মুখে আন শুনে তাঁর মুখে আন ॥৪৮॥\n> সবে ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ বলি’ নাচে, কান্দে, হাসে ।\n> পরম্পরায় ‘বৈষ্ণব’ হইল সর্বদেশে ॥৪৯॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *yadi*—quando; *tāṅra mukhe*—de Sua boca; *śune*—ouve; *kṛṣṇa-nāma*—o canto do mantra Hare Kṛṣṇa; *tāṅra mukhe*—da boca de tais cantores; *āna śune*—outra pessoa ouve; *tāṅra mukhe*—e da boca dele; *āna*—outra pessoa; *sabe*—todos eles; *kṛṣṇa*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *hari*—outro santo nome do Senhor; *bali'*—cantando; *nāce*—dançam; *kānde*—choram; *hāse*—sorriem; *paramparāya*—pela sucessão discipular; *vaiṣṇava*—devotos; *ha-ila*—tornaram-se; *sarva-deśe*—em todos os países.", "translation": "**Quando alguém ouvia o canto do santo nome da boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e outra pessoa ouvia esse canto dessa segunda pessoa, e ainda outra ouvia esse canto da terceira pessoa, todos em todos os países tornavam-se vaiṣṇavas por meio dessa sucessão discipular. Assim, todos cantavam o santo nome de Kṛṣṇa e Hari, e dançavam, choravam e sorriam.**", "purport": "O poder ou a potência transcendental do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa explica-se aqui. Primeiro, o santo nome é vibrado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando alguém ouve diretamente Dele, purifica-se. Quando outra pessoa ouve dessa pessoa, ela também se purifica. Dessa maneira, o processo de purificação avança entre os devotos puros. Śrī Caitanya Mahāprabhu é a Suprema Personalidade de Deus, e ninguém pode reivindicar Sua potência. No entanto, se alguém for um devoto puro, centenas e milhares de homens podem purificar-se com sua vibração. Essa potência está dentro de todo ser vivo, contanto que cante o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa sem ofensas e sem motivos materiais. Quando um devoto puro canta sem ofensas, outra pessoa se tornará vaiṣṇava, e dela surgirá outro vaiṣṇava. Este é o sistema paramparā."}
{"ref": "cc/madhya/17/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/50/", "verse_text": "yadyapi prabhu loka-saṅghaṭṭera trāse\n\nprema 'gupta' karena, bāhire nā prakāśe", "devanagari": "> যদ্যপি প্রভু লোক-সংঘট্টের ত্রাসে  ।\n> প্রেম ‘গুপ্ত’ করেন, বাহিরে না প্রকাশে ॥৫০॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *loka-saṅghaṭṭera*—de multidões de pessoas; *trāse*—temendo; *prema*—êxtase; *gupta karena*—mantém oculto; *bāhire*—externamente; *nā*—não; *prakāśe*—manifesta.", "translation": "**O Senhor nem sempre manifestava Seu êxtase. Temendo uma grande assembleia de pessoas, o Senhor mantinha Seu êxtase oculto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/51/", "verse_text": "tathāpi tāṅra darśana-śravaṇa-prabhāve\n\nsakala deśera loka ha-ila 'vaiṣṇave'", "devanagari": "> তথাপি তাঁর দর্শন-শ্রবণ-প্রভাবে  ।\n> সকল দেশের লোক হইল ‘বৈষ্ণবে’ ॥৫১॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *tāṅra*—Seu; *darśana*—de ver; *śravaṇa*—de ouvir; *prabhāve*—pela potência; *sakala*—todos; *deśera*—dos países; *loka*—as pessoas; *ha-ila*—tornaram-se; *vaiṣṇave*—devotos puros do Senhor.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu não manifestasse Seu amor extático natural, todos se tornavam devotos puros simplesmente por vê-Lo e ouvi-Lo.**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī descreveu Śrī Caitanya Mahāprabhu como mahā-vadānya-avatāra, a encarnação mais magnânima. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu não esteja fisicamente presente agora, simplesmente por cantar Seu santo nome (śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu nityānanda śrī-advaita gadādhara śrīvāsādi-gaura-bhakta-vṛnda) pessoas de todo o mundo estão se tornando devotas. Isso se deve ao cantar extático do santo nome do Senhor. Diz-se que um devoto puro pode ver o Senhor a cada momento e, por causa disso, é capacitado pelo Senhor. Isso é confirmado na Brahma-saṁhitā: premāñjana-cchurita-bhakti-vilocanena santaḥ sadaiva hṛdayeṣu vilokayanti. Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu há quinhentos anos, mas não se pode dizer que agora a potência do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra seja menos poderosa do que era em Sua presença. Ao ouvir sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu por meio do sistema paramparā, a pessoa pode purificar-se. Por isso, neste verso se diz: tathāpi tāṅra darśana-śravaṇa-prabhāve. Não é que todos sejam capazes de ver Kṛṣṇa ou Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu fisicamente, mas, se a pessoa ouvir a respeito Dele por meio de livros como o Śrī *Caitanya-caritāmṛta* e por meio do sistema paramparā de vaiṣṇavas puros, não há dificuldade em tornar-se um vaiṣṇava puro, livre de desejos mundanos e motivações pessoais."}
{"ref": "cc/madhya/17/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/52/", "verse_text": "gauḍa, baṅga, utkala, dakṣiṇa-deśe giyā\n\nlokera nistāra kaila āpane bhramiyā", "devanagari": "> গৌড়, বঙ্গ, উৎকল, দক্ষিণ-দেশে গিয়া ।\n> লোকের নিস্তার কৈল আপনে ভ্রমিয়া ॥৫২॥", "synonyms": "*gauḍa*—Bengala; *baṅga*—Bengala Oriental; *utkala*—Orissa; *dakṣiṇa-deśe*—sul da Índia; *giyā*—indo; *lokera*—de todas as pessoas; *nistāra*—libertação; *kaila*—realizou; *āpane*—pessoalmente; *bhramiyā*—percorrendo.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu percorreu pessoalmente Bengala, a Bengala Oriental, Orissa e os países do sul, e libertou toda espécie de pessoas ao difundir a consciência de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/53/", "verse_text": "mathurā yāibāra chale āsena jhārikhaṇḍa\n\nbhilla-prāya loka tāhāṅ parama-pāṣaṇḍa", "devanagari": "> মথুরা যাইবার ছলে আসেন ঝারিখণ্ড ।\n> ভিল্লপ্রায় লোক তাহাঁ পরম-পাষণ্ড ॥৫৩॥", "synonyms": "*mathurā*—a Mathurā; *yāibāra*—de ir; *chale*—sob o pretexto; *āsena*—veio; *jhārikhaṇḍa*—a Jhārikhaṇḍa; *bhilla-prāya*—como os Bheels, uma espécie de povo inferior; *loka*—as pessoas; *tāhāṅ*—ali; *parama-pāṣaṇḍa*—sem consciência de Deus.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a Jhārikhaṇḍa, a caminho de Mathurā, constatou que as pessoas dali eram quase incivilizadas e desprovidas de consciência de Deus.**", "purport": "A palavra bhilla refere-se a uma classe de homens pertencentes aos Bheels. Os Bheels são como os africanos negros, e são inferiores aos śūdras. Tais pessoas geralmente vivem na selva, e Śrī Caitanya Mahāprabhu teve de encontrar-se com elas."}
{"ref": "cc/madhya/17/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/54/", "verse_text": "nāma-prema diyā kaila sabāra nistāra\n\ncaitanyera gūḍha-līlā bujhite śakti kāra", "devanagari": "> নাম-প্রেম দিয়া কৈল সবার নিস্তার ।\n> চৈতন্যের গূঢ়লীলা বুঝিতে শক্তি কার ॥৫৪॥", "synonyms": "*nāma-prema diyā*—outorgando-lhes amor extático e o santo nome; *kaila*—realizou; *sabāra nistāra*—a libertação de todos eles; *caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gūḍha-līlā*—passatempos confidenciais; *bujhite*—compreender; *śakti*—o poder; *kāra*—quem tem.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu deu até mesmo aos Bheels a oportunidade de cantar o santo nome e atingir o plano do amor extático. Assim, Ele libertou todos eles. Quem tem o poder de compreender os passatempos transcendentais do Senhor?**", "purport": "Como prova da misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, estamos vendo que as pessoas da África estão adotando a consciência de Kṛṣṇa, cantando e dançando e tomando prasāda como os demais vaiṣṇavas. Tudo isso se deve ao poder de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quem pode compreender como Sua potência está operando por todo o mundo?"}
{"ref": "cc/madhya/17/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/55/", "verse_text": "vana dekhi' bhrama haya--ei 'vṛndāvana'\n\nśaila dekhi' mane haya--ei 'govardhana'", "devanagari": "> বন দেখি’ ভ্রম হয় — এই ‘বৃন্দাবন’ ৷\n> শৈল দেখি’ মনে হয় — এই ‘গোবর্ধন’ ॥৫৫॥", "synonyms": "*vana dekhi'*—vendo a floresta; *bhrama haya*—há ilusão; *ei*—esta; *vṛndāvana*—a floresta de Vṛndāvana; *śaila dekhi'*—vendo uma colina; *mane haya*—considera; *ei govardhana*—esta é a colina Govardhana.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu atravessava a floresta de Jhārikhaṇḍa, tinha como certo que se tratava de Vṛndāvana. Quando passava sobre as colinas, tinha como certo que eram Govardhana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/56/", "verse_text": "yāhāṅ nadī dekhe tāhāṅ mānaye--'kālindī'\n\nmahā-premāveśe nāce prabhu paḍe kāndi'", "devanagari": "> যাহাঁ নদী দেখে তাহাঁ মানয়ে — ‘কালিন্দী’ ৷\n> মহাপ্রেমাবেশে নাচে প্রভু পড়ে কান্দি’ ॥৫৬॥", "synonyms": "*yāhāṅ*—onde quer que; *nadī*—rio; *dekhe*—vê; *tāhāṅ*—ali; *mānaye*—considera; *kālindī*—o rio Yamunā; *mahā-prema-āveśe*—em grande amor extático; *nāce*—dança; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍe*—cai; *kāndi'*—chorando.", "translation": "**De modo semelhante, sempre que Śrī Caitanya Mahāprabhu via um rio, imediatamente o aceitava como o rio Yamunā. Assim, enquanto estava na floresta, Ele se enchia de grande amor extático e dançava e caía chorando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/57/", "verse_text": "pathe yāite bhaṭṭācārya śāka-mūla-phala\n\nyāhāṅ yei pāyena tāhāṅ layena sakala", "devanagari": "> পথে যাইতে ভট্টাচার্য শাক-মূল-ফল ৷\n> যাহাঁ যেই পায়েন তাহাঁ লয়েন সকল ॥৫৭॥", "synonyms": "*pathe yāite*—enquanto seguia pelo caminho; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *śāka*—espinafre; *mūla*—raízes; *phala*—frutas; *yāhāṅ*—onde quer que; *yei*—o que quer que; *pāyena*—conseguia; *tāhāṅ*—ali; *layena*—pegava; *sakala*—tudo.", "translation": "**Ao longo do caminho, Balabhadra Bhaṭṭācārya recolhia toda espécie de espinafre, raízes e frutas sempre que possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/58/", "verse_text": "ye-grāme rahena prabhu, tathāya brāhmaṇa\n\npāṅca-sāta jana āsi' kare nimantraṇa", "devanagari": "> যে-গ্রামে রহেন প্রভু, তথায় ব্রাহ্মণ ।\n> পাঁচ-সাত জন আসি’ করে নিমন্ত্রণ ॥৫৮॥", "synonyms": "*ye-grāme*—em qualquer aldeia; *rahena*—permanece; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tathāya*—ali; *brāhmaṇa*—brāhmaṇas; *pāṅca-sāta jana*—cinco ou sete pessoas; *āsi'*—vindo; *kare*—fazem; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Sempre que Śrī Caitanya Mahāprabhu visitava uma aldeia, alguns brāhmaṇas – cinco ou sete – vinham e estendiam convites ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/59/", "verse_text": "keha anna āni' deya bhaṭṭācārya-sthāne\n\nkeha dugdha, dadhi, keha ghṛta, khaṇḍa āne", "devanagari": "> কেহ অন্ন আনি’ দেয় ভট্টাচার্য-স্থানে ।\n> কেহ দুগ্ধ, দধি, কেহ ঘৃত, খণ্ড আনে ॥৫৯॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *anna*—grãos; *āni'*—trazendo; *deya*—entrega; *bhaṭṭācārya-sthāne*—a Balabhadra Bhaṭṭācārya; *keha*—alguém; *dugdha*—leite; *dadhi*—iogurte; *keha*—alguém; *ghṛta*—ghee; *khaṇḍa*—açúcar; *āne*—traz.", "translation": "**Algumas pessoas traziam grãos e os entregavam a Balabhadra Bhaṭṭācārya. Outras traziam leite e iogurte, e outras ainda traziam ghee e açúcar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/60/", "verse_text": "yāhāṅ vipra nāhi tāhāṅ 'śūdra-mahājana'\n\nāsi' sabe bhaṭṭācārye kare nimantraṇa", "devanagari": "> যাহাঁ বিপ্র নাহি তাহাঁ ‘শূদ্রমহাজন’ ।\n> আসি’ সবে ভট্টাচার্যে করে নিমন্ত্রণ ॥৬০॥", "synonyms": "*yāhāṅ*—onde quer que; *vipra*—brāhmaṇa; *nāhi*—não há; *tāhāṅ*—ali; *śūdra-mahā-jana*—devotos nascidos em famílias outras que não brāhmaṇa; *āsi'*—vindo; *sabe*—todos eles; *bhaṭṭācārye*—a Balabhadra Bhaṭṭācārya; *kare nimantraṇa*—fazem convite.", "translation": "**Em algumas aldeias não havia brāhmaṇas; não obstante, devotos nascidos em famílias não-brāhmaṇas vinham e estendiam convites a Balabhadra Bhaṭṭācārya.**", "purport": "Na verdade, um sannyāsī ou um brāhmaṇa não aceitará um convite estendido por uma pessoa nascida em família inferior. Contudo, há muitos devotos que são elevados ao plano de brāhmaṇa por sua iniciação. Essas pessoas são chamadas de śūdra-mahājana. Isso indica que aquele que nasce em família não-brāhmaṇa aceitou o status de brāhmaṇa por meio da iniciação. Tais devotos estendiam convites a Balabhadra Bhaṭṭācārya. Um sannyāsī māyāvādī aceitará um convite apenas de uma família brāhmaṇa, mas um vaiṣṇava não aceita um convite de um brāhmaṇa se este não pertencer à seita vaiṣṇava. Por outro lado, um vaiṣṇava aceitará um convite de um brāhmaṇa ou śūdra-mahājana se essa pessoa for um vaiṣṇava iniciado. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitava convites de śūdra-mahājanas, e isso confirma o fato de que qualquer um iniciado por um mantra vaiṣṇava pode ser aceito como brāhmaṇa. Pode-se aceitar um convite de tal pessoa."}
{"ref": "cc/madhya/17/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/61/", "verse_text": "bhaṭṭācārya pāka kare vanya-vyañjana\n\nvanya-vyañjane prabhura ānandita mana", "devanagari": "> ভট্টাচার্য পাক করে বন্য-ব্যঞ্জন ।\n> বন্য-ব্যঞ্জনে প্ৰভুর আনন্দিত মন ॥৬১॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *pāka kare*—cozinha; *vanya-vyañjana*—toda variedade de vegetais da floresta; *vanya-vyañjane*—por tais vegetais da floresta; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānandita mana*—a mente fica muito feliz.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya costumava cozinhar toda espécie de vegetais colhidos da floresta, e Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia grande prazer em aceitar essas preparações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/62-63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/62-63/", "verse_text": "dui-cāri dinera anna rākhena saṁhati\n\nyāhāṅ śūnya vana, lokera nāhika vasati\n\ntāhāṅ sei anna bhaṭṭācārya kare pāka\n\nphala-mūle vyañjana kare, vanya nānā śāka", "devanagari": "> দুই-চারি দিনের অন্ন রাখেন সংহতি ।\n> যাহাঁ শূন্য বন, লোকের নাহিক বসতি ॥৬২॥\n> তাহাঁ সেই অন্ন ভট্টাচার্য করে পাক ।\n> ফল-মূলে ব্যঞ্জন করে, বন্য নানা শাক ॥৬৩॥", "synonyms": "*dui-cāri*—de dois a quatro; *dinera*—de dias; *anna*—grãos alimentícios; *rākhena*—mantém; *saṁhati*—em estoque; *yāhāṅ*—onde quer que; *śūnya vana*—a floresta solitária; *lokera*—de pessoas; *nāhika*—não há; *vasati*—habitação; *tāhāṅ*—ali; *sei*—aqueles; *anna*—grãos alimentícios; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *kare pāka*—cozinha; *phala-mūle*—com raízes e frutas; *vyañjana kare*—prepara vegetais; *vanya*—da floresta; *nānā śāka*—muitas espécies de espinafre.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya costumava manter um estoque de grãos alimentícios que durava de dois a quatro dias. Onde não havia pessoas, ele cozinhava os grãos e preparava vegetais, espinafre, raízes e frutas colhidos da floresta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/64/", "verse_text": "parama santoṣa prabhura vanya-bhojane\n\nmahā-sukha pāna, ye dina rahena nirjane", "devanagari": "> পরম সন্তোষ প্রভুর বন্য-ভোজনে ।\n> মহাসুখ পান, যে দিন রহেন নির্জনে ॥৬৪॥", "synonyms": "*parama*—muitíssima; *santoṣa*—satisfação; *prabhura*—do Senhor; *vanya-bhojane*—em comer vegetais colhidos da floresta; *mahā-sukha pāna*—obtém grande felicidade; *ye dina*—no dia em que; *rahena*—permanece; *nirjane*—em um lugar solitário.", "translation": "**O Senhor sentia-se sempre muito feliz em comer esses vegetais da floresta, e ficava ainda mais feliz quando tinha a oportunidade de permanecer em um lugar solitário.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/65/", "verse_text": "bhaṭṭācārya sevā kare, snehe yaiche 'dāsa'\n\ntāṅra vipra vahe jala-pātra-bahirvāsa", "devanagari": "> ভট্টাচার্য সেবা করে, স্নেহে যৈছে ‘দাস’ ৷\n> তাঁর বিপ্র বহে জলপাত্র-বহিৰ্বাস ॥৬৫॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *sevā kare*—presta serviço; *snehe*—com grande afeição; *yaiche*—exatamente como; *dāsa*—um servo; *tāṅra vipra*—seu assistente brāhmaṇa; *vahe*—carrega; *jala-pātra*—o cântaro de água; *bahirvāsa*—e as vestes.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya era tão afetuoso com o Senhor que Lhe prestava serviço exatamente como um servo humilde. Seu assistente brāhmaṇa carregava o cântaro de água e as vestes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/66/", "verse_text": "nirjharete uṣṇodake snāna tina-bāra\n\ndui-sandhyā agni-tāpa kāṣṭhera apāra", "devanagari": "> নির্ঝরেতে উষ্ণোদকে স্নান তিনবার ।\n> দুইসন্ধ্যা অগ্নিতাপ কাষ্ঠের অপার ॥৬৬॥", "synonyms": "*nirjharete*—nas cachoeiras; *uṣṇa-udake*—em água morna; *snāna*—banho; *tina-bāra*—três vezes; *dui-sandhyā*—de manhã e à tarde; *agni-tāpa*—aquecimento por uma fogueira; *kāṣṭhera*—de lenha; *apāra*—sem limite.", "translation": "**O Senhor costumava banhar-se três vezes ao dia na água morna das cachoeiras. Também costumava aquecer-Se de manhã e à tarde com uma fogueira feita da lenha ilimitada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/67/", "verse_text": "nirantara premāveśe nirjane gamana\n\nsukha anubhavi' prabhu kahena vacana", "devanagari": "> নিরন্তর প্রেমাবেশে নির্জনে গমন ৷ সুখ অনুভবি’ প্রভু কহেন বচন ॥৬৭॥", "synonyms": "*nirantara*—sempre; *prema-āveśe*—em amor extático; *nirjane*—num lugar solitário; *gamana*—indo; *sukha anubhavi'*—sentindo felicidade; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahena*—diz; *vacana*—afirmação.", "translation": "**Enquanto viajava por essa floresta isolada e Se sentia muito feliz, Śrī Caitanya Mahāprabhu fez a seguinte afirmação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/68/", "verse_text": "śuna, bhaṭṭācārya,--\"āmi gelāṅa bahu-deśa\n\nvana-pathe duḥkhera kāhāṅ nāhi pāi leśa", "devanagari": "> শুন, ভট্টাচার্য, — “আমি গেলাঙ বহু-দেশ ৷ বনপথে দুঃখের কাহাঁ নাহি পাই লেশ ॥৬৮॥", "synonyms": "*śuna*—por favor, ouve; *bhaṭṭācārya*—Meu querido Bhaṭṭācārya; *āmi*—Eu; *gelāṅa*—viajei; *bahu-deśa*—muitos países; *vana-pathe*—pela senda da floresta; *duḥkhera*—de infelicidade; *kāhāṅ*—em parte alguma; *nāhi pāi*—não obtenho; *leśa*—nem mesmo um traço.", "translation": "**\"Meu querido Bhaṭṭācārya, viajei muito longe pela floresta, e não recebi nem o menor incômodo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/69/", "verse_text": "kṛṣṇa--kṛpālu, āmāya bahuta kṛpā kailā\n\nvana-pathe āni' āmāya baḍa sukha dilā", "devanagari": "> কৃষ্ণ — কৃপালু, আমায় বহুত কৃপা কৈলা ।\n> বনপথে আনি’ আমায় বড় সুখ দিলা ॥৬৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛpālu*—muito bondoso; *āmāya*—para coMigo; *bahuta*—imensamente; *kṛpā*—misericórdia; *kailā*—demonstrou; *vana-pathe*—pela senda da floresta; *āni'*—trazendo; *āmāya*—a Mim; *baḍa*—muitíssima; *sukha*—felicidade; *dilā*—deu.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é muito misericordioso, especialmente coMigo. Ele demonstrou Sua misericórdia ao Me trazer por esta senda através da floresta. Assim, Ele Me deu grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/70/", "verse_text": "pūrve vṛndāvana yāite karilāṅa vicāra\n\nmātā, gaṅgā, bhakta-gaṇe dekhiba eka-bāra", "devanagari": "> পূর্বে বৃন্দাবন যাইতে করিলাঙ বিচার  ।\n> মাতা, গঙ্গা, ভক্তগণে দেখিব একবার ॥৭০॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *vṛndāvana*—ao lugar sagrado de Vṛndāvana; *yāite*—ir; *karilāṅa*—fiz; *vicāra*—consideração; *mātā*—mãe; *gaṅgā*—o Ganges; *bhakta-gaṇe*—e os devotos; *dekhiba*—verei; *eka-bāra*—mais uma vez.", "translation": "**\"Antes disso, decidi ir a Vṛndāvana e, no caminho, ver mais uma vez Minha mãe, o rio Ganges e outros devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/71/", "verse_text": "bhakta-gaṇa-saṅge avaśya kariba milana\n\nbhakta-gaṇe saṅge lañā yāba 'vṛndāvana'", "devanagari": "> ভক্তগণ-সঙ্গে অবশ্য করিব মিলন  ।\n> ভক্তগণে সঙ্গে লঞা যাব ‘বৃন্দাবন’ ॥৭১॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa-saṅge*—com todos os Meus devotos; *avaśya*—certamente; *kariba*—farei; *milana*—encontro; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *saṅge*—junto coMigo; *lañā*—levando; *yāba*—irei; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana-dhāma.", "translation": "**\"Pensei que mais uma vez veria e me encontraria com todos os devotos e os levaria coMigo a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/72/", "verse_text": "eta bhāvi' gauḍa-deśe kariluṅ gamana\n\nmātā, gaṅgā bhakte dekhi' sukhī haila mana", "devanagari": "> এত ভাবি’ গৌড়দেশে করিলুঁ গমন ।\n> মাতা, গঙ্গা ভক্তে দেখি’ সুখী হৈল মন ॥৭২॥", "synonyms": "*eta bhāvi'*—pensando assim; *gauḍa-deśe*—a Bengala; *kariluṅ gamana*—fui; *mātā*—Minha mãe; *gaṅgā*—o Ganges; *bhakte*—os devotos; *dekhi'*—vendo; *sukhī*—feliz; *haila*—ficou; *mana*—Minha mente.", "translation": "**\"Assim, fui a Bengala, e fiquei muito feliz em ver Minha mãe, o rio Ganges e os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/73/", "verse_text": "bhakta-gaṇe lañā tabe calilāṅa raṅge\n\nlakṣa-koṭi loka tāhāṅ haila āmā-saṅge", "devanagari": "> ভক্তগণে লঞা তবে চলিলাঙ রঙ্গে ।\n> লক্ষকোটি লোক তাহাঁ হৈল আমা-সঙ্গে ॥৭৩॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *lañā*—levando; *tabe*—então; *calilāṅa raṅge*—parti com grande prazer; *lakṣa-koṭi*—muitos milhares e milhões; *loka*—pessoas; *tāhāṅ*—ali; *haila*—tornaram-se; *āmā-saṅge*—Meus companheiros.", "translation": "**\"No entanto, quando parti rumo a Vṛndāvana, muitos milhares e milhões de pessoas se reuniram e começaram a ir coMigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/74/", "verse_text": "sanātana-mukhe kṛṣṇa āmā śikhāilā\n\ntāhā vighna kari' vana-pathe lañā āilā", "devanagari": "> সনাতন-মুখে কৃষ্ণ আমা শিখাইলা ।\n> তাহা বিঘ্ন করি’ বনপথে লঞা আইলা ॥৭৪॥", "synonyms": "*sanātana-mukhe*—pela boca de Sanātana; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *āmā*—a Mim; *śikhāilā*—deu instruções; *tāhā*—isto; *vighna kari'*—criando um obstáculo; *vana-pathe*—pela senda através da floresta; *lañā*—levando; *āilā*—veio.", "translation": "**\"Assim, eu ia para Vṛndāvana com uma grande multidão, mas, pela boca de Sanātana, Kṛṣṇa Me deu uma lição. Dessa forma, criando algum impedimento, Ele Me trouxe por uma senda através da floresta até Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/75/", "verse_text": "kṛpāra samudra, dīna-hīne dayāmaya\n\nkṛṣṇa-kṛpā vinā kona 'sukha' nāhi haya\"", "devanagari": "> কৃপার সমুদ্র, দীন-হীনে দয়াময় ।\n> কৃষ্ণকৃপা বিনা কোন ‘সুখ’ নাহি হয় ।।” ॥ ৭৫ ॥", "synonyms": "*kṛpāra samudra*—oceano de misericórdia; *dīna-hīne*—para com os pobres e caídos; *dayā-maya*—muito misericordioso; *kṛṣṇa-kṛpā*—a misericórdia de Kṛṣṇa; *vinā*—sem; *kona*—alguma; *sukha*—felicidade; *nāhi haya*—não há.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é um oceano de misericórdia. Ele é especialmente misericordioso para com os pobres e caídos. Sem Sua misericórdia, não há possibilidade de felicidade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/76/", "verse_text": "bhaṭṭācārye āliṅgiyā tāṅhāre kahila\n\n'tomāra prasāde āmi eta sukha pāila'", "devanagari": "> ভট্টাচার্যে আলিঙ্গিয়া তাঁহারে কহিল ।\n> ‘তোমার প্রসাদে আমি এত সুখ পাইল’ ॥৭৬॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārye*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *āliṅgiyā*—abraçando; *tāṅhāre*—a ele; *kahila*—disse; *tomāra prasāde*—por tua bondade; *āmi*—Eu; *eta*—tanta; *sukha*—felicidade; *pāila*—obtive.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou Balabhadra Bhaṭṭācārya e lhe disse: \"É somente por tua bondade que agora estou tão feliz.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/77/", "verse_text": "teṅho kahena,--\"tumi 'kṛṣṇa', tumi 'dayāmaya'\n\nadhama jīva muñi, more ha-ilā sadaya", "devanagari": "> তেঁহো কহেন, — “তুমি ‘কৃষ্ণ’, তুমি ‘দয়াময়’ ।\n> অধম জীব মুঞি, মোরে হইলা সদয় ॥৭৭॥", "synonyms": "*teṅho kahena*—Bhaṭṭācārya disse; *tumi kṛṣṇa*—Tu és o próprio Kṛṣṇa; *tumi*—Tu; *dayā-maya*—misericordioso; *adhama*—o mais baixo dos baixos; *jīva*—entidade viva; *muñi*—eu; *more*—a mim; *ha-ilā*—foste; *sa-daya*—favorável.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya respondeu: \"Meu querido Senhor, Tu és o próprio Kṛṣṇa e, portanto, és misericordioso. Sou uma entidade viva caída, mas concedeste-me um grande favor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/78/", "verse_text": "muñi chāra, more tumi saṅge lañā āilā\n\nkṛpā kari' mora hāte 'prabhu' bhikṣā kailā", "devanagari": "> মুঞি ছার, মোরে তুমি সঙ্গে লঞা আইলা ।\n> কৃপা করি’ মোর হাতে ‘প্রভু’ ভিক্ষা কৈলা ॥৭৮॥", "synonyms": "*muñi*—eu; *chāra*—o mais caído; *more*—a mim; *tumi*—Tu; *saṅge*—contigo; *lañā*—levando; *āilā*—vieste; *kṛpā kari'*—demonstrando grande misericórdia; *mora hāte*—de minha mão; *prabhu*—meu Senhor; *bhikṣā kailā*—aceitaste alimento.", "translation": "**\"Senhor, sou o mais caído, e ainda assim me trouxeste contigo. Demonstrando grande misericórdia, aceitaste o alimento preparado por mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/79/", "verse_text": "adhama-kākere kailā garuḍa-samāna\n\n'svatantra īśvara' tumi--svayaṁ bhagavān\"", "devanagari": "> অধম-কাকেরে কৈলা গরুড়-সমান ।\n> ‘স্বতন্ত্র ঈশ্বর’ তুমি — স্বয়ং ভগবান্ ” ॥ ৭৯ ॥", "synonyms": "*adhama-kākere*—o mais condenado dos corvos; *kailā*—fizeste; *garuḍa-samāna*—como Garuḍa; *svatantra*—independente; *īśvara*—Suprema Personalidade de Deus; *tumi*—Tu; *svayam bhagavān*—a Personalidade de Deus original.", "translation": "**\"Fizeste de mim Teu portador Garuḍa, embora eu não seja melhor do que um corvo condenado. Assim, Tu és a independente Personalidade de Deus, o Senhor original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/80/", "verse_text": "mūkaṁ karoti vācālaṁ\n\npaṅguṁ laṅghayate girim\n\nyat-kṛpā tam ahaṁ vande\n\nparamānanda-mādhavam", "devanagari": "> মূকং করোতি বাচালং পঙ্গুং লঙ্ঘয়তে গিরিম্ ।\n> যৎকৃপা তমহং বন্দে পরমানন্দ-মাধবম্ ॥৮০॥", "synonyms": "*mūkam*—uma pessoa que não consegue falar; *karoti*—torna; *vācālam*—um orador eloquente; *paṅgum*—uma pessoa que sequer consegue caminhar; *laṅghayate*—faz atravessar; *girim*—a montanha; *yat-kṛpā*—cuja misericórdia; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *vande*—ofereço reverências; *parama-ānanda*—a transcendentalmente bem-aventurada; *mādhavam*—Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'A Suprema Personalidade de Deus tem a forma de sac-cid-ānanda vigraha — bem-aventurança, conhecimento e eternidade transcendentais. Ofereço minhas respeitosas reverências Àquele que transforma o mudo em orador eloquente e capacita o coxo a atravessar montanhas. Tal é a misericórdia do Senhor.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do comentário Bhāvārtha-dīpikā ao *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.1)."}
{"ref": "cc/madhya/17/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/81/", "verse_text": "ei-mata balabhadra karena stavana\n\nprema-sevā kari' tuṣṭa kaila prabhura mana", "devanagari": "> এইমত বলভদ্র করেন স্তবন ।\n> প্রেমসেবা করি’ তুষ্ট কৈল প্রভুর মন ॥৮১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *balabhadra*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *karena*—oferece; *stavana*—orações; *prema-sevā kari'*—prestando serviço com amor; *tuṣṭa*—apaziguada; *kaila*—fez; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente.", "translation": "**Dessa maneira, Balabhadra Bhaṭṭācārya ofereceu suas orações ao Senhor. Prestando-Lhe serviço com amor extático, ele apaziguou a mente do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/82/", "verse_text": "ei-mata nānā-sukhe prabhu āilā 'kāśī'\n\nmadhyāhna-snāna kaila maṇikarṇikāya āsi'", "devanagari": "> এইমত নানা-সুখে প্রভু আইলা ‘কাশী’ ।\n> মধ্যাহ্ন-স্নান কৈল মণিকর্ণিকায় আসি’ ॥৮২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nānā-sukhe*—em grande felicidade; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—chegou; *kāśī*—ao lugar sagrado chamado Kāśī; *madhyāhna-snāna*—banho da tarde; *kaila*—tomou; *maṇikarṇikāya*—ao local de banho conhecido como Maṇikarṇikā; *āsi'*—vindo.", "translation": "**Finalmente, o Senhor, com grande felicidade, chegou ao lugar sagrado chamado Kāśī. Ali, Ele tomou banho no ghat de banho conhecido como Maṇikarṇikā.**", "purport": "Kāśī é outro nome de Vārāṇasī (Benares). Tem sido um lugar de peregrinação desde tempos imemoriais. Dois rios chamados Asiḥ e Varuṇā unem-se ali. Maṇikarṇikā é famoso porque, segundo a opinião de grandes personalidades, um brinco cravejado de joias caiu ali da orelha do Senhor Viṣṇu. Segundo alguns, ele caiu da orelha do Senhor Śiva. A palavra maṇi significa \"joia\", e karṇika significa \"da orelha\". Segundo alguns, o Senhor Viśvanātha é o grande médico que cura a doença da existência material ao libertar a pessoa por meio do ouvido, que recebe a vibração do santo nome do Senhor Rāma. Por causa disso, este lugar sagrado é chamado Maṇi-karṇikā. Diz-se que não há lugar melhor do que onde flui o rio Ganges, e o ghat de banho conhecido como Maṇikarṇikā é especialmente santificado por ser muito querido ao Senhor Viśvanātha. No Kāśī-khaṇḍa, afirma-se: saṁsāri-cintāmaṇir atra yasmāt tārakaṁ sajjana-karṇikāyām. śivo 'bhidhatte saha-sānta-kāle tad gīyate 'sau maṇi-karṇiketi. mukti-lakṣmī mahā-pīṭha-maṇis tac caraṇābjayoḥ. karṇikeyaṁ tataḥ prāhur yāṁ janā maṇi-karṇikām. Segundo o Kāśī-khaṇḍa, se a pessoa abandonar seu corpo em Maṇikarṇikā, ela se libertará simplesmente por lembrar-se do nome do Senhor Śiva."}
{"ref": "cc/madhya/17/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/83/", "verse_text": "sei-kāle tapana-miśra kare gaṅgā-snāna\n\nprabhu dekhi' haila tāṅra kichu vismaya jñāna", "devanagari": "> সেইকালে তপনমিশ্র করে গঙ্গাস্নান ।\n> প্রভু দেখি’ হৈল তাঁর কিছু বিস্ময় জ্ঞান ॥৮৩॥", "synonyms": "*sei-kāle*—naquele momento; *tapana-miśra*—um brāhmaṇa chamado Tapana Miśra; *kare gaṅgā-snāna*—tomava seu banho no Ganges; *prabhu dekhi'*—vendo o Senhor; *haila*—houve; *tāṅra*—seu; *kichu*—certo; *vismaya jñāna*—espanto.", "translation": "**Naquele momento, Tapana Miśra tomava seu banho no Ganges, e ficou atônito ao ver o Senhor ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/84/", "verse_text": "'pūrve śuniyāchi prabhu karyāchena sannyāsa'\n\nniścaya kariyā haila hṛdaye ullāsa", "devanagari": "> ‘পূর্বে শুনিয়াছি প্রভু কর্যাছেন সন্ন্যাস’ ।\n> নিশ্চয় করিয়া হৈল হৃদয়ে উল্লাস ॥৮৪॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *śuniyāchi*—ouvi; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karyāchena sannyāsa*—aceitou a ordem de vida renunciada; *niścaya kariyā*—certificando-se disso; *haila*—houve; *hṛdaye*—dentro do coração; *ullāsa*—grande júbilo.", "translation": "**Tapana Miśra começou então a pensar: \"Ouvi dizer que Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem renunciada.\" Pensando nisso, Tapana Miśra ficou muito jubiloso em seu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/85/", "verse_text": "prabhura caraṇa dhari' karena rodana\n\nprabhu tāre uṭhāñā kaila āliṅgana", "devanagari": "> প্রভুর চরণ ধরি করেন রোদন ।\n> প্রভু তারে উঠাঞা কৈল আলিঙ্গন ॥৮৫॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—pés de lótus; *dhari'*—tocando; *karena*—faz; *rodana*—choro; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—a ele; *uṭhāñā*—erguendo; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço.", "translation": "**Ele então abraçou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e começou a chorar. O Senhor ergueu-o e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/86/", "verse_text": "prabhu lañā gelā viśveśvara-daraśane\n\ntabe āsi' dekhe bindu-mādhava-caraṇe", "devanagari": "> প্রভু লঞা গেলা বিশ্বেশ্বর-দরশনে ।\n> তবে আসি’ দেখে বিন্দুমাধব-চরণে ॥৮৬॥", "synonyms": "*prabhu lañā*—levando o Senhor; *gelā*—ele foi; *viśveśvara-daraśane*—visitar o templo de Viśveśvara; *tabe*—depois; *āsi'*—vindo; *dekhe*—veem; *bindu-mādhava-caraṇe*—os pés de lótus de Bindu Mādhava.", "translation": "**Tapana Miśra levou então Śrī Caitanya Mahāprabhu a visitar o templo de Viśveśvara. Vindo de lá, eles viram os pés de lótus do Senhor Bindu Mādhava.**", "purport": "Este Bindu Mādhava é o mais antigo templo de Viṣṇu em Vārāṇasī. Atualmente, este templo é conhecido como Veṇī Mādhava, e situa-se às margens do Ganges. Anteriormente, ali convergiam cinco rios, que se chamavam Dhūtapāpā, Kiraṇā, Sarasvatī, Gaṅgā e Yamunā. Agora, apenas o rio Ganges é visível. O antigo templo de Bindu Mādhava, que foi visitado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, foi mais tarde demolido por Aurangzeb, o grande imperador da dinastia Mogol que odiava os hindus. No lugar deste templo, ele construiu uma grande majīda, ou mesquita. Posteriormente, outro templo foi construído ao lado da mesquita, e este templo ainda existe. No templo de Bindu Mādhava há Deidades de Nārāyaṇa de quatro braços e da deusa Lakṣmī. Diante destas Deidades, há uma coluna de Śrī Garuḍa, e ao lado há deidades do Senhor Rāma, Sītā, Lakṣmaṇa e Śrī Hanumānjī.\n\nNa província de Mahārāṣṭra há um estado conhecido como Sātārā. Durante a época de Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, o príncipe nativo pertencia ao culto vaiṣṇava. Por ser brāhmaṇa, ele assumiu o encargo de adorar a Deidade. Era conhecido como Śrīmanta Bālāsāheba Pantha Mahārāja. O estado ainda arca com as despesas de manutenção do templo. O primeiro rei desta dinastia a assumir o encargo da adoração no templo, há duzentos anos, foi Mahārāja Jagatjīvana Rāo Sāheba."}
{"ref": "cc/madhya/17/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/87/", "verse_text": "ghare lañā āilā prabhuke ānandita hañā\n\nsevā kari' nṛtya kare vastra uḍāñā", "devanagari": "> ঘরে লঞা আইলা প্রভুকে আনন্দিত হঞা ।\n> সেবা করি’ নৃত্য করে বস্ত্র উড়াঞা ॥৮৭॥", "synonyms": "*ghare lañā*—levando para sua casa; *āilā*—veio; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānandita hañā*—em grande felicidade; *sevā kari'*—prestando serviço; *nṛtya kare*—começou a dançar; *vastra uḍāñā*—agitando seu pano.", "translation": "**Com grande prazer, Tapana Miśra levou Śrī Caitanya Mahāprabhu à sua casa e prestou-Lhe serviço. De fato, ele começou a dançar, agitando seu pano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/88/", "verse_text": "prabhura caraṇodaka savaṁśe kaila pāna\n\nbhaṭṭācāryera pūjā kaila kariyā sammāna", "devanagari": "> প্রভুর চরণোদক সবংশে কৈল পান ।\n> ভট্টাচার্যের পূজা কৈল করিয়া সম্মান ॥৮৮॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa-udaka*—a água usada para lavar os pés de lótus; *sa-vaṁśe*—com toda a sua família; *kaila pāna*—beberam; *bhaṭṭācāryera*—de Bhaṭṭācārya; *pūjā*—adoração; *kaila*—realizou; *kariyā*—demonstrando; *sammāna*—respeito.", "translation": "**Ele lavou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e, em seguida, ele e toda a sua família beberam a água da lavagem. Ele também adorou Balabhadra Bhaṭṭācārya e lhe demonstrou respeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/89/", "verse_text": "prabhure nimantraṇa kari' ghare bhikṣā dila\n\nbalabhadra-bhaṭṭācārye pāka karāila", "devanagari": "> প্রভুরে নিমন্ত্রণ করি’ ঘরে ভিক্ষা দিল ।\n> বলভদ্র-ভট্টাচার্যে পাক করাইল ॥৮৯॥", "synonyms": "*prabhure nimantraṇa kari'*—convidando o Senhor; *ghare*—em casa; *bhikṣā dila*—ofereceu o almoço; *balabhadra-bhaṭṭācārye*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *pāka karāila*—fez cozinhar.", "translation": "**Tapana Miśra convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu a almoçar em sua casa, e fez com que Balabhadra Bhaṭṭācārya cozinhasse.**", "purport": "Enquanto estava em Vārāṇasī (Benares), Śrī Caitanya Mahāprabhu hospedou-se na casa de Tapana Miśra. Perto da casa de Tapana Miśra havia um ghat de banho conhecido como Pañcanadī-ghāṭa. Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava tomar Seu banho diariamente neste ghat, e costumava ver o templo de Bindu Mādhava. Depois, almoçava na casa de Tapana Miśra. Perto do templo de Bindu Mādhava há uma grande figueira-de-bengala, e diz-se que, após comer, Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava descansar sob a árvore. Essa figueira-de-bengala ainda hoje é conhecida como Caitanya-vaṭa. Aos poucos, devido a mudanças no idioma, o nome tornou-se Yatana-vaṭa. A população local ainda chama esse lugar de Yatana-vaṭa.\n\nAtualmente, ao lado de uma viela, há um túmulo de Vallabhācārya, mas não há sinal de que Caitanya Mahāprabhu jamais tenha vivido ali. Vallabhācārya também era conhecido como Mahāprabhu entre seus discípulos. Śrī Caitanya Mahāprabhu provavelmente viveu em Yatana-vaṭa, mas não há sinal da casa de Candraśekhara nem da de Tapana Miśra, tampouco há sinal do sannyāsī māyāvādī Prakāśānanda Sarasvatī, com quem Śrī Caitanya Mahāprabhu discutiu o *Vedānta-sūtra*. A pouca distância de Yatana-vaṭa há um templo de Gaura-Nityānanda, estabelecido por Śaśibhūṣaṇa Niyogī Mahāśaya, de Calcutá. Este templo é atualmente administrado pela sogra de Śaśibhūṣaṇa e por seu cunhado Nārāyaṇa-candra Ghosh."}
{"ref": "cc/madhya/17/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/90/", "verse_text": "bhikṣā kari' mahāprabhu karilā śayana\n\nmiśra-putra raghu kare pāda-samvāhana", "devanagari": "> ভিক্ষা করি’ মহাপ্রভু করিলা শয়ন ।\n> মিশ্রপুত্র রঘু করে পাদ-সম্বাহন ॥৯০॥", "synonyms": "*bhikṣā kari'*—após terminar Seu almoço; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā śayana*—descansou; *miśra-putra*—o filho de Tapana Miśra; *raghu*—Raghu; *kare*—faz; *pāda-samvāhana*—massageando as pernas.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu descansava após o almoço, o filho de Tapana Miśra, chamado Raghu, costumava massagear Suas pernas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/91/", "verse_text": "prabhura 'śeṣānna' miśra savaṁśe khāila\n\n'prabhu āilā' śuni' candraśekhara āila", "devanagari": "> প্রভুর ‘শেষান্ন’ মিশ্র সবংশে খাইল ।\n> ‘প্রভু আইলা’ শুনি’ চন্দ্রশেখর আইল ॥৯১॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa-anna*—restos de alimento; *miśra*—Tapana Miśra; *sa-vaṁśe*—juntamente com sua família; *khāila*—comeram; *prabhu āilā*—o Senhor chegou; *śuni'*—ao ouvir; *candraśekhara āila*—Candraśekhara veio.", "translation": "**Os restos do alimento deixados por Śrī Caitanya Mahāprabhu foram tomados por toda a família de Tapana Miśra. Quando se espalhou a notícia de que o Senhor havia chegado, Candraśekhara também veio vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/92/", "verse_text": "miśrera sakhā teṅho prabhura pūrva dāsa\n\nvaidya-jāti, likhana-vṛtti, vārāṇasī-vāsa", "devanagari": "> মিশ্রের সখা তেঁহো প্রভুর পূর্ব দাস ।\n> বৈদ্যজাতি, লিখনবৃত্তি, বারাণসী-বাস ॥৯২॥", "synonyms": "*miśrera sakhā*—amigo de Tapana Miśra; *teṅho*—ele; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pūrva dāsa*—antigo servo; *vaidya-jāti*—de casta um médico; *likhana-vṛtti*—de profissão um escrivão; *vārāṇasī-vāsa*—residente de Vārāṇasī.", "translation": "**Candraśekhara era amigo de Tapana Miśra e, desde muito tempo, conhecido de Śrī Caitanya Mahāprabhu como Seu servo. Por casta, era médico, e, por profissão, escrivão. Naquela época, ele vivia em Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/93/", "verse_text": "āsi' prabhu-pade paḍi' karena rodana\n\nprabhu uṭhi' tāṅre kṛpāya kaila āliṅgana", "devanagari": "> আসি’ প্রভু-পদে পড়ি’ করেন রোদন ।\n> প্রভু উঠি’ তাঁরে কৃপায় কৈল আলিঙ্গন ॥৯৩॥", "synonyms": "*āsi'*—vindo; *prabhu-pade*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍi'*—prostrando-se; *karena*—faz; *rodana*—choro; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhi'*—erguendo-se; *tāṅre*—a ele; *kṛpāya*—por misericórdia; *kaila*—fez; *āliṅgana*—abraço.", "translation": "**Quando Candraśekhara chegou ali, prostrou-se diante dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e começou a chorar. O Senhor, erguendo-se, abraçou-o por Sua misericórdia imotivada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/94/", "verse_text": "candraśekhara kahe,--\"prabhu, baḍa kṛpā kailā\n\nāpane āsiyā bhṛtye daraśana dilā", "devanagari": "> চন্দ্রশেখর কহে, — “প্রভু, বড় কৃপা কৈলা ।\n> আপনে আসিয়া ভৃত্যে দরশন দিলা ॥৯৪॥", "synonyms": "*candraśekhara kahe*—Candraśekhara disse; *prabhu*—meu querido Senhor; *baḍa kṛpā kailā*—mostraste Tua misericórdia imotivada; *āpane*—pessoalmente; *āsiyā*—vindo; *bhṛtye*—a Teu servo; *daraśana dilā*—concedeste Tua audiência.", "translation": "**Candraśekhara disse: \"Meu querido Senhor, concedeste-me Tua misericórdia imotivada porque sou Teu antigo servo. De fato, vieste aqui pessoalmente para me dar Tua audiência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/95/", "verse_text": "āpana-prārabdhe vasi' vārāṇasī-sthāne\n\n'māyā', 'brahma' śabda vinā nāhi śuni kāṇe", "devanagari": "> আপন-প্রারব্ধে বসি’ বারাণসী-স্থানে ।\n> ‘মায়া’, ‘ব্রহ্ম’ শব্দ বিনা নাহি শুনি কাণে ॥৯৫॥", "synonyms": "*āpana-prārabdhe*—por causa de meus atos passados; *vasi'*—residindo; *vārāṇasī-sthāne*—no lugar conhecido como Vārāṇasī; *māyā*—māyā; *brahma*—e brahma; *śabda*—as palavras; *vinā*—exceto; *nāhi śuni*—não ouço; *kāṇe*—no ouvido.", "translation": "**\"Devido a meus atos passados, resido em Vārāṇasī, mas aqui não ouço nada além das palavras māyā e Brahman.\"**", "purport": "A palavra prārabdhe (atos passados) é importante neste verso. Visto que Candraśekhara era um devoto, estava sempre ávido por ouvir sobre Kṛṣṇa e Seus passatempos transcendentais. A maioria dos habitantes de Benares eram, e ainda são, impersonalistas, adoradores do Senhor Śiva e seguidores do método pañcopāsanā. Os impersonalistas imaginam alguma forma do Brahman impessoal e, para facilitar a meditação, concentram-se nas formas de Viṣṇu, Śiva, Gaṇeśa, Sūrya e da deusa Durgā. Na verdade, esses pañcopāsakas não são devotos de ninguém. Como se diz, ser servo de todos é não ser servo de ninguém. Vārāṇasī, ou Kāśī, é o principal lugar sagrado de peregrinação para os impersonalistas, e não é nem um pouco adequado para os devotos. Um vaiṣṇava gosta de viver em um viṣṇu-tīrtha, um lugar onde estejam presentes os templos do Senhor Viṣṇu. Em Vārāṇasī há muitas centenas e milhares de templos do Senhor Śiva, ou templos pañcopāsaka. Por conseguinte, Candraśekhara expressou grande infelicidade ao informar o Senhor Caitanya de que era obrigado a viver em Benares por causa de seus atos pecaminosos passados. No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, também se diz: durjāty-ārambhakaṁ pāpaṁ yat syāt prārabdham eva tat. \"De acordo com os atos pecaminosos passados de alguém, este nasce numa plataforma inferior.\" Na Brahma-saṁhitā (5.54), afirma-se: karmāṇi nirdahati kintu ca bhakti-bhājām. Não há karma vinculado aos atos ou aos atos pecaminosos passados de quem se ocupa em serviço devocional. O devoto não está sujeito ao karma-phala, o efeito da atividade fruitiva. O karma-phala aplica-se aos karmīs, não aos bhaktas.\n\nHá três espécies de devotos: aqueles que estão eternamente na plataforma transcendental (nitya-siddha), aqueles que se elevam à plataforma transcendental pela execução do serviço devocional (sādhana-siddha) e aqueles que são neófitos avançando rumo à plataforma da perfeição (sādhaka). Os sādhakas estão gradualmente libertando-se da reação fruitiva. O *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.17) descreve assim os sintomas do bhakti-yoga:\n\nkleśa-ghnī śubhadā mokṣa-\n\nlaghutākṛt sudurlabhā\n\nsāndrānanda-viśeṣātmā\n\nśrī-kṛṣṇākarṣiṇī ca sā\n\nO serviço devocional é kleśa-ghnī mesmo para os iniciantes. Isso significa que ele reduz ou anula todas as espécies de sofrimento. A palavra śubhadā indica que o serviço devocional concede toda boa fortuna, e as palavras kṛṣṇa-ākarṣiṇī indicam que o serviço devocional gradualmente atrai Kṛṣṇa para o devoto. Por conseguinte, o devoto não está sujeito a nenhuma reação pecaminosa. No *Bhagavad-gītā* (18.66), Kṛṣṇa diz:\n\nsarva-dharmān parityajya\n\nmām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\n\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\n\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\n\"Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te libertarei de toda reação pecaminosa. Não temas.\"\n\nAssim, um devoto sincero e plenamente rendido recebe imediatamente alívio de todas as espécies de reação pecaminosa. Há três estágios de frutificação da atividade pecaminosa. Num estágio, comete-se o ato pecaminoso. Antes disso, existe a semente desse ato, e, antes disso, há a ignorância pela qual se comete o pecado. O sofrimento está envolvido em todos os três estágios. Contudo, Kṛṣṇa é misericordioso com Seu devoto e, por conseguinte, anula imediatamente todos os três estágios — o pecado, a semente do pecado e a ignorância que leva alguém a pecar. O *Padma Purāṇa* confirma isso:\n\naprārabdha-phalaṁ pāpaṁ\n\nkūṭaṁ bījaṁ phalonmukham\n\nkrameṇaiva pralīyeta\n\nviṣṇu-bhakti-ratātmanām\n\nPara uma explicação mais ampla disso, deve-se consultar *O Néctar da Devoção*."}
{"ref": "cc/madhya/17/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/96/", "verse_text": "ṣaḍ-darśana-vyākhyā vinā kathā nāhi ethā\n\nmiśra kṛpā kari' more śunāna kṛṣṇa-kathā", "devanagari": "> ষড়্ দর্শন-ব্যাখ্যা বিনা কথা নাহি এথা ।\n> মিশ্র কৃপা করি’ মোরে শুনান কৃষ্ণকথা ॥৯৬॥", "synonyms": "*ṣaṭ-darśana*—de seis espécies de teses filosóficas; *vyākhyā*—explicação; *vinā*—exceto; *kathā*—conversa; *nāhi*—não; *ethā*—aqui; *miśra*—Tapana Miśra; *kṛpā kari'*—sendo muito misericordioso; *more*—a mim; *śunāna*—explica; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos do Senhor Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**Candraśekhara continuou: \"Em Vārāṇasī não há outra conversa além das discussões sobre as seis teses filosóficas. Não obstante, Tapana Miśra tem sido muito bondoso comigo, pois fala sobre tópicos relacionados ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Os seis tratados filosóficos são: (1) *vaiśeṣika,* proposto por Kaṇāda Ṛṣi; (2) *nyāya,* proposto por Gautama Ṛṣi; (3) *yoga* ou misticismo, proposto por Patañjali Ṛṣi; (4) a filosofia do *sāṅkhya,* proposta por Kapila Ṛṣi; (5) a filosofia do *karma-mīmāṁsā,* proposta por Jaimini Ṛṣi; e (6) a filosofia do *brahma-mīmāṁsā,* ou Vedānta, a conclusão última da Verdade Absoluta (*janmādy asya yataḥ),* proposta por Vedavyāsa. Na verdade, a filosofia Vedānta é destinada aos devotos porque no *Bhagavad-gītā* o Senhor Kṛṣṇa diz: *vedānta-kṛd veda-vid eva cāham:* \"Sou o compilador do Vedānta e o conhecedor dos *Vedas.*\" (Bg. 15.15)]] Vyāsadeva é uma encarnação de Kṛṣṇa e, por conseguinte, Kṛṣṇa é o compilador da filosofia Vedānta. Assim sendo, Kṛṣṇa conhece claramente o propósito da filosofia Vedānta. Como se afirma no *Bhagavad-gītā,* todo aquele que ouve a filosofia Vedānta de Kṛṣṇa está de fato ciente do verdadeiro significado do Vedānta. Os Māyāvādīs que se autoproclamaram vedantistas não compreendem de modo algum o propósito da filosofia Vedānta. Por não receberem educação adequada, as pessoas em geral pensam que Vedānta significa a interpretação śaṅkarita."}
{"ref": "cc/madhya/17/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/97/", "verse_text": "nirantara duṅhe cinti tomāra caraṇa\n\n'sarvajña īśvara' tumi dilā daraśana", "devanagari": "> নিরন্তর দুঁহে চিন্তি তোমার চরণ ।\n> ‘সর্বজ্ঞ ঈশ্বর’ তুমি দিলা দরশন ॥৯৭॥", "synonyms": "*nirantara*—incessantemente; *duṅhe*—nós dois; *cinti*—pensamos; *tomāra caraṇa*—em Teus pés de lótus; *sarva-jña*—onisciente; *īśvara*—Suprema Personalidade de Deus; *tumi*—Tu; *dilā daraśana*—concedeste Tua audiência.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, nós dois pensamos incessantemente em Teus pés de lótus. Embora sejas a onisciente Suprema Personalidade de Deus, concedeste-nos Tua audiência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/98/", "verse_text": "śuni,--'mahāprabhu' yābena śrī-vṛndāvane\n\ndina kata rahi' tāra' bhṛtya dui-jane\"", "devanagari": "> শুনি, — ‘মহাপ্রভু’ যাবেন শ্রীবৃন্দাবনে ।\n> দিন কত রহি’ তার’ ভৃত্য দুইজনে” ॥ ৯৮ ॥", "synonyms": "*śuni*—ouço; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yābena*—irá; *śrī-vṛndāvane*—a Vṛndāvana; *dina kata*—por alguns dias; *rahi'*—permanecendo; *tāra'*—por favor, liberta; *bhṛtya*—servos; *dui-jane*—duas pessoas.", "translation": "**\"Meu Senhor, ouvi dizer que estás indo a Vṛndāvana. Depois de permaneceres aqui em Vārāṇasī por alguns dias, por favor liberta-nos, pois somos Teus dois servos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/99/", "verse_text": "miśra kahe,--'prabhu, yāvat kāśīte rahibā\n\nmora nimantraṇa vinā anya nā mānibā'", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — ‘প্রভু, যাবৎ কাশীতে রহিবা ।\n> মোর নিমন্ত্রণ বিনা অন্য না মানিবা’ ॥ ৯৯ ॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Tapana Miśra disse; *prabhu*—meu Senhor; *yāvat*—enquanto; *kāśīte rahibā*—permaneceres em Kāśī, Vārāṇasī; *mora nimantraṇa*—meu convite; *vinā*—além de; *anya*—outros; *nā mānibā*—não aceites.", "translation": "**Tapana Miśra disse então: \"Meu querido Senhor, enquanto permaneceres em Vārāṇasī, por favor não aceites nenhum convite além do meu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/100/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu dui bhṛtyera vaśe\n\nicchā nāhi, tabu tathā rahilā dina-daśe", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু দুই ভৃত্যের বশে ।\n> ইচ্ছা নাহি, তবু তথা রহিলা দিন-দশে ॥১০০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui*—dois; *bhṛtyera*—pelos servos; *vaśe*—estando obrigado; *icchā nāhi*—não havia tal desejo; *tabu*—ainda assim; *tathā*—ali; *rahilā*—permaneceu; *dina-daśe*—por dez dias.", "translation": "**Embora não tivesse feito tal plano, Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu por dez dias em Vārāṇasī, estando obrigado pelos pedidos de Seus dois servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/101/", "verse_text": "mahārāṣṭrīya vipra āise prabhu dekhibāre\n\nprabhura rūpa-prema dekhi' haya camatkāre", "devanagari": "> মহারাষ্ট্রীয় বিপ্র আইসে প্রভু দেখিবারে ।\n> প্রভুর রূপ-প্রেম দেখি’ হয় চমৎকারে ॥১০১॥", "synonyms": "*mahārāṣṭrīya*—pertencente ao estado de Mahārāṣṭra; *vipra*—certo brāhmaṇa; *āise*—vem; *prabhu dekhibāre*—para ver o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpa-prema*—a beleza e o amor extático; *dekhi'*—vendo; *haya camatkāre*—fica atônito.", "translation": "**Em Vārāṇasī havia um brāhmaṇa mahārāṣṭrīyano que costumava vir diariamente ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Esse brāhmaṇa simplesmente se assombrava ao contemplar a beleza pessoal do Senhor e Seu amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/102/", "verse_text": "vipra saba nimantraya, prabhu nāhi māne\n\nprabhu kahe,--'āji mora hañāche nimantraṇe'", "devanagari": "> বিপ্র সব নিমন্ত্রয়, প্রভু নাহি মানে ।\n> প্রভু কহে, — ‘আজি মোর হঞাছে নিমন্ত্রণে’ ॥১০২॥", "synonyms": "*vipra*—os brāhmaṇas; *saba*—todos; *nimantraya*—convidam; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāhi māne*—não aceita; *prabhu kahe*—o Senhor responde; *āji*—hoje; *mora*—Meu; *hañāche*—houve; *nimantraṇe*—convite.", "translation": "**Quando os brāhmaṇas de Vārāṇasī convidavam Śrī Caitanya Mahāprabhu para almoçar, o Senhor não aceitava seus convites. Ele respondia: \"Já fui convidado para outro lugar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/103/", "verse_text": "ei-mata prati-dina karena vañcana\n\nsannyāsīra saṅga-bhaye nā mānena nimantraṇa", "devanagari": "> এইমত প্রতিদিন করেন বঞ্চন ।\n> সন্ন্যাসীর সঙ্গ-ভয়ে না মানেন নিমন্ত্রণ ॥১০৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prati-dina*—diariamente; *karena vañcana*—recusa os outros que convidam; *sannyāsīra*—dos sannyāsīs māyāvādīs; *saṅga-bhaye*—por temer a associação; *nā mānena*—não aceita; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Todos os dias Śrī Caitanya Mahāprabhu recusava o convite deles porque temia associar-se com os sannyāsīs māyāvādīs.**", "purport": "Um sannyāsī vaiṣṇava jamais aceita um convite de alguém que considere os sannyāsīs māyāvādīs e os sannyāsīs vaiṣṇavas como sendo a mesma coisa. Em outras palavras, os sannyāsīs vaiṣṇavas de modo algum gostam de associar-se com os sannyāsīs māyāvādīs, quanto mais de comer juntos. Este princípio deve ser seguido pelos sannyāsīs do movimento da consciência de Kṛṣṇa. Esta é a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu dada por Seu comportamento pessoal."}
{"ref": "cc/madhya/17/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/104/", "verse_text": "prakāśānanda śrīpāda sabhāte vasiyā\n\n'vedānta' paḍāna bahu śiṣya-gaṇa lañā", "devanagari": "> প্রকাশানন্দ শ্রীপাদ সভাতে বসিয়া ।\n> ‘বেদান্ত’ পড়ান বহু শিষ্যগণ লঞা ॥১০৪॥", "synonyms": "*prakāśānanda*—Prakāśānanda; *śrīpāda*—um grande sannyāsī; *sabhāte*—na assembleia; *vasiyā*—sentando-se; *vedānta*—a filosofia Vedānta; *paḍāna*—instrui; *bahu*—muitos; *śiṣya-gaṇa*—discípulos; *lañā*—levando.", "translation": "**Havia um grande sannyāsī māyāvādī chamado Prakāśānanda Sarasvatī que costumava ensinar a filosofia Vedānta a uma grande assembleia de seguidores.**", "purport": "Śrīpāda Prakāśānanda Sarasvatī era um sannyāsī māyāvādī, e suas características foram descritas no *Caitanya-bhāgavata* (Madhya-khaṇḍa, Capítulo Três):\n\n'hasta', 'pada', 'mukha' mora nāhika 'locana'\nveda more ei-mata kare viḍambana\n\nkāśīte paḍāya veṭā 'prakāśa-ānanda'\nsei veṭā kare mora aṅga khaṇḍa-khaṇḍa\n\nvākhānaye veda, mora vigraha nā māne\nsarvāṅge ha-ila kuṣṭha, tabu nāhi jāne\n\nsarva-yajñamaya mora ye-aṅga--pavitra\n'aja', 'bhava' ādi gāya yāṅhāra caritra\n\n'puṇya' pavitratā pāya ye-aṅga-paraśe\ntāhā 'mithyā' bale veṭā kemana sāhase\n\nNo Madhya-khaṇḍa, Capítulo Vinte, afirma-se:\n\nsannyāsī 'prakāśānanda' vasaye kāśīte\nmore khaṇḍa-khaṇḍa veṭā kare bhāla-mate\n\npaḍāya 'vedānta', mora 'vigraha' nā māne\nkuṣṭha karāiluṅ aṅge, tabu nāhi jāne\n\n'satya' mora 'līlā-karma', 'satya' mora 'sthāna'\nihā 'mithyā' bale, more kare khān-khān\n\nPrakāśānanda Sarasvatī costumava explicar o impersonalismo, a Verdade Absoluta, como sendo desprovida de mãos, pernas, bocas ou olhos. Dessa forma, ele enganava as pessoas ao negar a forma pessoal do Senhor. Tão tola era essa pessoa, Prakāśānanda Sarasvatī, cuja única ocupação consistia em decepar os membros do Senhor ao provar que o Senhor é impessoal. Embora o Senhor tenha forma, Prakāśānanda Sarasvatī tentava cortar as mãos e as pernas do Senhor. Esta é a ocupação dos demônios. Os *Vedas* afirmam que as pessoas que não aceitam a forma do Senhor são canalhas. A forma do Senhor é um fato, pois Kṛṣṇa afirma no *Bhagavad-gītā* (15.15): vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ. Quando Kṛṣṇa diz aham, Ele diz \"Eu sou\", o que significa \"Eu\", a pessoa. Ele acrescenta a palavra eva, que se usa para verificação conclusiva. É por meio da filosofia Vedānta que a pessoa deve conhecer a Pessoa Suprema. Quem quer que descreva o conhecimento Védico como impessoal é um demônio. A pessoa alcança o êxito na vida ao adorar a forma do Senhor. Os sannyāsīs māyāvādīs negam a forma do Senhor, que liberta todas as almas caídas. De fato, essa forma é despedaçada pelos demônios māyāvādīs.\n\nA Personalidade de Deus é adorada por semideuses exaltados como o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva. O sannyāsī māyāvādī original, Śaṅkarācārya, também aceitou o fato de que a forma do Senhor é transcendental. Nārāyaṇaḥ paro 'vyaktāt: \"Nārāyaṇa, a Suprema Personalidade de Deus, está além do avyakta, a energia material imanifesta.\" Avyaktād aṇḍa-sambhavaḥ: \"Este mundo material é uma criação dessa energia material imanifesta.\" Contudo, Nārāyaṇa tem Sua própria forma eterna, que não é criada pela energia material. Simplesmente por adorar a forma do Senhor, a pessoa se purifica. No entanto, os sannyāsīs māyāvādīs são filósofos impersonalistas, e descrevem a forma do Senhor como māyā, ou falsa. Como pode alguém purificar-se ao adorar algo falso? Os filósofos māyāvādīs não têm razão suficiente para serem impersonalistas. Eles seguem cegamente um princípio que não pode ser sustentado pela razão nem pelo raciocínio. Esta era a situação de Prakāśānanda Sarasvatī, o principal sannyāsī māyāvādī de Benares. Supunha-se que ele ensinasse a filosofia Vedānta, mas não aceitava a forma do Senhor; por isso, foi acometido de lepra. Mesmo assim, continuou a cometer pecados ao descrever a Verdade Absoluta como impessoal. A Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus, sempre exibe passatempos e atividades, mas os sannyāsīs māyāvādīs alegam que essas atividades são falsas.\n\nAlgumas pessoas alegam falsamente que Prakāśānanda Sarasvatī mais tarde ficou conhecido como Prabodhānanda Sarasvatī, mas isso não é um fato. Prabodhānanda Sarasvatī era tio e mestre espiritual de Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī. Em sua vida de gṛhastha, Prabodhānanda Sarasvatī residia em Śrī Raṅga-kṣetra, e pertencia à Rāmānuja-sampradāya vaiṣṇava. É um equívoco considerar Prakāśānanda Sarasvatī e Prabodhānanda Sarasvatī como o mesmo homem."}
{"ref": "cc/madhya/17/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/105/", "verse_text": "eka vipra dekhi' āilā prabhura vyavahāra\n\nprakāśānanda-āge kahe caritra tāṅhāra", "devanagari": "> এক বিপ্র দেখি’ আইলা প্রভুর ব্যবহার ।\n> প্রকাশানন্দ-আগে কহে চরিত্র তাঁহার ॥১০৫॥", "synonyms": "*eka vipra*—certo brāhmaṇa; *dekhi'*—vendo; *āilā*—veio; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vyavahāra*—as atividades; *prakāśānanda-āge*—perante o sannyāsī māyāvādī Prakāśānanda; *kahe*—diz; *caritra tāṅhāra*—Suas características.", "translation": "**Certo brāhmaṇa que viu o comportamento maravilhoso de Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se a Prakāśānanda Sarasvatī e descreveu as características do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/106/", "verse_text": "\"eka sannyāsī āilā jagannātha haite\n\ntāṅhāra mahimā-pratāpa nā pāri varṇite", "devanagari": "> “এক সন্ন্যাসী আইলা জগন্নাথ হৈতে ।\n> তাঁহার মহিমা-প্রতাপ না পারি বর্ণিতে ॥১০৬॥", "synonyms": "*eka*—um; *sannyāsī*—pessoa na ordem de vida renunciada; *āilā*—veio; *jagannātha haite*—de Jagannātha Purī; *tāṅhāra*—Suas; *mahimā*—glórias; *pratāpa*—influência; *nā pāri varṇite*—não consigo descrever.", "translation": "**O brāhmaṇa disse a Prakāśānanda Sarasvatī: \"Há um sannyāsī que veio de Jagannātha Purī, e não consigo descrever Sua maravilhosa influência e Suas glórias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/107/", "verse_text": "sakala dekhiye tāṅte adbhuta-kathana\n\nprakāṇḍa-śarīra, śuddha-kāñcana-varaṇa", "devanagari": "> সকল দেখিয়ে তাঁতে অদ্ভুত-কথন ।\n> প্রকাণ্ড-শরীর, শুদ্ধকাঞ্চন-বরণ ॥১০৭॥", "synonyms": "*sakala dekhiye*—vejo tudo; *tāṅte*—nEle; *adbhuta-kathana*—descrição maravilhosa; *prakāṇḍa-śarīra*—corpo muito grande; *śuddha*—puro; *kāñcana*—ouro; *varaṇa*—tez.", "translation": "**\"Tudo nesse sannyāsī é maravilhoso. Ele tem um corpo muito bem constituído e exuberante, e Sua tez é como ouro purificado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/108/", "verse_text": "ājānu-lambita bhuja, kamala-nayana\n\nyata kichu īśvarera sarva sal-lakṣaṇa", "devanagari": "> আজানুলম্বিত ভুজ, কমল-নয়ন ।\n> যত কিছু ঈশ্বরের সর্ব সল্লক্ষণ ॥১০৮॥", "synonyms": "*ājānu-lambita*—chegando até os joelhos; *bhuja*—braços; *kamala-nayana*—olhos como as pétalas de uma flor de lótus; *yata*—tantos quantos; *kichu*—quaisquer; *īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *sarva*—todos; *sat-lakṣaṇa*—sintomas transcendentais.", "translation": "**\"Ele tem braços que se estendem até os joelhos, e Seus olhos são como as pétalas de um lótus. Em Sua pessoa estão todos os sintomas transcendentais da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/109/", "verse_text": "tāhā dekhi' jñāna haya--'ei nārāyaṇa\n\nyei tāṅre dekhe, kare kṛṣṇa-saṅkīrtana", "devanagari": "> তাহা দেখি’ জ্ঞান হয় — ‘এই নারায়ণ’ ।\n> যেই তাঁরে দেখে, করে কৃষ্ণসংকীর্তন ॥১০৯॥", "synonyms": "*tāhā dekhi'*—vendo isso; *jñāna haya*—chega-se à conclusão; *ei nārāyaṇa*—Ele é a Suprema Personalidade de Deus, o próprio Nārāyaṇa; *yei*—qualquer um que; *tāṅre*—a Ele; *dekhe*—vê; *kare*—realiza; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—o canto do santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Quando alguém vê todos esses traços, toma-O pelo próprio Nārāyaṇa. Quem quer que O veja imediatamente começa a cantar o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/110/", "verse_text": "'mahā-bhāgavata'-lakṣaṇa śuni bhāgavate\n\nse-saba lakṣaṇa prakaṭa dekhiye tāṅhāte", "devanagari": "> ‘মহাভাগবত’-লক্ষণ শুনি ভাগবতে ।\n> সে-সব লক্ষণ প্রকট দেখিয়ে তাঁহাতে ॥১১০॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata*—de um devoto de primeira classe; *lakṣaṇa*—sintomas; *śuni*—ouvimos; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *se-saba lakṣaṇa*—todos esses sintomas; *prakaṭa*—manifestos; *dekhiye*—vejo; *tāṅhāte*—nEle.", "translation": "**\"Ouvimos falar dos sintomas de um devoto de primeira classe no *Śrīmad-Bhāgavatam*, e todos esses sintomas estão manifestos no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/111/", "verse_text": "'nirantara kṛṣṇa-nāma' jihvā tāṅra gāya\n\ndui-netre aśru vahe gaṅgā-dhārā-prāya", "devanagari": "> ‘নিরন্তর কৃষ্ণনাম’ জিহ্বা তাঁর গায় ।\n> দুই-নেত্রে অশ্রু বহে গঙ্গাধারা-প্রায় ॥১১১॥", "synonyms": "*nirantara*—incessantemente; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor; *jihvā*—língua; *tāṅra*—Sua; *gāya*—canta; *dui-netre*—nos dois olhos; *aśru*—lágrimas; *vahe*—fluem; *gaṅgā-dhārā-prāya*—como o fluxo do Ganges.", "translation": "**\"Sua língua canta sempre o santo nome de Kṛṣṇa, e de Seus olhos as lágrimas caem incessantemente como o fluir do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/112/", "verse_text": "kṣaṇe nāce, hāse, gāya, karaye krandana\n\nkṣaṇe huhuṅkāra kare,--siṁhera garjana", "devanagari": "> ক্ষণে নাচে, হাসে, গায়, করয়ে ক্রন্দন ।\n> ক্ষণে হুহুঙ্কার করে, — সিংহের গর্জন ॥১১২॥", "synonyms": "*kṣaṇe*—às vezes; *nāce*—dança; *hāse*—ri; *gāya*—canta; *karaye krandana*—chora; *kṣaṇe*—às vezes; *huhuṅ-kāra*—altas vibrações; *kare*—faz; *siṁhera garjana*—o rugido de um leão.", "translation": "**\"Às vezes Ele dança, ri, canta e chora, e às vezes ruge como um leão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/113/", "verse_text": "jagat-maṅgala tāṅra 'kṛṣṇa-caitanya'-nāma\n\nnāma, rūpa, guṇa tāṅra, saba--anupama", "devanagari": "> জগৎমঙ্গল তাঁর ‘কৃষ্ণচৈতন্য’-নাম ।\n> নাম, রূপ, গুণ তাঁর, সব — অনুপম ॥১১৩॥", "synonyms": "*jagat-maṅgala*—todo-auspicioso para o mundo inteiro; *tāṅra*—Seu; *kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *nāma*—nome; *nāma*—nome; *rūpa*—forma; *guṇa*—a qualidade; *tāṅra*—Seu; *saba*—tudo; *anupama*—incomparável.", "translation": "**\"Seu nome, Kṛṣṇa Caitanya, é todo-auspicioso para o mundo. Tudo a Seu respeito – Seu nome, Sua forma e Suas qualidades – é incomparável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/114/", "verse_text": "dekhile se jāni tāṅra 'īśvarera rīti'\n\nalaukika kathā śuni' ke kare pratīti?\"", "devanagari": "> দেখিলে সে জানি তাঁর ‘ঈশ্বরের রীতি’ ।\n> অলৌকিক কথা শুনি’ কে করে প্রতীতি ?” ॥ ১১৪ ॥", "synonyms": "*dekhile*—simplesmente por vê-lo; *se*—a Ele; *jāni*—compreendo; *tāṅra*—Suas; *īśvarera rīti*—características da Suprema Personalidade de Deus; *alaukika*—incomum; *kathā*—história; *śuni'*—ouvindo; *ke*—quem; *kare pratīti*—acreditará.", "translation": "**\"Simplesmente por vê-lo, a pessoa compreende que Ele possui todas as características da Suprema Personalidade de Deus. Tais características são certamente incomuns. Quem acreditará nisso?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/115/", "verse_text": "śuniyā prakāśānanda bahuta hāsilā\n\nvipre upahāsa kari' kahite lāgilā", "devanagari": "> শুনিয়া প্রকাশানন্দ বহুত হাসিলা ।\n> বিপ্রে উপহাস করি’ কহিতে লাগিলা ॥১১৫॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *prakāśānanda*—Prakāśānanda Sarasvatī; *bahuta hāsilā*—riu muito; *vipre*—do brāhmaṇa; *upahāsa kari'*—rindo zombeteiramente; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Prakāśānanda Sarasvatī riu muito ao ouvir essa descrição. Caçoando e rindo do brāhmaṇa, começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/116/", "verse_text": "\"śuniyāchi gauḍa-deśera sannyāsī--'bhāvuka'\n\nkeśava-bhāratī-śiṣya, loka-pratāraka", "devanagari": "> “শুনিয়াছি গৌড়দেশের সন্ন্যাসী — ‘ভাবুক’ ।\n> কেশব-ভারতী-শিষ্য, লোকপ্রতারক ॥১১৬॥", "synonyms": "*śuniyāchi*—ouvi; *gauḍa-deśera sannyāsī*—o sannyāsī de Bengala; *bhāvuka*—sentimental; *keśava-bhāratī-śiṣya*—discípulo de Keśava Bhāratī; *loka-pratāraka*—um impostor de primeira classe.", "translation": "**Prakāśānanda Sarasvatī disse: \"Sim, ouvi falar dele. É um sannyāsī de Bengala, e é muito sentimental. Também ouvi que pertence à Bhāratī-sampradāya, pois é discípulo de Keśava Bhāratī. Contudo, ele não passa de um impostor.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu era considerado bhāvuka (sentimental) porque sempre era visto no estágio de bhāva. Ou seja, Ele sempre exibia amor extático por Kṛṣṇa. No entanto, as pessoas tolas O consideravam sentimental. No mundo material, os supostos devotos às vezes exibem sintomas emocionais. O amor extático de Caitanya Mahāprabhu não pode ser comparado às imitativas manifestações emocionais dos impostores. Tais manifestações não perduram por muito tempo. São temporárias. Vemos de fato que alguns imitadores emocionais exibem certos sintomas, mas, logo após sua exibição, sentem-se atraídos a fumar e a outras coisas. No início, quando Prakāśānanda Sarasvatī ouviu falar das atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu, considerou-as as de um impostor. Por isso, chamou-O de loka-pratāraka, um impostor. Os māyāvādīs não conseguem compreender os sintomas transcendentais exibidos por um devoto; portanto, quando tais sintomas se manifestam, os māyāvādīs equiparam-nos a sentimentos emocionais temporários. Contudo, a afirmação de Prakāśānanda Sarasvatī é ofensiva e, por conseguinte, ele deve ser considerado um ateu (pāṣaṇḍī). Segundo Śrīla Rūpa Gosvāmī, visto que Prakāśānanda Sarasvatī não se ocupava no serviço devocional ao Senhor, seu sannyāsa deve ser considerado phalgu-vairāgya. Isso significa que, como ele não sabia usar as coisas para o serviço ao Senhor, sua renúncia ao mundo era artificial."}
{"ref": "cc/madhya/17/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/117/", "verse_text": "'caitanya'-nāma tāṅra, bhāvuka-gaṇa lañā\n\ndeśe deśe grāme grāme bule nācāñā", "devanagari": "> ‘চৈতন্য’-নাম তাঁর, ভাবুকগণ লঞা ।\n> দেশে দেশে গ্রামে গ্রামে বুলে নাচাঞা ॥১১৭॥", "synonyms": "*caitanya*—Caitanya; *nāma tāṅra*—Seu nome; *bhāvuka-gaṇa lañā*—acompanhado por alguns sentimentalistas; *deśe deśe*—de país em país; *grāme grāme*—de aldeia em aldeia; *bule*—viaja; *nācāñā*—fazendo dançar.", "translation": "**Prakāśānanda Sarasvatī continuou: \"Sei que Seu nome é Śrī Kṛṣṇa Caitanya e que Ele é acompanhado por muitos sentimentalistas. Seus seguidores dançam com Ele, e Ele viaja de país em país e de aldeia em aldeia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/118/", "verse_text": "yei tāṅre dekhe, sei īśvara kari' kahe\n\naiche mohana-vidyā--ye dekhe se mohe", "devanagari": "> যেই তাঁরে দেখে, সেই ঈশ্বর করি’ কহে ।\n> ঐছে মোহন-বিদ্যা — যে দেখে সে মোহে ॥১১৮॥", "synonyms": "*yei*—qualquer um que; *tāṅre*—a Ele; *dekhe*—vê; *sei*—essa pessoa; *īśvara kari'*—como a Suprema Personalidade de Deus; *kahe*—diz; *aiche*—tal; *mohana-vidyā*—hipnotismo; *ye dekhe*—qualquer um que vê; *se mohe*—fica iludido.", "translation": "**\"Quem quer que O veja aceita-O como a Suprema Personalidade de Deus. Visto que Ele possui algum poder místico com o qual hipnotiza as pessoas, todos os que O veem ficam iludidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/119/", "verse_text": "sārvabhauma bhaṭṭācārya--paṇḍita prabala\n\nśuni' caitanyera saṅge ha-ila pāgala", "devanagari": "> সার্বভৌম ভট্টাচার্য — পণ্ডিত প্রবল ।\n> শুনি’ চৈতন্যের সঙ্গে হইল পাগল ॥১১৯॥", "synonyms": "*sārvabhauma bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *paṇḍita prabala*—um erudito instruído; *śuni'*—ouvi; *caitanyera saṅge*—na associação de Caitanya; *ha-ila pāgala*—tornou-se um louco.", "translation": "**\"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya era um erudito muito instruído, mas ouvi que ele também se tornou um louco devido a sua associação com este Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/120/", "verse_text": "'sannyāsī'--nāma-mātra, mahā-indrajālī!\n\n'kāśīpure' nā vikābe tāṅra bhāvakāli", "devanagari": "> ‘সন্ন্যাসী’ — নাম-মাত্র, মহা-ইন্দ্রজালী !\n> ‘কাশীপুরে’ না বিকাবে তাঁর ভাবকালি ॥১২০॥", "synonyms": "*sannyāsī*—na ordem de vida renunciada; *nāma-mātra*—apenas de nome; *mahā-indrajālī*—mágico de primeira classe; *kāśīpure*—em Kāśī; *nā vikābe*—não venderá; *tāṅra*—Suas; *bhāvakāli*—atividades sentimentais.", "translation": "**\"Este Caitanya é um sannyāsī apenas de nome. Na verdade, é um mágico de primeira classe. De qualquer modo, Seu sentimentalismo não pode estar muito em voga aqui em Kāśī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/121/", "verse_text": "'vedānta' śravaṇa kara, nā yāiha tāṅra pāśa\n\nucchṛṅkhala-loka-saṅge dui-loka-nāśa\"", "devanagari": "> ‘বেদান্ত’ শ্রবণ কর, না যাইহ তাঁর পাশ ।\n> উচ্ছৃঙ্খল-লোক-সঙ্গে দুইলোক-নাশ ” ॥ ১২১ ॥", "synonyms": "*vedānta*—a filosofia do Vedānta; *śravaṇa kara*—continua ouvindo; *nā*—não; *yāiha*—vás; *tāṅra pāśa*—perto dele; *ucchṛṅkhala*—arrivista; *loka*—pessoas; *saṅge*—na associação de; *dui-loka-nāśa*—destruição neste mundo e no próximo.", "translation": "**\"Não vás ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Simplesmente continua ouvindo o Vedānta. Se te associares com arrivistas, estarás perdido neste mundo e no próximo.\"**", "purport": "A palavra ucchṛṅkhala, que significa \"caprichoso\", é significativa neste verso. No *Bhagavad-gītā* (16.23), o próprio Senhor Kṛṣṇa diz:\n\nyaḥ śāstra-vidhim utsṛjya\nvartate kāma-kārataḥ\nna sa siddhim avāpnoti\nna sukhaṁ na parāṁ gatim\n\nSe alguém age caprichosamente e não segue os princípios śāstricos, jamais alcançará a perfeição, a felicidade ou o mundo espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/17/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/122/", "verse_text": "eta śuni' sei vipra mahā-duḥkha pāilā\n\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kahi' tathā haite uṭhi' gelā", "devanagari": "> এত শুনি’ সেই বিপ্র মহাদুঃখ পাইলা ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ কহি’ তথা হৈতে উঠি’ গেলা ॥১২২॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *mahā-duḥkha pāilā*—ficou muito aflito; *kṛṣṇa kṛṣṇa kahi'*—proferindo o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *tathā haite*—dali; *uṭhi' gelā*—levantou-se e foi embora.", "translation": "**Quando o brāhmaṇa ouviu Prakāśānanda Sarasvatī falar assim sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu, ficou muito pesaroso. Cantando o santo nome de Kṛṣṇa, partiu imediatamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/123/", "verse_text": "prabhura daraśane śuddha hañāche tāṅra mana\n\nprabhu-āge duḥkhī hañā kahe vivaraṇa", "devanagari": "> প্রভুর দরশনে শুদ্ধ হঞাছে তাঁর মন ।\n> প্রভু-আগে দুঃখী হঞা কহে বিবরণ ॥১২৩॥", "synonyms": "*prabhura daraśane*—por ver pessoalmente a Suprema Personalidade de Deus; *śuddha*—purificada; *hañāche*—estava; *tāṅra mana*—sua mente; *prabhu-āge*—diante do Senhor; *duḥkhī hañā*—estando muito infeliz; *kahe vivaraṇa*—descreveu os incidentes.", "translation": "**A mente do brāhmaṇa já fora purificada por ver a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, dirigiu-se a Śrī Caitanya Mahāprabhu e descreveu o que ocorrera diante do māyāvādī sannyāsī Prakāśānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/124/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu tabe īṣat hāsilā\n\npunarapi sei vipra prabhure puchilā", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু তবে ঈষৎ হাসিলা ।\n> পুনরপি সেই বিপ্র প্রভুরে পুছিলা ॥১২৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tabe*—então; *īṣat*—suavemente; *hāsilā*—sorriu; *punarapi*—novamente, de fato; *sei*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *prabhure puchilā*—perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu suavemente. O brāhmaṇa então falou novamente ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/125/", "verse_text": "\"tāra āge yabe āmi tomāra nāma la-ila\n\nseha tomāra nāma jāne,--āpane kahila", "devanagari": "> “তার আগে যবে আমি তোমার নাম লইল ।\n> সেহ তোমার নাম জানে, — আপনে কহিল ॥১২৫॥", "synonyms": "*tāra āge*—diante dele; *yabe*—quando; *āmi*—eu; *tomāra*—Teu; *nāma*—nome; *la-ila*—proferi; *seha*—ele; *tomāra*—Teu; *nāma*—nome; *jāne*—conhece; *āpane kahila*—ele próprio disse.", "translation": "**O brāhmaṇa disse: \"Tão logo proferi Teu nome diante dele, ele imediatamente confirmou o fato de que conhecia Teu nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/126/", "verse_text": "tomāra 'doṣa' kahite kare nāmera uccāra\n\n'caitanya' 'caitanya' kari' kahe tina-bāra", "devanagari": "> তোমার ‘দোষ’ কহিতে করে নামের উচ্চার ।\n> ‘চৈতন্য’ ‘চৈতন্য’ করি’ কহে তিনবার ॥১২৬॥", "synonyms": "*tomāra doṣa*—Tua falha; *kahite*—descrevendo; *kare*—faz; *nāmera*—do nome; *uccāra*—pronúncias; *caitanya caitanya*—Caitanya, Caitanya; *kari'*—dessa maneira; *kahe tina-bāra*—proferiu três vezes.", "translation": "**\"Ao apontar Tua falha, ele proferiu Teu nome três vezes, dizendo: 'Caitanya, Caitanya, Caitanya.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/127/", "verse_text": "tina-bāre 'kṛṣṇa-nāma' nā āila tāra mukhe\n\n'avajñā'te nāma laya, śuni' pāi duḥkhe", "devanagari": "> তিনবারে ‘কৃষ্ণনাম’ না আইল তার মুখে ।\n> ‘অবজ্ঞা’তে নাম লয়, শুনি’ পাই দুঃখে ॥১২৭॥", "synonyms": "*tina-bāre*—três vezes; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *nā āila*—não veio; *tāra mukhe*—em sua boca; *avajñā'te*—com desdém; *nāma laya*—pronuncia Teu nome; *śuni'*—ouvindo; *pāi duḥkhe*—fiquei muito aflito.", "translation": "**\"Embora tenha pronunciado Teu nome três vezes, ele não proferiu o nome de Kṛṣṇa. Porque pronunciou Teu nome com desdém, fiquei muito aflito.**", "purport": "Prakāśānanda Sarasvatī vilipendiou e blasfemou Śrī Caitanya Mahāprabhu. Palavras como brahma, caitanya, ātmā, paramātmā, jagadīśa, īśvara, virāṭ, vibhu, bhūmā, viśvarūpa e vyāpaka indicam todas, indiretamente, Kṛṣṇa. No entanto, quem profere esses nomes não se sente, de fato, atraído pela Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, e por Seus passatempos transcendentais. A pessoa pode obter um pouco de luz desses nomes, mas não consegue compreender que o santo nome do Senhor é idêntico ao Senhor. Devido a seu escasso acervo de conhecimento, considera-se que os nomes do Senhor são materiais. Os filósofos māyāvādīs e os pañcopāsakas não conseguem compreender, no mínimo que seja, a existência do mundo espiritual e a bem-aventurada variedade que ali há. Não conseguem compreender a Verdade Absoluta e suas variedades espirituais – nome, forma, qualidades e passatempos. Por conseguinte, concluem que as atividades transcendentais de Kṛṣṇa são māyā. Por causa disso, é preciso cultivar diretamente o conhecimento acerca do santo nome do Senhor. Os filósofos māyāvādīs desconhecem este fato e, dessa forma, cometem grandes ofensas. Ninguém deve ouvir nada sobre Kṛṣṇa nem sobre o serviço devocional da boca dos impersonalistas māyāvādīs."}
{"ref": "cc/madhya/17/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/128/", "verse_text": "ihāra kāraṇa more kaha kṛpā kari'\n\ntomā dekhi' mukha mora bale 'kṛṣṇa' 'hari\"", "devanagari": "> ইহার কারণ মোরে কহ কৃপা করি’ ।\n> তোমা দেখি’ মুখ মোর বলে ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ ।।” ॥ ১২৮ ॥", "synonyms": "*ihāra*—disto; *kāraṇa*—a causa; *more*—a mim; *kaha*—por favor, dize; *kṛpā kari'*—por Tua misericórdia imotivada; *tomā dekhi'*—ao ver-Te; *mukha*—boca; *mora*—minha; *bale*—diz; *kṛṣṇa hari*—os santos nomes de Kṛṣṇa e Hari.", "translation": "**\"Por que Prakāśānanda não conseguiu pronunciar os nomes de Kṛṣṇa e Hari? Ele cantou o nome Caitanya três vezes. No que me diz respeito, simplesmente por ver-Te, sinto-me impelido a cantar os santos nomes de Kṛṣṇa e Hari.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/129/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"māyāvādī kṛṣṇe aparādhī\n\n'brahma', 'ātmā' 'caitanya' kahe niravadhi", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “মায়াবাদী কৃষ্ণে অপরাধী  ।\n> ‘ব্রহ্ম’, ‘আত্মা’ ‘চৈতন্য’ কহে নিরবধি ॥১২৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *māyāvādī*—os impersonalistas; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *aparādhī*—grandes ofensores; *brahma*—brahma; *ātmā*—ātmā; *caitanya*—caitanya; *kahe*—dizem; *niravadhi*—sem cessar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Os impersonalistas māyāvādīs são grandes ofensores ao Senhor Kṛṣṇa; portanto, eles apenas pronunciam as palavras Brahman, ātmā e caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/130/", "verse_text": "ataeva tāra mukhe nā āise kṛṣṇa-nāma\n\n'kṛṣṇa-nāma', 'kṛṣṇa-svarūpa'--duita 'samāna'", "devanagari": "> অতএব তার মুখে না আইসে কৃষ্ণনাম  ।\n> ‘কৃষ্ণনাম’, ‘কৃষ্ণস্বরূপ’ — দুইত ‘সমান’ ॥১৩০॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *tāra mukhe*—em suas bocas; *nā*—não; *āise*—manifesta-se; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-svarūpa*—a personalidade do Senhor; *duita samāna*—ambos idênticos.", "translation": "**\"O santo nome de Kṛṣṇa não se manifesta em suas bocas porque eles são ofensores a Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, que é idêntico a Seu santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/131/", "verse_text": "'nāma', 'vigraha', 'svarūpa'--tina eka-rūpa\n\ntine 'bheda' nāhi,--tina 'cid-ānanda-rūpa'", "devanagari": "> ‘নাম’, ‘বিগ্রহ’, ‘স্বরূপ’ — তিন একরূপ ।\n> তিনে ‘ভেদ’ নাহি, — তিন ‘চিদানন্দ-রূপ’ ॥১৩১॥", "synonyms": "*nāma*—o nome; *vigraha*—a forma; *sva-rūpa*—a personalidade; *tina*—todos os três; *eka-rūpa*—uma e a mesma coisa; *tine*—entre os três; *bheda nāhi*—não há diferença; *tina*—todos os três; *cit-ānanda-rūpa*—transcendentalmente bem-aventurados.", "translation": "**\"O santo nome do Senhor, Sua forma e Sua personalidade são todos uma e a mesma coisa. Não há diferença entre eles. Visto que todos são absolutos, são transcendentalmente bem-aventurados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/132/", "verse_text": "deha-dehīra, nāma-nāmīra kṛṣṇe nāhi 'bheda'\n\njīvera dharma--nāma-deha-svarūpe 'vibheda'", "devanagari": "> দেহ-দেহীর, নাম-নামীর কৃষ্ণে নাহি ‘ভেদ’ ।\n> জীবের ধর্ম — নাম-দেহ-স্বরূপে ‘বিভেদ’ ॥১৩২॥", "synonyms": "*deha-dehīra*—do corpo e do dono do corpo; *nāma-nāmīra*—do nome e do dono do nome; *kṛṣṇe*—em Kṛṣṇa; *nāhi bheda*—não há diferença; *jīvera dharma*—a situação da alma condicionada; *nāma*—nome; *deha*—corpo; *sva-rūpe*—forma original; *vibheda*—diferente.", "translation": "**\"Não há diferença entre o corpo de Kṛṣṇa e Ele mesmo, nem entre Seu nome e Ele mesmo. No que se refere à alma condicionada, tudo é diferente. O nome de uma pessoa difere de seu corpo, de sua forma original e assim por diante.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu salienta aqui ao brāhmaṇa que os filósofos māyāvādīs não conseguem compreender que a entidade viva é igual em qualidade à Suprema Personalidade de Deus. Por não aceitarem isso, eles pensam que a entidade viva foi falsamente separada do Brahman original devido a estar condicionada pela māyā. Os māyāvādīs creem que a Verdade Absoluta é, em última análise, impessoal. Quando uma encarnação de Deus, ou o próprio Deus, vem, eles pensam que Ele está coberto pela māyā. Em outras palavras, os impersonalistas māyāvādīs pensam que a forma do Senhor também é um produto deste mundo material. Devido a um escasso fundo de conhecimento, não conseguem compreender que Kṛṣṇa não tem corpo separado de Si mesmo. Seu corpo e Ele mesmo são ambos a mesma Verdade Absoluta. Não tendo conhecimento perfeito de Kṛṣṇa, tais impersonalistas certamente cometem ofensas a Seus pés de lótus. Por isso, eles não pronunciam o nome original da Verdade Absoluta, Kṛṣṇa. À sua maneira impessoal, pronunciam o nome do Brahman impessoal, a alma espiritual. Ou seja, eles se entregam a indicações indiretas da Verdade Absoluta. Mesmo que venham a pronunciar o nome de Govinda, Kṛṣṇa ou Mādhava, ainda assim não conseguem compreender que esses nomes são tão bons quanto Govinda, Kṛṣṇa ou Mādhava a pessoa. Visto que são, em última análise, impersonalistas, a pronúncia que fazem do nome pessoal não tem potência. Na verdade, eles não creem em Kṛṣṇa, mas consideram todos esses nomes como vibrações materiais. Sendo incapazes de apreciar o santo nome do Senhor, eles apenas pronunciam nomes indiretos como Brahman, ātmā e caitanya.\n\nÉ um fato, contudo, que tanto o nome de Kṛṣṇa quanto Kṛṣṇa a pessoa são ambos espirituais. Tudo a respeito de Kṛṣṇa é transcendental, bem-aventurado e objetivo. Para uma alma condicionada, o corpo difere da alma, e o nome dado pelo pai também difere da alma. A identificação da entidade viva condicionada com objetos materiais impede-a de alcançar sua verdadeira posição. Embora ela seja uma serva eterna de Kṛṣṇa, age de modo diferente. O svarūpa, ou identificação verdadeira da entidade viva, é descrito por Śrī Caitanya Mahāprabhu como jīvera 'svarūpa' haya-kṛṣṇera 'nitya-dāsa'. A alma condicionada esqueceu as verdadeiras atividades de sua posição original. No entanto, isso não se aplica a Kṛṣṇa. O nome de Kṛṣṇa e Sua pessoa são idênticos. Não existe tal coisa como māyā Kṛṣṇa, pois Kṛṣṇa não é um produto da criação material. Não há diferença entre o corpo de Kṛṣṇa e Sua alma. Kṛṣṇa é, simultaneamente, tanto alma quanto corpo. A distinção entre corpo e alma aplica-se às almas condicionadas. O corpo da alma condicionada difere da alma, e o nome da alma condicionada difere de seu corpo. Alguém pode chamar-se Sr. João, mas, se chamarmos pelo Sr. João, o Sr. João talvez nunca apareça de fato. Contudo, se pronunciarmos o santo nome de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa está imediatamente presente em nossa língua. No *Padma Purāṇa*, Kṛṣṇa diz: mad-bhaktā yatra gāyanti tatra tiṣṭhāmi nārada: \"Ó Nārada, estou presente onde quer que Meus devotos estejam cantando.\" Quando os devotos cantam o santo nome de Kṛṣṇa-Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare-o Senhor Kṛṣṇa está imediatamente presente."}
{"ref": "cc/madhya/17/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/133/", "verse_text": "nāma cintāmaṇiḥ kṛṣṇaś\n\ncaitanya-rasa-vigrahaḥ\n\npūrṇaḥ śuddho nitya-mukto\n\n'bhinnatvān nāma-nāminoḥ", "devanagari": "> নাম চিন্তামণিঃ কৃষ্ণশ্চৈতন্যরসবিগ্রহঃ ।\n> পূর্ণঃ শুদ্ধো নিত্যমুক্তোঽভিন্নত্বান্নামনামিনোঃ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*nāmaḥ*—o santo nome; *cintāmaṇiḥ*—transcendentalmente bem-aventurado outorgador de todas as bênçãos espirituais; *kṛṣṇaḥ*—não diferente de Kṛṣṇa; *caitanya-rasa-vigrahaḥ*—a forma de todas as doçuras transcendentais; *pūrṇaḥ*—completo; *śuddhaḥ*—puro, sem contaminação material; *nitya*—eterno; *muktaḥ*—liberado; *abhinna-tvāt*—por não ser diferente; *nāma*—do santo nome; *nāminoḥ*—e da pessoa que tem o nome.", "translation": "**\" 'O santo nome de Kṛṣṇa é transcendentalmente bem-aventurado. Ele concede todas as bênçãos espirituais, pois é o próprio Kṛṣṇa, o reservatório de todo prazer. O nome de Kṛṣṇa é completo, e é a forma de todas as doçuras transcendentais. Não é, sob nenhuma condição, um nome material, e não é menos poderoso que o próprio Kṛṣṇa. Visto que o nome de Kṛṣṇa não está contaminado pelas qualidades materiais, não há possibilidade de que esteja envolvido com a māyā. O nome de Kṛṣṇa é sempre liberado e espiritual; jamais está condicionado pelas leis da natureza material. Isso se deve ao fato de o nome de Kṛṣṇa e o próprio Kṛṣṇa serem idênticos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Padma Purāṇa*."}
{"ref": "cc/madhya/17/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/134/", "verse_text": "ataeva kṛṣṇera 'nāma', 'deha', 'vilāsa'\n\nprākṛtendriya-grāhya nahe, haya sva-prakāśa", "devanagari": "> অতএব কৃষ্ণের ‘নাম’, ‘দেহ’, ‘বিলাস’ ।\n> প্রাকৃতেন্দ্রিয়-গ্রাহ্য নহে, হয় স্বপ্রকাশ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāma*—o santo nome; *deha*—o corpo espiritual; *vilāsa*—os passatempos; *prākṛta-indriya*—pelos sentidos embotados feitos de matéria; *grāhya*—perceptíveis; *nahe*—não; *haya*—são; *sva-prakāśa*—automanifestos.", "translation": "**\"O santo nome de Kṛṣṇa, Seu corpo e Seus passatempos não podem ser compreendidos pelos rudes sentidos materiais. Eles se manifestam de maneira independente.**", "purport": "O corpo transcendental de Kṛṣṇa, Seu nome, forma, qualidades, passatempos e séquito constituem todos a Verdade Absoluta e são tão bons quanto Kṛṣṇa (sac-cid-ānanda-vigraha). Enquanto a entidade viva estiver condicionada pelos três modos da natureza material — bondade, paixão e ignorância —, os objetos de seus sentidos materiais — forma, sabor, cheiro, som e tato materiais — não a ajudarão a compreender o conhecimento e a bem-aventurança espirituais. Pelo contrário, estes se revelam ao devoto puro. O nome, a forma e as qualidades materiais de uma pessoa diferem certamente uns dos outros. No mundo material, não há concepção de absoluto; contudo, quando chegamos à consciência de Kṛṣṇa, descobrimos que não há diferença material entre o corpo de Kṛṣṇa e Seus nomes, atividades e séquito."}
{"ref": "cc/madhya/17/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/135/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma, kṛṣṇa-guṇa, kṛṣṇa-līlā-vṛnda\n\nkṛṣṇera svarūpa-sama--saba cid-ānanda", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম, কৃষ্ণগুণ কৃষ্ণলীলাবৃন্দ ।\n> কৃষ্ণের স্বরূপ-সম — সব চিদানন্দ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-guṇa*—as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-līlā-vṛnda*—os passatempos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇera sva-rūpa*—a personalidade de Kṛṣṇa; *sama*—iguais; *saba*—todos; *cit-ānanda*—espirituais e plenos de bem-aventurança.", "translation": "**\"O santo nome de Kṛṣṇa, Suas qualidades transcendentais e passatempos, bem como o próprio Senhor Kṛṣṇa, são todos iguais. São todos espirituais e plenos de bem-aventurança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/136/", "verse_text": "ataḥ śrī-kṛṣṇa-nāmādi\n\nna bhaved grāhyam indriyaiḥ\n\nsevonmukhe hi jihvādau\n\nsvayam eva sphuraty adaḥ", "devanagari": "> অতঃ শ্রীকৃষ্ণনামাদি ন ভবেদ্গ্রাহ্যমিন্দ্রিয়ৈঃ ।\n> সেবোন্মুখে হি জিহ্বাদৌ স্বয়মেব স্ফুরত্যদঃ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*ataḥ*—portanto (porque o nome, a forma e a qualidade de Kṛṣṇa estão todos no plano absoluto); *śrī-kṛṣṇa-nāma-ādi*—o nome, a forma, a qualidade, os passatempos do Senhor Kṛṣṇa, e assim por diante; *na*—não; *bhavet*—pode ser; *grāhyam*—percebido; *indriyaiḥ*—pelos rudes sentidos materiais; *sevā-unmukhe*—àquele ocupado em Seu serviço; *hi*—certamente; *jihvā-ādau*—começando com a língua; *svayam*—pessoalmente; *eva*—certamente; *sphurati*—tornam-se manifestos; *adaḥ*—aqueles (o nome, a forma, a qualidade de Kṛṣṇa, e assim por diante).", "translation": "**\" 'Portanto, os sentidos materiais não podem apreciar o santo nome, a forma, as qualidades e os passatempos de Kṛṣṇa. Quando uma alma condicionada desperta para a consciência de Kṛṣṇa e presta serviço usando a língua para cantar o santo nome do Senhor e saborear os restos de Seu alimento, a língua se purifica, e a pessoa gradualmente passa a compreender quem Kṛṣṇa realmente é.'**", "purport": "Este verso está registrado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.234)."}
{"ref": "cc/madhya/17/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/137/", "verse_text": "brahmānanda haite pūrṇānanda līlā-rasa\n\nbrahma-jñānī ākarṣiyā kare ātma-vaśa", "devanagari": "> ব্রহ্মানন্দ হৈতে পূর্ণানন্দ লীলারস ।\n> ব্রহ্মজ্ঞানী আকর্ষিয়া করে আত্মবশ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*brahma-ānanda*—o prazer da autorrealização; *haite*—de; *pūrṇa-ānanda*—prazer completo; *līlā-rasa*—as doçuras dos passatempos do Senhor; *brahma-jñānī*—aqueles que estão no plano da compreensão do Brahman; *ākarṣiyā*—atraindo; *kare*—tornam; *ātma-vaśa*—subordinados a Kṛṣṇa.", "translation": "**\"As doçuras dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa, que são plenas de bem-aventurança, atraem o jñānī para longe do prazer da realização do Brahman e o conquistam.**", "purport": "Quando alguém compreende que pertence não ao mundo material, mas ao mundo espiritual, diz-se que está liberado. Estar situado no mundo espiritual é certamente prazeroso, mas aqueles que percebem o nome, a forma, as qualidades e os passatempos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa desfrutam de bem-aventurança transcendental muitas vezes maior do que aquele que simplesmente percebeu o eu. Quando alguém está situado no plano da autorrealização, ele certamente pode ser facilmente atraído por Kṛṣṇa e tornar-se um servo do Senhor. Isso se explica no *Bhagavad-gītā*:\n\nbrahma-bhūtaḥ prasannātmā\n\nna śocati na kāṅkṣati\n\nsamaḥ sarveṣu bhūteṣu\n\nmad-bhaktiṁ labhate parām\n\n\"Aquele que está assim situado transcendentalmente compreende de imediato o Brahman Supremo e torna-se plenamente feliz. Ele jamais se lamenta nem deseja possuir nada; é equânime para com toda entidade viva. Nesse estado, ele alcança o serviço devocional puro a Mim.\" (Bg. 18.54)\n\nQuando alguém se torna espiritualmente realizado (brahma-bhūta), torna-se feliz (prasannātmā), pois fica aliviado das concepções materiais. Aquele que alcançou esse plano não é agitado pela ação e reação materiais. Ele vê todos no plano da alma espiritual (paṇḍitāḥ sama-darśinaḥ). Quando alguém está completamente realizado, pode elevar-se ao plano do serviço devocional puro (mad-bhaktiṁ-labhate parām). Quando chega ao plano do bhakti, do serviço devocional, ele automaticamente percebe quem é Kṛṣṇa.\n\nbhaktyā mām abhijānāti\n\nyāvān yaś cāsmi tattvataḥ\n\ntato māṁ tattvato jñātvā\n\nviśate tad-anantaram\n\n\"É unicamente pelo serviço devocional que se pode compreender a Suprema Personalidade tal como Ele é. E quando alguém, por meio de tal devoção, está em plena consciência do Senhor Supremo, pode entrar no reino de Deus.\" (Bg. 18.55)\n\nÉ somente no plano do bhakti que se pode compreender a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, e Seu nome, forma, qualidades, passatempos e séquito transcendentais. Estando assim espiritualmente qualificado (viśate tad-anantaram), a pessoa é admitida a entrar no reino espiritual de Deus e voltar ao lar, de volta ao Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/17/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/138/", "verse_text": "svasukha-nibhṛta-cetās tad vyudastānya-bhāvo\n\n'py ajita-rucira-līlākṛṣṭa-sāras tadīyam\n\nvyatanuta kṛpayā yas tattva-dīpaṁ puraṇaṁ\n\ntam akhila-vṛjina-ghnaṁ vyāsa-sūnuṁ nato 'smi", "devanagari": "> স্বসুখনিভৃতচেতাস্তদ্ব্যুদস্তান্যভাবো-\n> ঽপ্যজিতরুচিরলীলাকৃষ্টসারস্তদীয়ম্ ।\n> ব্যতনুত কৃপয়া যস্তত্ত্বদীপং পুরাণং\n> তমখিলবৃজিনঘ্নং ব্যাসসূনুং নতোঽস্মি ॥১৩৮॥", "synonyms": "*sva-sukha*—na felicidade do eu; *nibhṛta*—solitária; *cetāḥ*—cuja consciência; *tat*—por causa disso; *vyudasta*—abandonado; *anya-bhāvaḥ*—qualquer outro tipo de consciência; *api*—embora; *ajita*—de Śrī Kṛṣṇa; *rucira*—agradáveis; *līlā*—pelos passatempos; *ākṛṣṭa*—atraído; *sāraḥ*—cujo coração; *tadīyam*—consistindo nas atividades do Senhor; *vyatanuta*—difundiu, manifestou; *kṛpayā*—misericordiosamente; *yaḥ*—quem; *tattva-dīpam*—a luz brilhante da Verdade Absoluta; *purāṇam*—o Purāṇa (Śrīmad-Bhāgavatam); *tam*—a ele; *akhila-vṛjina-ghnam*—derrotando tudo o que é inauspicioso; *vyāsa-sūnum*—o filho de Vyāsadeva; *nataḥ asmi*—ofereço minhas reverências.", "translation": "**\" 'Permita-me oferecer minhas respeitosas reverências a meu mestre espiritual, o filho de Vyāsadeva, Śukadeva Gosvāmī. É ele quem derrota todas as coisas inauspiciosas dentro deste universo. Embora, no princípio, estivesse absorto na felicidade da realização do Brahman e vivesse num lugar isolado, abandonando todos os outros tipos de consciência, ele foi atraído pelos passatempos mais melodiosos do Senhor Śrī Kṛṣṇa. Por isso, ele misericordiosamente falou o supremo Purāṇa, conhecido como *Śrīmad-Bhāgavatam*, que é a luz brilhante da Verdade Absoluta e que descreve as atividades do Senhor Kṛṣṇa.'**", "purport": "Este verso foi falado por Sūta Gosvāmī no *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.12.69)."}
{"ref": "cc/madhya/17/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/139/", "verse_text": "brahmānanda haite pūrṇānanda kṛṣṇa-guṇa\n\nataeva ākarṣaye ātmā-rāmera mana", "devanagari": "> ব্রহ্মানন্দ হৈতে পূর্ণানন্দ কৃষ্ণগুণ ।\n> অতএব আকর্ষয়ে আত্মারামের মন ॥১৩৯॥", "synonyms": "*brahma-ānanda*—o prazer da realização do Brahman; *haite*—de; *pūrṇa-ānanda*—bem-aventurança completa; *kṛṣṇa-guṇa*—as qualidades do Senhor Kṛṣṇa; *ataeva*—portanto; *ākarṣaye*—atraem; *ātmā-rāmera mana*—as mentes das pessoas autorrealizadas.", "translation": "**\"As qualidades transcendentais de Śrī Kṛṣṇa são completamente bem-aventuradas e saboreáveis. Em consequência, as qualidades do Senhor Kṛṣṇa atraem até mesmo as mentes das pessoas autorrealizadas para longe da bem-aventurança da autorrealização.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/140/", "verse_text": "ātmārāmāś ca munayo\n\nnirgranthā apy urukrame\n\nkurvanty ahaitukīṁ bhaktim\n\nittham-bhūta-guṇo hariḥ", "devanagari": "> আত্মারামাশ্চ মুনয়ো নির্গ্রন্থা অপ্যুরুক্রমে ।\n> কুর্বন্ত্যহৈতুকীং ভক্তিমিত্থম্ভূতগুণো হরিঃ ॥১৪০॥", "synonyms": "*ātma-ārāmaḥ*—pessoas que sentem prazer em estar transcendentalmente situadas no serviço do Senhor; *ca*—também; *munayaḥ*—grandes pessoas santas que rejeitaram completamente as aspirações materiais, as atividades fruitivas, e assim por diante; *nirgranthāḥ*—sem interesse em qualquer desejo material; *api*—certamente; *urukrame*—à Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, cujas atividades são maravilhosas; *kurvanti*—fazem; *ahaitukīm*—imotivado, ou sem desejos materiais; *bhaktim*—serviço devocional; *ittham-bhūta*—tão maravilhosas a ponto de atrair a atenção dos autossatisfeitos; *guṇaḥ*—que tem qualidades transcendentais; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Aqueles que são autossatisfeitos e não se deixam atrair por desejos materiais externos também são atraídos para o serviço amoroso de Śrī Kṛṣṇa, cujas qualidades são transcendentais e cujas atividades são maravilhosas. Hari, a Personalidade de Deus, é chamado Kṛṣṇa porque possui tais traços transcendentalmente atrativos.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/141/", "verse_text": "ei saba rahu--kṛṣṇa-caraṇa-sambandhe\n\nātmārāmera mana hare tulasīra gandhe", "devanagari": "> এই সব রহু — কৃষ্ণচরণ-সম্বন্ধে ।\n> আত্মারামের মন হরে তুলসীর গন্ধে ॥১৪১॥", "synonyms": "*ei saba rahu*—à parte dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-caraṇa-sambandhe*—em relação aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *ātma-ārāmera*—das pessoas autorrealizadas; *mana*—a mente; *hare*—atrai; *tulasīra gandhe*—o aroma das folhas de tulasī.", "translation": "**\"À parte dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa, quando se oferecem folhas de tulasī aos pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa, até mesmo o aroma das folhas atrai a mente das pessoas autorrealizadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/142/", "verse_text": "tasyāravinda-nayanasya padāravinda-\n\nkiñjalka-miśra-tulasī-makaranda-vāyuḥ\n\nantargataḥ svavivareṇa cakāra teṣāṁ\n\nsaṅkṣobham akṣara-juṣām api citta-tanvoḥ", "devanagari": "> তস্যারবিন্দনয়নস্য পদারবিন্দ-\n> কিঞ্জল্কমিশ্রতুলসীমকরন্দবায়ুঃ ।\n> অন্তর্গতঃ স্ববিবরেণ চকার তেষাং\n> সংক্ষোভমক্ষরজুষামপি চিত্ততন্বোঃ ॥১৪২॥", "synonyms": "*tasya*—dEle; *aravinda-nayanasya*—da Suprema Personalidade de Deus, cujos olhos são como as pétalas de um lótus; *pada-aravinda*—dos pés de lótus; *kiñjalka*—com açafrão; *miśra*—misturado; *tulasī*—de folhas de tulasī; *makaranda*—com o aroma; *vāyuḥ*—o ar; *antargataḥ*—entrou; *sva-vivareṇa*—através das narinas; *cakāra*—criou; *teṣām*—deles; *saṅkṣobham*—forte agitação; *akṣara-juṣām*—dos impessoalmente autorrealizados (Kumāras); *api*—também; *citta-tanvoḥ*—da mente e do corpo.", "translation": "**\"'Quando a brisa que levava o aroma das folhas de tulasī e do açafrão dos pés de lótus da Personalidade de Deus de olhos de lótus entrou pelas narinas nos corações daqueles sábios [os Kumāras], eles experimentaram uma transformação tanto no corpo como na mente, embora estivessem apegados à compreensão do Brahman impessoal.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.15.43). Vidura e Maitreya discutiam a gravidez de Diti. A gravidez de Diti fazia os semideuses temerem muito, e os semideuses foram ver o Senhor Brahmā. O Senhor Brahmā explicou o incidente original que envolvia a maldição de Jaya e Vijaya pelos Catuḥ-sana Kumāras. Às vezes, os Catuḥ-sana Kumāras iam a Vaikuṇṭha visitar Nārāyaṇa, a Suprema Personalidade de Deus, e certa vez foram impedidos de entrar no palácio, no sétimo portão, por dois porteiros chamados Jaya e Vijaya. Devido a seu ciúme, Jaya e Vijaya não permitiram a entrada dos Kumāras e, em consequência, os Kumāras irritaram-se e amaldiçoaram Jaya e Vijaya, condenando-os a nascer numa família de asuras no mundo material. A onisciente Personalidade de Deus pôde compreender imediatamente o incidente e veio com Sua consorte eterna, a deusa da fortuna. Os Catuḥ-sana Kumāras imediatamente ofereceram suas reverências ao Senhor. Simplesmente por verem o Senhor e sentirem o aroma de tulasī e açafrão de Seus pés de lótus, os Kumāras tornaram-se devotos e abandonaram seu impersonalismo há muito acalentado. Assim, os quatro Kumāras foram convertidos em vaiṣṇavas simplesmente por sentirem o aroma da tulasī aromática misturada com açafrão. Aqueles que estão realmente na plataforma da compreensão do Brahman e que não ofenderam os pés de lótus de Kṛṣṇa podem tornar-se vaiṣṇavas imediatamente, simplesmente por sentirem o aroma dos pés de lótus do Senhor. No entanto, aqueles que são ofensores ou demônios jamais se sentem atraídos pelo aspecto pessoal do Senhor, embora possam visitar o templo do Senhor muitas vezes. Em Vṛndāvana, vimos muitos sannyāsīs māyāvādīs que nem sequer vêm ao templo de Govindajī, Gopīnātha ou Madana-mohana, porque pensam que tais templos são māyā. Por isso, são chamados de māyāvādīs. Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu disse, portanto, que os māyāvādīs são os maiores ofensores."}
{"ref": "cc/madhya/17/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/143/", "verse_text": "ataeva 'kṛṣṇa-nāma' nā āise tāra mukhe\n\nmāyāvādi-gaṇa yāte mahā bahirmukhe", "devanagari": "> অতএব ‘কৃষ্ণনাম’ না আইসে তার মুখে ।\n> মায়াবাদি-গণ যাতে মহা বহির্মুখে ॥১৪৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *nā*—não; *āise*—vem; *tāra mukhe*—às suas bocas; *māyāvādi-gaṇa*—todos os māyāvādīs; *yāte*—porque; *mahā bahiḥ-mukhe*—grandes ofensores em virtude de seu forte ateísmo.", "translation": "**\"Por serem os māyāvādīs grandes ofensores e filósofos ateístas, o santo nome de Kṛṣṇa não brota de suas bocas.**", "purport": "Por blasfemarem constantemente contra a Suprema Personalidade de Deus, dizendo que Ele não tem cabeça, mãos nem pernas, os filósofos māyāvādīs permanecem ofensores por muitos e muitos nascimentos, embora tenham percebido parcialmente o Brahman. Contudo, se tais impersonalistas não forem ofensores aos pés de lótus do Senhor, tornam-se imediatamente devotos na associação de um devoto. Em outras palavras, se um impersonalista não é ofensor, ele pode tornar-se devoto caso tenha a oportunidade de associar-se com outros devotos. Se for ofensor, não poderá ser convertido nem mesmo pela associação da Suprema Personalidade de Deus. Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu temia muito este ofensor māyāvādī; por isso, falou da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/madhya/17/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/144/", "verse_text": "bhāvakāli vecite āmi āilāṅa kāśīpure\n\ngrāhaka nāhi, nā vikāya, lañā yāba ghare", "devanagari": "> ভাবকালি বেচিতে আমি আইলাঙ কাশীপুরে ।\n> গ্রাহক নাহি, না বিকায়, লঞা যাব ঘরে ॥১৪৪॥", "synonyms": "*bhāvakāli*—sentimentos devocionais; *vecite*—vender; *āmi*—Eu; *āilāṅa*—vim; *kāśīpure*—à cidade de Kāśī; *grāhaka nāhi*—não há comprador; *nā vikāya*—não vendo; *lañā yāba ghare*—então devo levar Minha mercadoria de volta para casa.", "translation": "**\"Vim aqui para vender Meus êxtases emocionais nesta cidade de Kāśī, mas não consigo encontrar nenhum comprador. Se não forem vendidos, devo levá-los de volta para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/145/", "verse_text": "bhārī bojhā lañā āilāṅa, kemane lañā yāba?\n\nalpa-svalpa-mūlya pāile, ethāi veciba", "devanagari": "> ভারী বোঝা লঞা আইলাঙ, কেমনে লঞা যাব ?\n> অল্প-স্বল্প-মূল্য পাইলে, এথাই বেচিব ॥১৪৫॥", "synonyms": "*bhārī bojhā*—carga pesada; *lañā*—carregando; *āilāṅa*—Eu vim; *kemane*—como; *lañā yāba*—levarei de volta; *alpa-svalpa-mūlya*—uma fração do preço real; *pāile*—se Eu obtiver; *ethāi*—aqui; *veciba*—Eu venderei.", "translation": "**\"Trouxe uma carga pesada para vender nesta cidade. Levá-la de volta é uma tarefa muito difícil; portanto, se Eu obtiver ao menos uma fração do preço, vendê-la-ei aqui, nesta cidade de Kāśī.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu estava vendendo o transcendental santo nome do Senhor. No entanto, Kāśī era uma cidade de māyāvādīs (impersonalistas), e tais pessoas jamais cantarão os santos nomes do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Em consequência, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia-se desapontado. Como poderia Ele ensinar aos māyāvādīs a importância de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa? A atração pelo canto do santo nome do Senhor pertence absolutamente aos devotos puros, e não havia possibilidade de encontrar devotos puros em Kāśī. Por conseguinte, a mercadoria de Śrī Caitanya Mahāprabhu era, certamente, muito pesada. O Senhor sugeriu, portanto, que, embora não houvesse devotos puros em Kāśī, se alguém estivesse um pouco inclinado a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, Ele entregaria essa grande carga, ainda que o preço apropriado não fosse pago.\n\nNa verdade, vivenciamos isso quando viemos pregar o movimento Hare Kṛṣṇa no Ocidente. Quando viemos a Nova York em 1965, jamais esperávamos que o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa fosse aceito neste país. Mesmo assim, convidávamos as pessoas a virem a nosso pequeno estabelecimento para juntar-se ao canto do mantra Hare Kṛṣṇa, e o santo nome do Senhor é tão atraente que, simplesmente por virem a nosso estabelecimento em Nova York, jovens afortunados tornaram-se conscientes de Kṛṣṇa. Embora esta missão tenha começado com um capital insignificante, agora vai muito bem. A difusão do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa no Ocidente teve êxito porque os jovens não eram ofensores. Os jovens que se uniram a este movimento não eram muito avançados no que diz respeito à pureza, nem eram muito bem instruídos no conhecimento Védico, mas, por não serem ofensores, puderam aceitar a importância do movimento Hare Kṛṣṇa. Estamos agora muito felizes por ver que este movimento avança cada vez mais nos países ocidentais. Concluímos, por isso, que os supostos mlecchas e yavanas dos países ocidentais são mais purificados do que os ofensivos māyāvādīs ou impersonalistas ateístas."}
{"ref": "cc/madhya/17/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/146/", "verse_text": "eta bali' sei vipre ātmasātha kari'\n\nprāte uṭhi mathurā calilā gaurahari", "devanagari": "> এত বলি’ সেই বিপ্রে আত্মসাথ করি’ ।\n> প্রাতে উঠি’ মথুরা চলিলা গৌরহরি ॥১৪৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *sei vipre*—aquele brāhmaṇa; *ātmasātha kari'*—aceitando como Seu devoto; *prāte uṭhi*—levantando-se cedo pela manhã; *mathurā calilā*—partiu para Mathurā; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou aquele brāhmaṇa como Seu devoto. Na manhã seguinte, levantando-se muito cedo, o Senhor partiu para Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/147/", "verse_text": "sei tina saṅge cale, prabhu niṣedhila\n\ndūra haite tina-jane ghare pāṭhāila", "devanagari": "> সেই তিন সঙ্গে চলে, প্রভু নিষেধিল ।\n> দূর হৈতে তিনজনে ঘরে পাঠাইল ॥১৪৭॥", "synonyms": "*sei tina*—aqueles três; *saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cale*—vão; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *niṣedhila*—proibiu; *dūra haite*—de longe; *tina-jane*—as três pessoas; *ghare*—para casa; *pāṭhāila*—mandou de volta.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu para Mathurā, os três devotos começaram a acompanhá-Lo. Contudo, o Senhor proibiu-os de segui-Lo e, à distância, pediu-lhes que retornassem para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/148/", "verse_text": "prabhura virahe tine ekatra miliyā\n\nprabhu-guṇa gāna kare preme matta hañā", "devanagari": "> প্রভুর বিরহে তিনে একত্র মিলিয়া ।\n> প্রভুগুণ গান করে প্রেমে মত্ত হঞা ॥১৪৮॥", "synonyms": "*prabhura virahe*—por causa da separação do Senhor; *tine*—todos os três; *ekatra*—juntos; *miliyā*—reunindo-se; *prabhu-guṇa*—as qualidades transcendentais do Senhor; *gāna kare*—cantam; *preme*—com amor; *matta hañā*—enlouquecidos.", "translation": "**Sentindo separação do Senhor, os três costumavam reunir-se e glorificar as santas qualidades do Senhor. Assim, ficavam absortos em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/149/", "verse_text": "'prayāge' āsiyā prabhu kaila veṇī-snāna\n\n'mādhava' dekhiyā preme kaila nṛtya-gāna", "devanagari": "> ‘প্রয়াগে’ আসিয়া প্রভু কৈল বেণী-স্নান ।\n> ‘মাধব’ দেখিয়া প্রেমে কৈল নৃত্যগান ॥১৪৯॥", "synonyms": "*prayāge*—a Prayāga; *āsiyā*—chegando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *veṇī-snāna*—banho na confluência do Ganges e do Yamunā; *mādhava*—a Deidade predominante ali, Veṇī Mādhava; *dekhiyā*—vendo; *preme*—em amor extático; *kaila*—realizou; *nṛtya-gāna*—dança e canto.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu foi então a Prayāga, onde Se banhou na confluência do Ganges e do Yamunā. Em seguida, visitou o templo de Veṇī Mādhava e ali cantou e dançou em amor extático.**", "purport": "A cidade de Prayāga situa-se a poucos quilômetros da cidade de Allahabad. O nome Prayāga é dado em virtude dos sacrifícios bem-sucedidos ali realizados. Afirma-se: prakṛṣṭaḥ yāgaḥ yāga-phalaṁ yasmāt. Quem realiza sacrifícios em Prayāga certamente obtém resultados imediatos, sem dificuldade. Prayāga também é chamada de Tīrtharāja, o rei de todos os lugares de peregrinação. Este lugar sagrado situa-se na confluência dos rios Ganges e Yamunā. Todos os anos realiza-se ali uma feira conhecida como Māgha-melā, e a cada doze anos realiza-se também uma Kumbha-melā. Em todo caso, muitas pessoas vêm banhar-se ali todos os anos. Durante a Māgha-melā, geralmente vêm pessoas do distrito local, e durante a Kumbha-melā vêm pessoas de toda a Índia para viver ali e banhar-se no Ganges e no Yamunā. Quem quer que vá ali sente imediatamente a influência espiritual do lugar. Um forte ali localizado foi construído pelo imperador Akbar há cerca de quinhentos anos, e perto do forte há um lugar chamado Triveṇī. Do outro lado de Prayāga há um lugar antigo conhecido como Pratiṣṭhāna-pura. Também é bem conhecido como Jhuṅsi. Muitas pessoas santas vivem ali e, em consequência, ele é muito atraente do ponto de vista espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/17/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/150/", "verse_text": "yamunā dekhiyā preme paḍe jhāṅpa diyā\n\nāste-vyaste bhaṭṭācārya uṭhāya dhariyā", "devanagari": "> যমুনা দেখিয়া প্রেমে পড়ে ঝাঁপ দিয়া ।\n> আস্তে-ব্যস্তে ভট্টাচার্য উঠায় ধরিয়া ॥১৫০॥", "synonyms": "*yamunā*—o rio Yamunā; *dekhiyā*—vendo; *preme*—em amor extático; *paḍe*—cai; *jhāṅpa diyā*—saltando; *āste-vyaste*—com grande pressa; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *uṭhāya*—ergue; *dhariyā*—segurando.", "translation": "**Tão logo Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o rio Yamunā, atirou-se nele. Balabhadra Bhaṭṭācārya apressadamente segurou o Senhor e, com muito cuidado, ergueu-O novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/151/", "verse_text": "ei-mata tina-dina prayāge rahilā\n\nkṛṣṇa-nāma-prema diyā loka nistārilā", "devanagari": "> এইমত তিনদিন প্রয়াগে রহিলা ।\n> কৃষ্ণ-নাম-প্রেম দিয়া লোক নিস্তারিলা ॥১৫১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *tina-dina*—por três dias; *prayāge*—em Prayāga; *rahilā*—permaneceu; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *prema*—e o amor extático; *diyā*—entregando; *loka nistārilā*—libertou as pessoas.", "translation": "**O Senhor permaneceu em Prayāga por três dias. Ele distribuiu o santo nome de Kṛṣṇa e o amor extático. Dessa forma, libertou muitas pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/152/", "verse_text": "'mathurā' calite pathe yathā rahi' yāya\n\nkṛṣṇa-nāma-prema diyā lokere nācāya", "devanagari": "> ‘মথুরা’ চলিতে পথে যথা রহি’ যায় ।\n> কৃষ্ণ-নাম-প্রেম দিয়া লোকেরে নাচায় ॥১৫২॥", "synonyms": "*mathurā*—a Mathurā; *calite*—indo; *pathe*—no caminho; *yathā*—onde quer que; *rahi'*—parando; *yāya*—vai; *kṛṣṇa-nāma-prema*—o santo nome de Kṛṣṇa e Seu amor extático; *diyā*—entregando; *lokere nācāya*—fazia as pessoas dançar.", "translation": "**Onde quer que o Senhor parasse para descansar no caminho para Mathurā, Ele distribuía o santo nome de Kṛṣṇa e o amor extático por Kṛṣṇa. Assim, fazia as pessoas dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/153/", "verse_text": "pūrve yena 'dakṣiṇa' yāite loka nistārilā\n\n'paścima'-deśe taiche saba 'vaiṣṇava' karilā", "devanagari": "> পূর্বে যেন ‘দক্ষিণ’ যাইতে লোক নিস্তারিলা ।\n> ‘পশ্চিম’-দেশে তৈছে সব ‘বৈষ্ণব’ করিলা ॥১৫৩॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yena*—como; *dakṣiṇa*—o Sul da Índia; *yāite*—indo a; *loka*—as pessoas; *nistārilā*—Ele libertou; *paścima-deśe*—nos países ocidentais; *taiche*—de modo semelhante; *saba*—todos; *vaiṣṇava*—devotos; *karilā*—tornou.", "translation": "**Quando o Senhor percorreu o Sul da Índia, libertou muitas pessoas, e quando viajou pela região ocidental, do mesmo modo converteu muitas pessoas ao vaiṣṇavismo.**", "purport": "Anteriormente, Śrī Caitanya Mahāprabhu convertia as pessoas quando percorria o sul e o oeste da Índia. De modo semelhante, este movimento Hare Kṛṣṇa está agora libertando as pessoas do mundo ocidental onde quer que os devotos cantem os santos nomes. Tudo isso é feito pela misericórdia do Senhor. Śrī Caitanya Mahāprabhu predisse que libertaria as pessoas em cada cidade e aldeia do mundo, dando-lhes a oportunidade de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/17/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/154/", "verse_text": "pathe yāhāṅ yāhāṅ haya yamunā-darśana\n\ntāhāṅ jhāṅpa diyā paḍe preme acetana", "devanagari": "> পথে যাহাঁ যাহাঁ হয় যমুনা-দর্শন ।\n> তাহাঁ ঝাঁপ দিয়া পড়ে প্রেমে অচেতন ॥১৫৪॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *yāhāṅ yāhāṅ*—onde quer que; *haya*—houvesse; *yamunā-darśana*—o encontro com o rio Yamunā; *tāhāṅ*—ali; *jhāṅpa diyā paḍe*—salta e cai; *preme acetana*—inconsciente no êxtase do amor.", "translation": "**Enquanto o Senhor ia para Mathurā, deparou-se com o rio Yamunā várias vezes e, tão logo via o rio Yamunā, imediatamente saltava nele, caindo inconsciente na água no êxtase do amor por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/155/", "verse_text": "mathurā-nikaṭe āilā--mathurā dekhiyā\n\ndaṇḍavat hañā paḍe premāviṣṭa hañā", "devanagari": "> মথুরা-নিকটে আইলা — মথুরা দেখিয়া ।\n> দণ্ডবৎ হঞা পড়ে প্রেমাবিষ্ট হঞা ॥১৫৫॥", "synonyms": "*mathurā-nikaṭe*—perto de Mathurā; *āilā*—chegou; *mathurā dekhiyā*—vendo a cidade de Mathurā; *daṇḍavat hañā*—oferecendo reverências; *paḍe*—cai; *prema-āviṣṭa hañā*—no grande êxtase do amor.", "translation": "**Quando Se aproximou de Mathurā e viu a cidade, Ele imediatamente caiu ao chão e ofereceu reverências com grande amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/156/", "verse_text": "mathurā āsiyā kailā 'viśrānti-tīrthe' snāna\n\n'janma-sthāne' 'keśava' dekhi' karilā praṇāma", "devanagari": "> মথুরা আসিয়া কৈলা ‘বিশ্রান্তি-তীর্থে’ স্নান ।\n> ‘জন্মস্থানে’ ‘কেশব’ দেখি’ করিলা প্রণাম ॥১৫৬॥", "synonyms": "*mathurā āsiyā*—chegando a Mathurā; *kailā*—realizou; *viśrānti-tīrthe*—no local de banho conhecido como Viśrāma-ghāṭa; *snāna*—banho; *janma-sthāne*—no local do nascimento do Senhor Kṛṣṇa; *keśava*—a Deidade chamada Keśava; *dekhi'*—vendo; *karilā praṇāma*—ofereceu Suas respeitosas reverências.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu entrou na cidade de Mathurā, tomou Seu banho em Viśrāma-ghāṭa. Em seguida, visitou o local de nascimento de Kṛṣṇa e viu a Deidade chamada Keśavajī. Ofereceu Suas respeitosas reverências a essa Deidade.**", "purport": "No momento presente, o templo de Keśavajī está muito melhorado. Certa vez, o Keśavajī-mandira foi atacado pelo imperador Aurangzeb, que ali construiu uma mesquita tão grande que o templo de Keśavajī ficava insignificante em comparação. No entanto, com a ajuda de muitos ricos maḍwaris, o templo melhorou, e agora está sendo construído um templo muito grande, de modo que a mesquita parece agora diminuída em comparação. Muitas descobertas arqueológicas foram feitas ali, e muitas pessoas de países estrangeiros começam a apreciar o local de nascimento de Kṛṣṇa. Este movimento da consciência de Kṛṣṇa está atraindo muitos estrangeiros ao templo de Keśavajī, e agora eles também serão atraídos pelo templo de Kṛṣṇa-Balarāma em Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/17/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/157/", "verse_text": "premānande nāce, gāya, saghana huṅkāra\n\nprabhura premāveśa dekhi' loke camatkāra", "devanagari": "> প্রেমানন্দে নাচে, গায়, সঘন হুঙ্কার ।\n> প্রভুর প্রেমাবেশ দেখি’ লোকে চমৎকার ॥১৫৭॥", "synonyms": "*prema-ānande*—em amor extático; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *saghana*—repetidamente; *huṅkāra*—tumultuosas vibrações sonoras; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āveśa*—amor extático; *dekhi'*—vendo; *loke*—todas as pessoas; *camatkāra*—atônitas.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava, dançava e emitia altas vibrações sonoras, todas as pessoas ficavam atônitas ao ver Seu amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/158/", "verse_text": "eka-vipra paḍe prabhura caraṇa dhariyā\n\nprabhu-saṅge nṛtya kare premāviṣṭa hañā", "devanagari": "> একবিপ্র পড়ে প্রভুর চরণ ধরিয়া ।\n> প্রভু-সঙ্গে নৃত্য করে প্রেমাবিষ্ট হঞা ॥১৫৮॥", "synonyms": "*eka-vipra*—um brāhmaṇa; *paḍe*—prostra-se; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa dhariyā*—segurando os pés de lótus; *prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya kare*—dança; *prema-āviṣṭa hañā*—estando absorto em amor extático.", "translation": "**Certo brāhmaṇa prostrou-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e então começou a dançar com Ele em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/159/", "verse_text": "duṅhe preme nṛtya kari' kare kolākuli\n\nhari kṛṣṇa kaha duṅhe bale bāhu tuli'", "devanagari": "> দুঁহে প্রেমে নৃত্য করি’ করে কোলাকুলি ।\n> হরি কৃষ্ণ কহ দুঁহে বলে বাহু তুলি’ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*duṅhe*—ambos; *preme*—em amor extático; *nṛtya kari'*—dançando; *kare*—fazem; *kolākuli*—abraçando-se; *hari*—o santo nome de Hari; *kṛṣṇa*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kaha*—continuai cantando; *duṅhe*—ambos; *bale*—dizem; *bāhu tuli'*—erguendo os braços.", "translation": "**Ambos dançaram em amor extático e abraçaram-se mutuamente. Erguendo os braços, disseram: \"Cantai os santos nomes de Hari e Kṛṣṇa!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/160/", "verse_text": "loka 'hari' 'hari' bale, kolāhala haila\n\n'keśava'-sevaka prabhuke mālā parāila", "devanagari": "> লোক ‘হরি’ ‘হরি’ বলে, কোলাহল হৈল ।\n> ‘কেশব’-সেবক প্রভুকে মালা পরাইল ॥১৬০॥", "synonyms": "*loka*—todas as pessoas; *hari hari bale*—começaram a cantar os santos nomes Hari, Hari; *kolāhala haila*—houve um grande alvoroço; *keśava-sevaka*—o sacerdote a serviço do Senhor Keśava; *prabhuke*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mālā parāila*—ofereceu uma guirlanda.", "translation": "**Então todas as pessoas começaram a cantar \"Hari! Hari!\", e houve um grande alvoroço. O sacerdote a serviço do Senhor Keśava ofereceu uma guirlanda a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/161/", "verse_text": "loke kahe prabhu dekhi' hañā vismaya\n\naiche hena prema 'laukika' kabhu naya", "devanagari": "> লোকে কহে প্রভু দেখি’ হঞা বিস্ময় ।\n> ঐছে হেন প্রেম ‘লৌকিক’ কভু নয় ॥১৬১॥", "synonyms": "*loke kahe*—as pessoas disseram; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *hañā vismaya*—ficando maravilhadas; *aiche*—tal; *hena*—semelhante; *prema*—amor a Deus; *laukika*—ordinário; *kabhu naya*—nunca é.", "translation": "**Quando as pessoas viram a dança e o cantar de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ficaram maravilhadas e todas disseram: \"Tal amor transcendental jamais é algo ordinário.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/162/", "verse_text": "yāṅhāra darśane loke preme matta hañā\n\nhāse, kānde, nāce, gāya, kṛṣṇa-nāma lañā", "devanagari": "> যাঁহার দর্শনে লোকে প্রেমে মত্ত হঞা  ।\n> হাসে, কান্দে, নাচে, গায়, কৃষ্ণনাম লঞা ॥১৬২॥", "synonyms": "*yāṅhāra darśane*—ao ver quem; *loke*—as pessoas; *preme*—em amor; *matta hañā*—ficando enlouquecidas; *hāse*—riem; *kānde*—choram; *nāce*—dançam; *gāya*—cantam; *kṛṣṇa-nāma lañā*—tomando o santo nome do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**As pessoas disseram: \"Simplesmente por ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos ficam enlouquecidos de amor a Kṛṣṇa. De fato, todos estão rindo, chorando, dançando, cantando e tomando o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/163/", "verse_text": "sarvathā-niścita--iṅho kṛṣṇa-avatāra\n\nmathurā āilā lokera karite nistāra", "devanagari": "> সর্বথা-নিশ্চিত — ইঁহো কৃষ্ণ-অবতার  ।\n> মথুরা আইলা লোকের করিতে নিস্তার ॥১৬৩॥", "synonyms": "*sarvathā*—em todos os aspectos; *niścita*—certo; *iṅho*—Ele; *kṛṣṇa-avatāra*—encarnação do Senhor Kṛṣṇa; *mathurā āilā*—veio a Mathurā; *lokera*—das pessoas; *karite*—para realizar; *nistāra*—a libertação.", "translation": "**\"Certamente Śrī Caitanya Mahāprabhu é, em todos os aspectos, a encarnação do Senhor Kṛṣṇa. Agora Ele veio a Mathurā para libertar a todos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/164/", "verse_text": "tabe mahāprabhu sei brāhmaṇe lañā\n\ntāṅhāre puchilā kichu nibhṛte vasiyā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সেই ব্রাহ্মণে লঞা  ।\n> তাঁহারে পুছিলা কিছু নিভৃতে বসিয়া ॥১৬৪॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aquele; *brāhmaṇe*—brāhmaṇa; *lañā*—tomando; *tāṅhāre*—a ele; *puchilā*—perguntou; *kichu*—algo; *nibhṛte vasiyā*—sentando-se num lugar isolado.", "translation": "**Depois disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu chamou o brāhmaṇa à parte. Sentando-se num lugar isolado, o Senhor começou a interrogá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/165/", "verse_text": "'ārya, sarala, tumi--vṛddha brāhmaṇa\n\nkāhāṅ haite pāile tumi ei prema-dhana?'", "devanagari": "> ‘আর্য, সরল, তুমি — বৃদ্ধ ব্রাহ্মণ  ।\n> কাহাঁ হৈতে পাইলে তুমি এই প্রেমধন?’ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*ārya*—avançado em serviço devocional; *sarala*—simples; *tumi*—tu; *vṛddha brāhmaṇa*—brāhmaṇa idoso; *kāhāṅ haite*—de onde; *pāile tumi*—obtiveste; *ei*—esta; *prema-dhana*—opulência transcendental de amor extático.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"És um brāhmaṇa idoso, és sincero e és avançado na vida espiritual. De onde obtiveste esta opulência transcendental de amor extático por Kṛṣṇa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/166/", "verse_text": "vipra kahe,--'śrīpāda śrī-mādhavendra-purī\n\nbhramite bhramite āilā mathurā-nagarī", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — ‘শ্রীপাদ শ্রীমাধবেন্দ্রপুরী ।\n> ভ্রমিতে ভ্রমিতে আইলা মথুরা-নগরী ॥১৬৬॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa disse; *śrīpāda*—Sua Santidade; *śrī-mādhavendra-purī*—Śrī Mādhavendra Purī; *bhramite bhramite*—enquanto viajava; *āilā*—veio; *mathurā-nagarī*—à cidade de Mathurā.", "translation": "**O brāhmaṇa respondeu: \"Sua Santidade Śrīla Mādhavendra Purī veio à cidade de Mathurā enquanto se encontrava em viagem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/167/", "verse_text": "kṛpā kari' teṅho mora nilaye āilā\n\nmore śisya kari' mora hāte 'bhikṣā' kailā", "devanagari": "> কৃপা করি’ তেঁহো মোর নিলয়ে আইলা ।\n> মোরে শিষ্য করি’ মোর হাতে ‘ভিক্ষা’ কৈলা ॥১৬৭॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—por sua misericórdia imotivada; *teṅho*—ele; *mora nilaye*—à minha humilde morada; *āilā*—veio; *more*—a mim; *śisya kari'*—aceitando como seu discípulo; *mora hāte*—de minha mão; *bhikṣā kailā*—aceitou o almoço.", "translation": "**\"Enquanto estava em Mathurā, Śrīpāda Mādhavendra Purī visitou minha casa e aceitou-me como discípulo. Ele inclusive almoçou em minha casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/168/", "verse_text": "gopāla prakaṭa kari' sevā kaila 'mahāśaya'\n\nadyāpiha tāṅhāra sevā 'govardhane' haya", "devanagari": "> গোপাল প্রকট করি’ সেবা কৈল ‘মহাশয়’ ।\n> অদ্যাপিহ তাঁহার সেবা ‘গোবর্ধনে’ হয় ॥১৬৮॥", "synonyms": "*gopāla*—a Deidade Gopāla; *prakaṭa kari'*—instalando; *sevā*—serviço; *kaila*—prestou; *mahāśaya*—aquela grande personalidade; *adyāpiha*—ainda hoje; *tāṅhāra*—daquela Deidade Gopāla; *sevā*—o serviço; *govardhane*—na colina de Govardhana; *haya*—é conduzido.", "translation": "**\"Depois de instalar a Deidade Gopāla, Śrīla Mādhavendra Purī prestou-Lhe serviço. Essa mesma Deidade ainda hoje é adorada na colina de Govardhana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/169/", "verse_text": "śuni' prabhu kaila tāṅra caraṇa vandana\n\nbhaya pāñā prabhu-pāya padilā brāhmaṇa", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু কৈল তাঁর চরণ বন্দন ।\n> ভয় পাঞা প্রভু-পায় পড়িলা ব্রাহ্মণ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*śuni'*—após ouvir; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *tāṅra*—dele; *caraṇa vandana*—adorando os pés; *bhaya pāñā*—ficando atemorizado; *prabhu-pāya*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍilā*—prostrou-se; *brāhmaṇa*—o brāhmaṇa.", "translation": "**Assim que Caitanya Mahāprabhu ouviu sobre o relacionamento de Mādhavendra Purī com o brāhmaṇa, imediatamente ofereceu reverências aos pés dele. Ficando atemorizado, o brāhmaṇa também se prostrou de imediato aos pés do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/170/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"tumi 'guru', āmi 'śiṣya'-prāya\n\n'guru' hañā 'śiṣye' namaskāra nā yuyāya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “তুমি ‘গুরু,’ আমি ‘শিষ্য’-প্রায় ।\n> ‘গুরু’ হঞা ‘শিষ্যে’ নমস্কার না যুয়ায় ” ॥ ১৭০ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tumi*—tu; *guru*—Meu mestre espiritual; *āmi*—Eu; *śiṣya-prāya*—como teu discípulo; *guru hañā*—sendo o mestre espiritual; *śiṣye*—ao discípulo; *namaskāra*—reverências; *nā yuyāya*—não é apropriado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Tu estás na plataforma de Meu mestre espiritual, e Eu sou teu discípulo. Visto que és Meu mestre espiritual, não é apropriado que Me ofereças reverências.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/171/", "verse_text": "śuniyā vismita vipra kahe bhaya pāñā\n\naiche vāt kaha kene sannyāsī hañā", "devanagari": "> শুনিয়া বিস্মিত বিপ্র কহে ভয় পাঞা ।\n> ঐছে বাত়্ কহ কেনে সন্ন্যাসী হঞা ॥১৭১॥", "synonyms": "*śuniyā*—após ouvir; *vismita*—atônito; *vipra*—o brāhmaṇa; *kahe*—disse; *bhaya pāñā*—ficando atemorizado; *aiche vāt*—tal afirmação; *kaha*—dizes; *kene*—por que; *sannyāsī hañā*—embora sejas um sannyāsī.", "translation": "**Ao ouvir isso, o brāhmaṇa ficou atemorizado. Então disse: \"Por que falas dessa maneira? És um sannyāsī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/172/", "verse_text": "kintu tomāra prema dekhi' mane anumāni\n\nmādhavendra-purīra 'sambandha' dhara--jāni", "devanagari": "> কিন্তু তোমার প্রেম দেখি’ মনে অনুমানি ।\n> মাধবেন্দ্র-পুরীর ‘সম্বন্ধ’ ধর — জানি ॥১৭২॥", "synonyms": "*kintu*—contudo; *tomāra prema*—Teu amor extático; *dekhi'*—após ver; *mane*—em minha mente; *anumāni*—imagino; *mādhavendra-purīra*—de Śrī Mādhavendra Purī; *sambandha*—relacionamento; *dhara*—tens; *jāni*—posso compreender.", "translation": "**\"Contudo, ao ver Teu amor extático, posso apenas imaginar que deves ter algum relacionamento com Mādhavendra Purī. Esta é a minha compreensão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/173/", "verse_text": "kṛṣṇa-premā tāṅhā, yāṅhā tāṅhāra 'sambandha'\n\ntāhāṅ vinā ei premāra kāhāṅ nāhi gandha", "devanagari": "> কৃষ্ণপ্রেমা তাঁহা, যাঁহা তাঁহার ‘সম্বন্ধ’ ।\n> তাহাঁ বিনা এই প্রেমার কাহাঁ নাহি গন্ধ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-premā*—amor a Kṛṣṇa; *tāṅhā*—ali; *yāṅhā*—onde; *tāṅhāra*—dele; *sambandha*—relacionamento; *tāhāṅ vinā*—sem ele; *ei premāra*—deste amor extático; *kāhāṅ nāhi gandha*—não há possibilidade de sequer um vestígio.", "translation": "**\"Esta espécie de amor extático só pode ser experimentada quando se tem um relacionamento com Mādhavendra Purī. Sem ele, é impossível haver sequer um vestígio de tal amor extático e transcendental.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/174/", "verse_text": "tabe bhaṭṭācārya tāre 'sambandha' kahila\n\nśuni' ānandita vipra nācite lāgila", "devanagari": "> তবে ভট্টাচার্য তারে ‘সম্বন্ধ’ কহিল ।\n> শুনি’ আনন্দিত বিপ্র নাচিতে লাগিল ॥১৭৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *tāre*—ao brāhmaṇa; *sambandha kahila*—explicou o relacionamento; *śuni'*—após ouvir; *ānandita*—ficando satisfeito; *vipra*—o brāhmaṇa; *nācite lāgila*—começou a dançar.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya então explicou o relacionamento entre Mādhavendra Purī e Śrī Caitanya Mahāprabhu. Após ouvir isso, o brāhmaṇa ficou muito satisfeito e começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/175/", "verse_text": "tabe vipra prabhure lañā āilā nija-ghare\n\nāpana-icchāya prabhura nānā sevā kare", "devanagari": "> তবে বিপ্র প্রভুরে লঞা আইলা নিজ-ঘরে ।\n> আপন-ইচ্ছায় প্রভুর নানা সেবা করে ॥১৭৫॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *vipra*—o brāhmaṇa; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *āilā*—retornou; *nija-ghare*—a sua casa; *āpana-icchāya*—por sua própria vontade; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nānā*—vários; *sevā*—serviços; *kare*—prestou.", "translation": "**O brāhmaṇa levou então Śrī Caitanya Mahāprabhu a sua casa e, por sua própria livre vontade, passou a servir o Senhor de várias maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/176/", "verse_text": "bhikṣā lāgi' bhaṭṭācārye karāilā randhana\n\ntabe mahāprabhu hāsi' balilā vacana", "devanagari": "> ভিক্ষা লাগি’ ভট্টাচার্যে করাইলা রন্ধন । \n> তবে মহাপ্রভু হাসি’ বলিলা বচন ॥১৭৬॥", "synonyms": "*bhikṣā lāgi'*—para o almoço; *bhaṭṭācārye*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *karāilā randhana*—fez cozinhar; *tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsi'*—sorrindo; *balilā vacana*—disse estas palavras.", "translation": "**Ele pediu a Balabhadra Bhaṭṭācārya que cozinhasse o almoço de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Naquele momento, o Senhor, sorrindo, falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/177/", "verse_text": "\"purī-gosāñi tomāra ghare karyāchena bhikṣā\n\nmore tumi bhikṣā deha,--ei mora 'śikṣā' \"", "devanagari": "> “পুরী-গোসাঞি তোমার ঘরে কর্যাছেন ভিক্ষা । \n> মোরে তুমি ভিক্ষা দেহ, — এই মোর ‘শিক্ষা’ ” ॥১৭৭॥", "synonyms": "*purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *tomāra ghare*—em tua casa; *karyāchena bhikṣā*—aceitou o almoço; *more*—para Mim; *tumi bhikṣā deha*—é melhor que tu cozinhes; *ei*—essa; *mora śikṣā*—Minha instrução.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Mādhavendra Purī já tomou o almoço em tua casa. Portanto, podes cozinhar e dar-Me o alimento. Esta é a Minha instrução.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/178/", "verse_text": "yad yad ācarati śreṣṭhas\n\ntat tad evetaro janaḥ\n\nsa yat pramāṇaṁ kurute\n\nlokas tad anuvartate", "devanagari": "> যদ্যদাচরতি শ্রেষ্ঠস্তত্তদেবেতরো জনঃ ।\n> স যৎ প্ৰমাণং কুরুতে লোকস্তদনুবর্ততে ॥১৭৮॥", "synonyms": "*yat yat*—seja como for; *ācarati*—comporta-se; *śreṣṭhaḥ*—o melhor dos homens; *tat tat*—isso; *eva*—certamente; *itaraḥ*—o homem comum; *janaḥ*—os homens; *saḥ*—ele; *yat*—o que; *pramāṇam*—critério; *kurute*—demonstra; *lokaḥ*—o povo; *tat*—isso; *anuvartate*—segue.", "translation": "**\"Toda ação que um grande homem realiza, os homens comuns seguem. E todos os critérios que ele estabelece por meio de atos exemplares, o mundo inteiro persegue.\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (3.21)."}
{"ref": "cc/madhya/17/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/179/", "verse_text": "yadyapi 'sanoḍiyā' haya seita brāhmaṇa\n\nsanoḍiyā-ghare sannyāsī nā kare bhojana", "devanagari": "> যদ্যপি ‘সনোড়িয়া’ হয় সেইত ব্রাহ্মণ ।\n> সনোড়িয়া-ঘরে সন্ন্যাসী না করে ভোজন ॥১৭৯॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *sanoḍiyā*—um sacerdote da comunidade Sanoḍiyā; *haya*—fosse; *seita*—aquele; *brāhmaṇa*—brāhmaṇa; *sanoḍiyā-ghare*—na casa de um Sanoḍiyā (ourives); *sannyāsī*—uma pessoa na ordem de vida renunciada; *nā kare bhojana*—não aceita alimento.", "translation": "**O brāhmaṇa pertencia à comunidade dos brāhmaṇas Sanoḍiyā, e um sannyāsī não aceita alimento de um brāhmaṇa assim.**", "purport": "No noroeste da Índia, os vaiśyas dividem-se em várias subdivisões. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura assinala que eles se dividem em Āgaraoyālā, Kālaoyāra e Sānoyāḍa. Dentre eles, supõe-se que os Āgaraoyālās sejam vaiśyas de primeira classe, e os Kālaoyāras e os Sānoyāḍas são considerados inferiores devido à degradação de sua ocupação. Os Kālaoyāras geralmente consomem vinho e outros intoxicantes. Embora sejam vaiśyas, são considerados pertencentes a uma classe inferior. Os sacerdotes que guiam os Kālaoyāras e os Sānoyāḍas são chamados de brāhmaṇas Sanoḍiyā. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirma que a palavra sānoyāḍa, em Bengala, indica suvarṇa-vaṇik. Em Bengala, há sacerdotes que guiam a comunidade suvarṇa-vaṇik, que também é considerada de classe inferior. Há pouca diferença entre o Sānoyāḍa e o suvarṇa-vaṇik. De modo geral, os suvarṇa-vaṇiks são banqueiros que negociam ouro e prata. No oeste da Índia, os Āgaraoyālās também pertencem à profissão bancária. Este é o negócio original da comunidade suvarṇa-vaṇik ou Āgaraoyālā. Historicamente, os Āgaraoyālās provieram de uma região do interior chamada Ayodha, e a comunidade suvarṇa-vaṇik também proveio de Ayodha. Parece que os suvarṇa-vaṇiks e os Āgaraoyālās pertencem à mesma comunidade. Os brāhmaṇas Sanoḍiyā eram os guias dos Kālaoyāra e dos Sānoyāḍa. Por isso, são considerados brāhmaṇas de classe inferior, e a um sannyāsī não se permite receber esmolas ou alimento deles. No entanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou o almoço cozinhado por um brāhmaṇa Sanoḍiyā simplesmente porque ele pertencia à comunidade de Mādhavendra Purī. Śrīla Mādhavendra Purī foi o mestre espiritual de Īśvara Purī, que foi o mestre espiritual de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, estabelece-se uma relação espiritual na plataforma espiritual, sem consideração de inferioridade ou superioridade material."}
{"ref": "cc/madhya/17/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/180/", "verse_text": "tathāpi purī dekhi' tāṅra 'vaiṣṇava,-ācāra\n\n'śiṣya' kari' tāṅra bhikṣā kaila aṅgīkāra", "devanagari": "> তথাপি পুরী দেখি’ তাঁর ‘বৈষ্ণব’-আচার ।\n> ‘শিষ্য’ করি’ তাঁর ভিক্ষা কৈল অঙ্গীকার ॥১৮০॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *purī*—Mādhavendra Purī; *dekhi'*—após ver; *tāṅra*—do brāhmaṇa; *vaiṣṇava-ācāra*—comportamento como o de um vaiṣṇava; *śiṣya kari'*—aceitando-o como seu discípulo; *tāṅra bhikṣā*—o alimento por ele oferecido; *kaila aṅgīkāra*—aceitou.", "translation": "**Embora o brāhmaṇa pertencesse à comunidade Sanoḍiyā, Śrīla Mādhavendra Purī viu que ele se comportava como um vaiṣṇava e, por isso, aceitou-o como seu discípulo. O alimento que ele cozinhava também era aceito por Mādhavendra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/181/", "verse_text": "mahāprabhu tāṅre yadi 'bhikṣā' māgila\n\ndainya kari' sei vipra kahite lāgila", "devanagari": "> মহাপ্রভু তাঁরে যদি ‘ভিক্ষা’ মাগিল । \n> দৈন্য করি’ সেই বিপ্র কহিতে লাগিল ॥১৮১॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—dele; *yadi*—quando; *bhikṣā māgila*—pediu o almoço; *dainya kari'*—por humildade; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *kahite lāgila*—começou a falar.", "translation": "**Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu de bom grado pediu alimento ao brāhmaṇa, e o brāhmaṇa, sentindo uma humildade natural, começou a falar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/182/", "verse_text": "tomāre 'bhikṣā' diba--baḍa bhāgya se āmāra\n\ntumi--īśvara, nāhi tomāra vidhi-vyavahāra", "devanagari": "> তোমারে ‘ভিক্ষা’ দিব — বড় ভাগ্য সে আমার । \n> তুমি — ঈশ্বর, নাহি তোমার বিধি-ব্যবহার ॥১৮২॥", "synonyms": "*tomāre*—a Ti; *bhikṣā diba*—oferecerei alimento; *baḍa bhāgya*—grande fortuna; *se*—essa; *āmāra*—minha; *tumi*—Tu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *nāhi*—não há; *tomāra*—de Ti; *vidhi-vyavahāra*—comportamento regulativo.", "translation": "**\"É uma grande fortuna para mim oferecer-Te alimento. Tu és o Senhor Supremo e, por estares na posição transcendental, não estás restringido de modo algum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/183/", "verse_text": "'mūrkha'-loka karibeka tomāra nindana\n\nsahite nā pārimu sei 'duṣṭe'ra vacana", "devanagari": "> ‘মূর্খ’-লোক করিবেক তোমার নিন্দন । \n> সহিতে না পারিমু সেই ‘দুষ্টে’র বচন ॥১৮৩॥", "synonyms": "*mūrkha-loka*—as pessoas tolas; *karibeka*—farão; *tomāra nindana*—blasfemar contra Ti; *sahite nā pārimu*—não serei capaz de tolerar; *sei*—aquelas; *duṣṭera vacana*—as palavras das pessoas maliciosas.", "translation": "**\"As pessoas tolas blasfemarão contra Ti, mas eu não tolerarei as palavras de tais pessoas maliciosas.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que, embora o brāhmaṇa não pertencesse a uma comunidade superior, ele repreendeu sem medo os supostos brāhmaṇas de casta, porque estava situado na plataforma do serviço devocional puro. Há pessoas que se opõem ao fato de Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitar um vaiṣṇava pertencente a uma casta inferior. Tais pessoas não consideram o mahā-prasāda transcendental e, por isso, são aqui descritas como mūrkha (tolas) e duṣṭa (maliciosas). Um devoto puro tem o poder de desafiar tais pessoas de casta elevada, e suas declarações corajosas não devem ser consideradas orgulhosas ou convencidas. Pelo contrário, ele deve ser considerado franco. Tal pessoa não gosta de lisonjear os brāhmaṇas de classe elevada que pertencem à comunidade não vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/madhya/17/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/184/", "verse_text": "prabhu kahe,--śruti, smṛti, yata ṛṣi-gaṇa\n\nsabe 'eka'-mata nahe, bhinna bhinna dharma", "devanagari": "> প্রভু কহে, — শ্রুতি, স্মৃতি, যত ঋষিগণ ।\n> সবে ‘এক’-মত নহে, ভিন্ন ভিন্ন ধর্ম ॥১৮৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *śruti*—os Vedas; *smṛti*—os Purāṇas; *yata*—todos; *ṛṣi-gaṇa*—os grandes sábios; *sabe*—todos eles; *eka-mata nahe*—não concordam; *bhinna bhinna dharma*—diferentes graus de princípios religiosos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Os *Vedas*, os *Purāṇas* e os grandes sábios eruditos nem sempre concordam uns com os outros. Em consequência, há diferentes princípios religiosos.**", "purport": "Enquanto não se chega à Verdade Absoluta, não há possibilidade de acordo. Nāsav ṛṣir yasya mataṁ na bhinnam: diz-se que um grande erudito ou sábio não pode ser exaltado a menos que discorde. Na plataforma material, não há possibilidade de acordo; por isso, há diferentes tipos de sistemas religiosos. No entanto, a Verdade Absoluta é uma só, e, quando alguém está situado na Verdade Absoluta, não há discordância. Nessa plataforma absoluta, a Suprema Personalidade de Deus é adorável. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (18.55): bhaktyā mām abhijānāti yāvān yaś cāsmi tattvataḥ. Na plataforma absoluta, a Deidade adorável é uma só, e o processo de adoração também é um só. Esse processo é o bhakti.\n\nHá muitas religiões diferentes em todo o mundo, porque nem todas estão na plataforma absoluta do serviço devocional. Como se confirma no *Bhagavad-gītā* (18.66): sarva-dharmān parityajya mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja. A palavra ekam significa \"um\", Kṛṣṇa. Nessa plataforma, não há diferentes sistemas religiosos. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.2): dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra. Na plataforma material, os sistemas religiosos são diferentes. O *Śrīmad-Bhāgavatam* descreve-os desde o início mesmo como dharmaḥ kaitavaḥ, religiões enganadoras. Nenhuma dessas religiões é, de fato, genuína. O sistema religioso genuíno é aquele que capacita alguém a tornar-se um amante da Suprema Personalidade de Deus. Nas palavras do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.6):\n\nsa vai puṁsāṁ paro dharmo\n\nyato bhaktir adhokṣaje\n\nahaituky apratihatā\n\nyayātmā suprasīdati\n\n\"A ocupação suprema [dharma] para toda a humanidade é aquela pela qual os homens podem alcançar o serviço devocional amoroso ao Senhor transcendental. Esse serviço devocional deve ser desmotivado e ininterrupto a fim de satisfazer completamente o eu.\"\n\nNessa plataforma, não há nada além do serviço ao Senhor. Quando uma pessoa não tem motivo oculto, há certamente unidade e acordo de princípios. Visto que cada um tem um corpo e uma mente diferentes, são necessários diferentes tipos de religiões. Mas, quando alguém está situado na plataforma espiritual, não há diferenças corpóreas nem mentais. Em consequência, na plataforma absoluta há unidade na religião."}
{"ref": "cc/madhya/17/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/185/", "verse_text": "dharma-sthāpana-hetu sādhura vyavahāra\n\npurī-gosāñira ye ācaraṇa, sei dharma sāra", "devanagari": "> ধর্ম-স্থাপন-হেতু সাধুর ব্যবহার ।\n> পুরী-গোসাঞির যে আচরণ, সেই ধর্ম সার ॥১৮৫॥", "synonyms": "*dharma-sthāpana-hetu*—para estabelecer os princípios da religião; *sādhura vyavahāra*—o comportamento de um devoto; *purī-gosāñira*—de Mādhavendra Purī; *ye ācaraṇa*—o comportamento; *sei*—essa; *dharma sāra*—a essência de toda religião.", "translation": "**\"O comportamento de um devoto estabelece o verdadeiro propósito dos princípios religiosos. O comportamento de Mādhavendra Purī Gosvāmī é a essência de tais princípios religiosos.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura faz o seguinte comentário sobre esta passagem. Um sādhu, ou homem honesto, é chamado de mahājana ou mahātmā. O mahātmā é assim descrito no *Bhagavad-gītā*:\n\nmahātmānas tu māṁ pārtha\n\ndaivīṁ prakṛtim āśritāḥ\n\nbhajanty ananya-manaso\n\njñātvā bhūtādim avyayam\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que não estão iludidos, as grandes almas, encontram-se sob a proteção da natureza divina. Eles estão plenamente ocupados em serviço devocional porque Me conhecem como a Suprema Personalidade de Deus, original e inexaurível.\" (Bg. 9.13)\n\nNo mundo material, a palavra mahātmā é compreendida de diferentes maneiras por diferentes religiosos. Os mundanos também surgem com seus diferentes ângulos de visão. Para a alma condicionada ocupada na gratificação dos sentidos, um mahājana é reconhecido conforme a proporção de gratificação dos sentidos que ele oferece. Por exemplo, um homem de negócios pode considerar um certo banqueiro um mahājana, e os karmīs que desejam o desfrute material podem considerar filósofos como Jaimini mahājanas. Há muitos yogīs que desejam controlar os sentidos e, para eles, Patañjali Ṛṣi é um mahājana. Para os jñānīs, o ateu Kapila, Vaśiṣṭha, Durvāsā, Dattātreya e outros filósofos impersonalistas são mahājanas. Para os demônios, Hiraṇyākṣa, Hiraṇyakaśipu, Rāvaṇa, o filho de Rāvaṇa, Meghanāda, Jarāsandha e outros são aceitos como mahājanas. Para os antropólogos materialistas que especulam sobre a evolução do corpo, uma pessoa como Darwin é um mahājana. Os cientistas que estão confundidos pela energia externa de Kṛṣṇa não têm relação alguma com a Suprema Personalidade de Deus, e, ainda assim, são aceitos por alguns como mahājanas. De modo semelhante, filósofos, historiadores, literatos, oradores públicos e líderes sociais e políticos são, às vezes, aceitos como mahājanas. Tais mahājanas são respeitados por certos homens que foram descritos no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.3.19):\n\nśva-viḍ-varāhoṣṭra-kharaiḥ\n\nsaṁstutaḥ puruṣaḥ paśuḥ\n\nna yat-karṇa-pathopeto\n\njātu nāma gadāgrajaḥ\n\n\"Os homens que são como cães, porcos, camelos e asnos louvam aqueles homens que nunca escutam os passatempos transcendentais do Senhor Śrī Kṛṣṇa, o libertador dos males.\"\n\nAssim, na plataforma material, líderes animalescos são adorados por animais. Às vezes, médicos, psiquiatras e assistentes sociais tentam atenuar a dor corpórea, a aflição e o medo, mas não têm conhecimento da identidade espiritual e são desprovidos de uma relação com Deus. Ainda assim, são considerados mahājanas pelos iludidos. Pessoas que enganam a si mesmas às vezes aceitam líderes ou mestres espirituais de uma ordem sacerdotal que foi oficialmente nomeada pelos códigos da vida material. Dessa forma, são enganadas por sacerdotes oficiais. Às vezes, as pessoas aceitam como mahājanas aqueles que foram designados por Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura como ḍhaṅga-vipras (brāhmaṇas impostores). Tais impostores imitam as características de Śrīla Haridāsa Ṭhākura e invejam Haridāsa Ṭhākura, que era certamente um mahājana. Eles fazem grandes esforços artificiais, anunciando-se como grandes devotos do Senhor ou como hipnotizadores místicos versados em feitiçaria, hipnose e milagres. Às vezes, as pessoas aceitam demônios como Pūtanā, Tṛṇāvarta, Vatsa, Baka, Aghāsura e Dhenuka, Kālīya e Pralamba. Algumas pessoas aceitam imitadores e adversários da Suprema Personalidade de Deus, tais como Pauṇḍraka, Śṛgāla Vāsudeva, o mestre espiritual dos demônios (Śukrācārya), ou ateus como Cārvāka, o rei Vena, Sugata e Arhat. Tais pessoas não têm fé em Śrī Caitanya Mahāprabhu como a Suprema Personalidade de Deus. Em vez disso, aceitam trapaceiros ímpios que se apresentam como encarnações de Deus e enganam pessoas tolas dentro do mundo material por meio de malabarismos verbais. Assim, muitos canalhas são aceitos como mahājanas.\n\nNeste mundo material, uma pessoa pode ser famosa como karma-vīra, um bem-sucedido trabalhador fruitivo, ou pode ser muito bem-sucedida no desempenho de deveres religiosos, ou pode ser conhecida como herói na especulação mental (jñāna-vīra), ou pode ser um renunciante muito famoso. Em qualquer caso, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.23.56) dá a seguinte opinião sobre este assunto.\n\nneha yat karma dharmāya\n\nna virāgāya kalpate\n\nna tīrtha-pada-sevāyai\n\njīvann api mṛto hi saḥ\n\n\"Qualquer um cujo trabalho não se destine a elevá-lo à vida religiosa, qualquer um cujos desempenhos rituais religiosos não o elevem à renúncia, e qualquer um situado na renúncia que não o conduza ao serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus deve ser considerado morto, embora esteja respirando.\"\n\nA conclusão é que toda atividade piedosa, atividade fruitiva, todos os princípios religiosos e a renúncia devem, em última análise, conduzir ao serviço devocional. Há diferentes tipos de processos para prestar serviço. Pode-se servir o próprio país, o povo, a sociedade, o varṇāśrama-dharma, os doentes, os pobres, os ricos, as mulheres, os semideuses e assim por diante. Tudo isso se enquadra na categoria da gratificação dos sentidos, ou desfrute no mundo material. É a maior das infelicidades que as pessoas estejam mais ou menos atraídas por tal atividade material e que os líderes dessas atividades sejam aceitos como mahājanas, grandes líderes ideais. Na verdade, eles são apenas desorientadores, mas um homem comum não consegue compreender como está sendo desorientado.\n\nNarottama dāsa Ṭhākura diz: sādhu-śāstra-guru-vākya, cittete kariyā aikya. Um sādhu é uma grande personalidade como Śrī Caitanya Mahāprabhu. Os śāstras são as injunções das escrituras reveladas. Aqueles que são desprovidos de serviço devocional às vezes confundem com mahājanas os que têm motivos mundanos. O único motivo deve ser o kṛṣṇa-bhakti, o serviço devocional ao Senhor. Às vezes, trabalhadores fruitivos, filósofos áridos, não devotos, yogīs místicos e pessoas apegadas à opulência material, às mulheres e ao dinheiro são considerados mahājanas. No entanto, o *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.3.25) faz as seguintes declarações sobre tais mahājanas não autorizados:\n\nprāyeṇa veda tad idaṁ na mahājano 'yaṁ\n\ndevyā vimohita-matir bata māyayālam\n\ntrayyāṁ jaḍī-kṛta-matir madhu-puṣpitāyāṁ\n\nvaitānike mahati karmaṇi yujyamānaḥ\n\nNeste mundo material, os karmīs (atores fruitivos) são aceitos como mahājanas por pessoas tolas que não conhecem o valor do serviço devocional. Sua inteligência mundana e seus métodos especulativos mentais estão sob o controle dos três modos da natureza material. Em consequência, eles não conseguem compreender o serviço devocional imaculado. São atraídos pelas atividades materiais e tornam-se adoradores da natureza material. Assim, são conhecidos como atores fruitivos. Eles até mesmo se enredam em atividades materiais disfarçadas de atividades espirituais. No *Bhagavad-gītā*, tais pessoas são descritas como veda-vāda-ratā. Elas não compreendem o verdadeiro propósito dos *Vedas* e, ainda assim, julgam-se autoridades Védicas. As pessoas versadas no conhecimento Védico devem conhecer Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus. Vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ. (Bg. 15.15)\n\nUm homem coberto pela ilusão não consegue compreender o caminho correto; por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu diz: dharma-sthāpana-hetu sādhura vyavahāra. O comportamento de um devoto é o critério para todos os outros comportamentos. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu seguiu os princípios devocionais e ensinou os outros a segui-los. Purī-gosāñira ye ācaraṇa, sei dharma sāra. Śrī Caitanya Mahāprabhu seguiu pessoalmente o comportamento de Mādhavendra Purī e aconselhou os outros a seguir seus princípios. Infelizmente, as pessoas têm sido atraídas pelo corpo material desde tempos imemoriais.\n\nyasyātma-buddhiḥ kuṇape tridhātuke\n\nsva-dhīḥ kalatrādiṣu bhauma ijya-dhīḥ\n\nyat-tīrtha-buddhiḥ salile na karhicij\n\njaneṣv abhijñeṣu sa eva go-kharaḥ\n\n\"Um ser humano que identifica com seu eu este corpo feito de três elementos, que considera os subprodutos do corpo como seus parentes, que considera a terra de nascimento adorável e que vai ao lugar de peregrinação simplesmente para tomar banho, em vez de ali encontrar homens de conhecimento transcendental, deve ser considerado como um asno ou uma vaca.\" (Bhāg. 10.84.13) Aqueles que aceitam a lógica de gaḍ-ḍalikā-pravāha e seguem os passos dos pseudo-mahājanas são arrastados pelas ondas da māyā. Bhaktivinoda Ṭhākura adverte, por isso:\n\nmiche māyāra vaśe, yāccha bhese',\n\nkhāccha hābuḍubu, bhāi\n\njīva kṛṣṇa-dāsa, e viśvāsa,\n\nka'rle ta' āra duḥkha nāi\n\n\"Não te deixes arrastar pelas ondas da māyā. Simplesmente rende-te aos pés de lótus de Kṛṣṇa, e todas as misérias terminarão.\" Aqueles que seguem os costumes e o comportamento sociais esquecem-se de seguir a senda traçada pelos mahājanas; assim, tornam-se ofensores aos pés dos mahājanas. Às vezes, eles consideram tais mahājanas muito conservadores, ou criam os seus próprios mahājanas. Dessa forma, ignoram os princípios do sistema paramparā. Esta é uma grande infelicidade para todos. Se alguém não segue os passos de um verdadeiro mahājana, seus planos de felicidade serão frustrados. Isso é explicado detalhadamente no *Madhya-līlā* (Capítulo Vinte e Cinco, versos 55, 56 e 58). Ali se afirma:\n\nparama kāraṇa īśvare keha nāhi māne\n\nsva-sva-mata sthāpe para-matera khaṇḍane\n\ntāte chaya darśana haite 'tattva' nāhi jāni\n\n'mahājana' yei kahe, sei 'satya' māni\n\nśrī-kṛṣṇa-caitanya-vāṇī--amṛtera dhāra\n\ntiṅho ye kahaye vastu, sei 'tattva'--sāra\n\nAs pessoas são tão infelizes que não aceitam as instruções da Suprema Personalidade de Deus. Em vez disso, querem ser amparadas por supostos mahājanas, autoridades. Tāte chaya darśana haite 'tattva' nāhi jāni: não podemos averiguar a verdade real simplesmente seguindo especuladores. Temos de seguir os passos dos mahājanas na sucessão discipular. Então, nossa tentativa será bem-sucedida. Śrī-kṛṣṇa-caitanya-vāṇī-amṛtera dhāra: \"Tudo o que é falado por Śrī Caitanya Mahāprabhu é um fluxo incessante de néctar.\" Quem quer que aceite Suas palavras como realidade pode compreender a essência da Verdade Absoluta. Ninguém pode averiguar a Verdade Absoluta seguindo a filosofia de Sāṅkhya ou de Patañjali, pois os seguidores de Sāṅkhya ou de Patañjali não aceitam o Senhor Viṣṇu como a Suprema Personalidade de Deus (na te viduḥ svārtha-gatiṁ hi viṣṇum). A ambição de tais pessoas nunca é satisfeita; por isso, elas são atraídas pela energia externa. Embora os especuladores mentais possam ser renomados em todo o mundo como grandes autoridades, na verdade não o são. Tais líderes são eles próprios conservadores e nada liberais. No entanto, se pregarmos esta filosofia, as pessoas considerarão os vaiṣṇavas muito sectários. Śrīla Mādhavendra Purī era um verdadeiro mahājana, mas as pessoas desorientadas não conseguem distinguir o real do irreal. Contudo, uma pessoa que está desperta para a consciência de Kṛṣṇa pode compreender a verdadeira senda religiosa traçada pelo Senhor e Seus devotos puros. Śrī Mādhavendra Purī era um verdadeiro mahājana porque compreendia a Verdade Absoluta corretamente e, ao longo de toda a sua vida, comportou-se como um devoto puro. Śrī Caitanya Mahāprabhu aprovou o método de Śrī Mādhavendra Purī. Por isso, embora, do ponto de vista material, o brāhmaṇa Sanoḍiyā estivesse numa plataforma inferior, Śrī Caitanya Mahāprabhu considerou-o situado na mais elevada plataforma de percepção espiritual.\n\nO *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.3.20) afirma que há doze mahājanas: Brahmā, Nārada, Śambhu, Kumāra, Kapila, Manu, Prahlāda, Janaka, Bhīṣma, Bali, Śukadeva e Yamarāja.\n\nPara selecionar os nossos mahājanas na Gauḍīya-sampradāya, temos de seguir os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus representantes. Seu próximo representante é Śrī Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, e os seguintes são os seis Gosvāmīs—Śrī Rūpa, Śrī Sanātana, Bhaṭṭa Raghunātha, Śrī Jīva, Gopāla Bhaṭṭa e Dāsa Raghunātha. O seguidor de Viṣṇusvāmī foi Śrīdhara Svāmī, o mais conhecido comentarista do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Ele também foi um mahājana. De modo semelhante, Caṇḍīdāsa, Vidyāpati e Jayadeva foram todos mahājanas. Aquele que tenta imitar os mahājanas apenas para tornar-se um mestre espiritual imitativo está, certamente, muito longe de seguir os passos dos mahājanas. Às vezes, as pessoas não conseguem compreender de fato como um mahājana segue outros mahājanas. Dessa forma, as pessoas estão inclinadas a cair do serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/17/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/186/", "verse_text": "tarko 'pratiṣṭhaḥ śrutayo vibhinnā\n\nnāsāv ṛṣir yasya mataṁ na bhinnam\n\ndharmasya tattvaṁ nihitaṁ guhāyāṁ\n\nmahājano yena gataḥ sa panthāḥ", "devanagari": "> তর্কোঽপ্রতিষ্ঠঃ শ্রুতয়ো বিভিন্না\n> নাসাবৃষির্যস্য মতং ন ভিন্নম্ ।\n> ধর্মস্য তত্ত্বং নিহিতং গুহায়াং\n> মহাজনো যেন গতঃ স পন্থাঃ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*tarkaḥ*—argumento árido; *apratiṣṭhaḥ*—não fixo; *śrutayaḥ*—os Vedas; *vibhinnāḥ*—que possuem diferentes seções; *na*—não; *asau*—aquele; *ṛṣiḥ*—grande sábio; *yasya*—cuja; *matam*—opinião; *na*—não; *bhinnam*—separada; *dharmasya*—dos princípios religiosos; *tattvam*—verdade; *nihitam*—colocada; *guhāyām*—no coração de uma pessoa realizada; *mahā-janaḥ*—predecessores autorrealizados; *yena*—pelo caminho que; *gataḥ*—agiram; *saḥ*—aquele; *panthāḥ*—o caminho puro e imaculado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \" 'Os argumentos áridos são inconclusivos. Uma grande personalidade cuja opinião não difere das demais não é considerada um grande sábio. Pelo simples estudo dos Vedas, que são variegados, ninguém pode chegar ao caminho correto pelo qual se compreendem os princípios religiosos. A verdade sólida dos princípios religiosos está oculta no coração de uma pessoa autorrealizada e imaculada. Por conseguinte, como confirmam os śāstras, deve-se aceitar qualquer caminho progressivo que os mahājanas advoguem.' \"**", "purport": "Este é um verso falado por Yudhiṣṭhira Mahārāja no Mahābhārata, Vana-parva (313.117)."}
{"ref": "cc/madhya/17/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/187/", "verse_text": "tabe sei vipra prabhuke bhikṣā karāila\n\nmadhu-purīra loka saba prabhuke dekhite āila", "devanagari": "> তবে সেই বিপ্র প্রভুকে ভিক্ষা করাইল ।\n> মধুপুরীর লোক সব প্রভুকে দেখিতে আইল ॥১৮৭॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *prabhuke*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā karāila*—serviu o almoço; *madhu-purīra*—de Mathurā; *loka*—as pessoas em geral; *saba*—todas; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite āila*—vieram ver.", "translation": "**Após essa conversa, o brāhmaṇa serviu o almoço a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Então, todas as pessoas que residiam em Mathurā vieram ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/188/", "verse_text": "lakṣa-saṅkhya loka āise, nāhika gaṇana\n\nbāhira hañā prabhu dila daraśana", "devanagari": "> লক্ষ-সংখ্য লোক আইসে, নাহিক গণন ।\n> বাহির হঞা প্রভু দিল দরশন ॥১৮৮॥", "synonyms": "*lakṣa-saṅkhya*—às centenas de milhares; *loka āise*—as pessoas vinham; *nāhika gaṇana*—não havia como contá-las; *bāhira hañā*—saindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dila daraśana*—concedeu audiência.", "translation": "**As pessoas vinham às centenas de milhares, e ninguém conseguia contá-las. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu saiu da casa para conceder audiência ao povo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/189/", "verse_text": "bāhu tuli' bale prabhu 'hari-bola'-dhvani\n\npreme matta nāce loka kari' hari-dhvani", "devanagari": "> বাহু তুলি’ বলে প্রভু ‘হরিবোল’-ধ্বনি ।\n> প্রেমে মত্ত নাচে লোক করি’ হরিধ্বনি ॥১৮৯॥", "synonyms": "*bāhu tuli'*—erguendo os braços; *bale*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hari-bola-dhvani*—a vibração sonora transcendental Hari bol; *preme*—em êxtase; *matta*—enlouquecido; *nāce*—dança; *loka*—as pessoas; *kari' hari-dhvani*—emitindo a vibração transcendental Hari.", "translation": "**Quando as pessoas se reuniram, Śrī Caitanya Mahāprabhu ergueu os braços e disse bem alto: \"Hari bol!\" As pessoas responderam ao Senhor e ficaram extáticas. Como se estivessem enlouquecidas, puseram-se a dançar e a vibrar o som transcendental \"Hari!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/190/", "verse_text": "yamunāra 'cabbiśa ghāṭe' prabhu kaila snāna\n\nsei vipra prabhuke dekhāya tīrtha-sthāna", "devanagari": "> যমুনার ‘চব্বিশ ঘাটে’ প্রভু কৈল স্নান ।\n> সেই বিপ্র প্রভুকে দেখায় তীর্থস্থান ॥১৯০॥", "synonyms": "*yamunāra*—do rio Yamunā; *cabbiśa ghāṭe*—nos vinte e quatro ghats, ou locais de banho; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—realizou; *snāna*—banho; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *prabhuke*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhāya*—mostra; *tīrtha-sthāna*—os lugares sagrados de peregrinação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu banhou-se em vinte e quatro ghats ao longo das margens do Yamunā, e o brāhmaṇa mostrou-Lhe todos os lugares de peregrinação.**", "purport": "Os vinte e quatro ghats (locais de banho) ao longo do Yamunā são (1) Avimukta, (2) Adhirūḍha, (3) Guhya-tīrtha, (4) Prayāga-tīrtha, (5) Kanakhala-tīrtha, (6) Tinduka, (7) Sūrya-tīrtha, (8) Vaṭasvāmī, (9) Dhruva-ghāṭa, (10) Ṛṣi-tīrtha, (11) Mokṣa-tīrtha, (12) Bodha-tīrtha, (13) Gokarṇa, (14) Kṛṣṇagaṅgā, (15) Vaikuṇṭha, (16) Asi-kuṇḍa, (17) Catuḥ-sāmudrika-kūpa, (18) Akrūra-tīrtha, (19) Yājñika-vipra-sthāna, (20) Kubjā-kūpa, (21) Raṅga-sthala, (22) Mañca-sthala, (23) Mallayuddha-sthāna e (24) Daśāśvamedha."}
{"ref": "cc/madhya/17/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/191/", "verse_text": "svayambhu, viśrāma, dīrgha-viṣṇu, bhūteśvara\n\nmahāvidyā, gokarṇādi dekhilā vistara", "devanagari": "> স্বয়ম্ভু, বিশ্রাম, দীর্ঘবিষ্ণু, ভূতেশ্বর ।\n> মহাবিদ্যা, গোকর্ণাদি দেখিলা বিস্তর ॥১৯১॥", "synonyms": "*svayambhu*—Svayambhu; *viśrāma*—Viśrāma; *dīrgha-viṣṇu*—Dīrgha Viṣṇu; *bhūteśvara*—Bhūteśvara; *mahāvidyā*—Mahāvidyā; *gokarṇa*—Gokarṇa; *ādi*—e assim por diante; *dekhilā*—viu; *vistara*—muitos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou todos os lugares sagrados às margens do Yamunā, inclusive Svayambhu, Viśrāma-ghāṭa, Dīrgha Viṣṇu, Bhūteśvara, Mahāvidyā e Gokarṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/192/", "verse_text": "'vana' dekhibāre yadi prabhura mana haila\n\nsei ta brāhmaṇe prabhu saṅgete la-ila", "devanagari": "> ‘বন’ দেখিবারে যদি প্রভুর মন হৈল ।\n> সেইত ব্রাহ্মণে প্রভু সঙ্গেতে লইল ॥১৯২॥", "synonyms": "*vana*—as florestas; *dekhibāre*—para ver; *yadi*—quando; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—mente; *haila*—estava; *sei ta*—de fato aquele; *brāhmaṇe*—brāhmaṇa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saṅgete la-ila*—levou consigo.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu quis ver as diversas florestas de Vṛndāvana, levou o brāhmaṇa consigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/193/", "verse_text": "madhu-vana, tāla, kumuda, bahulā-vana gelā\n\ntāhāṅ tāhāṅ snāna kari' premāviṣṭa hailā", "devanagari": "> মধুবন, তাল, কুমুদ, বহুলা-বন গেলা ।\n> তাহাঁ তাহাঁ স্নান করি’ প্রেমাবিষ্ট হৈলা ॥১৯৩॥", "synonyms": "*madhu-vana*—Madhuvana; *tāla*—Tālavana; *kumuda*—Kumudavana; *bahulā-vana*—Bahulāvana; *gelā*—Ele visitou; *tāhāṅ tāhāṅ*—aqui e ali; *snāna kari'*—tomando banho; *prema-āviṣṭa hailā*—ficou tomado de amor extático.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou as diferentes florestas, inclusive Madhuvana, Tālavana, Kumudavana e Bahulāvana. Onde quer que fosse, banhava-se com grande amor extático.**", "purport": "A palavra vana significa \"floresta\". Vṛndāvana é o nome dado à floresta onde Śrīmatī Vṛndādevī (Tulasīdevī) cresce profusamente. Na verdade, não se trata de uma floresta tal como ordinariamente a concebemos, pois é muito densa de vegetação verdejante. Há doze vanas dessas em Vṛndāvana. Algumas situam-se no lado ocidental do Yamunā e outras no lado oriental. As florestas situadas no lado oriental são Bhadravana, Bilvavana, Lauhavana, Bhāṇḍīravana e Mahāvana. No lado ocidental ficam Madhuvana, Tālavana, Kumudavana, Bahulāvana, Kāmyavana, Khadiravana e Vṛndāvana. Essas são as doze florestas da região de Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/17/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/194/", "verse_text": "pathe gābhī-ghaṭā care prabhure dekhiyā\n\nprabhuke beḍaya āsi' huṅkāra kariyā", "devanagari": "> পথে গাভীঘটা চরে প্রভুরে দেখিয়া ।\n> প্রভুকে বেড়য় আসি’ হুঙ্কার করিয়া ॥১৯৪॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *gābhī-ghaṭā*—grupos de vacas; *care*—pastam; *prabhure dekhiyā*—após verem o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhuke beḍaya*—cercaram o Senhor; *āsi'*—vindo; *huṅ-kāra kariyā*—emitindo um forte mugido.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu passava por Vṛndāvana, manadas de vacas que pastavam viram-No passar e, cercando-O imediatamente, puseram-se a mugir bem alto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/195/", "verse_text": "gābhī dekhi' stabdha prabhu premera taraṅge\n\nvātsalye gābhī prabhura cāṭe saba-aṅge", "devanagari": "> গাভী দেখি’ স্তব্ধ প্রভু প্রেমের তরঙ্গে ।\n> বাৎসল্যে গাভী প্রভুর চাটে সব-অঙ্গে ॥১৯৫॥", "synonyms": "*gābhī dekhi'*—vendo as vacas; *stabdha*—atônito; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *premera taraṅge*—nas ondas de amor extático; *vātsalye*—com grande afeição; *gābhī*—todas as vacas; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cāṭe*—lambiam; *saba-aṅge*—por todo o corpo.", "translation": "**Vendo as manadas aproximarem-se Dele, o Senhor ficou atônito de amor extático. As vacas, então, puseram-se a lamber Seu corpo com grande afeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/196/", "verse_text": "sustha hañā prabhu kare aṅga-kaṇḍūyana\n\nprabhu-saṅge cale, nāhi chāḍe dhenu-gaṇa", "devanagari": "> সুস্থ হঞা প্রভু করে অঙ্গ-কণ্ডূয়ন ।\n> প্রভু-সঙ্গে চলে, নাহি ছাড়ে ধেনুগণ ॥১৯৬॥", "synonyms": "*sustha hañā*—tornando-se sereno; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *aṅga*—do corpo; *kaṇḍūyana*—coçadura; *prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cale*—vão; *nāhi chāḍe*—não abandonam; *dhenu-gaṇa*—todas as vacas.", "translation": "**Tornando-se sereno, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a acariciar as vacas, e as vacas, incapazes de abandonar Sua companhia, foram com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/197/", "verse_text": "kaṣṭe-sṛṣṭye dhenu saba rākhila goyāla\n\nprabhu-kaṇṭha-dhvani śuni' āise mṛgī-pāla", "devanagari": "> কষ্টেসৃষ্ট্যে ধেনু সব রাখিল গোয়াল ।\n> প্রভুকণ্ঠধ্বনি শুনি’ আইসে মৃগীপাল ॥১৯৭॥", "synonyms": "*kaṣṭe-sṛṣṭye*—com grande dificuldade; *dhenu*—as vacas; *saba*—todas; *rākhila*—retiveram; *goyāla*—os vaqueiros; *prabhu-kaṇṭha-dhvani*—a voz musical de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śuni'*—ouvindo; *āise*—vieram; *mṛgī-pāla*—bandos de cervos.", "translation": "**Foi com grande dificuldade que os vaqueiros conseguiram reter as vacas. Então, quando o Senhor cantou, todos os cervos ouviram Sua doce voz e aproximaram-se Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/198/", "verse_text": "mṛga-mṛgī mukha dekhi' prabhu-aṅga cāṭe\n\nbhaya nāhi kare, saṅge yāya vāṭe-vāṭe", "devanagari": "> মৃগ-মৃগী মুখ দেখি’ প্রভু-অঙ্গ চাটে ।\n> ভয় নাহি করে, সঙ্গে যায় বাটে-বাটে ॥১৯৮॥", "synonyms": "*mṛga-mṛgī*—os cervos, tanto machos quanto fêmeas; *mukha dekhi'*—vendo Seu rosto; *prabhu-aṅga cāṭe*—puseram-se a lamber o corpo do Senhor; *bhaya nāhi kare*—não tinham nenhum medo; *saṅge yāya*—vão com Ele; *vāṭe-vāṭe*—por todo o caminho.", "translation": "**Quando as corças e os cervos vieram e viram o rosto do Senhor, puseram-se a lamber Seu corpo. Sem ter nenhum medo Dele, acompanharam-No ao longo da senda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/199/", "verse_text": "śuka, pika, bhṛṅga prabhure dekhi' 'pañcama' gāya\n\nśikhi-gaṇa nṛtya kari' prabhu-āge yāya", "devanagari": "> শুক, পিক, ভৃঙ্গ প্রভুরে দেখি’ ‘পঞ্চম’ গায় ৷\n> শিখিগণ নৃত্য করি’ প্রভু-আগে যায় ॥১৯৯॥", "synonyms": "*śuka*—papagaios; *pika*—cucos; *bhṛṅga*—abelhões; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *pañcama*—a quinta nota musical; *gāya*—cantam; *śikhi-gaṇa*—pavões; *nṛtya*—dançando; *kari'*—realizando; *prabhu-āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāya*—vão.", "translation": "**Os abelhões e aves como o papagaio e o cuco puseram-se todos a cantar bem alto na quinta nota, e os pavões começaram a dançar diante do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/200/", "verse_text": "prabhu dekhi' vṛndāvanera vṛkṣa-latā-gaṇe\n\naṅkura pulaka, madhu-aśru variṣaṇe", "devanagari": "> প্রভু দেখি’ বৃন্দাবনের বৃক্ষ-লতাগণে ।\n> অঙ্কুর-পুলক, মধু-অশ্রু বরিষণে ॥২০০॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *vṛndāvane*—de Vṛndāvana; *vṛkṣa-latā-gaṇe*—as árvores e trepadeiras; *aṅkura*—galhos; *pulaka*—jubilosos; *madhu-aśru*—lágrimas em forma de mel; *variṣaṇe*—derramam.", "translation": "**Ao verem Śrī Caitanya Mahāprabhu, as árvores e trepadeiras de Vṛndāvana ficaram jubilosas. Seus galhos eriçaram-se, e elas começaram a derramar lágrimas de êxtase em forma de mel.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/201/", "verse_text": "phula-phala bhari' ḍāla paḍe prabhu-pāya\n\nbandhu dekhi' bandhu yena 'bheṭa' lañā yāya", "devanagari": "> ফুল-ফল ভরি’ ডাল পড়ে প্রভু-পায় ।\n> বন্ধু দেখি’ বন্ধু যেন ‘ভেট’ লঞা যায় ॥২০১॥", "synonyms": "*phula-phala bhari'*—carregados de frutos e flores; *ḍāla*—os ramos; *paḍe*—caíam; *prabhu-pāya*—aos pés de lótus do Senhor; *bandhu dekhi'*—vendo um amigo; *bandhu*—outro amigo; *yena*—como se; *bheṭa*—uma oferenda; *lañā*—levando; *yāya*—vai.", "translation": "**As árvores e trepadeiras, sobrecarregadas de frutos e flores, caíam aos pés de lótus do Senhor e saudavam-No com várias oferendas, como se fossem amigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/202/", "verse_text": "prabhu dekhi' vṛndāvanera sthāvara-jaṅgama\n\nānandita--bandhu yena dekhe bandhu-gaṇa", "devanagari": "> প্রভু দেখি’ বৃন্দাবনের স্থাবর-জঙ্গম ।\n> আনন্দিত — বন্ধু যেন দেখে বন্ধুগণ ॥২০২॥", "synonyms": "*prabhu dekhi'*—ao ver o Senhor; *vṛndāvanera*—de Vṛndāvana; *sthāvara-jaṅgama*—todas as entidades vivas, móveis e imóveis; *ānandita*—muito jubilosas; *bandhu*—amigo; *yena*—como se; *dekhe*—vissem; *bandhu-gaṇa*—amigos.", "translation": "**Assim, todas as entidades vivas móveis e imóveis de Vṛndāvana ficaram muito jubilosas ao ver o Senhor. Era como se amigos se alegrassem ao ver outro amigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/203/", "verse_text": "tā-sabāra prīti dekhi' prabhu bhāvāveśe\n\nsabā-sane krīḍā kare hañā tāra vaśe", "devanagari": "> তা-সবার প্রীতি দেখি’ প্রভু ভাবাবেশে ।\n> সবা-সনে ক্রীড়া করে হঞা তার বশে ॥২০৩॥", "synonyms": "*tā-sabāra*—de todas elas; *prīti*—afeição; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāva-āveśe*—em amor extático; *sabā-sane*—com todas elas; *krīḍā*—brincando; *kare*—realiza; *hañā*—estando; *tāra*—delas; *vaśe*—sob o controle.", "translation": "**Ao ver a afeição delas, o Senhor foi tomado de amor extático. Ele começou a brincar com elas exatamente como um amigo brinca com outro amigo. Assim, Ele Se colocou voluntariamente sob o controle de Seus amigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/204/", "verse_text": "prati vṛkṣa-latā prabhu karena āliṅgana\n\npuṣpādi dhyāne karena kṛṣṇe samarpaṇa", "devanagari": "> প্রতি বৃক্ষ-লতা প্রভু করেন আলিঙ্গন ।\n> পুষ্পাদি ধ্যানে করেন কৃষ্ণে সমর্পণ ॥২০৪॥", "synonyms": "*prati*—cada uma; *vṛkṣa-latā*—árvore e trepadeira; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena āliṅgana*—abraçava; *puṣpa-ādi*—todas as flores e frutas; *dhyāne*—em meditação; *karena*—fazem; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *samarpaṇa*—oferenda.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a abraçar cada uma das árvores e trepadeiras, e elas começaram a oferecer suas frutas e flores como que em meditação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/205/", "verse_text": "aśru-kampa-pulaka-preme śarīra asthire\n\n'kṛṣṇa' bala, 'kṛṣṇa' bala--bale uccaiḥsvare", "devanagari": "> অশ্রু-কম্প-পুলক-প্রেমে শরীর অস্থিরে ।\n> ‘কৃষ্ণ’ বল, ‘কৃষ্ণ’ বল — বলে উচ্চৈঃস্বরে ॥২০৫॥", "synonyms": "*aśru*—lágrimas; *kampa*—tremor; *pulaka*—júbilo; *preme*—em amor extático; *śarīra*—todo o corpo; *asthire*—inquieto; *kṛṣṇa bala*—dizei Kṛṣṇa; *kṛṣṇa bala*—dizei Kṛṣṇa; *bale*—o Senhor diz; *uccaiḥ-svare*—muito alto.", "translation": "**O corpo do Senhor estava inquieto, e manifestavam-se lágrimas, tremor e júbilo. Ele disse muito alto: \"Cantai Kṛṣṇa! Cantai Kṛṣṇa!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/206/", "verse_text": "sthāvara-jaṅgama mili' kare kṛṣṇa-dhvani\n\nprabhura gambhīra-svare yena prati-dhvani", "devanagari": "> স্থাবর-জঙ্গম মিলি’ করে কৃষ্ণধ্বনি । \n> প্রভুর গম্ভীর-স্বরে যেন প্রতিধ্বনি ॥২০৬॥", "synonyms": "*sthāvara-jaṅgama*—todas as entidades vivas, imóveis e móveis; *mili'*—reunindo-se; *kare*—realizam; *kṛṣṇa-dhvani*—a vibração do som Hare Kṛṣṇa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gambhīra-svare*—a voz profunda; *yena*—como se; *prati-dhvani*—vibração que responde.", "translation": "**Todas as criaturas móveis e imóveis começaram então a vibrar o som transcendental de Hare Kṛṣṇa, como se ecoassem a voz profunda de Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/207/", "verse_text": "mṛgera galā dhari' prabhu karena rodane\n\nmṛgera pulaka aṅge, aśru nayane", "devanagari": "> মৃগের গলা ধরি’ প্রভু করেন রোদনে ।\n> মৃগের পুলক অঙ্গে, অশ্রু নয়নে ॥২০৭॥", "synonyms": "*mṛgera*—dos cervos; *galā dhari'*—segurando os pescoços; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—faz; *rodane*—choro; *mṛgera*—dos cervos; *pulaka aṅge*—júbilo no corpo; *aśru*—lágrimas; *nayane*—nos olhos.", "translation": "**O Senhor então abraçou os pescoços dos cervos e começou a chorar. Havia júbilo manifesto nos corpos dos cervos, e lágrimas em seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/208/", "verse_text": "vṛkṣa-ḍāle śuka-śārī dila daraśana\n\ntāhā dekhi' prabhura kichu śunite haila mana", "devanagari": "> বৃক্ষডালে শুক-শারী দিল দরশন ।\n> তাহা দেখি’ প্রভুর কিছু শুনিতে হৈল মন ॥২০৮॥", "synonyms": "*vṛkṣa-ḍāle*—num galho de uma árvore; *śuka-śārī*—papagaios macho e fêmea; *dila*—deram; *daraśana*—aparecimento; *tāhā dekhi'*—vendo aquilo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—algo; *śunite*—ouvir; *haila*—houve; *mana*—mente.", "translation": "**Quando um papagaio macho e uma fêmea apareceram nos galhos de uma árvore, o Senhor os viu e quis ouvi-los falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/209/", "verse_text": "śuka-śārikā prabhura hāte uḍi' paḍe\n\nprabhuke śunāñā kṛṣṇera guṇa-śloka paḍe", "devanagari": "> শুক-শারিকা প্রভুর হাতে উড়ি’ পড়ে ।\n> প্রভুকে শুনাঞা কৃষ্ণের গুণ-শ্লোক পড়ে ॥২০৯॥", "synonyms": "*śuka-śārikā*—os papagaios, macho e fêmea; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāte*—na mão; *uḍi'*—voando; *paḍe*—pousam; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śunāñā*—fazendo ouvir; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa-śloka paḍe*—recitaram versos sobre as qualidades transcendentais.", "translation": "**Ambos os papagaios voaram para a mão do Senhor e começaram a cantar as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, e o Senhor os escutou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/210/", "verse_text": "saundaryaṁ lalanāli-dhairya-dalanaṁ līlā ramā-stambhinī\n\nvīryaṁ kandukitādri-varyam amalāḥ pāre-parārdhaṁ guṇāḥ\n\nśīlaṁ sarva-janānurañjanam aho yasyāyam asmat-prabhur\n\nviśvaṁ viśva-janīna-kīrtir avatāt kṛṣṇo jagan-mohanaḥ", "devanagari": "> সৌন্দর্যং ললনালিধৈর্যদলনং লীলা রমাস্তম্ভিনী ।\n> বীর্যং কন্দুকিতাদ্রিবর্যমমলাঃ পারে-পরার্ধং গুণাঃ ।\n> শীলং সর্বজনানুরঞ্জনমহো যস্যায়মস্মৎপ্রভু-\n> র্বিশ্বং বিশ্বজনীনকীর্তিরবতাৎ কৃষ্ণো জগন্মোহনঃ ॥২১০॥", "synonyms": "*saundaryam*—a beleza corpórea; *lalanā-āli*—de grupos de gopīs; *dhairya*—a paciência; *dalanam*—subjugando; *līlā*—passatempos; *ramā*—a deusa da fortuna; *stambhinī*—assombrando; *vīryam*—força; *kandukita*—tornando como uma pequena bola para arremessar; *adri-varyam*—a grande montanha; *amalāḥ*—sem mácula; *pāre-parārdham*—ilimitadas; *guṇāḥ*—qualidades; *śīlam*—comportamento; *sarva-jana*—toda espécie de entidades vivas; *anurañjanam*—satisfazendo; *aho*—oh; *yasya*—cujo; *ayam*—este; *asmat-prabhuḥ*—nosso Senhor; *viśvam*—o universo inteiro; *viśva-janīna*—para o benefício de todos; *kīrtiḥ*—cuja glorificação; *avatāt*—que Ele mantenha; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *jagat-mohanaḥ*—o que atrai o mundo inteiro.", "translation": "**O papagaio macho cantou: \"A glorificação do Senhor *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, é benéfica a todos no universo. Sua beleza é vitoriosa sobre as gopīs de Vṛndāvana, e subjuga a paciência delas. Seus passatempos assombram a deusa da fortuna, e Sua força corpórea transforma a colina de Govardhana num pequeno brinquedo, como uma bola. Suas qualidades imaculadas são ilimitadas, e Seu comportamento satisfaz a todos. O Senhor Kṛṣṇa é atraente para todos. Oh, que nosso Senhor mantenha o universo inteiro!\"**", "purport": "Este verso encontra-se no Govinda-līlāmṛta (13.29)."}
{"ref": "cc/madhya/17/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/211/", "verse_text": "śuka-mukhe śuni' tabe kṛṣṇera varṇana\n\nśārikā paḍaye tabe rādhikā-varṇana", "devanagari": "> শুক-মুখে শুনি’ তবে কৃষ্ণের বর্ণন ।\n> শারিকা পড়য়ে তবে রাধিকা-বর্ণন ॥২১১॥", "synonyms": "*śuka-mukhe*—na boca do papagaio macho; *śuni'*—ouvindo; *kṛṣṇera varṇana*—uma descrição do Senhor Kṛṣṇa; *śārikā*—papagaio fêmea; *paḍaye*—recita; *tabe*—então; *rādhikā-varṇana*—uma descrição de Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**Após ouvir essa descrição do Senhor Kṛṣṇa da boca do papagaio macho, o papagaio fêmea começou a recitar uma descrição de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/212/", "verse_text": "śrī-rādhikāyāḥ priyatā surūpatā\n\nsuśīlatā nartana-gāna-cāturī\n\nguṇāli-sampat kavitā ca rājate\n\njagan-mano-mohana-citta-mohinī", "devanagari": "> শ্রীরাধিকায়াঃ প্রিয়তা সুরূপতা\n> সুশীলতা নর্তনগানচাতুরী ।\n> গুণালিসম্পৎ কবিতা চ রাজতে\n> জগন্মনোমোহন-চিত্তমোহিনী ॥২১২॥", "synonyms": "*śrī-rādhikāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *priyatā*—afeição; *su-rūpatā*—beleza primorosa; *su-śīlatā*—bom comportamento; *nartana-gāna*—em cantar e dançar; *cāturī*—arte; *guṇa-āli-sampat*—posse de tais qualidades transcendentais; *kavitā*—poesia; *ca*—também; *rājate*—brilham; *jagat-manaḥ-mohana*—de Kṛṣṇa, que atrai a mente do universo inteiro; *citta-mohinī*—a que atrai a mente.", "translation": "**O papagaio fêmea disse: \"A afeição de Śrīmatī Rādhārāṇī, Sua beleza primorosa e Seu bom comportamento, Sua dança e Seu canto artísticos e Suas composições poéticas são todos tão atraentes que atraem a mente de Kṛṣṇa, que atrai a mente de todos no universo.\"**", "purport": "Este verso encontra-se no Govinda-līlāmṛta (13.30)."}
{"ref": "cc/madhya/17/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/213/", "verse_text": "punaḥ śuka kahe,--kṛṣṇa 'madana-mohana'\n\ntabe āra śloka śuka karila paṭhana", "devanagari": "> পুনঃ শুক কহে, — কৃষ্ণ ‘মদনমোহন’ ।\n> তবে আর শ্লোক শুক করিল পঠন ॥২১৩॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *śuka*—o papagaio macho; *kahe*—diz; *kṛṣṇa madana-mohana*—Kṛṣṇa é o conquistador da mente do Cupido; *tabe*—em seguida; *āra*—outro; *śloka*—verso; *śuka*—o papagaio macho; *karila paṭhana*—recitou.", "translation": "**Em seguida, o papagaio macho disse: \"Kṛṣṇa é o encantador da mente do Cupido.\" Ele então começou a recitar outro verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/214/", "verse_text": "vamśī-dhārī jagan-nāri-\n\ncitta-hārī sa śārike\n\nvihārī gopa-nārībhir\n\njīyān madana-mohanaḥ", "devanagari": "> বংশীধারী জগন্নারী-চিত্তহারী স শারিকে ।\n> বিহারী গোপনারীভির্জীয়ান্মদনমোহনঃ ॥২১৪॥", "synonyms": "*vaṁśī-dhārī*—o portador da flauta; *jagat-nārī*—de todas as mulheres do universo; *citta-hārī*—o que rouba os corações; *saḥ*—Ele; *śārike*—minha querida śārī; *vihārī*—desfrutador; *gopa-nārībhiḥ*—com as gopīs; *jīyāt*—que Ele seja glorificado; *madana*—do Cupido; *mohanaḥ*—o encantador.", "translation": "**O papagaio então disse: \"Minha querida śārī [papagaio fêmea], Śrī Kṛṣṇa carrega uma flauta e encanta os corações de todas as mulheres por todo o universo. Ele é, especificamente, o desfrutador das belas gopīs, e é também o encantador do Cupido. Que Ele seja glorificado!\"**", "purport": "Este verso também se encontra no Govinda-līlāmṛta (13.31)."}
{"ref": "cc/madhya/17/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/215/", "verse_text": "punaḥ śārī kahe śuke kari' parihāsa\n\ntāhā śuni' prabhura haila vismaya-premollāsa", "devanagari": "> পুনঃ শারী কহে শুকে করি’ পরিহাস ।\n> তাহা শুনি’ প্রভুর হৈল বিস্ময়-প্রেমোল্লাস ॥২১৫॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *śārī kahe*—o papagaio fêmea disse; *śuke*—ao papagaio macho; *kari' parihāsa*—em tom jocoso; *tāhā śuni'*—ao ouvir aquilo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—houve; *vismaya*—maravilhoso; *prema-ullāsa*—o despertar do amor extático.", "translation": "**Então o papagaio fêmea começou a falar em tom jocoso a śuka, e Śrī Caitanya Mahāprabhu foi tomado de um maravilhoso amor extático ao ouvi-la falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/216/", "verse_text": "rādhā-saṅge yadā bhāti\n\ntadā 'madana-mohanaḥ'\n\nanyathā viśva-moho 'pi\n\nsvayaṁ 'madana-mohitaḥ'", "devanagari": "> রাধা-সঙ্গে যদা ভাতি তদা ‘মদনমোহনঃ’ ।\n> অন্যথা বিশ্বমোহোঽপি স্বয়ং ‘মদনমোহিতঃ’ ॥২১৬॥", "synonyms": "*rādhā-saṅge*—com Śrīmatī Rādhārāṇī; *yadā*—quando; *bhāti*—brilha; *tadā*—nesse momento; *madana-mohanaḥ*—o encantador da mente do Cupido; *anyathā*—de outro modo; *viśva-mohaḥ*—o encantador do universo inteiro; *api*—embora; *svayam*—pessoalmente; *madana-mohitaḥ*—encantado pelo Cupido.", "translation": "**O papagaio śārī disse: \"Quando o Senhor Śrī Kṛṣṇa está com Rādhārāṇī, Ele é o encantador do Cupido; do contrário, quando está sozinho, Ele próprio é encantado por sentimentos eróticos, embora encante o universo inteiro.\"**", "purport": "Este é outro verso do Govinda-līlāmṛta (13.32)."}
{"ref": "cc/madhya/17/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/217/", "verse_text": "śuka-śārī uḍi' punaḥ gela vṛkṣa-ḍāle\n\nmayūrera nṛtya prabhu dekhe kutūhale", "devanagari": "> শুক-শারী উড়ি’ পুনঃ গেল বৃক্ষডালে ।\n> ময়ূরের নৃত্য প্রভু দেখে কুতূহলে ॥২১৭॥", "synonyms": "*śuka-śārī*—os papagaios macho e fêmea; *uḍi'*—voando; *punaḥ*—novamente; *gela*—foram; *vṛkṣa-ḍāle*—para o galho de uma árvore; *mayūrera*—dos pavões; *nṛtya*—a dança; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhe*—vê; *kutūhale*—com curiosidade.", "translation": "**Ambos os papagaios voaram então para o galho de uma árvore, e Śrī Caitanya Mahāprabhu pôs-se a observar com curiosidade a dança dos pavões.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/218/", "verse_text": "mayūrera kaṇṭha dekhi' prabhura kṛṣṇa-smṛti haila\n\npremāveśe mahāprabhu bhūmite paḍila", "devanagari": "> ময়ূরের কণ্ঠ দেখি’ প্রভুর কৃষ্ণস্মৃতি হৈল ।\n> প্রেমাবেশে মহাপ্ৰভু ভূমিতে পড়িল ॥২১৮॥", "synonyms": "*mayūrera*—dos pavões; *kaṇṭha*—pescoços; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-smṛti*—lembrança do Senhor Kṛṣṇa; *haila*—houve; *prema-āveśe*—em amor extático; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhūmite*—ao solo; *paḍila*—caiu.", "translation": "**Quando o Senhor viu os pescoços azulados dos pavões, Sua lembrança de Kṛṣṇa imediatamente despertou, e Ele caiu ao solo em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/219/", "verse_text": "prabhure mūrcchita dekhi' sei ta brāhmaṇa\n\nbhaṭṭācārya-saṅge kare prabhura santarpaṇa", "devanagari": "> প্রভুরে মূর্ছিত দেখি’ সেই ত ব্রাহ্মণ ৷\n> ভট্টাচার্য-সঙ্গে করে প্রভুর সন্তর্পণ ॥২১৯॥", "synonyms": "*prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mūrcchita*—inconsciente; *dekhi'*—vendo; *sei ta brāhmaṇa*—de fato aquele brāhmaṇa; *bhaṭṭācārya-saṅge*—com o Bhaṭṭācārya; *kare*—faz; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *santarpaṇa*—cuidar.", "translation": "**Ao ver que Śrī Caitanya Mahāprabhu estava inconsciente, o brāhmaṇa, juntamente com Balabhadra Bhaṭṭācārya, cuidou Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/220/", "verse_text": "āste-vyaste mahāprabhura lañā bahirvāsa\n\njala-seka kare aṅge, vastrera vātāsa", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে মহাপ্রভুর লঞা বহিৰ্বাস ।\n> জলসেক করে অঙ্গে, বস্ত্রের বাতাস ॥২২০॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande pressa; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—pegando; *bahirvāsa*—o pano de cobrir; *jala-seka kare*—aspergem água; *aṅge*—no corpo; *vastrera vātāsa*—abanando com o pano.", "translation": "**Apressadamente, eles aspergiram água sobre o corpo do Senhor. Em seguida, pegaram Seu pano e começaram a abaná-lo com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/221/", "verse_text": "prabhu-karṇe kṛṣṇa-nāma kahe ucca kari'\n\ncetana pāñā prabhu yā'na gaḍāgaḍi", "devanagari": "> প্রভু-কর্ণে কৃষ্ণনাম কহে উচ্চ করি’ ।\n> চেতন পাঞা প্রভু যা’ন গড়াগড়ি ॥২২১॥", "synonyms": "*prabhu-karṇe*—no ouvido de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kahe*—cantam; *ucca kari'*—em voz alta; *cetana pāñā*—recobrando a consciência; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yā'na*—vai; *gaḍāgaḍi*—rolando pelo chão.", "translation": "**Eles então começaram a cantar o santo nome de Kṛṣṇa no ouvido do Senhor. Quando o Senhor recobrou a consciência, pôs-se a rolar pelo chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/222/", "verse_text": "kaṇṭaka-durgama vane aṅga kṣata haila\n\nbhaṭṭācārya kole kari' prabhure sustha kaila", "devanagari": "> কণ্টক-দুর্গম বনে অঙ্গ ক্ষত হৈল ৷\n> ভট্টাচার্য কোলে করি’ প্রভুরে সুস্থ কৈল ॥২২২॥", "synonyms": "*kaṇṭaka-durgama*—difícil de atravessar por causa dos espinhos; *vane*—na floresta; *aṅga*—o corpo; *kṣata haila*—ficou ferido; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *kole kari'*—tomando-O em seu colo; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sustha kaila*—acalmou.", "translation": "**Quando o Senhor rolou pelo chão, espinhos afiados feriram Seu corpo. Tomando-O em seu colo, Balabhadra Bhaṭṭācārya O acalmou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/223/", "verse_text": "kṛṣṇāveśe prabhura preme garagara mana\n\n'bol' 'bol' kari' uṭhi' karena nartana", "devanagari": "> কৃষ্ণাবেশে প্ৰভুর প্রেমে গরগর মন ।\n> ‘বোল্’ ‘বোল্’ করি’ উঠি’ করেন নর্তন ॥২২৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-āveśe*—em amor extático por Kṛṣṇa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *preme*—pelo amor; *garagara*—perturbada; *mana*—mente; *bol bol*—canta, canta; *kari'*—dizendo; *uṭhi'*—levantando-se; *karena nartana*—começou a dançar.", "translation": "**A mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu vagava em amor extático por Kṛṣṇa. Ele imediatamente se levantou e disse: \"Cantai! Cantai!\" Então Ele mesmo começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/224/", "verse_text": "bhaṭṭācārya, sei vipra 'kṛṣṇa-nāma' gāya\n\nnācite nācite pathe prabhu cali' yāya", "devanagari": "> ভট্টাচার্য, সেই বিপ্র ‘কৃষ্ণনাম’ গায় ।\n> নাচিতে নাচিতে পথে প্রভু চলি’ যায় ॥২২৪॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—o Bhaṭṭācārya; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *kṛṣṇa-nāma gāya*—cantam o santo nome de Kṛṣṇa; *nācite nācite*—dançando e dançando; *pathe*—pela estrada; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cali' yāya*—avança.", "translation": "**Assim ordenados pelo Senhor, tanto Balabhadra Bhaṭṭācārya quanto o brāhmaṇa começaram a cantar o santo nome de Kṛṣṇa. Então o Senhor, dançando e dançando, prosseguiu pelo caminho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/225/", "verse_text": "prabhura premāveśa dekhi' brāhmaṇa--vismita\n\nprabhura rakṣā lāgi' vipra ha-ilā cintita", "devanagari": "> প্ৰভুর প্রেমাবেশ দেখি’ ব্রাহ্মণ — বিস্মিত ।\n> প্রভুর রক্ষা লাগি’ বিপ্র হইলা চিন্তিত ॥২২৫॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āveśa*—amor extático; *dekhi'*—vendo; *brāhmaṇa*—o brāhmaṇa; *vismita*—atônito; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rakṣā lāgi'*—para a proteção; *vipra*—o brāhmaṇa; *ha-ilā*—ficou; *cintita*—muito ansioso.", "translation": "**O brāhmaṇa ficou atônito ao ver os sintomas de amor extático manifestados por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ficou, então, ansioso por dar proteção ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/226/", "verse_text": "nīlācale chilā yaiche premāveśa mana\n\nvṛndāvana yāite pathe haila śata-guṇa", "devanagari": "> নীলাচলে ছিলা যৈছে প্রেমাবেশ মন ।\n> বৃন্দাবন যাইতে পথে হৈল শত-গুণ ॥২২৬॥", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *chilā*—estava; *yaiche*—como; *prema-āveśa mana*—sempre numa mentalidade de amor extático; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *yāite*—indo; *pathe*—pela estrada; *haila*—tornou-se; *śata-guṇa*—cem vezes.", "translation": "**A mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu estava absorta em amor extático em Jagannātha Purī, mas, quando Ele percorreu a estrada a caminho de Vṛndāvana, esse amor aumentou cem vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/227/", "verse_text": "sahasra-guṇa prema bāḍe mathurā daraśane\n\nlakṣa-guṇa prema bāḍe, bhramena yabe vane", "devanagari": "> সহস্রগুণ প্রেম বাড়ে মথুরা দরশনে ।\n> লক্ষগুণ প্রেম বাড়ে, ভ্রমেন যবে বনে ॥২২৭॥", "synonyms": "*sahasra-guṇa*—mil vezes; *prema*—amor; *bāḍe*—aumentou; *mathurā*—Mathurā; *daraśane*—ao ver; *lakṣa-guṇa*—cem mil vezes; *prema bāḍe*—o amor aumenta; *bhramena*—vagueia; *yabe*—quando; *vane*—nas florestas de Vṛndāvana.", "translation": "**O amor extático do Senhor aumentou mil vezes quando Ele visitou Mathurā, mas aumentou cem mil vezes quando Ele vagueou pelas florestas de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/228-229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/228-229/", "verse_text": "anya-deśa prema uchale 'vṛndāvana'-nāme\n\nsākṣāt bhramaye ebe sei vṛndāvane\n\npreme garagara mana rātri-divase\n\nsnāna-bhikṣādi-nirvāha karena abhyāse", "devanagari": "> অন্য-দেশ প্রেম উছলে ‘বৃন্দাবন’ নামে ।\n> সাক্ষাৎ ভ্রময়ে এবে সেই বৃন্দাবনে ॥২২৮॥\n> প্রেমে গরগর মন রাত্রি-দিবসে ।\n> স্নান-ভিক্ষাদি-নির্বাহ করেন অভ্যাসে ॥২২৯॥", "synonyms": "*anya-deśa*—em outras regiões; *prema*—amor; *uchale*—aumenta; *vṛndāvana-nāme*—pelo nome de Vṛndāvana; *sākṣāt*—diretamente; *bhramaye*—viaja; *ebe*—agora; *sei vṛndāvane*—naquela Vṛndāvana; *preme*—em amor extático; *garagara*—vacilante; *mana*—mente; *rātri-divase*—dia e noite; *snāna-bhikṣā-ādi*—banhar-se e aceitar alimento; *nirvāha*—realizando; *karena*—faz; *abhyāse*—por hábito.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estava em outro lugar, o simples nome de Vṛndāvana bastava para aumentar Seu amor extático. Agora, quando Ele de fato viajava pela floresta de Vṛndāvana, Sua mente estava absorta em grande amor extático dia e noite. Ele comia e Se banhava simplesmente por hábito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/230/", "verse_text": "ei-mata prema--yāvat bhramila 'bāra' vana\n\nekatra likhiluṅ, sarvatra nā yāya varṇana", "devanagari": "> এইমত প্রেম — যাবৎ ভ্রমিল ‘বার’ বন ৷\n> একত্র লিখিলুঁ, সর্বত্র না যায় বর্ণন ॥২৩০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prema*—amor extático; *yāvat*—enquanto; *bhramila*—Ele viajou; *bāra vana*—pelas doze florestas de Vṛndāvana; *ekatra*—num só lugar; *likhiluṅ*—escrevi; *sarvatra*—em toda parte; *nā yāya varṇana*—não pode ser descrito.", "translation": "**Dessa maneira, escrevi uma descrição do amor extático que o Senhor Caitanya manifestou enquanto percorria as doze florestas de Vṛndāvana. Descrevê-lo por inteiro seria impossível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/231/", "verse_text": "vṛndāvane haila prabhura yateka premera vikāra\n\nkoṭi-granthe 'ananta' likhena tāhāra vistāra", "devanagari": "> বৃন্দাবনে হৈল প্রভুর যতেক প্রেমের বিকার ।\n> কোটি-গ্রন্থে ‘অনন্ত’ লিখেন তাহার বিস্তার ॥২৩১॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *haila*—houve; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yateka*—tantas; *premera vikāra*—transformações de êxtase; *koṭi-granthe*—em milhões de livros; *ananta*—o Senhor Ananta; *likhena*—escreve; *tāhāra*—delas; *vistāra*—elaboração.", "translation": "**O Senhor Ananta escreve milhões de livros descrevendo elaboradamente as transformações de amor extático experimentadas por Śrī Caitanya Mahāprabhu em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/232/", "verse_text": "tabu likhibāre nāre tāra eka kaṇa\n\nuddeśa karite kari dig-daraśana", "devanagari": "> তবু লিখিবারে নারে তার এক কণ ।\n> উদ্দেশ করিতে করি দিগ্দরশন ॥২৩২॥", "synonyms": "*tabu*—ainda assim; *likhibāre*—escrever; *nāre*—não é capaz; *tāra*—disso; *eka*—um; *kaṇa*—fragmento; *uddeśa*—indicação; *karite*—fazer; *kari*—faço; *dik-daraśana*—apontar a direção.", "translation": "**Visto que o próprio Senhor Ananta não consegue descrever nem mesmo um fragmento desses passatempos, limito-me a apontar a direção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/233/", "verse_text": "jagat bhāsila caitanya-līlāra pāthāre\n\nyāṅra yata śakti tata pāthāre sāṅtāre", "devanagari": "> জগৎ ভাসিল চৈতন্যলীলার পাথারে ।\n> যাঁর যত শক্তি তত পাথারে সাঁতারে ॥২৩৩॥", "synonyms": "*jagat*—o mundo inteiro; *bhāsila*—flutuou; *caitanya-līlāra*—dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāthāre*—na inundação; *yāṅra*—de quem; *yata*—quanto; *śakti*—poder; *tata*—outro tanto; *pāthāre*—na inundação; *sāṅtāre*—nada.", "translation": "**O mundo inteiro ficou imerso na inundação dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. A pessoa pode nadar nessa água na medida em que tenha força para isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/17/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/17/234/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৩৪॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Sétimo Capítulo, que descreve a viagem do Senhor a Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/18/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/1/", "verse_text": "vṛndāvane sthira-carān\nnandayan svāvalokanaiḥ\nātmānaṁ ca tad-ālokād\ngaurāṅgaḥ parito 'bhramat", "devanagari": "> বৃন্দাবনে স্থিরচরান্নন্দয়ন্ স্বাবলোকনৈঃ ।\n> আত্মানঞ্চ তদালোকাদ্গৌরাঙ্গঃ পরিতোঽভ্রমৎ ॥১॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *sthira-carān*—às entidades vivas, tanto móveis quanto imóveis; *nandayan*—dando prazer; *sva-avalokanaiḥ*—com Seus olhares pessoais; *ātmānam*—a Si mesmo; *ca*—também; *tat-ālokāt*—por vê-las; *gaurāṅgaḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paritaḥ*—por toda parte; *abhramat*—viajou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu viajou por toda Vṛndāvana e, com Seus olhares, agradou a todas as entidades vivas, móveis e imóveis. O Senhor sentiu grande prazer pessoal ao ver a todos. Dessa maneira, o Senhor Gaurāṅga viajou por Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—ao Senhor Gauracandra (Śrī Caitanya Mahāprabhu); *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Śrī Advaita Gosāñi; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Gauracandra! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Prabhu! E todas as glórias aos devotos do Senhor Caitanya, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/3/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu nācite nācite\n'āriṭ'-grāme āsi' 'bāhya' haila ācambite", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু নাচিতে নাচিতে ।\n> ‘আরিট্’-গ্রামে আসি’ ‘বাহ্য’ হৈল আচম্বিতে ॥৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nācite nācite*—dançando e dançando; *āriṭ-grāme*—na aldeia conhecida como Āriṭ-grāma; *āsi'*—chegando; *bāhya*—percepção dos sentidos; *haila*—houve; *ācambite*—de repente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava em êxtase, mas, quando chegou a Āriṭ-grāma, despertou-se Sua percepção dos sentidos.**", "purport": "Āriṭ-grāma também é chamada de Ariṣṭa-grāma. Śrī Caitanya Mahāprabhu compreendeu que, naquela aldeia, Ariṣṭāsura fora morto por Śrī Kṛṣṇa. Enquanto ali esteve, Ele indagou sobre Rādhā-kuṇḍa, mas ninguém pôde dizer-Lhe onde ficava. O brāhmaṇa que O acompanhava também não conseguiu determinar sua localização. Śrī Caitanya Mahāprabhu pôde então compreender que os lugares sagrados conhecidos como Rādhā-kuṇḍa e Śyāma-kuṇḍa estavam, naquela época, perdidos para a visão de todos. Por isso, Ele descobriu Rādhā-kuṇḍa e Śyāma-kuṇḍa, que eram dois reservatórios de água em dois arrozais. Embora houvesse muito pouca água, Śrī Caitanya Mahāprabhu era onisciente e pôde compreender que outrora esses dois lagos eram chamados de Śrī Rādhā-kuṇḍa e Śyāma-kuṇḍa. Dessa maneira, Rādhā-kuṇḍa e Śyāma-kuṇḍa foram descobertos."}
{"ref": "cc/madhya/18/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/4/", "verse_text": "āriṭe rādhā-kuṇḍa-vārtā puche loka-sthāne\nkeha nāhi kahe, saṅgera brāhmaṇa nā jāne", "devanagari": "> আরিটে রাধাকুণ্ড-বার্তা পুছে লোক-স্থানে ।\n> কেহ নাহি কহে, সঙ্গের ব্রাহ্মণ না জানে ॥৪॥", "synonyms": "*āriṭe*—na aldeia conhecida como Āriṭ-grāma; *rādhā-kuṇḍa-vārtā*—notícias de Rādhā-kuṇḍa; *puche*—indaga; *loka-sthāne*—das pessoas locais; *keha*—alguém; *nāhi*—não; *kahe*—podia dizer; *saṅgera*—o companheiro; *brāhmaṇa*—brāhmaṇa; *nā jāne*—não sabe.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou às pessoas locais: \"Onde fica Rādhā-kuṇḍa?\" Ninguém pôde informá-Lo, e o brāhmaṇa que O acompanhava também não sabia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/5/", "verse_text": "tīrtha 'lupta' jāni' prabhu sarvajña bhagavān\ndui dhānya-kṣetre alpa-jale kailā snāna", "devanagari": "> তীর্থ ‘লুপ্ত’ জানি’ প্রভু সর্বজ্ঞ ভগবান্ ।\n> দুই ধান্যক্ষেত্রে অল্পজলে কৈলা স্নান ॥৫॥", "synonyms": "*tīrtha*—lugar sagrado; *lupta*—perdido; *jāni'*—sabendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sarva-jña*—onisciente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *dui*—dois; *dhānya-kṣetre*—em arrozais; *alpa-jale*—em água não muito profunda; *kailā snāna*—tomou banho.", "translation": "**O Senhor então compreendeu que o lugar sagrado chamado Rādhā-kuṇḍa já não era visível. Contudo, sendo a onisciente Suprema Personalidade de Deus, Ele descobriu Rādhā-kuṇḍa e Śyāma-kuṇḍa em dois arrozais. Havia apenas um pouco de água, mas Ele tomou Seu banho ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/6/", "verse_text": "dekhi' saba grāmya-lokera vismaya haila mana\npreme prabhu kare rādhā-kuṇḍera stavana", "devanagari": "> দেখি’ সব গ্রাম্য-লোকের বিস্ময় হৈল মন ।\n> প্রেমে প্রভু করে রাধাকুণ্ডের স্তবন ॥৬॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *saba grāmya-lokera*—de todas as pessoas da aldeia; *vismaya haila*—ficaram atônitas; *mana*—as mentes; *preme*—em amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *rādhā-kuṇḍera*—de Rādhā-kuṇḍa; *stavana*—orações.", "translation": "**Quando as pessoas da aldeia viram Śrī Caitanya Mahāprabhu tomar Seu banho naqueles dois lagos no meio dos arrozais, ficaram muito atônitas. O Senhor então ofereceu Suas orações a Śrī Rādhā-kuṇḍa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/7/", "verse_text": "saba gopī haite rādhā kṛṣṇera preyasī\ntaiche rādhā-kuṇḍa priya 'priyāra sarasi'", "devanagari": "> সব গোপী হৈতে রাধা কৃষ্ণের প্রেয়সী ।\n> তৈছে রাধাকুণ্ড প্রিয় ‘প্রিয়ার সরসী’ ॥৭॥", "synonyms": "*saba*—todas; *gopī*—as gopīs; *haite*—de; *rādhā*—Rādhārāṇī; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *preyasī*—a mais amada; *taiche*—de modo semelhante; *rādhā-kuṇḍa*—Rādhā-kuṇḍa; *priya*—muito querido; *priyāra sarasī*—o lago da mais amada Rādhārāṇī.", "translation": "**\"De todas as gopīs, Rādhārāṇī é a mais querida. De modo semelhante, o lago conhecido como Rādhā-kuṇḍa é muito querido ao Senhor, porque é muito querido a Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/8/", "verse_text": "yathā rādhā priyā viṣṇos\ntasyāḥ kuṇḍaṁ priyaṁ tathā\nsarva-gopīṣu saivaikā\nviṣṇor atyanta-vallabhā", "devanagari": "> যথা রাধা প্রিয়া বিষ্ণোস্তস্যাঃ কুণ্ডং প্রিয়ং তথা ।\n> সর্বগোপীষু সৈবৈকা বিষ্ণোরত্যন্তবল্লভা ॥৮॥", "synonyms": "*yathā*—assim como; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *priyā*—amada; *viṣṇoḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *tasyāḥ*—Seu; *kuṇḍam*—lago; *priyam*—muito querido; *tathā*—de modo semelhante; *sarva-gopīṣu*—entre todas as gopīs; *sā*—Ela; *eva*—certamente; *ekā*—sozinha; *viṣṇoḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *atyanta*—muitíssimo; *vallabhā*—querida.", "translation": "**\" 'Śrīmatī Rādhārāṇī é a mais querida ao Senhor Kṛṣṇa, e Seu lago conhecido como Rādhā-kuṇḍa também Lhe é muito querido. De todas as gopīs, Śrīmatī Rādhārāṇī é certamente a mais amada.'**", "purport": "Este é um verso do *Padma Purāṇa*."}
{"ref": "cc/madhya/18/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/9/", "verse_text": "yei kuṇḍe nitya kṛṣṇa rādhikāra saṅge\njale jala-keli kare, tīre rāsa-raṅge", "devanagari": "> যেই কুণ্ডে নিত্য কৃষ্ণ রাধিকার সঙ্গে ।\n> জলে জলকেলি করে, তীরে রাস-রঙ্গে ॥৯॥", "synonyms": "*yei kuṇḍe*—em cujo lago; *nitya*—diariamente; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *rādhikāra saṅge*—acompanhado por Śrīmatī Rādhārāṇī; *jale*—na água; *jala-keli*—brincando na água; *kare*—realiza; *tīre*—na margem; *rāsa-raṅge*—Sua dança da rāsa.", "translation": "**\"Naquele lago, o Senhor Kṛṣṇa e Śrīmatī Rādhārāṇī costumavam brincar diariamente na água e realizar a dança da rāsa na margem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/10/", "verse_text": "sei kuṇḍe yei eka-bāra kare snāna\ntāṅre rādhā-sama 'prema' kṛṣṇa kare dāna", "devanagari": "> সেই কুণ্ডে যেই একবার করে স্নান ।\n> তাঁরে রাধা-সম ‘প্রেম’ কৃষ্ণ করে দান ॥১০॥", "synonyms": "*sei kuṇḍe*—naquele lago; *yei*—quem quer que; *eka-bāra*—uma vez; *kare snāna*—toma banho; *tāṅre*—a ele; *rādhā-sama*—como o de Śrīmatī Rādhārāṇī; *prema*—amor extático; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare dāna*—dá como caridade.", "translation": "**\"De fato, o Senhor Kṛṣṇa concede amor extático como o de Śrīmatī Rādhārāṇī a quem quer que se banhe naquele lago ao menos uma vez na vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/11/", "verse_text": "kuṇḍera 'mādhurī'--yena rādhāra 'madhurimā'\nkuṇḍera 'mahimā'--yena rādhāra 'mahimā'", "devanagari": "> কুণ্ডের ‘মাধুরী’ — যেন রাধার ‘মধুরিমা’ ।\n> কুণ্ডের ‘মহিমা’ — যেন রাধার ‘মহিমা’ ॥১১॥", "synonyms": "*kuṇḍera*—do lago; *mādhurī*—doçura; *yena*—como se; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *madhurimā*—doçura; *kuṇḍera*—do lago; *mahimā*—glórias; *yena*—como se; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *mahimā*—glórias.", "translation": "**\"A atração de Rādhā-kuṇḍa é tão doce quanto a de Śrīmatī Rādhārāṇī. De modo semelhante, as glórias do kuṇḍa [lago] são tão gloriosas quanto Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/12/", "verse_text": "śrī-rādheva hares tadīya-sarasī preṣṭhādbhutaiḥ svair guṇair\nyasyāṁ śrī-yuta-mādhavendur aniśaṁ prītyā tayā krīḍati\npremāsmin bata rādhikeva labhate yasyāṁ sakṛt snāna-kṛt\ntasyā vai mahimā tathā madhurimā kenāstu varṇyaḥ kṣitau", "devanagari": "> শ্রীরাধেব হরেস্তদীয়সরসী প্রেষ্ঠাদ্ভুতৈঃ স্বৈর্গুণৈ-\n> র্যস্যাং শ্রীযুত-মাধববেন্দুরনিশং প্রীত্যা তয়া ক্রীড়তি ৷\n> প্রেমাস্মিন্ বত রাধিকেব লভতে যস্যাং সকৃৎ স্নানকৃৎ\n> তস্যা বৈ মহিমা তথা মধুরিমা কেনাস্তু বর্ণ্যঃ ক্ষিতৌ ॥১২॥", "synonyms": "*śrī-rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *iva*—como; *hareḥ*—de Kṛṣṇa; *tadīya*—Seu; *sarasī*—lago; *preṣṭhā*—muito querido; *adbhutaiḥ*—por maravilhosas; *svaiḥ*—próprias; *guṇaiḥ*—qualidades transcendentais; *yasyām*—no qual; *śrī-yuta*—pleno de toda opulência; *mādhava*—Śrī Kṛṣṇa; *induḥ*—como a lua; *aniśam*—incessantemente; *prītyā*—com grande afeição; *tayā*—em associação com Śrīmatī Rādhārāṇī; *krīḍati*—realiza passatempos; *premā*—amor; *asmin*—pelo Senhor Kṛṣṇa; *bata*—certamente; *rādhikā iva*—exatamente como Śrīmatī Rādhārāṇī; *labhate*—obtém; *yasyām*—no qual; *sakṛt*—uma vez; *snāna-kṛt*—aquele que toma banho; *tasyāḥ*—do lago; *vai*—certamente; *mahimā*—glórias; *tathā*—assim como; *madhurimā*—doçura; *kena*—por quem; *astu*—pode ser; *varṇyaḥ*—descrita; *kṣitau*—nesta terra.", "translation": "**\" 'Devido a suas maravilhosas qualidades transcendentais, Rādhā-kuṇḍa é tão querido a Kṛṣṇa quanto Śrīmatī Rādhārāṇī. Foi naquele lago que o Senhor Śrī Kṛṣṇa, pleno de toda opulência, realizou Seus passatempos com Śrīmatī Rādhārāṇī com grande prazer e bem-aventurança transcendental. Quem quer que se banhe ao menos uma vez em Rādhā-kuṇḍa alcança a atração amorosa de Śrīmatī Rādhārāṇī por Śrī Kṛṣṇa. Quem, neste mundo, pode descrever as glórias e a doçura de Śrī Rādhā-kuṇḍa?' \"**", "purport": "Este verso encontra-se no Govinda-līlāmṛta (7.102)."}
{"ref": "cc/madhya/18/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/13/", "verse_text": "ei-mata stuti kare premāviṣṭa hañā\ntīre nṛtya kare kuṇḍa-līlā saṅariyā", "devanagari": "> এইমত স্তুতি করে প্রেমাবিষ্ট হঞা ৷\n> তীরে নৃত্য করে কুণ্ডলীলা সঙরিয়া ॥১৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *stuti kare*—oferece orações; *prema-āviṣṭa*—dominado pelo amor extático; *hañā*—tornando-se; *tīre*—na margem; *nṛtya kare*—dança; *kuṇḍa-līlā*—os passatempos de Rādhā-kuṇḍa; *saṅariyā*—lembrando.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu, assim, orações a Rādhā-kuṇḍa. Dominado pelo amor extático, Ele dançou na margem, lembrando-se dos passatempos que o Senhor Kṛṣṇa realizou na margem de Rādhā-kuṇḍa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/14/", "verse_text": "kuṇḍera mṛttikā lañā tilaka karila\nbhaṭṭācārya-dvārā mṛttikā saṅge kari' laila", "devanagari": "> কুণ্ডের মৃত্তিকা লঞা তিলক করিল ।\n> ভট্টাচার্য-দ্বারা মৃত্তিকা সঙ্গে করি’ লৈল ॥১৪॥", "synonyms": "*kuṇḍera*—do lago; *mṛttikā*—lama; *lañā*—tomando; *tilaka karila*—formou tilaka; *bhaṭṭācārya-dvārā*—com a ajuda de Balabhadra Bhaṭṭācārya; *mṛttikā*—lama; *saṅge*—consigo; *kari'*—fazendo; *laila*—levou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então marcou Seu corpo com tilaka feito da lama de Rādhā-kuṇḍa e, com a ajuda de Balabhadra Bhaṭṭācārya, recolheu um pouco da lama e a levou consigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/15/", "verse_text": "tabe cali' āilā prabhu 'sumanaḥ-sarovara'\ntāhāṅ 'govardhana' dekhi' ha-ilā vihvala", "devanagari": "> তবে চলি’ আইলা প্রভু ‘সুমনঃ-সরোবর’ ।\n> তাহাঁ ‘গোবর্ধন’ দেখি’ হইলা বিহ্বল ॥১৫॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *cali'*—viajando; *āilā*—chegou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sumanaḥ-sarovara*—ao lago conhecido como Sumanaḥ; *tāhāṅ*—ali; *govardhana*—a colina de Govardhana; *dekhi'*—vendo; *ha-ilā vihvala*—ficou dominado.", "translation": "**De Rādhā-kuṇḍa, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ao lago Sumanaḥ. Quando viu de lá a colina de Govardhana, Ele ficou dominado pela alegria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/16/", "verse_text": "govardhana dekhi' prabhu ha-ilā daṇḍavat\n\n'eka śilā' āliṅgiyā ha-ilā unmatta", "devanagari": "> গোবর্ধন দেখি’ প্রভু হইলা দণ্ডবৎ ৷\n> ‘এক শিলা’ আলিঙ্গিয়া হইলা উন্মত্ত ॥১৬॥", "synonyms": "*govardhana dekhi'*—ao ver a colina de Govardhana; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā daṇḍavat*—prestou reverências como uma vara reta; *eka śilā*—um pedaço de pedra; *āliṅgiyā*—abraçando; *ha-ilā*—tornou-se; *unmatta*—enlouquecido.", "translation": "**Quando o Senhor viu a colina de Govardhana, imediatamente prestou reverências, prostrando-se ao chão como uma vara. Abraçou um pedaço de rocha da colina de Govardhana e enlouqueceu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/17/", "verse_text": "preme matta cali' āilā govardhana-grāma\n\n'harideva' dekhi' tāhāṅ ha-ilā praṇāma", "devanagari": "> প্রেমে মত্ত চলি’ আইলা গোবর্ধন-গ্রাম ।\n> ‘হরিদেব’ দেখি’ তাহাঁ হইলা প্রণাম ॥১৭॥", "synonyms": "*preme*—em amor extático; *matta*—enlouquecido; *cali'*—prosseguindo; *āilā*—chegou; *govardhana-grāma*—à aldeia conhecida como Govardhana; *hari-deva*—a Deidade chamada Harideva ali instalada; *dekhi'*—vendo; *tāhāṅ*—ali; *ha-ilā praṇāma*—prestou reverências.", "translation": "**Enlouquecido de amor extático, o Senhor chegou à aldeia conhecida como Govardhana. Foi ali que Ele viu a Deidade Harideva e Lhe prestou Suas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/18/", "verse_text": "'mathurā'-padmera paścima-dale yāṅra vāsa\n\n'harideva' nārāyaṇa--ādi parakāśa", "devanagari": "> ‘মথুরা’-পদ্মের পশ্চিমদলে যাঁর বাস ।\n> ‘হরিদেব’ নারায়ণ — আদি পরকাশ ॥১৮॥", "synonyms": "*mathurā-padmera*—da flor de lótus de Mathurā; *paścima-dale*—na pétala ocidental; *yāṅra*—cuja; *vāsa*—residência; *hari-deva*—o Senhor Harideva; *nārāyaṇa*—encarnação de Nārāyaṇa; *ādi*—original; *parakāśa*—manifestação.", "translation": "**Harideva é uma encarnação de Nārāyaṇa, e Sua residência situa-se na pétala ocidental do lótus de Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/19/", "verse_text": "harideva-āge nāce preme matta hañā\n\nsaba loka dekhite āila āścarya śuniyā", "devanagari": "> হরিদেব-আগে নাচে প্রেমে মত্ত হঞা ।\n> সব লোক দেখিতে আইল আশ্চর্য শুনিয়া ॥১৯॥", "synonyms": "*hari-deva-āge*—diante de Harideva; *nāce*—dança; *preme*—em amor extático; *matta hañā*—tornando-se enlouquecido; *saba loka*—todas as pessoas; *dekhite*—para ver; *āila*—vieram; *āścarya*—maravilhosas; *śuniyā*—ouvindo.", "translation": "**Enlouquecido de amor extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a dançar diante da Deidade Harideva. Ao ouvir falar das maravilhosas atividades do Senhor, todas as pessoas vieram vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/20/", "verse_text": "prabhu-prema-saundarya dekhi' loke camatkāra\n\nharidevera bhṛtya prabhura karila satkāra", "devanagari": "> প্রভু-প্রেম-সৌন্দর্য দেখি’ লোকে চমৎকার ।\n> হরিদেবের ভৃত্য প্ৰভুর করিল সত্কার ॥২০॥", "synonyms": "*prabhu*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-saundarya*—amor extático e beleza; *dekhi'*—vendo; *loke*—as pessoas; *camatkāra*—atônitas; *hari-devera*—do Senhor Harideva; *bhṛtya*—os servos; *prabhura*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karila satkāra*—prestaram uma boa recepção.", "translation": "**As pessoas ficaram atônitas ao verem o amor extático e a beleza pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Os sacerdotes que serviam a Deidade Harideva prestaram ao Senhor uma boa recepção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/21/", "verse_text": "bhaṭṭācārya 'brahma-kuṇḍe' pāka yāñā kaila\n\nbrahma-kuṇḍe snāna kari' prabhu bhikṣā kaila", "devanagari": "> ভট্টাচার্য ‘ব্রহ্মকুণ্ডে’ পাক যাঞা কৈল ।\n> ব্রহ্মকুণ্ডে স্নান করি’ প্রভু ভিক্ষা কৈল ॥২১॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *brahma-kuṇḍe*—no lago chamado Brahma-kuṇḍa; *pāka*—cozinhar; *yāñā*—indo até lá; *kaila*—realizou; *brahma-kuṇḍe*—em Brahma-kuṇḍa; *snāna kari'*—tomando banho; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā kaila*—aceitou o almoço.", "translation": "**Em Brahma-kuṇḍa, Bhaṭṭācārya cozinhou alimentos, e o Senhor, após tomar Seu banho em Brahma-kuṇḍa, aceitou Seu almoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/22/", "verse_text": "se-rātri rahilā haridevera maṇḍire\n\nrātre mahāprabhu kare manete vicāre", "devanagari": "> সে-রাত্রি রহিলা হরিদেবের মন্দিরে  ।\n> রাত্রে মহাপ্রভু করে মনেতে বিচারে ॥২২॥", "synonyms": "*se-rātri*—naquela noite; *rahilā*—permaneceu; *hari-devera*—de Harideva; *mandire*—no templo; *rātre*—à noite; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *manete*—na mente; *vicāre*—reflexão.", "translation": "**Naquela noite, o Senhor permaneceu no templo de Harideva e, durante a noite, começou a refletir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/23/", "verse_text": "'govardhana-upare āmi kabhu nā caḍiba\n\ngopāla-rāyera daraśana kemane pāiba?'", "devanagari": "> ‘গোবর্ধন-উপরে আমি কভু না চড়িব  ।\n> গোপাল-রায়ের দরশন কেমনে পাইব ?’ ২৩ ॥২৩॥", "synonyms": "*govardhana-upare*—sobre a colina conhecida como Govardhana; *āmi*—Eu; *kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *caḍiba*—subirei; *gopāla-rāyera*—do Senhor Gopāla; *daraśana*—visita; *kemane*—como; *pāiba*—obterei.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pensou: \"Visto que jamais subirei a colina de Govardhana, como poderei ver Gopāla Rāya?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/24/", "verse_text": "eta mane kari' prabhu mauna kari' rahilā\n\njāniyā gopāla kichu bhaṅgī uṭhāilā", "devanagari": "> এত মনে করি’ প্রভু মৌন করি’ রহিলা ।\n> জানিয়া গোপাল কিছু ভঙ্গী উঠাইলা ॥২৪॥", "synonyms": "*eta*—tanto; *mane kari'*—considerando em Sua mente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mauna*—silencioso; *kari'*—ficando; *rahilā*—permaneceu; *jāniyā*—sabendo; *gopāla*—a Deidade Gopāla; *kichu*—algumas; *bhaṅgī*—artimanhas; *uṭhāilā*—suscitou.", "translation": "**Pensando dessa maneira, o Senhor permaneceu em silêncio, e o Senhor Gopāla, conhecendo Sua contemplação, recorreu a uma artimanha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/25/", "verse_text": "anārurukṣave śailaṁ\n\nsvasmai bhaktābhimānine\n\navaruhya gireḥ kṛṣṇo\n\ngaurāya svam adarśayat", "devanagari": "> অনারুরুক্ষবে শৈলং স্বস্মৈ ভক্তাভিমানিনে ।\n> অবরুহ্য গিরেঃ কৃষ্ণো গৌরায় স্বমদর্শয়ৎ ॥২৫॥", "synonyms": "*anārurukṣave*—que não estava disposto a subir; *śailam*—a montanha; *svasmai*—a Si mesmo; *bhakta-abhimānine*—considerando-Se um devoto do Senhor Kṛṣṇa; *avaruhya*—descendo; *gireḥ*—da colina; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *gaurāya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svam*—a Si mesmo; *adarśayat*—mostrou.", "translation": "**Descendo da colina de Govardhana, o Senhor Gopāla concedeu uma audiência ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que não estava disposto a subir a colina, considerando-Se um devoto do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/26/", "verse_text": "'annakūṭa'-nāme grāme gopālera sthiti\n\nrāja-puta-lokera sei grāme vasati", "devanagari": "> ‘অন্নকূট’-নামে গ্রামে গোপালের স্থিতি ।\n> রাজপুত-লোকের সেই গ্রামে বসতি ॥২৬॥", "synonyms": "*annakūṭa-nāme*—com o nome Annakūṭa; *grāme*—na aldeia; *gopālera*—de Gopāla; *sthiti*—residência; *rāja-puta-lokera*—de pessoas do Rajastão; *sei grāme*—naquela aldeia; *vasati*—habitação.", "translation": "**Gopāla permanecia numa aldeia chamada Annakūṭa-grāma, na colina de Govardhana. Os aldeões que viviam naquela aldeia provinham, em sua maioria, do Rajastão.**", "purport": "A aldeia chamada Annakūṭa-grāma é mencionada no Bhakti-ratnākara (Quinta Onda):\n\ngopa-gopī bhuñjāyena kautuka apāra\n\nei hetu 'āniyora' nāma se ihāra\n\nannakūṭa-sthāna ei dekha śrīnivāsa\n\ne-sthāna darśane haya pūrṇa abhilāṣa\n\n\"Foi aqui que todas as gopīs e os gopas desfrutaram de maravilhosos passatempos com Śrī Kṛṣṇa. Por isso, este lugar também é chamado de Āniyora. A cerimônia de Annakūṭa foi celebrada aqui. Ó Śrīnivāsa, quem quer que veja este lugar tem todos os seus desejos realizados.\" Afirma-se também:\n\nkuṇḍera nikaṭa dekha niviḍa-kānana\n\nethāi 'gopāla' chilā hañā saṅgopana\n\n\"Contempla a densa floresta perto do kuṇḍa. Foi ali que Gopāla esteve oculto.\" Além disso, a Stavāvalī (8.75), de Raghunātha dāsa Gosvāmī, afirma:\n\nvrajendra-varyārpita-bhogam uccair\n\ndhṛtvā bṛhat-kāyam aghārir utkaḥ\n\nvareṇa rādhāṁ chalayan vibhuṅkte\n\nyatrānna-kūṭaṁ tad ahaṁ prapadye"}
{"ref": "cc/madhya/18/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/27/", "verse_text": "eka-jana āsi' rātre grāmīke balila\n\n'tomāra grāma mārite turuka-dhārī sājila", "devanagari": "> একজন আসি’ রাত্রে গ্রামীকে বলিল ।\n> ‘তোমার গ্রাম মারিতে তুরুক-ধারী সাজিল ॥২৭॥", "synonyms": "*eka-jana*—uma pessoa; *āsi'*—vindo; *rātre*—à noite; *grāmīke*—aos habitantes da aldeia; *balila*—disse; *tomāra*—vossa; *grāma*—aldeia; *mārite*—para atacar; *turuka-dhārī*—soldados maometanos turcos; *sājila*—estão preparados.", "translation": "**Uma pessoa que veio à aldeia informou aos habitantes: \"Os soldados turcos estão agora se preparando para atacar vossa aldeia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/28/", "verse_text": "āji rātrye palāha, nā rahiha eka-jana\n\nṭhākura lañā bhāga', āsibe kāli yavana'", "devanagari": "> আজি রাত্র্যে পলাহ, না রহিহ একজন ।\n> ঠাকুর লঞা ভাগ’, আসিবে কালি যবন ।।’ ॥ ২৮ ॥", "synonyms": "*āji rātrye*—esta noite; *palāha*—ide embora; *nā rahiha*—não permaneça; *eka-jana*—nem uma só pessoa; *ṭhākura*—a Deidade; *lañā*—levando; *bhāga'*—parti; *āsibe*—virão; *kāli*—amanhã; *yavana*—os soldados maometanos.", "translation": "**\"Fugi desta aldeia esta noite e não deixeis que nem uma só pessoa permaneça. Levai a Deidade convosco e parti, pois os soldados maometanos virão amanhã.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/29/", "verse_text": "śuniyā grāmera loka cintita ha-ila\n\nprathame gopāla lañā gāṅṭhuli-grāme khuila", "devanagari": "> শুনিয়া গ্রামের লোক চিন্তিত হইল ।\n> প্রথমে গোপাল লঞা গাঁঠুলি-গ্রামে খুইল ॥২৯॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *grāmera loka*—todas as pessoas da aldeia; *cintita ha-ila*—ficaram muito ansiosas; *prathame*—primeiro; *gopāla lañā*—levando Gopāla; *gāṅṭhuli-grāme*—na aldeia conhecida como Gāṅṭhuli; *khuila*—mantiveram-No oculto.", "translation": "**Ao ouvirem isso, todos os aldeões ficaram muito ansiosos. Primeiro levaram Gopāla e O transferiram para uma aldeia conhecida como Gāṅṭhuli.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/30/", "verse_text": "vipra-gṛhe gopālera nibhṛte sevana\n\ngrāma ujāḍa haila, palāila sarva-jana", "devanagari": "> বিপ্রগৃহে গোপালের নিভৃতে সেবন ।\n> গ্রাম উজাড় হৈল, পলাইল সর্বজন ॥৩০॥", "synonyms": "*vipra-gṛhe*—na casa de um brāhmaṇa; *gopālera*—do Senhor Gopāla; *nibhṛte*—muito secretamente; *sevana*—adoração; *grāma*—a aldeia; *ujāḍa haila*—ficou deserta; *palāila*—fugiram; *sarva-jana*—todas as pessoas.", "translation": "**A Deidade Gopāla foi mantida na casa de um brāhmaṇa, e Sua adoração era conduzida secretamente. Todos fugiram, e assim a aldeia de Annakūṭa ficou deserta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/31/", "verse_text": "aiche mleccha-bhaye gopāla bhāge bāre-bāre\n\nmandira chāḍi' kuñje rahe, kibā grāmāntare", "devanagari": "> ঐছে ম্লেচ্ছভয়ে গোপাল ভাগে বারে-বারে ।\n> মন্দির ছাড়ি’ কুঞ্জে রহে, কিবা গ্রামান্তরে ॥৩১॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *mleccha-bhaye*—por medo dos maometanos; *gopāla*—a Deidade de Gopāla Rāya; *bhāge*—foge; *bāre-bāre*—repetidas vezes; *mandira chāḍi'*—abandonando o templo; *kuñje*—no bosque; *rahe*—permanece; *kibā*—ou; *grāma-antare*—em uma aldeia diferente.", "translation": "**Por medo dos maometanos, a Deidade de Gopāla foi transferida de um lugar para outro repetidas vezes. Assim, abandonando Seu templo, o Senhor Gopāla por vezes vivia em um bosque e por vezes em uma aldeia após outra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/32/", "verse_text": "prātaḥ-kāle prabhu 'mānasa-gaṅgā'ya kari' snāna\n\ngovardhana-parikramāya karilā prayāṇa", "devanagari": "> প্রাতঃকালে প্রভু ‘মানসগঙ্গা’য় করি’ স্নান ।\n> গোবর্ধন-পরিক্রমায় করিলা প্ৰয়াণ ॥৩২॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mānasa-gaṅgāya*—no lago chamado Mānasa-gaṅgā; *kari'*—realizando; *snāna*—banho; *govardhana*—a colina Govardhana; *parikramāya*—em circundar; *karilā*—fez; *prayāṇa*—partida.", "translation": "**Pela manhã, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou Seu banho em um lago chamado Mānasa-gaṅgā. Em seguida, circundou a colina Govardhana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/33/", "verse_text": "govardhana dekhi' prabhu premāviṣṭa hañā\n\nnācite nācite calilā śloka paḍiyā", "devanagari": "> গোবর্ধন দেখি’ প্রভু প্রেমাবিষ্ট হঞা ।\n> নাচিতে নাচিতে চলিলা শ্লোক পড়িয়া ॥৩৩॥", "synonyms": "*govardhana dekhi'*—vendo a colina Govardhana; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āviṣṭa hañā*—ficando extático de amor; *nācite nācite*—dançando e dançando; *calilā*—partiu; *śloka paḍiyā*—recitando o seguinte verso.", "translation": "**Apenas por ver a colina Govardhana, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou extático de amor por Kṛṣṇa. Enquanto dançava e dançava, recitou o seguinte verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/34/", "verse_text": "hantāyam adrir abalā haridāsa-varyo\n\nyad rāma-kṛṣṇa-caraṇa-sparaśa-pramodaḥ\n\nmānaṁ tanoti saha-go-gaṇayos tayor yat\n\npānīya-sūyavasa-kandara-kanda-mūlaiḥ", "devanagari": "> হন্তায়মদ্রিরবলা হরিদাসবর্যো\n> যদ্রামকৃষ্ণচরণস্পরশপ্রমোদঃ ।\n> মানং তনোতি সহ-গোগণয়োস্তয়োর্যৎ\n> পানীয়-সুযবস-কন্দর-কন্দমূলৈঃ ॥৩৪॥", "synonyms": "*hanta*—oh; *ayam*—esta; *adriḥ*—colina; *abalāḥ*—ó amigas; *haridāsa-varyaḥ*—a melhor entre os servos do Senhor; *yat*—porque; *rāma-kṛṣṇa-caraṇa*—dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa e Balarāma; *sparaśa*—pelo toque; *pramodaḥ*—jubilosa; *mānam*—respeitos; *tanoti*—oferece; *saha*—com; *go-gaṇayoḥ*—vacas, bezerros e vaqueirinhos; *tayoḥ*—a Eles (Śrī Kṛṣṇa e Balarāma); *yat*—porque; *pānīya*—água para beber; *sūyavasa*—capim muito macio; *kandara*—cavernas; *kanda-mūlaiḥ*—e por raízes.", "translation": "**\"De todos os devotos, esta colina Govardhana é a melhor! Ó Minhas amigas, esta colina fornece a Kṛṣṇa e Balarāma, bem como a Seus bezerros, vacas e amigos vaqueirinhos, toda espécie de necessidades – água para beber, capim muito macio, cavernas, frutas, flores e vegetais. Dessa maneira, a colina oferece respeito ao Senhor. Tocada pelos pés de lótus de Kṛṣṇa e Balarāma, a colina Govardhana mostra-se muito jubilosa.\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.21.18). Foi falada pelas gopīs quando o Senhor Kṛṣṇa e Balarāma entraram na floresta no outono. As gopīs falaram entre si e glorificaram Kṛṣṇa e Balarāma por Seus passatempos."}
{"ref": "cc/madhya/18/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/35/", "verse_text": "'govinda-kuṇḍādi' tīrthe prabhu kailā snāna\n\ntāhāṅ śunilā--gopāla gela gāṅṭhuli grāma", "devanagari": "> ‘গোবিন্দকুণ্ডাদি’ তীর্থে প্রভু কৈলা স্নান ।\n> তাহাঁ শুনিলা — গোপাল গেল গাঁঠুলি গ্রাম ॥৩৫॥", "synonyms": "*govinda-kuṇḍa-ādi*—Govinda-kuṇḍa e outros; *tīrthe*—nos lugares sagrados; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā snāna*—tomou banho; *tāhāṅ*—ali; *śunilā*—ouviu; *gopāla*—a Deidade de Gopāla; *gela*—foi; *gāṅṭhuli*—Gāṅṭhuli; *grāma*—para a aldeia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então tomou Seu banho em um lago chamado Govinda-kuṇḍa e, enquanto estava ali, ouviu que a Deidade de Gopāla já havia ido para Gāṅṭhuli-grāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/36/", "verse_text": "sei grāme giyā kaila gopāla-daraśana\n\npremāveśe prabhu kare kīrtana-nartana", "devanagari": "> সেই গ্রামে গিয়া কৈল গোপাল-দরশন ।\n> প্রেমাবেশে প্রভু করে কীর্তন-নর্তন ॥৩৬॥", "synonyms": "*sei grāme*—àquela aldeia; *giyā*—indo; *kaila*—realizou; *gopāla-daraśana*—ver o Senhor Gopāla; *prema-āveśe*—em amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—realiza; *kīrtana-nartana*—cantar e dançar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então foi à aldeia de Gāṅṭhuli-grāma e viu a Deidade do Senhor Gopāla. Dominado pelo amor extático, começou a cantar e a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/37/", "verse_text": "gopālera saundarya dekhi' prabhura āveśa\n\nei śloka paḍi' nāce, haila dina-śeṣa", "devanagari": "> গোপালের সৌন্দর্য দেখি’ প্রভুর আবেশ ।\n> এই শ্লোক পড়ি’ নাচে, হৈল দিন-শেষ ॥৩৭॥", "synonyms": "*gopālera*—de Gopāla; *saundarya*—beleza; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśa*—êxtase; *ei śloka paḍi'*—recitando o seguinte verso; *nāce*—dança; *haila*—houve; *dina-śeṣa*—o fim do dia.", "translation": "**Tão logo o Senhor viu a beleza da Deidade de Gopāla, ficou imediatamente dominado pelo amor extático e recitou o seguinte verso. Em seguida, cantou e dançou até o fim do dia.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura fornece a seguinte informação sobre Govinda-kuṇḍa. Há uma aldeia chamada Āniyora na colina Govardhana, a pouca distância da aldeia de Paiṭhā. Govinda-kuṇḍa situa-se próximo a esse local, e ali existem dois templos, um a Govinda e outro a Baladeva. Segundo alguns, foi a rainha Padmāvatī quem escavou este lago. No Bhakti-ratnākara (Quinta Onda), encontra-se a seguinte afirmação:\n\nei śrī-govinda-kuṇḍa-mahimā aneka\n\nethā indra kaila govindera abhiṣeka\n\n\"Govinda-kuṇḍa é exaltado por suas muitas atividades espirituais. Foi aqui que Indra foi derrotado pelo Senhor Kṛṣṇa, e Indra ofereceu suas orações e banhou o Senhor Govinda.\" No livro Stavāvalī (Vraja-vilāsa-stava 74), encontra-se o seguinte verso:\n\nnīcaiḥ prauḍha-bhayāt svayaṁ surapatiḥ pādau vidhṛtyeha yaiḥ\n\nsvar-gaṅgā-salilaiś cakāra surabhi-dvārābhiṣekotsavam\n\ngovindasya navaṁ gavām adhipatā rājye sphuṭaṁ kautukāt\n\ntair yat prādurabhūt sadā sphuratu tad govinda-kuṇḍaṁ dṛśoḥ\n\nNo Mathurā-khaṇḍa, também se afirma:\n\nyatrābhiṣikto bhagavān\n\nmaghonā yadu-vairiṇā\n\ngovinda-kuṇḍaṁ taj-jātaṁ\n\nsnāna-mātreṇa mokṣadam\n\n\"Simplesmente por banhar-se em Govinda-kuṇḍa, a pessoa recebe a liberação. Este lago surgiu quando o Bhagavān Śrī Kṛṣṇa foi banhado pelo Senhor Indra.\"\n\nGāṅṭhuli-grāma situa-se próximo às duas aldeias de Bilachu e Gopāla-pura. Segundo se conta, foi aqui que Rādhā e Kṛṣṇa se encontraram pela primeira vez. No Bhakti-ratnākara (Quinta Onda), afirma-se: sakhī duṅha vastre gāṅṭhi dila saṅgopane. Também se afirma: phāguyā laiyā keha gāṅṭhi khuli' dilā. Por essa razão, a aldeia é conhecida como Gāṅṭhuli."}
{"ref": "cc/madhya/18/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/38/", "verse_text": "vāmas tāmarasākṣasya\n\nbhuja-daṇḍaḥ sa pātu vaḥ\n\nkrīḍā-kandukatāṁ yena\n\nnīto govardhano giriḥ", "devanagari": "> বামস্তামরসাক্ষস্য ভুজদণ্ডঃ স পাতু বঃ ।\n> ক্রীড়াকন্দুকতাং যেন নীতো গোবর্ধনো গিরিঃ ॥৩৮॥", "synonyms": "*vāmaḥ*—o esquerdo; *tāmarasa-akṣasya*—de Kṛṣṇa, que tem olhos como pétalas de lótus; *bhuja-daṇḍaḥ*—braço; *saḥ*—esse; *pātu*—que proteja; *vaḥ*—a todos vós; *krīḍā-kandukatām*—sendo como um brinquedo; *yena*—pelo qual; *nītaḥ*—alcançada; *govardhanaḥ*—chamada Govardhana; *giriḥ*—a colina.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"'Que o braço esquerdo de Śrī Kṛṣṇa, cujos olhos são como as pétalas de uma flor de lótus, sempre vos proteja. Com Seu braço esquerdo, Ele ergueu a colina Govardhana como se fosse um brinquedo.'\"**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.62)."}
{"ref": "cc/madhya/18/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/39/", "verse_text": "ei-mata tina-dina gopāle dekhilā\n\ncaturtha-divase gopāla svamandire gelā", "devanagari": "> এইমত তিনদিন গোপালে দেখিলা ।\n> চতুর্থ-দিবসে গোপাল স্বমন্দিরে গেলা ॥৩৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *tina-dina*—por três dias; *gopāle*—Gopāla; *dekhilā*—viu; *caturtha-divase*—no quarto dia; *gopāla*—a Deidade de Gopāla; *sva-mandire*—a Seu próprio templo; *gelā*—retornou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu viu a Deidade de Gopāla por três dias. No quarto dia, a Deidade retornou a Seu próprio templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/40/", "verse_text": "gopāla saṅge cali' āilā nṛtya-gīta kari\n\nānanda-kolāhale loka bale 'hari' 'hari'", "devanagari": "> গোপাল সঙ্গে চলি’ আইলা নৃত্য-গীত করি ।\n> আনন্দ-কোলাহলে লোক বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ॥৪০॥", "synonyms": "*gopāla saṅge*—com Gopāla; *cali'*—caminhando; *āilā*—veio; *nṛtya-gīta kari*—cantando e dançando; *ānanda-kolāhale*—em grande júbilo; *loka*—as pessoas; *bale*—dizem; *hari hari*—Hari, Hari.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu caminhou com a Deidade de Gopāla, e cantou e dançou. Uma grande e jubilosa multidão de pessoas também cantou o nome transcendental de Kṛṣṇa: \"Hari! Hari!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/41/", "verse_text": "gopāla mandire gelā, prabhu rahilā tale\n\nprabhura vāñchā pūrṇa saba karila gopāle", "devanagari": "> গোপাল মন্দিরে গেলা, প্রভু রহিলা তলে ।\n> প্রভুর বাঞ্ছা পূর্ণ সব করিল গোপালে ॥৪১॥", "synonyms": "*gopāla*—a Deidade de Gopāla; *mandire gelā*—retornou a Seu templo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahilā tale*—permaneceu ao pé; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāñchā*—desejos; *pūrṇa*—satisfeitos; *saba*—todos; *karila*—fez; *gopāle*—a Deidade de Gopāla.", "translation": "**A Deidade de Gopāla então retornou a Seu próprio templo, e Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu ao pé da colina. Assim, todos os desejos de Śrī Caitanya Mahāprabhu foram satisfeitos pela Deidade de Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/42/", "verse_text": "ei-mata gopālera karuṇa svabhāva\n\nyei bhakta janera dekhite haya 'bhāva'", "devanagari": "> এইমত গোপালের করুণ স্বভাব ।\n> যেই ভক্ত জনের দেখিতে হয় ‘ভাব’ ॥৪২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *gopālera*—da Deidade de Gopāla; *karuṇa sva-bhāva*—comportamento bondoso; *yei*—que; *bhakta janera*—das pessoas que são devotas; *dekhite*—ao ver; *haya*—há; *bhāva*—amor extático.", "translation": "**Este é o modo do comportamento bondoso do Senhor Gopāla para com Seus devotos. Ao ver isto, os devotos ficaram dominados pelo amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/43/", "verse_text": "dekhite utkaṇṭhā haya, nā caḍe govardhane\n\nkona chale gopāla āsi' utare āpane", "devanagari": "> দেখিতে উৎকণ্ঠা হয়, না চড়ে গোবর্ধনে ।\n> কোন ছলে গোপাল আসি’ উতরে আপনে ॥৪৩॥", "synonyms": "*dekhite*—ao ver; *utkaṇṭhā haya*—havia grande ansiedade; *nā caḍe*—não sobe; *govardhane*—à colina conhecida como Govardhana; *kona chale*—por algum ardil; *gopāla*—a Deidade de Gopāla; *āsi'*—vindo; *utare*—desce; *āpane*—pessoalmente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu estava muito ansioso por ver Gopāla, mas não desejava subir a colina Govardhana. Portanto, por algum ardil, a Deidade de Gopāla pessoalmente desceu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/44/", "verse_text": "kabhu kuñje rahe, kabhu rahe grāmāntare\n\nsei bhakta, tāhāṅ āsi' dekhaye tāṅhāre", "devanagari": "> কভু কুঞ্জে রহে, কভু রহে গ্রামান্তরে ।\n> সেই ভক্ত, তাহাঁ আসি’ দেখয়ে তাঁহারে ॥৪৪॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *kuñje*—nos bosques; *rahe*—permanece; *kabhu*—às vezes; *rahe*—Ele fica; *grāma-antare*—em uma aldeia diferente; *sei bhakta*—aquele devoto; *tāhāṅ āsi'*—vindo até ali; *dekhaye tāṅhāre*—vê-O.", "translation": "**Dessa maneira, dando algum pretexto, Gopāla por vezes permanece nos bosques da floresta e por vezes fica em uma aldeia. Aquele que é devoto vem ver a Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/45/", "verse_text": "parvate nā caḍe dui--rūpa-sanātana\n\nei-rūpe tāṅ-sabāre diyāchena daraśana", "devanagari": "> পর্বতে না চড়ে দুই — রূপ-সনাতন ৷\n> এইরূপে তাঁ-সবারে দিয়াছেন দরশন ॥৪৫॥", "synonyms": "*parvate*—na colina; *nā caḍe*—não sobem; *dui*—dois; *rūpa-sanātana*—Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī; *ei-rūpe*—dessa maneira; *tāṅ-sabāre*—a eles; *diyāchena*—concedeu; *daraśana*—audiência.", "translation": "**Os dois irmãos Rūpa e Sanātana não escalaram a colina. A eles também o Senhor Gopāla concedeu uma audiência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/46/", "verse_text": "vṛddha-kāle rūpa-gosāñi nā pāre yāite\n\nvāñchā haila gopālera saundarya dekhite", "devanagari": "> বৃদ্ধকালে রূপ-গোসাঞি না পারে যাইতে  ।\n> বাঞ্ছা হৈল গোপালের সৌন্দর্য দেখিতে ॥৪৬॥", "synonyms": "*vṛddha-kāle*—na idade avançada; *rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosvāmī; *nā pāre*—não é capaz; *yāite*—de ir; *vāñchā haila*—houve um desejo; *gopālera*—de Gopāla; *saundarya dekhite*—de ver a beleza.", "translation": "**Na idade madura, Śrīla Rūpa Gosvāmī não podia ir até lá, mas tinha o desejo de ver a beleza de Gopāla.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/47/", "verse_text": "mleccha-bhaye āilā gopāla mathurā-nagare\n\neka-māsa rahila viṭhṭhaleśvara-ghare", "devanagari": "> ম্লেচ্ছভয়ে আইলা গোপাল মথুরা-নগরে  ।\n> একমাস রহিল বিঠ্ঠলেশ্বর-ঘরে ॥৪৭॥", "synonyms": "*mleccha-bhaye*—por causa do temor dos muçulmanos; *āilā*—veio; *gopāla*—a Deidade Gopāla; *mathurā-nagare*—à cidade de Mathurā; *eka-māsa*—um mês; *rahila*—permaneceu; *viṭhṭhaleśvara-ghare*—no templo de Viṭhṭhaleśvara.", "translation": "**Devido ao temor dos maometanos, Gopāla foi a Mathurā, onde permaneceu no templo de Viṭhṭhaleśvara por um mês inteiro.**", "purport": "Quando os dois irmãos Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī foram a Vṛndāvana, decidiram morar ali. Seguindo o exemplo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, não escalaram a colina, pois a consideravam não diferente de Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus. Sob algum pretexto, a Deidade Gopāla concedeu a Śrī Caitanya Mahāprabhu uma audiência aos pés da colina, e Gopāla favoreceu de modo semelhante Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī. Durante sua idade madura, quando Rūpa Gosvāmī não podia ir à colina de Govardhana por causa de sua invalidez, Gopāla gentilmente foi a Mathurā e permaneceu no templo de Viṭhṭhaleśvara por um mês. Foi então que Śrīla Rūpa Gosvāmī pôde contemplar a beleza de Gopāla a contento de seu coração."}
{"ref": "cc/madhya/18/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/48/", "verse_text": "tabe rūpa gosāñi saba nija-gaṇa lañā\n\neka-māsa daraśana kailā mathurāya rahiyā", "devanagari": "> তবে রূপ গোসাঞি সব নিজগণ লঞা ।\n> একমাস দরশন কৈলা মথুরায় রহিয়া ॥৪৮॥", "synonyms": "*tabe*—então; *rūpa gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *saba*—todos; *nija-gaṇa lañā*—levando consigo seus companheiros; *eka-māsa*—por um mês; *daraśana kailā*—viu a Deidade; *mathurāya rahiyā*—permanecendo na cidade de Mathurā.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī e seus companheiros permaneceram em Mathurā por um mês e viram a Deidade Gopāla.**", "purport": "A seguinte descrição do templo de Viṭhṭhaleśvara é dada no Bhakti-ratnākara (Quinta Onda):\n\nviṭhṭhalera sevā kṛṣṇa-caitanya-vigraha\ntāhāra darśane haila parama āgraha\n\nśrī-viṭhṭhalanātha--bhaṭṭa-vallabha-tanaya\nkarilā yateka prīti kahile nā haya\n\ngāṭholi-grāme gopāla āilā 'chala' kari'\ntāṅre dekhi' nṛtya-gīte magna gaurahari\n\nśrī-dāsa-gosvāmī ādi parāmarśa kari'\nśrī-viṭhṭhaleśvare kailā sevā-adhikārī\n\npitā śrī-vallabha-bhaṭṭa tāṅra adarśane\nkata-dina mathurāya chilena nirjane\n\nŚrī Vallabha Bhaṭṭa teve dois filhos. O mais velho, Gopīnātha, nasceu em 1432 da era Śakābda, e o mais novo, Viṭhṭhalanātha, nasceu em 1437 e morreu em 1507. Viṭhṭhala teve sete filhos: Giridhara, Govinda, Bālakṛṣṇa, Gokuleśa, Raghunātha, Yadunātha e Ghanaśyāma. Viṭhṭhala completou muitos dos livros inacabados de seu pai, incluindo seu comentário sobre o *Vedānta-sūtra*, o comentário Subodhinī sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam*, o Vidvan-maṇḍana, o Śṛṅgāra-rasa-maṇḍana e o Nyāsādeśa-vivaraṇa. Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Vṛndāvana antes do nascimento de Viṭhṭhala. Śrīla Rūpa Gosvāmī era muito idoso na época em que Gopāla permaneceu na casa de Viṭhṭhalanātha."}
{"ref": "cc/madhya/18/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/49/", "verse_text": "saṅge gopāla-bhaṭṭa, dāsa-raghunātha\n\nraghunātha-bhaṭṭa-gosāñi, āra lokanātha", "devanagari": "> সঙ্গে গোপাল-ভট্ট, দাস-রঘুনাথ ।\n> রঘুনাথ-ভট্টগোসাঞি, আর লোকনাথ ॥৪৯॥", "synonyms": "*saṅge*—com Rūpa Gosvāmī; *gopāla-bhaṭṭa*—Gopāla Bhaṭṭa; *dāsa-raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *raghunātha-bhaṭṭa-gosāñi*—Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī; *āra*—e; *lokanātha*—Lokanātha dāsa Gosvāmī.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī permaneceu em Mathurā, foi acompanhado por Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī, Raghunātha dāsa Gosvāmī, Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī e Lokanātha dāsa Gosvāmī.**", "purport": "Śrī Lokanātha Gosvāmī era um companheiro pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu e um grande devoto do Senhor. Era morador de uma aldeia chamada Tālakhaḍi, no distrito de Yaśohara, em Bengala. Anteriormente, vivia em Kācnāpāḍā. O nome de seu pai era Padmanābha, e seu único irmão mais novo era Pragalbha. Seguindo as ordens de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrī Lokanātha foi morar em Vṛndāvana. Ele estabeleceu um templo chamado Gokulānanda. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura escolheu Lokanātha dāsa Gosvāmī para ser seu mestre espiritual, e foi seu único discípulo. Como Lokanātha dāsa Gosvāmī não queria que seu nome fosse mencionado no *Caitanya-caritāmṛta*, não o vemos com frequência neste célebre livro. Na ferrovia E.B.R., a estação de Yaśohara localiza-se em Bangladesh. Da estação ferroviária, é preciso ir de ônibus até a aldeia de Sonākhāli e dali a Khejurā. Dali é preciso caminhar ou, durante a estação chuvosa, ir de barco até a aldeia de Tālakhaḍi. Nessa aldeia, ainda existem descendentes do irmão mais novo de Lokanātha Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/18/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/50/", "verse_text": "bhūgarbha-gosāñi, āra śrī-jīva-gosāñi\n\nśrī-yādava-ācārya, āra govinda gosāñi", "devanagari": "> ভূগর্ভ-গোসাঞি, আর শ্রীজীব-গোসাঞি ।\n> শ্রীযাদব-আচার্য, আর গোবিন্দ গোসাঞি ॥৫০॥", "synonyms": "*bhūgarbha-gosāñi*—Bhūgarbha Gosāñi; *āra*—e; *śrī-jīva-gosāñi*—Śrī Jīva Gosvāmī; *śrī-yādava-ācārya*—Śrī Yādava Ācārya; *āra*—e; *govinda gosāñi*—Govinda Gosvāmī.", "translation": "**Bhūgarbha Gosvāmī, Śrī Jīva Gosvāmī, Śrī Yādava Ācārya e Govinda Gosvāmī também acompanharam Śrīla Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/51/", "verse_text": "śrī-uddhava-dāsa, āra mādhava--dui-jana\n\nśrī-gopāla-dāsa, āra dāsa-nārāyaṇa", "devanagari": "> শ্রীউদ্ধব-দাস, আর মাধব — দুইজন ৷\n> শ্রীগোপাল-দাস, আর দাস-নারায়ণ ॥৫১॥", "synonyms": "*śrī-uddhava-dāsa*—Śrī Uddhava dāsa; *āra*—e; *mādhava*—Mādhava; *dui-jana*—duas pessoas; *śrī-gopāla-dāsa*—Śrī Gopāla dāsa; *āra*—e; *dāsa-nārāyaṇa*—Nārāyaṇa dāsa.", "translation": "**Ele também foi acompanhado por Śrī Uddhava dāsa, Mādhava, Śrī Gopāla dāsa e Nārāyaṇa dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/52/", "verse_text": "'govinda' bhakta, āra vāṇī-kṛṣṇadāsa\n\npuṇḍarīkākṣa, īśāna, āra laghu-haridāsa", "devanagari": "> ‘গোবিন্দ’ ভক্ত, আর বাণী-কৃষ্ণদাস ৷\n> পুণ্ডরীকাক্ষ, ঈশান, আর লঘু-হরিদাস ॥৫২॥", "synonyms": "*govinda*—Govinda; *bhakta*—um grande devoto; *āra*—e; *vāṇī-kṛṣṇadāsa*—Vāṇī Kṛṣṇadāsa; *puṇḍarīkākṣa*—Puṇḍarīkākṣa; *īśāna*—Īśāna; *āra*—e; *laghu-haridāsa*—Laghu Haridāsa.", "translation": "**O grande devoto Govinda, Vāṇī Kṛṣṇadāsa, Puṇḍarīkākṣa, Īśāna e Laghu Haridāsa também o acompanharam.**", "purport": "Laghu Haridāsa não deve ser confundido com Haridāsa Júnior, que cometeu suicídio em Prayāga. Geralmente, um devoto é chamado Haridāsa, e, em consequência, há muitos Haridāsas. O principal foi Ṭhākura Haridāsa. Houve também um Madhyama Haridāsa.\n\nNo Bhakti-ratnākara (Sexta Onda), há uma lista de muitos dos principais devotos que acompanharam Śrīla Rūpa Gosvāmī.\n\ngosvāmī gopāla-bhaṭṭa ati dayāmaya\nbhūgarbha, śrī-lokanātha--guṇera ālaya\n\nśrī-mādhava, śrī-paramānanda-bhaṭṭācārya\nśrī-madhu-paṇḍita--yāṅra caritra āścarya\n\npremī kṛṣṇadāsa kṛṣṇadāsa brahmacārī\nyādava ācārya, nārāyaṇa kṛpāvān\nśrī-puṇḍarīkākṣa-gosāñi, govinda, īśāna\n\nśrī-govinda vāṇī-kṛṣṇadāsa aty-udāra\nśrī-uddhava--madhye-madhye gauḍe gati yāṅra\n\ndvija-haridāsa kṛṣṇadāsa kavirāja\nśrī-gopāla-dāsa yāṅra alaukika kāya\nśrī-gopāla, mādhavādi yateka vaiṣṇava\n\n\"Os seguintes vaiṣṇavas estavam presentes com Śrīla Rūpa Gosvāmī: o misericordioso Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī; Bhūgarbha Gosvāmī; Śrī Lokanātha dāsa Gosvāmī, um reservatório de boas qualidades; Śrī Mādhava; Śrī Paramānanda Bhaṭṭācārya; Śrī Madhu Paṇḍita, cujas características são todas maravilhosas; Premī Kṛṣṇadāsa; Kṛṣṇadāsa Brahmacārī; Yādava Ācārya; o misericordioso Nārāyaṇa; Śrī Puṇḍarīkākṣa Gosvāmī; Govinda; Īśāna; Śrī Govinda; o magnânimo Vāṇī Kṛṣṇadāsa; Śrī Uddhava, que ocasionalmente visitava Bengala; Dvija Haridāsa; Kṛṣṇadāsa Kavirāja; Śrī Gopāla dāsa, cujo corpo é completamente espiritual; Śrī Gopāla; Mādhava; e muitos outros.\""}
{"ref": "cc/madhya/18/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/53/", "verse_text": "ei saba mukhya-bhakta lañā nija-saṅge\n\nśrī-gopāla daraśana kailā bahu-raṅge", "devanagari": "> এই সব মুখ্যভক্ত লঞা নিজ-সঙ্গে ।\n> শ্রীগোপাল দরশন কৈলা বহু-রঙ্গে ॥৫৩॥", "synonyms": "*ei saba*—todos estes; *mukhya-bhakta*—principais devotos; *lañā nija-saṅge*—levando consigo pessoalmente; *śrī-gopāla daraśana*—visitando o Senhor Gopāla; *kailā bahu-raṅge*—realizou em grande júbilo.", "translation": "**Foi com grande júbilo que Rūpa Gosvāmī visitou o Senhor Gopāla acompanhado de todos esses devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/54/", "verse_text": "eka-māsa rahi' gopāla gelā nija-sthāne\n\nśrī-rūpa-gosāñi āilā śrī-vṛndāvane", "devanagari": "> একমাস রহি’ গোপাল গেলা নিজ-স্থানে ।\n> শ্রীরূপ-গোসাঞি আইলা শ্ৰীবৃন্দাবনে ॥৫৪॥", "synonyms": "*eka-māsa rahi'*—permanecendo por um mês; *gopāla*—a Deidade Gopāla; *gelā*—foi; *nija-sthāne*—a Seu próprio lugar; *śrī-rūpa-gosāñi*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *āilā*—retornou; *śrī-vṛndāvane*—a Vṛndāvana.", "translation": "**Após permanecer em Mathurā por um mês, a Deidade Gopāla retornou a Seu próprio lugar, e Śrī Rūpa Gosvāmī retornou a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/55/", "verse_text": "prastāve kahiluṅ gopāla-kṛpāra ākhyāna\n\ntabe mahāprabhu gelā 'śrī-kāmyavana'", "devanagari": "> প্রস্তাবে কহিলুঁ গোপাল-কৃপার আখ্যান ।\n> তবে মহাপ্ৰভু গেলা ‘শ্রীকাম্যবন’ ॥৫৫॥", "synonyms": "*prastāve*—no decorrer da história; *kahiluṅ*—relatei; *gopāla-kṛpāra*—da misericórdia de Gopāla; *ākhyāna*—descrição; *tabe*—depois disto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *śrī-kāmya-vana*—a Śrī Kāmyavana.", "translation": "**No decorrer desta história, dei uma descrição da misericórdia do Senhor Gopāla. Após ver a Deidade Gopāla, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Śrī Kāmyavana.**", "purport": "Kāmyavana é mencionado no Ādi-varāha Purāṇa:\n\ncaturthaṁ kāmyaka-vanaṁ\nvanānāṁ vanam uttamam\ntatra gatvā naro devi\nmama loke mahīyate\n\nNo Bhakti-ratnākara (Quinta Onda), também se diz:\n\nei kāmyavane kṛṣṇa-līlā manohara\nkaribe darśana sthāna kuṇḍa bahutara\nkāmyavane yata tīrtha lekhā nāhi tāra"}
{"ref": "cc/madhya/18/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/56/", "verse_text": "prabhura gamana-rīti pūrve ye likhila\n\nsei-mata vṛndāvane tāvat dekhila", "devanagari": "> প্রভুর গমন-রীতি পূর্বে যে লিখিল ।\n> সেইমত বৃন্দাবনে তাবৎ দেখিল ॥৫৬॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gamana-rīti*—o modo de peregrinar; *pūrve*—anteriormente; *ye*—que; *likhila*—descrevi; *sei-mata*—de modo semelhante; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *tāvat dekhila*—visitou todos os lugares.", "translation": "**O modo como Śrī Caitanya Mahāprabhu percorreu Vṛndāvana já foi descrito anteriormente. Da mesma maneira extática, Ele viajou por toda Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/57/", "verse_text": "tāhāṅ līlā-sthalī dekhi' gelā 'nandīśvara'\n\n'nandīśvara' dekhi' preme ha-ilā vihvala", "devanagari": "> তাহাঁ লীলাস্থলী দেখি’ গেলা ‘নন্দীশ্বর’ ।\n> ‘নন্দীশ্বর’ দেখি’ প্রেমে হইলা বিহ্বল ॥৫৭॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—em Kāmyavana; *līlā-sthalī*—todos os lugares dos passatempos; *dekhi'*—visitando; *gelā nandīśvara*—foi a Nandīśvara; *nandīśvara dekhi'*—ao ver Nandīśvara; *preme ha-ilā vihvala*—ficou dominado pelo amor extático.", "translation": "**Após visitar os lugares dos passatempos de Kṛṣṇa em Kāmyavana, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Nandīśvara. Enquanto ali esteve, ficou dominado pelo amor extático.**", "purport": "Nandīśvara é a casa de Mahārāja Nanda."}
{"ref": "cc/madhya/18/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/58/", "verse_text": "'pāvanādi' saba kuṇḍe snāna kariyā\n\nlokere puchila, parvata-upare yāñā", "devanagari": "> ‘পাবনাদি’ সব কুণ্ডে স্নান করিয়া ।\n> লোকেরে পুছিল, পর্বত-উপরে যাঞা ॥৫৮॥", "synonyms": "*pāvana-ādi*—Pāvana e outros; *saba kuṇḍe*—em cada lago; *snāna kariyā*—tomando banho; *lokere puchila*—indagou às pessoas dali; *parvata-upare yāñā*—subindo a uma colina.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu banhou-se em todos os célebres lagos, começando pelo lago Pāvana. Em seguida, subiu uma colina e falou às pessoas.**", "purport": "O Pāvana-sarovara é descrito no Mathurā-māhātmya:\n\npāvane sarasi snātvā\n\nkṛṣṇaṁ nandīśvare girau\n\ndṛṣṭvā nandaṁ yaśodāṁ ca\n\nsarvābhīṣṭam avāpnuyāt"}
{"ref": "cc/madhya/18/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/59/", "verse_text": "kichu deva-mūrti haya parvata-upare?\n\nloka kahe,--mūrti haya gophāra bhitare", "devanagari": "> কিছু দেবমূর্তি হয় পর্বত-উপরে ?\n> লোক কহে, — মূর্তি হয় গোফার ভিতরে ॥৫৯॥", "synonyms": "*kichu*—alguma; *deva-mūrti*—deidades; *haya*—há; *parvata-upare*—no topo da colina; *loka kahe*—as pessoas disseram; *mūrti haya*—há deidades; *gophāra bhitare*—dentro de uma caverna.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"Há alguma deidade no topo desta colina?\" As pessoas do lugar responderam: \"Há deidades nesta colina, mas estão situadas dentro de uma caverna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/60/", "verse_text": "dui-dike mātā-pitā puṣṭa kalevara\n\nmadhye eka 'śiśu' haya tribhaṅga-sundara", "devanagari": "> দুইদিকে মাতা-পিতা পুষ্ট কলেবর ।\n> মধ্যে এক ‘শিশু’ হয় ত্রিভঙ্গ-সুন্দর ॥৬০॥", "synonyms": "*dui-dike*—em dois lados; *mātā-pitā*—pai e mãe; *puṣṭa kalevara*—corpo muito bem-constituído; *madhye*—entre eles; *eka*—uma; *śiśu*—criança; *haya*—há; *tri-bhaṅga*—curvada em três lugares; *sundara*—muito bela.", "translation": "**\"Há um pai e uma mãe com corpos bem-constituídos, e entre eles está uma criança muito bela que está curvada em três lugares.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/61/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu mane ānanda pāñā\n\n'tina' mūrti dekhilā sei gophā ughāḍiyā", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু মনে আনন্দ পাঞা ।\n> ‘তিন’ মূর্তি দেখিলা সেই গোফা উঘাড়িয়া ॥৬১॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—dentro da mente; *ānanda pāñā*—sentindo grande prazer; *tina mūrti*—as três deidades; *dekhilā*—viu; *sei gophā ughāḍiyā*—escavando a caverna.", "translation": "**Ao ouvir isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz. Após escavar a caverna, Ele viu as três deidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/62/", "verse_text": "vrajendra-vrajeśvarīra kaila caraṇa vandana\n\npremāveśe kṛṣṇera kaila sarvāṅga-sparśana", "devanagari": "> ব্রজেন্দ্র-ব্রজেশ্বরীর কৈল চরণ বন্দন ।\n> প্রেমাবেশে কৃষ্ণের কৈল সর্বাঙ্গ-স্পর্শন ॥৬২॥", "synonyms": "*vraja-indra*—do rei de Vraja, Nanda Mahārāja; *vraja-īśvarīra*—e da rainha de Vraja, mãe Yaśodā; *kaila*—fez; *caraṇa vandana*—adoração aos pés de lótus; *prema-āveśe*—em amor extático; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kaila*—fez; *sarva-aṅga-sparśana*—tocar o corpo inteiro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu Seus respeitos a Nanda Mahārāja e à mãe Yaśodā e, com grande amor extático, tocou o corpo do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/63/", "verse_text": "saba dina premāveśe nṛtya-gīta kailā\n\ntāhāṅ haite mahāprabhu 'khadira-vana, āilā", "devanagari": "> সব দিন প্রেমাবেশে নৃত্য-গীত কৈলা ।\n> তাহাঁ হৈতে মহাপ্রভু ‘খদির-বন’ আইলা ॥৬৩॥", "synonyms": "*saba dina*—todos os dias; *prema-āveśe*—em amor extático; *nṛtya-gīta kailā*—dançou e cantou; *tāhāṅ haite*—dali; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *khadira-vana āilā*—chegou ao lugar conhecido como Khadiravana.", "translation": "**Todos os dias o Senhor cantava e dançava em amor extático. Finalmente, Ele foi a Khadiravana.**", "purport": "Khadiravana é descrito no Bhakti-ratnākara (Quinta Onda):\n\ndekhaha khadira-vana vidita jagate\n\nviṣṇu-loka-prāpti ethā gamana-mātrete\n\n\"Eis a floresta chamada Khadiravana, renomada em todo o universo. Se alguém vier a Khadiravana, poderá ser imediatamente elevado a Viṣṇuloka.\""}
{"ref": "cc/madhya/18/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/64/", "verse_text": "līlā-sthala dekhi' tāhāṅ gelā 'śeṣaśāyī'\n\n'lakṣmī' dekhi' ei śloka paḍena gosāñi", "devanagari": "> লীলাস্থল দেখি’ তাহাঁ গেলা ‘শেষশায়ী’ ।\n> ‘লক্ষ্মী’ দেখি’ এই শ্লোক পড়েন গোসাঞি ॥৬৪॥", "synonyms": "*līlā-sthala dekhi'*—vendo os lugares dos passatempos; *tāhāṅ*—lá; *gelā*—partiu; *śeṣa-śāyī*—para ver Śeṣaśāyī; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *dekhi'*—vendo; *ei*—este; *śloka*—verso; *paḍena*—recita; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após ver os lugares dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa, Śrī Caitanya foi a Śeṣaśāyī, onde viu Lakṣmī e recitou o seguinte verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/65/", "verse_text": "yat te sujāta-caraṇāmburuhaṁ staneṣu\n\nbhītāḥ śanaiḥ priya dadhīmahi karkaśeṣu\n\ntenāṭavīm aṭasi tad vyathate na kiṁ svit\n\nkūrpādibhir bhramati dhīr bhavad-āyuṣāṁ naḥ", "devanagari": "> যত্তে সুজাতচরণাম্বুরুহং স্তনেষু\n> ভীতাঃ শনৈঃ প্রিয় দধিমহি কর্কশেষু ।\n> তেনাটবীমটসি তদ্ব্যথতে ন কিংস্বিৎ\n> কূর্পাদিভির্ভ্রমতি ধীর্ভবদায়ুষাং নঃ ॥৬৫॥", "synonyms": "*yat*—que; *te*—Teus; *sujāta*—muito delicados; *caraṇa-ambu-ruham*—pés de lótus; *staneṣu*—sobre os seios; *bhītāḥ*—temerosas; *śanaiḥ*—suavemente; *priya*—ó querido; *dadhīmahi*—colocamos; *karkaśeṣu*—ásperos; *tena*—com eles; *aṭavīm*—a senda; *aṭasi*—vagas; *tat*—eles; *vyathate*—ficam aflitos; *na*—não; *kim svit*—perguntamo-nos; *kūrpa-ādibhiḥ*—por pedrinhas e coisas assim; *bhramati*—perturba-se; *dhīḥ*—a mente; *bhavat-āyuṣām*—daquelas para quem Tua Senhoria é a própria vida; *naḥ*—de nós.", "translation": "**\"Ó amado querido! Teus pés de lótus são tão delicados que os colocamos suavemente sobre nossos seios, temendo que Teus pés se machuquem. Nossa vida repousa somente em Ti. Por isso, nossas mentes enchem-se de ansiedade ante a possibilidade de que Teus tenros pés sejam feridos por seixos enquanto vagas pela senda da floresta.\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.31.19), proferido pelas gopīs quando Kṛṣṇa as deixou em meio à rāsa-līlā."}
{"ref": "cc/madhya/18/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/66/", "verse_text": "tabe 'khelā-tīrtha' dekhi' 'bhāṇḍīravana, āilā\n\nyamunā pāra hañā 'bhadra-vana' gelā", "devanagari": "> তবে ‘খেলা-তীর্থ’ দেখি’ ‘ভাণ্ডীরবন’ আইলা ।\n> যমুনা পার হঞা ‘ভদ্র-বন’ গেলা ॥৬৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *khelā-tīrtha*—Khelā-tīrtha; *dekhi'*—vendo; *bhāṇḍīravana*—Bhāṇḍīravana; *āilā*—chegou a; *yamunā pāra hañā*—atravessando o rio Yamunā; *bhadra-vana*—a Bhadravana; *gelā*—foi.", "translation": "**Depois, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu Khelā-tīrtha e então foi a Bhāṇḍīravana. Atravessando o rio Yamunā, dirigiu-se a Bhadravana.**", "purport": "No Bhakti-ratnākara, diz-se que Śrī Kṛṣṇa e Balarāma costumavam brincar em Khelā-tīrtha com os vaqueirinhos durante o dia inteiro. A mãe Yaśodā tinha de chamá-Los para que tomassem Seu banho e comessem Seu almoço."}
{"ref": "cc/madhya/18/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/67/", "verse_text": "'śrīvana' dekhi' punaḥ gelā 'loha-vana'\n\n'mahāvana' giyā kailā janma-sthāna-daraśana", "devanagari": "> ‘শ্রীবন’ দেখি’ পুনঃ গেলা ‘লোহ-বন’ ।\n> ‘মহাবন’ গিয়া কৈলা জন্মস্থান-দরশন ॥৬৭॥", "synonyms": "*śrī-vana*—Śrīvana; *dekhi'*—vendo; *punaḥ*—novamente; *gelā*—foi; *loha-vana*—a Lohavana; *mahā-vana*—a Mahāvana; *giyā*—indo; *kailā*—realizou; *janma-sthāna*—local de nascimento; *daraśana*—visita.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou então Śrīvana e Lohavana. Em seguida, foi a Mahāvana e viu Gokula, o lugar dos passatempos da primeira infância do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Sobre Śrīvana (também chamada Bilvavana), o Bhakti-ratnākara afirma, devatā-pūjita bilvavana śobhāmaya: \"A bela floresta de Bilvavana é adorada por todos os semideuses.\"\n\nSobre Lohavana, o Bhakti-ratnākara (Quinta Onda) afirma:\n\nlohavane kṛṣṇera adbhuta go-cāraṇa\n\nethā loha-jaṅghāsure vadhe bhagavān\n\n\"Em Lohavana, o Senhor Kṛṣṇa costumava pastorear vacas. O demônio chamado Lohajaṅgha foi morto neste lugar.\"\n\nMahāvana é descrita da seguinte forma no Bhakti-ratnākara (Quinta Onda):\n\ndekha nanda-yaśodā-ālaya mahāvane\n\nei dekha śrī-kṛṣṇa-candrera janma sthala\n\nśrī-gokula, mahāvana--dui 'eka' haya\n\n\"Eis a casa de Nanda e Yaśodā em Mahāvana. Vede o local de nascimento do Senhor Kṛṣṇa. Mahāvana e o local de nascimento do Senhor Kṛṣṇa, Gokula, são um só e o mesmo.\""}
{"ref": "cc/madhya/18/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/68/", "verse_text": "yamalārjuna-bhaṅgādi dekhila sei sthala\n\npremāveśe prabhura mana haila ṭalamala", "devanagari": "> যমলার্জুনভঙ্গাদি দেখিল সেই স্থল ।\n> প্রেমাবেশে প্রভুর মন হৈল টলমল ॥৬৮॥", "synonyms": "*yamala-arjuna-bhaṅga*—o lugar onde as árvores arjuna gêmeas foram quebradas; *ādi*—começando com; *dekhila*—viu; *sei sthala*—aquele lugar; *prema-āveśe*—em grande êxtase; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—mente; *haila*—ficou; *ṭalamala*—agitada.", "translation": "**Ao ver o lugar onde as árvores arjuna gêmeas foram quebradas por Śrī Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi tomado de grande amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/69/", "verse_text": "'gokula' dekhiyā āilā 'mathurā'-nagare\n\njanma-sthāna' dekhi' rahe sei vipra-ghare", "devanagari": "> ‘গোকুল’ দেখিয়া আইলা ‘মথুরা’-নগরে ।\n> ‘জন্মস্থান’ দেখি’ রহে সেই বিপ্র-ঘরে ॥৬৯॥", "synonyms": "*gokula dekhiyā*—vendo Gokula; *āilā*—veio; *mathurā-nagare*—à cidade de Mathurā; *janma-sthāna*—o local de nascimento do Senhor Kṛṣṇa; *dekhi'*—vendo; *rahe*—permanece; *sei vipra-ghare*—na casa do brāhmaṇa Sanoḍiyā.", "translation": "**Após ver Gokula, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou a Mathurā, onde viu o local de nascimento do Senhor. Enquanto ali esteve, Ele se hospedou na casa do brāhmaṇa Sanoḍiyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/70/", "verse_text": "lokera saṅghaṭṭa dekhi mathurā chāḍiyā\n\nekānte 'akrūra-tīrthe' rahilā āsiyā", "devanagari": "> লোকের সংঘট্ট দেখি মথুরা ছাড়িয়া ।\n> একান্তে ‘অক্রূর তীর্থে’ রহিলা আসিয়া ॥৭০॥", "synonyms": "*lokera*—de pessoas; *saṅghaṭṭa*—multidão; *dekhi*—vendo; *mathurā*—a cidade de Mathurā; *chāḍiyā*—deixando; *ekānte*—num lugar isolado; *akrūra-tīrthe*—em Akrūra-tīrtha; *rahilā*—permaneceu; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**Ao ver uma grande multidão reunir-se em Mathurā, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu e foi para Akrūra-tīrtha. Ali Ele permaneceu num lugar isolado.**", "purport": "Akrūra-tīrtha também é mencionado no Bhakti-ratnākara (Quinta Onda):\n\ndekha, śrīnivāsa, ei akrūra grāmete\n\nśrī-kṛṣṇa-caitanya-prabhu chilena nibhṛte\n\n\"Śrīnivāsa, contempla esta aldeia de Akrūra. Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu ali num lugar isolado.\""}
{"ref": "cc/madhya/18/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/71/", "verse_text": "āra dina āilā prabhu dekhite 'vṛndāvana'\n\n'kālīya-hrade' snāna kailā āra praskandana", "devanagari": "> আর দিন আইলা প্রভু দেখিতে ‘বৃন্দাবন’ ।\n> ‘কালীয়-হ্রদে’ স্নান কৈলা আর প্রস্কন্দন ॥৭১॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *āilā*—veio; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *vṛndāvana*—Vṛndāvana; *kālīya-hrade*—no Lago Kālīya; *snāna kailā*—banhou-se; *āra*—e; *praskandana*—em Praskandana.", "translation": "**No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Vṛndāvana e banhou-se no Lago Kālīya e em Praskandana.**", "purport": "Kālīya-hrada é mencionado no Bhakti-ratnākara (Quinta Onda):\n\ne kālīya-tīrtha pāpa vināśaya\n\nkālīya-tīrtha-sthāne bahu-kārya-siddhi haya\n\n\"Quando alguém se banha em Kālīya-hrada, fica livre de todas as atividades pecaminosas. Banhando-se em Kālīya-hrada, também se pode obter êxito nos negócios.\""}
{"ref": "cc/madhya/18/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/72/", "verse_text": "'dvādaśa-āditya' haite 'keśī-tīrthe' āilā\n\nrāsa-sthalī dekhi' preme mūrcchita ha-ilā", "devanagari": "> ‘দ্বাদশ-আদিত্য’ হৈতে ‘কেশীতীর্থে’ আইলা ।\n> রাস-স্থলী দেখি’ প্রেমে মূর্চ্ছিত হইলা ॥৭২॥", "synonyms": "*dvādaśa-āditya haite*—de Dvādaśāditya; *keśī-tīrthe āilā*—veio a Keśī-tīrtha; *rāsa-sthalī dekhi'*—visitando o local da dança da rāsa; *preme*—em amor extático; *mūrcchita ha-ilā*—ficou inconsciente.", "translation": "**Após ver o lugar sagrado chamado Praskandana, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Dvādaśāditya. Dali Ele foi a Keśī-tīrtha e, quando viu o local onde a dança da rāsa havia acontecido, perdeu imediatamente a consciência devido ao amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/73/", "verse_text": "cetana pāñā punaḥ gaḍāgaḍi yāya\n\nhāse, kānde, nāce, paḍe, uccaiḥ-svare gāya", "devanagari": "> চেতন পাঞা পুনঃ গড়াগড়ি যায় ।\n> হাসে, কান্দে, নাচে, পড়ে, উচ্চৈঃস্বরে গায় ॥৭৩॥", "synonyms": "*cetana pāñā*—recobrando os sentidos; *punaḥ*—novamente; *gaḍāgaḍi yāya*—rola pelo chão; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *paḍe*—cai; *uccaiḥ-svare gāya*—canta bem alto.", "translation": "**Quando o Senhor recobrou os sentidos, começou a rolar pelo chão. Às vezes Ele ria, chorava, dançava e caía. Ele também cantava bem alto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/74/", "verse_text": "ei-raṅge sei-dina tathā goṅāilā\n\nsandhyā-kāle akrūre āsi' bhikṣā nirvāhilā", "devanagari": "> এইরঙ্গে সেইদিন তথা গোঙাইলা ।\n> সন্ধ্যাকালে অক্রূরে আসি’ ভিক্ষা নিৰ্বাহিলা ॥৭৪॥", "synonyms": "*ei-raṅge*—neste deleite; *sei-dina*—aquele dia; *tathā goṅāilā*—passou o dia ali; *sandhyā-kāle*—ao anoitecer; *akrūre āsi'*—retornando a Akrūra-tīrtha; *bhikṣā nirvāhilā*—fez Sua refeição.", "translation": "**Assim transcendentalmente deleitado, Śrī Caitanya Mahāprabhu passou aquele dia com alegria em Keśī-tīrtha. Ao anoitecer, Ele retornou a Akrūra-tīrtha, onde fez Sua refeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/75/", "verse_text": "prāte vṛndāvane kailā 'cīra-ghāṭe' snāna\n\nteṅtulī-talāte āsi' karilā viśrāma", "devanagari": "> প্রাতে বৃন্দাবনে কৈলা ‘চীরঘাটে’ স্নান ।\n> তেঁতুলী-তলাতে আসি’ করিলা বিশ্রাম ॥৭৫॥", "synonyms": "*prāte*—de manhã; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *kailā*—realizou; *cīra-ghāṭe snāna*—banho em Cīra-ghāṭa; *teṅtulī-talāte*—debaixo da árvore Teṅtulī; *āsi'*—vindo; *karilā viśrāma*—descansou.", "translation": "**Na manhã seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou a Vṛndāvana e banhou-se em Cīra-ghāṭa. Em seguida, Ele foi a Teṅtulī-talā, onde descansou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/76/", "verse_text": "kṛṣṇa-līlā-kālera sei vṛkṣa purātana\n\ntāra tale piṅḍi-bāndhā parama-cikkaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণলীলা-কালের সেই বৃক্ষ পুরাতন ।\n> তার তলে পিঁড়ি-বান্ধা পরম চিক্কণ ॥৭৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-līlā-kālera*—da época da presença do Senhor Kṛṣṇa; *sei vṛkṣa*—aquela tamarineira; *purātana*—muito antiga; *tāra tale*—debaixo daquela árvore; *piṅḍi-bāndhā*—uma plataforma; *parama-cikkaṇa*—muito reluzente.", "translation": "**A tamarineira chamada Teṅtulī-talā era muito antiga, pois ali estava desde a época dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Debaixo da árvore havia uma plataforma muito reluzente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/77/", "verse_text": "nikaṭe yamunā vahe śītala samīra\n\nvṛndāvana-śobhā dekhe yamunāra nīra", "devanagari": "> নিকটে যমুনা বহে শীতল সমীর ।\n> বৃন্দাবন-শোভা দেখে যমুনার নীর ॥৭৭॥", "synonyms": "*nikaṭe*—perto de Teṅtulī-talā, ou Āmli-talā; *yamunā*—o Yamunā; *vahe*—flui; *śītala samīra*—brisa muito fresca; *vṛndāvana-śobhā*—a beleza de Vṛndāvana; *dekhe*—vê; *yamunāra*—do rio Yamunā; *nīra*—a água.", "translation": "**Como o rio Yamunā fluía perto de Teṅtulī-talā, ali soprava uma brisa muito fresca. Enquanto ali esteve, o Senhor contemplou a beleza de Vṛndāvana e a água do rio Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/78/", "verse_text": "teṅtula-tale vasi' kare nāma-saṅkīrtana\n\nmadhyāhna kari' āsi' kare 'akrūre' bhojana", "devanagari": "> তেঁতুল-তলে বসি’ করে নাম সংকীর্তন ।\n> মধ্যাহ্ন করি’ আসি’ করে ‘অক্রূরে’ ভোজন ॥৭৮॥", "synonyms": "*teṅtula-tale*—debaixo da tamarineira; *vasi'*—sentando-se; *kare*—faz; *nāma-saṅkīrtana*—o canto do santo nome do Senhor; *madhyāhna kari'*—ao meio-dia; *āsi'*—voltando; *kare*—realiza; *akrūre*—em Akrūra-tīrtha; *bhojana*—almoçar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava sentar-se debaixo da velha tamarineira e cantar o santo nome do Senhor. Ao meio-dia, Ele voltava a Akrūra-tīrtha para almoçar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/79/", "verse_text": "akrūrera loka āise prabhure dekhite\n\nloka-bhiḍe svacchande nāre 'kīrtana' karite", "devanagari": "> অক্রূরের লোক আইসে প্রভুরে দেখিতে ৷ লোক-ভিড়ে স্বচ্ছন্দে নারে ‘কীর্তন’ করিতে ॥৭৯॥", "synonyms": "*akrūrera loka*—as pessoas de Akrūra-tīrtha; *āise*—vinham; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *loka-bhiḍe*—por causa de tamanha multidão de pessoas; *svacchande*—sem perturbação; *nāre*—não podia; *kīrtana karite*—realizar o kīrtana.", "translation": "**Todas as pessoas que viviam perto de Akrūra-tīrtha vinham ver Śrī Caitanya Mahāprabhu e, devido às grandes multidões, o Senhor não podia cantar o santo nome em paz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/80/", "verse_text": "vṛndāvane āsi' prabhu vasiyā ekānta\n\nnāma-saṅkīrtana kare madhyāhna-paryanta", "devanagari": "> বৃন্দাবনে আসি’ প্রভু বসিয়া একান্ত  ।\n> নামসংকীর্তন করে মধ্যাহ্ন-পর্যন্ত ॥৮০॥", "synonyms": "*vṛndāvane āsi'*—vindo a Vṛndāvana; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasiyā*—sentando-se; *ekānta*—num lugar isolado; *nāma-saṅkīrtana kare*—realiza o canto do santo nome; *madhyāhna-paryanta*—até o meio-dia.", "translation": "**Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ia a Vṛndāvana e sentava-se num lugar isolado. Era ali que Ele cantava o santo nome até o meio-dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/81/", "verse_text": "tṛtīya-prahare loka pāya daraśana\n\nsabāre upadeśa kare 'nāma-saṅkīrtana'", "devanagari": "> তৃতীয় প্রহরে লোক পায় দরশন ৷\n> সবারে-উপদেশ করে ‘নামসংকীর্তন’ ॥৮১॥", "synonyms": "*tṛtīya-prahare*—à tarde; *loka*—as pessoas; *pāya daraśana*—obtêm uma audiência; *sabāre*—a todos; *upadeśa kare*—instrui; *nāma-saṅkīrtana*—o canto do santo nome do Senhor.", "translation": "**À tarde, as pessoas podiam falar com Ele. O Senhor falava a todos sobre a importância de cantar o santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/82/", "verse_text": "hena-kāle āila vaiṣṇava 'kṛṣṇadāsa' nāma\n\nrājaputa-jāti,--gṛhastha, yamunā-pāre grāma", "devanagari": "> হেনকালে আইলা বৈষ্ণব ‘কৃষ্ণদাস’ নাম ।\n> রাজপুত-জাতি, গৃহস্থ, যমুনা-পারে গ্রাম ॥৮২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nessa ocasião; *āila*—veio; *vaiṣṇava*—um devoto; *kṛṣṇadāsa nāma*—de nome Kṛṣṇadāsa; *rājaputa-jāti*—pertencente à classe kṣatriya; *gṛhastha*—chefe de família; *yamunā-pāre grāma*—sua residência do outro lado do Yamunā.", "translation": "**Durante esse tempo, um vaiṣṇava chamado Kṛṣṇadāsa veio ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele era um chefe de família pertencente à casta kṣatriya, e sua casa ficava do outro lado do Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/83/", "verse_text": "'keśī' snāna kari' sei 'kālīya-daha' yāite\n\nāmli-talāya gosāñire dekhe ācambite", "devanagari": "> ‘কেশী’ স্নান করি’ সেই ‘কালীয়দহ’ যাইতে ।\n> আম্লি-তলায় গোসাঞিরে দেখে আচম্বিতে ॥৮৩॥", "synonyms": "*keśī snāna kari'*—após banhar-se no lugar conhecido como Keśī-tīrtha; *sei*—aquela pessoa; *kālīya-daha yāite*—indo para Kālīya-daha; *āmli-talāya*—no lugar conhecido como Āmli-talā; *gosāñire*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhe*—vê; *ācambite*—de repente.", "translation": "**Após banhar-se em Keśī-tīrtha, Kṛṣṇadāsa dirigiu-se a Kālīya-daha e, de repente, viu Śrī Caitanya Mahāprabhu sentado em Āmli-talā [Teṅtulī-talā].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/84/", "verse_text": "prabhura rūpa-prema dekhi' ha-ila camatkāra\n\npremāveśe prabhure karena namaskāra", "devanagari": "> প্ৰভুর রূপ-প্রেম দেখি’ হইল চমৎকার ৷\n> প্রেমাবেশে প্ৰভুরে করেন নমস্কার ॥৮৪॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpa-prema*—beleza pessoal e amor extático; *dekhi'*—vendo; *ha-ila camatkāra*—ficou atônito; *prema-āveśe*—em amor extático; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena namaskāra*—oferece reverências.", "translation": "**Ao ver a beleza pessoal e o amor extático do Senhor, Kṛṣṇadāsa ficou muito atônito. Tomado de amor extático, ele ofereceu suas respeitosas reverências ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/85/", "verse_text": "prabhu kahe,--ke tumi, kāhāṅ tomāra ghara?\n\nkṛṣṇadāsa kahe,--mui gṛhastha pāmara", "devanagari": "> প্রভু কহে, — কে তুমি, কাহাঁ তোমার ঘর ?\n> কৃষ্ণদাস কহে, — মুঞি গৃহস্থ পামর ॥৮৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor perguntou; *ke tumi*—quem és tu; *kāhāṅ*—onde; *tomāra*—tua; *ghara*—residência; *kṛṣṇadāsa kahe*—Kṛṣṇadāsa respondeu; *mui*—eu; *gṛhastha*—chefe de família; *pāmara*—o mais caído.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou a Kṛṣṇadāsa: \"Quem és tu? Onde fica tua casa?\" Kṛṣṇadāsa respondeu: \"Sou um chefe de família dos mais caídos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/86/", "verse_text": "rājaputa-jāti muñi, o-pāre mora ghara\n\nmora icchā haya--'haṅa vaiṣṇava-kiṅkara'", "devanagari": "> রাজপুত-জাতি মুঞি, ও-পারে মোর ঘর ।\n> মোর ইচ্ছা হয় — ‘হঙ বৈষ্ণব-কিঙ্কর’ ॥৮৬॥", "synonyms": "*rājaputa-jāti*—pertenço à casta Rājaputa; *muñi*—eu; *o-pāre*—do outro lado do Yamunā; *mora ghara*—minha residência; *mora icchā haya*—desejo; *haṅa*—tornar-me; *vaiṣṇava-kiṅkara*—o servo de um vaiṣṇava.", "translation": "**\"Pertenço à casta Rājaputa, e minha casa fica exatamente do outro lado do rio Yamunā. Contudo, desejo ser o servo de um vaiṣṇava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/87/", "verse_text": "kintu āji eka muñi 'svapna' dekhinu\n\nsei svapna parateka tomā āsi' pāinu", "devanagari": "> কিন্তু আজি এক মুঞি ‘স্বপ্ন’ দেখিনু ।\n> সেই স্বপ্ন পরতেক তোমা আসি’ পাইনু ॥৮৭॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *āji*—hoje; *eka*—um; *muñi*—eu; *svapna*—sonho; *dekhinu*—tive; *sei svapna*—aquele sonho; *parateka*—de acordo com; *tomā*—a Ti; *āsi'*—vindo; *pāinu*—encontrei.", "translation": "**\"Hoje tive um sonho, e, de acordo com esse sonho, vim até aqui e Te encontrei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/88/", "verse_text": "prabhu tāṅre kṛpā kailā āliṅgana kari\n\npreme matta haila sei nāce, bale 'hari'", "devanagari": "> প্রভু তাঁরে কৃপা কৈলা আলিঙ্গন করি ।\n> প্রেমে মত্ত কৈল সেই নাচে, বলে ‘হরি’ ॥৮৮॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kṛpā kailā*—concedeu Sua misericórdia; *āliṅgana kari*—abraçando; *preme*—em amor extático; *matta haila*—enlouqueceu; *sei*—aquele Kṛṣṇadāsa; *nāce*—dança; *bale*—canta; *hari*—o santo nome do Senhor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então concedeu a Kṛṣṇadāsa Sua misericórdia imotivada, abraçando-o. Kṛṣṇadāsa enlouqueceu de amor extático e começou a dançar e a cantar o santo nome de Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/89/", "verse_text": "prabhu-saṅge madhyāhne akrūra tīrthe āilā\n\nprabhura avaśiṣṭa-pātra-prasāda pāilā", "devanagari": "> প্রভু-সঙ্গে মধ্যাহ্নে অক্রূর তীর্থে আইলা ।\n> প্ৰভুর অবশিষ্টপাত্র-প্রসাদ পাইলা ॥৮৯॥", "synonyms": "*prabhu-saṅge*—com o Senhor; *madhyāhne*—à tarde; *akrūra tīrthe*—a Akrūra-tīrtha; *āilā*—veio; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avaśiṣṭa-pātra-prasāda*—restos de alimento; *pāilā*—recebeu.", "translation": "**Kṛṣṇadāsa retornou a Akrūra-tīrtha com o Senhor, e os restos do alimento do Senhor lhe foram dados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/90/", "verse_text": "prāte prabhu-saṅge āilā jala-pātra lañā\n\nprabhu-saṅge rahe gṛha-strī-putra chāḍiyā", "devanagari": "> প্রাতে প্ৰভু-সঙ্গে আইলা জলপাত্র লঞা ।\n> প্ৰভু-সঙ্গে রহে গৃহ-স্ত্রী-পুত্র ছাড়িয়া ॥৯০॥", "synonyms": "*prāte*—de manhã; *prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *jala-pātra lañā*—carregando um pote de água; *prabhu-saṅge rahe*—permanece com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gṛha*—lar; *strī*—esposa; *putra*—filhos; *chāḍiyā*—deixando de lado.", "translation": "**Na manhã seguinte, Kṛṣṇadāsa foi com Śrī Caitanya Mahāprabhu a Vṛndāvana e carregou Seu pote de água. Kṛṣṇadāsa, assim, deixou sua esposa, seu lar e seus filhos para permanecer com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/91/", "verse_text": "vṛndāvane punaḥ 'kṛṣṇa' prakaṭa ha-ila\n\nyāhāṅ tāhāṅ loka saba kahite lāgila", "devanagari": "> বৃন্দাবনে পুনঃ ‘কৃষ্ণ’ প্রকট হইল ।\n> যাহাঁ তাহাঁ লোক সব কহিতে লাগিল ॥৯১॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *punaḥ*—novamente; *kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *prakaṭa ha-ila*—manifestou-Se; *yāhāṅ tāhāṅ*—por toda parte; *loka*—pessoas; *saba*—todas; *kahite lāgila*—começaram a dizer.", "translation": "**Por toda parte aonde o Senhor ia, todas as pessoas diziam: \"Kṛṣṇa manifestou-Se novamente em Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/92/", "verse_text": "eka-dina akrūrete loka prātaḥ-kāle\n\nvṛndāvana haite āise kari' kolāhale", "devanagari": "> একদিন অক্রূরেতে লোক প্রাতঃকালে ।\n> বৃন্দাবন হৈতে আইসে করি’ কোলাহলে ॥৯২॥", "synonyms": "*eka-dina*—um dia; *akrūrete*—em Akrūra-tīrtha; *loka*—pessoas; *prātaḥ-kāle*—de manhã; *vṛndāvana haite*—de Vṛndāvana; *āise*—vieram; *kari'*—fazendo; *kolāhale*—alvoroço.", "translation": "**Certa manhã, muitas pessoas vieram a Akrūra-tīrtha. Como vinham de Vṛndāvana, faziam um som tumultuoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/93/", "verse_text": "prabhu dekhi' karila loka caraṇa vandana\n\nprabhu kahe,--kāhāṅ haite karilā āgamana?", "devanagari": "> প্রভু দেখি’ করিল লোক চরণ বন্দন ।\n> প্রভু কহে, — কাহাঁ হৈতে করিলা আগমন ? ॥ ৯৩ ॥", "synonyms": "*prabhu dekhi'*—ao verem o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karila*—ofereceram; *loka*—as pessoas; *caraṇa vandana*—respeito a Seus pés de lótus; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kāhāṅ haite*—de onde; *karilā āgamana*—viestes.", "translation": "**Ao verem Śrī Caitanya Mahāprabhu, todas as pessoas ofereceram respeitos a Seus pés de lótus. O Senhor então lhes perguntou: \"De onde vindes todos vós?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/94/", "verse_text": "loke kahe,--kṛṣṇa prakaṭa kālīya-dahera jale!\n\nkālīya-śire nṛtya kare, phaṇā-ratna jvale", "devanagari": "> লোকে কহে, — কৃষ্ণ প্ৰকট কালীয়দহের জলে !\n> কালীয়-শিরে নৃত্য করে, ফণা-রত্ন জ্বলে ॥৯৪॥", "synonyms": "*loke kahe*—todas as pessoas responderam; *kṛṣṇa prakaṭa*—Kṛṣṇa manifestou-Se novamente; *kālīya-dahera jale*—nas águas do lago Kālīya; *kālīya-śire*—sobre a cabeça da serpente Kālīya; *nṛtya kare*—dança; *phaṇā-ratna jvale*—as joias dos capelos resplandecem.", "translation": "**As pessoas responderam: \"Kṛṣṇa manifestou-Se novamente sobre as águas do lago Kālīya. Ele dança sobre os capelos da serpente Kālīya, e as joias desses capelos estão resplandecendo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/95/", "verse_text": "sākṣāt dekhila loka--nāhika saṁśaya\n\nśuni' hāsi' kahe prabhu,--saba 'satya' haya", "devanagari": "> সাক্ষাৎ দেখিল লোক — নাহিক সংশয় ।\n> শুনি’ হাসি’ কহে প্রভু, — সব ‘সত্য’ হয় ॥৯৫॥", "synonyms": "*sākṣāt*—diretamente; *dekhila loka*—todas as pessoas viram; *nāhika saṁśaya*—não há dúvida; *śuni'*—ao ouvir; *hāsi'*—rindo; *kahe prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *saba satya haya*—tudo o que dissestes é correto.", "translation": "**\"Todos viram o próprio Senhor Kṛṣṇa. Não há dúvida quanto a isso.\" Ao ouvir isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a rir. Ele então disse: \"Tudo está correto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/96/", "verse_text": "ei-mata tina-rātri lokera gamana\n\nsabe āsi' kahe,--kṛṣṇa pāiluṅ daraśana", "devanagari": "> এইমত তিন-রাত্রি লোকের গমন ।\n> সবে আসি’ কহে, — কৃষ্ণ পাইলুঁ দরশন ॥৯৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *tina-rātri*—três noites; *lokera gamana*—as pessoas iam; *sabe*—todas; *āsi'*—vindo; *kahe*—dizem; *kṛṣṇa pāiluṅ daraśana*—vimos diretamente o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Durante três noites consecutivas, as pessoas iam a Kālīya-daha para ver Kṛṣṇa, e todas retornavam dizendo: \"Agora vimos o próprio Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/97/", "verse_text": "prabhu-āge kahe loka,--śrī-kṛṣṇa dekhila\n\n'sarasvatī' ei vākye 'satya' kahāila", "devanagari": "> প্রভু-আগে কহে লোক, — শ্রীকৃষ্ণ দেখিল ৷\n> ‘সরস্বতী’ এই বাক্যে ‘সত্য’ কহাইল ॥৯৭॥", "synonyms": "*prabhu-āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe loka*—todas as pessoas começaram a dizer; *śrī-kṛṣṇa dekhila*—que tinham visto o Senhor Kṛṣṇa; *sarasvatī*—a deusa da sabedoria; *ei vākye*—esta afirmação; *satya*—verdadeira; *kahāila*—fez com que as pessoas falassem.", "translation": "**Todos vinham diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu e diziam: \"Agora vimos diretamente o Senhor Kṛṣṇa.\" Assim, pela misericórdia da deusa da sabedoria, foram levados a falar a verdade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/98/", "verse_text": "mahāprabhu dekhi' 'satya' kṛṣṇa-daraśana\n\nnijājñāne satya chāḍi' 'asatye satya-bhrama'", "devanagari": "> মহাপ্রভু দেখি’ ‘সত্য’ কৃষ্ণ-দরশন ।\n> নিজাজ্ঞানে সত্য ছাড়ি’ ‘অসত্যে সত্য-ভ্রম’ ॥৯৮॥", "synonyms": "*mahāprabhu dekhi'*—ao verem Śrī Caitanya Mahāprabhu; *satya*—verdadeiramente; *kṛṣṇa-daraśana*—vendo Kṛṣṇa; *nija-ajñāne*—por sua falta pessoal de conhecimento; *satya chāḍi'*—abandonando a verdade real; *asatye*—a inverdade; *satya-bhrama*—confundindo com a verdade.", "translation": "**Quando as pessoas viam Śrī Caitanya Mahāprabhu, viam de fato Kṛṣṇa, mas, por seguirem seu próprio conhecimento imperfeito, aceitavam a coisa errada como sendo Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/99/", "verse_text": "bhaṭṭācārya tabe kahe prabhura caraṇe\n\n'ājñā deha', yāi' kari kṛṣṇa daraśane!'", "devanagari": "> ভট্টাচার্য তবে কহে প্রভুর চরণে ।\n> ‘আজ্ঞা দেহ’, যাই’ করি কৃষ্ণ দরশনে !’ ॥ ৯৯ ॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *tabe*—naquele momento; *kahe*—diz; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā deha'*—por favor, dá permissão; *yāi'*—indo; *kari kṛṣṇa daraśane*—verei diretamente o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Naquele momento, Balabhadra Bhaṭṭācārya fez um pedido aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele disse: \"Por favor, dá-me permissão para ir ver diretamente o Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": "As pessoas desconcertadas que visitavam Śrī Caitanya Mahāprabhu estavam de fato vendo o Senhor Kṛṣṇa, mas equivocavam-se ao pensar que o Senhor Kṛṣṇa havia vindo ao lago Kālīya. Todas diziam que tinham visto Kṛṣṇa realizando diretamente Seus passatempos sobre o capelo da serpente Kālīya e que as joias dos capelos de Kālīya resplandeciam brilhantemente. Por especularem com seu conhecimento imperfeito, viam Śrī Caitanya Mahāprabhu como um ser humano comum, e a luz de um barqueiro no lago como Kṛṣṇa. É preciso ver as coisas como elas são pela misericórdia de um mestre espiritual; do contrário, se alguém tenta ver Kṛṣṇa diretamente, pode confundir um homem comum com Kṛṣṇa, ou Kṛṣṇa com um homem comum. Todos têm de ver Kṛṣṇa segundo o veredito das literaturas Védicas apresentado pelo mestre espiritual autorrealizado. Uma pessoa sincera é capaz de ver Kṛṣṇa por meio do veículo transparente de Śrī Gurudeva, o mestre espiritual. A menos que seja iluminada pelo conhecimento transmitido pelo mestre espiritual, a pessoa não pode ver as coisas como elas são, ainda que permaneça constantemente com o mestre espiritual. Este incidente em Kālīya-daha é muito instrutivo para aqueles que estão ávidos por avançar na consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/18/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/100/", "verse_text": "tabe tāṅre kahe prabhu cāpaḍa māriyā\n\n\"mūrkhera vākye 'mūrkha' hailā paṇḍita hañā", "devanagari": "> তবে তাঁরে কহে প্রভু চাপড় মারিয়া ।\n> “মূর্খের বাক্যে ‘মূর্খ’ হৈলা পণ্ডিত হঞা ॥১০০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *tāṅre*—a Balabhadra Bhaṭṭācārya; *kahe*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cāpaḍa māriyā*—dando um tapa; *mūrkhera vākye*—pelas palavras de alguns canalhas e tolos; *mūrkha hailā*—tornaste-te um tolo; *paṇḍita hañā*—sendo um erudito instruído.", "translation": "**Quando Balabhadra Bhaṭṭācārya pediu para ver Kṛṣṇa em Kālīya-daha, Śrī Caitanya Mahāprabhu, misericordiosamente, deu-lhe um tapa, dizendo: \"És um erudito instruído, mas te tornaste um tolo influenciado pelas afirmações de outros tolos.**", "purport": "A māyā é tão forte que até mesmo uma pessoa como Balabhadra Bhaṭṭācārya, que permanecia constantemente com Śrī Caitanya Mahāprabhu, foi influenciada pelas palavras dos tolos. Ele queria ver Kṛṣṇa diretamente, indo a Kālīya-daha, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu, sendo o mestre espiritual original, não permitiria que Seu servo caísse em tamanha tolice. Por isso, repreendeu-o, dando-lhe um tapa apenas para trazê-lo a um verdadeiro senso de consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/18/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/101/", "verse_text": "kṛṣṇa kene daraśana dibe kali-kāle?\n\nnija-bhrame mūrkha-loka kare kolāhale", "devanagari": "> কৃষ্ণ কেনে দরশন দিবে কলিকালে ?\n> নিজ-ভ্রমে মূর্খ লোক করে কোলাহলে ॥১০১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kene*—por que; *daraśana*—audiência; *dibe*—daria; *kali-kāle*—nesta era de Kali; *nija-bhrame*—por seu próprio equívoco; *mūrkha-loka*—pessoas tolas; *kare kolāhale*—fazem um alvoroço caótico.", "translation": "**\"Por que Kṛṣṇa apareceria na era de Kali? Pessoas tolas que estão equivocadas estão simplesmente causando agitação e fazendo um alvoroço.**", "purport": "A primeira afirmação de Śrī Caitanya Mahāprabhu (kṛṣṇa kene daraśana dibe kali-kāle) refere-se às escrituras. Segundo as escrituras, Kṛṣṇa aparece em Dvāpara-yuga, mas nunca aparece como Ele mesmo em Kali-yuga. Em vez disso, Ele aparece em Kali-yuga sob uma forma encoberta. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.32): kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇaṁ sāṅgopāṅgāstra-pārṣadam. Kṛṣṇa aparece na era de Kali sob as vestes de um devoto, Śrī Caitanya Mahāprabhu, que sempre Se associa com Seus soldados internos – Śrī Advaita Prabhu, Śrī Nityānanda Prabhu, Śrīvāsa Prabhu e Gadādhara Prabhu. Embora Balabhadra Bhaṭṭācārya estivesse pessoalmente servindo o Senhor Kṛṣṇa em Seu papel de devoto (Caitanya Mahāprabhu), ele confundiu o Senhor Kṛṣṇa com um homem comum e um homem comum com o Senhor Kṛṣṇa, porque não seguiu as regras estabelecidas pelo śāstra e pelo guru."}
{"ref": "cc/madhya/18/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/102/", "verse_text": "'vātula' nā ha-io, ghare rahata vasiyā\n\n'kṛṣṇa' daraśana kariha kāli rātrye yāñā\"", "devanagari": "> ‘বাতুল’ না হইও, ঘরে রহত বসিয়া ৷\n> ‘কৃষ্ণ’ দরশন করিহ কালি রাত্র্যে যাঞা ।।” ॥ ১০২ ॥", "synonyms": "*vātula*—louco; *nā ha-io*—não te tornes; *ghare*—em casa; *rahata*—permanece; *vasiyā*—sentado; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *daraśana*—ver; *kariha*—poderás fazer; *kāli*—amanhã; *rātrye*—à noite; *yāñā*—indo.", "translation": "**\"Não enlouqueças. Simplesmente senta-te aqui e, amanhã à noite, irás ver Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/103/", "verse_text": "prātaḥ-kāle bhavya-loka prabhu-sthāne āilā\n\n'kṛṣṇa dekhi' āilā?'--prabhu tāṅhāre puchilā", "devanagari": "> প্রাতঃকালে ভব্য-লোক প্রভু-স্থানে আইলা ।\n> ‘কৃষ্ণ দেখি’ আইলা?’ — প্ৰভু তাঁহারে পুছিলা ॥১০৩॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—na manhã seguinte; *bhavya-loka*—cavalheiros respeitáveis; *prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—vieram; *kṛṣṇa dekhi'*—ver o Senhor Kṛṣṇa; *āilā*—viestes; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅhāre puchilā*—perguntou-lhes.", "translation": "**Na manhã seguinte, alguns cavalheiros respeitáveis vieram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor lhes perguntou: \"Vistes Kṛṣṇa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/104/", "verse_text": "loka kahe,--rātrye kaivartya naukāte caḍiyā\n\nkālīya-dahe matsya māre, deuṭī jvāliyā", "devanagari": "> লোক কহে, — রাত্র্যে কৈবর্ত্য নৌকাতে চড়িয়া  ।\n> কালীয়দহে মৎস্য মারে, দেউটী জ্বালিয়া ॥১০৪॥", "synonyms": "*loka kahe*—as pessoas respeitáveis e sensatas disseram; *rātrye*—à noite; *kaivartya*—um pescador; *naukāte*—num barco; *caḍiyā*—subindo; *kālīya-dahe*—no lago de Kālīya; *matsya māre*—pesca peixes; *deuṭī jvāliyā*—acendendo uma tocha.", "translation": "**Esses cavalheiros respeitáveis responderam: \"À noite, no lago de Kālīya, um pescador, acendendo uma tocha em seu barco, captura muitos peixes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/105/", "verse_text": "dūra haite tāhā dekhi' lokera haya 'bhrama'\n\n'kālīyera śarīre kṛṣṇa kariche nartana'!", "devanagari": "> দূর হৈতে তাহা দেখি’ লোকের হয় ‘ভ্রম’  ।\n> ‘কালীয়ের শরীরে কৃষ্ণ করিছে নর্তন’ ! ১০৫ ॥১০৫॥", "synonyms": "*dūra haite*—de um lugar distante; *tāhā dekhi'*—vendo isso; *lokera*—das pessoas em geral; *haya*—há; *bhrama*—engano; *kālīyera*—da serpente Kālīya; *śarīre*—no corpo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kariche nartana*—está dançando.", "translation": "**\"À distância, as pessoas pensam erroneamente que estão vendo Kṛṣṇa dançar sobre o corpo da serpente Kālīya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/106/", "verse_text": "naukāte kālīya-jñāna, dīpe ratna-jñāne!\n\njāliyāre mūḍha-loka 'kṛṣṇa' kari' māne!", "devanagari": "> নৌকাতে কালীয়-জ্ঞান, দীপে রত্ন-জ্ঞানে !\n> জালিয়ারে মূঢ়-লোক ‘কৃষ্ণ’ করি’ মানে ! ॥ ১০৬ ॥", "synonyms": "*naukāte*—no barco; *kālīya-jñāna*—conhecimento como a serpente Kālīya; *dīpe*—na tocha; *ratna-jñāne*—consideração como joias; *jāliyāre*—o pescador; *mūḍha-loka*—homens tolos; *kṛṣṇa kari' māne*—aceitam como Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Esses tolos pensam que o barco é a serpente Kālīya e que a luz da tocha são as joias em seus capelos. As pessoas também confundem o pescador com Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/107/", "verse_text": "vṛndāvane 'kṛṣṇa' āilā,--sei 'satya' haya\n\nkṛṣṇere dekhila loka,--ihā 'mithyā' naya", "devanagari": "> বৃন্দাবনে ‘কৃষ্ণ’ আইলা, — সেহ ‘সত্য’ হয় ।\n> কৃষ্ণেরে দেখিল লোক, — ইহা ‘মিথ্যা’ নয় ॥১০৭॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—a Vṛndāvana; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *āilā*—retornou; *sei*—isso; *satya haya*—é verdade; *kṛṣṇere*—Kṛṣṇa; *dekhila*—viram; *loka*—as pessoas; *ihā mithyā naya*—isto não é falso.", "translation": "**\"Na verdade, o Senhor Kṛṣṇa retornou novamente a Vṛndāvana. Isso também é verdade, e as pessoas O viram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/108/", "verse_text": "kintu kāhoṅ 'kṛṣṇa' dekhe, kāhoṅ 'bhrama' māne\n\nsthāṇu-puruṣe yaiche viparīta-jñāne", "devanagari": "> কিন্তু কাহোঁ ‘কৃষ্ণ’ দেখে, কাহোঁ ‘ভ্রম’ মানে ।\n> স্থাণু-পুরুষে যৈছে বিপরীত-জ্ঞানে ॥১০৮॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *kāhoṅ*—onde; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *dekhe*—vê-se; *kāhoṅ*—onde; *bhrama māne*—engana-se; *sthāṇu-puruṣe*—a árvore seca e uma pessoa; *yaiche*—como; *viparīta-jñāne*—por compreender um como sendo o outro.", "translation": "**\"Mas onde estão vendo Kṛṣṇa há um engano. É como considerar uma árvore seca como sendo uma pessoa.\"**", "purport": "A palavra sthāṇu significa \"uma árvore seca sem folhas\". À distância, pode-se confundir tal árvore com uma pessoa. Isso se chama sthāṇu-puruṣa. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu estivesse vivendo em Vṛndāvana, os habitantes O consideravam um ser humano comum e confundiram o pescador com Kṛṣṇa. Todo ser humano está propenso a cometer tais enganos. Śrī Caitanya Mahāprabhu foi confundido com um sannyāsī comum, o pescador foi confundido com Kṛṣṇa, e a luz da tocha foi confundida com joias brilhantes nos capelos de Kālīya."}
{"ref": "cc/madhya/18/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/109/", "verse_text": "prabhu kahe,--'kāhāṅ pāilā 'kṛṣṇa daraśana?'\n\nloka kahe,--'sannyāsī tumi jaṅgama-nārāyaṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘কাহাঁ পাইলা কৃষ্ণ দরশন ?’\n> লোক কহে, — ‘সন্ন্যাসী তুমি জঙ্গম-নারায়ণ ॥১০৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou ainda; *kāhāṅ pāilā*—onde obtiveste; *kṛṣṇa daraśana*—a visão de Kṛṣṇa; *loka kahe*—as pessoas respeitáveis responderam; *sannyāsī tumi*—Tu és um sannyāsī; *jaṅgama-nārāyaṇa*—Nārāyaṇa móvel.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então lhes perguntou: \"Onde vistes Kṛṣṇa diretamente?\" As pessoas responderam: \"Tu és um sannyāsī, um renunciante; portanto, Tu és um Nārāyaṇa móvel [jaṅgama-nārāyaṇa].\"**", "purport": "Este é o ponto de vista da filosofia māyāvāda. A filosofia māyāvāda sustenta a concepção impersonalista de que Nārāyaṇa, a Suprema Personalidade de Deus, não tem forma. Pode-se imaginar o Brahman impessoal sob qualquer forma — como Viṣṇu, o Senhor Śiva, Vivasvān, Gaṇeśa ou Devī Durgā. Segundo a filosofia māyāvāda, quando alguém se torna sannyāsī, deve ser considerado um Nārāyaṇa móvel. A filosofia māyāvāda afirma que o verdadeiro Nārāyaṇa não se move porque, sendo impessoal, não tem pernas. Assim, de acordo com a filosofia māyāvāda, quem quer que se torne sannyāsī declara-se Nārāyaṇa. As pessoas tolas aceitam tais seres humanos comuns como a Suprema Personalidade de Deus. Isso se chama vivarta-vāda.\n\nA esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que jaṅgama-nārāyaṇa significa que o Brahman impessoal assume uma forma e se move de um lado para outro na forma de um sannyāsī māyāvādī. A filosofia māyāvāda confirma isso. Daṇḍa-grahaṇa-mātreṇa naro nārāyaṇo bhavet: \"Simplesmente por aceitar o daṇḍa da ordem de sannyāsa, a pessoa transforma-se imediatamente em Nārāyaṇa.\" Por isso, os sannyāsīs māyāvādīs dirigem-se uns aos outros dizendo: oṁ namo nārāyaṇāya. Dessa maneira, um Nārāyaṇa adora outro Nārāyaṇa.\n\nNa verdade, um ser humano comum não pode tornar-se Nārāyaṇa. Mesmo o principal sannyāsī māyāvādī, Śrī Śaṅkarācārya, afirma: nārāyaṇaḥ paro 'vyaktāt: \"Nārāyaṇa não é uma criação deste mundo material. Nārāyaṇa está acima da criação material.\" Devido a seu escasso acervo de conhecimento, os sannyāsīs māyāvādīs pensam que Nārāyaṇa, a Verdade Absoluta, nasce como um ser humano e que, ao perceber isso, torna-se Nārāyaṇa novamente. Eles jamais consideram por que Nārāyaṇa, a Suprema Personalidade de Deus, aceitaria uma posição inferior como ser humano e depois Se tornaria Nārāyaṇa de novo, quando é perfeito. Por que Nārāyaṇa haveria de ser imperfeito? Por que apareceria como ser humano? Śrī Caitanya Mahāprabhu explicou esses pontos muito bem enquanto estava em Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/18/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/110/", "verse_text": "vṛndāvane ha-ilā tumi kṛṣṇa-avatāra\n\ntomā dekhi' sarva-loka ha-ila nistāra", "devanagari": "> বৃন্দাবনে হইলা তুমি কৃষ্ণ-অবতার ।\n> তোমা দেখি’ সর্বলোক হইল নিস্তার ।।’ ॥ ১১০ ॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *ha-ilā*—tornaste-Te; *tumi*—Tu; *kṛṣṇa-avatāra*—encarnação de Kṛṣṇa; *tomā dekhi'*—por ver-Te; *sarva-loka*—todas as pessoas; *ha-ila nistāra*—libertam-se.", "translation": "**As pessoas então disseram: \"Tu apareceste em Vṛndāvana como uma encarnação de Kṛṣṇa. Simplesmente por ver-Te, todos agora estão libertados.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/111/", "verse_text": "prabhu kahe,--'viṣṇu' 'viṣṇu' ihā nā kahibā!\n\njīvādhame 'kṛṣṇa'-jñāna kabhu nā karibā!", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘বিষ্ণু’ ‘বিষ্ণু’, ইহা না কহিবা !\n> জীবাধমে ‘কৃষ্ণ’-জ্ঞান কভু না করিবা ! ॥ ১১১ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *viṣṇu viṣṇu*—ó Viṣṇu, Viṣṇu; *ihā*—isto; *nā kahibā*—não digais; *jīva-adhame*—as almas condicionadas decaídas; *kṛṣṇa-jñāna*—aceitar como o Senhor Kṛṣṇa; *kabhu*—jamais; *nā karibā*—não façais.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente exclamou: \"Viṣṇu! Viṣṇu! Não Me chameis de a Suprema Personalidade de Deus. Uma jīva jamais pode tornar-se Kṛṣṇa em momento algum. Não digais sequer tal coisa!**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu declarou imediatamente que um ser vivo, por mais elevado que seja, jamais deve ser comparado à Suprema Personalidade de Deus. Toda a pregação de Śrī Caitanya Mahāprabhu protesta contra a filosofia monista da escola māyāvāda. O ponto central da consciência de Kṛṣṇa é que a jīva, a entidade viva, jamais pode ser aceita como Kṛṣṇa ou Viṣṇu. Este ponto de vista é elaborado nos versos seguintes."}
{"ref": "cc/madhya/18/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/112/", "verse_text": "sannyāsī--cit-kaṇa jīva, kiraṇa-kaṇa-sama\n\nṣaḍ-aiśvarya-pūrṇa kṛṣṇa haya sūryopama", "devanagari": "> সন্ন্যাসী — চিত্কণ জীব, কিরণ-কণ-সম ।\n> ষড়ৈশ্বর্যপূর্ণ কৃষ্ণ হয় সূর্যোপম ॥১১২॥", "synonyms": "*sannyāsī*—uma pessoa na ordem de vida renunciada; *cit-kaṇa jīva*—um pequeno ser vivo fragmentário; *kiraṇa*—da luz do sol; *kaṇa*—pequena partícula; *sama*—como; *ṣaṭ-aiśvarya-pūrṇa*—pleno em seis opulências; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *haya*—é; *sūrya-upama*—comparado ao sol.", "translation": "**\"Um sannyāsī na ordem renunciada é certamente parte integrante do todo completo, assim como uma reluzente partícula molecular da luz do sol é parte integrante do próprio sol. Kṛṣṇa é como o sol, pleno em seis opulências, mas a entidade viva é apenas um fragmento do todo completo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/113/", "verse_text": "jīva, īśvara-tattva--kabhu nahe 'sama'\n\njvalad-agni-rāśi yaiche sphuliṅgera 'kaṇa'", "devanagari": "> জীব, ঈশ্বর-তত্ত্ব — কভু নহে ‘সম’ ।\n> জ্বলদগ্নিরাশি যৈছে স্ফুলিঙ্গের ‘কণ’ ॥১১৩॥", "synonyms": "*jīva*—um ser vivo; *īśvara-tattva*—e a Suprema Personalidade de Deus; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não; *sama*—iguais; *jvalat-agni-rāśi*—grande chama; *yaiche*—como; *sphuliṅgera*—de uma faísca; *kaṇa*—porção fragmentária.", "translation": "**\"Uma entidade viva e a Absoluta Personalidade de Deus jamais devem ser consideradas iguais, assim como uma faísca fragmentária jamais pode ser considerada a chama original.**", "purport": "Os sannyāsīs māyāvādīs consideram-se Brahman e, superficialmente, falam de si mesmos como Nārāyaṇa. Os discípulos monistas da escola māyāvāda (conhecidos como smārta-brāhmaṇas) geralmente são brāhmaṇas chefes de família que aceitam os sannyāsīs māyāvādīs como Nārāyaṇa encarnado; por isso, oferecem-lhes reverências. Śrī Caitanya Mahāprabhu protestou imediatamente contra esse sistema não autorizado, mencionando especificamente que um sannyāsī (cit-kaṇa jīva) nada mais é do que uma porção fragmentária do Supremo. Em outras palavras, ele nada mais é do que um ser vivo comum. Ele jamais é Nārāyaṇa, assim como uma porção molecular da luz do sol jamais é o próprio sol. A entidade viva nada mais é do que uma parte fragmentária da Verdade Absoluta; por conseguinte, em nenhum estágio de perfeição pode uma entidade viva tornar-se a Suprema Personalidade de Deus. Este ponto de vista māyāvāda é sempre condenado pela escola vaiṣṇava. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu protestou contra essa filosofia. Quando os māyāvādīs aceitam sannyāsa e se consideram Nārāyaṇa, ficam tão convencidos que nem sequer entram no templo de Nārāyaṇa para oferecer respeitos, pois falsamente julgam-se o próprio Nārāyaṇa. Embora os sannyāsīs māyāvādīs possam oferecer respeitos a outros sannyāsīs e dirigir-se a eles como Nārāyaṇa, não vão a um templo de Nārāyaṇa oferecer respeitos. Esses sannyāsīs māyāvādīs são sempre condenados e descritos como demônios. Os *Vedas* afirmam claramente que as entidades vivas são partes integrantes subordinadas do supremo. Eko bahūnāṁ yo vidadhāti kāmān: o Ser Supremo, Kṛṣṇa, mantém todas as entidades vivas."}
{"ref": "cc/madhya/18/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/114/", "verse_text": "hlādinyā saṁvid-āśliṣṭaḥ\n\nsac-cid-ānanda īśvaraḥ\n\nsvāvidyā-saṁvṛto jīvaḥ\n\nsaṅkleśa-nikarākaraḥ", "devanagari": "> হ্লাদিন্যা সংবিদাশ্লিষ্টঃ সচ্চিদানন্দ ঈশ্বরঃ ।\n> স্বাবিদ্যা-সংবৃতো জীবঃ সংক্লেশনিকরাকরঃ ॥১১৪॥", "synonyms": "*hlādinyā*—pela potência hlādinī; *saṁvit*—pela potência samvit; *āśliṣṭaḥ*—rodeado; *sat-cit-ānandaḥ*—sempre transcendentalmente bem-aventurado; *īśvaraḥ*—o controlador supremo; *sva*—própria; *avidyā*—pela ignorância; *saṁvṛtaḥ*—rodeada; *jīvaḥ*—a entidade viva; *saṅkleśa*—das três classes de misérias; *nikara*—da multidão; *ākaraḥ*—a mina.", "translation": "**\" 'A Suprema Personalidade de Deus, o controlador supremo, está sempre repleto de bem-aventurança transcendental e é acompanhado pelas potências conhecidas como hlādinī e samvit. A alma condicionada, contudo, está sempre coberta pela ignorância e atormentada pelas três classes de misérias da vida. Assim, ela é um tesouro de toda espécie de tribulações.'**", "purport": "Esta citação de Viṣṇusvāmī é mencionada no comentário Bhāvārtha-dīpikā de Śrīdhara Svāmī sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.7.6)."}
{"ref": "cc/madhya/18/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/115/", "verse_text": "yei mūḍha kahe,--jīva īśvara haya 'sama'\n\nseita 'pāṣaṇḍī' haya, daṇḍe tāre yama", "devanagari": "> যেই মূঢ় কহে, — জীব ঈশ্বর হয় ‘সম’ ।\n> সেইত ‘পাষণ্ডী’ হয়, দণ্ডে তারে যম ॥১১৫॥", "synonyms": "*yei mūḍha*—qualquer pessoa tola que; *kahe*—diz; *jīva*—a entidade viva; *īśvara*—o controlador supremo; *haya*—são; *sama*—iguais; *seita*—ele; *pāṣaṇḍī haya*—é um ateu de primeira classe; *daṇḍe*—pune; *tāre*—a ele; *yama*—o superintendente da morte, Yamarāja.", "translation": "**\"Uma pessoa tola que diz que a Suprema Personalidade de Deus é igual à entidade viva é um ateu e fica sujeita à punição do superintendente da morte, Yamarāja.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que a palavra pāṣaṇḍī refere-se àquele que considera a entidade viva, sob o controle da energia ilusória, igual à Suprema Personalidade de Deus, que é transcendental a todas as qualidades materiais. Outra espécie de pāṣaṇḍī é aquele que não acredita na alma espiritual, a potência superior do Senhor, e que, por isso, não distingue entre espírito e matéria. Ao descrever uma das ofensas contra o cantar dos santos nomes, uma ofensa chamada śruti-śāstra-nindana (blasfemar a literatura Védica), Jīva Gosvāmī afirma em seu Bhakti-sandarbha: yathā pāṣaṇḍa-mārgeṇa dattātreyarṣabha-devopāsakānāṁ pāṣaṇḍīnām. Os adoradores de impersonalistas como Dattātreya também são pāṣaṇḍīs. A respeito da ofensa de ahaṁ-mama-buddhi, ou dehātma-buddhi (considerar o corpo como o eu), Jīva Gosvāmī afirma: deva-draviṇādi-nimittaka-'pāṣaṇḍa'-śabdena ca daśāparādhā eva lakṣyante, pāṣaṇḍamayatvāt teṣām. \"Aqueles que estão excessivamente absortos na concepção do corpo e das necessidades corpóreas também são chamados pāṣaṇḍīs.\" Em outra passagem do Bhakti-sandarbha, afirma-se:\n\nuddiśya devatā eva\n\njuhoti ca dadāti ca\n\nsa pāṣaṇḍīti vijñeyaḥ\n\nsvatantro vāpi karmasu\n\n\"Um pāṣaṇḍī é aquele que considera os semideuses e a Suprema Personalidade de Deus como sendo um só; por isso, um pāṣaṇḍī adora qualquer espécie de semideus como a Suprema Personalidade de Deus.\" Aquele que desobedece às ordens do mestre espiritual também é considerado um pāṣaṇḍī. A palavra pāṣaṇḍī foi descrita em muitas passagens do *Śrīmad-Bhāgavatam*, incluindo 4.2.28, 30, 32; 5.6.9 e 12.2.13, 43.\n\nDe modo geral, um pāṣaṇḍī é um não devoto que não aceita as conclusões Védicas. No *Hari-bhakti-vilāsa* (1.117), há um verso citado do *Padma Purāṇa* que descreve o pāṣaṇḍī. Śrī Caitanya Mahāprabhu cita esse verso como o texto seguinte."}
{"ref": "cc/madhya/18/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/116/", "verse_text": "yas tu nārāyaṇaṁ devaṁ\n\nbrahma-rudrādi-daivataiḥ\n\nsamatvenaiva vīkṣeta\n\nsa pāṣaṇḍī bhaved dhruvam", "devanagari": "> যস্তু নারায়ণং দেবং ব্রহ্মরুদ্রাদিদৈবতৈঃ ।\n> সমত্বেনৈব বীক্ষেত স পাষণ্ডী ভবেদ্ধ্রুবম্ ॥১১৬॥", "synonyms": "*yaḥ*—qualquer pessoa que; *tu*—contudo; *nārāyaṇam*—a Suprema Personalidade de Deus, o senhor de semideuses como Brahmā e Śiva; *devam*—o Senhor; *brahma*—o Senhor Brahmā; *rudra*—o Senhor Śiva; *ādi*—e outros; *daivataiḥ*—com tais semideuses; *samatvena*—em nível de igualdade; *eva*—certamente; *vīkṣeta*—observa; *saḥ*—tal pessoa; *pāṣaṇḍī*—pāṣaṇḍī; *bhavet*—deve ser; *dhruvam*—certamente.", "translation": "**\" 'A pessoa que considera semideuses como Brahmā e Śiva em nível de igualdade com Nārāyaṇa deve ser tida como ofensora e pāṣaṇḍī.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/117/", "verse_text": "loka kahe,--tomāte kabhu nahe jīva'-mati\n\nkṛṣṇera sadṛśa tomāra ākṛti-prakṛti", "devanagari": "> লোক কহে, — তোমাতে কভু নহে ‘জীব’-মতি  ।\n> কৃষ্ণের সদৃশ তোমার আকৃতি-প্রকৃতি ॥১১৭॥", "synonyms": "*loka kahe*—as pessoas disseram; *tomāte*—em Ti; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não há; *jīva-mati*—considerar um ser vivo comum; *kṛṣṇera sadṛśa*—como o Senhor Kṛṣṇa; *tomāra*—Teus; *ākṛti*—traços corpóreos; *prakṛti*—características.", "translation": "**Depois que Śrī Caitanya Mahāprabhu explicou a diferença entre um ser vivo comum e a Suprema Personalidade de Deus, as pessoas disseram: \"Ninguém Te considera um ser humano comum. És como Kṛṣṇa em todos os aspectos, tanto nos traços corpóreos quanto nas características.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/118/", "verse_text": "'ākṛtye' tomāre dekhi 'vrajendra-nandana'\n\ndeha-kānti pītāmbara kaila ācchādana", "devanagari": "> ‘আকৃত্যে’ তোমারে দেখি ‘ব্রজেন্দ্র-নন্দন’  ।\n> দেহকান্তি পীতাম্বর কৈল আচ্ছাদন ॥১১৮॥", "synonyms": "*ākṛtye*—pelos traços corpóreos; *tomāre*—a Ti; *dekhi*—vemos; *vrajendra-nandana*—diretamente o filho de Mahārāja Nanda; *deha-kānti*—o brilho do corpo; *pīta-ambara*—revestimento dourado; *kaila ācchādana*—cobriu.", "translation": "**\"Por Teus traços corpóreos, podemos ver que não és outro senão o filho de Nanda Mahārāja, embora o brilho dourado de Teu corpo tenha encoberto Tua tez original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/119/", "verse_text": "mṛga-mada vastre bāndhe, tabu nā lukāya\n\n'īśvara-svabhāva' tomāra ṭākā nāhi yāya", "devanagari": "> মৃগমদ বস্ত্রে বান্ধে, তবু না লুকায় ।\n> ‘ঈশ্বর-স্বভাব’ তোমার ঢাকা নাহি যায় ॥১১৯॥", "synonyms": "*mṛga-mada*—almíscar de cervo; *vastre*—em pano; *bāndhe*—envolve; *tabu*—ainda; *nā*—não; *lukāya*—se oculta; *īśvara-svabhāva*—características como a Suprema Personalidade de Deus; *tomāra*—de Ti; *ṭākā nāhi yāya*—não se ocultam.", "translation": "**\"Assim como o aroma do almíscar de cervo não pode ser ocultado ao envolvê-lo num pano, Tuas características como a Suprema Personalidade de Deus não podem ser ocultadas por meio algum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/120/", "verse_text": "alaukika 'prakṛti' tomāra--buddhi-agocara\n\ntomā dekhi' kṛṣṇa-preme jagat pāgala", "devanagari": "> অলৌকিক ‘প্রকৃতি’ তোমার — বুদ্ধি-অগোচর ।\n> তোমা দেখি’ কৃষ্ণপ্রেমে জগৎ পাগল ॥১২০॥", "synonyms": "*alaukika*—incomuns; *prakṛti*—características; *tomāra*—Tuas; *buddhi-agocara*—além de nossa imaginação; *tomā dekhi'*—ao ver-Te; *kṛṣṇa-preme*—em amor extático por Kṛṣṇa; *jagat*—o mundo inteiro; *pāgala*—enlouquecido.", "translation": "**\"De fato, Tuas características são incomuns e estão além da imaginação de um ser vivo comum. Pelo simples fato de ver-Te, o universo inteiro enlouquece de amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/121-122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/121-122/", "verse_text": "strī-bāla-vṛddha, āra 'caṇḍāla, 'yavana'\n\nyei tomāra eka-bāra pāya daraśana\n\nkṛṣṇa-nāma laya, nāce hañā unmatta\n\nācārya ha-ila sei, tārila jagata", "devanagari": "> স্ত্রী-বাল-বৃদ্ধ, আর ‘চণ্ডাল’, ‘যবন’ ।\n> যেই তোমার একবার পায় দরশন ॥১২১॥\n> কৃষ্ণনাম লয়, নাচে হঞা উন্মত্ত ।\n> আচার্য হইল সেই, তারিল জগত ॥১২২॥", "synonyms": "*strī*—mulheres; *bāla*—crianças; *vṛddha*—anciãos; *āra*—e; *caṇḍāla*—o mais baixo dos homens; *yavana*—pessoas que comem carne; *yei*—qualquer um que; *tomāra*—Teu; *eka-bāra*—uma vez; *pāya daraśana*—obtém a visão; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *laya*—canta; *nāce*—dança; *hañā unmatta*—como um louco; *ācārya ha-ila*—torna-se um mestre espiritual; *sei*—esse homem; *tārila jagata*—liberta o mundo inteiro.", "translation": "**\"Se mesmo mulheres, crianças, anciãos, comedores de carne ou membros da casta mais baixa puderem ver-Te uma única vez, imediatamente cantam o santo nome de Kṛṣṇa, dançam como loucos e tornam-se mestres espirituais capazes de libertar o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/123/", "verse_text": "darśanera kārya āchuka, ye tomāra 'nāma' śune\n\nsei kṛṣṇa-preme matta, tāre tribhuvane", "devanagari": "> দর্শনের কার্য আছুক, যে তোমার ‘নাম’ শুনে ।\n> সেই কৃষ্ণপ্রেমে মত্ত, তারে ত্রিভুবনে ॥১২৩॥", "synonyms": "*darśanera kārya āchuka*—à parte ver-Te; *ye*—qualquer um que; *tomāra*—Teu; *nāma*—santo nome; *śune*—ouve; *sei*—esse homem; *kṛṣṇa-preme*—em amor extático por Kṛṣṇa; *matta*—enlouquecido; *tāre*—liberta; *tri-bhuvane*—os três mundos.", "translation": "**\"À parte ver-Te, quem quer que ouça Teu santo nome enlouquece de amor extático por Kṛṣṇa e é capaz de libertar os três mundos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/124/", "verse_text": "tomāra nāma śuni' haya śvapaca 'pāvana'\n\nalaukika śakti tomāra nā yāya kathana", "devanagari": "> তোমার নাম শুনি’ হয় শ্বপচ ‘পাবন’ ।\n> অলৌকিক শক্তি তোমার না যায় কথন ॥১২৪॥", "synonyms": "*tomāra*—Teu; *nāma*—santo nome; *śuni'*—ouvindo; *haya*—tornam-se; *śvapaca*—comedores de cães, o mais baixo dos homens; *pāvana*—pessoas santas; *alaukika*—incomum; *śakti*—potência; *tomāra*—Tua; *nā*—não; *yāya kathana*—pode ser descrita.", "translation": "**\"Pelo simples fato de ouvir Teu santo nome, comedores de cães tornam-se santos sagrados. Tuas incomuns potências não podem ser descritas em palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/125/", "verse_text": "yan-nāmadheya-śravaṇānukīrtanād\n\nyat-prahvaṇād yat-smaraṇād api kvacit\n\nśvādo 'pi sadyaḥ savanāya kalpate\n\nkutaḥ punas te bhagavan nu darśanāt", "devanagari": "> যন্নামধেয়-শ্রবণানুকীর্তনাদ্\n> যৎপ্রহ্বণাদ্যত্স্মরণাদপি ক্বচিৎ ।\n> শ্বাদোঽপি সদ্যঃ সবনায় কল্পতে\n> কুতঃ পুনস্তে ভগবন্নু দর্শনাৎ ॥১২৫॥", "synonyms": "*yat*—de quem; *nāmadheya*—do nome; *śravaṇa*—de ouvir; *anukīrtanāt*—e em seguida de cantar; *yat*—a quem; *prahvaṇāt*—de oferecer respeitos; *yat*—de quem; *smaraṇāt*—do simples fato de lembrar; *api*—também; *kvacit*—às vezes; *śva-adaḥ*—um comedor de cães; *api*—mesmo; *sadyaḥ*—imediatamente; *savanāya*—para realizar sacrifícios Védicos; *kalpate*—torna-se elegível; *kutaḥ*—o que dizer; *punaḥ*—então; *te*—de Ti; *bhagavan*—ó Suprema Personalidade de Deus; *nu*—certamente; *darśanāt*—de ver.", "translation": "**\" 'Para não falar do avanço espiritual das pessoas que veem a Pessoa Suprema face a face, mesmo uma pessoa nascida numa família de comedores de cães torna-se imediatamente elegível para realizar sacrifícios Védicos, caso uma única vez profira o santo nome da Suprema Personalidade de Deus, ou cante sobre Ele, ouça acerca de Seus passatempos, ofereça-Lhe reverências ou mesmo se lembre dEle.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.33.6). De acordo com este verso, não importa que posição uma pessoa ocupe. Ela pode ser o mais baixo dos baixos – um caṇḍāla, ou comedor de cães –, mas, se passa a cantar e ouvir o santo nome do Senhor, torna-se imediatamente elegível para realizar sacrifícios Védicos. Isso é especialmente verdadeiro nesta era de Kali.\n\nharer nāma harer nāma\n\nharer nāmaiva kevalam\n\nkalau nāsty eva nāsty eva\n\nnāsty eva gatir anyathā\n\n(Bṛhan-nāradīya Purāṇa 38.126)\n\nUma pessoa nascida numa família de brāhmaṇas não pode realizar sacrifícios Védicos enquanto não estiver devidamente purificada e não tiver recebido seu cordão sagrado. Contudo, segundo este verso, entende-se que mesmo uma pessoa de baixo nascimento pode realizar sacrifícios imediatamente, caso cante e ouça com sinceridade o santo nome do Senhor. Às vezes, pessoas invejosas perguntam como europeus e norte-americanos deste movimento da consciência de Kṛṣṇa podem tornar-se brāhmaṇas e realizar sacrifícios. Elas não sabem que os europeus e norte-americanos já foram purificados ao cantar o santo nome do Senhor – Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Esta é a prova. Śvādo 'pi sadyaḥ savanāya kalpate. Pode-se nascer numa família de comedores de cães, mas é possível realizar sacrifícios pelo simples fato de cantar o mahā-mantra.\n\nAqueles que encontram defeitos nos vaiṣṇavas ocidentais deveriam considerar esta afirmação do *Śrīmad-Bhāgavatam* e o comentário sobre este verso por Śrīla Jīva Gosvāmī. A esse respeito, Śrīla Jīva Gosvāmī afirmou que, para tornar-se brāhmaṇa, é preciso esperar pela purificação e submeter-se à cerimônia do cordão sagrado, mas quem canta o santo nome não precisa esperar pela cerimônia do cordão sagrado. Não permitimos que os devotos realizem sacrifícios enquanto não estejam devidamente iniciados na cerimônia do cordão sagrado. Ainda assim, segundo este verso, aquele que canta o santo nome sem ofensas já está apto a realizar uma cerimônia do fogo, embora não tenha sido duplamente iniciado pela cerimônia do cordão sagrado. Este é o veredito dado pelo Senhor Kapiladeva em Suas instruções a Sua mãe, Devahūti. Foi o Senhor Kapiladeva quem instruiu Devahūti na pura filosofia Sāṅkhya."}
{"ref": "cc/madhya/18/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/126/", "verse_text": "eita' mahimā--tomāra 'taṭastha'-lakṣaṇa\n\n'svarūpa'-lakṣaṇe tumi--'vrajendra-nandana'", "devanagari": "> এইত’ মহিমা — তোমার ‘তটস্থ’-লক্ষণ ।\n> ‘স্বরূপ’-লক্ষণে তুমি — ‘ব্রজেন্দ্রনন্দন’ ॥১২৬॥", "synonyms": "*eita'*—todas estas; *mahimā*—glórias; *tomāra*—Tuas; *taṭastha-lakṣaṇa*—características marginais; *sva-rūpa*—original; *lakṣaṇe*—pelas características; *tumi*—Tu; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**\"Estas glórias Tuas são apenas marginais. Originalmente, és o filho de Mahārāja Nanda.\"**", "purport": "As características originais de uma substância chamam-se svarūpa, e os corolários subsequentes chamam-se taṭastha-lakṣaṇa, ou características marginais. As glórias das características marginais do Senhor provam que Ele é a Suprema Personalidade de Deus original, o filho de Mahārāja Nanda. Tão logo a pessoa compreende isso, aceita Śrī Caitanya Mahāprabhu como a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/18/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/127/", "verse_text": "sei saba loke prabhu prasāda karila\n\nkṛṣṇa-preme matta loka nija-ghare gela", "devanagari": "> সেই সব লোকে প্রভু প্রসাদ করিল ।\n> কৃষ্ণপ্রেমে মত্ত লোক নিজ-ঘরে গেল ॥১২৭॥", "synonyms": "*sei saba loke*—a todas aquelas pessoas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda karila*—concedeu Sua misericórdia imotivada; *kṛṣṇa-preme*—em amor extático por Kṛṣṇa; *matta*—enlouquecidas; *loka*—pessoas; *nija-ghare gela*—voltaram para suas próprias casas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então concedeu Sua misericórdia imotivada a todas as pessoas ali presentes, e todos ficaram extáticos de amor a Deus. Por fim, todos voltaram para suas casas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/128/", "verse_text": "ei-mata kata-dina 'akrūre' rahilā\n\nkṛṣṇa-nāma-prema diyā loka nistārilā", "devanagari": "> এইমত কতদিন ‘অক্রূরে’ রহিলা ।\n> কৃষ্ণ-নাম-প্রেম দিয়া লোক নিস্তারিলা ॥১২৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kata-dina*—por alguns dias; *akrūre rahilā*—permaneceu em Akrūra-tīrtha; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *prema*—amor extático; *diyā*—distribuindo; *loka*—todos; *nistārilā*—libertou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu por alguns dias em Akrūra-tīrtha. Ele libertou todos ali pelo simples fato de distribuir o santo nome de Kṛṣṇa e o amor extático pelo Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/129/", "verse_text": "mādhava-purīra śiṣya seita brāhmaṇa\n\nmathurāra ghare-ghare karā'na nimantraṇa", "devanagari": "> মাধবপুরীর শিষ্য সেইত ব্রাহ্মণ ।\n> মথুরার ঘরে-ঘরে করা’ন নিমন্ত্রণ ॥১২৯॥", "synonyms": "*mādhava-purīra*—de Mādhavendra Purī; *śiṣya*—discípulo; *seita*—aquele; *brāhmaṇa*—brāhmaṇa; *mathurāra*—da cidade de Mathurā; *ghare-ghare*—de casa em casa; *karā'na*—faz com que façam; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**O discípulo brāhmaṇa de Mādhavendra Purī ia de casa em casa em Mathurā e inspirava outros brāhmaṇas a convidarem Caitanya Mahāprabhu para suas casas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/130/", "verse_text": "mathurāra yata loka brāhmaṇa sajjana\n\nbhaṭṭācārya-sthāne āsi' kare nimantraṇa", "devanagari": "> মথুরার যত লোক ব্রাহ্মণ সজ্জন ।\n> ভট্টাচার্য-স্থানে আসি’ করে নিমন্ত্রণ ॥১৩০॥", "synonyms": "*mathurāra*—de Mathurā; *yata*—todas; *loka*—as pessoas; *brāhmaṇa sat-jana*—cavalheiros e brāhmaṇas; *bhaṭṭācārya-sthāne*—a Balabhadra Bhaṭṭācārya; *āsi'*—vindo; *kare nimantraṇa*—oferecem convites.", "translation": "**Assim, todas as pessoas respeitáveis de Mathurā, encabeçadas pelos brāhmaṇas, vinham a Balabhadra Bhaṭṭācārya e estendiam convites ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/131/", "verse_text": "eka-dina 'daśa' 'biśa' āise nimantraṇa\n\nbhaṭṭācārya ekera mātra karena grahaṇa", "devanagari": "> একদিন ‘দশ’ ‘বিশ’ আইসে নিমন্ত্রণ ।\n> ভট্টাচার্য একের মাত্র করেন গ্রহণ ॥১৩১॥", "synonyms": "*eka-dina*—em um dia; *daśa biśa*—dez a vinte; *āise*—vêm; *nimantraṇa*—os convites; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *ekera*—de um deles; *mātra*—apenas; *karena grahaṇa*—aceita.", "translation": "**Em um dia, chegavam de dez a vinte convites, mas Balabhadra Bhaṭṭācārya aceitava apenas um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/132/", "verse_text": "avasara nā pāya loka nimantraṇa dite\n\nsei vipre sādhe loka nimantraṇa nite", "devanagari": "> অবসর না পায় লোক নিমন্ত্রণ দিতে ।\n> সেই বিপ্রে সাধে লোক নিমন্ত্রণ নিতে ॥১৩২॥", "synonyms": "*avasara nā pāya*—não conseguem a oportunidade; *loka*—as pessoas; *nimantraṇa dite*—de oferecer convites; *sei vipre*—àquele brāhmaṇa; *sādhe*—pedem; *loka*—as pessoas; *nimantraṇa nite*—que aceite o convite.", "translation": "**Como nem todos tinham a oportunidade de oferecer convites pessoalmente a Śrī Caitanya Mahāprabhu, pediam ao brāhmaṇa Sanoḍiyā que solicitasse ao Senhor que aceitasse seus convites.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/133/", "verse_text": "kānyakubja-dākṣiṇātyera vaidika brāhmaṇa\n\ndainya kari, kare mahāprabhura nimantraṇa", "devanagari": "> কান্যকুব্জ-দাক্ষিণাত্যের বৈদিক ব্রাহ্মণ ।\n> দৈন্য করি, করে মহাপ্রভুর নিমন্ত্রণ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*kānyakubja*—brāhmaṇas de Kānyakubja; *dākṣiṇātyera*—certos brāhmaṇas do sul da Índia; *vaidika*—seguidores da religião Védica; *brāhmaṇa*—brāhmaṇas; *dainya kari*—com grande humildade; *kare*—fazem; *mahāprabhura*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Os brāhmaṇas de diferentes lugares, como Kānyakubja e o sul da Índia, que eram todos estritos seguidores da religião Védica, ofereciam convites a Śrī Caitanya Mahāprabhu com grande humildade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/134/", "verse_text": "prātaḥ-kāle akrūre āsi' randhana kariyā\n\nprabhure bhikṣā dena śālagrāme samarpiyā", "devanagari": "> প্রাতঃকালে অক্রূরে আসি’ রন্ধন করিয়া ।\n> প্রভুরে ভিক্ষা দেন শালগ্রামে সমর্পিয়া ॥১৩৪॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *akrūre*—a Akrūra-tīrtha; *āsi'*—vindo; *randhana kariyā*—cozinhando; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā dena*—oferecem o almoço; *śālagrāme samarpiyā*—após oferecê-lo à śālagrāma-śilā.", "translation": "**Pela manhã, eles vinham a Akrūra-tīrtha e cozinhavam alimentos. Após oferecê-los à śālagrāma-śilā, ofereciam-nos a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Há brāhmaṇas conhecidos como pañca-gauḍa-brāhmaṇas, que provêm de cinco lugares do norte da Índia, e há brāhmaṇas conhecidos como pañca-dākṣiṇātya-brāhmaṇas, que provêm de cinco lugares do sul da Índia. No norte da Índia, os lugares são Kānyakubja, Sārasvata, Gauḍa, Maithila e Utkala. No sul da Índia, os lugares são Āndhra, Karṇāta, Gurjara, Drāviḍa e Mahārāṣṭra. Os brāhmaṇas desses lugares são considerados seguidores muito estritos dos princípios Védicos e são aceitos como brāhmaṇas puros. Eles observam estritamente os princípios Védicos e não estão poluídos por desvios tântricos. Todos esses brāhmaṇas convidaram respeitosamente Caitanya Mahāprabhu para o almoço."}
{"ref": "cc/madhya/18/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/135/", "verse_text": "eka-dina sei akrūra-ghāṭera upare\n\nvasi' mahāprabhu kichu karena vicāre", "devanagari": "> একদিন সেই অক্রূর-ঘাটের উপরে ।\n> বসি’ মহাপ্রভু কিছু করেন বিচারে ॥১৩৫॥", "synonyms": "*eka-dina*—certa vez; *sei*—aquele; *akrūra-ghāṭera*—do ghāṭa de banho de Akrūra; *upare*—à margem; *vasi'*—sentado; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—alguma; *karena*—faz; *vicāre*—reflexão.", "translation": "**Certo dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se no ghāṭa de banho de Akrūra-tīrtha e refletiu sobre os seguintes pensamentos.**", "purport": "Akrūra-tīrtha está localizado na estrada entre Vṛndāvana e Mathurā. Quando Kṛṣṇa e Balarāma estavam sendo levados a Mathurā por Akrūra, o Senhor descansou neste lugar e banhou-Se no Yamunā. Quando Kṛṣṇa e Balarāma tomaram Seus banhos, Akrūra viu todo o mundo de Vaikuṇṭha dentro da água. Os habitantes de Vṛndāvana também viram os planetas Vaikuṇṭha dentro da água."}
{"ref": "cc/madhya/18/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/136/", "verse_text": "ei ghāṭe akrūra vaikuṇṭha dekhila\n\nvrajavāsī loka 'goloka' darśana kaila", "devanagari": "> এই ঘাটে অক্রূর বৈকুণ্ঠ দেখিল ।\n> ব্রজবাসী লোক ‘গোলোক’ দর্শন কৈল ॥১৩৬॥", "synonyms": "*ei ghāṭe*—neste lugar de banho; *akrūra*—Akrūra; *vaikuṇṭha dekhila*—viu o mundo espiritual; *vrajavāsī loka*—os habitantes de Vṛndāvana; *goloka darśana kaila*—viram Goloka.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pensou: \"Neste lugar de banho, Akrūra viu Vaikuṇṭha, o mundo espiritual, e todos os habitantes de Vraja viram Goloka Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/137/", "verse_text": "eta bali' jhāṅpa dilā jalera upare\n\nḍubiyā rahilā prabhu jalera bhitare", "devanagari": "> এত বলি’ ঝাঁপ দিলা জলের উপরে ।\n> ডুবিয়া রহিলা প্রভু জলের ভিতরে ॥১৩৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *jhāṅpa dilā*—saltou; *jalera upare*—acima da água; *ḍubiyā*—afundando; *rahilā*—permaneceu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jalera bhitare*—dentro da água.", "translation": "**Enquanto considerava como Akrūra permaneceu dentro da água, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente saltou e ficou submerso por algum tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/138/", "verse_text": "dekhi' kṛṣṇadāsa kāndi' phukāra karila\n\nbhaṭṭācārya śīghra āsi' prabhure uṭhāila", "devanagari": "> দেখি’ কৃষ্ণদাস কান্দি’ ফুকার করিল ।\n> ভট্টাচার্য শীঘ্র আসি’ প্রভুরে উঠাইল ॥১৩৮॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa; *kāndi'*—chorando; *phu-kāra karila*—gritou alto; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *śīghra*—apressadamente; *āsi'*—vindo; *prabhure uṭhāila*—ergueu Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando Kṛṣṇadāsa viu que Caitanya Mahāprabhu estava se afogando, chorou e gritou muito alto. Balabhadra Bhaṭṭācārya veio imediatamente e puxou o Senhor para fora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/139/", "verse_text": "tabe bhaṭṭācārya sei brāhmaṇe lañā\n\nyukti karilā kichu nibhṛte vasiyā", "devanagari": "> তবে ভট্টাচার্য সেই ব্রাহ্মণে লঞা ।\n> যুক্তি করিলা কিছু নিভৃতে বসিয়া ॥১৩৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *bhaṭṭācārya*—Bhaṭṭācārya; *sei brāhmaṇe*—o brāhmaṇa Sanoḍiyā; *lañā*—tomando; *yukti karilā*—consultou; *kichu*—algo; *nibhṛte vasiyā*—sentado em lugar isolado.", "translation": "**Depois disso, Balabhadra Bhaṭṭācārya levou o brāhmaṇa Sanoḍiyā para um lugar isolado e consultou-o.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/140/", "verse_text": "āji āmi āchilāṅa uṭhāiluṅ prabhure\n\nvṛndāvane ḍubena yadi, ke uṭhābe tāṅre?", "devanagari": "> আজি আমি আছিলাঙ উঠাইলুঁ প্রভুরে ।\n> বৃন্দাবনে ডুবেন যদি, কে উঠাবে তাঁরে ? ॥ ১৪০ ॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *āmi*—eu; *āchilāṅa*—estava presente; *uṭhāiluṅ*—ergui; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *ḍubena yadi*—se Ele se afogar; *ke uṭhābe tāṅre*—quem O erguerá.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya disse: \"Como eu estava presente hoje, foi possível erguer o Senhor. Contudo, se Ele começar a afogar-se em Vṛndāvana, quem O ajudará?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/141/", "verse_text": "lokera saṅghaṭṭa, āra nimantraṇera jañjāla\n\nnirantara āveśa prabhura nā dekhiye bhāla", "devanagari": "> লোকের সংঘট্ট, আর নিমন্ত্রণের জঞ্জাল ।\n> নিরন্তর আবেশ প্রভুর না দেখিয়ে ভাল ॥১৪১॥", "synonyms": "*lokera saṅghaṭṭa*—multidões de pessoas; *āra*—e; *nimantraṇera jañjāla*—o transtorno dos convites; *nirantara*—sempre; *āveśa*—amor extático; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā dekhiye bhāla*—não vejo nada de bom nisto.", "translation": "**\"Agora há uma multidão de pessoas aqui, e estes convites estão causando muito transtorno. Além disso, o Senhor está sempre extático e emocionado. Não acho a situação aqui nada boa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/142/", "verse_text": "vṛndāvana haite yadi prabhure kāḍiye\n\ntabe maṅgala haya,--ei bhāla yukti haye", "devanagari": "> বৃন্দাবন হৈতে যদি প্রভুরে কাড়িয়ে ।\n> তবে মঙ্গল হয়, — এই ভাল যুক্তি হয়ে ॥১৪২॥", "synonyms": "*vṛndāvana haite*—de Vṛndāvana; *yadi*—se; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kāḍiye*—eu levar; *tabe*—então; *maṅgala haya*—há auspiciosidade; *ei*—este; *bhāla*—bom; *yukti*—plano; *haye*—é.", "translation": "**\"Seria bom se pudéssemos tirar Śrī Caitanya Mahāprabhu de Vṛndāvana. Esta é a minha conclusão final.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/143/", "verse_text": "vipra kahe,--prayāge prabhu lañā yāi\n\ngaṅgā-tīra-pathe yāi, tabe sukha pāi", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — প্রয়াগে প্রভু লঞা যাই ।\n> গঙ্গাতীর-পথে যাই, তবে সুখ পাই ॥১৪৩॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa disse; *prayāge*—a Prayāga; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—tomando; *yāi*—vamos; *gaṅgā-tīra-pathe*—pela margem do Ganges; *yāi*—vamos; *tabe*—então; *sukha pāi*—obteremos prazer.", "translation": "**O brāhmaṇa Sanoḍiyā disse: \"Levemo-Lo a Prayāga e sigamos pelas margens do Ganges. Será muito agradável ir por esse caminho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/144/", "verse_text": "'soro-kṣetre, āge yāñā kari' gaṅgā-snāna\n\nsei pathe prabhu lañā kariye payāna", "devanagari": "> ‘সোরোক্ষেত্রে, আগে যাঞা করি’ গঙ্গাস্নান ।\n> সেই পথে প্রভু লঞা করিয়ে পয়ান ॥১৪৪॥", "synonyms": "*soro-kṣetre*—ao lugar sagrado chamado Soro-kṣetra; *āge*—primeiro, adiante; *yāñā*—indo; *kari' gaṅgā-snāna*—após tomar banho no Ganges; *sei pathe*—por esse caminho; *prabhu lañā*—tomando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariye payāna*—vamos.", "translation": "**\"Após ir ao lugar sagrado chamado Soro-kṣetra e tomar banho no Ganges, levemos Śrī Caitanya Mahāprabhu por esse caminho e prossigamos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/145/", "verse_text": "māgha-māsa lāgila, ebe yadi yāiye\n\nmakare prayāga-snāna kata dina pāiye", "devanagari": "> মাঘ-মাস লাগিল, এবে যদি যাইয়ে ।\n> মকরে প্রয়াগ-স্নান কত দিন পাইয়ে ॥১৪৫॥", "synonyms": "*māgha-māsa lāgila*—o mês de Māgha começou; *ebe*—agora; *yadi*—se; *yāiye*—formos; *makare*—durante o Makara-saṅkrānti; *prayāga-snāna*—banho em Prayāga; *kata dina*—por alguns dias; *pāiye*—teremos.", "translation": "**\"Agora é o início do mês de Māgha. Se formos a Prayāga neste momento, teremos a oportunidade de banhar-nos por alguns dias durante o Makara-saṅkrānti.\"**", "purport": "O banho durante o mês de Māgha, no Māgha-melā, ainda ocorre. Este tem sido um melā (assembleia) muito antigo desde tempos imemoriais. Diz-se que o Senhor, sob a forma de Mohinī, tomou um balde de néctar e o guardou em Prayāga. Em consequência, o Māgha-melā tem sido observado, e ali há uma assembleia de homens santos todos os anos. A cada doze anos há um Kumbha-melā, um grande festival, e todos os homens santos de toda a Índia se reúnem ali. O brāhmaṇa queria aproveitar o Māgha-melā e banhar-se ali.\n\nO banho na confluência do Ganges e do Yamunā, perto do forte em Allahabad, Prayāga, é mencionado nas escrituras reveladas:\n\nmāghe māsi gamiṣyanti\ngaṅgā-yāmuna-saṅgamam\ngavāṁ śata-sahasrasya\nsamyag dattaṁ ca yat-phalam\n\nprayāge māgha-māse vai\ntryahaṁ snātasya tat-phalam\n\n\"Se alguém vai a Prayāga e se banha na confluência do Ganges e do Yamunā no mês de Māgha, alcança o resultado de doar centenas e milhares de vacas em caridade. Simplesmente por banhar-se ali durante três dias, ele alcança os resultados de tal atividade piedosa.\" Por causa disso, o brāhmaṇa Sanoḍiyā estava muito ansioso por ir a Prayāga e banhar-se. Geralmente, os karmīs (trabalhadores fruitivos) aproveitam para banhar-se ali durante o mês de Māgha, pensando que serão recompensados no futuro. Aqueles que se encontram situados no serviço devocional não seguem muito estritamente este processo karma-kāṇḍīya."}
{"ref": "cc/madhya/18/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/146/", "verse_text": "āpanāra duḥkha kichu kari' nivedana\n\n'makara-paṅcasi prayāge' kariha sūcana", "devanagari": "> আপনার দুঃখ কিছু করি’ নিবেদন ।\n> ‘মকর-পঁচসি প্রয়াগে’ করিহ সূচন ॥১৪৬॥", "synonyms": "*āpanāra*—pessoal; *duḥkha*—infelicidade; *kichu*—alguma; *kari'*—fazendo; *nivedana*—submissão; *makara-paṅcasi*—o dia de lua cheia no mês de Māgha; *prayāge*—a Prayāga; *kariha sūcana*—por favor, informa.", "translation": "**O brāhmaṇa Sanoḍiyā continuou: \"Por favor, submete a Śrī Caitanya Mahāprabhu a infelicidade que sentes dentro de ti. Em seguida, propõe que todos nós vamos a Prayāga no dia de lua cheia do mês de Māgha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/147/", "verse_text": "gaṅgā-tīra-pathe sukha jānāiha tāṅre\n\nbhaṭṭācārya āsi' tabe kahila prabhure", "devanagari": "> গঙ্গাতীর-পথে সুখ জানাইহ তাঁরে ।\n> ভট্টাচার্য আসি’ তবে কহিল প্রভুরে ॥১৪৭॥", "synonyms": "*gaṅgā-tīra*—na margem do Ganges; *pathe*—no caminho; *sukha*—felicidade; *jānāiha*—por favor, faze saber; *tāṅre*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *āsi'*—vindo; *tabe*—em seguida; *kahila prabhure*—informou Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Conta ao Senhor da felicidade que sentirás ao viajar pelas margens do Ganges.\" Balabhadra Bhaṭṭācārya, portanto, submeteu esta súplica a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/148/", "verse_text": "\"sahite nā pāri āmi lokera gaḍabaḍi\n\nnimantraṇa lāgi' loka kare huḍāhuḍi", "devanagari": "> “সহিতে না পারি আমি লোকের গড়বড়ি ।\n> নিমন্ত্রণ লাগি’ লোক করে হুড়াহুড়ি ॥১৪৮॥", "synonyms": "*sahite nā pāri*—não consigo tolerar; *āmi*—eu; *lokera*—das pessoas; *gaḍabaḍi*—perturbação; *nimantraṇa*—convites; *lāgi'*—por causa de; *loka*—pessoas; *kare*—fazem; *huḍāhuḍi*—correria.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya disse ao Senhor: \"Não consigo mais tolerar a perturbação da multidão. As pessoas chegam uma após a outra para oferecer convites.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/149/", "verse_text": "prātaḥ-kāle āise loka, tomāre nā pāya\n\ntomāre nā pāñā loka mora māthā khāya", "devanagari": "> প্রাতঃকালে আইসে লোক, তোমারে না পায় ।\n> তোমারে না পাঞা লোক মোর মাথা খায় ॥১৪৯॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *āise*—vêm; *loka*—pessoas; *tomāre*—a Ti; *nā pāya*—não conseguem ver; *tomāre nā pāñā*—não Te encontrando; *loka*—pessoas; *mora māthā khāya*—atormentam minha cabeça.", "translation": "**\"Logo cedo pela manhã as pessoas vêm até aqui e, não Te encontrando presente, simplesmente atormentam minha cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/150/", "verse_text": "tabe sukha haya yabe gaṅgā-pathe yāiye\n\nebe yadi yāi, 'makare' gaṅgā-snāna pāiye", "devanagari": "> তবে সুখ হয় যবে গঙ্গাপথে যাইয়ে ।\n> এবে যদি যাই, ‘মকরে’ গঙ্গাস্নান পাইয়ে ॥১৫০॥", "synonyms": "*tabe*—então; *sukha haya*—será uma grande felicidade para mim; *yabe*—quando; *gaṅgā-pathe*—pelo caminho do Ganges; *yāiye*—formos; *ebe yadi yāi*—se formos agora mesmo; *makare*—durante o Makara-saṅkrānti; *gaṅgā-snāna pāiye*—poderemos banhar-nos no Ganges.", "translation": "**\"Ficarei muito feliz se todos partirmos e tomarmos o caminho pelas margens do Ganges. Assim teremos a oportunidade de banhar-nos no Ganges em Prayāga durante o Makara-saṅkrānti.**", "purport": "Há duas grandes ocasiões para banhar-se no Ganges durante o Māgha-melā. Uma é no dia da lua nova, e a outra é no dia da lua cheia durante o mês de Māgha."}
{"ref": "cc/madhya/18/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/151/", "verse_text": "udvigna ha-ila prāṇa, sahite nā pāri\n\nprabhura ye ājñā haya, sei śire dhari\"", "devanagari": "> উদ্বিগ্ন হইল প্রাণ, সহিতে না পারি ।\n> প্রভুর যে আজ্ঞা হয়, সেই শিরে ধরি ।।” ॥ ১৫১ ॥", "synonyms": "*udvigna*—agitada; *ha-ila*—tornou-se; *prāṇa*—minha mente; *sahite*—suportar; *nā pāri*—sou incapaz de; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ye*—qualquer; *ājñā*—ordem; *haya*—haja; *sei śire dhari*—aceito-a.", "translation": "**\"Minha mente ficou muito agitada, e não consigo suportar esta ansiedade. Que tudo repouse na permissão de Tua Senhoria. Aceitarei o que quer que desejes fazer.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/152/", "verse_text": "yadyapi vṛndāvana-tyāge nāhi prabhura mana\n\nbhakta-icchā pūrite kahe madhura vacana", "devanagari": "> যদ্যপি বৃন্দাবন-ত্যাগে নাহি প্রভুর মন ।\n> ভক্ত-ইচ্ছা পূরিতে কহে মধুর বচন ॥১৫২॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *vṛndāvana-tyāge*—deixar Vṛndāvana; *nāhi prabhura mana*—não fosse o desejo do Senhor; *bhakta*—do devoto; *icchā*—desejo; *pūrite*—satisfazer; *kahe*—diz; *madhura vacana*—doces palavras.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu não tivesse o desejo de deixar Vṛndāvana, Ele começou a proferir doces palavras apenas para satisfazer o desejo de Seu devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/153/", "verse_text": "\"tumi āmāya āni' dekhāilā vṛndāvana\n\nei 'ṛṇa' āmi nāriba karite śodhana", "devanagari": "> “তুমি আমায় আনি’ দেখাইলা বৃন্দাবন ।\n> এই ‘ঋণ’ আমি নারিব করিতে শোধন ॥১৫৩॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *āmāya*—a Mim; *āni'*—trazendo; *dekhāilā*—mostraste; *vṛndāvana*—o lugar sagrado chamado Vṛndāvana; *ei ṛṇa*—esta dívida; *āmi nāriba*—não serei capaz; *karite śodhana*—de saldar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Tu Me trouxeste aqui para Me mostrar Vṛndāvana. Estou muito endividado contigo, e não serei capaz de saldar esta dívida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/154/", "verse_text": "ye tomāra icchā, āmi seita kariba\n\nyāhāṅ lañā yāha tumi, tāhāṅi yāiba\"", "devanagari": "> যে তোমার ইচ্ছা, আমি সেইত করিব ।\n> যাহাঁ লঞা যাহ তুমি, তাহাঁই যাইব ।।” ॥ ১৫৪ ॥", "synonyms": "*ye tomāra icchā*—o que quer que desejes; *āmi*—eu; *seita kariba*—devo agir em conformidade; *yāhāṅ*—aonde quer que; *lañā yāha*—leves; *tumi*—tu; *tāhāṅi yāiba*—irei para lá.", "translation": "**\"O que quer que desejes, devo fazer. Aonde quer que Me leves, irei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/155/", "verse_text": "prātaḥ-kāle mahāprabhu prātaḥ-snāna kaila\n\n'vṛndāvana chāḍiba' jāni' premāveśa haila", "devanagari": "> প্রাতঃকালে মহাপ্রভু প্রাতঃস্নান কৈল ।\n> ‘বৃন্দাবন ছাড়িব’ জানি’ প্রেমাবেশ হৈল ॥১৫৫॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prātaḥ-snāna kaila*—tomou Seu banho matinal; *vṛndāvana chāḍiba*—terei de deixar Vṛndāvana; *jāni'*—sabendo; *prema-āveśa haila*—ficou extático em amor.", "translation": "**Na manhã seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se cedo. Após tomar Seu banho, Ele ficou extático de amor, sabendo que agora teria de deixar Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/156/", "verse_text": "bāhya vikāra nāhi, premāviṣṭa mana\n\nbhaṭṭācārya kahe,--cala, yāi mahāvana", "devanagari": "> বাহ্য বিকার নাহি, প্রেমাবিষ্ট মন ।\n> ভট্টাচার্য কহে, — চল, যাই মহাবন ॥১৫৬॥", "synonyms": "*bāhya*—externos; *vikāra*—sintomas; *nāhi*—não havia; *prema-āviṣṭa mana*—a mente estava cheia de amor extático; *bhaṭṭācārya kahe*—Bhaṭṭācārya disse; *cala*—vamos; *yāi mahāvana*—vamos a Mahāvana.", "translation": "**Embora o Senhor não exibisse nenhum sintoma externo, Sua mente estava repleta de amor extático. Naquele momento, Balabhadra Bhaṭṭācārya disse: \"Vamos a Mahāvana [Gokula].\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/157/", "verse_text": "eta bali' mahāprabhure naukāya vasāñā\n\npāra kari' bhaṭṭācārya calilā lañā", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্রভুরে নৌকায় বসাঞা ।\n> পার করি’ ভট্টাচার্য চলিলা লঞা ॥১৫৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *naukāya*—num barco; *vasāñā*—fazendo sentar; *pāra kari'*—cruzando o rio; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *calilā*—partiu; *lañā*—levando.", "translation": "**Dizendo isto, Balabhadra Bhaṭṭācārya fez Śrī Caitanya Mahāprabhu sentar-se a bordo de um barco. Depois de cruzarem o rio, ele levou o Senhor consigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/158/", "verse_text": "premī kṛṣṇadāsa, āra seita brāhmaṇa\n\ngaṅgā-tīra-pathe yāibāra vijña dui-jana", "devanagari": "> প্রেমী কৃষ্ণদাস, আর সেইত ব্রাহ্মণ ।\n> গঙ্গাতীর-পথে যাইবার বিজ্ঞ দুইজন ॥১৫৮॥", "synonyms": "*premī kṛṣṇadāsa*—o devoto Rājaputa Kṛṣṇadāsa; *āra*—e; *seita brāhmaṇa*—aquele brāhmaṇa Sanoḍiyā; *gaṅgā-tīra-pathe*—o caminho pela margem do Ganges; *yāibāra*—para ir; *vijña*—experientes; *dui-jana*—duas pessoas.", "translation": "**Tanto Rājaputa Kṛṣṇadāsa quanto o brāhmaṇa Sanoḍiyā conheciam muito bem o caminho ao longo da margem do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/159/", "verse_text": "yāite eka vṛkṣa-tale prabhu sabā lañā\n\nvasilā, sabāra patha-śrānti dekhiyā", "devanagari": "> যাইতে এক বৃক্ষতলে প্রভু সবা লঞা ।\n> বসিলা, সবার পথ-শ্রান্তি দেখিয়া ॥১৫৯॥", "synonyms": "*yāite*—enquanto passavam; *eka*—uma; *vṛkṣa-tale*—debaixo de uma árvore; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabā lañā*—levando todos eles; *vasilā*—sentou-se; *sabāra*—de todos eles; *patha-śrānti*—fadiga por causa da caminhada; *dekhiyā*—compreendendo.", "translation": "**Enquanto caminhava, Śrī Caitanya Mahāprabhu, compreendendo que os demais estavam fatigados, levou-os a todos para debaixo de uma árvore e sentou-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/160/", "verse_text": "sei vṛkṣa-nikaṭe care bahu gābhī-gaṇa\n\ntāhā dekhi' mahāprabhura ullasita mana", "devanagari": "> সেই বৃক্ষ-নিকটে চরে বহু গাভীগণ ৷\n> তাহা দেখি’ মহাপ্রভুর উল্লসিত মন ॥১৬০॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *vṛkṣa-nikaṭe*—perto da árvore; *care*—pastavam; *bahu*—muitas; *gābhī-gaṇa*—vacas; *tāhā*—isso; *dekhi'*—vendo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ullasita mana*—a mente ficou muito satisfeita.", "translation": "**Havia muitas vacas pastando perto daquela árvore, e o Senhor ficou muito satisfeito ao vê-las.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/161/", "verse_text": "ācambite eka gopa vaṁśī bājāila\n\nśuni' mahāprabhura mahā-premāveśa haila", "devanagari": "> আচম্বিতে এক গোপ বংশী বাজাইল ।\n> শুনি’ মহাপ্ৰভুর মহা-প্রেমাবেশ হৈল ॥১৬১॥", "synonyms": "*ācambite*—de repente; *eka gopa*—um vaqueirinho; *vaṁśī*—flauta; *bājāila*—tocou; *śuni'*—ouvindo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-prema-āveśa*—absorção em grande amor extático; *haila*—houve.", "translation": "**De repente, um vaqueirinho tocou sua flauta, e imediatamente o Senhor foi tomado de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/162/", "verse_text": "acetana hañā prabhu bhūmite paḍilā\n\nmukhe phenā paḍe, nāsāya śvāsa ruddha hailā", "devanagari": "> অচেতন হঞা প্রভু ভূমিতে পড়িলা ।\n> মুখে ফেনা পড়ে, নাশায় শ্বাস রুদ্ধ হৈলা ॥১৬২॥", "synonyms": "*acetana*—inconsciente; *hañā*—ficando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhūmite paḍilā*—caiu ao chão; *mukhe*—na boca; *phenā paḍe*—havia espuma; *nāsāya*—nas narinas; *śvāsa*—respiração; *ruddha hailā*—cessou.", "translation": "**Tomado de amor extático, o Senhor caiu inconsciente ao chão. Espumava pela boca, e Sua respiração cessou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/163/", "verse_text": "hena-kāle tāhāṅ āśoyāra daśa āilā\n\nmleccha-pāṭhāna ghoḍā haite uttarilā", "devanagari": "> হেনকালে তাহাঁ আশোয়ার দশ আইলা ।\n> ম্লেচ্ছ-পাঠান ঘোড়া হৈতে উত্তরিলা ॥১৬৩॥", "synonyms": "*hena-kāle*—justo nesse momento; *tāhāṅ*—ali; *āśoyāra*—soldados; *daśa*—dez; *āilā*—chegaram; *mleccha*—maometanos; *pāṭhāna*—a raça dos Pāṭhānas; *ghoḍā*—cavalos; *haite*—de; *uttarilā*—desceram.", "translation": "**Enquanto o Senhor estava inconsciente, dez soldados de cavalaria pertencentes à ordem militar maometana dos Pāṭhānas chegaram a cavalo e desmontaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/164/", "verse_text": "prabhure dekhiyā mleccha karaye vicāra\n\nei yati-pāśa chila suvarṇa apāra", "devanagari": "> প্রভুরে দেখিয়া ম্লেচ্ছ করয়ে বিচার ।\n> এই যতি-পাশ ছিল সুবর্ণ অপার ॥১৬৪॥", "synonyms": "*prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhiyā*—vendo; *mleccha*—os maometanos; *karaye vicāra*—consideraram; *ei yati-pāśa*—em posse deste sannyāsī; *chila*—havia; *suvarṇa apāra*—uma grande quantidade de ouro.", "translation": "**Vendo o Senhor inconsciente, os soldados pensaram: \"Este sannyāsī deve ter possuído uma grande quantidade de ouro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/165/", "verse_text": "ei cāri bāṭoyāra dhuturā khāoyāñā\n\nmāri' ḍāriyāche, yatira saba dhana lañā", "devanagari": "> এই চারি বাটোয়ার ধুতুরা খাওয়াঞা ।\n> মারি’ ডারিয়াছে, যতির সব ধন লঞা ॥১৬৫॥", "synonyms": "*ei*—estes; *cāri*—quatro; *bāṭoyāra*—patifes; *dhuturā*—dhuturā; *khāoyāñā*—fazendo-O comer; *māri' ḍāriyāche*—mataram; *yatira*—do sannyāsī; *saba*—toda; *dhana*—a riqueza; *lañā*—levando.", "translation": "**\"Estes quatro patifes devem ter levado as riquezas daquele sannyāsī depois de matá-Lo, fazendo-O ingerir o veneno dhuturā.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/166/", "verse_text": "tabe sei pāṭhāna cāri-janere bāṅdhila\n\nkāṭite cāhe, gauḍiyā saba kāṅpite lāgila", "devanagari": "> তবে সেই পাঠান চারি-জনেরে বাঁধিল ।\n> কাটিতে চাহে, গৌড়িয়া সব কাঁপিতে লাগিল ॥১৬৬॥", "synonyms": "*tabe*—então; *sei pāṭhāna*—os soldados Pāṭhānas; *cāri-janere*—as quatro pessoas; *bāṅdhila*—prenderam; *kāṭite cāhe*—quiseram matá-los; *gauḍiyā*—os bengaleses; *saba*—todos; *kāṅpite lāgila*—começaram a tremer.", "translation": "**Pensando assim, os soldados Pāṭhānas prenderam as quatro pessoas e decidiram matá-las. Por causa disso, os dois bengaleses começaram a tremer.**", "purport": "As quatro pessoas eram Balabhadra Bhaṭṭācārya, seu assistente brāhmaṇa, Rājaputa Kṛṣṇadāsa e o brāhmaṇa Sanoḍiyā, devoto de Mādhavendra Purī."}
{"ref": "cc/madhya/18/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/167/", "verse_text": "kṛṣṇadāsa--rājaputa, nirbhaya se baḍa\n\nsei vipra--nirbhaya, se--mukhe baḍa daḍa", "devanagari": "> কৃষ্ণদাস — রাজপুত, নির্ভয় সে বড় ।\n> সেই বিপ্র — নির্ভয়, সে — মুখে বড় দড় ॥১৬৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa; *rājaputa*—pertencente à raça Rājaputa; *nirbhaya*—destemido; *se*—ele; *baḍa*—muito; *sei vipra*—o brāhmaṇa Sanoḍiyā; *nirbhaya*—também destemido; *se*—ele; *mukhe*—na boca; *baḍa daḍa*—muito corajoso.", "translation": "**O devoto Kṛṣṇadāsa, que pertencia à raça Rājaputa, era muito destemido. O brāhmaṇa Sanoḍiyā também era destemido e falava com muita coragem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/168/", "verse_text": "vipra kahe,--pāṭhāna, tomāra pātsāra dohāi\n\ncala tumi āmi sikdāra-pāśa yāi", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — পাঠান, তোমার পাৎসার দোহাই ।\n> চল তুমি আমি সিক্দার-পাশ যাই ॥১৬৮॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa disse; *pāṭhāna*—vós, soldados Pāṭhānas; *tomāra*—vosso; *pātsāra*—rei; *dohāi*—sob a proteção de; *cala*—vamos; *tumi*—vós; *āmi*—nós; *sikdāra-pāśa*—ao comandante; *yāi*—vamos.", "translation": "**O brāhmaṇa disse: \"Vós, soldados Pāṭhānas, estais todos sob a proteção de vosso rei. Vamos ao vosso comandante e obtenhamos a sua decisão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/169/", "verse_text": "ei yati--āmāra guru, āmi--māthura brāhmaṇa\n\npātsāra āge āche mora 'śata jana'", "devanagari": "> এই যতি — আমার গুরু, আমি — মাথুর ব্রাহ্মণ ।\n> পাৎসার আগে আছে মোর ‘শত জন’ ॥১৬৯॥", "synonyms": "*ei yati*—este sannyāsī; *āmāra guru*—meu mestre espiritual; *āmi*—eu; *māthura brāhmaṇa*—um brāhmaṇa de Mathurā; *pātsāra āge*—a serviço do rei muçulmano; *āche*—há; *mora*—minhas; *śata jana*—cem pessoas.", "translation": "**\"Este sannyāsī é meu mestre espiritual, e eu sou de Mathurā. Sou um brāhmaṇa e conheço muitas pessoas que estão a serviço do rei muçulmano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/170/", "verse_text": "ei yati vyādhite kabhu hayena mūrcchita\n\nabaṅhi cetana pāibe, ha-ibe samvita", "devanagari": "> এই যতি ব্যাধিতে কভু হয়েন মূর্চ্ছিত ।\n> অবঁহি চেতন পাইবে, হইবে সম্বিত ॥১৭০॥", "synonyms": "*ei yati*—este sannyāsī; *vyādhite*—sob a influência de uma doença; *kabhu*—às vezes; *hayena mūrcchita*—fica inconsciente; *abaṅhi*—muito em breve; *cetana*—a consciência; *pāibe*—recuperará; *ha-ibe samvita*—voltará a Seus próprios sentidos.", "translation": "**\"Este sannyāsī às vezes desmaia devido à influência de uma doença. Por favor, sentai-vos aqui, e vereis que Ele muito em breve recuperará a consciência e a Sua condição normal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/171/", "verse_text": "kṣaṇeka ihāṅ vaisa, bāndhi' rākhaha sabāre\n\niṅhāke puchiyā, tabe māriha sabāre", "devanagari": "> ক্ষণেক ইহাঁ বৈস, বান্ধি’ রাখহ সবারে ।\n> ইঁহাকে পুছিয়া, তবে মারিহ সবারে ॥১৭১॥", "synonyms": "*kṣaṇeka*—por algum tempo; *ihāṅ vaisa*—sentai-vos aqui; *bāndhi'*—prendendo; *rākhaha*—mantende; *sabāre*—todos nós; *iṅhāke puchiyā*—após interrogá-Lo; *tabe*—então; *māriha sabāre*—podeis matar todos nós.", "translation": "**\"Sentai-vos aqui por algum tempo e mantende todos nós presos. Quando o sannyāsī recuperar os sentidos, podeis interrogá-Lo. Então, se quiserdes, podeis matar todos nós.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/172/", "verse_text": "pāṭhāna kahe,--tumi paścimā māthura dui-jana\n\n'gauḍiyā' ṭhak ei kāṅpe dui-jana", "devanagari": "> পাঠান কহে, — তুমি পশ্চিমা মাথুর দুইজন ।\n> ‘গৌড়িয়া’ ঠক্ এই কাঁপে দুইজন ॥১৭২॥", "synonyms": "*pāṭhāna kahe*—os soldados disseram; *tumi*—vós; *paścimā*—indianos do oeste; *māthura*—pertencentes ao distrito de Mathurā; *dui-jana*—dois de vós; *gauḍiyā*—bengaleses; *ṭhak*—patifes; *ei*—estes; *kāṅpe*—estão tremendo; *dui-jana*—duas pessoas.", "translation": "**Os soldados Pāṭhānas disseram: \"Sois todos patifes. Dois de vós pertenceis ao distrito de Mathurā, e os outros dois, que estão tremendo, pertenceis a Bengala.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/173/", "verse_text": "kṛṣṇadāsa kahe,--āmāra ghara ei grāme\n\ndui-śata turkī āche, śateka kāmāne", "devanagari": "> কৃষ্ণদাস কহে, — আমার ঘর এই গ্রামে ।\n> দুইশত তুর্কী আছে, শতেক কামানে ॥১৭৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇadāsa kahe*—Rājaputa Kṛṣṇadāsa disse; *āmāra ghara*—minha casa; *ei grāme*—nesta aldeia; *dui-śata turkī*—duzentos turcos; *āche*—tenho; *śateka kāmāne*—cem canhões.", "translation": "**Rājaputa Kṛṣṇadāsa disse: \"Tenho minha casa aqui e também tenho cerca de duzentos soldados turcos e cerca de cem canhões.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/174/", "verse_text": "ekhani āsibe saba, āmi yadi phukāri\n\nghoḍā-piḍā luṭi' labe tomā-sabā māri'", "devanagari": "> এখনি আসিবে সব, আমি যদি ফুকারি ।\n> ঘোড়া-পিড়া লুটি’ লবে তোমা-সবা মারি’ ॥১৭৪॥", "synonyms": "*ekhani*—imediatamente; *āsibe saba*—todos eles virão; *āmi*—eu; *yadi*—se; *phukāri*—chamar em alta voz; *ghoḍā-piḍā*—os cavalos e suas selas; *luṭi'*—saqueando; *labe*—levarão; *tomā-sabā māri'*—após matar todos vós.", "translation": "**\"Se eu chamar em alta voz, eles virão imediatamente para vos matar e saquear vossos cavalos e selas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/175/", "verse_text": "gauḍiyā--'bāṭapāḍa' nahe, tumi--'bāṭapāḍa'\n\ntīrtha-vāsī luṭha', āra cāha' māribāra", "devanagari": "> গৌড়িয়া — ‘বাটপাড়’ নহে, তুমি — ‘বাটপাড়’ ।\n> তীর্থবাসী লুঠ’, আর চাহ’ মারিবার ॥১৭৫॥", "synonyms": "*gauḍiyā*—os bengaleses; *bāṭapāḍa nahe*—não são patifes; *tumi*—vós; *bāṭapāḍa*—patifes; *tīrtha-vāsī*—as pessoas que visitam lugares de peregrinação; *luṭha'*—saqueais; *āra*—e; *cāha'*—quereis; *māribāra*—matar.", "translation": "**\"Os peregrinos bengaleses não são patifes. Vós é que sois os patifes, pois quereis matar os peregrinos e saqueá-los.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/176/", "verse_text": "śuniyā pāṭhāna mane saṅkoca ha-ila\n\nhena-kāle mahāprabhu 'caitanya' pāila", "devanagari": "> শুনিয়া পাঠান মনে সঙ্কোচ হইল ।\n> হেনকালে মহাপ্রভু ‘চৈতন্য’ পাইল ॥১৭৬॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *pāṭhāna*—os soldados muçulmanos; *mane*—na mente; *saṅkoca ha-ila*—houve uma ligeira hesitação; *hena-kāle*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caitanya pāila*—recobrou os sentidos.", "translation": "**Ao ouvir esse desafio, os soldados Pāṭhānas ficaram hesitantes. Então, de repente, Śrī Caitanya Mahāprabhu recobrou a consciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/177/", "verse_text": "huṅkāra kariyā uṭhe, bale 'hari' 'hari'\n\npremāveśe nṛtya kare ūrdhva-bāhu kari'", "devanagari": "> হুঙ্কার করিয়া উঠে, বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ।\n> প্রেমাবেশে নৃত্য করে ঊর্ধ্ববাহু করি’ ॥১৭৭॥", "synonyms": "*huṅkāra kariyā*—ressoou muito alto; *uṭhe*—levanta-Se; *bale hari hari*—canta Hari, Hari; *prema-āveśe*—em amor extático; *nṛtya kare*—dança; *ūrdhva-bāhu kari'*—erguendo os braços para o alto.", "translation": "**Ao recobrar os sentidos, o Senhor começou a cantar muito alto o santo nome: \"Hari! Hari!\" O Senhor ergueu os braços para o alto e começou a dançar em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/178/", "verse_text": "premāveśe prabhu yabe karena citkāra\n\nmlecchera hṛdaye yena lāge śeladhāra", "devanagari": "> প্রেমাবেশে প্রভু যবে করেন চিৎকার ।\n> ম্লেচ্ছের হৃদয়ে যেন লাগে শেলধার ॥১৭৮॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *karena citkāra*—brada em alta voz; *mlecchera hṛdaye*—nos corações dos soldados muçulmanos; *yena*—como se; *lāge*—atingisse; *śela-dhāra*—um raio.", "translation": "**Quando o Senhor bradou em alta voz, em amor extático, pareceu aos soldados muçulmanos que seus corações eram atingidos por raios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/179/", "verse_text": "bhaya pāñā mleccha chāḍi' dila cāri-jana\n\nprabhu nā dekhila nija-gaṇera bandhana", "devanagari": "> ভয় পাঞা ম্লেচ্ছ ছাড়ি’ দিল চারিজন ।\n> প্রভু না দেখিল নিজ-গণের বন্ধন ॥১৭৯॥", "synonyms": "*bhaya pāñā*—ficando com medo; *mleccha*—os muçulmanos; *chāḍi' dila*—soltaram; *cāri-jana*—as quatro pessoas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā dekhila*—não viu; *nija-gaṇera*—de Seus associados pessoais; *bandhana*—a prisão.", "translation": "**Tomados de medo, todos os soldados Pāṭhānas imediatamente soltaram as quatro pessoas. Dessa forma, Śrī Caitanya Mahāprabhu não viu Seus associados pessoais presos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/180/", "verse_text": "bhaṭṭācārya āsi' prabhure dhari' vasāila\n\nmleccha-gaṇa dekhi' mahāprabhura 'bāhya' haila", "devanagari": "> ভট্টাচার্য আসি’ প্রভুরে ধরি’ বসাইল ।\n> ম্লেচ্ছগণ দেখি’ মহাপ্রভুর ‘বাহ্য’ হৈল ॥১৮০॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Bhaṭṭācārya; *āsi'*—aproximando-se imediatamente; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhari'*—segurando; *vasāila*—fê-Lo sentar-se; *mleccha-gaṇa dekhi'*—vendo os soldados muçulmanos; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya*—consciência externa; *haila*—houve.", "translation": "**Nesse momento, Balabhadra Bhaṭṭācārya foi até Śrī Caitanya Mahāprabhu e fê-Lo sentar-se. Ao ver os soldados muçulmanos, o Senhor recobrou Seus sentidos normais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/181/", "verse_text": "mleccha-gaṇa āsi' prabhura vandila caraṇa\n\nprabhu-āge kahe,--ei ṭhak cāri-jana", "devanagari": "> ম্লেচ্ছগণ আসি’ প্রভুর বন্দিল চরণ ।\n> প্রভু-আগে কহে, — এই ঠক্ চারিজন ॥১৮১॥", "synonyms": "*mleccha-gaṇa*—os soldados muçulmanos; *āsi'*—após chegarem ali; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vandila caraṇa*—adoraram os pés de lótus; *prabhu-āge kahe*—disseram diante do Senhor; *ei ṭhak cāri-jana*—estas quatro pessoas são patifes.", "translation": "**Todos os soldados muçulmanos vieram, então, diante do Senhor, adoraram Seus pés de lótus e disseram: \"Aqui estão quatro patifes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/182/", "verse_text": "ei cāri mili' tomāya dhuturā khāoyāñā\n\ntomāra dhana laila tomāya pāgala kariyā", "devanagari": "> এই চারি মিলি’ তোমায় ধুতুরা খাওয়াঞা ।\n> তোমার ধন লৈল তোমায় পাগল করিয়া ॥১৮২॥", "synonyms": "*ei cāri mili'*—quatro malfeitores juntos; *tomāya*—a Ti; *dhuturā khāoyāñā*—fazendo beber veneno; *tomāra*—Teus; *dhana*—bens; *laila*—levaram; *tomāya*—a Ti; *pāgala*—intoxicado; *kariyā*—tornando.", "translation": "**\"Esses malfeitores fizeram-Te tomar dhuturā. Depois de Te enlouquecerem, levaram todos os Teus bens.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/183/", "verse_text": "prabhu kahena,--ṭhak nahe, mora 'saṅgī' jana\n\nbhikṣuka sannyāsī, mora nāhi kichu dhana", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — ঠক্ নহে, মোর ‘সঙ্গী’ জন ।\n> ভিক্ষুক সন্ন্যাসী, মোর নাহি কিছু ধন ॥১৮৩॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *ṭhak nahe*—eles não são malfeitores; *mora saṅgī jana*—Meus companheiros; *bhikṣuka*—mendicante; *sannyāsī*—sannyāsī; *mora*—Minhas; *nāhi*—não são; *kichu*—quaisquer; *dhana*—riquezas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Estes não são malfeitores. São Meus companheiros. Sendo um sannyāsī mendicante, nada possuo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/184/", "verse_text": "mṛgī-vyādhite āmi kabhu ha-i acetana\n\nei cāri dayā kari' karena pālana", "devanagari": "> মৃগী-ব্যাধিতে আমি কভু হই অচেতন ।\n> এই চারি দয়া করি’ করেন পালন ॥১৮৪॥", "synonyms": "*mṛgī-vyādhite*—devido à epilepsia; *āmi*—Eu; *kabhu*—às vezes; *ha-i*—fico; *acetana*—inconsciente; *ei cāri*—estes quatro homens; *dayā kari'*—sendo misericordiosos; *karena pālana*—cuidam de Mim.", "translation": "**\"Devido à epilepsia, às vezes caio inconsciente. Por sua misericórdia, estes quatro homens cuidam de Mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/185/", "verse_text": "sei mleccha-madhye eka parama gambhīra\n\nkāla vastra pare sei,--loke kahe 'pīra'", "devanagari": "> সেই ম্লেচ্ছ-মধ্যে এক পরম গম্ভীর ।\n> কাল বস্ত্র পরে সেই, — লোকে কহে ‘পীর’ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*sei mleccha-madhye*—entre aqueles maometanos; *eka*—um; *parama gambhīra*—muito grave; *kāla vastra*—roupas pretas; *pare sei*—ele veste; *loke*—as pessoas; *kahe*—chamavam; *pīra*—uma pessoa santa.", "translation": "**Entre os maometanos havia uma pessoa grave que vestia roupas pretas. As pessoas chamavam-no de pessoa santa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/186/", "verse_text": "citta ārdra haila tāṅra prabhure dekhiyā\n\n'nirviśeṣa-brahma' sthāpe svaśāstra uṭhāñā", "devanagari": "> চিত্ত আর্দ্র হৈল তাঁর প্রভুরে দেখিয়া ।\n> ‘নির্বিশেষ-ব্রহ্ম’ স্থাপে স্বশাস্ত্র উঠাঞা ॥১৮৬॥", "synonyms": "*citta*—coração; *ārdra*—enternecido; *haila*—ficou; *tāṅra*—seu; *prabhure dekhiyā*—ao ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *nirviśeṣa-brahma*—Brahman impessoal; *sthāpe*—quis estabelecer; *sva-śāstra uṭhāñā*—levantando sua escritura.", "translation": "**O coração daquela pessoa santa enterneceu-se ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele quis conversar com Ele e estabelecer o Brahman impessoal com base em sua própria escritura, o Alcorão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/187/", "verse_text": "'advaita-brahma-vāda' sei karila sthāpana\n\ntāra śāstra-yuktye tāre prabhu kailā khaṇḍana", "devanagari": "> ‘অদ্বৈত-ব্রহ্মবাদ’ সেই করিল স্থাপন ।\n> তার শাস্ত্রযুক্ত্যে তারে প্রভু কৈলা খণ্ডন ॥১৮৭॥", "synonyms": "*advaita-brahma-vāda*—a concepção do Brahman impessoal; *sei*—aquela pessoa santa; *karila sthāpana*—estabeleceu; *tāra śāstra-yuktye*—segundo a lógica de sua escritura; *tāre*—a ele; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *khaṇḍana*—refutação.", "translation": "**Quando aquela pessoa estabeleceu a concepção do Brahman impessoal da Verdade Absoluta com base no Alcorão, Śrī Caitanya Mahāprabhu refutou seu raciocínio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/188/", "verse_text": "yei yei kahila, prabhu sakali khaṇḍila\n\nuttara nā āise mukhe, mahā-stabdha haila", "devanagari": "> যেই যেই কহিল, প্রভু সকলি খণ্ডিল ।\n> উত্তর না আইসে মুখে, মহাস্তব্ধ হৈল ॥১৮৮॥", "synonyms": "*yei yei kahila*—tudo o que ele dizia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sakali khaṇḍila*—refutava tudo; *uttara*—resposta; *nā āise*—não vinha; *mukhe*—à sua boca; *mahā-stabdha haila*—ficou profundamente perplexo.", "translation": "**Quaisquer que fossem os argumentos que ele apresentava, o Senhor refutava-os todos. Por fim, a pessoa ficou perplexa e não conseguia falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/189/", "verse_text": "prabhu kahe,--tomāra śāstra sthāpe 'nirviśeṣe'\n\ntāhā khaṇḍi' 'saviśeṣa' sthāpiyāche śeṣe", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তোমার শাস্ত্র স্থাপে ‘নির্বিশেষে’ ।\n> তাহা খণ্ডি’ ‘সবিশেষ’ স্থাপিয়াছে শেষে ॥১৮৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou a falar; *tomāra śāstra*—tua escritura (o Alcorão); *sthāpe*—estabelece; *nirviśeṣe*—o impersonalismo; *tāhā khaṇḍi'*—refutando isso; *sa-viśeṣa*—Deus pessoal; *sthāpiyāche*—estabelece; *śeṣe*—no final.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"O Alcorão certamente estabeleceu o impersonalismo, mas, no final, refuta esse impersonalismo e estabelece o Deus pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/190/", "verse_text": "tomāra śāstre kahe śeṣe 'eka-i īśvara'\n\n'sarvaiśvarya-pūrṇa teṅho--śyāma-kalevara", "devanagari": "> তোমার শাস্ত্রে কহে শেষে ‘একই ঈশ্বর’ ।\n> ‘সর্বৈশ্বর্যপূর্ণ তেঁহো — শ্যাম-কলেবর ॥১৯০॥", "synonyms": "*tomāra śāstre*—em tua escritura; *kahe*—diz-se; *śeṣe*—no final; *eka-i īśvara*—há um só Deus; *sarva-aiśvarya-pūrṇa*—pleno de toda a opulência; *teṅho*—Ele; *śyāma-kalevara*—a tez do corpo é enegrecida.", "translation": "**\"O Alcorão aceita o fato de que, em última instância, há apenas um Deus. Ele é pleno de opulência, e a tez de Seu corpo é enegrecida.**", "purport": "A escritura revelada dos maometanos é o Alcorão. Há uma sampradāya maometana conhecida como os sufis. Os sufis aceitam o impersonalismo, acreditando na unidade da entidade viva com a Verdade Absoluta. Seu lema supremo é \"analahak\". A sampradāya sufi certamente derivou dos impersonalistas de Śaṅkarācārya."}
{"ref": "cc/madhya/18/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/191/", "verse_text": "sac-cid-ānanda-deha, pūrṇa-brahma-svarūpa\n\n'sarvātmā', 'sarvajña', nitya sarvādi-svarūpa", "devanagari": "> সচ্চিদানন্দ-দেহ, পূর্ণব্রহ্ম-স্বরূপ ।\n> ‘সর্বাত্মা’, ‘সর্বজ্ঞ’, নিত্য সর্বাদি-স্বরূপ ॥১৯১॥", "synonyms": "*sat-cit-ānanda-deha*—corpo transcendental, bem-aventurado e espiritual; *pūrṇa-brahma-svarūpa*—a identificação da Verdade Absoluta; *sarva-ātmā*—onipenetrante; *sarva-jña*—onisciente; *nitya*—eterno; *sarva-ādi*—a origem de tudo; *svarūpa*—a verdadeira forma do Senhor.", "translation": "**\"Segundo o Alcorão, o Senhor tem um corpo supremo, bem-aventurado e transcendental. Ele é a Verdade Absoluta, o ser onipenetrante, onisciente e eterno. Ele é a origem de tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/192/", "verse_text": "sṛṣṭi, sthiti, pralaya tāṅhā haite haya\n\nsthūla-sūkṣma-jagatera teṅho samāśraya", "devanagari": "> সৃষ্টি, স্থিতি, প্রলয় তাঁহা হৈতে হয় ।\n> স্থূল-সূক্ষ্ম-জগতের তেঁহো সমাশ্রয় ॥১৯২॥", "synonyms": "*sṛṣṭi*—criação; *sthiti*—manutenção; *pralaya*—dissolução; *tāṅhā*—Dele; *haite*—a partir; *haya*—torna-se possível; *sthūla*—grosseira; *sūkṣma*—sutil; *jagatera*—da manifestação cósmica; *teṅho*—Ele; *samāśraya*—o único refúgio.", "translation": "**\"A criação, a manutenção e a dissolução procedem Dele. Ele é o refúgio original de todas as manifestações cósmicas grosseiras e sutis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/193/", "verse_text": "sarva-śreṣṭha, sarvārādhya, kāraṇera kāraṇa\n\ntāṅra bhaktye haya jīvera saṁsāra-tāraṇa", "devanagari": "> ‘সর্ব-শ্রেষ্ঠ, সর্বারাধ্য, কারণের কারণ ।\n> তাঁর ভক্ত্যে হয় জীবের সংসার-তারণ ॥১৯৩॥", "synonyms": "*sarva-śreṣṭha*—a Verdade Suprema; *sarva-ārādhya*—digno de adoração por todos; *kāraṇera kāraṇa*—a causa de todas as causas; *tāṅra*—Seu; *bhaktye*—pelo serviço devocional; *haya*—torna-se; *jīvera*—da entidade viva; *saṁsāra-tāraṇa*—libertação da existência material.", "translation": "**\"O Senhor é a Verdade Suprema, digno de adoração por todos. Ele é a causa de todas as causas. Ao ocupar-se em Seu serviço devocional, a entidade viva é libertada da existência material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/194/", "verse_text": "tāṅra sevā vinā jīvera nā yāya 'saṁsāra'\n\ntāṅhāra caraṇe prīti--'puruṣārtha-sāra'", "devanagari": "> তাঁর সেবা বিনা জীবের না যায় ‘সংসার’ ।\n> তাঁহার চরণে প্রীতি — ‘পুরুষার্থ-সার’ ॥১৯৪॥", "synonyms": "*tāṅra*—Seu; *sevā*—serviço; *vinā*—sem; *jīvera*—da alma condicionada; *nā*—não; *yāya*—termina; *saṁsāra*—cativeiro material; *tāṅhāra*—Seus; *caraṇe*—aos pés de lótus; *prīti*—amor; *puruṣārtha-sāra*—a meta última da vida.", "translation": "**\"Nenhuma alma condicionada pode sair do cativeiro material sem servir a Suprema Personalidade de Deus. O amor a Seus pés de lótus é a meta última da vida.**", "purport": "Segundo a escritura maometana, sem evādat, ou seja, sem oferecer orações numa mesquita ou em outro lugar cinco vezes por dia (namāja), ninguém pode ter êxito na vida. Śrī Caitanya Mahāprabhu salientou que, na escritura revelada dos maometanos, o amor a Deus é a meta última. O karma-yoga e o jñāna-yoga certamente são descritos no Alcorão, mas, em última instância, o Alcorão afirma que a meta última é o oferecimento de orações à Pessoa Suprema (evādat)."}
{"ref": "cc/madhya/18/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/195/", "verse_text": "mokṣādi ānanda yāra nahe eka 'kaṇa'\n\npūrṇānanda-prāpti tāṅra caraṇa-sevana", "devanagari": "> মোক্ষাদি আনন্দ যার নহে এক ‘কণ’ ।\n> পূর্ণানন্দ-প্রাপ্তি তাঁর চরণ-সেবন ॥১৯৫॥", "synonyms": "*mokṣa-ādi*—liberação e assim por diante; *ānanda*—bem-aventurança transcendental; *yāra*—cuja; *nahe*—não é; *eka*—sequer; *kaṇa*—um fragmento; *pūrṇa-ānanda-prāpti*—alcance de uma vida completamente bem-aventurada; *tāṅra caraṇa-sevana*—o serviço a Seus pés de lótus.", "translation": "**\"A felicidade da liberação, pela qual a pessoa se funde na existência do Senhor, não pode sequer ser comparada a um fragmento da bem-aventurança transcendental obtida pelo serviço aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/196/", "verse_text": "'karma', jñāna', 'yoga' āge kariyā sthāpana\n\nsaba khaṇḍi' sthāpe 'īśvara', 'tāṅhāra sevana'", "devanagari": "> ‘কর্ম’, ‘জ্ঞান’, ‘যোগ’ আগে করিয়া স্থাপন ।\n> সব খণ্ডি’ স্থাপে ‘ঈশ্বর’, ‘তাঁহার সেবন’ ॥১৯৬॥", "synonyms": "*karma*—atividades fruitivas; *jñāna*—conhecimento especulativo; *yoga*—poder místico; *āge*—no início; *kariyā sthāpana*—estabelecendo; *saba khaṇḍi'*—refutando tudo; *sthāpe*—estabelece; *īśvara*—a Personalidade de Deus; *tāṅhāra sevana*—Seu serviço.", "translation": "**\"No Alcorão há descrições de atividades fruitivas, conhecimento especulativo, poder místico e união com o Supremo, mas, em última instância, tudo é refutado em favor do aspecto pessoal do Senhor, e estabelece-se Seu serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/197/", "verse_text": "tomāra paṇḍita-sabāra nāhi śāstra-jñāna\n\npūrvāpara-vidhi-madhye 'para'--balavān", "devanagari": "> তোমার পণ্ডিত-সবার নাহি শাস্ত্র-জ্ঞান ।\n> পূর্বাপর-বিধি-মধ্যে ‘পর’ — বলবান্ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*tomāra paṇḍita-sabāra*—dos eruditos de tua comunidade; *nāhi*—não há; *śāstra-jñāna*—conhecimento da escritura revelada; *pūrva-āpara*—anteriores e posteriores; *vidhi*—princípios reguladores; *madhye*—entre; *para*—a conclusão final; *balavān*—mais poderosa.", "translation": "**\"Os eruditos do Alcorão não são muito avançados em conhecimento. Embora haja muitos métodos prescritos, eles não sabem que a conclusão final deve ser considerada a mais poderosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/198/", "verse_text": "nija-śāstra dekhi' tumi vicāra kariyā\n\nki likhiyāche śeṣe kaha nirṇaya kariyā", "devanagari": "> নিজ-শাস্ত্র দেখি’ তুমি বিচার করিয়া ।\n> কি লিখিয়াছে শেষে কহ নির্ণয় করিয়া ॥১৯৮॥", "synonyms": "*nija-śāstra*—tua própria escritura; *dekhi'*—vendo; *tumi*—tu; *vicāra kariyā*—deliberando; *ki likhiyāche*—o que está escrito; *śeṣe*—no final; *kaha*—dize; *nirṇaya kariyā*—averiguando.", "translation": "**\"Examinando teu próprio Alcorão e deliberando sobre o que ali está escrito, qual é a tua conclusão?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/199/", "verse_text": "mleccha kahe,–yei kaha, sei 'satya' haya\n\nśāstre likhiyāche, keha la-ite nā pāraya", "devanagari": "> ম্লেচ্ছ কহে, — যেই কহ, সেই ‘সত্য’ হয় ।\n> শাস্ত্রে লিখিয়াছে, কেহ লইতে না পারয় ॥১৯৯॥", "synonyms": "*mleccha kahe*—o muçulmano respondeu; *yei kaha*—o que dizes; *sei*—isso; *satya haya*—é verdade; *śāstre*—no Alcorão; *likhiyāche*—está escrito; *keha*—alguém; *la-ite*—aceitar; *nā pāraya*—não é capaz.", "translation": "**O santo muçulmano respondeu: \"Tudo o que disseste é verdade. Isso certamente está escrito no Alcorão, mas nossos eruditos não conseguem compreendê-lo nem aceitá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/200/", "verse_text": "'nirviśeṣa-gosāñi' lañā karena vyākhyāna\n\n'sākāra-gosāñi'–sevya, kāro nāhi jñāna", "devanagari": "> ‘নির্বিশেষ-গোসাঞি’ লঞা করেন ব্যাখ্যান ।\n> ‘সাকার-গোসাঞি’ — সেব্য, কারো নাহি জ্ঞান ॥২০০॥", "synonyms": "*nirviśeṣa-gosāñi*—a Suprema Personalidade de Deus como impessoal; *lañā*—tomando; *karena vyākhyāna*—eles descrevem; *sa-ākāra-gosāñi*—o aspecto pessoal do Senhor; *sevya*—digno de adoração; *kāro nāhi jñāna*—ninguém tem esse conhecimento.", "translation": "**\"Geralmente eles descrevem o aspecto impessoal do Senhor, mas dificilmente sabem que o aspecto pessoal do Senhor é digno de adoração. Sem dúvida, carecem desse conhecimento.**", "purport": "O santo muçulmano admitiu que aqueles que supostamente eram versados nos ensinamentos do Alcorão não conseguiam, em última análise, compreender a essência do Alcorão. Por causa disso, aceitavam apenas o aspecto impessoal do Senhor. Em geral, recitam e explicam somente essa parte. Embora o corpo transcendental do Senhor seja digno de adoração, a maioria deles desconhece isso."}
{"ref": "cc/madhya/18/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/201/", "verse_text": "seita 'gosāñi' tumi–sākṣāt 'īśvara'\n\nmore kṛpā kara, muñi–ayogya pāmara", "devanagari": "> সেইত ‘গোসাঞি’ তুমি — সাক্ষাৎ ‘ঈশ্বর’ ।\n> মোরে কৃপা কর, মুঞি — অযোগ্য পামর ॥২০১॥", "synonyms": "*seita*—essa; *gosāñi*—Personalidade de Deus; *tumi*—Tu; *sākṣāt*—diretamente; *īśvara*—a Personalidade de Deus; *more*—para comigo; *kṛpā kara*—por favor, sê misericordioso; *muñi*—eu; *ayogya pāmara*—muito caído e indigno.", "translation": "**\"Visto que Tu és essa mesmíssima Suprema Personalidade de Deus, por favor, sê misericordioso para comigo. Sou caído e indigno.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/202/", "verse_text": "aneka dekhinu muñi mleccha-śāstra haite\n\n'sādhya-sādhana-vastu' nāri nirdhārite", "devanagari": "> অনেক দেখিনু মুঞি ম্লেচ্ছ-শাস্ত্র হৈতে ।\n> ‘সাধ্য-সাধন-বস্তু’ নারি নির্ধারিতে ॥২০২॥", "synonyms": "*aneka*—muito; *dekhinu*—estudei; *muñi*—eu; *mleccha-śāstra*—a escritura muçulmana; *haite*—de; *sādhya*—a meta última da vida; *sādhana*—como aproximar-se dela; *vastu*—assunto; *nāri nirdhārite*—não consigo decidir conclusivamente.", "translation": "**\"Estudei muito extensamente a escritura muçulmana, mas, a partir dela, não consigo decidir conclusivamente qual é a meta última da vida nem como posso aproximar-me dela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/203/", "verse_text": "tomā dekhi' jihvā mora bale 'kṛṣṇa-nāma'\n\n'āmi–baḍa jñānī'–ei gela ābhimāna", "devanagari": "> তোমা দেখি’ জিহ্বা মোর বলে ‘কৃষ্ণনাম’ ।\n> ‘আমি — বড় জ্ঞানী’ — এই গেল অভিমান ॥২০৩॥", "synonyms": "*tomā dekhi'*—ao ver-Te; *jihvā*—língua; *mora*—minha; *bale kṛṣṇa-nāma*—canta o mantra Hare Kṛṣṇa; *āmi*—eu; *baḍa jñānī*—erudito muito instruído; *ei*—este; *gela ābhimāna*—o falso prestígio desapareceu.", "translation": "**\"Agora que Te vi, minha língua está cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. O falso prestígio que eu sentia por ser um erudito instruído agora desapareceu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/204/", "verse_text": "kṛpā kari' bala more 'sādhya-sādhane'\n\neta bali' paḍe mahāprabhura caraṇe", "devanagari": "> কৃপা করি’ বল মোরে ‘সাধ্য-সাধনে’ ।\n> এত বলি’ পড়ে মহাপ্রভুর চরণে ॥২০৪॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—por Tua misericórdia imotivada; *bala*—fala; *more*—a mim; *sādhya-sādhane*—o objetivo último da vida e o processo para alcançá-lo; *eta bali'*—dizendo isto; *paḍe*—prostra-se; *mahāprabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Dizendo isto, o santo muçulmano prostrou-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e pediu-Lhe que falasse sobre a meta última da vida e o processo pelo qual ela poderia ser obtida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/205/", "verse_text": "prabhu kahe,–uṭha, kṛṣṇa-nāma tumi la-ilā\n\nkoṭi-janmera pāpa gela, 'pavitra' ha-ilā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — উঠ, কৃষ্ণনাম তুমি লইলা ।\n> কোটি-জন্মের পাপ গেল, ‘পবিত্র’ হইলা ॥২০৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *uṭha*—por favor, levanta-te; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *tumi*—tu; *la-ilā*—cantaste; *koṭi-janmera*—de muitos milhões de nascimentos; *pāpa gela*—tuas reações pecaminosas desapareceram; *pavitra ha-ilā*—tornaste-te puro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Por favor, levanta-te. Cantaste o santo nome de Kṛṣṇa; portanto, as reações pecaminosas que acumulaste durante muitos milhões de vidas agora desapareceram. Tornaste-te puro agora.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/206/", "verse_text": "'kṛṣṇa' kaha, 'kṛṣṇa' kaha,–kailā upadeśa\n\nsabe 'kṛṣṇa' kahe, sabāra haila premāveśa", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ’ কহ, ‘কৃষ্ণ’ কহ, — কৈলা উপদেশ ।\n> সবে ‘কৃষ্ণ’ কহে, সবার হৈল প্রেমাবেশ ॥২০৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kaha*—simplesmente canta \"Kṛṣṇa\"; *kṛṣṇa kaha*—simplesmente canta \"Kṛṣṇa\"; *kailā upadeśa*—Śrī Caitanya Mahāprabhu instruiu; *sabe*—todos; *kṛṣṇa kahe*—cantam o santo nome de Kṛṣṇa; *sabāra*—de todos eles; *haila*—houve; *prema-āveśa*—amor extático.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse a todos os muçulmanos ali presentes: \"Cantai o santo nome de Kṛṣṇa! Cantai o santo nome de Kṛṣṇa!\" Quando todos começaram a cantar, foram dominados por amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/207/", "verse_text": "'rāmadāsa' bali' prabhu tāṅra kaila nāma\n\nāra eka pāṭhāna, tāṅra nāma–'vijulī-khāṅna'", "devanagari": "> ‘রামদাস’ বলি’ প্রভু তাঁর কৈল নাম ।\n> আর এক পাঠান, তাঁর নাম — ‘বিজুলী-খাঁন’ ॥২০৭॥", "synonyms": "*rāmadāsa bali'*—com o nome de Rāmadāsa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—dele; *kaila*—fez; *nāma*—nome; *āra eka pāṭhāna*—outro muçulmano; *tāṅra nāma*—o nome dele; *vijulī-khāṅna*—Vijulī Khān.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu iniciou indiretamente o santo muçulmano, aconselhando-o a cantar o santo nome de Kṛṣṇa. O nome do muçulmano foi mudado para Rāmadāsa. Havia também outro muçulmano Pāṭhāna presente, cujo nome era Vijulī Khān.**", "purport": "Após serem iniciados, os devotos do movimento da consciência de Kṛṣṇa mudam seus nomes. Sempre que uma pessoa no mundo ocidental se interessa por este movimento da consciência de Kṛṣṇa, ela é iniciada por este processo. Na Índia, somos falsamente acusados de converter mlecchas e yavanas à religião hindu. Na Índia, há muitos sannyāsīs māyāvādīs conhecidos como jagad-guru, embora dificilmente tenham visitado o mundo inteiro. Alguns sequer têm instrução suficiente, mas, ainda assim, fazem acusações contra nosso movimento e acusam-nos de destruir os princípios da religião hindu por aceitarmos muçulmanos e yavanas como vaiṣṇavas. Tais pessoas são simplesmente invejosas. Não estamos corrompendo o sistema religioso hindu, mas simplesmente seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu ao viajar por todo o mundo e aceitar como Kṛṣṇadāsa ou Rāmadāsa aqueles que se interessam por compreender Kṛṣṇa. Pelo processo de uma iniciação genuína, seus nomes são mudados."}
{"ref": "cc/madhya/18/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/208/", "verse_text": "alpa vayasa tāṅra, rājāra kumāra\n\n'rāmadāsa' ādi pāṭhāna–cākara tāṅhāra", "devanagari": "> অল্প বয়স তাঁর, রাজার কুমার ।\n> ‘রামদাস’ আদি পাঠান — চাকর তাঁহার ॥২০৮॥", "synonyms": "*alpa vayasa tāṅra*—sua idade é muito jovem; *rājāra kumāra*—filho do rei; *rāmadāsa*—Rāmadāsa; *ādi*—encabeçando a lista; *pāṭhāna*—os muçulmanos; *cākara tāṅhāra*—servos dele.", "translation": "**Vijulī Khān era muito jovem e era filho do rei. Todos os demais muçulmanos, os Pāṭhānas, encabeçados por Rāmadāsa, eram seus servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/209/", "verse_text": "'kṛṣṇa' bali' paḍe sei mahāprabhura pāya\n\nprabhu śrī-caraṇa dila tāṅhāra māthāya", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ’ বলি’ পড়ে সেই মহাপ্রভুর পায় ।\n> প্রভু শ্রীচরণ দিল তাঁহার মাথায় ॥২০৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa bali'*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa; *paḍe*—prostra-se; *sei*—aquele Vijulī Khān; *mahāprabhura pāya*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-caraṇa dila*—colocou Seu pé; *tāṅhāra māthāya*—sobre a cabeça dele.", "translation": "**Vijulī Khān também se prostrou aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor colocou Seu pé sobre a cabeça dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/210/", "verse_text": "tāṅ-sabāre kṛpā kari' prabhu ta' calilā\n\nseita pāṭhāna saba 'vairāgī' ha-ilā", "devanagari": "> তাঁ-সবারে কৃপা করি’ প্রভু ত’ চলিলা ।\n> সেইত পাঠান সব ‘বৈরাগী’ হইলা ॥২১০॥", "synonyms": "*tāṅ-sabāre*—a todos eles; *kṛpā kari'*—concedendo misericórdia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ta'*—de fato; *calilā*—partiu; *seita*—eles; *pāṭhāna*—os muçulmanos da comunidade Pāṭhāna; *saba*—todos; *vairāgī ha-ilā*—tornaram-se mendicantes.", "translation": "**Concedendo Sua misericórdia a eles dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu. Todos os muçulmanos Pāṭhānas então se tornaram mendicantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/211/", "verse_text": "pāṭhāna-vaiṣṇava bali' haila tāṅra khyāti\n\nsarvatra gāhiyā bule mahāprabhura kīrti", "devanagari": "> পাঠান-বৈষ্ণব’ বলি, হৈল তাঁর খ্যাতি ।\n> সর্বত্র গাহিয়া বুলে মহাপ্রভুর কীর্তি ॥২১১॥", "synonyms": "*pāṭhāna-vaiṣṇava bali'*—conhecidos como Pāṭhāna Vaiṣṇavas; *haila*—tornou-se; *tāṅra*—sua; *khyāti*—reputação; *sarvatra*—em toda parte; *gāhiyā bule*—viajam enquanto cantam; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kīrti*—as atividades gloriosas.", "translation": "**Mais tarde, esses mesmos Pāṭhānas tornaram-se célebres como os Pāṭhāna Vaiṣṇavas. Eles percorreram todo o país e cantaram as atividades gloriosas de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/212/", "verse_text": "sei vijulī-khāṅna haila 'mahā-bhāgavata'\n\nsarva-tīrthe haila tāṅra parama-mahattva", "devanagari": "> সেই বিজুলী-খাঁন হৈল ‘মহাভাগবত’ ।\n> সর্বতীর্থে হৈল তাঁর পরম-মহত্ত্ব ॥২১২॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *vijulī-khāṅna*—Vijulī Khān; *haila*—tornou-se; *mahā-bhāgavata*—devoto mais avançado; *sarva-tīrthe*—em todos os lugares de peregrinação; *haila*—tornou-se; *tāṅra*—sua; *parama*—grande; *mahattva*—importância.", "translation": "**Vijulī Khān tornou-se um devoto grandemente avançado, e sua importância foi celebrada em todos os lugares sagrados de peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/213/", "verse_text": "aiche līlā kare prabhu śrī-kṛṣṇa-caitanya\n\n'paścime' āsiyā kaila yavanādi dhanya", "devanagari": "> ঐছে লীলা করে প্রভু শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> ‘পশ্চিমে’ আসিয়া কৈল যবনাদি ধন্য ॥২১৩॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *līlā*—passatempos; *kare*—realizou; *prabhu*—o Senhor; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paścime*—à parte ocidental da Índia; *āsiyā*—vindo; *kaila*—fez; *yavana-ādi*—comedores de carne e outros; *dhanya*—afortunados.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu realizou Seus passatempos. Vindo à parte ocidental da Índia, Ele concedeu boa fortuna aos yavanas e mlecchas.**", "purport": "A palavra yavana significa \"comedor de carne\". Qualquer pessoa de uma comunidade que come carne é chamada de yavana. Aquele que não observa estritamente os princípios reguladores Védicos é chamado de mleccha. Essas palavras não se referem a nenhum homem em particular. Mesmo que uma pessoa nasça numa família brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya ou śūdra, ela é um mleccha ou yavana se não seguir estritamente os princípios reguladores ou se comer carne."}
{"ref": "cc/madhya/18/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/214/", "verse_text": "soro-kṣetre āsi' prabhu kailā gaṅgā-snāna\n\ngaṅgā-tīra-pathe kailā prayāge prayāṇa", "devanagari": "> সোরোক্ষেত্রে আসি’ প্রভু কৈলা গঙ্গাস্নান ।\n> গঙ্গাতীর-পথে কৈলা প্রয়াগে প্রয়াণ ॥২১৪॥", "synonyms": "*soro-kṣetre*—a Soro-kṣetra; *āsi'*—vindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *gaṅgā-tīra-pathe*—na senda à margem do Ganges; *kailā*—fez; *prayāge prayāṇa*—partida para Prayāga.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu foi em seguida a um lugar sagrado de peregrinação chamado Soro-kṣetra. Ali, Ele tomou Seu banho no Ganges e partiu para Prayāga pela senda ao longo das margens do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/215/", "verse_text": "sei vipre, kṛṣṇadāse, prabhu vidāya dilā\n\nyoḍa-hāte dui-jana kahite lāgilā", "devanagari": "> সেই বিপ্রে, কৃষ্ণদাসে, প্রভু বিদায় দিলা ।\n> যোড়-হাতে দুইজন কহিতে লাগিলা ॥২১৫॥", "synonyms": "*sei vipre*—ao brāhmaṇa Sanoḍiyā; *kṛṣṇadāse*—e ao Rājaputa Kṛṣṇadāsa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vidāya dilā*—pediu que voltassem; *yoḍa-hāte*—de mãos postas; *dui-jana*—duas pessoas; *kahite lāgilā*—começaram a dizer.", "translation": "**Em Soro-kṣetra, o Senhor pediu ao brāhmaṇa Sanoḍiyā e ao Rājaputa Kṛṣṇadāsa que retornassem para casa, mas, de mãos postas, eles começaram a falar da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/216/", "verse_text": "prayāga-paryanta duṅhe tomā-saṅge yāba\n\ntomāra caraṇa-saṅga punaḥ kāhāṅ pāba?", "devanagari": "> প্রয়াগ-পর্যন্ত দুঁহে তোমা-সঙ্গে যাব ।\n> তোমার চরণ-সঙ্গ পুনঃ কাহাঁ পাব ? ॥ ২১৬ ॥", "synonyms": "*prayāga-paryanta*—até Prayāga; *duṅhe*—nós dois; *tomā-saṅge*—conTigo; *yāba*—iremos; *tomāra*—Tua; *caraṇa-saṅga*—associação dos pés de lótus; *punaḥ*—novamente; *kāhāṅ*—onde; *pāba*—obteremos.", "translation": "**Eles oraram: \"Deixa-nos ir conTigo até Prayāga. Se não formos, onde obteremos novamente a associação de Teus pés de lótus?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/217/", "verse_text": "mleccha-deśa, keha kāhāṅ karaye utpāta\n\nbhaṭṭācārya--paṇḍita, kahite nā jānena vāt", "devanagari": "> ম্লেচ্ছদেশ, কেহ কাহাঁ করয়ে উৎপাত ।\n> ভট্টাচার্য — পণ্ডিত, কহিতে না জানেন বাত়্ ॥২১৭॥", "synonyms": "*mleccha-deśa*—este é um país ocupado pelos maometanos; *keha*—alguém; *kāhāṅ*—em qualquer lugar; *karaye utpāta*—pode criar um distúrbio; *bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *paṇḍita*—erudito sábio; *kahite*—falar; *nā jānena*—não sabe; *vāt*—a língua.", "translation": "**\"Este país é ocupado principalmente pelos maometanos. Em qualquer lugar alguém pode criar um distúrbio, e, embora Teu companheiro Balabhadra Bhaṭṭācārya seja um erudito sábio, ele não sabe falar a língua local.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/218/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu īṣat hāsite lāgilā\n\nsei dui-jana prabhura saṅge cali' āilā", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু ঈষৎ হাসিতে লাগিলা ।\n> সেই দুইজন প্রভুর সঙ্গে চলি’ আইলা ॥২১৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *īṣat*—suavemente; *hāsite lāgilā*—pôs-se a sorrir; *sei*—aquelas; *dui-jana*—duas pessoas; *prabhura saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cali' āilā*—vieram.", "translation": "**Ao ouvir isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a proposta deles sorrindo suavemente. Assim, aquelas duas pessoas continuaram a acompanhá-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/219/", "verse_text": "yei yei jana prabhura pāila daraśana\n\nsei preme matta haya, kare kṛṣṇa-saṅkīrtana", "devanagari": "> যেই যেই জন প্রভুর পাইল দরশন ।\n> সেই প্রেমে মত্ত হয়, করে কৃষ্ণ-সংকীর্তন ॥২১৯॥", "synonyms": "*yei yei*—qualquer um que; *jana*—pessoa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāila daraśana*—obtinha a visão; *sei*—essa pessoa; *preme*—com amor extático; *matta haya*—fica dominada; *kare*—realiza; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**Quem quer que conseguisse ver Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia-se dominado por amor extático e punha-se a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/220/", "verse_text": "tāṅra saṅge anyonye, tāṅra saṅge āna\n\nei-mata 'vaiṣṇava' kailā saba deśa-grāma", "devanagari": "> তাঁর সঙ্গে অন্যোন্যে, তাঁর সঙ্গে আন ।\n> এইমত ‘বৈষ্ণব’ কৈলা সব দেশ-গ্রাম ॥২২০॥", "synonyms": "*tāṅra saṅge*—com Ele; *anyonye*—outro; *tāṅra saṅge*—e com ele; *āna*—outro mais; *ei-mata*—dessa maneira; *vaiṣṇava*—vaiṣṇava; *kailā*—fez; *saba*—todas; *deśa-grāma*—as aldeias e cidades.", "translation": "**Quem quer que encontrasse Śrī Caitanya Mahāprabhu tornava-se vaiṣṇava, e quem quer que encontrasse esse vaiṣṇava também se tornava vaiṣṇava. Dessa maneira, todas as cidades e aldeias, uma após a outra, tornaram-se vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/221/", "verse_text": "dakṣiṇa yāite yaiche śakti prakāśilā\n\nsei-mata paścima deśa, preme bhāsāilā", "devanagari": "> দক্ষিণ যাইতে যৈছে শক্তি প্রকাশিলা ।\n> সেইমত পশ্চিম দেশ, প্রেমে ভাসাইলা ॥২২১॥", "synonyms": "*dakṣiṇa yāite*—enquanto percorria a parte sul da Índia; *yaiche*—como; *śakti prakāśilā*—manifestou Sua energia espiritual; *sei-mata*—dessa forma; *paścima deśa*—a parte ocidental da Índia; *preme bhāsāilā*—inundou com amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**Assim como o Senhor inundou o sul da Índia durante Sua viagem por lá, Ele também inundou a parte ocidental do país com amor a Deus.**", "purport": "Segundo algumas opiniões, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou Kurukṣetra ao ir de Vṛndāvana a Prayāga. Há um templo de Bhadra-kālī em Kurukṣetra, e perto desse templo há outro que contém a Deidade de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/18/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/222/", "verse_text": "ei-mata cali' prabhu 'prayāga' āilā\n\ndaśa-dina triveṇīte makara-snāna kailā", "devanagari": "> এইমত চলি’ প্রভু ‘প্রয়াগ’ আইলা ।\n> দশ-দিন ত্রিবেণীতে মকর-স্নান কৈলা ॥২২২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *cali'*—caminhando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prayāga*—o lugar sagrado chamado Prayāga; *āilā*—chegou; *daśa-dina*—dez dias; *triveṇīte*—na confluência dos rios Ganges e Yamunā; *makara-snāna kailā*—banhou-se durante o festival de Makara, ou Māgha-melā.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu finalmente chegou a Prayāga e, durante dez dias consecutivos, banhou-se na confluência dos rios Yamunā e Ganges durante o festival de Makara-saṅkrānti [Māgha-melā].**", "purport": "Na verdade, a palavra triveṇī indica a confluência de três rios — a saber, o Ganges, o Yamunā e o Sarasvatī. Atualmente, o rio Sarasvatī não é visível, mas o rio Ganges e o rio Yamunā unem-se em Allahabad."}
{"ref": "cc/madhya/18/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/223/", "verse_text": "vṛndāvana-gamana, prabhu-caritra ananta\n\n'sahasra-vadana' yāṅra nāhi pā'na anta", "devanagari": "> বৃন্দাবন-গমন, প্রভু-চরিত্র অনন্ত ।\n> ‘সহস্র-বদন’ যাঁর নাহি পা’ন অন্ত ॥২২৩॥", "synonyms": "*vṛndāvana-gamana*—ida a Vṛndāvana; *prabhu-caritra*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ananta*—ilimitados; *sahasra-vadana*—o Senhor Śeṣa, que tem milhares de capelos; *yāṅra*—de quem; *nāhi*—não; *pā'na*—obtém; *anta*—limite.", "translation": "**A visita de Śrī Caitanya Mahāprabhu a Vṛndāvana e Suas atividades ali são ilimitadas. Nem mesmo o Senhor Śeṣa, que tem milhares de capelos, consegue alcançar o fim de Suas atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/224/", "verse_text": "tāhā ke kahite pāre kṣudra jīva hañā\n\ndig-daraśana kailuṅ muñi sūtra kariyā", "devanagari": "> তাহা কে কহিতে পারে ক্ষুদ্র জীব হঞা ।\n> দিগ্-দরশন কৈলুঁ মুঞি সূত্র করিয়া ॥২২৪॥", "synonyms": "*tāhā*—isso; *ke kahite pāre*—quem pode descrever; *kṣudra*—muito pequena; *jīva hañā*—sendo uma alma condicionada; *dik-daraśana kailuṅ*—apenas dei uma indicação; *muñi*—eu; *sūtra kariyā*—em códigos.", "translation": "**Que ser vivo comum pode descrever os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu? Apenas indiquei a direção geral em forma de códigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/225/", "verse_text": "alaukika-līlā prabhura alaukika-rīti\n\nśunileo bhāgya-hīnera nā haya pratīti", "devanagari": "> অলৌকিক-লীলা প্রভুর অলৌকিক-রীতি ।\n> শুনিলেও ভাগ্যহীনের না হয় প্রতীতি ॥২২৫॥", "synonyms": "*alaukika-līlā*—passatempos incomuns; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *alaukika-rīti*—método incomum; *śunileo*—ainda que se ouça; *bhāgya-hīnera*—de quem é desafortunado; *nā haya pratīti*—não há crença.", "translation": "**Os passatempos e métodos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são incomuns. Desafortunado é aquele que não consegue acreditar mesmo após ouvir todas essas coisas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/226/", "verse_text": "ādyopānta caitanya-līlā--'alaukika' jāna'\n\nśraddhā kari' śuna ihā, 'satya' kari' māna'", "devanagari": "> আদ্যোপান্ত চৈতন্যলীলা — ‘অলৌকিক’ জান’ ।\n> শ্রদ্ধা করি’ শুন ইহা, ‘সত্য’ করি’ মান’ ॥২২৬॥", "synonyms": "*ādya-upānta*—do começo ao fim; *caitanya-līlā*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *alaukika jāna'*—todos devem reconhecer como incomuns; *śraddhā kari'*—com fé; *śuna ihā*—ouvi isto; *satya kari' māna'*—aceitando-o como verdadeiro e correto.", "translation": "**Do começo ao fim, os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são incomuns. Simplesmente ouvi-os com fé e aceitai-os como verdadeiros e corretos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/227/", "verse_text": "yei tarka kare ihāṅ, sei--'mūrkha-rāja'\n\nāpanāra muṇḍe se āpani pāḍe vāja", "devanagari": "> যেই তর্ক করে ইহাঁ, সেই — ‘মূর্খরাজ’ ।\n> আপনার মুণ্ডে সে আপনি পাড়ে বাজ ॥২২৭॥", "synonyms": "*yei tarka kare*—aquele que simplesmente argumenta; *ihāṅ*—neste assunto; *sei*—essa pessoa; *mūrkha-rāja*—um grande tolo; *āpanāra muṇḍe*—sobre a própria cabeça; *se*—essa pessoa; *āpani*—ela mesma; *pāḍe vāja*—desfere um raio.", "translation": "**Quem quer que argumente a esse respeito é um grande tolo. Ele intencional e pessoalmente faz cair um raio sobre a própria cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/228/", "verse_text": "caitanya-caritra ei--'amṛtera sindhu'\n\njagat ānande bhāsāya yāra eka-bindu", "devanagari": "> চৈতন্য-চরিত্র এই — ‘অমৃতের সিন্ধু’ ।\n> জগৎ আনন্দে ভাসায় যার একবিন্দু ॥২২৮॥", "synonyms": "*caitanya-caritra*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—estes; *amṛtera sindhu*—oceano de néctar; *jagat*—o mundo inteiro; *ānande*—com bem-aventurança; *bhāsāya*—inunda; *yāra*—do qual; *eka-bindu*—uma gota.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são um oceano de néctar. Até mesmo uma gota desse oceano pode inundar o mundo inteiro com bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/18/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/18/229/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২২৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando sua misericórdia, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o *Śrī Caitanya-caritāmṛta,* seguindo seus passos.**\n\n*Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī Caitanya-caritāmṛta, Madhya-līlā, Décimo Oitavo Capítulo, que descreve a visita do Senhor a Śrī Vṛndāvana e Sua conversão dos soldados maometanos a caminho de Prayāga.*", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Oitavo Capítulo, que descreve a visita do Senhor a Śrī Vṛndāvana e a conversão que Ele operou nos soldados maometanos a caminho de Prayāga."}
{"ref": "cc/madhya/19/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/1/", "verse_text": "vṛndāvanīyāṁ rasa-keli-vārtāṁ\nkālena luptāṁ nija-śaktim utkaḥ\nsañcārya rūpe vyatanot punaḥ sa\nprabhur vidhau prāg iva loka-sṛṣṭim", "devanagari": "> বৃন্দাবনীয়াং রসকেলিবার্তাং\n> কালেন লুপ্তাং নিজশক্তিমুৎকঃ ।\n> সঞ্চার্য রূপে ব্যতনোৎ পুনঃ স\n> প্রভুর্বিধৌ প্রাগিব লোকসৃষ্টিম্ ॥১॥", "synonyms": "*vṛndāvanīyām*—relacionado a Vṛndāvana; *rasa-keli-vārtām*—conversas sobre os passatempos de Śrī Kṛṣṇa; *kālena*—com o curso do tempo; *luptām*—perdidos; *nija-śaktim*—Sua potência pessoal; *utkaḥ*—estando ansioso; *sañcārya*—infundindo; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *vyatanot*—manifestou; *punaḥ*—novamente; *saḥ*—Ele; *prabhuḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vidhau*—ao Senhor Brahmā; *prāk iva*—como outrora; *loka-sṛṣṭim*—a criação desta manifestação cósmica.", "translation": "**Antes da criação desta manifestação cósmica, o Senhor iluminou o coração do Senhor Brahmā com os detalhes da criação e manifestou o conhecimento Védico. Exatamente da mesma maneira, o Senhor, ansioso por reviver os passatempos do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana, impregnou o coração de Rūpa Gosvāmī com potência espiritual. Por meio dessa potência, Śrīla Rūpa Gosvāmī pôde reviver as atividades de Kṛṣṇa em Vṛndāvana, atividades quase perdidas na memória. Dessa maneira, Ele espalhou a consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya śrī-caitanya*—todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya nityānanda*—todas as glórias ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos do Senhor.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/3/", "verse_text": "śrī-rūpa-sanātana rahe rāmakeli-grāme\nprabhure miliyā gelā āpana-bhavane", "devanagari": "> শ্রীরূপ-সনাতন রহে রামকেলি-গ্রামে ।\n> প্রভুরে মিলিয়া গেলা আপন-ভবনে ॥৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa-sanātana*—os irmãos chamados Rūpa e Sanātana; *rahe*—permaneciam; *rāmakeli-grāme*—em Rāmakeli; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *miliyā*—encontrando; *gelā*—retornaram; *āpana-bhavane*—a seus próprios lares.", "translation": "**Após encontrarem Śrī Caitanya Mahāprabhu na aldeia de Rāmakeli, os irmãos Rūpa e Sanātana retornaram a seus lares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/4/", "verse_text": "dui-bhāi viṣaya-tyāgera upāya sṛjila\nbahu-dhana diyā dui brāhmaṇe varila", "devanagari": "> দুইভাই বিষয়-ত্যাগের উপায় সৃজিল ।\n> বহুধন দিয়া দুই ব্রাহ্মণে বরিল ॥৪॥", "synonyms": "*dui-bhāi*—os dois irmãos; *viṣaya-tyāgera*—de abandonar as atividades materiais; *upāya sṛjila*—descobriram um meio; *bahu-dhana*—muito dinheiro; *diyā*—pagando; *dui brāhmaṇe*—dois brāhmaṇas; *varila*—nomearam.", "translation": "**Os dois irmãos idealizaram um meio pelo qual pudessem abandonar suas atividades materiais. Com esse propósito, nomearam dois brāhmaṇas e pagaram-lhes uma grande quantia em dinheiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/5/", "verse_text": "kṛṣṇa-mantre karāila dui puraścaraṇa\nacirāt pāibāre caitanya-caraṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণমন্ত্রে করাইল দুই পুরশ্চরণ ।\n> অচিরাৎ পাইবারে চৈতন্য-চরণ ॥৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-mantre*—no santo mantra Hare Kṛṣṇa; *karāila*—fizeram realizar; *dui*—duas; *puraścaraṇa*—cerimônias religiosas; *acirāt*—sem demora; *pāibāre*—para obter; *caitanya-caraṇa*—o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Os brāhmaṇas realizaram cerimônias religiosas e cantaram o santo nome de Kṛṣṇa para que os dois irmãos pudessem alcançar muito em breve o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Uma puraścaraṇa é uma cerimônia ritualística realizada sob a orientação de um mestre espiritual experiente ou de um brāhmaṇa. Ela é realizada para a satisfação de certos desejos. A pessoa levanta-se cedo pela manhã, canta o mantra Hare Kṛṣṇa, realiza a arcana por meio da cerimônia de ārati e adora as Deidades. Essas atividades são descritas no Décimo Quinto Capítulo, verso 108."}
{"ref": "cc/madhya/19/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/6/", "verse_text": "śrī-rūpa-gosāñi tabe naukāte bhariyā\nśrī-rūpa-gosāñi āpanāra ghare āilā bahu-dhana lañā", "devanagari": "> শ্রীরূপ-গোসাঞি তবে নৌকাতে ভরিয়া ।\n> আপনার ঘরে আইলা বহুধন লঞা ॥৬॥", "synonyms": "*śrī-rūpa-gosāñi*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *tabe*—em seguida; *naukāte bhariyā*—enchendo barcos; *āpanāra ghare*—a sua própria casa; *āilā*—retornou; *bahu-dhana lañā*—levando grandes quantias de riquezas.", "translation": "**Nessa ocasião, Śrī Rūpa Gosvāmī retornou para casa, levando consigo grandes quantidades de riquezas carregadas em barcos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/7/", "verse_text": "brāhmaṇa-vaiṣṇave dilā tāra ardha-dhane\neka cauṭhi dhana dilā kuṭumba-bharaṇe", "devanagari": "> ব্রাহ্মণ-বৈষ্ণবে দিলা তার অর্ধ-ধনে ।\n> এক চৌঠি ধন দিলা কুটুম্ব-ভরণে ॥৭॥", "synonyms": "*brāhmaṇa-vaiṣṇave*—aos brāhmaṇas e vaiṣṇavas; *dilā*—deu em caridade; *tāra*—das riquezas; *ardha-dhane*—cinquenta por cento; *eka cauṭhi dhana*—um quarto das riquezas; *dilā*—deu; *kuṭumba-bharaṇe*—para satisfazer os parentes.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī dividiu a riqueza que trouxe de volta para casa. Deu cinquenta por cento em caridade aos brāhmaṇas e vaiṣṇavas e vinte e cinco por cento a seus parentes.**", "purport": "Este é um exemplo prático de como a pessoa deve dividir seu dinheiro e retirar-se da vida familiar. Cinquenta por cento do dinheiro de alguém devem ser distribuídos a devotos qualificados e puros do Senhor. Vinte e cinco por cento podem ser dados aos membros da família, e vinte e cinco por cento podem ser reservados para uso pessoal em caso de emergência."}
{"ref": "cc/madhya/19/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/8/", "verse_text": "daṇḍa-bandha lāgi' cauṭhi sañcaya karilā\nbhāla-bhāla vipra-sthāne sthāpya rākhilā", "devanagari": "> দণ্ডবন্ধ লাগি’ চৌঠি সঞ্চয় করিলা ।\n> ভাল-ভাল বিপ্র-স্থানে স্থাপ্য রাখিলা ॥৮॥", "synonyms": "*daṇḍa-bandha lāgi'*—em caso de implicações legais; *cauṭhi*—um quarto; *sañcaya karilā*—ele reservou; *bhāla-bhāla*—muito respeitável; *vipra-sthāne*—sob a custódia de um brāhmaṇa; *sthāpya rākhilā*—manteve depositado.", "translation": "**Ele manteve um quarto de sua riqueza com um respeitável brāhmaṇa. Reservou-a para sua própria segurança, pois esperava algumas complicações legais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/9/", "verse_text": "gauḍe rākhila mudrā daśa-hājāre\nsanātana vyaya kare, rākhe mudi-ghare", "devanagari": "> গৌড়ে রাখিল মুদ্রা দশ-হাজারে ।\n> সনাতন ব্যয় করে, রাখে মুদি-ঘরে ॥৯॥", "synonyms": "*gauḍe*—em Bengala; *rākhila*—manteve; *mudrā*—moedas; *daśa-hājāre*—dez mil; *sanātana*—seu irmão mais velho; *vyaya kare*—gastou; *rākhe*—depositou; *mudi-ghare*—no estabelecimento de um merceeiro local.", "translation": "**Ele depositou dez mil moedas, que mais tarde foram gastas por Śrī Sanātana Gosvāmī, sob a custódia de um merceeiro bengali local.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/10/", "verse_text": "śrī-rūpa śunila prabhura nīlādri-gamana\nvana-pathe yābena prabhu śrī-vṛndāvana", "devanagari": "> শ্রীরূপ শুনিল প্রভুর নীলাদ্রি-গমন ।\n> বনপথে যাবেন প্রভু শ্রীবৃন্দাবন ॥১০॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *śunila*—ouviu; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlādri-gamana*—a partida para Jagannātha Purī; *vana-pathe*—pelo caminho através da floresta; *yābena*—irá; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-vṛndāvana*—a Vṛndāvana.", "translation": "**Śrī Rūpa Gosvāmī ouviu que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia retornado a Jagannātha Purī e preparava-se para ir a Vṛndāvana através da floresta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/11/", "verse_text": "rūpa-gosāñi nīlācale pāṭhāila dui-jana\nprabhu yabe vṛndāvana karena gamana", "devanagari": "> রূপ-গোসাঞি নীলাচলে পাঠাইল দুইজন ।\n> প্রভু যবে বৃন্দাবন করেন গমন ॥১১॥", "synonyms": "*rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosvāmī; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *pāṭhāila*—enviou; *dui-jana*—duas pessoas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *karena*—faz; *gamana*—a partida.", "translation": "**Śrī Rūpa Gosvāmī enviou duas pessoas a Jagannātha Purī para descobrir quando Śrī Caitanya Mahāprabhu partiria para Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/12/", "verse_text": "śīghra āsi' more tāṅra dibā samācāra\nśuniyā tad-anurūpa kariba vyavahāra", "devanagari": "> শীঘ্র আসি’ মোরে তাঁর দিবা সমাচার ।\n> শুনিয়া তদনুরূপ করিব ব্যবহার ॥১২॥", "synonyms": "*śīghra āsi'*—retornando muito apressadamente; *more*—a mim; *tāṅra*—Suas; *dibā*—dai; *samācāra*—notícias; *śuniyā*—ouvindo; *tat-anurūpa*—em conformidade; *kariba*—farei; *vyavahāra*—providências.", "translation": "**Śrī Rūpa Gosvāmī disse aos dois homens: \"Deveis retornar depressa e informar-me quando Ele partirá. Então farei as devidas providências.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/13/", "verse_text": "ethā sanātana-gosāñi bhāve mane mana\nrājā more prīti kare, se--mora bandhana", "devanagari": "> এথা সনাতন-গোসাঞি ভাবে মনে মন ।\n> রাজা মোরে প্রীতি করে, সে — মোর বন্ধন ॥১৩॥", "synonyms": "*ethā*—aqui (em Gauḍa-deśa); *sanātana-gosāñi*—o irmão mais velho, Sanātana Gosvāmī; *bhāve*—considera; *mane mana*—em sua mente; *rājā*—o Nawab; *more*—a mim; *prīti kare*—ama muito; *se*—isto; *mora*—minha; *bandhana*—grande obrigação.", "translation": "**Enquanto Sanātana Gosvāmī estava em Gauḍa-deśa, ele pensava: \"O Nawab está muito satisfeito comigo. Certamente tenho uma obrigação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/14/", "verse_text": "kona mate rājā yadi more kruddha haya\ntabe avyāhati haya, kariluṅ niścaya", "devanagari": "> কোন মতে রাজা যদি মোরে ক্রুদ্ধ হয় ।\n> তবে অব্যাহতি হয়, করিলুঁ নিশ্চয় ॥১৪॥", "synonyms": "*kona mate*—de uma forma ou de outra; *rājā*—o Nawab; *yadi*—se; *more*—comigo; *kruddha haya*—fica irado; *tabe*—então; *avyāhati*—escape; *haya*—há; *kariluṅ niścaya*—decidi.", "translation": "**\"De uma forma ou de outra, se o Nawab ficar irado comigo, eu me sentirei grandemente aliviado. Esta é a minha conclusão.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/15/", "verse_text": "asvāsthyera chadma kari' rahe nija-ghare\nrāja-kārya chāḍilā, nā yāya rāja-dvāre", "devanagari": "> অস্বাস্থ্যের ছদ্ম করি’ রহে নিজ-ঘরে ।\n> রাজকার্য ছাড়িলা, না যায় রাজদ্বারে ॥১৫॥", "synonyms": "*asvāsthyera*—de não estar bem; *chadma*—pretexto; *kari'*—fazendo; *rahe*—permanece; *nija-ghare*—em casa; *rāja-kārya*—serviço ao governo; *chāḍilā*—abandonou; *nā yāya*—não ia; *rāja-dvāre*—à corte do Nawab.", "translation": "**Sob o pretexto de má saúde, Sanātana Gosvāmī permaneceu em casa. Assim, abandonou o serviço ao governo e não ia à corte real.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/16/", "verse_text": "lobhī kāyastha-gaṇa rāja-kārya kare\nāpane svagṛhe kare śāstrera vicāre", "devanagari": "> লোভী কায়স্থগণ রাজকার্য করে ।\n> আপনে স্বগৃহে করে শাস্ত্রের বিচারে ॥১৬॥", "synonyms": "*lobhī*—gananciosos; *kāyastha-gaṇa*—pessoas ocupadas em trabalho de secretaria e escrituração; *rāja-kārya kare*—executavam o serviço ao governo; *āpane*—pessoalmente; *sva-gṛhe*—em casa; *kare*—fazia; *śāstrera vicāre*—discussão das escrituras reveladas.", "translation": "**Os gananciosos chefes de seu corpo de escriturários e secretários realizavam os deveres do governo, enquanto Sanātana permanecia pessoalmente em casa e discutia as escrituras reveladas.**", "purport": "Sanātana Gosvāmī era o ministro encarregado da secretaria do governo, e seus assistentes — os subsecretários e escriturários — pertenciam todos à comunidade kāyastha. Antigamente, os kāyasthas pertenciam ao corpo de escriturários e secretários do governo, e mais tarde, se alguém servia em tal posto, era chamado de kāyastha. Por fim, se uma pessoa não conseguia identificar-se como brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya ou śūdra, costumava apresentar-se como kāyastha para obter uma posição rica e honrosa. Em Bengala, diz-se que, se alguém não consegue dar a identidade de sua casta, ele se autodenomina kāyastha. De modo geral, a comunidade kāyastha é uma mistura de todas as castas, e inclui especialmente aqueles ocupados em trabalho de escrituração ou secretaria. Materialmente, tais pessoas estão sempre ocupadas em ocupar postos governamentais de responsabilidade.\n\nQuando Sanātana Gosvāmī estava descansando e inclinado a retirar-se do serviço ao governo, muitos kāyasthas de seu corpo de secretaria estavam muito ansiosos por ocupar seu posto. A esse respeito, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura declara que, quando Sanātana Gosvāmī era ministro do governo e os kāyasthas que o auxiliavam viram que ele relutava em continuar, eles se tornaram muito peritos em seus deveres. Sanātana Gosvāmī era um brāhmaṇa pertencente à comunidade brāhmaṇa Sārasvata. Diz-se que, quando ele renunciou, um subalterno chamado Purandara Khān, que era kāyastha, ocupou seu posto."}
{"ref": "cc/madhya/19/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/17/", "verse_text": "bhaṭṭācārya paṇḍita biśa triśa lañā\n\nbhāgavata vicāra karena sabhāte vasiyā", "devanagari": "> ভট্টাচার্য পণ্ডিত বিশ ত্রিশ লঞা ।\n> ভাগবত বিচার করেন সভাতে বসিয়া ॥১৭॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya paṇḍita*—eruditos conhecidos como bhaṭṭācāryas; *biśa triśa*—vinte ou trinta; *lañā*—levando consigo; *bhāgavata vicāra*—discussão do Śrīmad-Bhāgavatam; *karena*—faz; *sabhāte vasiyā*—sentado em uma assembleia.", "translation": "**Śrī Sanātana Gosvāmī costumava discutir o *Śrīmad-Bhāgavatam* em uma assembleia de vinte ou trinta eruditos brāhmaṇas.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura faz o seguinte comentário sobre as palavras bhāgavata vicāra. Como se confirma no Muṇḍaka Upaniṣad (1.1.4,5), há dois tipos de sistemas educacionais:\n\ndve vidye veditavya iti, ha sma yad brahma-vido vadanti-parā caivāparā ca. tatrāparā ṛg-vedo yajur-vedaḥ sāma-vedo 'tharva-vedaḥ śikṣā kalpo vyākaraṇaṁ niruktaṁ chando jyotiṣam iti. atha parā yayā tad-akṣaram adhigamyate.\n\n\"Há dois tipos de sistemas educacionais. Um trata do conhecimento transcendental [parā vidyā] e o outro do conhecimento material [aparā vidyā]. Todos os *Vedas* — Ṛg Veda, Yajur Veda, Sāma Veda, Atharva Veda e seus corolários conhecidos como śikṣā, kalpa, vyākaraṇa, nirukta, chanda e jyotiṣa — pertencem ao sistema inferior de conhecimento material [aparā vidyā]. Por meio da parā vidyā, pode-se compreender o akṣara, o Brahman ou a Verdade Absoluta.\" No que diz respeito à literatura Védica, o *Vedānta-sūtra* é aceito como a parā vidyā. O *Śrīmad-Bhāgavatam* é uma explicação dessa parā vidyā. Aqueles que aspiram à liberação (mukti ou mokṣa) e se apresentam como vaidāntikas também se equiparam aos grupos que aspiram a aprimorar a religião (dharma), o desenvolvimento econômico (artha) e a gratificação dos sentidos (kāma). Dharma, artha, kāma e mokṣa chamam-se catur-varga. Todos eles estão dentro do sistema de conhecimento material inferior. Qualquer obra que dê informação a respeito do mundo espiritual, da vida espiritual, da identidade espiritual e da alma espiritual chama-se parā vidyā. O *Śrīmad-Bhāgavatam* nada tem a ver com o modo de vida materialista; ele oferece informação transcendental para educar as pessoas no sistema superior da parā vidyā. Sanātana Gosvāmī ocupava-se em discutir a bhāgavata-vidyā, o que significa que ele discutia o conhecimento superior transcendental. Aqueles que são karmīs, jñānīs ou yogīs não estão de fato aptos a discutir o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Somente os vaiṣṇavas ou devotos puros estão aptos a discutir essa obra. Como se afirma no próprio *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.13.18):\n\nśrīmad-bhāgavataṁ purāṇam amalaṁ yad vaiṣṇavānāṁ priyaṁ\nyasmin pāramahaṁsyam ekam amalaṁ jñānaṁ paraṁ gīyate\nyatra jñāna-virāga-bhakti-sahitaṁ naiṣkarmyam āviṣkṛtaṁ\ntac chṛṇvan supaṭhan vicāraṇa-paro bhaktyā vimucyen naraḥ\n\nEmbora o *Śrīmad-Bhāgavatam* seja contado entre os *Purāṇas*, ele é chamado o Purāṇa imaculado. Por não discutir nada material, é apreciado pelos devotos vaiṣṇavas transcendentais. O assunto encontrado no *Śrīmad-Bhāgavatam* destina-se aos paramahaṁsas. Como se diz: paramo-nirmatsarāṇām. Um paramahaṁsa é aquele que não vive no mundo material e que não inveja os outros. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, discute-se o serviço devocional para despertar a entidade viva à posição transcendental de jñāna (conhecimento) e vairāgya (renúncia). Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.12):\n\ntac chraddadhānāḥ munayo\njñāna-vairāgya-yuktayā\npaśyanty ātmani cātmānaṁ\nbhaktyā śruta-gṛhītayā\n\n\"Essa Verdade Absoluta é percebida pelo estudante ou sábio seriamente inquisitivo que está bem equipado com conhecimento e que se tornou desapegado por prestar serviço devocional e ouvir a Vedānta-śruti.\"\n\nIsso não é sentimentalismo. O conhecimento e a renúncia podem ser obtidos por meio do serviço devocional (bhaktyā śruta-gṛhītayā), ou seja, despertando a consciência devocional adormecida, a consciência de Kṛṣṇa. Quando a consciência de Kṛṣṇa é despertada, ela alivia a pessoa da atividade fruitiva, da atividade voltada para o aprimoramento econômico e do desfrute material. Esse alívio é tecnicamente chamado naiṣkarma, e, quando a pessoa é aliviada, deixa de se interessar em trabalhar arduamente em prol da gratificação dos sentidos. O *Śrīmad-Bhāgavatam* é a última contribuição madura de Śrīla Vyāsadeva, e deve-se lê-lo e ouvi-lo em uma assembleia de almas autorrealizadas enquanto se presta serviço devocional. Em tal momento, pode-se libertar de todo o cativeiro material. Este foi o caminho seguido por Sanātana Gosvāmī, que se retirou do serviço governamental para estudar o *Śrīmad-Bhāgavatam* com eruditos."}
{"ref": "cc/madhya/19/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/18/", "verse_text": "āra dina gauḍeśvara, saṅge eka-jana\n\nācambite gosāñi-sabhāte kaila āgamana", "devanagari": "> আর দিন গৌড়েশ্বর, সঙ্গে একজন ।\n> আচম্বিতে গোসাঞি-সভাতে কৈল আগমন ॥১৮॥", "synonyms": "*āra dina*—certo dia; *gauḍeśvara*—o Nawab de Bengala; *saṅge*—com; *eka-jana*—uma outra pessoa; *ācambite*—de repente; *gosāñi-sabhāte*—na assembleia de Sanātana Gosvāmī; *kaila āgamana*—chegou.", "translation": "**Enquanto Sanātana Gosvāmī estudava o *Śrīmad-Bhāgavatam* na assembleia de eruditos brāhmaṇas, certo dia o Nawab de Bengala e uma outra pessoa apareceram de repente.**", "purport": "O nome completo do Nawab de Bengala (Hussain Shah) era Ālāuddīna Saiyada Husena Sāha Seripha Makkā, e ele governou Bengala por vinte e três anos, de 1420 a 1443 da Era Śakābda. Sanātana Gosvāmī estava estudando o *Śrīmad-Bhāgavatam* com os eruditos no ano de 1424."}
{"ref": "cc/madhya/19/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/19/", "verse_text": "pātsāha dekhiyā sabe sambhrame uṭhilā\n\nsambhrame āsana diyā rājāre vasāilā", "devanagari": "> পাৎসাহ দেখিয়া সবে সম্ভ্রমে উঠিলা ।\n> সম্ভ্রমে আসন দিয়া রাজারে বসাইলা ॥১৯॥", "synonyms": "*pātsāha dekhiyā*—vendo o Nawab; *sabe*—todos eles; *sambhrame*—com grande respeito; *uṭhilā*—levantaram-se; *sambhrame*—com grande respeito; *āsana diyā*—oferecendo um lugar para sentar-se; *rājāre*—o rei; *vasāilā*—fizeram sentar-se.", "translation": "**Tão logo todos os brāhmaṇas e Sanātana Gosvāmī viram o Nawab aparecer, todos se levantaram e respeitosamente lhe ofereceram um lugar para sentar-se, a fim de honrá-lo.**", "purport": "Embora o Nawab Hussain Shah fosse um mleccha-yavana, ele era, não obstante, o governador do país, e os eruditos e Sanātana Gosvāmī ofereceram-lhe todo o respeito devido a um rei ou a um governador. Quando uma pessoa ocupa um cargo executivo elevado, deve-se considerar que ela adquiriu a graça do Senhor. No *Bhagavad-gītā* diz-se:\n\nyad yad vibhūtimat sattvaṁ\nśrīmad ūrjitam eva vā\ntat tad evāvagaccha tvaṁ\nmama tejo 'ṁśa-saṁbhavam\n\n\"Sabe que todas as criações belas, gloriosas e poderosas brotam apenas de uma centelha de Meu esplendor.\" (Bg. 10.41)\n\nSempre que virmos algo elevado, devemos considerá-lo parte do poder da Suprema Personalidade de Deus. Um homem poderoso (vibhūtimat sattvam) é aquele que obteve a graça do Senhor ou que dele derivou algum poder. No *Bhagavad-gītā* (7.10), Kṛṣṇa diz, tejas tejasvinām aham: \"Eu sou o poder dos poderosos.\" Os eruditos brāhmaṇas mostraram respeito ao Nawab Hussain Shah porque ele representava uma fração do poder de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/19/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/20/", "verse_text": "rājā kahe,--tomāra sthāne vaidya pāṭhāiluṅ\n\nvaidya kahe,--vyādhi nāhi, sustha ye dekhiluṅ", "devanagari": "> রাজা কহে, — তোমার স্থানে বৈদ্য পাঠাইলুঁ ।\n> বৈদ্য কহে, — ব্যাধি নাহি, সুস্থ যে দেখিলুঁ ॥২০॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o Nawab disse; *tomāra sthāne*—à tua casa; *vaidya*—um médico; *pāṭhāiluṅ*—enviei; *vaidya kahe*—o médico disse; *vyādhi nāhi*—não há doença; *su-stha*—completamente saudável; *ye*—que; *dekhiluṅ*—eu vi.", "translation": "**O Nawab disse: \"Enviei meu médico a ti, e ele relatou que não estás doente. Pelo que pôde ver, estás completamente saudável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/21/", "verse_text": "āmāra ye kichu kārya, saba tomā lañā\n\nkārya chāḍi' rahilā tumi gharete vasiyā", "devanagari": "> আমার যে কিছু কার্য, সব তোমা লঞা ।\n> কার্য ছাড়ি’ রহিলা তুমি ঘরেতে বসিয়া ॥২১॥", "synonyms": "*āmāra*—meus; *ye kichu*—quaisquer; *kārya*—negócios; *saba*—tudo; *tomā*—de ti; *lañā*—com; *kārya chāḍi'*—abandonando teus deveres; *rahilā*—permaneceste; *tumi*—tu; *gharete*—em casa; *vasiyā*—sentado.", "translation": "**\"Dependo de ti para cuidar de tantas das minhas atividades, mas abandonaste teus deveres governamentais para ficar aqui sentado em casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/22/", "verse_text": "mora yata kārya-kāma, saba kailā nāśa\n\nki tomāra hṛdaye āche, kaha mora pāśa", "devanagari": "> মোর যত কার্য-কাম, সব কৈলা নাশ ।\n> কি তোমার হৃদয়ে আছে, কহ মোর পাশ ॥২২॥", "synonyms": "*mora*—meus; *yata*—todos; *kārya-kāma*—deveres ocupacionais; *saba*—tudo; *kailā nāśa*—arruinaste; *ki*—o que; *tomāra*—teu; *hṛdaye*—dentro do coração; *āche*—há; *kaha*—dize, por favor; *mora pāśa*—a mim.", "translation": "**\"Arruinaste todas as minhas atividades. Qual é a tua intenção? Por favor, dize-me francamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/23/", "verse_text": "sanātana kahe,--nahe āmā haite kāma\n\nāra eka-jana diyā kara samādhāna", "devanagari": "> সনাতন কহে — নহে আমা হৈতে কাম ।\n> আর একজন দিয়া কর সমাধান ॥২৩॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī respondeu; *nahe*—não; *āmā*—mim; *haite*—de; *kāma*—execução do dever; *āra eka-jana*—outra pessoa; *diyā*—por meio de; *kara samādhāna*—realiza a administração.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Não podes mais esperar nenhum serviço de mim. Por favor, providencia outra pessoa para cuidar da administração.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/24/", "verse_text": "tabe kruddha hañā rājā kahe āra-bāra\n\ntomāra 'baḍa bhāi' kare dasyu-vyavahāra", "devanagari": "> তবে ক্রুদ্ধ হঞা রাজা কহে আরবার ।\n> তোমার ‘বড় ভাই’ করে দস্যুব্যবহার ॥২৪॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *kruddha hañā*—ficando irado; *rājā kahe*—o Nawab disse; *āra-bāra*—novamente; *tomāra baḍa bhāi*—teu irmão mais velho; *kare*—faz; *dasyu-vyavahāra*—a atividade de um saqueador.", "translation": "**Ficando irado com Sanātana Gosvāmī, o Nawab disse: \"Teu irmão mais velho está agindo exatamente como um saqueador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/25/", "verse_text": "jīva-bahu māri' kaila cāklā saba nāśa\n\nethā tumi kailā mora sarva kārya nāśa", "devanagari": "> জীব-বহু মারি’ কৈল চাক্লা সব নাশ ।\n> এথা তুমি কৈলা মোর সর্ব কার্য নাশ ॥২৫॥", "synonyms": "*jīva*—entidades vivas; *bahu*—muitas; *māri'*—matando; *kaila*—fez; *cāklā*—a província de Bengala; *saba*—toda; *nāśa*—destruição; *ethā*—aqui; *tumi*—tu; *kailā*—fizeste; *mora*—meus; *sarva*—todos; *kārya*—planos; *nāśa*—destruição.", "translation": "**\"Ao matar muitas entidades vivas, teu irmão mais velho destruiu toda a Bengala. Agora, aqui estás tu destruindo todos os meus planos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/26/", "verse_text": "sanātana kahe,--tumi svatantra gauḍeśvara\n\nye yei doṣa kare, deha' tāra phala", "devanagari": "> সনাতন কহে, — তুমি স্বতন্ত্র গৌড়েশ্বর ।\n> যে যেই দোষ করে, দেহ’ তার ফল ॥২৬॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *tumi*—tu; *svatantra*—independente; *gauḍa-īśvara*—o governante de Bengala; *ye yei*—quaisquer; *doṣa*—faltas; *kare*—alguém comete; *deha'*—concedes; *tāra phala*—os resultados disso.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"Tu és o supremo governante de Bengala e és completamente independente. Sempre que alguém comete uma falta, tu o punes de acordo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/27/", "verse_text": "eta śuni' gauḍeśvara uṭhi' ghare gelā\n\npalāiba bali' sanātanere bāndhilā", "devanagari": "> এত শুনি’ গৌড়েশ্বর উঠি’ ঘরে গেলা ।\n> পলাইব বলি’ সনাতনেরে বান্ধিলা ॥২৭॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *gauḍa-īśvara*—o Nawab de Bengala; *uṭhi'*—levantando-se; *ghare gelā*—voltou para casa; *palāiba*—vou fugir; *bali'*—por causa disso; *sanātanere bāndhilā*—mandou prender Sanātana.", "translation": "**Ouvindo isso, o Nawab de Bengala levantou-se e voltou para casa. Ele ordenou a prisão de Sanātana Gosvāmī, para que este não pudesse partir.**", "purport": "Diz-se que o relacionamento entre o Nawab de Bengala e Sanātana Gosvāmī era muito íntimo. O Nawab costumava considerar Sanātana Gosvāmī seu irmão mais novo e, quando Sanātana Gosvāmī manifestou uma intenção muito firme de renunciar, o Nawab, sentindo afeição familiar, disse essencialmente: \"Sou teu irmão mais velho, mas não cuido da administração do estado. Meu único negócio é atacar outros estados com meus soldados e lutar por toda parte como um saqueador. Por ser um comedor de carne [yavana], estou acostumado a caçar todo tipo de seres vivos. Dessa maneira, estou destruindo todo tipo de entidades vivas em Bengala. Enquanto me ocupo nesse negócio destrutivo, espero que cuides da administração do estado. Já que eu, teu irmão mais velho, estou ocupado em tal negócio destrutivo, tu, sendo meu irmão mais novo, deves cuidar da administração do estado. Se não o fizeres, como as coisas haverão de prosseguir?\" Esta conversa baseava-se em um relacionamento familiar, e Sanātana Gosvāmī também respondeu de modo íntimo e jocoso. Em essência, ele disse ao Nawab: \"Meu querido irmão, tu és o governante independente de Bengala. Podes agir da maneira que quiseres e, se alguém comete uma falta, podes puni-lo de acordo.\" Em outras palavras, Sanātana Gosvāmī estava dizendo que, já que o Nawab estava acostumado a agir como um saqueador, deveria seguir em frente e tomar suas providências. Visto que Sanātana não demonstrava muito entusiasmo em desempenhar seu dever, o Nawab deveria demiti-lo de seu serviço. O Nawab pôde compreender a intenção da declaração de Sanātana Gosvāmī. Por isso, partiu irado e ordenou a prisão de Sanātana Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/19/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/28/", "verse_text": "hena-kāle gela rājā uḍiyā mārite\n\nsanātane kahe,--tumi cala mora sāthe", "devanagari": "> হেনকালে গেল রাজা উড়িয়া মারিতে ।\n> সনাতনে কহে, — তুমি চল মোর সাথে ॥২৮॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *gela*—foi; *rājā*—o rei; *uḍiyā mārite*—atacar a província de Orissa; *sanātane kahe*—disse a Sanātana Gosvāmī; *tumi cala*—vem; *mora sāthe*—comigo.", "translation": "**Nesse momento, o Nawab ia atacar a província de Orissa, e disse a Sanātana Gosvāmī: \"Vem comigo.\"**", "purport": "Hussain Shah atacou a província de Orissa em 1424 da Era Śakābda. Naquela ocasião, conquistou os príncipes feudais da vizinha Orissa."}
{"ref": "cc/madhya/19/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/29/", "verse_text": "teṅho kahe,--yābe tumi devatāya duḥkha dite\n\nmora śakti nāhi, tomāra saṅge yāite", "devanagari": "> তেঁহো কহে, — যাবে তুমি দেবতায় দুঃখ দিতে ।\n> মোর শক্তি নাহি, তোমার সঙ্গে যাইতে ॥২৯॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—Sanātana Gosvāmī respondeu; *yābe*—irás; *tumi*—tu; *devatāya*—à Suprema Personalidade de Deus; *duḥkha dite*—dar infelicidade; *mora śakti*—minha força; *nāhi*—não há; *tomāra saṅge*—em tua companhia; *yāite*—ir.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Vais a Orissa para causar dor à Suprema Personalidade de Deus. Por essa razão, não tenho força para ir contigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/30/", "verse_text": "tabe tāṅre bāndhi' rākhi' karilā gamana\n\nethā nīlācala haite prabhu calilā vṛndāvana", "devanagari": "> তবে তাঁরে বান্ধি’ রাখি’ করিলা গমন ।\n> এথা নীলাচল হৈতে প্রভু চলিলা বৃন্দাবন ॥৩০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *tāṅre*—a ele; *bāndhi'*—prendendo; *rākhi'*—mantendo; *karilā gamana*—partiu; *ethā*—nesse momento; *nīlācala haite*—de Jagannātha Purī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā vṛndāvana*—partiu para Vṛndāvana.", "translation": "**O Nawab novamente prendeu Sanātana Gosvāmī e o manteve na prisão. Nesse momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu de Jagannātha Purī para Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/31/", "verse_text": "tabe sei dui cara rūpa-ṭhāñi āila\n\n'vṛndāvana calilā prabhu'--āsiyā kahila", "devanagari": "> তবে সেই দুই চর রূপ-ঠাঞি আইল ।\n> ‘বৃন্দাবন চলিলা প্রভু’ — আসিয়া কহিল ॥৩১॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *sei*—aqueles; *dui*—dois; *cara*—mensageiros; *rūpa-ṭhāñi*—à presença de Rūpa Gosvāmī; *āila*—voltaram; *vṛndāvana calilā prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu para Vṛndāvana; *āsiyā*—chegando; *kahila*—informaram.", "translation": "**As duas pessoas que tinham ido a Jagannātha Purī indagar acerca da partida do Senhor voltaram e informaram a Rūpa Gosvāmī que o Senhor já havia partido para Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/32/", "verse_text": "śuniyā śrī-rūpa likhila sanātana-ṭhāñi\n\n'vṛndāvana calilā śrī-caitanya-gosāñi", "devanagari": "> শুনিয়া শ্রীরূপ লিখিল সনাতন-ঠাঞি ।\n> ‘বৃন্দাবন চলিলা শ্রীচৈতন্য-গোসাঞি ॥৩২॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *śrī-rūpa*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *likhila*—escreveu; *sanātana-ṭhāñi*—a Sanātana Gosvāmī; *vṛndāvana*—para Vṛndāvana; *calilā*—partiu; *śrī-caitanya-gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Ao receber esta mensagem de seus dois mensageiros, Rūpa Gosvāmī imediatamente escreveu uma carta a Sanātana Gosvāmī, dizendo que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia partido para Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/33/", "verse_text": "āmi-dui-bhāi calilāṅa tāṅhāre milite\n\ntumi yaiche taiche chuṭi' āisa tāhāṅ haite", "devanagari": "> আমি-দুইভাই চলিলাঙ তাঁহারে মিলিতে ।\n> তুমি যৈছে তৈছে ছুটি’ আইস তাহাঁ হৈতে ॥৩৩॥", "synonyms": "*āmi-dui-bhāi*—nós dois irmãos; *calilāṅa*—partimos; *tāṅhāre milite*—para encontrá-Lo; *tumi*—tu; *yaiche taiche*—de uma forma ou de outra; *chuṭi'*—libertando-te; *āisa*—vem; *tāhāṅ haite*—de lá.", "translation": "**Em sua carta a Sanātana Gosvāmī, Śrīla Rūpa Gosvāmī escreveu: \"Nós dois irmãos estamos partindo para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Tu também deves, de uma forma ou de outra, libertar-te e vir ao nosso encontro.\"**", "purport": "Os dois irmãos aqui mencionados são Rūpa Gosvāmī e seu irmão mais novo, Anupama Mallika. Rūpa Gosvāmī informava a Sanātana Gosvāmī que este deveria juntar-se a ele e a seu irmão mais novo."}
{"ref": "cc/madhya/19/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/34/", "verse_text": "daśa-sahasra mudrā tathā āche mudi-sthāne\n\ntāhā diyā kara śīghra ātma-vimocane", "devanagari": "> দশসহস্র মুদ্রা তথা আছে মুদি-স্থানে ।\n> তাহা দিয়া কর শীঘ্র আত্ম-বিমোচনে ॥৩৪॥", "synonyms": "*daśa-sahasra mudrā*—dez mil moedas; *tathā*—lá; *āche*—há; *mudi-sthāne*—no estabelecimento do quitandeiro; *tāhā diyā*—com esta quantia; *kara*—consegue; *śīghra*—o mais rápido possível; *ātma-vimocane*—libertar-te do confinamento.", "translation": "**Rūpa Gosvāmī informou ainda a Śrīla Sanātana Gosvāmī: \"Deixei um depósito de dez mil moedas com o quitandeiro. Usa esse dinheiro para sair da prisão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/35/", "verse_text": "yaiche taiche chuṭi' tumi āisa vṛndāvana'\n\neta likhi' dui-bhāi karilā gamana", "devanagari": "> যৈছে তৈছে ছুটি’ তুমি আইস বৃন্দাবন ।’\n> এত লিখি’ দুইভাই করিলা গমন ॥৩৫॥", "synonyms": "*yaiche taiche*—de uma forma ou de outra; *chuṭi'*—libertando-te; *tumi*—tu; *āisa*—vem; *vṛndāvana*—para Vṛndāvana; *eta likhi'*—escrevendo isto; *dui-bhāi*—os dois irmãos, a saber, Rūpa Gosvāmī e seu irmão mais novo Anupama; *karilā gamana*—partiram.", "translation": "**\"De uma forma ou de outra, liberta-te e vem para Vṛndāvana.\" Após escreverem isto, os dois irmãos [Rūpa Gosvāmī e Anupama] foram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/36/", "verse_text": "anupama mallika, tāṅra nāma--'śrī-vallabha'\n\nrūpa-gosāñira choṭa-bhāi--parama-vaiṣṇava", "devanagari": "> অনুপম মল্লিক, তাঁর নাম — ‘শ্রীবল্লভ’ ।\n> রূপ-গোসাঞির ছোটভাই — পরম-বৈষ্ণব ॥৩৬॥", "synonyms": "*anupama mallika*—Anupama Mallika; *tāṅra nāma*—seu nome; *śrī-vallabha*—Śrī Vallabha; *rūpa-gosāñira*—de Rūpa Gosvāmī; *choṭa-bhāi*—irmão mais novo; *parama-vaiṣṇava*—grande devoto.", "translation": "**O irmão mais novo de Rūpa Gosvāmī era um grande devoto cujo nome verdadeiro era Śrī Vallabha, mas a ele se deu o nome Anupama Mallika.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/37/", "verse_text": "tāṅhā lañā rūpa-gosāñi prayāge āilā\n\nmahāprabhu tāhāṅ śuni' ānandita hailā", "devanagari": "> তাঁহা লঞা রূপ-গোসাঞি প্রয়াগে আইলা ।\n> মহাপ্রভু তাহাঁ শুনি’ আনন্দিত হৈলা ॥৩৭॥", "synonyms": "*tāṅhā lañā*—levando-o consigo; *rūpa-gosāñi*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *prayāge*—a Prayāga; *āilā*—chegou; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāṅ*—lá; *śuni'*—ouvindo; *ānandita hailā*—ficaram muito satisfeitos.", "translation": "**Śrī Rūpa Gosvāmī e Anupama Mallika foram a Prayāga, e ficaram muito satisfeitos ao ouvir a notícia de que Śrī Caitanya Mahāprabhu se encontrava ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/38/", "verse_text": "prabhu caliyāchena bindu-mādhava-daraśane\n\nlakṣa lakṣa loka āise prabhura milane", "devanagari": "> প্রভু চলিয়াছেন বিন্দুমাধব-দরশনে ।\n> লক্ষ লক্ষ লোক আইসে প্রভুর মিলনে ॥৩৮॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caliyāchena*—ia; *bindu-mādhava-daraśane*—para ver o Senhor Bindu Mādhava; *lakṣa lakṣa loka*—muitas centenas de milhares de pessoas; *āise*—vinham; *prabhura*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milane*—para se encontrar.", "translation": "**Em Prayāga, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ver o templo de Bindu Mādhava, e muitas centenas de milhares de pessoas O seguiam apenas para encontrá-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/39/", "verse_text": "keha kānde, keha hāse, keha nāce, gāya\n\n'kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' bali' keha gaḍāgaḍi yāya", "devanagari": "> কেহ কান্দে, কেহ হাসে, কেহ নাচে, গায় ।\n> ‘কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ বলি’ কেহ গড়াগড়ি যায় ॥৩৯॥", "synonyms": "*keha kānde*—alguns choravam; *keha hāse*—alguns riam; *keha nāce*—alguns dançavam; *gāya*—cantavam; *kṛṣṇa kṛṣṇa bali'*—dizendo Kṛṣṇa, Kṛṣṇa; *keha*—alguns; *gaḍāgaḍi yāya*—rolavam pelo chão.", "translation": "**Algumas das pessoas que seguiam o Senhor choravam. Algumas riam, algumas dançavam e algumas cantavam. De fato, algumas delas rolavam pelo chão, exclamando: \"Kṛṣṇa! Kṛṣṇa!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/40/", "verse_text": "gaṅgā-yamunā prayāga nārila ḍubāite\n\nprabhu ḍubāila kṛṣṇa-premera vanyāte", "devanagari": "> গঙ্গা-যমুনা প্রয়াগ নারিল ডুবাইতে ।\n> প্রভু ডুবাইল কৃষ্ণপ্রেমের বন্যাতে ॥৪০॥", "synonyms": "*gaṅgā-yamunā*—o rio Ganges e o rio Yamunā; *prayāga*—Prayāga; *nārila*—não foram capazes; *ḍubāite*—de inundar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ḍubāila*—inundou; *kṛṣṇa-premera*—de amor extático por Kṛṣṇa; *vanyāte*—numa inundação.", "translation": "**Prayāga localiza-se na confluência de dois rios – o Ganges e o Yamunā. Embora esses rios não fossem capazes de inundar Prayāga com água, Śrī Caitanya Mahāprabhu inundou toda a região com ondas de amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/41/", "verse_text": "bhiḍa dekhi' dui bhāi rahilā nirjane\n\nprabhura āveśa haila mādhava-daraśane", "devanagari": "> ভিড় দেখি’ দুই ভাই রহিলা নির্জনে ।\n> প্রভুর আবেশ হৈল মাধব-দরশনে ॥৪১॥", "synonyms": "*bhiḍa dekhi'*—vendo a multidão; *dui bhāi*—os dois irmãos; *rahilā*—permaneceram; *nirjane*—num lugar isolado; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśa*—êxtase; *haila*—houve; *mādhava-daraśane*—ao ver a Deidade, Bindu Mādhava.", "translation": "**Vendo a grande multidão, os dois irmãos permaneceram num lugar isolado. Eles podiam ver que Śrī Caitanya Mahāprabhu estava extático ao contemplar o Senhor Bindu Mādhava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/42/", "verse_text": "premāveśe nāce prabhu hari-dhvani kari'\n\nūrdhva bāhu kari' bale--bala 'hari' 'hari'", "devanagari": "> প্রেমাবেশে নাচে প্রভু হরিধ্বনি করি’ ।\n> ঊর্ধ্ববাহু করি’ বলে — বল ‘হরি’ ‘হরি’ ॥৪২॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *nāce*—dançava; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hari-dhvani kari'*—vibrando o santo nome de Hari; *ūrdhva*—erguidos; *bāhu*—os braços; *kari'*—pondo; *bale*—diz; *bala hari hari*—cantai Hari, Hari.", "translation": "**O Senhor cantava em alta voz o santo nome de Hari. Dançando em amor extático e erguendo os braços, Ele pedia a todos que cantassem \"Hari! Hari!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/43/", "verse_text": "prabhura mahimā dekhi' loke camatkāra\n\nprayāge prabhura līlā nāri varṇibāra", "devanagari": "> প্রভুর মহিমা দেখি’ লোকে চমৎকার ।\n> প্রয়াগে প্রভুর লীলা নারি বর্ণিবার ॥৪৩॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahimā*—a grandeza; *dekhi'*—vendo; *loke*—em todas as pessoas; *camatkāra*—espanto; *prayāge*—em Prayāga; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *līlā*—os passatempos; *nāri*—não sou capaz; *varṇibāra*—de descrever.", "translation": "**Todos ficavam atônitos ao ver a grandeza de Śrī Caitanya Mahāprabhu. De fato, não sou capaz de descrever apropriadamente os passatempos do Senhor em Prayāga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/44/", "verse_text": "dākṣiṇātya-vipra-sane āche paricaya\n\nsei vipra nimantriyā nila nijālaya", "devanagari": "> দাক্ষিণাত্য-বিপ্র-সনে আছে পরিচয় ।\n> সেই বিপ্র নিমন্ত্রিয়া নিল নিজালয় ॥৪৪॥", "synonyms": "*dākṣiṇātya*—Deccan; *vipra-sane*—com um brāhmaṇa; *āche*—havia; *paricaya*—conhecimento; *sei*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *nimantriyā*—convidando; *nila*—levou; *nija-ālaya*—à sua própria casa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu travara conhecimento com um brāhmaṇa de Deccan [no sul da Índia], e esse brāhmaṇa O convidou para uma refeição e O levou à sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/45/", "verse_text": "vipra-gṛhe āsi' prabhu nibhṛte vasilā\n\nśrī-rūpa-vallabha duṅhe āsiyā mililā", "devanagari": "> বিপ্র-গৃহে আসি’ প্রভু নিভৃতে বসিলা ।\n> শ্রীরূপ-বল্লভ দুঁহে আসিয়া মিলিলা ॥৪৫॥", "synonyms": "*vipra-gṛhe*—à casa daquele brāhmaṇa; *āsi'*—chegando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nibhṛte*—num lugar solitário; *vasilā*—sentou-se; *śrī-rūpa-vallabha*—os dois irmãos Rūpa Gosvāmī e Śrī Vallabha; *duṅhe*—ambos; *āsiyā*—chegando; *mililā*—encontraram-se com Ele.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sentado num lugar solitário na casa daquele brāhmaṇa de Deccan, Rūpa Gosvāmī e Śrī Vallabha [Anupama Mallika] vieram encontrar-se com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/46/", "verse_text": "dui-guccha tṛṇa duṅhe daśane dhariyā\n\nprabhu dekhi' dūre paḍe daṇḍavat hañā", "devanagari": "> দুইগুচ্ছ তৃণ দুঁহে দশনে ধরিয়া ।\n> প্রভু দেখি’ দূরে পড়ে দণ্ডবৎ হঞা ॥৪৬॥", "synonyms": "*dui-guccha*—dois tufos; *tṛṇa*—palha; *duṅhe*—ambos; *daśane dhariyā*—segurando entre os dentes; *prabhu dekhi'*—vendo o Senhor; *dūre*—num lugar distante; *paḍe*—caíram; *daṇḍa-vat*—como varas; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**Vendo o Senhor a distância, os dois irmãos puseram dois tufos de palha entre os dentes e imediatamente caíram ao chão como varas, oferecendo-Lhe reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/47/", "verse_text": "nānā śloka paḍi' uṭhe, paḍe bāra bāra\n\nprabhu dekhi' premāveśa ha-ila duṅhara", "devanagari": "> নানা শ্লোক পড়ি’ উঠে, পড়ে বার বার ।\n> প্রভু দেখি’ প্রেমাবেশ হইল দুঁহার ॥৪৭॥", "synonyms": "*nānā*—vários; *śloka*—versos; *paḍi'*—recitando; *uṭhe*—levantavam-se; *paḍe*—caíam; *bāra bāra*—repetidas vezes; *prabhu dekhi'*—vendo o Senhor; *prema-āveśa*—emoção extática; *ha-ila*—houve; *duṅhāra*—de ambos.", "translation": "**Ambos os irmãos foram dominados por emoção extática e, recitando vários versos em sânscrito, levantavam-se e caíam repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/48/", "verse_text": "śrī-rūpe dekhiyā prabhura prasanna haila mana\n\n'uṭha, uṭha, rūpa, āisa', balilā vacana", "devanagari": "> শ্রীরূপে দেখিয়া প্রভুর প্রসন্ন হৈল মন ।\n> ‘উঠ, উঠ, রূপ, আইস’, বলিলা বচন ॥৪৮॥", "synonyms": "*śrī-rūpe dekhiyā*—ao ver Śrīla Rūpa Gosvāmī; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasanna*—muito satisfeita; *haila*—ficou; *mana*—a mente; *uṭha*—levanta-te, por favor; *uṭha*—levanta-te, por favor; *rūpa*—Meu querido Rūpa; *āisa*—vem; *balilā*—disse; *vacana*—as palavras.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito ao ver Śrīla Rūpa Gosvāmī e lhe disse: \"Levanta-te! Levanta-te! Meu querido Rūpa, vem cá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/49/", "verse_text": "kṛṣṇera karuṇā kichu nā yāya varṇane\n\nviṣaya-kūpa haite kāḍila tomā dui-jane", "devanagari": "> কৃষ্ণের করুণা কিছু না যায় বর্ণনে ।\n> বিষয়কূপ হৈতে কাড়িল তোমা দুইজনে ॥৪৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *karuṇā*—a misericórdia; *kichu*—alguma; *nā*—não; *yāya*—é possível; *varṇane*—descrever; *viṣaya-kūpa haite*—do poço do gozo material; *kāḍila*—libertou; *tomā*—vós; *dui-jane*—ambos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Não é possível descrever a misericórdia de Kṛṣṇa, pois Ele libertou vós dois do poço do gozo material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/50/", "verse_text": "na me 'bhaktaś catur-vedī\n\nmad-bhaktaḥ śvapacaḥ priyaḥ\n\ntasmai deyaṁ tato grāhyaṁ\n\nsa ca pūjyo yathā hy aham", "devanagari": "> ন মেঽভক্তশ্চতুর্বেদী মদ্ভক্তঃ শ্বপচঃ প্রিয়ঃ ।\n> তস্মৈ দেয়ং ততো গ্রাহ্যং স চ পূজ্যো যথা হ্যহম্ ॥৫০॥", "synonyms": "*na*—não; *me*—Meu; *abhaktaḥ*—desprovido de serviço devocional puro; *catuḥ-vedī*—um erudito nos quatro Vedas; *mat-bhaktaḥ*—Meu devoto; *śva-pacaḥ*—mesmo de uma família de comedores de cães; *priyaḥ*—muito querido; *tasmai*—a ele (um devoto puro, ainda que nascido em uma família muito baixa); *deyam*—deve-se dar; *tataḥ*—dele; *grāhyam*—devem-se aceitar (os restos de alimento); *saḥ*—essa pessoa; *ca*—também; *pūjyaḥ*—adorável; *yathā*—tanto quanto; *hi*—certamente; *aham*—Eu.", "translation": "**\" 'Ainda que uma pessoa seja um erudito muito instruído nas literaturas sânscritas Védicas, ela não é aceita como Meu devoto a menos que seja pura em serviço devocional. Ainda que uma pessoa nasça em uma família de comedores de cães, ela Me é muito querida se for um devoto puro que não tem nenhum motivo de desfrutar de atividades fruitivas ou especulação mental. De fato, todos os respeitos devem ser-lhe prestados, e tudo o que ela oferecer deve ser aceito. Tais devotos são tão adoráveis quanto Eu.' \"**", "purport": "Este verso está incluído no *Hari-bhakti-vilāsa* (10.127), compilado por Sanātana Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/19/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/51/", "verse_text": "ei śloka paḍi' duṅhāre kailā āliṅgana\n\nkṛpāte duṅhāra māthāya dharilā caraṇa", "devanagari": "> এই শ্লোক পড়ি’ দুঁহারে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> কৃপাতে দুঁহার মাথায় ধরিলা চরণ ॥৫১॥", "synonyms": "*ei śloka*—este verso; *paḍi'*—recitando; *duṅhāre*—os dois irmãos; *kailā āliṅgana*—abraçou; *kṛpāte*—por misericórdia imotivada; *duṅhāra*—de ambos; *māthāya*—sobre as cabeças; *dharilā*—colocou; *caraṇa*—Seus pés.", "translation": "**Após recitar este verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou os dois irmãos e, por Sua misericórdia imotivada, colocou Seus pés sobre as cabeças deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/52/", "verse_text": "prabhu-kṛpā pāñā duṅhe dui hāta yuḍi'\n\ndīna hañā stuti kare vinaya ācari'", "devanagari": "> প্রভু-কৃপা পাঞা দুঁহে দুই হাত যুড়ি’ ।\n> দীন হঞা স্তুতি করে বিনয় আচরি’ ॥৫২॥", "synonyms": "*prabhu-kṛpā*—a misericórdia do Senhor; *pāñā*—recebendo; *duṅhe*—ambos; *dui*—duas; *hāta*—mãos; *yuḍi'*—juntando; *dīna hañā*—muito humildemente; *stuti kare*—oferecem orações; *vinaya ācari'*—com submissão.", "translation": "**Após receberem a misericórdia imotivada do Senhor, os irmãos juntaram as mãos e, com grande humildade, ofereceram as seguintes orações ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/53/", "verse_text": "namo mahā-vadānyāya\n\nkṛṣṇa-prema-pradāya te\n\nkṛṣṇāya kṛṣṇa-caitanya-\n\nnāmne gaura-tviṣe namaḥ", "devanagari": "> নমো মহাবদান্যায় কৃষ্ণপ্রেমপ্রদায় তে ।\n> কৃষ্ণায় কৃষ্ণচৈতন্যনাম্নে গৌরত্বিষে নমঃ ॥৫৩॥", "synonyms": "*namaḥ*—reverências; *mahā-vadānyāya*—que é o mais magnânimo e caridosamente disposto; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *pradāya*—que pode dar; *te*—a Ti; *kṛṣṇāya*—a Personalidade de Deus original; *kṛṣṇa-caitanya-nāmne*—sob o nome de Kṛṣṇa Caitanya; *gaura-tviṣe*—cuja tez é a tez dourada de Śrīmatī Rādhārāṇī; *namaḥ*—reverências.", "translation": "**\"Ó encarnação mais magnânima! Tu és o próprio Kṛṣṇa que apareces como Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu. Assumiste a cor dourada de Śrīmatī Rādhārāṇī e distribuis amplamente o amor puro a Kṛṣṇa. Oferecemos-Te nossas respeitosas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/54/", "verse_text": "yo 'jñāna-mattaṁ bhuvanaṁ dayālur\n\nullāghayann apy akarot pramattam\n\nsva-prema-sampat-sudhayādbhutehaṁ\n\nśrī-kṛṣṇa-caitanyam amuṁ prapadye", "devanagari": "> যোঽজ্ঞানমত্তং ভুবনং দয়ালুরুল্লাঘয়ন্নপ্যকরোৎ প্ৰমত্তম্ ।\n> স্বপ্রেমসম্পৎসুধয়াদ্ভুতেহং শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যমমুং প্ৰপদ্যে ॥৫৪॥", "synonyms": "*yaḥ*—aquela Personalidade de Deus que; *ajñāna-mattam*—enlouquecido pela ignorância ou passando o tempo tolamente em karma, jñāna, yoga e filosofia māyāvāda; *bhuvanam*—os três mundos inteiros; *dayāluḥ*—tão misericordioso; *ullāghayan*—subjugando processos tais como karma, jñāna e yoga; *api*—apesar de; *akarot*—tornou; *pra-mattam*—enlouquecido; *sva-prema-sampat-sudhayā*—pelo néctar de Seu serviço devocional pessoal, que é um tesouro inestimável de bem-aventurança; *adbhuta-īham*—cujas atividades são maravilhosas; *śrī-kṛṣṇa-caitanyam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *amum*—esse; *prapadye*—rendo-me.", "translation": "**\"Oferecemos nossas respeitosas reverências àquela misericordiosa Suprema Personalidade de Deus que converteu os três mundos, que estavam enlouquecidos pela ignorância, e os salvou de sua condição enferma, tornando-os enlouquecidos com o néctar do tesouro do amor a Deus. Tomemos pleno refúgio naquela Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa Caitanya, cujas atividades são maravilhosas.\"**", "purport": "Este verso encontra-se no Govinda-līlāmṛta (1.2)."}
{"ref": "cc/madhya/19/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/55/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre nikaṭe vasāilā\n\n'sanātanera vārtā kaha'--tāṅhāre puchilā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে নিকটে বসাইলা ।\n> ‘সনাতনের বার্তা কহ’ — তাঁহারে পুছিলা ॥৫৫॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a eles; *nikaṭe*—perto de Si; *vasāilā*—sentou; *sanātanera vārtā*—notícias de Sanātana; *kaha*—dizei-Me, por favor; *tāṅhāre*—a eles; *puchilā*—perguntou.", "translation": "**Depois disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-os a Seu lado e lhes perguntou: \"Que notícias tendes de Sanātana?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/56/", "verse_text": "rūpa kahena,--teṅho bandī haya rāja-ghare\n\ntumi yadi uddhāra', tabe ha-ibe uddhāre", "devanagari": "> রূপ কহেন, — তেঁহো বন্দী হয় রাজ-ঘরে ।\n> তুমি যদি উদ্ধার’, তবে হইবে উদ্ধারে ॥৫৬॥", "synonyms": "*rūpa kahena*—Rūpa Gosvāmī disse; *teṅho*—ele; *bandī*—preso; *haya*—está; *rāja-ghare*—na corte do governo; *tumi*—Tu; *yadi*—se; *uddhāra'*—bondosamente resgatares; *tabe*—então; *ha-ibe*—ele será; *uddhāre*—libertado desse enredamento.", "translation": "**Rūpa Gosvāmī respondeu: \"Sanātana agora foi preso pelo governo de Hussain Shah. Se Tu bondosamente o salvares, ele poderá ser libertado desse enredamento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/57/", "verse_text": "prabhu kahe,--sanātanera hañāche mocana\n\nacirāt āmā-saha ha-ibe milana", "devanagari": "> প্রভু কহে — সনাতনের হঞাছে মোচন ।\n> অচিরাৎ আমা-সহ হইবে মিলন ॥৫৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *hañāche*—houve; *mocana*—libertação; *acirāt*—muito em breve; *āmā-saha*—coMigo; *ha-ibe milana*—haverá encontro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu imediatamente: \"Sanātana já foi libertado de seu confinamento, e ele Me encontrará muito em breve.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/58/", "verse_text": "madhyāhna karite vipra prabhure kahilā\n\nrūpa-gosāñi se-divasa tathāñi rahilā", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিতে বিপ্র প্রভুরে কহিলা ।\n> রূপ-গোসাঞি সে-দিবস তথাঞি রহিলা ॥৫৮॥", "synonyms": "*madhyāhna karite*—para aceitar o almoço; *vipra*—o brāhmaṇa do Decão; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahilā*—solicitou; *rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosvāmī; *se-divasa*—naquele dia; *tathāñi*—ali; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**O brāhmaṇa então solicitou a Śrī Caitanya Mahāprabhu que aceitasse Seu almoço. Rūpa Gosvāmī também permaneceu ali naquele dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/59/", "verse_text": "bhaṭṭācārya dui bhāiye nimantraṇa kaila\n\nprabhura śeṣa prasāda-pātra dui-bhāi pāila", "devanagari": "> ভট্টাচার্য দুই ভাইয়ে নিমন্ত্রণ কৈল ।\n> প্রভুর শেষ প্রসাদ-পাত্র দুইভাই পাইল ॥৫৯॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Balabhadra Bhaṭṭācārya; *dui bhāiye*—os dois irmãos; *nimantraṇa kaila*—convidou para o almoço; *prabhura śeṣa prasāda-pātra*—os restos do prato de alimento oferecido a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui-bhāi pāila*—os dois irmãos obtiveram.", "translation": "**Balabhadra Bhaṭṭācārya convidou os dois irmãos a também participarem do almoço. Os restos de alimento do prato de Śrī Caitanya Mahāprabhu foram-lhes oferecidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/60/", "verse_text": "triveṇī-upara prabhura vāsā-ghara sthāna\n\ndui bhāi vāsā kaila prabhu-sannidhāna", "devanagari": "> ত্রিবেণী-উপর প্রভুর বাসা-ঘর স্থান ।\n> দুই ভাই বাসা কৈল প্রভু-সন্নিধান ॥৬০॥", "synonyms": "*tri-veṇī-upara*—na margem da confluência do Yamunā e do Ganges; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāsā-ghara*—da casa residencial; *sthāna*—o lugar; *dui bhāi*—os dois irmãos; *vāsā kaila*—residiram; *prabhu-sannidhāna*—perto de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu escolheu Sua residência junto à confluência do Ganges e do Yamunā, num lugar chamado Triveṇī. Os dois irmãos – Rūpa Gosvāmī e Śrī Vallabha – escolheram sua residência perto da do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/61/", "verse_text": "se-kāle vallabha-bhaṭṭa rahe āḍāila-grāme\n\nmahāprabhu āilā śuni' āila tāṅra sthāne", "devanagari": "> সে-কালে বল্লভ-ভট্ট রহে আড়াইল-গ্রামে ।\n> মহাপ্রভু আইলা শুনি’ আইল তাঁর স্থানে ॥৬১॥", "synonyms": "*se-kāle*—naquela época; *vallabha-bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *rahe*—residia; *āḍāila-grāme*—na aldeia conhecida como Āḍāila; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—havia chegado; *śuni'*—ao ouvir; *āila*—veio; *tāṅra sthāne*—ao lugar Dele.", "translation": "**Naquela época, Śrī Vallabha Bhaṭṭa estava hospedado em Āḍāila-grāma, e, quando ouviu que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia chegado, dirigiu-se ao lugar onde Ele estava para vê-lo.**", "purport": "Vallabha Bhaṭṭa era um grande erudito instruído no vaiṣṇavismo. No princípio, era muito devotado a Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas, como pensava que não podia receber o devido respeito Dele, mais tarde uniu-se à seita Viṣṇusvāmī e tornou-se ācārya dessa seita. Sua seita é célebre como a Vallabhācārya-sampradāya. Essa sampradāya teve grande influência em Vṛndāvana, perto de Gokula, e em Bombaim. Vallabha Bhaṭṭa escreveu muitos livros, incluindo um comentário sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* chamado Subodhinī-ṭīkā, e notas sobre o *Vedānta-sūtra*, na forma de um Anubhāṣya. Também escreveu uma combinação de dezesseis obras curtas chamada Ṣoḍaśa-grantha. Āḍāila-grāma, onde ele estava hospedado, ficava perto da confluência dos rios Ganges e Yamunā, do outro lado do Yamunā, a cerca de uma milha do rio. A aldeia ali é chamada Aḍelī-grāma, ou Āḍāila-grāma. Um templo do Senhor Viṣṇu ali ainda pertence à Vallabha-sampradāya.\n\nVallabha Bhaṭṭa era originalmente de um lugar no sul da Índia chamado Trailaṅga. Há ali uma estação ferroviária chamada Niḍāḍābhalu. A dezesseis milhas dessa estação há uma aldeia chamada Kāṅkaḍabāḍa, ou Kākuṅrapāḍhu. Um brāhmaṇa instruído chamado Lakṣmaṇa Dīkṣita costumava morar ali, e Vallabha Bhaṭṭa era seu filho. Há cinco seções da comunidade brāhmaṇa de Āndhra Pradesh conhecidas como bella-nāṭī, vegī-nāṭī, muraki-nāṭi, telagu-nāṭī e kāśala-nāṭī. Dentre essas cinco comunidades brâmanes, Vallabhācārya nasceu na comunidade de bella-nāṭī no ano de 1400 da Era Śakābda. Segundo algumas pessoas, o pai de Vallabha Bhaṭṭācārya aceitou sannyāsa antes do nascimento de Vallabha e retornou ao lar para ter Vallabhācārya como filho. Segundo a opinião de outros, Vallabhācārya nasceu em 1400 da Era Śakābda, no dia de Ekādaśī da lua minguante no mês de Caitra, e nasceu em uma família brāhmaṇa de sobrenome Khambhaṁpāṭībāru. Segundo este relato, o nome de seu pai era Lakṣmaṇa Bhaṭṭa Dīkṣita, e ele nasceu em Campakāraṇya. Na opinião de outra pessoa, Vallabhācārya apareceu perto da aldeia chamada Cāṅpā-jhāra-grāma, que fica perto de uma estação ferroviária chamada Rājima, em Madhya Pradesh.\n\nApós estudar onze anos em Vārāṇasī, Vallabhācārya retornou ao lar. Ao retornar, ouviu que seu pai havia partido deste mundo material. Mantendo seu irmão e sua mãe em casa, foi às margens do rio Tuṅgabhadrā, em uma aldeia chamada Vidyānagara, e foi ali que iluminou Kṛṣṇadeva, o neto do rei Bukkarāja. Depois disso, viajou três vezes por toda a Índia em jornadas que duravam seis anos. Assim, passou dezoito anos e tornou-se vitorioso em suas discussões sobre a escritura revelada. Quando tinha trinta anos, casou-se com Mahālakṣmī, que pertencia à mesma comunidade brāhmaṇa. Perto da colina Govardhana, estabeleceu uma Deidade no vale. Por fim, chegou a Āḍāila, que fica do outro lado de Prayāga.\n\nVallabhācārya teve dois filhos, Gopīnātha e Viṭhṭhaleśvara, e, em sua velhice, aceitou a ordem renunciada. Em 1452 da Era Śakābda, partiu deste mundo material em Vārāṇasī. Seu livro conhecido como Ṣoḍaśa-grantha e seus comentários sobre o *Vedānta-sūtra* (Anubhāṣya) e o *Śrīmad-Bhāgavatam* (Subodhinī) são muito famosos. Ele escreveu muitos outros livros além desses."}
{"ref": "cc/madhya/19/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/62/", "verse_text": "teṅho daṇḍavat kaila, prabhu kailā āliṅgana\n\ndui jane kṛṣṇa-kathā haila kata-kṣaṇa", "devanagari": "> তেঁহো দণ্ডবৎ কৈল, প্রভু কৈলা আলিঙ্গন ।\n> দুই জনে কৃষ্ণকথা হৈল কতক্ষণ ॥৬২॥", "synonyms": "*teṅho*—ele; *daṇḍavat*—reverências; *kaila*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *āliṅgana*—abraço; *dui jane*—entre os dois; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos sobre o Senhor Kṛṣṇa; *haila*—houve; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya ofereceu suas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor o abraçou. Depois disso, discutiram tópicos sobre Kṛṣṇa por algum tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/63/", "verse_text": "kṛṣṇa-kathāya prabhura mahā-prema uthalila\n\nbhaṭṭera saṅkoce prabhu samvaraṇa kaila", "devanagari": "> কৃষ্ণকথায় প্রভুর মহাপ্রেম উথলিল ।\n> ভট্টের সঙ্কোচে প্রভু সম্বরণ কৈল ॥৬৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-kathāya*—na conversa sobre Kṛṣṇa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-prema*—grande amor; *uthalila*—surgiu; *bhaṭṭera*—de Bhaṭṭācārya; *saṅkoce*—devido à timidez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samvaraṇa kaila*—conteve-Se.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu grande amor extático quando começaram a conversar sobre Kṛṣṇa, mas o Senhor conteve Seus sentimentos porque ficou tímido diante de Vallabha Bhaṭṭa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/64/", "verse_text": "antare gara-gara prema, nahe samvaraṇa\n\ndekhi' camatkāra haila vallabha-bhaṭṭera mana", "devanagari": "> অন্তরে গর-গর প্রেম, নহে সম্বরণ ।\n> দেখি’ চমৎকার হৈল বল্লভ-ভট্টের মন ॥৬৪॥", "synonyms": "*antare*—por dentro; *gara-gara*—fervia; *prema*—amor extático; *nahe*—não havia; *samvaraṇa*—contenção; *dekhi'*—ao perceber; *camatkāra*—espanto; *haila*—houve; *vallabha-bhaṭṭera mana*—na mente de Vallabha Bhaṭṭa.", "translation": "**Embora o Senhor Se contivesse externamente, o amor extático fervia dentro Dele. Não havia como contê-lo. Vallabha Bhaṭṭa ficou espantado ao perceber isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/65/", "verse_text": "tabe bhaṭṭa mahāprabhure nimantraṇa kaila\n\nmahāprabhu dui-bhāi tāṅhāre milāilā", "devanagari": "> তবে ভট্ট মহাপ্রভুরে নিমন্ত্রণ কৈলা ।\n> মহাপ্রভু দুইভাই তাঁহারে মিলাইলা ॥৬৫॥", "synonyms": "*tabe*—então; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa kailā*—convidou; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya.", "translation": "**Em seguida, Vallabha Bhaṭṭa convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu para o almoço, e o Senhor apresentou-lhe os irmãos Rūpa e Vallabha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/66/", "verse_text": "dui-bhāi dūra haite bhūmite paḍiyā\n\nbhaṭṭe daṇḍavat kailā ati dīna hañā", "devanagari": "> দুইভাই দূর হৈতে ভূমিতে পড়িয়া ।\n> ভট্টে দণ্ডবৎ কৈলা অতি দীন হঞা ॥৬৬॥", "synonyms": "*dui-bhāi*—os dois irmãos; *dūra haite*—de uma distância; *bhūmite*—no chão; *paḍiyā*—prostrando-se; *bhaṭṭe*—a Vallabha Bhaṭṭa; *daṇḍavat kailā*—ofereceram reverências; *ati dīna hañā*—sendo muito humildes.", "translation": "**De uma distância, os irmãos Rūpa Gosvāmī e Śrī Vallabha prostraram-se no chão e ofereceram reverências a Vallabha Bhaṭṭa com grande humildade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/67/", "verse_text": "bhaṭṭa milibāre yāya, duṅhe palāya dūre\n\n'aspṛśya pāmara muñi, nā chuṅiha more'", "devanagari": "> ভট্ট মিলিবারে যায়, দুঁহে পলায় দূরে ।\n> ‘অস্পৃশ্য পামর মুঞি, না ছুঁইহ মোরে ।।’ ॥ ৬৭ ॥", "synonyms": "*bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *milibāre*—para encontrar; *yāya*—vai; *duṅhe*—os dois irmãos; *palāya*—fugiram; *dūre*—para um lugar distante; *aspṛśya*—intocável; *pāmara*—o mais caído; *muñi*—eu; *nā chuṅiha*—não toques; *more*—em mim.", "translation": "**Quando Vallabha Bhaṭṭācārya caminhou em direção a eles, fugiram para um lugar mais distante. Rūpa Gosvāmī disse: \"Sou intocável e o mais pecaminoso. Por favor, não me toques.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/68/", "verse_text": "bhaṭṭera vismaya haila, prabhura harṣa mana\n\nbhaṭṭere kahilā prabhu tāṅra vivaraṇa", "devanagari": "> ভট্টের বিস্ময় হৈল, প্রভুর হর্ষ মন ।\n> ভট্টেরে কহিলা প্রভু তাঁর বিবরণ ॥৬৮॥", "synonyms": "*bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭācārya; *vismaya haila*—houve surpresa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *harṣa*—muito feliz; *mana*—a mente; *bhaṭṭere kahilā*—disse a Vallabha Bhaṭṭācārya; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra vivaraṇa*—descrição de Rūpa Gosvāmī.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya ficou muito surpreso com isso. Śrī Caitanya Mahāprabhu, contudo, ficou muito satisfeito e, por isso, fez-lhe esta descrição de Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/69/", "verse_text": "'iṅho nā sparśiha, iṅho jāti ati-hīna!\n\nvaidika, yājñika tumi kulīna pravīṇa!'", "devanagari": "> ‘ইঁহো না স্পর্শিহ, ইঁহো জাতি অতি-হীন !\n> বৈদিক, যাজ্ঞিক তুমি কুলীন প্রবীণ !’ ॥ ৬৯ ॥", "synonyms": "*iṅho*—nele; *nā sparśiha*—não toques; *iṅho*—ele; *jāti*—casta; *ati-hīna*—muito baixa; *vaidika*—um seguidor dos princípios Védicos; *yājñika*—um realizador de muitos sacrifícios; *tumi*—tu; *kulīna*—brāhmaṇa aristocrático; *pravīṇa*—uma pessoa experiente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Não toques nele, pois pertence a uma casta muito baixa. Tu és um seguidor dos princípios Védicos e um realizador muito experiente de muitos sacrifícios. Também pertences à aristocracia.\"**", "purport": "Em geral, os brāhmaṇas ficam inchados de falso prestígio porque pertencem à aristocracia e realizam muitos sacrifícios Védicos. Especialmente no sul da Índia, essa posição melindrosa é muito proeminente. De qualquer modo, era esse o caso há quinhentos anos. Śrī Caitanya Mahāprabhu de fato iniciou uma revolução contra esse sistema bramânico ao inaugurar o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa. Por meio desse cantar, a pessoa pode ser libertada independentemente de casta, credo, cor ou posição social. Quem quer que cante o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa é imediatamente purificado devido à posição transcendental do serviço devocional. Śrī Caitanya Mahāprabhu insinua aqui a Vallabha Bhaṭṭācārya que um brāhmaṇa elevado que faz sacrifícios e segue os princípios Védicos não deve negligenciar uma pessoa que se ocupa em serviço devocional ao cantar o santo nome do Senhor.\n\nNa verdade, Rūpa Gosvāmī não pertencia a uma casta inferior. Era de uma família brāhmaṇa altamente aristocrática, mas, devido à sua associação com o Nawab muçulmano, era considerado caído e excomungado da sociedade brāhmaṇa. No entanto, devido ao seu avançado serviço devocional, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou-o como gosvāmī. Vallabha Bhaṭṭācārya sabia de tudo isso. Aquele que é devoto está acima de casta e credo, mas, ainda assim, Vallabha Bhaṭṭācārya considerava-se prestigioso.\n\nO atual líder da sampradāya de Vallabha Bhaṭṭācārya, de Bombaim, chama-se Dīkṣita Mahārāja. Ele é muito amistoso com o nosso movimento e, sempre que o encontramos, esse erudito brāhmaṇa elogia muito as atividades do movimento Hare Kṛṣṇa. É membro vitalício de nossa Sociedade e, embora seja um erudito instruído na tradição da casta bramânica, aceita a nossa Sociedade e considera seus membros devotos genuínos do Senhor Viṣṇu."}
{"ref": "cc/madhya/19/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/70/", "verse_text": "duṅhāra mukhe nirantara kṛṣṇa-nāma śuni'\n\nbhaṭṭa kahe, prabhura kichu iṅgita-bhaṅgī jāni'", "devanagari": "> দুঁহার মুখে নিরন্তর কৃষ্ণনাম শুনি’ ।\n> ভট্ট কহে, প্রভুর কিছু ইঙ্গিত-ভঙ্গী জানি’ ॥৭০॥", "synonyms": "*duṅhāra mukhe*—nas bocas tanto de Rūpa Gosvāmī quanto de seu irmão Vallabha; *nirantara*—continuamente; *kṛṣṇa-nāma śuni'*—ao ouvir o cantar do santo nome de Kṛṣṇa; *bhaṭṭa kahe*—Vallabha Bhaṭṭācārya disse; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—algumas; *iṅgita*—indicações; *bhaṅgī*—insinuações; *jāni'*—compreendendo.", "translation": "**Ao ouvir o santo nome constantemente vibrado pelos dois irmãos, Vallabha Bhaṭṭācārya pôde compreender as insinuações de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/71/", "verse_text": "'duṅhāra mukhe kṛṣṇa-nāma kariche nartana\n\nei-dui 'adhama' nahe, haya 'sarvottama'", "devanagari": "> ‘দুঁহার মুখে কৃষ্ণনাম করিছে নর্তন ।\n> এই-দুই ‘অধম’ নহে, হয় ‘সর্বোত্তম’ ॥৭১॥", "synonyms": "*duṅhāra mukhe*—nas bocas de ambos; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kariche*—está fazendo; *nartana*—dança; *ei-dui*—ambos; *adhama nahe*—não são caídos; *haya*—são; *sarva-uttama*—os mais elevados.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya admitiu: \"Visto que estes dois cantam constantemente o santo nome de Kṛṣṇa, como podem ser intocáveis? Pelo contrário, são os mais elevados.\"**", "purport": "A admissão de Vallabha Bhaṭṭācārya quanto à posição elevada dos irmãos deveria servir de lição para quem se orgulha falsamente de sua posição como brāhmaṇa. Às vezes, supostos brāhmaṇas não reconhecem nossos discípulos europeus e americanos como devotos ou brāhmaṇas, e alguns brāhmaṇas são tão orgulhosos que não lhes permitem entrar nos templos. Śrī Caitanya Mahāprabhu dá aqui uma grande lição. Embora Vallabha Bhaṭṭācārya fosse uma grande autoridade em brahmanismo e um erudito instruído, admitiu que aqueles que cantam o santo nome do Senhor são brāhmaṇas e vaiṣṇavas genuínos e, portanto, elevados."}
{"ref": "cc/madhya/19/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/72/", "verse_text": "aho bata śva-paco 'to garīyān\n\nyaj-jihvāgre vartate nāma tubhyam\n\ntepus tapas te juhuvuḥ sasnur āryā\n\nbrahmānūcur nāma gṛṇanti ye te", "devanagari": "> অহোবত শ্বপচোঽতো গরীয়ান্\n> যজ্জিহ্বাগ্রে বর্ততে নাম তুভ্যম্ ।\n> তেপুস্তপস্তে জুহুবুঃ সস্নুরার্যা\n> ব্রহ্মানূচুর্নাম গৃণন্তি যে তে ॥৭২॥", "synonyms": "*aho bata*—quão maravilhoso é; *śva-pacaḥ*—comedores de cães; *ataḥ*—do que o brāhmaṇa iniciado; *garīyān*—mais glorioso; *yat*—de quem; *jihvā-agre*—na ponta da língua; *vartate*—permanece; *nāma*—o santo nome; *tubhyam*—de Ti, meu Senhor; *tepuḥ*—realizaram; *tapaḥ*—austeridade; *te*—eles; *juhuvuḥ*—realizaram sacrifícios; *sasnuḥ*—banharam-se em todos os lugares sagrados; *āryāḥ*—realmente pertencentes à raça ariana; *brahma*—todos os Vedas; *anūcuḥ*—estudaram; *nāma*—o santo nome; *gṛṇanti*—cantam; *ye*—quem; *te*—eles.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya então recitou o seguinte verso: \" 'Meu querido Senhor, aquele que sempre mantém Teu santo nome na língua torna-se maior do que um brāhmaṇa iniciado. Embora possa nascer numa família de comedores de cães e, portanto, segundo o cálculo material, seja o mais baixo entre os homens, ainda assim é glorioso. Este é o maravilhoso efeito de cantar o santo nome do Senhor. Conclui-se, portanto, que se deve compreender que aquele que canta o santo nome do Senhor realizou todo tipo de austeridades e grandes sacrifícios mencionados nos *Vedas*. Já tomou seu banho em todos os lugares sagrados de peregrinação. Estudou todos os *Vedas* e é, de fato, um ariano.' \"**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.33.7)."}
{"ref": "cc/madhya/19/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/73/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu tāṅre bahu praśaṁśilā\n\npremāviṣṭa hañā śloka paḍite lāgilā", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু তাঁরে বহু প্রশংসিলা ।\n> প্রেমাবিষ্ট হঞা শ্লোক পড়িতে লাগিলা ॥৭৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *bahu*—muitíssimo; *praśaṁśilā*—elogiou; *prema-āviṣṭa hañā*—ficando extático em amor a Deus; *śloka*—versos; *paḍite lāgilā*—começou a recitar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito ao ouvir Vallabha Bhaṭṭa citar do śāstra a respeito da posição de um devoto. O Senhor elogiou-o pessoalmente e, sentindo amor extático a Deus, começou a citar muitos versos do śāstra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/74/", "verse_text": "śuciḥ sad-bhakti-dīptāgni-\n\ndagdha-durjāti-kalmaṣaḥ\n\nśvapāko 'pi budhaiḥ ślāgyo\n\nna vedajño 'pi nāstikaḥ", "devanagari": "> শুচিঃ সদ্ভক্তিদীপ্তাগ্নিদগ্ধদুর্জাতিকল্মষঃ ।\n> শ্বপাকোঽপি বুধৈঃ শ্লাঘ্যো ন বেদজ্ঞোহপি নাস্তিকঃ ॥৭৪॥", "synonyms": "*śuciḥ*—um brāhmaṇa purificado interna e externamente; *sat-bhakti*—do serviço devocional sem motivações; *dīpta-agni*—pelo fogo ardente; *dagdha*—reduzidas a cinzas; *durjāti*—tais como o nascimento numa família baixa; *kalmaṣaḥ*—cujas reações pecaminosas; *śva-pākaḥ api*—embora nascido numa família de comedores de cães; *budhaiḥ*—pelos eruditos instruídos; *ślāgyaḥ*—reconhecido; *na*—não; *veda-jñaḥ api*—embora completamente versado no conhecimento Védico; *nāstikaḥ*—um ateu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \" 'Uma pessoa que possui as características puras de um brāhmaṇa devido ao serviço devocional — o qual é como um fogo ardente que reduz a cinzas todas as reações pecaminosas das vidas passadas — está certamente salva das consequências de atos pecaminosos, tais como nascer numa família inferior. Embora possa nascer numa família de comedores de cães, é reconhecida pelos eruditos instruídos. No entanto, embora uma pessoa possa ser um erudito instruído no conhecimento Védico, não é reconhecida se for ateia.**", "purport": "Este verso e o próximo são citados do Hari-bhakti-sudhodaya (3.11,12), uma literatura transcendental extraída dos *Purāṇas*."}
{"ref": "cc/madhya/19/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/75/", "verse_text": "bhagavad-bhakti-hīnasya\n\njātiḥ śāstraṁ japas tapaḥ\n\naprāṇasyeva dehasya\n\nmaṇḍanaṁ loka-rañjanam", "devanagari": "> ভগবদ্ভক্তিহীনস্য জাতিঃ শাস্ত্রং জপস্তপঃ ।\n> অপ্রাণস্যেব দেহস্য মণ্ডনং লোকরঞ্জনম্ ॥৭৫॥", "synonyms": "*bhagavat-bhakti-hīnasya*—de uma pessoa desprovida de serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus; *jātiḥ*—nascimento numa casta elevada; *śāstram*—conhecimento das escrituras reveladas; *japaḥ*—pronúncia de mantras; *tapaḥ*—austeridades e penitências; *aprāṇasya*—que está morto; *iva*—como; *dehasya*—de um corpo; *maṇḍanam*—decoração; *loka*—aos caprichos das pessoas em geral; *rañjanam*—simplesmente agradando.", "translation": "**\" 'Para uma pessoa desprovida de serviço devocional, o nascimento numa grande família ou nação, o conhecimento das escrituras reveladas, a realização de austeridades e penitências e o cantar de mantras Védicos são todos como ornamentos num corpo morto. Tais ornamentos simplesmente servem aos prazeres inventados das pessoas em geral.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/76/", "verse_text": "prabhura premāveśa, āra prabhāva bhakti-sāra\n\nsaundaryādi dekhi' bhaṭṭera haila camatkāra", "devanagari": "> প্রভুর প্রেমাবেশ, আর প্রভাব ভক্তিসার ।\n> সৌন্দর্যাদি দেখি’ ভট্টের হৈল চমৎকার ॥৭৬॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āveśa*—êxtase em amor a Deus; *āra*—e; *prabhāva*—a influência; *bhakti-sāra*—a essência do serviço devocional; *saundarya-ādi*—beleza pessoal e outras qualidades; *dekhi'*—vendo; *bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭācārya; *haila*—houve; *camatkāra*—espanto.", "translation": "**Ao ver o amor extático do Senhor, Vallabha Bhaṭṭācārya ficou certamente muito espantado. Ficou espantado também com o conhecimento do Senhor sobre a essência do serviço devocional, bem como com Sua beleza pessoal e Sua influência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/77/", "verse_text": "sagaṇe prabhure bhaṭṭa naukāte caḍāñā\n\nbhikṣā dite nija-ghare calilā lañā", "devanagari": "> সগণে প্রভুরে ভট্ট নৌকাতে চড়াঞা ।\n> ভিক্ষা দিতে নিজ-ঘরে চলিলা লঞা ॥৭৭॥", "synonyms": "*sa-gaṇe*—com Seus associados; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭācārya; *naukāte*—num barco; *caḍāñā*—colocando a bordo; *bhikṣā dite*—para oferecer o almoço; *nija-ghare*—à sua própria casa; *calilā*—partiu; *lañā*—levando.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya então colocou Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados a bordo de um barco e levou-os à sua própria casa para lhes oferecer o almoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/78/", "verse_text": "yamunāra jala dekhi' cikkaṇa śyāmala\n\npremāveśe mahāprabhu ha-ilā vihvala", "devanagari": "> যমুনার জল দেখি’ চিক্কণ শ্যামল ।\n> প্রেমাবেশে মহাপ্রভু হইলা বিহ্বল ॥৭৮॥", "synonyms": "*yamunāra*—do rio Yamunā; *jala*—a água; *dekhi'*—vendo; *cikkaṇa*—lustrosa; *śyāmala*—enegrecida; *prema-āveśe*—em amor extático; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā*—ficou; *vihvala*—perturbado.", "translation": "**Ao atravessar o rio Yamunā, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu a água negra e lustrosa e imediatamente ficou perturbado de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/79/", "verse_text": "huṅkāra kari' yamunāra jale dilā jhāṅpa\n\nprabhu dekhi' sabāra mane haila bhaya-kāṅpa", "devanagari": "> হুঙ্কার করি’ যমুনার জলে দিলা ঝাঁপ ।\n> প্রভু দেখি’ সবার মনে হৈল ভয়-কাঁপ ॥৭৯॥", "synonyms": "*huṅkāra kari'*—emitindo um som forte; *yamunāra jale*—na água do rio Yamunā; *dilā*—deu; *jhāṅpa*—um mergulho; *prabhu dekhi'*—vendo o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāra*—de todos; *mane*—na mente; *haila*—houve; *bhaya-kāṅpa*—medo e tremor.", "translation": "**De fato, assim que Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o rio Yamunā, Ele imediatamente emitiu um grande som e saltou na água. Todos ficaram tomados de medo e tremor ao ver isto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/80/", "verse_text": "āste-vyaste sabe dhari' prabhure uṭhāila\n\nnaukāra upare prabhu nācite lāgila", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে সবে ধরি’ প্রভুরে উঠাইল ।\n> নৌকার উপরে প্রভু নাচিতে লাগিল ॥৮০॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande pressa; *sabe*—todos eles; *dhari'*—agarrando; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhāila*—ergueram; *naukāra*—do barco; *upare*—em cima; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nācite lāgila*—começou a dançar.", "translation": "**Todos eles, apressadamente, agarraram Śrī Caitanya Mahāprabhu e O tiraram da água. Uma vez sobre a plataforma do barco, o Senhor começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/81/", "verse_text": "mahāprabhura bhare naukā kare ṭalamala\n\nḍubite lāgila naukā, jhalake bhare jala", "devanagari": "> মহাপ্রভুর ভরে নৌকা করে টলমল ।\n> ডুবিতে লাগিল নৌকা, ঝলকে ভরে জল ॥৮১॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhare*—devido ao peso; *naukā*—o barco; *kare*—faz; *ṭalamala*—inclinar-se; *ḍubite*—a afundar; *lāgila*—começou; *naukā*—o barco; *jhalake*—em jorros; *bhare*—enche; *jala*—água.", "translation": "**Devido ao grande peso do Senhor, o barco começou a inclinar-se. Começou a encher-se de água e estava prestes a afundar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/82/", "verse_text": "yadyapi bhaṭṭera āge prabhura dhairya haila mana\n\ndurvāra udbhaṭa prema nahe samvaraṇa", "devanagari": "> যদ্যপি ভট্টের আগে প্রভুর ধৈর্য হৈল মন ।\n> দুর্বার উদ্ভট প্রেম নহে সম্বরণ ॥৮২॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *bhaṭṭera*—de Vallabhācārya; *āge*—diante; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhairya*—paciente; *haila*—estava; *mana*—a mente; *durvāra*—difícil de deter; *udbhaṭa*—maravilhoso; *prema*—amor extático; *nahe*—não há; *samvaraṇa*—contenção.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu tentou conter-se o quanto pôde diante de Vallabhācārya, mas, embora procurasse manter-se calmo, Seu amor extático não pôde ser contido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/83/", "verse_text": "deśa-pātra dekhi' mahāprabhu dhairya ha-ila\n\nāḍāilera ghāṭe naukā āsi' uttarila", "devanagari": "> দেশ-পাত্র দেখি’ মহাপ্রভু ধৈর্য হইল ।\n> আড়াইলের ঘাটে নৌকা আসি’ উত্তরিল ॥৮৩॥", "synonyms": "*deśa-pātra dekhi'*—vendo as circunstâncias; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhairya ha-ila*—ficou calmo; *āḍāilera ghāṭe*—na margem da aldeia de Āḍāila; *naukā*—o barco; *āsi'*—chegando; *uttarila*—aportou.", "translation": "**Vendo as circunstâncias, Śrī Caitanya Mahāprabhu finalmente ficou calmo, de modo que o barco pôde alcançar a margem de Āḍāila e ali aportar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/84/", "verse_text": "bhaye bhaṭṭa saṅge rahe, madhyāhna karāñā\n\nnija-gṛhe ānilā prabhure saṅgete lañā", "devanagari": "> ভয়ে ভট্ট সঙ্গে রহে, মধ্যাহ্ন করাঞা ।\n> নিজ-গৃহে আনিলা প্রভুরে সঙ্গেতে লঞা ॥৮৪॥", "synonyms": "*bhaye*—com medo; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭācārya; *saṅge*—na companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahe*—permanece; *madhyāhna karāñā*—após providenciar Seu banho; *nija-gṛhe*—à sua própria casa; *ānilā*—levou; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saṅgete*—em companhia; *lañā*—levando.", "translation": "**Temendo pelo bem-estar do Senhor, Vallabha Bhaṭṭācārya permaneceu em Sua companhia. Após providenciar o banho do Senhor, levou-O à sua própria casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/85/", "verse_text": "ānandita hañā bhaṭṭa dila divyāsana\n\nāpane karila prabhura pāda-prakṣālana", "devanagari": "> আনন্দিত হঞা ভট্ট দিল দিব্যাসন ।\n> আপনে করিল প্রভুর পাদপ্রক্ষালন ॥৮৫॥", "synonyms": "*ānandita hañā*—ficando satisfeito; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭācārya; *dila*—deu; *divya-āsana*—um belo assento; *āpane*—pessoalmente; *karila*—fez; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāda-prakṣālana*—lavagem dos pés.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou à sua casa, Vallabha Bhaṭṭācārya, muito satisfeito, ofereceu ao Senhor um belo assento e pessoalmente lavou-Lhe os pés.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/86/", "verse_text": "savaṁśe sei jala mastake dharila\n\nnūtana kaupīna-bahirvāsa parāila", "devanagari": "> সবংশে সেই জল মস্তকে ধরিল ।\n> নূতন কৌপীন-বহির্বাস পরাইল ॥৮৬॥", "synonyms": "*sa-vaṁśe*—com todos os membros da família; *sei*—aquela; *jala*—água; *mastake*—sobre a cabeça; *dharila*—aspergiu; *nūtana*—nova; *kaupīna*—roupa íntima; *bahirvāsa*—vestimenta externa; *parāila*—colocou.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya e toda a sua família então aspergiram aquela água sobre suas cabeças. Em seguida, ofereceram ao Senhor nova roupa íntima e vestimentas externas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/87/", "verse_text": "gandha-puṣpa-dhūpa-dīpe mahā-pūjā kaila\n\nbhaṭṭācārye mānya kari' pāka karāila", "devanagari": "> গন্ধ-পুষ্প-ধূপ-দীপে মহাপূজা কৈল ।\n> ভট্টাচার্যে মান্য করি’ পাক করাইল ॥৮৭॥", "synonyms": "*gandha*—perfumes; *puṣpa*—flores; *dhūpa*—incenso; *dīpe*—com lâmpadas; *mahā-pūjā kaila*—adorou o Senhor com grande pompa; *bhaṭṭācārye*—a Balabhadra Bhaṭṭācārya; *mānya kari'*—oferecendo respeito; *pāka karāila*—ocupando no cozimento.", "translation": "**Vallabhācārya adorou o Senhor com grande pompa, oferecendo perfumes, incenso, flores e lâmpadas, e, com grande respeito, induziu Balabhadra Bhaṭṭa [o cozinheiro do Senhor] a cozinhar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/88/", "verse_text": "bhikṣā karāila prabhure sasneha yatane\n\nrūpa-gosāñi dui-bhāiye karāila bhojane", "devanagari": "> ভিক্ষা করাইল প্রভুরে সস্নেহ যতনে ।\n> রূপগোসাঞি দুইভাইয়ে করাইল ভোজনে ॥৮৮॥", "synonyms": "*bhikṣā karāila*—fez tomar Seu almoço; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sasneha*—com afeto; *yatane*—com grande cuidado; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *dui-bhāiye*—os dois irmãos; *karāila bhojane*—fez comer.", "translation": "**Assim, ofereceu-se almoço a Śrī Caitanya Mahāprabhu com grande cuidado e afeto. Aos irmãos Rūpa Gosvāmī e Śrī Vallabha também se ofereceu comida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/89/", "verse_text": "bhaṭṭācārya śrī-rūpe deoyāila 'avaśeṣa'\n\ntabe sei prasāda kṛṣṇadāsa pāila śeṣa", "devanagari": "> ভট্টাচার্য শ্রীরূপে দেওয়াইল ‘অবশেষ’ ।\n> তবে সেই প্রসাদ কৃষ্ণদাস পাইল শেষ ॥৮৯॥", "synonyms": "*bhaṭṭācārya*—Vallabha Bhaṭṭācārya; *śrī-rūpe*—a Śrīla Rūpa Gosvāmī; *deoyāila*—ofereceu; *avaśeṣa*—os restos; *tabe*—em seguida; *sei*—aqueles; *prasāda*—restos de alimento; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa; *pāila*—recebeu; *śeṣa*—o restante.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya primeiro ofereceu os restos do alimento do Senhor a Śrīla Rūpa Gosvāmī e depois a Kṛṣṇadāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/90/", "verse_text": "mukha-vāsa diyā prabhure karāila śayana\n\nāpane bhaṭṭa karena prabhura pāda-samvāhana", "devanagari": "> মুখবাস দিয়া প্রভুরে করাইল শয়ন ।\n> আপনে ভট্ট করেন প্রভুর পাদ-সম্বাহন ॥৯০॥", "synonyms": "*mukha-vāsa*—especiarias; *diyā*—oferecendo; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāila*—fez fazer; *śayana*—repouso; *āpane*—pessoalmente; *bhaṭṭa*—Śrīla Vallabha Bhaṭṭa; *karena*—faz; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāda-samvāhana*—massageando as pernas.", "translation": "**Em seguida, deram-se ao Senhor especiarias para purificar Sua boca. Depois, fê-Lo repousar, e Vallabha Bhaṭṭācārya pessoalmente massageou-Lhe as pernas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/91/", "verse_text": "prabhu pāṭhāila tāṅre karite bhojane\n\nbhojana kari' āilā teṅho prabhura caraṇe", "devanagari": "> প্রভু পাঠাইল তাঁরে করিতে ভোজনে ।\n> ভোজন করি’ আইলা তেঁহো প্রভুর চরণে ॥৯১॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāṭhāila*—enviou; *tāṅre*—a ele (Vallabha Bhaṭṭācārya); *karite bhojane*—para tomar seu almoço; *bhojana kari'*—após tomar o almoço; *āilā*—veio; *teṅho*—ele; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Enquanto Vallabha Bhaṭṭācārya O massageava, o Senhor pediu-lhe que fosse tomar prasāda. Após tomar prasāda, ele retornou aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/92/", "verse_text": "hena-kāle āilā raghupati upādhyāya\n\ntiruhitā paṇḍita, baḍa vaiṣṇava, mahāśaya", "devanagari": "> হেনকালে আইলা রঘুপতি উপাধ্যায় ।\n> তিরুহিতা পণ্ডিত, বড় বৈষ্ণব, মহাশয় ॥৯২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *āilā*—chegou; *raghupati upādhyāya*—um brāhmaṇa chamado Raghupati Upādhyāya; *tiruhitā*—pertencente ao estado de Tiruhitā; *paṇḍita*—um erudito muito sábio; *baḍa*—grande; *vaiṣṇava*—devoto; *mahāśaya*—cavalheiro respeitável.", "translation": "**Nesse momento, chegou Raghupati Upādhyāya, que pertencia ao distrito de Tiruhitā. Era um erudito muito sábio, um grande devoto e um cavalheiro respeitável.**", "purport": "Tiruhitā, ou Tirhuṭiyā, é uma combinação de quatro distritos em Behar: Sāraṇa, Campāraṇa, Majahphara-pura e Dvārabhāṅgā. As pessoas desse estado são chamadas Tiruṭiyā."}
{"ref": "cc/madhya/19/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/93/", "verse_text": "āsi' teṅho kaila prabhura caraṇa vandana\n\n'kṛṣṇe mati rahu' bali' prabhura vacana", "devanagari": "> আসি’তেঁহো কৈল প্রভুর চরণ বন্দন ।\n> ‘কৃষ্ণে মতি রহু’ বলি’ প্রভুর বচন ॥৯৩॥", "synonyms": "*āsi'*—chegando; *teṅho*—ele; *kaila*—fez; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa vandana*—adorando os pés de lótus; *kṛṣṇe mati rahu*—permanece sempre consciente de Kṛṣṇa; *bali'*—dizendo; *prabhura vacana*—as bênçãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Raghupati Upādhyāya primeiro ofereceu seus respeitos a Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor deu-lhe Suas bênçãos, dizendo: \"Permanece sempre em consciência de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/94/", "verse_text": "śuni' ānandita haila upādhyāyera mana\n\nprabhu tāṅre kahila,--'kaha kṛṣṇera varṇana'", "devanagari": "> শুনি’ আনন্দিত হৈল উপাধ্যায়ের মন ।\n> প্রভু তাঁরে কহিল, — ‘কহ কৃষ্ণের বর্ণন’ ॥৯৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *ānandita*—muito satisfeita; *haila*—ficou; *upādhyāyera mana*—a mente de Upādhyāya; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kahila*—falou; *kaha kṛṣṇera varṇana*—procura descrever Kṛṣṇa.", "translation": "**Raghupati Upādhyāya ficou muito satisfeito ao ouvir as bênçãos do Senhor. O Senhor então pediu-lhe que descrevesse Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/95/", "verse_text": "nija-kṛta kṛṣṇa-līlā-śloka paḍila\n\nśuni' mahāprabhura mahā premāveśa haila", "devanagari": "> নিজ-কৃত কৃষ্ণলীলা-শ্লোক পড়িল ।\n> শুনি’ মহাপ্রভুর মহা প্রেমাবেশ হৈল ॥৯৫॥", "synonyms": "*nija-kṛta*—composto pessoalmente; *kṛṣṇa-līlā*—sobre os passatempos de Kṛṣṇa; *śloka*—versos; *paḍila*—recitou; *śuni'*—ouvindo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā*—grande; *prema-āveśa*—amor extático; *haila*—houve.", "translation": "**Quando Raghupati Upādhyāya foi solicitado a descrever Kṛṣṇa, começou a recitar alguns versos que ele próprio compusera sobre os passatempos de Kṛṣṇa. Ao ouvir esses versos, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou tomado de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/96/", "verse_text": "śrutim apare smṛtim itare\n\nbhāratam anye bhajantu bhava-bhītāḥ\n\naham iha nandaṁ vande\n\nyasyālinde paraṁ brahma", "devanagari": "> শ্রুতিমপরে স্মৃতিমিতরে ভারতমন্যে ভজন্তু ভবভীতাঃ ।\n> অহমিহ নন্দং বন্দে যস্যালিন্দে পরং ব্রহ্ম ॥৯৬॥", "synonyms": "*śrutim*—literatura Védica; *apare*—alguém; *smṛtim*—corolário da literatura Védica; *itare*—outros; *bhāratam*—Mahābhārata; *anye*—ainda outros; *bhajantu*—que eles adorem; *bhava-bhītāḥ*—aqueles que temem a existência material; *aham*—eu; *iha*—aqui; *nandam*—Mahārāja Nanda; *vande*—adoro; *yasya*—cujo; *alinde*—no pátio; *param brahma*—o Brahman Supremo, a Verdade Absoluta.", "translation": "**Raghupati Upādhyāya recitou: \"Aqueles que temem a existência material adoram a literatura Védica. Alguns adoram o smṛti, os corolários da literatura Védica, e outros adoram o *Mahābhārata*. No que me diz respeito, eu adoro Mahārāja Nanda, o pai de Kṛṣṇa, em cujo pátio brinca a Suprema Personalidade de Deus, a Verdade Absoluta.\"**", "purport": "Este verso recitado por Raghupati Upādhyāya foi posteriormente incluído no Padyāvalī (126) de Śrī Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/19/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/97/", "verse_text": "'āge kaha'--prabhu-vākye upādhyāya kahila\n\nraghupati upādhyāya namaskāra kaila", "devanagari": "> ‘আগে কহ’ — প্রভু-বাক্যে উপাধ্যায় কহিল ।\n> রঘুপতি উপাধ্যায় নমস্কার কৈল ॥৯৭॥", "synonyms": "*āge kaha*—por favor, fala mais; *prabhu-vākye*—a pedido de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upādhyāya*—Raghupati Upādhyāya; *kahila*—disse; *raghupati upādhyāya*—Raghupati Upādhyāya; *namaskāra kaila*—ofereceu reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando o Senhor pediu a Raghupati Upādhyāya que recitasse mais, ele imediatamente ofereceu seus respeitos ao Senhor e atendeu a Seu pedido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/98/", "verse_text": "kaṁ prati kathayitum īśe\n\nsamprati ko vā pratītim āyātu\n\ngo-pati-tanayā-kuñje\n\ngopa-vadhūṭī-viṭaṁ brahma", "devanagari": "> কম্প্রতি কথয়িতুমীশে সম্প্রতি কো বা প্রতীতিমায়াতু ।\n> গোপতি-তনয়াকুঞ্জে গোপবধূটী-বিটং ব্রহ্ম ॥৯৮॥", "synonyms": "*kam prati*—a quem; *kathayitum*—falar; *īśe*—sou capaz; *samprati*—agora; *kaḥ*—quem; *vā*—ou; *pratītim*—crença; *āyātu*—teria; *go-pati*—do deus do Sol; *tanayā*—da filha (a Yamunā); *kuñje*—nos arbustos da margem; *gopa-vadhūṭī*—das vaqueirinhas; *viṭam*—o caçador; *brahma*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"A quem posso falar que vá acreditar em mim quando digo que *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, caça as gopīs nos arbustos das margens do rio Yamunā? Dessa forma, o Senhor demonstra Seus passatempos.\"**", "purport": "Este verso também foi posteriormente incluído no Padyāvalī (98)."}
{"ref": "cc/madhya/19/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/99/", "verse_text": "prabhu kahena,--kaha, teṅho paḍe kṛṣṇa-līlā\n\npremāveśe prabhura deha-mana āyuyāilā", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — কহ, তেঁহো পড়ে কৃষ্ণলীলা ।\n> প্রেমাবেশে প্রভুর দেহ-মন আলুয়াইলা ॥৯৯॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kaha*—por favor, continua falando; *teṅho*—ele; *paḍe*—recita; *kṛṣṇa-līlā*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *prema-āveśe*—em grande êxtase de amor; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *deha-mana*—corpo e mente; *āyuyāilā*—afrouxaram-se.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a Raghupati Upādhyāya que continuasse falando sobre os passatempos de Śrī Kṛṣṇa. Assim, o Senhor ficou absorto em amor extático, e Sua mente e Seu corpo afrouxaram-se.**", "purport": "Nossas mentes e nossos corpos estão sempre ocupados em atividades materiais. Quando passam a atuar na plataforma espiritual, afrouxam-se na plataforma material."}
{"ref": "cc/madhya/19/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/100/", "verse_text": "prema dekhi' upādhyāyera haila camatkāra\n\n'manuṣya nahe, iṅho--kṛṣṇa'--karila nirdhāra", "devanagari": "> প্রেম দেখি’ উপাধ্যায়ের হৈল চমৎকার ।\n> ‘মনুষ্য নহে, ইঁহো — কৃষ্ণ’ — করিল নির্ধার ॥১০০॥", "synonyms": "*prema dekhi'*—vendo Seu amor extático; *upādhyāyera*—de Raghupati Upādhyāya; *haila*—houve; *camatkāra*—maravilhamento; *manuṣya nahe*—não é um ser humano; *iṅho*—Ele; *kṛṣṇa*—o próprio Senhor Kṛṣṇa; *karila nirdhāra*—fez a avaliação.", "translation": "**Quando Raghupati Upādhyāya viu os sintomas extáticos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, concluiu que o Senhor não era um ser humano, mas o próprio Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/101/", "verse_text": "prabhu kahe,--upādhyāya, śreṣṭha māna' kāya?\n\n'śyāmam eva paraṁ rūpaṁ'--kahe upādhyāya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — উপাধ্যায়, শ্রেষ্ঠ মান’ কায় ?\n> ‘শ্যামমেব পরং রূপং’ — কহে উপাধ্যায় ॥১০১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou; *upādhyāya*—Meu querido Upādhyāya; *śreṣṭha*—o supremo; *māna'*—consideras; *kāya*—o que; *śyāmam*—Śyāmasundara, Kṛṣṇa; *eva*—certamente; *param rūpam*—a forma suprema; *kahe*—respondeu; *upādhyāya*—Raghupati Upādhyāya.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou a Raghupati Upādhyāya: \"Segundo a tua avaliação, quem é o ser supremo?\" Raghupati Upādhyāya respondeu: \"O Senhor Śyāmasundara é a forma suprema.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/102/", "verse_text": "śyāma-rūpera vāsa-sthāna śreṣṭha māna' kāya?\n\n'purī madhu-purī varā'--kahe upādhyāya", "devanagari": "> শ্যাম-রূপের বাসস্থান শ্রেষ্ঠ মান’ কায় ?\n> ‘পুরী মধুপুরী বরা’ — কহে উপাধ্যায় ॥১০২॥", "synonyms": "*śyāma-rūpera*—da forma suprema, Śyāmasundara; *vāsa-sthāna*—residência; *śreṣṭha*—a suprema; *māna'*—aceitas; *kāya*—qual; *purī*—a cidade; *madhu-purī*—Mathurā; *varā*—melhor; *kahe*—disse; *upādhyāya*—Raghupati Upādhyāya.", "translation": "**\"De todas as moradas de Kṛṣṇa, qual consideras a melhor?\" Raghupati Upādhyāya disse: \"Madhu-purī, ou Mathurā-dhāma, é certamente a melhor.\"**", "purport": "O Senhor Kṛṣṇa tem muitas formas, como se afirma na Brahma-saṁhitā (5.33): advaitam acyutam anādim ananta-rūpam. Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou a Raghupati Upādhyāya qual era a melhor das milhões de formas do Senhor Kṛṣṇa, e ele respondeu de imediato que a forma suprema era a forma de Śyāmasundara. Nessa forma, Kṛṣṇa permanece curvado em três pontos e segura Sua flauta. A forma de Śyāmasundara também é descrita na Brahma-saṁhitā (5.38):\n\npremāñjana-cchurita-bhakti-vilocanena\n\nsantaḥ sadaiva hṛdayeṣu vilokayanti\n\nyaṁ śyāmasundaram acintya-guṇa-svarūpaṁ\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Adoro o primordial Senhor, Govinda, que é sempre visto pelo devoto cujos olhos estão ungidos com a polpa do amor. Ele é visto em Sua forma eterna de Śyāmasundara, situada dentro do coração do devoto.\"\n\nAqueles que estão repletos de amor extático por Kṛṣṇa sempre veem a forma de Śyāmasundara dentro de seus corações. Raghupati Upādhyāya confirma que a Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus, tem muitas encarnações – Nārāyaṇa, Nṛsiṁha, Varāha e outras –, mas Kṛṣṇa distingue-se como o supremo. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam*: kṛṣṇas tu bhagavān svayam. \"Kṛṣṇa é a Personalidade de Deus original.\" Kṛṣṇa significa Śyāmasundara, que toca Sua flauta em Vṛndāvana. De todas as formas, esta é a melhor de todas. Kṛṣṇa vive às vezes em Mathurā e às vezes em Dvārakā, mas Mathurā é considerada o melhor lugar. Isso também é confirmado por Rūpa Gosvāmī em seu Upadeśāmṛta (9): vaikuṇṭhāj janito varā madhu-purī. \"Madhu-purī, ou Mathurā, é muito superior aos Vaikuṇṭhalokas no mundo espiritual.\""}
{"ref": "cc/madhya/19/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/103/", "verse_text": "bālya, paugaṇḍa, kaiśore, śreṣṭha māna' kāya?\n\n'vayaḥ kaiśorakaṁ dhyeyaṁ'--kahe upādhyāya", "devanagari": "> বাল্য, পৌগণ্ড, কৈশোরে, শ্রেষ্ঠ মান’ কায় ?\n> ‘বয়ঃ কৈশোরকং ধ্যেয়ং’ — কহে উপাধ্যায় ॥১০৩॥", "synonyms": "*bālya*—infância; *paugaṇḍa*—a idade da meninice anterior à juventude; *kaiśore*—o início da juventude; *śreṣṭha*—melhor; *māna'*—pensas; *kāya*—qual; *vayaḥ*—a idade; *kaiśorakam*—kaiśora ou juventude florescente; *dhyeyam*—a mais digna de adoração; *kahe*—disse; *upādhyāya*—Raghupati Upādhyāya.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"Das três idades de Kṛṣṇa conhecidas como infância, meninice e juventude florescente, qual consideras a melhor?\" Raghupati Upādhyāya respondeu: \"A juventude florescente é a melhor idade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/104/", "verse_text": "rasa-gaṇa-madhye tumi śreṣṭha māna' kāya?\n\n'ādya eva paro rasaḥ'--kahe upādhyāya", "devanagari": "> রসগণ-মধ্যে তুমি শ্রেষ্ঠ মান’ কায় ?\n> ‘আদ্য এব পরো রসঃ’ — কহে উপাধ্যায় ॥১০৪॥", "synonyms": "*rasa-gaṇa-madhye*—entre todas as doçuras; *tumi*—tu; *śreṣṭha*—como suprema; *māna'*—aceitas; *kāya*—qual; *ādyaḥ*—o amor conjugal; *eva*—certamente; *paraḥ rasaḥ*—a melhor de todas as doçuras; *kahe*—respondeu; *upādhyāya*—Raghupati Upādhyāya.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"Entre todas as doçuras, qual consideras a melhor?\", Raghupati Upādhyāya respondeu: \"A doçura do amor conjugal é a suprema.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/105/", "verse_text": "prabhu kahe,--bhāla tattva śikhāilā more\n\neta bali' śloka paḍe gadgada-svare", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ভাল তত্ত্ব শিখাইলা মোরে ।\n> এত বলি’ শ্লোক পড়ে গদ্গদ-স্বরে ॥১০৫॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—disse; *bhāla*—boas; *tattva*—conclusões; *śikhāilā more*—ensinaste-Me; *eta bali'*—dizendo isto; *śloka paḍe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou o verso completo; *gadgada-svare*—com voz embargada.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Certamente apresentaste conclusões de primeira classe.\" Após dizer isto, começou a recitar o verso completo com voz embargada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/106/", "verse_text": "śyāmam eva paraṁ rūpaṁ\n\npurī madhu-purī varā\n\nvayaḥ kaiśorakaṁ dhyeyam\n\nādya eva paro rasaḥ", "devanagari": "> শ্যামমেব পরং রূপং পুরী মধুপুরী বরা ।\n> বয়ঃ কৈশোরকং ধ্যেয়মাদ্য এব পরো রসঃ ॥১০৬॥", "synonyms": "*śyāmam*—a forma de Śyāmasundara; *eva*—certamente; *param*—suprema; *rūpam*—forma; *purī*—o lugar; *madhu-purī*—Mathurā; *varā*—melhor; *vayaḥ*—a idade; *kaiśorakam*—juventude florescente; *dhyeyam*—sempre a ser meditada; *ādyaḥ*—a doçura transcendental original, ou amor conjugal; *eva*—certamente; *paraḥ*—a suprema; *rasaḥ*—doçura.", "translation": "**\" 'A forma de Śyāmasundara é a forma suprema, a cidade de Mathurā é a morada suprema, a juventude florescente do Senhor Kṛṣṇa deve sempre ser meditada, e a doçura do amor conjugal é a doçura suprema.' \"**", "purport": "Este verso encontra-se no Padyāvalī (82)."}
{"ref": "cc/madhya/19/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/107/", "verse_text": "premāveśe prabhu tāṅre kailā āliṅgana\n\nprema matta hañā teṅho karena nartana", "devanagari": "> প্রেমাবেশে প্রভু তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> প্রেম মত্ত হঞা তেঁহো করেন নর্তন ॥১০৭॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kailā*—fez; *āliṅgana*—abraçar; *prema matta hañā*—estando dominado pelo amor extático; *teṅho*—ele; *karena nartana*—começou a dançar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou Raghupati Upādhyāya em amor extático. Raghupati Upādhyāya também ficou dominado pelo amor, e começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/108/", "verse_text": "dekhi' vallabha-bhaṭṭa mane camatkāra haila\n\ndui putra āni' prabhura caraṇe pāḍila", "devanagari": "> দেখি’ বল্লভ-ভট্ট মনে চমৎকার হৈল ।\n> দুই পুত্র আনি’ প্রভুর চরণে পাড়িল ॥১০৮॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *vallabha-bhaṭṭa*—de Vallabha Bhaṭṭācārya; *mane*—na mente; *camatkāra haila*—houve espanto; *dui putra āni'*—trazendo seus dois filhos; *prabhura caraṇe pāḍila*—fez com que se prostrassem aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya ficou maravilhado ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu e Raghupati Upādhyāya dançar. Ele até trouxe seus dois filhos e os fez prostrar-se aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": "Os dois filhos de Vallabhācārya eram Gopīnātha e Viṭhṭhaleśvara. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou Prayāga no ano 1434 ou 1435 da era Śakābda, Viṭhṭhaleśvara ainda não havia nascido. A esse respeito, deve-se consultar o *Madhya-līlā* 18.47."}
{"ref": "cc/madhya/19/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/109/", "verse_text": "prabhu dekhibāre grāmera saba-loka āila\n\nprabhu-daraśane sabe 'kṛṣṇa-bhakta' ha-ila", "devanagari": "> প্রভু দেখিবারে গ্রামের সব-লোক আইল ।\n> প্রভু-দরশনে সবে ‘কৃষ্ণভক্ত’ হইল ॥১০৯॥", "synonyms": "*prabhu dekhibāre*—para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu; *grāmera*—da vila; *saba-loka*—todas as pessoas; *āila*—vieram; *prabhu-daraśane*—simplesmente por ver Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabe*—todas elas; *kṛṣṇa-bhakta ha-ila*—tornaram-se devotos do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Ao saberem que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia chegado, todos os habitantes da vila foram vê-Lo. Simplesmente por vê-Lo, todos se tornaram devotos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/110/", "verse_text": "brāhmaṇa-sakala karena prabhura nimantraṇa\n\nvallabha-bhaṭṭa tāṅ-sabāre karena nivāraṇa", "devanagari": "> ব্রাহ্মণসকল করেন প্রভুর নিমন্ত্রণ ।\n> বল্লভ-ভট্ট তাঁ-সবারে করেন নিবারণ ॥১১০॥", "synonyms": "*brāhmaṇa-sakala*—todos os brāhmaṇas daquela vila; *karena*—fazem; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convites; *vallabha-bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭācārya; *tāṅ-sabāre*—a todos eles; *karena*—faz; *nivāraṇa*—proibição.", "translation": "**Todos os brāhmaṇas da vila estavam ansiosos por estender convites ao Senhor, mas Vallabha Bhaṭṭācārya os proibiu de fazê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/111/", "verse_text": "'premonmāde paḍe gosāñi madhya-yamunāte\n\nprayāge cālāiba, ihāṅ nā diba rahite", "devanagari": "> ‘প্রেমোন্মাদে পড়ে গোসাঞি মধ্য-যমুনাতে ।\n> প্ৰয়াগে চালাইব, ইহাঁ না দিব রহিতে ॥১১১॥", "synonyms": "*prema-unmāde*—na loucura do amor extático; *paḍe*—caiu; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *madhya-yamunāte*—no rio Yamunā; *prayāge cālāiba*—novamente O levarei a Prayāga; *ihāṅ*—aqui; *nā*—não; *diba*—permitirei a Ele; *rahite*—permanecer.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa decidiu então não manter Śrī Caitanya Mahāprabhu em Āḍāila, pois o Senhor havia saltado no rio Yamunā em amor extático. Por isso, resolveu levá-Lo a Prayāga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/112/", "verse_text": "yāṅra icchā, prayāge yāñā karibe nimantraṇa'\n\neta bali' prabhu lañā karila gamana", "devanagari": "> যাঁর ইচ্ছা, প্ৰয়াগে যাঞা করিবে নিমন্ত্রণ’ ।\n> এত বলি’ প্রভু লঞা করিল গমন ॥১১২॥", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *icchā*—há desejo; *prayāge yāñā*—indo a Prayāga; *karibe*—poderá fazer; *nimantraṇa*—convites; *eta bali'*—dizendo isto; *prabhu lañā*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karila gamana*—partiu para Prayāga.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa disse: \"Se alguém quiser, poderá ir a Prayāga e estender convites ao Senhor.\" Dessa maneira, levou o Senhor consigo e partiu para Prayāga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/113/", "verse_text": "gaṅgā-pathe mahāprabhure naukāte vasāñā\n\nprayāge āilā bhaṭṭa gosāñire lañā", "devanagari": "> গঙ্গা-পথে মহাপ্ৰভুরে নৌকাতে বসাঞা ।\n> প্রয়াগে আইলা ভট্ট গোসাঞিরে লইয়া ॥১১৩॥", "synonyms": "*gaṅgā-pathe*—pelo Ganges; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *naukāte vasāñā*—fazendo-O sentar-se no barco; *prayāge āilā*—foi a Prayāga; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *gosāñire lañā*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭācārya evitou o rio Yamunā. Colocando o Senhor num barco no rio Ganges, foi com Ele a Prayāga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/114/", "verse_text": "loka-bhiḍa-bhaye prabhu 'daśāśvamedhe' yāñā\n\nrūpa-gosāñire śikṣā karā'na śakti sañcāriyā", "devanagari": "> লোক-ভিড়-ভয়ে প্রভু ‘দশাশ্বমেধে’ যাঞা ।\n> রূপ গোসাঞিরে শিক্ষা করা’ন শক্তি সঞ্চারিয়া ॥১১৪॥", "synonyms": "*loka-bhiḍa-bhaye*—por temor à grande multidão de pessoas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daśāśvamedhe*—a Daśāśvamedha-ghāṭa; *yāñā*—indo; *rūpa-gosāñire*—Rūpa Gosvāmī; *śikṣā karā'na*—ensina; *śakti sañcāriyā*—dotando-o de potência.", "translation": "**Devido às grandes multidões em Prayāga, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a um lugar chamado Daśāśvamedha-ghāṭa. Foi ali que o Senhor instruiu Śrī Rūpa Gosvāmī e o capacitou na filosofia do serviço devocional.**", "purport": "Parāsya śaktir vividhaiva śrūyate. O Senhor Supremo possui múltiplas potências, que Ele concede a Seus afortunados devotos. O Senhor tem uma potência especial pela qual difunde o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Isso também se explica no *Caitanya-caritāmṛta* (Antya 7.11). Kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana: \"Ninguém pode difundir o santo nome de Kṛṣṇa sem ser especificamente capacitado pelo Senhor Kṛṣṇa.\" Um devoto que recebe esse poder do Senhor deve ser considerado muitíssimo afortunado. O movimento da consciência de Kṛṣṇa está se espalhando para esclarecer as pessoas acerca de sua verdadeira posição, sua relação original com Kṛṣṇa. É preciso o poder especial de Kṛṣṇa para se poder fazer isso. As pessoas esquecem sua relação com Kṛṣṇa e trabalham sob o feitiço de māyā vida após vida, transmigrando de um corpo a outro. Este é o processo da existência material. O Senhor Supremo Śrī Kṛṣṇa desce pessoalmente para ensinar às pessoas que sua posição no mundo material é equivocada. O Senhor vem novamente como Śrī Caitanya Mahāprabhu para induzir as pessoas a adotarem a consciência de Kṛṣṇa. O Senhor também capacita um devoto especial a ensinar às pessoas sua posição constitucional."}
{"ref": "cc/madhya/19/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/115/", "verse_text": "kṛṣṇatattva-bhaktitattva-rasatattva-prānta\n\nsaba śikhāila prabhu bhāgavata-siddhānta", "devanagari": "> কৃষ্ণতত্ত্ব-ভক্তিতত্ত্ব-রসতত্ত্ব-প্রান্ত ।\n> সব শিখাইল প্রভু ভাগবত-সিদ্ধান্ত ॥১১৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-tattva*—da verdade acerca do Senhor Kṛṣṇa; *bhakti-tattva*—da verdade acerca do serviço devocional; *rasa-tattva*—da verdade acerca das doçuras transcendentais; *prānta*—o limite máximo; *saba*—tudo; *śikhāila*—ensinou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāgavata-siddhānta*—as conclusões do Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinou a Śrīla Rūpa Gosvāmī o limite máximo da verdade acerca do Senhor Kṛṣṇa, a verdade acerca do serviço devocional e a verdade acerca das doçuras transcendentais, que culminam no amor conjugal entre Rādhā e Kṛṣṇa. Por fim, falou a Rūpa Gosvāmī sobre as conclusões últimas do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/116/", "verse_text": "rāmānanda-pāśe yata siddhānta śunilā\n\nrūpe kṛpā kari' tāhā saba sañcārilā", "devanagari": "> রামানন্দ-পাশে যত সিদ্ধান্ত শুনিলা ।\n> রূপে কৃপা করি’ তাহা সব সঞ্চারিলা ॥১১৬॥", "synonyms": "*rāmānanda-pāśe*—de Rāmānanda Rāya; *yata*—todas; *siddhānta*—as conclusões últimas; *śunilā*—Ele ouvira; *rūpe*—a Śrī Rūpa Gosvāmī; *kṛpā kari'*—mostrando Sua misericórdia imotivada; *tāhā saba*—todas elas; *sañcārilā*—infundiu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinou a Rūpa Gosvāmī todas as conclusões que ouvira de Rāmānanda Rāya e o capacitou devidamente para que pudesse compreendê-las.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/117/", "verse_text": "śrī-rūpa-hṛdaye prabhu śakti sañcārilā\n\nsarva-tattva-nirūpaṇe 'pravīṇa' karilā", "devanagari": "> শ্রীরূপ-হৃদয়ে প্রভু শক্তি সঞ্চারিলা ।\n> সর্বতত্ত্ব-নিরূপণে ‘প্ৰবীণ’ করিলা ॥১১৭॥", "synonyms": "*śrī-rūpa-hṛdaye*—no coração de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śakti sañcārilā*—infundiu força espiritual; *sarva-tattva*—todas as verdades conclusivas; *nirūpaṇe*—em determinar; *pravīṇa karilā*—tornou-o plenamente experiente.", "translation": "**Ao entrar no coração de Rūpa Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu o capacitou a determinar adequadamente as conclusões de todas as verdades. Fez dele um devoto experiente, cujas decisões concordavam corretamente com os veredictos da sucessão discipular. Assim, Śrī Rūpa Gosvāmī foi pessoalmente capacitado por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Os princípios do serviço devocional só aparentemente estão sob a jurisdição da atividade material. Para ser corretamente guiado, é preciso ser pessoalmente guiado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Foi este o caso com Śrīla Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e outros ācāryas."}
{"ref": "cc/madhya/19/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/118/", "verse_text": "śivānanda-senera putra 'kavi-karṇapūra'\n\n'rūpera milana' sva-granthe likhiyāchena pracura", "devanagari": "> শিবানন্দ-সেনের পুত্র ‘কবিকর্ণপূর’ ।\n> ‘রূপের মিলন’ স্ব-গ্রন্থে লিখিয়াছেন প্রচুর ॥১১৮॥", "synonyms": "*śivānanda-senera*—de Śivānanda Sena; *putra*—o filho; *kavi-karṇapūra*—Kavi-karṇapūra; *rūpera milana*—o encontro com Rūpa Gosvāmī; *sva-granthe*—em seu próprio livro; *likhiyāchena pracura*—descreveu profusamente.", "translation": "**Em seu livro Caitanya-candrodaya, Kavi-karṇapūra, o filho de Śivānanda Sena, descreveu detalhadamente o encontro entre Śrī Rūpa Gosvāmī e Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/119/", "verse_text": "kālena vṛndāvana-keli-vārtā\n\nlupteti tāṁ khyāpayituṁ viśiṣya\n\nkṛpāmṛtenābhiṣiṣeca devas\n\ntatraiva rūpaṁ ca sanātanaṁ ca", "devanagari": "> কালেন বৃন্দাবনকেলিবার্তা\n> লুপ্তেতি তাং খ্যাপয়িতুং বিশিষ্য ।\n> কৃপামৃতেনাভিষিষেচ দেব-\n> স্তত্রৈব রূপঞ্চ সনাতনঞ্চ ॥১১৯॥", "synonyms": "*kālena*—no decorrer do tempo; *vṛndāvana-keli-vārtā*—tópicos relativos às doçuras transcendentais dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana; *luptā*—quase perdidos; *iti*—assim; *tām*—todos aqueles; *khyāpayitum*—para enunciar; *viśiṣya*—especificando; *kṛpā-amṛtena*—com o néctar da misericórdia; *abhiṣiṣeca*—aspergiu; *devaḥ*—o Senhor; *tatra*—ali; *eva*—de fato; *rūpam*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *ca*—e; *sanātanam*—Sanātana Gosvāmī; *ca*—bem como.", "translation": "**\"No decorrer do tempo, as notícias transcendentais dos passatempos de Kṛṣṇa em Vṛndāvana quase se perderam. Para enunciar explicitamente aqueles passatempos transcendentais, Śrī Caitanya Mahāprabhu, em Prayāga, capacitou Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī com o néctar de Sua misericórdia, a fim de que realizassem esta obra em Vṛndāvana.**", "purport": "Este verso e os dois versos seguintes são do Ato Nove (38, 29, 30) do Caitanya-candrodaya, de Śrī Kavi-karṇapūra."}
{"ref": "cc/madhya/19/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/120/", "verse_text": "yaḥ prāg eva priya-guṇa-gaṇair gāḍha-baddho 'pi mukto\n\ngehādhyāsād rasa iva paro mūrta evāpy amūrtaḥ\n\npremālāpair dṛḍhatara-pariṣvaṅga-raṅgaiḥ prayāge\n\ntaṁ śrī-rūpaṁ samam anupamenānujagrāha devaḥ", "devanagari": "> যঃ প্রাগেব প্রিয়গুণগণৈর্গাঢ়বদ্ধোঽপি মুক্তো\n> গেহাধ্যাসাদ্ৰস ইব পরো মূর্ত এবাপ্যমূর্তঃ ।\n> প্রেমালাপৈর্দৃঢ়তরপরিষ্বঙ্গরঙ্গৈঃ প্রয়াগে\n> তং শ্রীরূপং সমমনুপমেনানুজগ্রাহ দেবঃ ॥১২০॥", "synonyms": "*yaḥ*—que; *prāk eva*—previamente; *priya-guṇa-gaṇaiḥ*—pelas desejáveis qualidades transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gāḍha*—profundamente; *baddhaḥ*—apegado; *api*—embora; *muktaḥ*—liberado; *geha-adhyāsāt*—do cativeiro da vida familiar; *rasaḥ*—doçuras transcendentais; *iva*—como; *paraḥ*—transcendental; *mūrtaḥ*—forma pessoal; *eva*—certamente; *api*—embora; *amūrtaḥ*—sem possuir forma material; *prema-ālāpaiḥ*—por discussões sobre o amor transcendental ao Supremo; *dṛḍhatara*—firmes; *pariṣvaṅga*—de abraços; *raṅgaiḥ*—com grande prazer; *prayāge*—em Prayāga; *tam*—a ele; *śrī-rūpam*—Rūpa Gosvāmī; *samam*—com; *anupamena*—Anupama; *anujagrāha*—mostrou misericórdia; *devaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Desde o início, Śrīla Rūpa Gosvāmī sentiu-se profundamente atraído pelas qualidades transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, ele se libertou permanentemente da vida familiar. Śrīla Rūpa Gosvāmī e seu irmão mais novo, Vallabha, foram abençoados por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Embora o Senhor estivesse transcendentalmente situado em Sua forma eterna transcendental, em Prayāga falou a Rūpa Gosvāmī sobre o amor extático transcendental a Kṛṣṇa. Então, o Senhor o abraçou muito afetuosamente e lhe concedeu toda a Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/121/", "verse_text": "priya-svarūpe dayita-svarūpe\n\nprema-svarūpe sahajābhirūpe\n\nnijānurūpe prabhur eka-rūpe\n\ntatāna rūpe svavilāsa-rūpe", "devanagari": "> প্রিয়স্বরূপে দয়িতস্বরূপে প্রেমস্বরূপে সহজাভিরূপে ।\n> নিজানুরূপে প্রভুরেকরূপে ততান রূপে স্ববিলাসরূপে ॥১২১॥", "synonyms": "*priya-svarūpe*—à pessoa cujo querido amigo era Śrīla Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *dayita-svarūpe*—que era muito querido por Ele (Śrī Caitanya Mahāprabhu); *prema-svarūpe*—à réplica de Seu amor extático pessoal; *sahaja-abhirūpe*—que era naturalmente muito belo; *nija-anurūpe*—que seguia exatamente os princípios de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhuḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eka-rūpe*—àquele único; *tatāna*—explicou; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *sva-vilāsa-rūpe*—que descreve os passatempos do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"De fato, Śrīla Rūpa Gosvāmī, cujo querido amigo era Svarūpa Dāmodara, era a réplica exata de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e era muito, muito querido pelo Senhor. Sendo a personificação do amor extático de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Rūpa Gosvāmī era naturalmente muito belo. Ele seguia muito cuidadosamente os princípios enunciados pelo Senhor, e era uma pessoa competente para explicar adequadamente os passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Śrī Caitanya Mahāprabhu estendeu Sua misericórdia a Śrīla Rūpa Gosvāmī justamente para que ele pudesse prestar serviço escrevendo literaturas transcendentais.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/122/", "verse_text": "ei-mata karṇapūra likhe sthāne-sthāne\n\nprabhu kṛpā kailā yaiche rūpa-sanātane", "devanagari": "> এইমত কর্ণপূর লিখে স্থানে-স্থানে ।\n> প্রভু কৃপা কৈলা যৈছে রূপ-সনাতনে ॥১২২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *karṇa-pūra*—o poeta conhecido como Kavi-karṇapūra; *likhe*—escreve; *sthāne-sthāne*—em vários lugares; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā kailā*—mostrou Sua misericórdia; *yaiche*—como; *rūpa-sanātane*—a Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**As características de Śrīla Rūpa Gosvāmī foram assim descritas em vários lugares pelo poeta Kavi-karṇapūra. Também se relatou como Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu Sua misericórdia imotivada a Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/123/", "verse_text": "mahāprabhura yata baḍa baḍa bhakta mātra\n\nrūpa-sanātana--sabāra kṛpā-gaurava-pātra", "devanagari": "> মহাপ্ৰভুর যত বড় বড় ভক্ত মাত্র ।\n> রূপ-সনাতন — সবার কৃপা-গৌরব-পাত্র ॥১২৩॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yata*—todos; *baḍa baḍa*—grandes, grandes; *bhakta*—devotos; *mātra*—até; *rūpa-sanātana*—Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī; *sabāra*—de todos; *kṛpā*—da misericórdia; *gaurava*—e honra; *pātra*—objetos.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī eram os objetos de amor e honra de todos os grandes e destacados devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/124/", "verse_text": "keha yadi deśe yāya dekhi' vṛndāvana\n\ntāṅre praśna karena prabhura pāriṣada-gaṇa", "devanagari": "> কেহ যদি দেশে যায় দেখি’ বৃন্দাবন ।\n> তাঁরে প্রশ্ন করেন প্ৰভুর পারিষদগণ ॥১২৪॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *yadi*—se; *deśe*—à sua terra; *yāya*—vai; *dekhi'*—após ver; *vṛndāvana*—Vṛndāvana; *tāṅre*—a essa pessoa; *praśna karena*—faziam perguntas; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāriṣada-gaṇa*—os companheiros pessoais.", "translation": "**Se alguém regressasse à sua terra após ver Vṛndāvana, os companheiros do Senhor lhe faziam perguntas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/125/", "verse_text": "\"kaha,--tāhāṅ kaiche rahe rūpa-sanātana?\n\nkaiche rahe, kaiche vairāgya, kaiche bhojana?", "devanagari": "> “কহ, — তাহাঁ কৈছে রহে রূপ-সনাতন ?\n> কৈছে রহে, কৈছে বৈরাগ্য, কৈছে ভোজন ? ॥ ১২৫ ॥", "synonyms": "*kaha*—por favor, descreve; *tāhāṅ*—ali; *kaiche*—como; *rahe*—permanecem; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *kaiche rahe*—como vivem; *kaiche vairāgya*—como praticam a renúncia; *kaiche bhojana*—como comem.", "translation": "**Eles perguntavam aos que regressavam de Vṛndāvana: \"Como estão Rūpa e Sanātana em Vṛndāvana? Quais são suas atividades na ordem renunciada? Como conseguem alimentar-se?\" Estas eram as perguntas feitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/126/", "verse_text": "kaiche aṣṭa-prahara karena śrī-kṛṣṇa-bhajana?\"\n\ntabe praśaṁsiyā kahe sei bhakta-gaṇa", "devanagari": "> কৈছে অষ্টপ্রহর করেন শ্রীকৃষ্ণ-ভজন ?”\n> তবে প্ৰশংসিয়া কহে সেই ভক্তগণ ॥১২৬॥", "synonyms": "*kaiche*—como; *aṣṭa-prahara*—vinte e quatro horas; *karena*—fazem; *śrī-kṛṣṇa-bhajana*—adoração ao Senhor Kṛṣṇa; *tabe*—nesse momento; *praśaṁsiyā*—louvando; *kahe*—descrevia; *sei bhakta-gaṇa*—aqueles devotos.", "translation": "**Os companheiros do Senhor também perguntavam: \"Como é que Rūpa e Sanātana se ocupam em serviço devocional vinte e quatro horas por dia?\" Nesse momento, a pessoa que havia regressado de Vṛndāvana louvava Śrīla Rūpa e Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/127/", "verse_text": "\"aniketa duṅhe, vane yata vṛkṣa-gaṇa\n\neka eka vṛkṣera tale eka eka rātri śayana", "devanagari": "> “অনিকেত দুঁহে, বনে যত বৃক্ষগণ ।\n> এক এক বৃক্ষের তলে এক এক রাত্রি শয়ন ॥১২৭॥", "synonyms": "*aniketa*—sem residência; *duṅhe*—ambos; *vane*—na floresta; *yata vṛkṣa-gaṇa*—tantas árvores quantas há; *eka eka vṛkṣera*—de uma árvore após outra; *tale*—na base; *eka eka rātri*—uma noite após outra; *śayana*—deitando-se para dormir.", "translation": "**\"De fato, os irmãos não têm residência fixa. Eles habitam debaixo das árvores – uma noite sob uma árvore e a noite seguinte sob outra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/128/", "verse_text": "'vipra-gṛhe' sthūla-bhikṣā, kāhāṅ mādhu-karī\n\nśuṣka ruṭī-cānā civāya bhoga parihari'", "devanagari": "> ‘বিপ্রগৃহে’ স্থূলভিক্ষা, কাহাঁ মাধুকরী ।\n> শুষ্ক রুটী-চানা চিবায় ভোগ পরিহরি’ ॥১২৮॥", "synonyms": "*vipra-gṛhe*—na casa de um brāhmaṇa; *sthūla-bhikṣā*—refeições completas; *kāhāṅ*—às vezes; *mādhu-karī*—mendigando aos poucos como as abelhas; *śuṣka*—seco; *ruṭī*—pão; *cānā*—grão-de-bico; *civāya*—mastigam; *bhoga parihari'*—abandonando todo tipo de gozo material.", "translation": "**\"Śrīla Rūpa e Sanātana Gosvāmī mendigam um pouco de alimento nas casas dos brāhmaṇas. Abandonando todo tipo de gozo material, eles tomam apenas um pouco de pão seco e grão-de-bico frito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/129/", "verse_text": "karoṅyā-mātra hāte, kāṅthā chiṅḍā, bahirvāsa\n\nkṛṣṇa-kathā, kṛṣṇa-nāma, nartana-ullāsa", "devanagari": "> করোঁয়া-মাত্র হাতে, কাঁথা ছিঁড়া, বহির্বাস ।\n> কৃষ্ণকথা, কৃষ্ণনাম, নর্তন-উল্লাস ॥১২৯॥", "synonyms": "*karoṅyā*—o cântaro de um sannyāsī; *mātra*—apenas; *hāte*—na mão; *kāṅthā chiṅḍā*—colcha esfarrapada; *bahirvāsa*—vestes externas; *kṛṣṇa-kathā*—discussão sobre os passatempos de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-nāma*—cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *nartana-ullāsa*—dançando em júbilo.", "translation": "**\"Eles carregam apenas cântaros de água e vestem colchas esfarrapadas. Cantam sempre os santos nomes de Kṛṣṇa e discutem Seus passatempos. Em grande júbilo, também dançam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/130/", "verse_text": "aṣṭa-prahara kṛṣṇa-bhajana, cāri daṇḍa śayane\n\nnāma-saṅkīrtane seha nahe kona dine", "devanagari": "> অষ্টপ্রহর কৃষ্ণভজন, চারি দণ্ড শয়নে ৷\n> নাম-সঙ্কীর্তনে সেহ নহে কোন দিনে ।।” ॥ ১৩০ ॥", "synonyms": "*aṣṭa-prahara*—vinte e quatro horas; *kṛṣṇa-bhajana*—adorando o Senhor Kṛṣṇa; *cāri daṇḍa*—quatro daṇḍas (um daṇḍa equivale a vinte e quatro minutos); *śayane*—para dormir; *nāma-saṅkīrtane*—por cantarem o santo nome do Senhor; *seha*—todo esse tempo; *nahe*—não; *kona dine*—alguns dias.", "translation": "**\"Eles se ocupam quase vinte e quatro horas por dia em prestar serviço ao Senhor. Costumam dormir apenas uma hora e meia, e, em alguns dias, quando cantam continuamente o santo nome do Senhor, não dormem nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/131/", "verse_text": "kabhu bhakti-rasa-śāstra karaye likhana\n\ncaitanya-kathā śune, kare caitanya-cintana\"", "devanagari": "> কভু ভক্তিরসশাস্ত্র করয়ে লিখন ।\n> চৈতন্যকথা শুনে, করে চৈতন্য-চিন্তন ।।” ॥ ১৩১ ॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *bhakti-rasa-śāstra*—literatura transcendental sobre as doçuras do serviço devocional; *karaye likhana*—escrevem; *caitanya-kathā*—conversas sobre os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śune*—eles ouvem; *kare*—fazem; *caitanya-cintana*—pensar no Senhor Caitanya.", "translation": "**\"Às vezes, escrevem literaturas transcendentais sobre o serviço devocional e, às vezes, ouvem sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu e passam o tempo pensando no Senhor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/132/", "verse_text": "ei-kathā śuni' mahāntera mahā-sukha haya\n\ncaitanyera kṛpā yāṅhe, tāṅhe ki vismaya?", "devanagari": "> এইকথা শুনি’ মহান্তের মহাসুখ হয় ।\n> চৈতন্যের কৃপা যাঁহে, তাঁহে কি বিস্ময় ? ॥ ১৩২ ॥", "synonyms": "*ei-kathā śuni'*—ao ouvir esta notícia; *mahāntera*—de todos os devotos; *mahā-sukha*—grande prazer; *haya*—havia; *caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—misericórdia; *yāṅhe*—sobre quem; *tāṅhe*—nele; *ki*—que; *vismaya*—maravilha.", "translation": "**Quando os companheiros pessoais de Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviam falar das atividades de Rūpa e Sanātana Gosvāmīs, eles diziam: \"Que há de maravilhoso numa pessoa a quem se concedeu a misericórdia do Senhor?\"**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī não tinham residência fixa. Permaneciam debaixo de uma árvore por um único dia e escreviam imensos volumes de literatura transcendental. Não apenas escreviam livros, mas também cantavam, dançavam, discutiam sobre Kṛṣṇa e recordavam os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Dessa maneira, executavam o serviço devocional.\n\nEm Vṛndāvana há prākṛta-sahajiyās que dizem que escrever livros, ou mesmo tocar em livros, é um tabu. Para eles, serviço devocional significa estar livre dessas atividades. Sempre que se lhes pede que ouçam a recitação da literatura Védica, recusam-se, dizendo: \"Que temos nós a ver com ler ou ouvir literaturas transcendentais? Elas destinam-se aos neófitos.\" Apresentam-se como demasiado elevados para despender energia em ler, escrever e ouvir. No entanto, os devotos puros sob a orientação de Śrīla Rūpa Gosvāmī rejeitam essa filosofia sahajiyā. Certamente não é bom escrever literatura por dinheiro ou reputação, mas escrever livros e publicá-los para a iluminação da população em geral é verdadeiro serviço ao Senhor. Essa era a opinião de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī, que especificamente disse a seus discípulos que escrevessem livros. Na verdade, ele preferia publicar livros a construir templos. A construção de templos destina-se à população em geral e aos devotos neófitos, mas a função dos devotos avançados e dotados de poder é escrever livros, publicá-los e distribuí-los amplamente. Segundo Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, distribuir literatura é como tocar uma grande mṛdaṅga. Por conseguinte, sempre solicitamos aos membros da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna que publiquem o maior número possível de livros e os distribuam amplamente por todo o mundo. Seguindo, assim, os passos de Śrīla Rūpa Gosvāmī, a pessoa pode tornar-se um devoto rūpānuga."}
{"ref": "cc/madhya/19/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/133/", "verse_text": "caitanyera kṛpā rūpa likhiyāchena āpane\n\nrasāmṛta-sindhu-granthera maṅgalācaraṇe", "devanagari": "> চৈতন্যের কৃপা রূপ লিখিয়াছেন আপনে ।\n> রসামৃতসিন্ধু-গ্রন্থের মঙ্গলাচরণে ॥১৩৩॥", "synonyms": "*caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—a misericórdia; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *likhiyāchena*—escreveu; *āpane*—pessoalmente; *rasāmṛta-sindhu-granthera*—do livro conhecido como Bhakti-rasāmṛta-sindhu; *maṅgala-ācaraṇe*—na auspiciosa introdução.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī falou pessoalmente sobre a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu na auspiciosa introdução de seu livro *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* [1.1.2].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/134/", "verse_text": "hṛdi yasya preraṇayā\n\npravartito 'haṁ varāka-rūpo 'pi\n\ntasya hareḥ pada-kamalaṁ\n\nvande caitanya-devasya", "devanagari": "> হৃদি যস্য প্রেরণয়া প্রবর্তিতোঽহং বরাকরূপোঽপি ।\n> তস্য হরেঃ পদকমলং বন্দে চৈতন্যদেবস্য ॥১৩৪॥", "synonyms": "*hṛdi*—dentro do coração; *yasya*—de quem (a Suprema Personalidade de Deus, que dá a Seus devotos puros a inteligência com a qual difundir o movimento da consciência de Kṛṣṇa); *preraṇayā*—pela inspiração; *pravartitaḥ*—ocupado; *aham*—eu; *varāka*—insignificante e baixo; *rūpaḥ*—Rūpa Gosvāmī; *api*—embora; *tasya*—dEle; *hareḥ*—que é o Senhor Hari, a Suprema Personalidade de Deus; *pada-kamalam*—aos pés de lótus; *vande*—permita-me oferecer minhas orações; *caitanya-devasya*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Embora eu seja o mais baixo dos homens e não tenha conhecimento, a inspiração para escrever literaturas transcendentais sobre o serviço devocional foi-me concedida misericordiosamente. Por isso, ofereço minhas reverências aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, que me deu a oportunidade de escrever estes livros.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/135/", "verse_text": "ei-mata daśa-dina prayāge rahiyā\n\nśrī-rūpe śikṣā dila śakti sañcāriyā", "devanagari": "> এইমত দশদিন প্রয়াগে রহিয়া ।\n> শ্রীরূপে শিক্ষা দিল শক্তি সঞ্চারিয়া ॥১৩৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *daśa-dina*—por dez dias; *prayāge*—em Prayāga; *rahiyā*—permanecendo; *śrī-rūpe*—a Śrīla Rūpa Gosvāmī; *śikṣā*—instruções; *dila*—transmitiu; *śakti sañcāriyā*—conferindo-lhe a potência necessária.", "translation": "**Durante dez dias, Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu em Prayāga e instruiu Rūpa Gosvāmī, dotando-o da potência necessária.**", "purport": "Esta é uma confirmação da afirmação kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana. A menos que a pessoa seja especificamente dotada de poder pela Suprema Personalidade de Deus, ela não pode difundir o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Um devoto dotado de poder vê-se e sente-se como o mais baixo dos homens, pois sabe que tudo o que faz se deve à inspiração que o Senhor lhe dá no coração. Isso também se confirma no *Bhagavad-gītā*:\n\nteṣāṁ satata-yuktānāṁ\n\nbhajatāṁ prīti-pūrvakam\n\ndadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\n\nyena mām upayānti te\n\n\"Àqueles que estão constantemente devotados e Me adoram com amor, dou a compreensão pela qual podem chegar a Mim.\" (Bg. 10.10)\n\nPara ser dotada de poder pela Suprema Personalidade de Deus, a pessoa tem de qualificar-se. Isso significa que ela deve ocupar-se vinte e quatro horas por dia no amoroso serviço devocional ao Senhor. A posição material de um devoto não importa, porque o serviço devocional não depende de considerações materiais. Em sua vida anterior, Śrīla Rūpa Gosvāmī foi um funcionário do governo e um gṛhastha. Não era sequer brahmacārī nem sannyāsī. Ele convivia com mlecchas e yavanas, mas, por estar sempre ávido por servir, era um receptáculo qualificado para a misericórdia do Senhor. Portanto, um devoto sincero pode ser dotado de poder pelo Senhor, independentemente de sua situação. No verso precedente do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, Śrīla Rūpa Gosvāmī descreveu como foi pessoalmente dotado de poder pelo Senhor. Ele afirma ainda no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.187):\n\nīhā yasya harer dāsye\n\nkarmaṇā manasā girā\n\nnikhilāsv apy avasthāsu\n\njīvan-muktaḥ sa ucyate\n\n\"Uma pessoa que age a serviço de Kṛṣṇa com seu corpo, mente e palavras é uma pessoa liberada, mesmo dentro do mundo material, embora possa estar ocupada em muitas atividades aparentemente materiais.\"\n\nPara manter-se livre da contaminação material e obter o favor do Senhor, a pessoa deve estar sinceramente ansiosa por prestar serviço ao Senhor. Esta é a única qualificação necessária. Tão logo a pessoa é favorecida pela misericórdia do mestre espiritual e do Senhor, ela imediatamente recebe todo o poder necessário para escrever livros e propagar o movimento da consciência de Kṛṣṇa, sem ser impedida por considerações materiais."}
{"ref": "cc/madhya/19/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/136/", "verse_text": "prabhu kahe,--śuna, rūpa, bhakti-rasera lakṣaṇa\n\nsūtra-rūpe kahi, vistāra nā yāya varṇana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — শুন, রূপ, ভক্তিরসের লক্ষণ ।\n> সূত্ররূপে কহি, বিস্তার না যায় বর্ণন ॥১৩৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu falou; *śuna*—por favor, ouve; *rūpa*—Meu querido Rūpa; *bhakti-rasera*—das doçuras transcendentais do serviço devocional; *lakṣaṇa*—os sintomas; *sūtra-rūpe*—em forma de sinopse; *kahi*—explicarei; *vistāra*—toda a amplitude; *nā*—não; *yāya*—é possível; *varṇana*—descrição.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu querido Rūpa, por favor, ouve-Me. Não é possível descrever completamente o serviço devocional; por isso, estou apenas tentando dar-te uma sinopse dos sintomas do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/137/", "verse_text": "pārāpāra-śūnya gabhīra bhakti-rasa-sindhu\n\ntomāya cākhāite tāra kahi eka 'bindu'", "devanagari": "> পারাপার-শূন্য গভীর ভক্তিরস-সিন্ধু ।\n> তোমায় চাখাইতে তার কহি এক ‘বিন্দু’ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*pāra-apāra*—o comprimento e a largura; *śūnya*—sem; *gabhīra*—profundo; *bhakti-rasa*—das doçuras do serviço devocional; *sindhu*—o oceano; *tomāya*—a ti; *cākhāite*—para dar a provar; *tāra*—deste oceano; *kahi*—falarei; *eka*—uma; *bindu*—gota.", "translation": "**\"O oceano da doçura transcendental do serviço devocional é tão vasto que ninguém pode estimar seu comprimento e sua largura. Contudo, apenas para ajudar-te a saboreá-lo, estou descrevendo somente uma gota.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/138/", "verse_text": "eita brahmāṇḍa bhari' ananta jīva-gaṇa\n\ncaurāśī-lakṣa yonite karaye bhramaṇa", "devanagari": "> এইত ব্রহ্মাণ্ড ভরি’ অনন্ত জীবগণ ।\n> চৌরাশী-লক্ষ যোনিতে করয়ে ভ্রমণ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*ei-ta*—dessa maneira; *brahmāṇḍa*—todo o universo; *bhari'*—enchendo; *ananta*—ilimitadas; *jīva-gaṇa*—entidades vivas; *caurāśī-lakṣa*—8.400.000; *yonite*—em espécies de vida; *karaye*—fazem; *bhramaṇa*—perambulação.", "translation": "**\"Neste universo há ilimitadas entidades vivas em 8.400.000 espécies, e todas perambulam dentro deste universo.**", "purport": "Este é um desafio aos supostos cientistas e filósofos que presumem que existem entidades vivas somente neste planeta. Os supostos cientistas estão indo à Lua e dizem que ali não há vida. Isso não condiz com a versão de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele diz que por toda parte dentro do universo há números ilimitados de entidades vivas em 8.400.000 formas diferentes. No *Bhagavad-gītā* (2.24), encontramos que as entidades vivas são sarva-gataḥ, o que significa que podem ir a qualquer lugar. Isso indica que há entidades vivas em toda parte. Elas existem na terra, na água, no ar, no fogo e no éter. Assim, há entidades vivas em todos os tipos de elementos materiais. Já que todo o universo material se compõe de cinco elementos – terra, água, fogo, ar e éter –, por que haveria de existir entidades vivas em um planeta e não em outros? Tal versão tola jamais pode ser aceita pelos estudantes Védicos. Pelas literaturas Védicas, compreendemos que há entidades vivas em cada um dos planetas, independentemente de o planeta ser composto de terra, água, fogo ou éter. Essas entidades vivas podem não ter as mesmas formas encontradas neste planeta Terra, mas têm formas diferentes compostas de diferentes elementos. Mesmo nesta Terra, podemos ver que as formas dos animais terrestres são diferentes das formas dos aquáticos. De acordo com as circunstâncias, as condições de vida diferem, mas, sem dúvida, há entidades vivas por toda parte. Por que haveríamos de negar a existência de entidades vivas neste ou naquele planeta? Aqueles que afirmaram ter ido à Lua não foram até lá; ou então sua visão imperfeita não consegue de fato perceber o tipo específico de entidades vivas que ali existem.\n\nAs entidades vivas descrevem-se como ananta, ou ilimitadas; não obstante, diz-se que pertencem a 8.400.000 espécies. Como se afirma no *Viṣṇu Purāṇa*:\n\njalajā nava-lakṣāṇi\n\nsthāvarā lakṣa-viṁśati\n\nkṛmayo rudra-saṅkhyakāḥ\n\npakṣiṇāṁ daśa-lakṣaṇam\n\ntriṁśal-lakṣāṇi paśavaḥ\n\ncatur-lakṣāṇi mānuṣāḥ\n\n\"Há 900.000 espécies vivendo na água. Há também 2.000.000 de entidades vivas imóveis (sthāvara), tais como árvores e plantas. Há também 1.100.000 espécies de insetos e répteis, e há 1.000.000 de espécies de aves. No que se refere aos quadrúpedes, há 3.000.000 de variedades, e há 400.000 espécies humanas.\" Algumas dessas espécies podem existir em um planeta e não em outro, mas, em todo caso, dentro de todos os planetas do universo – e até mesmo no Sol – há entidades vivas. Este é o veredito das literaturas Védicas. Como confirma o *Bhagavad-gītā* (2.20):\n\nna jāyate mriyate vā kadācin\n\nnāyaṁ bhūtvā bhavitā vā na bhūyaḥ\n\najo nityaḥ śāśvato 'yaṁ purāṇo\n\nna hanyate hanyamāne śarīre\n\n\"Para a alma não há nascimento nem morte em tempo algum. Ela não passou a existir, não passa a existir e não passará a existir. Ela é não nascida, eterna, sempre existente e primordial. Ela não é morta quando se mata o corpo.\"\n\nVisto que as entidades vivas nunca são aniquiladas, elas simplesmente transmigram de uma forma de vida para outra. Assim, há uma evolução de formas de acordo com o grau de consciência desenvolvida. Experimenta-se diferentes graus de consciência em diferentes formas. A consciência de um cão é diferente da de um homem. Mesmo dentro de uma espécie, verificamos que a consciência de um pai é diferente da de seu filho e que a consciência de uma criança é diferente da de um jovem. Assim como encontramos formas diferentes, encontramos estados diferentes de consciência. Quando vemos estados diferentes de consciência, podemos ter como certo que os corpos são diferentes. Em outras palavras, diferentes tipos de corpos dependem de diferentes estados de consciência. Isso também se confirma no *Bhagavad-gītā* (8.6): yaṁ yaṁ vāpi smaran bhāvam. A consciência da pessoa no momento da morte determina o tipo de corpo da entidade viva. Este é o processo de transmigração da alma. Já existe uma variedade de corpos; passamos de um corpo a outro em função de nossa consciência."}
{"ref": "cc/madhya/19/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/139/", "verse_text": "keśāgra-śateka-bhāga punaḥ śatāṁśa kari\n\ntāra sama sūkṣma jīvera 'svarūpa' vicāri", "devanagari": "> কেশাগ্র-শতেক-ভাগ পুনঃ শতাংশ করি ।\n> তার সম সূক্ষ্ম জীবের ‘স্বরূপ’ বিচারি ॥১৩৯॥", "synonyms": "*keśa-agra*—da ponta de um cabelo; *śata-eka*—cem; *bhāga*—divisões; *punaḥ*—novamente; *śata-aṁśa*—cem divisões; *kari*—fazendo; *tāra sama*—igual a isso; *sūkṣma*—muito sutil; *jīvera*—da entidade viva; *sva-rūpa*—a forma verdadeira; *vicāri*—considero.", "translation": "**\"O comprimento e a largura da entidade viva descrevem-se como a décima milésima parte da ponta de um cabelo. Esta é a natureza sutil original da entidade viva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/140/", "verse_text": "keśāgra-śata-bhāgasya\n\nśatāṁśa-sadṛśātmakaḥ\n\njīvaḥ sūkṣma-svarūpo 'yaṁ\n\nsaṅkhyātīto hi cit-kaṇaḥ", "devanagari": "> কেশাগ্রশতভাগস্য শতাংশসদৃশাত্মকঃ ।\n> জীবঃ সূক্ষ্মস্বরূপোঽয়ং সংখ্যাতীতো হি চিৎকণঃ ॥১৪০॥", "synonyms": "*keśa-agra*—da ponta de um cabelo; *śata-bhāgasya*—de uma centésima parte; *śata-aṁśa*—uma centésima parte; *sadṛśa*—igual a; *ātmakaḥ*—cuja natureza; *jīvaḥ*—a entidade viva; *sūkṣma*—muito sutil; *sva-rūpaḥ*—identificação; *ayam*—esta; *saṅkhya-atītaḥ*—em número que ultrapassa o cálculo; *hi*—certamente; *cit-kaṇaḥ*—partícula espiritual.", "translation": "**\"'Se dividirmos a ponta de um cabelo em cem partes e então tomarmos uma dessas partes e a dividirmos novamente em cem partes, essa divisão muito sutil é o tamanho de apenas uma das incontáveis entidades vivas. Todas elas são cit-kaṇa, partículas de espírito, e não de matéria.'**", "purport": "Isto se cita do comentário sobre a porção do *Śrīmad-Bhāgavatam* na qual os *Vedas* personificados oferecem suas reverências à Suprema Personalidade de Deus. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* (15.7). Mamaivāṁśo jīva-loke jīva-bhūtaḥ sanātanaḥ: \"As entidades vivas neste mundo condicionado são Minhas eternas partes fragmentárias.\"\n\nO Senhor Śrī Kṛṣṇa identifica-Se pessoalmente com as diminutas entidades vivas. O Senhor Kṛṣṇa é o espírito supremo, a Superalma, e as entidades vivas são Suas pequeníssimas partes integrantes. É claro que não podemos dividir a ponta de um cabelo em partículas tão sutis, mas espiritualmente tais pequenas partículas podem existir. A força espiritual é tão poderosa que uma simples porção atômica de espírito pode ser o maior cérebro do mundo material. A mesma centelha espiritual está dentro de uma formiga e dentro do corpo de Brahmā. De acordo com seu karma, suas atividades materiais, a centelha espiritual alcança determinado tipo de corpo. As atividades materiais realizam-se em bondade, paixão e ignorância, ou numa combinação dessas. Conforme a mistura dos modos da natureza material, a entidade viva recebe determinado tipo de corpo. Esta é a conclusão."}
{"ref": "cc/madhya/19/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/141/", "verse_text": "bālāgra-śata-bhāgasya\n\nśatadhā kalpitasya ca\n\nbhāgo jīvaḥ sa vijñeya\n\niti cāha parā śrutiḥ", "devanagari": "> বালাগ্রশতভাগস্য শতধা কল্পিতস্য চ ৷\n> ভাগো জীবঃ স বিজ্ঞেয় ইতি চাহ পরা শ্রুতিঃ ॥১৪১॥", "synonyms": "*bāla-agra*—a ponta de um cabelo; *śata-bhāgasya*—de uma centésima parte; *śata-dhā*—em cem partes; *kalpitasya*—dividida; *ca*—e; *bhāgaḥ*—porção diminuta; *jīvaḥ*—a entidade viva; *saḥ*—essa; *vijñeyaḥ*—a ser compreendida; *iti*—assim; *ca*—e; *āha*—disseram; *parā*—principais; *śrutiḥ*—os mantras Védicos.", "translation": "**\"'Se dividirmos a ponta de um cabelo em cem partes e então tomarmos uma parte e a dividirmos em outras cem partes, essa décima milésima parte é a dimensão da entidade viva. Este é o veredito dos principais mantras Védicos.'**", "purport": "Os três primeiros padas deste verso do Pañcadaśī Citradīpa (81) provêm da Śvetāśvatara Upaniṣad (5.9)."}
{"ref": "cc/madhya/19/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/142/", "verse_text": "sūkṣmāṇām apy ahaṁ jīvaḥ", "devanagari": "> সূক্ষ্মাণামপ্যহং জীবঃ ॥১৪২॥", "synonyms": "*sūkṣmāṇām*—das partículas diminutas; *api*—certamente; *aham*—Eu; *jīvaḥ*—a entidade viva.", "translation": "**\"'Entre as partículas diminutas, Eu sou a entidade viva.'**", "purport": "A entidade viva é simultaneamente una com a Suprema Personalidade de Deus e diferente dEla. Como alma espiritual, a entidade viva é una em qualidade com o Senhor Supremo; contudo, o Senhor Supremo é maior do que o maior, e a entidade viva é a menor das menores. Esta citação é o terceiro pada de um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.16.11)."}
{"ref": "cc/madhya/19/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/143/", "verse_text": "aparimitā dhruvās tanu-bhṛto yadi sarva-gatās\n\ntarhi na śāsyateti niyamo dhruva netarathā\n\najani ca yan-mayaṁ tad avimucya niyantṛ bhavet\n\nsamam anujānatāṁ yad amataṁ mata-duṣṭatayā", "devanagari": "> অপরিমিতা ধ্রুবাস্তনুভৃতো যদি সর্বগতা-\n> স্তর্হি ন শাস্যতেতি নিয়মো ধ্রুব নেতরথা ।\n> অজনি চ যন্ময়ং তদবিমুচ্য নিয়ন্তৃ ভবেত্\n> সমমনুজানতাং যদমতং মতদুষ্টতয়া ॥১৪৩॥", "synonyms": "*aparimitāḥ*—ilimitadas em número; *dhruvāḥ*—eternas; *tanu-bhṛtaḥ*—que aceitaram corpos materiais; *yadi*—se; *sarva-gatāḥ*—onipenetrantes; *tarhi*—então; *na*—não; *śāsyatā*—controláveis; *iti*—assim; *niyamaḥ*—regulação; *dhruva*—ó Verdade Suprema; *na*—não; *itarathā*—de outra maneira; *ajani*—nasceram; *ca*—e; *yat-mayam*—consistindo em quem; *tat*—isso; *avimucya*—sem abandonar; *niyantṛ*—controlador; *bhavet*—pode tornar-se; *samam*—iguais em todos os aspectos; *anu-jānatām*—daqueles que seguem este cálculo filosófico; *yat*—isso; *amatam*—não conclusivo; *mata-duṣṭatayā*—por cálculos falhos.", "translation": "**\"'Ó Senhor, embora as entidades vivas que aceitaram corpos materiais sejam espirituais e ilimitadas em número, se fossem onipenetrantes não haveria possibilidade de estarem sob Teu controle. Se, porém, forem aceitas como partículas da entidade espiritual eternamente existente – como parte de Ti, que és o todo espiritual supremo –, devemos concluir que estão sempre sob Teu controle. Se as entidades vivas simplesmente se satisfizerem em ser idênticas a Ti como partículas espirituais, elas serão felizes sendo controladoras de tantas coisas. A conclusão de que as entidades vivas e a Suprema Personalidade de Deus são uma só e a mesma coisa é uma conclusão falha. Não é um fato.'**", "purport": "Este verso, que também provém do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.87.30), foi proferido pelos *Vedas* personificados."}
{"ref": "cc/madhya/19/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/144/", "verse_text": "tāra madhye 'sthāvara', jaṅgama'--dui bheda\n\njaṅgame tiryak-jala-sthalacara-vibheda", "devanagari": "> তার মধ্যে ‘স্থাবর’, ‘জঙ্গম’ — দুই ভেদ ৷\n> জঙ্গমে তির্যক্-জল-স্থলচর-বিভেদ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*tāra madhye*—entre as entidades vivas que estão condicionadas dentro do mundo material; *sthāvara*—imóveis; *jaṅgama*—móveis; *dui bheda*—duas divisões; *jaṅgame*—entre as entidades vivas que podem mover-se; *tiryak*—as entidades vivas que podem mover-se no ar (as aves); *jala*—ou entidades vivas que podem mover-se na água; *sthala-cara*—entidades vivas que podem mover-se em terra; *vibheda*—três divisões.", "translation": "**\"As ilimitadas entidades vivas podem dividir-se em duas categorias: as que podem mover-se e as que não podem. Entre as entidades vivas que podem mover-se, há aves, seres aquáticos e animais.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu dá instruções claras sobre como as entidades vivas vivem sob diferentes condições. Há árvores, plantas e pedras que não podem mover-se, mas ainda assim devem ser consideradas entidades vivas, ou centelhas espirituais. A alma está presente em corpos como os de árvores, plantas e pedras. Todos eles são entidades vivas. Entre as entidades vivas móveis, como as aves, os seres aquáticos e os animais, a mesma centelha espiritual está presente. Como se afirma aqui, há entidades vivas que podem voar, nadar e andar. Devemos também concluir que há entidades vivas que podem mover-se dentro do fogo e do éter. As entidades vivas têm diferentes corpos materiais compostos de terra, água, ar, fogo e éter. As palavras tāra madhye significam \"dentro deste universo\". Todo o universo material é composto de cinco elementos materiais. Não é verdade que as entidades vivas residam apenas dentro deste planeta e não dentro de outros. Tal conclusão é completamente contraditória aos *Vedas*. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (2.24):\n\nacchedyo 'yam adāhyo 'yam\nakledyo 'śoṣya eva ca\nnityaḥ sarva-gataḥ sthāṇur\nacalo 'yaṁ sanātanaḥ\n\n\"Esta alma individual é inquebrável e insolúvel, e não pode ser queimada nem ressecada. Ela é perene, onipenetrante, imutável, imóvel e eternamente a mesma.\"\n\nA alma nada tem a ver com os elementos materiais. Qualquer elemento material pode ser cortado em pedaços, especialmente a terra. No que concerne à entidade viva, contudo, ela não pode ser queimada nem cortada em pedaços. Por isso, ela pode viver dentro do fogo. Podemos concluir que também há entidades vivas dentro do sol. Por que se haveria de negar às entidades vivas este planeta ou aquele planeta? Segundo os *Vedas*, as entidades vivas podem viver em qualquer lugar e em toda parte – em terra, na água, no ar e no fogo. Seja qual for a condição, a entidade viva é imutável (sthāṇu). A partir das afirmações de Śrī Caitanya Mahāprabhu e do *Bhagavad-gītā*, devemos concluir que as entidades vivas estão por toda parte ao longo dos universos. Elas se distribuem como árvores, plantas, seres aquáticos, aves, seres humanos e assim por diante."}
{"ref": "cc/madhya/19/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/145/", "verse_text": "tāra madhye manuṣya-jāti ati alpatara\n\ntāra madhye mleccha, pulinda, bauddha, śabara", "devanagari": "> তার মধ্যে মনুষ্য-জাতি অতি অল্পতর ।\n> তার মধ্যে ম্লেচ্ছ, পুলিন্দ, বৌদ্ধ, শবর ॥১৪৫॥", "synonyms": "*tāra madhye*—entre todas essas entidades vivas; *manuṣya-jāti*—entidades nascidas como seres humanos; *ati*—muito; *alpatara*—pequenas em quantidade; *tāra madhye*—entre a pequena quantidade de seres humanos; *mleccha*—homens incivilizados que não podem seguir os princípios Védicos; *pulinda*—não regulados; *bauddha*—seguidores da filosofia budista; *śabara*—os mais baixos dos homens (a classe dos caçadores).", "translation": "**\"Embora as entidades vivas conhecidas como seres humanos sejam muito pequenas em quantidade, essa divisão ainda pode subdividir-se mais, pois há muitos seres humanos incultos, como os mlecchas, os pulindas, os bauddhas e os śabaras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/146/", "verse_text": "veda-niṣṭha-madhye ardheka veda 'mukhe' māne\n\nveda-niṣiddha pāpa kare, dharma nāhi gaṇe", "devanagari": "> বেদনিষ্ঠ-মধ্যে অর্ধেক বেদ ‘মুখে’ মানে ।\n> বেদনিষিদ্ধ পাপ করে, ধর্ম নাহি গণে ॥১৪৬॥", "synonyms": "*veda-niṣṭha-madhye*—entre as pessoas que são seguidoras dos Vedas; *ardheka*—quase metade; *veda*—as escrituras Védicas; *mukhe*—na boca; *māne*—aceitam; *veda-niṣiddha*—proibidos nos Vedas; *pāpa*—pecados; *kare*—cometem; *dharma*—princípios religiosos; *nāhi*—não; *gaṇe*—consideram.", "translation": "**\"Entre os seres humanos, aqueles que são seguidores dos princípios Védicos consideram-se civilizados. Entre estes, quase metade simplesmente lhes presta devoção verbal enquanto comete todo tipo de atividade pecaminosa contra esses princípios. Tais pessoas não se importam com os princípios reguladores.**", "purport": "A palavra veda significa \"conhecimento\". O conhecimento supremo consiste em compreender a Suprema Personalidade de Deus e nossa relação com Ele, agindo de acordo com essa relação. A ação em conformidade com os princípios Védicos chama-se religião. Religião significa seguir as ordens da Suprema Personalidade de Deus. Os princípios Védicos são os preceitos dados pela Suprema Personalidade de Deus. Os āryas são seres humanos civilizados que seguem os princípios Védicos desde tempos imemoriais. Ninguém pode rastrear a história dos princípios Védicos, estabelecidos para que o homem possa compreender o Ser Supremo. A literatura ou o conhecimento que busca o Ser Supremo pode ser aceito como um sistema religioso genuíno, mas há muitos tipos diferentes de sistemas religiosos, conforme o lugar, os discípulos e a capacidade de compreensão das pessoas.\n\nO mais elevado tipo de sistema religioso descreve-se assim no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.6): sa vai puṁsāṁ paro dharmo yato bhaktir adhokṣaje. A mais elevada forma de religião é aquela pela qual a pessoa se torna plenamente consciente da existência de Deus, de Sua forma, nome, qualidades, passatempos, morada e aspectos onipenetrantes. Quando tudo é completamente conhecido, isso é a perfeição do conhecimento Védico. A culminação do conhecimento Védico é o conhecimento sistemático das características de Deus. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* (15.15): vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ. O objetivo do conhecimento Védico é compreender Deus. Aqueles que realmente seguem o conhecimento Védico e buscam Deus não podem cometer atividades pecaminosas contra a ordem do Senhor Supremo. Contudo, nesta Era de Kali, embora os homens professem pertencer a tantos tipos diferentes de religião, a maioria deles comete atividades pecaminosas contra as ordens das escrituras Védicas. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu diz aqui: veda-niṣiddha pāpa kare, dharma nāhi gaṇe. Nesta era, os homens podem professar uma religião, mas, na verdade, não seguem os princípios. Ao contrário, cometem todo tipo de pecado."}
{"ref": "cc/madhya/19/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/147/", "verse_text": "dharmācāri-madhye bahuta 'karma-niṣṭha'\n\nkoṭi-karma-niṣṭha-madhye eka jñānī' śreṣṭha", "devanagari": "> ধর্মাচারি-মধ্যে বহুত ‘কর্মনিষ্ঠ’ ।\n> কোটি-কর্মনিষ্ঠ-মধ্যে এক ‘জ্ঞানী’ শ্রেষ্ঠ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*dharma-ācāri-madhye*—entre as pessoas que realmente seguem os princípios Védicos ou o sistema religioso; *bahuta*—muitas delas; *karma-niṣṭha*—atraídas por atividades fruitivas; *koṭi-karma-niṣṭha-madhye*—entre milhões desses executores de atividades fruitivas segundo os princípios Védicos; *eka*—um; *jñānī*—homem sábio; *śreṣṭha*—o principal.", "translation": "**\"Entre os seguidores do conhecimento Védico, a maioria segue o processo da atividade fruitiva, distinguindo entre o bom e o mau trabalho. Dentre muitos desses sinceros executores de atividades fruitivas, pode haver um que seja realmente sábio.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que a palavra karma-niṣṭha refere-se àquele que aspira a desfrutar os resultados de seu bom trabalho e atividade piedosa. Alguns seguidores dos princípios Védicos oferecem tudo à Verdade Absoluta e não aspiram a desfrutar os resultados de suas ações piedosas. Esses também se incluem entre os karma-niṣṭhas. Às vezes vemos homens piedosos ganharem dinheiro com grande esforço e então gastarem esse dinheiro em alguma causa piedosa, abrindo obras de caridade pública, escolas e hospitais. Quer ganhe dinheiro para si mesmo, quer para o benefício público, ele se chama karma-niṣṭha. Entre milhões de karma-niṣṭhas, pode haver um que seja sábio. Aqueles que tentam evitar a atividade fruitiva e que se tornam silenciosos a fim de fundir-se na existência espiritual da Verdade Absoluta conhecem-se geralmente como jñānīs, homens sábios. Eles não se interessam pela atividade fruitiva, mas por fundir-se no Supremo. Em ambos os casos, os dois estão interessados em benefício pessoal. Os karmīs estão diretamente interessados no benefício pessoal dentro do mundo material, e os jñānīs estão interessados em fundir-se na existência do Supremo. Os jñānīs sustentam que a atividade fruitiva é imperfeita. Para eles, a perfeição é a cessação do trabalho e a fusão na existência suprema. Esse é o objetivo de sua vida. O jñānī deseja extinguir a distinção entre o conhecimento, o conhecedor e o objetivo do conhecimento. Esta filosofia chama-se monismo, ou unidade, e caracteriza-se pelo silêncio espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/19/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/148/", "verse_text": "koṭi-jñāni-madhye haya eka-jana 'mukta'\n\nkoṭi-mukta-madhye 'durlabha' eka kṛṣṇa-bhakta", "devanagari": "> কোটিজ্ঞানি-মধ্যে হয় একজন ‘মুক্ত’ ।\n> কোটিমুক্ত-মধ্যে ‘দুর্লভ’ এক কৃষ্ণভক্ত ॥১৪৮॥", "synonyms": "*koṭi-jñāni-madhye*—dentre muitos milhões desses homens sábios; *haya*—há; *eka-jana*—uma pessoa; *mukta*—realmente liberada; *koṭi-mukta-madhye*—dentre muitos milhões dessas pessoas liberadas; *durlabha*—muito raro; *eka*—um; *kṛṣṇa-bhakta*—devoto puro do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Dentre muitos milhões desses homens sábios, um pode realmente liberar-se [mukta], e dentre muitos milhões dessas pessoas liberadas, é muito difícil encontrar um devoto puro do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam*, diz-se que, devido a seu escasso acervo de conhecimento, os jñānīs não estão realmente liberados. Eles simplesmente pensam que estão liberados. A perfeição do conhecimento culmina quando a pessoa chega à plataforma de conhecer a Suprema Personalidade de Deus. Brahmeti paramātmeti bhagavān iti śabdyate. A Verdade Absoluta (satya-vastu) descreve-se como Brahman, Paramātmā e Bhagavān. O conhecimento do Brahman impessoal e da Superalma é imperfeito até que a pessoa chegue à plataforma de conhecer a Suprema Personalidade de Deus. Por isso, afirma-se claramente neste verso: koṭi-mukta-madhye 'durlabha' eka kṛṣṇa-bhakta. Aqueles que buscam o conhecimento do Brahman impessoal ou do Paramātmā localizado certamente são aceitos como liberados, mas, devido a seu conhecimento imperfeito, descrevem-se no *Śrīmad-Bhāgavatam* como vimukta-māninaḥ. Visto que seu conhecimento é imperfeito, sua concepção de liberação é imperfeita. O conhecimento perfeito é possível quando a pessoa conhece a Suprema Personalidade de Deus. Isso é corroborado no *Bhagavad-gītā* (5.29):\n\nbhoktāraṁ yajña-tapasāṁ\nsarva-loka-maheśvaram\nsuhṛdaṁ sarva-bhūtānāṁ\njñātvā māṁ śāntim ṛcchati\n\n\"Os sábios, conhecendo-Me como o propósito último de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses e o benfeitor e benquerente de todas as entidades vivas, alcançam a paz, livrando-se dos tormentos das misérias materiais.\"\n\nA pesquisa prossegue para os karmīs, jñānīs e yogīs, mas, até que a busca se complete, ninguém pode alcançar a paz. Portanto, o *Bhagavad-gītā* diz: jñātvā māṁ śāntim ṛcchati: a pessoa pode realmente alcançar a paz quando conhece Kṛṣṇa. Isso se descreve no próximo verso."}
{"ref": "cc/madhya/19/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/149/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakta--niṣkāma, ataeva 'śānta'\n\nbhukti-mukti-siddhi-kāmī--sakali 'aśānta'", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্ত — নিষ্কাম, অতএব ‘শান্ত’ ।\n> ভুক্তি-মুক্তি-সিদ্ধি — কামী সকলি ‘অশান্ত’ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakta*—um devoto do Senhor Kṛṣṇa; *niṣkāma*—realmente sem desejos; *ataeva*—portanto; *śānta*—pacífico; *bhukti*—de desfrute material; *mukti*—de liberação das atividades materiais; *siddhi*—de perfeição no desempenho yóguico; *kāmī*—aqueles que são desejosos; *sakali*—todos eles; *aśānta*—não pacíficos.", "translation": "**\"Por ser um devoto do Senhor Kṛṣṇa desprovido de desejos, ele é pacífico. Os trabalhadores fruitivos desejam o desfrute material, os jñānīs desejam a liberação e os yogīs desejam a opulência material; portanto, todos eles são luxuriosos e não podem ser pacíficos.**", "purport": "O devoto do Senhor Kṛṣṇa não tem outro desejo senão servir a Kṛṣṇa. Mesmo as pessoas ditas liberadas estão cheias de desejos. Os executores de atividades fruitivas desejam melhores acomodações para viver, e os jñānīs querem tornar-se unos com o Supremo. Os yogīs desejam opulência material, perfeições yóguicas e magia. Todos esses são luxuriosos (kāmī). Por desejarem alguma coisa, não podem ter paz.\n\nA fórmula da paz é dada por Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā*:\n\nbhoktāraṁ yajña-tapasāṁ\nsarva-loka-maheśvaram\nsuhṛdaṁ sarva-bhūtānāṁ\njñātvā māṁ śāntim ṛcchati\n\nSe a pessoa puder compreender que o único desfrutador supremo é Kṛṣṇa, realizará todo tipo de sacrifícios, penitências e austeridades a fim de alcançar o serviço devocional a Kṛṣṇa. Kṛṣṇa é o Ser Supremo, o proprietário de todos os mundos materiais; portanto, em todo o universo Ele é o único desfrutador e beneficiário. Ele é o único amigo que pode realmente fazer o bem a todas as entidades vivas (suhṛdaṁ sarva-bhūtānām). Se a pessoa compreende Kṛṣṇa, imediatamente fica desprovida de desejos (niṣkāma), porque um kṛṣṇa-bhakta sabe que seu amigo e protetor em todos os aspectos é Kṛṣṇa, que é capaz de fazer qualquer coisa por Seu devoto. Kṛṣṇa diz: kaunteya pratijānīhi na me bhaktaḥ praṇaśyati: \"Ó filho de Kuntī, declara ousadamente que Meu devoto jamais perece.\" Visto que Kṛṣṇa dá essa garantia, o devoto vive em Kṛṣṇa e não tem desejo de benefício pessoal. O amparo do devoto é o próprio Todo-Bondoso. Por que deveria o devoto aspirar a algo de bom para si mesmo? Sua única ocupação é agradar o Supremo, prestando serviço tanto quanto possível. Um kṛṣṇa-bhakta não tem desejo de seu próprio benefício pessoal. Ele está completamente protegido pelo Supremo. Avaśya rakṣibe kṛṣṇa viśvāsa pālana. Bhaktivinoda Ṭhākura diz que ele é desprovido de desejos porque Kṛṣṇa lhe dará proteção em todas as circunstâncias. Não é que ele espere qualquer auxílio de Kṛṣṇa; ele simplesmente depende de Kṛṣṇa, assim como uma criança depende de seus pais. A criança não sabe esperar serviço de seus pais, mas, ainda assim, está sempre protegida. Isso se chama niṣkāma (ausência de desejos).\n\nEmbora os karmīs, jñānīs e yogīs satisfaçam seus desejos realizando várias atividades, eles nunca ficam satisfeitos. Um karmī pode trabalhar muito arduamente para adquirir um milhão de dólares, mas, assim que obtém um milhão de dólares, deseja outro milhão. Para os karmīs, não há fim para o desejo. Quanto mais o karmī consegue, mais ele deseja. Os jñānīs não podem ser desprovidos de desejos porque sua inteligência é insegura. Eles querem fundir-se na refulgência do Brahman, mas, embora possam ser elevados a essa plataforma, não conseguem satisfazer-se ali. Há muitos jñānīs ou sannyāsīs que abandonam o mundo como falso, mas, após aceitarem o sannyāsa, retornam ao mundo para ocupar-se em política ou filantropia, ou para abrir escolas e hospitais. Isso significa que não conseguiram alcançar o verdadeiro Brahman (brahma satyam). Eles têm de descer à plataforma material para ocupar-se em atividade filantrópica. Assim, cultivam desejos novamente, e, quando esses desejos se esgotam, desejam algo diferente. Por conseguinte, o jñānī não pode ser niṣkāma, desprovido de desejos. Tampouco podem os yogīs ser desprovidos de desejos, pois desejam perfeições yóguicas a fim de exibir alguns feitos mágicos e ganhar popularidade. As pessoas se reúnem em torno desses yogīs, e os yogīs desejam cada vez mais adulação. Como abusam de seu poder místico, caem novamente sobre a plataforma material. Não lhes é possível tornar-se niṣkāma, desprovidos de desejos.\n\nA conclusão é que somente os devotos que estão simplesmente satisfeitos em servir ao Senhor podem realmente tornar-se desprovidos de desejos. Por isso está escrito: kṛṣṇa-bhakta niṣkāma. Visto que o kṛṣṇa-bhakta, o devoto de Kṛṣṇa, está satisfeito com Kṛṣṇa, não há possibilidade de queda."}
{"ref": "cc/madhya/19/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/150/", "verse_text": "muktānām api siddhānāṁ\n\nnārāyaṇa-parāyaṇaḥ\n\nsudurlabhaḥ praśāntātmā\n\nkoṭiṣv api mahā-mune", "devanagari": "> মুক্তানামপি সিদ্ধানাং নারায়ণপরায়ণঃ ।\n> সুদুর্লভঃ প্রশান্তাত্মা কোটিষ্বপি মহামুনে ॥১৫০॥", "synonyms": "*muktānām*—de pessoas liberadas ou livres do cativeiro da ignorância; *api*—mesmo; *siddhānām*—de pessoas que alcançaram a perfeição; *nārāyaṇa*—da Suprema Personalidade de Deus; *parāyaṇaḥ*—o devoto; *su-durlabhaḥ*—muito raro; *praśānta-ātmā*—completamente satisfeito, sem desejos; *koṭiṣu*—entre muitos milhões; *api*—certamente; *mahā-mune*—ó grande sábio.", "translation": "**\"'Ó grande sábio, dentre muitos milhões de pessoas materialmente liberadas que estão livres da ignorância, e dentre muitos milhões de siddhas que quase alcançaram a perfeição, dificilmente há um devoto puro de Nārāyaṇa. Apenas tal devoto está, de fato, completamente satisfeito e em paz.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.14.5). O nārāyaṇa-parāyaṇa, o devoto do Senhor Nārāyaṇa, é a única pessoa bem-aventurada. Quem se torna um nārāyaṇa-parāyaṇa já está liberado do cativeiro material. Ele já possui todas as perfeições do yoga. A menos que alguém chegue à plataforma de nārāyaṇa-parāyaṇa e ultrapasse a plataforma de bhukti-mukti-siddhi, não pode estar plenamente satisfeito. Essa é a fase devocional pura.\n\nanyābhilāṣitā-śūnyaṁ\n\njñāna-karmādy-anāvṛtam\n\nānukūlyena kṛṣṇānu-\n\nśīlanaṁ bhaktir uttamā\n\nAquele que não tem outro desejo além de Kṛṣṇa e que não é influenciado pelo processo de jñāna-mārga (cultivo do conhecimento) torna-se, de fato, livre da ignorância. Uma pessoa de primeira classe é aquela que não é influenciada pelo karma (atividade fruitiva) nem pelo yoga (poder místico). Ela simplesmente depende de Kṛṣṇa e está satisfeita em seu serviço devocional. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.17.28): nārāyaṇa-parāḥ sarve na kutaścana bibhyati. Tal pessoa jamais tem medo de nada. Para ela, o céu e o inferno são iguais. Sem conhecer a situação de um nārāyaṇa-parāyaṇa, os canalhas tornam-se invejosos. Pela graça de Nārāyaṇa, um devoto situa-se na posição mais opulenta do mundo material. Os canalhas têm inveja de Nārāyaṇa e de Seu devoto, mas o devoto sabe como agradar a outro devoto de Nārāyaṇa, pois sabe que, ao agradar ao representante de Nārāyaṇa, agrada-se diretamente ao Senhor Nārāyaṇa. Por isso, um devoto oferece as melhores comodidades a seu mestre espiritual, pois sabe que, ao agradar ao representante de Nārāyaṇa, pode agradar ao Senhor Nārāyaṇa. Os estranhos que não têm conhecimento de Nārāyaṇa têm inveja tanto de Nārāyaṇa quanto de Seu devoto. Em consequência, quando veem que o devoto de Nārāyaṇa está opulentamente situado, tornam-se invejosos. Mas quando o devoto de Nārāyaṇa pede a essas pessoas tolas que venham viver com ele na mesma situação confortável, elas não concordam, pois não conseguem abandonar o sexo ilícito, o consumo de carne, a intoxicação e o jogo. Por isso, o materialista recusa a companhia de um nārāyaṇa-parāyaṇa, embora tenha inveja da situação material do devoto. Nos países ocidentais, quando os homens comuns — comerciantes e operários — veem nossos devotos vivendo e comendo fartamente e, ainda assim, sem trabalhar, ficam muito ansiosos por saber de onde eles obtêm o dinheiro. Tais pessoas tornam-se invejosas e perguntam: \"Como é possível viver tão confortavelmente sem trabalhar? Como é que vocês têm tantos carros, rostos radiantes e roupas bonitas?\" Sem saber que Kṛṣṇa cuida de Seus devotos, essas pessoas ficam surpresas, e algumas tornam-se invejosas."}
{"ref": "cc/madhya/19/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/151/", "verse_text": "brahmāṇḍa bhramite kona bhāgyavān jīva\n\nguru-kṛṣṇa-prasāde pāya bhakti-latā-bīja", "devanagari": "> ব্রহ্মাণ্ড ভ্রমিতে কোন ভাগ্যবান্ জীব ।\n> গুরু-কৃষ্ণ-প্রসাদে পায় ভক্তিলতা-বীজ ॥১৫১॥", "synonyms": "*brahmāṇḍa bhramite*—vagando neste universo; *kona*—algum; *bhāgyavān*—muito afortunado; *jīva*—ser vivo; *guru*—do mestre espiritual; *kṛṣṇa*—de Kṛṣṇa; *prasāde*—pela misericórdia; *pāya*—obtém; *bhakti-latā*—da trepadeira do serviço devocional; *bīja*—a semente.", "translation": "**\"Segundo seu karma, todas as entidades vivas vagam por todo o universo. Algumas delas são elevadas aos sistemas planetários superiores, e outras descem aos sistemas planetários inferiores. Dentre muitos milhões de entidades vivas errantes, aquela que é muito afortunada obtém a oportunidade de associar-se com um mestre espiritual genuíno pela graça de Kṛṣṇa. Pela misericórdia tanto de Kṛṣṇa quanto do mestre espiritual, tal pessoa recebe a semente da trepadeira do serviço devocional.**", "purport": "Quando falamos de brahmāṇḍa, referimo-nos ao universo inteiro, ou ao conjunto de muitos milhões de universos. Em todos os universos, há inumeráveis planetas e inumeráveis entidades vivas sobre esses planetas, no ar e na água. Há milhões e trilhões de entidades vivas por toda parte, e elas são ocupadas pela māyā em sofrer e desfrutar dos resultados de sua atividade fruitiva, vida após vida. Esta é a posição das entidades vivas materialmente condicionadas. Dentre muitas dessas entidades vivas, se uma é realmente afortunada (bhāgyavān), ela entra em contato com um mestre espiritual genuíno pela misericórdia de Kṛṣṇa.\n\nKṛṣṇa está situado no coração de todos e, se alguém deseja algo, Kṛṣṇa satisfaz o desejo dessa pessoa. Se a entidade viva, por acaso ou fortuna, entra em contato com o movimento da consciência de Kṛṣṇa e deseja associar-se a esse movimento, Kṛṣṇa, que está situado no coração de todos, dá-lhe a oportunidade de encontrar um mestre espiritual genuíno. Isso se chama guru-kṛṣṇa-prasāda. Kṛṣṇa está pronto a conceder Sua misericórdia a todas as entidades vivas e, tão logo uma entidade viva deseje a misericórdia do Senhor, o Senhor imediatamente lhe dá a oportunidade de encontrar um mestre espiritual genuíno. Tal pessoa é fortalecida tanto por Kṛṣṇa quanto pelo mestre espiritual. Ela é auxiliada por dentro por Kṛṣṇa e por fora pelo mestre espiritual. Ambos estão prontos a ajudar o ser vivo sincero a libertar-se deste cativeiro material.\n\nComo alguém pode tornar-se assim tão afortunado pode ser visto na vida de Śrīla Nārada Muni. Em sua vida anterior, ele nasceu de uma serva. Embora não tenha nascido numa posição de prestígio, sua mãe estava, felizmente, ocupada em prestar serviço a alguns vaiṣṇavas. Quando esses vaiṣṇavas estavam descansando durante o período de Cāturmāsya, o menino Nārada aproveitou a oportunidade para ocupar-se em servi-los. Compadecendo-se do menino, os vaiṣṇavas ofereceram-lhe os restos de seu alimento.\n\nServindo-os e obedecendo às suas ordens, o menino tornou-se objeto da simpatia dos vaiṣṇavas e, pela misericórdia desconhecida dos vaiṣṇavas, gradualmente tornou-se um devoto puro. Na vida seguinte, ele foi Nārada Muni, o mais exaltado dos vaiṣṇavas e o mais importante guru e ācārya dos vaiṣṇavas.\n\nSeguindo os passos de Nārada Muni, este movimento da consciência de Kṛṣṇa está prestando serviço à humanidade ao dar a todos a oportunidade de entrar em contato com Kṛṣṇa. Se alguém for afortunado, torna-se intimamente relacionado com este movimento. Então, pela graça de Kṛṣṇa, sua vida torna-se bem-sucedida. Todos têm dormente o kṛṣṇa-bhakti — amor por Kṛṣṇa — e, na associação de bons devotos, esse amor se revela. Como se afirma no *Caitanya-caritāmṛta* (Madhya 22.107):\n\nnitya-siddha-kṛṣṇa-prema 'sādhya' kabhu naya\n\nśravaṇādi-śuddha-citte karaye udaya\n\nO serviço devocional dormente a Kṛṣṇa está dentro de todos. Simplesmente associando-se com devotos, ouvindo suas boas instruções e cantando o mantra Hare Kṛṣṇa, o amor dormente por Kṛṣṇa é despertado. Dessa maneira, a pessoa adquire a semente do serviço devocional. Guru-kṛṣṇa-prasāde pāya bhakti-latā-bīja."}
{"ref": "cc/madhya/19/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/152/", "verse_text": "mālī hañā kare sei bīja āropaṇa\n\nśravaṇa-kīrtana-jale karaye secana", "devanagari": "> মালী হঞা করে সেই বীজ আরোপণ ।\n> শ্রবণ-কীর্তন-জলে করয়ে সেচন ॥১৫২॥", "synonyms": "*mālī hañā*—tornando-se um jardineiro; *kare*—faz; *sei*—essa; *bīja*—semente do serviço devocional; *āropaṇa*—semeadura; *śravaṇa*—de ouvir; *kīrtana*—de cantar; *jale*—com a água; *karaye*—faz; *secana*—aspersão.", "translation": "**\"Quando uma pessoa recebe a semente do serviço devocional, deve cuidar dela tornando-se um jardineiro e semeando-a em seu coração. Se ela regar a semente gradualmente, pelo processo de śravaṇa e kīrtana [ouvir e cantar], a semente começará a brotar.**", "purport": "Viver com devotos ou viver num templo significa associar-se com o processo de śravaṇa-kīrtana. Às vezes, os devotos neófitos pensam que podem continuar o processo de śravaṇa-kīrtana sem adorar a Deidade, mas a execução de śravaṇa-kīrtana destina-se a devotos altamente desenvolvidos como Haridāsa Ṭhākura, que se ocupava no processo de śravaṇa-kīrtana sem adorar a Deidade. Contudo, não se deve imitar falsamente Haridāsa Ṭhākura e abandonar a adoração à Deidade só para tentar ocupar-se em śravaṇa-kīrtana. Isso não é possível para os devotos neófitos.\n\nA palavra guru-prasāda indica que o mestre espiritual é muito misericordioso ao conceder a bênção do serviço devocional ao discípulo. Esse é o melhor presente possível que o mestre espiritual tem para oferecer. Aqueles que têm um histórico de vida piedosa estão aptos a receber o benefício supremo da vida e, para conceder este benefício, a Suprema Personalidade de Deus envia Seu representante a fim de transmitir Sua misericórdia. Dotado da misericórdia da Suprema Personalidade de Deus, o mestre espiritual distribui a misericórdia àqueles que são elevados e piedosos. Assim, o mestre espiritual treina seus discípulos a prestarem serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus. Isso se chama guru-kṛpā. É kṛṣṇa-prasāda, a misericórdia de Kṛṣṇa, que Ele envie um mestre espiritual genuíno ao discípulo merecedor. Pela misericórdia de Kṛṣṇa, encontra-se o mestre espiritual genuíno e, pela misericórdia do mestre espiritual, o discípulo é plenamente treinado no serviço devocional ao Senhor.\n\nBhakti-latā-bīja significa \"a semente do serviço devocional\". Tudo tem uma causa original, ou semente. Para qualquer ideia, programa, plano ou recurso, há, antes de mais nada, a contemplação do plano, e isso se chama bīja, ou a semente. Os métodos, regras e regulações pelos quais a pessoa é perfeitamente treinada no serviço devocional constituem o bhakti-latā-bīja, ou semente do serviço devocional. Este bhakti-latā-bīja é recebido do mestre espiritual pela graça de Kṛṣṇa. Outras sementes chamam-se anyābhilāṣa-bīja, karma-bīja e jñāna-bīja. Se alguém não for afortunado o bastante para receber o bhakti-latā-bīja do mestre espiritual, cultivará, em vez disso, as sementes de karma-bīja, jñāna-bīja, ou bīja político, social ou filantrópico. Contudo, o bhakti-latā-bīja é diferente desses outros bījas. O bhakti-latā-bīja só pode ser recebido pela misericórdia do mestre espiritual. Por isso, é preciso satisfazer o mestre espiritual para obter o bhakti-latā-bīja (yasya prasādād bhagavat-prasādaḥ). O bhakti-latā-bīja é a origem do serviço devocional. A menos que satisfaça o mestre espiritual, a pessoa obtém o bīja, ou causa raiz, do karma, do jñāna e do yoga, sem o benefício do serviço devocional. Entretanto, quem é fiel a seu mestre espiritual obtém o bhakti-latā-bīja. Este bhakti-latā-bīja é recebido quando a pessoa é iniciada pelo mestre espiritual genuíno. Após receber a misericórdia do mestre espiritual, deve-se repetir suas instruções, e isso se chama śravaṇa-kīrtana — ouvir e cantar. Quem não ouviu adequadamente do mestre espiritual ou quem não segue os princípios reguladores não está apto para o cantar (kīrtana). Isso se explica no *Bhagavad-gītā* (2.41): vyavasāyātmikā buddhir ekeha kuru-nandana. Quem não escutou cuidadosamente as instruções do mestre espiritual está inapto a cantar ou a pregar o culto do serviço devocional. É preciso regar o bhakti-latā-bīja após receber as instruções do mestre espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/19/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/153/", "verse_text": "upajiyā bāḍe latā 'brahmāṇḍa' bhedi' yāya\n\n'virajā' 'brahma-loka' bhedi' 'para-vyoma' pāya", "devanagari": "> উপজিয়া বাড়ে লতা ‘ব্রহ্মাণ্ড’ ভেদি’ যায় ।\n> ‘বিরজা’, ‘ব্রহ্মলোক’ ভেদি’ ‘পরব্যোম’ পায় ॥১৫৩॥", "synonyms": "*upajiyā*—sendo cultivada; *bāḍe*—aumenta; *latā*—a trepadeira do serviço devocional; *brahmāṇḍa*—o universo inteiro; *bhedi'*—penetrando; *yāya*—vai; *virajā*—o rio entre o mundo espiritual e o mundo material; *brahma-loka*—a refulgência Brahman; *bhedi'*—penetrando; *para-vyoma*—o céu espiritual; *pāya*—alcança.", "translation": "**\"À medida que se rega o bhakti-latā-bīja, a semente brota, e a trepadeira gradualmente cresce até o ponto em que penetra as paredes deste universo e vai além do rio Virajā, situado entre o mundo espiritual e o mundo material. Ela alcança brahma-loka, a refulgência Brahman e, penetrando através desse estrato, atinge o céu espiritual e o planeta espiritual Goloka Vṛndāvana.**", "purport": "Uma trepadeira geralmente se abriga numa grande árvore, mas a bhakti-latā, sendo a trepadeira da energia espiritual, não pode abrigar-se em nenhum planeta material, pois não há, em nenhum planeta material, árvore que a trepadeira bhakti-latā possa utilizar como abrigo. Em outras palavras, o serviço devocional não pode ser utilizado para nenhum propósito material. O serviço devocional destina-se unicamente à Suprema Personalidade de Deus. Às vezes, homens de pouco conhecimento sustentam que o bhakti também pode ser aplicado a coisas materiais. Ou seja, dizem que o serviço devocional pode ser prestado ao próprio país ou aos semideuses, mas isso não é um fato. O serviço devocional destina-se especialmente à Suprema Personalidade de Deus, e está além deste âmbito material. Há um rio, ou oceano causal, entre as naturezas espiritual e material, e este rio está livre da influência dos três modos da natureza material; por isso, chama-se Virajā. A palavra vi significa vigata (completamente erradicado), e rajaḥ significa \"a influência do mundo material\". Nesta plataforma, a entidade viva está completamente livre do enredamento material. Para os jñānīs que querem fundir-se na refulgência Brahman, existe brahma-loka. A bhakti-latā, contudo, não tem abrigo no mundo material, nem tem abrigo em brahma-loka, embora brahma-loka esteja além do mundo material. A bhakti-latā cresce até alcançar o céu espiritual, onde se situa Goloka Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/19/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/154/", "verse_text": "tabe yāya tad-upari 'goloka-vṛndāvana'\n\n'kṛṣṇa-caraṇa'-kalpa-vṛkṣe kare ārohaṇa", "devanagari": "> তবে যায় তদুপরি ‘গোলোক-বৃন্দাবন’ ।\n> ‘কৃষ্ণচরণ’-কল্পবৃক্ষে করে আরোহণ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *yāya*—vai; *tat-upari*—ao topo daquele (o céu espiritual); *goloka-vṛndāvana*—ao planeta conhecido como Goloka Vṛndāvana, onde Kṛṣṇa vive; *kṛṣṇa-caraṇa*—dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *kalpa-vṛkṣe*—na árvore-dos-desejos; *kare ārohaṇa*—sobe.", "translation": "**\"Situada no coração da pessoa e regada por śravaṇa-kīrtana, a trepadeira bhakti cresce cada vez mais. Dessa maneira, ela alcança o abrigo da árvore-dos-desejos dos pés de lótus de Kṛṣṇa, que está eternamente situado no planeta conhecido como Goloka Vṛndāvana, na região mais elevada do céu espiritual.**", "purport": "Na Brahma-saṁhitā (5.37), afirma-se:\n\nānanda-cinmaya-rasa-pratibhāvitābhis\n\ntābhir ya eva nija-rūpatayā kalābhiḥ\n\ngoloka eva nivasaty akhilātma-bhūto\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Eu adoro Govinda, o Senhor primordial. Ele reside em Seu próprio reino, Goloka, com Rādhā, que se assemelha à Sua própria figura espiritual e que personifica a potência extática [hlādinī]. As companheiras Dela são Suas confidentes, que personificam extensões de Sua forma corpórea e que estão imbuídas e permeadas do rasa espiritual sempre bem-aventurado.\" No mundo espiritual, a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, expandiu-Se em Sua potência espiritual. Ele tem Sua forma eterna de bem-aventurança e conhecimento (sac-cid-ānanda-vigraha). Tudo no planeta Goloka Vṛndāvana é uma expansão espiritual de sac-cid-ānanda. Todos ali são da mesma potência — ānanda-cinmaya-rasa. A relação entre a Suprema Personalidade de Deus e Seu servidor é cinmaya-rasa. Kṛṣṇa e Seu séquito e parafernália são da mesma potência cinmaya. Quando a potência cinmaya-rasa atravessa a potência material, torna-se onipenetrante. Embora a Suprema Personalidade de Deus exista em Seu próprio planeta, Goloka Vṛndāvana, Ele está presente em toda parte. Aṇḍāntara-stha-paramāṇu-cayāntara-stham. Ele está presente dentro de todos os universos, embora sejam inumeráveis. Ele está presente dentro do átomo. Īśvaraḥ sarva-bhūtānāṁ hṛd-deśe 'rjuna tiṣṭhati: Ele também está presente dentro do coração de todas as entidades vivas. Esta é Sua potência onipenetrante.\n\nGoloka Vṛndāvana é o planeta mais elevado do mundo espiritual. A fim de ir ao mundo espiritual, após penetrar a cobertura do universo material, é preciso penetrar brahma-loka, a refulgência espiritual. Então, pode-se chegar ao planeta Goloka Vṛndāvana. Há também outros planetas no mundo espiritual, chamados planetas Vaikuṇṭha, e nesses planetas o Senhor Nārāyaṇa é adorado com temor e veneração. Nesses planetas, prevalece o śānta-rasa, e alguns dos devotos também estão ligados à Suprema Personalidade de Deus no dāsya-rasa, a doçura da servidão. No que diz respeito à doçura da fraternidade, o rasa de Vaikuṇṭha é representado pelo gaurava-sakhya, a amizade em temor e veneração. O outro rasa de fraternidade manifesta-se como viśrambha (amizade em igualdade), e este se encontra no planeta Goloka Vṛndāvana. Acima disso está o serviço ao Senhor no vātsalya-rasa (amor paternal), e acima de tudo está a relação com o Senhor no mādhurya-rasa (amor conjugal). Esses cinco rasas manifestam-se plenamente no mundo espiritual na relação da pessoa com o Senhor. Por isso, no mundo espiritual, a trepadeira bhakti-latā encontra seu lugar de repouso aos pés de lótus de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/19/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/155/", "verse_text": "tāhāṅ vistārita hañā phale prema-phala\n\nihāṅ mālī sece nitya śravaṇādi jala", "devanagari": "> তাহাঁ বিস্তারিত হঞা ফলে প্রেম-ফল ।\n> ইহাঁ মালী সেচে নিত্য শ্রবণাদি জল ॥১৫৫॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—ali, no mundo espiritual (no planeta Goloka Vṛndāvana); *vistārita*—expandida; *hañā*—tornando-se; *phale*—produz; *prema-phala*—o fruto conhecido como amor a Deus; *ihāṅ*—no mundo material, onde o devoto ainda está presente; *mālī*—exatamente como um jardineiro; *sece*—asperge; *nitya*—regularmente, sem falta; *śravaṇa-ādi jala*—a água de śravaṇa, kīrtana e assim por diante.", "translation": "**\"A trepadeira se expande grandemente no planeta Goloka Vṛndāvana e ali produz o fruto do amor por Kṛṣṇa. Embora permaneça no mundo material, o jardineiro regularmente asperge a trepadeira com a água de ouvir e cantar.**", "purport": "Em Goloka Vṛndāvana, os devotos têm relações muito íntimas com a Suprema Personalidade de Deus. O devoto ocupa-se no serviço ao Senhor em grande amor extático. Tal amor foi manifestado pessoalmente por Śrī Caitanya Mahāprabhu em Seus ensinamentos ao povo do mundo material. O fruto da trepadeira devocional é o desejo puro de servir e agradar aos sentidos da Suprema Personalidade de Deus. Kṛṣṇendriya-prīti-icchā dhare 'prema' nāma. (Cc. Ādi 4.165) No mundo espiritual, não se tem outro desejo além de agradar aos sentidos da Suprema Personalidade de Deus. A alma condicionada dentro do mundo material não consegue compreender nem apreciar como o devoto, no mundo material, pode prestar serviço confidencial ao Senhor a partir de sentimentos de amor extático e ocupar-se sempre em agradar aos sentidos do Senhor Supremo. Embora visto dentro deste mundo material, o devoto puro sempre se ocupa no serviço confidencial ao Senhor. Um devoto neófito comum não consegue perceber isto; por isso, diz-se: vaiṣṇavera kriyā-mudrā vijñāneha nā bujhaya. As atividades de um vaiṣṇava puro não podem ser compreendidas nem mesmo por um erudito letrado no mundo material.\n\nToda entidade viva vaga dentro deste universo em diferentes espécies e em diferentes sistemas planetários, segundo suas atividades fruitivas. Dentre muitos milhões de entidades vivas, uma pode ser afortunada o bastante para receber a semente da bhakti-latā, a trepadeira do serviço devocional. Pela graça do mestre espiritual e de Kṛṣṇa, a pessoa nutre a bhakti-latā aspergindo-a regularmente com a água de śravaṇa-kīrtana, ouvir e cantar. Dessa maneira, a semente da bhakti-latā brota e cresce cada vez mais por todo o universo até penetrar a cobertura do universo material e alcançar o mundo espiritual. A bhakti-latā continua a crescer até alcançar o sistema planetário mais elevado, Goloka Vṛndāvana, onde Kṛṣṇa vive. Ali, a trepadeira abriga-se aos pés de lótus do Senhor, e esse é seu destino final. Nessa altura, a trepadeira começa a produzir os frutos do amor extático a Deus. É dever do devoto que nutre a trepadeira ser muito cuidadoso. Diz-se que a rega da trepadeira deve continuar: ihāṅ mālī sece nitya śravaṇādi jala. Não é que, numa certa fase, a pessoa possa parar de cantar e ouvir e tornar-se um devoto maduro. Se parar, certamente cairá do serviço devocional. Embora alguém possa ser muito exaltado no serviço devocional, não deve abandonar o processo de rega de śravaṇa-kīrtana. Se a pessoa abandona esse processo, isso se deve a uma ofensa. Isso se descreve no verso seguinte."}
{"ref": "cc/madhya/19/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/156/", "verse_text": "yadi vaiṣṇava-aparādha uṭhe hātī mātā\n\nupāḍe vā chiṇḍe, tāra śukhi' yāya pātā", "devanagari": "> যদি বৈষ্ণব-অপরাধ উঠে হাতী মাতা ।\n> উপাড়ে বা ছিণ্ডে, তার শুখি’ যায় পাতা ॥১৫৬॥", "synonyms": "*yadi*—se; *vaiṣṇava-aparādha*—uma ofensa aos pés de um vaiṣṇava; *uṭhe*—surge; *hātī*—um elefante; *mātā*—louco; *upāḍe*—arranca; *vā*—ou; *chiṇḍe*—quebra; *tāra*—da trepadeira; *śukhi'*—murchando; *yāya*—vai; *pātā*—a folha.", "translation": "**\"Se o devoto comete uma ofensa aos pés de um vaiṣṇava enquanto cultiva a trepadeira do serviço devocional no mundo material, sua ofensa é comparada a um elefante louco que arranca a trepadeira e a quebra. Dessa maneira, as folhas da trepadeira secam.**", "purport": "A atitude devocional da pessoa aumenta na associação de um vaiṣṇava.\n\ntāṅdera caraṇa sevi bhakta-sane vāsa\n\njaname janame haya, ei abhilāṣa\n\nPor seu próprio exemplo, Narottama dāsa Ṭhākura enfatiza que o devoto deve sempre lembrar-se de agradar a seu ācārya predecessor. Os Gosvāmīs são representados pelo próprio mestre espiritual. Não se pode ser um ācārya (mestre espiritual) sem seguir estritamente a sucessão discipular dos ācāryas. Quem é realmente sério em avançar no serviço devocional deve desejar apenas satisfazer os ācāryas anteriores. Ei chaya gosāñi yāra, mui tāra dāsa. Deve-se sempre pensar em si mesmo como servo do servo dos ācāryas e, pensando assim, deve-se viver na sociedade dos vaiṣṇavas. Contudo, se alguém pensa que se tornou muito maduro e pode viver separado da associação dos vaiṣṇavas e, assim, abandona todos os princípios reguladores por ofender um vaiṣṇava, sua posição torna-se muito perigosa. As ofensas contra o santo nome explicam-se no *Ādi-līlā* (Capítulo Oito, verso 24). Abandonar os princípios reguladores e viver segundo os próprios caprichos é comparado a um elefante louco, que à força arranca a bhakti-latā e a despedaça. Dessa maneira, a bhakti-latā murcha. Tal ofensa é especialmente criada quando alguém desobedece às instruções do mestre espiritual. Isso se chama guru-avajñā. Portanto, o devoto deve ser muito cuidadoso para não cometer ofensas contra o mestre espiritual. Tão logo a pessoa se desvia do mestre espiritual, o arrancar da bhakti-latā começa, e gradualmente todas as folhas secam."}
{"ref": "cc/madhya/19/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/157/", "verse_text": "tāte mālī yatna kari' kare āvaraṇa\n\naparādha-hastīra yaiche nā haya udgama", "devanagari": "> তাতে মালী যত্ন করি’ করে আবরণ ।\n> অপরাধ-হস্তীর যৈছে না হয় উদ্গম ॥১৫৭॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *mālī*—o devoto jardineiro; *yatna kari'*—com grande atenção; *kare*—faz; *āvaraṇa*—cerca protetora; *aparādha*—de ofensas; *hastīra*—do elefante; *yaiche*—de modo que; *nā*—não; *haya*—haja; *udgama*—nascimento.", "translation": "**\"O jardineiro deve defender a trepadeira cercando-a por todos os lados, de modo que o poderoso elefante das ofensas não possa entrar.**", "purport": "Enquanto a trepadeira bhakti-latā está crescendo, o devoto deve protegê-la cercando-a por todos os lados. O devoto neófito deve ser protegido por estar rodeado de devotos puros. Dessa maneira, ele não dará ao elefante enlouquecido a chance de arrancar sua trepadeira bhakti-latā. Quando alguém se associa com não-devotos, o elefante enlouquecido é solto. Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: asat-saṅga-tyāga,—ei vaiṣṇava-ācāra. A primeira tarefa de um vaiṣṇava é abandonar a companhia dos não-devotos. Um suposto devoto maduro, contudo, comete uma grande ofensa ao abandonar a companhia dos devotos puros. A entidade viva é um animal social e, se alguém abandona a sociedade dos devotos puros, deve associar-se com não-devotos (asat-saṅga). Ao contatar não-devotos e ocupar-se em atividades não-devocionais, um suposto devoto maduro será vítima da ofensa do elefante louco. Qualquer crescimento que tenha ocorrido é rapidamente arrancado por tal ofensa. Portanto, deve-se ter muito cuidado para defender a trepadeira cercando-a — isto é, seguindo os princípios reguladores e associando-se com devotos puros.\n\nSe alguém pensa que há muitos pseudodevotos ou não-devotos na Sociedade da Consciência de Kṛṣṇa, pode manter companhia direta com o mestre espiritual e, se houver qualquer dúvida, deve consultar o mestre espiritual. Contudo, a menos que se sigam as instruções do mestre espiritual e os princípios reguladores que regem o cantar e o ouvir o santo nome do Senhor, não se pode tornar-se um devoto puro. Por suas próprias invenções mentais, a pessoa cai. Ao associar-se com não-devotos, quebra os princípios reguladores e, assim, perde-se. No Upadeśāmṛta de Śrīla Rūpa Gosvāmī, afirma-se:\n\natyāhāraḥ prayāsaś ca\n\nprajalpo niyamāgrahaḥ\n\njana-saṅgaś ca laulyaṁ ca\n\nṣaḍbhir bhaktir vinaśyati\n\n\"O serviço devocional da pessoa estraga-se quando ela se envolve demais nas seis atividades seguintes: (1) comer mais do que o necessário ou arrecadar mais fundos do que o requerido, (2) esforçar-se em excesso por coisas mundanas muito difíceis de alcançar, (3) falar desnecessariamente sobre assuntos mundanos, (4) praticar as regras e regulações das escrituras apenas por segui-las, e não em prol do avanço espiritual, ou rejeitar as regras e regulações das escrituras e agir independente ou caprichosamente, (5) associar-se com pessoas de mentalidade mundana que não têm interesse na consciência de Kṛṣṇa e (6) ser ávido por conquistas mundanas.\""}
{"ref": "cc/madhya/19/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/158/", "verse_text": "kintu yadi latāra saṅge uṭhe 'upaśākhā'\n\nbhukti-mukti-vāñchā, yata asaṅkhya tāra lekhā", "devanagari": "> কিন্তু যদি লতার অঙ্গে উঠে ‘উপশাখা’  ।\n> ভুক্তি-মুক্তি-বাঞ্ছা, যত অসংখ্য তার লেখা ॥১৫৮॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *yadi*—se; *latāra*—a trepadeira do serviço devocional; *saṅge*—com; *uṭhe*—surgem; *upaśākhā*—trepadeiras indesejadas; *bhukti*—pelo desfrute material; *mukti*—pela liberação do mundo material; *vāñchā*—os desejos; *yata*—tantos quantos houver; *asaṅkhya*—ilimitados; *tāra*—daquelas trepadeiras indesejadas; *lekhā*—a escrita.", "translation": "**\"Às vezes, trepadeiras indesejadas, como as trepadeiras dos desejos de desfrute material e de liberação do mundo material, crescem junto com a trepadeira do serviço devocional. As variedades de tais trepadeiras indesejadas são ilimitadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/159/", "verse_text": "'niṣiddhācāra', 'kuṭīnāṭī', 'jīva-hiṁsana'\n\n'lābha', 'pūjā', 'pratiṣṭhādi' yata upaśākhā-gaṇa", "devanagari": "> ‘নিষিদ্ধাচার’, ‘কুটীনাটী’, ‘জীবহিংসন’  ।\n> ‘লাভ’, ‘পূজা’, ‘প্রতিষ্ঠাদি’ যত উপশাখাগণ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*niṣiddha-ācāra*—comportamento que não deve ser exibido por uma pessoa que deseja tornar-se perfeita; *kuṭīnāṭī*—diplomacia; *jīva-hiṁsana*—matar desnecessariamente animais ou a alma; *lābha*—lucro segundo cálculos materiais; *pūjā*—adoração obtida ao satisfazer pessoas mundanas; *pratiṣṭha-ādi*—tornar-se um homem importante em cálculos materiais, e assim por diante; *yata*—todas estas; *upaśākhā-gaṇa*—trepadeiras desnecessárias.", "translation": "**\"Algumas trepadeiras desnecessárias que crescem com a trepadeira bhakti são as trepadeiras do comportamento inaceitável para aqueles que tentam alcançar a perfeição, do comportamento diplomático, da matança de animais, do lucro mundano, da adoração mundana e da importância mundana. Todas estas são trepadeiras indesejadas.**", "purport": "Há um certo padrão de comportamento prescrito para aqueles que realmente tentam tornar-se perfeitos. Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, aconselhamos nossos alunos a não comer carne, não jogar, não se ocupar em sexo ilícito e não se entregar à intoxicação. As pessoas que se entregam a essas atividades jamais podem tornar-se perfeitas; portanto, esses princípios reguladores destinam-se àqueles interessados em tornar-se perfeitos e voltar ao Supremo. Kuṭīnāṭī, ou comportamento diplomático, não pode satisfazer o ātmā, a alma. Não pode sequer satisfazer o corpo ou a mente. A mente culpada está sempre desconfiada; por isso, nossos tratos devem ser sempre francos e aprovados pelas autoridades Védicas. Se tratarmos as pessoas diplomática ou duplicemente, nosso avanço espiritual será obstruído. Jīva-hiṁsana refere-se à matança de animais ou à inveja de outras entidades vivas. A matança de pobres animais deve-se, indubitavelmente, à inveja desses animais. A forma humana destina-se à compreensão da consciência de Kṛṣṇa (athāto brahma-jijñāsā), à indagação sobre o Brahman Supremo. Na forma humana, todos têm a oportunidade de compreender o Brahman Supremo. Os supostos líderes da sociedade humana não conhecem o verdadeiro objetivo da vida humana e, por isso, estão ocupados com o desenvolvimento econômico. Isso é enganoso. Todo Estado e toda sociedade estão ocupados em tentar melhorar a qualidade do comer, dormir, acasalar e defender. Esta forma de vida humana destina-se a mais do que esses quatro princípios animais. Comer, dormir, acasalar e defender são problemas encontrados no reino animal, e os animais resolveram seus problemas sem dificuldade. Por que a sociedade humana haveria de estar tão ocupada em tentar resolver esses problemas? A dificuldade é que as pessoas não são educadas a compreender esta filosofia simples. Elas pensam que o avanço da civilização significa aumentar a gratificação dos sentidos.\n\nHá muitos propagandistas religiosos que não sabem como os problemas fundamentais da vida podem ser resolvidos, e eles também tentam educar as pessoas numa forma de gratificação dos sentidos. Isto também é jīva-hiṁsana. O conhecimento verdadeiro não é transmitido, e os religiosos enganam a população em geral. No que diz respeito aos lucros materiais, deve-se saber que todo lucro material que se tenha terá de ser abandonado no momento da morte. Infelizmente, as pessoas não sabem que há vida após a morte; por isso, as pessoas mundanas desperdiçam seu tempo acumulando lucro material que terá de ser deixado para trás no momento da morte. Tal lucro não tem benefício eterno. De modo semelhante, a adoração por parte de pessoas mundanas não tem valor, porque, após a morte, é preciso aceitar outro corpo. A adoração e o título materiais são decorações que não podem ser levadas para o corpo seguinte. Na vida seguinte, tudo é esquecido.\n\nTodos esses obstáculos foram descritos neste verso como trepadeiras indesejadas. Elas simplesmente apresentam obstáculos para a verdadeira trepadeira, o bhakti-latā-bīja. Deve-se ter muito cuidado para evitar todas essas coisas indesejadas. Às vezes, essas trepadeiras indesejadas parecem exatamente a trepadeira bhakti-latā. Elas parecem ser do mesmo tamanho e da mesma espécie quando estão agrupadas junto com a trepadeira bhakti-latā, mas, apesar disso, as trepadeiras são chamadas upaśākhā. Um devoto puro consegue distinguir entre a trepadeira bhakti-latā e uma trepadeira mundana, e está muito alerta para distingui-las e mantê-las separadas."}
{"ref": "cc/madhya/19/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/160/", "verse_text": "seka-jala pāñā upaśākhā bāḍi' yāya\n\nstabdha hañā mūla-śākhā bāḍite nā pāya", "devanagari": "> সেকজল পাঞা উপশাখা বাড়ি’ যায় ।\n> স্তব্ধ হঞা মূলশাখা বাড়িতে না পায় ॥১৬০॥", "synonyms": "*seka-jala*—borrifar água; *pāñā*—recebendo; *upaśākhā*—os cipós indesejados; *bāḍi' yāya*—crescem exuberantemente; *stabdha hañā*—ficando interrompido; *mūla-śākhā*—o cipó principal; *bāḍite*—aumentar; *nā pāya*—não consegue.", "translation": "**\"Se a pessoa não distingue entre o cipó bhakti-latā e os outros cipós, a água borrifada é desperdiçada, pois os outros cipós são nutridos enquanto o cipó bhakti-latā é tolhido.**", "purport": "Se a pessoa canta o mantra Hare Kṛṣṇa enquanto comete ofensas, esses cipós indesejados crescerão. Não se deve tirar proveito do canto do mantra Hare Kṛṣṇa em busca de algum lucro material. Como se menciona no verso 159:\n\n'niṣiddhācāra', 'kuṭīnāṭī', jīva-hiṁsana'\n\n'lābha', 'pūjā', 'pratiṣṭhādi' yata upaśākhā-gaṇa\n\nOs cipós indesejados foram descritos por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura. Ele afirma que, se a pessoa ouve e canta sem procurar abandonar as ofensas, torna-se materialmente apegada à gratificação dos sentidos. Ela pode também desejar a libertação do cativeiro material como os māyāvādīs, ou pode apegar-se aos yoga-siddhis e desejar maravilhosos poderes yóguicos. Se a pessoa se apega a maravilhosas atividades materiais, é chamada siddhi-lobhī, ávida pela perfeição material. Ela pode também ser vitimada por um comportamento diplomático ou tortuoso, ou pode associar-se com mulheres para sexo ilícito. Outros podem fazer um espetáculo de serviço devocional, como os prākṛta-sahajiyās, ou a pessoa pode tentar sustentar sua filosofia filiando-se a alguma casta ou identificando-se com determinada dinastia, reivindicando o monopólio do avanço espiritual. Assim, com o apoio da tradição familiar, ela pode tornar-se um pseudoguru ou suposto mestre espiritual. A pessoa pode apegar-se às quatro atividades pecaminosas – sexo ilícito, intoxicação, jogos de azar e consumo de carne – ou pode considerar que um vaiṣṇava pertence a uma casta ou credo mundano. Ela pode pensar: \"Este é um vaiṣṇava hindu, e este é um vaiṣṇava europeu. A um vaiṣṇava europeu não se permite entrar nos templos.\" Em outras palavras, a pessoa pode considerar os vaiṣṇavas em termos de nascimento, julgando um deles um brāhmaṇa vaiṣṇava, um śūdra vaiṣṇava, um mleccha vaiṣṇava e assim por diante. A pessoa pode também tentar exercer um negócio profissional enquanto canta o mantra Hare Kṛṣṇa ou lê o *Śrīmad-Bhāgavatam*, ou pode tentar aumentar sua força monetária por meios ilegais. Ela pode também tentar ser um vaiṣṇava barato cantando em um lugar isolado em busca de adoração material, ou pode desejar reputação mundana fazendo concessões aos não devotos, comprometendo sua filosofia ou sua vida espiritual, ou pode tornar-se um defensor de um sistema de castas hereditário. Tudo isso são armadilhas da gratificação pessoal dos sentidos. Apenas para enganar algumas pessoas inocentes, a pessoa faz um espetáculo de vida espiritual avançada e torna-se conhecida como um sādhu, mahātmā ou pessoa religiosa. Tudo isso significa que o suposto devoto foi vitimado por todos esses cipós indesejados e que o verdadeiro cipó do bhakti-latā-bīja foi atrofiado."}
{"ref": "cc/madhya/19/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/161/", "verse_text": "prathamei upaśākhāra karaye chedana\n\ntabe mūla-śākhā bāḍi' yāya vṛndāvana", "devanagari": "> প্রথমেই উপশাখার করয়ে ছেদন ।\n> তবে মূলশাখা বাড়ি’ যায় বৃন্দাবন ॥১৬১॥", "synonyms": "*prathamei*—desde o começo; *upaśākhāra*—dos cipós indesejados; *karaye*—faz; *chedana*—o corte; *tabe*—então somente; *mūla-śākhā*—o cipó principal; *bāḍi'*—aumentando; *yāya*—vai; *vṛndāvana*—aos pés de lótus do Senhor Śrī Kṛṣṇa em Vṛndāvana.", "translation": "**\"Tão logo um devoto inteligente vê um cipó indesejado crescendo ao lado do cipó original, ele deve cortá-lo instantaneamente. Então o verdadeiro cipó do bhakti-latā-bīja cresce belamente, retorna ao lar, de volta ao Supremo, e busca abrigo sob os pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": "Se a pessoa é desencaminhada pelos cipós indesejados e vitimada, não pode progredir de volta ao Supremo. Ao contrário, permanece dentro do mundo material e ocupa-se em atividades que nada têm a ver com o serviço devocional puro. Tal pessoa pode ser elevada aos sistemas planetários superiores, mas, por permanecer dentro do mundo material, fica sujeita às três espécies de misérias materiais."}
{"ref": "cc/madhya/19/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/162/", "verse_text": "'prema-phala' pāki' paḍe, mālī āsvādaya\n\nlatā avalambi' mālī 'kalpa-vṛkṣa' pāya", "devanagari": "> ‘প্রেমফল’ পাকি’ পড়ে, মালী আস্বাদয় ।\n> লতা অবলম্বি’ মালী ‘কল্পবৃক্ষ’ পায় ॥১৬২॥", "synonyms": "*prema-phala*—o fruto do amor a Deus; *pāki'*—amadurecendo; *paḍe*—cai; *mālī*—o jardineiro; *āsvādaya*—saboreia; *latā avalambi'*—aproveitando o crescente bhakti-latā; *mālī*—o jardineiro; *kalpa-vṛkṣa pāya*—alcança a árvore dos desejos em Goloka Vṛndāvana.", "translation": "**\"Quando o fruto do serviço devocional amadurece e cai, o jardineiro saboreia o fruto e assim tira proveito do cipó e alcança a árvore dos desejos dos pés de lótus de Kṛṣṇa em Goloka Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/163/", "verse_text": "tāhāṅ sei kalpa-vṛkṣera karaye sevana\n\nsukhe prema-phala-rasa kare āsvādana", "devanagari": "> তাহাঁ সেই কল্পবৃক্ষের করয়ে সেবন ।\n> সুখে প্রেমফল-রস করে আস্বাদন ॥১৬৩॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—lá (em Goloka Vṛndāvana); *sei kalpa-vṛkṣera*—dos pés de lótus de Kṛṣṇa, que são comparados a uma árvore dos desejos; *karaye sevana*—ocupa-se no serviço; *sukhe*—em bem-aventurança transcendental; *prema-phala-rasa*—o sumo do fruto do serviço devocional; *kare*—faz; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**\"Ali o devoto serve aos pés de lótus do Senhor, que são comparados a uma árvore que satisfaz os desejos. Com grande bem-aventurança, ele saboreia o sumo do fruto do amor e torna-se eternamente feliz.**", "purport": "A palavra tāhāṅ indica que, no mundo espiritual, a pessoa pode saborear o sumo do fruto do serviço devocional e assim tornar-se bem-aventurada."}
{"ref": "cc/madhya/19/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/164/", "verse_text": "eita parama-phala 'parama-puruṣārtha'\n\nyāṅra āge tṛṇa-tulya cāri puruṣārtha", "devanagari": "> এইত পরম-ফল ‘পরম-পুরুষার্থ’ ।\n> যাঁর আগে তৃণ-তুল্য চারি পুরুষার্থ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*eita*—esta; *parama-phala*—a meta suprema da vida; *parama*—suprema; *puruṣa-artha*—o interesse do ser vivo; *yāṅra āge*—na presença da qual; *tṛṇa-tulya*—muito insignificantes; *cāri*—quatro; *puruṣa-artha*—os diferentes tipos de interesses humanos.", "translation": "**\"Saborear o fruto do serviço devocional em Goloka Vṛndāvana é a mais elevada perfeição da vida, e, na presença de tal perfeição, as quatro perfeições materiais – religião, desenvolvimento econômico, gratificação dos sentidos e liberação – são conquistas muito insignificantes.**", "purport": "A mais elevada conquista alcançada pelos jñānīs, ou impersonalistas, é tornar-se uno com o Supremo, geralmente conhecida como mokṣa, liberação. As mais elevadas conquistas dos yogīs são as oito perfeições materiais, tais como aṇimā, laghimā e prāpti. Contudo, estas não são nada em comparação com a bem-aventurança eterna do devoto que retorna de volta ao Supremo e saboreia o fruto do serviço devocional aos pés de lótus do Senhor. As perfeições materiais, até o ponto da liberação, são muito insignificantes em comparação; por isso, o devoto puro jamais se interessa por tais coisas. Seu único interesse está em aperfeiçoar seu serviço devocional ao Senhor. O prazer dos filósofos monistas impersonalistas é condenado no verso seguinte, que também se encontra no Lalita-mādhava de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/19/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/165/", "verse_text": "ṛddhā siddhi-vraja-vijayitā satya-dharmā samādhir\n\nbrahmānando gurur api camatkārayaty eva tāvat\n\nyāvat premṇāṁ madhu-ripu-vaśīkāra-siddhauṣadhīnāṁ\n\ngandho 'py antaḥ-karaṇa-saraṇī-pānthatāṁ na prayāti", "devanagari": "> ঋদ্ধা সিদ্ধিব্রজ-বিজয়িতা সত্যধর্মা সমাধি-\n> র্ব্রহ্মানন্দো গুরুরপি চমৎকারয়ত্যেব তাবৎ ।\n> যাবৎ প্রেম্ণাং মধুরিপু-বশীকার-সিদ্ধৌষধীনাং\n> গন্ধোঽপ্যন্তঃকরণসরণী-পান্থতাং ন প্রযাতি ॥১৬৫॥", "synonyms": "*ṛddhā*—excelente; *siddhi-vraja*—dos grupos de perfeições materiais dos yogīs (aṇimā, laghimā, prāpti e assim por diante); *vijayitā*—a vitória; *satya-dharmā*—os princípios religiosos da perfeição (satya, śama, titikṣā e assim por diante); *samādhiḥ*—a perfeição yóguica da meditação; *brahma-ānandaḥ*—a vida espiritualmente bem-aventurada do monista; *guruḥ*—muito elevado em considerações materiais; *api*—embora; *camatkārayati*—parecem muito importantes; *eva*—somente; *tāvat*—todo esse tempo; *yāvat*—enquanto; *premṇām*—do amor a Kṛṣṇa; *madhu-ripu*—de Kṛṣṇa, o inimigo do demônio Madhu; *vaśīkāra*—no controle; *siddha-auṣadhīnām*—que é como ervas perfeitas que podem controlar serpentes; *gandhaḥ*—uma leve fragrância; *api*—mesmo; *antaḥ-karaṇa-saraṇī-pānthatām*—um viajante na senda do coração; *na prayāti*—não se torna.", "translation": "**\"Enquanto não houver a mais leve fragrância do amor puro a Kṛṣṇa, que é a erva medicinal aperfeiçoada para controlar o Senhor Kṛṣṇa dentro do coração, as opulências da perfeição material – conhecidas como os siddhis, as perfeições bramânicas [satya, śama, titikṣā e assim por diante], o transe dos yogīs e a bem-aventurança monista do Brahman – todas parecem maravilhosas aos homens.**", "purport": "Há diferentes tipos de perfeição material conhecidos como siddhi-vraja, qualificações bramânicas, transe yóguico e fusão com o Supremo. Todas essas são por certo muito atraentes para uma pessoa mundana, mas seu brilho existe apenas enquanto não se adota o serviço devocional. O serviço devocional pode controlar a Suprema Personalidade de Deus, que é o controlador supremo de todos os assuntos universais. Os cinco rasas (doçuras) do mundo transcendental são praticados pelos habitantes de Goloka Vṛndāvana em neutralidade, servidão, amizade, afeto paternal e amor conjugal. Todos esses agradam tanto ao Senhor que Ele é controlado pelos devotos. Por exemplo, mãe Yaśodā era tão avançada em serviço devocional que Kṛṣṇa concordou em ser controlado por sua vara. Em outras palavras, as cinco doçuras principais são tão grandiosas e gloriosas que são capazes de controlar a Suprema Personalidade de Deus. No mundo material, porém, os supostos siddhis, ou perfeições, manifestam seu brilho apenas enquanto a pessoa não se interessa pelo serviço devocional. Em outras palavras, a perfeição dos karmīs, jñānīs, yogīs e outros permanece atraente somente enquanto a pessoa não chega ao ponto do serviço devocional, que é tão grandioso e significativo que pode controlar o controlador supremo, Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/19/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/166/", "verse_text": "'śuddha-bhakti' haite haya 'premā' utpanna\n\nataeva śuddha-bhaktira kahiye 'lakṣaṇa'", "devanagari": "> ‘শুদ্ধভক্তি’ হৈতে হয় ‘প্রেমা’ উৎপন্ন ।\n> অতএব শুদ্ধভক্তির কহিয়ে ‘লক্ষণ’ ॥১৬৬॥", "synonyms": "*śuddha-bhakti*—serviço devocional puro, sem contaminações materiais; *haite*—de; *haya*—é; *premā*—amor à Suprema Personalidade de Deus; *utpanna*—produzido; *ataeva*—portanto; *śuddha-bhaktira*—do serviço devocional puro; *kahiye*—permita-me explicar; *lakṣaṇa*—os sintomas.", "translation": "**\"Quando a pessoa se situa no serviço devocional puro, desenvolve o amor a Deus; portanto, permita-me descrever alguns dos sintomas do serviço devocional puro.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* (18.55), afirma-se: bhaktyā mām abhijānāti yāvān yaś cāsmi tattvataḥ. Ninguém pode compreender a Suprema Personalidade de Deus em verdade, a menos que adote o serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/19/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/167/", "verse_text": "anyābhilāṣitā-śūnyaṁ\n\njñāna-karmādy-anāvṛtam\n\nānukūlyena kṛṣṇānu-\n\nśīlanaṁ bhaktir uttamā", "devanagari": "> অন্যাভিলাষিতা-শূন্যং জ্ঞান-কর্মাদ্যনাবৃতম্ ।\n> আনুকূল্যেন কৃষ্ণানুশীলনং ভক্তিরুত্তমা ॥১৬৭॥", "synonyms": "*anya-abhilāṣitā-śūnyam*—sem desejos outros que não os de servir ao Senhor Kṛṣṇa, ou sem desejos materiais (tais como os de comer carne, sexo ilícito, jogos de azar e vício em intoxicantes); *jñāna*—pelo conhecimento da filosofia dos monistas māyāvādīs; *karma*—por atividades fruitivas; *ādi*—pela prática artificial de desapego, pela prática mecânica do yoga, pelo estudo da filosofia Sāṅkhya e assim por diante; *anāvṛtam*—não coberto; *ānukūlyena*—favorável; *kṛṣṇa-anuśīlanam*—cultivo de serviço em relação a Kṛṣṇa; *bhaktiḥ uttamā*—serviço devocional de primeira classe.", "translation": "**\"Quando o serviço devocional de primeira classe se desenvolve, a pessoa deve estar destituída de todos os desejos materiais, do conhecimento obtido pela filosofia monista e da ação fruitiva. O devoto deve servir a Kṛṣṇa de modo favorável e constante, como Kṛṣṇa deseja.**", "purport": "Este verso também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.11) de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Como podemos compreender do *Bhagavad-gītā* (9.34 e 18.65), a Suprema Personalidade de Deus quer que todos sempre pensem Nele (man-manā bhava mad-bhaktaḥ). Todos devem tornar-se Seus devotos, não devotos de um semideus. Todos devem ocupar-se em serviço devocional ou na adoração à Deidade arcana no templo. Man-manā bhava mad-bhakto mad-yājī māṁ namaskuru. Todos devem oferecer reverências, de momento a momento, à Suprema Personalidade de Deus. Estes são os desejos do Senhor Supremo, e aquele que satisfaz Seus desejos de modo favorável é, na verdade, um devoto puro. Kṛṣṇa quer que todos se rendam a Ele, e serviço devocional significa pregar este evangelho por todo o mundo. O Senhor afirma abertamente no *Bhagavad-gītā* (18.69): na ca tasmān manuṣyeṣu kaścin me priya-kṛttamaḥ. Deve-se pregar o evangelho do *Bhagavad-gītā* para o benefício de todos. O *Bhagavad-gītā* é falado pelo Senhor para que a sociedade humana possa ser perfeitamente organizada sob todos os ângulos de visão – política, social, econômica, filosófica e religiosamente. De qualquer ponto de vista, a sociedade humana pode ser reformada pelo movimento da consciência de Kṛṣṇa; portanto, aquele que difunde esta filosofia da consciência de Kṛṣṇa para o benefício de todas as almas condicionadas do universo é perfeito no serviço devocional puro.\n\nO critério é que o devoto deve saber o que Kṛṣṇa quer que ele faça. Isso pode ser alcançado por intermédio do mestre espiritual, que é um representante genuíno de Kṛṣṇa. Śrīla Rūpa Gosvāmī aconselha: ādau gurv-āśrayam. Aquele que leva a sério o desejo de prestar serviço devocional puro ao Senhor deve abrigar-se no mestre espiritual que vem na sucessão discipular procedente de Kṛṣṇa. Evaṁ paramparā-prāptam imaṁ rājarṣayo viduḥ. Sem aceitar um mestre espiritual genuíno que venha na sucessão discipular, ninguém pode descobrir o verdadeiro propósito do serviço devocional. Por isso, é preciso aceitar o abrigo de um mestre espiritual genuíno e concordar em ser dirigido por ele. O primeiro dever de um devoto puro é satisfazer seu mestre espiritual, cujo único dever é difundir a consciência de Kṛṣṇa. Yasya prasādād bhagavat-prasādaḥ: se a pessoa consegue satisfazer o mestre espiritual, Kṛṣṇa fica automaticamente satisfeito. Este é o êxito do serviço devocional. Este é o significado da palavra ānukūlyena – isto é, serviço devocional favorável ao Senhor. Um devoto puro não tem outros planos além dos voltados ao serviço do Senhor. Ele não se interessa em obter êxito em atividades mundanas. Deseja simplesmente êxito no progresso do serviço devocional. Para um devoto, não pode haver adoração a outros nem adoração a semideuses. Um devoto puro não se ocupa em tal pseudosserviço devocional. Ele se interessa apenas em satisfazer Kṛṣṇa. Se a pessoa vive somente para a satisfação de Kṛṣṇa, não precisa aceitar esta ou aquela ordem. Seu único dever deve ser satisfazer Kṛṣṇa. Este processo se manifesta por completo nas atividades do movimento da consciência de Kṛṣṇa. Ficou de fato provado que o mundo inteiro pode aceitar o serviço devocional sem falha. Basta seguir as instruções do representante de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/19/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/168/", "verse_text": "anya-vāñchā, anya-pūjā chāḍi' jñāna', 'karma'\n\nānukūlye sarvendriye kṛṣṇānuśīlana", "devanagari": "> অন্য-বাঞ্ছা, অন্য-পূজা ছাড়ি’ ‘জ্ঞান’, ‘কর্ম’ ।\n> আনুকূল্যে সর্বেন্দ্রিয়ে কৃষ্ণানুশীলন ॥১৬৮॥", "synonyms": "*anya-vāñchā*—outros desejos; *anya-pūjā*—outros tipos de adoração; *chāḍi'*—abandonando; *jñāna*—conhecimento material; *karma*—atividades materiais; *ānukūlye*—favoravelmente; *sarva-indriye*—com todos os sentidos; *kṛṣṇa-anuśīlana*—cultivo da consciência de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Um devoto puro não deve nutrir nenhum outro desejo além de servir a Kṛṣṇa. Ele não deve oferecer adoração aos semideuses nem a personalidades mundanas. Não deve cultivar conhecimento artificial, desprovido da consciência de Kṛṣṇa, e não deve ocupar-se em nada além de atividades conscientes de Kṛṣṇa. É preciso ocupar todos os sentidos purificados no serviço do Senhor. Esta é a execução favorável de atividades conscientes de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/169/", "verse_text": "ei 'śuddha-bhakti'--ihā haite 'premā' haya\n\npañcarātre, bhāgavate ei lakṣaṇa kaya", "devanagari": "> এই ‘শুদ্ধভক্তি’ — ইহা হৈতে ‘প্রেমা’ হয় ।\n> পঞ্চরাত্রে, ভাগবতে এই লক্ষণ কয় ॥১৬৯॥", "synonyms": "*ei*—este; *śuddha-bhakti*—serviço devocional puro; *ihā haite*—do qual; *premā*—amor imaculado a Kṛṣṇa; *haya*—há; *pañcarātre*—na literatura Védica conhecida como os Pañcarātras; *bhāgavate*—também no Śrīmad-Bhāgavatam; *ei*—estes; *lakṣaṇa*—sintomas; *kaya*—são descritos.", "translation": "**\"Estas atividades chamam-se śuddha-bhakti, serviço devocional puro. Se a pessoa presta tal serviço devocional puro, com o passar do tempo desenvolve seu amor original por Kṛṣṇa. Em literaturas Védicas como os Pañcarātras e o *Śrīmad-Bhāgavatam*, estes sintomas são descritos.**", "purport": "A pessoa tem de desenvolver seu serviço devocional sob as orientações de um devoto puro, o mestre espiritual, e de acordo com as orientações Védicas dadas nos sistemas Pañcarātra e *Bhāgavatam*. O sistema Pañcarātra inclui métodos de adoração no templo, e o sistema *Bhāgavatam* inclui a difusão da filosofia consciente de Kṛṣṇa por meio da recitação do *Śrīmad-Bhāgavatam* e da discussão da filosofia com pessoas interessadas. Por meio da discussão, pode-se criar interesse e compreensão dos sistemas Pañcarātra e *Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/madhya/19/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/170/", "verse_text": "sarvopādhi-vinirmuktaṁ\n\ntat-paratvena nirmalam\n\nhṛṣīkeṇa hṛṣīkeśa-\n\nsevanaṁ bhaktir ucyate", "devanagari": "> সর্বোপাধিবিনির্মুক্তং তৎপরত্বেন নির্মলম্ ।\n> হৃষীকেণ হৃষীকেশ-সেবনং ভক্তিরুচ্যতে ॥১৭০॥", "synonyms": "*sarva-upādhi-vinirmuktam*—livre de todas as espécies de designações materiais, ou livre de todos os desejos exceto o desejo de prestar serviço à Suprema Personalidade de Deus; *tat-paratvena*—pelo único propósito de servir à Suprema Personalidade de Deus; *nirmalam*—não contaminado pelos efeitos da pesquisa filosófica especulativa ou da atividade fruitiva; *hṛṣīkeṇa*—com sentidos purificados, livres de todas as designações; *hṛṣīkeśa*—do senhor dos sentidos; *sevanam*—o serviço para satisfazer os sentidos; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *ucyate*—chama-se.", "translation": "**\" 'O bhakti, ou serviço devocional, significa ocupar todos os nossos sentidos no serviço do Senhor, a Suprema Personalidade de Deus, o senhor de todos os sentidos. Quando a alma espiritual presta serviço ao Supremo, há dois efeitos colaterais. A pessoa se liberta de todas as designações materiais e, simplesmente por estar empregada no serviço do Senhor, seus sentidos se purificam.'**", "purport": "Este verso, citado do Nārada-pañcarātra, encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.12)."}
{"ref": "cc/madhya/19/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/171/", "verse_text": "mad-guṇa-śruti-mātreṇa\n\nmayi sarva-guhāśaye\n\nmanogatir avicchinnā\n\nyathā gaṅgāmbhaso 'mbudhau", "devanagari": "> মদ্গুণশ্রুতিমাত্রেণ ময়ি সর্বগুহাশয়ে ।\n> মনোগতিরবিচ্ছিন্না যথা গঙ্গাম্ভসোঽম্বুধৌ ॥১৭১॥", "synonyms": "*mat*—de Mim; *guṇa*—das qualidades; *śruti-mātreṇa*—apenas por ouvir; *mayi*—a Mim; *sarva-guhā*—em todos os corações; *āśaye*—que estou situado; *manaḥ-gatiḥ*—o movimento da mente; *avicchinnā*—desobstruído; *yathā*—assim como; *gaṅgā-ambhasaḥ*—das águas celestiais do Ganges; *ambudhau*—para o oceano.", "translation": "**\" 'Assim como as águas celestiais do Ganges fluem desobstruídas para o oceano, assim também, quando Meus devotos simplesmente ouvem a Meu respeito, suas mentes vêm a Mim. Eu resido nos corações de todos.**", "purport": "Este verso e os três versos seguintes, citados do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.29.11-14), foram falados pelo Senhor Kṛṣṇa sob a forma de Kapiladeva."}
{"ref": "cc/madhya/19/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/172/", "verse_text": "lakṣaṇaṁ bhakti-yogasya\n\nnirguṇasya hy udāhṛtam\n\nahaituky avyavahitā\n\nyā bhaktiḥ puruṣottame", "devanagari": "> লক্ষণং ভক্তিযোগস্য নির্গুণস্য হ্যুদাহৃতম্ ।\n> অহৈতুক্যব্যবহিতা যা ভক্তিঃ পুরুষোত্তমে ॥১৭২॥", "synonyms": "*lakṣaṇam*—o sintoma; *bhakti-yogasya*—do serviço devocional; *nirguṇasya*—além dos três modos da natureza; *hi*—certamente; *udāhṛtam*—é citado; *ahaitukī*—imotivado; *avyavahitā*—ininterrupto; *yā*—o qual; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *puruṣottame*—à Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Estas são as características do transcendental serviço amoroso a Puruṣottama, a Suprema Personalidade de Deus: é imotivado e não pode ser obstruído de modo algum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/173/", "verse_text": "sālokya-sārṣṭi-sāmīpya-\n\nsārūpyaikatvam apy uta\n\ndīyamānaṁ na gṛhṇanti\n\nvinā mat-sevanaṁ janāḥ", "devanagari": "> সালোক্যসার্ষ্টিসামীপ্য-সারূপ্যৈকত্বমপ্যুত ।\n> দীয়মানং ন গৃহ্ণন্তি বিনা মৎসেবনং জনাঃ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*sālokya*—estar no mesmo planeta que Eu; *sārṣṭi*—ter opulência igual à Minha; *sāmīpya*—ter associação direta coMigo; *sārūpya*—ter a mesma forma que Eu; *ekatvam*—unidade coMigo; *api*—mesmo; *uta*—ou; *dīyamānam*—sendo oferecidas; *na*—não; *gṛhṇanti*—aceitam; *vinā*—sem; *mat-sevanam*—Meu serviço; *janāḥ*—os devotos.", "translation": "**\"'Meus devotos não aceitam sālokya, sārṣṭi, sārūpya, sāmīpya ou unidade coMigo – ainda que Eu lhes ofereça essas liberações – em vez de Me servirem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/174/", "verse_text": "sa eva bhakti-yogākhya\n\nātyantika udāhṛtaḥ\n\nyenātivrajya triguṇaṁ\n\nmad-bhāvāyopapadyate", "devanagari": "> স এব ভক্তিযোগাখ্য আত্যন্তিক উদাহৃতঃ ।\n> যেনাতিব্রজ্য ত্রিগুণং মদ্ভাবায়োপপদ্যতে ॥১৭৪॥", "synonyms": "*saḥ*—aquele (que possui os sintomas acima); *eva*—certamente; *bhakti-yoga-ākhyaḥ*—chamado bhakti-yoga; *ātyantikaḥ*—o objetivo último da vida; *udāhṛtaḥ*—descrito como; *yena*—pelo qual; *ativrajya*—transcendendo; *tri-guṇam*—os três modos da natureza material; *mat-bhāvāya*—para o contato direto coMigo, a Suprema Personalidade de Deus, e com Minha natureza; *upapadyate*—a pessoa se qualifica.", "translation": "**\"'O bhakti-yoga, conforme descrito acima, é o objetivo último da vida. Ao prestar serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus, a pessoa transcende os modos da natureza material e alcança a posição espiritual na plataforma do serviço devocional direto.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/175/", "verse_text": "bhukti-mukti ādi-vāñchā yadi mane haya\n\nsādhana karile prema utpanna nā haya", "devanagari": "> ভুক্তি-মুক্তি আদি-বাঞ্ছা যদি মনে হয় ।\n> সাধন করিলে প্রেম উৎপন্ন না হয় ॥১৭৫॥", "synonyms": "*bhukti*—desfrute material; *mukti*—libertar-se do cativeiro material; *ādi*—e assim por diante; *vāñchā*—desejos; *yadi*—se; *mane*—na mente; *haya*—estão; *sādhana karile*—mesmo executando o serviço devocional segundo a rotina regulativa; *prema*—amor verdadeiro por Kṛṣṇa; *utpanna*—despertado; *nā*—não; *haya*—é.", "translation": "**\"Se alguém estiver infectado com o desejo de desfrute material ou de liberação material, não poderá elevar-se à plataforma do serviço amoroso puro ao Senhor, ainda que superficialmente preste serviço devocional segundo os princípios reguladores rotineiros.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura menciona que, se alguém mantiver dentro do coração o desejo de desfrutar o resultado de bons trabalhos, ou, sentindo-se constrangido pelo mundo material, o desejo de escapar do enredamento material, jamais será capaz de alcançar as doçuras transcendentais do serviço devocional. Em outras palavras, não se deve desejar lucro material ao prestar serviço devocional. Mesmo que alguém siga todos os sessenta e quatro princípios reguladores, não poderá alcançar o serviço devocional puro com um coração contaminado."}
{"ref": "cc/madhya/19/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/176/", "verse_text": "bhukti-mukti-spṛhā yāvat\n\npiśācī hṛdi vartate\n\ntāvad bhakti-sukhasyātra\n\nkatham abhyudayo bhavet", "devanagari": "> ভুক্তি-মুক্তি-স্পৃহা যাবৎ পিশাচী হৃদি বর্ততে ৷\n> তাবদ্ভক্তিসুখস্যাত্র কথমভ্যুদয়ো ভবেৎ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*bhukti*—para o desfrute material; *mukti*—e para a liberação da existência material; *spṛhā*—desejo; *yāvat*—enquanto; *piśācī*—as bruxas; *hṛdi*—dentro do coração; *vartate*—permanecem; *tāvat*—por todo esse tempo; *bhakti*—do serviço devocional; *sukhasya*—da felicidade; *atra*—aqui; *katham*—como; *abhyudayaḥ*—despertar; *bhavet*—pode haver.", "translation": "**\"O desejo material de desfrutar o mundo material e o desejo de libertar-se do cativeiro material são considerados duas bruxas, e elas atormentam a pessoa como fantasmas. Enquanto essas bruxas permanecerem dentro do coração, como pode alguém sentir bem-aventurança transcendental? Enquanto essas duas bruxas permanecerem no coração, não há possibilidade de desfrutar a bem-aventurança transcendental do serviço devocional.**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.22)."}
{"ref": "cc/madhya/19/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/177/", "verse_text": "sādhana-bhakti haite haya 'rati'ra udaya\n\nrati gāḍha haile tāra 'prema' nāma kaya", "devanagari": "> সাধনভক্তি হৈতে হয় ‘রতি’র উদয় ।\n> রতি গাঢ় হৈলে তার ‘প্রেম’ নাম কয় ॥১৭৭॥", "synonyms": "*sādhana-bhakti*—o processo de prestar regularmente serviço devocional; *haite*—de; *haya*—há; *ratira*—do apego; *udaya*—o despertar; *rati*—tal apego; *gāḍha haile*—tornando-se denso; *tāra*—disto; *prema*—amor a Deus; *nāma*—o nome; *kaya*—diz-se.", "translation": "**\"Ao prestar regularmente serviço devocional, a pessoa gradualmente se apega à Suprema Personalidade de Deus. Quando esse apego se intensifica, torna-se amor a Deus.**", "purport": "O *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.2) fornece a seguinte informação sobre o sādhana-bhakti:\n\nkṛti-sādhyā bhavet sādhya-\n\nbhāvā sā sādhanābhidhā\n\nnitya-siddhasya bhāvasya\n\nprākaṭyaṁ hṛdi sādhyatā\n\nO processo do serviço devocional – começando com cantar e ouvir – chama-se sādhana-bhakti. Isso inclui os princípios reguladores destinados a despertar a pessoa para o serviço devocional. O serviço devocional está sempre adormecido no coração de todos, e, pelo cantar sem ofensas dos santos nomes do Senhor, a consciência de Kṛṣṇa original e adormecida da pessoa é despertada. Esse despertar para a consciência de Kṛṣṇa é o início do sādhana-bhakti. Isso pode ser dividido em muitas partes diferentes, incluindo a fé, a associação com devotos, a iniciação pelo mestre espiritual, a ocupação no serviço devocional sob as instruções de um mestre espiritual, a constância no serviço devocional e o despertar de um gosto pelo serviço devocional. Dessa maneira, a pessoa pode apegar-se a Kṛṣṇa e a Seu serviço, e, quando esse apego se intensifica, resulta em amor extático por Kṛṣṇa. A palavra rati é explicada no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.3.41) da seguinte forma:\n\nvyaktaṁ masṛṇitevāntar-\n\nlakṣyate rati-lakṣaṇam\n\nmumukṣu-prabhṛtīnāṁ ced\n\nbhaved eṣā ratir na hi\n\n\"Quando uma ternura do coração se manifesta, há rati, ou apego. Aqueles que estão interessados em libertar-se do cativeiro material devem manifestar essa ternura chamada rati.\" Esse apego não é como o apego material. Quando alguém se liberta da contaminação material, o despertar do apego pelo serviço de Kṛṣṇa chama-se rati. No mundo material, há apego pelo desfrute material, mas isso não é rati. A rati transcendental só pode ser despertada na plataforma espiritual. O amor extático por Kṛṣṇa (prema) é descrito no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.41) da seguinte forma:\n\nsamyaṅ masṛṇita-svānto\n\nmamatvātiśayāṅkitaḥ\n\nbhāvaḥ sa eva sāndrātmā\n\nbudhaiḥ premā nigadyate\n\n\"Quando o coração se amolece por completo e se livra de todos os desejos materiais, e quando os sentimentos emocionais da pessoa se tornam muito fortes, ela se apega intensamente a Kṛṣṇa. Tal emoção purificada é conhecida como amor puro.\""}
{"ref": "cc/madhya/19/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/178/", "verse_text": "prema vṛddhi-krame nāma--sneha, māna, praṇaya\n\nrāga, anurāga, bhāva, mahābhāva haya", "devanagari": "> প্রেম বৃদ্ধিক্রমে নাম — স্নেহ, মান, প্রণয় ।\n> রাগ, অনুরাগ, ভাব, মহাভাব হয় ॥১৭৮॥", "synonyms": "*prema*—amor extático por Deus; *vṛddhi-krame*—em termos de aumento progressivo; *nāma*—chamados; *sneha*—afeição; *māna*—aversão; *praṇaya*—amor; *rāga*—apego; *anurāga*—apego ainda maior; *bhāva*—êxtase; *mahā-bhāva*—grande êxtase; *haya*—são.", "translation": "**\"Os aspectos básicos do prema, à medida que aumentam gradualmente para diferentes estados, são a afeição, a aversão, o amor, o apego, o apego ainda maior, o êxtase e o grande êxtase.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.2.84), sneha (afeição) é descrito da seguinte forma:\n\nsāndraś citta-dravaṁ kurvan\n\npremā 'sneha' itīryate\n\nkṣaṇikasyāpi neha syād\n\nvisleṣasya sahiṣṇutā\n\n\"Aquele aspecto do prema no qual se concentra o derretimento do coração pelo amado chama-se sneha, ou afeição. O sintoma de tal afeição é que o amante não consegue permanecer por um momento sequer sem a associação do amado.\" Uma descrição de māna pode ser encontrada no *Madhya-līlā* (Capítulo Dois, verso 66). De modo semelhante, uma descrição de praṇaya também se encontra ali. Quanto a rāga, o *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.2.87) afirma:\n\nsnehaḥ sa rāgo yena syāt\n\nsukhaṁ duḥkham api sphuṭam\n\ntat-sambandha-lave 'py atra\n\nprītiḥ prāṇa-vyayair api\n\n\"Aquele estágio no qual a afeição pelo amado converte a infelicidade em felicidade chama-se rāga, ou apego. Quando alguém tem tal apego por Kṛṣṇa, pode dar a própria vida para satisfazer seu amado Kṛṣṇa.\" Anurāga, bhāva e mahābhāva são descritos no Sexto Capítulo do *Madhya-līlā*, verso 13. O significado desse verso explica o adhirūḍha-mahābhāva."}
{"ref": "cc/madhya/19/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/179/", "verse_text": "yaiche bīja, ikṣu, rasa, guḍa, khaṇḍa-sāra\n\nśarkarā, sitā, michari, uttama-michari āra", "devanagari": "> যৈছে বীজ, ইক্ষু, রস, গুড়, খণ্ড-সার ।\n> শর্করা, সিতা, মিছরি, উত্তম-মিছরি আর ॥১৭৯॥", "synonyms": "*yaiche*—assim como; *bīja*—a semente; *ikṣu*—a planta da cana-de-açúcar; *rasa*—o suco; *guḍa*—melaço; *khaṇḍa-sāra*—melaço seco; *śarkarā*—açúcar; *sitā*—rapadura; *michari*—açúcar-cande; *uttama-michari*—pastilhas; *āra*—e.", "translation": "**\"O desenvolvimento gradual do amor pode ser comparado aos diferentes estados do açúcar. Primeiro há a semente da cana-de-açúcar, depois a cana-de-açúcar e, então, o suco extraído da cana. Quando esse suco é fervido, forma um melaço líquido, depois um melaço sólido, depois açúcar, rapadura, açúcar-cande e, finalmente, pastilhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/180/", "verse_text": "ei saba kṛṣṇa-bhakti-rasera sthāyibhāva\n\nsthāyibhāve mile yadi vibhāva, anubhāva", "devanagari": "> এই সব কৃষ্ণভক্তি-রসের স্থায়িভাব  ।\n> স্থায়িভাবে মিলে যদি বিভাব, অনুভাব ॥১৮০॥", "synonyms": "*ei saba*—todos estes; *kṛṣṇa-bhakti*—do serviço devocional a Kṛṣṇa; *rasera*—das doçuras; *sthāyi-bhāva*—existência contínua; *sthāyi-bhāve*—nesta existência contínua; *mile*—a pessoa encontra; *yadi*—se; *vibhāva*—êxtase especial; *anubhāva*—subêxtase.", "translation": "**\"Todos esses estágios combinados chamam-se sthāyibhāva, ou amor contínuo a Deus no serviço devocional. Além desses estágios, há o vibhāva e o anubhāva.**", "purport": "O apego por Kṛṣṇa jamais diminui; aumenta cada vez mais à medida que a pessoa alcança diferentes estágios. Todos os estágios juntos chamam-se sthāyibhāva, ou existência contínua. As nove formas de serviço devocional são śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ smaraṇaṁ pāda-sevanam arcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ sakhyam ātma-nivedanam. Quando o amor contínuo a Deus se mistura com os processos do serviço devocional, chama-se vibhāva, anubhāva, sāttvika e vyabhicārī. O devoto, assim, desfruta uma variedade de bem-aventurança transcendental. Em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirma que o anubhāva pode ser dividido em treze categorias: (1) dançar, (2) rolar pelo chão, (3) cantar, (4) gritar, (5) saltar, (6) fazer ruídos altos, (7) bocejar, (8) respirar pesadamente, (9) não se importar com a opinião pública, (10) expelir saliva, (11) gargalhar estrondosamente, (12) inconstância e (13) soluçar. Estes são os sintomas do anubhāva. Assim, as doçuras transcendentais são experimentadas em diferentes estágios. De modo semelhante, há muitas outras formas de expressão que foram estudadas analiticamente pelos Gosvāmīs. No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, Rūpa Gosvāmī dá a cada sintoma um nome particular."}
{"ref": "cc/madhya/19/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/181/", "verse_text": "sāttvika-vyabhicāri-bhāvera milane\n\nkṛṣṇa-bhakti-rasa haya amṛta āsvādane", "devanagari": "> সাত্ত্বিক-ব্যভিচারি-ভাবের মিলনে  ।\n> কৃষ্ণভক্তি-রস হয় অমৃত আস্বাদনে ॥১৮১॥", "synonyms": "*sāttvika-vyabhicāri-bhāvera*—de sāttvika e vyabhicārī com sthāyibhāva; *milane*—pela mistura; *kṛṣṇa-bhakti-rasa*—as doçuras transcendentais do serviço devocional ao Senhor; *haya*—tornam-se; *amṛta*—nectáreas; *āsvādane*—no saborear.", "translation": "**\"Quando o padrão mais elevado do amor extático se mistura com os sintomas de sāttvika e vyabhicārī, o devoto saboreia a bem-aventurança transcendental de amar Kṛṣṇa numa variedade de sabores nectáreos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/182/", "verse_text": "yaiche dadhi, sitā, ghṛta, marīca, karpūra\n\nmilane,rasālā' haya amṛta madhura", "devanagari": "> যৈছে দধি, সিতা, ঘৃত, মরীচ, কর্পূর  ।\n> মিলনে ‘রসালা’ হয় অমৃত মধুর ॥১৮২॥", "synonyms": "*yaiche*—assim como; *dadhi*—iogurte; *sitā*—açúcar-cande; *ghṛta*—manteiga clarificada; *marīca*—pimenta-do-reino; *karpūra*—cânfora; *milane*—ao misturar-se; *rasālā*—muito saboroso; *haya*—torna-se; *amṛta*—nectáreo; *madhura*—e doce.", "translation": "**\"Esses sabores são como uma combinação de iogurte, açúcar-cande, ghee [manteiga clarificada], pimenta-do-reino e cânfora, e são tão agradáveis quanto o doce néctar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/183-184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/183-184/", "verse_text": "bhakta-bhede rati-bheda pañca parakāra\n\nśānta-rati, dāsya-rati, sakhya-rati āra\n\nvātsalya-rati, madhura-rati,--ei pañca vibheda\n\nrati-bhede kṛṣṇa-bhakti-rase pañca bheda", "devanagari": "> ভক্তভেদে রতি-ভেদ পঞ্চ পরকার ।\n> শান্তরতি, দাস্যরতি, সখ্যরতি আর ॥১৮৩॥\n> বাৎসল্যরতি, মধুররতি, — এ পঞ্চ বিভেদ ।\n> রতিভেদে কৃষ্ণভক্তিরসে পঞ্চ ভেদ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*bhakta-bhede*—segundo as variedades de devotos; *rati-bheda*—os diferentes apegos; *pañca parakāra*—cinco categorias; *śānta-rati*—apreciação neutra; *dāsya-rati*—apego numa atitude de serviço; *sakhya-rati*—apego por apreciação amigável; *āra*—também; *vātsalya-rati*—apego por afeição paternal; *madhura-rati*—apego por amor conjugal; *ei*—estas; *pañca*—cinco; *vibheda*—divisões; *rati-bhede*—pelo apego em diferentes plataformas; *kṛṣṇa-bhakti-rase*—nas doçuras derivadas do serviço devocional a Kṛṣṇa; *pañca*—cinco; *bheda*—variedades.", "translation": "**\"Segundo o devoto, o apego enquadra-se nas cinco categorias de śānta-rati, dāsya-rati, sakhya-rati, vātsalya-rati e madhura-rati. Essas cinco categorias surgem dos diferentes apegos dos devotos à Suprema Personalidade de Deus. As doçuras transcendentais derivadas do serviço devocional também são de cinco variedades.**", "purport": "Śānta-rati é descrito no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.16, 17, 18) da seguinte forma:\n\nmānase nirvikalpatvaṁ\n\nśama ity abhidhīyate\n\n\"Quando alguém está completamente livre de todas as dúvidas e apegos materiais, alcança a posição neutra chamada śānta.\"\n\nvihāya viṣayonmukhyaṁ\n\nnijānanda-sthitir yataḥ\n\nātmanaḥ kathyate so 'tra\n\nsvabhāvaḥ śama ity asau\n\nprāyaḥ śama-pradhāñanāṁ\n\nmamatā-gandha-varjitā\n\nparamātmatayā kṛṣṇe\n\njātā śānta-ratir matā\n\nA realização de Kṛṣṇa em śānta-rati está no estágio neutro, entre a concepção do impersonalismo e a do personalismo. Isso significa que a pessoa não está muito fortemente apegada ao aspecto pessoal do Senhor. A apreciação da grandeza do Senhor chama-se śānta-rati. Trata-se de apego não ao aspecto pessoal, mas ao aspecto impessoal. Em geral, a pessoa nesse estágio está apegada ao aspecto Paramātmā da Suprema Personalidade de Deus.\n\nīśvaraḥ sarva-bhūtānāṁ\n\nhṛd-deśe 'rjuna tiṣṭhati\n\nbhrāmayan sarva-bhūtāni\n\nyantrārūḍhāni māyayā\n\n\"O Senhor Supremo está situado no coração de todos, ó Arjuna, e dirige as andanças de todas as entidades vivas, que se encontram sentadas como que sobre uma máquina feita de energia material.\" (Bg. 18.61)\n\nCom base nesta afirmação do *Bhagavad-gītā*, podemos compreender que, no śānta-rasa, o devoto vê a representação do Senhor em toda parte. Dāsya-rati é explicado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.27) assim:\n\nsvasmād bhavanti ye nyūnās\n\nte 'nugrāhyā harer matāḥ\n\nārādhyatvātmikā teṣāṁ\n\nratiḥ prītir itīritā\n\ntatrāsaktikṛd anyatra\n\nprīti-saṁhāriṇī hy asau\n\nQuando o Senhor Supremo, em Seu aspecto localizado, é apreciado, e um grande devoto compreende sua posição subordinada, não apenas se rende à Suprema Personalidade de Deus, mas, devido a sua posição subordinada, deseja prestar algum serviço e, assim, tornar-se favorecido pela Suprema Personalidade de Deus. Um devoto em śānta-rati não está muito disposto a prestar serviço ao Senhor, mas um devoto em dāsya-rati deseja voluntariamente prestar serviço. Devido a essa atitude, o devoto em dāsya-rati compreende a Suprema Personalidade de Deus mais plenamente do que um devoto em śānta-rati. Ele considera o Senhor um objeto adorável, e isso significa que seu apego pelo Senhor aumenta. Na plataforma de dāsya-rati, o devoto está apegado a prestar serviço ao Senhor e está desapegado das atividades materiais. O śānta-rati não é nem material nem espiritual, mas o dāsya-rati está, de fato, na plataforma espiritual. Não há apego por coisas materiais na plataforma espiritual. Um devoto em dāsya-rati não tem apego por nada além do serviço de Kṛṣṇa.\n\nSakhya-rati é descrito no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.30) da seguinte forma:\n\nye syus tulyā mukundasya\n\nte sakhāyaḥ satāṁ matāḥ\n\nsāmyād viśrambha-rūpaiṣāṁ\n\nratiḥ sakhyam ihocyate\n\nSegundo a opinião dos devotos avançados e dos eruditos versados, um devoto em sakhya-rati sente-se igual à Suprema Personalidade de Deus. Trata-se de um relacionamento de amizade. Devido a ter um relacionamento amigável com o Senhor, a pessoa não apenas se livra do apego material, mas também acredita em tratos de igual para igual com a Suprema Personalidade de Deus. Isso chama-se sakhya-rati. O devoto em sakhya-rati é tão avançado que trata o Senhor num nível de igualdade e até troca palavras de brincadeira. Embora ninguém jamais seja igual à Suprema Personalidade de Deus, o devoto em sakhya-rati sente-se igual ao Senhor e não se sente culpado por isso. Na verdade, é ofensivo considerar-se igual ao Senhor. Os māyāvādīs consideram-se iguais ao Senhor, mas tais sentimentos acarretam aflição, pois são materiais. O sakhya-rati, contudo, é um sentimento experimentado na mente por um devoto puro, e ele se relaciona eternamente com a Suprema Personalidade de Deus nesse sentimento.\n\nVātsalya-rati é descrito da seguinte forma no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.33):\n\nguravo ye harer asya\n\nte pūjyā iti viśrutāḥ\n\nanugrahamayī teṣāṁ\n\nratir vātsalyam ucyate\n\nidaṁ lālana-bhavyāśīś\n\ncibuka-sparśanādi-kṛt\n\nQuando uma entidade viva está situada na plataforma de vātsalya-rati, ela pensa na Suprema Personalidade de Deus em Seu aspecto de infância. Nesse aspecto, o Senhor precisa ser protegido pelo devoto, e, nesse momento, o devoto assume a posição de ser adorado pela Suprema Personalidade de Deus. Os sentimentos de amor paternal chamam-se vātsalya-rati. Quando o devoto está situado nessa plataforma, deseja manter o Senhor como um filho e almeja toda a boa fortuna para o Senhor. Ele oferece bênçãos ao Senhor, tocando-Lhe os pés e a cabeça.\n\nMadhura-rati, ou apego no amor conjugal, é descrito da seguinte forma:\n\nmitho harer mṛgākṣyāś ca\n\nsambhogasyādi-kāraṇam\n\nmadhurāpara-paryāyā\n\npriyatākhyoditā ratiḥ\n\nasyāṁ kaṭākṣa-bhrūkṣepa-\n\npriya-vāṇī-smitādayaḥ\n\nO relacionamento conjugal é experimentado entre a Suprema Personalidade de Deus e as jovens donzelas de Vrajabhūmi, e, devido a seu amor conjugal, elas existem continuamente em oito tipos de lembranças chamadas madhura-rati. Esse relacionamento íntimo, suscitado pelo amor conjugal, produz movimentos das sobrancelhas, olhares de relance, doces palavras e trocas de palavras de brincadeira."}
{"ref": "cc/madhya/19/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/185/", "verse_text": "śānta, dāsya, sakhya, vātsalya, madhura-rasa nāma\n\nkṛṣṇa-bhakti-rasa-madhye e pañca pradhāna", "devanagari": "> শান্ত, দাস্য, সখ্য, বাৎসল্য, মধুর-রস নাম ।\n> কৃষ্ণভক্তি-রস-মধ্যে এ পঞ্চ প্রধান ॥১৮৫॥", "synonyms": "*śānta*—neutralidade; *dāsya*—servidão; *sakhya*—amizade; *vātsalya*—afeição paternal; *madhura-rasa*—amor conjugal; *nāma*—diferentes nomes; *kṛṣṇa-bhakti*—do serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus; *rasa*—as doçuras; *madhye*—entre; *e*—estas; *pañca*—cinco; *pradhāna*—principais.", "translation": "**\"As principais doçuras transcendentais experimentadas com a Suprema Personalidade de Deus são cinco: śānta, dāsya, sakhya, vātsalya e madhura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/186/", "verse_text": "hāsyo 'dbhutas tathā vīraḥ\n\nkaruṇo raudra ity api\n\nbhayānakaḥ sa bībhatsa\n\niti gauṇaś ca saptadhā", "devanagari": "> হাস্যোঽদ্ভুতস্তথা বীরঃ করুণো রৌদ্র ইত্যপি ।\n> ভয়ানকঃ সবীভৎস ইতি গৌণশ্চ সপ্তধা ॥১৮৬॥", "synonyms": "*hāsyaḥ*—riso; *adbhutaḥ*—assombro; *tathā*—então; *vīraḥ*—cavalheirismo; *karuṇaḥ*—compaixão; *raudraḥ*—ira; *iti*—assim; *api*—também; *bhayānakaḥ*—temor; *saḥ*—esse; *bībhatsaḥ*—desastre; *iti*—assim; *gauṇaḥ*—indireto; *ca*—também; *sapta-dhā*—sete espécies.", "translation": "**\"Além das cinco doçuras diretas, há sete doçuras indiretas, conhecidas como riso, assombro, cavalheirismo, compaixão, ira, desastre e temor.**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.116)."}
{"ref": "cc/madhya/19/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/187/", "verse_text": "hāsya, adbhuta, vīra, karuṇa, raudra, bībhatsa, bhaya\n\npañca-vidha-bhakte gauṇa sapta-rasa haya", "devanagari": "> হাস্য, অদ্ভুত, বীর, করুণ, রৌদ্র, বীভৎস, ভয় ।\n> পঞ্চবিধ-ভক্তে গৌণ সপ্তরস হয় ॥১৮৭॥", "synonyms": "*hāsya*—riso; *adbhuta*—assombro; *vīra*—cavalheirismo; *karuṇa*—sentimento de compaixão; *raudra*—ira; *bībhatsa*—desastre; *bhaya*—temor; *pañca-vidha-bhakte*—em cinco espécies de devotos; *gauṇa*—indiretas; *sapta-rasa*—sete espécies de doçuras; *haya*—há.", "translation": "**\"Além das cinco doçuras diretas, há sete doçuras indiretas, conhecidas como riso, assombro, cavalheirismo, compaixão, ira, desastre e temor.**", "purport": "A śānta-bhakti-rasa descreve-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.1.4, 5, 6) da seguinte maneira:\n\nvakṣyamāṇair vibhāvādyaiḥ\n\nśamināṁ svādyatāṁ gataḥ\n\nsthāyī śānti-ratir dhīraiḥ\n\nśānta-bhakti-rasaḥ smṛtaḥ\n\nprāyaḥ svasukha-jātīyaṁ\n\nsukhaṁ syād atra yoginām\n\nkintv ātma-saukhyam aghanaṁ\n\nghanaṁ tv īśam ayaṁ sukham\n\ntatrāpīśa-svarūpānubhavasyaivoru-hetutā\n\ndāsādi-van-mano-jñatva-līlāder na tathā matā\n\nQuando a śānta-rati (atração neutra) existe continuamente e mistura-se com emoção extática, e quando o devoto saboreia essa posição neutra, chama-se śānta-bhakti-rasa. Os devotos na śānta-bhakti-rasa geralmente saboreiam o aspecto impessoal da Suprema Personalidade de Deus. Visto que seu gosto da bem-aventurança transcendental é incompleto, chama-se aghana, ou não concentrado. Faz-se uma comparação entre o leite comum e o leite concentrado. Quando o mesmo devoto vai além do impessoal e saboreia o serviço à Suprema Personalidade de Deus em Sua forma original como sac-cid-ānanda-vigraha, esse gosto chama-se bem-aventurança transcendental concentrada (ghana). Às vezes, os devotos na śānta-rasa saboreiam a bem-aventurança transcendental após encontrar a Suprema Personalidade de Deus, mas isso não se compara à bem-aventurança transcendental saboreada pelos devotos situados na dāsya-rasa, a doçura transcendental na qual a pessoa presta serviço à Suprema Personalidade de Deus.\n\nA dāsya-rasa, ou dāsya-bhakti-rasa, descreve-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.2.4, 5) da seguinte maneira:\n\nātmocitair vibhāvādyaiḥ\n\nprītir āsvādanīyatām\n\nnītā cetasi bhaktānāṁ\n\nprīti-bhakti-raso mataḥ\n\nanugrāhyasya dāsatvāl\n\nlālyatvād apy ayaṁ dvidhā\n\nbhidyate sambhrama-prīto\n\ngaurava-prīta ity api\n\nQuando, de acordo com os desejos da alma espiritual, a entidade viva desenvolve amor pela Suprema Personalidade de Deus, esse princípio do amor chama-se dāsya-bhakti-rasa. A dāsya-bhakti-rasa divide-se em duas categorias chamadas sambhrama-dāsya e gaurava-dāsya. Na sambhrama-dāsya, o devoto presta serviço respeitoso à Suprema Personalidade de Deus, mas, na gaurava-dāsya, mais avançada, seu serviço assume a forma de dar proteção ao Senhor.\n\nA sakhya-bhakti-rasa descreve-se da seguinte maneira no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.3.1):\n\nsthāyibhāvo vibhāvādyaiḥ\n\nsakhyam ātmocitair iha\n\nnītaś citte satāṁ puṣṭiṁ\n\nrasaḥ preyānudīryate\n\n\"Conforme a consciência original da pessoa, as emoções extáticas manifestam-se como continuamente existentes em eternidade. Quando esse estágio da consciência de Kṛṣṇa amadurece, chama-se preyo-rasa ou sakhya-bhakti-rasa.\"\n\nA vātsalya-bhakti-rasa descreve-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.4.1) da seguinte maneira:\n\nvibhāvādyais tu vātsalyaṁ\n\nsthāyī puṣṭim upāgataḥ\n\neṣa vatsala-nāmātra\n\nprokto bhakti-raso budhaiḥ\n\n\"Quando o amor por Deus, eternamente existente, transforma-se em amor paternal e mistura-se com as emoções correspondentes, esse estágio da existência espiritual é descrito pelos devotos eruditos como vātsalya-bhakti-rasa.\"\n\nA madhura-bhakti-rasa descreve-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.5.1) da seguinte maneira:\n\nātmocitair vibhāvādyaiḥ\n\npuṣṭiṁ nītā satāṁ hṛdi\n\nmadhurākhyo bhaved bhaktir\n\naso 'sau madhurā ratiḥ\n\n\"Se, de acordo com o próprio desenvolvimento natural da pessoa na consciência de Kṛṣṇa, sua atração tende ao amor conjugal dentro do coração, isso se chama apego no amor conjugal, ou madhura-rasa.\"\n\nDe modo semelhante, hāsya, adbhuta, vīra, karuṇa, raudra, bhaya e bībhatsa — as sete doçuras indiretas — explicam-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*. A hāsya-bhakti-rasa, devoção risonha, explica-se da seguinte maneira (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 4.1.6):\n\nvakṣyamāṇair vibhāvādyaiḥ\n\npuṣṭiṁ hāsa-ratir gatā\n\nhāsya-bhakti-raso nāma\n\nbudhair eṣa nigadyate\n\n\"Quando, por meio do serviço devocional, desenvolve-se um apego risonho a Kṛṣṇa, os eruditos chamam-no de hāsya-bhakti-rasa.\"\n\nDe modo semelhante, a adbhuta-rasa descreve-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (4.2.1):\n\nātmocitair vibhāvādyaiḥ\n\nsvādyatvaṁ bhakta-cetasi\n\nsā vismaya-ratir nītād-\n\nbhuto-bhakti-raso bhavet\n\n\"Quando o apego geral da pessoa se fixa no assombro, chama-se adbhuta-bhakti-rasa.\"\n\nA vīra-bhakti-rasa descreve-se (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 4.3.1):\n\nsaivotsāha-ratiḥ sthāyī\n\nvibhāvādyair nijocitaḥ\n\nānīyamānā svādyatvaṁ\n\nvīra-bhakti-raso bhavet\n\nyuddha-dāna-dayā-dharmaiś\n\ncaturdhā-vīra ucyate\n\n\"Quando o apego a Kṛṣṇa se mistura com a tendência belicosa, a tendência caridosa ou a tendência misericordiosa no coração do devoto, essa devoção chama-se vīra-bhakti-rasa.\"\n\nA karuṇa-bhakti-rasa descreve-se da seguinte maneira (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 4.4.1):\n\nātmocitair vibhāvādyair\n\nnītā puṣṭiṁ satāṁ hṛdi\n\nbhavec choka-ratir bhakti-\n\nraso hi karuṇābhidhaḥ\n\n\"Quando a atitude devocional e o apego da pessoa por Kṛṣṇa se misturam com a lamentação, chama-se karuṇa-bhakti-rasa.\"\n\nDe modo semelhante, a raudra-bhakti-rasa descreve-se da seguinte maneira (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 4.5.1):\n\nnītā krodha-ratiḥ puṣṭiṁ\n\nvibhāvādyair nijocitaiḥ\n\nhṛdi bhakta-janasyāsau\n\nraudra-bhakti-raso bhavet\n\n\"Quando a devoção se mistura com a ira no coração do devoto, esse gosto chama-se raudra-bhakti-rasa.\"\n\nA bhayānaka-bhakti-rasa descreve-se da seguinte maneira (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 4.6.1):\n\nvakṣyamāṇair vibhāvādyaiḥ\n\npuṣṭiṁ bhaya-ratir gatā\n\nbhayānakābhidho bhakti-\n\nraso dhīrair udīryate\n\n\"Quando a devoção se mistura com o temor, chama-se bhayānaka-bhakti-rasa.\"\n\nA bībhatsa-bhakti-rasa descreve-se da seguinte maneira (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 4.7.1):\n\npuṣṭiṁ nija-vibhāvādyair\n\njugupsā-ratir āgatā\n\nasau bhakti-raso dhīrair\n\nbībhatsākhya itīryate\n\n\"Quando o apego da pessoa por Kṛṣṇa se desenvolve de modo abominável, e o devoto o aprecia, chama-se bībhatsa-bhakti-rasa.\"\n\nEm conclusão, quando um devoto puro está situado em qualquer das cinco doçuras principais (śānta, dāsya, sakhya, vātsalya e madhura), e a doçura se mistura com as sete bhakti-rasas indiretas (hāsya, adbhuta, vīra, karuṇa, raudra, bhayānaka e bībhatsa), as doçuras indiretas tornam-se proeminentes."}
{"ref": "cc/madhya/19/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/188/", "verse_text": "pañca-rasa 'sthāyī' vyāpī rahe bhakta-mane\n\nsapta gauṇa 'āgantuka' pāiye kāraṇe", "devanagari": "> পঞ্চরস ‘স্থায়ী’ ব্যাপী রহে ভক্ত-মনে ।\n> সপ্ত গৌণ ‘আগন্তুক’ পাইয়ে কারণে ॥১৮৮॥", "synonyms": "*pañca-rasa*—cinco doçuras transcendentais diretas; *sthāyī*—permanentemente existentes; *vyāpī*—expandidas; *rahe*—permanecem situadas; *bhakta-mane*—no coração de um devoto; *sapta gauṇa*—sete doçuras indiretas; *āgantuka*—acidentais; *pāiye*—surgindo; *kāraṇe*—sob certas condições.", "translation": "**\"As cinco doçuras transcendentais diretas do serviço devocional estão permanentemente situadas no coração do devoto, ao passo que as sete emoções indiretas surgem subitamente sob certas condições e mostram-se mais poderosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/189/", "verse_text": "śānta-bhakta--nava-yogendra, sanakādi āra\n\ndāsya-bhāva-bhakta--sarvatra sevaka apāra", "devanagari": "> শান্তভক্ত — নব-যোগেন্দ্র, সনকাদি আর ।\n> দাস্যভাব-ভক্ত — সর্বত্র সেবক অপার ॥১৮৯॥", "synonyms": "*śānta-bhakta*—os devotos neutros; *nava*—nove; *yogendra*—pessoas santas; *sanaka-ādi āra*—e os quatro Kumāras, encabeçados por Sanaka; *dāsya-bhāva-bhakta*—devotos na dāsya-rasa; *sarvatra sevaka apāra*—servos inumeráveis semelhantes por toda parte.", "translation": "**\"Exemplos de śānta-bhaktas são os nove Yogendras e os quatro Kumāras. Exemplos de devotos na dāsya-bhakti são inumeráveis, pois tais devotos existem por toda parte.**", "purport": "Os nove Yogendras são Kavi, Havi, Antarīkṣa, Prabuddha, Pippalāyana, Āvirhotra, Draviḍa (Drumila), Camasa e Karabhājana. Os quatro Kumāras são Sanaka, Sanandana, Sanat-kumāra e Sanātana. Os devotos servos em Gokula são Raktaka, Citraka, Patraka e assim por diante. Em Dvārakā, há servos como Dāruka, e nos passatempos do Senhor no mundo material há servos como Hanumān."}
{"ref": "cc/madhya/19/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/190/", "verse_text": "sakhya-bhakta--śrīdāmādi, pure bhīmārjuna\n\nvātsalya-bhakta--mātā pitā, yata guru-jana", "devanagari": "> সখ্য-ভক্ত — শ্রীদামাদি, পুরে ভীমার্জুন ।\n> বাৎসল্য-ভক্ত — মাতা পিতা, যত গুরুজন ॥১৯০॥", "synonyms": "*sakhya-bhakta*—devotos em fraternidade; *śrīdāmā-ādi*—de Śrīdāmā e outros; *pure*—em Dvārakā; *bhīma-arjuna*—Bhīma e Arjuna; *vātsalya-bhakta*—devotos em amor parental; *mātā pitā*—a mãe e o pai; *yata guru-jana*—todas as demais pessoas igualmente superiores.", "translation": "**\"Em Vṛndāvana, exemplos de devotos em fraternidade são Śrīdāmā e Sudāmā; em Dvārakā, os amigos do Senhor são Bhīma e Arjuna; em Vṛndāvana, os devotos em amor parental são mãe Yaśodā e o pai Nanda Mahārāja, e em Dvārakā, os pais do Senhor são Vasudeva e Devakī. Há também outras pessoas superiores que são devotas em amor parental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/191/", "verse_text": "madhura-rase bhakta-mukhya--vraje gopī-gaṇa\n\nmahiṣī-gaṇa, lakṣmī-gaṇa, asaṅkhya gaṇana", "devanagari": "> মধুর-রসে ভক্তমুখ্য — ব্রজে গোপীগণ ।\n> মহিষীগণ, লক্ষ্মীগণ, অসংখ্য গণন ॥১৯১॥", "synonyms": "*madhura-rase*—na doçura do amor conjugal; *bhakta-mukhya*—os principais devotos; *vraje*—em Vṛndāvana; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *mahiṣī-gaṇa*—as rainhas em Dvārakā; *lakṣmī-gaṇa*—as deusas da fortuna em Vaikuṇṭha; *asaṅkhya gaṇana*—de incontável número.", "translation": "**\"Os principais devotos em amor conjugal são as gopīs em Vṛndāvana, as rainhas em Dvārakā e as deusas da fortuna em Vaikuṇṭha. Esses devotos são incontáveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/192/", "verse_text": "punaḥ kṛṣṇa-rati haya duita prakāra\n\naiśvarya-jñāna-miśrā, kevalā-bheda āra", "devanagari": "> পুনঃ কৃষ্ণরতি হয় দুইত প্রকার ।\n> ঐশ্বর্যজ্ঞানমিশ্রা, কেবলা-ভেদ আর ॥১৯২॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *kṛṣṇa-rati*—apego por Kṛṣṇa; *haya*—torna-se; *duita*—dupla; *prakāra*—variedades; *aiśvarya-jñāna-miśrā*—conhecimento de Kṛṣṇa misturado com uma atitude reverencial; *kevalā*—apego puro; *bheda*—divisão; *āra*—outro.", "translation": "**\"O apego por Kṛṣṇa divide-se em duas categorias. Uma é o apego com temor e reverência, e a outra é o apego puro, sem reverência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/193/", "verse_text": "gokule 'kevalā' rati--aiśvarya-jñāna-hīna\n\npurī-dvaye, vaikuṇṭhādye--aiśvarya-pravīṇa", "devanagari": "> গোকুলে ‘কেবলা’ রতি ঐশ্বর্যজ্ঞানহীন ।\n> পুরীদ্বয়ে, বৈকুণ্ঠাদ্যে — ঐশ্বর্য-প্রবীণ ॥১৯৩॥", "synonyms": "*gokule*—em Gokula Vṛndāvana; *kevalā rati*—apego imaculado; *aiśvarya-jñāna-hīna*—sem considerações reverenciais; *purī-dvaye*—em duas purīs, a saber, Mathurā Purī e Dvārakā Purī; *vaikuṇṭha-ādye*—nos planetas Vaikuṇṭha; *aiśvarya-pravīṇa*—predominância de temor e reverência.", "translation": "**\"O apego puro, sem reverência, encontra-se em Goloka Vṛndāvana. O apego em que o temor e a reverência são predominantes encontra-se nas duas cidades de Mathurā e Dvārakā e em Vaikuṇṭha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/194/", "verse_text": "aiśvarya-jñāna-prādhānye saṅkucita prīti\n\ndekhiyā nā māne aiśvarya--kevalāra rīti", "devanagari": "> ঐশ্বর্যজ্ঞানপ্রাধান্যে সঙ্কুচিত প্রীতি ।\n> দেখিয়া না মানে ঐশ্বর্য — কেবলার রীতি ॥১৯৪॥", "synonyms": "*aiśvarya-jñāna-prādhānye*—na predominância de temor e veneração; *saṅkucita*—tolhido; *prīti*—amor; *dekhiyā*—vendo; *nā māne*—não se importa; *aiśvarya*—opulência; *kevalāra rīti*—este é o sintoma do serviço devocional puro.", "translation": "**\"Quando a opulência é muito predominante, o amor a Deus fica de certo modo tolhido. Segundo a devoção kevalā, contudo, ainda que o devoto veja a potência ilimitada de Kṛṣṇa, ele se considera igual a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/195/", "verse_text": "śānta-dāsya-rase aiśvarya kāhāṅ uddīpana\n\nvātsalya-sakhya-madhure ta' kare saṅkocana", "devanagari": "> শান্ত-দাস্য-রসে ঐশ্বর্য কাহাঁ উদ্দীপন ।\n> বাৎসল্য-সখ্য-মধুরে ত’ করে সঙ্কোচন ॥১৯৫॥", "synonyms": "*śānta-dāsya-rase*—nas doçuras transcendentais da neutralidade e da servidão; *aiśvarya*—opulência; *kāhāṅ*—em algum lugar; *uddīpana*—manifestada; *vātsalya-sakhya-madhure*—no amor fraternal, na paternidade e no amor conjugal; *ta'*—certamente; *kare*—faz; *saṅkocana*—minimizar.", "translation": "**\"Na plataforma transcendental da neutralidade e do serviço, às vezes a opulência do Senhor é predominante. No entanto, nas doçuras transcendentais do amor fraternal, paternal e conjugal, a opulência é minimizada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/196/", "verse_text": "vasudeva-devakīra kṛṣṇa caraṇa vandila\n\naiśvarya-jñāne duṅhāra mane bhaya haila", "devanagari": "> বসুদেব-দেবকীর কৃষ্ণ চরণ বন্দিল ।\n> ঐশ্বর্যজ্ঞানে দুঁহার মনে ভয় হৈল ॥১৯৬॥", "synonyms": "*vasudeva-devakīra*—de Vasudeva e Devakī; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *caraṇa*—aos pés de lótus; *vandila*—ofereceu orações; *aiśvarya-jñāne*—por causa do conhecimento da opulência; *duṅhāra*—de ambos; *mane*—nas mentes; *bhaya haila*—houve temor.", "translation": "**\"Quando Kṛṣṇa ofereceu orações aos pés de lótus de Sua mãe e de Seu pai, Vasudeva e Devakī, ambos sentiram temor, reverência e medo, devido ao conhecimento de Suas opulências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/197/", "verse_text": "devakī vasudevaś ca\n\nvijñāya jagad-īśvarau\n\nkṛta-saṁvandanau putrau\n\nsasvajāte na śaṅkitau", "devanagari": "> দেবকী বসুদেবশ্চ বিজ্ঞায় জগদীশ্বরৌ ।\n> কৃতসংবন্দনৌ পুত্রৌ সস্বজাতে ন শঙ্কিতৌ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*devakī*—Devakī; *vasudevaḥ*—Vasudeva; *ca*—e; *vijñāya*—compreendendo; *jagat-īśvarau*—os dois Senhores do universo; *kṛta-saṁvandanau*—tendo prestado reverências; *putrau*—os dois filhos Kṛṣṇa e Balarāma; *sasvajāte*—abraçaram; *na*—não; *śaṅkitau*—estando temerosos.", "translation": "**\" 'Quando Devakī e Vasudeva compreenderam que seus dois filhos Kṛṣṇa e Balarāma, que lhes haviam prestado reverências, eram a Suprema Personalidade de Deus, ficaram temerosos e não Os abraçaram.'**", "purport": "Este verso, citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.44.51), refere-se à morte de Kaṁsa por Kṛṣṇa e Balarāma. Vasudeva e Devakī viram seus filhos matarem o poderoso demônio Kaṁsa, e logo depois disso foram imediatamente libertados de suas correntes. Balarāma e Kṛṣṇa então prestaram respeitos a Devakī e Vasudeva. Tanto o pai quanto a mãe desejavam abraçar seus filhos, mas compreenderam que Kṛṣṇa e Balarāma eram a Suprema Personalidade de Deus e, por isso, hesitaram em abraçá-Los. Seu amor parental por Kṛṣṇa e Balarāma ficou, dessa forma, tolhido e reduzido pelo temor e pela reverência."}
{"ref": "cc/madhya/19/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/198/", "verse_text": "kṛṣṇera viśva-rūpa dekhi' arjunera haila bhaya\n\nsakhya-bhāve dhārṣṭya kṣamāpaya kariyā vinaya", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিশ্বরূপ দেখি’ অর্জুনের হৈল ভয় ।\n> সখ্যভাবে ধার্ষ্ট্য ক্ষমাপয় করিয়া বিনয় ॥১৯৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viśva-rūpa*—a forma universal; *dekhi'*—vendo; *arjunera*—de Arjuna; *haila bhaya*—houve temor; *sakhya-bhāve*—como amigo; *dhārṣṭya*—insolência; *kṣamāpaya*—pede perdão por; *kariyā*—demonstrando; *vinaya*—submissão.", "translation": "**\"Quando Kṛṣṇa manifestou Sua forma universal, Arjuna tornou-se reverente e temeroso, e implorou perdão por sua insolência passada para com Kṛṣṇa como amigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/199-200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/199-200/", "verse_text": "sakheti matvā prasabhaṁ yad uktaṁ\n\nhe kṛṣṇa he yādava he sakheti\n\najānatā mahimānaṁ tavedaṁ\n\nmayā pramādāt praṇayena vāpi\n\nyac cāvahāsārtham asat-kṛto 'si\n\nvihāra-śayyāsana-bhojaneṣu\n\neko 'thavāpy acyuta tat-samakṣaṁ\n\ntat kṣāmaye tvām aham aprameyam", "devanagari": "> সখেতি মত্বা প্রসভং যদুক্তং ।\n> হে কৃষ্ণ হে যাদব হে সখেতি ।\n> অজানতা মহিমানং তবেদং ময়া প্রমাদাৎ প্রণয়েন বাপি ॥১৯৯॥\n> যচ্চাবহাসার্থমসৎকৃতোঽসি বিহার-শয্যাসন-ভোজনেষু ।\n> একোঽথ বাপ্যচ্যুত তৎসমক্ষং তৎ ক্ষাময়ে ত্বামহমপ্রমেয়ম্ ॥২০০॥", "synonyms": "*sakhā*—amigo; *iti*—assim; *matvā*—pensando; *prasabham*—à força; *yat*—aquilo que; *uktam*—foi dito; *he kṛṣṇa*—ó Kṛṣṇa; *he yādava*—ó descendente de Yadu; *he sakhā*—ó meu querido amigo; *iti*—assim; *ajānatā*—sem conhecer; *mahimānam*—grandeza; *tava*—Tua; *idam*—esta; *mayā*—por mim; *pramādāt*—por ignorância; *praṇayena*—por afeição; *vā*—ou; *api*—certamente; *yat*—o que quer que; *ca*—e; *avahāsa-artham*—por motivo de brincadeira; *asat-kṛtaḥ*—insultado; *asi*—Tu és; *vihāra*—enquanto desfrutava; *śayyā-āsana*—sentando-se ou deitando-se no leito; *bhojaneṣu*—enquanto comíamos juntos; *ekaḥ*—sozinho; *athavā*—ou; *api*—certamente; *acyuta*—ó meu querido Kṛṣṇa; *tat-samakṣam*—na presença de outros; *tat*—todas aquelas; *kṣāmaye*—peço perdão; *tvām*—a Ti; *aham*—eu; *aprameyam*—que és ilimitado.", "translation": "**\" 'No passado, dirigi-me a Ti como \"ó Kṛṣṇa\", \"ó Yādava\", \"ó meu amigo\", sem conhecer Tuas glórias. Por favor, perdoa tudo o que fiz por loucura ou por amor. Desonrei-Te muitas vezes enquanto nos divertíamos, deitados no mesmo leito ou comendo juntos, ora a sós, ora diante de muitos amigos. Por favor, perdoa-me todas as minhas ofensas.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (11.41-42). Neste verso, Arjuna dirige-se a Kṛṣṇa, que exibia Sua forma universal no Campo de Batalha de Kurukṣetra."}
{"ref": "cc/madhya/19/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/201/", "verse_text": "kṛṣṇa yadi rukmiṇīre kailā parihāsa\n\n'kṛṣṇa chāḍibena'--jāni' rukmiṇīra haila trāsa", "devanagari": "> কৃষ্ণ যদি রুক্মিণীরে কৈলা পরিহাস ।\n> ‘কৃষ্ণ ছাড়িবেন’ — জানি’ রুক্মিণীর হৈল ত্রাস ॥২০১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—embora; *rukmiṇīre*—a Rukmiṇī, a primeira rainha; *kailā*—fez; *parihāsa*—brincadeira; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *chāḍibena*—vai me abandonar; *jāni'*—pensando; *rukmiṇīra*—de Rukmiṇī; *haila*—houve; *trāsa*—choque.", "translation": "**\"Embora Kṛṣṇa estivesse brincando com a rainha Rukmiṇī, ela pensava que Ele iria abandonar sua companhia e, por isso, ficou chocada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/202/", "verse_text": "tasyāḥ suduḥkha-bhaya-śoka-vinaṣṭa-buddher\n\nhastāc chlathad-valayato vyajanaṁ papāta\n\ndehaś ca viklava-dhiyaḥ sahasaiva muhyan\n\nrambheva vāta-vihatā pravikīrya keśān", "devanagari": "> তস্যাঃ সুদুঃখভয় শোক-বিনষ্ট-বুদ্ধে-\n> র্হস্তাচ্ছ্লথদ্বলয়তো ব্যজনং পপাত ।\n> দেহশ্চ বিক্লবধিয়ঃ সহসৈব মুহ্যন্\n> রম্ভেব বাতবিহতা প্রবিকীর্য কেশান্ ॥২০২॥", "synonyms": "*tasyāḥ*—dela; *su-duḥkha-bhaya*—devido à grande aflição e ao medo; *śoka*—e lamentação; *vinaṣṭa*—perdida; *buddheḥ*—cuja inteligência; *hastāt*—da mão; *ślathat*—estando frouxas; *valayataḥ*—pulseiras; *vyajanam*—o leque; *papāta*—caiu; *dehaḥ*—corpo; *ca*—também; *viklava*—paralisada pelo medo; *dhiyaḥ*—cujo entendimento; *sahasā eva*—subitamente; *muhyan*—desmaiando; *rambhā iva*—como uma bananeira; *vāta-vihatā*—derrubada por um vento forte; *pravikīrya*—espalhando; *keśān*—os cabelos.", "translation": "**\" 'Enquanto Kṛṣṇa brincava com Rukmiṇī em Dvārakā, ela estava tomada de aflição, medo e lamentação. Havia também perdido sua inteligência. Deixou cair as pulseiras de sua mão e o leque que usava para abanar o Senhor. Seus cabelos se desalinharam, e ela desmaiou e caiu subitamente, semelhante a uma bananeira derrubada por ventos fortes.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.60.24) refere-se a Kṛṣṇa falando com Rukmiṇī em Seu aposento. Apenas para testar a sinceridade dela, Ele começou a brincar com ela, apresentando-Se como pobre, incapaz e indigno de ser seu amado. Sem compreender que Ele brincava, Rukmiṇī O levou a sério e pensou que Ele desejava deixar sua companhia. Esse mal-entendido a deixou muito infeliz, e todo o seu corpo foi afetado. Seu leque e suas pulseiras caíram ao chão, e ela também caiu como uma bananeira derrubada por ventos fortes."}
{"ref": "cc/madhya/19/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/203/", "verse_text": "'kevalā'ra śuddha-prema 'aiśvarya' nā jāne\n\naiśvarya dekhileo nija-sambandha se māne", "devanagari": "> ‘কেবলা’র শুদ্ধপ্রেম ‘ঐশ্বর্য’ না জানে ।\n> ঐশ্বর্য দেখিলেও নিজ-সম্বন্ধ সে মানে ॥২০৩॥", "synonyms": "*kevalāra*—da atração imaculada por Kṛṣṇa; *śuddha-prema*—amor imaculado; *aiśvarya*—opulência; *nā jāne*—não conhece; *aiśvarya*—opulência; *dekhileo*—apesar de experimentá-la; *nija-sambandha*—sua própria relação com Kṛṣṇa; *se māne*—ele leva muito a sério.", "translation": "**\"Na fase de kevalā [devoção imaculada], o devoto não considera a opulência ilimitada de Kṛṣṇa, ainda que a experimente. Ele leva a sério apenas sua própria relação com Kṛṣṇa.**", "purport": "Quando o devoto alcança a fase da devoção pura e imaculada, especialmente na amizade com Kṛṣṇa, ele esquece as opulências do Senhor, embora as veja, e se considera igual a Kṛṣṇa. Não há possibilidade de realmente comparar-se a Kṛṣṇa, mas, por estar o devoto tão avançado em consciência de Kṛṣṇa, ele é capaz de comportar-se com Kṛṣṇa como o faria com um homem comum."}
{"ref": "cc/madhya/19/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/204/", "verse_text": "trayyā copaniṣadbhiś ca\n\nsāṅkhya-yogaiś ca sātvataiḥ\n\nupagīyamāna-māhātmyaṁ\n\nhariṁ sā 'manyatātmajam", "devanagari": "> ত্রয্যা চোপনিষদ্ভিশ্চ সাংখ্যযোগৈশ্চ সাত্বতৈঃ ।\n> উপগীয়মানমাহাত্ম্যং হরিং সাঽমন্যতাত্মজম্ ॥২০৪॥", "synonyms": "*trayyā*—pelos seguidores dos três Vedas que realizam grandes sacrifícios (como o semideus Indra); *ca*—também; *upaniṣadbhiḥ*—pelos seguidores dos Upaniṣads, a porção mais elevada do conhecimento Védico (como o Brahman); *ca*—também; *sāṅkhya*—pelos filósofos que estudam analiticamente o universo (como o puruṣa); *yogaiḥ*—pelos yogīs místicos (como o Paramātmā situado em toda parte); *ca*—e; *sātvataiḥ*—pelos devotos que seguem o método de adoração mencionado no Pañcarātra e em outra literatura Védica (como o Bhagavān); *upagīyamāna*—sendo cantadas; *māhātmyam*—cujas glórias; *harim*—à Suprema Personalidade de Deus; *sā*—ela (mãe Yaśodā); *amanyata*—considerou; *ātma-jam*—como seu próprio filho, nascido de seu corpo.", "translation": "**\" 'Quando mãe Yaśodā viu todos os universos dentro da boca de Kṛṣṇa, ficou momentaneamente atônita. O Senhor é adorado como Indra e outros semideuses pelos seguidores dos três *Vedas*, que Lhe oferecem sacrifícios. Ele é adorado como o Brahman impessoal pelas pessoas santas que compreendem Sua grandeza por meio do estudo dos *Upaniṣads*, como o puruṣa pelos grandes filósofos que estudam analiticamente o universo, como a Superalma onipenetrante pelos grandes yogīs, e como a Suprema Personalidade de Deus pelos devotos. Não obstante, mãe Yaśodā considerava o Senhor seu próprio filho.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.8.45). Aqueles que são espiritualmente avançados esquecem a opulência de Kṛṣṇa pela misericórdia de yogamāyā. Por exemplo, mãe Yaśodā considerava Kṛṣṇa uma criança comum."}
{"ref": "cc/madhya/19/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/205/", "verse_text": "taṁ matvātmajam avyaktaṁ\n\nmartya-liṅgam adhokṣajam\n\ngopikolūkhale dāmnā\n\nbabandha prākṛtaṁ yathā", "devanagari": "> তং মত্বাত্মজমব্যক্তং মর্ত্যলিঙ্গমধোক্ষজম্ ।\n> গোপিকোলূখলে দাম্না ববন্ধ প্রাকৃতং যথা ॥২০৫॥", "synonyms": "*tam*—a Ele (Kṛṣṇa); *matvā*—considerando; *ātmajam*—seu próprio filho; *avyaktam*—imanifesto; *martya-liṅgam*—manifesto como se fosse perecível; *adhokṣajam*—além da percepção dos sentidos; *gopikā*—mãe Yaśodā; *ulūkhale*—ao pilão; *dāmnā*—com uma corda; *babandha*—amarrou; *prākṛtam*—uma criança comum; *yathā*—como.", "translation": "**\" 'Embora Kṛṣṇa esteja além da percepção dos sentidos e seja imanifesto aos seres humanos, Ele assume o disfarce de um ser humano com um corpo material. Assim, mãe Yaśodā pensou que Ele fosse seu filho e amarrou o Senhor Kṛṣṇa com uma corda a um pilão de madeira, como se Ele fosse uma criança comum.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.9.14) refere-se a como o Senhor Kṛṣṇa Se exibiu como uma criança comum diante de mãe Yaśodā. Ele brincava como um menino travesso, roubando manteiga e quebrando os potes de manteiga. Mãe Yaśodā ficou perturbada e quis amarrar o Senhor a um pilão usado para socar especiarias. Em outras palavras, ela considerou a Suprema Personalidade de Deus uma criança comum."}
{"ref": "cc/madhya/19/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/206/", "verse_text": "uvāha kṛṣṇo bhagavān\n\nśrīdāmānaṁ parājitaḥ\n\nvṛṣabhaṁ bhadrasenas tu\n\npralambo rohiṇī-sutam", "devanagari": "> উবাহ কৃষ্ণো ভগবান্ শ্রীদামানং পরাজিতঃ ।\n> বৃষভং ভদ্রসেনস্তু প্রলম্বো রোহিণীসুতম্ ॥২০৬॥", "synonyms": "*uvāha*—carregou; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *śrīdāmānam*—Śrīdāmā; *parājitaḥ*—sendo derrotado; *vṛṣabham*—Vṛṣabha; *bhadrasenaḥ*—Bhadrasena; *tu*—e; *pralambaḥ*—Pralamba; *rohiṇī-sutam*—Balarāma.", "translation": "**\" 'Quando Kṛṣṇa foi derrotado por Śrīdāmā, teve de carregá-lo sobre Seus ombros. De modo semelhante, Bhadrasena carregou Vṛṣabha, e Pralamba carregou Balarāma, o filho de Rohiṇī.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.18.24). Quando todos os vaqueirinhos brincavam na floresta de Vṛndāvana, o demônio Pralambāsura apareceu para sequestrar Kṛṣṇa e Balarāma. O asura apareceu disfarçado na forma de um vaqueirinho, mas Kṛṣṇa pôde compreender seu ardil. Por isso, Kṛṣṇa dividiu todos os vaqueirinhos em dois grupos. Um grupo pertencia a Balarāma, e o outro grupo pertencia ao próprio Kṛṣṇa. Por fim, Kṛṣṇa foi derrotado nessa brincadeira e, segundo a aposta, o grupo derrotado tinha de carregar o grupo vitorioso sobre os ombros. Kṛṣṇa teve de carregar Śrīdāmā sobre Seus ombros, e Bhadrasena teve de carregar Vṛṣabha. O demônio Pralambāsura teve de carregar Balarāma e, quando Balarāma montou em seus ombros, o demônio correu para longe. Finalmente, o demônio começou a expandir seu corpo até um tamanho gigantesco, e Balarāma compreendeu que ele pretendia matá-Lo. Balarāma imediatamente golpeou a cabeça do demônio com Seu forte punho, e o demônio caiu morto como se fosse uma serpente cuja cabeça tivesse sido esmagada."}
{"ref": "cc/madhya/19/207-209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/207-209/", "verse_text": "sā ca mene tadātmānaṁ\n\nvariṣṭhāṁ sarva-yoṣitām\n\nhitvā gopīḥ kāmayānā\n\nmām asau bhajate priyaḥ\n\ntato gatvā vanoddeśaṁ\n\ndṛptā keśavam abravīt\n\nna pāraye 'haṁ calituṁ\n\nnaya māṁ yatra te manaḥ\n\nevam uktaḥ priyām āha\n\nskandham āruhyatām iti\n\ntataś cāntardadhe kṛṣṇaḥ\n\nsā vadhūr anvatapyata", "devanagari": "> সা চ মেনে তদাত্মানং বরিষ্ঠাং সর্বযোষিতাম্ ।\n> হিত্বা গোপীঃ কামযানা মামসৌ ভজতে প্রিয়ঃ ॥২০৭॥\n> ততো গত্বা বনোদ্দেশং দৃপ্তা কেশবমব্রবীৎ ।\n> ন পারয়েঽহং চলিতুং নয় মাং যত্র তে মনঃ ॥২০৮॥\n> এবমুক্তঃ প্রিয়ামাহ স্কন্ধমারুহ্যতামিতি ।\n> ততশ্চান্তর্দধে কৃষ্ণঃ সা বধূরন্বতপ্যত ॥২০৯॥", "synonyms": "*sā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *ca*—também; *mene*—considerou; *tadā*—naquele momento; *ātmānam*—a Si mesma; *variṣṭhām*—a mais gloriosa; *sarva-yoṣitām*—entre todas as gopīs; *hitvā*—abandonando; *gopīḥ*—todas as outras gopīs; *kāmayānāḥ*—que desejavam a companhia de Kṛṣṇa; *mām*—a Mim; *asau*—esse Śrī Kṛṣṇa; *bhajate*—adora; *priyaḥ*—a mais querida; *tataḥ*—depois disso; *gatvā*—indo; *vana-uddeśam*—à floresta profunda; *dṛptā*—estando muito orgulhosa; *keśavam*—a Kṛṣṇa; *abravīt*—disse; *na pāraye*—sou incapaz; *aham*—Eu; *calitum*—de caminhar; *naya*—simplesmente carrega; *mām*—a Mim; *yatra*—para onde quer que; *te*—Tua; *manaḥ*—mente; *evam uktaḥ*—assim ordenado por Śrīmatī Rādhārāṇī; *priyām*—a essa gopī mais querida; *āha*—disse; *skandham*—Meus ombros; *āruhyatām*—por favor, sobe; *iti*—assim; *tataḥ*—depois disso; *ca*—também; *antardadhe*—desapareceu; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *sā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *vadhūḥ*—a gopī; *anvatapyata*—começou a lamentar.", "translation": "**\" ' \"Meu queridíssimo Kṛṣṇa, Tu Me adoras e abandonas a companhia de todas as outras gopīs que queriam desfrutar contigo.\" Pensando assim, Śrīmatī Rādhārāṇī considerou-Se a gopī mais amada de Kṛṣṇa. Ela ficara orgulhosa e abandonara a rāsa-līlā com Kṛṣṇa. Na floresta profunda, Ela disse: \"Meu querido Kṛṣṇa, não posso mais caminhar. Podes levar-Me aonde quiseres.\" Quando Śrīmatī Rādhārāṇī suplicou a Kṛṣṇa dessa maneira, Kṛṣṇa disse: \"Sobe simplesmente sobre Meus ombros.\" Tão logo Śrīmatī Rādhārāṇī começou a fazê-lo, Ele desapareceu. Śrīmatī Rādhārāṇī então começou a lastimar-se de Seu pedido e do desaparecimento de Kṛṣṇa.'**", "purport": "Estes três versos são citados do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.30.36-38)."}
{"ref": "cc/madhya/19/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/210/", "verse_text": "pati-sutānvaya-bhrātṛ-bāndhavān\n\nativilaṅghya te 'nty acyutāgatāḥ\n\ngatividas tavodgīta-mohitāḥ\n\nkitava yoṣitaḥ kas tyajen niśi", "devanagari": "> পতিসুতান্বয়ভ্রাতৃবান্ধবা-\n> নতিবিলঙ্ঘ্য তেঽন্ত্যচ্যুতাগতাঃ ৷\n> গতিবিদস্তবোদ্গীতমোহিতাঃ\n> কিতব যোষিতঃ কস্ত্যজেন্নিশি ॥২১০॥", "synonyms": "*pati*—maridos; *suta*—filhos; *anvaya*—família; *bhrātṛ*—irmãos; *bāndhavān*—amigos; *ativilaṅghya*—sem nos importarmos com; *te*—Teu; *anti*—querido refúgio; *acyuta*—ó infalível; *āgatāḥ*—viemos; *gati-vidaḥ*—que sabe tudo sobre nossas atividades; *tava*—de Ti; *udgīta*—pelo canto da flauta; *mohitāḥ*—sendo atraídas; *kitava*—ó grande trapaceiro; *yoṣitaḥ*—belas mulheres; *kaḥ*—quem; *tyajet*—abandonaria; *niśi*—na calada da noite.", "translation": "**\" 'Querido Kṛṣṇa, negligenciando a ordem de nossos maridos e filhos, família, irmãos e amigos, e deixando sua companhia, nós, as gopīs, viemos a Ti. Tu sabes tudo a respeito de nossos desejos. Viemos apenas porque somos atraídas por Tua flauta supremamente musical. Contudo, Tu és um grande trapaceiro. Quem mais abandonaria a companhia de moças como nós na calada da noite?'**", "purport": "Este verso, citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.31.16), descreve como as gopīs se expuseram para o desfrute de Kṛṣṇa na calada da noite. As gopīs aproximaram-se de Kṛṣṇa para desfrutar com Ele na dança da rāsa. Kṛṣṇa sabia disso muito bem, mas superficialmente tentava evitá-las. Por isso, as gopīs dirigem-se a Ele como kitava, um grande trapaceiro, pois Ele primeiro as atraiu para virem dançar com Ele e, no entanto, quando elas de fato vieram, negligenciando as ordens de seus amigos e parentes, Ele tentou evitá-las dando-lhes boas instruções. Essas instruções astutas eram demais para as gopīs tolerarem; por isso, tinham o direito de dirigir-se a Kṛṣṇa como kitava, um grande trapaceiro. Todas eram moças, e haviam vindo a Ele para serem desfrutadas. Como poderia Ele evitá-las? As gopīs, portanto, expressaram grande desapontamento neste verso. Elas vieram voluntariamente, mas Kṛṣṇa era tão astuto que queria evitar a companhia delas. A lamentação das gopīs era certamente muito apropriada e, dessa forma, Kṛṣṇa testou a sinceridade delas."}
{"ref": "cc/madhya/19/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/211/", "verse_text": "śānta-rase--'svarūpa-buddhye kṛṣṇaika-niṣṭhatā'\n\n\"śamo man-niṣṭhatā buddheḥ\" iti śrī-mukha-gāthā", "devanagari": "> শান্তরসে — ‘স্বরূপবুদ্ধ্যে কৃষ্ণৈকনিষ্ঠতা’ ৷\n> “শমো মন্নিষ্ঠতা বুদ্ধেঃ” ইতি শ্ৰীমুখ-গাথা ॥২১১॥", "synonyms": "*śānta-rase*—no estágio de śānta-rasa, ou neutralidade; *svarūpa-buddhye*—pela autorrealização; *kṛṣṇa-eka-niṣṭhatā*—plenamente devotado aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *śamaḥ*—equilíbrio; *mat*—a Mim; *niṣṭhatā*—a qualidade de apego; *buddheḥ*—da mente; *iti*—assim; *śrī-mukha*—da boca do Senhor Supremo; *gāthā*—um verso.", "translation": "**\"Quando se está plenamente apegado aos pés de lótus de Kṛṣṇa, alcança-se o estágio de śamatā. A palavra śamatā deriva da palavra śama; portanto, śānta-rasa, a posição de neutralidade, significa estar plenamente apegado aos pés de lótus de Kṛṣṇa. Este é o veredito da boca da própria Suprema Personalidade de Deus. Este estado é chamado de autorrealização.**", "purport": "A palavra śama é explicada pela Suprema Personalidade de Deus no verso seguinte."}
{"ref": "cc/madhya/19/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/212/", "verse_text": "śamo man-niṣṭhatā buddher\n\niti śrī-bhagavad-vacaḥ\n\ntan-niṣṭhā durghaṭā buddher\n\netāṁ śānta-ratiṁ vinā", "devanagari": "> শমো মন্নিষ্ঠতা বুদ্ধেরিতি শ্রীভগবদ্বচঃ ।\n> তনিষ্ঠা দুর্ঘটা বুদ্ধেরেতাং শান্তরতিং বিনা ॥২১২॥", "synonyms": "*śamaḥ*—igualdade ou neutralidade; *mat-niṣṭhatā*—estar fixo em Meus pés de lótus; *buddheḥ*—da inteligência; *iti*—assim; *śrī-bhagavat-vacaḥ*—palavras da Suprema Personalidade de Deus; *tat-niṣṭhā*—apego ou atração por Ele; *durghaṭā*—muito difícil de alcançar; *buddheḥ*—da inteligência; *etām*—assim; *śānta-ratim*—apego na plataforma de śānta-rasa; *vinā*—sem.", "translation": "**\"Estas são as palavras da Suprema Personalidade de Deus: 'Quando a inteligência de alguém está plenamente apegada a Meus pés de lótus, mas ele não presta serviço prático, ele alcançou o estágio chamado śānta-rati, ou śama. Sem śānta-rati, o apego a Kṛṣṇa é muito difícil de alcançar.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.1.47)."}
{"ref": "cc/madhya/19/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/213/", "verse_text": "śamo man-niṣṭhatā buddher\n\ndama indriya-saṁyamaḥ\n\ntitikṣā duḥkha-sammarṣo\n\njihvopastha-jayo dhṛtiḥ", "devanagari": "> শমো মন্নিষ্ঠতা বুদ্ধের্দম ইন্দ্রিয়সংযমঃ ।\n> তিতিক্ষা দুঃখসংমর্ষো জিহ্বোপস্থজয়ো ধৃতিঃ ॥২১৩॥", "synonyms": "*śamaḥ*—neutralidade; *mat-niṣṭhatā*—apego por Mim; *buddheḥ*—da inteligência; *damaḥ*—autocontrole; *indriya-saṁyamaḥ*—controlar as atividades dos sentidos; *titikṣā*—tolerância; *duḥkha*—da infelicidade; *sammarṣaḥ*—suportação; *jihvā*—língua; *upastha*—e o impulso dos genitais; *jayaḥ*—conquistar; *dhṛtiḥ*—controle.", "translation": "**\" 'A palavra śama, ou śānta-rasa, indica que se está apegado aos pés de lótus de Kṛṣṇa. Dama significa controlar os sentidos e não desviar-se do serviço ao Senhor. A suportação da infelicidade é titikṣā, e dhṛti significa controlar a língua e os genitais.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.19.36). A alma condicionada sob as garras de māyā, a energia material, fica muito agitada pelos impulsos da língua e dos genitais. O controle dos impulsos da língua, do estômago e dos genitais (que estão situados em linha reta) chama-se dhṛti. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz: tāra madhye jihvā ati, lobhamaya sudurmati. Entre os sentidos, a língua é o inimigo mais formidável da alma condicionada. Instigada pela língua, a pessoa comete muitas atividades pecaminosas. Embora Kṛṣṇa tenha dado aos seres humanos belos alimentos, as pessoas ainda cometem pecados ao matar pobres animais para a satisfação da língua. Incapaz de controlar a língua, a alma condicionada come mais do que precisa. É claro que todos devem comer para manter o corpo apto para o serviço ao Senhor, mas, quando não se consegue controlar os sentidos, cai-se vítima dos ditames da língua e do estômago. Naturalmente, segue-se a agitação genital, e busca-se sexo ilícito. Contudo, se alguém está fixo nos pés de lótus de Kṛṣṇa, pode controlar a língua. Bhaktivinoda Ṭhākura afirma ainda: kṛṣṇa baḍa dayāmaya, karibāre jihvā jaya, sva-prasāda-anna dilā bhāi: a fim de conquistar a língua, Kṛṣṇa foi muito misericordioso e nos deu belos alimentos que foram oferecidos a Ele. Quando uma pessoa está apegada aos pés de lótus de Kṛṣṇa, ela não come nada que não tenha sido oferecido a Kṛṣṇa. Sei annāmṛta khāo, rādhā-kṛṣṇa-guṇa gāo, preme ḍāka caitanya-nitāi. Visto que um devoto come apenas prasāda, ele conquista os ditames da língua, do estômago e dos genitais. Pode-se controlar os ditames dos sentidos quando se está situado na posição de śānta-rasa. Então, o avanço de alguém em consciência de Kṛṣṇa está assegurado."}
{"ref": "cc/madhya/19/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/214/", "verse_text": "kṛṣṇa vinā tṛṣṇā-tyāga--tāra kārya māni\n\nataeva 'śānta' kṛṣṇa-bhakta eka jāni", "devanagari": "> কৃষ্ণ বিনা তৃষ্ণা-ত্যাগ — তার কার্য মানি ।\n> অতএব ‘শান্ত’ কৃষ্ণভক্ত এক জানি ॥২১৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa vinā*—sem Kṛṣṇa; *tṛṣṇā-tyāga*—abandonar todos os desejos; *tāra*—de śānta-rasa; *kārya*—a ocupação; *māni*—aceito; *ataeva*—portanto; *śānta*—a posição de equilíbrio; *kṛṣṇa-bhakta*—um devoto de Kṛṣṇa; *eka*—somente; *jāni*—sei.", "translation": "**\"Abandonar todos os desejos não relacionados com Kṛṣṇa é a ocupação de quem está em śānta-rasa. Somente um devoto de Kṛṣṇa pode situar-se nessa plataforma. Por isso, ele é chamado de śānta-rasa-bhakta.**", "purport": "Nessa posição, a pessoa fica livre de todo desfrute material. Quando não se está agitado nem perturbado, pode-se realizar de imediato a relação que se tem com Kṛṣṇa. Por isso, um devoto em śānta-rasa está sempre fixo na compreensão. Esta instrução foi dada pelo próprio Senhor a Uddhava. O início do serviço devocional puro chama-se anyābhilāṣitā-śūnya. Quando alguém está situado na plataforma da neutralidade, fica livre da plataforma material e plenamente situado na vida espiritual. A palavra dama, usada no verso 213, significa indriya-saṁyama – refrear os sentidos. A palavra dama também pode significar refrear os inimigos. Um rei tem de tomar medidas para refrear as atividades criminosas de seus cidadãos. Grandes rājarṣis, reis devotos, costumavam controlar os elementos indesejáveis em seus estados, e isso também pode ser chamado de dama. Contudo, dama aqui refere-se à alma condicionada que deve controlar seus sentidos. O verdadeiro dama significa controlar as atividades indesejáveis dos sentidos."}
{"ref": "cc/madhya/19/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/215/", "verse_text": "svarga, mokṣa kṛṣṇa-bhakta 'naraka' kari' māne\n\nkṛṣṇa-niṣṭhā, tṛṣṇā-tyāga--śāntera 'dui' guṇe", "devanagari": "> স্বর্গ, মোক্ষ কৃষ্ণভক্ত ‘নরক’ করি’ মানে ।\n> কৃষ্ণনিষ্ঠা, তৃষ্ণা-ত্যাগ — শান্তের ‘দুই’ গুণে ॥২১৫॥", "synonyms": "*svarga*—o reino celestial; *mokṣa*—liberação do cativeiro material; *kṛṣṇa-bhakta*—um devoto do Senhor Kṛṣṇa; *naraka kari' māne*—considera tão bom quanto o inferno; *kṛṣṇa-niṣṭhā*—estar fixo nos pés de lótus de Kṛṣṇa; *tṛṣṇā-tyāga*—abandonar todos os desejos materiais; *śāntera*—de quem está na plataforma da neutralidade; *dui guṇe*—duas qualidades transcendentais.", "translation": "**\"Quando um devoto está situado na plataforma de śānta-rasa, ele não deseja nem elevação aos planetas celestiais nem liberação. Estes são os resultados do karma e do jñāna, e o devoto os considera tão bons quanto o inferno. Uma pessoa situada na plataforma de śānta-rasa manifesta as duas qualidades transcendentais do desapego de todo desejo material e do pleno apego a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/216/", "verse_text": "nārāyaṇa-parāḥ sarve\n\nna kutaścana bibhyati\n\nsvargāpavarga-narakeṣv\n\napi tulyārtha-darśinaḥ", "devanagari": "> নারায়ণপরাঃ সর্বে ন কুতশ্চন বিভ্যতি ।\n> স্বর্গাপবর্গনরকেষ্বপি তুল্যার্থদর্শিনঃ ॥২১৬॥", "synonyms": "*nārāyaṇa-parāḥ*—pessoas que estão apegadas à Suprema Personalidade de Deus; *sarve*—todas; *na*—não; *kutaścana*—de parte alguma; *bibhyati*—têm medo; *svarga*—nos planetas celestiais; *apavarga*—na liberação; *narakeṣu*—ou no inferno; *api*—embora; *tulya-artha*—resultados como iguais; *darśinaḥ*—que veem.", "translation": "**\" 'Uma pessoa que é devotada à Suprema Personalidade de Deus, Nārāyaṇa, não tem medo de nada. A elevação ao reino celestial, a condenação ao inferno e a liberação do cativeiro material parecem todas iguais a um devoto.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.17.28). A elevação aos planetas celestiais, a liberação do cativeiro material e a condenação ao inferno são todas iguais para o devoto. O único desejo do devoto é estar apegado aos pés de lótus de Kṛṣṇa e ocupar-se em Seu transcendental serviço amoroso."}
{"ref": "cc/madhya/19/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/217/", "verse_text": "ei dui guṇa vyāpe saba bhakta-jane\n\nākāśera 'śabda'-guṇa yena bhūta-gaṇe", "devanagari": "> এই দুই গুণ ব্যাপে সব ভক্তজনে ৷\n> আকাশের ‘শব্দ’-গুণ যেন ভূতগণে ॥২১৭॥", "synonyms": "*ei dui*—estas duas; *guṇa*—qualidades transcendentais; *vyāpe*—expandem-se; *saba bhakta-jane*—nas vidas de todos os devotos; *ākāśera*—do céu; *śabda-guṇa*—a qualidade do som; *yena*—como; *bhūta-gaṇe*—outros elementos materiais.", "translation": "**\"Estas duas qualidades do estágio de śānta espalham-se pelas vidas de todos os devotos. São como a qualidade do som no céu. A vibração sonora encontra-se em todos os elementos materiais.**", "purport": "As qualidades de śānta-rasa estão presentes em todos os tipos de devotos, quer estejam em dāsya-rasa, sakhya-rasa, vātsalya-rasa ou madhura-rasa. O exemplo do som é dado aqui. O som não existe apenas no céu, ou éter, mas também está presente no ar, no fogo, na água e na terra. Esta é uma explicação científica do serviço devocional. Assim como o som está presente em todos os elementos materiais, śānta-rasa está presente em todos os devotos, quer estejam na plataforma de dāsya-rasa, sakhya-rasa, vātsalya-rasa ou madhura-rasa."}
{"ref": "cc/madhya/19/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/218/", "verse_text": "śāntera svabhāva--kṛṣṇe mamatā-gandha-hīna\n\n'paraṁ-brahma'-'paramātmā'-jñāna pravīṇa", "devanagari": "> শান্তের স্বভাব — কৃষ্ণে মমতা-গন্ধহীন ।\n> ‘পরংব্রহ্ম’-‘পরমাত্মা’-জ্ঞান-প্রবীণ ॥২১৮॥", "synonyms": "*śāntera sva-bhāva*—a característica de śānta-rasa; *kṛṣṇe*—em Kṛṣṇa; *mamatā-gandha-hīna*—nem mesmo a menor quantidade de intimidade; *param-brahma*—Brahman impessoal; *paramātmā*—a situação localizada do Senhor; *jñāna*—conhecimento; *pravīṇa*—proeminência.", "translation": "**\"É da natureza de śānta-rasa que não exista nem mesmo a menor intimidade. Pelo contrário, predominam o conhecimento do Brahman impessoal e do Paramātmā localizado.**", "purport": "Devido a uma impressão impessoal da Suprema Personalidade de Deus, um devoto na relação de śānta-rasa adora o Brahman impessoal ou aspecto localizado da Verdade Absoluta (Paramātmā). Ele não desenvolve uma relação pessoal com a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/19/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/219/", "verse_text": "kevala 'svarūpa-jñāna' haya śānta-rase\n\n'pūrṇaiśvarya-prabhu-jñāna' adhika haya dāsye", "devanagari": "> কেবল ‘স্বরূপ-জ্ঞান’ হয় শান্ত-রসে ।\n> ‘পূর্ণৈশ্বর্যপ্ৰভু প্ৰভু-জ্ঞান’ অধিক হয় দাস্যে ॥২১৯॥", "synonyms": "*kevala*—apenas; *svarūpa-jñāna*—conhecimento da posição constitucional do próprio eu; *haya*—há; *śānta-rase*—no doce sabor da neutralidade; *pūrṇa-aiśvarya-prabhu-jñāna*—conhecimento das opulências plenas da Suprema Personalidade de Deus; *adhika*—maior; *haya*—torna-se; *dāsye*—no transcendental doce sabor da servidão.", "translation": "**\"Na plataforma do śānta-rasa, a pessoa apenas compreende sua posição constitucional. No entanto, quando se eleva à plataforma do dāsya-rasa, compreende melhor a opulência plena da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/220/", "verse_text": "īśvara-jñāna, sambhrama-gaurava pracura\n\n'sevā' kari' kṛṣṇe sukha dena nirantara", "devanagari": "> ঈশ্বরজ্ঞান, সম্ভ্রম-গৌরব প্রচুর ।\n> ‘সেবা’ করি’ কৃষ্ণে সুখ দেন নিরন্তর ॥২২০॥", "synonyms": "*īśvara-jñāna*—conhecimento do controlador supremo; *sambhrama-gaurava*—reverência e veneração; *pracura*—abundante; *sevā*—serviço; *kari'*—prestando; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *sukha*—felicidade; *dena*—dá; *nirantara*—constantemente.", "translation": "**\"Na plataforma do dāsya-rasa, o conhecimento da Suprema Personalidade de Deus revela-se com reverência e veneração. Ao prestar serviço ao Senhor Kṛṣṇa, o devoto em dāsya-rasa dá felicidade constante ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/221/", "verse_text": "śāntera guṇa dāsye āche, adhika--'sevana'\n\nataeva dāsya-rasera ei 'dui' guṇa", "devanagari": "> শান্তের গুণ দাস্যে আছে, অধিক — ‘সেবন’ ।\n> অতএব দাস্যরসের এই ‘দুই’ গুণ ॥২২১॥", "synonyms": "*śāntera*—da plataforma do śānta-rasa; *guṇa*—as qualidades; *dāsye*—na plataforma da servidão; *āche*—estão; *adhika*—adicional; *sevana*—servir; *ataeva*—portanto; *dāsya-rasera*—da plataforma do dāsya-rasa; *ei dui guṇa*—estas duas qualidades (a saber, śānta e dāsya).", "translation": "**\"As qualidades do śānta-rasa também estão presentes no dāsya-rasa, mas a elas se acrescenta o serviço. Assim, a plataforma do dāsya-rasa contém as qualidades tanto do śānta-rasa quanto do dāsya-rasa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/222/", "verse_text": "śāntera guṇa, dāsyera sevana--sakhye dui haya\n\ndāsyera 'sambhrama-gaurava'-sevā, sakhye 'viśvāsa'-maya", "devanagari": "> শান্তের গুণ, দাস্যের সেবন — সখ্যে দুই হয় ।\n> দাস্যের ‘সম্ভ্রমংগৌরব’-সেবা, সখ্যে ‘বিশ্বাস’-ময় ॥২২২॥", "synonyms": "*śāntera guṇa*—as qualidades do śānta-rasa; *dāsyera sevana*—o serviço do dāsya-rasa; *sakhye*—na plataforma da fraternidade; *dui*—duas qualidades; *haya*—há; *dāsyera*—da plataforma do dāsya; *sambhrama-gaurava*—com reverência e veneração; *sevā*—serviço; *sakhye*—na plataforma da fraternidade; *viśvāsa-maya*—imbuído de confiança.", "translation": "**\"As qualidades do śānta-rasa e o serviço do dāsya-rasa estão ambos presentes na plataforma do sakhya-rasa. Na plataforma da fraternidade, as qualidades do dāsya-rasa misturam-se com a confiança da fraternidade, em vez de com reverência e veneração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/223/", "verse_text": "kāndhe caḍe, kāndhe caḍāya, kare krīḍā-raṇa\n\nkṛṣṇe seve, kṛṣṇe karāya āpana-sevana!", "devanagari": "> কান্ধে চড়ে, কান্ধে চড়ায়, করে ক্রীড়া-রণ ।\n> কৃষ্ণে সেবে, কৃষ্ণে করায় আপন-সেবন ॥২২৩॥", "synonyms": "*kāndhe*—sobre os ombros; *caḍe*—sobe; *kāndhe caḍāya*—às vezes toma sobre os próprios ombros; *kare*—realiza; *krīḍā-raṇa*—lutas simuladas; *kṛṣṇe seve*—serve Kṛṣṇa; *kṛṣṇe*—de Kṛṣṇa; *karāya*—faz; *āpana-sevana*—o próprio serviço.", "translation": "**\"Na plataforma do sakhya-rasa, o devoto às vezes oferece serviço ao Senhor e às vezes faz com que Kṛṣṇa o sirva em troca. Em suas lutas simuladas, os vaqueirinhos às vezes subiam sobre os ombros de Kṛṣṇa, e às vezes faziam com que Kṛṣṇa subisse sobre os ombros deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/224/", "verse_text": "viśrambha-pradhāna sakhya--gaurava-sambhrama-hīna\n\nataeva sakhya-rasera 'tina' guṇa--cihna", "devanagari": "> বিশ্রম্ভ-প্রধান সখ্য — গৌরব-সম্ভ্রম-হীন ।\n> অতএব সখ্য-রসের ‘তিন’ গুণ — চিহ্ন ॥২২৪॥", "synonyms": "*viśrambha-pradhāna sakhya*—na plataforma da fraternidade, em que a confiança é proeminente; *gaurava-sambhrama*—reverência e veneração; *hīna*—sem; *ataeva*—portanto; *sakhya-rasera*—da plataforma da fraternidade; *tina guṇa*—três qualidades, a saber, śānta, dāsya e sakhya; *cihna*—o sintoma.", "translation": "**\"Visto que a plataforma da fraternidade é predominada pelo serviço íntimo, a reverência e a veneração estão ausentes. Por conseguinte, o sakhya-rasa caracteriza-se por três qualidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/225/", "verse_text": "'mamatā' adhika, kṛṣṇe ātma-sama jñāna\n\nataeva sakhya-rasera vaśa bhagavān", "devanagari": "> ‘মমতা’ অধিক, কৃষ্ণে আত্মসম জ্ঞান ।\n> অতএব সখ্যরসের বশ ভগবান্ ॥২২৫॥", "synonyms": "*mamatā*—intimidade; *adhika*—aumento; *kṛṣṇe*—com Kṛṣṇa; *ātma-sama jñāna*—a noção de igualdade; *ataeva*—portanto; *sakhya-rasera*—pelo doce sabor da fraternidade; *vaśa*—subjugado; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Na plataforma do sakhya-rasa, a Suprema Personalidade de Deus fica em débito com os devotos que são íntimos de Kṛṣṇa e que se julgam iguais a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/226/", "verse_text": "vātsalye śāntera guṇa, dāsyera sevana\n\nsei sei sevanera ihāṅ nāma--'pālana'", "devanagari": "> বাৎসল্যে শান্তের গুণ, দাস্যের সেবন ।\n> সেই সেই সেবনের ইহাঁ নাম — ‘পালন’ ॥২২৬॥", "synonyms": "*vātsalye*—na plataforma do amor paternal; *śāntera guṇa*—as qualidades do śānta-rasa; *dāsyera sevana*—o serviço do dāsya-rasa; *sei sei sevanera*—o serviço do śānta-rasa, do dāsya-rasa e do sakhya-rasa; *ihāṅ*—nesta plataforma; *nāma*—chamado; *pālana*—manutenção.", "translation": "**\"Na plataforma do amor paternal, as qualidades do śānta-rasa, do dāsya-rasa e do sakhya-rasa transformam-se numa forma de serviço chamada manutenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/227/", "verse_text": "sakhyera guṇa--'asaṅkoca', 'agaurava' sāra\n\nmamatādhikye tāḍana-bhartsana-vyavahāra", "devanagari": "> সখ্যের গুণ — ‘অসঙ্কোচ’, ‘অগৌরব’ সার ।\n> মমতাধিক্যে তাড়ন-ভর্ত্সন-ব্যবহার ॥২২৭॥", "synonyms": "*sakhyera guṇa*—a qualidade da fraternidade; *asaṅkoca*—sem qualquer formalidade; *agaurava*—sem qualquer veneração; *sāra*—a essência; *mamatā-adhikye*—em razão de maior intimidade; *tāḍana*—de castigo; *bhartsana*—de repreensão; *vyavahāra*—comportamento.", "translation": "**\"A essência do amor fraternal é a intimidade desprovida da formalidade e da veneração encontradas no dāsya-rasa. Devido a um maior sentimento de intimidade, o devoto que atua no amor paternal castiga e repreende o Senhor de maneira comum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/228/", "verse_text": "āpanāre 'pālaka' jñāna, kṛṣṇe 'pālya'-jñāna\n\n'cāri' guṇe vātsalya rasa--amṛta-samāna", "devanagari": "> আপনারে ‘পালক’ জ্ঞান, কৃষ্ণে ‘পাল্য’-জ্ঞান ।\n> ‘চারি’ গুণে বাৎসল্য রস — অমৃত-সমান ॥২২৮॥", "synonyms": "*āpanāre*—a si mesmo; *pālaka jñāna*—a noção de mantenedor; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *pālya*—como objeto de proteção; *jñāna*—noção; *cāri*—quatro; *guṇe*—em qualidades; *vātsalya rasa*—o doce sabor do amor paternal; *amṛta-samāna*—como néctar.", "translation": "**\"Na plataforma do amor paternal, o devoto considera-se o mantenedor do Senhor. Assim, o Senhor é o objeto da manutenção, como um filho, e por isso este doce sabor é pleno das quatro qualidades do śānta-rasa, do dāsya-rasa, da fraternidade e do amor paternal. Este é um néctar transcendental ainda maior.**", "purport": "Em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura nos dá um breve resumo desta complexa descrição dos diferentes rasas. Ele afirma que, ao fixar-se firmemente no serviço ao Senhor, a pessoa se vê desprovida de todos os desejos materiais. Há duas qualidades transcendentais na plataforma do śānta-rasa. Em todos os elementos materiais, encontra-se a vibração sonora. De modo semelhante, o śānta-rasa espalha-se por todos os outros doces sabores transcendentais, conhecidos como dāsya-rasa, sakhya-rasa, vātsalya-rasa e madhura-rasa. Embora haja apego por Kṛṣṇa em reverência e veneração no śānta-rasa, juntamente com duas valiosas qualidades transcendentais — apego por Kṛṣṇa e desapego dos desejos materiais —, falta, contudo, o sentimento de intimidade. Por isso, no śānta-rasa, é proeminente o apego pelo Brahman impessoal e pelo Paramātmā localizado. Falta o sentimento de intimidade. Por meio dessa intimidade, a pessoa pensa em Kṛṣṇa como seu único refúgio e único amigo. No śānta-rasa, aceita-se Kṛṣṇa como o impessoal Param Brahma ou o Paramātmā localizado. Isso se baseia no conhecimento especulativo do jñānī. No entanto, quando esse conhecimento se desenvolve ainda mais, a pessoa se convence de que o Paramātmā, o Senhor Supremo, é o amo e de que a entidade viva é Seu servo eterno. Então, ela atinge a plataforma do dāsya-rasa. No dāsya-rasa, o Senhor é aceito com reverência e veneração. Todavia, embora no śānta-rasa não haja serviço ativo, no dāsya-rasa o serviço ativo é proeminente. Assim, no dāsya-rasa, as qualidades do śānta-rasa e o serviço são predominantemente visíveis. De maneira semelhante, quando esse mesmo rasa se desenvolve em fraternidade (sakhya-rasa), acrescenta-se uma intimidade amistosa. Não há reverência nem veneração no sakhya-rasa. O sakhya-rasa é dotado de três qualidades — śānta, dāsya e sakhya. Igualmente, na plataforma do amor paternal, as qualidades do śānta-rasa e do dāsya-rasa desenvolvem-se plenamente sob outra forma — o sentimento de manter o Senhor. Por conseguinte, na plataforma do amor paternal, existe uma combinação de quatro qualidades transcendentais — śānta, dāsya, sakhya e as qualidades da paternidade, que colocam o devoto na posição de mantenedor. Dessa forma, na plataforma do amor paternal, as quatro qualidades do amor transcendental estão presentes."}
{"ref": "cc/madhya/19/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/229/", "verse_text": "se amṛtānande bhakta saha ḍubena āpane\n\n'kṛṣṇa--bhakta-vaśa' guṇa kahe aiśvarya-jñāni-gaṇe", "devanagari": "> সে অমৃতানন্দে ভক্ত সহ ডুবেন আপনে ।\n> ‘কৃষ্ণ — ভক্তবশ’ গুণ কহে ঐশ্বর্য-জ্ঞানিগণে ॥২২৯॥", "synonyms": "*se*—esse Senhor Kṛṣṇa; *amṛta-ānande*—em felicidade espiritual; *bhakta*—o devoto; *saha*—com; *ḍubena*—mergulha; *āpane*—Ele mesmo; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *bhakta-vaśa*—de ser subjugado pelo devoto; *guṇa*—a qualidade; *kahe*—dizem; *aiśvarya-jñāni-gaṇe*—os eruditos que conhecem a opulência de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A troca de felicidade espiritual entre Kṛṣṇa e Seu devoto, na qual Kṛṣṇa é controlado por Seu devoto, é comparada a um oceano de néctar no qual o devoto e Kṛṣṇa mergulham. Este é o veredito dos eruditos que apreciam a opulência de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/230/", "verse_text": "itīdṛk-svalīlābhir ānanda-kuṇḍe\n\nsvaghoṣaṁ nimajjantam ākhyāpayantam\n\ntadīyeśita-jñeṣu bhaktair jitatvaṁ\n\npunaḥ prematās taṁ śatāvṛtti vande", "devanagari": "> ইতীদৃক্স্বলীলাভিরানন্দকুণ্ডে\n> স্বঘোষং নিমজ্জন্তমাখ্যাপয়ন্তম্ ।\n> তদীয়েশিতজ্ঞেষু ভক্তৈর্জিতত্বং\n> পুনঃ প্রেমতস্তং শতাবৃত্তি বন্দে ॥২৩০॥", "synonyms": "*iti*—assim; *īdṛk-sva-līlābhiḥ*—por este Dāmodara em Seus passatempos transcendentais; *ānanda-kuṇḍe*—no oceano de bem-aventurança transcendental; *sva-ghoṣam*—Seus companheiros pessoais; *nimajjantam*—mergulhando; *ākhyāpayantam*—declarando; *tadīya*—da Suprema Personalidade de Deus; *īśita-jñeṣu*—entre os eruditos peritos no conhecimento das opulências; *bhaktaiḥ*—pelos devotos; *jitatvam*—a subjugação; *punaḥ*—novamente; *prematāḥ*—com amor; *tam*—a Ele; *śata-āvṛtti*—centenas de vezes; *vande*—ofereço minhas respeitosas reverências.", "translation": "**\" 'Mais uma vez, deixai-me oferecer minhas respeitosas reverências à Suprema Personalidade de Deus. Ó meu Senhor, ofereço-Te minhas reverências centenas e milhares de vezes, com toda a afeição, porque, por meio de Teus passatempos pessoais, mergulhas as gopīs num oceano de néctar. Apreciando Tua opulência, os devotos geralmente declaram que Tu és sempre subjugado por seus sentimentos.'**", "purport": "Este verso provém do Dāmodarāṣṭaka, no *Padma Purāṇa*. O apego por Kṛṣṇa no śānta-rasa, a prestação de serviço ao Senhor no dāsya-rasa, a prestação de serviço descontraído na fraternidade e o servir no amor paternal com sentimentos de manutenção combinam-se todos na plataforma do amor conjugal, quando o devoto deseja servir ao Senhor oferecendo-Lhe seu próprio corpo. Assim, as qualidades dos outros rasas combinam-se para formar o néctar do amor conjugal. Nessa plataforma, todos os diferentes sentimentos de um devoto se amalgamam."}
{"ref": "cc/madhya/19/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/231/", "verse_text": "madhura-rase--kṛṣṇa-niṣṭhā, sevā atiśaya\n\nsakhyera asaṅkoca, lālana-mamatādhikya haya", "devanagari": "> মধুর-রসে — কৃষ্ণনিষ্ঠা, সেবা অতিশয়  ।\n> সখ্যের অসঙ্কোচ, লালন-মমতাধিক্য হয় ॥২৩১॥", "synonyms": "*madhura-rase*—na plataforma do amor conjugal; *kṛṣṇa-niṣṭhā*—apego por Kṛṣṇa; *sevā atiśaya*—uma prestação de serviço aprimorada; *sakhyera*—da plataforma da fraternidade; *asaṅkoca*—descontração; *lālana*—manutenção; *mamatā-adhikya*—aumento de intimidade; *haya*—há.", "translation": "**\"Na plataforma do amor conjugal, o apego por Kṛṣṇa, a prestação de serviço a Ele, os sentimentos descontraídos da fraternidade e os sentimentos de manutenção, todos aumentam em intimidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/232/", "verse_text": "kānta-bhāve nijāṅga diyā karena sevana\n\nataeva madhura-rasera haya 'pañca' guṇa", "devanagari": "> কান্তভাবে নিজাঙ্গ দিয়া করেন সেবন  ।\n> অতএব মধুর-রসের হয় ‘পঞ্চ’ গুণ ॥২৩২॥", "synonyms": "*kānta-bhāve*—na plataforma do amor conjugal; *nija-aṅga*—o próprio corpo; *diyā*—oferecendo; *karena*—executa; *sevana*—serviço; *ataeva*—portanto; *madhura-rasera*—do doce sabor do amor conjugal; *haya*—há; *pañca guṇa*—cinco espécies de qualidades transcendentais.", "translation": "**\"Na plataforma do amor conjugal, o devoto oferece seu corpo a serviço do Senhor. Assim, nessa plataforma, todas as cinco qualidades transcendentais estão presentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/233/", "verse_text": "ākāśādi guṇa yena para para bhūte\n\neka-dui-tina-cāri krame pañca pṛthivīte", "devanagari": "> আকাশাদি গুণ যেন পর পর ভূতে  ।\n> এক-দুই-তিন-চারি ক্রমে পঞ্চ পৃথিবীতে ॥২৩৩॥", "synonyms": "*ākāśa-ādi*—começando pelo céu; *guṇa*—qualidades; *yena*—como; *para para*—uma após outra; *bhūte*—nos elementos materiais; *eka*—uma; *dui*—duas; *tina*—três; *cāri*—quatro; *krame*—desse modo; *pañca*—todas as cinco qualidades; *pṛthivīte*—na terra.", "translation": "**\"Todas as qualidades materiais evoluem uma após outra nos elementos materiais, começando pelo éter. Por evolução gradual, primeiro se desenvolve uma qualidade, depois duas qualidades, depois três e quatro, até que todas as cinco qualidades se encontrem na terra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/234/", "verse_text": "ei-mata madhure saba bhāva-samāhāra\n\nataeva āsvādādhikye kare camatkāra", "devanagari": "> এইমত মধুরে সব ভাব-সমাহার  ।\n> অতএব আস্বাদাধিক্যে করে চমৎকার ॥২৩৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *madhure*—na plataforma do amor conjugal; *saba*—todos; *bhāva-samāhāra*—amálgama dos sentimentos; *ataeva*—portanto; *āsvāda-adhikye*—do aumento de saborear pelos devotos; *kare camatkāra*—é decerto maravilhoso.", "translation": "**\"De modo semelhante, na plataforma do amor conjugal, todos os sentimentos dos devotos se amalgamam. O sabor intensificado é decerto maravilhoso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/235/", "verse_text": "ei bhakti-rasera karilāṅa, dig-daraśana\n\nihāra vistāra mane kariha bhāvana", "devanagari": "> এই ভক্তিরসের করিলাঙ, দিগ্দরশন ।\n> ইহার বিস্তার মনে করিহ ভাবন ॥২৩৫॥", "synonyms": "*ei*—este; *bhakti-rasera*—dos sentimentos do serviço devocional; *karilāṅa*—descrevi; *dik-daraśana*—um panorama geral; *ihāra*—desta; *vistāra*—expansão; *mane*—dentro da mente; *kariha*—deves fazer; *bhāvana*—consideração.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então concluiu: \"Apenas apresentei um panorama geral, descrevendo os doces sabores do serviço devocional. Podes considerar como ajustar e expandir isto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/236/", "verse_text": "bhāvite bhāvite kṛṣṇa sphuraye antare\n\nkṛṣṇa-kṛpāya ajña pāya rasa-sindhu-pāre", "devanagari": "> ভাবিতে ভাবিতে কৃষ্ণ স্ফুরয়ে অন্তরে ।\n> কৃষ্ণকৃপায় অজ্ঞ পায় রসসিন্ধু-পারে ॥২৩৬॥", "synonyms": "*bhāvite bhāvite*—dessa maneira, quando se mantém rigorosamente em pensamento; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sphuraye antare*—manifesta-se interiormente; *kṛṣṇa-kṛpāya*—pela misericórdia de Kṛṣṇa; *ajña*—aquele que não é perito em conhecimento; *pāya*—alcança; *rasa-sindhu-pāre*—a margem do oceano das doçuras transcendentais.", "translation": "**\"Quando se pensa constantemente em Kṛṣṇa, o amor por Ele manifesta-se no coração. Embora a pessoa seja ignorante, ela pode alcançar a margem do oceano do amor transcendental pela misericórdia do Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/237/", "verse_text": "eta bali' prabhu tāṅre kailā āliṅgana\n\nvārāṇasī calibāre prabhura haila mana", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> বারাণসী চলিবারে প্রভুর হৈল মন ॥২৩৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Rūpa Gosvāmī; *kailā*—fez; *āliṅgana*—abraço; *vārāṇasī*—rumo a Benares; *calibāre*—partir; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—era; *mana*—a mente.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Śrīla Rūpa Gosvāmī. O Senhor decidiu então partir para a cidade de Benares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/238/", "verse_text": "prabhāte uṭhiyā yabe karilā gamana\n\ntabe tāṅra pade rūpa kare nivedana", "devanagari": "> প্রভাতে উঠিয়া যবে করিলা গমন  ।\n> তবে তাঁর পদে রূপ করে নিবেদন ॥২৩৮॥", "synonyms": "*prabhāte*—pela manhã; *uṭhiyā*—levantando-se; *yabe*—quando; *karilā*—fez; *gamana*—partida; *tabe*—nesse momento; *tāṅra*—Seus; *pade*—aos pés de lótus; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *kare*—faz; *nivedana*—súplica.", "translation": "**Na manhã seguinte, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu se levantou e se preparou para partir rumo a Vārāṇasī [Benares], Śrīla Rūpa Gosvāmī fez a seguinte declaração aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/239/", "verse_text": "'ājñā haya, āsi muñi śrī-caraṇa-saṅge\n\nsahite nā pāri muñi viraha-taraṅge'", "devanagari": "> ‘আজ্ঞা হয়, আসি মুঞি শ্রীচরণ-সঙ্গে  ।\n> সহিতে না পারি মুঞি বিরহ-তরঙ্গে ।।’ ২৩৯ ॥২৩৯॥", "synonyms": "*ājñā haya*—se houver permissão; *āsi*—posso ir; *muñi*—eu; *śrī-caraṇa-saṅge*—com Sua Senhoria; *sahite*—tolerar; *nā pāri*—não consigo; *muñi*—eu; *viraha-taraṅge*—as ondas da separação.", "translation": "**\"Se me concederes permissão, irei conTigo. Não me é possível tolerar as ondas da separação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/240/", "verse_text": "prabhu kahe,--tomāra kartavya, āmāra vacana\n\nnikaṭe āsiyācha tumi, yāha vṛndāvana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — তোমার কর্তব্য, আমার বচন ।\n> নিকটে আসিয়াছ তুমি, যাহ বৃন্দাবন ॥২৪০॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *tomāra kartavya*—teu dever; *āmāra vacana*—Minha ordem; *nikaṭe āsiyācha*—chegaste perto; *tumi*—tu; *yāha*—vai; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Teu dever é cumprir Minha ordem. Chegaste perto de Vṛndāvana. Agora deves ir até lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/241/", "verse_text": "vṛndāvana haite tumi gauḍa-deśa diyā\n\nāmāre milibā nīlācalete āsiyā", "devanagari": "> বৃন্দাবন হৈতে তুমি গৌড়দেশ দিয়া ।\n> আমারে মিলিবা নীলাচলেতে আসিয়া ॥২৪১॥", "synonyms": "*vṛndāvana haite*—de Vṛndāvana; *tumi*—tu; *gauḍa-deśa diyā*—passando por Bengala; *āmāre*—a Mim; *milibā*—encontrarás; *nīlācalete*—em Jagannātha Purī; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**\"Mais tarde, poderás ir de Vṛndāvana a Jagannātha Purī passando por Bengala [Gauḍa-deśa]. Lá Me encontrarás novamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/242/", "verse_text": "tāṅre āliṅgiyā prabhu naukāte caḍilā\n\nmūrcchita hañā teṅho tāhāñi paḍilā", "devanagari": "> তাঁরে আলিঙ্গিয়া প্রভু নৌকাতে চড়িলা ।\n> মূর্চ্ছিত হঞা তেঁহো তাহাঞি পড়িলা ॥২৪২॥", "synonyms": "*tāṅre*—a ele; *āliṅgiyā*—abraçando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *naukāte*—num barco; *caḍilā*—embarcou; *mūrcchita hañā*—desmaiando; *teṅho*—ele (Śrīla Rūpa Gosvāmī); *tāhāñi*—ali mesmo; *paḍilā*—caiu.", "translation": "**Após abraçar Rūpa Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu embarcou num barco. Rūpa Gosvāmī desmaiou e caiu ali mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/243/", "verse_text": "dākṣiṇātya-vipra tāṅre ghare lañā gelā\n\ntabe dui bhāi vṛndāvanere calilā", "devanagari": "> দাক্ষিণাত্য-বিপ্র তাঁরে ঘরে লঞা গেলা ।\n> তবে দুই ভাই বৃন্দাবনেরে চলিলা ॥২৪৩॥", "synonyms": "*dākṣiṇātya-vipra*—o brāhmaṇa do Decão; *tāṅre*—a ele (Rūpa Gosvāmī); *ghare lañā*—levando para sua casa; *gelā*—foi; *tabe*—em seguida; *dui bhāi*—os dois irmãos; *vṛndāvanere*—rumo a Vṛndāvana; *calilā*—partiram.", "translation": "**O brāhmaṇa do Decão levou Rūpa Gosvāmī para sua casa e, em seguida, os dois irmãos partiram para Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/244/", "verse_text": "mahāprabhu cali' cali' āilā vārāṇasī\n\ncandraśekhara mililā grāmera bāhire āsi'", "devanagari": "> মহাপ্রভু চলি’ চলি’ আইলা বারাণসী ।\n> চন্দ্রশেখর মিলিলা গ্রামের বাহিরে আসি’ ॥২৪৪॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cali' cali'*—caminhando e caminhando; *āilā*—chegou; *vārāṇasī*—a Vārāṇasī; *candraśekhara*—Candraśekhara; *mililā*—encontrou; *grāmera*—da cidade; *bāhire*—fora; *āsi'*—vindo.", "translation": "**Após caminhar e caminhar, Śrī Caitanya Mahāprabhu finalmente chegou a Vārāṇasī, onde encontrou Candraśekhara, que estava saindo da cidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/245/", "verse_text": "rātre teṅho svapna dekhe,--prabhu āilā ghare\n\nprātaḥ-kāle āsi' rahe grāmera bāhire", "devanagari": "> রাত্রে তেঁহো স্বপ্ন দেখে, — প্রভু আইলা ঘরে ।\n> প্রাতঃকালে আসি’ রহে গ্রামের বাহিরে ॥২৪৫॥", "synonyms": "*rātre*—à noite; *teṅho*—ele (Candraśekhara); *svapna*—um sonho; *dekhe*—viu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—chegou; *ghare*—à sua casa; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *āsi'*—vindo; *rahe*—permaneceu; *grāmera bāhire*—fora da cidade.", "translation": "**Num sonho, Candraśekhara vira que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu chegara à sua casa; por isso, pela manhã, Candraśekhara saiu da cidade para receber o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/246/", "verse_text": "ācambite prabhu dekhi' caraṇe paḍilā\n\nānandita hañā nija-gṛhe lañā gelā", "devanagari": "> আচম্বিতে প্রভু দেখি’ চরণে পড়িলা ।\n> আনন্দিত হঞা নিজ-গৃহে লঞা গেলা ॥২৪৬॥", "synonyms": "*ācambite*—de repente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *caraṇe*—a Seus pés; *paḍilā*—ele caiu; *ānandita hañā*—ficando muito contente; *nija-gṛhe*—para sua própria casa; *lañā*—levando; *gelā*—foi.", "translation": "**Enquanto Candraśekhara esperava fora da cidade, viu de repente Śrī Caitanya Mahāprabhu chegar, e caiu aos pés do Senhor. Muito feliz, ele levou o Senhor para sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/247/", "verse_text": "tapana-miśra śuni' āsi' prabhure mililā\n\niṣṭa-goṣṭhī kari' prabhura nimantraṇa kailā", "devanagari": "> তপনমিশ্র শুনি’ আসি’ প্রভুরে মিলিলা ।\n> ইষ্টগোষ্ঠী করি’ প্রভুর নিমন্ত্রণ কৈলা ॥২৪৭॥", "synonyms": "*tapana-miśra*—Tapana Miśra; *śuni'*—ouvindo; *āsi'*—vindo; *prabhure mililā*—encontrou o Senhor; *iṣṭa-goṣṭhī kari'*—conversando; *prabhura*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite; *kailā*—fez.", "translation": "**Tapana Miśra também ouviu a notícia da chegada do Senhor a Vārāṇasī, e foi à casa de Candraśekhara para encontrá-Lo. Após conversarem, ele convidou o Senhor para almoçar em sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/248/", "verse_text": "nija ghare lañā prabhure bhikṣā karāila\n\nbhaṭṭācārye candraśekhara nimantraṇa kaila", "devanagari": "> নিজ ঘরে লঞা প্রভুরে ভিক্ষা করাইল ।\n> ভট্টাচার্যে চন্দ্রশেখর নিমন্ত্রণ কৈল ॥২৪৮॥", "synonyms": "*nija ghare*—à sua própria casa; *lañā*—levando; *prabhure*—ao Senhor; *bhikṣā karāila*—ofereceu o almoço; *bhaṭṭācārye*—a Balabhadra Bhaṭṭācārya; *candraśekhara*—Candraśekhara; *nimantraṇa*—convite; *kaila*—fez.", "translation": "**Tapana Miśra levou Caitanya Mahāprabhu à sua própria casa e Lhe ofereceu o almoço. Candraśekhara convidou Balabhadra Bhaṭṭācārya para almoçar em sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/249/", "verse_text": "bhikṣā karāñā miśra kahe prabhu-pāya dhari'\n\neka bhikṣā māgi, more deha' kṛpā kari'", "devanagari": "> ভিক্ষা করাঞা মিশ্র কহে প্রভু-পায় ধরি’ ।\n> এক ভিক্ষা মাগি, মোরে দেহ’ কৃপা করি’ ॥২৪৯॥", "synonyms": "*bhikṣā karāñā*—depois de oferecer o almoço; *miśra*—Tapana Miśra; *kahe*—disse; *prabhu*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāya*—os pés de lótus; *dhari'*—tocando; *eka bhikṣā*—um favor; *māgi*—suplico; *more*—a mim; *deha'*—por favor, concede; *kṛpā kari'*—por Tua misericórdia imotivada.", "translation": "**Após oferecer o almoço a Śrī Caitanya Mahāprabhu, Tapana Miśra suplicou um favor ao Senhor e pediu-Lhe que o agraciasse com Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/250/", "verse_text": "yāvat tomāra haya kāśī-pure sthiti\n\nmora ghara vinā bhikṣā nā karibā kati", "devanagari": "> যাবৎ তোমার হয় কাশীপুরে স্থিতি ।\n> মোর ঘর বিনা ভিক্ষা না করিবা কতি ॥২৫০॥", "synonyms": "*yāvat*—enquanto; *tomāra*—Tua; *haya*—houver; *kāśī-pure*—em Vārāṇasī; *sthiti*—estada; *mora ghara*—minha casa; *vinā*—exceto; *bhikṣā*—almoço; *nā karibā*—por favor, não aceites; *kati*—em lugar algum.", "translation": "**Tapana Miśra disse: \"Enquanto Sua Senhoria permanecer em Vārāṇasī, por favor, não aceites convite de ninguém senão de mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/251/", "verse_text": "prabhu jānena--dina pāṅca-sāta se rahiba\n\nsannyāsīra saṅge bhikṣā kāhāṅ nā kariba", "devanagari": "> প্রভু জানেন — দিন পাঁচ-সাত সে রহিব ।\n> সন্ন্যাসীর সঙ্গে ভিক্ষা কাহাঁ না করিব ॥২৫১॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jānena*—sabe; *dina*—dias; *pāṅca-sāta*—cinco dias, ou no máximo uma semana; *se*—isso; *rahiba*—permanecerei; *sannyāsīra saṅge*—com os outros sannyāsīs māyāvādīs; *bhikṣā*—almoço; *kāhāṅ*—em momento algum; *nā kariba*—não aceitarei.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sabia que permaneceria ali apenas cinco ou sete dias. Ele não aceitaria nenhum convite que envolvesse sannyāsīs māyāvādīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/252/", "verse_text": "eta jāni' tāṅra bhikṣā kailā aṅgīkāra\n\nvāsā-niṣṭhā kailā candraśekharera ghara", "devanagari": "> এত জানি’ তাঁর ভিক্ষা কৈলা অঙ্গীকার ।\n> বাসা-নিষ্ঠা কৈলা চন্দ্রশেখরের ঘর ॥২৫২॥", "synonyms": "*eta jāni'*—com este entendimento; *tāṅra*—dele; *bhikṣā*—almoço; *kailā aṅgīkāra*—Ele aceitou; *vāsā-niṣṭhā*—residência; *kailā*—fez; *candraśekharera ghara*—a casa de Candraśekhara.", "translation": "**Com este entendimento, Śrī Caitanya Mahāprabhu concordou em aceitar o almoço na casa de Tapana Miśra. O Senhor estabeleceu Sua residência na casa de Candraśekhara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/253/", "verse_text": "mahārāṣṭrīya vipra āsi' tāṅhāre mililā\n\nprabhu tāṅre sneha kari' kṛpā prakāśilā", "devanagari": "> মহারাষ্ট্রীয় বিপ্র আসি’ তাঁহারে মিলিলা ।\n> প্রভু তাঁরে স্নেহ করি’ কৃপা প্রকাশিলা ॥২৫৩॥", "synonyms": "*mahārāṣṭrīya vipra*—o brāhmaṇa mahārāṣṭrīya; *āsi'*—vindo; *tāṅhāre*—ele; *mililā*—encontrou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *sneha kari'*—demonstrando Sua afeição; *kṛpā prakāśilā*—distribuiu Sua misericórdia.", "translation": "**O brāhmaṇa mahārāṣṭrīya veio, e o Senhor o encontrou. Por afeição, o Senhor concedeu-lhe Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/254/", "verse_text": "mahāprabhu āilā śuni' śiṣṭa śiṣṭa jana\n\nbrāhmaṇa, kṣatriya āsi' karena daraśana", "devanagari": "> মহাপ্রভু আইলা শুনি’ শিষ্ট শিষ্ট জন ।\n> ব্রাহ্মণ, ক্ষত্রিয় আসি’ করেন দরশন ॥২৫৪॥", "synonyms": "*mahāprabhu āilā*—Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou; *śuni'*—ouvindo; *śiṣṭa śiṣṭa jana*—todas as pessoas respeitáveis; *brāhmaṇa*—pertencentes à comunidade brāhmaṇa; *kṣatriya*—pertencentes à comunidade kṣatriya; *āsi'*—vindo; *karena daraśana*—veem.", "translation": "**Ao ouvirem que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia chegado, todos os membros respeitáveis das comunidades brāhmaṇa e kṣatriya vieram vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/255/", "verse_text": "śrī-rūpa-upare prabhura yata kṛpā haila\n\natyanta vistāra-kathā saṅkṣepe kahila", "devanagari": "> শ্রীরূপ-উপরে প্রভুর যত কৃপা হৈল ।\n> অত্যন্ত বিস্তার-কথা সংক্ষেপে কহিল ॥২৫৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa-upare*—sobre Śrī Rūpa Gosvāmī; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yata*—quanta; *kṛpā*—misericórdia; *haila*—houve; *atyanta*—muitíssimo; *vistāra-kathā*—tema extenso; *saṅkṣepe*—em breve; *kahila*—descrevi.", "translation": "**Muita misericórdia foi assim concedida a Śrī Rūpa Gosvāmī, e descrevi brevemente todos esses temas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/256/", "verse_text": "śraddhā kari' ei kathā śune ye jane\n\nprema-bhakti pāya sei caitanya-caraṇe", "devanagari": "> শ্রদ্ধা করি’ এই কথা শুনে যেই জনে ।\n> প্রেমভক্তি পায় সেই চৈতন্য-চরণে ॥২৫৬॥", "synonyms": "*śraddhā kari'*—com fé; *ei kathā*—esta descrição; *śune*—ouve; *ye jane*—qualquer pessoa que; *prema-bhakti*—amor a Deus; *pāya*—alcança; *sei*—essa pessoa; *caitanya-caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quem quer que ouça esta narração com fé e amor desenvolve, sem dúvida, amor a Deus aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/19/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/19/257/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৫৭॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**CAPÍTULO VINTE O Senhor Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando suas misericórdias, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī Caitanya-caritāmṛta, seguindo seus passos.**\n\n*Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī Caitanya-caritāmṛta, Madhya-līlā, Décimo Nono Capítulo, que descreve as instruções do Senhor a Śrīla Rūpa Gosvāmī em Prayāga na ciência do serviço devocional.*", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Décimo Nono Capítulo, que descreve as instruções do Senhor a Śrīla Rūpa Gosvāmī em Prayāga sobre a ciência do serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/20/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/1/", "verse_text": "vande 'nantādbhutaiśvaryaṁ\nśrī-caitanya-mahāprabhum\nnīco 'pi yat-prasādāt syād\nbhakti-śāstra-pravartakaḥ", "devanagari": "> বন্দেঽনন্তাদ্ভুতৈশ্বর্যং শ্রীচৈতন্যমহাপ্রভুম্ ।\n> নীচোঽপি যৎপ্রসাদাৎ স্যাদ্ভক্তিশাস্ত্রপ্রবর্তকঃ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *ananta*—ilimitadas; *adbhuta*—maravilhosas; *aiśvaryam*—possuindo opulências; *śrī-caitanya-mahāprabhum*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīcaḥ api*—mesmo uma pessoa na mais baixa condição de vida; *yat-prasādāt*—por cuja misericórdia; *syāt*—pode tornar-se; *bhakti-śāstra*—da ciência do serviço devocional; *pravartakaḥ*—um inaugurador.", "translation": "**Permita-me oferecer minhas respeitosas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que possui ilimitadas e maravilhosas opulências. Por Sua misericórdia, mesmo uma pessoa nascida como o mais baixo dos homens pode difundir a ciência do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—a todos os devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/3/", "verse_text": "ethā gauḍe sanātana āche bandi-śāle\nśrī-rūpa-gosāñīra patrī āila hena-kāle", "devanagari": "> এথা গৌড়ে সনাতন আছে বন্দিশালে ।\n> শ্রীরূপ-গোসাঞির পত্রী আইল হেনকালে ॥৩॥", "synonyms": "*ethā*—aqui; *gauḍe*—em Bengala; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *āche*—estava; *bandi-śāle*—na prisão; *śrī-rūpa-gosāñīra*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *patrī*—a carta; *āila*—chegou; *hena-kāle*—naquele momento.", "translation": "**Enquanto Sanātana Gosvāmī estava preso em Bengala, chegou uma carta de Śrīla Rūpa Gosvāmī.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura informa-nos que esta carta de Rūpa Gosvāmī a Sanātana Gosvāmī é mencionada pelo anotador do Udbhaṭa-candrikā. Śrīla Rūpa Gosvāmī escreveu uma nota a Sanātana Gosvāmī de Bāklā. Essa nota indicava que Śrī Caitanya Mahāprabhu estava indo a Mathurā, e afirmava:\n\nyadu-pateḥ kva gatā mathurā-purī\nraghu-pateḥ kva gatottara-kośalā\niti vicintya kurusva manaḥ sthiraṁ\nna sad idaṁ jagad ity avadhāraya\n\n\"Para onde foi a Mathurā Purī de Yadupati? Para onde foi a Kośalā setentrional de Raghupati? Refletindo sobre isso, torna a mente firme, pensando: 'Este universo não é eterno.'\""}
{"ref": "cc/madhya/20/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/4/", "verse_text": "patrī pāñā sanātana ānandita hailā\nyavana-rakṣaka-pāśa kahite lāgilā", "devanagari": "> পত্রী পাঞা সনাতন আনন্দিত হৈলা ।\n> যবন-রক্ষক-পাশ কহিতে লাগিলা ॥৪॥", "synonyms": "*patrī pāñā*—recebendo a nota; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *ānandita hailā*—ficou muito satisfeito; *yavana*—comedor de carne; *rakṣaka*—o superintendente da prisão; *pāśa*—diante de; *kahite lāgilā*—começou a dizer.", "translation": "**Quando Sanātana Gosvāmī recebeu esta nota de Rūpa Gosvāmī, ficou muito satisfeito. Dirigiu-se imediatamente ao superintendente da prisão, que era comedor de carne, e falou-lhe o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/5/", "verse_text": "\"tumi eka jindā-pīra mahā-bhāgyavān\nketāba-korāṇa-śāstre āche tomāra jñāna", "devanagari": "> “তুমি এক জিন্দাপীর মহাভাগ্যবান্ ।\n> কেতাব-কোরাণ-শাস্ত্রে আছে তোমার জ্ঞান ॥৫॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *eka jindā-pīra*—um santo vivo; *mahā-bhāgyavān*—muito afortunado; *ketāba*—livros; *korāṇa*—o Alcorão; *śāstre*—na escritura; *āche*—há; *tomāra*—teu; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse ao carcereiro maometano: \"Caro senhor, sois uma pessoa santa e muito afortunada. Possuís pleno conhecimento das escrituras reveladas, tais como o Alcorão e livros semelhantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/6/", "verse_text": "eka bandī chāḍe yadi nija-dharma dekhiyā\nsaṁsāra ha-ite tāre mukta karena gosāñā", "devanagari": "> এক বন্দী ছাড়ে যদি নিজ-ধর্ম দেখিয়া ।\n> সংসার হইতে তারে মুক্ত করেন গোসাঞা ॥৬॥", "synonyms": "*eka bandī*—uma pessoa presa; *chāḍe*—solta; *yadi*—se; *nija-dharma*—a própria religião; *dekhiyā*—consultando; *saṁsāra ha-ite*—do cativeiro material; *tāre*—a ele; *mukta karena*—liberta; *gosāñā*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Se alguém liberta uma alma condicionada ou pessoa presa de acordo com os princípios religiosos, ele próprio também é libertado do cativeiro material pela Suprema Personalidade de Deus.\"**", "purport": "Depreende-se desta afirmação que Sanātana Gosvāmī, que fora outrora ministro do Nawab, tentava enganar o superintendente maometano. Um superintendente de prisão tinha apenas uma educação comum, ou praticamente nenhuma educação, e certamente não se esperava que fosse muito avançado em conhecimento espiritual. No entanto, apenas para satisfazê-lo, Sanātana Gosvāmī louvou-o como um erudito muito instruído das escrituras. O carcereiro não podia negar que era um erudito instruído, pois, quando alguém é elevado a uma posição exaltada, julga-se apto para tal posição. Sanātana Gosvāmī explicava corretamente os efeitos da atividade espiritual, e o carcereiro relacionou sua afirmação com sua libertação da prisão. Há inumeráveis almas condicionadas apodrecendo no mundo material, aprisionadas pela māyā sob o feitiço da gratificação dos sentidos. A entidade viva está tão enfeitiçada pelo feitiço da māyā que, na vida condicionada, até mesmo um porco se sente satisfeito.\n\nHá dois tipos de poderes encobridores exibidos pela māyā. Um se chama prakṣepātmikā, e o outro se chama āvaraṇātmikā. Quando alguém está determinado a sair do cativeiro material, a prakṣepātmikā-śakti, o feitiço da diversão, impele-o a permanecer na vida condicionada, plenamente satisfeito pela gratificação dos sentidos. Devido ao outro poder (āvaraṇātmikā), uma alma condicionada se sente satisfeita ainda que esteja apodrecendo no corpo de um porco ou de um verme nas fezes. Libertar uma alma condicionada do cativeiro material é muito difícil, pois o feitiço da māyā é muito forte. Mesmo quando a própria Suprema Personalidade de Deus desce para libertar as almas condicionadas, pedindo-lhes que se rendam a Ele, as almas condicionadas não concordam com as propostas do Senhor. Por isso, Śrī Sanātana Gosvāmī disse: \"De uma forma ou de outra, se alguém ajuda outro a obter a libertação do cativeiro da māyā, ele certamente é reconhecido imediatamente pela Suprema Personalidade de Deus.\" Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (18.69):\n\nna ca tasmān manuṣyeṣu\nkaścin me priya-kṛttamaḥ\nbhavitā na ca me tasmād\nanyaḥ priyataro bhuvi\n\nO maior serviço que alguém pode prestar ao Senhor é tentar infundir o serviço devocional no coração da alma condicionada, para que esta possa libertar-se da vida condicional. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura disse que um vaiṣṇava é reconhecido por seu trabalho de pregação — ou seja, por convencer a alma condicionada acerca de sua posição eterna, a qual se explica aqui como nija-dharma. É a posição eterna da entidade viva servir ao Senhor; portanto, ajudar alguém a obter a libertação do cativeiro material é despertá-lo para a compreensão adormecida de que ele é o servo eterno de Kṛṣṇa. jīvera 'svarūpa' haya–kṛṣṇera 'nitya-dāsa'. Isso será explicado mais detalhadamente pelo próprio Senhor a Sanātana Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/20/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/7/", "verse_text": "pūrve āmi tomāra kariyāchi upakāra\ntumi āmā chāḍi' kara pratyupakāra", "devanagari": "> পূর্বে আমি তোমার করিয়াছি উপকার ।\n> তুমি আমা ছাড়ি’ কর প্রত্যুপকার ॥৭॥", "synonyms": "*pūrve*—outrora; *āmi*—eu; *tomāra*—teu; *kariyāchi*—fiz; *upakāra*—bem; *tumi*—tu; *āmā*—a mim; *chāḍi'*—soltando; *kara*—faze; *prati-upakāra*—retribuição do bem.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī continuou: \"Outrora fiz muito por vós. Agora encontro-me em dificuldade. Por favor, retribuí minha boa vontade libertando-me.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/8/", "verse_text": "pāṅca sahasra mudrā tumi kara aṅgīkāra\npuṇya, artha,--dui lābha ha-ibe tomāra\"", "devanagari": "> পাঁচ সহস্র মুদ্রা তুমি কর অঙ্গীকার ।\n> পুণ্য, অর্থ, — দুই লাভ হইবে তোমার ।।” ॥ ৮ ॥", "synonyms": "*pāṅca sahasra*—cinco mil; *mudrā*—moedas de ouro; *tumi*—tu; *kara aṅgīkāra*—por favor, aceita; *puṇya*—atividade piedosa; *artha*—ganho material; *dui lābha*—dois tipos de conquista; *ha-ibe*—serão; *tomāra*—teus.", "translation": "**\"Aqui estão cinco mil moedas de ouro. Por favor, aceitai-as. Ao libertar-me, recebereis os resultados de atividades piedosas e obtereis também lucro material. Assim, lucrareis de duas maneiras simultaneamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/9/", "verse_text": "tabe sei yavana kahe,--\"śuna, mahāśaya\ntomāre chāḍiba, kintu kari rāja-bhaya\"", "devanagari": "> তবে সেই যবন কহে, — “শুন, মহাশয় ।\n> তোমারে ছাড়িব, কিন্তু করি রাজভয় ।।” ॥ ৯ ॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sei*—aquele; *yavana*—comedor de carne; *kahe*—diz; *śuna*—apenas ouve; *mahāśaya*—meu caro senhor; *tomāre*—a ti; *chāḍiba*—libertaria; *kintu*—mas; *kari rāja-bhaya*—tenho medo do governo.", "translation": "**Dessa maneira, Sanātana Gosvāmī convenceu o carcereiro, que respondeu: \"Por favor, ouvi-me, meu caro senhor. Estou disposto a libertar-vos, mas tenho medo do governo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/10-11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/10-11/", "verse_text": "sanātana kahe,--\"tumi nā kara rāja-bhaya\ndakṣiṇa giyāche yadi leuṭi' āoyaya\ntāṅhāre kahio--sei bāhya-kṛtye gela\ngaṅgāra nikaṭa gaṅgā dekhi' jhāṅpa dila", "devanagari": "> সনাতন কহে, — “তুমি না কর রাজ-ভয় ।\n> দক্ষিণ গিয়াছে যদি লেউটি’ আওয়য় ॥১০॥\n> তাঁহারে কহিও — সেই বাহ্যকৃত্যে গেল ।\n> গঙ্গার নিকট গঙ্গা দেখি’ ঝাঁপ দিল ॥১১॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana respondeu; *tumi*—tu; *nā*—não; *kara*—faze; *rāja-bhaya*—medo do governo; *dakṣiṇa*—para o sul; *giyāche*—foi; *yadi*—se; *leuṭi'*—retornando; *āoyaya*—vier; *tāṅhāre*—a ele; *kahio*—dize; *sei*—ele; *bāhya-kṛtye*—para evacuar; *gela*—foi; *gaṅgāra nikaṭa*—perto da margem do Ganges; *gaṅgā dekhi'*—vendo o Ganges; *jhāṅpa dila*—pulou.", "translation": "**Sanātana respondeu: \"Não há perigo. O Nawab foi para o sul. Se ele retornar, dizei-lhe que Sanātana foi defecar perto da margem do Ganges e que, tão logo viu o Ganges, pulou dentro dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/12/", "verse_text": "aneka dekhila, tāra lāg nā pāila\ndāḍukā-sahita ḍubi kāhāṅ vahi' gela", "devanagari": "> অনেক দেখিল, তার লাগ্ না পাইল ।\n> দাড়ুকা-সহিত ডুবি কাহাঁ বহি’ গেল ॥১২॥", "synonyms": "*aneka*—por muito tempo; *dekhila*—procurei; *tāra*—dele; *lāg*—contato; *nā pāila*—não pude obter; *dāḍukā-sahita*—com os grilhões; *ḍubi*—afogando-se; *kāhāṅ*—em algum lugar; *vahi' gela*—foi levado pelas águas.", "translation": "**\"Dizei-lhe: 'Procurei-o por muito tempo, mas não pude encontrar nenhum vestígio dele. Ele pulou com seus grilhões e, por isso, afogou-se e foi levado pelas ondas.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/13/", "verse_text": "kichu bhaya nāhi, āmi e-deśe nā raba\ndaraveśa hañā āmi makkāke yāiba\"", "devanagari": "> কিছু ভয় নাহি, আমি এ-দেশে না রব ।\n> দরবেশ হঞা আমি মক্কাকে যাইব ।।” ॥ ১৩ ॥", "synonyms": "*kichu*—algum; *bhaya*—medo; *nāhi*—não há; *āmi*—eu; *e-deśe*—neste país; *nā raba*—não permanecerei; *daraveśa hañā*—tornando-me um mendicante; *āmi*—eu; *makkāke yāiba*—irei a Meca.", "translation": "**\"Não há razão para terdes medo, pois não permanecerei neste país. Tornar-me-ei um mendicante e irei à cidade santa de Meca.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/14/", "verse_text": "tathāpi yavana-mana prasanna nā dekhilā\nsāta-hājāra mudrā tāra āge rāśi kailā", "devanagari": "> তথাপি যবন-মন প্রসন্ন না দেখিলা ।\n> সাত-হাজার মুদ্রা তার আগে রাশি কৈলা ॥১৪॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *yavana-mana*—a mente do comedor de carne; *prasanna*—satisfeita; *nā*—não; *dekhilā*—ele viu; *sāta-hājāra*—sete mil; *mudrā*—moedas de ouro; *tāra*—dele; *āge*—diante; *rāśi kailā*—fez um monte.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī podia ver que a mente do comedor de carne ainda não estava satisfeita. Empilhou então sete mil moedas de ouro diante dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/15/", "verse_text": "lobha ha-ila yavanera mudrā dekhiyā\nrātre gaṅgā-pāra kaila dāḍukā kāṭiyā", "devanagari": "> লোভ হইল যবনের মুদ্রা দেখিয়া ।\n> রাত্রে গঙ্গাপার কৈল দাড়ুকা কাটিয়া ॥১৫॥", "synonyms": "*lobha ha-ila*—houve atração pelo dinheiro; *yavanera*—do comedor de carne; *mudrā dekhiyā*—vendo as moedas de ouro; *rātre*—à noite; *gaṅgā-pāra kaila*—fê-lo atravessar o Ganges; *dāḍukā*—grilhões; *kāṭiyā*—cortando.", "translation": "**Quando o comedor de carne viu as moedas, sentiu-se atraído por elas. Concordou então e, naquela noite, cortou os grilhões de Sanātana e deixou-o atravessar o Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/16/", "verse_text": "gaḍa-dvāra-patha chāḍilā, nāre tāhāṅ yāite\n\nrātri-dina cali' āilā pātaḍā-parvate", "devanagari": "> গড়দ্বার-পথ ছাড়িলা, নারে তাহাঁ যাইতে ।\n> রাত্রি-দিন চলি’ আইলা পাতড়া-পর্বতে ॥১৬॥", "synonyms": "*gaḍa-dvāra-patha*—o caminho da fortaleza; *chāḍilā*—abandonou; *nāre*—não podia; *tāhāṅ*—lá; *yāite*—ir; *rātri-dina*—noite e dia; *cali'*—caminhando; *āilā*—chegou; *pātaḍā-parvate*—à região montanhosa conhecida como Pātaḍā.", "translation": "**Dessa maneira, Sanātana Gosvāmī foi libertado. Contudo, ele não pôde caminhar pelo caminho da fortaleza. Caminhando dia e noite, finalmente chegou à região montanhosa conhecida como Pātaḍā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/17/", "verse_text": "tathā eka bhaumika haya, tāra ṭhāñi gelā\n\n'parvata pāra kara āmā'--vinati karilā", "devanagari": "> তথা এক ভৌমিক হয়, তার ঠাঞি গেলা ।\n> ‘পর্বত পার কর আমা’ — বিনতি করিলা ॥১৭॥", "synonyms": "*tathā*—lá; *eka bhaumika*—um proprietário de terras; *haya*—há; *tāra ṭhāñi*—a ele; *gelā*—dirigiu-se; *parvata*—a região montanhosa; *pāra kara*—faze atravessar; *āmā*—a mim; *vinati*—súplica; *karilā*—fez.", "translation": "**Após chegar a Pātaḍā, ele encontrou um proprietário de terras e submissamente solicitou-lhe que o ajudasse a atravessar aquela região montanhosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/18/", "verse_text": "sei bhūñāra saṅge haya hāta-gaṇitā\n\nbhūñāra kāṇe kahe sei jāni' ei kathā", "devanagari": "> সেই ভূঞার সঙ্গে হয় হাতগণিতা  ।\n> ভূঞার কাণে কহে সেই জানি’ এই কথা ॥১৮॥", "synonyms": "*sei bhūñāra*—o senhorio; *saṅge*—com; *haya*—há; *hāta-gaṇita*—um perito em quiromancia; *bhūñāra*—do senhorio; *kāṇe*—no ouvido; *kahe*—diz; *sei*—aquele homem; *jāni'*—sabendo; *ei kathā*—esta declaração.", "translation": "**Um homem perito em quiromancia estava na ocasião hospedado com o senhorio. Sabendo a respeito de Sanātana, ele sussurrou o seguinte ao ouvido do senhorio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/19/", "verse_text": "'iṅhāra ṭhāñi suvarṇera aṣṭa mohara haya'\n\nśuni' ānandita bhūñā sanātane kaya", "devanagari": "> ‘ইহার ঠাঞি সুবর্ণের অষ্ট মোহর হয়’  ।\n> শুনি’ আনন্দিত ভূঞা সনাতনে কয় ॥১৯॥", "synonyms": "*iṅhāra ṭhāñi*—na posse deste homem; *suvarṇera*—de ouro; *aṣṭa*—oito; *mohara*—moedas; *haya*—há; *śuni'*—ouvindo; *ānandita*—satisfeito; *bhūñā*—o senhorio; *sanātane*—a Sanātana; *kaya*—diz.", "translation": "**O quiromante disse: \"Este homem, Sanātana, possui oito moedas de ouro.\" Ao ouvir isso, o senhorio ficou muito satisfeito e falou o seguinte a Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/20/", "verse_text": "\"rātrye parvata pāra kariba nija-loka diyā\n\nbhojana karaha tumi randhana kariyā\"", "devanagari": "> “রাত্র্যে পর্বত পার করিব নিজ-লোক দিয়া  ।\n> ভোজন করহ তুমি রন্ধন করিয়া ।।” ২০ ॥২০॥", "synonyms": "*rātrye*—à noite; *parvata*—a região montanhosa; *pāra kariba*—farei atravessar; *nija-loka diyā*—com meus próprios homens; *bhojana karaha*—simplesmente faze tua refeição; *tumi*—tu; *randhana kariyā*—cozinhando.", "translation": "**O senhorio disse: \"Eu te farei atravessar aquela região montanhosa à noite, com meus próprios homens. Por ora, simplesmente almoça e cozinha para ti mesmo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/21/", "verse_text": "eta bali' anna dila kariyā sammāna\n\nsanātana āsi' tabe kaila nadī-snāna", "devanagari": "> এত বলি’ অন্ন দিল করিয়া সম্মান ।\n> সনাতন আসি’ তবে কৈল নদীস্নান ॥২১॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *anna dila*—forneceu cereais; *kariyā sammāna*—demonstrando grande respeito; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *āsi'*—vindo; *tabe*—então; *kaila*—fez; *nadī-snāna*—banho no rio.", "translation": "**Dizendo isso, o senhorio ofereceu cereais a Sanātana para que cozinhasse. Sanātana então foi até a margem do rio e tomou seu banho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/22/", "verse_text": "dui upavāse kailā randhana-bhojane\n\nrāja-mantrī sanātana vicārilā mane", "devanagari": "> দুই উপবাসে কৈলা রন্ধন-ভোজনে  ।\n> রাজমন্ত্রী সনাতন বিচারিলা মনে ॥২২॥", "synonyms": "*dui upavāse*—jejuando por dois dias; *kailā*—realizou; *randhana-bhojane*—cozinhar e comer; *rāja-mantrī*—o antigo ministro do Nawab; *sanātana*—Sanātana; *vicārilā*—considerou; *mane*—na mente.", "translation": "**Como Sanātana estivera jejuando por dois dias, ele cozinhou o alimento e o comeu. Contudo, por ter sido anteriormente ministro do Nawab, ele começou a refletir sobre a situação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/23/", "verse_text": "'ei bhūñā kene more sammāna karila?'\n\neta cinti' sanātana īśāne puchila", "devanagari": "> ‘এই ভূঞা কেনে মোরে সম্মান করিল ?’ এত চিন্তি’ সনাতন ঈশানে পুছিল ॥২৩॥", "synonyms": "*ei bhūñā*—este senhorio; *kene*—por que; *more*—a mim; *sammāna karila*—ofereceu tanto respeito; *eta cinti'*—pensando isso; *sanātana*—Sanātana; *īśāne*—a Īśāna, seu servo; *puchila*—perguntou.", "translation": "**Como antigo ministro do Nawab, Sanātana certamente sabia reconhecer a diplomacia. Por isso, ele pensou: \"Por que este senhorio me oferece tanto respeito?\" Pensando dessa maneira, ele interrogou seu servo, cujo nome era Īśāna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/24/", "verse_text": "'tomāra ṭhāñi jāni kichu dravya āchaya'\n\nīśāna kahe,--'mora ṭhāñi sāta mohara haya'", "devanagari": "> ‘তোমার ঠাঞি জানি কিছু দ্রব্য আছয়’  ।\n> ঈশান কহে, — ‘মোর ঠাঞি সাত মোহর হয়’ ॥২৪॥", "synonyms": "*tomāra ṭhāñi*—em tua posse; *jāni*—compreendo; *kichu*—algum; *dravya*—objeto valioso; *āchaya*—há; *īśāna kahe*—Īśāna respondeu; *mora ṭhāñi*—em minha posse; *sāta mohara*—sete moedas de ouro; *haya*—há.", "translation": "**Sanātana perguntou a seu servo: \"Īśāna, creio que tens contigo alguns objetos valiosos.\" Īśāna respondeu: \"Sim, tenho sete moedas de ouro.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/25/", "verse_text": "śuni' sanātana tāre karilā bhartsana\n\n'saṅge kene āniyācha ei kāla-yama?'", "devanagari": "> শুনি’ সনাতন তারে করিয়া ভর্ৎসন ।\n> ‘সঙ্গে কেনে আনিয়াছ এই কাল-যম ?’ ॥ ২৫ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *tāre*—a ele; *karilā bhartsana*—repreendeu; *saṅge*—contigo; *kene*—por que; *āniyācha*—trouxeste; *ei*—este; *kāla-yama*—dobre fúnebre.", "translation": "**Ao ouvir isso, Sanātana Gosvāmī repreendeu seu servo, dizendo: \"Por que trouxeste contigo este dobre fúnebre?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/26/", "verse_text": "tabe sei sāta mohara hastete kariyā\n\nbhūñāra kāche yāñā kahe mohara dhariyā", "devanagari": "> তবে সেই সাত মোহর হস্তেতে করিয়া  ।\n> ভূঞার কাছে যাঞা কহে মোহর ধরিয়া ॥২৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sei sāta mohara*—estas sete moedas de ouro; *hastete kariyā*—tomando nas mãos; *bhūñāra kāche*—ao senhorio; *yāñā*—indo; *kahe*—diz; *mohara dhariyā*—segurando as moedas de ouro.", "translation": "**Em seguida, Sanātana Gosvāmī tomou as sete moedas de ouro nas mãos e dirigiu-se ao senhorio. Segurando as moedas de ouro diante dele, falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/27/", "verse_text": "\"ei sāta suvarṇa mohara āchila āmāra\n\nihā lañā dharma dekhi' parvata kara pāra", "devanagari": "> “এই সাত সুবর্ণ মোহর আছিল আমার  ।\n> ইহা লঞা ধর্ম দেখি’ পর্বত কর পার ॥২৭॥", "synonyms": "*ei sāta*—estas sete; *suvarṇa mohara*—moedas de ouro; *āchila*—eram; *āmāra*—minhas; *ihā lañā*—aceitando-as; *dharma dekhi'*—observando os princípios religiosos; *parvata*—a região montanhosa; *kara pāra*—por favor, faze-me atravessar.", "translation": "**\"Tenho comigo estas sete moedas de ouro. Por favor, aceita-as e, do ponto de vista religioso, por favor faze-me atravessar aquela região montanhosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/28/", "verse_text": "rāja-bandī āmi, gada-dvāra yāite nā pāri\n\npuṇya habe, parvata āmā deha' pāra kari\"", "devanagari": "> রাজবন্দী আমি, গড়দ্বার যাইতে না পারি ।\n> পুণ্য হবে, পর্বত আমা দেহ’ পার করি ।।” ॥ ২৮ ॥", "synonyms": "*rāja-bandī*—um prisioneiro do governo; *āmi*—eu; *gaḍa-dvāra yāite*—ir abertamente pela estrada das muralhas; *nā pāri*—não posso; *puṇya*—atividade piedosa; *habe*—haverá; *parvata*—a região montanhosa; *āmā*—a mim; *deha'*—presta ajuda; *pāra kari*—fazendo-me atravessar.", "translation": "**\"Sou um prisioneiro do governo e não posso seguir pelo caminho das muralhas. Será um grande ato de piedade de tua parte aceitar este dinheiro e gentilmente fazer-me atravessar esta região montanhosa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/29/", "verse_text": "bhūñā hāsi' kahe,--\"āmi jāniyāchi pahile\n\nasta mohara haya tomāra sevaka-āṅcale", "devanagari": "> ভূঞা হাসি’ কহে, — “আমি জানিয়াছি পহিলে  ।\n> অষ্ট মোহর হয় তোমার সেবক-আঁচলে ॥২৯॥", "synonyms": "*bhūñā*—o senhorio; *hāsi'*—sorrindo; *kahe*—disse; *āmi*—eu; *jāniyāchi*—sabia; *pahile*—antes disto; *aṣṭa mohara*—oito moedas de ouro; *haya*—há; *tomāra*—teu; *sevaka-āṅcale*—no bolso do servo.", "translation": "**Sorrindo, o senhorio disse: \"Antes que as oferecesses, eu já sabia que havia oito moedas de ouro na posse de teu servo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/30/", "verse_text": "tomā māri' mohara la-itāma ājikāra rātrye\n\nbhāla haila, kahilā tumi, chuṭilāṅa pāpa haite", "devanagari": "> তোমা মারি’ মোহর লইতাম আজিকার রাত্র্যে  ।\n> ভাল হৈল, কহিলা তুমি, ছুটিলাঙ পাপ হৈতে ॥৩০॥", "synonyms": "*tomā māri'*—matando-te; *mohara*—as moedas de ouro; *la-itāma*—eu teria tomado; *ājikāra rātrye*—nesta noite; *bhāla haila*—foi muito bom; *kahilā tumi*—tu falaste; *chuṭilāṅa*—estou aliviado; *pāpa haite*—desse pecado.", "translation": "**\"Nesta mesma noite, eu te teria matado e tomado tuas moedas. Foi muito bom que mas tenhas oferecido voluntariamente. Agora estou aliviado de tal atividade pecaminosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/31/", "verse_text": "santuṣṭa ha-ilāṅa āmi, mohara nā la-iba\n\npuṇya lāgi' parvata tomā' pāra kari' diba\"", "devanagari": "> সন্তুষ্ট হইলাঙ আমি, মোহর না লইব ।\n> পুণ্য লাগি’ পর্বত তোমা’ পার করি’ দিব ।।” ॥ ৩১ ॥", "synonyms": "*santuṣṭa*—satisfeito; *ha-ilāṅa*—tornei-me; *āmi*—eu; *mohara*—as moedas de ouro; *nā la-iba*—não tomarei; *puṇya lāgi'*—simplesmente por atividade piedosa; *parvata*—a região montanhosa; *tomā'*—a ti; *pāra kari' diba*—farei atravessar.", "translation": "**\"Estou muito satisfeito com teu comportamento. Não aceitarei estas moedas de ouro, mas te farei atravessar aquela região montanhosa simplesmente para realizar uma atividade piedosa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/32/", "verse_text": "gosāñi kahe,--\"keha dravya la-ibe āmā māri'\n\nāmāra prāṇa rakṣā kara dravya aṅgīkari' \"", "devanagari": "> গোসাঞি কহে, — “কেহ দ্রব্য লইবে আমা মারি’ ।\n> আমার প্রাণ রক্ষা কর দ্রব্য অঙ্গীকরি’ ।।” ॥ ৩২ ॥", "synonyms": "*gosāñi kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *keha*—alguma outra pessoa; *dravya*—as moedas valiosas; *la-ibe*—tomará; *āmā māri'*—matando-me; *āmāra*—minha; *prāṇa*—vida; *rakṣā kara*—salva; *dravya aṅgīkari'*—aceitando estas moedas.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Se não aceitares estas moedas, alguma outra pessoa me matará por causa delas. É melhor que me salves do perigo aceitando as moedas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/33/", "verse_text": "tabe bhūñā gosāñira saṅge cāri pāika dila\n\nrātrye rātrye vana-pathe parvata pāra kaila", "devanagari": "> তবে ভূঞা গোসাঞির সঙ্গে চারি পাইক দিল ।\n> রাত্র্যে রাত্র্যে বনপথে পর্বত পার কৈল ॥৩৩॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *bhūñā*—o senhorio; *gosāñira saṅge*—com Sanātana Gosvāmī; *cāri pāika*—quatro vigias; *dila*—deu; *rātrye rātrye*—durante toda a noite; *vana-pathe*—pelo caminho da floresta; *parvata*—a região montanhosa; *pāra kaila*—levou-o através dela.", "translation": "**Depois que esse acordo foi feito, o senhorio deu a Sanātana Gosvāmī quatro vigias para acompanhá-lo. Eles seguiram pelo caminho da floresta durante toda a noite e assim o conduziram através da região montanhosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/34/", "verse_text": "tabe pāra hañā gosāñi puchilā īśāne\n\n'jāni,--śeṣa dravya kichu āche tomā sthāne\"", "devanagari": "> তবে পার হঞা গোসাঞি পুছিলা ঈশানে ।\n> “জানি, — শেষ দ্রব্য কিছু আছে তোমা স্থানে” ॥৩৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *pāra hañā*—após atravessar; *gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *puchilā*—perguntou; *īśāne*—a Īśāna; *jāni*—eu sei; *śeṣa dravya*—algo de valor restante; *kichu*—alguma coisa; *āche*—há; *tomā sthāne*—contigo.", "translation": "**Após atravessar as colinas, Sanātana Gosvāmī disse a seu servo: \"Īśāna, creio que ainda te resta algum saldo das moedas de ouro.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/35/", "verse_text": "īśāna kahe,--\"eka mohara āche avaśeṣa\"\n\ngosāñi kahe,--\"mohara lañā yāha' tumi deśa\"", "devanagari": "> ঈশান কহে, — “এক মোহর আছে অবশেষ ।”\n> গোসাঞি কহে, — “মোহর লঞা যাহ’ তুমি দেশ ।।” ॥ ৩৫ ॥", "synonyms": "*īśāna kahe*—Īśāna respondeu; *eka*—uma; *mohara*—moeda de ouro; *āche*—há; *avaśeṣa*—restante; *gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *kahe*—respondeu; *mohara lañā*—levando esta moeda de ouro; *yāha*—retorna; *tumi*—tu; *deśa*—à tua terra.", "translation": "**Īśāna respondeu: \"Ainda tenho uma moeda de ouro em minha posse.\" Sanātana Gosvāmī então disse: \"Toma a moeda e retorna ao teu lar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/36/", "verse_text": "tāre vidāya diyā gosāñi calilā ekalā\n\nhāte karoṅyā, chiṅḍā kānthā, nirbhaya ha-ilā", "devanagari": "> তারে বিদায় দিয়া গোসাঞি চলিলা একলা ।\n> হাতে করোঁয়া, ছিঁড়া কান্থা, নির্ভয় হইলা ॥৩৬॥", "synonyms": "*tāre vidāya diyā*—despedindo-se dele; *gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *calilā ekalā*—pôs-se a viajar sozinho; *hāte*—na mão; *karoṅyā*—uma cuia de mendicante; *chiṅḍā kānthā*—uma colcha esfarrapada; *nirbhaya ha-ilā*—libertou-se de toda a ansiedade.", "translation": "**Após partir de Īśāna, Sanātana Gosvāmī começou a viajar sozinho com um pote de água na mão. Coberto apenas por uma colcha esfarrapada, ele assim perdeu toda a sua ansiedade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/37/", "verse_text": "cali' cali' gosāñi tabe āilā hājipure\n\nsandhyā-kāle vasilā eka udyāna-bhitare", "devanagari": "> চলি’ চলি’ গোসাঞি তবে আইলা হাজিপুরে ।\n> সন্ধ্যাকালে বসিলা এক উদ্যান-ভিতরে ॥৩৭॥", "synonyms": "*cali' cali'*—caminhando e caminhando; *gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *tabe*—então; *āilā*—chegou; *hājipure*—a Hājipura; *sandhyā-kāle*—ao anoitecer; *vasilā*—sentou-se; *eka*—um; *udyāna-bhitare*—dentro de um jardim.", "translation": "**Caminhando e caminhando, Sanātana Gosvāmī finalmente chegou a um lugar chamado Hājipura. Naquela noite, ele se sentou dentro de um jardim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/38/", "verse_text": "sei hājipure rahe--śrīkānta tāra nāma\n\ngosāñira bhaginī-pati, kare rāja-kāma", "devanagari": "> সেই হাজিপুরে রহে — শ্রীকান্ত তার নাম ।\n> গোসাঞির ভগিনীপতি, করে রাজকাম ॥৩৮॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *hājipure*—em Hājipura; *rahe*—reside; *śrī-kānta*—Śrīkānta; *tāra*—seu; *nāma*—nome; *gosāñira*—de Sanātana Gosvāmī; *bhaginī-pati*—marido da irmã; *kare*—executa; *rāja-kāma*—serviço governamental.", "translation": "**Em Hājipura havia um cavalheiro chamado Śrīkānta, que por acaso era o marido da irmã de Sanātana Gosvāmī. Ele estava ali ocupado no serviço governamental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/39/", "verse_text": "tina lakṣa mudrā rājā diyāche tāra sthāne\n\nghoḍā mūlya lañā pāṭhāya pātsāra sthāne", "devanagari": "> তিন লক্ষ মুদ্রা রাজা দিয়াছে তার স্থানে ।\n> ঘোড়া মূল্য লঞা পাঠায় পাৎসার স্থানে ॥৩৯॥", "synonyms": "*tina lakṣa*—300.000; *mudrā*—moedas de ouro; *rājā*—o rei ou nababo; *diyāche*—entregou; *tāra sthāne*—sob sua custódia; *ghoḍā*—de cavalos; *mūlya lañā*—tomando o preço; *pāṭhāya*—envia; *pātsāra sthāne*—aos cuidados do imperador.", "translation": "**Śrīkānta tinha consigo 300.000 moedas de ouro, que lhe haviam sido entregues pelo imperador para a compra de cavalos. Assim, Śrīkānta comprava cavalos e os despachava ao imperador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/40/", "verse_text": "ṭuṅgi upara vasi' sei gosāñire dekhila\n\nrātrye eka-jana-saṅge gosāñi-pāśa āila", "devanagari": "> টুঙ্গি উপর বসি’ সেই গোসাঞিরে দেখিল ।\n> রাত্র্যে একজন-সঙ্গে গোসাঞি-পাশ আইল ॥৪০॥", "synonyms": "*ṭuṅgi upara vasi'*—sentado num lugar elevado; *sei*—aquele Śrīkānta; *gosāñire*—Sanātana Gosvāmī; *dekhila*—viu; *rātrye*—à noite; *eka-jana-saṅge*—com um servo; *gosāñi-pāśa*—perto de Sanātana Gosvāmī; *āila*—ele veio.", "translation": "**Quando Śrīkānta estava sentado num lugar elevado, pôde ver Sanātana Gosvāmī. Naquela noite, ele levou um servo e foi ver Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/41/", "verse_text": "dui-jana mili' tathā iṣṭa-goṣṭhī kaila\n\nbandhana-mokṣaṇa-kathā gosāñi sakali kahila", "devanagari": "> দুইজন মিলি’ তথা ইষ্টগোষ্ঠী কৈল ।\n> বন্ধন-মোক্ষণ-কথা গোসাঞি সকলি কহিল ॥৪১॥", "synonyms": "*dui-jana mili'*—encontrando-se juntos; *tathā*—ali; *iṣṭa-goṣṭhī*—vários tipos de conversa; *kaila*—fizeram; *bandhana-mokṣaṇa*—da prisão e da libertação; *kathā*—a história; *gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *sakali*—tudo; *kahila*—narrou.", "translation": "**Quando se encontraram, tiveram muitas conversas. Sanātana Gosvāmī narrou-lhe em detalhes sobre sua prisão e sua libertação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/42/", "verse_text": "teṅho kahe,--\"dina-dui raha ei-sthāne\n\nbhadra hao, chāḍa' ei malina vasane\"", "devanagari": "> তেঁহো কহে, — “দিন-দুই রহ এইস্থানে ।\n> ভদ্র হও, ছাড়’ এই মলিন বসনে ।।” ॥ ৪২ ॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—ele disse; *dina-dui*—ao menos por dois dias; *raha*—fica; *ei-sthāne*—neste lugar; *bhadra hao*—torna-te como um cavalheiro na aparência; *chāḍa'*—abandona; *ei*—estas; *malina*—sujas; *vasane*—vestes.", "translation": "**Śrīkānta então disse a Sanātana Gosvāmī: \"Fica aqui ao menos por dois dias e veste-te como um cavalheiro. Abandona estas vestes sujas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/43/", "verse_text": "gosāñi kahe,--'eka-kṣaṇa ihā nā rahiba\n\ngaṅgā pāra kari' deha' e-kṣaṇe caliba\"", "devanagari": "> গোসাঞি কহে, — “একক্ষণ ইহা না রহিব ।\n> গঙ্গা পার করি’ দেহ’, এক্ষণে চলিব ।।” ॥ ৪৩ ॥", "synonyms": "*gosāñi kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *eka-kṣaṇa*—nem por um momento; *ihā*—aqui; *nā rahiba*—não ficarei; *gaṅgā pāra kari' deha'*—ajuda-me a atravessar o rio Ganges; *e-kṣaṇe*—imediatamente; *caliba*—partirei.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Não ficarei aqui nem por um momento. Por favor, ajuda-me a atravessar o Ganges. Partirei imediatamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/44/", "verse_text": "yatna kari' teṅho eka bhoṭa-kambala dila\n\ngaṅgā pāra kari' dila--gosāñi calila", "devanagari": "> যত্ন করি’ তেঁহো এক ভোটকম্বল দিল ।\n> গঙ্গা পার করি’ দিল — গোসাঞি চলিল ॥৪৪॥", "synonyms": "*yatna kari'*—com grande cuidado; *teṅho*—ele (Śrīkānta); *eka*—um; *bhoṭa-kambala*—cobertor de lã; *dila*—deu; *gaṅgā pāra kari' dila*—fê-lo atravessar o rio Ganges; *gosāñi calila*—Sanātana Gosvāmī partiu.", "translation": "**Com grande cuidado, Śrīkānta deu-lhe um cobertor de lã e ajudou-o a atravessar o Ganges. Assim, Sanātana Gosvāmī partiu novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/45/", "verse_text": "tabe vārāṇasī gosāñi āilā kata-dine\n\nśuni ānandita ha-ilā prabhura āgamane", "devanagari": "> তবে বারাণসী গোসাঞি আইলা কতদিনে ।\n> শুনি আনন্দিত হইলা প্রভুর আগমনে ॥৪৫॥", "synonyms": "*tabe*—dessa maneira; *vārāṇasī*—a Vārāṇasī; *gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *āilā*—chegou; *kata-dine*—após alguns dias; *śuni*—ao ouvir; *ānandita*—muito satisfeito; *ha-ilā*—ele ficou; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āgamane*—acerca da chegada.", "translation": "**Após alguns dias, Sanātana Gosvāmī chegou a Vārāṇasī. Ele ficou muito satisfeito ao ouvir sobre a chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu àquele lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/46/", "verse_text": "candraśekharera ghare āsi' dvārete vasilā\n\nmahāprabhu jāni' candraśekhare kahilā", "devanagari": "> চন্দ্রশেখরের ঘরে আসি’ দ্বারেতে বসিলা  ।\n> মহাপ্রভু জানি’ চন্দ্রশেখরে কহিলা ॥৪৬॥", "synonyms": "*candraśekharera ghare*—à casa de Candraśekhara; *āsi'*—indo; *dvārete*—à porta; *vasilā*—sentou-se; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jāni'*—sabendo; *candraśekhare*—a Candraśekhara; *kahilā*—disse.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī então foi à casa de Candraśekhara e sentou-se junto à porta. Compreendendo o que se passava, Śrī Caitanya Mahāprabhu falou a Candraśekhara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/47/", "verse_text": "'dvāre eka 'vaiṣṇava haya, bolāha tāṅhāre'\n\ncandraśekhara dekhe--'vaiṣṇava' nāhika dvāre", "devanagari": "> ‘দ্বারে এক ‘বৈষ্ণব’ হয়, বোলাহ তাঁহারে’  ।\n> চন্দ্রশেখর দেখে — ‘বৈষ্ণব’ নাহিক দ্বারে ॥৪৭॥", "synonyms": "*dvāre*—à tua porta; *eka vaiṣṇava*—um devoto vaiṣṇava; *haya*—há; *bolāha tāṅhāre*—por favor, chama-o; *candraśekhara*—Candraśekhara; *dekhe*—vê; *vaiṣṇava*—um devoto; *nāhika*—não há; *dvāre*—à porta.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Há um devoto à tua porta. Por favor, chama-o para entrar.\" Saindo, Candraśekhara não pôde ver nenhum vaiṣṇava à sua porta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/48/", "verse_text": "'dvārete vaiṣṇava nāhi'--prabhure kahila\n\n'keha haya' kari' prabhu tāhāre puchila", "devanagari": "> ‘দ্বারেতে বৈষ্ণব নাহি’ — প্রভুরে কহিল ।\n> ‘কেহ হয়’ করি’ প্রভু তাহারে পুছিল ॥৪৮॥", "synonyms": "*dvārete*—à minha porta; *vaiṣṇava nāhi*—não há vaiṣṇava; *prabhure kahila*—ele informou Śrī Caitanya Mahāprabhu; *keha haya*—há alguém; *kari'*—dessa maneira; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāre puchila*—indagou-lhe.", "translation": "**Quando Candraśekhara informou ao Senhor que não havia nenhum vaiṣṇava à sua porta, o Senhor perguntou-lhe: \"Há alguém à tua porta, seja quem for?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/49/", "verse_text": "teṅho kahe,--eka 'daraveśa' āche dvāre\n\n'tāṅre āna' prabhura vākye kahila tāṅhāre", "devanagari": "> তেঁহো কহে, — এক ‘দরবেশ’ আছে দ্বারে ।\n> ‘তাঁরে আন’ প্রভুর বাক্যে কহিল তাঁহারে ॥৪৯॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—ele respondeu; *eka daraveśa*—um mendicante muçulmano; *āche*—há; *dvāre*—à porta; *tāṅre āna*—traze-o; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vākye*—a ordem; *kahila*—disse; *tāṅhāre*—a ele.", "translation": "**Candraśekhara respondeu: \"Há um mendicante muçulmano.\" Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente disse: \"Por favor, traze-o aqui.\" Candraśekhara então falou a Sanātana Gosvāmī, que ainda estava sentado junto à porta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/50/", "verse_text": "'prabhu tomāya bolāya, āisa, daraveśa!'\n\nśuni' ānande sanātana karilā praveśa", "devanagari": "> ‘প্রভু তোমায় বোলায়, আইস, দরবেশ !’\n> শুনি’ আনন্দে সনাতন করিলা প্রবেশ ॥৫০॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tomāya*—a ti; *bolāya*—chama; *āisa*—vem cá; *daraveśa*—ó mendicante muçulmano; *śuni'*—ao ouvir; *ānande*—com grande prazer; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *karilā praveśa*—entrou.", "translation": "**\"Ó mendicante muçulmano, por favor, entra. O Senhor está te chamando.\" Sanātana Gosvāmī ficou muito satisfeito ao ouvir esta ordem, e entrou na casa de Candraśekhara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/51/", "verse_text": "tāṅhāre aṅgane dekhi' prabhu dhāñā āilā\n\ntāṅre āliṅgana kari' premāviṣṭa hailā", "devanagari": "> তাঁহারে অঙ্গনে দেখি’ প্রভু ধাঞা আইলা ।\n> তাঁরে আলিঙ্গন করি’ প্রেমাবিষ্ট হৈলা ॥৫১॥", "synonyms": "*tāṅhāre*—a ele; *aṅgane*—no pátio; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhāñā āilā*—veio vê-lo com grande pressa; *tāṅre*—a ele; *āliṅgana kari'*—abraçando; *prema-āviṣṭa hailā*—ficou tomado de amor extático.", "translation": "**Tão logo Śrī Caitanya Mahāprabhu viu Sanātana Gosvāmī no pátio, dirigiu-se imediatamente a ele com grande pressa. Após abraçá-lo, o Senhor ficou tomado de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/52/", "verse_text": "prabhu-sparśe premāviṣṭa ha-ilā sanātana\n\n'more nā chuṅiha'--kahe gadgada-vacana", "devanagari": "> প্রভুস্পর্শে প্রেমাবিষ্ট হইলা সনাতন ।\n> ‘মোরে না ছুঁইহ’ — কহে গদ্গদ-বচন ॥৫২॥", "synonyms": "*prabhu-sparśe*—pelo toque de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āviṣṭa*—dominado pelo amor extático; *ha-ilā*—ficou; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *more*—em mim; *nā*—não; *chuṅiha*—toques; *kahe*—diz; *gadgada-vacana*—com voz embargada.", "translation": "**Tão logo Śrī Caitanya Mahāprabhu tocou Sanātana Gosvāmī, Sanātana também ficou dominado pelo amor extático. Com voz embargada, ele disse: \"Ó meu Senhor, não me toques.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/53/", "verse_text": "dui-jane galāgali rodana apāra\n\ndekhi' candraśekharera ha-ila camatkāra", "devanagari": "> দুইজনে গলাগলি রোদন অপার ।\n> দেখি’ চন্দ্রশেখরের হইল চমৎকার ॥৫৩॥", "synonyms": "*dui-jane*—as duas pessoas; *galāgali*—ombro a ombro; *rodana*—choro; *apāra*—ilimitado; *dekhi'*—vendo; *candraśekharera*—de Candraśekhara; *ha-ila*—houve; *camatkāra*—espanto.", "translation": "**Ombro a ombro, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Sanātana Gosvāmī começaram a chorar ilimitadamente. Candraśekhara ficou muito espantado ao ver isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/54/", "verse_text": "tabe prabhu tāṅra hāta dhari' lañā gelā\n\npiṇḍāra upare āpana-pāśe vasāilā", "devanagari": "> তবে প্রভু তাঁর হাত ধরি’ লঞা গেলা ।\n> পিণ্ডার উপরে আপন-পাশে বসাইলা ॥৫৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—de Sanātana Gosvāmī; *hāta dhari'*—segurando a mão; *lañā gelā*—levou-o para dentro; *piṇḍāra upare*—num lugar elevado; *āpana-pāśe*—perto de Si; *vasāilā*—fez Sanātana Gosvāmī sentar-se.", "translation": "**Segurando-lhe a mão, Śrī Caitanya Mahāprabhu levou Sanātana Gosvāmī para dentro e fê-lo sentar-se num lugar elevado, ao Seu lado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/55/", "verse_text": "śrī-haste karena tāṅra aṅga sammārjana\n\nteṅho kahe,--'more, prabhu, nā kara sparśana'", "devanagari": "> শ্রীহস্তে করেন তাঁর অঙ্গ সম্মার্জন ।\n> তেঁহো কহে, — ‘মোরে, প্রভু, না কর স্পর্শন’ ॥৫৫॥", "synonyms": "*śrī-haste*—com a mão espiritual; *karena*—faz; *tāṅra aṅga*—de seu corpo; *sammārjana*—a limpeza; *teṅho kahe*—ele disse; *more*—em mim; *prabhu*—meu Senhor; *nā kara sparśana*—não toques.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a limpar o corpo de Sanātana Gosvāmī com Sua própria mão transcendental, Sanātana Gosvāmī disse: \"Ó meu Senhor, por favor, não me toques.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/56/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"tomā sparśi ātma pavitrite\n\nbhakti-bale pāra tumi brahmāṇḍa śodhite", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “তোমা স্পর্শি আত্ম পবিত্রিতে ।\n> ভক্তি-বলে পার তুমি ব্রহ্মাণ্ড শোধিতে ॥৫৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu respondeu; *tomā sparśi*—toco-te; *ātma pavitrite*—para purificar-Me; *bhakti-bale*—a força de teu serviço devocional; *pāra*—és capaz; *tumi*—tu; *brahmāṇḍa*—o universo inteiro; *śodhite*—de purificar.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Toco-te apenas para purificar-Me, pois, pela força de teu serviço devocional, tu podes purificar o universo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/57/", "verse_text": "bhavad-vidhā bhāgavatās\n\ntīrtha-bhūtāḥ svayaṁ prabho\n\ntīrthī-kurvanti tīrthāni\n\nsvāntaḥ-sthena gadā-bhṛtā", "devanagari": "> ভবদ্বিধা ভাগবতাস্তীর্থভূতাঃ স্বয়ং প্রভো ।\n> তীর্থীকুর্বন্তি তীর্থানি স্বান্তঃস্থেন গদাভৃতা ॥৫৭॥", "synonyms": "*bhavat-vidhāḥ*—como tu; *bhāgavatāḥ*—devotos avançados; *tīrtha-bhūtāḥ*—lugares sagrados de peregrinação personificados; *svayam*—pessoalmente; *prabho*—meu senhor; *tīrthī-kurvanti*—transformam em lugares sagrados; *tīrthāni*—todos os lugares sagrados de peregrinação; *sva-antaḥ-sthena*—situado dentro de seus corações; *gadā-bhṛtā*—pelo Senhor Viṣṇu, que carrega uma maça.", "translation": "**\" 'Santos do teu calibre são, eles próprios, lugares de peregrinação. Por causa de sua pureza, são companheiros constantes do Senhor e, portanto, podem purificar até mesmo os lugares de peregrinação.'**", "purport": "Este verso foi proferido por Mahārāja Yudhiṣṭhira a Vidura no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.13.10). Vidura estava retornando para casa após visitar lugares sagrados de peregrinação, e Mahārāja Yudhiṣṭhira recebia seu santo tio. Em essência, Mahārāja Yudhiṣṭhira dizia: \"Meu querido senhor Vidura, tu mesmo és um lugar sagrado, pois és um devoto avançado. Pessoas como tu sempre carregam o Senhor Viṣṇu em seus corações. Tu podes revitalizar todos os lugares sagrados depois de terem sido poluídos pelas peregrinações dos pecadores.\"\n\nUma pessoa pecaminosa vai a um lugar sagrado de peregrinação para purificar-se. Num lugar sagrado, há muitas pessoas santas e templos do Senhor Viṣṇu; entretanto, o lugar sagrado fica infectado pelos pecados de muitos visitantes. Quando um devoto avançado vai a um lugar sagrado, ele neutraliza todos os pecados dos peregrinos. Por isso, Mahārāja Yudhiṣṭhira dirigiu-se a Vidura dessa maneira.\n\nVisto que um devoto avançado carrega o Senhor Viṣṇu dentro de seu coração, ele é um templo ambulante e um Viṣṇu ambulante. Um devoto avançado não precisa ir a lugares sagrados, pois, onde quer que ele permaneça, ali há um lugar sagrado. A esse respeito, Narottama dāsa Ṭhākura afirma: tīrtha-yātrā pariśrama, kevala manera bhrama — visitar lugares sagrados é simplesmente outro tipo de desorientação. Já que um devoto avançado não precisa ir a um lugar sagrado, por que ele vai? A resposta é que ele vai apenas para purificar o lugar."}
{"ref": "cc/madhya/20/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/58/", "verse_text": "na me 'bhaktaś catur-vedī\n\nmad-bhaktaḥ śva-pacaḥ priyaḥ\n\ntasmai deyaṁ tato grāhyaṁ\n\nsa ca pūjyo yathā hy aham", "devanagari": "> ন মেঽভক্তশ্চতুর্বেদী মদ্ভক্তঃ শ্বপচঃ প্রিয়ঃ ।\n> তস্মৈ দেয়ং ততো গ্রাহ্যং স চ পূজ্যো যথা হ্যহম্ ॥৫৮॥", "synonyms": "*na*—não; *me*—Meu; *abhaktaḥ*—desprovido de serviço devocional puro; *catuḥ-vedī*—um erudito nos quatro Vedas; *mat-bhaktaḥ*—Meu devoto; *śva-pacaḥ*—mesmo de uma família de comedores de cães; *priyaḥ*—muito querido; *tasmai*—a ele (um devoto puro, ainda que nascido numa família muito baixa); *deyam*—deve ser dado; *tataḥ*—dele; *grāhyam*—devem ser aceitos (os restos de alimento); *saḥ*—essa pessoa; *ca*—também; *pūjyaḥ*—digno de adoração; *yathā*—tanto quanto; *hi*—certamente; *aham*—Eu.", "translation": "**\" 'Mesmo que uma pessoa seja um erudito muito instruído nas literaturas Védicas sânscritas, ela não é aceita como Meu devoto a menos que seja pura em serviço devocional. Por outro lado, mesmo que uma pessoa nasça numa família de comedores de cães, ela Me é muito querida se for um devoto puro que não tenha motivação alguma de desfrutar de atividades fruitivas ou especulação mental. De fato, todos os respeitos devem ser-lhe prestados, e tudo o que ela oferecer deve ser aceito. Tais devotos são tão dignos de adoração quanto Eu mesmo.'**", "purport": "Este verso está incluído no *Hari-bhakti-vilāsa* (10.127), compilado por Sanātana Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/20/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/59/", "verse_text": "viprād dviṣaḍ-guṇa-yutād aravinda-nābha-\n\npādāravinda-vimukhāt śva-pacaṁ variṣṭham\n\nmanye tad-arpita-mano-vacanehitārtha-\n\nprāṇaṁ punāti sa kulaṁ na tu bhūri-mānaḥ", "devanagari": "> বিপ্রাদ্দ্বিষড়্ গুণযুতাদরবিন্দনাভ-\n> পাদারবিন্দবিমুখাৎ শ্বপচং বরিষ্ঠম্ ।\n> মন্যে তদর্পিত-মনোবচনেহিতার্থ-\n> প্রাণং পুনাতি স কুলং ন তু ভূরিমানঃ ॥৫৯॥", "synonyms": "*viprāt*—que um brāhmaṇa; *dvi-ṣaṭ-guṇa-yutāt*—dotado das doze qualificações bramânicas; *aravinda-nābha*—do Senhor Viṣṇu, que tem um umbigo semelhante ao lótus; *pāda-aravinda*—aos pés de lótus; *vimukhāt*—que uma pessoa desprovida de devoção; *śva-pacam*—um caṇḍāla, ou uma pessoa acostumada a comer cães; *variṣṭham*—mais glorificado; *manye*—penso; *tat-arpita*—dedicados a Ele; *manaḥ*—mente; *vacana*—palavras; *īhita*—atividades; *artha*—riqueza; *prāṇam*—vida; *punāti*—purifica; *saḥ*—ele; *kulam*—sua família; *na tu*—mas não; *bhūri-mānaḥ*—um brāhmaṇa orgulhoso de possuir tais qualidades.", "translation": "**\" 'Alguém pode nascer numa família de brāhmaṇas e ter todas as doze qualidades bramânicas, mas, se não for devotado aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa, que tem um umbigo em forma de lótus, ele não é tão bom quanto um caṇḍāla que tenha dedicado sua mente, suas palavras, suas atividades, sua riqueza e sua vida ao serviço do Senhor. Simplesmente nascer numa família de brāhmaṇas ou ter qualidades bramânicas não é suficiente. É preciso tornar-se um devoto puro do Senhor. Se um śva-paca ou caṇḍāla é um devoto, ele liberta não apenas a si mesmo, mas toda a sua família, ao passo que um brāhmaṇa que não é devoto, mas simplesmente possui qualificações bramânicas, não consegue purificar nem a si mesmo, para não falar de sua família.' \"**", "purport": "Este verso é proferido por Prahlāda Mahārāja no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.9.10). Supõe-se que um brāhmaṇa seja dotado de doze qualidades. Como se afirma no *Mahābhārata*:\n\ndharmaś ca satyaṁ ca damas tapaś ca\namātsaryaṁ hrīs titikṣānasūyā\nyajñaś ca dānaṁ ca dhṛtiḥ śrutaṁ ca\nvratāni vai dvādaśa brāhmaṇasya\n\n\"Um brāhmaṇa deve ser perfeitamente religioso. Deve ser veraz e deve ser capaz de controlar os sentidos. Deve executar austeridades severas, e deve ser desapegado, humilde e tolerante. Não deve invejar ninguém, e deve ser perito em realizar sacrifícios e em dar em caridade tudo o que possui. Deve estar fixo no serviço devocional e ser perito no conhecimento dos *Vedas*. Estas são as doze qualificações de um brāhmaṇa.\"\n\nO *Bhagavad-gītā* descreve as qualidades bramânicas desta maneira:\n\nśamo damas tapaḥ śaucam\nkṣāntir ārjavam eva ca\njñānaṁ vijñānam āstikyaṁ\nbrahma-karma svabhāva-jam\n\n\"Tranquilidade, autocontrole, austeridade, pureza, tolerância, honestidade, sabedoria, conhecimento e religiosidade — estas são as qualidades mediante as quais trabalham os brāhmaṇas.\" (Bg. 18.42)\n\nNa Muktāphala-ṭīkā, afirma-se:\n\nśamo damas tapaḥ śaucaṁ\nkṣānty-ārjava-virakta yaḥ\njñāna-vijñāna-santoṣāḥ\nsatyāstikye dviṣaḍ guṇāḥ\n\n\"Equilíbrio mental, controle dos sentidos, austeridade, limpeza, tolerância, simplicidade, desapego, conhecimento teórico e prático, satisfação, veracidade e fé firme nos *Vedas* são as doze qualidades de um brāhmaṇa.\""}
{"ref": "cc/madhya/20/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/60/", "verse_text": "tomā dekhi, tomā sparśi, gāi tomāra guṇa\n\nsarvendriya-phala,--ei śāstra-nirūpaṇa", "devanagari": "> তোমা দেখি, তোমা স্পর্শি, গাই তোমার গুণ ।\n> সর্বেন্দ্রিয়-ফল, — এই শাস্ত্র-নিরূপণ ॥৬০॥", "synonyms": "*tomā dekhi*—ao ver-te; *tomā sparśi*—ao tocar-te; *gāi tomāra guṇa*—louvando tuas qualidades transcendentais; *sarva-indriya-phala*—a realização das atividades de todos os sentidos; *ei*—este; *śāstra-nirūpaṇa*—o veredito das escrituras reveladas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Ao ver-te, ao tocar-te e ao glorificar tuas qualidades transcendentais, a pessoa pode aperfeiçoar o propósito de toda atividade dos sentidos. Este é o veredito das escrituras reveladas.**", "purport": "Isso é confirmado no seguinte verso do Hari-bhakti-sudhodaya (13.2)."}
{"ref": "cc/madhya/20/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/61/", "verse_text": "akṣṇoḥ phalaṁ tvādṛśa-darśanaṁ hi\n\ntanoḥ phalaṁ tvādṛśa-gātra-saṅgaḥ\n\njihvā-phalaṁ tvādṛśa-kīrtanaṁ hi\n\nsudurlabhā bhāgavatā hi loke", "devanagari": "> অক্ষ্ণোঃ ফলং ত্বাদৃশ-দর্শনং হি\n> তনোঃ ফলং ত্বাদৃশ-গাত্রসঙ্গঃ ।\n> জিহ্বা-ফলং ত্বাদৃশ-কীর্তনং হি\n> সুদুর্লভা ভাগবতা হি লোকে ॥৬১॥", "synonyms": "*akṣṇoḥ*—dos olhos; *phalam*—o resultado perfeito da ação; *tvā-dṛśa*—uma pessoa como tu; *darśanam*—ver; *hi*—certamente; *tanoḥ*—do corpo; *phalam*—a perfeição das atividades; *tvā-dṛśa*—de uma pessoa como tu; *gātra-saṅgaḥ*—tocar o corpo; *jihvā-phalam*—a perfeição da língua; *tvā-dṛśa*—uma pessoa como tu; *kīrtanam*—glorificar; *hi*—certamente; *su-durlabhāḥ*—muito raros; *bhāgavatāḥ*—devotos puros do Senhor; *hi*—certamente; *loke*—neste mundo.", "translation": "**\" 'Meu querido vaiṣṇava, ver uma pessoa como tu é a perfeição da visão. Tocar teus pés de lótus é a perfeição do sentido do tato. Glorificar tuas boas qualidades é a verdadeira atividade da língua, pois, no mundo material, é muito difícil encontrar um devoto puro do Senhor.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/62/", "verse_text": "eta kahi kahe prabhu,--\"śuna, sanātana\n\nkṛṣṇa--baḍa dayāmaya, patita-pāvana", "devanagari": "> এত কহি কহে প্রভু, — “শুন, সনাতন ।\n> কৃষ্ণ — বড় দয়াময়, পতিত-পাবন ॥৬২॥", "synonyms": "*eta kahi*—dizendo isto; *kahe*—continuou a falar; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śuna*—por favor, ouve; *sanātana*—Meu querido Sanātana; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *baḍa*—muito; *dayā-maya*—misericordioso; *patita-pāvana*—libertador das almas caídas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Meu querido Sanātana, por favor, ouve-Me. Kṛṣṇa é muito misericordioso, e Ele é o libertador de todas as almas caídas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/63/", "verse_text": "mahā-raurava haite tomā karilā uddhāra\n\nkṛpāra samudra kṛṣṇa gambhīra apāra\"", "devanagari": "> মহা-রৌরব হৈতে তোমা করিলা উদ্ধার ।\n> কৃপার সমুদ্র কৃষ্ণ গম্ভীর অপার ।।” ॥ ৬৩ ॥", "synonyms": "*mahā-raurava haite*—da mais profunda condição infernal de vida; *tomā*—a ti; *karilā uddhāra*—libertou; *kṛpāra samudra*—o oceano de misericórdia; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *gambhīra*—muito grave; *apāra*—ilimitadamente.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, Kṛṣṇa salvou-te de Mahāraurava, o mais profundo inferno da vida. Ele é um oceano de misericórdia, e Suas atividades são muito graves.\"**", "purport": "Como se afirma no *Bhagavad-gītā*: īśvaraḥ sarva-bhūtānāṁ hṛd-deśe 'rjuna tiṣṭhati. Permanecendo dentro do coração de todos, o Senhor Kṛṣṇa trabalha de modo muito grave. Ninguém pode compreender como Ele está agindo, mas, tão logo o Senhor compreende a atividade sincera de uma pessoa em serviço devocional, Ele a ajuda de tal maneira que o devoto não consegue entender como as coisas estão acontecendo. Se o devoto está determinado a servir o Senhor, o Senhor está sempre disposto a ajudá-lo (dadāmi buddhi-yogaṁ taṁ yena mām upayānti te). Śrī Caitanya Mahāprabhu está dizendo a Sanātana Gosvāmī quão misericordioso é o Senhor. Sanātana Gosvāmī era ministro a serviço do Nawab Hussain Shah. Ele sempre convivia com pessoas de inclinação materialista, particularmente com maometanos comedores de carne. Embora estivesse em contato íntimo com eles, pela misericórdia de Kṛṣṇa ele passou a achar tal associação desagradável. Por isso, deixou-os. Como afirma Śrīnivāsa Ācārya: tyaktvā tūrṇam aśeṣa-maṇḍala-pati-śreṇīṁ sadā tuccha-vat. Kṛṣṇa iluminou Sanātana Gosvāmī de tal maneira que ele foi capaz de abandonar seu exaltado posto de ministro. Considerando insignificante sua posição material, Sanātana estava disposto a tornar-se um mendicante. Apreciando as atividades de Sanātana Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu louvou seu ato e agradeceu a Kṛṣṇa por Sua misericórdia para com ele."}
{"ref": "cc/madhya/20/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/64/", "verse_text": "sanātana kahe,--'kṛṣṇa āmi nāhi jāni\n\nāmāra uddhāra-hetu tomāra kṛpā ma-ni'", "devanagari": "> সনাতন কহে, — ‘কৃষ্ণ আমি নাহি জানি ।\n> আমার উদ্ধার-হেতু তোমার কৃপা মানি ।।’ ॥ ৬৪ ॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *āmi*—eu; *nāhi jāni*—não conheço; *āmāra*—minha; *uddhāra-hetu*—a causa da libertação; *tomāra*—Tua; *kṛpā*—misericórdia; *māni*—aceito.", "translation": "**Sanātana respondeu: \"Não sei quem é Kṛṣṇa. No que me diz respeito, fui liberto da prisão apenas por Tua misericórdia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/65/", "verse_text": "'kemane chuṭilā' bali prabhu praśna kailā\n\nādyopānta saba kathā teṅho śunāilā", "devanagari": "> ‘কেমনে ছুটিলা’ বলি প্রভু প্রশ্ন কৈলা ।\n> আদ্যোপান্ত সব কথা তেঁহো শুনাইলা ॥৬৫॥", "synonyms": "*kemane chuṭilā*—como foste libertado; *bali*—dizendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *praśna kailā*—perguntou; *ādya-upānta*—do começo ao fim; *saba*—toda; *kathā*—a narração; *teṅho*—ele; *śunāilā*—descreveu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então perguntou a Sanātana Gosvāmī: \"Como foste libertado da prisão?\" Sanātana descreveu então toda a história, do começo ao fim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/66/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"tomāra dui-bhāi prayāge mililā\n\nrūpa, anupama--duṅhe vṛndāvana gelā\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “তোমার দুইভাই প্রয়াগে মিলিলা ।\n> রূপ, অনুপম — দুঁহে বৃন্দাবন গেলা” ॥৬৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tomāra*—teus; *dui-bhāi*—dois irmãos; *prayāge mililā*—encontraram-Me em Prayāga; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *anupama*—seu irmão Anupama; *duṅhe*—ambos; *vṛndāvana gelā*—foram para Vṛndāvana.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Encontrei teus dois irmãos, Rūpa e Anupama, em Prayāga. Eles agora foram para Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/67/", "verse_text": "tapana-miśrere āra candraśekharere\n\nprabhu-ājñāya sanātana mililā doṅhāre", "devanagari": "> তপনমিশ্রেরে আর চন্দ্রশেখরেরে ।\n> প্রভু-আজ্ঞায় সনাতন মিলিলা দোঁহারে ॥৬৭॥", "synonyms": "*tapana-miśrere*—a Tapana Miśra; *āra*—e; *candraśekharere*—a Candraśekhara; *prabhu-ājñāya*—pela ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sanātana*—Sanātana; *mililā*—encontrou; *doṅhāre*—ambos.", "translation": "**Pela ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Sanātana Gosvāmī encontrou tanto Tapana Miśra quanto Candraśekhara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/68/", "verse_text": "tapana-miśra tabe tāṅre kailā nimantraṇa\n\nprabhu kahe,--'kṣaura karāha, yāha, sanātana'", "devanagari": "> তপনমিশ্র তবে তাঁরে কৈলা নিমন্ত্রণ ।\n> প্রভু কহে, — ‘ক্ষৌর করাহ, যাহ, সনাতন ।।’ ॥ ৬৮ ॥", "synonyms": "*tapana-miśra*—Tapana Miśra; *tabe*—então; *tāṅre*—a ele (Sanātana Gosvāmī); *kailā*—fez; *nimantraṇa*—convite; *prabhu kahe*—Caitanya Mahāprabhu disse; *kṣaura karāha*—faze a barba; *yāha*—vai; *sanātana*—meu querido Sanātana.", "translation": "**Tapana Miśra então fez um convite a Sanātana, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu pediu a Sanātana que fosse fazer a barba.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/69/", "verse_text": "candraśekharere prabhu kahe bolāñā\n\n'ei veṣa dūra kara, yāha iṅhāre lañā'", "devanagari": "> চন্দ্রশেখরেরে প্রভু কহে বোলাঞা ।\n> ‘এই বেষ দূর কর, যাহ ইঁহারে লঞা’ ॥৬৯॥", "synonyms": "*candraśekharere*—a Candraśekhara; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *bolāñā*—chamando; *ei veṣa*—este tipo de roupa; *dūra kara*—tira; *yāha*—vai; *iṅhāre lañā*—levando-o contigo.", "translation": "**Depois disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu chamou Candraśekhara e pediu-lhe que levasse Sanātana Gosvāmī consigo. Também lhe pediu que retirasse a roupa que Sanātana usava no momento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/70/", "verse_text": "bhadra karāñā tāṅre gaṅgā-snāna karāila\n\nśekhara āniyā tāṅre nūtana vastra dila", "devanagari": "> ভদ্র করাঞা তাঁরে গঙ্গাস্নান করাইল ।\n> শেখর আনিয়া তাঁরে নূতন বস্ত্র দিল ॥৭০॥", "synonyms": "*bhadra karāñā*—tornando-o apresentável; *tāṅre*—a ele; *gaṅgā-snāna*—banho no Ganges; *karāila*—fez tomar; *śekhara*—Candraśekhara; *āniyā*—trazendo; *tāṅre*—a ele; *nūtana*—nova; *vastra*—roupa; *dila*—entregou.", "translation": "**Candraśekhara então fez com que Sanātana Gosvāmī tivesse a aparência de um cavalheiro. Levou-o a banhar-se no Ganges e, em seguida, trouxe-lhe um conjunto de roupas novas.**", "purport": "As palavras bhadra karāñā são significativas neste verso. Por causa de seus longos cabelos, bigode e barba, Sanātana Gosvāmī parecia um daraveśa, ou hippie. Como Śrī Caitanya Mahāprabhu não apreciava a aparência de hippie de Sanātana Gosvāmī, pediu imediatamente a Candraśekhara que o barbeasse totalmente. Se qualquer pessoa de cabelos longos ou barba quiser ingressar neste movimento da consciência de Kṛṣṇa e viver conosco, deve igualmente barbear-se por completo. Os seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu consideram censuráveis os cabelos longos. Sanātana Gosvāmī foi salvo de uma condição infernal (Mahāraurava) pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Mahāraurava é um inferno onde se colocam os matadores de animais. A esse respeito, consultar o *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.26.10-12)."}
{"ref": "cc/madhya/20/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/71/", "verse_text": "sei vastra sanātana nā kaila aṅgīkāra\n\nśuniyā prabhura mane ānanda apāra", "devanagari": "> সেই বস্ত্র সনাতন না কৈল অঙ্গীকার ।\n> শুনিয়া প্রভুর মনে আনন্দ অপার ॥৭১॥", "synonyms": "*sei vastra*—aquela roupa nova; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *nā kaila*—não fez; *aṅgīkāra*—aceitação; *śuniyā*—ao ouvir; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *ānanda apāra*—felicidade ilimitada.", "translation": "**Candraśekhara ofereceu um conjunto de roupas novas a Sanātana Gosvāmī, mas Sanātana não as aceitou. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu a notícia disso, ficou ilimitadamente feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/72/", "verse_text": "madhyāhna kariyā prabhu gelā bhikṣā karibāre\n\nsanātane lañā gelā tapana-miśrera ghare", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিয়া প্রভু গেলা ভিক্ষা করিবারে ।\n> সনাতনে লঞা গেলা তপনমিশ্রের ঘরে ॥৭২॥", "synonyms": "*madhyāhna kariyā*—terminando o banho ao meio-dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *bhikṣā karibāre*—almoçar; *sanātane*—Sanātana Gosvāmī; *lañā*—levando; *gelā*—foi; *tapana-miśrera ghare*—à casa de Tapana Miśra.", "translation": "**Após banhar-se ao meio-dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi à casa de Tapana Miśra para almoçar. Levou Sanātana Gosvāmī conSigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/73/", "verse_text": "pāda-prakṣālana kari' bhikṣāte vasilā\n\n'sanātane bhikṣā deha'--miśrere kahilā", "devanagari": "> পাদপ্রক্ষালন করি’ ভিক্ষাতে বসিলা ।\n> ‘সনাতনে ভিক্ষা দেহ’ — মিশ্রেরে কহিলা ॥৭৩॥", "synonyms": "*pāda-prakṣālana*—lavando os pés; *kari'*—fazendo; *bhikṣāte*—para almoçar; *vasilā*—sentou-se; *sanātane bhikṣā deha*—dá almoço também a Sanātana; *miśrere kahilā*—pediu a Tapana Miśra.", "translation": "**Após lavar Seus pés, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se para almoçar. Pediu a Tapana Miśra que servisse almoço também a Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/74/", "verse_text": "miśra kahe,--'sanātanera kichu kṛtya āche\n\ntumi bhikṣā kara, prasāda tāṅre diba pāche'", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — ‘সনাতনের কিছু কৃত্য আছে ।\n> তুমি ভিক্ষা কর, প্রসাদ তাঁরে দিব পাছে ।।’ ॥ ৭৪ ॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Tapana Miśra disse; *sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *kichu*—algum; *kṛtya*—dever; *āche*—há; *tumi bhikṣā kara*—faze Teu almoço; *prasāda*—os restos do Teu alimento; *tāṅre*—a ele; *diba*—entregarei; *pāche*—ao final.", "translation": "**Tapana Miśra disse então: \"Sanātana tem um dever a cumprir; portanto, ele não pode almoçar agora. Ao final da refeição, fornecerei a Sanātana alguns restos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/75/", "verse_text": "bhikṣā kari' mahāprabhu viśrāma karila\n\nmiśra prabhura śeṣa-pātra sanātane dila", "devanagari": "> ভিক্ষা করি’ মহাপ্রভু বিশ্রাম করিল ।\n> মিশ্র প্রভুর শেষপাত্র সনাতনে দিল ॥৭৫॥", "synonyms": "*bhikṣā kari'*—após fazer Seu almoço; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viśrāma karila*—descansou; *miśra*—Tapana Miśra; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa-pātra*—o prato de restos; *sanātane dila*—entregou a Sanātana.", "translation": "**Após comer, Śrī Caitanya Mahāprabhu descansou por algum tempo. Tapana Miśra deu então a Sanātana Gosvāmī os restos do alimento deixado por Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/76/", "verse_text": "miśra sanātane dilā nūtana vasana\n\nvastra nāhi nilā, teṅho kaila nivedana", "devanagari": "> মিশ্র সনাতনে দিলা নূতন বসন ।\n> বস্ত্র নাহি নিলা, তেঁহো কৈল নিবেদন ॥৭৬॥", "synonyms": "*miśra*—Tapana Miśra; *sanātane*—a Sanātana; *dilā*—entregou; *nūtana vasana*—roupa nova; *vastra*—a roupa; *nāhi nilā*—ele não aceitou; *teṅho*—ele; *kaila*—fez; *nivedana*—súplica.", "translation": "**Quando Tapana Miśra ofereceu a Sanātana Gosvāmī uma roupa nova, ele não a aceitou. Em vez disso, falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/77/", "verse_text": "\"more vastra dite yadi tomāra haya mana\n\nnija paridhāna eka deha' purātana\"", "devanagari": "> “মোরে বস্ত্র দিতে যদি তোমার হয় মন ।\n> নিজ পরিধান এক দেহ’ পুরাতন ।।” ॥ ৭৭ ॥", "synonyms": "*more*—a mim; *vastra dite*—oferecer roupa; *yadi*—se; *tomāra*—tua; *haya*—há; *mana*—mente; *nija*—própria; *paridhāna*—roupa; *eka*—uma; *deha'*—dá; *purātana*—velha.", "translation": "**\"Se desejas dar-me alguma roupa conforme tua vontade, por favor, dá-me uma roupa velha que tenhas usado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/78/", "verse_text": "tabe miśra purātana eka dhuti dila\n\nteṅho dui bahirvāsa-kaupīna karila", "devanagari": "> তবে মিশ্র পুরাতন এক ধুতি দিল ।\n> তেঁহো দুই বহির্বাস-কৌপীন করিল ॥৭৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *miśra*—Tapana Miśra; *purātana*—velha; *eka*—uma; *dhuti*—dhoti; *dila*—entregou; *teṅho*—ele (Sanātana Gosvāmī); *dui*—duas; *bahirvāsa*—vestes externas; *kaupīna*—roupa íntima; *karila*—fez.", "translation": "**Quando Tapana Miśra deu a Sanātana Gosvāmī um dhoti usado, Sanātana imediatamente o rasgou em pedaços para fazer dois conjuntos de vestes externas e roupa íntima.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/79/", "verse_text": "mahārāṣṭrīya dvije prabhu milāilā sanātane\n\nsei vipra tāṅre kaila mahā-nimantraṇe", "devanagari": "> মহারাষ্ট্রীয় দ্বিজে প্রভু মিলাইলা সনাতনে  ।\n> সেই বিপ্র তাঁরে কৈল মহা-নিমন্ত্রণে ॥৭৯॥", "synonyms": "*mahā-rāṣṭrīya*—de Mahārāṣṭra; *dvije*—o brāhmaṇa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milāilā*—apresentou; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *sei*—aquele; *vipra*—brāhmaṇa; *tāṅre*—a ele; *kaila*—fez; *mahā*—completo; *nimantraṇe*—convite.", "translation": "**Quando Caitanya Mahāprabhu apresentou o brāhmaṇa mahārāṣṭrīya a Sanātana, o brāhmaṇa imediatamente convidou Sanātana Gosvāmī para refeições completas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/80/", "verse_text": "\"sanātana, tumi yāvat kāśīte rahibā\n\ntāvat āmāra ghare bhikṣā ye karibā\"", "devanagari": "> “সনাতন, তুমি যাবৎ কাশীতে রহিবা  ।\n> তাবৎ আমার ঘরে ভিক্ষা যে করিবা ।।” ৮০ ॥৮০॥", "synonyms": "*sanātana*—ó Sanātana; *tumi*—tu; *yāvat*—enquanto; *kāśīte*—em Benares; *rahibā*—permanecerás; *tāvat*—por todo esse tempo; *āmāra*—minha; *ghare*—em casa; *bhikṣā*—almoço; *ye*—que; *karibā*—por favor, aceita.", "translation": "**O brāhmaṇa disse: \"Meu querido Sanātana, enquanto permaneceres em Kāśī, por favor, aceita almoço em minha casa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/81/", "verse_text": "sanātana kahe,--\"āmi mādhukarī kariba\n\nbrāhmaṇera ghare kene ekatra bhikṣā laba?\"", "devanagari": "> সনাতন কহে, — “আমি মাধুকরী করিব ।\n> ব্রাহ্মণের ঘরে কেনে একত্র ভিক্ষা লব ?” ॥ ৮১ ॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana respondeu; *āmi*—eu; *mādhukarī kariba*—praticarei a aceitação de alimento pelo método mādhukarī; *brāhmaṇera ghare*—na casa de um brāhmaṇa; *kene*—por que; *ekatra*—num só lugar; *bhikṣā laba*—devo aceitar refeição.", "translation": "**Sanātana respondeu: \"Praticarei o processo de mādhukarī. Por que deveria aceitar refeições completas na casa de um brāhmaṇa?\"**", "purport": "A palavra mādhukarī provém da palavra madhukara, que se refere às abelhas que recolhem mel de flor em flor. Um mādhukarī é uma pessoa santa ou um mendicante que não aceita uma refeição completa numa só casa, mas mendiga de porta em porta, recebendo um pouco de alimento da residência de cada chefe de família. Dessa maneira, ele não come em excesso nem causa incômodos desnecessários aos chefes de família. Uma pessoa na ordem renunciada pode mendigar, mas não cozinhar. Sua mendicância não deve ser um fardo para os chefes de família. O processo mādhukarī deve ser estritamente seguido por um bābājī, isto é, por aquele que alcançou a fase paramahaṁsa. Essa prática ainda é corrente em Vṛndāvana, e há muitos lugares onde se oferecem esmolas. Infelizmente, há muitos mendigos que vieram a Vṛndāvana para aceitar esmolas, mas não seguir os princípios de Sanātana Gosvāmī. As pessoas tentam imitá-lo e levar uma vida ociosa praticando mādhukarī. É quase impossível seguir estritamente Sanātana Gosvāmī ou Rūpa Gosvāmī. É melhor aceitar o alimento oferecido a Kṛṣṇa no templo do que tentar imitar Sanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī.\n\nyuktāhāra-vihārasya\nyukta-ceṣṭasya karmasu\nyukta-svapnāvabodhasya\nyogo bhavati duḥkha-hā\n\n\"Aquele que é moderado em seus hábitos de comer, dormir, trabalhar e recrear-se pode mitigar todas as dores materiais praticando o sistema de yoga.\" (Bg. 6.17)\n\nO sannyāsī ideal segue estritamente os caminhos praticados pelos Gosvāmīs."}
{"ref": "cc/madhya/20/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/82/", "verse_text": "sanātanera vairāgye prabhura ānanda apāra\n\nbhoṭa-kambala pāne prabhu cāhe bāre bāra", "devanagari": "> সনাতনের বৈরাগ্যে প্রভুর আনন্দ অপার ।\n> ভোটকম্বল পানে প্রভু চাহে বারে বার ॥৮২॥", "synonyms": "*sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *vairāgye*—pela renúncia; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda*—felicidade; *apāra*—ilimitada; *bhoṭa-kambala*—o cobertor de lã; *pāne*—em direção; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cāhe*—olha; *bāre bāra*—repetidamente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu felicidade ilimitada ao observar como Sanātana Gosvāmī seguia estritamente os princípios da sannyāsa. No entanto, Ele lançava repetidos olhares ao cobertor de lã que Sanātana Gosvāmī usava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/83/", "verse_text": "sanātana jānila ei prabhure nā bhāya\n\nbhoṭa tyāga karibāre cintilā upāya", "devanagari": "> সনাতন জানিল এই প্রভুরে না ভায় ।\n> ভোট ত্যাগ করিবারে চিন্তিলা উপায় ॥৮৩॥", "synonyms": "*sanātana jānila*—Sanātana Gosvāmī pôde compreender; *ei*—isto; *prabhure*—por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā bhāya*—não é aprovado; *bhoṭa*—o cobertor de lã; *tyāga*—abandonar; *karibāre*—fazer; *cintilā*—considerou; *upāya*—um meio.", "translation": "**Como Śrī Caitanya Mahāprabhu lançava repetidos olhares a este valioso cobertor de lã, Sanātana Gosvāmī pôde compreender que o Senhor não o aprovava. Ele então começou a considerar uma maneira de abandoná-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/84/", "verse_text": "eta cinti' gelā gaṅgāya madhyāhna karite\n\neka gauḍiyā kānthā dhuñā diyāche śukāite", "devanagari": "> এত চিন্তি’ গেলা গঙ্গায় মধ্যাহ্ন করিতে ।\n> এক গৌড়িয়া কান্থা ধুঞা দিয়াছে শুকাইতে ॥৮৪॥", "synonyms": "*eta cinti'*—pensando isto; *gelā*—foi; *gaṅgāya*—à margem do Ganges; *madhyāhna*—banho ao meio-dia; *karite*—fazer; *eka*—um; *gauḍiyā*—vaiṣṇava bengali; *kānthā*—colcha; *dhuñā*—lavando; *diyāche*—estendido; *śukāite*—para secar.", "translation": "**Pensando dessa maneira, Sanātana foi à margem do Ganges para banhar-se. Estando ali, viu que um mendicante de Bengala havia lavado sua colcha e a estendera para secar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/85/", "verse_text": "tāre kahe,--\"ore bhāi, kara upakāre\n\nei bhoṭa lañā ei kāṅthā deha' more\"", "devanagari": "> তারে কহে, — “ওরে ভাই, কর উপকারে ।\n> এই ভোট লঞা এই কাঁথা দেহ’ মোরে ।।” ॥ ৮৫ ॥", "synonyms": "*tāre kahe*—ele lhe disse; *ore bhāi*—ó meu irmão; *kara upakāre*—faze a gentileza; *ei bhoṭa*—este cobertor de lã; *lañā*—tomando; *ei*—esta; *kāṅthā*—colcha; *deha'*—dá; *more*—a mim.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī então disse ao mendicante bengali: \"Meu caro irmão, faze-me um favor. Troca tua colcha por este cobertor de lã.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/86/", "verse_text": "sei kahe,--\"rahasya kara prāmāṇika hañā?\n\nbahu-mūlya bhoṭa dibā kena kāṅthā lañā?\"", "devanagari": "> সেই কহে, — “রহস্য কর প্রামাণিক হঞা ?\n> বহুমূল্য ভোট দিবা কেন কাঁথা লঞা ?” ॥ ৮৬ ॥", "synonyms": "*sei kahe*—ele disse; *rahasya*—brincadeira; *kara*—fazes; *prāmāṇika hañā*—embora sejas um homem respeitável; *bahu-mūlya*—muito valioso; *bhoṭa*—cobertor de lã; *dibā*—darias; *kena*—por que; *kāṅthā lañā*—tomando esta colcha.", "translation": "**O mendicante respondeu: \"Senhor, és um cavalheiro respeitável. Por que estás brincando comigo? Por que trocarias teu valioso cobertor por minha colcha rasgada?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/87/", "verse_text": "teṅho kahe,--\"rahasya nahe, kahi satya-vāṇī\n\nbhoṭa laha, tumi deha' more kāṅthā-khāni\"", "devanagari": "> তেঁহো কহে, — “রহস্য নহে, কহি সত্যবাণী ।\n> ভোট লহ, তুমি দেহ’ মোরে কাঁথাখানি ।।” ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—ele disse; *rahasya nahe*—não há brincadeira; *kahi satya-vāṇī*—estou falando a verdade; *bhoṭa laha*—toma este cobertor; *tumi*—tu; *deha'*—dá; *more*—a mim; *kāṅthā-khāni*—a colcha.", "translation": "**Sanātana disse: \"Não estou brincando; estou falando a verdade. Toma este cobertor em troca de tua colcha rasgada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/88/", "verse_text": "eta bali' kāṅthā la-ila, bhoṭa tāṅre diyā\n\ngosāñira ṭhāṅi āilā kāṅthā gale diyā", "devanagari": "> এত বলি’ কাঁথা লইল, ভোট তাঁরে দিয়া ।\n> গোসাঞির ঠাঁই আইলা কাঁথা গলে দিয়া ॥৮৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *kāṅthā la-ila*—ele tomou a colcha; *bhoṭa*—o cobertor; *tāṅre*—a ele; *diyā*—dando; *gosāñira ṭhāṅi*—a Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—retornou; *kāṅthā*—colcha; *gale*—ao ombro; *diyā*—pondo.", "translation": "**Dizendo isto, Sanātana Gosvāmī trocou o cobertor pela colcha. Em seguida, retornou a Śrī Caitanya Mahāprabhu com a colcha ao ombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/89/", "verse_text": "prabhu kahe,--'tomāra bhoṭa-kambala kothā gela?'\n\nprabhu-pade saba kathā gosāñi kahila", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘তোমার ভোটকম্বল কোথা গেল ?’\n> প্রভুপদে সব কথা গোসাঞি কহিল ॥৮৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tomāra*—teu; *bhoṭa-kambala*—cobertor de lã; *kothā gela*—para onde foi; *prabhu-pade*—aos pés de lótus do Senhor Caitanya; *saba*—toda; *kathā*—narração; *gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *kahila*—contou.", "translation": "**Quando Sanātana Gosvāmī retornou, o Senhor perguntou: \"Onde está teu cobertor de lã?\" Sanātana Gosvāmī então narrou toda a história ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/90-91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/90-91/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"ihā āmi kariyāchi vicāra\n\nviṣaya-roga khaṇḍāila kṛṣṇa ye tomāra\n\nse kene rākhibe tomāra śeṣa viṣaya-bhoga?\n\nroga khaṇḍi' sad-vaidya nā rākhe śeṣa roga", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “ইহা আমি করিয়াছি বিচার ।\n> বিষয়-রোগ খণ্ডাইল কৃষ্ণ যে তোমার ॥৯০॥\n> সে কেনে রাখিবে তোমার শেষ বিষয়-ভোগ ? রোগ খণ্ডি’ সদ্বৈদ্য না রাখে শেষ রোগ ॥৯১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ihā*—isto; *āmi*—eu; *kariyāchi vicāra*—considerei deliberadamente; *viṣaya-roga*—a doença da atração material; *khaṇḍāila*—anulou agora; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ye*—uma vez que; *tomāra*—teu; *se*—o Senhor Kṛṣṇa; *kene*—por que; *rākhibe*—te permitiria conservar; *tomāra*—tua; *śeṣa*—última; *viṣaya-bhoga*—atração pelas coisas materiais; *roga khaṇḍi'*—vencendo a doença; *sat-vaidya*—um bom médico; *nā rākhe*—não conserva; *śeṣa*—a última parte; *roga*—doença.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse: \"Já considerei deliberadamente esta questão. Visto que o Senhor Kṛṣṇa é muito misericordioso, Ele anulou teu apego pelas coisas materiais. Por que Kṛṣṇa te permitiria conservar um último resquício de apego material? Após vencer uma doença, um bom médico não permite que reste nada dela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/92/", "verse_text": "tina mudrāra bhoṭa gāya, mādhukarī grāsa\n\ndharma-hāni haya, loka kare upahāsa\"", "devanagari": "> তিন মুদ্রার ভোট গায়, মাধুকরী গ্রাস ।\n> ধর্মহানি হয়, লোক করে উপহাস ।।” ॥ ৯২ ॥", "synonyms": "*tina mudrāra bhoṭa*—um cobertor de lã que custa três moedas de ouro; *gāya*—no corpo; *mādhukarī grāsa*—e praticando o sistema mādhukarī; *dharma-hāni haya*—isso é uma incoerência religiosa; *loka kare upahāsa*—as pessoas zombarão.", "translation": "**\"É contraditório praticar o mādhukarī e, ao mesmo tempo, usar um cobertor valioso. Quem assim procede perde sua força espiritual e também se torna objeto de zombaria.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/93/", "verse_text": "gosāñi kahe,--'ye khaṇḍila kuviṣaya-bhoga\n\ntāṅra icchāya gela mora śeṣa viṣaya-roga\"", "devanagari": "> গোসাঞি কহে, — “যে খণ্ডিল কুবিষয়-ভোগ ।\n> তাঁর ইচ্ছায় গেল মোর শেষ বিষয়-রোগ ।।” ॥ ৯৩ ॥", "synonyms": "*gosāñi kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *ye khaṇḍila*—a pessoa que venceu; *ku-viṣaya-bhoga*—o gozo da vida material pecaminosa; *tāṅra icchāya*—por Seu desejo; *gela*—partiu; *mora*—minha; *śeṣa*—último resquício; *viṣaya-roga*—doença material.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī respondeu: \"A Suprema Personalidade de Deus salvou-me da vida pecaminosa da existência material. Por Seu desejo, meu último resquício de atração material agora se foi.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/94/", "verse_text": "prasanna hañā prabhu tāṅre kṛpā kaila\n\ntāṅra kṛpāya praśna karite tāṅra śakti haila", "devanagari": "> প্রসন্ন হঞা প্রভু তাঁরে কৃপা কৈল ।\n> তাঁর কৃপায় প্রশ্ন করিতে তাঁর শক্তি হৈল ॥৯৪॥", "synonyms": "*prasanna hañā*—estando muito satisfeito; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kṛpā kaila*—outorgou Sua misericórdia imotivada; *tāṅra kṛpāya*—por Sua misericórdia; *praśna karite*—indagar; *tāṅra*—dele; *śakti haila*—houve força.", "translation": "**Estando satisfeito com Sanātana Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu outorgou-lhe Sua misericórdia imotivada. Pela misericórdia do Senhor, Sanātana Gosvāmī recebeu a força espiritual para indagar dEle.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/95-96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/95-96/", "verse_text": "pūrve yaiche rāya-pāśe prabhu praśna kailā\n\ntāṅra śaktye rāmānanda tāṅra uttara dilā\n\nihāṅ prabhura śaktye praśna kare sanātana\n\nāpane mahāprabhu kare 'tattva'-nirūpaṇa", "devanagari": "> পূর্বে যৈছে রায়-পাশে প্রভু প্রশ্ন কৈলা ।\n> তাঁর শক্ত্যে রামানন্দ তাঁর উত্তর দিলা ॥৯৫॥\n> ইহাঁ প্রভুর শক্ত্যে প্রশ্ন করে সনাতন ।\n> আপনে মহাপ্রভু করে ‘তত্ত্ব’-নিরূপণ ॥৯৬॥", "synonyms": "*pūrve*—antigamente; *yaiche*—como; *rāya-pāśe*—a Rāmānanda Rāya; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *praśna kailā*—indagou; *tāṅra śaktye*—somente por Sua misericórdia; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *tāṅra*—suas; *uttara*—respostas; *dilā*—deu; *ihāṅ*—aqui; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śaktye*—pela força; *praśna*—perguntas; *kare*—faz; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *āpane*—pessoalmente; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *tattva*—a verdade; *nirūpaṇa*—discernindo.", "translation": "**Antigamente, Śrī Caitanya Mahāprabhu fez perguntas espirituais a Rāmānanda Rāya, e, pela misericórdia imotivada do Senhor, Rāmānanda Rāya pôde responder de modo adequado. Agora, pela misericórdia do Senhor, Sanātana Gosvāmī interrogou o Senhor, e Śrī Caitanya Mahāprabhu pessoalmente forneceu a verdade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/97/", "verse_text": "kṛṣṇa-svarūpa-mādhuryaiś-\nvarya-bhakti-rasāśrayam\ntattvaṁ sanātanāyeśaḥ\nkṛpayopadideśa saḥ", "devanagari": "> কৃষ্ণস্বরূপমাধুর্যৈশ্বর্যভক্তিরসাশ্রয়ম্ ।\n> তত্ত্বং সনাতনায়েশঃ কৃপয়োপদিদেশ সঃ ॥৯৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-svarūpa*—da verdadeira identidade de Śrī Kṛṣṇa; *mādhurya*—do amor conjugal; *aiśvarya*—da opulência; *bhakti*—do serviço devocional; *rasa*—das doçuras transcendentais; *āśrayam*—o abrigo; *tattvam*—a verdade; *sanātanāya*—a Śrī Sanātana; *īśaḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Supremo; *kṛpayā*—por Sua misericórdia imotivada; *upadideśa*—instruiu; *saḥ*—Ele.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, pessoalmente revelou a Sanātana Gosvāmī a verdadeira identidade do Senhor Kṛṣṇa. Falou-lhe também sobre o amor conjugal do Senhor, Sua opulência pessoal e as doçuras do serviço devocional. Todas essas verdades foram explicadas a Sanātana Gosvāmī pelo próprio Senhor, em virtude de Sua misericórdia imotivada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/98/", "verse_text": "tabe sanātana prabhura caraṇe dhariyā\n\ndainya vinati kare dante tṛṇa lañā", "devanagari": "> তবে সনাতন প্রভুর চরণে ধরিয়া ।\n> দৈন্য বিনতি করে দন্তে তৃণ লঞা ॥৯৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—os pés de lótus; *dhariyā*—agarrando; *dainya*—humildade; *vinati*—curvando-se; *kare*—faz; *dante*—nos dentes; *tṛṇa*—uma palha; *lañā*—tomando.", "translation": "**Pondo uma palha na boca e prostrando-se, Sanātana Gosvāmī agarrou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e falou humildemente como segue.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/99/", "verse_text": "\"nīca jāti, nīca-saṅgī, patita adhama\n\nkuviṣaya-kūpe paḍi' goṅāinu janama!", "devanagari": "> “নীচ জাতি, নীচ-সঙ্গী, পতিত অধম ৷\n> কুবিষয়-কূপে পড়ি’ গোঙাইনু জনম ! ॥ ৯৯ ॥", "synonyms": "*nīca jāti*—nascido de uma família baixa; *nīca-saṅgī*—associado a homens de classe baixa; *patita*—caído; *adhama*—o mais baixo; *ku-viṣaya-kūpe*—num poço de gozo material; *paḍi'*—tendo caído; *goṅāinu*—passei; *janama*—minha vida.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"Nasci numa família baixa, e meus associados são todos homens de classe baixa. Eu mesmo sou caído e o mais baixo dos homens. De fato, passei toda a minha vida caído no poço do materialismo pecaminoso.**", "purport": "Na verdade, Śrī Sanātana Gosvāmī pertencia a uma família de brāhmaṇas, pois pertencia à divisão Sārasvata dos brāhmaṇas, sendo bem culto e bem educado. De um modo ou de outro, aceitou um cargo de ministro no governo muçulmano; por isso, teve de associar-se com comedores de carne, beberrões e materialistas grosseiros. Sanātana Gosvāmī considerava-se caído, pois, na companhia de tais homens, também ele caíra vítima do gozo material. Tendo passado a vida dessa maneira, considerava que desperdiçara seu valioso tempo. Esta afirmação sobre como alguém pode tornar-se caído neste mundo material é feita pela maior autoridade da Gauḍīya Vaiṣṇava-sampradāya. Na verdade, o mundo inteiro está atualmente caído na existência material. Todos são comedores de carne, beberrões, caçadores de mulheres, jogadores e o que mais houver. As pessoas estão desfrutando da vida material ao cometer os quatro pecados básicos. Embora estejam caídas, se simplesmente se submeterem aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, serão salvas das reações pecaminosas."}
{"ref": "cc/madhya/20/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/100/", "verse_text": "āpanāra hitāhita kichui nā jāni!\n\ngrāmya-vyavahāre paṇḍita, tāi satya māni", "devanagari": "> আপনার হিতাহিত কিছুই না জানি !\n> গ্রাম্য-ব্যবহারে পণ্ডিত, তাই সত্য মানি ॥১০০॥", "synonyms": "*āpanāra*—do meu próprio eu; *hita*—bem-estar; *ahita*—inauspiciosidade; *kichui*—coisa alguma; *nā jāni*—não sei; *grāmya-vyavahāre*—nos tratos comuns; *paṇḍita*—um homem erudito; *tāi satya māni*—aceito isso como verdade.", "translation": "**\"Não sei o que me é benéfico nem o que me é prejudicial. Não obstante, nos tratos comuns as pessoas me consideram um erudito instruído, e também eu penso em mim mesmo dessa forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/101/", "verse_text": "kṛpā kari' yadi more kariyācha uddhāra\n\nāpana-kṛpāte kaha 'kartavya' āmāra", "devanagari": "> কৃপা করি,’ যদি মোরে করিয়াছ উদ্ধার ।\n> আপন-কৃপাতে কহ ‘কর্তব্য’ আমার ॥১০১॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—por Tua misericórdia imotivada; *yadi*—se; *more*—a mim; *kariyācha*—realizaste; *uddhāra*—libertação; *āpana-kṛpāte*—por Tua própria misericórdia; *kaha*—por favor, fala; *kartavya āmāra*—meu dever.", "translation": "**\"Por Tua misericórdia imotivada, libertaste-me da senda materialista. Agora, pela mesma misericórdia imotivada, por favor, dize-me qual é o meu dever.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/102/", "verse_text": "'ke āmi', 'kene āmāya jāre tāpa-traya'\n\nihā nāhi jāni--'kemane hita haya'", "devanagari": "> ‘কে আমি’, ‘কেনে আমায় জারে তাপত্রয়’ ।\n> ইহা নাহি জানি — ‘কেমনে হিত হয়’ ॥১০২॥", "synonyms": "*ke āmi*—quem sou eu; *kene*—por que; *āmāya*—a mim; *jāre*—dão sofrimento; *tāpa-traya*—as três espécies de condições miseráveis; *ihā*—isto; *nāhi jāni*—não sei; *kemane*—como; *hita*—meu bem-estar; *haya*—existe.", "translation": "**\"Quem sou eu? Por que as três misérias sempre me causam sofrimento? Se eu não sei isto, como posso ser beneficiado?**", "purport": "As três misérias materiais são as misérias provenientes do corpo e da mente, as misérias provenientes dos tratos com outras entidades vivas e as misérias provenientes de perturbações naturais. Às vezes sofremos corporalmente, quando somos atacados por uma febre, e às vezes sofremos mentalmente, quando um parente próximo morre. Outras entidades vivas também nos causam sofrimento. Há entidades vivas nascidas do embrião humano, de ovos, da transpiração e da vegetação. As condições miseráveis provocadas por catástrofes naturais são controladas pelos semideuses superiores. Pode haver frio intenso ou raios, ou uma pessoa pode ser assombrada por fantasmas. Estas três misérias estão sempre diante de nós, e elas nos prendem numa situação perigosa. Padaṁ padaṁ yad vipadām. Há perigo a cada passo da vida."}
{"ref": "cc/madhya/20/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/103/", "verse_text": "'sādhya'-'sādhana'-tattva puchite nā jāni\n\nkṛpā kari' saba tattva kaha ta' āpani\"", "devanagari": "> ‘সাধ্য’-‘সাধন’-তত্ত্ব পুছিতে না জানি ।\n> কৃপা করি’ সব তত্ত্ব কহ ত’ আপনি ।।” ॥ ১০৩ ॥", "synonyms": "*sādhya*—do objetivo da vida espiritual; *sādhana*—do processo de obter esse objetivo; *tattva*—verdade; *puchite*—perguntar; *nā jāni*—não sei; *kṛpā kari'*—por Tua misericórdia imotivada; *saba tattva*—todas essas verdades; *kaha ta' āpani*—por favor, explica-me pessoalmente.", "translation": "**\"Na verdade, não sei como perguntar sobre o objetivo da vida e sobre o processo de obtê-lo. Sendo misericordioso comigo, por favor, explica-me todas essas verdades.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/104/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kṛṣṇa-kṛpā tomāte pūrṇa haya\n\nsaba tattva jāna, tomāra nāhi tāpa-traya", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কৃষ্ণ-কৃপা তোমাতে পূর্ণ হয় ।\n> সব তত্ত্ব জান, তোমার নাহি তাপত্রয় ॥১০৪॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—disse; *kṛṣṇa-kṛpā*—a misericórdia de Kṛṣṇa; *tomāte*—sobre ti; *pūrṇa*—plena; *haya*—existe; *saba tattva*—todas as verdades; *jāna*—conheces; *tomāra*—de ti; *nāhi*—não há; *tāpa-traya*—as três misérias.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"O Senhor Kṛṣṇa concedeu-te Sua plena misericórdia, de modo que todas essas coisas te são conhecidas. Para ti, as três misérias certamente não existem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/105/", "verse_text": "kṛṣṇa-śakti dhara tumi, jāna tattva-bhāva\n\njāni' dārḍhya lāgi' puche,--sādhura svabhāva", "devanagari": "> কৃষ্ণশক্তি ধর তুমি, জান তত্ত্বভাব ।\n> জানি’ দার্ঢ্য লাগি’ পুছে, — সাধুর স্বভাব ॥১০৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-śakti*—a energia do Senhor Kṛṣṇa; *dhara*—possuis; *tumi*—tu; *jāna*—conheces; *tattva-bhāva*—a posição factual; *jāni'*—embora conhecendo todas essas coisas; *dārḍhya lāgi'*—em prol da firmeza; *puche*—ele pergunta; *sādhura*—das pessoas santas; *sva-bhāva*—a natureza.", "translation": "**\"Visto que possuis a potência do Senhor Kṛṣṇa, certamente conheces essas coisas. Contudo, é da natureza de um sādhu perguntar. Embora conheça essas coisas, o sādhu pergunta em prol da firmeza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/106/", "verse_text": "acirād eva sarvārthaḥ\n\nsidhyaty eṣām abhīpsitaḥ\n\nsad-dharmasyāvabodhāya\n\nyeṣāṁ nirbandhinī matiḥ", "devanagari": "> অচিরাদেব সর্বার্থঃ সিধ্যত্যেষামভীপ্সিতঃ ।\n> সদ্ধর্মস্যাববোধায় যেষাং নির্বন্ধিনী মতিঃ ॥১০৬॥", "synonyms": "*acirāt*—muito em breve; *eva*—certamente; *sarva-arthaḥ*—o objetivo da vida; *sidhyati*—realiza-se; *eṣām*—dessas pessoas; *abhīpsitaḥ*—desejado; *sat-dharmasya*—da senda do serviço devocional progressivo; *avabodhāya*—para a compreensão; *yeṣām*—aqueles cuja; *nirbandhinī*—inabalável; *matiḥ*—inteligência.", "translation": "**\" 'Aqueles que estão ansiosos por despertar sua consciência espiritual, que têm inteligência inabalável e que não se desviam, certamente alcançam o objetivo desejado.'**", "purport": "Este verso, citado do Nāradīya Purāṇa, encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.103)."}
{"ref": "cc/madhya/20/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/107/", "verse_text": "yogya-pātra hao tumi bhakti pravartāite\n\nkrame saba tattva śuna, kahiye tomāte", "devanagari": "> যোগ্যপাত্র হও তুমি ভক্তি প্রবর্তাইতে ।\n> ক্রমে সব তত্ত্ব শুন, কহিয়ে তোমাতে ॥১০৭॥", "synonyms": "*yogya-pātra*—pessoa apta; *hao*—és; *tumi*—tu; *bhakti*—serviço devocional; *pravartāite*—propagar; *krame*—um após outro; *saba*—todas; *tattva*—as verdades; *śuna*—por favor, ouve; *kahiye*—eu falarei; *tomāte*—a ti.", "translation": "**\"És apto para propagar o culto do serviço devocional. Portanto, ouve gradualmente de Mim todas as verdades a seu respeito. Eu te falarei sobre elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/108-109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/108-109/", "verse_text": "jīvera 'svarūpa' haya--kṛṣṇera 'nitya-dāsa'\n\nkṛṣṇera 'taṭasthā-śakti' 'bhedābheda-prakāśa\n\nsūryāṁśa-kiraṇa, yaiche agni-jvālā-caya\n\nsvābhāvika kṛṣṇera tina-prakāra 'śakti' haya", "devanagari": "> জীবের ‘স্বরূপ’ হয় — কৃষ্ণের ‘নিত্যদাস’ ।\n> কৃষ্ণের ‘তটস্থা-শক্তি’, ‘ভেদাভেদ-প্রকাশ’ ॥১০৮॥\n> সূর্যাংশ-কিরণ, যৈছে অগ্নিজ্বালাচয় ।\n> স্বাভাবিক কৃষ্ণের তিনপ্ৰকার ‘শক্তি’ হয় ॥১০৯॥", "synonyms": "*jīvera*—da entidade viva; *sva-rūpa*—a posição constitucional; *haya*—é; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nitya-dāsa*—servo eterno; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *taṭasthā*—marginal; *śakti*—potência; *bheda-abheda*—uma e diferente; *prakāśa*—manifestação; *sūrya-aṁśa*—parte integrante do sol; *kiraṇa*—um raio de luz solar; *yaiche*—como; *agni-jvālā-caya*—partícula molecular do fogo; *svābhāvika*—naturalmente; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *tina-prakāra*—três variedades; *śakti*—energias; *haya*—existem.", "translation": "**\"É a posição constitucional da entidade viva ser um servo eterno de Kṛṣṇa, pois ela é a energia marginal de Kṛṣṇa e uma manifestação simultaneamente una e diferente do Senhor, como uma partícula molecular da luz solar ou do fogo. Kṛṣṇa tem três variedades de energia.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura parafraseia estes versos da seguinte maneira: Śrī Sanātana Gosvāmī perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Quem sou eu?\" Em resposta, o Senhor replicou: \"Tu és uma entidade viva pura. Não és nem o corpo material nem o corpo sutil composto de mente e inteligência. Na verdade, és uma alma espiritual, parte integrante eterna da Alma Suprema, Kṛṣṇa. Portanto, és Seu servo eterno. Pertences à potência marginal de Kṛṣṇa. Há dois mundos – o mundo espiritual e o mundo material – e tu te situas entre as potências material e espiritual. Tens uma relação tanto com o mundo material quanto com o espiritual; por isso és chamado de potência marginal. Estás relacionado com Kṛṣṇa como uno e simultaneamente diferente. Por seres alma espiritual, és uno em qualidade com a Suprema Personalidade de Deus, mas, por seres uma diminutíssima partícula de alma espiritual, és diferente da Alma Suprema. Portanto, tua posição é simultaneamente una com a Alma Suprema e diferente dela. Os exemplos dados são os do próprio sol e das pequenas partículas de luz solar, e de um fogo ardente e das pequenas partículas de fogo.\" Outra explicação destes versos pode ser encontrada no *Ādi-līlā* (Capítulo Dois, verso 96)."}
{"ref": "cc/madhya/20/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/110/", "verse_text": "eka-deśa-sthitasyāgner\n\njyotsnā vistāriṇī yathā\n\nparasya brahmaṇaḥ śaktis\n\ntathedam akhilaṁ jagat", "devanagari": "> একদেশস্থিতস্যাগ্নের্জ্যোৎস্না বিস্তারিণী যথা ।\n> পরস্য ব্রহ্মণঃ শক্তিস্তথেদমখিলং জগৎ ॥১১০॥", "synonyms": "*eka-deśa*—num lugar; *sthitasya*—estando situado; *agneḥ*—do fogo; *jyotsnā*—a iluminação; *vistāriṇī*—espalhada por toda parte; *yathā*—assim como; *parasya*—do Supremo; *brahmaṇaḥ*—da Verdade Absoluta; *śaktiḥ*—a energia; *tathā*—de modo semelhante; *idam*—este; *akhilam*—inteiro; *jagat*—universo.", "translation": "**\" 'Assim como a iluminação de um fogo, que está situado num lugar, espalha-se por toda parte, as energias da Suprema Personalidade de Deus, Parabrahman, espalham-se por todo este universo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (1.22.53)."}
{"ref": "cc/madhya/20/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/111/", "verse_text": "kṛṣṇera svābhāvika tina-śakti-pariṇati\n\ncic-chakti, jīva-śakti, āra māyā-śakti", "devanagari": "> কৃষ্ণের স্বাভাবিক তিনশক্তি-পরিণতি ।\n> চিচ্ছক্তি, জীবশক্তি, আর মায়াশক্তি ॥১১১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svābhāvika*—naturais; *tina*—três; *śakti*—de energias; *pariṇati*—transformações; *cit-śakti*—potência espiritual; *jīva-śakti*—faíscas espirituais, entidades vivas; *āra*—e; *māyā-śakti*—energia ilusória.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa naturalmente tem três transformações energéticas, e estas são conhecidas como a potência espiritual, a potência da entidade viva e a potência ilusória.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/112/", "verse_text": "viṣṇu-śaktiḥ parā proktā\n\nkṣetrajñākhyā tathā parā\n\navidyā-karma-saṁjñānyā\n\ntṛtīyā śaktir iṣyate", "devanagari": "> বিষ্ণুশক্তিঃ পরা প্রোক্তা ক্ষেত্রজ্ঞাখ্যা তথাপরা ।\n> অবিদ্যা-কর্মসংজ্ঞান্যা তৃতীয়া শক্তিরিষ্যতে ॥১১২॥", "synonyms": "*viṣṇu-śaktiḥ*—a potência do Senhor Viṣṇu; *parā*—espiritual; *proktā*—diz-se; *kṣetra-jña-ākhyā*—a potência conhecida como kṣetrajña; *tathā*—bem como; *parā*—espiritual; *avidyā*—ignorância; *karma*—atividades fruitivas; *saṁjñā*—conhecida como; *anyā*—outra; *tṛtīyā*—terceira; *śaktiḥ*—potência; *iṣyate*—conhecida assim.", "translation": "**\" 'Originalmente, a energia de Kṛṣṇa é espiritual, e a energia conhecida como entidade viva também é espiritual. Contudo, há outra energia, chamada ilusão, que consiste em atividade fruitiva. Essa é a terceira potência do Senhor.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (6.7.61). Para uma explicação adicional deste verso, consulte o *Ādi-līlā*, Capítulo Sete, verso 119."}
{"ref": "cc/madhya/20/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/113/", "verse_text": "śaktayaḥ sarva-bhāvānām\n\nacintya-jñāna-gocarāḥ\n\nyato 'to brahmaṇas tās tu\n\nsargādyā bhāva-śaktayaḥ\n\nbhavanti tapatāṁ śreṣṭha\n\npāvakasya yathoṣṇatā", "devanagari": "> শক্তয়ঃ সর্বভাবানামচিন্ত্যজ্ঞানগোচরাঃ ।\n> যতোঽতো ব্রহ্মণস্তাস্তু সর্গাদ্যা ভাবশক্তয়ঃ ।\n> ভবন্তি তপতাং শ্রেষ্ঠ পাবকস্য যথোষ্ণতা ॥১১৩॥", "synonyms": "*śaktayaḥ*—energias; *sarva-bhāvānām*—de todos os tipos de criação; *acintya*—inconcebível; *jñāna-gocarāḥ*—pelo alcance do conhecimento do homem; *yataḥ*—de quem; *ataḥ*—portanto; *brahmaṇaḥ*—da Verdade Absoluta; *tāḥ*—aquelas; *tu*—mas; *sarga-ādyāḥ*—que ocasionam criação, manutenção e aniquilação; *bhāva-śaktayaḥ*—as energias criativas; *bhavanti*—são; *tapatām*—de todos os ascetas; *śreṣṭha*—ó chefe; *pāvakasya*—do fogo; *yathā*—como; *uṣṇatā*—calor.", "translation": "**\" 'Todas as energias criativas, que são inconcebíveis para o homem comum, existem na Suprema Verdade Absoluta. Essas energias inconcebíveis atuam no processo de criação, manutenção e aniquilação. Ó chefe dos ascetas, assim como há duas energias possuídas pelo fogo – a saber, o calor e a luz –, essas energias criativas inconcebíveis são as características naturais da Verdade Absoluta.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (1.3.2)."}
{"ref": "cc/madhya/20/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/114/", "verse_text": "yayā kṣetra-jña-śaktiḥ sā\n\nveṣṭitā nṛpa sarva-gā\n\nsaṁsāra-tāpān akhilān\n\navāpnoty atra santatān", "devanagari": "> যয়া ক্ষেত্রজ্ঞশক্তিঃ সা বেষ্টিতা নৃপ সর্বগা ।\n> সংসারতাপানখিলানবাপ্নোত্যত্র সন্ততান্ ॥১১৪॥", "synonyms": "*yayā*—pela qual; *kṣetra-jña-śaktiḥ*—as entidades vivas, conhecidas como a potência kṣetra-jña; *sā*—essa potência; *veṣṭita*—coberta; *nṛpa*—ó rei; *sarva-gā*—capaz de ir a qualquer lugar nos mundos espiritual ou material; *saṁsāra-tāpān*—misérias decorrentes do ciclo de repetidos nascimentos e mortes; *akhilān*—todas as espécies de; *avāpnoti*—obtém; *atra*—neste mundo material; *santatān*—surgidas do sofrimento ou do desfrute de várias espécies de reações às atividades fruitivas.", "translation": "**\" 'Ó rei, a kṣetra-jña-śakti é a entidade viva. Embora tenha a faculdade de viver tanto no mundo material como no espiritual, ela sofre as três espécies de misérias da existência material por ser influenciada pela potência avidyā [nesciência], que cobre sua posição constitucional.**", "purport": "Este verso e o seguinte também são citados do *Viṣṇu Purāṇa* (6.7.62-63)."}
{"ref": "cc/madhya/20/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/115/", "verse_text": "tayā tirohitatvāc ca\n\nśaktiḥ kṣetra-jña-saṁjñitā\n\nsarva-bhūteṣu bhū-pāla\n\ntāratamyena vartate", "devanagari": "> তয়া তিরোহিতত্বাচ্চ শক্তিঃ ক্ষেত্রজ্ঞ-সংজ্ঞিতা ।\n> সর্বভূতেষু ভূপাল তারতম্যেন বর্ততে ॥১১৫॥", "synonyms": "*tayā*—por ela; *tiraḥ-hitatvāt*—por ser libertada da influência; *ca*—também; *śaktiḥ*—a potência; *kṣetra-jña*—kṣetra-jña; *saṁjñitā*—conhecida pelo nome; *sarva-bhūteṣu*—em diferentes tipos de corpos; *bhū-pāla*—ó rei; *tāratamyena*—em diferentes graus; *vartate*—existe.", "translation": "**\" 'Esta entidade viva, coberta pela influência da nesciência, existe sob diferentes formas na condição material. Ó rei, ela é assim proporcionalmente libertada da influência da energia material, em maior ou menor grau.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/116/", "verse_text": "apareyam itas tv anyam\n\nprakṛtiṁ viddhi me parām\n\njīva-bhūtāṁ mahā-bāho\n\nyayedaṁ dhāryate jagat", "devanagari": "> অপরেয়মিতস্ত্বন্যাং প্রকৃতিং বিদ্ধি মে পরাম্ ।\n> জীবভূতাং মহাবাহো যয়েদং ধার্যতে জগৎ ॥১১৬॥", "synonyms": "*aparā*—energia inferior; *iyam*—este mundo material; *itaḥ*—além deste; *tu*—mas; *anyām*—outra; *prakṛtim*—energia; *viddhi*—deves saber; *me*—de Mim; *parām*—que é energia superior; *jīva-bhūtām*—elas são as entidades vivas; *mahā-bāho*—ó pessoa de braços poderosos; *yayā*—pela qual; *idam*—este mundo material; *dhāryate*—é conduzido; *jagat*—a manifestação cósmica.", "translation": "**\" 'Além desta natureza inferior, ó Arjuna de braços poderosos, há uma energia superior Minha, que consiste em todas as entidades vivas que lutam com a natureza material e estão sustentando o universo.'**", "purport": "Este é um verso do *Bhagavad-gītā* (7.5). Também é citado no *Ādi-līlā* (Capítulo Sete, verso 118)."}
{"ref": "cc/madhya/20/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/117/", "verse_text": "kṛṣṇa bhuli' sei jīva anādi-bahirmukha\n\nataeva māyā tāre deya saṁsāra-duḥkha", "devanagari": "> কৃষ্ণ ভুলি’ সেই জীব অনাদি-বহির্মুখ ৷\n> অতএব মায়া তারে দেয় সংসার-দুঃখ ॥১১৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa bhuli'*—esquecendo-se de Kṛṣṇa; *sei jīva*—essa entidade viva; *anādi*—desde tempos imemoriais; *bahiḥ-mukha*—atraída pelo aspecto externo; *ataeva*—portanto; *māyā*—energia ilusória; *tāre*—a ela; *deya*—dá; *saṁsāra-duḥkha*—as misérias da existência material.", "translation": "**\"Esquecendo-se de Kṛṣṇa, a entidade viva tem sido atraída pelo aspecto externo desde tempos imemoriais. Por isso, a energia ilusória [māyā] dá-lhe toda espécie de miséria em sua existência material.**", "purport": "Quando a entidade viva se esquece de sua posição constitucional como serva eterna de Kṛṣṇa, ela é imediatamente capturada pela energia externa e ilusória. A entidade viva é originalmente parte integrante de Kṛṣṇa e, portanto, é a energia superior de Kṛṣṇa. Ela é dotada de uma energia diminuta e inconcebível que opera de modo inconcebível dentro do corpo. No entanto, a entidade viva, esquecendo-se de sua posição, situa-se na energia material. A entidade viva é chamada de energia marginal porque, por natureza, é espiritual, mas, por esquecimento, situa-se na energia material. Assim, ela tem o poder de viver tanto na energia material como na energia espiritual e, por essa razão, é chamada de energia marginal. Ela às vezes é atraída pela energia externa e ilusória quando permanece na posição marginal, e este é o começo de sua vida material. Quando ela entra na energia material, fica sujeita à tríplice medida do tempo – passado, presente e futuro. Passado, presente e futuro pertencem apenas ao mundo material; não existem no mundo espiritual. A entidade viva é eterna, e existia antes da criação deste mundo material. Infelizmente, ela se esqueceu de seu relacionamento com Kṛṣṇa. O esquecimento da entidade viva é descrito aqui como anādi, o que indica que existe desde tempos imemoriais. Deve-se compreender que, devido a seu desejo de desfrutar em competição com Kṛṣṇa, a entidade viva vem à existência material."}
{"ref": "cc/madhya/20/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/118/", "verse_text": "kabhu svarge uṭhāya, kabhu narake ḍubāya\n\ndaṇḍya-jane rājā yena nadīte cubāya", "devanagari": "> কভু স্বর্গে উঠায়, কভু নরকে ডুবায় ।\n> দণ্ড্যজনে রাজা যেন নদীতে চুবায় ॥১১৮॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *svarge*—aos sistemas planetários superiores; *uṭhāya*—ela se eleva; *kabhu*—às vezes; *narake*—em condições infernais de vida; *ḍubāya*—é afundada; *daṇḍya-jane*—um criminoso; *rājā*—um rei; *yena*—como; *nadīte*—no rio; *cubāya*—mergulha.", "translation": "**\"Na condição material, a entidade viva às vezes é elevada a sistemas planetários superiores e à prosperidade material, e às vezes é afundada numa situação infernal. Seu estado é exatamente como o de um criminoso a quem um rei pune submergindo-o na água e depois erguendo-o novamente para fora dela.**", "purport": "Nos *Vedas*, afirma-se: asaṅgo 'yaṁ puruṣaḥ – a entidade viva está sempre livre da contaminação do mundo material. Aquele que não está materialmente infectado e que não se esquece de Kṛṣṇa como seu senhor é chamado de nitya-mukta. Em outras palavras, aquele que está eternamente libertado da contaminação material é chamado de nitya-mukta. Desde tempos imemoriais, a entidade viva nitya-mukta sempre foi um devoto de Kṛṣṇa, e sua única tentativa tem sido servir a Kṛṣṇa. Assim, ela jamais se esquece de sua servidão eterna a Kṛṣṇa. Toda entidade viva que se esquece de seu relacionamento eterno com Kṛṣṇa fica sob o domínio da condição material. Privada do serviço transcendental e amoroso ao Senhor, ela fica sujeita às reações da atividade fruitiva. Quando é elevada aos sistemas planetários superiores devido a atividades piedosas mundanas, considera-se bem situada, mas, quando é submetida ao castigo, julga-se mal situada. Dessa maneira, a natureza material premia e castiga a entidade viva. Quando a entidade viva é materialmente opulenta, a natureza material a está recompensando. Quando se vê em apuros materiais, a natureza material a está castigando."}
{"ref": "cc/madhya/20/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/119/", "verse_text": "bhayaṁ dvitīyābhiniveśataḥ syād\n\nīśād apetasya viparyayo 'smṛtiḥ\n\ntan-māyayāto budha ābhajet taṁ\n\nbhaktyaikayeśaṁ guru-devatātmā", "devanagari": "> ভয়ং দ্বিতীয়াভিনিবেশতঃ স্যা-\n> দীশাদপেতস্য বিপর্যয়োঽস্মৃতিঃ ৷\n> তন্মায়য়াতো বুধ আভজেত্তং\n> ভক্ত্যৈকয়েশং গুরুদেবতাত্মা ৷৷ ১১৯ ৷৷ ॥১১৯॥", "synonyms": "*bhayam*—temor; *dvitīya-abhiniveśataḥ*—do equívoco de ser um produto da energia material; *syāt*—surge; *īśāt*—da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *apetasya*—daquele que se retirou (a alma condicionada); *viparyayaḥ*—inversão da posição; *asmṛtiḥ*—nenhuma concepção de seu relacionamento com o Senhor Supremo; *tat-māyayā*—por causa da energia ilusória do Senhor Supremo; *ataḥ*—portanto; *budhaḥ*—aquele que é sábio; *ābhajet*—deve adorar; *tam*—a Ele; *bhaktyā*—por meio do serviço devocional; *ekayā*—não desviado para karma e jñāna; *īśam*—a Suprema Personalidade de Deus; *guru*—como o mestre espiritual; *devatā*—a Deidade adorável; *ātmā*—a Superalma.", "translation": "**\" 'Quando a entidade viva é atraída pela energia material, que é separada de Kṛṣṇa, ela é dominada pelo temor. Por estar separada da Suprema Personalidade de Deus pela energia material, sua concepção de vida se inverte. Em outras palavras, em vez de ser a serva eterna de Kṛṣṇa, ela se torna competidora de Kṛṣṇa. Isso se chama viparyayo 'smṛtiḥ. Para anular esse erro, aquele que é verdadeiramente erudito e avançado adora a Suprema Personalidade de Deus como seu mestre espiritual, Deidade adorável e fonte da vida. Ele assim adora o Senhor pelo processo do serviço devocional imaculado.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.37). É uma instrução dada por Kavi Ṛṣi, uma das nove personalidades santas chamadas os nove Yogendras. Quando Vasudeva, o pai de Kṛṣṇa, perguntou a Devarṣi Nārada em Dvārakā sobre o serviço devocional, mencionou-se que, anteriormente, o rei Nimi, que era o rei de Videha, fora instruído pelos nove Yogendras. Quando Śrī Nārada Muni discorreu sobre o bhāgavata-dharma, o serviço devocional, ele indicou como uma alma condicionada pode ser libertada ocupando-se no serviço transcendental e amoroso ao Senhor. O Senhor é a Superalma, o mestre espiritual e a Deidade adorável de todas as almas condicionadas. Kṛṣṇa não é apenas a suprema Deidade adorável de todas as entidades vivas, mas também é o guru, ou caitya-guru, a Superalma que sempre dá bons conselhos à entidade viva. Infelizmente, a entidade viva negligencia as instruções da Pessoa Suprema. Ela assim se identifica com a energia material e, em consequência, é dominada por uma espécie de temor que resulta de aceitar-se como o corpo material e considerar como propriedade sua a parafernália relacionada ao corpo material. Todas as espécies de resultados fruitivos na verdade provêm da alma espiritual, mas, por ter-se esquecido de seu verdadeiro dever, ela se vê embaraçada por muitas consequências materiais, tais como o temor e o apego. O único remédio é voltar ao serviço ao Senhor e assim salvar-se do indesejado assédio da natureza material."}
{"ref": "cc/madhya/20/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/120/", "verse_text": "sādhu-śāstra-kṛpāya yadi kṛṣṇonmukha haya\n\nsei jīva nistare, māyā tāhāre chāḍaya", "devanagari": "> সাধু-শাস্ত্র-কৃপায় যদি কৃষ্ণোন্মুখ হয় ৷\n> সেই জীব নিস্তরে, মায়া তাহারে ছাড়য় ৷৷ ১২০ ৷৷ ॥১২০॥", "synonyms": "*sādhu*—de pessoas santas; *śāstra*—das escrituras; *kṛpāya*—pela misericórdia; *yadi*—se; *kṛṣṇa-unmukha haya*—a pessoa se torna consciente de Kṛṣṇa; *sei*—essa; *jīva*—entidade viva; *nistare*—torna-se libertada; *māyā*—a energia ilusória; *tāhāre*—dela; *chāḍaya*—desiste.", "translation": "**\"Se a alma condicionada se torna consciente de Kṛṣṇa pela misericórdia de pessoas santas que voluntariamente pregam os preceitos das escrituras e a ajudam a tornar-se consciente de Kṛṣṇa, a alma condicionada é libertada das garras de māyā, que desiste dela.**", "purport": "Uma alma condicionada é aquela que se esqueceu de Kṛṣṇa como seu senhor eterno. Pensando que está desfrutando do mundo material, a alma condicionada sofre as três espécies de misérias da existência material. As pessoas santas (sādhus), devotos vaiṣṇavas do Senhor, pregam a consciência de Kṛṣṇa com base na literatura Védica. É somente por sua misericórdia que a alma condicionada é despertada para a consciência de Kṛṣṇa. Quando despertada, ela já não anseia por desfrutar do modo de vida materialista. Em vez disso, dedica-se ao serviço transcendental e amoroso ao Senhor. Quando a pessoa se ocupa no serviço devocional ao Senhor, torna-se desapegada do desfrute material.\n\nbhaktiḥ pareśānubhavo viraktir\n\nanyatra caiṣa trika eka-kālaḥ\n\n(Bhāg. 11.2.42)\n\nEste é o teste pelo qual se pode discernir se a pessoa está avançando no serviço devocional. Deve-se estar desapegado do desfrute material. Tal desapego significa que māyā realmente concedeu à alma condicionada a libertação do desfrute ilusório. Quando a pessoa é avançada em consciência de Kṛṣṇa, não se considera tão boa quanto Kṛṣṇa. Sempre que pensa ser ela a desfrutadora das vantagens materiais, fica aprisionada na concepção corpórea. Contudo, quando se liberta da concepção corpórea, pode ocupar-se no serviço devocional, que é sua verdadeira posição de liberdade das garras de māyā. Tudo isso se explica no seguinte verso do *Bhagavad-gītā* (7.14)."}
{"ref": "cc/madhya/20/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/121/", "verse_text": "daivī hy eṣā guṇa-mayī\n\nmama māyā duratyayā\n\nmām eva ye prapadyante\n\nmāyām etāṁ taranti te", "devanagari": "> দৈবী হ্যেষা গুণময়ী মম মায়া দুরত্যয়া ৷\n> মামেব যে প্রপদ্যন্তে মায়ামেতাং তরন্তি তে ৷৷ ১২১ ৷৷ ॥১২১॥", "synonyms": "*daivī*—pertencente ao Senhor Supremo; *hi*—certamente; *eṣā*—esta; *guṇa-mayī*—feita dos três modos; *mama*—Minha; *māyā*—energia externa; *duratyayā*—muito difícil de superar; *mām*—a Mim; *eva*—certamente; *ye*—aqueles que; *prapadyante*—se rendem plenamente; *māyām*—energia ilusória; *etām*—esta; *taranti*—transpõem; *te*—eles.", "translation": "**\" 'Esta Minha energia divina, que consiste nos três modos da natureza material, é difícil de superar. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpô-la.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/122/", "verse_text": "māyā-mugdha jīvera nāhi svataḥ kṛṣṇa-jñāna\n\njīvere kṛpāya kailā kṛṣṇa veda-purāṇa", "devanagari": "> মায়ামুগ্ধ জীবের নাহি স্বতঃ কৃষ্ণজ্ঞান ৷\n> জীবেরে কৃপায় কৈলা কৃষ্ণ বেদ-পুরাণ ৷৷ ১২২ ৷৷ ॥১২২॥", "synonyms": "*māyā-mugdha*—encantada pela energia ilusória; *jīvera*—da alma condicionada; *nāhi*—não há; *svataḥ*—automaticamente; *kṛṣṇa-jñāna*—conhecimento de Kṛṣṇa; *jīvere*—à alma condicionada; *kṛpāya*—por misericórdia; *kailā*—apresentou; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *veda-purāṇa*—a literatura Védica e os Purāṇas (suplementos à literatura Védica).", "translation": "**\"A alma condicionada não consegue reavivar sua consciência de Kṛṣṇa por seu próprio esforço. Mas, por misericórdia imotivada, o Senhor Kṛṣṇa compilou a literatura Védica e seus suplementos, os *Purāṇas*.**", "purport": "Uma alma condicionada está confundida pela energia ilusória do Senhor (māyā). A função de māyā é manter a alma condicionada esquecida de seu verdadeiro relacionamento com Kṛṣṇa. Assim, a entidade viva esquece sua verdadeira identidade como alma espiritual, Brahman, e, em vez de perceber sua posição factual, julga-se o produto da energia material. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.7.5):\n\nyayā sammohito jīva\n\nātmānaṁ tri-guṇātmakam\n\nparo 'pi manute 'narthaṁ\n\ntat-kṛtaṁ cābhipadyate\n\n\"Devido a esta energia externa, a entidade viva, embora transcendental aos três modos da natureza material, julga-se um produto material e assim se submete às reações das misérias materiais.\"\n\nEsta é uma descrição da ação de māyā sobre a alma condicionada. Julgando-se um produto da energia material, a alma condicionada ocupa-se no serviço à energia material de inúmeras maneiras. Ela se torna a serva da luxúria, da ira, da cobiça e da inveja. Dessa forma, a pessoa se torna inteiramente serva da energia ilusória. Mais tarde, a alma confundida torna-se serva da especulação mental, mas, em qualquer caso, está simplesmente coberta pela energia ilusória. Por Sua misericórdia e compaixão imotivadas, Kṛṣṇa compilou várias obras da literatura Védica em Sua encarnação como Vyāsadeva. Vyāsadeva é um śaktyāveśa-avatāra do Senhor Kṛṣṇa. Ele apresentou de modo muito bondoso essas obras para despertar a alma condicionada para seu juízo. Infelizmente, no momento presente, as almas condicionadas são guiadas por demônios que não se importam em ler as obras da literatura Védica. Embora haja um imenso tesouro de conhecimento, as pessoas se ocupam em ler literatura inútil que não lhes dará nenhuma informação sobre como sair das garras de māyā. O propósito das obras da literatura Védica é explicado nos versos seguintes."}
{"ref": "cc/madhya/20/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/123/", "verse_text": "'śāstra-guru-ātma'-rūpe āpanāre jānāna\n\n'kṛṣṇa mora prabhu, trātā'--jīvera haya jñāna", "devanagari": "> ‘শাস্ত্র-গুরু-আত্ম’-রূপে আপনারে জানান ৷\n> ‘কৃষ্ণ মোর প্রভু, ত্রাতা’ — জীবের হয় জ্ঞান ৷৷ ১২৩ ৷৷ ॥১২৩॥", "synonyms": "*śāstra-guru-ātma-rūpe*—na forma da literatura Védica, do mestre espiritual e da Superalma; *āpanāre jānāna*—informa sobre Si mesmo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *mora*—meu; *prabhu*—Senhor; *trātā*—libertador; *jīvera*—da alma condicionada; *haya*—há; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**\"A alma condicionada e esquecida é educada por Kṛṣṇa através da literatura Védica, do mestre espiritual realizado e da Superalma. Por meio destes, ela pode compreender a Suprema Personalidade de Deus como Ele é, e pode compreender que o Senhor Kṛṣṇa é seu senhor eterno e libertador das garras de māyā. Dessa maneira, a pessoa pode adquirir verdadeiro conhecimento de sua vida condicionada e chegar a compreender como atingir a liberação.**", "purport": "Por estar esquecida de sua verdadeira posição, a alma condicionada pode buscar ajuda do śāstra, do guru e da Superalma dentro de seu coração. Kṛṣṇa está situado no coração de todos como a Superalma. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*:\n\nīśvaraḥ sarva-bhūtānām\n\nhṛd-deśe 'rjuna tiṣṭhati\n\nbhrāmayan sarva-bhūtāni\n\nyantrārūḍhāni māyayā\n\n\"O Senhor Supremo está situado no coração de todos, ó Arjuna, e dirige as andanças de todas as entidades vivas, que estão sentadas como que numa máquina feita da energia material.\" (Bg. 18.61)\n\nComo o śaktyāveśa-avatāra Vyāsadeva, Kṛṣṇa ensina a alma condicionada através das obras da literatura Védica. Kṛṣṇa aparece externamente como o mestre espiritual e treina a alma condicionada para que ela chegue à consciência de Kṛṣṇa. Quando sua consciência de Kṛṣṇa original é reavivada, a alma condicionada é libertada das garras materiais. Assim, uma alma condicionada é sempre ajudada pela Suprema Personalidade de Deus de três maneiras – pelas escrituras, pelo mestre espiritual e pela Superalma dentro do coração. O Senhor é o libertador da alma condicionada e é aceito como o Senhor Supremo de todas as entidades vivas. Kṛṣṇa diz no *Bhagavad-gītā* (18.66):\n\nsarva-dharmān parityajya\n\nmām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\n\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\n\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\nEsta mesma instrução é encontrada em toda a literatura Védica. Sādhu, śāstra e guru atuam como os representantes de Kṛṣṇa, e o movimento da consciência de Kṛṣṇa também está acontecendo por todo o universo. Quem quer que aproveite esta oportunidade torna-se libertado."}
{"ref": "cc/madhya/20/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/124/", "verse_text": "veda-śāstra kahe--'sambandha' 'abhidheya' 'prayojana'\n\n'kṛṣṇa'--prāpya sambandha, 'bhakti'--prāptyera sādhana", "devanagari": "> বেদশাস্ত্র কহে — ‘সম্বন্ধ’, ‘অভিধেয়,’ ‘প্রয়োজন’ ৷\n> ‘কৃষ্ণ’ — প্রাপ্য সম্বন্ধ, ‘ভক্তি’ — প্রাপ্ত্যের সাধন ৷৷ ১২৪ ৷৷ ॥১২৪॥", "synonyms": "*veda-śāstra kahe*—a literatura Védica instrui; *sambandha*—o relacionamento da alma condicionada com o Senhor; *abhidheya*—as atividades reguladas da alma condicionada para reaviver esse relacionamento; *prayojana*—e a meta última da vida a ser atingida pela alma condicionada; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *prāpya*—a ser despertado; *sambandha*—o relacionamento original; *bhakti*—serviço devocional; *prāptyera sādhana*—o meio de alcançar Kṛṣṇa.", "translation": "**\"As obras da literatura Védica dão informação sobre o relacionamento eterno da entidade viva com Kṛṣṇa, que se chama sambandha. A compreensão desse relacionamento por parte da entidade viva, e o agir de acordo com ele, chama-se abhidheya. Voltar ao lar, voltar ao Supremo, é a meta última da vida e chama-se prayojana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/125/", "verse_text": "abhidheya-nāma 'bhakti' 'prema'--prayojana\n\npuruṣārtha-śiromaṇi prema mahā-dhana", "devanagari": "> অভিধেয়-নাম ‘ভক্তি,’ ‘প্রেম’ — প্রয়োজন ৷\n> পুরুষার্থ-শিরোমণি প্রেম মহাধন ৷৷ ১২৫ ৷৷ ॥১২৫॥", "synonyms": "*abhidheya*—atividades para reviver a própria relação; *nāma*—chamadas; *bhakti*—serviço devocional; *prema*—amor a Deus; *prayojana*—a meta última da vida; *puruṣa-artha-śiromaṇi*—o interesse supremo da entidade viva; *prema*—amor a Deus; *mahā-dhana*—a maior riqueza.", "translation": "**\"O serviço devocional, ou atividade dos sentidos para a satisfação do Senhor, chama-se abhidheya porque pode desenvolver o amor original a Deus, que é a meta da vida. Essa meta é o interesse supremo e a maior riqueza da entidade viva. Assim, alcança-se a plataforma do transcendental serviço amoroso ao Senhor.**", "purport": "A alma condicionada é desconcertada pela energia material externa, que a ocupa plenamente numa variedade de gratificações dos sentidos. Devido à ocupação em atividades materiais, a consciência de Kṛṣṇa original da pessoa fica encoberta. No entanto, como pai supremo de todas as entidades vivas, Kṛṣṇa deseja que Seus filhos retornem ao lar, de volta ao Supremo; por isso Ele vem pessoalmente trazer literaturas Védicas como o *Bhagavad-gītā*. Ele ocupa Seus servos confidenciais, que atuam como mestres espirituais e iluminam as entidades vivas condicionadas. Estando presente no coração de todos, o Senhor concede às entidades vivas a consciência mediante a qual elas podem aceitar os *Vedas* e o mestre espiritual. Dessa maneira, a entidade viva pode compreender sua posição constitucional e sua relação com o Senhor Supremo. Como o próprio Senhor enuncia pessoalmente no *Bhagavad-gītā* (15.15), vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ: por meio do estudo do Vedānta, a pessoa pode tornar-se plenamente ciente de sua relação com o Senhor Supremo e agir em conformidade. Desse modo, ela pode finalmente alcançar a plataforma do serviço amoroso ao Senhor. É do maior interesse da entidade viva compreender o Senhor Supremo. Infelizmente, as entidades vivas esqueceram-se disso; por isso o *Śrīmad-Bhāgavatam* diz: na te viduḥ svārtha-gatiṁ hi viṣṇum (Bhāg. 7.5.31).\n\nTodos desejam alcançar a meta última da vida, mas, por estarmos absortos na energia material, desperdiçamos nosso tempo com a gratificação dos sentidos. Por meio do estudo das literaturas Védicas — cuja essência é o *Bhagavad-gītā* —, a pessoa chega à consciência de Kṛṣṇa. Assim, ela se ocupa em serviço devocional, chamado abhidheya. Quando realmente desenvolvido, o amor a Deus chama-se prayojana, a meta última da entidade viva. Quando alguém se torna plenamente consciente de Kṛṣṇa, alcança a perfeição da vida."}
{"ref": "cc/madhya/20/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/126/", "verse_text": "kṛṣṇa-mādhurya-sevānanda-prāptira kāraṇa\n\nkṛṣṇa-sevā kare, āra kṛṣṇa-rasa-āsvādana", "devanagari": "> কৃষ্ণমাধুর্য-সেবানন্দ-প্রাপ্তির কারণ ৷\n> কৃষ্ণ-সেবা করে, আর কৃষ্ণরস-আস্বাদন ৷৷ ১২৬ ৷৷ ॥১২৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-mādhurya*—de uma relação íntima com Kṛṣṇa; *sevā-ānanda*—do prazer de prestar serviço a Ele; *prāptira*—de alcance; *kāraṇa*—porque; *kṛṣṇa-sevā kare*—a pessoa presta serviço a Kṛṣṇa; *āra*—e; *kṛṣṇa-rasa*—das doçuras de tal serviço; *āsvādana*—saboreando.", "translation": "**\"Quando se alcança a bem-aventurança transcendental de uma relação íntima com Kṛṣṇa, presta-se serviço a Ele e saboreiam-se as doçuras da consciência de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/127/", "verse_text": "ihāte dṛṣṭānta--yaiche daridrera ghare\n\n'sarvajña' āsi' duḥkha dekhi' puchaye tāhāre", "devanagari": "> ইহাতে দৃষ্টান্ত — যৈছে দরিদ্রের ঘরে ৷\n> ‘সর্বজ্ঞ’ আসি’ দুঃখ দেখি’ পুছয়ে তাহারে ৷৷ ১২৭ ৷৷ ॥১২৭॥", "synonyms": "*ihāte*—com relação a isso; *dṛṣṭānta*—o exemplo; *yaiche*—assim como; *daridrera ghare*—na casa de um homem pobre; *sarva-jña*—um astrólogo; *āsi'*—vindo; *duḥkha*—condição aflita; *dekhi'*—vendo; *puchaye tāhāre*—pergunta-lhe.", "translation": "**\"O seguinte exemplo pode ser apresentado. Certa vez, um astrólogo erudito veio à casa de um homem pobre e, vendo sua condição aflita, fez-lhe perguntas.**", "purport": "Às vezes, vamos a um astrólogo ou quiromante quando estamos numa condição aflita ou quando desejamos conhecer o futuro. A entidade viva na vida condicionada está sempre aflita pelas três espécies de misérias da existência material. Nessas circunstâncias, ela fica curiosa acerca de sua posição. Por exemplo, Sanātana Gosvāmī aproximou-se da Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu, para perguntar-Lhe por que se encontrava numa condição aflita. Esta é a posição de todas as almas condicionadas. Estamos sempre numa condição aflita, e um homem inteligente naturalmente fica curioso. Esta posição chama-se brahma-jijñāsā. Athāto brahma-jijñāsā (*Vedānta-sūtra* 1.1.1). Brahma, aqui, refere-se à literatura Védica. Deve-se consultar a literatura Védica para saber por que a alma condicionada está sempre numa condição aflita. As literaturas Védicas destinam-se a libertar a alma condicionada das condições miseráveis da existência material. Neste capítulo, a história do astrólogo Sarvajña e do homem pobre é muito instrutiva."}
{"ref": "cc/madhya/20/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/128/", "verse_text": "'tumi kene duḥkhī, tomāra āche pitṛ-dhana\n\ntomāre nā kahila, anyatra chāḍila jīvana\"", "devanagari": "> ‘তুমি কেনে দুঃখী, তোমার আছে পিতৃধন ৷\n> তোমারে না কহিল, অন্যত্র ছাড়িল জীবন ৷৷” ১২৮ ৷৷ ॥১২৮॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *kene*—por que; *duḥkhī*—aflito; *tomāra*—teu; *āche*—há; *pitṛ-dhana*—as riquezas de teu pai; *tomāre*—a ti; *nā kahila*—ele não revelou; *anyatra*—em outro lugar; *chāḍila*—abandonou; *jīvana*—sua vida.", "translation": "**\"O astrólogo perguntou: 'Por que estás infeliz? Teu pai era muito rico, mas não te revelou suas riquezas porque morreu em outro lugar?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/129/", "verse_text": "sarvajñera vākye kare dhanera uddeśe\n\naiche veda-purāṇa jīve 'kṛṣṇa' upadeśe", "devanagari": "> সর্বজ্ঞের বাক্যে করে ধনের উদ্দেশে ৷\n> ঐছে বেদ-পুরাণ জীবে ‘কৃষ্ণ’ উপদেশে ৷৷ ১২৯ ৷৷ ॥১২৯॥", "synonyms": "*sarvajñera*—do astrólogo; *vākye*—as palavras; *kare*—dão; *dhanera*—das riquezas; *uddeśe*—notícia; *aiche*—de modo semelhante; *veda-purāṇa*—as literaturas Védicas; *jīve*—à entidade viva, a alma condicionada; *kṛṣṇa*—acerca do Senhor Kṛṣṇa; *upadeśe*—instruem.", "translation": "**\"Assim como as palavras do astrólogo Sarvajña deram notícia do tesouro do homem pobre, as literaturas Védicas aconselham a pessoa acerca da consciência de Kṛṣṇa quando ela fica curiosa em saber por que se encontra numa aflita condição material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/130/", "verse_text": "sarvajñera vākye mūla-dhana anubandha\n\nsarva-śāstre upadeśe, 'śrī-kṛṣṇa'--sambandha", "devanagari": "> সর্বজ্ঞের বাক্যে মূলধন অনুবন্ধ ৷\n> সর্বশাস্ত্রে উপদেশে, ‘শ্রীকৃষ্ণ’ — সম্বন্ধ ৷৷ ১৩০ ৷৷ ॥১৩০॥", "synonyms": "*sarvajñera*—do astrólogo; *vākye*—pela garantia; *mūla-dhana*—com o tesouro; *anubandha*—conexão; *sarva-śāstre*—todas as literaturas Védicas; *upadeśe*—instruem; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus; *sam-bandha*—a conexão central.", "translation": "**\"Pelas palavras do astrólogo, estabeleceu-se a conexão do homem pobre com o tesouro. De modo semelhante, a literatura Védica nos aconselha que nossa verdadeira conexão é com Śrī *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* (7.26), Śrī Kṛṣṇa diz:\n\nvedāhaṁ samatītāni\nvartamānāni cārjuna\nbhaviṣyāṇi ca bhūtāni\nmāṁ tu veda na kaścana\n\n\"Ó Arjuna, como Suprema Personalidade de Deus, Eu conheço tudo o que aconteceu no passado, tudo o que está acontecendo no presente e todas as coisas que ainda estão por vir. Também conheço todas as entidades vivas, mas a Mim ninguém conhece.\"\n\nAssim, Kṛṣṇa conhece a causa da condição aflita da alma condicionada. Por isso, Ele desce de Sua posição original para instruir a alma condicionada e informá-la de seu esquecimento de sua relação com Kṛṣṇa. Kṛṣṇa exibe-Se em Suas relações em Vṛndāvana e na Batalha de Kurukṣetra para que as pessoas sejam atraídas a Ele e novamente retornem ao lar, de volta ao Supremo. Kṛṣṇa também diz no *Bhagavad-gītā* que é o proprietário de todos os universos, o desfrutador de tudo o que existe e o amigo de todos. Suhṛdaṁ sarva-bhūtānāṁ jñātvā māṁ śāntim ṛcchati (Bg. 5.29). Se revivermos nossa relação íntima original com Kṛṣṇa, nossa condição aflita no mundo material será mitigada. Todos tentam adaptar-se às condições aflitas da existência material, mas os problemas fundamentais não podem ser resolvidos a menos que a pessoa esteja numa relação íntima com Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/20/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/131/", "verse_text": "'bāpera dhana āche'--jñāne dhana nāhi pāya\n\ntabe sarvajña kahe tāre prāptira upāya", "devanagari": "> ‘বাপের ধন আছে’ — জ্ঞানে ধন নাহি পায় ৷\n> তবে সর্বজ্ঞ কহে তারে প্রাপ্তির উপায় ৷৷ ১৩১ ৷৷ ॥১৩১॥", "synonyms": "*bāpera dhana āche*—o pai tem algum tesouro; *jñāne*—por este conhecimento; *dhana*—tesouro; *nāhi pāya*—a pessoa não obtém; *tabe*—então; *sarvajña*—o astrólogo; *kahe*—diz; *tāre*—ao homem pobre; *prāptira upāya*—o meio de obter o tesouro.", "translation": "**\"Embora estivesse seguro do tesouro de seu pai, o homem pobre não pode adquiri-lo apenas por meio desse conhecimento. Por isso, o astrólogo teve de informá-lo dos meios pelos quais poderia de fato encontrar o tesouro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/132/", "verse_text": "'ei sthāne āche dhana'--yadi dakṣiṇe khudibe\n\n'bhīmarula-barulī' uṭhibe, dhana nā pāibe", "devanagari": "> ‘এই স্থানে আছে ধন’ — যদি দক্ষিণে খুদিবে ৷ ‘ভীমরুল-বরুলী’ উঠিবে, ধন না পাইবে ৷৷ ১৩২ ৷৷ ‘পশ্চিমে’ খুদিবে, তাহা ‘যক্ষ’ এক হয় ৷ সে বিঘ্ন করিবে, — ধনে হাত না পড়য় ৷৷ ১৩৩ ৷৷ ‘উত্তরে’ খুদিলে আছে কৃষ্ণ ‘অজগরে’ ৷ ধন নাহি পাবে, খুদিতে গিলিবে সবারে ৷৷ ১৩৪ ৷৷ পূর্বদিকে তাতে মাটী অল্প খুদিতে ৷ ধনের ঝারি পড়িবেক তোমার হাতেতে ৷৷ ১৩৫ ৷৷ ॥১৩২॥", "synonyms": "*ei sthāne*—neste lugar; *āche*—há; *dhana*—tesouro; *yadi*—se; *dakṣiṇe*—do lado sul; *khudibe*—cavares; *bhīmarula-barulī*—vespas e zangões; *uṭhibe*—levantar-se-ão; *dhana*—as riquezas; *nā pāibe*—não obterás.", "translation": "**\"O astrólogo disse: 'O tesouro está neste lugar, mas, se cavares em direção ao lado sul, as vespas e os zangões se levantarão, e não obterás teu tesouro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/133/", "verse_text": "'paścime' khudibe, tāhā 'yakṣa' eka haya\n\nse vighna karibe,--dhane hāta nā paḍaya", "devanagari": "", "synonyms": "*paścime*—do lado oeste; *khudibe*—se cavares; *tāhā*—ali; *yakṣa*—fantasma; *eka*—um; *haya*—há; *se*—ele; *vighna karibe*—criará perturbações; *dhane*—no tesouro; *hāta*—mão; *nā*—não; *paḍaya*—toca.", "translation": "**\" 'Se cavares do lado oeste, há um fantasma que criará tamanha perturbação que tuas mãos sequer tocarão o tesouro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/134/", "verse_text": "'uttare' khudile āche kṛṣṇa 'ajagare'\n\ndhana nāhi pābe, khudite gilibe sabāre", "devanagari": "", "synonyms": "*uttare*—do lado norte; *khudile*—se cavares; *āche*—há; *kṛṣṇa*—preta; *ajagare*—serpente; *dhana*—tesouro; *nāhi*—não; *pābe*—obterás; *khudite*—cavando; *gilibe*—devorará; *sabāre*—a todos.", "translation": "**\" 'Se cavares do lado norte, há uma grande serpente preta que te devorará caso tentes desenterrar o tesouro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/135/", "verse_text": "pūrva-dike tāte māṭī alpa khudite\n\ndhanera jhāri paḍibeka tomāra hātete", "devanagari": "", "synonyms": "*pūrva-dike*—do lado leste; *tāte*—ali; *māṭī*—a terra; *alpa*—pequena quantidade; *khudite*—cavando; *dhanera*—do tesouro; *jhāri*—o pote; *paḍibeka*—obterás; *tomāra*—tuas; *hātete*—nas mãos.", "translation": "**\" 'Contudo, se cavares uma pequena quantidade de terra do lado leste, tuas mãos imediatamente tocarão o pote do tesouro.'**", "purport": "As literaturas Védicas, incluindo os *Purāṇas*, afirmam que, segundo a posição da alma condicionada, há diferentes processos — karma-kāṇḍa, jñāna-kāṇḍa, o processo iogue e o processo de bhakti-yoga. O karma-kāṇḍa é comparado às vespas e aos zangões, que simplesmente picam quem se abriga neles. O jñāna-kāṇḍa, o processo especulativo, é apenas como um fantasma que cria perturbações mentais. O yoga, o processo místico, é comparado a uma serpente preta que devora as pessoas mediante o cultivo impessoal de kaivalya. No entanto, se a pessoa adota o bhakti-yoga, ela rapidamente obtém êxito. Em outras palavras, por meio do bhakti-yoga, as mãos da pessoa tocam o tesouro oculto sem dificuldade.\n\nPor isso, afirma-se no *Bhagavad-gītā*: vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ. É preciso adotar o serviço devocional. Embora os *Vedas* ordenem que a pessoa busque Kṛṣṇa e se abrigue a Seus pés de lótus, os outros processos Védicos não ajudarão. Segundo o *Bhagavad-gītā*, apenas o processo de bhakti é dito ser definitivo. Bhaktyā mām abhijānāti. Esta é a afirmação conclusiva dos *Vedas*, e a pessoa tem de aceitar este processo se for séria na busca por *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*. Com relação a isso, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura faz a seguinte declaração. O lado leste representa o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa. O lado sul representa o processo da atividade fruitiva (karma-kāṇḍa), que termina em ganho material. O lado oeste representa o jñāna-kāṇḍa, o processo da especulação mental, às vezes chamado de siddhi-kāṇḍa. O lado norte representa o método especulativo às vezes conhecido como o sistema de yoga místico. É somente o lado leste, o serviço devocional, que capacita a pessoa a alcançar a verdadeira meta da vida. No lado sul, há atividades fruitivas pelas quais a pessoa fica sujeita à punição de Yamarāja. Quando alguém segue o sistema da atividade fruitiva, seus desejos materiais permanecem proeminentes. Por conseguinte, os resultados desse processo são comparados às vespas e aos zangões. A entidade viva é picada pelas vespas e zangões da atividade fruitiva e, assim, sofre na existência material nascimento após nascimento. Não se pode ficar livre dos desejos materiais seguindo este processo. A propensão para o gozo material jamais termina. Dessa forma, o ciclo de nascimentos e mortes continua, e a alma espiritual sofre perpetuamente.\n\nO processo de yoga místico é comparado a uma serpente preta que devora a entidade viva e a injeta com veneno. A meta última do sistema de yoga é tornar-se uno com o Absoluto. Isso significa pôr fim à própria existência pessoal. No entanto, a parte espiritual integrante da Suprema Personalidade de Deus tem uma existência individual eterna. O *Bhagavad-gītā* confirma que a alma individual existiu no passado, está existindo no presente e continuará a existir como indivíduo no futuro. Tentar artificialmente tornar-se uno com o Absoluto é suicida. Não se pode aniquilar a própria condição natural.\n\nUm yakṣa, um protetor de riquezas, não permitirá que ninguém leve embora as riquezas para o gozo. Tal demônio simplesmente criará perturbações. Em outras palavras, um devoto não dependerá de seus recursos materiais, mas da misericórdia da Suprema Personalidade de Deus, que pode dar verdadeira proteção. Isso se chama rakṣiṣyatīti viśvāsaḥ ou (na poesia bengali do Śaraṇāgati de Bhaktivinoda Ṭhākura) 'avaśya rakṣibe kṛṣṇa'-viśvāsa pālana. A alma rendida deve aceitar o fato de que seu verdadeiro protetor é Kṛṣṇa, e não suas aquisições materiais.\n\nConsiderando todos esses pontos, o serviço devocional a Kṛṣṇa é o verdadeiro tesouro da entidade viva. Quando a pessoa chega à plataforma do serviço devocional, ela sempre permanece opulenta na associação da Suprema Personalidade de Deus. Aquele que é privado do serviço devocional é engolido pela serpente preta do sistema de yoga e picado pelas vespas e zangões da atividade fruitiva, e ele sofre as consequentes misérias materiais. Às vezes, a entidade viva é desencaminhada e tenta fundir-se na existência espiritual, julgando-se tão boa quanto a Suprema Personalidade de Deus. Isso significa que, quando ela chega à plataforma espiritual, será perturbada e novamente retornará à plataforma material. Segundo o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32):\n\nye 'nye 'ravindākṣa vimukta-māninas\ntvayy asta-bhāvād aviśuddha-buddhayaḥ\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ\n\nTais pessoas podem tornar-se sannyāsīs, mas, a menos que se abriguem aos pés de lótus de Kṛṣṇa, elas retornarão à plataforma material para realizar atividades filantrópicas. Dessa maneira, perde-se sua vida espiritual. Isso deve ser compreendido como ser devorado pela serpente preta."}
{"ref": "cc/madhya/20/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/136/", "verse_text": "aiche śāstra kahe,--karma, jñāna, yoga tyaji'\n\n'bhaktye' kṛṣṇa vaśa haya, bhaktye tāṅre bhaji", "devanagari": "> ঐছে শাস্ত্র কহে, — কর্ম, জ্ঞান, যোগ ত্যজি’ ৷ ‘ভক্ত্যে’ কৃষ্ণ বশ হয়, ভক্ত্যে তাঁরে ভজি ৷৷ ১৩৬ ৷৷ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *śāstra kahe*—as literaturas Védicas confirmam; *karma*—atividades fruitivas; *jñāna*—conhecimento especulativo; *yoga*—o sistema de yoga místico; *tyaji'*—abandonando; *bhaktye*—pelo serviço devocional; *kṛṣṇa*—a Suprema Absoluta Personalidade de Deus; *vaśa haya*—fica satisfeito; *bhaktye*—pelo serviço devocional; *tāṅre*—a Ele; *bhaji*—adoramos.", "translation": "**\"As escrituras reveladas concluem que se deve abandonar a atividade fruitiva, o conhecimento especulativo e o sistema de yoga místico e, em vez disso, adotar o serviço devocional, pelo qual Kṛṣṇa pode ficar plenamente satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/137/", "verse_text": "na sādhayati māṁ yogo\n\nna sāṅkhyaṁ dharma uddhava\n\nna svādhyāyas tapas tyāgo\n\nyathā bhaktir mamorjitā", "devanagari": "> ন সাধয়তি মাং যোগো ন সাংখ্যং ধর্ম উদ্ধব ৷\n> ন স্বাধ্যায়স্তপস্ত্যাগো যথা ভক্তির্মমোর্জিতা ৷৷ ১৩৭ ৷৷ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*na*—nunca; *sādhayati*—faz permanecer satisfeito; *mām*—a Mim; *yogaḥ*—o processo de controle; *na*—nem; *sāṅkhyam*—o processo de obter conhecimento filosófico sobre a Verdade Absoluta; *dharmaḥ*—tal ocupação; *uddhava*—Meu querido Uddhava; *na*—nem; *svādhyāyaḥ*—estudo dos Vedas; *tapaḥ*—austeridades; *tyāgaḥ*—renúncia, aceitação de sannyāsa ou caridade; *yathā*—tanto quanto; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *mama*—a Mim; *ūrjitā*—desenvolvido.", "translation": "**[A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, disse:] \" 'Meu querido Uddhava, nem por meio do aṣṭāṅga-yoga [o sistema de yoga místico para controlar os sentidos], nem por meio do monismo impessoal ou de um estudo analítico da Verdade Absoluta, nem por meio do estudo dos *Vedas*, nem por meio da prática de austeridades, nem por meio da caridade, nem por meio da aceitação de sannyāsa pode alguém satisfazer-Me tanto quanto pode por desenvolver serviço devocional imaculado a Mim.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.14.20). A explicação deste verso é dada no *Ādi-līlā* (17.76)."}
{"ref": "cc/madhya/20/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/138/", "verse_text": "bhaktyāham ekayā grāhyaḥ\n\nśraddhayātmā priyaḥ satām\n\nbhaktiḥ punāti man-niṣṭhā\n\nśva-pākān api sambhavāt", "devanagari": "> ভক্ত্যাহমেকয়া গ্রাহ্যঃ শ্রদ্ধয়াত্মা প্রিয়ঃ সতাম্ ৷\n> ভক্তিঃ পুনাতি মন্নিষ্ঠা শ্বপাকানপি সম্ভবাৎ ৷৷ ১৩৮ ৷৷ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*bhaktyā*—pelo serviço devocional; *aham*—Eu, a Suprema Personalidade de Deus; *ekayā*—inabalável; *grāhyaḥ*—obtenível; *śraddhayā*—pela fé; *ātmā*—o mais querido; *priyaḥ*—a ser servido; *satām*—pelos devotos; *bhaktiḥ*—o serviço devocional; *punāti*—purifica; *mat-niṣṭhā*—fixo somente em Mim; *śva-pākān*—os mais baixos entre os seres humanos, que estão acostumados a comer cães; *api*—certamente; *sambhavāt*—de todas as faltas devidas ao nascimento e a outras circunstâncias.", "translation": "**\" 'Sendo muito querido aos devotos e sādhus, sou alcançado mediante fé inabalável e serviço devocional. Este sistema de bhakti-yoga, que gradualmente aumenta o apego por Mim, purifica até mesmo um ser humano nascido entre comedores de cães. Ou seja, todos podem ser elevados à plataforma espiritual pelo processo de bhakti-yoga.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.14.21)."}
{"ref": "cc/madhya/20/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/139/", "verse_text": "ataeva 'bhakti'--kṛṣṇa-prāptyera upāya\n\n'abhidheya' bali' tāre sarva-śāstre gāya", "devanagari": "> অতএব ‘ভক্তি’ — কৃষ্ণপ্রাপ্ত্যের উপায় ।\n> ‘অভিধেয়’ বলি’ তারে সর্বশাস্ত্রে গায় ॥১৩৯॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *bhakti*—serviço devocional; *kṛṣṇa-prāptyera*—de alcançar os pés de lótus de Kṛṣṇa; *upāya*—o único meio; *abhidheya*—abhidheya; *bali'*—chamando; *tāre*—este sistema; *sarva-śāstre*—em todas as escrituras reveladas; *gāya*—descreve-se.", "translation": "**\"A conclusão é que o serviço devocional é o único meio de aproximar-se da Suprema Personalidade de Deus. Por isso, este sistema chama-se abhidheya. Este é o veredito de todas as escrituras reveladas.**", "purport": "Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (18.55):\n\nbhaktyā mām abhijānāti\nyāvān yaś cāsmi tattvataḥ\ntato māṁ tattvato jñātvā\nviśate tad-anantaram\n\n\"Pode-se compreender a Suprema Personalidade tal como Ela é unicamente por meio do serviço devocional. E quando alguém, por meio dessa devoção, está em plena consciência do Senhor Supremo, pode entrar no reino de Deus.\"\n\nO objetivo da vida é livrar-se do condicionamento material e ingressar na existência espiritual. Embora os śāstras prescrevam diferentes métodos para diferentes pessoas, a Suprema Personalidade de Deus afirma que, em última análise, é preciso aceitar a senda do serviço devocional como o caminho seguro do avanço espiritual. O serviço devocional ao Senhor é o único processo realmente confirmado pelo próprio Senhor. Sarva-dharmān parityajya mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja (Bg. 18.66). É preciso tornar-se devoto se quisermos voltar ao lar, de volta ao Supremo, e tornar-nos eternamente bem-aventurados."}
{"ref": "cc/madhya/20/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/140/", "verse_text": "dhana pāile yaiche sukha-bhoga phala pāya\n\nsukha-bhoga haite duḥkha āpani palāya", "devanagari": "> ধন পাইলে যৈছে সুখভোগ ফল পায়  ।\n> সুখভোগ হৈতে দুঃখ আপনি পলায় ॥১৪০॥", "synonyms": "*dhana pāile*—quando alguém obtém riquezas; *yaiche*—assim como; *sukha-bhoga*—desfrute de felicidade; *phala*—resultado; *pāya*—obtém-se; *sukha-bhoga*—verdadeiro desfrute de felicidade; *haite*—de; *duḥkha*—todos os sofrimentos; *āpani*—por si próprios; *palāya*—fogem.", "translation": "**\"Quando alguém efetivamente se torna rico, naturalmente desfruta de toda espécie de felicidade. Quando alguém está realmente em estado de júbilo, todas as condições aflitivas desaparecem por si próprias. Não é necessário nenhum esforço adicional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/141/", "verse_text": "taiche bhakti-phale kṛṣṇe prema upajaya\n\npreme kṛṣṇāsvāda haile bhava nāśa pāya", "devanagari": "> তৈছে ভক্তি-ফলে কৃষ্ণে প্রেম উপজয়  ।\n> প্রেমে কৃষ্ণাস্বাদ হৈলে ভব নাশ পায় ॥১৪১॥", "synonyms": "*taiche*—de modo semelhante; *bhakti-phale*—pelo resultado do serviço devocional; *kṛṣṇe*—pelo Senhor Kṛṣṇa; *prema*—amor; *upajaya*—surge; *preme*—no amor devocional; *kṛṣṇa-āsvāda*—saborear a associação com o Senhor Kṛṣṇa; *haile*—quando há; *bhava*—a aflição da repetição de nascimento e morte; *nāśa*—aniquilação; *pāya*—obtém.", "translation": "**\"De modo semelhante, como resultado do bhakti, o amor adormecido por Kṛṣṇa desperta. Quando alguém se situa de tal forma que pode saborear a associação com o Senhor Kṛṣṇa, a existência material, a repetição de nascimento e morte, chega ao fim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/142/", "verse_text": "dāridrya-nāśa, bhava-kṣaya,--premera 'phala' naya\n\nprema-sukha-bhoga--mukhya prayojana haya", "devanagari": "> দারিদ্র্য-নাশ, ভবক্ষয়, — প্রেমের ‘ফল’ নয় ।\n> প্রেমসুখ-ভোগ — মুখ্য প্রয়োজন হয় ॥১৪২॥", "synonyms": "*dāridrya-nāśa*—o fim da vida na pobreza; *bhava-kṣaya*—aniquilação da existência material; *premera*—do amor a Deus; *phala*—o resultado; *naya*—certamente não é; *prema-sukha-bhoga*—desfrute da felicidade do amor a Deus; *mukhya*—principal; *prayojana*—objetivo da vida; *haya*—é.", "translation": "**\"O objetivo do amor a Deus não é tornar-se materialmente rico nem livrar-se do cativeiro material. O verdadeiro objetivo é situar-se no serviço devocional ao Senhor e desfrutar de bem-aventurança transcendental.**", "purport": "Os resultados do serviço devocional certamente não são benefícios materiais nem a liberação do cativeiro material. O objetivo do serviço devocional é situar-se eternamente no serviço amoroso ao Senhor e desfrutar da bem-aventurança espiritual proveniente desse serviço. Diz-se que alguém se encontra em condição de pobreza quando se esquece da Suprema Personalidade de Deus. É preciso pôr fim a essa vida de pobreza para, automaticamente, encerrar as condições miseráveis da existência material. A pessoa liberta-se automaticamente do desfrute material quando saboreia o serviço a Kṛṣṇa. Não é necessário esforçar-se separadamente pela opulência. A opulência vem automaticamente ao devoto puro, ainda que ele não deseje a felicidade material."}
{"ref": "cc/madhya/20/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/143/", "verse_text": "veda-śāstre kahe sambandha, abhidheya, prayojana\n\nkṛṣṇa, kṛṣṇa-bhakti, prema,--tina mahā-dhana", "devanagari": "> বেদশাস্ত্রে কহে সম্বন্ধ, অভিধেয়, প্রয়োজন ।\n> কৃষ্ণ, কৃষ্ণভক্তি, প্রেম, — তিন মহাধন ॥১৪৩॥", "synonyms": "*veda-śāstre*—na literatura Védica; *kahe*—afirma-se; *sambandha*—relação; *abhidheya*—execução; *prayojana*—objetivo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional ao Senhor; *prema*—amor a Deus; *tina*—estes três; *mahā-dhana*—o tesouro supremo.", "translation": "**\"Na literatura Védica, Kṛṣṇa é o ponto central de atração, e Seu serviço é nossa atividade. Atingir a plataforma do amor a Kṛṣṇa é o objetivo último da vida. Portanto, Kṛṣṇa, o serviço a Kṛṣṇa e o amor a Kṛṣṇa são as três grandes riquezas da vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/144/", "verse_text": "vedādi sakala śāstre kṛṣṇa--mukhya sambandha\n\ntāṅra jñāne ānuṣaṅge yāya māyā-bandha", "devanagari": "> বেদাদি সকল শাস্ত্রে কৃষ্ণ — মুখ্য সম্বন্ধ ।\n> তাঁর জ্ঞানে আনুষঙ্গে যায় মায়াবন্ধ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*veda-ādi*—começando com os Vedas; *sakala*—todas; *śāstre*—nas escrituras reveladas; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *mukhya*—principal; *sambandha*—ponto central ou atração central; *tāṅra jñāne*—pelo conhecimento Dele; *ānuṣaṅge*—simultaneamente; *yāya*—desaparece; *māyā-bandha*—o cativeiro da existência material.", "translation": "**\"Em todas as escrituras reveladas, começando com os *Vedas*, o ponto central de atração é Kṛṣṇa. Quando se percebe o conhecimento completo Dele, o cativeiro de māyā, a energia ilusória, rompe-se automaticamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/145/", "verse_text": "vyāmohāya carācarasya jagatas te te purāṇāgamās\n\ntāṁ tām eva hi devatāṁ paramikāṁ jalpantu kalpāvadhi\n\nsiddhānte punar eka eva bhagavān viṣṇuḥ samastāgama-\n\nvyāpāreṣu vivecana-vyatikaraṁ nīteṣu niścīyate", "devanagari": "> ব্যামোহায় চরাচরস্য জগতস্তে তে পুরাণাগমা-\n> স্তাং তামেব হি দেবতাং পরমিকাং জল্পন্তু কল্পাবধি ।\n> সিদ্ধান্তে পুনরেক এব ভগবান্ বিষ্ণুঃ সমস্তাগম-\n> ব্যাপারেষু বিবেচনব্যতিকরং নীতেষু নিশ্চীয়তে ॥১৪৫॥", "synonyms": "*vyāmohāya*—para aumentar a ilusão e a ignorância; *cara-acarasya*—de todas as entidades vivas, móveis e imóveis; *jagataḥ*—do mundo; *te te*—aquelas respectivas; *purāṇa*—as literaturas Védicas suplementares chamadas Purāṇas; *āgamāḥ*—e Vedas; *tām tām*—aquele respectivo; *eva hi*—certamente; *devatām*—semideus; *paramikām*—como supremo; *jalpantu*—que falem; *kalpa-avadhi*—até o fim do milênio; *siddhānte*—em conclusão; *punaḥ*—mas; *ekaḥ*—um; *eva*—somente; *bhagavān*—Suprema Personalidade de Deus; *viṣṇuḥ*—o Senhor Viṣṇu; *samasta*—todos; *āgama*—dos Vedas; *vyāpāreṣu*—nos tratos; *vivecana-vyatikaram*—à consideração coletiva; *nīteṣu*—quando trazidos forçosamente; *niścīyate*—estabelece-se.", "translation": "**\" 'Há muitos tipos de literaturas Védicas e Purāṇas suplementares. Em cada um deles há determinados semideuses que são apresentados como os principais semideuses. Isso ocorre apenas para criar uma ilusão para as entidades vivas móveis e imóveis. Que elas se ocupem perpetuamente em tais imaginações. No entanto, quando alguém estuda analiticamente todas essas literaturas Védicas em conjunto, chega à conclusão de que o Senhor Viṣṇu é a única e exclusiva Suprema Personalidade de Deus.'**", "purport": "Este é um verso do *Padma Purāṇa*."}
{"ref": "cc/madhya/20/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/146/", "verse_text": "mukhya-gauṇa-vṛtti, kiṁvā anvaya-vyatireke\n\nvedera pratijñā kevala kahaye kṛṣṇake", "devanagari": "> মুখ্য-গৌণ-বৃত্তি, কিংবা অন্বয়-ব্যতিরেকে ।\n> বেদের প্রতিজ্ঞা কেবল কহয়ে কৃষ্ণকে ॥১৪৬॥", "synonyms": "*mukhya*—principal; *gauṇa*—secundário; *vṛtti*—significado; *kiṁvā*—ou; *anvaya-vyatireke*—direta ou indiretamente; *vedera pratijñā*—declaração última dos Vedas; *kevala*—somente; *kahaye*—fala; *kṛṣṇake*—acerca de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Quando alguém aceita a literatura Védica por interpretação ou mesmo pelo significado de dicionário, direta ou indiretamente a declaração última do conhecimento Védico aponta para o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/147-148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/147-148/", "verse_text": "kiṁ vidhatte kim ācaṣṭe\n\nkim anūdya vikalpayet\n\nity asyā hṛdayaṁ loke\n\nnānyo mad veda kaścana\n\nmāṁ vidhatte 'bhidhatte māṁ\n\nvikalpyāpohyate hy aham\n\netāvān sarva-vedārthaḥ\n\nśabda āsthāya māṁ bhidām\n\nmāyā-mātram anūdyānte\n\npratiṣidhya prasīdati", "devanagari": "> কিং বিধত্তে কিমাচষ্টে কিমনূদ্য বিকল্পয়েৎ ।\n> ইত্যস্যা হৃদয়ং লোকে নান্যো মদ্বেদ কশ্চন ॥১৪৭॥\n> মাং বিধত্তেঽভিধত্তে মাং বিকল্প্যাপোহ্যতে হ্যহম্ ।\n> এতাবান্ সর্ববেদার্থঃ শব্দ আস্থায় মাং ভিদাম্ ।\n> মায়ামাত্রমনূদ্যান্তে প্রতিষিধ্য প্রসীদতি ॥১৪৮॥", "synonyms": "*kim*—o que; *vidhatte*—ordenam; *kim*—o que; *ācaṣṭe*—declaram; *kim*—o que; *anūdya*—tomando como objeto; *vikalpayet*—possa conjeturar; *iti*—assim; *asyāḥ*—da literatura Védica; *hṛdayam*—intenção; *loke*—neste mundo; *na*—não; *anyaḥ*—outro; *mat*—além de Mim; *veda*—conhece; *kaścana*—ninguém; *mām*—a Mim; *vidhatte*—eles ordenam; *abhidhatte*—expõem; *mām*—a Mim; *vikalpya*—especulando; *apohyate*—estou fixo; *hi*—certamente; *aham*—Eu; *etāvān*—de tal medida; *sarva-veda-arthaḥ*—o significado dos Vedas; *śabdaḥ*—os Vedas; *āsthāya*—abrigando-se em; *mām*—a Mim; *bhidām*—diferente; *māyā*—energia ilusória; *mātram*—somente; *anūdya*—dizendo; *ante*—no final; *pratiṣidhya*—afastando; *prasīdati*—obtém satisfação.", "translation": "**\" 'Qual é a direção de todas as literaturas Védicas? Em quem elas concentram seu foco? Quem é o propósito de toda especulação? Fora de Mim, ninguém conhece estas coisas. Agora deves saber que todas essas atividades visam ordenar-Me e expor-Me. O propósito da literatura Védica é conhecer-Me por meio de diferentes especulações, seja por compreensão indireta, seja por compreensão de dicionário. Todos especulam a Meu respeito. A essência de todas as literaturas Védicas consiste em distinguir-Me de māyā. Ao considerar a energia ilusória, a pessoa chega à plataforma de compreender-Me. Dessa maneira, ela se livra da especulação acerca dos *Vedas* e chega a Mim como conclusão. Assim, fica satisfeita.'**", "purport": "Estes dois versos são citados do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.21.42,43). Quando Uddhava perguntou a Kṛṣṇa sobre o propósito da especulação Védica, o Senhor informou-o sobre o processo de compreender a literatura Védica. Os *Vedas* compõem-se de karma-kāṇḍa, jñāna-kāṇḍa e upāsanā-kāṇḍa. Se alguém estuda analiticamente o propósito dos *Vedas*, compreende que, pelo karma-kāṇḍa, a atividade sacrificial, chega-se à conclusão do jñāna-kāṇḍa, o conhecimento especulativo. Após a especulação, chega-se à conclusão de que a adoração à Suprema Personalidade de Deus é o objetivo último. Quando alguém chega a essa conclusão, fica plenamente satisfeito."}
{"ref": "cc/madhya/20/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/149/", "verse_text": "kṛṣṇera svarūpa--ananta, vaibhava--apāra\n\ncic-chakti, māyā-śakti, jīva-śakti āra", "devanagari": "> কৃষ্ণের স্বরূপ — অনন্ত, বৈভব — অপার ।\n> চিচ্ছক্তি, মায়াশক্তি, জীবশক্তি আর ॥১৪৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇera sva-rūpa*—a forma transcendental de Kṛṣṇa; *ananta*—ilimitadamente expandida; *vaibhava*—opulência; *apāra*—ilimitada; *cit-śakti*—potência interna; *māyā-śakti*—potência externa; *jīva-śakti*—potência marginal; *āra*—e.", "translation": "**\"A forma transcendental do Senhor Kṛṣṇa é ilimitada e também possui opulência ilimitada. Ele possui a potência interna, a potência externa e a potência marginal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/150/", "verse_text": "vaikuṇṭha, brahmāṇḍa-gaṇa--śakti-kārya haya\n\nsvarūpa-śakti śakti-kāryera--kṛṣṇa samāśraya", "devanagari": "> বৈকুণ্ঠ, ব্রহ্মাণ্ডগণ — শক্তি-কার্য হয় ।\n> স্বরূপশক্তি শক্তি-কার্যের — কৃষ্ণ সমাশ্রয় ॥১৫০॥", "synonyms": "*vaikuṇṭha*—o mundo espiritual; *brahmāṇḍa-gaṇa*—os universos do mundo material; *śakti-kārya haya*—são todos atividades das potências de Kṛṣṇa; *svarūpa-śakti*—da potência interna; *śakti-kāryera*—das atividades da potência externa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *samāśraya*—a fonte original.", "translation": "**\"Tanto o mundo material quanto o mundo espiritual são transformações das potências interna e externa de Kṛṣṇa. Portanto, Kṛṣṇa é a fonte original de ambas as manifestações, material e espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/151/", "verse_text": "daśame daśamaṁ lakṣyam\n\nāśritāśraya-vigraham\n\nśrī-kṛṣṇākhyaṁ paraṁ dhāma\n\njagad-dhāma namāmi tat", "devanagari": "> দশমে দশমং লক্ষ্যমাশ্রিতাশ্রয়-বিগ্রহম্ ।\n> শ্রীকৃষ্ণাখ্যং পরং ধাম জগদ্ধাম নমামি তৎ ॥১৫১॥", "synonyms": "*daśame*—no Décimo Canto; *daśamam*—o décimo tema; *lakṣyam*—a ser visto; *āśrita*—do abrigado; *āśraya*—do abrigo; *vigraham*—que é a forma; *śrī-kṛṣṇa-ākhyam*—conhecido como o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *param*—suprema; *dhāma*—morada; *jagat-dhāma*—a morada dos universos; *namāmi*—ofereço minhas reverências; *tat*—a Ele.", "translation": "**\" 'O Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* revela o décimo objeto, a Suprema Personalidade de Deus, que é o abrigo de todas as almas rendidas. Ele é conhecido como Śrī Kṛṣṇa, e é a fonte última de todos os universos. Permita-me oferecer minhas reverências a Ele.'**", "purport": "Esta é uma citação do Bhāvārtha-dīpikā, o comentário de Śrīdhara Svāmī sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.1.1). No Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* há uma descrição do āśraya-tattva, Śrī Kṛṣṇa. Há dois tattvas: āśraya-tattva e āśrita-tattva. O āśraya-tattva é o objetivo, e o āśrita-tattva é o subjetivo. Visto que os pés de lótus do Senhor Śrī Kṛṣṇa são o abrigo de todos os devotos, Śrī Kṛṣṇa é chamado paraṁ dhāma. No *Bhagavad-gītā*, afirma-se: paraṁ brahma paraṁ dhāma pavitraṁ paramaṁ bhavān. Tudo repousa sob os pés de lótus de Kṛṣṇa. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.58), afirma-se:\n\nsamāśritā ye pada-pallava-plavaṁ\nmahat-padaṁ puṇya-yaśo-murāreḥ\n\nSob os pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa existe todo o mahat-tattva. Visto que tudo está sob a proteção de Śrī Kṛṣṇa, Śrī Kṛṣṇa é chamado āśraya-tattva. Todo o resto é chamado āśrita-tattva. A criação material também é chamada āśrita-tattva. A liberação do cativeiro material e o alcance da plataforma espiritual também são āśrita-tattva. Kṛṣṇa é o único āśraya-tattva. No início da criação, há Mahā-Viṣṇu, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu. Eles também são āśraya-tattva. Kṛṣṇa é a causa de todas as causas (sarva-kāraṇa-kāraṇam). Para compreender Kṛṣṇa perfeitamente, é preciso fazer um estudo analítico do āśraya-tattva e do āśrita-tattva."}
{"ref": "cc/madhya/20/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/152/", "verse_text": "kṛṣṇera svarūpa-vicāra śuna, sanātana\n\nadvaya-jñāna-tattva, vraje vrajendra-nandana", "devanagari": "> কৃষ্ণের স্বরূপ-বিচার শুন, সনাতন ।\n> অদ্বয়জ্ঞান-তত্ত্ব, ব্রজে ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥১৫২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa-vicāra*—consideração da forma eterna; *śuna*—por favor, ouve; *sanātana*—Meu querido Sanātana; *advaya-jñāna-tattva*—a Verdade Absoluta sem dualidade; *vraje*—em Vṛndāvana; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"Ó Sanātana, por favor, ouve sobre a forma eterna do Senhor Kṛṣṇa. Ele é a Verdade Absoluta, desprovida de dualidade, mas presente em Vṛndāvana como o filho de Nanda Mahārāja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/153/", "verse_text": "sarva-ādi, sarva-aṁśī, kiśora-śekhara\n\ncid-ānanda-deha, sarvāśraya, sarveśvara", "devanagari": "> সর্ব-আদি, সর্ব-অংশী, কিশোর-শেখর ।\n> চিদানন্দ-দেহ, সর্বাশ্রয়, সর্বেশ্বর ॥১৫৩॥", "synonyms": "*sarva-ādi*—origem de tudo; *sarva-aṁśī*—soma total de todas as partes integrantes; *kiśora-śekhara*—o jovem supremo; *cit-ānanda-deha*—um corpo de bem-aventurança espiritual; *sarva-āśraya*—refúgio de todos; *sarva-īśvara*—senhor de todos.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é a fonte original de tudo e a soma total de tudo. Ele aparece como o jovem supremo, e todo o Seu corpo é composto de bem-aventurança espiritual. Ele é o refúgio de tudo e o senhor de todos.**", "purport": "Kṛṣṇa é a origem de todos os viṣṇu-tattvas, incluindo Mahā-Viṣṇu, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu. Ele é a meta última da filosofia vaiṣṇava. Tudo emana Dele. Seu corpo é completamente espiritual e é a fonte de todo ser espiritual. Embora seja a fonte de tudo, Ele próprio não tem fonte. Advaitam acyutam anādim ananta-rūpaṁ, ādyaṁ purāṇa-puruṣaṁ nava-yauvanaṁ ca. Embora seja a fonte suprema de todos, Ele ainda é sempre um jovem viçoso."}
{"ref": "cc/madhya/20/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/154/", "verse_text": "īśvaraḥ paramaḥ kṛṣṇaḥ\n\nsac-cid-ānanda-vigrahaḥ\n\nanādir ādir govindaḥ\n\nsarva-kāraṇa-kāraṇam", "devanagari": "> ঈশ্বরঃ পরমঃ কৃষ্ণঃ সচ্চিদানন্দবিগ্রহঃ ।\n> অনাদিরাদির্গোবিন্দঃ সর্বকারণকারণম্ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*īśvaraḥ*—o controlador; *paramaḥ*—supremo; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *sat*—existência eterna; *cit*—conhecimento absoluto; *ānanda*—bem-aventurança absoluta; *vigrahaḥ*—cuja forma; *anādiḥ*—sem começo; *ādiḥ*—a origem; *govindaḥ*—o Senhor Govinda; *sarva-kāraṇa-kāraṇam*—a causa de todas as causas.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa, que é conhecido como Govinda, é o controlador supremo. Ele tem um corpo eterno, bem-aventurado e espiritual. Ele é a origem de tudo. Ele não tem outra origem, pois é a causa primordial de todas as causas.'**", "purport": "Este é o primeiro verso do Quinto Capítulo da Brahma-saṁhitā."}
{"ref": "cc/madhya/20/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/155/", "verse_text": "svayaṁ bhagavān kṛṣṇa, 'govinda' para nāma\n\nsarvaiśvarya-pūrṇa yāṅra goloka--nitya-dhāma", "devanagari": "> স্বয়ং ভগবান্ কৃষ্ণ, ‘গোবিন্দ’ পর নাম ।\n> সর্বৈশ্বর্যপূর্ণ যাঁর গোলক — নিত্যধাম ॥১৫৫॥", "synonyms": "*svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *govinda*—Govinda; *para nāma*—outro nome; *sarva-aiśvarya-pūrṇa*—pleno de todas as opulências; *yāṅra*—cuja; *goloka*—Goloka Vṛndāvana; *nitya-dhāma*—morada eterna.", "translation": "**\"A original Suprema Personalidade de Deus é Kṛṣṇa. Seu nome original é Govinda. Ele é pleno de todas as opulências, e Sua morada eterna é conhecida como Goloka Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/156/", "verse_text": "ete cāṁśa-kalāḥ puṁsaḥ\n\nkṛṣṇas tu bhagavān svayam\n\nindrāri-vyākulaṁ lokaṁ\n\nmṛḍayanti yuge yuge", "devanagari": "> এতে চাংশকলাঃ পুংসঃ কৃষ্ণস্তু ভগবান্ স্বয়ম্ ।\n> ইন্দ্রারিব্যাকুলং লোকং মৃড়য়ন্তি যুগে যুগে ॥১৫৬॥", "synonyms": "*ete*—estas; *ca*—e; *aṁśa*—porções plenárias; *kalāḥ*—partes de porções plenárias; *puṁsaḥ*—dos puruṣa-avatāras; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *tu*—mas; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *svayam*—Ele próprio; *indra-ari*—os inimigos do Senhor Indra; *vyākulam*—pleno de; *lokam*—o mundo; *mṛḍayanti*—fazem feliz; *yuge yuge*—no momento certo de cada era.", "translation": "**\" 'Todas essas encarnações de Deus são porções plenárias ou partes das porções plenárias dos puruṣa-avatāras. Mas Kṛṣṇa é a própria Suprema Personalidade de Deus. Em cada era, Ele protege o mundo através de Seus diferentes aspectos quando este é perturbado pelos inimigos de Indra.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.28). Ver também o *Ādi-līlā*, Capítulo Dois, verso 67."}
{"ref": "cc/madhya/20/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/157/", "verse_text": "jñāna, yoga, bhakti,--tina sādhanera vaśe\n\nbrahma, ātmā, bhagavān--trividha prakāśe", "devanagari": "> জ্ঞান, যোগ, ভক্তি, — তিন সাধনের বশে ।\n> ব্রহ্ম, আত্মা, ভগবান্ — ত্রিবিধ প্রকাশে ॥১৫৭॥", "synonyms": "*jñāna*—conhecimento; *yoga*—poder místico; *bhakti*—serviço devocional; *tina*—três; *sādhanera*—dos processos da vida espiritual; *vaśe*—sob o controle; *brahma*—Brahman impessoal; *ātmā*—Paramātmā localizado; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tri-vidha prakāśe*—três espécies de manifestação.", "translation": "**\"Há três espécies de processos espirituais para compreender a Verdade Absoluta: os processos do conhecimento especulativo, do yoga místico e do bhakti-yoga. De acordo com esses três processos, a Verdade Absoluta manifesta-se como Brahman, Paramātmā e Bhagavān.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/158/", "verse_text": "vadanti tat tattva-vidas\n\ntattvaṁ yaj jñānam advayam\n\nbrahmeti paramātmeti\n\nbhagavān iti śabdyate", "devanagari": "> বদন্তি তত্তত্ত্ববিদস্তত্ত্বং যজ্ জ্ঞানমদ্বয়ম্ ।\n> ব্রহ্মেতি পরমাত্মেতি ভগবানিতি শব্দ্যতে ॥১৫৮॥", "synonyms": "*vadanti*—eles dizem; *tat*—essa; *tattva-vidaḥ*—almas eruditas; *tattvam*—a Verdade Absoluta; *yat*—a qual; *jñānam*—conhecimento; *advayam*—não dual; *brahma*—Brahman; *iti*—assim; *paramātmā*—Paramātmā; *iti*—assim; *bhagavān*—Bhagavān; *iti*—assim; *śabdyate*—é conhecida.", "translation": "**\" 'Os transcendentalistas eruditos que conhecem a Verdade Absoluta chamam essa substância não dual de Brahman, Paramātmā ou Bhagavān.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.11). Para uma explicação, ver também o *Ādi-līlā*, Capítulo Dois, verso 11.\n\nAqueles que se interessam pela refulgência do Brahman impessoal, que não é diferente da Suprema Personalidade de Deus, podem alcançar essa meta por meio do conhecimento especulativo. Aqueles que se interessam por praticar o yoga místico podem alcançar o aspecto localizado de Paramātmā. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*, īśvaraḥ sarva-bhūtānāṁ hṛd-deśe 'rjuna tiṣṭhati: a Suprema Personalidade de Deus está situada no coração como Paramātmā. Ele testemunha as atividades das entidades vivas e lhes dá permissão para agir."}
{"ref": "cc/madhya/20/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/159/", "verse_text": "brahma--aṅga-kānti tāṅra, nirviśeṣa prakāśe\n\nsūrya yena carma-cakṣe jyotirmaya bhāse", "devanagari": "> ব্রহ্ম — অঙ্গকান্তি তাঁর, নির্বিশেষ প্রকাশে ।\n> সূর্য যেন চর্মচক্ষে জ্যোতির্ময় ভাসে ॥১৫৯॥", "synonyms": "*brahma*—a refulgência do Brahman impessoal; *aṅga-kānti*—os raios corpóreos; *tāṅra*—Dele; *nirviśeṣa*—sem variedades; *prakāśe*—manifestação; *sūrya yena*—exatamente como o sol; *carma-cakṣe*—com nossos olhos materiais comuns; *jyotiḥ-maya*—simplesmente refulgente; *bhāse*—aparece.", "translation": "**\"A manifestação da refulgência do Brahman impessoal, que é desprovida de variedade, são os raios da refulgência corpórea de Kṛṣṇa. É exatamente como o sol. Quando o sol é visto por nossos olhos comuns, parece consistir simplesmente em refulgência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/160/", "verse_text": "yasya prabhā prabhavato jagad-aṇḍa-koṭi-\n\nkoṭiṣv aśeṣa-vasudhādi-vibhūti-bhinnam\n\ntad brahma niṣkalam anantam aśeṣa-bhūtaṁ\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> যস্য প্রভা প্রভবতো জগদণ্ডকোটি-\n> কোটিষ্বশেষবসুধাদিবিভূতিভিন্নম্ ।\n> তদ্ব্রহ্ম নিষ্কলমনন্তমশেষভূতং\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥১৬০॥", "synonyms": "*yasya*—de quem; *prabhā*—a refulgência; *prabhavataḥ*—daquele que se sobressai em poder; *jagat-aṇḍa*—de universos; *koṭi-koṭiṣu*—em milhões e milhões; *aśeṣa*—ilimitado; *vasudhā-ādi*—com planetas e outras manifestações; *vibhūti*—com opulências; *bhinnam*—tornando-se variado; *tat*—esse; *brahma*—Brahman; *niṣkalam*—sem partes; *anantam*—ilimitado; *aśeṣa-bhūtam*—sendo completo; *govindam*—o Senhor Govinda; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\" 'Adoro Govinda, o Senhor primordial, dotado de grande poder. A refulgência resplandecente de Sua forma transcendental é o Brahman impessoal, que é absoluto, completo e ilimitado, e que exibe as variedades de incontáveis planetas, com suas diferentes opulências, em milhões e milhões de universos.'**", "purport": "Este verso é citado da Brahma-saṁhitā (5.40). Para uma explicação, consultar o *Ādi-līlā*, Capítulo Dois, verso 14."}
{"ref": "cc/madhya/20/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/161/", "verse_text": "paramātmā yeṅho, teṅho kṛṣṇera eka aṁśa\n\nātmāra 'ātmā' haya kṛṣṇa sarva-avataṁsa", "devanagari": "> পরমাত্মা যেঁহো, তেঁহো কৃষ্ণের এক অংশ ।\n> আত্মার ‘আত্মা’ হয় কৃষ্ণ সর্ব-অবতংস ॥১৬১॥", "synonyms": "*paramātmā*—a Superalma dentro do coração; *yeṅho*—que; *teṅho*—Ele; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *eka*—uma; *aṁśa*—porção plenária; *ātmāra*—da alma; *ātmā*—a alma; *haya*—é; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sarva*—de tudo; *avataṁsa*—fonte.", "translation": "**\"O Paramātmā, o aspecto da Superalma, é a porção plenária parcial da Suprema Personalidade de Deus, que é a fonte original de todas as entidades vivas. É também Kṛṣṇa quem é a fonte original do Paramātmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/162/", "verse_text": "kṛṣṇam enam avehi tvam\n\nātmānam akhilātmanām\n\njagad-dhitāya so 'py atra\n\ndehīvābhāti māyayā", "devanagari": "> কৃষ্ণমেনমবেহি ত্বমাত্মানমখিলাত্মনাম্ ।\n> জগদ্ধিতায় সোঽপ্যত্র দেহীবাভাতি মায়য়া ॥১৬২॥", "synonyms": "*kṛṣṇam*—na Suprema Personalidade de Deus; *enam*—este; *avehi*—procura apenas compreender; *tvam*—tu; *ātmānam*—a alma; *akhila-ātmanām*—de todas as entidades vivas; *jagat-hita-ya*—o benefício de todo o universo; *saḥ*—Ele; *api*—certamente; *atra*—aqui; *dehī*—um ser humano; *iva*—como; *ābhāti*—aparece; *māyayā*—por Sua potência interna.", "translation": "**\" 'Deves conhecer Kṛṣṇa como a alma original de todos os ātmās [entidades vivas]. Para o benefício de todo o universo, Ele, por Sua misericórdia imotivada, apareceu como um ser humano comum. Ele o fez com a força de Sua própria potência interna.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.55). Parīkṣit Mahārāja perguntou a Śukadeva Gosvāmī por que Kṛṣṇa era tão querido pelos residentes de Vṛndāvana, que O amavam ainda mais do que sua própria prole ou que a própria vida. Naquele momento, Śukadeva Gosvāmī respondeu que o ātmā, ou alma, de cada um é muito querido, especialmente para todas as entidades vivas que aceitaram corpos materiais. Contudo, esse ātmā, a alma espiritual, é parte integrante de Kṛṣṇa. Por essa razão, Kṛṣṇa é muito querido a toda entidade viva. O corpo de cada um é muito querido a si próprio, e a pessoa quer proteger o corpo por todos os meios, pois dentro do corpo vive a alma. Devido à relação íntima entre a alma e o corpo, o corpo é importante e querido a todos. De modo semelhante, a alma, sendo parte integrante de Kṛṣṇa, o Senhor Supremo, é muito querida a todas as entidades vivas. Infelizmente, a alma esquece sua posição constitucional e pensa que é apenas o corpo (deha-ātma-buddhi). Assim, a alma fica sujeita às regras e regulações da natureza material. Quando uma entidade viva, por sua inteligência, redesperta sua atração por Kṛṣṇa, ela pode compreender que não é o corpo, mas parte integrante de Kṛṣṇa. Assim, repleta de conhecimento, já não trabalha sob o apego ao corpo e a tudo o que se relaciona com o corpo. janasya moho 'yam aham mameti. A existência material, na qual a pessoa pensa \"Eu sou o corpo, e isto me pertence\", também é ilusória. É preciso redirecionar a própria atração para Kṛṣṇa. O *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.7) afirma:\n\nvāsudeve bhagavati\n\nbhakti-yogaḥ prayojitaḥ\n\njanayaty āśu vairāgyaṁ\n\njñānaṁ ca yad ahaitukam\n\n\"Ao prestar serviço devocional à Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, a pessoa adquire de imediato conhecimento imotivado e desapego do mundo.\""}
{"ref": "cc/madhya/20/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/163/", "verse_text": "athavā bahunaitena\n\nkiṁ jñātena tavārjuna\n\nviṣṭabhyāham idaṁ kṛtsnam\n\nekāṁśena sthito jagat", "devanagari": "> অথবা বহুনৈতেন কিং জ্ঞাতেন তবার্জুন ৷\n> বিষ্টভ্যাহমিদং কৃৎস্নমেকাংশেন স্থিতো জগৎ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*athavā*—ou; *bahunā*—muito; *etena*—com isto; *kim*—de que utilidade; *jñātena*—ser conhecido; *tava*—por ti; *arjuna*—ó Arjuna; *viṣṭabhya*—penetrando; *aham*—Eu; *idam*—este; *kṛtsnam*—inteiro; *eka-aṁśena*—com uma porção; *sthitaḥ*—situado; *jagat*—universo.", "translation": "**\" 'Mas que necessidade há, Arjuna, de todo esse conhecimento detalhado? Com um único fragmento de Mim mesmo, Eu penetro e sustento este universo inteiro.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (10.42)."}
{"ref": "cc/madhya/20/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/164/", "verse_text": "'bhaktye' bhagavānera anubhava--pūrṇa-rūpa\n\neka-i vigrahe tāṅra ananta svarūpa", "devanagari": "> ‘ভক্ত্যে’ ভগবানের অনুভব — পূর্ণরূপ ।\n> একই বিগ্রহে তাঁর অনন্ত স্বরূপ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*bhaktye*—pelo serviço devocional; *bhagavānera*—da Suprema Personalidade de Deus; *anubhava*—percepção; *pūrṇa-rūpa*—perfeitamente; *eka-i*—uma; *vigrahe*—na forma transcendental; *tāṅra*—Suas; *ananta*—ilimitadas; *sva-rūpa*—expansões de porções plenárias.", "translation": "**\"Somente pela atividade devocional pode-se compreender a forma transcendental do Senhor, que é perfeita em todos os aspectos. Embora Sua forma seja uma só, Ele pode expandi-la em números ilimitados por Sua vontade suprema.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/165/", "verse_text": "svayaṁ-rūpa, tad-ekātma-rūpa, āveśa--nāma\n\nprathamei tina-rūpe rahena bhagavān", "devanagari": "> স্বয়ংরূপ, তদেকাত্মরূপ, আবেশ — নাম ।\n> প্রথমেই তিনরূপে রহেন ভগবান্ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*svayam-rūpa*—a forma pessoal; *tat-ekātma-rūpa*—a mesma forma, não diferente de svayaṁ-rūpa; *āveśa*—especialmente revestida de poder; *nāma*—chamada; *prathamei*—no princípio; *tina-rūpe*—em três formas; *rahena*—permanece; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus existe em três formas principais: svayaṁ-rūpa, tad-ekātma-rūpa e āveśa-rūpa.**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī descreveu o svayaṁ-rūpa em seu Laghu-bhāgavatāmṛta, pūrva-khaṇḍa, verso 12, ananyāpekṣi yad rūpaṁ svayaṁ-rūpaḥ sa ucyate: a forma original da Suprema Personalidade de Deus não depende de outras formas. A forma original chama-se svayaṁ-rūpa, e é descrita no *Śrīmad-Bhāgavatam*: kṛṣṇas tu bhagavān svayam (1.3.28). A forma original de Kṛṣṇa como vaqueirinho em Vṛndāvana chama-se svayaṁ-rūpa. Isso é confirmado na Brahma-saṁhitā (5.1):\n\nīśvaraḥ paramaḥ kṛṣṇaḥ\n\nsac-cid-ānanda-vigrahaḥ\n\nanādir ādir govindaḥ\n\nsarva-kāraṇa-kāraṇam\n\nNão há nada superior a Govinda. Ele é a fonte última e a causa de todas as causas. No *Bhagavad-gītā* (7.7), o Senhor diz, mattaḥ parataraṁ nānyat: \"Não há verdade superior a Mim.\"\n\nO tad-ekātma-rūpa também é descrito no Laghu-bhāgavatāmṛta, Pūrva-khaṇḍa, verso 14:\n\nyad rūpaṁ tad-abhedena\n\nsvarūpeṇa virājate\n\nākṛtyādibhir anyādṛk\n\nsa tad-ekātma-rūpakaḥ\n\nAs formas tad-ekātma-rūpa existem simultaneamente com a forma svayaṁ-rūpa e não são diferentes dela. Ao mesmo tempo, os traços corpóreos e as atividades específicas parecem ser diferentes. Esse tad-ekātma-rūpa também se divide em duas categorias: svāṁśa e vilāsa.\n\nSua forma āveśa também se explica no Laghu-bhāgavatāmṛta, verso 18:\n\njñāna-śaktyādi-kalayā\n\nyatrāviṣṭo janārdanaḥ\n\nta āveśā nigadyante\n\njīvā eva mahattamāḥ\n\nUma entidade viva especialmente revestida de poder pelo Senhor com conhecimento ou força é tecnicamente chamada de āveśa-rūpa. Como se afirma no *Caitanya-caritāmṛta* (Antya 7.11), kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana: a menos que um devoto seja especialmente revestido de poder pelo Senhor, ele não pode pregar o santo nome do Senhor por todo o mundo. Esta é uma explicação da palavra āveśa-rūpa."}
{"ref": "cc/madhya/20/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/166/", "verse_text": "'svayaṁ-rūpa' 'svayaṁ-prakāśa'--dui rūpe sphūrti\n\nsvayaṁ-rūpe--eka 'kṛṣṇa' vraje gopa-mūrti", "devanagari": "> ‘স্বয়ংরূপ’ ‘স্বয়ংপ্রকাশ,’ — দুই রূপে স্ফূর্তি ।\n> স্বয়ংরূপে — এক ‘কৃষ্ণ’ ব্রজে গোপমূর্তি ॥১৬৬॥", "synonyms": "*svayam-rūpa*—a forma original do Senhor; *svayam-prakāśa*—a manifestação pessoal; *dui rūpe*—em duas formas; *sphūrti*—exibição; *svayam-rūpe*—na forma original; *eka*—uma; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus; *vraje*—em Vṛndāvana; *gopa-mūrti*—o vaqueirinho.", "translation": "**\"A forma original do Senhor [svayaṁ-rūpa] manifesta-se em duas formas – svayaṁ-rūpa e svayaṁ-prakāśa. Em Sua forma original como svayaṁ-rūpa, Kṛṣṇa é visto como um vaqueirinho em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/167/", "verse_text": "'prābhava-vaibhava'-rūpe dvividha prakāśe\n\neka-vapu bahu rūpa yaiche haila rāse", "devanagari": "> ‘প্রাভব-বৈভব’-রূপে দ্বিবিধ প্রকাশে ।\n> এক-বপু বহু রূপ যৈছে হৈল রাসে ॥১৬৭॥", "synonyms": "*prābhava*—prābhava; *vaibhava*—vaibhava; *rūpe*—em formas; *dvi-vidha prakāśe*—manifestações duplas; *eka-vapu*—a mesma forma original; *bahu rūpa*—expandida em números ilimitados; *yaiche*—como; *haila*—foi; *rāse*—enquanto dançava a dança da rāsa com as gopīs.", "translation": "**\"Em Sua forma original, Kṛṣṇa manifesta-Se em dois aspectos – prābhava e vaibhava. Ele expande Sua única forma original em muitas, como fez durante a dança da rāsa-līlā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/168/", "verse_text": "mahiṣī-vivāhe haila bahu-vidha mūrti\n\n'prābhava prakāśa'--ei śāstra-parasiddhi", "devanagari": "> মহিষী-বিবাহে হৈল বহুবিধ মূর্তি ।\n> ‘প্রাভব প্রকাশ’ — এই শাস্ত্র-পরসিদ্ধি ॥১৬৮॥", "synonyms": "*mahiṣī-vivāhe*—no que se refere ao casamento com 16.108 esposas em Dvārakā; *haila*—houve; *bahu-vidha mūrti*—muitas formas; *prābhava prakāśa*—chamadas prābhava-prakāśa; *ei*—isto; *śāstra-parasiddhi*—determinado por referência às escrituras reveladas.", "translation": "**\"Quando o Senhor Se casou com 16.108 esposas em Dvārakā, Ele Se expandiu em muitas formas. Essas expansões e as expansões na dança da rāsa chamam-se prābhava-prakāśa, conforme as indicações das escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/169/", "verse_text": "saubhary-ādi-prāya sei kāya-vyūha naya\n\nkāya-vyūha haile nāradera vismaya nā haya", "devanagari": "> সৌভর্যাদি-প্রায় সেই কায়ব্যূহ নয় ।\n> কায়ব্যূহ হৈলে নারদের বিস্ময় না হয় ॥১৬৯॥", "synonyms": "*saubhari-ādi*—começando pelo sábio chamado Saubhari; *prāya*—como; *sei*—essa; *kāya-vyūha*—a expansão do próprio corpo; *naya*—não é; *kāya-vyūha*—expansões do corpo; *haile*—se houvesse; *nāradera*—de Nārada Muni; *vismaya*—o assombro; *nā haya*—não poderia haver.", "translation": "**\"As expansões prābhava-prakāśa do Senhor Kṛṣṇa não são como as expansões do sábio Saubhari. Se fossem, Nārada não teria ficado assombrado ao vê-las.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/170/", "verse_text": "citraṁ bataitad ekena\n\nvapuṣā yugapat pṛthak\n\ngṛheṣu dvy-aṣṭa-sāhasraṁ\n\nstriya eka udāvahat", "devanagari": "> চিত্রং বতৈতদেকেন বপুষা যুগপৎ পৃথক্ ।\n> গৃহেষু দ্ব্যষ্টসাহস্রং স্ত্রিয় এক উদাবহৎ ॥১৭০॥", "synonyms": "*citram*—maravilhoso; *bata*—oh; *etat*—isto; *ekena*—com uma; *vapuṣā*—forma; *yugapat*—simultaneamente; *pṛthak*—separadamente; *gṛheṣu*—nas casas; *dvi-aṣṭa-sāhasram*—dezesseis mil; *striyaḥ*—todas as rainhas; *ekaḥ*—o único Śrī Kṛṣṇa; *udāvahat*—casou-Se.", "translation": "**\" 'É assombroso que o Senhor Śrī Kṛṣṇa, que é um sem segundo, tenha-Se expandido em dezesseis mil formas semelhantes para Se casar com dezesseis mil rainhas em seus respectivos lares.'**", "purport": "Este verso é falado por Nārada Muni no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.69.2)."}
{"ref": "cc/madhya/20/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/171/", "verse_text": "sei vapu, sei ākṛti pṛthak yadi bhāse\n\nbhāvāveśa-bhede nāma 'vaibhava-prakāśe'", "devanagari": "> সেই বপু, সেই আকৃতি পৃথক্ যদি ভাসে ।\n> ভাবাবেশ-ভেদে নাম ‘বৈভবপ্রকাশে’ ॥১৭১॥", "synonyms": "*sei vapu*—aquela forma; *sei ākṛti*—aquele aspecto; *pṛthak*—diferente; *yadi*—se; *bhāse*—aparece; *bhāva-āveśa*—da emoção extática; *bhede*—segundo as variedades; *nāma*—chamado; *vaibhava-prakāśe*—vaibhava-prakāśa.", "translation": "**\"Se uma forma ou aspecto manifesta-se de modo diferente segundo aspectos emocionais distintos, chama-se vaibhava-prakāśa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/172/", "verse_text": "ananta prakāśe kṛṣṇera nāhi mūrti-bheda\n\nākāra-varṇa-astra-bhede nāma-vibheda", "devanagari": "> অনন্ত প্রকাশে কৃষ্ণের নাহি মূর্তিভেদ ।\n> আকার-বর্ণ-অস্ত্র-ভেদে নাম-বিভেদ ॥১৭২॥", "synonyms": "*ananta prakāśe*—em inumeráveis manifestações; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāhi*—não há; *mūrti-bheda*—diferença de forma; *ākāra*—de aspectos; *varṇa*—de cor; *astra*—de armas; *bhede*—segundo a diferenciação; *nāma-vibheda*—diferença de nomes.", "translation": "**\"Quando o Senhor Se expande em inumeráveis formas, não há diferença entre as formas, mas, devido aos diferentes aspectos, cores corpóreas e armas, os nomes são diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/173/", "verse_text": "anye ca saṁskṛtātmāno\n\nvidhinābhihitena te\n\nyajanti tvan-mayās tvāṁ vai\n\nbahu-mūrtyeka-mūrtikam", "devanagari": "> অন্যে চ সংস্কৃতাত্মানো বিধিনাভিহিতেন তে ।\n> যজন্তি ত্বন্ময়াস্ত্বাং বৈ বহুমূর্ত্যেকমূর্তিকম্ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*anye*—diferentes pessoas; *ca*—também; *saṁskṛta-ātmānaḥ*—pessoas que são purificadas; *vidhinā*—pelos princípios reguladores; *abhihitena*—enunciados nas escrituras reveladas; *te*—tais pessoas; *yajanti*—adoram; *tvat-mayāḥ*—estando absortas em Ti; *tvām*—a Ti; *vai*—certamente; *bahu-mūrti*—tendo muitas formas; *eka-mūrtikam*—embora sejas único.", "translation": "**\" 'Em diferentes escrituras Védicas, há regras e princípios reguladores prescritos para a adoração de diferentes tipos de formas. Quando alguém se purifica por meio dessas regras e regulações, adora a Ti, a Suprema Personalidade de Deus. Embora manifesto em muitas formas, Tu és um só.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.40.7). Nos *Vedas*, afirma-se que o uno torna-se muitos (eko bahu syām). A Suprema Personalidade de Deus expande-Se em várias formas – viṣṇu-tattva, jīva-tattva e śakti-tattva.\n\nSegundo as literaturas Védicas, há diferentes princípios reguladores para a adoração de cada uma dessas formas. Se alguém se vale das literaturas Védicas e se purifica seguindo as regras e regulações, em última análise adora a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Kṛṣṇa diz no *Bhagavad-gītā* (4.11): mama vartmānuvartante manuṣyāḥ pārtha sarvaśaḥ. A adoração aos semideuses é, em certo sentido, adoração à Suprema Personalidade de Deus, mas tal adoração é dita avidhi-pūrvakam, imprópria. Na verdade, a adoração aos semideuses destina-se aos homens não inteligentes. Aquele que é inteligente leva em conta as palavras da Suprema Personalidade de Deus: sarva-dharmān parityajya mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja. Quem adora os semideuses adora o Senhor Supremo indiretamente, mas, segundo as escrituras reveladas, não há necessidade de adorá-Lo indiretamente. Pode-se adorá-Lo diretamente."}
{"ref": "cc/madhya/20/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/174/", "verse_text": "vaibhava-prakāśa kṛṣṇera--śrī-balarāma\n\nvarṇa-mātra-bheda, saba--kṛṣṇera samāna", "devanagari": "> বৈভবপ্রকাশ কৃষ্ণের — শ্রীবলরাম ।\n> বর্ণমাত্র-ভেদ, সব — কৃষ্ণের সমান ॥১৭৪॥", "synonyms": "*vaibhava-prakāśa*—manifestação do aspecto vaibhava; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śrī-balarāma*—Śrī Balarāma; *varṇa-mātra*—somente a cor; *bheda*—diferença; *saba*—tudo; *kṛṣṇera samāna*—igual a Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A primeira manifestação do aspecto vaibhava de Kṛṣṇa é Śrī Balarāmajī. Śrī Balarāma e Kṛṣṇa têm cores corpóreas diferentes, mas, fora isso, Śrī Balarāma é igual a Kṛṣṇa em todos os aspectos.**", "purport": "Para compreender a diferença entre svayaṁ-rūpa, tad-ekātma-rūpa, āveśa, prābhava e vaibhava, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura forneceu a seguinte descrição. No princípio, Kṛṣṇa tem três aspectos corpóreos: (1) svayaṁ-rūpa, como vaqueirinho em Vṛndāvana; (2) tad-ekātma-rūpa, que se divide em svāṁśaka e vilāsa; e (3) āveśa-rūpa. Os svāṁśaka, ou expansões da potência pessoal, são (1) Kāraṇodakaśāyī, Garbhodakaśāyī, Kṣīrodakaśāyī e (2) encarnações como o peixe, a tartaruga, o javali e Nṛsiṁha. O vilāsa-rūpa tem uma divisão prābhava, que inclui Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. Há também uma divisão vaibhava, na qual existem vinte e quatro formas, incluindo o segundo Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. Para cada uma destas, há três formas; portanto, há doze formas ao todo. Essas doze formas constituem os nomes predominantes dos doze meses do ano, bem como as doze marcas de tilaka no corpo. Cada uma das quatro Personalidades de Deus expande-Se em duas outras formas; assim, há oito formas, como Puruṣottama, Acyuta, etc. As quatro formas (Vāsudeva, etc.), as doze (Keśava, etc.) e as oito (Puruṣottama, etc.) constituem, todas juntas, vinte e quatro formas. Todas as formas recebem nomes diferentes de acordo com as armas que seguram em Suas quatro mãos."}
{"ref": "cc/madhya/20/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/175/", "verse_text": "vaibhava-prakāśa yaiche devakī-tanuja\n\ndvibhuja-svarūpa kabhu, kabhu haya caturbhuja", "devanagari": "> বৈভবপ্রকাশ যৈছে দেবকী-তনুজ ।\n> দ্বিভুজ-স্বরূপ কভু, কভু হয় চতুর্ভুজ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*vaibhava-prakāśa*—o aspecto vaibhava-prakāśa; *yaiche*—assim como; *devakī-tanuja*—o filho de Devakī; *dvi-bhuja*—de dois braços; *svarūpa*—forma; *kabhu*—às vezes; *kabhu*—às vezes; *haya*—é; *catuḥ-bhuja*—de quatro braços.", "translation": "**\"Um exemplo de vaibhava-prakāśa é o filho de Devakī. Ele às vezes tem dois braços e às vezes tem quatro braços.**", "purport": "Quando o Senhor Kṛṣṇa nasceu, Ele apareceu fora do ventre como Viṣṇu de quatro braços. Então, Devakī e Vasudeva ofereceram-Lhe suas orações e pediram-Lhe que assumisse Sua forma de dois braços. O Senhor imediatamente assumiu Sua forma de dois braços e ordenou que fosse levado a Gokula, do outro lado do rio Yamunā."}
{"ref": "cc/madhya/20/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/176/", "verse_text": "ye-kāle dvibhuja, nāma--vaibhava-prakāśa\n\ncaturbhuja haile, nāma--prābhava-prakāśa", "devanagari": "> যে-কালে দ্বিভুজ, নাম — বৈভবপ্রকাশ ।\n> চতুর্ভুজ হৈলে, নাম — প্রাভবপ্রকাশ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*ye-kāle dvi-bhuja*—quando o Senhor aparece de dois braços; *nāma*—chamado; *vaibhava-prakāśa*—vaibhava-prakāśa; *catuḥ-bhuja haile*—quando Ele Se torna de quatro braços; *nāma*—chamado; *prābhava-prakāśa*—prābhava-prakāśa.", "translation": "**\"Quando o Senhor é de dois braços, chama-Se vaibhava-prakāśa, e, quando é de quatro braços, chama-Se prābhava-prakāśa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/177/", "verse_text": "svayaṁ-rūpera gopa-veśa, gopa-abhimāna\n\nvāsudevera kṣatriya-veśa, 'āmi--kṣatriya'-jñāna", "devanagari": "> স্বয়ংরূপের গোপবেশ, গোপ-অভিমান ।\n> বাসুদেবের ক্ষত্রিয়-বেশ, ‘আমি — ক্ষত্রিয়’-জ্ঞান ॥১৭৭॥", "synonyms": "*svayam-rūpera*—da forma original; *gopa-veśa*—o traje de vaqueirinho; *gopa-abhimāna*—considerando-Se um vaqueirinho; *vāsudevera*—de Vāsudeva, o filho de Vasudeva e Devakī; *kṣatriya-veśa*—o traje é como o de um kṣatriya; *āmi*—Eu; *kṣatriya*—um kṣatriya; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**\"Em Sua forma original, o Senhor Se veste como um vaqueirinho e Se considera um deles. Quando aparece como Vāsudeva, o filho de Vasudeva e Devakī, Seu traje e Sua consciência são os de um kṣatriya, um guerreiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/178/", "verse_text": "saundarya, aiśvarya, mādhurya, vaidagdhya-vilāsa\n\nvrajendra-nandane ihā adhika ullāsa", "devanagari": "> সৌন্দর্য, ঐশ্বর্য, মাধুর্য, বৈদগ্ধ্য-বিলাস ।\n> ব্রজেন্দ্রনন্দনে ইহা অধিক উল্লাস ॥১৭৮॥", "synonyms": "*saundarya*—a beleza; *aiśvarya*—a opulência; *mādhurya*—a doçura; *vaidagdhya-vilāsa*—os passatempos intelectuais; *vrajendra-nandane*—do filho de Nanda Mahārāja e Yaśodā; *ihā*—todos estes; *adhika ullāsa*—mais jubilosos.", "translation": "**\"Quando se comparam a beleza, a opulência, a doçura e os passatempos intelectuais de Vāsudeva, o guerreiro, com os de Kṛṣṇa, o vaqueirinho, filho de Nanda Mahārāja, vê-se que os atributos de Kṛṣṇa são mais agradáveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/179/", "verse_text": "govindera mādhurī dekhi' vāsudevera kṣobha\n\nse mādhurī āsvādite upajaya lobha", "devanagari": "> গোবিন্দের মাধুরী দেখি’ বাসুদেবের ক্ষোভ ।\n> সে মাধুরী আস্বাদিতে উপজয় লোভ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*govindera*—do Senhor Govinda; *mādhurī*—a doçura; *dekhi'*—vendo; *vāsudevera*—de Vāsudeva; *kṣobha*—agitação; *se*—essa; *mādhurī*—doçura; *āsvādite*—saborear; *upajaya*—desperta; *lobha*—avidez.", "translation": "**\"De fato, Vāsudeva fica agitado simplesmente ao ver a doçura de Govinda, e uma avidez transcendental desperta Nele de saborear essa doçura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/180/", "verse_text": "udgīrṇādbhuta-mādhurī-parimalasyābhīra-līlasya me\n\ndvaitaṁ hanta samīkṣayan muhur asau citrīyate cāraṇaḥ\n\ncetaḥ keli-kutūhalottaralitaṁ satyaṁ sakhe māmakaṁ\n\nyasya prekṣya svarūpatāṁ vraja-vadhū-sārūpyam anvicchati", "devanagari": "> উদ্গীর্ণাদ্ভুত-মাধুরী-পরিমলস্যাভীরলীলস্য মে\n> দ্বৈতং হন্ত সমীক্ষয়ন্ মুহুরসৌ চিত্রীয়তে চারণঃ ।\n> চেতঃ কেলি-কুতূহলোত্তরলিতং সত্যং সখে মামকং\n> যস্য প্রেক্ষ্য স্বরূপতাং ব্রজবধূসারূপ্যমন্বিচ্ছতি ॥১৮০॥", "synonyms": "*udgīrṇa*—transbordante; *adbhuta*—maravilhosa; *mādhurī*—doçura; *parimalasya*—cuja fragrância; *ābhīra*—de um vaqueirinho; *līlasya*—que tem passatempos; *me*—Meus; *dvaitam*—segunda forma; *hanta*—ai de mim; *samīkṣayan*—mostrando; *muhuḥ*—repetidas vezes; *asau*—esse; *citrīyate*—está agindo como um quadro; *cāraṇaḥ*—ator dramático; *cetaḥ*—coração; *keli-kutūhala*—pelo anseio de passatempos; *uttaralitam*—grandemente excitado; *satyam*—realmente; *sakhe*—ó querido amigo; *māmakam*—Meu; *yasya*—de quem; *prekṣya*—vendo; *sva-rūpatām*—semelhança com Minha forma; *vraja-vadhū*—das donzelas de Vrajabhūmi; *sārūpyam*—uma forma como as formas; *anvicchati*—deseja.", "translation": "**\" 'Meu querido amigo, este ator dramático aparece como uma segunda forma de Mim mesmo. Como um quadro, Ele exibe Meus passatempos de vaqueirinho, transbordantes de doçura e fragrância maravilhosamente atrativas, tão queridas às donzelas de Vraja. Quando vejo tal exibição, Meu coração fica grandemente excitado. Anseio por tais passatempos e desejo uma forma exatamente como a das donzelas de Vraja.'**", "purport": "Este verso encontra-se no Lalita-mādhava (4.19)."}
{"ref": "cc/madhya/20/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/181/", "verse_text": "mathurāya yaiche gandharva-nṛtya-daraśane\n\npunaḥ dvārakāte yaiche citra-vilokane", "devanagari": "> মথুরায় যৈছে গন্ধর্বনৃত্য-দরশনে ।\n> পুনঃ দ্বারকাতে যৈছে চিত্র-বিলোকনে ॥১৮১॥", "synonyms": "*mathurāya*—em Mathurā; *yaiche*—assim como; *gandharva-nṛtya*—a dança dos Gandharvas; *daraśane*—ao ver; *punaḥ*—novamente; *dvārakāte*—em Dvārakā; *yaiche*—assim como; *citra-vilokane*—ao ver uma pintura de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Um exemplo da atração de Vāsudeva por Kṛṣṇa ocorreu quando Vāsudeva viu a dança dos Gandharvas em Mathurā. Outro exemplo ocorreu em Dvārakā, quando Vāsudeva se surpreendeu ao ver uma pintura de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/182/", "verse_text": "aparikalita-pūrvaḥ kaś camatkāra-kārī\n\nsphuratu mama garīyān eṣa mādhurya-pūraḥ\n\nayam aham api hanta prekṣya yaṁ lubdha-cetāḥ\n\nsarabhasam upabhoktuṁ kāmaye rādhikeva", "devanagari": "> অপরিকলিতপূর্বঃ কশ্চমৎকারকারী\n> স্ফুরতু মম গরীয়ানেষ মাধুর্যপূরঃ ।\n> অয়মহমপি হন্ত প্রেক্ষ্য যং লুব্ধচেতাঃ\n> সরভসমুপভোক্তুং কাময়ে রাধিকেব ॥১৮২॥", "synonyms": "*aparikalita*—não experimentada; *pūrvaḥ*—anteriormente; *kaḥ*—quem; *camatkāra-kārī*—causando assombro; *sphuratu*—manifesta; *mama*—Minha; *garīyān*—maior; *eṣaḥ*—esta; *mādhurya-pūraḥ*—abundância de doçura; *ayam*—este; *aham*—Eu; *api*—mesmo; *hanta*—ai de Mim; *prekṣya*—vendo; *yam*—a qual; *lubdha-cetāḥ*—com Minha mente perplexa; *sa-rabhasam*—impetuosamente; *upabhoktum*—desfrutar; *kāmaye*—desejo; *rādhikā iva*—como Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\" 'Quem manifesta uma abundância de doçura maior que a Minha, que nunca foi experimentada antes e que causa assombro a todos? Ai de Mim, Eu mesmo, com Minha mente perplexa ao ver esta beleza, desejo impetuosamente desfrutá-la como Śrīmatī Rādhārāṇī.'**", "purport": "Este verso, proferido por Vāsudeva em Dvārakā, foi registrado por Śrīla Rūpa Gosvāmī em seu Lalita-mādhava (8.34)."}
{"ref": "cc/madhya/20/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/183/", "verse_text": "sei vapu bhinnābhāse kichu bhinnākāra\n\nbhāvāveśākṛti-bhede 'tad-ekātma' nāma tāṅra", "devanagari": "> সেই বপু ভিন্নাভাসে কিছু ভিন্নাকার ।\n> ভাবাবেশাকৃতি-ভেদে ‘তদেকাত্ম’ নাম তাঁর ॥১৮৩॥", "synonyms": "*sei vapu*—aquele corpo; *bhinna-ābhāse*—manifestado de modo diferente; *kichu*—algumas; *bhinna-ākāra*—diferenças corpóreas; *bhāva-āveśa-ākṛti*—formas e emoções transcendentais; *bhede*—por diferentes; *tat-ekātma nāma*—o nome é tad-ekātma; *tāṅra*—de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Quando aquele corpo se manifesta de modo um pouco diferente, com aspectos um pouco diferentes em emoção transcendental e forma, é chamado tad-ekātma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/184/", "verse_text": "tad-ekātma-rūpe 'vilāsa', 'svāṁśa'--dui bheda\n\nvilāsa, svāṁśera bhede vividha vibheda", "devanagari": "> তদেকাত্মরূপে ‘বিলাস’, ‘স্বাংশ’ — দুই ভেদ ।\n> বিলাস, স্বাংশের ভেদে বিবিধ বিভেদ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*tat-ekātma-rūpe*—na forma de tad-ekātma; *vilāsa*—passatempo; *svāṁśa*—expansão pessoal; *dui bheda*—duas divisões; *vilāsa*—da expansão de passatempo; *svāṁśera*—da expansão pessoal; *bhede*—pelas diferenças; *vividha*—diversas; *vibheda*—distinções.", "translation": "**\"Na tad-ekātma-rūpa há expansões de passatempo [vilāsa] e expansões pessoais [svāṁśa]. Por conseguinte, há duas divisões. Conforme a expansão de passatempo e a expansão pessoal, há diversas diferenças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/185/", "verse_text": "prābhava-vaibhava-bhede vilāsa--dvidhākāra\n\nvilāsera vilāsa-bheda--ananta prakāra", "devanagari": "> প্রাভব-বৈভব-ভেদে বিলাস — দ্বিধাকার ।\n> বিলাসের বিলাস-ভেদ — অনন্ত প্রকার ॥১৮৫॥", "synonyms": "*prābhava-vaibhava-bhede*—pelas diferenças entre prābhava e vaibhava; *vilāsa*—expansão de passatempo; *dvidhā-ākāra*—dupla; *vilāsera*—das formas de passatempo; *vilāsa-bheda*—pelos diferentes passatempos; *ananta prakāra*—variedades ilimitadas.", "translation": "**\"Por sua vez, as formas vilāsa dividem-se em duas categorias: prābhava e vaibhava. E também os passatempos dessas formas são de variedade ilimitada.**", "purport": "No Laghu-bhāgavatāmṛta, Pūrva-khaṇḍa, verso 17, afirma-se:\n\ntādṛśo nyūna-śaktiṁ yo\nvyanakti svāṁśa īritaḥ\nsaṅkarṣaṇādir matsyādir\nyathā tat-tat-svadhāmasu\n\nQuando uma forma de Kṛṣṇa não é diferente da forma original, mas é menos importante e exibe menos potência, é chamada svāṁśa. Exemplos da expansão svāṁśa podem ser encontrados nas formas quádruplas do Senhor que residem em seus respectivos lugares, começando com Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha e incluindo os puruṣa-avatāras, os līlā-avatāras, os manvantara-avatāras e os yuga-avatāras."}
{"ref": "cc/madhya/20/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/186/", "verse_text": "prābhava-vilāsa--vāsudeva, saṅkarṣaṇa\n\npradyumna, aniruddha,--mukhya cāri-jana", "devanagari": "> প্রাভববিলাস — বাসুদেব, সঙ্কর্ষণ ।\n> প্রদ্যুম্ন, অনিরুদ্ধ, — মুখ্য চারিজন ॥১৮৬॥", "synonyms": "*prābhava-vilāsa*—as formas prābhava-vilāsa; *vāsudeva*—Vāsudeva; *saṅkarṣaṇa*—Saṅkarṣaṇa; *pradyumna*—Pradyumna; *aniruddha*—Aniruddha; *mukhya cāri-jana*—as quatro principais expansões.", "translation": "**\"As principais expansões quádruplas chamam-se Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. Estas são chamadas prābhava-vilāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/187/", "verse_text": "vraje gopa-bhāva rāmera, pure kṣatriya-bhāvana\n\nvarṇa-veśa-bheda, tāte 'vilāsa' tāṅra nāma", "devanagari": "> ব্রজে গোপভাব রামের, পুরে ক্ষত্রিয়-ভাবন ।\n> বর্ণ-বেশ-ভেদ, তাতে ‘বিলাস’ তাঁর নাম ॥১৮৭॥", "synonyms": "*vraje*—em Vṛndāvana; *gopa-bhāva*—a emoção de um vaqueirinho; *rāmera*—de Balarāma; *pure*—em Dvārakā; *kṣatriya-bhāvana*—a emoção de um kṣatriya; *varṇa-veśa-bheda*—pelas diferenças de vestuário e cor; *tāte*—portanto; *vilāsa*—expansão de passatempo; *tāṅra nāma*—Seu nome.", "translation": "**\"Balarāma, que tem a mesma forma original de Kṛṣṇa, é Ele mesmo um vaqueirinho em Vṛndāvana, e também Se considera pertencente à raça kṣatriya em Dvārakā. Assim, Sua cor e Seu vestuário são diferentes, e Ele é chamado uma forma de passatempo de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/188/", "verse_text": "vaibhava-prakāśe āra prābhava-vilāse\n\neka-i mūrtye baladeva bhāva-bhede bhāse", "devanagari": "> বৈভবপ্রকাশে আর প্রাভববিলাসে ।\n> একই মূর্ত্যে বলদেব ভাব-ভেদে ভাসে ॥১৮৮॥", "synonyms": "*vaibhava-prakāśe*—na manifestação vaibhava; *āra*—e; *prābhava-vilāse*—na forma de passatempo prābhava; *eka-i mūrtye*—em uma forma; *baladeva*—o Senhor Baladeva; *bhāva-bhede*—conforme diferentes emoções; *bhāse*—existe.", "translation": "**\"Śrī Balarāma é uma manifestação vaibhava-prakāśa de Kṛṣṇa. Ele também Se manifesta na expansão quádrupla original de Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. Estas são expansões prābhava-vilāsa, com diferentes emoções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/189/", "verse_text": "ādi-catur-vyūha--iṅhāra keha nāhi sama\n\nananta caturvyūha-gaṇera prākaṭya-kāraṇa", "devanagari": "> আদি-চতুর্ব্যূহ — ইঁহার কেহ নাহি সম ।\n> অনন্ত চতুর্ব্যূহগণের প্রাকট্য-কারণ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*ādi-catuḥ-vyūha*—o grupo quádruplo original; *iṅhāra*—disto; *keha nāhi*—ninguém; *sama*—igual; *ananta*—ilimitadas; *catuḥ-vyūha-gaṇera*—das expansões quádruplas; *prākaṭya*—de manifestação; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**\"A primeira expansão da caturvyūha, as formas quádruplas, é única. Não há nada com que se comparem. Essas formas quádruplas são a fonte de ilimitadas formas quádruplas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/190/", "verse_text": "kṛṣṇera ei cāri prābhava-vilāsa\n\ndvārakā-mathurā-pure nitya iṅhāra vāsa", "devanagari": "> কৃষ্ণের এই চারি প্রাভববিলাস ।\n> দ্বারকা-মথুরা-পুরে নিত্য ইঁহার বাস ॥১৯০॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ei*—estas; *cāri*—quatro; *prābhava-vilāsa*—formas de passatempo prābhava; *dvārakā-mathurā-pure*—nas duas cidades de Dvārakā e Mathurā; *nitya*—eterna; *iṅhāra*—Delas; *vāsa*—a residência.", "translation": "**\"Estas quatro formas de passatempo prābhava do Senhor Kṛṣṇa residem eternamente em Dvārakā e Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/191/", "verse_text": "ei cāri haite cabbiśa mūrti parakāśa\n\nastra-bhede nāma-bheda--vaibhava-vilāsa", "devanagari": "> এই চারি হৈতে চব্বিশ মূর্তি পরকাশ ।\n> অস্ত্রভেদে নাম-ভেদ — বৈভববিলাস ॥১৯১॥", "synonyms": "*ei cāri haite*—destas quatro; *cabbiśa*—vinte e quatro; *mūrti*—formas; *parakāśa*—manifestação; *astra-bhede*—conforme as diferentes armas; *nāma-bheda*—a diferença de nomes; *vaibhava-vilāsa*—as expansões de passatempo vaibhava.", "translation": "**\"Da expansão quádrupla original, manifestam-se vinte e quatro formas. Elas diferem conforme a posição das armas em Suas quatro mãos. São chamadas vaibhava-vilāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/192/", "verse_text": "punaḥ kṛṣṇa catur-vyūha lañā pūrva-rūpe\n\nparavyoma-madhye vaise nārāyaṇa-rūpe", "devanagari": "> পুনঃ কৃষ্ণ চতুর্ব্যূহ লঞা পূর্বরূপে ৷\n> পরব্যোম-মধ্যে বৈসে নারায়ণরূপে ॥১৯২॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *catuḥ-vyūha*—as expansões quádruplas; *lañā*—levando; *pūrva-rūpe*—como anteriormente; *paravyoma-madhye*—na região paravyoma; *vaise*—reside; *nārāyaṇa-rūpe*—na forma de Nārāyaṇa de quatro braços.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa Se expande novamente e, dentro do paravyoma, o céu espiritual, Ele está situado em plenitude como o Nārāyaṇa de quatro braços, acompanhado pelas expansões da forma quádrupla original.**", "purport": "No topo do paravyoma, o céu espiritual, está Goloka Vṛndāvana, que se divide em três partes. Duas dessas partes, chamadas Mathurā e Dvārakā, são as residências de Kṛṣṇa em Suas formas prābhava-vilāsa. Balarāma, o vaibhava-prakāśa de Kṛṣṇa, está eternamente situado em Gokula. Da expansão quádrupla prābhava-vilāsa, expandem-se vinte e quatro formas do vaibhava-vilāsa. Cada uma tem quatro mãos que seguram armas em diferentes posições. O planeta mais elevado no céu espiritual é Goloka Vṛndāvana, e abaixo desse planeta está o próprio céu espiritual. Nesse céu espiritual, o próprio Kṛṣṇa tem quatro braços e está situado como Nārāyaṇa."}
{"ref": "cc/madhya/20/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/193/", "verse_text": "tāṅhā haite punaḥ catur-vyūha-parakāśa\n\nāvaraṇa-rūpe cāri-dike yāṅra vāsa", "devanagari": "> তাঁহা হৈতে পুনঃ চতুর্ব্যূহ-পরকাশ ।\n> আবরণরূপে চারিদিকে যাঁর বাস ॥১৯৩॥", "synonyms": "*tāṅhā haite*—dessa catur-vyūha original; *punaḥ*—novamente; *catuḥ-vyūha-parakāśa*—manifestação de expansões quádruplas; *āvaraṇa-rūpe*—na forma de uma cobertura; *cāri-dike*—nas quatro direções; *yāṅra*—cuja; *vāsa*—residência.", "translation": "**\"Assim, as formas quádruplas originais manifestam-se novamente numa segunda expansão quádrupla. As residências dessas segundas expansões quádruplas cobrem as quatro direções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/194/", "verse_text": "cāri-janera punaḥ pṛthak tina tina mūrti\n\nkeśavādi yāhā haite vilāsera pūrti", "devanagari": "> চারিজনের পুনঃ পৃথক্ তিন তিন মূর্তি ।\n> কেশবাদি যাহা হৈতে বিলাসের পূর্তি ॥১৯৪॥", "synonyms": "*cāri-janera*—do original das quatro expansões; *punaḥ*—novamente; *pṛthak*—separadas; *tina tina*—três cada; *mūrti*—formas; *keśava-ādi*—começando com o Senhor Keśava; *yāhā haite*—das quais; *vilāsera pūrti*—as expansões vilāsa se completam.", "translation": "**\"Por sua vez, essas formas quádruplas expandem-se três vezes, começando com Keśava. Esta é a plenitude das formas de passatempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/195/", "verse_text": "cakrādi-dhāraṇa-bhede nāma-bheda saba\n\nvāsudevera mūrti--keśava, nārāyaṇa, mādhava", "devanagari": "> চক্রাদি-ধারণ-ভেদে নাম-ভেদ সব ।\n> বাসুদেবের মূর্তি — কেশব, নারায়ণ, মাধব ॥১৯৫॥", "synonyms": "*cakra-ādi*—do disco e outras armas; *dhāraṇa*—de segurar; *bhede*—pelas diferenças; *nāma*—de nomes; *bheda*—diferenças; *saba*—todas; *vāsudevera mūrti*—as expansões de Vāsudeva; *keśava*—Keśava; *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa; *mādhava*—Mādhava.", "translation": "**\"Da catur-vyūha, há três expansões de cada uma das formas, e elas recebem nomes diferentes conforme a posição das armas. As expansões de Vāsudeva são Keśava, Nārāyaṇa e Mādhava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/196/", "verse_text": "saṅkarṣaṇera mūrti--govinda, viṣṇu, madhusūdana\n\ne anya govinda--nahe vrajendra-nandana", "devanagari": "> সঙ্কর্ষণের মূর্তি — গোবিন্দ, বিষ্ণু, মধুসূদন ।\n> এ অন্য গোবিন্দ — নহে ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥১৯৬॥", "synonyms": "*saṅkarṣaṇera mūrti*—as expansões de Saṅkarṣaṇa; *govinda*—Govinda; *viṣṇu*—Viṣṇu; *madhu-sūdana*—Madhusūdana; *e*—este; *anya*—outro; *govinda*—Govinda; *nahe vrajendra-nandana*—não o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"As expansões de Saṅkarṣaṇa são Govinda, Viṣṇu e Madhusūdana. Este Govinda é diferente do Govinda original, pois não é o filho de Mahārāja Nanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/197/", "verse_text": "pradyumnera mūrti--trivikrama, vāmana, śrīdhara\n\naniruddhera mūrti--hṛṣīkeśa, padmanābha, dāmodara", "devanagari": "> প্ৰদ্যুম্নের মূর্তি — ত্রিবিক্রম, বামন, শ্রীধর ।\n> অনিরুদ্ধের মূর্তি — হৃষীকেশ, পদ্মনাভ, দামোদর ॥১৯৭॥", "synonyms": "*pradyumnera mūrti*—expansões da forma de Pradyumna; *tri-vikrama*—Trivikrama; *vāmana*—Vāmana; *śrīdhara*—Śrīdhara; *aniruddhera mūrti*—expansões de Aniruddha; *hṛṣīkeśa*—Hṛṣīkeśa; *padmanābha*—Padmanābha; *dāmodara*—Dāmodara.", "translation": "**\"As expansões de Pradyumna são Trivikrama, Vāmana e Śrīdhara. As expansões de Aniruddha são Hṛṣīkeśa, Padmanābha e Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/198/", "verse_text": "dvādaśa-māsera devatā--ei-bāra jana\n\nmārga-śīrṣe--keśava, pauṣe--nārāyaṇa", "devanagari": "> দ্বাদশ-মাসের দেবতা — এইবার জন ।\n> মার্গশীর্ষে — কেশব, পৌষে — নারায়ণ ॥১৯৮॥", "synonyms": "*dvādaśa-māsera*—dos doze meses; *devatā*—Deidades predominantes; *ei*—estas; *bāra jana*—doze Personalidades de Deus; *mārga-śīrṣe*—o mês de Agrahāyana (novembro-dezembro); *keśava*—Keśava; *pauṣe*—o mês de Pauṣa (dezembro-janeiro); *nārāyaṇa*—Nārāyaṇa.", "translation": "**\"Estas doze são as Deidades predominantes dos doze meses. Keśava é a Deidade predominante de Agrahāyana, e Nārāyaṇa é a Deidade predominante de Pauṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/199/", "verse_text": "māghera devatā--mādhava, govinda--phālgune\n\ncaitre--viṣṇu, vaiśākhe--śrī-madhusūdana", "devanagari": "> মাঘের দেবতা — মাধব, গোবিন্দ — ফাল্গুনে ।\n> চৈত্রে — বিষ্ণু, বৈশাখে — শ্রীমধুসূদন ॥১৯৯॥", "synonyms": "*māghera devatā*—a Deidade predominante do mês de Māgha (janeiro-fevereiro); *mādhava*—Mādhava; *govinda*—Govinda; *phālgune*—no mês de Phālguna (fevereiro-março); *caitre*—no mês de Caitra (março-abril); *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *vaiśākhe*—no mês de Vaiśākha (abril-maio); *śrī-madhusūdana*—Madhusūdana.", "translation": "**\"A Deidade predominante do mês de Māgha é Mādhava, e a Deidade predominante do mês de Phālguna é Govinda. Viṣṇu é a Deidade predominante de Caitra, e Madhusūdana é a Deidade predominante de Vaiśākha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/200/", "verse_text": "jyaiṣṭhe--trivikrama, āṣāḍhe--vāmana deveśa\n\nśrāvaṇe--śrīdhara, bhādre--deva hṛṣīkeśa", "devanagari": "> জ্যৈষ্ঠে — ত্রিবিক্রম, আষাঢ়ে — বামন দেবেশ ।\n> শ্রাবণে — শ্রীধর, ভাদ্রে — দেব হৃষীকেশ ॥২০০॥", "synonyms": "*jyaiṣṭhe*—no mês de Jyaiṣṭha (maio-junho); *trivikrama*—Trivikrama; *āṣāḍhe*—no mês de Āṣāḍha (junho-julho); *vāmana deva-īśa*—o Senhor Vāmana; *śrāvaṇe*—no mês de Śrāvaṇa (julho-agosto); *śrīdhara*—Śrīdhara; *bhādre*—no mês de Bhādra (agosto-setembro); *deva hṛṣīkeśa*—o Senhor Hṛṣīkeśa.", "translation": "**\"No mês de Jyaiṣṭha, a Deidade predominante é Trivikrama. Em Āṣāḍha, a Deidade é Vāmana; em Śrāvaṇa, a Deidade é Śrīdhara; e em Bhādra, a Deidade é Hṛṣīkeśa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/201/", "verse_text": "āśvine--padmanābha, kārtike dāmodara\n\n'rādhā-dāmodara' anya vrajendra-koṅara", "devanagari": "> আশ্বিনে — পদ্মনাভ, কার্তিকে — দামোদর ।\n> ‘রাধা-দামোদর’ অন্য ব্রজেন্দ্র-কোঙর ॥২০১॥", "synonyms": "*āśvine*—no mês de Āśvina (setembro-outubro); *padma-nābha*—Padmanābha; *kārtike*—no mês de Kārttika (outubro-novembro); *dāmodara*—Dāmodara; *rādhā-dāmodara*—o Dāmodara de Śrīmatī Rādhārāṇī; *anya*—outro; *vrajendra-koṅara*—o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**\"No mês de Āśvina, a Deidade predominante é Padmanābha, e em Kārttika é Dāmodara. Este Dāmodara é diferente de Rādhā-Dāmodara, o filho de Nanda Mahārāja em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/202/", "verse_text": "dvādaśa-tilaka-mantra ei dvādaśa nāma\n\nācamane ei nāme sparśi tat-tat-sthāna", "devanagari": "> দ্বাদশ-তিলক-মন্ত্র এই দ্বাদশ নাম ।\n> আচমনে এই নামে স্পর্শি তত্তৎস্থান ॥২০২॥", "synonyms": "*dvādaśa-tilaka*—para as doze marcas de tilaka; *mantra*—o mantra; *ei*—estes; *dvādaśa nāma*—doze nomes; *ācamane*—ao lavar-se com água; *ei nāme*—com estes nomes; *sparśi*—tocamos; *tat-tat-sthāna*—os respectivos lugares.", "translation": "**\"Ao colocar as doze marcas de tilaka nos doze lugares do corpo, deve-se cantar o mantra que consiste nestes doze nomes de Viṣṇu. Após a adoração diária, ao ungir com água as diferentes partes do corpo, estes nomes devem ser cantados à medida que se toca cada parte do corpo.**", "purport": "Ao marcar o corpo com tilaka, deve-se cantar o seguinte mantra, que consiste nos doze nomes do Senhor Viṣṇu.\n\nlalāṭe keśavaṁ dhyāyen\nnārāyaṇam athodare\nvakṣaḥ-sthale mādhavaṁ tu\ngovindaṁ kaṇṭha-kūpake\n\nviṣṇuṁ ca dakṣiṇe kukṣau\nbāhau ca madhusūdanam\ntrivikramaṁ kandhare tu\nvāmanaṁ vāma-pārśvake\n\nśrīdharaṁ vāma-bāhau tu\nhṛṣīkeśaṁ tu kandhare\npṛṣṭhe ca padmanābhaṁ ca\nkaṭyāṁ dāmodaraṁ nyaset\n\n\"Ao marcar a testa com tilaka, deve-se lembrar de Keśava. Ao marcar o baixo-ventre, deve-se lembrar de Nārāyaṇa. Quanto ao peito, deve-se lembrar de Mādhava, e ao marcar a depressão do pescoço deve-se lembrar de Govinda. Deve-se lembrar do Senhor Viṣṇu ao marcar o lado direito do ventre, e deve-se lembrar de Madhusūdana ao marcar o braço direito. Deve-se lembrar de Trivikrama ao marcar o ombro direito, e deve-se lembrar de Vāmana ao marcar o lado esquerdo do ventre. Deve-se lembrar de Śrīdhara ao marcar o braço esquerdo, e deve-se lembrar de Hṛṣīkeśa ao marcar o ombro esquerdo. Deve-se lembrar de Padmanābha e Dāmodara ao marcar as costas.\""}
{"ref": "cc/madhya/20/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/203/", "verse_text": "ei cāri-janera vilāsa-mūrti āra aṣṭa jana\n\ntāṅ sabāra nāma kahi, śuna sanātana", "devanagari": "> এই চারিজনের বিলাস-মূর্তি আর অষ্ট জন ।\n> তাঁ সবার নাম কহি, শুন সনাতন ॥২০৩॥", "synonyms": "*ei cāri-janera*—das quatro personalidades; *vilāsa-mūrti*—formas de passatempo; *āra*—mais; *aṣṭa jana*—oito personalidades; *tāṅ sabāra*—de todas elas; *nāma*—os santos nomes; *kahi*—mencionarei; *śuna*—ouve; *sanātana*—ó Sanātana.", "translation": "**\"De Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha, há oito expansões adicionais de passatempo. Ó Sanātana, por favor, ouve-Me enquanto menciono Seus nomes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/204/", "verse_text": "puruṣottama, acyuta, nṛsiṁha, janārdana\n\nhari, kṛṣṇa, adhokṣaja, upendra,--aṣṭa-jana", "devanagari": "> পুরুষোত্তম, অচ্যুত, নৃসিংহ, জনার্দন ।\n> হরি, কৃষ্ণ, অধোক্ষজ, উপেন্দ্র, — অষ্টজন ॥২০৪॥", "synonyms": "*puruṣottama*—Puruṣottama; *acyuta*—Acyuta; *nṛsiṁha*—Nṛsiṁha; *janārdana*—Janārdana; *hari*—Hari; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *adhokṣaja*—Adhokṣaja; *upendra*—Upendra; *aṣṭa-jana*—oito pessoas.", "translation": "**\"As oito expansões de passatempo são Puruṣottama, Acyuta, Nṛsiṁha, Janārdana, Hari, Kṛṣṇa, Adhokṣaja e Upendra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/205/", "verse_text": "vāsudevera vilāsa dui--adhokṣaja, puruṣottama\n\nsaṅkarṣaṇera vilāsa--upendra, acyuta dui-jana", "devanagari": "> বাসুদেবের বিলাস দুই — অধোক্ষজ, পুরুষোত্তম ।\n> সঙ্কর্ষণের বিলাস — উপেন্দ্র, অচ্যুত দুইজন ॥২০৫॥", "synonyms": "*vāsudevera vilāsa*—as expansões de passatempo de Vāsudeva; *dui*—duas; *adhokṣaja*—Adhokṣaja; *puruṣottama*—Puruṣottama; *saṅkarṣaṇera vilāsa*—as expansões de passatempo de Saṅkarṣaṇa; *upendra*—Upendra; *acyuta*—Acyuta; *dui-jana*—as duas pessoas.", "translation": "**\"Destas oito expansões, duas são formas de passatempo de Vāsudeva. Seus nomes são Adhokṣaja e Puruṣottama. As duas formas de passatempo de Saṅkarṣaṇa são Upendra e Acyuta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/206/", "verse_text": "pradyumnera vilāsa--nṛsiṁha, janārdana\n\naniruddhera vilāsa--hari, kṛṣṇa dui-jana", "devanagari": "> প্রদ্যুম্নের বিলাস — নৃসিংহ, জনার্দন ।\n> অনিরুদ্ধের বিলাস — হরি, কৃষ্ণ দুইজন ॥২০৬॥", "synonyms": "*pradyumnera vilāsa*—as formas de passatempo de Pradyumna; *nṛsiṁha*—Nṛsiṁha; *janārdana*—Janārdana; *aniruddhera vilāsa*—as formas de passatempo de Aniruddha; *hari*—Hari; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *dui-jana*—as duas pessoas.", "translation": "**\"As formas de passatempo de Pradyumna são Nṛsiṁha e Janārdana, e as formas de passatempo de Aniruddha são Hari e Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/207/", "verse_text": "ei cabbiśa mūrti--prābhava-vilāsa pradhāna\n\nastra-dhāraṇa-bhede dhare bhinna bhinna nāma", "devanagari": "> এই চব্বিশ মূর্তি — প্রাভব-বিলাস প্রধান ।\n> অস্ত্রধারণ-ভেদে ধরে ভিন্ন ভিন্ন নাম ॥২০৭॥", "synonyms": "*ei cabbiśa mūrti*—todas estas vinte e quatro formas; *prābhava-vilāsa*—formas de passatempo das expansões prābhava; *pradhāna*—principais; *astra-dhāraṇa*—de portar as armas; *bhede*—conforme as diferenças; *dhare*—aceitam; *bhinna bhinna*—distintos uns dos outros; *nāma*—nomes.", "translation": "**\"Todas estas vinte e quatro formas constituem as principais formas de passatempo prābhava-vilāsa do Senhor. Elas são nomeadas de maneira diferente conforme a posição das armas em Suas mãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/208/", "verse_text": "iṅhāra madhye yāhāra haya ākāra-veśa-bheda\n\nsei sei haya vilāsa-vaibhava-vibheda", "devanagari": "> ইঁহার মধ্যে যাহার হয় আকার-বেশ-ভেদ ।\n> সেই সেই হয় বিলাস-বৈভব-বিভেদ ॥২০৮॥", "synonyms": "*iṅhāra madhye*—dentre todas elas; *yāhāra*—de quem; *haya*—há; *ākāra*—dos traços corporais; *veśa*—do vestuário; *bheda*—diferença; *sei sei haya*—são elas; *vilāsa-vaibhava*—de vaibhava-vilāsa; *vibheda*—a diferença.", "translation": "**\"Dentre todas elas, as formas que diferem no vestuário e nos traços distinguem-se como vaibhava-vilāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/209/", "verse_text": "padmanābha, trivikrama, nṛsiṁha, vāmana\n\nhari, kṛṣṇa ādi haya 'ākāre' vilakṣaṇa", "devanagari": "> পদ্মনাভ, ত্রিবিক্রম, নৃসিংহ, বামন ।\n> হরি, কৃষ্ণ আদি হয় ‘আকারে’ বিলক্ষণ ॥২০৯॥", "synonyms": "*padmanābha*—Padmanābha; *trivikrama*—Trivikrama; *nṛsiṁha*—Nṛsiṁha; *vāmana*—Vāmana; *hari*—Hari; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *ādi*—e assim por diante; *haya*—são; *ākāre vilakṣaṇa*—diferentes nos traços corporais.", "translation": "**\"Dentre elas, Padmanābha, Trivikrama, Nṛsiṁha, Vāmana, Hari, Kṛṣṇa e assim por diante têm todos traços corporais distintos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/210/", "verse_text": "kṛṣṇera prābhava-vilāsa--vāsudevādi cāri jana\n\nsei cāri-janāra vilāsa--viṁśati gaṇana", "devanagari": "> কৃষ্ণের প্রাভববিলাস — বাসুদেবাদি চারি জন ।\n> সেই চারিজনার বিলাস — বিংশতি গণন ॥২১০॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *prābhava-vilāsa*—formas de passatempo prābhava; *vāsudeva-ādi*—Vāsudeva e os demais; *cāri jana*—expansões quádruplas; *sei*—aquelas; *cāri-janāra*—das quatro personalidades; *vilāsa*—formas de passatempo; *viṁśati gaṇana*—contadas como vinte.", "translation": "**\"Vāsudeva e os outros três são formas de passatempo prābhava diretas do Senhor Kṛṣṇa. Destas formas quádruplas, as expansões de passatempo são em número de vinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/211/", "verse_text": "iṅhā-sabāra pṛthak vaikuṇṭha--paravyoma-dhāme\n\npūrvādi aṣṭa-dike tina tina krame", "devanagari": "> ইঁহা-সবার পৃথক্ বৈকুণ্ঠ — পরব্যোম-ধামে ।\n> পূর্বাদি অষ্টদিকে তিন তিন ক্রমে ॥২১১॥", "synonyms": "*iṅhā*—delas; *sabāra*—de todas; *pṛthak*—separado; *vaikuṇṭha*—um planeta Vaikuṇṭha; *paravyoma-dhāme*—no mundo espiritual; *pūrva-ādi*—começando pelo leste; *aṣṭa-dike*—nas oito direções; *tina tina*—três em cada; *krame*—em ordem consecutiva.", "translation": "**\"Todas estas formas presidem diferentes planetas Vaikuṇṭha no mundo espiritual, começando pelo leste em ordem consecutiva. Em cada uma das oito direções, há três formas distintas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/212/", "verse_text": "yadyapi paravyoma sabākāra nitya-dhāma\n\ntathāpi brahmāṇḍe kāro kāṅho sannidhāna", "devanagari": "> যদ্যপি পরব্যোম সবাকার নিত্যধাম ।\n> তথাপি ব্রহ্মাণ্ডে কারো কাঁহো সন্নিধান ॥২১২॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *paravyoma*—o céu espiritual; *sabākāra*—de todos Eles; *nitya-dhāma*—a morada eterna; *tathāpi*—ainda assim; *brahmāṇḍe*—nos universos materiais; *kāro*—de alguns Deles; *kāṅho*—em algum lugar; *sannidhāna*—os lugares de residência.", "translation": "**\"Embora todos Eles tenham Suas residências eternamente no céu espiritual, alguns Deles situam-se dentro dos universos materiais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/213/", "verse_text": "paravyoma-madhye nārāyaṇera nitya-sthiti\n\nparavyoma-upari kṛṣṇalokera vibhuti", "devanagari": "> পরব্যোম-মধ্যে নারায়ণের নিত্য-স্থিতি ।\n> পরব্যোম-উপরি কৃষ্ণলোকের বিভূতি ॥২১৩॥", "synonyms": "*paravyoma-madhye*—no céu espiritual; *nārāyaṇera*—de Nārāyaṇa; *nitya-sthiti*—residência eterna; *paravyoma-upari*—na porção superior do céu espiritual; *kṛṣṇa-lokera vibhuti*—a opulência do planeta Kṛṣṇaloka.", "translation": "**\"Há uma residência eterna de Nārāyaṇa no céu espiritual. Na porção superior do céu espiritual há um planeta conhecido como Kṛṣṇaloka, que é repleto de todas as opulências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/214/", "verse_text": "eka 'kṛṣṇaloka' haya trividha-prakāra\n\ngokulākhya, mathurākhya, dvārakākhya āra", "devanagari": "> এক ‘কৃষ্ণলোক’ হয় ত্রিবিধপ্রকার ।\n> গোকুলাখ্য, মথুরাখ্য, দ্বারকাখ্য আর ॥২১৪॥", "synonyms": "*eka*—um; *kṛṣṇa-loka*—o planeta conhecido como Kṛṣṇaloka; *haya*—há; *tri-vidha-prakāra*—em três divisões diferentes; *gokula-ākhya*—Gokula; *mathurā-ākhya*—Mathurā; *dvārakā-ākhya*—Dvārakā; *āra*—e.", "translation": "**\"O planeta de Kṛṣṇaloka divide-se em três seções: Gokula, Mathurā e Dvārakā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/215/", "verse_text": "mathurāte keśavera nitya sannidhāna\n\nnīlācale puruṣottama--jagannātha' nāma", "devanagari": "> মথুরাতে কেশবের নিত্য সন্নিধান ।\n> নীলাচলে পুরুষোত্তম — ‘জগন্নাথ’ নাম ॥২১৫॥", "synonyms": "*mathurāte*—em Mathurā; *keśavera*—do Senhor Keśava; *nitya*—eterna; *san-nidhāna*—residência; *nīlācale*—em Nīlācala (Jagannātha Purī); *puruṣottama*—Puruṣottama; *jagannātha nāma*—também conhecido como Jagannātha.", "translation": "**\"O Senhor Keśava reside eternamente em Mathurā, e o Senhor Puruṣottama, conhecido pelo nome de Jagannātha, reside eternamente em Nīlācala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/216/", "verse_text": "prayāge mādhava, mandāre śrī-madhusūdana\n\nānandāraṇye vāsudeva, padmanābha janārdana", "devanagari": "> প্ৰয়াগে মাধব, মন্দারে শ্রীমধুসূদন ।\n> আনন্দারণ্যে বাসুদেব, পদ্মনাভ জনার্দন ॥২১৬॥", "synonyms": "*prayāge*—em Prayāga; *mādhava*—Bindu Mādhava; *mandāre*—em Mandāra-parvata; *śrī-madhusūdana*—Śrī Madhusūdana; *ānanda-araṇye*—no lugar conhecido como Ānandāraṇya; *vāsudeva*—o Senhor Vāsudeva; *padmanābha*—o Senhor Padmanābha; *janārdana*—o Senhor Janārdana.", "translation": "**\"Em Prayāga, o Senhor situa-se como Bindu Mādhava, e em Mandāra-parvata, o Senhor é conhecido como Madhusūdana. Vāsudeva, Padmanābha e Janārdana residem em Ānandāraṇya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/217/", "verse_text": "viṣṇu-kāñcīte viṣṇu, hari rahe, māyāpure\n\naiche āra nānā mūrti brahmāṇḍa-bhitare", "devanagari": "> বিষ্ণুকাঞ্চীতে বিষ্ণু, হরি রহে, মায়াপুরে ।\n> ঐছে আর নানা মূর্তি ব্রহ্মাণ্ড-ভিতরে ॥২১৭॥", "synonyms": "*viṣṇu-kāñcīte*—em Viṣṇu-kāñcī; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *hari*—o Senhor Hari; *rahe*—permanece; *māyāpure*—em Māyāpur; *aiche*—de modo semelhante; *āra*—também; *nānā*—várias; *mūrti*—formas; *brahmāṇḍa-bhitare*—por todo o universo.", "translation": "**\"Em Viṣṇu-kāñcī está o Senhor Viṣṇu, em Māyāpur o Senhor Hari, e por todo o universo uma variedade de outras formas.**", "purport": "Todas essas formas são formas mūrti, e são adoradas nos templos. Seus nomes são Keśava em Mathurā, Puruṣottama ou Jagannātha em Nīlācala, Śrī Bindu Mādhava em Prayāga, Madhusūdana em Mandāra, e Vāsudeva, Padmanābha e Janārdana em Ānandāraṇya, que se situa em Kerala, no sul da Índia. Em Viṣṇu-kāñcī, que se situa no estado de Barada, está o Senhor Viṣṇu, e Hari situa-se em Māyāpur, o local de nascimento do Senhor Caitanya. Dessa maneira, em diferentes lugares por todo o universo há várias Deidades nos templos a conceder Sua misericórdia imotivada aos devotos. Todas essas formas da Deidade não diferem dos mūrtis no mundo espiritual dos Vaikuṇṭhas. Embora a arcā-mūrti, a forma adorável da Deidade do Senhor, pareça ser feita de elementos materiais, ela é tão boa quanto as formas espirituais encontradas nos Vaikuṇṭhalokas espirituais. A Deidade no templo, contudo, é visível aos olhos materiais do devoto. Não é possível àquele que está na vida material condicionada ver a forma espiritual do Senhor. Para conceder-nos Sua misericórdia imotivada, o Senhor aparece como arcā-mūrti a fim de que possamos vê-lo. É proibido considerar que a arcā-mūrti seja feita de pedra ou madeira. No *Padma Purāṇa*, afirma-se:\n\narcye viṣṇau śilā-dhīr guruṣu nara-matir vaiṣṇave jāti-buddhir\nviṣṇor vā vaiṣṇavānāṁ kali-mala-mathane pāda-tīrthe 'mbu-buddhiḥ\nśrī-viṣṇor nāmni mantre sakala-kaluṣa-he śabde-sāmānya-buddhir\nviṣṇau sarveśvareśe tad-itara-sama-dhīr yasya vā nārakī saḥ\n\nNinguém deve considerar que a Deidade no templo seja feita de pedra ou madeira, nem deve considerar o mestre espiritual um ser humano comum. Ninguém deve considerar que um vaiṣṇava pertença a uma casta ou credo específicos, e ninguém deve considerar que o caraṇāmṛta ou a água do Ganges sejam como água comum. Tampouco deve alguém considerar que o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa seja uma vibração material. Todas essas expansões de Kṛṣṇa no mundo material são simplesmente demonstrações da misericórdia do Senhor e de Sua disposição de proporcionar facilidades a Seus devotos que se ocupam em Seu serviço devocional dentro do mundo material."}
{"ref": "cc/madhya/20/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/218/", "verse_text": "ei-mata brahmāṇḍa-madhye sabāra 'parakāśa'\n\nsapta-dvīpe nava-khaṇḍe yāṅhāra vilāsa", "devanagari": "> এইমত ব্রহ্মাণ্ড-মধ্যে সবার ‘পরকাশ’ ।\n> সপ্তদ্বীপে নবখণ্ডে যাঁহার বিলাস ॥২১৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *brahmāṇḍa-madhye*—dentro deste universo; *sabāra*—de todos Eles; *parakāśa*—manifestações; *sapta-dvīpe*—em sete ilhas; *nava-khaṇḍe*—em diferentes seções, em número de nove; *yāṅhāra vilāsa*—os passatempos de quem.", "translation": "**\"Dentro do universo, o Senhor situa-se em diferentes manifestações espirituais. Estas situam-se em sete ilhas, em nove seções. Assim, prosseguem Seus passatempos.**", "purport": "As sete ilhas são mencionadas no Siddhānta-śiromaṇi:\n\nbhūmer ardhaṁ kṣīra-sindhor udaka-sthaṁ\njambu-dvīpaṁ prāhur ācārya-varyāḥ\nardhe 'nyasmin dvīpa-ṣaṭkasya yāmye\nkṣāra-kṣīrādy-ambudhīnāṁ niveśaḥ\n\nśākaṁ tataḥ śālmala-matra kauśaṁ\nkrauñcaṁ ca go-medaka-puṣkare ca\ndvayor dvayor antaram ekam ekaṁ\nsamudrayor dvīpam udāharanti\n\nAs sete ilhas (dvīpas) são conhecidas como (1) Jambu, (2) Śāka, (3) Śālmalī, (4) Kuśa, (5) Krauñca, (6) Gomeda, ou Plakṣa, e (7) Puṣkara. Os planetas chamam-se dvīpa. O espaço exterior é como um oceano de ar. Assim como há ilhas no oceano aquoso, esses planetas no oceano do espaço chamam-se dvīpas, ou ilhas no espaço exterior. Há nove khaṇḍas, conhecidas como (1) Bhārata, (2) Kinnara, (3) Hari, (4) Kuru, (5) Hiraṇmaya, (6) Ramyaka, (7) Ilāvṛta, (8) Bhadrāśva e (9) Ketumāla. Estas são diferentes partes do Jambūdvīpa. Um vale entre duas montanhas chama-se khaṇḍa ou varṣa."}
{"ref": "cc/madhya/20/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/219/", "verse_text": "sarvatra prakāśa tāṅra--bhakte sukha dite\n\njagatera adharma nāśi' dharma sthāpite", "devanagari": "> সর্বত্র প্রকাশ তাঁর — ভক্তে সুখ দিতে ।\n> জগতের অধর্ম নাশি’ ধর্ম স্থাপিতে ॥২১৯॥", "synonyms": "*sarvatra*—em toda parte; *prakāśa*—manifestações; *tāṅra*—Suas; *bhakte*—aos devotos; *sukha dite*—para dar felicidade; *jagatera*—do mundo material; *adharma*—princípios irreligiosos; *nāśi'*—destruindo; *dharma*—princípios religiosos; *sthāpite*—para estabelecer.", "translation": "**\"O Senhor situa-se em todos os universos em diferentes formas apenas para agradar a Seus devotos. Assim, o Senhor destrói os princípios irreligiosos e estabelece os princípios religiosos.**", "purport": "No mundo material, o Senhor situa-se em diferentes arcā-mūrtis (Deidades) nos templos, apenas para diminuir as atividades materiais da alma condicionada e aumentar suas atividades espirituais. Particularmente na Índia, há muitos templos por todo o país. Os devotos podem aproveitá-los e ir ver o Senhor em Jagannātha Purī, Vṛndāvana, Prayāga, Mathurā, Hardwar e Viṣṇu-kāñcī. Quando os devotos viajam a esses lugares e veem o Senhor, tornam-se muito felizes no serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/20/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/220/", "verse_text": "iṅhāra madhye kāro haya 'avatāre' gaṇana\n\nyaiche viṣṇu, trivikrama, nṛsiṁha, vāmana", "devanagari": "> ইঁহার মধ্যে কারো হয় ‘অবতারে’ গণন ৷\n> যৈছে বিষ্ণু, ত্রিবিক্রম, নৃসিংহ, বামন ॥২২০॥", "synonyms": "*iṅhāra madhye*—dentre Eles; *kāro*—de alguns; *haya*—há; *avatāre*—como encarnações; *gaṇana*—contagem; *yaiche*—como; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *trivikrama*—o Senhor Trivikrama; *nṛsiṁha*—o Senhor Nṛsiṁha; *vāmana*—o Senhor Vāmana.", "translation": "**\"Dentre essas formas, algumas são consideradas encarnações. Exemplos são o Senhor Viṣṇu, o Senhor Trivikrama, o Senhor Nṛsiṁha e o Senhor Vāmana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/221/", "verse_text": "astra-dhṛti-bheda--nāma-bhedera kāraṇa\n\ncakrādi-dhāraṇa-bheda śuna, sanātana", "devanagari": "> অস্ত্রধৃতি-ভেদ — নাম-ভেদের কারণ ।\n> চক্রাদি-ধারণ-ভেদ শুন, সনাতন ॥২২১॥", "synonyms": "*astra-dhṛti*—de empunhar a arma; *bheda*—diferença; *nāma-bhedera*—das diferenças de nomes; *kāraṇa*—a causa; *cakra-ādi*—das armas, a começar pelo disco; *dhāraṇa*—de empunhar; *bheda*—diferenças; *śuna*—por favor, ouve; *sanātana*—ó Sanātana.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, ouve simplesmente o que Eu te digo sobre como os diferentes viṣṇu-mūrtis empunham Suas armas, a começar pelo disco, e como recebem nomes diferentes conforme a disposição dos objetos em Suas mãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/222/", "verse_text": "dakṣiṇādho hasta haite vāmādhaḥ paryanta\n\ncakrādi astra-dhāraṇa-gaṇanāra anta", "devanagari": "> দক্ষিণাধো হস্ত হৈতে বামাধঃ পর্যন্ত ।\n> চক্রাদি অস্ত্রধারণ-গণনার অন্ত ॥২২২॥", "synonyms": "*dakṣiṇa-adhaḥ*—a inferior direita; *hasta*—mão; *haite*—a partir de; *vāma-adhaḥ*—a mão inferior esquerda; *paryanta*—até; *cakra-ādi*—a começar pelo disco; *astra-dhāraṇa*—de empunhar as armas; *gaṇanāra*—de contar; *anta*—o fim.", "translation": "**\"O procedimento de contagem começa pela mão inferior direita e segue para a mão superior direita, a mão superior esquerda e a mão inferior esquerda. O Senhor Viṣṇu recebe Seu nome conforme a ordem em que os objetos são empunhados em Suas mãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/223/", "verse_text": "siddhārtha-saṁhitā kare cabbiśa mūrti gaṇana\n\ntāra mate kahi āge cakrādi-dhāraṇa", "devanagari": "> সিদ্ধার্থ-সংহিতা করে চব্বিশ মূর্তি গণন ।\n> তার মতে কহি আগে চক্রাদি-ধারণ ॥২২৩॥", "synonyms": "*siddhārtha-saṁhitā*—a escritura revelada chamada Siddhārtha-saṁhitā; *kare*—faz; *cabbiśa*—vinte e quatro; *mūrti*—formas; *gaṇana*—contagem; *tāra mate*—segundo a opinião da Siddhārtha-saṁhitā; *kahi*—descreverei; *āge*—primeiro; *cakra-ādi-dhāraṇa*—o empunhar das armas, a começar pelo disco.", "translation": "**\"Segundo a Siddhārtha-saṁhitā, há vinte e quatro formas do Senhor Viṣṇu. Primeiro descreverei, segundo a opinião desse livro, a localização das armas, a começar pelo disco.**", "purport": "As vinte e quatro formas são (1) Vāsudeva, (2) Saṅkarṣaṇa, (3) Pradyumna, (4) Aniruddha, (5) Keśava, (6) Nārāyaṇa, (7) Mādhava, (8) Govinda, (9) Viṣṇu, (10) Madhusūdana, (11) Trivikrama, (12) Vāmana, (13) Śrīdhara, (14) Hṛṣīkeśa, (15) Padmanābha, (16) Dāmodara, (17) Puruṣottama, (18) Acyuta, (19) Nṛsiṁha, (20) Janārdana, (21) Hari, (22) Kṛṣṇa, (23) Adhokṣaja e (24) Upendra."}
{"ref": "cc/madhya/20/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/224/", "verse_text": "vāsudeva--gadā-śaṅkha-cakra-padma-dhara\n\nsaṅkarṣaṇa--gadā-śaṅkha-padma-cakra-kara", "devanagari": "> বাসুদেব — গদাশঙ্খচক্রপদ্মধর ।\n> সঙ্কর্ষণ — গদাশঙ্খপদ্মচক্রকর ॥২২৪॥", "synonyms": "*vāsudeva*—Vāsudeva; *gadā*—maça; *śaṅkha*—búzio; *cakra*—disco; *padma*—flor de lótus; *dhara*—empunhando; *saṅkarṣaṇa*—Saṅkarṣaṇa; *gadā*—maça; *śaṅkha*—búzio; *padma*—flor de lótus; *cakra-kara*—o disco na mão.", "translation": "**\"Em Sua mão inferior direita, o Senhor Vāsudeva empunha uma maça; na superior direita, um búzio; na superior esquerda, um disco; e na inferior esquerda, uma flor de lótus. Em Sua mão inferior direita, Saṅkarṣaṇa empunha uma maça; em Sua mão superior direita, um búzio; em Sua mão superior esquerda, uma flor de lótus; e em Sua mão inferior esquerda, um disco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/225/", "verse_text": "pradyumna--cakra-śaṅkha-gadā-padma-dhara\n\naniruddha--cakra-gadā-śaṅkha-padma-kara", "devanagari": "> প্ৰদ্যুম্ন — চক্রশঙ্খগদাপদ্মধর ।\n> অনিরুদ্ধ — চক্রগদাশঙ্খপদ্মকর ॥২২৫॥", "synonyms": "*pradyumna*—o Senhor Pradyumna; *cakra*—disco; *śaṅkha*—búzio; *gadā*—maça; *padma*—lótus; *dhara*—empunhando; *aniruddha*—o Senhor Aniruddha; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *śaṅkha*—búzio; *padma-kara*—flor de lótus na mão.", "translation": "**\"Pradyumna empunha o disco, o búzio, a maça e o lótus. Aniruddha empunha o disco, a maça, o búzio e o lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/226/", "verse_text": "paravyome vāsudevādi--nija nija astra-dhara\n\ntāṅra mata kahi, ye-saba astra-kara", "devanagari": "> পরব্যোমে বাসুদেবাদি — নিজ নিজ অস্ত্রধর ।\n> তাঁর মত কহি, যে-সব অস্ত্রকর ॥২২৬॥", "synonyms": "*para-vyome*—no céu espiritual; *vāsudeva-ādi*—começando com o Senhor Vāsudeva; *nija nija*—cada um o Seu próprio; *astra-dhara*—o segurar de diferentes armas; *tāṅra mata kahi*—estou expondo a opinião da Siddhārtha-saṁhitā; *ye-saba*—todas; *astra-kara*—armas nas diferentes mãos.", "translation": "**\"Assim, no céu espiritual, as expansões, encabeçadas por Vāsudeva, seguram as armas em Sua própria ordem respectiva. Ao descrevê-las, repito a opinião da Siddhārtha-saṁhitā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/227/", "verse_text": "śrī-keśava--padma-śaṅkha-cakra-gadā-dhara\n\nnārāyaṇa--śaṅkha-padma-gadā-cakra-dhara", "devanagari": "> শ্রীকেশব — পদ্মশঙ্খচক্রগদাধর ।\n> নারায়ণ — শঙ্খপদ্মগদাচক্রধর ॥২২৭॥", "synonyms": "*śrī-keśava*—o Senhor Keśava; *padma*—lótus; *śaṅkha*—búzio; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *dhara*—segurando; *nārāyaṇa*—o Senhor Nārāyaṇa; *śaṅkha*—búzio; *padma*—lótus; *gadā*—maça; *cakra*—disco; *dhara*—segurando.", "translation": "**\"O Senhor Keśava segura o lótus, o búzio, o disco e a maça. O Senhor Nārāyaṇa segura o búzio, o lótus, a maça e o disco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/228/", "verse_text": "śrī-mādhava--gadā-cakra-śaṅkha-padma-kara\n\nśrī-govinda--cakra-gadā-padma-śaṅkha-dhara", "devanagari": "> শ্ৰীমাধব — গদাচক্রশঙ্খপদ্মকর ।\n> শ্রীগোবিন্দ — চক্রগদাপদ্মশঙ্খধর ॥২২৮॥", "synonyms": "*śrī-mādhava*—o Senhor Mādhava; *gadā*—maça; *cakra*—disco; *śaṅkha*—búzio; *padma*—lótus; *kara*—nas mãos; *śrī-govinda*—o Senhor Govinda; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *padma*—lótus; *śaṅkha*—búzio; *dhara*—segurando.", "translation": "**\"O Senhor Mādhava segura a maça, o disco, o búzio e o lótus. O Senhor Govinda segura o disco, a maça, o lótus e o búzio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/229/", "verse_text": "viṣṇu-mūrti--gadā-padma-śaṅkha-cakra-kara\n\nmadhusūdana--cakra-śaṅkha-padma-gadā-dhara", "devanagari": "> বিষ্ণুমূর্তি — গদাপদ্মশঙ্খচক্রকর ।\n> মধুসূদন — চক্রশঙ্খপদ্মগদাধর ॥২২৯॥", "synonyms": "*viṣṇu-mūrti*—o Senhor Viṣṇu; *gadā*—maça; *padma*—lótus; *śaṅkha*—búzio; *cakra*—disco; *kara*—nas mãos; *madhusūdana*—o Senhor Madhusūdana; *cakra*—disco; *śaṅkha*—búzio; *padma*—lótus; *gadā*—maça; *dhara*—segurando.", "translation": "**\"O Senhor Viṣṇu segura a maça, o lótus, o búzio e o disco. O Senhor Madhusūdana segura o disco, o búzio, o lótus e a maça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/230/", "verse_text": "trivikrama--padma-gadā-cakra-śaṅkha-kara\n\nśrī-vāmana--śaṅkha-cakra-gadā-padma-dhara", "devanagari": "> ত্রিবিক্রম — পদ্মগদাচক্রশঙ্খকর ।\n> শ্রীবামন — শঙ্খচক্রগদাপদ্মধর ॥২৩০॥", "synonyms": "*trivikrama*—o Senhor Trivikrama; *padma*—lótus; *gadā*—maça; *cakra*—disco; *śaṅkha*—búzio; *kara*—nas mãos; *śrī-vāmana*—o Senhor Vāmana; *śaṅkha*—búzio; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *padma*—lótus; *dhara*—segurando.", "translation": "**\"O Senhor Trivikrama segura o lótus, a maça, o disco e o búzio. O Senhor Vāmana segura o búzio, o disco, a maça e o lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/231/", "verse_text": "śrīdhara--padma-cakra-gadā-śaṅkha-kara\n\nhṛṣīkeśa--gadā-cakra-padma-śaṅkha-dhara", "devanagari": "> শ্রীধর — পদ্মচক্রগদাশঙ্খকর ।\n> হৃষীকেশ — গদাচক্রপদ্মশঙ্খধর ॥২৩১॥", "synonyms": "*śrīdhara*—o Senhor Śrīdhara; *padma*—lótus; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *śaṅkha*—búzio; *kara*—nas mãos; *hṛṣīkeśa*—o Senhor Hṛṣīkeśa; *gadā*—maça; *cakra*—disco; *padma*—lótus; *śaṅkha*—búzio; *dhara*—segurando.", "translation": "**\"O Senhor Śrīdhara segura o lótus, o disco, a maça e o búzio. O Senhor Hṛṣīkeśa segura a maça, o disco, o lótus e o búzio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/232/", "verse_text": "padmanābha--śaṅkha-padma-cakra-gadā-kara\n\ndāmodara--padma-cakra-gadā-śaṅkha-dhara", "devanagari": "> পদ্মনাভ — শঙ্খপদ্মচক্রগদাকর ।\n> দামোদর — পদ্মচক্রগদাশঙ্খধর ॥২৩২॥", "synonyms": "*padmanābha*—o Senhor Padmanābha; *śaṅkha*—búzio; *padma*—lótus; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *kara*—nas mãos; *dāmodara*—o Senhor Dāmodara; *padma*—lótus; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *śaṅkha*—búzio; *dhara*—segurando.", "translation": "**\"O Senhor Padmanābha segura o búzio, o lótus, o disco e a maça. O Senhor Dāmodara segura o lótus, o disco, a maça e o búzio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/233/", "verse_text": "puruṣottama--cakra-padma-śaṅkha-gadā-dhara\n\nśrī-acyuta--gadā-padma-cakra-śaṅkha-dhara", "devanagari": "> পুরুষোত্তম — চক্রপদ্মশঙ্খগদাধর ।\n> শ্রীঅচ্যুত — গদাপদ্মচক্রশঙ্খধর ॥২৩৩॥", "synonyms": "*puruṣottama*—o Senhor Puruṣottama; *cakra*—disco; *padma*—lótus; *śaṅkha*—búzio; *gadā*—maça; *dhara*—segurando; *śrī-acyuta*—o Senhor Acyuta; *gadā*—maça; *padma*—lótus; *cakra*—disco; *śaṅkha*—búzio; *dhara*—segurando.", "translation": "**\"O Senhor Puruṣottama segura o disco, o lótus, o búzio e a maça. O Senhor Acyuta segura a maça, o lótus, o disco e o búzio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/234/", "verse_text": "śrī-nṛsiṁha--cakra-padma-gadā-śaṅkha-dhara\n\njanārdana--padma-cakra-śaṅkha-gadā-kara", "devanagari": "> শ্ৰীনৃসিংহ — চক্রপদ্মগদাশঙ্খধর ।\n> জনার্দন — পদ্মচক্রশঙ্খগদাকর ॥২৩৪॥", "synonyms": "*śrī-nṛsiṁha*—o Senhor Nṛsiṁha; *cakra*—disco; *padma*—lótus; *gadā*—maça; *śaṅkha*—búzio; *dhara*—segurando; *janārdana*—o Senhor Janārdana; *padma*—lótus; *cakra*—disco; *śaṅkha*—búzio; *gadā*—maça; *kara*—nas mãos.", "translation": "**\"O Senhor Nṛsiṁha segura o disco, o lótus, a maça e o búzio. O Senhor Janārdana segura o lótus, o disco, o búzio e a maça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/235/", "verse_text": "śrī-hari--śaṅkha-cakra-padma-gadā-kara\n\nśrī-kṛṣṇa--śaṅkha-gadā-padma-cakra-kara", "devanagari": "> শ্রীহরি — শঙ্খচক্রপদ্মগদাকর ।\n> শ্রীকৃষ্ণ — শঙ্খগদাপদ্মচক্রকর ॥২৩৫॥", "synonyms": "*śrī-hari*—o Senhor Hari; *śaṅkha*—búzio; *cakra*—disco; *padma*—lótus; *gadā*—maça; *kara*—na mão; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *śaṅkha*—búzio; *gadā*—maça; *padma*—lótus; *cakra*—disco; *kara*—nas mãos.", "translation": "**\"Śrī Hari segura o búzio, o disco, o lótus e a maça. O Senhor Śrī Kṛṣṇa segura o búzio, a maça, o lótus e o disco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/236/", "verse_text": "adhokṣaja--padma-gadā-śaṅkha-cakra-kara\n\nupendra--śaṅkha-gadā-cakra-padma-kara", "devanagari": "> অধোক্ষজ — পদ্মগদাশঙ্খচক্রকর ।\n> উপেন্দ্র — শঙ্খগদাচক্রপদ্মকর ॥২৩৬॥", "synonyms": "*adhokṣaja*—o Senhor Adhokṣaja; *padma*—lótus; *gadā*—maça; *śaṅkha*—búzio; *cakra*—disco; *kara*—na mão; *upendra*—o Senhor Upendra; *śaṅkha*—búzio; *gadā*—maça; *cakra*—disco; *padma*—lótus; *kara*—na mão.", "translation": "**\"O Senhor Adhokṣaja segura o lótus, a maça, o búzio e o disco. O Senhor Upendra segura o búzio, a maça, o disco e o lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/237/", "verse_text": "hayaśīrṣa-pañcarātre kahe ṣola-jana\n\ntāra mate kahi ebe cakrādi-dhāraṇa", "devanagari": "> হয়শীর্ষ-পঞ্চরাত্রে কহে ষোলজন ।\n> তার মতে কহি এবে চক্রাদি-ধারণ ॥২৩৭॥", "synonyms": "*hayaśīrṣa-pañcarātre*—a escritura revelada chamada Hayaśīrṣa-pañcarātra; *kahe*—diz; *ṣola-jana*—dezesseis personalidades; *tāra mate*—segundo esta opinião; *kahi*—descreverei; *ebe*—agora; *cakra-ādi-dhāraṇa*—o segurar das armas, começando com o disco.", "translation": "**\"Segundo a Hayaśīrṣa-pañcarātra, há dezesseis personalidades. Descreverei agora essa opinião sobre como elas seguram as armas.**", "purport": "As dezesseis personalidades são as seguintes: (1) Vāsudeva, (2) Saṅkarṣaṇa, (3) Pradyumna, (4) Aniruddha, (5) Keśava, (6) Nārāyaṇa, (7) Mādhava, (8) Govinda, (9) Viṣṇu, (10) Madhusūdana, (11) Trivikrama, (12) Vāmana, (13) Śrīdhara, (14) Hṛṣīkeśa, (15) Padmanābha, (16) Dāmodara."}
{"ref": "cc/madhya/20/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/238/", "verse_text": "keśava-bhede padma-śaṅkha-gadā-cakra-dhara\n\nmādhava-bhede cakra-gadā-śaṅkha-padma-kara", "devanagari": "> কেশব-ভেদে পদ্মশঙ্খগদাচক্রধর ।\n> মাধব-ভেদে চক্রগদাশঙ্খপদ্মকর ॥২৩৮॥", "synonyms": "*keśava-bhede*—segundo a opinião diferente acerca do Senhor Keśava; *padma*—lótus; *śaṅkha*—búzio; *gadā*—maça; *cakra*—e disco; *dhara*—segurando; *mādhava-bhede*—segundo a opinião diferente acerca das características corpóreas do Senhor Mādhava; *cakra*—disco; *gadā*—maça; *śaṅkha*—búzio; *padma*—lótus; *kara*—nas mãos.", "translation": "**\"Keśava é descrito de modo diferente como segurando o lótus, o búzio, a maça e o disco, e Mādhava é descrito como segurando o disco, a maça, o búzio e o lótus em Suas mãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/239/", "verse_text": "nārāyaṇa-bhede nānā astra-bheda-dhara\n\nityādika bheda ei saba astra-kara", "devanagari": "> নারায়ণ-ভেদে নানা অস্ত্র-ভেদ-ধর ।\n> ইত্যাদিক ভেদ এই সব অস্ত্রকর ॥২৩৯॥", "synonyms": "*nārāyaṇa-bhede*—segundo a opinião diferente acerca das características corpóreas do Senhor Nārāyaṇa; *nānā*—várias; *astra*—de armas; *bheda-dhara*—diferenças no segurar; *iti-ādika*—dessa maneira; *bheda*—diferenciadas; *ei saba*—todas estas; *astra-kara*—armas nas mãos.", "translation": "**\"Segundo a Hayaśīrṣa-pañcarātra, Nārāyaṇa e outros também são apresentados de modo diferente, segurando as armas em mãos distintas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/240/", "verse_text": "'svayaṁ bhagavān' āra 'līlā-puruṣottama'\n\nei dui nāma dhare vrajendra-nandana", "devanagari": "> ‘স্বয়ং ভগবান্’, আর ‘লীলা-পুরুষোত্তম’ ।\n> এই দুই নাম ধরে ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥২৪০॥", "synonyms": "*svayam bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *āra*—e; *līlā-puruṣottama*—o Senhor Puruṣottama dos passatempos; *ei dui*—estes dois; *nāma*—nomes; *dhare*—assume; *vrajendra-nandana*—Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus original, indicado como o filho de Mahārāja Nanda, tem dois nomes. Um é svayaṁ bhagavān, e o outro é līlā-puruṣottama.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/241/", "verse_text": "purīra āvaraṇa-rūpe purīra nava-deśe\n\nnava-vyūha-rūpe nava-mūrti parakāśe", "devanagari": "> পুরীর আবরণরূপে পুরীর নবদেশে ।\n> নবব্যূহরূপে নবমূর্তি পরকাশে ॥২৪১॥", "synonyms": "*purīra*—de Dvārakā Purī; *āvaraṇa-rūpe*—como uma cobertura para os quatro lados; *purīra nava-deśe*—em nove diferentes partes da cidade; *nava-vyūha-rūpe*—em nove Deidades; *nava-mūrti*—nove formas; *parakāśe*—manifesta.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa pessoalmente circunda Dvārakā Purī como seu protetor. Em diferentes partes da Purī, em nove lugares, Ele Se expande em nove formas distintas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/242/", "verse_text": "catvāro vāsudevādyā\n\nnārāyaṇa-nṛsiṁhakau\n\nhayagrīvo mahākroḍo\n\nbrahmā ceti navoditāḥ", "devanagari": "> চত্বারো বাসুদেবাদ্যা নারায়ণনৃসিংহকৌ ।\n> হয়গ্রীবো মহাক্রোড়ো ব্রহ্মা চেতি নবোদিতাঃ ॥২৪২॥", "synonyms": "*catvāraḥ*—quatro protetores principais; *vāsudeva-ādyāḥ*—Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha; *nārāyaṇa*—incluindo o Senhor Nārāyaṇa; *nṛsiṁhakau*—bem como o Senhor Nṛsiṁha; *hayagrīvaḥ*—o Senhor Hayagrīva; *mahākroḍaḥ*—o Senhor Varāha; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *ca*—também; *iti*—assim; *nava-uditāḥ*—nove personalidades.", "translation": "**\" 'As nove personalidades mencionadas são Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna, Aniruddha, Nārāyaṇa, Nṛsiṁha, Hayagrīva, Varāha e Brahmā.'**", "purport": "Este verso encontra-se no Laghu-bhāgavatāmṛta (1.451). O Brahmā aqui mencionado não é uma entidade viva. Às vezes, quando há escassez de entidades vivas para assumir o cargo de Brahmā, Mahā-Viṣṇu Se expande como o Senhor Brahmā. Esse Brahmā não é considerado uma entidade viva; Ele é uma expansão de Viṣṇu."}
{"ref": "cc/madhya/20/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/243/", "verse_text": "prakāśa-vilāsera ei kailuṅ vivaraṇa\n\nsvāṁśera bheda ebe śuna, sanātana", "devanagari": "> প্রকাশ-বিলাসের এই কৈলুঁ বিবরণ ।\n> স্বাংশের ভেদ এবে শুন, সনাতন ॥২৪৩॥", "synonyms": "*prakāśa-vilāsera*—das formas e manifestações dos passatempos; *ei*—esta; *kailuṅ*—eu fiz; *vivaraṇa*—descrição; *svāṁśera*—das expansões pessoais; *bhede*—as diferenças; *ebe*—agora; *śuna*—por favor, ouve; *sanātana*—ó Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**\"Já descrevi as formas do passatempo e prakāśa. Agora, por favor, ouve sobre as diferentes expansões pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/244/", "verse_text": "saṅkarṣaṇa, matsyādika,--dui bheda tāṅra\n\nsaṅkarṣaṇa--puruṣāvatāra, līlāvatāra āra", "devanagari": "> সঙ্কর্ষণ, মৎস্যাদিক, — দুই ভেদ তাঁর ।\n> সঙ্কর্ষণ — পুরুষাবতার, লীলাবতার আর ॥২৪৪॥", "synonyms": "*saṅkarṣaṇa*—Saṅkarṣaṇa; *matsya-ādika*—e encarnações como o peixe; *dui*—duas; *bheda*—diferenciações; *tāṅra*—Suas; *saṅkarṣaṇa*—Saṅkarṣaṇa; *puruṣa-avatāra*—encarnações de Viṣṇu; *līlā-avatāra*—encarnações dos passatempos; *āra*—e.", "translation": "**\"A primeira expansão pessoal é Saṅkarṣaṇa, e as demais são encarnações como a encarnação do peixe. Saṅkarṣaṇa é uma expansão do Puruṣa, ou Viṣṇu. As encarnações como Matsya, a encarnação do peixe, aparecem em diferentes yugas para passatempos específicos.**", "purport": "Os puruṣa-avatāras são os Senhores da criação universal. São Eles o Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, o Garbhodakaśāyī Viṣṇu e o Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu. Há também os līlā-avatāras, e estes incluem (1) Catuḥsana, (2) Nārada, (3) Varāha, (4) Matsya, (5) Yajña, (6) Nara-Nārāyaṇa, (7) Kārdami Kapila, (8) Dattātreya, (9) Hayaśīrṣā, (10) Haṁsa, (11) Dhruvapriya, ou Pṛśnigarbha, (12) Ṛṣabha, (13) Pṛthu, (14) Nṛsiṁha, (15) Kūrma, (16) Dhanvantari, (17) Mohinī, (18) Vāmana, (19) Bhārgava Paraśurāma, (20) Rāghavendra, (21) Vyāsa, (22) Pralambāri Balarāma, (23) Kṛṣṇa, (24) Buddha e (25) Kalki.\n\nEstas vinte e cinco Personalidades de Deus são conhecidas como līlā-avatāras. Por aparecerem em cada dia de Brahmā, ou em cada kalpa (milênio), elas são às vezes conhecidas como kalpa-avatāras. Dentre estas encarnações, Haṁsa e Mohinī não são muito permanentes nem bem conhecidas, mas estão listadas entre os prābhava-avatāras. Kapila, Dattātreya, Ṛṣabha, Dhanvantari e Vyāsa estão eternamente situados e são amplamente conhecidos. Eles também são contados entre as encarnações prābhava. Kūrma, Matsya, Nārāyaṇa, Varāha, Hayagrīva, Pṛśnigarbha e Baladeva, aquele que matou Pralambāsura, são contados entre os vaibhava-avatāras."}
{"ref": "cc/madhya/20/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/245/", "verse_text": "avatāra haya kṛṣṇera ṣaḍ-vidha prakāra\n\npuruṣāvatāra eka, līlāvatāra āra", "devanagari": "> অবতার হয় কৃষ্ণের ষড়্বিধ প্রকার  ।\n> পুরুষাবতার এক, লীলাবতার আর ॥২৪৫॥", "synonyms": "*avatāra*—encarnações; *haya*—há; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ṣaṭ-vidha prakāra*—seis espécies; *puruṣa-avatāra*—encarnações de Viṣṇu; *eka*—uma; *līlā-avatāra*—encarnações para a execução de passatempos; *āra*—também.", "translation": "**\"Há seis tipos de encarnações [avatāras] de Kṛṣṇa. Um é o das encarnações de Viṣṇu [puruṣa-avatāras], e outro é o das encarnações destinadas à realização de passatempos [līlā-avatāras].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/246/", "verse_text": "guṇāvatāra, āra manvantarāvatāra\n\nyugāvatāra, āra śaktyāveśāvatāra", "devanagari": "> গুণাবতার, আর মন্বন্তরাবতার  ।\n> যুগাবতার, আর শক্ত্যাবেশাবতার ॥২৪৬॥", "synonyms": "*guṇa-avatāra*—as encarnações que controlam as qualidades materiais; *āra*—também; *manu-antara-avatāra*—as encarnações dos Manus; *yuga-avatāra*—as encarnações de acordo com os diferentes yugas; *āra*—e; *śakti-āveśa-avatāra*—encarnações dotadas de poder.", "translation": "**\"Há encarnações que controlam as qualidades materiais [guṇa-avatāras], encarnações dos Manus [manvantara-avatāras], encarnações em diferentes milênios [yuga-avatāras] e encarnações de entidades vivas dotadas de poder [śaktyāveśa-avatāras].**", "purport": "Os guṇa-avatāras são três – o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva e o Senhor Viṣṇu (Bhāg. 10.88.3). Os avatāras de Manu, ou manvantara-avatāras, estão listados da seguinte forma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (8.1.5,13): (1) Yajña, (2) Vibhu, (3) Satyasena, (4) Hari, (5) Vaikuṇṭha, (6) Ajita, (7) Vāmana, (8) Sārvabhauma, (9) Ṛṣabha, (10) Viṣvaksena, (11) Dharmasetu, (12) Sudhāmā, (13) Yogeśvara e (14) Bṛhadbhānu. Ao todo, são catorze em número, e destes, tanto Yajña quanto Vāmana também são contados entre os līlā-avatāras. Todas estas encarnações de Manu são às vezes chamadas vaibhava-avatāras.\n\nOs quatro yuga-avatāras são (1) śukla (branco) na Satya-yuga (Bhāg. 11.5.21), (2) rakta (vermelho) na Tretā-yuga (Bhāg. 11.5.24), (3) śyāma (azul-escuro) na Dvāpara-yuga (Bhāg. 11.5.27), e (4) geralmente kṛṣṇa (preto), mas em casos especiais pīta (amarelo), como Caitanya Mahāprabhu na Kali-yuga (Bhāg. 11.5.32 e 10.8.13).\n\nO śaktyāveśa-avatāra é categorizado em (1) formas de absorção divina (bhagavad-āveśa), como Kapiladeva ou Ṛṣabhadeva, e (2) formas divinamente dotadas de poder (śaktyāveśa), das quais há sete: (1) Śeṣa Nāga no mundo de Vaikuṇṭha, dotado de poder para o serviço pessoal ao Senhor Supremo (sva-sevana-śakti), (2) Anantadeva, dotado de poder para sustentar todos os planetas dentro do universo (bhū-dhāraṇa-śakti), (3) o Senhor Brahmā, dotado da energia para criar a manifestação cósmica (sṛṣṭi-śakti), (4) Catuḥsana, ou os Kumāras, especificamente dotados de poder para distribuir conhecimento transcendental (jñāna-śakti), (5) Nārada Muni, dotado de poder para distribuir serviço devocional (bhakti-śakti), (6) Mahārāja Pṛthu, especificamente dotado de poder para governar e manter as entidades vivas (pālana-śakti) e (7) Paraśurāma, especificamente dotado de poder para exterminar os patifes e os demônios (duṣṭa-damana-śakti)."}
{"ref": "cc/madhya/20/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/247/", "verse_text": "bālya, paugaṇḍa haya vigrahera dharma\n\neta-rūpe līlā karena vrajendra-nandana", "devanagari": "> বাল্য, পৌগণ্ড হয় বিগ্রহের ধর্ম ।\n> এতরূপে লীলা করেন ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥২৪৭॥", "synonyms": "*bālya*—infância; *paugaṇḍa*—puerícia; *haya*—são; *vigrahera*—da Deidade; *dharma*—características; *eta-rūpe*—em tantas formas; *līlā*—passatempos; *karena*—executa; *vrajendra-nandana*—Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"A infância e a puerícia são as idades típicas da Deidade. Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda, realizou Seus passatempos como criança e como menino.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/248/", "verse_text": "ananta avatāra kṛṣṇera, nāhika gaṇana\n\nśākhā-candra-nyāya kari dig-daraśana", "devanagari": "> অনন্ত অবতার কৃষ্ণের, নাহিক গণন ।\n> শাখা-চন্দ্র-ন্যায় করি দিগ্দরশন ॥২৪৮॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitadas; *avatāra*—encarnações; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāhika gaṇana*—não há possibilidade de contar; *śākhā-candra-nyāya*—pela analogia da lua e dos galhos de uma árvore; *kari*—eu faço; *dik-daraśana*—uma leve indicação.", "translation": "**\"Há inumeráveis encarnações de Kṛṣṇa, e não há possibilidade de contá-las. Podemos apenas indicá-las dando o exemplo da lua e dos galhos de uma árvore.**", "purport": "Embora a lua pareça estar situada nos galhos de uma árvore, na verdade ela se encontra muito distante. De modo semelhante, nenhum dos avatāras, ou encarnações, do Senhor Kṛṣṇa está dentro deste mundo material, mas eles são visíveis pela misericórdia imotivada do Senhor. Não devemos considerar que pertençam a este mundo material. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*:\n\navajānanti māṁ mūḍhā\nmānuṣīṁ tanum āśritam\nparaṁ bhāvam ajānanto\nmama bhūta-maheśvaram\n\n\"Os tolos zombam de Mim quando descendo sob a forma humana. Eles não conhecem Minha natureza transcendental e Meu supremo domínio sobre tudo o que existe.\" (Bg. 9.11)\n\nOs avatāras descem por Sua própria vontade e, embora possam agir como seres humanos comuns, não pertencem a este mundo material. O Senhor Kṛṣṇa e Seus avatāras só podem ser compreendidos pela graça do Senhor.\n\nnāyam ātmā pravacanena labhyo\nna medhayā na bahunā śrutena\nyam evaiṣa vṛṇute tena labhyas\ntasyaiṣa ātmā vivṛṇute tanūṁ svām\n\n(Kaṭha Upaniṣad 1.2.23)\n\nathāpi te deva padāmbuja-dvaya-\nprasāda-leśānugṛhīta eva hi\njānāti tattvaṁ bhagavan-mahimno\nna cānya eko 'pi ciraṁ vicinvan\n\n(Bhāg. 10.14.29)"}
{"ref": "cc/madhya/20/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/249/", "verse_text": "avatārā hy asaṅkhyeyā\n\nhareḥ sattva-nidher dvijāḥ\n\nyathā 'vidāsinaḥ kulyāḥ\n\nsarasaḥ syuḥ sahasraśaḥ", "devanagari": "> অবতারা হ্যসংখ্যেয়া হরেঃ সত্ত্বনিধের্দ্বিজাঃ ।\n> যথাঽবিদাসিনঃ কুল্যাঃ সরসঃ স্যুঃ সহস্রশঃ ॥২৪৯॥", "synonyms": "*avatārāḥ*—todas as encarnações; *hi*—certamente; *asaṅkhyeyāḥ*—incontáveis; *hareḥ*—da Suprema Personalidade de Deus; *sattva-nidheḥ*—que é o reservatório da energia espiritual; *dvijāḥ*—ó brāhmaṇas; *yathā*—assim como; *avidāsinaḥ*—contendo um grande reservatório de água; *kulyāḥ*—pequenos lagos; *sarasaḥ*—de um lago; *syuḥ*—devem ser; *sahasraśaḥ*—por centenas e milhares de vezes.", "translation": "**\"'Ó eruditos brāhmaṇas, assim como centenas e milhares de pequenos lagos provêm de grandes reservatórios de água, inumeráveis encarnações fluem de Śrī Hari, a Suprema Personalidade de Deus e o reservatório de todo o poder.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.26)."}
{"ref": "cc/madhya/20/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/250/", "verse_text": "prathamei kare kṛṣṇa 'puruṣāvatāra'\n\nseita puruṣa haya trividha prakāra", "devanagari": "> প্রথমেই করে কৃষ্ণ ‘পুরুষাবতার’ ।\n> সেইত পুরুষ হয় ত্রিবিধ প্রকার ॥২৫০॥", "synonyms": "*prathamei*—no princípio; *kare*—faz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *puruṣa-avatāra*—a encarnação dos três Viṣṇus (Mahā-Viṣṇu, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu); *seita*—esse; *puruṣa*—Viṣṇu; *haya*—torna-se; *tri-vidha prakāra*—três manifestações diferentes.", "translation": "**\"No princípio, Kṛṣṇa Se encarna como puruṣa-avatāras, ou encarnações de Viṣṇu. Estas são de três tipos.**", "purport": "Até este verso, descreveram-se os muitos tipos de expansões. Agora serão descritas as manifestações das diferentes potências do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/20/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/251/", "verse_text": "viṣṇos tu trīṇi rūpāṇi\n\npuruṣākhyāny atho viduḥ\n\nekaṁ tu mahataḥ sraṣṭṛ\n\ndvitīyaṁ tv aṇḍa-saṁsthitam\n\ntṛtīyaṁ sarva-bhūta-sthaṁ\n\ntāni jñātvā vimucyate", "devanagari": "> বিষ্ণোস্তু ত্রীণি রূপাণি পুরুষাখ্যান্যথো বিদুঃ ।\n> একন্তু মহতঃ স্রষ্টৃ দ্বিতীয়ং ত্বণ্ডসংস্থিতম্ ।\n> তৃতীয়ং সর্বভূতস্থং তানি জ্ঞাত্বা বিমুচ্যতে ॥২৫১॥", "synonyms": "*viṣṇoḥ*—do Senhor Viṣṇu; *tu*—certamente; *trīṇi*—três; *rūpāṇi*—formas; *puruṣa-ākhyāni*—celebradas como o puruṣa; *atho*—como; *viduḥ*—eles conhecem; *ekam*—uma delas; *tu*—mas; *mahataḥ sraṣṭṛ*—o criador da energia material total; *dvitīyam*—a segunda; *tu*—mas; *aṇḍa-saṁsthitam*—situada dentro do universo; *tṛtīyam*—a terceira; *sarva-bhūta-stham*—dentro dos corações de todas as entidades vivas; *tāni*—estas três; *jñātvā*—conhecendo; *vimucyate*—a pessoa se libera.", "translation": "**\"'Viṣṇu tem três formas chamadas puruṣas. A primeira, Mahā-Viṣṇu, é o criador da energia material total [mahat]; a segunda é Garbhodakaśāyī, que está situado dentro de cada universo; e a terceira é Kṣīrodakaśāyī, que vive no coração de todo ser vivo. Aquele que conhece estas três se liberta das garras de māyā.'**", "purport": "Este verso aparece no Laghu-bhāgavatāmṛta (Pūrva-khaṇḍa 33), onde foi citado do Sātvata-tantra."}
{"ref": "cc/madhya/20/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/252/", "verse_text": "ananta-śakti-madhye kṛṣṇera tina śakti pradhāna\n\n'icchā-śakti' 'jñāna-śakti' 'kriyā-śakti' nāma", "devanagari": "> অনন্তশক্তি-মধ্যে কৃষ্ণের তিন শক্তি প্রধান ।\n> ‘ইচ্ছাশক্তি’, ‘জ্ঞানশক্তি’, ‘ক্রিয়াশক্তি’ নাম ॥২৫২॥", "synonyms": "*ananta-śakti*—de potências ilimitadas; *madhye*—em meio; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *tina*—três; *śakti*—potências; *pradhāna*—são principais; *icchā-śakti*—força de vontade; *jñāna-śakti*—o poder do conhecimento; *kriyā-śakti*—a energia criativa; *nāma*—chamadas.", "translation": "**\"Kṛṣṇa tem potências ilimitadas, dentre as quais três são principais – a força de vontade, o poder do conhecimento e a energia criativa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/253/", "verse_text": "icchā-śakti-pradhāna kṛṣṇa--icchāya sarva-kartā\n\njñāna-śakti-pradhāna vāsudeva adhiṣṭhātā", "devanagari": "> ইচ্ছাশক্তিপ্রধান কৃষ্ণ — ইচ্ছায় সর্বকর্তা ।\n> জ্ঞানশক্তিপ্রধান বাসুদেব অধিষ্ঠাতা ॥২৫৩॥", "synonyms": "*icchā-śakti*—da força de vontade; *pradhāna*—predominador; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *icchāya*—simplesmente por desejar; *sarva-kartā*—o criador de tudo; *jñāna-śakti-pradhāna*—o predominador do poder do conhecimento; *vāsudeva*—o Senhor Vāsudeva; *adhiṣṭhātā*—reservatório.", "translation": "**\"O predominador da potência da vontade é o Senhor Kṛṣṇa, pois, por Sua vontade suprema, tudo passa a existir. Na vontade, há necessidade de conhecimento, e esse conhecimento se expressa por meio de Vāsudeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/254/", "verse_text": "icchā-jñāna-kriyā vinā nā haya sṛjana\n\ntinera tina-śakti meli' prapañca-racana", "devanagari": "> ইচ্ছা-জ্ঞান-ক্রিয়া বিনা না হয় সৃজন ।\n> তিনের তিনশক্তি মেলি’ প্রপঞ্চ-রচন ॥২৫৪॥", "synonyms": "*icchā-jñāna-kriyā*—pensamento, sentimento, vontade, conhecimento e atividade; *vinā*—sem; *nā*—não; *haya*—há; *sṛjana*—criação; *tinera*—dos três; *tina-śakti*—três potências; *meli'*—sendo combinadas; *prapañca-racana*—há a manifestação cósmica.", "translation": "**\"Não há possibilidade de criação sem pensamento, sentimento, vontade, conhecimento e atividade. A combinação da vontade suprema, do conhecimento e da ação provoca a manifestação cósmica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/255/", "verse_text": "kriyā-śakti-pradhāna saṅkarṣaṇa balarāma\n\nprākṛtāprākṛta-sṛṣṭi karena nirmāṇa", "devanagari": "> ক্রিয়াশক্তিপ্রধান সঙ্কর্ষণ বলরাম ।\n> প্রাকৃতাপ্রাকৃত-সৃষ্টি করেন নির্মাণ ॥২৫৫॥", "synonyms": "*kriyā-śakti-pradhāna*—o predominador da energia criativa; *saṅkarṣaṇa*—o Senhor Saṅkarṣaṇa; *balarāma*—o Senhor Balarāma; *prākṛta*—material; *aprākṛta*—espiritual; *sṛṣṭi*—mundos; *karena*—faz; *nirmāṇa*—criação.", "translation": "**\"O Senhor Saṅkarṣaṇa é o Senhor Balarāma. Sendo o predominador da energia criativa, Ele cria tanto o mundo material quanto o espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/256/", "verse_text": "ahaṅkārera adhiṣṭhātā kṛṣṇera icchāya\n\ngoloka, vaikuṇṭha sṛje cic-chakti-dvārāya", "devanagari": "> অহঙ্কারের অধিষ্ঠাতা কৃষ্ণের ইচ্ছায় ।\n> গোলোক, বৈকুণ্ঠ সৃজে চিচ্ছক্তিদ্বারায় ॥২৫৬॥", "synonyms": "*ahaṅkārera*—do egotismo; *adhiṣṭhātā*—a fonte ou Deidade predominante; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *icchāya*—pela vontade; *goloka*—o planeta espiritual supremo, conhecido como Goloka; *vaikuṇṭha*—os outros planetas, inferiores, conhecidos como Vaikuṇṭhas; *sṛje*—cria; *cit-śakti-dvārāya*—pela energia espiritual.", "translation": "**\"Aquele Saṅkarṣaṇa original [o Senhor Balarāma] é a causa tanto da criação material quanto da espiritual. Ele é a Deidade predominante do egotismo e, pela vontade de Kṛṣṇa e pelo poder da energia espiritual, cria o mundo espiritual, que consiste no planeta Goloka Vṛndāvana e nos planetas Vaikuṇṭha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/257/", "verse_text": "yadyapi asṛjya nitya cic-chakti-vilāsa\n\ntathāpi saṅkarṣaṇa-icchāya tāhāra prakāśa", "devanagari": "> যদ্যপি অসৃজ্য নিত্য চিচ্ছক্তিবিলাস ।\n> তথাপি সঙ্কর্ষণ-ইচ্ছায় তাহার প্রকাশ ॥২৫৭॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *asṛjya*—não haja possibilidade de criação; *nitya*—eternos; *cit-śakti-vilāsa*—passatempos da eterna energia espiritual; *tathāpi*—ainda assim; *saṅkarṣaṇa-icchāya*—pela vontade de Saṅkarṣaṇa; *tāhāra*—do mundo espiritual; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**\"Embora não haja possibilidade de criação no que diz respeito ao mundo espiritual, este, não obstante, manifesta-se pela vontade suprema de Saṅkarṣaṇa. O mundo espiritual é a morada dos passatempos da eterna energia espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/258/", "verse_text": "sahasra-patraṁ kamalaṁ\n\ngokulākhyaṁ mahat-padam\n\ntat-karṇikāraṁ tad-dhāma\n\ntad anantāṁśa-sambhavam", "devanagari": "> সহস্রপত্রং কমলং গোকুলাখ্যং মহৎপদম্ ।\n> তৎকর্ণিকারং তদ্ধাম তদনন্তাংশসম্ভবম্ ॥২৫৮॥", "synonyms": "*sahasra-patram*—com milhares de pétalas; *kamalam*—assemelhando-se a uma flor de lótus; *gokula-ākhyam*—chamado Gokula; *mahat-padam*—a morada suprema; *tat-karṇikāram*—o verticilo dessa flor de lótus; *tat-dhāma*—a morada do Senhor; *tat*—essa; *ananta-aṁśa*—da expansão da energia de Ananta; *sambhavam*—criação.", "translation": "**\" 'Gokula, a morada e o planeta supremos, assemelha-se a uma flor de lótus que tem mil pétalas. O verticilo dessa flor de lótus é a morada do Senhor Supremo, Kṛṣṇa. Essa morada suprema em forma de lótus é criada pela vontade do Senhor Ananta.'**", "purport": "Este verso é citado da Brahma-saṁhitā (5.2)."}
{"ref": "cc/madhya/20/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/259/", "verse_text": "māyā-dvāre sṛje teṅho brahmāṇḍera gaṇa\n\njaḍa-rūpā prakṛti nahe brahmāṇḍa-kāraṇa", "devanagari": "> মায়া-দ্বারে সৃজে তেঁহো ব্রহ্মাণ্ডের গণ ।\n> জড়রূপা প্রকৃতি নহে ব্রহ্মাণ্ড-কারণ ॥২৫৯॥", "synonyms": "*māyā-dvāre*—por intermédio da energia externa; *sṛje*—cria; *teṅho*—o Senhor Saṅkarṣaṇa; *brahmāṇḍera gaṇa*—todos os grupos de universos; *jaḍa-rūpā*—de aparência inerte; *prakṛti*—a energia material; *nahe*—não é; *brahmāṇḍa-kāraṇa*—a causa da manifestação cósmica.", "translation": "**\"Por intermédio da energia material, esse mesmo Senhor Saṅkarṣaṇa cria todos os universos. A inerte energia material — conhecida na linguagem moderna como natureza — não é a causa do universo material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/260/", "verse_text": "jaḍa haite sṛṣṭi nahe īśvara-śakti vine\n\ntāhātei saṅkarṣaṇa kare śaktira ādhāne", "devanagari": "> জড় হৈতে সৃষ্টি নহে ঈশ্বরশক্তি বিনে ।\n> তাহাতেই সঙ্কর্ষণ করে শক্তির আধানে ॥২৬০॥", "synonyms": "*jaḍa haite*—a partir da inerte energia material; *sṛṣṭi nahe*—a manifestação cósmica não é possível; *īśvara-śakti vine*—sem o auxílio da energia do Senhor Supremo, a Personalidade de Deus; *tāhātei*—na energia material; *saṅkarṣaṇa*—o Senhor Saṅkarṣaṇa; *kare*—faz; *śaktira*—da energia espiritual; *ādhāne*—dotação de poder.", "translation": "**\"Sem a energia da Suprema Personalidade de Deus, a matéria inerte não pode criar a manifestação cósmica. Seu poder não provém da própria energia material, mas é-lhe conferido por Saṅkarṣaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/261/", "verse_text": "īśvarera śaktye sṛṣṭi karaye prakṛti\n\nlauha yena agni-śaktye pāya dāha-śakti", "devanagari": "> ঈশ্বরের শক্ত্যে সৃষ্টি করয়ে প্রকৃতি ।\n> লৌহ যেন অগ্নিশক্ত্যে পায় দাহ-শক্তি ॥২৬১॥", "synonyms": "*īśvarera śaktye*—pela energia da Suprema Personalidade de Deus; *sṛṣṭi*—criação; *kara ye*—faz; *prakṛti*—energia material; *lauha*—ferro; *yena*—assim como; *agni-śaktye*—pelo poder do fogo; *pāya*—obtém; *dāha-śakti*—o poder de queimar.", "translation": "**\"A matéria inerte, sozinha, nada pode criar. A energia material produz a criação pelo poder da Suprema Personalidade de Deus. O ferro, em si, não tem poder de queimar, mas, quando é colocado no fogo, é dotado do poder de queimar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/262/", "verse_text": "etau hi viśvasya ca bīja-yonī\n\nrāmo mukundaḥ puruṣaḥ pradhānam\n\nanvīya bhūteṣu vilakṣaṇasya\n\njñānasya ceśāta imau purāṇau", "devanagari": "> এতৌ হি বিশ্বস্য চ বীজযোনী\n> রামো মুকুন্দঃ পুরুষঃ প্রধানম্ ।\n> অন্বীয় ভূতেষু বিলক্ষণস্য\n> জ্ঞানস্য চেশাত ইমৌ পুরাণৌ ॥২৬২॥", "synonyms": "*etau*—estes dois, a saber, Rāma e Kṛṣṇa; *hi*—certamente; *viśvasya*—do universo; *ca*—e; *bīja-yonī*—tanto a causa quanto o ingrediente; *rāmaḥ*—Balarāma; *mukundaḥ*—Kṛṣṇa; *puruṣaḥ*—o Mahā-Viṣṇu original; *pradhānam*—energia material; *anvīya*—após entrar; *bhūteṣu*—nos elementos materiais; *vilakṣaṇasya*—das variedades de manifestação; *jñānasya*—do conhecimento; *ca*—também; *īśāte*—são o poder controlador; *imau*—ambos; *purāṇau*—são a causa original.", "translation": "**\" 'Balarāma e Kṛṣṇa são as causas eficiente e material originais do mundo material. Como Mahā-Viṣṇu e a energia material, Eles entram nos elementos materiais e criam as diversidades por meio de multienergias. Assim, Eles são a causa de todas as causas.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.46.31)."}
{"ref": "cc/madhya/20/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/263/", "verse_text": "sṛṣṭi-hetu yei mūrti prapañce avatare\n\nsei īśvara-mūrti 'avatāra' nāma dhare", "devanagari": "> সৃষ্টি-হেতু যেই মূর্তি প্রপঞ্চে অবতরে ।\n> সেই ঈশ্বরমূর্তি ‘অবতার’ নাম ধরে ॥২৬৩॥", "synonyms": "*sṛṣṭi-hetu*—com o propósito da criação; *yei mūrti*—qual forma do Senhor; *prapañce*—no mundo material; *avatare*—desce; *sei*—essa; *īśvara-mūrti*—forma do Senhor; *avatāra*—encarnação; *nāma dhare*—recebe o nome.", "translation": "**\"A forma do Senhor que desce ao mundo material para criar chama-se avatāra, ou encarnação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/264/", "verse_text": "māyātīta paravyome sabāra avasthāna\n\nviśve avatari' dhare 'avatāra' nāma", "devanagari": "> মায়াতীত পরব্যোমে সবার অবস্থান ।\n> বিশ্বে অবতরি’ ধরে ‘অবতার’ নাম ॥২৬৪॥", "synonyms": "*māyā-atīta*—além da natureza material; *para-vyome*—no céu espiritual; *sabāra*—de todas elas; *avasthāna*—residência; *viśve*—dentro do universo material; *avatari'*—descendo; *dhare*—recebem; *avatāra nāma*—o nome avatāra.", "translation": "**\"Todas as expansões do Senhor Kṛṣṇa são, na verdade, residentes do mundo espiritual. Contudo, quando descem ao mundo material, recebem o nome de encarnações [avatāras].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/265/", "verse_text": "sei māyā avalokite śrī-saṅkarṣaṇa\n\npuruṣa-rūpe avatīrṇa ha-ilā prathama", "devanagari": "> সেই মায়া অবলোকিতে শ্রীসঙ্কর্ষণ ।\n> পুরুষরূপে অবতীর্ণ হইলা প্রথম ॥২৬৫॥", "synonyms": "*sei māyā*—essa energia material; *avalokite*—apenas para lançar o olhar; *śrī-saṅkarṣaṇa*—Saṅkarṣaṇa; *puruṣa-rūpe*—na forma original de Mahā-Viṣṇu; *avatīrṇa*—encarnou; *ha-ilā*—tornou-se; *prathama*—primeiro.", "translation": "**\"Para lançar o olhar sobre essa energia material e dotá-la de poder, o Senhor Saṅkarṣaṇa primeiramente encarna como o Senhor Mahā-Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/266/", "verse_text": "jagṛhe pauruṣaṁ rūpaṁ\n\nbhagavān mahad-ādibhiḥ\n\nsambhūtaṁ ṣoḍaśa-kalam\n\nādau loka-sisṛkṣayā", "devanagari": "> জগৃহে পৌরুষং রূপং ভগবান্মহদাদিভিঃ ।\n> সম্ভূতং ষোড়শকলমাদৌ লোকসিসৃক্ষয়া ॥২৬৬॥", "synonyms": "*jagṛhe*—aceitou; *pauruṣam rūpam*—a forma da encarnação puruṣa; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *mahat-ādibhiḥ*—com a energia material, etc.; *sambhūtam*—criados; *ṣoḍaśa*—dezesseis; *kalam*—elementos; *ādau*—no princípio; *loka*—dos mundos materiais; *sisṛkṣayā*—com o desejo de criar.", "translation": "**\" 'No princípio da criação, o Senhor expandiu-Se na forma da encarnação puruṣa, acompanhado de todos os ingredientes da criação material. Primeiro, Ele criou os dezesseis principais elementos adequados à criação. Isso teve o propósito de manifestar os universos materiais.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.1). Para uma explicação, consulte o *Ādi-līlā*, Capítulo Cinco, verso 84."}
{"ref": "cc/madhya/20/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/267/", "verse_text": "ādyo 'vatāraḥ puruṣaḥ parasya\n\nkālaḥ svabhāvaḥ sad-asan-manaś ca\n\ndravyaṁ vikāro guṇa indriyāṇi\n\nvirāṭ svarāṭ sthāsnu cariṣṇu bhūmnaḥ", "devanagari": "> আদ্যোঽবতারঃ পুরুষঃ পরস্য কালঃ স্বভাবঃ সদসন্মনশ্চ ।\n> দ্রব্যং বিকারো গুণ ইন্দ্রিয়াণি বিরাট্ স্বরাট্ স্থাস্নু চরিষ্ণু ভূম্নঃ ॥২৬৭॥", "synonyms": "*ādyaḥ avatāraḥ*—a encarnação original; *puruṣaḥ*—o Senhor; *parasya*—do Supremo; *kālaḥ*—o tempo; *svabhāvaḥ*—a natureza; *sat-asat*—causa e efeito; *manaḥ ca*—bem como a mente; *dravyam*—os cinco elementos; *vikāraḥ*—transformação, ou o ego falso; *guṇaḥ*—modos da natureza; *indriyāṇi*—sentidos; *virāṭ*—a forma universal; *svarāṭ*—completa independência; *sthāsnu*—imóvel; *cariṣṇu*—móvel; *bhūmnaḥ*—da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Kāraṇābdhiśāyī Viṣṇu [Mahā-Viṣṇu] é a primeira encarnação do Senhor Supremo, e Ele é o senhor do tempo eterno, do espaço, da causa e dos efeitos, da mente, dos elementos, do ego material, dos modos da natureza, dos sentidos, da forma universal do Senhor, de Garbhodakaśāyī Viṣṇu e da soma total de todos os seres vivos, tanto móveis quanto imóveis.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.6.42). Para uma explicação, consulte o *Ādi-līlā*, Capítulo Cinco, verso 83."}
{"ref": "cc/madhya/20/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/268/", "verse_text": "sei puruṣa virajāte karena śayana\n\n'kāraṇābdhiśāyī' nāma jagat-kāraṇa", "devanagari": "> সেই পুরুষ বিরজাতে করেন শয়ন ।\n> ‘কারণাব্ধিশায়ী’ নাম জগৎকারণ ॥২৬৮॥", "synonyms": "*sei puruṣa*—a Suprema Personalidade de Deus; *virajāte*—na fronteira conhecida como Virajā; *karena śayana*—deita-Se; *kāraṇa-abdhi-śāyī*—Kāraṇābdhiśāyī; *nāma*—chamado; *jagat-kāraṇa*—é a causa original da criação material.", "translation": "**\"Aquela Personalidade de Deus original, chamada Saṅkarṣaṇa, primeiramente deita-Se no rio Virajā, que serve de fronteira entre os mundos material e espiritual. Como Kāraṇābdhiśāyī Viṣṇu, Ele é a causa original da criação material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/269/", "verse_text": "kāraṇābdhi-pāre māyāra nitya avasthiti\n\nvirajāra pāre paravyome nāhi gati", "devanagari": "> কারণাব্ধি-পারে মায়ার নিত্য অবস্থিতি ।\n> বিরজার পারে পরব্যোমে নাহি গতি ॥২৬৯॥", "synonyms": "*kāraṇa-abdhi-pāre*—numa das margens do Oceano Causal; *māyāra*—da energia material; *nitya*—eterna; *avasthiti*—posição; *virajāra pāre*—na outra margem do Virajā, ou Oceano Causal; *para-vyome*—no mundo, ou céu, espiritual; *nāhi*—não há; *gati*—acesso.", "translation": "**\"O Virajā, ou Oceano Causal, é a fronteira entre os mundos espiritual e material. A energia material situa-se numa das margens desse oceano, e não pode atingir a outra margem, que é o céu espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/270/", "verse_text": "pravartate yatra rajas tamas tayoḥ\n\nsattvaṁ ca miśraṁ na ca kāla-vikramaḥ\n\nna yatra māyā kim utāpare harer\n\nanuvratā yatra surāsurārcitāḥ", "devanagari": "> প্রবর্ততে যত্র রজস্তমস্তয়োঃ\n> সত্ত্বষ্ণ মিশ্রং ন চ কালবিক্রমঃ ।\n> ন যত্র মায়া কিমুতাপরে হরে-\n> রনুব্রতা যত্র সুরাসুরার্চিতাঃ ॥২৭০॥", "synonyms": "*pravartate*—existe; *yatra*—onde; *rajaḥ*—o modo da paixão; *tamaḥ*—o modo da ignorância; *tayoḥ*—de ambos; *sattvam ca*—e o modo da bondade; *miśram*—mistura; *na*—não; *ca*—também; *kāla-vikramaḥ*—a influência do tempo ou da aniquilação; *na*—não; *yatra*—onde; *māyā*—energia externa; *kim*—o que; *uta*—dizer; *apare*—outros; *hareḥ*—da Suprema Personalidade de Deus; *anuvratāḥ*—seguidores estritos; *yatra*—onde; *sura*—pelos semideuses; *asura*—e pelos demônios; *arcitāḥ*—sendo adorados.", "translation": "**\" 'No mundo espiritual, não há o modo da paixão, o modo da ignorância, nem uma mistura de ambos, tampouco há bondade adulterada, nem a influência do tempo ou da própria māyā. Somente os devotos puros do Senhor, que são adorados tanto pelos semideuses quanto pelos demônios, residem no mundo espiritual como associados do Senhor.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.10) foi proferido por Śrīla Śukadeva Gosvāmī. Ele respondia às perguntas de Parīkṣit Mahārāja, que indagou como a entidade viva cai no mundo material. Śukadeva Gosvāmī explicou a essência do *Śrīmad-Bhāgavatam* em quatro versos, que haviam sido explicados ao Senhor Brahmā ao final das severas austeridades que ele realizou durante mil anos celestiais. Naquela ocasião, mostraram a Brahmā o mundo espiritual e sua natureza transcendental."}
{"ref": "cc/madhya/20/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/271/", "verse_text": "māyāra ye dui vṛtti--'māyā' āra 'pradhāna'\n\n'māyā' nimitta-hetu, viśvera upādāna 'pradhāna'", "devanagari": "> মায়ার যে দুই বৃত্তি — ‘মায়া’ আর ‘প্রধান’ ।\n> ‘মায়া’ নিমিত্তহেতু, বিশ্বের উপাদান ‘প্রধান’ ॥২৭১॥", "synonyms": "*māyāra*—da natureza material; *ye*—as quais; *dui*—duas; *vṛtti*—funções; *māyā*—chamada māyā; *āra*—e; *pradhāna*—ingredientes; *māyā*—a palavra ma-ya; *nimitta-hetu*—a causa eficiente; *viśvera*—do universo material; *upādāna*—ingredientes; *pradhāna*—chama-se pradhāna.", "translation": "**\"A māyā tem duas funções. Uma chama-se māyā, e a outra chama-se pradhāna. A māyā refere-se à causa eficiente, e o pradhāna refere-se aos ingredientes que criam a manifestação cósmica.**", "purport": "Para uma explicação adicional, veja o *Ādi-līlā*, Capítulo Cinco, verso 58."}
{"ref": "cc/madhya/20/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/272/", "verse_text": "sei puruṣa māyā-pāne kare avadhāna\n\nprakṛti kṣobhita kari' kare vīryera ādhāna", "devanagari": "> সেই পুরুষ মায়া-পানে করে অবধান ।\n> প্রকৃতি ক্ষোভিত করি’ করে বীর্যের আধান ॥২৭২॥", "synonyms": "*sei puruṣa*—essa Suprema Personalidade de Deus; *māyā-pāne*—em direção à māyā; *kare avadhāna*—lança o olhar; *prakṛti*—a natureza material; *kṣobhita kari'*—agitando; *kare*—fecunda; *vīryera*—do sêmen; *ādhāna*—injeção.", "translation": "**\"Quando a Suprema Personalidade de Deus lança o olhar sobre a energia material, ela se agita. Nesse momento, o Senhor injeta o sêmen original das entidades vivas.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* (7.10), Kṛṣṇa diz, bījaṁ māṁ sarva-bhūtānām: \"Eu sou a semente original de todas as existências.\" Isso também se confirma em outro verso do *Bhagavad-gītā* (14.4):\n\nsarva-yoniṣu kaunteya\nmūrtayaḥ sambhavanti yāḥ\ntāsāṁ brahma mahad-yonir\nahaṁ bīja-pradaḥ pitā\n\n\"Deve-se compreender que todas as espécies de vida, ó filho de Kuntī, tornam-se possíveis pelo nascimento nesta natureza material, e que Eu sou o pai que dá a semente.\"\n\nPara uma explicação adicional, pode-se consultar a Brahma-saṁhitā (Capítulo Cinco, versos 10-13). A Brahma-saṁhitā também afirma (5.51):\n\nagnir mahī gaganam ambu marud diśaś ca\nkālas tathātma-manasīti jagat-trayāṇi\nyasmād bhavanti vibhavanti viśanti yaṁ ca\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\nTodos os elementos materiais, bem como as centelhas espirituais (as almas individuais), emanam da Suprema Personalidade de Deus. Isso também se confirma no *Vedānta-sūtra* (1.1). janmādy asya yataḥ: \"A Verdade Absoluta é Aquele de quem tudo emana.\" Ele é a Verdade Suprema: satyaṁ paraṁ dhīmahi (Bhāg. 1.1.1). A verdade absoluta e definitiva é Kṛṣṇa. Oṁ namo bhagavate vāsudevāya janmādy asya yato 'nvayād itarataś cārtheṣv abhijñaḥ sva-rāṭ: \"A Verdade Absoluta é uma pessoa que é direta e indiretamente cônscia de toda a manifestação cósmica.\" (Bhāg. 1.1.1)\n\nA Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus, instruiu o Senhor Brahmā a partir do coração (Bhāg. 1.1.1): tene brahma hṛdā ya ādi-kavaye. Por conseguinte, a Verdade Absoluta não pode ser matéria inerte; a Verdade Absoluta há de ser a própria Pessoa Suprema. Sei puruṣa māyā-pāne kare avadhāna. Simplesmente por Seu olhar, a natureza material é fecundada com todas as entidades vivas. De acordo com seu karma e suas atividades fruitivas, elas surgem em diferentes corpos. Essa é a explicação dada pelo *Bhagavad-gītā* (2.13):\n\ndehino 'smin yathā dehe\nkaumāraṁ yauvanaṁ jarā\ntathā dehāntara-prāptir\ndhīras tatra na muhyati\n\n\"Assim como a alma encarnada passa continuamente, neste corpo, da infância à juventude e à velhice, da mesma forma a alma passa para outro corpo no momento da morte. A alma autorrealizada não se desconcerta com tal mudança.\""}
{"ref": "cc/madhya/20/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/273/", "verse_text": "svāṅga-viśeṣābhāsa-rūpe prakṛti-sparśana\n\njīva-rūpa 'bīja' tāte kailā samarpaṇa", "devanagari": "> স্বাঙ্গ-বিশেষাভাসরূপে প্রকৃতি-স্পর্শন ।\n> জীব-রূপ ‘বীজ’ তাতে কৈলা সমর্পণ ॥২৭৩॥", "synonyms": "*sva-aṅga-viśeṣa-ābhāsa-rūpe*—na forma de uma sombra específica de Seu corpo pessoal; *prakṛti-sparśana*—o Senhor lança o olhar sobre a natureza material; *jīva-rūpa*—tendo a forma das entidades vivas semelhantes a centelhas, que são partes integrantes; *bīja*—sêmen; *tāte*—nessa natureza material; *kailā samarpaṇa*—fecundou.", "translation": "**\"Para fecundar com as sementes das entidades vivas, o próprio Senhor não toca diretamente a energia material, mas, por meio de Sua expansão funcional específica, Ele toca a energia material, e assim as entidades vivas, que são Suas partes integrantes, são injetadas na natureza material.**", "purport": "Segundo o *Bhagavad-gītā*:\n\nmamaivāṁśo jīva-loke\njīva-bhūtaḥ sanātanaḥ\nmanaḥ ṣaṣṭhānīndriyāṇi\nprakṛti-sthāni karṣati\n\n\"As entidades vivas neste mundo condicionado são Minhas eternas partes fragmentárias. Devido à vida condicionada, elas lutam arduamente com os seis sentidos, que incluem a mente.\" (Bg. 15.7)\n\nA palavra prakṛti-sparśana é explicada no Caitanya-caritāmṛta com referência ao modo como as entidades vivas entram em contato com a matéria inerte. O olhar é lançado por Mahā-Viṣṇu: sa aikṣata lokān nu sṛjā iti (Aitareya Upaniṣad 1.1.1). No estágio condicionado, nós fecundamos de acordo com a concepção corporal — ou seja, pela relação sexual — mas o Senhor Supremo não necessita de relação sexual para fecundar. A fecundação se realiza simplesmente por Seu olhar. Isso também se explica na Brahma-saṁhitā (5.32):\n\naṅgāni yasya sakalendriya-vṛttimanti\npaśyanti pānti kalayanti ciraṁ jaganti\nānanda-cinmaya-sad-ujjvala-vigrahasya\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\nGovinda pode fecundar simplesmente lançando o olhar. Em outras palavras, Seus olhos podem funcionar como Seus genitais. Ele não necessita de genitais para gerar uma criança. De fato, Kṛṣṇa pode gerar qualquer uma das entidades vivas com qualquer parte de Seu corpo.\n\nA palavra svāṅga-viśeṣābhāsa-rūpe, a forma pela qual o Senhor gera as entidades vivas no mundo material, é explicada aqui. Trata-se do Senhor Śiva. Na Brahma-saṁhitā afirma-se que o Senhor Śiva, que é outra forma de Mahā-Viṣṇu, é como o iogurte. O iogurte nada mais é do que leite, e contudo não é leite. De modo semelhante, o Senhor Śiva é considerado o pai deste universo, e a natureza material é considerada a mãe. O pai e a mãe são conhecidos como o Senhor Śiva e a deusa Durgā. Juntos, os genitais do Senhor Śiva e a vagina da deusa Durgā são adorados como śiva-liṅga. Esta é a origem da criação material. Assim, a posição do Senhor Śiva fica entre a entidade viva e o Senhor Supremo. O Senhor Śiva não é nem a Suprema Personalidade de Deus nem a entidade viva. Ele é a forma através da qual o Senhor Supremo atua para gerar as entidades vivas dentro deste mundo material. Tal como o iogurte se prepara quando o leite é misturado com uma cultura, a forma do Senhor Śiva se expande quando a Suprema Personalidade de Deus está em contato com a natureza material. A fecundação da natureza material pelo pai, o Senhor Śiva, é maravilhosa, porque, de uma só vez, inúmeras entidades vivas são concebidas. Bhāgo jīvaḥ sa vijñeyaḥ sa cānantyāya kalpate (Śvetāśvatara Upaniṣad 5.9). Essas entidades vivas são muito, muito pequenas.\n\nkeśāgra-śata-bhāgasya\nśatāṁśa-sadṛśātmakaḥ\njīvaḥ sūkṣma-svarūpo 'yam\nsaṅkhyātīto hi cit-kaṇaḥ\n\n\"Se dividirmos a ponta de um fio de cabelo em cem partes e então tomarmos uma dessas partes e a dividirmos novamente em cem partes, essa divisão tão diminuta é o tamanho de apenas uma das inumeráveis entidades vivas. Todas elas são cit-kaṇa, partículas de espírito, e não matéria.\"\n\nOs inumeráveis brahmāṇḍas, ou universos, vêm dos poros do corpo do Senhor, e inumeráveis entidades vivas também vêm dos poros do corpo transcendental do Senhor. Este é o processo da criação material. Sem a entidade viva, esta natureza material não tem valor algum. Ambos emanam dos poros do corpo transcendental do Senhor Mahā-Viṣṇu. São energias diferentes. Isso se explica no *Bhagavad-gītā*:\n\nbhūmir āpo 'nalo vāyuḥ\nkhaṁ mano buddhir eva ca\nahaṅkāra itīyaṁ me\nbhinnā prakṛtir aṣṭadhā\n\n\"Terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e ego falso — todas estas oito, juntas, constituem Minhas energias materiais separadas.\" (Bg. 7.4) Os elementos materiais também vêm do corpo da Suprema Personalidade de Deus, e também são um tipo diferente de energia. Embora as entidades vivas também venham do corpo do Senhor, elas são categorizadas como uma energia superior.\n\napareyam itas tv anyāṁ\nprakṛtiṁ viddhi me parām\njīva-bhūtāṁ mahā-bāho\nyayedaṁ dhāryate jagat\n\n\"Além desta natureza inferior, ó Arjuna de braços poderosos, há uma energia superior Minha, que consiste em todas as entidades vivas que lutam com a natureza material e sustentam o universo.\" (Bg. 7.5) A energia inferior, a matéria, não pode agir sem a energia superior. Todas essas coisas estão muito claramente explicadas nos *Vedas*. A teoria materialista de que a vida se desenvolve a partir da matéria é incorreta. A vida e a matéria provêm da entidade viva suprema; portanto, sendo a fonte de ambas, essa entidade viva suprema, Kṛṣṇa, é descrita no *Vedānta-sūtra* como janmādy asya yataḥ (1.1), ou a fonte original de tudo, sarva-kāraṇa-kāraṇam. Isso se explica mais detalhadamente no verso seguinte."}
{"ref": "cc/madhya/20/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/274/", "verse_text": "daivāt kṣubhita-dharmiṇyāṁ\n\nsvasyāṁ yonau paraḥ pumān\n\nādhatta vīryaṁ sā 'sūta\n\nmahat-tattvaṁ hiraṇmayam", "devanagari": "> দৈবাৎ ক্ষুভিতধর্মিণ্যাং স্বস্যাং যোনৌ পরঃ পুমান্ ।\n> আধত্ত বীর্যং সাহসূত মঽত্তত্ত্বং হিরণ্ময়ম্ ॥২৭৪॥", "synonyms": "*daivāt*—desde tempos imemoriais; *kṣubhita-dharmiṇyām*—a natureza material, que está sujeita à agitação; *svasyām*—que pertence ao Supremo como uma de Suas energias; *yonau*—no ventre do qual a entidade viva nasce; *paraḥ pumān*—o Brahman Supremo, a Personalidade de Deus; *ādhatta*—fecundou; *vīryam*—sêmen; *sā*—essa natureza material; *asūta*—produziu; *mahat-tattvam*—a energia material total; *hiraṇmayam*—a fonte original para a emanação de variedades de coisas materiais.", "translation": "**\" 'Desde tempos imemoriais, após agitar a natureza material nas três qualidades, a Suprema Personalidade de Deus coloca o sêmen de inumeráveis entidades vivas dentro do ventre dessa natureza material. Assim, a natureza material dá à luz a energia material total conhecida como o hiraṇmaya-mahat-tattva, a representação simbólica original da manifestação cósmica.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.26.19). O Senhor Kapila está explicando a Sua mãe a relação entre a Suprema Personalidade de Deus e a natureza material. Ele a está informando de como a Suprema Personalidade de Deus é a causa original das entidades vivas, que emanaram da natureza material. Acima e além dos vinte e oito elementos da criação material está a Suprema Personalidade de Deus, a causa de todas as causas. A vida vem não da matéria, mas da própria vida. Como se explica nos *Vedas*: nityo nityānāṁ cetanaś cetanānām (Kaṭha Upaniṣad 2.2.13). O Senhor Supremo é a fonte original da vida."}
{"ref": "cc/madhya/20/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/275/", "verse_text": "kāla-vṛttyā tu māyāyāṁ\n\nguṇamayyām adhokṣajaḥ\n\npuruṣeṇātma-bhūtena\n\nvīryam ādhatta vīryavān", "devanagari": "> কালবৃত্ত্যা তু মায়ায়াং গুণময্যামধোক্ষজঃ ।\n> পুরুষেণাত্মভূতেন বীর্যমাধত্ত বীর্যবান্ ॥২৭৫॥", "synonyms": "*kāla-vṛttyā*—no devido decorrer do tempo, como a causa imediata da criação; *tu*—mas; *māyāyām*—dentro da natureza material; *guṇa-mayyām*—cheia dos três modos materiais da natureza (sattva-guṇa, rajo-guṇa e tamo-guṇa); *adhokṣajaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus, que está além das concepções materiais; *puruṣeṇa*—pelo desfrutador da natureza material; *ātma-bhūtena*—que é uma expansão de Seu eu pessoal; *vīryam*—sêmen; *ādhatta*—colocou; *vīryavān*—o onipotente.", "translation": "**\" 'No devido decorrer do tempo, a Suprema Personalidade de Deus [Mahā-Viṣṇu ou Mahā-Vaikuṇṭhanātha], por meio de uma expansão adicional de Seu eu pessoal, coloca a semente das entidades vivas dentro do ventre da natureza material.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.5.26). Este verso diz como as entidades vivas entram em contato com a natureza material. Assim como uma mulher não pode gerar filhos sem unir-se a um homem, a natureza material não pode gerar entidades vivas sem estar em união com a Suprema Personalidade de Deus. Há uma história de como o Senhor Absoluto Se torna o pai de todas as entidades vivas. Em todo sistema de religião, aceita-se que Deus é o pai supremo de todas as entidades vivas. Segundo o cristianismo, o pai supremo, Deus, provê as entidades vivas com todas as necessidades da vida. Por isso elas oram: \"Dai-nos hoje o pão nosso de cada dia.\" Qualquer religião que não aceite o Senhor Supremo como o pai absoluto chama-se kaitava-dharma, ou uma religião enganosa. Tais sistemas religiosos são rejeitados no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.2): dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra. Somente um ateu não aceita o onipotente pai supremo. Se alguém aceita o onipotente pai supremo, ele acata Suas ordens e se torna uma pessoa religiosa."}
{"ref": "cc/madhya/20/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/276/", "verse_text": "tabe mahat-tattva haite trividha ahaṅkāra\n\nyāhā haite devatendriya-bhūtera pracāra", "devanagari": "> তবে মহত্তত্ত্ব হৈতে ত্রিবিধ অহঙ্কার ।\n> যাহা হৈতে দেবতেন্দ্রিয়ভূতের প্রচার ॥২৭৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahat-tattva haite*—a partir da energia material total; *tri-vidha*—três tipos de; *ahaṅkāra*—egoísmo; *yāhā haite*—do qual; *devatā*—das deidades predominantes; *indriya*—dos sentidos; *bhūtera*—e dos elementos materiais; *pracāra*—expansão.", "translation": "**\"Primeiro a energia material total se manifesta, e dela surgem os três tipos de egoísmo, que são as fontes originais a partir das quais se expandem todos os semideuses [deidades controladoras], os sentidos e os elementos materiais.**", "purport": "Os três tipos de egoísmo (ahaṅkāra) são tecnicamente conhecidos como vaikārika, taijasa e tāmasa. O mahat-tattva está situado dentro do coração, ou citta, e a Deidade predominante do mahat-tattva é o Senhor Vāsudeva (Bhāg. 3.26.21). O mahat-tattva transforma-se em três divisões: (1) vaikārika, o egoísmo em bondade (sāttvika-ahaṅkāra), do qual se manifesta o décimo primeiro órgão dos sentidos, a mente, e cuja Deidade predominante é Aniruddha (Bhāg. 3.26.27-28); (2) taijasa, ou egoísmo em paixão (rājasa-ahaṅkāra), do qual se manifestam os sentidos e a inteligência, e cuja Deidade predominante é o Senhor Pradyumna (Bhāg. 3.26.29-31); (3) tāmasa, ou egoísmo em ignorância, do qual se expande a vibração sonora (śabda-tanmātra). A partir da vibração sonora, manifesta-se o céu (ākāśa) e também se manifestam os sentidos, a começar pelo ouvido (Bhāg. 3.26.32). Desses três tipos de egoísmo, o Senhor Saṅkarṣaṇa é a Deidade predominante. No discurso filosófico conhecido como Sāṅkhya-kārikā, afirma-se: sāttvika ekādaśakaḥ pravartate vaikṛtād ahaṅkārāt-bhūtādes tan-mātraṁ tāmasa-taijasādy-ubhayam."}
{"ref": "cc/madhya/20/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/277/", "verse_text": "sarva tattva mili' sṛjila brahmāṇḍera gaṇa\n\nananta brahmāṇḍa, tāra nāhika gaṇana", "devanagari": "> সর্ব তত্ত্ব মিলি’ সৃজিল ব্রহ্মাণ্ডের গণ ।\n> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ড, তার নাহিক গণন ॥২৭৭॥", "synonyms": "*sarva tattva*—todos os diferentes elementos; *mili'*—combinando; *sṛjila*—criou; *brahmāṇḍera gaṇa*—todos os universos; *ananta brahmāṇḍa*—esses universos são ilimitados em número; *tāra nāhika gaṇana*—não há possibilidade de contá-los.", "translation": "**\"Combinando todos os diferentes elementos, o Senhor Supremo criou todos os universos. Esses universos são ilimitados em número; não há possibilidade de contá-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/278/", "verse_text": "iṅho mahat-sraṣṭā puruṣa--'mahā-viṣṇu' nāma\n\nananta brahmāṇḍa tāṅra loma-kūpe dhāma", "devanagari": "> ইঁহো মহৎস্রষ্টা পুরুষ — ‘মহাবিষ্ণু’ নাম ।\n> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ড তাঁর লোমকূপে ধাম ॥২৭৮॥", "synonyms": "*iṅho*—Ele; *mahat-sraṣṭā*—o criador do mahat-tattva, ou energia material total; *puruṣa*—a pessoa; *mahā-viṣṇu nāma*—chamado Senhor Mahā-Viṣṇu; *ananta*—ilimitados; *brahmāṇḍa*—universos; *tāṅra*—de Seu corpo; *loma-kūpe*—dentro dos poros dos pelos; *dhāma*—estão situados.", "translation": "**\"A primeira forma do Senhor Viṣṇu chama-se Mahā-Viṣṇu. Ele é o criador original da energia material total. Os inúmeros universos emanam dos poros de Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/279-280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/279-280/", "verse_text": "gavākṣe uḍiyā yaiche reṇu āse yāya\n\npuruṣa-niśvāsa-saha brahmāṇḍa bāhirāya\n\npunarapi niśvāsa-saha yāya abhyantara\n\nananta aiśvarya tāṅra, saba--māyā-pāra", "devanagari": "> গবাক্ষে উড়িয়া যৈছে রেণু আসে যায় ।\n> পুরুষ-নিশ্বাস-সহ ব্রহ্মাণ্ড বাহিরায় ॥২৭৯॥\n> পুনরপি নিশ্বাস-সহ যায় অভ্যন্তর ।\n> অনন্ত ঐশ্বর্য তাঁর, সব — মায়া-পার ॥২৮০॥", "synonyms": "*gavākṣe*—de um buraco no topo de uma parede; *uḍiyā*—flutuando; *yaiche*—assim como; *reṇu*—partículas atômicas; *āse yāya*—vêm e vão; *puruṣa-niśvāsa-saha*—com a expiração de Mahā-Viṣṇu; *brahmāṇḍa*—os universos; *bāhirāya*—saem para fora; *punarapi*—novamente; *niśvāsa-saha*—por Sua inspiração; *yāya*—vão; *abhyantara*—para dentro; *ananta*—ilimitadas; *aiśvarya*—opulências; *tāṅra*—Dele; *saba*—tudo; *māyā-pāra*—além da concepção material.", "translation": "**\"Entende-se que esses universos flutuam no ar à medida que o Mahā-Viṣṇu expira. Eles são como partículas atômicas que flutuam à luz do sol e passam pelos buracos de uma tela. Todos esses universos são assim criados pela expiração de Mahā-Viṣṇu e, quando Mahā-Viṣṇu inspira, eles retornam a Seu corpo. As ilimitadas opulências de Mahā-Viṣṇu estão completamente além da concepção material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/281/", "verse_text": "yasyaika-niśvasita-kālam athāvalambya\n\njīvanti loma-vilajā jagad-aṇḍa-nāthāḥ\n\nviṣṇur mahān sa iha yasya kalā-viśeṣo\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> যস্যৈক-নিশ্বসিতকালমথাবলম্ব্য\n> জীবন্তি লোমবিলজা জগদণ্ডনাথাঃ ।\n> বিষ্ণুর্মহান্ স ইহ যস্য কলাবিশেষো\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥২৮১॥", "synonyms": "*yasya*—cuja; *eka*—uma; *niśvasita*—de respiração; *kālam*—duração; *atha*—assim; *avalambya*—abrigando-se em; *jīvanti*—vivem; *loma-vilajāḥ*—nascidos dos poros dos pelos; *jagat-aṇḍa-nāthāḥ*—os senhores dos universos (os Brahmās); *viṣṇuḥ mahān*—o Senhor Supremo Mahā-Viṣṇu; *saḥ*—esse; *iha*—aqui; *yasya*—cuja; *kalā-viśeṣaḥ*—porção plenária ou expansão particular; *govindam*—o Senhor Govinda; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\" 'Os Brahmās e outros senhores dos mundos mundanos aparecem dos poros do Mahā-Viṣṇu e permanecem vivos pela duração de uma expiração Sua. Adoro o Senhor primordial, Govinda, pois Mahā-Viṣṇu é uma porção de Sua porção plenária.'**", "purport": "Esta é uma citação do Brahma-saṁhitā (5.48)."}
{"ref": "cc/madhya/20/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/282/", "verse_text": "samasta brahmāṇḍa-gaṇera iṅho antaryāmī\n\nkāraṇābdhiśāyī--saba jagatera svāmī", "devanagari": "> সমস্ত ব্রহ্মাণ্ডগণের ইঁহো অন্তর্যামী ।\n> কারণাব্ধিশায়ী — সব জগতের স্বামী ॥২৮২॥", "synonyms": "*samasta brahmāṇḍa-gaṇera*—do conjunto dos brahmāṇḍas, ou universos; *iṅho*—esse Senhor Mahā-Viṣṇu; *antaryāmī*—a Superalma; *kāraṇa-abdhi-śāyī*—o Senhor Mahā-Viṣṇu, jazendo no Oceano Causal; *saba jagatera*—de todos os universos; *svāmī*—o Senhor Supremo.", "translation": "**\"Mahā-Viṣṇu é a Superalma de todos os universos. Jazendo no Oceano Causal, Ele é o senhor de todos os mundos materiais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/283/", "verse_text": "eita kahiluṅ prathama puruṣera tattva\n\ndvitīya puruṣera ebe śunaha mahattva", "devanagari": "> এইত কহিলুঁ প্রথম পুরুষের তত্ত্ব ।\n> দ্বিতীয় পুরুষের এবে শুনহ মহত্ত্ব ॥২৮৩॥", "synonyms": "*eita*—assim; *kahiluṅ*—expliquei; *prathama puruṣera*—da primeira encarnação da Personalidade de Deus; *tattva*—a verdade; *dvitīya puruṣera*—da segunda encarnação da Personalidade de Deus; *ebe*—agora; *śunaha*—por favor, ouve; *mahattva*—glórias.", "translation": "**\"Assim expliquei a verdade da primeira Personalidade de Deus, Mahā-Viṣṇu. Explicarei agora as glórias da segunda Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/284/", "verse_text": "sei puruṣa ananta-koṭi brahmāṇḍa sṛjiyā\n\nekaika-mūrtye praveśilā bahu mūrti hañā", "devanagari": "> সেই পুরুষ অনন্ত-কোটি ব্রহ্মাণ্ড সৃজিয়া ।\n> একৈক-মূর্ত্যে প্রবেশিলা বহু মূর্তি হঞা ॥২৮৪॥", "synonyms": "*sei puruṣa*—essa Personalidade de Deus, Mahā-Viṣṇu; *ananta-koṭi brahmāṇḍa*—milhões e trilhões de brahmāṇḍas, ou universos; *sṛjiyā*—após criar; *eka-eka*—em cada um deles; *mūrtye*—numa forma; *praveśilā*—entrou; *bahu mūrti hañā*—tornando-Se muitas formas.", "translation": "**\"Após criar o número total de universos, que são ilimitados, o Mahā-Viṣṇu expandiu-Se em ilimitadas formas e entrou em cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/285/", "verse_text": "praveśa kariyā dekhe, saba--andhakāra\n\nrahite nāhika sthāna, karilā vicāra", "devanagari": "> প্রবেশ করিয়া দেখে, সব — অন্ধকার ।\n> রহিতে নাহিক স্থান, করিলা বিচার ॥২৮৫॥", "synonyms": "*praveśa kariyā*—após entrar; *dekhe*—Ele vê; *saba*—em toda parte; *andhakāra*—completa escuridão; *rahite*—para ali permanecer; *nāhika sthāna*—não havia lugar; *karilā vicāra*—então Ele considerou.", "translation": "**\"Quando Mahā-Viṣṇu entrou em cada um dos ilimitados universos, viu que havia escuridão por toda parte e que não havia lugar para ficar. Por isso, começou a considerar a situação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/286/", "verse_text": "nijāṅga-sveda-jale brahmāṇḍārdha bharila\n\nsei jale śeṣa-śayyāya śayana karila", "devanagari": "> নিজাঙ্গ-স্বেদজলে ব্রহ্মাণ্ডার্ধ ভরিল ৷\n> সেই জলে শেষ-শয্যায় শয়ন করিল ॥২৮৬॥", "synonyms": "*nija-aṅga*—de Seu próprio corpo pessoal; *sveda-jale*—emitindo a água da transpiração; *brahmāṇḍa-ardha*—metade do universo; *bharila*—encheu; *sei jale*—sobre essa água; *śeṣa-śayyāya*—no leito do Senhor Śeṣa; *śayana karila*—deitou-Se.", "translation": "**\"Com a transpiração produzida de Seu próprio corpo, o Senhor encheu metade do universo com água. Em seguida, deitou-Se sobre essa água, no leito do Senhor Śeṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/287/", "verse_text": "tāṅra nābhi-padma haite uṭhila eka padma\n\nsei padme ha-ila brahmāra janma-sadma", "devanagari": "> তাঁর নাভিপদ্ম হৈতে উঠিল এক পদ্ম ৷\n> সেই পদ্মে হইল ব্রহ্মার জন্ম-সদ্ম ॥২৮৭॥", "synonyms": "*tāṅra nābhi-padma haite*—de Seu umbigo de lótus; *uṭhila*—cresceu; *eka*—uma; *padma*—flor de lótus; *sei padme*—sobre essa flor de lótus; *ha-ila*—houve; *brahmāra*—do Senhor Brahmā; *janma-sadma*—o local de nascimento.", "translation": "**\"Uma flor de lótus brotou então do umbigo de lótus desse Garbhodakaśāyī Viṣṇu. Essa flor de lótus tornou-se o local de nascimento do Senhor Brahmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/288", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/288/", "verse_text": "sei padma-nāle ha-ila caudda bhuvana\n\nteṅho 'brahmā' hañā sṛṣṭi karila sṛjana", "devanagari": "> সেই পদ্মনালে হইল চৌদ্দ ভুবন ।\n> তেঁহো ‘ব্রহ্মা’ হঞা সৃষ্টি করিল সৃজন ॥২৮৮॥", "synonyms": "*sei padma-nāle*—dentro do caule desse lótus; *ha-ila*—manifestaram-se; *caudda*—quatorze; *bhuvana*—sistemas planetários; *teṅho*—Ele; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *hañā*—tendo-Se tornado; *sṛṣṭi*—a criação material; *karila sṛjana*—criou.", "translation": "**\"No caule dessa flor de lótus foram gerados os quatorze mundos. Então Ele Se tornou o Senhor Brahmā e criou todo o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/289", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/289/", "verse_text": "'viṣṇu'-rūpa hañā kare jagat pālane\n\nguṇātīta viṣṇu--sparśa nāhi māyā-sane", "devanagari": "> ‘বিষ্ণু’-রূপ হঞা করে জগৎ পালনে ।\n> গুণাতীত বিষ্ণু — স্পর্শ নাহি মায়া-সনে ॥২৮৯॥", "synonyms": "*viṣṇu-rūpa*—o Senhor Kṛṣṇa em Sua forma de Viṣṇu; *hañā*—tornando-Se; *kare*—faz; *jagat pālane*—manutenção do mundo material; *guṇa-atīta*—além das qualidades materiais, transcendental; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *sparśa*—toque; *nāhi*—não há; *māyā-sane*—com māyā, a energia material.", "translation": "**\"Dessa maneira, a Suprema Personalidade de Deus, em Sua forma de Viṣṇu, mantém todo o mundo material. Visto que Ele está sempre além das qualidades materiais, a natureza material não pode tocá-Lo.**", "purport": "A influência da energia material não pode tocar o Senhor Viṣṇu como toca o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva. Por isso se diz que o Senhor Viṣṇu é transcendental às qualidades materiais. As encarnações das qualidades materiais — o Senhor Śiva e o Senhor Brahmā — estão sob a jurisdição da energia externa. O Senhor Viṣṇu, contudo, é diferente. Nos mantras do Ṛg Veda, afirma-se: oṁ tad viṣṇoḥ paramaṁ padam (Ṛg Veda-saṁhitā 1.22.20). As palavras paramaṁ padam indicam que Ele é transcendental às qualidades materiais. Por não estar o Senhor Viṣṇu dentro da jurisdição das qualidades materiais, Ele é sempre superior às entidades vivas, que são controladas pela energia material. Esta é uma das diferenças entre o Senhor Supremo e as entidades vivas. O Senhor Brahmā é uma entidade viva muito poderosa, e o Senhor Śiva é ainda mais poderoso. Por isso, o Senhor Śiva não é aceito como entidade viva, mas, ao mesmo tempo, não se considera que esteja no nível do Senhor Viṣṇu."}
{"ref": "cc/madhya/20/290", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/290/", "verse_text": "'rudra'-rūpa dhari kare jagat saṁhāra\n\nsṛṣṭi, sthiti, pralaya haya icchāya yāṅhāra", "devanagari": "> ‘রুদ্র’রূপ ধরি করে জগৎ সংহার ।\n> সৃষ্টি, স্থিতি, প্রলয় হয় ইচ্ছায় যাঁহার ॥২৯০॥", "synonyms": "*rudra-rūpa dhari*—assumindo a forma do Senhor Śiva; *kare*—realiza; *jagat saṁhāra*—dissolução da criação universal; *sṛṣṭi*—criação; *sthiti*—manutenção; *pralaya*—e dissolução; *haya*—ocorrem; *icchāya*—pela vontade; *yāṅhāra*—de quem.", "translation": "**\"O Senhor Supremo, em Sua forma de Rudra [o Senhor Śiva], provoca a dissolução desta criação material. Em outras palavras, somente por Sua vontade há criação, manutenção e dissolução de toda a manifestação cósmica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/291", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/291/", "verse_text": "brahmā, viṣṇu, śiva--tāṅra guṇa-avatāra\n\nsṛṣṭi-sthiti-pralayera tinera adhikāra", "devanagari": "> ব্রহ্মা, বিষ্ণু, শিব — তাঁর গুণ-অবতার ।\n> সৃষ্টি-স্থিতি-প্রলয়ের তিনের অধিকার ॥২৯১॥", "synonyms": "*brahmā*—o Senhor Brahmā; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *śiva*—o Senhor Śiva; *tāṅra*—de Garbhodakaśāyī Viṣṇu; *guṇa-avatāra*—encarnações das qualidades materiais; *sṛṣṭi-sthiti-pralayera*—das três funções, a saber, criação, manutenção e dissolução; *tinera adhikāra*—há controle pelas três deidades (o Senhor Brahmā, o Senhor Viṣṇu e o Senhor Śiva).", "translation": "**\"Brahmā, Viṣṇu e Śiva são Suas três encarnações das qualidades materiais. A criação, a manutenção e a destruição estão a cargo, respectivamente, dessas três personalidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/292", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/292/", "verse_text": "hiraṇyagarbha-antaryāmī--garbhodakaśāyī\n\n'sahasra-śīrṣādi' kari' vede yāṅre gāi", "devanagari": "> হিরণ্যগর্ভ-অন্তর্যামী — গর্ভোদকশায়ী ।\n> ‘সহস্রশীর্ষাদি’ করি’ বেদে যাঁরে গাই ॥২৯২॥", "synonyms": "*hiraṇyagarbha*—chamado Hiraṇyagarbha; *antaryāmī*—a Superalma; *garbha-udaka-śāyī*—o Senhor Garbhodakaśāyī Viṣṇu; *sahasra-śīrṣā-ādi kari'*—pelos hinos Védicos que começam com sahasra-śīrṣā (Ṛg Veda-saṁhitā 10.90); *vede yāṅre gāi*—a quem os Vedas oram.", "translation": "**\"Garbhodakaśāyī Viṣṇu, conhecido dentro do universo como Hiraṇyagarbha e o antaryāmī, ou Superalma, é glorificado nos hinos Védicos, começando com o hino que se inicia com a palavra sahasra-śīrṣā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/293", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/293/", "verse_text": "ei ta' dvitīya-puruṣa--brahmāṇḍera īśvara\n\nmāyāra 'āśraya' haya, tabu māyā-pāra", "devanagari": "> এই ত’ দ্বিতীয়-পুরুষ — ব্রহ্মাণ্ডের ঈশ্বর ।\n> মায়ার ‘আশ্রয়’ হয়, তবু মায়া-পার ॥২৯৩॥", "synonyms": "*ei ta'*—dessa maneira; *dvitīya-puruṣa*—a segunda Personalidade de Deus; *brahmāṇḍera īśvara*—o senhor do universo; *māyāra*—da energia externa, material; *āśraya haya*—torna-Se o abrigo; *tabu*—ainda assim; *māyā-pāra*—está além do toque da energia material.", "translation": "**\"Esta segunda Personalidade de Deus, conhecida como Garbhodakaśāyī Viṣṇu, é o senhor de todo e cada universo e o abrigo da energia externa. Não obstante, Ele permanece além do toque da energia externa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/294", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/294/", "verse_text": "tṛtīya-puruṣa viṣṇu--'guṇa-avatāra'\n\ndui avatāra-bhitara gaṇanā tāṅhāra", "devanagari": "> তৃতীয়-পুরুষ বিষ্ণু — ‘গুণ-অবতার’ ।\n> দুই অবতার-ভিতর গণনা তাঁহার ॥২৯৪॥", "synonyms": "*tṛtīya-puruṣa*—a terceira Personalidade; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *guṇa-avatāra*—a encarnação da qualidade material da bondade; *dui avatāra-bhitara*—entre os dois tipos de encarnações; *gaṇanā-tāṅhāra*—Ele é designado.", "translation": "**\"A terceira expansão de Viṣṇu é o Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, que é a encarnação da qualidade da bondade. Ele deve ser contado entre os dois tipos de encarnações [puruṣa-avatāras e guṇa-avatāras].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/295", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/295/", "verse_text": "virāṭ vyaṣṭi-jīvera teṅho antaryāmī\n\nkṣīrodakaśāyī teṅho--pālana-kartā, svāmī", "devanagari": "> বিরাট্ ব্যষ্টি-জীবের তেঁহো অন্তর্যামী ।\n> ক্ষীরোদকশায়ী তেঁহো — পালনকর্তা, স্বামী ॥২৯৫॥", "synonyms": "*virāṭ*—a forma universal; *vyaṣṭi-jīvera*—de todas as demais entidades vivas; *teṅho*—Ele; *antaryāmī*—a Superalma; *kṣīra-udaka-śāyī*—o Senhor Viṣṇu que repousa no oceano de leite; *teṅho*—Ele; *pālana-kartā*—o mantenedor; *svāmī*—o mestre.", "translation": "**\"Este Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu é a forma universal do Senhor e é a Superalma dentro de toda entidade viva. Ele é conhecido como Kṣīrodakaśāyī, ou o Senhor que repousa no oceano de leite. Ele é o mantenedor e mestre do universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/296", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/296/", "verse_text": "puruṣāvatārera ei kailuṅ nirūpaṇa\n\nlīlāvatāra ebe śuna, sanātana", "devanagari": "> পুরুষাবতারের এই কৈলুঁ নিরূপণ ।\n> লীলাবতার এবে শুন, সনাতন ॥২৯৬॥", "synonyms": "*puruṣa-avatārera*—de todos os puruṣa-avatāras; *ei*—isto; *kailuṅ nirūpaṇa*—descrevi; *līlā-avatāra*—as encarnações para os passatempos; *ebe*—agora; *śuna*—por favor, ouve; *sanātana*—ó Sanātana.", "translation": "**\"Ó Sanātana, descrevi conclusivamente os três puruṣa-avatāras de Viṣṇu. Agora, por favor, ouve de Mim sobre as encarnações dos passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/297", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/297/", "verse_text": "līlāvatāra kṛṣṇera nā yāya gaṇana\n\npradhāna kariyā kahi dig-daraśana", "devanagari": "> লীলাবতার কৃষ্ণের না যায় গণন ।\n> প্রধান করিয়া কহি দিগ্দরশন ॥২৯৭॥", "synonyms": "*līlā-avatāra*—as encarnações para os passatempos; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nā yāya gaṇana*—não são contáveis; *pradhāna kariyā*—principalmente; *kahi*—permite que eu descreva; *dik-daraśana*—por uma indicação geral.", "translation": "**\"Ninguém pode contar as inumeráveis encarnações dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa, mas descreverei as principais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/298", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/298/", "verse_text": "matsya, kūrma, raghunātha, nṛsiṁha, vāmana\n\nvarāhādi--lekhā yāṅra nā yāya gaṇana", "devanagari": "> মৎস্য, কূর্ম, রঘুনাথ, নৃসিংহ, বামন ।\n> বরাহাদি — লেখা যাঁর না যায় গণন ॥২৯৮॥", "synonyms": "*matsya*—a encarnação do peixe; *kūrma*—a encarnação da tartaruga; *raghunātha*—o Senhor Rāmacandra; *nṛsiṁha*—a encarnação do homem-leão; *vāmana*—a encarnação do anão; *varāha-ādi*—a encarnação do javali e outras; *lekhā*—descrevendo; *yāṅra*—de cujas encarnações; *nā yāya gaṇana*—não se pode contar.", "translation": "**\"Algumas das encarnações dos passatempos são a encarnação do peixe, a encarnação da tartaruga, o Senhor Rāmacandra, o Senhor Nṛsiṁha, o Senhor Vāmana e o Senhor Varāha. Não há fim para elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/299", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/299/", "verse_text": "matsyāśva-kacchapa-nṛsiṁha-varāha-haṁsa-\n\nrājanya-vipra-vibudheṣu kṛtāvatāraḥ\n\ntvaṁ pāsi nas tribhuvanaṁ ca tathādhuneśa\n\nbhāraṁ bhuvo hara yadūttama vandanaṁ te", "devanagari": "> মৎস্যাশ্বকচ্ছপনৃসিংহ-বরাহ-হংস-\n> রাজন্যবিপ্রবিবুধেষু কৃতাবতারঃ ।\n> ত্বং পাসি নস্ত্রিভুবনঞ্চ তথাধুনেশ\n> ভারং ভুবো হর যদূত্তম বন্দনং তে ॥২৯৯॥", "synonyms": "*matsya*—nas formas de um peixe; *aśva*—de um cavalo; *kacchapa*—de uma tartaruga; *nṛsiṁha*—do Senhor Nṛsiṁhadeva; *varāha*—de um javali; *haṁsa*—de um cisne; *rājanya*—do Senhor Rāmacandra; *vipra*—do Senhor Paraśurāma; *vibudheṣu*—e de Vāmanadeva; *kṛta-avatāraḥ*—que aceitaste encarnação; *tvam*—Tu; *pāsi*—por favor, protege; *naḥ*—a nós, semideuses; *tri-bhuvanam ca*—e os três mundos; *tathā*—também; *adhunā*—agora; *īśa*—ó Senhor; *bhāram*—o fardo; *bhuvaḥ*—do universo; *hara*—por gentileza, remove; *yadu-uttama*—ó melhor da dinastia Yadu; *vandanam te*—a Ti oferecemos nossas preces.", "translation": "**\" 'Ó Senhor do universo, melhor da dinastia Yadu, oferecemos nossas preces a Ti principalmente para diminuir o pesado fardo do universo. De fato, diminuíste este fardo outrora ao encarnar na forma de um peixe, de um cavalo [Hayagrīva], de uma tartaruga, de um leão [o Senhor Nṛsiṁha], de um javali [o Senhor Varāha] e de um cisne. Também encarnaste como o Senhor Rāmacandra, Paraśurāma e Vāmana, o anão. Sempre nos protegeste, a nós, semideuses, e ao universo dessa maneira. Agora, por favor, continua.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.40)."}
{"ref": "cc/madhya/20/300", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/300/", "verse_text": "līlāvatārera kailuṅ dig-daraśana\n\nguṇāvatārera ebe śuna vivarana", "devanagari": "> লীলাবতারের কৈলুঁ দিগ্দরশন ।\n> গুণাবতারের এবে শুন বিবরণ ॥৩০০॥", "synonyms": "*līlā-avatārera*—das encarnações dos passatempos; *kailuṅ*—fiz; *dik-daraśana*—indicando apenas a direção; *guṇa-avatārera*—das encarnações das qualidades materiais; *ebe*—agora; *śuna vivaraṇa*—ouve a descrição.", "translation": "**\"Dei alguns exemplos das encarnações dos passatempos. Agora descreverei os guṇa-avatāras, as encarnações das qualidades materiais. Por favor, escuta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/301", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/301/", "verse_text": "brahmā, viṣṇu, śiva,--tina guṇa avatāra\n\ntri-guṇa aṅgīkari' kare sṛṣṭy-ādi-vyavahāra", "devanagari": "> ব্রহ্মা, বিষ্ণু, শিব, — তিন গুণ অবতার ।\n> ত্রিগুণ অঙ্গীকরি’ করে সৃষ্ট্যাদি-ব্যবহার ॥৩০১॥", "synonyms": "*brahmā, viṣṇu, śiva*—o Senhor Brahmā, o Senhor Viṣṇu e o Senhor Śiva; *tina*—três; *guṇa avatāra*—as encarnações das qualidades materiais; *tri-guṇa*—as três qualidades da natureza material; *aṅgīkari'*—aceitando; *kare*—realiza; *sṛṣṭi-ādi-vyavahāra*—transações referentes à criação, manutenção e dissolução.", "translation": "**\"Há três funções dentro deste mundo material. Tudo aqui é criado, tudo é mantido por algum tempo e tudo é finalmente dissolvido. O Senhor, portanto, encarna-Se como os controladores das três qualidades – sattva-guṇa, rajo-guṇa e tamo-guṇa [bondade, paixão e ignorância]. Assim, ocorrem as transações do mundo material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/302", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/302/", "verse_text": "bhakti-miśra-kṛta-puṇye kona jīvottama\n\nrajo-guṇe vibhāvita kari' tāṅra mana", "devanagari": "> ভক্তিমিশ্রকৃতপুণ্যে কোন জীবোত্তম  ।\n> রজোগুণে বিভাবিত করি’ তাঁর মন ॥৩০২॥", "synonyms": "*bhakti-miśra-kṛta-puṇye*—devido a atividades piedosas mescladas com serviço devocional; *kona*—alguém; *jīva-uttama*—a melhor das entidades vivas; *rajaḥ-guṇe*—pelo modo da paixão; *vibhāvita*—influenciada; *kari'*—tornando; *tāṅra*—sua; *mana*—mente.", "translation": "**\"Devido a suas atividades piedosas passadas mescladas com serviço devocional, a entidade viva de primeira classe é influenciada pelo modo da paixão em sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/303", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/303/", "verse_text": "garbhodakaśāyī-dvārā śakti sañcāri'\n\nvyaṣṭi sṛṣṭi kare kṛṣṇa brahmā-rūpa dhari'", "devanagari": "> গর্ভোদকশায়িদ্বারা শক্তি সঞ্চারি’  ।\n> ব্যষ্টি সৃষ্টি করে কৃষ্ণ ব্রহ্মা-রূপ ধরি’ ॥৩০৩॥", "synonyms": "*garbha-udaka-śāyi-dvārā*—pelo Senhor Garbhodakaśāyī Viṣṇu; *śakti sañcāri'*—dando-lhe poderes especiais; *vyaṣṭi*—total; *sṛṣṭi*—criação; *kare*—realiza; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *brahmā-rūpa dhari'*—aceitando a forma do Senhor Brahmā.", "translation": "**\"Tal devoto é dotado de poderes por Garbhodakaśāyī Viṣṇu. Dessa maneira, uma encarnação de Kṛṣṇa na forma de Brahmā engendra a criação total do universo.**", "purport": "A expansão puruṣa-avatāra do Senhor Viṣṇu chamada Garbhodakaśāyī Viṣṇu aceita os modos materiais – sattva-guṇa, rajo-guṇa e tamo-guṇa – e assim encarna como o Senhor Viṣṇu, Brahmā e Śiva. Estas são encarnações das qualidades materiais. Entre as muitas entidades vivas superiores qualificadas por atividades piedosas e serviço devocional, uma, chamada Senhor Brahmā, é infundida com a qualidade da paixão pela vontade suprema de Garbhodakaśāyī Viṣṇu. Assim, o Senhor Brahmā torna-se a encarnação da energia criativa do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/20/304", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/304/", "verse_text": "bhāsvān yathāśma-sakaleṣu nijeṣu tejaḥ\n\nsvīyaṁ kiyat prakaṭayaty api tadvad atra\n\nbrahmā ya eṣa jagad-aṇḍa-vidhāna-kartā\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> ভাস্বান্ যথাশ্মসকলেষু নিজেষু তেজঃ\n> স্বীয়ং কিয়ৎ প্রকটয়ত্যপি তদ্বদত্র ।\n> ব্রহ্মা য এষ জগদণ্ডবিধানকর্তা\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥৩০৪॥", "synonyms": "*bhāsvān*—o sol iluminador; *yathā*—como; *aśma-sakaleṣu*—em vários tipos de pedras preciosas; *nijeṣu*—seu próprio; *tejaḥ*—brilho; *svīyam*—seu próprio; *kiyat*—até certo ponto; *prakaṭayati*—manifesta; *api*—também; *tadvat*—de modo semelhante; *atra*—aqui; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *yaḥ*—que é; *eṣaḥ*—o Senhor; *jagat-aṇḍa-vidhāna-kartā*—torna-se o chefe do universo; *govindam ādi-puruṣam*—o Senhor Govinda, a Suprema Personalidade de Deus original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\" 'O sol manifesta seu brilho numa gema, embora esta seja pedra. De modo semelhante, a Personalidade de Deus original, Govinda, manifesta Seu poder especial numa entidade viva piedosa. Assim, a entidade viva torna-se Brahmā e administra os assuntos do universo. Permitam-me adorar Govinda, a Personalidade de Deus original.'**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.49)."}
{"ref": "cc/madhya/20/305", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/305/", "verse_text": "kona kalpe yadi yogya jīva nāhi pāya\n\nāpane īśvara tabe aṁśe 'brahmā' haya", "devanagari": "> কোন কল্পে যদি যোগ্য জীব নাহি পায় ৷\n> আপনে ঈশ্বর তবে অংশে ‘ব্ৰহ্মা’ হয় ॥৩০৫॥", "synonyms": "*kona kalpe*—em algum tempo de vida de Brahmā; *yadi*—se; *yogya*—adequada; *jīva*—entidade viva; *nāhi*—não; *pāya*—está disponível; *āpane*—pessoalmente; *īśvara*—o Senhor Supremo; *tabe*—então; *aṁśe*—por Sua expansão plenária; *brahmā haya*—torna-Se o Senhor Brahmā.", "translation": "**\"Se, num kalpa, não houver uma entidade viva adequada disponível para assumir o posto de Brahmā, a própria Suprema Personalidade de Deus pessoalmente Se expande e Se torna o Senhor Brahmā.**", "purport": "Um dia de Brahmā consiste nos quatro yugas multiplicados mil vezes – ou, segundo cálculos solares, 4.320.000.000 anos –, e tal é também a duração de sua noite. Um ano da vida de Brahmā consiste em 360 dias e noites, e Brahmā vive cem desses anos. Tal é a vida de um Brahmā."}
{"ref": "cc/madhya/20/306", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/306/", "verse_text": "yasyāṅghri-paṅkaja-rajo 'khila-loka-pālair\n\nmauly-uttamair dhṛtam upāsita-tīrtha-tīrtham\n\nbrahmā bhavo 'ham api yasya kalāḥ kalāyāḥ\n\nśrīś codvahema ciram asya nṛpāsanaṁ kva", "devanagari": "> যস্যাঙ্ঘ্রিপঙ্কজরজোঽখিললোকপালৈ-\n> র্মৌল্যুত্তমৈর্ধৃতমুপাসিত-তীর্থতীর্থম্ ।\n> ব্রহ্মা ভবোঽহমপি যস্য কলাঃ কলায়াঃ\n> শ্রীশ্চোদ্বহেম চিরমস্য নৃপাসনং ক্ব ॥৩০৬॥", "synonyms": "*yasya*—cujos; *aṅghri-paṅkaja*—pés semelhantes ao lótus; *rajaḥ*—a poeira; *akhila-loka*—dos sistemas planetários universais; *pālaiḥ*—pelos mestres; *mauli-uttamaiḥ*—com valiosos turbantes em suas cabeças; *dhṛtam*—aceita; *upāsita*—adorada; *tīrtha-tīrtham*—a santificadora dos lugares sagrados; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *bhavaḥ*—o Senhor Śiva; *aham api*—até mesmo eu; *yasya*—de quem; *kalāḥ*—porções; *kalāyāḥ*—de uma porção plenária; *śrīḥ*—a deusa da fortuna; *ca*—e; *udvahema*—carregamos; *ciram*—eternamente; *asya*—Dele; *nṛpa-āsanam*—o trono de um rei; *kva*—onde.", "translation": "**\" 'Qual é o valor de um trono para o Senhor Kṛṣṇa? Os mestres dos vários sistemas planetários aceitam a poeira de Seus pés de lótus sobre suas cabeças coroadas. Essa poeira torna sagrados os lugares santos, e até mesmo o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva, Lakṣmī e eu próprio, que somos todos porções de Sua porção plenária, carregamos eternamente essa poeira sobre nossas cabeças.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.68.37). Quando os Kauravas adularam Baladeva para que Ele Se tornasse aliado deles e falaram mal de Śrī Kṛṣṇa, o Senhor Baladeva ficou irado e proferiu este verso."}
{"ref": "cc/madhya/20/307", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/307/", "verse_text": "nijāṁśa-kalāya kṛṣṇa tamo-guṇa aṅgīkari'\n\nsaṁhārārthe māyā-saṅge rudra-rūpa dhari", "devanagari": "> নিজাংশ-কলায় কৃষ্ণ তমো-গুণ অঙ্গীকরি’ ।\n> সংহারার্থে মায়া-সঙ্গে রুদ্র-রূপ ধরে ॥৩০৭॥", "synonyms": "*nija-aṁśa*—de Sua expansão plenária pessoal; *kalāya*—por uma expansão conhecida como kalā; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tamaḥ-guṇa*—o modo material da escuridão; *aṅgīkari'*—aceitando; *saṁhāra-arthe*—com o propósito de dissolução; *māyā-saṅge*—em associação com a energia externa; *rudra-rūpa*—a forma de Rudra; *dhari*—assume.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, expande uma porção de Sua porção plenária e, aceitando a associação do modo material da ignorância, assume a forma de Rudra para dissolver a manifestação cósmica.**", "purport": "Esta é uma descrição da forma de Rudra, que é outra expansão de Kṛṣṇa. Apenas os viṣṇu-mūrtis são expansões das porções pessoais e plenárias de Kṛṣṇa. Mahā Viṣṇu, que repousa no Oceano Causal, é uma expansão de Saṅkarṣaṇa. Quando Garbhodakaśāyī Viṣṇu aceita os modos materiais da natureza com o propósito de dissolver a manifestação cósmica, Sua forma chama-se Rudra. Como já se explicou, o Senhor Viṣṇu é o controlador de māyā. Como, então, poderia Ele associar-se com māyā? A conclusão é que a encarnação do Senhor Śiva ou do Senhor Brahmā indica a ausência do poder supremo de Viṣṇu. Quando o poder supremo não está presente, é possível associar-se com māyā, a energia externa. O Senhor Brahmā e o Senhor Śiva devem ser considerados criações de māyā."}
{"ref": "cc/madhya/20/308", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/308/", "verse_text": "māyā-saṅga-vikārī rudra--bhinnābhinna rūpa\n\njīva-tattva nahe, nahe kṛṣṇera 'svarūpa'", "devanagari": "> মায়াসঙ্গ-বিকারী রুদ্র — ভিন্নাভিন্ন রূপ ।\n> জীবতত্ত্ব নহে, নহে কৃষ্ণের ‘স্বরূপ’ ॥৩০৮॥", "synonyms": "*māyā-saṅga*—pela associação com māyā; *vikārī*—transformado; *rudra*—a forma de Rudra; *bhinna-abhinna rūpa*—tendo diferentes tipos de formas; *jīva-tattva nahe*—mesmo assim, ele não é chamado de jīva-tattva; *nahe*—nem; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sva-rūpa*—forma pessoal.", "translation": "**\"Rudra, o Senhor Śiva, tem várias formas, que são transformações ocasionadas pela associação com māyā. Embora Rudra não esteja no mesmo nível dos jīva-tattvas, ele tampouco pode ser considerado uma expansão pessoal do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Rudra é simultaneamente uno com o viṣṇu-tattva e diferente dele. Devido à sua associação com māyā, ele é diferente do viṣṇu-tattva, mas, ao mesmo tempo, é uma expansão da forma pessoal de Kṛṣṇa. Essa situação chama-se bhedābheda-tattva, ou acintya-bhedābheda-tattva, simultaneamente uno e diferente."}
{"ref": "cc/madhya/20/309", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/309/", "verse_text": "dugdha yena amla-yoge dadhi-rūpa dhare\n\ndugdhāntara vastu nahe, dugdha haite nāre", "devanagari": "> দুগ্ধ যেন অম্লযোগে দধিরূপ ধরে ।\n> দুগ্ধান্তর বস্তু নহে, দুগ্ধ হৈতে নারে ॥৩০৯॥", "synonyms": "*dugdha*—leite; *yena*—como; *amla-yoge*—em associação com uma substância azeda; *dadhi-rūpa*—a forma de coalhada; *dhare*—assume; *dugdha-antara*—algo diferente do leite; *vastu*—substância; *nahe*—não é; *dugdha*—leite; *haite*—ser; *nāre*—não pode.", "translation": "**\"O leite transforma-se em coalhada quando se associa com um fermento. Assim, a coalhada nada mais é que leite, mas, ainda assim, ela não é leite.**", "purport": "Das três deidades que supervisionam a criação, a manutenção e a dissolução do universo, o Senhor Viṣṇu nunca está separado do Viṣṇu original. Contudo, o Senhor Śiva e Brahmā, devido à sua associação com māyā, são diferentes de Viṣṇu. Viṣṇu não pode ser transformado em nenhuma forma de energia material. Sempre que há associação com māyā, a personalidade envolvida deve ser diferente do Senhor Viṣṇu. Por isso, o Senhor Śiva e o Senhor Brahmā são chamados de guṇa-avatāras, pois se associam com as qualidades materiais. A conclusão é que Rudra é uma transformação de Viṣṇu, mas não é exatamente o Senhor Viṣṇu. Por conseguinte, ele não se enquadra na categoria dos viṣṇu-tattvas. Assim, ele é inconcebivelmente uno com Viṣṇu e diferente Dele. O exemplo dado neste verso é muito claro. O leite é comparado a Viṣṇu. Tão logo o leite toca uma substância azeda, torna-se coalhada, ou o Senhor Śiva. Embora a coalhada seja constitucionalmente leite, ela não pode ser usada no lugar do leite."}
{"ref": "cc/madhya/20/310", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/310/", "verse_text": "kṣīraṁ yathā dadhi vikāra-viśeṣa-yogāt\n\nsañjāyate na tu tataḥ pṛthag asti hetoḥ\n\nyaḥ śambhutām api tathā samupaiti kāryād\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> ক্ষীরং যথা দধি বিকারবিশেষযোগাৎ\n> সংজায়তে ন তু ততঃ পৃথগস্তি হেতোঃ ৷\n> যঃ শম্ভুতামপি তথা সমুপৈতি কার্যাদ্\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥৩১০॥", "synonyms": "*kṣīram*—leite; *yathā*—assim como; *dadhi*—iogurte; *vikāra-viśeṣa*—com um agente transformador especial; *yogāt*—pela mistura; *sañjāyate*—transforma-se em; *na*—não; *tu*—mas; *tataḥ*—do leite; *pṛthak*—separado; *asti*—é; *hetoḥ*—que é a causa; *yaḥ*—que; *śambhutām*—a natureza do Senhor Śiva; *api*—embora; *tathā*—como; *samupaiti*—aceita; *kāryāt*—em razão de algum trabalho específico; *govindam*—a Govinda, a Suprema Personalidade de Deus; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—ofereço minhas respeitosas reverências.", "translation": "**\" 'O leite transforma-se em iogurte ao ser misturado com um fermento de iogurte, mas, na verdade, constitucionalmente não é nada além de leite. De modo semelhante, Govinda, a Suprema Personalidade de Deus, assume a forma do Senhor Śiva [Śambhu] para o propósito específico das transações materiais. Ofereço minhas reverências a Seus pés de lótus.'**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.45)."}
{"ref": "cc/madhya/20/311", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/311/", "verse_text": "'śiva'--māyā-śakti-saṅgī, tamo-guṇā veśa\n\nmāyātīta, guṇātīta 'viṣṇu'--parameśa", "devanagari": "> ‘শিব’ — মায়াশক্তিসঙ্গী, তমোগুণাবেশ ।\n> মায়াতীত, গুণাতীত ‘বিষ্ণু’ — পরমেশ ॥৩১১॥", "synonyms": "*śiva*—o Senhor Śiva; *māyā-śakti-saṅgī*—um associado da energia externa; *tamaḥ-guṇa-āveśa*—absorto na qualidade da ignorância; *māyā-atīta*—transcendental à energia externa; *guṇa-atīta*—transcendental às qualidades da matéria; *viṣṇu*—Viṣṇu; *parama-īśa*—o Senhor Supremo.", "translation": "**\"O Senhor Śiva é um associado da energia externa; portanto, está absorto na qualidade material da escuridão. O Senhor Viṣṇu é transcendental à māyā e às qualidades da māyā. Por isso, Ele é a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Viṣṇu está além do alcance da manifestação material e não se encontra sob o controle da energia material. Ele é a suprema e independente Personalidade de Deus. Isso é admitido até mesmo por Śaṅkarācārya: nārāyaṇaḥ paro 'vyaktāt (Gītā-bhāṣya). Em sua forma constitucional, Śiva é um mahā-bhāgavata, um devoto supremo do Senhor, mas, por aceitar a associação da māyā – especialmente a qualidade da ignorância –, não está livre da influência dela. Essa associação tão íntima está completamente ausente na Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu. O Senhor Śiva aceita a māyā, mas, na presença do Senhor Viṣṇu, a māyā não existe. Em consequência, o Senhor Śiva deve ser considerado um produto da māyā. Quando o Senhor Śiva está livre da influência da māyā, ele se encontra na posição de mahā-bhāgavata, um devoto supremo do Senhor Viṣṇu. Vaiṣṇavānāṁ yathā śambhuḥ."}
{"ref": "cc/madhya/20/312", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/312/", "verse_text": "śivaḥ śakti-yuktaḥ śaśvat\n\ntriliṅgo guṇa-saṁvṛtaḥ\n\nvaikārikas taijasaś ca\n\ntāmasaś cety ahaṁ tridhā", "devanagari": "> শিবঃ শক্তিযুক্তঃ শশ্বৎ ত্রিলিঙ্গো গুণসংবৃতঃ ।\n> বৈকারিকস্তৈজসশ্চ তামসশ্চেত্যহং ত্রিধা ॥৩১২॥", "synonyms": "*śivaḥ*—o Senhor Śiva; *śakti-yuktaḥ*—associado à natureza material; *śaśvat*—eternamente; *tri-liṅgaḥ*—em três aspectos; *guṇa-saṁvṛtaḥ*—coberto pelos modos da natureza; *vaikārikaḥ*—um chama-se vaikārika; *taijasaḥ ca*—outro chama-se taijasa; *tāmasaḥ ca*—bem como tāmasa; *iti*—assim; *aham*—egoísmo; *tri-dhā*—três tipos.", "translation": "**\" 'A verdade acerca do Senhor Śiva é que ele está sempre coberto por três coberturas materiais – vaikārika, taijasa e tāmasa. Por causa desses três modos da natureza material, ele sempre se associa com a energia externa e com o próprio egoísmo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.88.3)."}
{"ref": "cc/madhya/20/313", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/313/", "verse_text": "harir hi nirguṇaḥ sākṣāt\n\npuruṣaḥ prakṛteḥ paraḥ\n\nsa sarva-dṛg upadraṣṭā\n\ntaṁ bhajan nirguṇo bhavet", "devanagari": "> হরির্হি নির্গুণঃ সাক্ষাৎ পুরুষঃ প্ৰকৃতেঃ পরঃ ।\n> স সর্বদৃগুপদ্রষ্টা তং ভজন্নির্গুণো ভবেৎ ॥৩১৩॥", "synonyms": "*hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu; *hi*—certamente; *nirguṇaḥ*—transcendental a todas as qualidades materiais; *sākṣāt*—diretamente; *puruṣaḥ*—o desfrutador supremo; *prakṛteḥ*—à natureza material; *paraḥ*—além; *saḥ*—Ele; *sarva-dṛk*—aquele que vê tudo; *upadraṣṭā*—aquele que supervisiona tudo; *tam*—a Ele; *bhajan*—ao adorar; *nirguṇaḥ*—transcendental às qualidades materiais; *bhavet*—a pessoa se torna.", "translation": "**\" 'Śrī Hari, a Suprema Personalidade de Deus, situa-Se além do alcance da natureza material; portanto, Ele é a suprema pessoa transcendental. Ele pode ver tudo, por dentro e por fora; portanto, Ele é o supremo supervisor de todas as entidades vivas. Se alguém se abrigar a Seus pés de lótus e O adorar, também alcançará uma posição transcendental.'**", "purport": "Esta também é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.88.5)."}
{"ref": "cc/madhya/20/314", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/314/", "verse_text": "pālanārtha svāṁśa viṣṇu-rūpe avatāra\n\nsattva-guṇa draṣṭā, tāte guṇa-māyā-pāra", "devanagari": "> পালনার্থ স্বাংশ বিষ্ণুরূপে অবতার ।\n> সত্ত্বগুণ দ্ৰষ্টা, তাতে গুণমায়া-পার ॥৩১৪॥", "synonyms": "*pālana-artha*—para a manutenção; *svāṁśa*—expansão plenária pessoal; *viṣṇu-rūpe*—na forma do Senhor Viṣṇu; *avatāra*—encarnação; *sattva-guṇa*—do modo da bondade; *draṣṭā*—diretor; *tāte*—portanto; *guṇa-māyā-pāra*—transcendental aos modos materiais da natureza.", "translation": "**\"Para a manutenção do universo, o Senhor Kṛṣṇa desce como Sua expansão plenária pessoal sob a forma de Viṣṇu. Ele é o diretor do modo da bondade; portanto, Ele é transcendental à energia material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/315", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/315/", "verse_text": "svarūpa--aiśvarya-pūrṇa, kṛṣṇa-sama prāya\n\nkṛṣṇa aṁśī, teṅho aṁśa, vede hena gāya", "devanagari": "> স্বরূপ — ঐশ্বর্যপূর্ণ, কৃষ্ণসম প্রায় ।\n> কৃষ্ণ অংশী, তেঁহো অংশ, বেদে হেন গায় ॥৩১৫॥", "synonyms": "*sva-rūpa*—expansão pessoal; *aiśvarya-pūrṇa*—pleno de todas as opulências; *kṛṣṇa-sama*—igual a Kṛṣṇa; *prāya*—quase; *kṛṣṇa aṁśī*—Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus; *teṅho*—o Senhor Viṣṇu; *aṁśa*—expansão pessoal; *vede*—os Vedas; *hena*—assim; *gāya*—cantam.", "translation": "**\"O Senhor Viṣṇu encontra-se na categoria de svāṁśa, pois possui opulências quase iguais às de Kṛṣṇa. Kṛṣṇa é a pessoa original, e o Senhor Viṣṇu é Sua expansão pessoal. Este é o veredito de toda a literatura Védica.**", "purport": "Embora seja uma encarnação da energia material, o Senhor Brahmā é, não obstante, o diretor do modo material da paixão. De modo semelhante, o Senhor Śiva, embora simultaneamente uno e diferente do Senhor Kṛṣṇa, é ainda a encarnação do modo da escuridão. Contudo, o Senhor Viṣṇu é a expansão pessoal de Kṛṣṇa; por isso, Ele é o diretor do modo da bondade e está sempre transcendentalmente situado além da jurisdição dos modos da natureza material. O Senhor Viṣṇu é a expansão pessoal original de Kṛṣṇa, e Kṛṣṇa é a fonte original de todas as encarnações. No que diz respeito ao poder, o Senhor Viṣṇu é tão poderoso quanto o Senhor Kṛṣṇa, pois possui todas as opulências."}
{"ref": "cc/madhya/20/316", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/316/", "verse_text": "dīpārcir eva hi daśāntaram abhyupetya\n\ndīpāyate vivṛta-hetu-samāna-dharmā\n\nyas tādṛg eva hi ca viṣṇutayā vibhāti\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> দীপার্চিরেব হি দশান্তরমভ্যুপেত্য\n> দীপায়তে বিবৃতহেতুসমানধর্মা ।\n> যস্তাদৃগেব হি চ বিষ্ণুতয়া বিভাতি\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥৩১৬॥", "synonyms": "*dīpa-arciḥ*—a chama de uma lamparina; *eva*—como; *hi*—certamente; *daśā-antaram*—outra lamparina; *abhyupetya*—expandindo-se; *dīpāyate*—ilumina; *vivṛta-hetu*—com sua causa expandida; *samāna-dharmā*—igualmente poderosa; *yaḥ*—que; *tādṛk*—de modo semelhante; *eva*—certamente; *hi*—certamente; *ca*—também; *viṣṇutayā*—por Sua expansão como Senhor Viṣṇu; *vibhāti*—ilumina; *govindam*—ao Senhor Kṛṣṇa; *ādi-puruṣam*—a suprema pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—ofereço meu respeito adorador.", "translation": "**\" 'Quando a chama de uma vela é expandida a outra vela e colocada numa posição diferente, ela arde separadamente, e sua iluminação é tão poderosa quanto a da vela original. De modo semelhante, a Suprema Personalidade de Deus, Govinda, expande-Se em diferentes formas como Viṣṇu, que é igualmente luminoso, poderoso e opulento. Que eu adore essa Suprema Personalidade de Deus, Govinda.'**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.46)."}
{"ref": "cc/madhya/20/317", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/317/", "verse_text": "brahmā, śiva--ājñā-kārī bhakta-avatāra\n\npālanārthe viṣṇu--kṛṣṇera svarūpa-ākāra", "devanagari": "> ব্রহ্মা, শিব — আজ্ঞাকারী ভক্ত-অবতার ।\n> পালনার্থে বিষ্ণু — কৃষ্ণের স্বরূপ-আকার ॥৩১৭॥", "synonyms": "*brahmā*—o Senhor Brahmā; *śiva*—o Senhor Śiva; *ājñā-kārī*—executores de ordens; *bhakta-avatāra*—encarnações de devotos; *pālana-arthe*—para a manutenção; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa-ākāra*—na forma de um aspecto pessoal.", "translation": "**\"A conclusão é que o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva são simplesmente encarnações de devotos que executam ordens. Contudo, o Senhor Viṣṇu, o mantenedor, é o aspecto pessoal do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/318", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/318/", "verse_text": "sṛjāmi tan-niyukto 'ham-\n\nharo harati tad-vaśaḥ\n\nviśvaṁ puruṣa-rūpeṇa\n\nparipāti triśakti-dhṛk", "devanagari": "> সৃজামি তন্নিযুক্তোঽহং হরো হরতি তদ্বশঃ ।\n> বিশ্বং পুরুষরূপেণ পরিপাতি ত্রিশক্তিধৃক্ ॥৩১৮॥", "synonyms": "*sṛjāmi*—crio; *tat-niyuktaḥ*—ocupado por Ele; *aham*—eu; *haraḥ*—o Senhor Śiva; *harati*—aniquila; *tat-vaśaḥ*—sob Seu controle; *viśvam*—todo o universo; *puruṣa-rūpeṇa*—na forma do Senhor Viṣṇu; *paripāti*—mantém; *tri-śakti-dhṛk*—o controlador dos três modos da natureza material.", "translation": "**\" 'O Senhor Brahmā disse: \"Sou ocupado pela Suprema Personalidade de Deus para criar. Seguindo Suas ordens, o Senhor Śiva dissolve tudo. A Suprema Personalidade de Deus, em Sua forma de Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, mantém todos os afazeres da natureza material. Assim, o supremo controlador dos três modos da natureza material é o Senhor Viṣṇu.\" '**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.6.32). O Senhor Brahmā transmitiu esta informação a Devarṣi Nārada quando este recebia do Senhor Brahmā instruções para compreender a Suprema Personalidade de Deus, o Paramātmā. Após descrever a forma universal do Senhor, o Senhor Brahmā explicou que sua própria posição e a do Senhor Śiva são controladas pelo Senhor Viṣṇu."}
{"ref": "cc/madhya/20/319", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/319/", "verse_text": "manvantarāvatāra ebe śuna, sanātana\n\nasaṅkhya gaṇana tāṅra, śunaha kāraṇa", "devanagari": "> মন্বন্তরাবতার এবে শুন, সনাতন ।\n> অসংখ্য গণন তাঁর, শুনহ কারণ ॥৩১৯॥", "synonyms": "*manu-antara-avatāra*—as encarnações Manu; *ebe*—agora; *śuna*—ouve; *sanātana*—ó Sanātana Gosvāmī; *asaṅkhya*—ilimitadas; *gaṇana*—contagem; *tāṅra*—delas; *śunaha*—simplesmente ouve; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**\"Ó Sanātana, ouve agora a respeito das encarnações Manu [manvantara-avatāras]. Elas são ilimitadas, e ninguém pode contá-las. Ouve apenas a respeito de sua fonte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/320", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/320/", "verse_text": "brahmāra eka-dine haya caudda manvantara\n\ncaudda avatāra tāhāṅ karena īśvara", "devanagari": "> ব্রহ্মার এক দিনে হয় চৌদ্দ মন্বন্তর ।\n> চৌদ্দ অবতার তাহাঁ করেন ঈশ্বর ॥৩২০॥", "synonyms": "*brahmāra eka-dine*—em um dia de Brahmā; *haya*—há; *caudda*—14; *manu-antara*—mudanças de Manu; *caudda*—14; *avatāra*—encarnações; *tāhāṅ*—nesse tempo; *karena*—manifesta; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Em um dia de Brahmā, há catorze mudanças dos Manus, e todos esses catorze Manus são considerados encarnações manifestadas pela Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Em um dia de Brahmā, há 14 Manus, e todos eles são considerados manvantara-avatāras da Suprema Personalidade de Deus. Assim, em um mês (30 dias) da vida de Brahmā, há 5.040 encarnações Manu. Dessa forma, durante os cem anos da vida de Brahmā, há um total de 504.000 manvantara-avatāras."}
{"ref": "cc/madhya/20/321", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/321/", "verse_text": "caudda eka dine, māse cāri-śata biśa\n\nbrahmāra vatsare pañca-sahasra calliśa", "devanagari": "> চৌদ্দ এক দিনে, মাসে চারিশত বিশ ।\n> ব্রহ্মার বৎসরে পঞ্চসহস্র চল্লিশ ॥৩২১॥", "synonyms": "*caudda*—14; *eka dine*—em um dia; *māse*—em um mês; *cāri-śata biśa*—420; *brahmāra vatsare*—em um ano de Brahmā; *pañca-sahasra calliśa*—5.040 avatāras.", "translation": "**\"Há 14 manvantara-avatāras em um dia de Brahmā, 420 em um mês e 5.040 em um ano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/322", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/322/", "verse_text": "śateka vatsara haya jīvana' brahmāra\n\npañca-lakṣa cāri-sahasra manvantarāvatāra", "devanagari": "> শতেক বৎসর হয় ‘জীবন’ ব্রহ্মার ।\n> পঞ্চলক্ষ চারিসহস্র মন্বন্তরাবতার ॥৩২২॥", "synonyms": "*śateka vatsara haya*—há cem anos; *jīvana*—a duração da vida; *brahmāra*—de Brahmā; *pañca-lakṣa*—500.000; *cāri-sahasra*—4.000; *manu-antara-avatāra*—encarnações de Manu.", "translation": "**\"Durante os cem anos da vida de Brahmā, há 504.000 manvantara-avatāras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/323", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/323/", "verse_text": "ananta brahmāṇḍe aiche karaha gaṇana\n\nmahā-viṣṇu eka-śvāse brahmāra jīvana", "devanagari": "> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ডে ঐছে করহ গণন ।\n> মহাবিষ্ণু একশ্বাসে ব্রহ্মার জীবন ॥৩২৩॥", "synonyms": "*ananta brahmāṇḍe*—em inumeráveis universos; *aiche*—dessa maneira; *karaha gaṇana*—simplesmente tenta contar; *mahā-viṣṇu*—o Senhor Mahā-Viṣṇu; *eka-śvāse*—com uma única expiração; *brahmāra jīvana*—a duração da vida de um Brahmā.", "translation": "**\"Foi dado o número de manvantara-avatāras de apenas um universo. Pode-se apenas imaginar quantos manvantara-avatāras existem nos inumeráveis universos. E todos esses universos e Brahmās existem somente durante uma única expiração de Mahā-Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/324", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/324/", "verse_text": "mahā-viṣṇura niśvāsera nāhika paryanta\n\neka manvantarāvatārera dekha lekhāra anta", "devanagari": "> মহাবিষ্ণুর নিশ্বাসের নাহিক পর্যন্ত ।\n> এক মন্বন্তরাবতারের দেখ লেখার অন্ত ॥৩২৪॥", "synonyms": "*mahā-viṣṇura*—do Senhor Mahā-Viṣṇu; *niśvāsera*—das exalações; *nāhika paryanta*—não há limite; *eka manvantara-avatārera*—de apenas um aspecto do Senhor, a saber, o manvantara-avatāra; *dekha*—vê só; *lekhāra anta*—está além do poder da escrita.", "translation": "**\"Não há limite para as exalações de Mahā-Viṣṇu. Vê só como é impossível falar ou escrever a respeito mesmo de somente o manvantara-avatāra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/325", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/325/", "verse_text": "svāyaṁbhuve 'yajña', svārociṣe 'vibhu' nāma\n\nauttame 'satyasena', tāmase 'hari' abhidhāna", "devanagari": "> স্বায়ংভুবে ‘যজ্ঞ’, স্বারোচিষে ‘বিভু’ নাম ।\n> ঔত্তমে ‘সত্যসেন’, তামসে ‘হরি’ অভিধান ॥৩২৫॥", "synonyms": "*svāyaṁbhuve*—no Svāyambhuva-manvantara; *yajña*—o avatāra chamado Yajña; *svārociṣe*—no Svārociṣa-manvantara; *vibhu*—o avatāra Vibhu; *nāma*—chamado; *auttame*—no Auttama-manvantara; *satyasena*—o avatāra chamado Satyasena; *tāmase*—no Tāmasa-manvantara; *hari*—Hari; *abhidhāna*—chamado.", "translation": "**\"No Svāyambhuva-manvantara, o avatāra chamava-se Yajña. No Svārociṣa-manvantara, chamava-se Vibhu. No Auttama-manvantara, chamava-se Satyasena, e no Tāmasa-manvantara chamava-se Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/326", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/326/", "verse_text": "raivate 'vaikuṇṭha' cākṣuṣe 'ajita', vaivasvate 'vāmana'\n\nsāvarṇye 'sārvabhauma', dakṣa-sāvarṇye 'ṛṣabha' gaṇana", "devanagari": "> রৈবতে ‘বৈকুণ্ঠ’, চাক্ষুষে ‘অজিত’, বৈবস্বতে ‘বামন’ ।\n> সাবর্ণ্যে ‘সার্বভৌম’, দক্ষসাবর্ণ্যে ‘ঋষভ’ গণন ॥৩২৬॥", "synonyms": "*raivate*—no Raivata-manvantara; *vaikuṇṭha*—o avatāra chamado Vaikuṇṭha; *cākṣuṣe*—no Cākṣuṣa-manvantara; *ajita*—o avatāra chamado Ajita; *vaivasvate*—no Vaivasvata-manvantara; *vāmana*—o avatāra chamado Vāmana; *sāvarṇye*—no Sāvarṇya-manvantara; *sārvabhauma*—o avatāra chamado Sārvabhauma; *dakṣa-sāvarṇye*—no Dakṣa-sāvarṇya-manvantara; *ṛṣabha*—o avatāra Ṛṣabha; *gaṇana*—chamado.", "translation": "**\"No Raivata-manvantara, o avatāra chamava-se Vaikuṇṭha, e no Cākṣuṣa-manvantara, chamava-se Ajita. No Vaivasvata-manvantara, chamava-se Vāmana, e no Sāvarṇya-manvantara, chamava-se Sārvabhauma. No Dakṣa-sāvarṇya-manvantara, chamava-se Ṛṣabha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/327", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/327/", "verse_text": "brahma-sāvarṇye 'viṣvaksena', 'dharmasetu' dharma-sāvarṇye\n\nrudra-sāvarṇye 'sudhāmā', 'yogeśvara' deva-sāvarṇye", "devanagari": "> ব্রহ্মসাবর্ণ্যে ‘বিষ্বক্সেন’, ‘ধর্মসেতু’ ধর্মসাবর্ণ্যে ।\n> রুদ্রসাবর্ণ্যে ‘সুধামা’, ‘যোগেশ্বর’ দেবসাবর্ণ্যে ॥৩২৭॥", "synonyms": "*brahma-sāvarṇye*—no Brahma-sāvarṇya-manvantara; *viṣvaksena*—o avatāra chamado Viṣvaksena; *dharmasetu*—o avatāra chamado Dharmasetu; *dharma-sāvarṇye*—no Dharma-sāvarṇya-manvantara; *rudra-sāvarṇye*—no Rudra-sāvarṇya-manvantara; *sudhāmā*—o avatāra chamado Sudhāmā; *yogeśvara*—o avatāra chamado Yogeśvara; *deva-sāvarṇye*—no Deva-sāvarṇya-manvantara.", "translation": "**\"No Brahma-sāvarṇya-manvantara, o avatāra chamava-se Viṣvaksena, e no Dharma-sāvarṇya, chamava-se Dharmasetu. No Rudra-sāvarṇya chamava-se Sudhāmā, e no Deva-sāvarṇya, chamava-se Yogeśvara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/328", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/328/", "verse_text": "indra-sāvarṇye 'bṛhadbhānu' abhidhāna\n\nei caudda manvantare caudda 'avatāra' nāma", "devanagari": "> ইন্দ্রসাবর্ণ্যে ‘বৃহদ্ভানু’ অভিধান ।\n> এই চৌদ্দ মন্বন্তরে চৌদ্দ ‘অবতার’ নাম ॥৩২৮॥", "synonyms": "*indra-sāvarṇye*—no Indra-sāvarṇya-manvantara; *bṛhadbhānu*—o avatāra chamado Bṛhadbhānu; *abhidhāna*—chamado; *ei caudda manvantare*—nos quatorze manvantaras; *caudda*—quatorze; *avatāra*—das encarnações; *nāma*—diferentes nomes.", "translation": "**\"No Indra-sāvarṇya-manvantara, o avatāra chamava-se Bṛhadbhānu. Estes são os nomes dos quatorze avatāras nos quatorze manvantaras.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, em seu Anubhāṣya, fornece uma lista dos Manus e dos nomes de seus pais: (1) Svāyambhuva Manu, o filho do Senhor Brahmā; (2) Svārociṣa, o filho de Svarociḥ, ou Agni, a deidade predominante do fogo; (3) Uttama, o filho do rei Priyavrata; (4) Tāmasa, o irmão de Uttama; (5) Raivata, o irmão gêmeo de Tāmasa; (6) Cākṣuṣa, o filho do semideus Cakṣu; (7) Vaivasvata, o filho de Vivasvān, o deus do Sol (cujo nome também é mencionado no *Bhagavad-gītā* (4.1)); (8) Sāvarṇi, um filho nascido do deus do Sol e de uma esposa chamada Chāyā; (9) Dakṣa-sāvarṇi, o filho do semideus Varuṇa; (10) Brahma-sāvarṇi, o filho de Upaśloka; (11-14) Rudra-sāvarṇi, Dharma-sāvarṇi, Deva-sāvarṇi e Indra-sāvarṇi, os filhos de Rudra, Ruci, Satyasahā e Bhūti, respectivamente."}
{"ref": "cc/madhya/20/329", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/329/", "verse_text": "yugāvatāra ebe śuna, sanātana\n\nsatya-tretā-dvāpara-kali-yugera gaṇana", "devanagari": "> যুগাবতার এবে শুন, সনাতন ।\n> সত্য-ত্রেতা-দ্বাপর-কলি-যুগের গণন ॥৩২৯॥", "synonyms": "*yuga-avatāra*—encarnação dos milênios; *ebe*—agora; *śuna*—ouve; *sanātana*—ó Sanātana Gosvāmī; *satya-tretā-dvāpara-kali-yugera*—de Satya-yuga, Tretā-yuga, Dvāpara-yuga e Kali-yuga; *gaṇana*—a ordem cronológica.", "translation": "**\"Ó Sanātana, ouve agora de Mim a respeito dos yuga-avatāras, as encarnações para os milênios. Antes de tudo, há quatro yugas – Satya-yuga, Tretā-yuga, Dvāpara-yuga e Kali-yuga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/330", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/330/", "verse_text": "śukla-rakta-kṛṣṇa-pīta--krame cāri varṇa\n\ncāri varṇa dhari' kṛṣṇa karena yuga-dharma", "devanagari": "> শুক্ল-রক্ত-কৃষ্ণ-পীত — ক্রমে চারি বর্ণ ।\n> চারি বর্ণ ধরি’ কৃষ্ণ করেন যুগধর্ম ॥৩৩০॥", "synonyms": "*śukla*—branca; *rakta*—vermelha; *kṛṣṇa*—negra; *pīta*—amarela; *krame*—uma após outra; *cāri varṇa*—quatro cores; *cāri varṇa dhari'*—assumindo estas quatro cores; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *karena yuga-dharma*—manifesta Seus passatempos em diferentes milênios.", "translation": "**\"Nos quatro yugas – Satya, Tretā, Dvāpara e Kali –, o Senhor encarna em quatro cores: branca, vermelha, negra e amarela, respectivamente. Estas são as cores das encarnações nos diferentes milênios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/331", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/331/", "verse_text": "āsan varṇās trayo hy asya\n\ngṛhṇato 'nu-yugaṁ tanūḥ\n\nśuklo raktas tathā pīta\n\nidānīṁ kṛṣṇatāṁ gataḥ", "devanagari": "> আসন্ বর্ণাস্ত্রয়ো হ্যস্য গৃহ্ণতোঽনুযুগং তনূঃ ।\n> শুক্লো রক্তস্তথা পীত ইদানীং কৃষ্ণতাং গতঃ ॥৩৩১॥", "synonyms": "*āsan*—havia; *varṇāḥ*—cores; *trayaḥ*—três; *hi*—certamente; *asya*—de teu filho; *gṛhṇataḥ*—assumindo; *anu-yugam*—de acordo com o milênio; *tanūḥ*—corpo; *śuklaḥ*—branca; *raktaḥ*—vermelha; *tathā*—bem como; *pītaḥ*—amarela; *idānīm*—agora mesmo; *kṛṣṇatām gataḥ*—Ele assumiu uma tonalidade enegrecida.", "translation": "**\" 'Esta criança anteriormente teve três cores, de acordo com a cor prescrita para os diferentes milênios. Antes Ele foi branco, vermelho e amarelo, e agora assumiu uma cor enegrecida.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.8.13) foi proferido por Gargamuni ao realizar a cerimônia de dar o nome a Kṛṣṇa na casa de Nanda Mahārāja. Os dois versos seguintes também são do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.21,24)."}
{"ref": "cc/madhya/20/332", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/332/", "verse_text": "kṛte śuklaś catur-bāhur\n\njaṭilo valkalāmbaraḥ\n\nkṛṣṇājinopavītākṣān\n\nbibhrad daṇḍa-kamaṇḍalū", "devanagari": "> কৃতে শুক্লশ্চতুর্বাহুর্জটিলো বল্কলাম্বরঃ ।\n> কৃষ্ণাজিনোপবীতাক্ষান্ বিভ্রদ্দণ্ডকমণ্ডলূ ॥৩৩২॥", "synonyms": "*kṛte*—no Satya-yuga; *śuklaḥ*—tendo uma cor branca e levando o nome Śukla; *catuḥ-bāhuḥ*—tendo quatro braços; *jaṭilaḥ*—com um tufo de cabelo; *valkala-ambaraḥ*—usando uma veste feita de casca de árvore; *kṛṣṇa-ajina*—pele de antílope de cor negra; *upavīta*—o cordão sagrado; *akṣān*—um colar de contas para cantar; *bibhrat*—levava; *daṇḍa-kamaṇḍalū*—uma vara e um cântaro de água.", "translation": "**\" 'No Satya-yuga, o Senhor apareceu num corpo de cor branca, com quatro braços e cabelo emaranhado. Vestia casca de árvore e portava uma pele de antílope negra. Usava um cordão sagrado e um colar de contas rudrākṣa. Levava uma vara e um cântaro de água, e era um brahmacārī.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/333", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/333/", "verse_text": "tretāyāṁ rakta-varṇo 'sau\n\ncatur-bāhus trimekhalaḥ\n\nhiraṇya-keśas trayy-ātmā\n\nsruk-sruv-ādy-upalakṣaṇaḥ", "devanagari": "> ত্রেতায়াং রক্তবর্ণোঽসৌ চতুর্বাহুস্ত্রিমেখলঃ ।\n> হিরণ্যকেশস্ত্রয্যাত্মা স্রুক্স্রুবাদ্যুপলক্ষণঃ ॥৩৩৩॥", "synonyms": "*tretāyām*—no Tretā-yuga; *rakta-varṇaḥ*—de cor avermelhada; *asau*—Ele; *catuḥ-bāhuḥ*—com quatro braços; *tri-mekhalaḥ*—tendo três círculos no abdômen; *hiraṇya-keśaḥ*—cabelo da cor do ouro; *trayī-ātmā*—cuja forma manifesta os Vedas; *sruk-sruv-ādi-upalakṣaṇaḥ*—decorado com a colher de sacrifício, a concha e assim por diante.", "translation": "**\" 'No Tretā-yuga, o Senhor apareceu num corpo que tinha uma tonalidade avermelhada e quatro braços. Havia três linhas distintivas em Seu abdômen, e Seu cabelo era dourado. Sua forma manifestava o conhecimento Védico, e Ele portava os símbolos de uma colher de sacrifício, uma concha e assim por diante.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/334", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/334/", "verse_text": "satya-yuge dharma-dhyāna karāya 'śukla'-mūrti dhari'\n\nkardamake vara dilā yeṅho kṛpā kari'", "devanagari": "> সত্যযুগে ধর্ম-ধ্যান করায় ‘শুক্ল’-মূর্তি ধরি’ ।\n> কর্দমকে বর দিলা যেঁহো কৃপা করি’ ॥৩৩৪॥", "synonyms": "*satya-yuge*—no milênio de Satya-yuga; *dharma-dhyāna*—princípios religiosos e meditação; *karāya*—induz; *śukla*—esbranquiçada; *mūrti*—forma; *dhari'*—assumindo; *kardamake*—a Kardama Muni; *vara dilā*—concedeu bênçãos; *yeṅho*—que; *kṛpā kari'*—por misericórdia imotivada.", "translation": "**\"Como a encarnação branca, o Senhor ensinou a religião e a meditação. Ofereceu bênçãos a Kardama Muni, e dessa maneira mostrou Sua misericórdia imotivada.**", "purport": "Kardama Muni foi um dos prajāpatis. Casou-se com Devahūti, a filha de Manu, e o filho deles foi Kapiladeva. O Senhor Supremo ficou muito satisfeito com as austeridades de Kardama Muni e apareceu diante dele num corpo esbranquiçado. Isso aconteceu no milênio de Satya-yuga, quando as pessoas estavam acostumadas a praticar a meditação."}
{"ref": "cc/madhya/20/335", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/335/", "verse_text": "kṛṣṇa-'dhyāna' kare loka jñāna-adhikārī\n\ntretāra dharma 'yajña' karāya 'rakta'-varṇa dhari'", "devanagari": "> কৃষ্ণ-‘ধ্যান’ করে লোক জ্ঞান-অধিকারী ।\n> ত্রেতার ধর্ম ‘যজ্ঞ’ করায় ‘রক্ত’-বর্ণ ধরি’ ॥৩৩৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-dhyāna*—meditação em Kṛṣṇa; *kare*—realizam; *loka*—as pessoas; *jñāna-adhikārī*—que são avançadas em conhecimento espiritual; *tretāra*—do Tretā-yuga; *dharma*—o dever ocupacional; *yajña*—a realização de sacrifícios; *karāya*—induz; *rakta-varṇa dhari'*—assumindo uma cor avermelhada.", "translation": "**\"No Satya-yuga as pessoas eram, de modo geral, avançadas em conhecimento espiritual e podiam meditar em Kṛṣṇa com muita facilidade. O dever ocupacional das pessoas no Tretā-yuga era realizar grandes sacrifícios. Isso foi induzido pela Personalidade de Deus em Sua encarnação avermelhada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/336", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/336/", "verse_text": "'kṛṣṇa-padārcana' haya dvāparera dharma\n\n'kṛṣṇa'-varṇe karāya loke kṛṣṇārcana-karma", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণপদার্চন’ হয় দ্বাপরের ধর্ম ।\n> ‘কৃষ্ণ’-বর্ণে করায় লোকে কৃষ্ণার্চন-কর্ম ॥৩৩৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-pada-arcana*—adorar os pés de lótus de Kṛṣṇa; *haya*—é; *dvāparera*—do milênio de Dvāpara; *dharma*—o dever ocupacional; *kṛṣṇa-varṇe*—numa cor enegrecida; *karāya*—induz; *loke*—às pessoas; *kṛṣṇa-arcana-karma*—as atividades de adorar o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"No Dvāpara-yuga o dever ocupacional das pessoas era adorar os pés de lótus de Kṛṣṇa. Por isso, o Senhor Kṛṣṇa, aparecendo num corpo enegrecido, pessoalmente induziu as pessoas a adorá-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/337", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/337/", "verse_text": "dvāpare bhagavān śyāmaḥ\n\npīta-vāsā nijāyudhaḥ\n\nśrī-vatsādibhir aṅkaiś ca\n\nlakṣaṇair upalakṣitaḥ", "devanagari": "> দ্বাপরে ভগবান্ শ্যামঃ পীতবাসা নিজায়ুধঃ ।\n> শ্রীবৎসাদিভিরঙ্কৈশ্চ লক্ষণৈরুপলক্ষিতঃ ॥৩৩৭॥", "synonyms": "*dvāpare*—no Dvāpara-yuga; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *śyāmaḥ*—enegrecido; *pīta-vāsāḥ*—tendo roupas amarelas; *nija*—próprias; *āyudhaḥ*—tendo armas; *śrī-vatsa-ādibhiḥ*—tais como Śrīvatsa; *aṅkaiḥ*—por marcas corpóreas; *ca*—e; *lakṣaṇaiḥ*—por características externas como a joia Kaustubha; *upalakṣitaḥ*—caracterizado.", "translation": "**\" 'No Dvāpara-yuga a Personalidade de Deus aparece numa tonalidade enegrecida. Está vestido de amarelo, segura Suas próprias armas e está decorado com a joia Kaustubha e as marcas de Śrīvatsa. É assim que se descrevem Seus sintomas.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.27). A cor śyāma não é exatamente enegrecida. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura a compara à cor da flor atasī. Não é que o próprio Senhor Kṛṣṇa apareça numa cor enegrecida em todos os Dvāpara-yugas. Em outros Dvāpara-yugas, anteriores ao aparecimento do Senhor Kṛṣṇa, o Senhor Supremo apareceu num corpo esverdeado mediante Sua própria expansão pessoal. Isso é mencionado no *Viṣṇu Purāṇa*, no Hari-vaṁśa e no *Mahābhārata*."}
{"ref": "cc/madhya/20/338", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/338/", "verse_text": "namas te vāsudevāya\n\nnamaḥ saṅkarṣaṇāya ca\n\npradyumnāyāniruddhāya\n\ntubhyaṁ bhagavate namaḥ", "devanagari": "> নমস্তে বাসুদেবায় নমঃ সঙ্কর্ষণায় চ ।\n> প্রদ্যুম্নায়ানিরুদ্ধায় তুভ্যং ভগবতে নমঃ ॥৩৩৮॥", "synonyms": "*namaḥ*—permite que eu ofereça minhas respeitosas reverências; *te*—a Ti; *vāsudevāya*—ao Senhor Vāsudeva; *namaḥ*—respeitosas reverências; *saṅkarṣaṇāya ca*—também ao Senhor Saṅkarṣaṇa; *pradyumnāya*—ao Senhor Pradyumna; *aniruddhāya*—a Aniruddha; *tubhyam*—a Ti; *bhagavate*—à Suprema Personalidade de Deus; *namaḥ*—minhas respeitosas reverências.", "translation": "**\" 'Ofereço minhas respeitosas reverências à Suprema Personalidade de Deus, expandida como Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha.'**", "purport": "Esta é uma oração do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.29) proferida por Karabhājana Muni quando este foi interrogado por Mahārāja Nimi, o rei de Videha, a respeito das encarnações em yugas específicos e do método de adorá-las. Karabhājana Muni foi um dos nove Yogendras, e encontrou-se com o rei para informá-lo a respeito das futuras encarnações."}
{"ref": "cc/madhya/20/339", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/339/", "verse_text": "ei mantre dvāpare kare kṛṣṇārcana\n\n'kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana'--kali-yugera dharma", "devanagari": "> এই মন্ত্রে দ্বাপরে করে কৃষ্ণার্চন ।\n> ‘কৃষ্ণনাম-সংকীর্তন’ — কলিযুগের ধর্ম ॥৩৩৯॥", "synonyms": "*ei mantre*—por este mantra; *dvāpare*—na era de Dvāpara; *kare*—realizam; *kṛṣṇa-arcana*—a adoração ao Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kali-yugera dharma*—o dever ocupacional na Era de Kali.", "translation": "**\"Por este mantra, as pessoas adoram o Senhor Kṛṣṇa no Dvāpara-yuga. No Kali-yuga, o dever ocupacional das pessoas é cantar congregacionalmente o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": "Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.3.51):\n\nkaler doṣa-nidhe rājann\nasti hy eko mahān guṇaḥ\nkīrtanād eva kṛṣṇasya\nmukta-saṅgaḥ paraṁ vrajet\n\nNo Kali-yuga, a pessoa adora o Senhor Kṛṣṇa cantando Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare. Para propagar este movimento, o Senhor Kṛṣṇa apareceu pessoalmente como o Senhor Caitanya Mahāprabhu. Isso se descreve no verso seguinte."}
{"ref": "cc/madhya/20/340", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/340/", "verse_text": "pita'-varṇa dhari' tabe kailā pravartana\n\nprema-bhakti dilā loke lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> ‘পীত’-বর্ণ ধরি’ তবে কৈলা প্রবর্তন ।\n> প্রেমভক্তি দিলা লোকে লঞা ভক্তগণ ॥৩৪০॥", "synonyms": "*pīta-varṇa dhari'*—assumindo a cor amarela; *tabe*—em seguida; *kailā pravartana*—introduziu o movimento de saṅkīrtana; *prema-bhakti dilā*—distribuiu o amor a Kṛṣṇa; *loke*—às pessoas em geral; *lañā bhakta-gaṇa*—acompanhado de Seus devotos.", "translation": "**\"Acompanhado de Seus devotos pessoais, o Senhor Kṛṣṇa, assumindo uma cor dourada, introduz o hari-nāma-saṅkīrtana, o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa, na Era de Kali. Por meio deste processo, Ele distribui o amor a Kṛṣṇa à população em geral.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/341", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/341/", "verse_text": "dharma pravartana kare vrajendra-nandana\n\npreme gāya nāce loka kare saṅkīrtana", "devanagari": "> ধর্ম প্রবর্তন করে ব্রজেন্দ্রনন্দন ।\n> প্রেমে গায় নাচে লোক করে সঙ্কীর্তন ॥৩৪১॥", "synonyms": "*dharma pravartana kare*—introduz um tipo específico de atividade religiosa; *vrajendra-nandana*—o próprio Kṛṣṇa; *preme*—em amor; *gāya*—canta; *nāce*—dança; *loka*—todas as pessoas; *kare*—realizam; *saṅkīrtana*—cantar congregacional.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, introduz pessoalmente o dever ocupacional da Era de Kali. Ele pessoalmente canta e dança em amor extático, e assim o mundo inteiro canta congregacionalmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/342", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/342/", "verse_text": "kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇam-\n\nsāṅgopāṅgāstra-pārṣadam\n\nyajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair\n\nyajanti hi su-medhasaḥ", "devanagari": "> কৃষ্ণবর্ণং ত্বিষাঽকৃষ্ণং সাঙ্গোপাঙ্গাস্ত্রপার্ষদম্ ।\n> যজ্ঞৈঃ সঙ্কীর্তন-প্রায়ৈর্যজন্তি হি সুমেধসঃ ॥৩৪২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-varṇam*—repetindo as sílabas kṛṣ-ṇa; *tviṣā*—com um brilho; *akṛṣṇam*—não preto (dourado); *sa-aṅga*—com associados; *upāṅga*—servidores; *astra*—armas; *pārṣadam*—companheiros íntimos; *yajñaiḥ*—por sacrifício; *saṅkīrtana-prāyaiḥ*—consistindo principalmente em cantar congregacional; *yajanti*—eles adoram; *hi*—certamente; *su-medhasaḥ*—pessoas inteligentes.", "translation": "**\" 'Na Era de Kali, as pessoas inteligentes realizam o cantar congregacional para adorar a encarnação de Deus que canta constantemente o nome de Kṛṣṇa. Embora Sua tez não seja enegrecida, Ele é o próprio Kṛṣṇa. Ele está acompanhado de Seus associados, servos, armas e companheiros íntimos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.32). Vide também o *Ādi-līlā*, Capítulo Três, texto 52."}
{"ref": "cc/madhya/20/343", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/343/", "verse_text": "āra tina-yuge dhyānādite yei phala haya\n\nkali-yuge kṛṣṇa-nāme sei phala pāya", "devanagari": "> আর তিনযুগে ধ্যানাদিতে যেই ফল হয় ।\n> কলিযুগে কৃষ্ণনামে সেই ফল পায় ॥৩৪৩॥", "synonyms": "*āra tina-yuge*—nos três outros yugas; *dhyāna-ādite*—por processos que começam com a meditação; *yei*—qualquer; *phala*—resultado; *haya*—há; *kali-yuge*—nesta Era de Kali; *kṛṣṇa-nāme*—por cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *sei phala pāya*—a pessoa obtém a mesma conquista.", "translation": "**\"Nos outros três yugas — Satya, Tretā e Dvāpara — as pessoas realizam diferentes tipos de atividades espirituais. Quaisquer que sejam os resultados que alcancem dessa maneira, podem alcançá-los no Kali-yuga simplesmente cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/344", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/344/", "verse_text": "kaler doṣa-nidhe rājann\n\nasti hy eko mahān guṇaḥ\n\nkīrtanād eva kṛṣṇasya\n\nmukta-bandhaḥ paraṁ vrajet", "devanagari": "> কলের্দোষনিধে রাজন্নস্তি হ্যেকো মহান্ গুণঃ ।\n> কীর্তনাদেব কৃষ্ণস্য মুক্তবন্ধঃ পরং ব্ৰজেৎ ॥৩৪৪॥", "synonyms": "*kaleḥ*—da Era de Kali; *doṣa-nidhe*—no oceano de defeitos; *rājan*—ó rei; *asti*—há; *hi*—certamente; *ekaḥ*—uma; *mahān*—grandiosa; *guṇaḥ*—boa qualidade; *kīrtanāt*—por cantar; *eva*—certamente; *kṛṣṇasya*—do santo nome de Kṛṣṇa; *mukta-bandhaḥ*—liberta do cativeiro material; *param*—ao reino espiritual transcendental; *vrajet*—a pessoa pode ir.", "translation": "**\" 'Meu querido rei, embora o Kali-yuga esteja repleto de defeitos, ainda há uma boa qualidade nesta era. É que, simplesmente por cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa pode libertar-se do cativeiro material e ser promovida ao reino transcendental.**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.3.51)."}
{"ref": "cc/madhya/20/345", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/345/", "verse_text": "kṛte yad dhyāyato viṣṇuṁ\n\ntretāyāṁ yajato makhaiḥ\n\ndvāpare paricaryāyāṁ\n\nkalau tad dhari-kīrtanāt", "devanagari": "> কৃতে যদ্ধ্যায়তো বিষ্ণুং ত্রেতায়াং যজতো মখৈঃ ।\n> দ্বাপরে পরিচর্যায়াং কলৌ তদ্ধরিকীর্তনাৎ ॥৩৪৫॥", "synonyms": "*kṛte*—no Satya-yuga; *yat*—o qual; *dhyāyataḥ*—da meditação; *viṣṇum*—no Senhor Viṣṇu; *tretāyām*—no Tretā-yuga; *yajataḥ*—da adoração; *makhaiḥ*—pela realização de sacrifícios; *dvāpare*—na era de Dvāpara; *paricaryāyām*—pela adoração aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *kalau*—na Era de Kali; *tat*—esse mesmo resultado (pode ser alcançado); *hari-kīrtanāt*—simplesmente por cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**\" 'Qualquer que seja o resultado obtido no Satya-yuga pela meditação em Viṣṇu, no Tretā-yuga pela realização de sacrifícios e no Dvāpara-yuga por servir aos pés de lótus do Senhor pode também ser obtido no Kali-yuga simplesmente por cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.3.52). No momento atual, no Kali-yuga, há muitos falsos meditadores que inventam alguma forma imaginária e tentam meditar nela. Tornou-se moda meditar, mas as pessoas nada sabem sobre o objeto da meditação. Isso se explica aqui. Yad dhyāyato viṣṇum. É preciso meditar no Senhor Viṣṇu ou no Senhor Kṛṣṇa. Sem se referirem aos *śāstras*, os supostos meditadores visam a objetos impessoais. O Senhor Kṛṣṇa os condenou no *Bhagavad-gītā* (12.5):\n\nkleśo 'dhikataras teṣām\navyaktāsakta-cetasām\navyaktā hi gatir duḥkhaṁ\ndehavadbhir avāpyate\n\n\"Para aqueles cujas mentes estão apegadas ao aspecto impessoal e imanifesto do Supremo, o avanço é muito penoso. Progredir nessa disciplina é sempre difícil para os que são corporificados.\"\n\nNão sabendo meditar, os tolos simplesmente sofrem, e nenhum benefício resulta de suas atividades espirituais. A mesma referência pode ser encontrada no verso seguinte do *Viṣṇu Purāṇa* (6.2.17), do *Padma Purāṇa* (Uttara-khaṇḍa 72.25) e do Bṛhan-nāradīya Purāṇa (38.97)."}
{"ref": "cc/madhya/20/346", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/346/", "verse_text": "dhyāyan kṛte yajan yajñais\n\ntretāyāṁ dvāpare 'rcayan\n\nyad āpnoti tad āpnoti\n\nkalau saṅkīrtya keśavam", "devanagari": "> ধ্যায়ন্ কৃতে যজন্ যজ্ঞৈস্ত্রেতায়াং দ্বাপরেঽর্চয়ন্ ।\n> যদাপ্নোতি তদাপ্নোতি কলৌ সঙ্কীর্ত্য কেশবম্ ॥৩৪৬॥", "synonyms": "*dhyāyan*—meditando; *kṛte*—no Satya-yuga; *yajan*—adorando; *yajñaiḥ*—pela realização de grandes sacrifícios; *tretāyām*—no Tretā-yuga; *dvāpare*—no Dvāpara-yuga; *arcayan*—adorando os pés de lótus; *yat*—qualquer coisa; *āpnoti*—é alcançada; *tat*—isso; *āpnoti*—é obtido; *kalau*—na Era de Kali; *saṅkīrtya*—simplesmente por cantar; *keśavam*—os passatempos e qualidades do Senhor Keśava.", "translation": "**\" 'Tudo o que se alcança pela meditação no Satya-yuga, pela realização do yajña no Tretā-yuga ou pela adoração aos pés de lótus de Kṛṣṇa no Dvāpara-yuga obtém-se também na Era de Kali simplesmente por cantar e glorificar o Senhor Keśava.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/347", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/347/", "verse_text": "kaliṁ sabhājayanty āryā\n\nguṇa-jñāḥ sāra-bhāginaḥ\n\nyatra saṅkīrtanenaiva\n\nsarva-svārtho 'bhilabhyate", "devanagari": "> কলিং সভাজয়ন্ত্যার্যা গুণজ্ঞাঃ সারভাগিনঃ ।\n> যত্র সঙ্কীর্তনেনৈব সর্বস্বার্থোঽভিলভ্যতে ॥৩৪৭॥", "synonyms": "*kalim*—o Kali-yuga; *sabhājayanti*—adoram; *āryāḥ*—pessoas avançadas; *guṇa-jñāḥ*—apreciando esta boa qualidade do Kali-yuga; *sāra-bhāginaḥ*—pessoas que aceitam a essência da vida; *yatra*—em cuja era; *saṅkīrtanena*—simplesmente por realizar o saṅkīrtana-yajña, o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa; *eva*—certamente; *sarva-sva-arthaḥ*—todos os interesses da vida; *abhilabhyate*—são alcançados.", "translation": "**\" 'Aqueles que são avançados e altamente qualificados e se interessam pela essência da vida conhecem as boas qualidades do Kali-yuga. Tais pessoas adoram a Era de Kali porque, nesta era, simplesmente por cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa pode avançar em conhecimento espiritual e atingir a meta da vida.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.36) proferida pelo grande sábio Karabhājana Ṛṣi, um dos nove Yogendras. O sábio informava a Mahārāja Nimi sobre o dever das pessoas de adorar a Suprema Personalidade de Deus segundo diferentes processos nos diferentes yugas."}
{"ref": "cc/madhya/20/348", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/348/", "verse_text": "pūrvavat likhi yabe guṇāvatāra-gaṇa\n\nasaṅkhya saṅkhyā tāṅra, nā haya gaṇana", "devanagari": "> পূর্ববৎ লিখি যবে গুণাবতারগণ ।\n> অসংখ্য সংখ্যা তাঁর, না হয় গণন ॥৩৪৮॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *likhi*—escrevo; *yabe*—quando; *guṇa-avatāra-gaṇa*—as encarnações dos modos materiais da natureza; *asaṅkhya*—inumeráveis; *saṅkhya*—contar; *tāṅra*—delas; *nā haya gaṇana*—na verdade não se podem contar.", "translation": "**\"Como se afirmou antes, quando descrevi as encarnações dos modos materiais [guṇa-avatāras], deve-se considerar que estas encarnações também são ilimitadas e que ninguém pode contá-las.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/349", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/349/", "verse_text": "cāri-yugāvatāre ei ta' gaṇana\n\nśuni' bhaṅgi kari' tāṅre puche sanātana", "devanagari": "> চারিযুগাবতারে এই ত’ গণন ।\n> শুনি’ ভঙ্গি করি’ তাঁরে পুছে সনাতন ॥৩৪৯॥", "synonyms": "*cāri-yuga-avatāre*—das encarnações nos quatro diferentes yugas; *ei ta' gaṇana*—tal enumeração; *śuni'*—ouvindo; *bhaṅgi kari'*—dando uma sugestão; *tāṅre*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *puche*—perguntou; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**\"Assim, fiz uma descrição das encarnações dos quatro diferentes yugas.\" Após ouvir tudo isso, Sanātana Gosvāmī deu uma indicação indireta ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/350", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/350/", "verse_text": "rāja-mantrī sanātana--buddhye bṛhaspati\n\nprabhura kṛpāte puche asaṅkoca-mati", "devanagari": "> রাজমন্ত্রী সনাতন — বুদ্ধ্যে বৃহস্পতি ।\n> প্রভুর কৃপাতে পুছে অসঙ্কোচ-মতি ॥৩৫০॥", "synonyms": "*rāja-mantrī sanātana*—Sanātana Gosvāmī foi outrora um ministro inteligente do Nawab Hussain Shah; *buddhye*—em inteligência; *bṛhaspati*—exatamente como Bṛhaspati, o sacerdote no reino celestial; *prabhura kṛpāte*—devido à ilimitada misericórdia do Senhor; *puche*—pergunta; *asaṅkoca-mati*—sem hesitação.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī havia sido ministro do Nawab Hussain Shah, e era indubitavelmente tão inteligente quanto Bṛhaspati, o sumo sacerdote do reino celestial. Devido à ilimitada misericórdia do Senhor, Sanātana Gosvāmī O interrogou sem hesitação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/351", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/351/", "verse_text": "'ati kṣudra jīva muñi nīca, nīcācāra\n\nkemane jāniba kalite kon avatāra?'", "devanagari": "> ‘অতি ক্ষুদ্র জীব মুঞি নীচ, নীচাচার ।\n> কেমনে জানিব কলিতে কোন্ অবতার ?’ ॥ ৩৫১ ॥", "synonyms": "*ati*—muito; *kṣudra*—sem importância, insignificante; *jīva*—entidade viva; *muñi*—eu; *nīca*—baixo; *nīca-ācāra*—de comportamento muito abominável; *kemane*—como; *jāniba*—saberei; *kalite*—nesta era; *kon avatāra*—quem é a encarnação.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"Sou uma entidade viva muito insignificante. Sou baixo e de mau comportamento. Como poderei saber quem é a encarnação para esta Era de Kali?\"**", "purport": "Este verso é muito importante no que se refere às encarnações de Deus. Atualmente, há especialmente muitos canalhas predominantes na Índia que se proclamam encarnações de Deus ou de deusas. Assim, enganam e ludibriam as pessoas tolas. Em nome da população em geral, Sanātana Gosvāmī apresentou-se como uma pessoa tola, de baixo nascimento e mau comportamento, embora fosse uma personalidade das mais exaltadas. As pessoas inferiores não podem aceitar o verdadeiro Deus, mas estão muito ansiosas por aceitar um Deus imitação que pode simplesmente ludibriar as pessoas tolas. Tudo isso está ocorrendo nesta Era de Kali. Para guiar essas pessoas tolas, Śrī Caitanya Mahāprabhu responde à pergunta da seguinte maneira."}
{"ref": "cc/madhya/20/352", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/352/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"anyāvatāra śāstra-dvāre jāni\n\nkalite avatāra taiche śāstra-vākye māni", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “অন্যাবতার শাস্ত্র-দ্বারে জানি ।\n> কলিতে অবতার তৈছে শাস্ত্রবাক্যে মানি ॥৩৫২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *anya-avatāra*—as encarnações em outros yugas; *śāstra-dvāre jāni*—devem-se aceitar mediante referência aos śāstras; *kalite*—nesta Era de Kali; *avatāra*—encarnação; *taiche*—de modo semelhante; *śāstra-vākye māni*—deve-se aceitar conforme a descrição das escrituras reveladas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Assim como, em outras eras, uma encarnação é aceita de acordo com as orientações dos śāstras, nesta Era de Kali uma encarnação de Deus deve ser aceita dessa mesma maneira.**", "purport": "Segundo Śrī Caitanya Mahāprabhu, esta é a forma como uma encarnação deve ser aceita. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura diz: sādhu-śāstra-guru-vākya, cittete kariyā aikya. Deve-se aceitar algo como genuíno mediante o estudo das palavras das pessoas santas, do mestre espiritual e do śāstra. O verdadeiro centro é o śāstra, a escritura revelada. Se um mestre espiritual não fala de acordo com a escritura revelada, não deve ser aceito. De modo semelhante, se uma pessoa santa não fala de acordo com o śāstra, ela não é uma pessoa santa. O śāstra é o centro de tudo. Infelizmente, no momento atual, as pessoas não consultam os śāstras; por isso, aceitam canalhas como encarnações e, em consequência, transformaram as encarnações em algo muito barato. As pessoas inteligentes que seguem as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu e as instruções do ācārya, o mestre espiritual fidedigno, não aceitarão um impostor como encarnação de Deus. Em Kali-yuga, a única encarnação é Śrī Caitanya Mahāprabhu. As encarnações imitadoras tiram proveito de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor apareceu nos últimos quinhentos anos, atuou como o filho de um brāhmaṇa de Nadia e introduziu o movimento de saṅkīrtana. Imitando Śrī Caitanya Mahāprabhu e ignorando o śāstra, canalhas apresentam-se como encarnações e introduzem sua canalhice como um processo religioso. Como dissemos repetidas vezes, a religião só pode ser concedida pela Suprema Personalidade de Deus. A partir das discussões no *Caitanya-caritāmṛta*, podemos compreender que, em diferentes eras, o Senhor Supremo introduz diferentes sistemas e diferentes deveres religiosos. Nesta Era de Kali, a única encarnação de Kṛṣṇa é Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Ele introduziu o dever religioso de Kali-yuga, o cantar do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra: Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare."}
{"ref": "cc/madhya/20/353", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/353/", "verse_text": "sarvajña munira vākya--śāstra-'paramāṇa'\n\nāmā-sabā jīvera haya śāstra-dvārā jñāna'", "devanagari": "> সর্বজ্ঞ মুনির বাক্য — শাস্ত্র-‘পরমাণ’ ।\n> আমা-সবা জীবের হয় শাস্ত্রদ্বারা ‘জ্ঞান’ ॥৩৫৩॥", "synonyms": "*sarva-jña munira vākya*—as palavras do muni onisciente (Vyāsadeva); *śāstra-paramāṇa*—evidência das escrituras reveladas; *āmā-sabā*—todos nós; *jīvera*—das almas condicionadas; *haya*—há; *śāstra-dvārā*—por meio das escrituras reveladas; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**\"As literaturas Védicas compostas pelo onisciente Mahāmuni Vyāsadeva são a evidência de toda a existência espiritual. Somente por meio dessas escrituras reveladas é que todas as almas condicionadas podem alcançar o conhecimento.**", "purport": "As pessoas tolas tentam inventar conhecimento, fabricando algo em seus cérebros. Esta não é a verdadeira forma de obter conhecimento. O conhecimento é śabda-pramāṇa, a evidência da literatura Védica. Śrīla Vyāsadeva é chamado de Mahāmuni. Ele também é conhecido como Vedavyāsa, porque compilou tantos śāstras. Dividiu os *Vedas* em quatro divisões — Sāma, Ṛg, Yajur e Atharva. Expandiu os *Vedas* em dezoito *Purāṇas* e resumiu o conhecimento Védico no *Vedānta-sūtra*. Compilou também o *Mahābhārata*, que é aceito como o quinto Veda. O *Bhagavad-gītā* está contido no *Mahābhārata*. Por isso, o *Bhagavad-gītā* também é literatura Védica (smṛti). Algumas das literaturas Védicas são chamadas de śrutis, e outras, de smṛtis. Śrīla Rūpa Gosvāmī recomenda no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.101):\n\nśruti-smṛti-purāṇādi-\npañcarātra-vidhiṁ vinā\naikāntikī harer bhaktir\nutpātāyaiva kalpate\n\nA menos que se consulte o śāstra (śruti, smṛti e purāṇādi), a atividade espiritual de alguém simplesmente perturba a sociedade. Não há rei nem governo que controle as pessoas; por isso, a sociedade caiu numa condição caótica no que diz respeito à compreensão espiritual. Aproveitando-se dessa condição caótica, muitos canalhas surgiram e proclamaram-se encarnações de Deus. Como resultado, toda a população entrega-se a atividades pecaminosas, tais como sexo ilícito, intoxicação, jogos de azar e consumo de carne. Dentre tantas pessoas pecaminosas, surgem muitas encarnações de Deus. Esta é uma situação muito lamentável, especialmente na Índia."}
{"ref": "cc/madhya/20/354", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/354/", "verse_text": "avatāra nāhi kahe--'āmi avatāra'\n\nmuni saba jāni' kare lakṣaṇa-vicāra", "devanagari": "> অবতার নাহি কহে — ‘আমি অবতার’ ।\n> মুনি সব জানি’ করে লক্ষণ-বিচার ॥৩৫৪॥", "synonyms": "*avatāra*—a verdadeira encarnação de Deus; *nāhi*—nunca; *kahe*—diz; *āmi avatāra*—sou uma encarnação; *muni*—o grande sábio Mahāmuni Vyāsadeva; *saba jāni'*—conhecendo tudo (passado, presente e futuro); *kare lakṣaṇa-vicāra*—descreve os sintomas dos avatāras.", "translation": "**\"Uma verdadeira encarnação de Deus jamais diz: 'Eu sou Deus', ou 'Eu sou uma encarnação de Deus'. O grande sábio Vyāsadeva, conhecendo tudo, já registrou as características dos avatāras nos śāstras.**", "purport": "Neste verso, afirma-se claramente que uma verdadeira encarnação de Deus jamais alega ser uma verdadeira encarnação. De acordo com os sintomas descritos no śāstra, pode-se compreender quem é um avatāra e quem não é."}
{"ref": "cc/madhya/20/355", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/355/", "verse_text": "yasyāvatārā jñāyante\n\nśarīriṣv aśarīriṇaḥ\n\ntais tair atulyātiśayair\n\nvīryair dehiṣv asaṅgataiḥ", "devanagari": "> যস্যাবতারা জ্ঞায়ন্তে শরীরেষ্বশরীরিণঃ ।\n> তৈস্তৈরতুল্যাতিশয়ৈর্বীর্যৈর্দেহিষ্বসঙ্গতৈঃ ॥৩৫৫॥", "synonyms": "*yasya*—de quem; *avatārāḥ*—encarnações; *jñāyante*—podem ser conhecidas; *śarīriṣu*—entre as entidades vivas; *aśarīriṇaḥ*—do Senhor, que não tem corpo material; *taiḥ taiḥ*—todos esses; *atulya*—incomparáveis; *atiśayaiḥ*—extraordinários; *vīryaiḥ*—por proezas; *dehiṣu*—entre as entidades vivas; *asaṅgataiḥ*—impossíveis.", "translation": "**\" 'O Senhor não tem um corpo material, contudo Ele desce entre os seres humanos em Seu corpo transcendental como uma encarnação. Por isso, é muito difícil para nós compreender quem é uma encarnação. Somente por Suas proezas extraordinárias e atividades incomuns, que são impossíveis para as entidades vivas corporificadas, é que se pode compreender parcialmente a encarnação da Suprema Personalidade de Deus.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.10.34)."}
{"ref": "cc/madhya/20/356", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/356/", "verse_text": "'svarūpa'-lakṣaṇa, āra 'taṭastha-lakṣaṇa'\n\nei dui lakṣaṇe 'vastu' jāne muni-gaṇa", "devanagari": "> ‘স্বরূপ’-লক্ষণ, আর ‘তটস্থ-লক্ষণ’ ।\n> এই দুই লক্ষণে ‘বস্তু’ জানে মুনিগণ ॥৩৫৬॥", "synonyms": "*svarūpa-lakṣaṇa*—as características pessoais; *āra*—e; *taṭastha-lakṣaṇa*—as características marginais; *ei dui lakṣaṇe*—por esses dois sintomas; *vastu*—um objeto; *jāne*—conhecem; *muni-gaṇa*—os grandes sábios.", "translation": "**\"Por meio de dois sintomas — as características pessoais e as características marginais —, os grandes sábios podem compreender um objeto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/357", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/357/", "verse_text": "ākṛti, prakṛti, svarūpa,--svarūpa-lakṣaṇa\n\nkārya-dvārā jñāna,--ei taṭastha-lakṣaṇa", "devanagari": "> আকৃতি, প্রকৃতি, স্বরূপ, — স্বরূপ-লক্ষণ ।\n> কার্যদ্বারা জ্ঞান, — এই তটস্থ-লক্ষণ ॥৩৫৭॥", "synonyms": "*ākṛti*—os traços corpóreos; *prakṛti*—a natureza; *svarūpa*—a forma; *svarūpa-lakṣaṇa*—sintomas pessoais; *kārya-dvārā*—por meio das atividades; *jñāna*—conhecimento; *ei*—este; *taṭastha-lakṣaṇa*—o sintoma marginal.", "translation": "**\"Os traços corpóreos, a natureza e a forma são as características pessoais. O conhecimento de Suas atividades fornece a característica marginal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/358", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/358/", "verse_text": "bhāgavatārambhe vyāsa maṅgalācaraṇe\n\n'parameśvara' nirūpila ei dui lakṣaṇe", "devanagari": "> ভাগবতারম্ভে ব্যাস মঙ্গলাচরণে ।\n> ‘পরমেশ্বর’ নিরূপিল এই দুই লক্ষণে ॥৩৫৮॥", "synonyms": "*bhāgavata-ārambhe*—no início do Śrīmad-Bhāgavatam; *vyāsa*—o grande autor Vyāsadeva; *maṅgala-ācaraṇe*—na auspiciosa invocação; *parama-īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *nirūpila*—descreveu; *ei dui lakṣaṇe*—por essas duas características, a saber, os sintomas svarūpa (pessoal) e taṭastha (marginal).", "translation": "**\"Na auspiciosa invocação que abre o *Śrīmad-Bhāgavatam*, Śrīla Vyāsadeva descreveu a Suprema Personalidade de Deus por meio desses sintomas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/359", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/359/", "verse_text": "janmādy asya yato 'nvayād itarataś cārtheṣv abhijñaḥ svarāṭ\n\ntene brahma hṛdā ya ādi-kavaye muhyanti yat sūrayaḥ\n\ntejo-vāri-mṛdāṁ yathā vinimayo yatra tri-sargo 'mṛṣā\n\ndhāmnā svena sadā nirasta-kuhakaṁ satyaṁ paraṁ dhīmahi", "devanagari": "> জন্মাদ্যস্য যতোঽন্বয়াদিতরতশ্চার্থেষ্বভিজ্ঞঃ স্বরাট্\n> তেনে ব্রহ্ম হৃদা য আদিকবয়ে মুহ্যন্তি যত্ সূরয়ঃ ৷\n> তেজোবারিমৃদাং যথা বিনিময়ো যত্র ত্রিসর্গোঽমৃষা\n> ধাম্না স্বেন সদা নিরস্তকুহকং সত্যং পরং ধীমহি ॥৩৫৯॥", "synonyms": "*janma-ādi*—criação, manutenção e dissolução; *asya*—deste (o universo); *yataḥ*—de quem; *anvayāt*—diretamente da conexão espiritual; *itarataḥ*—indiretamente da ausência de contato material; *ca*—também; *artheṣu*—em todos os assuntos; *abhijñaḥ*—perfeitamente ciente; *sva-rāṭ*—independente; *tene*—transmitiu; *brahma*—a Verdade Absoluta; *hṛdā*—através do coração; *yaḥ*—quem; *ādi-kavaye*—ao Senhor Brahmā; *muhyanti*—ficam confundidos; *yat*—em quem; *sūrayaḥ*—grandes personalidades como o Senhor Brahmā e outros semideuses ou grandes brāhmaṇas; *tejaḥ-vāri-mṛdām*—de fogo, água e terra; *yathā*—como; *vinimayaḥ*—o intercâmbio; *yatra*—em quem; *tri-sargaḥ*—a criação material dos três modos; *amṛṣā*—real; *dhāmnā*—com a morada; *svena*—Sua própria pessoal; *sadā*—sempre; *nirasta-kuhakam*—desprovido de toda ilusão; *satyam*—a verdade; *param*—absoluta; *dhīmahi*—meditemos.", "translation": "**\" 'Ofereço minhas reverências ao Senhor Śrī Kṛṣṇa, filho de Vasudeva, que é a onipenetrante e suprema Personalidade de Deus. Medito Nele, a realidade transcendente, que é a causa primordial de todas as causas, de quem todos os universos manifestados surgem, em quem repousam e por quem são destruídos. Medito naquele Senhor eternamente refulgente que é direta e indiretamente consciente de todas as manifestações, e que, no entanto, está além delas. É somente Ele quem primeiro transmitiu o conhecimento Védico ao coração de Brahmā, o primeiro ser criado. Por intermédio Dele, este mundo, qual uma miragem, parece real mesmo aos grandes sábios e semideuses. Por causa Dele, os universos materiais, criados pelos três modos da natureza, parecem reais, embora sejam irreais. Por isso, medito Nele, a Verdade Absoluta, que existe eternamente em Sua morada transcendental e que está para sempre livre da ilusão.'**", "purport": "Este verso, citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.1), vincula o *Śrīmad-Bhāgavatam* ao *Vedānta-sūtra* com as palavras janmādy asya yataḥ. Afirma-se que a Suprema Personalidade de Deus, Vāsudeva, é a Verdade Absoluta, que está além da criação material. Isso foi aceito por todos os ācāryas. Até mesmo Śaṅkarācārya, o mais elevado impersonalista, diz no início de seu comentário ao *Bhagavad-gītā*: nārāyaṇaḥ paro 'vyaktāt. Quando esta criação material ainda não está manifesta a partir do mahat-tattva, ela é chamada de avyakta, e, quando é demonstrada a partir dessa energia total, é chamada de vyakta. Nārāyaṇa, a Suprema Personalidade de Deus, está além desta natureza material vyakta-avyakta, manifesta e imanifesta. Esta é a qualificação principal da Suprema Personalidade de Deus quando Ele assume determinada encarnação. Kṛṣṇa diz a Arjuna que ambos nasceram muitas e muitas vezes anteriormente. Kṛṣṇa lembra-Se de tudo a respeito de Suas aparições anteriores, mas Arjuna não Se lembra. Visto que Kṛṣṇa está além da criação cósmica, Ele Se encontra na posição exaltada de poder lembrar-Se de tudo no passado. Tudo dentro da criação cósmica tem um corpo material, mas Kṛṣṇa, estando além da criação cósmica material, sempre tem um corpo espiritual. Ele transmitiu o conhecimento Védico ao coração de Brahmā. Embora Brahmā seja a personalidade mais importante e exaltada dentro deste universo, ele não conseguia lembrar-se do que havia feito em sua vida passada. Kṛṣṇa tem de lembrá-lo através do coração. Quando o Senhor Brahmā foi assim inspirado, ele foi capaz de criar todo o universo. Lembrar-Se de tudo a respeito do passado e inspirar o Senhor Brahmā a criar são exemplos vívidos das características chamadas svarūpa-lakṣaṇa e taṭastha-lakṣaṇa."}
{"ref": "cc/madhya/20/360", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/360/", "verse_text": "ei śloke 'paraṁ'-śabde 'kṛṣṇa'-nirūpaṇa\n\n'satyaṁ' śabde kahe tāṅra svarūpa-lakṣaṇa", "devanagari": "> এই শ্লোকে ‘পরং’-শব্দে ‘কৃষ্ণ’-নিরূপণ ।\n> ‘সত্যং’ শব্দে কহে তাঁর স্বরূপ-লক্ষণ ॥৩৬০॥", "synonyms": "*ei śloke*—neste verso; *param-śabde*—pela palavra param, ou supremo; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *nirūpaṇa*—há uma indicação; *satyam śabde*—pela palavra satyam, ou Verdade Absoluta; *kahe*—indica; *tāṅra*—Suas; *svarūpa-lakṣaṇa*—características pessoais.", "translation": "**\"Nesta invocação do *Śrīmad-Bhāgavatam*, a palavra param indica o Senhor *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, e a palavra satyam indica Suas características pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/361", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/361/", "verse_text": "viśva-sṛṣṭy-ādi kaila, veda brahmāke paḍāila\n\narthābhijñatā, svarūpa-śaktye māyā dūra kaila", "devanagari": "> বিশ্বসৃষ্ট্যাদি কৈল, বেদ ব্রহ্মাকে পড়াইল ।\n> অর্থাভিজ্ঞতা, স্বরূপশক্ত্যে মায়া দূর কৈল ॥৩৬১॥", "synonyms": "*viśva-sṛṣṭi-ādi*—criação, manutenção e dissolução da manifestação cósmica; *kaila*—realizou; *veda*—o conhecimento Védico; *brahmāke*—ao Senhor Brahmā; *paḍāila*—instruiu; *artha-abhijñatā*—tendo pleno conhecimento de passado, presente e futuro; *svarūpa-śaktye*—por Sua energia pessoal; *māyā*—a energia ilusória; *dūra kaila*—separou.", "translation": "**\"Nesse mesmo verso, afirma-se que o Senhor é o criador, o mantenedor e o aniquilador da manifestação cósmica, e que Ele capacitou o Senhor Brahmā a criar o universo, infundindo-lhe o conhecimento dos *Vedas*. Afirma-se também que o Senhor tem pleno conhecimento direto e indireto, que Ele conhece passado, presente e futuro, e que Sua energia pessoal é distinta da māyā, a energia ilusória.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/362", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/362/", "verse_text": "ei saba kārya--tāṅra taṭastha-lakṣaṇa\n\nanya avatāra aiche jāne muni-gaṇa", "devanagari": "> এই সব কার্য — তাঁর তটস্থ-লক্ষণ ।\n> অন্য অবতার ঐছে জানে মুনিগণ ॥৩৬২॥", "synonyms": "*ei saba kārya*—todas estas atividades; *tāṅra*—Suas; *taṭastha-lakṣaṇa*—características marginais; *anya avatāra*—outra encarnação; *aiche*—dessa mesma maneira; *jāne*—conhecem; *muni-gaṇa*—as grandes pessoas santas como Vyāsadeva.", "translation": "**\"Todas estas atividades são Suas características marginais. As grandes pessoas santas compreendem as encarnações da Suprema Personalidade de Deus pelas indicações das duas características conhecidas como svarūpa e taṭastha. Todas as encarnações de Kṛṣṇa devem ser compreendidas dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/363", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/363/", "verse_text": "avatāra-kāle haya jagate gocara\n\nei dui lakṣaṇe keha jānaye īśvara\"", "devanagari": "> অবতার-কালে হয় জগতে গোচর ।\n> এই দুই লক্ষণে কেহ জানয়ে ঈশ্বর ।।” ॥ ৩৬৩ ॥", "synonyms": "*avatāra-kāle*—na época da encarnação; *haya*—há; *jagate*—no mundo; *gocara*—informação; *ei dui lakṣaṇe*—por essas duas características, a saber, svarūpa e taṭastha; *keha*—algumas pessoas; *jānaye*—conhecem; *īśvara*—a encarnação do Senhor Supremo.", "translation": "**\"Na época de Seu aparecimento, as encarnações do Senhor tornam-se conhecidas no mundo, porque as pessoas podem consultar os śāstras para compreender as principais características da encarnação, conhecidas como svarūpa e taṭastha. Dessa maneira, as encarnações tornam-se conhecidas das grandes pessoas santas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/364", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/364/", "verse_text": "sanātana kahe,--\"yāte īśvara-lakṣaṇa\n\npīta-varṇa, kārya--prema-dāna-saṅkīrtana", "devanagari": "> সনাতন কহে, — “যাতে ঈশ্বর-লক্ষণ ।\n> পীতবর্ণ, কার্য — প্রেমদান-সঙ্কীর্তন ॥৩৬৪॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana disse; *yāte*—em quem; *īśvara-lakṣaṇa*—as características do Senhor são encontradas; *pīta-varṇa*—cor amarelada; *kārya*—atividades; *prema-dāna*—distribuir o amor a Deus; *saṅkīrtana*—e cantar congregacionalmente o santo nome do Senhor.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"A cor da personalidade em quem se encontram as características do Senhor é amarelada. Suas atividades incluem a distribuição do amor a Deus e o cantar dos santos nomes do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/365", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/365/", "verse_text": "kali-kāle sei 'kṛṣṇāvatāra' niścaya\n\nsudṛḍha kariyā kaha, yāuka saṁśaya\"", "devanagari": "> কলিকালে সেই ‘কৃষ্ণাবতার’ নিশ্চয় ।\n> সুদৃঢ় করিয়া কহ, যাউক সংশয় ।।” ॥ ৩৬৫ ॥", "synonyms": "*kali-kāle*—na Era de Kali; *sei*—essa personalidade; *kṛṣṇa-avatāra*—a encarnação de Kṛṣṇa; *niścaya*—certamente; *su-dṛḍha kariyā*—firmemente; *kaha*—por favor, informa-me; *yāuka saṁśaya*—para que todas as dúvidas se desfaçam.", "translation": "**\"A encarnação de Kṛṣṇa para esta era é indicada por esses sintomas. Por favor, confirma isto definitivamente, para que todas as minhas dúvidas se desfaçam.\"**", "purport": "Sanātana Gosvāmī queria confirmar o fato de que Śrī Caitanya Mahāprabhu é a encarnação de Kṛṣṇa para esta era. Segundo o śāstra, em Kali-yuga o Senhor assumiria uma cor dourada ou amarela e distribuiria o amor a Kṛṣṇa e o movimento de saṅkīrtana. De acordo com o śāstra e as pessoas santas, essas características foram vividamente exibidas por Śrī Caitanya Mahāprabhu, e, por isso, ficou claro que Śrī Caitanya Mahāprabhu era uma encarnação de Kṛṣṇa. Ele foi confirmado pelos śāstras, e Suas características foram aceitas pelas pessoas santas. Visto que Śrī Caitanya Mahāprabhu não pôde escapar do argumento de Sanātana Gosvāmī, Ele permaneceu em silêncio quanto a este ponto e, dessa forma, aceitou indiretamente a afirmação de Sanātana. Com isso, podemos compreender claramente que Śrī Caitanya Mahāprabhu era a encarnação direta do Senhor Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/20/366", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/366/", "verse_text": "prabhu kahe,--caturāli chāḍa, sanātana\n\nśaktyāveśāvatārera śuna vivarana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — চতুরালি ছাড়, সনাতন ।\n> শক্ত্যাবেশাবতারের শুন বিবরণ ॥৩৬৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *caturāli*—argumento muito inteligente; *chāḍa*—abandona; *sanātana*—ó Sanātana; *śakti-āveśa-avatārera*—das encarnações especialmente dotadas de poder; *śuna*—ouve; *vivaraṇa*—a descrição.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Ó Sanātana, deves abandonar teus truques inteligentes. Apenas procura compreender o significado do śaktyāveśa-avatāra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/367", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/367/", "verse_text": "śaktyāveśāvatāra kṛṣṇera asaṅkhya gaṇana\n\ndig-daraśana kari mukhya mukhya jana", "devanagari": "> শক্ত্যাবেশাবতার কৃষ্ণের অসংখ্য গণন ।\n> দিগ্দরশন করি মুখ্য মুখ্য জন ॥৩৬৭॥", "synonyms": "*śakti-āveśa-avatāra*—encarnações especialmente dotadas de poder pelo Senhor; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *asaṅkhya gaṇana*—ilimitadas e inumeráveis; *dik-daraśana kari*—permita-Me descrever algumas delas; *mukhya mukhya jana*—que são contadas entre as principais.", "translation": "**\"Há ilimitados śaktyāveśa-avatāras do Senhor Kṛṣṇa. Permita-Me descrever as principais entre elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/368", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/368/", "verse_text": "śaktyāveśa dui-rūpa--'mukhya', 'gauṇa' dekhi\n\nsākṣāt-śaktye 'avatāra', ābhāse 'vibhūti' likhi", "devanagari": "> শক্ত্যাবেশ দুইরূপ — ‘মুখ্য’, ‘গৌণ’ দেখি ।\n> সাক্ষাৎশক্ত্যে ‘অবতার’, আভাসে ‘বিভূতি’ লিখি ॥৩৬৮॥", "synonyms": "*śakti-āveśa*—encarnações dotadas de poder; *dui-rūpa*—duas categorias; *mukhya*—primária; *gauṇa*—secundária; *dekhi*—vejo; *sākṣāt-śaktye*—quando há poder direto; *avatāra*—são chamadas de encarnações; *ābhāse*—quando há indicação; *vibhūti likhi*—são chamadas de vibhūti, ou que possuem um favor especial.", "translation": "**\"As encarnações dotadas de poder são de dois tipos: primárias e secundárias. A primária é dotada diretamente de poder pela Suprema Personalidade de Deus e é chamada de encarnação. A secundária é dotada indiretamente de poder pela Suprema Personalidade de Deus e é chamada de vibhūti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/369", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/369/", "verse_text": "'sanakādi', 'nārada', 'pṛthu' 'paraśurāma'\n\njīva-rūpa 'brahmāra' āveśāvatāra-nāma", "devanagari": "> ‘সনকাদি’, ‘নারদ’, ‘পৃথু’, ‘পরশুরাম’ ।\n> জীবরূপ ‘ব্রহ্মার’ আবেশাবতার-নাম ॥৩৬৯॥", "synonyms": "*sanaka-ādi*—os quatro Kumāras; *nārada*—Nārada; *pṛthu*—Mahārāja Pṛthu; *paraśurāma*—Paraśurāma; *jīva-rūpa*—como a entidade viva; *brahmāra*—do Senhor Brahmā; *āveśa-avatāra-nāma*—todos eles são chamados de encarnações dotadas de poder.", "translation": "**\"Alguns śaktyāveśa-avatāras são os quatro Kumāras, Nārada, Mahārāja Pṛthu e Paraśurāma. Quando um ser vivo é dotado de poder para atuar como o Senhor Brahmā, ele também é considerado um śaktyāveśa-avatāra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/370", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/370/", "verse_text": "vaikuṇṭhe 'śeṣa'--dharā dharaye 'ananta'\n\nei mukhyāveśāvatāra--vistāre nāhi anta", "devanagari": "> বৈকুণ্ঠে ‘শেষ’ — ধরা ধরয়ে ‘অনন্ত’ ।\n> এই মুখ্যাবেশাবতার — বিস্তারে নাহি অন্ত ॥৩৭০॥", "synonyms": "*vaikuṇṭhe*—no mundo espiritual; *śeṣa*—o Senhor Śeṣa; *dharā dharaye*—carrega inumeráveis planetas; *ananta*—Ananta; *ei*—estas; *mukhya-āveśa-avatāra*—encarnações primárias diretamente dotadas de poder; *vistāre*—ao expandi-las; *nāhi*—não há; *anta*—limite.", "translation": "**\"O Senhor Śeṣa, no mundo espiritual de Vaikuṇṭha, e, no mundo material, o Senhor Ananta, que carrega inumeráveis planetas sobre Seu capelo, são duas encarnações primárias dotadas de poder. Não há necessidade de contar as demais, pois são ilimitadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/371", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/371/", "verse_text": "sanakādye 'jñāna'-śakti, nārade śakti 'bhakti'\n\nbrahmāya 'sṛṣṭi'-śakti, anante 'bhū-dhāraṇa'-śakti", "devanagari": "> সনকাদ্যে ‘জ্ঞান’-শক্তি, নারদে শক্তি ‘ভক্তি’  ।\n> ব্রহ্মায় ‘সৃষ্টি’-শক্তি, অনন্তে ‘ভূ-ধারণ’-শক্তি ॥৩৭১॥", "synonyms": "*sanaka-ādye*—nos quatro Kumāras; *jñāna-śakti*—o poder do conhecimento; *nārade*—em Nārada Muni; *śakti*—o poder; *bhakti*—do serviço devocional; *brahmāya*—no Senhor Brahmā; *sṛṣṭi-śakti*—o poder da criação; *anante*—no Senhor Ananta; *bhū-dhāraṇa-śakti*—o poder de carregar os planetas.", "translation": "**\"O poder do conhecimento foi investido nos quatro Kumāras, e o poder do serviço devocional foi investido em Nārada. O poder da criação foi investido no Senhor Brahmā, e o poder de carregar inumeráveis planetas foi investido no Senhor Ananta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/372", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/372/", "verse_text": "śeṣe 'sva-sevana'-śakti, pṛthute 'pālana'\n\nparaśurāme 'duṣṭa-nāśaka-vīrya-sañcāraṇa'", "devanagari": "> শেষে ‘স্ব-সেবন’-শক্তি, পৃথুতে ‘পালন’  ।\n> পরশুরামে ‘দুষ্টনাশক-বীর্যসঞ্চারণ’ ॥৩৭২॥", "synonyms": "*śeṣe*—no Senhor Śeṣa; *sva-sevana śakti*—o poder de servir pessoalmente ao Senhor; *pṛthute*—no rei Pṛthu; *pālana*—o poder de governar; *paraśurāme*—em Paraśurāma; *duṣṭa-nāśaka-vīrya*—o poder extraordinário de matar canalhas e malfeitores; *sañcāraṇa*—dotando.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus investiu o poder do serviço pessoal no Senhor Śeṣa, e investiu o poder de governar a terra no rei Pṛthu. O Senhor Paraśurāma recebeu o poder de matar canalhas e malfeitores.**", "purport": "Kṛṣṇa diz no *Bhagavad-gītā* (Bg. 4.8): paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām. Às vezes, o Senhor investe Seu poder de governar em um rei como Pṛthu e capacita tal rei a matar canalhas e malfeitores. Ele também investe Seu poder em encarnações como Paraśurāma."}
{"ref": "cc/madhya/20/373", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/373/", "verse_text": "jñāna-śakty-ādi-kala yā\n\nyatrāviṣṭo janārdanaḥ\n\nta āveśā nigadyante\n\njīvā eva mahattamāḥ", "devanagari": "> জ্ঞানশক্ত্যাদিকলয়া যত্রাবিষ্টো জনার্দনঃ ।\n> ত আবেশা নিগদ্যন্তে জীবা এব মহত্তমাঃ ॥৩৭৩॥", "synonyms": "*jñāna-śakti-ādi-kalayā*—por porções das potências do conhecimento, do serviço devocional, da criação, do serviço pessoal, do governo sobre o mundo material, do carregamento dos diferentes planetas e da morte de canalhas e malfeitores; *yatra*—onde quer que; *āviṣṭaḥ*—entra; *janārdanaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu; *te*—eles; *āveśāḥ*—dotados de poder; *nigadyante*—são chamados; *jīvāḥ*—entidades vivas; *eva*—embora; *mahat-tamāḥ*—devotos elevadíssimos.", "translation": "**\" 'Sempre que o Senhor está presente em alguém por porções de Suas várias potências, a entidade viva que representa o Senhor é chamada de śaktyāveśa-avatāra, isto é, uma encarnação investida de poder especial.'**", "purport": "Este verso encontra-se no Laghu-bhāgavatāmṛta (1.18)."}
{"ref": "cc/madhya/20/374", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/374/", "verse_text": "'vibhūti' kahiye yaiche gītā-ekādaśe\n\njagat vyāpila kṛṣṇa-śakty-ābhāsāveśe", "devanagari": "> ‘বিভূতি’ কহিয়ে যৈছে গীতা-একাদশে ।\n> জগৎ ব্যাপিল কৃষ্ণশক্ত্যাভাসাবেশে ॥৩৭৪॥", "synonyms": "*vibhūti*—poder específico; *kahiye*—dizemos; *yaiche*—assim como; *gītā*—do Bhagavad-gītā; *ekādaśe*—no Décimo Primeiro Capítulo; *jagat*—por todo o universo; *vyāpila*—Ele Se expandiu; *kṛṣṇa-śakti-ābhāsa-āveśe*—pelo reflexo de Seu poder.", "translation": "**\"Como se explica no Décimo Primeiro Capítulo do *Bhagavad-gītā*, Kṛṣṇa Se espalhou por todo o universo em muitas personalidades por meio de poderes específicos, conhecidos como vibhūti.**", "purport": "A expansão de poderes específicos da māyā explica-se no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.7.39)."}
{"ref": "cc/madhya/20/375", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/375/", "verse_text": "yad yad vibhūtimat sattvaṁ\n\nśrīmad ūrjitam eva vā\n\ntat tad evāvagaccha tvaṁ\n\nmama tejo 'ṁśa-sambhavam", "devanagari": "> যদ্যদ্বিভূতিমৎ সত্ত্বং শ্রীমদূর্জিতমেব বা ।\n> তত্তদেবাবগচ্ছ ত্বং মম তেজোহংশসম্ভবম্ ॥৩৭৫॥", "synonyms": "*yat yat*—tudo o que e onde quer que; *vibhūtimat*—extraordinariamente opulento; *sat-tvam*—entidade viva; *śrīmat*—pleno de riqueza; *ūrjitam*—pleno de poder; *eva*—certamente; *vā*—ou; *tat tat*—ali; *eva*—certamente; *avagaccha*—deves saber; *tvam*—tu; *mama*—de Mim; *tejaḥ*—do poder; *aṁśa*—de uma parte; *sambhavam*—manifestação.", "translation": "**\" 'Sabe que todas as criações belas, gloriosas e poderosas brotam apenas de uma centelha do Meu esplendor.**", "purport": "Esta é uma afirmação feita por Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (10.41)."}
{"ref": "cc/madhya/20/376", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/376/", "verse_text": "athavā bahunaitena\n\nkiṁ jñātena tavārjuna\n\nviṣṭabhyāham idaṁ kṛtsnam\n\nekāṁśena sthito jagat", "devanagari": "> অথবা বহুনৈতেন কিং জ্ঞাতেন তবার্জুন ।\n> বিষ্টভ্যাহমিদং কৃৎস্নমেকাংশেন স্থিতো জগৎ ॥৩৭৬॥", "synonyms": "*athavā*—ou; *bahunā*—muito; *etena*—com isto; *kim*—de que serve; *jñātena*—ser conhecido; *tava*—por ti; *arjuna*—ó Arjuna; *viṣṭabhya*—permeando; *aham*—Eu; *idam*—este; *kṛtsnam*—inteiro; *eka-aṁśena*—com uma porção; *sthitaḥ*—situado; *jagat*—universo.", "translation": "**\" 'Mas que necessidade há, Arjuna, de todo este conhecimento detalhado? Com um único fragmento de Mim mesmo, permeio e sustento este universo inteiro.'**", "purport": "Esta também é uma afirmação feita por Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (10.42)."}
{"ref": "cc/madhya/20/377", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/377/", "verse_text": "eita kahiluṅ śakty-āveśa-avatāra\n\nbālya-paugaṇḍa-dharmera śunaha vicāra", "devanagari": "> এইত কহিলুঁ শক্ত্যাবেশ-অবতার ।\n> বাল্য-পৌগণ্ড-ধর্মের শুনহ বিচার ॥৩৭৭॥", "synonyms": "*eita*—assim; *kahiluṅ*—expliquei; *śakti-āveśa-avatāra*—as encarnações especificamente dotadas de poder; *bālya*—na infância; *paugaṇḍa*—na meninice; *dharmera*—das características; *śunaha*—agora ouça; *vicāra*—a consideração.", "translation": "**\"Assim, expliquei as encarnações especificamente dotadas de poder. Agora, por favor, ouça sobre as características da infância, da meninice e da juventude do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/378", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/378/", "verse_text": "kiśora-śekhara-dharmī vrajendra-nandana\n\nprakaṭa-līlā karibāre yabe kare mana", "devanagari": "> কিশোরশেখর-ধর্মী ব্রজেন্দ্রনন্দন  ।\n> প্রকটলীলা করিবারে যবে করে মন ॥৩৭৮॥", "synonyms": "*kiśora-śekhara*—o supremo da juventude; *dharmī*—cuja posição natural; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda; *prakaṭa-līlā*—passatempos manifestos; *karibāre*—realizar; *yabe*—quando; *kare*—faz; *mana*—mente.", "translation": "**\"Como filho de Mahārāja Nanda, o Senhor Kṛṣṇa é, por natureza, o paradigma do kiśora [juventude]. Ele opta por exibir Seus passatempos nessa idade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/379", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/379/", "verse_text": "ādau prakaṭa karāya mātā-pita--bhakta-gaṇe\n\npāche prakaṭa haya janmādika-līlā-krame", "devanagari": "> আদৌ প্রকট করায় মাতা-পিতা-ভক্তগণে  ।\n> পাছে প্রকট হয় জন্মাদিক-লীলাক্রমে ॥৩৭৯॥", "synonyms": "*ādau*—primeiro; *prakaṭa*—manifestos; *karāya*—Ele faz; *mātā-pitā*—Sua mãe e Seu pai; *bhakta-gaṇe*—devotos semelhantes; *pāche*—depois disso; *prakaṭa haya*—manifesta-se; *janma-ādika-līlā-krame*—passatempos como o nascimento, em ordem.", "translation": "**\"Antes de Seu aparecimento pessoal, o Senhor faz com que alguns de Seus devotos apareçam como Sua mãe, Seu pai e Seus associados íntimos. Em seguida, Ele aparece como se estivesse nascendo e crescendo, de bebê a criança, e gradualmente até a juventude.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/380", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/380/", "verse_text": "vayaso vividhatve 'pi\n\nsarva-bhakti-rasāśrayaḥ\n\ndharmī kiśora evātra\n\nnitya-līlā-vilāsa vān", "devanagari": "> বয়সো বিবিধত্বেঽপি সর্বভক্তিরসাশ্রয়ঃ ।\n> ধর্মী কিশোর এবাত্র নিত্যলীলা-বিলাসবান্ ॥৩৮০॥", "synonyms": "*vayasaḥ*—da idade; *vividhatve*—em variedades; *api*—embora; *sarva*—de toda espécie; *bhakti-rasa-āśrayaḥ*—o abrigo do serviço devocional; *dharmī*—cuja natureza constitucional; *kiśoraḥ*—na idade que precede a juventude; *eva*—certamente; *atra*—nisto; *nitya-līlā*—dos passatempos eternos; *vilāsavān*—o desfrutador supremo.", "translation": "**\" 'A Suprema Personalidade de Deus desfruta de Si mesmo eternamente, e Ele é o abrigo de toda espécie de serviço devocional. Embora Suas idades sejam várias, Sua idade conhecida como kiśora [pré-juventude] é a melhor de todas.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.63)."}
{"ref": "cc/madhya/20/381", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/381/", "verse_text": "pūtanā-vadhādi yata līlā kṣaṇe kṣaṇe\n\nsaba līlā nitya prakaṭa kare anukrame", "devanagari": "> পূতনা-বধাদি যত লীলা ক্ষণে ক্ষণে ।\n> সব লীলা নিত্য প্রকট করে অনুক্রমে ॥৩৮১॥", "synonyms": "*pūtanā-vadha-ādi*—a morte de demônios como Pūtanā; *yata*—todos; *līlā*—passatempos; *kṣaṇe kṣaṇe*—um momento após outro; *saba līlā*—todos esses passatempos; *nitya*—eternamente; *prakaṭa*—manifestando; *kare*—faz; *anukrame*—um após outro.", "translation": "**\"Quando o Senhor Kṛṣṇa aparece, de momento a momento Ele exibe Seus diferentes passatempos, começando com a morte de Pūtanā. Todos esses passatempos são eternamente demonstrados um após outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/382", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/382/", "verse_text": "ananta brahmāṇḍa, tāra nāhika gaṇana\n\nkona līlā kona brahmāṇḍe haya prakaṭana", "devanagari": "> অনন্ত ব্ৰহ্মাণ্ড, তার নাহিক গণন ।\n> কোন লীলা কোন ব্ৰহ্মাণ্ডে হয় প্রকটন ॥৩৮২॥", "synonyms": "*ananta brahmāṇḍa*—inumeráveis universos; *tāra*—dos quais; *nāhika gaṇana*—não há contagem; *kona līlā*—alguns passatempos; *kona brahmāṇḍe*—em algum universo; *haya*—há; *prakaṭana*—manifestação.", "translation": "**\"Os passatempos consecutivos de Kṛṣṇa manifestam-se em um dos inumeráveis universos momento após momento. Não há possibilidade de contar os universos, mas, de qualquer modo, algum passatempo do Senhor está sendo manifestado a cada momento em um universo ou outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/383", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/383/", "verse_text": "ei-mata saba līlā--yena gaṅgā-dhāra\n\nse-se līlā prakaṭa kare vrajendra-kumāra", "devanagari": "> এইমত সব লীলা — যেন গঙ্গাধার ।\n> সে-সে লীলা প্রকট করে ব্রজেন্দ্রকুমার ॥৩৮৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *saba līlā*—todos os passatempos; *yena*—como; *gaṅgā-dhāra*—o fluir das águas do Ganges; *se-se*—esses; *līlā*—passatempos; *prakaṭa kare*—demonstra; *vrajendra-kumāra*—o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**\"Assim, os passatempos do Senhor são como as águas correntes do Ganges. Dessa maneira, todos os passatempos são manifestados pelo filho de Nanda Mahārāja.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/384", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/384/", "verse_text": "krame bālya-paugaṇḍa-kaiśoratā-prāpti\n\nrāsa-ādi līlā kare, kaiśore nitya-sthiti", "devanagari": "> ক্রমে বাল্য-পৌগণ্ড-কৈশোরতা-প্রাপ্তি ।\n> রাস-আদি লীলা করে, কৈশোরে নিত্যস্থিতি ॥৩৮৪॥", "synonyms": "*krame*—gradualmente; *bālya*—infância; *paugaṇḍa*—meninice; *kaiśoratā*—juventude; *prāpti*—desenvolvimento; *rāsa*—dança com as gopīs; *ādi*—e outros; *līlā*—passatempos; *kare*—realiza; *kaiśore*—em Sua idade que precede a juventude; *nitya-sthiti*—existindo eternamente.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa exibe Seus passatempos de infância, meninice e pré-juventude. Quando alcança a pré-juventude, Ele continua a existir eternamente para realizar Sua dança da rāsa e outros passatempos.**", "purport": "A comparação feita aqui é muito interessante. Kṛṣṇa não cresce como um ser humano comum, embora exiba Seus passatempos de infância, meninice e pré-juventude. Quando alcança a idade da pré-juventude, kaiśora, Ele não envelhece mais. Simplesmente permanece em Sua idade kaiśora. Por isso, Ele é descrito na Brahma-saṁhitā (5.33) como nava-yauvana.\n\nadvaitam acyutam anādim ananta-rūpam\nādyaṁ purāṇa-puruṣaṁ nava-yauvanaṁ ca\nvedeṣu durlabham adurlabham ātma-bhaktau\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\nEsse nava-yauvana, ou pré-juventude, é a eterna forma transcendental de Kṛṣṇa. Kṛṣṇa nunca envelhece além de nava-yauvana."}
{"ref": "cc/madhya/20/385", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/385/", "verse_text": "'nitya-līlā' kṛṣṇera sarva-śāstre kaya\n\nbujhite nā pāre līlā kemane 'nitya' haya", "devanagari": "> ‘নিত্যলীলা’ কৃষ্ণের সর্বশাস্ত্রে কয় ।\n> বুঝিতে না পারে লীলা কেমনে ‘নিত্য’ হয় ॥৩৮৫॥", "synonyms": "*nitya-līlā*—passatempos eternos; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sarva-śāstre kaya*—descritos em cada śāstra; *bujhite nā pāre*—não consegue compreender; *līlā*—passatempos; *kemane*—como; *nitya haya*—são eternos.", "translation": "**\"As descrições dos passatempos eternos de Kṛṣṇa encontram-se em todas as escrituras reveladas. Contudo, ninguém consegue compreender como eles continuam eternamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/386", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/386/", "verse_text": "dṛṣṭānta diyā kahi tabe loka yadi jāne\n\nkṛṣṇa-līlā--nitya, jyotiścakra-pramāṇe", "devanagari": "> দৃষ্টান্ত দিয়া কহি তবে লোক যদি জানে ।\n> কৃষ্ণলীলা — নিত্য, জ্যোতিশ্চক্র-প্রমাণে ॥৩৮৬॥", "synonyms": "*dṛṣṭānta diyā*—dando um exemplo; *kahi*—deixa-Me dizer; *tabe*—então; *loka*—as pessoas; *yadi*—se; *jāne*—conseguem compreender; *kṛṣṇa-līlā*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *nitya*—eternos; *jyotiḥ-cakra*—do zodíaco; *pramāṇe*—por evidência.", "translation": "**\"Deixa-Me dar um exemplo pelo qual as pessoas possam compreender os passatempos eternos do Senhor Kṛṣṇa. Pode-se encontrar um exemplo no zodíaco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/387", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/387/", "verse_text": "jyotiścakre sūrya yena phire rātri-dine\n\nsapta-dvīpāmbudhi laṅghi' phire krame krame", "devanagari": "> জ্যোতিশ্চক্রে সূর্য যেন ফিরে রাত্রি-দিনে ৷\n> সপ্তদ্বীপাম্বুধি লঙ্ঘি’ ফিরে ক্রমে ক্রমে ॥৩৮৭॥", "synonyms": "*jyotiḥ-cakre*—no zodíaco; *sūrya*—do sol; *yena*—como; *phire*—move-se; *rātri-dine*—dia e noite; *sapta-dvīpa-ambudhi*—os oceanos das ilhas; *laṅghi'*—cruzando; *phire*—gira; *krame krame*—um após o outro.", "translation": "**\"O sol move-se através do zodíaco dia e noite e cruza os oceanos entre as sete ilhas um após o outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/388", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/388/", "verse_text": "rātri-dine haya ṣaṣṭi-daṇḍa-parimāṇa\n\ntina-sahasra chaya-śata 'pala' tāra māna", "devanagari": "> রাত্রি-দিনে হয় ষষ্টিদণ্ড-পরিমাণ ৷\n> তিনসহস্র ছয়শত ‘পল’ তার মান ॥৩৮৮॥", "synonyms": "*rātri-dine*—durante todo o dia e a noite; *haya*—há; *ṣaṣṭi-daṇḍa*—de sessenta daṇḍas (uma medida de tempo); *parimāṇa*—duração; *tina-sahasra*—três mil; *chaya-śata*—seiscentos; *pala*—palas; *tāra*—disso; *māna*—medida.", "translation": "**\"Segundo os cálculos astronômicos Védicos, a rotação do sol consiste em sessenta daṇḍas, que se dividem em três mil e seiscentos palas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/389", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/389/", "verse_text": "sūryodaya haite ṣaṣṭi-pala-kramodaya\n\nsei eka daṇḍa, aṣṭa daṇḍe 'prahara' haya", "devanagari": "> সূর্যোদয় হৈতে ষষ্টিপল-ক্রমোদয় ।\n> সেই এক দণ্ড, অষ্ট দণ্ডে ‘প্রহর’ হয় ॥৩৮৯॥", "synonyms": "*sūrya-udaya haite*—começando a partir do nascer do sol; *ṣaṣṭi-pala*—sessenta palas; *krama-udaya*—elevando-se gradualmente, cada vez mais alto; *sei*—isso; *eka daṇḍa*—um daṇḍa; *aṣṭa daṇḍe*—em oito daṇḍas; *prahara haya*—há um prahara.", "translation": "**\"O sol eleva-se em etapas que consistem em sessenta palas. Sessenta palas equivalem a um daṇḍa, e oito daṇḍas compõem um prahara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/390", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/390/", "verse_text": "eka-dui-tina-cāri prahare asta haya\n\ncāri-prahara rātri gele punaḥ sūryodaya", "devanagari": "> এক-দুই-তিন-চারি প্রহরে অস্ত হয় ।\n> চারিপ্রহর রাত্রি গেলে পুনঃ সূর্যোদয় ॥৩৯০॥", "synonyms": "*eka-dui-tina-cāri*—um, dois, três, quatro; *prahare*—em praharas; *asta haya*—o sol se põe ao entardecer; *cāri-prahara*—geralmente após quatro praharas; *rātri*—a noite; *gele*—quando passa; *punaḥ*—novamente; *sūryodaya*—o sol nasce.", "translation": "**\"O dia e a noite dividem-se em oito praharas — quatro pertencentes ao dia e quatro pertencentes à noite. Após oito praharas, o sol nasce novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/391", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/391/", "verse_text": "aiche kṛṣṇera līlā-maṇḍala caudda-manvantare\n\nbrahmāṇḍa-maṇḍala vyāpi' krame krame phire", "devanagari": "> ঐছে কৃষ্ণের লীলা-মণ্ডল চৌদ্দমন্বন্তরে ।\n> ব্রহ্মাণ্ডমণ্ডল ব্যাপি’ ক্রমে ক্রমে ফিরে ॥৩৯১॥", "synonyms": "*aiche*—da mesma forma; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *līlā-maṇḍala*—grupos de diferentes passatempos; *caudda-manvantare*—na duração de catorze Manus; *brahmāṇḍa-maṇḍala*—todos os universos; *vyāpi'*—espalhando-se através de; *krame krame*—gradualmente; *phire*—retornam.", "translation": "**\"Assim como o sol, há uma órbita para os passatempos de Kṛṣṇa, que se manifestam um após o outro. Durante o tempo de vida de catorze Manus, essa órbita expande-se através de todos os universos e gradualmente retorna. Dessa forma, Kṛṣṇa move-se com Seus passatempos através de todos os universos, um após o outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/392", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/392/", "verse_text": "saoyāśata vatsara kṛṣṇera prakaṭa-prakāśa\n\ntāhā yaiche vraja-pure karilā vilāsa", "devanagari": "> সওয়াশত বৎসর কৃষ্ণের প্রকট-প্রকাশ ।\n> তাহা যৈছে ব্রজ-পুরে করিলা বিলাস ॥৩৯২॥", "synonyms": "*saoyāśata*—125; *vatsara*—anos; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *prakaṭa-prakāśa*—manifestação do aparecimento; *tāhā*—isso; *yaiche*—como; *vraja-pure*—em Vṛndāvana e Dvārakā; *karilā vilāsa*—desfruta dos passatempos.", "translation": "**\"Kṛṣṇa permanece dentro de um universo por 125 anos, e Ele desfruta de Seus passatempos tanto em Vṛndāvana quanto em Dvārakā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/393", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/393/", "verse_text": "alāta-cakra-prāya sei līlā-cakra phire\n\nsaba līlā saba brahmāṇḍe krame udaya kare", "devanagari": "> অলাতচক্রপ্রায় সেই লীলাচক্র ফিরে ।\n> সব লীলা সব ব্রহ্মাণ্ডে ক্রমে উদয় করে ॥৩৯৩॥", "synonyms": "*alāta-cakra-prāya*—exatamente como uma roda de fogo; *sei*—esse; *līlā-cakra*—o ciclo dos passatempos de Kṛṣṇa; *phire*—gira; *saba līlā*—todos esses passatempos; *saba brahmāṇḍe*—em todos os universos; *krame*—um após o outro; *udaya kare*—tornam-se manifestos.", "translation": "**\"O ciclo de Seus passatempos gira como uma roda de fogo. Assim, Kṛṣṇa exibe Seus passatempos um após o outro em cada universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/394", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/394/", "verse_text": "janma, bālya, paugaṇḍa, kaiśora prakāśa\n\npūtanā-vadhādi kari' mauṣalānta vilāsa", "devanagari": "> জন্ম, বাল্য, পৌগণ্ড, কৈশোর প্রকাশ ।\n> পূতনা-বধাদি করি’ মৌষলান্ত বিলাস ॥৩৯৪॥", "synonyms": "*janma*—nascimento; *bālya*—infância; *paugaṇḍa*—meninice; *kaiśora*—pré-juventude; *prakāśa*—manifestação; *pūtanā-vadha-ādi*—a morte dos demônios, começando por Pūtanā; *kari'*—manifestando; *mauṣalānta*—até o fim dos passatempos mauṣala; *vilāsa*—passatempos.", "translation": "**\"Os passatempos de Kṛṣṇa — aparecimento, infância, meninice e juventude — são todos manifestos, começando pela morte de Pūtanā e estendendo-se até o fim da mauṣala-līlā, a aniquilação da dinastia Yadu. Todos esses passatempos giram em cada universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/395", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/395/", "verse_text": "kona brahmāṇḍe kona līlāra haya avasthāna\n\ntāte līlā 'nitya' kahe āgama-purāṇa", "devanagari": "> কোন ব্ৰহ্মাণ্ডে কোন লীলার হয় অবস্থান ।\n> তাতে লীলা ‘নিত্য’ কহে আগম-পুরাণ ॥৩৯৫॥", "synonyms": "*kona brahmāṇḍe*—em algum universo; *kona līlāra*—alguns passatempos; *haya*—há; *avasthāna*—a presença; *tāte*—por isso; *līlā*—passatempos; *nitya*—eternos; *kahe*—explicam; *āgama-purāṇa*—os Vedas e os Purāṇas.", "translation": "**\"Visto que todos os passatempos de Kṛṣṇa ocorrem continuamente, a cada momento algum passatempo está presente em um universo ou outro. Por conseguinte, esses passatempos são chamados de eternos pelos *Vedas* e *Purāṇas*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/396", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/396/", "verse_text": "goloka, gokula-dhāma--'vibhu' kṛṣṇa-sama\n\nkṛṣṇecchāya brahmāṇḍa-gaṇe tāhāra saṅkrama", "devanagari": "> গোলোক, গোকুল-ধাম — ‘বিভু’ কৃষ্ণসম ।\n> কৃষ্ণেচ্ছায় ব্রহ্মাণ্ডগণে তাহার সংক্রম ॥৩৯৬॥", "synonyms": "*goloka*—o planeta conhecido como Goloka; *gokula-dhāma*—a terra espiritual, os campos de pastoreio das vacas surabhi; *vibhu*—opulento e poderoso; *kṛṣṇa-sama*—tanto quanto Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-icchāya*—pela vontade suprema de Kṛṣṇa; *brahmāṇḍa-gaṇe*—em cada um dos universos; *tāhāra*—dos dhāmas Goloka e Gokula; *saṅkrama*—aparecimento.", "translation": "**\"A morada espiritual conhecida como Goloka, que é uma terra de pastoreio para as vacas surabhi, é tão poderosa e opulenta quanto Kṛṣṇa. Pela vontade de Kṛṣṇa, os dhāmas originais Goloka e Gokula manifestam-se com Ele em todos os universos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/397", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/397/", "verse_text": "ataeva goloka-sthāne nitya vihāra\n\nbrahmāṇḍa-gaṇe krame prākaṭya tāhāra", "devanagari": "> অতএব গোলোকস্থানে নিত্য বিহার ।\n> ব্রহ্মাণ্ডগণে ক্রমে প্রাকট্য তাহার ॥৩৯৭॥", "synonyms": "*ataeva*—por isso; *goloka-sthāne*—no planeta original Goloka Vṛndāvana; *nitya vihāra*—passatempos eternos; *brahmāṇḍa-gaṇe*—dentro dos universos materiais; *krame*—gradualmente; *prākaṭya*—manifestação; *tāhāra*—deles.", "translation": "**\"Os passatempos eternos de Kṛṣṇa ocorrem continuamente no planeta original Goloka Vṛndāvana. Esses mesmos passatempos manifestam-se gradualmente dentro do mundo material, em cada brahmāṇḍa.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura esclarece essa complicada explicação dos passatempos de Kṛṣṇa. Os passatempos de Kṛṣṇa estão sempre presentes no mundo material, em um dos muitos universos. Esses passatempos aparecem nos universos um após o outro, assim como o sol se move pelo céu e mede o tempo. O aparecimento de Kṛṣṇa pode estar manifesto neste universo em um momento e, imediatamente após Seu nascimento, esse passatempo manifesta-se no universo seguinte. Após Sua morte de Pūtanā manifestar-se neste universo, ela manifesta-se em seguida em outro universo. Assim, todos os passatempos de Kṛṣṇa existem eternamente, tanto no planeta original Goloka Vṛndāvana quanto nos universos materiais. Os 125 anos calculados em nosso sistema solar como o tempo de vida de Kṛṣṇa equivalem a um momento para Kṛṣṇa. Em um momento, esses passatempos manifestam-se em um universo e, no momento seguinte, manifestam-se no universo seguinte. Há ilimitados universos, e os passatempos de Kṛṣṇa manifestam-se um momento após o outro em todos eles. Essa rotação é explicada por meio do exemplo do movimento do sol pelo céu. Kṛṣṇa aparece e desaparece em inumeráveis universos, assim como o sol aparece e desaparece durante o dia. Embora o sol pareça nascer e se pôr, ele continua a brilhar em algum lugar da Terra. Embora os passatempos de Kṛṣṇa pareçam aparecer e desaparecer, eles existem continuamente em um brahmāṇḍa (universo) ou outro. Dessa forma, todos os līlās de Kṛṣṇa estão presentes simultaneamente por todos os inumeráveis universos. Com nossos sentidos limitados, não podemos apreciar isso; por isso, os passatempos eternos de Kṛṣṇa são muito difíceis de compreender para nós. A pessoa deve tentar compreender como eles ocorrem entendendo a alegoria do sol. Embora o Senhor esteja aparecendo constantemente nos universos materiais, Seus passatempos estão eternamente presentes no Goloka Vṛndāvana original. Por conseguinte, esses passatempos são chamados de nitya-līlā (passatempos eternamente presentes). Como não podemos ver o que está ocorrendo em outros universos, é um pouco difícil para nós compreender como Kṛṣṇa manifesta eternamente Seus passatempos. Há catorze Manus em um dia de Brahmā, e esse cálculo de tempo também ocorre em outros universos. Os passatempos de Kṛṣṇa manifestam-se antes que catorze Manus expirem. Embora seja um pouco difícil compreender dessa maneira os passatempos eternos de Kṛṣṇa, devemos aceitar o veredito das literaturas Védicas.\n\nHá dois tipos de devotos: o sādhaka, que está se preparando para a perfeição, e o siddha, que já é perfeito. No que diz respeito àqueles que já são perfeitos, o *Bhagavad-gītā* diz: tyaktvā dehaṁ punar janma naiti mām eti so 'rjuna — \"Após abandonar este corpo material, tal devoto vem a Mim.\" Após deixar o corpo material, o devoto perfeito nasce do ventre de uma gopī em um planeta onde os passatempos de Kṛṣṇa estão ocorrendo. Isso pode ser neste universo ou em outro universo. Essa afirmação encontra-se no Ujjvala-nīlamaṇi, que é comentado por Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura. Quando um devoto se torna perfeito, ele é transferido para o universo onde os passatempos de Kṛṣṇa estão ocorrendo. Os associados eternos de Kṛṣṇa vão aonde quer que Kṛṣṇa manifeste Seus passatempos. Como se afirmou antes, primeiro aparecem o pai e a mãe de Kṛṣṇa, depois os demais associados. Ao abandonar seu corpo material, o devoto perfeito também vai associar-se a Kṛṣṇa e a Seus outros associados."}
{"ref": "cc/madhya/20/398", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/398/", "verse_text": "vraje kṛṣṇa--sarvaiśvarya-prakāśe 'pūrṇatama'\n\npurī-dvaye, paravyome--'pūrṇatara', 'pūrṇa'", "devanagari": "> ব্রজে কৃষ্ণ — সর্বৈশ্বর্যপ্ৰকাশে ‘পূর্ণতম’ ।\n> পুরীদ্বয়ে, পরব্যোমে — ‘পূর্ণতর,’ ‘পূর্ণ’ ॥৩৯৮॥", "synonyms": "*vraje*—em Vṛndāvana; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sarva-aiśvarya-prakāśe*—manifestação de Sua plena opulência; *pūrṇa-tama*—o mais completo; *purī-dvaye*—em Dvārakā e Mathurā; *para-vyome*—e no mundo espiritual; *pūrṇa-tara*—mais completo; *pūrṇa*—completo.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é completo no céu espiritual [Vaikuṇṭha]. Ele é mais completo em Mathurā e Dvārakā, e é o mais completo em Vṛndāvana, Vraja, por manifestar todas as Suas opulências.**", "purport": "Isso é confirmado nos três versos seguintes do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.221-223)."}
{"ref": "cc/madhya/20/399", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/399/", "verse_text": "hariḥ pūrṇatamaḥ pūrṇa-\n\ntaraḥ pūrṇa iti tridhā\n\nśreṣṭha-madhyādibhiḥ śabdair\n\nnāṭye yaḥ paripaṭhyate", "devanagari": "> হরিঃ পূর্ণতমঃ পূর্ণতরঃ পূর্ণ ইতি ত্রিধা ।\n> শ্রেষ্ঠমধ্যাদিভিঃ শব্দৈর্নাট্যে যঃ পরিপঠ্যতে ॥৩৯৯॥", "synonyms": "*hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *pūrṇa-tamaḥ*—o mais completo; *pūrṇa-taraḥ*—mais completo; *pūrṇaḥ*—completo; *iti*—assim; *tri-dhā*—três estágios; *śreṣṭha*—o melhor; *madhya-ādibhiḥ*—o intermediário, etc.; *śabdaiḥ*—pelas palavras; *nāṭye*—nos livros de arte dramática; *yaḥ*—que; *paripaṭhyate*—é proclamado.", "translation": "**\" 'Isso se declara nas literaturas dramáticas como \"perfeito\", \"mais perfeito\" e \"máximamente perfeito\". Assim, o Senhor Kṛṣṇa Se manifesta de três maneiras: perfeito, mais perfeito e máximamente perfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/400", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/400/", "verse_text": "prakāśitākhila-guṇaḥ\n\nsmṛtaḥ pūrṇatamo budhaiḥ\n\nasarva-vyañjakaḥ pūrṇa-\n\ntaraḥ pūrṇo 'lpa-darśakaḥ", "devanagari": "> প্রকাশিতাখিলগুণঃ স্মৃতঃ পূর্ণতমো বুধৈঃ ।\n> অসর্বব্যঞ্জকঃ পূর্ণতরঃ পূর্ণোঽল্পদর্শকঃ ॥৪০০॥", "synonyms": "*prakāśita-akhila-guṇaḥ*—que tem todas as qualidades transcendentais manifestas; *smṛtaḥ*—é compreendido; *pūrṇa-tamaḥ*—máximamente perfeito; *budhaiḥ*—pelos eruditos; *asarva-vyañjakaḥ*—que tem as qualidades não plenamente manifestas; *pūrṇa-taraḥ*—mais perfeito; *pūrṇaḥ*—perfeito; *alpa-darśakaḥ*—manifesto de modo ainda menos pleno.", "translation": "**\" 'Quando a Suprema Personalidade de Deus não manifesta todas as Suas qualidades transcendentais, é chamado de completo. Quando manifesta todas as qualidades, mas não plenamente, é chamado de mais completo. Quando manifesta todas as Suas qualidades em plenitude, é chamado de máximamente completo. Esta é a versão de todos os eruditos da ciência devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/401", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/401/", "verse_text": "kṛṣṇasya pūrṇatamatā\n\nvyaktābhūd gokulāntare\n\npūrṇatā pūrṇataratā\n\ndvārakā-mathurādiṣu", "devanagari": "> কৃষ্ণস্য পূর্ণতমতা ব্যক্তাভূদ্গোকুলান্তরে ৷\n> পূর্ণতা পূর্ণতরতা দ্বারকা-মথুরাদিষু ॥৪০১॥", "synonyms": "*kṛṣṇasya*—do Senhor Kṛṣṇa; *pūrṇa-tamatā*—o ser máximamente perfeito; *vyaktā*—manifesto; *abhūt*—tornou-se; *gokula-antare*—no domínio de Gokula Vṛndāvana; *pūrṇatā*—completude; *pūrṇa-taratā*—maior completude; *dvārakā*—em Dvārakā; *mathurā-ādiṣu*—e Mathurā, e assim por diante.", "translation": "**\" 'As qualidades máximamente completas de Kṛṣṇa manifestam-se dentro de Vṛndāvana, e Suas qualidades completas e mais completas manifestam-se em Dvārakā e Mathurā.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/402", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/402/", "verse_text": "ei kṛṣṇa--vraje 'pūrṇatama' bhagavān\n\nāra saba svarūpa--'pūrṇatara' 'pūrṇa' nāma", "devanagari": "> এই কৃষ্ণ — ব্রজে ‘পূর্ণতম’ ভগবান্ ।\n> আর সব স্বরূপ — ‘পূর্ণতর’ ‘পূর্ণ’ নাম ॥৪০২॥", "synonyms": "*ei kṛṣṇa*—o mesmo Kṛṣṇa; *vraje*—em Vṛndāvana; *pūrṇa-tama bhagavān*—a manifestação máximamente completa da Suprema Personalidade de Deus; *āra*—outras; *saba*—todas; *sva-rūpa*—formas; *pūrṇa-tara*—mais completas; *pūrṇa*—completas; *nāma*—chamadas.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus máximamente completa em Vṛndāvana. Em outros lugares, todas as Suas expansões são ou completas ou mais completas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/403", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/403/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiluṅ kṛṣṇera svarūpa-vicāra\n\n'ananta' kahite nāre ihāra vistāra", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিলুঁ কৃষ্ণের স্বরূপ-বিচার ।\n> ‘অনন্ত’ কহিতে নারে ইহার বিস্তার ॥৪০৩॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em breve; *kahiluṅ*—descrevi; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa-vicāra*—consideração de Suas diferentes formas e aspectos; *ananta*—o Senhor Ananta; *kahite nāre*—não é capaz de descrever; *ihāra*—desta; *vistāra*—a extensão.", "translation": "**\"Assim, descrevi brevemente a manifestação das formas transcendentais de Kṛṣṇa. Este tema é tão vasto que nem mesmo o Senhor Ananta consegue descrevê-lo plenamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/404", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/404/", "verse_text": "ananta svarūpa kṛṣṇera nāhika gaṇana\n\nśākhā-candra-nyāye kari dig-daraśana", "devanagari": "> অনন্ত স্বরূপ কৃষ্ণের নাহিক গণন ।\n> শাখা-চন্দ্র-ন্যায়ে করি দিগ্দরশন ॥৪০৪॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitadas; *svarūpa*—formas; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāhika gaṇana*—não há contagem; *śākhā-candra-nyāye*—pela lógica de mostrar a lua através dos galhos de uma árvore; *kari*—faço; *dik-daraśana*—apenas uma mostra parcial.", "translation": "**\"Dessa maneira, as formas transcendentais de Kṛṣṇa expandem-se ilimitadamente. Ninguém consegue contá-las. Tudo o que expliquei é apenas um pequeno vislumbre. É como mostrar a lua através dos galhos de uma árvore.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/405", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/405/", "verse_text": "ihā yei śune, paḍe, sei bhāgyavān\n\nkṛṣṇera svarūpa-tattvera haya kichu jñāna", "devanagari": "> ইহা যেই শুনে, পড়ে, সেই ভাগ্যবান্ ।\n> কৃষ্ণের স্বরূপতত্ত্বের হয় কিছু জ্ঞান ॥৪০৫॥", "synonyms": "*ihā*—esta narração; *yei śune*—qualquer um que ouça; *paḍe*—ou leia; *sei*—tal pessoa; *bhāgyavān*—é máximamente afortunada; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa-tattvera*—dos aspectos corpóreos pessoais; *haya*—há; *kichu*—algum; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**Quem quer que ouça ou recite estas descrições das expansões do corpo de Kṛṣṇa é certamente um homem muito afortunado. Embora isso seja muito difícil de compreender, a pessoa pode, ainda assim, adquirir algum conhecimento acerca dos diferentes aspectos do corpo de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/20/406", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/20/406/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৪০৬॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Vigésimo Capítulo, que descreve como Sanātana Gosvāmī encontrou o Senhor em Vārāṇasī e recebeu conhecimento da Verdade Absoluta."}
{"ref": "cc/madhya/21/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/1/", "verse_text": "agaty-eka-gatiṁ natvā\nhīnārthādhika-sādhakam\nśrī-caitanyaṁ likhāmy asya\nmādhuryaiśvarya-śīkaram", "devanagari": "> অগত্যেকগতিং নত্বা হীনার্থাধিকসাধকম্ ।\n> শ্রীচৈতন্যং লিখাম্যস্য মাধুর্যৈশ্বর্য-শীকরম্ ॥১॥", "synonyms": "*agati-eka-gatim*—ao único refúgio das almas condicionadas que não conhecem a meta da vida; *natvā*—oferecendo reverências; *hīna-artha*—das necessidades das almas condicionadas, que são pobres em conhecimento espiritual; *adhika*—aumento; *sādhakam*—proporcionando; *śrī-caitanyam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *likhāmi*—estou escrevendo; *asya*—dEle; *mādhurya-aiśvarya*—da doçura e da opulência; *śīkaram*—uma pequena porção.", "translation": "**Oferecendo minhas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, permita-me descrever uma partícula de Sua opulência e de Sua doçura. Ele é o mais valioso para uma alma condicionada caída, desprovida de conhecimento espiritual, e é o único refúgio para aqueles que não conhecem a verdadeira meta da vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! Todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/3/", "verse_text": "sarva svarūpera dhāma--paravyoma-dhāme\npṛthak pṛthak vaikuṇṭha saba, nāhika gaṇane", "devanagari": "> সর্ব স্বরূপের ধাম — পরব্যোম-ধামে ।\n> পৃথক্ পৃথক্ বৈকুণ্ঠ সব, নাহিক গণনে ॥৩॥", "synonyms": "*sarva*—todas; *svarūpera*—das formas pessoais; *dhāma*—morada; *para-vyoma-dhāme*—no céu espiritual; *pṛthak pṛthak*—separados; *vaikuṇṭha*—planetas Vaikuṇṭha; *saba*—todos; *nāhika gaṇane*—não há contagem.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Todas as formas transcendentais do Senhor estão situadas no céu espiritual. Elas presidem planetas espirituais naquela morada, mas esses planetas Vaikuṇṭha são incontáveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/4/", "verse_text": "śata, sahasra, ayuta, lakṣa, koṭī-yojana\neka eka vaikuṇṭhera vistāra varṇana", "devanagari": "> শত, সহস্র, অযুত, লক্ষ, কোটী-যোজন ।\n> এক এক বৈকুণ্ঠের বিস্তার বর্ণন ॥৪॥", "synonyms": "*śata*—uma centena; *sahasra*—um milhar; *ayuta*—dez mil; *lakṣa*—cem mil; *koṭī*—dez milhões; *yojana*—uma distância de oito milhas; *eka eka*—cada um deles; *vaikuṇṭhera*—dos planetas espirituais; *vistāra*—a extensão; *varṇana*—descrição.", "translation": "**\"A extensão de cada planeta Vaikuṇṭha descreve-se como oito milhas multiplicadas por uma centena, por um milhar, por dez mil, por cem mil e por dez milhões. Em outras palavras, cada planeta Vaikuṇṭha expande-se além de nossa capacidade de medir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/5/", "verse_text": "saba vaikuṇṭha--vyāpaka, ānanda-cinmaya\npāriṣada-ṣaḍaiśvarya-pūrṇa saba haya", "devanagari": "> সব বৈকুণ্ঠ — ব্যাপক, আনন্দ-চিন্ময় ।\n> পারিষদ-ষড়ৈশ্বর্য-পূর্ণ সব হয় ॥৫॥", "synonyms": "*saba*—todos; *vaikuṇṭha*—os planetas espirituais; *vyāpaka*—vastos; *ānanda-cit-maya*—feitos de bem-aventurança espiritual; *pāriṣada*—companheiros; *ṣaṭ-aiśvarya*—seis tipos de opulência; *pūrṇa*—em plenitude; *saba*—todos; *haya*—são.", "translation": "**\"Cada planeta Vaikuṇṭha é imenso, e cada um é feito de bem-aventurança espiritual. Os habitantes são todos companheiros do Senhor Supremo, e possuem opulência plena, assim como o próprio Senhor. Dessa maneira, todos estão situados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/6/", "verse_text": "ananta vaikuṇṭha eka eka deśe yāra\nsei paravyoma-dhāmera ke karu vistāra", "devanagari": "> অনন্ত বৈকুণ্ঠ এক এক দেশে যার ।\n> সেই পরব্যোম-ধামের কে করু বিস্তার ॥৬॥", "synonyms": "*ananta vaikuṇṭha*—ilimitados planetas Vaikuṇṭha; *eka eka*—certo; *deśe*—num lugar; *yāra*—do qual; *sei*—aquela; *para-vyoma*—do céu espiritual; *dhāmera*—da morada; *ke karu vistāra*—quem pode compreender a extensão.", "translation": "**\"Visto que todos os planetas Vaikuṇṭha estão localizados em certo canto do céu espiritual, quem pode medir o céu espiritual?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/7/", "verse_text": "ananta vaikuṇṭha-paravyoma yāra dala-śreṇī\nsarvopari kṛṣṇaloka 'karṇikāra' gaṇi", "devanagari": "> অনন্ত বৈকুণ্ঠ-পরব্যোম যার দলশ্রেণী ।\n> সর্বোপরি কৃষ্ণলোক ‘কর্ণিকার’ গণি ॥৭॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *vaikuṇṭha*—planetas Vaikuṇṭha; *para-vyoma*—o céu espiritual; *yāra*—do qual; *dala-śreṇī*—os feixes de pétalas exteriores; *sarva-upari*—na porção mais elevada do céu espiritual; *kṛṣṇa-loka*—a morada do Senhor Kṛṣṇa; *karṇikāra gaṇi*—consideramos o verticilo da flor de lótus.", "translation": "**\"A forma do céu espiritual compara-se a uma flor de lótus. A região mais elevada dessa flor chama-se verticilo, e dentro desse verticilo está a morada de Kṛṣṇa. As pétalas da flor de lótus espiritual consistem em muitos planetas Vaikuṇṭha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/8/", "verse_text": "ei-mata ṣaḍ-aiśvarya, sthāna, avatāra\nbrahmā, śiva anta nā pāya--jīva kon chāra", "devanagari": "> এইমত ষড়ৈশ্বর্য, স্থান, অবতার ।\n> ব্রহ্মা, শিব অন্ত না পায় — জীব কোন্ ছার ॥৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—tais; *ṣaṭ-aiśvarya*—seis opulências; *sthāna*—morada; *avatāra*—encarnações; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *śiva*—o Senhor Śiva; *anta nā pāya*—não conseguem encontrar o limite; *jīva*—uma entidade viva; *kon*—que dizer de; *chāra*—insignificante.", "translation": "**\"Cada planeta Vaikuṇṭha está repleto de bem-aventurança espiritual, opulência completa e espaço, e cada um é habitado por encarnações. Se o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva não conseguem estimar o comprimento e a largura do céu espiritual e dos planetas Vaikuṇṭha, como poderiam as entidades vivas comuns sequer começar a imaginá-los?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/9/", "verse_text": "ko vetti bhūman bhagavan parātman\nyogeśvarotīr bhavatas trilokyām\nkva vā kathaṁ vā kati vā kadeti\nvistārayan krīḍasi yoga-māyām", "devanagari": "> কো বেত্তি ভূমন্ ভগবন্ পরাত্মন্\n> যোগেশ্বরোতীর্ভবতস্ত্রিলোক্যাম্ ।\n> ক্ব বা কথং বা কতি বা কদেতি\n> বিস্তারয়ন্ ক্রীড়সি যোগমায়াম্ ॥৯॥", "synonyms": "*kaḥ*—quem; *vetti*—conhece; *bhūman*—ó supremo grandioso; *bhagavan*—ó Suprema Personalidade de Deus; *para-ātman*—ó Superalma; *yoga-īśvara*—ó mestre do poder místico; *ūtīḥ*—passatempos; *bhavataḥ*—de Tua Senhoria; *tri-lokyām*—nos três mundos; *kva*—onde; *vā*—ou; *katham*—como; *vā*—ou; *kati*—quantos; *vā*—ou; *kadā*—quando; *iti*—assim; *vistārayan*—expandindo; *krīḍasi*—Tu brincas; *yoga-māyām*—energia espiritual.", "translation": "**\"'Ó supremo grandioso! Ó Suprema Personalidade de Deus! Ó Superalma, mestre de todo poder místico! Teus passatempos ocorrem continuamente nestes mundos, mas quem pode estimar onde, como e quando Tu empregas Tua energia espiritual e realizas Teus passatempos? Ninguém pode compreender o mistério dessas atividades.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.21)."}
{"ref": "cc/madhya/21/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/10/", "verse_text": "ei-mata kṛṣṇera divya sad-guṇa ananta\nbrahmā-śiva-sanakādi nā pāya yāṅra anta", "devanagari": "> এইমত কৃষ্ণের দিব্য সদ্গুণ অনন্ত ।\n> ব্রহ্মা-শিব-সনকাদি না পায় যাঁর অন্ত ॥১০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *divya*—transcendentais; *sat-guṇa*—qualidades espirituais; *ananta*—ilimitadas; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *śiva*—o Senhor Śiva; *sanaka-ādi*—os quatro Kumāras e outros; *nā*—não; *pāya*—obtêm; *yāṅra*—das quais; *anta*—o limite.", "translation": "**\"As qualidades espirituais de Kṛṣṇa também são ilimitadas. Grandes personalidades como o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva e os quatro Kumāras não conseguem estimar as qualidades espirituais do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/11/", "verse_text": "guṇātmanas te 'pi guṇān vimātuṁ\nhitāvatīrṇasya ka īśire 'sya\nkālena yair vā vimitāḥ sukalpair\nbhū-pāṁśavaḥ khe mihikā dyubhāsaḥ", "devanagari": "> গুণাত্মনস্তেঽপি গুণান্ বিমাতুং\n> হিতাবতীর্ণস্য ক ঈশিরেঽস্য ।\n> কালেন যৈর্বা বিমিতাঃ সুকল্পৈ-\n> র্ভূ-পাংশবঃ খে মিহিকা দ্যুভাসঃ ॥১১॥", "synonyms": "*guṇa-ātmanaḥ*—o supervisor das três qualidades; *te*—de Ti; *api*—certamente; *guṇān*—as qualidades; *vimātum*—contar; *hita-avatīrṇasya*—que desceste para o benefício de todas as entidades vivas; *ke*—quem; *īśire*—foram capazes; *asya*—do universo; *kālena*—no devido decorrer do tempo; *yaiḥ*—por quem; *vā*—ou; *vimitāḥ*—contados; *su-kalpaiḥ*—por grandes cientistas; *bhū-pāṁśavaḥ*—os átomos do universo; *khe*—no céu; *mihikāḥ*—partículas de neve; *dyu-bhāsaḥ*—as estrelas e os planetas que iluminam.", "translation": "**\"'Com o tempo, grandes cientistas talvez sejam capazes de contar todos os átomos do universo, todas as estrelas e planetas no céu e todas as partículas de neve, mas quem entre eles pode contar as ilimitadas qualidades transcendentais da Suprema Personalidade de Deus? Ele desce à superfície do globo para o benefício de todas as entidades vivas.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.7)."}
{"ref": "cc/madhya/21/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/12/", "verse_text": "brahmādi rahu--sahasra-vadane 'ananta'\nnirantara gāya mukhe, nā pāya guṇera anta", "devanagari": "> ব্রহ্মাদি রহু — সহস্রবদনে ‘অনন্ত’ ।\n> নিরন্তর গায় মুখে, না পায় গুণের অন্ত ॥১২॥", "synonyms": "*brahmā-ādi rahu*—deixemos de lado o Senhor Brahmā e outros; *sahasra-vadane*—em milhares de bocas; *ananta*—o Senhor Ananta; *nirantara*—continuamente; *gāya*—canta; *mukhe*—nas bocas; *nā pāya*—não obtém; *guṇera*—das qualidades do Senhor; *anta*—o fim.", "translation": "**\"Para não falar do Senhor Brahmā, mesmo o Senhor Ananta, que tem milhares de cabeças, não conseguiu alcançar o fim das qualidades transcendentais do Senhor, embora cante continuamente seus louvores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/13/", "verse_text": "nāntaṁ vidāmy aham amī munayo 'grajās te\nmāyā-balasya puruṣasya kuto 'varā ye\ngāyan guṇān daśa-śatānana ādi-devaḥ\nśeṣo 'dhunāpi samavasyati nāsya pāram", "devanagari": "> নান্তং বিদাম্যহমমী মুনয়োঽগ্রজাস্তে\n> মায়াবলস্য পুরুষস্য কুতোঽবরা যে ।\n> গায়ন্ গুণান্ দশশতানন আদিদেবঃ\n> শেষোঽধুনাপি সমবস্যতি নাস্য পারম্ ॥১৩॥", "synonyms": "*na antam*—nenhum limite; *vidāmi*—conheço; *aham*—eu; *amī*—aqueles; *munayaḥ*—grandes pessoas santas; *agrajāḥ*—irmãos; *te*—teus; *māyā-balasya*—que possui múltiplas energias; *puruṣasya*—da Personalidade de Deus; *kutaḥ*—como; *avarāḥ*—menos inteligentes; *ye*—aqueles que; *gāyan*—cantando; *guṇān*—as qualidades; *daśa-śata-ānanaḥ*—que tem mil capelos; *ādi-devaḥ*—a Personalidade de Deus; *śeṣaḥ*—Ananta Śeṣa; *adhunā api*—mesmo até agora; *samavasyati*—alcança; *na*—não; *asya*—do Senhor; *pāram*—o limite.", "translation": "**\"'Se eu, o Senhor Brahmā, e teus irmãos mais velhos, os grandes santos e sábios, não podemos compreender os limites da Suprema Personalidade de Deus, que é pleno de várias energias, quem mais pode compreendê-los? Embora cante constantemente Suas qualidades transcendentais, o Senhor Śeṣa, de mil capelos, ainda não alcançou o fim das atividades do Senhor.'**", "purport": "Este verso, falado a Nārada Muni, é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.7.41)."}
{"ref": "cc/madhya/21/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/14/", "verse_text": "seho rahu--sarvajña-śiromaṇi śrī-kṛṣṇa\nnija-guṇera anta nā pāñā hayena satṛṣṇa", "devanagari": "> সেহো রহু — সর্বজ্ঞ-শিরোমণি শ্রীকৃষ্ণ ।\n> নিজ-গুণের অন্ত না পাঞা হয়েন সতৃষ্ণ ॥১৪॥", "synonyms": "*seho rahu*—deixemo-Lo (Ananta) de lado; *sarva-jña*—o onisciente; *śiromaṇi*—o supremo; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nija-guṇera*—de Suas qualidades pessoais; *anta*—limite; *nā*—não; *pāñā*—obtendo; *hayena*—torna-se; *sa-tṛṣṇa*—muito inquisitivo.", "translation": "**\"Para não falar de Anantadeva, mesmo o próprio Senhor Kṛṣṇa não consegue encontrar um fim para Suas qualidades transcendentais. De fato, Ele próprio está sempre ávido por conhecê-las.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/15/", "verse_text": "dyu-pataya eva te na yayur antam anantatayā\ntvam api yad antarāṇḍa-nicayā nanu sāvaraṇāḥ\nkha iva rajāṁsi vānti vayasā saha yac chrutayas\ntvayi hi phalanty atannirasanena bhavan-nidhanāḥ", "devanagari": "> দ্যুপতয় এব তে ন যযুরন্তমনন্ততয়া\n> ত্বমপি যদন্তরাণ্ডনিচয়া ননু সাবরণাঃ ।\n> খ ইব রজাংসি বান্তি বয়সা সহ যচ্ছ্রুতয়-\n> স্ত্বয়ি হি ফলন্ত্যতন্নিরসনেন ভবন্নিধনাঃ ॥১৫॥", "synonyms": "*dyu-patayaḥ*—as deidades predominantes dos sistemas planetários superiores (o Senhor Brahmā e outros); *eva*—também; *te*—Teus; *na*—não; *yayuḥ*—conseguiram alcançar; *antam*—o limite das qualidades transcendentais; *anantatayā*—por seres ilimitado; *tvam api*—Tu também; *yat*—visto que; *antara*—dentro de Ti; *aṇḍa-nicayāḥ*—os grupos de universos; *nanu*—ó senhor; *sāvaraṇāḥ*—possuindo diferentes coberturas; *khe*—no céu; *iva*—como; *rajāṁsi*—átomos; *vānti*—giram; *vayasā*—o decorrer do tempo; *saha*—com; *yat*—o que; *śrutayaḥ*—grandes personalidades que compreendem os Vedas; *tvayi*—em Ti; *hi*—certamente; *phalanti*—terminam em; *atannirasanena*—refutando os elementos inferiores; *bhavat-nidhanāḥ*—cuja conclusão está em Ti.", "translation": "**\"'Meu Senhor, Tu és ilimitado. Mesmo as deidades predominantes dos sistemas planetários superiores, incluindo o Senhor Brahmā, não conseguiram encontrar Tuas limitações. Tampouco poderias Tu próprio averiguar o limite de Tuas qualidades. Como átomos no céu, há multiuniversos com sete coberturas, e estes giram no devido decorrer do tempo. Todos os peritos em compreensão Védica buscam-Te eliminando os elementos materiais. Dessa maneira, buscando e buscando, chegam à conclusão de que tudo é completo em Ti. Assim, Tu és o repouso de tudo. Esta é a conclusão de todos os peritos Védicos.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.87.41) confirma-se no *Bhagavad-gītā*:\n\nbahūnāṁ janmanām ante\njñānavān māṁ prapadyate\nvāsudevaḥ sarvam iti\nsa mahātmā sudurlabhaḥ\n\n\"Após muitos nascimentos e mortes, aquele que de fato está em conhecimento rende-se a Mim, conhecendo-Me como a causa de todas as causas e de tudo o que existe. Tal grande alma é muito rara.\" (Bg. 7.19)\n\nApós buscar a Verdade Absoluta por todo o universo, os eruditos instruídos e os peritos Védicos não conseguem alcançar a meta última. Dessa maneira, chegam a Kṛṣṇa.\n\nQuando há uma discussão sobre a Verdade Absoluta, sempre surgem vários prós e contras. O propósito de tais argumentos é chegar à conclusão correta. Tal argumento é geralmente conhecido como neti neti (\"não isto, não aquilo\"). Até que se chegue à conclusão correta, prosseguirá o processo de pensar: \"Isto não é a Verdade Absoluta, aquilo não é a Verdade Absoluta.\" Quando chegamos à conclusão correta, aceitamos a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, como a verdade última."}
{"ref": "cc/madhya/21/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/16/", "verse_text": "seha rahu--vraje yabe kṛṣṇa avatāra\n\ntāṅra caritra vicārite mana nā pāya pāra", "devanagari": "> সেহ রহু — ব্রজে যবে কৃষ্ণ অবতার ।\n> তাঁর চরিত্র বিচারিতে মন না পায় পার ॥১৬॥", "synonyms": "*seha rahu*—deixa de lado tais argumentos negativos; *vraje*—em Vṛndāvana; *yabe*—quando; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatāra*—encarnação; *tāṅra*—Suas; *caritra*—características; *vicārite*—deliberar; *mana*—a mente; *nā*—não; *pāya*—obtém; *pāra*—o limite.", "translation": "**\"À parte todo argumento, lógica e processos negativos ou positivos, quando o Senhor Śrī Kṛṣṇa esteve presente como a Suprema Personalidade de Deus em Vṛndāvana, não se podia encontrar um limite para Suas potências mediante o estudo de Suas características e atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/17/", "verse_text": "prākṛtāprākṛta sṛṣṭi kailā eka-kṣaṇe\n\naśeṣa-vaikuṇṭhājāṇḍa svasvanātha-sane", "devanagari": "> প্রাকৃতাপ্রাকৃত সৃষ্টি কৈলা একক্ষণে ।\n> অশেষ-বৈকুণ্ঠাজাণ্ড স্বস্বনাথ-সনে ॥১৭॥", "synonyms": "*prākṛta-aprākṛta*—material e espiritual; *sṛṣṭi*—criação; *kailā*—fez; *eka-kṣaṇe*—num momento; *aśeṣa*—ilimitados; *vaikuṇṭha*—planetas Vaikuṇṭha; *aja-aṇḍa*—planetas materiais; *sva-sva-nātha-sane*—com suas próprias deidades predominantes.", "translation": "**\"Em Vṛndāvana, o Senhor criou imediatamente, num momento, todos os planetas materiais e espirituais. De fato, todos eles foram criados com suas deidades predominantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/18/", "verse_text": "e-mata anyatra nāhi śuniye adbhuta\n\nyāhāra śravaṇe citta haya avadhūta", "devanagari": "> এমত অন্যত্র নাহি শুনিয়ে অদ্ভুত ।\n> যাহার শ্রবণে চিত্ত হয় অবধূত ॥১৮॥", "synonyms": "*e-mata*—assim; *anyatra*—em qualquer outro lugar; *nāhi*—não; *śuniye*—ouço; *adbhuta*—evento maravilhoso; *yāhāra*—do qual; *śravaṇe*—ao ouvir; *citta*—a consciência; *haya*—torna-se; *avadhūta*—agitada e purificada.", "translation": "**\"Não ouvimos falar de coisas tão maravilhosas em parte alguma. Pelo simples fato de ouvir sobre esses incidentes, a consciência da pessoa é agitada e purificada.**", "purport": "Quando o Senhor Kṛṣṇa esteve presente na Vṛndāvana terrestre, o Senhor Brahmā, tomando-O por um vaqueirinho comum, quis testar Sua potência. Por isso, o Senhor Brahmā roubou de Kṛṣṇa todas as vacas, bezerros e vaqueirinhos e os ocultou por meio de sua energia ilusória. Quando Kṛṣṇa viu que Brahmā havia roubado Suas vacas, bezerros e vaqueirinhos, Ele imediatamente criou muitos planetas materiais e espirituais na presença do Senhor Brahmā. Em um instante, manifestaram-se vacas, vaqueirinhos, bezerros e Vaikuṇṭhas ilimitados — todos expansões da energia espiritual do Senhor. Como se afirma na Brahma-saṁhitā: ānanda-cinmaya-rasa-pratibhāvitābhiḥ. Kṛṣṇa não apenas criou toda a parafernália de Sua energia espiritual, mas também criou universos materiais ilimitados com Brahmās ilimitados. Todos esses passatempos, que se descrevem no *Śrīmad-Bhāgavatam*, purificarão a consciência da pessoa. Dessa maneira, pode-se efetivamente compreender a Verdade Absoluta. Os planetas espirituais no céu espiritual são chamados Vaikuṇṭhas, e cada um deles tem uma Deidade predominante (Nārāyaṇa) com um nome específico. De modo semelhante, no céu material há inumeráveis universos, e cada um é dominado por uma deidade específica, um Brahmā. Kṛṣṇa criou simultaneamente todos esses planetas Vaikuṇṭha e universos num momento do retorno de Brahmā.\n\nA palavra avadhūta significa \"errante, agitado, em movimento, absorto, derrotado\". Em algumas leituras do *Caitanya-caritāmṛta*, diz-se: yāhāra śravaṇe citta-mala haya dhūta. Em vez da palavra avadhūta, usam-se as palavras haya dhūta, que significam que o coração ou a consciência é purificado. Quando a consciência é purificada, pode-se compreender o que e quem Kṛṣṇa é. Isso também se confirma no *Bhagavad-gītā* (7.28):\n\nyeṣāṁ tv anta-gataṁ pāpaṁ\njanānāṁ puṇya-karmaṇām\nte dvandva-moha-nirmuktā\nbhajante māṁ dṛḍha-vratāḥ\n\n\"As pessoas que agiram piedosamente em vidas anteriores e nesta vida, cujas ações pecaminosas estão completamente erradicadas e que estão livres da dualidade da ilusão, ocupam-se em Meu serviço com determinação.\"\n\nA menos que a pessoa esteja livre da reação das atividades pecaminosas, ela não pode compreender Kṛṣṇa nem ocupar-se em Seu transcendental serviço amoroso."}
{"ref": "cc/madhya/21/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/19/", "verse_text": "\"kṛṣṇa-vatsair asaṅkhyātaiḥ\"--śukadeva-vāṇī\n\nkṛṣṇa-saṅge kata gopa--saṅkhyā nāhi jāni", "devanagari": "> “কৃষ্ণবৎসৈরসংখ্যাতৈঃ” — শুকদেব-বাণী ।\n> কৃষ্ণ-সঙ্গে কত গোপ — সংখ্যা নাহি জানি ॥১৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-vatsaiḥ asaṅkhyātaiḥ*—Kṛṣṇa estava acompanhado por um número ilimitado de bezerros e vaqueirinhos; *śukadeva-vāṇī*—as palavras de Śukadeva Gosvāmī; *kṛṣṇa-saṅge*—com o Senhor Kṛṣṇa; *kata gopa*—quantos vaqueirinhos; *saṅkhyā*—a conta; *nāhi jāni*—não sabemos.", "translation": "**\"Segundo Śukadeva Gosvāmī, Kṛṣṇa tinha consigo vacas e vaqueirinhos ilimitados. Ninguém poderia contar seu número exato.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/20/", "verse_text": "eka eka gopa kare ye vatsa cāraṇa\n\nkoṭi, arbuda, śaṅkha, padma, tāhāra gaṇana", "devanagari": "> এক এক গোপ করে যে বৎস চারণ ।\n> কোটি, অর্বুদ, শঙ্খ, পদ্ম, তাহার গণন ॥২০॥", "synonyms": "*eka eka*—um após outro; *gopa*—vaqueirinhos; *kare*—fazem; *ye*—quaisquer; *vatsa*—bezerros; *cāraṇa*—pastorear; *koṭi*—dez milhões; *arbuda*—cem milhões; *śaṅkha*—um trilhão; *padma*—dez trilhões; *tāhāra gaṇana*—a enumeração disso.", "translation": "**\"Cada um dos vaqueirinhos cuidava de bezerros na quantidade de um koṭi, arbuda, śaṅkha e padma. Essa é a maneira de contar.**", "purport": "Segundo os cálculos matemáticos Védicos, utiliza-se o seguinte sistema de enumeração: unidades, dezenas (daśa), centenas (śata), milhares (sahasra), dezenas de milhares (ayuta) e centenas de milhares (lakṣa). Dez vezes lakṣa é niyuta. Dez vezes niyuta é koṭi. Dez vezes koṭi é arbuda. Dez vezes arbuda é vṛnda. Dez vezes vṛnda é kharva. Dez vezes kharva é nikharva. Dez vezes nikharva é śaṅkha. Dez vezes śaṅkha é padma, e dez vezes padma é sāgara. Dez vezes sāgara é antya, e dez vezes antya é madhya, e dez vezes madhya é parārdha. Cada item é dez vezes maior que o anterior. Assim, todos os vaqueirinhos que eram companheiros de Kṛṣṇa tinham muitos bezerros para cuidar."}
{"ref": "cc/madhya/21/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/21/", "verse_text": "vetra, veṇu, dala, śṛṅga, vastra, alaṅkāra\n\ngopa-gaṇera yata, tāra nāhi lekhā-pāra", "devanagari": "> বেত্র, বেণু, দল, শৃঙ্গ, বস্ত্র, অলঙ্কার ।\n> গোপগণের যত, তার নাহি লেখা-পার ॥২১॥", "synonyms": "*vetra*—varas; *veṇu*—flautas; *dala*—flores de lótus; *śṛṅga*—chifres; *vastra*—vestimentas; *alaṅkāra*—ornamentos; *gopa-gaṇera yata*—tantos quantos possuíam os vaqueirinhos; *tāra*—deles; *nāhi*—não há; *lekhā-pāra*—limite para escrever.", "translation": "**\"Todos os vaqueirinhos tinham bezerros ilimitados. De modo semelhante, suas varas, flautas, flores de lótus, chifres, vestimentas e ornamentos eram todos ilimitados. Não se pode limitá-los escrevendo a respeito deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/22/", "verse_text": "sabe hailā caturbhuja vaikuṇṭhera pati\n\npṛthak pṛthak brahmāṇḍera brahmā kare stuti", "devanagari": "> সবে হৈলা চতুর্ভুজ বৈকুণ্ঠের পতি ।\n> পৃথক্ পৃথক্ ব্রহ্মাণ্ডের ব্রহ্মা করে স্তুতি ॥২২॥", "synonyms": "*sabe*—todos eles; *hailā*—tornaram-se; *catuḥ-bhuja*—de quatro braços; *vaikuṇṭhera pati*—Deidades predominantes dos planetas Vaikuṇṭha; *pṛthak pṛthak*—separadamente; *brahmāṇḍera*—dos universos; *brahmā*—as deidades predominantes conhecidas como Senhor Brahmā; *kare stuti*—oferecem orações.", "translation": "**\"Os vaqueirinhos então tornaram-se Nārāyaṇas de quatro braços, as Deidades predominantes dos planetas Vaikuṇṭha. Todos os Brahmās separados dos diferentes universos começaram a oferecer suas orações aos Senhores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/23/", "verse_text": "eka kṛṣṇa-deha haite sabāra prakāśe\n\nkṣaṇeke sabāi sei śarīre praveśe", "devanagari": "> এক কৃষ্ণদেহ হৈতে সবার প্রকাশে ।\n> ক্ষণেকে সবাই সেই শরীরে প্রবেশে ॥২৩॥", "synonyms": "*eka*—um; *kṛṣṇa-deha*—corpo transcendental de Kṛṣṇa; *haite*—de; *sabāra*—de todos; *prakāśe*—a manifestação; *kṣaṇeke*—num segundo; *sabāi*—cada um Deles; *sei śarīre*—nesse corpo de Kṛṣṇa; *praveśe*—entram.", "translation": "**\"Todos esses corpos transcendentais emanaram do corpo de Kṛṣṇa, e, num segundo, todos Eles entraram novamente em Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/24/", "verse_text": "ihā dekhi' brahmā hailā mohita, vismita\n\nstuti kari' ei pāche karilā niścita", "devanagari": "> ইহা দেখি’ ব্রহ্মা হৈলা মোহিত, বিস্মিত  ।\n> স্তুতি করি’ এই পাছে করিলা নিশ্চিত ॥২৪॥", "synonyms": "*ihā dekhi'*—vendo isto; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *hailā*—ficou; *mohita*—pasmo; *vismita*—tomado de assombro; *stuti kari'*—oferecendo orações; *ei*—esta; *pāche*—ao final; *karilā*—fez; *niścita*—conclusão.", "translation": "**\"Quando o Senhor Brahmā deste universo viu este passatempo, ficou pasmo e tomado de assombro. Após oferecer suas orações, ele apresentou a seguinte conclusão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/25/", "verse_text": "\"ye kahe--'kṛṣṇera vaibhava muñi saba jānoṅ'\n\nse jānuka,--kāya-mane muñi ei mānoṅ", "devanagari": "> “যে কহে — ‘কৃষ্ণের বৈভব মুঞি সব জানোঁ’  ।\n> সে জানুক, — কায়মনে মুঞি এই মানোঁ ॥২৫॥", "synonyms": "*ye kahe*—se alguém diz; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vaibhava*—opulências; *muñi*—eu; *saba*—todas; *jānoṅ*—conheço; *se jānuka*—que ele conheça; *kāya-mane*—com meu corpo e mente; *muñi*—eu mesmo; *ei*—isto; *mānoṅ*—aceito.", "translation": "**\"O Senhor Brahmā disse: 'Se alguém disser que conhece tudo sobre a opulência de Kṛṣṇa, que pense assim. Contudo, no que me diz respeito, com meu corpo e minha mente, considero a questão desta maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/26/", "verse_text": "ei ye tomāra ananta vaibhavāmṛta-sindhu\n\nmora vāṅ-mano-gamya nahe eka bindu", "devanagari": "> এই যে তোমার অনন্ত বৈভবামৃতসিন্ধু  ।\n> মোর বাঙ্মনোগম্য নহে এক বিন্দু ॥২৬॥", "synonyms": "*ei ye*—tudo isto; *tomāra*—Tua; *ananta*—ilimitado; *vaibhava-amṛta-sindhu*—oceano do néctar de Tua opulência; *mora*—meu; *vāk-manaḥ-gamya*—ao alcance das palavras e da mente; *nahe*—não; *eka bindu*—nem mesmo uma gota.", "translation": "**\"'Meu Senhor, Tua opulência é como um ilimitado oceano de néctar, e é-me verbal e mentalmente impossível compreender sequer uma gota desse oceano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/27/", "verse_text": "jānanta eva jānantu\n\nkiṁ bahūktyā na me prabho\n\nmanaso vapuṣo vāco\n\nvaibhavaṁ tava gocaraḥ\"", "devanagari": "> জানন্ত এব জানন্তু কিং বহূক্ত্যা ন মে প্রভো ।\n> মনসো বপুষো বাচো বৈভবং তব গোচরঃ ॥২৭॥", "synonyms": "*jānantaḥ*—as pessoas que pensam estar cientes de Tua potência ilimitada; *eva*—certamente; *jānantu*—que pensem assim; *kim*—de que serve; *bahu-uktyā*—com muitas palavras; *na*—não; *me*—minha; *prabho*—ó Senhor; *manasaḥ*—da mente; *vapuṣaḥ*—do corpo; *vācaḥ*—das palavras; *vaibhavam*—opulências; *tava*—Tuas; *gocaraḥ*—ao alcance.", "translation": "**\"'Há pessoas que dizem: \"Eu sei tudo sobre Kṛṣṇa.\" Que pensem assim. No que me diz respeito, não desejo falar muito sobre este assunto. Ó meu Senhor, deixa-me dizer apenas isto. No que se refere a Tuas opulências, todas estão além do alcance de minha mente, meu corpo e minhas palavras.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.38), falada pelo Senhor Brahmā depois de ter roubado as vacas, os bezerros e os vaqueirinhos do Senhor Kṛṣṇa, e depois que Kṛṣṇa exibiu Sua opulência transcendental ao recriar todas as vacas, bezerros e vaqueirinhos roubados por meio de Suas expansões viṣṇu-mūrti. Após ter visto isto, Brahmā ofereceu a oração acima."}
{"ref": "cc/madhya/21/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/28/", "verse_text": "kṛṣṇera mahimā rahu--kebā tāra jñātā\n\nvṛndāvana-sthānera dekha āścarya vibhutā", "devanagari": "> কৃষ্ণের মহিমা রহু — কেবা তার জ্ঞাতা ।\n> বৃন্দাবন-স্থানের দেখ আশ্চর্য বিভুতা ॥২৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mahimā*—glórias; *rahu*—que sejam; *kebā*—quem; *tāra*—delas; *jñātā*—um conhecedor; *vṛndāvana-sthānera*—da morada de Kṛṣṇa, Vṛndāvana; *dekha*—vede; *āścarya*—maravilhosas; *vibhutā*—opulências.", "translation": "**\"Que as glórias do Senhor Kṛṣṇa permaneçam! Quem poderia estar ciente de todas elas? Sua morada, Vṛndāvana, possui muitas opulências maravilhosas. Procurai vê-las todas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/29/", "verse_text": "ṣola-krośa vṛndāvana,--śāstrera prakāśe\n\ntāra eka-deśe vaikuṇṭhājāṇḍa-gaṇa bhāse", "devanagari": "> ষোলক্রোশ বৃন্দাবন, — শাস্ত্রের প্রকাশে ।\n> তার একদেশে বৈকুণ্ঠাজাণ্ডগণ ভাসে ॥২৯॥", "synonyms": "*ṣola-krośa*—medindo dezesseis krośas (trinta e dois quilômetros); *vṛndāvana*—Vṛndāvana-dhāma; *śāstrera prakāśe*—segundo a revelação das escrituras reveladas; *tāra*—de Vṛndāvana; *eka-deśe*—num canto; *vaikuṇṭha*—todos os planetas Vaikuṇṭha; *ajāṇḍa-gaṇa*—os inumeráveis universos; *bhāse*—estão situados.", "translation": "**\"Segundo as revelações das escrituras reveladas, Vṛndāvana estende-se por apenas dezesseis krośas [trinta e dois quilômetros]. Não obstante, todos os planetas Vaikuṇṭha e os inumeráveis universos estão localizados num canto desta extensão.**", "purport": "Em Vraja, a terra está dividida em vários vanas, ou florestas. As florestas totalizam doze, e sua extensão estima-se em oitenta e quatro krośas. Dessas, a floresta especial conhecida como Vṛndāvana localiza-se desde a atual cidade municipal de Vṛndāvana até a aldeia chamada Nanda-grāma. Essa distância é de dezesseis krośas (trinta e dois quilômetros)."}
{"ref": "cc/madhya/21/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/30/", "verse_text": "apāra aiśvarya kṛṣṇera--nāhika gaṇana\n\nśākhā-candra-nyāye kari dig-daraśana", "devanagari": "> অপার ঐশ্বর্য কৃষ্ণের — নাহিক গণন ।\n> শাখা-চন্দ্র-ন্যায়ে করি দিগ্দরশন ॥৩০॥", "synonyms": "*apāra*—ilimitada; *aiśvarya*—opulência; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nāhika gaṇana*—não há estimativa; *śākhā-candra-nyāye*—segundo a lógica de ver a lua através dos galhos de uma árvore; *kari*—faço; *dik-daraśana*—apenas uma indicação.", "translation": "**\"Ninguém pode estimar a opulência de Kṛṣṇa. Ela é ilimitada. Contudo, assim como se vê a lua através dos galhos de uma árvore, desejo dar uma pequena indicação.\"**", "purport": "Primeiro, mostram-se a uma criança os galhos de uma árvore, e então lhe mostram a lua através dos galhos. Isto se chama śākhā-candra-nyāya. A ideia é que primeiro se deve dar um exemplo mais simples. Em seguida, explica-se o contexto mais difícil."}
{"ref": "cc/madhya/21/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/31/", "verse_text": "aiśvarya kahite sphurila aiśvarya-sāgara\n\nmanendriya ḍubilā, prabhu ha-ilā phāṅpara", "devanagari": "> ঐশ্বর্য কহিতে স্ফুরিল ঐশ্বর্য-সাগর ।\n> মনেন্দ্রিয় ডুবিলা, প্রভু হইলা ফাঁপর ॥৩১॥", "synonyms": "*aiśvarya*—opulência; *kahite*—descrever; *sphurila*—ali se manifestou; *aiśvarya-sāgara*—um oceano de opulência; *mana-indriya*—o sentido principal, a saber, a mente; *ḍubilā*—imersos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā*—ficou; *phāṅpara*—perplexo.", "translation": "**Enquanto descrevia as opulências transcendentais de Kṛṣṇa, o oceano de opulência manifestou-se na mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Sua mente e Seus sentidos ficaram imersos nesse oceano. Assim, Ele ficou perplexo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/32/", "verse_text": "bhāgavatera ei śloka paḍilā āpane\n\nartha āsvādite sukhe karena vyākhyāne", "devanagari": "> ভাগবতের এই শ্লোক পড়িলা আপনে ।\n> অর্থ আস্বাদিতে সুখে করেন ব্যাখ্যানে ॥৩২॥", "synonyms": "*bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *ei*—este; *śloka*—verso; *paḍilā*—recitou; *āpane*—pessoalmente; *artha*—o significado; *āsvādite*—saborear; *sukhe*—em felicidade; *karena vyākhyāne*—descreve o significado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou pessoalmente o seguinte verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* e, para saborear-lhe o significado, começou Ele mesmo a explicá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/33/", "verse_text": "svayaṁ tv asāmyātiśayas tryadhīśaḥ\n\nsvārājya-lakṣmy-āpta-samasta-kāmaḥ\n\nbaliṁ haradbhiś cira-loka-pālaiḥ\n\nkirīṭa-koṭīḍita-pāda-pīṭhaḥ", "devanagari": "> স্বয়ন্ত্বসাম্যাতিশয়স্ত্র্যধীশঃ স্বারাজ্যলক্ষ্ম্যাপ্তসমস্তকামঃ ।\n> বলিং হরদ্ভিশ্চিরলোকপালৈঃ কিরীটকোটীড়িতপাদপীঠঃ ॥৩৩॥", "synonyms": "*svayam*—pessoalmente a Suprema Personalidade de Deus; *tu*—mas; *asāmya-atiśayaḥ*—que não tem igual nem superior; *tri-adhīśaḥ*—o senhor de três lugares, a saber, Goloka Vṛndāvana, Vaikuṇṭhaloka e o mundo material, ou o senhor de Mahā-Viṣṇu, Garbhodakaśāyī Viṣṇu e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, ou o senhor de Brahmā, Viṣṇu e Maheśvara, ou o senhor dos três mundos (os sistemas planetários superior, inferior e intermediário); *svārājya-lakṣmī*—por Sua potência espiritual pessoal; *āpta*—já alcançados; *samasta-kāmaḥ*—todos os objetos desejáveis; *balim*—uma oferenda ou tributo; *haradbhiḥ*—que estão oferecendo; *cira-loka-pālaiḥ*—pelas deidades predominantes dos diferentes planetas; *kirīṭa-koṭi*—por milhões de elmos; *īḍita*—sendo adorados; *pāda-pīṭhaḥ*—cujos pés de lótus.", "translation": "**\" 'A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é o senhor dos três mundos e dos três principais semideuses [Brahmā, Viṣṇu e Śiva]. Ninguém é igual ou maior do que Ele. Por Sua potência espiritual, conhecida como svārājya-lakṣmī, todos os Seus desejos são satisfeitos. Ao oferecerem seus tributos e presentes em adoração, as deidades predominantes de todos os planetas tocam os pés de lótus do Senhor com seus elmos. Assim, oferecem orações ao Senhor.'**", "purport": "Esta citação é o verso 21 do Segundo Capítulo, Terceiro Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/madhya/21/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/34/", "verse_text": "parama īśvara kṛṣṇa svayaṁ bhagavān\n\ntāte baḍa, tāṅra sama keha nāhi āna", "devanagari": "> পরম ঈশ্বর কৃষ্ণ স্বয়ং ভগবান্ ।\n> তাতে বড়, তাঁর সম কেহ নাহি আন ॥৩৪॥", "synonyms": "*parama*—supremo; *īśvara*—controlador; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Personalidade de Deus original; *tāte*—portanto; *baḍa*—o mais elevado; *tāṅra*—Sua; *sama*—igual; *keha*—alguém; *nāhi*—não há; *āna*—outro.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus original; portanto, Ele é o maior de todos. Ninguém é igual a Ele, nem ninguém é maior do que Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/35/", "verse_text": "īśvaraḥ paramaḥ kṛṣṇaḥ\n\nsac-cid-ānanda-vigrahaḥ\n\nanādir ādir govindaḥ\n\nsarva-kāraṇa-kāraṇam", "devanagari": "> ঈশ্বরঃ পরমঃ কৃষ্ণঃ সচ্চিদানন্দবিগ্রহঃ ।\n> অনাদিরাদির্গোবিন্দঃ সর্বকারণকারণম্ ॥৩৫॥", "synonyms": "*īśvaraḥ*—o controlador; *paramaḥ*—supremo; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *sat*—existência eterna; *cit*—conhecimento absoluto; *ānanda*—bem-aventurança absoluta; *vigrahaḥ*—cuja forma; *anādiḥ*—sem começo; *ādiḥ*—a origem; *govindaḥ*—o Senhor Govinda; *sarva-kāraṇa-kāraṇam*—a causa de todas as causas.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa, conhecido como Govinda, é o controlador supremo. Ele tem um corpo espiritual eterno e bem-aventurado. Ele é a origem de tudo. Ele não tem nenhuma outra origem, pois é a causa primordial de todas as causas.'**", "purport": "Este é o primeiro verso do Quinto Capítulo da Brahma-saṁhitā."}
{"ref": "cc/madhya/21/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/36/", "verse_text": "brahmā, viṣṇu, hara,--ei sṛṣṭyādi-īśvara\n\ntine ājñākārī kṛṣṇera, kṛṣṇa--adhīśvara", "devanagari": "> ব্রহ্মা, বিষ্ণু, হর, — এই সৃষ্ট্যাদি-ঈশ্বর ।\n> তিনে আজ্ঞাকারী কৃষ্ণের, কৃষ্ণ — অধীশ্বর ॥৩৬॥", "synonyms": "*brahmā*—o Senhor Brahmā; *viṣṇu*—o Senhor Viṣṇu; *hara*—e o Senhor Śiva; *ei*—eles; *sṛṣṭi-ādi-īśvara*—os senhores da criação, manutenção e dissolução materiais; *tine*—todos os três; *ājñākārī*—executores de ordens; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *adhīśvara*—senhor deles.", "translation": "**\"As principais deidades predominantes desta criação material são o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva e o Senhor Viṣṇu. Não obstante, eles simplesmente executam as ordens do Senhor Kṛṣṇa, que é o senhor de todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/37/", "verse_text": "sṛjāmi tan-niyukto 'haṁ\n\nharo harati tad-vaśaḥ\n\nviśvaṁ puruṣa-rūpeṇa\n\nparipāti triśakti-dhṛk", "devanagari": "> সৃজামি তন্নিযুক্তোঽহং হরো হরতি তদ্বশঃ ।\n> বিশ্বং পুরুষরূপেণ পরিপাতি ত্রিশক্তিধৃক্ ॥৩৭॥", "synonyms": "*sṛjāmi*—crio; *tat-niyuktaḥ*—ocupado por Ele; *aham*—eu; *haraḥ*—o Senhor Śiva; *harati*—aniquila; *tat-vaśaḥ*—sob Seu controle; *viśvam*—todo o universo; *puruṣa-rūpeṇa*—na forma do Senhor Viṣṇu; *paripāti*—mantém; *tri-śakti-dhṛk*—o controlador dos três modos da natureza material.", "translation": "**\"O Senhor Brahmā disse: 'Seguindo a vontade da Suprema Personalidade de Deus, eu crio, o Senhor Śiva destrói, e Ele próprio, na forma de Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu, mantém todos os assuntos da natureza material. Assim, o controlador supremo dos três modos da natureza material é o Senhor Viṣṇu.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.6.32)."}
{"ref": "cc/madhya/21/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/38/", "verse_text": "e sāmānya, tryadhīśvarera śuna artha āra\n\njagat-kāraṇa tina puruṣāvatāra", "devanagari": "> এ সামান্য, ত্র্যধীশ্বরের শুন অর্থ আর ।\n> জগৎকারণ তিন পুরুষাবতার ॥৩৮॥", "synonyms": "*e sāmānya*—esta é uma descrição geral; *tri-adhīśvarera*—do senhor dos três mundos; *śuna*—por favor, ouve; *artha*—significado; *āra*—outro; *jagat-kāraṇa*—a causa da criação material; *tina*—três; *puruṣa-avatāra*—as encarnações puruṣa de Viṣṇu.", "translation": "**\"Esta é apenas uma descrição geral. Por favor, procura compreender outro significado de tryadhīśa. As três encarnações puruṣa de Viṣṇu são a causa original da criação material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/39/", "verse_text": "mahā-viṣṇu, padmanābha, kṣīrodaka-svāmī\n\nei tina--sthūla-sūkṣma-sarva-antaryāmī", "devanagari": "> মহাবিষ্ণু, পদ্মনাভ, ক্ষীরোদকস্বামী ।\n> এই তিন — স্থূল-সূক্ষ্ম-সর্ব-অন্তর্যামী ॥৩৯॥", "synonyms": "*mahā-viṣṇu*—Mahā-Viṣṇu; *padmanābha*—Padmanābha (Garbhodakaśāyī Viṣṇu); *kṣīra-udaka-svāmī*—Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu; *ei tina*—todos estes três; *sthūla-sūkṣma*—grosseiro e sutil; *sarva*—de toda; *antaryāmī*—a Superalma.", "translation": "**\"Mahā-Viṣṇu, Padmanābha e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu são as Superalmas de todas as existências sutis e grosseiras.**", "purport": "O Senhor Mahā-Viṣṇu é conhecido como Kāraṇodakaśāyī Viṣṇu, a Superalma de tudo. Garbhodakaśāyī Viṣṇu, de cujo umbigo de lótus foi criado Brahmā, também é chamado Hiraṇyagarbha e é a Superalma total e a Superalma sutil. Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu é a forma universal e a Superalma grosseira."}
{"ref": "cc/madhya/21/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/40/", "verse_text": "ei tina--sarvāśraya, jagat-īśvara\n\neho saba kalā-aṁśa, kṛṣṇa--adhīśvara", "devanagari": "> এই তিন — সর্বাশ্রয়, জগৎ-ঈশ্বর ।\n> এহো সব কলা-অংশ, কৃষ্ণ — অধীশ্বর ॥৪০॥", "synonyms": "*ei tina*—estes três; *sarva-āśraya*—o abrigo de toda a criação material; *jagat-īśvara*—controladores supremos do universo; *eho saba*—todos Eles; *kalā-aṁśa*—porções plenárias, ou porções das porções plenárias; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *adhīśvara*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Embora Mahā-Viṣṇu, Padmanābha e Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu sejam todos abrigos e controladores de todo o universo, Eles não passam, contudo, de porções plenárias ou porções das porções plenárias de Kṛṣṇa. Portanto, Ele é a Personalidade de Deus original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/41/", "verse_text": "yasyaika-niśvasita-kālam athāvalambya\n\njīvanti loma-vilajā jagad-aṇḍa-nāthāḥ\n\nviṣṇur mahān sa iha yasya kalā-viśeṣo\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> যস্যৈকনিশ্বসিতকালমথাবলম্ব্য\n> জীবন্তি লোমবিলজা জগদণ্ডনাথাঃ ।\n> বিষ্ণুর্মহান্ স ইহ যস্য কলাবিশেষো\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥৪১॥", "synonyms": "*yasya*—cujo; *eka*—um; *niśvasita*—de respiração; *kālam*—tempo; *atha*—assim; *avalambya*—abrigando-se de; *jīvanti*—vivem; *loma-vilajāḥ*—nascidos dos poros dos pelos; *jagat-aṇḍa-nāthāḥ*—os senhores dos universos (os Brahmās); *viṣṇuḥ mahān*—o Senhor Supremo Mahā-Viṣṇu; *saḥ*—esse; *iha*—aqui; *yasya*—cuja; *kalā-viśeṣaḥ*—porção plenária ou expansão particular; *govindam*—o Senhor Govinda; *ādi-puruṣam*—a pessoa original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—adoro.", "translation": "**\" 'Os Brahmās e outros senhores dos mundos mundanos aparecem dos poros de Mahā-Viṣṇu e permanecem vivos pela duração de uma única expiração Sua. Adoro o Senhor primordial, Govinda, pois Mahā-Viṣṇu é uma porção de Sua porção plenária.'**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.48). Ver também *Ādi-līlā* (5.71)."}
{"ref": "cc/madhya/21/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/42/", "verse_text": "ei artha--madhyama, śuna 'gūḍha' artha āra\n\ntina āvāsa-sthāna kṛṣṇera śāstre khyāti yāra", "devanagari": "> এই অর্থ — মধ্যম, শুন ‘গূঢ়’ অর্থ আর ৷\n> তিন আবাস-স্থান কৃষ্ণের শাস্ত্রে খ্যাতি যার ॥৪২॥", "synonyms": "*ei artha*—esta explicação; *madhyama*—intermediária; *śuna*—por favor, ouve; *gūḍha*—confidencial; *artha*—significado; *āra*—outro; *tina*—três; *āvāsa-sthāna*—lugares de residência; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śāstre*—nas escrituras reveladas; *khyāti*—fama; *yāra*—dos quais.", "translation": "**\"Este é o significado intermediário. Agora, por favor, ouve o significado confidencial. O Senhor Kṛṣṇa tem três lugares de residência, que são bem conhecidos das escrituras reveladas.**", "purport": "Kṛṣṇa tem três moradas: Sua morada interna (Goloka Vṛndāvana), Sua morada intermediária (o céu espiritual) e Sua morada externa (este mundo material)."}
{"ref": "cc/madhya/21/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/43/", "verse_text": "'antaḥpura'--goloka-śrī-vṛndāvana\n\nyāhāṅ nitya-sthiti mātā-pitā-bandhu-gaṇa", "devanagari": "> ‘অন্তঃপুর’ — গোলোক-শ্রীবৃন্দাবন ।\n> যাহাঁ নিত্যস্থিতি মাতাপিতা-বন্ধুগণ ॥৪৩॥", "synonyms": "*antaḥ-pura*—a morada interna; *goloka-śrī-vṛndāvana*—Goloka Vṛndāvana; *yāhāṅ*—onde; *nitya-sthiti*—residência eterna; *mātā-pitā*—mãe e pai; *bandhu-gaṇa*—e amigos.", "translation": "**\"A morada interna chama-se Goloka Vṛndāvana. É ali que vivem os amigos pessoais, os associados, o pai e a mãe do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/44/", "verse_text": "madhuraiśvarya-mādhurya-kṛpādi-bhāṇḍāra\n\nyogamāyā dāsī yāhāṅ rāsādi līlā-sāra", "devanagari": "> মধুরৈশ্বর্য-মাধুর্য-কৃপাদি-ভাণ্ডার ।\n> যোগমায়া দাসী যাহাঁ রাসাদি লীলা-সার ॥৪৪॥", "synonyms": "*madhura-aiśvarya*—de doçura e opulência; *mādhurya*—de amor conjugal; *kṛpā-ādi*—e de misericórdia e assim por diante; *bhāṇḍāra*—depósito; *yoga-māyā*—a energia espiritual; *dāsī*—serva; *yāhāṅ*—onde; *rāsa-ādi*—a dança da rāsa e outros passatempos; *līlā-sāra*—a quintessência de todos os passatempos.", "translation": "**\"Vṛndāvana é o depósito da misericórdia de Kṛṣṇa e das doces opulências do amor conjugal. É ali que a energia espiritual, atuando como serva, exibe a dança da rāsa, a quintessência de todos os passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/45/", "verse_text": "karuṇā-nikuramba-komale\n\nmadhuraiśvarya-viśeṣa-śālini\n\njayati vraja-rāja-nandane\n\nna hi cintā-kaṇikābhyudeti naḥ", "devanagari": "> করুণানিকুরম্বকোমলে মধুরৈশ্বর্যবিশেষশালিনি ।\n> জয়তি ব্রজরাজনন্দনে ন হি চিন্তাকণিকাভ্যুদেতি নঃ ॥৪৫॥", "synonyms": "*karuṇā-nikuramba-komale*—que é muito suave devido à grande misericórdia; *madhura-aiśvarya-viśeṣa-śālini*—especialmente pela opulência do amor conjugal; *jayati*—todas as glórias; *vraja-rāja-nandane*—ao filho de Mahārāja Nanda; *na*—não; *hi*—certamente; *cintā*—de ansiedade; *kaṇika*—nem mesmo uma partícula; *abhyudeti*—desperta; *naḥ*—em nós.", "translation": "**\"Vṛndāvana-dhāma é muito suave devido à misericórdia do Senhor Supremo, e é especialmente opulenta devido ao amor conjugal. As glórias transcendentais do filho de Mahārāja Nanda manifestam-se aqui. Sob tais circunstâncias, nem a mínima ansiedade desperta dentro de nós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/46/", "verse_text": "tāra tale paravyoma--'viṣṇuloka'-nāma\n\nnārāyaṇa-ādi ananta svarūpera dhāma", "devanagari": "> তার তলে পরব্যোম — ‘বিষ্ণুলোক’-নাম ।\n> নারায়ণ-আদি অনন্ত স্বরূপের ধাম ॥৪৬॥", "synonyms": "*tāra tale*—abaixo de Vṛndāvana-dhāma; *para-vyoma*—o céu espiritual; *viṣṇu-loka-nāma*—conhecido como Viṣṇuloka; *nārāyaṇa-ādi*—Nārāyaṇa e outros; *ananta*—ilimitadas; *sva-rūpera*—de expansões pessoais; *dhāma*—o lugar.", "translation": "**\"Abaixo do planeta Vṛndāvana está o céu espiritual, que é conhecido como Viṣṇuloka. Em Viṣṇuloka há inúmeros planetas Vaikuṇṭha controlados por Nārāyaṇa e por outras inúmeras expansões de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/47/", "verse_text": "'madhyama-āvāsa' kṛṣṇera--ṣaḍ-aiśvarya-bhāṇḍāra\n\nananta svarūpe yāhāṅ karena vihāra", "devanagari": "> ‘মধ্যম-আবাস’ কৃষ্ণের — ষড়ৈশ্বর্য-ভাণ্ডার ।\n> অনন্ত স্বরূপে যাহাঁ করেন বিহার ॥৪৭॥", "synonyms": "*madhyama-āvāsa*—a residência intermediária; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ṣaṭ-aiśvarya-bhāṇḍāra*—o tesouro das seis opulências; *ananta sva-rūpe*—em formas ilimitadas; *yāhāṅ*—onde; *karena vihāra*—desfruta de Seus passatempos.", "translation": "**\"O céu espiritual, que é pleno em todas as seis opulências, é a residência intermediária do Senhor Kṛṣṇa. É ali que um número ilimitado de formas de Kṛṣṇa desfruta de Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/48/", "verse_text": "ananta vaikuṇṭha yāhāṅ bhāṇḍāra-koṭhari\n\npāriṣada-gaṇe ṣaḍ-aiśvarye āche bhari'", "devanagari": "> অনন্ত বৈকুণ্ঠ যাহাঁ ভাণ্ডার-কোঠরি ।\n> পারিষদগণে ষড়ৈশ্বর্যে আছে ভরি’ ॥৪৮॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *vaikuṇṭha*—planetas Vaikuṇṭha; *yāhāṅ*—onde; *bhāṇḍāra-koṭhari*—como aposentos de um tesouro; *pāriṣada-gaṇe*—companheiros eternos; *ṣaṭ-aiśvarye*—com as seis opulências; *āche*—estão; *bhari'*—preenchendo.", "translation": "**\"Inúmeros planetas Vaikuṇṭha, que são tais como diferentes aposentos de um tesouro, encontram-se todos ali, repletos de todas as opulências. Esses planetas ilimitados abrigam os companheiros eternos do Senhor, que também são enriquecidos com as seis opulências.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/49/", "verse_text": "goloka-nāmni nija-dhāmni tale ca tasya\n\ndevī-maheśa-hari-dhāmasu teṣu teṣu\n\nte te prabhāva-nicayā vihitāś ca yena\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi", "devanagari": "> গোলোকনাম্নি নিজধাম্নি তলে চ তস্য\n> দেবী-মহেশ-হরিধামসু তেষু তেষু ।\n> তে তে প্রভাবনিচয়া বিহিতাশ্চ যেন\n> গোবিন্দমাদিপুরুষং তমহং ভজামি ॥৪৯॥", "synonyms": "*goloka-nāmni nija-dhāmni*—no planeta conhecido como Goloka Vṛndāvana, a morada pessoal da Suprema Personalidade de Deus; *tale*—na parte inferior; *ca*—também; *tasya*—disso; *devī*—da deusa Durgā; *maheśa*—do Senhor Śiva; *hari*—de Nārāyaṇa; *dhāmasu*—nos planetas; *teṣu teṣu*—em cada um deles; *te te*—aquelas respectivas; *prabhāva-nicayāḥ*—opulências; *vihitāḥ*—estabelecidas; *ca*—também; *yena*—por quem; *govindam*—a esse Govinda; *ādi-puruṣam*—a Suprema Personalidade de Deus original; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *bhajāmi*—ofereço minhas reverências.", "translation": "**\" 'Abaixo do planeta chamado Goloka Vṛndāvana estão os planetas conhecidos como Devī-dhāma, Maheśa-dhāma e Hari-dhāma. Estes são opulentos de diferentes maneiras. São administrados pela Suprema Personalidade de Deus, Govinda, o Senhor original. Ofereço-Lhe minhas reverências.'**", "purport": "Esta é uma citação da Brahma-saṁhitā (5.43)."}
{"ref": "cc/madhya/21/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/50/", "verse_text": "pradhāna-parama-vyomnor\n\nantare virajā nadī\n\nvedāṅga-sveda-janitais\n\ntoyaiḥ prasrāvitā śubhā", "devanagari": "> প্রধান-পরমব্যোম্নোরন্তরে বিরজা নদী ।\n> বেদাঙ্গস্বেদজনিতৈস্তোয়ৈঃ প্রস্রাবিতা শুভা ॥৫০॥", "synonyms": "*pradhāna-parama-vyomnoḥ antare*—entre o mundo material e o mundo espiritual; *virajā nadī*—há um rio conhecido como Virajā; *veda-aṅga*—do corpo transcendental da Suprema Personalidade de Deus; *sveda-janitaiḥ*—produzida da transpiração; *toyaiḥ*—com água; *prasrāvitā*—fluindo; *śubhā*—toda auspiciosa.", "translation": "**\" 'Entre os mundos espiritual e material há uma massa de água conhecida como o rio Virajā. Essa água é gerada da transpiração corpórea da Suprema Personalidade de Deus, que é conhecido como Vedāṅga. Assim flui o rio.'**", "purport": "Este verso e o verso seguinte são do *Padma Purāṇa*."}
{"ref": "cc/madhya/21/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/51/", "verse_text": "tasyāḥ pāre paravyoma\n\ntripād-bhūtaṁ sanātanam\n\namṛtaṁ śāśvataṁ nityam\n\nanantaṁ paramaṁ padam", "devanagari": "> তস্যাঃ পারে পরব্যোম ত্রিপাদ্ভূতং সনাতনম্ ।\n> অমৃতং শাশ্বতং নিত্যমনন্তং পরমং পদম্ ॥৫১॥", "synonyms": "*tasyāḥ pāre*—na outra margem do rio Virajā; *para-vyoma*—o céu espiritual; *tri-pād-bhūtam*—existindo como três quartos da opulência do Senhor Supremo; *sanātanam*—eterno; *amṛtam*—sem deterioração; *śāśvatam*—sem estar sujeito ao controle do tempo; *nityam*—existindo constantemente; *anantam*—ilimitado; *paramam*—supremo; *padam*—morada.", "translation": "**\" 'Além do rio Virajā há uma natureza espiritual, que é indestrutível, eterna, inesgotável e ilimitada. É a morada suprema, consistindo em três quartos das opulências do Senhor. É conhecida como paravyoma, o céu espiritual.'**", "purport": "No céu espiritual não há ansiedade nem temor. Ele existe eternamente e consiste em três quartos da energia do Senhor. O mundo material é uma exibição de apenas um quarto da energia do Senhor. Por isso, ele é chamado de eka-pāda-vibhūti."}
{"ref": "cc/madhya/21/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/52/", "verse_text": "tāra tale 'bāhyāvāsa' virajāra pāra\n\nananta brahmāṇḍa yāhāṅ koṭhari apāra", "devanagari": "> তার তলে ‘বাহ্যাবাস’ বিরজার পার ।\n> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ড যাহাঁ কোঠরি অপার ॥৫২॥", "synonyms": "*tāra tale*—abaixo do mundo espiritual; *bāhya-āvāsa*—morada externa; *virajāra pāra*—no outro lado do rio Virajā; *ananta brahmāṇḍa*—número ilimitado de universos; *yāhāṅ*—onde; *koṭhari*—aposentos; *apāra*—ilimitados.", "translation": "**\"No outro lado do rio Virajā está a morada externa, que é repleta de universos ilimitados, cada qual contendo atmosferas ilimitadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/53/", "verse_text": "'devī-dhāma' nāma tāra, jīva yāra vāsī\n\njagal-lakṣmī rākhi' rahe yāhāṅ māyā dāsī", "devanagari": "> ‘দেবীধাম’ নাম তার, জীব যার বাসী ।\n> জগল্লক্ষ্মী রাখি’ রহে যাহাঁ মায়া দাসী ॥৫৩॥", "synonyms": "*devī-dhāma*—o lugar da energia externa; *nāma*—chamado; *tāra*—seu; *jīva*—as entidades vivas condicionadas; *yāra*—do qual; *vāsī*—os habitantes; *jagat-lakṣmī*—a energia material; *rākhi'*—mantendo-as; *rahe*—existe; *yāhāṅ*—onde; *māyā*—a energia externa; *dāsī*—serva.", "translation": "**\"A morada da energia externa chama-se Devī-dhāma, e seus habitantes são as almas condicionadas. É ali que a energia material, Durgā, reside com muitas servas opulentas.**", "purport": "Como deseja desfrutar da energia material, a alma condicionada tem permissão para residir em Devī-dhāma, a energia externa, onde a deusa Durgā executa as ordens do Senhor Supremo como Sua serva. A energia material é chamada de jagal-lakṣmī porque protege as confusas almas condicionadas. A deusa Durgā, portanto, é conhecida como a mãe, e o Senhor Śiva, seu esposo, é conhecido como o pai. O Senhor Śiva e a deusa Durgā são, assim, conhecidos como o pai e a mãe materiais. A deusa Durgā recebe esse nome porque este mundo material é como um grande forte onde a alma condicionada é colocada sob seus cuidados. Em troca de facilidades materiais, a alma condicionada tenta agradar à deusa Durgā, e a mãe Durgā fornece toda espécie de facilidades materiais. Por causa disso, as almas condicionadas são seduzidas e não desejam abandonar a energia externa. Por conseguinte, elas estão continuamente fazendo planos para viver aqui em paz e felicidade. Assim é o mundo material."}
{"ref": "cc/madhya/21/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/54/", "verse_text": "ei tina dhāmera haya kṛṣṇa adhīśvara\n\ngoloka-paravyoma--prakṛtira para", "devanagari": "> এই তিন ধামের হয় কৃষ্ণ অধীশ্বর ।\n> গোলোক-পরব্যোম — প্রকৃতির পর ॥৫৪॥", "synonyms": "*ei tina dhāmera*—destes três dhāmas, ou lugares de residência, a saber, Goloka Vṛndāvana-dhāma, Vaikuṇṭha-dhāma (Hari-dhāma) e Devī-dhāma (o mundo material); *haya*—é; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *adhīśvara*—o mestre supremo; *goloka-paravyoma*—o planeta espiritual Goloka e o céu espiritual; *prakṛtira para*—além desta energia material.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é o proprietário supremo de todos os dhāmas, incluindo Goloka-dhāma, Vaikuṇṭha-dhāma e Devī-dhāma. O paravyoma e Goloka-dhāma estão além de Devī-dhāma, este mundo material.**", "purport": "Quando uma entidade viva é liberada de Devī-dhāma, mas não conhece a opulência de Hari-dhāma, ela é colocada em Maheśa-dhāma, que está entre os outros dois dhāmas. A alma liberada não tem ali a oportunidade de servir à Suprema Personalidade de Deus; por isso, embora este Maheśa-dhāma seja o dhāma do Senhor Śiva e esteja acima de Devī-dhāma, ele não é o mundo espiritual. O mundo espiritual começa com Hari-dhāma, ou Vaikuṇṭhaloka."}
{"ref": "cc/madhya/21/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/55/", "verse_text": "cic-chakti-vibhūti-dhāma--tripād-aiśvarya-nāma\n\nmāyika vibhūti--eka-pāda abhidhāna", "devanagari": "> চিচ্ছক্তিবিভূতি-ধাম — ত্রিপাদৈশ্বর্য-নাম ।\n> মায়িক বিভূতি — একপাদ অভিধান ॥৫৫॥", "synonyms": "*cit-śakti*—da energia espiritual; *vibhūti-dhāma*—morada opulenta; *tri-pād*—três quartos; *aiśvarya*—opulência; *nāma*—chamada; *māyika vibhūti*—opulência material; *eka-pāda*—um quarto; *abhidhāna*—conhecida.", "translation": "**\"O mundo espiritual é considerado três quartos da energia e opulência da Suprema Personalidade de Deus, ao passo que este mundo material é apenas um quarto dessa energia. Esta é a nossa compreensão.**", "purport": "Hari-dhāma (paravyoma) e Goloka Vṛndāvana estão além da manifestação cósmica material. Eles são celebrados como três quartos da energia do Senhor. O mundo material, conduzido pela energia externa do Senhor Supremo, é chamado de Devī-dhāma e é uma manifestação de um quarto de Sua energia."}
{"ref": "cc/madhya/21/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/56/", "verse_text": "tripād-vibhūter dhāmatvāt\n\ntripād-bhūtaṁ hi tat padam\n\nvibhūtir māyikī sarvā\n\nproktā pādātmikā yataḥ", "devanagari": "> ত্রিপাদ্বিভূতের্ধামত্বাৎ ত্রিপাদ্ভূতং হি তৎ পদম্ ।\n> বিভূতির্মায়িকী সর্বা প্রোক্তা পাদাত্মিকা যতঃ ॥৫৬॥", "synonyms": "*tri-pād-vibhūteḥ*—dos três quartos da energia; *dhāmatvāt*—por ser a morada; *tri-pād-bhūtam*—consistindo em três quartos da energia; *hi*—certamente; *tat padam*—aquela morada; *vibhūtiḥ*—a energia ou potência; *māyikī*—material; *sarvā*—toda; *proktā*—dita; *pāda-ātmikā*—apenas um quarto; *yataḥ*—portanto.", "translation": "**\" 'Por consistir em três quartos da energia do Senhor, o mundo espiritual é chamado de tripād-bhūta. Por ser uma manifestação de um quarto da energia do Senhor, o mundo material é chamado de eka-pāda.'**", "purport": "Este verso encontra-se no Laghu-bhāgavatāmṛta (1.5.286)."}
{"ref": "cc/madhya/21/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/57/", "verse_text": "tripāda-vibhūti kṛṣṇera--vākya-agocara\n\neka-pāda vibhūtira śunaha vistāra", "devanagari": "> ত্রিপাদবিভূতি কৃষ্ণের — বাক্য-অগোচর ।\n> একপাদ বিভূতির শুনহ বিস্তার ॥৫৭॥", "synonyms": "*tri-pāda-vibhūti kṛṣṇera*—três quartos da energia do Senhor Kṛṣṇa; *vākya-agocara*—além das palavras; *eka-pāda vibhūtira*—de um quarto da energia; *śunaha*—por favor, ouvi; *vistāra*—amplitude.", "translation": "**\"Os três quartos da energia do Senhor Kṛṣṇa estão além de nosso poder de expressão. Ouçamos, portanto, com detalhes sobre o quarto restante de Sua energia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/58/", "verse_text": "ananta brahmāṇḍera yata brahmā-rudra-gaṇa\n\ncira-loka-pāla-śabde tāhāra gaṇana", "devanagari": "> অনন্ত ব্রহ্মাণ্ডের যত ব্রহ্মা-রুদ্রগণ ।\n> চিরলোকপাল-শব্দে তাহার গণন ॥৫৮॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitados; *brahmāṇḍera*—dos universos; *yata*—todos; *brahmā*—os Senhores Brahmās; *rudra-gaṇa*—e os Senhores Śivas; *cira-loka-pāla*—governadores permanentes dos mundos; *śabde*—pela palavra; *tāhāra*—deles; *gaṇana*—contagem.", "translation": "**\"Na verdade, é muito difícil determinar o número de universos. Cada universo tem seu próprio Senhor Brahmā e seu próprio Senhor Śiva, que são conhecidos como governadores permanentes. Por isso, também não há como contá-los.**", "purport": "O Senhor Brahmā e o Senhor Śiva são chamados de cira-loka-pāla, governadores permanentes. Isso significa que eles governam os assuntos do universo desde o princípio da criação até o fim. Na próxima criação, as mesmas entidades vivas podem não estar presentes, mas, como Brahmā e Śiva existem do princípio ao fim, eles são chamados de cira-loka-pāla, governadores permanentes. Loka-pāla significa \"deidades predominantes\". Há oito deidades predominantes dos planetas celestiais proeminentes, a saber, Indra, Agni, Yama, Varuṇa, Nirṛti, Vāyu, Kuvera e Śiva."}
{"ref": "cc/madhya/21/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/59/", "verse_text": "eka-dina dvārakāte kṛṣṇa dekhibāre\n\nbrahmā āilā,--dvāra-pāla jānāila kṛṣṇere", "devanagari": "> একদিন দ্বারকাতে কৃষ্ণ দেখিবারে ।\n> ব্রহ্মা আইলা, — দ্বারপাল জানাইল কৃষ্ণেরে ॥৫৯॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *dvārakāte*—em Dvārakā; *kṛṣṇa dekhibāre*—para ver Kṛṣṇa; *brahmā āilā*—o Senhor Brahmā veio; *dvāra-pāla*—o porteiro; *jānāila*—informou; *kṛṣṇere*—ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Certa vez, quando Kṛṣṇa governava Dvārakā, o Senhor Brahmā veio vê-Lo, e o porteiro imediatamente informou o Senhor Kṛṣṇa da chegada de Brahmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/60/", "verse_text": "kṛṣṇa kahena--'kon brahmā, ki nāma tāhāra?'\n\ndvārī āsi' brahmāre puche āra bāra", "devanagari": "> কৃষ্ণ কহেন — ‘কোন্ ব্রহ্মা, কি নাম তাহার ?’\n> দ্বারী আসি’ ব্রহ্মারে পুছে আর বার ॥৬০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kahena*—Kṛṣṇa disse; *kon brahmā*—qual Brahmā; *ki nāma tāhāra*—qual é o nome dele; *dvārī āsi'*—o porteiro, voltando; *brahmāre*—ao Senhor Brahmā; *puche*—pergunta; *āra bāra*—novamente.", "translation": "**Quando assim informado, Kṛṣṇa imediatamente perguntou ao porteiro: \"Qual Brahmā? Qual é o nome dele?\" O porteiro, então, voltou e interrogou o Senhor Brahmā.**", "purport": "Por este verso, podemos compreender que Brahmā é o nome do cargo e que a pessoa que ocupa o cargo também tem um nome particular. Do *Bhagavad-gītā*: imaṁ vivasvate yogam. Vivasvān é o nome da atual deidade predominante do Sol. Geralmente se chama Sūrya, o deus do Sol, mas ele também tem seu próprio nome particular. O governador do estado geralmente é chamado rāja-pāla, mas também tem seu próprio nome individual. Visto que há centenas e milhares de Brahmās com nomes diferentes, Kṛṣṇa quis saber qual deles viera vê-Lo."}
{"ref": "cc/madhya/21/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/61/", "verse_text": "vismita hañā brahmā dvārīke kahilā\n\n'kaha giyā sanaka-pitā caturmukha āilā'", "devanagari": "> বিস্মিত হঞা ব্রহ্মা দ্বারীকে কহিলা ।\n> ‘কহ গিয়া সনক-পিতা চতুর্মুখ আইলা’ ॥৬১॥", "synonyms": "*vismita hañā*—ficando surpreso; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *dvārīke*—ao porteiro; *kahilā*—respondeu; *kaha*—informa; *giyā*—indo; *sanaka-pitā*—o pai dos quatro Kumāras; *catuḥ-mukha*—de quatro cabeças; *āilā*—chegou.", "translation": "**Quando o porteiro perguntou \"Qual Brahmā?\", o Senhor Brahmā ficou surpreso. Ele disse ao porteiro: \"Por favor, vai informar o Senhor Kṛṣṇa de que sou o Brahmā de quatro cabeças, o pai dos quatro Kumāras.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/62/", "verse_text": "kṛṣṇe jānāñā dvārī brahmāre lañā gelā\n\nkṛṣṇera caraṇe brahmā daṇḍavat kailā", "devanagari": "> কৃষ্ণে জানাঞা দ্বারী ব্রহ্মারে লঞা গেলা ।\n> কৃষ্ণের চরণে ব্রহ্মা দণ্ডবৎ কৈলা ॥৬২॥", "synonyms": "*kṛṣṇe jānāñā*—informando o Senhor Kṛṣṇa; *dvārī*—o porteiro; *brahmāre*—o Senhor Brahmā; *lañā*—levando; *gelā*—foi; *kṛṣṇera caraṇe*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *daṇḍavat kailā*—ofereceu reverências.", "translation": "**O porteiro, então, informou o Senhor Kṛṣṇa da descrição do Senhor Brahmā, e o Senhor Kṛṣṇa deu-lhe permissão para entrar. O porteiro conduziu o Senhor Brahmā para dentro e, tão logo Brahmā viu o Senhor Kṛṣṇa, ofereceu reverências a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/63/", "verse_text": "kṛṣṇa mānya-pūjā kari' tāṅre praśna kaila\n\n'ki lāgi' tomāra ihāṅ āgamana haila?'", "devanagari": "> কৃষ্ণ মান্য-পূজা করি’ তাঁরে প্রশ্ন কৈল ।\n> ‘কি লাগি’ তোমার ইহাঁ আগমন হৈল ?’ ॥ ৬৩ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *mānya-pūjā*—respeito e adoração; *kari'*—demonstrando; *tāṅre*—a ele; *praśna kaila*—fez uma pergunta; *ki lāgi'*—por que motivo; *tomāra*—tua; *ihāṅ*—aqui; *āgamana haila*—houve a chegada.", "translation": "**Depois de ser adorado pelo Senhor Brahmā, o Senhor Kṛṣṇa também o honrou com palavras adequadas. Então, o Senhor Kṛṣṇa lhe perguntou: \"Por que vieste aqui?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/64/", "verse_text": "brahmā kahe,--'tāhā pāche kariba nivedana\n\neka saṁśaya mane haya, karaha chedana", "devanagari": "> ব্রহ্মা কহে, — ‘তাহা পাছে করিব নিবেদন ।\n> এক সংশয় মনে হয়, করহ ছেদন ॥৬৪॥", "synonyms": "*brahmā kahe*—o Senhor Brahmā disse; *tāhā*—isso; *pāche*—mais tarde; *kariba nivedana*—submeterei a Ti; *eka*—uma; *saṁśaya*—dúvida; *mane*—na mente; *haya*—há; *karaha chedana*—por favor, dissipa-a.", "translation": "**Sendo interrogado, o Senhor Brahmā imediatamente respondeu: \"Direi mais tarde por que vim. Antes de tudo, há uma dúvida em minha mente que eu desejaria que dissipasses gentilmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/65/", "verse_text": "'kon brahmā?' puchile tumi kon abhiprāye?\n\nāmā ba-i jagate āra kon brahmā haye?'", "devanagari": "> ‘কোন্ ব্রহ্মা?’ পুছিলে তুমি কোন্ অভিপ্রায়ে ?\n> আমা বই জগতে আর কোন্ ব্রহ্মা হয়ে ?’ ॥ ৬৫ ॥", "synonyms": "*kon brahmā*—qual Brahmā; *puchile tumi*—perguntaste; *kon abhiprāye*—com que intenção; *āmā ba-i*—exceto eu; *jagate*—dentro deste universo; *āra*—outro; *kon*—qual; *brahmā*—Senhor Brahmā; *haye*—existe.", "translation": "**\"Por que perguntaste qual Brahmā viera ver-Te? Qual é o propósito de tal pergunta? Existe algum outro Brahmā além de mim dentro deste universo?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/66/", "verse_text": "śuni' hāsi' kṛṣṇa tabe karilena dhyāne\n\nasaṅkhya brahmāra gaṇa āilā tata-kṣaṇe", "devanagari": "> শুনি’ হাসি’ কৃষ্ণ তবে করিলেন ধ্যানে ।\n> অসংখ্য ব্রহ্মার গণ আইলা ততক্ষণে ॥৬৬॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *hāsi'*—sorrindo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tabe*—então; *karilena*—fez; *dhyāne*—meditação; *asaṅkhya*—inumeráveis; *brahmāra*—de Senhores Brahmās; *gaṇa*—o grupo; *āilā*—chegou; *tata-kṣaṇe*—naquele momento.", "translation": "**Ao ouvir isso, Śrī Kṛṣṇa sorriu e imediatamente meditou. Inumeráveis Brahmās chegaram instantaneamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/67/", "verse_text": "daśa-biśa-śata-sahasra-ayuta-lakṣa-vadana\n\nkoṭy-arbuda mukha kāro, nā yāya gaṇana", "devanagari": "> দশ-বিশ-শত-সহস্র-অযুত-লক্ষ-বদন ।\n> কোট্যর্বুদ মুখ কারো, না যায় গণন ॥৬৭॥", "synonyms": "*daśa*—dez; *biśa*—vinte; *śata*—cem; *sahasra*—mil; *ayuta*—dez mil; *lakṣa*—cem mil; *vadana*—faces; *koṭi*—dez milhões; *arbuda*—cem milhões; *mukha*—faces; *kāro*—de alguns deles; *nā yāya gaṇana*—não é possível contar.", "translation": "**Esses Brahmās tinham números diferentes de cabeças. Alguns tinham dez cabeças, alguns vinte, alguns cem, alguns mil, alguns dez mil, alguns cem mil, alguns dez milhões e outros cem milhões. Ninguém pode contar o número de faces que eles tinham.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/68/", "verse_text": "rudra-gaṇa āilā lakṣa koṭi-vadana\n\nindra-gaṇa āilā lakṣa koṭi-nayana", "devanagari": "> রুদ্রগণ আইলা লক্ষ কোটি-বদন ।\n> ইন্দ্রগণ আইলা লক্ষ কোটি-নয়ন ॥৬৮॥", "synonyms": "*rudra-gaṇa*—os Śivas; *āilā*—chegaram; *lakṣa koṭi-vadana*—possuindo cem mil e dez milhões de faces; *indra-gaṇa*—os Indras; *āilā*—chegaram; *lakṣa*—cem mil; *koṭi*—dez milhões; *nayana*—olhos.", "translation": "**Também chegaram muitos Senhores Śivas com várias cabeças, num número de cem mil e dez milhões. Muitos Indras também chegaram, e eles tinham centenas de milhares de olhos por todo o corpo.**", "purport": "Diz-se que Indra, o rei do céu, é muito luxurioso. Certa vez, ele teve, com habilidade, relações sexuais com a esposa de um grande sábio, e, quando o sábio soube disso, amaldiçoou o luxurioso Indra com uma maldição que pôs vaginas por todo o seu corpo. Sentindo-se muito envergonhado, Indra prostrou-se aos pés de lótus do grande sábio e implorou-lhe perdão. Sendo compassivo, o sábio transformou as vaginas em olhos; por isso, Indra possui centenas e milhares de olhos por todo o seu corpo. Assim como o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva têm muitas faces, o rei do céu, Indra, tem muitos olhos."}
{"ref": "cc/madhya/21/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/69/", "verse_text": "dekhi' caturmukha brahmā phāṅpara ha-ilā\n\nhasti-gaṇa-madhye yena śaśaka rahilā", "devanagari": "> দেখি’ চতুর্মুখ ব্রহ্মা ফাঁপর হইলা ।\n> হস্তিগণ-মধ্যে যেন শশক রহিলা ॥৬৯॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *catuḥ-mukha brahmā*—o Senhor Brahmā de quatro faces deste universo; *phāṅpara ha-ilā*—ficou perplexo; *hasti-gaṇa-madhye*—em meio a muitos elefantes; *yena*—como; *śaśaka*—um coelho; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**Quando o Brahmā de quatro cabeças deste universo viu todas essas opulências de Kṛṣṇa, ficou muito perplexo e considerou-se um coelho em meio a muitos elefantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/70/", "verse_text": "āsi' saba brahmā kṛṣṇa-pāda-pīṭha-āge\n\ndaṇḍavat karite mukuṭa pāda-pīṭhe lāge", "devanagari": "> আসি’ সব ব্রহ্মা কৃষ্ণ-পাদপীঠ-আগে ।\n> দণ্ডবৎ করিতে মুকুট পাদপীঠে লাগে ॥৭০॥", "synonyms": "*āsi'*—vindo; *saba brahmā*—todos os Brahmās; *kṛṣṇa-pāda-pīṭha-āge*—diante dos pés de lótus de Kṛṣṇa; *daṇḍavat karite*—oferecendo suas reverências; *mukuṭa*—elmos; *pāda-pīṭhe*—aos pés de lótus; *lāge*—tocavam.", "translation": "**Todos os Brahmās que vieram ver Kṛṣṇa ofereceram seus respeitos a Seus pés de lótus e, ao fazê-lo, seus elmos tocavam Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/71/", "verse_text": "kṛṣṇera acintya-śakti lakhite keha nāre\n\nyata brahmā, tata mūrti eka-i śarīre", "devanagari": "> কৃষ্ণের অচিন্ত্য-শক্তি লখিতে কেহ নারে ।\n> যত ব্রহ্মা, তত মূর্তি একই শরীরে ॥৭১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *acintya-śakti*—potências inconcebíveis; *lakhite*—observar; *keha*—alguém; *nāre*—não é capaz; *yata brahmā*—todos os Brahmās; *tata mūrti*—tantas formas; *eka-i śarīre*—no mesmo corpo.", "translation": "**Ninguém pode avaliar a potência inconcebível de Kṛṣṇa. Todos os Brahmās que ali estavam repousavam no único corpo de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/72/", "verse_text": "pāda-pīṭa-mukuṭāgra-saṅghaṭṭe uṭhe dhvani\n\npāda-pīṭhe stuti kare mukuṭa hena jāni'", "devanagari": "> পাদপীট-মুকুটাগ্র-সংঘট্টে উঠে ধ্বনি ।\n> পাদপীঠে স্তুতি করে মুকুট হেন জানি’ ॥৭২॥", "synonyms": "*pāda-pīṭa*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *mukuṭa-agra*—dos topos dos elmos; *saṅghaṭṭe*—no aglomerar-se; *uṭhe dhvani*—ergueu-se um som; *pāda-pīṭhe stuti*—oferecendo orações aos pés de lótus; *kare*—fazem; *mukuṭa*—os elmos; *hena jāni'*—parecendo assim.", "translation": "**Quando todos os elmos se chocaram juntos aos pés de lótus de Kṛṣṇa, houve um som tumultuoso. Parecia que os próprios elmos estavam oferecendo orações aos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/73/", "verse_text": "yoḍa-hāte brahmā-rudrādi karaye stavana\n\n\"baḍa kṛpā karilā prabhu, dekhāilā caraṇa", "devanagari": "> যোড়-হাতে ব্রহ্মা-রুদ্রাদি করয়ে স্তবন ।\n> “বড় কৃপা করিলা প্রভু, দেখাইলা চরণ ॥৭৩॥", "synonyms": "*yoḍa-hāte*—de mãos postas; *brahmā*—os Senhores Brahmās; *rudra-ādi*—os Senhores Śivas e outros; *karaye stavana*—ofereceram suas orações; *baḍa kṛpā*—grande misericórdia; *karilā*—demonstraste; *prabhu*—ó Senhor; *dekhāilā caraṇa*—mostraste Teus pés de lótus.", "translation": "**De mãos postas, todos os Brahmās e Śivas começaram a oferecer orações ao Senhor Kṛṣṇa, dizendo: \"Ó Senhor, mostraste-me um grande favor. Pude ver Teus pés de lótus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/74/", "verse_text": "bhāgya, more bolāilā 'dāsa' aṅgīkari'\n\nkon ājñā haya, tāhā kari śire dhari' \"", "devanagari": "> ভাগ্য, মোরে বোলাইলা ‘দাস’ অঙ্গীকরি’ ।\n> কোন্ আজ্ঞা হয়, তাহা করি শিরে ধরি’ ।।” ॥ ৭৪ ॥", "synonyms": "*bhāgya*—grande fortuna; *more*—me; *bolāilā*—chamaste; *dāsa*—como servo; *aṅgīkari'*—aceitando; *kon ājñā haya*—qual é Tua ordem; *tāhā*—essa; *kari*—permite que eu aceite; *śire dhari'*—segurando-a sobre minha cabeça.", "translation": "**Todos eles, então, disseram: \"É minha grande fortuna, Senhor, que me tenhas chamado, considerando-me Teu servo. Agora, deixa-me saber qual é Tua ordem, para que eu possa carregá-la sobre minhas cabeças.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/75/", "verse_text": "kṛṣṇa kahe,--tomā-sabā dekhite citta haila\n\ntāhā lāgi' eka ṭhāñi sabā bolāila", "devanagari": "> কৃষ্ণ কহে, — তোমা-সবা দেখিতে চিত্ত হৈল ।\n> তাহা লাগি’ এক ঠাঞি সবা বোলাইল ॥৭৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kahe*—o Senhor Kṛṣṇa disse; *tomā-sabā*—todos vós; *dekhite*—ver; *citta haila*—houve um desejo; *tāhā lāgi'*—por essa razão; *eka ṭhāñi*—num só lugar; *sabā*—todos vós; *bolāila*—chamei.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa respondeu: \"Visto que eu quis ver todos vós juntos, chamei todos vós aqui.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/76/", "verse_text": "sukhī hao sabe, kichu nāhi daitya-bhaya?\n\ntārā kahe,--'tomāra prasāde sarvatra-i jaya", "devanagari": "> সুখী হও সবে, কিছু নাহি দৈত্য-ভয় ?\n> তারা কহে, — ‘তোমার প্রসাদে সর্বত্রই জয় ॥৭৬॥", "synonyms": "*sukhī hao*—sede felizes; *sabe*—todos vós; *kichu*—algum; *nāhi*—não há; *daitya-bhaya*—temor dos demônios; *tārā kahe*—todos eles responderam; *tomāra prasāde*—por Tua misericórdia; *sarvatra-i*—em toda parte; *jaya*—vitoriosos.", "translation": "**\"Todos vós deveis ser felizes. Há algum temor dos demônios?\" Eles responderam: \"Por Tua misericórdia, somos vitoriosos em toda parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/77/", "verse_text": "samprati pṛthivīte yebā haiyāchila bhāra\n\navatīrṇa hañā tāhā karilā saṁhāra'", "devanagari": "> সম্প্রতি পৃথিবীতে যেবা হৈয়াছিল ভার ।\n> অবতীর্ণ হঞা তাহা করিলা সংহার ।।’ ॥ ৭৭ ॥", "synonyms": "*samprati*—presentemente; *pṛthivīte*—sobre a Terra; *yebā*—qualquer; *haiyāchila*—havia; *bhāra*—fardo; *avatīrṇa hañā*—descendo; *tāhā*—esse; *karilā saṁhāra*—removeste.", "translation": "**\" 'Qualquer fardo que houvesse sobre a Terra, Tu o removeste ao descer àquele planeta.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/78/", "verse_text": "dvārakādi--vibhu, tāra ei ta pramāṇa\n\n'āmāra-i brahmāṇḍe kṛṣṇa' sabāra haila jñāna", "devanagari": "> দ্বারকাদি — বিভু, তার এই ত প্রমাণ ।\n> ‘আমারই ব্রহ্মাণ্ডে কৃষ্ণ’ সবার হৈল জ্ঞান ॥৭৮॥", "synonyms": "*dvārakā-ādi*—Dvārakā-dhāma e outras moradas; *vibhu*—morada transcendental; *tāra ei ta pramāṇa*—esta é a evidência disso; *āmāra-i brahmāṇḍe*—em meu brahmāṇḍa; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa está agora presente; *sabāra*—de todos eles; *haila jñāna*—houve este conhecimento.", "translation": "**\"Esta é a prova da opulência de Dvārakā: todos os Brahmās pensaram: 'Kṛṣṇa está agora permanecendo em minha jurisdição.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/79/", "verse_text": "kṛṣṇa-saha dvārakā-vaibhava anubhava haila\n\nekatra milane keha kāho nā dekhila", "devanagari": "> কৃষ্ণ-সহ দ্বারকা-বৈভব অনুভব হৈল ।\n> একত্র মিলনে কেহ কাহো না দেখিল ॥৭৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-saha*—com Kṛṣṇa; *dvārakā-vaibhava*—a opulência de Dvārakā; *anubhava haila*—houve percepção; *ekatra milane*—embora se reunissem; *keha*—alguém; *kāho*—qualquer outro; *nā dekhila*—não viu.", "translation": "**\"Assim, cada um deles percebeu a opulência de Dvārakā. Embora estivessem todos reunidos, ninguém conseguia ver ninguém além de si mesmo.**", "purport": "O Brahmā de quatro cabeças percebeu a opulência de Dvārakā-dhāma, onde Kṛṣṇa estava permanecendo, e, embora estivessem presentes Brahmās que tinham de dez a dez milhões de cabeças, e embora muitos Senhores Śivas também estivessem reunidos, somente o Brahmā de quatro cabeças deste universo conseguia ver todos eles. Pela potência inconcebível de Kṛṣṇa, os demais não conseguiam ver-se uns aos outros. Embora todos os Brahmās e Śivas estivessem reunidos, devido à energia de Kṛṣṇa, eles não conseguiam encontrar-se nem conversar individualmente entre si."}
{"ref": "cc/madhya/21/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/80/", "verse_text": "tabe kṛṣṇa sarva-brahmā-gaṇe vidāya dilā\n\ndaṇḍavat hañā sabe nija ghare gelā", "devanagari": "> তবে কৃষ্ণ সর্ব-ব্রহ্মাগণে বিদায় দিলা ।\n> দণ্ডবৎ হঞা সবে নিজ ঘরে গেলা ॥৮০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sarva-brahmā-gaṇe*—a todos os Brahmās; *vidāya dilā*—despediu-se; *daṇḍavat hañā*—oferecendo reverências; *sabe*—todos eles; *nija ghare gelā*—retornaram a seus respectivos lares.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa então despediu-se de todos os Brahmās ali presentes e, após oferecerem suas reverências, todos retornaram a seus respectivos lares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/81/", "verse_text": "dekhi' caturmukha brahmāra haila camatkāra\n\nkṛṣṇera caraṇe āsi' kailā namaskāra", "devanagari": "> দেখি’ চতুর্মুখ ব্রহ্মার হৈল চমৎকার ।\n> কৃষ্ণের চরণে আসি’ কৈলা নমস্কার ॥৮১॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *catuḥ-mukha brahmāra*—do Brahmā de quatro cabeças deste universo; *haila*—houve; *camatkāra*—espanto; *kṛṣṇera caraṇe āsi'*—vindo aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *kailā namaskāra*—ofereceu seus respeitos.", "translation": "**\"Após observar todas essas opulências, o Brahmā de quatro cabeças deste universo ficou assombrado. Veio novamente diante dos pés de lótus de Kṛṣṇa e Lhe ofereceu reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/82/", "verse_text": "brahmā bale,--pūrve āmi ye niścaya kariluṅ\n\ntāra udāharaṇa āmi āji ta' dekhiluṅ", "devanagari": "> ব্রহ্মা বলে, — পূর্বে আমি যে নিশ্চয় করিলুঁ ।\n> তার উদাহরণ আমি আজি ত’ দেখিলুঁ ॥৮২॥", "synonyms": "*brahmā bale*—Brahmā disse; *pūrve*—anteriormente; *āmi*—eu; *ye*—qualquer coisa; *niścaya kariluṅ*—decidi; *tāra*—disso; *udāharaṇa*—o exemplo; *āmi*—eu; *āji*—hoje; *ta'*—certamente; *dekhiluṅ*—vi.", "translation": "**\"Brahmā então disse: 'Tudo o que eu havia anteriormente decidido sobre meu conhecimento, acabo de verificar pessoalmente.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/83/", "verse_text": "jānanta eva jānantu\n\nkiṁ bahūktyā na me prabho\n\nmanaso vapuṣo vāco\n\nvaibhavaṁ tava gocaraḥ", "devanagari": "> জানন্ত এব জানন্তু কিং বহূক্ত্যা ন মে প্রভো ।\n> মনসো বপুষো বাচো বৈভবং তব গোচরঃ ॥৮৩॥", "synonyms": "*jānantaḥ*—pessoas que pensam estar cientes de Tua potência ilimitada; *eva*—certamente; *jānantu*—que pensem assim; *kim*—de que serve; *bahu-uktyā*—com muitas palavras; *na*—não; *me*—minha; *prabho*—ó meu Senhor; *manasaḥ*—da mente; *vapuṣaḥ*—do corpo; *vācaḥ*—das palavras; *vaibhavam*—opulências; *tava*—Tuas; *gocaraḥ*—dentro do alcance.", "translation": "**\" 'Há pessoas que dizem: \"Sei tudo sobre Kṛṣṇa.\" Que pensem dessa maneira. No que me diz respeito, não desejo falar muito a respeito deste assunto. Ó meu Senhor, deixa-me dizer apenas isto. No que tange a Tuas opulências, todas elas estão além do alcance de minha mente, de meu corpo e de minhas palavras.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.38), pronunciada pelo Senhor Brahmā."}
{"ref": "cc/madhya/21/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/84/", "verse_text": "kṛṣṇa kahe, \"ei brahmāṇḍa pañcāśat koṭi yojana\n\nati kṣudra, tāte tomāra cāri vadana", "devanagari": "> কৃষ্ণ কহে, “এই ব্রহ্মাণ্ড পঞ্চাশৎ কোটি যোজন ।\n> অতি ক্ষুদ্র, তাতে তোমার চারি বদন ॥৮৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kahe*—Kṛṣṇa disse; *ei brahmāṇḍa*—este universo; *pañcāśat koṭi yojana*—quatro bilhões de milhas; *ati kṣudra*—muito pequeno; *tāte*—portanto; *tomāra*—tuas; *cāri vadana*—quatro faces.", "translation": "**\"Kṛṣṇa disse: 'Teu universo particular estende-se por quatro bilhões de milhas; portanto, é o menor de todos os universos. Em consequência, tens apenas quatro cabeças.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, um dos maiores astrólogos de seu tempo, fornece a informação do Siddhānta-śiromaṇi de que este universo mede 18.712.069.200.000.000 × 8 milhas. Esta é a circunferência deste universo. Segundo alguns, isso é apenas a metade da circunferência."}
{"ref": "cc/madhya/21/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/85/", "verse_text": "kona brahmāṇḍa śata-koṭi, kona lakṣa-koṭi\n\nkona niyuta-koṭi, kona koṭi-koṭi", "devanagari": "> কোন ব্রহ্মাণ্ড শতকোটি, কোন লক্ষকোটি ।\n> কোন নিযুতকোটি, কোন কোটি-কোটি ॥৮৫॥", "synonyms": "*kona brahmāṇḍa*—alguns universos; *śata-koṭi*—um bilhão de yojanas; *kona*—alguns; *lakṣa-koṭi*—um trilhão de yojanas; *kona*—alguns; *niyuta-koṭi*—dez trilhões; *kona*—alguns; *koṭi-koṭi*—cem trilhões.", "translation": "**\" 'Alguns dos universos têm um bilhão de yojanas, alguns um trilhão, alguns dez trilhões e alguns cem trilhões de yojanas. Assim, são quase ilimitados em área.**", "purport": "Um yojana equivale a oito milhas."}
{"ref": "cc/madhya/21/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/86/", "verse_text": "brahmāṇḍānurūpa brahmāra śarīra-vadana\n\nei-rūpe pāli āmi brahmāṇḍera gaṇa", "devanagari": "> ব্রহ্মাণ্ডানুরূপ ব্রহ্মার শরীর-বদন ।\n> এইরূপে পালি আমি ব্রহ্মাণ্ডের গণ ॥৮৬॥", "synonyms": "*brahmāṇḍa-anurūpa*—de acordo com o tamanho de um universo; *brahmāra*—do Senhor Brahmā; *śarīra-vadana*—cabeças no corpo; *ei-rūpe*—dessa maneira; *pāli āmi*—eu mantenho; *brahmāṇḍera gaṇa*—todos os inumeráveis grupos de universos.", "translation": "**\" 'De acordo com o tamanho do universo, há tantas cabeças no corpo de Brahmā. Dessa maneira, eu mantenho inumeráveis universos [brahmāṇḍas].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/87/", "verse_text": "'eka-pāda vibhūti' ihāra nāhi parimāṇa\n\n'tripāda vibhūti'ra kebā kare parimāṇa\"", "devanagari": "> ‘একপাদ বিভূতি’ ইহার নাহি পরিমাণ ।\n> ‘ত্রিপাদ বিভূতি’র কেবা করে পরিমাণ ।।” ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*eka-pāda vibhūti*—uma manifestação de um quarto de Minha opulência; *ihāra*—disto; *nāhi*—não há; *parimāṇa*—medida; *tri-pāda vibhūtira*—do mundo espiritual, que tem três quartos de Minha energia; *kebā*—quem; *kare*—pode fazer; *parimāṇa*—medida.", "translation": "**\" 'Ninguém pode medir o comprimento e a largura de um quarto de Minha energia. Quem pode medir os três quartos que se manifestam no mundo espiritual?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/88/", "verse_text": "tasyāḥ pāre paravyoma\n\ntripād-bhūtaṁ sanātanam\n\namṛtaṁ śāśvataṁ nityam\n\nanantaṁ paramaṁ padam", "devanagari": "> তস্যাঃ পারে পরব্যোম ত্রিপাদ্ভূতং সনাতনম্ ।\n> অমৃতং শাশ্বতং নিত্যমনন্তং পরমং পদম্ ॥৮৮॥", "synonyms": "*tasyāḥ pāre*—na outra margem do rio Virajā; *para-vyoma*—o céu espiritual; *tri-pād-bhūtam*—existindo como três quartos da opulência do Senhor Supremo; *sanātanam*—eterno; *amṛtam*—sem deterioração; *śāśvatam*—sem estar sujeito ao controle do tempo; *nityam*—existindo constantemente; *anantam*—ilimitado; *paramam*—supremo; *padam*—morada.", "translation": "**\" 'Além do rio Virajā há uma natureza espiritual, que é indestrutível, eterna, inesgotável e ilimitada. É a morada suprema, que consiste em três quartos das opulências do Senhor. É conhecida como paravyoma, o céu espiritual.'**", "purport": "Este é um verso do *Padma Purāṇa*, recitado aqui pelo Senhor Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/21/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/89/", "verse_text": "tabe kṛṣṇa brahmāre dilena vidāya\n\nkṛṣṇera vibhūti-svarūpa jānāna nā yāya", "devanagari": "> তবে কৃষ্ণ ব্রহ্মারে দিলেন বিদায় ।\n> কৃষ্ণের বিভূতি-স্বরূপ জানান না যায় ॥৮৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *brahmāre*—ao Senhor Brahmā deste universo; *dilena vidāya*—despediu-se; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vibhūti-svarūpa*—verificação espiritual da opulência; *jānāna nā yāya*—não é possível compreender.", "translation": "**\"Dessa maneira, o Senhor Kṛṣṇa despediu-se do Brahmā de quatro cabeças deste universo. Podemos assim compreender que ninguém é capaz de calcular a extensão das energias de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/90/", "verse_text": "'tryadhīśvara'-śabdera artha 'gūḍha' āra haya\n\n'tri'-śabde kṛṣṇera tina loka kaya", "devanagari": "> ‘ত্র্যধীশ্বর’-শব্দের অর্থ ‘গূঢ়’ আর হয় ।\n> ‘ত্রি’-শব্দে কৃষ্ণের তিন লোক কয় ॥৯০॥", "synonyms": "*tri-adhīśvara*—tryadhīśvara; *śabdera*—da palavra; *artha*—um significado; *gūḍha*—confidencial; *āra*—outro; *haya*—há; *tri-śabde*—pela palavra \"três\"; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *tina loka kaya*—os três lugares ou propriedades do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Há um significado muito profundo na palavra tryadhīśvara, que indica que Kṛṣṇa possui três lokas, ou naturezas, diferentes.**", "purport": "A palavra tryadhīśvara significa \"proprietário dos três mundos\". Há três mundos dos quais Kṛṣṇa é o proprietário supremo. Isso se explica no *Bhagavad-gītā*:\n\nbhoktāraṁ yajña-tapasāṁ\n\nsarva-loka-maheśvaram\n\nsuhṛdaṁ sarva-bhūtānāṁ\n\njñātvā māṁ śāntim ṛcchati\n\n\"Os sábios, conhecendo-Me como o propósito último de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses e o benfeitor e benquerente de todas as entidades vivas, alcançam a paz das aflições das misérias materiais.\" (Bg. 5.29)\n\nA palavra sarva-loka significa \"todos os três mundos\", e a palavra maheśvara significa \"o proprietário supremo\". Kṛṣṇa é o proprietário tanto do mundo material quanto do mundo espiritual. O mundo espiritual divide-se em duas porções: Goloka Vṛndāvana e os Vaikuṇṭhas. O mundo material é uma combinação de universos ilimitados em número."}
{"ref": "cc/madhya/21/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/91/", "verse_text": "golokākhya gokula, mathurā, dvārāvatī\n\nei tina loke kṛṣṇera sahaje nitya-sthiti", "devanagari": "> গোলোকাখ্য গোকুল, মথুরা, দ্বারাবতী ।\n> এই তিন লোকে কৃষ্ণের সহজে নিত্যস্থিতি ॥৯১॥", "synonyms": "*goloka-ākhya*—chamado Goloka; *gokula*—Gokula; *mathurā*—Mathurā; *dvārāvatī*—Dvārakā; *ei tina loke*—todos esses três lugares; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sahaje*—naturalmente; *nitya-sthiti*—residência eterna.", "translation": "**\"Os três lokas são Gokula (Goloka), Mathurā e Dvārakā. Kṛṣṇa vive eternamente nesses três lugares.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que no planeta Goloka há três divisões: Gokula, Mathurā e Dvārakā. Em Sua encarnação como Gaurasundara, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor conduz Seus passatempos em três áreas: Navadvīpa, Jagannātha Purī (e o sul da Índia) e Vraja-maṇḍala (a área de Vṛndāvana-dhāma)."}
{"ref": "cc/madhya/21/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/92/", "verse_text": "antaraṅga-pūrṇaiśvarya-pūrṇa tina dhāma\n\ntinera adhīśvara--kṛṣṇa svayaṁ bhagavān", "devanagari": "> অন্তরঙ্গ-পূর্ণৈশ্বর্যপূর্ণ তিন ধাম ।\n> তিনের অধীশ্বর — কৃষ্ণ স্বয়ং ভগবান্ ॥৯২॥", "synonyms": "*antaraṅga*—interna; *pūrṇa-aiśvarya-pūrṇa*—plena de todas as opulências; *tina dhāma*—três moradas; *tinera adhīśvara*—o Senhor de todas as três; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Esses três lugares são plenos de potências internas, e Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, é o único proprietário deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/93-94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/93-94/", "verse_text": "pūrva-ukta brahmāṇḍera yata dik-pāla\n\nananta vaikuṇṭhāvaraṇa, cira-loka-pāla\n\ntāṅ-sabāra mukuṭa kṛṣṇa-pāda-pīṭha-āge\n\ndaṇḍavat-kāle tāra maṇi pīṭhe lāge", "devanagari": "> পূর্ব-উক্ত ব্রহ্মাণ্ডের যত দিক্পাল ।\n> অনন্ত বৈকুণ্ঠাবরণ, চিরলোকপাল ॥৯৩॥\n> তাঁ-সবার মুকুট কৃষ্ণপাদপীঠ-আগে ।\n> দণ্ডবৎকালে তার মণি পীঠে লাগে ॥৯৪॥", "synonyms": "*pūrva-ukta*—como se mencionou acima; *brahmāṇḍera*—de todos os universos; *yata*—todos; *dik-pāla*—os governadores das direções; *ananta vaikuṇṭha-āvaraṇa*—as expansões que circundam os inumeráveis Vaikuṇṭhas; *cira-loka-pāla*—governadores permanentes do universo; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *mukuṭa*—elmos; *kṛṣṇa-pāda-pīṭha-āge*—diante dos pés de lótus de Kṛṣṇa; *daṇḍavat-kāle*—no momento de oferecer reverências; *tāra*—deles; *maṇi*—as joias; *pīṭhe*—no trono; *lāge*—tocam.", "translation": "**\"Como se mencionou anteriormente, as joias nos elmos de todas as deidades predominantes de todos os universos e planetas Vaikuṇṭha tocavam o trono e os pés de lótus do Senhor quando todas elas ofereciam reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/95/", "verse_text": "maṇi-pīṭhe ṭhekāṭheki, uṭhe jhanjhani\n\npīṭhera stuti kare mukuṭa--hena anumāni", "devanagari": "> মণি-পীঠে ঠেকাঠেকি, উঠে ঝন্ঝনি ।\n> পীঠের স্তুতি করে মুকুট — হেন অনুমানি ॥৯৫॥", "synonyms": "*maṇi-pīṭhe*—entre as gemas e os pés de lótus ou o trono; *ṭhekāṭheki*—colisão; *uṭhe*—surge; *jhanjhani*—um som tilintante; *pīṭhera*—aos pés de lótus ou ao trono; *stuti*—orações; *kare*—oferecem; *mukuṭa*—todos os elmos; *hena*—assim; *anumāni*—podemos imaginar.", "translation": "**\"Quando as gemas nos elmos de todas as deidades predominantes colidem diante do trono e dos pés de lótus do Senhor, há um som tilintante, que parece serem orações oferecidas pelos elmos aos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/96/", "verse_text": "nija-cic-chakte kṛṣṇa nitya virājamāna\n\ncic-chakti-sampattira 'ṣaḍ-aiśvarya' nāma", "devanagari": "> নিজ-চিচ্ছক্তে কৃষ্ণ নিত্য বিরাজমান ।\n> চিচ্ছক্তি-সম্পত্তির ‘ষড়ৈশ্বর্য’ নাম ॥৯৬॥", "synonyms": "*nija*—Sua própria; *cit-śakte*—em potência espiritual; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nitya*—eternamente; *virājamāna*—existindo; *cit-śakti*—da potência espiritual; *sampattira*—da opulência; *ṣaṭ-aiśvarya*—as seis opulências; *nāma*—chamada.", "translation": "**\"Kṛṣṇa, portanto, está situado eternamente em Sua potência espiritual, e a opulência dessa potência espiritual chama-se ṣaḍ-aiśvarya, indicando seis tipos de opulência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/97/", "verse_text": "sei svārājya-lakṣmī kare nitya pūrṇa kāma\n\nataeva vede kahe 'svayaṁ bhagavān'", "devanagari": "> সেই স্বারাজ্যলক্ষ্মী করে নিত্য পূর্ণ কাম ।\n> অতএব বেদে কহে ‘স্বয়ং ভগবান্’ ॥৯৭॥", "synonyms": "*sei svārājya-lakṣmī*—essa opulência pessoal; *kare*—realiza; *nitya*—eternamente; *pūrṇa*—satisfazendo; *kāma*—todos os desejos; *ataeva*—portanto; *vede*—nos Vedas; *kahe*—diz-se; *svayam bhagavān*—Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Como possui as potências espirituais que satisfazem todos os Seus desejos, Kṛṣṇa é aceito como a Suprema Personalidade de Deus. Esta é a versão Védica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/98/", "verse_text": "kṛṣṇera aiśvarya--apāra amṛtera sindhu\n\navagāhite nāri, tāra chuilaṅ eka bindu", "devanagari": "> কৃষ্ণের ঐশ্বর্য — অপার অমৃতের সিন্ধু ।\n> অবগাহিতে নারি, তার ছুইলঁ এক বিন্দু ॥৯৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera aiśvarya*—a opulência de Kṛṣṇa; *apāra*—ilimitada; *amṛtera sindhu*—um oceano de néctar; *avagāhite*—banhar-me; *nāri*—sou incapaz; *tāra*—disso; *chuilaṅ*—toquei; *eka bindu*—apenas uma gota.", "translation": "**\"As potências ilimitadas de Kṛṣṇa são como um oceano de néctar. Como ninguém pode banhar-se nesse oceano, apenas toquei uma gota dele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/99/", "verse_text": "aiśvarya kahite prabhura kṛṣṇa-sphūrti haila\n\nmādhurye majila mana, eka śloka paḍila", "devanagari": "> ঐশ্বর্য কহিতে প্রভুর কৃষ্ণস্ফূর্তি হৈল ।\n> মাধুর্যে মজিল মন, এক শ্লোক পড়িল ॥৯৯॥", "synonyms": "*aiśvarya kahite*—enquanto descrevia a opulência; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-sphūrti*—despertar do amor a Kṛṣṇa; *haila*—houve; *mādhurye*—na doçura do amor conjugal; *majila mana*—a mente ficou imersa; *eka*—um; *śloka*—verso; *paḍila*—recitou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu descreveu desta forma as opulências e potências espirituais de Kṛṣṇa, houve um despertar do amor a Kṛṣṇa dentro Dele. Sua mente ficou imersa na doçura do amor conjugal, e Ele recitou o seguinte verso do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/100/", "verse_text": "yan martya-līlaupayikaṁ svayoga-\n\nmāyā-balaṁ darśayatā gṛhītam\n\nvismāpanaṁ svasya ca saubhagardheḥ\n\nparaṁ padaṁ bhūṣaṇa-bhūṣaṇāṅgam", "devanagari": "> যন্মর্ত্যলীলৌপয়িকং স্বযোগমায়াবলং দর্শয়তা গৃহীতম্ ।\n> বিস্মাপনং স্বস্য চ সৌভগর্ধেঃ পরং পদং ভূষণভূষণাঙ্গম্ ॥১০০॥", "synonyms": "*yat*—aquilo que; *martya-līlā*—passatempos no mundo material; *aupayikam*—exatamente adequado para; *sva*—Sua própria; *yoga-māyā*—da potência espiritual; *balam*—a força; *darśayatā*—mostrando; *gṛhītam*—aceita; *vismāpanam*—produzindo até mesmo assombro; *svasya*—para Si mesmo; *ca*—também; *saubhaga-ṛdheḥ*—de abundante boa fortuna; *param*—suprema; *padam*—morada; *bhūṣaṇa*—de ornamentos; *bhūṣaṇa-aṅgam*—os membros que eram os ornamentos.", "translation": "**\" 'Para exibir a força de Sua própria potência espiritual, o Senhor Kṛṣṇa manifestou uma forma adequada apenas para Seus passatempos no mundo material. Esta forma era assombrosa até mesmo para Ele e era a morada suprema da riqueza da boa fortuna. Seus membros eram tão belos que aumentavam a beleza dos ornamentos usados em diferentes partes de Seu corpo.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.2.12) está inserido numa conversa entre Vidura e Uddhava. Uddhava assim inicia sua descrição dos passatempos de Śrī Kṛṣṇa em Sua forma exibida por yogamāyā."}
{"ref": "cc/madhya/21/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/101/", "verse_text": "kṛṣṇera yateka khelā, sarvottama nara-līlā,\n\nnara-vapu tāhāra svarūpa\n\ngopa-veśa, veṇu-kara, nava-kiśora, naṭa-vara,\n\nnara-līlāra haya anurūpa", "devanagari": "> কৃষ্ণের যতেক খেলা, সর্বোত্তম নরলীলা,\n> নরবপু তাহার স্বরূপ ।\n> গোপবেশ, বেণুকর, নবকিশোর, নটবর,\n> নরলীলার হয় অনুরূপ ॥১০১॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *yateka*—todos; *khelā*—passatempos; *sarva-uttama*—o mais atrativo de todos; *nara-līlā*—os passatempos como ser humano; *nara-vapu*—um corpo exatamente como o de um ser humano; *tāhāra*—dessa; *sva-rūpa*—a verdadeira forma; *gopa-veśa*—a roupa de um vaqueirinho; *veṇu-kara*—com uma flauta nas mãos; *nava-kiśora*—recém-juvenil; *naṭa-vara*—um dançarino exímio; *nara-līlāra*—para exibir os passatempos como ser humano; *haya*—é; *anurūpa*—adequada.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa tem muitos passatempos, dos quais Seus passatempos como ser humano são os melhores. Sua forma como ser humano é a suprema forma transcendental. Nessa forma, Ele é um vaqueirinho. Carrega uma flauta na mão, e Sua juventude é fresca. Ele é também um dançarino exímio. Tudo isso é exatamente adequado para Seus passatempos como ser humano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/102/", "verse_text": "kṛṣṇera madhura rūpa, śuna, sanātana\n\nye rūpera eka kaṇa, ḍubāya saba tribhuvana,\n\nsarva prāṇī kare ākarṣaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণের মধুর রূপ, শুন, সনাতন ।\n> যে রূপের এক কণ, ডুবায় সব ত্রিভুবন,\n> সর্ব প্রাণী করে আকর্ষণ ।। ১০২ ।। ধ্রু ।। ॥১০২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *madhura*—doce; *rūpa*—forma; *śuna*—por favor, ouve; *sanātana*—ó Meu querido Sanātana; *ye rūpera*—de cuja forma; *eka kaṇa*—mesmo uma fração; *ḍubāya*—inunda; *saba*—todos; *tri-bhuvana*—os três mundos; *sarva prāṇī*—todas as entidades vivas; *kare*—faz; *ākarṣaṇa*—atrair.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, a doce e atrativa forma transcendental de Kṛṣṇa é tão bela. Procura apenas compreendê-la. Mesmo uma compreensão fracionária da beleza de Kṛṣṇa pode submergir todos os três mundos no oceano de amor. Ele atrai todas as entidades vivas dentro dos três mundos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/103/", "verse_text": "yogamāyā cic-chakti, viśuddha-sattva-pariṇati,\n\ntāra śakti loke dekhāite\n\nei rūpa-ratana, bhakta-gaṇera gūḍha-dhana,\n\nprakaṭa kailā nitya-līlā haite", "devanagari": "> যোগমায়া চিচ্ছক্তি, বিশুদ্ধসত্ত্ব-পরিণতি,\n> তার শক্তি লোকে দেখাইতে ।\n> এই রূপ-রতন, ভক্তগণের গূঢ়ধন,\n> প্রকট কৈলা নিত্যলীলা হৈতে ॥১০৩॥", "synonyms": "*yoga-māyā*—energia interna; *cit-śakti*—potência espiritual; *viśuddha-sattva*—da pura bondade transcendental; *pariṇati*—uma transformação; *tāra śakti*—a potência dessa energia; *loke dekhāite*—para exibir dentro do mundo material; *ei rūpa-ratana*—esta bela, transcendental e enjoiada forma; *bhakta-gaṇera gūḍha-dhana*—o tesouro mais confidencial dos devotos; *prakaṭa*—exibição; *kailā*—fez; *nitya-līlā haite*—a partir dos passatempos eternos do Senhor.", "translation": "**\"A forma transcendental de Kṛṣṇa é mostrada ao mundo pela energia espiritual interna do Senhor Kṛṣṇa, que é uma transformação da pura bondade. Esta forma enjoiada é o tesouro mais confidencial dos devotos. Esta forma manifesta-se a partir dos passatempos eternos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/104/", "verse_text": "rūpa dekhi' āpanāra, kṛṣṇera haila camatkāra,\n\nāsvādite mane uṭhe kāma\n\n'svasaubhāgya' yāṅra nāma, saundaryādi-guṇa-grāma,\n\nei-rūpa nitya tāra dhāma", "devanagari": "> রূপ দেখি’ আপনার, কৃষ্ণের হৈল চমৎকার,\n> আস্বাদিতে মনে উঠে কাম ।\n> ‘স্বসৌভাগ্য’ যাঁর নাম, সৌন্দর্যাদি-গুণগ্রাম,\n> এইরূপ নিত্য তার ধাম ॥১০৪॥", "synonyms": "*rūpa dekhi'*—ao ver a forma; *āpanāra*—Sua própria; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *āsvādite*—saborear; *mane*—na mente; *uṭhe*—surge; *kāma*—um desejo; *sva-saubhāgya*—a própria boa fortuna; *yāṅra*—de cujo; *nāma*—o nome; *saundarya-ādi-guṇa-grāma*—as qualidades transcendentais, encabeçadas pela beleza; *ei rūpa*—esta forma; *nitya*—eterna; *tāra*—delas; *dhāma*—a morada.", "translation": "**\"O assombro de Kṛṣṇa em Seu aspecto pessoal é tão grande que atrai até mesmo Kṛṣṇa a saborear Sua própria companhia. Assim, Kṛṣṇa fica muito ansioso por saborear esse assombro. Beleza, conhecimento, riqueza, força, fama e renúncia totais são as seis opulências de Kṛṣṇa. Ele está eternamente situado em Suas opulências.**", "purport": "Kṛṣṇa tem muitos passatempos, dos quais Seus passatempos em Goloka Vṛndāvana (o gokula-līlā) são supremos. Ele também tem passatempos nos Vaikuṇṭhas, o mundo espiritual, como Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha. Em Seus passatempos no céu espiritual, Ele Se deita no Oceano Causal como Kāraṇārṇavaśāyī, o puruṣa-avatāra. Suas encarnações como peixe, tartaruga e assim por diante são chamadas Suas encarnações causais. Ele Se encarna nos modos da natureza como o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva e o Senhor Viṣṇu. Ele também Se encarna como entidades vivas dotadas de poder, tais como Pṛthu e Vyāsa. A Superalma é Sua encarnação localizada, e Seu aspecto onipenetrante é o Brahman impessoal.\n\nQuando consideramos imparcialmente todos os ilimitados passatempos do Senhor, descobrimos que Seus passatempos como ser humano neste planeta — nos quais Ele Se diverte como um vaqueirinho com uma flauta nas mãos e parece juvenil e fresco como um dançarino de balé — são passatempos e aspectos que jamais estão sujeitos às leis e imperfeições materiais. A maravilhosa beleza de Kṛṣṇa apresenta-se no planeta supremo, Gokula (Goloka Vṛndāvana). Inferior a essa é Sua representação no céu espiritual, e inferior a essa é Sua representação na energia externa (Devī-dhāma). Uma simples gota da doçura de Kṛṣṇa pode afogar estes três mundos — Goloka Vṛndāvana, Hari-dhāma (Vaikuṇṭhaloka) e Devī-dhāma (o mundo material). Por toda parte, a beleza de Kṛṣṇa submerge todos no êxtase da bem-aventurança transcendental. Na verdade, as atividades de yogamāyā estão ausentes no céu espiritual e nos planetas Vaikuṇṭha. Ela atua apenas no planeta supremo, Goloka Vṛndāvana, e atua para manifestar as atividades de Kṛṣṇa quando Ele desce ao universo material para agradar Seus inumeráveis devotos dentro do mundo material. Assim, uma réplica do planeta Goloka Vṛndāvana e dos passatempos que ali ocorrem manifesta-se neste planeta numa porção específica de terra — Bhauma Vṛndāvana, o Vṛndāvana-dhāma neste planeta."}
{"ref": "cc/madhya/21/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/105/", "verse_text": "bhūṣaṇera bhūṣaṇa aṅga, tāheṅ lalita tribhaṅga,\n\ntāhāra upara bhrūdhanu-nartana\n\nterache netrānta bāṇa, tāra dṛḍha sandhāna,\n\nvindhe rādhā-gopī-gaṇa-mana", "devanagari": "> ভূষণের ভূষণ অঙ্গ, তাহেঁ ললিত ত্রিভঙ্গ,\n> তাহার উপর ভ্রূধনু-নর্তন ।\n> তেরছে নেত্রান্ত বাণ, তার দৃঢ় সন্ধান,\n> বিন্ধে রাধা-গোপীগণ-মন ॥১০৫॥", "synonyms": "*bhūṣaṇera*—do ornamento; *bhūṣaṇa*—o ornamento; *aṅga*—os membros do corpo; *tāheṅ*—esse aspecto; *lalita*—delicado; *tri-bhaṅga*—curvado em três lugares; *tāhāra upara*—acima disso; *bhrū-dhanu-nartana*—a dança das sobrancelhas; *terache*—oblíqua; *netra-anta*—o canto do olho; *bāṇa*—flecha; *tāra*—dessa flecha; *dṛḍha*—firme; *sandhāna*—mira; *vindhe*—trespassa; *rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *gopī-gaṇa*—também das gopīs; *mana*—as mentes.", "translation": "**\"Os ornamentos acariciam aquele corpo, mas o corpo transcendental de Kṛṣṇa é tão belo que embeleza os ornamentos que Ele usa. Por isso, diz-se que o corpo de Kṛṣṇa é o ornamento dos ornamentos. Apesar da maravilhosa beleza de Kṛṣṇa, há Seu estilo de Se postar curvado em três lugares, que embeleza aquela forma. Acima de todos esses belos aspectos, os olhos de Kṛṣṇa dançam e se movem obliquamente, agindo como flechas para trespassar as mentes de Śrīmatī Rādhārāṇī e das gopīs. Quando a flecha consegue atingir seu alvo, as mentes delas ficam agitadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/106/", "verse_text": "brahmāṇḍopari paravyoma, tāhāṅ ye svarūpa-gaṇa,\n\ntāṅ-sabāra bale hare mana\n\npati-vratā-śiromaṇi, yāṅre kahe veda-vāṇī,\n\nākarṣaye sei lakṣmī-gaṇa", "devanagari": "> ব্রহ্মাণ্ডোপরি পরব্যোম, তাহাঁ যে স্বরূপগণ,\n> তাঁ-সবার বলে হরে মন ।\n> পতিব্রতা-শিরোমণি, যাঁরে কহে বেদবাণী,\n> আকর্ষয়ে সেই লক্ষ্মীগণ ॥১০৬॥", "synonyms": "*brahmāṇḍa-upari*—acima de todos os universos; *para-vyoma*—o céu espiritual; *tāhāṅ*—ali; *ye*—todas aquelas; *svarūpa-gaṇa*—expansões pessoais transcendentais; *tāṅ-sabāra*—de todas Elas; *bale*—pela força; *hare mana*—encanta as mentes; *pati-vratā*—daquelas que são castas e devotadas ao esposo; *śiromaṇi*—as mais elevadas; *yāṅre*—a quem; *kahe*—descrevem; *veda-vāṇī*—os hinos dos Vedas; *ākarṣaye*—atrai; *sei*—essas; *lakṣmī-gaṇa*—todas as deusas da fortuna.", "translation": "**\"A beleza do corpo de Kṛṣṇa é tão atrativa que atrai não apenas os semideuses e outras entidades vivas dentro deste mundo material, mas também as personalidades do céu espiritual, inclusive os Nārāyaṇas, que são expansões da personalidade de Kṛṣṇa. As mentes dos Nārāyaṇas são assim atraídas pela beleza do corpo de Kṛṣṇa. Além disso, as deusas da fortuna [Lakṣmīs] — que são esposas dos Nārāyaṇas e são as mulheres descritas nos *Vedas* como as mais castas — também são atraídas pela maravilhosa beleza de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/107/", "verse_text": "caḍi' gopī-manorathe, manmathera mana mathe,\n\nnāma dhare 'madana-mohana'\n\njini' pañcaśara-darpa, svayaṁ nava-kandarpa,\n\nrāsa kare lañā gopī-gaṇa", "devanagari": "> চড়ি’ গোপী-মনোরথে, মন্মথের মন মথে,\n> নাম ধরে ‘মদনমোহন’ ।\n> জিনি’ পঞ্চশর-দর্প, স্বয়ং নবকন্দর্প,\n> রাস করে লঞা গোপীগণ ॥১০৭॥", "synonyms": "*caḍi'*—cavalgando; *gopī-manaḥ-rathe*—na quadriga das mentes das gopīs; *manmathera*—do Cupido; *mana*—a mente; *mathe*—agita; *nāma*—o nome; *dhare*—aceita; *madana-mohana*—Madana-mohana, aquele que ilude o Cupido; *jini'*—conquistando; *pañca-śara*—do Cupido, o senhor das cinco flechas dos sentidos; *darpa*—o orgulho; *svayam*—pessoalmente; *nava*—novo; *kandarpa*—Cupido; *rāsa*—dança da rāsa; *kare*—realiza; *lañā*—com; *gopī-gaṇa*—as gopīs.", "translation": "**\"Favorecendo-as, Kṛṣṇa cavalga na quadriga das mentes das gopīs e, somente para receber delas o serviço amoroso, atrai-lhes a mente como o Cupido. Por isso, Ele também é chamado Madana-mohana, aquele que atrai o Cupido. O Cupido tem cinco flechas, que representam a forma, o sabor, o cheiro, o som e o tato. Kṛṣṇa é o dono dessas cinco flechas e, com Sua beleza semelhante à do Cupido, Ele conquista a mente das gopīs, embora elas se orgulhem muito de sua beleza superexcelente. Tornando-Se um novo Cupido, Kṛṣṇa atrai-lhes a mente e Se ocupa na dança da rāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/108/", "verse_text": "nija-sama sakhā-saṅge, go-gaṇa-cāraṇa raṅge,\n\nvṛndāvane svacchanda vihāra\n\nyāṅra veṇu-dhvani śuni' sthāvara-jaṅgama prāṇī,\n\npulaka, kampa, aśru vahe dhāra", "devanagari": "> নিজ-সম সখা-সঙ্গে, গোগণ-চারণ রঙ্গে,\n> বৃন্দাবনে স্বচ্ছন্দ বিহার ।\n> যাঁর বেণু-ধ্বনি শুনি,’ স্থাবর-জঙ্গম প্রাণী,\n> পুলক, কম্প, অশ্রু বহে ধার ॥১০৮॥", "synonyms": "*nija-sama*—iguais a Ele mesmo; *sakhā-saṅge*—com os amigos; *go-gaṇa*—um número ilimitado de vacas; *cāraṇa*—apascentando; *raṅge*—tais passatempos; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *svacchanda*—espontâneo; *vihāra*—desfrute bem-aventurado; *yāṅra*—de quem; *veṇu-dhvani śuni'*—ouvindo a vibração da flauta; *sthāvara-jaṅgama prāṇī*—todas as entidades vivas, móveis e imóveis; *pulaka*—júbilo; *kampa*—tremor; *aśru*—lágrimas; *vahe*—fluem; *dhāra*—torrentes.", "translation": "**\"Quando o Senhor Kṛṣṇa perambula pela floresta de Vṛndāvana com Seus amigos em pé de igualdade, há inúmeras vacas pastando. Este é mais um dos desfrutes bem-aventurados do Senhor. Quando Ele toca Sua flauta, todas as entidades vivas — inclusive árvores, plantas, animais e seres humanos — tremem e ficam saturadas de júbilo. Lágrimas fluem constantemente de seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/109/", "verse_text": "muktā-hāra--baka-pāṅti, indra-dhanu-piñcha tati,\n\npītāmbara--vijurī-sañcāra\n\nkṛṣṇa nava-jaladhara, jagat-śasya-upara,\n\nvariṣaye līlāmṛta-dhāra", "devanagari": "> মুক্তাহার — বকপাঁতি, ইন্দ্রধনু-পিঞ্ছ ততি,\n> পীতাম্বর — বিজুরী-সঞ্চার ।\n> কৃষ্ণ নব-জলধর, জগৎ-শস্য-উপর,\n> বরিষয়ে লীলামৃত-ধার ॥১০৯॥", "synonyms": "*muktā-hāra*—um colar de pérolas; *baka-pāṅti*—como uma fileira de patos brancos; *indra-dhanu*—como um arco-íris; *piñcha*—uma pena de pavão; *tati*—ali; *pīta-ambara*—roupas amarelas; *vijurī-sañcāra*—como o surgimento de um relâmpago no céu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nava*—nova; *jala-dhara*—nuvem que carrega água; *jagat*—o universo; *śasya*—como as plantações de grãos; *upara*—sobre; *variṣaye*—chove; *līlā-amṛta*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *dhāra*—como um aguaceiro.", "translation": "**\"Kṛṣṇa usa um colar de pérolas que parece uma fileira de patos brancos ao redor de Seu pescoço. A pena de pavão em Seus cabelos parece um arco-íris, e Suas roupas amarelas parecem um relâmpago no céu. Kṛṣṇa parece uma nuvem recém-surgida, e as gopīs parecem grãos recém-crescidos no campo. Aguaceiros constantes de passatempos nectáreos caem sobre esses grãos recém-crescidos, e parece que as gopīs recebem raios de vida de Kṛṣṇa, exatamente como os grãos recebem vida das chuvas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/110/", "verse_text": "mādhurya bhagavattā-sāra, vraje kaila paracāra,\n\ntāhā śuka--vyāsera nandana\n\nsthāne sthāne bhāgavate, varṇiyāche jānāite,\n\ntāhā śuni' māte bhakta-gaṇa", "devanagari": "> মাধুর্য ভগবত্তা-সার, ব্রজে কৈল পরচার,\n> তাহা শুক — ব্যাসের নন্দন ।\n> স্থানে স্থানে ভাগবতে, বর্ণিয়াছে জানাইতে,\n> তাহা শুনি’ মাতে ভক্তগণ ॥১১০॥", "synonyms": "*mādhurya*—doçura; *bhagavattā-sāra*—a quintessência da Suprema Personalidade de Deus; *vraje*—em Vṛndāvana; *kaila*—fez; *paracāra*—propagação; *tāhā*—isso; *śuka*—Śukadeva Gosvāmī; *vyāsera nandana*—o filho de Vyāsadeva; *sthāne sthāne*—em diferentes lugares; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *varṇiyāche*—descreveu; *jānāite*—a fim de explicar; *tāhā śuni'*—ouvindo essas afirmações; *māte*—enlouquecem; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é pleno em todas as seis opulências, inclusive Sua beleza atraente, que O ocupa em amor conjugal com as gopīs. Tal doçura é a quintessência de Suas qualidades. Śukadeva Gosvāmī, o filho de Vyāsadeva, descreveu esses passatempos de Kṛṣṇa ao longo do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Ao ouvir as descrições, os devotos enlouquecem de amor a Deus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/111/", "verse_text": "kahite kṛṣṇera rase, śloka paḍe premāveśe,\n\npreme sanātana-hāta dhari'\n\ngopī-bhāgya, kṛṣṇa guṇa, ye karila varṇana,\n\nbhāvāveśe mathurā-nāgarī", "devanagari": "> কহিতে কৃষ্ণের রসে, শ্লোক পড়ে প্রেমাবেশে,\n> প্রেমে সনাতন-হাত ধরি’ ।\n> গোপী-ভাগ্য, কৃষ্ণ গুণ, যে করিল বর্ণন,\n> ভাবাবেশে মথুরা-নাগরী ॥১১১॥", "synonyms": "*kahite*—para descrever; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *rase*—os diferentes tipos de doçuras; *śloka*—um verso; *paḍe*—recita; *prema-āveśe*—absorto em amor extático; *preme*—em tal amor; *sanātana-hāta dhari'*—segurando a mão de Sanātana Gosvāmī; *gopī-bhāgya*—a fortuna das gopīs; *kṛṣṇa guṇa*—as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *ye*—as quais; *karila varṇana*—descreveram; *bhāva-āveśe*—em amor extático; *mathurā-nāgarī*—as mulheres da cidade de Mathurā.", "translation": "**Assim como as mulheres de Mathurā descreveram extaticamente a fortuna das gopīs de Vṛndāvana e as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu descreveu as diferentes doçuras de Kṛṣṇa e ficou dominado por amor extático. Segurando a mão de Sanātana Gosvāmī, Ele recitou o seguinte verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/112/", "verse_text": "gopyas tapaḥ kim acaran yad amuṣya rūpaṁ\n\nlāvaṇya-sāram asamordhvam ananya-siddham\n\ndṛgbhiḥ pibanty anusavābhinavaṁ durāpam\n\nekānta-dhāma yaśasaḥ śriya aiśvarasya", "devanagari": "> গোপ্যস্তপঃ কিমচরন্ যদমুষ্য রূপং\n> লাবণ্যসারমসমোর্ধ্বমনন্যসিদ্ধম্ ।\n> দৃগ্ভিঃ পিবন্ত্যনুসবাভিনবং দুরাপ-\n> মেকান্তধাম যশসঃ শ্রিয় ঐশ্বরস্য ॥১১২॥", "synonyms": "*gopyaḥ*—as gopīs; *tapaḥ*—austeridades; *kim*—quais; *acaran*—realizaram; *yat*—das quais; *amuṣya*—de tal pessoa (o Senhor Kṛṣṇa); *rūpam*—a forma; *lāvaṇya-sāram*—a essência da formosura; *asama-ūrdhvam*—não igualada nem superada; *ananya-siddham*—não aperfeiçoada por qualquer outro ornamento (perfeita em si mesma); *dṛgbhiḥ*—com os olhos; *pibanti*—elas bebem; *anusava-abhinavam*—constantemente nova; *durāpam*—difícil de obter; *ekānta-dhāma*—a única morada; *yaśasaḥ*—da fama; *śriyaḥ*—da beleza; *aiśvarasya*—da opulência.", "translation": "**\" 'Que austeridades terão realizado as gopīs? Com seus olhos, elas bebem constantemente o néctar do rosto do Senhor Kṛṣṇa, que é a essência da formosura e não pode ser igualado nem superado. Essa formosura é a única morada da beleza, da fama e da opulência. Ela é perfeita em si mesma, sempre fresca e única.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.44.14) foi proferido pelas mulheres de Mathurā quando viram Kṛṣṇa na arena de luta."}
{"ref": "cc/madhya/21/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/113/", "verse_text": "tāruṇyāmṛta--pārāvāra, taraṅga--lāvaṇya-sāra,\n\ntāte se āvarta bhāvodgama\n\nvaṁśī-dhvani--cakravāta, nārīra mana--tṛṇa-pāta,\n\ntāhā ḍubāya nā haya udgama", "devanagari": "> তারুণ্যামৃত — পারাবার, তরঙ্গ — লাবণ্যসার,\n> তাতে সে আবর্ত ভাবোদ্গম ।\n> বংশীধ্বনি — চক্রবাত, নারীর মন — তৃণপাত,\n> তাহা ডুবায়, না হয় উদ্গম ॥১১৩॥", "synonyms": "*tāruṇya-amṛta*—juventude eterna; *pārāvāra*—como um grande oceano; *taraṅga*—ondas; *lāvaṇya-sāra*—a essência da beleza corporal; *tāte*—nesse oceano; *se*—aquele; *āvarta*—como um redemoinho; *bhāva-udgama*—o despertar de diferentes emoções extáticas; *vaṁśī-dhvani*—a vibração da flauta; *cakravāta*—um furacão; *nārīra*—das mulheres; *mana*—as mentes; *tṛṇa-pāta*—folhas de capim; *tāhā*—isso; *ḍubāya*—submergem; *nā haya udgama*—para nunca mais vir à tona.", "translation": "**\"A beleza corporal de Śrī Kṛṣṇa é como uma onda no oceano da juventude eterna. Nesse grande oceano está o redemoinho do despertar do amor extático. A vibração da flauta de Kṛṣṇa é como um furacão, e as mentes inconstantes das gopīs são como palhas e folhas secas. Depois de caírem no furacão, elas nunca mais sobem, mas permanecem eternamente aos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/114/", "verse_text": "sakhī he, kon tapa kaila gopī-gaṇa\n\nkṛṣṇa-rūpa-sumādhurī, pibi' pibi' netra bhari',\n\nślāghya kare janma-tanu-mana", "devanagari": "> সখি হে, কোন্ তপ কৈল গোপীগণ ।\n> কৃষ্ণরূপ-সুমাধুরী, পিবি’ পিবি’ নেত্র ভরি’,\n> শ্লাঘ্য করে জন্ম-তনু-মন ।। ১১৪ ।। ধ্রু ।। ॥১১৪॥", "synonyms": "*sakhī he*—minha querida amiga; *kon*—qual; *tapa*—austeridade; *kaila*—executaram; *gopī-gaṇa*—todas as gopīs; *kṛṣṇa-rūpa*—da beleza do Senhor Kṛṣṇa; *su-mādhurī*—a essência de toda doçura; *pibi' pibi'*—bebendo e bebendo; *netra bhari'*—enchendo os olhos; *ślāghya kare*—elas glorificam; *janma-tanu-mana*—seus nascimentos, corpos e mentes.", "translation": "**\"Ó minha querida amiga, que severas austeridades terão realizado as gopīs para beber, em pleno deleite, Sua beleza e doçura transcendentais através dos olhos? Assim, elas glorificam seus nascimentos, corpos e mentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/115/", "verse_text": "ye mādhurīra ūrdhva āna, nāhi yāra samāna,\n\nparavyome svarūpera gaṇe\n\nyeṅho saba-avatārī, paravyoma-adhikārī,\n\ne mādhurya nāhi nārāyaṇe", "devanagari": "> যে মাধুরীর ঊর্ধ্ব আন, নাহি যার সমান,\n> পরব্যোমে স্বরূপের গণে ।\n> যেঁহো সব-অবতারী, পরব্যোম-অধিকারী,\n> এ মাধুর্য নাহি নারায়ণে ॥১১৫॥", "synonyms": "*ye mādhurīra*—essa doçura; *ūrdhva*—mais elevada; *āna*—outra; *nāhi*—não há; *yāra samāna*—igual à qual; *para-vyome*—o céu espiritual; *sva-rūpera gaṇe*—entre as expansões da personalidade de Kṛṣṇa; *yeṅho*—quem; *saba-avatārī*—a fonte de todas as encarnações; *para-vyoma-adhikārī*—a Deidade predominante dos planetas Vaikuṇṭha; *e mādhurya*—esta doçura extática; *nāhi*—não existe; *nārāyaṇe*—nem mesmo no Senhor Nārāyaṇa.", "translation": "**\"A doçura da beleza de Kṛṣṇa desfrutada pelas gopīs é incomparável. Nada é igual nem superior a tal doçura extática. Nem mesmo as Deidades predominantes dos planetas Vaikuṇṭha, os Nārāyaṇas, possuem tal doçura. De fato, nenhuma das encarnações de Kṛṣṇa até Nārāyaṇa possui tal beleza transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/116/", "verse_text": "tāte sākṣī sei ramā, nārāyaṇera priyatamā,\n\npativratā-gaṇera upāsyā\n\ntiṅho ye mādhurya-lobhe, chāḍi' saba kāma-bhoge,\n\nvrata kari' karilā tapasyā", "devanagari": "> তাতে সাক্ষী সেই রমা, নারায়ণের প্রিয়তমা,\n> পতিব্রতাগণের উপাস্যা ।\n> তিঁহো যে মাধুর্যলোভে, ছাড়ি’ সব কামভোগে,\n> ব্রত করি’ করিলা তপস্যা ॥১১৬॥", "synonyms": "*tāte*—a esse respeito; *sākṣī*—a evidência; *sei ramā*—aquela deusa da fortuna; *nārāyaṇera priya-tamā*—a mais querida consorte de Nārāyaṇa; *pati-vratā-gaṇera*—de todas as mulheres castas; *upāsyā*—adorável; *tiṅho*—ela; *ye*—aquela; *mādhurya-lobhe*—sendo atraída pela mesma doçura; *chāḍi'*—abandonando; *saba*—tudo; *kāma-bhoge*—para desfrutar com Kṛṣṇa; *vrata kari'*—fazendo um voto; *karilā tapasyā*—executou austeridades.", "translation": "**\"Até mesmo a mais querida consorte de Nārāyaṇa, a deusa da fortuna, que é adorada por todas as mulheres castas, é cativada pela incomparável doçura de Kṛṣṇa. Ela chegou a abandonar tudo em seu desejo de desfrutar de Kṛṣṇa e, fazendo um grande voto, submeteu-se a severas austeridades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/117/", "verse_text": "sei ta' mādhurya-sāra, anya-siddhi nāhi tāra,\n\ntiṅho--mādhuryādi-guṇa-khani\n\nāra saba prakāśe, tāṅra datta guṇa bhāse,\n\nyāhāṅ yata prakāśe kārya jāni", "devanagari": "> সেই ত’ মাধুর্য-সার, অন্য-সিদ্ধি নাহি তার,\n> তিঁহো — মাধুর্যাদি-গুণখনি ।\n> আর সব প্রকাশে, তাঁর দত্ত গুণ ভাসে,\n> যাহাঁ যত প্রকাশে কার্য জানি ॥১১৭॥", "synonyms": "*sei ta' mādhurya-sāra*—essa é a quintessência da doçura; *anya-siddhi*—perfeição devida a qualquer outra coisa; *nāhi*—não há; *tāra*—disso; *tiṅho*—o Senhor Kṛṣṇa; *mādhurya-ādi-guṇa-khani*—a mina das doçuras transcendentais, encabeçadas pela doçura; *āra saba*—todas as outras; *prakāśe*—nas manifestações; *tāṅra*—Suas; *datta*—dadas; *guṇa*—qualidades transcendentais; *bhāse*—são exibidas; *yāhāṅ*—onde; *yata*—na mesma medida; *prakāśe*—nessa manifestação; *kārya*—a ser feito; *jāni*—eu compreendo.", "translation": "**\"A quintessência do doce brilho corporal de Kṛṣṇa é tão perfeita que não há perfeição acima dela. Ele é a imutável mina de todas as qualidades transcendentais. Em Suas outras manifestações e expansões pessoais, há apenas uma exibição parcial de tais qualidades. É assim que compreendemos todas as Suas expansões pessoais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/118/", "verse_text": "gopī-bhāva-darapaṇa, nava nava kṣaṇe kṣaṇa,\n\ntāra āge kṛṣṇera mādhurya\n\ndoṅhe kare huḍāhuḍi, bāḍe, mukha nāhi muḍi,\n\nnava nava doṅhāra prācurya", "devanagari": "> গোপীভাব-দরপণ, নব নব ক্ষণে ক্ষণ,\n> তার আগে কৃষ্ণের মাধুর্য ।\n> দোঁহে করে হুড়াহুড়ি, বাড়ে, মুখ নাহি মুড়ি,\n> নব নব দোঁহার প্রাচুর্য ॥১১৮॥", "synonyms": "*gopī-bhāva-darapaṇa*—o êxtase das gopīs é como um espelho; *nava nava kṣaṇe kṣaṇa*—mais novo e mais novo a cada momento; *tāra āge*—diante disso; *kṛṣṇera mādhurya*—a doçura da beleza de Kṛṣṇa; *doṅhe*—ambos; *kare*—fazem; *huḍāhuḍi*—lutando juntos; *bāḍe*—aumenta; *mukha nāhi muḍi*—nunca desviando os rostos; *nava nava*—mais novo e mais novo; *doṅhāra*—de ambos; *prācurya*—abundância.", "translation": "**\"Tanto as gopīs como Kṛṣṇa são completos. O amor extático das gopīs é como um espelho que se torna mais novo e mais novo a cada momento e reflete o brilho corporal e a doçura de Kṛṣṇa. Assim, a competição aumenta. Como nenhum dos dois desiste, seus passatempos tornam-se mais novos e mais novos, e ambos os lados aumentam constantemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/119/", "verse_text": "karma, tapa, yoga, jñāna, vidhi-bhakti, japa, dhyāna,\n\nihā haite mādhurya durlabha\n\nkevala ye rāga-mārge, bhaje kṛṣṇe anurāge,\n\ntāre kṛṣṇa-mādhurya sulabha", "devanagari": "> কর্ম, তপ, যোগ, জ্ঞান, বিধি-ভক্তি, জপ, ধ্যান,\n> ইহা হৈতে মাধুর্য দুর্লভ ।\n> কেবল যে রাগমার্গে, ভজে কৃষ্ণে অনুরাগে,\n> তারে কৃষ্ণমাধুর্য সুলভ ॥১১৯॥", "synonyms": "*karma*—atividades fruitivas; *tapa*—austeridades; *yoga*—a prática do yoga místico; *jñāna*—o cultivo especulativo do conhecimento; *vidhi-bhakti*—os princípios reguladores do serviço devocional; *japa*—cantar; *dhyāna*—meditação; *ihā haite*—a partir dessas coisas; *mādhurya*—a doçura de Kṛṣṇa; *durlabha*—muito difícil de perceber; *kevala*—somente; *ye*—aquele; *rāga-mārge*—pela senda do amor extático espontâneo; *bhaje*—adora; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *anurāge*—com sentimento transcendental; *tāre*—a ele; *kṛṣṇa-mādhurya*—a doçura de Kṛṣṇa; *sulabha*—muito facilmente apreciada.", "translation": "**\"As doçuras transcendentais geradas pelos tratos entre as gopīs e Kṛṣṇa não podem ser saboreadas por meio de atividade fruitiva, austeridades yóguicas, conhecimento especulativo, serviço devocional regulador, mantra-yoga ou meditação. Esta doçura pode ser saboreada somente através do amor espontâneo das pessoas liberadas que cantam os santos nomes com grande amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/120/", "verse_text": "sei-rūpa vrajāśraya, aiśvarya-mādhuryamaya,\n\ndivya-guṇa-gaṇa-ratnālaya\n\nānera vaibhava-sattā, kṛṣṇa-datta bhagavattā,\n\nkṛṣṇa--sarva-aṁśī, sarvāśraya", "devanagari": "> সেইরূপ ব্রজাশ্রয়, ঐশ্বর্য-মাধুর্যময়,\n> দিব্যগুণগণ-রত্নালয় ।\n> আনের বৈভব-সত্তা, কৃষ্ণদত্ত ভগবত্তা,\n> কৃষ্ণ — সর্ব-অংশী, সর্বাশ্রয় ॥১২০॥", "synonyms": "*sei-rūpa*—aquela beleza sobrenatural; *vraja-āśraya*—cuja morada está em Vṛndāvana; *aiśvarya-mādhurya-maya*—pleno de opulência e da doçura do amor; *divya-guṇa-gaṇa*—de qualidades transcendentais; *ratna-ālaya*—a fonte de todas as gemas; *ānera*—de outros; *vaibhava-sattā*—a presença de opulências; *kṛṣṇa-datta*—todas concedidas por Kṛṣṇa; *bhagavattā*—qualidades da Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sarva-aṁśī*—a fonte original de todos eles; *sarva-āśraya*—o refúgio de todos eles.", "translation": "**\"Tais tratos extáticos entre Kṛṣṇa e as gopīs só são possíveis em Vṛndāvana, que está repleta das opulências do amor transcendental. A forma de Kṛṣṇa é a fonte original de todas as qualidades transcendentais. Ela é como uma mina de gemas. As opulências pertencentes a todas as expansões pessoais de Kṛṣṇa devem ser compreendidas como concedidas por Kṛṣṇa; portanto, Kṛṣṇa é a fonte original e o refúgio de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/121/", "verse_text": "śrī, lajjā, dayā, kīrti, dhairya, vaiśāradī mati,\n\nei saba kṛṣṇe pratiṣṭhita\n\nsuśīla, mṛdu, vadānya, kṛṣṇa-sama nāhi anya,\n\nkṛṣṇa kare jagatera hita", "devanagari": "> শ্রী, লজ্জা, দয়া, কীর্তি, ধৈর্য, বৈশারদী মতি,\n> এই সব কৃষ্ণে প্রতিষ্ঠিত ।\n> সুশীল, মৃদু, বদান্য, কৃষ্ণ-সম নাহি অন্য,\n> কৃষ্ণ করে জগতের হিত ॥১২১॥", "synonyms": "*śrī*—beleza; *lajjā*—humildade; *dayā*—misericórdia; *kīrti*—mérito; *dhairya*—paciência; *vaiśāradī*—muito hábil; *mati*—inteligência; *ei saba*—todas estas; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *pratiṣṭhita*—situadas; *su-śīla*—de bom comportamento; *mṛdu*—brando; *vadānya*—magnânimo; *kṛṣṇa-sama*—como Kṛṣṇa; *nāhi*—não há ninguém; *anya*—outro; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *jagatera*—do mundo; *hita*—o bem-estar.", "translation": "**\"Beleza, humildade, misericórdia, mérito, paciência e inteligência hábil estão todas manifestas em Kṛṣṇa. Mas, além destas, Kṛṣṇa possui outras qualidades, como bom comportamento, brandura e magnanimidade. Ele também realiza atividades em prol do bem-estar do mundo inteiro. Todas essas qualidades não são visíveis em expansões como Nārāyaṇa.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura menciona que as qualidades de beleza, humildade, misericórdia, mérito, paciência e inteligência hábil são qualidades brilhantes e que, quando elas se manifestam na pessoa de Nārāyaṇa, deve-se compreender que Kṛṣṇa as outorgou a Nārāyaṇa. Bom comportamento, brandura e magnanimidade encontram-se somente em Kṛṣṇa. Apenas Kṛṣṇa realiza atividades em prol do bem-estar do mundo inteiro."}
{"ref": "cc/madhya/21/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/122/", "verse_text": "kṛṣṇa dekhi' nānā jana, kaila nimiṣe nindana,\n\nvraje vidhi ninde gopī-gaṇa\n\nsei saba śloka paḍi', mahāprabhu artha kari',\n\nsukhe mādhurya kare āsvādana", "devanagari": "> কৃষ্ণ দেখি’ নানা জন, কৈল নিমিষে নিন্দন,\n> ব্রজে বিধি নিন্দে গোপীগণ ।\n> সেই সব শ্লোক পড়ি’, মহাপ্রভু অর্থ করি’,\n> সুখে মাধুর্য করে আস্বাদন ॥১২২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *dekhi'*—vendo; *nānā jana*—diversas pessoas; *kaila*—fizeram; *nimiṣe*—devido ao piscar dos olhos; *nindana*—censura; *vraje*—em Vṛndāvana; *vidhi*—o Senhor Brahmā; *ninde*—censuram; *gopī-gaṇa*—todas as gopīs; *sei saba*—todos aqueles; *śloka*—versos; *paḍi'*—recitando; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *artha kari'*—explicando o significado; *sukhe*—em felicidade; *mādhurya*—doçura transcendental; *kare*—faz; *āsvādana*—saboreando.", "translation": "**\"Após verem Kṛṣṇa, diversas pessoas criticam o piscar de seus olhos. Em Vṛndāvana, especialmente, todas as gopīs criticam o Senhor Brahmā por causa desse defeito nos olhos.\" Então Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou alguns versos do *Śrīmad-Bhāgavatam* e os explicou vividamente, desfrutando assim do sabor da doçura transcendental com grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/123/", "verse_text": "yasyānanaṁ makara-kuṇḍala-cāru-karṇa-\n\nbhrājat-kapola-subhagaṁ savilāsa-hāsam\n\nnityotsavaṁ na tatṛpur dṛśibhiḥ pibantyo\n\nnāryo narāś ca muditāḥ kupitā nimeś ca", "devanagari": "> যস্যাননং মকরকুণ্ডলচারুকর্ণ-\n> ভ্রাজৎকপোলসুভগং সবিলাসহাসম্ ।\n> নিত্যোৎসবং ন ততৃপুর্দৃশিভিঃ পিবন্ত্যো\n> নার্যো নরাশ্চ মুদিতাঃ কুপিতা নিমেশ্চ ॥১২৩॥", "synonyms": "*yasya*—de Kṛṣṇa; *ānanam*—o rosto; *makara-kuṇḍala*—por brincos que se assemelham a tubarões; *cāru*—embelezados; *karṇa*—os ouvidos; *bhrājat*—reluzentes; *kapola*—faces; *subhagam*—delicadas; *sa-vilāsa-hāsam*—sorrindo com espírito de desfrute; *nitya-utsavam*—no qual há eternas festividades de júbilo; *na*—não; *tatṛpuḥ*—satisfeitos; *dṛśibhiḥ*—pelos olhos; *pibantyaḥ*—bebendo; *nāryaḥ*—todas as mulheres; *narāḥ*—os homens; *ca*—e; *muditāḥ*—muito comprazidos; *kupitāḥ*—muito irados; *nimeḥ*—com o criador do piscar dos olhos; *ca*—também.", "translation": "**\" 'Todos os homens e mulheres estavam acostumados a desfrutar da beleza do rosto reluzente do Senhor Kṛṣṇa, bem como de Seus brincos em forma de tubarão a balançar em Seus ouvidos. Seus belos traços, Suas faces e Seus sorrisos brincalhões combinavam-se todos para formar um festival constante para os olhos, e o piscar dos olhos tornava-se um obstáculo que impedia a pessoa de ver aquela beleza. Por essa razão, os homens e as mulheres ficavam muito irados com o criador [o Senhor Brahmā].'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.24.65)."}
{"ref": "cc/madhya/21/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/124/", "verse_text": "aṭati yad bhavān ahni kānanaṁ\n\ntruṭir yugāyate tvām apaśyatām\n\nkuṭila-kuntalaṁ śrī-mukhaṁ ca te\n\njaḍa udīkṣatāṁ pakṣma-kṛd dṛśām", "devanagari": "> অটতি যদ্ভবানহ্নি কাননং ক্রটির্যুগায়তে ত্বামপশ্যতাম্ ।\n> কুটিলকুন্তলং শ্রী মুখঞ্চ তে জড় উদীক্ষতাং পক্ষ্মকৃদ্দৃশাম্ ॥১২৪॥", "synonyms": "*aṭati*—vais; *yat*—quando; *bhavān*—Tua Senhoria; *ahni*—durante o dia; *kānanam*—à floresta; *truṭiḥ*—meio segundo; *yugāyate*—parece um yuga; *tvām*—Tu; *apaśyatām*—daquelas que não veem; *kuṭila-kuntalam*—adornado com cabelos cacheados; *śrī-mukham*—belo rosto; *ca*—e; *te*—Teu; *jaḍaḥ*—estúpido; *udīkṣatām*—contemplando; *pakṣma-kṛt*—o fazedor das pálpebras; *dṛśām*—dos olhos.", "translation": "**\" 'Ó Kṛṣṇa, quando vais à floresta durante o dia e não vemos Teu doce rosto, que é circundado por belos cabelos cacheados, meio segundo se torna tão longo quanto uma era inteira para nós. E consideramos um verdadeiro tolo o criador, que pôs pálpebras nos olhos que usamos para Te ver.'**", "purport": "Este verso é falado pelas gopīs no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.31.15)."}
{"ref": "cc/madhya/21/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/125/", "verse_text": "kāma-gāyatrī-mantra-rūpa, haya kṛṣṇera svarūpa,\n\nsārdha-cabbiśa akṣara tāra haya\n\nse akṣara 'candra' haya, kṛṣṇe kari' udaya,\n\ntrijagat kailā kāmamaya", "devanagari": "> কামগায়ত্রী-মন্ত্ররূপ, হয় কৃষ্ণের স্বরূপ,\n> সার্ধ-চব্বিশ অক্ষর তার হয় ।\n> সে অক্ষর ‘চন্দ্র’ হয়, কৃষ্ণে করি’ উদয়,\n> ত্রিজগৎ কৈলা কামময় ॥১২৫॥", "synonyms": "*kāma-gāyatrī-mantra-rūpa*—o hino conhecido como kāma-gāyatrī; *haya*—é; *kṛṣṇera svarūpa*—idêntico a Kṛṣṇa; *sārdha-cabbiśa*—vinte e quatro e meia; *akṣara*—sílabas; *tāra*—disso; *haya*—são; *se akṣara*—essas sílabas; *candra haya*—são como a lua; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *kari' udaya*—despertando; *tri-jagat*—os três mundos; *kailā*—tornaram; *kāma-maya*—repletos de desejo.", "translation": "**\"Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, é idêntico ao hino Védico conhecido como kāma-gāyatrī, que é composto de vinte e quatro sílabas e meia. Essas sílabas são comparadas a luas que surgem em Kṛṣṇa. Dessa forma, todos os três mundos ficam repletos de desejo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/126/", "verse_text": "sakhī he, kṛṣṇa-mukha--dvija-rāja-rāja\n\nkṛṣṇa-vapu-siṁhāsane, vasi' rājya-śāsane,\n\nkare saṅge candrera samāja", "devanagari": "> সখি হে, কৃষ্ণমুখ — দ্বিজরাজ-রাজ ।\n> কৃষ্ণবপু-সিংহাসনে, বসি’ রাজ্য-শাসনে,\n> করে সঙ্গে চন্দ্রের সমাজ ।। ১২৬ ।। ধ্রু ।। ॥১২৬॥", "synonyms": "*sakhī he*—ó querida amiga; *kṛṣṇa-mukha*—o rosto do Senhor Kṛṣṇa; *dvija-rāja-rāja*—o rei das luas; *kṛṣṇa-vapu*—do corpo transcendental de Kṛṣṇa; *siṁhāsane*—no trono; *vasi'*—sentado; *rājya-śāsane*—governando o reino; *kare*—faz; *saṅge*—na companhia de; *candrera samāja*—a sociedade das luas.", "translation": "**\"O rosto de Kṛṣṇa é o rei de todas as luas, e o corpo de Kṛṣṇa é o trono. Assim, o rei governa uma sociedade de luas.**", "purport": "O rosto inteiro é chamado o rei das luas. A boca é outra lua, a face esquerda é uma lua e a face direita é uma lua. As pintas de polpa de sândalo no rosto de Kṛṣṇa também são consideradas luas diferentes, e as unhas de Suas mãos e de Seus pés também são luas diferentes. Sua testa é considerada uma meia-lua, Seu rosto é considerado o rei das luas e Seu corpo é considerado o trono. Todas as outras candras (luas) são consideradas luas subordinadas."}
{"ref": "cc/madhya/21/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/127/", "verse_text": "dui gaṇḍa sucikkaṇa, jini' maṇi-sudarpaṇa,\n\nsei dui pūrṇa-candra jāni\n\nlalāṭe aṣṭamī-indu, tāhāte candana-bindu,\n\nsei eka pūrṇa-candra māni", "devanagari": "> দুই গণ্ড সুচিক্কণ, জিনি’ মণিসুদর্পণ,\n> সেই দুই পূর্ণচন্দ্র জানি ।\n> ললাটে অষ্টমী-ইন্দু, তাহাতে চন্দন-বিন্দু,\n> সেহ এক পূর্ণচন্দ্র মানি ॥১২৭॥", "synonyms": "*dui*—duas; *gaṇḍa*—faces; *su-cikkaṇa*—muito reluzentes; *jini'*—superando; *maṇi-su-darpaṇa*—gemas refulgentes; *sei dui*—aquelas duas; *pūrṇa-candra*—luas cheias; *jāni*—considero; *lalāṭe*—na testa; *aṣṭamī-indu*—lua do oitavo dia (meia-lua); *tāhāte*—nela; *candana-bindu*—a gota de polpa de sândalo; *sei*—aquela; *eka*—uma; *pūrṇa-candra*—lua cheia; *māni*—considero.", "translation": "**\"Kṛṣṇa tem duas faces que reluzem como gemas refulgentes. Ambas são consideradas luas cheias. Sua testa é considerada uma meia-lua, e Suas pintas de sândalo são consideradas luas cheias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/128/", "verse_text": "kara-nakha-cāndera hāṭa, vaṁśī-upara kare nāṭa,\n\ntāra gīta muralīra tāna\n\npada-nakha-candra-gaṇa, tale kare nartana,\n\nnūpurera dhvani yāra gāna", "devanagari": "> করনখ-চান্দের হাট, বংশী-উপর করে নাট,\n> তার গীত মুরলীর তান ।\n> পদনখ-চন্দ্রগণ, তলে করে নর্তন,\n> নূপুরের ধ্বনি যার গান ॥১২৮॥", "synonyms": "*kara-nakha*—das unhas das mãos; *cāndera*—das luas cheias; *hāṭa*—o bazar; *vaṁśī*—a flauta; *upara*—sobre; *kare*—fazem; *nāṭa*—dança; *tāra*—delas; *gīta*—a canção; *muralīra tāna*—a melodia da flauta; *pada-nakha*—das unhas dos pés; *candra-gaṇa*—as diferentes luas cheias; *tale*—no chão; *kare*—fazem; *nartana*—dança; *nūpurera*—dos guizos dos tornozelos; *dhvani*—o som; *yāra*—cuja; *gāna*—canção musical.", "translation": "**\"As unhas de Suas mãos são muitas luas cheias, e elas dançam sobre a flauta em Suas mãos. A canção delas é a melodia daquela flauta. As unhas de Seus pés também são muitas luas cheias, e elas dançam no chão. A canção delas é o tilintar de Seus guizos dos tornozelos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/129/", "verse_text": "nāce makara-kuṇḍala, netra--līlā-kamala,\n\nvilāsī rājā satata nācāya\n\nbhrū--dhanu, netra--bāṇa, dhanur-guṇa--dui kāṇa,\n\nnārī-mana-lakṣya vindhe tāya", "devanagari": "> নাচে মকর-কুণ্ডল, নেত্র — লীলা-কমল,\n> বিলাসী রাজা সতত নাচায় ।\n> ভ্রূ — ধনু, নেত্র — বাণ, ধনুর্গুণ — দুই কাণ,\n> নারীমন-লক্ষ্য বিন্ধে তায় ॥১২৯॥", "synonyms": "*nāce*—dançam; *makara-kuṇḍala*—os brincos em forma de tubarões; *netra*—os olhos; *līlā*—para o folguedo; *kamala*—como flores de lótus; *vilāsī*—o desfrutador; *rājā*—o rei; *satata nācāya*—sempre faz dançar; *bhrū*—as duas sobrancelhas; *dhanu*—como arcos; *netra*—os olhos; *bāṇa*—como flechas; *dhanuḥ-guṇa*—a corda do arco; *dui kāṇa*—os dois ouvidos; *nārī-mana*—as mentes das gopīs; *lakṣya*—o alvo; *vindhe*—trespassa; *tāya*—ali.", "translation": "**\"O rosto de Kṛṣṇa é o rei desfrutador. Aquele rosto de lua cheia faz dançar Seus brincos em forma de tubarão e Seus olhos de lótus. Suas sobrancelhas são como arcos, e Seus olhos são como flechas. Seus ouvidos estão fixados na corda daquele arco, e, quando Seus olhos se estendem até Seus ouvidos, Ele trespassa os corações das gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/130/", "verse_text": "ei cāndera baḍa nāṭa, pasāri' cāndera hāṭa,\n\nvinimūle vilāya nijāmṛta\n\nkāhoṅ smita-jyotsnāmṛte, kāṅhāre adharāmṛte,\n\nsaba loka kare āpyāyita", "devanagari": "> এই চান্দের বড় নাট, পসারি’ চান্দের হাট,\n> বিনিমূলে বিলায় নিজামৃত ৷\n> কাহোঁ স্মিত-জ্যোত্স্নামৃতে, কাঁহারে অধরামৃতে,\n> সব লোক করে আপ্যায়িত ॥১৩০॥", "synonyms": "*ei cāndera*—desta lua do rosto; *baḍa*—grande; *nāṭa*—dança; *pasāri'*—expandindo; *cāndera hāṭa*—o mercado de luas cheias; *vinimūle*—sem preço; *vilāya*—distribui; *nija-amṛta*—seu néctar pessoal; *kāhoṅ*—a alguns; *smita-jyotsnā-amṛte*—pelo néctar dos raios lunares do doce sorriso; *kāṅhāre*—a alguém; *adhara-amṛte*—pelo néctar dos lábios; *saba loka*—todas as pessoas; *kare āpyāyita*—compraz.", "translation": "**\"Os traços dançantes de Seu rosto superam todas as outras luas cheias e expandem o mercado de luas cheias. Embora não tenha preço, o néctar do rosto de Kṛṣṇa é distribuído a todos. Alguns adquirem os raios lunares de Seus doces sorrisos, e outros adquirem o néctar de Seus lábios. Dessa maneira, Ele compraz a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/131/", "verse_text": "vipulāyatāruṇa, madana-mada-ghūrṇana,\n\nmantrī yāra e dui nayana\n\nlāvaṇya-keli-sadana, jana-netra-rasāyana,\n\nsukhamaya govinda-vadana", "devanagari": "> বিপুলায়তারুণ, মদন-মদ-ঘূর্ণন,\n> মন্ত্রী যার এ দুই নয়ন ।\n> লাবণ্যকেলি-সদন, জন-নেত্র-রসায়ন,\n> সুখময় গোবিন্দ-বদন ॥১৩১॥", "synonyms": "*vipula-āyata*—amplos e espalhados; *aruṇa*—avermelhados; *madana-mada*—o orgulho de Cupido; *ghūrṇana*—desconcertando; *mantrī*—ministros; *yāra*—cujos; *e*—estes; *dui*—dois; *nayana*—olhos; *lāvaṇya-keli*—de passatempos de beleza; *sadana*—morada; *jana-netra-rasa-āyana*—muito agradáveis aos olhos de todos; *sukha-maya*—repleto de felicidade; *govinda-vadana*—o rosto do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Kṛṣṇa tem dois olhos avermelhados, amplamente espalhados. Estes são ministros do rei, e eles subjugam o orgulho de Cupido, que também possui belos olhos. Aquele rosto de Govinda, que é repleto de felicidade, é a morada dos passatempos de beleza, e ele é muito agradável aos olhos de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/132/", "verse_text": "yāṅra puṇya-puñja-phale, se-mukha-darśana mile,\n\ndui āṅkhi ki karibe pāne?\n\ndviguṇa bāḍe tṛṣṇā-lobha, pite nāre--manaḥ-kṣobha,\n\nduḥkhe kare vidhira nindane", "devanagari": "> যাঁর পুণ্যপুঞ্জফলে, সে-মুখ-দর্শন মিলে,\n> দুই আঁখি কি করিবে পানে ?\n> দ্বিগুণ বাড়ে তৃষ্ণা-লোভ, পিতে নারে — মনঃক্ষোভ,\n> দুঃখে করে বিধির নিন্দনে ॥১৩২॥", "synonyms": "*yāṅra*—de quem; *puṇya-puñja-phale*—pelo resultado de muitas atividades piedosas; *se-mukha*—daquele rosto; *darśana*—visão; *mile*—se a pessoa consegue obter; *dui āṅkhi*—dois olhos; *ki*—como; *karibe*—farão; *pāne*—beber; *dvi-guṇa*—em dobro; *bāḍe*—aumenta; *tṛṣṇā-lobha*—cobiça e sede; *pite*—beber; *nāre*—incapaz; *manaḥ-kṣobha*—agitação da mente; *duḥkhe*—em grande aflição; *kare*—faz; *vidhira*—do criador; *nindane*—crítica.", "translation": "**\"Se, pelo serviço devocional, a pessoa obtém os resultados de atividades piedosas e vê o rosto do Senhor Kṛṣṇa, ela pode saborear o Senhor com seus olhos. Sua cobiça e sua sede então aumentam em dobro ao ver o rosto nectáreo de Kṛṣṇa. Devido à sua incapacidade de beber suficientemente aquele néctar, a pessoa torna-se muito infeliz e critica o criador por não lhe ter dado mais de dois olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/133/", "verse_text": "nā dileka lakṣa-koṭi, sabe dilā āṅkhi duṭi,\n\ntāte dilā nimiṣa-ācchādana\n\nvidhi--jaḍa tapodhana, rasa-śūnya tāra mana,\n\nnāhi jāne yogya sṛjana", "devanagari": "> না দিলেক লক্ষ-কোটি, সবে দিলা আঁখি দুটি,\n> তাতে দিলা নিমিষ-আচ্ছাদন ।\n> বিধি — জড় তপোধন, রসশূন্য তার মন,\n> নাহি জানে যোগ্য সৃজন ॥১৩৩॥", "synonyms": "*nā dileka*—não concedeu; *lakṣa-koṭi*—milhares e milhões; *sabe*—somente; *dilā*—deu; *āṅkhi duṭi*—dois olhos; *tāte*—neles; *dilā*—deu; *nimiṣa-ācchādana*—a cobertura das pálpebras; *vidhi*—o criador; *jaḍa*—obtuso; *tapaḥ-dhana*—bens de austeridades; *rasa-śūnya*—sem sumo; *tāra*—sua; *mana*—mente; *nāhi jāne*—não sabe; *yogya*—adequado; *sṛjana*—criar.", "translation": "**\"Quando o observador do rosto de Kṛṣṇa fica insatisfeito dessa forma, ele pensa: 'Por que o criador não me deu milhares e milhões de olhos? Por que me deu somente dois? Mesmo estes dois olhos são perturbados pelo piscar, o que me impede de ver continuamente o rosto de Kṛṣṇa.' Assim, a pessoa acusa o criador de ser árido e insípido, por se ocupar em severas austeridades. 'O criador é apenas um fabricante árido. Ele não sabe como criar e colocar as coisas em seus devidos lugares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/134/", "verse_text": "ye dekhibe kṛṣṇānana, tāra kare dvi-nayana,\n\nvidhi hañā hena avicāra\n\nmora yadi bola dhare, koṭi āṅkhi tāra kare,\n\ntabe jāni yogya sṛṣṭi tāra", "devanagari": "> যে দেখিবে কৃষ্ণানন, তার করে দ্বি-নয়ন,\n> বিধি হঞা হেন অবিচার ।\n> মোর যদি বোল ধরে, কোটি আঁখি তার করে,\n> তবে জানি যোগ্য সৃষ্টি তার ॥১৩৪॥", "synonyms": "*ye*—todo aquele que; *dekhibe*—verá; *kṛṣṇa-ānana*—o rosto de Kṛṣṇa; *tāra*—dele; *kare*—faz; *dvi-nayana*—dois olhos; *vidhi*—uma autoridade na criação; *hañā*—sendo; *hena*—tal; *avicāra*—falta de consideração; *mora*—meu; *yadi*—se; *bola*—instrução; *dhare*—aceita; *koṭi āṅkhi*—milhões de olhos; *tāra*—dele; *kare*—criaria; *tabe jāni*—então eu compreenderia; *yogya*—adequada; *sṛṣṭi*—criação; *tāra*—sua.", "translation": "**\" 'O criador diz: \"Que aqueles que verão o belo rosto de Kṛṣṇa tenham dois olhos.\" Vede só a falta de consideração demonstrada por essa pessoa que se faz passar por criador. Se o criador seguisse meu conselho, daria milhões de olhos a quem quer que pretenda contemplar o rosto de Śrī Kṛṣṇa. Se o criador aceitar este conselho, então direi que ele é competente em sua obra.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/135/", "verse_text": "kṛṣṇāṅga-mādhurya--sindhu, sumadhura mukha--indu,\n\nati-madhu smita--sukiraṇe\n\ne-tine lāgila mana, lobhe kare āsvādana,\n\nśloka paḍe svahasta-cālane", "devanagari": "> কৃষ্ণাঙ্গ-মাধুর্য — সিন্ধু, সুমধুর মুখ — ইন্দু,\n> অতি-মধু স্মিত — সুকিরণে ।\n> এ-তিনে লাগিল মন, লোভে করে আস্বাদন,\n> শ্লোক পড়ে স্বহস্ত-চালনে ॥১৩৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-aṅga*—do corpo transcendental de Kṛṣṇa; *mādhurya*—da doçura; *sindhu*—o oceano; *su-madhura*—muito doce; *mukha*—rosto; *indu*—como a lua cheia; *ati-madhu*—extraordinariamente doce; *smita*—sorriso; *su-kiraṇe*—raio de luar; *e-tine*—estes três; *lāgila mana*—atraíram a mente; *lobhe*—com cada vez mais avidez; *kare āsvādana*—saboreou; *śloka paḍe*—recita um verso; *sva-hasta-cālane*—movendo Sua própria mão.", "translation": "**\"A forma transcendental do Senhor Śrī Kṛṣṇa compara-se a um oceano. Uma visão particularmente extraordinária é a lua acima desse oceano, e outra visão é Seu sorriso, que é mais doce que o doce e é como raios resplandecentes de luar.\" Enquanto falava dessas coisas com Sanātana Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a recordar uma coisa após outra. Movendo as mãos em êxtase, Ele recitou um verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/136/", "verse_text": "madhuraṁ madhuraṁ vapur asya vibhor\n\nmadhuraṁ madhuraṁ vadanaṁ madhuram\n\nmadhu-gandhi mṛdu-smitam etad aho\n\nmadhuraṁ madhuraṁ madhuraṁ madhuram", "devanagari": "> মধুরং মধুরং বপুরস্য বিভোর্মধুরং মধুরং বদনং মধুরম্ ।\n> মধুগন্ধি মৃদুস্মিতমেতদহো মধুরং মধুরং মধুরং মধুরম্ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*madhuram*—doce; *madhuram*—doce; *vapuḥ*—a forma transcendental; *asya*—Sua; *vibhoḥ*—do Senhor; *madhuram*—doce; *madhuram*—doce; *vadanam*—rosto; *madhuram*—mais doce; *madhu-gandhi*—a fragrância de mel; *mṛdu-smitam*—suave sorriso; *etat*—este; *aho*—ó; *madhuram*—doce; *madhuram*—doce; *madhuram*—doce; *madhuram*—ainda mais doce.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor, o corpo transcendental de Kṛṣṇa é muito doce, e Seu rosto é ainda mais doce que Seu corpo. O suave sorriso em Seu rosto, que é como a fragrância de mel, é mais doce ainda.'**", "purport": "Este é um verso citado do Kṛṣṇa-karṇāmṛta, de Bilvamaṅgala Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/21/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/137/", "verse_text": "sanātana, kṛṣṇa-mādhurya--amṛtera sindhu\n\nmora mana--sannipāti, saba pite kare mati,\n\ndurdaiva-vaidya nā deya eka bindu", "devanagari": "> সনাতন, কৃষ্ণমাধুর্য — অমৃতের সিন্ধু ।\n> মোর মন — সন্নিপাতি, সব পিতে করে মতি,\n> দুর্দৈব-বৈদ্য না দেয় এক বিন্দু ।। ১৩৭ ।। ধ্রু ।। ॥১৩৭॥", "synonyms": "*sanātana*—ó Meu querido Sanātana; *kṛṣṇa-mādhurya*—a doçura do Senhor Kṛṣṇa; *amṛtera sindhu*—um oceano de ambrosia; *mora mana*—Minha mente; *sannipāti*—uma doença de convulsões; *saba*—todo; *pite*—beber; *kare*—faz; *mati*—desejo; *durdaiva-vaidya*—um médico que reprime; *nā*—não; *deya*—dá; *eka*—uma; *bindu*—gota.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, a doçura da personalidade de Kṛṣṇa é como um oceano de ambrosia. Embora Minha mente esteja agora afligida por doenças convulsivas e Eu deseje beber esse oceano inteiro, o médico repressor não Me permite beber sequer uma gota.**", "purport": "Quando há uma combinação de kapha, pitta e vāyu, os três elementos corpóreos, ocorre o sannipāti, ou uma doença convulsiva. \"Esta doença é causada pelos aspectos pessoais do Senhor Kṛṣṇa. Os três elementos são a beleza do corpo de Kṛṣṇa, a beleza de Seu rosto e a beleza de Seu sorriso. Acometida por essas três belezas, Minha mente entra em convulsões. Ela deseja beber o oceano da beleza de Kṛṣṇa, mas, como estou sofrendo convulsões, Meu médico, que é o próprio Śrī Kṛṣṇa, nem mesmo Me permite tomar uma gota de água desse oceano.\" Śrī Caitanya Mahāprabhu estava extático dessa maneira porque Se apresentava no estado de espírito das gopīs. As gopīs desejavam beber o oceano de doçura que emana dos aspectos corpóreos de Kṛṣṇa, mas Kṛṣṇa não as deixava chegar perto. Em consequência, o desejo delas de encontrar Kṛṣṇa aumentava e, sendo incapazes de beber a ambrosia dos aspectos corpóreos de Kṛṣṇa, tornavam-se muito infelizes."}
{"ref": "cc/madhya/21/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/138/", "verse_text": "kṛṣṇāṅga--lāvaṇya-pūra, madhura haite sumadhura,\n\ntāte yei mukha sudhākara\n\nmadhura haite sumadhura, tāhā ha-ite sumadhura,\n\ntāra yei smita jyotsnā-bhara", "devanagari": "> কৃষ্ণাঙ্গ — লাবণ্যপূর, মধুর হৈতে সুমধুর, তাতে যেই মুখ সুধাকর  ।\n> মধুর হৈতে সুমধুর, তাহা হইতে সুমধুর, তার যেই স্মিত জ্যোৎস্না-ভর ॥১৩৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-aṅga*—os aspectos corpóreos de Kṛṣṇa; *lāvaṇya-pūra*—a cidade da beleza atraente; *madhura*—doçura; *haite*—que; *su-madhura*—ainda mais doce; *tāte*—nesse corpo; *yei*—aquele; *mukha*—rosto; *sudhākara*—como a lua; *madhura haite su-madhura*—mais doce que a doçura; *tāhā ha-ite*—que isso; *su-madhura*—ainda mais doce; *tāra*—do qual; *yei*—aquele; *smita*—sorriso; *jyotsnā-bhara*—como o luar.", "translation": "**\"O corpo de Kṛṣṇa é uma cidade de aspectos atraentes, e é mais doce que o doce. Seu rosto, que é como a lua, é mais doce ainda, e o suave sorriso nesse rosto semelhante à lua é como raios de luar.**", "purport": "O sorriso no rosto de Kṛṣṇa é exatamente como o sorriso da lua, que gera felicidade cada vez maior para as gopīs."}
{"ref": "cc/madhya/21/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/139/", "verse_text": "madhura haite sumadhura, tāhā haite sumadhura,\n\ntāhā haite ati sumadhura\n\nāpanāra eka kaṇe, vyāpe saba tribhuvane,\n\ndaśa-dik vyāpe yāra pūra", "devanagari": "> মধুর হৈতে সুমধুর, তাহা হৈতে সুমধুর, তাহা হৈতে অতি সুমধুর  ।\n> আপনার এক কণে, ব্যাপে সব ত্রিভুবনে, দশদিক্ ব্যাপে যার পূর ॥১৩৯॥", "synonyms": "*madhura haite su-madhura*—mais doce que o doce; *tāhā haite*—que isso; *su-madhura*—ainda mais doce; *tāhā haite*—que isso; *ati su-madhura*—ainda muito mais doce; *āpanāra*—de Si mesmo; *eka kaṇe*—por uma partícula; *vyāpe*—espalha-se; *saba*—por todos; *tri-bhuvane*—os três mundos; *daśa-dik*—dez direções; *vyāpe*—espalha-se; *yāra*—cuja; *pūra*—a cidade da beleza de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A beleza do sorriso de Kṛṣṇa é o mais doce de todos os aspectos. Seu sorriso é como uma lua cheia que espalha seus raios por todos os três mundos – Goloka Vṛndāvana, o céu espiritual dos Vaikuṇṭhas e Devī-dhāma, o mundo material. Assim, a beleza resplandecente de Kṛṣṇa espalha-se em todas as dez direções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/140/", "verse_text": "smita-kiraṇa-sukarpūre, paiśe adhara-madhure,\n\nsei madhu mātāya tribhuvane\n\nvaṁśī-chidra ākāśe, tāra guṇa śabde paiśe,\n\ndhvani-rūpe pāñā pariṇāme", "devanagari": "> স্মিত-কিরণ-সুকর্পূরে, পৈশে অধর-মধুরে,\n> সেই মধু মাতায় ত্রিভুবনে ।\n> বংশীছিদ্র আকাশে, তার গুণ শব্দে পৈশে,\n> ধ্বনিরূপে পাঞা পরিণামে ॥১৪০॥", "synonyms": "*smita-kiraṇa*—o brilho do sorriso de Kṛṣṇa; *su-karpūre*—comparado à cânfora; *paiśe*—entra; *adhara-madhure*—na doçura dos lábios; *sei madhu*—essa ambrosia; *mātāya*—enlouquece; *tri-bhuvane*—os três mundos; *vaṁśī-chidra*—dos orifícios da flauta; *ākāśe*—no espaço; *tāra guṇa*—a qualidade dessa doçura; *śabde*—em vibração sonora; *paiśe*—entra; *dhvani-rūpe*—a forma de vibração sonora; *pāñā*—obtendo; *pariṇāme*—por transformação.", "translation": "**\"Seu leve sorriso e sua iluminação fragrante comparam-se à cânfora, que entra na doçura dos lábios. Essa doçura se transforma e penetra no espaço como vibrações que saem dos orifícios de Sua flauta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/141/", "verse_text": "se dhvani caudike dhāya, aṇḍa bhedi' vaikuṇṭhe yāya,\n\nbale paiśe jagatera kāṇe\n\nsabā mātoyāla kari', balātkāre āne dhari',\n\nviśeṣataḥ yuvatīra gaṇe", "devanagari": "> সে ধ্বনি চৌদিকে ধায়, অণ্ড ভেদি’ বৈকুণ্ঠে যায়,\n> বলে পৈশে জগতের কাণে ।\n> সবা মাতোয়াল করি’, বলাৎকারে আনে ধরি’,\n> বিশেষতঃ যুবতীর গণে ॥১৪১॥", "synonyms": "*se dhvani*—essa vibração; *cau-dike*—nas quatro direções; *dhāya*—corre; *aṇḍa bhedi'*—atravessando as coberturas do universo; *vaikuṇṭhe yāya*—vai ao céu espiritual; *bale*—à força; *paiśe*—entra; *jagatera*—dos três mundos; *kāṇe*—nos ouvidos; *sabā*—todos; *mātoyāla kari'*—embriagando; *balātkāre*—à força; *āne*—traz; *dhari'*—capturando; *viśeṣataḥ*—especificamente; *yuvatīra gaṇe*—todas as jovens donzelas de Vrajabhūmi.", "translation": "**\"O som da flauta de Kṛṣṇa espalha-se em quatro direções. Embora Kṛṣṇa faça vibrar Sua flauta dentro deste universo, seu som atravessa a cobertura universal e chega ao céu espiritual. Assim, a vibração entra nos ouvidos de todos os habitantes. Ela penetra especialmente em Goloka Vṛndāvana-dhāma e atrai as mentes das jovens donzelas de Vrajabhūmi, trazendo-as à força para onde Kṛṣṇa está presente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/142/", "verse_text": "dhvani--baḍa uddhata, pativratāra bhāṅge vrata,\n\npati-kola haite ṭāni' āne\n\nvaikuṇṭhera lakṣmī-gaṇe, yei kare ākarṣaṇe,\n\ntāra āge kebā gopī-gaṇe", "devanagari": "> ধ্বনি — বড় উদ্ধত, পতিব্রতার ভাঙ্গে ব্রত,\n> পতি কোল হৈতে টানি’ আনে ।\n> বৈকুণ্ঠের লক্ষ্মীগণে, যেই করে আকর্ষণে,\n> তার আগে কেবা গোপীগণে ॥১৪২॥", "synonyms": "*dhvani*—vibração; *baḍa*—muito; *uddhata*—agressiva; *pati-vratāra*—das esposas castas; *bhāṅge*—quebra; *vrata*—o voto; *pati*—do esposo; *kola*—o colo; *haite*—de; *ṭāni'*—tomando; *āne*—traz; *vaikuṇṭhera*—dos planetas Vaikuṇṭha; *lakṣmī-gaṇe*—todas as deusas da fortuna; *yei*—aquilo que; *kare ākarṣaṇe*—atrai; *tāra*—disso; *āge*—diante; *kebā*—que dizer de; *gopī-gaṇe*—as gopīs de Vṛndāvana.", "translation": "**\"A vibração da flauta de Kṛṣṇa é muito agressiva, e quebra os votos de todas as mulheres castas. De fato, sua vibração as tira à força do colo de seus esposos. A vibração de Sua flauta atrai até mesmo as deusas da fortuna nos planetas Vaikuṇṭha, isso para não falar das pobres donzelas de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/143/", "verse_text": "nīvi khasāya pati-āge, gṛha-dharma karāya tyāge,\n\nbale dhari' āne kṛṣṇa-sthāne\n\nloka-dharma, lajjā, bhaya, saba jñāna lupta haya,\n\naiche nācāya saba nārī-gaṇe", "devanagari": "> নীবি খসায় পতি-আগে, গৃহধর্ম করায় ত্যাগে,\n> বলে ধরি’ আনে কৃষ্ণস্থানে ।\n> লোকধর্ম, লজ্জা, ভয়, সব জ্ঞান লুপ্ত হয়,\n> ঐছে নাচায় সব নারীগণে ॥১৪৩॥", "synonyms": "*nīvi*—os nós das vestes íntimas; *khasāya*—afrouxa; *pati-āge*—mesmo diante dos esposos; *gṛha-dharma*—deveres domésticos; *karāya tyāge*—faz abandonar; *bale*—à força; *dhari'*—capturando; *āne*—traz; *kṛṣṇa-sthāne*—diante do Senhor Kṛṣṇa; *loka-dharma*—etiqueta social; *lajjā*—vergonha; *bhaya*—medo; *saba*—todo; *jñāna*—tal conhecimento; *lupta haya*—fica oculto; *aiche*—dessa maneira; *nācāya*—faz dançar; *saba*—todas; *nārī-gaṇe*—as mulheres.", "translation": "**\"A vibração de Sua flauta afrouxa os nós das vestes íntimas delas mesmo diante de seus esposos. Assim, as gopīs são forçadas a abandonar seus deveres domésticos e vir diante do Senhor Kṛṣṇa. Dessa maneira, toda etiqueta social, vergonha e medo são vencidos. A vibração de Sua flauta faz com que todas as mulheres dancem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/144/", "verse_text": "kāṇera bhitara vāsā kare, āpane tāṅhā sadā sphure,\n\nanya śabda nā deya praveśite\n\nāna kathā nā śune kāṇa, āna balite bolaya āna,\n\nei kṛṣṇera vaṁśīra carite", "devanagari": "> কাণের ভিতর বাসা করে, আপনে তাঁহা সদা স্ফুরে,\n> অন্য শব্দ না দেয় প্রবেশিতে ।\n> আন কথা না শুনে কাণ, আন বলিতে বোলয় আন,\n> এই কৃষ্ণের বংশীর চরিতে ॥১৪৪॥", "synonyms": "*kāṇera*—do orifício do ouvido; *bhitara*—dentro; *vāsā kare*—faz uma morada; *āpane*—pessoalmente; *tāṅhā*—ali; *sadā*—sempre; *sphure*—é proeminente; *anya*—outros; *śabda*—sons; *nā*—não; *deya*—permite; *praveśite*—entrar; *āna kathā*—outros assuntos; *nā*—não; *śune*—ouve; *kāṇa*—o ouvido; *āna*—algo mais; *balite*—dizer; *bolaya*—diz; *āna*—outra coisa; *ei kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vaṁśīra*—da flauta; *carite*—características.", "translation": "**\"A vibração de Sua flauta é como um pássaro que constrói um ninho dentro dos ouvidos das gopīs e ali permanece sempre proeminente, não permitindo que nenhum outro som entre em seus ouvidos. De fato, as gopīs não conseguem ouvir mais nada, nem são capazes de concentrar-se em qualquer outra coisa, nem mesmo de dar uma resposta adequada. Tais são os efeitos da vibração da flauta do Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": "A vibração da flauta de Kṛṣṇa é sempre proeminente nos ouvidos das gopīs. Naturalmente, elas não conseguem ouvir mais nada. A lembrança constante do som sagrado da flauta de Kṛṣṇa mantém-nas iluminadas e animadas, e elas não permitem que nenhum outro som entre em seus ouvidos. Visto que sua atenção está fixa na flauta de Kṛṣṇa, elas não podem desviar suas mentes para nenhum outro assunto. Em outras palavras, um devoto que ouviu o som da flauta de Kṛṣṇa esquece-se de falar ou ouvir sobre qualquer outro assunto. Esta vibração da flauta de Kṛṣṇa é representada pelo mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Um devoto sério do Senhor que canta e ouve esta vibração transcendental fica tão habituado a ela que não consegue desviar sua atenção para nenhum tema que não esteja relacionado às bem-aventuradas características e à parafernália de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/21/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/145/", "verse_text": "punaḥ kahe bāhya-jñāne, āna kahite kahiluṅ āne,\n\nkṛṣṇa-kṛpā tomāra upare\n\nmora citta-bhrama kari', nijaiśvarya-mādhurī,\n\nmora mukhe śunāya tomāre", "devanagari": "> পুনঃ কহে বাহ্যজ্ঞানে, আন কহিতে কহিলুঁ আনে,\n> কৃষ্ণ-কৃপা তোমার উপরে ।\n> মোর চিত্ত-ভ্রম করি’, নিজৈশ্বর্য-মাধুরী,\n> মোর মুখে শুনায় তোমারে ॥১৪৫॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *kahe*—Ele diz; *bāhya-jñāne*—em consciência externa; *āna*—algo mais; *kahite*—dizer; *kahiluṅ*—disse; *āne*—outra coisa; *kṛṣṇa-kṛpā*—a misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; *tomāra*—ti; *upare*—sobre; *mora*—Minha; *citta-bhrama*—confusão mental; *kari'*—causando; *nija-aiśvarya*—Sua opulência pessoal; *mādhurī*—doçura; *mora mukhe*—por intermédio de Minha boca; *śunāya*—faz ouvir; *tomāre*—a ti.", "translation": "**Recobrando Sua consciência externa, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Sanātana Gosvāmī: \"Não falei do que pretendia. O Senhor Kṛṣṇa é muito misericordioso contigo, pois, ao confundir Minha mente, Ele revelou Sua opulência e doçura pessoais. Ele fez com que ouvisses todas estas coisas de Mim para tua compreensão.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu admitiu que estava falando como um louco, o que não deveria ter feito para a compreensão daqueles que estão externamente situados. Afirmações sobre o corpo de Kṛṣṇa, Suas características e Sua flauta pareceriam afirmações de um louco a uma pessoa mundana. Era de fato um fato que Kṛṣṇa desejava revelar-Se a Sanātana Gosvāmī devido a Sua misericórdia específica para com ele. De um modo ou de outro, Kṛṣṇa explicou a Si mesmo e a Sua flauta a Sanātana Gosvāmī por intermédio da boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que parecia estar louco. Śrī Caitanya Mahāprabhu admitiu que desejava dizer algo mais a Sanātana Gosvāmī, mas, de um modo ou de outro, num êxtase transcendental, falou de um assunto diferente."}
{"ref": "cc/madhya/21/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/146/", "verse_text": "āmi ta' bāula, āna kahite āna kahi\n\nkṛṣṇera mādhuryāmṛta-srote yāi vahi'", "devanagari": "> আমি ত’ বাউল, আন কহিতে আন কহি ।\n> কৃষ্ণের মাধুর্যামৃতস্রোতে যাই বহি’ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*āmi ta' bāula*—sou um louco; *āna kahite*—dizer uma coisa; *āna kahi*—digo outra coisa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mādhurya-amṛta*—do néctar da doçura; *srote*—nas ondas de; *yāi*—vou; *vahi'*—sendo arrastado.", "translation": "**\"Visto que me tornei um louco, digo uma coisa em lugar de outra. Isso ocorre porque estou sendo arrastado pelas ondas do oceano nectáreo da doçura transcendental do Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/147/", "verse_text": "tabe mahāprabhu kṣaṇeka mauna kari' rahe\n\nmane eka kari' punaḥ sanātane kahe", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু ক্ষণেক মৌন করি’ রহে ।\n> মনে এক করি’ পুনঃ সনাতনে কহে ॥১৪৭॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṣaṇeka*—por um momento; *mauna*—silêncio; *kari'*—fazendo; *rahe*—permaneceu; *mane*—dentro de Sua mente; *eka kari'*—ajustando as coisas; *punaḥ*—novamente; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *kahe*—instrui.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu então em silêncio por um momento. Por fim, ajustando as coisas dentro de Sua mente, Ele falou novamente a Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/148/", "verse_text": "kṛṣṇera mādhurī āra mahāprabhura mukhe\n\nihā yei śune, sei bhāse prema-sukhe", "devanagari": "> কৃষ্ণের মাধুরী আর মহাপ্রভুর মুখে ।\n> ইহা যেই শুনে, সেই ভাসে প্রেমসুখে ॥১৪৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mādhurī*—a doçura; *āra*—e; *mahāprabhura mukhe*—na boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ihā*—esta afirmação; *yei*—todo aquele que; *śune*—ouve; *sei*—essa pessoa; *bhāse*—flutua; *prema-sukhe*—na bem-aventurança transcendental do amor a Deus.", "translation": "**Resumo agora estes ensinamentos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Se alguém tiver a oportunidade de ouvir sobre a doçura de Kṛṣṇa neste capítulo do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, certamente será capaz de flutuar no oceano transcendentalmente bem-aventurado do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/21/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/21/149/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৪৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Vigésimo Primeiro Capítulo, que descreve as bem-aventuradas características de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/22/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/1/", "verse_text": "vande śrī-kṛṣṇa-caitanya-\ndevaṁ taṁ karuṇārṇavam\nkalāv apy ati-gūḍheyaṁ\nbhaktir yena prakāśitā", "devanagari": "> বন্দে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যদেবং তং করুণার্ণবম্ ।\n> কলাবপ্যতিগূঢ়েয়ং ভক্তির্যেন প্রকাশিতা ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *śrī-kṛṣṇa-caitanya-devam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tam*—a Ele; *karuṇa-arṇavam*—que é um oceano de misericórdia; *kalau*—nesta Era de Kali; *api*—mesmo; *ati*—muito; *gūḍhā*—confidencial; *iyam*—este; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *yena*—por quem; *prakāśitā*—manifestado.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele é um oceano de misericórdia transcendental e, embora o tema do bhakti-yoga seja muito confidencial, Ele não obstante o manifestou tão belamente, mesmo nesta Era de Kali, a era da disputa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya nityānanda*—a Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu e Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaitacandra! Todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/3/", "verse_text": "eita kahiluṅ sambandha-tattvera vicāra\nveda-śāstre upadeśe, kṛṣṇa--eka sāra", "devanagari": "> এইত কহিলুঁ সম্বন্ধ-তত্ত্বের বিচার ।\n> বেদশাস্ত্রে উপদেশে, কৃষ্ণ — এক সার ॥৩॥", "synonyms": "*eita*—assim; *kahiluṅ*—descrevi; *sambandha-tattvera vicāra*—consideração da relação que se tem com Kṛṣṇa; *veda-śāstre*—toda a literatura Védica; *upadeśe*—instrui; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *eka sāra*—o único ponto essencial.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Descrevi a relação que se tem com Kṛṣṇa de várias maneiras. Este é o tema de todos os *Vedas*. Kṛṣṇa é o centro de todas as atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/4/", "verse_text": "ebe kahi, śuna, abhidheya-lakṣaṇa\nyāhā haite pāi--kṛṣṇa, kṛṣṇa-prema-dhana", "devanagari": "> এবে কহি, শুন, অভিধেয় লক্ষণ ।\n> যাহা হৈতে পাই — কৃষ্ণ, কৃষ্ণপ্রেমধন ॥৪॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *kahi*—explicarei; *śuna*—por favor, ouve; *abhidheya-lakṣaṇa*—a ocupação primordial da pessoa (o serviço devocional); *yāhā haite*—da qual; *pāi*—pode-se obter; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-prema-dhana*—e a riqueza do amor transcendental por Ele.", "translation": "**\"Agora falarei sobre as características do serviço devocional, pelas quais a pessoa pode alcançar o refúgio de Kṛṣṇa e Seu amoroso serviço transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/5/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakti--abhidheya, sarva-śāstre kaya\nataeva muni-gaṇa kariyāche niścaya", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্তি — অভিধেয়, সর্বশাস্ত্রে কয় ।\n> অতএব মুনিগণ করিয়াছে নিশ্চয় ॥৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *abhidheya*—a verdadeira atividade da vida; *sarva-śāstre*—todas as literaturas Védicas; *kaya*—dizem; *ataeva*—portanto; *muni-gaṇa*—todas as pessoas santas; *kariyāche*—fizeram; *niścaya*—constatação.", "translation": "**\"As atividades de um ser humano devem centrar-se unicamente no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa. Esse é o veredito de todas as literaturas Védicas, e todas as pessoas santas constataram isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/6/", "verse_text": "śrutir mātā pṛṣṭā diśati bhavad-ārādhana-vidhiṁ\nyathā mātur vāṇī smṛtir api tathā vakti bhaginī\npurāṇādyā ye vā sahaja-nivahās te tad-anugā\nataḥ satyaṁ jñātaṁ murahara bhavān eva śaraṇam", "devanagari": "> শ্রুতির্মাতা-পৃষ্টা দিশতি ভবদারাধনবিধিং\n> যথা মাতুর্বাণী স্মৃতিরপি তথা বক্তি ভগিনী ।\n> পুরাণাদ্যা যে বা সহজনিবহাস্তে তদনুগা\n> অতঃ সত্যং জ্ঞাতং মুরহর ভবানেব শরণম্ ॥৬॥", "synonyms": "*śrutiḥ*—o conhecimento Védico; *mātā*—como uma mãe que é afetuosa com seus filhos; *pṛṣṭā*—quando interrogada; *diśati*—ela orienta; *bhavat*—de Ti; *ārādhana*—adoração; *vidhim*—o processo; *yathā*—assim como; *mātuḥ vāṇī*—as instruções da mãe; *smṛtiḥ*—os smṛti-śāstras, que explicam as literaturas Védicas; *api*—também; *tathā*—de modo semelhante; *vakti*—expressam; *bhaginī*—como uma irmã; *purāṇa-ādyāḥ*—encabeçados pelos Purāṇas; *ye*—os quais; *vā*—ou; *sahaja-nivahāḥ*—como irmãos; *te*—todos eles; *tat*—da mãe; *anugāḥ*—seguidores; *ataḥ*—portanto; *satyam*—a verdade; *jñātam*—conhecida; *mura-hara*—ó matador do demônio Mura; *bhavān*—Tua Senhoria; *eva*—somente; *śaraṇam*—o refúgio.", "translation": "**\"'Quando se interroga a mãe *Vedas* [śruti] sobre a quem adorar, ela diz que somente Tu és o Senhor e o objeto de adoração. De modo semelhante, os corolários dos śruti-śāstras, os smṛti-śāstras, dão as mesmas instruções, tal como irmãs. Os *Purāṇas*, que são como irmãos, seguem os passos de sua mãe. Ó inimigo do demônio Mura, a conclusão é que somente Tu és o refúgio. Agora compreendi isso em verdade.'**", "purport": "Esta citação da literatura Védica foi falada por grandes sábios."}
{"ref": "cc/madhya/22/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/7/", "verse_text": "advaya-jñāna-tattva kṛṣṇa--svayaṁ bhagavān\n'svarūpa-śakti' rūpe tāṅra haya avasthāna", "devanagari": "> অদ্বয়জ্ঞান-তত্ত্ব কৃষ্ণ — স্বয়ং ভগবান্ ।\n> ‘স্বরূপ-শক্তি’রূপে তাঁর হয় অবস্থান ॥৭॥", "synonyms": "*advaya-jñāna*—do conhecimento não-dual; *tattva*—o princípio; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam bhagavān*—Ele próprio a Suprema Personalidade de Deus; *svarūpa*—expansões pessoais; *śakti*—de potências; *rūpe*—sob a forma; *tāṅra*—Sua; *haya*—há; *avasthāna*—existência.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é a não-dual Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus. Embora seja único, Ele mantém diferentes expansões pessoais e energias para Seus passatempos.**", "purport": "O Senhor tem muitas potências, e Ele não é diferente de todas essas potências. Visto que as potências e o potente não podem ser separados, eles são idênticos. Kṛṣṇa é descrito como a fonte de todas as potências, e Ele também é identificado com a potência externa, a energia material. Kṛṣṇa também tem potências internas, ou potências espirituais, que estão sempre ocupadas em Seu serviço pessoal. Sua potência interna é diferente de Sua potência externa. A potência interna de Kṛṣṇa e o próprio Kṛṣṇa, que é o potente, são sempre idênticos."}
{"ref": "cc/madhya/22/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/8/", "verse_text": "svāṁśa-vibhinnāṁśa-rūpe hañā vistāra\nananta vaikuṇṭha-brahmāṇḍe karena vihāra", "devanagari": "> স্বাংশ-বিভিন্নাংশ-রূপে হঞা বিস্তার ।\n> অনন্ত বৈকুণ্ঠ-ব্রহ্মাণ্ডে করেন বিহার ॥৮॥", "synonyms": "*sva-aṁśa*—de expansões pessoais; *vibhinna-aṁśa*—de expansões separadas; *rūpe*—sob as formas; *hañā*—tornando-se; *vistāra*—expandido; *ananta*—ilimitados; *vaikuṇṭha*—nos planetas espirituais conhecidos como Vaikuṇṭhas; *brahmāṇḍe*—nos universos materiais; *karena vihāra*—realiza Seus passatempos.", "translation": "**\"Kṛṣṇa expande-Se em muitas formas. Algumas delas são expansões pessoais, e algumas são expansões separadas. Dessa maneira, Ele realiza passatempos tanto nos mundos espirituais quanto nos materiais. Os mundos espirituais são os planetas Vaikuṇṭha, e os universos materiais são os brahmāṇḍas, globos gigantescos governados pelo Senhor Brahmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/9/", "verse_text": "svāṁśa-vistāra--catur-vyūha, avatāra-gaṇa\nvibhinnāṁśa jīva--tāṅra śaktite gaṇana", "devanagari": "> স্বাংশ-বিস্তার — চতুর্ব্যূহ, অবতারগণ ।\n> বিভিন্নাংশ জীব — তাঁর শক্তিতে গণন ॥৯॥", "synonyms": "*sva-aṁśa-vistāra*—a expansão de Suas formas pessoais; *catuḥ-vyūha*—Sua forma quádrupla; *avatāra-gaṇa*—as encarnações; *vibhinna-aṁśa*—Suas formas separadas; *jīva*—as entidades vivas; *tāṅra*—Sua; *śaktite*—na categoria de potência; *gaṇana*—calculando.", "translation": "**\"As expansões de Seu eu pessoal — como as manifestações quádruplas de Saṅkarṣaṇa, Pradyumna, Aniruddha e Vāsudeva — descem como encarnações de Vaikuṇṭha a este mundo material. As expansões separadas são as entidades vivas. Embora sejam expansões de Kṛṣṇa, elas se contam entre Suas diferentes potências.**", "purport": "As expansões pessoais são conhecidas como viṣṇu-tattva, e as expansões separadas são conhecidas como jīva-tattva. Embora as jīvas (entidades vivas) sejam partes integrantes da Suprema Personalidade de Deus, elas ainda se contam entre Suas múltiplas potências. Isso se descreve plenamente no *Bhagavad-gītā*:\n\napareyam itas tv anyāṁ\nprakṛtiṁ viddhi me parām\njīva-bhūtāṁ mahā-bāho\nyayedaṁ dhāryate jagat\n\n\"Além desta natureza inferior, ó Arjuna de braços poderosos, há uma energia superior Minha, que consiste em todas as entidades vivas que lutam com a natureza material e sustentam o universo.\" (Bg. 7.5)\n\nEmbora as entidades vivas sejam partes integrantes de Kṛṣṇa, elas são prakṛti, não puruṣa. Às vezes, prakṛti (uma entidade viva) tenta imitar as atividades do puruṣa. Devido a um escasso fundo de conhecimento, as entidades vivas condicionadas neste mundo material afirmam ser Deus. Elas estão, assim, iludidas. Uma entidade viva não pode estar no nível de um viṣṇu-tattva, ou da Personalidade de Deus, em estágio algum; portanto, é ridículo que uma entidade viva afirme ser Deus. Os espiritualistas avançados jamais aceitariam tal coisa. Tais afirmações são feitas para enganar pessoas comuns e tolas. O movimento da consciência de Kṛṣṇa declara guerra contra essas encarnações espúrias. A propaganda espúria divulgada por pessoas que afirmam ser Deus tem matado a consciência de Deus em todo o mundo. Os membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa devem estar muito alertas para desafiar esses canalhas que atualmente estão desencaminhando o mundo inteiro. Um desses canalhas, conhecido como Pauṇḍraka, apareceu diante do Senhor Kṛṣṇa, e o Senhor imediatamente o matou. Decerto, aqueles que são servos de Kṛṣṇa não podem matar tais deuses imitadores, mas devem esforçar-se ao máximo por derrotá-los mediante a evidência do śāstra, o conhecimento autêntico recebido através da sucessão discipular."}
{"ref": "cc/madhya/22/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/10/", "verse_text": "sei vibhinnāṁśa jīva--dui ta' prakāra\neka--'nitya-mukta', eka--'nitya-saṁsāra'", "devanagari": "> সেই বিভিন্নাংশ জীব — দুই ত’ প্রকার ।\n> এক — ‘নিত্যমুক্ত’, এক — ‘নিত্য-সংসার’ ॥১০॥", "synonyms": "*sei vibhinna-aṁśa*—aquela parte integrante separada de Kṛṣṇa; *jīva*—a entidade viva; *dui ta' prakāra*—duas categorias; *eka*—uma; *nitya-mukta*—eternamente liberada; *eka*—uma; *nitya-saṁsāra*—perpetuamente condicionada.", "translation": "**\"As entidades vivas [jīvas] dividem-se em duas categorias. Algumas são eternamente liberadas, e outras são eternamente condicionadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/11/", "verse_text": "'nitya-mukta'--nitya kṛṣṇa-caraṇe unmukha\n'kṛṣṇa-pāriṣada' nāma, bhuñje sevā-sukha", "devanagari": "> ‘নিত্যমুক্ত’ — নিত্য কৃষ্ণচরণে উন্মুখ ।\n> ‘কৃষ্ণ-পারিষদ’ নাম, ভুঞ্জে সেবা-সুখ ॥১১॥", "synonyms": "*nitya-mukta*—eternamente liberadas; *nitya*—sempre; *kṛṣṇa-caraṇe*—os pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *unmukha*—voltadas para; *kṛṣṇa-pāriṣada*—companheiros do Senhor Kṛṣṇa; *nāma*—conhecidas como; *bhuñje*—desfrutam; *sevā-sukha*—a felicidade do serviço.", "translation": "**\"Aquelas que são eternamente liberadas estão sempre despertas para a consciência de Kṛṣṇa, e prestam serviço amoroso transcendental aos pés do Senhor Kṛṣṇa. Devem ser consideradas companheiras eternas de Kṛṣṇa, e estão eternamente desfrutando da bem-aventurança transcendental de servir a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/12/", "verse_text": "'nitya-bandha'--kṛṣṇa haite nitya-bahirmukha\n'nitya-saṁsāra', bhuñje narakādi duḥkha", "devanagari": "> ‘নিত্যবদ্ধ’ — কৃষ্ণ হৈতে নিত্য-বহির্মুখ ।\n> ‘নিত্যসংসার’, ভুঞ্জে নরকাদি দুঃখ ॥১২॥", "synonyms": "*nitya-bandha*—perpetuamente condicionada; *kṛṣṇa haite*—de Kṛṣṇa; *nitya*—eternamente; *bahiḥ-mukha*—avessa; *nitya-saṁsāra*—perpetuamente condicionada no mundo material; *bhuñje*—desfruta; *naraka-ādi duḥkha*—as tribulações das condições infernais de vida.", "translation": "**\"Além dos devotos sempre liberados, há as almas condicionadas que sempre se afastam do serviço ao Senhor. Elas estão perpetuamente condicionadas neste mundo material e estão sujeitas às tribulações materiais ocasionadas por diferentes formas corpóreas em condições infernais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/13/", "verse_text": "sei doṣe māyā-piśācī daṇḍa kare tāre\nādhyātmikādi tāpa-traya tāre jāri, māre", "devanagari": "> সেই দোষে মায়া-পিশাচী দণ্ড করে তারে ।\n> আধ্যাত্মিকাদি তাপত্রয় তারে জারি’ মারে ॥১৩॥", "synonyms": "*sei doṣe*—por causa desta falta; *māyā-piśācī*—a bruxa conhecida como a energia externa; *daṇḍa kare*—dá punição; *tāre*—a ela; *ādhyātmika-ādi*—começando por aquelas pertinentes ao corpo e à mente; *tāpa-traya*—as três classes de misérias; *tāre*—a ela; *jāri'*—queimando; *māre*—dá dor.", "translation": "**\"Por ser oposta à consciência de Kṛṣṇa, a alma condicionada é punida pela bruxa da energia externa, māyā. Assim, ela está pronta para sofrer as três classes de misérias — as misérias ocasionadas pelo corpo e pela mente, o comportamento hostil de outras entidades vivas e as perturbações naturais causadas pelos semideuses.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/14-15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/14-15/", "verse_text": "kāma-krodhera dāsa hañā tāra lāthi khāya\nbhramite bhramite yadi sādhu-vaidya pāya\ntāṅra upadeśa-mantre piśācī palāya\nkṛṣṇa-bhakti pāya, tabe kṛṣṇa-nikaṭa yāya", "devanagari": "> কাম-ক্রোধের দাস হঞা তার লাথি খায় ।\n> ভ্রমিতে ভ্রমিতে যদি সাধু-বৈদ্য পায় ॥১৪॥\n> তাঁর উপদেশ-মন্ত্রে পিশাচী পলায় ।\n> কৃষ্ণভক্তি পায়, তবে কৃষ্ণ-নিকট যায় ॥১৫॥", "synonyms": "*kāma*—dos desejos luxuriosos; *krodhera*—e da ira; *dāsa*—o servo; *hañā*—tornando-se; *tāra*—por eles; *lāthi khāya*—é escoiceada; *bhramite bhramite*—vagando e vagando; *yadi*—se; *sādhu*—um devoto; *vaidya*—médico; *pāya*—ela obtém; *tāṅra*—seus; *upadeśa-mantre*—pela instrução e pelos hinos; *piśācī*—a bruxa (a energia externa); *palāya*—foge; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional a Kṛṣṇa; *pāya*—obtém; *tabe*—dessa maneira; *kṛṣṇa-nikaṭa yāya*—vai até Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Dessa maneira, a alma condicionada torna-se a serva dos desejos luxuriosos e, quando estes não são satisfeitos, ela se torna serva da ira e continua a ser escoiceada pela energia externa, māyā. Vagando e vagando por todo o universo, ela pode, por acaso, obter a associação de um devoto médico, cujas instruções e hinos fazem a bruxa da energia externa fugir. A alma condicionada entra, assim, em contato com o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa, e, dessa maneira, pode aproximar-se cada vez mais do Senhor.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura apresenta uma explicação dos versos 8 a 15 em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya. O Senhor está espalhado por toda a criação em Suas expansões e encarnações quádruplas. Kṛṣṇa está plenamente representado com todas as potências em cada uma de Suas extensões pessoais, mas as entidades vivas, embora sejam expansões separadas, também são consideradas uma das energias do Senhor. As entidades vivas dividem-se em duas categorias — as eternamente liberadas e as eternamente condicionadas. Aquelas que são sempre liberadas jamais entram em contato com māyā, a energia externa. As sempre condicionadas estão sempre sob as garras da energia externa. Isso se descreve no *Bhagavad-gītā*:\n\ndaivī hy eṣā guṇa-mayī\nmama māyā duratyayā\n\n\"Esta energia divina Minha, que consiste nos três modos da natureza material, é difícil de superar.\" (Bg. 7.14)\n\nOs nitya-baddhas estão sempre condicionados pela energia externa, e os nitya-muktas jamais entram em contato com a energia externa. Às vezes, um companheiro pessoal sempre liberado da Suprema Personalidade de Deus desce a este universo, assim como o Senhor desce. Embora trabalhe pela liberação das almas condicionadas, o mensageiro do Senhor Supremo permanece intocado pela energia material. Em geral, as personalidades sempre liberadas vivem no mundo espiritual como companheiras do Senhor Kṛṣṇa, e são conhecidas como kṛṣṇa-pāriṣada, companheiras do Senhor. Sua única ocupação é desfrutar da companhia do Senhor Kṛṣṇa, e, ainda que tais pessoas eternamente liberadas venham a este mundo material para servir ao propósito do Senhor, elas desfrutam da companhia do Senhor Kṛṣṇa sem interrupção. A pessoa sempre liberada que trabalha em nome de Kṛṣṇa desfruta da companhia do Senhor Kṛṣṇa por meio de sua ocupação. A alma sempre condicionada, provocada por desejos luxuriosos de desfrutar do mundo material, está sujeita a transmigrar de um corpo a outro. Às vezes, ela é elevada a sistemas planetários superiores, e, às vezes, é degradada a planetas infernais e sujeita às tribulações da energia externa.\n\nPor estar condicionada pela energia externa, a alma condicionada dentro deste mundo material obtém dois tipos de corpos — um corpo material grosseiro e um corpo sutil composto de mente, inteligência e ego. Devido aos corpos grosseiro e sutil, ela está sujeita às três classes de misérias (ādhyātmika, ādhibhautika e ādhidaivika), misérias provenientes do corpo e da mente, de outras entidades vivas e das perturbações naturais causadas pelos semideuses dos sistemas planetários superiores. A alma condicionada sujeita às três classes de misérias materiais é incessantemente escoiceada por māyā, e esta é a sua doença. Se, por acaso, ela se encontrar com uma pessoa santa que trabalha em nome de Kṛṣṇa para libertar as almas condicionadas, e se concordar em acatar sua ordem, poderá gradualmente aproximar-se da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/22/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/16/", "verse_text": "kāmādīnāṁ kati na katidhā pālitā durnideśās\n\nteṣāṁ jātā mayi na karuṇā na trapā nopaśāntiḥ\n\nutsṛjyaitān atha yadu-pate sāmprataṁ labdha-buddhis\n\ntvām āyātaḥ śaraṇam abhayaṁ māṁ niyuṅkṣvātma-dāsye", "devanagari": "> কামাদীনাং কতি ন কতিধা পালিতা দুর্নিদেশা-\n> স্তেষাং জাতা ময়ি ন করুণা ন ত্রপা নোপশান্তিঃ ।\n> উৎসৃজ্যৈতানথ যদুপতে সাম্প্রতং লব্ধবুদ্ধি-\n> স্ত্বামায়াতঃ শরণমভয়ং মাং নিযুঙ্ক্ষ্বাত্মদাস্যে ॥১৬॥", "synonyms": "*kāma-ādīnām*—de meus senhores, como a luxúria, a ira, a cobiça, a ilusão e a inveja; *kati*—quantas; *na*—não; *katidhā*—de quantas maneiras; *pālitāḥ*—obedeci; *durnideśāḥ*—ordens indesejáveis; *teṣām*—deles; *jātā*—gerada; *mayi*—para comigo; *na*—não; *karuṇā*—misericórdia; *na*—não; *trapā*—vergonha; *na*—não; *upaśāntiḥ*—desejo de cessar; *utsṛjya*—abandonando; *etān*—todos estes; *atha*—com isto; *yadu-pate*—ó melhor da dinastia Yadu; *sāmpratam*—agora; *labdha-buddhiḥ*—tendo despertado a inteligência; *tvām*—a Ti; *āyātaḥ*—aproximei-me; *śaraṇam*—que és o refúgio; *abhayam*—destemido; *mām*—a mim; *niyuṅkṣva*—por favor, ocupa; *ātma-dāsye*—em Teu serviço pessoal.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor, não há limite para as ordens indesejadas dos desejos luxuriosos. Embora eu lhes tenha prestado tanto serviço, eles não me demonstraram nenhuma misericórdia. Não me envergonhei de servi-los, nem sequer desejei abandoná-los. Ó meu Senhor, ó cabeça da dinastia Yadu, recentemente, porém, minha inteligência despertou, e agora os abandono. Devido à inteligência transcendental, agora me recuso a obedecer às ordens indesejadas desses desejos, e venho a Ti para render-me a Teus destemidos pés de lótus. Por favor, ocupa-me em Teu serviço pessoal e salva-me.'**", "purport": "Este verso também é citado no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.2.35). Quando cantamos o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, estamos dizendo: \"Hare! Ó energia do Senhor! Ó meu Senhor Kṛṣṇa!\" Dessa maneira, estamos simplesmente dirigindo-nos ao Senhor e à Sua potência espiritual, representada como Rādhā-Kṛṣṇa, Sītā-Rāma ou Lakṣmī-Nārāyaṇa. O devoto sempre ora ao Senhor e à Sua energia interna (a consorte) para que possa ocupar-se em Seu serviço transcendental amoroso. Quando a alma condicionada alcança sua verdadeira energia espiritual e se rende plenamente aos pés de lótus do Senhor, ela procura ocupar-se no serviço do Senhor. Esta é a verdadeira posição constitucional da entidade viva."}
{"ref": "cc/madhya/22/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/17/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakti haya abhidheya-pradhāna\n\nbhakti-mukha-nirīkṣaka karma-yoga-jñāna", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্তি হয় অভিধেয়-প্রধান ।\n> ভক্তিমুখ-নিরীক্ষক কর্ম-যোগ-জ্ঞান ॥১৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *haya*—é; *abhidheya-pradhāna*—a função principal da entidade viva; *bhakti-mukha*—do rosto do serviço devocional; *nirīkṣaka*—observadores; *karma-yoga-jñāna*—atividades fruitivas, yoga místico e conhecimento especulativo.", "translation": "**\"O serviço devocional a Kṛṣṇa é a função principal da entidade viva. Existem diferentes métodos para a liberação da alma condicionada – karma, jñāna, yoga e bhakti –, mas todos dependem do bhakti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/18/", "verse_text": "ei saba sādhanera ati tuccha bala\n\nkṛṣṇa-bhakti vinā tāhā dite nāre phala", "devanagari": "> এই সব সাধনের অতি তুচ্ছ বল ।\n> কৃষ্ণভক্তি বিনা তাহা দিতে নারে ফল ॥১৮॥", "synonyms": "*ei saba*—todos estes; *sādhanera*—de métodos de atividades espirituais; *ati*—muito; *tuccha*—insignificante; *bala*—força; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *vinā*—sem; *tāhā*—todos estes; *dite*—oferecer; *nāre*—não são capazes; *phala*—o resultado desejado.", "translation": "**\"Sem o serviço devocional, todos os demais métodos de autorrealização espiritual são fracos e insignificantes. A menos que a pessoa adote o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa, jñāna e yoga não podem produzir os resultados desejados.**", "purport": "Nas escrituras Védicas, às vezes se enfatizam as atividades fruitivas, o conhecimento especulativo e o sistema de yoga místico. Embora as pessoas se inclinem a praticar esses processos, elas não podem alcançar os resultados desejados sem serem tocadas pelo kṛṣṇa-bhakti, o serviço devocional. Em outras palavras, o verdadeiro resultado desejado é invocar o amor adormecido por Kṛṣṇa. O *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.6) afirma:\n\nsa vai puṁsāṁ paro dharmo\n\nyato bhaktir adhokṣaje\n\nahaituky apratihatā\n\nyayātmā suprasīdati\n\nKarma, jñāna e yoga não podem realmente despertar o amor a Deus. É preciso adotar o serviço devocional ao Senhor, e quanto mais a pessoa se inclina ao serviço devocional, mais perde o interesse em outras supostas conquistas. Dhruva Mahārāja foi praticar yoga místico para ver o Senhor pessoalmente, face a face, mas, quando desenvolveu interesse pelo serviço devocional, percebeu que não estava sendo beneficiado por karma, jñāna e yoga."}
{"ref": "cc/madhya/22/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/19/", "verse_text": "naiṣkarmyam apy acyuta-bhāva-varjitaṁ\n\nna śobhate jñānam alaṁ nirañjanam\n\nkutaḥ punaḥ śaśvad abhadram īśvare\n\nna cārpitaṁ karma yad apy akāraṇam", "devanagari": "> নৈষ্কর্ম্যমপ্যচ্যুতভাব-বর্জিতং\n> ন শোভতে জ্ঞানমলং নিরঞ্জনম্ ।\n> কুতঃ পুনঃ শশ্বদভদ্রমীশ্বরে\n> ন চার্পিতং কর্ম যদপ্যকারণম্ ॥১৯॥", "synonyms": "*naiṣkarmyam*—que não produz o desfrute da ação resultante; *api*—embora; *acyuta-bhāva*—do serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus; *varjitam*—desprovido; *na*—não; *śobhate*—parece belo; *jñānam*—conhecimento especulativo; *alam*—excessivamente; *nirañjanam*—que está livre de contaminação material; *kutaḥ*—quanto menos; *punaḥ*—novamente; *śaśvat*—sempre (no momento da prática e no momento de alcançar a meta); *abhadram*—inauspicioso; *īśvare*—à Suprema Personalidade de Deus; *na*—não; *ca*—também; *arpitam*—dedicado; *karma*—atividades; *yat*—que; *api*—embora; *akāraṇam*—sem causa.", "translation": "**\" 'Quando o conhecimento puro está além de toda afinidade material, mas não é dedicado à Suprema Personalidade de Deus [Kṛṣṇa], não parece muito belo, embora seja conhecimento sem mácula material. De que serve, então, as atividades fruitivas – que são naturalmente dolorosas desde o início e transitórias por natureza –, se não forem utilizadas para o serviço devocional ao Senhor? Como podem ser muito atraentes?'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.5.12). Mesmo após escrever muitas literaturas Védicas, Vyāsadeva sentiu-se muito abatido. Por isso, seu mestre espiritual, Nāradadeva, disse-lhe que poderia ser feliz escrevendo sobre as atividades da Suprema Personalidade de Deus. Até aquele momento, Śrīla Vyāsadeva havia escrito as seções karma-kāṇḍa e jñāna-kāṇḍa dos *Vedas*, mas não havia escrito sobre upāsanā-kāṇḍa, ou bhakti. Assim, seu mestre espiritual, Nārada, repreendeu-o e aconselhou-o a escrever sobre as atividades da Suprema Personalidade de Deus. Por conseguinte, Vyāsadeva começou a escrever o *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/madhya/22/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/20/", "verse_text": "tapasvino dāna-parā yaśasvino\n\nmanasvino mantra-vidaḥ sumaṅgalāḥ\n\nkṣemaṁ na vindanti vinā yad-arpaṇaṁ\n\ntasmai subhadra-śravase namo namaḥ", "devanagari": "> তপস্বিনো দানপরা যশস্বিনো\n> মনস্বিনো মন্ত্রবিদঃ সুমঙ্গলাঃ ।\n> ক্ষেমং ন বিন্দন্তি বিনা যদর্পণং\n> তস্মৈ সুভদ্রশ্রবসে নমো নমঃ ॥২০॥", "synonyms": "*tapasvinaḥ*—aqueles que se dedicam a rigorosas austeridades e penitências; *dāna-parāḥ*—aqueles que se dedicam a dar seus bens em caridade; *yaśasvinaḥ*—aqueles famosos na sociedade; *manasvinaḥ*—peritos em especulação mental ou meditação; *mantra-vidaḥ*—peritos em recitar os hinos Védicos; *su-maṅgalāḥ*—muito auspiciosos; *kṣemam*—auspiciosidade real e eterna; *na*—nunca; *vindanti*—obtêm; *vinā*—sem; *yat-arpaṇam*—dedicar-se a quem (a Suprema Personalidade de Deus); *tasmai*—a essa Suprema Personalidade de Deus; *su-bhadra-śravase*—cuja glória é muito auspiciosa; *namaḥ namaḥ*—ofereço minhas repetidas e respeitosas reverências.", "translation": "**\" 'Aqueles que realizam rigorosas austeridades e penitências, aqueles que doam todos os seus bens em caridade, aqueles que são muito famosos por suas atividades auspiciosas, aqueles que se dedicam à meditação e à especulação mental, e até mesmo aqueles que são muito peritos em recitar os mantras Védicos, não são capazes de obter resultado auspicioso algum, embora se dediquem a atividades auspiciosas, se não dedicarem suas atividades ao serviço da Suprema Personalidade de Deus. Por isso, ofereço repetidamente minhas respeitosas reverências à Suprema Personalidade de Deus, cujas glórias são sempre auspiciosas.'**", "purport": "Esta também é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.4.17)."}
{"ref": "cc/madhya/22/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/21/", "verse_text": "kevala jñāna 'mukti' dite nāre bhakti vine\n\nkṛṣṇonmukhe sei mukti haya vinā jñāne", "devanagari": "> কেবল জ্ঞান ‘মুক্তি’ দিতে নারে ভক্তি বিনে ।\n> কৃষ্ণোন্মুখে সেই মুক্তি হয় বিনা জ্ঞানে ॥২১॥", "synonyms": "*kevala*—somente; *jñāna*—conhecimento especulativo; *mukti*—liberação; *dite*—oferecer; *nāre*—não é capaz; *bhakti vine*—sem o serviço devocional; *kṛṣṇa-unmukhe*—se alguém está apegado ao serviço do Senhor Kṛṣṇa; *sei mukti*—essa liberação; *haya*—surge; *vinā*—sem; *jñāne*—conhecimento.", "translation": "**\"O conhecimento especulativo isolado, sem o serviço devocional, não é capaz de conceder a liberação. Por outro lado, mesmo sem conhecimento, a pessoa pode obter a liberação se ocupar-se no serviço devocional ao Senhor.**", "purport": "Não se pode alcançar a liberação simplesmente pelo conhecimento especulativo. Ainda que a pessoa seja capaz de distinguir entre o Brahman e a matéria, sua liberação ficará prejudicada se ela for induzida a pensar que a entidade viva é tão boa quanto a Suprema Personalidade de Deus. De fato, a pessoa cai novamente à plataforma material, pois considerar-se a Pessoa Suprema, a Suprema Verdade Absoluta, é ofensivo. Quando uma pessoa assim entra em contato com um devoto puro, ela pode realmente liberar-se do cativeiro material e ocupar-se no serviço do Senhor. Uma oração de Bilvamaṅgala Ṭhākura é pertinente aqui:\n\nbhaktis tvayi sthiratarā bhagavan yadi syād\n\ndaivena naḥ phalati divya-kiśora-mūrtiḥ\n\nmuktiḥ svayaṁ mukulitāñjali sevate 'smān\n\ndharmārtha-kāma-gatayaḥ samaya-pratīkṣāḥ\n\n\"Ó meu Senhor, se a pessoa ocupar-se em Teu serviço devocional puro com determinação, Tu Te tornas visível em Tua forma transcendental original e juvenil, como a Suprema Personalidade de Deus. No que diz respeito à liberação, ela se posta diante do devoto, de mãos postas, esperando para prestar serviço. A religião, o desenvolvimento econômico e a gratificação dos sentidos são todos alcançados automaticamente, sem esforço à parte.\""}
{"ref": "cc/madhya/22/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/22/", "verse_text": "śreyaḥ-sṛtiṁ bhaktim udasya te vibho\n\nkliśyanti ye kevala-bodha-labdhaye\n\nteṣām asau kleśala eva śiṣyate\n\nnānyad yathā sthūla-tuṣāvaghātinām", "devanagari": "> শ্রেয়ঃসৃতিং ভক্তিমুদস্য তে বিভো\n> ক্লিশ্যন্তি যে কেবলবোধলব্ধয়ে ।\n> তেষামসৌ ক্লেশল এব শিষ্যতে\n> নান্যদ্ যথা স্থূলতুষাবঘাতিনাম্ ॥২২॥", "synonyms": "*śreyaḥ-sṛtim*—o auspicioso caminho da liberação; *bhaktim*—serviço devocional; *udasya*—abandonando; *te*—de Ti; *vibho*—ó meu Senhor; *kliśyanti*—aceitam maiores dificuldades; *ye*—todas aquelas pessoas que; *kevala*—somente; *bodha-labdhaye*—para obter conhecimento; *teṣām*—para eles; *asau*—essa; *kleśalaḥ*—dificuldade; *eva*—somente; *śiṣyate*—permanece; *na*—não; *anyat*—qualquer outra coisa; *yathā*—tanto quanto; *sthūla*—volumosas; *tuṣa*—cascas de arroz; *avaghātinām*—daqueles que debulham.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, o serviço devocional a Ti é o único caminho auspicioso. Se a pessoa o abandona simplesmente em troca do conhecimento especulativo ou da compreensão de que estes seres vivos são almas espirituais e o mundo material é falso, ela passa por uma grande dificuldade. Tudo o que ela obtém são atividades penosas e inauspiciosas. Seus esforços são como debulhar uma casca que já está desprovida de arroz. Seu labor torna-se infrutífero.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.4)."}
{"ref": "cc/madhya/22/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/23/", "verse_text": "daivī hy eṣā guṇa-mayī\n\nmama māyā duratyayā\n\nmām eva ye prapadyante\n\nmāyām etaṁ taranti te", "devanagari": "> দৈবী হ্যেষা গুণময়ী মম মায়া দুরত্যয়া ।\n> মামেব যে প্রপদ্যন্তে মায়ামেতাং তরন্তি তে ॥২৩॥", "synonyms": "*daivī*—pertencente ao Senhor Supremo; *hi*—certamente; *eṣā*—esta; *guṇa-mayī*—feita dos três modos; *mama*—Minha; *māyā*—energia externa; *duratyayā*—muito difícil de transpor; *mām*—a Mim; *eva*—certamente; *ye*—aqueles que; *prapadyante*—rendem-se plenamente; *māyām*—energia ilusória; *etām*—esta; *taranti*—transpõem; *te*—eles.", "translation": "**\" 'Esta Minha energia divina, composta dos três modos da natureza material, é difícil de transpor. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente cruzá-la.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (7.14)."}
{"ref": "cc/madhya/22/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/24/", "verse_text": "'kṛṣṇa-nitya-dāsa'--jīva tāhā bhuli' gela\n\nei doṣe māyā tāra galāya bāndhila", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ-নিত্যদাস’ — জীব তাহা ভুলি’ গেল ।\n> এই দোষে মায়া তার গলায় বান্ধিল ॥২৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nitya-dāsa*—servo eterno de Kṛṣṇa; *jīva*—a entidade viva; *tāhā*—isso; *bhuli'*—esquecendo; *gela*—passou a; *ei doṣe*—por esta falta; *māyā*—a energia material; *tāra*—seu; *galāya*—no pescoço; *bāndhila*—prendeu.", "translation": "**\"A entidade viva está presa pelo pescoço com a corrente da māyā porque se esqueceu de que é eternamente um servo de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/25/", "verse_text": "tāte kṛṣṇa bhaje, kare gurura sevana\n\nmāyā-jāla chuṭe, pāya kṛṣṇera caraṇa", "devanagari": "> তাতে কৃষ্ণ ভজে, করে গুরুর সেবন ।\n> মায়াজাল ছুটে, পায় কৃষ্ণের চরণ ॥২৫॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *kṛṣṇa bhaje*—se alguém adora o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—realiza; *gurura sevana*—serviço a seu mestre espiritual; *māyā-jāla chuṭe*—liberta-se da rede aprisionadora da māyā; *pāya*—obtém; *kṛṣṇera caraṇa*—o refúgio dos pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Se a alma condicionada se ocupa no serviço ao Senhor e, simultaneamente, cumpre as ordens de seu mestre espiritual e o serve, ela pode libertar-se das garras da māyā e tornar-se elegível para o refúgio dos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": "É um fato que toda entidade viva é eternamente um servo de Kṛṣṇa. Isso é esquecido devido à influência da māyā, que induz a pessoa a acreditar na felicidade material. Iludida pela māyā, a pessoa pensa que a felicidade material é o único objeto desejável. Esta consciência material é como uma corrente em torno do pescoço da alma condicionada. Enquanto estiver presa a essa concepção, ela não pode libertar-se das garras da māyā. No entanto, se, pela misericórdia de Kṛṣṇa, ela entra em contato com um mestre espiritual genuíno, acata sua ordem e o serve, ocupando outras almas condicionadas no serviço ao Senhor, então alcança a liberação e o refúgio do Senhor Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/22/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/26/", "verse_text": "cāri varṇāśramī yadi kṛṣṇa nāhi bhaje\n\nsvakarma karite se raurave paḍi' maje", "devanagari": "> চারি বর্ণাশ্রমী যদি কৃষ্ণ নাহি ভজে ।\n> স্বকর্ম করিতে সে রৌরবে পড়ি’ মজে ॥২৬॥", "synonyms": "*cāri varṇa-āśramī*—seguidores das quatro ordens sociais e espirituais da vida; *yadi*—se; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nāhi*—não; *bhaje*—servem; *sva-karma karite*—realizando seu dever na vida; *se*—essa pessoa; *raurave*—numa condição infernal; *paḍi'*—caindo; *maje*—fica imersa.", "translation": "**\"Os seguidores da instituição varṇāśrama aceitam os princípios reguladores das quatro ordens sociais [brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya e śūdra] e das quatro ordens espirituais [brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa]. Contudo, se a pessoa cumpre os princípios reguladores dessas ordens, mas não presta serviço transcendental a Kṛṣṇa, ela cai na condição infernal da vida material.**", "purport": "A pessoa pode ser um brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya ou śūdra, ou pode seguir perfeitamente os princípios espirituais de brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa, mas, em última análise, cai numa condição infernal a menos que se torne um devoto. Sem desenvolver sua adormecida consciência de Kṛṣṇa, a pessoa não pode ser realmente elevada. Os princípios reguladores do varṇāśrama-dharma, em si mesmos, são insuficientes para a obtenção da mais elevada perfeição. Isso é confirmado nas duas citações seguintes do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.2-3)."}
{"ref": "cc/madhya/22/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/27/", "verse_text": "mukha-bāhūru-pādebhyaḥ\n\npuruṣasyāśramaiḥ saha\n\ncatvāro jajñire varṇā\n\nguṇair viprādayaḥ pṛthak", "devanagari": "> মুখবাহূরুপাদেভ্যঃ পুরুষস্যাশ্রমৈঃ সহ ।\n> চত্বারো জজ্ঞিরে বর্ণা গুণৈর্বিপ্রাদয়ঃ পৃথক্ ॥২৭॥", "synonyms": "*mukha*—a boca; *bāhu*—os braços; *ūru*—a cintura; *pādebhyaḥ*—das pernas; *puruṣasya*—da Pessoa Suprema; *āśramaiḥ*—as diferentes ordens espirituais; *saha*—com; *catvāraḥ*—as quatro; *jajñire*—surgiram; *varṇāḥ*—ordens sociais; *guṇaiḥ*—com qualificações específicas; *vipra-ādayaḥ*—brāhmaṇas e assim por diante; *pṛthak*—separadamente.", "translation": "**\" 'Da boca de Brahmā, surgiu a ordem bramânica. De modo semelhante, de seus braços surgiram os kṣatriyas, de sua cintura surgiram os vaiśyas e de suas pernas surgiram os śūdras. Essas quatro ordens e suas contrapartes espirituais [brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa] combinam-se para tornar completa a sociedade humana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/28/", "verse_text": "ya eṣāṁ puruṣaṁ sākṣād-\nātma-prabhavam īśvaram\nna bhajanty avajānanti\nsthānād bhraṣṭāḥ patanty adhaḥ", "devanagari": "> য এষাং পুরুষং সাক্ষাদাত্মপ্রভবমীশ্বরম্ ।\n> ন ভজন্ত্যবজানন্তি স্থানাদ্ভ্রষ্টাঃ পতন্ত্যধঃ ॥২৮॥", "synonyms": "*ye*—todo aquele que; *eṣām*—dessas divisões das ordens sociais e espirituais; *puruṣam*—a Suprema Personalidade de Deus; *sākṣāt*—diretamente; *ātma-prabhavam*—a fonte de todos; *īśvaram*—o controlador supremo; *na*—não; *bhajanti*—adoram; *avajānanti*—ou que negligenciam; *sthānāt*—de seu devido lugar; *bhraṣṭāḥ*—caindo; *patanti*—caem; *adhaḥ*—para baixo, em condições infernais.", "translation": "**\"'Se alguém simplesmente mantém uma posição oficial nos quatro varṇas e āśramas, mas não adora o Senhor Supremo Viṣṇu, cai de sua posição inflada para uma condição infernal.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/29/", "verse_text": "jñānī jīvan-mukta-daśā pāinu kari, māne\nvastutaḥ buddhi 'śuddha' nahe kṛṣṇa-bhakti vine", "devanagari": "> জ্ঞানী জীবন্মুক্তদশা পাইনু করি’ মানে ।\n> বস্তুতঃ বুদ্ধি ‘শুদ্ধ’ নহে কৃষ্ণভক্তি বিনে ॥২৯॥", "synonyms": "*jñānī*—os filósofos especuladores; *jīvan-mukta-daśā*—o estágio de liberação mesmo enquanto neste corpo; *pāinu*—eu obtive; *kari'*—tomando; *māne*—considera; *vastutaḥ*—de fato; *buddhi*—inteligência; *śuddha*—purificada; *nahe*—não; *kṛṣṇa-bhakti vine*—sem serviço devocional a Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Há muitos especuladores filosóficos [jñānīs] pertencentes à escola Māyāvāda que se consideram liberados e chamam a si mesmos de Nārāyaṇa. No entanto, sua inteligência não está purificada a menos que se ocupem no serviço devocional a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/30/", "verse_text": "ye 'nye 'ravindākṣa vimukta-māninas\ntvayy asta-bhāvād aviśuddha-buddhayaḥ\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ", "devanagari": "> যেঽন্যেঽরবিন্দাক্ষ বিমুক্তমানিন-\n> স্ত্বয্যস্তভাবাদবিশুদ্ধবুদ্ধয়ঃ ।\n> আরুহ্য কৃচ্ছ্রেণ পরং পদং ততঃ\n> পতন্ত্যধোঽনাদৃতযুষ্মদঙ্ঘ্রয়ঃ ॥৩০॥", "synonyms": "*ye*—todos aqueles que; *anye*—outros (não devotos); *aravinda-akṣa*—ó pessoa de olhos de lótus; *vimukta-māninaḥ*—que se consideram liberados; *tvayi*—a Ti; *asta-bhāvāt*—sem devoção; *aviśuddha-buddhayaḥ*—cuja inteligência não está purificada; *āruhya*—tendo ascendido; *kṛcchreṇa*—por meio de severas austeridades e penitências; *param padam*—à posição suprema; *tataḥ*—de lá; *patanti*—caem; *adhaḥ*—para baixo; *anādṛta*—sem respeitar; *yuṣmat*—Teus; *aṅghrayaḥ*—pés de lótus.", "translation": "**\"'Ó pessoa de olhos de lótus, aqueles que pensam estar liberados nesta vida, mas que não Te prestam serviço devocional, devem ter inteligência impura. Embora aceitem severas austeridades e penitências e se elevem à posição espiritual, à percepção do Brahman impessoal, voltam a cair porque negligenciam adorar Teus pés de lótus.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32)."}
{"ref": "cc/madhya/22/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/31/", "verse_text": "kṛṣṇa--sūrya-sama; māyā haya andhakāra\nyāhāṅ kṛṣṇa, tāhāṅ nāhi māyāra adhikāra", "devanagari": "> কৃষ্ণ — সূর্যসম, মায়া হয় অন্ধকার ।\n> যাহাঁ কৃষ্ণ, তাহাঁ নাহি মায়ার অধিকার ॥৩১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus; *sūrya-sama*—como o planeta sol; *māyā*—a energia ilusória; *haya*—é; *andhakāra*—escuridão; *yāhāṅ kṛṣṇa*—onde quer que esteja Kṛṣṇa; *tāhāṅ*—ali; *nāhi*—não; *māyāra*—de māyā, ou da escuridão da ilusão; *adhikāra*—a jurisdição.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é comparado à luz do sol, e a māyā é comparada à escuridão. Onde quer que haja luz do sol, não pode haver escuridão. Tão logo a pessoa adote a consciência de Kṛṣṇa, a escuridão da ilusão (a influência da energia externa) imediatamente desaparecerá.**", "purport": "No *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.34) afirma-se:\n\nṛte 'rthaṁ yat pratīyeta\nna pratīyeta cātmani\ntad vidyād ātmano māyāṁ\nyathābhāso yathā tamaḥ\n\nOnde quer que haja luz, não pode haver escuridão. Quando uma entidade viva se torna consciente de Kṛṣṇa, ela se livra imediatamente de todos os desejos materiais luxuriosos. Os desejos luxuriosos e a cobiça estão associados a rajas e tamas, à escuridão e à paixão. Quando a pessoa se torna consciente de Kṛṣṇa, os modos da escuridão e da paixão desaparecem imediatamente, restando o modo remanescente, sattva-guṇa (bondade). Quando alguém se situa no modo da bondade, pode fazer avanço espiritual e compreender as coisas com clareza. Esta posição não é possível para todos. Quando uma pessoa é consciente de Kṛṣṇa, ela ouve continuamente sobre Kṛṣṇa, pensa Nele, adora-O e serve-O como devoto. Se ela permanecer dessa maneira em consciência de Kṛṣṇa, a escuridão de māyā certamente não será capaz de tocá-la."}
{"ref": "cc/madhya/22/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/32/", "verse_text": "vilajjamānayā yasya\nsthātum īkṣā-pathe 'muyā\nvimohitā vikatthante\nmamāham iti durdhiyaḥ", "devanagari": "> বিলজ্জমানয়া যস্য স্থাতুমীক্ষাপথেঽমুয়া ।\n> বিমোহিতা বিকত্থন্তে মমাহমিতি দুর্ধিয়ঃ ॥৩২॥", "synonyms": "*vilajjamānaya*—tendo vergonha; *yasya*—de quem; *sthātum*—permanecer; *īkṣā-pathe*—na linha de visão; *amuyā*—por essa (māyā); *vimohitāḥ*—confundidos; *vikatthante*—vangloriam-se; *mama*—meu; *aham*—eu; *iti*—assim; *durdhiyaḥ*—tendo pouca inteligência.", "translation": "**\"'A energia ilusória externa de Kṛṣṇa, conhecida como māyā, sempre tem vergonha de permanecer diante de Kṛṣṇa, assim como a escuridão tem vergonha de permanecer diante da luz do sol. Contudo, essa māyā confunde as pessoas desventuradas, que não têm inteligência. Assim, elas simplesmente se vangloriam de que este mundo material lhes pertence e de que são seus desfrutadores.'**", "purport": "O mundo inteiro está confundido porque as pessoas pensam: \"Esta é minha terra\", \"A América é minha\", \"A Índia é minha\". Por desconhecerem o verdadeiro valor da vida, as pessoas pensam que o corpo material e a terra onde ele é produzido são tudo o que existe. Este é o princípio básico por trás do nacionalismo, do socialismo e do comunismo. Tal pensamento, que simplesmente confunde o ser vivo, não passa de canalhice. Deve-se à escuridão de māyā, mas, tão logo a pessoa se torne consciente de Kṛṣṇa, ela se livra imediatamente de tais equívocos. Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.5.13). Há também outro verso apropriado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.7.47):\n\nśaśvat praśāntam abhayaṁ pratibodha-mātraṁ\nśuddhaṁ samaṁ sad-asataḥ paramātma-tattvam\nśabdo na yatra puru-kārakavān kriyārtho\nmāyā paraity abhimukhe ca vilajjamānā\ntad vai padaṁ bhagavataḥ paramasya puṁso\nbrahmeti yad vidur ajasra-sukhaṁ viśokam\n\n\"Aquilo que se percebe como o Brahman Absoluto está repleto de bem-aventurança ilimitada, sem tristeza. Esta é certamente a fase última do desfrutador supremo, a Personalidade de Deus. Ele está eternamente isento de todas as perturbações, é destemido, completamente consciente em oposição à matéria, incontaminado e sem distinções. Ele é a principal e primordial causa de todas as causas e efeitos, em quem não há sacrifício para atividades fruitivas e em quem a energia ilusória não permanece.\"\n\nEste verso foi falado pelo Senhor Brahmā quando questionado pelo grande sábio Nārada. Nārada ficou surpreso ao ver o criador do universo meditando, pois duvidava se haveria alguém maior do que o Senhor Brahmā. Ao responder ao grande sábio Nārada, o Senhor Brahmā descreveu a posição de māyā e das entidades vivas confundidas. Este verso foi falado nesse contexto."}
{"ref": "cc/madhya/22/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/33/", "verse_text": "'kṛṣṇa, tomāra haṅa' yadi bale eka-bāra\nmāyā-bandha haite kṛṣṇa tāre kare pāra", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ, তোমার হঙ’ যদি বলে একবার ।\n> মায়াবন্ধ হৈতে কৃষ্ণ তারে করে পার ॥৩৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—ó meu Senhor Kṛṣṇa; *tomāra haṅa*—sou Teu; *yadi*—se; *bale*—alguém diz; *eka-bāra*—uma vez; *māyā-bandha haite*—do cativeiro da vida condicional; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāre*—a ele; *kare pāra*—liberta.", "translation": "**\"A pessoa se livra imediatamente das garras de māyā se disser, séria e sinceramente: 'Meu querido Senhor Kṛṣṇa, embora eu Te tenha esquecido por tantos longos anos no mundo material, hoje me rendo a Ti. Sou Teu servo sincero e sério. Por favor, ocupa-me em Teu serviço.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/34/", "verse_text": "sakṛd eva prapanno yas\ntavāsmīti ca yācate\nabhayaṁ sarvadā tasmai\ndadāmy etad vrataṁ mama", "devanagari": "> সকৃদেব প্রপন্নো যস্তবাস্মীতি চ যাচতে ।\n> অভয়ং সর্বদা তস্মৈ দদাম্যেতদ্ব্রতং মম ॥৩৪॥", "synonyms": "*sakṛt*—apenas uma vez; *eva*—certamente; *prapannaḥ*—rendido; *yaḥ*—todo aquele que; *tava*—Teu; *asmi*—sou; *iti*—assim; *ca*—também; *yācate*—ora; *abhayam*—destemor; *sarvadā*—sempre; *tasmai*—a ele; *dadāmi*—dou; *etat*—este; *vratam*—voto; *mama*—Meu.", "translation": "**\"'É Meu voto que, se alguém uma só vez se render seriamente a Mim, dizendo: \"Meu querido Senhor, deste dia em diante sou Teu\", e Me orar pedindo coragem, Eu imediatamente concederei coragem a essa pessoa, e ela sempre permanecerá a salvo a partir daquele momento.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Rāmāyaṇa*."}
{"ref": "cc/madhya/22/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/35/", "verse_text": "bhukti-mukti-siddhi-kāmī 'subuddhi' yadi haya\ngāḍha-bhakti-yoge tabe kṛṣṇere bhajaya", "devanagari": "> ভুক্তি-মুক্তি-সিদ্ধিকামী ‘সুবুদ্ধি’ যদি হয় ।\n> গাঢ়-ভক্তিযোগে তবে কৃষ্ণেরে ভজয় ॥৩৫॥", "synonyms": "*bhukti*—de desfrute material; *mukti*—de liberação impessoal; *siddhi*—de obter poder místico; *kāmī*—desejoso; *su-buddhi*—realmente inteligente; *yadi*—se; *haya*—ele é; *gāḍha*—profundo; *bhakti-yoge*—por serviço devocional; *tabe*—então; *kṛṣṇere bhajaya*—adora o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Devido à má associação, a entidade viva deseja felicidade material, liberação ou fusão no aspecto impessoal do Senhor, ou então se ocupa em yoga místico em busca de poder material. Se tal pessoa de fato se tornar inteligente, ela adotará a consciência de Kṛṣṇa, ocupando-se em intenso serviço devocional ao Senhor Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/36/", "verse_text": "akāmaḥ sarva-kāmo vā\nmokṣa-kāma udāra-dhīḥ\ntīvreṇa bhakti-yogena\nyajeta puruṣaṁ param", "devanagari": "> অকামঃ সর্বকামো বা মোক্ষকাম উদারধীঃ ।\n> তীব্রেণ ভক্তিযোগেন যজেত পুরুষং পরম্ ॥৩৬॥", "synonyms": "*akāmaḥ*—um devoto puro, sem desejo de desfrute material; *sarva-kāmaḥ*—quem não tem fim para seus desejos de desfrute material; *vā*—ou; *mokṣa-kāmaḥ*—quem deseja fundir-se na existência do Brahman; *udāra-dhīḥ*—sendo muito inteligente; *tīvreṇa*—firme; *bhakti-yogena*—por serviço devocional; *yajeta*—deve adorar; *puruṣam*—a pessoa; *param*—suprema.", "translation": "**\"'Quer alguém deseje tudo ou nada, quer deseje fundir-se na existência do Senhor, ele só é inteligente se adorar o Senhor *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, prestando serviço amoroso transcendental.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.3.10)."}
{"ref": "cc/madhya/22/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/37/", "verse_text": "anya-kāmī yadi kare kṛṣṇera bhajana\nnā māgiteha kṛṣṇa tāre dena sva-caraṇa", "devanagari": "> অন্যকামী যদি করে কৃষ্ণের ভজন ।\n> না মাগিতেহ কৃষ্ণ তারে দেন স্ব-চরণ ॥৩৭॥", "synonyms": "*anya-kāmī*—quem deseja muitas outras coisas; *yadi*—se; *kare*—ele presta; *kṛṣṇera bhajana*—serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *nā māgiteha*—embora não peça; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāre*—a ele; *dena*—dá; *sva-caraṇa*—o refúgio de Seus pés de lótus.", "translation": "**\"Se aqueles que desejam desfrute material ou fusão na existência da Verdade Absoluta se ocuparem no serviço amoroso transcendental ao Senhor, eles obterão imediatamente refúgio nos pés de lótus de Kṛṣṇa, embora não o tenham pedido. Kṛṣṇa é, portanto, muito misericordioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/38/", "verse_text": "kṛṣṇa kahe,--'āmā bhaje, māge viṣaya-sukha\namṛta chāḍi' viṣa māge,--ei baḍa mūrkha", "devanagari": "> কৃষ্ণ কহে, — ‘আমা ভজে, মাগে বিষয়-সুখ ।\n> অমৃত ছাড়ি’ বিষ মাগে, — এই বড় মূর্খ ॥৩৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kahe*—Kṛṣṇa diz; *āmā bhaje*—ele Me adora; *māge*—mas pede; *viṣaya-sukha*—felicidade material; *amṛta chāḍi'*—abandonando o néctar; *viṣa māge*—ele implora por veneno; *ei baḍa mūrkha*—ele é um grande tolo.", "translation": "**\"Kṛṣṇa diz: 'Se alguém se ocupa em Meu serviço amoroso transcendental, mas, ao mesmo tempo, deseja a opulência do desfrute material, é muito, muito tolo. De fato, ele é como uma pessoa que abandona a ambrosia para beber veneno.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/39/", "verse_text": "āmi--vijña, ei mūrkhe 'viṣaya' kene diba?\nsva-caraṇāmṛta diyā 'viṣaya' bhulāiba", "devanagari": "> আমি — বিজ্ঞ, এই মূর্খে ‘বিষয়’ কেনে দিব ?\n> স্ব-চরণামৃত দিয়া ‘বিষয়’ ভুলাইব ॥৩৯॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *vijña*—plenamente inteligente; *ei mūrkhe*—a esta pessoa tola; *viṣaya*—desfrute material; *kene diba*—por que deveria dar; *sva-caraṇa-amṛta*—o néctar do refúgio em Meus pés de lótus; *diyā*—dando; *viṣaya*—a ideia de desfrute material; *bhulāiba*—farei com que ele esqueça.", "translation": "**\"'Já que sou muito inteligente, por que daria a este tolo prosperidade material? Em vez disso, induzi-lo-ei a tomar o néctar do refúgio de Meus pés de lótus e fá-lo-ei esquecer o ilusório desfrute material.'**", "purport": "Aqueles que se interessam pelo desfrute material são conhecidos como bhukti. Quem se interessa por fundir-se na refulgência do Brahman ou por aperfeiçoar o sistema de yoga místico não é absolutamente um devoto. Os devotos não têm tais desejos. No entanto, se um karmī, jñānī ou yogī de algum modo entrar em contato com um devoto e prestar serviço devocional, Kṛṣṇa imediatamente lhe concede amor a Deus e lhe dá refúgio em Seus pés de lótus, embora ele talvez não tenha ideia de como desenvolver amor por Kṛṣṇa. Se uma pessoa quer lucro material do serviço devocional, Kṛṣṇa condena tais desejos materialistas. Desejar opulência material enquanto se presta serviço devocional é tolice. Embora a pessoa possa ser tola, Kṛṣṇa, sendo plenamente inteligente, ocupa-a em Seu serviço devocional de tal maneira que ela gradualmente esquece a opulência material. A questão é que não devemos tentar trocar serviço amoroso por prosperidade material. Se estivermos realmente rendidos aos pés de lótus de Kṛṣṇa, nosso único desejo deve ser satisfazer Kṛṣṇa. Isso é consciência de Kṛṣṇa pura. Render-se não significa que exijamos algo do Senhor, mas que dependamos completamente de Sua misericórdia."}
{"ref": "cc/madhya/22/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/40/", "verse_text": "satyaṁ diśaty arthitam arthito nṛṇāṁ\nnaivārthado yat punar arthitā yataḥ\nsvayaṁ vidhatte bhajatām anicchatām\nicchā-pidhānaṁ nija-pāda-pallavam", "devanagari": "> সত্যং দিশত্যর্থিতমর্থিতো নৃণাং\n> নৈবার্থদো যৎ পুনরর্থিতা যতঃ ।\n> স্বয়ং বিধত্তে ভজতামনিচ্ছতা-\n> মিচ্ছাপিধানং নিজপাদপল্লবম্ ॥৪০॥", "synonyms": "*satyam*—é verdade; *diśati*—Ele concede; *arthitam*—aquilo que se deseja; *arthitaḥ*—sendo solicitado; *nṛṇām*—pelos seres humanos; *na*—não; *eva*—certamente; *artha-daḥ*—dando as coisas desejadas; *yat*—as quais; *punaḥ*—de novo; *arthitā*—pedido; *yataḥ*—do qual; *svayam*—Ele mesmo; *vidhatte*—dá; *bhajatām*—daqueles ocupados em serviço devocional; *anicchatām*—mesmo não desejando; *icchā-pidhānam*—cobrindo todos os outros desejos; *nija-pāda-pallavam*—o refúgio de Seus próprios pés de lótus.", "translation": "**\"'Sempre que se pede a Kṛṣṇa que satisfaça o desejo de alguém, Ele indubitavelmente o faz; mas Ele não concede nada que, após ser desfrutado, leve a pessoa a peticionar-Lhe repetidas vezes para satisfazer mais desejos. Quando alguém tem outros desejos, mas se ocupa no serviço ao Senhor, Kṛṣṇa lhe dá à força refúgio em Seus pés de lótus, onde a pessoa esquecerá todos os outros desejos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.19.27)."}
{"ref": "cc/madhya/22/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/41/", "verse_text": "kāma lāgi' kṛṣṇe bhaje, pāya kṛṣṇa-rase\n\nkāma chāḍi' 'dāsa' haite haya abhilāṣe", "devanagari": "> কাম লাগি’ কৃষ্ণে ভজে, পায় কৃষ্ণ-রসে ।\n> কাম ছাড়ি’ ‘দাস’ হৈতে হয় অভিলাষে ॥৪১॥", "synonyms": "*kāma lāgi'*—para a satisfação dos próprios desejos materiais; *kṛṣṇe bhaje*—a pessoa ocupa-se no serviço transcendental ao Senhor Kṛṣṇa; *pāya*—ela obtém; *kṛṣṇa-rase*—um gosto pelos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *kāma chāḍi'*—abandonando todos os desejos de gozo material; *dāsa haite*—ser um servo eterno do Senhor; *haya*—há; *abhilāṣe*—aspiração.", "translation": "**\"Quando alguém se ocupa no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa para a satisfação dos sentidos e, em vez disso, adquire um gosto por servir a Kṛṣṇa, abandona seus desejos materiais e voluntariamente se oferece como servo eterno de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/42/", "verse_text": "sthānābhilāṣī tapasi sthito 'haṁ\n\ntvāṁ prāptavān deva-munīndra-guhyam\n\nkācaṁ vicinvann api divya-ratnaṁ\n\nsvāmin kṛtārtho 'smi varaṁ na yāce", "devanagari": "> স্থানাভিলাষী তপসি স্থিতোঽহং\n> ত্বাং প্রাপ্তবান্ দেবমুনীন্দ্রগুহ্যম্ ।\n> কাচং বিচিন্বন্নপি দিব্যরত্নং\n> স্বামিন্ কৃতার্থোঽস্মি বরং ন যাচে ॥৪২॥", "synonyms": "*sthāna-abhilāṣī*—desejando uma posição muito elevada no mundo material; *tapasi*—em rigorosas austeridades e penitências; *sthitaḥ*—situado; *aham*—eu; *tvām*—a Ti; *prāptavān*—obtive; *deva-muni-indra-guhyam*—difícil de alcançar mesmo para os grandes semideuses, pessoas santas e reis; *kācam*—um pedaço de vidro; *vicinvan*—procurando; *api*—embora; *divya-ratnam*—uma joia transcendental; *svāmin*—ó meu Senhor; *kṛta-arthaḥ asmi*—estou plenamente satisfeito; *varam*—nenhuma bênção; *na yāce*—não peço.", "translation": "**[Ao ser abençoado pela Suprema Personalidade de Deus, Dhruva Mahārāja disse:] \" 'Ó meu Senhor, porque eu buscava uma opulenta posição material, eu realizava rigorosos tipos de penitência e austeridade. Agora obtive a Ti, que és muito difícil de alcançar para os grandes semideuses, pessoas santas e reis. Eu procurava um pedaço de vidro, mas, em vez disso, encontrei a mais valiosa joia. Por isso, estou tão satisfeito que não desejo pedir-Te nenhuma bênção.'**", "purport": "Este verso é do Hari-bhakti-sudhodaya (7.28)."}
{"ref": "cc/madhya/22/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/43/", "verse_text": "saṁsāra bhramite kona bhāgye keha tare\n\nnadīra pravāhe yena kāṣṭha lāge tīre", "devanagari": "> সংসার ভ্রমিতে কোন ভাগ্যে কেহ তরে ।\n> নদীর প্রবাহে যেন কাষ্ঠ লাগে তীরে ॥৪৩॥", "synonyms": "*saṁsāra bhramite*—vagando por todo o universo; *kona bhāgye*—por alguma boa fortuna; *keha tare*—alguém atravessa o oceano da ignorância; *nadīra pravāhe*—na correnteza do rio; *yena*—assim como; *kāṣṭha*—madeira; *lāge*—prende-se; *tīre*—na margem.", "translation": "**\"Há ilimitadas almas condicionadas que estão privadas do serviço ao Senhor Kṛṣṇa. Não sabendo como atravessar o oceano da ignorância, elas são dispersas pelas ondas, pelo tempo e pela maré. No entanto, algumas têm a fortuna de entrar em contato com devotos, e, por meio desse contato, são libertadas do oceano da ignorância, assim como um tronco que, flutuando rio abaixo, vai parar acidentalmente na margem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/44/", "verse_text": "maivaṁ mamādhamasyāpi\n\nsyād evācyuta-darśanam\n\nhriyamāṇaḥ kāla-nadyā\n\nkvacit tarati kaścana", "devanagari": "> মৈবং মমাধমস্যাপি স্যাদেবাচ্যুতদর্শনম্ ।\n> হ্রিয়মাণঃ কালনদ্যা ক্বচিত্তরতি কশ্চন ॥৪৪॥", "synonyms": "*mā*—não; *evam*—assim; *mama*—de mim; *adhamasya*—que sou o mais caído; *api*—embora; *syāt*—pode haver; *eva*—certamente; *acyuta-darśanam*—ver a Suprema Personalidade de Deus; *hriyamāṇaḥ*—sendo carregado; *kāla-nadyā*—pela corrente do tempo; *kvacit*—às vezes; *tarati*—atravessa; *kaścana*—alguém.", "translation": "**\" 'Por ser tão caído, jamais terei a oportunidade de ver a Suprema Personalidade de Deus.' Esta era minha falsa apreensão. Pelo contrário, por acaso, uma pessoa tão caída quanto eu pode chegar a ver a Suprema Personalidade de Deus. Embora alguém seja levado pelas ondas do rio do tempo, pode finalmente alcançar a margem.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.38.5)."}
{"ref": "cc/madhya/22/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/45/", "verse_text": "kona bhāgye kāro saṁsāra kṣayonmukha haya\n\nsādhu-saṅge tabe kṛṣṇe rati upajaya", "devanagari": "> কোন ভাগ্যে কারো সংসার ক্ষয়োন্মুখ হয় ।\n> সাধুসঙ্গে তবে কৃষ্ণে রতি উপজয় ॥৪৫॥", "synonyms": "*kona bhāgye*—por fortuna; *kāro*—de alguém; *saṁsāra*—vida condicionada; *kṣaya-unmukha*—prestes a ser destruída; *haya*—está; *sādhu-saṅge*—pela associação com devotos; *tabe*—então; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *rati*—atração; *upa-jaya*—desperta.", "translation": "**\"Pela boa fortuna, a pessoa torna-se apta a atravessar o oceano da ignorância, e, quando seu período de existência material diminui, ela pode obter a oportunidade de associar-se com devotos puros. Por meio dessa associação, sua atração por Kṛṣṇa desperta.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura explica este ponto. Será essa bhāgya (fortuna) o resultado de um acidente ou de algo mais? Nas escrituras, o serviço devocional e as atividades piedosas são considerados afortunados. As atividades piedosas podem ser divididas em três categorias — as atividades piedosas que despertam a consciência de Kṛṣṇa adormecida na pessoa chamam-se bhakty-unmukhī sukṛti. As atividades piedosas que outorgam opulência material chamam-se bhogonmukhī, e as atividades piedosas que capacitam a entidade viva a fundir-se na existência do Supremo chamam-se mokṣonmukhī. Estas duas últimas recompensas das atividades piedosas não são, na verdade, afortunadas. As atividades piedosas são afortunadas quando ajudam alguém a tornar-se consciente de Kṛṣṇa. A boa fortuna de bhakty-unmukhī só é alcançável quando a pessoa entra em contato com um devoto. Ao associar-se com um devoto, querendo ou não, a pessoa avança no serviço devocional, e, assim, sua consciência de Kṛṣṇa adormecida desperta."}
{"ref": "cc/madhya/22/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/46/", "verse_text": "bhavāpavargo bhramato yadā bhavej\n\njanasya tarhy acyuta sat-samāgamaḥ\n\nsat-saṅgamo yarhi tadaiva sad-gatau\n\nparāvareśe tvayi jāyate ratiḥ", "devanagari": "> ভবাপবর্গো ভ্রমতো যদা ভবে-\n> জ্জনস্য তর্হ্যচ্যুত সৎসমাগমঃ ।\n> সৎসঙ্গমো যর্হি তদৈব সদ্গতৌ\n> পরাবরেশে ত্বয়ি জায়তে রতিঃ ॥৪৬॥", "synonyms": "*bhava-apavargaḥ*—liberação da ignorância da existência material; *bhramataḥ*—vagando; *yadā*—quando; *bhavet*—deve haver; *janasya*—de uma pessoa; *tarhi*—nesse momento; *acyuta*—ó Suprema Personalidade de Deus; *sat-samāgamaḥ*—associação com devotos; *sat-saṅgamaḥ*—associação com devotos; *yarhi*—quando; *tadā*—nesse momento; *eva*—somente; *sat-gatau*—a meta máxima da vida; *parāvareśe*—o Senhor do universo; *tvayi*—a Ti; *jāyate*—surge; *ratiḥ*—atração.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor! Ó Pessoa Suprema infalível! Quando uma pessoa que vaga pelos universos torna-se apta à liberação da existência material, ela obtém a oportunidade de associar-se com devotos. Quando se associa com devotos, sua atração por Ti desperta. Tu és a Suprema Personalidade de Deus, a meta máxima dos devotos supremos e o Senhor do universo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.51.53)."}
{"ref": "cc/madhya/22/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/47/", "verse_text": "kṛṣṇa yadi kṛpā kare kona bhāgyavāne\n\nguru-antaryāmi-rūpe śikhāya āpane", "devanagari": "> কৃষ্ণ যদি কৃপা করে কোন ভাগ্যবানে ।\n> গুরু-অন্তর্যামি-রূপে শিখায় আপনে ॥৪৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—se; *kṛpā kare*—mostra Sua misericórdia; *kona bhāgyavāne*—a alguma pessoa afortunada; *guru*—do mestre espiritual; *antaryāmi*—da Superalma; *rūpe*—sob a forma; *śikhāya*—ensina; *āpane*—pessoalmente.", "translation": "**\"Kṛṣṇa está situado no coração de todos como caitya-guru, o mestre espiritual interior. Quando Ele é bondoso com alguma afortunada alma condicionada, Ele pessoalmente lhe dá lições para progredir no serviço devocional, instruindo a pessoa como a Superalma interior e como o mestre espiritual exterior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/48/", "verse_text": "naivopayanty apacitiṁ kavayas taveśa\n\nbrahmāyuṣāpi kṛtam ṛddha-mudaḥ smarantaḥ\n\nyo 'ntar bahis tanu-bhṛtām aśubhaṁ vidhunvann\n\nācārya-caittya-vapuṣā sva-gatiṁ vyanakti", "devanagari": "> নৈবোপযন্ত্যপচিতিং কবয়স্তবেশ\n> ব্রহ্মায়ুষাপি কৃতমৃদ্ধমুদঃ স্মরন্তঃ ।\n> যোঽন্তর্বহিস্তনুভৃতামশুভং বিধুন্ব-\n> ন্নাচার্যচৈত্ত্যবপুষা স্বগতিং ব্যনক্তি ॥৪৮॥", "synonyms": "*na eva*—de modo algum; *upayanti*—são capazes de expressar; *apacitim*—sua gratidão; *kavayaḥ*—devotos eruditos; *tava*—Tua; *īśa*—ó Senhor; *brahma-āyuṣā*—com um tempo de vida igual ao do Senhor Brahmā; *api*—apesar de; *kṛtam*—obra magnânima; *ṛddha*—aumentada; *mudaḥ*—alegria; *smarantaḥ*—lembrando; *yaḥ*—que; *antaḥ*—dentro; *bahiḥ*—fora; *tanu-bhṛtām*—daqueles que são corporificados; *aśubham*—infortúnio; *vidhunvan*—dissipando; *ācārya*—do mestre espiritual; *caittya*—da Superalma; *vapuṣā*—pelas formas; *sva*—próprio; *gatim*—caminho; *vyanakti*—mostra.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor! Os poetas transcendentais e os peritos na ciência espiritual não poderiam expressar plenamente seu reconhecimento para conTigo, ainda que fossem dotados do prolongado tempo de vida de Brahmā, pois Tu apareces sob dois aspectos — externamente como o ācārya e internamente como a Superalma — para libertar o ser vivo corporificado, orientando-o sobre como vir a Ti.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.29.6). Foi falado por Uddhava depois que ele fora instruído no yoga por Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/22/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/49/", "verse_text": "sādhu-saṅge kṛṣṇa-bhaktye śraddhā yadi haya\n\nbhakti-phala 'prema' haya, saṁsāra yāya kṣaya", "devanagari": "> সাধুসঙ্গে কৃষ্ণভক্ত্যে শ্রদ্ধা যদি হয় ।\n> ভক্তিফল ‘প্রেম’ হয়, সংসার যায় ক্ষয় ॥৪৯॥", "synonyms": "*sādhu-saṅge*—pela associação com devotos; *kṛṣṇa-bhaktye*—na prática do serviço devocional a Kṛṣṇa; *śraddhā*—fé; *yadi*—se; *haya*—há; *bhakti-phala*—o resultado do serviço devocional a Kṛṣṇa; *prema*—amor a Deus; *haya*—desperta; *saṁsāra*—a vida condicionada na existência material; *yāya kṣaya*—é vencida.", "translation": "**\"Ao associar-se com um devoto, a pessoa desperta sua fé no serviço devocional a Kṛṣṇa. Em consequência do serviço devocional, seu amor adormecido por Kṛṣṇa desperta e, dessa forma, sua existência material e condicional chega ao fim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/50/", "verse_text": "yadṛcchayā mat-kathādau\n\njāta-śraddhas tu yaḥ pumān\n\nna nirviṇṇo nātisakto\n\nbhakti-yogo 'sya siddhidaḥ", "devanagari": "> যদৃচ্ছয়া মৎকথাদৌ জাতশ্রদ্ধস্তু যঃ পুমান্ ।\n> ন নির্বিণ্ণো নাতিসক্তো ভক্তিযোগোঽস্য সিদ্ধিদঃ ॥৫০॥", "synonyms": "*yadṛcchayā*—por alguma boa fortuna; *mat-kathā-ādau*—em conversas a Meu respeito; *jāta-śraddhaḥ*—despertou sua atração; *tu*—mas; *yaḥ pumān*—uma pessoa que; *na nirviṇṇaḥ*—não falsamente desapegada; *na atisaktaḥ*—não apegada à existência material; *bhakti-yogaḥ*—o processo do serviço devocional; *asya*—para tal pessoa; *siddhi-daḥ*—outorgando a perfeição.", "translation": "**\" 'De um modo ou de outro, se alguém se sente atraído por conversas a Meu respeito e tem fé nas instruções que estabeleci no *Bhagavad-gītā*, e se está de fato desapegado das coisas materiais e da existência material, seu amor adormecido por Mim será despertado pelo serviço devocional.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.20.8) foi falado por Kṛṣṇa na ocasião de Sua partida deste mundo material. Foi dirigido a Uddhava."}
{"ref": "cc/madhya/22/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/51/", "verse_text": "mahat-kṛpā vinā kona karme 'bhakti' naya\n\nkṛṣṇa-bhakti dūre rahu, saṁsāra nahe kṣaya", "devanagari": "> মহৎ-কৃপা বিনা কোন কর্মে ‘ভক্তি’ নয় ।\n> কৃষ্ণভক্তি দূরে রহু, সংসার নহে ক্ষয় ॥৫১॥", "synonyms": "*mahat-kṛpā*—a misericórdia dos grandes devotos; *vinā*—sem; *kona karme*—por alguma outra atividade; *bhakti naya*—não há serviço devocional; *kṛṣṇa-bhakti*—amor a Kṛṣṇa ou serviço devocional a Kṛṣṇa; *dūre rahu*—deixando de lado; *saṁsāra*—o cativeiro da existência material; *nahe*—não há; *kṣaya*—destruição.", "translation": "**\"A menos que seja favorecida por um devoto puro, a pessoa não pode alcançar a plataforma do serviço devocional. Para não falar de kṛṣṇa-bhakti, ela não pode sequer livrar-se do cativeiro da existência material.**", "purport": "As atividades piedosas trazem opulência material, mas ninguém pode adquirir o serviço devocional por nenhuma quantidade de atividade piedosa material, nem por dar caridade, abrir grandes hospitais e escolas, ou trabalhar filantropicamente. O serviço devocional só pode ser alcançado pela misericórdia de um devoto puro. Sem a misericórdia de um devoto puro, a pessoa não pode sequer escapar do cativeiro da existência material. A palavra mahat neste verso significa \"um devoto puro\". Como se confirma no *Bhagavad-gītā*:\n\nmahātmānas tu māṁ pārtha\n\ndaivīṁ prakṛtim āśritāḥ\n\nbhajanty ananya-manaso\n\njñātvā bhūtādim avyayam\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que não se iludem, as grandes almas, estão sob a proteção da natureza divina. Eles se ocupam plenamente no serviço devocional porque Me conhecem como a Suprema Personalidade de Deus, original e inesgotável.\" (Bg. 9.13)\n\nA pessoa também tem de associar-se com um mahātmā assim, que aceitou Kṛṣṇa como a fonte suprema de toda a criação. Sem ser um mahātmā, ninguém pode compreender a posição absoluta de Kṛṣṇa. Um mahātmā é raro e transcendental, e é um devoto puro do Senhor Kṛṣṇa. As pessoas tolas consideram Kṛṣṇa um ser humano, e também consideram o devoto puro do Senhor Kṛṣṇa um ser humano comum. Seja qual for a condição da pessoa, ela deve abrigar-se aos pés de lótus de um devoto mahātmā e tratá-lo como o mais excelso benquerente de toda a sociedade humana. Devemos abrigar-nos em tal mahātmā e pedir-lhe sua misericórdia imotivada. Somente por sua bênção a pessoa pode livrar-se do apego a um modo de vida materialista. Quando assim se liberta, ela pode ocupar-se no serviço amoroso transcendental ao Senhor por meio da misericórdia do mahātmā."}
{"ref": "cc/madhya/22/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/52/", "verse_text": "rahūgaṇaitat tapasā na yāti\n\nna cejyayā nirvapaṇād gṛhād vā\n\nna cchandasā naiva jalāgni-sūryair\n\nvinā mahat-pāda-rajo-'bhiṣekam", "devanagari": "> রহূগণৈতত্তপসা ন যাতি\n> ন চেজ্যয়া নির্বপণাদ্গৃহাদ্বা ।\n> ন চ্ছন্দসা নৈব জলাগ্নিসূর্যৈ-\n> র্বিনা মহৎপাদরজোঽভিষেকম্ ॥৫২॥", "synonyms": "*rahūgaṇa*—ó rei Rahūgaṇa; *etat*—isto; *tapasā*—por rigorosas austeridades e penitências; *na yāti*—não se obtém; *na*—nem; *ca*—também; *ijyayā*—por adoração suntuosa; *nirvapaṇāt*—pela ordem de vida renunciada; *gṛhāt*—por sacrifícios enquanto se vive no lar; *vā*—ou; *na chandasā*—nem pelo estudo erudito dos Vedas; *na*—nem; *eva*—certamente; *jala-agni-sūryaiḥ*—por aqueles que adoram a água, o fogo ou a luz solar escaldante; *vinā*—sem; *mahat-pāda-rajaḥ*—da poeira dos pés de lótus de um mahātmā; *abhiṣekam*—a aspersão.", "translation": "**\" 'Ó rei Rahūgaṇa, sem tomar sobre a própria cabeça a poeira dos pés de lótus de um devoto puro [um mahājana ou mahātmā], ninguém pode alcançar o serviço devocional. Não é possível alcançar o serviço devocional simplesmente submetendo-se a rigorosas austeridades e penitências, adorando suntuosamente a Deidade ou seguindo estritamente as regras e regulações da ordem sannyāsa ou gṛhastha, nem estudando os *Vedas*, submergindo-se na água ou expondo-se ao fogo ou à luz solar escaldante.'**", "purport": "Este verso aparece no *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.12.12). Aqui, Jaḍa Bharata explica ao rei Rahūgaṇa como ele alcançou o estágio de paramahaṁsa. Mahārāja Rahūgaṇa, o rei de Sindhu-sauvīra, perguntara a Jaḍa Bharata como ele atingira o estágio de paramahaṁsa. O rei o chamara para carregar seu palanquim, mas, quando ouviu do paramahaṁsa Jaḍa Bharata sobre a filosofia suprema, manifestou surpresa e perguntou a Jaḍa Bharata como ele alcançara tão grande liberação. Naquele momento, Jaḍa Bharata informou ao rei como tornar-se desapegado da atração material."}
{"ref": "cc/madhya/22/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/53/", "verse_text": "naiṣāṁ matis tāvad urukramāṅghriṁ\n\nspṛśaty anarthāpagamo yad-arthaḥ\n\nmahīyasāṁ pāda-rajo-'bhiṣekaṁ\n\nniṣkiñcanānāṁ na vṛṇīta yāvat", "devanagari": "> নৈষাং মতিস্তাবদুরুক্রমাঙ্ঘ্রিং\n> স্পৃশত্যনর্থাপগমো যদর্থঃ ।\n> মহীয়সাং পাদরজোঽভিষেকং\n> নিষ্কিঞ্চনানাং ন বৃণীত যাবৎ ॥৫৩॥", "synonyms": "*na*—não; *eṣām*—daqueles que estão apegados à vida familiar; *matiḥ*—o interesse; *tāvat*—por todo esse tempo; *urukrama-aṅghrim*—os pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus, a quem se creditam atividades incomuns; *spṛśati*—toca; *anartha*—de coisas indesejáveis; *apagamaḥ*—vencer; *yat*—de que; *arthaḥ*—resultado; *mahīyasām*—das grandes personalidades, os devotos; *pāda-rajaḥ*—da poeira dos pés de lótus; *abhiṣekam*—aspersão sobre a cabeça; *niṣkiñcanānām*—que estão completamente desapegados das posses materiais; *na vṛṇīta*—não faz; *yāvat*—enquanto.", "translation": "**\" 'A menos que a sociedade humana aceite a poeira dos pés de lótus dos grandes mahātmās — devotos que nada têm a ver com posses materiais —, a humanidade não pode voltar sua atenção para os pés de lótus de Kṛṣṇa. Esses pés de lótus vencem todas as indesejáveis e miseráveis condições da vida material.'**", "purport": "Este verso aparece no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.32). Quando o grande sábio Nārada dava instruções a Mahārāja Yudhiṣṭhira, ele narrou as atividades de Prahlāda Mahārāja. Este verso foi falado por Prahlāda Mahārāja a seu pai, Hiraṇyakaśipu, o rei dos demônios. Prahlāda Mahārāja informou a seu pai sobre os nove processos básicos do bhakti-yoga. Quem quer que adote esses processos deve ser considerado um erudito altamente instruído. Hiraṇyakaśipu, contudo, não gostava que seu filho falasse sobre o serviço devocional; por isso, chamou imediatamente seu professor, Ṣaṇḍāmarka. O professor explicou que ele não ensinava o serviço devocional a Prahlāda, mas que o menino tinha naturalmente essa inclinação. Naquele momento, Hiraṇyakaśipu ficou muito irado e perguntou a Prahlāda por que ele se tornara um vaiṣṇava. Em resposta a essa pergunta, Prahlāda Mahārāja recitou este verso, no sentido de que ninguém pode tornar-se devoto do Senhor sem receber a misericórdia e as bênçãos de outro devoto."}
{"ref": "cc/madhya/22/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/54/", "verse_text": "'sādhu-saṅga', 'sādhu-saṅga'--sarva-śāstre kaya\n\nlava-mātra sādhu-saṅge sarva-siddhi haya", "devanagari": "> ‘সাধুসঙ্গ’, ‘সাধুসঙ্গ’ — সর্বশাস্ত্রে কয় ।\n> লবমাত্র সাধুসঙ্গে সর্বসিদ্ধি হয় ॥৫৪॥", "synonyms": "*sādhu-saṅga sādhu-saṅga*—associação com devotos puros; *sarva-śāstre*—todas as escrituras reveladas; *kaya*—dizem; *lava-mātra*—mesmo por um instante; *sādhu-saṅge*—pela associação com um devoto; *sarva-siddhi*—todo o êxito; *haya*—há.", "translation": "**\"O veredito de todas as escrituras reveladas é que, mesmo por um instante de associação com um devoto puro, a pessoa pode alcançar todo o êxito.**", "purport": "Segundo cálculos astronômicos, lava corresponde a um décimo primeiro de segundo."}
{"ref": "cc/madhya/22/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/55/", "verse_text": "tulayāma lavenāpi\n\nna svargaṁ nāpunar-bhavam\n\nbhagavat-saṅgi-saṅgasya\n\nmartyānāṁ kimutāśiṣaḥ", "devanagari": "> তুলয়াম লবেনাপি ন স্বর্গং নাপুনর্ভবম্ ।\n> ভগবৎসঙ্গিসঙ্গস্য মর্ত্যানাং কিমুতাশিষঃ ॥৫৫॥", "synonyms": "*tulayāma*—igualamos; *lavena*—com um instante; *api*—mesmo; *na*—não; *svargam*—planetas celestiais; *na*—nem; *apunaḥ-bhavam*—fusão na existência do Supremo; *bhagavat-saṅgi-saṅgasya*—da associação de devotos que estão sempre associados à Suprema Personalidade de Deus; *martyānām*—de pessoas destinadas a morrer; *kim uta*—o que; *āśiṣaḥ*—as bênçãos.", "translation": "**\" 'O valor de um instante de associação com um devoto do Senhor não pode sequer ser comparado à conquista de planetas celestiais ou à liberação da matéria, e o que dizer das bênçãos mundanas sob a forma de prosperidade material, as quais se destinam àqueles que estão fadados à morte.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.18.13). Este verso refere-se aos ritos e sacrifícios Védicos realizados pelos grandes sábios de Naimiṣāraṇya, chefiados por Śaunaka Ṛṣi. Os sábios destacaram que a associação com um devoto, mesmo por menos de um segundo, está além de qualquer comparação com mil rituais e sacrifícios Védicos, com a elevação aos planetas celestiais ou com a fusão na existência do Supremo."}
{"ref": "cc/madhya/22/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/56/", "verse_text": "kṛṣṇa kṛpālu arjunere lakṣya kariyā\n\njagatere rākhiyāchena upadeśa diyā", "devanagari": "> কৃষ্ণ কৃপালু অর্জুনেরে লক্ষ্য করিয়া ।\n> জগতেরে রাখিয়াছেন উপদেশ দিয়া ॥৫৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛpālu*—misericordioso; *arjunere*—Arjuna; *lakṣya kariyā*—visando; *jagatere*—o mundo inteiro; *rākhiyāchena*—protegeu; *upadeśa diyā*—dando instruções.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é tão misericordioso que, simplesmente por dirigir Suas instruções a Arjuna, concedeu proteção ao mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/57-58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/57-58/", "verse_text": "sarva-guhyatamaṁ bhūyaḥ\n\nśṛṇu me paramaṁ vacaḥ\n\niṣṭo 'si me dṛḍham iti\n\ntato vakṣyāmi te hitam\n\nman-manā bhava mad-bhakto\n\nmad-yājī māṁ namaskuru\n\nmām evaiṣyasi satyaṁ te\n\npratijāne priyo 'si me", "devanagari": "> সর্বগুহ্যতমং ভূয়ঃ শৃণু মে পরমং বচঃ ।\n> ইষ্টোঽসি মে দৃঢ়মিতি ততো বক্ষ্যামি তে হিতম্ ॥৫৭॥\n> মন্মনা ভব মদ্ভক্তো মদ্যাজী মাং নমস্কুরু ।\n> মামেবৈষ্যসি সত্যং তে প্রতিজানে প্রিয়োঽসি মে ॥৫৮॥", "synonyms": "*sarva-guhya-tamam*—o mais confidencial de tudo; *bhūyaḥ*—novamente; *śṛṇu*—ouve; *me*—Minha; *paramam vacaḥ*—instrução suprema; *iṣṭaḥ*—amado; *asi*—és; *me*—Meu; *dṛḍham iti*—muito firmemente; *tataḥ*—portanto; *vakṣyāmi*—falarei; *te*—a ti; *hitam*—palavras de bênção; *mat-manāḥ*—cuja mente está sempre em Mim; *bhava*—torna-te; *mat-bhaktaḥ*—Meu devoto; *mat-yājī*—Meu adorador; *mām*—a Mim; *namaskuru*—presta reverências; *mām eva*—somente a Mim; *eṣyasi*—virás; *satyam*—verdadeiramente; *te*—a ti; *pratijāne*—prometo; *priyaḥ asi*—és querido; *me*—Meu.", "translation": "**\" 'Porque és Meu amigo muito querido, falo-te a parte mais confidencial do conhecimento. Ouve isto de Mim, pois é para o teu benefício. Pensa sempre em Mim e torna-te Meu devoto, adora-Me e presta-Me reverências. Assim, virás a Mim sem falta. Prometo-te isto porque és Meu amigo muito querido.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (18.64-65)."}
{"ref": "cc/madhya/22/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/59/", "verse_text": "pūrva ājñā,--veda-dharma, karma, yoga, jñāna\n\nsaba sādhi' śeṣe ei ājñā--balavān", "devanagari": "> পূর্ব আজ্ঞা, — বেদ-ধর্ম, কর্ম, যোগ, জ্ঞান ।\n> সব সাধি’ শেষে এই আজ্ঞা — বলবান্ ॥৫৯॥", "synonyms": "*pūrva ājñā*—ordens anteriores; *veda-dharma*—realização de cerimônias ritualísticas Védicas; *karma*—atividades fruitivas; *yoga*—prática do yoga místico; *jñāna*—conhecimento especulativo; *saba sādhi'*—executando todos esses processos; *śeṣe*—no final; *ei ājñā*—esta ordem; *balavān*—poderosa.", "translation": "**\"Embora Kṛṣṇa tenha explicado anteriormente a competência de executar rituais Védicos, de realizar atividades fruitivas conforme prescrito nos *Vedas*, de praticar o yoga e de cultivar o jñāna, estas últimas instruções são as mais poderosas e estão acima de todas as demais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/60/", "verse_text": "ei ājñā-bale bhaktera 'śraddhā' yadi haya\n\nsarva-karma tyāga kari' se kṛṣṇa bhajaya", "devanagari": "> এই আজ্ঞাবলে ভক্তের ‘শ্রদ্ধা’ যদি হয় ।\n> সর্বকর্ম ত্যাগ করি’ সে কৃষ্ণ ভজয় ॥৬০॥", "synonyms": "*ei ājñā-bale*—com base nesta ordem suprema da Suprema Personalidade de Deus; *bhaktera*—dos devotos; *śraddhā*—fé; *yadi*—se; *haya*—há; *sarva-karma*—todas as outras atividades, materiais e espirituais; *tyāga kari'*—pondo de lado; *se*—ele; *kṛṣṇa bhajaya*—serve ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Se o devoto tiver fé na força desta ordem, ele adora ao Senhor Kṛṣṇa e abandona todas as outras atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/61/", "verse_text": "tāvat karmāṇi kurvīta\n\nna nirvidyeta yāvatā\n\nmat-kathā-śravaṇādau vā\n\nśraddhā yāvan na jāyate", "devanagari": "> তাবৎ কর্মাণি কুর্বীত ন নির্বিদ্যেত যাবতা ।\n> মৎকথাশ্রবণাদৌ বা শ্রদ্ধা যাবন্ন জায়তে ॥৬১॥", "synonyms": "*tāvat*—até esse momento; *karmāṇi*—atividades fruitivas; *kurvīta*—deve-se executar; *na nirvidyeta*—não está saciada; *yāvatā*—enquanto; *mat-kathā*—de discursos sobre Mim; *śravaṇa-ādau*—na questão de śravaṇam, kīrtanam e assim por diante; *vā*—ou; *śraddhā*—fé; *yāvat*—enquanto; *na*—não; *jāyate*—é despertada.", "translation": "**\" 'Enquanto a pessoa não estiver saciada da atividade fruitiva e não houver despertado seu gosto pelo serviço devocional por meio de śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoh, ela terá de agir de acordo com os princípios reguladores dos preceitos Védicos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.20.9)."}
{"ref": "cc/madhya/22/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/62/", "verse_text": "'śraddhā'-śabde--viśvāsa kahe sudṛḍha niścaya\n\nkṛṣṇe bhakti kaile sarva-karma kṛta haya", "devanagari": "> ‘শ্রদ্ধা’-শব্দে — বিশ্বাস কহে সুদৃঢ় নিশ্চয় ।\n> কৃষ্ণে ভক্তি কৈলে সর্বকর্ম কৃত হয় ॥৬২॥", "synonyms": "*śraddhā-śabde*—pela palavra śraddhā; *viśvāsa*—fé; *kahe*—diz-se; *sudṛḍha*—firme; *niścaya*—certeza; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *bhakti*—serviço devocional; *kaile*—ao executar; *sarva-karma*—todas as atividades; *kṛta*—completadas; *haya*—estão.", "translation": "**\"Ao prestar serviço transcendental amoroso a Kṛṣṇa, a pessoa realiza automaticamente todas as atividades subsidiárias. Essa fé confiante e firme, favorável ao desempenho do serviço devocional, chama-se śraddhā.**", "purport": "Fé e confiança firmes chamam-se śraddhā. Quando alguém se ocupa no serviço devocional ao Senhor, deve-se compreender que ele cumpriu todas as suas responsabilidades no mundo material. Ele satisfez seus antepassados, as entidades vivas comuns e os semideuses, estando livre de toda responsabilidade. Tal pessoa não precisa cumprir suas responsabilidades separadamente. Isso se faz automaticamente. A atividade fruitiva (karma) destina-se a satisfazer os sentidos da alma condicionada. No entanto, quando alguém desperta para a consciência de Kṛṣṇa, não precisa trabalhar separadamente em prol de atividades piedosas. A melhor conquista de toda atividade fruitiva é o desapego da vida material, e esse desapego é desfrutado espontaneamente pelo devoto firmemente ocupado no serviço ao Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/22/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/63/", "verse_text": "yathā taror mūla-niṣecanena\n\ntṛpyanti tat-skandha-bhujopaśākhāḥ\n\nprāṇopahārāc ca yathendriyāṇāṁ\n\ntathaiva sarvārhaṇam acyutejyā", "devanagari": "> যথা তরোর্মূলনিষেচনেন\n> তৃপ্যন্তি তৎস্কন্ধভুজোপশাখাঃ ।\n> প্রাণোপহারাচ্চ যথেন্দ্রিয়াণাং\n> তথৈব সর্বার্হণমচ্যুতেজ্যা ॥৬৩॥", "synonyms": "*yathā*—como; *taroḥ*—de uma árvore; *mūla*—à raiz; *niṣecanena*—regando com água; *tṛpyanti*—ficam satisfeitos; *tat*—da árvore; *skandha*—tronco; *bhuja*—galhos; *upaśākhāḥ*—ramos secundários; *prāṇa*—à força vital; *upahārāt*—de oferecer alimento; *ca*—também; *yathā*—como; *indriyāṇām*—de todos os sentidos; *tathā*—de modo semelhante; *eva*—de fato; *sarva*—de todos; *arhaṇam*—adoração; *acyuta*—da Suprema Personalidade de Deus; *ijyā*—adoração.", "translation": "**\" 'Ao regar a raiz de uma árvore, a pessoa automaticamente satisfaz o tronco, os galhos e os ramos. De modo semelhante, ao suprir alimento ao estômago, onde ele nutre o ar vital, satisfazem-se todos os sentidos. Da mesma forma, ao adorar a Kṛṣṇa e prestar-Lhe serviço, a pessoa automaticamente satisfaz todos os semideuses.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (4.31.14)."}
{"ref": "cc/madhya/22/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/64/", "verse_text": "śraddhāvān jana haya bhakti-adhikārī\n\n'uttama', 'madhyama', 'kaniṣṭha'--śraddhā-anusārī", "devanagari": "> শ্রদ্ধাবান্ জন হয় ভক্তি-অধিকারী ।\n> ‘উত্তম,’ ‘মধ্যম’, ‘কনিষ্ঠ’ — শ্রদ্ধা-অনুসারী ॥৬৪॥", "synonyms": "*śraddhāvān jana*—uma pessoa com fé; *haya*—é; *bhakti-adhikārī*—apta a desempenhar o serviço transcendental amoroso ao Senhor; *uttama*—de primeira classe; *madhyama*—intermediário; *kaniṣṭha*—a classe mais baixa; *śraddhā-anusārī*—de acordo com a proporção de fé.", "translation": "**\"O devoto fiel é um candidato verdadeiramente apto ao serviço amoroso ao Senhor. Conforme sua fé, a pessoa classifica-se como devoto de primeira classe, devoto intermediário ou devoto inferior.**", "purport": "A palavra śraddhāvān (fiel) significa compreender que Kṛṣṇa é o summum bonum, a verdade eterna e a transcendência absoluta. Se alguém tem plena fé em Kṛṣṇa e confiança Nele, torna-se apto a desempenhar o serviço devocional confidencialmente. Conforme sua fé, a pessoa é um devoto de primeira classe, intermediário ou inferior."}
{"ref": "cc/madhya/22/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/65/", "verse_text": "śāstra-yuktye sunipuṇa, dṛḍha-śraddhā yāṅra\n\n'uttama-adhikārī' sei tāraye saṁsāra", "devanagari": "> শাস্ত্রযুক্ত্যে সুনিপুণ, দৃঢ়শ্রদ্ধা যাঁর ।\n> ‘উত্তম-অধিকারী’ সেই তারয়ে সংসার ॥৬৫॥", "synonyms": "*śāstra-yuktye*—em argumentação e lógica; *su-nipuṇa*—muito perito; *dṛḍha-śraddhā*—fé e confiança firmes em Kṛṣṇa; *yāṅra*—cuja; *uttama-adhikārī*—o devoto de primeira classe; *sei*—ele; *tāraye saṁsāra*—pode libertar o mundo inteiro.", "translation": "**\"Aquele que é perito em lógica, argumentação e nas escrituras reveladas, e que tem fé firme em Kṛṣṇa, classifica-se como devoto de primeira classe. Ele pode libertar o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/66/", "verse_text": "śāstre yuktau ca nipuṇaḥ\n\nsarvathā dṛḍha-niścayaḥ\n\nprauḍha-śraddho 'dhikārī yaḥ\n\nsa bhaktāv uttamo mataḥ", "devanagari": "> শাস্ত্রে যুক্তৌ চ নিপুণঃ সর্বথা দৃঢ়নিশ্চয়ঃ ।\n> প্রৌঢ়শ্রদ্ধোঽধিকারী যঃ স ভক্তাবুত্তমো মতঃ ॥৬৬॥", "synonyms": "*śāstre*—nas escrituras reveladas; *yuktau*—em lógica; *ca*—também; *nipuṇaḥ*—perito; *sarvathā*—em todos os aspectos; *dṛḍha-niścayaḥ*—que está firmemente convicto; *prauḍha*—profunda; *śraddhaḥ*—que tem fé; *adhikārī*—apto; *yaḥ*—quem; *saḥ*—ele; *bhaktau*—no serviço devocional; *uttamaḥ*—o mais elevado; *mataḥ*—é considerado.", "translation": "**\" 'Aquele que é perito em lógica e na compreensão das escrituras reveladas, e que sempre tem firme convicção e fé profunda que não é cega, deve ser considerado um devoto de primeira classe no serviço devocional.'**", "purport": "Este verso aparece no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.17), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/22/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/67/", "verse_text": "śāstra-yukti nāhi jāne dṛḍha, śraddhāvān\n\n'madhyama-adhikārī' sei mahā-bhāgyavān", "devanagari": "> শাস্ত্র-যুক্তি নাহি জানে দৃঢ়, শ্রদ্ধাবান্ ।\n> ‘মধ্যম-অধিকারী’ সেই মহা-ভাগ্যবান্ ॥৬৭॥", "synonyms": "*śāstra-yukti*—argumentos lógicos com base na escritura revelada; *nāhi*—não; *jāne*—conhece; *dṛḍha*—firmemente; *śraddhāvān*—fiel; *madhyama-adhikārī*—devoto de segunda classe; *sei*—ele; *mahā-bhāgyavān*—muito afortunado.", "translation": "**\"Aquele que não é muito perito em argumentação e lógica baseadas nas escrituras reveladas, mas que tem fé firme, é considerado um devoto de segunda classe. Ele também deve ser considerado muito afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/68/", "verse_text": "yaḥ śāstrādiṣv anipuṇaḥ\n\nśraddhāvān sa tu madhyamaḥ", "devanagari": "> যঃ শাস্ত্রাদিষ্বনিপুণঃ শ্রদ্ধাবান্ স তু মধ্যমঃ ॥৬৮॥", "synonyms": "*yaḥ*—qualquer pessoa que; *śāstra-ādiṣu*—nas escrituras reveladas; *anipuṇaḥ*—não muito perita; *śraddhāvān*—cheia de fé; *saḥ*—ela; *tu*—certamente; *madhyamaḥ*—devoto de segunda classe ou intermediário.", "translation": "**\" 'Aquele que não conhece muito bem a argumentação das escrituras, mas que tem fé firme, é chamado de devoto intermediário ou de segunda classe.'**", "purport": "Este verso aparece no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.18)."}
{"ref": "cc/madhya/22/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/69/", "verse_text": "yāhāra komala śraddhā, se 'kaniṣṭha' jana\n\nkrame krame teṅho bhakta ha-ibe 'uttama'", "devanagari": "> যাহার কোমল শ্রদ্ধা, সে ‘কনিষ্ঠ’ জন ।\n> ক্রমে ক্রমে তেঁহো ভক্ত হইবে ‘উত্তম’ ॥৬৯॥", "synonyms": "*yāhāra*—cuja; *komala śraddhā*—fé branda; *se*—tal pessoa; *kaniṣṭha jana*—um devoto neófito; *krame krame*—por uma progressão gradual; *teṅho*—ele; *bhakta*—devoto; *ha-ibe*—tornar-se-á; *uttama*—de primeira classe.", "translation": "**\"Aquele cuja fé é branda e maleável é chamado de neófito, mas, seguindo gradualmente o processo, ele se elevará à plataforma de devoto de primeira classe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/70/", "verse_text": "yo bhavet komala-śraddhaḥ\n\nsa kaniṣṭho nigadyate", "devanagari": "> যো ভবেৎ কোমলশ্রদ্ধঃ স কনিষ্ঠো নিগদ্যতে ॥৭০॥", "synonyms": "*yaḥ*—qualquer pessoa que; *bhavet*—possa ser; *komala*—branda; *śraddhaḥ*—tendo fé; *saḥ*—tal pessoa; *kaniṣṭhaḥ*—devoto neófito; *nigadyate*—diz-se ser.", "translation": "**\" 'Aquele cuja fé não é muito forte, que está apenas começando, deve ser considerado um devoto neófito.'**", "purport": "Este verso também aparece no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.19)."}
{"ref": "cc/madhya/22/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/71/", "verse_text": "rati-prema-tāratamye bhakta--tara-tama\n\nekādaśa skandhe tāra kariyāche lakṣaṇa", "devanagari": "> রতি-প্রেম-তারতম্যে ভক্ত — তর-তম ।\n> একাদশ স্কন্ধে তার করিয়াছে লক্ষণ ॥৭১॥", "synonyms": "*rati*—de apego; *prema*—e amor; *tāratamye*—por comparação; *bhakta*—devoto; *tara-tama*—superior e superlativo; *ekādaśa skandhe*—no Décimo Primeiro Canto do Śrīmad-Bhāgavatam; *tāra*—dele; *kariyāche*—fez; *lakṣaṇa*—sintomas.", "translation": "**\"Um devoto é considerado superlativo e superior de acordo com seu apego e amor. No Décimo Primeiro Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*, foram determinados os seguintes sintomas.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirmou que, se alguém desenvolveu fé na consciência de Kṛṣṇa, deve ser considerado um candidato apto a avançar ainda mais na consciência de Kṛṣṇa. Aqueles que têm fé dividem-se em três categorias: uttama, madhyama e kaniṣṭha (primeira classe, segunda classe e neófito). Um devoto de primeira classe tem firme convicção nas escrituras reveladas e é perito em argumentar segundo os śāstras. Está firmemente convicto da ciência da consciência de Kṛṣṇa. O madhyama-adhikārī, ou devoto de segunda classe, tem firme convicção na consciência de Kṛṣṇa, mas não consegue sustentar sua convicção citando referências śāstricas. O devoto neófito ainda não tem fé firme. Dessa maneira, classificam-se os devotos.\n\nO critério de devoção também se categoriza da mesma forma. Um neófito acredita que somente o amor a Kṛṣṇa ou a consciência de Kṛṣṇa é muito bom, mas pode não conhecer a base da consciência pura de Kṛṣṇa nem como alguém pode tornar-se um devoto perfeito. Às vezes, no coração de um neófito, há atração pelo karma, pelo jñāna ou pelo yoga. Quando ele se torna livre e transcendental à atividade devocional mista, torna-se um devoto de segunda classe. Quando se torna perito em lógica e pode referir-se aos śāstras, torna-se um devoto de primeira classe. Os devotos também são descritos como positivos, comparativos e superlativos, em termos de seu amor e apego a Kṛṣṇa.\n\nDeve-se compreender que um madhyama-adhikārī, um devoto de segunda classe, está plenamente convicto da consciência de Kṛṣṇa, mas não consegue sustentar suas convicções com referência śāstrica. Um neófito pode cair em consequência de associar-se com não-devotos, porque não está firmemente convicto nem fortemente situado. O devoto de segunda classe, embora não consiga sustentar sua posição com referência śāstrica, pode gradualmente tornar-se um devoto de primeira classe estudando os śāstras e associando-se com um devoto de primeira classe. Contudo, se o devoto de segunda classe não avançar associando-se com um devoto de primeira classe, não faz progresso algum. Não há possibilidade de que um devoto de primeira classe caia, ainda que se misture com não-devotos para pregar. A convicção e a fé aumentam gradualmente até tornar alguém um uttama-adhikārī, um devoto de primeira classe."}
{"ref": "cc/madhya/22/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/72/", "verse_text": "sarva-bhūteṣu yaḥ paśyed\n\nbhagavad-bhāvam ātmanaḥ\n\nbhūtāni bhagavaty ātmany\n\neṣa bhāgavatottamaḥ", "devanagari": "> সর্বভূতেষু যঃ পশ্যেদ্ভগবদ্ভাবমাত্মনঃ ।\n> ভূতানি ভগবত্যাত্মন্যেষ ভাগবতোত্তমঃ ॥৭২॥", "synonyms": "*sarva-bhūteṣu*—em todos os objetos (na matéria, no espírito e nas combinações de matéria e espírito); *yaḥ*—qualquer pessoa que; *paśyet*—vê; *bhagavat-bhāvam*—a capacidade de ocupar-se no serviço do Senhor; *ātmanaḥ*—da suprema alma espiritual ou da transcendência além da concepção material da vida; *bhūtāni*—todos os seres; *bhagavati*—na Suprema Personalidade de Deus; *ātmani*—o princípio básico de toda a existência; *eṣaḥ*—esta; *bhāgavata-uttamaḥ*—uma pessoa avançada no serviço devocional.", "translation": "**\" 'Uma pessoa avançada no serviço devocional vê dentro de tudo a alma das almas, a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa. Em consequência, ela sempre vê a forma da Suprema Personalidade de Deus como a causa de todas as causas e compreende que todas as coisas estão situadas Nele.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.45)."}
{"ref": "cc/madhya/22/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/73/", "verse_text": "īśvare tad-adhīneṣu\n\nbāliśeṣu dviṣatsu ca\n\nprema-maitrī-kṛpopekṣā\n\nyaḥ karoti sa madhyamaḥ", "devanagari": "> ঈশ্বরে তদধীনেষু বালিশেষু দ্বিষৎসু চ ।\n> প্রেম-মৈত্রী-কৃপোপেক্ষা যঃ করোতি স মধ্যমঃ ॥৭৩॥", "synonyms": "*īśvare*—à Suprema Personalidade de Deus; *tat-adhīneṣu*—às pessoas que se entregaram plenamente à consciência de Kṛṣṇa; *bāliśeṣu*—aos neófitos ou ignorantes; *dviṣatsu*—às pessoas invejosas de Kṛṣṇa e dos devotos de Kṛṣṇa; *prema*—amor; *maitrī*—amizade; *kṛpā*—misericórdia; *upekṣā*—desconsideração; *yaḥ*—qualquer pessoa que; *karoti*—faz; *saḥ*—ela; *madhyamaḥ*—um devoto de segunda classe.", "translation": "**\" 'Um devoto intermediário, de segunda classe, demonstra amor pela Suprema Personalidade de Deus, é amigável para com todos os devotos e é muito misericordioso para com os neófitos e os ignorantes. O devoto intermediário desconsidera aqueles que são invejosos do serviço devocional.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.46). Esta afirmação foi feita pelo grande sábio Nārada enquanto falava a Vasudeva sobre o serviço devocional. Este assunto foi originalmente discutido entre Nimi, o rei de Videha, e os nove Yogendras."}
{"ref": "cc/madhya/22/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/74/", "verse_text": "arcāyām eva haraye\n\npūjāṁ yaḥ śraddhayehate\n\nna tad-bhakteṣu cānyeṣu\n\nsa bhaktaḥ prākṛtaḥ smṛtaḥ", "devanagari": "> অর্চায়ামেব হরয়ে পূজাং যঃ শ্রদ্ধয়েহতে ।\n> ন তদ্ভক্তেষু চান্যেষু স ভক্তঃ প্রাকৃতঃ স্মৃতঃ ॥৭৪॥", "synonyms": "*arcāyām*—na adoração do templo; *eva*—certamente; *haraye*—para o prazer da Suprema Personalidade de Deus; *pūjām*—adoração; *yaḥ*—qualquer pessoa que; *śraddhayā*—com fé e amor; *īhate*—executa; *na*—não; *tat-bhakteṣu*—aos devotos do Senhor; *ca anyeṣu*—e aos outros; *saḥ*—ele; *bhaktaḥ*—um devoto; *prākṛtaḥ*—materialista; *smṛtaḥ*—é considerado.", "translation": "**\" 'Um prākṛta, ou devoto materialista, não estuda propositadamente o śāstra nem tenta compreender o verdadeiro critério do serviço devocional puro. Em consequência, ele não demonstra o devido respeito aos devotos avançados. Pode, contudo, seguir os princípios reguladores aprendidos com seu mestre espiritual ou com sua família, que adora a Deidade. Deve ser considerado na plataforma material, embora esteja tentando avançar no serviço devocional. Tal pessoa é um bhakta-prāya [devoto neófito], ou bhaktābhāsa, pois está um pouco iluminada pela filosofia vaiṣṇava.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.47). Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que aquele que tem pleno amor pela Suprema Personalidade de Deus e que mantém uma boa amizade com os devotos do Senhor é sempre indiferente para com aqueles que invejam Kṛṣṇa e os devotos de Kṛṣṇa. Tal pessoa deve ser considerada um devoto intermediário. Ela se torna um devoto de primeira classe quando, no decorrer de seu avanço no serviço devocional, sente um relacionamento íntimo com todas as entidades vivas, vendo-as como partes integrantes da Pessoa Suprema."}
{"ref": "cc/madhya/22/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/75/", "verse_text": "sarva mahā-guṇa-gaṇa vaiṣṇava-śarīre\n\nkṛṣṇa-bhakte kṛṣṇera guṇa sakali sañcāre", "devanagari": "> সর্ব মহা-গুণগণ বৈষ্ণব-শরীরে ।\n> কৃষ্ণভক্তে কৃষ্ণের গুণ সকলি সঞ্চারে ॥৭৫॥", "synonyms": "*sarva*—todas; *mahā*—grandes; *guṇa-gaṇa*—qualidades transcendentais; *vaiṣṇava-śarīre*—nos corpos dos vaiṣṇavas; *kṛṣṇa-bhakte*—nos devotos do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa*—as qualidades; *sakali*—todas; *sañcāre*—surgem.", "translation": "**\"Um vaiṣṇava é alguém que desenvolveu todas as boas qualidades transcendentais. Todas as boas qualidades de Kṛṣṇa desenvolvem-se gradualmente no devoto de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/76/", "verse_text": "yasyāsti bhaktir bhagavaty akiñcanā\n\nsarvair guṇais tatra samāsate surāḥ\n\nharāv abhaktasya kuto mahad-guṇā\n\nmano-rathenāsati dhāvato bahiḥ", "devanagari": "> যস্যাস্তি ভক্তির্ভগবত্যকিঞ্চনা\n> সর্বৈর্গুণৈস্তত্র সমাসতে সুরাঃ ।\n> হরাবভক্তস্য কুতো মহদ্গুণা\n> মনোরথেনাসতি ধাবতো বহিঃ ॥৭৬॥", "synonyms": "*yasya*—de quem; *asti*—há; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *bhagavati*—à Suprema Personalidade de Deus; *akiñcanā*—sem desejos materiais; *sarvaiḥ*—todas; *guṇaiḥ*—com boas qualidades; *tatra*—ali; *samāsate*—residem; *surāḥ*—os semideuses; *harau*—ao Senhor; *abhaktasya*—do não-devoto; *kutaḥ*—onde; *mahat-guṇāḥ*—as elevadas qualidades; *manaḥ-rathena*—por invenção mental; *asati*—à felicidade material temporária; *dhāvataḥ*—correndo; *bahiḥ*—externamente.", "translation": "**\" 'Naquele que tem fé devocional inabalável em Kṛṣṇa, todas as boas qualidades de Kṛṣṇa e dos semideuses se manifestam consistentemente. Contudo, aquele que não tem devoção à Suprema Personalidade de Deus não possui boas qualificações, porque está ocupado por invenções mentais na existência material, que é o aspecto externo do Senhor.'**", "purport": "Isto foi dito por Bhadraśravā e seus seguidores, que ofereciam orações a Nṛsiṁhadeva (*Śrīmad-Bhāgavatam* 5.18.12)."}
{"ref": "cc/madhya/22/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/77/", "verse_text": "sei saba guṇa haya vaiṣṇava-lakṣaṇa\n\nsaba kahā nā yāya, kari dig-daraśana", "devanagari": "> সেই সব গুণ হয় বৈষ্ণব-লক্ষণ ।\n> সব কহা না যায়, করি দিগ্দরশন ॥৭৭॥", "synonyms": "*sei saba guṇa*—todas aquelas qualidades transcendentais; *haya*—são; *vaiṣṇava-lakṣaṇa*—os sintomas de um vaiṣṇava; *saba*—todas; *kahā nā yāya*—não podem ser explicadas; *kari*—farei; *dik-daraśana*—uma revisão geral.", "translation": "**\"Todas essas qualidades transcendentais são as características dos vaiṣṇavas puros, e não podem ser plenamente explicadas, mas tentarei apontar algumas das qualidades importantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/78-80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/78-80/", "verse_text": "kṛpālu, akṛta-droha, satya-sāra sama\n\nnidoṣa, vadānya, mṛdu, śuci, akiñcana\n\nsarvopakāraka, śānta, kṛṣṇaika-śaraṇa\n\nakāma, anīha, sthira, vijita-ṣaḍ-guṇa\n\nmita-bhuk, apramatta, mānada, amānī\n\ngambhīra, karuṇa, maitra, kavi, dakṣa, maunī", "devanagari": "> কৃপালু, অকৃতদ্রোহ, সত্যসার সম ।\n> নিদোষ, বদান্য, মৃদু, শুচি, অকিঞ্চন ॥৭৮॥\n> সর্বোপকারক, শান্ত, কৃষ্ণৈকশরণ ।\n> অকাম, অনীহ, স্থির, বিজিত-ষড়্গুণ ॥৭৯॥\n> মিতভুক্, অপ্রমত্ত, মানদ, অমানী ।\n> গম্ভীর, করুণ, মৈত্র, কবি, দক্ষ, মৌনী ॥৮০॥", "synonyms": "*kṛpālu*—misericordioso; *akṛta-droha*—não desafiador; *satya-sāra*—inteiramente verdadeiro; *sama*—igual; *nidoṣa*—imaculado; *vadānya*—magnânimo; *mṛdu*—brando; *śuci*—limpo; *akiñcana*—sem posses materiais; *sarva-upakāraka*—trabalhando pelo bem-estar de todos; *śānta*—pacífico; *kṛṣṇa-eka-śaraṇa*—exclusivamente rendido a Kṛṣṇa; *akāma*—sem desejos; *anīha*—indiferente às aquisições materiais; *sthira*—fixo; *vijita-ṣaṭ-guṇa*—controlando completamente as seis más qualidades (luxúria, ira, cobiça, etc.); *mita-bhuk*—comendo apenas o necessário; *apramatta*—sem embriaguez; *māna-da*—respeitoso; *amānī*—sem falso prestígio; *gambhīra*—grave; *karuṇa*—compassivo; *maitra*—um amigo; *kavi*—um poeta; *dakṣa*—perito; *maunī*—silencioso.", "translation": "**\"Os devotos são sempre misericordiosos, humildes, verdadeiros, iguais para com todos, imaculados, magnânimos, brandos e limpos. São desprovidos de posses materiais e realizam trabalho de bem-estar para todos. São pacíficos, rendidos a Kṛṣṇa e sem desejos. São indiferentes às aquisições materiais e estão fixos no serviço devocional. Controlam completamente as seis más qualidades – luxúria, ira, cobiça e assim por diante. Comem apenas o necessário e não se deixam embriagar. São respeitosos, graves, compassivos e sem falso prestígio. São amigáveis, poéticos, peritos e silenciosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/81/", "verse_text": "titikṣavaḥ kāruṇikāḥ\n\nsuhṛdaḥ sarva-dehinām\n\najāta-śatravaḥ śāntāḥ\n\nsādhavaḥ sādhu-bhūṣaṇāḥ", "devanagari": "> তিতিক্ষবঃ কারুণিকাঃ সুহৃদঃ সর্বদেহিনাম্ ।\n> অজাতশত্রবঃ শান্তাঃ সাধবঃ সাধুভূষণাঃ ॥৮১॥", "synonyms": "*titikṣavaḥ*—muito tolerantes; *kāruṇikāḥ*—misericordiosos; *suhṛdaḥ*—que são benquerentes; *sarva-dehinām*—de todas as entidades vivas; *ajāta-śatravaḥ*—sem inimigos; *śāntāḥ*—pacíficos; *sādhavaḥ*—seguindo os preceitos do śāstra; *sādhu-bhūṣaṇāḥ*—que são adornados com bom caráter.", "translation": "**\" 'Os devotos são sempre tolerantes, pacientes e muito misericordiosos. São os benquerentes de todas as entidades vivas. Seguem os preceitos das escrituras e, por não terem inimigos, são muito pacíficos. Estes são os adornos dos devotos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.25.21). Quando os sábios, encabeçados por Śaunaka, perguntaram sobre Kapiladeva, a encarnação de Deus, Suta Gosvāmī, que era o mais elevado devoto do Senhor, citou conversas sobre autorrealização entre Maitreya, um amigo de Vyāsadeva, e Vidura. Foi então que surgiu o tópico do Senhor Kapila e Suas discussões com Sua mãe, nas quais Ele afirmou que o apego às coisas materiais é a causa da vida condicional. Quando uma pessoa se apega às coisas transcendentais, ela está na senda da liberação."}
{"ref": "cc/madhya/22/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/82/", "verse_text": "mahat-sevāṁ dvāram āhur vimuktes\n\ntamo-dvāraṁ yoṣitāṁ saṅgi-saṅgam\n\nmahāntas te sama-cittāḥ praśāntā\n\nvimanyavaḥ suhṛdaḥ sādhavo ye", "devanagari": "> মহৎসেবাং দ্বারমাহুর্বিমুক্তে-\n> স্তমোদ্বারং যোষিতাং সঙ্গিসঙ্গম্ ।\n> মহান্তস্তে সমচিত্তাঃ প্রশান্তা\n> বিমন্যবঃ সুহৃদঃ সাধবো যে ॥৮২॥", "synonyms": "*mahat-sevām*—o serviço ao mestre espiritual devoto puro; *dvāram*—porta; *āhuḥ*—disseram; *vimukteḥ*—da liberação; *tamaḥ-dvāram*—a porta para a escuridão; *yoṣitām*—de mulheres e dinheiro; *saṅgi-saṅgam*—associação com aqueles que apreciam tal associação; *mahāntaḥ*—as grandes almas; *te*—elas; *sama-cittāḥ*—igualmente dispostas para com todos; *praśāntāḥ*—muito pacíficas; *vimanyavaḥ*—sem ira; *suhṛdaḥ*—benquerentes de todos; *sādhavaḥ*—que são dotadas de todas as boas qualidades, ou que não buscam defeitos nos outros; *ye*—aquelas que.", "translation": "**\" 'É o veredito de todos os śāstras e de todas as grandes personalidades que, servindo a um devoto puro, a pessoa alcança a senda da liberação. Contudo, associando-se com pessoas materialistas que estão apegadas ao desfrute material e às mulheres, a pessoa alcança a senda da escuridão. Aqueles que são realmente devotos têm mente ampla, são iguais para com todos e muito pacíficos. Jamais se iram, e são amigáveis para com todas as entidades vivas.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.5.2)."}
{"ref": "cc/madhya/22/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/83/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakti-janma-mūla haya 'sādhu-saṅga'\n\nkṛṣṇa-prema janme, teṅho punaḥ mukhya aṅga", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্তি-জন্মমূল হয় ‘সাধুসঙ্গ’ ।\n> কৃষ্ণপ্রেম জন্মে, তেঁহো পুনঃ মুখ্য অঙ্গ ॥৮৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakti*—do serviço devocional a Kṛṣṇa; *janma-mūla*—a causa fundamental; *haya*—é; *sādhu-saṅga*—a associação com devotos avançados; *kṛṣṇa-prema*—o amor a Kṛṣṇa; *janme*—desperta; *teṅho*—essa mesma associação com devotos; *punaḥ*—novamente; *mukhya aṅga*—o principal aspecto.", "translation": "**\"A causa fundamental do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa é a associação com devotos avançados. Mesmo quando o amor adormecido por Kṛṣṇa desperta na pessoa, a associação com devotos continua a ser de suma importância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/84/", "verse_text": "bhavāpavargo bhramato yadā bhavej\n\njanasya tarhy acyuta sat-samāgamaḥ\n\nsat-saṅgamo yarhi tadaiva sad-gatau\n\nparāvareśe tvayi jāyate ratiḥ", "devanagari": "> ভবাপবর্গো ভ্রমতো যদা ভবে-\n> জ্জনস্য তর্হ্যচ্যুত সৎসমাগমঃ ।\n> সৎসঙ্গমো যর্হি তদৈব সদ্গতৌ\n> পরাবরেশে ত্বয়ি জায়তে রতিঃ ॥৮৪॥", "synonyms": "*bhava-apavargaḥ*—a liberação da ignorância da existência material; *bhramataḥ*—vagando; *yadā*—quando; *bhavet*—deve ser; *janasya*—de uma pessoa; *tarhi*—nesse momento; *acyuta*—ó Suprema Personalidade de Deus; *sat-samāgamaḥ*—a associação com devotos; *sat-saṅgamaḥ*—a associação com os devotos; *yarhi*—quando; *tadā*—nesse momento; *eva*—somente; *sat-gatau*—a meta mais elevada da vida; *parāvareśe*—o Senhor do universo; *tvayi*—a Ti; *jāyate*—surge; *ratiḥ*—a atração.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor! Ó infalível Pessoa Suprema! Quando uma pessoa que vaga por todos os universos torna-se elegível para a liberação da existência material, ela obtém a oportunidade de associar-se com devotos. Quando ela se associa com devotos, sua atração por Ti desperta. Tu és a Suprema Personalidade de Deus, a meta mais elevada dos devotos supremos e o Senhor do universo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.51.53)."}
{"ref": "cc/madhya/22/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/85/", "verse_text": "ata ātyantikaṁ kṣemaṁ\n\npṛcchāmo bhavato 'naghāḥ\n\nsaṁsāre 'smin kṣaṇārdho 'pi\n\nsat-saṅgaḥ sevadhir nṛṇām", "devanagari": "> অত আত্যন্তিকং ক্ষেমং পৃচ্ছামো ভবতোঽনঘাঃ ।\n> সংসারেঽস্মিন্ ক্ষণার্ধোঽপি সৎসঙ্গঃ সেবধির্নৃণাম্ ॥৮৫॥", "synonyms": "*ataḥ*—portanto (devido à raridade de ver devotos puros do Senhor); *ātyantikam*—supremo; *kṣemam*—bem-aventurança; *pṛcchāmaḥ*—estamos perguntando; *ātyantikam*—supremo; *kṣemam*—bem-aventurança; *pṛcchāmaḥ*—estamos perguntando; *bhavataḥ*—vós; *anaghāḥ*—ó imaculados; *saṁsāre*—no mundo material; *asmin*—neste; *kṣaṇa-ardhaḥ*—que dura meio instante; *api*—mesmo; *sat-saṅgaḥ*—a associação com devotos; *sevadhiḥ*—um tesouro; *nṛṇām*—para a sociedade humana.", "translation": "**\" 'Ó devotos! Ó vós que estais livres de todos os pecados! Permiti que eu vos pergunte acerca daquilo que é supremamente auspicioso para todas as entidades vivas. A associação com um devoto puro, ainda que por meio instante neste mundo material, é o maior tesouro para a sociedade humana.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.30)."}
{"ref": "cc/madhya/22/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/86/", "verse_text": "satāṁ prasaṅgān mama vīrya-samvido\n\nbhavanti hṛt-karṇa-rasāyanāḥ kathāḥ\n\ntaj-joṣaṇād āśv apavarga-vartmani\n\nśraddhā ratir bhaktir anukramiṣyati", "devanagari": "> সতাং প্রসঙ্গান্মম বীর্যসম্বিদো\n> ভবন্তি হৃৎকর্ণরসায়নাঃ কথাঃ ।\n> তজ্জোষণাদাশ্বপবর্গবর্ত্মনি\n> শ্রদ্ধা রতির্ভক্তিরনুক্রমিষ্যতি ॥৮৬॥", "synonyms": "*satām*—dos devotos; *prasaṅgāt*—pela associação íntima; *mama*—de Mim; *vīrya-samvidaḥ*—conversas plenas de potência espiritual; *bhavanti*—surgem; *hṛt*—ao coração; *karṇa*—e aos ouvidos; *rasa-āyanāḥ*—uma fonte de doçura; *kathāḥ*—conversas; *tat*—delas; *joṣaṇāt*—do cultivo apropriado; *āśu*—rapidamente; *apavarga*—da liberação; *vartmani*—na senda; *śraddhā*—fé; *ratiḥ*—atração; *bhaktiḥ*—amor; *anukramiṣyati*—seguir-se-ão um após o outro.", "translation": "**\" 'A mensagem espiritualmente poderosa de Deus só pode ser discutida adequadamente em uma sociedade de devotos, e é deveras agradável ouvi-la em tal associação. Quando alguém ouve dos devotos, a senda da experiência transcendental abre-se rapidamente, e a pessoa gradualmente alcança uma fé firme que, no devido tempo, desenvolve-se em atração e devoção.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.25.25). Para uma explicação, veja-se o *Ādi-līlā* (1.60)."}
{"ref": "cc/madhya/22/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/87/", "verse_text": "asat-saṅga-tyāga,--ei vaiṣṇava-ācāra\n\n'strī-saṅgī'--eka asādhu, 'kṛṣṇābhakta' āra", "devanagari": "> অসৎসঙ্গত্যাগ, — এই বৈষ্ণব-আচার ।\n> ‘স্ত্রীসঙ্গী’ — এক অসাধু, ‘কৃষ্ণাভক্ত’ আর ॥৮৭॥", "synonyms": "*asat-saṅga-tyāga*—a rejeição da associação com não-devotos; *ei*—este; *vaiṣṇava-ācāra*—o comportamento de um vaiṣṇava; *strī-saṅgī*—quem se associa com mulheres para a gratificação dos sentidos; *eka*—um; *asādhu*—pessoa não santa; *kṛṣṇa-abhakta*—quem não é devoto do Senhor Kṛṣṇa; *āra*—outro.", "translation": "**\"Um vaiṣṇava deve sempre evitar a associação com pessoas comuns. As pessoas comuns têm muito apego material, especialmente às mulheres. Os vaiṣṇavas também devem evitar a companhia daqueles que não são devotos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/88-90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/88-90/", "verse_text": "satyaṁ śaucaṁ dayā maunaṁ\n\nbuddhir hrīḥ śrīr yaśaḥ kṣamā\n\nśamo damo bhagaś ceti\n\nyat-saṅgād yāti saṅkṣayam\n\nteṣv aśānteṣu mūḍheṣu\n\nkhaṇḍitātmasv asādhuṣu\n\nsaṅgaṁ na kuryāc chocyeṣu\n\nyoṣit-krīḍā-mṛgeṣu ca\n\nna tathāsya bhaven moho\n\nbandhaś cānya-prasaṅgataḥ\n\nyoṣit-saṅgād yathā puṁso\n\nyathā tat-saṅgi-saṅgataḥ", "devanagari": "> সত্যং শৌচং দয়া মৌনং বুদ্ধির্হ্রীঃ শ্রীর্যশঃ ক্ষমা ।\n> শমো দমো ভগশ্চেতি যৎসঙ্গাদ্যাতি সংক্ষয়ম্ ॥৮৮॥\n> তেষ্বশান্তেষু মূঢ়েষু খণ্ডিতাত্মস্বসাধুষু ।\n> সঙ্গং ন কুর্যাচ্ছোচ্যেষু যোষিৎক্রীড়ামৃগেষু চ ॥৮৯॥\n> ন তথাস্য ভবেন্মোহো বন্ধশ্চান্যপ্রসঙ্গতঃ ।\n> যোষিৎসঙ্গাদ্যথা পুংসো যথা তৎসঙ্গিসঙ্গতঃ ॥৯০॥", "synonyms": "*satyam*—veracidade; *śaucam*—limpeza; *dayā*—misericórdia; *maunam*—silêncio; *buddhiḥ*—inteligência; *hrīḥ*—modéstia; *śrīḥ*—beleza; *yaśaḥ*—fama; *kṣama*—clemência; *śamaḥ*—controle da mente; *damaḥ*—controle dos sentidos; *bhagaḥ*—opulência; *ca*—e; *iti*—assim; *yat*—de quem; *saṅgāt*—pela associação; *yāti*—vai para; *saṅkṣayam*—destruição completa; *teṣu*—entre eles; *aśānteṣu*—que são inquietos; *mūdheṣu*—entre os tolos; *khaṇḍita-ātmasu*—cuja autorrealização está arruinada; *asādhuṣu*—não santos; *saṅgam*—associação; *na*—não; *kuryāt*—deve fazer; *śocyeṣu*—que estão cheios de lamentação; *yoṣit*—de mulheres; *krīḍā-mṛgeṣu*—que são como animais de brinquedo; *ca*—também; *na*—não; *tathā*—tanto; *asya*—dele; *bhavet*—pode haver; *mohaḥ*—ilusão; *bandhaḥ*—cativeiro; *ca*—e; *anya*—outros tipos; *prasaṅgataḥ*—da associação; *yoṣit-saṅgāt*—pela associação com mulheres; *yathā*—como; *puṁsaḥ*—do homem; *yathā*—assim como; *tat-saṅgi-saṅgataḥ*—pela associação com pessoas apegadas às mulheres.", "translation": "**\" 'Por associar-se com pessoas mundanas, a pessoa fica destituída de veracidade, limpeza, misericórdia, gravidade, inteligência espiritual, pudor, austeridade, fama, clemência, controle da mente, controle dos sentidos, fortuna e todas as oportunidades. A pessoa jamais deve associar-se com um tolo grosseiro que esteja desprovido do conhecimento da autorrealização e que não passe de um animal de brinquedo nas mãos de uma mulher. A ilusão e o cativeiro que recaem sobre um homem em virtude do apego a qualquer outro objeto não são tão completos quanto os que resultam da associação com uma mulher ou com homens demasiadamente apegados às mulheres.'**", "purport": "Estes versos, citados do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.31.33-35), foram proferidos por Kapiladeva, uma encarnação da Suprema Personalidade de Deus, a Sua mãe. Aqui, Kapiladeva discute atividades piedosas e ímpias, bem como os sintomas daqueles que estão desprovidos de serviço devocional a Kṛṣṇa. Geralmente, as pessoas não sabem das condições miseráveis dentro do ventre de uma mãe em qualquer espécie de vida. Devido à má associação, a pessoa gradualmente cai em espécies inferiores. A associação com mulheres é grandemente enfatizada a esse respeito. Quando alguém se apega a mulheres ou àqueles que estão apegados a mulheres, cai nas espécies inferiores.\n\npuruṣaḥ prakṛti-stho hi\n\nbhuṅkte prakṛti-jān guṇān\n\nkāraṇaṁ guṇa-saṅgo 'sya\n\nsad-asad-yoni-janmasu\n\n\"A entidade viva na natureza material segue, dessa forma, os caminhos da vida, desfrutando os três modos da natureza. Isso se deve à sua associação com essa natureza material. Assim, ela se depara com o bem e o mal entre as várias espécies.\" (*Bhagavad-gītā* 13.22)\n\nSegundo a civilização Védica, a associação da pessoa com mulheres deve ser muito restrita. Na vida espiritual, há quatro āśramas: brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa. O brahmacārī, o vānaprastha e o sannyāsī estão completamente proibidos de associar-se com mulheres. Somente aos gṛhasthas se permite associar-se com mulheres sob certas condições muito restritas — isto é, a pessoa se associa com mulheres para gerar bons filhos. Outras razões para a associação são condenadas."}
{"ref": "cc/madhya/22/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/91/", "verse_text": "varaṁ huta-vaha-jvālā-\n\npañjarāntar-vyavasthitiḥ\n\nna śauri-cintā-vimukha-\n\njana-saṁvāsa-vaiśasam", "devanagari": "> বরং হুতবহজ্বালা-পঞ্জরান্তর্ব্যবস্থিতিঃ ।\n> ন শৌরিচিন্তাবিমুখ-জনসংবাসবৈশসম্ ॥৯১॥", "synonyms": "*varam*—melhor; *huta-vaha*—do fogo; *jvālā*—nas chamas; *pañjara-antaḥ*—dentro de uma jaula; *vyavasthitiḥ*—permanecer; *na*—não; *śauri-cintā*—de consciência de Kṛṣṇa, ou pensamento em Kṛṣṇa; *vimukha*—desprovidas; *jana*—de pessoas; *saṁvāsa*—da associação; *vaiśasam*—a calamidade.", "translation": "**\" 'É melhor aceitar as misérias de estar enclausurado entre grades e cercado de chamas ardentes do que associar-se com aqueles que estão desprovidos de consciência de Kṛṣṇa. Tal associação é uma grandíssima provação.'**", "purport": "Esta é uma citação da Kātyāyana-saṁhitā."}
{"ref": "cc/madhya/22/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/92/", "verse_text": "mā drākṣīḥ kṣīṇa-puṇyān kvacid api\n\nbhagavad-bhakti-hīnān manuṣyān", "devanagari": "> মা দ্রাক্ষীঃ ক্ষীণপুণ্যান্ ক্বচিদপি ।\n> ভগবদ্ভক্তিহীনান্ মনুষ্যান্ ॥৯২॥", "synonyms": "*mā*—não; *drākṣīḥ*—vejas; *kṣīṇa-puṇyān*—que estão desprovidos de toda piedade; *kvacit api*—em momento algum; *bhagavat-bhakti-hīnān*—que estão desprovidos de consciência de Kṛṣṇa e de serviço devocional; *manuṣyān*—pessoas.", "translation": "**\" A pessoa não deve sequer olhar para aqueles que estão desprovidos de serviço devocional em consciência de Kṛṣṇa e que, por isso, estão destituídos de atividades piedosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/93/", "verse_text": "eta saba chāḍi' āra varṇāśrama-dharma\n\nakiñcana hañā laya kṛṣṇaika-śaraṇa", "devanagari": "> এত সব ছাড়ি’ আর বর্ণাশ্রম-ধর্ম ।\n> অকিঞ্চন হঞা লয় কৃষ্ণৈক-শরণ ॥৯৩॥", "synonyms": "*eta saba*—todos estes; *chāḍi'*—abandonando; *āra*—e; *varṇa-āśrama-dharma*—o princípio regulativo dos quatro varṇas e quatro āśramas; *akiñcana*—sem nenhum apego a qualquer coisa material; *hañā*—tornando-se; *laya*—toma; *kṛṣṇa-eka-śaraṇa*—refúgio exclusivo aos pés de lótus do Senhor.", "translation": "**\"Sem hesitação, a pessoa deve tomar refúgio exclusivo no Senhor Kṛṣṇa com plena confiança, abandonando a má associação e mesmo negligenciando os princípios regulativos dos quatro varṇas e quatro āśramas. Ou seja, a pessoa deve abandonar todo apego material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/94/", "verse_text": "sarva-dharmān parityajya\n\nmam ekaṁ śaraṇaṁ vraja\n\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\n\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ", "devanagari": "> সর্বধর্মান্ পরিত্যজ্য মামেকং শরণং ব্রজ ।\n> অহং ত্বাং সর্বপাপেভ্যো মোক্ষয়িষ্যামি মা শুচঃ ॥৯৪॥", "synonyms": "*sarva-dharmān*—todos os tipos de deveres ocupacionais; *parityajya*—abandonando; *mām ekam*—unicamente a Mim; *śaraṇam*—como refúgio; *vraja*—vai; *aham*—Eu; *tvām*—a ti; *sarva-pāpebhyaḥ*—de todas as reações da vida pecaminosa; *mokṣayiṣyāmi*—darei liberação; *mā*—não; *śucaḥ*—te preocupes.", "translation": "**\" 'Após abandonares todos os tipos de deveres religiosos e ocupacionais, se vieres a Mim, a Suprema Personalidade de Deus, e te refugiares, Eu te darei proteção contra todas as reações pecaminosas da vida. Não te preocupes.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (18.66), proferida pelo Senhor Kṛṣṇa. Para uma explicação, consulte-se o *Madhya-līlā* (8.63)."}
{"ref": "cc/madhya/22/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/95/", "verse_text": "bhakta-vatsala, kṛtajña, samartha, vadānya\n\nhena kṛṣṇa chāḍi' paṇḍita nāhi bhaje anya", "devanagari": "> ভক্তবৎসল, কৃতজ্ঞ, সমর্থ, বদান্য ।\n> হেন কৃষ্ণ ছাড়ি’ পণ্ডিত নাহি ভজে অন্য ॥৯৫॥", "synonyms": "*bhakta-vatsala*—muito bondoso para com os devotos; *kṛta-jña*—grato; *samartha*—pleno de todas as capacidades; *vadānya*—magnânimo; *hena*—tal; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *chāḍi'*—abandonando; *paṇḍita*—um homem erudito; *nāhi*—não; *bhaje*—adora; *anya*—a mais ninguém.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa é muito bondoso para com Seus devotos. Ele é sempre muito grato e magnânimo, e possui todas as capacidades. Um homem erudito não abandona Kṛṣṇa para adorar a mais ninguém.**", "purport": "Uma pessoa inteligente abandona a companhia daqueles que estão apegados às mulheres e desprovidos de consciência de Kṛṣṇa. A pessoa deve estar livre de todo tipo de apego material e deve refugiar-se plenamente sob os pés de lótus de Kṛṣṇa. Kṛṣṇa é muito bondoso para com Seus devotos. Ele é sempre grato e jamais Se esquece do serviço de um devoto. Além disso, Ele é completamente opulento e todo-poderoso. Por que, então, haveria a pessoa de refugiar-se em um semideus e abandonar o refúgio do Senhor Kṛṣṇa? Se alguém adora um semideus e abandona Kṛṣṇa, deve ser considerado o mais ínfimo dos tolos."}
{"ref": "cc/madhya/22/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/96/", "verse_text": "kaḥ paṇḍitas tvad-aparaṁ śaraṇaṁ samīyād\n\nbhakta-priyād ṛta-giraḥ suhṛdaḥ kṛtajñāt\n\nsarvān dadāti suhṛdo bhajato 'bhikāmān\n\nātmānam apy upacayāpacayau na yasya", "devanagari": "> কঃ পণ্ডিতস্ত্বদপরং শরণং সমীয়া-\n> দ্ভক্তপ্রিয়াদৃতগিরঃ সুহৃদঃ কৃতজ্ঞাৎ ।\n> সর্বান্ দদাতি সুহৃদো ভজতোঽভিকামা-\n> নাত্মানমপ্যুপচয়াপচয়ৌ ন যস্য ॥৯৬॥", "synonyms": "*kaḥ*—que; *paṇḍitaḥ*—homem erudito; *tvat-aparam*—outro que não Tua Onipotência; *śaraṇam*—refúgio; *samīyāt*—tomaria; *bhakta-priyāt*—que és afetuoso para com Teus devotos; *ṛta-giraḥ*—que és verídico para com os devotos; *suhṛdaḥ*—que és o amigo dos devotos; *kṛta-jñāt*—que és grato aos devotos; *sarvān*—todos; *dadāti*—dás; *suhṛdaḥ*—a Teus bem-querentes; *bhajataḥ*—que Te adoram por meio do serviço devocional; *abhikāmān*—desejos; *ātmānam*—a Ti mesmo; *api*—mesmo; *upacaya*—aumento; *apacayau*—e diminuição; *na*—não; *yasya*—de quem.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, Tu és muito afetuoso para com Teus devotos. Tu também és um amigo verídico e grato. Onde está aquele homem erudito que Te abandonaria e se renderia a algum outro? Tu satisfazes todos os desejos de Teus devotos, a ponto de às vezes Te dares a eles. Ainda assim, nem aumentas nem diminuis por tal atividade.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.48.26)."}
{"ref": "cc/madhya/22/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/97/", "verse_text": "vijña-janera haya yadi kṛṣṇa-guṇa-jñāna\n\nanya tyaji', bhaje, tāte uddhava--pramāṇa", "devanagari": "> বিজ্ঞ-জনের হয় যদি কৃষ্ণগুণ-জ্ঞান ।\n> অন্য ত্যজি’ ভজে, তাতে উদ্ধব — প্রমাণ ॥৯৭॥", "synonyms": "*vijña-janera*—de uma pessoa experiente; *haya*—há; *yadi*—se; *kṛṣṇa-guṇa-jñāna*—conhecimento das qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *anya*—outros; *tyaji'*—abandonando; *bhaje*—ela se ocupa em serviço devocional; *tāte*—nesse sentido; *uddhava*—Uddhava; *pramāṇa*—a evidência.", "translation": "**\"Sempre que uma pessoa experiente desenvolve verdadeiro conhecimento de Kṛṣṇa e de Suas qualidades transcendentais, ela naturalmente abandona todas as outras ocupações e presta serviço ao Senhor. Uddhava oferece evidência a esse respeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/98/", "verse_text": "aho bakī yaṁ stana-kāla-kūṭaṁ\n\njighāṁsayāpāyayad apy asādhvī\n\nlebhe gatiṁ dhātry-ucitāṁ tato 'nyaṁ\n\nkaṁ vā dayāluṁ śaraṇaṁ vrajema", "devanagari": "> অহো বকী যং স্তনকালকূটং\n> জিঘাংসয়াপায়য়দপ্যসাধ্বী ।\n> লেভে গতিং ধাত্র্যুচিতাং ততোঽন্যং\n> কং বা দয়ালুং শরণং ব্রজেম ॥৯৮॥", "synonyms": "*aho*—quão maravilhoso; *bakī*—Pūtanā, a irmã de Bakāsura; *yam*—a quem; *stana*—nos dois seios; *kāla-kūṭam*—o veneno mortal; *jighāṁsayā*—com o desejo de matar; *apāyayat*—forçou a beber; *api*—embora; *asādhvī*—perigosamente hostil a Kṛṣṇa; *lebhe*—alcançou; *gatim*—o destino; *dhātrī*—de uma ama; *ucitām*—adequado; *tataḥ*—do que Ele; *anyam*—outro; *kam*—de quem; *vā*—ou; *dayālum*—o mais misericordioso; *śaraṇam*—refúgio; *vrajema*—tomaremos.", "translation": "**\" 'Oh, quão maravilhoso é! Pūtanā, a irmã de Bakāsura, quis matar Kṛṣṇa untando veneno mortal em seus seios e fazendo Kṛṣṇa o sugar. Não obstante, o Senhor Kṛṣṇa aceitou-a como Sua mãe, e assim ela alcançou o destino digno da mãe de Kṛṣṇa. De quem tomaria refúgio senão de Kṛṣṇa, que é o mais misericordioso?'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.2.23)."}
{"ref": "cc/madhya/22/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/99/", "verse_text": "śaraṇāgatera, akiñcanera--eka-i lakṣaṇa\n\ntāra madhye praveśaye 'ātma-samarpaṇa'", "devanagari": "> শরণাগতের, অকিঞ্চনের — একই লক্ষণ ।\n> তার মধ্যে প্রবেশয়ে ‘আত্মসমর্পণ’ ॥৯৯॥", "synonyms": "*śaraṇāgatera*—de uma pessoa que se refugiou plenamente em Kṛṣṇa; *akiñcanera*—de uma pessoa livre de todos os desejos materiais; *eka-i lakṣaṇa*—os sintomas são um e o mesmo; *tāra madhye*—dentre todos eles; *praveśaye*—entra; *ātma-samarpaṇa*—entrega total.", "translation": "**\"Há duas espécies de devotos: aqueles que estão plenamente satisfeitos e livres de todos os desejos materiais e aqueles que estão totalmente entregues aos pés de lótus do Senhor. Suas qualidades são uma só e a mesma, mas aqueles que estão totalmente entregues aos pés de lótus de Kṛṣṇa estão qualificados com outra qualidade transcendental – ātma-samarpaṇa, entrega total sem reservas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/100/", "verse_text": "ānukūlyasya saṅkalpaḥ\n\nprātikūlyasya varjanam\n\nrakṣiṣyatīti viśvāso\n\ngoptṛtve varaṇaṁ tathā\n\nātma-nikṣepa-kārpaṇye\n\nṣaḍ-vidhā śaraṇāgatiḥ", "devanagari": "> আনুকূল্যস্য সঙ্কল্পঃ প্রাতিকূল্যস্য বর্জনম্ ।\n> রক্ষিষ্যতীতি বিশ্বাসো গোপ্তৃত্বে বরণং তথা ।\n> আত্মনিক্ষেপ-কার্পণ্যে ষড়্বিধা শরণাগতিঃ ॥১০০॥", "synonyms": "*ānukūlyasya*—de tudo o que auxilia o serviço devocional ao Senhor; *saṅkalpaḥ*—aceitação; *prātikūlyasya*—de tudo o que dificulta o serviço devocional; *varjanam*—rejeição completa; *rakṣiṣyati*—Ele protegerá; *iti*—assim; *viśvāsaḥ*—firme convicção; *goptṛtve*—em ser o guardião, como o pai ou esposo, amo ou mantenedor; *varaṇam*—aceitação; *tathā*—bem como; *ātma-nikṣepa*—plena auto-entrega; *kārpaṇye*—humildade; *ṣaṭ-vidhā*—sêxtupla; *śaraṇa-āgatiḥ*—processo de entrega.", "translation": "**\" 'As seis divisões da entrega são a aceitação das coisas favoráveis ao serviço devocional, a rejeição das coisas desfavoráveis, a convicção de que Kṛṣṇa dará proteção, a aceitação do Senhor como guardião ou amo, a plena auto-entrega e a humildade.**", "purport": "Aquele que está plenamente rendido possui as seis seguintes características. (1) O devoto deve aceitar tudo o que é favorável à prestação do serviço devocional de amor transcendental ao Senhor. (2) Deve rejeitar tudo o que é desfavorável ao serviço do Senhor. Isso também é chamado de renúncia. (3) O devoto deve estar firmemente convicto de que Kṛṣṇa lhe dará proteção. Ninguém mais pode realmente proteger alguém, e estar firmemente convicto disso é chamado de fé. Esse tipo de fé é diferente da fé do impersonalista, que deseja fundir-se no brilho do Brahman para beneficiar-se da cessação do repetido nascimento e morte. O devoto quer permanecer sempre no serviço do Senhor. Dessa forma, Kṛṣṇa é misericordioso com Seu devoto e lhe concede toda proteção diante dos perigos encontrados no caminho do serviço devocional. (4) O devoto deve aceitar Kṛṣṇa como seu mantenedor e mestre supremos. Não deve pensar que está sendo protegido por um semideus. Deve depender somente de Kṛṣṇa, considerando-O o único protetor. O devoto deve estar firmemente convicto de que, nos três mundos, não tem protetor nem mantenedor além de Kṛṣṇa. (5) A entrega de si mesmo significa lembrar que as próprias atividades e desejos não são independentes. O devoto é completamente dependente de Kṛṣṇa, e age e pensa conforme Kṛṣṇa deseja. (6) O devoto é manso e humilde. Como se afirma no *Bhagavad-gītā:*\n\n> sarvasya cāhaṁ hṛdi sanniviṣṭo\n> mattaḥ smṛtir jñānam apohanaṁ ca\n> vedaiś ca sarvair aham eva vedyo\n> vedānta-kṛd veda-vid eva cāham\n\n\"Estou situado no coração de todos, e de Mim provêm a lembrança, o conhecimento e o esquecimento. Por todos os *Vedas* devo ser conhecido; de fato, sou o compilador do Vedānta, e sou o conhecedor dos *Vedas.*\" (Bg. 15.15)]]\n\nSituado no coração de todos, Kṛṣṇa age de maneira diferente conforme a posição da entidade viva. A posição da entidade viva é estar sob a proteção da energia ilusória ou sob a proteção pessoal de Kṛṣṇa. Quando uma entidade viva está plenamente rendida, encontra-se sob a proteção direta de Kṛṣṇa, e Kṛṣṇa lhe concede toda a inteligência pela qual pode avançar na realização espiritual. O não devoto, porém, estando sob a proteção da energia ilusória, esquece cada vez mais seu relacionamento com Kṛṣṇa. Às vezes se pergunta como Kṛṣṇa faz alguém esquecer. Kṛṣṇa faz Seu devoto esquecer as atividades materiais, e por meio da *māyā,* Kṛṣṇa faz o não devoto esquecer seu serviço devocional ao Senhor. Isso é chamado de *apohana.*"}
{"ref": "cc/madhya/22/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/101/", "verse_text": "tavāsmīti vadan vācā\n\ntathaiva manasā vidan\n\ntat-sthānam āśritas tanvā\n\nmodate śaraṇāgataḥ", "devanagari": "> তবাস্মীতি বদন্ বাচা তথৈব মনসা বিদন্ ।\n> তৎস্থানমাশ্রিতস্তন্বা মোদতে শরণাগতঃ ॥১০১॥", "synonyms": "*tava*—Dele; *asmi*—sou; *iti*—assim; *vadan*—dizendo; *vācā*—com palavras; *tathā*—assim; *eva*—certamente; *manasā*—com a mente; *vidan*—sabendo; *tat-sthānam*—Seu lugar; *āśritaḥ*—refugiado em; *tanvā*—com o corpo; *modate*—ele desfruta; *śaraṇa-āgataḥ*—plenamente entregue.", "translation": "**\" 'Aquele cujo corpo está plenamente entregue refugia-se no lugar sagrado onde Kṛṣṇa realizou Seus passatempos, e ora ao Senhor: \"Meu Senhor, sou Teu.\" Compreendendo isso com a mente, ele desfruta de bem-aventurança espiritual.**", "purport": "Estes dois últimos versos aparecem no *Hari-bhakti-vilāsa* (11.417,418)."}
{"ref": "cc/madhya/22/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/102/", "verse_text": "śaraṇa lañā kare kṛṣṇe ātma-samarpaṇa\n\nkṛṣṇa tāre kare tat-kāle ātma-sama", "devanagari": "> শরণ লঞা করে কৃষ্ণে আত্মসমর্পণ ।\n> কৃষ্ণ তারে করে তৎকালে আত্মসম ॥১০২॥", "synonyms": "*śaraṇa lañā*—refugiando-se; *kare*—faz; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *ātma-samarpaṇa*—entregando-se plenamente; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāre*—a ele; *kare*—faz; *tat-kāle*—imediatamente; *ātma-sama*—um de Seus associados íntimos.", "translation": "**\"Quando o devoto assim se entrega plenamente aos pés de lótus de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa aceita-o como um de Seus associados íntimos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/103/", "verse_text": "martyo yadā tyakta-samasta-karmā\n\nniveditātmā vicikīrṣito me\n\ntadāmṛtatvaṁ pratipadyamāno\n\nmayātma-bhūyāya ca kalpate vai", "devanagari": "> মর্ত্যো যদা ত্যক্তসমস্তকর্মা\n> নিবেদিতাত্মা বিচিকীর্ষিতো মে ।\n> তদামৃতত্বং প্রতিপদ্যমানো\n> ময়াত্মভূয়ায় চ কল্পতে বৈ ॥১০৩॥", "synonyms": "*martyaḥ*—a entidade viva sujeita ao nascimento e à morte; *yadā*—logo que; *tyakta*—abandonadas; *samasta*—todas; *karmā*—atividades fruitivas; *nivedita-ātmā*—uma alma plenamente entregue; *vicikīrṣitaḥ*—desejou agir; *me*—por Mim; *tadā*—nesse momento; *amṛtatvam*—imortalidade; *pratipadyamānaḥ*—alcançando; *mayā*—coMigo; *ātma-bhūyāya*—para tornar-se de natureza semelhante; *ca*—também; *kalpate*—é elegível; *vai*—certamente.", "translation": "**\" 'A entidade viva que está sujeita ao nascimento e à morte alcança a imortalidade quando abandona todas as atividades materiais, dedica sua vida à execução de Minha ordem e age segundo Minhas orientações. Dessa maneira, ela se torna apta a desfrutar da bem-aventurança espiritual derivada da troca de doçuras amorosas coMigo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.29.34). Kṛṣṇa estava aconselhando Seu servo mais íntimo, Uddhava, sobre sambandha, abhidheya e prayojana. Esses conceitos dizem respeito à relação de alguém com a Suprema Personalidade de Deus e às atividades dessa relação, bem como à perfeição da vida. O Senhor também descreveu as características dos devotos íntimos."}
{"ref": "cc/madhya/22/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/104/", "verse_text": "ebe sādhana-bhakti-lakṣaṇa śuna, sanātana\n\nyāhā haite pāi kṛṣṇa-prema-mahā-dhana", "devanagari": "> এবে সাধনভক্তি-লক্ষণ শুন, সনাতন ।\n> যাহা হৈতে পাই কৃষ্ণপ্রেম-মহাধন ॥১০৪॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *sādhana-bhakti*—os princípios reguladores para a execução do serviço devocional; *lakṣaṇa*—os sintomas; *śuna*—por favor, ouve; *sanātana*—Meu querido Sanātana; *yāhā haite*—do qual; *pāi*—pode-se obter; *kṛṣṇa-prema-mahā-dhana*—o tesouro mais valioso do amor por Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, ouve agora sobre os princípios reguladores para a execução do serviço devocional. Por meio desse processo, pode-se alcançar a mais elevada perfeição do amor a Deus, que é o tesouro mais desejável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/105/", "verse_text": "kṛti-sādhyā bhavet sādhya-\n\nbhāvā sā sādhanābhidhā\n\nnitya-siddhasya bhāvasya\n\nprākaṭyaṁ hṛdi sādhyatā", "devanagari": "> কৃতিসাধ্যা ভবেৎ সাধ্যভাবা সা সাধনাভিধা ।\n> নিত্যসিদ্ধস্য ভাবস্য প্রাকট্যং হৃদি সাধ্যতা ॥১০৫॥", "synonyms": "*kṛti-sādhyā*—que deve ser executado pelos sentidos; *bhavet*—deve ser; *sādhya-bhāvā*—pelo qual se adquire o amor a Deus; *sā*—esse; *sādhana-abhidhā*—chamado sādhana-bhakti, ou serviço devocional na prática; *nitya-siddhasya*—que está eternamente presente; *bhāvasya*—do amor a Deus; *prākaṭyam*—o despertar; *hṛdi*—no coração; *sādhyatā*—potencialidade.", "translation": "**\" 'Quando o serviço devocional transcendental, pelo qual se alcança o amor por Kṛṣṇa, é executado pelos sentidos, chama-se sādhana-bhakti, ou a prática reguladora do serviço devocional. Tal devoção existe eternamente dentro do coração de toda entidade viva. O despertar dessa devoção eterna é a potencialidade do serviço devocional na prática.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.2). Por serem as entidades vivas partes integrantes diminutas e atômicas do Senhor, o serviço devocional já está presente nelas em condição adormecida. O serviço devocional começa com śravaṇa kīrtana, ouvir e cantar. Quando um homem está dormindo, pode ser acordado por uma vibração sonora; portanto, toda alma condicionada deve receber a oportunidade de ouvir o Hare Kṛṣṇa mantra cantado por um vaiṣṇava puro. Aquele que ouve o Hare Kṛṣṇa mantra assim vibrado desperta para a consciência espiritual, ou consciência de Kṛṣṇa. Dessa maneira, a mente gradualmente se purifica, como afirma Śrī Caitanya Mahāprabhu (ceto-darpaṇa-mārjanam). Quando a mente está purificada, os sentidos também se purificam. Em vez de usar os sentidos para a gratificação dos sentidos, o devoto desperto emprega os sentidos no serviço amoroso transcendental ao Senhor. Este é o processo pelo qual se desperta o amor adormecido por Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/22/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/106/", "verse_text": "śravaṇādi-kriyā--tāra 'svarūpa'-lakṣaṇa\n\n'taṭastha'-lakṣaṇe upajāya prema-dhana", "devanagari": "> শ্রবণাদি-ক্রিয়া — তার ‘স্বরূপ’-লক্ষণ ।\n> ‘তটস্থ’-লক্ষণে উপজায় প্রেমধন ॥১০৬॥", "synonyms": "*śravaṇa-ādi-kriyā*—o processo de ouvir, cantar e assim por diante; *tāra*—disso; *svarūpa-lakṣaṇa*—sintomas da natureza; *taṭastha-lakṣaṇe*—sintomas marginais; *upajāya*—desperta; *prema-dhana*—amor a Deus.", "translation": "**\"As atividades espirituais de ouvir, cantar, lembrar e assim por diante são as características naturais do serviço devocional. A característica marginal é que ele desperta amor puro por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/107/", "verse_text": "nitya-siddha kṛṣṇa-prema 'sādhya' kabhu naya\n\nśravaṇādi-śuddha-citte karaye udaya", "devanagari": "> নিত্যসিদ্ধ কৃষ্ণপ্রেম ‘সাধ্য’ কভু নয় ।\n> শ্রবণাদি-শুদ্ধচিত্তে করয়ে উদয় ॥১০৭॥", "synonyms": "*nitya-siddha*—eternamente comprovado; *kṛṣṇa-prema*—amor por Kṛṣṇa; *sādhya*—a ser obtido; *kabhu*—em tempo algum; *naya*—não; *śravaṇa-ādi*—por ouvir, etc.; *śuddha*—purificado; *citte*—no coração; *karaye udaya*—desperta.", "translation": "**\"O amor puro por Kṛṣṇa está eternamente estabelecido nos corações das entidades vivas. Não é algo a ser obtido de outra fonte. Quando o coração se purifica por ouvir e cantar, a entidade viva naturalmente desperta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/108/", "verse_text": "ei ta sādhana-bhakti--dui ta' prakāra\n\neka 'vaidhī bhakti', 'rāgānugā-bhakti' āra", "devanagari": "> এই ত সাধনভক্তি — দুই ত’ প্রকার ।\n> এক ‘বৈধী ভক্তি’, ‘রাগানুগা-ভক্তি’ আর ॥১০৮॥", "synonyms": "*ei ta*—este; *sādhana-bhakti*—processo de serviço devocional; *dui ta' prakāra*—duas espécies; *eka*—uma; *vaidhī bhakti*—o serviço devocional regulador; *rāgānugā-bhakti*—o serviço devocional espontâneo; *āra*—e.", "translation": "**\"Há dois processos de serviço devocional prático. Um é o serviço devocional regulador, e o outro é o serviço devocional espontâneo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/109/", "verse_text": "rāga-hīna jana bhaje śāstrera ājñāya\n\n'vaidhī bhakti' bali' tāre sarva-śāstre gāya", "devanagari": "> রাগহীন জন ভজে শাস্ত্রের আজ্ঞায় ।\n> ‘বৈধী ভক্তি’ বলি’ তারে সর্বশাস্ত্রে গায় ॥১০৯॥", "synonyms": "*rāga-hīna*—que estão sem apego espontâneo por Kṛṣṇa; *jana*—pessoas; *bhaje*—executam serviço devocional; *śāstrera ājñāya*—segundo os princípios e regulações descritos nas escrituras reveladas; *vaidhī bhakti*—serviço devocional regulador; *bali'*—chamando; *tāre*—isso; *sarva-śāstre*—todas as escrituras reveladas; *gāya*—cantam.", "translation": "**\"Aqueles que não atingiram a plataforma do apego espontâneo no serviço devocional prestam serviço devocional sob a orientação de um mestre espiritual genuíno, segundo os princípios reguladores mencionados nas escrituras reveladas. Conforme as escrituras reveladas, esse tipo de serviço devocional chama-se vaidhī bhakti.**", "purport": "No início, é preciso ouvir de um mestre espiritual genuíno. Isso é favorável para avançar no serviço devocional. Segundo esse processo, a pessoa ouve, canta, lembra e ocupa-se na adoração à Deidade, agindo sob as orientações do mestre espiritual. Essas são as atividades primárias essenciais do serviço devocional. O serviço devocional não deve ser executado com algum propósito material. Não se deve ter nem sequer o desejo de fundir-se na Verdade Absoluta. É preciso prestar tal serviço unicamente por amor. Ahaitukī, apratihatā. O serviço devocional deve ser livre de motivos ulteriores; então, as condições materiais não podem detê-lo. Gradualmente, pode-se elevar à plataforma do serviço amoroso espontâneo. Uma criança é enviada à escola à força para receber educação, mas, quando adquire um pequeno gosto pela educação em idade mais avançada, ela participa automaticamente e se torna um erudito instruído. Não se pode forçar uma pessoa a tornar-se erudita, mas às vezes se usa a força no início. Uma criança é forçada a ir à escola e a ler e escrever segundo as instruções de seus professores. Tal é a diferença entre vaidhī bhakti e bhakti espontâneo. O amor adormecido por Kṛṣṇa existe no coração de todos, e simplesmente tem de ser despertado pelo processo regulador do serviço devocional. É preciso aprender a usar uma máquina de escrever seguindo os princípios reguladores do manual de datilografia. A pessoa tem de colocar os dedos sobre as teclas de determinada forma e praticar, mas, quando se torna hábil, pode datilografar com rapidez e correção sem sequer olhar para as teclas. De modo semelhante, é preciso seguir as regras e regulações do serviço devocional tais como são estabelecidas pelo mestre espiritual; então, pode-se chegar ao ponto do serviço amoroso espontâneo. Esse amor já está ali dentro do coração de todos (nitya-siddha kṛṣṇa-prema).\n\nO serviço espontâneo não é artificial. Basta chegar a essa plataforma prestando serviço devocional segundo os princípios reguladores. Assim, é preciso praticar o ouvir e o cantar e seguir os demais princípios reguladores, lavando o templo, purificando-se, levantando-se cedo pela manhã, comparecendo ao maṅgala-ārati e assim por diante. Se a pessoa não chega à plataforma do serviço espontâneo no início, ela deve adotar o serviço regulador segundo as instruções do mestre espiritual. Esse serviço regulador chama-se vaidhī bhakti."}
{"ref": "cc/madhya/22/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/110/", "verse_text": "tasmād bhārata sarvātmā\n\nbhagavān harir īśvaraḥ\n\nśrotavyaḥ kīrtitavyaś ca\n\nsmartavyaś cecchatābhayam", "devanagari": "> তস্মাদ্ভারত সর্বাত্মা ভগবান্ হরিরীশ্বরঃ ।\n> শ্রোতব্যঃ কীর্তিতব্যশ্চ স্মর্তব্যশ্চেচ্ছতাভয়ম্ ॥১১০॥", "synonyms": "*tasmāt*—portanto; *bhārata*—ó descendente de Bharata; *sarva-ātmā*—o Senhor onipenetrante, que está situado no coração de todos; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *hariḥ*—o Senhor Hari, que remove todas as condições miseráveis da existência material; *īśvaraḥ*—o controlador supremo; *śrotavyaḥ*—a ser ouvido (a partir de fontes fidedignas); *kīrtitavyaḥ*—a ser glorificado (conforme se ouviu); *ca*—também; *smartavyaḥ*—a ser lembrado; *ca*—e; *icchatā*—por uma pessoa que deseja; *abhayam*—libertar-se da condição temerosa da existência material.", "translation": "**\" 'Ó descendente de Bharata! Ó Mahārāja Parīkṣit! A Suprema Personalidade de Deus, que está situada no coração de todos como Paramātmā, que é o controlador supremo e que sempre remove as misérias das entidades vivas, deve ser sempre ouvida a partir de fontes confiáveis, e Ele deve ser glorificado e lembrado por aquele que deseja tornar-se destemido.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.1.5). É dever de cada um compreender a Suprema Personalidade de Deus por meio do processo de ouvir. Isso se chama śrotavyaḥ. Quem ouviu corretamente acerca da Suprema Personalidade de Deus tem o dever de glorificar o Senhor e pregar Suas glórias. Isso se chama kīrtitavyaḥ. Quando alguém ouve acerca do Senhor e O glorifica, é natural que pense Nele. Isso se chama smartavyaḥ. Tudo isso deve ser realizado se a pessoa de fato deseja ficar imune ao temor."}
{"ref": "cc/madhya/22/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/111/", "verse_text": "mukha-bāhūru-pādebhyaḥ\n\npuruṣasyāśramaiḥ saha\n\ncatvāro jajñire varṇā\n\nguṇair viprādayaḥ pṛthak", "devanagari": "> মুখবাহূরুপাদেভ্যঃ পুরুষস্যাশ্রমৈঃ সহ ।\n> চত্বারো জজ্ঞিরে বর্ণা গুণৈর্বিপ্রাদয়ঃ পৃথক্ ॥১১১॥", "synonyms": "*mukha*—a boca; *bāhu*—os braços; *ūru*—a cintura; *pādebhyaḥ*—das pernas; *puruṣasya*—da pessoa suprema; *āśramaiḥ*—as diferentes ordens espirituais; *saha*—com; *catvāraḥ*—as quatro; *jajñire*—apareceram; *varṇāḥ*—ordens sociais; *guṇaiḥ*—com qualificações específicas; *vipra-ādayaḥ*—brāhmaṇas, etc.; *pṛthak*—separadamente.", "translation": "**\" 'Da boca de Brahmā surgiu a ordem bramânica. De modo semelhante, de seus braços surgiram os kṣatriyas, de sua cintura surgiram os vaiśyas e de suas pernas surgiram os śūdras. Essas quatro ordens, juntamente com suas contrapartes espirituais [brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa], combinam-se para completar a sociedade humana.**", "purport": "Este verso e o seguinte são citações do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.2-3)."}
{"ref": "cc/madhya/22/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/112/", "verse_text": "ya eṣāṁ puruṣaṁ sākṣād\n\nātma-prabhavam īśvaram\n\nna bhajanty avajānanti\n\nsthānād bhraṣṭāḥ patanty adhaḥ", "devanagari": "> য এষাং পুরুষং সাক্ষাদাত্ম-প্রভবমীশ্বরম্ ।\n> ন ভজন্ত্যবজানন্তি স্থানাদ্ ভ্রষ্টাঃ পতন্ত্যধঃ ॥১১২॥", "synonyms": "*ye*—aqueles que; *eṣām*—dessas divisões das ordens sociais e espirituais; *puruṣam*—a Suprema Personalidade de Deus; *sākṣāt*—diretamente; *ātma-prabhavam*—a fonte de todos; *īśvaram*—o controlador supremo; *na*—não; *bhajanti*—adoram; *avajānanti*—ou que negligenciam; *sthānāt*—de seu devido lugar; *bhraṣṭāḥ*—caindo; *patanti*—caem; *adhaḥ*—para baixo, em condições infernais.", "translation": "**\" 'Se alguém simplesmente mantém uma posição oficial nos quatro varṇas e āśramas, mas não adora o Senhor Supremo Viṣṇu, cai de sua posição convencida para uma condição infernal.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/113/", "verse_text": "smartavyaḥ satataṁ viṣṇur\n\nvismartavyo na jātucit\n\nsarve vidhi-niṣedhāḥ syur\n\netayor eva kiṅkarāḥ", "devanagari": "> স্মর্তব্যঃ সততং বিষ্ণুর্বিস্মর্তব্যো ন জাতুচিৎ ।\n> সর্বে বিধিনিষেধাঃ স্যুরেতয়োরেব কিঙ্করাঃ ॥১১৩॥", "synonyms": "*smartavyaḥ*—a ser lembrado; *satatam*—sempre; *viṣṇuḥ*—o Senhor Viṣṇu; *vismartavyaḥ*—a ser esquecido; *na*—não; *jātucit*—em momento algum; *sarve*—todas; *vidhi-niṣedhāḥ*—regras e proibições mencionadas nas escrituras reveladas ou dadas pelo mestre espiritual; *syuḥ*—devem ser; *etayoḥ*—destes dois princípios (sempre lembrar-se de Kṛṣṇa ou Viṣṇu e jamais esquecê-lO); *eva*—certamente; *kiṅkarāḥ*—os servos.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é a origem do Senhor Viṣṇu. Ele deve ser sempre lembrado e jamais esquecido em momento algum. Todas as regras e proibições mencionadas nos śāstras devem ser os servos destes dois princípios.'**", "purport": "Este verso é uma citação do *Padma Purāṇa*. Há muitos princípios reguladores nos śāstras e instruções dadas pelo mestre espiritual. Esses princípios reguladores devem atuar como servos do princípio básico — isto é, deve-se sempre lembrar de Kṛṣṇa e jamais esquecê-lO. Isso é possível quando se canta o mantra Hare Kṛṣṇa. Por conseguinte, é preciso cantar estritamente o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa vinte e quatro horas por dia. A pessoa pode ter outros deveres a cumprir sob a orientação do mestre espiritual, mas deve primeiramente acatar a ordem do mestre espiritual de cantar certo número de voltas. Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, recomendamos que o neófito cante ao menos dezesseis voltas. Esse cantar de dezesseis voltas é absolutamente necessário para quem deseja lembrar-se de Kṛṣṇa e não O esquecer. De todos os princípios reguladores, a ordem do mestre espiritual de cantar ao menos dezesseis voltas é a mais essencial.\n\nA pessoa pode vender livros, inscrever sócios vitalícios ou prestar algum outro serviço, mas esses deveres não são deveres comuns. Esses deveres servem como ímpeto para lembrar-se de Kṛṣṇa. Quando alguém sai com um grupo de saṅkīrtana ou vende livros, lembra-se naturalmente de que vai vender os livros de Kṛṣṇa. Dessa maneira, ele se lembra de Kṛṣṇa. Quando alguém vai inscrever um sócio vitalício, fala sobre Kṛṣṇa e assim se lembra Dele. Smartavyaḥ satataṁ viṣṇur vismartavyo na jātucit. A conclusão é que a pessoa deve agir de tal modo que sempre se lembre de Kṛṣṇa, e deve abster-se de fazer coisas que a façam esquecer-se de Kṛṣṇa. Esses dois princípios formam o pano de fundo básico da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/22/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/114/", "verse_text": "vividhāṅga sādhana-bhaktira bahuta vistāra\n\nsaṅkṣepe kahiye kichu sādhanāṅga-sāra", "devanagari": "> বিবিধাঙ্গ সাধনভক্তির বহুত বিস্তার ।\n> সংক্ষেপে কহিয়ে কিছু সাধনাঙ্গ-সার ॥১১৪॥", "synonyms": "*vividha-aṅga*—variedades de membros (princípios reguladores); *sādhana-bhaktira*—do serviço devocional regulado; *bahuta*—muitas; *vistāra*—expansões; *saṅkṣepe*—em resumo; *kahiye*—falarei; *kichu*—algo; *sādhana-aṅga-sāra*—as partes essenciais da prática do serviço devocional.", "translation": "**\"Direi algo sobre as várias práticas do serviço devocional, que se expandem de tantas maneiras. Desejo falar brevemente das práticas essenciais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/115/", "verse_text": "guru-pādāśraya, dīkṣā, gurura sevana\n\nsad-dharma-śikṣā, pṛcchā, sādhu-mārgānugamana", "devanagari": "> গুরুপাদাশ্রয়, দীক্ষা, গুরুর সেবন ।\n> সদ্ধর্মশিক্ষা-পৃচ্ছা সাধুমার্গানুগমন ॥১১৫॥", "synonyms": "*guru-pāda-āśraya*—refúgio aos pés de um mestre espiritual genuíno; *dīkṣā*—iniciação pelo mestre espiritual; *gurura sevana*—serviço ao mestre espiritual; *sat-dharma-śikṣā*—instrução no processo transcendental do serviço devocional; *pṛcchā*—e indagação; *sādhu-mārga*—a senda do serviço devocional transcendental; *anugamana*—seguir estritamente.", "translation": "**\"Na senda do serviço devocional regulado, deve-se observar os seguintes itens: (1) Deve-se aceitar um mestre espiritual genuíno. (2) Aceitar dele a iniciação. (3) Servi-lo. (4) Receber instruções do mestre espiritual e fazer indagações a fim de aprender o serviço devocional. (5) Seguir os passos dos ācāryas anteriores e seguir as orientações dadas pelo mestre espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/116/", "verse_text": "kṛṣṇa-prītye bhoga-tyāga, kṛṣṇa-tīrthe vāsa\n\nyāvan-nirvāha-pratigraha, ekādaśy-upavāsa", "devanagari": "> কৃষ্ণপ্রীত্যে ভোগত্যাগ, কৃষ্ণতীর্থে বাস ।\n> যাবন্নিৰ্বাহ-প্রতিগ্রহ, একাদশ্যুপবাস ॥১১৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-prītye*—para a satisfação de Kṛṣṇa; *bhoga-tyāga*—aceitação e rejeição de algo; *kṛṣṇa-tīrthe vāsa*—residência num lugar onde Kṛṣṇa está situado; *yāvat-nirvāha*—tanto quanto necessário para manter unidos o corpo e a alma; *pratigraha*—aceitação de presentes; *ekādaśī-upavāsa*—observância do jejum no dia de Ekādaśī.", "translation": "**\"Os próximos passos são os seguintes: (6) Deve-se estar preparado para abrir mão de tudo pela satisfação de Kṛṣṇa, e deve-se também aceitar tudo pela satisfação de Kṛṣṇa. (7) Deve-se viver num lugar onde Kṛṣṇa esteja presente — uma cidade como Vṛndāvana ou Mathurā, ou um templo de Kṛṣṇa. (8) Deve-se obter um meio de subsistência que seja apenas suficiente para manter unidos o corpo e a alma. (9) Deve-se jejuar no dia de Ekādaśī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/117/", "verse_text": "dhātry-aśvattha-go-vipra-vaiṣṇava-pūjana\n\nsevā-nāmāparādhādi dūre visarjana", "devanagari": "> ধাত্র্যশ্বত্থগোবিপ্র-বৈষ্ণব-পূজন ।\n> সেবা-নামাপরাধাদি দূরে বিসর্জন ॥১১৭॥", "synonyms": "*dhātrī*—um tipo de árvore; *aśvattha*—as figueiras-de-bengala; *go*—as vacas; *vipra*—os brāhmaṇas; *vaiṣṇava*—os devotos do Senhor Viṣṇu; *pūjana*—adorar; *sevā*—no serviço devocional; *nāma*—no cantar do santo nome; *aparādha-ādi*—as ofensas; *dūre*—para longe; *visarjana*—abandonar.", "translation": "**\"Deve-se adorar as árvores dhātrī, as figueiras-de-bengala, as vacas, os brāhmaṇas e os devotos do Senhor Viṣṇu. Deve-se evitar ofensas contra o serviço devocional e o santo nome.**", "purport": "Há dez itens no início do serviço devocional, até o ponto de adorar a árvore dhātrī, a figueira-de-bengala, a vaca, o brāhmaṇa e o devoto do Senhor Viṣṇu. O décimo primeiro item é evitar ofensas ao prestar serviço devocional e cantar os santos nomes."}
{"ref": "cc/madhya/22/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/118/", "verse_text": "avaiṣṇava-saṅga-tyāga, bahu-śiṣya nā kariba\n\nbahu-grantha-kalābhyāsa-vyākhyāna varjiba", "devanagari": "> অবৈষ্ণব-সঙ্গ-ত্যাগ, বহুশিষ্য না করিব ।\n> বহুগ্রন্থ-কলাভ্যাস-ব্যাখ্যান বর্জিব ॥১১৮॥", "synonyms": "*avaiṣṇava*—de quem não é devoto do Senhor; *saṅga*—a associação; *tyāga*—abandonar; *bahu-śiṣya*—um número ilimitado de discípulos; *nā kariba*—não se deve aceitar; *bahu-grantha*—de muitos tipos diferentes de escrituras; *kalā-abhyāsa*—estudar uma parte; *vyākhyāna*—e explicação; *varjiba*—devemos abandonar.", "translation": "**\"O décimo segundo item é abandonar a companhia de não devotos. (13) Não se deve aceitar um número ilimitado de discípulos. (14) Não se deve estudar parcialmente muitas escrituras apenas para poder dar referências e expandir explicações.**", "purport": "Aceitar um número ilimitado de devotos ou discípulos é muito arriscado para quem não é pregador. Segundo Śrīla Jīva Gosvāmī, um pregador tem de aceitar muitos discípulos para expandir o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Isso é arriscado, pois, quando um mestre espiritual aceita um discípulo, naturalmente aceita as atividades pecaminosas do discípulo e suas reações. A menos que seja muito poderoso, ele não pode assimilar todas as reações pecaminosas de seus discípulos. Assim, se não for poderoso, terá de sofrer as consequências, razão pela qual se proíbe aceitar muitos discípulos.\n\nNão se deve estudar parcialmente um livro apenas para posar como grande erudito por ser capaz de referir-se às escrituras. Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, portanto, limitamos nosso estudo das literaturas Védicas ao *Bhagavad-gītā*, ao *Śrīmad-Bhāgavatam*, ao *Caitanya-caritāmṛta* e ao *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*. Estas quatro obras são suficientes para fins de pregação. São adequadas para a compreensão da filosofia e para a difusão das atividades missionárias por todo o mundo. Quem estuda determinado livro deve fazê-lo a fundo. Esse é o princípio. Estudando a fundo um número limitado de livros, pode-se compreender a filosofia."}
{"ref": "cc/madhya/22/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/119/", "verse_text": "hāni-lābhe sama, śokādira vaśa nā ha-iba\n\nanya-deva, anya-śāstra nindā nā kariba", "devanagari": "> হানি-লাভে সম, শোকাদির বশ না হইব ।\n> অন্যদেব, অন্যশাস্ত্র নিন্দা না করিব ॥১১৯॥", "synonyms": "*hāni*—na perda; *lābhe*—no ganho; *sama*—equânime; *śoka-ādira*—de lamentação e assim por diante; *vaśa*—sob o controle; *nā ha-iba*—não devemos estar; *anya-deva*—outros semideuses; *anya-śāstra*—outras escrituras; *nindā*—criticar; *nā kariba*—não devemos fazer.", "translation": "**\"Décimo quinto: O devoto deve tratar a perda e o ganho de modo equânime. (16) O devoto não deve deixar-se dominar pela lamentação. (17) O devoto não deve adorar semideuses, nem deve desrespeitá-los. De modo semelhante, o devoto não deve estudar nem criticar outras escrituras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/120/", "verse_text": "viṣṇu-vaiṣṇava-nindā, grāmya-vārtā nā śuniba\n\nprāṇi-mātre manovākye udvega nā diba", "devanagari": "> বিষ্ণুবৈষ্ণব-নিন্দা, গ্ৰাম্যবার্তা না শুনিব ।\n> প্রাণিমাত্রে মনোবাক্যে উদ্বেগ না দিব ॥১২০॥", "synonyms": "*viṣṇu-vaiṣṇava-nindā*—blasfêmia contra o Senhor Viṣṇu e Seu devoto; *grāmya-vārtā*—conversas ordinárias; *nā śuniba*—não devemos ouvir; *prāṇi-mātre*—a qualquer entidade viva, por mais insignificante que seja; *manaḥ-vākye*—pela mente ou pelas palavras; *udvega*—ansiedade; *nā diba*—não devemos causar.", "translation": "**\"Décimo oitavo: O devoto não deve ouvir blasfêmia contra o Senhor Viṣṇu ou Seus devotos. (19) O devoto deve evitar ler ou ouvir jornais ou livros mundanos que contenham histórias de casos amorosos entre homens e mulheres ou assuntos agradáveis aos sentidos. (20) Nem pela mente nem pelas palavras deve o devoto causar ansiedade a qualquer entidade viva, por mais insignificante que ela possa ser.**", "purport": "Os dez primeiros itens são coisas a fazer, e os dez itens seguintes são coisas a não fazer. Assim, os dez primeiros itens determinam ação direta, e os dez itens seguintes determinam ação indireta."}
{"ref": "cc/madhya/22/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/121/", "verse_text": "śravaṇa, kīrtana, smaraṇa, pūjana, vandana\n\nparicaryā, dāsya, sakhya, ātma-nivedana", "devanagari": "> শ্রবণ, কীর্তন স্মরণ, পূজন, বন্দন ।\n> পরিচর্যা, দাস্য, সখ্য, আত্মনিবেদন ॥১২১॥", "synonyms": "*śravaṇa*—ouvir; *kīrtana*—cantar; *smaraṇa*—lembrar; *pūjana*—adorar; *vandana*—orar; *paricaryā*—servir; *dāsya*—aceitar a posição de servo; *sakhya*—amizade; *ātma-nivedana*—render-se plenamente.", "translation": "**\"Depois que a pessoa se estabelece no serviço devocional, as ações positivas são: (1) ouvir, (2) cantar, (3) lembrar, (4) adorar, (5) orar, (6) servir, (7) aceitar a posição de servo, (8) tornar-se amigo e (9) render-se plenamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/122/", "verse_text": "agre nṛtya, gīta, vijñapti, daṇḍavan-nati\n\nabhyūtthāna, anuvrajyā, tīrtha-gṛhe gati", "devanagari": "> অগ্রে নৃত্য, গীত, বিজ্ঞপ্তি, দণ্ডবন্নতি ।\n> অভ্যুত্থান, অনুব্রজ্যা, তীর্থগৃহে গতি ॥১২২॥", "synonyms": "*agre nṛtya*—dançar diante da Deidade; *gīta*—cânticos; *vijñapti*—abrir a mente; *daṇḍavat-nati*—oferecer reverências; *abhyūtthāna*—levantar-se; *anuvrajyā*—seguir; *tīrtha-gṛhe gati*—ir a templos e lugares de peregrinação.", "translation": "**\"A pessoa também deve (10) dançar diante da Deidade, (11) cantar diante da Deidade, (12) abrir a mente à Deidade, (13) oferecer reverências à Deidade, (14) levantar-se diante da Deidade e do mestre espiritual apenas para demonstrar-lhes respeito, (15) seguir a Deidade ou o mestre espiritual e (16) visitar diferentes lugares de peregrinação ou ir ver a Deidade no templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/123/", "verse_text": "parikramā, stava-pāṭha, japa, saṅkīrtana\n\ndhūpa-mālya-gandha-mahāprasāda-bhojana", "devanagari": "> পরিক্রমা, স্তবপাঠ, জপ, সঙ্কীর্তন ।\n> ধূপ-মাল্য-গন্ধ-মহাপ্রসাদ-ভোজন ॥১২৩॥", "synonyms": "*parikramā*—circungiração; *stava-pāṭha*—recitação de diferentes orações; *japa*—cantar suavemente; *saṅkīrtana*—cantar congregacionalmente; *dhūpa*—incenso; *mālya*—guirlandas de flores; *gandha*—perfumes; *mahā-prasāda*—restos de alimento oferecido a Viṣṇu; *bhojana*—comer ou desfrutar.", "translation": "**\"A pessoa deve (17) circungirar o templo, (18) recitar várias orações, (19) cantar suavemente, (20) cantar congregacionalmente, (21) cheirar o incenso e as guirlandas de flores oferecidas à Deidade, e (22) comer os restos do alimento oferecido à Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/124/", "verse_text": "ārātrika-mahotsava-śrīmūrti-darśana\n\nnija-priya-dāna, dhyāna, tadīya-sevana", "devanagari": "> আরাত্রিক-মহোত্সব-শ্রীমূর্তি-দর্শন ।\n> নিজপ্রিয়-দান, ধ্যান, তদীয়-সেবন ॥১২৪॥", "synonyms": "*ārātrika*—ārati; *mahotsava*—festivais; *śrīmūrti-darśana*—ver a Deidade; *nija-priya-dāna*—presentear o Senhor com algo muito caro a si mesmo; *dhyāna*—meditação; *tadīya-sevana*—prestar serviço àqueles relacionados com o Senhor.", "translation": "**\"A pessoa deve (23) assistir ao ārati e aos festivais, (24) ver a Deidade, (25) presentear a Deidade com aquilo que lhe é muito caro, (26) meditar e (27) servir àqueles relacionados com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/125/", "verse_text": "'tadīya'--tulasī, vaiṣṇava, mathurā, bhāgavata\n\nei cārira sevā haya kṛṣṇera abhimata", "devanagari": "> ‘তদীয়’ — তুলসী, বৈষ্ণব, মথুরা, ভাগবত ।\n> এই চারির সেবা হয় কৃষ্ণের অভিমত ॥১২৫॥", "synonyms": "*tadīya*—relacionado ao Senhor; *tulasī*—folhas de tulasī; *vaiṣṇava*—devotos; *mathurā*—o local de nascimento de Kṛṣṇa; *bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavatam; *ei cārira*—destes quatro; *sevā*—o serviço; *haya*—é; *kṛṣṇera abhimata*—o desejo de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Tadīya significa as folhas de tulasī, os devotos de Kṛṣṇa, o local de nascimento de Kṛṣṇa, Mathurā, e a literatura Védica *Śrīmad-Bhāgavatam*. Kṛṣṇa anseia muito ver Seu devoto servir tulasī, os vaiṣṇavas, Mathurā e o *Bhāgavatam*.**", "purport": "Após o item vinte e seis (meditação), o vigésimo sétimo é servir tulasī, o vigésimo oitavo é servir o vaiṣṇava, o vigésimo nono é residir em Mathurā, o local de nascimento do Senhor Kṛṣṇa, e o trigésimo é ler o *Śrīmad-Bhāgavatam* regularmente."}
{"ref": "cc/madhya/22/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/126/", "verse_text": "kṛṣṇārthe akhila-ceṣṭā, tat-kṛpāvalokana\n\njanma-dinādi-mahotsava lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণার্থে অখিল-চেষ্টা, তত্কৃপাবলোকন ।\n> জন্ম-দিনাদি-মহোৎসব লঞা ভক্তগণ ॥১২৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-arthe*—em prol de Kṛṣṇa; *akhila-ceṣṭā*—toda atividade; *tat-kṛpa-avalokana*—buscar Sua misericórdia; *janma-dina-ādi*—o dia do aparecimento e assim por diante; *mahotsava*—festivais; *lañā bhakta-gaṇa*—com os devotos.", "translation": "**\"Trinta e um: deve-se realizar todos os esforços para Kṛṣṇa. (32) Deve-se aguardar Sua misericórdia. (33) Deve-se participar de várias cerimônias com os devotos, cerimônias como o aniversário do Senhor Kṛṣṇa ou o aniversário de Rāmacandra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/127/", "verse_text": "sarvathā śaraṇāpatti, kārtikādi-vrata\n\n'catuḥ-ṣaṣṭi aṅga' ei parama-mahattva", "devanagari": "> সর্বথা শরণাপত্তি, কার্তিকাদি-ব্রত ।\n> ‘চতুঃষষ্টি অঙ্গ’ এই পরম-মহত্ত্ব ॥১২৭॥", "synonyms": "*sarvathā*—em todos os aspectos; *śaraṇa-āpatti*—rendição; *kārtika-ādi-vrata*—observar votos especiais no mês de Kārttika; *catuḥ-ṣaṣṭi aṅga*—sessenta e quatro partes; *ei*—estes; *parama-mahattva*—itens muito importantes.", "translation": "**\"Trinta e quatro: deve-se render a Kṛṣṇa em todos os aspectos. (35) Deve-se observar votos específicos, como o kārtika-vrata. Estes são alguns dos sessenta e quatro itens importantes do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/128/", "verse_text": "sādhu-saṅga, nāma-kīrtana, bhāgavata-śravaṇa\n\nmathurā-vāsa, śrī-mūrtira śraddhāya sevana", "devanagari": "> সাধুসঙ্গ, নামকীর্তন, ভাগবতশ্রবণ  ।\n> মথুরাবাস, শ্রীমূর্তির শ্রদ্ধায় সেবন ॥১২৮॥", "synonyms": "*sādhu-saṅga*—associação com os devotos; *nāma-kīrtana*—cantar o santo nome; *bhāgavata-śravaṇa*—ouvir o Śrīmad-Bhāgavatam; *mathurā-vāsa*—residir em Mathurā; *śrī-mūrtira śraddhāya sevana*—adorar a Deidade com fé e veneração.", "translation": "**\"Deve-se associar-se com os devotos, cantar o santo nome do Senhor, ouvir o *Śrīmad-Bhāgavatam*, residir em Mathurā e adorar a Deidade com fé e veneração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/129/", "verse_text": "sakala-sādhana-śreṣṭha ei pañca aṅga\n\nkṛṣṇa-prema janmāya ei pāṅcera alpa saṅga", "devanagari": "> সকলসাধন-শ্রেষ্ঠ এই পঞ্চ অঙ্গ  ।\n> কৃষ্ণপ্রেম জন্মায় এই পাঁচের অল্প সঙ্গ ॥১২৯॥", "synonyms": "*sakala-sādhana*—de todos os itens para a execução do serviço devocional; *śreṣṭha*—o melhor; *ei pañca aṅga*—estes cinco membros; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *janmāya*—desperta; *ei*—destes; *pāṅcera*—dos cinco; *alpa saṅga*—leve associação com ou execução.", "translation": "**\"Estes cinco membros do serviço devocional são os melhores de todos. Mesmo uma leve execução destes cinco desperta o amor a Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura assinala que há trinta e cinco itens até o ponto de observar votos especiais no mês de Kārttika. A estes trinta e cinco itens, acrescentam-se outros quatro — a saber, marcar tilaka em diferentes partes do corpo, escrever os nomes do Senhor por todo o corpo, aceitar a guirlanda da Deidade e aceitar caraṇāmṛta. Entende-se que Kavirāja Gosvāmī inclui estes quatro itens dentro de arcana, a adoração da Deidade. Embora estes itens não sejam mencionados aqui, devem ser acrescentados aos trinta e cinco anteriores. Assim, o número total chega a trinta e nove. A estes trinta e nove devem-se acrescentar outros cinco: associação com os devotos, cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, ler o *Śrīmad-Bhāgavatam* regularmente, residir em Mathurā, o local de nascimento de Kṛṣṇa, e adorar a Deidade com grande respeito e veneração. Os trinta e nove itens mais estes cinco perfazem um total de quarenta e quatro. Se acrescentarmos os vinte itens anteriores a estes quarenta e quatro, o número total chega a sessenta e quatro. Os cinco itens mencionados acima repetem itens já mencionados anteriormente. No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, Śrīla Rūpa Gosvāmī afirma:\n\naṅgānāṁ pañcakasyāsya\npūrva-vilikhitasya ca\nnikhila-śraiṣṭhya-bodhāya\npunar apy atra śaṁsanam\n\n\"A glorificação destes cinco itens [associação com os devotos, cantar o santo nome e assim por diante] serve para tornar conhecida a completa superioridade destas cinco práticas do serviço devocional.\n\nOs sessenta e quatro itens do serviço devocional incluem todas as atividades do corpo, da mente e dos sentidos. Dessa forma, os sessenta e quatro itens ocupam a pessoa em serviço devocional sob todos os aspectos."}
{"ref": "cc/madhya/22/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/130/", "verse_text": "śraddhā viśeṣataḥ prītiḥ\n\nśrī-mūrter aṅghri-sevane", "devanagari": "> শ্রদ্ধা বিশেষতঃ প্রীতিঃ শ্রীমূর্তেরঙ্ঘ্রিসেবনে ॥১৩০॥", "synonyms": "*śraddhā*—fé; *viśeṣataḥ*—particularmente; *prītiḥ*—amor; *śrī-mūrteḥ*—da forma Deidade do Senhor; *aṅghri-sevane*—no serviço aos pés de lótus.", "translation": "**\" 'Deve-se ter plena fé e amor ao adorar os pés de lótus da Deidade.**", "purport": "Este verso e os dois versos seguintes encontram-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.90-92)."}
{"ref": "cc/madhya/22/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/131/", "verse_text": "śrīmad-bhāgavatārthānām\n\nāsvādo rasikaiḥ saha\n\nsajātīyāśaye snigdhe\n\nsādhau saṅgaḥ svato vare", "devanagari": "> শ্রীমদ্ভাগবতার্থানামাস্বাদো রসিকৈঃ সহ ।\n> সজাতীয়াশয়ে স্নিগ্ধে সাধৌ সঙ্গঃ স্বতো বরে ॥১৩১॥", "synonyms": "*śrīmad-bhāgavata*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *arthānām*—dos significados; *āsvādaḥ*—saborear o gosto; *rasikaiḥ saha*—com os devotos; *sa-jātīya*—semelhante; *āśaye*—dotado de um desejo; *snigdhe*—avançado em afeição devocional; *sādhau*—com um devoto; *saṅgaḥ*—associação; *svataḥ*—para si mesmo; *vare*—melhor.", "translation": "**\" 'Deve-se saborear o significado do *Śrīmad-Bhāgavatam* na associação de devotos puros, e deve-se associar com os devotos que sejam mais avançados do que a própria pessoa e dotados de um tipo semelhante de afeição pelo Senhor.**", "purport": "As palavras sajātīyāśaye snigdhe sādhau saṅgaḥ svato vare são itens muito importantes. Não se deve associar com recitadores profissionais do *Bhāgavatam*. Um recitador profissional do *Bhāgavatam* é aquele que não está na sucessão discipular ou que não tem gosto pelo bhakti-yoga. Simplesmente com base no conhecimento gramatical e no malabarismo com as palavras, os recitadores profissionais mantêm seus corpos e seus desejos de gratificação dos sentidos lendo o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Deve-se também evitar aqueles que são avessos ao Senhor Viṣṇu e a Seus devotos, aqueles que são māyāvādīs, aqueles que ofendem o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa, aqueles que simplesmente se vestem como vaiṣṇavas ou supostos gosvāmīs, e aqueles que fazem um negócio vendendo mantras Védicos e recitando o *Śrīmad-Bhāgavatam* para sustentar suas famílias. Não se deve tentar compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam* a partir de tais pessoas materialistas. Segundo os preceitos Védicos: yasya deve parā bhaktiḥ. O *Śrīmad-Bhāgavatam* só pode ser recitado por aquele que tem fé inabalável nos pés de lótus de Kṛṣṇa e de Seu devoto, o mestre espiritual. Deve-se tentar compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam* a partir do mestre espiritual. O preceito Védico afirma: bhaktyā bhāgavataṁ grāhyaṁ na buddhyā na ca ṭīkayā. A pessoa tem de compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam* por meio do processo do serviço devocional e ouvindo a recitação de um devoto puro. Estes são os preceitos da literatura Védica — śruti e smṛti. Aqueles que não estão na sucessão discipular e que não são devotos puros não podem compreender o verdadeiro e misterioso objetivo do *Śrīmad-Bhāgavatam* e do Śrīmad *Bhagavad-gītā*."}
{"ref": "cc/madhya/22/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/132/", "verse_text": "nāma-saṅkīrtanaṁ śrīman-\n\nmathurā-maṇḍale sthitiḥ", "devanagari": "> নামসংকীর্তনং শ্রীমন্মথুরামণ্ডলে স্থিতিঃ ॥১৩২॥", "synonyms": "*nāma-saṅkīrtanam*—cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *śrīman-mathurā-maṇḍale*—em Mathurā, onde Kṛṣṇa especificamente realiza Seus passatempos; *sthitiḥ*—residência.", "translation": "**\" 'Deve-se cantar congregacionalmente o santo nome do Senhor e residir em Vṛndāvana.'**", "purport": "Navadvīpa-dhāma, Jagannātha Purī-dhāma e Vṛndāvana-dhāma são considerados idênticos. Se alguém vai a Mathurā-maṇḍala-bhūmi para a gratificação dos sentidos ou para ganhar a vida, comete uma ofensa e é condenado. Quem quer que assim proceda deverá ser penalizado na próxima vida, tornando-se um porco ou um macaco em Vṛndāvana-dhāma. Após assumir tal corpo, o ofensor é liberado na vida seguinte. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que residir em Vṛndāvana com a intenção de desfrutar da gratificação dos sentidos certamente conduz um suposto devoto a uma espécie inferior."}
{"ref": "cc/madhya/22/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/133/", "verse_text": "durūhādbhuta-vīrye 'smin\n\nśraddhā dūre 'stu pañcake\n\nyatra svalpo 'pi sambandhaḥ\n\nsad-dhiyāṁ bhāva-janmane", "devanagari": "> দুরূহাদ্ভুতবীর্যেঽস্মিন্ শ্রদ্ধা দূরেঽস্তু পঞ্চকে ।\n> যত্র স্বল্পোঽপি সম্বন্ধঃ সদ্ধিয়াং ভাবজন্মনে ॥১৩৩॥", "synonyms": "*durūha*—difícil de conciliar; *adbhuta*—maravilhoso; *vīrye*—no poder; *asmin*—neste; *śraddhā*—fé; *dūre*—distante; *astu*—que esteja; *pañcake*—nos cinco princípios acima mencionados; *yatra*—no qual; *svalpaḥ*—um pouco; *api*—mesmo; *sambandhaḥ*—conexão; *sat-dhiyām*—daqueles que são inteligentes e isentos de ofensas; *bhāva-janmane*—para despertar o amor adormecido por Kṛṣṇa.", "translation": "**\" 'O poder destes cinco princípios é deveras maravilhoso e difícil de conciliar. Mesmo sem fé neles, uma pessoa que seja isenta de ofensas pode experimentar o amor adormecido por Kṛṣṇa simplesmente por estar um pouco conectada com eles.'**", "purport": "Este verso também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.238)."}
{"ref": "cc/madhya/22/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/134/", "verse_text": "'eka' aṅga sādhe, keha sādhe 'bahu' aṅga\n\n'niṣṭhā' haile upajaya premera taraṅga", "devanagari": "> ‘এক’ অঙ্গ সাধে, কেহ সাধে ‘বহু’ অঙ্গ ।\n> ‘নিষ্ঠা’ হৈলে উপজয় প্রেমের তরঙ্গ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*eka*—uma; *aṅga*—porção; *sādhe*—executa; *keha*—alguém; *sādhe*—executa; *bahu*—muitas; *aṅga*—porções; *niṣṭhā*—fé firme; *haile*—se houver; *upa-jaya*—despertam; *premera*—do amor a Deus; *taraṅga*—as ondas.", "translation": "**\"Quando a pessoa está firmemente fixa no serviço devocional, quer execute um, quer execute muitos processos do serviço devocional, as ondas do amor a Deus despertarão.**", "purport": "Os processos do serviço devocional são śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ smaraṇaṁ pāda-sevanam arcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ sakhyam ātma-nivedanam."}
{"ref": "cc/madhya/22/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/135/", "verse_text": "'eka' aṅge siddhi pāila bahu bhakta-gaṇa\n\nambarīṣādi bhaktera 'bahu' aṅga-sādhana", "devanagari": "> ‘এক’ অঙ্গে সিদ্ধি পাইল বহু ভক্তগণ ।\n> অম্বরীষাদি ভক্তের ‘বহু’ অঙ্গ-সাধন ॥১৩৫॥", "synonyms": "*eka aṅge*—por uma porção; *siddhi*—perfeição; *pāila*—alcançaram; *bahu*—muitos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *ambarīṣa-ādi*—o rei Ambarīṣa Mahārāja e outros; *bhaktera*—de devotos; *bahu aṅga-sādhana*—execução de muitos processos do serviço devocional.", "translation": "**\"Há muitos devotos que executam apenas um dos nove processos do serviço devocional. Não obstante, eles alcançam o êxito supremo. Devotos como Mahārāja Ambarīṣa executam todos os nove itens e também alcançam o êxito supremo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/136/", "verse_text": "śrī-viṣṇoḥ śravaṇe parīkṣid abhavad vaiyāsakiḥ kīrtane\n\nprahlādaḥ smaraṇe tad-aṅghri-bhajane lakṣmīḥ pṛthuḥ pūjane\n\nakrūras tv abhivandane kapi-patir dāsye 'tha sakhye 'rjunaḥ\n\nsarvasvātma-nivedane balir abhūt kṛṣṇāptir eṣāṁ parā", "devanagari": "> শ্রীবিষ্ণোঃ শ্রবণে পরীক্ষিদভবদ্বৈয়াসকিঃ কীর্তনে\n> প্রহ্লাদঃ স্মরণে তদঙ্ঘ্রিভজনে লক্ষ্মীঃ পৃথুঃ পূজনে ।\n> অক্রূরস্ত্বভিবন্দনে কপিপতির্দাস্যেঽথ সখ্যেঽর্জুনঃ\n> সর্বস্বাত্মনিবেদনে বলিরভূৎ কৃষ্ণাপ্তিরেষাং পরা ॥১৩৬॥", "synonyms": "*śrī-viṣṇoḥ*—do Senhor Śrī Viṣṇu; *śravaṇe*—em ouvir; *parīkṣit*—o rei Parīkṣit, conhecido também como Viṣṇurāta, ou aquele que é protegido pelo Senhor Viṣṇu; *abhavat*—era; *vaiyāsakiḥ*—Śukadeva Gosvāmī; *kīrtane*—em recitar o Śrīmad-Bhāgavatam; *prahlādaḥ*—Mahārāja Prahlāda; *smaraṇe*—em lembrar; *tat-aṅghri*—dos pés de lótus do Senhor Viṣṇu; *bhajane*—em servir; *lakṣmīḥ*—a deusa da fortuna; *pṛthuḥ*—Mahārāja Pṛthu; *pūjane*—em adorar a Deidade do Senhor; *akrūraḥ*—Akrūra; *tu*—mas; *abhivandane*—em oferecer orações; *kapi-patiḥ*—Hanumānjī, ou Vajrāṅgajī; *dāsye*—em servidão ao Senhor Rāmacandra; *atha*—ademais; *sakhye*—em amizade; *arjunaḥ*—Arjuna; *sarvasva-ātma-nivedane*—em dedicar-se inteiramente; *baliḥ*—Mahārāja Bali; *abhūt*—era; *kṛṣṇa-āptiḥ*—a obtenção dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *eṣām*—de todos eles; *parā*—transcendental.", "translation": "**\" 'Mahārāja Parīkṣit alcançou a mais elevada perfeição, o refúgio aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa, simplesmente por ouvir sobre o Senhor Viṣṇu. Śukadeva Gosvāmī alcançou a perfeição simplesmente por recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Prahlāda Mahārāja alcançou a perfeição por lembrar-se do Senhor. A deusa da fortuna alcançou a perfeição por massagear as pernas transcendentais de Mahā-Viṣṇu. Mahārāja Pṛthu alcançou a perfeição por adorar a Deidade, e Akrūra alcançou a perfeição por oferecer orações ao Senhor. Vajrāṅgajī [Hanumān] alcançou a perfeição por prestar serviço ao Senhor Rāmacandra, e Arjuna alcançou a perfeição simplesmente por ser amigo de Kṛṣṇa. Bali Mahārāja alcançou a perfeição por dedicar tudo aos pés de lótus de Kṛṣṇa.'**", "purport": "Este verso aparece no Padyāvalī (53) e no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.265)."}
{"ref": "cc/madhya/22/137-139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/137-139/", "verse_text": "sa vai manaḥ kṛṣṇa-padāravindayor\n\nvacāṁsi vaikuṇṭha-guṇānuvarṇane\n\nkarau harer mandira-mārjanādiṣu\n\nśrutiṁ cakārācyuta-sat-kathodaye\n\nmukunda-liṅgālaya-darśane dṛśau\n\ntad-bhṛtya-gātra-sparaśe 'ṅga-saṅgamam\n\nghrāṇaṁ ca tat-pāda-saroja-saurabhe\n\nśrīmat-tulasyā rasanāṁ tad-arpite\n\npādau hareḥ kṣetra-padānusarpaṇe\n\nśiro hṛṣīkeśa-padābhivandane\n\nkāmaṁ ca dāsye na tu kāma-kāmyayā\n\nyathottamaḥśloka-janāśrayā ratiḥ", "devanagari": "> স বৈ মনঃ কৃষ্ণপদারবিন্দয়ো- র্বচাংসি বৈকুণ্ঠগুণানুবর্ণনে ।\n> করৌ হরের্মন্দিরমার্জনাদিষু শ্রুতিঞ্চকারাচ্যুত-সৎকথোদয়ে ॥১৩৭॥\n> মুকুন্দলিঙ্গালয়দর্শনে দৃশৌ তদ্ভৃত্যগাত্রস্পরশেঽঙ্গসঙ্গমম্ ৷ ঘ্রাণঞ্চ তৎপাদসরোজসৌরভে শ্রীমত্তুলস্যা রসনাং তদর্পিতে ॥১৩৮॥\n> পাদৌ হরেঃ ক্ষেত্রপদানুসর্পণে শিরো হৃষীকেশ-পদাভিবন্দনে ।\n> কামঞ্চ দাস্যে ন তু কামকাম্যয়া যথোত্তমঃশ্লোকজনাশ্রয়া রতিঃ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*saḥ*—ele (Mahārāja Ambarīṣa); *vai*—certamente; *manaḥ*—a mente; *kṛṣṇa-pada-aravindayoḥ*—nos dois pés de lótus de Kṛṣṇa; *vacāṁsi*—palavras; *vaikuṇṭha-guṇa-anuvarṇane*—em descrever o caráter transcendental de Kṛṣṇa; *karau*—as duas mãos; *hareḥ*—do Senhor Kṛṣṇa ou Viṣṇu; *mandira-mārjana-ādiṣu*—em limpar o templo de Hari e outros deveres semelhantes; *śrutim*—os ouvidos; *cakāra*—ocupou; *acyuta*—do Senhor; *sat-kathā-udaye*—no surgimento de tópicos transcendentais; *mukunda-liṅga*—das Deidades do Senhor; *ālaya*—templos; *darśane*—em visitar; *dṛśau*—os dois olhos; *tat-bhṛtya*—dos servos do Senhor; *gātra*—os corpos; *sparaśe*—em tocar; *aṅga-saṅgamam*—contato corpóreo, como abraçar ou tocar os pés de lótus; *ghrāṇam*—a sensação do olfato; *ca*—e; *tat-pāda-saroja*—dos pés de lótus do Senhor; *saurabhe*—na fragrância; *śrīmat*—muito auspiciosas; *tulasyāḥ*—das folhas de tulasī; *rasanām*—a língua; *tat-arpite*—no alimento oferecido ao Senhor; *pādau*—os dois pés; *hareḥ*—do Senhor; *kṣetra*—o local de peregrinação; *pada-anusarpaṇe*—em caminhar até; *śiraḥ*—a cabeça; *hṛṣīkeśa*—do Senhor dos sentidos, a Personalidade de Deus; *pada-abhivandane*—em oferecer orações aos pés de lótus; *kāmam*—todos os desejos; *dāsye*—em servir o Senhor; *na*—não; *tu*—mas; *kāma-kāmyayā*—com um desejo de gratificação dos sentidos; *yathā*—tanto quanto; *uttamaḥ-śloka*—do Senhor, que é adorado por poemas selecionados; *jana*—no devoto; *āśrayā*—tendo refúgio; *ratiḥ*—apego.", "translation": "**\" 'Mahārāja Ambarīṣa sempre ocupava sua mente nos pés de lótus de Kṛṣṇa, suas palavras em descrever o mundo espiritual e a Suprema Personalidade de Deus, suas mãos em limpar e lavar o templo do Senhor, seus ouvidos em ouvir tópicos sobre o Senhor Supremo, seus olhos em ver a Deidade do Senhor Kṛṣṇa no templo, seu corpo em tocar os pés de lótus dos vaiṣṇavas e abraçá-los, suas narinas em cheirar o aroma das folhas de tulasī oferecidas aos pés de lótus de Kṛṣṇa, sua língua em saborear o alimento oferecido a Kṛṣṇa, suas pernas em ir a locais de peregrinação como Vṛndāvana e Mathurā ou ao templo do Senhor, e sua cabeça em tocar os pés de lótus do Senhor e oferecer-Lhe orações. Assim, Mahārāja Ambarīṣa desejava apenas servir o Senhor fielmente. Dessa maneira, ocupou seus sentidos no transcendental serviço amoroso ao Senhor. Como resultado, despertou sua adormecida propensão amorosa pelo serviço ao Senhor.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.4.18-20)."}
{"ref": "cc/madhya/22/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/140/", "verse_text": "kāma tyaji' kṛṣṇa bhaje śāstra-ājñā māni'\n\ndeva-ṛṣi-pitrādikera kabhu nahe ṛṇī", "devanagari": "> কাম ত্যজি’ কৃষ্ণ ভজে শাস্ত্র-আজ্ঞা মানি’ ৷\n> দেব-ঋষি-পিত্রাদিকের কভু নহে ঋণী ॥১৪০॥", "synonyms": "*kāma*—desejos materiais; *tyaji'*—abandonando; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhaje*—adora; *śāstra-ājñā*—a orientação das escrituras reveladas; *māni'*—aceitando; *deva*—semideuses; *ṛṣi*—grandes sábios; *pitṛ-ādikera*—dos antepassados e assim por diante; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não; *ṛṇī*—devedor.", "translation": "**\"Se a pessoa abandona todos os desejos materiais e se ocupa por completo no serviço transcendental e amoroso de Kṛṣṇa, conforme prescrito nas escrituras reveladas, ela jamais fica em dívida com os semideuses, os sábios ou os antepassados.**", "purport": "Após o nascimento, todo homem fica endividado de inúmeras maneiras. Está em dívida com os semideuses por suprirem necessidades como ar, luz e água. Quando alguém se vale das literaturas Védicas, fica em dívida com grandes sábios como Vyāsadeva, Nārada, Devala e Asita. Quando alguém nasce em determinada família, fica em dívida com seus antepassados. Estamos endividados até mesmo com entidades vivas comuns, como as vacas, das quais tomamos leite. Visto que aceitamos serviço de tantos animais, ficamos endividados. No entanto, se a pessoa se ocupa por completo no serviço devocional do Senhor, fica absolvida de todas as dívidas. Isso é confirmado no verso seguinte, citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.41)."}
{"ref": "cc/madhya/22/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/141/", "verse_text": "devarṣi-bhūtāpta-nṛṇāṁ pitṝṇāṁ\n\nna kiṅkaro nāyam ṛṇī ca rājan\n\nsarvātmanā yaḥ śaraṇaṁ śaraṇyaṁ\n\ngato mukundaṁ parihṛtya kartam", "devanagari": "> দেবর্ষিভূতাপ্তনৃণাং পিতৄণাং\n> ন কিঙ্করো নায়মৃণী চ রাজন্ ।\n> সর্বাত্মনা যঃ শরণং শরণ্যং\n> গতো মুকুন্দং পরিহৃত্য কর্তম্ ॥১৪১॥", "synonyms": "*deva*—dos semideuses; *ṛṣi*—dos sábios; *bhūta*—das entidades vivas comuns; *āpta*—de amigos e parentes; *nṛṇām*—dos homens comuns; *pitṝṇām*—dos antepassados; *na*—não; *kiṅkaraḥ*—o servo; *na*—nem; *ayam*—este; *ṛṇī*—devedor; *ca*—também; *rājan*—ó rei; *sarva-ātmanā*—com todo o seu ser; *yaḥ*—uma pessoa que; *śaraṇam*—refúgio; *śaraṇyam*—a Suprema Personalidade de Deus, que concede refúgio a todos; *gataḥ*—aproximou-se; *mukundam*—de Mukunda; *parihṛtya*—abandonando; *kartam*—deveres.", "translation": "**\" 'Quem abandonou todos os deveres materiais e se refugiou plenamente aos pés de lótus de Mukunda, que dá refúgio a todos, não está em dívida com os semideuses, os grandes sábios, as entidades vivas comuns, os parentes, os amigos, a humanidade nem mesmo com os antepassados que já partiram.'**", "purport": "Afirma-se:\n\nadhyāpanaṁ brahma-yajñaḥ\n\npitṛ-yajñas tu tarpaṇam\n\nhomo daivo balir bhauto\n\nnṛ-yajño 'tithi-pūjanam\n\n\"Ao realizar oblações com ghī, os semideuses ficam satisfeitos. Mediante o estudo dos *Vedas*, realiza-se o brahma-yajña, e com isso os grandes sábios ficam satisfeitos. Oferecer libações de água diante dos antepassados chama-se pitṛ-yajña. Ao oferecer tributo, realiza-se o bhūta-yajña. Ao receber adequadamente os hóspedes, realiza-se o nṛ-yajña.\" Há cinco yajñas e cinco espécies de endividamento — endividamento com os semideuses, os grandes sábios, os antepassados, as entidades vivas e os homens comuns. Por conseguinte, a pessoa tem de realizar cinco espécies de yajñas; mas, quando se dedica ao saṅkīrtana-yajña (o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa), não precisa realizar nenhum outro yajña. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, Nārada Muni fez uma declaração sobre a realização sistemática do bhāgavata-dharma em conexão com as afirmações feitas anteriormente pelos nove Yogendras perante Mahārāja Nimi. O sábio Karabhājana Ṛṣi explicou as quatro encarnações dos quatro yugas e, ao final, neste verso (texto 141), explicou a posição do devoto puro de Kṛṣṇa e como ele é absolvido de todas as dívidas."}
{"ref": "cc/madhya/22/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/142/", "verse_text": "vidhi-dharma chāḍi' bhaje kṛṣṇera caraṇa\n\nniṣiddha pāpācāre tāra kabhu nahe mana", "devanagari": "> বিধি-ধর্ম ছাড়ি’ ভজে কৃষ্ণের চরণ ।\n> নিষিদ্ধ পাপাচারে তার কভু নহে মন ॥১৪২॥", "synonyms": "*vidhi-dharma chāḍi'*—abandonando todos os princípios reguladores da instituição de varṇa e āśrama; *bhaje*—adora; *kṛṣṇera caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *niṣiddha*—proibidas; *pāpa-ācāre*—em atividades pecaminosas; *tāra*—sua; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Embora o devoto puro não siga todos os princípios reguladores do varṇāśrama, ele adora os pés de lótus de Kṛṣṇa. Por isso, naturalmente não tem nenhuma tendência a cometer pecados.**", "purport": "A instituição do varṇāśrama é planejada de tal maneira que a pessoa não cometa atividades pecaminosas. A existência material prossegue devido à atividade pecaminosa. Quando alguém age pecaminosamente nesta vida, obtém um corpo apropriado para a próxima vida. Quando age pecaminosamente outra vez, assume mais um corpo material. Dessa maneira, a pessoa permanece continuamente sob a influência da natureza material.\n\npuruṣaḥ prakṛti-stho hi\n\nbhuṅkte prakṛti-jān guṇān\n\nkāraṇaṁ guṇa-saṅgo 'sya\n\nsad-asad-yoni-janmasu\n\n\"A entidade viva na natureza material segue, assim, os caminhos da vida, desfrutando os três modos da natureza material. Isso se deve à sua associação com essa natureza material. Dessa forma, ela se depara com o bem e o mal entre as várias espécies.\" (Bg. 13.22)\n\nDevido à nossa associação com os modos da natureza material, obtemos diferentes tipos de corpos — bons e maus. Ninguém pode liberar-se do ciclo de nascimentos e mortes, conhecido como transmigração da alma, a menos que se livre por completo de todas as atividades pecaminosas. O melhor processo, portanto, é adotar a consciência de Kṛṣṇa. Ninguém pode adotar a consciência de Kṛṣṇa sem livrar-se de todas as atividades pecaminosas. Naturalmente, quem é muito sério quanto à consciência de Kṛṣṇa livra-se de toda atividade pecaminosa. Em consequência, o devoto jamais se inclina a cometer pecados. Se a pessoa for pressionada pela lei ou por obrigações a abandonar a atividade pecaminosa, não conseguirá fazê-lo. Contudo, se adotar a consciência de Kṛṣṇa, poderá abandonar muito facilmente toda atividade pecaminosa. Isto se confirma aqui."}
{"ref": "cc/madhya/22/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/143/", "verse_text": "ajñāne vā haya yadi 'pāpa' upasthita\n\nkṛṣṇa tāṅre śuddha kare, nā karāya prāyaścitta", "devanagari": "> অজ্ঞানে বা হয় যদি ‘পাপ’ উপস্থিত ।\n> কৃষ্ণ তাঁরে শুদ্ধ করে, না করায় প্রায়শ্চিত্ত ॥১৪৩॥", "synonyms": "*ajñāne*—por ignorância; *vā*—ou; *haya*—há; *yadi*—se; *pāpa*—atividades pecaminosas; *upasthita*—presentes; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāṅre*—a ele (o devoto); *śuddha kare*—purifica; *nā karāya*—não faz com que realize; *prāyaścitta*—expiação.", "translation": "**\"Se, no entanto, um devoto se envolve acidentalmente em alguma atividade pecaminosa, Kṛṣṇa o purifica. Ele não precisa submeter-se à forma reguladora de expiação.**", "purport": "Kṛṣṇa purifica a partir de dentro, como caitya-guru, o mestre espiritual situado no coração. Isso é descrito no verso seguinte, do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.42)."}
{"ref": "cc/madhya/22/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/144/", "verse_text": "svapāda-mūlaṁ bhajataḥ priyasya\n\ntyaktānya-bhāvasya hariḥ pareśaḥ\n\nvikarma yac cotpatitaṁ kathañcit\n\ndhunoti sarvaṁ hṛdi sanniviṣṭaḥ", "devanagari": "> স্বপাদমূলং ভজতঃ প্রিয়স্য\n> ত্যক্তান্যভাবস্য হরিঃ পরেশঃ ।\n> বিকর্ম যচ্চোৎপতিতং কথঞ্চিদ্\n> ধুনোতি সর্বং হৃদি সন্নিবিষ্টঃ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*sva-pāda-mūlam*—os pés de lótus de Kṛṣṇa, o refúgio dos devotos; *bhajataḥ*—que está ocupado em adorar; *priyasya*—que é muito querido por Kṛṣṇa; *tyakta*—abandonada; *anya*—por outros; *bhāvasya*—de quem a disposição ou inclinação; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *para-īśaḥ*—o Senhor Supremo; *vikarma*—atividades pecaminosas; *yat*—quaisquer; *ca*—e; *utpatitam*—ocorreram; *kathañcit*—de algum modo; *dhunoti*—remove; *sarvam*—tudo; *hṛdi*—no coração; *sanniviṣṭaḥ*—entrou.", "translation": "**\" 'Quem abandonou tudo e se refugiou plenamente aos pés de lótus de Hari, a Suprema Personalidade de Deus, é muito querido por Kṛṣṇa. Se, por acidente, vier a envolver-se em alguma atividade pecaminosa, a Suprema Personalidade de Deus, que está situado no coração de todos, remove-lhe os pecados sem dificuldade.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/145/", "verse_text": "jñāna-vairāgyādi--bhaktira kabhu nahe 'aṅga'\n\nahiṁsā-yama-niyamādi bule kṛṣṇa-bhakta-saṅga", "devanagari": "> জ্ঞান-বৈরাগ্যাদি — ভক্তির কভু নহে ‘অঙ্গ’ ৷\n> অহিংসাযম-নিয়মাদি বুলে কৃষ্ণভক্ত-সঙ্গ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*jñāna*—a senda do conhecimento; *vairāgya-ādi*—a senda da renúncia e assim por diante; *bhaktira*—do serviço devocional; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não; *aṅga*—uma parte; *ahiṁsā*—não violência; *yama*—controle dos sentidos e da mente; *niyama-ādi*—restrições e assim por diante; *bule*—vagueiam; *kṛṣṇa-bhakta-saṅga*—na associação de um devoto do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A senda do conhecimento especulativo e da renúncia não é muito essencial para o serviço devocional. De fato, boas qualidades como a não violência e o controle da mente e dos sentidos acompanham automaticamente o devoto do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Às vezes, um devoto neófito ou uma pessoa comum tem em alta conta o conhecimento especulativo, a austeridade, as penitências e a renúncia, considerando-os a única senda para o avanço no serviço devocional. Na verdade, isso não é um fato. A senda do conhecimento, do yoga místico e da renúncia nada tem a ver com a alma pura. Quando a pessoa está temporariamente no mundo material, tais processos podem ajudar um pouco, mas não são necessários para o devoto puro de Kṛṣṇa. No mundo material, tais atividades terminam em desfrute material ou na fusão com a refulgência do Supremo. Elas nada têm a ver com o eterno serviço amoroso ao Senhor. Se a pessoa abandona o conhecimento especulativo e simplesmente se ocupa no serviço devocional, ela atingiu sua perfeição. O devoto não tem necessidade de conhecimento especulativo, atividade piedosa ou yoga místico. Tudo isso está automaticamente presente quando alguém presta ao Senhor o serviço transcendental e amoroso."}
{"ref": "cc/madhya/22/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/146/", "verse_text": "tasmān mad-bhakti-yuktasya\n\nyogino vai mad-ātmanaḥ\n\nna jñānaṁ na ca vairāgyaṁ\n\nprāyaḥ śreyo bhaved iha", "devanagari": "> তস্মান্মদ্ভক্তিযুক্তস্য যোগিনো বৈ মদাত্মনঃ ।\n> ন জ্ঞানং ন চ বৈরাগ্যং প্রায়ঃ শ্রেয়ো ভবেদিহ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*tasmāt*—portanto; *mat-bhakti*—em Meu serviço devocional; *yuktasya*—de quem está ocupado; *yoginaḥ*—o yogī ou místico de primeira classe; *vai*—certamente; *mat-ātmanaḥ*—cuja mente está sempre ocupada em Mim; *na*—não; *jñānam*—conhecimento especulativo; *na*—não; *ca*—também; *vairāgyam*—renúncia árida; *prāyaḥ*—em sua maior parte; *śreyaḥ*—benéfica; *bhavet*—seria; *iha*—neste mundo.", "translation": "**\" 'Para aquele que está plenamente ocupado em Meu serviço devocional, cuja mente está fixa em Mim em bhakti-yoga, a senda do conhecimento especulativo e da renúncia árida não é muito benéfica.'**", "purport": "A senda do serviço devocional é sempre independente de qualquer outra atividade. A senda do conhecimento especulativo ou do yoga místico pode ser um pouco benéfica no início, mas não pode ser considerada parte do serviço devocional. Este verso (*Śrīmad-Bhāgavatam* 11.20.31) foi falado pelo Senhor Kṛṣṇa quando Ele falava a Uddhava, antes de Sua partida deste mundo material. Estas são instruções importantes dadas diretamente pelo Senhor Kṛṣṇa. Śrī Uddhava perguntou ao Senhor sobre as duas espécies de instruções dadas nos *Vedas*. Uma instrução chama-se pravṛtti-mārga, e a outra chama-se nivṛtti-mārga. São orientações para desfrutar o mundo material segundo os princípios reguladores e depois abandonar o mundo material em prol de uma compreensão espiritual mais elevada. Às vezes, a pessoa não sabe se deve praticar o conhecimento especulativo ou o yoga místico para avançar no conhecimento espiritual. Kṛṣṇa explica a Uddhava que o processo mecânico do conhecimento especulativo e do yoga não é necessário para o avanço no serviço devocional. O serviço devocional é completamente espiritual; nada tem a ver com coisas materiais. Ele é despertado ao ouvir e cantar na associação dos devotos. Como o serviço devocional é sempre transcendental, nada tem a ver com a atividade material."}
{"ref": "cc/madhya/22/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/147/", "verse_text": "ete na hy adbhutā vyādha\n\ntavāhiṁsādayo guṇāḥ\n\nhari-bhaktau pravṛttā ye\n\nna te syuḥ paratāpinaḥ", "devanagari": "> এতে ন হ্যদ্ভুতা ব্যাধ তবাহিংসাদয়ো গুণাঃ ।\n> হরিভক্তৌ প্রবৃত্তা যে ন তে স্যুঃ পরতাপিনঃ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*ete*—todas estas; *na*—não; *hi*—certamente; *adbhutāḥ*—maravilhosas; *vyādha*—ó caçador; *tava*—tuas; *ahiṁsā-ādayaḥ*—a não violência e outras; *guṇāḥ*—qualidades; *hari-bhaktau*—no serviço devocional; *pravṛttāḥ*—ocupados; *ye*—aqueles que; *na*—não; *te*—eles; *syuḥ*—são; *paratāpinaḥ*—invejosos de outras entidades vivas.", "translation": "**\" 'Ó caçador, boas qualidades como a não violência, que desenvolveste, não são muito surpreendentes, pois aqueles que se ocupam no serviço devocional do Senhor jamais se inclinam a causar dor aos outros por inveja.'**", "purport": "Esta é uma citação do Skanda Purāṇa."}
{"ref": "cc/madhya/22/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/148/", "verse_text": "vaidhī-bhakti-sādhanera kahiluṅ vivaraṇa\n\nrāgānugā-bhaktira lakṣaṇa śuna, sanātana", "devanagari": "> বৈধীভক্তি-সাধনের কহিলুঁ বিবরণ ৷\n> রাগানুগা-ভক্তির লক্ষণ শুন, সনাতন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*vaidhī-bhakti*—do serviço devocional segundo os princípios reguladores; *sādhanera*—da execução; *kahiluṅ*—fiz; *vivaraṇa*—descrição; *rāgānugā-bhaktira*—do serviço devocional espontâneo; *lakṣaṇa*—os sintomas; *śuna*—por favor, ouve; *sanātana*—ó Sanātana.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, descrevi agora em detalhes o serviço devocional segundo os princípios reguladores. Ouve agora de Mim sobre o serviço devocional espontâneo e suas características.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/149/", "verse_text": "rāgātmikā-bhakti--'mukhyā' vraja-vāsi-jane\n\ntāra anugata bhaktira 'rāgānugā'-nāme", "devanagari": "> রাগাত্মিকা-ভক্তি — ‘মুখ্যা’ ব্রজবাসি-জনে ৷\n> তার অনুগত ভক্তির ‘রাগানুগা’-নামে ॥১৪৯॥", "synonyms": "*rāgātmikā-bhakti*—serviço devocional espontâneo; *mukhyā*—preeminente; *vraja-vāsi-jane*—nos habitantes de Vraja, ou Vṛndāvana; *tāra*—esse; *anugata*—seguindo; *bhaktira*—do serviço devocional; *rāgānugā-nāme*—chamado rāgānugā, ou que segue o serviço devocional espontâneo.", "translation": "**\"Os habitantes originais de Vṛndāvana estão apegados a Kṛṣṇa espontaneamente no serviço devocional. Nada se compara a esse serviço devocional espontâneo, que se chama rāgātmikā bhakti. Quando um devoto segue os passos dos devotos de Vṛndāvana, seu serviço devocional chama-se rāgānugā bhakti.**", "purport": "Em seu Bhakti-sandarbha, Jīva Gosvāmī afirma:\n\ntad evaṁ tat-tad-abhimāna-lakṣaṇa-bhāva-viśeṣveṇa svābhāvika-rāgasya vaiśiṣṭye sati tat-tad-rāga-prayuktā śravaṇa-kīrtana-smaraṇa-pāda-sevana-vandanātma-nivedana-prāyā bhaktis teṣāṁ rāgātmikā bhaktir ity ucyate.... tatas tadīyaṁ rāgaṁ rucyānugacchantī sā rāgānugā.\n\nQuando um devoto puro segue os passos de um devoto de Vṛndāvana, ele desenvolve rāgānugā bhakti."}
{"ref": "cc/madhya/22/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/150/", "verse_text": "iṣṭe svārasikī rāgaḥ\n\nparamāviṣṭatā bhavet\n\ntanmayī yā bhaved bhaktiḥ\n\nsātra rāgātmikoditā", "devanagari": "> ইষ্টে স্বারসিকী রাগঃ পরমাবিষ্টতা ভবেত্ ।\n> তন্ময়ী যা ভবেদ্ভক্তিঃ সাত্র রাগাত্মিকোদিতা ॥১৫০॥", "synonyms": "*iṣṭe*—para com o objeto desejado da vida; *svārasikī*—apropriada à própria aptidão original de amor; *rāgaḥ*—apego; *parama-āviṣṭatā*—absorção no serviço do Senhor; *bhavet*—é; *tat-mayī*—consistindo nesse apego transcendental; *yā*—o qual; *bhavet*—é; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *sā*—esse; *atra*—aqui; *rāgātmikā-uditā*—chamado rāgātmikā, ou serviço devocional espontâneo.", "translation": "**\" 'Quando alguém se apega à Suprema Personalidade de Deus, sua inclinação natural a amar fica plenamente absorta em pensamentos sobre o Senhor. Isso se chama apego transcendental, e o serviço devocional segundo esse apego chama-se rāgātmikā, ou serviço devocional espontâneo.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.272)."}
{"ref": "cc/madhya/22/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/151/", "verse_text": "iṣṭe 'gāḍha-tṛṣṇā'--rāgera svarūpa-lakṣaṇa\n\niṣṭe 'āviṣṭatā'--ei taṭastha-lakṣaṇa", "devanagari": "> ইষ্টে ‘গাঢ়-তৃষ্ণা’ — রাগের স্বরূপ-লক্ষণ ।\n> ইষ্টে ‘আবিষ্টতা’ — এই তটস্থ-লক্ষণ ॥১৫১॥", "synonyms": "*iṣṭe*—para com o objeto desejado, a Suprema Personalidade de Deus; *gāḍha-tṛṣṇā*—apego profundo; *rāgera*—do amor espontâneo; *svarūpa-lakṣaṇa*—o sintoma primário; *iṣṭe*—para com o Supremo; *āviṣṭatā*—absorção; *ei*—este; *taṭastha-lakṣaṇa*—o sintoma marginal.", "translation": "**\"A característica primária do amor espontâneo é o apego profundo pela Suprema Personalidade de Deus. A absorção n'Ele é uma característica marginal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/152/", "verse_text": "rāgamayī-bhaktira haya 'rāgātmikā' nāma\n\ntāhā śuni' lubdha haya kona bhāgyavān", "devanagari": "> রাগময়ী-ভক্তির হয় ‘রাগাত্মিকা’ নাম ৷\n> তাহা শুনি’ লুব্ধ হয় কোন ভাগ্যবান্ ॥১৫২॥", "synonyms": "*rāga-mayī*—que consiste em apego; *bhaktira*—do serviço devocional; *haya*—é; *rāgātmikā*—amor espontâneo; *nāma*—o nome; *tāhā śuni'*—ao ouvir isso; *lubdha*—cobiçoso; *haya*—torna-se; *kona bhāgyavān*—alguma pessoa afortunada.", "translation": "**\"Assim, o serviço devocional que consiste em rāga [apego profundo] chama-se rāgātmikā, serviço amoroso espontâneo. Se um devoto cobiça tal posição, considera-se que ele é o mais afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/153/", "verse_text": "lobhe vraja-vāsīra bhāve kare anugati\n\nśāstra-yukti nāhi māne--rāgānugāra prakṛti", "devanagari": "> লোভে ব্রজবাসীর ভাবে করে অনুগতি ।\n> শাস্ত্রযুক্তি নাহি মানে — রাগানুগার প্রকৃতি ॥১৫৩॥", "synonyms": "*lobhe*—nessa cobiça; *vraja-vāsīra bhāve*—nos estados de espírito dos habitantes de Vṛndāvana, Vraja; *kare anugati*—segue; *śāstra-yukti*—os preceitos ou raciocínios dos śāstras; *nāhi māne*—não acata; *rāgānugāra*—do amor espontâneo; *prakṛti*—a natureza.", "translation": "**\"Se alguém seguir os passos dos habitantes de Vṛndāvana movido por essa cobiça transcendental, não se importará com os preceitos nem os raciocínios do śāstra. Esse é o caminho do amor espontâneo.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que um devoto é atraído pelo serviço dos habitantes de Vṛndāvana — a saber, os vaqueiros, Mahārāja Nanda, mãe Yaśodā, Rādhārāṇī, as *gopīs,* e as vacas e bezerros. Um devoto avançado é atraído pelo serviço prestado por um servo eterno do Senhor. Essa atração é chamada de atração espontânea. Tecnicamente é denominada *svarūpa-upalabdhi.* Esse estágio não se alcança no princípio. No início, é preciso prestar serviço estritamente de acordo com os princípios regulativos estabelecidos pelas escrituras reveladas e pelo mestre espiritual. Ao prestar serviço continuamente pelo processo do *vaidhī bhakti,* a inclinação natural vai sendo gradualmente despertada. Isso é chamado de atração espontânea, ou *rāgānugā bhakti.*\n\nUm devoto avançado situado na plataforma da espontaneidade já é muito versado nas instruções dos *śāstras,* na lógica e na argumentação. Quando chega ao ponto do amor eterno por Kṛṣṇa, ninguém pode desviá-lo dessa posição, nem por argumentos nem por evidências do *śāstra.* Um devoto avançado realizou seu relacionamento eterno com o Senhor e, por conseguinte, não aceita a lógica e os argumentos alheios. Tal devoto avançado nada tem a ver com os *sahajiyās,* que fabricam seu próprio caminho e cometem pecados ao se entregarem ao sexo ilícito, à intoxicação e ao jogo, quando não ao consumo de carne. Às vezes os *sahajiyās* imitam devotos avançados e vivem à sua própria maneira caprichosa, evitando os princípios estabelecidos nas escrituras reveladas. A menos que se siga os seis Gosvāmīs — Śrī Rūpa, Sanātana, Raghunātha Bhaṭṭa, Śrī Jīva, Gopāla Bhaṭṭa e Raghunātha dāsa —, não se pode ser um genuíno amante espontâneo de Kṛṣṇa. A esse respeito, Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura diz: *rūpa-raghunātha-pade haibe ākuti kabe hāma bujhaba se yugala pirīti.* A compreensão dos *sahajiyās* sobre os assuntos amorosos entre Rādhā e Kṛṣṇa não é genuína, porque eles não seguem os princípios estabelecidos pelos seis Gosvāmīs. Sua ligação ilícita, sua imitação do traje de Rūpa Gosvāmī e sua rejeição dos métodos prescritos pelas escrituras reveladas os conduzirão às regiões mais baixas do inferno. Esses *sahajiyās* imitadores são trapaceados e infortunados. Não são iguais aos devotos avançados (*paramahaṁsas*). Libertinos e *paramahaṁsas* não estão no mesmo nível."}
{"ref": "cc/madhya/22/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/154/", "verse_text": "virājantīm abhivyaktāṁ\n\nvraja-vāsi-janādiṣu\n\nrāgātmikām anusṛtā\n\nyā sā rāgānugocyate", "devanagari": "> বিরাজন্তীমভিব্যক্তাং ব্ৰজবাসিজনাদিষু ।\n> রাগাত্মিকামনুসৃতা যা সা রাগানুগোচ্যতে ॥১৫৪॥", "synonyms": "*virājantīm*—brilhando intensamente; *abhivyaktām*—plenamente expresso; *vraja-vāsi-jana-ādiṣu*—entre os habitantes eternos de Vṛndāvana; *rāgātmikā*—serviço devocional que consiste em amor espontâneo; *anusṛtā*—seguindo; *yā*—o qual; *sā*—esse; *rāgānugā*—serviço devocional que segue na esteira do amor espontâneo; *ucyate*—chama-se.", "translation": "**\" 'O serviço devocional em amor espontâneo é vividamente expresso e manifestado pelos habitantes de Vṛndāvana. O serviço devocional que está de acordo com o serviço devocional deles chama-se rāgānugā bhakti, ou serviço devocional que segue na esteira do serviço amoroso espontâneo.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.270)."}
{"ref": "cc/madhya/22/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/155/", "verse_text": "tat-tad-bhāvādi-mādhurye\n\nśrute dhīr yad apekṣate\n\nnātra śāstraṁ na yuktiṁ ca\n\ntal lobhotpatti-lakṣaṇam", "devanagari": "> তত্তদ্ভাবাদিমাধুর্যে শ্রুতে ধীর্যদপেক্ষতে ।\n> নাত্র শাস্ত্রং ন যুক্তিঞ্চ তল্লোভোৎপত্তিলক্ষণম্ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*tat-tat*—respectivos; *bhāva-ādi-mādhurye*—a doçura dos estados de espírito amorosos (a saber, śānta-rasa, dāsya-rasa, sakhya-rasa, vātsalya-rasa e mādhurya-rasa) dos habitantes de Vṛndāvana; *śrute*—quando ouvida; *dhīḥ*—a inteligência; *yat*—a qual; *apekṣate*—depende de; *na*—não; *atra*—aqui; *śāstram*—as escrituras reveladas; *na*—não; *yuktim*—lógica e argumento; *ca*—também; *tat*—essa; *lobha*—da cobiça de seguir os passos; *utpatti-lakṣaṇam*—o sintoma do despertar.", "translation": "**\" 'Quando um devoto avançado e realizado ouve a respeito dos afazeres dos devotos de Vṛndāvana – nas doçuras de śānta, dāsya, sakhya, vātsalya e mādhurya –, ele se inclina nesse sentido, e sua inteligência se sente atraída. De fato, ele começa a cobiçar aquele tipo específico de devoção. Quando tal cobiça desperta, a inteligência da pessoa já não depende da instrução do śāstra, da escritura revelada, da lógica ou do argumento.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.292)."}
{"ref": "cc/madhya/22/156-157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/156-157/", "verse_text": "bāhya, antara,--ihāra dui ta' sādhana\n\n'bāhye' sādhaka-dehe kare śravaṇa-kīrtana\n\n'mane' nija-siddha-deha kariyā bhāvana\n\nrātri-dine kare vraje kṛṣṇera sevana", "devanagari": "> বাহ্য, অন্তর, — ইহার দুই ত’ সাধন ।\n> ‘বাহ্যে’ সাধক-দেহে করে শ্রবণ-কীর্তন ॥১৫৬॥\n> ‘মনে’ নিজ-সিদ্ধদেহ করিয়া ভাবন ৷ রাত্রি-দিনে করে ব্ৰজে কৃষ্ণের সেবন ॥১৫৭॥", "synonyms": "*bāhya*—externamente; *antara*—internamente; *ihāra*—deste amor espontâneo a Deus; *dui*—dois; *ta'*—de fato; *sādhana*—tais processos de execução; *bāhye*—externamente; *sādhaka-dehe*—com o corpo de um devoto avançado; *kare*—faz; *śravaṇa-kīrtana*—ouvir e cantar; *mane*—a mente; *nija*—própria; *siddha-deha*—corpo eterno ou posição autorrealizada; *kariyā bhāvana*—pensando em; *rātri-dine*—noite e dia; *kare*—executa; *vraje*—em Vṛndāvana; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *sevana*—serviço.", "translation": "**\"Há dois processos pelos quais se pode executar esse rāgānugā bhakti – o externo e o interno. Quando autorrealizado, o devoto avançado externamente permanece como um neófito e executa todos os preceitos śāstricos, especialmente ouvir e cantar. Contudo, dentro de sua mente, em sua posição original e purificada de autorrealização, ele serve Kṛṣṇa em Vṛndāvana à sua maneira específica. Ele serve Kṛṣṇa vinte e quatro horas, todo o dia e toda a noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/158/", "verse_text": "sevā sādhaka-rūpeṇa\n\nsiddha-rūpeṇa cātra hi\n\ntad-bhāva-lipsunā kāryā\n\nvraja-lokānusārataḥ", "devanagari": "> সেবা সাধকরূপেণ সিদ্ধরূপেণ চাত্র হি ৷\n> তদ্ভাবলিপ্সুনা কার্যা ব্রজলোকানুসারতঃ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*sevā*—serviço; *sādhaka-rūpeṇa*—com o corpo externo de um devoto que pratica serviço devocional regulador; *siddha-rūpeṇa*—com um corpo adequado ao serviço eterno e autorrealizado; *ca*—também; *atra*—a esse respeito; *hi*—certamente; *tat*—desse; *bhāva*—o estado de espírito; *lipsunā*—desejando obter; *kāryā*—a ser executado; *vraja-loka*—do servidor específico de Kṛṣṇa em Vṛndāvana; *anusārataḥ*—seguindo os passos.", "translation": "**\" 'O devoto avançado que se inclina ao serviço amoroso espontâneo deve seguir as atividades de um associado específico de Kṛṣṇa em Vṛndāvana. Ele deve executar serviço externamente como devoto regulador, bem como internamente, a partir de sua posição autorrealizada. Assim, ele deve realizar serviço devocional tanto externa quanto internamente.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.295)."}
{"ref": "cc/madhya/22/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/159/", "verse_text": "nijābhīṣṭa kṛṣṇa-preṣṭha pācheta' lāgiyā\n\nnirantara sevā kare antarmanā hañā", "devanagari": "> নিজাভীষ্ট কৃষ্ণপ্রেষ্ঠ পাছেত’ লাগিয়া ।\n> নিরন্তর সেবা করে অন্তর্মনা হঞা ॥১৫৯॥", "synonyms": "*nija-abhīṣṭa*—a própria escolha; *kṛṣṇa-preṣṭha*—o servidor de Kṛṣṇa; *pācheta' lāgiyā*—seguindo; *nirantara*—vinte e quatro horas por dia; *sevā*—serviço; *kare*—executa; *antarmanā*—dentro da mente; *hañā*—estando.", "translation": "**\"Na verdade, os habitantes de Vṛndāvana são muito queridos por Kṛṣṇa. Se a pessoa deseja ocupar-se no serviço amoroso espontâneo, deve seguir os habitantes de Vṛndāvana e ocupar-se constantemente no serviço devocional dentro de sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/160/", "verse_text": "kṛṣṇaṁ smaran janaṁ cāsya\n\npreṣṭhaṁ nija-samīhitam\n\ntat-tat-kathā-rataś cāsau\n\nkuryād vāsaṁ vraje sadā", "devanagari": "> কৃষ্ণং স্মরন্ জনঞ্চাস্য প্রেষ্ঠং নিজসমীহিতম্ ।\n> তত্তৎকথা-রতশ্চাসৌ কুর্যাদ্বাসং ব্রজে সদা ॥১৬০॥", "synonyms": "*kṛṣṇam*—o Senhor Kṛṣṇa; *smaran*—pensando em; *janam*—um devoto; *ca*—e; *asya*—Seu; *preṣṭham*—muito querido; *nija-samīhitam*—escolhido por si mesmo; *tat-tat-kathā*—aos respectivos assuntos; *rataḥ*—apegado; *ca*—e; *asau*—essa pessoa; *kuryāt*—deve fazer; *vāsam*—morar; *vraje*—em Vṛndāvana; *sadā*—sempre.", "translation": "**\" 'O devoto deve sempre pensar em Kṛṣṇa dentro de si, e deve escolher um devoto muito querido que seja um servidor de Kṛṣṇa em Vṛndāvana. A pessoa deve ocupar-se constantemente em assuntos sobre esse servidor e sua relação amorosa com Kṛṣṇa, e deve morar em Vṛndāvana. Contudo, se alguém estiver fisicamente impossibilitado de ir a Vṛndāvana, deve morar ali mentalmente.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.294)."}
{"ref": "cc/madhya/22/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/161/", "verse_text": "dāsa-sakhā-pitrādi-preyasīra gaṇa\n\nrāga-mārge nija-nija-bhāvera gaṇana", "devanagari": "> দাস-সখা-পিত্রাদি-প্রেয়সীর গণ ।\n> রাগমার্গে নিজ-নিজ-ভাবের গণন ॥১৬১॥", "synonyms": "*dāsa*—servidores; *sakhā*—amigos; *pitṛ-ādi*—pais; *preyasīra gaṇa*—amantes conjugais; *rāga-mārge*—na senda do serviço amoroso espontâneo; *nija-nija*—da própria escolha; *bhāvera*—do êxtase; *gaṇana*—contagem.", "translation": "**\"Kṛṣṇa tem muitos tipos de devotos – alguns são servidores, alguns são amigos, alguns são pais e alguns são amantes conjugais. Aqueles que se situam em uma dessas atitudes de amor espontâneo, conforme sua escolha, são considerados situados na senda do serviço amoroso espontâneo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/162/", "verse_text": "na karhicin mat-parāḥ śānta-rūpe\n\nnaṅkṣyanti no me 'nimiṣo leḍhi hetiḥ\n\nyeṣām ahaṁ priya ātmā sutaś ca\n\nsakhā guruḥ suhṛdo daivam iṣṭam", "devanagari": "> ন কর্হিচিন্মৎপরাঃ শান্তরূপে\n> নঙ্ক্ষ্যন্তি নো মেঽনিমিষো লেঢ়ি হেতিঃ ।\n> যেষামহং প্রিয় আত্মা সুতশ্চ\n> সখা গুরুঃ সুহৃদো দৈবমিষ্টম্ ॥১৬২॥", "synonyms": "*na*—não; *karhicit*—em tempo algum; *mat-parāḥ*—os devotos de Mim; *śānta-rūpe*—ó mãe, símbolo da paz; *naṅkṣyanti*—perecerão; *no*—nem; *me*—Minha; *animiṣaḥ*—o tempo; *leḍhi*—lambe (destrói); *hetiḥ*—a arma; *yeṣām*—de quem; *aham*—Eu; *priyaḥ*—querido; *ātmā*—a Superalma; *sutaḥ*—o filho; *ca*—e; *sakhā*—amigo; *guruḥ*—mestre espiritual; *suhṛdaḥ*—benquerente; *daivam*—a Deidade; *iṣṭam*—escolhida.", "translation": "**\" 'Minha querida mãe, Devahūti! Ó emblema da paz! Minha arma, o disco do tempo, jamais vence aqueles para quem Eu sou muito querido, para quem Eu sou a Superalma, o filho, o amigo, o mestre espiritual, o benquerente, a Deidade adorável e o objetivo desejado. Visto que os devotos estão sempre apegados a Mim, eles jamais são vencidos pelos agentes do tempo.'**", "purport": "Isso foi falado por Kapiladeva a Sua mãe Devahūti e está registrado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.25.38). Kapiladeva instruiu Sua mãe na sāṅkhya-yoga, mas a importância da bhakti-yoga é mencionada aqui. Mais tarde, a sāṅkhya-yoga foi imitada pelos ateístas, cujo sistema foi fundado por um Kapiladeva diferente, Ṛṣi Kapiladeva."}
{"ref": "cc/madhya/22/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/163/", "verse_text": "pati-putra-suhṛd-bhrātṛ-\n\npitṛvan mitravad dharim\n\nye dhyāyanti sadodyuktās\n\ntebhyo 'pīha namo namaḥ", "devanagari": "> পতিপুত্রসুহৃদ্ভ্রাতৃ পিতৃবন্মিত্রবদ্ধরিম্ ।\n> যে ধ্যায়ন্তি সদোদ্যুক্তাস্তেভ্যোঽপীহ নমো নমঃ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*pati*—um esposo; *putra*—um filho; *suhṛt*—um amigo; *bhrātṛ*—um irmão; *pitṛ*—um pai; *vat*—como; *mitra*—um amigo íntimo; *vat*—como; *harim*—na Suprema Personalidade de Deus; *ye*—todos aqueles que; *dhyāyanti*—meditam; *sadā*—sempre; *udyuktāḥ*—cheios de ânsia; *tebhyaḥ*—a eles; *api*—também; *iha*—aqui; *namaḥ namaḥ*—repetidas reverências respeitosas.", "translation": "**\" 'Ofereço minhas respeitosas reverências repetidas vezes àqueles que sempre meditam, com ânsia, na Suprema Personalidade de Deus como um esposo, filho, amigo, irmão, pai ou amigo íntimo.'**", "purport": "Este verso aparece no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.308)."}
{"ref": "cc/madhya/22/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/164/", "verse_text": "ei mata kare yebā rāgānugā-bhakti\n\nkṛṣṇera caraṇe tāṅra upajaya 'prīti'", "devanagari": "> এই মত করে যেবা রাগানুগা-ভক্তি ।\n> কৃষ্ণের চরণে তাঁর উপজয় ‘প্রীতি’ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*ei mata*—dessa maneira; *kare*—executa; *yebā*—todo aquele que; *rāgānugā-bhakti*—serviço devocional espontâneo a Kṛṣṇa; *kṛṣṇera caraṇe*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *tāṅra*—sua; *upajaya*—desperta; *prīti*—afeição.", "translation": "**\"Se alguém se ocupar no serviço amoroso espontâneo ao Senhor, sua afeição pelos pés de lótus de Kṛṣṇa aumentará aos poucos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/165/", "verse_text": "prīty-aṅkure 'rati', 'bhāva'--haya dui nāma\n\nyāhā haite vaśa hana śrī-bhagavān", "devanagari": "> প্রীত্যঙ্কুরে ‘রতি’, ‘ভাব’ — হয় দুই নাম ।\n> যাহা হৈতে বশ হন শ্রীভগবান্ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*prīti-aṅkure*—na semente da afeição; *rati*—apego; *bhāva*—emoção; *haya*—há; *dui nāma*—dois nomes; *yāhā haite*—dos quais; *vaśa*—controlado; *hana*—é; *śrī-bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Na semente da afeição, há o apego, que tem dois nomes: rati e bhāva. A Suprema Personalidade de Deus fica sob o controle de tal apego.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta este verso. Externamente, o devoto realiza todos os itens do serviço devocional – śravaṇa e kīrtana – de nove maneiras diferentes, e dentro de sua mente ele sempre pensa em sua relação eterna com Kṛṣṇa e segue os passos dos devotos de Vṛndāvana. Se alguém se ocupar no serviço de Rādhā e Kṛṣṇa dessa maneira, poderá transcender os princípios reguladores prescritos nos śāstras e, por intermédio de seu mestre espiritual, ocupar-se plenamente em prestar amor espontâneo a Kṛṣṇa. Dessa forma, ele alcança afeição pelos pés de lótus de Kṛṣṇa. Kṛṣṇa de fato fica sob o controle de tais sentimentos espontâneos e, por fim, a pessoa pode alcançar a associação do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/22/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/166/", "verse_text": "yāhā haite pāi kṛṣṇera prema-sevana\n\neita' kahiluṅ 'abhidheya'-vivaraṇa", "devanagari": "> যাহা হৈতে পাই কৃষ্ণের প্রেম-সেবন ।\n> এইত’ কহিলুঁ ‘অভিধেয়’-বিবরণ ॥১৬৬॥", "synonyms": "*yāhā haite*—do qual; *pāi*—posso obter; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *prema-sevana*—serviço afetuoso; *eita'*—isto; *kahiluṅ*—fiz; *abhidheya-vivaraṇa*—descrição detalhada dos meios (serviço devocional).", "translation": "**\"Aquilo pelo qual se pode alcançar o serviço amoroso ao Senhor, descrevi detalhadamente como a execução do serviço devocional chamado abhidheya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/167/", "verse_text": "abhidheya, sādhana-bhakti ebe kahiluṅ sanātana\n\nsaṅkṣepe kahiluṅ, vistāra nā yāya varṇana", "devanagari": "> অভিধেয়, সাধন-ভক্তি এবে কহিলুঁ সনাতন ।\n> সংক্ষেপে কহিলুঁ, বিস্তার না যায় বর্ণন ॥১৬৭॥", "synonyms": "*abhidheya*—os meios de obter o objeto desejado; *sādhana-bhakti*—serviço devocional executado por meio do corpo e dos sentidos; *ebe*—agora; *kahiluṅ*—descrevi; *sanātana*—Meu querido Sanātana; *saṅkṣepe*—em resumo; *kahiluṅ*—descrevi; *vistāra*—expansão; *nā yāya*—não é possível; *varṇana*—descrever.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, descrevi brevemente o processo do serviço devocional na prática, que é o meio de obter o amor a Kṛṣṇa. Não é possível descrevê-lo amplamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/168/", "verse_text": "abhidheya sādhana-bhakti śune yei jana\n\nacirāt pāya sei kṛṣṇa-prema-dhana", "devanagari": "> অভিধেয় সাধনভক্তি শুনে যেই জন ।\n> অচিরাৎ পায় সেই কৃষ্ণপ্রেমধন ॥১৬৮॥", "synonyms": "*abhidheya*—dever necessário; *sādhana-bhakti*—serviço devocional na prática; *śune*—ouve; *yei jana*—todo aquele que; *acirāt*—muito em breve; *pāya*—obtém; *sei*—essa pessoa; *kṛṣṇa-prema-dhana*—o tesouro do amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**Todo aquele que ouvir o processo do serviço devocional prático muito em breve alcançará abrigo aos pés de lótus de Kṛṣṇa, em amor e afeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/22/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/22/169/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ৷\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৬৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Vigésimo Segundo Capítulo, que descreve a execução do serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/23/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/1/", "verse_text": "cirād adattaṁ nija-gupta-vittaṁ\nsvaprema-nāmāmṛtam atyudāraḥ\nāpāmaraṁ yo vitatāra gauraḥ\nkṛṣṇo janebhyas tam ahaṁ prapadye", "devanagari": "> চিরাদদত্তং নিজ-গুপ্তবিত্তং\n> স্বপ্রেম-নামামৃতমত্যুদারঃ ।\n> আপামরং যো বিততার গৌরঃ\n> কৃষ্ণো জনেভ্যস্তমহং প্ৰপদ্যে ॥১॥", "synonyms": "*cirāt*—por muito tempo; *adattam*—não dado; *nija-gupta-vittam*—Sua própria propriedade pessoal e confidencial; *sva-prema*—de amor por Ele; *nāma*—do santo nome; *amṛtam*—a ambrosia; *ati-udāraḥ*—o mais magnânimo; *ā-pāmaram*—até mesmo aos mais baixos dos homens; *yaḥ*—aquele que; *vitatāra*—distribuiu; *gauraḥ*—Śrī Gaurasundara; *kṛṣṇaḥ*—o próprio Senhor Kṛṣṇa; *janebhyaḥ*—às pessoas em geral; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *prapadye*—ofereço reverências.", "translation": "**A magnânima Suprema Personalidade de Deus, conhecida como Gaurakṛṣṇa, distribuiu a todos — até mesmo aos mais baixos dos homens — Seu próprio tesouro confidencial sob a forma do néctar do amor por Ele mesmo e do santo nome. Isso jamais havia sido dado às pessoas em qualquer tempo anterior. Por isso, ofereço minhas respeitosas reverências a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/3/", "verse_text": "ebe śuna bhakti-phala 'prema'-prayojana\nyāhāra śravaṇe haya bhakti-rasa-jñāna", "devanagari": "> এবে শুন ভক্তিফল ‘প্রেম’-প্রয়োজন ।\n> যাহার শ্রবণে হয় ভক্তিরস-জ্ঞান ॥৩॥", "synonyms": "*ebe śuna*—agora ouve; *bhakti-phala*—o resultado da prática do serviço devocional; *prema*—amor a Deus; *prayojana*—a meta última da vida; *yāhāra śravaṇe*—por ouvir o que; *haya*—há; *bhakti-rasa-jñāna*—conhecimento transcendental dos rasas do serviço devocional.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Agora ouve, ó Sanātana, sobre o resultado do serviço devocional, que é o amor a Deus, a meta última da vida. Se alguém ouvir esta descrição, será iluminado nos rasas transcendentais do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/4/", "verse_text": "kṛṣṇe rati gāḍha haile 'prema'-abhidhāna\nkṛṣṇa-bhakti-rasera ei 'sthāyi-bhāva'-nāma", "devanagari": "> কৃষ্ণে রতি গাঢ় হৈলে ‘প্রেম’-অভিধান ৷\n> কৃষ্ণভক্তি-রসের এই ‘স্থায়িভাব’-নাম ॥৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *rati*—afeição; *gāḍha*—profunda; *haile*—quando se torna; *prema-abhidhāna*—chamada amor a Deus; *kṛṣṇa-bhakti-rasera*—dos rasas do serviço devocional a Kṛṣṇa; *ei*—este; *sthāyi-bhāva-nāma*—chamado sthāyi-bhāva.", "translation": "**\"Quando a afeição por Kṛṣṇa se torna mais profunda, a pessoa alcança o amor a Deus no serviço devocional. Tal posição chama-se sthāyi-bhāva, o desfrute permanente dos rasas do serviço devocional a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/5/", "verse_text": "śuddha-sattva-viśeṣātmā\nprema-sūryāṁśu-sāmya-bhāk\nrucibhiś citta-masṛṇya-\nkṛd asau bhāva ucyate", "devanagari": "> শুদ্ধসত্ত্ববিশেষাত্মা প্রেম-সূর্যাংশু-সাম্যভাক্ ।\n> রুচিভিশ্চিত্তম সৃণ্যকৃদসৌ ভাব উচ্যতে ॥৫॥", "synonyms": "*śuddha-sattva*—pela bondade imaculada; *viśeṣa*—distinguida; *ātmā*—cuja natureza; *prema*—de amor a Deus; *sūrya*—como o sol; *aṁśu*—um raio; *sāmya-bhāk*—que é semelhante a; *rucibhiḥ*—por diferentes gostos; *citta*—do coração; *masṛṇya*—brandura; *kṛt*—que causa; *asau*—essa brandura; *bhāvaḥ*—emoção; *ucyate*—é chamada.", "translation": "**\"'Quando o serviço devocional está situado na plataforma transcendental da bondade pura, ele é como um raio da luz solar do amor por Kṛṣṇa. Nesse momento, o serviço devocional faz com que o coração se abrande por meio de vários gostos, e isso se chama bhāva [emoção].'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.3.1)."}
{"ref": "cc/madhya/23/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/6/", "verse_text": "e dui,--bhāvera 'svarūpa', 'taṭastha' lakṣaṇa\npremera lakṣaṇa ebe śuna, sanātana", "devanagari": "> এই দুই, — ভাবের ‘স্বরূপ’, ‘তটস্থ’ লক্ষণ ।\n> প্রেমের লক্ষণ এবে শুন, সনাতন ॥৬॥", "synonyms": "*ei dui*—estes dois; *bhāvera*—da emoção; *sva-rūpa*—constitucional; *taṭastha*—marginal; *lakṣaṇa*—sintomas; *premera*—do amor; *lakṣaṇa*—os sintomas; *ebe*—agora; *śuna*—ouve; *sanātana*—ó Sanātana.", "translation": "**\"O bhāva [emoção] tem dois sintomas distintos — o constitucional e o marginal. Agora, Meu querido Sanātana, ouve os sintomas do amor.**", "purport": "A palavra śuddha-sattva-viśeṣātmā significa \"situado na plataforma transcendental da bondade pura\". Dessa maneira, a alma se purifica de toda contaminação material, e essa posição chama-se svarūpa-lakṣaṇa, o sintoma constitucional do bhāva, a emoção. Por meio de vários gostos, o coração da pessoa se abranda, e há um despertar de sua propensão amorosa de prestar serviço espontâneo ao Senhor. Isso se chama taṭastha-lakṣaṇa, o sintoma marginal do bhāva."}
{"ref": "cc/madhya/23/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/7/", "verse_text": "samyaṅ masṛṇita-svānto\nmamatvātiśayāṅkitaḥ\nbhāvaḥ sa eva sāndrātmā\nbudhaiḥ premā nigadyate", "devanagari": "> সম্যঙ্মসৃণিতস্বান্তো মমত্বাতিশয়াঙ্কিতঃ ।\n> ভাবঃ স এব সান্দ্রাত্মা বুধৈঃ প্রেমা নিগদ্যতে ॥৭॥", "synonyms": "*samyak*—completamente; *masṛṇita-svāntaḥ*—que abranda o coração; *mamatva*—de um sentimento de posse; *atiśaya-aṅkitaḥ*—marcado por uma abundância; *bhāvaḥ*—emoção; *saḥ*—essa; *eva*—certamente; *sāndra-ātmā*—cuja natureza é muito condensada; *budhaiḥ*—por pessoas eruditas; *premā*—amor a Deus; *nigadyate*—é descrita.", "translation": "**\"'Quando esse bhāva abranda o coração por completo, dota-se de um grande sentimento de posse em relação ao Senhor e se torna muito condensado e intensificado, ele é chamado de prema [amor a Deus] pelos eruditos.**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.4.1)."}
{"ref": "cc/madhya/23/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/8/", "verse_text": "ananya-mamatā viṣṇau\nmamatā prema-saṅgatā\nbhaktir ity ucyate bhīṣma-\nprahlādoddhava-nāradaiḥ", "devanagari": "> অনন্যমমতা বিষ্ণৌ মমতা প্রেমসঙ্গতা ।\n> ভক্তিরিত্যুচ্যতে ভীষ্মপ্রহ্লাদোদ্ধব-নারদৈঃ ॥৮॥", "synonyms": "*ananya-mamatā*—tendo um sentimento de relações com nenhum outro; *viṣṇau*—no Senhor Viṣṇu, ou Kṛṣṇa; *mamatā*—o sentimento de posse; *prema-saṅgatā*—dotado apenas de amor; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *iti*—assim; *ucyate*—diz-se; *bhīṣma*—por Bhīṣma; *prahlāda*—por Prahlāda Mahārāja; *uddhava*—por Uddhava; *nāradaiḥ*—e por Nārada.", "translation": "**\"'Quando alguém desenvolve um sentimento inabalável de posse em relação ao Senhor Viṣṇu, ou, em outras palavras, quando alguém considera Viṣṇu, e ninguém mais, como o único objeto de amor, tal despertar é chamado de bhakti [devoção] por pessoas elevadas como Bhīṣma, Prahlāda, Uddhava e Nārada.'**", "purport": "Este verso, citado do Nārada-pañcarātra, encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.4.2)."}
{"ref": "cc/madhya/23/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/9/", "verse_text": "kona bhāgye kona jīvera 'śraddhā' yadi haya\ntabe sei jīva 'sādhu-saṅga' ye karaya", "devanagari": "> কোন ভাগ্যে কোন জীবের ‘শ্রদ্ধা’ যদি হয় ।\n> তবে সেই জীব ‘সাধুসঙ্গ’ যে করয় ॥৯॥", "synonyms": "*kona bhāgye*—por alguma boa fortuna; *kona jīvera*—de alguma entidade viva; *śraddhā yadi haya*—se há fé; *tabe*—então; *sei jīva*—essa entidade viva; *sādhu-saṅga*—associação com devotos; *ye*—certamente; *karaya*—faz.", "translation": "**\"Se, por boa fortuna, uma entidade viva desenvolver fé em Kṛṣṇa, ela passa a associar-se com devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/10/", "verse_text": "sādhu-saṅga haite haya 'śravaṇa-kīrtana'\nsādhana-bhaktye haya 'sarvānartha-nivartana'", "devanagari": "> সাধুসঙ্গ হৈতে হয় ‘শ্রবণ-কীর্তন’ ।\n> সাধনভক্ত্যে হয় ‘সর্বানর্থনিবর্তন’ ॥১০॥", "synonyms": "*sādhu-saṅga haite*—da associação com devotos; *haya*—há; *śravaṇa-kīrtana*—ouvir, cantar e assim por diante; *sādhana-bhaktye*—pelo serviço devocional; *haya*—há; *sarva*—toda; *anartha-nivartana*—o desaparecimento das coisas indesejáveis.", "translation": "**\"Quando alguém é encorajado no serviço devocional pela associação de devotos, livra-se de toda contaminação indesejável seguindo os princípios reguladores e cantando e ouvindo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/11/", "verse_text": "anartha-nivṛtti haile bhaktye 'niṣṭhā' haya\nniṣṭhā haite śravaṇādye 'ruci' upajaya", "devanagari": "> অনর্থনিবৃত্তি হৈলে ভক্ত্যে ‘নিষ্ঠা’ হয় ।\n> নিষ্ঠা হৈতে শ্রবণাদ্যে ‘রুচি’ উপজয় ॥১১॥", "synonyms": "*anartha-nivṛtti*—o desaparecimento de toda contaminação indesejável; *haile*—quando há; *bhaktye*—no serviço devocional; *niṣṭhā*—fé firme; *haya*—há; *niṣṭhā haite*—dessa fé firme; *śravaṇa-ādye*—em ouvir, cantar e assim por diante; *ruci*—gosto; *upajaya*—desperta.", "translation": "**\"Quando alguém se livra de toda contaminação indesejável, avança com fé firme. Quando a fé firme no serviço devocional desperta, desperta também um gosto por ouvir e cantar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/12/", "verse_text": "ruci haite bhaktye haya 'āsakti' pracura\nāsakti haite citte janme kṛṣṇe prīty-aṅkura", "devanagari": "> রুচি হৈতে ভক্ত্যে হয় ‘আসক্তি’ প্রচুর ।\n> আসক্তি হৈতে চিত্তে জন্মে কৃষ্ণে প্রীত্যঙ্কুর ॥১২॥", "synonyms": "*ruci haite*—desse gosto; *bhaktye*—no serviço devocional; *haya*—há; *āsakti*—apego; *pracura*—profundo; *āsakti haite*—do apego; *citte*—dentro do coração; *janme*—aparece; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *prīti-aṅkura*—a semente da afeição.", "translation": "**\"Depois que o gosto desperta, surge um profundo apego, e desse apego a semente do amor por Kṛṣṇa cresce no coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/13/", "verse_text": "sei 'bhāva' gāḍha haile dhare 'prema'-nāma\nsei premā 'prayojana' sarvānanda-dhāma", "devanagari": "> সেই ‘ভাব’ গাঢ় হৈলে ধরে ‘প্রেম’-নাম ।\n> সেই প্রেমা — ‘প্ৰয়োজন’ সর্বানন্দ-ধাম ॥১৩॥", "synonyms": "*sei bhāva*—essa condição emocional; *gāḍha haile*—quando se intensifica; *dhare*—assume; *prema-nāma*—o nome amor a Deus; *sei premā*—esse amor a Deus; *prayojana*—a meta última da vida; *sarva-ānanda-dhāma*—o reservatório de todo o prazer.", "translation": "**\"Quando esse estágio emocional extático se intensifica, ele é chamado de amor a Deus. Tal amor é a meta última da vida e o reservatório de todo o prazer.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura resume esse crescimento do amor a Deus como um processo gradual. Uma pessoa interessa-se pelo serviço devocional por alguma boa fortuna. Com o tempo, ela se interessa pelo serviço devocional puro, sem contaminação material. Nesse ponto, a pessoa deseja associar-se com devotos. Como resultado dessa associação, ela se interessa cada vez mais em executar o serviço devocional e em ouvir e cantar. Quanto mais alguém se interessa por ouvir e cantar, mais se purifica da contaminação material. A liberação da contaminação material chama-se anartha-nivṛtti, o que indica uma diminuição de todas as coisas indesejáveis. Este é o teste do progresso no serviço devocional. Se alguém de fato desenvolve a atitude devocional, deve estar livre da contaminação material do sexo ilícito, da intoxicação, do jogo e do consumo de carne. Esses são os sintomas preliminares. Quando alguém se livra de toda contaminação material, sua fé firme no serviço devocional desperta. Quando a fé firme se desenvolve, surge um gosto, e, por esse gosto, a pessoa se apega ao serviço devocional. Quando esse apego se intensifica, a semente do amor por Kṛṣṇa frutifica. Essa posição chama-se prīti ou rati (afeição) ou bhāva (emoção). Quando a rati se intensifica, ela é chamada de amor a Deus. Esse amor a Deus é, de fato, a mais elevada perfeição da vida e o reservatório de todo o prazer.\n\nAssim, a vida devocional divide-se em dois estágios — sādhana-bhakti e bhāva-bhakti. Sādhana-bhakti refere-se ao desenvolvimento do serviço devocional por meio dos princípios reguladores. O princípio básico para a execução do serviço devocional é a fé. Acima disso, há a associação com devotos, e, depois disso, há a iniciação por um mestre espiritual genuíno. Após a iniciação, quando alguém segue os princípios reguladores do serviço devocional, livra-se de todas as coisas indesejáveis. Dessa maneira, a pessoa torna-se firmemente fixa e desenvolve gradualmente um gosto pelo serviço devocional. Quanto mais o gosto cresce, mais a pessoa deseja prestar serviço ao Senhor. Assim, ela se apega a determinado rasa no serviço ao Senhor — śānta, dāsya, sakhya, vātsalya e madhura. Como resultado desse apego, o bhāva se desenvolve. Bhāva-bhakti é a plataforma da bondade purificada. Por meio dessa bondade purificada, o coração da pessoa se derrete no serviço devocional. Bhāva-bhakti é a primeira semente do amor a Deus. Esse estágio emocional existe antes que a pessoa alcance o amor puro. Quando esse estágio emocional se intensifica, ele é chamado de prema-bhakti, ou amor transcendental a Deus. Esse processo gradual também se descreve nos dois versos seguintes, encontrados no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.4.15-16)."}
{"ref": "cc/madhya/23/14-15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/14-15/", "verse_text": "ādau śraddhā tataḥ sādhu-\nsaṅgo 'tha bhajana-kriyā\ntato 'nartha-nivṛttiḥ syāt\ntato niṣṭhā rucis tataḥ\nathāsaktis tato bhāvas\ntataḥ premābhyudañcati\nsādhakānām ayaṁ premṇaḥ\nprādurbhāve bhavet kramaḥ", "devanagari": "> আদৌ শ্রদ্ধা ততঃ সাধুসঙ্গোঽথ ভজনক্রিয়া ।\n> ততোঽনর্থনিবৃত্তিঃ স্যাৎ ততো নিষ্ঠা রুচিস্ততঃ ॥১৪॥\n> অথাসক্তিস্ততো ভাবস্ততঃ প্রেমাভ্যুদঞ্চতি ।\n> সাধকানাময়ং প্রেম্ণঃ প্রাদুর্ভাবে ভবেৎ ক্রমঃ ॥১৫॥", "synonyms": "*ādau*—no início; *śraddhā*—fé firme, ou desinteresse pelos assuntos materiais e interesse pelo avanço espiritual; *tataḥ*—em seguida; *sādhu-saṅgaḥ*—associação com devotos puros; *atha*—então; *bhajana-kriyā*—execução do serviço devocional a Kṛṣṇa (render-se ao mestre espiritual e ser encorajado pela associação de devotos, de modo que ocorra a iniciação); *tataḥ*—em seguida; *anartha-nivṛttiḥ*—a diminuição de todos os hábitos indesejáveis; *syāt*—deve haver; *tataḥ*—em seguida; *niṣṭhā*—fé firme; *ruciḥ*—gosto; *tataḥ*—em seguida; *atha*—então; *āsaktiḥ*—apego; *tataḥ*—então; *bhāvaḥ*—emoção ou afeto; *tataḥ*—em seguida; *prema*—amor a Deus; *abhyudañcati*—surge; *sādhakānām*—dos devotos que praticam a consciência de Kṛṣṇa; *ayam*—esta; *premṇaḥ*—do amor a Deus; *prādurbhāve*—no aparecimento; *bhavet*—é; *kramaḥ*—a ordem cronológica.", "translation": "**\"'No início, deve haver fé. Então a pessoa interessa-se em associar-se com devotos puros. Em seguida, ela é iniciada pelo mestre espiritual e executa os princípios reguladores sob suas ordens. Assim, livra-se de todos os hábitos indesejáveis e torna-se firmemente fixa no serviço devocional. Depois, desenvolve gosto e apego. Esta é a senda da sādhana-bhakti, a execução do serviço devocional segundo os princípios reguladores. Gradualmente, as emoções se intensificam e, por fim, há um despertar do amor. Este é o desenvolvimento gradual do amor a Deus para o devoto interessado na consciência de Kṛṣṇa.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/16/", "verse_text": "satāṁ prasaṅgān mama vīrya-saṁvido\nbhavanti hṛt-karṇa-rasāyanāḥ kathāḥ\ntaj-joṣaṇād āśv apavarga-vartmani\nśraddhā ratir bhaktir anukramiṣyati", "devanagari": "> সতাং প্রসঙ্গান্মম বীর্যসংবিদো\n> ভবন্তি হৃৎকর্ণরসায়নাঃ কথাঃ ।\n> তজ্জোষণাদাশ্বপবর্গবর্ত্মনি\n> শ্রদ্ধা রতির্ভক্তিরনুক্রমিষ্যতি ॥১৬॥", "synonyms": "*satām*—dos devotos; *prasaṅgāt*—pela associação íntima; *mama*—de Mim; *vīrya-saṁvidaḥ*—conversas plenas de potência espiritual; *bhavanti*—surgem; *hṛt*—ao coração; *karṇa*—e aos ouvidos; *rasa-āyanāḥ*—uma fonte de doçura; *kathāḥ*—conversas; *tat*—delas; *joṣaṇāt*—pelo devido cultivo; *āśu*—rapidamente; *apavarga*—da liberação; *vartmani*—no caminho; *śraddhā*—fé; *ratiḥ*—atração; *bhaktiḥ*—amor; *anukramiṣyati*—seguir-se-ão uma após a outra.", "translation": "**\" 'A mensagem espiritualmente poderosa de Deus só pode ser devidamente discutida numa sociedade de devotos, e é grandemente prazeroso ouvi-la nessa associação. Quando alguém ouve dos devotos, o caminho da experiência transcendental abre-se rapidamente para ele e, aos poucos, ele alcança fé firme que, em seu devido tempo, desenvolve-se em atração e devoção.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.25.25)."}
{"ref": "cc/madhya/23/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/17/", "verse_text": "yāṅhāra hṛdaye ei bhāvāṅkura haya\ntāṅhāte eteka cihna sarva-śāstre kaya", "devanagari": "> যাঁহার হৃদয়ে এই ভাবাঙ্কুর হয় ।\n> তাঁহাতে এতেক চিহ্ন সর্বশাস্ত্রে কয় ॥১৭॥", "synonyms": "*yāṅhāra*—de quem; *hṛdaye*—no coração; *ei*—esta; *bhāva-aṅkura*—semente de emoção; *haya*—há; *tāṅhāte*—nele; *eteka*—estes; *cihna*—sintomas; *sarva-śāstre*—todas as escrituras reveladas; *kaya*—dizem.", "translation": "**\"Se alguém realmente tem a semente da emoção transcendental em seu coração, os sintomas serão visíveis em suas atividades. Este é o veredito de todas as escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/18-19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/18-19/", "verse_text": "kṣāntir avyartha-kālatvaṁ\nviraktir māna-śūnyatā\nāśā-bandhaḥ samutkaṇṭhā\nnāma-gāne sadā ruciḥ\n\nāsaktis tad-guṇākhyāne\nprītis tad-vasati-sthale\nity ādayo 'nubhāvāḥ syur\njāta-bhāvāṅkure jane", "devanagari": "> ক্ষান্তিরব্যর্থকালত্বং বিরক্তির্মানশূন্যতা ।\n> আশাবন্ধঃ সমুৎকণ্ঠা নামগানে সদা রুচিঃ ॥১৮॥\n> আসক্তিস্তদ্গুণাখ্যানে প্রীতিস্তদ্বসতিস্থলে ।\n> ইত্যাদয়োঽনুভাবাঃ স্যু র্জাতভাবাঙ্কুরে জনে ॥১৯॥", "synonyms": "*kṣāntiḥ*—perdão; *avyartha-kālatvam*—estar livre de desperdiçar tempo; *viraktiḥ*—desapego; *māna-śūnyatā*—ausência de prestígio falso; *āśā-bandhaḥ*—esperança; *samutkaṇṭhā*—avidez; *nāma-gāne*—em cantar os santos nomes; *sadā*—sempre; *ruciḥ*—gosto; *āsaktiḥ*—apego; *tat*—do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa-ākhyāne*—em descrever as qualidades transcendentais; *prītiḥ*—afeição; *tat*—Suas; *vasati-sthale*—nos lugares de residência (o templo ou lugares sagrados); *iti*—assim; *ādayaḥ*—e assim por diante; *anubhāvāḥ*—os sinais; *syuḥ*—são; *jāta*—desenvolvida; *bhāva-aṅkure*—cuja semente da emoção extática; *jane*—numa pessoa.", "translation": "**\" 'Quando a semente da emoção extática por Kṛṣṇa frutifica, os nove sintomas seguintes manifestam-se no comportamento da pessoa: perdão, preocupação com que o tempo não seja desperdiçado, desapego, ausência de prestígio falso, esperança, avidez, gosto por cantar o santo nome do Senhor, apego às descrições das qualidades transcendentais do Senhor e afeição por aqueles lugares onde o Senhor reside – ou seja, um templo ou um lugar sagrado como Vṛndāvana. Todos esses sinais chamam-se anubhāva, sinais subordinados da emoção extática. São visíveis numa pessoa em cujo coração a semente do amor a Deus começou a frutificar.'**", "purport": "Estes dois versos encontram-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.3.25-26)."}
{"ref": "cc/madhya/23/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/20/", "verse_text": "ei nava prīty-aṅkura yāṅra citte haya\nprākṛta-kṣobhe tāṅra kṣobha nāhi haya", "devanagari": "> এই নব প্রীত্যঙ্কুর যাঁর চিত্তে হয় ।\n> প্রাকৃত-ক্ষোভে তাঁর ক্ষোভ নাহি হয় ॥২০॥", "synonyms": "*ei*—esta; *nava*—nove; *prīti-aṅkura*—frutificação da semente do amor; *yāṅra*—de quem; *citte*—na mente; *haya*—há; *prākṛta*—material; *kṣobhe*—em agitação; *tāṅra*—sua; *kṣobha*—agitação; *nāhi haya*—não há.", "translation": "**\"Se o amor por Kṛṣṇa, em estado de semente, frutificou no coração de alguém, essa pessoa não se agita com as coisas materiais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/21/", "verse_text": "taṁ mopayātaṁ pratiyantu viprā\ngaṅgā ca devī dhṛta-cittam īśe\ndvijopasṛṣṭaḥ kuhakas takṣako vā\ndaśatv alaṁ gāyata viṣṇu-gāthāḥ", "devanagari": "> তং মোপযাতং প্রতিযন্তু বিপ্রা\n> গঙ্গা চ দেবী ধৃতচিত্তমীশে ।\n> দ্বিজোপসৃষ্টঃ কুহকস্তক্ষকো বা\n> দশত্বলং গায়ত বিষ্ণুগাথাঃ ॥২১॥", "synonyms": "*tam*—ele; *mā*—me; *upayātam*—rendido; *pratiyantu*—podeis saber; *viprāḥ*—ó brāhmaṇas; *gaṅgā*—a mãe Ganges; *ca*—e; *devī*—a semideusa; *dhṛta*—oferecida; *cittam*—cuja mente; *īśe*—à Suprema Personalidade de Deus; *dvija-upasṛṣṭaḥ*—criado pelo brāhmaṇa; *kuhakaḥ*—alguma trapaça; *takṣakaḥ*—serpente alada; *vā*—ou; *daśatu*—que morda; *alam*—não importa; *gāyata*—cantai; *viṣṇu-gāthāḥ*—os santos nomes do Senhor Viṣṇu.", "translation": "**\" 'Ó brāhmaṇas, aceitai-me apenas como uma alma completamente rendida, e que a mãe Ganges, a representante do Senhor, também me aceite dessa maneira, pois já tomei os pés de lótus do Senhor em meu coração. Que a serpente alada – ou qualquer coisa mágica que o brāhmaṇa tenha criado – me morda imediatamente. Desejo apenas que todos vós continueis a cantar os feitos do Senhor Viṣṇu.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.19.15) falado por Mahārāja Parīkṣit enquanto estava sentado à margem do Ganges, esperando ser mordido por uma serpente alada convocada pela maldição de um menino brāhmaṇa chamado Śṛṅgi, que era filho de um grande sábio chamado Śamīka. A notícia da maldição foi transmitida ao rei, que se preparou para sua morte iminente. Muitas grandes pessoas santas, sábios, brāhmaṇas, reis e semideuses vieram vê-lo em seus últimos dias. Mahārāja Parīkṣit, contudo, não tinha o menor medo de ser mordido pela serpente alada. De fato, ele solicitou a todas as grandes personalidades reunidas que continuassem a cantar o santo nome do Senhor Viṣṇu."}
{"ref": "cc/madhya/23/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/22/", "verse_text": "kṛṣṇa-sambandha vinā kāla vyartha nāhi yāya", "devanagari": "> কৃষ্ণ-সম্বন্ধ বিনা কাল ব্যর্থ নাহি যায় ॥২২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-sambandha vinā*—sem uma ligação com Kṛṣṇa; *kāla*—tempo; *vyartha*—inútil; *nāhi yāya*—não se torna.", "translation": "**\"Não se deve perder nem um momento. Cada momento deve ser utilizado para Kṛṣṇa ou ligado a Ele.**", "purport": "A expressão de ansiedade de Mahārāja Parīkṣit explica-se neste verso. Ele diz: \"Que aconteça o que estiver destinado a acontecer. Não importa. Que eu apenas veja que nem um momento do meu tempo seja desperdiçado sem uma relação com Kṛṣṇa.\" É preciso tolerar todos os obstáculos na senda da consciência de Kṛṣṇa, e é preciso cuidar para que nem um momento da própria vida seja desperdiçado fora do serviço de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/23/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/23/", "verse_text": "vāgbhiḥ stuvanto manasā smarantas\ntanvā namanto 'py aniśaṁ na tṛptāḥ\nbhaktāḥ śravan-netra-jalāḥ samagram\nāyūr harer eva samarpayanti", "devanagari": "> বাগ্ভিঃ স্তুবন্তো মনসা স্মরন্তস্তন্বা নমন্তোঽপ্যনিশং ন তৃপ্তাঃ ।\n> ভক্তাঃ স্রবন্নেত্রজলাঃ সমগ্রমায়ূর্হরেরেব সমর্পয়ন্তি ॥২৩॥", "synonyms": "*vāgbhiḥ*—com palavras; *stuvantaḥ*—oferecendo orações à Suprema Personalidade de Deus; *manasā*—com a mente; *smarantaḥ*—lembrando; *tanvā*—com o corpo; *namantaḥ*—oferecendo reverências; *api*—embora; *aniśam*—o tempo todo; *na tṛptāḥ*—não satisfeitos; *bhaktāḥ*—os devotos; *śravat*—derramando; *netra-jalāḥ*—lágrimas dos olhos; *samagram*—toda; *āyūḥ*—vida; *hareḥ*—a Kṛṣṇa; *eva*—somente; *samarpayanti*—dedicam.", "translation": "**\" 'Com suas palavras, eles oferecem orações ao Senhor. Com suas mentes, eles sempre se lembram do Senhor. Com seus corpos, eles oferecem reverências ao Senhor. Apesar de todas essas atividades, eles ainda não estão satisfeitos. Esta é a natureza dos devotos puros. Derramando lágrimas de seus olhos, eles dedicam suas vidas inteiras ao serviço do Senhor.'**", "purport": "Este verso do Hari-bhakti-sudhodaya encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.3.29)."}
{"ref": "cc/madhya/23/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/24/", "verse_text": "bhukti, siddhi, indriyārtha tāre nāhi bhāya", "devanagari": "> ভুক্তি, সিদ্ধি, ইন্দ্রিয়ার্থ তারে নাহি ভায় ॥২৪॥", "synonyms": "*bhukti*—gozo material; *siddhi*—poder místico; *indriya-artha*—os objetos dos sentidos; *tāre*—a ele; *nāhi bhāya*—não atraem.", "translation": "**\"No campo material, as pessoas interessam-se pelo gozo material, pelo poder místico e pela gratificação dos sentidos. No entanto, essas coisas não atraem o devoto em absoluto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/25/", "verse_text": "yo dustyajān dāra-sutān\nsuḥrd-rājyaṁ hṛdi spṛśaḥ\njahau yuvaiva malavad\nuttamaḥśloka-lālasaḥ", "devanagari": "> যো দুস্ত্যজান্ দারসুতান্ সুহৃদ্রাজ্যং হৃদিস্পৃশঃ ।\n> জহৌ যুবৈব মলবদুত্তমঃশ্লোকলালসঃ ॥২৫॥", "synonyms": "*yaḥ*—quem (Bharata Mahārāja); *dustyajān*—difíceis de abandonar; *dāra-sutān*—esposa e filhos; *suḥrt*—amigos; *rājyam*—reino; *hṛdi spṛśaḥ*—queridos ao âmago do coração; *jahau*—abandonou; *yuvā*—jovem; *eva*—naquele momento; *malavat*—como excremento; *uttamaḥ-śloka-lālasaḥ*—estando cativado pelas qualidades, passatempos e associação transcendentais da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'O rei Bharata estava muito ávido por alcançar a associação da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, que é chamado uttama-śloka porque poemas e orações Lhe são oferecidos em busca de Seu favor. Em sua juventude, o rei Bharata abandonou sua atraente esposa e seus filhos, bem como seus amados amigos e seu opulento reino, assim como alguém abandona o excremento depois de evacuá-lo.'**", "purport": "Estes são os sinais de virakti (desapego) encontrados numa pessoa que desenvolveu bhāva, o estágio preliminar do amor a Deus. Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.14.43)."}
{"ref": "cc/madhya/23/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/26/", "verse_text": "'sarvottama' āpanāke 'hīna' kari māne", "devanagari": "> ‘সর্বোত্তম’ আপনাকে ‘হীন’ করি’ মানে ॥২৬॥", "synonyms": "*sarva-uttama*—embora esteja acima de todos; *āpanāke*—a si mesmo; *hīna kari*—como o mais baixo; *māne*—considera.", "translation": "**\"Embora o padrão de um devoto puro esteja acima de todos, ele ainda assim considera-se no mais baixo estágio da vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/27/", "verse_text": "harau ratiṁ vahann eṣa\nnarendrāṇāṁ śikhāmaṇiḥ\nbhikṣām aṭann ari-pure\nśva-pākam api vandate", "devanagari": "> হরৌ রতিং বহন্নেষ নরেন্দ্রাণাং শিখামণিঃ ।\n> ভিক্ষামটন্নরিপুরে শ্বপাকমপি বন্দতে ॥২৭॥", "synonyms": "*harau*—pela Suprema Personalidade de Deus; *ratim*—afeição; *vahan*—carregando; *eṣaḥ*—este; *nara-indrāṇām*—de todos os reis; *śikhā-maṇiḥ*—brilhante joia de coroa; *bhikṣām*—mendigando esmolas; *aṭan*—vagando em busca de; *ari-pure*—mesmo na cidade dos inimigos; *śva-pākam*—os caṇḍālas de quinta categoria; *api*—mesmo; *vandate*—adora.", "translation": "**\" 'Bharata Mahārāja sempre carregava afeição por Kṛṣṇa em seu coração. Embora Bharata Mahārāja fosse a joia da coroa dos reis, ele ainda assim vagava por aí mendigando esmolas na cidade de seus inimigos. Chegava até a oferecer respeitos aos caṇḍālas, homens de classe baixa que comem cães.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Padma Purāṇa*."}
{"ref": "cc/madhya/23/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/28/", "verse_text": "'kṛṣṇa kṛpā karibena'--dṛḍha kari' jāne", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ কৃপা করিবেন’ — দৃঢ় করি’ জানে ॥২৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛpā karibena*—mostrará Sua misericórdia; *dṛḍha kari'*—tornando firme; *jāne*—ele acredita.", "translation": "**\"Um devoto plenamente rendido sempre espera que o Senhor Kṛṣṇa seja bondoso com ele. Essa esperança é muito firme nele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/29/", "verse_text": "na premā śravaṇādi-bhaktir api vā yogo 'thavā vaiṣṇavo\njñānaṁ vā śubha-karma vā kiyad aho saj-jātir apy asti vā\nhīnārthādhika-sādhake tvayi tathāpy acchedya-mūlā satī\nhe gopī-jana-vallabha vyathayate hā hā mad-āśaiva mām", "devanagari": "> ন প্রেমা শ্রবণাদিভক্তিরপি বা যোগোঽথবা বৈষ্ণবো\n> জ্ঞানং বা শুভকর্ম বা কিয়দহো সজ্জাতিরপ্যস্তি বা ।\n> হীনার্থাধিকসাধকে ত্বয়ি তথাপ্যচ্ছেদ্যমূলা সতী\n> হে গোপীজনবল্লভ ব্যথয়তে হা হা মদাশৈব মাম্ ॥২৯॥", "synonyms": "*na*—não; *premā*—amor a Deus; *śravaṇa-ādi*—consistindo em cantar, ouvir e assim por diante; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *api*—também; *vā*—ou; *yogaḥ*—o poder do yoga místico; *athavā*—ou; *vaiṣṇavaḥ*—digno de um devoto; *jñānam*—conhecimento; *vā*—ou; *śubha-karma*—atividades piedosas; *vā*—ou; *kiyat*—um pouco; *aho*—ó meu Senhor; *sat-jātiḥ*—nascimento numa boa família; *api*—mesmo; *asti*—há; *vā*—ou; *hīna-artha-adhika-sādhake*—que concede maiores bênçãos àquele que está caído e não possui boas qualidades; *tvayi*—a Ti; *tathāpi*—ainda assim; *acchedya-mūlā*—cuja raiz é indestrutível; *satī*—sendo; *he*—ó; *gopī-jana-vallabha*—mais querido amigo das gopīs; *vyathayate*—causa dor; *hā hā*—ai de mim; *mat*—minha; *āśā*—esperança; *eva*—certamente; *mām*—a mim.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor, não tenho amor algum por Ti, tampouco estou qualificado para executar serviço devocional por meio de cantar e ouvir. Tampouco possuo o poder místico de um vaiṣṇava, conhecimento ou atividades piedosas. Tampouco pertenço a uma família de casta muito elevada. Em suma, não possuo nada. Ainda assim, ó amado das gopīs, porque concedes Tua misericórdia ao mais caído, tenho uma esperança indestrutível que está constantemente em meu coração. Essa esperança sempre me causa dor.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.3.35)."}
{"ref": "cc/madhya/23/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/30/", "verse_text": "samutkaṇṭhā haya sadā lālasā-pradhāna", "devanagari": "> সমুত্কণ্ঠা হয় সদা লালসা-প্রধান ॥৩০॥", "synonyms": "*samutkaṇṭhā*—avidez; *haya*—é; *sadā*—sempre; *lālasā*—desejo ardente; *pradhāna*—caracterizado principalmente por.", "translation": "**\"Essa avidez caracteriza-se principalmente por um ardente desejo de associar-se com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/31/", "verse_text": "tvac-chaiśavaṁ tri-bhuvanādbhutam ity avehi\n\nmac-cāpalaṁ ca tava vā mama vādhigamyam\n\ntat kiṁ karomi viralaṁ muralī-vilāsi\n\nmugdhaṁ mukhāmbujam udīkṣitum īkṣaṇābhyām", "devanagari": "> ত্বচ্ছৈশবং ত্রিভুবনাদ্ভুতমিত্যবেহি\n> মচ্চাপলঞ্চ তব বা মম বাধিগম্যম্ ।\n> তৎ কিং করোমি বিরলং মুরলীবিলাসি\n> মুগ্ধং মুখাম্বুজমুদীক্ষিতুমীক্ষণাভ্যাম্ ॥৩১॥", "synonyms": "*tvat*—Tua; *śaiśavam*—tenra idade; *tri-bhuvana*—dentro dos três mundos; *adbhutam*—maravilhosa; *iti*—assim; *avehi*—saiba; *mat-cāpalam*—Minha inquietude; *ca*—e; *tava*—de Ti; *vā*—ou; *mama*—de Mim; *vā*—ou; *adhigamyam*—a ser compreendida; *tat*—isso; *kim*—o que; *karomi*—faço Eu; *viralam*—em solidão; *muralī-vilāsi*—ó tocador de flauta; *mugdham*—atraente; *mukha-ambujam*—rosto de lótus; *udīkṣitum*—contemplar suficientemente; *īkṣaṇābhyām*—com os olhos.", "translation": "**\" 'Ó Kṛṣṇa, ó tocador de flauta, a doçura de Tua tenra idade é maravilhosa dentro destes três mundos. Tu conheces Minha inquietude, e Eu conheço a Tua. Ninguém mais sabe disso. Quero contemplar Teu belo e atraente rosto em algum lugar solitário, mas como isso pode ser realizado?'**", "purport": "Este é um verso do Kṛṣṇa-karṇāmṛta (32)."}
{"ref": "cc/madhya/23/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/32/", "verse_text": "nāma-gāne sadā ruci, laya kṛṣṇa-nāma", "devanagari": "> নাম-গানে সদা রুচি, লয় কৃষ্ণনাম ॥৩২॥", "synonyms": "*nāma-gāne*—ao cantar os santos nomes; *sadā*—constantemente; *ruci*—gosto, deleite; *laya*—toma; *kṛṣṇa-nāma*—o mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Devido a ter grande deleite pelo santo nome, a pessoa inclina-se a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa constantemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/33/", "verse_text": "rodana-bindu-maranda-syandi-\n\ndṛg-indīvarādya govinda\n\ntava madhura-svara-kaṇṭhī\n\ngāyati nāmāvalīṁ bālā", "devanagari": "> রোদনবিন্দুমরন্দ-স্যন্দি-দৃগিন্দীবরাদ্য গোবিন্দ ।\n> তব মধুরস্বরকণ্ঠী গায়তি নামাবলীং বালা ॥৩৩॥", "synonyms": "*rodana-bindu*—com lágrimas; *maranda*—como o néctar ou suco das flores; *syandi*—vertendo; *dṛk-indīvarā*—cujos olhos de lótus; *ādya*—hoje; *govinda*—ó meu Senhor Govinda; *tava*—Teu; *madhura-svara-kaṇṭhī*—que possui uma voz muito doce; *gāyati*—canta; *nāma-āvalīm*—santos nomes; *bālā*—esta jovem (Rādhikā).", "translation": "**\" 'Ó Govinda, esta jovem moça chamada Rādhikā verte hoje constantemente lágrimas como néctar a cair das flores. Ela também canta Teu santo nome com voz doce.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.3.38)."}
{"ref": "cc/madhya/23/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/34/", "verse_text": "kṛṣṇa-guṇākhyāne haya sarvadā āsakti", "devanagari": "> কৃষ্ণগুণাখ্যানে হয় সর্বদা আসক্তি ॥৩৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-guṇa-ākhyāne*—ao descrever as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *haya*—há; *sarvadā*—sempre; *āsakti*—apego.", "translation": "**\"Nesta etapa de bhāva, o devoto despertou a tendência de cantar e descrever as qualidades transcendentais do Senhor. Ele tem apego por esse processo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/35/", "verse_text": "madhuraṁ madhuraṁ vapur asya vibhor\n\nmadhuraṁ madhuraṁ vadanaṁ madhuram\n\nmadhu-gandhi mṛḍu-smitam etad aho\n\nmadhuraṁ madhuraṁ madhuraṁ madhuram", "devanagari": "> মধুরং মধুরং বপুরস্য বিভোর্মধুরং মধুরং বদনং মধুরম্ ।\n> মধুগন্ধি মৃদুস্মিতমেতদহো মধুরং মধুরং মধুরং মধুরম্ ॥৩৫॥", "synonyms": "*madhuram*—doce; *madhuram*—doce; *vapuḥ*—a forma transcendental; *asya*—Sua; *vibhoḥ*—do Senhor; *madhuram*—doce; *madhuram*—doce; *vadanam*—rosto; *madhuram*—mais doce; *madhu-gandhi*—a fragrância do mel; *mṛḍu-smitam*—suave sorriso; *etat*—este; *aho*—oh; *madhuram*—doce; *madhuram*—doce; *madhuram*—doce; *madhuram*—ainda mais doce.", "translation": "**\" 'Ó meu Senhor, o corpo transcendental de Kṛṣṇa é muito doce, e Seu rosto é ainda mais doce do que Seu corpo. O suave sorriso em Seu rosto, que é como a fragrância do mel, é mais doce ainda.'**", "purport": "Este é um verso citado do Kṛṣṇa-karṇāmṛta (92) de Bilvamaṅgala Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/23/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/36/", "verse_text": "kṛṣṇa-līlā-sthāne kare sarvadā vasati", "devanagari": "> কৃষ্ণলীলা-স্থানে করে সর্বদা বসতি ॥৩৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-līlā-sthāne*—no lugar onde Kṛṣṇa realiza Seus passatempos; *kare*—faz; *sarvadā*—sempre; *vasati*—morada.", "translation": "**\"O devoto absorto em emoção extática por Kṛṣṇa reside sempre num lugar onde os passatempos de Kṛṣṇa foram realizados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/37/", "verse_text": "kadāhaṁ yamunā-tīre\n\nnāmāni tava kīrtayan\n\nudbāṣpaḥ puṇḍarīkākṣa\n\nracayiṣyāmi tāṇḍavam", "devanagari": "> কদাহং যমুনাতীরে নামানি তব কীর্তয়ন্ ।\n> উদ্বাষ্পঃ পুণ্ডরীকাক্ষ রচয়িষ্যামি তাণ্ডবম্ ॥৩৭॥", "synonyms": "*kadā*—quando; *aham*—eu; *yamunā-tīre*—na margem do Yamunā; *nāmāni*—santos nomes; *tava*—Teus; *kīrtayan*—cantando; *udbāṣpaḥ*—cheio de lágrimas; *puṇḍarīka-akṣa*—ó pessoa de olhos de lótus; *racayiṣyāmi*—criarei; *tāṇḍavam*—dança como a de um louco.", "translation": "**\" 'Ó Senhor Puṇḍarīkākṣa, cantando Teu santo nome com lágrimas nos olhos, quando dançarei em êxtase na margem do Yamunā?'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.156)."}
{"ref": "cc/madhya/23/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/38/", "verse_text": "kṛṣṇe 'ratira' cihna ei kailuṅ vivaraṇa\n\n'kṛṣṇa-premera' cihna ebe śuna sanātana", "devanagari": "> কৃষ্ণে ‘রতির’ চিহ্ন এই কৈলুঁ বিবরণ ।\n> ‘কৃষ্ণপ্রেমের’ চিহ্ন এবে শুন সনাতন ॥৩৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *ratira*—de atração; *cihna*—os sintomas; *ei*—todos estes; *kailuṅ vivaraṇa*—descrevi; *kṛṣṇa-premera*—de amor pelo Senhor Kṛṣṇa; *cihna*—os sintomas; *ebe*—agora; *śuna sanātana*—por favor, ouve, Sanātana.", "translation": "**\"Estes são os sintomas de uma pessoa que desenvolveu atração [bhāva] por Kṛṣṇa. Ora, deixa-Me descrever os sintomas de uma pessoa que de fato se elevou ao amor por Kṛṣṇa. Ó Sanātana, por favor, ouve isto de Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/39/", "verse_text": "yāṅra citte kṛṣṇa-premā karaye udaya\n\ntāṅra vākya, kriyā, mudrā vijñeha nā bujhaya", "devanagari": "> যাঁর চিত্তে কৃষ্ণপ্রেমা করয়ে উদয় ।\n> তাঁর বাক্য, ক্রিয়া, মুদ্রা বিজ্ঞেহ না বুঝয় ॥৩৯॥", "synonyms": "*yāṅra citte*—em cujo coração; *kṛṣṇa-premā*—amor por Kṛṣṇa; *karaye udaya*—desperta; *tāṅra*—suas; *vākya*—palavras; *kriyā*—atividades; *mudrā*—sintomas; *vijñeha*—nem mesmo um erudito instruído; *nā bujhaya*—não compreende.", "translation": "**\"Nem mesmo o homem mais instruído consegue compreender as palavras, atividades e sintomas de uma pessoa situada no amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/40/", "verse_text": "dhanyasyāyaṁ nava-premā\n\nyasyonmīlati cetasi\n\nantarvāṇibhir apy asya\n\nmudrā suṣṭhu sudurgamā", "devanagari": "> ধন্যস্যায়ং নবপ্রেমা যস্যোন্মীলতি চেতসি ।\n> অন্তর্বাণিভিরপ্যস্য মুদ্রা সুষ্ঠু সুদুর্গমা ॥৪০॥", "synonyms": "*dhanyasya*—de uma pessoa muito afortunada; *ayam*—este; *navaḥ*—novo; *premā*—amor a Deus; *yasya*—de quem; *unmīlati*—manifesta-se; *cetasi*—no coração; *antarvāṇibhiḥ*—por pessoas versadas nos śāstras; *api*—mesmo; *asya*—dele; *mudrā*—sintomas; *suṣṭhu*—extremamente; *sudurgamā*—difíceis de compreender.", "translation": "**\" 'Nem mesmo um erudito instruidíssimo consegue compreender as atividades e os sintomas de uma personalidade exaltada em cujo coração despertou o amor a Deus.'**", "purport": "Este verso também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.4.17)."}
{"ref": "cc/madhya/23/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/41/", "verse_text": "evaṁvrataḥ sva-priya-nāma-kīrtyā\n\njātānurāgo druta-citta uccaiḥ\n\nhasaty atho roditi rauti gāyaty\n\nunmādavan nṛtyati loka-bāhyaḥ", "devanagari": "> এবংব্রতঃ স্বপ্রিয়নামকীর্ত্যা\n> জাতানুরাগো দ্রুতচিত্ত উচ্চৈঃ ।\n> হসত্যথো রোদিতি রৌতি গায়-\n> ত্যুন্মাদবন্নৃত্যতি লোকবাহ্যঃ ॥৪১॥", "synonyms": "*evam-vrataḥ*—quando alguém assim assume o voto de cantar e dançar; *sva*—próprio; *priya*—muito querido; *nāma*—o santo nome; *kīrtyā*—por cantar; *jāta*—dessa maneira desenvolve; *anurāgaḥ*—apego; *druta-cittaḥ*—muito avidamente; *uccaiḥ*—em voz alta; *hasati*—ri; *atho*—também; *roditi*—chora; *rauti*—fica agitado; *gāyati*—canta; *unmāda-vat*—como um louco; *nṛtyati*—dança; *loka-bāhyaḥ*—sem se importar com os de fora.", "translation": "**\" 'Quando uma pessoa está de fato avançada e tem prazer em cantar o santo nome do Senhor, que lhe é muito querido, ela fica agitada e canta em voz alta o santo nome. Ela também ri, chora, fica agitada e canta tal qual um louco, sem se importar com os de fora.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.40)."}
{"ref": "cc/madhya/23/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/42/", "verse_text": "premā krame bāḍi' haya--sneha, māna, praṇaya\n\nrāga, anurāga, bhāva, mahābhāva haya", "devanagari": "> প্রেমা ক্রমে বাড়ি’ হয় — স্নেহ, মান, প্রণয় ।\n> রাগ, অনুরাগ, ভাব, মহাভাব হয় ॥৪২॥", "synonyms": "*premā*—amor a Deus; *krame*—gradualmente; *bāḍi'*—aumentando; *haya*—é; *sneha*—afeição; *māna*—indignação devida à afeição; *praṇaya*—amor; *rāga*—apego; *anurāga*—subapego; *bhāva*—êxtase; *mahā-bhāva*—êxtase sublime; *haya*—é.", "translation": "**\"O amor a Deus aumenta e manifesta-se como afeição, contra-amor, amor, apego, subapego, êxtase e êxtase sublime.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/43/", "verse_text": "bīja, ikṣu, rasa, guḍa tabe khaṇḍa-sāra\n\nśarkarā, sitā-michari, śuddha-michari āra", "devanagari": "> বীজ, ইক্ষু, রস, গুড় তবে খণ্ডসার ।\n> শর্করা, সিতা-মিছরি, শুদ্ধমিছরি আর ॥৪৩॥", "synonyms": "*bīja*—sementes; *ikṣu*—plantas de cana-de-açúcar; *rasa*—suco; *guḍa*—melaço; *tabe*—então; *khaṇḍa-sāra*—açúcar bruto; *śarkarā*—açúcar; *sitā-michari*—açúcar cristalizado; *śuddha-michari*—açúcar-cande; *āra*—também.", "translation": "**\"Esse desenvolvimento compara-se a sementes de cana-de-açúcar, plantas de cana-de-açúcar, suco de cana-de-açúcar, melaço, açúcar bruto, açúcar refinado, açúcar cristalizado e açúcar-cande.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/44/", "verse_text": "ihā yaiche krame nirmala, krame bāḍe svāda\n\nrati-premādira taiche bāḍaye āsvāda", "devanagari": "> ইহা যৈছে ক্রমে নির্মল, ক্রমে বাড়ে স্বাদ ।\n> রতি-প্রেমাদির তৈছে বাড়য়ে আস্বাদ ॥৪৪॥", "synonyms": "*ihā*—isto; *yaiche*—assim como; *krame*—por sucessão; *nirmala*—puro; *krame*—gradualmente; *bāḍe*—aumenta; *svāda*—sabor; *rati*—do apego; *prema-ādira*—do amor a Deus e assim por diante; *taiche*—dessa maneira; *bāḍaye*—aumenta; *āsvāda*—sabor.", "translation": "**\"Assim como o sabor do açúcar aumenta à medida que ele se purifica gradualmente, deve-se compreender que, quando o amor a Deus aumenta a partir de rati, que se compara à semente inicial, seu sabor aumenta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/45/", "verse_text": "adhikāri-bhede rati--pañca parakāra\n\nśānta, dāsya, sakhya, vātsalya, madhura āra", "devanagari": "> অধিকারি-ভেদে রতি — পঞ্চ পরকার ।\n> শান্ত, দাস্য, সখ্য, বাৎসল্য, মধুর আর ॥৪৫॥", "synonyms": "*adhikāri*—do possuidor; *bhede*—de acordo com as diferenças; *rati*—apego; *pañca parakāra*—cinco variedades; *śānta*—neutro; *dāsya*—servidão; *sakhya*—amizade; *vātsalya*—amor paternal; *madhura*—amor conjugal; *āra*—também.", "translation": "**\"De acordo com o candidato que possui essas qualidades transcendentais [*sneha, māna* e assim por diante], há cinco rasas transcendentais — neutralidade, servidão, amizade, amor paternal e amor conjugal.**\n\nNo *Bhakti-rasāmṛta-sindhu, rati* (atração) é assim descrita:\n\nOs sintomas reais da frutificação da semente do amor (*rati*) se manifestam porque o coração se derrete. Quando tais sintomas são encontrados entre especuladores e executores de atividades fruitivas, não podem ser aceitos como sintomas reais de apego. Pessoas tolas sem conhecimento do serviço devocional elogiam tais sintomas de apego mesmo quando se baseiam em algo que não seja o desejo de servir a Kṛṣṇa. Porém, aquele que é versado no serviço devocional chama tais sintomas de *rati-ābhāsa,* um mero vislumbre do apego.", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, rati (atração) é descrita da seguinte maneira:\n\nvyaktaṁ masṛṇitevāntar-\n\nlakṣyate rati-lakṣaṇam\n\nmumukṣu-prabhṛtīnaṁ ced\n\nbhaved eṣā ratir na hi\n\nkintu bāla-camatkāra-\n\nkārī tac-cihna-vīkṣayā\n\nabhijñena subodho 'yaṁ\n\nraty-ābhāsaḥ prakīrtitaḥ\n\nOs verdadeiros sintomas da frutificação da semente do amor (rati) manifestam-se porque o coração se derrete. Quando tais sintomas se encontram entre especuladores e agentes fruitivos, não podem ser aceitos como sintomas reais de apego. As pessoas tolas, sem conhecimento do serviço devocional, louvam esses sintomas de apego mesmo quando se baseiam em algo diferente do desejo de servir a Kṛṣṇa. No entanto, aquele que é perito no serviço devocional chama esses sintomas de rati-ābhāsa, um simples vislumbre de apego."}
{"ref": "cc/madhya/23/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/46/", "verse_text": "ei pañca sthāyī bhāva haya pañca 'rasa'\n\nye-rase bhakta 'sukhī', kṛṣṇa haya 'vaśa'", "devanagari": "> এই পঞ্চ স্থায়ী ভাব হয় পঞ্চ ‘রস’ ।\n> যে-রসে ভক্ত ‘সুখী’, কৃষ্ণ হয় ‘বশ’ ॥৪৬॥", "synonyms": "*ei pañca*—estes cinco tipos de doçura transcendental; *sthāyī bhāva*—estados extáticos permanentes; *haya*—tornam-se; *pañca rasa*—cinco tipos de doçura transcendental; *ye-rase*—numa determinada doçura; *bhakta sukhī*—um devoto fica feliz; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *haya*—torna-se; *vaśa*—sob o controle.", "translation": "**\"Estas cinco doçuras transcendentais existem permanentemente. O devoto pode sentir-se atraído por uma dessas doçuras, e assim ele fica feliz. Kṛṣṇa também Se inclina para tal devoto e fica sob o controle dele.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, sthāyi-bhāva, o êxtase permanente, é descrito da seguinte maneira:\n\naviruddhān viruddhāṁś ca\n\nbhāvān yo vaśatāṁ nayan\n\nsu-rājeva virājeta\n\nsa sthāyī bhāva ucyate\n\nsthāyī bhāvo 'tra sa proktaḥ\n\nśrī-kṛṣṇa-viṣayā ratiḥ\n\nEsses estados de espírito (bhāvas) controlam os êxtases favoráveis (como o riso) e os êxtases desfavoráveis (como a ira). Quando esses estados continuam a permanecer como reis, são chamados sthāyi-bhāva, ou êxtases permanentes. O amor extático contínuo por Kṛṣṇa chama-se êxtase permanente."}
{"ref": "cc/madhya/23/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/47/", "verse_text": "premādika sthāyi-bhāva sāmagrī-milane\n\nkṛṣṇa-bhakti rasa-rūpe pāya pariṇāme", "devanagari": "> প্রেমাদিক স্থায়িভাব সামগ্রী-মিলনে ।\n> কৃষ্ণভক্তি রসরূপে পায় পরিণামে ॥৪৭॥", "synonyms": "*prema-ādika*—o amor a Deus, começando com śānta, dāsya e assim por diante; *sthāyi-bhāva*—os êxtases permanentes; *sāmagrī-milane*—ao misturar-se com outros ingredientes; *kṛṣṇa-bhakti*—o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *rasa-rūpe*—composto de doçuras transcendentais; *pāya*—torna-se; *pariṇāme*—por transformação.", "translation": "**\"Quando os êxtases permanentes [neutralidade, servidão e assim por diante] se misturam com outros ingredientes, o serviço devocional em amor a Deus transforma-se e passa a compor-se de doçuras transcendentais.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, dá-se a seguinte definição:\n\nathāsyāḥ keśava-rater\n\nlakṣitāyā nigadyate\n\nsāmagrī-paripoṣena\n\nparamā rasa-rūpatā\n\nvibhāvair anubhāvaiś ca\n\nsāttvikair vyabhicāribhiḥ\n\nsvādyatvaṁ hṛdi bhaktānām\n\nānītā śravaṇādibhiḥ\n\neṣā kṛṣṇa-ratiḥ sthāyī\n\nbhāvo bhakti-raso bhavet\n\nO amor por Kṛṣṇa, Keśava, como anteriormente descrito, alcança o estado supremo de compor-se de doçuras quando seus ingredientes se completam. Por meio de vibhāva, anubhāva, sāttvika e vyabhicārī, ativam-se a audição e o cantar, e o devoto torna-se capaz de saborear o amor por Kṛṣṇa. Então o apego por Kṛṣṇa, ou êxtase permanente (sthāyi-bhāva), torna-se a doçura do serviço devocional (bhakti-rasa)."}
{"ref": "cc/madhya/23/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/48/", "verse_text": "vibhāva, anubhāva, sāttvika, vyabhicārī\n\nsthāyi-bhāva 'rasa' haya ei cāri mili'", "devanagari": "> বিভাব, অনুভাব, সাত্ত্বিক, ব্যভিচারী ।\n> স্থায়ীভাব ‘রস’ হয় এই চারি মিলি’ ॥৪৮॥", "synonyms": "*vibhāva*—êxtase especial; *anubhāva*—êxtase subordinado; *sāttvika*—êxtase natural; *vyabhicārī*—êxtase transitório; *sthāyi-bhāva*—êxtase permanente; *rasa*—doçura; *haya*—torna-se; *ei cāri*—estes quatro; *mili'*—encontrando-se.", "translation": "**\"O êxtase permanente torna-se uma doçura transcendental cada vez mais saborosa através da mistura de êxtase especial, êxtase subordinado, êxtase natural e êxtase transitório.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/49/", "verse_text": "dadhi yena khaṇḍa-marica-karpūra-milane\n\n'rasālākhya' rasa haya apūrvāsvādane", "devanagari": "> দধি যেন খণ্ড-মরিচ-কর্পূর-মিলনে ।\n> ‘রসালাখ্য’ রস হয় অপূর্বাস্বাদনে ॥৪৯॥", "synonyms": "*dadhi*—iogurte; *yena*—assim como; *khaṇḍa*—açúcar cristalizado; *marica*—pimenta-do-reino; *karpūra*—cânfora; *milane*—sendo misturados; *rasāla-ākhya*—conhecido como delicioso; *rasa*—doçura; *haya*—torna-se; *apūrva-āsvādane*—por um sabor sem precedentes.", "translation": "**\"O iogurte misturado com açúcar cristalizado, pimenta-do-reino e cânfora é muito palatável e saboroso. De modo semelhante, quando o êxtase permanente se mistura com outros sintomas extáticos, ele se torna saboroso de maneira sem precedentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/50/", "verse_text": "dvividha 'vibhāva',--ālambana, uddīpana\n\nvaṁśī-svarādi--'uddīpana', kṛṣṇādi--'ālambana'", "devanagari": "> দ্বিবিধ ‘বিভাব’, — আলম্বন, উদ্দীপন ।\n> বংশীস্বরাদি — ‘উদ্দীপন,’ কৃষ্ণাদি — ‘আলম্বন’ ॥৫০॥", "synonyms": "*dvi-vidha*—dois tipos; *vibhāva*—êxtase particular; *ālambana*—o suporte; *uddīpana*—o despertar; *vaṁśī-svara-ādi*—tais como a vibração da flauta; *uddīpana*—excitante; *kṛṣṇa-ādi*—Kṛṣṇa e outros; *ālambana*—o suporte.", "translation": "**\"Há dois tipos de êxtase particular [vibhāva]. Um chama-se suporte, e o outro chama-se despertar. A vibração da flauta de Kṛṣṇa é um exemplo do despertar, e o próprio Senhor Kṛṣṇa é um exemplo do suporte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/51/", "verse_text": "'anubhāva'--smita, nṛtya, gītādi udbhāsvara\n\nstambhādi--'sāttvika' anubhāvera bhitara", "devanagari": "> ‘অনুভাব’ — স্মিত, নৃত্য, গীতাদি উদ্ভাস্বর ।\n> স্তম্ভাদি — ‘সাত্ত্বিক’ অনুভাবের ভিতর ॥৫১॥", "synonyms": "*anubhāva*—êxtase subordinado; *smita*—sorrir; *nṛtya*—dançar; *gīta-ādi*—cantos e assim por diante; *udbhāsvara*—sintomas de manifestação corpórea; *stambha-ādi*—estar atônito e outros; *sāttvika*—natural; *anubhāvera bhitara*—dentro da categoria dos êxtases subordinados.", "translation": "**\"Os êxtases subordinados são sorrir, dançar e cantar, bem como diferentes manifestações no corpo. Os êxtases naturais, como ficar paralisado, são considerados entre os êxtases subordinados [*anubhāva*].No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu, vibhāva* é descrito como segue: \"A causa que provoca o saborear do amor por Kṛṣṇa é chamada *vibhāva. Vibhāva* divide-se em duas categorias — *alambana* (suporte) e *uddīpana* (despertar).\" No *Agni Purāṇa* se afirma: \"Aquilo que faz o amor por Kṛṣṇa aparecer é chamado *vibhāva.* Tem duas divisões — *alambana* [em que o amor aparece] e *uddīpana* [pelo qual o amor aparece].\" No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu,* o seguinte é afirmado sobre *ālambana:* \"O objeto do amor é Kṛṣṇa, e o receptáculo desse amor é o devoto de Kṛṣṇa. Ambos são chamados pelos eruditos de *ālambana* — os fundamentos.\" Da mesma forma, *uddīpana* é descrito: \"Aquelas coisas que despertam o amor extático são chamadas de *uddīpana.*\" Principalmente esse despertar é possibilitado pelas qualidades e atividades de Kṛṣṇa, bem como por Seu modo de decoração e pela maneira como Seu cabelo é arranjado. \"O sorriso de Kṛṣṇa, a fragrância de Seu corpo transcendental, Sua flauta, Seu búzio, Seus tornozeleiras, Sua concha, as marcas em Seus pés, Seu lugar de residência, Sua planta favorita [*tulasī*], Seus devotos e a observância de jejuns e votos relacionados à Sua devoção — tudo isso desperta os sintomas do amor extático.\" No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu, anubhāva* é descrito como segue: Os muitos sintomas extáticos externos ou transformações corporais que indicam emoções extáticas na mente, e que também são chamados de *udbhāsvara,* são os *anubhāvās,* ou expressões extáticas subordinadas do amor. Alguns deles são dançar, cair e rolar no chão, cantar e chorar muito alto, contorções corporais, vibrações intensas, bocejos, respiração profunda, descaso pelos outros, espuma de saliva, riso descontrolado, cuspir, soluços e outros sintomas semelhantes. Todos esses sintomas dividem-se em duas divisões — *sita* e *kṣepaṇa.* Cantar, bocejar e assim por diante são chamados de *sītā.* Dançar e contorções corporais são chamados de *kṣepaṇa.* O *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* descreve *udbhāsvara* como segue: Os sintomas extáticos manifestos no corpo externo de uma pessoa em amor extático são chamados pelos eruditos de *udbhāsvara.* Alguns deles são o afrouxamento do cinto e a queda das roupas e do cabelo. Outros são contorções corporais, bocejos, tremor da parte frontal das narinas, respiração pesada, soluços e cair e rolar no chão. Estas são as manifestações externas do amor emocional. *Stambha* e outros sintomas são descritos no *Madhya-līlā* (14.167).**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, vibhāva é descrito da seguinte maneira:\n\ntatra jñeyā vibhāvās tu\n\nraty-āsvādana-hetavaḥ\n\nte dvidhālambanā eke\n\ntathaivoddīpanāḥ pare\n\n\"A causa que provoca a degustação do amor por Kṛṣṇa chama-se vibhāva. O vibhāva divide-se em duas categorias – ālambana (suporte) e uddīpana (despertar).\"\n\nNo Agni Purāṇa, afirma-se:\n\nvibhāvyate hi raty-ādir\n\nyatra yena vibhāvyate\n\nvibhāvo nāma sa dvedhā-\n\nlambanoddīpanātmakaḥ\n\n\"Aquilo que faz com que o amor por Kṛṣṇa surja chama-se vibhāva. Este tem duas divisões – ālambana [em que o amor aparece] e uddīpana [por meio do qual o amor aparece].\"\n\nNo *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, afirma-se o seguinte acerca de ālambana:\n\nkṛṣṇaś ca kṛṣṇa-bhaktāś ca\n\nbudhair ālambanā matāḥ\n\nraty-āder viṣayatvena\n\ntathādhāratayāpi ca\n\n\"O objeto do amor é Kṛṣṇa, e o continente desse amor é o devoto de Kṛṣṇa. Ambos são chamados pelos eruditos de ālambana – os fundamentos.\" De modo semelhante, descreve-se o uddīpana:\n\nuddīpanās tu te proktā\n\nbhāvam uddīpayanti ye\n\n\"Aquelas coisas que despertam o amor extático chamam-se uddīpana.\"\n\nte tu śrī-kṛṣṇa-candrasya\n\nguṇāś ceṣṭāḥ prasādhanam\n\nPrincipalmente, esse despertar é tornado possível pelas qualidades e atividades de Kṛṣṇa, bem como por Seu modo de ornamentação e pela maneira como Seus cabelos estão arranjados.\n\nsmitāṅga-saurabhe vaṁśa-\n\nśṛṅga-nūpura-kambavaḥ\n\npadāṅka-kṣetra-tulasī-\n\nbhakta-tad-vāsarādayaḥ\n\n\"O sorriso de Kṛṣṇa, a fragrância de Seu corpo transcendental, Sua flauta, Sua corneta, Seus guizos de tornozelo, Seu búzio, as marcas de Seus pés, Seu local de residência, Sua planta favorita [tulasī], Seus devotos e a observância de jejuns e votos relacionados à devoção a Ele – tudo isso desperta os sintomas do amor extático.\"\n\nNo *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, anubhāva é descrito da seguinte maneira:\n\nanubhāvās tu citta-stha-\n\nbhāvānām avabodhakāḥ\n\nte bahir vikriyā prāyāḥ\n\nproktā udbhāsvarākhyayā\n\nOs muitos sintomas extáticos externos, ou transformações corpóreas, que indicam as emoções extáticas na mente, e que também são chamados udbhāsvara, são os anubhāvas, ou expressões extáticas subordinadas do amor. Alguns deles são dançar, cair e rolar pelo chão, cantar e chorar muito alto, contorções corpóreas, vibrações estridentes, bocejos, respiração profunda, indiferença pelos outros, espuma na saliva, riso louco, cuspir, soluços e outros sintomas semelhantes. Todos esses sintomas dividem-se em duas categorias – śīta e kṣepaṇa. Cantar, bocejar e assim por diante chamam-se śīta. Dançar e as contorções corpóreas chamam-se kṣepaṇa.\n\nO *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* descreve udbhāsvara da seguinte maneira:\n\nudbhāsante svadhāmnīti\n\nproktā udbhāsvarā budhaiḥ\n\nnīvyuttarīya-dhammilla-\n\nsraṁsanaṁ gātra-moṭanam\n\njṛmbhā ghrāṇasya phullatvaṁ\n\nniśvāsādyāś ca te matāḥ\n\nOs sintomas extáticos que se manifestam no corpo externo de uma pessoa em amor extático são chamados pelos eruditos de udbhāsvara. Alguns deles são o afrouxamento do cinto e a queda das roupas e dos cabelos. Outros são contorções corpóreas, bocejos, um tremor da parte frontal das narinas, respiração pesada, soluços e cair e rolar pelo chão. Estas são as manifestações externas do amor emocional. Stambha e outros sintomas são descritos no *Madhya-līlā* (14.167)."}
{"ref": "cc/madhya/23/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/52/", "verse_text": "nirveda-harṣādi--tetriśa 'vyabhicārī'\n\nsaba mili' 'rasa' haya camatkārakārī", "devanagari": "> নির্বেদ-হর্ষাদি — তেত্রিশ ‘ব্যভিচারী’ ।\n> সব মিলি’ ‘রস’ হয় চমৎকারকারী ॥৫২॥", "synonyms": "*nirveda-harṣa-ādi*—completo desânimo, júbilo e assim por diante; *tetriśa*—trinta e três; *vyabhicārī*—elementos transitórios; *saba mili'*—todos reunidos; *rasa*—as doçuras; *haya*—torna-se; *camatkārakārī*—uma causa de espanto.", "translation": "**\"Há outros ingredientes que começam com o completo abatimento e a jubilação. No total, há trinta e três variedades, e quando estas se combinam, o rasa torna-se muito maravilhoso.Há trinta e três elementos transitórios conhecidos como *vyabhicārī* — emoções extáticas. Eles vagam especialmente em torno dos sentimentos permanentes como assistentes. Devem ser conhecidos pelas palavras, pelos diferentes sintomas observados nos membros e em outras partes do corpo, e pelas condições peculiares do coração. Por promoverem o progresso dos sentimentos permanentes, são especificamente chamados de *sañcārī,* ou princípios impulsionadores. Esses princípios impulsionadores emergem e recuam nos sentimentos permanentes do amor extático como ondas num oceano de êxtase. Por isso são chamados de *vyabhicārī.***", "purport": "Nirveda, harṣa e outros sintomas são explicados no *Madhya-līlā* (14.167). Os elementos transitórios (vyabhicārī) descrevem-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* da seguinte maneira:\n\nathocyante trayas triṁśad-\n\nbhāvā ye vyabhicāriṇaḥ\n\nviśeṣeṇābhimukhyena\n\ncaranti sthāyinaṁ prati\n\nvāg-aṅga-sattva-sūcyā ye\n\njñeyās te vyabhicāriṇaḥ\n\n\nsañcārayanti bhāvasya\n\ngatiṁ sañcāriṇo 'pi te\n\nunmajjanti nimajjanti\n\nstāyiny-amṛta-vāridhau\n\nūrmivad vardhayanty enaṁ\n\nyānti tad-rūpatāṁ ca te\n\nHá trinta e três elementos transitórios conhecidos como vyabhicārī, emoções extáticas. Eles perambulam especialmente ao redor dos sentimentos permanentes como auxiliares. Devem ser reconhecidos pelas palavras, pelos diferentes sintomas observados nos membros e em outras partes do corpo, e pelas condições peculiares do coração. Por colocarem em movimento o progresso dos sentimentos permanentes, são chamados especificamente de sañcārī, ou princípios impelentes. Esses princípios impelentes elevam-se e recaem nos sentimentos permanentes de amor extático como ondas num oceano de êxtase. Em consequência, são chamados de vyabhicārī."}
{"ref": "cc/madhya/23/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/53/", "verse_text": "pañca-vidha rasa--śānta, dāsya, sakhya, vātsalya\n\nmadhura-nāma śṛṅgāra-rasa--sabāte prābalya", "devanagari": "> পঞ্চবিধ রস — শান্ত, দাস্য, সখ্য, বাৎসল্য ।\n> মধুর-নাম শৃঙ্গাররস — সবাতে প্রাবল্য ॥৫৩॥", "synonyms": "*pañca-vidha rasa*—cinco espécies de doçuras; *śānta*—neutralidade; *dāsya*—servidão; *sakhya*—amizade; *vātsalya*—afeição paternal; *madhura*—doce; *nāma*—chamada; *śṛṅgāra-rasa*—a doçura conjugal; *sabāte*—entre todas elas; *prābalya*—predominante.", "translation": "**\"Há cinco doçuras transcendentais: neutralidade, servidão, amizade, afeição paternal e amor conjugal, que também é conhecido como a doçura da doçura. O amor conjugal supera todos os demais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/54/", "verse_text": "śānta-rase śānti-rati 'prema' paryanta haya\n\ndāsya-rati 'rāga' paryanta krameta bāḍaya", "devanagari": "> শান্তরসে শান্তি-রতি ‘প্রেম’ পর্যন্ত হয় ।\n> দাস্য-রতি ‘রাগ’ পর্যন্ত ক্রমেত বাড়য় ॥৫৪॥", "synonyms": "*śānta-rase*—na doçura da neutralidade; *śānti-rati*—apego espiritual em tranquilidade; *prema paryanta*—até o amor a Deus; *haya*—é; *dāsya-rati*—apego em servidão; *rāga*—amor espontâneo; *paryanta*—até; *krameta*—gradualmente; *bāḍaya*—aumenta.", "translation": "**\"A posição de neutralidade aumenta até o ponto em que se pode apreciar o amor a Deus. A doçura da servidão aumenta gradualmente até o ponto do amor espontâneo a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/55/", "verse_text": "sakhya-vātsalya-rati pāya 'anurāga'-sīmā\n\nsubalādyera 'bhāva' paryanta premera mahimā", "devanagari": "> সখ্য-বাৎসল্য-রতি পায় ‘অনুরাগ’-সীমা ।\n> সুবলাদ্যের ‘ভাব’ পর্যন্ত প্রেমের মহিমা ॥৫৫॥", "synonyms": "*sakhya*—em amizade; *vātsalya*—em afeição paternal; *rati*—afeição; *pāya*—obtém; *anurāga-sīmā*—até o limite do amor espontâneo subordinado; *subala-ādyera*—de amigos como Subala e outros; *bhāva*—amor extático; *paryanta*—até; *premera mahimā*—a glória do amor a Deus.", "translation": "**\"Após a doçura da servidão, há as doçuras da amizade e do amor paternal, que aumentam até o amor espontâneo subordinado. A grandeza do amor encontrado em amigos como Subala estende-se até o padrão do amor extático a Deus.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que a doçura da neutralidade aumenta até o simples amor a Deus. Na doçura da servidão, o amor a Deus aumenta para além disso, chegando à afeição, ao contra-amor (a ira baseada no amor), ao amor e ao apego. De modo semelhante, a doçura da amizade aumenta até a afeição, o contra-amor, o amor, o apego e o subapego. O mesmo acontece com a doçura da afeição paternal. A característica especial da doçura da amizade exibida por personalidades como Subala é que ela aumenta da afeição fraternal ao contra-amor, ao apego espontâneo, ao apego subordinado e, finalmente, ao êxtase em que todos os sintomas extáticos existem continuamente."}
{"ref": "cc/madhya/23/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/56/", "verse_text": "śānta-ādi rasera 'yoga', 'viyoga'--dui bheda\n\nsakhya-vātsalye yogādira aneka vibheda", "devanagari": "> শান্তাদি রসের ‘যোগ’, ‘বিয়োগ’ — দুই ভেদ ।\n> সখ্য-বাৎসল্যে যোগাদির অনেক বিভেদ ॥৫৬॥", "synonyms": "*śānta-ādi rasera*—das doçuras que começam com a neutralidade; *yoga*—conexão; *viyoga*—separação; *dui bheda*—duas divisões; *sakhya*—na doçura da amizade; *vātsalye*—na afeição paternal; *yoga-ādira*—de conexão e separação; *aneka vibheda*—muitas variedades.", "translation": "**\"Há duas divisões em cada uma das cinco doçuras: yoga [conexão] e viyoga [separação]. Entre as doçuras da amizade e da afeição parental, há muitas divisões de conexão e separação.**", "purport": "No *Bhakti-rasāmṛta-sindhu,* essas divisões são descritas:\n\n> ayoga-yogāvetasya\n> prabhedau kathitāv ubhau\n\nNos rasas do *bhakti-yoga,* há dois estágios — *ayoga* e *yoga. Ayoga* é descrito no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu:*\n\n> saṅgābhāvo harer dhīrair\n> ayoga iti kathyate\n> ayoge tvan-manaskatvaṁ\n> tad-guṇādy-anusandhayaḥ\n> tat-prāpty-upāya-cintādyāḥ\n> sarveṣāṁ kathitāḥ kriyāḥ\n\nEruditos versados na ciência do *bhakti-yoga* dizem que quando há ausência de associação com a Suprema Personalidade de Deus, ocorre a separação. No estágio do *ayoga* (separação), a mente está plena de consciência de Kṛṣṇa e totalmente absorta em pensamentos de Kṛṣṇa. Nesse estágio, o devoto busca as qualidades transcendentais da Suprema Personalidade de Deus. Afirma-se que nesse estágio de separação, todos os devotos nos diferentes rasas estão sempre ativos pensando em maneiras de alcançar a associação de Kṛṣṇa.\n\nA palavra *yoga* (conexão) é assim descrita:\n\n> kṛṣṇena saṅgamo yas tu\n> sa yoga iti kīrtyate\n\n\"Quando alguém encontra Kṛṣṇa diretamente, isso é chamado de *yoga.*\"\n\nNos rasas transcendentais de neutralidade e servidão, há divisões semelhantes de *yoga* e *viyoga,* mas não são variadas. As divisões de *yoga* e *viyoga* existem sempre nos cinco rasas. Todavia, nos rasas transcendentais de amizade e afeição paternal, há muitas variedades de *yoga* e *viyoga.* As variedades de *yoga* são assim descritas:\n\nyoga 'pi kathitaḥ siddhis\n> tuṣṭiḥ sthitir iti tridhā\n\nO *yoga* (conexão) é de três tipos — sucesso, satisfação e permanência. As divisões do *ayoga* (separação) são assim descritas:\n\n> utkaṇṭhitaṁ viyogaś cety\n> ayogo 'pi dvidhocyate\n\nAssim, o *ayoga* tem duas divisões — anseio e separação."}
{"ref": "cc/madhya/23/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/57/", "verse_text": "'rūḍha', 'adhirūḍha' bhāva--kevala 'madhure'\n\nmahiṣī-gaṇera 'rūḍha', 'adhirūḍha' gopikā-nikare", "devanagari": "> ‘রূঢ়’, ‘অধিরূঢ়’ ভাব — কেবল ‘মধুরে’ ।\n> মহিষীগণের ‘রূঢ়’, ‘অধিরূঢ়’ গোপিকা-নিকরে ॥৫৭॥", "synonyms": "*rūḍha*—avançado; *adhirūḍha*—altamente avançado; *bhāva*—êxtase; *kevala*—somente; *madhure*—na doçura transcendental do amor conjugal; *mahiṣī-gaṇera*—das rainhas de Dvārakā; *rūḍha*—avançado; *adhirūḍha*—altamente avançado; *gopikā-nikare*—entre as gopīs.", "translation": "**\"Somente na doçura conjugal há dois sintomas extáticos chamados rūḍha [avançado] e adhirūḍha [altamente avançado]. O êxtase avançado encontra-se entre as rainhas de Dvārakā, e os êxtases altamente avançados encontram-se entre as gopīs.**", "purport": "Os êxtases adhirūḍha explicam-se no Ujjvala-nīlamaṇi:\n\nrūḍhoktebhyo 'nubhāvebhyaḥ\n\nkām apy āptā viśiṣṭatām\n\nyatrānubhāvā dṛśyante\n\nso 'dhirūḍho nigadyate\n\nA doçuríssima atração do amor conjugal aumenta através da afeição, do contra-amor, do amor, do apego, do subapego, do êxtase e do êxtase altamente avançado (mahābhāva). A plataforma de mahābhāva inclui rūḍha e adhirūḍha. Essas plataformas são possíveis somente no amor conjugal. O êxtase avançado encontra-se em Dvārakā, ao passo que o êxtase altamente avançado encontra-se entre as gopīs."}
{"ref": "cc/madhya/23/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/58/", "verse_text": "adhirūḍha-mahābhāva--dui ta' prakāra\n\nsambhoge 'mādana', virahe 'mohana' nāma tāra", "devanagari": "> অধিরূঢ়-মহাভাব — দুই ত’ প্রকার ।\n> সম্ভোগে ‘মাদন’, বিরহে ‘মোহন’ নাম তার ॥৫৮॥", "synonyms": "*adhirūḍha-mahābhāva*—êxtase altamente avançado; *dui ta' prakāra*—duas variedades; *sambhoge*—no encontro efetivo; *mādana*—mādana; *virahe*—na separação; *mohana*—mohana; *nāma*—os nomes; *tāra*—deles.", "translation": "**\"O êxtase altamente avançado divide-se em duas categorias: mādana e mohana. O encontro chama-se mādana, e a separação chama-se mohana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/59/", "verse_text": "'mādane' cumbanādi haya ananta vibheda\n\n'udghūrṇā', 'citra-jalpa' 'mohane' dui bheda", "devanagari": "> ‘মাদনে’ — চুম্বনাদি হয় অনন্ত বিভেদ ।\n> ‘উদঘূর্ণা’, ‘চিত্রজল্প’ — ‘মোহনে’ দুই ভেদ ॥৫৯॥", "synonyms": "*mādane*—no estágio de mādana; *cumbana-ādi*—beijos e atividades semelhantes; *haya*—são; *ananta vibheda*—divisões ilimitadas; *udghūrṇā*—instabilidade; *citra-jalpa*—várias conversas insanas; *mohane*—o estágio de mohana; *dui bheda*—duas divisões.", "translation": "**\"Na plataforma de mādana, há beijos e muitos outros sintomas, que são ilimitados. No estágio de mohana, há duas divisões: udghūrṇā [instabilidade] e citra-jalpa [variedades de conversas emocionais insanas].**", "purport": "Para mais informações, consultar o *Madhya-līlā* (1.87)."}
{"ref": "cc/madhya/23/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/60/", "verse_text": "citra-jalpera daśa aṅga--prajalpādi-nāma\n\n'bhramara-gītā'ra daśa śloka tāhāte pramāṇa", "devanagari": "> চিত্রজল্পের দশ অঙ্গ — প্রজল্পাদি-নাম ।\n> ‘ভ্রমর-গীতা’র দশ শ্লোক তাহাতে প্রমাণ ॥৬০॥", "synonyms": "*citra-jalpera*—das conversas insanas; *daśa*—dez; *aṅga*—partes; *prajalpa-ādi-nāma*—chamadas prajalpa e assim por diante; *bhramara-gītāra*—das conversas de Rādhārāṇī com o abelhão (Śrīmad-Bhāgavatam, Décimo Canto, Capítulo Quarenta e Sete); *daśa śloka*—dez versos; *tāhāte*—nesse assunto; *pramāṇa*—a evidência.", "translation": "**\"As conversas emocionais insanas incluem dez divisões, chamadas prajalpa e outros nomes. Um exemplo disso são os dez versos proferidos por Śrīmatī Rādhārāṇī chamados 'canção ao abelhão'.**", "purport": "As conversas insanas imaginativas conhecidas como citra-jalpa podem dividir-se em dez categorias: prajalpa, parijalpa, vijalpa, ujjalpa, sañjalpa, avajalpa, abhijalpa, ājalpa, pratijalpa e sujalpa. Não há equivalentes em português para essas diferentes características de jalpa (conversa imaginativa)."}
{"ref": "cc/madhya/23/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/61/", "verse_text": "udghūrṇā, vivaśa-ceṣṭā--divyonmāda-nāma\n\nvirahe kṛṣṇa-sphūrti, āpanāke 'kṛṣṇa'-jñāna", "devanagari": "> উদ্ঘূর্ণা, বিবশ-চেষ্টা — দিব্যোন্মাদ-নাম ।\n> বিরহে কৃষ্ণস্ফূর্তি, আপনাকে ‘কৃষ্ণ’-জ্ঞান ॥৬১॥", "synonyms": "*udghūrṇā*—instabilidade; *vivaśa-ceṣṭā*—atividades jactanciosas; *divya-unmāda-nāma*—chamadas loucura transcendental; *virahe*—na separação; *kṛṣṇa-sphūrti*—manifestação de Kṛṣṇa; *āpanāke*—a si mesmo; *kṛṣṇa-jñāna*—pensar-se como Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Udghūrṇā [instabilidade] e vivaśa-ceṣṭā [atividades jactanciosas] são aspectos da loucura transcendental. Em separação de Kṛṣṇa, experimenta-se a manifestação de Kṛṣṇa, e a pessoa pensa ser ela própria Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/62/", "verse_text": "'sambhoga'-'vipralambha'-bhede dvividha śṛṅgāra\n\nsambhogera ananta aṅga, nāhi anta tāra", "devanagari": "> ‘সম্ভোগ’-‘বিপ্রলম্ভ’-ভেদে দ্বিবিধ শৃঙ্গার ।\n> সম্ভোগের অনন্ত অঙ্গ, নাহি অন্ত তার ॥৬২॥", "synonyms": "*sambhoga*—de encontro (desfrute mútuo); *vipralambha*—de separação; *bhede*—em duas divisões; *dvi-vidha śṛṅgāra*—dois tipos de amor conjugal; *sambhogera*—da etapa de sambhoga, ou encontro; *ananta aṅga*—partes ilimitadas; *nāhi*—não; *anta*—um fim; *tāra*—disso.", "translation": "**\"No amor conjugal [śṛṅgāra] há duas divisões – o encontro e a separação. Na plataforma do encontro, há variedades ilimitadas que estão além de qualquer descrição.**", "purport": "O vipralambha é descrito no Ujjvala-nīlamaṇi:\n\nyūnor ayuktayor bhāvo\n\nyuktayor vātha yo mithaḥ\n\nabhīṣṭāliṅganādīnām\n\nanavāptau prakṛṣyate\n\nsa vipralambho vijñeyaḥ\n\nsambhogonnatikārakaḥ\n\nna vinā vipralambhena\n\nsambhogaḥ puṣṭim aśnute\n\nQuando o amante e a amada se encontram, são chamados yukta (unidos). Antes de seu encontro, são chamados ayukta (não unidos). Estejam unidos ou não, a emoção extática que surge por não conseguirem abraçar-se e beijar-se conforme desejam chama-se vipralambha. Esse vipralambha ajuda a nutrir as emoções no momento do encontro. De modo semelhante, o sambhoga é descrito assim:\n\ndarśanāliṅganādīnām\n\nānukūlyān niṣevayā\n\nyūnor ullāsam ārohan\n\nbhāvaḥ sambhoga īryate\n\n\"Encontrar-se mutuamente e abraçar-se mutuamente têm por finalidade trazer a felicidade tanto do amante quanto da amada. Quando essa etapa se torna cada vez mais jubilosa, a emoção extática resultante chama-se sambhoga.\" Quando despertado, o sambhoga divide-se em quatro categorias:\n\n(1) pūrva-rāga-anantara – após o pūrva-rāga (apego anterior ao encontro), o sambhoga é chamado breve (saṅkṣipta);\n\n(2) māna-anantara – após o māna (ira baseada no amor), o sambhoga é chamado invadido (saṅkīrṇa);\n\n(3) kiñcid-dūra-pravāsa-anantara – após estar a uma pequena distância por algum tempo, o sambhoga é chamado realizado (sampanna);\n\n(4) sudūra-pravāsa-anantara – após estar muito longe, o sambhoga é chamado perfeição (samṛddhimān).\n\nOs encontros dos amantes que ocorrem em sonhos também têm essas quatro divisões."}
{"ref": "cc/madhya/23/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/63/", "verse_text": "'vipralambha' catur-vidha--pūrva-rāga, māna\n\npravāsākhya, āra prema-vaicittya-ākhyāna", "devanagari": "> ‘বিপ্রলম্ভ’ চতুর্বিধ — পূর্বরাগ, মান ।\n> প্রবাসাখ্য, আর প্রেমবৈচিত্ত্য-আখ্যান ॥৬৩॥", "synonyms": "*vipralambha*—separação; *catuḥ-vidha*—quatro divisões; *pūrva-rāga*—pūrva-rāga; *māna*—māna; *pravāsākhya*—conhecido como pravāsa; *āra*—e; *prema-vaicittya*—prema-vaicittya; *ākhyāna*—chamando.", "translation": "**\"O vipralambha tem quatro divisões – pūrva-rāga, māna, pravāsa e prema-vaicittya.**", "purport": "O pūrva-rāga é descrito no Ujjvala-nīlamaṇi:\n\nratir yā saṅgamāt pūrvaṁ\n\ndarśana-śravaṇādi-jā\n\ntayor unmīlati prājñaiḥ\n\npūrva-rāgaḥ sa ucyate\n\nQuando o apego produzido tanto no amante quanto na amada antes de seu encontro, mediante o ver, o ouvir e assim por diante, torna-se muito saboroso pela mistura de quatro ingredientes, tais como vibhāva e anubhāva, isso se chama pūrva-rāga.\n\nA palavra māna também é descrita:\n\ndampatyor bhāva ekatra\n\nsator apy anuraktayoḥ\n\nsvābhīṣṭāśleṣa-vīkṣādi-\n\nnirodhī māna ucyate\n\nMāna é uma palavra usada para indicar o estado de espírito do amante e da amada, experimentado quer estejam num mesmo lugar quer em lugares diferentes. Esse estado de espírito obstrui que se olhem um ao outro e que se abracem um ao outro, apesar de estarem apegados um ao outro.\n\nO pravāsa também é explicado da seguinte maneira:\n\npūrva-saṅga-tayor yūnor\n\nbhaved deśāntarādibhiḥ\n\nvyavadhānaṁ tu yat prājñaiḥ\n\nsa pravāsa itīryate\n\nPravāsa é uma palavra usada para indicar a separação de amantes que anteriormente estavam intimamente associados. Essa separação deve-se ao fato de estarem em lugares diferentes.\n\nDe modo semelhante, o prema-vaicittya é explicado:\n\npriyasya sannikarṣe 'pi\n\npremotkarṣa-svabhāvataḥ\n\nyā viśeṣa-dhiyārtis tat\n\nprema-vaicittyam ucyate\n\nPrema-vaicittya é uma palavra usada para indicar uma abundância de amor que provoca aflição pelo medo da separação, embora o amante esteja presente."}
{"ref": "cc/madhya/23/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/64/", "verse_text": "rādhikādye 'pūrva-rāga' prasiddha 'pravāsa', 'māne'\n\n'prema-vaicittya' śrī-daśame mahiṣī-gaṇe", "devanagari": "> রাধিকাদ্যে ‘পূর্বরাগ’ প্রসিদ্ধ ‘প্রবাস’, ‘মানে’ ।\n> ‘প্রেমবৈচিত্ত্য’ শ্রীদশমে মহিষীগণে ॥৬৪॥", "synonyms": "*rādhikādye*—em Śrīmatī Rādhārāṇī e nas outras gopīs; *pūrva-rāga*—sentimentos anteriores à união; *prasiddha*—celebrado; *pravāsa māne*—também pravāsa e māna; *prema-vaicittya*—sentimentos de medo da separação; *śrī-daśame*—no Décimo Canto; *mahiṣī-gaṇe*—entre as rainhas.", "translation": "**\"Das quatro espécies de separação, três [pūrva-rāga, pravāsa e māna] são celebradas em Śrīmatī Rādhārāṇī e nas gopīs. Em Dvārakā, entre as rainhas, os sentimentos de prema-vaicittya são muito proeminentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/65/", "verse_text": "kurari vilapasi tvaṁ vīta-nidrā na śeṣe\n\nsvapiti jagati rātryām īśvaro gupta-bodhaḥ\n\nvayam iva sakhī kaccid gāḍha-nirviddha-cetā\n\nnalina-nayana-hāsodāra-līlekṣitena", "devanagari": "> কুররি বিলপসি ত্বং বীতনিদ্রা ন শেষে\n> স্বপিতি জগতি রাত্র্যামীশ্বরো গুপ্তবোধঃ ।\n> বয়মিব সখি কচ্চিদ্গাঢ়নির্বিদ্ধচেতা\n> নলিন-নয়ন-হাসোদার-লীলেক্ষিতেন ॥৬৫॥", "synonyms": "*kurari*—ó pássaro fêmea kurarī; *vilapasi*—lamentas; *tvam*—tu; *vīta-nidrā*—sem sono; *na*—não; *śeṣe*—descansas; *svapiti*—dorme; *jagati*—no mundo; *rātryām*—à noite; *īśvaraḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *gupta-bodhaḥ*—cuja consciência está oculta; *vayam*—nós; *iva*—como; *sakhī*—ó querida amiga; *kaccid*—acaso; *gāḍha*—profundamente; *nirviddha-cetā*—trespassada no coração; *nalina-nayana*—do Senhor de olhos de lótus; *hāsa*—sorridente; *udāra*—generoso; *līlā-īkṣitena*—pelo olhar brincalhão.", "translation": "**\" 'Minha querida amiga kurarī, agora é noite, e o Senhor Śrī Kṛṣṇa está dormindo. Tu mesma não estás adormecida nem descansando, mas lamentando-te. Devo presumir que tu, como nós, estás afetada pelos olhares sorridentes, generosos e brincalhões de Kṛṣṇa, o de olhos de lótus? Se assim for, teu coração está profundamente trespassado. É por isso que mostras esses sinais de lamentação insone?'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.90.15). Embora as rainhas estivessem com Kṛṣṇa, ainda assim pensavam em perder Sua companhia."}
{"ref": "cc/madhya/23/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/66/", "verse_text": "vrajendra-nandana kṛṣṇa--nāyaka-śiromaṇi\n\nnāyikāra śiromaṇi--rādhā-ṭhākurāṇī", "devanagari": "> ব্রজেন্দ্রনন্দন কৃষ্ণ — নায়ক-শিরোমণি ।\n> নায়িকার শিরোমণি — রাধা-ঠাকুরাণী ॥৬৬॥", "synonyms": "*vrajendra-nandana kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda; *nāyaka-śiromaṇi*—o melhor de todos os heróis; *nāyikāra śiromaṇi*—a melhor de todas as heroínas; *rādhā-ṭhākurāṇī*—Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, que apareceu como o filho de Nanda Mahārāja, é o herói supremo em todos os tratos. De modo semelhante, Śrīmatī Rādhārāṇī é a mais elevada heroína em todos os tratos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/67/", "verse_text": "nāyakānāṁ śiroratnaṁ\n\nkṛṣṇas tu bhagavān svayam\n\nyatra nityatayā sarve\n\nvirājante mahā-guṇāḥ", "devanagari": "> নায়কানাং শিরোরত্নং কৃষ্ণস্তু ভগবান্ স্বয়ম্ ।\n> যত্র নিত্যতয়া সর্বে বিরাজন্তে মহাগুণাঃ ॥৬৭॥", "synonyms": "*nāyakānām*—de todos os heróis; *śiroratnam*—a joia da coroa; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *tu*—mas; *bhagavān svayam*—a própria Suprema Personalidade de Deus; *yatra*—em quem; *nityatayā*—com permanência; *sarve*—todas; *virājante*—existem; *mahā-guṇāḥ*—qualidades transcendentais.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é a própria Suprema Personalidade de Deus, e Ele é a joia da coroa de todos os heróis. Em Kṛṣṇa, todas as boas qualidades transcendentais estão permanentemente situadas.'**", "purport": "Este verso também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.17)."}
{"ref": "cc/madhya/23/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/68/", "verse_text": "devī kṛṣṇamayī proktā\n\nrādhikā para-devatā\n\nsarva-lakṣmīmayī sarva-\n\nkāntiḥ sammohinī parā", "devanagari": "> দেবী কৃষ্ণময়ী প্রোক্তা রাধিকা পরদেবতা ।\n> সর্বলক্ষ্মীময়ী সর্বকান্তিঃ সম্মোহিনী পরা ॥৬৮॥", "synonyms": "*devī*—que brilha resplandecentemente; *kṛṣṇa-mayī*—não diferente do Senhor Kṛṣṇa; *proktā*—chamada; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *para-devatā*—a mais adorável; *sarva-lakṣmī-mayī*—presidindo sobre todas as deusas da fortuna; *sarva-kāntiḥ*—em quem todo o esplendor existe; *sammohinī*—cujo caráter desconcerta completamente o Senhor Kṛṣṇa; *parā*—a energia superior.", "translation": "**\" 'A transcendental deusa Śrīmatī Rādhārāṇī é a contraparte direta do Senhor Śrī Kṛṣṇa. Ela é a figura central de todas as deusas da fortuna. Ela possui toda a atração para atrair a Personalidade de Deus, que tudo atrai. Ela é a primordial potência interna do Senhor.'**", "purport": "Este texto encontra-se no Bṛhad-gautamīya-tantra."}
{"ref": "cc/madhya/23/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/69/", "verse_text": "ananta kṛṣṇera guṇa, cauṣaṭṭi--pradhāna\n\neka eka guṇa śuni' juḍāya bhakta-kāṇa", "devanagari": "> অনন্ত কৃষ্ণের গুণ, চৌষট্টি — প্রধান ।\n> এক এক গুণ শুনি’ জুড়ায় ভক্ত-কাণ ॥৬৯॥", "synonyms": "*ananta*—ilimitadas; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa*—qualidades; *cauṣaṭṭi*—sessenta e quatro; *pradhāna*—as principais; *eka eka*—uma a uma; *guṇa*—qualidades; *śuni'*—ouvindo; *juḍāya*—satisfaz; *bhakta-kāṇa*—os ouvidos dos devotos.", "translation": "**\"As qualidades transcendentais do Senhor Kṛṣṇa são ilimitadas. Dentre elas, sessenta e quatro são consideradas proeminentes. Os ouvidos dos devotos ficam satisfeitos simplesmente por ouvir todas essas qualidades uma após a outra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/70/", "verse_text": "ayaṁ netā suramyāṅgaḥ\n\nsarva-sal-lakṣaṇānvitaḥ\n\nruciras tejasā yukto\n\nbalīyān vayasānvitaḥ", "devanagari": "> অয়ং নেতা সুরম্যাঙ্গঃ সর্বসল্লক্ষণান্বিতঃ ।\n> রুচিরস্তেজসা যুক্তো বলীয়ান্ বয়সান্বিতঃ ॥৭০॥", "synonyms": "*ayam*—este (Kṛṣṇa); *netā*—herói supremo; *suramya-aṅgaḥ*—possuindo o mais belo corpo transcendental; *sarva-sat-lakṣaṇa*—todos os auspiciosos sinais corporais; *anvitaḥ*—dotado de; *ruciraḥ*—possuindo um esplendor muito agradável aos olhos; *tejasā*—de todo o poder; *yuktaḥ*—dotado; *balīyān*—muito forte; *vayasa-anvitaḥ*—possuindo uma idade juvenil.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa, o herói supremo, possui o mais belo corpo transcendental. Este corpo possui todas as boas características. É radiante e muito agradável aos olhos. Seu corpo é poderoso, forte e juvenil.**", "purport": "Este verso e os seis versos seguintes também se encontram no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.23-29)."}
{"ref": "cc/madhya/23/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/71/", "verse_text": "vividhādbhuta-bhāṣā-vit\n\nsatya-vākyaḥ priyaṁ vadaḥ\n\nvāvadūkaḥ supāṇḍityo\n\nbuddhimān pratibhānvitaḥ", "devanagari": "> বিবিধাদ্ভুতভাষাবিৎ সত্যবাক্যঃ প্রিয়ংবদঃ ।\n> বাবদূকঃ সুপাণ্ডিত্যো বুদ্ধিমান্ প্রতিভান্বিতঃ ॥৭১॥", "synonyms": "*vividha*—vários; *adbhuta*—maravilhosos; *bhāṣā-vit*—conhecedor de idiomas; *satya-vākyaḥ*—cujas palavras são verídicas; *priyam vadaḥ*—que fala de modo muito agradável; *vāvadūkaḥ*—perito em falar; *su-pāṇḍityaḥ*—muito erudito; *buddhimān*—muito sábio; *pratibhā-anvitaḥ*—gênio.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é o linguista de todos os idiomas maravilhosos. Ele é um orador verídico e muito agradável. Ele é perito em falar, e é um erudito muito sábio e instruído, além de um gênio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/72/", "verse_text": "vidagdhaś caturo dakṣaḥ\n\nkṛtajñaḥ sudṛḍha-vrataḥ\n\ndeśa-kāla-supātrajñaḥ\n\nśāstra-cakṣuḥ śucir vaśī", "devanagari": "> বিদগ্ধশ্চতুরো দক্ষঃ কৃতজ্ঞঃ সুদৃঢ়ব্রতঃ ।\n> দেশকালসুপাত্রজ্ঞঃ শাস্ত্রচক্ষুঃ শুচির্বশী ॥৭২॥", "synonyms": "*vidagdhaḥ*—perito no desfrute artístico; *caturaḥ*—astuto; *dakṣaḥ*—hábil; *kṛta-jñaḥ*—grato; *sudṛḍha-vrataḥ*—firmemente determinado; *deśa*—de país; *kāla*—tempo; *supātra*—de adequação; *jñaḥ*—conhecedor; *śāstra-cakṣuḥ*—perito nas escrituras autorizadas; *śuciḥ*—muito limpo e asseado; *vaśī*—autocontrolado.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é muito perito no desfrute artístico. Ele é altamente astuto, hábil, grato e firmemente determinado em Seus votos. Ele sabe como agir de acordo com o tempo, a pessoa e o país, e enxerga através das escrituras e dos livros autorizados. Ele é muito limpo e autocontrolado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/73/", "verse_text": "sthiro dāntaḥ kṣamā-śīlo\n\ngambhīro dhṛtimān samaḥ\n\nvadānyo dhārmikaḥ śūraḥ\n\nkaruṇo mānya-mānakṛt", "devanagari": "> স্থিরো দান্তঃ ক্ষমাশীলো গম্ভীরো ধৃতিমান্ সমঃ ।\n> বদান্যো ধার্মিকঃ শূরঃ করুণো মান্যমানকৃৎ ॥৭৩॥", "synonyms": "*sthiraḥ*—firme; *dāntaḥ*—de sentidos controlados; *kṣamā-śīlaḥ*—perdoador; *gambhīraḥ*—grave; *dhṛtimān*—calmo, jamais desprovido de inteligência; *samaḥ*—equânime; *vadānyaḥ*—magnânimo; *dhārmikaḥ*—religioso; *śūraḥ*—cavalheiresco; *karuṇaḥ*—bondoso; *mānya-mānakṛt*—respeitoso para com os respeitáveis.", "translation": "**\" 'O Senhor Kṛṣṇa é firme, Seus sentidos são controlados, e Ele é perdoador, grave e calmo. Ele é também equânime com todos. Ademais, Ele é magnânimo, religioso, cavalheiresco e bondoso. Ele é sempre respeitoso para com as pessoas respeitáveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/74/", "verse_text": "dakṣiṇo vinayī hrīmān\n\nśaraṇāgata-pālakaḥ\n\nsukhī bhakta-suhṛt prema-\n\nvaśyaḥ sarva-śubhaṅkaraḥ", "devanagari": "> দক্ষিণো বিনয়ী হ্রীমান্ শরণাগতপালকঃ ।\n> সুখী ভক্তসুহৃৎ প্রেমবশ্যঃ সর্বশুভঙ্করঃ ॥৭৪॥", "synonyms": "*dakṣiṇaḥ*—simples e generoso; *vinayī*—humilde; *hrīmān*—acanhado quando glorificado; *śaraṇāgata-pālakaḥ*—protetor da alma rendida; *sukhī*—sempre feliz; *bhakta-suhṛt*—benquerente dos devotos; *prema-vaśyaḥ*—submisso ao amor; *sarva-śubhaṅkaraḥ*—todo-auspicioso.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é muito simples e generoso, é humilde e acanhado, e é o protetor da alma rendida. Ele é muito feliz, e é sempre o benquerente de Seu devoto. Ele é todo-auspicioso, e é submisso ao amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/75/", "verse_text": "pratāpī kīrtimān rakta-\n\nlokaḥ sādhu-samāśrayaḥ\n\nnārīgaṇa-manohārī\n\nsarvārādhyaḥ samṛddhimān", "devanagari": "> প্রতাপী কীর্তিমান্ রক্তলোকঃ সাধুসমাশ্রয়ঃ ।\n> নারীগণ-মনোহারী সর্বরাধ্যঃ সমৃদ্ধিমান্ ॥৭৫॥", "synonyms": "*pratāpī*—muito influente; *kīrtimān*—famoso por suas boas obras; *rakta-lokaḥ*—que é o objeto do apego de todas as pessoas; *sādhu-sama-āśrayaḥ*—o refúgio dos bons e virtuosos; *nārī-gaṇa*—às mulheres; *manohārī*—atraente; *sarva-ārādhyaḥ*—adorável por todos; *samṛddhimān*—muito rico.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é muito influente e famoso, e Ele é o objeto do apego de todos. Ele é o refúgio dos bons e dos virtuosos. Ele é atraente para a mente das mulheres, e é adorado por todos. Ele é riquíssimo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/76/", "verse_text": "varīyān īśvaraś ceti\n\nguṇās tasyānukīrtitāḥ\n\nsamudrā iva pañcāśad\n\ndurvigāhā harer amī", "devanagari": "> বরীয়ানীশ্বরশ্চেতি গুণাস্তস্যানুকীর্তিতাঃ ।\n> সমুদ্রা ইব পঞ্চাশদ্দুর্বিগাহা হরেরমী ॥৭৬॥", "synonyms": "*varīyān*—o melhor; *īśvaraḥ*—o controlador supremo; *ca*—e; *iti*—assim; *guṇāḥ*—as qualidades transcendentais; *tasya*—Dele; *anukīrtitāḥ*—descritas; *samudrāḥ*—oceanos; *iva*—como; *pañcāśat*—cinquenta; *durvigāhāḥ*—difíceis de penetrar plenamente; *hareḥ*—da Suprema Personalidade de Deus; *amī*—todas estas.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa é o Supremo, e Ele é sempre glorificado como o Senhor e controlador Supremo. Assim, todas as qualidades transcendentais anteriormente mencionadas estão Nele. As cinquenta qualidades da Suprema Personalidade de Deus acima mencionadas são tão profundas quanto um oceano. Em outras palavras, são difíceis de compreender plenamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/77/", "verse_text": "jīveṣu ete vasanto 'pi\n\nbindu-bindutayā kvacit\n\nparipūrṇatayā bhānti\n\ntatraiva puruṣottame", "devanagari": "> জীবেষ্বেতে বসন্তোঽপি বিন্দুবিন্দুতয়া ক্বচিৎ ।\n> পরিপূর্ণতয়া ভান্তি তত্রৈব পুরুষোত্তমে ॥৭৭॥", "synonyms": "*jīveṣu*—nas entidades vivas; *ete*—estas; *vasantaḥ*—residem; *api*—embora; *bindu-bindutayā*—numa quantidade diminuta; *kvacit*—às vezes; *paripūrṇatayā*—em plenitude; *bhānti*—manifestam-se; *tatra*—Nele; *eva*—certamente; *puruṣa-uttame*—na Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Estas qualidades às vezes se exibem de modo muito diminuto nos seres vivos, mas se manifestam plenamente na Suprema Personalidade de Deus.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.30). As entidades vivas são partes integrantes da Suprema Personalidade de Deus. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*:\n\nmamaivāṁśo jīva-loke\n\njīva-bhūtaḥ sanātanaḥ\n\nmanaḥ ṣaṣṭhānīndriyāṇi\n\nprakṛti-sthāni karṣati\n\n\"As entidades vivas neste mundo condicionado são Minhas eternas partes fragmentárias. Devido à vida condicionada, elas lutam arduamente com os seis sentidos, que incluem a mente.\" (Bg. 15.7)\n\nAs qualidades de Kṛṣṇa estão presentes na entidade viva em quantidades diminutas, atômicas. Uma pequena porção de ouro é certamente ouro, mas não pode equiparar-se a uma mina de ouro. De modo semelhante, as entidades vivas têm todas as características da Suprema Personalidade de Deus em quantidade diminuta, mas a entidade viva jamais é igual à Suprema Personalidade de Deus. Deus é, portanto, descrito como o Ser Supremo, e a entidade viva é descrita como uma jīva. Deus é o Ser Supremo, o principal de todos os seres vivos – eko bahūnāṁ yo vidadhāti kāmān. Os māyāvādīs sustentam que todos são Deus, mas, ainda que se aceite essa filosofia, ninguém pode sustentar que todos sejam iguais à Divindade Suprema. Apenas os homens destituídos de inteligência sustentam que todos são iguais a Deus ou que todos são Deus."}
{"ref": "cc/madhya/23/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/78/", "verse_text": "atha pañca-guṇā ye syur\n\naṁśena giriśādiṣu", "devanagari": "> অথ পঞ্চগুণা যে স্যুরংশেন গিরিশাদিষু ॥৭৮॥", "synonyms": "*atha*—agora (além destas); *pañca-guṇāḥ*—cinco qualidades; *ye*—as quais; *syuḥ*—possam existir; *aṁśena*—em parte; *giriśa-ādiṣu*—em semideuses como o Senhor Śiva.", "translation": "**\" 'Além destas cinquenta qualidades, há outras cinco qualidades encontradas na Suprema Personalidade de Deus que estão parcialmente presentes em semideuses como Śiva.**", "purport": "Este verso e os sete versos seguintes também se encontram no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.37-44)."}
{"ref": "cc/madhya/23/79-81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/79-81/", "verse_text": "sadā svarūpa-saṁprāptaḥ\n\nsarva-jño nity-nūtanaḥ\n\nsac-cid-ānanda-sāndrāṅgaḥ\n\nsarva-siddhi-niṣevitaḥ\n\nathocyante guṇāḥ pañca\n\nye lakṣmīśādi-vartinaḥ\n\navicintya-mahā-śaktiḥ\n\nkoṭi-brahmāṇḍa-vigrahaḥ\n\navatārāvalī-bījaṁ\n\nhatāri-gati-dāyakaḥ\n\nātmārāma-gaṇākarṣīty\n\namī kṛṣṇe kilādbhutāḥ", "devanagari": "> সদা স্বরূপসংপ্রাপ্তঃ সর্বজ্ঞো নিত্যনূতনঃ ।\n> সচ্চিদানন্দসান্দ্রাঙ্গঃ সর্বসিদ্ধিনিষেবিতঃ ॥৭৯॥\n> অথোচ্যন্তে গুণাঃ পঞ্চ যে লক্ষ্মীশাদি-বর্তিনঃ ।\n> অবিচিন্ত্যমহাশক্তিঃ কোটিব্রহ্মাণ্ডবিগ্রহঃ ॥৮০॥\n> অবতারাবলীবীজং হতারিগতিদায়কঃ ।\n> আত্মারামগণাকর্ষীত্যমী কৃষ্ণে কিলাদ্ভুতাঃ ॥৮১॥", "synonyms": "*sadā*—sempre; *svarūpa-saṁprāptaḥ*—situado em sua natureza eterna; *sarva-jñaḥ*—onisciente; *nitya-nūtanaḥ*—sempre fresco; *sat-cit-ānanda-sāndra-aṅgaḥ*—a forma concentrada de eternidade, conhecimento e bem-aventurança; *sarva-siddhi-niṣevitaḥ*—servido por todas as perfeições místicas; *atha*—agora; *ucyante*—dizem-se; *guṇāḥ*—qualidades; *pañca*—cinco; *ye*—as quais; *lakṣmī-īśa*—no proprietário da deusa da fortuna; *ādi*—etc.; *vartinaḥ*—representadas; *avicintya*—inconcebível; *mahā-śaktiḥ*—possuidor de suprema energia; *koṭi-brahmāṇḍa*—consistindo em inumeráveis universos; *vigrahaḥ*—tendo um corpo; *avatāra*—de encarnações; *āvalī*—de grupos; *bījam*—a fonte; *hata-ari*—aos inimigos por Ele mortos; *gati-dāyakaḥ*—concedendo liberação; *ātmārāma-gaṇa*—daqueles plenamente satisfeitos em si mesmos; *ākarṣī*—atraindo; *iti*—assim; *amī*—estas; *kṛṣṇe*—em Kṛṣṇa; *kila*—certamente; *adbhutāḥ*—muito maravilhosas.", "translation": "**\" 'Estas qualidades são: (1) o Senhor está sempre situado em Sua posição original; (2) Ele é onisciente; (3) Ele é sempre fresco e juvenil; (4) Ele é a forma concentrada de eternidade, conhecimento e bem-aventurança; e (5) Ele é o possuidor de toda perfeição mística. Há outras cinco qualidades, que existem nos planetas Vaikuṇṭha em Nārāyaṇa, o Senhor de Lakṣmī. Estas qualidades também estão presentes em Kṛṣṇa, mas não estão presentes em semideuses como o Senhor Śiva nem em outras entidades vivas. São elas: (1) poder supremo inconcebível; (2) geração de inumeráveis universos a partir do corpo; (3) ser a fonte original de todas as encarnações; (4) conceder a salvação aos inimigos mortos; e (5) a capacidade de atrair pessoas exaltadas que estão satisfeitas em si mesmas. Embora essas qualidades estejam presentes em Nārāyaṇa, a Deidade dominante dos planetas Vaikuṇṭha, estão presentes de modo ainda mais maravilhoso em Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/82-83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/82-83/", "verse_text": "sarvādbhuta-camatkāra-\n\nlīlā-kallola-vāridhiḥ\n\natulya-madhura-prema-\n\nmaṇḍita-priya-maṇḍalaḥ\n\ntrijagan-mānasākarṣi-\n\nmuralī-kala-kūjitaḥ\n\nasamānordhva-rūpa-śrī-\n\nvismāpita-carācaraḥ", "devanagari": "> সর্বাদ্ভুতচমৎকার-লীলাকল্লোলবারিধিঃ ।\n> অতুল্যমধুরপ্রেম-মণ্ডিতপ্রিয়মণ্ডলঃ ॥৮২॥\n> ত্রিজগন্মানসাকর্ষি-মুরলীকলকূজিতঃ ।\n> অসমানোর্ধ্বরূপশ্রী-বিস্মাপিতচরাচরঃ ॥৮৩॥", "synonyms": "*sarva-adbhuta-camatkāra*—trazendo maravilhamento a todos; *līlā*—de passatempos; *kallola*—cheio de ondas; *vāridhiḥ*—um oceano; *atulya-madhura-prema*—com incomparável amor conjugal; *maṇḍita*—decorado; *priya-maṇḍalaḥ*—com um círculo de personalidades prediletas; *tri-jagat*—dos três mundos; *mānasa-ākarṣi*—atraindo as mentes; *muralī*—da flauta; *kala-kūjitaḥ*—a melodiosa vibração; *asamāna-ūrdhva*—inigualável e insuperável; *rūpa*—pela beleza; *śrī*—e opulência; *vismāpita-cara-acaraḥ*—assombrando as entidades vivas móveis e imóveis.", "translation": "**\" 'Além destas sessenta qualidades transcendentais, Kṛṣṇa tem quatro qualidades transcendentais adicionais, que não se manifestam nem mesmo na personalidade de Nārāyaṇa. São elas: (1) Kṛṣṇa é como um oceano repleto de ondas de passatempos que evocam maravilhamento em todos os três mundos. (2) Em Suas atividades de amor conjugal, Ele está sempre rodeado por Seus queridos devotos, que possuem inigualável amor por Ele. (3) Ele atrai as mentes de todos os três mundos com a melodiosa vibração de Sua flauta. (4) Sua beleza e opulência pessoais são incomparáveis. Ninguém é igual a Ele, e ninguém é maior do que Ele. Assim, a Personalidade de Deus assombra todas as entidades vivas, tanto móveis quanto imóveis, dentro dos três mundos. Ele é tão belo que é chamado Kṛṣṇa.**", "purport": "Os filósofos māyāvādīs, que possuem parco conhecimento, simplesmente descartam o assunto explicando que Kṛṣṇa significa negro. Sem compreender as qualidades de Kṛṣṇa, esses patifes ateus não O aceitam como a Suprema Personalidade de Deus. Embora o Senhor seja descrito e aceito por grandes personalidades, *ācāryas* e sábios, os māyāvādīs ainda assim não O apreciam. Infelizmente, no momento atual, a sociedade humana está tão degradada que as pessoas mal conseguem prover a si mesmas com as necessidades diárias da vida, e ainda assim se deixam cativar por filósofos māyāvādīs e são desencaminhadas. Segundo o *Bhagavad-gītā,* simplesmente compreendendo Kṛṣṇa, alguém pode libertar-se do ciclo do nascimento e da morte. *Tyaktvā dehaṁ punar janma naiti mām eti so 'rjuna.* Lamentavelmente, essa grande ciência da consciência de Kṛṣṇa tem sido obstruída por filósofos māyāvādīs que se opõem à personalidade de Kṛṣṇa. Aqueles que pregam este movimento da consciência de Kṛṣṇa devem procurar compreender Kṛṣṇa a partir das declarações contidas no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (*O Néctar da Devoção*)."}
{"ref": "cc/madhya/23/84-85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/84-85/", "verse_text": "līlā premṇā priyādhikyaṁ\n\nmādhuryaṁ veṇu-rūpayoḥ\n\nity asādhāraṇaṁ proktaṁ\n\ngovindasya catuṣṭayam\n\nevaṁ guṇāś catur-bhedāś\n\ncatuḥ-ṣaṣṭir udāhṛtāḥ", "devanagari": "> লীলা প্রেম্ণা প্রিয়াধিক্যং মাধুর্যং বেণুরূপয়োঃ ।\n> ইত্যসাধারণং প্রোক্তং গোবিন্দস্য চতুষ্টয়ম্ ॥৮৪॥\n> এবং গুণাশ্চতুর্ভেদাশ্চতুঃষষ্টিরুদাহৃতাঃ ॥৮৫॥", "synonyms": "*līlā*—passatempos; *premṇā*—com amor transcendental; *priya-ādhikyam*—uma abundância de devotos altamente elevados; *mādhuryam*—doçura; *veṇu-rūpayoḥ*—da flauta e da beleza de Kṛṣṇa; *iti*—assim; *asādhāraṇam*—incomuns; *proktam*—ditas; *govindasya*—do Senhor Kṛṣṇa; *catuṣṭayam*—quatro características especiais; *evam*—assim; *guṇāḥ*—qualidades transcendentais; *catuḥ-bhedāḥ*—tendo quatro divisões; *catuḥ-ṣaṣṭiḥ*—sessenta e quatro; *udāhṛtāḥ*—declaradas.", "translation": "**\" 'Acima de Nārāyaṇa, Kṛṣṇa tem quatro qualidades transcendentais específicas – Seus maravilhosos passatempos, uma abundância de maravilhosos companheiros que Lhe são muito queridos [como as gopīs], Sua maravilhosa beleza e a maravilhosa vibração de Sua flauta. O Senhor Kṛṣṇa é mais exaltado do que os seres vivos comuns e os semideuses como o Senhor Śiva. Ele é ainda mais exaltado do que Sua expansão pessoal Nārāyaṇa. Ao todo, a Suprema Personalidade de Deus tem sessenta e quatro qualidades transcendentais em plenitude.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/86/", "verse_text": "ananta guṇa śrī-rādhikāra, pañciśa--pradhāna\n\nyei guṇera 'vaśa' haya kṛṣṇa bhagavān", "devanagari": "> অনন্ত গুণ শ্রীরাধিকার, পঁচিশ — প্রধান ।\n> যেই গুণের ‘বশ’ হয় কৃষ্ণ ভগবান্ ॥৮৬॥", "synonyms": "*ananta guṇa*—qualidades ilimitadas; *śrī-rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *pañciśa*—vinte e cinco; *pradhāna*—principais; *yei guṇera*—de cujas qualidades; *vaśa*—sob o controle; *haya*—está; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"De modo semelhante, Śrīmatī Rādhārāṇī possui qualidades transcendentais ilimitadas, das quais vinte e cinco são principais. Śrī Kṛṣṇa é controlado por essas qualidades transcendentais de Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/87-91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/87-91/", "verse_text": "atha vṛndāvaneśvaryāḥ\n\nkīrtyante pravarā guṇāḥ\n\nmadhureyaṁ nava-vayāś\n\ncalāpāṅgojjvala-smitā\n\ncāru-saubhāgya-rekhāḍhyā\n\ngandhonmādita-mādhavā\n\nsaṅgīta-prasarābhijñā\n\nramya-vāṅ narma-paṇḍitā\n\nvinītā karuṇā-pūrṇā\n\nvidagdhā pāṭavānvitā\n\nlajjā-śīlā sumaryādā\n\ndhairya-gāmbhīrya-śālinī\n\nsuvilāsā mahābhāva-\n\nparamotkarṣa-tarṣiṇī\n\ngokula-prema-vasatir\n\njagac-chreṇī-lasad-yaśāḥ\n\ngurv-arpita-guru-snehā\n\nsakhī-praṇayitā-vaśā\n\nkṛṣṇa-priyāvalī-mukhyā\n\nsantatāśrava-keśavā\n\nbahunā kiṁ guṇās tasyāḥ\n\nsaṅkhyātītā harer iva", "devanagari": "> অথ বৃন্দাবনেশ্বর্যাঃ কীর্ত্যন্তে প্রবরা গুণাঃ ।\n> মধুরেয়ং নব-বয়াশ্চলাপাঙ্গোজ্জ্বলস্মিতা ॥৮৭॥\n> চারু-সৌভাগ্যরেখাঢ্যা গন্ধোন্মাদিতমাধবা ।\n> সঙ্গীতপ্ৰসরাভিজ্ঞা রম্যবাঙ নর্মপণ্ডিতা ॥৮৮॥\n> বিনীতা করুণা-পূর্ণা বিদগ্ধা পাটবান্বিতা ।\n> লজ্জাশীলা সুমর্যাদা ধৈর্য-গাম্ভীর্যশালিনী ॥৮৯॥\n> সুবিলাসা মহাভাবপরমোৎকর্ষতর্ষিণী ।\n> গোকুল-প্রেমবসতির্জগচ্ছ্রেণীলসদ্যশাঃ ॥৯০॥\n> গুর্বপিতগুরুস্নেহা সখীপ্ৰণয়িতাবশা ।\n> কৃষ্ণপ্রিয়াবলীমুখ্যা সন্ততাশ্রব-কেশবা ।\n> বহুনা কিং গুণাস্তস্যাঃ সংখ্যাতীতা হরেরিব ॥৯১॥", "synonyms": "*atha*—agora; *vṛndāvana-īśvaryāḥ*—da Rainha de Vṛndāvana (Śrī Rādhikā); *kīrtyante*—são glorificadas; *pravarāḥ*—principais; *guṇāḥ*—qualidades; *madhurā*—doce; *iyam*—esta (Rādhikā); *nava-vayāḥ*—jovem; *cala-apāṅga*—com olhos inquietos; *ujjvala-smitā*—com um sorriso radiante; *cāru-saubhāgya-rekhāḍhyā*—possuindo lindas e auspiciosas linhas no corpo; *gandha*—pela maravilhosa fragrância de Seu corpo; *unmādita-mādhavā*—excitando Kṛṣṇa; *saṅgīta*—de canções; *prasara-abhijñā*—conhecedora da expansão; *ramya-vāk*—possuindo fala encantadora; *narma-paṇḍitā*—erudita em brincadeiras; *vinītā*—humilde; *karuṇā-pūrṇā*—cheia de misericórdia; *vidagdhā*—astuta; *pāṭava-anvitā*—perita em desempenhar Seus deveres; *lajjā-śīlā*—tímida; *su-maryādā*—respeitosa; *dhairya*—calma; *gāmbhīrya-śālinī*—e grave; *su-vilāsā*—brincalhona; *mahā-bhāva*—do êxtase avançado; *parama-utkarṣa*—na mais elevada excelência; *tarṣiṇī*—desejosa; *gokula-prema*—o amor dos residentes de Gokula; *vasatiḥ*—a morada; *jagat-śreṇī*—entre os devotos rendidos que são as moradas (āśraya) do amor por Kṛṣṇa; *lasat*—brilhante; *yaśāḥ*—cuja fama; *guru*—aos mais velhos; *arpita*—oferecido; *guru-snehā*—cujo grande afeto; *sakhī-praṇayitā-vaśā*—controlada pelo amor de suas amigas gopīs; *kṛṣṇa-priya-āvalī*—entre aquelas que são queridas por Kṛṣṇa; *mukhyā*—a principal; *santata*—sempre; *āśrava-keśavāḥ*—a quem o Senhor Keśava é submisso; *bahunā kim*—em suma; *guṇāḥ*—as qualidades; *tasyāḥ*—Dela; *saṅkhyātītāḥ*—incontáveis; *hareḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *iva*—como.", "translation": "**\" 'As vinte e cinco principais qualidades transcendentais de Śrīmatī Rādhārāṇī são: (1) Ela é muito doce. (2) Ela está sempre fresca e jovem. (3) Seus olhos são inquietos. (4) Ela sorri radiantemente. (5) Ela possui lindas e auspiciosas linhas. (6) Ela faz Kṛṣṇa feliz com o aroma de Seu corpo. (7) Ela é muito perita em cantar. (8) Sua fala é encantadora. (9) Ela é muito perita em brincar e falar de modo agradável. (10) Ela é muito humilde e dócil. (11) Ela está sempre cheia de misericórdia. (12) Ela é astuta. (13) Ela é perita em executar Seus deveres. (14) Ela é tímida. (15) Ela é sempre respeitosa. (16) Ela é sempre calma. (17) Ela é sempre grave. (18) Ela é perita em desfrutar a vida. (19) Ela está situada no nível mais elevado do amor extático. (20) Ela é o reservatório dos relacionamentos amorosos em Gokula. (21) Ela é a mais famosa dos devotos submissos. (22) Ela é muito afetuosa para com as pessoas mais velhas. (23) Ela é muito submissa ao amor de Suas amigas. (24) Ela é a principal gopī. (25) Ela sempre mantém Kṛṣṇa sob Seu controle. Em suma, Ela possui qualidades transcendentais ilimitadas, assim como o Senhor Kṛṣṇa.'**", "purport": "Estes versos também se encontram no Ujjvala-nīlamaṇi, Śrī-rādhā-prakaraṇa (11-15)."}
{"ref": "cc/madhya/23/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/92/", "verse_text": "nāyaka, nāyikā,--dui rasera 'ālambana'\n\nsei dui śreṣṭha,--rādhā, vrajendra-nandana", "devanagari": "> নায়ক, নায়িকা, — দুই রসের ‘আলম্বন’ ।\n> সেই দুই শ্রেষ্ঠ, — রাধা, ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥৯২॥", "synonyms": "*nāyaka*—herói; *nāyikā*—heroína; *dui*—dois; *rasera*—de doçuras; *ālambana*—a base; *sei*—esses; *dui*—dois; *śreṣṭha*—principais; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *vrajendra-nandana*—e Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**\"A base de todas as doçuras transcendentais é o herói e a heroína, e Śrīmatī Rādhārāṇī e o Senhor Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda, são os melhores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/93/", "verse_text": "ei-mata dāsye dāsa, sakhye sakhā-gaṇa\n\nvātsalye mātā pitā āśrayālambana", "devanagari": "> এইমত দাস্যে দাস, সখ্যে সখাগণ ।\n> বাৎসল্যে মাতা পিতা আশ্রয়ালম্বন ॥৯৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *dāsye*—na doçura transcendental da servidão; *dāsa*—servos; *sakhye*—na doçura transcendental da amizade; *sakhā-gaṇa*—os amigos; *vātsalye*—na doçura transcendental do afeto paternal; *mātā pitā*—mãe e pai; *āśraya-ālambana*—o sustento ou abrigo do amor como a morada ou o lugar de habitação do amor.", "translation": "**\"Assim como o Senhor Kṛṣṇa e Śrīmatī Rādhārāṇī são o objeto e o abrigo da doçura do amor conjugal, da mesma forma, na doçura da servidão, Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda, é o objeto, e servos como Citraka, Raktaka e Patraka são o abrigo. De modo semelhante, na doçura transcendental da amizade, o Senhor Kṛṣṇa é o objeto, e amigos como Śrīdāmā, Sudāmā e Subala são o abrigo. Na doçura transcendental do afeto paternal, Kṛṣṇa é o objeto, e mãe Yaśodā e Mahārāja Nanda são o abrigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/94/", "verse_text": "ei rasa anubhave yaiche bhakta-gaṇa\n\nyaiche rasa haya, śuna tāhāra lakṣaṇa", "devanagari": "> এই রস অনুভবে যৈছে ভক্তগণ ।\n> যৈছে রস হয়, শুন তাহার লক্ষণ ॥৯৪॥", "synonyms": "*ei*—esta; *rasa*—doçura; *anubhave*—percebem; *yaiche*—como; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *yaiche*—como; *rasa*—a doçura; *haya*—surge; *śuna*—ouve; *tāhāra*—deles; *lakṣaṇa*—os sintomas.", "translation": "**\"Ora, ouve como as doçuras surgem e como são percebidas pelos devotos em diferentes plataformas transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/95-98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/95-98/", "verse_text": "bhakti-nirdhūta-doṣāṇāṁ\n\nprasannojjvala-cetasām\n\nśrī-bhāgavata-raktānāṁ\n\nrasikāsaṅga-raṅgiṇām\n\njīvanī-bhūta-govinda-\n\npāda-bhakti-sukha-śriyām\n\npremāntaraṅga-bhūtāni\n\nkṛtyāny evānutiṣṭhatām\n\nbhaktānāṁ hṛdi rājantī\n\nsaṁskāra-yugalojjvalā\n\nratir ānanda-rūpaiva\n\nnīyamānā tu rasyatām\n\nkṛṣṇādibhir vibhāvādyair\n\ngatair anubhavādhvani\n\nprauḍhānandaś camatkāra-\n\nkāṣṭhām āpadyate parām", "devanagari": "> ভক্তিনির্ধূত-দোষাণাং প্রসন্নোজ্জ্বলচেতসাম্ ।\n> শ্রীভাগবতরক্তানাং রসিকাসঙ্গরঙ্গিণাম্ ॥৯৫॥\n> জীবনীভূত-গোবিন্দপাদভক্তিসুখশ্রিয়াম্ ।\n> প্রেমান্তরঙ্গভূতানি কৃত্যান্যেবানুতিষ্ঠতাম্ ॥৯৬॥\n> ভক্তানাং হৃদি রাজন্তী সংস্কারযুগলোজ্জ্বলা ।\n> রতিরানন্দরূপৈব নীয়মানা তু রস্যতাম্ ॥৯৭॥\n> কৃষ্ণাদিভির্বিভাবাদ্যৈর্গতৈরনুভবাধ্বনি ।\n> প্রৌঢ়ানন্দশ্চমত্কারকাষ্ঠামাপদ্যতে পরাম্ ॥৯৮॥", "synonyms": "*bhakti*—pelo serviço devocional; *nirdhūta-doṣāṇām*—cujas contaminações materiais foram eliminadas; *prasanna-ujjvala-cetasām*—cujos corações estão satisfeitos e limpos; *śrī-bhāgavata-raktānām*—que estão interessados em compreender o significado transcendental do Śrīmad-Bhāgavatam; *rasika-āsaṅga-raṅgiṇām*—que vivem com os devotos e desfrutam de sua companhia transcendental; *jīvanī-bhūta*—tornou-se a vida; *govinda-pāda*—aos pés de lótus de Govinda; *bhakti-sukha-śriyām*—aqueles para quem a opulência da felicidade do serviço devocional; *prema-antaraṅga-bhūtāni*—que são de natureza confidencial nos relacionamentos amorosos dos devotos e Kṛṣṇa; *kṛtyāni*—atividades; *eva*—certamente; *anutiṣṭhatām*—daqueles que realizam; *bhaktānām*—dos devotos; *hṛdi*—nos corações; *rājantī*—existindo; *saṁskāra-yugala*—por métodos purificatórios anteriores; *ujjvalā*—expandido; *ratiḥ*—amor; *ānanda-rūpā*—cuja forma é a bem-aventurança transcendental; *eva*—certamente; *nīyamānā*—sendo trazido; *tu*—mas; *rasyatām*—à saborosidade; *kṛṣṇa-ādibhiḥ*—por Kṛṣṇa e outros; *vibhāva-ādyaiḥ*—por ingredientes como vibhāva; *gataiḥ*—idos; *anubhava-adhvani*—à senda da percepção; *prauḍha-ānandaḥ*—bem-aventurança madura; *camatkāra-kāṣṭhām*—a plataforma do assombro; *āpadyate*—chega a; *parām*—a suprema.", "translation": "**\" 'Aqueles que estão completamente lavados de toda contaminação material pelo serviço devocional puro, que estão sempre satisfeitos e radiantemente iluminados no coração, que estão sempre apegados a compreender o significado transcendental do *Śrīmad-Bhāgavatam*, que estão sempre ávidos por se associar com devotos avançados, cuja felicidade no serviço aos pés de lótus de Govinda é sua própria vida, que sempre executam as atividades confidenciais do amor – para tais devotos avançados, que por natureza estão situados em bem-aventurança, a semente do amor [rati] é expandida no coração por processos reformatórios anteriores e atuais. Assim, a mistura de ingredientes extáticos torna-se saborosa e, estando ao alcance da percepção do devoto, atinge a mais elevada plataforma de assombro e profunda bem-aventurança.'**", "purport": "Estes versos também se encontram no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.7-10)."}
{"ref": "cc/madhya/23/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/99/", "verse_text": "ei rasa-āsvāda nāhi abhaktera gaṇe\n\nkṛṣṇa-bhakta-gaṇa kare rasa āsvādane", "devanagari": "> এই রস-আস্বাদ নাহি অভক্তের গণে ।\n> কৃষ্ণভক্তগণ করে রস আস্বাদনে ॥৯৯॥", "synonyms": "*ei*—este; *rasa-āsvāda*—saborear as doçuras transcendentais; *nāhi*—não; *abhaktera gaṇe*—entre os não devotos; *kṛṣṇa-bhakta-gaṇe*—os devotos puros do Senhor Kṛṣṇa; *kare*—fazem; *rasa*—estas doçuras transcendentais; *āsvādane*—saborear.", "translation": "**\"O intercâmbio entre Kṛṣṇa e os diferentes devotos situados em diferentes doçuras transcendentais não pode ser experimentado pelos não devotos. Os devotos avançados podem compreender e apreciar as diferentes variedades de serviço devocional reciprocadas com a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/100/", "verse_text": "sarvathaiva durūho 'yam\n\nabhaktair bhagavad-rasaḥ\n\ntat pādāmbuja-sarvasvair\n\nbhaktair evānurasyate", "devanagari": "> সর্বথৈব দুরূহোঽয়মভক্তৈর্ভগবদ্রসঃ ।\n> তৎপাদাম্বুজসর্বস্বৈর্ভক্তৈরেবানুরস্যতে ॥১০০॥", "synonyms": "*sarvathā*—em todos os aspectos; *eva*—certamente; *durūhaḥ*—difícil de ser compreendida; *ayam*—esta; *abhaktaiḥ*—pelos não devotos; *bhagavat-rasaḥ*—a doçura transcendental intercambiada com a Suprema Personalidade de Deus; *tat*—esses; *pāda-ambuja-sarvasvaiḥ*—cujo tudo são os pés de lótus; *bhaktaiḥ*—pelos devotos; *eva*—certamente; *anurasyate*—são saboreadas.", "translation": "**\" 'Os não devotos não podem compreender as doçuras transcendentais experimentadas entre o devoto e o Senhor. Em todos os aspectos, isso é muito difícil, mas aquele que dedicou tudo aos pés de lótus de Kṛṣṇa pode saborear as doçuras transcendentais.'**", "purport": "Este verso também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.5.131)."}
{"ref": "cc/madhya/23/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/101/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiluṅ ei 'prayojana'-vivaraṇa\n\npañcama-puruṣārtha--ei 'kṛṣṇa-prema'-dhana", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিলুঁ এই ‘প্রয়োজন’-বিবরণ ।\n> পঞ্চম-পুরুষার্থ — এই ‘কৃষ্ণপ্রেম’-ধন ॥১০১॥", "synonyms": "*saṅkṣepe kahiluṅ*—falei brevemente; *ei*—esta; *prayojana-vivaraṇa*—descrições da realização última; *pañcama-puruṣa-artha*—a quinta e última meta da vida; *ei*—este; *kṛṣṇa-prema-dhana*—o tesouro do amor por Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Esta breve descrição é uma elaboração da meta última da vida. De fato, esta é a quinta e última meta, que está além da plataforma da liberação. Ela se chama kṛṣṇa-prema-dhana, o tesouro do amor por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/102/", "verse_text": "pūrve prayāge āmi rasera vicāre\n\ntomāra bhāi rūpe kailuṅ śakti-sañcāre", "devanagari": "> পূর্বে প্রয়াগে আমি রসের বিচারে ।\n> তোমার ভাই রূপে কৈলুঁ শক্তি-সঞ্চারে ॥১০২॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *prayāge*—em Prayāga; *āmi*—Eu; *rasera vicāre*—em consideração das diferentes doçuras; *tomāra bhāi*—teu irmão; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *kailuṅ*—fiz; *śakti-sañcāre*—outorga de todo o poder.", "translation": "**\"Anteriormente, capacitei teu irmão Rūpa Gosvāmī a compreender essas doçuras. Fiz isso enquanto o instruía no Daśāśvamedha-ghāṭa, em Prayāga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/103/", "verse_text": "tumiha kariha bhakti-śāstrera pracāra\n\nmathurāya lupta-tīrthera kariha uddhāra", "devanagari": "> তুমিহ করিহ ভক্তি-শাস্ত্রের প্রচার ।\n> মথুরায় লুপ্ততীর্থের করিহ উদ্ধার ॥১০৩॥", "synonyms": "*tumiha*—tu também; *kariha*—deves realizar; *bhakti-śāstrera pracāra*—a propagação das escrituras reveladas do serviço devocional; *mathurāya*—em Mathurā; *lupta-tīrthera*—dos lugares de peregrinação perdidos; *kariha*—deves fazer; *uddhāra*—a recuperação.", "translation": "**\"Ó Sanātana, deves difundir as escrituras reveladas sobre o serviço devocional e escavar os lugares de peregrinação perdidos no distrito de Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/104/", "verse_text": "vṛndāvane kṛṣṇa-sevā, vaiṣṇava-ācāra\n\nbhakti-smṛti-śāstra kari' kariha pracāra", "devanagari": "> বৃন্দাবনে কৃষ্ণসেবা, বৈষ্ণব-আচার ।\n> ভক্তিস্মৃতিশাস্ত্র করি’ করিহ প্রচার ॥১০৪॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *kṛṣṇa-sevā*—o serviço ao Senhor Kṛṣṇa; *vaiṣṇava-ācāra*—o comportamento dos vaiṣṇavas; *bhakti-smṛti-śāstra*—as obras de referência do serviço devocional; *kari'*—compilando; *kariha*—faze; *pracāra*—pregação.", "translation": "**\"Estabelece o serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa e a Rādhārāṇī em Vṛndāvana. Também deves compilar escrituras de bhakti e pregar o culto de bhakti a partir de Vṛndāvana.\"**", "purport": "Sanātana Gosvāmī foi incumbido de (1) difundir as escrituras reveladas sobre o serviço devocional e estabelecer as conclusões do serviço devocional, (2) restabelecer os lugares de peregrinação perdidos, como Vṛndāvana e Rādhā-kuṇḍa, (3) estabelecer o método de adoração no templo de Vṛndāvana e instalar Deidades nos templos (Śrī Sanātana Gosvāmī estabeleceu o templo de Madana-mohana, e Rūpa Gosvāmī estabeleceu o templo de Govindajī.) e (4) enunciar o comportamento de um vaiṣṇava (como fez Śrīla Sanātana Gosvāmī no *Hari-bhakti-vilāsa*). Dessa maneira, Sanātana Gosvāmī foi capacitado a estabelecer o culto do vaiṣṇavismo. Como afirma Śrīnivāsa Ācārya:\n\nnānā-śāstra-vicāraṇaika-nipuṇau sad-dharma-saṁsthāpakau\n\nlokānāṁ hita-kāriṇau tribhuvane mānyau śaraṇyākarau\n\nrādhā-kṛṣṇa-padāravinda-bhajanānandena mattālikau\n\nvande rūpa-sanātanau raghu-yugau śrī-jīva-gopālakau\n\n\"Ofereço minhas respeitosas reverências aos seis Gosvāmīs, a saber, Śrī Sanātana Gosvāmī, Śrī Rūpa Gosvāmī, Śrī Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī, Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī, Śrī Jīva Gosvāmī e Śrī Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī, que são muito peritos em estudar minuciosamente todas as escrituras reveladas com o objetivo de estabelecer princípios religiosos eternos para o benefício de todos os seres humanos. Assim, eles são honrados em todos os três mundos, e é digno abrigar-se neles, pois estão absortos no estado de espírito das gopīs e ocupados no serviço amoroso transcendental a Rādhā e Kṛṣṇa.\"\n\nEste movimento da consciência de Kṛṣṇa dá continuidade à tradição dos seis Gosvāmīs, especialmente de Śrīla Sanātana Gosvāmī e Śrīla Rūpa Gosvāmī. Os estudantes sérios deste movimento da consciência de Kṛṣṇa devem compreender sua grande responsabilidade de pregar o culto de Vṛndāvana (o serviço devocional ao Senhor) por todo o mundo. Agora temos um belo templo em Vṛndāvana, e os estudantes sérios devem tirar proveito dele. Estou muito esperançoso de que alguns de nossos estudantes possam assumir esta responsabilidade e prestar o melhor serviço à humanidade, educando as pessoas na consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/23/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/105/", "verse_text": "yukta-vairāgya-sthiti saba śikhāila\n\nśuṣka-vairāgya-jñāna saba niṣedhila", "devanagari": "> যুক্তবৈরাগ্য-স্থিতি সব শিখাইল ।\n> শুষ্কবৈরাগ্য-জ্ঞান সব নিষেধিল ॥১০৫॥", "synonyms": "*yukta-vairāgya*—de renúncia apropriada; *sthiti*—a situação; *saba*—toda; *śikhāila*—instruiu; *śuṣka-vairāgya*—renúncia árida; *jñāna*—conhecimento especulativo; *saba*—todo; *niṣedhila*—proibiu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu falou então a Sanātana Gosvāmī sobre a renúncia apropriada conforme cada situação particular, e o Senhor proibiu a renúncia árida e o conhecimento especulativo sob todos os aspectos.**", "purport": "Esta é a técnica para compreender o *śuṣka-vairāgya* e o *yukta-vairāgya.* No *Bhagavad-gītā* [[bg/6/17|(Bg. 6.17)]] se afirma:\n\n> yuktāhāra-vihārasya\n> yukta-ceṣṭasya karmasu\n> yukta-svapnāvabodhaśya\nyoga bhavati duḥkha-hā\n\n\"Aquele que é moderado em seus hábitos de comer, dormir, trabalhar e recrear-se pode mitigar todas as dores materiais praticando o sistema de *yoga.*\" Para difundir o movimento da consciência de Kṛṣṇa, é preciso aprender a possibilidade da renúncia em termos de país, tempo e candidato. Um candidato à consciência de Kṛṣṇa nos países ocidentais deve ser instruído sobre a renúncia à existência material, mas os candidatos de um país como a Índia seriam ensinados de maneira diferente. O mestre (*ācārya*) deve considerar o tempo, o candidato e o país. Deve evitar o princípio do *niyamāgraha* — ou seja, não deve tentar realizar o impossível. O que é possível em um país pode não ser possível em outro. O dever do *ācārya* é aceitar a essência do serviço devocional. Pode haver uma pequena mudança aqui e ali no que diz respeito ao *yukta-vairāgya* (renúncia adequada). A renúncia seca é proibida pelo Senhor Caitanya Mahāprabhu, e também aprendemos isso com nosso mestre espiritual, Sua Divina Graça Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura Gosvāmī Mahārāja. A essência do serviço devocional deve ser levada em consideração, e não os adereços externos.\n\nSanātana Gosvāmī escreveu seu *smṛti* vaiṣṇava, o *Hari-bhakti-vilāsa,* especificamente destinado à Índia. Naqueles dias, a Índia seguia mais ou menos o princípio do *smārta-vidhi.* Śrīla Sanātana Gosvāmī teve de acompanhar isso, e seu *Hari-bhakti-vilāsa* foi compilado com esse objetivo. Segundo os *smārta-brāhmaṇas,* uma pessoa que não nasça numa família *brāhmaṇa* não poderia ser elevada à posição de *brāhmaṇa.* Sanātana Gosvāmī, porém, afirma no *Hari-bhakti-vilāsa* (2.12) que qualquer pessoa pode ser elevada à posição de *brāhmaṇa* pelo processo da iniciação.\n\n> yathā kāñcanatāṁ yāti\n> kāṁsyaṁ rasa-vidhānataḥ\n> tathā dīkṣā-vidhānena\n> dvijatvaṁ jāyate nṛṇām\n\nHá uma diferença entre o processo *smārta* e o processo *gosvāmī.* Segundo o processo *smārta,* ninguém pode ser aceito como *brāhmaṇa* a menos que tenha nascido numa família *brāhmaṇa.* Segundo o processo *gosvāmī,* o *Hari-bhakti-vilāsa* e o *Nārada-pañcarātra,* qualquer pessoa pode ser *brāhmaṇa* se for devidamente iniciada por um mestre espiritual genuíno. Este é também o veredito de Śukadeva Gosvāmī no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.4.18):\n\n> kirāta-hūṇāndhra-pulinda-pulkaśā\n> ābhīra-śumbhā yavanāḥ khasādayaḥ\n> ye 'nye ca pāpā yad-apāśrayāśrayāḥ\n> śudhyanti tasmai prabhaviṣṇave namaḥ\n\nUm vaiṣṇava é purificado imediatamente, desde que siga as regras e regulações de seu mestre espiritual genuíno. Não é necessário que as regras e regulações seguidas na Índia sejam exatamente as mesmas que as da Europa, América e outros países ocidentais. Simplesmente imitar sem efeito é chamado de *niyamāgraha.* Não seguir os princípios regulativos e, em vez disso, viver extravagantemente também é chamado de *niyamāgraha.* A palavra *niyama* significa \"princípios regulativos\", e *āgraha* significa \"entusiasmo\". A palavra *agraha* significa \"não aceitar\". Não devemos seguir princípios regulativos sem efeito, nem devemos deixar de aceitar os princípios regulativos. O que se requer é uma técnica especial conforme o país, o tempo e o candidato. Sem a sanção do mestre espiritual, não devemos tentar imitar. Este princípio é recomendado aqui: *śuṣka-vairāgya-jñāna saba niṣedhila.* Esta é a demonstração liberal do Senhor Caitanya Mahāprabhu do movimento do *bhakti.* Não devemos introduzir nada caprichosamente, sem a sanção do mestre espiritual genuíno. A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta esses pontos citando dois versos de Śrī Rūpa Gosvāmī (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.2.255-256).\n\n> anāsaktasya viṣayān\n> yathārham upayuñjataḥ\n> nirbandhaḥ kṛṣṇa-sambandhe\n> yuktaṁ vairāgyam ucyate\n\n> prāpañcikatayā buddhyā\n> hari-sambandhi-vastunaḥ\n> mumukṣubhiḥ parityāgo\n> vairāgyaṁ phalgu kathyate\n\n\"Quando alguém não está apegado a nada, mas ao mesmo tempo aceita tudo em relação a Kṛṣṇa, está corretamente situado acima da possessividade. Por outro lado, aquele que rejeita tudo sem conhecimento de sua relação com Kṛṣṇa não está tão completo em sua renúncia.\" Para pregar o movimento do *bhakti,* deve-se considerar seriamente esses versos."}
{"ref": "cc/madhya/23/106-107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/106-107/", "verse_text": "adveṣṭā sarva-bhūtānāṁ\n\nmaitraḥ karuṇa eva ca\n\nnirmamo nirahaṅkāraḥ\n\nsama-duḥkha-sukhaḥ kṣamī\n\nsantuṣṭaḥ satataṁ yogī\n\nyatātmā dṛḍha-niścayaḥ\n\nmayy arpita-mano-buddhir\n\nyo mad-bhaktaḥ sa me priyaḥ", "devanagari": "> অদ্বেষ্টা সর্বভূতানাং মৈত্রঃ করুণ এব চ ।\n> নির্মমো নিরহঙ্কারঃ সমদুঃখসুখঃ ক্ষমী ॥১০৬॥\n> সন্তুষ্টঃ সততং যোগী যতাত্মা দৃঢ়নিশ্চয়ঃ ।\n> ময্যর্পিতমনোবুদ্ধির্যো মদ্ভক্তঃ স মে প্রিয়ঃ ॥১০৭॥", "synonyms": "*adveṣṭā*—não invejoso ou ciumento; *sarva-bhūtānām*—para com todas as entidades vivas em todas as partes do mundo; *maitraḥ*—amigável; *karuṇaḥ*—compassivo; *eva*—certamente; *ca*—e; *nirmamaḥ*—sem sentido de posse; *nirahaṅkāraḥ*—sem orgulho (sem se considerar um grande pregador); *sama-duḥkha-sukhaḥ*—equânime na aflição e na felicidade (pacífico); *kṣamī*—tolerante para com as ofensas criadas por outros; *santuṣṭaḥ*—satisfeito; *satatam*—continuamente; *yogī*—ocupado em bhakti-yoga; *yata-ātmā*—tendo controlado os sentidos e a mente; *dṛḍha-niścayaḥ*—tendo firme confiança e determinação; *mayi*—a Mim; *arpita*—dedicados; *manaḥ-buddhiḥ*—mente e inteligência; *yaḥ*—quem; *mat-bhaktaḥ*—Meu devoto; *saḥ*—essa pessoa; *me*—Meu; *priyaḥ*—querido.", "translation": "**\" 'Aquele que não é invejoso, mas que é um amigo bondoso de todas as entidades vivas, que não se julga proprietário, que está livre do ego falso, equânime tanto na felicidade quanto na aflição, sempre satisfeito, perdoador e autocontrolado, que se ocupa em serviço devocional com determinação e cuja mente e inteligência estão dedicadas a Mim — esse Me é muito querido.**", "purport": "Não se deve ter inveja dos membros de outras castas ou nações. Não é que somente os indianos ou os brāhmaṇas possam tornar-se vaiṣṇavas. Qualquer pessoa pode tornar-se um vaiṣṇava. Por isso, deve-se reconhecer que o culto de bhakti tem de ser difundido por todo o mundo. Isso é verdadeiro adveṣṭā. Além disso, a palavra maitraḥ, amigável, indica que aquele que é capaz de pregar o culto de bhakti por todo o mundo deve ser igualmente amigável para com todos. Estes dois versos e os seis seguintes foram falados por Śrī Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (12.13-20)."}
{"ref": "cc/madhya/23/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/108/", "verse_text": "yasmān nodvijate loko\n\nlokān nodvijate tu yaḥ\n\nharṣāmarṣa-bhayodvegair\n\nmukto yaḥ sa ca me priyaḥ", "devanagari": "> যস্মান্নোদ্বিজতে লোকো লোকান্নোদ্বিজতে তু যঃ ।\n> হর্ষামর্ষভয়োদ্বেগৈর্মুক্তো যঃ স চ মে প্রিয়ঃ ॥১০৮॥", "synonyms": "*yasmāt*—de quem; *na*—não; *udvijate*—é agitada por medo ou lamentação; *lokaḥ*—as pessoas em geral; *lokāt*—pelas pessoas; *na*—não; *udvijate*—é agitado; *tu*—mas; *yaḥ*—quem; *harṣa*—júbilo; *amarṣa*—ira; *bhaya*—medo; *udvegaiḥ*—e da ansiedade; *muktaḥ*—liberado; *yaḥ*—qualquer um que; *saḥ*—ele; *ca*—também; *me priyaḥ*—Meu devoto muito querido.", "translation": "**\" 'Aquele por quem ninguém é posto em dificuldade e que não é perturbado pela ansiedade, que está liberado do júbilo, da ira, do medo e da ansiedade, Me é muito querido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/109/", "verse_text": "anapekṣaḥ śucir dakṣa\n\nudāsīno gata-vyathaḥ\n\nsarvārambha-parityāgī\n\nyo me bhaktaḥ sa me priyaḥ", "devanagari": "> অনপেক্ষঃ শুচির্দক্ষ উদাসীনো গতব্যথঃ ।\n> সর্বারম্ভপরিত্যাগী যো মে ভক্তঃ স মে প্রিয়ঃ ॥১০৯॥", "synonyms": "*anapekṣaḥ*—indiferente; *śuciḥ*—limpo; *dakṣaḥ*—perito em executar o serviço devocional; *udāsīnaḥ*—sem afeição por nada material; *gata-vyathaḥ*—liberado de toda aflição material; *sarva-ārambha*—todos os tipos de empreendimento; *parityāgī*—rejeitando por completo; *yaḥ*—qualquer um que; *me*—Meu; *bhaktaḥ*—devoto; *saḥ*—ele; *me priyaḥ*—muito querido a Mim.", "translation": "**\" 'Um devoto que não depende de outros, mas depende unicamente de Mim, que é limpo por dentro e por fora, que é perito, indiferente às coisas materiais, sem preocupações, livre de todas as dores e que rejeita todas as atividades piedosas e ímpias, Me é muito querido.**", "purport": "A palavra anapekṣaḥ significa que não se deve preocupar com pessoas mundanas nem depender delas. Deve-se depender unicamente da Suprema Personalidade de Deus e estar livre de desejos materiais. Deve-se também ser limpo, por dentro e por fora. Para ser limpo exteriormente, deve-se banhar regularmente com sabão e óleo, e, para ser limpo interiormente, deve-se sempre estar absorto em pensamentos sobre Kṛṣṇa. As palavras sarvārambha-parityāgī indicam que não se deve ter interesse no suposto smārta-vidhi de atividades piedosas e ímpias."}
{"ref": "cc/madhya/23/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/110/", "verse_text": "yo na hṛsyati na dveṣṭi\n\nna śocati na kāṅkṣati\n\nśubhāśubha-parityāgī\n\nbhaktimān yaḥ sa me priyaḥ", "devanagari": "> যো ন হৃষ্যতি ন দ্বেষ্টি ন শোচতি ন কাঙ্ক্ষতি ।\n> শুভাশুভপরিত্যাগী ভক্তিমান্ যঃ স মে প্রিয়ঃ ॥১১০॥", "synonyms": "*yaḥ*—aquele que; *na hṛṣyati*—não se jubila (ao obter algo favorável); *na dveṣṭi*—não odeia (sendo artificialmente influenciado por algo desfavorável); *na*—não; *śocati*—lamenta; *na*—não; *kāṅkṣati*—deseja; *śubha-aśubha*—o materialmente auspicioso e inauspicioso; *parityāgī*—rejeitando por completo; *bhakti-mān*—possuindo devoção; *yaḥ*—qualquer um que; *saḥ*—essa pessoa; *me priyaḥ*—muito querida a Mim.", "translation": "**\"Aquele que nem se regozija nem odeia, que nem lamenta nem deseja, que renuncia tanto às coisas auspiciosas quanto às inauspiciosas e que é devotado a Mim Me é muito querido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/111-112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/111-112/", "verse_text": "samaḥ śatrau ca mitre ca\n\ntathā mānāpamānayoḥ\n\nśītoṣṇa-sukha-duḥkheṣu\n\nsamaḥ saṅga-vivarjitaḥ\n\ntulya-nindā-stutir maunī\n\nsantuṣṭo yena kenacit\n\naniketaḥ sthira-matir\n\nbhaktimān me priyo naraḥ", "devanagari": "> সমঃ শত্রৌ চ মিত্রে চ তথা মানপমানায়োঃ ।\n> শীতোষ্ণসুখদুঃখেষু সমঃ সঙ্গবিবর্জিতঃ ॥১১১॥\n> তুল্যনিন্দাস্তুতির্মৌনী সন্তুষ্টো যেন কেনচিৎ ।\n> অনিকেতঃ স্থিরমতির্ভক্তিমান্ মে প্রিয়ো নরঃ ॥১১২॥", "synonyms": "*samaḥ*—igual; *śatrau*—ao inimigo; *ca*—também; *mitre*—ao amigo; *ca*—e; *tathā*—de modo semelhante; *māna-apamānayoḥ*—na honra e na desonra; *śīta*—no inverno; *uṣṇa*—e no calor escaldante; *sukha*—na felicidade; *duḥkheṣu*—e na aflição; *samaḥ*—equânime; *saṅga-vivarjitaḥ*—sem afeição; *tulya*—igual; *nindā*—difamação; *stutiḥ*—e louvor; *maunī*—grave; *santuṣṭaḥ*—sempre satisfeito; *yena kenacit*—com o que quer que venha; *aniketaḥ*—sem apego por uma residência; *sthira*—firme; *matiḥ*—de mente; *bhaktimān*—devoto; *me*—Meu; *priyaḥ*—querido; *naraḥ*—uma pessoa.", "translation": "**\" 'Aquele que é igual para com amigos e inimigos, que é equânime na honra e na desonra, no calor e no frio, na felicidade e na aflição, na fama e na infâmia, que está sempre livre da contaminação, sempre grave e satisfeito com qualquer coisa, que não se importa com nenhuma residência e que está fixo no serviço devocional, Me é muito querido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/113/", "verse_text": "ye tu dharmāmṛtam idaṁ\n\nyathoktaṁ paryupāsate\n\nśraddadhānā mat-paramā\n\nbhaktās te 'tīva me priyāḥ", "devanagari": "> যে তু ধর্মামৃতমিদং যথোক্তং পর্যুপাসতে ।\n> শ্রদ্দধানা মৎপরমা ভক্তাস্তেঽতীব মে প্রিয়াঃ ॥১১৩॥", "synonyms": "*ye*—os devotos que; *tu*—mas; *dharma-amṛtam*—princípio religioso eterno da consciência de Kṛṣṇa; *idam*—este; *yathā-uktam*—como mencionado acima; *paryupāsate*—adoram; *śraddadhānāḥ*—tendo fé e devoção; *mat-paramāḥ*—aceitando-Me como o Supremo ou a meta última da vida; *bhaktāḥ*—tais devotos; *te*—eles; *atīva*—muitíssimo; *me*—Meus; *priyāḥ*—queridos.", "translation": "**\" 'Aquele que assim segue este imperecível princípio religioso da consciência de Kṛṣṇa com grande fé e devoção, aceitando-Me plenamente como a meta suprema, Me é muito, muito querido.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/114/", "verse_text": "cīrāṇi kiṁ pathi na santi diśanti bhikṣāṁ\n\nnaivāṅghri-pāḥ parabhṛtaḥ sarito 'py aśuṣyan\n\nruddhā guhāḥ kim ajito 'vati nopasannān\n\nkasmād bhajanti kavayo dhana-durmadāndhān", "devanagari": "> চীরাণি কিং পথি ন সন্তি দিশন্তি ভিক্ষাং\n> নৈবাঙ্ঘ্রিপাঃ পরভৃতঃ সরিতোঽপ্যশুষ্যন্ ।\n> রুদ্ধা গুহাঃ কিমজিতোঽবতি নোপসন্নান্\n> কস্মাদ্ভজন্তি কবয়ো ধনদুর্মদান্ধান্ ॥১১৪॥", "synonyms": "*cīrāṇi*—roupas velhas e rasgadas; *kim*—acaso; *pathi*—no caminho; *na*—não; *santi*—há; *diśanti*—dão; *bhikṣām*—esmolas; *na*—não; *eva*—certamente; *aṅghri-pāḥ*—as árvores; *parabhṛtaḥ*—mantenedoras de outros; *saritaḥ*—rios; *api*—também; *aśuṣyan*—secaram; *ruddhāḥ*—fechadas; *guhāḥ*—cavernas; *kim*—acaso; *ajitaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus, que é inconquistável; *avati*—protege; *na*—não; *upasannān*—os rendidos; *kasmāt*—por que motivo, portanto; *bhajanti*—bajulam; *kavayaḥ*—os devotos; *dhana-durmada-andhān*—pessoas que estão enfatuadas de posses materiais.", "translation": "**\" 'Acaso não há roupas rasgadas largadas no caminho comum? As árvores, que existem para manter outros, já não dão esmolas em caridade? Os rios, estando secos, já não fornecem água aos sedentos? Estarão agora fechadas as cavernas das montanhas, ou, acima de tudo, não protege a inconquistável Suprema Personalidade de Deus as almas plenamente rendidas? Por que, então, pessoas eruditas como os devotos haveriam de ir bajular aqueles que estão intoxicados por riquezas arduamente conquistadas?' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.2.5). Neste verso, Śukadeva Gosvāmī aconselha Mahārāja Parīkṣit de que um devoto deve ser independente em todas as circunstâncias. O corpo pode ser mantido sem problema algum se a pessoa seguir as instruções dadas neste verso. Para manter o corpo, precisamos de abrigo, alimento, água e roupa, e todas essas necessidades podem ser obtidas sem recorrer a homens ricos e enfatuados. Pode-se recolher vestes velhas que foram descartadas, pode-se comer frutas oferecidas pelas árvores, pode-se beber água dos rios e pode-se viver dentro das cavernas das montanhas. Pelos arranjos da natureza, abrigo, roupa e alimento são fornecidos ao devoto que está completamente rendido à Suprema Personalidade de Deus. Tal devoto não precisa de uma pessoa materialista e enfatuada para mantê-lo. Em outras palavras, o serviço devocional pode ser executado em qualquer condição. Esta é a versão do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.6).\n\nsa vai puṁsāṁ paro dharmo\nyato bhaktir adhokṣaje\nahaituky apratihatā\nyayātmā suprasīdati\n\n\"A ocupação suprema [dharma] para toda a humanidade é aquela pela qual os homens podem alcançar o amoroso serviço devocional ao transcendente Senhor. Tal serviço devocional deve ser desmotivado e ininterrupto a fim de satisfazer por completo o eu.\" Este verso explica que o serviço devocional não pode ser detido por nenhuma condição material."}
{"ref": "cc/madhya/23/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/115/", "verse_text": "tabe sanātana saba siddhānta puchilā\n\nbhāgavata-siddhānta gūḍha sakali kahilā", "devanagari": "> তবে সনাতন সব সিদ্ধান্ত পুছিলা ।\n> ভাগবত-সিদ্ধান্ত গূঢ় সকলি কহিলা ॥১১৫॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *saba*—todas; *siddhānta*—afirmações conclusivas; *puchilā*—perguntou sobre; *bhāgavata-siddhānta*—as afirmações conclusivas sobre o serviço devocional mencionadas no Śrīmad-Bhāgavatam; *gūḍha*—muito confidenciais; *sakali*—todas; *kahilā*—Śrī Caitanya Mahāprabhu descreveu.", "translation": "**Assim, Sanātana Gosvāmī perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu sobre todas as afirmações conclusivas a respeito do serviço devocional, e o Senhor explicou muito vividamente todos os significados confidenciais do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/116/", "verse_text": "hari-vaṁśe kahiyāche goloke nitya-sthiti\n\nindra āsi' karila yabe śrī-kṛṣṇere stuti", "devanagari": "> হরিবংশে কহিয়াছে গোলোকে নিত্যস্থিতি ।\n> ইন্দ্র আসি’ করিল যবে শ্রীকৃষ্ণেরে স্তুতি ॥১১৬॥", "synonyms": "*hari-vaṁśe*—na escritura revelada conhecida como Hari-vaṁśa; *kahiyāche*—descreveu; *goloke*—no planeta chamado Goloka; *nitya-sthiti*—a situação eterna; *indra*—o rei Indra do planeta celestial; *āsi'*—vindo; *karila*—ofereceu; *yabe*—quando; *śrī-kṛṣṇere stuti*—orações ao Senhor Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**Na escritura revelada Hari-vaṁśa, há uma descrição de Goloka Vṛndāvana, o planeta onde o Senhor Śrī Kṛṣṇa reside eternamente. Essa informação foi dada pelo rei Indra quando ele se rendeu a Kṛṣṇa e ofereceu orações depois que Kṛṣṇa ergueu a colina Govardhana.**", "purport": "Na escritura Védica Hari-vaṁśa (Viṣṇu-parva, Capítulo Dezenove), encontra-se a seguinte descrição de Goloka Vṛndāvana:\n\nmanuṣya-lokād ūrdhvaṁ tu\n\nkhagānāṁ gatir ucyate\n\nākāśasyopari raviḥ\n\ndvāraṁ svargasya bhānumān\n\nsvargād ūrdhvaṁ brahma-loko\n\nbrahmarṣi-gaṇa-sevitaḥ\n\ntatra soma-gatiś caiva\n\njyotiṣāṁ ca mahātmanām\n\ntasyopari gavāṁ lokaḥ\n\nsādhyās taṁ pālayanti hi\n\nsa hi sarva-gataḥ kṛṣṇaḥ\n\nmahā-kāśa-gato mahān\n\nuparyupari tatrāpi\n\ngatis tava tapomayī\n\nyāṁ na vidmo vayaṁ sarve\n\npṛcchanto 'pi pitāmaham\n\ngatiḥ śama-damāḍhyānāṁ\n\nsvargaḥ su-kṛta-karmaṇām\n\nbrāhmye tapasi yuktānāṁ\n\nbrahma-lokaḥ parā gatiḥ\n\ngavām eva tu goloko\n\ndurārohā hi sā gatiḥ\n\nsa tu loko 'tra kṛṣṇena\n\nsīdamānaḥ kṛtātmanā\n\ndhṛto dhṛtimatā vīra\n\nnighnatopadravān gavām\n\nQuando o rei do céu, Indra, rendeu-se a Kṛṣṇa depois que Kṛṣṇa ergueu a colina Govardhana, o Senhor Indra declarou que acima dos sistemas planetários em que residem os seres humanos está o céu, onde voam as aves. Acima do céu está o sol e sua órbita. Esta é a entrada para os planetas celestiais. Acima dos planetas celestiais há outros planetas, até Brahmaloka, onde residem aqueles que avançam em conhecimento espiritual. Os planetas até Brahmaloka fazem parte do mundo material (Devī-dhāma). Como o mundo material está sob o controle de Devī, Durgā, ele se chama Devī-dhāma. Acima de Devī-dhāma há um lugar onde residem o Senhor Śiva e sua esposa Umā. Aqueles que estão iluminados pelo conhecimento espiritual e liberados da contaminação material residem nessa Śivaloka. Além desse sistema planetário está o mundo espiritual, onde há planetas chamados Vaikuṇṭha-lokas. Goloka Vṛndāvana situa-se acima de todos os Vaikuṇṭha-lokas. Goloka Vṛndāvana é o reino de Śrīmatī Rādhārāṇī e dos pais de Kṛṣṇa, Mahārāja Nanda e mãe Yaśodā. Dessa maneira, há vários sistemas planetários, e todos eles são criações do Senhor Supremo. Como se afirma na Brahma-saṁhitā:\n\ngoloka-nāmni nija-dhāmni tale ca tasya\n\ndevī-maheśa-hari-dhāmasu teṣu teṣu\n\nte te prabhāva-nicayā vihitāś ca yena\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\nAssim sendo, Goloka Vṛndāvana-dhāma situa-se acima dos planetas Vaikuṇṭha. O céu espiritual que contém todos os planetas Vaikuṇṭha é muito pequeno comparado a Goloka Vṛndāvana-dhāma. O espaço ocupado por Goloka Vṛndāvana-dhāma chama-se mahākāśa, ou \"o maior de todos os céus\". O Senhor Indra disse: \"Perguntamos ao Senhor Brahmā sobre Vosso planeta eterno, mas não pudemos compreendê-lo. Aqueles que agem por interesse fruitivo e controlam seus sentidos e sua mente por meio de atividades piedosas podem ser elevados aos planetas celestiais. Os devotos puros, que sempre se ocupam no serviço do Senhor Nārāyaṇa, são promovidos aos Vaikuṇṭhalokas. Contudo, meu Senhor Kṛṣṇa, Vossa Goloka Vṛndāvana-dhāma é muito difícil de alcançar. No entanto, tanto Vós como esse sistema planetário supremo descestes aqui a esta Terra. Infelizmente, perturbei-Vos com meus malfeitos, e isso se deveu à minha tolice. Por isso, estou tentando satisfazer-Vos com minhas orações.\"\n\nŚrī Nīlakaṇṭha confirma a existência de Goloka Vṛndāvana-dhāma citando a Ṛg-saṁhitā (Ṛg Veda 1.21.154.6):\n\ntā vāṁ vāstūny uśmasi gamadhyai\n\nyatra gāvo bhūri-śṛṅgā ayāsaḥ\n\natrāha tad urugāyasya kṛṣṇaḥ\n\nparamaṁ padam avabhāti bhūri\n\n\"Desejamos ir a Vossas [de Rādhā e Kṛṣṇa] belas residências, em torno das quais vagueiam vacas com chifres grandes e excelentes. Contudo, distintamente reluzente nesta Terra está aquela Vossa morada suprema que derrama júbilo sobre todos, ó Urugāya [Kṛṣṇa, que é muito louvado].\""}
{"ref": "cc/madhya/23/117-118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/117-118/", "verse_text": "mauṣala-līlā, āra kṛṣṇa-antardhāna\n\nkeśāvatāra, āra yata viruddha vyākhyāna\n\nmahiṣī-haraṇa ādi, saba--māyāmaya\n\nvyākhyā śikhāila yaiche susiddhānta haya", "devanagari": "> মৌষল-লীলা, আর কৃষ্ণ-অন্তর্ধান ।\n> কেশাবতার, আর যত বিরুদ্ধ ব্যাখ্যান ॥১১৭॥\n> মহিষী-হরণ আদি, সব — মায়াময় ।\n> ব্যাখ্যা শিখাইল যৈছে সুসিদ্ধান্ত হয় ॥১১৮॥", "synonyms": "*mauṣala-līlā*—os passatempos de destruição da dinastia Yadu; *āra*—também; *kṛṣṇa-antardhāna*—o desaparecimento de Kṛṣṇa; *keśa-avatāra*—a encarnação dos cabelos; *āra*—também; *yata*—todas; *viruddha vyākhyāna*—afirmações contrárias às conclusões da consciência de Kṛṣṇa; *mahiṣī-haraṇa*—rapto das rainhas; *ādi*—e assim por diante; *saba*—todas; *māyā-maya*—feitas da energia externa; *vyākhyā*—explicações (que neutralizam o ataque dos asuras); *śikhāila*—instruiu; *yaiche*—as quais; *su-siddhānta*—conclusões corretas; *haya*—são.", "translation": "**As histórias ilusórias contrárias às conclusões da consciência de Kṛṣṇa dizem respeito à destruição da dinastia Yadu, ao desaparecimento de Kṛṣṇa, à história de que Kṛṣṇa e Balarāma surgem de um fio de cabelo preto e de um fio de cabelo branco de Kṣīrodakaśāyī Viṣṇu e à história sobre o rapto das rainhas. Śrī Caitanya Mahāprabhu explicou a Sanātana Gosvāmī as conclusões corretas dessas histórias.**", "purport": "Devido à inveja, muitos asuras descrevem Kṛṣṇa como um corvo negro ou uma encarnação de um cabelo. Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Sanātana Gosvāmī como neutralizar todas essas explicações asúricas de Kṛṣṇa. A palavra kāka significa corvo, e keśa significa cabelo. Os asuras descrevem Kṛṣṇa como uma encarnação de um corvo, uma encarnação de um śūdra (uma tribo enegrecida) e uma encarnação de um cabelo, não sabendo que a palavra keśa significa ka-īśa e que ka significa o Senhor Brahmā e īśa significa Senhor. Assim, Kṛṣṇa é o Senhor do Senhor Brahmā.\n\nAlguns dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa são mencionados no *Mahābhārata* como mauṣala-līlā. Esses incluem as histórias da destruição da dinastia Yadu, do desaparecimento de Kṛṣṇa, do fato de Ele ter sido trespassado pela flecha de um caçador, a história de Kṛṣṇa ser uma encarnação de um pedaço de cabelo (keśa-avatāra), bem como mahiṣī-haraṇa, o rapto das rainhas de Kṛṣṇa. Na verdade, esses passatempos não são reais, mas são relatados para confundir os asuras, que querem provar que Kṛṣṇa é um ser humano comum. Eles são falsos no sentido de que esses passatempos não são eternos, nem são transcendentais ou espirituais. Há muitas pessoas que, por natureza, são avessas à supremacia da Suprema Personalidade de Deus, Viṣṇu. Tais pessoas chamam-se asuras. Elas têm ideias equivocadas sobre Kṛṣṇa. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*, aos asuras dá-se a oportunidade de esquecer Kṛṣṇa cada vez mais, nascimento após nascimento. Assim, eles fazem seu aparecimento numa família de asuras e dão continuidade a esse processo, mantidos em confusão a respeito de Kṛṣṇa. Asuras vestidos de sannyāsīs chegam até a explicar o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam* de diferentes maneiras, conforme suas próprias imaginações. Dessa forma, eles continuam a permanecer asuras nascimento após nascimento.\n\nNo que diz respeito ao keśa-avatāra (encarnação do cabelo), ele é mencionado no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.7.26). O *Viṣṇu Purāṇa* também afirma: ujjahārātmanaḥ keśau sita-kṛṣṇau mahā-bala.\n\nDe modo semelhante, no *Mahābhārata*:\n\nsa cāpi keśau harir uccakarta\n\nekaṁ śuklam aparaṁ cāpi kṛṣṇam\n\ntau cāpi keśāv iśatāṁ yadūnāṁ\n\nkule striyau rohiṇīṁ devakīṁ ca\n\ntayor eko balabhadro babhūva\n\nyo 'sau śvetas tasya devasya keśaḥ\n\nkṛṣṇo dvitīyaḥ keśavaḥ saṁbabhūva\n\nkeśaḥ yo 'sau varṇataḥ kṛṣṇa uktaḥ\n\nAssim, no *Śrīmad-Bhāgavatam*, no *Viṣṇu Purāṇa* e no *Mahābhārata*, há referências a Kṛṣṇa e Balarāma serem encarnações de um cabelo preto e de um cabelo branco. Afirma-se que o Senhor Viṣṇu arrancou dois cabelos – um branco e um preto – de Sua cabeça. Esses dois cabelos entraram nos ventres de Rohiṇī e Devakī, membros da dinastia Yadu. Balarāma nasceu de Rohiṇī, e Kṛṣṇa nasceu de Devakī. Assim, Balarāma apareceu do primeiro cabelo, e Kṛṣṇa apareceu do segundo cabelo. Também foi predito que todos os asuras, que são inimigos dos semideuses, seriam exterminados pelo Senhor Viṣṇu por meio de Suas expansões plenárias branca e preta, e que a Suprema Personalidade de Deus apareceria e realizaria atividades maravilhosas. Nesse contexto, deve-se consultar o Laghu-bhāgavatāmṛta, o capítulo chamado Kṛṣṇāmṛta, versos 156-164. Śrīla Rūpa Gosvāmī refutou esse argumento sobre a encarnação do cabelo, e sua refutação é apoiada pelos comentários de Śrī Baladeva Vidyābhūṣaṇa. Esse assunto é discutido mais detalhadamente no Kṛṣṇa-sandarbha (29) e no comentário conhecido como Sarva-saṁvādinī, de Śrīla Jīva Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/23/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/119/", "verse_text": "tabe sanātana prabhura caraṇe dhariyā\n\nnivedana kare dante tṛṇa-guccha lañā", "devanagari": "> তবে সনাতন প্রভুর চরণে ধরিয়া ।\n> নিবেদন করে দন্তে তৃণ-গুচ্ছ লঞা ॥১১৯॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe dhariyā*—segurando os pés de lótus; *nivedana kare*—faz uma petição; *dante*—nos dentes; *tṛṇa-guccha*—um feixe de palha; *lañā*—tomando.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī então humildemente aceitou sua posição como inferior a um fio de palha e, segurando simbolicamente um pouco de palha em sua boca, prostrou-se, abraçou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e apresentou a seguinte petição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/120/", "verse_text": "\"nīca-jāti, nīca-sevī, muñi--supāmara\n\nsiddhānta śikhāilā,--yei brahmāra agocara", "devanagari": "> “নীচজাতি, নীচসেবী, মুঞি — সুপামর ।\n> সিদ্ধান্ত শিখাইলা, — যেই ব্রহ্মার অগোচর ॥১২০॥", "synonyms": "*nīca-jāti*—de classe inferior; *nīca-sevī*—servidor de pessoas de baixo nascimento; *muñi*—eu; *supāmara*—muito, muito caído; *siddhānta śikhāilā*—ensinaste detalhadamente as mais elevadas conclusões; *yei*—as quais; *brahmāra*—de Brahmā; *agocara*—além do alcance.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"Meu querido Senhor, sou uma pessoa de baixíssimo nascimento. Na verdade, sou um servidor de pessoas de baixo nascimento; por isso, sou muito, muito desprezível. Não obstante, ensinaste-me conclusões desconhecidas até mesmo do Senhor Brahmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/121/", "verse_text": "tumi ye kahilā, ei siddhāntāmṛta-sindhu\n\nmora mana chuṅite nāre ihāra eka-bindu", "devanagari": "> তুমি যে কহিলা, এই সিদ্ধান্তামৃত-সিন্ধু ।\n> মোর মন ছুঁইতে নারে ইহার একবিন্দু ॥১২১॥", "synonyms": "*tumi ye*—Tu; *kahilā*—disseste; *ei*—este; *siddhānta-amṛta-sindhu*—o oceano da ambrosia da verdade conclusiva; *mora mana*—minha mente; *chuṅite*—tocar; *nāre*—não é capaz; *ihāra*—dele; *eka-bindu*—nem mesmo uma gota.", "translation": "**\"As conclusões que me disseste são o oceano da ambrosia da verdade. Minha mente é incapaz de aproximar-se nem mesmo de uma gota desse oceano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/122/", "verse_text": "paṅgu nācāite yadi haya tomāra mana\n\nvara deha' mora māthe dhariyā caraṇa", "devanagari": "> পঙ্গু নাচাইতে যদি হয় তোমার মন  ।\n> বর দেহ’ মোর মাথে ধরিয়া চরণ ॥১২২॥", "synonyms": "*paṅgu*—homem coxo; *nācāite*—fazer dançar; *yadi*—se; *haya*—é; *tomāra mana*—Tua mente; *vara*—uma bênção; *deha'*—dá, por favor; *mora māthe*—sobre minha cabeça; *dhariyā*—colocando; *caraṇa*—Teus pés de lótus.", "translation": "**\"Se desejas fazer dançar um homem coxo como eu, concede-me, por favor, Tuas bênçãos transcendentais colocando Teus pés de lótus sobre minha cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/123/", "verse_text": "'muñi ye śikhāluṅ tore sphuruka sakala'\n\nei tomāra vara haite habe mora bala\"", "devanagari": "> ‘মুঞি যে শিখালুঁ তোরে স্ফুরুক সকল’  ।\n> এই তোমার বর হৈতে হবে মোর বল ।।” ১২৩ ॥১২৩॥", "synonyms": "*muñi*—eu; *ye*—tudo o que; *śikhāluṅ*—instruí; *tore*—a ti; *sphuruka sakala*—que se manifeste; *ei*—esta; *tomāra vara*—Tua bênção; *haite*—de; *habe*—haverá; *mora bala*—minha força.", "translation": "**\"Agora, dize-me, por favor: 'Que tudo o que te instruí se manifeste plenamente em ti.' Abençoando-me dessa maneira, dar-me-ás força para descrever tudo isto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/124/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅra śire dhari' kare\n\nvara dilā'--ei saba sphuruka tomāre'", "devanagari": "> তবে মহাপ্ৰভু তাঁর শিরে ধরি’ করে ।\n> বর দিলা — ‘এই সব স্ফুরুক তোমারে’ ॥১২৪॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—de Sanātana Gosvāmī; *śire*—sobre a cabeça; *dhari'*—colocando; *kare*—pela mão; *vara dilā*—deu a bênção; *ei saba*—tudo isto; *sphuruka tomāre*—que se manifeste a ti devidamente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então colocou Sua mão sobre a cabeça de Sanātana Gosvāmī e o abençoou, dizendo: \"Que todas estas instruções se manifestem a ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/125/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiluṅ--'prema'-prayojana-saṁvāda\n\nvistāri' kahana nā yāya prabhura prasāda", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিলুঁ — ‘প্রেম’-প্রয়োজন-সংবাদ ।\n> বিস্তারি’ কহন না যায় প্রভুর প্রসাদ ॥১২৫॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—brevemente; *kahiluṅ*—descrevi; *prema-prayojana-saṁvāda*—a discussão do objetivo último da vida, o amor a Deus; *vistāri'*—amplamente; *kahana*—descrever; *nā yāya*—não é possível; *prabhura prasāda*—a bênção de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi brevemente uma discussão do objetivo último da vida, o amor a Deus. A misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu não pode ser descrita amplamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/126/", "verse_text": "prabhura upadeśāmṛta śune yei jana\n\nacirāt milaye tāṅre kṛṣṇa-prema-dhana", "devanagari": "> প্রভুর উপদেশামৃত শুনে যেই জন ।\n> অচিরাৎ মিলয়ে তাঁরে কৃষ্ণপ্রেমধন ॥১২৬॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upadeśa-amṛta*—o néctar das instruções; *śune*—ouve; *yei jana*—todo aquele que; *acirāt*—sem demora; *milaye*—encontra; *tāṅre*—a ele; *kṛṣṇa-prema-dhana*—o tesouro do amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**Todo aquele que ouvir estas instruções dadas a Sanātana Gosvāmī pelo Senhor muito em breve alcançará o amor a Deus, Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/23/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/23/127/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১২৭॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Vigésimo Terceiro Capítulo, que descreve o amor a Deus."}
{"ref": "cc/madhya/24/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/1/", "verse_text": "ātmārāmeti padyārkasy-\nārthāṁśūn yaḥ prakāśayan\njagat-tamo jahārāvyāt\nsa caitanyodayācalaḥ", "devanagari": "> আত্মারামেতি পদ্যার্কস্যার্থাংশূন্ যঃ প্রকাশয়ন্ ।\n> জগত্তমো জহারাব্যাত্ স চৈতন্যোদয়াচলঃ ॥১॥", "synonyms": "*ātmārāma-iti*—começando com a palavra ātmārāma; *padya*—verso; *arkasya*—do semelhante ao sol; *artha-aṁśūn*—os raios brilhantes dos diferentes significados; *yaḥ*—que; *prakāśayan*—manifestando; *jagat-tamaḥ*—a escuridão do mundo material; *jahāra*—erradicou; *avyāt*—possa proteger; *saḥ*—Ele; *caitanya-udaya-acalaḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é como o horizonte oriental, onde o sol nasce.", "translation": "**Que Śrī Caitanya Mahāprabhu seja glorificado. Foi Ele quem agiu como o horizonte oriental onde nasce o sol do verso ātmārāma e manifesta seus raios sob a forma de diferentes significados, erradicando assim a escuridão do mundo material. Que Ele proteja o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—a todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/3/", "verse_text": "tabe sanātana prabhura caraṇe dhariyā\npunarapi kahe kichu vinaya kariyā", "devanagari": "> তবে সনাতন প্রভুর চরণে ধরিয়া ।\n> পুনরপি কহে কিছু বিনয় করিয়া ॥৩॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *prabhura caraṇe dhariyā*—segurando os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *punarapi*—novamente; *kahe*—diz; *kichu*—algo; *vinaya kariyā*—com grande humildade.", "translation": "**Em seguida, Sanātana Gosvāmī apertou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e humildemente apresentou a seguinte petição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/4/", "verse_text": "'pūrve śuniyāchoṅ, tumi sārvabhauma-sthāne\neka śloke āṭhāra artha kairācha vyākhyāne", "devanagari": "> ‘পূর্বে শুনিয়াছোঁ, তুমি সার্বভৌম-স্থানে ।\n> এক শ্লোকে আঠার অর্থ কৈরাছ ব্যাখ্যানে ॥৪॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *śuniyāchoṅ*—eu ouvi; *tumi*—Tu; *sārvabhauma-sthāne*—no lugar de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *eka śloke*—em um verso; *āṭhāra artha*—dezoito significados; *kairācha vyākhyāne*—explicaste.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"Meu Senhor, ouvi que, anteriormente, na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Tu explicaste o verso ātmārāma de dezoito maneiras diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/5/", "verse_text": "ātmārāmāś ca munayo\nnirgranthā apy urukrame\nkurvanty ahaitukīṁ bhaktim\nittham-bhūta-guṇo hariḥ", "devanagari": "> আত্মারামাশ্চ মুনয়ো নির্গ্রন্থা অপ্যুরুক্রমে ।\n> কুর্বন্ত্যহৈতুকীং ভক্তিমিত্থম্ভূতগুণো হরিঃ ॥৫॥", "synonyms": "*ātma-ārāmāḥ*—pessoas que sentem prazer em estar transcendentalmente situadas no serviço do Senhor; *ca*—também; *munayaḥ*—grandes santos que rejeitaram completamente as aspirações materiais, as atividades fruitivas e assim por diante; *nirgranthāḥ*—sem interesse em qualquer desejo material; *api*—certamente; *urukrame*—à Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, cujas atividades são maravilhosas; *kurvanti*—prestam; *ahaitukīm*—imotivado, ou sem desejos materiais; *bhaktim*—serviço devocional; *ittham-bhūta*—tão maravilhoso a ponto de atrair a atenção dos autossatisfeitos; *guṇaḥ*—que tem qualidades transcendentais; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"'Aqueles que são autossatisfeitos e não se sentem atraídos pelos desejos materiais externos também se sentem atraídos pelo serviço amoroso de Śrī Kṛṣṇa, cujas qualidades são transcendentais e cujas atividades são maravilhosas. Hari, a Personalidade de Deus, é chamado de Kṛṣṇa porque possui tais traços transcendentalmente atrativos.'**", "purport": "Este é o famoso verso ātmārāma do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.7.10)."}
{"ref": "cc/madhya/24/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/6/", "verse_text": "āścarya śuniyā mora utkaṇṭhita mana\nkṛpā kari' kaha yadi, juḍāya śravaṇa'", "devanagari": "> আশ্চর্য শুনিয়া মোর উৎকণ্ঠিত মন ।\n> কৃপা করি’ কহ যদি, জুড়ায় শ্রবণ ।।’ ॥ ৬ ॥", "synonyms": "*āścarya*—maravilhoso; *śuniyā*—ouvindo; *mora*—minha; *utkaṇṭhita*—desejosa; *mana*—mente; *kṛpā kari'*—mostrando Tua misericórdia imotivada; *kaha yadi*—se falares; *juḍāya*—satisfaz; *śravaṇa*—o ouvido.", "translation": "**\"Ouvi esta história maravilhosa e, por isso, estou muito ansioso para ouvi-la novamente. Se tiveres a bondade de repeti-la, ficaria muito satisfeito em ouvir.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/7/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"āmi vātula, āmāra vacane\nsārvabhauma vātula tāhā satya kari' māne", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “আমি বাতুল, আমার বচনে ।\n> সার্বভৌম বাতুল তাহা সত্য করি’ মানে ॥৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *āmi*—Eu; *vātula*—um louco; *āmāra vacane*—em Minhas palavras; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *vātula*—outro louco; *tāhā*—aquela (Minha explicação); *satya kari' māne*—tomou como verdade.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Eu sou um louco, e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya é outro. Por isso, ele tomou Minhas palavras como verdade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/8/", "verse_text": "kibā pralāpilāṅa, kichu nāhika smaraṇe\ntomāra saṅga-bale yadi kichu haya mane", "devanagari": "> কিবা প্ৰলাপিলাঙ, কিছু নাহিক স্মরণে ।\n> তোমার সঙ্গ-বলে যদি কিছু হয় মনে ॥৮॥", "synonyms": "*kibā*—o que; *pralāpilāṅa*—eu disse; *kichu*—coisa alguma; *nāhika*—não há; *smaraṇe*—na memória; *tomāra*—de ti; *saṅga-bale*—pela força da associação; *yadi*—se; *kichu*—algo; *haya*—há; *mane*—em Minha mente.", "translation": "**\"Não recordo o que falei a esse respeito, mas, se algo vier à Minha mente devido à associação contigo, Eu o explicarei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/9/", "verse_text": "sahaje āmāra kichu artha nāhi bhāse\ntomā-sabāra saṅga-bale ye kichu prakāśe", "devanagari": "> সহজে আমার কিছু অর্থ নাহি ভাসে ।\n> তোমা-সবার সঙ্গ-বলে যে কিছু প্রকাশে ॥৯॥", "synonyms": "*sahaje*—geralmente; *āmāra*—Meu; *kichu*—algum; *artha*—significado; *nāhi bhāse*—não se manifesta; *tomā-sabāra saṅga-bale*—pela força da associação convosco; *ye*—que; *kichu*—algo; *prakāśe*—se manifesta.", "translation": "**\"Geralmente, por Mim mesmo, não consigo dar uma explicação, mas, pela força da associação convosco, algo pode manifestar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/10/", "verse_text": "ekādaśa pada ei śloke sunirmala\npṛthak nānā artha pade kare jhalamala", "devanagari": "> একাদশ পদ এই শ্লোকে সুনির্মল ।\n> পৃথক্ নানা অর্থ পদে করে ঝলমল ॥১০॥", "synonyms": "*ekādaśa pada*—onze palavras; *ei*—este; *śloke*—no verso; *su-nirmala*—muito claras; *pṛthak*—separadamente; *nānā*—vários; *artha*—significados; *pade*—em cada palavra; *kare jhalamala*—reluzem.", "translation": "**\"Há onze palavras claras neste verso, mas, quando estudadas separadamente, vários significados reluzem de cada palavra.**", "purport": "As onze palavras separadas são (1) ātmārāmāḥ, (2) ca, (3) munayaḥ, (4) nirgranthāḥ, (5) api, (6) urukrame, (7) kurvanti, (8) ahaitukīm, (9) bhaktim, (10) ittham-bhūta-guṇaḥ e (11) hariḥ. Śrī Caitanya Mahāprabhu explicará as diferentes conotações e os sentidos dessas palavras."}
{"ref": "cc/madhya/24/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/11/", "verse_text": "'ātmā'-śabde brahma, deha, mana, yatna, dhṛti\nbuddhi, svabhāva,--ei sāta artha-prāpti", "devanagari": "> ‘আত্মা’-শব্দে ব্রহ্ম, দেহ, মন, যত্ন, ধৃতি ।\n> বুদ্ধি, স্বভাব, — এই সাত অর্থ-প্রাপ্তি ॥১১॥", "synonyms": "*ātmā-śabde*—pela palavra ātmā; *brahma*—a Verdade Absoluta; *deha*—o corpo; *mana*—a mente; *yatna*—o esforço; *dhṛti*—a firmeza; *buddhi*—a inteligência; *sva-bhāva*—a natureza; *ei sāta*—estes sete; *artha-prāpti*—obtenção de significados.", "translation": "**\"Os sete diferentes significados da palavra ātmā são a Verdade Absoluta, o corpo, a mente, o esforço, a firmeza, a inteligência e a natureza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/12/", "verse_text": "\"ātmā deha-mano-brahma-svabhāva-dhṛti-buddhiṣu\nprayatne ca\" iti xxx", "devanagari": "> “আত্মা দেহমনোব্রহ্মস্বভাবধৃতিবুদ্ধিষু  ।\n> প্রযত্নে চ” ইতি ॥১২॥", "synonyms": "*ātmā*—a palavra ātmā; *deha*—o corpo; *manaḥ*—a mente; *brahma*—a Verdade Absoluta; *sva-bhāva*—a natureza; *dhṛti*—a firmeza; *buddhiṣu*—no sentido de inteligência; *prayatne*—no esforço; *ca*—e; *iti*—assim.", "translation": "**\"'Os seguintes são sinônimos da palavra ātmā: o corpo, a mente, a Verdade Absoluta, as características naturais, a firmeza, a inteligência e o esforço.'**", "purport": "Esta é uma citação do dicionário Viśva-prakāśa."}
{"ref": "cc/madhya/24/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/13/", "verse_text": "ei sāte rame yei, sei ātmārāma-gaṇa\nātmārāma-gaṇera āge kariba gaṇana", "devanagari": "> এই সাতে রমে যেই, সেই আত্মারামগণ ।\n> আত্মারামগণের আগে করিব গণন ॥১৩॥", "synonyms": "*ei sāte*—nestes sete itens; *rame*—desfrutam; *yei*—aqueles que; *sei*—eles; *ātmārāma-gaṇa*—ātmārāmas; *ātmārāma-gaṇera*—dos ātmārāmas; *āge*—mais adiante; *kariba gaṇana*—farei a enumeração.", "translation": "**\"A palavra ātmārāma refere-se àquele que desfruta destes sete itens [a Verdade Absoluta, o corpo, a mente e assim por diante]. Mais adiante, enumerarei os ātmārāmas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/14/", "verse_text": "'muni'-ādi śabdera artha śuna, sanātana\npṛthak pṛthak artha pāche kariba milana", "devanagari": "> ‘মুনি’-আদি শব্দের অর্থ শুন, সনাতন ।\n> পৃথক্ পৃথক্ অর্থ পাছে করিব মিলন ॥১৪॥", "synonyms": "*muni*—a palavra muni; *ādi*—e as outras; *śabdera*—das palavras; *artha*—o significado; *śuna*—ouve; *sanātana*—Meu querido Sanātana; *pṛthak pṛthak*—separadamente; *artha*—significado; *pāche*—depois; *kariba milana*—combinarei.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, ouve primeiro os significados das outras palavras, começando com a palavra muni. Explicarei primeiro seus significados separados e depois os combinarei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/15/", "verse_text": "'muni'-śabde manana-śīla, āra kahe maunī\ntapasvī vratī, yati, āra ṛṣi, muni", "devanagari": "> ‘মুনি’-শব্দে মননশীল, আর কহে মৌনী ।\n> তপস্বী, ব্রতী, যতি, আর ঋষি, মুনি ॥১৫॥", "synonyms": "*muni-śabde*—pela palavra muni; *manana-śīla*—quem é reflexivo; *āra*—também; *kahe*—significa; *maunī*—aquele que é silencioso; *tapasvī*—um asceta; *vratī*—aquele que mantém grandes votos; *yati*—aquele que está na ordem renunciada de vida; *āra*—e; *ṛṣi*—uma pessoa santa; *muni*—são chamados de muni.", "translation": "**\"A palavra muni refere-se àquele que é reflexivo, àquele que é grave ou silencioso, a um asceta, àquele que mantém grandes votos, àquele que está na ordem renunciada, a um santo. Estes são os diferentes significados da palavra muni.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/16/", "verse_text": "'nirgrantha'-śabde kahe, avidyā-granthi-hīna\nvidhi-niṣedha-veda-śāstra-jñānādi-vihīna", "devanagari": "> ‘নির্গ্রন্থ’-শব্দে কহে, অবিদ্যা-গ্রন্থি-হীন ।\n> বিধি-নিষেধ-বেদশাস্ত্র-জ্ঞানাদি-বিহীন ॥১৬॥", "synonyms": "*nirgrantha*—nirgrantha; *śabde*—pela palavra; *kahe*—significa-se; *avidyā*—da ignorância; *granthi-hīna*—sem nó algum; *vidhi-niṣedha*—princípios reguladores de regras e restrições; *veda-śāstra*—a literatura Védica; *jñāna-ādi*—conhecimento, e assim por diante; *vihīna*—sem.", "translation": "**\"A palavra nirgrantha refere-se àquele que está liberado dos nós materiais da ignorância. Também se refere àquele que está desprovido de todos os princípios reguladores prescritos na literatura Védica. Também se refere àquele que não tem conhecimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/17/", "verse_text": "mūrkha, nīca, mleccha ādi śāstra-rikta-gaṇa\n\ndhana-sañcayī--nirgrantha, āra ye nirdhana", "devanagari": "> মূর্খ, নীচ, ম্লেচ্ছ আদি শাস্ত্ররিক্তগণ ।\n> ধনসঞ্চয়ী — নির্গ্রন্থ, আর যে নির্ধন ॥১৭॥", "synonyms": "*mūrkha*—pessoas tolas e iletradas; *nīca*—de baixo nascimento; *mleccha*—pessoas impuras e sem princípios; *ādi*—e outros; *śāstra-rikta-gaṇa*—pessoas desprovidas de todos os princípios reguladores expostos no śāstra; *dhana-sañcayī*—capitalista (aquele que acumula riqueza); *nirgrantha*—chamado nirgrantha; *āra*—também; *ye*—todo aquele que; *nirdhana*—sem riquezas.", "translation": "**\"A palavra nirgrantha refere-se também àquele que é iletrado, de baixo nascimento, mal comportado, indisciplinado e desprovido de respeito pela literatura Védica. A palavra também se refere àquele que é capitalista e àquele que não possui riquezas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/18/", "verse_text": "nir niścaye niṣ kramārthe\n\nnir nirmāṇa-niṣedhayoḥ\n\ngrantho dhane 'tha sandarbhe\n\nvarṇa-saṅgrathane 'pi ca", "devanagari": "> নির্নিশ্চয়ে নিষ্ক্রমার্থে নির্নির্মাণ-নিষেধয়োঃ ।\n> গ্রন্থো ধনেঽথ সন্দর্ভে বর্ণসংগ্রথনেঽপি চ ॥১৮॥", "synonyms": "*niḥ*—o prefixo niḥ; *niścaye*—no sentido de determinação; *niḥ*—o prefixo niḥ; *krama-arthe*—no significado de sucessão; *niḥ*—o prefixo niḥ; *nirmāṇa*—no sentido de formar; *niṣedhayoḥ*—no sentido de proibir; *granthaḥ*—a palavra grantha; *dhane*—no sentido de riqueza; *atha*—também; *sandarbhe*—tese; *varṇa-saṅgrathane*—no sentido de unir palavras; *api*—também; *ca*—e.", "translation": "**\" 'O prefixo niḥ pode ser usado em um sentido de determinação, gradação, construção ou proibição. A palavra grantha significa riquezas, tese e composição.'**", "purport": "Esta é outra citação do dicionário Viśva-prakāśa."}
{"ref": "cc/madhya/24/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/19/", "verse_text": "'urukrama'-śabde kahe, baḍa yāṅra krama\n\n'krama'-śabde kahe ei pāda-vikṣepaṇa", "devanagari": "> ‘উরুক্রম’-শব্দে কহে, বড় যাঁর ক্রম ।\n> ‘ক্রম’-শব্দে কহে এই পাদবিক্ষেপণ ॥১৯॥", "synonyms": "*urukrama*—urukrama; *śabde*—por esta palavra; *kahe*—significa-se; *baḍa*—grande; *yāṅra*—cujo; *krama*—passo; *krama-śabde*—nesta palavra krama; *kahe*—significa-se; *ei*—este; *pāda-vikṣepaṇa*—lançar o pé para diante.", "translation": "**\"A palavra urukrama refere-se àquele cujo krama [passo] é grande. A palavra krama significa 'lançar o pé para diante', isto é, 'passo'.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/20/", "verse_text": "śakti, kampa, paripāṭī, yukti, śaktye ākramaṇa\n\ncaraṇa-cālane kāṅpāila tribhuvana", "devanagari": "> শক্তি, কম্প, পরিপাটী, যুক্তি, শক্ত্যে আক্রমণ ।\n> চরণ-চালনে কাঁপাইল ত্রিভুবন ॥২০॥", "synonyms": "*śakti*—poder; *kampa*—tremor; *paripāṭī*—método; *yukti*—argumento; *śaktye*—com grande força; *ākramaṇa*—atacar; *caraṇa-cālane*—ao mover o pé; *kāṅpāila*—fez tremer; *tri-bhuvana*—os três mundos.", "translation": "**\"Krama também significa poder, tremor, um método sistemático, argumento e um ataque vigoroso por meio de um passo para diante. Foi assim que Vāmana fez tremer os três mundos.**", "purport": "Uru significa muito grande, e krama significa passo. Quando ao Senhor Vāmanadeva foram oferecidos três passos de terra, Ele expandiu Seus três passos de modo a cobrir o universo inteiro. Dessa forma, os três mundos tremeram, e por isso Śrī Vāmanadeva, a encarnação do Senhor Viṣṇu, é chamado de Urukrama."}
{"ref": "cc/madhya/24/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/21/", "verse_text": "viṣṇor nu vīrya-gaṇanāṁ katamo 'rhatīha\n\nyaḥ pārthivāny api kavir vimame rajāṁsi\n\ncaskambha yaḥ sva-raṁhasāskhalatā tripṛṣṭhaṁ\n\nyasmāt trisāmya-sadanād urukampayānam", "devanagari": "> বিষ্ণোর্নু বীর্যগণনাং কতমোঽর্হতীহ\n> যঃ পার্থিবান্যপি কবির্বিমমে রজাংসি ।\n> চস্কম্ভ যঃ স্বরংহসাস্খলতা ত্রিপৃষ্ঠং\n> যস্মাত্রিসাম্যসদনাদুরুকম্পয়ানম্ ॥২১॥", "synonyms": "*viṣṇoḥ*—do Senhor Viṣṇu; *nu*—certamente; *vīrya-gaṇanām*—uma contagem das diferentes potências; *katamaḥ*—quem; *arhati*—é capaz de fazer; *iha*—neste mundo; *yaḥ*—quem; *pārthivāni*—do elemento terra; *api*—embora; *kaviḥ*—uma pessoa erudita; *vimame*—contou; *rajāṁsi*—os átomos; *caskambha*—capturou; *yaḥ*—quem; *sva*—Sua própria; *raṁhasā*—por potência; *askhalatā*—sem impedimentos; *tri-pṛṣṭham*—o planeta mais elevado (Satyaloka); *yasmāt*—de alguma causa; *tri-sāmya*—onde há equilíbrio dos três guṇas; *sadanāt*—do lugar (da raiz do mundo material); *urukampayānam*—tremendo grandemente.", "translation": "**\" 'Ainda que um homem erudito seja capaz de contar todos os diminutos átomos deste mundo material, ele não consegue contar as potências do Senhor Viṣṇu. Na forma da encarnação Vāmana, o Senhor Viṣṇu, sem impedimento, capturou todos os planetas, começando da raiz do mundo material até Satyaloka. De fato, Ele fez todo sistema planetário tremer pela força de Seus passos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.7.40). No mantra do Ṛg Veda (1.2.154.1), afirma-se:\n\noṁ viṣṇor nu vīryāṇi kaṁ prāvocaṁ\nyaḥ pārthivāni vimame rajāṁsi\nyo 'skambhayad uttaraṁ sadhasthaṁ\nvicakramāṇas tredhorugāyaḥ"}
{"ref": "cc/madhya/24/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/22/", "verse_text": "vibhu-rūpe vyāpe, śaktye dhāraṇa-poṣaṇa\n\nmādhurya-śaktye goloka, aiśvarye paravyoma", "devanagari": "> বিভুরূপে ব্যাপে, শক্ত্যে ধারণ-পোষণ ।\n> মাধুর্যশক্ত্যে গোলোক, ঐশ্বর্যে পরব্যোম ॥২২॥", "synonyms": "*vibhu-rūpe*—em Seu aspecto onipenetrante; *vyāpe*—expande-se; *śaktye*—por Sua potência; *dhāraṇa-poṣaṇa*—mantendo e nutrindo; *mādhurya-śaktye*—por Sua potência de amor conjugal; *goloka*—o sistema planetário Goloka Vṛndāvana; *aiśvarye*—e por opulência; *para-vyoma*—o mundo espiritual.", "translation": "**\"Por meio de Seu aspecto onipenetrante, a Suprema Personalidade de Deus expandiu toda a criação. Ele sustenta e mantém esta criação por Sua potência extraordinária. Por Sua potência conjugal, Ele mantém o sistema planetário conhecido como Goloka Vṛndāvana. Por meio de Suas seis opulências, Ele mantém muitos planetas Vaikuṇṭha.**", "purport": "Em Sua forma gigantesca, o Senhor Kṛṣṇa cobriu a criação. Ele sustenta todos os sistemas planetários e os mantém por Suas potências inconcebíveis. De modo semelhante, Ele mantém Sua morada pessoal, Goloka Vṛndāvana, por meio de Seu amor conjugal, e mantém o mundo espiritual que contém os planetas Vaikuṇṭha por Suas opulências."}
{"ref": "cc/madhya/24/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/23/", "verse_text": "māyā-śaktye brahmāṇḍādi-paripāṭī-sṛjana\n\n'urukrama'-śabdera ei artha nirūpaṇa", "devanagari": "> মায়া-শক্ত্যে ব্রহ্মাণ্ডাদি-পরিপাটী-সৃজন ।\n> ‘উরুক্রম’-শব্দের এই অর্থ নিরূপণ ॥২৩॥", "synonyms": "*māyā-śaktye*—por Sua potência externa; *brahmāṇḍa-ādi*—de universos materiais e assim por diante; *paripāṭī*—um arranjo ordenado; *sṛjana*—criando; *urukrama-śabdera*—da palavra urukrama; *ei*—esta; *artha*—do significado; *nirūpaṇa*—determinação.", "translation": "**\"A palavra urukrama indica a Suprema Personalidade de Deus, que, por Sua potência externa, criou perfeitamente inumeráveis universos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/24/", "verse_text": "\"kramaḥ śaktau paripāṭyāṁ kramaś cālana-kampayoḥ\"", "devanagari": "> “ক্রমঃ শক্তৌ পরিপাট্যাং ক্রমশ্চালনকম্পয়োঃ ।।” ॥ ২৪ ॥", "synonyms": "*kramaḥ*—a palavra krama; *śaktau*—no significado de potência; *paripāṭyām*—no significado de arranjo sistemático; *kramaḥ*—a palavra krama; *cālana*—em mover; *kampayoḥ*—ou em tremer.", "translation": "**\" 'Estes são os diferentes significados da palavra krama. Ela é usada no sentido de potência, arranjo sistemático, passo, movimento ou tremor.'**", "purport": "Esta é uma citação do dicionário Viśva-prakāśa. A Suprema Personalidade de Deus é onipenetrante. Ele não apenas carrega os três mundos por Sua energia inconcebível, mas também os mantém. Ele igualmente mantém Seu planeta espiritual, Goloka Vṛndāvana, por Seu amor conjugal, e mantém os Vaikuṇṭhalokas por Suas opulências. Ele mantém estes universos materiais por meio da energia externa. Os universos materiais estão perfeitamente situados porque são criados pela Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/madhya/24/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/25/", "verse_text": "'kurvanti'-pada ei parasmaipada haya\n\nkṛṣṇa-sukha-nimitta bhajane tātparya kahaya", "devanagari": "> ‘কুর্বন্তি’-পদ এই পরস্মৈপদ হয় ।\n> কৃষ্ণসুখনিমিত্ত ভজনে তাৎপর্য কহয় ॥২৫॥", "synonyms": "*kurvanti*—eles fazem (para outros); *pada*—a palavra; *ei*—esta; *parasmaipada*—uma forma verbal que indica coisas feitas para outros; *haya*—é; *kṛṣṇa-sukha-nimitta*—para satisfazer Kṛṣṇa; *bhajane*—em serviço devocional; *tātparya*—o significado; *kahaya*—diz-se.", "translation": "**\"A palavra kurvanti, que significa 'eles fazem algo para outros', é uma forma do verbo 'coisas feitas para outros'. Ela é usada em relação ao serviço devocional, que deve ser executado para a satisfação de Kṛṣṇa. Este é o sentido da palavra kurvanti.**", "purport": "Em sânscrito, o verbo \"fazer\" tem duas formas, tecnicamente chamadas de parasmaipada e ātmanepada. Quando as coisas são feitas para a satisfação pessoal de alguém, a forma é chamada de ātmanepada. Nesse caso, a palavra \"fazer\" em português é kurvante em sânscrito. Quando as coisas são feitas para outros, a forma verbal muda para kurvanti. Foi assim que Śrī Caitanya Mahāprabhu informou a Sanātana Gosvāmī que, no verso ātmārāma, o verbo kurvanti significa que as coisas devem ser feitas somente para a satisfação de Kṛṣṇa. Isso é corroborado pelo gramático Pāṇini. O verbo forma-se como ātmanepada quando o trabalho deve ser feito para o próprio benefício de alguém, e, quando é feito para outros, é chamado de parasmaipada. Dessa maneira, o verbo forma-se conforme algo seja feito para a autossatisfação de alguém ou para a satisfação de outrem."}
{"ref": "cc/madhya/24/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/26/", "verse_text": "\"svaritañitaḥ kartrabhiprāye kriyā-phale\"", "devanagari": "> “স্বরিতঞিতঃ কর্ত্রভিপ্রায়ে ক্রিয়াফলে ।।” ॥ ২৬ ॥", "synonyms": "*svarita-ñitaḥ*—de verbos que possuem um ñ indicatório ou um acento svarita; *kartṛ-abhiprāye*—destina-se ao agente; *kriyā-phale*—quando o fruto da ação.", "translation": "**\" 'As terminações do ātmanepada são empregadas quando o fruto da ação reverte ao agente de verbos que possuem um ñ indicatório ou um acento svarita.'**", "purport": "Esta é uma citação dos sūtras de Pāṇini (1.3.72)."}
{"ref": "cc/madhya/24/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/27/", "verse_text": "'hetu'-śabde kahe--bhukti-ādi vāñchāntare\n\nbhukti, siddhi, mukti--mukhya ei tina prakāre", "devanagari": "> ‘হেতু’-শব্দে কহে — ভুক্তি-আদি বাঞ্ছান্তরে ।\n> ভুক্তি, সিদ্ধি, মুক্তি — মুখ্য এই তিন প্রকারে ॥২৭॥", "synonyms": "*hetu*—causa; *śabde*—pela palavra; *kahe*—diz-se; *bhukti*—desfrutar pessoalmente do resultado; *ādi*—e assim por diante; *vāñchā-antare*—por causa de uma ambição diferente; *bhukti*—desfrutar do resultado da ação; *siddhi*—a perfeição em fazer algo; *mukti*—liberação; *mukhya*—principais; *ei*—estas; *tina prakāre*—de três maneiras.", "translation": "**\"A palavra hetu [causa] significa que algo é feito por algum motivo. Pode haver três motivos. A pessoa pode agir para desfrutar pessoalmente do resultado, para alcançar alguma perfeição material, ou para agir de tal maneira que possa liberar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/28/", "verse_text": "eka bhukti kahe, bhoga--ananta-prakāra\n\nsiddhi--aṣṭādaśa, mukti--pañca-vidhākāra", "devanagari": "> এক ভুক্তি কহে, ভোগ — অনন্ত-প্রকার ।\n> সিদ্ধি — অষ্টাদশ, মুক্তি — পঞ্চবিধাকার ॥২৮॥", "synonyms": "*eka*—primeiro; *bhukti*—desfrute material ao fazer algo; *kahe*—é conhecido; *bhoga*—desfrute; *ananta-prakāra*—variedades ilimitadas; *siddhi*—as perfeições ióguicas; *aṣṭādaśa*—em número de dezoito; *mukti*—liberação; *pañca-vidhā-ākāra*—cinco variedades.", "translation": "**\"Primeiro, tomamos a palavra bhukti [desfrute material], que é de variedade ilimitada. Também podemos tomar a palavra siddhi [perfeição], que tem dezoito variedades. De modo semelhante, a palavra mukti tem cinco variedades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/29/", "verse_text": "ei yāṅhā nāhi, tāhā bhakti--'ahaitukī'\n\nyāhā haite vaśa haya śrī-kṛṣṇa kautukī", "devanagari": "> এই যাঁহা নাহি, তাহা ভক্তি — ‘অহৈতুকী’ ।\n> যাহা হৈতে বশ হয় শ্রীকৃষ্ণ কৌতুকী ॥২৯॥", "synonyms": "*ei*—estes; *yāṅhā*—onde; *nāhi*—não existindo; *tāhā*—esse; *bhakti*—a plataforma do serviço devocional; *ahaitukī*—imotivado; *yāhā haite*—pelo qual; *vaśa haya*—vem para sob controle; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *kautukī*—o mais divertido.", "translation": "**\"O serviço devocional imotivado não é motivado pelo desfrute dos sentidos, pela perfeição ou pela liberação. Quando alguém se livra de todas essas contaminações, pode trazer o Senhor Kṛṣṇa, que é muito divertido, para sob seu controle.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/30/", "verse_text": "'bhakti'-śabdera artha haya daśa-vidhākāra\n\neka--'sādhana', 'prema-bhakti'--nava prakāra", "devanagari": "> ‘ভক্তি’-শব্দের অর্থ হয় দশবিধাকার ।\n> এক — ‘সাধন’, ‘প্রেমভক্তি’ — নব প্রকার ॥৩০॥", "synonyms": "*bhakti*—bhakti; *śabdera*—desta palavra; *artha*—significados; *haya*—são; *daśa-vidhā-ākāra*—dez variedades; *eka*—um; *sādhana*—a execução do serviço devocional regulado; *prema-bhakti*—amor extático; *nava prakāra*—nove tipos.", "translation": "**\"Há dez significados para a palavra bhakti, serviço devocional. Um é a execução do serviço devocional segundo os princípios reguladores, e o outro, chamado prema-bhakti [amor extático], tem nove variedades.**", "purport": "As nove variedades são rati, prema, sneha, māna, praṇaya, rāga, anurāga, bhāva e mahābhāva — atração, amor, afeição, sentimentos adversos, intimidade, apego, subapego, amor extático e amor extático sublime. Para a execução do serviço devocional segundo os princípios reguladores, há apenas um significado."}
{"ref": "cc/madhya/24/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/31/", "verse_text": "'rati'-lakṣaṇā, 'prema'-lakṣaṇā, ityādi pracāra\n\nbhāva-rūpā, mahābhāva-lakṣaṇa-rūpā āra", "devanagari": "> ‘রতি’-লক্ষণা, ‘প্রেম’-লক্ষণা, ইত্যাদি প্রচার ।\n> ভাবরূপা, মহাভাব-লক্ষণরূপা আর ॥৩১॥", "synonyms": "*rati*—de atração; *lakṣaṇā*—os sintomas; *prema*—de amor; *lakṣaṇā*—os sintomas; *iti-ādi*—e assim por diante; *pracāra*—são conhecidos; *bhāva-rūpā*—sob a forma de amor extático; *mahā-bhāva*—do amor extático mais elevado; *lakṣaṇa-rūpā*—há muitos sintomas; *āra*—outros.", "translation": "**\"Em seguida, explicam-se os sintomas do amor a Deus, que se podem dividir em nove variedades, começando com a atração e indo até o amor extático e, finalmente, até o mais elevado amor extático [mahābhāva].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/32/", "verse_text": "śānta-bhaktera rati bāḍe 'prema'-paryanta\n\ndāsya-bhaktera rati haya 'rāga'-daśā-anta", "devanagari": "> শান্ত-ভক্তের রতি বাড়ে ‘প্রেম’-পর্যন্ত ।\n> দাস্য-ভক্তের রতি হয় ‘রাগ’-দশা-অন্ত ॥৩২॥", "synonyms": "*śānta-bhaktera*—dos devotos na plataforma da neutralidade; *rati*—atração; *bāḍe*—aumenta; *prema-paryanta*—até o amor a Deus; *dāsya-bhaktera*—dos devotos na plataforma da servidão; *rati*—atração; *haya*—aumenta; *rāga-daśā-anta*—até o ponto do apego espontâneo.", "translation": "**\"A atração por Kṛṣṇa dos devotos na plataforma da neutralidade aumenta até o amor a Deus [prema], e a atração dos devotos na plataforma da servidão aumenta até o apego espontâneo [rāga].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/33/", "verse_text": "sakhā-gaṇera rati haya 'anurāga' paryanta\n\npitṛ-mātṛ-sneha ādi 'anurāga'-anta", "devanagari": "> সখাগণের রতি হয় ‘অনুরাগ’ পর্যন্ত ।\n> পিতৃ-মাতৃ-স্নেহ আদি ‘অনুরাগ’-অন্ত ॥৩৩॥", "synonyms": "*sakhā-gaṇera*—dos amigos; *rati*—a atração; *haya*—torna-se; *anurāga paryanta*—até o amor subextático; *pitṛ-mātṛ-sneha*—amor paternal; *ādi*—e assim por diante; *anurāga-anta*—até o limite do amor subextático.", "translation": "**\"Os devotos de Vṛndāvana que são amigos do Senhor podem elevar seu amor extático até o ponto de anurāga. Os amantes de afeição paternal, o pai e a mãe de Kṛṣṇa, também podem elevar seu amor a Deus até o ponto de anurāga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/34/", "verse_text": "kāntā-gaṇera rati pāya 'mahābhāva'-sīmā\n\n'bhakti'-śabdera ei saba arthera mahimā", "devanagari": "> কান্তাগণের রতি পায় ‘মহাভাব’-সীমা ।\n> ‘ভক্তি’-শব্দের এই সব অর্থের মহিমা ॥৩৪॥", "synonyms": "*kāntā-gaṇera*—dos devotos em amor conjugal; *rati*—a atração; *pāya*—alcançam; *mahā-bhāva-sīmā*—o limite de mahābhāva; *bhakti*—serviço devocional; *śabdera*—da palavra; *ei saba*—todos estes; *arthera*—dos significados; *mahimā*—das glórias.", "translation": "**\"As gopīs de Vṛndāvana, que estão apegadas a Kṛṣṇa em amor conjugal, podem elevar seu amor extático até o ponto de mahābhāva [o maior amor extático]. Estes são alguns dos gloriosos significados da palavra bhakti, serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/35/", "verse_text": "'ittham-bhūta-guṇaḥ'-śabdera śunaha vyākhyāna\n\n'itthaṁ'-śabdera bhinna artha, 'guṇa'-śabdera āna", "devanagari": "> ‘ইত্থম্ভূতগুণঃ’-শব্দের শুনহ ব্যাখ্যান ।\n> ‘ইত্থং’-শব্দের ভিন্ন অর্থ, ‘গুণ’-শব্দের আন ॥৩৫॥", "synonyms": "*ittham-bhūta-guṇaḥ*—tendo qualidades como estas; *śabdera*—da palavra; *śunaha*—por favor, ouve; *vyākhyāna*—a explicação; *ittham*—ittham; *śabdera*—da palavra; *bhinna artha*—significados diferentes; *guṇa*—guṇa; *śabdera*—da palavra; *āna*—outros.", "translation": "**\"Por favor, ouve o significado da palavra ittham-bhūta-guṇa, que se encontra no verso ātmārāma. Ittham-bhūta tem significados diferentes, e guṇa tem outros significados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/36/", "verse_text": "'ittham-bhūta'-śabdera artha--pūrṇānandamaya\n\nyāṅra āge brahmānanda tṛṇa-prāya haya", "devanagari": "> ‘ইত্থম্ভূত’-শব্দের অর্থ — পূর্ণানন্দময় ।\n> যাঁর আগে ব্রহ্মানন্দ তৃণপ্রায় হয় ॥৩৬॥", "synonyms": "*ittham-bhūta-śabdera artha*—o significado ou sentido da palavra ittham-bhūta; *pūrṇa-ānanda-maya*—pleno de bem-aventurança transcendental; *yāṅra āge*—diante do qual; *brahma-ānanda*—a bem-aventurança transcendental derivada do impersonalismo; *tṛṇa-prāya*—semelhante a uma palha; *haya*—é.", "translation": "**\"A palavra ittham-bhūta é transcendentalmente sublime porque significa 'pleno de bem-aventurança transcendental'. Diante dessa bem-aventurança transcendental, a bem-aventurança derivada de fundir-se na existência do Absoluto [brahmānanda] torna-se como um pedaço de palha em comparação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/37/", "verse_text": "tvat-sākṣāt-karaṇāhlāda-\n\nviśuddhābdhi-sthitasya me\n\nsukhāni goṣpadāyante\n\nbrāhmāṇy api jagad-guro", "devanagari": "> ত্বত্সাক্ষাত্করণাহ্লাদবিশুদ্ধাব্ধিস্থিতস্য মে ।\n> সুখানি গোষ্পদায়ন্তে ব্রাহ্মাণ্যপি জগদ্গুরো ॥৩৭॥", "synonyms": "*tvat*—Teu; *sākṣāt*—encontro; *karaṇa*—tal ato; *āhlāda*—prazer; *vi-śuddha*—espiritualmente purificado; *abdhi*—oceano; *sthitasya*—estando situado; *me*—por mim; *sukhāni*—felicidade; *goṣpadāyante*—um pequeno buraco criado pelo casco de um bezerro; *brāhmāṇi*—o prazer derivado da compreensão do Brahman impessoal; *api*—também; *jagat-guro*—ó mestre do universo.", "translation": "**\"'Meu querido Senhor, ó mestre do universo, visto que Te vi diretamente, minha bem-aventurança transcendental assumiu a forma de um grande oceano. Estando situado nesse oceano, agora percebo que toda outra suposta felicidade é como a água contida na pegada de um bezerro.'**", "purport": "Este é um verso do Hari-bhakti-sudhodaya (14.36)."}
{"ref": "cc/madhya/24/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/38/", "verse_text": "sarvākarṣaka, sarvāhlādaka, mahā-rasāyana\n\nāpanāra bale kare sarva-vismāraṇa", "devanagari": "> সর্বাকর্ষক, সর্বাহ্লাদক, মহারসায়ন ।\n> আপনার বলে করে সর্ব-বিস্মারণ ॥৩৮॥", "synonyms": "*sarva-ākarṣaka*—todo-atrativo; *sarva-āhlādaka*—todo-aprazível; *mahā-rasa-ayana*—a completa morada da doçura transcendental; *āpanāra bale*—por Sua própria força; *kare*—causa; *sarva-vismāraṇa*—o esquecimento de toda outra bem-aventurança.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa é tão sublime que é mais atrativo que qualquer outra coisa e mais aprazível que qualquer outra coisa. Ele é a mais sublime morada de bem-aventurança. Por Sua própria força, Ele faz com que a pessoa esqueça todos os outros êxtases.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/39/", "verse_text": "bhukti-mukti-siddhi-sukha chāḍaya yāra gandhe\n\nalaukika śakti-guṇe kṛṣṇa-kṛpāya bāndhe", "devanagari": "> ভুক্তি-মুক্তি-সিদ্ধি-সুখ ছাড়য় যার গন্ধে ।\n> অলৌকিক শক্তি-গুণে কৃষ্ণকৃপায় বান্ধে ॥৩৯॥", "synonyms": "*bhukti*—felicidade material; *mukti*—liberação do sofrimento material; *siddhi*—a perfeição do yoga místico; *sukha*—a felicidade derivada dessas coisas; *chāḍaya*—abandona-se; *yāra*—do qual; *gandhe*—simplesmente pela leve fragrância; *alaukika*—incomum, transcendental; *śakti-guṇe*—pelo poder e qualidade; *kṛṣṇa-kṛpāya*—pela misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; *bāndhe*—torna-se cativo.", "translation": "**\"O serviço devocional puro é tão sublime que a pessoa pode esquecer com muita facilidade a felicidade derivada da felicidade material, da liberação material e da perfeição mística ou yóguica. Assim, o devoto fica cativo pela misericórdia de Kṛṣṇa e por Seu poder e qualificações incomuns.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/40/", "verse_text": "śāstra-yukti nāhi ihāṅ siddhānta-vicāra\n\nei svabhāva-guṇe, yāte mādhuryera sāra", "devanagari": "> শাস্ত্রযুক্তি নাহি ইহাঁ সিদ্ধান্ত-বিচার ।\n> এই স্বভাব-গুণে, যাতে মাধুর্যের সার ॥৪০॥", "synonyms": "*śāstra-yukti*—a lógica baseada na escritura revelada; *nāhi*—não há; *ihāṅ*—aqui; *siddhānta-vicāra*—a consideração de conclusões lógicas; *ei*—esta; *svabhāva-guṇe*—uma qualidade natural; *yāte*—na qual; *mādhuryera sāra*—a essência de toda a bem-aventurança transcendental.", "translation": "**\"Quando a pessoa se sente atraída por Kṛṣṇa na plataforma transcendental, já não há nenhum argumento lógico baseado na escritura revelada, nem há considerações de tais conclusões. Esta é Sua qualidade transcendental, que é a essência de toda a doçura transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/41/", "verse_text": "'guṇa' śabdera artha--kṛṣṇera guṇa ananta\n\nsac-cid-rūpa-guṇa sarva pūrṇānanda", "devanagari": "> ‘গুণ’ শব্দের অর্থ — কৃষ্ণের গুণ অনন্ত ।\n> সচ্চিদ্রূপ-গুণ সর্ব পূর্ণানন্দ ॥৪১॥", "synonyms": "*guṇa śabdera artha*—o significado da palavra guṇa; *kṛṣṇera guṇa ananta*—Kṛṣṇa tem qualidades ilimitadas; *sat-cit-rūpa-guṇa*—tais qualidades são espirituais e eternas; *sarva pūrṇa-ānanda*—pleno de toda a bem-aventurança transcendental.", "translation": "**\"A palavra guṇa significa 'qualidade'. As qualidades de Kṛṣṇa estão transcendentalmente situadas e são ilimitadas em quantidade. Todas as qualidades espirituais são plenas de bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/42/", "verse_text": "aiśvarya-mādhurya-kāruṇye svarūpa-pūrṇatā\n\nbhakta-vātsalya, ātma-paryanta vadānyatā", "devanagari": "> ঐশ্বর্য-মাধুর্য-কারুণ্যে স্বরূপ-পূর্ণতা ।\n> ভক্তবাৎসল্য, আত্মপর্যন্ত বদান্যতা ॥৪২॥", "synonyms": "*aiśvarya*—opulência; *mādhurya*—doçura transcendental; *kāruṇye*—misericórdia; *svarūpa-pūrṇatā*—plenitude de valor espiritual; *bhakta-vātsalya*—afeição pelo devoto; *ātma-paryanta*—até o ponto de Seu próprio eu pessoal; *vadānyatā*—magnanimidade.", "translation": "**\"As qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, tais como a opulência, a doçura e a misericórdia, são perfeitas e plenas. No que diz respeito à inclinação afetuosa de Kṛṣṇa por Seus devotos, Ele é tão magnânimo que pode dar-Se a Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/43/", "verse_text": "alaukika rūpa, rasa, saurabhādi guṇa\n\nkāro mana kona guṇe kare ākarṣaṇa", "devanagari": "> অলৌকিক রূপ, রস, সৌরভাদি গুণ ।\n> কারো মন কোন গুণে করে আকর্ষণ ॥৪৩॥", "synonyms": "*alaukika rūpa*—beleza incomum; *rasa*—doçuras; *saurabha-ādi guṇa*—qualidades como a fragrância transcendental; *kāro mana*—a mente de um devoto; *kona guṇe*—por alguma qualidade particular; *kare*—faz; *ākarṣaṇa*—atrair.", "translation": "**\"Kṛṣṇa tem qualidades ilimitadas. Os devotos sentem-se atraídos por Sua beleza, doçuras e fragrância incomuns. Dessa forma, eles se situam diversamente nas diferentes doçuras transcendentais. Por isso, Kṛṣṇa é chamado de todo-atrativo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/44/", "verse_text": "sanakādira mana harila saurabhādi guṇe", "devanagari": "> সনকাদির মন হরিল সৌরভাদি গুণে ॥৪৪॥", "synonyms": "*sanaka-ādira mana*—as mentes de sábios santos como Sanaka e Sanātana; *harila*—atraídas; *saurabha-ādi*—tal como o aroma transcendental de Seus pés de lótus; *guṇe*—pela qualidade.", "translation": "**\"As mentes dos quatro sábios meninos [Sanaka, Sanātana, Sanandana e Sanat-kumāra] foram atraídas aos pés de lótus de Kṛṣṇa pelo aroma da tulasī que havia sido oferecida ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/45/", "verse_text": "tasyāravinda-nayanasya padāravinda-\n\nkiñjalka-miśra-tulasī-makaranda-vāyuḥ\n\nantargataḥ svavivareṇa cakāra teṣāṁ\n\nsaṅkṣobham akṣara-juṣām api citta-tanvoḥ", "devanagari": "> তস্যারবিন্দনয়নস্য পদারবিন্দ-\n> কিঞ্জল্কমিশ্রতুলসীমকরন্দবায়ুঃ ।\n> অন্তর্গতঃ স্ববিবরেণ চকার তেষাং\n> সংক্ষোভমক্ষরজুষামপি চিত্ততন্বোঃ ॥৪৫॥", "synonyms": "*tasya*—dEle; *aravinda-nayanasya*—da Suprema Personalidade de Deus, cujos olhos são como as pétalas de um lótus; *pada-aravinda*—dos pés de lótus; *kiñjalka*—com açafrão; *miśra*—misturado; *tulasī*—de folhas de tulasī; *makaranda*—com o aroma; *vāyuḥ*—o ar; *antargataḥ*—entrou; *sva-vivareṇa*—pelas narinas; *cakāra*—criou; *teṣām*—deles; *saṅkṣobham*—forte agitação; *akṣara-juṣām*—dos impessoalmente autorrealizados (os Kumāras); *api*—também; *citta-tanvoḥ*—da mente e do corpo.", "translation": "**\"'Quando a brisa que levava o aroma das folhas de tulasī e do açafrão dos pés de lótus da Personalidade de Deus de olhos de lótus entrou pelas narinas nos corações daqueles sábios [os Kumāras], eles experimentaram uma mudança tanto no corpo quanto na mente, embora estivessem apegados à compreensão do Brahman impessoal.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.15.43). Para uma explicação, consulte o *Madhya-līlā* (17.142)."}
{"ref": "cc/madhya/24/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/46/", "verse_text": "śukadevera mana harila līlā-śravaṇe", "devanagari": "> শুকদেবের মন হরিল লীলা-শ্রবণে ॥৪৬॥", "synonyms": "*śukadevera*—de Śukadeva Gosvāmī; *mana*—a mente; *harila*—arrebatada; *līlā-śravaṇe*—por lembrar-se dos passatempos do Senhor.", "translation": "**\"A mente de Śukadeva foi arrebatada por lembrar-se dos passatempos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/47/", "verse_text": "pariniṣṭhito 'pi nairguṇye\n\nuttamaḥśloka-līlayā\n\ngṛhīta-cetā rājarṣe\n\nākhyānaṁ yad adhītavān", "devanagari": "> পরিনিষ্ঠিতোহপি নৈর্গুণ্যে উত্তমঃশ্লোকলীলয়া ।\n> গৃহীতচেতা রাজর্ষে আখ্যানং যদধীতবান্ ॥৪৭॥", "synonyms": "*pariniṣṭhitaḥ*—situado; *api*—embora; *nairguṇye*—na posição transcendental, livre dos modos materiais da natureza; *uttamaḥ-śloka-līlayā*—pelos passatempos da Suprema Personalidade de Deus, Uttamaḥśloka; *gṛhīta-ceta*—a mente ficou completamente tomada; *rājarṣe*—ó grande rei; *ākhyānam*—a narração; *yat*—a qual; *adhītavān*—estudei.", "translation": "**\"'Śukadeva Gosvāmī dirigiu-se a Parīkṣit Mahārāja: \"Meu querido rei, embora eu estivesse plenamente situado na posição transcendental, ainda assim senti-me atraído pelos passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Por isso, estudei o *Śrīmad-Bhāgavatam* com meu pai.\"'\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.1.9)."}
{"ref": "cc/madhya/24/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/48/", "verse_text": "svasukha-nibhṛta-cetās tad-vyudastānya-bhāvo\n\n'py ajita-rucira-līlākṛṣṭa-sāras tadīyam\n\nvyatanuta kṛpayā yas tattva-dīpaṁ purāṇaṁ\n\ntam akhila-vṛjina-ghnaṁ vyāsa-sūnuṁ nato 'smi", "devanagari": "> স্বসুখনিভৃতচেতাস্তদ্ব্যুদস্তান্যভাবোঽ-\n> প্যজিতরুচিরলীলাকৃষ্টসারস্তদীয়ম্ ।\n> ব্যতনুত কৃপয়া যস্তত্ত্বদীপং পুরাণং\n> তমখিলবৃজিনঘ্নং ব্যাস-সূনুং নতোঽস্মি ॥৪৮॥", "synonyms": "*sva-sukha-nirbhṛta-cetāḥ*—cuja mente estava sempre plenamente absorta na felicidade da autorrealização; *tat*—por aquela; *vyudasta-anya-bhāvaḥ*—estando livre de todas as outras atrações; *api*—embora; *ajita-rucira-līlā*—pelos passatempos mais atraentes de Ajita, a Suprema Personalidade de Deus; *ākṛṣṭa*—atraído; *sāraḥ*—cujo coração; *tadīyam*—em relação ao Senhor; *vyatanuta*—descreveu e difundiu; *kṛpayā*—por misericórdia; *yaḥ*—aquele que; *tattva-dīpam*—que é a luz da Verdade Absoluta; *purāṇam*—a literatura Védica suplementar Śrīmad-Bhāgavatam; *tam*—a ele; *akhila-vṛjina-ghnam*—que pode destruir todas as espécies de miséria material; *vyāsa-sūnum*—Śukadeva Gosvāmī, o filho de Vyāsadeva; *nataḥ asmi*—ofereço minhas respeitosas reverências.", "translation": "**\" 'Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrīla Śukadeva Gosvāmī, o filho de Vyāsadeva. Ele é o destruidor de todas as reações pecaminosas e é pleno em autorrealização e bem-aventurança. Por causa disso, não tem nenhum outro desejo. Ainda assim, foi atraído pelos passatempos transcendentais da Suprema Personalidade de Deus e, por compaixão para com o povo, descreveu a literatura histórica transcendental denominada *Śrīmad-Bhāgavatam*. Esta é comparada à luz da Verdade Absoluta.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.12.68)."}
{"ref": "cc/madhya/24/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/49/", "verse_text": "śrī-aṅga-rūpe hare gopikāra mana", "devanagari": "> শ্রীঅঙ্গ-রূপে হরে গোপিকার মন ॥৪৯॥", "synonyms": "*śrī-aṅga*—de Seu corpo transcendental; *rūpe*—pela beleza; *hare*—atrai; *gopikāra mana*—as mentes das gopīs.", "translation": "**\"O Senhor Śrī Kṛṣṇa atrai as mentes de todas as gopīs com os belos traços transcendentais de Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/50/", "verse_text": "vīkṣyālakāvṛta-mukhaṁ tava kuṇḍala-śrī-\n\ngaṇḍa-sthalādhara-sudhaṁ hasitāvalokam\n\ndattābhayaṁ ca bhuja-daṇḍa-yugaṁ vilokya\n\nvakṣaḥ śriyaika-ramaṇaṁ ca bhavāma dāsyaḥ", "devanagari": "> বীক্ষ্যালকাবৃতমুখং তব কুণ্ডলশ্রী-\n> গণ্ডস্থলাধরসুধং হসিতাবলোকম্ ।\n> দত্তাভয়ঞ্চ ভুজদণ্ডযুগং বিলোক্য\n> বক্ষঃ শ্রিয়ৈকরমণঞ্চ ভবাম দাস্যঃ ॥৫০॥", "synonyms": "*vīkṣya*—vendo; *alaka-āvṛta-mukham*—rosto adornado com cachos ondulados de cabelo; *tava*—Teu; *kuṇḍala-śrī*—a beleza dos brincos; *gaṇḍa-sthala*—caindo sobre Tuas faces; *adhara-sudham*—e o néctar de Teus lábios; *hasita-avalokam*—Teu olhar sorridente; *datta-abhayam*—que assegura destemor; *ca*—e; *bhuja-daṇḍa-yugam*—os dois braços; *vilokya*—ao ver; *vakṣaḥ*—peito; *śriyā*—pela beleza; *eka-ramaṇam*—produzindo principalmente atração conjugal; *ca*—e; *bhavāma*—tornamo-nos; *dāsyaḥ*—Tuas criadas.", "translation": "**\" 'Querido Kṛṣṇa, simplesmente nos rendemos como Tuas criadas, pois vimos Teu belo rosto adornado com cachos de cabelo, Teus brincos caindo sobre Tuas faces e o néctar de Teus lábios. Também vimos a beleza de Teu sorriso e fomos abraçadas por Teus braços, que nos dão coragem. Por termos visto Teu peito, que é belo e amplo, rendemo-nos a Ti.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.29.39) foi falado pelas gopīs quando chegaram perto de Kṛṣṇa para a dança da rāsa numa noite de lua cheia. As gopīs atraídas estavam tomadas de assombro e começaram a falar de como vieram a Kṛṣṇa para desfrutar a dança da rāsa."}
{"ref": "cc/madhya/24/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/51/", "verse_text": "rūpa-guṇa-śravaṇe rukmiṇy-ādira ākarṣaṇa", "devanagari": "> রূপ-গুণ-শ্রবণে রুক্মিণ্যাদির আকর্ষণ ॥৫১॥", "synonyms": "*rūpa*—beleza; *guṇa*—qualidades; *śravaṇe*—por ouvir; *rukmiṇī-ādira*—das rainhas, encabeçadas por Rukmiṇī; *ākarṣaṇa*—atraindo.", "translation": "**\"As rainhas de Dvārakā, encabeçadas por Rukmiṇī, também são atraídas a Kṛṣṇa simplesmente por ouvirem sobre Sua beleza e qualidades transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/52/", "verse_text": "śrutvā guṇān bhuvana-sundara śṛṇvatāṁ te\n\nnirviśya karṇa-vivarair harato 'ṅga-tāpam\n\nrūpaṁ dṛśāṁ dṛśimatām akhilārtha-lābhaṁ\n\ntvayy acyutāviśati cittam apatrapaṁ me", "devanagari": "> শ্রুত্বা গুণান্ ভুবনসুন্দর শৃণ্বতাং তে\n> নির্বিশ্য কর্ণবিবরৈর্হরতোঽঙ্গতাপম্ ।\n> রূপং দৃশাং দৃশিমতামখিলার্থলাভং\n> ত্বয্যচ্যুতাবিশতি চিত্তমপত্রপং মে ॥৫২॥", "synonyms": "*śrutvā*—ouvindo; *guṇān*—as qualidades transcendentais; *bhuvana-sundara*—ó mais belo em toda a criação; *śṛṇvatām*—daqueles que ouvem; *te*—Tuas; *nirviśya*—entrando; *karṇa-vivaraiḥ*—pelos orifícios dos ouvidos; *harataḥ aṅga-tāpam*—diminuindo todas as condições miseráveis do corpo; *rūpam*—a beleza; *dṛśām*—dos olhos; *dṛśimatām*—daqueles que podem ver; *akhila-artha-lābham*—a obtenção de todas as espécies de ganhos; *tvayi*—em Ti; *acyuta*—ó infalível; *āviśati*—entra; *cittam*—a consciência; *apatrapam*—sem vergonha; *me*—minha.", "translation": "**\" 'Ó belíssimo Kṛṣṇa, ouvi sobre Tuas qualidades transcendentais da boca de outros e, por isso, todas as minhas misérias corpóreas se aliviaram. Se alguém vê Tua beleza transcendental, seus olhos alcançam tudo o que é proveitoso na vida. Ó infalível, tornei-me destituída de vergonha após ouvir sobre Tuas qualidades, e fui atraída a Ti.'**", "purport": "Este verso (*Śrīmad-Bhāgavatam* 10.52.37) foi escrito por Rukmiṇīdevī numa carta a Kṛṣṇa, convidando-O a raptá-la. Śukadeva Gosvāmī descreveu isso a Mahārāja Parīkṣit quando o rei lhe perguntou como Rukmiṇī havia sido raptada. Rukmiṇī ouvira sobre as qualidades de Kṛṣṇa de pessoas diferentes e, depois de ouvir sobre elas, decidiu aceitar Kṛṣṇa como seu esposo. Tudo já estava preparado para seu casamento com Śiśupāla; portanto, ela escreveu uma carta a Kṛṣṇa, que enviou por intermédio de um *brāhmaṇa*, e convidou-O a raptá-la."}
{"ref": "cc/madhya/24/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/53/", "verse_text": "vaṁśī-gīte hare kṛṣṇa lakṣmy-ādira mana", "devanagari": "> বংশী-গীতে হরে কৃষ্ণ লক্ষ্ম্যাদির মন ॥৫৩॥", "synonyms": "*vaṁśī-gīte*—pela vibração de Sua flauta; *hare*—atrai; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *lakṣmī-ādira*—da deusa da fortuna e de outras; *mana*—a mente.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa atrai até mesmo a mente da deusa da fortuna simplesmente ao fazer vibrar Sua flauta transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/54/", "verse_text": "kasyānubhāvo 'sya na deva vidmahe\n\ntavāṅghri-reṇu-sparaśādhikāraḥ\n\nyad-vāñchayā śrīr lalanācarat tapo\n\nvihāya kāmān suciraṁ dhṛta-vratā", "devanagari": "> কস্যানুভাবোঽস্য ন দেব বিদ্মহে\n> তবাঙ্ঘ্রিরেণুস্পরশাধিকারঃ ।\n> যদ্বাঞ্ছয়া শ্রীর্ললনাচরত্তপো\n> বিহায় কামান্ সুচিরং ধৃতব্রতা ॥৫৪॥", "synonyms": "*kasya*—de quê; *anubhāvaḥ*—um resultado; *asya*—da serpente (Kāliya); *na*—não; *deva*—ó Senhor; *vidmahe*—sabemos; *tava-aṅghri*—de Teus pés de lótus; *reṇu*—da poeira; *sparaśa*—para o toque; *adhikāraḥ*—qualificação; *yat*—a qual; *vāñchayā*—por desejar; *śrīḥ*—a deusa da fortuna; *lalanā*—a mais elevada mulher; *acarat*—realizou; *tapaḥ*—austeridade; *vihāya*—abandonando; *kāmān*—todos os desejos; *suciram*—por longo tempo; *dhṛta*—uma lei observada; *vratā*—como um voto.", "translation": "**\" 'Ó Senhor, não sabemos como a serpente Kāliya alcançou tal oportunidade de ser tocada pela poeira de Teus pés de lótus. Com esse fim, a deusa da fortuna realizou austeridades por séculos, abandonando todos os demais desejos e fazendo votos austeros. De fato, não sabemos como esta serpente Kāliya obteve tal oportunidade.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.16.36) foi falado pelas esposas do demônio Kāliya."}
{"ref": "cc/madhya/24/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/55/", "verse_text": "yogya-bhāve jagate yata yuvatīra gaṇa", "devanagari": "> যোগ্যভাবে জগতে যত যুবতীর গণ ॥৫৫॥", "synonyms": "*yogya-bhāve*—por comportamento adequado; *jagate*—dentro dos três mundos; *yata*—todos; *yuvatīra gaṇa*—os grupos de jovens moças.", "translation": "**\"Kṛṣṇa atrai não apenas as mentes das gopīs e das deusas da fortuna, mas também as mentes de todas as jovens moças dos três mundos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/56/", "verse_text": "kā stry aṅga te kala-padāmṛta-veṇu-gīta-\n\nsammohitārya-caritān na calet trilokyām\n\ntrailokya-saubhagam idaṁ ca nirīkṣya rūpaṁ\n\nyad go-dvija-druma-mṛgāḥ pulakāny abibhran", "devanagari": "> কাস্ত্র্যঙ্গ তে কলপদামৃতবেণুগীত-\n> সম্মোহিতার্যচরিতান্ন চলেত্রিলোক্যাম্ ।\n> ত্রৈলোক্যসৌভগমিদঞ্চ নিরীক্ষ্য রূপং\n> যদ্গোদ্বিজদ্রুমমৃগাঃ পুলকান্যবিভ্রন্ ॥৫৬॥", "synonyms": "*kā strī*—quem é essa mulher; *aṅga*—ó Kṛṣṇa; *te*—de Ti; *kala-pada*—pelos ritmos; *amṛta-veṇu-gīta*—e doces canções de Tua flauta; *sammohitā*—sendo cativada; *ārya-caritāt*—do caminho da castidade segundo a civilização Védica; *na*—não; *calet*—desviaria; *tri-lokyām*—dentro dos três mundos; *trailokya-saubhagam*—que é a fortuna dos três mundos; *idam*—esta; *ca*—e; *nirīkṣya*—ao observar; *rūpam*—a beleza; *yat*—a qual; *go*—as vacas; *dvija*—as aves; *druma*—as árvores; *mṛgāḥ*—animais da floresta, como os veados; *pulakāni*—júbilo transcendental; *abibhran*—manifestaram.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor Kṛṣṇa, onde está, dentro dos três mundos, a mulher que não possa ser cativada pelos ritmos das doces canções que provêm de Tua maravilhosa flauta? Quem não pode decair do caminho da castidade dessa maneira? Tua beleza é a mais sublime dentro dos três mundos. Ao verem Tua beleza, até mesmo as vacas, as aves, os animais e as árvores da floresta ficam pasmados de júbilo.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.29.40)."}
{"ref": "cc/madhya/24/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/57/", "verse_text": "guru-tulya strī-gaṇera vātsalye ākarṣaṇa\n\ndāsya-sakhyādi-bhāve puruṣādi gaṇa", "devanagari": "> গুরুতুল্য স্ত্রীগণের বাৎসল্যে আকর্ষণ ।\n> দাস্য-সখ্যাদি-ভাবে পুরুষাদি গণ ॥৫৭॥", "synonyms": "*guru-tulya*—no nível de um guardião superior; *strī-gaṇera*—das damas de Vṛndāvana; *vātsalye*—em afeto parental; *ākarṣaṇa*—atraindo; *dāsya-sakhya-ādi*—servos, amigos e outros; *bhāve*—no modo de; *puruṣa-ādi gaṇa*—todos os homens de Vṛndāvana.", "translation": "**\"As mulheres de Vṛndāvana, que estão no nível de guardiãs superiores, sentem-se atraídas maternalmente. Os homens de Vṛndāvana sentem-se atraídos como servos, amigos e pais do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/58/", "verse_text": "pakṣī, mṛga, vṛkṣa, latā, cetanācetana\n\npreme matta kari' ākarṣaye kṛṣṇa-guṇa", "devanagari": "> পক্ষী, মৃগ, বৃক্ষ, লতা, চেতনাচেতন ।\n> প্রেমে মত্ত করি’ আকর্ষয়ে কৃষ্ণগুণ ॥৫৮॥", "synonyms": "*pakṣī*—aves; *mṛga*—animais; *vṛkṣa*—árvores; *latā*—trepadeiras; *cetana-acetana*—entidades vivas e até mesmo as pedras e a madeira; *preme*—em amor extático; *matta*—cativados; *kari'*—tornando; *ākarṣaye*—atraem; *kṛṣṇa-guṇa*—as qualidades de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"As qualidades de Kṛṣṇa cativam e atraem tudo, vivo e morto. Até mesmo as aves, os animais e as árvores sentem-se atraídos pelas qualidades de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/59/", "verse_text": "'hariḥ'-śabde nānārtha, dui mukhyatama\n\nsarva amaṅgala hare, prema diyā hare mana", "devanagari": "> ‘হরিঃ’-শব্দে নানার্থ, দুই মুখ্যতম ।\n> সর্ব অমঙ্গল হরে, প্রেম দিয়া হরে মন ॥৫৯॥", "synonyms": "*hariḥ*—hari; *śabde*—por esta palavra; *nānā-artha*—diferentes acepções; *dui*—duas; *mukhya-tama*—principais; *sarva*—toda; *amaṅgala*—inauspiciosidade; *hare*—leva embora; *prema diyā*—pelo amor extático; *hare*—atrai; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Embora a palavra hari tenha muitos significados diferentes, dois deles são preeminentes. Um significado é que o Senhor leva embora todas as coisas inauspiciosas de Seu devoto, e o segundo significado é que Ele atrai a mente por meio do amor extático a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/60/", "verse_text": "yaiche taiche yohi kohi karaye smaraṇa\n\ncāri-vidha tāpa tāra kare saṁharaṇa", "devanagari": "> যৈছে তৈছে যোহি কোহি করয়ে স্মরণ ।\n> চারিবিধ তাপ তার করে সংহরণ ॥৬০॥", "synonyms": "*yaiche taiche*—de uma forma ou de outra; *yohi kohi*—em qualquer lugar e em toda parte; *karaye smaraṇa*—lembra-se; *cāri-vidha*—as quatro espécies; *tāpa*—condições miseráveis da vida; *tāra*—do devoto; *kare saṁharaṇa*—Ele leva embora.", "translation": "**\"Quando o devoto, de uma forma ou de outra, sempre se lembra da Suprema Personalidade de Deus em qualquer lugar e em toda parte, o Senhor Hari leva embora as quatro condições miseráveis da vida.**", "purport": "As quatro condições miseráveis se devem às quatro espécies de atividades pecaminosas, conhecidas como (1) pātaka, (2) urupātaka, (3) mahā-pātaka e (4) atipātaka — pecado preliminar, pecado muito grande, pecado maior e pecado supremo. Contudo, Kṛṣṇa assegura ao devoto: ahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo mokṣayiṣyāmi mā śucaḥ — \"Eu te protegerei de todas as reações pecaminosas. Não temas.\" A palavra sarva-pāpebhyaḥ indica quatro espécies de atividade pecaminosa. Tão logo o devoto se rende aos pés de lótus de Kṛṣṇa, certamente se livra de todas as atividades pecaminosas e de seus resultados. As quatro atividades pecaminosas básicas resumem-se em sexo ilícito, intoxicação, jogos de azar e consumo de carne."}
{"ref": "cc/madhya/24/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/61/", "verse_text": "yathāgniḥ susamṛddhārciḥ\n\nkaroty edhāṁsi bhasmasāt\n\ntathā mad-viṣayā bhaktir\n\nuddhavaināṁsi kṛtsnaśaḥ", "devanagari": "> যথাগ্নিঃ সুসমৃদ্ধার্চিঃ করোত্যেধাংসি ভস্মসাত্ ।\n> তথা মদ্বিষয়া ভক্তিরুদ্ধবৈনাংসি কৃত্স্নশঃ ॥৬১॥", "synonyms": "*yathā*—assim como; *agniḥ*—um fogo; *su-samṛddha-arciḥ*—tendo uma chama plena; *karoti*—transforma; *edhāṁsi*—combustível; *bhasmasāt*—em cinzas; *tathā*—de modo semelhante; *mat-viṣayā bhaktiḥ*—o serviço devocional em relação a Mim; *uddhava*—ó Uddhava; *enāṁsi*—todas as espécies de atividade pecaminosa; *kṛtsnaśaḥ*—totalmente.", "translation": "**\" 'Assim como todo o combustível é reduzido a cinzas por um fogo plenamente aceso, todas as atividades pecaminosas são totalmente apagadas quando alguém se ocupa em serviço devocional a Mim.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.14.19)."}
{"ref": "cc/madhya/24/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/62/", "verse_text": "tabe kare bhakti-bādhaka karma, avidyā nāśa\n\nśravaṇādyera phala 'premā' karaye prakāśa", "devanagari": "> তবে করে ভক্তিবাধক কর্ম, অবিদ্যা নাশ ।\n> শ্রবণাদ্যের ফল ‘প্রেমা’ করয়ে প্রকাশ ॥৬২॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *kare*—faz; *bhakti-bādhaka*—impedimentos na senda do serviço devocional; *karma*—atividades; *avidyā*—ignorância; *nāśa*—destruição; *śravaṇa-ādyera*—de ouvir, cantar e assim por diante; *phala*—o resultado; *premā*—amor a Deus; *karaye prakāśa*—causa uma manifestação de.", "translation": "**\"Dessa maneira, quando todas as atividades pecaminosas são destruídas pela graça da Suprema Personalidade de Deus, a pessoa vence gradualmente toda espécie de impedimentos na senda do serviço devocional, bem como a ignorância resultante desses impedimentos. Depois disso, ela manifesta plenamente seu amor original a Deus por meio do serviço devocional em nove modalidades diferentes: ouvir, cantar e assim por diante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/63/", "verse_text": "nija-guṇe tabe hare dehendriya-mana\n\naiche kṛpālu kṛṣṇa, aiche tāṅra guṇa", "devanagari": "> নিজ-গুণে তবে হরে দেহেন্দ্রিয়মন ।\n> ঐছে কৃপালু কৃষ্ণ, ঐছে তাঁর গুণ ॥৬৩॥", "synonyms": "*nija-guṇe*—por meio de qualidades transcendentais; *tabe*—então; *hare*—atrai; *deha-indriya-mana*—o corpo, os sentidos e a mente; *aiche*—dessa maneira; *kṛpālu kṛṣṇa*—o misericordioso Kṛṣṇa; *aiche*—dessa maneira; *tāṅra*—Suas; *guṇa*—qualidades transcendentais.", "translation": "**\"Quando o devoto está livre de todas as atividades materiais pecaminosas, Kṛṣṇa atrai seu corpo, sua mente e seus sentidos para o serviço a Ele. Assim, Kṛṣṇa é muitíssimo misericordioso, e Suas qualidades transcendentais são muito atrativas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/64/", "verse_text": "cāri puruṣārtha chāḍāya, guṇe hare sabāra mana\n\n'hari'-śabdera ei mukhya kahiluṅ lakṣaṇa", "devanagari": "> চারি পুরুষার্থ ছাড়ায়, গুণে হরে সবার মন ।\n> ‘হরি’-শব্দের এই মুখ্য কহিলুঁ লক্ষণ ॥৬৪॥", "synonyms": "*cāri puruṣa-artha*—as quatro espécies de supostos objetivos da vida; *chāḍāya*—faz abandonar; *guṇe*—pelas qualidades transcendentais; *hare*—atrai; *sabāra mana*—a mente de todos; *hari*—hari; *śabdera*—da palavra; *ei*—esta; *mukhya*—principal; *kahiluṅ*—Eu expliquei; *lakṣaṇa*—as características.", "translation": "**\"Quando a mente, os sentidos e o corpo da pessoa são atraídos pelas qualidades transcendentais de Hari, ela abandona os quatro princípios do êxito material. Assim, expliquei os principais significados da palavra hari.**", "purport": "Os quatro princípios do êxito material são (1) o desempenho religioso, (2) o desenvolvimento econômico, (3) a gratificação dos sentidos e (4) a liberação, ou seja, a fusão na refulgência impessoal do Brahman. Essas coisas não interessam ao devoto."}
{"ref": "cc/madhya/24/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/65/", "verse_text": "'ca' 'api', dui śabda tāte 'avyaya' haya\n\nyei artha lāgāiye, sei artha haya", "devanagari": "> ‘চ’ ‘অপি’, দুই শব্দ তাতে ‘অব্যয়’ হয় ।\n> যেই অর্থ লাগাইয়ে, সেই অর্থ হয় ॥৬৫॥", "synonyms": "*ca*—ca; *api*—api; *dui*—duas; *śabda*—palavras; *tāte*—dessa maneira; *avyaya*—palavras indeclináveis; *haya*—são; *yei*—qualquer; *artha*—significado; *lāgāiye*—queiram usar; *sei*—esse; *artha*—significado; *haya*—pode ser usado.", "translation": "**\"Quando a conjunção ca [e] e o advérbio api [embora] são acrescentados a este verso, o verso pode assumir qualquer significado que se queira dar-lhe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/66/", "verse_text": "tathāpi ca-kārera kahe mukhya artha sāta", "devanagari": "> তথাপি চ-কারের কহে মুখ্য অর্থ সাত ॥৬৬॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *ca-kārera*—da palavra ca; *kahe*—diz-se; *mukhya*—principais; *artha*—significados; *sāta*—sete.", "translation": "**\"A palavra ca pode ser explicada de sete maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/67/", "verse_text": "cānvācaye samāhāre\n\n'nyo 'nyārthe ca samuccaye\n\nyatnāntare tathā pāda-\n\npūraṇe 'py avadhāraṇe", "devanagari": "> চান্বাচয়ে সমাহারেঽন্যোঽন্যার্থে চ সমুচ্চয়ে ।\n> যত্নান্তরে তথা পাদপূরণেঽপ্যবধারণে ॥৬৭॥", "synonyms": "*ca*—esta palavra ca; *anvācaye*—ao conectar uma coisa com outra; *samāhāre*—no sentido de agregação; *anyo 'nya-arthe*—para auxiliar uma à outra nas significações; *ca*—a palavra ca; *samuccaye*—na compreensão agregada; *yatna-antare*—em outro esforço; *tathā*—bem como; *pāda-pūraṇe*—ao completar o verso; *api*—também; *avadhāraṇe*—no sentido de certeza.", "translation": "**\" 'A palavra ca [e] é usada para conectar uma palavra ou frase a uma palavra ou frase anterior, para dar o sentido de agregação, para auxiliar o significado, para dar uma compreensão coletiva, para sugerir outro esforço ou empenho, ou para completar a métrica de um verso. Também é usada no sentido de certeza.'**", "purport": "Esta é uma citação do dicionário Viśva-prakāśa."}
{"ref": "cc/madhya/24/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/68/", "verse_text": "api-śabde mukhya artha sāta vikhyāta", "devanagari": "> অপি-শব্দে মুখ্য অর্থ সাত বিখ্যাত ॥৬৮॥", "synonyms": "*api-śabde*—pela palavra api; *mukhya*—principais; *artha*—significados; *sāta*—sete; *vikhyāta*—célebres.", "translation": "**\"Há sete significados principais da palavra api. São eles os seguintes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/69/", "verse_text": "api sambhāvanā-praśna-\n\nśaṅkā-garhā-samuccaye\n\ntathā yukta-padārtheṣu\n\nkāma-cāra-kriyāsu ca", "devanagari": "> অপি সম্ভাবনা-প্রশ্ন-শঙ্কা-গর্হা-সমুচ্চয়ে ।\n> তথা যুক্তপদার্থেষু কামচারক্রিয়াসু চ ॥৬৯॥", "synonyms": "*api*—a palavra api; *sambhāvanā*—possibilidade; *praśna*—pergunta; *śaṅkā*—dúvida; *garhā*—censura ou injúria; *samuccaye*—agregação; *tathā*—bem como; *yukta-pada-artheṣu*—a aplicação apropriada das coisas; *kāma-cāra-kriyāsu*—de extravagância; *ca*—e.", "translation": "**\" 'A palavra api é usada no sentido de possibilidade, pergunta, dúvida, censura, agregação, aplicação apropriada das coisas e extravagância.'**", "purport": "Esta é outra citação do Viśva-prakāśa."}
{"ref": "cc/madhya/24/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/70/", "verse_text": "ei ta' ekādaśa padera artha-nirṇaya\n\nebe ślokārtha kari, yathā ye lāgaya", "devanagari": "> এই ত’ একাদশ পদের অর্থ-নির্ণয় ।\n> এবে শ্লোকার্থ করি, যথা যে লাগয় ॥৭০॥", "synonyms": "*ei ta'*—este; *ekādaśa*—onze; *padera*—das palavras; *artha-nirṇaya*—demonstração da significação; *ebe*—agora; *śloka-artha*—o significado total do verso; *kari*—deixai-Me fazer; *yathā*—tanto quanto; *ye*—o qual; *lāgaya*—aplicável.", "translation": "**\"Descrevi agora os diferentes significados das onze palavras separadas. Agora, deixai-Me dar o significado completo do śloka, conforme se aplica em diferentes lugares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/71/", "verse_text": "'brahma' śabdera artha--tattva sarva-bṛhattama\n\nsvarūpa aiśvarya kari' nāhi yāṅra sama", "devanagari": "> ‘ব্রহ্ম’ শব্দের অর্থ — তত্ত্ব সর্ব-বৃহত্তম ।\n> স্বরূপ ঐশ্বর্য করি’ নাহি যাঁর সম ॥৭১॥", "synonyms": "*brahma*—brahma; *śabdera artha*—o significado da palavra; *tattva*—a verdade; *sarva-bṛhat-tama*—o summum bonum entre as verdades relativas; *sva-rūpa*—a identidade original; *aiśvarya*—opulência; *kari'*—aceitando; *nāhi*—não; *yāṅra*—cujo; *sama*—igual.", "translation": "**\"A palavra brahma indica o summum bonum, a Verdade Absoluta, que é maior do que todas as outras verdades. É a identidade original, e não pode haver verdade igual a essa Verdade Absoluta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/72/", "verse_text": "bṛhattvād bṛṁhaṇatvāc ca\n\ntad brahma paramaṁ viduḥ\n\ntasmai namas te sarvātman\n\nyogi-cintyāvikāravat", "devanagari": "> বৃহত্ত্বাদ্বৃংহণত্বাচ্চ তদ্ব্রহ্ম পরমং বিদুঃ ।\n> তস্মৈ নমস্তে সর্বাত্মন্ যোগিচিন্ত্যাবিকারবত্ ॥৭২॥", "synonyms": "*bṛhattvāt*—por ser onipenetrante; *bṛṁhaṇatvāt*—por aumentar ilimitadamente; *ca*—e; *tat*—esse; *brahma*—Verdade Absoluta; *paramam*—o supremo; *viduḥ*—eles conhecem; *tasmai*—a Ele; *namaḥ*—reverências; *te*—a Ti; *sarva-ātman*—a Alma Suprema; *yogi-cintya*—apreciável pelos grandes yogīs; *avikāra-vat*—imutável.", "translation": "**\" 'Ofereço minhas respeitosas reverências à Verdade Absoluta, o summum bonum. Ele é o tema onipenetrante e sempre crescente para os grandes yogīs. Ele é imutável, e Ele é a alma de tudo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (1.12.57)."}
{"ref": "cc/madhya/24/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/73/", "verse_text": "sei brahma-śabde kahe svayaṁ-bhagavān\n\nadvitīya-jñāna, yāṅhā vinā nāhi āna", "devanagari": "> সেই ব্রহ্ম-শব্দে কহে স্বয়ং-ভগবান্ ।\n> অদ্বিতীয়-জ্ঞান, যাঁহা বিনা নাহি আন ॥৭৩॥", "synonyms": "*sei*—essa; *brahma*—brahma; *śabde*—pela palavra; *kahe*—diz-se; *svayam-bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *advitīya-jñāna*—o supremo, sem dualidade; *yāṅhā*—o qual; *vinā*—sem; *nāhi āna*—não há mais nada.", "translation": "**\"O significado adequado da palavra brahma é a Suprema Personalidade de Deus, que é único, sem segundo, e sem o qual nada existe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/74/", "verse_text": "vadanti tat tattva-vidas\n\ntattvaṁ yaj jñānam advayam\n\nbrahmeti paramātmeti\n\nbhagavān iti śabdyate", "devanagari": "> বদন্তি তত্তত্ত্ববিদস্তত্ত্বং যজ্জ্ঞানমদ্বয়ম্ ।\n> ব্রহ্মেতি পরমাত্মেতি ভগবানিতি শব্দ্যতে ॥৭৪॥", "synonyms": "*vadanti*—eles dizem; *tat*—essa; *tattva-vidaḥ*—almas eruditas; *tattvam*—a Verdade Absoluta; *yat*—a qual; *jñānam*—conhecimento; *advayam*—não dual; *brahma*—Brahman; *iti*—assim; *paramātmā*—Paramātmā; *iti*—assim; *bhagavān*—Bhagavān; *iti*—assim; *śabdyate*—é conhecida.", "translation": "**\" 'Os transcendentalistas eruditos que conhecem a Verdade Absoluta dizem que ela é conhecimento não dual e é chamada Brahman impessoal, Paramātmā localizado e Personalidade de Deus.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.11). Para uma explicação, ver o *Ādi-līlā* (2.11)."}
{"ref": "cc/madhya/24/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/75/", "verse_text": "sei advaya-tattva kṛṣṇa--svayaṁ-bhagavān\n\ntina-kāle satya tiṅho--śāstra-pramāṇa", "devanagari": "> সেই অদ্বয়-তত্ত্ব কৃষ্ণ — স্বয়ং-ভগবান্ ।\n> তিনকালে সত্য তিঁহো — শাস্ত্র-প্রমাণ ॥৭৫॥", "synonyms": "*sei*—essa; *advaya-tattva*—Verdade Absoluta sem segundo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam-bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tina-kāle*—nas três fases do tempo (passado, presente e futuro); *satya*—verdade; *tiṅho*—Ele; *śāstra-pramāṇa*—o veredito de toda a literatura Védica.", "translation": "**\"Essa Verdade Absoluta sem segundo é o Senhor *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*. Ele é a verdade suprema no passado, no presente e no futuro. Essa é a evidência de todas as escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/76/", "verse_text": "aham evāsam evāgre\n\nnānyad yat sad-asat-param\n\npaścād ahaṁ yad etac ca\n\nyo 'vaśiṣyeta so 'smy aham", "devanagari": "> অহমেবাসমেবাগ্রে নান্যদ্যত্ সদসত্পরম্ ।\n> পশ্চাদহং যদেতচ্চ যোঽবশিষ্যেত সোঽস্ম্যহম্ ॥৭৬॥", "synonyms": "*aham*—Eu, a Personalidade de Deus; *eva*—certamente; *āsam*—existia; *eva*—apenas; *agre*—antes da criação; *na*—nunca; *anyat*—qualquer outra coisa; *yat*—a qual; *sat*—o efeito; *asat*—a causa; *param*—o supremo; *paścāt*—depois; *aham*—Eu, a Personalidade de Deus; *yat*—a qual; *etat*—esta criação; *ca*—também; *yaḥ*—quem; *avaśiṣyeta*—permanece; *saḥ*—esse; *asmi*—sou; *aham*—Eu, a Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Antes da criação cósmica, somente Eu existo, e nenhum fenômeno existe, seja grosseiro, sutil ou primordial. Após a criação, somente Eu existo em tudo, e após a aniquilação somente Eu permaneço eternamente.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.33). Para uma explicação, ver o *Ādi-līlā* (1.53)."}
{"ref": "cc/madhya/24/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/77/", "verse_text": "'ātma'-śabde kahe kṛṣṇa bṛhattva-svarūpa\n\nsarva-vyāpaka, sarva-sākṣī, parama-svarūpa", "devanagari": "> ‘আত্ম’-শব্দে কহে কৃষ্ণ বৃহত্ত্বস্বরূপ ।\n> সর্বব্যাপক, সর্বসাক্ষী, পরমস্বরূপ ॥৭৭॥", "synonyms": "*ātma*—o ātmā; *śabde*—pela palavra; *kahe*—diz-se; *kṛṣṇa*—o Senhor Supremo Kṛṣṇa; *bṛhattva*—o maior de todos; *sva-rūpa*—identidade; *sarva-vyāpaka*—onipenetrante; *sarva-sākṣī*—a testemunha de tudo; *parama-svarūpa*—a forma suprema.", "translation": "**\"A palavra ātmā [eu] indica a verdade mais elevada, Kṛṣṇa. Ele é a testemunha onipenetrante de tudo, e Ele é a forma suprema.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/78/", "verse_text": "ātatatvāc ca mātṛtvād\n\nātmā hi paramo hariḥ", "devanagari": "> আততত্বাচ্চ মাতৃত্বাদাত্মা হি পরমো হরিঃ ॥৭৮॥", "synonyms": "*ātatatvāt*—por ser onipenetrante; *ca*—e; *mātṛtvāt*—por ser o progenitor; *ātmā*—a alma; *hi*—certamente; *paramaḥ*—supremo; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Hari, a Personalidade de Deus, é a fonte original e onipenetrante de tudo; Ele é, portanto, a Superalma de tudo.'**", "purport": "Esta é uma citação da Bhāvārtha-dīpikā, o comentário de Śrīdhara Svāmī ao *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/madhya/24/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/79/", "verse_text": "sei kṛṣṇa-prāpti-hetu trividha 'sādhana'\n\njñāna, yoga, bhakti,--tinera pṛthak lakṣaṇa", "devanagari": "> সেই কৃষ্ণপ্রাপ্তি-হেতু ত্রিবিধ ‘সাধন’ ।\n> জ্ঞান, যোগ, ভক্তি, — তিনের পৃথক্ লক্ষণ ॥৭৯॥", "synonyms": "*sei*—aqueles; *kṛṣṇa-prāpti*—de alcançar os pés de lótus de Kṛṣṇa; *hetu*—causas; *tri-vidha sādhana*—os três tipos de execução; *jñāna*—conhecimento; *yoga*—prática do yoga místico; *bhakti*—e serviço devocional; *tinera*—destes três; *pṛthak lakṣaṇa*—os sintomas são diferentes.", "translation": "**\"Há três meios de alcançar os pés de lótus da Verdade Absoluta, Kṛṣṇa. Existe o processo da especulação filosófica, a prática do yoga místico e a execução do serviço devocional. Cada um deles tem características diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/80/", "verse_text": "tina sādhane bhagavān tina svarūpe bhāse\n\nbrahma, paramātmā, bhagavattā,--trividha prakāśe", "devanagari": "> তিন সাধনে ভগবান্ তিন স্বরূপে ভাসে ।\n> ব্রহ্ম, পরমাত্মা, ভগবত্তা, — ত্রিবিধ প্রকাশে ॥৮০॥", "synonyms": "*tina sādhane*—por estes três processos diferentes; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tina*—três; *sva-rūpe*—em identidades; *bhāse*—aparece; *brahma*—o aspecto impessoal; *paramātmā*—o aspecto localizado; *bhagavattā*—e a Suprema Personalidade de Deus; *trividha prakāśe*—três manifestações.", "translation": "**\"A Verdade Absoluta é uma só, mas, conforme o processo pelo qual a pessoa O compreende, Ele aparece em três formas – como Brahman, Paramātmā e Bhagavān, a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/81/", "verse_text": "vadanti tat tattva-vidas\n\ntattvaṁ yaj jñānam advayam\n\nbrahmeti paramātmeti\n\nbhagavān iti śabdyate", "devanagari": "> বদন্তি তত্তত্ত্ববিদস্তত্ত্বং যজ্জ্ঞানমদ্বয়ম্ ।\n> ব্রহ্মেতি পরমাত্মেতি ভগবানিতি শব্দ্যতে ॥৮১॥", "synonyms": "*vadanti*—dizem; *tat*—essa; *tattva-vidaḥ*—as almas eruditas; *tattvam*—a Verdade Absoluta; *yat*—a qual; *jñānam*—conhecimento; *advayam*—não-dual; *brahma*—Brahman; *iti*—assim; *paramātmā*—Paramātmā; *iti*—assim; *bhagavān*—Bhagavān; *iti*—assim; *śabdyate*—é conhecida.", "translation": "**\" 'Os transcendentalistas eruditos que conhecem a Verdade Absoluta dizem que ela é conhecimento não-dual e que é chamada de Brahman impessoal, Paramātmā localizado e a Personalidade de Deus.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/82/", "verse_text": "'brahma-ātmā'-śabde yadi kṛṣṇere kahaya\n\n'rūḍhi-vṛttye' nirviśeṣa antaryāmī kaya", "devanagari": "> ‘ব্রহ্ম-আত্মা’-শব্দে যদি কৃষ্ণেরে কহয় ।\n> ‘রূঢ়িবৃত্ত্যে’ নির্বিশেষ অন্তর্যামী কয় ॥৮২॥", "synonyms": "*brahma-ātmā*—brahma e ātmā; *śabde*—por estas palavras; *yadi*—se; *kṛṣṇere kahaya*—indica-se Kṛṣṇa; *rūḍhi-vṛttye*—pelo significado direto; *nirviśeṣa*—impessoal; *antaryāmī*—a Superalma; *kaya*—diz-se.", "translation": "**\"Embora as palavras brahma e ātmā indiquem Kṛṣṇa, seu significado direto refere-se apenas ao Brahman impessoal e à Superalma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/83/", "verse_text": "jñāna-mārge--nirviśeṣa-brahma prakāśe\n\nyoga-mārge--antaryāmi-svarūpete bhāse", "devanagari": "> জ্ঞানমার্গে — নির্বিশেষ-ব্রহ্ম প্রকাশে ।\n> যোগমার্গে — অন্তর্যামী-স্বরূপেতে ভাসে ॥৮৩॥", "synonyms": "*jñāna-mārge*—o processo da especulação filosófica; *nirviśeṣa-brahma*—a refulgência do Brahman impessoal; *prakāśe*—manifesta-se; *yoga-mārge*—pela prática do yoga místico; *antaryāmi-svarūpete*—no aspecto localizado, a Superalma; *bhāse*—aparece.", "translation": "**\"Se a pessoa segue o caminho da especulação filosófica, a Verdade Absoluta manifesta-Se como Brahman impessoal, e, se ela segue o caminho do yoga místico, Ele manifesta-Se como a Superalma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/84/", "verse_text": "rāga-bhakti-vidhi-bhakti haya dui-rūpa\n\n'svayaṁ-bhagavattve', bhagavattve--prakāśa dvi-rūpa", "devanagari": "> রাগভক্তি, বিধিভক্তি হয় দুইরূপ ।\n> ‘স্বয়ং-ভগবত্ত্বে’, ভগবত্ত্বে — প্রকাশ দ্বিরূপ ॥৮৪॥", "synonyms": "*rāga-bhakti*—serviço devocional espontâneo; *vidhi-bhakti*—serviço devocional regulado; *haya*—são; *dui-rūpa*—as duas espécies de serviço devocional; *svayam-bhagavattve*—na Suprema Personalidade de Deus; *bhagavattve*—e em Sua expansão pessoal; *prakāśa dvi-rūpa*—as duas espécies de manifestação.", "translation": "**\"Há duas espécies de atividade devocional – a espontânea e a regulada. Por meio do serviço devocional espontâneo, a pessoa alcança a Personalidade de Deus original, Kṛṣṇa, e, por meio do processo regulado, alcança a expansão da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/85/", "verse_text": "rāga-bhaktye vraje svayaṁ-bhagavāne pāya", "devanagari": "> রাগভক্ত্যে ব্রজে স্বয়ং-ভগবানে পায় ॥৮৫॥", "synonyms": "*rāga-bhaktye*—pela execução do serviço devocional espontâneo; *vraje*—em Vṛndāvana; *svayam*—Ele próprio; *bhagavāne*—a Suprema Personalidade de Deus; *pāya*—a pessoa obtém.", "translation": "**\"Ao executar serviço devocional espontâneo em Vṛndāvana, a pessoa alcança a Suprema Personalidade de Deus original, Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/86/", "verse_text": "nāyaṁ sukhāpo bhagavān\n\ndehināṁ gopikā-sutaḥ\n\njñānināṁ cātma-bhūtānāṁ\n\nyathā bhaktimatām iha", "devanagari": "> নায়ং সুখাপো ভগবান্ দেহিনাং গোপিকাসুতঃ ।\n> জ্ঞানিনাঞ্চাত্মভূতানাং যথা ভক্তিমতামিহ ॥৮৬॥", "synonyms": "*na*—não; *ayam*—este Senhor Śrī Kṛṣṇa; *sukha-āpaḥ*—facilmente acessível; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *dehinām*—para as pessoas materialistas que aceitaram o corpo como o eu; *gopikā-sutaḥ*—o filho de mãe Yaśodā; *jñāninām*—para as pessoas viciadas na especulação mental; *ca*—e; *ātma-bhūtānām*—para as pessoas que realizam severas austeridades e penitências; *yathā*—como; *bhakti-matām*—para as pessoas ocupadas no serviço devocional espontâneo; *iha*—neste mundo.", "translation": "**\" 'A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o filho de mãe Yaśodā, é acessível aos devotos ocupados no serviço amoroso espontâneo, mas Ele não é tão facilmente acessível aos especuladores mentais, àqueles que se esforçam pela autorrealização por meio de severas austeridades e penitências, ou àqueles que consideram o corpo idêntico ao eu.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.9.21) é falado por Śrīla Śukadeva Gosvāmī. Refere-se à afirmação de que Kṛṣṇa foi subjugado pelas gopīs, glorificando-as assim."}
{"ref": "cc/madhya/24/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/87/", "verse_text": "vidhi-bhaktye pārṣada-dehe vaikuṇṭhete yāya", "devanagari": "> বিধিভক্ত্যে পার্ষদদেহে বৈকুণ্ঠেতে যায় ॥৮৭॥", "synonyms": "*vidhi-bhaktye*—pela execução do serviço devocional regulado; *pārṣada-dehe*—na forma de um associado do Senhor; *vaikuṇṭhete yāya*—a pessoa alcança os planetas Vaikuṇṭha.", "translation": "**\"Ao executar serviço devocional regulado, a pessoa torna-se um associado de Nārāyaṇa e alcança os Vaikuṇṭhalokas, os planetas espirituais no céu espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/88/", "verse_text": "yac ca vrajanty animiṣām ṛṣabhānuvṛttyā\n\ndūre-yamā hy upari naḥ spṛhaṇīya-śīlāḥ\n\nbhartur mithaḥ suyaśasaḥ kathanānurāga-\n\nvaiklavya-bāṣpa-kalayā pulakīkṛtāṅgāḥ", "devanagari": "> বৈক্লব্যবাষ্পকলয়া পুলকীকৃতাঙ্গাঃ ॥৮৮॥", "synonyms": "*yat*—o qual; *ca*—também; *vrajanti*—vão; *animiṣām*—dos semideuses; *ṛṣabha-anuvṛttyā*—praticando o melhor meio da vida espiritual; *dūre*—mantendo à distância; *yamāḥ*—os princípios reguladores; *hi*—certamente; *upari*—acima; *naḥ*—de nós; *spṛhaṇīya-śīlāḥ*—decorados com qualidades desejáveis; *bhartuḥ*—do amo; *mithaḥ*—mutuamente; *su-yaśasaḥ*—que possui todas as qualidades transcendentais; *kathana-anurāga*—atraídos às discussões; *vaiklavya*—transformação; *bāṣpa-kalayā*—com lágrimas nos olhos; *pulakīkṛta*—júbilo; *aṅgāḥ*—os membros corporais.", "translation": "**\" 'Aqueles que discutem as atividades do Senhor Kṛṣṇa estão na mais elevada plataforma da vida devocional, e manifestam os sintomas de lágrimas nos olhos e júbilo corporal. Tais pessoas prestam serviço devocional a Kṛṣṇa sem praticar as regras e regulações do sistema de yoga místico. Elas possuem todas as qualidades espirituais e são elevadas aos planetas Vaikuṇṭha, que existem acima de nós.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.15.25). Neste verso, o Senhor Brahmā fala a todos os semideuses, que temiam os dois asuras no ventre de Diti. O Senhor Brahmā descreveu a visita dos Kumāras a Vaikuṇṭha, e isso foi novamente explicado por Maitreya, o amigo de Vyāsadeva, quando este deu instruções a Vidura."}
{"ref": "cc/madhya/24/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/89/", "verse_text": "sei upāsaka haya trividha prakāra\n\nakāma, mokṣa-kāma, sarva-kāma āra", "devanagari": "> সেই উপাসক হয় ত্রিবিধ প্রকার ।\n> অকাম, মোক্ষকাম, সর্বকাম আর ॥৮৯॥", "synonyms": "*sei upāsaka*—aqueles devotos; *haya*—são; *tri-vidha prakāra*—três variedades; *akāma*—sem desejos materiais; *mokṣa-kāma*—desejando tornar-se liberados; *sarva-kāma*—repletos de todos os desejos materiais; *āra*—e.", "translation": "**\"Os devotos dividem-se em três categorias – akāma [sem desejos], mokṣa-kāma [desejando a liberação] e sarva-kāma [desejando a perfeição material].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/90/", "verse_text": "akāmaḥ sarva-kāmo vā\n\nmokṣa-kāma udāra-dhīḥ\n\ntīvreṇa bhakti-yogena\n\nyajeta puruṣaṁ param", "devanagari": "> অকামঃ সর্বকামো বা মোক্ষকাম উদারধীঃ ।\n> তীব্রেণ ভক্তিযোগেন যজেত পুরুষং পরম্ ॥৯০॥", "synonyms": "*akāmaḥ*—sem desejos materiais; *sarva-kāmaḥ*—repleto de todos os desejos materiais; *vā*—ou; *mokṣa-kāmaḥ*—desejando a liberação; *udāra-dhīḥ*—sincero e avançado no serviço devocional; *tīvreṇa*—firme; *bhakti-yogena*—pela prática do bhakti-yoga; *yajeta*—deve adorar; *puruṣam param*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Quem é realmente inteligente, ainda que seja um devoto livre de desejos materiais, um karmī desejando todo tipo de facilidades materiais, ou um jñānī desejando a liberação, deve ocupar-se seriamente em bhakti-yoga para a satisfação da Suprema Personalidade de Deus.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.3.10)."}
{"ref": "cc/madhya/24/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/91/", "verse_text": "buddhimān-arthe--yadi 'vicāra-jña' haya\n\nnija-kāma lāgiha tabe kṛṣṇere bhajaya", "devanagari": "> বুদ্ধিমান্-অর্থে — যদি ‘বিচারজ্ঞ’ হয় ।\n> নিজ-কাম লাগিহ তবে কৃষ্ণেরে ভজয় ॥৯১॥", "synonyms": "*buddhimān-arthe*—pelo significado de inteligente; *yadi*—se; *vicāra-jña*—perito em examinar as coisas; *haya*—é; *nija-kāma lāgiha*—mesmo para a gratificação dos sentidos; *tabe*—então; *kṛṣṇere bhajana*—adora o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"O significado da palavra udāra-dhīḥ é buddhimān – inteligente ou ponderado. Por causa disso, mesmo para sua própria gratificação dos sentidos, a pessoa ocupa-se no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/92/", "verse_text": "bhakti vinu kona sādhana dite nāre phala\n\nsaba phala deya bhakti svatantra prabala", "devanagari": "> ভক্তি বিনু কোন সাধন দিতে নারে ফল ।\n> সব ফল দেয় ভক্তি স্বতন্ত্র প্রবল ॥৯২॥", "synonyms": "*bhakti vinu*—sem serviço devocional; *kona*—algum; *sādhana*—prática para a perfeição; *dite*—dar; *nāre*—não é capaz de; *phala*—qualquer resultado; *saba phala*—todos os resultados dos diferentes processos; *deya*—dá; *bhakti*—serviço devocional; *svatantra*—independente; *prabala*—e poderoso.", "translation": "**\"Os outros processos não podem produzir resultados a menos que estejam associados ao serviço devocional. O serviço devocional, porém, é tão forte e independente que pode conceder à pessoa todos os resultados desejados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/93/", "verse_text": "ajā-gala-stana-nyāya anya sādhana\n\nataeva hari bhaje buddhimān jana", "devanagari": "> অজাগলস্তন-ন্যায় অন্য সাধন ।\n> অতএব হরি ভজে বুদ্ধিমান্ জন ॥৯৩॥", "synonyms": "*ajā-gala-stana-nyāya*—como os mamilos no pescoço de uma cabra; *anya*—outra; *sādhana*—execução da vida espiritual; *ataeva*—portanto; *hari*—a Suprema Personalidade de Deus; *bhaje*—adora-se; *buddhimān jana*—a pessoa inteligente.", "translation": "**\"Com exceção do serviço devocional, todos os métodos de autorrealização são como mamilos no pescoço de uma cabra. A pessoa inteligente adota somente o serviço devocional, abandonando todos os demais processos de autorrealização.**", "purport": "Sem o serviço devocional, os demais métodos de autorrealização e de vida espiritual são inúteis. Outros métodos não podem produzir bons resultados em momento algum, e, por isso, comparam-se aos mamilos no pescoço de uma cabra. Esses mamilos não podem produzir leite, embora possa parecer que sim. A pessoa pouco inteligente não consegue compreender que somente o serviço devocional pode elevar alguém à posição transcendental."}
{"ref": "cc/madhya/24/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/94/", "verse_text": "catur-vidhā bhajante māṁ\n\njanāḥ sukṛtino 'rjuna\n\nārto jijñāsur arthārthī\n\njñānī ca bharatarṣabha", "devanagari": "> চতুর্বিধা ভজন্তে মাং জনাঃ সুকৃতিনোঽর্জুন ।\n> আর্তো জিজ্ঞাসুরর্থার্থী জ্ঞানী চ ভরতর্ষভ ॥৯৪॥", "synonyms": "*catuḥ-vidhāḥ*—quatro tipos; *bhajante*—adoram; *mām*—a Mim; *janāḥ*—pessoas; *sukṛtinaḥ*—que obedeceram aos princípios da vida humana ou aos princípios reguladores de varṇa e āśrama; *arjuna*—ó Arjuna; *ārtaḥ*—o aflito; *jijñāsuḥ*—o inquiridor; *artha-arthī*—aquele que necessita de dinheiro; *jñānī*—aquele que busca conhecimento; *ca*—também; *bharata-ṛṣabha*—ó melhor da dinastia Bharata.", "translation": "**\" 'Ó melhor entre os Bhāratas [Arjuna], quatro tipos de homens piedosos prestam serviço devocional a Mim – o aflito, aquele que deseja riqueza, o inquiridor e aquele que busca conhecimento do Absoluto.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (7.16). A palavra sukṛtinaḥ é muito importante neste verso. Su significa \"auspicioso\", e kṛtī significa \"meritório\" ou \"regulado\". A menos que se sigam os princípios reguladores da vida religiosa, a vida humana não difere da vida animal. Vida religiosa significa seguir os princípios de varṇa e āśrama. No *Viṣṇu Purāṇa*, afirma-se:\n\nvarṇāśramācāra-vatā\n\npuruṣeṇa paraḥ pumān\n\nviṣṇur ārādhyate panthā\n\nnānyat tat-toṣa-kāraṇam\n\nDe acordo com a vida religiosa, a sociedade divide-se em quatro divisões sociais – *brāhmaṇa*, *kṣatriya*, *vaiśya* e *śūdra* – e em quatro divisões espirituais – *brahmacarya*, *gṛhastha*, *vānaprastha* e *sannyāsa*. É necessário treinar-se para tornar-se *brāhmaṇa*, *kṣatriya*, *vaiśya* ou *śūdra*, assim como alguém se treina para tornar-se engenheiro, médico ou advogado. Aqueles que estão devidamente treinados podem ser considerados seres humanos; se a pessoa não é treinada social e espiritualmente – ou seja, se é inculta e desregrada –, sua vida está na plataforma animal. Entre os animais, não há possibilidade de avanço espiritual. A vida espiritual pode ser alcançada por meio do treinamento adequado – seja seguindo os princípios de varṇa e āśrama, seja sendo treinado diretamente na escola do *bhakti* pelos métodos de śravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ smaraṇaṁ pāda-sevanam arcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ sakhyam ātma-nivedanam. Sem ser treinada, a pessoa não pode ser sukṛtī, auspiciosa. Neste verso, Kṛṣṇa diz que as pessoas se aproximam dEle quando estão aflitas, quando necessitam de dinheiro ou quando estão realmente inquiridoras a respeito de compreender o Ser Supremo ou a fonte original de tudo. Algumas pessoas aproximam-se dEle na busca de conhecimento da Verdade Absoluta, e outras aproximam-se dEle quando estão aflitas, como o devoto Gajendra. Outras são inquiridoras, como os grandes sábios encabeçados por Sanaka, e outras necessitam de dinheiro, como Dhruva Mahārāja. Śukadeva Gosvāmī aproximou-se do Senhor quando buscava conhecimento. Assim, todas essas grandes personalidades adotaram o serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/24/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/95/", "verse_text": "ārta, arthārthī,--dui sakāma-bhitare gaṇi\n\njijñāsu, jñānī,--dui mokṣa-kāma māni", "devanagari": "> আর্ত, অর্থার্থী, — দুই সকাম-ভিতরে গণি ।\n> জিজ্ঞাসু, জ্ঞানী, — দুই মোক্ষকাম মানি ॥৯৫॥", "synonyms": "*ārta*—aflito; *artha-arthī*—desejoso de dinheiro; *dui*—duas pessoas; *sakāma-bhitare*—na divisão das atividades materiais; *gaṇi*—consideramos; *jijñāsu*—inquiridor; *jñānī*—que busca conhecimento; *dui*—dois; *mokṣa-kāma*—transcendentalistas que buscam o conhecimento espiritual para a liberação; *māni*—considero.", "translation": "**\"Os devotos materialistas adotam o serviço devocional e adoram Kṛṣṇa quando estão aflitos ou quando necessitam de dinheiro. Aqueles que estão realmente inquiridores a respeito de compreender a fonte suprema de tudo e aqueles que estão em busca de conhecimento são chamados transcendentalistas, pois desejam a liberação de toda contaminação material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/96/", "verse_text": "ei cāri sukṛti haya mahā-bhāgyavān\n\ntat-tat-kāmādi chāḍi' haya śuddha-bhaktimān", "devanagari": "> এই চারি সুকৃতি হয় মহাভাগ্যবান্ ।\n> তত্তৎকামাদি ছাড়ি’ হয় শুদ্ধভক্তিমান্ ॥৯৬॥", "synonyms": "*ei cāri*—estas quatro pessoas; *sukṛti*—homens piedosos; *haya*—são; *mahā-bhāgyavān*—altamente afortunados; *tat-tat*—aquelas respectivas; *kāma-ādi*—aspirações; *chāḍi'*—abandonando; *haya*—tornam-se; *śuddha-bhaktimān*—devotos puros.", "translation": "**\"Por terem um histórico piedoso, todos os quatro tipos de pessoas devem ser considerados grandemente afortunados. Tais pessoas gradualmente abandonam os desejos materiais e se tornam devotos puros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/97/", "verse_text": "sādhu-saṅga-kṛpā kimvā kṛṣṇera kṛpāya\n\nkāmādi 'duḥsaṅga' chāḍi' śuddha-bhakti pāya", "devanagari": "> সাধুসঙ্গ-কৃপা কিম্বা কৃষ্ণের কৃপায় ।\n> কামাদি ‘দুঃসঙ্গ’ ছাড়ি’ শুদ্ধভক্তি পায় ॥৯৭॥", "synonyms": "*sādhu-saṅga-kṛpā*—pela misericórdia da associação com os devotos; *kimvā*—ou; *kṛṣṇera kṛpāya*—pela misericórdia de Kṛṣṇa; *kāma-ādi*—desejos materiais e assim por diante; *duḥsaṅga*—associação indesejável; *chāḍi'*—abandonando; *śuddha-bhakti pāya*—a pessoa obtém a plataforma da vida devocional pura.", "translation": "**\"A pessoa é elevada à plataforma da vida devocional pela misericórdia de um vaiṣṇava, o mestre espiritual genuíno, e pela misericórdia especial de Kṛṣṇa. Nessa plataforma, ela abandona todos os desejos materiais e a associação de pessoas indesejáveis. Assim, é elevada à plataforma do serviço devocional puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/98/", "verse_text": "sat-saṅgān mukta-duḥsaṅgo\n\nhātuṁ notsahate budhaḥ\n\nkīrtyamānaṁ yaśo yasya\n\nsakṛd ākarṇya rocanam", "devanagari": "> সত্সঙ্গান্মুক্ত-দুঃসঙ্গো হাতুং নোত্সহতে বুধঃ ।\n> কীর্ত্যমানং যশো যস্য সকৃদাকর্ণ্য রোচনম্ ॥৯৮॥", "synonyms": "*sat-saṅgāt*—pela associação dos devotos puros; *mukta*—libertado; *duḥsaṅgaḥ*—da associação de pessoas materialistas; *hātum*—abandonar; *na*—não; *utsahate*—é capaz; *budhaḥ*—aquele que é realmente erudito; *kīrtyamānam*—sendo glorificadas; *yaśaḥ*—as glórias; *yasya*—de quem (a Suprema Personalidade de Deus); *sakṛt*—uma vez; *ākarṇya*—ouvindo; *rocanam*—muito agradáveis.", "translation": "**\" 'Os inteligentes, que compreenderam o Senhor Supremo na associação dos devotos puros e se libertaram da má associação materialista, jamais podem evitar ouvir as glórias do Senhor, ainda que as tenham ouvido apenas uma vez.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.10.11). Todos os membros da dinastia Kuru ofereceram respeitos quando Kṛṣṇa estava deixando Hastināpura após a Batalha de Kurukṣetra. Kṛṣṇa dirigia-se a Seu próprio reino, e todos os membros da dinastia Kuru ficaram dominados por Sua partida. Este verso foi proferido por Śukadeva Gosvāmī nesse contexto. O devoto puro torna-se apegado a Kṛṣṇa por ouvir as glórias do Senhor. As glórias do Senhor e o próprio Senhor são idênticos. É preciso qualificar-se para compreender esta Verdade Absoluta; por isso, deve-se dar à pessoa a oportunidade de associar-se com um devoto puro. Nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa destina-se a esse propósito. Queremos criar devotos puros para que outras pessoas se beneficiem de sua associação. Dessa maneira, o número de devotos puros aumenta. Os pregadores profissionais não conseguem criar devotos puros. Há muitos pregadores profissionais do *Śrīmad-Bhāgavatam* que leem esta obra para ganhar a vida. Contudo, eles não conseguem converter as pessoas materialistas ao serviço devocional. Somente um devoto puro pode converter outros ao serviço devocional puro. É importante, por conseguinte, que todos os pregadores de nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa se tornem primeiro devotos puros e sigam os princípios reguladores, abstendo-se de sexo ilícito, consumo de carne, jogos de azar e intoxicação. Eles devem cantar regularmente o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em suas contas, seguir o processo devocional, levantar-se cedo pela manhã, comparecer ao maṅgala-ārati e recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam* e o *Bhagavad-gītā* regularmente. Dessa forma, a pessoa pode purificar-se e libertar-se de toda contaminação material.\n\nsarvopādhi-vinirmuktaṁ\n\ntat-paratvena nirmalam\n\nhṛṣīkeṇa hṛṣīkeśa-\n\nsevanaṁ bhaktir ucyate\n\n(Nārada-pañcarātra)\n\nFazer uma exibição de serviço devocional não ajudará ninguém. É preciso ser um devoto puro que segue o processo devocional; então, pode-se converter outros ao serviço devocional. Śrī Caitanya Mahāprabhu praticou o serviço devocional e pregou (āpani ācari' bhakti karila pracāra). Se um pregador se comporta adequadamente no serviço devocional, será capaz de converter outros. Caso contrário, sua pregação não terá efeito."}
{"ref": "cc/madhya/24/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/99/", "verse_text": "'duḥsaṅga' kahiye--'kaitava', 'ātma-vañcanā'\n\nkṛṣṇa, kṛṣṇa-bhakti vinu anya kāmanā", "devanagari": "> ‘দুঃসঙ্গ’ কহিয়ে — ‘কৈতব’, ‘আত্মবঞ্চনা’ ।\n> কৃষ্ণ, কৃষ্ণভক্তি বিনু অন্য কামনা ॥৯৯॥", "synonyms": "*duḥsaṅga*—má associação, indesejável; *kahiye*—digo; *kaitava*—trapaça; *ātma-vañcanā*—enganar a si mesmo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional a Kṛṣṇa; *vinu*—sem; *anya*—outros; *kāmanā*—desejos.", "translation": "**\"Enganar a si mesmo e enganar os outros chama-se kaitava. Associar-se com trapaceiros chama-se duḥsaṅga, má associação. Aqueles que desejam coisas além do serviço a Kṛṣṇa também são chamados duḥsaṅga, má associação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/100/", "verse_text": "dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra paramo nirmatsarāṇāṁ satāṁ\n\nvedyaṁ vāstavam atra vastu śivadaṁ tāpa-trayonmūlanam\n\nśrīmad-bhāgavate mahāmuni-kṛte kiṁ vā parair īśvaraḥ\n\nsadyo hṛdy avarudhyate 'tra kṛtibhiḥ śuśrūṣubhis tat-kṣaṇāt", "devanagari": "> ধর্মঃ প্রোজ্ঝিত-কৈতবোঽত্র পরমো নির্মত্সরাণাং সতাং\n> বেদ্যং বাস্তবমত্র বস্তু শিবদং তাপত্রয়োন্মূলনম্ ।\n> শ্রীমদ্ভাগবতে মহামুনিকৃতে কিংবা পরৈরীশ্বরঃ\n> সদ্যো হৃদ্যবরুধ্যতেঽত্র কৃতিভিঃ শুশ্রূষুভিস্তত্ক্ষণাত্ ॥১০০॥", "synonyms": "*dharmaḥ*—religiosidade; *projjhita*—completamente rejeitada; *kaitavaḥ*—na qual a intenção fruitiva; *atra*—aqui; *paramaḥ*—a mais elevada; *nirmatsarāṇām*—dos plenamente puros de coração; *satām*—devotos; *vedyam*—a ser compreendida; *vāstavam*—factual; *atra*—aqui; *vastu*—substância; *śiva-dam*—que confere bem-estar; *tāpa-traya*—das três espécies de misérias; *unmūlanam*—que causa o desenraizamento; *śrīmat*—belo; *bhāgavate*—no Bhāgavata Purāṇa; *mahā-muni*—pelo grande sábio (Vyāsadeva); *kṛte*—compilado; *kim*—que; *vā*—de fato; *paraiḥ*—com outros; *īśvaraḥ*—o Senhor Supremo; *sadyaḥ*—de imediato; *hṛdi*—dentro do coração; *avarudhyate*—torna-se confinado; *atra*—aqui; *kṛtibhiḥ*—pelos homens piedosos; *śuśrūṣubhiḥ*—desejosos de ouvir; *tat-kṣaṇāt*—sem demora.", "translation": "**\" 'A grande escritura *Śrīmad-Bhāgavatam*, compilada por Mahāmuni Vyāsadeva a partir de quatro versos originais, descreve os devotos mais elevados e bondosos e rejeita completamente as práticas trapaceiras da religiosidade materialmente motivada. Ela propõe o mais elevado princípio da religião eterna, que pode mitigar de fato as três espécies de misérias do ser vivo e conceder a mais elevada bênção de plena prosperidade e conhecimento. Aqueles que estão dispostos a ouvir a mensagem desta escritura numa atitude submissa de serviço podem capturar de imediato o Senhor Supremo em seus corações. Portanto, não há necessidade de nenhuma escritura além do *Śrīmad-Bhāgavatam*.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.2). Para uma explicação, veja também o *Ādi-līlā* (1.91)."}
{"ref": "cc/madhya/24/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/101/", "verse_text": "'pra'-śabde--mokṣa-vāñchā kaitava-pradhāna\n\nei śloke śrīdhara-svāmī kariyāchena vyākhyāna", "devanagari": "> ‘প্র’-শব্দে — মোক্ষবাঞ্ছা কৈতবপ্রধান  ।\n> এই শ্লোকে শ্রীধরস্বামী করিয়াছেন ব্যাখ্যান ॥১০১॥", "synonyms": "*pra-śabde*—pelo afixo pra; *mokṣa-vāñchā*—o desejo de ser liberado; *kaitava-pradhāna*—trapaça de primeira classe; *ei śloke*—neste verso; *śrīdhara-svāmī*—o grande comentador Śrīdhara Svāmī; *kariyāchena*—fez; *vyākhyāna*—explicação.", "translation": "**\"O prefixo pra na palavra projjhita refere-se especificamente àqueles que desejam a liberação ou a unidade com o Supremo. Tal desejo deve ser compreendido como resultado de uma propensão à trapaça. O grande comentador Śrīdhara Svāmī explicou este verso dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/102/", "verse_text": "sakāma-bhakte 'ajña' jāni' dayālu bhagavān\n\nsva-caraṇa diyā kare icchāra pidhāna", "devanagari": "> সকাম-ভক্তে ‘অজ্ঞ’ জানি’ দয়ালু ভগবান্  ।\n> স্ব-চরণ দিয়া করে ইচ্ছার পিধান ॥১০২॥", "synonyms": "*sakāma-bhakte*—aos devotos que ainda têm desejos materiais a satisfazer; *ajña*—tolos; *jāni'*—sabendo; *dayālu*—misericordioso; *bhagavān*—Śrī Kṛṣṇa; *sva-caraṇa*—Seus próprios pés de lótus; *diyā*—dando; *kare*—faz; *icchāra pidhāna*—o encobrimento de outros desejos.", "translation": "**\"Quando o misericordioso Senhor Kṛṣṇa compreende o desejo tolo de um devoto por prosperidade material, Ele bondosamente lhe concede o abrigo de Seus pés de lótus. Dessa forma, o Senhor encobre suas ambições indesejáveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/103/", "verse_text": "satyaṁ diśaty arthitam arthito nṛṇāṁ\n\nnaivārthado yat punar arthitā yataḥ\n\nsvayaṁ vidhatte bhajatām anicchatām\n\nicchā-pidhānaṁ nija-pāda-pallavam", "devanagari": "> সত্যং দিশত্যর্থিতমর্থিতো নৃণাং\n> নৈবার্থদো যত্ পুনরর্থিতা যতঃ ।\n> স্বয়ং বিধত্তে ভজতামনিচ্ছতা-\n> মিচ্ছাপিধানং নিজপাদপল্লবম্ ॥১০৩॥", "synonyms": "*satyam*—é verdade; *diśati*—Ele concede; *arthitam*—aquilo que se deseja; *arthitaḥ*—sendo solicitado; *nṛṇām*—pelos seres humanos; *na*—não; *eva*—certamente; *artha-daḥ*—dando as coisas desejadas; *yat*—que; *punaḥ*—novamente; *arthitā*—solicitação; *yataḥ*—da qual; *svayam*—Ele mesmo; *vidhatte*—Ele dá; *bhajatām*—daqueles ocupados no serviço devocional; *anicchatām*—embora não desejem; *icchā-pidhānam*—que encobre todos os outros desejos; *nija-pāda-pallavam*—o abrigo de Seus próprios pés de lótus.", "translation": "**\" 'Sempre que se solicita a Kṛṣṇa que satisfaça o desejo de alguém, Ele indubitavelmente o faz, mas não concede nada que, após ser desfrutado, faça com que a pessoa Lhe peça repetidas vezes que satisfaça mais desejos. Quando alguém tem outros desejos, mas se ocupa no serviço do Senhor, Kṛṣṇa concede-lhe à força o abrigo de Seus pés de lótus, onde a pessoa esquecerá todos os demais desejos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.19.27)."}
{"ref": "cc/madhya/24/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/104/", "verse_text": "sādhu-saṅga, kṛṣṇa-kṛpā, bhaktira svabhāva\n\ne tine saba chāḍāya, kare kṛṣṇe 'bhāva'", "devanagari": "> সাধুসঙ্গ, কৃষ্ণকৃপা, ভক্তির স্বভাব ।\n> এ তিনে সব ছাড়ায়, করে কৃষ্ণে ‘ভাব’ ॥১০৪॥", "synonyms": "*sādhu-saṅga*—a associação dos devotos; *kṛṣṇa-kṛpā*—a misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; *bhaktira*—do serviço devocional; *sva-bhāva*—natureza; *e tine*—estes três; *saba chāḍāya*—fazem com que se abandone todo o resto; *kare*—fazem; *kṛṣṇe*—pelo Senhor Kṛṣṇa; *bhāva*—as relações amorosas.", "translation": "**\"A associação com um devoto, a misericórdia de Kṛṣṇa e a natureza do serviço devocional ajudam a pessoa a abandonar toda associação indesejável e a alcançar gradualmente a elevação à plataforma do amor a Deus.**", "purport": "Este verso refere-se à associação dos devotos puros, à misericórdia de Kṛṣṇa e à prestação de serviço devocional. Tudo isso ajuda a pessoa a abandonar a associação dos não-devotos e a opulência material concedida pela energia externa, a māyā. Um devoto puro nunca se sente atraído pela opulência material, pois compreende que desperdiçar tempo adquirindo opulência material é um mau uso do dom da vida humana. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, afirma-se: śrama eva hi kevalam. Aos olhos de um devoto, os políticos, assistentes sociais, filantropos, filósofos e humanitários estão simplesmente desperdiçando seu tempo, pois a sociedade humana não se livra do ciclo de nascimento e morte por meio de sua atividade e propaganda. Esses supostos filantropos, políticos e filósofos não têm conhecimento, porque não sabem que há vida após a morte. Compreender que há vida após a morte é o começo do conhecimento espiritual. A pessoa pode compreender a si mesma e o que ela é simplesmente compreendendo as primeiras lições do *Bhagavad-gītā*.\n\ndehino 'smin yathā dehe\n\nkaumāraṁ yauvanaṁ jarā\n\ntathā dehāntara-prāptir\n\ndhīras tatra na muhyati\n\n\"Assim como a alma encarnada passa continuamente, neste corpo, da infância à juventude e à velhice, a alma de modo semelhante passa para outro corpo por ocasião da morte. A alma autorrealizada não se confunde com tal mudança.\" (Bg. 2.13)\n\nSem conhecer a verdadeira ciência da vida, a pessoa se ocupa nas atividades temporárias desta vida e, assim, enreda-se ainda mais no ciclo de nascimento e morte. Dessa maneira, ela sempre deseja a opulência material, que pode ser alcançada pelo karma, pelo jñāna e pelo yoga. Contudo, quando alguém é realmente elevado à plataforma devocional, abandona todos esses desejos. Isso se chama anyābhilāṣitā-śūnya. Então, a pessoa se torna um devoto puro."}
{"ref": "cc/madhya/24/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/105/", "verse_text": "āge yata yata artha vyākhyāna kariba\n\nkṛṣṇa-guṇāsvādera ei hetu jāniba", "devanagari": "> আগে যত যত অর্থ ব্যাখ্যান করিব ।\n> কৃষ্ণগুণাস্বাদের এই হেতু জানিব ॥১০৫॥", "synonyms": "*āge*—adiante; *yata yata*—tantos quantos; *artha*—significados; *vyākhyāna kariba*—explicarei; *kṛṣṇa-guṇa-āsvādera*—de saborear as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *ei*—esta; *hetu*—razão; *jāniba*—compreenderemos.", "translation": "**\"Dessa maneira, explicarei progressivamente todas as palavras do verso. Deve-se compreender que todas essas palavras destinam-se a capacitar a pessoa a saborear a qualidade transcendental de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/106/", "verse_text": "śloka-vyākhyā lāgi' ei kariluṅ ābhāsa\n\nebe kari ślokera mūlārtha prakāśa", "devanagari": "> শ্লোকব্যাখ্যা লাগি’ এই করিলুঁ আভাস ।\n> এবে করি শ্লোকের মূলার্থ প্রকাশ ॥১০৬॥", "synonyms": "*śloka-vyākhyā*—da explicação do verso; *lāgi'*—para o efeito; *ei*—isto; *kariluṅ*—fiz; *ābhāsa*—indicação; *ebe*—agora; *kari*—permita-Me fazer; *ślokera*—do verso; *mūla-artha*—o verdadeiro significado; *prakāśa*—a manifestação.", "translation": "**\"Dei todas essas explicações apenas para indicar o propósito do verso. Permite-Me explicar o verdadeiro propósito do verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/107/", "verse_text": "jñāna-mārge upāsaka--duita' prakāra\n\nkevala brahmopāsaka, mokṣākāṅkṣī āra", "devanagari": "> জ্ঞানমার্গে উপাসক — দুইত’ প্রকার ।\n> কেবল ব্রহ্মোপাসক, মোক্ষাকাঙ্ক্ষী আর ॥১০৭॥", "synonyms": "*jñāna-mārge*—na senda da especulação filosófica; *upāsaka*—adoradores; *duita' prakāra*—duas variedades; *kevala*—somente; *brahma-upāsaka*—o adorador do Brahman impessoal; *mokṣa-ākāṅkṣī*—que deseja a liberação; *āra*—e.", "translation": "**\"Há dois tipos de adoradores na senda da especulação filosófica: um é brahma-upāsaka, adorador do Brahman impessoal, e o outro chama-se mokṣākāṅkṣī, aquele que deseja a liberação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/108/", "verse_text": "kevala brahmopāsaka tina bheda haya\n\nsādhaka, brahmamaya, āra prāpta-brahma-laya", "devanagari": "> কেবল ব্রহ্মোপাসক তিন ভেদ হয় ।\n> সাধক, ব্রহ্মময়, আর প্রাপ্ত-ব্রহ্মলয় ॥১০৮॥", "synonyms": "*kevala brahma-upāsaka*—o adorador unicamente do Brahman impessoal; *tina bheda haya*—há três grupos diferentes; *sādhaka*—o principiante; *brahma-maya*—absorto em pensamentos sobre o Brahman; *āra*—e; *prāpta-brahma-laya*—realmente imerso na refulgência do Brahman.", "translation": "**\"Há três tipos de pessoas que adoram o Brahman impessoal. A primeira é o principiante, a segunda é aquela cujos pensamentos estão absortos no Brahman, e a terceira é aquela que realmente está imersa no Brahman impessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/109/", "verse_text": "bhakti vinā kevala jñāne 'mukti' nāhi haya\n\nbhakti sādhana kare yei 'prāpta-brahma-laya'", "devanagari": "> ভক্তি বিনা কেবল জ্ঞানে ‘মুক্তি’ নাহি হয় ।\n> ভক্তি সাধন করে যেই ‘প্রাপ্ত-ব্রহ্মলয়’ ॥১০৯॥", "synonyms": "*bhakti*—serviço devocional; *vinā*—sem; *kevala*—apenas; *jñāne*—pela especulação filosófica; *mukti*—liberação; *nāhi haya*—não há; *bhakti*—serviço devocional; *sādhana*—prática; *kare*—faz; *yei*—todo aquele que; *prāpta-brahma-laya*—tão bom quanto imergir no Brahman impessoal.", "translation": "**\"Ninguém pode alcançar a liberação simplesmente por meio da especulação filosófica desprovida de serviço devocional. No entanto, se a pessoa presta serviço devocional, ela automaticamente se situa na plataforma do Brahman.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/110/", "verse_text": "bhaktira svabhāva,--brahma haite kare ākarṣaṇa\n\ndivya deha diyā karāya kṛṣṇera bhajana", "devanagari": "> ভক্তির স্বভাব, — ব্রহ্ম হৈতে করে আকর্ষণ ।\n> দিব্য দেহ দিয়া করায় কৃষ্ণের ভজন ॥১১০॥", "synonyms": "*bhaktira*—do serviço devocional; *sva-bhāva*—natureza; *brahma*—realização do Brahman impessoal; *haite*—de; *kare*—faz; *ākarṣaṇa*—atrair; *divya*—transcendental; *deha*—corpo; *diyā*—oferecendo; *karāya*—leva a realizar; *kṛṣṇera bhajana*—o serviço ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Caracteristicamente, aquele que está no serviço devocional é atraído para longe da plataforma do Brahman impessoal. Recebe um corpo transcendental para ocupar-se no serviço do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/111/", "verse_text": "bhakta-deha pāile haya guṇera smaraṇa\n\nguṇākṛṣṭa hañā kare nirmala bhajana", "devanagari": "> ভক্তদেহ পাইলে হয় গুণের স্মরণ ।\n> গুণাকৃষ্ট হঞা করে নির্মল ভজন ॥১১১॥", "synonyms": "*bhakta-deha*—o corpo de um devoto; *pāile*—quando se obtém; *haya*—há; *guṇera smaraṇa*—lembrança das qualidades transcendentais; *guṇa-ākṛṣṭa hañā*—sendo atraído pelas qualidades transcendentais; *kare*—realiza; *nirmala bhajana*—serviço devocional puro.", "translation": "**\"Quando a pessoa obtém o corpo espiritual de um devoto, ela pode lembrar-se das qualidades transcendentais de Kṛṣṇa. Simplesmente por sentir-se atraída pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, a pessoa torna-se um devoto puro ocupado em Seu serviço.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura ofereceu o seguinte resumo dos versos 107-111. Os transcendentalistas que seguem a senda da especulação filosófica podem ser divididos em duas categorias: o adorador puro do Brahman impessoal e aquele que deseja imergir na existência do Brahman impessoal. Quando alguém está plenamente absorto no pensamento de que não é diferente da Suprema Verdade Absoluta, diz-se que é um adorador do Brahman impessoal. Os adoradores impessoais do Brahman podem, por sua vez, ser divididos em três categorias: (1) sādhaka, aqueles que estão próximos da execução perfeita do processo de realização do Brahman; (2) aqueles que estão plenamente absortos em meditação no Brahman; e (3) aqueles que se encontram na plataforma brahma-bhūta e não têm relação alguma com a existência material. Embora o adorador do Brahman impessoal possa ser muito avançado, ele não pode alcançar a liberação sem cumprir o serviço devocional. Todo aquele que se compreendeu como alma espiritual pode ocupar-se em serviço devocional. Este é o veredito do *Bhagavad-gītā*:\n\nbrahma-bhūtaḥ prasannātmā\nna śocati na kāṅkṣati\nsamaḥ sarveṣu bhūteṣu\nmad-bhaktiṁ labhate parām\n\n\"Aquele que está assim transcendentalmente situado compreende de imediato o Brahman Supremo e se torna plenamente jubiloso. Ele jamais se lamenta nem deseja ter coisa alguma; é igualmente disposto para com toda entidade viva. Nesse estado, ele alcança o serviço devocional puro a Mim.\" (Bg. 18.54)\n\nPara alcançar a plataforma do serviço devocional puro, é preciso tornar-se espiritualmente puro e atingir a plataforma brahma-bhūta, que está além da ansiedade material e da discriminação material. Quando a pessoa se aproxima do serviço devocional puro após realizar o Brahman, ela passa a ser atraída pelo serviço devocional puro. Nessa ocasião, ao prestar serviço devocional, a pessoa obtém um corpo espiritual com sentidos purificados.\n\nsarvopādhi-vinirmuktaṁ\ntatparatvena nirmalam\nhṛṣīkeṇa hṛṣīkeśa-\nsevanaṁ bhaktir ucyate\n\nQuando os sentidos da pessoa são puros, ela pode prestar amoroso serviço devocional a Kṛṣṇa. Um devoto puro só consegue lembrar-se das qualidades transcendentais de Kṛṣṇa. Lembrando-se delas, ele se ocupa plenamente no amoroso serviço ao Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/24/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/112/", "verse_text": "\"muktā api līlayā vigrahaṁ\n\nkṛtvā bhagavantaṁ bhajante\"", "devanagari": "> “মুক্তা অপি লীলয়া বিগ্রহং কৃত্বা ভগবন্তং ভজন্তে ।।” ॥ ১১২ ॥", "synonyms": "*muktāḥ*—liberados; *api*—embora; *līlayā*—por passatempos; *vigraham*—a forma do Senhor; *kṛtvā*—tendo instalado; *bhagavantam*—a Suprema Personalidade de Deus; *bhajante*—adoram.", "translation": "**\" 'Mesmo uma alma liberada, imersa na refulgência do Brahman impessoal, sente-se atraída pelos passatempos de Kṛṣṇa. Assim, ela instala uma Deidade e presta serviço ao Senhor.'**", "purport": "Sannyāsīs māyāvādīs muito elevados às vezes adoram a Deidade de Rādhā-Kṛṣṇa e discutem os passatempos do Senhor, mas seu propósito não é a elevação a Goloka Vṛndāvana. Eles desejam imergir na refulgência do Senhor. Esta afirmação é citada do comentário de Śaṅkarācārya sobre o Upaniṣad conhecido como Nṛsiṁha-tāpanī."}
{"ref": "cc/madhya/24/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/113/", "verse_text": "janma haite śuka-sanakādi 'brahmamaya'\n\nkṛṣṇa-guṇākṛṣṭa hañā kṛṣṇere bhajaya", "devanagari": "> জন্ম হৈতে শুক-সনকাদি ‘ব্রহ্মময়’ ৷\n> কৃষ্ণগুণাকৃষ্ট হঞা কৃষ্ণেরে ভজয় ॥১১৩॥", "synonyms": "*janma haite*—desde o nascimento; *śuka*—Śukadeva Gosvāmī; *sanaka-ādi*—os quatro Kumāras; *brahma-maya*—absortos no pensamento do Brahman impessoal; *kṛṣṇa-guṇa-ākṛṣṭa*—atraídos pelos passatempos transcendentais do Senhor; *hañā*—tornando-se; *kṛṣṇere bhajaya*—adoraram o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Embora Śukadeva Gosvāmī e os quatro Kumāras estivessem sempre absortos no pensamento do Brahman impessoal e fossem, portanto, Brahmavādīs, eles foram, não obstante, atraídos pelos passatempos e qualidades transcendentais de Kṛṣṇa. Por isso, mais tarde tornaram-se devotos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/114/", "verse_text": "sanakādyera kṛṣṇa-kṛpāya saurabhe hare mana\n\nguṇākṛṣṭa hañā kare nirmala bhajana", "devanagari": "> সনকাদ্যের কৃষ্ণকৃপায় সৌরভে হরে মন ।\n> গুণাকৃষ্ট হঞা করে নির্মল ভজন ॥১১৪॥", "synonyms": "*sanaka-ādyera*—dos quatro Kumāras, encabeçados por Sanaka; *kṛṣṇa-kṛpāya*—pela misericórdia do Senhor; *saurabhe*—a fragrância; *hare*—arrebatou; *mana*—as mentes; *guṇa-ākṛṣṭa hañā*—sendo assim atraídos pelas qualidades de Kṛṣṇa; *kare*—realizam; *nirmala bhajana*—serviço devocional puro.", "translation": "**\"As mentes dos quatro Kumāras foram atraídas pelo aroma das flores oferecidas aos pés de lótus de Kṛṣṇa. Sendo assim atraídos pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, eles se ocuparam em serviço devocional puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/115/", "verse_text": "tasyāravinda-nayanasya padāravinda-\n\nkiñjalka-miśra-tulasī-makaranda-vāyuḥ\n\nantargataḥ svavivareṇa cakāra teṣāṁ\n\nsaṅkṣobham akṣara-juṣām api citta-tanvoḥ", "devanagari": "> তস্যারবিন্দনয়নস্য পদারবিন্দ-\n> কিঞ্জল্কমিশ্রতুলসীমকরন্দবায়ুঃ ।\n> অন্তর্গতঃ স্ববিবরেণ চকার তেষাং\n> সংক্ষোভমক্ষরজুষামপি চিত্ততন্বোঃ ॥১১৫॥", "synonyms": "*tasya*—dEle; *aravinda-nayanasya*—do Senhor de olhos de lótus; *pada-aravinda*—dos pés de lótus; *kiñjalka*—com os dedos; *miśra*—misturadas; *tulasī*—as folhas de tulasī; *makaranda*—fragrância; *vāyuḥ*—brisa; *antargataḥ*—entrou; *sva-vivareṇa*—através de suas narinas; *cakāra*—causou; *teṣām*—dos Kumāras; *saṅkṣobham*—agitação por mudança; *akṣara-juṣām*—apegados à realização do Brahman impessoal; *api*—embora; *citta-tanvoḥ*—tanto na mente quanto no corpo.", "translation": "**\" 'Quando a brisa que carregava o aroma das folhas de tulasī e do açafrão dos pés de lótus da Personalidade de Deus de olhos de lótus entrou pelas narinas até os corações daqueles sábios [os Kumāras], eles experimentaram uma mudança tanto no corpo quanto na mente, embora estivessem apegados à compreensão do Brahman impessoal.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.15.43)."}
{"ref": "cc/madhya/24/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/116/", "verse_text": "vyāsa-kṛpāya śukadevera līlādi-smaraṇa\n\nkṛṣṇa-guṇākṛṣṭa hañā karena bhajana", "devanagari": "> ব্যাসকৃপায় শুকদেবের লীলাদি-স্মরণ ।\n> কৃষ্ণগুণাকৃষ্ট হঞা করেন ভজন ॥১১৬॥", "synonyms": "*vyāsa-kṛpāya*—pela misericórdia de Śrīla Vyāsadeva; *śukadevera*—de Śukadeva Gosvāmī; *līlā-ādi-smaraṇa*—lembrança dos passatempos transcendentais de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa guṇa-ākṛṣṭa*—atraído pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *hañā*—tornando-se; *karena*—realizou; *bhajana*—amoroso serviço.", "translation": "**\"Pela misericórdia de Śrīla Vyāsadeva, Śukadeva Gosvāmī foi atraído pelos passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Sendo assim atraído pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, ele também se tornou um devoto e se ocupou em Seu serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/117/", "verse_text": "harer guṇākṣipta-matir\n\nbhagavān bādarāyaṇiḥ\n\nadhyagān mahad-ākhyānaṁ\n\nnityaṁ viṣṇu-jana-priyaḥ", "devanagari": "> হরের্গুণাক্ষিপ্তমতির্ভগবান্ বাদরায়ণিঃ ৷\n> অধ্যগান্মহদাখ্যানং নিত্যং বিষ্ণুজনপ্রিয়ঃ ॥১১৭॥", "synonyms": "*hareḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa-ākṣipta-matiḥ*—cuja mente foi agitada pelas qualidades; *bhagavān*—o mais poderoso transcendentalista; *bādarāyaṇiḥ*—Śukadeva, filho de Vyāsadeva; *adhyagāt*—estudou; *mahat-ākhyānam*—a grande descrição épica; *nityam*—eternamente; *viṣṇu-jana-priyaḥ*—que é muito querido pelos vaiṣṇavas, devotos do Senhor Viṣṇu.", "translation": "**\" 'Sendo grandemente atraído pelos passatempos transcendentais do Senhor, a mente de Śrīla Śukadeva Gosvāmī foi agitada pela consciência de Kṛṣṇa. Por isso, ele começou a estudar o *Śrīmad-Bhāgavatam* pela graça de seu pai.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.7.11)."}
{"ref": "cc/madhya/24/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/118/", "verse_text": "nava-yogīśvara janma haite 'sādhaka' jñānī\n\nvidhi-śiva-nārada-mukhe kṛṣṇa-guṇa śuni'", "devanagari": "> নব-যোগীশ্বর জন্ম হৈতে ‘সাধক’ জ্ঞানী ।\n> বিধি-শিব-নারদ-মুখে কৃষ্ণগুণ শুনি’ ॥১১৮॥", "synonyms": "*nava*—nove; *yogi-īśvara*—grandes yogīs santos; *janma haite*—desde o próprio nascimento; *sādhaka*—praticantes; *jñānī*—versados em conhecimento transcendental; *vidhi*—o Senhor Brahmā; *śiva*—o Senhor Śiva; *nārada*—o grande sábio Nārada; *mukhe*—em suas bocas; *kṛṣṇa-guṇa śuni'*—ouvindo as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Desde o próprio nascimento, os nove grandes yogīs místicos [Yogendras] eram filósofos impessoalistas da Verdade Absoluta. Contudo, por terem ouvido sobre as qualidades do Senhor Kṛṣṇa da boca do Senhor Brahmā, do Senhor Śiva e do grande sábio Nārada, eles também se tornaram devotos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/119/", "verse_text": "guṇākṛṣṭa hañā kare kṛṣṇera bhajana\n\nekādaśa-skandhe tāṅra bhakti-vivaraṇa", "devanagari": "> গুণাকৃষ্ট হঞা করে কৃষ্ণের ভজন ।\n> একাদশ-স্কন্ধে তাঁর ভক্তি-বিবরণ ॥১১৯॥", "synonyms": "*guṇa-ākṛṣṭa hañā*—sendo atraídos pelas qualidades transcendentais; *kare*—ocupados em; *kṛṣṇera bhajana*—o serviço devocional ao Senhor; *ekādaśa-skandhe*—no Décimo Primeiro Canto do Śrīmad-Bhāgavatam; *tāṅra*—deles; *bhakti-vivaraṇa*—descrição do serviço devocional.", "translation": "**\"No Décimo Primeiro Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* há uma descrição completa do serviço devocional dos nove Yogendras, que prestaram serviço devocional por serem atraídos pelas qualidades transcendentais do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/120/", "verse_text": "akleśāṁ kamala-bhuvaḥ praviśya goṣṭhīṁ\n\nkurvantaḥ śruti-śirasāṁ śrutiṁ śrutajñāḥ\n\nuttuṅgaṁ yadu-pura-saṅgamāya raṅgaṁ\n\nyogīndrāḥ pulaka-bhṛto navāpy avāpuḥ", "devanagari": "> অক্লেশাং কমলভুবঃ প্রবিশ্য গোষ্ঠীং\n> কুর্বন্তঃ শ্রুতিশিরসাং শ্রুতিং শ্রুতজ্ঞাঃ ।\n> উত্তুঙ্গং যদুপুরসঙ্গমায় রঙ্গং\n> যোগীন্দ্রাঃ পুলকভৃতো নবাপ্যবাপুঃ ॥১২০॥", "synonyms": "*akleśām*—sem perturbação material; *kamala-bhuvaḥ*—do Senhor Brahmā, que nasceu da flor de lótus; *praviśya*—entrando; *goṣṭhīm*—na associação; *kurvantaḥ*—realizando continuamente; *śruti-śirasām*—do conhecimento Védico mais elevado; *śrutim*—ouvindo; *śruta-jñāḥ*—que são peritos em conhecimento Védico; *uttuṅgam*—muito elevado; *yadu-pura-saṅgamāya*—por irem de volta ao lar, de volta ao Supremo, a Dvārakā; *raṅgam*—a Raṅga-kṣetra; *yogīndrāḥ*—grandes pessoas santas; *pulaka-bhṛtaḥ*—estando espiritualmente satisfeitos; *nava*—nove; *api*—embora; *avāpuḥ*—alcançaram.", "translation": "**\" 'Os nove Yogendras entraram na associação do Senhor Brahmā e ouviram dele o verdadeiro significado das mais elevadas literaturas Védicas – os *Upaniṣads*. Embora já fossem versados em conhecimento Védico, tornaram-se muito jubilosos em consciência de Kṛṣṇa simplesmente por ouvir Brahmā. Assim, desejaram entrar em Dvārakā, a morada do Senhor Kṛṣṇa. Dessa maneira, finalmente alcançaram o lugar conhecido como Raṅga-kṣetra.'**", "purport": "Esta é uma citação da Mahā Upaniṣad."}
{"ref": "cc/madhya/24/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/121/", "verse_text": "mokṣākāṅkṣī jñānī haya tina-prakāra\n\nmumukṣu, jīvan-mukta, prāpta-svarūpa āra", "devanagari": "> মোক্ষাকাঙ্ক্ষী জ্ঞানী হয় তিনপ্রকার ।\n> মুমুক্ষু, জীবন্মুক্ত, প্রাপ্তস্বরূপ আর ॥১২১॥", "synonyms": "*mokṣa-ākāṅkṣī*—aqueles que desejam fundir-se no Brahman impessoal; *jñānī*—avançados em conhecimento; *haya*—são; *tina-prakāra*—três variedades; *mumukṣu*—desejando ser liberados; *jīvat-mukta*—já liberados, mesmo nesta vida; *prāpta-svarūpa*—autorrealizados; *āra*—e.", "translation": "**\"Aqueles que desejam fundir-se no Brahman impessoal também se dividem em três categorias – os que desejam ser liberados, os que já estão liberados e os que perceberam o Brahman.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/122/", "verse_text": "'mumukṣu' jagate aneka saṁsārī jana\n\n'mukti' lāgi' bhaktye kare kṛṣṇera bhajana", "devanagari": "> ‘মুমুক্ষু’ জগতে অনেক সংসারী জন ।\n> ‘মুক্তি’ লাগি’ ভক্ত্যে করে কৃষ্ণের ভজন ॥১২২॥", "synonyms": "*mumukṣu*—desejando ser liberados; *jagate*—neste mundo; *aneka*—muitos; *saṁsārī jana*—ocupados em atividades materiais; *mukti lāgi'*—em prol da liberação; *bhaktye*—em serviço devocional; *kare*—realizam; *kṛṣṇera bhajana*—a adoração a Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Há muitas pessoas dentro deste mundo material que desejam a liberação, e, com esse propósito, prestam serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/123/", "verse_text": "mumukṣavo ghora-rūpān\n\nhitvā bhūta-patīn atha\n\nnārāyaṇa-kalāḥ śāntā\n\nbhajanti hy anasūyavaḥ", "devanagari": "> মুমুক্ষবো ঘোররূপান্ হিত্বা ভূতপতীনথ ।\n> নারায়ণ-কলাঃ শান্তা ভজন্তি হ্যনসূয়বঃ ॥১২৩॥", "synonyms": "*mumukṣavaḥ*—aqueles que são perfeitamente eruditos, que desejam a mais elevada perfeição e que, ao contrário dos demônios e não-devotos, nunca invejam ninguém; *ghora-rūpān*—semideuses com aspectos corpóreos temíveis; *hitvā*—abandonando; *bhūta-patīn*—os antepassados (prajāpatis); *atha*—portanto; *nārāyaṇa-kalāḥ*—as expansões plenárias do Senhor Nārāyaṇa; *śāntāḥ*—muito pacíficos; *bhajanti*—eles adoram; *hi*—certamente; *anasūyavaḥ*—não-invejosos.", "translation": "**\" 'Aqueles que desejam libertar-se das garras materiais abandonam a adoração aos vários semideuses, que possuem aspectos corpóreos temíveis. Tais devotos pacíficos, que não invejam os semideuses, adoram as diferentes formas da Suprema Personalidade de Deus, Nārāyaṇa.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.26). Aqueles que realmente desejam a mais elevada perfeição adoram o Senhor Viṣṇu em Suas diferentes encarnações. Aqueles que se sentem atraídos pelo modo de vida materialista e que estão sempre agitados e cheios de ansiedade adoram semideuses de aspecto feroz, semideuses como a deusa Kālī e Kāla-bhairava (Rudra). Os devotos de Kṛṣṇa, porém, não invejam os semideuses nem seus adoradores, mas, em vez disso, prestam pacificamente serviço devocional às encarnações de Nārāyaṇa."}
{"ref": "cc/madhya/24/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/124/", "verse_text": "sei sabera sādhu-saṅge guṇa sphurāya\n\nkṛṣṇa-bhajana karāya, 'mumukṣā' chāḍāya", "devanagari": "> সেই সবের সাধুসঙ্গে গুণ স্ফুরায় ।\n> কৃষ্ণভজন করায়, ‘মুমুক্ষা’ ছাড়ায় ॥১২৪॥", "synonyms": "*sei sabera*—de todos esses adoradores de diferentes semideuses; *sādhu-saṅge*—o contato com verdadeiros devotos; *guṇa sphurāya*—desperta a apreciação das qualidades transcendentais; *kṛṣṇa-bhajana karāya*—ocupa no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *mumukṣā chāḍāya*—e faz abandonar o desejo de ser liberado ou de fundir-se no aspecto impessoal do Senhor.", "translation": "**\"Se aqueles que estão apegados à adoração aos semideuses tiverem a fortuna de associar-se com os devotos, seu serviço devocional adormecido e sua apreciação das qualidades do Senhor gradualmente despertarão. Dessa forma, eles também se ocuparão no serviço devocional a Kṛṣṇa e abandonarão o desejo de liberação e o desejo de fundir-se na existência do Brahman impessoal.**", "purport": "Os quatro Kumāras (Catuḥ-sana), Śukadeva Gosvāmī e os nove Yogendras estavam absortos na percepção do Brahman, e aqui se descreve como eles se tornaram devotos. Há três espécies de impersonalistas – os mumukṣus (aqueles que desejam a liberação), os jīvan-muktas (aqueles liberados nesta vida) e os prāpta-svarūpas (aqueles fundidos na percepção do Brahman). Todos os três tipos de jñānīs são chamados mokṣākāṅkṣīs, aqueles que desejam a liberação. Ao associar-se com devotos, tais pessoas abandonam o princípio mumukṣu e prestam serviço devocional. A verdadeira causa dessa mudança é a associação com devotos. Este movimento da consciência de Kṛṣṇa destina-se a atrair todos os tipos de homens, mesmo aqueles que desejam coisas diferentes do serviço devocional ao Senhor. Por meio da associação com devotos, eles gradualmente começam a prestar serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/24/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/125/", "verse_text": "aho mahātman bahu-doṣa-duṣṭo\n\n'py ekena bhāty eṣa bhavo guṇena\n\nsat-saṅgamākhyena sukhāvahena\n\nkṛtādya no yena kṛśā mumukṣā", "devanagari": "> অহো মহাত্মন্ বহুদোষদুষ্টোঽ-\n> প্যেকেন ভাত্যেষ ভবো গুণেন ।\n> সৎসঙ্গমাখ্যেন সুখাবহেন\n> কৃতাদ্য নো যেন কৃশা মুমুক্ষা ॥১২৫॥", "synonyms": "*aho mahātman*—ó grande devoto; *bahu-doṣa-duṣṭaḥ*—infectado com variedades de doença ou apego material; *api*—embora; *ekena*—com uma; *bhāti*—brilha; *eṣaḥ*—este; *bhavaḥ*—nascimento neste mundo material; *guṇena*—com uma boa qualidade; *sat-saṅgama-ākhyena*—conhecida como associação com devotos; *sukhā-āvahena*—que traz felicidade; *kṛtā*—feito; *adya*—agora; *naḥ*—nosso; *yena*—pela qual; *kṛśā*—insignificante; *mumukṣā*—o desejo de liberação.", "translation": "**\" 'Ó grande devoto erudito, embora haja muitos defeitos neste mundo material, há uma boa oportunidade – a associação com devotos. Tal associação traz grande felicidade. Devido a essa boa qualidade, nosso forte desejo de alcançar a liberação fundindo-nos na refulgência do Brahman enfraqueceu.'**", "purport": "Esta é uma citação do Hari-bhakti-sudhodaya."}
{"ref": "cc/madhya/24/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/126/", "verse_text": "nāradera saṅge śaunakādi muni-gaṇa\n\nmumukṣā chāḍiyā kailā kṛṣṇera bhajana", "devanagari": "> নারদের সঙ্গে শৌনকাদি মুনিগণ ।\n> মুমুক্ষা ছাড়িয়া কৈলা কৃষ্ণের ভজন ॥১২৬॥", "synonyms": "*nāradera saṅge*—pela associação com a grande pessoa santa Nārada; *śaunaka-ādi muni-gaṇa*—os grandes sábios encabeçados por Śaunaka Muni; *mumukṣā chāḍiyā*—abandonando o desejo de liberação; *kailā*—realizaram; *kṛṣṇera bhajana*—serviço devocional a Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Ao associarem-se com o grande santo Nārada, os grandes sábios como Śaunaka e outros abandonaram o desejo de liberação e se ocuparam no serviço devocional a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/127/", "verse_text": "kṛṣṇera darśane, kāro kṛṣṇera kṛpāya\n\nmumukṣā chāḍiyā guṇe bhaje tāṅra pā'ya", "devanagari": "> কৃষ্ণের দর্শনে, কারো কৃষ্ণের কৃপায় ।\n> মুমুক্ষা ছাড়িয়া গুণে ভজে তাঁর পা’য় ॥১২৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇera darśane*—simplesmente por encontrar Kṛṣṇa; *kāro*—alguém; *kṛṣṇera kṛpāya*—pela graça de Kṛṣṇa; *mumukṣā chāḍiyā*—abandonando o desejo de liberação; *guṇe*—sendo atraído pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *bhaje*—ocupa-se em serviço; *tāṅra pā'ya*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Simplesmente por encontrar Kṛṣṇa ou por receber a graça especial de Kṛṣṇa, a pessoa pode abandonar o desejo de liberação. Sendo atraída pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, ela pode ocupar-se em Seu serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/128/", "verse_text": "asmin sukha-ghana-mūrtau param-\n\nātmani vṛṣṇi-pattane sphurati\n\nātmārāmatayā me vṛthā\n\ngato bata ciraṁ kālaḥ", "devanagari": "> অস্মিন্ সুখঘনমূর্তৌ পরমাত্মনি বৃষ্ণিপত্তনে স্ফুরতি ।\n> আত্মারামতয়া মে বৃথা গতো বত চিরং কালঃ ॥১২৮॥", "synonyms": "*asmin*—quando este; *sukha-ghana-mūrtau*—forma de felicidade completa; *parama-ātmani*—a Pessoa Suprema; *vṛṣṇi-pattane*—em Dvārakā-dhāma; *sphurati*—existe; *ātmārāmatayā*—pelo processo de cultivar a percepção do Brahman; *me*—meu; *vṛthā*—inutilmente; *gataḥ*—desperdiçado; *bata*—ai de mim, que posso dizer; *ciram*—por longo tempo; *kālaḥ*—tempo.", "translation": "**\" 'Nesta Dvārakā-dhāma, sinto-me atraído pela Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, que é a personificação da bem-aventurança espiritual. Simplesmente por vê-Lo, sinto grande felicidade. Oh, desperdicei tanto tempo tentando tornar-me autorrealizado por meio do cultivo impessoal. Isto é motivo de lamentação!'**", "purport": "Este verso também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (3.1.34)."}
{"ref": "cc/madhya/24/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/129/", "verse_text": "jīvan-mukta' aneka, sei dui bheda jāni\n\n'bhaktye jīvan-mukta', jñāne jīvan-mukta' māni", "devanagari": "> ‘জীবন্মুক্ত’ অনেক, সেই দুই ভেদ জানি ।\n> ‘ভক্ত্যে জীবন্মুক্ত’, ‘জ্ঞানে জীবন্মুক্ত’ মানি ॥১২৯॥", "synonyms": "*jīvat-mukta*—liberados nesta vida; *aneka*—há muitos; *sei*—todos eles; *dui bheda*—duas divisões; *jāni*—consideramos; *bhaktye jīvat-mukta*—aquele liberado nesta vida ao seguir o processo do serviço devocional; *jñāne jīvat-mukta*—uma pessoa liberada nesta vida ao seguir o processo da especulação filosófica; *māni*—podemos compreender.", "translation": "**\"Há muitas pessoas que se liberam ainda nesta vida. Algumas se liberam executando serviço devocional, e outras se liberam por meio do processo especulativo filosófico.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/130/", "verse_text": "'bhaktye jīvan-mukta' guṇākṛṣṭa hañā kṛṣṇa bhaje\n\nśuṣka-jñāne jīvan-mukta aparādhe adho maje", "devanagari": "> ‘ভক্ত্যে জীবন্মুক্ত’ গুণাকৃষ্ট হঞা কৃষ্ণ ভজে ।\n> শুষ্কজ্ঞানে জীবন্মুক্ত অপরাধে অধো মজে ॥১৩০॥", "synonyms": "*bhaktye jīvat-mukta*—pessoas liberadas nesta vida ao executar serviço devocional; *guṇa-ākṛṣṭa hañā*—sendo atraídas pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa bhaje*—ocupam-se no serviço devocional ao Senhor; *śuṣka-jñāne jīvat-mukta*—supostamente liberadas nesta vida por meio do conhecimento árido e especulativo; *aparādhe*—por ofensas; *adho maje*—caem.", "translation": "**\"Aqueles que se liberam por meio do serviço devocional sentem-se cada vez mais atraídos pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa. Assim, ocupam-se em Seu serviço. Aqueles que se liberam por meio do processo especulativo finalmente caem outra vez, devido a atividades ofensivas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/131/", "verse_text": "ye 'nye 'ravindākṣa vimukta-māninas\n\ntvayy asta-bhāvād aviśuddha-buddhayaḥ\n\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\n\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ", "devanagari": "> যেঽন্যেঽরবিন্দাক্ষ বিমুক্তমানিন-\n> স্ত্বয্যস্তভাবাদবিশুদ্ধবুদ্ধয়ঃ ।\n> আরুহ্য কৃচ্ছ্রেণ পরং পদং ততঃ\n> পতন্ত্যধোঽনাদৃতযুষ্মদঙ্ঘ্রয়ঃ ॥১৩১॥", "synonyms": "*ye*—todos aqueles que; *anye*—outros (não-devotos); *aravinda-akṣa*—ó pessoa de olhos de lótus; *vimukta-māninaḥ*—que se consideram liberados; *tvayi*—a Ti; *asta-bhāvāt*—sem devoção; *aviśuddha-buddhayaḥ*—cuja inteligência não é purificada; *āruhya*—tendo ascendido; *kṛcchreṇa*—por meio de severas austeridades e penitências; *param padam*—à posição suprema; *tataḥ*—de lá; *patanti*—caem; *adhaḥ*—para baixo; *anādṛta*—sem respeitar; *yuṣmat*—Teus; *aṅghrayaḥ*—pés de lótus.", "translation": "**\" 'Ó pessoa de olhos de lótus, aqueles que pensam estar liberados nesta vida, mas que não prestam serviço devocional a Ti, têm a inteligência impura. Embora aceitem severas austeridades e penitências e se elevem à posição espiritual, à percepção do Brahman impessoal, caem novamente, porque negligenciam a adoração a Teus pés de lótus.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32)."}
{"ref": "cc/madhya/24/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/132/", "verse_text": "brahma-bhūtaḥ prasannātmā\n\nna śocati na kāṅkṣati\n\nsamaḥ sarveṣu bhūteṣu\n\nmad-bhaktiṁ labhate parām", "devanagari": "> ব্রহ্মভূতঃ প্রসন্নাত্মা ন শোচতি ন কাঙ্ক্ষতি ।\n> সমঃ সর্বেষু ভূতেষু মদ্ভক্তিং লভতে পরাম্ ॥১৩২॥", "synonyms": "*brahma-bhūtaḥ*—sendo uno com o Absoluto; *prasanna-ātmā*—plenamente jubiloso; *na*—nunca; *śocati*—lamenta; *na*—nunca; *kāṅkṣati*—deseja; *samaḥ*—igualmente disposto; *sarveṣu*—a todas; *bhūteṣu*—as entidades vivas; *mat-bhaktim*—Meu serviço devocional; *labhate*—alcança; *parām*—transcendental.", "translation": "**\" 'Aquele que assim está situado transcendentalmente percebe de imediato o Brahman Supremo e está pleno de alegria. Nunca se lamenta nem deseja ter nada; mantém uma disposição equânime para com toda entidade viva. Nesse estado, alcança o serviço devocional puro a Mim.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (18.54)."}
{"ref": "cc/madhya/24/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/133/", "verse_text": "advaita-vīthī-pathikair upāsyāḥ\n\nsvānanda-siṁhāsana-labdha-dīkṣāḥ\n\nśaṭhena kenāpi vayaṁ haṭhena\n\ndāsī-kṛtā gopa-vadhū-viṭena", "devanagari": "> অদ্বৈতবীথীপথিকৈরুপাস্যাঃ\n> স্বানন্দসিংহাসনলব্ধদীক্ষাঃ ।\n> শঠেন কেনাপি বয়ং হঠেন\n> দাসীকৃতা গোপবধূবিটেন ॥১৩৩॥", "synonyms": "*advaita-vīthī*—da senda do monismo; *pathikaiḥ*—pelos caminhantes; *upāsyāḥ*—adoráveis; *svānanda*—da autorrealização; *siṁhāsana*—no trono; *labdha-dīkṣāḥ*—sendo iniciados; *śaṭhena*—por um trapaceiro; *kenāpi*—algum; *vayam*—eu; *haṭhena*—pela força; *dāsī-kṛtā*—transformada em criada; *gopa-vadhū-viṭena*—ocupado em brincar com as gopīs.", "translation": "**\"'Embora eu fosse adorado por aqueles que percorrem a senda do monismo e fosse iniciado na autorrealização através do sistema de yoga, mesmo assim fui forçosamente transformado em criada por algum menino astuto que vive a brincar com as gopīs.'**", "purport": "Este é um verso escrito por Bilvamaṅgala Ṭhākura."}
{"ref": "cc/madhya/24/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/134/", "verse_text": "bhakti-bale 'prāpta-svarūpa' divya-deha pāya\n\nkṛṣṇa-guṇākṛṣṭa hañā bhaje kṛṣṇa-pā'ya", "devanagari": "> ভক্তিবলে ‘প্রাপ্তস্বরূপ’ দিব্যদেহ পায় ৷\n> কৃষ্ণগুণাকৃষ্ট হঞা ভজে কৃষ্ণ-পা’য় ॥১৩৪॥", "synonyms": "*bhakti-bale*—pela força do serviço devocional; *prāpta-svarūpa*—alcançando seu status original; *divya-deha*—um corpo transcendental; *pāya*—a pessoa obtém; *kṛṣṇa-guṇa-ākṛṣṭa*—atraída pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *hañā*—sendo; *bhaje*—dedica-se ao serviço devocional; *kṛṣṇa-pā'ya*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Aquele que alcançou sua posição constitucional pela força do serviço devocional obtém um corpo transcendental ainda nesta vida. Atraída pelas qualidades transcendentais do Senhor Kṛṣṇa, a pessoa se ocupa plenamente em serviço a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/135/", "verse_text": "nirodho 'syānu śayanam\n\nātmanaḥ saha śaktibhiḥ\n\nmuktir hitvānyathā-rūpaṁ\n\nsvarūpeṇa vyavasthitiḥ", "devanagari": "> নিরোধোঽস্যানুশয়নমাত্মনঃ সহ শক্তিভিঃ ।\n> মুক্তির্হিত্বান্যথারূপং স্বরূপেণ ব্যবস্থিতিঃ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*nirodhaḥ*—encerramento; *asya*—disto; *anu*—após; *śayanam*—deitar-se; *ātmanaḥ*—do Senhor Supremo; *saha*—com; *śaktibhiḥ*—as energias (marginal e externa); *muktiḥ*—liberação; *hitvā*—abandonando; *anyathā*—outra; *rūpam*—forma; *svarūpeṇa*—com a própria forma eterna; *vyavasthitiḥ*—permanência.", "translation": "**\"'As entidades vivas e outras potências fundem-se no Mahā-Viṣṇu quando o Senhor Se deita e encerra [destrói] a manifestação cósmica. Liberação significa situar-se na própria forma original eterna, que a pessoa alcança após abandonar os mutáveis corpos grosseiro e sutil.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.10.6)."}
{"ref": "cc/madhya/24/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/136/", "verse_text": "kṛṣṇa-bahirmukha-doṣe māyā haite bhaya\n\nkṛṣṇonmukha bhakti haite māyā-mukta haya", "devanagari": "> কৃষ্ণ-বহির্মুখ-দোষে মায়া হৈতে ভয় ।\n> কৃষ্ণোন্মুখ ভক্তি হৈতে মায়া-মুক্ত হয় ॥১৩৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bahiḥ-mukha-*—de voltar-se contra a consciência de Kṛṣṇa; *doṣe-*—pela falta; *māyā haite-*—da energia ilusória; *bhaya-*—temor; *kṛṣṇa-unmukha-*—em favor da consciência de Kṛṣṇa; *bhakti*—serviço devocional; *haite*—de; *māyā-mukta*—liberado de māyā; *haya*—a pessoa se torna.", "translation": "**\"Ao opor-se à consciência de Kṛṣṇa, a pessoa torna-se novamente condicionada e temerosa devido à influência de māyā. Ao executar fielmente o serviço devocional, ela se liberta de māyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/137/", "verse_text": "bhayaṁ dvitīyābhiniveśataḥ syād\n\nīśād apetasya viparyayo 'smṛtiḥ\n\ntan-māyayāto budha ābhajet taṁ\n\nbhaktyaikayeśaṁ guru-devatātmā", "devanagari": "> ভয়ং দ্বিতীয়াভিনিবেশতঃ স্যা-\n> দীশাদপেতস্য বিপর্যয়োঽস্মৃতিঃ ।\n> তন্মায়য়াতো বুধ আভজেত্তং\n> ভক্ত্যৈকয়েশং গুরুদেবতাত্মা ॥১৩৭॥", "synonyms": "*bhayam*—temor; *dvitīya-abhiniveśataḥ*—da concepção equivocada de ser um produto da energia material; *syāt*—surge; *īśāt*—da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *apetasya*—daquele que se afastou (a alma condicionada); *viparyayaḥ*—inversão de posição; *asmṛtiḥ*—nenhuma concepção de seu relacionamento com o Senhor Supremo; *tat-māyayā*—por causa da energia ilusória do Senhor Supremo; *ataḥ*—portanto; *budhaḥ*—aquele que é sábio; *ābhajet*—deve adorar; *tam*—a Ele; *bhaktyā*—pelo serviço devocional; *ekayā*—não desviado para o karma e o jñāna; *īśam*—a Suprema Personalidade de Deus; *guru*—como o mestre espiritual; *devatā*—Deidade adorável; *ātmā*—Superalma.", "translation": "**\" 'Quando a entidade viva é atraída pela energia material separada de Kṛṣṇa, é dominada pelo medo. Por estar separada da Suprema Personalidade de Deus pela energia material, sua concepção de vida fica invertida. Em outras palavras, em vez de ser o servo eterno de Kṛṣṇa, torna-se o concorrente de Kṛṣṇa. Isso é chamado de *viparyayaḥ asmṛtiḥ.* Para anular esse erro, aquele que é genuinamente erudito e avançado adora a Suprema Personalidade de Deus como seu mestre espiritual, Deidade adorável e fonte de vida. Assim, adora o Senhor pelo processo do serviço devocional puro.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.37)."}
{"ref": "cc/madhya/24/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/138/", "verse_text": "daivī hy eṣā guṇa-mayī\n\nmama māyā duratyayā\n\nmām eva ye prapadyante\n\nmāyām etāṁ taranti te", "devanagari": "> দৈবী হ্যেষা গুণময়ী মম মায়া দুরত্যয়া ।\n> মামেব যে প্রপদ্যন্তে মায়ামেতাং তরন্তি তে ॥১৩৮॥", "synonyms": "*daivī*—pertencente ao Senhor Supremo; *hi*—certamente; *eṣā*—esta; *guṇa-mayī*—feita dos três modos; *mama*—Minha; *māyā*—energia externa; *duratyayā*—muito difícil de superar; *mām*—a Mim; *eva*—certamente; *ye*—aqueles que; *prapadyante*—rendem-se plenamente; *māyām*—a energia ilusória; *etām*—esta; *taranti*—transpõem; *te*—eles.", "translation": "**\"'Esta Minha energia divina, constituída dos três modos da natureza material, é difícil de superar. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpô-la.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (7.14)."}
{"ref": "cc/madhya/24/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/139/", "verse_text": "bhakti vinu mukti nāhi, bhaktye mukti haya", "devanagari": "> ভক্তি বিনু মুক্তি নাহি, ভক্ত্যে মুক্তি হয় ॥১৩৯॥", "synonyms": "*bhakti*—serviço devocional; *vinu*—sem; *mukti*—liberação; *nāhi*—não há; *bhaktye*—de fato pelo serviço devocional; *mukti haya*—a liberação é alcançada.", "translation": "**\"A pessoa não alcança a liberação sem prestar serviço devocional. A liberação só se alcança pelo serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/140/", "verse_text": "śreyaḥ-sṛtiṁ bhaktim udasya te vibho\n\nkliśyanti ye kevala-bodha-labdhaye\n\nteṣām asau kleśala eva śiṣyate\n\nnānyad yathā sthūla-tuṣāvaghātinām", "devanagari": "> শ্রেয়ঃসৃতিং ভক্তিমুদস্য তে বিভো\n> ক্লিশ্যন্তি যে কেবল-বোধলব্ধয়ে ৷\n> তেষামসৌ ক্লেশল এব শিষ্যতে\n> নান্যদ্যথা স্থূলতুষাবঘাতিনাম্ ॥১৪০॥", "synonyms": "*śreyaḥ-sṛtim*—a auspiciosa senda da liberação; *bhaktim*—serviço devocional; *udasya*—abandonando; *te*—de Ti; *vibho*—ó meu Senhor; *kliśyanti*—aceitam dificuldades acrescidas; *ye*—todas as pessoas que; *kevala*—somente; *bodha-labdhaye*—para a obtenção de conhecimento; *teṣām*—para elas; *asau*—aquele; *kleśalaḥ*—transtorno; *eva*—somente; *śiṣyate*—permanece; *na*—não; *anyat*—nada mais; *yathā*—tanto quanto; *sthūla*—volumosas; *tuṣa*—cascas de arroz; *avaghātinām*—daqueles que batem.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, o serviço devocional a Ti é o único caminho auspicioso. Se alguém o abandona simplesmente pela busca do conhecimento especulativo ou pela compreensão de que as entidades vivas são almas espirituais e de que o mundo material é falso, passa por muitos sofrimentos. Obtém apenas atividades penosas e inauspiciosas. Suas ações são como bater numa casca já desprovida de arroz. Seu esforço torna-se infrutífero.'**\"", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.14.4)."}
{"ref": "cc/madhya/24/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/141/", "verse_text": "ye 'nye 'ravindākṣa vimukta-māninas\n\ntvayy asta-bhāvād aviśuddha-buddhayaḥ\n\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\n\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ", "devanagari": "> যেঽন্যেঽরবিন্দাক্ষ বিমুক্তমানিন-\n> স্ত্বয্যস্তভাবাদবিশুদ্ধবুদ্ধয়ঃ ।\n> আরুহ্য কৃচ্ছ্রেণ পরং পদং ততঃ\n> পতন্ত্যধোঽনাদৃতযুষ্মদঙ্ঘ্রয়ঃ ॥১৪১॥", "synonyms": "*ye*—todos aqueles que; *anye*—outros (não devotos); *aravinda-akṣa*—ó Tu de olhos de lótus; *vimukta-māninaḥ*—que se consideram liberados; *tvayi*—a Ti; *asta-bhāvāt*—sem devoção; *aviśuddha-buddhayaḥ*—cuja inteligência não está purificada; *āruhya*—tendo ascendido; *kṛcchreṇa*—mediante severas austeridades e penitências; *param padam*—à posição suprema; *tataḥ*—de lá; *patanti*—caem; *adhaḥ*—para baixo; *anādṛta*—sem respeitar; *yuṣmat*—Teus; *aṅghrayaḥ*—pés de lótus.", "translation": "**\"'Ó Tu de olhos de lótus, aqueles que pensam estar liberados nesta vida, mas que estão desprovidos de serviço devocional a Ti, são de inteligência impura. Embora aceitem severas austeridades e penitências e se elevem à posição espiritual, à compreensão do Brahman impessoal, eles caem novamente porque negligenciam adorar Teus pés de lótus.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32)."}
{"ref": "cc/madhya/24/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/142/", "verse_text": "ya eṣāṁ puruṣaṁ sākṣād\n\nātma-prabhavam īśvaram\n\nna bhajanty avajānanti\n\nsthānād bhraṣṭāḥ patanty adhaḥ", "devanagari": "> য এষাং পুরুষং সাক্ষাদাত্মপ্রভবমীশ্বরম্ ।\n> ন ভজন্ত্যবজানন্তি স্থানাদ্ভ্রষ্টাঃ পতন্ত্যধঃ ॥১৪২॥", "synonyms": "*ye*—aqueles que; *eṣām*—destas divisões de ordens sociais e espirituais; *puruṣam*—a Suprema Personalidade de Deus; *sākṣāt*—diretamente; *ātma-prabhavam*—a fonte de todos; *īśvaram*—o controlador supremo; *na*—não; *bhajanti*—adoram; *avajānanti*—ou que negligenciam; *sthānāt*—de seu devido lugar; *bhraṣṭāḥ*—estando caídos; *patanti*—caem; *adhaḥ*—para baixo, em condições infernais.", "translation": "**\"'Se a pessoa simplesmente mantém uma posição oficial nos quatro varṇas e āśramas, mas não adora o Senhor Supremo Viṣṇu, ela cai de sua posição convencida para uma condição infernal.'**", "purport": "Esta também é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.3)."}
{"ref": "cc/madhya/24/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/143/", "verse_text": "bhaktye mukti pāileha avaśya kṛṣṇere bhajaya", "devanagari": "> ভক্ত্যে মুক্তি পাইলেহ অবশ্য কৃষ্ণেরে ভজয় ॥১৪৩॥", "synonyms": "*bhaktye*—pelo serviço devocional; *mukti*—liberação; *pāileha*—se a pessoa obtém; *avaśya*—certamente; *kṛṣṇere*—ao Senhor Kṛṣṇa; *bhajaya*—presta serviço.", "translation": "**\"Quando a pessoa é verdadeiramente liberada pela execução do serviço devocional, ela sempre se ocupa no transcendental serviço amoroso ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/144/", "verse_text": "\"muktā api līlayā vigrahaṁ\n\nkṛtvā bhagavantaṁ bhajante\"", "devanagari": "> “মুক্তা অপি লীলয়া বিগ্রহং কৃত্বা ভগবন্তং ভজন্তে ।।” ॥ ১৪৪ ॥", "synonyms": "*muktāḥ*—liberados; *api*—embora; *līlayā*—pelos passatempos; *vigraham*—a forma do Senhor; *kṛtvā*—tendo instalado; *bhagavantam*—a Suprema Personalidade de Deus; *bhajante*—adoram.", "translation": "**\"'Mesmo uma alma liberada, fundida na refulgência do Brahman impessoal, é atraída pelos passatempos de Kṛṣṇa. Assim, ela instala uma Deidade e presta serviço ao Senhor.'**", "purport": "Esta é uma citação do comentário de Śaṅkarācārya sobre a Nṛsiṁha-tāpanī Upaniṣad."}
{"ref": "cc/madhya/24/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/145/", "verse_text": "ei chaya ātmārāma kṛṣṇere bhajaya\n\npṛthak pṛthak ca-kāre ihā 'api'ra artha kaya", "devanagari": "> এই ছয় আত্মারাম কৃষ্ণেরে ভজয় ।\n> পৃথক্ পৃথক্ চ-কারে ইহা ‘অপি’র অর্থ কয় ॥১৪৫॥", "synonyms": "*ei chaya*—todos estes seis; *ātmārāma*—transcendentalistas; *kṛṣṇere bhajaya*—prestam serviço a Kṛṣṇa; *pṛthak pṛthak*—separadamente; *ca-kāre*—no uso da palavra ca; *ihā*—aqui; *'api'ra*—da palavra api; *artha*—significado; *kaya*—diz.", "translation": "**\"Estes seis tipos de ātmārāmas ocupam-se no serviço amoroso a Kṛṣṇa. As variedades de serviço são indicadas pela adição de ca, e elas também carregam o significado de api, 'de fato.'**", "purport": "Há seis tipos de ātmārāmas: o estudante neófito (sādhaka) que está absorto na compreensão do Brahman (brahmamaya), aquele que já atingiu a posição do Brahman (prāpta-brahma-laya), aquele que deseja liberar-se (mumukṣu), aquele que está liberado ainda nesta vida (jīvan-mukta) e aquele que é autorrealizado (prāpta-svarūpa)."}
{"ref": "cc/madhya/24/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/146/", "verse_text": "\"ātmārāmāś ca api\" kare kṛṣṇe ahaitukī bhakti\n\n\"munayaḥ santaḥ\" iti kṛṣṇa-manane āsakti", "devanagari": "> “আত্মারামাশ্চ অপি” করে কৃষ্ণে অহৈতুকী ভক্তি ।\n> “মুনয়ঃ সন্তঃ” ইতি কৃষ্ণমননে আসক্তি ॥১৪৬॥", "synonyms": "*ātmārāmāḥ ca api*—as pessoas autorrealizadas também; *kare*—prestam; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *ahaitukī bhakti*—serviço devocional desmotivado; *munayaḥ santaḥ*—grandes pessoas santas e transcendentalistas; *iti*—assim; *kṛṣṇa-manane*—em meditação em Kṛṣṇa; *āsakti*—atração.", "translation": "**\"Os seis tipos de ātmārāmas prestam serviço devocional a Kṛṣṇa sem motivos ocultos. As palavras munayaḥ e santaḥ indicam aqueles que estão muito apegados a meditar em Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/147/", "verse_text": "\"nirgranthāḥ\"--avidyā-hīna, keha--vidhi-hīna\n\nyāhāṅ yei yukta, sei arthera adhīna", "devanagari": "> “নির্গ্রন্থাঃ” — অবিদ্যাহীন, কেহ — বিধিহীন ।\n> যাহাঁ যেই যুক্ত, সেই অর্থের অধীন ॥১৪৭॥", "synonyms": "*nirgranthāḥ*—nirgranthāḥ; *avidyā-hīna*—sem ignorância; *keha*—alguns deles; *vidhi-hīna*—sem seguir quaisquer princípios reguladores; *yāhāṅ*—onde quer que seja; *yei*—o qual; *yukta*—apropriado; *sei arthera adhīna*—enquadra-se naquele significado diferente.", "translation": "**\"A palavra nirgranthāḥ significa 'sem ignorância' e 'desprovido de regras e regulações'. Pode-se aplicar o significado que melhor se ajustar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/148/", "verse_text": "ca-śabde kari yadi'itaretara' artha\n\nāra eka artha kahe parama samartha", "devanagari": "> চ-শব্দে করি যদি ‘ইতরেতর’ অর্থ ।\n> আর এক অর্থ কহে পরম সমর্থ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*ca-śabde*—pela palavra ca; *kari*—faço; *yadi*—se; *itaretara artha*—significados diferentes e separados; *āra*—outro; *eka*—um; *artha*—significado; *kahe*—é dito; *parama samartha*—altamente conveniente.", "translation": "**\"Ao usar a palavra ca em diferentes lugares, há diferentes significados. Acima de todos eles, há outro significado que é muito importante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/149/", "verse_text": "\"ātmārāmāś ca ātmārāmāś ca\" kari' bāra chaya\n\npañca ātmārāma chaya ca-kāre lupta haya", "devanagari": "> “আত্মারামাশ্চ আত্মারামাশ্চ” করি’ বার ছয় ।\n> পঞ্চ আত্মারাম ছয় চ-কারে লুপ্ত হয় ॥১৪৯॥", "synonyms": "*ātmārāmāḥ ca ātmārāmāḥ ca*—repetindo as palavras ātmārāmāḥ e ca; *kari'*—fazendo; *bāra chaya*—seis vezes; *pañca ātmārāma*—cinco tipos de ātmārāmas; *chaya*—seis; *ca-kāre*—pela palavra ca; *lupta haya*—tornam-se não pronunciados.", "translation": "**\"Embora as palavras ātmārāmāś ca fossem repetidas seis vezes, simplesmente por se acrescentar a palavra ca, cinco ātmārāmas são suprimidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/150/", "verse_text": "eka 'ātmārāma'-śabda avaśeṣa rahe\n\neka 'ātmārāma'-śabde chaya-jana kahe", "devanagari": "> এক ‘আত্মারাম’-শব্দ অবশেষ রহে ।\n> এক ‘আত্মারাম’-শব্দে ছয় জন কহে ॥১৫০॥", "synonyms": "*eka*—uma; *ātmārāma*—ātmārāma; *śabda*—vibração; *avaśeṣa rahe*—permanece por fim; *eka ātmārāma*—um ātmārāma; *śabde*—ao vibrar; *chaya-jana*—seis pessoas; *kahe*—são indicadas.", "translation": "**\"Portanto, não há necessidade de repetir a palavra ātmārāma. Uma é suficiente, e essa única palavra indica seis pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/151/", "verse_text": "\"sarūpāṇām eka-śeṣa eka-vibhaktau\"\n\nuktārthānām aprayogaḥ\n\nrāmaś ca rāmaś ca rāmaś ca rāmā itivat", "devanagari": "> “সরূপাণামেকশেষ একবিভক্তৌ” ।\n> উক্তার্থানামপ্ৰয়োগঃ ।\n> রামশ্চ রামশ্চ রামশ্চ রামা ইতিবত্ ॥১৫১॥", "synonyms": "*sa-rūpāṇām*—de palavras da mesma forma; *eka-śeṣaḥ*—apenas a última; *eka-vibhaktau*—no mesmo caso; *ukta-arthānām*—dos significados anteriormente mencionados; *aprayogaḥ*—não aplicação; *rāmaḥ ca*—e Rāma; *rāmaḥ ca*—e Rāma; *rāmaḥ ca*—e Rāma; *rāmāḥ itivat*—desse modo, por um rāma, muitos rāmas são indicados.", "translation": "**\" 'Dentre palavras que têm a mesma forma e a mesma terminação de caso, a última é a única que se retém. Por exemplo, a palavra rāmaḥ é usada para representar rāmaś ca, rāmaś ca, rāmaś ca, etc.'**", "purport": "Esta é uma citação dos sūtras de Pāṇini (1.2.64)."}
{"ref": "cc/madhya/24/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/152/", "verse_text": "tabe ye ca-kāra, sei 'samuccaya' kaya\n\n\"ātmārāmāś ca munayaś ca\" kṛṣṇere bhajaya", "devanagari": "> তবে যে চ-কার, সেই ‘সমুচ্চয়’ কয় ।\n> “আত্মারামাশ্চ মুনয়শ্চ” কৃষ্ণেরে ভজয় ॥১৫২॥", "synonyms": "*tabe*—então; *ye*—essa; *ca-kāra*—sílaba ca; *sei*—essa; *samuccaya*—agregação; *kaya*—é dita; *ātmārāmāḥ ca*—todos aqueles que desfrutam no eu; *munayaḥ ca*—todas as pessoas santas; *kṛṣṇere bhajaya*—adoram Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Pelo uso agregativo da palavra ca, indica-se que todos os ātmārāmas e santos servem e adoram Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/153/", "verse_text": "\"nirgranthā api\"ra ei 'api'--sambhāvane\n\nei sāta artha prathame kariluṅ vyākhyāne", "devanagari": "> “নির্গ্রন্থা অপি”র এই ‘অপি’ — সম্ভাবনে ।\n> এই সাত অর্থ প্রথমে করিলুঁ ব্যাখ্যানে ॥১৫৩॥", "synonyms": "*nirgranthāḥ apira*—das palavras nirgranthāḥ api; *ei*—este; *api*—api; *sambhāvane*—no que se refere à exposição; *ei sāta artha*—estes sete significados diferentes; *prathame*—no início; *kariluṅ*—fiz; *vyākhyāne*—em explicação.", "translation": "**\"O api acrescentado à palavra nirgranthāḥ é usado para exposição. Assim, procurei esclarecer os sete tipos de significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/154/", "verse_text": "antaryāmi-upāsaka 'ātmārāma' kaya\n\nsei ātmārāma yogīra dui bheda haya", "devanagari": "> অন্তর্যামি-উপাসক ‘আত্মারাম’ কয় ।\n> সেই আত্মারাম যোগীর দুই ভেদ হয় ॥১৫৪॥", "synonyms": "*antaryāmi*—da Superalma; *upāsaka*—adorador; *ātmārāma kaya*—também é dito ser um ātmārāma; *sei ātmārāma*—esse ātmārāma; *yogīra*—do yogī místico; *dui bheda haya*—há dois tipos.", "translation": "**\"O yogī que adora a Superalma dentro de si também é chamado ātmārāma. Há dois tipos de ātmārāma-yogīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/155/", "verse_text": "sagarbha, nigarbha,--ei haya dui bheda\n\neka eka tina bhede chaya vibheda", "devanagari": "> সগর্ভ, নিগর্ভ, — এই হয় দুই ভেদ ।\n> এক এক তিন ভেদে ছয় বিভেদ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*sagarbha*—sagarbha; *nigarbha*—nigarbha; *ei*—assim; *haya*—há; *dui*—duas; *bheda*—variedades diferentes; *eka eka*—cada uma; *tina bhede*—em três variedades; *chaya vibheda*—portanto, há seis variedades.", "translation": "**\"Os dois ātmārāma-yogīs são chamados sagarbha e nigarbha. Cada um deles divide-se em três; portanto, há seis tipos de adoradores da Superalma.**", "purport": "A palavra sagarbha-yogī refere-se a um yogī que adora a Superalma na forma de Viṣṇu. O nigarbha-yogī adora a Superalma sem forma. Os yogīs sagarbha e nigarbha são ainda categorizados: (1) sagarbha-yogārurukṣu, (2) nigarbha-yogārurukṣu, (3) sagarbha-yogārūḍha, (4) nigarbha-yogārūḍha, (5) sagarbha-prāpta-siddhi e (6) nigarbha-prāpta-siddhi."}
{"ref": "cc/madhya/24/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/156/", "verse_text": "kecit svadehāntar hṛdayāvakāśe\n\nprādeśa-mātraṁ puruṣaṁ vasantam\n\ncatur-bhujaṁ kañja-rathāṅga-śaṅkha-\n\ngadā-dharaṁ dhāraṇayā smaranti", "devanagari": "> কেচিৎ স্বদেহান্তর্হৃদয়াবকাশে প্রাদেশমাত্রং পুরুষং বসন্তম্ ।\n> চতুর্ভুজং কঞ্জরথাঙ্গশঙ্খগদাধরং ধারণয়া স্মরন্তি ॥১৫৬॥", "synonyms": "*kecit*—alguns deles; *sva-deha-antaḥ*—dentro do próprio corpo; *hṛdaya-avakāśe*—na cavidade do coração; *prādeśa-mātram*—com a medida de quinze centímetros; *puruṣam*—a Suprema Personalidade de Deus; *vasantam*—residindo; *catuḥ-bhujam*—com quatro mãos; *kañja*—uma flor de lótus; *ratha-aṅga*—um disco semelhante à roda de uma quadriga; *śaṅkha*—um búzio; *gadā-dharam*—segurando a maça; *dhāraṇayā*—por tal contemplação; *smaranti*—eles se lembram.", "translation": "**\" 'Alguns yogīs pensam no Senhor dentro de seus corações, medindo cerca de quinze centímetros. O Senhor tem quatro mãos, nas quais segura um búzio, uma maça, um disco e uma flor de lótus. Aqueles que adoram esta forma de Viṣṇu dentro do coração são chamados sagarbha-yogīs.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.2.8)."}
{"ref": "cc/madhya/24/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/157/", "verse_text": "evaṁ harau bhagavati pratilabdha-bhāvo\n\nbhaktyā dravad-dhṛdaya utpulakaḥ pramodāt\n\nautkaṇṭhya-bāṣpa-kalayā muhur ardyamānas\n\ntac cāpi citta-baḍiśaṁ śanakair viyuṅkte", "devanagari": "> এবং হরৌ ভগবতি প্রতিলব্ধভাবো\n> ভক্ত্যা দ্রবদ্ধৃদয় উৎপুলকঃ প্রমোদাত্ ।\n> ঔৎকণ্ঠ্যবাষ্পকলয়া মুহুরর্দ্যমান-\n> স্তচ্চাপি চিত্তবড়িশং শনকৈর্বিযুঙ্ক্তে ॥১৫৭॥", "synonyms": "*evam*—assim; *harau*—à Suprema Personalidade de Deus; *bhagavati*—o Senhor; *pratilabdha-bhāvaḥ*—aquele que despertou um sentimento de amor extático; *bhaktyā*—pelo serviço devocional; *dravat*—derretendo; *hṛdayaḥ*—o coração; *utpulakaḥ*—muito satisfeito; *pramodāt*—devido à felicidade; *autkaṇṭhya*—com ardor; *bāṣpa-kalayā*—com lágrimas nos olhos; *muhuḥ*—sempre; *ardyamānaḥ*—imerso em bem-aventurança espiritual; *tat ca api*—isso também; *citta-baḍiśam*—com o coração como um anzol; *śanakaiḥ*—gradualmente; *viyuṅkte*—separa-se.", "translation": "**\" 'Quando alguém está em amor extático com a Suprema Personalidade de Deus, seu coração se derrete pelo bhakti-yoga, e ele sente bem-aventurança transcendental. Manifestam-se sintomas corpóreos e, devido ao ardor, há lágrimas nos olhos. Assim, a pessoa fica sujeita à bem-aventurança espiritual. Quando o coração se vê excessivamente afligido, a mente meditativa, como um anzol, gradualmente se separa do objeto de meditação.'**", "purport": "Esta também é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.28.34)."}
{"ref": "cc/madhya/24/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/158/", "verse_text": "'yogārurukṣu', 'yogārūḍha' 'prāpta-siddhi' āra\n\nei tina bhede haya chaya prakāra", "devanagari": "> ‘যোগারুরুক্ষু’, ‘যোগারূঢ়’ ‘প্রাপ্তসিদ্ধি’ আর ।\n> এই তিন ভেদে হয় ছয় প্রকার ॥১৫৮॥", "synonyms": "*yoga-ārurukṣu*—pessoas que desejam elevar-se à plataforma da perfeição yóguica; *yoga-ārūḍha*—pessoas já elevadas a essa posição; *prāpta-siddhi*—pessoas que alcançaram o êxito; *āra*—também; *ei tina*—estas três; *bhede*—por variedades; *haya*—há; *chaya prakāra*—seis tipos.", "translation": "**\"Por estas três divisões de avanço no yoga – yogārurukṣu, yogārūḍha e prāpta-siddhi –, há seis tipos de yogīs místicos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/159/", "verse_text": "ārurukṣor muner yogaṁ\n\nkarma kāraṇam ucyate\n\nyogārūḍhasya tasyaiva\n\nśamaḥ kāraṇam ucyate", "devanagari": "> আরুরুক্ষোর্মুনের্যোগং কর্ম কারণমুচ্যতে ।\n> যোগারূঢ়স্য তস্যৈব শমঃ কারণমুচ্যতে ॥১৫৯॥", "synonyms": "*ārurukṣoḥ*—de uma pessoa que deseja elevar-se à plataforma da perfeição yóguica; *muneḥ*—de uma pessoa santa; *yogam*—conhecimento espiritual; *karma*—trabalho; *kāraṇam*—a causa; *ucyate*—diz-se; *yoga-ārūḍhasya*—daquele que alcançou tal conhecimento perfeito; *tasya*—para ele; *eva*—certamente; *śamaḥ*—controlar a mente sem ser perturbado; *kāraṇam*—causa; *ucyate*—diz-se.", "translation": "**\" 'Aqueles que desejam elevar-se à plataforma da perfeição yóguica praticam o sistema de yoga e seguem estritamente seus princípios reguladores. Praticam as posturas yóguicas, os āsanas e os exercícios respiratórios. Aqueles que já estão elevados a esta plataforma praticam a meditação e mantêm suas mentes no Senhor Supremo. Rejeitam toda atividade material e mantêm suas mentes em condição equânime [śama].**", "purport": "Os textos 159 e 160 são do *Bhagavad-gītā* (6.3-4)."}
{"ref": "cc/madhya/24/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/160/", "verse_text": "yadā hi nendriyārtheṣu\n\nna karmasv anuṣajjate\n\nsarva-saṅkalpa-sannyāsī\n\nyogārūḍhas tadocyate", "devanagari": "> যদা হি নেন্দ্রিয়ার্থেষু ন কর্মস্বনুষজ্জতে ।\n> সর্বসংকল্পসন্ন্যাসী যোগারূঢ়স্তদোচ্যতে ॥১৬০॥", "synonyms": "*yadā*—quando; *hi*—certamente; *na*—não; *indriya-artheṣu*—gratificação dos sentidos; *na*—não; *karmasu*—em atividades; *anuṣajjate*—a pessoa se ocupa; *sarva*—todos os tipos de; *saṅkalpa*—desejos; *sannyāsī*—renunciando; *yoga-ārūḍhaḥ*—aquele que realmente alcançou a perfeição no sistema de yoga; *tadā*—nessa ocasião; *ucyate*—diz-se.", "translation": "**\" 'Quando uma pessoa já não se interessa em agir para a gratificação dos sentidos e quando renuncia a todos os desejos materiais, diz-se que ela está situada em yoga perfeito [yogārūḍha].'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/161/", "verse_text": "ei chaya yogī sādhu-saṅgādi-hetu pāñā\n\nkṛṣṇa bhaje kṛṣṇa-guṇe ākṛṣṭa hañā", "devanagari": "> এই ছয় যোগী সাধুসঙ্গাদি-হেতু পাঞা ।\n> কৃষ্ণ ভজে কৃষ্ণগুণে আকৃষ্ট হঞা ॥১৬১॥", "synonyms": "*ei*—estes; *chaya*—seis; *yogī*—místicos; *sādhu*—de devotos; *saṅga-ādi*—a associação; *hetu*—por causa de; *pāñā*—obtendo; *kṛṣṇa bhaje*—prestam serviço a Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-guṇe*—pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *ākṛṣṭa*—atraídos; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**\"Quando um yogī purificado se associa com devotos, ele se ocupa no serviço devocional do Senhor Kṛṣṇa, sendo atraído pelas qualidades transcendentais do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/162/", "verse_text": "ca-śabde 'api'ra artha ihāṅo kahaya\n\n'muni', 'nirgrantha'-śabdera pūrvavat artha haya", "devanagari": "> চ-শব্দে ‘অপি’র অর্থ ইহাঁও কহয় ।\n> ‘মুনি’, ‘নির্গ্রন্থ’-শব্দের পূর্ববৎ অর্থ হয় ॥১৬২॥", "synonyms": "*ca-śabde*—pela palavra ca; *'api'ra*—da palavra api; *artha*—o significado; *ihāṅo*—aqui também; *kahaya*—é aplicável; *muni*—uma pessoa santa; *nirgrantha*—plenamente liberada; *śabdera*—das palavras; *pūrva-vat*—como mencionado acima; *artha haya*—há os significados.", "translation": "**\"Os significados das palavras ca e api podem ser aplicados aqui. Os significados das palavras muni e nirgrantha são os mesmos de antes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/163/", "verse_text": "urukrame ahaitukī kāhāṅ kona artha\n\nei tera artha kahiluṅ parama samartha", "devanagari": "> উরুক্রমে অহৈতুকী কাহাঁ কোন অর্থ ।\n> এই তের অর্থ কহিলুঁ পরম সমর্থ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*urukrame*—à Suprema Personalidade de Deus, que age de modo incomum; *ahaitukī*—sem motivos; *kāhāṅ*—onde quer que; *kona*—algum; *artha*—sentido; *ei*—dessa maneira; *tera artha*—treze sentidos; *kahiluṅ*—expliquei; *parama*—supremamente; *samartha*—completo.", "translation": "**\"A palavra ahaitukī sempre se aplica à Suprema Personalidade de Deus, Urukrama. Dessa maneira, descrevi o sentido de todas essas coisas em treze variedades completas.**", "purport": "As treze variedades mencionadas são (1) sādhaka, o praticante neófito; (2) brahmamaya, aquele que está absorto no pensamento do Brahman impessoal; (3) prāpta-brahma-laya, aquele que de fato alcançou a perfeição do Brahman; (4) mumukṣu, aquele que deseja a liberação; (5) jīvan-mukta, aquele que é liberado nesta vida; (6) prāpta-svarūpa, aquele que alcançou sua posição constitucional original; (7) nirgrantha-muni, um santo completamente liberado; (8) sagarbha-yogārurukṣu, um yogī que medita na forma de quatro braços de Viṣṇu ou que deseja a perfeição ióguica; (9) nigarbha-yogārurukṣu, aquele que alcançou a perfeição na meditação impessoal; (10) sagarbha-yogārūḍha, aquele que já se elevou à plataforma da perfeição do yoga; (11) nigarbha-yogārūḍha, o yogī impessoal de modo semelhante; (12) sagarbha-prāpta-siddhi, aquele que já alcançou a etapa perfeccional; (13) nigarbha-prāpta-siddhi, aquele que alcançou a perfeição por meio da meditação impessoal."}
{"ref": "cc/madhya/24/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/164/", "verse_text": "ei saba śānta yabe bhaje bhagavān\n\n'śānta' bhakta kari' tabe kahi tāṅra nāma", "devanagari": "> এই সব শান্ত যবে ভজে ভগবান্ ।\n> ‘শান্ত’ ভক্ত করি’ তবে কহি তাঁর নাম ॥১৬৪॥", "synonyms": "*ei saba*—todos esses; *śānta*—neutro; *yabe*—quando; *bhaje*—adoram; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *śānta bhakta*—devotos na etapa neutra do serviço devocional; *kari'*—descrevendo como; *tabe*—nesse momento; *kahi*—falo; *tāṅra*—seu; *nāma*—nome.", "translation": "**\"Esses treze tipos de yogīs e munis chamam-se śānta-bhaktas, pois prestam serviço transcendental amoroso à Suprema Personalidade de Deus na etapa neutra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/165/", "verse_text": "'ātmā' śabde 'mana' kaha--mane yei rame\n\nsādhu-saṅge seha bhaje śrī-kṛṣṇa-caraṇe", "devanagari": "> ‘আত্মা’ শব্দে ‘মন’ কহ — মনে যেই রমে ।\n> সাধুসঙ্গে সেহ ভজে শ্রীকৃষ্ণচরণে ॥১৬৫॥", "synonyms": "*ātmā*—ātmā; *śabde*—pela palavra; *mana*—a mente; *kaha*—se dizes; *mane*—dentro da mente; *yei rame*—aquele que se satisfaz com a especulação; *sādhu-saṅge*—pela associação de devotos; *seha*—ele também; *bhaje*—dedica-se ao serviço devocional; *śrī-kṛṣṇa-caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A palavra ātmā às vezes significa 'a mente'. Nesse caso, a palavra ātmārāma significa 'uma pessoa que se satisfaz com a especulação mental'. Quando tal pessoa se associa com um devoto puro, ela se dedica ao serviço devocional aos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/166/", "verse_text": "udaram upāsate ya ṛṣi-vartmasu kūrpa-dṛśaḥ\n\nparisara-paddhatiṁ hṛdayam āruṇayo daharam\n\ntata udagād ananta tava dhāma śiraḥ paramaṁ\n\npunar iha yat sametya na patanti kṛtānta-mukhe", "devanagari": "> উদরমুপাসতে য ঋষিবর্ত্মসু কূর্পদৃশঃ\n> পরিসরপদ্ধতিং হৃদয়মারুণয়ো দহরম্ ।\n> তত উদ্গাদনন্ত তব ধাম শিরঃ পরমং\n> পুনরিহ যৎ সমেত্য ন পতন্তি কৃতান্তমুখে ॥১৬৬॥", "synonyms": "*udaram*—o abdômen; *upāsate*—adoram; *ye*—aqueles que; *ṛṣi-vartmasu*—no caminho traçado pelas grandes pessoas santas; *kūrpa-dṛśaḥ*—cuja visão está grosseiramente situada na concepção corpórea da vida; *parisara-paddhatim*—do qual provém o sistema das artérias; *hṛdayam*—o coração; *āruṇayaḥ*—pessoas santas encabeçadas por Āruṇa Ṛṣi; *daharam*—o céu dentro do coração, a concepção sutil da Superalma dentro do coração; *tataḥ*—disso; *udagāt*—subiu; *ananta*—ó ilimitado; *tava*—Tua; *dhāma*—morada; *śiraḥ*—o topo da cabeça; *paramam*—supremo; *punaḥ*—novamente; *iha*—neste mundo material; *yat*—o qual; *sametya*—tendo alcançado; *na*—não; *patanti*—caem; *kṛta-anta-mukhe*—na repetição de nascimento e morte.", "translation": "**\" 'Aqueles que seguem o caminho dos grandes e santos yogīs místicos adotam o processo ginástico do yoga e começam a adorar a partir do abdômen, onde se diz que o Brahman está localizado. Tais pessoas chamam-se śārkarākṣa, o que significa que estão situadas na concepção corpórea grosseira. Há também seguidores do ṛṣi conhecido como Āruṇa. Seguindo esse caminho, eles observam as atividades das artérias. Assim, sobem gradualmente até o coração, onde está situado o Brahman sutil, o Paramātmā. Eles então O adoram. Ó ilimitado Ananta! Melhores do que essas pessoas são os yogīs místicos que Te adoram a partir do topo de suas cabeças. Começando pelo abdômen e prosseguindo através do coração, eles alcançam o topo da cabeça e passam pelo brahma-randhra, o orifício no topo do crânio. Assim, os yogīs alcançam a plataforma perfeccional e não entram novamente no ciclo de nascimento e morte.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.87.18)."}
{"ref": "cc/madhya/24/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/167/", "verse_text": "eho kṛṣṇa-guṇākṛṣṭa mahā-muni hañā\n\nahaitukī bhakti kare nirgrantha hañā", "devanagari": "> এহো কৃষ্ণগুণাকৃষ্ট মহামুনি হঞা ।\n> অহৈতুকী ভক্তি করে নির্গ্রন্থ হঞা ॥১৬৭॥", "synonyms": "*eho*—tais yogīs; *kṛṣṇa guṇa-ākṛṣṭa*—atraídos pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *mahā-muni hañā*—tornando-se grandes pessoas santas; *ahaitukī bhakti kare*—prestam serviço devocional imotivado; *nirgrantha hañā*—tornando-se indiferentes ao processo do yoga místico.", "translation": "**\"Sendo atraídos pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, os yogīs tornam-se grandes santos. Nesse momento, não sendo tolhidos pelo processo ióguico, eles se ocupam em serviço devocional imaculado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/168/", "verse_text": "'ātmā'-śabde 'yatna' kahe--yatna kariyā\n\n\"munayo 'pi\" kṛṣṇa bhaje guṇākṛṣṭa hañā", "devanagari": "> ‘আত্মা’-শব্দে ‘যত্ন’ কহে — যত্ন করিয়া ।\n> “মুনয়োঽপি” কৃষ্ণ ভজে গুণাকৃষ্ট হঞা ॥১৬৮॥", "synonyms": "*ātmā-śabde*—pela palavra ātmā; *yatna*—esforço; *kahe*—significa-se; *yatna kariyā*—com grande esforço; *munayaḥ api*—até as grandes pessoas santas; *kṛṣṇa bhaje*—dedicam-se ao serviço devocional de Kṛṣṇa; *guṇa-ākṛṣṭa hañā*—sendo atraídas por Suas qualidades transcendentais.", "translation": "**\"Ātmā também significa 'esforço'. Sendo atraídos pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, alguns santos fazem um grande esforço para chegar ao ponto de prestar serviço a Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/169/", "verse_text": "tasyaiva hetoḥ prayateta kovido\n\nna labhyate yad bhramatām upary adhaḥ\n\ntal labhyate duḥkhavad anyataḥ sukhaṁ\n\nkālena sarvatra gabhīra-raṁhasā", "devanagari": "> তস্যৈব হেতোঃ প্ৰযতেত কোবিদো\n> ন লভ্যতে যদ্ভ্রমতামুপর্যধঃ ।\n> তল্লভ্যতে দুঃখবদন্যতঃ সুখং\n> কালেন সর্বত্র গভীর-রংহসা ॥১৬৯॥", "synonyms": "*tasya eva*—por essa; *hetoḥ*—razão; *prayateta*—deve esforçar-se; *kovidaḥ*—aquele que é erudito e inteligente; *na*—não; *labhyate*—é alcançada; *yat*—aquela que; *bhramatām*—daqueles que vagam; *upari adhaḥ*—para cima e para baixo; *tat*—aquela; *labhyate*—é alcançada; *duḥkhavat*—exatamente como a infelicidade ou a aflição; *anyataḥ*—por outras razões (as ações passadas da pessoa); *sukham*—a felicidade; *kālena*—pelo tempo; *sarvatra*—em toda parte; *gabhīra*—insuperável; *raṁhasā*—tendo força.", "translation": "**\" 'A posição transcendental não pode ser alcançada vagando-se para cima e para baixo, desde Brahmaloka e Satyaloka até Pātālaloka. Se a pessoa for de fato inteligente e erudita, ela deve esforçar-se por essa rara posição transcendental. Toda felicidade material disponível dentro dos quatorze mundos é alcançada pela força do tempo, assim como se alcança a aflição no devido curso do tempo. Visto que essas coisas não são alcançadas pela consciência espiritual, não se deve tentar obtê-las.'**", "purport": "Este verso foi falado por Nārada Muni no *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.5.18). Nārada Muni falava a Vyāsadeva, que estava abatido mesmo depois de ter compilado todas as literaturas Védicas. Nesse contexto, Nārada Muni aconselhou Śrīla Vyāsadeva a alcançar o serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/24/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/170/", "verse_text": "sad-dharmasyāvabodhāya\n\nyeṣāṁ nirbandhinī matiḥ\n\nacirād eva sarvārthaḥ\n\nsidhyaty eṣām abhīpsitaḥ", "devanagari": "> সদ্ধর্মস্যাববোধায় যেষাং নির্বন্ধিনী মতিঃ ।\n> অচিরাদেব সর্বার্থঃ সিধ্যত্যেষামভীপ্সিতঃ ॥১৭০॥", "synonyms": "*sat-dharmasya*—do caminho do serviço devocional progressivo; *avabodhāya*—para a compreensão; *yeṣām*—aqueles cuja; *nirbandhinī*—inabalável; *matiḥ*—inteligência; *acirāt*—muito em breve; *eva*—certamente; *sarva-arthaḥ*—a meta da vida; *sidhyati*—torna-se realizada; *eṣām*—dessas pessoas; *abhīpsitaḥ*—desejada.", "translation": "**\" 'Aqueles que anseiam despertar sua consciência espiritual, que têm inteligência inabalável e que não se desviam, certamente alcançam a desejada meta da vida.'**", "purport": "Esta é uma citação do Nāradīya Purāṇa."}
{"ref": "cc/madhya/24/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/171/", "verse_text": "ca-śabda api-arthe, 'api'--avadhāraṇe\n\nyatnāgraha vinā bhakti nā janmāya preme", "devanagari": "> চ-শব্দ অপি-অর্থে, ‘অপি’ — অবধারণে ।\n> যত্নাগ্রহ বিনা ভক্তি না জন্মায় প্রেমে ॥১৭১॥", "synonyms": "*ca-śabda*—a palavra ca; *api*—da palavra api; *arthe*—no sentido; *api avadhāraṇe*—este api é usado no sentido de ênfase; *yatna-āgraha vinā*—sem esforço sincero; *bhakti*—o serviço devocional; *nā*—não; *janmāya*—gera; *preme*—amor a Deus.", "translation": "**\"A palavra ca pode ser usada no lugar de api, que dá ênfase a algo. Assim, isso significa que, sem esforço sincero no serviço devocional, não se pode alcançar o amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/172/", "verse_text": "sādhanaughair anāsaṅgair\n\nalabhyā sucirād api\n\nhariṇā cāśv adeyeti\n\ndvidhā sā syāt sudurlabhā", "devanagari": "> সাধনৌঘৈরনাসঙ্গৈরলভ্যা সুচিরাদপি ।\n> হরিণা চাশ্বদেয়েতি দ্বিধা সা স্যাৎ সুদুর্লভা ॥১৭২॥", "synonyms": "*sādhana*—atividades de serviço devocional; *aughaiḥ*—por grandes quantidades de; *anāsaṅgaiḥ*—sem apego; *alabhyā*—muito difícil de alcançar; *su-cirāt api*—mesmo após uma duração considerável de tempo; *hariṇā*—pelo Senhor Supremo; *ca*—também; *āśu*—muito em breve; *adeyā*—não a ser concedida; *iti*—assim; *dvidhā*—dois modos; *sā*—essa; *syāt*—é; *su-durlabhā*—muito difícil de obter.", "translation": "**\" 'A perfeição devocional é muito difícil de alcançar por duas razões. Primeira: a menos que se esteja apegado a Kṛṣṇa, não se pode alcançar a perfeição devocional, ainda que se preste serviço devocional por muito tempo. Segunda: Kṛṣṇa não concede facilmente a perfeição no serviço devocional.'**", "purport": "Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.6.18): muktiṁ dadāti karhicit. Śrīla Śukadeva Gosvāmī disse a Mahārāja Parīkṣit que Kṛṣṇa concede prontamente a liberação, mas não concede tão prontamente a perfeição no serviço devocional. Isso significa que Kṛṣṇa quer ver que um devoto é de fato sincero e sério e que não tem motivos ulteriores. Se for esse o caso, o serviço devocional pode ter êxito com muita facilidade; do contrário, é muito difícil obtê-lo da Suprema Personalidade de Deus. Este verso aparece no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.35)."}
{"ref": "cc/madhya/24/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/173/", "verse_text": "teṣāṁ satata-yuktānāṁ\n\nbhajatāṁ prīti-pūrvakam\n\ndadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\n\nyena mām upayānti te", "devanagari": "> তেষাং সততযুক্তানাং ভজতাং প্রীতিপূর্বকম্ ।\n> দদামি বুদ্ধিযোগং তং যেন মামুপযান্তি তে ॥১৭৩॥", "synonyms": "*teṣām*—a eles; *satata-yuktānām*—sempre ocupados; *bhajatām*—em serviço devocional; *prīti-pūrvakam*—em êxtase amoroso; *dadāmi*—Eu dou; *buddhi-yogam*—verdadeira inteligência; *tam*—essa; *yena*—pela qual; *mām*—a Mim; *upayānti*—vêm; *te*—eles.", "translation": "**\" 'Àqueles que estão constantemente devotados e que Me adoram com amor, Eu dou a compreensão pela qual eles podem vir a Mim.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (10.10)."}
{"ref": "cc/madhya/24/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/174/", "verse_text": "'ātmā'-śabde 'dhṛti' kahe,--dhairye yei rame\n\ndhairyavanta eva hañā karaya bhajane", "devanagari": "> ‘আত্মা’-শব্দে ‘ধৃতি’ কহে, — ধৈর্যে যেই রমে ।\n> ধৈর্যবন্ত এব হঞা করয় ভজনে ॥১৭৪॥", "synonyms": "*ātmā-śabde*—pela palavra ātmā; *dhṛti*—perseverança; *kahe*—diz-se; *dhairye*—com perseverança; *yei rame*—todo aquele que se esforça; *dhairyavanta*—tais pessoas dotadas de constância; *eva*—certamente; *hañā*—tornando-se; *karaya*—realizam; *bhajane*—serviço devocional.", "translation": "**\"Outro significado de ātmā é dhṛti, ou constância. Uma pessoa que se esforça com constância é ātmārāma. Com constância, tal pessoa se ocupa em serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/175/", "verse_text": "'muni'-śabde--pakṣī, bhṛṅga; 'nirgranthe'--mūrkha-jana\n\nkṛṣṇa-kṛpāya sādhu-kṛpāya doṅhāra bhajana", "devanagari": "> ‘মুনি’-শব্দে — পক্ষী, ভৃঙ্গ, ‘নির্গ্রন্থে’ — মূর্খজন ।\n> কৃষ্ণকৃপায় সাধুকৃপায় দোঁহার ভজন ॥১৭৫॥", "synonyms": "*muni-śabde*—pela palavra muni; *pakṣī*—pássaro; *bhṛṅga*—abelhão; *nirgranthe*—na palavra nirgrantha; *mūrkha-jana*—pessoas tolas; *kṛṣṇa-kṛpāya*—pela misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; *sādhu-kṛpāya*—pela misericórdia de um devoto; *doṅhāra bhajana*—ocupa-se no serviço devocional de ambos (Kṛṣṇa e seu mestre espiritual ou o sādhu).", "translation": "**\"A palavra muni também significa 'pássaro' e 'abelhão'. A palavra nirgrantha refere-se a pessoas tolas. Pela misericórdia de Kṛṣṇa, tais criaturas entram em contato com um sādhu [mestre espiritual] e, assim, ocupam-se no serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/176/", "verse_text": "prāyo batāmba munayo vihagā vane 'smin\n\nkṛṣṇekṣitaṁ tad-uditaṁ kala-veṇu-gītam\n\nāruhya ye druma-bhujān rucira-prabālān\n\nśṛṇvanti mīlita-dṛśo vigatānya-vācaḥ", "devanagari": "> প্রায়ো বতাম্ব মুনয়ো বিহগা বনেঽস্মিন্\n> কৃষ্ণেক্ষিতং তদুদিতং কলবেণুগীতম্ ।\n> আরুহ্য যে দ্রুমভুজান্ রুচিরপ্রবালান্\n> শৃণ্বন্তি মীলিতদৃশো বিগতান্যবাচঃ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*prāyaḥ*—quase; *bata*—certamente; *amba*—ó mãe; *munayaḥ*—grandes sábios; *vihagāḥ*—os pássaros; *vane*—na floresta; *asmin*—esta; *kṛṣṇa-īkṣitam*—vendo os pés de lótus de Kṛṣṇa; *tat-uditam*—criada por Ele; *kala-veṇu-gītam*—doces vibrações produzidas pelo tocar da flauta; *āruhya*—elevando-se; *ye*—todos eles; *druma-bhujān*—aos galhos das árvores; *rucira-prabālān*—que têm belas trepadeiras e raminhos; *śṛṇvanti*—ouvem; *mīlita-dṛśaḥ*—fechando os olhos; *vigata-anya-vācaḥ*—cessando todos os outros sons.", "translation": "**\" 'Minha querida mãe, nesta floresta, todos os pássaros, após elevarem-se aos belos galhos das árvores, estão fechando os olhos e, não sendo atraídos por nenhum outro som, estão simplesmente ouvindo a vibração da flauta de Kṛṣṇa. Tais pássaros e abelhas devem estar no mesmo nível que grandes santos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.21.14). Esta afirmação foi feita pelas gopīs, que se lamentavam na separação de Kṛṣṇa e observavam como os habitantes de Vṛndāvana desfrutavam a vida como pessoas santas."}
{"ref": "cc/madhya/24/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/177/", "verse_text": "ete 'linas tava yaśo 'khila-loka-tīrthaṁ\n\ngāyanta ādi-puruṣānupathaṁ bhajante\n\nprāyo amī muni-gaṇā bhavadīya-mukhyā\n\ngūḍhaṁ vane 'pi na jahaty anaghātma-daivam", "devanagari": "> এতেঽলিনস্তব যশোঽখিল-লোকতীর্থং\n> গায়ন্ত আদিপুরুষানুপথং ভজন্তে ।\n> প্রায়ো অমী মুনিগণা ভবদীয়মুখ্যা\n> গূঢ়ং বনেঽপি ন জহত্যনঘাত্মদৈবম্ ॥১৭৭॥", "synonyms": "*ete*—todas estas; *alinaḥ*—abelhas; *tava*—Tua; *yaśaḥ*—reputação; *akhila*—todos; *loka-tīrtham*—auspiciosa para os planetas; *gāyante*—estão cantando; *ādi-puruṣa*—ó pessoa original; *anupatham*—ao longo da senda; *bhajante*—elas estão ocupadas em serviço amoroso transcendental; *prāyaḥ*—quase; *amī*—estas; *muni-gaṇāḥ*—grandes pessoas santas; *bhavadīya*—em relação contigo; *mukhyāḥ*—devotos muito avançados; *gūḍham*—desconhecido; *vane*—na floresta; *api*—embora; *na*—não; *jahati*—abandonam; *anagha*—ó personalidade de bondade transcendental; *ātma-daivam*—sua Deidade adorável.", "translation": "**\" 'Ó boa fortuna personificada! Ó Personalidade de Deus original, todas estas abelhas estão cantando a respeito de Tua fama transcendental, que purificará o universo inteiro. De fato, elas estão seguindo Tua senda na floresta e estão Te adorando. Na verdade, são todas pessoas santas, mas agora assumiram a forma de abelhas. Embora estejas brincando como um ser humano, elas não puderam esquecer-se de que és sua Deidade adorável.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.15.6). Kṛṣṇa e Balarāma estavam justamente à beira da puerícia e entravam na floresta de Vṛndāvana quando Kṛṣṇa começou a oferecer orações para agradar Balarāma."}
{"ref": "cc/madhya/24/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/178/", "verse_text": "sarasi sārasa-haṁsa-vihaṅgāś\n\ncāru-gīta-hṛta-cetasa etya\n\nharim upāsata te yata-cittā\n\nhanta mīlita-dṛśo dhṛta-maunāḥ", "devanagari": "> সরসি সারসহংসবিহঙ্গাশ্চারুগীতহৃতচেতস এত্য ।\n> হরিমুপাসত তে যতচিত্তা হন্ত মীলিতদৃশো ধৃতমৌনাঃ ॥১৭৮॥", "synonyms": "*sarasi*—na água; *sārasa*—grous; *haṁsa*—cisnes; *vihaṅgāḥ*—pássaros; *cāru-gīta*—pela canção melodiosa da flauta de Kṛṣṇa; *hṛta-cetasaḥ*—desprovidos de consciência material; *etya*—aproximando-se; *harim*—a Suprema Personalidade de Deus; *upāsata*—adoravam; *te*—todos eles; *yata-cittāḥ*—com plena atenção; *hanta*—ai; *mīlita-dṛśaḥ*—fechando os olhos; *dhṛta-maunāḥ*—completamente silenciosos.", "translation": "**\" 'Todos os grous e cisnes na água estão sendo encantados pela canção melodiosa da flauta de Kṛṣṇa. Eles se aproximaram e estão adorando a Suprema Personalidade de Deus com plena atenção. Ai, estão fechando os olhos e tornando-se completamente silenciosos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.35.11). Durante o dia, Kṛṣṇa ia à floresta de Vṛndāvana e, nesse momento, as gopīs, melancólicas devido à separação Dele, lamentavam-se desta maneira."}
{"ref": "cc/madhya/24/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/179/", "verse_text": "kirāta-hūnāndhra-pulinda-pulkaśā\n\nābhīra-śumbhā yavanāḥ khaśādayaḥ\n\nye 'nye ca pāpā yad-upāśrayāśrayāḥ\n\nśudhyanti tasmai prabhaviṣṇave namaḥ", "devanagari": "> কিরাতহূনান্ধ্রপুলিন্দপুক্কশা\n> আভীরশুহ্মা যবনাঃ খশাদয়ঃ ।\n> যেঽন্যে চ পাপা যদুপাশ্রয়াশ্রয়াঃ\n> শুধ্যন্তি তস্মৈ প্রভবিষ্ণবে নমঃ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*kirāta*—os aborígines chamados Kirātas; *hūna*—os Hūnas; *āndhra*—Āndhras; *pulinda*—Pulindas; *pulkaśāḥ*—Pulkaśas; *ābhīra*—Ābhīras; *śumbhāḥ*—Śumbhas; *yavanāḥ*—pessoas que não seguem os preceitos Védicos e que comem carne de vaca; *khaśa-ādayaḥ*—Khaśas e outros; *ye*—aqueles que; *anye*—outros semelhantes; *ca*—também; *pāpāḥ*—pessoas pecaminosas; *yat*—da Suprema Personalidade de Deus; *upāśraya*—dos devotos; *āśrayāḥ*—abrigando-se; *śudhyanti*—purificam-se; *tasmai*—a Ele, o Senhor Viṣṇu, por causa de quem se purificam; *prabhaviṣṇave*—ao Senhor Viṣṇu, o mais poderoso; *namaḥ*—respeitosas reverências.", "translation": "**\" 'Kirāta, Hūna, Āndhra, Pulinda, Pulkaśa, Ābhīra, Śumbha, Yavana e as raças Khaśa, e até mesmo outros que são viciados em atos pecaminosos, podem purificar-se abrigando-se nos devotos do Senhor, devido a Ele ser o poder supremo. Eu rogo poder oferecer minhas respeitosas reverências a Ele.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.4.18). Este verso foi falado por Śukadeva Gosvāmī quando Parīkṣit Mahārāja lhe pediu uma descrição da criação. Enquanto oferecia reverências à Suprema Personalidade de Deus, Śukadeva Gosvāmī descreveu as ilimitadas potências do Senhor Viṣṇu, que pode purificar as criaturas de nascimento inferior aqui mencionadas."}
{"ref": "cc/madhya/24/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/180/", "verse_text": "kiṁvā'dhṛti'-śabde nija-pūrṇatādi-jñāna kaya\n\nduḥkhābhāve uttama-prāptye mahā-pūrṇa haya", "devanagari": "> কিংবা ‘ধৃতি’-শব্দে নিজপূর্ণতাদি-জ্ঞান কয় ।\n> দুঃখাভাবে উত্তমপ্রাপ্ত্যে মহাপূর্ণ হয় ॥১৮০॥", "synonyms": "*kiṁvā*—ou; *dhṛti*—dhṛti; *śabde*—por esta palavra; *nija*—próprio; *pūrṇatā-ādi*—perfeição e assim por diante; *jñāna*—conhecimento; *kaya*—diz; *duḥkha-abhāve*—na ausência de todas as misérias materiais; *uttama*—o melhor; *prāptye*—ao obter; *mahā-pūrṇa haya*—torna-se perfeitamente perfeito.", "translation": "**\"A palavra dhṛti também é usada quando alguém é plenamente perfeito em conhecimento. Quando, devido a ter obtido os pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus, ele não tem misérias materiais, alcança mahā-pūrṇa, o mais elevado nível de perfeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/181/", "verse_text": "dhṛtiḥ syāt pūrṇatā jñāna-\n\nduḥkhābhāvottamāptibhiḥ\n\naprāptātīta-naṣṭārthā-\n\nnabhisaṁśocanādikṛt", "devanagari": "> ধৃতিঃ স্যাৎ পূর্ণতা জ্ঞান-দুঃখাভাবোত্তমাপ্তিভিঃ ।\n> অপ্রাপ্তাতীত-নষ্টার্থানভিসংশোচনাদিকৃৎ ॥১৮১॥", "synonyms": "*dhṛtiḥ*—persistência; *syāt*—pode tornar-se; *pūrṇatā*—plenitude; *jñāna*—conhecimento da Suprema Personalidade de Deus; *duḥkha-abhāva*—a ausência de miséria; *uttama-āptibhiḥ*—pela obtenção da mais elevada plataforma de perfeição; *aprāpta*—não obtido; *atīta*—passado; *naṣṭa*—destruído; *artha*—objeto, meta; *anabhisaṁ-śocana*—ausência de lamentação; *ādi*—e assim por diante; *kṛt*—fazendo.", "translation": "**\" 'Dhṛti é a plenitude sentida pela ausência de miséria e ocasionada por receber conhecimento do Senhor Supremo e por obter amor puro a Ele. A lamentação que decorre de não obter uma meta ou da perda de algo já alcançado não afeta essa completude.'**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.4.144)."}
{"ref": "cc/madhya/24/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/182/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakta--duḥkha-hīna, vāñchāntara-hīna\n\nkṛṣṇa-prema-sevā-pūrṇānanda-pravīṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্ত — দুঃখহীন, বাঞ্ছান্তর-হীন ।\n> কৃষ্ণপ্রেম-সেবা-পূর্ণানন্দ-প্রবীণ ॥১৮২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakta*—um devoto do Senhor Kṛṣṇa; *duḥkha-hīna*—não sob condições materiais miseráveis; *vāñchā-antara-hīna*—ele não tem outro desejo senão servir Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *sevā*—serviço; *pūrṇa-ānanda*—pleno de bem-aventurança transcendental; *pravīṇa*—e muito experiente ou versado em todos os assuntos.", "translation": "**\"Um devoto de Kṛṣṇa nunca está em uma condição miserável, nem tem qualquer desejo além de servir Kṛṣṇa. Ele é experiente e avançado. Sente a bem-aventurança transcendental do amor a Kṛṣṇa e sempre se ocupa em Seu serviço, plenamente protegido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/183/", "verse_text": "mat-sevayā pratītaṁ te\n\nsālokyādi-catuṣṭayam\n\nnecchanti sevayā pūrṇāḥ\n\nkuto 'nyat kāla-viplutam", "devanagari": "> মৎসেবয়া প্রতীতং তে সালোক্যাদি-চতুষ্টয়ম্ ।\n> নেচ্ছন্তি সেবয়া পূর্ণাঃ কুতোঽন্যৎ কালবিপ্লুতম্ ॥১৮৩॥", "synonyms": "*mat*—de Mim; *sevayā*—pelo serviço; *pratītam*—obtidos; *te*—eles; *sālokya-ādi*—liberação, começando com sālokya; *catuṣṭayam*—os quatro tipos de; *na icchanti*—não desejam; *sevayā*—pelo serviço; *pūrṇāḥ*—completos; *kutaḥ*—onde; *anyat*—outras coisas; *kāla-viplutam*—que se perdem no tempo.", "translation": "**\" 'Meus devotos, tendo realizado seus desejos ao Me servir, não aceitam os quatro tipos de salvação que se obtêm facilmente por meio de tal serviço. Por que, então, haveriam de aceitar quaisquer prazeres que se perdem no transcurso do tempo?'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.4.67)."}
{"ref": "cc/madhya/24/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/184/", "verse_text": "hṛṣīkeśe hṛṣīkāṇi\n\nyasya sthairya-gatāni hi\n\nsa eva dhairyam āpnoti\n\nsaṁsāre jīva-cañcale", "devanagari": "> হৃষীকেশে হৃষীকাণি যস্য স্থৈর্যগতানি হি ।\n> স এব ধৈর্যমাপ্নোতি সংসারে জীবচঞ্চলে ॥১৮৪॥", "synonyms": "*hṛṣīkeśe*—ao mestre dos sentidos; *hṛṣīkāṇi*—todos os sentidos; *yasya*—cujos; *sthairya-gatāni*—fixos; *hi*—certamente; *saḥ*—essa pessoa; *eva*—decerto; *dhairyam āpnoti*—alcança a posição de dhairya, persistência; *saṁsāre*—no mundo material; *jīva-cañcale*—onde todos estão perturbados.", "translation": "**\"Neste mundo material, todas as entidades vivas estão perturbadas devido à sua posição vacilante. O devoto, contudo, está fixo no serviço aos pés de lótus do Senhor, o mestre dos sentidos. Tal pessoa deve ser considerada situada em persistência e paciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/185/", "verse_text": "'ca'--avadhāraṇe, ihā 'api'--samuccaye\n\ndhṛtimanta hañā bhaje pakṣi-mūrkha-caye", "devanagari": "> ‘চ’ — অবধারণে, ইহা ‘অপি’ — সমুচ্চয়ে ।\n> ধৃতিমন্ত হঞা ভজে পক্ষি-মূর্খ-চয়ে ॥১৮৫॥", "synonyms": "*ca*—a palavra ca; *avadhāraṇe*—em ênfase; *ihā*—aqui; *api*—a palavra api; *samuccaye*—no sentido de um agregado; *dhṛtimanta*—plenamente saturadas; *hañā*—tornando-se; *bhaje*—adoram; *pakṣi-mūrkha-caye*—criaturas obtusas como os pássaros, os mais tolos.", "translation": "**\"A palavra ca serve para ênfase, e a palavra api é usada como agregado. Deve-se compreender que até mesmo criaturas obtusas [pássaros e iletrados] também podem situar-se em persistência e ocupar-se no serviço devocional a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/186/", "verse_text": "'ātmā'-śabde 'buddhi' kahe buddhi-viśeṣa\n\nsāmānya-buddhi-yukta yata jīva avaśeṣa", "devanagari": "> ‘আত্মা’-শব্দে ‘বুদ্ধি’ কহে বুদ্ধিবিশেষ ।\n> সামান্যবুদ্ধিযুক্ত যত জীব অবশেষ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*ātmā-śabde*—pela palavra ātmā; *buddhi*—inteligência; *kahe*—diz-se; *buddhi-viśeṣa*—um tipo particular de inteligência; *sāmānya-buddhi-yukta*—dotadas de inteligência comum; *yata*—todas; *jīva*—entidades vivas; *avaśeṣa*—as demais.", "translation": "**\"A palavra ātmā também é usada para um tipo particular de inteligência. Visto que todas as entidades vivas geralmente têm alguma inteligência, em maior ou menor grau, estão incluídas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/187/", "verse_text": "buddhye rame ātmārāma--dui ta' prakāra\n\n'paṇḍita' muni-gaṇa, nirgrantha 'mūrkha' āra", "devanagari": "> বুদ্ধ্যে রমে আত্মারাম — দুই ত’ প্রকার ।\n> ‘পণ্ডিত’ মুনিগণ, নির্গ্রন্থ ‘মূর্খ’ আর ॥১৮৭॥", "synonyms": "*buddhye*—na inteligência; *rame*—que se compraz; *ātmārāma*—é ātmārāma; *dui ta' prakāra*—duas variedades; *paṇḍita*—erudito; *muni-gaṇa*—filósofos; *nirgrantha*—sem instrução; *mūrkha*—tolo; *āra*—também.", "translation": "**\"Todos têm algum tipo de inteligência, e aquele que utiliza sua inteligência chama-se ātmārāma. Há dois tipos de ātmārāma. Um é um sábio erudito e filósofo, e o outro é uma pessoa sem instrução, iletrada e tola.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/188/", "verse_text": "kṛṣṇa-kṛpāya sādhu-saṅge rati-buddhi pāya\n\nsaba chāḍi' śuddha-bhakti kare kṛṣṇa-pāya", "devanagari": "> কৃষ্ণকৃপায় সাধুসঙ্গে রতি-বুদ্ধি পায় ।\n> সব ছাড়ি’ শুদ্ধভক্তি করে কৃষ্ণপায় ॥১৮৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-kṛpāya*—pela misericórdia de Kṛṣṇa; *sādhu-saṅge*—na associação de devotos; *rati-buddhi*—atração devocional e inteligência; *pāya*—a pessoa obtém; *saba chāḍi'*—abandonando tudo; *śuddha-bhakti*—serviço devocional puro; *kare*—realiza; *kṛṣṇa-pāya*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Pela misericórdia de Kṛṣṇa e pela associação de devotos, a pessoa aumenta sua atração e inteligência para o serviço devocional puro; portanto, abandona tudo e ocupa-se aos pés de lótus de Kṛṣṇa e de Seus devotos puros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/189/", "verse_text": "ahaṁ sarvasya prabhavo\n\nmattaḥ sarvaṁ pravartate\n\niti matvā bhajante māṁ\n\nbudhā bhāva-samanvitāḥ", "devanagari": "> অহং সর্বস্য প্রভবো মত্তঃ সর্বং প্রবর্ততে ।\n> ইতি মত্বা ভজন্তে মাং বুধা ভাবসমন্বিতাঃ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*aham*—Eu, o Senhor Kṛṣṇa; *sarvasya*—de todos; *prabhavaḥ*—a fonte original; *mattaḥ*—de Mim; *sarvam*—tudo; *pravartate*—emana; *iti*—assim; *matvā*—compreendendo; *bhajante*—dedicam-se ao serviço devocional; *mām*—a Mim; *budhāḥ*—aqueles que são eruditos; *bhāva-samanvitāḥ*—com amor e devoção.", "translation": "**\" 'Eu [Kṛṣṇa] sou a fonte original de tudo. Tudo emana de Mim. Os sábios que sabem isso perfeitamente ocupam-se em Meu serviço com amor e devoção.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (10.8)."}
{"ref": "cc/madhya/24/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/190/", "verse_text": "te vai vidanty atitaranti ca deva-māyāṁ\n\nstrī-śūdra-hūna-śabarā api pāpa-jīvāḥ\n\nyady adbhuta-krama-parāyaṇa-śīla-śikṣās\n\ntiryag-janā api kimu śruta-dhāraṇā ye", "devanagari": "> তে বৈ বিদন্ত্যতিতরন্তি চ দেবমায়াং\n> স্ত্রীশূদ্রহূনশবরা অপি পাপজীবাঃ ।\n> যদ্যদ্ভুতক্রমপরায়ণ-শীল-শিক্ষা-\n> স্তির্যগ্জনা অপি কিমু শ্রুতধারণা যে ॥১৯০॥", "synonyms": "*te*—todos eles; *vai*—certamente; *vidanti*—compreendem; *atitaranti*—transpõem; *ca*—também; *deva-māyām*—a influência da energia ilusória externa; *strī*—mulheres; *śūdra*—homens de quarta classe; *hūna*—tribos incultas das montanhas; *śabarāḥ*—e caçadores; *api*—mesmo; *pāpa-jīvāḥ*—criaturas pecaminosas; *yadi*—se; *adbhuta-krama*—do realizador de atividades maravilhosas; *parāyaṇa*—dos devotos; *śīla-śikṣāḥ*—características e educação; *tiryak-janāḥ*—aves e feras; *api*—mesmo; *kimu*—que dizer; *śruta-dhāraṇāḥ ye*—pessoas avançadas na educação do conhecimento Védico.", "translation": "**\" 'Mulheres, homens de quarta classe, tribos incultas das montanhas, caçadores e muitos outros nascidos em famílias baixas, bem como aves e feras, podem ocupar-se no serviço da Suprema Personalidade de Deus — que age de modo muito maravilhoso — e seguir a senda dos devotos, recebendo deles ensinamentos. Embora o oceano da ignorância seja vasto, eles ainda assim podem transpô-lo. Que dizer, então, da dificuldade para aqueles que são avançados no conhecimento Védico?'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.7.46). O Senhor Brahmā disse isto quando falava a seu discípulo Nārada sobre as maravilhosas características do Senhor Viṣṇu. Simplesmente por cantar as glórias do Senhor Viṣṇu, a pessoa pode transpor o oceano da ignorância, ainda que seja de baixo nascimento."}
{"ref": "cc/madhya/24/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/191/", "verse_text": "vicāra kariyā yabe bhaje kṛṣṇa-pāya\n\nsei buddhi dena tāṅre, yāte kṛṣṇa pāya", "devanagari": "> বিচার করিয়া যবে ভজে কৃষ্ণ-পায় ।\n> সেই বুদ্ধি দেন তাঁরে, যাতে কৃষ্ণ পায় ॥১৯১॥", "synonyms": "*vicāra*—consideração; *kariyā*—fazendo; *yabe*—quando; *bhaje*—a pessoa adora; *kṛṣṇa-pāya*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *sei buddhi*—essa inteligência; *dena*—dá; *tāṅre*—a ela; *yāte*—pela qual; *kṛṣṇa pāya*—a pessoa obtém o refúgio dos pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Considerando todos esses pontos, quando alguém se ocupa no serviço aos pés de lótus de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa lhe concede a inteligência pela qual pode progredir gradualmente rumo à perfeição no serviço ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/192/", "verse_text": "teṣāṁ satata-yuktānāṁ\n\nbhajatāṁ prīti-pūrvakam\n\ndadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\n\nyena mām upayānti te", "devanagari": "> তেষাং সততযুক্তানাং ভজতাং প্রীতিপূর্বকম্ ।\n> দদামি বুদ্ধিযোগং তং যেন মামুপযান্তি তে ॥১৯২॥", "synonyms": "*teṣām*—a eles; *satata-yuktānām*—sempre ocupados; *bhajatām*—no serviço devocional; *prīti-pūrvakam*—em êxtase amoroso; *dadāmi*—Eu dou; *buddhi-yogam*—a verdadeira inteligência; *tam*—essa; *yena*—pela qual; *mām*—a Mim; *upayānti*—vêm; *te*—eles.", "translation": "**\" 'Àqueles que estão constantemente devotados e Me adoram com amor, Eu concedo a compreensão pela qual podem vir a Mim.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (10.10)."}
{"ref": "cc/madhya/24/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/193/", "verse_text": "sat-saṅga, kṛṣṇa-sevā, bhāgavata, nāma\n\nvraje vāsa,--ei pañca sādhana pradhāna", "devanagari": "> সৎসঙ্গ, কৃষ্ণসেবা, ভাগবত, নাম ।\n> ব্রজে বাস, — এই পঞ্চ সাধন প্রধান ॥১৯৩॥", "synonyms": "*sat-saṅga*—associação com devotos; *kṛṣṇa-sevā*—ocupação no serviço de Kṛṣṇa; *bhāgavata*—os devotos e o livro conhecido como Śrīmad-Bhāgavatam; *nāma*—o cantar do santo nome; *vraje vāsa*—residência em Vṛndāvana ou Mathurā; *ei*—estes; *pañca*—cinco; *sādhana pradhāna*—os principais processos da devoção.", "translation": "**\"Para ser elevado à plataforma do serviço devocional, devem-se observar os cinco itens seguintes: associação com devotos, ocupação no serviço do Senhor Kṛṣṇa, a leitura do *Śrīmad-Bhāgavatam*, o cantar dos santos nomes e a residência em Vṛndāvana ou Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/194/", "verse_text": "ei-pañca-madhye eka 'svalpa' yadi haya\n\nsubuddhi janera haya kṛṣṇa-premodaya", "devanagari": "> এই-পঞ্চ-মধ্যে এক ‘স্বল্প’ যদি হয় ।\n> সুবুদ্ধি জনের হয় কৃষ্ণপ্রেমোদয় ॥১৯৪॥", "synonyms": "*ei*—destes; *pañca-madhye*—entre os cinco; *eka*—de apenas um; *svalpa*—uma pequena quantidade; *yadi*—se; *haya*—há; *su-buddhi*—inteligente; *janera*—da pessoa; *haya*—há; *kṛṣṇa-prema-udaya*—o despertar do amor adormecido por Kṛṣṇa.", "translation": "**\"O amor adormecido de alguém por Kṛṣṇa desperta gradualmente, se essa pessoa for um pouco avançada em um destes cinco itens e for inteligente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/195/", "verse_text": "durūhādbhuta-vīrye 'smin\n\nśraddhā dūre 'stu pañcake\n\nyatra svalpo 'pi sambandhaḥ\n\nsaddhiyāṁ bhāva-janmane", "devanagari": "> দুরূহাদ্ভুতবীর্যেঽস্মিন্ শ্রদ্ধা দূরেঽস্তু পঞ্চকে ।\n> যত্র স্বল্পোঽপি সম্বন্ধঃ সদ্ধিয়াং ভাবজন্মনে ॥১৯৫॥", "synonyms": "*durūha*—difícil de conciliar; *adbhuta*—maravilhoso; *vīrye*—no poder; *asmin*—neste; *śraddhā*—fé; *dūre*—distante; *astu*—que esteja; *pañcake*—nos cinco princípios mencionados acima; *yatra*—no qual; *svalpaḥ*—um pouco; *api*—mesmo; *sambandhaḥ*—conexão; *sat-dhiyām*—daqueles que são inteligentes e isentos de ofensas; *bhāva-janmane*—para despertar o amor adormecido por Kṛṣṇa.", "translation": "**\" 'O poder destes cinco princípios é muito maravilhoso e difícil de conciliar. Mesmo sem fé neles, uma pessoa isenta de ofensas pode experimentar o amor adormecido por Kṛṣṇa simplesmente por estar um pouco conectada com eles.'**", "purport": "Este verso também se encontra no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.2.238)."}
{"ref": "cc/madhya/24/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/196/", "verse_text": "udāra mahatī yāṅra sarvottamā buddhi\n\nnānā kāme bhaje, tabu pāya bhakti-siddhi", "devanagari": "> উদার মহতী যাঁর সর্বোত্তমা বুদ্ধি ।\n> নানা কামে ভজে, তবু পায় ভক্তিসিদ্ধি ॥১৯৬॥", "synonyms": "*udāra*—generosa; *mahatī*—grande; *yāṅra*—cuja; *sarva-uttamā*—de primeira classe; *buddhi*—inteligência; *nānā*—vários; *kāme*—com desejos; *bhaje*—ocupa-se no serviço devocional; *tabu*—ainda; *pāya*—obtém; *bhakti-siddhi*—perfeição no serviço devocional.", "translation": "**\"Se uma pessoa for verdadeiramente generosa e inteligente, ela pode avançar e tornar-se perfeita no serviço devocional, ainda que tenha desejos materiais e sirva ao Senhor com algum motivo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/197/", "verse_text": "akāmaḥ sarva-kāmo vā\n\nmokṣa-kāma udāra-dhīḥ\n\ntīvreṇa bhakti-yogena\n\nyajeta puruṣaṁ param", "devanagari": "> অকামঃ সর্বকামো বা মোক্ষকাম উদারধীঃ ।\n> তীব্রেণ ভক্তিযোগেন যজেত পুরুষং পরম্ ॥১৯৭॥", "synonyms": "*akāmaḥ*—sem desejos materiais; *sarva-kāmaḥ*—repleto de todos os desejos materiais; *vā*—ou; *mokṣa-kāmaḥ*—desejando a liberação; *udāra-dhīḥ*—sincero e avançado no serviço devocional; *tīvreṇa*—firme; *bhakti-yogena*—pela prática do bhakti-yoga; *yajeta*—deve adorar; *puruṣam param*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Quer alguém deseje tudo, quer não deseje nada, quer deseje fundir-se na existência do Senhor, é inteligente somente se adorar o Senhor *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, prestando-Lhe serviço amoroso transcendental.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.3.10)."}
{"ref": "cc/madhya/24/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/198/", "verse_text": "bhakti-prabhāva,--sei kāma chāḍāñā\n\nkṛṣṇa-pade bhakti karāya guṇe ākarṣiyā", "devanagari": "> ভক্তি-প্রভাব, — সেই কাম ছাড়াঞা ।\n> কৃষ্ণপদে ভক্তি করায় গুণে আকর্ষিয়া ॥১৯৮॥", "synonyms": "*bhakti-prabhāva*—a influência do serviço devocional; *sei*—esse; *kāma*—desejo material; *chāḍāñā*—fazendo abandonar; *kṛṣṇa-pade*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *bhakti karāya*—ocupa no serviço devocional; *guṇe*—pelas qualidades transcendentais; *ākarṣiyā*—atraindo.", "translation": "**\"O serviço devocional é tão poderoso que, quando alguém nele se ocupa, gradualmente abandona todos os desejos materiais e torna-se plenamente atraído pelos pés de lótus de Kṛṣṇa. Tudo isso é provocado pela atração pelas qualidades transcendentais do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/199/", "verse_text": "satyaṁ diśaty arthitam arthito nṛṇāṁ\n\nnaivārthado yat punar arthitā yataḥ\n\nsvayaṁ vidhatte bhajatām anicchatām\n\nicchā-pidhānaṁ nija-pāda-pallavam", "devanagari": "> সত্যং দিশত্যর্থিতমর্থিতো নৃণাং\n> নৈবার্থদো যৎ পুনরর্থিতা যতঃ ।\n> স্বয়ং বিধত্তে ভজতামনিচ্ছতা-\n> মিচ্ছা-পিধানং নিজপাদপল্লবম্ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*satyam*—é verdade; *diśati*—Ele concede; *arthitam*—aquilo que se deseja; *arthitaḥ*—sendo solicitado; *nṛṇām*—pelos seres humanos; *na*—não; *eva*—certamente; *artha-daḥ*—dando as coisas desejadas; *yat*—as quais; *punaḥ*—novamente; *arthitā*—solicitação; *yataḥ*—das quais; *svayam*—Ele mesmo; *vidhatte*—Ele dá; *bhajatām*—daqueles ocupados no serviço devocional; *anicchatām*—ainda que não desejem; *icchā-pidhānam*—cobrindo todos os outros desejos; *nija-pāda-pallavam*—o refúgio de Seus próprios pés de lótus.", "translation": "**\" 'Sempre que se solicita a Kṛṣṇa que satisfaça o desejo de alguém, Ele indubitavelmente o faz, mas não concede nada que, depois de desfrutado, leve a pessoa a Lhe suplicar repetidas vezes que satisfaça outros desejos. Quando alguém tem outros desejos, mas se ocupa no serviço do Senhor, Kṛṣṇa concede-lhe à força o refúgio de Seus pés de lótus, onde ela esquecerá todos os outros desejos.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.19.27)."}
{"ref": "cc/madhya/24/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/200/", "verse_text": "'ātmā'-śabde 'svabhāva' kahe, tāte yei rame\n\nātmārāma jīva yata sthāvara-jaṅgame", "devanagari": "> ‘আত্মা’-শব্দে ‘স্বভাব’ কহে, তাতে যেই রমে ।\n> আত্মারাম জীব যত স্থাবর-জঙ্গমে ॥২০০॥", "synonyms": "*ātmā-śabde*—pela palavra ātmā; *svabhāva*—natureza; *kahe*—às vezes se diz; *tāte*—nisso; *yei rame*—aquele que se compraz; *ātmārāma*—chamado ātmārāma; *jīva*—as entidades vivas; *yata*—todas elas; *sthāvara-jaṅgame*—as móveis e imóveis.", "translation": "**\"Outro significado da palavra ātmā é 'a natureza característica de alguém'. Quem quer que se compraza em seu tipo específico de natureza chama-se ātmārāma. Portanto, todas as entidades vivas — sejam móveis ou imóveis — também se chamam ātmārāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/201/", "verse_text": "jīvera svabhāva--kṛṣṇa-'dāsa'-abhimāna\n\ndehe ātma-jñāne ācchādita sei 'jñāna'", "devanagari": "> জীবের স্বভাব — কৃষ্ণ-‘দাস’-অভিমান ।\n> দেহে আত্ম-জ্ঞানে আচ্ছাদিত সেই ‘জ্ঞান’ ॥২০১॥", "synonyms": "*jīvera svabhāva*—a característica original de todas as entidades vivas; *kṛṣṇa-dāsa*—servo de Kṛṣṇa; *abhimāna*—a concepção; *dehe*—no corpo material; *ātma-jñāne*—pela concepção do eu; *ācchādita*—coberta; *sei jñāna*—essa consciência original.", "translation": "**\"A natureza original de toda entidade viva é considerar-se o servo eterno de Kṛṣṇa. Contudo, sob a influência de māyā, ela se julga o corpo, e assim sua consciência original fica coberta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/202/", "verse_text": "ca-śabde 'eva', 'api'-śabda samuccaye\n\n'ātmārāmā eva' hañā śrī-kṛṣṇa bhajaye", "devanagari": "> চ-শব্দে ‘এব’, ‘অপি’-শব্দ সমুচ্চয়ে ।\n> ‘আত্মারামা এব’ হঞা শ্রীকৃষ্ণ ভজয়ে ॥২০২॥", "synonyms": "*ca-śabde*—pela palavra ca; *eva*—a palavra eva; *api-śabda*—a palavra api; *samuccaye*—no sentido de agregação; *ātmārāmāḥ eva*—todos os ātmārāmas (todos os tipos de entidades vivas); *hañā*—sendo; *śrī-kṛṣṇa bhajaye*—ocupam-se no serviço do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Nesse caso, pela palavra ca, entende-se a palavra eva. A palavra api pode ser tomada no sentido de agregação. Assim, o verso seria lido ātmārāmā eva; ou seja, 'mesmo todos os tipos de seres vivos adoram Kṛṣṇa.'**", "purport": "Menciona-se aqui que toda entidade viva é ātmārāma. Temporariamente coberta pela influência de māyā, a entidade viva serve a seus sentidos, que se representam como kāma-krodha-lobha-moha-mada-mātsarya. Na condição material, todas as entidades vivas estão ocupadas na gratificação dos sentidos, mas, quando se associam com devotos que seguem os princípios reguladores, purificam-se e despertam para sua consciência original. Em seguida, procuram satisfazer os sentidos do Senhor Kṛṣṇa e ocupam-se em Seu serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/24/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/203/", "verse_text": "ei jīva--sanakādi saba muni-jana\n\n'nirgrantha'--mūrkha, nīca, sthāvara-paśu-gaṇa", "devanagari": "> এই জীব — সনকাদি সব মুনিজন ।\n> ‘নির্গ্রন্থ’ — মূর্খ, নীচ, স্থাবর-পশুগণ ॥২০৩॥", "synonyms": "*ei jīva*—estas entidades vivas; *sanaka-ādi saba muni-jana*—todas as grandes personalidades, tais como Sanaka e Sanātana; *nirgrantha*—até o iletrado; *mūrkha*—pessoa tola; *nīca*—de baixa origem; *sthāvara*—as árvores e plantas; *paśu-gaṇa*—os animais e pássaros.", "translation": "**\"As entidades vivas incluem grandes personalidades como os quatro Kumāras, pessoas tolas de classe inferior, árvores, plantas, pássaros e animais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/204/", "verse_text": "vyāsa-śuka-sanakādira prasiddha bhajana\n\n'nirgrantha' sthāvarādira śuna vivaraṇa", "devanagari": "> ব্যাস-শুক-সনকাদির প্রসিদ্ধ ভজন ।\n> ‘নির্গ্রন্থ’ স্থাবরাদির শুন বিবরণ ॥২০৪॥", "synonyms": "*vyāsa*—de Vyāsadeva; *śuka*—de Śukadeva Gosvāmī; *sanaka-ādira*—dos quatro Kumāras; *prasiddha bhajana*—o serviço devocional é celebrado; *nirgrantha*—tolo, sem instrução; *sthāvara-ādira*—dos elementos imóveis; *śuna vivaraṇa*—ouve a descrição.", "translation": "**\"O serviço devocional de Vyāsa, Śuka e os quatro Kumāras já foi devidamente celebrado. Agora, deixa-Me explicar como entidades vivas imóveis, como árvores e plantas, ocupam-se no serviço devocional ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/205/", "verse_text": "kṛṣṇa-kṛpādi-hetu haite sabāra udaya\n\nkṛṣṇa-guṇākṛṣṭa hañā tāṅhāre bhajaya", "devanagari": "> কৃষ্ণকৃপাদি-হেতু হৈতে সবার উদয় ।\n> কৃষ্ণগুণাকৃষ্ট হঞা তাঁহারে ভজয় ॥২০৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-kṛpā-ādi-hetu*—a razão da misericórdia de Kṛṣṇa; *haite*—de; *sabāra udaya*—qualquer um se torna devoto; *kṛṣṇa-guṇa-ākṛṣṭa hañā*—sendo atraído pelas qualidades transcendentais de Kṛṣṇa; *tāṅhāre*—a Ele; *bhajaya*—adora.", "translation": "**\"Todos são elegíveis para receber a misericórdia de Kṛṣṇa – incluindo Vyāsadeva, os quatro Kumāras, Śukadeva Gosvāmī, criaturas de baixa origem, árvores, plantas e animais. Pela misericórdia de Kṛṣṇa, eles são elevados e ocupados em Seu serviço.**", "purport": "Isso também se confirma no *Bhagavad-gītā*, no qual o Senhor diz:\n\nmāṁ hi pārtha vyapāśritya\nye 'pi syuḥ pāpa-yonayaḥ\nstriyo vaiśyās tathā śūdrās\nte 'pi yānti parāṁ gatim\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que se abrigam em Mim, embora sejam de nascimento inferior – mulheres, vaiśyas [comerciantes], bem como śūdras [trabalhadores] –, podem aproximar-se do destino supremo.\" (9.32)\n\nTodos são elegíveis para tornar-se devotos de Kṛṣṇa. Basta a pessoa ser treinada de acordo com o processo aprovado. É tarefa dos devotos íntimos de Kṛṣṇa transformar todos em bhaktas de Kṛṣṇa. Se os devotos íntimos não assumirem a tarefa de elevar todos à consciência de Kṛṣṇa, então quem o fará? Aqueles que afirmam ser devotos, mas não se ocupam no serviço a Kṛṣṇa para elevar todas as criaturas vivas à consciência de Kṛṣṇa, devem ser considerados kaniṣṭha-adhikārīs (pessoas no mais baixo estágio do serviço devocional). Quando alguém se eleva à segunda plataforma do serviço devocional, sua tarefa passa a ser propagar a consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo. Aqueles que são ativos no movimento da consciência de Kṛṣṇa não devem permanecer no estágio neófito, mas devem elevar-se à plataforma dos pregadores, a segunda plataforma do serviço devocional. O serviço devocional é tão encantador que até mesmo os devotos de primeira classe (uttama-adhikārīs) também descem à segunda plataforma para pregar e prestar serviço ao Senhor em benefício do mundo inteiro."}
{"ref": "cc/madhya/24/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/206/", "verse_text": "dhanyeyam adya dharaṇī tṛṇa-vīrudhas tvat-\n\npāda-spṛśo druma-latāḥ karajābhimṛṣṭāḥ\n\nnadyo 'drayaḥ khaga-mṛgāḥ sadayāvalokair\n\ngopyo 'ntareṇa bhujayor api yat-spṛhā śrīḥ", "devanagari": "> ধন্যেয়মদ্য ধরণী তৃণ-বীরুধস্ত্বৎ-\n> পাদস্পৃশো দ্রুমলতাঃ করজাভিমৃষ্টাঃ ।\n> নদ্যোঽদ্রয়ঃ খগমৃগাঃ সদয়াবলোকৈ-\n> র্গোপ্যোঽন্তরেণ ভুজয়োরপি যৎস্পৃহা শ্রীঃ ॥২০৬॥", "synonyms": "*dhanyā*—glorificada; *iyam*—esta; *adya*—hoje; *dharaṇī*—a superfície do globo; *tṛṇa-vīrudhaḥ*—a grama e as ervas; *tvat*—Teus; *pāda-spṛśaḥ*—pelo toque dos pés de lótus; *druma-latāḥ*—as trepadeiras e árvores; *karaja-abhimṛṣṭāḥ*—tocadas por Tuas unhas; *nadyaḥ*—os rios; *adrayaḥ*—as colinas; *khaga-mṛgāḥ*—os pássaros e animais da floresta; *sadaya-avalokaiḥ*—por causa de Teus olhares misericordiosos; *gopyaḥ*—as gopīs, as donzelas de Vraja; *antareṇa*—pela região entre; *bhujayoḥ*—Teus dois braços; *api*—também; *yat*—pelos quais; *spṛhā*—desejosa; *śrīḥ*—a deusa da fortuna.", "translation": "**\" 'Esta terra de Vṛndāvana [Vrajabhūmi] está glorificada hoje. Teus pés de lótus tocaram a terra e a grama. Teus dedos tocaram as árvores e as trepadeiras, e Teus olhos misericordiosos lançaram seu olhar sobre os rios, as colinas, os pássaros e os animais. As gopīs foram abraçadas por Teus braços, e até mesmo a deusa da fortuna deseja isso. Agora, todos eles estão glorificados.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.15.8) é dito pelo Senhor Kṛṣṇa a Śrī Balarāma."}
{"ref": "cc/madhya/24/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/207/", "verse_text": "gā gopakair anuvanaṁ nayator udāra-\n\nveṇu-svanaiḥ kala-padais tanu-bhṛtsu sakhyaḥ\n\naspandanaṁ gatimatāṁ pulakas tarūṇāṁ\n\nniryoga-pāśa-kṛta-lakṣaṇayor vicitram", "devanagari": "> গা গোপকৈরনুবনং নয়তোরুদার-\n> বেণুস্বনৈঃ কলপদৈস্তনুভৃৎসু সখ্যঃ ।\n> অস্পন্দনং গতিমতাং পুলকস্তরূণাং\n> নির্যোগপাশকৃতলক্ষণয়োর্বিচিত্রম্ ॥২০৭॥", "synonyms": "*gāḥ*—as vacas; *gopakaiḥ*—com os vaqueirinhos; *anuvanam*—para cada floresta; *nayatoḥ*—conduzindo; *udāra*—muito liberal; *veṇu-svanaiḥ*—pelas vibrações das flautas; *kala-padaiḥ*—de tons doces; *tanu-bhṛtsu*—entre as entidades vivas; *sakhyaḥ*—ó amigas; *aspandanam*—a falta de movimento; *gatimatām*—daquelas entidades vivas que podem mover-se; *pulakaḥ*—o júbilo extático; *tarūṇām*—das árvores, que de outro modo não se movem; *niryoga-pāśa*—as cordas para amarrar as patas traseiras das vacas; *kṛta-lakṣaṇayoḥ*—daqueles dois (Kṛṣṇa e Balarāma), que se caracterizam por; *vicitram*—maravilhoso.", "translation": "**\" 'Minha querida amiga, tanto Kṛṣṇa quanto Balarāma passam pela floresta conduzindo Suas vacas com Seus amigos vaqueirinhos. Ambos carregam cordas com as quais, na hora da ordenha, amarram as patas traseiras das vacas. Quando tocam Suas flautas, todas as entidades vivas móveis ficam atônitas, e as entidades vivas imóveis experimentam júbilo extático por causa de Sua doce música. Todas essas coisas são certamente muito maravilhosas.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.21.19). Todas as gopīs ficaram muito atraídas por Kṛṣṇa quando O viram vagando pela floresta com Baladeva. Por isso, louvaram as atividades do Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/24/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/208/", "verse_text": "vana-latās tarava ātmani viṣṇuṁ\n\nvyañjayantya iva puṣpa-phalāḍhyāḥ\n\npraṇata-bhāra-viṭapā madhu-dhārāḥ\n\nprema-hṛṣṭa-tanavo vavṛṣuḥ sma", "devanagari": "> বনলতাস্তরব আত্মনি বিষ্ণুং\n> ব্যঞ্জয়ন্ত্য ইব পুষ্পফলাঢ্যাঃ ।\n> প্রণতভারবিটপা মধুধারাঃ\n> প্রেমহৃষ্টতনবো ববৃষুঃ স্ম ॥২০৮॥", "synonyms": "*vana-latāḥ*—as ervas e plantas; *taravaḥ*—as árvores; *ātmani*—na Alma Suprema; *viṣṇum*—a Suprema Personalidade de Deus; *vyañjayantyaḥ*—manifestando; *iva*—como; *puṣpa-phala-āḍhyāḥ*—repletas de exuberantes frutos e flores; *praṇata-bhāra*—curvadas por causa do peso; *viṭapāḥ*—as árvores; *madhu-dhārāḥ*—torrentes; *prema-hṛṣṭa*—inspiradas por amor a Deus; *tanavaḥ*—cujos corpos; *vavṛṣuḥ*—constantemente choviam; *sma*—certamente.", "translation": "**\" 'As plantas, trepadeiras e árvores estavam repletas de frutos e flores devido ao amor extático por Kṛṣṇa. De fato, por estarem tão repletas, curvavam-se. Estavam inspiradas por um amor tão profundo por Kṛṣṇa que choviam constantemente torrentes de mel. Dessa maneira, as gopīs viram toda a floresta de Vṛndāvana.'**", "purport": "Este verso provém do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.35.9)."}
{"ref": "cc/madhya/24/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/209/", "verse_text": "kirāta-hūnāndhra-pulinda-pulkaśā\n\nābhīra-śumbhā yavanāḥ khaśādayaḥ\n\nye 'nye ca pāpā yad-upāśrayāśrayāḥ\n\nśudhyanti tasmai prabhaviṣṇave namaḥ", "devanagari": "> কিরাতহূনান্ধ্র-পুলিন্দপুক্কশা\n> আভীরশুম্ভা যবনাঃ খসাদয়ঃ ।\n> যেঽন্যে চ পাপা যদুপাশ্রয়াশ্রয়াঃ\n> শুধ্যন্তি তস্মৈ প্রভবিষ্ণবে নমঃ ॥২০৯॥", "synonyms": "*kirāta*—os aborígenes chamados Kirātas; *hūna*—os Hūnas; *āndhra*—os Āndhras; *pulinda*—os Pulindas; *pulkaśāḥ*—os Pulkaśas; *ābhīra*—os Ābhīras; *śumbhāḥ*—os Śumbhas; *yavanāḥ*—pessoas que não seguem os preceitos Védicos e que comem carne de vaca; *khaśa-ādayaḥ*—os Khaśas e outros; *ye*—aqueles que; *anye*—outros semelhantes; *ca*—também; *pāpāḥ*—pessoas pecaminosas; *yat*—da Suprema Personalidade de Deus; *upāśraya*—dos devotos; *āśrayāḥ*—abrigando-se; *śudhyanti*—purificam-se; *tasmai*—a Ele, o Senhor Viṣṇu, por causa de quem eles se purificam; *prabhaviṣṇave*—ao Senhor Viṣṇu, o mais poderoso; *namaḥ*—respeitosas reverências.", "translation": "**\" 'Kirāta, Hūna, Āndhra, Pulinda, Pulkaśa, Ābhīra, Śumbha, Yavana e as raças Khaśa, e até mesmo outros que são viciados em atos pecaminosos, podem purificar-se abrigando-se nos devotos do Senhor, por Ele ser o poder supremo. Ofereço minhas respeitosas reverências a Ele.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/210/", "verse_text": "āge 'tera' artha kariluṅ, āra 'chaya' ei\n\nūnaviṁśati artha ha-ila mili' ei dui", "devanagari": "> আগে ‘তের’ অর্থ করিলুঁ, আর ‘ছয়’ এই ।\n> ঊনবিংশতি অর্থ হইল মিলি’ এই দুই ॥২১০॥", "synonyms": "*āge*—anteriormente; *tera*—treze; *artha*—significados; *kariluṅ*—dei; *āra*—outros; *chaya*—seis; *ei*—estes; *ūnaviṁśati*—ao todo dezenove; *artha*—significados; *ha-ila*—houve; *mili'*—incluindo; *ei dui*—estes dois.", "translation": "**\"Já falei sobre os treze tipos de significado. Agora, há mais seis. Combinados, perfazem dezenove.**", "purport": "Os seis significados diferentes são (1) os especuladores mentais (vide verso 165), (2) aqueles ocupados em diferentes tipos de esforço (vide verso 168), (3) aqueles que são pacientes e sóbrios (vide verso 174), (4) aqueles que são inteligentes e eruditos (vide verso 187), (5) aqueles que são inteligentes, mas iletrados e tolos (vide verso 187) e (6) aqueles que são conscientes da eterna condição de servos de Kṛṣṇa (vide verso 201)."}
{"ref": "cc/madhya/24/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/211/", "verse_text": "ei ūniśa artha karilu, āge śuna āra\n\n'ātma'-śabde 'deha' kahe,--cāri artha tāra", "devanagari": "> এই উনিশ অর্থ করিলু, আগে শুন আর ।\n> ‘আত্মা’-শব্দে ‘দেহ’ কহে, — চারি অর্থ তার ॥২১১॥", "synonyms": "*ei*—estes; *ūniśa*—dezenove; *artha*—significados; *karilu*—dei; *āge*—adiante; *śuna*—ouve; *āra*—mais; *ātma-śabde*—pela palavra ātma; *deha*—o corpo; *kahe*—entende-se; *cāri artha*—quatro significados; *tāra*—disso.", "translation": "**\"Já expliquei dezenove significados diferentes. Agora, por favor, ouve mais significados. A palavra ātma também se refere ao corpo, e isso pode ser entendido de quatro maneiras.**", "purport": "As quatro divisões são (1) aupādika-brahma-deha, o corpo material considerado como Brahman com designações (vide verso 212), (2) karma-niṣṭha yājñikera karma-deha, o corpo ocupado em cerimônias ritualísticas dos preceitos Védicos (vide verso 214), (3) tapo-deha, o corpo ocupado em austeridades e penitências (vide verso 216) e (4) sarva-kāma-deha, o corpo ocupado para a satisfação de todo tipo de desejos materiais (vide verso 218)."}
{"ref": "cc/madhya/24/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/212/", "verse_text": "dehārāmī dehe bhaje 'dehopādhi brahma'\n\nsat-saṅge seha kare kṛṣṇera bhajana", "devanagari": "> দেহারামী দেহে ভজে ‘দেহোপাধি ব্রহ্ম’ ।\n> সৎসঙ্গে সেহ করে কৃষ্ণের ভজন ॥২১২॥", "synonyms": "*dehārāmī*—pessoas que aceitaram este corpo como o eu e estão interessadas apenas na gratificação dos sentidos; *dehe*—no corpo; *bhaje*—adora; *deha-upādhi brahma*—o Brahman tendo o corpo como designação; *sat-saṅge*—na companhia de devotos; *seha*—tal pessoa; *kare*—faz; *kṛṣṇera bhajana*—serviço ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A pessoa que vive na concepção corpórea adora seu próprio corpo como Brahman, mas, quando entra em contato com o devoto, abandona essa ideia equivocada e ocupa-se no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/213/", "verse_text": "udaram upāsate ya ṛṣi-vartmasu kūrpa-dṛśaḥ\n\nparisara-paddhatiṁ hṛdayam āruṇayo daharam\n\ntata udagād ananta tava dhāma śiraḥ paramaṁ\n\npunar iha yat sametya na patanti kṛtānta-mukhe", "devanagari": "> উদরমুপাসতে য ঋষিবর্ত্মসু কূর্পদৃশঃ\n> পরিসরপদ্ধতিং হৃদয়মারুণয়ো দহরম্ ।\n> তত উদ্গাদনন্ত তব ধাম শিরঃ পরমং\n> পুনরিহ যৎ সমেত্য ন পতন্তি কৃতান্তমুখে ॥২১৩॥", "synonyms": "*udaram*—o abdômen; *upāsate*—adoram; *ye*—aqueles que; *ṛṣi-vartmasu*—no caminho traçado pelas grandes pessoas santas; *kūrpa-dṛśaḥ*—cuja visão está grosseiramente situada na concepção corpórea de vida; *parisara-paddhatim*—de onde provém o sistema das artérias; *hṛdayam*—o coração; *āruṇayaḥ*—pessoas santas encabeçadas por Āruṇa Ṛṣi; *daharam*—o céu dentro do coração, a concepção sutil da Superalma dentro do coração; *tataḥ*—disso; *udagāt*—subiu; *ananta*—ó ilimitado; *tava*—Teu; *dhāma*—lugar; *śiraḥ*—o topo da cabeça; *paramam*—supremo; *punaḥ*—novamente; *iha*—neste mundo material; *yat*—o qual; *sametya*—tendo alcançado; *na*—não; *patanti*—caem; *kṛta-anta-mukhe*—na repetição de nascimento e morte.", "translation": "**\" 'Aqueles que seguem o caminho dos grandes e santos yogīs místicos adotam o processo da ginástica yóguica e começam a adorar a partir do abdômen, onde se diz que o Brahman está localizado. Tais pessoas são chamadas śārk, o que significa que estão situadas na concepção corpórea grosseira. Há também seguidores do ṛṣi conhecido como Āruṇa. Seguindo esse caminho, observam as atividades das artérias. Assim, elevam-se gradualmente até o coração, onde o Brahman sutil, o Paramātmā, está situado. Então, eles O adoram. Ó ilimitado Ananta! Melhores do que essas pessoas são os yogīs místicos que Te adoram a partir do topo de suas cabeças. Começando pelo abdômen e prosseguindo pelo coração, eles alcançam o topo da cabeça e passam pelo brahma-randra, o orifício no alto do crânio. Dessa maneira, os yogīs atingem a plataforma da perfeição e não voltam a entrar no ciclo de nascimento e morte.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.87.18)."}
{"ref": "cc/madhya/24/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/214/", "verse_text": "dehārāmī karma-niṣṭha--yājñikādi jana\n\nsat-saṅge 'karma' tyaji' karaya bhajana", "devanagari": "> দেহারামী কর্মনিষ্ঠ — যাজ্ঞিকাদি জন ।\n> সৎসঙ্গে ‘কর্ম’ ত্যজি’ করয় ভজন ॥২১৪॥", "synonyms": "*dehārāmī*—aqueles na concepção corpórea de vida; *karma-niṣṭha*—atraídos pelas atividades fruitivas; *yājñika-ādi jana*—pessoas que realizam cerimônias ritualísticas em prol de um melhor padrão de vida; *sat-saṅge*—em contato com devotos; *karma tyaji'*—abandonando tais atividades fruitivas; *karaya bhajana*—ocupa-se no serviço devocional ao Senhor.", "translation": "**\"Aqueles que estão na concepção corpórea ocupam-se principalmente em atividades fruitivas. Aqueles que realizam yajñas e cerimônias ritualísticas também são considerados na mesma categoria. No entanto, quando todos eles entram em contato com o devoto puro, abandonam suas atividades fruitivas e ocupam-se plenamente no serviço ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/215/", "verse_text": "karmaṇy asminn anāśvāse\n\ndhūma-dhūmrātmanāṁ bhavān\n\nāpāyayati govinda-\n\npāda-padmāsavaṁ madhu", "devanagari": "> কর্মণ্যস্মিন্ননাশ্বাসে ধূমধূম্রাত্মনাং ভবান্ ।\n> আপায়য়তি গোবিন্দপাদপদ্মাসবং মধু ॥২১৫॥", "synonyms": "*karmaṇi*—em atividade fruitiva; *asmin*—nesta; *anāśvāse*—embora não seja positiva em seu resultado; *dhūma-dhūmra-ātmanām*—cujos corpos estão simplesmente ficando enegrecidos por causa da fumaça; *bhavān*—tu; *āpāyayati*—dás a oportunidade de beber; *govinda-pāda-padma-āsavam*—a bebida nectárea que flui dos pés de lótus de Govinda; *madhu*—doce.", "translation": "**\" 'Acabamos de começar a realizar esta atividade fruitiva, um fogo de sacrifício, mas, devido às muitas imperfeições em nossa ação, não estamos certos de seu resultado. Nossos corpos ficaram enegrecidos pela fumaça, mas, de fato, estamos satisfeitos com o néctar dos pés de lótus da Personalidade de Deus, Govinda, que estás distribuindo.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.18.12) foi dirigido a Sūta Gosvāmī na reunião de grandes sábios em Naimiṣāraṇya. Os grandes sábios eram encabeçados por Śaunaka, e Sūta Gosvāmī falou das gloriosas atividades da Suprema Personalidade de Deus naquela reunião. Naquela ocasião, todos os ṛṣis ali reunidos deixaram de completar as cerimônias ritualísticas porque não havia garantia positiva dos resultados. Todos os executantes estavam cobertos de cinza negra devido à grande quantidade de fumaça que provinha do fogo."}
{"ref": "cc/madhya/24/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/216/", "verse_text": "'tapasvī' prabhṛti yata dehārāmī haya\n\nsādhu-saṅge tapa chāḍi' śrī-kṛṣṇa bhajaya", "devanagari": "> ‘তপস্বী’ প্রভৃতি যত দেহারামী হয় ।\n> সাধুসঙ্গে তপ ছাড়ি’ শ্রীকৃষ্ণ ভজয় ॥২১৬॥", "synonyms": "*tapasvī*—pessoas que se submetem a penitências severas; *prabhṛti*—e assim por diante; *yata*—todas; *dehārāmī haya*—estão dentro da categoria do conceito corporal de vida; *sādhu-saṅge*—na associação de devotos; *tapa chāḍi'*—abandonando todos esses processos de penitência e austeridade; *śrī-kṛṣṇa bhajaya*—ocupam-se no serviço ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Os tapasvīs, aqueles que se submetem a austeridades e penitências severas para elevar-se aos sistemas planetários superiores, também estão na mesma categoria. Quando tais pessoas entram em contato com um devoto, abandonam todas essas práticas e ocupam-se no serviço ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/217/", "verse_text": "yat-pāda-sevābhirucis tapasvinām\n\naśeṣa-janmopacitaṁ malaṁ dhiyaḥ\n\nsadyaḥ kṣiṇoty anvaham edhatī satī\n\nyathā padāṅguṣṭha-viniḥsṛtā sarit", "devanagari": "> যৎপাদসেবাভিরুচিস্তপস্বিনা-\n> মশেষজন্মোপচিতং মলং ধিয়ঃ ।\n> সদ্যঃ ক্ষিণোত্যন্বহমেধতী সতী\n> যথা পদাঙ্গুষ্ঠবিনিঃসৃতা সরিৎ ॥২১৭॥", "synonyms": "*yat-pāda-sevā-abhiruciḥ*—o gosto por servir aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *tapasvinām*—das pessoas que se submetem a penitências severas; *aśeṣa*—ilimitada; *janma-upacitam*—acumulada vida após vida; *malam*—sujeira; *dhiyaḥ*—da inteligência; *sadyaḥ*—imediatamente; *kṣiṇoti*—derrota; *anvaham*—todos os dias; *edhatī*—aumentando; *satī*—estando no modo da bondade; *yathā*—como; *pada-aṅguṣṭha-viniḥsṛtā*—emanando do dedo do pé do Senhor; *sarit*—o rio Ganges.", "translation": "**\" 'O gosto pelo serviço amoroso é como a água do rio Ganges, que flui dos pés do Senhor Kṛṣṇa. Todos os dias esse gosto diminui os resultados das atividades pecaminosas adquiridas ao longo de muitos nascimentos por aqueles que realizam austeridades.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (4.21.31)."}
{"ref": "cc/madhya/24/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/218/", "verse_text": "dehārāmī, sarva-kāma--saba ātmārāma\n\nkṛṣṇa-kṛpāya kṛṣṇa bhaje chāḍi' saba kāma", "devanagari": "> দেহারামী, সর্বকাম — সব আত্মারাম ।\n> কৃষ্ণকৃপায় কৃষ্ণ ভজে ছাড়ি’ সব কাম ॥২১৮॥", "synonyms": "*dehārāmī*—pessoas que estão no conceito corporal de vida; *sarva-kāma*—cheias de todos os desejos materiais; *saba*—todas; *ātmārāma*—desfrutando de autossatisfação; *kṛṣṇa-kṛpāya*—pela misericórdia de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa bhaje*—ocupam-se no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *chāḍi' saba kāma*—abandonando toda espécie de desejo material.", "translation": "**\"Enquanto a pessoa labutar sob o conceito corporal, deve satisfazer volumes e volumes de desejos materiais. Assim, uma pessoa é chamada de ātmārāma. Quando tal ātmārāma é favorecido pela misericórdia de Kṛṣṇa, ele abandona sua suposta autossatisfação e ocupa-se no transcendental serviço amoroso ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/219/", "verse_text": "sthānābhilāṣī tapasi sthito 'haṁ\n\ntvāṁ prāptavān deva-munīndra-guhyam\n\nkācaṁ vicinvann api divya-ratnaṁ\n\nsvāmin kṛtārtho 'smi varaṁ na yāce", "devanagari": "> স্থানাভিলাষী তপসি স্থিতোঽহং\n> ত্বাং প্রাপ্তবান্ দেবমুনীন্দ্রগুহ্যম্ ।\n> কাচং বিচিন্বন্নপি দিব্যরত্নং\n> স্বামিন্ কৃতার্থোঽস্মি বরং ন যাচে ॥২১৯॥", "synonyms": "*sthāna-abhilāṣī*—desejando uma posição muito elevada no mundo material; *tapasi*—em austeridades e penitências severas; *sthitaḥ*—situado; *aham*—eu; *tvām*—a Ti; *prāptavān*—obtive; *deva-muni-indra-guhyam*—difícil de alcançar mesmo para grandes semideuses, pessoas santas e reis; *kācam*—um pedaço de vidro; *vicinvan*—buscando; *api*—embora; *divya-ratnam*—uma joia transcendental; *svāmin*—ó meu Senhor; *kṛta-arthaḥ asmi*—estou plenamente satisfeito; *varam*—qualquer bênção; *na yāce*—não peço.", "translation": "**[Quando estava sendo abençoado pela Suprema Personalidade de Deus, Dhruva Mahārāja disse:] \" 'Ó meu Senhor, por buscar uma posição material opulenta, eu estava realizando severos tipos de penitência e austeridade. Agora obtive a Ti, que és muito difícil de alcançar para os grandes semideuses, as pessoas santas e os reis. Eu estava buscando um pedaço de vidro, mas, em vez disso, encontrei a mais valiosa das joias. Por isso, estou tão satisfeito que não desejo Te pedir bênção alguma.'**", "purport": "Este verso é do Hari-bhakti-sudhodaya (7.28)."}
{"ref": "cc/madhya/24/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/220/", "verse_text": "ei cāri artha saha ha-ila 'teiśa' artha\n\nāra tina artha śuna parama samartha", "devanagari": "> এই চারি অর্থ সহ হইল ‘তেইশ’ অর্থ ।\n> আর তিন অর্থ শুন পরম সমর্থ ॥২২০॥", "synonyms": "*ei*—estes; *cāri*—quatro; *artha*—significados; *saha*—com; *ha-ila*—houve; *teiśa artha*—vinte e três diferentes variedades de sentidos; *āra tina artha*—outros três sentidos; *śuna*—ouve; *parama samartha*—muito fortes.", "translation": "**\"Além dos outros dezenove significados, este significado de ātmārāma [incluindo aqueles que labutam sob o conceito corporal] perfaz quatro significados ao todo e eleva o total a vinte e três significados. Ouve agora outros três significados, que são muito adequados.**", "purport": "Os três significados diferentes são: (1) a palavra ca significando \"em devido tempo\"; (2) as palavras ca significando eva, e api significando \"censura\"; e (3) nirgrantha, significando \"alguém que é muito pobre, sem dinheiro\"."}
{"ref": "cc/madhya/24/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/221/", "verse_text": "ca-śabde 'samuccaye', āra artha kaya\n\n'ātmārāmāś ca munayaś ca' kṛṣṇere bhajaya", "devanagari": "> চ-শব্দে ‘সমুচ্চয়ে,’ আর অর্থ কয় ।\n> ‘আত্মারামাশ্চ মুনয়শ্চ’ কৃষ্ণেরে ভজয় ॥২২১॥", "synonyms": "*ca-śabde*—pela palavra ca; *samuccaye*—em agregação; *āra*—outro; *artha*—sentido; *kaya*—significa-se; *ātmārāmāḥ ca munayaḥ ca*—todos os ātmārāmas e munis; *kṛṣṇere bhajaya*—adoram Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Como se mencionou acima, a palavra ca foi usada para significar 'agregado'. Segundo este significado, todos os ātmārāmas e os munis ocupam-se no serviço a Kṛṣṇa. Além de 'agregado', há outro significado da palavra ca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/222/", "verse_text": "'nirgranthāḥ' hañā ihāṅ 'api'--nirdhāraṇe\n\n'rāmaś ca kṛṣṇaś ca' yathā viharaye vane", "devanagari": "> ‘নির্গ্রন্থাঃ’ হঞা ইহাঁ ‘অপি’ — নির্ধারণে ।\n> ‘রামশ্চ কৃষ্ণশ্চ’ যথা বিহরয়ে বনে ॥২২২॥", "synonyms": "*nirgranthāḥ hañā*—sendo pessoas santas liberadas; *ihāṅ*—aqui; *api*—a palavra api; *nirdhāraṇe*—no sentido de certeza; *rāmaḥ ca kṛṣṇaḥ ca*—tanto Rāma como Kṛṣṇa; *yathā*—como; *viharaye*—gostam de caminhar; *vane*—na floresta.", "translation": "**\"A palavra nirgranthāḥ é usada como adjetivo, e api é usada no sentido de certeza. Por exemplo, rāmaś ca kṛṣṇaś ca significa que tanto Rāma como Kṛṣṇa gostam de caminhar na floresta.**", "purport": "Porque se diz que tanto Rāma como Kṛṣṇa gostam de passear na floresta, entende-se que Ambos estão desfrutando de Seu percurso pela floresta."}
{"ref": "cc/madhya/24/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/223/", "verse_text": "ca-śabde 'anvācaye' artha kahe āra\n\n'baṭo, bhikṣām aṭa, gāṁ cānaya' yaiche prakāra", "devanagari": "> চ-শব্দে ‘অন্বাচয়ে’ অর্থ কহে আর ।\n> ‘বটো, ভিক্ষামট, গাঞ্চানয়’ যৈছে প্রকার ॥২২৩॥", "synonyms": "*ca-śabde*—pela palavra ca; *anvācaye*—ao apresentar uma ação de importância secundária; *artha*—significado; *kahe*—diz; *āra*—outro; *baṭo*—ó brahmacārī; *bhikṣām aṭa*—apenas traze alguma esmola; *gām ca ānaya*—também, ao mesmo tempo, traze as vacas; *yaiche prakāra*—desta maneira.", "translation": "**\"A palavra ca também significa anvācaye, que quer dizer apresentar uma coisa secundária a ser realizada ao mesmo tempo. Esta é a maneira de compreender a palavra anvācaye. Um exemplo é: 'Ó brahmacārī, sai a recolher esmolas e, ao mesmo tempo, traze as vacas.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/224/", "verse_text": "kṛṣṇa-manane muni kṛṣṇe sarvadā bhajaya\n\n'ātmārāmā api' bhaje,--gauṇa artha kaya", "devanagari": "> কৃষ্ণমননে মুনি কৃষ্ণে সর্বদা ভজয় ।\n> ‘আত্মারামা অপি’ ভজে, — গৌণ অর্থ কয় ॥২২৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-manane*—ao meditar em Kṛṣṇa; *muni*—pessoas santas; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *sarvadā*—sempre; *bhajaya*—prestam serviço devocional; *ātmārāmāḥ api*—também aqueles que são ātmārāmas; *bhaje*—ocupam-se no serviço devocional; *gauṇa artha kaya*—este é também outro sentido secundário.", "translation": "**\"As pessoas santas que sempre meditam em Kṛṣṇa estão ocupadas no serviço devocional ao Senhor. Os ātmārāmas também estão ocupados no serviço ao Senhor. Esse é o sentido indireto.**", "purport": "O sentido anvācaye da palavra ca indica que, entre as duas palavras compostas pela palavra ca, uma recebe mais importância, e a outra é considerada subordinada. Por exemplo: \"Ó brahmacārī, por favor, sai a recolher esmolas e, ao mesmo tempo, traze as vacas.\" Nessa afirmação, a coleta de esmolas é de primeira importância, e o segundo afazer, o de recolher as vacas, é subordinado. De modo semelhante, aquele que sempre medita em Kṛṣṇa é principalmente um devoto de Kṛṣṇa ocupado em Seu serviço devocional. Os demais ātmārāmas são subordinados no serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/24/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/225/", "verse_text": "'ca' evārthe--'munayaḥ eva' kṛṣṇere bhajaya\n\n\"ātmārāmā api\"--'api' 'garhā'-artha kaya", "devanagari": "> ‘চ’ এবার্থে — ‘মুনয়ঃ এব’ কৃষ্ণেরে ভজয় ।\n> “আত্মারামা অপি” — ‘অপি’ ‘গর্হা’-অর্থ কয় ॥২২৫॥", "synonyms": "*ca*—a palavra ca; *eva-arthe*—no sentido de eva; *munayaḥ eva*—apenas as pessoas santas; *kṛṣṇere bhajaya*—ocupam-se no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *ātmārāmāḥ api*—também nesta combinação, ātmārāmā api; *api*—a palavra api; *garhā-artha kaya*—no sentido de censura.", "translation": "**\"A palavra ca também é usada para indicar a certeza de que apenas as pessoas santas estão ocupadas em prestar serviço devocional a Kṛṣṇa. Na combinação ātmārāmā api, api é usada no sentido de censura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/226/", "verse_text": "'nirgrantha hañā'--ei duṅhāra 'viśeṣaṇa'\n\nāra artha śuna, yaiche sādhura saṅgama", "devanagari": "> ‘নির্গ্রন্থ হঞা’ — এই দুঁহার ‘বিশেষণ’ ।\n> আর অর্থ শুন, যৈছে সাধুর সঙ্গম ॥২২৬॥", "synonyms": "*nirgrantha hañā*—tornando-se nirgrantha; *ei*—este; *duṅhāra*—de ambos; *viśeṣaṇa*—o adjetivo; *āra artha*—outro sentido; *śuna*—por favor, ouve; *yaiche*—no qual; *sādhura saṅgama*—há associação com devotos.", "translation": "**\"A palavra nirgrantha é tomada como adjetivo que qualifica muni e ātmārāma. Há outro significado, que podes ouvir de Mim, indicando a associação com um devoto. Agora explicarei como é que, através da associação de devotos, até mesmo um nirgrantha pode tornar-se devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/227/", "verse_text": "nirgrantha-śabde kahe tabe 'vyādha', 'nirdhana'\n\nsādhu-saṅge seha kare śrī-kṛṣṇa-bhajana", "devanagari": "> নির্গ্রন্থ-শব্দে কহে তবে ‘ব্যাধ’, ‘নির্ধন’ ।\n> সাধুসঙ্গে সেহ করে শ্রীকৃষ্ণ-ভজন ॥২২৭॥", "synonyms": "*nirgrantha-śabde*—pela palavra nirgrantha; *kahe*—diz-se; *tabe*—portanto; *vyādha*—um caçador; *nirdhana*—sem riqueza alguma; *sādhu-saṅge*—pela associação de uma pessoa santa; *seha*—ele também; *kare*—ocupa-se; *śrī-kṛṣṇa-bhajana*—no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A palavra nirgrantha — quando combinada com api, usada no sentido de certeza — indica uma pessoa que é caçadora de profissão ou que é muito pobre. Não obstante, quando tal pessoa se associa com um grande santo como Nārada, ela se ocupa no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/228/", "verse_text": "'kṛṣṇārāmāś ca' eva--haya kṛṣṇa-manana\n\nvyādha hañā haya pūjya bhāgavatottama", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণারামাশ্চ’ এব — হয় কৃষ্ণ-মনন ।\n> ব্যাধ হঞা হয় পূজ্য ভাগবতোত্তম ॥২২৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-ārāmāḥ ca*—aquele que sente prazer em Kṛṣṇa; *eva*—certamente; *haya*—há; *kṛṣṇa-manana*—meditação em Kṛṣṇa; *vyādha hañā*—sendo um caçador; *haya*—é; *pūjya*—digno de adoração; *bhāgavata-uttama*—o melhor dos devotos.", "translation": "**\"As palavras kṛṣṇārāmaś ca referem-se àquele que sente prazer em pensar em Kṛṣṇa. Mesmo que tal pessoa seja um caçador, ela ainda assim é digna de adoração e é o melhor dos devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/229/", "verse_text": "eka bhakta-vyādhera kathā śuna sāvadhāne\n\nyāhā haite haya sat-saṅga-mahimāra jñāne", "devanagari": "> এক ভক্ত-ব্যাধের কথা শুন সাবধানে ।\n> যাহা হৈতে হয় সৎসঙ্গ-মহিমার জ্ঞানে ॥২২৯॥", "synonyms": "*eka bhakta-vyādhera*—de um devoto que era caçador; *kathā*—narração; *śuna*—por favor, ouve; *sāvadhāne*—com atenção; *yāhā haite*—a partir da qual; *haya*—há; *sat-saṅga-mahimāra jñāne*—conhecimento da grandeza da associação com um grande devoto.", "translation": "**\"Narrarei agora a história de como o caçador se tornou um grande devoto pela associação de uma personalidade tão exaltada como Nārada Muni. A partir desta história, pode-se compreender a grandeza da associação com devotos puros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/230/", "verse_text": "eka dina śrī-nārada dekhi' nārāyaṇa\n\ntriveṇī-snāne prayāga karilā gamana", "devanagari": "> এক দিন শ্রীনারদ দেখি’ নারায়ণ ।\n> ত্রিবেণী-স্নানে প্রয়াগ করিলা গমন ॥২৩০॥", "synonyms": "*eka dina*—um dia; *śrī-nārada*—a grande pessoa santa Nārada; *dekhi' nārāyaṇa*—após visitar o Senhor Nārāyaṇa; *tri-veṇī-snāne*—para banhar-se na confluência dos rios Ganges, Yamunā e Sarasvatī; *prayāga*—a Prayāga; *karilā gamana*—foi.", "translation": "**\"Certa vez, o grande santo Nārada, após visitar o Senhor Nārāyaṇa nos Vaikuṇṭhas, foi a Prayāga banhar-se na confluência de três rios — o Ganges, o Yamunā e o Sarasvatī.**", "purport": "O grande santo Nārada é tão liberado que pode ir aos planetas Vaikuṇṭha ver Nārāyaṇa e depois vir imediatamente a este planeta no mundo material e ir a Prayāga banhar-se na confluência de três rios. A palavra tri-veṇī refere-se a uma confluência de três rios. Esta confluência ainda é visitada por muitas centenas de milhares de pessoas que vão até lá banhar-se, especialmente durante o mês de janeiro (Māgha-melā). Uma pessoa liberada que não tem corpo material pode ir a qualquer lugar e a toda parte; por isso, uma entidade viva é chamada de sarva-ga, o que indica que ela pode ir a qualquer lugar e a toda parte. Atualmente, os cientistas tentam ir a outros planetas, mas, devido a seus corpos materiais, não estão livres para mover-se à vontade. No entanto, quando alguém se situa em seu corpo espiritual original, pode mover-se a qualquer lugar e a toda parte sem dificuldade. Dentro deste mundo material há um planeta chamado Siddhaloka, cujos habitantes podem ir de um planeta a outro sem o auxílio de máquina ou foguete espacial. No mundo material, todo planeta tem uma vantagem específica (vibhūti-bhinna). No mundo espiritual, porém, todos os planetas e seus habitantes são compostos de energia espiritual. Como não há impedimentos materiais, diz-se que tudo no mundo espiritual é uno."}
{"ref": "cc/madhya/24/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/231/", "verse_text": "vana-pathe dekhe mṛga āche bhūme paḍi'\n\nbāṇa-viddha bhagna-pāda kare dhaḍ-phaḍi", "devanagari": "> বনপথে দেখে মৃগ আছে ভূমে পড়ি’ ।\n> বাণ-বিদ্ধ ভগ্নপাদ করে ধড়্ফড়ি ॥২৩১॥", "synonyms": "*vana-pathe*—na senda da floresta; *dekhe*—viu; *mṛga*—um veado; *āche*—havia; *bhūme paḍi'*—caído no chão; *bāṇa-viddha*—trespassado por uma flecha; *bhagna-pāda*—patas quebradas; *kare dhaḍ-phaḍi*—contorcendo-se de dor.", "translation": "**\"Nārada Muni viu que um veado estava caído na senda da floresta e que fora trespassado por uma flecha. Tinha as patas quebradas e contorcia-se devido à intensa dor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/232/", "verse_text": "āra kata-dūre eka dekhena śūkara\n\ntaiche viddha bhagna-pāda kare dhaḍ-phaḍa", "devanagari": "> আর কতদূরে এক দেখেন শূকর ।\n> তৈছে বিদ্ধ ভগ্নপাদ করে ধড়্ফড় ॥২৩২॥", "synonyms": "*āra kata-dūre*—ainda mais adiante; *eka*—um; *dekhena*—vê; *śūkara*—um javali; *taiche*—de modo semelhante; *viddha*—trespassado; *bhagna-pāda*—patas quebradas; *kare dhaḍ-phaḍa*—contorce-se de dor.", "translation": "**\"Mais adiante, Nārada Muni viu um javali trespassado por uma flecha. Suas patas também estavam quebradas, e ele se contorcia de dor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/233/", "verse_text": "aiche eka śaśaka dekhe āra kata-dūre\n\njīvera duḥkha dekhi' nārada vyākula-antare", "devanagari": "> ঐছে এক শশক দেখে আর কতদূরে ।\n> জীবের দুঃখ দেখি’ নারদ ব্যাকুল-অন্তরে ॥২৩৩॥", "synonyms": "*aiche*—de modo semelhante; *eka śaśaka*—um coelho; *dekhe*—ele vê; *āra kata-dūre*—ainda mais adiante; *jīvera*—da entidade viva; *duḥkha dekhi'*—vendo tais horríveis misérias; *nārada*—a grande pessoa santa; *vyākula-antare*—muito angustiado interiormente.", "translation": "**\"Quando avançou mais, viu um coelho que também sofria. Nārada Muni ficou profundamente angustiado no coração ao ver as entidades vivas sofrerem assim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/234/", "verse_text": "kata-dūre dekhe vyādha vṛkṣe oṅta hañā\n\nmṛga māribāre āche bāṇa yuḍiyā", "devanagari": "> কতদূরে দেখে ব্যাধ বৃক্ষে ওঁত হঞা ।\n> মৃগ মারিবারে আছে বাণ যুড়িয়া ॥২৩৪॥", "synonyms": "*kata-dūre*—um pouco mais adiante; *dekhe*—Nārada Muni viu; *vyādha*—o caçador; *vṛkṣe oṅta hañā*—escondido atrás de uma árvore; *mṛga māribāre*—para matar os animais; *āche*—estava ali; *bāṇa yuḍiyā*—com flechas na mão.", "translation": "**\"Quando Nārada Muni avançou ainda mais, viu um caçador atrás de uma árvore. Esse caçador segurava flechas e estava pronto para matar mais animais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/235/", "verse_text": "śyāma-varṇa rakta-netra mahā-bhayaṅkara\n\ndhanur-bāṇa haste,--yena yama daṇḍa-dhara", "devanagari": "> শ্যামবর্ণ রক্তনেত্র মহাভয়ঙ্কর ।\n> ধনুর্বাণ হস্তে, — যেন যম দণ্ডধর ॥২৩৫॥", "synonyms": "*śyāma-varṇa*—de cor enegrecida; *rakta-netra*—olhos avermelhados; *mahā-bhayaṅkara*—aspecto corpóreo muito temível; *dhanuḥ-bāṇa haste*—com arco e flechas na mão; *yena yama daṇḍa-dhara*—exatamente como o superintendente da morte, Yamarāja.", "translation": "**\"O corpo do caçador era enegrecido. Tinha olhos avermelhados e parecia feroz. Era como se o superintendente da morte, Yamarāja, ali estivesse de pé, com arco e flechas nas mãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/236/", "verse_text": "patha chāḍi' nārada tāra nikaṭe calila\n\nnārade dekhi' mṛga saba palāñā gela", "devanagari": "> পথ ছাড়ি’ নারদ তার নিকটে চলিল ।\n> নারদে দেখি’ মৃগ সব পলাঞা গেল ॥২৩৬॥", "synonyms": "*patha chāḍi'*—deixando de lado a senda; *nārada*—a pessoa santa Nārada; *tāra nikaṭe*—perto dele; *calila*—foi; *nārade dekhi'*—vendo Nārada; *mṛga*—os animais; *saba*—todos; *palāñā gela*—fugiram correndo.", "translation": "**\"Quando Nārada Muni deixou a senda da floresta e foi ter com o caçador, todos os animais imediatamente o viram e fugiram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/237/", "verse_text": "kruddha hañā vyādha tāṅre gāli dite cāya\n\nnārada-prabhāve mukhe gāli nāhi āya", "devanagari": "> ক্রুদ্ধ হঞা ব্যাধ তাঁরে গালি দিতে চায় ।\n> নারদ-প্রভাবে মুখে গালি নাহি আয় ॥২৩৭॥", "synonyms": "*kruddha hañā*—estando muito irado; *vyādha*—o caçador; *tāṅre*—a ele; *gāli dite cāya*—quis injuriar; *nārada-prabhāve*—pela influência de Nārada; *mukhe*—na boca; *gāli*—linguagem injuriosa; *nāhi āya*—não veio.", "translation": "**\"Quando todos os animais fugiram, o caçador quis repreender Nārada com linguagem injuriosa, mas, devido à presença de Nārada, não conseguiu proferir nada injurioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/238/", "verse_text": "\"gosāñi, prayāṇa-patha chāḍi' kene āilā\n\ntomā dekhi' mora lakṣya mṛga palāilā\"", "devanagari": "> “গোসাঞি, প্রয়াণ-পথ ছাড়ি’ কেনে আইলা ।\n> তোমা দেখি’ মোর লক্ষ্য মৃগ পলাইলা ।।” ॥ ২৩৮ ॥", "synonyms": "*gosāñi*—ó grande pessoa santa; *prayāṇa-patha chāḍi'*—deixando de lado a senda comum; *kene*—por que; *āilā*—vieste; *tomā dekhi'*—vendo-te; *mora lakṣya*—meus alvos; *mṛga*—os animais; *palāilā*—fugiram.", "translation": "**\"O caçador dirigiu-se a Nārada Muni: 'Ó gosvāmī! Ó grande pessoa santa! Por que deixaste a senda comum através da floresta para vir ter comigo? Pelo simples fato de te verem, todos os animais que eu caçava agora fugiram.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/239/", "verse_text": "nārada kahe,--\"patha bhuli' āilāṅa puchite\n\nmane eka saṁśaya haya, tāhā khaṇḍāite", "devanagari": "> নারদ কহে, — “পথ ভুলি’ আইলাঙ পুছিতে ।\n> মনে এক সংশয় হয়, তাহা খণ্ডাইতে ॥২৩৯॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni respondeu; *patha bhuli'*—deixando a senda comum; *āilāṅa*—eu vim; *puchite*—para indagar de ti; *mane*—em minha mente; *eka*—uma; *saṁśaya haya*—há uma dúvida; *tāhā*—essa; *khaṇḍāite*—para desfazer.", "translation": "**\"Nārada Muni respondeu: 'Deixando a senda, vim ter contigo para resolver uma dúvida que está em minha mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/240/", "verse_text": "pathe ye śūkara-mṛga, jāni tomāra haya\"\n\nvyādha kahe,--\"yei kaha, sei ta' niścaya\"", "devanagari": "> পথে যে শূকর-মৃগ, জানি তোমার হয় ।”\n> ব্যাধ কহে, — “যেই কহ, সেই ত’ নিশ্চয়” ॥২৪০॥", "synonyms": "*pathe*—na senda; *ye*—aqueles; *śūkara-mṛga*—javalis e outros animais; *jāni*—posso compreender; *tomāra haya*—pertencem todos a ti; *vyādha kahe*—o caçador respondeu; *yei kaha*—tudo o que dizes; *sei ta' niścaya*—é um fato.", "translation": "**\"'Eu me perguntava se todos os javalis e outros animais que estão semimortos pertencem a ti.' O caçador respondeu: 'Sim, o que dizes é assim mesmo.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/241/", "verse_text": "nārada kahe,--\"yadi jīve māra' tumi bāṇa\n\nardha-mārā kara kene, nā lao parāṇa?\"", "devanagari": "> নারদ কহে, — “যদি জীবে মার’ তুমি বাণ ।\n> অর্ধ-মারা কর কেনে, না লও পরাণ ?” ॥ ২৪১ ॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni disse; *yadi*—se; *jīve*—nos animais; *māra'*—crava; *tumi*—tu; *bāṇa*—tuas flechas; *ardha-mārā kara*—matas pela metade; *kene*—por que; *nā lao parāṇa*—não lhes tiras completamente a vida.", "translation": "**\"Nārada Muni então indagou: 'Por que não matavas os animais por completo? Por que os matavas pela metade, trespassando seus corpos com flechas?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/242/", "verse_text": "vyādha kahe,--\"śuna, gosāñi, 'mṛgāri' mora nāma\n\npitāra śikṣāte āmi kari aiche kāma", "devanagari": "> ব্যাধ কহে, — “শুন, গোসাঞি, ‘মৃগারি’ মোর নাম ।\n> পিতার শিক্ষাতে আমি করি ঐছে কাম ॥২৪২॥", "synonyms": "*vyādha kahe*—o caçador respondeu; *śuna*—por favor, ouve; *gosāñi*—ó grande pessoa santa; *mṛga-ari*—o inimigo dos animais; *mora nāma*—meu nome; *pitāra śikṣāte*—pelo ensinamento de meu pai; *āmi*—eu; *kari*—faço; *aiche kāma*—tais atos.", "translation": "**\"O caçador respondeu: 'Meu querido santo, meu nome é Mṛgāri, inimigo dos animais. Meu pai ensinou-me a matá-los dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/243/", "verse_text": "ardha-mārā jīva yadi dhaḍ-phaḍa kare\n\ntabe ta' ānanda mora bāḍaye antare\"", "devanagari": "> অর্ধ-মারা জীব যদি ধড়্ফড় করে ।\n> তবে ত’ আনন্দ মোর বাড়য়ে অন্তরে ।।” ॥ ২৪৩ ॥", "synonyms": "*ardha-mārā jīva*—seres vivos semimortos; *yadi*—se; *dhaḍ-phaḍa kare*—contorcem-se e reviram-se por causa do sofrimento; *tabe*—então; *ta'*—certamente; *ānanda*—prazer; *mora*—meu; *bāḍaye antare*—aumenta interiormente.", "translation": "**\"'Quando vejo os animais semimortos sofrerem, sinto grande prazer.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/244/", "verse_text": "nārada kahe,--'eka-vastu māgi tomāra sthāne'\n\nvyādha kahe,--\"mṛgādi laha, yei tomāra mane", "devanagari": "> নারদ কহে, — ‘একবস্তু মাগি তোমার স্থানে’ ।\n> ব্যাধ কহে, — “মৃগাদি লহ, যেই তোমার মনে ॥২৪৪॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni disse; *eka-vastu māgi*—desejo pedir uma coisa; *tomāra sthāne*—de ti; *vyādha kahe*—o caçador respondeu; *mṛga-ādi laha*—leva alguns dos animais caçados; *yei tomāra mane*—o que quiseres.", "translation": "**\"Nārada Muni então disse ao caçador: 'Tenho uma coisa a pedir-te.' O caçador respondeu: 'Podes levar quaisquer animais ou qualquer outra coisa que desejares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/245/", "verse_text": "mṛga-chāla cāha yadi, āisa mora ghare\n\nyei cāha tāhā diba mṛga-vyāghrāmbare\"", "devanagari": "> মৃগছাল চাহ যদি, আইস মোর ঘরে ।\n> যেই চাহ তাহা দিব মৃগব্যাঘ্রাম্বরে ।।” ॥ ২৪৫ ॥", "synonyms": "*mṛga-chāla*—pele de veado; *cāha yadi*—se quiseres; *āisa mora ghare*—vem à minha casa; *yei cāha*—o que quiseres; *tāhā*—isso; *diba*—eu darei; *mṛga-vyāghra-ambare*—quer uma pele de veado, quer uma pele de tigre.", "translation": "**\"'Tenho muitas peles, se as quiseres. Dar-te-ei uma pele de veado ou uma pele de tigre.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/246/", "verse_text": "nārada kahe,--\"ihā āmi kichu nāhi cāhi\n\nāra eka-dāna āmi māgi tomā-ṭhāñi", "devanagari": "> নারদ কহে, — “ইহা আমি কিছু নাহি চাহি ।\n> আর একদান আমি মাগি তোমা-ঠাঞি ॥২৪৬॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni disse; *ihā*—isto; *āmi kichu nāhi cāhi*—não quero nenhuma; *āra*—outra; *eka-dāna*—uma caridade; *āmi*—eu; *māgi*—peço; *tomā-ṭhāñi*—de ti.", "translation": "**\"Nārada Muni disse: 'Não quero nenhuma das peles. Apenas te peço uma coisa em caridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/247/", "verse_text": "kāli haite tumi yei mṛgādi māribā\n\nprathamei māribā, ardha-mārā nā karibā\"", "devanagari": "> কালি হৈতে তুমি যেই মৃগাদি মারিবা ।\n> প্রথমেই মারিবা, অর্ধ-মারা না করিবা ।।” ॥ ২৪৭ ॥", "synonyms": "*kāli haite*—de amanhã em diante; *tumi*—tu; *yei*—quaisquer; *mṛga-ādi*—animais; *māribā*—matarás; *prathamei māribā*—mata-os logo de início; *ardha-mārā*—matar pela metade; *nā karibā*—não faças.", "translation": "**\"'Peço-te que, deste dia em diante, mates os animais por completo e não os deixes semimortos.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/248/", "verse_text": "vyādha kahe,--\"kibā dāna māgilā āmāre\n\nardha mārile kibā haya, tāhā kaha more\"", "devanagari": "> ব্যাধ কহে, — “কিবা দান মাগিলা আমারে ।\n> অর্ধ মারিলে কিবা হয়, তাহা কহ মোরে ।।” ॥ ২৪৮ ॥", "synonyms": "*vyādha kahe*—o caçador respondeu; *kibā dāna*—que espécie de caridade; *māgilā āmāre*—pediste-me; *ardha mārile*—em matar pela metade; *kibā*—que; *haya*—há; *tāhā*—isso; *kaha more*—explica-me, por favor.", "translation": "**\"O caçador respondeu: 'Meu caro senhor, o que me pedes? Que mal há em os animais ficarem ali semimortos? Poderias explicar-me isso?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/249/", "verse_text": "nārada kahe,--\"ardha mārile jīva pāya vyathā\n\njīve duḥkha ditecha, tomāra ha-ibe aiche avasthā", "devanagari": "> নারদ কহে, — “অর্ধ মারিলে জীব পায় ব্যথা ।\n> জীবে দুঃখ দিতেছ, তোমার হইবে ঐছে অবস্থা ॥২৪৯॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni respondeu; *ardha mārile*—por matar pela metade os animais; *jīva pāya vyathā*—os seres vivos sofrem dores excessivas; *jīve duḥkha ditecha*—estás causando aflições aos seres vivos; *tomāra*—tua; *ha-ibe*—haverá; *aiche avasthā*—a mesma condição de sofrimento em retaliação.", "translation": "**\"Nārada Muni respondeu: 'Se deixas os animais semimortos, é de propósito que lhes causas dor. Portanto, terás de sofrer em retaliação.'**", "purport": "Esta é uma afirmação autorizada, proferida pela maior das autoridades, Nārada Muni. Se alguém causa a outra entidade viva dor desnecessária, certamente será punido pelas leis da natureza com uma dor semelhante. Embora o caçador Mṛgāri fosse incivilizado, ainda assim teve de sofrer os resultados de suas atividades pecaminosas. Contudo, se um homem civilizado mata animais regularmente num matadouro para manter sua suposta civilização, empregando métodos científicos e máquinas para matar os animais, não se pode sequer estimar o sofrimento que o aguarda. As pessoas ditas civilizadas consideram-se muito avançadas em educação, mas não sabem nada das rigorosas leis da natureza. Segundo a lei da natureza, é vida por vida. Mal podemos imaginar os sofrimentos de quem mantém um matadouro. Ele suporta sofrimento não apenas nesta vida, mas também em sua próxima vida. Diz-se que se aconselha a um caçador, assassino ou matador que não viva nem morra. Se vive, acumula ainda mais pecados, que acarretam mais sofrimento numa vida futura. Aconselha-se-lhe que não morra, pois sua morte significa que ele imediatamente começa a suportar mais sofrimento. Por isso, aconselha-se-lhe que não viva nem morra.\n\nComo seguidores dos princípios Védicos, aceitamos as afirmações de Nārada Muni a esse respeito. É nosso dever zelar para que ninguém sofra em consequência de atividades pecaminosas. Os tolos canalhas são descritos no *Bhagavad-gītā* como māyayāpahṛta-jñānāḥ, o que indica que, embora sejam superficialmente educados, a māyā lhes arrebatou o verdadeiro conhecimento. Tais pessoas estão atualmente liderando a sociedade humana. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, elas também são descritas como andhā yathāndhair upanīyamānāḥ. Esses canalhas são eles próprios cegos e, ainda assim, conduzem outros que também são cegos. Quando as pessoas seguem semelhantes líderes, sofrem dores ilimitadas no futuro. Apesar de todo o suposto avanço, é isso o que está acontecendo. Quem está a salvo? Quem é feliz? Quem está livre de ansiedade?"}
{"ref": "cc/madhya/24/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/250/", "verse_text": "vyādha tumi, jīva māra--'alpa' aparādha tomāra\n\nkadarthanā diyā māra'--e pāpa 'apāra'", "devanagari": "> ব্যাধ তুমি, জীব মার — ‘অল্প’ অপরাধ তোমার ।\n> কদর্থনা দিয়া মার’ — এ পাপ ‘অপার’ ॥২৫০॥", "synonyms": "*vyādha tumi*—és um caçador; *jīva māra*—tua ocupação é matar animais; *alpa*—leve; *aparādha*—ofensa; *tomāra*—tua; *kadarthanā diyā*—causando-lhes dor desnecessariamente; *māra'*—quando matas; *e pāpa apāra*—esta atividade pecaminosa é ilimitada.", "translation": "**\"Nārada Muni continuou: 'Meu caro caçador, teu ofício é matar animais. Isso é uma leve ofensa de tua parte; mas, quando conscientemente lhes causas dor desnecessária, deixando-os semimortos, incorres em pecados muito grandes.'**", "purport": "Esta é mais uma boa instrução aos matadores de animais. Sempre há matadores e comedores de animais na sociedade humana, porque as pessoas menos civilizadas estão habituadas a comer carne. Na civilização Védica, aconselha-se aos comedores de carne que matem um animal em sacrifício à deusa Kālī ou a algum semideus semelhante. Isso se faz para não causar ao animal dor desnecessária, como fazem os matadouros. No sacrifício balidāna a um semideus, recomenda-se cortar a garganta do animal com um único golpe. Isso deve ser feito numa noite de lua nova, e os ruídos dolorosos emitidos pelo animal no momento de ser abatido não devem ser ouvidos por ninguém. Há também muitas outras restrições. O abate só é permitido uma vez por mês, e o matador do animal terá de sofrer dores semelhantes em sua próxima vida. No momento atual, os homens ditos civilizados não sacrificam animais a uma deidade de modo religioso ou ritualístico. Abertamente, matam animais aos milhares todos os dias, sem outro propósito que não seja a satisfação da língua. Por causa disso, o mundo inteiro está sofrendo de tantas maneiras. Os políticos declaram guerra desnecessariamente e, segundo as rigorosas leis da natureza material, ocorrem massacres entre as nações.\n\nprakṛteḥ kriyamāṇāni\n\nguṇaiḥ karmāṇi sarvaśaḥ\n\nahaṅkāra-vimūḍhātmā\n\nkartāham iti manyate\n\n\"A alma espiritual confusa, sob a influência dos três modos da natureza material, julga-se a autora de atividades que, na realidade, são executadas pela natureza.\" (Bg. 3.27) As leis da prakṛti (natureza) são muito rigorosas. Ninguém deve pensar que tem a liberdade de matar animais e não sofrer as consequências. Ninguém pode estar a salvo agindo assim. Nārada Muni diz aqui que matar animais é ofensivo, especialmente quando se lhes causa dor desnecessária. Aos comedores de carne e matadores de animais, aconselha-se que não comprem carne do matadouro. Eles podem adorar Kālī uma vez por mês, matar algum animal sem importância e comê-lo. Mesmo seguindo esse método, ainda assim se é um ofensor."}
{"ref": "cc/madhya/24/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/251/", "verse_text": "kadarthiyā tumi yata mārilā jīvere\n\ntārā taiche tomā māribe janma-janmāntare\"", "devanagari": "> কদর্থিয়া তুমি যত মারিলা জীবেরে ।\n> তারা তৈছে তোমা মারিবে জন্ম-জন্মান্তরে ।।” ॥ ২৫১ ॥", "synonyms": "*kadarthiyā*—causando dores desnecessárias; *tumi*—tu; *yata*—todas; *mārilā*—mataste; *jīvere*—as entidades vivas; *tārā*—todas elas; *taiche*—de modo semelhante; *tomā*—a ti; *māribe*—matarão; *janma-janma-antare*—vida após vida.", "translation": "**\"Nārada Muni continuou: 'Todos os animais que mataste e a quem causaste dor desnecessária matar-te-ão, um após o outro, em tua próxima vida e em vida após vida.'**", "purport": "Esta é mais uma afirmação autorizada feita pelo grande sábio Nārada. Aqueles que matam animais e lhes causam dor desnecessária — como as pessoas fazem nos matadouros — serão mortos de modo semelhante na próxima vida e em muitas vidas futuras. Jamais se pode ser desculpado de semelhante ofensa. Se alguém mata muitos milhares de animais de maneira profissional, para que outras pessoas possam comprar a carne e comê-la, deve estar preparado para ser morto de modo semelhante em sua próxima vida e em vida após vida. Há muitos canalhas que violam seus próprios princípios religiosos. Segundo as escrituras judaico-cristãs, afirma-se claramente: \"Não matarás.\" Não obstante, dando todo tipo de desculpas, até os chefes das religiões entregam-se a matar animais enquanto tentam passar por pessoas santas. Essa zombaria e hipocrisia na sociedade humana acarretam calamidades ilimitadas; por isso, ocasionalmente ocorrem grandes guerras. Massas dessas pessoas vão aos campos de batalha e matam-se umas às outras. Atualmente, descobriram a bomba atômica, que simplesmente aguarda para causar destruição em larga escala. Se as pessoas quiserem salvar-se do negócio de matar vida após vida, devem adotar a consciência de Kṛṣṇa e cessar a atividade pecaminosa. A Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna recomenda que todos abandonem o consumo de carne, o sexo ilícito, a intoxicação e o jogo. Quando alguém abandona essas atividades pecaminosas, pode compreender Kṛṣṇa e adotar este movimento da consciência de Kṛṣṇa. Por isso, pedimos a todos que abandonem a atividade pecaminosa e cantem o mantra Hare Kṛṣṇa. Dessa forma, as pessoas podem salvar-se do repetido nascimento e morte."}
{"ref": "cc/madhya/24/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/252/", "verse_text": "nārada-saṅge vyādhera mana parasanna ha-ila\n\ntāṅra vākya śuni' mane bhaya upajila", "devanagari": "> নারদ-সঙ্গে ব্যাধের মন পরসন্ন হইল ।\n> তাঁর বাক্য শুনি’ মনে ভয় উপজিল ॥২৫২॥", "synonyms": "*nārada-saṅge*—na associação com o grande sábio Nārada Muni; *vyādhera*—do caçador; *mana*—a mente; *parasanna ha-ila*—tornou-se purificada e satisfeita; *tāṅra*—suas; *vākya*—palavras; *śuni'*—ouvindo; *mane*—na mente; *bhaya upajila*—surgiu certo temor.", "translation": "**\"Dessa maneira, pela associação com o grande sábio Nārada Muni, o caçador ficou um pouco convencido de sua atividade pecaminosa. Por isso, ficou algo temeroso devido a suas ofensas.**", "purport": "Este é o efeito de associar-se com um devoto puro. Nossos pregadores que estão pregando a consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo devem seguir os passos de Nārada Muni e purificar-se seguindo os quatro princípios e cantando o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra. Isso os capacitará a tornar-se vaiṣṇavas. Então, quando falarem a pessoas pecaminosas sobre os ensinamentos deste movimento da consciência de Kṛṣṇa, as pessoas serão influenciadas e aceitarão as instruções. Recebemos instruções em serviço devocional através da sucessão discipular. Nārada Muni é nosso guru original, pois é o mestre espiritual de Vyāsadeva. Vyāsadeva é o mestre espiritual de nossa sucessão discipular; por conseguinte, devemos seguir os passos de Nārada Muni e tornar-nos vaiṣṇavas puros. Um vaiṣṇava puro é aquele que não tem nenhum motivo ulterior. Ele se dedicou totalmente ao serviço do Senhor. Não tem desejos materiais, e não se interessa pela suposta erudição nem pelo trabalho filantrópico. Os ditos eruditos e filantropos são, na verdade, karmīs e jñānīs, e alguns são, de fato, avarentos ocupados em atividades pecaminosas. Todos são condenados, pois não são devotos do Senhor Kṛṣṇa.\n\nEsta é uma oportunidade de purificar-se associando-se com este movimento da consciência de Kṛṣṇa e seguindo estritamente as regras e regulações. Cantando o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, a pessoa pode libertar-se de toda contaminação, especialmente da contaminação provocada pela matança de animais. O próprio Senhor Kṛṣṇa pediu:\n\nsarva-dharmān parityajya\n\nmām ekaṁ śaraṇaṁ vraja\n\nahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo\n\nmokṣayiṣyāmi mā śucaḥ\n\n\"Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te libertarei de toda reação pecaminosa. Não temas.\" (Bg. 18.66)\n\nDevemos aceitar esta instrução de Kṛṣṇa e seguir os passos de Nārada Muni na sucessão discipular. Se simplesmente nos rendermos aos pés de lótus de Kṛṣṇa e levarmos a sério este movimento da consciência de Kṛṣṇa, poderemos libertar-nos do karma contraído pelo pecado. Se formos suficientemente inteligentes, ocupar-nos-emos no serviço amoroso ao Senhor. Então nossas vidas serão exitosas, e não teremos de sofrer como o caçador, vida após vida. Ao matar animais, não só seremos privados da forma humana, mas teremos de assumir uma forma animal e, de uma maneira ou de outra, ser mortos pelo mesmo tipo de animal que matamos. Esta é a lei da natureza. A palavra sânscrita māṁsa significa \"carne\". Diz-se: māṁ saḥ khadati iti māṁsaḥ. Ou seja, \"Estou agora comendo a carne de um animal que, algum dia no futuro, estará comendo a minha carne.\""}
{"ref": "cc/madhya/24/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/253/", "verse_text": "vyādha kahe,--\"bālya haite ei āmāra karma\n\nkemane tarimu muñi pāmara adhama?", "devanagari": "> ব্যাধ কহে, — “বাল্য হৈতে এই আমার কর্ম ।\n> কেমনে তরিমু মুঞি পামর অধম ? ॥ ২৫৩ ॥", "synonyms": "*vyādha kahe*—o caçador disse; *bālya haite*—desde o início mesmo de minha infância; *ei āmāra karma*—fui ensinado a este ofício (matar animais pela metade); *kemane*—como; *tarimu*—libertar-me-ei destas atividades pecaminosas; *muñi*—eu; *pāmara adhama*—pecaminoso e desencaminhado.", "translation": "**\"O caçador então admitiu que estava convencido de sua atividade pecaminosa e disse: 'Fui ensinado a este ofício desde minha mais tenra infância. Agora, pergunto-me como poderei libertar-me destes volumes ilimitados de atividade pecaminosa.'**", "purport": "Este tipo de admissão é muito benéfico, contanto que a pessoa não torne a cometer pecado. Trapaça e hipocrisia não são toleradas pelas autoridades superiores. Se alguém compreende o que é o pecado, deve abandoná-lo com sinceridade e arrependimento e render-se aos pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus através de Seu agente, o devoto puro. Dessa forma, a pessoa pode libertar-se das reações do pecado e progredir em serviço devocional. Contudo, se alguém continua cometendo pecados após fazer alguma expiação, não será salvo. Nos *śāstras*, tal expiação é comparada ao banho de um elefante. O elefante toma um excelente banho e limpa muito bem o corpo, mas, assim que sai da água, recolhe um pouco de poeira na margem e a lança por todo o corpo. A expiação pode ser realizada muito bem, mas de nada ajudará a pessoa se ela continuar cometendo pecados. Por isso, o caçador primeiro admitiu sua atividade pecaminosa perante a pessoa santa Nārada e, em seguida, perguntou como poderia ser salvo."}
{"ref": "cc/madhya/24/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/254/", "verse_text": "ei pāpa yāya mora, kemana upāye?\n\nnistāra karaha more, paḍoṅ tomāra pāye\"", "devanagari": "> এই পাপ যায় মোর, কেমন উপায়ে ?\n> নিস্তার করহ মোরে, পড়োঁ তোমার পায়ে ।।” ॥ ২৫৪ ॥", "synonyms": "*ei*—esta; *pāpa yāya mora*—reação pecaminosa de minha vida pode ser lavada; *kemana upāye*—por que meio; *nistāra karaha more*—por favor, liberta-me; *paḍoṅ*—prostro-me; *tomāra pāye*—a teus pés de lótus.", "translation": "**\"O caçador continuou: 'Meu caro senhor, por favor, dize-me como posso aliviar-me das reações de minha vida pecaminosa. Agora me rendo plenamente a ti e prostro-me a teus pés de lótus. Por favor, liberta-me das reações pecaminosas.'**", "purport": "Pela graça de Nārada Muni, o caçador recobrou o bom senso e imediatamente rendeu-se aos pés de lótus do santo. Este é o processo. Ao associar-se com uma pessoa santa, a pessoa é capaz de compreender as reações de sua vida pecaminosa. Quando alguém se rende voluntariamente a uma pessoa santa, que é representante de Kṛṣṇa, e segue suas instruções, pode libertar-se da reação pecaminosa. Kṛṣṇa exige a rendição de um homem pecaminoso, e o representante de Kṛṣṇa transmite as mesmas instruções. O representante de Kṛṣṇa jamais diz a seu discípulo: \"Rende-te a mim.\" Pelo contrário, ele diz: \"Rende-te a Kṛṣṇa.\" Se o discípulo aceita este princípio e se rende através do representante de Kṛṣṇa, sua vida é salva."}
{"ref": "cc/madhya/24/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/255/", "verse_text": "nārada kahe,--'yadi dhara āmāra vacana\n\ntabe se karite pāri tomāra mocana'", "devanagari": "> নারদ কহে, — ‘যদি ধর আমার বচন ।\n> তবে সে করিতে পারি তোমার মোচন ।।’ ॥ ২৫৫ ॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni respondeu; *yadi dhara*—se aceitas; *āmāra vacana*—minha instrução; *tabe*—então; *se*—esta; *karite pāri*—posso fazer; *tomāra*—tua; *mocana*—libertação.", "translation": "**\"Nārada Muni assegurou ao caçador: 'Se ouvires minhas instruções, encontrarei a maneira pela qual poderás ser libertado.'**", "purport": "Gaurāṅgera bhakta-gaṇe jane jane śakti dhare. O propósito desta canção é que os devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu são muito poderosos, e cada um deles pode libertar o mundo inteiro. Que dizer, então, de Nārada Muni? Se alguém segue as instruções de Nārada Muni, pode ser libertado de qualquer quantidade de reações pecaminosas. Este é o processo. É preciso seguir as instruções de um mestre espiritual; então a pessoa certamente será libertada de toda reação pecaminosa. Este é o segredo do êxito. Yasya deve parā bhaktir yathā deve tathā gurau. Se alguém tem fé inabalável em Kṛṣṇa e no mestre espiritual, o resultado é tasyaite kathitā hy arthāḥ prakāśante mahātmanaḥ: todas as conclusões das escrituras reveladas se revelarão a tal pessoa. Um devoto puro de Kṛṣṇa pode fazer as mesmas exigências que Nārada Muni faz. Ele diz: \"Se seguires minhas instruções, assumirei a responsabilidade por tua libertação.\" Um devoto puro como Nārada pode dar garantia a qualquer homem pecaminoso, porque, pela graça do Senhor, tal devoto é capacitado a libertar qualquer pessoa pecaminosa, se essa pessoa seguir os princípios estabelecidos."}
{"ref": "cc/madhya/24/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/256/", "verse_text": "vyādha kahe,--'yei kaha, sei ta' kariba'\n\nnārada kahe,--'dhanuka bhāṅga, tabe se kahiba'", "devanagari": "> ব্যাধ কহে, — ‘যেই কহ, সেই ত’ করিব’ ।\n> নারদ কহে, — ‘ধনুক ভাঙ্গ, তবে সে কহিব’ ॥২৫৬॥", "synonyms": "*vyādha kahe*—o caçador respondeu; *yei kaha*—o que quer que digas; *sei ta' kariba*—isso eu farei; *nārada kahe*—Nārada Muni respondeu; *dhanuka bhāṅga*—quebra teu arco; *tabe*—então; *se kahiba*—falar-te-ei.", "translation": "**\"O caçador então disse: 'Meu caro senhor, o que quer que digas, eu farei.' Nārada imediatamente ordenou-lhe: 'Antes de tudo, quebra teu arco. Depois te direi o que se há de fazer.'**", "purport": "Este é o processo de iniciação. O discípulo deve admitir que não mais cometerá atividade pecaminosa — a saber, sexo ilícito, consumo de carne, jogo e intoxicação. Ele promete executar a ordem do mestre espiritual. Então o mestre espiritual cuida dele e o eleva à emancipação espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/24/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/257/", "verse_text": "vyādha kahe,--'dhanuka bhāṅgile vartiba kemane?'\n\nnārada kahe,--'āmi anna diba prati-dine'", "devanagari": "> ব্যাধ কহে, — ‘ধনুক ভাঙ্গিলে বর্তিব কেমনে ?’\n> নারদ কহে, — ‘আমি অন্ন দিব প্রতিদিনে ।।’ ॥ ২৫৭ ॥", "synonyms": "*vyādha kahe*—o caçador respondeu; *dhanuka bhāṅgile*—se eu quebrar meu arco; *vartiba kemane*—qual será a fonte de minha subsistência; *nārada kahe*—Nārada Muni respondeu; *āmi*—eu; *anna*—alimento; *diba*—fornecerei; *prati-dine*—todos os dias.", "translation": "**\"O caçador respondeu: 'Se quebrar meu arco, como me manterei?' Nārada Muni respondeu: 'Não te preocupes. Eu fornecerei todo o teu alimento, todos os dias.'**", "purport": "A fonte de nossa renda não é, na verdade, a fonte de nossa subsistência. Todo ser vivo — desde o grande Brahmā até uma insignificante formiga — é mantido pela Suprema Personalidade de Deus. Eko bahūnāṁ yo vidadhāti kāmān. O único Ser Supremo, Kṛṣṇa, mantém a todos. Nossa suposta fonte de renda é apenas nossa própria escolha. Se eu desejar ser caçador, parecerá que a caça é a fonte de minha renda. Se eu me tornar um brāhmaṇa e depender completamente de Kṛṣṇa, não conduzo nenhum negócio, mas, ainda assim, minha subsistência é provida por Kṛṣṇa. O caçador ficou perturbado quanto a quebrar seu arco, porque estava preocupado com sua renda. Nārada Muni tranquilizou o caçador, pois sabia que o caçador não era mantido pelo arco, mas por Kṛṣṇa. Sendo o agente de Kṛṣṇa, Nārada Muni sabia muito bem que o caçador não sofreria por quebrar o arco. Não havia dúvida de que Kṛṣṇa lhe forneceria alimento."}
{"ref": "cc/madhya/24/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/258/", "verse_text": "dhanuka bhāṅgi' vyādha tāṅra caraṇe paḍila\n\ntāre uṭhāñā nārada upadeśa kaila", "devanagari": "> ধনুক ভাঙ্গি’ ব্যাধ তাঁর চরণে পড়িল ।\n> তারে উঠাঞা নারদ উপদেশ কৈল ॥২৫৮॥", "synonyms": "*dhanuka bhāṅgi'*—quebrando o arco; *vyādha*—o caçador; *tāṅra*—seus (de Nārada Muni); *caraṇe*—aos pés de lótus; *paḍila*—rendeu-se; *tāre*—a ele; *uṭhāñā*—erguendo; *nārada*—o grande santo Nārada Muni; *upadeśa kaila*—deu instrução.", "translation": "**\"Assim assegurado pelo grande sábio Nārada Muni, o caçador quebrou seu arco, imediatamente prostrou-se aos pés de lótus do santo e rendeu-se plenamente. Depois disso, Nārada Muni o ergueu com a mão e deu-lhe instruções para o avanço espiritual.**", "purport": "Este é o processo de iniciação. O discípulo deve render-se ao mestre espiritual, o representante de Kṛṣṇa. O mestre espiritual, estando na sucessão discipular originada de Nārada Muni, está na mesma categoria que Nārada Muni. A pessoa pode aliviar-se de sua atividade pecaminosa se render-se aos pés de lótus de quem realmente representa Nārada Muni. Nārada Muni deu instruções ao caçador depois que o caçador se rendeu."}
{"ref": "cc/madhya/24/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/259/", "verse_text": "\"ghare giyā brāhmaṇe deha' yata āche dhana\n\neka eka vastra pari' bāhira hao dui-jana", "devanagari": "> “ঘরে গিয়া ব্রাহ্মণে দেহ’ যত আছে ধন ।\n> এক এক বস্ত্র পরি’ বাহির হও দুইজন ॥২৫৯॥", "synonyms": "*ghare giyā*—retornando para casa; *brāhmaṇe*—aos brāhmaṇas, os homens mais inteligentes em compreensão espiritual; *deha'*—dá; *yata*—tudo o que; *āche*—tens; *dhana*—riquezas; *eka eka*—cada um de vós; *vastra pari'*—apenas um pano; *bāhira hao*—deixai o lar; *dui-jana*—vós dois.", "translation": "**\"Nārada Muni então aconselhou ao caçador: 'Retorna para casa e distribui todas as riquezas que tens aos brāhmaṇas puros que conhecem a Verdade Absoluta. Após distribuir todas as tuas riquezas aos brāhmaṇas, tu e tua esposa deveis deixar o lar, levando apenas um pano para vestir.'**", "purport": "Este é o processo de renúncia no estágio de vānaprastha. Após desfrutar a vida de chefe de família por algum tempo, o marido e a esposa devem deixar o lar e distribuir suas riquezas aos brāhmaṇas e vaiṣṇavas. A pessoa pode manter sua esposa como assistente no estágio de vānaprastha. A ideia é que a esposa auxilie o marido em seu avanço espiritual. Por isso, Nārada Muni aconselhou ao caçador que adotasse o estágio de vānaprastha e deixasse o lar. Não é que um gṛhastha deva viver em casa até morrer. Vānaprastha é preliminar ao sannyāsa. No movimento da consciência de Kṛṣṇa, há muitos jovens casais ocupados no serviço ao Senhor. Por fim, espera-se que adotem o vānaprastha e, após o estágio de vānaprastha, o marido pode aceitar o sannyāsa a fim de pregar. A esposa pode então permanecer sozinha e servir à Deidade ou ocupar-se em outras atividades dentro do movimento da consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/24/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/260/", "verse_text": "nadī-tīre eka-khāni kuṭīra kariyā\n\ntāra āge eka-piṇḍi tulasī ropiyā", "devanagari": "> নদী-তীরে একখানি কুটীর করিয়া  ।\n> তার আগে একপিণ্ডি তুলসী রোপিয়া ॥২৬০॥", "synonyms": "*nadī-tīre*—na margem do rio; *eka-khāni*—apenas uma; *kuṭīra*—uma cabana; *kariyā*—construindo; *tāra āge*—bem em frente à cabana; *eka-piṇḍi*—uma plataforma elevada; *tulasī*—uma planta de tulasī; *ropiyā*—cultivando.", "translation": "**\"Nārada Muni continuou: 'Deixa teu lar e vai para o rio. Lá deves construir uma pequena cabana e, em frente à cabana, deves cultivar uma planta de tulasī sobre uma plataforma elevada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/261/", "verse_text": "tulasī-parikramā kara, tulasī-sevana\n\nnirantara kṛṣṇa-nāma kariha kīrtana", "devanagari": "> তুলসী-পরিক্রমা কর, তুলসী-সেবন  ।\n> নিরন্তর কৃষ্ণনাম করিহ কীর্তন ॥২৬১॥", "synonyms": "*tulasī-parikramā kara*—circum-ambula a planta de tulasī; *tulasī-sevana*—simplesmente fornece água à raiz de tulasī-devī; *nirantara*—continuamente; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kariha*—simplesmente realiza; *kīrtana*—o canto.", "translation": "**\" 'Após plantar a árvore de tulasī diante de tua casa, deves diariamente circum-ambular essa planta de tulasī, servi-la dando-lhe água e outras coisas, e cantar continuamente o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra.'**", "purport": "Este é o início da vida espiritual. Após deixar a vida de chefe de família, a pessoa pode ir a um lugar sagrado, tal como a margem do Ganges ou do Yamunā, e erguer uma pequena cabana. Uma pequena cabana pode ser construída sem nenhuma despesa. Quatro troncos servindo de pilares podem ser obtidos por qualquer homem na floresta. O teto pode ser coberto com folhas, e pode-se limpar o interior. Assim, é possível viver muito pacificamente. Em qualquer condição, qualquer homem pode viver numa pequena cabana, plantar uma árvore de tulasī, regá-la pela manhã, oferecer-lhe orações e cantar continuamente o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra. Dessa maneira, a pessoa pode fazer um vigoroso avanço espiritual. Isso não é de modo algum difícil. Basta seguir estritamente as instruções do mestre espiritual. Então tudo será exitoso no devido curso do tempo. No que diz respeito à alimentação, não há problema. Se *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, supre todos com alimentos, por que não supriria Seu devoto? Às vezes, um devoto nem se dará ao trabalho de construir uma cabana. Ele simplesmente irá viver numa caverna na montanha. Pode-se viver numa caverna, numa cabana à beira de um rio, num palácio ou numa grande cidade como Nova Iorque ou Londres. Em qualquer caso, o devoto pode seguir as instruções de seu mestre espiritual e ocupar-se em serviço devocional regando a planta de tulasī e cantando o mantra Hare Kṛṣṇa. Seguindo o conselho de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de nosso mestre espiritual, Bhaktisiddhānta Sarasvatī Gosvāmī Mahārāja, a pessoa pode ir a qualquer parte do mundo e instruir as pessoas a tornarem-se devotos do Senhor, seguindo os princípios reguladores, adorando a planta de tulasī e cantando continuamente o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra."}
{"ref": "cc/madhya/24/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/262/", "verse_text": "āmi tomāya bahu anna pāṭhāimu dine\n\nsei anna labe, yata khāo dui-jane\"", "devanagari": "> আমি তোমায় বহু অন্ন পাঠাইমু দিনে ।\n> সেই অন্ন লবে, যত খাও দুইজনে ।।” ॥ ২৬২ ॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *tomāya*—para ti; *bahu*—muito; *anna*—alimento; *pāṭhāimu*—enviarei; *dine*—todos os dias; *sei*—esse; *anna*—alimento; *labe*—aceitarás; *yata*—quanto; *khāo*—puderes comer; *dui-jane*—vós dois.", "translation": "**Nārada Muni continuou: \"Enviar-vos-ei alimento suficiente todos os dias. Podeis aceitar tanto alimento quanto desejardes.\"**", "purport": "Quando alguém adota a consciência de Kṛṣṇa, não há necessidade de preocupar-se com as necessidades materiais. Kṛṣṇa diz que Ele próprio leva todas as necessidades a Seus devotos.\n\nananyāś cintayanto māṁ\n\nye janāḥ paryupāsate\n\nteṣāṁ nityābhiyuktānāṁ\n\nyoga-kṣemaṁ vahāmy aham\n\n\"Àqueles que Me adoram com amor e devoção, meditando em Minha forma transcendental, Eu trago aquilo que lhes falta e preservo aquilo que possuem.\" (Bg. 9.22) Por que alguém deveria estar ansioso quanto às necessidades da vida? O princípio deve ser que ninguém deseje mais do que o absolutamente necessário. Nārada Muni aconselha o caçador a aceitar apenas o que é absolutamente necessário para ele e para sua esposa. O devoto deve estar sempre alerta para consumir somente aquelas coisas de que absolutamente necessita, e não criar necessidades desnecessárias."}
{"ref": "cc/madhya/24/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/263/", "verse_text": "tabe sei mṛgādi tine nārada sustha kaila\n\nsustha hañā mṛgādi tine dhāñā palāila", "devanagari": "> তবে সেই মৃগাদি তিনে নারদ সুস্থ কৈল ।\n> সুস্থ হঞা মৃগাদি তিনে ধাঞা পলাইল ॥২৬৩॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sei*—aqueles; *mṛga-ādi*—animais, começando pelo cervo; *tine*—três; *nārada*—o sábio Nārada; *sustha kaila*—trouxe de volta aos sentidos; *sustha hañā*—recobrando a consciência; *mṛga-ādi*—os animais feridos; *tine*—três; *dhāñā palāila*—fugiram velozmente daquele lugar.", "translation": "**\"Os três animais que estavam semimortos foram então trazidos de volta à consciência pelo sábio Nārada. De fato, os animais se levantaram e fugiram velozmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/264/", "verse_text": "dekhiyā vyādhera mane haila camatkāra\n\nghare gela vyādha, guruke kari' namaskāra", "devanagari": "> দেখিয়া ব্যাধের মনে হৈল চমৎকার ।\n> ঘরে গেল ব্যাধ, গুরুকে করি’ নমস্কার ॥২৬৪॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *vyādhera*—do caçador; *mane*—na mente; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *ghare*—para casa; *gela*—foi; *vyādha*—o caçador; *guruke*—ao mestre espiritual; *kari' namaskāra*—oferecendo reverências.", "translation": "**\"Quando o caçador viu os animais semimortos fugirem, certamente ficou tomado de assombro. Em seguida, ofereceu suas respeitosas reverências ao sábio Nārada e retornou para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/265/", "verse_text": "yathā-sthāne nārada gelā, vyādha ghare āila\n\nnāradera upadeśe sakala karila", "devanagari": "> যথা-স্থানে নারদ গেলা, ব্যাধ ঘরে আইল ।\n> নারদের উপদেশে সকল করিল ॥২৬৫॥", "synonyms": "*yathā-sthāne*—ao destino apropriado; *nārada*—o sábio Nārada; *gelā*—foi; *vyādha*—o caçador; *ghare āila*—voltou para sua casa; *nāradera upadeśe*—sob a instrução do sábio Nārada; *sakala karila*—executou tudo.", "translation": "**\"Depois de tudo isso, Nārada Muni dirigiu-se a seu destino. Após o caçador retornar para casa, ele seguiu exatamente as instruções de seu mestre espiritual, Nārada.**", "purport": "Para o avanço espiritual, é preciso ter um mestre espiritual genuíno e seguir suas instruções a fim de assegurar o progresso."}
{"ref": "cc/madhya/24/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/266/", "verse_text": "grāme dhvani haila,--vyādha 'vaiṣṇava' ha-ila\n\ngrāmera loka saba anna ānite lāgila", "devanagari": "> গ্রামে ধ্বনি হৈল, ব্যাধ ‘বৈষ্ণব’ হইল ।\n> গ্রামের লোক সব অন্ন আনিতে লাগিল ॥২৬৬॥", "synonyms": "*grāme*—na aldeia; *dhvani haila*—houve a notícia; *vyādha*—o caçador; *vaiṣṇava ha-ila*—tornou-se um vaiṣṇava, um amante e servidor do Senhor Viṣṇu; *grāmera loka*—os aldeões; *saba*—toda sorte de; *anna*—alimento; *ānite lāgila*—começaram a trazer.", "translation": "**\"A notícia de que o caçador se tornara um vaiṣṇava espalhou-se por toda a aldeia. De fato, todos os aldeões traziam esmolas e as apresentavam ao vaiṣṇava que outrora fora caçador.**", "purport": "É dever do povo apresentar um presente a uma pessoa santa, vaiṣṇava ou *brāhmaṇa*, ao ir vê-la. Todo vaiṣṇava depende de Kṛṣṇa, e Kṛṣṇa está pronto para suprir todas as necessidades da vida, desde que o vaiṣṇava siga os princípios estabelecidos pelo mestre espiritual. Certamente há muitos chefes de família em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa. Eles ingressam no movimento e vivem nos centros da sociedade, mas, se tirarem proveito dessa oportunidade e não trabalharem, vivendo às custas do movimento, comendo o *prasāda* e simplesmente dormindo, colocam-se numa posição muito perigosa. Por isso, recomenda-se que os *gṛhasthas* não vivam no templo. Eles devem viver fora do templo e manter-se por si mesmos. É claro que, se os *gṛhasthas* estiverem plenamente ocupados no serviço do Senhor segundo as orientações das autoridades, não há mal algum em viverem num templo. De qualquer forma, um templo não deve ser um lugar para comer e dormir. O administrador do templo deve ser muito cuidadoso com essas questões."}
{"ref": "cc/madhya/24/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/267/", "verse_text": "eka-dina anna āne daśa-biśa jane\n\ndine tata laya, yata khāya dui jane", "devanagari": "> একদিন অন্ন আনে দশ-বিশ জনে ।\n> দিনে তত লয়, যত খায় দুই জনে ॥২৬৭॥", "synonyms": "*eka-dina*—num dia; *anna*—alimento; *āne*—traziam; *daśa-biśa jane*—o suficiente para dez a vinte homens; *dine*—num dia; *tata laya*—aceitavam apenas tanto quanto; *yata*—quanto; *khāya dui jane*—os dois precisavam comer.", "translation": "**\"Num só dia, trazia-se alimento suficiente para dez ou vinte pessoas, mas o caçador e sua esposa aceitavam apenas tanto quanto podiam comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/268/", "verse_text": "eka-dina nārada kahe,--\"śunaha, parvate\n\nāmāra eka śiṣya āche, calaha dekhite\"", "devanagari": "> একদিন নারদ কহে, — “শুনহ, পর্বতে ।\n> আমার এক শিষ্য আছে, চলহ দেখিতে ।।” ॥২৬৮॥", "synonyms": "*eka-dina*—um dia; *nārada kahe*—Nārada Muni disse; *śunaha*—por favor, ouve; *parvate*—meu querido Parvata; *āmāra*—meu; *eka*—um; *śiṣya*—discípulo; *āche*—há; *calaha dekhite*—vamos vê-lo.", "translation": "**\"Certo dia, ao falar com seu amigo Parvata Muni, Nārada Muni pediu-lhe que fosse com ele ver seu discípulo, o caçador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/269/", "verse_text": "tabe dui ṛṣi āilā sei vyādha-sthāne\n\ndūra haite vyādha pāila gurura daraśane", "devanagari": "> তবে দুই ঋষি আইলা সেই ব্যাধ-স্থানে ।\n> দূর হৈতে ব্যাধ পাইল গুরুর দরশনে ॥২৬৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *dui ṛṣi*—duas pessoas santas; *āilā*—vieram; *sei vyādha-sthāne*—ao lugar daquele caçador; *dūra haite*—de um lugar distante; *vyādha*—o caçador; *pāila*—obteve; *gurura daraśane*—a visão de seu mestre espiritual.", "translation": "**\"Quando os santos sábios chegaram ao lugar do caçador, este pôde vê-los aproximando-se de longe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/270/", "verse_text": "āste-vyaste dhāñā āse, patha nāhi pāya\n\npathera pipīlikā iti-uti dhare pāya", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে ধাঞা আসে, পথ নাহি পায় ।\n> পথের পিপীলিকা ইতি-উতি ধরে পায় ॥২৭০॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande presteza; *dhāñā*—correndo; *āse*—veio; *patha nāhi pāya*—não encontra o caminho; *pathera*—no caminho; *pipīlikā*—formigas; *iti-uti*—aqui e ali; *dhare pāya*—tocam o pé.", "translation": "**\"Com grande presteza, o caçador começou a correr em direção a seu mestre espiritual, mas não pôde prostrar-se e oferecer reverências, porque havia formigas correndo de um lado para outro em volta de seus pés.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/271/", "verse_text": "daṇḍavat-sthāne pipīlikāre dekhiyā\n\nvastre sthāna jhāḍi' paḍe daṇḍavat hañā", "devanagari": "> দণ্ডবৎ-স্থানে পিপীলিকারে দেখিয়া ।\n> বস্ত্রে স্থান ঝাড়ি’ পড়ে দণ্ডবৎ হঞা ॥২৭১॥", "synonyms": "*daṇḍavat-sthāne*—no lugar onde desejava oferecer suas reverências; *pipīlikāre dekhiyā*—vendo as formigas; *vastre*—com o pano; *sthāna jhāḍi'*—limpando o lugar; *paḍe daṇḍavat hañā*—prostra-se reto como uma vara.", "translation": "**\"Vendo as formigas, o caçador as afastou com um pedaço de pano. Após assim limpar as formigas do chão, prostrou-se reto para oferecer suas reverências.**", "purport": "A palavra daṇḍa significa \"vara\", e vat significa \"como\". Para oferecer reverências ao mestre espiritual, é preciso prostrar-se reto exatamente como uma vara cai ao chão. Este é o significado da palavra daṇḍavat."}
{"ref": "cc/madhya/24/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/272/", "verse_text": "nārada kahe,--\"vyādha, ei nā haya āścarya\n\nhari-bhaktye hiṁsā-śūnya haya sādhu-varya", "devanagari": "> নারদ কহে, — “ব্যাধ, এই না হয় আশ্চর্য ।\n> হরিভক্ত্যে হিংসা-শূন্য হয় সাধুবর্য ॥২৭২॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni disse; *vyādha*—meu querido caçador; *ei nā āścarya*—isto não é admirável para ti; *hari-bhaktye*—pelo avanço no serviço devocional; *hiṁsā-śūnya haya*—a pessoa torna-se não violenta e isenta de inveja; *sādhu-varya*—assim a pessoa torna-se o melhor dos cavalheiros honestos.", "translation": "**\"Nārada Muni disse: 'Meu querido caçador, tal comportamento não é nada admirável. Um homem em serviço devocional é automaticamente não violento. Ele é o melhor dos cavalheiros.**", "purport": "Neste verso, a palavra sādhu-varya significa \"o melhor dos cavalheiros\". No momento atual, há muitos supostos cavalheiros peritos em matar animais e aves. Não obstante, esses supostos cavalheiros professam um tipo de religião que proíbe estritamente o ato de matar. Segundo Nārada Muni e a cultura Védica, os matadores de animais não são sequer cavalheiros, que dirá homens religiosos. Uma pessoa religiosa, um devoto do Senhor, deve ser não violenta. Tal é a natureza de uma pessoa religiosa. É contraditório ser violento e, ao mesmo tempo, chamar a si mesmo de pessoa religiosa. Tal hipocrisia não é aprovada por Nārada Muni nem pela sucessão discipular."}
{"ref": "cc/madhya/24/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/273/", "verse_text": "ete na hy adbhutā vyādha\n\ntavāhiṁsādayo guṇāḥ\n\nhari-bhaktau pravṛttā ye\n\nna te syuḥ paratāpinaḥ", "devanagari": "> এতে ন হ্যদ্ভুতা ব্যাধ তবাহিংসাদয়ো গুণাঃ ।\n> হরিভক্তৌ প্রবৃত্তা যে ন তে স্যুঃ পরতাপিনঃ ॥২৭৩॥", "synonyms": "*ete*—todas estas; *na*—não; *hi*—certamente; *adbhutāḥ*—admiráveis; *vyādha*—ó caçador; *tava*—tuas; *ahiṁsā-ādayaḥ*—não violência e outras; *guṇāḥ*—qualidades; *hari-bhaktau*—em serviço devocional; *pravṛttāḥ*—ocupados; *ye*—aqueles que; *na*—não; *te*—eles; *syuḥ*—são; *paratāpinaḥ*—invejosos de outras entidades vivas.", "translation": "**\" 'Ó caçador, boas qualidades como a não violência, que desenvolveste, não são nada admiráveis, pois aqueles ocupados no serviço devocional do Senhor jamais se inclinam a causar dor aos outros por inveja.'**", "purport": "Esta é uma citação do Skanda Purāṇa."}
{"ref": "cc/madhya/24/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/274/", "verse_text": "tabe sei vyādha doṅhāre aṅgane ānila\n\nkuśāsana āni' doṅhāre bhaktye vasāila", "devanagari": "> তবে সেই ব্যাধ দোঁহারে অঙ্গনে আনিল ।\n> কুশাসন আনি’ দোঁহারে ভক্ত্যে বসাইল ॥২৭৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sei*—aquele; *vyādha*—caçador; *doṅhāre*—ambos, Nārada Muni e Parvata; *aṅgane ānila*—trouxe ao pátio de sua casa; *kuśa-āsana āni'*—trazendo esteiras de palha para sentar; *doṅhāre*—ambos; *bhaktye*—com grande devoção; *vasāila*—fez sentar-se.", "translation": "**\"O caçador então recebeu os dois grandes sábios no pátio de sua casa. Estendeu uma esteira de palha para que se sentassem e, com grande devoção, suplicou-lhes que se sentassem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/275/", "verse_text": "jala āni' bhaktye doṅhāra pāda prakṣālila\n\nsei jala strī-puruṣe piyā śire la-ila", "devanagari": "> জল আনি’ ভক্ত্যে দোঁহার পাদ প্রক্ষালিল ।\n> সেই জল স্ত্রী-পুরুষে পিয়া শিরে লইল ॥২৭৫॥", "synonyms": "*jala āni'*—trazendo água; *bhaktye*—com grande devoção; *doṅhāra*—de ambos; *pāda prakṣālila*—lavou os pés; *sei jala*—essa água; *strī-puruṣe*—marido e mulher; *piyā*—bebendo; *śire la-ila*—colocaram sobre suas cabeças.", "translation": "**\"Em seguida, ele trouxe água e lavou os pés dos sábios com grande devoção. Então, marido e mulher beberam essa água e a aspergiram sobre suas cabeças.**", "purport": "Este é o processo que se deve seguir ao receber o mestre espiritual ou alguém no nível do mestre espiritual. Quando o mestre espiritual vem à residência de seus discípulos, estes devem seguir os passos do antigo caçador. Não importa o que alguém fosse antes da iniciação. Após a iniciação, é preciso aprender a etiqueta aqui mencionada."}
{"ref": "cc/madhya/24/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/276/", "verse_text": "kampa-pulakāśru haila kṛṣṇa-nāma gāñā\n\nūrdhva bāhu nṛtya kare vastra uḍāñā", "devanagari": "> কম্প-পুলকাশ্রু হৈল কৃষ্ণনাম গাঞা ।\n> ঊর্ধ্ববাহু নৃত্য করে বস্ত্র উড়াঞা ॥২৭৬॥", "synonyms": "*kampa*—tremor; *pulaka-aśru*—lágrimas e júbilo; *haila*—houve; *kṛṣṇa-nāma gāñā*—cantando o mantra Hare Kṛṣṇa; *ūrdhva bāhu*—erguendo os braços; *nṛtya kare*—começou a dançar; *vastra uḍāñā*—agitando suas vestes para cima e para baixo.", "translation": "**\"Quando o caçador cantou o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa diante de seu mestre espiritual, seu corpo tremeu e lágrimas brotaram em seus olhos. Repleto de amor extático, ele ergueu as mãos e começou a dançar, agitando suas vestes para cima e para baixo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/277/", "verse_text": "dekhiyā vyādhera prema parvata-mahāmuni\n\nnāradere kahe,--tumi hao sparśa-maṇi", "devanagari": "> দেখিয়া ব্যাধের প্রেম পর্বত-মহামুনি ।\n> নারদেরে কহে, — তুমি হও স্পর্শমণি ॥২৭৭॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *vyādhera*—do caçador; *prema*—o amor extático; *parvata-mahā-muni*—o grande sábio Parvata Muni; *nāradere kahe*—falou a Nārada Muni; *tumi hao sparśa-maṇi*—tu és certamente uma pedra de toque.", "translation": "**\"Quando Parvata Muni viu os sintomas de amor extático do caçador, disse a Nārada: 'Certamente és uma pedra de toque.'**", "purport": "Quando uma pedra de toque toca o ferro, transforma o ferro em ouro. Parvata Muni chamou Nārada Muni de pedra de toque porque, por seu toque, o caçador, que era o mais baixo entre os homens, tornou-se um vaiṣṇava elevado e perfeito. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura disse que a posição de um vaiṣṇava pode ser testada observando-se quão boa pedra de toque ele é — ou seja, observando-se quantos vaiṣṇavas ele fez durante a sua vida. Um vaiṣṇava deve ser uma pedra de toque, de modo que possa converter outros ao vaiṣṇavismo por sua pregação, ainda que as pessoas possam estar caídas como o caçador. Há muitos supostos devotos avançados que se sentam num lugar isolado para seu benefício pessoal. Eles não saem a pregar nem a converter outros em vaiṣṇavas e, por isso, certamente não podem ser chamados de sparśa-maṇi, devotos avançados. Os devotos kaniṣṭha-adhikārī não podem transformar outros em vaiṣṇavas, mas um vaiṣṇava madhyama-adhikārī pode fazê-lo por meio da pregação. Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou Seus seguidores a aumentar o número de vaiṣṇavas.\n\nyāre dekha, tāre kaha 'kṛṣṇa'-upadeśa\n\nāmāra ājñāya guru hañā tāra' ei deśa\n\n(Cc. Madhya 7.128)\n\nÉ desejo de Śrī Caitanya Mahāprabhu que todos se tornem vaiṣṇavas e gurus. Seguindo as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Sua sucessão discipular, a pessoa pode tornar-se mestre espiritual, pois o processo é muito fácil. A pessoa pode ir a toda parte e a qualquer lugar para pregar as instruções de Kṛṣṇa. O *Bhagavad-gītā* contém as instruções de Kṛṣṇa; portanto, o dever de todo vaiṣṇava é viajar e pregar o *Bhagavad-gītā*, seja em seu país, seja num país estrangeiro. Este é o teste do sparśa-maṇi: seguir os passos de Nārada Muni."}
{"ref": "cc/madhya/24/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/278/", "verse_text": "\"aho dhanyo 'si devarṣe\n\nkṛpayā yasya tat-kṣaṇāt\n\nnīco 'py utpulako lebhe\n\nlubdhako ratim acyute\"", "devanagari": "> “অহো ধন্যোঽসি দেবর্ষে কৃপয়া যস্য তৎক্ষণাৎ ।\n> নীচোঽপ্যুৎপুলকো লেভে লুব্ধকো রতিমচ্যুতে ।।” ॥ ২৭৮ ॥", "synonyms": "*aho*—oh; *dhanyaḥ*—glorificado; *asi*—és; *deva-ṛṣe*—ó sábio entre os semideuses; *kṛpayā*—pela misericórdia; *yasya*—de quem; *tat-kṣaṇāt*—imediatamente; *nīcaḥ api*—embora se seja o mais baixo dos homens; *utpulakaḥ*—tornando-se agitado em amor extático; *lebhe*—obtém; *lubdhakaḥ*—um caçador; *ratim*—atração; *acyute*—pela Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Parvata Muni continuou: 'Meu querido amigo Nārada Muni, és glorificado como o sábio entre os semideuses. Por tua misericórdia, mesmo uma pessoa de nascimento baixo como este caçador pode imediatamente apegar-se ao Senhor Kṛṣṇa.'**", "purport": "Um vaiṣṇava puro acredita nas afirmações dos śāstras. Este verso é citado da literatura Védica, o Skanda Purāṇa."}
{"ref": "cc/madhya/24/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/279/", "verse_text": "nārada kahe,--'vaiṣṇava, tomāra anna kichu āya?'\n\nvyādha kahe, \"yāre pāṭhāo, sei diyā yāya", "devanagari": "> নারদ কহে, — ‘বৈষ্ণব, তোমার অন্ন কিছু আয় ?’\n> ব্যাধ কহে, “যারে পাঠাও, সেই দিয়া যায় ॥২৭৯॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni disse; *vaiṣṇava*—ó vaiṣṇava; *tomāra*—teu; *anna*—alimento; *kichu āya*—vem algum; *vyādha kahe*—o caçador respondeu; *yāre pāṭhāo*—quem quer que envies; *sei*—essa pessoa; *diyā*—dando algo; *yāya*—vai.", "translation": "**\"Nārada Muni então perguntou ao caçador: 'Meu querido vaiṣṇava, tens alguma renda para o teu sustento?' O caçador respondeu: 'Meu querido mestre espiritual, quem quer que envies me dá algo quando vem ver-me.'**", "purport": "Isso confirma a afirmação do *Bhagavad-gītā* (9.22), segundo a qual o Senhor leva todas as necessidades a Seu devoto vaiṣṇava. Nārada Muni perguntou ao antigo caçador como ele se mantinha, e o caçador respondeu que todos os que vinham vê-lo lhe traziam algo para seu sustento. Kṛṣṇa, que está situado no coração de todos, diz: \"Eu pessoalmente levo todas as necessidades a um vaiṣṇava.\" Ele pode ordenar a qualquer um que execute isso. Todos estão prontos para dar algo a um vaiṣṇava e, se um vaiṣṇava está completamente ocupado em serviço devocional, não precisa preocupar-se com seu sustento."}
{"ref": "cc/madhya/24/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/280/", "verse_text": "eta anna nā pāṭhāo, kichu kārya nāi\n\nsabe dui-janāra yogya bhakṣya-mātra cāi\"", "devanagari": "> এত অন্ন না পাঠাও, কিছু কার্য নাই ৷\n> সবে দুইজনার যোগ্য ভক্ষ্যমাত্র চাই ।।” ॥ ২৮০ ॥", "synonyms": "*eta anna*—tanto alimento; *nā pāṭhāo*—não precisas enviar; *kichu kārya nāi*—não há tal necessidade; *sabe*—apenas; *dui-janāra*—para duas pessoas; *yogya*—necessários; *bhakṣya-mātra*—alimentos; *cāi*—queremos.", "translation": "**\"O antigo caçador disse: 'Por favor, não envies tantos grãos. Envia apenas o suficiente para duas pessoas, nada mais.'**", "purport": "O antigo caçador queria apenas o suficiente para duas pessoas comerem, nada mais. Não é necessário que um vaiṣṇava mantenha um estoque de alimento para o dia seguinte. Ele deve receber somente grãos suficientes para durar um dia. No dia seguinte, deve novamente depender da misericórdia do Senhor. Esta é a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando Seu servo pessoal Govinda, certa vez, manteve um estoque de harītakī (mirobálano), Śrī Caitanya Mahāprabhu o repreendeu, dizendo: \"Por que mantiveste um estoque para o dia seguinte?\" Śrīla Rūpa Gosvāmī e outros mendigavam diariamente de porta em porta para o seu sustento e jamais tentaram estocar seu āśrama com alimento para o dia seguinte. Não devemos fazer cálculos materiais, pensando: \"É melhor estocar alimento para uma semana. Por que dar trabalho ao Senhor, fazendo com que Ele traga alimento diariamente?\" A pessoa deve estar convencida de que o Senhor proverá diariamente. Não há necessidade de estocar alimento para o dia seguinte."}
{"ref": "cc/madhya/24/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/281/", "verse_text": "nārada kahe,--'aiche raha, tumi bhāgyavān'\n\neta bali' dui-jana ha-ilā antardhāna", "devanagari": "> নারদ কহে, — ‘ঐছে রহ, তুমি ভাগ্যবান্’ ৷\n> এত বলি’ দুইজন হইলা অন্তর্ধান ॥২৮১॥", "synonyms": "*nārada kahe*—Nārada Muni disse; *aiche raha*—vive assim; *tumi bhāgyavān*—certamente és muito afortunado; *eta bali'*—dizendo isto; *dui-jana*—tanto Nārada Muni como Parvata Muni; *ha-ilā antardhāna*—desapareceram.", "translation": "**\"Nārada Muni aprovou que ele não quisesse mais do que um suprimento diário de alimento e o abençoou, dizendo: 'És afortunado.' Nārada Muni e Parvata Muni então desapareceram daquele lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/282/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ tomāya vyādhera ākhyāna\n\nyā śunile haya sādhu-saṅga-prabhāva-jñāna", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ তোমায় ব্যাধের আখ্যান ।\n> যা শুনিলে হয় সাধুসঙ্গ-প্রভাব-জ্ঞান ॥২৮২॥", "synonyms": "*ei ta' kahiluṅ*—assim narrei; *tomāya*—a ti; *vyādhera ākhyāna*—a história do caçador; *yā śunile*—ouvindo a qual; *haya*—há; *sādhu-saṅga*—da associação com devotos; *prabhāva*—da influência; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**\"Até aqui narrei o episódio do caçador. Ao ouvir esta narração, a pessoa pode compreender a influência derivada de associar-se com devotos.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu quis enfatizar que mesmo um caçador, o mais baixo dos homens, poderia tornar-se um vaiṣṇava da mais alta classe simplesmente por associar-se com Nārada Muni ou com um devoto em sua genuína sucessão discipular."}
{"ref": "cc/madhya/24/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/283/", "verse_text": "ei āra tina artha gaṇanāte pāila\n\nei dui artha mili' 'chābbiśa' artha haila", "devanagari": "> এই আর তিন অর্থ গণনাতে পাইল ।\n> এই দুই অর্থ মিলি’ ‘ছাব্বিশ’ অর্থ হৈল ॥২৮৩॥", "synonyms": "*ei*—este exemplo; *āra*—outro; *tina artha*—três significados; *gaṇanāte*—no cálculo; *pāila*—obtivemos; *ei dui artha mili'*—somando estes dois significados; *chābbiśa*—vinte e seis; *artha*—significados; *haila*—houve.", "translation": "**\"Dessa maneira, encontramos mais três significados. Combinando-os com os outros significados, o número total de significados perfaz vinte e seis ao todo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/284/", "verse_text": "āra artha śuna, yāhā--arthera bhāṇḍāra\n\nsthūle 'dui' artha, sūkṣme 'batriśa' prakāra", "devanagari": "> আর অর্থ শুন, যাহা — অর্থের ভাণ্ডার ।\n> স্থূলে ‘দুই’ অর্থ, সূক্ষ্মে ‘বত্রিশ’ প্রকার ॥২৮৪॥", "synonyms": "*āra*—outro; *artha*—significado; *śuna*—ouve; *yāhā*—o qual; *arthera bhāṇḍāra*—um tesouro de conhecimento; *sthūle*—grosseiramente; *dui artha*—dois significados; *sūkṣme*—por um significado sutil; *batriśa*—trinta e dois; *prakāra*—variedades.", "translation": "**\"Há ainda outro significado, que é repleto de uma variedade de sentidos. Na verdade, há dois significados grosseiros e trinta e dois significados sutis.**", "purport": "Os dois significados grosseiros referem-se ao serviço devocional regulado e ao serviço devocional espontâneo. Há também trinta e dois significados sutis. Sob o título de serviço devocional regulado, há dezesseis significados: (1) um servo do Senhor como Seu companheiro pessoal, (2) um amigo pessoal, (3) pais pessoais ou superiores semelhantes, (4) uma amada pessoal, (5) um servo elevado pelo cultivo espiritual, (6) um amigo pelo cultivo espiritual, (7) pais e devotos superiores pelo cultivo do serviço devocional, (8) uma esposa amada ou amiga pelo cultivo do serviço devocional, (9) um devoto maduro como servo, (10) um devoto maduro como amigo, (11) um devoto maduro como pai e superior, (12) um devoto maduro como esposa e amada, (13) um devoto imaturo como servo, (14) um devoto imaturo como amigo, (15) um devoto imaturo como pai e superior e (16) um devoto imaturo como amado. De modo semelhante, sob o título de devoção espontânea, também há dezesseis companheiros variados. Por conseguinte, o número total de devotos sob os títulos de devotos regulados e devotos espontâneos é trinta e dois."}
{"ref": "cc/madhya/24/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/285/", "verse_text": "'ātmā'-śabde kahe--sarva-vidha bhagavān\n\neka 'svayaṁ bhagavān', āra 'bhagavān'-ākhyāna", "devanagari": "> ‘আত্মা’-শব্দে কহে — সর্ববিধ ভগবান্ ।\n> এক ‘স্বয়ং ভগবান্’, আর ‘ভগবান্’-আখ্যান ॥২৮৫॥", "synonyms": "*ātmā-śabde*—pela palavra ātmā; *kahe*—diz-se; *sarva-vidha bhagavān*—todos os tipos de Personalidades de Deus; *eka*—um; *svayam bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus original, Kṛṣṇa; *āra*—outro; *bhagavān-ākhyāna*—a Personalidade de Deus por uma designação expansiva.", "translation": "**\"A palavra *ātmā* refere-se a todas as diferentes expansões da Suprema Personalidade de Deus. Uma delas é a própria Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, e as demais são diferentes encarnações ou expansões de Kṛṣṇa.**\n\nA palavra *ātmā* também abrange todos os tipos de Bhagavān, a Suprema Personalidade de Deus. Isso significa que Kṛṣṇa possui expansões ilimitadas. Isso é descrito na *Brahma-saṁhitā* (5.46):\n\nEssas expansões são comparadas a velas acesas a partir de uma vela original. Todas as velas secundárias são igualmente poderosas, mas a vela original é aquela da qual todas as outras foram acesas. Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus original, e Ele se expande como Balarāma, Saṅkarṣaṇa, Aniruddha, Pradyumna e Vāsudeva. Dessa forma, há incontáveis encarnações e expansões que também recebem o nome de Bhagavān, a Suprema Personalidade de Deus.", "purport": "A palavra ātmā também inclui todos os tipos de Bhagavān, a Suprema Personalidade de Deus. Isso significa que Kṛṣṇa tem expansões ilimitadas. Isso se descreve na Brahma-saṁhitā (5.46):\n\ndīpārcir eva hi daśāntaram abhyupetya\n\ndīpāyate vivṛta-hetu-samāna-dharmā\n\nyas tādṛg eva hi ca viṣṇutayā vibhāti\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\nEssas expansões são, assim, comparadas a velas que foram acesas a partir de uma vela original. Todas as velas secundárias são igualmente poderosas, mas a vela original é aquela a partir da qual todas as outras foram acesas. Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus original, e Ele expande-Se como Balarāma, Saṅkarṣaṇa, Aniruddha, Pradyumna e Vāsudeva. Dessa maneira, há inumeráveis encarnações e expansões que também são chamadas de Bhagavān, a Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/madhya/24/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/286/", "verse_text": "tāṅte rame yei, sei saba--'ātmārāma'\n\n'vidhi-bhakta', 'rāga-bhakta',--dui-vidha nāma", "devanagari": "> তাঁতে রমে যেই, সেই সব — ‘আত্মারাম’ ।\n> ‘বিধিভক্ত’, ‘রাগভক্ত’, — দুইবিধ নাম ॥২৮৬॥", "synonyms": "*tāṅte*—em todas essas Supremas Personalidades de Deus; *rame*—têm prazer no serviço devocional; *yei*—aquelas pessoas que; *sei saba*—todas elas; *ātmārāma*—também são conhecidas como ātmārāma; *vidhi-bhakta*—devotos que seguem os princípios reguladores; *rāga-bhakta*—devotos que seguem o amor espontâneo; *dui-vidha nāma*—duas variedades diferentes.", "translation": "**\"Aquele que sempre se ocupa no serviço da Suprema Personalidade de Deus é chamado ātmārāma. Há dois tipos de ātmārāma. Um é o ātmārāma ocupado em serviço devocional regulado, e o outro é o ātmārāma ocupado em serviço devocional espontâneo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/287/", "verse_text": "dui-vidha bhakta haya cāri cāri prakāra\n\npāriṣada, sādhana-siddha, sādhaka-gaṇa āra", "devanagari": "> দুইবিধ ভক্ত হয় চারি চারি প্রকার  ।\n> পারিষদ, সাধনসিদ্ধ, সাধকগণ আর ॥২৮৭॥", "synonyms": "*dui-vidha bhakta*—estas duas variedades de devotos ātmārāma; *haya*—são; *cāri cāri prakāra*—cada uma de quatro categorias diferentes; *pāriṣada*—companheiro pessoal; *sādhana-siddha*—liberados à posição de companheiros pela perfeição no serviço devocional; *sādhaka-gaṇa āra*—e devotos já ocupados no serviço devocional do Senhor.", "translation": "**\"Os ātmārāmas ocupados em serviço devocional regulado e espontâneo categorizam-se ainda em quatro grupos. Há os companheiros eternos, os companheiros que se tornaram perfeitos pelo serviço devocional e aqueles que estão ocupados em serviço devocional e são chamados sādhaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/288", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/288/", "verse_text": "jāta-ajāta-rati-bhede sādhaka dui bheda\n\nvidhi-rāga-mārge cāri cāri--aṣṭa bheda", "devanagari": "> জাত-অজাত-রতিভেদে সাধক দুই ভেদ  ।\n> বিধি-রাগ-মার্গে চারি চারি — অষ্ট ভেদ ॥২৮৮॥", "synonyms": "*jāta-ajāta-rati-bhede*—pela distinção entre amor maduro e amor imaturo; *sādhaka dui bheda*—os que praticam são de duas variedades; *vidhi*—devoção regulada; *rāga*—devoção espontânea; *mārge*—em ambas as sendas; *cāri cāri*—há quatro variedades diferentes; *aṣṭa bheda*—um total de oito espécies.", "translation": "**\"Aqueles que estão praticando serviço devocional são maduros ou imaturos. Portanto, os sādhakas são de dois tipos. Visto que os devotos executam serviço devocional regulado ou serviço devocional espontâneo e há quatro grupos dentro dessas duas divisões, há ao todo oito variedades.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que a Personalidade de Deus original, Kṛṣṇa, é a Suprema Personalidade de Deus, e Suas expansões também são chamadas de Personalidade de Deus. Contudo, Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus original. Os filósofos especuladores e os yogīs místicos também meditam na forma de Kṛṣṇa, mas essa forma não é a forma da Suprema Personalidade de Deus original. Tal Bhagavān é apenas uma representação parcial da potência plena do Senhor. Não obstante, Ele tem de ser compreendido como sendo a Suprema Personalidade de Deus. Para esclarecer esse assunto, basta compreender que Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja em Vṛndāvana, o amigo dos vaqueirinhos e amante das gopīs, é, na verdade, a Suprema Personalidade de Deus original. Ele é alcançado pelo amor espontâneo. Embora Suas expansões também sejam chamadas de Suprema Personalidade de Deus, Elas são alcançadas somente pela execução do serviço devocional regulado."}
{"ref": "cc/madhya/24/289", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/289/", "verse_text": "vidhi-bhaktye nitya-siddha pāriṣada--'dāsa'\n\n'sakhā' 'guru' 'kāntā-gaṇa',--cāri-vidha prakāśa", "devanagari": "> বিধিভক্ত্যে নিত্যসিদ্ধ পারিষদ — ‘দাস’ ৷\n> ‘সখা’ ‘গুরু’, ‘কান্তাগণ’, — চারিবিধ প্রকাশ ॥২৮৯॥", "synonyms": "*vidhi-bhaktye*—pelo serviço devocional regulado; *nitya-siddha pāriṣada*—companheiro eternamente perfeito; *dāsa*—o servo; *sakhā guru kāntā-gaṇa*—amigos, superiores e amadas donzelas; *cāri-vidha prakāśa*—manifestam-se em quatro variedades.", "translation": "**\"Ao executar serviço devocional regulado, a pessoa eleva-se à plataforma de um companheiro eternamente perfeito — tal como um servo, amigo, superior ou amada. Estes são de quatro variedades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/290", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/290/", "verse_text": "sādhana-siddha--dāsa, sakhā, guru, kānta-gaṇa\n\njāta-rati sādhaka-bhakta--cāri-vidha jana", "devanagari": "> সাধনসিদ্ধ — দাস, সখা, গুরু, কান্তাগণ ।\n> জাতরতি সাধকভক্ত — চারিবিধ জন ॥২৯০॥", "synonyms": "*sādhana-siddha*—aqueles que se aperfeiçoaram pelo serviço devocional; *dāsa*—servos; *sakhā*—amigos; *guru*—superiores; *kāntā-gaṇa*—amadas donzelas; *jāta-rati sādhaka-bhakta*—devotos que se tornaram maduros pelo serviço devocional; *cāri-vidha jana*—também são de quatro variedades.", "translation": "**\"Entre aqueles que se aperfeiçoaram pelo serviço devocional, há servos, amigos, superiores e amadas donzelas. De modo semelhante, há quatro tipos de devotos maduros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/291", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/291/", "verse_text": "ajāta-rati sādhaka-bhakta,--e cāri prakāra\n\nvidhi-mārge bhakte ṣoḍaśa bheda pracāra", "devanagari": "> অজাতরতি সাধকভক্ত, — এ চারি প্রকার ।\n> বিধিমার্গে ভক্তে ষোড়শ ভেদ প্রচার ॥২৯১॥", "synonyms": "*ajāta-rati sādhaka-bhakta*—devotos imaturos ocupados em serviço devocional; *e cāri prakāra*—há também as mesmas quatro variedades; *vidhi-mārge*—na senda do serviço devocional regulado; *bhakte*—devotos; *ṣoḍaśa bheda pracāra*—há dezesseis variedades.", "translation": "**\"Dentro da categoria do serviço devocional regulado, há também devotos imaturos. Estes são igualmente de quatro variedades. Assim, no serviço devocional regulado há ao todo dezesseis variedades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/292", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/292/", "verse_text": "rāga-mārge aiche bhakte ṣoḍaśa vibheda\n\ndui mārge ātmārāmera batriśa vibheda", "devanagari": "> রাগমার্গে ঐছে ভক্তে ষোড়শ বিভেদ ।\n> দুই মার্গে আত্মারামের বত্রিশ বিভেদ ॥২৯২॥", "synonyms": "*rāga-mārge*—na senda do serviço amoroso espontâneo; *aiche*—da mesma maneira; *bhakte*—todos os devotos; *ṣoḍaśa vibheda*—divididos em dezesseis variedades; *dui mārge*—nas duas sendas, a saber, o serviço devocional regulado e o serviço devocional espontâneo; *ātmārāmera*—das pessoas que desfrutam com o Eu Supremo; *batriśa vibheda*—há trinta e duas variedades de devotos.", "translation": "**\"Na senda do serviço devocional espontâneo, há também dezesseis categorias de devotos. Assim, há trinta e dois tipos de ātmārāmas que desfrutam do Senhor Supremo nessas duas sendas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/293", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/293/", "verse_text": "'muni', 'nirgrantha', 'ca' 'api',--cāri śabdera artha\n\nyāhāṅ yei lāge, tāhā kariye samartha", "devanagari": "> ‘মুনি’, ‘নির্গ্রন্থ’, ‘চ’ ‘অপি’, — চারি শব্দের অর্থ ৷\n> যাহাঁ যেই লাগে, তাহা করিয়ে সমর্থ ॥২৯৩॥", "synonyms": "*muni*—o sábio; *nirgrantha*—quer erudito, quer tolo; *ca*—também; *api*—apesar de; *cāri śabdera artha*—os significados destas quatro palavras; *yāhāṅ*—onde quer que; *yei lāge*—se apliquem; *tāhā kariye samartha*—torná-los consistentes.", "translation": "**\"Quando esses trinta e dois tipos de devotos são qualificados com as palavras muni nirgrantha ca api, eles podem ser aumentados de diferentes maneiras e elaborados de modo bastante consistente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/294", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/294/", "verse_text": "batriśe chābbiśe mili, aṣṭa-pañcāśa\n\nāra eka bheda śuna arthera prakāśa", "devanagari": "> বত্রিশে ছাব্বিশে মিলি’ অষ্টপঞ্চাশ ।\n> আর এক ভেদ শুন অর্থের প্রকাশ ॥২৯৪॥", "synonyms": "*batriśe*—estas trinta e duas variedades; *chābbiśe*—as vinte e seis variedades anteriormente descritas; *mili'*—somadas; *aṣṭa-pañcāśa*—tornam-se cinquenta e oito; *āra*—outra; *eka*—uma; *bheda*—distinta; *śuna*—por favor, ouve; *arthera prakāśa*—manifestação do significado.", "translation": "**\"Quando acrescentamos os vinte e seis tipos de devotos a estes trinta e dois, eles perfazem ao todo cinquenta e oito. Podes agora ouvir de Mim sobre manifestações com diferentes significados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/295", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/295/", "verse_text": "itaretara 'ca' diyā samāsa kariye\n\n'āṭānna' bāra ātmārāma nāma la-iye", "devanagari": "> ইতরেতর ‘চ’ দিয়া সমাস করিয়ে ।\n> ‘আটান্ন’বার আত্মারাম নাম লইয়ে ॥২৯৫॥", "synonyms": "*itaretara*—em diferentes variedades; *ca*—a palavra ca; *diyā*—acrescentando; *samāsa kariye*—formo uma palavra composta; *āṭānna bāra*—cinquenta e oito vezes; *ātmārāma*—os devotos ātmārāmas; *nāma la-iye*—pronuncio seus diferentes nomes.", "translation": "**\"Dessa maneira, à medida que acrescento a palavra ca a uma palavra após a outra, formo um composto. Assim, os diferentes nomes dos ātmārāmas podem ser pronunciados cinquenta e oito vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/296", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/296/", "verse_text": "'ātmārāmāś ca ātmārāmāś ca' āṭānna-bāra\n\nśeṣe saba lopa kari' rākhi eka-bāra", "devanagari": "> ‘আত্মারামাশ্চ আত্মারামাশ্চ’ আটান্নবার ।\n> শেষে সব লোপ করি’ রাখি একবার ॥২৯৬॥", "synonyms": "*ātmārāmāḥ ca ātmārāmāḥ ca*—repetindo ātmārāmāḥ; *āṭānna-bāra*—cinquenta e oito vezes; *śeṣe*—ao final; *saba lopa kari'*—rejeitando todas; *rākhi*—mantemos; *eka-bāra*—apenas uma.", "translation": "**\"Dessa maneira, pode-se repetir a palavra ātmārāmāḥ com ca para cada um dos cinquenta e oito significados. Seguindo a regra anteriormente enunciada e rejeitando todas, exceto a última, conservamos aquela que representa todos os significados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/297", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/297/", "verse_text": "sarūpāṇām eka-śeṣa eka-vibhaktau,\n\nuktārthānām aprayoga iti", "devanagari": "> সরূপাণামেকশেষ একবিভক্তৌ, উক্তার্থানামপ্রয়োগ ইতি ॥২৯৭॥", "synonyms": "*sa-rūpāṇām*—de palavras da mesma forma; *eka-śeṣaḥ*—apenas a última; *eka-vibhaktau*—no mesmo caso; *ukta-arthānām*—dos significados anteriormente mencionados; *aprayogaḥ*—não aplicação; *iti*—assim.", "translation": "**\" 'De palavras que têm a mesma forma e a mesma desinência de caso, conserva-se apenas a última.'**", "purport": "Esta é uma citação dos sūtras de Pāṇini (1.2.64)."}
{"ref": "cc/madhya/24/298", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/298/", "verse_text": "āṭānna ca-kārera saba lopa haya\n\neka ātmārāma-śabde āṭānna artha kaya", "devanagari": "> আটান্ন চ-কারের সব লোপ হয় ।\n> এক আত্মারাম-শব্দে আটান্ন অর্থ কয় ॥২৯৮॥", "synonyms": "*āṭānna*—cinquenta e oito; *ca-kārera*—dos acréscimos da palavra ca; *saba lopa haya*—todos são rejeitados; *eka*—uma; *ātmārāma*—ātmārāma; *śabde*—pela palavra; *āṭānna artha kaya*—cinquenta e oito significados derivam-se automaticamente.", "translation": "**\"Quando todos os ca-kāra, ou acréscimos da palavra ca, são retirados, cinquenta e oito significados diferentes ainda podem ser compreendidos pela única palavra ātmārāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/299", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/299/", "verse_text": "aśvattha-vṛkṣāś ca baṭa-vṛkṣāś ca kapittha-vṛkṣāś ca āmra-vṛkṣāś ca vṛkṣāḥ", "devanagari": "> অশ্বত্থবৃক্ষাশ্চ বটবৃক্ষাশ্চ কপিত্থবৃক্ষাশ্চ আম্রবৃক্ষাশ্চ বৃক্ষাঃ ॥২৯৯॥", "synonyms": "*aśvattha-vṛkṣāḥ*—figueiras-de-bengala; *ca*—e; *baṭa-vṛkṣāḥ*—figueiras; *ca*—e; *kapittha-vṛkṣāḥ*—um tipo de árvore chamado kapittha; *ca*—e; *āmra-vṛkṣāḥ*—mangueiras; *ca*—e; *vṛkṣāḥ*—todas indicadas pela palavra \"árvores\".", "translation": "**\" 'Pela palavra plural vṛkṣāḥ [árvores], indicam-se todas as árvores, tais como figueiras-de-bengala, figueiras, árvores kapittha e mangueiras.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/300", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/300/", "verse_text": "\"asmin vane vṛkṣāḥ phalanti\" yaiche haya\n\ntaiche saba ātmārāma kṛṣṇe bhakti karaya", "devanagari": "> “অস্মিন্ বনে বৃক্ষাঃ ফলন্তি” যৈছে হয় ।\n> তৈছে সব আত্মারাম কৃষ্ণে ভক্তি করয় ॥৩০০॥", "synonyms": "*asmin vane*—nesta floresta; *vṛkṣāḥ phalanti*—diferentes variedades de árvores dão frutos; *yaiche haya*—assim como nesta frase; *taiche*—de modo semelhante; *saba*—todos; *ātmārāma*—as almas autorrealizadas; *kṛṣṇe bhakti karaya*—ocupam-se no amoroso serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Este verso ātmārāma assemelha-se à frase 'Nesta floresta, muitas árvores diferentes dão frutos.' Todos os ātmārāmas prestam serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/301", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/301/", "verse_text": "'ātmārāmāś ca' samuccaye kahiye ca-kāra\n\n'munayaś ca' bhakti kare,--ei artha tāra", "devanagari": "> ‘আত্মারামাশ্চ’ সমুচ্চয়ে কহিয়ে চ-কার ।\n> ‘মুনয়শ্চ’ ভক্তি করে, — এই অর্থ তার ॥৩০১॥", "synonyms": "*ātmārāmāḥ ca*—de modo semelhante, a palavra ātmārāmāḥ com a palavra ca acrescentada; *samuccaye*—em agregação; *kahiye*—significa; *ca-kāra*—a palavra ca; *munayaḥ ca*—a palavra munayaḥ com a palavra ca acrescentada; *bhakti kare*—todos eles se ocupam em serviço devocional; *ei artha tāra*—este é o significado perfeito do verso.", "translation": "**\"Depois de pronunciar cinquenta e oito vezes a palavra ātmārāmāḥ e de tomar ca no sentido de agregação, pode-se acrescentar a palavra munayaḥ. Isso significará que eles também prestam serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa. Dessa maneira, há cinquenta e nove significados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/302", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/302/", "verse_text": "'nirgranthā eva' hañā, 'api'--nirdhāraṇe\n\nei 'ūnaṣaṣṭi' prakāra artha kariluṅ vyākhyāne", "devanagari": "> ‘নির্গ্রন্থা এব’ হঞা, ‘অপি’ — নির্ধারণে ।\n> এই ‘ঊনষষ্টি’ প্রকার অর্থ করিলুঁ ব্যাখ্যানে ॥৩০২॥", "synonyms": "*nirgranthā*—a palavra nirgranthā; *eva*—também a palavra eva; *hañā*—tornando-se; *api*—a palavra api; *nirdhāraṇe*—em fixação; *ei ūnaṣaṣṭi prakāra artha*—dessa maneira, cinquenta e nove significados; *kariluṅ vyākhyāne*—descrevi.", "translation": "**\"Em seguida, tomando a palavra nirgranthā e considerando api no sentido de sustentação, procurei explicar cinquenta e nove significados da palavra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/303", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/303/", "verse_text": "sarva-samuccaye āra eka artha haya\n\n'ātmārāmāś ca munayaś ca nirgranthāś ca' bhajaya", "devanagari": "> সর্বসমুচ্চয়ে আর এক অর্থ হয় ।\n> ‘আত্মারামাশ্চ মুনয়শ্চ নির্গ্রন্থাশ্চ’ ভজয় ॥৩০৩॥", "synonyms": "*sarva-samuccaye*—tomando todos eles em conjunto; *āra*—outro; *eka*—um; *artha*—significado; *haya*—há; *ātmārāmāḥ ca munayaḥ ca nirgranthāḥ ca bhajaya*—os ātmārāmas, os grandes sábios e os nirgranthas (os eruditos e os tolos) estão todos aptos a ocupar-se no transcendental serviço amoroso ao Senhor.", "translation": "**\"Tomando todas as palavras em conjunto, há outro significado. Quer alguém seja um ātmārāma, um grande sábio ou um nirgrantha, todos devem ocupar-se no serviço ao Senhor.**", "purport": "A palavra sarva-samuccaye é significativa aqui. Ela inclui todas as classes de homens — ātmārāma, muni e nirgrantha. Todos se ocupam no serviço ao Senhor. Tomando a palavra api no sentido de averiguação, há, ao todo, sessenta significados diferentes."}
{"ref": "cc/madhya/24/304", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/304/", "verse_text": "'api'-śabda--avadhāraṇe, seha cāri bāra\n\ncāri-śabda-saṅge evera karibe uccāra", "devanagari": "> ‘অপি’-শব্দ — অবধারণে, সেহ চারি বার ।\n> চারিশব্দ-সঙ্গে এবের করিবে উচ্চার ॥৩০৪॥", "synonyms": "*api-śabda*—a palavra api; *avadhāraṇe*—na questão de averiguar; *seha cāri bāra*—aquelas quatro vezes; *cāri-śabda*—quatro palavras; *saṅge*—com; *evera*—da palavra eva; *karibe*—pode-se fazer; *uccāra*—pronúncia.", "translation": "**\"A palavra api é então usada no sentido de averiguação, e então a palavra eva pode ser pronunciada quatro vezes com quatro palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/305", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/305/", "verse_text": "\"urukrame eva bhaktim eva ahaitukīm eva kurvanty eva\"", "devanagari": "> “উরুক্রমে এব ভক্তিমেব অহৈতুকীমেব কুর্বন্ত্যেব” ॥৩০৫॥", "synonyms": "*urukrame*—ao mais poderoso; *eva*—somente; *bhaktim*—serviço devocional; *eva*—somente; *ahaitukīm*—sem motivações; *eva*—somente; *kurvanti*—eles prestam; *eva*—somente.", "translation": "**\"As palavras urukrama, bhakti, ahaitukī e kurvanti são acrescentadas à palavra eva repetidas vezes. Assim, explica-se outro significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/306", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/306/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ ślokera 'ṣaṣṭi' saṅkhyaka artha\n\nāra eka artha śuna pramāṇe samartha", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ শ্লোকের ‘ষষ্টি’ সংখ্যক অর্থ ।\n> আর এক অর্থ শুন প্রমাণে সমর্থ ॥৩০৬॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—expliquei; *ślokera*—do verso; *ṣaṣṭi*—sessenta; *saṅkhyaka*—em número; *artha*—significados; *āra*—outro; *eka*—um; *artha*—significado; *śuna*—por favor, ouve; *pramāṇe samartha*—bastante apto para servir de evidência.", "translation": "**\"Agora dei sessenta significados diferentes ao verso, e contudo há ainda outro significado que também é bastante evidente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/307", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/307/", "verse_text": "'ātmā'-śabde kahe 'kṣetrajña jīva'-lakṣaṇa\n\nbrahmādi kīṭa-paryanta--tāṅra śaktite gaṇana", "devanagari": "> ‘আত্মা’-শব্দে কহে ‘ক্ষেত্রজ্ঞ জীব’-লক্ষণ ।\n> ব্ৰহ্মাদি কীটপর্যন্ত — তাঁর শক্তিতে গণন ॥৩০৭॥", "synonyms": "*ātmā-śabde*—pela palavra ātmā; *kahe*—diz-se; *kṣetra-jña jīva*—a entidade viva que conhece seu corpo; *lakṣaṇa*—sintoma; *brahmā-ādi*—começando pelo Senhor Brahmā; *kīṭa-paryanta*—até a insignificante formiga; *tāṅra*—Sua; *śaktite*—como potência marginal; *gaṇana*—contagem.", "translation": "**\"A palavra ātmā também se refere à entidade viva que conhece seu corpo. Esse é outro sintoma. Desde o Senhor Brahmā até a insignificante formiga, todos são contados como a potência marginal do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/308", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/308/", "verse_text": "viṣṇu-śaktiḥ parā proktā\n\nkṣetrajñākhyā tathā parā\n\navidyā-karma-saṁjñānyā\n\ntṛtīyā śaktir iṣyate", "devanagari": "> বিষ্ণুশক্তিঃ পরা প্রোক্তা ক্ষেত্রজ্ঞাখ্যা তথাপরা ।\n> অবিদ্যা-কর্ম-সংজ্ঞান্যা তৃতীয়া শক্তিরিষ্যতে ॥৩০৮॥", "synonyms": "*viṣṇu-śaktiḥ*—a potência do Senhor Viṣṇu; *parā*—espiritual; *proktā*—diz-se; *kṣetra-jña-ākhyā*—a potência conhecida como kṣetrajña; *tathā*—bem como; *parā*—espiritual; *avidyā*—ignorância; *karma*—atividades fruitivas; *saṁjñā*—conhecida como; *anyā*—outra; *tṛtīyā*—terceira; *śaktiḥ*—potência; *iṣyate*—assim conhecida.", "translation": "**\" 'A potência do Senhor Viṣṇu resume-se em três categorias – a saber, a potência espiritual, as entidades vivas e a ignorância. A potência espiritual é plena de conhecimento; as entidades vivas, embora pertençam à potência espiritual, estão sujeitas à perplexidade; e a terceira energia, que é plena de ignorância, sempre se manifesta nas atividades fruitivas.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa*. Para uma explicação, consulte o *Ādi-līlā* (7.119)."}
{"ref": "cc/madhya/24/309", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/309/", "verse_text": "\"kṣetrajña ātmā puruṣaḥ\n\npradhānaṁ prakṛtiḥ striyām\"", "devanagari": "> “ক্ষেত্রজ্ঞ আত্মা পুরুষঃ প্রধানং প্রকৃতিঃ স্ত্রিয়াম্ ।।” ॥ ৩০৯ ॥", "synonyms": "*kṣetra-jñaḥ*—a palavra kṣetrajña; *ātmā*—a entidade viva; *puruṣaḥ*—o desfrutador; *pradhānam*—o principal; *prakṛtiḥ*—a natureza material; *striyām*—no gênero feminino.", "translation": "**\" 'A palavra kṣetrajña refere-se à entidade viva, ao desfrutador, ao principal e à natureza material.'**", "purport": "Esta é uma citação da Svarga-varga (7) do dicionário Amara-kośa."}
{"ref": "cc/madhya/24/310", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/310/", "verse_text": "bhramite bhramite yadi sādhu-saṅga pāya\n\nsaba tyaji' tabe tiṅho kṛṣṇere bhajaya", "devanagari": "> ভ্রমিতে ভ্রমিতে যদি সাধুসঙ্গ পায় ।\n> সব ত্যজি’ তবে তিঁহো কৃষ্ণেরে ভজয় ॥৩১০॥", "synonyms": "*bhramite bhramite*—vagando em diferentes formas de diferentes maneiras; *yadi*—se; *sādhu-saṅga pāya*—a pessoa obtém a associação de devotos; *saba tyaji'*—abandonando tudo; *tabe*—então; *tiṅho*—ela; *kṛṣṇere bhajaya*—ocupa-se no serviço do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"As entidades vivas vagam por diferentes espécies de vida em diferentes planetas, mas, se por acaso obtiverem a associação de um devoto puro [sādhu], abandonarão todas as outras ocupações e se ocuparão no serviço do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/311", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/311/", "verse_text": "ṣāṭi artha kahiluṅ, saba--kṛṣṇera bhajane\n\nsei artha haya ei saba udāharaṇe", "devanagari": "> ষাটি অর্থ কহিলুঁ, সব — কৃষ্ণের ভজনে ।\n> সেই অর্থ হয় এই সব উদাহরণে ॥৩১১॥", "synonyms": "*ṣāṭi*—sessenta; *artha*—significados; *kahiluṅ*—expliquei; *saba*—todos; *kṛṣṇera bhajane*—visando à prestação de serviço amoroso transcendental a Kṛṣṇa; *sei artha haya*—esse é o único significado; *ei saba*—todos estes; *udāharaṇe*—exemplos.", "translation": "**\"Expliquei, assim, sessenta significados diferentes, e todos eles visam ao serviço do Senhor Kṛṣṇa. Após dar tantos exemplos, esse é o único significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/312", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/312/", "verse_text": "'eka-ṣaṣṭi' artha ebe sphurila tomā-saṅge\n\ntomāra bhakti-vaśe uṭhe arthera taraṅge", "devanagari": "> ‘একষষ্টি’ অর্থ এবে স্ফুরিল তোমা-সঙ্গে ।\n> তোমার ভক্তিবশে উঠে অর্থের তরঙ্গে ॥৩১২॥", "synonyms": "*eka-ṣaṣṭi*—sessenta e um; *artha*—significados; *ebe*—agora; *sphurila*—despertou; *tomā-saṅge*—devido à tua associação; *tomāra*—teu; *bhakti-vaśe*—em virtude do serviço devocional; *uṭhe*—surgem; *arthera*—de significados; *taraṅge*—ondas.", "translation": "**\"Ora, devido à tua associação, despertou outro significado. É em virtude de teu serviço devocional que se levantam essas ondas de significado.**", "purport": "A palavra ātmā refere-se à entidade viva. Desde o Senhor Brahmā até uma insignificante formiga, todos são considerados entidades vivas. As entidades vivas são consideradas parte da potência marginal do Senhor. Todas elas são kṣetrajña, conhecedoras do corpo. Quando se tornam nirgrantha, ou livres, pessoas santas, ocupam-se no serviço do Senhor Kṛṣṇa. Esse é o sexagésimo primeiro significado do verso."}
{"ref": "cc/madhya/24/313", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/313/", "verse_text": "ahaṁ vedmi śuko vetti\n\nvyāso vetti na vetti vā\n\nbhaktyā bhāgavataṁ grāhyaṁ\n\nna buddhyā na ca ṭīkayā", "devanagari": "> অহং বেদ্মি শুকো বেত্তি ব্যাসো বেত্তি ন বেত্তি বা ।\n> ভক্ত্যা ভাগবতং গ্রাহ্যং ন বুদ্ধ্যা ন চ টিকয়া ॥৩১৩॥", "synonyms": "*aham*—eu (o Senhor Śiva); *vedmi*—conheço; *śukaḥ*—Śukadeva Gosvāmī; *vetti*—conhece; *vyāsaḥ*—Vyāsadeva; *vetti*—conhece; *na vetti vā*—ou pode não conhecer; *bhaktyā*—pelo serviço devocional (executado em nove diferentes processos); *bhāgavatam*—o Bhāgavata Purāṇa (chamado Paramahaṁsa-saṁhitā, o texto ou tratado que pode ser lido pelos transcendentalistas mais elevados); *grāhyam*—a ser aceito; *na*—não; *buddhyā*—pela suposta inteligência ou conhecimento experimental; *na*—nem; *ca*—também; *ṭīkayā*—por comentário imaginário.", "translation": "**\"[O Senhor Śiva disse:] 'Eu posso conhecer; Śukadeva Gosvāmī, o filho de Vyāsadeva, pode conhecer; e Vyāsadeva pode conhecer ou não conhecer o *Śrīmad-Bhāgavatam*. De modo geral, o *Śrīmad-Bhāgavatam*, o imaculado Purāṇa, só pode ser aprendido por meio do serviço devocional, e não pela inteligência material, por métodos especulativos ou por comentários imaginários.' \"**", "purport": "O serviço devocional inclui nove processos, começando por ouvir, cantar e lembrar as atividades do Senhor Viṣṇu. Somente quem se dedicou ao serviço devocional pode compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam*, que é o imaculado Purāṇa para o transcendentalista (paramahaṁsa). Os supostos comentários são inúteis para esse propósito. Segundo o preceito Védico: yasya deve parā bhaktir yathā deve tathā gurau. Todas as literaturas Védicas sustentam que o *Śrīmad-Bhāgavatam* deve ser aprendido com a pessoa bhāgavata, e, para compreendê-lo, é preciso ocupar-se em serviço devocional puro. O *Śrīmad-Bhāgavatam* não pode ser compreendido por supostos eruditos ou gramáticos. Aquele que desenvolveu consciência de Kṛṣṇa pura e serviu o devoto puro, o mestre espiritual, pode compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Os demais não podem."}
{"ref": "cc/madhya/24/314", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/314/", "verse_text": "artha śuni' sanātana vismita hañā\n\nstuti kare mahāprabhura caraṇe dhariyā", "devanagari": "> অর্থ শুনি’ সনাতন বিস্মিত হঞা ।\n> স্তুতি করে মহাপ্রভুর চরণে ধরিয়া ॥৩১৪॥", "synonyms": "*artha śuni'*—ao ouvir o significado (do verso ātmārāma); *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *vismita hañā*—ficando maravilhado; *stuti kare*—oferece orações; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe dhariyā*—tocando os pés de lótus.", "translation": "**Após ouvir todas as explicações de todos os diferentes significados do verso ātmārāma, Sanātana Gosvāmī ficou maravilhado. Ele prostrou-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e começou a oferecer orações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/315", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/315/", "verse_text": "\"sākṣāt īśvara tumi vrajendra-nandana\n\ntomāra niśvāse sarva-veda-pravartana", "devanagari": "> “সাক্ষাৎ ঈশ্বর তুমি ব্রজেন্দ্রনন্দন ৷\n> তোমার নিশ্বাসে সর্ববেদ-প্রবর্তন ॥৩১৫॥", "synonyms": "*sākṣāt īśvara tumi*—Tu és a Suprema Personalidade de Deus; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda; *tomāra niśvāse*—por Tua respiração; *sarva-veda*—todas as literaturas Védicas; *pravartana*—são vibradas.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"Meu querido Senhor, Tu és a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda. Todas as literaturas Védicas são vibradas por Tua respiração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/316", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/316/", "verse_text": "tumi--vaktā bhāgavatera, tumi jāna artha\n\ntomā vinā anya jānite nāhika samartha\"", "devanagari": "> তুমি — বক্তা ভাগবতের, তুমি জান অর্থ ।\n> তোমা বিনা অন্য জানিতে নাহিক সমর্থ ।।” ॥ ৩১৬ ॥", "synonyms": "*tumi*—Tua Senhoria; *vaktā*—o orador; *bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *tumi*—Tu; *jāna*—conheces; *artha*—o significado; *tomā vinā*—exceto Tu; *anya*—qualquer outro; *jānite*—conhecer; *nāhika*—não é; *samartha*—capaz.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu és o orador original do *Bhāgavatam*. Portanto, conheces seu verdadeiro significado. Exceto Tu, ninguém pode compreender o significado confidencial do *Śrīmad-Bhāgavatam*.\"**", "purport": "Em conformidade com esta afirmação de Śrīla Sanātana Gosvāmī, escrevemos nossa introdução ao *Śrīmad-Bhāgavatam* (Primeiro Canto, Parte Um, páginas 7-41)."}
{"ref": "cc/madhya/24/317", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/317/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kene kara āmāra stavana\n\nbhāgavatera svarūpa kene nā kara vicāraṇa?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কেনে কর আমার স্তবন ৷\n> ভাগবতের স্বরূপ কেনে না কর বিচারণ ? ॥ ৩১৭ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kene kara*—por que fazes; *āmāra stavana*—Minha glorificação pessoal; *bhāgavatera sva-rūpa*—a verdadeira forma do Śrīmad-Bhāgavatam; *kene*—por que; *nā kara*—não fazes; *vicāraṇa*—consideração.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Por que Me glorificas pessoalmente? Deverias compreender a posição transcendental do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Por que não consideras este ponto importante?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/318", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/318/", "verse_text": "kṛṣṇa-tulya bhāgavata--vibhu, sarvāśraya\n\nprati-śloke prati-akṣare nānā artha kaya", "devanagari": "> কৃষ্ণ-তুল্য ভাগবত — বিভু, সর্বাশ্রয় ।\n> প্ৰতি-শ্লোকে প্ৰতি-অক্ষরে নানা অর্থ কয় ॥৩১৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-tulya bhāgavata*—o Śrīmad-Bhāgavatam é idêntico a Kṛṣṇa; *vibhu*—o supremo; *sarva-āśraya*—a origem de tudo, ou aquilo que tudo controla; *prati-śloke*—em cada verso; *prati-akṣare*—em cada sílaba; *nānā artha kaya*—há variedades de significados.", "translation": "**\"O *Śrīmad-Bhāgavatam* é tão grandioso quanto Kṛṣṇa, o Senhor Supremo e abrigo de tudo. Em cada verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* e em cada sílaba, há vários significados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/319", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/319/", "verse_text": "praśnottare bhāgavate kariyāche nirdhāra\n\nyāṅhāra śravaṇe loke lāge camatkāra", "devanagari": "> প্ৰশ্নোত্তরে ভাগবতে করিয়াছে নির্ধার ।\n> যাঁহার শ্রবণে লোকে লাগে চমৎকার ॥৩১৯॥", "synonyms": "*praśna-uttare*—sob a forma de perguntas e respostas; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *kariyāche*—fez; *nirdhāra*—conclusão; *yāṅhāra śravaṇe*—ao ouvir o qual; *loke*—em todas as pessoas; *lāge*—há; *camatkāra*—maravilhoso espanto.", "translation": "**\"A forma do *Śrīmad-Bhāgavatam* é apresentada em perguntas e respostas. Assim, estabelece-se a conclusão. Ao ouvir essas perguntas e respostas, a pessoa fica grandemente espantada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/320", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/320/", "verse_text": "brūhi yogeśvare kṛṣṇe\n\nbrahmaṇye dharma-varmaṇi\n\nsvāṁ kāṣṭhām adhunopete\n\ndharmaḥ kaṁ śaraṇaṁ gataḥ", "devanagari": "> ব্রূহি যোগেশ্বরে কৃষ্ণে ব্রহ্মণ্যে ধর্মবর্মণি ।\n> স্বাং কাষ্ঠামধুনোপেতে ধর্মঃ কং শরণং গতঃ ॥৩২০॥", "synonyms": "*brūhi*—por favor, explica; *yoga-īśvare*—a Suprema Personalidade de Deus, o senhor de todo poder místico; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *brahmaṇye*—o protetor da cultura bramânica; *dharma-varmaṇi*—os fortes braços dos princípios religiosos; *svām*—Sua própria; *kāṣṭhām*—à morada pessoal; *adhunā*—no momento atual; *upete*—tendo retornado; *dharmaḥ*—os princípios religiosos; *kam*—a quem; *śaraṇam*—abrigo; *gataḥ*—foram.", "translation": "**\" 'Agora que Śrī Kṛṣṇa, a Verdade Absoluta, o senhor de todos os poderes místicos, partiu para Sua própria morada, por favor, dize-nos por quem os princípios religiosos estão presentemente protegidos.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.23) foi uma pergunta levantada por todos os sábios, chefiados por Śaunaka. Esta pergunta apresentada ao grande devoto Sūta Gosvāmī é a primeira das seis perguntas levantadas. A resposta a esta importante pergunta é dada no verso seguinte do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.43)."}
{"ref": "cc/madhya/24/321", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/321/", "verse_text": "kṛṣṇe svadhāmopagate\n\ndharma-jñānādibhiḥ saha\n\nkalau naṣṭa-dṛśām eṣa\n\npurāṇārko 'dhunoditaḥ", "devanagari": "> কৃষ্ণে স্বধামোপগতে ধর্মজ্ঞানাদিভিঃ সহ ।\n> কলৌ নষ্টদৃশামেষ পুরাণার্কোঽধুনোদিতঃ ॥৩২১॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *sva-dhāma*—à Sua morada pessoal; *upagate*—tendo retornado; *dharma-jñāna-ādibhiḥ saha*—juntamente com os princípios religiosos, o conhecimento transcendental e assim por diante; *kalau*—nesta Era de Kali; *naṣṭa-dṛśām*—das pessoas que perderam sua visão espiritual; *eṣaḥ*—este; *purāṇa-arkaḥ*—o Purāṇa ou literatura Védica que brilha como o sol; *adhunā*—no momento atual; *uditaḥ*—surgiu.", "translation": "**\" 'Após o Senhor Kṛṣṇa partir para Sua morada juntamente com os princípios religiosos e o conhecimento transcendental, este Purāṇa, o *Śrīmad-Bhāgavatam*, surgiu como o sol nesta Era de Kali para iluminar aqueles que não têm visão espiritual.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/322", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/322/", "verse_text": "ei mata kahiluṅ eka ślokera vyākhyāna\n\nvātulera pralāpa kari' ke kare pramāṇa?", "devanagari": "> এই মত কহিলুঁ এক শ্লোকের ব্যাখ্যান ।\n> বাতুলের প্রলাপ করি’ কে করে প্রমাণ ? ॥ ৩২২ ॥", "synonyms": "*ei mata*—desta maneira; *kahiluṅ*—falei; *eka*—um; *ślokera*—de um verso; *vyākhyāna*—a explicação; *vātulera pralāpa*—o falatório de um louco; *kari'*—fazendo; *ke kare pramāṇa*—quem aceitará isto como prova evidente.", "translation": "**\"Desta maneira, como um louco, expliquei o significado de apenas um verso. Não sei quem aceitará isto como prova.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/323", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/323/", "verse_text": "āmā-hena yebā keha 'vātula' haya\n\nei-dṛṣṭe bhāgavatera artha jānaya\"", "devanagari": "> আমা-হেন যেবা কেহ ‘বাতুল’ হয় ।\n> এইদৃষ্টে ভাগবতের অর্থ জানয় ।।” ॥ ৩২৩ ॥", "synonyms": "*āmā-hena*—exatamente como Eu; *yebā*—todo aquele que; *keha*—uma pessoa; *vātula haya*—torna-se louco; *ei-dṛṣṭe*—segundo este processo; *bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *artha*—significado; *jānaya*—pode compreender.", "translation": "**\"Se alguém se tornar louco como Eu, também poderá compreender o significado do *Śrīmad-Bhāgavatam* por este processo.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu explica claramente que o *Śrīmad-Bhāgavatam* não pode ser compreendido por aqueles que estão materialmente situados. Em outras palavras, é preciso tornar-se um louco como Śrī Caitanya Mahāprabhu. Além de ser a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu é um ācārya que manifestou amor a Deus como um louco. Segundo Seu próprio verso escrito: yugāyitaṁ nimeṣeṇa. Ele diz que, para Ele, \"um instante parece durar doze anos.\" Cakṣuṣā prāvṛṣāyitam: \"Minhas lágrimas fluem como torrentes de chuva.\" Śūnyāyitaṁ jagat sarvam: \"Sinto como se todo o universo estivesse vazio.\" Por quê? Govinda-viraheṇa me: \"Por estar separado de Govinda, Kṛṣṇa.\"\n\nÉ possível compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam* somente seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que era louco por Kṛṣṇa. Não podemos, é claro, imitar Śrī Caitanya Mahāprabhu. Isso não é possível. No entanto, a menos que se seja muito sério quanto a compreender Kṛṣṇa, não se pode compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam*. O *Śrīmad-Bhāgavatam* oferece a narração completa das atividades transcendentais de Kṛṣṇa. Os primeiros nove cantos explicam quem é Kṛṣṇa, e o nascimento e as atividades do Senhor narram-se no Décimo Canto. No *Bhagavad-gītā*, afirma-se: janma karma ca me divyam. O aparecimento e o desaparecimento de Kṛṣṇa são transcendentais, não mundanos. A pessoa está apta a voltar ao lar, de volta ao Supremo, se compreender perfeitamente Kṛṣṇa e Seu aparecimento e desaparecimento. Isso é confirmado pelo *Bhagavad-gītā*: tyaktvā dehaṁ punar janma naiti mām eti so 'rjuna.\n\nConclui-se, portanto, que é preciso aprender sobre Kṛṣṇa por meio do *Śrīmad-Bhāgavatam* e do *Bhagavad-gītā*, e é preciso seguir os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Aqueles que não seguem Śrī Caitanya Mahāprabhu não podem compreender o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/madhya/24/324", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/324/", "verse_text": "punaḥ sanātana kahe yuḍi' dui kare\n\n\"prabhu ājñā dilā 'vaiṣṇava-smṛti' karibāre", "devanagari": "> পুনঃ সনাতন কহে যুড়ি’ দুই করে  ।\n> “প্রভু আজ্ঞা দিলা ‘বৈষ্ণবস্মৃতি’ করিবারে ॥৩২৪॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *kahe*—diz; *yuḍi' dui kare*—juntando suas duas mãos; *prabhu ājñā dilā*—Tua Senhoria ordenou-me; *vaiṣṇava-smṛti karibāre*—escrever um dicionário das atividades vaiṣṇavas.", "translation": "**Juntando as mãos, Sanātana Gosvāmī disse: \"Meu Senhor, Tu me ordenaste escrever um diretório sobre as atividades dos vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/325", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/325/", "verse_text": "muñi--nīca-jāti, kichu nā jānoṅ ācāra\n\nmo-haite kaiche haya smṛti-paracāra", "devanagari": "> মুঞি — নীচ-জাতি, কিছু না জানোঁ আচার  ।\n> মো-হৈতে কৈছে হয় স্মৃতি-পরচার ॥৩২৫॥", "synonyms": "*muñi*—eu; *nīca-jāti*—pertenço a uma casta inferior; *kichu*—coisa alguma; *nā*—não; *jānoṅ*—sei; *ācāra*—acerca do comportamento adequado; *mo-haite*—de mim; *kaiche*—como; *haya*—pode haver; *smṛti-paracāra*—propagação das orientações do comportamento vaiṣṇava.", "translation": "**\"Sou uma pessoa de origem das mais baixas. Não tenho conhecimento do bom comportamento. Como é possível que eu escreva orientações autorizadas sobre as atividades vaiṣṇavas?\"**", "purport": "Na verdade, Sanātana Gosvāmī pertencia a uma família brāhmaṇa muito respeitável. Não obstante, apresentou-se como pessoa caída e de origem baixa, pois havia servido no governo muçulmano. Jamais se espera que um brāhmaṇa se ocupe a serviço de quem quer que seja. Aceitar serviço para o sustento (paricaryātmakaṁ karma) é a ocupação dos śūdras. O brāhmaṇa é sempre independente e está sempre ocupado em estudar o śāstra e em pregar o śāstra aos membros sociais subordinados, tais como os kṣatriyas e os vaiśyas. Sanātana Gosvāmī sentia-se inapto para escrever a smṛti vaiṣṇava sobre o comportamento dos vaiṣṇavas, pois havia caído da posição bramânica. Assim, Sanātana Gosvāmī admite claramente que a cultura bramânica deve ser padronizada. Atualmente, na Índia, quase todos os supostos brāhmaṇas estão ocupados em algum serviço mundano e não compreendem o significado dos śāstras Védicos. Não obstante, fazem-se passar por brāhmaṇas com base no nascimento. Nesse contexto, Sanātana Gosvāmī declara que um brāhmaṇa não pode ocupar-se a serviço de ninguém se deseja desempenhar um papel de destaque na sociedade. No *Śrīmad-Bhāgavatam*, Nārada Muni afirma que, ainda que um brāhmaṇa se encontre em posição difícil, ele não deve aceitar a ocupação de um śūdra. Isso significa que ele não deve ocupar-se a serviço de outrem, pois essa é a ocupação dos cães. Diante dessas circunstâncias, Sanātana Gosvāmī sentia-se muito rebaixado, pois havia aceitado o serviço do governo muçulmano. A conclusão é que ninguém deve reivindicar ser brāhmaṇa simplesmente por direito de nascimento enquanto se ocupa a serviço de outrem."}
{"ref": "cc/madhya/24/326", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/326/", "verse_text": "sūtra kari' diśā yadi karaha upadeśa\n\nāpane karaha yadi hṛdaye praveśa", "devanagari": "> সূত্র করি’ দিশা যদি করহ উপদেশ ।\n> আপনে করহ যদি হৃদয়ে প্রবেশ ॥৩২৬॥", "synonyms": "*sūtra kari'*—fazendo uma sinopse; *diśā*—direção; *yadi*—se; *karaha upadeśa*—bondosamente me instruis; *āpane*—pessoalmente; *karaha*—fazes; *yadi*—se; *hṛdaye praveśa*—entrando em mim ou manifestando-Te em meu coração.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī então solicitou ao Senhor: \"Por favor, dize-me pessoalmente como posso escrever este difícil livro sobre o comportamento vaiṣṇava. Por favor, manifesta-Te em meu coração.**", "purport": "A redação das literaturas vaiṣṇavas não é função de homens comuns. As literaturas vaiṣṇavas não são invenções mentais. São todas literatura autorizada, destinada a guiar aqueles que hão de tornar-se vaiṣṇavas. Diante dessas circunstâncias, um homem comum não pode dar sua própria opinião. Sua opinião deve sempre corresponder à conclusão dos *Vedas*. A menos que se esteja plenamente qualificado no comportamento vaiṣṇava e autorizado por autoridade superior (a Suprema Personalidade de Deus), não se pode escrever literaturas vaiṣṇavas, nem significados e comentários sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* e o *Bhagavad-gītā*."}
{"ref": "cc/madhya/24/327", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/327/", "verse_text": "tabe tāra diśā sphure mo-nīcera hṛdaya\n\nīśvara tumi,--ye karāha, sei siddha haya\"", "devanagari": "> তবে তার দিশা স্ফুরে মো-নীচের হৃদয় ৷\n> ঈশ্বর তুমি, — যে করাহ, সেই সিদ্ধ হয় ।।” ॥ ৩২৭ ॥", "synonyms": "*tabe*—se assim fizeres; *tāra*—disso; *diśā*—o processo de redação; *sphure*—manifesta-se; *mo-nīcera*—de alguém de origem baixa como eu; *hṛdaya*—no coração; *īśvara tumi*—Tu és a Suprema Personalidade de Deus; *ye karāha*—tudo o que faças fazer; *sei siddha haya*—isso é feito perfeitamente.", "translation": "**\"Se Te manifestares dentro do meu coração e pessoalmente me dirigires na redação deste livro, então, embora eu seja de origem baixa, posso esperar ser capaz de escrevê-lo. Tu podes fazer isso porque Tu próprio és a Suprema Personalidade de Deus, e tudo o que diriges é perfeito.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/328", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/328/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"ye karite karibā tumi mana\n\nkṛṣṇa sei sei tomā karābe sphuraṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “যে করিতে করিবা তুমি মন ।\n> কৃষ্ণ সেই সেই তোমা করাবে স্ফুরণ ॥৩২৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ye*—tudo o que; *karite*—fazer; *karibā tumi mana*—desejes; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *sei sei*—isso; *tomā*—a ti; *karābe sphuraṇa*—manifestará.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Tudo o que desejes fazer, serás capaz de fazer corretamente pela graça do Senhor Kṛṣṇa. Ele manifestará o verdadeiro significado.**", "purport": "Sanātana Gosvāmī era um devoto puro de Kṛṣṇa. Um devoto puro não tem outra ocupação senão servir a Kṛṣṇa; por conseguinte, Kṛṣṇa está sempre pronto a ajudá-lo. Esta bênção foi concedida por Śrī Caitanya Mahāprabhu a Sanātana Gosvāmī, que estava autorizado a escrever a smṛti vaiṣṇava. Sanātana Gosvāmī era um devoto puro do Senhor, e, mediante as bênçãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, foi capaz de escrever o livro perfeitamente."}
{"ref": "cc/madhya/24/329", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/329/", "verse_text": "tathāpi ei sūtrera śuna dig-daraśana\n\nsakāraṇa likhi ādau guru-āśrayaṇa", "devanagari": "> তথাপি এই সূত্রের শুন দিগ্দরশন ।\n> সকারণ লিখি আদৌ গুরু-আশ্রয়ণ ॥৩২৯॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *ei sūtrera*—da sinopse deste livro; *śuna*—ouve; *dik-daraśana*—uma indicação; *sakāraṇa*—a causa; *likhi*—devemos escrever; *ādau*—no início; *guru-āśrayaṇa*—aceitar um mestre espiritual genuíno.", "translation": "**\"Visto que me pediste uma sinopse, ouve, por favor, estas poucas indicações. No início, é preciso abrigar-se em um mestre espiritual genuíno.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/330", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/330/", "verse_text": "guru-lakṣaṇa, śiṣya-lakṣaṇa, doṅhāra parīkṣaṇa\n\nsevya--bhagavān, sarva-mantra-vicāraṇa", "devanagari": "> গুরুলক্ষণ, শিষ্যলক্ষণ, দোঁহার পরীক্ষণ ।\n> সেব্য — ভগবান্, সর্বমন্ত্র-বিচারণ ॥৩৩০॥", "synonyms": "*guru-lakṣaṇa*—os sintomas de um mestre espiritual genuíno; *śiṣya-lakṣaṇa*—os sintomas de um discípulo genuíno; *doṅhāra*—de ambos; *parīkṣaṇa*—o teste; *sevya-bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus é adorável; *sarva-mantra-vicāraṇa*—consideração dos diferentes tipos de mantras.", "translation": "**\"Em teu livro, devem constar as características do guru genuíno e do discípulo genuíno. Assim, antes de aceitar um mestre espiritual, a pessoa pode certificar-se da posição do mestre espiritual. De modo semelhante, o mestre espiritual também pode certificar-se da posição do discípulo. A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, deve ser descrita como o objeto adorável, e deves considerar o bīja-mantra para a adoração de Kṛṣṇa, Rāma ou qualquer outra expansão da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "No *Padma Purāṇa,* as características do *guru,* o mestre espiritual genuíno, são assim descritas:\n\n> mahā-bhāgavata-śreṣṭho\n> brāhmaṇo vai gurur nṛṇām\n> sarveṣām eva lokānām\n> asau pūjyo yathā hariḥ\n\n> mahā-kula-prasūto 'pi\n> sarva-yajñeṣu dīkṣitaḥ\n> sahasra-śākhādhyāyī ca\n> na guruḥ syād avaiṣṇavaḥ\n\nO *guru* deve estar situado na plataforma mais elevada do serviço devocional. Há três classes de devotos, e o *guru* deve ser aceito da classe mais elevada. O devoto de primeira classe é o mestre espiritual para todo tipo de pessoa. Diz-se: *gurur nṛṇām.* A palavra *nṛṇām* significa \"de todos os seres humanos\". O *guru* não está limitado a um grupo particular. Afirma-se no *Upadeśāmṛta* de Rūpa Gosvāmī que um *guru* é um *gosvāmī,* um controlador dos sentidos e da mente. Tal *guru* pode aceitar discípulos de todo o mundo. *Pṛthivīṁ sa śiṣyāt.* Este é o critério do *guru.*\n\nNa Índia há muitos chamados *gurus,* e eles estão limitados a um determinado distrito ou província. Não viajam sequer pela Índia, porém se declaram *jagad-guru,* gurus do mundo inteiro. Tais *gurus* trapaceiros não devem ser aceitos. Qualquer pessoa pode ver como o mestre espiritual genuíno aceita discípulos de todo o mundo. O *guru* é um *brāhmaṇa* qualificado; por isso conhece o Brahman e o Parabrahman. Assim, dedica sua vida ao serviço de Parabrahman. O mestre espiritual genuíno que aceita discípulos de todo o mundo é também adorado em todo o mundo por suas qualidades. *Lokānām asau pūjyo yathā hariḥ:* as pessoas do mundo o adoram assim como adoram a Suprema Personalidade de Deus. Todas essas honras lhe são oferecidas porque ele segue rigorosamente os princípios bramânicos e os ensina a seus discípulos. Tal pessoa é chamada *ācārya* porque conhece os princípios do serviço devocional, vive segundo esses princípios e ensina a seus discípulos que sigam em seus passos. É, pois, um *ācārya* ou *jagad-guru.* Ainda que uma pessoa nasça numa família bramânica e seja muito versada na realização de sacrifícios, não pode ser aceita como *guru* se não for um Vaiṣṇava rigoroso. Um *guru* é um *brāhmaṇa* por qualificação, e pode transformar outros em *brāhmaṇas* de acordo com os princípios do *śāstra* e as qualificações bramânicas. O brahmanismo não é uma questão de hereditariedade. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.32.11), Śrī Nārada Muni diz ao Mahārāja Yudhiṣṭhira o que é um *brāhmaṇa.* Ele afirma que, se as qualificações bramânicas forem observadas em *kṣatriyas, vaiśyas* ou mesmo em *śūdras,* deve-se aceitá-los como *brāhmaṇas.* A esse respeito, Śrīla Śrīdhara Svāmī comentou: *śamādibhir eva brāhmaṇādi-vyavahāro mukhyaḥ, na jāti-mātrādīty āha-yasyeti. yad yadi anyatra varṇāntare 'pi dṛśyeta, tad-varṇāntaraṁ tenaiva lakṣaṇa-nimittenaiva varṇena vinirdiśet, na tu jāti-nimittenety arthaḥ.*\n\nHá uma afirmação semelhante feita por Nīlakaṇṭha, o comentarista do *Mahābhārata:*\n\n> śūdro 'pi śamādy-upeto brāhmaṇa eva\n> brāhmaṇo 'pi kāmādy-upetaḥ śūdra eva\n\n\"Ainda que alguém tenha nascido numa família *śūdra,* se for dotado das qualidades bramânicas que começam com *śama* [controle da mente], deve ser aceito como *brāhmaṇa.* Ainda que alguém tenha nascido numa família *brāhmaṇa,* se for dotado das qualidades que começam com *kāma* [luxúria], deve ser considerado um *śūdra.*\" Ninguém deve apresentar-se como *brāhmaṇa* simplesmente por ter nascido numa família bramânica. É preciso ser qualificado pelas qualidades bramânicas mencionadas nos *śāstras,* particularmente no *Bhagavad-gītā:*\n\n> śamo damas tapaḥ śaucaṁ\n> kṣāntir ārjavam eva ca\n> jñānaṁ vijñānam āstikyaṁ\n> brahma-karma svabhāva-jam\n\n\"Serenidade, autocontrole, austeridade, pureza, tolerância, honestidade, sabedoria, conhecimento e religiosidade — estas são as qualidades pelas quais os *brāhmaṇas* trabalham.\" [(Bg. 18.42)]\n\nSe alguém não possuir todos esses atributos, não pode ser aceito como *brāhmaṇa.* Não é uma questão de simplesmente ter nascido numa família *brāhmaṇa.* A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que Narottama dāsa Ṭhākura e Śyāmānanda Gosvāmī, embora não tenham nascido em famílias *brāhmaṇa,* são aceitos como mestres espirituais genuínos porque eram *brāhmaṇas* por qualificação. Personalidades como Śrī Gaṅgā-nārāyaṇa, Rāmakṛṣṇa e muitos outros, que de fato nasceram em famílias *brāhmaṇa,* aceitaram Narottama dāsa Ṭhākura e Śyāmānanda Gosvāmī como seus mestres espirituais.\n\nO *mahā-bhāgavata* é aquele que orna seu corpo com *tilaka* e cujo nome o indica como servo de Kṛṣṇa pela palavra *dāsa.* É também iniciado por um mestre espiritual genuíno e versado na adoração à Divindade, no canto correto de *mantras,* na realização de sacrifícios, na oferta de orações ao Senhor e na execução do *saṅkīrtana.* Sabe como servir a Suprema Personalidade de Deus e como respeitar um Vaiṣṇava. Quando alguém atinge a posição mais elevada de *mahā-bhāgavata,* deve ser aceito como *guru* e adorado exatamente como Hari, a Personalidade de Deus. Somente tal pessoa é elegível para ocupar o posto de *guru.* Porém, se alguém for altamente qualificado mas não for um Vaiṣṇava, não pode ser aceito como *guru.* Ninguém pode ser um *brāhmaṇa* sem ser um Vaiṣṇava. Se alguém é um Vaiṣṇava, já é um *brāhmaṇa.* Se um *guru* é completamente qualificado como Vaiṣṇava, deve ser aceito como *brāhmaṇa* mesmo que não tenha nascido numa família *brāhmaṇa.* O método do sistema de castas de distinguir um *brāhmaṇa* pelo nascimento não é aceitável quando aplicado a um mestre espiritual genuíno. Um mestre espiritual é um *brāhmaṇa* e *ācārya* qualificado. Se alguém não é um *brāhmaṇa* qualificado, não é versado no estudo das literaturas Védicas. *Nānā-śāstra-vicāraṇaika-nipuṇau.* Todo Vaiṣṇava é um mestre espiritual, e um mestre espiritual é automaticamente versado no comportamento bramânico. Também compreende os *śāstras* Védicos.\n\nDa mesma forma, as qualificações de um discípulo devem ser observadas pelo mestre espiritual antes de ele ser aceito como discípulo. No nosso movimento de consciência de Kṛṣṇa, o requisito é que a pessoa esteja preparada para abandonar os quatro pilares da vida pecaminosa — sexo ilícito, comer carne, intoxicação e jogo. Especialmente nos países ocidentais, primeiro observamos se o candidato a discípulo está preparado para seguir os princípios regulativos. Então recebe o nome de um servo Vaiṣṇava e é iniciado a cantar o Hare Kṛṣṇa *mahā-mantra,* pelo menos dezesseis rodadas diariamente. Dessa maneira, o discípulo presta serviço devocional sob a orientação do mestre espiritual ou seu representante por pelo menos seis meses a um ano. Em seguida, é recomendado para uma segunda iniciação, durante a qual um cordão sagrado é oferecido e o discípulo é aceito como um *brāhmaṇa* genuíno. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura introduziu o sistema de oferecer o cordão sagrado a um Vaiṣṇava genuíno, e também seguimos em seus passos. As qualificações de um discípulo genuíno são descritas no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.10.6) da seguinte forma:\n\n> amānya-matsaro dakṣo\n> nirmamo dṛḍha-sauhṛdaḥ\n> asatvaro 'rtha-jijñāsur\n> anasūyur amogha-vāk\n\nO discípulo deve possuir as seguintes qualificações. Deve abandonar o interesse no conceito corporal material. Deve abandonar a luxúria, a raiva, a cobiça, a ilusão, a loucura e a inveja materiais. Deve ter interesse apenas em compreender a ciência de Deus e estar pronto para considerar todos os aspectos dessa questão. Não deve mais pensar: \"Sou este corpo\" ou \"Esta coisa me pertence\". É preciso amar o mestre espiritual com fé inabalável e ser muito firme e estável. O discípulo genuíno deve ser curioso para compreender o assunto transcendental. Não deve buscar falhas nas boas qualidades, e não deve mais ter interesse em assuntos materiais. Seu único interesse deve ser Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus.\n\nNo que diz respeito ao exame mútuo do mestre espiritual e do discípulo, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica que um discípulo genuíno deve ser muito curioso para compreender o assunto transcendental. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.3.21):\n\n> tasmād guruṁ prapadyeta\n> jijñāsuḥ śreya uttamam\n\n\"Aquele que está curioso para compreender o objetivo e o benefício supremos da vida deve aproximar-se de um mestre espiritual genuíno e render-se a ele.\" Um discípulo sério deve estar atento ao selecionar um mestre espiritual genuíno. Deve ter certeza de que o mestre espiritual pode fornecer todas as necessidades transcendentais. O mestre espiritual deve observar o grau de curiosidade do discípulo e sua ânsia de compreender o assunto transcendental. O mestre espiritual deve estudar a curiosidade do discípulo por não menos de seis meses a um ano. Um mestre espiritual não deve estar muito ansioso para aceitar um discípulo por causa de suas opulências materiais. Às vezes, um grande homem de negócios ou proprietário de terras pode aproximar-se de um mestre espiritual em busca de iniciação. Os que têm interesse material são chamados *viṣayīs* (*karmīs*), o que indica que são muito apegados à gratificação dos sentidos. Tais *viṣayīs* às vezes se aproximam de um *guru* famoso e pedem para se tornar discípulos apenas como questão de moda. Por vezes, *viṣayīs* se apresentam como discípulos de um mestre espiritual renomado apenas para encobrir suas atividades e se anunciar como avançados no conhecimento espiritual. Em outras palavras, querem obter sucesso material. Um mestre espiritual deve ser muito cuidadoso a esse respeito. Tal comércio está ocorrendo no mundo inteiro. O mestre espiritual não aceita um discípulo materialmente opulento apenas para anunciar o fato de ter tal discípulo ilustre. Sabe que, ao se associar com tais discípulos *viṣayī,* pode cair. Quem aceita um discípulo *viṣayī* não é um mestre espiritual genuíno. Mesmo que o seja, sua posição pode ser prejudicada devido à associação com um *viṣayī* inescrupuloso. Se um chamado mestre espiritual aceita um discípulo para benefício próprio ou ganho material, a relação entre o mestre espiritual e o discípulo torna-se um assunto material, e o mestre espiritual passa a ser como um *smārta-guru.* Há muitos *gosvāmīs* de casta que profissionalmente criam alguns discípulos que não se importam com eles nem com suas instruções. Tais mestres espirituais satisfazem-se simplesmente em obter alguns benefícios materiais de seus discípulos. Tal relação é condenada por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, que denomina tais mestres espirituais e discípulos uma sociedade de trapaceiros e enganados. Eles também são chamados *bāulas* ou *prākṛta-sahajiyās.* Seu objetivo é tornar a relação entre o mestre espiritual e o discípulo algo muito barato. Não são sérios no desejo de compreender a vida espiritual.\n\nAs palavras *sevya bhagavān* neste verso são importantes. *Bhagavān* indica a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Viṣṇu. Somente o Senhor Viṣṇu é digno de adoração. Não há necessidade de adorar semideuses. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā:*\n\n> kāmais tais tair hṛta-jñānāḥ\n> prapadyante 'nya-devatāḥ\n> taṁ taṁ niyamam āsthāya\n> prakṛtyā niyatāḥ svayā\n\n\"Aqueles cujas mentes estão distorcidas por desejos materiais rendem-se aos semideuses e seguem as regras e regulações particulares de adoração de acordo com suas próprias naturezas.\" [(Bg. 7.20)]\n\nTambém se afirma no *Skanda Purāṇa:*\n\n> vāsudevaṁ parityajya\n> yo 'anya-devam upāsate\n> svamātaraṁ parityajya\n> śva-pacīṁ vandate hi saḥ\n\n\"Uma pessoa que adora os semideuses e abandona o Senhor Vāsudeva é como um homem que abandona a proteção de sua mãe em busca do abrigo de uma bruxa.\"\n\nTambém se afirma no *Bhagavad-gītā* [(Bg. 9.23)]:\n\n> ye 'py anya-devatā-bhaktā\n> yajante śraddhayānvitāḥ\n> te 'pi mām eva kaunteya\n> yajanty avidhi-pūrvakam\n\n\"Seja o que for que um homem sacrifique a outros deuses, ó filho de Kuntī, na verdade é a Mim apenas que é destinado, mas é oferecido sem verdadeiro entendimento.\"\n\nOs semideuses também são entidades vivas e partes integrantes de Kṛṣṇa. Por isso, num certo sentido, quem adora os semideuses adora Kṛṣṇa, mas não do modo correto. Há um método adequado para regar uma árvore. Deve-se regar as raízes, mas se, em vez disso, se regam as folhas e os galhos, simplesmente se desperdiça o tempo. Se alguém adora os semideuses excluindo o Senhor Viṣṇu, suas recompensas serão apenas materiais. Como se confirma no *Bhagavad-gītā:*\n\n> antavat tu phalaṁ teṣāṁ\n> tad bhavaty alpa-medhasām\n> devān deva-yajo yānti\n> mad-bhaktā yānti mām api\n\n\"Homens de pouca inteligência adoram os semideuses, e seus frutos são limitados e temporários. Os que adoram os semideuses vão para os planetas dos semideuses, mas Meus devotos alcançam, em última instância, Meu planeta supremo.\" [(Bg. 7.23)]\n\nA adoração aos semideuses é destinada a homens sem inteligência, pois os benefícios derivados dessa adoração são todos materiais, temporários e revogáveis. Também se afirma no *Hari-bhakti-vilāsa:*\n\n> yas tu nārāyaṇaṁ devaṁ\n> brahma-rudrādi-devataiḥ\n> samatvenaiva vīkṣeta\n> sa pāṣaṇḍī bhaved dhruvam\n\n\"Quem considera o Senhor Viṣṇu e os semideuses no mesmo nível deve ser imediatamente considerado um patife no que diz respeito ao entendimento espiritual.\"\n\nHá três modos da natureza no mundo material, mas quando alguém está situado espiritualmente, está acima dos modos materiais, ainda que viva neste mundo material. O Senhor Kṛṣṇa afirma no *Bhagavad-gītā* [(Bg. 14.26)]:\n\n> māṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\n> bhakti-yogena sevate\n> sa guṇān samatītyaitān\n> brahma bhūyāya kalpate\n\n\"Aquele que se ocupa em pleno serviço devocional, que não cai em nenhuma circunstância, transcende imediatamente os modos da natureza material e assim chega ao nível do Brahman.\" Quando alguém se ocupa no serviço devocional ao Senhor Supremo, está numa posição transcendental. Ainda que esteja situado no modo da bondade no mundo material, é suscetível à contaminação pelos modos da paixão e da ignorância. Quando o modo da bondade se mistura com o modo da paixão, adora-se o deus do sol, Vivasvān. Quando o modo da bondade se mistura com o modo da ignorância, adora-se Gaṇapati, ou Gaṇeśa. Quando o modo da paixão se mistura com o modo da ignorância, adora-se Durgā, ou Kālī, a potência externa. Quando alguém está simplesmente no modo da ignorância, torna-se devoto do Senhor Śiva, pois o Senhor Śiva é a divindade predominante do modo da ignorância neste mundo material. Contudo, quando alguém está completamente livre da influência de todos os modos da natureza material, torna-se um Vaiṣṇava puro na plataforma devocional. Śrīla Rūpa Gosvāmī afirma no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu:*\n\n> anyābhilāṣitā-śūnyaṁ\n> jñāna-karmādy-anāvṛtam\n> ānukūlyena kṛṣṇānu-\n> śīlanaṁ bhaktir uttamā\n\nA posição de *viśuddha-sattva* é a posição da bondade não contaminada. Nessa plataforma, a pessoa pode então compreender: *ārādhyo bhagavān vrajeśa-tanayas tad-dhāma vṛndāvanam:* \"A Suprema Personalidade de Deus, o filho de Nanda Mahārāja, deve ser adorado junto com Sua morada transcendental, Vṛndāvana.\"\n\nA expressão *sarva-mantra-vicāraṇa* significa \"considerar todos os diferentes tipos de *mantras.*\" Há diferentes tipos de *mantras* para diferentes tipos de devotos. Há os *mantras* conhecidos como *dvādaśākṣara,* compostos de doze sílabas. Da mesma forma, há *mantras* compostos de dezoito sílabas — o *mantra* de Nārasiṁha, o *mantra* de Rāma, o *mantra* de Gopāla e assim por diante. Cada *mantra* tem seu próprio significado espiritual. O mestre espiritual deve selecionar um *mantra* para seu discípulo de acordo com a capacidade do discípulo de cantar diferentes *mantras.*"}
{"ref": "cc/madhya/24/331", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/331/", "verse_text": "mantra-adhikārī, mantra-siddhy-ādi-śodhana\n\ndīkṣā, prātaḥ-smṛti-kṛtya, śauca, ācamana", "devanagari": "> মন্ত্র-অধিকারী, মন্ত্র-সিদ্ধ্যাদি-শোধন ।\n> দীক্ষা, প্রাতঃস্মৃতি-কৃত্য, শৌচ, আচমন ॥৩৩১॥", "synonyms": "*mantra-adhikārī*—qualificação para receber a iniciação com o mantra; *mantra-siddhi-ādi*—a perfeição do mantra e assim por diante; *śodhana*—purificação; *dīkṣā*—iniciação; *prātaḥ-smṛti-kṛtya*—deveres matinais e lembrança do Senhor Supremo; *śauca*—limpeza; *ācamana*—lavar a boca e outras partes do corpo.", "translation": "**\"Deves discutir as qualificações necessárias para receber um mantra, a perfeição do mantra, a purificação do mantra, a iniciação, os deveres matinais, a lembrança do Senhor Supremo, a limpeza e a lavagem da boca e de outras partes do corpo.**", "purport": "A seguinte injunção é dada no *Hari-bhakti-vilāsa* (1.194):\n\ntāntrikeṣu ca mantreṣu\n\ndīkṣāyāṁ yoṣitām api\n\nsādhvīnām adhikāro 'sti\n\nśūdrādīnāṁ ca sad-dhiyām\n\n\"Os śūdras e as mulheres que sejam castos e sinceramente interessados em compreender a Verdade Absoluta estão qualificados para serem iniciados com os pāñcarātrika-mantras.\" Isso também se confirma no *Bhagavad-gītā* (9.32):\n\nmāṁ hi pārtha vyapāśritya\n\nye 'pi syuḥ pāpa-yonayaḥ\n\nstriyo vaiśyās tathā śūdrās\n\nte 'pi yānti parāṁ gatiṁ\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que se abrigam em Mim, embora sejam de nascimento inferior – mulheres, vaiśyas [mercadores], bem como śūdras [trabalhadores] –, podem alcançar o destino supremo.\"\n\nSe alguém realmente deseja servir a Kṛṣṇa, não importa se é śūdra, vaiśya ou mesmo uma mulher. Se a pessoa estiver sinceramente ansiosa por cantar o mantra Hare Kṛṣṇa ou o dīkṣā-mantra, está qualificada para ser iniciada segundo o processo pāñcarātrika. De acordo com os princípios Védicos, somente um brāhmaṇa que esteja plenamente ocupado em seus deveres ocupacionais pode ser iniciado. Os śūdras e as mulheres não são admitidos a uma iniciação vaidika. A menos que a pessoa seja apta segundo a estimativa do mestre espiritual, ela não pode aceitar um mantra do pāñcarātrika-vidhi nem do vaidika-vidhi. Quando alguém é apto para aceitar o mantra, é iniciado pelo pāñcarātrika-vidhi ou pelo vaidika-vidhi. Em qualquer caso, o resultado é o mesmo.\n\nQuanto a mantra-siddhi-ādi-śodhana, a eficiência do mantra, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura apresenta dezesseis divisões, que se confirmam no *Hari-bhakti-vilāsa* (a começar por 1.204):\n\nsiddha-sādhya-susiddhāri-\n\nkramāj jñeyo vicakṣaṇaiḥ\n\nSão elas: (1) siddha, (2) sādhya, (3) susiddha e (4) ari. Esses quatro princípios podem ser divididos ainda mais: (1) siddha-siddha, (2) siddha-sādhya, (3) siddha-susiddha, (4) siddha-ari, (5) sādhya-siddha, (6) sādhya-sādhya, (7) sādhya-susiddha, (8) sādhya-ari, (9) susiddha-siddha, (10) susiddha-sādhya, (11) susiddha-susiddha, (12) susiddha-ari, (13) ari-siddha, (14) ari-sādhya, (15) ari-susiddha e (16) ari-ari.\n\nAqueles que são iniciados com o mantra de dezoito letras não precisam considerar as dezesseis divisões acima mencionadas. Conforme se prescreve no *Hari-bhakti-vilāsa* (1.215, 219, 220):\n\nna cātra śātravā doṣā\n\nnarṇasvādi-vicāraṇā\n\nṛkṣarāśi-vicāro vā\n\nna kartavyo manau priye\n\nnātra cintyo 'ri-śuddhyādir\n\nnāri-mitrādi-lakṣaṇam\n\nsiddha-sādhya-susiddhāri-\n\nrūpā nātra vicāraṇā\n\nHá śodhana, ou purificação do mantra, mas não existe tal consideração para o mantra Kṛṣṇa. Balitvāt kṛṣṇa-mantrāṇāṁ saṁskārāpekṣaṇaṁ na hi. \"O mantra Kṛṣṇa é tão poderoso que não há possibilidade de śodhana.\" (1.235)\n\nNo que se refere a dīkṣā, deve-se consultar a *Madhya-līlā*, Capítulo Quinze (108). De modo geral, quando uma pessoa é iniciada segundo o pāñcarātrika-vidhi, ela já alcançou a posição de um brāhmaṇa. Isso se prescreve no *Hari-bhakti-vilāsa* (2.12):\n\nyathā kāñcanatāṁ yāti\n\nkāṁsyaṁ rasa-vidhānataḥ\n\ntathā dīkṣā-vidhānena\n\ndvijatvaṁ jāyate nṛṇām\n\n\"Assim como o bronze pode ser transformado em ouro quando tratado com mercúrio, um discípulo iniciado por um guru genuíno alcança imediatamente a posição de um brāhmaṇa.\"\n\nNo que diz respeito ao momento da dīkṣā (iniciação), tudo depende da posição do guru. Tão logo um guru genuíno seja encontrado por acaso ou por meio de um programa, deve-se aproveitar imediatamente a oportunidade de receber a iniciação. No livro chamado Tattva-sāgara, afirma-se:\n\ndurlabhe sad-gurūṇāṁ ca\n\nsakṛt-saṅga upasthite\n\ntad-anujñā yadā labdhā\n\nsa dīkṣāvasaro mahān\n\ngrāme vā yadi vāraṇye\n\nkṣetre vā divase niśi\n\nāgacchati gurur daivād\n\nyathā dīkṣā tad-ājñayā\n\nyadaivecchā tadā dīkṣā\n\nguror ājñānurūpataḥ\n\nna tīrthaṁ na vrataṁ hemo\n\nna snānaṁ na japa-kriyā\n\ndīkṣāyāḥ karaṇaṁ kintu\n\nsvecchā-prāpte tu sad-gurau\n\n\"Se, por acaso, alguém obtiver um sad-guru, não importa se está no templo ou na floresta. Se o sad-guru, o mestre espiritual genuíno, concordar, a pessoa pode ser iniciada imediatamente, sem esperar por um momento ou lugar adequado.\"\n\nNas primeiras horas da manhã (conhecidas como brāhma-muhūrta), deve-se levantar e cantar imediatamente o mantra Hare Kṛṣṇa ou, ao menos, \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa, Kṛṣṇa.\" Dessa forma, deve-se lembrar de Kṛṣṇa. Alguns ślokas ou orações também devem ser cantados. Ao cantar, a pessoa torna-se imediatamente auspiciosa e transcendental à infecção das qualidades materiais. Na verdade, é preciso cantar e lembrar do Senhor Kṛṣṇa vinte e quatro horas por dia, ou tanto quanto possível.\n\nsmartavyaḥ satataṁ viṣṇur\n\nvismartavyo na jātucit\n\nsarve vidhi-niṣedhāḥ syur\n\netayor eva kiṅkarāḥ\n\n\"Kṛṣṇa é a origem do Senhor Viṣṇu. Ele deve ser sempre lembrado e jamais esquecido em momento algum. Todas as regras e proibições mencionadas nos śāstras devem ser as servas desses dois princípios.\" Esta é uma citação do Padma Purāṇa, na porção chamada Bṛhat-sahasra-nāma-stotra. Prātaḥ-kṛtya significa que a pessoa deve evacuar regularmente e, em seguida, limpar-se tomando banho. É preciso fazer gargarejos (ācamana) e escovar os dentes (danta-dhāvana). Deve-se fazer isso com gravetos ou com uma escova de dentes – o que estiver disponível. Isso purificará a boca. Depois, deve-se tomar banho. Na verdade, os chefes de família e os vānaprasthas devem banhar-se duas vezes ao dia (prātar-madhyāhnayoḥ snānaṁ vānaprastha-gṛhasthayoḥ). Um sannyāsī deve banhar-se três vezes ao dia, e um brahmacārī pode tomar apenas um banho diário. Sempre que a pessoa não puder banhar-se com água, poderá banhar-se cantando o mantra Hare Kṛṣṇa. Também é preciso realizar o sandhyādi-vandana – isto é, cantar o mantra Gāyatrī três vezes ao dia: de manhã, ao meio-dia e à noite."}
{"ref": "cc/madhya/24/332", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/332/", "verse_text": "danta-dhāvana, snāna, sandhyādi vandana\n\nguru-sevā, ūrdhva-puṇḍra-cakrādi-dhāraṇa", "devanagari": "> দন্তধাবন, স্নান, সন্ধ্যাদি বন্দন ।\n> গুরুসেবা, ঊর্ধ্বপুণ্ড্রচক্রাদি-ধারণ ॥৩৩২॥", "synonyms": "*danta-dhāvana*—lavar os dentes; *snāna*—banho; *sandhyā-ādi vandana*—canto regular dos mantras; *guru-sevā*—servir o mestre espiritual; *ūrdhva-puṇḍra*—usar tilaka reto e perpendicular; *cakra-ādi-dhāraṇa*—marcar o corpo com os diferentes nomes e símbolos do Senhor.", "translation": "**\"De manhã, deve-se regularmente escovar os dentes, tomar banho, oferecer orações ao Senhor e oferecer reverências ao mestre espiritual. Deve-se prestar serviço ao mestre espiritual e pintar o próprio corpo em doze lugares com ūrdhva-puṇḍra [tilaka]. Deve-se imprimir os santos nomes do Senhor no corpo, ou então imprimir os símbolos do Senhor, tais como o disco e a maça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/333", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/333/", "verse_text": "gopīcandana-mālya-dhṛti, tulasī-āharaṇa\n\nvastra-pīṭha-gṛha-saṁskāra, kṛṣṇa-prabodhana", "devanagari": "> গোপীচন্দন-মাল্য-ধৃতি, তুলসী-আহরণ ।\n> বস্ত্র-পীঠ-গৃহ-সংস্কার, কৃষ্ণ-প্রবোধন ॥৩৩৩॥", "synonyms": "*gopī-candana*—gopī-candana (disponível em Vṛndāvana e Dvārakā); *mālya*—contas no pescoço; *dhṛti*—usar regularmente; *tulasī-āharaṇa*—colher folhas de tulasī; *vastra*—pano; *pīṭha*—templo; *gṛha*—a casa; *saṁskāra*—limpeza; *kṛṣṇa-prabodhana*—despertar a Deidade do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Depois disso, deves descrever como a pessoa deve decorar seu corpo com gopīcandana, usar contas no pescoço, colher folhas de tulasī da árvore de tulasī, limpar seu pano e o altar, limpar sua própria casa ou apartamento e ir ao templo e tocar o sino apenas para atrair a atenção do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/334", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/334/", "verse_text": "pañca, ṣoḍaśa, pañcāśat upacāre arcana\n\npañca-kāla pūjā ārati, kṛṣṇera bhojana-śayana", "devanagari": "> পঞ্চ, ষোড়শ, পঞ্চাশৎ উপচারে অর্চন ।\n> পঞ্চকাল পূজা আরতি, কৃষ্ণের ভোজন-শয়ন ॥৩৩৪॥", "synonyms": "*pañca*—cinco; *ṣoḍaśa*—dezesseis; *pañcāśat*—cinquenta; *upacāre*—com ingredientes; *arcana*—oferecer adoração; *pañca-kāla*—cinco vezes; *pūjā*—adorar; *ārati*—oferecer ārati; *kṛṣṇera bhojana-śayana*—dessa maneira, oferecer alimentos a Kṛṣṇa e deitá-Lo para descansar.", "translation": "**\"Descreve também a adoração à Deidade, na qual se deve oferecer alimento a Kṛṣṇa pelo menos cinco vezes ao dia. No devido tempo, deve-se colocar Kṛṣṇa numa cama. Deves descrever igualmente o processo de oferecer ārati e a adoração ao Senhor segundo a lista de cinco, dezesseis ou cinquenta ingredientes.**", "purport": "Os cinco ingredientes são (1) perfumes muito bons, (2) flores muito boas, (3) incenso, (4) uma lâmpada e (5) algo comestível. Quanto ao ṣoḍaśopacāra, os dezesseis ingredientes, deve-se (1) prover um lugar para sentar (āsana), (2) pedir a Kṛṣṇa que Se sente, (3) oferecer arghya, (4) oferecer água para lavar as pernas, (5) lavar a boca, (6) oferecer madhu-parka, (7) oferecer água para lavar a boca, (8) banhar, (9) oferecer vestimentas, (10) decorar o corpo do Senhor com ornamentos, (11) oferecer perfumes agradáveis, (12) oferecer flores de boa fragrância, como a rosa ou a campaka, (13) oferecer incenso, (14) oferecer uma lâmpada, (15) dar boa comida e (16) oferecer orações.\n\nNo *Hari-bhakti-vilāsa* (Décimo Primeiro Vilāsa, versos 127-140), há uma descrição vívida do que é necessário na adoração à Deidade. Mencionam-se sessenta e quatro itens. No templo, a adoração deve ser tão suntuosa que todos os sessenta e quatro itens estejam disponíveis para a satisfação da Personalidade de Deus. Às vezes é impossível obter todos os sessenta e quatro itens; por isso recomendamos que, ao menos no primeiro dia da instalação, todos os sessenta e quatro itens estejam disponíveis. Quando o Senhor é estabelecido, a adoração com todos os sessenta e quatro itens deve continuar tanto quanto possível. Os sessenta e quatro itens são os seguintes: (1) Deve haver um grande sino pendurado em frente à sala do templo, de modo que todo aquele que entrar na sala possa tocar o sino. Este item se chama prabodhana, ou oferecer-se submissamente ao Senhor. Este é o primeiro item. (2) O visitante deve cantar jaya Śrī Rādhā-Govinda, ou jaya Śrī Rādhā-Mādhava, quando toca o sino. Em qualquer caso, a palavra jaya deve ser pronunciada. (3) Deve-se oferecer imediatamente reverências ao Senhor, prostrando-se como uma vara. (4) Deve haver maṅgala-ārati regular no templo durante a manhã bem cedo, uma hora e meia antes do nascer do sol. (5) Deve haver um āsana, um lugar para sentar diante do altar. Este āsana é para o mestre espiritual. O discípulo traz tudo diante do mestre espiritual, e o mestre espiritual oferece tudo à Suprema Personalidade de Deus. (6) Após o maṅgala-ārati, supõe-se que a Deidade lave Seus dentes usando um graveto; portanto, deve-se oferecer um graveto. (7) Deve-se oferecer água para lavar os pés da Deidade. (8) Deve-se oferecer arghya. (9) Deve-se oferecer água para o ācamana. (10) Deve-se oferecer madhu-parka, uma pequena tigela contendo madhu (mel, um pouco de ghee, um pouco de água, um pouco de açúcar, iogurte e leite). Isso se chama madhu-parka-ācamana. (11) Deve-se colocar chinelos de madeira diante do Senhor. (12) Deve-se massagear o corpo do Senhor. (13) Deve-se massagear o corpo do Senhor com óleo. (14) Com uma esponja macia e úmida, deve-se remover todo o óleo espalhado pelo corpo do Senhor. (15) Deve-se banhar o Senhor com água na qual flores de bom perfume tenham estado de molho por algum tempo. (16) Após banhar o corpo do Senhor com água, deve-se banhá-Lo com leite. (17) Depois, com iogurte. (18) Depois, com ghee. (19) Depois, com mel. (20) Depois, com açúcar. (21) Em seguida, deve-se lavar a Deidade com água e cantar este mantra:\n\ncintāmaṇi-prakara-sadmasu kalpa-vṛkṣa-\n\nlakṣāvṛteṣu surabhīr abhipālayantam\n\nlakṣmī-sahasra-śata-sambhrama-sevyamānaṁ\n\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n(22) Deve-se secar todo o corpo com uma toalha. (23) Deve-se colocar uma vestimenta nova no corpo. (24) Deve-se dar um cordão sagrado ao corpo. (25) Deve-se oferecer água para a limpeza da boca (ācamana). (26) Óleos de bom perfume, como pasta líquida de sândalo, devem ser espalhados pelo corpo. (27) Todo tipo de ornamentos e coroas deve ser colocado no corpo. (28) Em seguida, deve-se oferecer guirlandas de flores e flores decorativas. (29) Deve-se queimar incenso. (30) Devem-se oferecer lâmpadas. (31) Devem-se tomar sempre precauções para que os demônios e ateus não possam ferir o corpo do Senhor. (32) Devem-se colocar oferendas de alimento diante do Senhor. (33) Devem-se oferecer especiarias para mastigar. (34) Devem-se oferecer nozes de bétele. (35) No momento adequado, deve haver providências para que o Senhor possa descansar na cama. (36) O cabelo do Senhor deve ser penteado e decorado. (37) Devem-se oferecer vestimentas de primeira classe. (38) Deve-se oferecer um elmo de primeira classe. (39) As vestimentas devem ser perfumadas. (40) Devem-se oferecer joias Kaustubha e outros ornamentos. (41) Deve-se oferecer uma variedade de flores. (42) Deve-se oferecer outro maṅgala-ārati. (43) Deve-se oferecer um espelho. (44) O Senhor deve ser conduzido ao altar num belo palanquim. (45) O Senhor deve ser sentado no trono. (46) Novamente deve-se dar água para a lavagem de Seus pés. (47) Algo deve ser novamente oferecido para comer. (48) Ārati vespertino. (49) O Senhor deve ser abanado com um leque cāmara, e um guarda-sol deve ser colocado sobre Sua cabeça. (50) O mantra Hare Kṛṣṇa e canções aprovadas devem ser cantados. (51) Devem-se tocar instrumentos musicais. (52) Deve-se dançar diante da Deidade. (53) Deve-se circundar a Deidade. (54) Deve-se oferecer reverências novamente. (55) Devem-se oferecer diferentes tipos de orações e hinos aos pés de lótus do Senhor. (56) Deve-se tocar os pés de lótus do Senhor com a própria cabeça. Isso pode não ser possível para todos, mas ao menos o pūjārī deve fazê-lo. (57) As flores oferecidas no dia anterior devem tocar a própria cabeça. (58) Deve-se tomar os restos do alimento do Senhor. (59) Deve-se sentar diante do Senhor e pensar que se está massageando as pernas do Senhor. (60) Deve-se decorar a cama do Senhor com flores antes que o Senhor descanse. (61) Deve-se oferecer a própria mão ao Senhor. (62) Deve-se levar a Deidade à Sua cama. (63) Devem-se lavar os pés do Senhor e, então, sentá-Lo na cama. (64) Deve-se colocar o Senhor na cama e, então, massagear Seus pés.\n\nO ārati deve ser oferecido às Deidades cinco vezes ao dia – bem cedo de manhã, antes do nascer do sol, mais tarde pela manhã, ao meio-dia, à noite e à noite alta. Isso significa que deve haver adoração e troca de vestimentas e flores. No que se refere aos comestíveis, todos os itens devem ser preparações de primeira classe. Deve haver arroz de primeira classe, dhal, fruta, arroz-doce, vegetais e uma variedade de alimentos para serem chupados, bebidos e mastigados. Todos os comestíveis oferecidos às Deidades devem ser extraordinariamente excelentes. Na Europa e na América, atualmente não há escassez monetária. As pessoas não são pobres e, se seguirem esses princípios da adoração à Deidade, avançarão na vida espiritual. No que diz respeito a colocar a Deidade na cama, se a Deidade for grande e pesada, não é possível movê-La diariamente. É melhor que uma pequena Deidade, que também é adorada, seja levada à cama. Deve-se cantar este mantra: āgaccha śayana-sthānaṁ priyābhiḥ saha keśava. \"Ó Keśava, por favor, vem à Tua cama juntamente com Śrīmatī Rādhārāṇī.\" (*Hari-bhakti-vilāsa* 11.40)\n\nA Deidade deve ser colocada na cama com Śrīmatī Rādhārāṇī, e isso deve ser indicado trazendo-se os chinelos de madeira do altar para a beira da cama. Quando a Deidade é deitada, Suas pernas devem ser massageadas. Antes de deitar a Deidade, deve-se oferecer-Lhe um pote de leite e açúcar. Após tomar esse leite espesso, a Deidade deve deitar-se e devem-se Lhe oferecer nozes de bétele e especiarias para mastigar."}
{"ref": "cc/madhya/24/335", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/335/", "verse_text": "śrī-mūrti-lakṣaṇa, āra śālagrāma-lakṣaṇa\n\nkṛṣṇa-kṣetra-yātrā, kṛṣṇa-mūrti-daraśana", "devanagari": "> শ্রীমূর্তিলক্ষণ, আর শালগ্রামলক্ষণ ।\n> কৃষ্ণক্ষেত্র-যাত্রা, কৃষ্ণমূর্তি-দরশন ॥৩৩৫॥", "synonyms": "*śrī-mūrti-lakṣaṇa*—características da Deidade; *āra*—e; *śālagrāma-lakṣaṇa*—características da śālagrāma-śilā; *kṛṣṇa-kṣetra-yātrā*—visitar lugares como Vṛndāvana, Dvārakā e Mathurā; *kṛṣṇa-mūrti-daraśana*—visitar a Deidade no templo.", "translation": "**\"As características das Deidades devem ser discutidas, bem como as características da śālagrāma-śilā. Deve-se também discutir a visita às Deidades no templo e a peregrinação por lugares sagrados como Vṛndāvana, Mathurā e Dvārakā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/336", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/336/", "verse_text": "nāma-mahimā, nāmāparādha dūre varjana\n\nvaiṣṇava-lakṣaṇa, sevāparādha-khaṇḍana", "devanagari": "> নামমহিমা, নামাপরাধ দূরে বর্জন ।\n> বৈষ্ণবলক্ষণ, সেবাপরাধ-খণ্ডন ॥৩৩৬॥", "synonyms": "*nāma-mahimā*—as glórias do santo nome; *nāma-aparādha*—ofensas ao cantar o santo nome; *dūre varjana*—abandonar com muito cuidado; *vaiṣṇava-lakṣaṇa*—os sintomas de um vaiṣṇava; *sevā-aparādha-khaṇḍana*—rejeitar as ofensas na adoração à Deidade.", "translation": "**\"Deves glorificar o santo nome e, com cuidado, abandonar as ofensas ao cantar o santo nome. Deve-se conhecer os sintomas de um vaiṣṇava. É preciso abandonar ou anular todo tipo de sevā-aparādha, ofensas na adoração à Deidade.**", "purport": "O devoto deve sempre tomar muito cuidado para não cometer as dez ofensas ao cantar o mantra Hare Kṛṣṇa. Se um devoto seguir muito estritamente os métodos da adoração à Deidade, naturalmente e com rapidez se tornará um vaiṣṇava puro. Um vaiṣṇava puro tem fé inabalável no Senhor e não se desvia em absoluto. Ele está sempre ocupado na adoração perfeita à Deidade.\n\nDeve-se também notar as ofensas específicas contra a adoração à Deidade. Estas se mencionam no Skanda Purāṇa (Avantī-khaṇḍa), proferido pelo próprio Vyāsadeva. Deve-se liquidar todo tipo de ofensa.\n\nA śālagrāma-śilā deve ser adorada com tulasī onde houver quantidade suficiente de folhas de tulasī disponíveis. A adoração da śālagrāma-śilā deve ser introduzida em todos os templos da ISKCON. A śālagrāma-śilā é a forma da misericórdia do Senhor. Adorar a Deidade com os sessenta e quatro itens mencionados pode ser uma tarefa difícil, mas o Senhor tornou-Se tão pequeno que qualquer pessoa, em qualquer templo, pode cuidadosamente conduzir a adoração à Deidade simplesmente realizando as mesmas atividades com a śālagrāma-śilā.\n\nHá trinta e duas ofensas que devem ser evitadas. (1) Não se deve entrar no templo num veículo. Sapatos e chinelos devem ser removidos antes de entrar no templo. (2) Deve-se oferecer reverências tão logo se veja a Deidade. (3) Deve-se entrar no templo após tomar banho. Em outras palavras, deve-se estar muito limpo. (4) Não se deve oferecer reverências ao Senhor com uma só mão. (5) Não se deve circundar os semideuses diante das Deidades. (6) Não se deve esticar as pernas diante da Deidade. (7) Não se deve sentar diante da Deidade com as pernas cruzadas, nem se deve tocar as próprias pernas com as mãos. (8) Não se deve deitar diante da Deidade. (9) Não se deve comer diante da Deidade. (10) Não se deve dizer mentiras diante da Deidade. (11) Não se deve falar muito alto diante da Deidade. (12) Não se deve dizer disparates diante da Deidade. (13) Não se deve chorar diante da Deidade. (14) Não se deve tratar de assuntos com outros diante da Deidade. (15) Não se devem proferir palavras ásperas diante da Deidade. (16) Não se deve cobrir com um cobertor. (17) Não se deve falar com inveja de outros diante da Deidade. (18) Não se deve elogiar outros diante da Deidade. (19) Não se deve usar gírias diante da Deidade. (20) Não se deve soltar gases diante da Deidade. (21) Não se devem negligenciar os sessenta e quatro itens da adoração à Deidade. (22) Não se deve comer nada que não tenha sido oferecido à Deidade. (23) Não se deve negligenciar o oferecimento das frutas da estação tão logo estejam disponíveis. (24) Deve-se sempre oferecer fruta fresca e intocada à Deidade. (25) Não se deve sentar de costas para a Deidade. (26) Não se deve oferecer reverências a outros diante da Deidade. (27) Não se deve sentar perto da Deidade sem obter a permissão do mestre espiritual. (28) Não se deve sentir orgulho ao ouvir-se elogiado diante da Deidade. (29) Não se devem blasfemar os semideuses. (30) Não se deve ser indelicado com outros diante das Deidades. (31) Devem-se observar todos os festivais no templo. (32) Não se deve brigar nem disputar diante da Deidade."}
{"ref": "cc/madhya/24/337", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/337/", "verse_text": "śaṅkha-jala-gandha-puṣpa-dhūpādi-lakṣaṇa\n\njapa, stuti, parikramā, daṇḍavat vandana", "devanagari": "> শঙ্খ-জল-গন্ধ-পুষ্প-ধূপাদি-লক্ষণ ।\n> জপ, স্তুতি, পরিক্রমা, দণ্ডবৎ বন্দন ॥৩৩৭॥", "synonyms": "*śaṅkha*—de um búzio; *jala*—de água; *gandha*—de incenso ou perfumes; *puṣpa*—de flores; *dhūpa-ādi*—de incenso, e assim por diante; *lakṣaṇa*—as características; *japa*—murmurar; *stuti*—oferecer orações; *parikramā*—circundar; *daṇḍavat*—oferecer reverências; *vandana*—oferecer orações.", "translation": "**\"Devem-se descrever os itens de adoração, tais como a água, o búzio, as flores, o incenso e a lâmpada. Deves também mencionar o canto suave, o oferecimento de orações, a circundação e o oferecimento de reverências. Tudo isso deve ser cuidadosamente estudado.**", "purport": "Tudo isso se menciona no *Hari-bhakti-vilāsa*. O Aṣṭama Vilāsa desse livro deve ser consultado tanto quanto possível."}
{"ref": "cc/madhya/24/338", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/338/", "verse_text": "puraścaraṇa-vidhi, kṛṣṇa-prasāda-bhojana\n\nanivedita-tyāga, vaiṣṇava-nindādi-varjana", "devanagari": "> পুরশ্চরণ-বিধি, কৃষ্ণপ্রসাদ-ভোজন ।\n> অনিবেদিত-ত্যাগ, বৈষ্ণবনিন্দাদি-বর্জন ॥৩৩৮॥", "synonyms": "*puraścaraṇa-vidhi*—cerimônias ritualísticas; *kṛṣṇa-prasāda-bhojana*—comer os restos do alimento oferecido ao Senhor; *anivedita-tyāga*—não tocar em nada que não tenha sido oferecido ao Senhor; *vaiṣṇava-nindā-ādi-varjana*—evitar por completo blasfemar um vaiṣṇava.", "translation": "**\"Outros itens a considerar são o método de realizar a puraścaraṇa, o ato de tomar kṛṣṇa-prasāda, a renúncia ao alimento não oferecido e o cuidado de não blasfemar os devotos do Senhor.**", "purport": "Quanto à vaiṣṇava-nindā, ver Madhya-līlā, 15.260."}
{"ref": "cc/madhya/24/339", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/339/", "verse_text": "sādhu-lakṣaṇa, sādhu-saṅga, sādhu-sevana\n\nasatsaṅga-tyāga, śrī-bhāgavata-śravaṇa", "devanagari": "> সাধুলক্ষণ, সাধুসঙ্গ, সাধুসেবন ।\n> অসৎসঙ্গ-ত্যাগ, শ্রীভাগবত-শ্রবণ ॥৩৩৯॥", "synonyms": "*sādhu-lakṣaṇa*—os sintomas de um devoto; *sādhu-saṅga*—associação com devotos; *sādhu-sevana*—prestação de serviço aos devotos; *asat-saṅga-tyāga*—renúncia à companhia dos não-devotos; *śrī-bhāgavata-śravaṇa*—ouvir regularmente a recitação do Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**\"A pessoa deve conhecer os sintomas de um devoto e saber como associar-se com os devotos. Deve saber como satisfazer o devoto prestando-lhe serviço e deve saber como renunciar à companhia dos não-devotos. Também deve ouvir regularmente a recitação do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/340", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/340/", "verse_text": "dina-kṛtya, pakṣa-kṛtya, ekādaśy-ādi-vivaraṇa\n\nmāsa-kṛtya, janmāṣṭamyādi-vidhi-vicāraṇa", "devanagari": "> দিনকৃত্য, পক্ষকৃত্য, একাদশ্যাদি-বিবরণ ।\n> মাসকৃত্য, জন্মাষ্টম্যাদি-বিধি-বিচারণ ॥৩৪০॥", "synonyms": "*dina-kṛtya*—deveres diários; *pakṣa-kṛtya*—deveres das quinzenas; *ekādaśī-ādi-vivaraṇa*—descrição do Ekādaśī e assim por diante; *māsa-kṛtya*—deveres de cada mês; *janmāṣṭamī-ādi*—de realizar o Janmāṣṭamī e outras cerimônias; *vidhi*—do processo; *vicāraṇa*—consideração.", "translation": "**\"Deves descrever os deveres ritualísticos de cada dia e deves descrever os deveres de cada quinzena – em especial a observância do jejum de Ekādaśī, que ocorre a cada quinzena. Deves também descrever os deveres de cada mês, sobretudo a observância de cerimônias como Janmāṣṭamī, Rāma-navamī e Nṛsiṁha-caturdaśī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/341", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/341/", "verse_text": "ekādaśī, janmāṣṭamī, vāmana-dvādaśī\n\nśrī-rāma-navamī, āra nṛsiṁha-caturdaśī", "devanagari": "> একাদশী, জন্মাষ্টমী, বামনদ্বাদশী ।\n> শ্রীরামনবমী, আর নৃসিংহচতুর্দশী ॥৩৪১॥", "synonyms": "*ekādaśī*—o décimo primeiro dia da quinzena; *janmāṣṭamī*—a cerimônia do aniversário do Senhor Kṛṣṇa; *vāmana-dvādaśī*—o dia do aniversário ou do advento do Senhor Vāmana; *śrī-rāma-navamī*—a cerimônia do aniversário do Senhor Rāmacandra; *āra*—e; *nṛsiṁha-caturdaśī*—o dia do advento do Senhor Nṛsiṁha.", "translation": "**\"Ekādaśī, Janmāṣṭamī, Vāmana-dvādaśī, Rāma-navamī e Nṛsiṁha-caturdaśī devem todos ser observados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/342", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/342/", "verse_text": "ei sabe viddhā-tyāga, aviddhā-karaṇa\n\nakaraṇe doṣa, kaile bhaktira lambhana", "devanagari": "> এই সবে বিদ্ধা-ত্যাগ, অবিদ্ধা-করণ ।\n> অকরণে দোষ, কৈলে ভক্তির লম্ভন ॥৩৪২॥", "synonyms": "*ei sabe*—todas estas coisas; *viddhā-tyāga*—evitar o viddha-ekādaśī ou Ekādaśī misturado; *aviddhā-karaṇa*—realizar o Ekādaśī puro; *akaraṇe doṣa*—a falta de não os realizar; *kaile*—se assim for feito; *bhaktira lambhana*—haverá deficiências no serviço devocional.", "translation": "**\"Deves recomendar que se evite o Ekādaśī misturado e que se realize o Ekādaśī puro. Deves também descrever a falta de não observar isto. A pessoa deve ser muito cuidadosa no que diz respeito a esses itens. Se não for cuidadosa, será negligente na execução do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/343", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/343/", "verse_text": "sarvatra pramāṇa dibe purāṇa-vacana\n\nśrī-mūrti-viṣṇu-mandira karaṇa-lakṣaṇa", "devanagari": "> সর্বত্র প্রমাণ দিবে পুরাণ-বচন ।\n> শ্রীমূর্তি-বিষ্ণুমন্দিরকরণ-লক্ষণ ॥৩৪৩॥", "synonyms": "*sarvatra*—em toda parte; *pramāṇa*—evidência; *dibe*—deves dar; *purāṇa-vacana*—citações dos Purāṇas; *śrī-mūrti*—a Deidade; *viṣṇu-mandira*—do templo de Viṣṇu; *karaṇa-lakṣaṇa*—as características da construção.", "translation": "**\"Tudo o que disseres sobre o comportamento vaiṣṇava, o estabelecimento de templos e Deidades vaiṣṇavas e tudo o mais deve ser sustentado por evidência dos *Purāṇas*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/344", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/344/", "verse_text": "'sāmānya' sad-ācāra, āra 'vaiṣṇava'-ācāra\n\nkartavyākartavya saba 'smārta' vyavahāra", "devanagari": "> ‘সামান্য’ সদাচার, আর ‘বৈষ্ণব’-আচার ।\n> কর্তব্যাকর্তব্য সব ‘স্মার্ত’ ব্যবহার ॥৩৪৪॥", "synonyms": "*sāmānya*—geral; *sat-ācāra*—bom comportamento; *āra*—e; *vaiṣṇava*—dos devotos do Senhor Viṣṇu; *ācāra*—etiqueta; *kartavya-akartavya*—coisas que devem ser feitas e coisas que não devem ser feitas; *saba*—todas; *smārta*—relacionadas com os princípios reguladores; *vyavahāra*—os tratos.", "translation": "**\"Deves dar descrições gerais e específicas do comportamento e das atividades de um vaiṣṇava. Deves delinear as coisas que devem ser feitas e as coisas que não devem ser feitas. Tudo isso deve ser descrito como regulações e etiqueta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/345", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/345/", "verse_text": "ei saṅkṣepe sūtra kahiluṅ dig-daraśana\n\nyabe tumi likhibā, kṛṣṇa karābe sphuraṇa", "devanagari": "> এই সংক্ষেপে সূত্র কহিলুঁ দিগ্দরশন ।\n> যবে তুমি লিখিবা, কৃষ্ণ করাবে স্ফুরণ ॥৩৪৫॥", "synonyms": "*ei*—assim; *saṅkṣepe*—em resumo; *sūtra*—códigos; *kahiluṅ*—descrevi; *dik-daraśana*—apenas uma pequena orientação; *yabe*—sempre que; *tumi*—tu; *likhibā*—tentares escrever; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *karābe*—fará; *sphuraṇa*—a manifestação.", "translation": "**\"Dei, assim, uma sinopse dos princípios reguladores vaiṣṇavas. Dei-a em resumo apenas para te oferecer uma pequena orientação. Quando escreveres sobre este assunto, Kṛṣṇa te ajudará despertando-te espiritualmente.\"**", "purport": "Ninguém pode escrever sobre assuntos espirituais sem ser abençoado por Kṛṣṇa e pela sucessão discipular de gurus. As bênçãos das autoridades são a procuração que nos habilita. Ninguém deve tentar escrever algo sobre o comportamento e as atividades vaiṣṇavas sem ser autorizado por autoridades superiores. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā*: evaṁ paramparā-prāptam imaṁ rājarṣayo viduḥ."}
{"ref": "cc/madhya/24/346", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/346/", "verse_text": "ei ta' kahilu prabhura sanātane prasāda\n\nyāhāra śravaṇe cittera khaṇḍe avasāda", "devanagari": "> এই ত’ কহিলু প্রভুর সনাতনে প্রসাদ ।\n> যাহার শ্রবণে চিত্তের খণ্ডে অবসাদ ॥৩৪৬॥", "synonyms": "*ei ta'*—dessa maneira; *kahilu*—descrevi; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *prasāda*—a misericórdia; *yāhāra śravaṇe*—ouvindo a qual; *cittera*—da mente; *khaṇḍe*—desaparece; *avasāda*—toda melancolia.", "translation": "**Narrei, assim, a misericórdia do Senhor Caitanya para com Sanātana Gosvāmī. Quando alguém ouve estes tópicos, seu coração se purifica de toda contaminação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/347", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/347/", "verse_text": "nija-granthe karṇapūra vistāra kariyā\n\nsanātane prabhura prasāda rākhiyāche likhiyā", "devanagari": "> নিজ-গ্রন্থে কর্ণপূর বিস্তার করিয়া ।\n> সনাতনে প্রভুর প্রসাদ রাখিয়াছে লিখিয়া ॥৩৪৭॥", "synonyms": "*nija-granthe*—em seu próprio livro; *karṇapūra*—Kavi-karṇapūra; *vistāra kariyā*—descrevendo vividamente; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—a misericórdia; *rākhiyāche*—manteve; *likhiyā*—por escrito.", "translation": "**O poeta autorizado Kavi-karṇapūra escreveu um livro chamado Caitanya-candrodaya-nāṭaka. Este livro relata como Śrī Caitanya Mahāprabhu abençoou Sanātana Gosvāmī com Sua misericórdia específica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/348", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/348/", "verse_text": "gauḍendrasya sabhā-vibhūṣaṇa-maṇis tyaktvā ya ṛddhāṁ śriyaṁ\n\nrūpasyāgraja eṣa eva taruṇīṁ vairāgya-lakṣmīṁ dadhe\n\nantar-bhakti-rasena pūrṇa-hṛdayo bāhye 'vadhūtākṛtiḥ\n\nśaivālaiḥ pihitaṁ mahā-sara iva prīti-pradas tad-vidām", "devanagari": "> গৌড়েন্দ্রস্য সভা-বিভূষণমণিস্ত্যক্ত্বা য ঋদ্ধাং শ্রিয়ং\n> রূপস্যাগ্রজ এষ এব তরুণীং বৈরাগ্যলক্ষ্মীং দধে ।\n> অন্তর্ভক্তিরসেন পূর্ণহৃদয়ো বাহ্যেহ্বধূতাকৃতিঃ\n> শৈবালৈঃ পিহিতং মহা-সর ইব প্রীতিপ্রদস্তদ্বিদাম্ ॥৩৪৮॥", "synonyms": "*gauḍa-indrasya*—do governante de Gauḍa-deśa (Bengala); *sabhā*—do parlamento; *vibhūṣaṇa*—fundamental; *maṇiḥ*—a joia; *tyaktvā*—abandonando; *yaḥ*—aquele que; *ṛddhām*—opulento; *śriyam*—desfrute régio; *rūpasya agrajaḥ*—o irmão mais velho de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *eṣaḥ*—este; *eva*—certamente; *taruṇīm*—juvenil; *vairāgya-lakṣmīm*—a fortuna da renúncia; *dadhe*—aceitou; *antaḥ-bhakti-rasena*—pelos doces sabores do amor interno por Kṛṣṇa; *pūrṇa-hṛdayaḥ*—plenamente satisfeito; *bāhye*—externamente; *avadhūta-ākṛtiḥ*—a vestimenta de um mendicante; *śaivālaiḥ*—por limo; *pihitam*—coberto; *mahā-saraḥ*—um grande lago ou lago muito profundo; *iva*—como; *prīti-pradaḥ*—muito agradável; *tat-vidām*—às pessoas familiarizadas com a ciência do serviço devocional.", "translation": "**\"Śrīla Sanātana Gosvāmī, o irmão mais velho de Śrīla Rūpa Gosvāmī, era um dos mais importantes ministros no governo de Hussain Shah, o governante de Bengala, e era considerado a mais brilhante joia daquela assembleia. Ele possuía todas as opulências de uma posição régia, mas abriu mão de tudo apenas para aceitar a juvenil deusa da renúncia. Embora externamente parecesse um mendicante que tudo renunciara, estava repleto do prazer do serviço devocional dentro de seu coração. Assim, pode ser comparado a um lago profundo coberto de limo. Ele era o objeto de prazer de todos os devotos que conheciam a ciência do serviço devocional.**", "purport": "Este e os dois versos seguintes provêm do Caitanya-candrodaya-nāṭaka (9.34, 35, 38)."}
{"ref": "cc/madhya/24/349", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/349/", "verse_text": "taṁ sanātanam upāgatam akṣṇor\n\ndṛṣṭa-mātram atimātra-dayārdraḥ\n\nāliliṅga parighāyata-dorbhyāṁ\n\nsānukampam atha campaka-gauraḥ", "devanagari": "> তং সনাতনমুপাগতমক্ষ্ণো-\n> র্দৃষ্টমাত্রমতিমাত্রদয়ার্দ্রঃ ।\n> আলিলিঙ্গ পরিঘায়ত-দোর্ভ্যাং\n> সানুকম্পমথ চম্পক-গৌরঃ ॥৩৪৯॥", "synonyms": "*tam*—a ele; *sanātanam*—Sanātana Gosvāmī; *upāgatam*—tendo chegado; *akṣṇoḥ*—com os olhos; *dṛṣṭa-mātram*—sendo apenas visto; *ati-mātra*—imensamente; *dayā-ārdraḥ*—misericordioso; *āliliṅga*—abraçou; *parighāyata-dorbhyām*—com Seus dois braços; *sa-anukampam*—com grande afeição; *atha*—assim; *campaka-gauraḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que tem uma tez da cor de uma flor campaka (dourada).", "translation": "**\"Tão logo Sanātana Gosvāmī chegou diante do Senhor Caitanya, o Senhor, ao vê-lo, tornou-se misericordioso para com ele. O Senhor, que tem a tez de uma dourada flor campaka, abriu Seus braços e o abraçou, manifestando grande afeição.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/350", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/350/", "verse_text": "kālena vṛndāvana-keli-vārtā\n\nlupteti tāṁ khyāpayituṁ viśiṣya\n\nkṛpāmṛtenābhiṣiṣeca devas\n\ntatraiva rūpaṁ ca sanātanaṁ ca", "devanagari": "> কালেন বৃন্দাবনকেলি-বার্তা\n> লুপ্তেতি তাং খ্যাপয়িতুং বিশিষ্য ।\n> কৃপামৃতেনাভিষিষেচ দেব-\n> স্তত্রৈব রূপঞ্চ সনাতনঞ্চ ॥৩৫০॥", "synonyms": "*kālena*—no decorrer do tempo; *vṛndāvana-keli-vārtā*—os tópicos referentes aos doces sabores transcendentais dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana; *luptā*—quase perdidos; *iti*—assim; *tām*—todos aqueles; *khyāpayitum*—para enunciar; *viśiṣya*—tornando específicos; *kṛpā-amṛtena*—com o néctar da misericórdia; *abhiṣiṣeca*—aspergiu; *devaḥ*—o Senhor; *tatra*—ali; *eva*—de fato; *rūpam*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *ca*—e; *sanātanam*—Sanātana Gosvāmī; *ca*—bem como.", "translation": "**\"No decorrer do tempo, as notícias transcendentais dos passatempos de Kṛṣṇa em Vṛndāvana quase se perderam. Para enunciar explicitamente esses passatempos transcendentais, Śrī Caitanya Mahāprabhu, em Prayāga, capacitou Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī com o néctar de Sua misericórdia para realizarem esta obra em Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/351", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/351/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ sanātane prabhura prasāda\n\nyāhāra śravaṇe cittera khaṇḍe avasāda", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ সনাতনে প্রভুর প্রসাদ ।\n> যাহার শ্রবণে চিত্তের খণ্ডে অবসাদ ॥৩৫১॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—expliquei; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *prabhura prasāda*—a misericórdia do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāhāra śravaṇe*—ouvindo a qual; *cittera*—do coração; *khaṇḍe*—desaparece; *avasāda*—a melancolia.", "translation": "**Expliquei, assim, a misericórdia concedida a Sanātana Gosvāmī por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Se alguém ouvir isto, toda a melancolia do coração diminuirá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/352", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/352/", "verse_text": "kṛṣṇera svarūpa-gaṇera sakala haya 'jñāna'\n\nvidhi-rāga-mārge 'sādhana bhakti'ra vidhāna", "devanagari": "> কৃষ্ণের স্বরূপগণের সকল হয় ‘জ্ঞান’ ।\n> বিধি-রাগ-মার্গে ‘সাধনভক্তি’র বিধান ॥৩৫২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera svarūpa-gaṇera*—do Senhor Kṛṣṇa em Suas várias expansões; *sakala*—todo; *haya*—há; *jñāna*—conhecimento; *vidhi-rāga-mārge*—no processo do serviço devocional sob princípios reguladores ou em amor espontâneo; *sādhana bhaktira vidhāna*—os meios autorizados de executar o serviço devocional.", "translation": "**Ao ler estas instruções dadas a Sanātana Gosvāmī, a pessoa tornar-se-á plenamente consciente das várias expansões do Senhor Kṛṣṇa e do processo do serviço devocional segundo os princípios reguladores e o amor espontâneo. Assim, tudo pode ser plenamente conhecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/353", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/353/", "verse_text": "'kṛṣṇa-prema', 'bhakti-rasa', 'bhaktira siddhānta'\n\nihāra śravaṇe bhakta jānena saba anta", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণপ্রেম’, ‘ভক্তিরস’, ‘ভক্তির সিদ্ধান্ত’ ।\n> ইহার শ্রবণে ভক্ত জানেন সব অন্ত ॥৩৫৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-prema*—amor a Deus; *bhakti-rasa*—os doces sabores do serviço devocional; *bhaktira siddhānta*—as conclusões do serviço devocional; *ihāra śravaṇe*—ao ouvir este capítulo; *bhakta*—um devoto; *jānena*—conhece; *saba*—todos; *anta*—os limites.", "translation": "**Ao ler este capítulo, um devoto puro pode compreender o amor a Kṛṣṇa, os doces sabores do serviço devocional e a conclusão do serviço devocional. Todos podem compreender todas estas coisas até seu limite máximo ao estudarem este capítulo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/354", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/354/", "verse_text": "śrī-caitanya-nityānanda-advaita-caraṇa\n\nyāṅra prāṇa-dhana, sei pāya ei dhana", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য-নিত্যানন্দ-অদ্বৈত-চরণ ।\n> যাঁর প্রাণধন, সেই পায় এই ধন ॥৩৫৪॥", "synonyms": "*śrī-caitanya-nityānanda-advaita-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, do Senhor Nityānanda e de Advaita Prabhu; *yāṅra prāṇa-dhana*—cuja vida e alma; *sei*—tal pessoa; *pāya*—obtém; *ei dhana*—este tesouro do serviço devocional.", "translation": "**A conclusão deste capítulo pode ser conhecida por aquele cuja vida e alma são os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu e Advaita Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/24/355", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/24/355/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৩৫৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, sempre desejando a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Vigésimo Quarto Capítulo, que descreve o verso ātmārāma e a misericórdia do Senhor para com Sanātana Gosvāmī."}
{"ref": "cc/madhya/25/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/1/", "verse_text": "vaiṣṇavī-kṛtya sannyāsi-\nmukhān kāśī-nivāsinaḥ\nsanātanaṁ susaṁskṛtya\nprabhur nīlādrim āgamat", "devanagari": "> বৈষ্ণবীকৃত্য সন্ন্যাসিমুখান্ কাশীনিবাসিনঃ ।\n> সনাতনং সুসংস্কৃত্য প্রভুর্নীলাদ্রিমাগমৎ ॥১॥", "synonyms": "*vaiṣṇavī-kṛtya*—transformando em vaiṣṇavas; *sannyāsi-mukhān*—encabeçados pelos sannyāsīs; *kāśī-nivāsinaḥ*—os habitantes de Vārāṇasī; *sanātanam*—Sanātana Gosvāmī; *su-saṁskṛtya*—purificando completamente; *prabhuḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlādrim*—a Jagannātha Purī; *āgamat*—retornou.", "translation": "**Após converter em vaiṣṇavas todos os habitantes de Vārāṇasī, que eram encabeçados pelos sannyāsīs, e após educar e instruir completamente Sanātana Gosvāmī em Vārāṇasī, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou a Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/3/", "verse_text": "ei mata mahāprabhu dui māsa paryanta\nśikhāilā tāṅre bhakti-siddhāntera anta", "devanagari": "> এই মত মহাপ্রভু দুই মাস পর্যন্ত ।\n> শিখাইলা তাঁরে ভক্তিসিদ্ধান্তের অন্ত ॥৩॥", "synonyms": "*ei mata*—desta maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui māsa paryanta*—durante dois meses; *śikhāilā*—instruiu; *tāṅre*—a ele; *bhakti-siddhāntera anta*—todas as conclusões do serviço devocional.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu instruiu Śrī Sanātana Gosvāmī em todas as conclusões do serviço devocional durante dois meses consecutivos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/4/", "verse_text": "'paramānanda kīrtanīyā'-śekharera saṅgī\nprabhure kīrtana śunāya, ati baḍa raṅgī", "devanagari": "> ‘পরমানন্দ কীর্তনীয়া’ — শেখরের সঙ্গী ।\n> প্রভুরে কীর্তন শুনায়, অতি বড় রঙ্গী ॥৪॥", "synonyms": "*paramānanda kīrtanīyā*—Paramānanda Kīrtanīyā; *śekharera saṅgī*—um amigo de Candraśekhara; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kīrtana śunāya*—canta e entoa; *ati baḍa raṅgī*—muito bem-humorado.", "translation": "**Durante todo o tempo em que Śrī Caitanya Mahāprabhu esteve em Vārāṇasī, Paramānanda Kīrtanīyā, que era amigo de Candraśekhara, entoou o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e outras canções para Śrī Caitanya Mahāprabhu de uma maneira muito bem-humorada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/5/", "verse_text": "sannyāsīra gaṇa prabhure yadi upekṣila\nbhakta-duḥkha khaṇḍāite tāre kṛpā kaila", "devanagari": "> সন্ন্যাসীর গণ প্রভুরে যদি উপেক্ষিল ।\n> ভক্ত-দুঃখ খণ্ডাইতে তারে কৃপা কৈল ॥৫॥", "synonyms": "*sannyāsīra gaṇa*—todos os sannyāsīs; *prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *upekṣila*—criticaram; *bhakta-duḥkha*—a infelicidade dos devotos; *khaṇḍāite*—para dissipar; *tāre*—a eles; *kṛpā kaila*—mostrou Sua misericórdia.", "translation": "**Quando os sannyāsīs māyāvādīs de Vārāṇasī criticaram Śrī Caitanya Mahāprabhu, os devotos do Senhor ficaram muito abatidos. Para satisfazê-los, Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou Sua misericórdia aos sannyāsīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/6/", "verse_text": "sannyāsīre kṛpā pūrve likhiyāchoṅ vistāriyā\nuddeśe kahiye ihāṅ saṅkṣepa kariyā", "devanagari": "> সন্ন্যাসীরে কৃপা পূর্বে লিখিয়াছোঁ বিস্তারিয়া ।\n> উদ্দেশে কহিয়ে ইহাঁ সংক্ষেপ করিয়া ॥৬॥", "synonyms": "*sannyāsīre kṛpā*—misericórdia para com os sannyāsīs; *pūrve*—antes disto; *likhiyāchoṅ*—descrevi; *vistāriyā*—detalhadamente; *uddeśe*—com referência a isso; *kahiye*—permiti-me falar; *ihāṅ*—aqui; *saṅkṣepa kariyā*—em breve.", "translation": "**No Sétimo Capítulo do *Ādi-līlā*, já descrevi detalhadamente como Śrī Caitanya Mahāprabhu libertou os sannyāsīs em Vārāṇasī, mas repetirei o fato brevemente neste capítulo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/7/", "verse_text": "yāhāṅ tāhāṅ prabhura nindā kare sannyāsīra gaṇa\nśuni' duḥkhe mahārāṣṭrīya vipra karaye cintana", "devanagari": "> যাহাঁ তাহাঁ প্রভুর নিন্দা করে সন্ন্যাসীর গণ  ।\n> শুনি’ দুঃখে মহারাষ্ট্রীয় বিপ্র করয়ে চিন্তন ॥৭॥", "synonyms": "*yāhāṅ tāhāṅ*—por toda parte; *prabhura nindā*—crítica a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—fazem; *sannyāsīra gaṇa*—os sannyāsīs māyāvādīs; *śuni'*—ouvindo; *duḥkhe*—em grande infelicidade; *mahārāṣṭrīya vipra*—o brāhmaṇa da província de Mahārāṣṭra; *karaye cintana*—refletia.", "translation": "**Quando os sannyāsīs māyāvādīs criticavam Śrī Caitanya Mahāprabhu por toda parte em Vārāṇasī, o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra, ao ouvir essa blasfêmia, começou a refletir sobre isso com pesar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/8/", "verse_text": "\"prabhura svabhāva,-yebā dekhe sannidhāne\n'svarūpa' anubhavi' tāṅre 'īśvara' kari' māne", "devanagari": "> “প্রভুর স্বভাব, — যেবা দেখে সন্নিধানে  ।\n> ‘স্বরূপ’ অনুভবি’ তাঁরে ‘ঈশ্বর’ করি’ মানে ॥৮॥", "synonyms": "*prabhura sva-bhāva*—as características de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yebā*—todo aquele que; *dekhe*—vê; *sannidhāne*—de perto; *sva-rūpa*—Sua personalidade; *anubhavi'*—percebendo; *tāṅre*—a Ele; *īśvara kari'*—como o Senhor Supremo; *māne*—aceita.", "translation": "**O brāhmaṇa de Mahārāṣṭra pensou: \"Todo aquele que observa de perto as características de Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente percebe Sua personalidade e O aceita como o Senhor Supremo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/9/", "verse_text": "kona prakāre pāroṅ yadi ekatra karite\nihā dekhi' sannyāsi-gaṇa habe iṅhāra bhakte", "devanagari": "> কোন প্রকারে পারোঁ যদি একত্র করিতে  ।\n> ইহা দেখি’ সন্ন্যাসিগণ হবে ইহাঁর ভক্তে ॥৯॥", "synonyms": "*kona prakāre*—por algum meio; *pāroṅ*—sou capaz; *yadi*—se; *ekatra karite*—de reunir; *ihā dekhi'*—ao verem isto (as características pessoais de Śrī Caitanya Mahāprabhu); *sannyāsi-gaṇa*—os sannyāsīs māyāvādīs de Vārāṇasī; *habe*—tornar-se-ão; *iṅhāra bhakte*—Seus devotos.", "translation": "**\"Se por algum meio eu puder reunir todos os sannyāsīs, eles certamente se tornarão Seus devotos depois de verem Suas características pessoais.**", "purport": "Se alguém visse as características e atividades pessoais de Śrī Caitanya Mahāprabhu, certamente se convenceria de que Ele era a Suprema Personalidade de Deus. Pode-se averiguar isso seguindo os passos das injunções śāstricas. Este estudo e apreciação sinceros de Śrī Caitanya Mahāprabhu também se aplicam a Seus devotos autorizados, e isso se afirma claramente no *Caitanya-caritāmṛta* (Antya 7.11):\n\nkali-kālera dharma--kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana\nkṛṣṇa-śakti vinā nāhe tāra pravartana\n\nNesta era de Kali, a verdadeira propaganda religiosa deve induzir as pessoas a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Isso é possível para alguém que seja especialmente capacitado por Kṛṣṇa. Ninguém pode fazer isso sem ser especialmente favorecido por Kṛṣṇa. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta a esse respeito em seu Anubhāṣya, onde cita um verso da Nārāyaṇa-saṁhitā:\n\ndvāparīyair janair viṣṇuḥ\npañcarātrais tu kevalaiḥ\nkalau tu nāma-mātreṇa\npūjyate bhagavān hariḥ\n\n\"No Dvāpara-yuga, os devotos do Senhor Viṣṇu e Kṛṣṇa prestavam serviço devocional segundo os princípios pāñcarātrika. Nesta era de Kali, a Suprema Personalidade de Deus é adorada simplesmente pelo cantar de Seus santos nomes.\" Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta então: \"Sem ser capacitado pela potência direta do Senhor Kṛṣṇa para realizar Seu desejo e sem ser especificamente favorecido pelo Senhor, nenhum ser humano pode tornar-se o mestre espiritual do mundo inteiro. Ele certamente não pode obter êxito por meio de invenção mental, que não se destina aos devotos nem às pessoas religiosas. Apenas uma personalidade capacitada pode distribuir o santo nome do Senhor e ordenar a todas as almas caídas que adorem Kṛṣṇa. Ao distribuir o santo nome do Senhor, ele purifica os corações das pessoas mais caídas; por isso, extingue o fogo abrasador do mundo material. E não só isso: ele difunde o resplandecente brilho da refulgência de Kṛṣṇa por todo o mundo. Tal ācārya, ou mestre espiritual, deve ser considerado não diferente de Kṛṣṇa — isto é, deve ser considerado a encarnação da potência do Senhor Kṛṣṇa. Tal personalidade é kṛṣṇāliṅgita-vigraha — ou seja, ela está sempre abraçada pela Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Tal pessoa está acima das considerações da instituição varṇāśrama. Ela é o guru, ou mestre espiritual, do mundo inteiro, um devoto na plataforma mais elevada, o estágio de mahā-bhāgavata, e um paramahaṁsa-ṭhākura, uma forma espiritual digna de ser tratada apenas como paramahaṁsa ou ṭhākura.\"\n\nNão obstante, há muitas pessoas que são exatamente como corujas, mas nunca abrem os olhos para ver a luz do sol. Essas personalidades corujescas são inferiores aos sannyāsīs māyāvādīs, que não conseguem ver o brilho do favor de Kṛṣṇa. Estão dispostas a criticar a pessoa ocupada em distribuir o santo nome por todo o mundo e a seguir os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que queria a consciência de Kṛṣṇa pregada em cada vila e cidade."}
{"ref": "cc/madhya/25/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/10/", "verse_text": "vārāṇasī-vāsa āmāra haya sarva-kāle\nsarva-kāla duḥkha pāba, ihā nā karile\"", "devanagari": "> বারাণসী-বাস আমার হয় সর্বকালে ।\n> সর্বকাল দুঃখ পাব, ইহা না করিলে ।।” ॥ ১০ ॥", "synonyms": "*vārāṇasī-vāsa*—residência em Vārāṇasī; *āmāra*—minha; *haya*—há; *sarva-kāle*—sempre; *sarva-kāla*—sempre; *duḥkha pāba*—sofrerei infelicidade; *ihā*—isto; *nā karile*—se eu não executar.", "translation": "**\"Terei de residir em Vārāṇasī pelo resto da minha vida. Se eu não tentar levar a cabo este plano, certamente continuarei a sofrer abatimento mental.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/11/", "verse_text": "eta cinti' nimantrila sannyāsīra gaṇe\ntabe sei vipra āila mahāprabhura sthāne", "devanagari": "> এত চিন্তি’ নিমন্ত্রিল সন্ন্যাসীর গণে ।\n> তবে সেই বিপ্র আইল মহাপ্রভুর স্থানে ॥১১॥", "synonyms": "*eta cinti'*—pensando isto; *nimantrila*—convidou; *sannyāsīra gaṇe*—todos os sannyāsīs; *tabe*—então; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *āila*—aproximou-se; *mahāprabhura sthāne*—dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Pensando assim, o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra estendeu um convite a todos os sannyāsīs de Vārāṇasī. Depois disso, finalmente aproximou-se de Śrī Caitanya Mahāprabhu para Lhe estender um convite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/12/", "verse_text": "hena-kāle nindā śuni' śekhara, tapana\nduḥkha pāñā prabhu-pade kailā nivedana", "devanagari": "> হেনকালে নিন্দা শুনি’ শেখর, তপন ।\n> দুঃখ পাঞা প্রভু-পদে কৈলা নিবেদন ॥১২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—exatamente nesse momento; *nindā śuni'*—ao ouvir a crítica (ao Senhor Caitanya pelos sannyāsīs māyāvādīs); *śekhara tapana*—Candraśekhara e Tapana Miśra; *duḥkha pāñā*—sentindo-se muito infelizes; *prabhu-pade*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā nivedana*—apresentaram um pedido.", "translation": "**Nesse momento, Candraśekhara e Tapana Miśra ouviram a crítica blasfema contra Śrī Caitanya Mahāprabhu e sentiram-se muito infelizes. Ambos foram aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu para apresentar um pedido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/13/", "verse_text": "bhakta-duḥkha dekhi' prabhu manete cintila\nsannyāsīra mana phirāite mana ha-ila", "devanagari": "> ভক্ত-দুঃখ দেখি’ প্রভু মনেতে চিন্তিল ।\n> সন্ন্যাসীর মন ফিরাইতে মন হইল ॥১৩॥", "synonyms": "*bhakta-duḥkha dekhi'*—vendo a infelicidade dos devotos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *manete cintila*—ponderou em Sua mente; *sannyāsīra mana*—as mentes dos sannyāsīs māyāvādīs; *phirāite*—para mudar; *mana ha-ila*—Śrī Caitanya Mahāprabhu decidiu.", "translation": "**Eles apresentaram seu pedido, e Śrī Caitanya Mahāprabhu, vendo a infelicidade de Seus devotos, decidiu mudar as mentes dos sannyāsīs māyāvādīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/14/", "verse_text": "hena-kāle vipra āsi' karila nimantraṇa\naneka dainyādi kari' dharila caraṇa", "devanagari": "> হেনকালে বিপ্র আসি’ করিল নিমন্ত্রণ ।\n> অনেক দৈন্যাদি করি’ ধরিল চরণ ॥১৪॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *vipra*—o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra; *āsi'*—vindo; *karila nimantraṇa*—convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aneka*—várias; *dainya-ādi*—manifestações de humildade; *kari'*—fazendo; *dharila caraṇa*—tocou Seus pés de lótus.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu ponderava seriamente sobre encontrar-se com os sannyāsīs māyāvādīs, o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra aproximou-se Dele e estendeu-Lhe um convite. O brāhmaṇa apresentou seu convite com grande humildade e tocou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/15/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅra nimantraṇa mānilā\nāra dina madhyāhna kari' tāṅra ghare gelā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁর নিমন্ত্রণ মানিলা ।\n> আর দিন মধ্যাহ্ন করি’ তাঁর ঘরে গেলা ॥১৫॥", "synonyms": "*tabe*—depois disto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—seu; *nimantraṇa*—convite; *mānilā*—aceitou; *āra dina*—no dia seguinte; *madhyāhna kari'*—após concluir Suas atividades do madhyāhna (tomar banho e murmurar mantras); *tāṅra ghare gelā*—foi à casa do brāhmaṇa de Mahārāṣṭra.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou seu convite e, no dia seguinte, após concluir Suas atividades do meio-dia, foi à casa do brāhmaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/16/", "verse_text": "tāhāṅ yaiche kailā prabhu sannyāsīra nistāra\n\npañca-tattvākhyāne tāhā kariyāchi vistāra", "devanagari": "> তাহাঁ যৈছে কৈলা প্রভু সন্ন্যাসীর নিস্তার ।\n> পঞ্চতত্ত্বাখ্যানে তাহা করিয়াছি বিস্তার ॥১৬॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—ali; *yaiche*—como; *kailā*—realizou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sannyāsīra*—dos sannyāsīs māyāvādīs; *nistāra*—libertação; *pañca-tattva-ākhyāne*—ao descrever as glórias do Pañca-tattva (Śrī Kṛṣṇa Caitanya, Prabhu Nityānanda, Śrī Advaita, Gadādhara e Śrīvāsa); *tāhā*—esse assunto; *kariyāchi vistāra*—descrevi minuciosamente.", "translation": "**Já descrevi a libertação dos sannyāsīs māyāvādīs por Śrī Caitanya Mahāprabhu no Sétimo Capítulo, quando descrevi as glórias do Pañca-tattva – Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrī Nityānanda Prabhu, Advaita Prabhu, Gadādhara Prabhu e Śrīvāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/17/", "verse_text": "grantha bāḍe, punarukti haya ta' kathana\n\ntāhāṅ ye nā likhiluṅ, tāhā kariye likhana", "devanagari": "> গ্রন্থ বাড়ে, পুনরুক্তি হয় ত’ কথন ।\n> তাহাঁ যে না লিখিলুঁ, তাহা করিয়ে লিখন ॥১৭॥", "synonyms": "*grantha*—o tamanho do livro; *bāḍe*—aumenta; *punaḥ-ukti*—repetição; *haya*—haveria; *ta' kathana*—de assuntos já descritos; *tāhāṅ*—ali (no Sétimo Capítulo); *ye*—o que quer que; *nā likhiluṅ*—não descrevi; *tāhā*—isso; *kariye likhana*—estou escrevendo.", "translation": "**Visto que já descrevi este incidente muito minuciosamente no Sétimo Capítulo do Ādi-līlā, não desejo aumentar o tamanho deste livro com outra descrição. Contudo, tentarei incluir neste capítulo tudo o que não foi descrito ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/18/", "verse_text": "ye divasa prabhu sannyāsīre kṛpā kaila\n\nse divasa haite grāme kolāhala haila", "devanagari": "> যে দিবস প্রভু সন্ন্যাসীরে কৃপা কৈল ।\n> সে দিবস হৈতে গ্রামে কোলাহল হৈল ॥১৮॥", "synonyms": "*ye divasa*—o dia em que; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sannyāsīre*—aos sannyāsīs māyāvādīs; *kṛpā kaila*—mostrou Sua misericórdia; *se divasa haite*—a partir daquele dia; *grāme*—na localidade; *kolāhala haila*—houve muitos comentários sobre este incidente.", "translation": "**A partir do dia em que Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou Sua misericórdia aos sannyāsīs māyāvādīs, houve animados debates sobre essa conversão entre os habitantes de Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/19/", "verse_text": "lokera saṅghaṭṭa āise prabhure dekhite\n\nnānā śāstre paṇḍita āise śāstra vicārite", "devanagari": "> লোকের সংঘট্ট আইসে প্ৰভুরে দেখিতে ।\n> নানা শাস্ত্রে পণ্ডিত আইসে শাস্ত্র বিচারিতে ॥১৯॥", "synonyms": "*lokera saṅghaṭṭa*—multidões de homens; *āise*—vêm; *prabhure dekhite*—para ver o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nānā śāstre paṇḍita*—eruditos versados em diversas escrituras; *āise*—costumavam vir; *śāstra vicārite*—para conversar sobre diversas escrituras.", "translation": "**A partir daquele dia, multidões de pessoas vieram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, e eruditos de diversas escrituras debatiam diferentes assuntos com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/20/", "verse_text": "sarva-śāstra khaṇḍi' prabhu 'bhakti' kare sāra\n\nsayuktika vākye mana phirāya sabāra", "devanagari": "> সর্বশাস্ত্র খণ্ডি’ প্রভু ‘ভক্তি’ করে সার ।\n> সযুক্তিক বাক্যে মন ফিরায় সবার ॥২০॥", "synonyms": "*sarva-śāstra khaṇḍi'*—derrotando todas as falsas conclusões de diferentes escrituras; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakti kare sāra*—estabeleceu a predominância do serviço devocional; *sa-yuktika vākye*—com palavras cheias de lógica e argumentos agradáveis; *mana phirāya*—transforma as mentes; *sabāra*—de todos.", "translation": "**Quando as pessoas vinham a Śrī Caitanya Mahāprabhu para debater os princípios de diversas escrituras, o Senhor derrotava suas falsas conclusões e estabelecia a predominância do serviço devocional ao Senhor. Com lógica e argumentos, Ele muito polidamente transformava suas mentes.**", "purport": "Temos divulgado este movimento de saṅkīrtana nos países ocidentais e, em nossa recente viagem por cidades europeias como Roma, Genebra, Paris e Frankfurt, muitos eruditos cristãos versados, sacerdotes, filósofos e yogīs vieram ver-nos e, pela graça de Kṛṣṇa, concordaram que este movimento da consciência de Kṛṣṇa, o culto do bhakti, oferece a mais elevada conclusão. Seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, estamos tentando convencer a todos de que o serviço devocional ao Senhor está prescrito em toda escritura. Se uma pessoa é religiosa, deve aceitar a autoridade suprema do Senhor, tornar-se Seu devoto e tentar amá-Lo. Este é o verdadeiro princípio da religião. Não importa se a pessoa é cristã, maometana ou seja lá o que for. Ela simplesmente deve aceitar a posição sublime da Suprema Personalidade de Deus e prestar-Lhe serviço. Não se trata de ser cristão, maometano ou hindu. A pessoa deve ser puramente religiosa e estar livre de todas essas designações materiais. Dessa maneira, pode-se aprender a arte do serviço devocional. Este argumento atrai todos os homens inteligentes e, em consequência, este movimento da consciência de Kṛṣṇa está ganhando terreno por todo o mundo. Devido à nossa lógica sólida e à nossa apresentação científica, a predição de Śrī Caitanya Mahāprabhu de que a consciência de Kṛṣṇa se espalharia por todas as cidades e aldeias do mundo está sendo gradualmente realizada."}
{"ref": "cc/madhya/25/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/21/", "verse_text": "upadeśa lañā kare kṛṣṇa-saṅkīrtana\n\nsarva-loka hāse, gāya, karaye nartana", "devanagari": "> উপদেশ লঞা করে কৃষ্ণ-সংকীর্তন ।\n> সর্বলোক হাসে, গায়, করয়ে নর্তন ॥২১॥", "synonyms": "*upadeśa lañā*—recebendo instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—juntam-se; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—ao movimento de saṅkīrtana; *sarva-loka hāse*—todos começaram a rir de prazer; *gāya*—cantar; *karaye nartana*—e dançar.", "translation": "**Tão logo as pessoas recebiam instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, começavam a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Assim, todos riam, cantavam e dançavam com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/22/", "verse_text": "prabhure praṇata haila sannyāsīra gaṇa\n\nātma-madhye goṣṭhī kare chāḍi' adhyayana", "devanagari": "> প্রভুরে প্রণত হৈল সন্ন্যাসীর গণ ।\n> আত্মমধ্যে গোষ্ঠী করে ছাড়ি’ অধ্যয়ন ॥২২॥", "synonyms": "*prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *praṇata haila*—ofereceram reverências; *sannyāsīra gaṇa*—todos os sannyāsīs māyāvādīs; *ātma-madhye*—entre si; *goṣṭhī kare*—debatiam; *chāḍi' adhyayana*—abandonando os supostos estudos do Vedānta.", "translation": "**Todos os sannyāsīs māyāvādīs ofereceram suas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu e então começaram a debater Seu movimento, abandonando seus estudos do Vedānta e da filosofia māyāvāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/23/", "verse_text": "prakāśānandera śiṣya eka tāṅhāra samāna\n\nsabhā-madhye kahe prabhura kariyā sammāna", "devanagari": "> প্রকাশানন্দের শিষ্য এক তাঁহার সমান ।\n> সভামধ্যে কহে প্রভুর করিয়া সম্মান ॥২৩॥", "synonyms": "*prakāśānandera śiṣya eka*—um dos discípulos de Prakāśānanda Sarasvatī; *tāṅhāra samāna*—igual em erudição a Prakāśānanda Sarasvatī; *sabhā-madhye*—na assembleia dos sannyāsīs; *kahe*—explica; *prabhura kariyā sammāna*—respeitando seriamente Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Um dos discípulos de Prakāśānanda Sarasvatī, que era tão erudito quanto seu guru, começou a falar naquela assembleia, oferecendo todos os respeitos a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/24/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya haya 'sākṣāt nārāyaṇa'\n\n'vyāsa-sūtrera' artha karena ati-manorama", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য হয় ‘সাক্ষাৎ নারায়ণ’ ।\n> ‘ব্যাসসূত্রের’ অর্থ করেন অতি-মনোরম ॥২৪॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *haya*—é; *sākṣāt nārāyaṇa*—diretamente a Suprema Personalidade de Deus, Nārāyaṇa; *vyāsa-sūtrera*—dos códigos de Vyāsadeva (Vedānta-sūtra); *artha karena*—Ele explica; *ati-manorama*—muito bem.", "translation": "**Ele disse: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu é a Suprema Personalidade de Deus, o próprio Nārāyaṇa. Quando Ele explica o Vedānta-sūtra, fá-lo muito bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/25/", "verse_text": "upaniṣadera karena mukhyārtha vyākhyāna\n\nśuniyā paṇḍita-lokera juḍāya mana-kāṇa", "devanagari": "> উপনিষদের করেন মুখ্যার্থ ব্যাখ্যান ।\n> শুনিয়া পণ্ডিত-লোকের জুড়ায় মন-কাণ ॥২৫॥", "synonyms": "*upaniṣadera*—da versão Védica conhecida como Upaniṣads; *karena*—Ele faz; *mukhya-artha*—o significado original; *vyākhyāna*—explicação; *śuniyā*—ao ouvir; *paṇḍita-lokera*—dos eruditos versados; *juḍāya*—satisfaz; *mana-kāṇa*—as mentes e os ouvidos.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu explica o significado direto dos Upaniṣads. Quando todos os eruditos versados ouvem isso, suas mentes e ouvidos ficam satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/26/", "verse_text": "sūtra-upaniṣadera mukhyārtha chāḍiyā\n\nācārya 'kalpanā' kare āgraha kariyā", "devanagari": "> সূত্র-উপনিষদের মুখ্যার্থ ছাড়িয়া ।\n> আচার্য ‘কল্পনা’ করে আগ্রহ করিয়া ॥২৬॥", "synonyms": "*sūtra-upaniṣadera*—do Vedānta-sūtra e dos Upaniṣads; *mukhya-artha*—o significado direto; *chāḍiyā*—abandonando; *ācārya*—Śaṅkarācārya; *kalpanā*—imaginação; *kare*—faz; *āgraha kariyā*—com grande avidez.", "translation": "**\"Abandonando o significado direto do Vedānta-sūtra e dos Upaniṣads, Śaṅkarācārya imagina alguma outra interpretação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/27/", "verse_text": "ācārya-kalpita artha ye paṇḍita śune\n\nmukhe 'haya' 'haya' kare, hṛdaya nā māne", "devanagari": "> আচার্য-কল্পিত অর্থ যে পণ্ডিত শুনে ।\n> মুখে ‘হয়’ ‘হয়’ করে, হৃদয় না মানে ॥২৭॥", "synonyms": "*ācārya-kalpita*—imaginado por Śaṅkarācārya; *artha*—significado; *ye paṇḍita śune*—qualquer pessoa versada que ouve; *mukhe*—apenas na boca; *haya haya*—sim, é assim; sim, é assim; *kare*—faz; *hṛdaya*—seu coração; *nā māne*—não aceita.", "translation": "**\"Todas as interpretações de Śaṅkarācārya são imaginárias. Tais interpretações imaginárias são verbalmente aceitas pelos eruditos versados, mas não atraem o coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/28/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya-vākya dṛḍha satya māni\n\nkali-kāle sannyāse 'saṁsāra' nāhi jini", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-বাক্য দৃঢ় সত্য মানি ।\n> কলিকালে সন্ন্যাসে ‘সংসার’ নাহি জিনি ॥২৮॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya-vākya*—as palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dṛḍha*—muito firmes e convincentes; *satya māni*—admito como verdade; *kali-kāle*—nesta Era de Kali; *sannyāse*—simplesmente por aceitar a ordem de vida renunciada; *saṁsāra nāhi jini*—não se pode escapar das garras materiais.", "translation": "**\"As palavras de Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu são firmes e convincentes, e eu as aceito como verdadeiras. Nesta Era de Kali, ninguém pode libertar-se das garras materiais simplesmente por aceitar formalmente a ordem renunciada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/29/", "verse_text": "harer nāma-ślokera yei karilā vyākhyāna\n\nsei satya sukhadārtha parama pramāṇa", "devanagari": "> হরের্নাম-শ্লোকের যেই করিলা ব্যাখ্যান ।\n> সেই সত্য সুখদার্থ পরম প্রমাণ ॥২৯॥", "synonyms": "*harer nāma-ślokera*—do verso que começa com harer nāma harer nāma; *yei*—o que quer que; *karilā*—fez; *vyākhyāna*—a explicação; *sei*—essa; *satya*—verdadeira; *sukha-da-artha*—um significado que é agradável de aceitar; *parama pramāṇa*—a evidência suprema.", "translation": "**\"A explicação que Śrī Caitanya Mahāprabhu deu do verso que começa com 'harer nāma harer nāma' não é apenas agradável ao ouvido, mas constitui evidência fatual e sólida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/30/", "verse_text": "bhakti vinā mukti nahe, bhāgavate kaya\n\nkali-kāle nāmābhāse sukhe mukti haya", "devanagari": "> ভক্তি বিনা মুক্তি নহে, ভাগবতে কয় ।\n> কলিকালে নামাভাসে সুখে মুক্তি হয় ॥৩০॥", "synonyms": "*bhakti vinā*—sem serviço devocional; *mukti nahe*—não há possibilidade de liberação; *bhāgavate kaya*—diz-se no Śrīmad-Bhāgavatam; *kali-kāle*—nesta Era de Kali; *nāma-ābhāse*—mesmo por uma leve apreciação do mantra Hare Kṛṣṇa; *sukhe*—sem dificuldade; *mukti haya*—pode-se obter a liberação.", "translation": "**\"Nesta Era de Kali, ninguém pode alcançar a liberação sem dedicar-se ao serviço devocional ao Senhor. Nesta era, mesmo que alguém não cante perfeitamente o santo nome de Kṛṣṇa, ainda assim alcança a liberação muito facilmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/31/", "verse_text": "śreyaḥ-sṛtiṁ bhaktim udasya te vibho\n\nkliśyanti ye kevala-bodha-labdhaye\n\nteṣām asau kleśala eva śiṣyate\n\nnānyad yathā sthūla-tuṣāvaghātinām", "devanagari": "> শ্রেয়ঃসৃতিং ভক্তিমুদস্য তে বিভো\n> ক্লিশ্যন্তি যে কেবলবোধলব্ধয়ে ।\n> তেষামসৌ ক্লেশল এব শিষ্যতে\n> নান্যদ্যথা স্থূলতুষাবঘাতিনাম্ ।। ৩১ ।৷ ॥৩১॥", "synonyms": "*śreyaḥ-sṛtim*—a auspiciosa senda da liberação; *bhaktim*—serviço devocional; *udasya*—abandonando; *te*—de Ti; *vibho*—ó meu Senhor; *kliśyanti*—aceitam maiores dificuldades; *ye*—todas aquelas pessoas que; *kevala*—apenas; *bodha-labdhaye*—para obter conhecimento; *teṣām*—para elas; *asau*—esse; *kleśalaḥ*—trabalho árduo; *eva*—apenas; *śiṣyate*—permanece; *na*—não; *anyat*—qualquer outra coisa; *yathā*—tanto quanto; *sthūla*—volumosas; *tuṣa*—cascas de arroz; *avaghātinām*—daqueles que malham.", "translation": "**\" 'Meu querido Senhor, o serviço devocional a Ti é a única senda auspiciosa. Se alguém o abandona simplesmente em troca do conhecimento especulativo ou da compreensão de que estes seres vivos são alma espiritual e o mundo material é falso, passa por uma enorme dificuldade. Ele só ganha atividades trabalhosas e inauspiciosas. Suas ações são como malhar uma casca que já está desprovida de arroz. Seu labor torna-se infrutífero.'**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (10.14.4)."}
{"ref": "cc/madhya/25/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/32/", "verse_text": "ye 'nye 'ravindākṣa vimukta-māninas\n\ntvayy asta-bhāvād aviśuddha-buddhayaḥ\n\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\n\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ", "devanagari": "> যেঽন্যেঽরবিন্দাক্ষ বিমুক্তমানিন-\n> স্ত্বয্যস্তভাবাদবিশুদ্ধবুদ্ধয়ঃ ।\n> আরুহ্য কৃচ্ছ্রেণ পরং পদং ততঃ\n> পতন্ত্যধোঽনাদৃতযুষ্মদঙ্ঘ্রয়ঃ ॥৩২॥", "synonyms": "*ye*—todos aqueles que; *anye*—outros (não-devotos); *aravinda-akṣa*—ó pessoa de olhos de lótus; *vimukta-māninaḥ*—que se consideram liberados; *tvayi*—a Ti; *asta-bhāvāt*—sem devoção; *aviśuddha-buddhayaḥ*—cuja inteligência não está purificada; *āruhya*—tendo ascendido; *kṛcchreṇa*—por meio de severas austeridades e penitências; *param padam*—à posição suprema; *tataḥ*—de lá; *patanti*—caem; *adhaḥ*—para baixo; *anādṛta*—sem respeitar; *yuṣmat*—Teus; *aṅghrayaḥ*—pés de lótus.", "translation": "**\" 'Ó pessoa de olhos de lótus, aqueles que julgam estar liberados nesta vida, mas que são desprovidos de serviço devocional a Ti, têm a inteligência impura. Embora aceitem severas austeridades e penitências e se elevem à posição espiritual, à compreensão do Brahman impessoal, caem novamente porque negligenciam a adoração a Teus pés de lótus.'**", "purport": "Este é um verso do Śrīmad-Bhāgavatam (10.2.32)."}
{"ref": "cc/madhya/25/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/33/", "verse_text": "'brahma'-śabde kahe 'ṣaḍ-aiśvarya-pūrṇa bhagavān'\n\ntāṅre 'nirviśeṣa' sthāpi, 'pūrṇatā' haya hāna", "devanagari": "> ‘ব্ৰহ্ম’-শব্দে কহে ‘ষড়ৈশ্বর্যপূর্ণ ভগবান্’ ।\n> তাঁরে ‘নির্বিশেষ’ স্থাপি, ‘পূর্ণতা’ হয় হান ॥৩৩॥", "synonyms": "*brahma-śabde*—pela palavra brahma; *kahe*—entende-se; *ṣaṭ-aiśvarya-pūrṇa bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus, plena em todas as seis opulências; *tāṅre*—a Ele; *nirviśeṣa sthāpi*—se O tornamos impessoal; *pūrṇatā haya hāna*—Sua completude fica prejudicada.", "translation": "**\"A palavra Brahman significa 'o maior'. Isso quer dizer que a Suprema Personalidade de Deus é plena em todas as seis opulências. No entanto, se adotamos a visão impersonalista unilateral, Sua plenitude fica diminuída.**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus é, originalmente, a Pessoa Suprema. O Senhor diz no *Bhagavad-gītā* (9.4):\n\nmayā tatam idaṁ sarvaṁ\njagad avyakta-mūrtinā\nmat-sthāni sarva-bhūtāni\nna cāhaṁ teṣv avasthitaḥ\n\n\"Sob Minha forma imanifesta, Eu penetro todo este universo. Todos os seres estão em Mim, mas Eu não estou neles.\"\n\nA potência de Kṛṣṇa que se espalha por toda parte é impessoal. A luz do sol é a expansão impessoal do globo solar e do deus do Sol. Se tomamos apenas um lado da Suprema Personalidade de Deus — Sua refulgência impessoal —, esse único lado não explica plenamente a Verdade Absoluta. A apreciação impessoal da Verdade Absoluta é unilateral e incompleta. Deve-se aceitar também o outro lado, o lado pessoal, o Bhagavān. Brahmeti paramātmeti bhagavān iti śabdyate. Ninguém deve satisfazer-se simplesmente compreendendo o aspecto Brahman da Personalidade de Deus. É preciso conhecer também o aspecto pessoal do Senhor. Essa é a compreensão completa da Verdade Absoluta."}
{"ref": "cc/madhya/25/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/34/", "verse_text": "śruti-purāṇa kahe-kṛṣṇera cic-chakti-vilāsa\n\ntāhā nāhi māni, paṇḍita kare upahāsa", "devanagari": "> শ্রুতি-পুরাণ কহে — কৃষ্ণের চিচ্ছক্তি-বিলাস ।\n> তাহা নাহি মানি, পণ্ডিত করে উপহাস ॥৩৪॥", "synonyms": "*śruti-purāṇa kahe*—as literaturas Védicas e os Purāṇas confirmam; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *cit-śakti-vilāsa*—as atividades das potências espirituais; *tāhā nāhi māni*—não aceitando isso; *paṇḍita kare upahāsa*—os supostos eruditos zombam sem compreensão perfeita.", "translation": "**\"As literaturas Védicas, os *Upaniṣads*, o *Brahma-sūtra* e os *Purāṇas* descrevem todos as atividades da potência espiritual do Senhor. Se alguém não pode aceitar as atividades pessoais do Senhor, zomba tolamente e oferece uma descrição impessoal.**", "purport": "Nas literaturas Védicas, incluindo os *Purāṇas*, há descrições completas da potência espiritual de Kṛṣṇa. Todos os passatempos do Senhor são eternos, bem-aventurados e plenos de conhecimento, assim como a própria forma de Kṛṣṇa é eterna, bem-aventurada e plena de conhecimento (sac-cid-ānanda-vigraha). Pessoas ininteligentes, com um pobre cabedal de conhecimento, comparam seus corpos temporários ao corpo espiritual de Kṛṣṇa e, por tal tolice, tentam compreender Kṛṣṇa como um deles. Avajānanti māṁ mūḍhā mānuṣīṁ tanum āśritam. O *Bhagavad-gītā* (9.11) indica que as pessoas tolas pensam em Kṛṣṇa como um deles. Não compreendendo Sua potência espiritual, elas simplesmente difamam a forma pessoal da Verdade Absoluta, julgando-se tolamente jñānīs cientes da verdade completa. Não conseguem compreender que, assim como a energia material do Senhor possui uma variedade de atividades, a energia espiritual também possui variedade. Consideram que as atividades em serviço devocional são iguais às atividades em consciência material. Sob tal impressão equivocada, às vezes ousam zombar das atividades espirituais do Senhor e de Seu serviço devocional."}
{"ref": "cc/madhya/25/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/35/", "verse_text": "cid-ānanda kṛṣṇa-vigraha 'māyika' kari' māni\n\nei baḍa 'pāpa',-satya caitanyera vāṇī", "devanagari": "> চিদানন্দ কৃষ্ণবিগ্রহ ‘মায়িক’ করি’ মানি ।\n> এই বড় ‘পাপ’, — সত্য চৈতন্যের বাণী ॥৩৫॥", "synonyms": "*cit-ānanda kṛṣṇa-vigraha*—a forma transcendental de Kṛṣṇa, que é completamente espiritual; *māyika kari' māni*—aceitar como feita da energia externa, māyā; *ei baḍa pāpa*—este é um grande ato de pecado; *satya*—verdadeiras; *caitanyera vāṇī*—as palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Os māyāvādīs não reconhecem a forma pessoal do Senhor como espiritual e plena de bem-aventurança. Isso é um grande pecado. As afirmações de Śrī Caitanya Mahāprabhu são de fato verdadeiras.**", "purport": "O movimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu visa especialmente derrotar a conclusão māyāvāda acerca da Verdade Absoluta. Visto que os membros da escola māyāvāda não conseguem compreender a forma espiritual do Senhor, pensam erroneamente que a forma do Senhor também é feita de energia material. Pensam que Ele está coberto por um corpo material, tal como os demais seres vivos. Devido a essa compreensão ofensiva, não conseguem reconhecer que a forma pessoal de Śrī Kṛṣṇa é transcendental, e não material. A conclusão deles é uma grande ofensa aos pés de lótus do Senhor. Conforme Śrī Caitanya Mahāprabhu explica, Śrī Kṛṣṇa tem Sua forma eterna e bem-aventurada, plena de conhecimento, e todos os ācāryas vaiṣṇavas aceitam isso. Essa é a compreensão adequada da Verdade Absoluta."}
{"ref": "cc/madhya/25/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/36/", "verse_text": "nātaḥ paraṁ parama yad bhavataḥ svarūpam\n\nānanda-mātram avikalpam aviddha-varcaḥ\n\npaśyāmi viśva-sṛjam ekam aviśvam ātman\n\nbhūtendriyātmakam adas ta upāśrito 'smi", "devanagari": "> নাতঃ পরং পরম যদ্ভবতঃ স্বরূপ-\n> মানন্দমাত্রমবিকল্পমবিদ্ধবর্চঃ ।\n> পশ্যামি বিশ্বসৃজমেকমবিশ্বমাত্মন্\n> ভূতেন্দ্রিয়াত্মকমদস্ত উপাশ্রিতোঽস্মি ॥৩৬॥", "synonyms": "*na*—não; *ataḥ*—que isto; *param*—mais supremo; *parama*—ó supremo; *yat*—a qual; *bhavataḥ*—de Tua Senhoria; *sva-rūpam*—a forma pessoal; *ānanda*—de bem-aventurança transcendental; *mātram*—apenas; *avikalpam*—onde não há criação; *aviddha*—sem contaminação; *varcaḥ*—tendo uma refulgência; *paśyāmi*—vejo; *viśva-sṛjam ekam*—que sozinho criou este universo; *aviśvam*—não pertencente ao mundo material destrutível; *ātman*—ó Alma Suprema; *bhūta-indriya-ātmakam*—a causa original dos sentidos e dos seres vivos; *adaḥ*—transcendental; *te*—a Ti; *upāśritaḥ asmi*—tomo pleno refúgio.", "translation": "**\" 'Ó Supremo, a forma transcendental que agora contemplo é plena de bem-aventurança transcendental. Não está contaminada pela energia externa. É plena de refulgência. Meu Senhor, não há melhor compreensão de Ti do que esta. Tu és a Alma Suprema e o criador deste mundo material, mas não estás ligado a este mundo material. És completamente diferente da forma e da variedade criadas. Tomo sinceramente refúgio nessa Tua forma que agora contemplo. Esta forma é a fonte original de todos os seres vivos e de seus sentidos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.9.3). Este verso foi proferido pelo Senhor Brahmā, que compreendeu perfeitamente a Suprema Personalidade de Deus após meditar no Senhor dentro das águas do oceano Garbhodaka. Brahmā compreendeu que a forma do Senhor é completamente espiritual. Esta é, certamente, uma compreensão da Verdade Absoluta melhor do que a compreensão impessoal."}
{"ref": "cc/madhya/25/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/37/", "verse_text": "dṛṣṭaṁ śrutaṁ bhūta-bhavad-bhaviṣyat\n\nsthāsnuś cariṣṇur mahad alpakaṁ vā\n\nvinācyutād vastu-tarāṁ na vācyaṁ\n\nsa eva sarvaṁ paramātma-bhūtaḥ", "devanagari": "> দৃষ্টং শ্রুতং ভূত-ভবদ্ভবিষ্যৎ স্থাস্নুশ্চরিষ্ণুর্মহদল্পকং বা ।\n> বিনাচ্যুতাদ্বস্তু তরাং ন বাচ্যং স এব সর্বং পরমাত্মভূতঃ ॥৩৭॥", "synonyms": "*dṛṣṭam*—experimentado por percepção direta; *śrutam*—experimentado por ouvir; *bhūta*—passado; *bhavat*—presente; *bhaviṣyat*—que existirá no futuro; *sthāsnuḥ*—imóvel; *cariṣṇuḥ*—móvel; *mahat*—o maior; *alpakam*—o menor; *vā*—ou; *vinā*—exceto; *acyutāt*—a infalível Personalidade de Deus; *vastu-tarām*—qualquer outra coisa; *na vācyam*—não deve ser dito; *saḥ*—essa Suprema Personalidade de Deus; *eva*—certamente; *sarvam*—tudo; *paramātma-bhūtaḥ*—a origem de todas as causas.", "translation": "**\" 'O Senhor Śrī *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, é a causa de todas as causas. Ele é o passado, o presente e o futuro, e é o móvel e o imóvel. Ele é o maior e o menor, e é visível e diretamente experimentado. Ele é celebrado na literatura Védica. Tudo é Kṛṣṇa, e sem Ele não há existência. Ele é a raiz de toda compreensão e é aquilo que se compreende por todas as palavras.'**", "purport": "Este verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.46.43) foi proferido por Uddhava quando ele veio apaziguar todos os habitantes de Vṛndāvana durante a ausência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/madhya/25/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/38/", "verse_text": "tad vā idaṁ bhuvana-maṅgala maṅgalāya\n\ndhyāne sma no daraśitaṁ ta upāsakānām\n\ntasmai namo bhagavate 'nuvidhema tubhyaṁ\n\nyo 'nādṛto naraka-bhāgbhir asat-prasaṅgaiḥ", "devanagari": "> তদ্বা ইদং ভুবনমঙ্গল মঙ্গলায়\n> ধ্যানে স্ম নো দরশিতং ত উপাসকানাম্ ।\n> তস্মৈ নমো ভগবতেঽনুবিধেম তুভ্যং\n> যোঽনাদৃতো নরকভাগ ভিরসৎপ্ৰসঙ্গৈঃ ॥৩৮॥", "synonyms": "*tat*—essa; *vā*—ou; *idam*—esta; *bhuvana-maṅgala*—ó mais auspicioso do mundo inteiro; *maṅgalāya*—para o benefício; *dhyāne*—em meditação; *sma*—certamente; *naḥ*—de nós; *daraśitam*—manifestada; *te*—por Ti; *upāsakānām*—dos devotos ocupados em serviço devocional; *tasmai*—a Ele; *namaḥ*—todas as reverências; *bhagavate*—a Suprema Personalidade de Deus; *anuvidhema*—oferecemos reverências, seguindo os passos dos ācāryas; *tubhyam*—a Ti; *yaḥ*—que é; *anādṛtaḥ*—não muito apreciado; *naraka-bhāgbhiḥ*—por pessoas destinadas a ir a uma condição de vida infernal; *asat-prasaṅgaiḥ*—que discutem a Suprema Personalidade de Deus de forma ilógica.", "translation": "**\" 'Ó mais auspicioso! Para nosso benefício, nós Te adoramos. Tu manifestas Tua forma transcendental, que nos mostras em nossa meditação. Oferecemos nossas respeitosas reverências a Ti, a Pessoa Suprema, e Te adoramos, a Ti a quem os impersonalistas não aceitam devido a seu pobre cabedal de conhecimento. Assim, eles estão sujeitos a descer a uma condição infernal.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.9.4)."}
{"ref": "cc/madhya/25/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/39/", "verse_text": "avajānanti māṁ mūḍhā\n\nmānuṣīṁ tanum āśritam\n\nparaṁ bhāvam ajānanto\n\nmama bhūta-maheśvaram", "devanagari": "> অবজানন্তি মাং মূঢ়া মানুষীং তনুমাশ্রিতম্ ।\n> পরং ভাবমজানন্তো মম ভূতমহেশ্বরম্ ॥৩৯॥", "synonyms": "*avajānanti*—difamam; *mām*—a Mim; *mūḍhāḥ*—canalhas; *mānuṣīm*—tal como um ser humano; *tanum*—um corpo; *āśritam*—aceito; *param*—suprema; *bhāvam*—posição; *ajānantaḥ*—sem conhecer; *mama*—Minha; *bhūta-maheśvaram*—exaltada posição como a Pessoa Suprema, criador do mundo material.", "translation": "**\" 'Os tolos desrespeitam-Me porque apareço como um ser humano. Não conhecem Minha suprema posição como a causa de todas as causas, o criador da energia material.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Bhagavad-gītā* (9.11)."}
{"ref": "cc/madhya/25/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/40/", "verse_text": "tān ahaṁ dviṣataḥ krūrān\n\nsaṁsāreṣu narādhamān\n\nkṣipāmy ajasram aśubhān\n\nāsurīṣv eva yoniṣu", "devanagari": "> তানহং দ্বিষতঃ ক্রূরান্ সংসারেষু নরাধমান্ ।\n> ক্ষিপাম্যজস্রমশুভানাসুরীষ্বেব যোনিষু ॥৪০॥", "synonyms": "*tān*—todos eles; *aham*—Eu; *dviṣataḥ*—aqueles que são invejosos; *krūrān*—sempre dispostos a fazer mal; *saṁsāreṣu*—neste mundo material; *nara-adhamān*—os mais baixos dos homens; *kṣipāmi*—lanço; *ajasram*—repetidas vezes; *aśubhān*—ocupados em atos inauspiciosos; *āsurīṣu*—demoníacas; *eva*—certamente; *yoniṣu*—em famílias.", "translation": "**\" 'Aqueles que são invejosos de Minha forma, que são cruéis e maldosos e os mais baixos entre os homens, Eu os lanço perpetuamente à existência infernal em diversas espécies de vida demoníacas.'**", "purport": "Esta também é uma citação do *Bhagavad-gītā* (16.19)."}
{"ref": "cc/madhya/25/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/41/", "verse_text": "sūtrera pariṇāma-vāda, tāhā nā māniyā\n\n'vivarta-vāda' sthāpe, 'vyāsa bhrānta' baliyā", "devanagari": "> সূত্রের পরিণাম-বাদ, তাহা না মানিয়া ।\n> ‘বিবর্তবাদ’ স্থাপে, ‘ব্যাস ভ্রান্ত’ বলিয়া ॥৪১॥", "synonyms": "*sūtrera*—dos códigos do Vedānta-sūtra; *pariṇāma-vāda*—a transformação da energia; *tāhā nā māniyā*—não aceitando este fato; *vivarta-vāda*—a teoria da ilusão; *sthāpe*—estabelece; *vyāsa bhrānta baliyā*—acusando Vyāsadeva de estar equivocado.", "translation": "**\"Não aceitando a transformação da energia, Śrīpād Śaṅkarācārya tentou estabelecer a teoria da ilusão sob o pretexto de que Vyāsadeva cometeu um erro.**", "purport": "Para uma explicação mais detalhada deste verso, pode-se consultar o Capítulo Sete (versos 121-126)."}
{"ref": "cc/madhya/25/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/42/", "verse_text": "ei ta' kalpita artha mane nāhi bhāya\n\nśāstra chāḍi' kukalpanā pāṣaṇḍe bujhāya", "devanagari": "> এই ত’ কল্পিত অর্থ মনে নাহি ভায় ।\n> শাস্ত্র ছাড়ি’ কুকল্পনা পাষণ্ডে বুঝায় ॥৪২॥", "synonyms": "*ei ta'*—este; *kalpita*—imaginário; *artha*—significado; *mane*—à mente; *nāhi*—não; *bhāya*—agrada; *śāstra*—as escrituras autorizadas; *chāḍi'*—abandonando; *ku-kalpanā*—imaginação maldosa; *pāṣaṇḍe*—à classe ateísta de homens; *bujhāya*—ensina.", "translation": "**\"Śrīpād Śaṅkarācārya deu sua interpretação e seu significado imaginário. Na verdade, isso não agrada à mente de nenhum homem sensato. Ele fez isso para convencer os ateus e colocá-los sob seu controle.**", "purport": "A propaganda de Śrīpād Śaṅkarācārya opôs-se à filosofia ateísta de Buddha. A intenção do Senhor Buddha era impedir que os ateus cometessem o pecado de matar animais. Os ateus não conseguem compreender Deus; por isso, o Senhor Buddha apareceu e difundiu a filosofia da não violência para impedir que os ateus matassem animais. A menos que alguém esteja livre do pecado da matança de animais, não pode compreender a religião nem Deus. Embora o Senhor Buddha fosse uma encarnação de Kṛṣṇa, ele não falava sobre Deus, pois as pessoas eram incapazes de compreender. Ele simplesmente queria deter a matança de animais. Śrīpād Śaṅkarācārya quis estabelecer a predominância da identidade espiritual da pessoa; por isso, desejou converter os ateus por meio de uma interpretação imaginária das literaturas Védicas. Estes são os segredos dos ācāryas. Às vezes eles ocultam o verdadeiro propósito dos *Vedas* e explicam os *Vedas* de uma maneira diferente. Às vezes enunciam uma teoria diferente apenas para colocar os ateus sob seu controle. Assim, diz-se que a filosofia de Śaṅkara destina-se aos pāṣaṇḍas, os ateus."}
{"ref": "cc/madhya/25/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/43/", "verse_text": "paramārtha-vicāra gela, kari mātra 'vāda'\n\nkāhāṅ mukti pāba, kāhāṅ kṛṣṇera prasāda", "devanagari": "> পরমার্থ-বিচার গেল, করি মাত্র ‘বাদ’ ।\n> কাহাঁ মুক্তি পাব, কাহাঁ কৃষ্ণের প্রসাদ ॥৪৩॥", "synonyms": "*parama-artha-vicāra*—a discussão sobre assuntos espirituais; *gela*—desapareceu; *kari*—fazemos; *mātra vāda*—apenas argumentação e malabarismo de palavras; *kāhāṅ*—onde; *mukti*—liberação; *pāba*—obteremos; *kāhāṅ*—onde; *kṛṣṇera prasāda*—a misericórdia da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Os ateus, encabeçados pelos filósofos māyāvādīs, não se importam com a liberação nem com a misericórdia de Kṛṣṇa. Simplesmente continuam a apresentar argumentos falsos e contrateorias à filosofia ateísta, sem considerar os assuntos espirituais nem ocupar-se neles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/44/", "verse_text": "vyāsa-sūtrera artha ācārya kariyāche ācchādana\n\nei haya satya śrī-kṛṣṇa-caitanya-vacana", "devanagari": "> ব্যাসসূত্রের অর্থ আচার্য করিয়াছে আচ্ছাদন ।\n> এই হয় সত্য শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-বচন ॥৪৪॥", "synonyms": "*vyāsa-sūtrera*—dos códigos do Vedānta conhecidos como Vyāsa-sūtra; *artha*—os significados; *ācārya*—Śaṅkarācārya; *kariyāche ācchādana*—encobriu propositadamente; *ei*—esta; *haya*—é; *satya*—a verdade; *śrī-kṛṣṇa-caitanya-vacana*—as palavras e a explicação dadas pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"A conclusão é que o significado do *Vedānta-sūtra* foi encoberto pela explicação imaginária de Śaṅkarācārya. Tudo o que Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu disse é perfeitamente verdadeiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/45/", "verse_text": "caitanya-gosāñi yei kahe, sei mata sāra\n\nāra yata mata, sei saba chārakhāra\"", "devanagari": "> চৈতন্য-গোসাঞি যেই কহে, সেই মত সার ।\n> আর যত মত, সেই সব ছারখার ।।” ॥ ৪৫ ॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yei kahe*—o que quer que Ele tenha dito; *sei mata sāra*—essa explicação é, na verdade, a essência do conhecimento Védico; *āra yata mata*—qualquer outra opinião que não esteja em conformidade com a afirmação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—estas; *saba chārakhāra*—todas distorções.", "translation": "**\"Qualquer significado que Śrī Caitanya Mahāprabhu dê é perfeito. Qualquer outra interpretação não passa de uma distorção.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/46/", "verse_text": "eta kahi' sei kare kṛṣṇa-saṅkīrtana\n\nśuni' prakāśānanda kichu kahena vacana", "devanagari": "> এত কহি’ সেই করে কৃষ্ণসংকীর্তন ।\n> শুনি’ প্রকাশানন্দ কিছু কহেন বচন ॥৪৬॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo tudo isso; *sei*—o discípulo de Prakāśānanda Sarasvatī; *kare*—realizou; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome de Kṛṣṇa; *śuni'*—ouvindo; *prakāśānanda*—o guru, Prakāśānanda Sarasvatī; *kichu*—algo; *kahena*—diz; *vacana*—palavras.", "translation": "**Após dizer isso, o discípulo de Prakāśānanda Sarasvatī pôs-se a cantar o santo nome de Kṛṣṇa. Ao ouvi-lo, Prakāśānanda Sarasvatī fez a seguinte declaração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/47/", "verse_text": "ācāryera āgraha-'advaita-vāda' sthāpite\n\ntāte sūtrārtha vyākhyā kare anya rīte", "devanagari": "> “আচার্যের আগ্রহ — ‘অদ্বৈতবাদ’ স্থাপিতে ।\n> তাতে সূত্রার্থ ব্যাখ্যা করে অন্য রীতে ॥৪৭॥", "synonyms": "*ācāryera*—de Śaṅkarācārya; *āgraha*—o desejo ardente; *advaita-vāda*—monismo; *sthāpite*—estabelecer; *tāte*—por essa razão; *sūtra-artha*—o significado do Brahma-sūtra, ou filosofia Vedānta; *vyākhyā*—explicação; *kare*—faz; *anya rīte*—de uma maneira diferente.", "translation": "**Prakāśānanda Sarasvatī disse: \"Śaṅkarācārya estava muito ansioso por estabelecer a filosofia do monismo. Por isso, explicou o *Vedānta-sūtra*, ou filosofia Vedānta, de uma maneira diferente, a fim de sustentar a filosofia monista.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/48/", "verse_text": "'bhagavattā' mānile 'advaita' nā yāya sthāpana\n\nataeva saba śāstra karaye khaṇḍana", "devanagari": "> ‘ভগবত্তা’ মানিলে ‘অদ্বৈত’ না যায় স্থাপন ।\n> অতএব সব শাস্ত্র করয়ে খণ্ডন ॥৪৮॥", "synonyms": "*bhagavattā*—a Personalidade de Deus; *mānile*—se a pessoa aceita; *advaita*—monismo ou não-dualismo; *nā*—não; *yāya*—é possível; *sthāpana*—estabelecer; *ataeva*—portanto; *saba*—todas; *śāstra*—as escrituras reveladas; *karaye*—faz; *khaṇḍana*—refutação.", "translation": "**\"Se a pessoa aceita a Personalidade de Deus, não é possível estabelecer a filosofia que sustenta serem Deus e a entidade viva uma só coisa. Por isso, Śaṅkarācārya argumentou contra todas as espécies de escrituras reveladas e as refutou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/49/", "verse_text": "yei grantha-kartā cāhe sva-mata sthāpite\n\nśāstrera sahaja artha nahe tāṅhā haite", "devanagari": "> যেই গ্রন্থকর্তা চাহে স্ব-মত স্থাপিতে ।\n> শাস্ত্রের সহজ অর্থ নহে তাঁহে হৈতে ॥৪৯॥", "synonyms": "*yei*—todo aquele que; *grantha-kartā*—autor; *cāhe*—quer; *sva-mata sthāpite*—estabelecer sua própria opinião; *śāstrera*—das escrituras reveladas; *sahaja*—o direto; *artha*—significado; *nahe*—não é; *tāṅhā haite*—de tal autor.", "translation": "**\"Todo aquele que deseja estabelecer sua própria opinião ou filosofia certamente não pode explicar nenhuma escritura segundo o princípio da interpretação direta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/50/", "verse_text": "'mīmāṁsaka' kahe,-'īśvara haya karmera aṅga'\n\n'sāṅkhya' kahe,-jagatera prakṛti kāraṇa-prasaṅga'", "devanagari": "> ‘মীমাংসক’ কহে, — ‘ঈশ্বর হয় কর্মের অঙ্গ’ ।\n> ‘সাংখ্য’ কহে, — ‘জগতের প্রকৃতি কারণ-প্ৰসঙ্গ’ ॥৫০॥", "synonyms": "*mīmāṁsaka*—os filósofos Mīmāṁsakas; *kahe*—dizem; *īśvara*—o Senhor Supremo; *haya*—é; *karmera aṅga*—sujeito às atividades fruitivas; *sāṅkhya kahe*—os ateístas filósofos Sāṅkhya dizem; *jagatera*—da manifestação cósmica; *prakṛti*—natureza; *kāraṇa*—a causa; *prasaṅga*—tese.", "translation": "**\"Os filósofos Mīmāṁsakas concluem que, se existe um Deus, Ele está sujeito a nossas atividades fruitivas. De modo semelhante, os filósofos Sāṅkhya, que analisam a manifestação cósmica, dizem que a causa do cosmo é a natureza material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/51/", "verse_text": "'nyāya' kahe,-'paramāṇu haite viśva haya'\n\n'māyāvādī' nirviśeṣa-brahme 'hetu' kaya", "devanagari": "> ‘ন্যায়’ কহে, — ‘পরমাণু হৈতে বিশ্ব হয়’ ।\n> ‘মায়াবাদী’ নির্বিশেষ-ব্রহ্মে ‘হেতু’ কয় ॥৫১॥", "synonyms": "*nyāya kahe*—os filósofos que seguem a lógica dizem; *paramāṇu*—o átomo; *haite*—a partir de; *viśva haya*—surgiu a manifestação cósmica; *māyāvādī*—os filósofos Māyāvādīs, impersonalistas; *nirviśeṣa-brahme*—na refulgência do Brahman impessoal; *hetu*—a causa; *kaya*—dizem.", "translation": "**\"Os seguidores do nyāya, a filosofia da lógica, sustentam que o átomo é a causa da manifestação cósmica, e os filósofos Māyāvādīs sustentam que a refulgência do Brahman impessoal é a causa da manifestação cósmica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/52/", "verse_text": "'pātañjala' kahe,-'īśvara haya svarūpa-jñāna'\n\nveda-mate kahe tāṅre 'svayaṁ-bhagavān'", "devanagari": "> ‘পাতঞ্জল’ কহে, — ‘ঈশ্বর হয় স্বরূপ-জ্ঞান’ ।\n> বেদমতে কহে তাঁরে ‘স্বয়ংভগবান্’ ॥৫২॥", "synonyms": "*pātañjala kahe*—os filósofos Pātañjala dizem; *īśvara haya*—o Senhor Supremo é; *svarūpa-jñāna*—autorrealização; *veda-mate*—na versão Védica; *kahe*—eles dizem; *tāṅre*—a Ele; *svayam-bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Os filósofos Pātañjala dizem que, quando a pessoa é autorrealizada, ela compreende o Senhor. De modo semelhante, segundo os *Vedas* e os princípios Védicos, a causa original é a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/53/", "verse_text": "chayera chaya mata vyāsa kailā āvartana\n\nsei saba sūtra lañā 'vedānta'-varṇana", "devanagari": "> ছয়ের ছয় মত ব্যাস কৈলা আবর্তন ।\n> সেই সব সূত্র লঞা ‘বেদান্ত’-বর্ণন ॥৫৩॥", "synonyms": "*chayera*—dos seis filósofos; *chaya mata*—seis teses diferentes; *vyāsa*—Vyāsadeva; *kailā āvartana*—analisou plenamente; *sei*—essas; *saba*—todas; *sūtra*—os códigos; *lañā*—tomando; *vedānta-varṇana*—explicando a filosofia Vedānta.", "translation": "**\"Após estudar as seis teses filosóficas, Vyāsadeva resumiu-as todas por completo nos códigos da filosofia Vedānta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/54/", "verse_text": "'vedānta'-mate,-brahma 'sākāra' nirūpaṇa\n\n'nirguṇa' vyatireke tiṅho haya ta' 'saguṇa'", "devanagari": "> ‘বেদান্ত’-মতে, — ব্ৰহ্ম ‘সাকার’ নিরূপণ ।\n> ‘নির্গুণ’ ব্যতিরেকে তিঁহো হয় ত’ ‘সগুণ’ ॥৫৪॥", "synonyms": "*vedānta-mate*—segundo a filosofia Vedānta; *brahma*—a Verdade Absoluta; *sa-ākāra nirūpaṇa*—estabelecida como a Suprema Personalidade de Deus, uma pessoa; *nirguṇa*—sem qualificações materiais; *vyatireke*—por explicações indiretas; *tiṅho*—a Suprema Personalidade de Deus; *haya*—é; *ta'*—de fato; *sa-guṇa*—plenamente qualificada com atributos espirituais.", "translation": "**\"Segundo a filosofia Vedānta, a Verdade Absoluta é uma pessoa. Quando se usa a palavra nirguṇa [sem qualidades], deve-se entender que o Senhor possui atributos que são totalmente espirituais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/55/", "verse_text": "parama kāraṇa īśvara keha nāhi māne\n\nsva-sva-mata sthāpe para-matera khaṇḍane", "devanagari": "> পরম কারণ ঈশ্বর কেহ নাহি মানে ।\n> স্ব-স্ব-মত স্থাপে পরমতের খণ্ডনে ॥৫৫॥", "synonyms": "*parama kāraṇa*—a causa suprema, a causa de todas as causas; *īśvara*—o Senhor Supremo; *keha nāhi māne*—nenhum dos filósofos acima mencionados aceita; *sva-sva-mata*—suas próprias opiniões pessoais; *sthāpe*—eles estabelecem; *para-matera khaṇḍane*—ocupados em refutar as opiniões dos outros.", "translation": "**\"Dos filósofos mencionados, nenhum realmente se importa com a Suprema Personalidade de Deus, a causa de todas as causas. Vivem sempre ocupados em refutar as teorias filosóficas dos outros e em estabelecer as suas próprias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/56/", "verse_text": "tāte chaya darśana haite 'tattva' nāhi jāni\n\n'mahājana' yei kahe, sei 'satya' māni", "devanagari": "> তাতে ছয় দর্শন হৈতে ‘তত্ত্ব’ নাহি জানি ।\n> ‘মহাজন’ যেই কহে, সেই ‘সত্য’ মানি ॥৫৬॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *chaya darśana haite*—a partir dos seis princípios filosóficos; *tattva nāhi jāni*—não podemos compreender a verdade real; *mahājana*—as grandes autoridades; *yei kahe*—o que quer que digam; *sei*—isso; *satya māni*—podemos aceitar como verdade.", "translation": "**\"Estudando as seis teorias filosóficas, não se pode alcançar a Verdade Absoluta. É, portanto, nosso dever seguir a senda dos mahājanas, as autoridades. O que quer que digam deve ser aceito como a verdade suprema.**", "purport": "Em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura apresenta o seguinte resumo dos seis processos filosóficos. Prakāśānanda admitiu que Śrīpād Śaṅkarācārya, estando muito ansioso por estabelecer sua filosofia do monismo, abrigou-se na filosofia Vedānta e tentou explicá-la a seu próprio modo. O fato, contudo, é que, se a pessoa aceita a existência de Deus, certamente não pode estabelecer a teoria do monismo. Por essa razão, Śaṅkarācārya refutou todas as espécies de literatura Védica que estabelecem a supremacia da Personalidade de Deus. De várias maneiras, Śaṅkarācārya tentou refutar a literatura Védica. Em todo o mundo, noventa e nove por cento dos filósofos que seguem os passos de Śaṅkarācārya recusam-se a aceitar a Suprema Personalidade de Deus. Em vez disso, tentam estabelecer suas próprias opiniões. É típico dos filósofos mundanos querer estabelecer suas próprias opiniões e refutar as dos outros. Portanto: (1) Os filósofos Mīmāṁsakas, seguindo os princípios de Jaimini, enfatizam a atividade fruitiva e dizem que, se existe um Deus, Ele deve estar sob as leis da atividade fruitiva. Em outras palavras, se a pessoa cumpre muito bem seus deveres no mundo material, Deus fica obrigado a conceder-lhe o resultado desejado. Segundo esses filósofos, não há necessidade de tornar-se devoto de Deus. Se a pessoa seguir estritamente os princípios morais, será reconhecida pelo Senhor, que lhe dará a recompensa desejada. Tais filósofos não aceitam o princípio Védico do bhakti-yoga. Em vez disso, dão ênfase ao cumprimento do próprio dever prescrito. (2) Os ateístas filósofos Sāṅkhya, como Kapila, analisam os elementos materiais de maneira muito minuciosa e, com isso, chegam à conclusão de que a natureza material é a causa de tudo. Eles não aceitam a Suprema Personalidade de Deus como a causa de todas as causas. (3) Os filósofos nyāya, como Gautama e Kaṇāda, aceitaram uma combinação de átomos como a causa original da criação. (4) Os filósofos Māyāvādīs dizem que tudo é uma ilusão. Encabeçados por filósofos como Aṣṭāvakra, enfatizam a refulgência do Brahman impessoal como a causa de tudo. (5) Os filósofos que seguem os preceitos de Patañjali praticam o rāja-yoga. Imaginam uma forma da Verdade Absoluta dentro de muitas formas. Esse é o seu processo de autorrealização.\n\nTodas essas cinco filosofias rejeitam por completo a predominância da Suprema Personalidade de Deus e esforçam-se por estabelecer suas próprias teorias filosóficas. No entanto, Śrīla Vyāsadeva escreveu o *Vedānta-sūtra* e, tomando a essência de toda a literatura Védica, estabeleceu a supremacia da Suprema Personalidade de Deus. Todos os cinco filósofos acima mencionados entendem que o Brahman impessoal é desprovido de qualidades materiais, e acreditam que, quando a Personalidade de Deus aparece, Ele fica contaminado e coberto pelas qualidades materiais. O termo técnico empregado é saguṇa. Eles dizem \"saguṇa Brahman\" e \"nirguṇa Brahman\". Nirguṇa Brahman significa impessoal, e saguṇa Brahman significa \"que aceita contaminação material\". Mais ou menos, essa espécie de especulação filosófica chama-se filosofia Māyāvāda. O fato, contudo, é que a Verdade Absoluta nada tem a ver com as qualidades materiais, pois Ele é transcendental. Ele é sempre completo, dotado de plenas qualidades espirituais. Os cinco filósofos acima mencionados não aceitam o Senhor Viṣṇu como a Suprema Personalidade de Deus, mas vivem muito ocupados em refutar a filosofia das outras escolas. Há seis tipos de processos filosóficos na Índia. Como Vyāsadeva é a autoridade Védica, ele é conhecido como Vedavyāsa. Sua explicação filosófica do *Vedānta-sūtra* é aceita pelos devotos. Como Kṛṣṇa confirma no *Bhagavad-gītā* (15.15):\n\nsarvasya cāhaṁ hṛdi sanniviṣṭo\nmattaḥ smṛtir jñānam apohanaṁ ca\nvedaiś ca sarvair aham eva vedyo\nvedānta-kṛd veda-vid eva cāham\n\n\"Estou situado no coração de todos, e de Mim vêm a lembrança, o conhecimento e o esquecimento. É a Mim que se deve conhecer através de todos os *Vedas*; de fato, sou o compilador do Vedānta, e sou o conhecedor dos *Vedas*.\"\n\nA meta última do estudo de toda a literatura Védica é a aceitação de Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus. Este movimento da consciência de Kṛṣṇa está propagando a conclusão filosófica de Śrīla Vyāsadeva e seguindo outros grandes ācāryas, como Rāmānujācārya, Madhvācārya, Viṣṇusvāmī, Nimbārka e o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/madhya/25/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/57/", "verse_text": "tarko 'pratiṣṭhaḥ śrutayo vibhinnā\n\nnāsāv ṛṣir yasya mataṁ na bhinnam\n\ndharmasya tattvaṁ nihitaṁ guhāyāṁ\n\nmahājano yena gataḥ sa panthāḥ", "devanagari": "> তর্কোঽপ্রতিষ্ঠঃ শ্রুতয়ো বিভিন্না\n> নাসাবৃষির্যস্য মতং ন ভিন্নম্ ।\n> ধর্মস্য তত্ত্বং নিহিতং গুহায়াং\n> মহাজনো যেন গতঃ স পন্থাঃ ॥৫৭॥", "synonyms": "*tarkaḥ*—argumento árido; *apratiṣṭhaḥ*—não fixo; *śrutayaḥ*—os Vedas; *vibhinnāḥ*—que possuem diferentes seções; *na*—não; *asau*—esse; *ṛṣiḥ*—grande sábio; *yasya*—cuja; *matam*—opinião; *na*—não; *bhinnam*—distinta; *dharmasya*—dos princípios religiosos; *tattvam*—a verdade; *nihitam*—colocada; *guhāyām*—no coração de uma pessoa realizada; *mahā-janaḥ*—os predecessores autorrealizados; *yena*—pelo qual caminho; *gataḥ*—agiu; *saḥ*—esse; *panthāḥ*—a senda pura e imaculada.", "translation": "**\"'Os argumentos áridos são inconclusivos. Uma grande personalidade cuja opinião não difere das dos outros não é considerada um grande sábio. Simplesmente estudando os *Vedas*, que são variados, não se pode chegar à senda correta pela qual se compreendem os princípios religiosos. A verdade sólida dos princípios religiosos acha-se oculta no coração de uma pessoa imaculada e autorrealizada. Por conseguinte, como confirmam os śāstras, deve-se aceitar qualquer senda progressiva que os mahājanas advoguem.'**", "purport": "Este verso foi proferido por Yudhiṣṭhira Mahārāja no *Mahābhārata*, Vana-parva (313.117)."}
{"ref": "cc/madhya/25/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/58/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya-vāṇī-amṛtera dhāra\n\ntiṅho ye kahaye vastu, sei 'tattva'-sāra\"", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-বাণী — অমৃতের ধার ।\n> তিঁহো যে কহয়ে বস্তু, সেই ‘তত্ত্ব’ — সার ।।” ॥ ৫৮ ॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya-vāṇī*—a mensagem do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *amṛtera dhāra*—uma contínua chuva de néctar; *tiṅho*—o Senhor; *ye kahaye vastu*—o que quer que Ele diga ser a verdade última, o summum bonum; *sei tattva sāra*—isso é a essência de todo o conhecimento espiritual.", "translation": "**\"As palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu são uma chuva de néctar. O que quer que Ele conclua ser a verdade última é, de fato, o summum bonum de todo o conhecimento espiritual.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/59/", "verse_text": "e saba vṛttānta śuni' mahārāṣṭrīya brāhmaṇa\n\nprabhure kahite sukhe karilā gamana", "devanagari": "> এ সব বৃত্তান্ত শুনি’ মহারাষ্ট্রীয় ব্রাহ্মণ ।\n> প্রভুরে কহিতে সুখে করিলা গমন ॥৫৯॥", "synonyms": "*e saba vṛttānta*—todas essas descrições; *śuni'*—ouvindo; *mahārāṣṭrīya brāhmaṇa*—o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra; *prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahite*—para informar; *sukhe*—muito alegremente; *karilā gamana*—foi.", "translation": "**Após ouvir todas essas afirmações, o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra foi, muito jubilosamente, informar o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/60/", "verse_text": "hena-kāle mahāprabhu pañca-nade snāna kari'\n\ndekhite caliyāchena 'bindu-mādhava hari'", "devanagari": "> হেনকালে মহাপ্ৰভু পঞ্চনদে স্নান করি’ ।\n> দেখিতে চলিয়াছেন ‘বিন্দুমাধব হরি’ ॥৬০॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pañca-nade snāna kari'*—tomando Seu banho no Ganges, chamado Pañca-nada; *dekhite caliyāchena*—ia ver; *bindu-mādhava hari*—a Deidade conhecida como Senhor Bindu Mādhava.", "translation": "**Quando o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra foi ver Caitanya Mahāprabhu, o Senhor dirigia-se ao templo de Bindu Mādhava após banhar-Se nas águas do Pañca-nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/61/", "verse_text": "pathe sei vipra saba vṛttānta kahila\n\nśuni' mahāprabhu sukhe īṣat hāsila", "devanagari": "> পথে সেই বিপ্র সব বৃত্তান্ত কহিল ।\n> শুনি’ মহাপ্রভু সুখে ঈষত্ হাসিল ॥৬১॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *saba vṛttānta kahila*—narrou todo o incidente; *śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukhe*—em felicidade; *īṣat*—levemente; *hāsila*—sorriu.", "translation": "**Enquanto o Senhor seguia Seu caminho, o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra informou-O sobre o incidente que ocorreu no acampamento de Prakāśānanda Sarasvatī. Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu com felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/62/", "verse_text": "mādhava-saundarya dekhi' āviṣṭa ha-ilā\n\naṅganete āsi' preme nācite lāgilā", "devanagari": "> মাধব-সৌন্দর্য দেখি’ আবিষ্ট হইলা ।\n> অঙ্গনেতে আসি’ প্রেমে নাচিতে লাগিলা ॥৬২॥", "synonyms": "*mādhava-saundarya dekhi'*—após ver a beleza do Senhor Bindu Mādhava; *āviṣṭa ha-ilā*—ficou extático em amor; *aṅganete āsi'*—chegando ao pátio; *preme*—em grande amor; *nācite lāgilā*—começou a dançar.", "translation": "**Ao chegar ao templo de Bindu Mādhava, Śrī Caitanya Mahāprabhu, vendo a beleza do Senhor Bindu Mādhava, ficou dominado por amor extático. Em seguida, começou a dançar no pátio do templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/63/", "verse_text": "śekhara, paramānanda, tapana, sanātana\n\ncāri-jana mili' kare nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> শেখর, পরমানন্দ, তপন, সনাতন ।\n> চারিজন মিলি’ করে নাম-সংকীর্তন ॥৬৩॥", "synonyms": "*śekhara*—Candraśekhara; *paramānanda*—Paramānanda Purī; *tapana*—Tapana Miśra; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *cāri-jana mili'*—todos os quatro; *kare*—realizam; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**Havia quatro pessoas acompanhando Śrī Caitanya Mahāprabhu, a saber, Candraśekhara, Paramānanda Purī, Tapana Miśra e Sanātana Gosvāmī. Todos eles cantavam o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/64/", "verse_text": "\"haraye namaḥ kṛṣṇa yādavāya namaḥ\n\ngopāla govinda rāma śrī-madhusūdana\"", "devanagari": "> “হরয়ে নমঃ কৃষ্ণ যাদবায় নমঃ ।\n> গোপাল গোবিন্দ রাম শ্রীমধুসূদন ।।” ॥ ৬৪ ॥", "synonyms": "*haraye*—à Suprema Personalidade de Deus; *namaḥ*—reverências; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yādavāya*—ao descendente da família Yadu; *namaḥ*—reverências; *gopāla*—Gopāla; *govinda*—Govinda; *rāma*—Rāma; *śrī-madhusūdana*—Śrī Madhusūdana.", "translation": "**Eles cantavam: \"Haraye namaḥ kṛṣṇa yādavāya namaḥ gopāla govinda rāma śrī-madhusūdana.\"**", "purport": "Esta é outra maneira de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. O significado é: \"Ofereço minhas respeitosas reverências à Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Ele é o descendente da família Yadu. Permitam-me oferecer minhas respeitosas reverências a Gopāla, Govinda, Rāma e Śrī Madhusūdana.\""}
{"ref": "cc/madhya/25/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/65/", "verse_text": "caudikete lakṣa loka bale 'hari' 'hari'\n\nuṭhila maṅgala-dhvani svarga-martya bhari'", "devanagari": "> চৌদিকেতে লক্ষ লোক বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ।\n> উঠিল মঙ্গলধ্বনি স্বর্গ-মর্ত্য ভরি’ ॥৬৫॥", "synonyms": "*cau-dikete*—em todas as direções; *lakṣa*—centenas de milhares; *loka*—pessoas; *bale*—cantam; *hari hari*—ó Suprema Personalidade de Deus, Hari; *uṭhila*—surgiu; *maṅgala-dhvani*—um som auspicioso; *svarga-martya bhari'*—enchendo todo o universo.", "translation": "**Em todas as direções, centenas e milhares de pessoas começaram a cantar \"Hari! Hari!\" Assim surgiu um som tumultuoso e auspicioso que enchia todo o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/66/", "verse_text": "nikaṭe hari-dhvani śuni' parakāśānanda\n\ndekhite kautuke āilā lañā śiṣya-vṛnda", "devanagari": "> নিকটে হরিধ্বনি শুনি’ প্রকাশানন্দ ।\n> দেখিতে কৌতুকে আইলা লঞা শিষ্যবৃন্দ ॥৬৬॥", "synonyms": "*nikaṭe*—nas proximidades; *hari-dhvani śuni'*—após ouvir o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *parakāśānanda*—Prakāśānanda Sarasvatī; *dekhite*—para ver; *kautuke*—com grande entusiasmo; *āilā*—veio; *lañā*—levando; *śiṣya-vṛnda*—todos os discípulos.", "translation": "**Quando Prakāśānanda Sarasvatī, que se encontrava nas proximidades, ouviu esse cantar tumultuoso do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, ele e seus discípulos vieram imediatamente ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/67/", "verse_text": "dekhiyā prabhura nṛtya, prema, dehera mādhurī\n\nśisya-gaṇa-saṅge sei bale 'hari' 'hari'", "devanagari": "> দেখিয়া প্রভুর নৃত্য, প্রেম, দেহের মাধুরী ।\n> শিষ্যগণ-সঙ্গে সেই বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ॥৬৭॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *prabhura nṛtya*—a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema*—amor extático; *dehera mādhurī*—a beleza transcendental de Seu corpo; *śiṣya-gaṇa-saṅge*—com seus discípulos; *sei*—Prakāśānanda Sarasvatī; *bale*—canta; *hari hari*—o nome do Senhor Hari.", "translation": "**Quando Prakāśānanda Sarasvatī viu o Senhor, ele e seus discípulos também se juntaram ao cantar com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Prakāśānanda Sarasvatī ficou encantado com a dança e o amor extático do Senhor e com a beleza transcendental de Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/68/", "verse_text": "kampa, svara-bhaṅga, sveda, vaivarṇya, stambha\n\naśru-dhārāya bhije loka, pulaka-kadamba", "devanagari": "> কম্প, স্বরভঙ্গ, স্বেদ, বৈবর্ণ, স্তম্ভ ।\n> অশ্রুধারায় ভিজে লোক, পুলক-কদম্ব ॥৬৮॥", "synonyms": "*kampa*—tremor; *svara-bhaṅga*—voz embargada; *sveda*—transpiração; *vaivarṇya*—desbotamento da cor do corpo; *stambha*—ficar atônito; *aśru-dhārāya*—com torrentes de lágrimas dos olhos; *bhije*—molhou; *loka*—todas as pessoas; *pulaka-kadamba*—arrepios no corpo como flores kadamba.", "translation": "**Transformações espirituais extáticas começaram a manifestar-se no corpo do Senhor. Seu corpo tremia, e Sua voz embargava-se. Ele transpirava, empalidecia e chorava um fluxo constante de lágrimas, que molhavam todas as pessoas ali presentes. Os arrepios no corpo do Senhor pareciam flores kadamba.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/69/", "verse_text": "harṣa, dainya, cāpalyādi 'sañcārī' vikāra\n\ndekhi' kāśī-vāsī lokera haila camatkāra", "devanagari": "> হর্ষ, দৈন্য, চাপল্যাদি ‘সঞ্চারী’ বিকার ।\n> দেখি’ কাশীবাসী লোকের হৈল চমৎকার ॥৬৯॥", "synonyms": "*harṣa*—júbilo; *dainya*—humildade; *cāpalya-ādi*—falar em êxtase e assim por diante; *sañcārī vikāra*—as transformações transitórias; *dekhi'*—vendo; *kāśī-vāsī*—os habitantes de Benares; *lokera*—de todas as pessoas; *haila camatkāra*—houve espanto.", "translation": "**Todas as pessoas ficaram espantadas ao ver o júbilo e a humildade do Senhor e ao ouvi-Lo falar em êxtase. De fato, todos os residentes de Benares [Kāśī] viram as transformações corpóreas e ficaram espantados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/70/", "verse_text": "loka-saṅghaṭṭa dekhi' prabhura 'bāhya' yabe haila\n\nsannyāsīra gaṇa dekhi' nṛtya saṁvarila", "devanagari": "> লোকসংঘট্ট দেখি’ প্রভুর ‘বাহ্য’ যবে হৈল ।\n> সন্ন্যাসীর গণ দেখি’ নৃত্য সম্বরিল ॥৭০॥", "synonyms": "*loka-saṅghaṭṭa dekhi'*—ao ver a grande multidão de pessoas; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *bāhya*—consciência externa; *yabe haila*—quando houve; *sannyāsīra gaṇa*—os grupos de sannyāsīs māyāvādīs, encabeçados por Prakāśānanda Sarasvatī; *dekhi'*—vendo; *nṛtya saṁvarila*—suspendeu Sua dança.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu recobrou Sua consciência externa, viu que muitos sannyāsīs māyāvādīs e outras pessoas estavam reunidos ali. Por isso, suspendeu Sua dança por algum tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/71/", "verse_text": "prakāśānandera prabhu vandilā caraṇa\n\nprakāśānanda āsi' tāṅra dharila caraṇa", "devanagari": "> প্রকাশানন্দের প্রভু বন্দিলা চরণ ।\n> প্রকাশানন্দ আসি’ তাঁর ধরিল চরণ ॥৭১॥", "synonyms": "*prakāśānandera*—de Prakāśānanda Sarasvatī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vandilā*—orou; *caraṇa*—aos pés; *prakāśānanda*—Prakāśānanda Sarasvatī; *āsi'*—chegando; *tāṅra*—Seus; *dharila caraṇa*—imediatamente agarrou os pés de lótus.", "translation": "**Após interromper o kīrtana, Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é um grande exemplo de humildade, ofereceu orações aos pés de Prakāśānanda Sarasvatī. Diante disto, Prakāśānanda Sarasvatī imediatamente avançou e segurou os pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/72/", "verse_text": "prabhu kahe,-'tumi jagad-guru pūjyatama\n\nāmi tomāra nā ha-i 'śiṣyera śiṣya' sama", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘তুমি জগদ্গুরু পূজ্যতম ।\n> আমি তোমার না হই ‘শিষ্যের শিষ্য’ সম ॥৭২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou a falar; *tumi*—tu; *jagat-guru*—o mestre espiritual do mundo inteiro; *pūjya-tama*—o mais adorável; *āmi*—Eu; *tomāra*—teu; *nā ha-i*—não sou; *śiṣyera śiṣya sama*—igual ao discípulo do discípulo.", "translation": "**Quando Prakāśānanda Sarasvatī segurou os pés de lótus do Senhor, o Senhor disse: \"Meu caro senhor, tu és o mestre espiritual do mundo inteiro; portanto, és o mais adorável. No que me diz respeito, não estou sequer no nível do discípulo de teu discípulo.\"**", "purport": "Os sannyāsīs māyāvādīs geralmente intitulam-se jagad-guru, o mestre espiritual do mundo inteiro. Muitos se consideram dignos de adoração por todos, embora nem sequer saiam da Índia ou de seu próprio distrito. Por Sua grande magnanimidade e humildade, Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou-Se como um discípulo subordinado de Prakāśānanda Sarasvatī."}
{"ref": "cc/madhya/25/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/73/", "verse_text": "śreṣṭha hañā kene kara hīnera vandana\n\nāmāra sarva-nāśa haya, tumi brahma-sama", "devanagari": "> শ্রেষ্ঠ হঞা কেনে কর হীনের বন্দন ।\n> আমার সর্বনাশ হয়, তুমি ব্ৰহ্ম-সম ॥৭৩॥", "synonyms": "*śreṣṭha hañā*—sendo uma pessoa mais honrada; *kene*—por que; *kara*—fazes; *hīnera*—de uma pessoa inferior; *vandana*—adoração; *āmāra sarva-nāśa haya*—fico diminuído em Minha força; *tumi brahma-sama*—és igual ao Brahman impessoal.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"És uma grande personalidade espiritualmente avançada e, por isso, não podes adorar uma pessoa como Eu. Sou muito inferior. Se o fizeres, Meu poder espiritual será diminuído, pois és tão bom quanto o Brahman impessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/74/", "verse_text": "yadyapi tomāre saba brahma-sama bhāse\n\nloka-śikṣā lāgi' aiche karite nā āise'", "devanagari": "> যদ্যপি তোমারে সব ব্রহ্ম-সম ভাসে ।\n> লোকশিক্ষা লাগি’ ঐছে করিতে না আইসে ।।’ ॥ ৭৪ ॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *tomāre*—para ti; *saba*—todos; *brahma-sama*—iguais ao Brahman impessoal; *bhāse*—pareçam; *loka-śikṣā lāgi'*—para a iluminação das pessoas em geral; *aiche*—de tal maneira; *karite nā āise*—não deves apresentar-te.", "translation": "**\"Meu caro senhor, para ti todos estão no nível do Brahman impessoal, mas, para a iluminação das pessoas em geral, não deves comportar-te dessa maneira.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/75/", "verse_text": "teṅho kahe, 'tomāra pūrve nindā-aparādha ye karila\n\ntomāra caraṇa-sparśe, saba kṣaya gela", "devanagari": "> তেঁহো কহে, ‘তোমার পূর্বে নিন্দা-অপরাধ যে করিল ।\n> তোমার চরণ-স্পর্শে, সব ক্ষয় গেল ॥৭৫॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—ele respondeu; *tomāra*—contra Ti; *pūrve*—anteriormente; *nindā-aparādha*—ofensas e blasfêmias; *ye karila*—quaisquer que eu tenha cometido; *tomāra caraṇa-sparśe*—ao tocar Teus pés de lótus; *saba kṣaya gela*—os efeitos de todas essas ofensas foram destruídos.", "translation": "**Prakāśānanda Sarasvatī respondeu: \"Anteriormente, cometi muitas ofensas contra Ti, blasfemando contra Ti, mas agora os efeitos de minhas ofensas são neutralizados por eu ter tocado Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/76/", "verse_text": "jīvan-muktā api punar\n\nyānti saṁsāra-vāsanām\n\nyady acintya-mahā-śaktau\n\nbhagavaty aparādhinaḥ", "devanagari": "> জীবন্মুক্তা অপি পুনর্যান্তি সংসারবাসনাম্ ।\n> যদ্যচিন্ত্যমহাশক্তৌ ভগবত্যপরাধিনঃ ॥৭৬॥", "synonyms": "*jīvat-muktāḥ*—pessoas liberadas durante esta vida; *api*—também; *punaḥ*—novamente; *yānti*—vão; *saṁsāra-vāsanām*—desejar o gozo material; *yadi*—se; *acintya-mahā-śaktau*—ao possuidor de inconcebível potência espiritual; *bhagavati*—a Suprema Personalidade de Deus; *aparādhinaḥ*—ofensores.", "translation": "**\" 'Se uma pessoa considerada liberada nesta vida comete ofensas contra o reservatório de potências inconcebíveis, a Suprema Personalidade de Deus, ela voltará a cair e desejará a atmosfera material para o gozo material.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/77/", "verse_text": "sa vai bhagavataḥ śrīmat-\n\npāda-sparśa-hatāśubhaḥ\n\nbheje sarpa-vapur hitvā\n\nrūpaṁ vidyādharārcitam", "devanagari": "> স বৈ ভগবতঃ শ্রীমৎপাদস্পর্শহতাশুভঃ ।\n> ভেজে সর্পবপুর্হিত্বা রূপং বিদ্যাধরার্চিতম্ ।।” ॥ ৭৭ ॥", "synonyms": "*saḥ*—ele (a serpente); *vai*—de fato; *bhagavataḥ*—da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *śrīmat-pāda-sparśa*—pelo toque dos pés de lótus; *hata-aśubhaḥ*—liberta de todas as reações da vida pecaminosa; *bheje*—alcançou; *sarpa-vapuḥ*—o corpo de uma serpente; *hitvā*—abandonando; *rūpam*—beleza; *vidyādhara-arcitam*—adequada a uma pessoa de Vidyādhara-loka.", "translation": "**\" 'Por ser tocada pelos pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa, aquela serpente ficou imediatamente livre das reações de sua vida pecaminosa. Assim, a serpente abandonou seu corpo e assumiu o corpo de um belo semideus Vidyādhara.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.34.9). Os habitantes de Vṛndāvana, sob a liderança de Nanda Mahārāja, certa vez quiseram ir à margem do Sarasvatī em peregrinação. Nanda Mahārāja estava jejuando e deitou-se perto da floresta. Naquele momento, apareceu uma serpente que fora anteriormente amaldiçoada por Āṅgirasa Ṛṣi. Essa serpente chamava-se antes Sudarśana e pertencera ao planeta Gandharvaloka. Contudo, por ter zombado do ṛṣi, foi condenada a assumir o corpo de uma grande cobra. Quando essa serpente atacou Nanda Mahārāja, este começou a chamar: \"Kṛṣṇa! Socorro!\" Kṛṣṇa apareceu imediatamente e começou a chutar a serpente com Seus pés de lótus. Devido a ter sido tocada pelos pés de lótus do Senhor, a serpente ficou imediatamente livre das reações de sua vida pecaminosa. Estando liberta, ela assumiu novamente sua forma original de Sudarśana, o Gandharva."}
{"ref": "cc/madhya/25/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/78/", "verse_text": "prabhu kahe,-'viṣṇu' 'viṣṇu', āmi kṣudra jīva hīna\n\njīve 'viṣṇu' māni-ei aparādha-cihna", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘বিষ্ণু’ ‘বিষ্ণু’, আমি ক্ষুদ্র জীব হীন ।\n> জীবে ‘বিষ্ণু’ মানি — এই অপরাধ-চিহ্ন ॥৭৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *viṣṇu viṣṇu*—o santo nome de Viṣṇu; *āmi*—Eu; *kṣudra*—infinitesimal; *jīva*—uma entidade viva; *hīna*—desprovido de todas as boas qualidades; *jīve*—tal entidade viva de baixa categoria; *viṣṇu māni*—aceitar como o Senhor Viṣṇu ou a Personalidade de Deus; *ei aparādha-cihna*—isto é uma grande ofensa.", "translation": "**Quando Prakāśānanda Sarasvatī se apoiou citando o verso do *Śrīmad-Bhāgavatam*, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente protestou, pronunciando o santo nome do Senhor Viṣṇu. O Senhor então Se apresentou como uma entidade viva das mais caídas e disse: \"Se alguém aceita uma alma condicionada e caída como Viṣṇu, Bhagavān ou uma encarnação, comete uma grande ofensa.\"**", "purport": "Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu fosse Viṣṇu, a Suprema Personalidade de Deus, Ele, não obstante, para nos ensinar uma lição, negou pertencer à categoria de Viṣṇu. Infelizmente, há muitas supostas encarnações de Viṣṇu nesta era de Kali. As pessoas não sabem que apresentar-se como uma encarnação é a maior das ofensas. As pessoas não devem aceitar um homem comum como uma encarnação de Deus, pois isto também é uma ofensa gravíssima."}
{"ref": "cc/madhya/25/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/79/", "verse_text": "jīve 'viṣṇu' buddhi dūre-yei brahma-rudra-sama\n\nnārāyaṇe māne tāre 'pāṣaṇḍīte' gaṇana", "devanagari": "> জীবে ‘বিষ্ণু’ বুদ্ধি দূরে — যেই ব্রহ্ম-রুদ্র-সম ।\n> নারায়ণে মানে তারে ‘পাষণ্ডীতে’ গণন ॥৭৯॥", "synonyms": "*jīve*—um ser vivo comum; *viṣṇu*—como o Senhor Viṣṇu; *buddhi*—aceitação; *dūre*—sem falar de; *yei*—qualquer um que; *brahma-rudra-sama*—iguais a personalidades como o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva; *nārāyaṇe*—o Senhor Nārāyaṇa, Viṣṇu; *māne*—aceita; *tāre*—tal pessoa; *pāṣaṇḍīte gaṇana*—é agrupada entre os pāṣaṇḍīs, ofensores ateístas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Para não falar das entidades vivas comuns, nem mesmo o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva podem ser considerados no nível de Viṣṇu ou Nārāyaṇa. Se alguém os considera assim, é imediatamente tido como ofensor e ateu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/80/", "verse_text": "yas tu nārāyaṇaṁ devaṁ\n\nbrahma-rudrādi-daivataiḥ\n\nsamatvenaiva vīkṣeta\n\nsa pāṣaṇḍī bhaved dhruvam\"", "devanagari": "> যস্তু নারায়ণং দেবং ব্রহ্মরুদ্রাদিদৈবতৈঃ ।\n> সমত্বেনৈব বীক্ষেত স পাষণ্ডী ভবেদ্ধ্রুবম্ ॥৮০॥", "synonyms": "*yaḥ*—qualquer pessoa que; *tu*—contudo; *nārāyaṇam*—a Suprema Personalidade de Deus, o senhor de semideuses como Brahmā e Śiva; *devam*—o Senhor; *brahma*—o Senhor Brahmā; *rudra*—o Senhor Śiva; *ādi*—e outros; *daivataiḥ*—com tais semideuses; *samatvena*—em nível de igualdade; *eva*—certamente; *vīkṣeta*—observa; *saḥ*—tal pessoa; *pāṣaṇḍī*—pāṣaṇḍī; *bhavet*—deve ser; *dhruvam*—certamente.", "translation": "**\" 'Uma pessoa que considera semideuses como Brahmā e Śiva em nível de igualdade com Nārāyaṇa deve ser tida como ofensora, um pāṣaṇḍī.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/81/", "verse_text": "prakāśānanda kahe,-\"tumi sākṣāt bhagavān\n\ntabu yadi kara tāṅra 'dāsa'-abhimāna", "devanagari": "> প্রকাশানন্দ কহে, — “তুমি সাক্ষাৎ ভগবান্ ।\n> তবু যদি কর তাঁর ‘দাস’-অভিমান ॥৮১॥", "synonyms": "*prakāśānanda kahe*—Prakāśānanda Sarasvatī respondeu; *tumi*—Tu; *sākṣāt*—diretamente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *tabu*—ainda; *yadi*—se; *kara*—Te apresentas; *tāṅra dāsa-abhimāna*—considerando-Te Seu servo.", "translation": "**Prakāśānanda respondeu: \"Tu és a Suprema Personalidade de Deus, o próprio Kṛṣṇa. Não obstante, Te consideras Seu servo eterno.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/82/", "verse_text": "tabu pūjya hao, tumi baḍa āmā haite\n\nsarva-nāśa haya mora tomāra nindāte", "devanagari": "> তবু পূজ্য হও, তুমি বড় আমা হৈতে ।\n> সর্বনাশ হয় মোর তোমার নিন্দাতে ॥৮২॥", "synonyms": "*tabu*—ainda; *pūjya hao*—és adorável; *tumi baḍa*—és muito maior; *āmā haite*—do que eu; *sarva-nāśa haya*—tudo se perde; *mora*—meu; *tomāra nindāte*—por blasfemar contra Ti.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu és o Senhor Supremo e, embora Te consideres servo do Senhor, és, não obstante, adorável. És muito maior do que eu; portanto, todas as minhas conquistas espirituais perderam-se porque blasfemei contra Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/83/", "verse_text": "muktānām api siddhānāṁ\n\nnārāyaṇa-parāyaṇaḥ\n\nsudurlabhaḥ praśāntātmā\n\nkoṭiṣv api mahā-mune", "devanagari": "> মুক্তানামপি সিদ্ধানাং নারায়ণপরায়ণঃ ।\n> সুদুর্লভঃ প্রশান্তাত্মা কোটিষ্বপি মহামুনে ॥৮৩॥", "synonyms": "*muktānām*—de pessoas liberadas ou libertas do cativeiro da ignorância; *api*—mesmo; *siddhānām*—de pessoas que alcançaram a perfeição; *nārāyaṇa*—da Suprema Personalidade de Deus; *parāyaṇaḥ*—o devoto; *su-durlabhaḥ*—muito raro; *praśānta-ātmā*—completamente satisfeito, sem desejos; *koṭiṣu*—entre muitos milhões; *api*—certamente; *mahā-mune*—ó grande sábio.", "translation": "**\" 'Ó grande sábio, dentre muitos milhões de pessoas materialmente liberadas e livres da ignorância, e dentre muitos milhões de siddhas que quase alcançaram a perfeição, dificilmente há um devoto puro de Nārāyaṇa. Somente tal devoto está realmente satisfeito e em paz por completo.'**", "purport": "Este verso é citado do *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.14.5)."}
{"ref": "cc/madhya/25/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/84/", "verse_text": "āyuḥ śriyaṁ yaśo dharmaṁ\n\nlokān āśiṣa eva ca\n\nhanti śreyāṁsi sarvāṇi\n\npuṁso mahad-atikramaḥ", "devanagari": "> আয়ুঃ শ্রিয়ং যশো ধর্মং লোকানাশিষ এব চ ।\n> হন্তি শ্রেয়াংসি সর্বাণি পুংসো মহদতিক্রমঃ ॥৮৪॥", "synonyms": "*āyuḥ*—duração da vida; *śriyam*—opulência; *yaśaḥ*—reputação; *dharmam*—religião; *lokān*—posses; *āśiṣaḥ*—bênçãos; *eva*—certamente; *ca*—e; *hanti*—destrói; *śreyāṁsi*—boa fortuna; *sarvāṇi*—toda; *puṁsaḥ*—de uma pessoa; *mahat*—de grandes almas; *atikramaḥ*—violação.", "translation": "**\" 'Quando uma pessoa maltrata grandes almas, sua duração de vida, opulência, reputação, religião, posses e boa fortuna são todas destruídas.'**", "purport": "Esta é uma afirmação feita por Śukadeva Gosvāmī, que relatava o *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.4.46) a Mahārāja Parīkṣit."}
{"ref": "cc/madhya/25/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/85/", "verse_text": "naiṣāṁ matis tāvad urukramāṅghriṁ\n\nspṛśaty anarthāpagamo yad-arthaḥ\n\nmahīyasāṁ pāda-rajo-'bhiṣekaṁ\n\nniṣkiñcanānāṁ na vṛṇīta yāvat", "devanagari": "> নৈষাং মতিস্তাবদুরুক্রমাঙ্ঘ্রিং\n> স্পৃশত্যনর্থাপগমো যদর্থঃ ।\n> মহীয়সাং পাদরজোঽভিষেকং\n> নিষ্কিঞ্চনানাং ন বৃণীত যাবৎ ॥৮৫॥", "synonyms": "*na*—não; *eṣām*—daqueles que estão apegados à vida familiar; *matiḥ*—o interesse; *tāvat*—por tanto tempo; *urukrama-aṅghrim*—os pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus, a quem se atribuem atividades incomuns; *spṛśati*—toca; *anartha*—de coisas indesejáveis; *apagamaḥ*—subjugação; *yat*—das quais; *arthaḥ*—resultados; *mahīyasām*—das grandes personalidades, os devotos; *pāda-rajaḥ*—da poeira dos pés de lótus; *abhiṣekam*—aspersão sobre a cabeça; *niṣkiñcanānām*—que estão completamente desapegados das posses materiais; *na vṛṇīta*—não faz; *yāvat*—enquanto.", "translation": "**\" 'Enquanto a sociedade humana não aceitar a poeira dos pés de lótus dos grandes mahātmās – devotos que nada têm a ver com posses materiais –, a humanidade não poderá voltar sua atenção para os pés de lótus de Kṛṣṇa. Esses pés de lótus subjugam todas as condições miseráveis e indesejáveis da vida material.'**", "purport": "Este verso aparece no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.32)."}
{"ref": "cc/madhya/25/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/86/", "verse_text": "ebe tomāra pādābje upajibe bhakti\n\ntathi lāgi' kari tomāra caraṇe praṇati\"", "devanagari": "> এবে তোমার পাদাব্জে উপজিবে ভক্তি ।\n> তথি লাগি’ করি তোমার চরণে প্রণতি ।।” ॥ ৮৬ ॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *tomāra*—Teus; *pāda-abje*—aos pés de lótus; *upajibe*—crescerá; *bhakti*—serviço devocional; *tathi lāgi'*—por essa razão; *kari*—faço; *tomāra caraṇe praṇati*—humildes reverências a Teus pés de lótus.", "translation": "**\"Doravante, certamente desenvolverei serviço devocional a Teus pés de lótus. Por essa razão, vim a Ti e prostrei-me a Teus pés de lótus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/87/", "verse_text": "eta bali' prabhure lañā tathāya vasila\n\nprabhure prakāśānanda puchite lāgila", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভুরে লঞা তথায় বসিল ।\n> প্রভুরে প্রকাশানন্দ পুছিতে লাগিল ॥৮৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *tathāya vasila*—sentou-se ali; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prakāśānanda*—Prakāśānanda Sarasvatī; *puchite lāgila*—começou a indagar.", "translation": "**Após dizer isto, Prakāśānanda Sarasvatī sentou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu e começou a questionar o Senhor da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/88/", "verse_text": "māyāvāde karilā yata doṣera ākhyāna\n\nsabe ei jāni' ācāryera kalpita vyākhyāna", "devanagari": "> মায়াবাদে করিলা যত দোষের আখ্যান ।\n> সবে এই জানি’ আচার্যের কল্পিত ব্যাখ্যান ॥৮৮॥", "synonyms": "*māyāvāde*—na filosofia māyāvāda, o impersonalismo; *karilā*—fizeste; *yata*—toda; *doṣera ākhyāna*—descrição das falhas; *sabe*—todas; *ei*—estas; *jāni'*—conhecendo; *ācāryera*—de Śaṅkarācārya; *kalpita vyākhyāna*—explicações imaginárias.", "translation": "**Prakāśānanda Sarasvatī disse: \"Podemos compreender as falhas que apontaste na filosofia māyāvāda. Todas as explicações dadas por Śaṅkarācārya são imaginárias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/89/", "verse_text": "sūtrera karilā tumi mukhyārtha-vivaraṇa\n\ntāhā śuni' sabāra haila camatkāra mana", "devanagari": "> সূত্রের করিলা তুমি মুখ্যার্থ-বিবরণ ।\n> তাহা শুনি’ সবার হৈল চমৎকার মন ॥৮৯॥", "synonyms": "*sūtrera*—do Brahma-sūtra; *karilā*—fizeste; *tumi*—Tu; *mukhya-artha-vivaraṇa*—descrição do significado direto; *tāhā śuni'*—ao ouvir isso; *sabāra*—de todos; *haila*—ficou; *camatkāra*—admirada; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, qualquer que seja o significado direto que deste ao explicar o *Brahma-sūtra*, ele é certamente muito maravilhoso para todos nós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/90/", "verse_text": "tumi ta' īśvara, tomāra āche sarva-śakti\n\nsaṅkṣepa-rūpe kaha tumi śunite haya mati", "devanagari": "> তুমি ত’ ঈশ্বর, তোমার আছে সর্বশক্তি ।\n> সংক্ষেপরূপে কহ তুমি শুনিতে হয় মতি ॥৯০॥", "synonyms": "*tumi ta'*—de fato Tu és; *īśvara*—o Senhor Supremo; *tomāra*—de Ti; *āche*—há; *sarva-śakti*—todas as potências; *saṅkṣepa-rūpe*—brevemente; *kaha*—por favor, explica; *tumi*—Tu; *śunite haya mati*—desejo ouvir.", "translation": "**\"Tu és a Suprema Personalidade de Deus e, portanto, possuis energias inconcebíveis. Desejo ouvir de Ti brevemente sobre o *Brahma-sūtra*.\"**", "purport": "Prakāśānanda Sarasvatī disse que já compreendera a explicação de Śrī Caitanya Mahāprabhu sobre o sentido direto do *Brahma-sūtra*. Não obstante, ele solicitava ao Senhor que expusesse brevemente o propósito e o significado do *Brahma-sūtra*, o *Vedānta-sūtra*."}
{"ref": "cc/madhya/25/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/91/", "verse_text": "prabhu kahe,-\"āmi jīva', ati tuccha-jñāna!\n\nvyāsa-sūtrera gambhīra artha, vyāsa-bhagavān", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “আমি ‘জীব’, অতি তুচ্ছ-জ্ঞান ।\n> ব্যাসসূত্রের গম্ভীর অর্থ, ব্যাস — ভগবান্ ॥৯১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *āmi jīva*—sou um ser vivo insignificante; *ati tuccha-jñāna*—Meu conhecimento é muito escasso; *vyāsa-sūtrera*—do Vedānta-sūtra, escrito por Vyāsadeva; *gambhīra artha*—significado muito profundo; *vyāsa*—Vyāsadeva; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Sou um ser vivo comum e, portanto, Meu conhecimento é muito insignificante. Contudo, o significado do *Brahma-sūtra* é muito profundo, porque seu autor, Vyāsadeva, é a própria Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "Um ser vivo comum não pode, de fato, compreender o propósito do *Vedānta-sūtra*. Pode-se compreender o propósito se a pessoa o ouvir da autoridade, o próprio Vyāsadeva. Por essa razão, Vyāsadeva deu um comentário sobre o *Brahma-sūtra* na forma do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Ele fora instruído a fazer isso por seu mestre espiritual, Nārada. Naturalmente, Śaṅkarācārya distorceu o propósito do *Brahma-sūtra* porque tinha um motivo a servir. Ele desejava estabelecer o conhecimento Védico em lugar do conhecimento ateísta difundido pelo Senhor Buddha. Todas essas necessidades existem conforme o tempo e as circunstâncias. Nem o Senhor Buddha nem Śaṅkarācārya devem ser culpados. A época exigia tal explicação para a compreensão de vários tipos de ateus. A conclusão é que não se pode compreender o propósito do *Vedānta-sūtra* sem passar pelo *Śrīmad-Bhāgavatam* e prestar serviço devocional. Caitanya Mahāprabhu, por conseguinte, explica ainda mais a questão nos versos seguintes."}
{"ref": "cc/madhya/25/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/92/", "verse_text": "tāṅra sūtrera artha kona jīva nāhi jāne\n\nataeva āpane sūtrārtha kariyāche vyākhyāne", "devanagari": "> তাঁর সূত্রের অর্থ কোন জীব নাহি জানে ।\n> অতএব আপনে সূত্রার্থ করিয়াছে ব্যাখ্যানে ॥৯২॥", "synonyms": "*tāṅra sūtrera artha*—o significado do Vedānta-sūtra de Vyāsadeva; *kona*—qualquer; *jīva*—ser vivo; *nāhi jāne*—não conhece; *ataeva*—portanto; *āpane*—pessoalmente; *sūtra-artha*—os significados dos sūtras; *kariyāche vyākhyāne*—descreveu.", "translation": "**\"O propósito do *Vedānta-sūtra* é muito difícil de ser compreendido por uma pessoa comum, mas Vyāsadeva, em sua misericórdia imotivada, explicou pessoalmente o significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/93/", "verse_text": "yei sūtra-kartā, se yadi karaye vyākhyāna\n\ntabe sūtrera mūla artha lokera haya jñāna", "devanagari": "> যেই সূত্রকর্তা, সে যদি করয়ে ব্যাখ্যান ।\n> তবে সূত্রের মূল অর্থ লোকের হয় জ্ঞান ॥৯৩॥", "synonyms": "*yei sūtra-kartā*—a pessoa que compôs o Vedānta-sūtra; *se*—essa pessoa; *yadi*—se; *karaye vyākhyāna*—explica o significado; *tabe*—então; *sūtrera*—dos códigos do Vedānta-sūtra; *mūla*—o original; *artha*—significado; *lokera*—das pessoas em geral; *haya jñāna*—chega ao conhecimento.", "translation": "**\"Se o próprio Vyāsadeva, que o escreveu, explicar o Vedānta-sūtra, seu significado original poderá ser compreendido pelas pessoas em geral.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/94/", "verse_text": "praṇavera yei artha, gāyatrīte sei haya\n\nsei artha catuḥ-ślokīte vivariyā kaya", "devanagari": "> প্রণবের যেই অর্থ, গায়ত্রীতে সেই হয় ।\n> সেই অর্থ চতুঃশ্লোকীতে বিবরিয়া কয় ॥৯৪॥", "synonyms": "*praṇavera*—da vibração sonora oṁkāra; *yei*—qualquer que seja; *artha*—significado; *gāyatrīte*—no mantra Gāyatrī; *sei*—esse; *haya*—há; *sei artha*—esse mesmo significado; *catuḥ-ślokīte*—no Śrīmad-Bhāgavatam resumido em quatro ślokas; *vivariyā*—descrevendo elaboradamente; *kaya*—disse.", "translation": "**\"O significado da vibração sonora oṁkāra está presente no mantra Gāyatrī. Esse mesmo significado é explicado elaboradamente nos quatro ślokas do Śrīmad-Bhāgavatam conhecidos como catuḥ-ślokī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/95/", "verse_text": "brahmāre īśvara catuḥ-ślokī ye kahilā\n\nbrahmā nārade sei upadeśa kailā", "devanagari": "> ব্রহ্মারে ঈশ্বর চতুঃশ্লোকী যে কহিলা ।\n> ব্রহ্মা নারদে সেই উপদেশ কৈলা ॥৯৫॥", "synonyms": "*brahmāre*—ao Senhor Brahmā; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *catuḥ-ślokī*—os quatro famosos versos conhecidos como catuḥ-ślokī; *ye kahilā*—tudo o que foi explicado; *brahmā*—o Senhor Brahmā; *nārade*—a Nārada Muni; *sei*—isso; *upadeśa kailā*—instruiu.", "translation": "**\"Tudo o que a Suprema Personalidade de Deus falou ao Senhor Brahmā nos quatro versos do Śrīmad-Bhāgavatam também foi explicado a Nārada pelo Senhor Brahmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/96/", "verse_text": "nārada sei artha vyāsere kahilā\n\nśuni' veda-vyāsa mane vicāra karilā", "devanagari": "> নারদ সেই অর্থ ব্যাসেরে কহিলা ।\n> শুনি’ বেদব্যাস মনে বিচার করিলা ॥৯৬॥", "synonyms": "*nārada*—o grande sábio Nārada; *sei artha*—o mesmo propósito; *vyāsere kahilā*—explicou a Vyāsadeva; *śuni'*—ouvindo; *veda-vyāsa*—Vyāsadeva; *mane*—dentro da mente; *vicāra karilā*—considerou muito cuidadosamente.", "translation": "**\"Tudo o que o Senhor Brahmā contou a Nārada Muni foi novamente explicado por Nārada Muni a Vyāsadeva. Mais tarde, Vyāsadeva considerou essas instruções em sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/97/", "verse_text": "\"ei artha-āmāra sūtrera vyākhyānurūpa\n\n'bhāgavata' kariba sūtrera bhāṣya-svarūpa\"", "devanagari": "> “এই অর্থ — আমার সূত্রের ব্যাখ্যানুরূপ ।\n> ‘ভাগবত’ করিব সূত্রের ভাষ্যস্বরূপ ।।” ॥ ৯৭ ॥", "synonyms": "*ei artha*—esta explicação; *āmāra*—meu; *sūtrera*—do Brahma-sūtra; *vyākhyā-anurūpa*—uma explicação adequada; *bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavata Purāṇa; *kariba*—eu farei; *sūtrera*—do Brahma-sūtra; *bhāṣya-svarūpa*—como o comentário original.", "translation": "**\"Śrīla Vyāsadeva considerou que tudo o que havia recebido de Nārada Muni como explicação do oṁkāra ele explicaria elaboradamente em seu livro Śrīmad-Bhāgavatam, como um comentário sobre o Brahma-sūtra.**", "purport": "A vibração sonora oṁkāra é a raiz do conhecimento Védico. Esse oṁkāra é conhecido como mahā-vākya, ou o som supremo. Qualquer significado contido no som supremo oṁkāra é compreendido ainda mais no mantra Gāyatrī. Novamente, esse mesmo significado é explicado no Śrīmad-Bhāgavatam nos quatro ślokas conhecidos como catuḥ-ślokī, que começam com as palavras ahaṁ evāsam evāgre. O Senhor diz: \"Apenas Eu existia antes da criação.\" A partir desse verso, quatro ślokas foram compostos, e estes são conhecidos como catuḥ-ślokī. Dessa maneira, a Suprema Personalidade de Deus informou o Senhor Brahmā sobre o propósito do catuḥ-ślokī. Por sua vez, o Senhor Brahmā explicou isto a Nārada Muni, e Nārada Muni explicou-o a Śrīla Vyāsadeva. Este é o sistema paramparā, a sucessão discipular. O sentido do conhecimento Védico, a palavra original praṇava, foi explicado no Śrīmad-Bhāgavatam. A conclusão é que o Brahma-sūtra é explicado no Śrīmad-Bhāgavatam."}
{"ref": "cc/madhya/25/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/98/", "verse_text": "cāri-veda-upaniṣade yata kichu haya\n\ntāra artha lañā vyāsa karilā sañcaya", "devanagari": "> চারিবেদ-উপনিষদে যত কিছু হয় ।\n> তার অর্থ লঞা ব্যাস করিলা সঞ্চয় ॥৯৮॥", "synonyms": "*cāri-veda*—as quatro divisões dos Vedas (Sāma, Yajur, Ṛg e Atharva); *upaniṣade*—e nos 108 Upaniṣads; *yata*—qualquer coisa que; *kichu haya*—exista ali; *tāra artha*—os significados dessas literaturas Védicas; *lañā*—reunindo; *vyāsa*—Vyāsadeva; *karilā sañcaya*—coletou.", "translation": "**\"Vyāsadeva coletou todas as conclusões Védicas que havia nos quatro Vedas e nos 108 Upaniṣads e colocou-as nos códigos do Vedānta-sūtra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/99/", "verse_text": "yei sūtre yei ṛk-viṣaya-vacana\n\nbhāgavate sei ṛk śloke nibandhana", "devanagari": "> যেই সূত্রে যেই ঋক্ — বিষয়-বচন ।\n> ভাগবতে সেই ঋক্ শ্লোকে নিবন্ধন ॥৯৯॥", "synonyms": "*yei sūtre*—nos códigos do Vedānta-sūtra; *yei*—qualquer; *ṛk*—mantra Védico; *viṣaya-vacana*—assunto a ser explicado; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *sei ṛk*—esse mesmo mantra Védico; *śloke*—em dezoito mil versos; *nibandhana*—compilando.", "translation": "**\"No Vedānta-sūtra, o propósito de todo o conhecimento Védico é explicado, e no Śrīmad-Bhāgavatam esse mesmo propósito foi explicado em dezoito mil versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/100/", "verse_text": "ataeva brahma-sūtrera bhāṣya-śrī-bhāgavata\n\nbhāgavata-śloka, upaniṣat kahe 'eka' mata", "devanagari": "> অতএব ব্রহ্মসূত্রের ভাষ্য — শ্রীভাগবত ।\n> ভাগবত-শ্লোক, উপনিষৎ কহে ‘এক’মত ॥১০০॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *brahma-sūtrera bhāṣya*—o comentário sobre os códigos do Brahma-sūtra; *śrī-bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavatam; *bhāgavata-śloka*—os versos do Śrīmad-Bhāgavatam; *upaniṣat*—as explicações dos Upaniṣads; *kahe*—afirmam; *eka mata*—a mesma versão.", "translation": "**\"Aquilo que é explicado nos versos do Śrīmad-Bhāgavatam e nos Upaniṣads serve ao mesmo propósito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/101/", "verse_text": "ātmāvāsyam idaṁ viśvaṁ\n\nyat kiñcij jagatyāṁ jagat\n\ntena tyaktena bhuñjīthā\n\nmā gṛdhaḥ kasyasvid dhanam", "devanagari": "> আত্মাবাস্যমিদং বিশ্বং যৎ কিঞ্চিজ্জগত্যাং জগৎ ।\n> তেন ত্যক্তেন ভুঞ্জীথা মা গৃধঃ কস্যস্বিদ্ধনম্ ॥১০১॥", "synonyms": "*ātma-āvāsyam*—a expansão da energia da Alma Suprema, a Personalidade de Deus; *idam*—este; *viśvam*—universo; *yat*—qualquer coisa; *kiñcit*—algo; *jagatyām*—dentro do universo; *jagat*—tudo o que é animado ou inanimado; *tena*—por Ele; *tyaktena*—pelas coisas destinadas a cada pessoa; *bhuñjīthā*—deves aceitar para tua manutenção; *mā*—nunca; *gṛdhaḥ*—usurpes; *kasyasvit*—de outrem; *dhanam*—propriedade.", "translation": "**\" 'Tudo o que é animado ou inanimado dentro do universo é controlado e possuído pelo Senhor. Portanto, deve-se aceitar apenas aquelas coisas reservadas como a própria cota, e não se deve aceitar outras coisas, sabendo-se bem a quem pertencem.'**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (8.1.10). Comunistas e socialistas tentam propagar a filosofia de que tudo pertence à massa do povo ou ao estado. Tal ideia não é perfeita. Quando essa ideia é expandida, podemos ver que tudo pertence a Deus. Essa será a perfeição da ideia comunista. O propósito do Śrīmad-Bhāgavatam é explicado aqui muito bem. Cada um de nós deve estar satisfeito com aquelas coisas que a Suprema Personalidade de Deus nos destinou. Não devemos usurpar as posses dos outros. Esta ideia simples pode ser expandida em nossa vida diária. Todos deveriam ter um pedaço de terra dado pelo governo, e todos deveriam possuir algumas vacas. Ambos deveriam ser utilizados para o pão de cada dia. Acima disso, se algo for fabricado numa indústria, deveria ser considerado propriedade da Suprema Personalidade de Deus, pois os ingredientes pertencem ao Senhor Supremo. Na verdade, não há necessidade de fabricar tais coisas artificialmente, mas, se isso for feito, deve-se considerar que os bens produzidos pertencem ao Senhor Supremo. O comunismo espiritual reconhece a suprema proprietariedade do Senhor Supremo. Como se explica no Bhagavad-gītā (5.29):\n\nbhoktāraṁ yajña-tapasāṁ\n\nsarva-loka-maheśvaram\n\nsuhṛdaṁ sarva-bhūtānāṁ\n\njñātvā māṁ śāntim ṛcchati\n\n\"Os sábios, conhecendo-Me como o propósito último de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses e o benfeitor e benquerente de todas as entidades vivas, alcançam a paz das dores das misérias materiais.\"\n\nExplica-se ainda no Śrīmad-Bhāgavatam que ninguém deve reivindicar coisa alguma como sua propriedade. Toda propriedade que alguém reivindica ser sua na verdade pertence a Kṛṣṇa.\n\nDeve-se estar satisfeito com tudo aquilo que o Senhor Supremo destinou e não se deve usurpar a propriedade dos outros. Isso levará à paz no mundo inteiro."}
{"ref": "cc/madhya/25/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/102/", "verse_text": "bhāgavatera sambandha, abhidheya, prayojana\n\ncatuḥ-ślokīte prakaṭa tāra kariyāche lakṣaṇa", "devanagari": "> ভাগবতের সম্বন্ধ, অভিধেয়, প্রয়োজন ।\n> চতুঃশ্লোকীতে প্রকট তার করিয়াছে লক্ষণ ॥১০২॥", "synonyms": "*bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *sambandha*—uma relação pessoal com Deus; *abhidheya*—atividades nessa relação; *prayojana*—a meta última da vida; *catuḥ-ślokīte*—nos quatro famosos versos do Śrīmad-Bhāgavatam; *prakaṭa*—manifestando; *tāra*—deles; *kariyāche*—fez; *lakṣaṇa*—os sintomas.", "translation": "**\"A essência do Śrīmad-Bhāgavatam – nossa relação com o Senhor Supremo, nossas atividades nessa relação e a meta da vida – está manifesta nos quatro versos do Śrīmad-Bhāgavatam conhecidos como catuḥ-ślokī. Tudo é explicado nesses versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/103/", "verse_text": "\"āmi-'sambandha'-tattva, āmāra jñāna-vijñāna\n\nāmā pāite sādhana-bhakti 'abhidheya'-nāma", "devanagari": "> “আমি — ‘সম্বন্ধ’-তত্ত্ব, আমার জ্ঞানংবিজ্ঞান ।\n> আমা পাইতে সাধন-ভক্তি ‘অভিধেয়’-নাম ॥১০৩॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *sambandha-tattva*—o centro de todas as relações; *āmāra*—de Mim; *jñāna*—conhecimento; *vijñāna*—aplicação prática desse conhecimento; *āmā pāite*—para Me obter; *sādhana-bhakti*—a prática do serviço devocional; *abhidheya-nāma*—chama-se atividades nessa relação.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa diz: 'Eu sou o centro de todas as relações. O conhecimento a Meu respeito e a aplicação prática desse conhecimento constituem o verdadeiro conhecimento. Aproximar-se de Mim para prestar serviço devocional chama-se abhidheya.**", "purport": "O conhecimento espiritual significa compreender plenamente a Verdade Absoluta em três aspectos – o Brahman impessoal, o Paramātmā localizado e a onipotente Suprema Personalidade de Deus. Em última análise, quando alguém se abriga aos pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus e se ocupa no serviço do Senhor, o conhecimento resultante chama-se vijñāna, conhecimento especial, ou a aplicação prática do conhecimento espiritual. Deve-se ocupar no serviço devocional ao Senhor a fim de alcançar o objetivo da vida, chamado prayojana. A prática do serviço devocional para atingir essa meta da vida chama-se abhidheya."}
{"ref": "cc/madhya/25/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/104/", "verse_text": "sādhanera phala-'prema' mūla-prayojana\n\nsei preme pāya jīva āmāra 'sevana'", "devanagari": "> সাধনের ফল — ‘প্রেম’ মূল-প্রয়োজন ।\n> সেই প্রেমে পায় জীব আমার ‘সেবন’ ॥১০৪॥", "synonyms": "*sādhanera phala*—o resultado do serviço devocional; *prema*—amor a Deus; *mūla-prayojana*—a meta principal; *sei preme*—por esse amor a Deus; *pāya*—obtém; *jīva*—a entidade viva; *āmāra*—Meu; *sevana*—serviço.", "translation": "**\" 'Ao prestar serviço devocional, a pessoa eleva-se gradualmente à plataforma do amor a Deus. Essa é a meta principal da vida. Na plataforma do amor a Deus, a pessoa ocupa-se eternamente no serviço do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/105/", "verse_text": "jñānaṁ parama-guhyaṁ me\n\nyad vijñāna-samanvitam\n\nsa-rahasyaṁ tad-aṅgaṁ ca\n\ngṛhāṇa gaditaṁ mayā", "devanagari": "> জ্ঞানং পরমগুহ্যং মে যদ্বিজ্ঞান-সমন্বিতম্ ।\n> স-রহস্যং তদঙ্গঞ্চ গৃহাণ গদিতং ময়া ॥১০৫॥", "synonyms": "*jñānam*—conhecimento; *parama*—extremamente; *guhyam*—confidencial; *me*—de Mim; *yat*—o qual; *vijñāna*—percepção; *samanvitam*—plenamente dotado de; *sa-rahasyam*—com mistério; *tat*—disso; *aṅgam*—partes suplementares; *ca*—e; *gṛhāṇa*—procura assimilar; *gaditam*—explicado; *mayā*—por Mim.", "translation": "**\" 'Por favor, ouve atentamente o que vou te dizer, pois o conhecimento transcendental a Meu respeito não é apenas científico, mas pleno de mistérios.**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (2.9.31)."}
{"ref": "cc/madhya/25/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/106/", "verse_text": "ei 'tina' tattva āmi kahinu tomāre\n\n'jīva' tumi ei tina nāribe jānibāre", "devanagari": "> এই ‘তিন’ তত্ত্ব আমি কহিনু তোমারে ।\n> ‘জীব’ তুমি এই তিন নারিবে জানিবারে ॥১০৬॥", "synonyms": "*ei tina tattva*—todos estes três aspectos da Verdade Absoluta; *āmi*—Eu; *kahinu*—explicarei; *tomāre*—a ti; *jīva*—um ser vivo; *tumi*—tu; *ei tina*—estes três; *nāribe*—não serás capaz; *jānibāre*—de compreender.", "translation": "**\" 'Ó Brahmā, vou te explicar todas estas verdades. Tu és um ser vivo e, sem a Minha explicação, não serás capaz de compreender tua relação coMigo, a atividade devocional e a meta última da vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/107/", "verse_text": "yaiche āmāra 'svarūpa', yaiche āmāra 'sthiti'\n\nyaiche āmāra guṇa, karma, ṣaḍ-aiśvarya-śakti", "devanagari": "> যৈছে আমার ‘স্বরূপ’, যৈছে আমার ‘স্থিতি’ ।\n> যৈছে আমার গুণ, কর্ম, ষড়ৈশ্বর্য-শক্তি ॥১০৭॥", "synonyms": "*yaiche*—na medida em que; *āmāra*—Minha; *svarūpa*—forma original; *yaiche*—na medida em que; *āmāra*—Minha; *sthiti*—situação; *yaiche*—na medida em que; *āmāra*—Meus; *guṇa*—atributos; *karma*—atividades; *ṣaṭ-aiśvarya-śakti*—seis tipos de opulência.", "translation": "**\" 'Vou te explicar Minha forma e situação reais, Meus atributos, atividades e seis opulências.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/108/", "verse_text": "āmāra kṛpāya ei saba sphuruka tomāre\"\n\neta bali' tina tattva kahilā tāṅhāre", "devanagari": "> আমার কৃপায় এই সব স্ফুরুক তোমারে ।”\n> এত বলি’ তিন তত্ত্ব কহিলা তাঁহারে ॥১০৮॥", "synonyms": "*āmāra*—Minha; *kṛpāya*—pela misericórdia; *ei saba*—todas estas coisas; *sphuruka tomāre*—que sejam despertadas em ti; *eta bali'*—dizendo isto; *tina tattva*—as três verdades; *kahilā tāṅhāre*—explicou-lhe.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa assegurou ao Senhor Brahmā: \"Por Minha misericórdia, todas estas coisas serão despertadas em ti.\" Após dizer isto, o Senhor começou a explicar as três verdades [tattvas] ao Senhor Brahmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/109/", "verse_text": "yāvān ahaṁ yathā-bhāvo\n\nyad-rūpa-guṇa-karmakaḥ\n\ntathaiva tattva-vijñānam\n\nastu te mad-anugrahāt", "devanagari": "> যাবানহং যথা-ভাবো যদ্রূপগুণকর্মকঃ ।\n> তথৈব তত্ত্ববিজ্ঞানমস্তু তে মদনুগ্রহাৎ ॥১০৯॥", "synonyms": "*yāvān*—como sou em Minha forma eterna; *aham*—Eu; *yathā*—de qualquer maneira; *bhāvaḥ*—existência transcendental; *yat*—quaisquer; *rūpa*—várias formas e cores; *guṇa*—qualidades; *karmakaḥ*—atividades; *tathā eva*—exatamente assim; *tattva-vijñānam*—compreensão verdadeira; *astu*—que haja; *te*—tua; *mat*—Minha; *anugrahāt*—pela misericórdia imotivada.", "translation": "**\" 'Por Minha misericórdia imotivada, sê iluminado quanto à verdade acerca de Minha personalidade, Minhas manifestações, Minhas qualidades e Meus passatempos.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.32). Para uma explicação, veja-se o *Ādi-līlā*, Capítulo Um, textos 51-52."}
{"ref": "cc/madhya/25/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/110/", "verse_text": "sṛṣṭira pūrve ṣaḍ-aiśvarya-pūrṇa āmi ta' ha-iye\n\n'prapañca', 'prakṛti', 'puruṣa' āmātei laye", "devanagari": "> সৃষ্টির পূর্বে ষড়ৈশ্বর্যপূর্ণ আমি ত’ হইয়ে ।\n> ‘প্রপঞ্চ’, ‘প্রকৃতি’, ‘পুরুষ’ আমাতেই লয়ে ॥১১০॥", "synonyms": "*sṛṣṭira pūrve*—antes da criação desta manifestação cósmica; *ṣaṭ-aiśvarya-pūrṇa*—pleno das seis opulências; *āmi*—Eu; *ta' ha-iye*—de fato existia; *prapañca*—a energia material total; *prakṛti*—a natureza material; *puruṣa*—as entidades vivas; *āmātei laye*—todas existiam em Mim.", "translation": "**\" 'Antes da criação da manifestação cósmica', disse o Senhor, 'Eu existia, e a energia material total, a natureza material e as entidades vivas existiam todas em Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/111/", "verse_text": "sṛṣṭi kari' tāra madhye āmi praveśiye\n\nprapañca ye dekha saba, seha āmi ha-iye", "devanagari": "> সৃষ্টি করি’ তার মধ্যে আমি প্রবেশিয়ে ।\n> প্রপঞ্চ যে দেখ সব, সেহ আমি হইয়ে ॥১১১॥", "synonyms": "*sṛṣṭi kari'*—após criar; *tāra madhye*—dentro da criação; *āmi praveśiye*—Eu entro como o Senhor Viṣṇu; *prapañca*—a manifestação cósmica; *ye*—tudo o que; *dekha*—vês; *saba*—tudo; *seha*—isso; *āmi ha-iye*—sou Eu.", "translation": "**\" 'Após criar a manifestação cósmica, Eu entrei nela. Tudo o que vês na manifestação cósmica não é senão uma expansão de Minha energia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/112/", "verse_text": "pralaye avaśiṣṭa āmi 'pūrṇa' ha-iye\n\nprākṛta prapañca pāya āmātei laye", "devanagari": "> প্রলয়ে অবশিষ্ট আমি ‘পূর্ণ’ হইয়ে ।\n> প্রাকৃত প্রপঞ্চ পায় আমাতেই লয়ে ॥১১২॥", "synonyms": "*pralaye*—no momento da aniquilação; *avaśiṣṭa*—o que permanece; *āmi*—Eu; *pūrṇa*—pleno; *ha-iye*—sou; *prākṛta prapañca*—a manifestação cósmica material; *pāya*—obtém; *āmātei*—em Mim; *laye*—dissolução.", "translation": "**\" 'Quando todo o universo se dissolve, Eu permaneço pleno em Mim mesmo, e tudo o que está manifestado é novamente preservado em Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/113/", "verse_text": "aham evāsam evāgre\n\nnānyad yat sad-asat-param\n\npaścād ahaṁ yad etac ca\n\nyo 'vaśiṣyeta so 'smy aham", "devanagari": "> অহমেবাসমেবাগ্রে নান্যদ্যত্ সদসৎপরম্ ।\n> পশ্চাদহং যদেতচ্চ যোঽবশিষ্যেত সোঽস্ম্যহম্ ॥১১৩॥", "synonyms": "*aham*—Eu, a Personalidade de Deus; *eva*—certamente; *āsam*—existia; *eva*—somente; *agre*—antes da criação; *na*—nunca; *anyat*—qualquer outra coisa; *yat*—que; *sat*—o efeito; *asat*—a causa; *param*—o supremo; *paścāt*—depois; *aham*—Eu, a Personalidade de Deus; *yat*—que; *etat*—esta criação; *ca*—também; *yaḥ*—quem; *avaśiṣyeta*—permanece; *saḥ*—esse; *asmi*—sou; *aham*—Eu, a Personalidade de Deus.", "translation": "**\" 'Antes da manifestação cósmica, só Eu existo, e nenhum fenômeno existe, seja grosseiro, sutil ou primordial. Após a criação, só Eu existo em tudo, e após a aniquilação, só Eu permaneço eternamente.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.33). É o primeiro verso do catuḥ-ślokī. Para uma explicação, veja-se o *Ādi-līlā*, Capítulo Um, texto 53."}
{"ref": "cc/madhya/25/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/114/", "verse_text": "\"aham eva\"-śloke 'aham'-tina-bāra\n\npūrṇaiśvarya śrī-vigraha-sthitira nirdhāra", "devanagari": "> “অহমেব”-শ্লোকে ‘অহম্’ — তিনবার ।\n> পূর্ণৈশ্বর্য শ্রীবিগ্রহ-স্থিতির নির্ধার ॥১১৪॥", "synonyms": "*aham eva*—somente Eu; *śloke*—neste verso; *aham*—a palavra aham; *tina-bāra*—três vezes; *pūrṇa-aiśvarya*—pleno de todas as opulências; *śrī-vigraha*—da forma transcendental do Senhor; *sthitira*—da existência; *nirdhāra*—confirmação.", "translation": "**\" 'No verso que começa com \"aham eva\", a palavra \"aham\" é expressa três vezes. No início estão as palavras \"aham eva\". Na segunda linha estão as palavras \"paścād aham\". Ao final estão as palavras \"so 'smy aham\". Este \"aham\" indica a Pessoa Suprema. Pela repetição de \"aham\", confirma-se a personalidade transcendental que é completa com as seis opulências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/115/", "verse_text": "ye 'vigraha' nāhi māne, 'nirākāra' māne\n\ntāre tiraskaribāre karilā nirdhāraṇe", "devanagari": "> যে ‘বিগ্রহ’ নাহি মানে, ‘নিরাকার’ মানে ।\n> তারে তিরস্করিবারে করিলা নির্ধারণে ॥১১৫॥", "synonyms": "*ye*—aquele que; *vigraha*—essa Personalidade de Deus; *nāhi māne*—não aceita; *nirākāra māne*—considera impessoal; *tāre*—a ele; *tiraskaribāre*—apenas para corrigir; *karilā*—fez; *nirdhāraṇe*—verificação.", "translation": "**\" 'Os impersonalistas não aceitam o aspecto pessoal da Suprema Personalidade de Deus. A Personalidade de Deus é enfatizada neste verso a fim de incutir-lhes a necessidade de aceitá-Lo. Por isso, a palavra \"aham\" é mencionada três vezes. Para enfatizar algo importante, repete-se três vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/116/", "verse_text": "ei saba śabde haya-'jñāna'-'vijñāna'-viveka\n\nmāyā-kārya, māyā haite āmi-vyatireka", "devanagari": "> এই সব শব্দে হয় — ‘জ্ঞান’-‘বিজ্ঞান’-বিবেক ।\n> মায়া-কার্য, মায়া হৈতে আমি — ব্যতিরেক ॥১১৬॥", "synonyms": "*ei saba*—todas estas; *śabde*—nas palavras; *haya*—há; *jñāna*—do verdadeiro conhecimento espiritual; *vijñāna*—da aplicação prática do conhecimento; *viveka*—consideração; *māyā-kārya*—as atividades da energia externa; *māyā haite*—das atividades da energia material; *āmi*—Eu; *vyatireka*—distinto.", "translation": "**\" 'O verdadeiro conhecimento espiritual e sua aplicação prática consideram-se em todas estas vibrações sonoras. Embora a energia externa provenha de Mim, sou diferente dela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/117/", "verse_text": "yaiche sūryera sthāne bhāsaye 'ābhāsa'\n\nsūrya vinā svatantra tāra nā haya prakāśa", "devanagari": "> যৈছে সূর্যের স্থানে ভাসয়ে ‘আভাস’ ।\n> সূর্য বিনা স্বতন্ত্র তার না হয় প্রকাশ ॥১১৭॥", "synonyms": "*yaiche*—assim como; *sūryera*—do sol; *sthāne*—no lugar; *bhāsaye*—aparece; *ābhāsa*—a iluminação; *sūrya vinā*—sem o sol; *svatantra*—independentemente; *tāra*—dela; *nā haya*—não há; *prakāśa*—manifestação.", "translation": "**\" 'Às vezes, experimenta-se um reflexo do sol no lugar do sol, mas sua iluminação jamais é possível independentemente do sol.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/118/", "verse_text": "māyātīta haile haya āmāra 'anubhava'\n\nei 'sambandha'-tattva kahiluṅ, śuna āra saba", "devanagari": "> মায়াতীত হৈলে হয় আমার ‘অনুভব’ ।\n> এই ‘সম্বন্ধ’-তত্ত্ব কহিলুঁ, শুন আর সব ॥১১৮॥", "synonyms": "*māyā-atīta haile*—quando a pessoa se situa transcendentalmente acima desta energia externa; *haya*—há; *āmāra anubhava*—percepção de Mim; *ei sambandha-tattva kahiluṅ*—isto foi explicado como o princípio de um relacionamento coMigo; *śuna*—ouve, por favor; *āra saba*—todo o resto.", "translation": "**\" 'Quando a pessoa se situa transcendentalmente, pode perceber-Me. Esta percepção é a base do relacionamento da pessoa com o Senhor Supremo. Agora, deixa-Me explicar mais este assunto.**", "purport": "O verdadeiro conhecimento espiritual há de ser recebido das escrituras reveladas. Depois que se alcança este conhecimento, a pessoa pode começar a perceber sua verdadeira vida espiritual. Qualquer conhecimento obtido por especulação é imperfeito. É preciso receber o conhecimento do sistema paramparā e do guru; do contrário, a pessoa ficará desconcertada e, por fim, tornar-se-á impersonalista. Quando alguém delibera de maneira muito escrupulosa, pode perceber o aspecto pessoal da Verdade Absoluta. A Suprema Personalidade de Deus é sempre transcendental a esta criação material. Nārāyaṇaḥ paro 'vyaktāt: Nārāyaṇa, a Suprema Personalidade de Deus, é sempre transcendental. Ele não é uma criação deste mundo material. Sem compreender o conhecimento espiritual, não se pode entender que a forma transcendental do Senhor está sempre além da energia criadora. Dá-se o exemplo do sol e da luz solar. A luz solar não é o sol, mas, ainda assim, a luz solar não está separada do sol. A filosofia do acintya-bhedābheda-tattva (simultaneamente um e diferente) não pode ser compreendida por quem está plenamente sob a influência da energia externa. Por conseguinte, uma pessoa sob a influência da energia material não pode compreender a natureza e a forma da Personalidade da Verdade Absoluta."}
{"ref": "cc/madhya/25/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/119/", "verse_text": "ṛte 'rthaṁ yat pratīyeta\n\nna pratīyeta cātmani\n\ntad vidyād ātmano māyāṁ\n\nyathābhāso yathā tamaḥ", "devanagari": "> ঋতেঽর্থং যৎ প্রতীয়েত ন প্রতীয়েত চাত্মনি ।\n> তদ্বিদ্যাদাত্মনো মায়াং যথাভাসো যথা তমঃ ॥১১৯॥", "synonyms": "*ṛte*—sem; *artham*—valor; *yat*—aquilo que; *pratīyeta*—parece ser; *na*—não; *pratīyeta*—parece ser; *ca*—certamente; *ātmani*—em relação a Mim; *tat*—isso; *vidyāt*—deves saber; *ātmanaḥ*—Minha; *māyām*—energia ilusória; *yathā*—assim como; *ābhāsaḥ*—o reflexo; *yathā*—assim como; *tamaḥ*—a escuridão.", "translation": "**\" 'Aquilo que parece ser verdade sem Mim é certamente Minha energia ilusória, pois nada pode existir sem Mim. É como o reflexo de uma luz real nas sombras, pois na luz não há sombras nem reflexos.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.34). É o segundo verso do catuḥ-ślokī. Para uma explicação deste verso, veja-se o *Ādi-līlā*, Capítulo Um, texto 54."}
{"ref": "cc/madhya/25/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/120/", "verse_text": "'abhidheya' sādhana-bhaktira śunaha vicāra\n\nsarva-jana-deśa-kāla-daśāte vyāpti yāra", "devanagari": "> ‘অভিধেয়’ সাধনভক্তির শুনহ বিচার ।\n> সর্ব-জন-দেশ-কাল-দশাতে ব্যাপ্তি যার ॥১২০॥", "synonyms": "*abhidheya*—o meio de obter um fim; *sādhana-bhaktira*—do processo de executar o serviço devocional; *śunaha vicāra*—ouve, por favor, o procedimento; *sarva*—todas; *jana*—pessoas; *deśa*—países; *kāla*—tempos; *daśāte*—e circunstâncias; *vyāpti yāra*—que é onipenetrante.", "translation": "**\" 'Agora, ouve de Mim, por favor, sobre o processo do serviço devocional, que é aplicável em qualquer país, para qualquer pessoa, em todos os tempos e em todas as circunstâncias.**", "purport": "O culto do bhāgavata-dharma pode ser difundido em todas as circunstâncias, entre todas as pessoas e em todos os países. Muitas pessoas invejosas acusam este movimento da consciência de Kṛṣṇa de arruinar a rigidez do suposto hinduísmo. Na verdade, isso não é um fato. Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma que o serviço devocional ao Senhor — o culto do bhāgavata-dharma, que agora se difunde como o movimento Hare Kṛṣṇa — pode ser difundido em todos os países, para toda pessoa, em qualquer condição de vida e em todas as circunstâncias. O bhāgavata-dharma não restringe os devotos puros à comunidade hindu. Um devoto puro está acima de um *brāhmaṇa*; portanto, não é incompatível oferecer o cordão sagrado a devotos na Europa, na América, na Austrália, no Japão, no Canadá e assim por diante. Às vezes, esses devotos puros, que foram aceitos por Śrī Caitanya Mahāprabhu, não têm permissão para entrar em certos templos na Índia. Alguns *brāhmaṇas* e gosvāmīs de casta elevada recusam-se a tomar prasāda nos templos da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. Na verdade, isto é contrário à instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Os devotos podem vir de qualquer país, e podem pertencer a qualquer credo ou raça. Com base neste verso, aqueles que são realmente devotos e seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu devem aceitar devotos de todas as partes do mundo como vaiṣṇavas puros. Devem ser aceitos não artificialmente, mas de fato. Deve-se observar como estão avançados na consciência de Kṛṣṇa e como conduzem a adoração à Deidade, o saṅkīrtana e a Ratha-yātrā. Considerando todos estes pontos, uma pessoa invejosa deve abster-se de atrocidades maliciosas."}
{"ref": "cc/madhya/25/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/121/", "verse_text": "'dharmādi' viṣaye yaiche e 'cāri, vicāra\n\nsādhana-bhakti-ei cāri vicārera pāra", "devanagari": "> ‘ধর্মাদি’ বিষয়ে যৈছে এ ‘চারি’ বিচার ।\n> সাধন-ভক্তি — এই চারি বিচারের পার ॥১২১॥", "synonyms": "*dharma-ādi*—das atividades religiosas e assim por diante; *viṣaye*—no assunto; *yaiche*—assim como; *e cāri vicāra*—há uma consideração de quatro princípios, a saber, a pessoa, o país, o tempo e a atmosfera; *sādhana-bhakti*—do serviço devocional; *ei*—estas; *cāri*—quatro; *vicārera*—às considerações; *pāra*—transcendental.", "translation": "**\" 'No que tange aos princípios religiosos, há uma consideração da pessoa, do país, do tempo e da circunstância. No serviço devocional, contudo, não há tais considerações. O serviço devocional é transcendental a todas as considerações.**", "purport": "Quando estamos na plataforma material, há diferentes tipos de religiões — hinduísmo, cristianismo, maometanismo, budismo e assim por diante. Estas são instituídas para um tempo particular, um país particular ou uma pessoa particular. Por conseguinte, há diferenças. Os princípios cristãos são diferentes dos princípios hindus, e os princípios hindus são diferentes dos princípios maometanos e budistas. Estes podem ser considerados na plataforma material, mas, quando chegamos à plataforma do serviço devocional transcendental, não há tais considerações. O serviço transcendental ao Senhor (sādhana-bhakti) está acima destes princípios. O mundo anseia pela unidade religiosa, e essa plataforma comum pode ser alcançada no serviço devocional transcendental. Este é o veredito de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando alguém se torna vaiṣṇava, torna-se transcendental a todas estas considerações limitadas. Isso também se confirma no *Bhagavad-gītā* (14.26):\n\nmāṁ ca yo 'vyabhicāreṇa\n\nbhakti-yogena sevate\n\nsa guṇān samatītyaitān\n\nbrahma-bhūyāya kalpate\n\n\"Aquele que se ocupa em pleno serviço devocional, que não decai em circunstância alguma, transcende de imediato os modos da natureza material e, assim, chega ao nível do Brahman.\"\n\nAs atividades devocionais do movimento da consciência de Kṛṣṇa são completamente transcendentais às considerações materiais. No que diz respeito às diferentes religiões, as religiões podem ser de diferentes tipos, mas, na plataforma espiritual, todos têm igual direito de executar o serviço devocional. Essa é a plataforma da unidade e a base de uma sociedade sem classes. Em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura confirma que é preciso aprender de um mestre espiritual genuíno acerca dos princípios religiosos, do desenvolvimento econômico, da gratificação dos sentidos e, por fim, da liberação. Estas são as quatro divisões da vida regulada, mas estão sujeitas à plataforma material. Na plataforma espiritual, os quatro princípios são jñāna, vijñāna, tad-aṅga e tad-rahasya. Regras, regulações e restrições estão na plataforma material, mas, na plataforma espiritual, é preciso estar munido de conhecimento transcendental, que está acima dos princípios dos rituais religiosos. A atividade religiosa mundana é conhecida como smārta-viddhi, mas o serviço devocional transcendental chama-se Gosvāmī-viddhi. Infelizmente, muitos supostos gosvāmīs estão na plataforma do smārta-viddhi, mas tentam passar por Gosvāmī-viddhi, e, assim, as pessoas são enganadas. O Gosvāmī-viddhi explica-se estritamente no *Hari-bhakti-vilāsa*, de Sanātana Gosvāmī, onde se afirma:\n\nyathā kāñcanatāṁ yāti\n\nkāṁsyaṁ rasa-vidhānataḥ\n\ntathā dīṣkā-vidhānena\n\ndvijatvaṁ jāyate nṛṇām\n\nA conclusão é que o serviço devocional está aberto a todos, independentemente de casta, credo, tempo e país. Este movimento da consciência de Kṛṣṇa funciona de acordo com este princípio."}
{"ref": "cc/madhya/25/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/122/", "verse_text": "sarva-deśa-kāla-daśāya janera kartavya\n\nguru-pāśe sei bhakti praṣṭavya, śrotavya", "devanagari": "> সর্ব-দেশ-কাল-দশায় জনের কর্তব্য ।\n> গুরু-পাশে সেই ভক্তি প্রষ্টব্য, শ্রোতব্য ॥১২২॥", "synonyms": "*sarva*—todos; *deśa*—os países; *kāla*—os tempos; *daśāya*—e nas circunstâncias; *janera*—de todo homem; *kartavya*—o dever; *guru-pāśe*—aos cuidados de um mestre espiritual; *sei*—esse; *bhakti*—serviço devocional; *praṣṭavya*—a ser indagado; *śrotavya*—e a ser ouvido.", "translation": "**\" 'É, portanto, o dever de todo homem – em todos os países, em todas as circunstâncias e em todos os tempos – aproximar-se do mestre espiritual genuíno, interrogá-lo acerca do serviço devocional e ouvi-lo explicar o processo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/123/", "verse_text": "etāvad eva jijñāsyaṁ\n\ntattva-jijñāsunātmanaḥ\n\nanvaya-vyatirekābhyāṁ\n\nyat syāt sarvatra sarvadā", "devanagari": "> এতাবদেব জিজ্ঞাস্যং তত্ত্বজিজ্ঞাসুনাত্মনঃ ।\n> অন্বয়-ব্যতিরেকাভ্যাং যৎ স্যাৎ সর্বত্র সর্বদা ॥১২৩॥", "synonyms": "*etāvat*—até aqui; *eva*—certamente; *jijñāsyam*—a ser indagado; *tattva*—da Verdade Absoluta; *jijñāsunā*—pelo estudante; *ātmanaḥ*—do eu; *anvaya*—diretamente; *vyatirekābhyām*—e indiretamente; *yat*—o que quer que; *syāt*—possa ser; *sarvatra*—em toda parte; *sarvadā*—sempre.", "translation": "**\" 'A pessoa interessada no conhecimento transcendental deve, portanto, indagar sempre, direta e indiretamente, acerca dele, a fim de conhecer a verdade onipenetrante.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.36). É o quarto verso do catuḥ-ślokī. Para uma explicação, ver *Ādi-līlā*, Capítulo Um, texto 56."}
{"ref": "cc/madhya/25/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/124/", "verse_text": "āmāte ye 'prīti', sei 'prema'-'prayojana'\n\nkārya-dvāre kahi tāra 'svarūpa'-lakṣaṇa", "devanagari": "> আমাতে যে ‘প্রীতি’, সেই ‘প্রেম’ — ‘প্রয়োজন’ ।\n> কার্যদ্বারে কহি তার ‘স্বরূপ’-লক্ষণ ॥১২৪॥", "synonyms": "*āmāte*—por Mim; *ye*—qualquer que seja; *prīti*—a afeição; *sei*—essa; *prema*—amor a Deus; *prayojana*—a meta última da vida; *kārya-dvāre*—por exemplo prático; *kahi*—permite que Eu informe; *tāra*—suas; *svarūpa-lakṣaṇa*—características naturais.", "translation": "**\" 'A afeição suprema por Mim chama-se amor a Deus, e essa é a meta última da vida. Permite que Eu explique, por um exemplo prático, as características naturais de tal amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/125/", "verse_text": "pañca-bhūta yaiche bhūtera bhitare-bāhire\n\nbhakta-gaṇe sphuri āmi bāhire-antare", "devanagari": "> পঞ্চভূত যৈছে ভূতের ভিতরে-বাহিরে ।\n> ভক্তগণে স্ফুরি আমি বাহিরে-অন্তরে ॥১২৫॥", "synonyms": "*pañca-bhūta*—os cinco elementos materiais; *yaiche*—assim como; *bhūtera*—das entidades vivas; *bhitare*—dentro; *bāhire*—e fora; *bhakta-gaṇe*—aos devotos; *sphuri*—manifestando-Me; *āmi*—Eu; *bāhire-antare*—externa e internamente.", "translation": "**\" 'Os cinco elementos materiais existem dentro e fora de cada entidade viva. De modo semelhante, Eu, a Suprema Personalidade de Deus, manifesto-Me no coração do devoto, bem como fora de seu corpo.**", "purport": "O devoto puro sabe que é eternamente um servo de Kṛṣṇa. Ele sabe que tudo pode ser empregado no serviço ao Senhor."}
{"ref": "cc/madhya/25/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/126/", "verse_text": "yathā mahānti bhūtāni\n\nbhūteṣūccāvaceṣv anu\n\npraviṣṭāny apraviṣṭāni\n\ntathā teṣu na teṣv aham", "devanagari": "> যথা মহান্তি ভূতানি ভূতেষূচ্চাবচেষ্বনু ।\n> প্রবিষ্টান্যপ্রবিষ্টানি তথা তেষু ন তেষ্বহম্ ॥১২৬॥", "synonyms": "*yathā*—como; *mahānti*—os universais; *bhūtāni*—elementos; *bhūteṣu*—nas entidades vivas; *ucca-avaceṣu*—tanto gigantescas quanto diminutas; *anu*—depois; *praviṣṭāni*—situados internamente; *apraviṣṭāni*—situados externamente; *tathā*—assim; *teṣu*—nelas; *na*—não; *teṣu*—nelas; *aham*—Eu.", "translation": "**\" 'Assim como os elementos materiais entram nos corpos de todos os seres vivos e ainda assim permanecem fora de todos eles, Eu existo dentro de todas as criações materiais e, contudo, não estou dentro delas.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.9.35). É também o terceiro verso do catuḥ-ślokī. Para uma explicação, ver *Ādi-līlā*, Capítulo Um, texto 55."}
{"ref": "cc/madhya/25/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/127/", "verse_text": "bhakta āmā preme bāndhiyāche hṛdaya-bhitare\n\nyāhāṅ netra paḍe tāhāṅ dekhaye āmāre", "devanagari": "> ভক্ত আমা প্রেমে বান্ধিয়াছে হৃদয়-ভিতরে ।\n> যাহাঁ নেত্র পড়ে তাহাঁ দেখয়ে আমারে ॥১২৭॥", "synonyms": "*bhakta*—um devoto; *āmā*—a Mim; *preme*—pelo amor; *bāndhiyāche*—prendeu; *hṛdaya-bhitare*—dentro de seu coração; *yāhāṅ*—onde quer que; *netra*—os olhos; *paḍe*—pousam; *tāhāṅ*—ali; *dekhaye*—ele vê; *āmāre*—a Mim.", "translation": "**\" 'Um devoto altamente elevado pode prender a Mim, a Suprema Personalidade de Deus, em seu coração pelo amor. Onde quer que olhe, ele Me vê e nada mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/128/", "verse_text": "visṛjati hṛdayaṁ na yasya sākṣād\n\ndharir avaśābhihito 'py aghaugha-nāśaḥ\n\npraṇaya-rasanayā dhṛtāṅghri-padmaḥ\n\nsa bhavati bhāgavata-pradhāna uktaḥ", "devanagari": "> বিসৃজতি হৃদয়ং ন যস্য সাক্ষাং\n> দ্ধরিরবশাভিহিতোঽপ্যঘৌঘনাশঃ ।\n> প্রণয়রসনয়া ধৃতাঙ্ঘ্রিপদ্মঃ\n> স ভবতি ভাগবতপ্রধান উক্তঃ ॥১২৮॥", "synonyms": "*visṛjati*—abandona; *hṛdayam*—o coração; *na*—não; *yasya*—cujo; *sākṣāt*—diretamente; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus; *avaśa-abhihitaḥ*—que é automaticamente glorificado; *api*—embora; *aghaugha-nāśaḥ*—que aniquila toda sorte de ofensas inauspiciosas para um devoto; *praṇaya-rasanayā*—com a corda do amor; *dhṛta-aṅghri-padmaḥ*—cujos pés de lótus estão presos; *saḥ*—tal devoto; *bhavati*—é; *bhāgavata-pradhānaḥ*—o devoto mais elevado; *uktaḥ*—diz-se.", "translation": "**\" 'Hari, a Suprema Personalidade de Deus, que destrói tudo o que é inauspicioso para Seus devotos, não abandona o coração de Seus devotos, mesmo que estes se lembrem dEle e cantem sobre Ele desatentamente. Isso ocorre porque a corda do amor sempre prende o Senhor dentro do coração dos devotos. Tais devotos devem ser aceitos como os mais elevados.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.55)."}
{"ref": "cc/madhya/25/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/129/", "verse_text": "sarva-bhūteṣu yaḥ paśyed\n\nbhagavad-bhāvam ātmanaḥ\n\nbhūtāni bhagavaty ātmany\n\neṣa bhāgavatottamaḥ", "devanagari": "> সর্বভূতেষু যঃ পশ্যেদ্ভগবদ্ভাবমাত্মনঃ ।\n> ভূতানি ভগবত্যাত্মন্যেষ ভাগবতোত্তমঃ ॥১২৯॥", "synonyms": "*sarva-bhūteṣu*—em todos os objetos (na matéria, no espírito, ou em combinações de matéria e espírito); *yaḥ*—todo aquele que; *paśyet*—vê; *bhagavat-bhāvam*—a capacidade de ocupar-se no serviço ao Senhor; *ātmanaḥ*—da Suprema Alma Espiritual, ou da transcendência além da concepção material da vida; *bhūtāni*—todos os seres; *bhagavati*—na Suprema Personalidade de Deus; *ātmani*—o princípio básico de toda existência; *eṣaḥ*—este; *bhāgavata-uttamaḥ*—uma pessoa avançada no serviço devocional.", "translation": "**\" 'A pessoa avançada no serviço devocional vê dentro de tudo a alma das almas, a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa. Por conseguinte, ela sempre vê a forma da Suprema Personalidade de Deus como a causa de todas as causas e compreende que todas as coisas estão situadas nEle.**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.45)."}
{"ref": "cc/madhya/25/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/130/", "verse_text": "gāyanta uccair amum eva saṁhatāḥ\n\nvicikyur unmattakavad vanād vanam\n\npapracchur ākāśavad antaraṁ bahir\n\nbhūteṣu santaṁ puruṣaṁ vanaspatīn", "devanagari": "> গায়ন্ত উচ্চৈরমুমেব সংহতাঃ\n> বিচিক্যুরুন্মত্তকবদ্বনাদ্বনম্ ।\n> পপ্রচ্ছুরাকাশবদন্তরং বহি-\n> র্ভূতেষু সন্তং পুরুষং বনস্পতীন্ ॥১৩০॥", "synonyms": "*gāyantaḥ*—cantando continuamente; *uccaiḥ*—muito alto; *amum*—aquele (o Senhor Śrī Kṛṣṇa); *eva*—certamente; *saṁhatāḥ*—estando reunidas; *vicikyuḥ*—buscaram; *unmattaka-vat*—como aquelas que enlouqueceram; *vanāt*—de uma floresta; *vanam*—a outra floresta; *papracchuḥ*—perguntaram acerca de; *ākāśa-vat*—como o céu; *antaram*—dentro; *bahiḥ*—fora; *bhūteṣu*—em todas as entidades vivas; *santam*—existindo; *puruṣam*—a Pessoa Suprema; *vanaspatīn*—todas as árvores e plantas.", "translation": "**\" 'Todas as gopīs reuniram-se para cantar bem alto as qualidades transcendentais de Kṛṣṇa, e começaram a vagar de uma floresta a outra como mulheres enlouquecidas. Elas começaram a indagar acerca do Senhor, que está situado em todas as entidades vivas, interna e externamente. De fato, chegaram a perguntar a todas as plantas e vegetais sobre Ele, a Pessoa Suprema.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.30.4). As gopīs quase enlouqueceram porque Kṛṣṇa abandonou subitamente a dança da rāsa. Como estavam plenamente absortas em pensamentos sobre Kṛṣṇa, as gopīs imitavam Suas diferentes posturas e passatempos. Ficaram muito tristes por causa de Sua ausência, e este incidente é explicado por Śukadeva Gosvāmī a Mahārāja Parīkṣit."}
{"ref": "cc/madhya/25/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/131/", "verse_text": "ataeva bhāgavate ei 'tina' kaya\n\nsambandha-abhidheya-prayojana-maya", "devanagari": "> অতএব ভাগবতে এই ‘তিন’ কয় ৷\n> সম্বন্ধ-অভিধেয়-প্রয়োজন-ময় ৷৷ ১৩১ ৷৷ ॥১৩১॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *ei tina*—estes três princípios; *kaya*—são explicados; *sambandha-abhidheya-prayojana-maya*—primeiro a relação de cada um, depois as atividades no serviço devocional, e então o alcance da meta mais elevada da vida, o amor a Deus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"A relação de cada um com o Senhor, as atividades e o serviço devocional, e o alcance da meta mais elevada da vida, o amor a Deus, são os temas do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/132/", "verse_text": "vadanti tat tattva-vidas\n\ntattvaṁ yaj jñānam advayam\n\nbrahmeti paramātmeti\n\nbhagavān iti śabdyate", "devanagari": "> বদন্তি তত্তত্ত্ববিদস্তত্ত্বং যজ্জ্ঞানমদ্বয়ম্ ৷\n> ব্রহ্মেতি পরমাত্মেতি ভগবানিতি শব্দ্যতে ৷৷ ১৩২ ৷৷ ॥১৩২॥", "synonyms": "*vadanti*—dizem; *tat*—essa; *tattva-vidaḥ*—aqueles que conhecem a Verdade Absoluta; *tattvam*—a meta última; *yat*—a qual; *jñānam advayam*—conhecimento idêntico; *brahma iti*—como o Brahman impessoal; *paramātmā iti*—como a Superalma; *bhagavān iti*—como a Suprema Personalidade de Deus; *śabdyate*—é descrita.", "translation": "**\" 'A Verdade Absoluta é conhecida pelas almas autorrealizadas como uma identidade unificada conhecida por diferentes nomes – Brahman impessoal, Paramātmā localizado e Bhagavān, a Suprema Personalidade de Deus.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.11)."}
{"ref": "cc/madhya/25/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/133/", "verse_text": "bhagavān eka āsedam\n\nagra ātmātmanāṁ vibhuḥ\n\nātmecchānugatāv ātmā\n\nanānāmaty-upalakṣaṇaḥ", "devanagari": "> ভগবানেক আসেদমগ্র আত্মাত্মনাং বিভুঃ ৷\n> আত্মেচ্ছানুগতাবাত্মা অনানামত্যুপলক্ষণঃ ৷৷ ১৩৩ ৷৷ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *ekaḥ*—unicamente; *āsa*—era; *idam*—este universo; *agre*—antes (antes da criação desta manifestação cósmica); *ātmā*—a força viva; *ātmanām*—de todas as entidades vivas; *vibhuḥ*—o Senhor Supremo; *ātma*—do Supremo; *icchā*—a vontade; *anugatau*—de acordo com; *ātmā*—a Superalma; *anānāmati-upalakṣaṇaḥ*—que não é compreendido por pessoas que têm muitos ângulos de visão.", "translation": "**\" 'Antes que a manifestação cósmica fosse criada, a propensão criativa estava imersa em Sua pessoa. Naquele momento, todas as potências e manifestações estavam preservadas na personalidade do Senhor Supremo. O Senhor é a causa de todas as causas, e Ele é a pessoa onipenetrante e autossuficiente. Antes da criação, Ele existia com Sua potência espiritual no mundo espiritual, onde se manifestam vários planetas Vaikuṇṭha.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.5.23)."}
{"ref": "cc/madhya/25/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/134/", "verse_text": "ete cāṁśa-kalāḥ puṁsaḥ\n\nkṛṣṇas tu bhagavān svayam\n\nindrāri-vyākulaṁ lokaṁ\n\nmṛḍayanti yuge yuge", "devanagari": "> এতে চাংশকলাঃ পুংসঃ কৃষ্ণস্তু ভগবান্ স্বয়ম্ ৷\n> ইন্দ্রারি-ব্যাকুলং লোকং মৃড়য়ন্তি যুগে যুগে ৷৷ ১৩৪ ৷৷ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*ete*—estas; *ca*—e; *aṁśa*—porções plenárias; *kalāḥ*—partes de porções plenárias; *puṁsaḥ*—dos puruṣa-avatāras; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *tu*—mas; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *svayam*—Ele próprio; *indra-ari*—os inimigos do Senhor Indra; *vyākulam*—cheio de; *lokam*—o mundo; *mṛḍayanti*—fazem feliz; *yuge yuge*—no momento certo de cada era.", "translation": "**\" 'Todas estas encarnações de Deus são ou porções plenárias ou partes das porções plenárias dos puruṣa-avatāras. Mas Kṛṣṇa é a própria Suprema Personalidade de Deus. Em todas as eras, Ele protege o mundo através de Seus diferentes aspectos, quando o mundo é perturbado pelos inimigos de Indra.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.28). Para uma explicação, ver *Ādi-līlā*, Capítulo Dois, texto 67."}
{"ref": "cc/madhya/25/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/135/", "verse_text": "eita' 'sambandha', śuna 'abhidheya' bhakti\n\nbhāgavate prati-śloke vyāpe yāra sthiti", "devanagari": "> এইত’ ‘সম্বন্ধ’, শুন ‘অভিধেয়’ ভক্তি ৷\n> ভাগবতে প্রতি-শ্লোকে ব্যাপে যার স্থিতি ৷৷ ১৩৫ ৷৷ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*eita'*—este; *sambandha*—relacionamento; *śuna*—por favor, ouve; *abhidheya*—a função; *bhakti*—conhecida como serviço devocional; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *prati-śloke*—em todos e cada um dos versos; *vyāpe*—penetra; *yāra*—do qual; *sthiti*—a situação.", "translation": "**\"Este é o relacionamento eterno da pessoa com a Suprema Personalidade de Deus. Agora, por favor, ouve sobre a execução do serviço devocional. Este princípio penetra praticamente todos os versos do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/136/", "verse_text": "bhaktyāham ekayā grāhyaḥ\n\nśraddhayātmā priyaḥ satām\n\nbhaktiḥ punāti man-niṣṭhā\n\nśva-pākān api sambhavāt", "devanagari": "> ভক্ত্যাহমেকয়া গ্রাহ্যঃ শ্রদ্ধয়াত্মা প্রিয়ঃ সতাম্ ৷\n> ভক্তিঃ পুনাতি মন্নিষ্ঠা শ্বপাকানপি সম্ভবাৎ ৷৷ ১৩৬ ৷৷ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*bhaktyā*—pelo serviço devocional; *aham*—Eu, a Suprema Personalidade de Deus; *ekayā*—inabalável; *grāhyaḥ*—obtenível; *śraddhayā*—pela fé; *ātmā*—o mais querido; *priyaḥ*—a ser servido; *satām*—pelos devotos; *bhaktiḥ*—o serviço devocional; *punāti*—purifica; *mat-niṣṭhā*—fixo somente em Mim; *śva-pākān*—a mais baixa categoria de seres humanos, acostumados a comer cães; *api*—certamente; *sambhavāt*—de todas as faltas decorrentes do nascimento e assim por diante.", "translation": "**\" 'Sendo muito querido pelos devotos e sādhus, sou alcançado mediante fé inabalável e serviço devocional. Este sistema de bhakti-yoga, que gradualmente aumenta o apego por Mim, purifica até mesmo um ser humano nascido entre comedores de cães. Isto quer dizer que todos podem ser elevados à plataforma espiritual pelo processo de bhakti-yoga.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.14.21)."}
{"ref": "cc/madhya/25/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/137/", "verse_text": "na sādhayati māṁ yogo\n\nna sāṅkhyaṁ dharma uddhava\n\nna svādhyāyas tapas tyāgo\n\nyathā bhaktir mamorjitā", "devanagari": "> ন সাধয়তি মাং যোগো ন সাংখ্যং ধর্ম উদ্ধব ৷\n> ন স্বাধ্যায়স্তপস্ত্যাগো যথা ভক্তির্মমোর্জিতা ৷৷ ১৩৭ ৷৷ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*na*—nunca; *sādhayati*—faz permanecer satisfeito; *mām*—a Mim; *yogaḥ*—o processo de controle; *na*—nem; *sāṅkhyam*—o processo de obter conhecimento filosófico sobre a Verdade Absoluta; *dharmaḥ*—tal ocupação; *uddhava*—Meu querido Uddhava; *na*—nem; *svādhyāyaḥ*—estudo dos Vedas; *tapaḥ*—austeridades; *tyāgaḥ*—renúncia, aceitação de sannyāsa ou caridade; *yathā*—tanto quanto; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *mama*—a Mim; *ūrjitā*—desenvolvido.", "translation": "**\" 'A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, disse: \"Meu querido Uddhava, nem através do aṣṭāṅga-yoga [o sistema de yoga místico para controlar os sentidos], nem através do impersonalismo ou de um estudo analítico da Verdade Absoluta, nem através do estudo dos *Vedas*, nem através da prática de austeridades, nem através da caridade, nem através da aceitação de sannyāsa, pode alguém satisfazer-Me tanto quanto pode satisfazer-Me desenvolvendo serviço devocional imaculado a Mim.' \"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.14.20). Para uma explicação, ver o *Ādi-līlā*, Capítulo Dezessete, texto 76."}
{"ref": "cc/madhya/25/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/138/", "verse_text": "bhayaṁ dvitīyābhiniveśataḥ syād\n\nīśād apetasya viparyayo 'smṛtiḥ\n\ntan-māyayāto budha ābhajet taṁ\n\nbhaktyaikayeśaṁ guru-devatātmā", "devanagari": "> ভয়ং দ্বিতীয়াভিনিবেশতঃ স্যা-\n> দীশাদপেতস্য বিপর্যয়োঽস্মৃতিঃ ৷\n> তন্মায়য়াতো বুধ আভজেত্তং\n> ভক্ত্যৈকয়েশং গুরুদেবতাত্মা ৷৷ ১৩৮ ৷৷ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*bhayam*—temor; *dvitīya-abhiniveśataḥ*—do conceito errôneo de ser produto da energia material; *syāt*—surge; *īśāt*—da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *apetasya*—de quem se afastou (a alma condicionada); *viparyayaḥ*—inversão de posição; *asmṛtiḥ*—nenhum conceito de seu relacionamento com o Senhor Supremo; *tat-māyayā*—por causa da energia ilusória do Senhor Supremo; *ataḥ*—portanto; *budhaḥ*—aquele que é sábio; *ābhajet*—deve adorar; *tam*—a Ele; *bhaktyā*—pelo serviço devocional; *ekayā*—não desviado para o karma e o jñāna; *īśam*—a Suprema Personalidade de Deus; *guru*—como o mestre espiritual; *devatā*—Senhor adorável; *ātmā*—Superalma.", "translation": "**\" 'Quando a entidade viva é atraída pela energia material, que é separada de Kṛṣṇa, ela é dominada pelo temor. Por estar separada da Suprema Personalidade de Deus pela energia material, seu conceito de vida fica invertido. Em outras palavras, em vez de ser o servo eterno de Kṛṣṇa, ela se torna competidora de Kṛṣṇa. Isto se chama viparyayo 'smṛtiḥ. Para anular esse erro, aquele que é realmente erudito e avançado adora a Suprema Personalidade de Deus como seu mestre espiritual, Deidade adorável e fonte da vida. Assim, ele adora o Senhor pelo processo do serviço devocional imaculado.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.37)."}
{"ref": "cc/madhya/25/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/139/", "verse_text": "ebe śuna, prema, yei-mūla 'prayojana'\n\npulakāśru-nṛtya-gīta-yāhāra lakṣaṇa", "devanagari": "> এবে শুন, প্রেম, যেই — মূল ‘প্রয়োজন’ ।\n> পুলকাশ্রু-নৃত্য-গীত — যাহার লক্ষণ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*ebe śuna*—agora ouve; *prema*—amor a Deus; *yei*—que; *mūla prayojana*—o principal objetivo; *pulaka-aśru-nṛtya-gīta*—tremor do corpo, lágrimas nos olhos, dança e canto; *yāhāra lakṣaṇa*—os sintomas do qual.", "translation": "**\"Agora, ouve de Mim o que é o verdadeiro amor a Deus. É o objetivo primordial da vida e manifesta-se por tremor do corpo, lágrimas nos olhos, canto e dança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/140/", "verse_text": "smarantaḥ smārayaś ca\n\nmitho 'ghaugha-haraṁ harim\n\nbhaktyā sañjātayā bhaktyā\n\nbibhraty utpulakāṁ tanum", "devanagari": "> স্মরন্তঃ স্মারয়ন্ত্যশ্চ মিথোঽঘৌঘহরং হরিম্ ।\n> ভক্ত্যা সংজাতয়া ভক্ত্যা বিভ্রত্যুৎপুলকাং তনুম্ ॥১৪০॥", "synonyms": "*smarantaḥ*—lembrando; *smārayaḥ ca*—e fazendo lembrar; *mithaḥ*—um ao outro; *aghaugha-haram*—que tira tudo o que é inauspicioso do devoto; *harim*—a Suprema Personalidade de Deus; *bhaktyā*—pela devoção; *sañjātayā*—despertado; *bhaktyā*—pela devoção; *bibhrati*—possuem; *utpulakām*—agitado pelo êxtase; *tanum*—corpo.", "translation": "**\" 'Os devotos puros desenvolvem um corpo espiritual e sintomas de amor extático simplesmente por se lembrarem e por fazerem outros lembrarem-se da Suprema Personalidade de Deus, Hari, que tira tudo o que é inauspicioso do devoto. Esta posição é alcançada prestando-se serviço devocional segundo os princípios reguladores e elevando-se, em seguida, à plataforma do amor espontâneo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.3.31)."}
{"ref": "cc/madhya/25/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/141/", "verse_text": "evaṁ-vrataḥ sva-priya-nāma-kīrtyā\n\njātānurāgo druta-citta uccaiḥ\n\nhastay atho roditi rauti gāyaty\n\nunmādavan nṛtyati loka-bāhyaḥ", "devanagari": "> এবংব্রতঃ স্বপ্রিয়নামকীর্ত্যা\n> জাতানুরাগো দ্রুতচিত্ত উচ্চৈঃ ।\n> হসত্যথো রোদিতি রৌতি গায়-\n> ত্যুন্মাদবন্নৃত্যতি লোকবাহ্যঃ ৷৷ ১৪১ ৷৷ ॥১৪১॥", "synonyms": "*evam-vrataḥ*—quem assim se ocupa num voto de cantar e dançar; *sva*—próprio; *priya*—muito querido; *nāma*—santo nome; *kīrtyā*—por cantar; *jāta*—dessa maneira desenvolve; *anurāgaḥ*—apego; *druta-cittaḥ*—muito ansiosamente; *uccaiḥ*—em alta voz; *hasati*—ri; *atho*—também; *roditi*—chora; *rauti*—fica agitado; *gāyati*—canta; *unmāda-vat*—como um louco; *nṛtyati*—dança; *loka-bāhyaḥ*—sem se importar com os estranhos.", "translation": "**\" 'Quando uma pessoa está realmente avançada e sente prazer em cantar o santo nome do Senhor, que lhe é muito querido, ela fica agitada e canta em alta voz o santo nome. Ela também ri, chora, fica agitada e canta como um louco, sem se importar com os estranhos.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.2.40)."}
{"ref": "cc/madhya/25/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/142/", "verse_text": "ataeva bhāgavata-sūtrera 'artha'-rūpa\n\nnija-kṛta sūtrera nija-'bhāṣya'-svarūpa", "devanagari": "> অতএব ভাগবত — সূত্রের ‘অর্থ’-রূপ ৷\n> নিজ-কৃত সূত্রের নিজ-‘ভাষ্য’-স্বরূপ ৷৷ ১৪২ ৷৷ ॥১৪২॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavatam; *sūtrera*—do Brahma-sūtra; *artha*—do significado; *rūpa*—a forma; *nija-kṛta*—feito por ele mesmo; *sūtrera*—do Vedānta-sūtra; *nija-bhāṣya*—de seu próprio comentário; *svarūpa*—a forma original.", "translation": "**\"O *Śrīmad-Bhāgavatam* fornece o verdadeiro significado do *Vedānta-sūtra*. O autor do *Vedānta-sūtra* é Vyāsadeva, e ele próprio explicou esses códigos sob a forma do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/143-144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/143-144/", "verse_text": "artho 'yaṁ brahma-sūtrāṇāṁ\n\nbhāratārtha-vinirṇayaḥ\n\ngāyatrī-bhāṣya-rūpo 'sau\n\nvedārtha-paribṛṁhitaḥ\n\npurāṇānāṁ sāma-rūpaḥ\n\nsākṣād-bhagavatoditaḥ\n\ndvādaśa-skandha-yukto 'yaṁ\n\nśata-viccheda-saṁyutaḥ\n\ngrantho 'ṣṭādaśa-sāhasraḥ\n\nśrīmad-bhāgavatābhidhaḥ", "devanagari": "", "synonyms": "*artaḥ ayam*—este é o significado; *brahma-sūtrāṇām*—dos códigos do Vedānta-sūtra; *bhārata-artha-vinirṇayaḥ*—a determinação do Mahābhārata; *gāyatrī-bhāṣya-rūpaḥ*—o significado do Brahma-gāyatrī, a mãe das literaturas Védicas; *asau*—esse; *veda-artha-paribṛṁhitaḥ*—expandido pelos significados de todos os Vedas; *purāṇānām*—dos Purāṇas; *sāma-rūpaḥ*—o melhor (como o Sāma entre os Vedas); *sākṣāt*—diretamente; *bhagavatā uditaḥ*—falado por Vyāsadeva, uma encarnação da Suprema Personalidade de Deus; *dvādaśa-skanda-yuktaḥ*—tendo doze cantos; *ayam*—este; *śata-viccheda-saṁyutaḥ*—tendo 355 capítulos; *granthaḥ*—esta grande literatura; *aṣṭādaśa-sāhasraḥ*—tendo 18.000 versos; *śrīmad-bhāgavata-abhidhaḥ*—chamada Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**\" 'O significado do *Vedānta-sūtra* está presente no *Śrīmad-Bhāgavatam*. O pleno significado do *Mahābhārata* também está ali. O comentário do Brahma-gāyatrī também está ali, plenamente expandido com todo o conhecimento Védico. O *Śrīmad-Bhāgavatam* é o Purāṇa supremo, e foi compilado pela Suprema Personalidade de Deus em Sua encarnação como Vyāsadeva. Há doze cantos, 335 capítulos e dezoito mil versos.'**", "purport": "Esta é uma citação do Garuḍa Purāṇa."}
{"ref": "cc/madhya/25/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/145/", "verse_text": "sarva-vedetihāsānāṁ\n\nsāraṁ sāraṁ samuddhṛtam", "devanagari": "> সর্ব-বেদেতিহাসানাং সারং সারং সমুদ্ধৃতম্ ৷৷ ১৪৫ ৷৷ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*sarva-veda*—de toda a literatura Védica; *itihāsānām*—da literatura histórica; *sāram sāram*—a essência da essência; *samuddhṛtam*—está coletada (no Śrīmad-Bhāgavatam).", "translation": "**\" 'A essência de toda a literatura Védica e de todas as histórias está coletada neste *Śrīmad-Bhāgavatam*.'**", "purport": "O *Śrīmad-Bhāgavatam* foi coletado pela encarnação de Deus, Vyāsadeva, e foi posteriormente ensinado a seu filho, Śukadeva Gosvāmī. Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.3.42)."}
{"ref": "cc/madhya/25/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/146/", "verse_text": "sarva-vedānta-sāraṁ hi\n\nśrīmad-bhāgavatam iṣyate\n\ntad-rasāmṛta-tṛptasya\n\nnānyatra syād ratiḥ kvacit", "devanagari": "> সর্ববেদান্তসারং হি শ্রীমদ্ভাগবতমিষ্যতে ৷\n> তদ্রসামৃততৃপ্তস্য নান্যত্র স্যাদ্রতিঃ ক্বচিৎ ৷৷ ১৪৬ ৷৷ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*sarva-vedānta-sāram*—a melhor parte de todo o Vedānta; *hi*—certamente; *śrīmad-bhāgavatam*—a grande literatura sobre o Bhagavān; *iṣyate*—é aceito; *tat-rasa-amṛta*—pela doçura transcendental derivada dessa grande literatura; *tṛp-tasya*—de quem está satisfeito; *na*—nunca; *anyatra*—em qualquer outro lugar; *syāt*—está; *ratiḥ*—atração; *kvacit*—em momento algum.", "translation": "**\" 'O *Śrīmad-Bhāgavatam* é aceito como a essência de toda a literatura Védica e da filosofia Vedānta. Quem quer que prove a doçura transcendental do *Śrīmad-Bhāgavatam* nunca mais se sente atraído por qualquer outra literatura.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.13.15)."}
{"ref": "cc/madhya/25/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/147/", "verse_text": "gāyatrīra arthe ei grantha-ārambhana\n\n\"satyaṁ paraṁ\"-sambandha, \"dhīmahi\"-sādhana-prayojana", "devanagari": "> গায়ত্রীর অর্থে এই গ্রন্থ-আরম্ভন ৷\n> “সত্যং পরং” — সম্বন্ধ, “ধীমহি” — সাধন-প্রয়োজন ৷৷ ১৪৭ ৷৷ ॥১৪৭॥", "synonyms": "*gāyatrīra arthe*—com o significado do Brahma-gāyatrī; *ei*—esta; *grantha*—da grande literatura; *ārambhana*—o começo; *satyam param*—a suprema Verdade Absoluta; *sambandha*—mostra um relacionamento; *dhīmahi*—meditamos (o final do mantra Gāyatrī); *sādhana-prayojana*—a execução do serviço e a obtenção da meta final.", "translation": "**\"No começo do *Śrīmad-Bhāgavatam* há uma explicação do mantra Brahma-gāyatrī. 'A Verdade Absoluta [satyaṁ param]' indica o relacionamento, e 'meditamos [dhīmahi] Nele' indica a execução do serviço devocional e a meta última da vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/148/", "verse_text": "janmādy asya yato 'nvayād itarataś cārtheṣv abhijñaḥ svarāṭ\n\ntene brahma hṛdā ya ādi-kavaye muhyanti yat sūrayaḥ\n\ntejo-vāri-mṛdāṁ yathā vinimayo yatra tri-sargo 'mṛṣā\n\ndhāmnā svena sadā nirasta-kuhakaṁ satyaṁ paraṁ dhīmahi", "devanagari": "> জন্মাদ্যস্য যতোঽন্বয়াদিতরতশ্চার্থেষ্বভিজ্ঞঃ স্বরাট্\n> তেনে ব্রহ্ম হৃদা য আদিকবয়ে মুহ্যন্তি যৎ সূরয়ঃ ৷\n> তেজোবারিমৃদাং যথা বিনিময়ো যত্র ত্রিসর্গোঽমৃষা\n> ধাম্না স্বেন সদা নিরস্তকুহকং সত্যং পরং ধীমহি ৷৷ ১৪৮ ৷৷ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*janma-ādi*—criação, manutenção e dissolução; *asya*—deste (o universo); *yataḥ*—de quem; *anvayāt*—diretamente, a partir da conexão espiritual; *itarataḥ*—indiretamente, a partir da ausência de contato material; *ca*—também; *artheṣu*—em todos os assuntos; *abhijñaḥ*—perfeitamente cônscio; *sva-rāṭ*—independente; *tene*—transmitiu; *brahma*—a Verdade Absoluta; *hṛdā*—através do coração; *yaḥ*—quem; *ādi-kavaye*—ao Senhor Brahmā; *muhyanti*—ficam confusos; *yat*—em quem; *sūrayaḥ*—grandes personalidades como o Senhor Brahmā e outros semideuses ou grandes brāhmaṇas; *tejaḥ-vāri-mṛdām*—de fogo, água e terra; *yathā*—como; *vinimayaḥ*—o intercâmbio; *yatra*—em quem; *tri-sargaḥ*—a criação material dos três modos; *amṛṣā*—factual; *dhāmnā*—com a morada; *svena*—Sua própria pessoal; *sadā*—sempre; *nirasta-kuhakam*—desprovida de toda ilusão; *satyam*—a verdade; *param*—absoluta; *dhīmahi*—meditemos.", "translation": "**\"'Ofereço minhas reverências ao Senhor Śrī Kṛṣṇa, filho de Vasudeva, que é a onipenetrante e suprema Personalidade de Deus. Medito Nele, a realidade transcendental, que é a causa primeva de todas as causas, de quem surgem todos os universos manifestos, em quem eles residem e por quem são destruídos. Medito naquele Senhor eternamente refulgente que é direta e indiretamente cônscio de todas as manifestações e, ainda assim, está além delas. É somente Ele quem primeiro transmitiu o conhecimento Védico ao coração de Brahmā, o primeiro ser criado. Através Dele, este mundo, como uma miragem, parece real até mesmo a grandes sábios e semideuses. Por causa Dele, os universos materiais, criados pelos três modos da natureza, parecem factuais, embora sejam irreais. Medito, portanto, Nele, a Verdade Absoluta, que existe eternamente em Sua morada transcendental e que está para sempre livre da ilusão.**", "purport": "Esta é a invocação inicial do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.1)."}
{"ref": "cc/madhya/25/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/149/", "verse_text": "dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra paramo nirmatsarāṇāṁ satāṁ\n\nvedyaṁ vāstavam atra vastu śivadaṁ tāpa-trayonmūlanam\n\nśrīmad-bhāgavate mahāmuni-kṛte kiṁ vā parair īśvaraḥ\n\nsadyo hṛdy avarudhyate 'tra kṛtibhiḥ śuśrūṣubhis tat-kṣaṇāt", "devanagari": "> ধর্মঃ প্রোজ্ঝিতকৈতবোঽত্র পরমো নির্মৎসরাণাং সতাং\n> বেদ্যং বাস্তবমত্র বস্তু শিবদং তাপত্রয়োন্মূলনম্ ৷\n> শ্রীমদ্ভাগবতে মহামুনিকৃতে কিংবাপরৈরীশ্বরঃ\n> সদ্যো হৃদ্যবরুধ্যতেঽত্র কৃতিভিঃ শুশ্রূষুভিস্তৎক্ষণাৎ ৷৷ ১৪৯ ৷৷ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*dharmaḥ*—religiosidade; *projjhita*—completamente rejeitada; *kaitavaḥ*—na qual há intenção fruitiva; *atra*—aqui; *paramaḥ*—a mais elevada; *nirmatsarāṇām*—dos que são cem por cento puros de coração; *satām*—devotos; *vedyam*—a ser compreendida; *vāstavam*—factual; *atra*—aqui; *vastu*—substância; *śiva-dam*—que confere bem-estar; *tāpa-traya*—das três espécies de misérias; *unmūlanam*—que causa o desarraigamento; *śrīmat*—belo; *bhāgavate*—no Bhāgavata Purāṇa; *mahā-muni*—pelo grande sábio (Vyāsadeva); *kṛte*—compilado; *kim*—o que; *vā*—de fato; *paraiḥ*—com outros; *īśvaraḥ*—o Senhor Supremo; *sadyaḥ*—de imediato; *hṛdi*—dentro do coração; *avarudhyate*—fica confinado; *atra*—aqui; *kṛtibhiḥ*—pelos homens piedosos; *śuśrūṣubhiḥ*—que desejam ouvir; *tat-kṣaṇāt*—sem demora.", "translation": "**\"'Rejeitando completamente todas as atividades religiosas que são materialmente motivadas, este Bhāgavata Purāṇa propõe a verdade mais elevada, que é compreensível por aqueles devotos que são puros de coração. A verdade mais elevada é a realidade distinguida da ilusão, para o bem-estar de todos. Tal verdade desarraiga as três espécies de misérias. Este belo *Bhāgavatam*, compilado pelo grande sábio Śrī Vyāsadeva, é suficiente em si mesmo para a compreensão de Deus. Tão logo a pessoa ouça atenta e submissamente a mensagem do *Bhāgavatam*, ela se torna apegada ao Senhor Supremo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.2). Veja também o *Ādi-līlā*, Capítulo Um, texto 91."}
{"ref": "cc/madhya/25/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/150/", "verse_text": "'kṛṣṇa-bhakti-rasa-svarūpa' śrī-bhāgavata\n\ntāte veda-śāstra haite parama mahattva", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণভক্তিরসস্বরূপ’ শ্রীভাগবত ৷\n> তাতে বেদশাস্ত্র হৈতে পরম মহত্ত্ব ৷৷ ১৫০ ৷৷ ॥১৫০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakti*—do serviço devocional a Kṛṣṇa; *rasa*—da doçura transcendental; *svarūpa*—a própria forma; *śrī-bhāgavata*—o Śrīmad-Bhāgavatam; *tāte*—portanto; *veda-śāstra*—a literatura Védica; *haite*—do que; *parama mahattva*—tem maior utilidade e valor.", "translation": "**\"O *Śrīmad-Bhāgavatam* fornece informação direta sobre a doçura derivada do serviço a Kṛṣṇa. Portanto, o *Śrīmad-Bhāgavatam* está acima de todas as demais literaturas Védicas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/151/", "verse_text": "nigama-kalpa-taror galitaṁ phalaṁ\n\nśuka-mukhād amṛta-drava-saṁyutam\n\npibata bhāgavataṁ rasam ālayaṁ\n\nmuhur aho rasikā bhuvi bhāvukāḥ", "devanagari": "> নিগমকল্পতরোর্গলিতং ফলং\n> শুকমুখাদমৃতদ্রবসংযুতম্ ৷\n> পিবত ভাগবতং রসমালয়ং\n> মুহুরহো রসিকা ভুবি ভাবুকাঃ ৷৷ ১৫১ ৷৷ ॥১৫১॥", "synonyms": "*nigama-kalpa-taroḥ*—da literatura Védica, que é como uma árvore-dos-desejos; *galitam*—completamente amadurecido; *phalam*—fruto (que desceu sem ser distorcido); *śuka-mukhāt*—da boca de Śukadeva Gosvāmī; *amṛta*—que é como néctar; *drava-saṁyutam*—misturado com suco; *pibata*—simplesmente bebei; *bhāgavatam*—o Śrīmad-Bhāgavatam; *rasam ālayam*—o reservatório de todas as doçuras; *muhuḥ*—constantemente; *aho*—ó; *rasikāḥ*—devotos inteligentes e bem-humorados; *bhuvi*—neste mundo; *bhāvukāḥ*—reflexivos.", "translation": "**\"'O *Śrīmad-Bhāgavatam* é a essência de todas as literaturas Védicas, e é considerado o fruto amadurecido da árvore-dos-desejos do conhecimento Védico. Foi adoçado por emanar da boca de Śukadeva Gosvāmī. Vós, que sois reflexivos e que apreciais as doçuras, deveis sempre tentar saborear este fruto amadurecido. Ó devotos reflexivos, enquanto não estiverdes absortos na bem-aventurança transcendental, deveis continuar a saborear este *Śrīmad-Bhāgavatam*; e, quando estiverdes plenamente absortos na bem-aventurança, deveis prosseguir saboreando suas doçuras para sempre.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.3)."}
{"ref": "cc/madhya/25/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/152/", "verse_text": "vayaṁ tu na vitṛpyāma\n\nuttamaḥśloka-vikrame\n\nyac chṛṇvatāṁ rasa-jñānāṁ\n\nsvādu svādu pade pade", "devanagari": "> বয়ন্তু ন বিতৃপ্যাম উত্তমঃশ্লোক বিক্রমে ৷\n> যচ্ছৃণ্বতাং রসজ্ঞানাং স্বাদু স্বাদু পদে পদে ৷৷ ১৫২ ৷৷ ॥১৫২॥", "synonyms": "*vayam tu*—nós, é claro; *na*—nunca; *vitṛpyāmaḥ*—ficamos satisfeitos; *uttamaḥ-śloka-vikrame*—nas atividades e passatempos da Suprema Personalidade de Deus; *yat*—as quais; *śṛṇvatām*—daqueles que ouvem; *rasa-jñānām*—que conhecem o sabor das doçuras; *svādu svādu*—mais saborosas; *pade pade*—a cada passo.", "translation": "**\"'Nós jamais nos cansamos de ouvir os passatempos transcendentais da Personalidade de Deus, que é glorificado por hinos e orações. Aqueles que desfrutam de Sua associação saboreiam o ouvir de Seus passatempos a cada momento.'\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.1.19)."}
{"ref": "cc/madhya/25/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/153/", "verse_text": "ataeva bhāgavata karaha vicāra\n\nihā haite pābe sūtra-śrutira artha-sāra", "devanagari": "> অতএব ভাগবত করহ বিচার ৷\n> ইহা হৈতে পাবে সূত্র-শ্রুতির অর্থ-সার ৷৷ ১৫৩ ৷৷ ॥১৫৩॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *bhāgavata*—o Śrīmad-Bhāgavatam; *karaha vicāra*—tenta compreender minuciosamente; *ihā haite*—disto; *pābe*—obterás; *sūtra-śrutira*—da filosofia Védica, o Brahma-sūtra; *artha-sāra*—o significado verdadeiro.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou Prakāśānanda Sarasvatī: \"Estuda o *Śrīmad-Bhāgavatam* muito minuciosamente. Então compreenderás o significado verdadeiro do *Brahma-sūtra*.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/154/", "verse_text": "nirantara kara kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana\n\nhelāya mukti pābe, pābe prema-dhana", "devanagari": "> নিরন্তর কর কৃষ্ণনাম-সংকীর্তন ৷\n> হেলায় মুক্তি পাবে, পাবে প্রেমধন ৷৷ ১৫৪ ৷৷ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*nirantara kara*—realiza constantemente; *kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome de Kṛṣṇa; *helāya*—muito facilmente; *mukti pābe*—obterás a liberação; *pābe prema-dhana*—alcançarás a meta máxima, o amor extático a Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Discute sempre o *Śrīmad-Bhāgavatam* e canta constantemente o santo nome do Senhor Kṛṣṇa. Dessa maneira, poderás alcançar a liberação com muita facilidade e serás elevado ao desfrute do amor a Deus.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que, sem estudar o *Śrīmad-Bhāgavatam*, não se pode compreender o significado do *Brahma-sūtra* (*Vedānta-sūtra*) nem dos *Upaniṣads*. Se alguém tentar compreender a filosofia Vedānta e os *Upaniṣads* sem estudar o *Śrīmad-Bhāgavatam*, ficará confuso e, atribuindo-lhes um significado diferente, tornar-se-á gradualmente um ateu ou um impersonalista."}
{"ref": "cc/madhya/25/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/155/", "verse_text": "brahma-bhūtaḥ prasannātmā\n\nna śocati na kāṅkṣati\n\nsamaḥ sarveṣu bhūteṣu\n\nmad-bhaktiṁ labhate parām", "devanagari": "> ব্রহ্মভূতঃ প্রসন্নাত্মা ন শোচতি ন কাঙ্ক্ষতি ৷\n> সমঃ সর্বেষু ভূতেষু মদ্ভক্তিং লভতে পরাম্ ৷৷ ১৫৫ ৷৷ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*brahma-bhūtaḥ*—livre das concepções materiais de vida, mas apegado a uma situação impessoal; *prasanna-ātmā*—plenamente jubiloso; *na śocati*—ele não se lamenta; *na kāṅkṣati*—ele não anseia; *samaḥ*—igualmente disposto; *sarveṣu*—a todas; *bhūteṣu*—as entidades vivas; *mat-bhaktim*—Meu serviço devocional; *labhate*—alcança; *parām*—transcendental.", "translation": "**\"'Aquele que está assim transcendentalmente situado compreende de imediato o Brahman Supremo e torna-se plenamente jubiloso. Ele nunca se lamenta nem deseja possuir nada; é igualmente disposto a toda entidade viva. Nesse estado, ele alcança o serviço devocional puro a Mim.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/156/", "verse_text": "\"muktā api līlayā vigrahaṁ\n\nkṛtvā bhagavantaṁ bhajante\"", "devanagari": "> “মুক্তা অপি লীলয়া বিগ্রহং কৃত্বা ভগবন্তং ভজন্তে ৷৷” ১৫৬ ৷৷ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*muktāḥ*—liberados; *api*—embora; *līlayā*—pelos passatempos; *vigraham*—a forma do Senhor; *kṛtvā*—tendo instalado; *bhagavantam*—a Suprema Personalidade de Deus; *bhajante*—adoram.", "translation": "**\"'Mesmo uma alma liberada, imersa na refulgência do Brahman impessoal, sente-se atraída pelos passatempos de Kṛṣṇa. Assim, ela instala uma Deidade e presta serviço ao Senhor.'**", "purport": "Esta é uma citação do comentário de Śaṅkarācārya sobre o Nṛsiṁha-tāpanī."}
{"ref": "cc/madhya/25/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/157/", "verse_text": "pariniṣṭhito 'pi nairguṇye\n\nuttamaḥśloka-līlayā\n\ngṛhīta-cetā rājarṣe\n\nākhyānaṁ yad adhītavān", "devanagari": "> পরিনিষ্ঠিতোঽপি নৈর্গুণ্যে উত্তমঃশ্লোকলীলয়া ৷\n> গৃহীতচেতা রাজর্ষে আখ্যানং যদধীতবান্ ৷৷ ১৫৭ ৷৷ ॥১৫৭॥", "synonyms": "*pariniṣṭhitaḥ*—situado; *api*—embora; *nairguṇye*—na posição transcendental, livre dos modos materiais da natureza; *uttamaḥ-śloka-līlayā*—pelos passatempos da Suprema Personalidade de Deus, Uttamaḥśloka; *gṛhīta-cetā*—a mente tornou-se plenamente cativada; *rājarṣe*—ó grande rei; *ākhyānam*—a narração; *yat*—a qual; *adhītavān*—estudei.", "translation": "**\"'Śukadeva Gosvāmī dirigiu-se a Parīkṣit Mahārāja: \"Meu querido rei, embora eu estivesse plenamente situado na posição transcendental, mesmo assim senti-me atraído pelos passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Por isso, estudei o *Śrīmad-Bhāgavatam* com meu pai.\"'\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.1.9)."}
{"ref": "cc/madhya/25/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/158/", "verse_text": "tasyāravinda-nayanasya padāravinda-\n\nkiñjalka-miśra-tulasī-makaranda-vāyuḥ\n\nantargataḥ svavivareṇa cakāra teṣāṁ\n\nsaṅkṣobham akṣara-juṣām api citta-tanvoḥ", "devanagari": "> তস্যারবিন্দনয়নস্য পদারবিন্দ-\n> কিঞ্জল্কমিশ্রতুলসীমকরন্দবায়ুঃ ৷\n> অন্তর্গতঃ স্ববিবরেণ চকার তেষাং\n> সংক্ষোভমক্ষরজুষামপি চিত্ততন্বোঃ ৷৷ ১৫৮ ৷৷ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*tasya*—Dele; *aravinda-nayanasya*—da Suprema Personalidade de Deus, cujos olhos são como as pétalas de uma flor de lótus; *pada-aravinda*—dos pés de lótus; *kiñjalka*—com açafrão; *miśra*—misturado; *tulasī*—das folhas de tulasī; *makaranda*—com o aroma; *vāyuḥ*—o ar; *antargataḥ*—entrou; *sva-vivareṇa*—através das narinas; *cakāra*—criou; *teṣām*—deles; *saṅkṣobham*—forte agitação; *akṣara-juṣām*—dos impessoalmente autorrealizados (os Kumāras); *api*—também; *citta-tanvoḥ*—da mente e do corpo.", "translation": "**\"'Quando a brisa que levava o aroma das folhas de tulasī e do açafrão dos pés de lótus da Personalidade de Deus de olhos de lótus entrou pelas narinas nos corações daqueles sábios [os Kumāras], eles experimentaram uma mudança tanto no corpo quanto na mente, embora estivessem apegados à compreensão do Brahman impessoal.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.15.43)."}
{"ref": "cc/madhya/25/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/159/", "verse_text": "ātmārāmāś ca munayo\n\nnirgranthā apy urukrame\n\nkurvanty ahaitukīṁ bhaktim\n\nittham-bhūta-guṇo hariḥ", "devanagari": "> আত্মারামাশ্চ মুনয়ো নির্গ্রন্থা অপ্যুরুক্রমে ৷\n> কুর্বন্ত্যহৈতুকীং ভক্তিমিত্থম্ভূতগুণো হরিঃ ৷৷ ১৫৯ ৷৷ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*ātma-ārāmāḥ*—pessoas que se comprazem em estar transcendentalmente situadas no serviço ao Senhor; *ca*—também; *munayaḥ*—grandes pessoas santas que rejeitaram completamente as aspirações materiais, as atividades fruitivas e assim por diante; *nirgranthāḥ*—sem interesse em qualquer desejo material; *api*—certamente; *urukrame*—à Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, cujas atividades são maravilhosas; *kurvanti*—prestam; *ahaitukīm*—imotivado, ou sem desejos materiais; *bhaktim*—serviço devocional; *ittham-bhūta*—tão maravilhoso a ponto de atrair a atenção dos autossatisfeitos; *guṇaḥ*—que possui qualidades transcendentais; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"'Aqueles que são autossatisfeitos e não se sentem atraídos pelos desejos materiais externos também se sentem atraídos pelo serviço amoroso a Śrī Kṛṣṇa, cujas qualidades são transcendentais e cujas atividades são maravilhosas. Hari, a Personalidade de Deus, chama-Se Kṛṣṇa porque possui tais traços transcendentalmente atraentes.'\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.7.10)."}
{"ref": "cc/madhya/25/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/160/", "verse_text": "hena-kāle sei mahārāṣṭrīya brāhmaṇa\n\nsabhāte kahila sei śloka-vivaraṇa", "devanagari": "> হেনকালে সেই মহারাষ্ট্রীয় ব্রাহ্মণ ৷\n> সভাতে কহিল সেই শ্লোক-বিবরণ ৷৷ ১৬০ ৷৷ ॥১৬০॥", "synonyms": "*hena-kāle*—neste momento; *sei*—aquele; *mahārāṣṭrīya brāhmaṇa*—o brāhmaṇa da província de Mahārāṣṭra; *sabhāte*—na reunião; *kahila*—declarou; *sei*—aquela; *śloka-vivaraṇa*—a descrição do ātmārāma-śloka explicada por Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Neste momento, o brāhmaṇa da província de Mahārāṣṭra mencionou a explicação que o Senhor Caitanya dera ao verso ātmārāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/161/", "verse_text": "ei ślokera artha prabhu 'ekaṣaṣṭi' prakāra\n\nkariyāchena, yāhā śuni' loke camatkāra", "devanagari": "> এই শ্লোকের অর্থ প্রভু ‘একষষ্টি’ প্রকার ৷\n> করিয়াছেন, যাহা শুনি’ লোকে চমৎকার ৷৷ ১৬১ ৷৷ ॥১৬১॥", "synonyms": "*ei ślokera artha*—os significados deste verso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eka-ṣaṣṭi prakāra*—sessenta e uma variedades; *kariyāchena*—fez; *yāhā śuni'*—ao ouvir o que; *loke camatkāra*—todos ficam atônitos.", "translation": "**O brāhmaṇa de Mahārāṣṭra afirmou que Śrī Caitanya Mahāprabhu já havia explicado aquele verso de sessenta e uma maneiras. Todos ficaram atônitos ao ouvir isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/162/", "verse_text": "tabe saba loka śunite āgraha karila\n\n'ekaṣaṣṭi' artha prabhu vivari' kahila", "devanagari": "> তবে সব লোক শুনিতে আগ্রহ করিল ৷\n> ‘একষষ্টি’ অর্থ প্রভু বিবরি’ কহিল ৷৷ ১৬২ ৷৷ ॥১৬২॥", "synonyms": "*tabe*—então; *saba loka*—todas as pessoas ali reunidas; *śunite*—ouvir; *āgraha karila*—expressaram seu desejo; *eka-ṣaṣṭi artha*—sessenta e um significados diferentes do verso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vivari'*—detalhadamente; *kahila*—explicou.", "translation": "**Quando todas as pessoas ali reunidas expressaram o desejo de ouvir novamente os sessenta e um significados diferentes do ātmārāma-śloka, Śrī Caitanya Mahāprabhu voltou a explicá-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/163/", "verse_text": "śuniyā lokera baḍa camatkāra haila\n\ncaitanya-gosāñi-'śrī-kṛṣṇa', nirdhārila", "devanagari": "> শুনিয়া লোকের বড় চমৎকার হৈল ৷\n> চৈতন্যগোসাঞি — ‘শ্রীকৃষ্ণ’, নির্ধারিল ৷৷ ১৬৩ ৷৷ ॥১৬৩॥", "synonyms": "*śuniyā*—ao ouvir; *lokera*—de todas as pessoas; *baḍa*—grandíssimo; *camatkāra*—assombro; *haila*—houve; *caitanya-gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-kṛṣṇa*—pessoalmente o Senhor Kṛṣṇa; *nirdhārila*—concluíram.", "translation": "**Quando todos ouviram a explicação que Śrī Caitanya Mahāprabhu deu do ātmārāma-śloka, ficaram atônitos e tomados de assombro. Concluíram que Śrī Caitanya Mahāprabhu não era outro senão o próprio Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/164/", "verse_text": "eta kahi' uṭhiyā calilā gaurahari\n\nnamaskāra kare loka hari-dhvani kari", "devanagari": "> এত কহি’ উঠিয়া চলিলা গৌরহরি ৷\n> নমস্কার করে লোক হরিধ্বনি করি ৷৷ ১৬৪ ৷৷ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*eta kahi'*—após falar isso; *uṭhiyā*—levantando-se; *calilā*—começou a caminhar; *gaurahari*—Śrī Gaurasundara, Śrī Caitanya Mahāprabhu; *namaskāra kare loka*—todas as pessoas ofereceram suas reverências; *hari-dhvani kari*—cantando em voz alta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**Após dar novamente aquelas explicações, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se e despediu-se. Todas as pessoas ali presentes Lhe ofereceram suas reverências e cantaram o mahā-mantra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/165/", "verse_text": "saba kāśī-vāsī kare nāma-saṅkīrtana\n\npreme hāse, kāṅde, gāya, karaye nartana", "devanagari": "> সব কাশীবাসী করে নামসংকীর্তন ৷\n> প্রেমে হাসে, কাঁদে, গায়, করয়ে নর্তন ৷৷ ১৬৫ ৷৷ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*saba kāśī-vāsī*—todos os habitantes de Kāśī (Vārāṇasī); *kare*—realizavam; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa; *preme*—em amor extático a Deus; *hāse*—riam; *kāṅde*—choravam; *gāya*—cantavam; *karaye nartana*—e dançavam.", "translation": "**Todos os habitantes de Kāśī [Vārāṇasī] começaram a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em amor extático. Às vezes riam, às vezes choravam, às vezes cantavam e às vezes dançavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/166/", "verse_text": "sannyāsī paṇḍita kare bhāgavata vicāra\n\nvārāṇasī-pura prabhu karilā nistāra", "devanagari": "> সন্ন্যাসী পণ্ডিত করে ভাগবত বিচার ৷\n> বারাণসীপুর প্রভু করিলা নিস্তার ৷৷ ১৬৬ ৷৷ ॥১৬৬॥", "synonyms": "*sannyāsī*—os sannyāsīs māyāvādīs; *paṇḍita*—os eruditos doutos; *kare*—fazem; *bhāgavata vicāra*—discussão sobre o Śrīmad-Bhāgavatam; *vārāṇasī-pura*—a cidade conhecida como Vārāṇasī; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā nistāra*—libertou.", "translation": "**Depois disso, todos os sannyāsīs māyāvādīs e eruditos doutos de Vārāṇasī começaram a discutir o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu os libertou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/167/", "verse_text": "nija-loka lañā prabhu āilā vāsāghara\n\nvārāṇasī haila dvitīya nadīyā-nagara", "devanagari": "> নিজ-লোক লঞা প্রভু আইলা বাসাঘর ৷\n> বারাণসী হৈল দ্বিতীয় নদীয়া-নগর ৷৷ ১৬৭ ৷৷ ॥১৬৭॥", "synonyms": "*nija-loka lañā*—com Seus associados pessoais; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā vāsā-ghara*—veio para Seu local de residência; *vārāṇasī*—a cidade de Vārāṇasī; *haila*—tornou-se; *dvitīya*—segunda; *nadīyā-nagara*—Navadvīpa (Nadia).", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então regressou à Sua residência com Seus associados pessoais. Assim, Ele transformou toda a cidade de Vārāṇasī em outra Navadvīpa [Nadīyā-nagara].**", "purport": "Tanto Navadvīpa como Vārāṇasī eram célebres por suas elevadíssimas atividades educacionais. Na atualidade, essas cidades continuam habitadas por grandes eruditos doutos, mas Vārāṇasī é especialmente um centro de sannyāsīs māyāvādīs que são eruditos doutos. Contudo, ao contrário de Navadvīpa, dificilmente há devotos em Vārāṇasī. Por conseguinte, uma discussão sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* era muito rara em Vārāṇasī. Em Navadvīpa, tal discussão era algo bastante comum. Depois que Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou Vārāṇasī e converteu Prakāśānanda Sarasvatī e seus discípulos em vaiṣṇavas, Vārāṇasī ficou semelhante a Navadvīpa, pois muitíssimos devotos começaram a discutir o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Até no momento presente é possível ouvir muitas discussões sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam* ocorrendo às margens do Ganges. Muitos eruditos e sannyāsīs reúnem-se ali para ouvir o *Śrīmad-Bhāgavatam* e realizar o saṅkīrtana."}
{"ref": "cc/madhya/25/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/168/", "verse_text": "nija-gaṇa lañā prabhu kahe hāsya kari'\n\nkāśīte āmi āilāṅa vecite bhāvakāli", "devanagari": "> নিজগণ লঞা প্রভু কহে হাস্য করি’ ৷ “ কাশীতে আমি আইলাঙ বেচিতে ভাবকালি ৷৷ ১৬৮ ৷৷ কাশীতে গ্রাহক নাহি, বস্তু না বিকায় ৷ পুনরপি দেশে বহি’ লওয়া নাহি যায় ৷৷ ১৬৯ ৷৷ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*nija-gaṇa lañā*—com Seus associados pessoais; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *hāsya kari'*—rindo; *kāśīte*—em Kāśī; *āmi āilāṅa*—Eu vim; *vecite*—vender; *bhāvakāli*—amor extático emocional.", "translation": "**Entre Seus próprios associados, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse, rindo: \"Vim aqui vender Meu amor extático emocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/169/", "verse_text": "kāśīte grāhaka nāhi, vastu nā vikāya\n\npunarapi deśe vahi' laoyā nāhi yāya", "devanagari": "", "synonyms": "*kāśīte*—em Kāśī (Benares); *grāhaka nāhi*—não havia comprador; *vastu nā vikāya*—não se vendia; *punarapi*—novamente; *deśe*—para Minha própria terra; *vahi'*—levando-o; *laoyā*—levar; *nāhi yāya*—não era possível.", "translation": "**\"Embora Eu tenha vindo a Vārāṇasī para vender Minha mercadoria, não havia compradores, e parecia necessário que Eu a levasse de volta para Minha própria terra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/170/", "verse_text": "āmi bojhā vahimu, tomā-sabāra duḥkha haila\n\ntomā-sabāra icchāya vinā-mūlye bilāila", "devanagari": "> আমি বোঝা বহিমু, তোমা-সবার দুঃখ হৈল ৷\n> তোমা-সবার ইচ্ছায় বিনামূল্যে বিলাইল ৷৷ ১৭০ ৷৷ ॥১৭০॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *bojhā*—fardo; *vahimu*—carregarei; *tomā-sabāra duḥkha haila*—todos vós ficastes muito infelizes; *tomā-sabāra icchāya*—apenas por vossa vontade; *vinā-mūlye bilāila*—distribuí sem cobrar preço.", "translation": "**\"Todos vós vos sentíeis infelizes por ninguém estar comprando Minha mercadoria e por Eu ter de levá-la embora. Portanto, apenas por vossa vontade, distribuí-a sem cobrar nada.\"**", "purport": "Quando começamos a distribuir a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu nos países ocidentais, algo semelhante aconteceu. No início, ficamos muito decepcionados durante pelo menos um ano, pois ninguém se prontificou a ajudar este movimento; mas, pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu, alguns rapazes uniram-se a este movimento em 1966. É claro que distribuímos a mensagem do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa de Śrī Caitanya Mahāprabhu sem regatear nem vender. Em consequência, este movimento espalhou-se por todo o mundo, com o auxílio de rapazes e moças europeus e americanos. Por isso, oramos por todas as bênçãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu sobre todos os devotos do mundo ocidental que estão difundindo este movimento."}
{"ref": "cc/madhya/25/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/171/", "verse_text": "sabe kahe,-loka tārite tomāra avatāra\n\n'pūrva' 'dakṣiṇa' 'paścima' karilā nistāra", "devanagari": "> সবে কহে, — “লোক তারিতে তোমার অবতার ৷ ‘পূর্ব’ ‘দক্ষিণ’ ‘পশ্চিম’ করিলা নিস্তার ৷৷ ১৭১ ৷৷ ‘এক’ বারাণসী ছিল তোমাতে বিমুখ ৷ তাহা নিস্তারিয়া কৈলা আমা-সবার সুখ ৷৷” ১৭২ ৷৷ ॥১৭১॥", "synonyms": "*sabe kahe*—todos dizem; *loka tārite*—para libertar as almas caídas; *tomāra avatāra*—Tua encarnação; *pūrva*—leste; *dakṣiṇa*—sul; *paścima*—oeste; *karilā nistāra*—libertaste.", "translation": "**Todos os devotos do Senhor disseram então: \"Tu encarnaste para libertar as almas caídas. Libertaste-as no leste e no sul, e agora estás libertando-as no oeste.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/172/", "verse_text": "'eka' vārāṇasī chila tomāte vimukha\n\ntāhā nistāriyā kailā āmā-sabāra sukha", "devanagari": "", "synonyms": "*eka*—uma; *vārāṇasī*—a cidade de Vārāṇasī; *chila*—permanecia; *tomāte vimukha*—contra Tuas atividades missionárias; *tāhā*—essa; *nistāriyā*—libertando; *kailā*—fizeste; *āmā-sabāra*—de todos nós; *sukha*—despertar de felicidade.", "translation": "**\"Restava apenas Vārāṇasī, porque o povo de lá era contrário às Tuas atividades missionárias. Agora Tu os libertaste, e estamos todos muito felizes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/173/", "verse_text": "vārāṇasī-grāme yadi kolāhala haila\n\nśuni' grāmī deśī loka āsite lāgila", "devanagari": "> বারাণসী-গ্রামে যদি কোলাহল হৈল ৷\n> শুনি’ গ্রামী দেশী লোক আসিতে লাগিল ৷৷ ১৭৩ ৷৷ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*vārāṇasī-grāme*—na cidade de Vārāṇasī; *yadi*—quando; *kolāhala haila*—houve a divulgação dessa notícia; *śuni'*—ao ouvir; *grāmī*—das aldeias; *deśī*—dos povoados; *loka āsite lāgila*—as pessoas começaram a afluir.", "translation": "**Depois que a notícia desses acontecimentos se divulgou, todos das vizinhanças circundantes começaram a afluir para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/174/", "verse_text": "lakṣa koṭi loka āise, nāhika gaṇana\n\nsaṅkīrṇa-sthāne prabhura nā pāya daraśana", "devanagari": "> লক্ষ কোটি লোক আইসে, নাহিক গণন ৷\n> সঙ্কীর্ণ স্থানে প্রভুর না পায় দরশন ৷৷ ১৭৪ ৷৷ ॥১৭৪॥", "synonyms": "*lakṣa koṭi*—centenas e milhares; *loka*—de pessoas; *āise*—vêm; *nāhika gaṇana*—não havia como contar; *saṅkīrṇa-sthāne*—num lugar pequeno; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā pāya daraśana*—não conseguiam uma audiência.", "translation": "**Centenas e milhares de pessoas vinham ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Não havia como contá-las. Como a residência do Senhor era muito pequena, nem todos conseguiam vê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/175/", "verse_text": "prabhu yabe snāne yāna viśveśvara-daraśane\n\ndui-dike loka kare prabhu-vilokane", "devanagari": "> প্রভু যবে স্নানে যান বিশ্বেশ্বর-দরশনে ৷\n> দুইদিকে লোক করে প্রভু-বিলোকনে ৷৷ ১৭৫ ৷৷ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *snāne yāna*—vai banhar-se; *viśveśvara-daraśane*—ou ver a Deidade do Senhor Viśveśvara; *dui-dike*—dos dois lados; *loka*—todas as pessoas; *kare*—faziam; *prabhu-vilokane*—ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ia banhar-se no Ganges e ver o templo de Viśveśvara, as pessoas enfileiravam-se dos dois lados para ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/176/", "verse_text": "bāhu tuli' prabhu kahe-bala 'kṛṣṇa' 'hari'\n\ndaṇḍavat kare loke hari-dhvani kari'", "devanagari": "> বাহু তুলি’ প্রভু কহে — বল ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ ৷\n> দণ্ডবৎ করে লোকে হরিধ্বনি করি’ ৷৷ ১৭৬ ৷৷ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*bāhu tuli'*—erguendo Seus dois braços; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *bala*—por favor, dizei; *kṛṣṇa hari*—Kṛṣṇa, Hari; *daṇḍavat kare*—oferecem seus respeitos; *loke*—as pessoas; *hari-dhvani kari'*—cantando em voz alta o nome de Hari.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu passava pelas pessoas, Ele erguia os braços e dizia: \"Por favor, cantai Kṛṣṇa! Por favor, cantai Hari!\" Todas as pessoas O recebiam cantando Hare Kṛṣṇa, e Lhe ofereciam seus respeitos por meio desse cantar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/177/", "verse_text": "ei-mata dina pañca loka nistāriyā\n\nāra dina calilā prabhu udvigna hañā", "devanagari": "> এইমত দিন পঞ্চ লোক নিস্তারিয়া ৷\n> আর দিন চলিলা প্রভু উদ্বিগ্ন হঞা ৷৷ ১৭৭ ৷৷ ॥১৭৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *dina pañca*—cinco dias; *loka*—as pessoas; *nistāriyā*—libertando; *āra dina*—no dia seguinte; *calilā*—partiu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *udvigna hañā*—estando muito ansioso.", "translation": "**Dessa maneira, durante cinco dias, Śrī Caitanya Mahāprabhu libertou o povo de Vārāṇasī. Finalmente, no dia seguinte, Ele ficou muito ansioso por partir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/178/", "verse_text": "rātre uṭhi' prabhu yadi karilā gamana\n\npāche lāg la-ilā tabe bhakta pañca jana", "devanagari": "> রাত্রে উঠি’ প্রভু যদি করিলা গমন ৷\n> পাছে লাগ্ লইলা তবে ভক্ত পঞ্চ জন ৷৷ ১৭৮ ৷৷ ॥১৭৮॥", "synonyms": "*rātre uṭhi'*—levantando-se de noite; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *karilā gamana*—partiu; *pāche*—atrás Dele; *lāg la-ilā*—começaram a seguir; *tabe*—então; *bhakta pañca jana*—cinco devotos.", "translation": "**Após levantar-se bem cedo no sexto dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu pôs-se a partir, e cinco devotos começaram a segui-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/179/", "verse_text": "tapana miśra, raghunātha, mahārāṣṭrīya brāhmaṇa\n\ncandraśekhara, kīrtanīyā-paramānanda,-pañca jana", "devanagari": "> তপন মিশ্র, রঘুনাথ, মহারাষ্ট্রীয় ব্রাহ্মণ ৷\n> চন্দ্রশেখর, কীর্তনীয়া-পরমানন্দ, — পঞ্চ জন ৷৷ ১৭৯ ৷৷ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*tapana miśra*—Tapana Miśra; *raghunātha*—Raghunātha; *mahārāṣṭrīya brāhmaṇa*—o brāhmaṇa mahārāṣṭrīano; *candraśekhara*—Candraśekhara; *kīrtanīyā-paramānanda*—Paramānanda, que costumava realizar kīrtana; *pañca jana*—essas cinco pessoas.", "translation": "**Esses cinco devotos eram Tapana Miśra, Raghunātha, o brāhmaṇa mahārāṣṭrīano, Candraśekhara e Paramānanda Kīrtanīyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/180/", "verse_text": "sabe cāhe prabhu-saṅge nīlācala yāite\n\nsabāre vidāya dilā prabhu yatna-sahite", "devanagari": "> সবে চাহে প্রভু-সঙ্গে নীলাচল যাইতে ৷\n> সবারে বিদায় দিলা প্রভু যত্ন-সহিতে ৷৷ ১৮০ ৷৷ ॥১৮০॥", "synonyms": "*sabe cāhe*—todos eles queriam; *prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlācala yāite*—ir a Jagannātha Purī; *sabāre*—a todos eles; *vidāya dilā*—despediu-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yatna-sahite*—com grande atenção.", "translation": "**Esses cinco desejavam acompanhar Śrī Caitanya Mahāprabhu até Jagannātha Purī, mas o Senhor atenciosamente despediu-se deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/181/", "verse_text": "\"yāṅra icchā, pāche āisa āmāre dekhite\n\nebe āmi ekā yāmu jhārikhaṇḍa-pathe\"", "devanagari": "> “যাঁর ইচ্ছা, পাছে আইস আমারে দেখিতে ৷\n> এবে আমি একা যামু ঝারিখণ্ড-পথে” ৷৷ ১৮১ ৷৷ ॥১৮১॥", "synonyms": "*yāṅra*—daquele que; *icchā*—há um desejo; *pāche*—mais tarde; *āisa*—podeis vir; *āmāre dekhite*—para ver-Me; *ebe*—mas neste momento; *āmi*—Eu; *ekā*—sozinho; *yāmu*—irei; *jhārikhaṇḍa-pathe*—pela floresta conhecida como Jhārikhaṇḍa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Se quiserdes ver-Me, podeis vir mais tarde, mas, por ora, irei sozinho pela floresta de Jhārikhaṇḍa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/182/", "verse_text": "sanātane kahilā,-tumi yāha' vṛndāvana\n\ntomāra dui bhāi tathā kariyāche gamana", "devanagari": "> সনাতনে কহিলা, — তুমি যাহ’ বৃন্দাবন ৷ তোমার দুই ভাই তথা করিয়াছে গমন ৷৷ ১৮২ ৷৷ কাঁথা-করঙ্গিয়া মোর কাঙ্গাল ভক্তগণ ৷ বৃন্দাবনে আইলে তাঁদের করিহ পালন ৷৷ ১৮৩ ৷৷ ॥১৮২॥", "synonyms": "*sanātane kahilā*—aconselhou Sanātana Gosvāmī; *tumi*—tu; *yāha' vṛndāvana*—vai a Vṛndāvana; *tomāra*—teus; *dui bhāi*—dois irmãos; *tathā*—lá; *kariyāche gamana*—já foram.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou Sanātana Gosvāmī a seguir rumo a Vṛndāvana e informou-lhe que seus dois irmãos já haviam ido para lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/183/", "verse_text": "kāṅthā-karaṅgiyā mora kāṅgāla bhakta-gaṇa\n\nvṛndāvane āile tāṅdera kariha pālana", "devanagari": "", "synonyms": "*kāṅthā*—colcha rasgada; *karaṅgiyā*—um pequeno pote de água; *mora*—Meus; *kāṅgāla*—pobres; *bhakta-gaṇa*—devotos; *vṛndāvane āile*—quando vierem a Vṛndāvana; *tāṅdera*—de todos eles; *kariha pālana*—cuida.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Sanātana Gosvāmī: \"Todos os Meus devotos que vão a Vṛndāvana são, em geral, muito pobres. Cada um deles nada possui consigo a não ser uma colcha rasgada e um pequeno pote de água. Portanto, Sanātana, deves dar-lhes abrigo e sustentá-los.\"**", "purport": "Seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, construímos templos tanto em Vṛndāvana como em Māyāpur, Navadvīpa, justamente para dar abrigo aos devotos estrangeiros que vêm da Europa e da América. Desde que o movimento Hare Kṛṣṇa começou, muitos europeus e americanos têm visitado Vṛndāvana, mas não foram devidamente recebidos por nenhum āśrama ou templo de lá. É o propósito da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna dar-lhes abrigo e treiná-los no serviço devocional. Há também muitos turistas ansiosos por vir à Índia para compreender a vida espiritual indiana, e os devotos de nossos templos, tanto em Vṛndāvana como em Navadvīpa, devem tomar providências para acomodá-los na medida do possível."}
{"ref": "cc/madhya/25/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/184/", "verse_text": "eta bali' calilā prabhu sabā āliṅgiyā\n\nsabei paḍilā tathā mūrcchita hañā", "devanagari": "> এত বলি’ চলিলা প্রভু সবা আলিঙ্গিয়া ৷\n> সবেই পড়িলা তথা মূর্চ্ছিত হঞা ৷৷ ১৮৪ ৷৷ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *calilā*—pôs-se a seguir; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabā*—todos eles; *āliṅgiyā*—abraçando; *sabei*—todos eles; *paḍilā*—caíram; *tathā*—ali; *mūrcchita hañā*—desmaiando.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou a todos e pôs-se a seguir Seu caminho, e todos eles desmaiaram e caíram por terra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/185/", "verse_text": "kata-kṣaṇe uṭhi' sabe duḥkhe ghare āilā\n\nsanātana-gosāñi vṛndāvanere calilā", "devanagari": "> কতক্ষণে উঠি’ সবে দুঃখে ঘরে আইলা ৷\n> সনাতন-গোসাঞি বৃন্দাবনেরে চলিলা ৷৷ ১৮৫ ৷৷ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*kata-kṣaṇe*—após algum tempo; *uṭhi'*—levantando-se; *sabe*—todos eles; *duḥkhe*—com grande infelicidade; *ghare āilā*—regressaram a seus lares; *sanātana-gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *vṛndāvanere calilā*—seguiu rumo a Vṛndāvana.", "translation": "**Após algum tempo, todos os devotos levantaram-se e regressaram a seus lares profundamente pesarosos. Sanātana Gosvāmī seguiu sozinho rumo a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/186/", "verse_text": "ethā rūpa-gosāñi yabe mathurā āilā\n\ndhruva-ghāṭe tāṅre subuddhi-rāya mililā", "devanagari": "> এথা রূপ-গোসাঞি যবে মথুরা আইলা ৷\n> ধ্রুবঘাটে তাঁরে সুবুদ্ধিরায় মিলিলা ৷৷ ১৮৬ ৷৷ ॥১৮৬॥", "synonyms": "*ethā*—ali; *rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosāñi; *yabe*—quando; *mathurā āilā*—chegou a Mathurā; *dhruva-ghāṭe*—na margem do Yamunā conhecida como Dhruva-ghāṭa; *tāṅre*—com ele; *subuddhi-rāya*—um devoto do Senhor Caitanya chamado Subuddhi Rāya; *mililā*—encontrou-se.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī chegou a Mathurā, encontrou-se com Subuddhi Rāya nas margens do Yamunā, num lugar chamado Dhruva-ghāṭa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/187/", "verse_text": "pūrve yabe subuddhi-rāya chilā gauḍe 'adhikāri'\n\nhusena-khāṅ 'saiyada' kare tāhāra cākarī", "devanagari": "> পূর্বে যবে সুবুদ্ধি-রায় ছিলা গৌড়ে ‘অধিকারী’ ৷\n> হুসেন-খাঁ ‘সৈয়দ’ করে তাহার চাকরী ৷৷ ১৮৭ ৷৷ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*pūrve*—antigamente; *yabe*—quando; *subuddhi-rāya*—Subuddhi Rāya; *chilā*—residia; *gauḍe*—em Bengala; *adhikārī*—um homem muito respeitável; *husena-khāṅ*—o Nawab Hussain Khān; *saiyada*—chamado Saiyada; *kare*—prestava; *tāhāra cākarī*—serviço a Subuddhi Rāya.", "translation": "**Antigamente, Subuddhi Rāya fora um grande latifundiário em Gauḍa-deśa [Bengala]. Saiyada Hussain Khān era, então, um servo de Subuddhi Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/188/", "verse_text": "dīghi khodāite tāre 'munsīpha' kailā\n\nchidra pāñā rāya tāre cābuka mārilā", "devanagari": "> দীঘি খোদাইতে তারে ‘মুন্সীফ’ কৈলা ৷\n> ছিদ্র পাঞা রায় তারে চাবুক মারিলা ৷৷ ১৮৮ ৷৷ ॥১৮৮॥", "synonyms": "*dīghi khodāite*—para escavar um grande lago; *tāre*—Hussain Khān; *munsīpha kailā*—nomeou como supervisor; *chidra pāñā*—encontrando alguma falta; *rāya*—Subuddhi Rāya; *tāre*—nele; *cābuka mārilā*—chicoteou.", "translation": "**Subuddhi Rāya encarregou Hussain Khān da escavação de um grande lago, mas, certa vez, encontrando nele alguma falta, golpeou-o com um chicote.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/189/", "verse_text": "pāche yabe husena-khāṅ gauḍe 'rājā' ha-ila\n\nsubuddhi-rāyere tiṅho bahu bāḍāila", "devanagari": "> পাছে যবে হুসেন-খাঁ গৌড়ে ‘রাজা’ হইল ৷\n> সুবুদ্ধি-রায়েরে তিঁহো বহু বাড়াইল ৷৷ ১৮৯ ৷৷ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*pāche*—mais tarde; *yabe*—quando; *husena-khāṅ*—Hussain Khān; *gauḍe*—em Bengala; *rājā ha-ila*—foi nomeado Nawab, ou governador, pelo governo central maometano; *subuddhi-rāyere*—a Subuddhi Rāya; *tiṅho*—ele; *bahu bāḍāila*—aumentou as opulências.", "translation": "**Mais tarde, Hussain Khān, de uma forma ou de outra, foi nomeado Nawab pelo governo central maometano. Por questão de obrigação, ele aumentou as opulências de Subuddhi Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/190/", "verse_text": "tāra strī tāra aṅge dekhe māraṇera cihne\n\nsubuddhi-rāyere mārite kahe rājā-sthāne", "devanagari": "> তার স্ত্রী তার অঙ্গে দেখে মারণের চিহ্নে ৷\n> সুবুদ্ধি-রায়েরে মারিতে কহে রাজা-স্থানে ৷৷ ১৯০ ৷৷ ॥১৯০॥", "synonyms": "*tāra strī*—sua esposa; *tāra aṅge*—em seu corpo; *dekhe*—vê; *māraṇera cihne*—a marca do chicote; *subuddhi-rāyere*—Subuddhi Rāya; *mārite*—matar; *kahe*—diz; *rājā-sthāne*—na presença do rei.", "translation": "**Mais tarde, quando a esposa do Nawab Saiyada Hussain Khān viu as marcas do chicote em seu corpo, pediu-lhe que matasse Subuddhi Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/191/", "verse_text": "rājā kahe,-āmāra poṣṭā rāya haya 'pitā'\n\ntāhāre mārimu āmi,-bhāla nahe kathā", "devanagari": "> রাজা কহে, — আমার পোষ্টা রায় হয় ‘পিতা’ ৷\n> তাহারে মারিমু আমি, — ভাল নহে কথা ৷৷ ১৯১ ৷৷ ॥১৯১॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *āmāra*—meu; *poṣṭā*—sustentador; *rāya*—Subuddhi Rāya; *haya*—é; *pitā*—assim como meu pai; *tāhāre mārimu*—matarei; *āmi*—eu; *bhāla nahe kathā*—esta não é uma boa proposta.", "translation": "**Hussain Khān respondeu: \"Subuddhi Rāya cuidou de mim com muito esmero. Ele foi como um pai para mim\", disse ele. \"Agora me pedes que eu o mate. Esta não é uma boa proposta.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/192/", "verse_text": "strī kahe,-jāti laha', yadi prāṇe nā māribe\n\nrājā kahe,-jāti nile iṅho nāhi jībe", "devanagari": "> স্ত্রী কহে, — জাতি লহ’, যদি প্রাণে না মারিবে ।\n> রাজা কহে, — জাতি নিলে ইঁহো নাহি জীবে ॥১৯২॥", "synonyms": "*strī kahe*—a esposa respondeu; *jāti laha'*—então toma-lhe a casta; *yadi*—se; *prāṇe nā māribe*—não o matares; *rājā kahe*—o rei respondeu; *jāti nile*—se eu lhe tomar a casta; *iṅho nāhi jībe*—ele não viverá (cometerá suicídio).", "translation": "**Como última alternativa, a esposa sugeriu que o Nawab tirasse a casta de Subuddhi Rāya e o transformasse num maometano, mas Hussain Khān respondeu que, se fizesse isso, Subuddhi Rāya não viveria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/193/", "verse_text": "strī marite cāhe, rājā saṅkaṭe paḍila\n\nkaroṅyāra pāni tāra mukhe deoyāila", "devanagari": "> স্ত্রী মরিতে চাহে, রাজা সঙ্কটে পড়িল ।\n> করোঁয়ার পানি তার মুখে দেওয়াইল ॥১৯৩॥", "synonyms": "*strī*—a esposa; *marite cāhe*—quer matar Subuddhi Rāya; *rājā*—o rei; *saṅkaṭe paḍila*—ficou muito perplexo; *karoṅyāra pāni*—água de um jarro especialmente usado pelos maometanos; *tāra mukhe*—em sua cabeça; *deoyāila*—mandou aspergir.", "translation": "**Isso se tornou um problema desconcertante para ele, pois sua esposa não parava de pedir-lhe que matasse Subuddhi Rāya. Por fim, o Nawab aspergiu um pouco de água sobre a cabeça de Subuddhi Rāya, de um jarro que havia sido usado por um maometano.**", "purport": "Há mais de quinhentos anos, na Índia, os hindus eram tão rígidos e estritos que, se um maometano aspergisse um pouco de água de seu jarro sobre um hindu, este era imediatamente excluído do convívio social. Recentemente, em 1947, durante os dias da partição, houve um grande tumulto entre hindus e muçulmanos, especialmente em Bengala. Os hindus eram forçados a comer carne de vaca e, em consequência, começavam a chorar, julgando que se haviam tornado maometanos. Na verdade, os maometanos da Índia não vieram do país dos maometanos, mas os próprios hindus instituíram o costume de que, de uma forma ou de outra, se alguém entrasse em contato com um maometano, tornava-se maometano. Rūpa e Sanātana Gosvāmī nasceram numa elevada família brāhmaṇa, mas, por terem aceitado emprego sob um governo maometano, foram considerados maometanos. Subuddhi Rāya foi aspergido com água do jarro de um maometano e, por conseguinte, foi condenado a ter-se tornado maometano. Mais tarde, Aurangzeb, o imperador maometano, introduziu um imposto especialmente destinado aos hindus. Oprimidos na comunidade hindu, muitos hindus de casta baixa preferiram tornar-se maometanos. Dessa maneira, a população maometana aumentou. Posteriormente, o governo britânico adotou a política de dividir os hindus e os muçulmanos, mantendo assim a animosidade entre eles. O resultado foi que a Índia se dividiu em Paquistão e Hindustão.\n\nPelas histórias antigas, parece que toda a Terra esteve sob uma única cultura, a cultura Védica, mas, gradualmente, devido a divisões religiosas e culturais, o domínio fragmentou-se em muitas subdivisões. Agora a Terra está dividida em muitos países, religiões e partidos políticos. Apesar dessas divisões políticas e religiosas, defendemos que todos devem unir-se novamente sob uma única cultura — a consciência de Kṛṣṇa. As pessoas devem aceitar um só Deus, Kṛṣṇa; uma só escritura, o *Bhagavad-gītā*; e uma só atividade, o serviço devocional ao Senhor. Assim, as pessoas poderão viver felizes sobre esta Terra e unir-se para produzir alimento suficiente. Em tal sociedade, não haveria possibilidade de escassez, fome, nem degradação cultural ou religiosa. Os supostos sistemas de castas e as divisões nacionais são artificiais. Segundo nossa filosofia vaiṣṇava, tudo isso não passa de designações corpóreas externas. O movimento da consciência de Kṛṣṇa não se baseia em designações corpóreas. É um movimento transcendental na plataforma da compreensão espiritual. Se o povo do mundo compreendesse que o princípio básico da vida é a identificação espiritual, entenderia que a função da alma espiritual é servir o Espírito Supremo, Kṛṣṇa. Como o Senhor Kṛṣṇa diz no *Bhagavad-gītā* (15.7), mamaivāṁśo jīva-loke jīva-bhūtaḥ sanātanaḥ: \"As entidades vivas neste mundo condicionado são Minhas partes eternas e fragmentárias.\" Todas as entidades vivas, em diferentes formas de vida, são filhas de Kṛṣṇa. Portanto, todas se destinam a servir Kṛṣṇa, o pai supremo original. Se esta filosofia for aceita, o fracasso das Nações Unidas em unir todas as nações será suficientemente compensado em todo o mundo por um grande movimento da consciência de Kṛṣṇa. Recentemente, tivemos conversas com líderes cristãos na Austrália, inclusive com o Bispo da Austrália, e todos ali ficaram satisfeitos com nossa filosofia da unidade na consciência religiosa."}
{"ref": "cc/madhya/25/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/194/", "verse_text": "tabe subuddhi-rāya sei 'chadma' pāñā\n\nvārāṇasī āilā, saba viṣaya chādiyā", "devanagari": "> তবে সুবুদ্ধি-রায় সেই ‘ছদ্ম’ পাঞা ।\n> বারাণসী আইলা, সব বিষয় ছাড়িয়া ॥১৯৪॥", "synonyms": "*tabe*—diante disso; *subuddhi-rāya*—Subuddhi Rāya; *sei*—aquele; *chadma*—pretexto; *pāñā*—obtendo uma oportunidade; *vārāṇasī āilā*—veio a Vārāṇasī; *saba*—todas; *viṣaya chādiyā*—abandonando as implicações das atividades materiais.", "translation": "**Tomando como oportunidade a aspersão de água do Nawab sobre ele, Subuddhi Rāya abandonou sua família e seus negócios e foi para Vārāṇasī.**", "purport": "Parece que Subuddhi Rāya era um grande latifundiário e um cavalheiro responsável e respeitável. Ele não pôde, contudo, evitar a concepção social equivocada de que alguém se torna maometano quando a água é aspergida em seu rosto a partir do jarro de um maometano. Na verdade, ele estava planejando abandonar sua vida material e deixar a família. A cultura hindu recomenda quatro divisões — brahmacarya, gṛhastha, vānaprastha e sannyāsa. Subuddhi Rāya estava pensando em aceitar sannyāsa e, pela graça de Kṛṣṇa, recebeu esta oportunidade. Por isso, deixou sua família e foi para Vārāṇasī. O sistema de varṇāśrama-dharma é muito científico. Se a pessoa for orientada pela instituição varṇāśrama, naturalmente pensará em retirar-se da vida familiar ao fim de sua vida. Portanto, o sannyāsa é compulsório aos cinquenta anos de idade."}
{"ref": "cc/madhya/25/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/195/", "verse_text": "prāyaścitta puchilā tiṅho paṇḍitera gaṇe\n\ntāṅrā kahe,-tapta-ghṛta khāñā chāḍa' prāṇe", "devanagari": "> প্রায়শ্চিত্ত পুছিলা তিঁহো পণ্ডিতের গণে ।\n> তাঁরা কহে, — তপ্ত-ঘৃত খাঞা ছাড়’ প্রাণে ॥১৯৫॥", "synonyms": "*prāyaścitta*—expiação; *puchilā*—perguntou; *tiṅho*—ele; *paṇḍitera gaṇe*—entre os eruditos ou brāhmaṇa-paṇḍitas de Vārāṇasī; *tāṅrā kahe*—eles aconselharam; *tapta-ghṛta*—manteiga clarificada quente; *khāñā*—bebendo; *chāḍa'*—abandona; *prāṇe*—tua vida.", "translation": "**Quando Subuddhi Rāya consultou os eruditos brāhmaṇas de Vārāṇasī, perguntando-lhes como poderia neutralizar sua conversão ao maometismo, eles o aconselharam a beber ghee quente e abandonar a vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/196/", "verse_text": "keha kahe,-ei nahe, 'alpa' doṣa haya\n\nśuniyā rahilā rāya kariyā saṁśaya", "devanagari": "> কেহ কহে, — এই নহে, ‘অল্প’ দোষ হয় ।\n> শুনিয়া রহিলা রায় করিয়া সংশয় ॥১৯৬॥", "synonyms": "*keha kahe*—alguns dos eruditos brāhmaṇas disseram; *ei*—isto; *nahe*—não; *alpa*—insignificante; *doṣa*—falta; *haya*—é; *śuniyā*—ouvindo; *rahilā*—permaneceu; *rāya*—Subuddhi Rāya; *kariyā*—fazendo; *saṁśaya*—dúvida.", "translation": "**Quando Subuddhi Rāya consultou alguns outros brāhmaṇas, estes lhe disseram que ele não havia cometido uma falta grave e que, em consequência, não deveria beber ghee quente nem abandonar a vida. Em razão disso, Subuddhi Rāya ficou em dúvida sobre o que fazer.**", "purport": "Este é mais um exemplo de costume hindu. Um brāhmaṇa dava um conselho que perdoava determinada falta, e outro dava um conselho contrário. Tipicamente, advogados e médicos divergem, dando ora um tipo de instrução, ora outro. Devido às diferentes opiniões dos brāhmaṇas, Subuddhi Rāya ficou ainda mais perplexo. Não sabia o que fazer nem o que deixar de fazer."}
{"ref": "cc/madhya/25/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/197/", "verse_text": "tabe yadi mahāprabhu vārāṇasī āilā\n\ntāṅre mili' rāya āpana-vṛttānta kahilā", "devanagari": "> তবে যদি মহাপ্রভু বারাণসী আইলা ।\n> তাঁরে মিলি’ রায় আপন-বৃত্তান্ত কহিলা ॥১৯৭॥", "synonyms": "*tabe*—neste momento; *yadi*—quando; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vārāṇasī āilā*—veio a Vārāṇasī; *tāṅre mili'*—encontrando-O; *rāya*—Subuddhi Rāya; *āpana-vṛttānta kahilā*—explicou sua situação pessoal.", "translation": "**Em seu estado de perplexidade, Subuddhi Rāya encontrou Śrī Caitanya Mahāprabhu quando o Senhor estava em Vārāṇasī. Subuddhi Rāya explicou sua posição e perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu o que deveria fazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/198/", "verse_text": "prabhu kahe,-ihāṅ haite yāha' vṛndāvana\n\nnirantara kara kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ইহাঁ হৈতে যাহ’ বৃন্দাবন ।\n> নিরন্তর কর কৃষ্ণনামসংকীর্তন ॥১৯৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor aconselhou; *ihāṅ haite*—deste lugar; *yāha' vṛndāvana*—vai a Vṛndāvana; *nirantara*—incessantemente; *kara*—realiza; *kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**O Senhor o aconselhou: \"Vai a Vṛndāvana e canta o mantra Hare Kṛṣṇa constantemente.\"**", "purport": "Esta é uma solução para todas as atividades pecaminosas. Nesta era de Kali, todos estão perplexos por tantos inconvenientes – sociais, políticos e religiosos – e, naturalmente, ninguém é feliz. Devido à contaminação desta era, todos têm uma vida muito curta. Há muitos tolos e canalhas que aconselham as pessoas a adotar este ou aquele modo de vida, mas a verdadeira liberação das perplexidades da vida significa preparação para a próxima vida. Tathā dehāntara-prāptir dhīras tatra na muhyati. A pessoa deve situar-se em sua identidade espiritual e voltar ao lar, de volta ao Supremo. O método mais simples para isso é o recomendado aqui por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Devemos cantar constantemente os santos nomes do Senhor, o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra. Seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, este movimento da consciência de Kṛṣṇa está recomendando este processo por todo o mundo. Estamos dizendo: \"Cantai o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, libertai-vos de todas as complexidades da vida e percebei *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*. Ocupai-vos em Seu serviço devocional e aperfeiçoai vossa vida para que possais voltar ao lar, de volta ao Supremo.\""}
{"ref": "cc/madhya/25/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/199/", "verse_text": "eka 'nāmābhāse' tomāra pāpa-doṣa yābe\n\nāra 'nāma' la-ite kṛṣṇa-caraṇa pāibe", "devanagari": "> এক ‘নামাভাসে’ তোমার পাপ-দোষ যাবে ।\n> আর ‘নাম’ লইতে কৃষ্ণচরণ পাইবে ॥১৯৯॥", "synonyms": "*eka*—um; *nāma-ābhāse*—por um reflexo do cantar puro do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *tomāra*—tuas; *pāpa-doṣa yābe*—todas as reações pecaminosas irão embora; *āra*—então, novamente; *nāma la-ite*—após cantar puramente o nome do Senhor; *kṛṣṇa-caraṇa pāibe*—obterás abrigo aos pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou ainda Subuddhi Rāya: \"Começa a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, e quando teu cantar estiver quase puro, todas as tuas reações pecaminosas irão embora. Depois que cantares perfeitamente, obterás abrigo aos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": "As dez espécies de ofensas devem ser consideradas. No início, quando a pessoa é iniciada no cantar do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, há naturalmente muitas ofensas. Contudo, o devoto deve ter muito cuidado para evitar essas ofensas e cantar puramente. Isso não significa que o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra seja às vezes puro e às vezes impuro. Pelo contrário, o cantor é impuro devido à contaminação material. Ele tem de purificar-se para que os santos nomes sejam perfeitamente eficazes. Cantar o santo nome do Senhor sem ofensas ajudará a pessoa a obter abrigo imediato aos pés de lótus de Kṛṣṇa. Isso significa que, ao cantar puramente, a pessoa imediatamente se situará na plataforma transcendental. Devemos notar, porém, que, de acordo com as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, não se deve esperar até estar purificado para começar a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa. Qualquer que seja a nossa condição, devemos começar a cantar imediatamente. Pelo poder do mantra Hare Kṛṣṇa, gradualmente nos veremos aliviados de toda a contaminação material e obteremos abrigo aos pés de lótus de Kṛṣṇa, a meta última da vida."}
{"ref": "cc/madhya/25/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/200/", "verse_text": "āra kṛṣṇa-nāma laite kṛṣṇa-sthāne sthiti-\n\nmahā-pātakera haya ei prāyaścitti", "devanagari": "> আর কৃষ্ণনাম লৈতে কৃষ্ণস্থানে স্থিতি ।\n> মহাপাতকের হয় এই প্রায়শ্চিত্তি ॥২০০॥", "synonyms": "*āra*—além disso; *kṛṣṇa-nāma*—o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *laite*—cantando continuamente; *kṛṣṇa-sthāne sthiti*—estar situado na companhia do Senhor Kṛṣṇa; *mahā-pātakera*—de toda espécie de atividade pecaminosa; *haya*—é; *ei*—esta; *prāyaścitti*—expiação.", "translation": "**\"Quando estiveres situado aos pés de lótus de Kṛṣṇa, nenhuma reação pecaminosa poderá tocar-te. Esta é a melhor solução para toda atividade pecaminosa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/201/", "verse_text": "pāñā ājñā rāya vṛndāvanere calilā\n\nprayāga, ayodhyā diyā naimiṣāraṇye āilā", "devanagari": "> পাঞা আজ্ঞা রায় বৃন্দাবনেরে চলিলা ।\n> প্রয়াগ, অযোধ্যা দিয়া নৈমিষারণ্যে আইলা ॥২০১॥", "synonyms": "*pāñā ājñā*—recebendo esta ordem; *rāya*—Subuddhi Rāya; *vṛndāvanere calilā*—partiu rumo a Vṛndāvana; *prayāga*—Allahabad; *ayodhyā*—Ayodhyā (o reino do Senhor Rāmacandra); *diyā*—através de; *naimiṣāraṇye āilā*—chegou a Naimiṣāraṇya (um lugar perto de Lucknow).", "translation": "**Assim, recebendo de Śrī Caitanya Mahāprabhu a ordem de ir a Vṛndāvana, Subuddhi Rāya deixou Vārāṇasī e foi através de Prayāga, Ayodhyā e Naimiṣāraṇya em direção a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/202/", "verse_text": "kataka divasa rāya naimiṣāraṇye rahilā\n\nprabhu vṛndāvana haite prayāga yāilā", "devanagari": "> কতক দিবস রায় নৈমিষারণ্যে রহিলা ।\n> প্রভু বৃন্দাবন হৈতে প্রয়াগ যাইলা ॥২০২॥", "synonyms": "*kataka divasa*—alguns dias; *rāya*—Subuddhi Rāya; *naimiṣāraṇye rahilā*—permaneceu em Naimiṣāraṇya; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vṛndāvana haite*—de Vṛndāvana; *prayāga*—a Allahabad; *yāilā*—foi.", "translation": "**Subuddhi Rāya permaneceu por algum tempo em Naimiṣāraṇya. Durante esse período, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a Prayāga após visitar Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/203/", "verse_text": "mathurā āsiyā rāya prabhu-vārtā pāila\n\nprabhura lāga nā pāñā mane baḍa duḥkha haila", "devanagari": "> মথুরা আসিয়া রায় প্রভুবার্তা পাইল ।\n> প্রভুর লাগ না পাঞা মনে বড় দুঃখ হৈল ॥২০৩॥", "synonyms": "*mathurā āsiyā*—quando chegou a Mathurā; *rāya*—Subuddhi Rāya; *prabhu-vārtā pāila*—obteve informação sobre o itinerário do Senhor; *prabhura*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *lāga*—contato; *nā pāñā*—não conseguindo; *mane*—na mente; *baḍa*—muito grande; *duḥkha*—infelicidade; *haila*—houve.", "translation": "**Após chegar a Mathurā, Subuddhi Rāya recebeu informação sobre o itinerário do Senhor. Ficou muito infeliz por não ter conseguido encontrar-se com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/204/", "verse_text": "śuṣka-kāṣṭha āni' rāya vece mathurāte\n\npāṅca chaya paisā haya eka eka bojhāte", "devanagari": "> শুষ্ককাষ্ঠ আনি’ রায় বেচে মথুরাতে ।\n> পাঁচ ছয় পৈসা হয় এক এক বোঝাতে ॥২০৪॥", "synonyms": "*śuṣka-kāṣṭha āni'*—coletando lenha seca na floresta; *rāya*—Subuddhi Rāya; *vece*—vende; *mathurāte*—em Mathurā; *pāṅca chaya*—cinco ou seis; *paisā*—paise; *haya*—são; *eka eka bojhāte*—em troca de cada carga de lenha seca.", "translation": "**Subuddhi Rāya coletava lenha seca na floresta e a levava à cidade de Mathurā para vender. Por cada carga, recebia cinco ou seis paise.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/205/", "verse_text": "āpane rahe eka paisāra cānā cābāiyā\n\nāra paisā bāṇiyā-sthāne rākhena dhariyā", "devanagari": "> আপনে রহে এক পৈসার চানা চাবাইয়া ।\n> আর পৈসা বাণিয়া-স্থানে রাখেন ধরিয়া ॥২০৫॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *rahe*—vive; *eka paisāra*—do valor de um paisa; *cānā*—grão-de-bico frito; *cābāiyā*—mastigando; *āra*—o restante; *paisā*—quatro ou cinco paise; *bāṇiyā-sthāne*—sob a custódia de um comerciante; *rākhena*—guarda; *dhariyā*—depositando.", "translation": "**Ganhando seu sustento com a venda de lenha seca, Subuddhi Rāya vivia apenas do valor de um paisa em grão-de-bico frito, e depositava com algum comerciante quaisquer outros paise que tivesse.**", "purport": "Naqueles dias, não havia um sistema bancário como o que agora se encontra nos países ocidentais. Se alguém tinha dinheiro excedente, depositava-o com algum comerciante, geralmente um quitandeiro. Esse era o sistema bancário. Subuddhi Rāya depositava seu dinheiro extra com um homem mercantil e o gastava quando necessário. Quando a pessoa está na ordem renunciada, não se recomenda poupar dinheiro. Contudo, se alguém poupa dinheiro para o serviço do Senhor ou de um vaiṣṇava, isso é aceito. Estes são os tratos de Subuddhi Rāya, que é um dos devotos íntimos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Śrīla Rūpa Gosvāmī também seguiu este princípio, gastando cinquenta por cento de seu dinheiro a fim de servir Kṛṣṇa por meio de brāhmaṇas e vaiṣṇavas. Deu vinte e cinco por cento de seu dinheiro a parentes, e vinte e cinco por cento depositou sob a custódia de um comerciante. Estes são os métodos aprovados recomendados no *Caitanya-caritāmṛta*. Quer na ordem renunciada, quer na ordem gṛhastha, um vaiṣṇava deve seguir estes princípios estabelecidos pelos ācāryas anteriores."}
{"ref": "cc/madhya/25/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/206/", "verse_text": "duḥkhī vaiṣṇava dekhi' tāṅre karāna bhojana\n\ngauḍīyā āile dadhi, bhāta, taila-mardana", "devanagari": "> দুঃখী বৈষ্ণব দেখি’ তাঁরে করান ভোজন ।\n> গৌড়ীয়া আইলে দধি, ভাত, তৈল-মর্দন ॥২০৬॥", "synonyms": "*duḥkhī vaiṣṇava*—um vaiṣṇava muito pobre; *dekhi'*—vendo; *tāṅre*—a ele; *karāna bhojana*—dá alimento para comer; *gauḍīyā āile*—quando um vaiṣṇava bengali vinha a Mathurā; *dadhi*—iogurte; *bhāta*—arroz cozido; *taila-mardana*—massagear o corpo com óleo de mostarda.", "translation": "**Subuddhi Rāya costumava gastar suas economias para fornecer iogurte aos vaiṣṇavas bengalis que vinham a Mathurā. Também lhes dava arroz cozido e massagens com óleo. Quando via um vaiṣṇava muito pobre, usava seu dinheiro para alimentá-lo.**", "purport": "Há uma referência especial à manutenção dos vaiṣṇavas bengalis. Um vaiṣṇava gauḍīya é um vaiṣṇava bengali. A maioria dos devotos do Senhor Caitanya naquela época eram gauḍīyas e oriyās, habitantes de Bengala e Orissa. Ainda há muitas centenas e milhares de discípulos em Bengala e Orissa. Os bengalis estão habituados a comer arroz cozido como alimento básico. Quando iam a Mathurā, no Norte, descobriam que o povo geralmente comia chapatis ou roṭi feitos de trigo. Os bengalis não conseguiam digerir esse alimento porque estavam acostumados ao arroz cozido. Portanto, assim que Subuddhi Rāya via um vaiṣṇava bengali chegando a Mathurā, tentava fornecer-lhe arroz cozido. Os bengalis também estão acostumados a receber massagens com óleo de mostarda. Em todo caso, Subuddhi Rāya desejava servir os vaiṣṇavas conforme suas necessidades. Por isso, fornecia iogurte para facilitar a digestão do alimento consumido em Mathurā, particularmente os chapatis e roṭi feitos de trigo."}
{"ref": "cc/madhya/25/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/207/", "verse_text": "rūpa-gosāñi, āile tāṅre bahu prīti kailā\n\nāpana-saṅge lañā 'dvādaśa vana' dekhāilā", "devanagari": "> রূপ-গোসাঞি, আইলে তাঁরে বহু প্রীতি কৈলা ।\n> আপন-সঙ্গে লঞা ‘দ্বাদশ বন’ দেখাইলা ॥২০৭॥", "synonyms": "*rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosāñi; *āile*—quando ele veio a Mathurā; *tāṅre*—a ele; *bahu*—muito; *prīti*—amor; *kailā*—demonstrou; *āpana-saṅge lañā*—levando Rūpa Gosvāmī pessoalmente consigo; *dvādaśa vana*—as doze florestas de Vṛndāvana; *dekhāilā*—mostrou.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī chegou a Mathurā, Subuddhi Rāya, por amor e afeição a ele, desejou servi-lo de tantas maneiras. Levou Rūpa Gosvāmī pessoalmente a ver todas as doze florestas de Vṛndāvana.**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī havia sido ministro no governo de Hussain Shah, e Subuddhi Rāya também era conhecido de Hussain Shah, pois, quando menino, este havia sido servo de Subuddhi Rāya. Parece que Subuddhi Rāya era idoso; ainda assim, enquanto vivia em Mathurā, mostrou a Rūpa Gosvāmī as doze florestas de Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/madhya/25/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/208/", "verse_text": "māsa-mātra rūpa-gosāñi rahilā vṛndāvane\n\nśīghra cali' āilā sanātanānusandhāne", "devanagari": "> মাসমাত্র রূপ-গোসাঞি রহিলা বৃন্দাবনে ।\n> শীঘ্র চলি’ আইলা সনাতনানুসন্ধানে ॥২০৮॥", "synonyms": "*māsa-mātra*—apenas um mês; *rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosāñi; *rahilā*—permaneceu; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *śīghra*—muito em breve; *cali' āilā*—partiu; *sanātana-anu-sandhāne*—em busca de Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Rūpa Gosvāmī permaneceu em Mathurā e Vṛndāvana por um mês na companhia de Subuddhi Rāya. Depois disso, deixou Vṛndāvana em busca de seu irmão mais velho, Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/209/", "verse_text": "gaṅgā-tīra-pathe prabhu prayāgere āilā\n\ntāhā śuni' dui-bhāi se pathe calilā", "devanagari": "> গঙ্গাতীর-পথে প্রভু প্রয়াগেরে আইলা ।\n> তাহা শুনি’ দুইভাই সে পথে চলিলা ॥২০৯॥", "synonyms": "*gaṅgā-tīra-pathe*—pela estrada na margem do Ganges; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prayāgere āilā*—veio a Prayāga; *tāhā śuni'*—ouvindo esta notícia; *dui-bhāi*—os dois irmãos chamados Rūpa e Anupama; *se pathe calilā*—viajaram por aquele caminho.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī ouviu que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia ido a Prayāga pela estrada ao longo das margens do Ganges, tanto Rūpa quanto seu irmão Anupama seguiram aquele caminho para encontrar o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/210/", "verse_text": "ethā sanātana gosāñi prayāge āsiyā\n\nmathurā āilā sarāna rāja-patha diyā", "devanagari": "> এথা সনাতন গোসাঞি প্রয়াগে আসিয়া ।\n> মথুরা আইলা সরান রাজপথ দিয়া ॥২১০॥", "synonyms": "*ethā*—aqui (na outra ponta); *sanātana gosāñi*—Sanātana Gosāñi; *prayāge āsiyā*—vindo a Prayāga; *mathurā āilā*—chegou a Vṛndāvana; *sarāna*—diretamente; *rāja-patha diyā*—pela estrada do governo ou estrada pública.", "translation": "**Após chegar a Prayāga, Sanātana Gosvāmī, seguindo a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, foi a Vṛndāvana pela estrada pública.**", "purport": "Isso é especialmente significativo porque, quando Sanātana Gosvāmī foi de Bengala a Benares, devido à situação política, não seguiu pela estrada pública. Após encontrar-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu em Benares, porém, recebeu a ordem de seguir para Vṛndāvana pela estrada pública que leva a Mathurā. Em outras palavras, ele foi aconselhado a não temer por sua situação política."}
{"ref": "cc/madhya/25/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/211/", "verse_text": "mathurāte subuddhi-rāya tāhāre mililā\n\nrūpa-anupama-kathā sakali kahilā", "devanagari": "> মথুরাতে সুবুদ্ধি-রায় তাহারে মিলিলা ৷\n> রূপ-অনুপম-কথা সকলি কহিলা ॥২১১॥", "synonyms": "*mathurāte*—em Mathurā; *subuddhi-rāya*—Subuddhi Rāya; *tāhāre mililā*—encontrou-o; *rūpa-anupama-kathā*—notícias acerca de seus irmãos mais novos, Rūpa Gosvāmī e Anupama; *sakali*—tudo; *kahilā*—descreveu.", "translation": "**Quando Sanātana Gosvāmī encontrou Subuddhi Rāya em Mathurā, Subuddhi Rāya lhe explicou tudo acerca de seus irmãos mais novos, Rūpa Gosvāmī e Anupama.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/212/", "verse_text": "gaṅgā-pathe dui-bhāi rāja-pathe sanātana\n\nataeva tāṅhā sane nā haila milana", "devanagari": "> গঙ্গাপথে দুইভাই রাজপথে সনাতন ৷\n> অতএব তাঁহা সনে না হৈল মিলন ॥২১২॥", "synonyms": "*gaṅgā-pathe*—pela estrada que margeia o Ganges; *dui-bhāi*—os dois irmãos Rūpa e Anupama; *rāja-pathe*—pela estrada pública; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *ataeva*—por causa disso; *tāṅhā sane*—com ele; *nā haila milana*—não houve encontro.", "translation": "**Como Sanātana Gosvāmī seguiu pela estrada pública rumo a Vṛndāvana, ao passo que Rūpa Gosvāmī e Anupama foram pela estrada que margeia o Ganges, não lhes foi possível encontrar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/213/", "verse_text": "subuddhi-rāya bahu sneha kare sanātane\n\nvyavahāra-sneha sanātana nāhi māne", "devanagari": "> সুবুদ্ধি-রায় বহু স্নেহ করে সনাতনে ।\n> ব্যবহার-স্নেহ সনাতন নাহি মানে ॥২১৩॥", "synonyms": "*subuddhi-rāya*—Subuddhi Rāya; *bahu*—muita; *sneha*—afeição; *kare*—dispensa; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *vyavahāra-sneha*—amor e afeição decorrentes de uma relação anterior; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *nāhi māne*—hesitava em aceitar.", "translation": "**Subuddhi Rāya e Sanātana Gosvāmī conheciam-se antes de aceitarem a ordem renunciada. Por isso, Subuddhi Rāya dispensava muita afeição a Sanātana Gosvāmī, mas Sanātana Gosvāmī hesitava em aceitar tais sentimentos e afeições.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/214/", "verse_text": "mahā-virakta sanātana bhramena vane vane\n\nprati-vṛkṣe, prati-kuñje rahe rātri-dine", "devanagari": "> মহা-বিরক্ত সনাতন ভ্রমেণ বনে বনে ।\n> প্রতিবৃক্ষে, প্রতিকুঞ্জে রহে রাত্রি-দিনে ॥২১৪॥", "synonyms": "*mahā-virakta*—altamente elevado na ordem de vida renunciada; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *bhramena*—perambula; *vane vane*—de floresta em floresta; *prati-vṛkṣe*—sob cada árvore; *prati-kuñje*—em cada moita; *rahe rātri-dine*—permanece dia e noite.", "translation": "**Sendo muito avançado na ordem renunciada, Sanātana Gosvāmī costumava perambular de floresta em floresta, jamais abrigando-se em qualquer habitação construída de pedra. Ele costumava viver sob as árvores ou debaixo das moitas, tanto de dia como de noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/215/", "verse_text": "mathurā-māhātmya-śāstra saṅgraha kariyā\n\nlupta-tīrtha prakaṭa kailā vanete bhramiyā", "devanagari": "> মথুরামাহাত্ম্য-শাস্ত্র সংগ্রহ করিয়া ।\n> লুপ্ততীর্থ প্রকট কৈলা বনেতে ভ্রমিয়া ॥২১৫॥", "synonyms": "*mathurā-māhātmya*—que descrevem a grandeza de Mathurā; *śāstra*—livros; *saṅgraha kariyā*—coletando; *lupta-tīrtha*—lugares sagrados perdidos; *prakaṭa*—descobrindo; *kailā*—ele fez; *vanete bhramiyā*—viajando pela floresta.", "translation": "**Śrīla Sanātana Gosvāmī coletou alguns livros acerca de escavações arqueológicas em Mathurā e, perambulando pela floresta, procurou restaurar todos aqueles lugares sagrados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/216/", "verse_text": "ei-mata sanātana vṛndāvanete rahilā\n\nrūpa-gosāñi dui-bhāi kāśīte āilā", "devanagari": "> এইমত সনাতন বৃন্দাবনেতে রহিলা ।\n> রূপ-গোসাঞি দুইভাই কাশীতে আইলা ॥২১৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *vṛndāvanete rahilā*—permaneceu em Vṛndāvana; *rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosāñi; *dui-bhāi*—os dois irmãos; *kāśīte āilā*—vieram a Vārāṇasī (Kāśī).", "translation": "**Sanātana Gosvāmī permaneceu em Vṛndāvana, ao passo que Rūpa Gosvāmī e Anupama regressaram a Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/217/", "verse_text": "mahārāṣṭrīya dvija, śekhara, miśra-tapana\n\ntina-jana saha rūpa karilā milana", "devanagari": "> মহারাষ্ট্রীয় দ্বিজ, শেখর, মিশ্র-তপন ।\n> তিনজন সহ রূপ করিলা মিলন ॥২১৭॥", "synonyms": "*mahārāṣṭrīya dvija*—o brāhmaṇa da província de Mahārāṣṭra; *śekhara*—Candraśekhara; *miśra-tapana*—Tapana Miśra; *tina-jana*—estas três pessoas; *saha*—com; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *karilā milana*—encontrou-se.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī chegou a Vārāṇasī, ele encontrou o brāhmaṇa de Mahārāṣṭra, Candraśekhara e Tapana Miśra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/218/", "verse_text": "śekharera ghare vāsā, miśra-ghare bhikṣā\n\nmiśra-mukhe śune sanātane prabhura 'śikṣā'", "devanagari": "> শেখরের ঘরে বাসা, মিশ্র-ঘরে ভিক্ষা ।\n> মিশ্রমুখে শুনে — সনাতনে প্রভুর ‘শিক্ষা’ ॥২১৮॥", "synonyms": "*śekharera ghare vāsā*—residência na casa de Candraśekhara; *miśra-ghare bhikṣā*—prasāda na casa de Tapana Miśra; *miśra-mukhe*—da boca de Tapana Miśra; *śune*—ouve; *sanātane*—a Sanātana; *prabhura śikṣā*—as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Enquanto Rūpa Gosvāmī permanecia em Vārāṇasī, ele residia na casa de Candraśekhara e tomava prasāda na casa de Tapana Miśra. Dessa maneira, ele ouviu sobre as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu a Sanātana Gosvāmī em Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/219/", "verse_text": "kāśīte prabhura caritra śuni' tinera mukhe\n\nsannyāsīre kṛpā śuni' pāilā baḍa sukhe", "devanagari": "> কাশীতে প্রভুর চরিত্র শুনি’ তিনের মুখে ।\n> সন্ন্যাসীরে কৃপা শুনি’ পাইলা বড় সুখে ॥২১৯॥", "synonyms": "*kāśīte*—em Vārāṇasī (Kāśī); *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caritra*—a atividade; *śuni'*—ouvindo; *tinera mukhe*—da boca das três pessoas; *sannyāsīre kṛpā*—a misericórdia demonstrada aos sannyāsīs māyāvādīs; *śuni'*—ouvindo sobre; *pāilā*—ele obteve; *baḍa sukhe*—grandíssimo prazer.", "translation": "**Enquanto permanecia em Vārāṇasī, Rūpa Gosvāmī ouviu sobre todas as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ao ouvir sobre a libertação que Ele concedera aos sannyāsīs māyāvādīs, ele ficou muito feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/220/", "verse_text": "mahāprabhura upara lokera praṇati dekhiyā\n\nsukhī hailā loka-mukhe kīrtana śuniyā", "devanagari": "> মহাপ্রভুর উপর লোকের প্রণতি দেখিয়া ।\n> সুখী হৈলা লোকমুখে কীর্তন শুনিয়া ॥২২০॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upara*—para com; *lokera*—do povo em geral; *praṇati dekhiyā*—vendo a rendição; *sukhī hailā*—ficou muito feliz; *loka-mukhe*—do público em geral; *kīrtana śuniyā*—ouvindo a descrição.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī viu que todo o povo de Vārāṇasī respeitava Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele ficou muito feliz. Chegou inclusive a ouvir relatos do público em geral.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/221/", "verse_text": "dina daśa rahi' rūpa gauḍe yātrā kaila\n\nsanātana-rūpera ei caritra kahila", "devanagari": "> দিন দশ রহি’ রূপ গৌড়ে যাত্রা কৈল ।\n> সনাতন-রূপের এই চরিত্র কহিল ॥২২১॥", "synonyms": "*dina daśa*—cerca de dez dias; *rahi'*—permanecendo; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *gauḍe yātrā kaila*—regressou a Bengala; *sanātana-rūpera*—de Śrī Sanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī; *ei*—assim; *caritra*—o caráter; *kahila*—descrevi.", "translation": "**Após permanecer em Vārāṇasī por cerca de dez dias, Rūpa Gosvāmī regressou a Bengala. Dessa maneira, descrevi as atividades de Rūpa e Sanātana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/222/", "verse_text": "ethā mahāprabhu yadi nīlādri calilā\n\nnirjana vana-pathe yāite mahā sukha pāilā", "devanagari": "> এথা মহাপ্রভু যদি নীলাদ্রি চলিলা ।\n> নির্জন বনপথে যাইতে মহা সুখ পাইলা ॥২২২॥", "synonyms": "*ethā*—do outro lado; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *nīlādri calilā*—regressou a Jagannātha Purī; *nirjana vana-pathe*—por uma senda florestal solitária; *yāite*—viajando; *mahā sukha pāilā*—obteve grandíssimo prazer.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou a Jagannātha Purī, Ele atravessou a floresta solitária e, ao fazê-lo, sentiu grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/223/", "verse_text": "sukhe cali' āise prabhu balabhadra-saṅge\n\npūrvavat mṛgādi-saṅge kailā nānā-raṅge", "devanagari": "> সুখে চলি’ আইসে প্রভু বলভদ্র-সঙ্গে ।\n> পূর্ববত্ মৃগাদি-সঙ্গে কৈলা নানারঙ্গে ॥২২৩॥", "synonyms": "*sukhe*—numa atmosfera muito agradável; *cali' āise*—regressa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *balabhadra-saṅge*—com o servo Balabhadra Bhaṭṭācārya; *pūrva-vat*—como anteriormente; *mṛga-ādi-saṅge*—com os animais da floresta; *kailā*—realizou; *nānā-raṅge*—várias atividades agradáveis.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou alegremente a Jagannātha Purī na companhia de Seu servo, Balabhadra Bhaṭṭācārya. Como anteriormente, o Senhor realizou muitos passatempos agradáveis com os animais da floresta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/224/", "verse_text": "āṭhāranālāte āsi' bhaṭṭācārya brāhmaṇe\n\npāṭhāñā bolāilā nija-bhakta-gaṇe", "devanagari": "> আঠারনালাতে আসি’ ভট্টাচার্য ব্রাহ্মণে ।\n> পাঠাঞা বোলাইলা নিজ-ভক্তগণে ॥২২৪॥", "synonyms": "*āṭhāranālāte*—a um lugar perto de Jagannātha Purī chamado Āṭhāranālā; *āsi'*—chegando; *bhaṭṭācārya brāhmaṇe*—o brāhmaṇa conhecido como Balabhadra Bhaṭṭācārya; *pāṭhāñā*—enviando; *bolāilā*—chamou; *nija-bhakta-gaṇe*—Seus próprios associados pessoais.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou a um lugar conhecido como Āṭhāranālā, perto de Jagannātha Purī, Ele enviou Balabhadra Bhaṭṭācārya para chamar Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/225/", "verse_text": "śuniyā bhaktera gaṇa yena punarapi jīlā\n\ndehe prāṇa āile, yena indriya uṭhilā", "devanagari": "> শুনিয়া ভক্তের গণ যেন পুনরপি জীলা ।\n> দেহে প্রাণ আইলে, যেন ইন্দ্রিয় উঠিলা ॥২২৫॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *bhaktera gaṇa*—as multidões de devotos em Jagannātha Purī; *yena*—como se; *punarapi*—novamente; *jīlā*—voltaram a viver; *dehe*—no corpo; *prāṇa āile*—a consciência retornou; *yena*—como se; *indriya*—os sentidos; *uṭhilā*—ficaram agitados.", "translation": "**Ao ouvir de Balabhadra Bhaṭṭācārya a notícia da chegada do Senhor, as multidões de devotos ficaram tão felizes que pareciam reaver suas próprias vidas. Era como se a consciência houvesse retornado a seus corpos. Seus sentidos também ficaram agitados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/226/", "verse_text": "ānande vihvala bhakta-gaṇa dhāñā āilā\n\nnarendre āsiyā sabe prabhure mililā", "devanagari": "> আনন্দে বিহ্বল ভক্তগণ ধাঞা আইলা ।\n> নরেন্দ্রে আসিয়া সবে প্রভুরে মিলিলা ॥২২৬॥", "synonyms": "*ānande*—em grande prazer; *vihvala*—dominados; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *dhāñā āilā*—vieram apressadamente; *narendre āsiyā*—vindo à margem do lago Narendra; *sabe*—todos eles; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā*—encontraram.", "translation": "**Dominados de grande prazer, todos os devotos dirigiram-se apressadamente para ver o Senhor. Eles O encontraram às margens do Narendra-sarovara, o célebre lago.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/227/", "verse_text": "purī-bhāratīra prabhu vandilena caraṇa\n\ndoṅhe mahāprabhure kailā prema-āliṅgana", "devanagari": "> পুরী-ভারতীর প্রভু বন্দিলেন চরণ ।\n> দোঁহে মহাপ্রভুরে কৈলা প্রেম-আলিঙ্গন ॥২২৭॥", "synonyms": "*purī*—Paramānanda Purī; *bhāratīra*—e de Brahmānanda Bhāratī; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vandilena caraṇa*—adorou os pés; *doṅhe*—ambos os sannyāsīs idosos; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fizeram; *prema-āliṅgana*—abraço em amor.", "translation": "**Quando Paramānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī encontraram Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor lhes ofereceu Suas respeitosas reverências, por serem eles irmãos espirituais de Seu mestre espiritual. Ambos então abraçaram Śrī Caitanya Mahāprabhu em amor e afeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/228/", "verse_text": "dāmodara-svarūpa, paṇḍita-gadādhara\n\njagadānanda, kāśīśvara, govinda, vakreśvara", "devanagari": "> দামোদর-স্বরূপ, পণ্ডিত-গদাধর  ।\n> জগদানন্দ, কাশীশ্বর, গোবিন্দ, বক্রেশ্বর ॥২২৮॥", "synonyms": "*dāmodara-svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *paṇḍita-gadādhara*—Gadādhara, o douto erudito; *jagadānanda*—Jagadānanda; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *govinda*—Govinda; *vakreśvara*—Vakreśvara.", "translation": "**Devotos como Svarūpa Dāmodara, Gadādhara Paṇḍita, Jagadānanda, Kāśīśvara, Govinda e Vakreśvara, todos vieram encontrar o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/229/", "verse_text": "kāśī-miśra, pradyumna-miśra, paṇḍita-dāmodara\n\nharidāsa-ṭhākura, āra paṇḍita-śaṅkara", "devanagari": "> কাশী-মিশ্র, প্রদ্যুম্ন-মিশ্র, পণ্ডিত-দামোদর  ।\n> হরিদাস-ঠাকুর, আর পণ্ডিত-শঙ্কর ॥২২৯॥", "synonyms": "*kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *pradyumna-miśra*—Pradyumna Miśra; *paṇḍita-dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *haridāsa-ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *āra*—e; *paṇḍita-śaṅkara*—Śaṅkara Paṇḍita.", "translation": "**Kāśī Miśra, Pradyumna Miśra, Dāmodara Paṇḍita, Haridāsa Ṭhākura e Śaṅkara Paṇḍita também vieram ali encontrar-se com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/230/", "verse_text": "āra saba bhakta prabhura caraṇe paḍilā\n\nsabā āliṅgiyā prabhu premāviṣṭa hailā", "devanagari": "> আর সব ভক্ত প্রভুর চরণে পড়িলা  ।\n> সবা আলিঙ্গিয়া প্রভু প্রেমাবিষ্ট হৈলা ॥২৩০॥", "synonyms": "*āra saba bhakta*—todos os demais devotos; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe paḍilā*—prostraram-se aos pés de lótus; *sabā āliṅgiyā*—abraçando todos eles; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āviṣṭa*—dominado por amor e emoção extáticos; *hailā*—ficou.", "translation": "**Todos os demais devotos também vieram e prostraram-se aos pés de lótus do Senhor. Em retribuição, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou a todos com grande amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/231/", "verse_text": "ānanda-samudre bhāse saba bhakta-gaṇe\n\nsabā lañā cale prabhu jagannātha-daraśane", "devanagari": "> আনন্দ-সমুদ্রে ভাসে সব ভক্তগণে ।\n> সবা লঞা চলে প্রভু জগন্নাথ-দরশনে ॥২৩১॥", "synonyms": "*ānanda-samudre*—no oceano de bem-aventurança transcendental; *bhāse*—flutuam; *saba bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *sabā lañā*—levando todos eles; *cale*—vai; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagannātha-daraśane*—para ver a Deidade de Jagannātha no templo.", "translation": "**Assim, todos eles mergulharam no oceano de bem-aventurança transcendental. Em seguida, o Senhor e todos os Seus devotos dirigiram-se ao templo de Jagannātha para ver a Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/232/", "verse_text": "jagannātha dekhi' prabhu premāviṣṭa hailā\n\nbhakta-saṅge bahu-kṣaṇa nṛtya-gīta kailā", "devanagari": "> জগন্নাথ দেখি’ প্রভু প্রেমাবিষ্ট হৈলা ।\n> ভক্ত-সঙ্গে বহুক্ষণ নৃত্য-গীত কৈলা ॥২৩২॥", "synonyms": "*jagannātha dekhi'*—vendo o Senhor Jagannātha; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āviṣṭa hailā*—ficou dominado por amor e afeição; *bhakta-saṅge*—na companhia dos devotos; *bahu-kṣaṇa*—por muito tempo; *nṛtya-gīta kailā*—cantou e dançou.", "translation": "**Tão logo Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o Senhor Jagannātha no templo, Ele ficou imediatamente dominado por amor e afeição. Ele cantou e dançou com Seus devotos por muito tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/233/", "verse_text": "jagannātha-sevaka āni' mālā-prasāda dilā\n\ntulasī paḍichā āsi' caraṇa vandilā", "devanagari": "> জগন্নাথ-সেবক আনি’ মালা-প্রসাদ দিলা ।\n> তুলসী পড়িছা আসি’ চরণ বন্দিলা ॥২৩৩॥", "synonyms": "*jagannātha-sevaka*—os sacerdotes que eram servidores do Senhor Jagannātha; *āni'*—trazendo; *mālā-prasāda dilā*—distribuíram guirlandas de flores e prasāda; *tulasī paḍichā*—o servo do templo conhecido como Tulasī; *āsi'*—vindo; *caraṇa vandilā*—adorou os pés de lótus do Senhor.", "translation": "**Os sacerdotes imediatamente lhes trouxeram guirlandas de flores e prasāda. O vigia do templo, chamado Tulasī, também veio e ofereceu suas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/234/", "verse_text": "'mahāprabhu āilā'-grāme kolāhala haila\n\nsārvabhauma, rāmānanda, vāṇīnātha milila", "devanagari": "> ‘মহাপ্রভু আইলা’ — গ্রামে কোলাহল হৈল ।\n> সার্বভৌম, রামানন্দ, বাণীনাথ মিলিল ॥২৩৪॥", "synonyms": "*mahāprabhu āilā*—Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou; *grāme*—na cidade; *kolāhala haila*—espalhou-se a notícia; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *rāmānanda*—Rāmānanda; *vāṇīnātha*—Vāṇīnātha; *milila*—vieram e encontraram-se com Ele.", "translation": "**Quando se espalhou a notícia de que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia chegado a Jagannātha Purī, devotos como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Rāmānanda Rāya e Vāṇīnātha Rāya vieram todos encontrar-se com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/235/", "verse_text": "sabā saṅge lañā prabhu miśra-vāsā āilā\n\nsārvabhauma, paṇḍita-gosāñi nimantraṇa kailā", "devanagari": "> সবা সঙ্গে লঞা প্রভু মিশ্র-বাসা আইলা ।\n> সার্বভৌম, পণ্ডিত-গোসাঞি নিমন্ত্রণ কৈলা ॥২৩৫॥", "synonyms": "*sabā saṅge lañā*—levando todos eles; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *miśra-vāsā āilā*—veio à casa de Kāśī Miśra; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *paṇḍita-gosāñi*—Gadādhara Paṇḍita; *nimantraṇa kailā*—convidaram o Senhor a aceitar prasāda.", "translation": "**O Senhor e todos os Seus devotos então foram à residência de Kāśī Miśra. Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Paṇḍita Gosāñi também convidaram o Senhor a jantar em suas casas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/236/", "verse_text": "prabhu kahe,-\"mahā-prasāda āna' ei sthāne\n\nsabā-saṅge ihāṅ āji karimu bhojane\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “মহাপ্রসাদ আন’ এই স্থানে ।\n> সবা-সঙ্গে ইহাঁ আজি করিমু ভোজনে ।।” ॥ ২৩৬ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *mahā-prasāda āna'*—trazei mahā-prasāda; *ei sthāne*—a este lugar; *sabā-saṅge*—com todos; *ihāṅ*—aqui; *āji*—hoje; *karimu bhojane*—jantarei.", "translation": "**Aceitando o convite deles, o Senhor pediu-lhes que trouxessem todo o prasāda para ali, a fim de que pudesse comê-lo com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/237/", "verse_text": "tabe duṅhe jagannātha-prasāda ānila\n\nsabā-saṅge mahāprabhu bhojana karila", "devanagari": "> তবে দুঁহে জগন্নাথপ্রসাদ আনিল ।\n> সবা-সঙ্গে মহাপ্রভু ভোজন করিল ॥২৩৭॥", "synonyms": "*tabe*—então; *duṅhe*—tanto Sārvabhauma quanto Paṇḍita Gosāñi; *jagannātha-prasāda ānila*—trouxeram o mahā-prasāda de Jagannātha; *sabā-saṅge*—com todos eles; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhojana karila*—jantou.", "translation": "**Ao receberem a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, tanto Sārvabhauma Bhaṭṭācārya quanto Paṇḍita Gosāñi trouxeram prasāda suficiente do templo de Jagannātha. O Senhor então jantou com todos em Seu próprio lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/238/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ,-prabhu dekhi' vṛndāvana\n\npunaḥ karilena yaiche nīlādri gamana", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ, — প্রভু দেখি’ বৃন্দাবন ।\n> পুনঃ করিলেন যৈছে নীলাদ্রি গমন ॥২৩৮॥", "synonyms": "*ei ta' kahiluṅ*—assim descrevi; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi' vṛndāvana*—após visitar Vṛndāvana; *punaḥ*—novamente; *karilena*—fez; *yaiche*—como; *nīlādri gamana*—retorno a Jagannātha Purī.", "translation": "**Assim descrevi como Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou a Jagannātha Purī vindo de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/239/", "verse_text": "ihā yei śraddhā kari' karaye śravaṇa\n\nacirāt pāya sei caitanya-caraṇa", "devanagari": "> ইহা যেই শ্রদ্ধা করি’ করয়ে শ্রবণ ।\n> অচিরাৎ পায় সেই চৈতন্য-চরণ ॥২৩৯॥", "synonyms": "*ihā*—isto; *yei*—todo aquele que; *śraddhā kari'*—com fé e amor; *karaye śravaṇa*—ouve; *acirāt*—muito em breve; *pāya*—obtém; *sei*—ele; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todo aquele que ouvir os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu com fé e amor muito em breve alcançará abrigo aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/240/", "verse_text": "madhya-līlāra kariluṅ ei dig-daraśana\n\nchaya vatsara kailā yaiche gamanāgamana", "devanagari": "> মধ্যলীলার করিলুঁ এই দিগ্দরশন ।\n> ছয় বৎসর কৈলা যৈছে গমনাগমন ॥২৪০॥", "synonyms": "*madhya-līlāra*—desta divisão, conhecida como Madhya-līlā; *kariluṅ*—fiz; *ei dik-daraśana*—esta inspeção resumida; *chaya vatsara*—continuamente por seis anos; *kailā*—realizou; *yaiche*—assim como; *gamana-āgamana*—idas e vindas.", "translation": "**Apresentei, assim, um resumo do *Madhya-līlā*, que é uma descrição especial das viagens de Śrī Caitanya Mahāprabhu de ida e volta a Jagannātha Purī. De fato, o Senhor viajou de um lado para outro continuamente por seis anos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/241/", "verse_text": "śeṣa aṣṭādaśa vatsara nīlācale vāsa\n\nbhakta-gaṇa-saṅge kare kīrtana-vilāsa", "devanagari": "> শেষ অষ্টাদশ বৎসর নীলাচলে বাস ।\n> ভক্তগণ-সঙ্গে করে কীর্তন-বিলাস ॥২৪১॥", "synonyms": "*śeṣa aṣṭādaśa vatsara*—os dezoito anos restantes; *nīlācale vāsa*—residência em Jagannātha Purī; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com os devotos; *kare*—realiza; *kīrtana-vilāsa*—os passatempos de cantar o mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**Após aceitar sannyāsa aos vinte e quatro anos de idade, Śrī Caitanya Mahāprabhu viveu mais vinte e quatro anos. Durante seis desses anos, Ele viajou extensamente por toda a Índia, ora indo a Jagannātha Purī, ora partindo. Após viajar por seis anos, o Senhor fixou Sua residência em Jagannātha Purī e ali permaneceu pelos dezoito anos restantes de Sua vida. Durante esses dezoito anos, Ele cantou principalmente Hare Kṛṣṇa com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/242/", "verse_text": "madhya-līlāra krama ebe kari anuvāda\n\nanuvāda kaile haya kathāra āsvāda", "devanagari": "> মধ্যলীলার ক্রম এবে করি অনুবাদ ।\n> অনুবাদ কৈলে হয় কথার আস্বাদ ॥২৪২॥", "synonyms": "*madhya-līlāra krama*—uma lista cronológica dos passatempos descritos no Madhya-līlā do Caitanya-caritāmṛta; *ebe*—agora; *kari*—posso fazer; *anuvāda*—avaliação; *anuvāda kaile*—avaliando dessa forma; *haya*—há; *kathāra āsvāda*—degustação de todos os tópicos.", "translation": "**Reavaliarei agora cronologicamente os capítulos do *Madhya-līlā*, a fim de que se possam saborear os aspectos transcendentais destes tópicos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/243/", "verse_text": "prathama paricchede-śeṣa-līlāra sūtra-gaṇa\n\ntathi-madhye kona bhāgera vistāra varṇana", "devanagari": "> প্রথম পরিচ্ছেদে — শেষলীলার সূত্রগণ ।\n> তথি-মধ্যে কোন ভাগের বিস্তার বর্ণন ॥২৪৩॥", "synonyms": "*prathama paricchede*—no Primeiro Capítulo; *śeṣa-līlāra sūtra-gaṇa*—os códigos do Antya-līlā, os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu ao final; *tathi-madhye*—dentro disso; *kona bhāgera*—de alguma porção do livro; *vistāra varṇana*—uma descrição vívida.", "translation": "**No Primeiro Capítulo, apresentei uma sinopse dos últimos passatempos [*Antya-līlā*]. Dentro deste capítulo há uma descrição vívida de alguns dos passatempos do Senhor que ocorreram ao final de Sua vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/244/", "verse_text": "dvitīya paricchede-prabhura pralāpa-varṇana\n\ntathi-madhye nānā-bhāvera dig-daraśana", "devanagari": "> দ্বিতীয় পরিচ্ছেদে — প্রভুর প্রলাপ-বর্ণন ।\n> তথি-মধ্যে নানা-ভাবের দিগ্দরশন ॥২৪৪॥", "synonyms": "*dvitīya paricchede*—no Segundo Capítulo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pralāpa-varṇana*—uma descrição de Seu comportamento como um louco; *tathi-madhye*—dentro disso; *nānā-bhāvera*—de diferentes êxtases emocionais; *dik-daraśana*—indicação.", "translation": "**No Segundo Capítulo, descrevi Śrī Caitanya Mahāprabhu a falar como um louco. Dentro deste capítulo, indica-se como Śrī Caitanya Mahāprabhu manifestou Seus diferentes estados emocionais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/245/", "verse_text": "tṛtīya paricchede-prabhura kahiluṅ sannyāsa\n\nācāryera ghare yaiche karilā vilāsa", "devanagari": "> তৃতীয় পরিচ্ছেদে — প্রভুর কহিলুঁ সন্ন্যাস ।\n> আচার্যের ঘরে যৈছে করিলা বিলাস ॥২৪৫॥", "synonyms": "*tṛtīya paricchede*—no Terceiro Capítulo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahiluṅ*—descrevi; *sannyāsa*—aceitação da ordem de vida renunciada; *ācāryera ghare*—na casa de Advaita Ācārya; *yaiche*—como; *karilā vilāsa*—desfrutou de Seus passatempos.", "translation": "**No Terceiro Capítulo, descrevi a aceitação da ordem renunciada pelo Senhor e como Ele desfrutou de Seus passatempos na casa de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/246/", "verse_text": "caturthe-mādhava purīra caritra-āsvādana\n\ngopāla sthāpana, kṣīra-curira varṇana", "devanagari": "> চতুর্থে — মাধব পুরীর চরিত্র-আস্বাদন ।\n> গোপাল স্থাপন, ক্ষীর-চুরির বর্ণন ॥২৪৬॥", "synonyms": "*caturthe*—no Quarto Capítulo; *mādhava purīra*—de Mādhavendra Purī; *caritra-āsvādana*—saboreando as características; *gopāla sthāpana*—a instalação de Gopāla; *kṣīra-curira varṇana*—uma descrição de como Gopīnātha roubou leite condensado em Remuṇā.", "translation": "**No Quarto Capítulo, descrevi a instalação da Deidade de Gopāla por Mādhavendra Purī, bem como o roubo de um pote de leite condensado por Gopīnātha em Remuṇā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/247/", "verse_text": "pañcame-sākṣi-gopāla-caritra-varṇana\n\nnityānanda kahe, prabhu karena āsvādana", "devanagari": "> পঞ্চমে — সাক্ষিগোপাল-চরিত্র-বর্ণন ।\n> নিত্যানন্দ কহে, প্রভু করেন আস্বাদন ॥২৪৭॥", "synonyms": "*pañcame*—no Quinto Capítulo; sākṣi-gopāla-Sākṣi-gopāla; *caritra-varṇana*—uma descrição das características; *nityānanda kahe*—o Senhor Nityānanda descreveu isto; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *karena āsvādana*—saboreou-a.", "translation": "**No Quinto Capítulo, narrei a história de Sākṣi-gopāla. O Senhor Nityānanda Prabhu narrou-a enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu escutava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/248/", "verse_text": "ṣaṣṭhe-sārvabhaumera karilā uddhāra\n\nsaptame-tīrtha-yātrā, vāsudeva nistāra", "devanagari": "> ষষ্ঠে — সার্বভৌমের করিলা উদ্ধার ।\n> সপ্তমে — তীর্থযাত্রা, বাসুদেব-নিস্তার ॥২৪৮॥", "synonyms": "*ṣaṣṭhe*—no Sexto Capítulo; *sārvabhaumera*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *karilā uddhāra*—o Senhor libertou; *saptame*—no Sétimo Capítulo; *tīrtha-yātrā*—ir a diferentes lugares sagrados; *vāsudeva nistāra*—libertando Vāsudeva.", "translation": "**No Sexto Capítulo, relatei como Sārvabhauma Bhaṭṭācārya foi libertado, e no Sétimo Capítulo descrevi a peregrinação do Senhor a diferentes lugares sagrados e Sua libertação de Vāsudeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/249/", "verse_text": "aṣṭame-rāmānanda-saṁvāda vistāra\n\nāpane śunilā 'sarva-siddhāntera sāra'", "devanagari": "> অষ্টমে — রামানন্দ-সংবাদ বিস্তার ।\n> আপনে শুনিলা ‘সর্ব-সিদ্ধান্তের সার’ ॥২৪৯॥", "synonyms": "*aṣṭame*—no Oitavo Capítulo; *rāmānanda-saṁvāda vistāra*—uma elaborada conversa com Śrī Rāmānanda Rāya; *āpane*—pessoalmente; *śunilā*—escutou; *sarva*—todas; *siddhāntera*—das conclusões; *sāra*—a essência.", "translation": "**No Oitavo Capítulo, registrei a elaborada conversa do Senhor com Rāmānanda Rāya. O Senhor escutou pessoalmente enquanto Rāmānanda apresentava a essência conclusiva de todas as literaturas Védicas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/250/", "verse_text": "navame-kahiluṅ dakṣiṇa-tīrtha-bhramaṇa\n\ndaśame-kahiluṅ sarva-vaiṣṇava-milana", "devanagari": "> নবমে — কহিলুঁ দক্ষিণ-তীর্থ-ভ্রমণ ।\n> দশমে — কহিলুঁ সর্ব বৈষ্ণব-মিলন ॥২৫০॥", "synonyms": "*navame*—no Nono Capítulo; *kahiluṅ*—descrevi; *dakṣiṇa-tīrtha-bhramaṇa*—a peregrinação no Sul da Índia; *daśame*—no Décimo Capítulo; *kahiluṅ*—descrevi; *sarva-vaiṣṇava-milana*—o encontro de todo tipo de devotos.", "translation": "**No Nono Capítulo, descrevi a peregrinação do Senhor pelo Sul da Índia e pelos diferentes lugares de peregrinação. No Décimo Capítulo, descrevi o encontro de todos os devotos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/251/", "verse_text": "ekādaśe-śrī-mandire 'beḍā-saṅkīrtana'\n\ndvādaśe-guṇḍicā-mandira-mārjana-kṣālana", "devanagari": "> একাদশে — শ্রীমন্দিরে ‘বেড়া-সংকীর্তন’ ।\n> দ্বাদশে — গুণ্ডিচা-মন্দির-মার্জন-ক্ষালন ॥২৫১॥", "synonyms": "*ekādaśe*—no Décimo Primeiro Capítulo; *śrī-mandire*—no templo de Jagannātha; *beḍā-saṅkīrtana*—o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa em torno de tudo; *dvādaśe*—no Décimo Segundo Capítulo; *guṇḍicā-mandira*—do templo conhecido como Guṇḍicā; *mārjana-kṣālana*—a limpeza e a lavagem.", "translation": "**No Décimo Primeiro Capítulo, descrevi o grandioso cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa que rodeou o Senhor. No Décimo Segundo Capítulo, fiz uma narração da limpeza e da lavagem do templo de Guṇḍicā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/252/", "verse_text": "trayodaśe-ratha-āge prabhura nartana\n\ncaturdaśe-'herā-pañcamī'-yātrā-daraśana", "devanagari": "> ত্রয়োদশে — রথ-আগে প্রভুর নর্তন ।\n> চতুর্দশে — ‘হেরাপঞ্চমী’-যাত্রা-দরশন ॥২৫২॥", "synonyms": "*trayodaśe*—no Décimo Terceiro Capítulo; *ratha-āge*—diante do Jagannātha Ratha; *prabhura nartana*—a dança do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *caturdaśe*—no Décimo Quarto Capítulo; *herā-pañcamī*—Herā-pañcamī, que ocorre no quinto dia do Ratha-yātrā; *yātrā*—festival; *daraśana*—visitar.", "translation": "**No Décimo Terceiro Capítulo, descrevi a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu diante da quadriga de Jagannātha. No Décimo Quarto Capítulo, há um relato da função de Herā-pañcamī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/253/", "verse_text": "tāra madhye vraja-devīra bhāvera śravaṇa\n\nsvarūpa kahilā, prabhu kailā āsvādana", "devanagari": "> তার মধ্যে ব্রজদেবীর ভাবের শ্রবণ ।\n> স্বরূপ কহিলা, প্রভু কৈলা আস্বাদন ॥২৫৩॥", "synonyms": "*tāra madhye*—nisso; *vraja-devīra*—das gopīs; *bhāvera*—de emoção extática; *śravaṇa*—ouvir; *svarūpa kahilā*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī descreveu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā āsvādana*—saboreou pessoalmente.", "translation": "**Também no Décimo Quarto Capítulo, o êxtase emocional das gopīs foi descrito por Svarūpa Dāmodara e saboreado por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/254/", "verse_text": "pañcadaśe-bhaktera guṇa śrī-mukhe kahila\n\nsārvabhauma-ghare bhikṣā, amogha tārila", "devanagari": "> পঞ্চদশে — ভক্তের গুণ শ্রীমুখে কহিল ।\n> সার্বভৌম-ঘরে ভিক্ষা, অমোঘ তারিল ॥২৫৪॥", "synonyms": "*pañcadaśe*—no Décimo Quinto Capítulo; *bhaktera*—dos devotos; *guṇa*—qualidades; *śrī-mukhe kahila*—Caitanya Mahāprabhu descreveu pessoalmente; *sārvabhauma-ghare*—na casa de Sārvabhauma; *bhikṣā*—aceitar o almoço; *amogha tārila*—Ele libertou Amogha.", "translation": "**No Décimo Quinto Capítulo, Śrī Caitanya Mahāprabhu elogiou enaltecidamente as qualidades de Seus devotos e aceitou o almoço na casa de Sārvabhauma Bhaṭṭācārya. Naquela ocasião, Ele libertou Amogha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/255/", "verse_text": "ṣoḍaśe-vṛndāvana-yātrā gauḍa-deśa-pathe\n\npunaḥ nīlācale āilā, nāṭaśālā haite", "devanagari": "> ষোড়শে — বৃন্দাবনযাত্রা গৌড়দেশ-পথে ।\n> পুনঃ নীলাচলে আইলা, নাটশালা হৈতে ॥২৫৫॥", "synonyms": "*ṣoḍaśe*—no Décimo Sexto Capítulo; *vṛndāvana-yātrā*—a partida para visitar Vṛndāvana; *gauḍa-deśa-pathe*—no caminho através da província de Bengala; *punaḥ*—novamente; *nīlācale āilā*—voltou a Jagannātha Purī; *nāṭaśālā haite*—de Kānāi Nāṭaśālā.", "translation": "**No Décimo Sexto Capítulo, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu para Vṛndāvana e viajou através de Bengala. Mais tarde, Ele retornou a Jagannātha Purī, vindo de Kānāi Nāṭaśālā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/256/", "verse_text": "saptadaśe-vanapathe mathurā-gamana\n\naṣṭādaśe-vṛndāvana-vihāra-varṇana", "devanagari": "> সপ্তদশে — বনপথে মথুরা-গমন ।\n> অষ্টাদশে — বৃন্দাবন-বিহার-বর্ণন ॥২৫৬॥", "synonyms": "*saptadaśe*—no Décimo Sétimo Capítulo; *vana-pathe*—pelo caminho da floresta; *mathurā-gamana*—a ida do Senhor Caitanya Mahāprabhu a Mathurā; *aṣṭādaśe*—no Décimo Oitavo Capítulo; *vṛndāvana-vihāra-varṇana*—descrição de Seu percurso pela floresta de Vṛndāvana.", "translation": "**No Décimo Sétimo Capítulo, descrevi a viagem do Senhor através da grande floresta de Jhārikhaṇḍa e Sua chegada a Mathurā. No Décimo Oitavo Capítulo, há uma descrição de Seu percurso pela floresta de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/257/", "verse_text": "ūnaviṁśe-mathurā haite prayāga-gamana\n\ntāra madhye śrī-rūpere śakti-sañcāraṇa", "devanagari": "> ঊনবিংশে — মথুরা হৈতে প্রয়াগ-গমন ।\n> তার মধ্যে শ্ৰীরূপেরে শক্তি-সঞ্চারণ ॥২৫৭॥", "synonyms": "*ūnaviṁśe*—no Décimo Nono Capítulo; *mathurā haite*—de Mathurā; *prayāga-gamana*—a ida a Prayāga; *tāra madhye*—dentro disso; *śrī-rūpere*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *śakti-sañcāraṇa*—capacitando-o a difundir o serviço devocional.", "translation": "**No Décimo Nono Capítulo, o Senhor retornou a Prayāga, vindo de Mathurā, e capacitou Śrī Rūpa Gosvāmī a difundir o serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/258/", "verse_text": "viṁśati paricchede-sanātanera milana\n\ntāra madhye bhagavānera svarūpa-varṇana", "devanagari": "> বিংশতি পরিচ্ছেদে — সনাতনের মিলন ।\n> তার মধ্যে ভগবানের স্বরূপ-বর্ণন ॥২৫৮॥", "synonyms": "*viṁśati paricchede*—no Vigésimo Capítulo; *sanātanera milana*—o encontro com Sanātana Gosvāmī; *tāra madhye*—dentro disso; *bhagavānera*—da Suprema Personalidade de Deus; *svarūpa-varṇana*—descrição dos aspectos pessoais.", "translation": "**No Vigésimo Capítulo, descreve-se o encontro do Senhor com Sanātana. O Senhor descreveu em profundidade os aspectos pessoais da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/259/", "verse_text": "ekaviṁśe-kṛṣṇaiśvarya-mādhurya varṇana\n\ndvāviṁśe-dvividha sādhana-bhaktira vivaraṇa", "devanagari": "> একবিংশে — কৃষ্ণৈশ্বর্য-মাধুর্য বর্ণন ।\n> দ্বাবিংশে — দ্বিবিধ সাধনভক্তির বিবরণ ॥২৫৯॥", "synonyms": "*eka-viṁśe*—no Vigésimo Primeiro Capítulo; *kṛṣṇa-aiśvarya*—da opulência de Kṛṣṇa; *mādhurya*—da agradável beleza; *varṇana*—descrição; *dvā-viṁśe*—no Vigésimo Segundo Capítulo; *dvi-vidha*—dupla; *sādhana-bhaktira*—do desempenho do serviço devocional; *vivaraṇa*—descrição.", "translation": "**No Vigésimo Primeiro Capítulo, há uma descrição da beleza e da opulência de Kṛṣṇa, e no Vigésimo Segundo Capítulo há uma descrição do duplo desempenho do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/260/", "verse_text": "trayoviṁśe-prema-bhakti-rasera kathana\n\ncaturviṁśe-'ātmārāmāḥ'-ślokārtha varṇana", "devanagari": "> ত্রয়োবিংশে — প্রেমভক্তিরসের কথন ।\n> চতুর্বিংশে — ‘আত্মারামাঃ’-শ্লোকার্থ বর্ণন ॥২৬০॥", "synonyms": "*trayaḥ-viṁśe*—no Vigésimo Terceiro Capítulo; *prema-bhakti*—do amor extático a Deus; *rasera*—da doçura; *kathana*—narração; *catuḥ-viṁśe*—no Vigésimo Quarto Capítulo; *ātmārāmāḥ*—conhecido como ātmārāma; *śloka-artha*—o significado do verso; *varṇana*—descrição.", "translation": "**No Vigésimo Terceiro Capítulo, há uma descrição das doçuras do transcendental serviço amoroso, e no Vigésimo Quarto Capítulo o Senhor analisa o verso ātmārāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/261/", "verse_text": "pañcaviṁśe-kāśī-vāsīre vaiṣṇava-karaṇa\n\nkāśī haite punaḥ nīlācale āgamana", "devanagari": "> পঞ্চবিংশে — কাশীবাসীরে বৈষ্ণবকরণ ।\n> কাশী হৈতে পুনঃ নীলাচলে আগমন ॥২৬১॥", "synonyms": "*pañca-viṁśe*—no Vigésimo Quinto Capítulo; *kāśī-vāsīre*—os residentes de Vārāṇasī (Kāśī); *vaiṣṇava-karaṇa*—tornar vaiṣṇavas; *kāśī haite*—de Kāśī; *punaḥ*—novamente; *nīlācale āgamana*—voltando a Jagannātha Purī (Nīlācala).", "translation": "**No Vigésimo Quinto Capítulo, há uma descrição de como os residentes de Vārāṇasī foram convertidos ao vaiṣṇavismo. O Senhor também retornou a Nīlācala [Jagannātha Purī], vindo de Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/262/", "verse_text": "pañcaviṁśati paricchede ei kailuṅ anuvāda\n\nyāhāra śravaṇe haya granthārtha-āsvāda", "devanagari": "> পঞ্চবিংশতি পরিচ্ছেদে এই কৈলুঁ অনুবাদ ।\n> যাহার শ্রবণে হয় গ্রন্থার্থ-আস্বাদ ॥২৬২॥", "synonyms": "*pañca-viṁśati paricchede*—no Vigésimo Quinto Capítulo; *ei*—esta; *kailuṅ anuvāda*—fiz a repetição; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir o que; *haya*—há; *grantha-artha-āsvāda*—a compreensão de todo o conteúdo do livro.", "translation": "**Resumi, assim, esses passatempos no Vigésimo Quinto Capítulo. Ao ouvir isto, pode-se compreender todo o propósito desta escritura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/263/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiluṅ ei madhya-līlāra sāra\n\nkoṭi-granthe varṇana nā yāya ihāra vistāra", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিলুঁ এই মধ্যলীলার সার ।\n> কোটিগ্রন্থে বর্ণন না যায় ইহার বিস্তার ॥২৬৩॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em resumo; *kahiluṅ*—descrevi; *ei*—esta; *madhya-līlāra sāra*—essência do Madhya-līlā; *koṭi-granthe*—em milhões de livros; *varṇana*—descrição; *nā yāya*—não é possível; *ihāra vistāra*—detalhadamente.", "translation": "**Resumi agora todo o tema do *Madhya-līlā*. Esses passatempos não podem ser descritos detalhadamente nem mesmo em milhões de livros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/264/", "verse_text": "jīva nistārite prabhu bhramilā deśe-deśe\n\nāpane āsvādi' bhakti karilā prakāśe", "devanagari": "> জীব নিস্তারিতে প্রভু ভ্রমিলা দেশে-দেশে ।\n> আপনে আস্বাদি’ ভক্তি করিলা প্রকাশে ॥২৬৪॥", "synonyms": "*jīva nistārite*—para libertar todas as almas caídas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhramilā*—viajou; *deśe-deśe*—por diversas regiões; *āpane*—pessoalmente; *āsvādi'*—saboreando; *bhakti*—serviço devocional; *karilā*—fez; *prakāśe*—difundindo.", "translation": "**Para libertar todas as almas caídas, o Senhor viajou de região em região. Ele pessoalmente saboreou o prazer transcendental do serviço devocional e, simultaneamente, difundiu o culto da devoção por toda parte.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu viajou pessoalmente a diferentes regiões da Índia para difundir o culto do bhakti por todo o país. Ele também saboreou pessoalmente atividades transcendentais. Por Seu comportamento pessoal, deu um exemplo para os devotos seguirem. Ou seja, deve-se difundir o culto do serviço devocional. Ele instruiu especificamente Seus devotos a ordenarem a todos os indianos que difundissem esta mensagem por todo o mundo, pois, naquela época, o Senhor não podia viajar pessoalmente a outras partes do mundo. A esse respeito, Ele deixou duas instruções:\n\nbhārata-bhūmite haila manuṣya-janma yāra\n\njanma sārthaka kari' kara para-upakāra\n\n\"Todos os indianos devem dedicar-se seriamente ao culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu e devem aperfeiçoar suas vidas adotando o processo do serviço devocional. Após aperfeiçoarem suas vidas, devem difundir esta mensagem por todo o mundo, para o bem-estar de todos os seres humanos [para-upakāra].\" (Cc. Ādi 9.41) Um vaiṣṇava interessa-se especialmente pelo para-upakāra, fazer o bem aos outros. Prahlāda Mahārāja também se interessava por isto. Ele não queria ser libertado sozinho; ao contrário, queria libertar todas as almas caídas, que estão desprovidas do conhecimento do bhakti e que usam mal sua inteligência para o benefício temporário do corpo material. Śrī Caitanya Mahāprabhu também queria que Sua missão se difundisse por todo o mundo.\n\npṛthivīte āche yata nagarādi grāma\n\nsarvatra pracāra haibe mora nāma\n\n\"Em cada cidade e aldeia, o cantar do Meu nome será ouvido.\"\n\nSeguindo Seus passos, estamos tentando difundir Sua mensagem por todo o mundo. Por Sua misericórdia, as pessoas estão levando este movimento muito a sério. De fato, nossos livros são amplamente distribuídos nos países ocidentais, especialmente na América e na Europa. Até mesmo as ordens eclesiásticas desses países estão apreciando o valor deste movimento da consciência de Kṛṣṇa e estão prontas a unir-se em prol do mais elevado benefício da sociedade humana. Os seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu podem, portanto, levar este movimento a sério e difundi-lo por todo o mundo, de aldeia em aldeia e de cidade em cidade, tal como o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu fez."}
{"ref": "cc/madhya/25/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/265/", "verse_text": "kṛṣṇa-tattva, bhakti-tattva, prema-tattva sāra\n\nbhāva-tattva, rasa-tattva, līlā-tattva āra", "devanagari": "> কৃষ্ণতত্ত্ব, ভক্তিতত্ত্ব, প্রেমতত্ত্ব সার ।\n> ভাবতত্ত্ব, রসতত্ত্ব, লীলাতত্ত্ব আর ॥২৬৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-tattva*—a verdade sobre Kṛṣṇa; *bhakti-tattva*—a verdade sobre o serviço devocional; *prema-tattva*—a verdade sobre o amor extático a Deus; *sāra*—a essência; *bhāva-tattva*—a verdade emocional; *rasa-tattva*—a verdade sobre a doçura transcendental; *līlā-tattva*—a verdade sobre os passatempos do Senhor; *āra*—também.", "translation": "**A consciência de Kṛṣṇa significa compreender a verdade sobre Kṛṣṇa, a verdade sobre o serviço devocional, a verdade sobre o amor a Deus, a verdade sobre o êxtase emocional, a verdade sobre a doçura transcendental e a verdade sobre os passatempos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/266/", "verse_text": "śrī-bhāgavata-tattva-rasa karilā pracāre\n\nkṛṣṇa-tulya bhāgavata, jānāilā saṁsāre", "devanagari": "> শ্রীভাগবত-তত্ত্বরস করিলা প্রচারে ।\n> কৃষ্ণতুল্য ভাগবত, জানাইলা সংসারে ॥২৬৬॥", "synonyms": "*śrī-bhāgavata-tattva-rasa*—a verdade e o sabor transcendental do Śrīmad-Bhāgavatam; *karilā pracāre*—Caitanya Mahāprabhu pregou minuciosamente; *kṛṣṇa-tulya*—idêntico a Kṛṣṇa; *bhāgavata*—Śrīmad-Bhāgavatam; *jānāilā saṁsāre*—pregou dentro deste mundo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pregou pessoalmente as verdades e doçuras transcendentais do *Śrīmad-Bhāgavatam*. O *Śrīmad-Bhāgavatam* e a Suprema Personalidade de Deus são idênticos, pois o *Śrīmad-Bhāgavatam* é a encarnação sonora de Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/267/", "verse_text": "bhakta lāgi' vistārilā āpana-vadane\n\nkāhāṅ bhakta-mukhe kahāi śunilā āpane", "devanagari": "> ভক্ত লাগি’ বিস্তারিলা আপন-বদনে ।\n> কাহাঁ ভক্ত-মুখে কহাই শুনিলা আপনে ॥২৬৭॥", "synonyms": "*bhakta lāgi'*—especialmente para o benefício de Seus devotos; *vistārilā*—descreveu de forma expansiva; *āpana-vadane*—pessoalmente, com Sua própria boca; *kāhāṅ*—às vezes; *bhakta-mukhe*—pela boca de Seus devotos; *kahāi*—fazendo descrever; *śunilā āpane*—Ele próprio escutava.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu divulgou o propósito do *Śrīmad-Bhāgavatam*. Às vezes, Ele falava para o benefício de Seus devotos, e, às vezes, capacitava um de Seus devotos a falar enquanto Ele escutava.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu, como mestre ideal, ou ācārya, explicava Ele próprio o *Śrīmad-Bhāgavatam* de forma muito minuciosa. Às vezes, também capacitava Seus devotos a falar enquanto Ele escutava. Esta é a maneira pela qual um ācārya deve treinar Seus discípulos. Ele não deve apenas descrever pessoalmente o culto bhāgavata, mas deve também treinar seus discípulos a falar sobre esse sublime tema."}
{"ref": "cc/madhya/25/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/268/", "verse_text": "śrī-caitanya-sama āra kṛpālu vadānya\n\nbhakta-vatsala nā dekhi trijagate anya", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য-সম আর কৃপালু বদান্য ৷\n> ভক্তবৎসল না দেখি ত্রিজগতে অন্য ॥২৬৮॥", "synonyms": "*śrī-caitanya-sama*—igual a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āra*—qualquer outra pessoa; *kṛpālu*—misericordioso; *vadānya*—magnânimo; *bhakta-vatsala*—muito bondoso com os devotos; *nā dekhi*—não vejo; *tri-jagate*—nestes três mundos; *anya*—nenhuma outra pessoa.", "translation": "**Todos os homens sensatos dentro destes três mundos certamente aceitam a conclusão de que ninguém é mais misericordioso e magnânimo do que Śrī Caitanya Mahāprabhu e que ninguém é tão bondoso com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/269/", "verse_text": "śraddhā kari' ei līlā śuna, bhakta-gaṇa\n\nihāra prasāde pāibā caitanya-caraṇa", "devanagari": "> শ্রদ্ধা করি’ এই লীলা শুন, ভক্তগণ ।\n> ইহার প্ৰসাদে পাইবা চৈতন্য-চরণ ॥২৬৯॥", "synonyms": "*śraddhā kari'*—tendo fé e amor; *ei līlā*—estes passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos; *ihāra prasāde*—pela graça desta audição transcendental; *pāibā*—obtereis; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todos os devotos devem ouvir sobre os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu com fé e amor. Pela graça do Senhor, a pessoa pode assim alcançar refúgio a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/270/", "verse_text": "ihāra prasāde pāibā kṛṣṇa-tattva-sāra\n\nsarva-śāstra-siddhāntera ihāṅ pāibā pāra", "devanagari": "> ইহার প্রসাদে পাইবা কৃষ্ণতত্ত্বসার ।\n> সর্বশাস্ত্র-সিদ্ধান্তের ইহাঁ পাইবা পার ॥২৭০॥", "synonyms": "*ihāra prasāde*—ao ouvir estes ensinamentos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāibā*—obtereis; *kṛṣṇa-tattva-sāra*—a essência da verdade sobre Kṛṣṇa; *sarva-śāstra*—de todas as escrituras reveladas; *siddhāntera*—das conclusões; *ihāṅ*—aqui; *pāibā*—obtereis; *pāra*—o limite último.", "translation": "**Ao compreender os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a pessoa pode compreender a verdade sobre Kṛṣṇa. Ao compreender Kṛṣṇa, a pessoa pode compreender o limite de todo o conhecimento descrito nas diversas escrituras reveladas.**", "purport": "Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (7.3):\n\nmanuṣyāṇāṁ sahasreṣu\nkaścid yatati siddhaye\nyatatām api siddhānāṁ\nkaścin māṁ vetti tattvataḥ\n\n\"Dentre muitos milhares de homens, talvez um se esforce pela perfeição, e, dentre aqueles que alcançaram a perfeição, dificilmente um Me conhece em verdade.\"\n\nÉ muito difícil compreender Kṛṣṇa, mas, se a pessoa tentar compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam* através do culto de bhakti de Caitanya Mahāprabhu, ela sem dúvida compreenderá Kṛṣṇa muito facilmente. Se, de uma forma ou de outra, a pessoa compreender Kṛṣṇa, sua vida será um êxito. Novamente, como se afirma no *Bhagavad-gītā* (4.9):\n\njanma karma ca me divyam\nevaṁ yo vetti tattvataḥ\ntyaktvā dehaṁ punar janma\nnaiti mām eti so 'rjuna\n\n\"Aquele que conhece a natureza transcendental de Meu aparecimento e de Minhas atividades não nasce novamente neste mundo material ao deixar o corpo, mas alcança Minha morada eterna, ó Arjuna.\""}
{"ref": "cc/madhya/25/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/271/", "verse_text": "kṛṣṇa-līlā amṛta-sāra, tāra śata śata dhāra,\n\ndaśa-dike vahe yāhā haite\n\nse caitanya-līlā haya, sarovara akṣaya,\n\nmano-haṁsa carāha' tāhāte", "devanagari": "> কৃষ্ণলীলা অমৃত-সার, তার শত শত ধার,\n> দশদিকে বহে যাহা হৈতে ।\n> সে চৈতন্যলীলা হয়, সরোবর অক্ষয়,\n> মনো-হংস চরাহ’ তাহাতে ॥২৭১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-līlā amṛta-sāra*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa são a essência de toda a bem-aventurança eterna; *tāra śata śata dhāra*—o fluxo dessa bem-aventurança eterna corre em centenas de ramificações; *daśa-dike*—em todas as dez direções; *vahe*—flui; *yāhā haite*—de onde; *se*—esses; *caitanya-līlā*—passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haya*—são; *sarovara akṣaya*—um lago transcendental eterno; *manaḥ-haṁsa*—minha mente, que é como um cisne; *carāha'*—por favor, vagueia; *tāhāte*—nesse lago.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Kṛṣṇa são a essência de todo o néctar. Eles fluem em centenas de regatos e em todas as direções. Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são um reservatório eterno, e aconselha-se a pessoa a deixar sua mente nadar como um cisne neste lago transcendental.**", "purport": "A essência do conhecimento espiritual encontra-se nos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que são idênticos aos passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Esta é a essência do conhecimento. Se o conhecimento não inclui a compreensão de Śrī Caitanya Mahāprabhu e Kṛṣṇa, é simplesmente supérfluo. Pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o néctar dos passatempos do Senhor Śrī Kṛṣṇa flui em diferentes direções em centenas e milhares de rios. Não se deve pensar que os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são diferentes dos passatempos de Kṛṣṇa. Diz-se: *śrī-kṛṣṇa-caitanya, rādhā-kṛṣṇa nahe anya.* O Senhor Caitanya Mahāprabhu é uma combinação de Rādhā-Kṛṣṇa, e sem compreender Seus passatempos não se pode compreender Rādhā e Kṛṣṇa. Por isso Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura canta: *rūpa-raghunātha-pade haibe ākuti kabe hāma bujhaba se yugala pirīti.* \"Quando me tornarei muito ansioso para estudar os livros deixados pelos seis Gosvāmīs? Então poderei compreender os passatempos conjugais de Rādhā e Kṛṣṇa.\" Caitanya Mahāprabhu empoderou diretamente Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrīla Sanātana Gosvāmī. Seguindo em seus passos, os outros seis Gosvāmīs compreenderam Śrī Caitanya Mahāprabhu e Sua missão. Deve-se compreender Śrī Kṛṣṇa Caitanya e o Senhor Śrī Kṛṣṇa a partir dos Gosvāmīs no sistema de *paramparā.* Este movimento de consciência de Kṛṣṇa segue os passos dos Gosvāmīs da maneira mais rigorosa possível. Narottama dāsa Ṭhākura diz: *ei chaya gosāñi yāṅra, mui tāṅra dāsa:* \"Sou o servo dos seis Gosvāmīs.\" A filosofia da consciência de Kṛṣṇa consiste em tornar-se o servo do servo do servo do Senhor. Quem quiser compreender o difícil assunto da *kṛṣṇa-kathā* deve aceitar a sucessão discipular. Se alguém, de alguma forma, conseguir compreender Kṛṣṇa, sua vida será bem-sucedida. *Tyaktvā dehaṁ punar janma naiti mām eti so 'rjuna.* Um devoto perfeito consegue compreender Kṛṣṇa por meio da sucessão discipular, e sua entrada no reino de Deus está assim certamente aberta. Quando se compreende Kṛṣṇa, não há dificuldade em transferir-se para o reino espiritual."}
{"ref": "cc/madhya/25/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/272/", "verse_text": "bhakta-gaṇa, śuna mora dainya-vacana\n\ntomā-sabāra pada-dhūli, aṅge vibhūṣaṇa kari',\n\nkichu muñi karoṅ nivedana", "devanagari": "> ভক্তগণ, শুন মোর দৈন্য-বচন ।\n> তোমা-সবার পদধূলি, অঙ্গে বিভূষণ করি’,\n> কিছু মুঞি করোঁ নিবেদন ।। ২৭২ ।। ধ্রু ।। ॥২৭২॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—ó devotos; *śuna*—por favor, ouvi; *mora*—minha; *dainya-vacana*—humilde súplica; *tomā-sabāra*—de todos vós; *pada-dhūli*—a poeira dos pés; *aṅge*—em meu corpo; *vibhūṣaṇa kari'*—tomando como ornamentos; *kichu*—algo; *muñi*—eu; *karoṅ nivedana*—desejo apresentar.", "translation": "**Com toda a humildade, submeto-me aos pés de lótus de todos vós, devotos, tomando a poeira de vossos pés como meus ornamentos corpóreos. Ora, meus queridos devotos, por favor, ouvi mais uma coisa de mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/273/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakti-siddhānta-gaṇa, yāte praphulla padma-vana,\n\ntāra madhu kari' āsvādana\n\nprema-rasa-kumuda-vane, praphullita rātri-dine,\n\ntāte carāo mano-bhṛṅga-gaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্তিসিদ্ধান্তগণ, যাতে প্রফুল্ল পদ্মবন,\n> তার মধু করি’ আস্বাদন ।\n> প্রেমরস-কুমুদবনে, প্ৰফুল্লিত রাত্রি-দিনে,\n> তাতে চরাও মনোভৃঙ্গগণ ॥২৭৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakti-siddhānta-gaṇa*—a compreensão conclusiva do serviço devocional a Kṛṣṇa; *yāte*—pela qual; *praphulla*—vivificada; *padma-vana*—a floresta de flores de lótus; *tāra madhu*—o mel colhido dessas flores de lótus; *kari' āsvādana*—saboreando; *prema-rasa*—do amor transcendental a Kṛṣṇa; *kumuda-vane*—na floresta de flores kumuda (um tipo de lótus); *praphullita*—estando jubilosos; *rātri-dine*—dia e noite; *tāte*—nessa floresta de flores de lótus; *carāo*—fazei vaguear; *manaḥ-bhṛṅga-gaṇa*—as abelhas de vossas mentes.", "translation": "**O serviço devocional a Kṛṣṇa é exatamente como uma agradável e jubilosa floresta de flores de lótus em que há mel abundante. Peço a todos que saboreiem este mel. Se todos os especuladores mentais trouxerem as abelhas de suas mentes a esta floresta de flores de lótus e desfrutarem jubilosamente do amor extático a Kṛṣṇa dia e noite, sua especulação mental ficará completa e transcendentalmente satisfeita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/274/", "verse_text": "nānā-bhāvera bhakta-jana, haṁsa-cakravāka-gaṇa,\n\nyāte sabe' karena vihāra\n\nkṛṣṇa-keli sumṛṇāla, yāhā pāi sarva-kāla,\n\nbhakta-haṁsa karaye āhāra", "devanagari": "> নানা-ভাবের ভক্তজন, হংস-চক্রবাকগণ,\n> যাতে সবে’ করেন বিহার ।\n> কৃষ্ণকেলি সুমৃণাল, যাহা পাই সর্বকাল,\n> ভক্ত-হংস করয়ে আহার ॥২৭৪॥", "synonyms": "*nānā-bhāvera bhakta-jana*—devotos que saboreiam relacionamentos com Kṛṣṇa em diferentes êxtases; *haṁsa-cakravāka-gaṇa*—comparados a cisnes e pássaros cakravāka; *yāte*—nesse lugar; *sabe'*—todos; *karena vihāra*—desfrutam da vida; *kṛṣṇa-keli*—os passatempos de Kṛṣṇa; *su-mṛṇāla*—doces botões; *yāhā pāi*—que se pode obter; *sarva-kāla*—eternamente; *bhakta-haṁsa*—os devotos, que são exatamente como cisnes; *karaye*—fazem; *āhāra*—comendo.", "translation": "**Os devotos que têm um relacionamento com Kṛṣṇa são como os cisnes e os pássaros cakravāka que brincam na floresta de flores de lótus. Os botões dessas flores de lótus são os passatempos de Kṛṣṇa, e eles são o alimento para os devotos semelhantes a cisnes. O Senhor Śrī Kṛṣṇa está sempre ocupado em Seus passatempos transcendentais; portanto, os devotos, seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, podem sempre comer esses botões de lótus, pois eles são os passatempos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/275/", "verse_text": "sei sarovare giyā, haṁsa-cakravāka hañā,\n\nsadā tāhāṅ karaha vilāsa\n\nkhaṇḍibe sakala duḥkha, pāibā parama sukha,\n\nanāyāse habe premollāsa", "devanagari": "> সেই সরোবরে গিয়া, হংস-চক্রবাক হঞা,\n> সদা তাহাঁ করহ বিলাস ৷\n> খণ্ডিবে সকল দুঃখ, পাইবা পরম সুখ,\n> অনায়াসে হবে প্রেমোল্লাস ॥২৭৫॥", "synonyms": "*sei sarovare giyā*—indo a esse lago onde existem os aglomerados de flores de lótus; *haṁsa-cakravāka hañā*—tornando-se cisnes ou pássaros cakravāka; *sadā*—sempre; *tāhāṅ*—ali; *karaha vilāsa*—desfrutai da vida; *khaṇḍibe*—serão diminuídas; *sakala duḥkha*—todas as ansiedades e misérias materiais; *pāibā*—obtereis; *parama sukha*—a mais elevada felicidade; *anāyāse*—muito facilmente; *habe*—haverá; *prema-ullāsa*—júbilo no amor a Deus.", "translation": "**Todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu devem ir a esse lago e, permanecendo sempre sob o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, tornar-se cisnes e pássaros cakravāka nessas águas celestiais. Eles devem continuar prestando serviço ao Senhor Śrī Kṛṣṇa e desfrutar da vida perpetuamente. Dessa maneira, todas as misérias serão diminuídas, os devotos alcançarão grande felicidade e haverá jubiloso amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/276/", "verse_text": "ei amṛta anukṣaṇa, sādhu mahānta-megha-gaṇa,\n\nviśvodyāne kare variṣaṇa\n\ntāte phale amṛta-phala, bhakta khāya nirantara,\n\ntāra śeṣe jīye jaga-jana", "devanagari": "> এই অমৃত অনুক্ষণ, সাধু মহান্ত-মেঘগণ,\n> বিশ্বোদ্যানে করে বরিষণ ৷\n> তাতে ফলে অমৃত-ফল, ভক্ত খায় নিরন্তর,\n> তার শেষে জীয়ে জগজন ॥২৭৬॥", "synonyms": "*ei amṛta*—este néctar; *anukṣaṇa*—continuamente; *sādhu mahānta-megha-gaṇa*—os devotos puros e as pessoas santas, que são comparados a nuvens; *viśva-udyāne*—no jardim do universo; *kare variṣaṇa*—fazem chover estes passatempos nectáreos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *tāte*—por causa disso; *phale*—cresce; *amṛta-phala*—o fruto do néctar; *bhakta khāya nirantara*—e os devotos comem tal fruto continuamente; *tāra śeṣe*—depois que eles comem; *jīye jaga-jana*—as entidades vivas em todo o mundo vivem pacificamente.", "translation": "**Os devotos que se abrigaram nos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu assumem a responsabilidade de distribuir o nectáreo serviço devocional por todo o mundo. Eles são como nuvens que derramam água sobre o solo, nutrindo o fruto do amor a Deus neste mundo. Os devotos comem esse fruto a contento, e o que quer que deixem como restos é comido pela população em geral. Assim, eles vivem felizes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/277/", "verse_text": "caitanya-līlā-amṛta-pūra, kṛṣṇa-līlā-sukarpūra,\n\nduhe mili' haya sumādhurya\n\nsādhu-guru-prasāde, tāhā yei āsvāde,\n\nsei jāne mādhurya-prācurya", "devanagari": "> চৈতন্যলীলা — অমৃতপূর, কৃষ্ণলীলা — সুকর্পূর,\n> দুহে মিলি’ হয় সুমাধুর্য ।\n> সাধু-গুরু-প্ৰসাদে, তাহা যেই আস্বাদে,\n> সেই জানে মাধুর্য-প্রাচুর্য ॥২৭৭॥", "synonyms": "*caitanya-līlā amṛta-pūra*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu são plenos de néctar; *kṛṣṇa-līlā su-karpūra*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa são exatamente como cânfora; *duhe mili'*—os dois encontrando-se; *haya*—tornam-se; *su-mādhurya*—muitíssimo agradáveis ao paladar; *sādhu-guru-prasāde*—pela misericórdia das pessoas santas e dos devotos na posição transcendental; *tāhā*—isso; *yei*—qualquer um que; *āsvāde*—saboreia este néctar agradável ao paladar; *sei jāne*—ele pode compreender; *mādhurya-prācurya*—a vasta quantidade de doçura no serviço devocional.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são plenos de néctar, e os passatempos do Senhor Kṛṣṇa são como cânfora. Quando se misturam os dois, eles têm um sabor muito doce. Pela misericórdia dos devotos puros, quem quer que os saboreie pode compreender as profundezas dessa doçura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/278/", "verse_text": "ye līlā-amṛta vine, khāya yadi anna-pāne,\n\ntabe bhaktera durbala jīvana\n\nyāra eka-bindu-pāne, utphullita tanu-mane,\n\nhāse, gāya, karaye nartana", "devanagari": "> যে লীলা-অমৃত বিনে, খায় যদি অন্নপানে,\n> তবে ভক্তের দুর্বল জীবন ।\n> যার একবিন্দু-পানে, উৎফুল্লিত তনুমনে,\n> হাসে, গায়, করয়ে নর্তন ॥২৭৮॥", "synonyms": "*ye*—aquele que; *līlā*—dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa e de Caitanya Mahāprabhu; *amṛta vine*—sem o néctar; *khāya yadi anna-pāne*—se a pessoa come apenas grãos comuns; *tabe*—então; *bhaktera*—dos devotos; *durbala jīvana*—a vida se enfraquece; *yāra*—do qual; *eka-bindu-pāne*—se a pessoa bebe uma gota; *utphullita tanu-mane*—o corpo e a mente tornam-se jubilosos; *hāse*—ri; *gāya*—canta; *karaye nartana*—dança.", "translation": "**Os homens tornam-se fortes e robustos por comerem grãos em quantidade suficiente, mas o devoto que simplesmente come grãos comuns e não saboreia os passatempos transcendentais do Senhor Caitanya Mahāprabhu e de Kṛṣṇa torna-se gradualmente fraco e cai da posição transcendental. Contudo, se a pessoa bebe ao menos uma gota do néctar dos passatempos de Kṛṣṇa, seu corpo e sua mente começam a florescer, e ela começa a rir, cantar e dançar.**", "purport": "Todos os devotos ligados a este movimento de consciência de Kṛṣṇa devem ler todos os livros que foram traduzidos (*Caitanya-caritāmṛta, Śrīmad-Bhāgavatam, Bhagavad-gītā* e outros); caso contrário, após algum tempo, simplesmente comerão, dormirão e cairão de sua posição. Assim perderão a oportunidade de alcançar uma vida eterna e bem-aventurada de prazer transcendental."}
{"ref": "cc/madhya/25/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/279/", "verse_text": "e amṛta kara pāna, yāra sama nāhi āna,\n\ncitte kari' sudṛḍha viśvāsa\n\nnā paḍa' kutarka-garte, amedhya karkaśa āvarte,\n\nyāte paḍile haya sarva-nāśa", "devanagari": "> এ অমৃত কর পান, যার সম নাহি আন,\n> চিত্তে করি’ সুদৃঢ় বিশ্বাস ।\n> না পড়’ কুতর্ক-গর্তে, অমেধ্য কর্কশ আবর্তে,\n> যাতে পড়িলে হয় সর্বনাশ ॥২৭৯॥", "synonyms": "*e amṛta kara pāna*—todos vós deveis beber este néctar; *yāra sama nāhi āna*—não há comparação para este néctar; *citte*—dentro da mente; *kari' sudṛḍha viśvāsa*—tendo firme fé nesta conclusão; *nā paḍa' kutarka-garte*—não caiais no poço dos falsos argumentos; *amedhya karkaśa āvarte*—no intocável e áspero redemoinho; *yāte*—no qual; *paḍile*—se a pessoa cai; *haya sarva-nāśa*—o propósito da vida estará arruinado.", "translation": "**Os leitores devem saborear este néctar maravilhoso, pois nada se compara a ele. Mantendo a fé firmemente fixa em suas mentes, devem ter cuidado para não cair no poço dos falsos argumentos nem nos redemoinhos das situações funestas. Se a pessoa cai em tais posições, está acabada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/280/", "verse_text": "śrī-caitanya, nityānanda, advaitādi bhakta-vṛnda,\n\nāra yata śrotā bhakta-gaṇa\n\ntomā-sabāra śrī-caraṇa, kari śire vibhūṣaṇa,\n\nyāhā haite abhīṣṭa-pūraṇa", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য, নিত্যানন্দ, অদ্বৈতাদি ভক্তবৃন্দ,\n> আর যত শ্রোতা ভক্তগণ ।\n> তোমা-সবার শ্রীচরণ, করি শিরে বিভূষণ,\n> যাহা হৈতে অভীষ্ট-পূরণ ॥২৮০॥", "synonyms": "*śrī-caitanya nityānanda*—Śrī Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Nityānanda; *advaita-ādi bhakta-vṛnda*—bem como os devotos como Advaita Ācārya; *āra*—e; *yata śrotā bhakta-gaṇa*—todos os devotos que ouvem; *tomā-sabāra śrī-caraṇa*—os pés de lótus de todos vós; *kari śire vibhūṣaṇa*—mantenho sobre minha cabeça como um elmo; *yāhā haite*—dos quais; *abhīṣṭa-pūraṇa*—todos os meus propósitos serão atendidos.", "translation": "**Em conclusão, submeto-me a Śrī Caitanya Mahāprabhu, Nityānanda Prabhu, Advaita Prabhu e a todos os demais devotos e leitores, declarando que aceito vossos pés de lótus como o elmo sobre minha cabeça. Dessa maneira, todos os meus propósitos serão atendidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/281/", "verse_text": "śrī-rūpa-sanātana-raghunātha-jīva-caraṇa,\n\nśire dhari,-yāra karoṅ āśa\n\nkṛṣṇa, līlāmṛtānvita, caitanya-caritāmṛta,\n\nkahe kichu dīna kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-সনাতন- রঘুনাথ-জীব-চরণ,\n> শিরে ধরি, — যার করোঁ আশ ।\n> কৃষ্ণলীলামৃতান্বিত, চৈতন্যচরিতামৃত,\n> কহে কিছু দীন কৃষ্ণদাস ॥২৮১॥", "synonyms": "*śrī-rūpa-sanātana*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī e de Sanātana Gosvāmī; *raghunātha-jīva*—de Raghunātha dāsa Gosvāmī, Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī e Śrīla Jīva Gosvāmī; *caraṇa*—os pés de lótus; *śire dhari*—tomando sobre minha cabeça; *yāra*—dos quais; *karoṅ āśa*—sempre desejo; *kṛṣṇa-līlā-amṛta-anvita*—misturados com o néctar da kṛṣṇa-līlā; *caitanya-caritāmṛta*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—está tentando narrar; *kichu*—algo; *dīna*—o mais humilde; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Tomando os pés de Śrīla Rūpa Gosvāmī, Śrī Sanātana Gosvāmī, Raghunātha dāsa Gosvāmī, Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī e Jīva Gosvāmī sobre minha cabeça, sempre desejo a misericórdia deles. Assim, eu, Kṛṣṇadāsa, humildemente tento descrever o néctar dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, os quais estão misturados com os passatempos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/282/", "verse_text": "śrīman-madana-gopāla-\n\ngovindadeva-tuṣṭaye\n\ncaitanyārpitam astv etac\n\ncaitanya-caritāmṛtam", "devanagari": "> শ্রীমন্মদনগোপাল-গোবিন্দদেব-তুষ্টয়ে ।\n> চৈতন্যার্পিতমস্ত্বেতচ্চৈতন্যচরিতামৃতম্ ॥২৮২॥", "synonyms": "*śrīman-madana-gopāla*—da Deidade chamada Śrīman Madana-gopāla; *govinda-deva*—da Deidade chamada Govindadeva; *tuṣṭaye*—para a satisfação; *caitanya-arpitam*—oferecido a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *astu*—que seja; *etat*—este; *caitanya-caritāmṛtam*—o livro conhecido como Caitanya-caritāmṛta.", "translation": "**Para a satisfação de Śrī Madana-gopāla e Govindadeva, oramos para que este livro, o *Caitanya-caritāmṛta*, possa ser oferecido a Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/madhya/25/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/madhya/25/283/", "verse_text": "tad idam ati-rahasyaṁ gaura-līlāmṛtaṁ yat\n\nkhala-samudaya-kolair nādṛtaṁ tair alabhyam\n\nkṣatir iyam iha kā me svāditaṁ yat samantāt\n\nsahṛdaya-sumanobhir modam eṣāṁ tanoti", "devanagari": "> তদিদমতিরহস্যং গৌরলীলামৃতং যৎ\n> খল-সমুদয়-কোলৈর্নাদৃতং তৈরলভ্যম্ ।\n> ক্ষতিরিয়মিহ কা মে স্বাদিতং যৎ সমন্তাৎ\n> সহৃদয়-সুমনোভির্মোদমেষাং তনোতি ॥২৮৩॥", "synonyms": "*tat*—aquele (Caitanya-caritāmṛta); *idam*—este; *ati-rahasyam*—cheio de mistérios espirituais; *gaura-līlā-amṛtam*—o néctar dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yat*—o qual; *khala-samudaya*—canalhas invejosos; *kolaiḥ*—pelos porcos; *na*—nunca; *ādṛtam*—louvado; *taiḥ*—por eles; *alabhyam*—inalcançável; *kṣatiḥ iyam iha kā*—qual é a perda quanto a isso; *me*—de mim; *svāditam*—saboreado; *yat*—o qual; *samantāt*—completamente; *sahṛdaya-sumanobhiḥ*—por aqueles que são amistosos e cujas mentes são muito limpas; *modam*—o desfrute; *eṣām*—deles; *tanoti*—expande.", "translation": "**Os passatempos do *Caitanya-caritāmṛta* do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu constituem uma literatura muito secreta. É a vida e alma de todos os devotos. Aqueles que não estão aptos a apreciar esta literatura, que são invejosos como porcos e porcas, certamente não a admirarão. Contudo, isso não prejudicará minha tentativa. Esses passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu certamente agradarão a todas as pessoas santas que possuem corações puros. Certamente os desfrutarão. Desejamos que isso aumente seu prazer cada vez mais.**\n\n*Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī Caitanya-caritāmṛta, Madhya-līlā, Vigésimo Quinto Capítulo, que descreve como os habitantes de Vārāṇasī foram convertidos ao vaiṣṇavismo.*\n\nNota: \\\\\nO autor do *Śrī Caitanya-caritāmṛta,* Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, condenou todos os seus inimigos comparando-os a porcos e porcas invejosos. Este movimento de consciência de Kṛṣṇa, que está se espalhando pelo mundo inteiro, está sendo apreciado por pessoas sinceras, ainda que nunca tenham ouvido falar anteriormente de Śrī Caitanya Mahāprabhu e dos passatempos de Kṛṣṇa. Agora até os círculos sacerdotais mais elevados estão apreciando este movimento. Concluíram que este movimento é muito bom e que têm algo a aprender com ele. Não obstante, na Índia há algumas pessoas que dizem pertencer a este culto mas que são na verdade muito invejosas do *ācārya.* Tentaram suprimir nossas atividades de muitas maneiras, mas, no que nos diz respeito, seguimos os passos de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī e os consideramos porcos e porcas invejosos. Simplesmente desejamos apresentar os passatempos do Senhor Kṛṣṇa e de Śrī Caitanya Mahāprabhu da melhor maneira possível, para que aqueles que são verdadeiramente honestos possam purificar seus corações. Esperamos que desfrutem desta literatura e nos concedam suas bênçãos. Parece que até mesmo uma personalidade tão grande como Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī encontrou alguns obstáculos invejosos; o que dizer, então, de nós, que somos apenas criaturas insignificantes neste universo. Simplesmente tentamos executar as ordens de nosso mestre espiritual da melhor maneira possível.", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Madhya-līlā*, Vigésimo Quinto Capítulo, que descreve como os habitantes de Vārāṇasī foram convertidos ao vaiṣṇavismo.\n\nNota:\n\nO autor do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, condenou todos os seus inimigos comparando-os a javalis e porcos invejosos. Este movimento da consciência de Kṛṣṇa, que está se espalhando por todo o mundo, está sendo apreciado por pessoas sinceras, embora elas jamais tivessem ouvido falar de Śrī Caitanya Mahāprabhu e dos passatempos de Kṛṣṇa. Agora, até mesmo os círculos sacerdotais mais elevados estão apreciando este movimento. Concluíram que este movimento é muito bom e que têm algo a aprender com ele. Não obstante, na Índia há algumas pessoas que dizem pertencer a este culto, mas que, na verdade, são muito invejosas do ācārya. Elas tentaram suprimir nossas atividades de muitas maneiras, mas, no que nos diz respeito, seguimos os passos de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī e as consideramos javalis e porcos invejosos. Desejamos simplesmente apresentar os passatempos do Senhor Kṛṣṇa e de Śrī Caitanya Mahāprabhu com o melhor de nossa capacidade, para que aqueles que são realmente honestos possam purificar o coração. Esperamos que desfrutem desta literatura e nos concedam suas bênçãos. Parece que até mesmo uma personalidade tão grandiosa como Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī deparou com alguns obstáculos invejosos; o que dizer, então, de nós, que somos apenas criaturas insignificantes neste universo. Estamos simplesmente tentando executar as ordens de nosso mestre espiritual com o melhor de nossa capacidade.\n\nFIM DA MADHYA-LĪLĀ"}
{"ref": "cc/antya/1/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/1/", "verse_text": "paṅguṁ laṅghayate śailaṁ\nmūkam āvartayec chrutim\nyat-kṛpā tam ahaṁ vande\nkṛṣṇa-caitanyam īśvaram", "devanagari": "> পঙ্গুং লঙ্ঘয়তে শৈলং মূকমাবর্তয়েচ্ছ্রুতিম্ ।\n> যত্কৃপা তমহং বন্দে কৃষ্ণচৈতন্যমীশ্বরম্ ॥১॥", "synonyms": "*paṅgum*—aquele que é coxo; *laṅghayate*—faz atravessar; *śailam*—uma montanha; *mūkam*—aquele que é mudo; *āvartayet*—pode fazer recitar; *śrutim*—a literatura Védica; *yat-kṛpā*—a misericórdia de quem; *tam*—a Ele; *aham*—eu; *vande*—ofereço reverências; *kṛṣṇa-caitanyam*—Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é o próprio Kṛṣṇa; *īśvaram*—o Senhor.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, por cuja misericórdia até mesmo um coxo pode atravessar uma montanha e um mudo pode recitar a literatura Védica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/2/", "verse_text": "durgame pathi me 'ndhasya\nskhalat-pāda-gater muhuḥ\nsva-kṛpā-yaṣṭi-dānena\nsantaḥ santv avalambanam", "devanagari": "> দুর্গমে পথি মেঽন্ধস্য স্খলৎপাদগতের্মুহুঃ ।\n> স্বকৃপা-যষ্টিদানেন সন্তঃ সন্ত্ববলম্বনম্ ॥২॥", "synonyms": "*durgame*—muito difícil; *pathi*—no caminho; *me*—de mim; *andhasya*—aquele que é cego; *skhalat*—escorregando; *pāda*—sobre os pés; *gateḥ*—cuja maneira de andar; *muhuḥ*—repetidamente; *sva-kṛpā*—de sua própria misericórdia; *yaṣṭi*—o cajado; *dānena*—dando; *santaḥ*—essas pessoas santas; *santu*—que se tornem; *avalambanam*—meu apoio.", "translation": "**Meu caminho é muito difícil. Sou cego, e meus pés escorregam repetidamente. Por isso, que os santos me ajudem, concedendo-me o cajado de sua misericórdia como meu apoio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/3-4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/3-4/", "verse_text": "śrī-rūpa, sanātana bhaṭṭa-raghunātha\nśrī-jīva, gopāla-bhaṭṭa, dāsa-raghunātha\nei chaya gurura karoṅ caraṇa vandana\nyāhā haite vighna-nāśa, abhīṣṭa-pūraṇa", "devanagari": "> শ্রীরূপ, সনাতন, ভট্ট-রঘুনাথ ।\n> শ্রীজীব, গোপালভট্ট, দাস-রঘুনাথ ॥৩॥\n> এই ছয় গুরুর করোঁ চরণ বন্দন ।\n> যাহা হৈতে বিঘ্ননাশ, অভীষ্ট-পূরণ ॥৪॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—de nome Śrī Rūpa; *sanātana*—de nome Sanātana; *bhaṭṭa-raghunātha*—de nome Bhaṭṭa Raghunātha; *śrī-jīva*—de nome Śrī Jīva; *gopāla-bhaṭṭa*—de nome Gopāla Bhaṭṭa; *dāsa-raghunātha*—de nome Dāsa Raghunātha; *ei*—destes seis; *gurura*—mestres espirituais; *karoṅ*—ofereço; *caraṇa vandana*—orações aos pés de lótus; *yāhā*—dos quais; *vighna-nāśa*—destruição de todos os impedimentos; *abhīṣṭa-pūraṇa*—realização dos desejos.", "translation": "**Oro aos pés de lótus dos seis Gosvāmīs – Śrī Rūpa, Sanātana, Bhaṭṭa Raghunātha, Śrī Jīva, Gopāla Bhaṭṭa e Dāsa Raghunātha – para que todos os impedimentos a esta minha escrita sejam aniquilados e meu verdadeiro desejo seja realizado.**", "purport": "Se alguém quiser beneficiar o mundo inteiro, certamente encontrará pessoas semelhantes a porcos e suínos que lhe imporão muitos impedimentos. Isso é natural. Mas, se um devoto buscar refúgio aos pés de lótus dos seis Gosvāmīs, os misericordiosos Gosvāmīs certamente concederão toda a proteção ao servidor do Senhor. Não é de surpreender que se coloquem impedimentos diante daqueles que estão a difundir o movimento da consciência de Kṛṣṇa pelo mundo inteiro. Não obstante, se nos apegarmos aos pés de lótus dos seis Gosvāmīs e orarmos por sua misericórdia, todos os impedimentos serão aniquilados, e o desejo devocional transcendental de servir ao Senhor Supremo será realizado."}
{"ref": "cc/antya/1/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/5/", "verse_text": "jayatāṁ suratau paṅgor\nmama manda-mater gatī\nmat-sarvasva-padāmbhojau\nrādhā-madana-mohanau", "devanagari": "> জয়তাং সুরতৌ পঙ্গোর্মম মন্দমতের্গতী ।\n> মৎসর্বস্বপদাম্ভোজৌ রাধা-মদনমোহনৌ ॥৫॥", "synonyms": "*jayatām*—todas as glórias a; *su-ratau*—muito misericordiosos, ou apegados em amor conjugal; *paṅgoḥ*—de quem é coxo; *mama*—de mim; *manda-mateḥ*—tolo; *gatī*—refúgio; *mat*—meu; *sarva-sva*—tudo; *pada-ambhojau*—cujos pés de lótus; *rādhā-madana-mohanau*—Rādhārāṇī e Madana-mohana.", "translation": "**Glória a Rādhā e Madana-mohana, que são plenamente misericordiosos! Sou coxo e desavisado, mas Eles são meus orientadores, e Seus pés de lótus são tudo para mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/6/", "verse_text": "dīvyad-vṛndāraṇya-kalpa-drumādhaḥ\nśrīmad-ratnāgāra-siṁhāsana-sthau\nśrīmad-rādhā-śrīla-govinda-devau\npreṣṭhālībhiḥ sevyamānau smarāmi", "devanagari": "> দীব্যদ্বৃন্দারণ্যকল্পদ্রুমাধঃ-\n> শ্রীমদ্রত্নাগারসিংহাসনস্থৌ ।\n> শ্রীমদ্রাধা-শ্রীলগোবিন্দদেবৌ\n> প্রেষ্ঠালীভিঃ সেব্যমানৌ স্মরামি ॥৬॥", "synonyms": "*dīvyat*—reluzente; *vṛndā-araṇya*—na floresta de Vṛndāvana; *kalpa-druma*—árvore-dos-desejos; *adhaḥ*—debaixo; *śrīmat*—belíssimo; *ratna-āgāra*—num templo de joias; *siṁha-āsana-sthau*—sentados num trono; *śrīmat*—belíssima; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *śrīla-govinda-devau*—e Śrī Govindadeva; *preṣṭha-ālībhiḥ*—pelas associadas mais íntimas; *sevyamānau*—sendo servidos; *smarāmi*—eu Os recordo.", "translation": "**Num templo de joias em Vṛndāvana, debaixo de uma árvore-dos-desejos, Śrī Śrī Rādhā-Govinda, servidos por Suas associadas mais íntimas, sentam-Se sobre um trono refulgente. Ofereço-Lhes minhas humildes reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/7/", "verse_text": "śrīmān-rāsa-rasārambhī\nvaṁśīvaṭa-sthitaḥ\nkarṣan veṇu-svanair gopīr\ngopī-nāthaḥ śriye 'stu naḥ", "devanagari": "> শ্রীমান্রাসরসারম্ভী বংশীবটতটস্থিতঃ ।\n> কর্ষন্ বেণুস্বনৈর্গোপীর্গোপীনাথঃ শ্রিয়েঽস্তু নঃ ॥৭॥", "synonyms": "*śrīmān*—belíssimo; *rāsa*—da dança da rāsa; *rasa*—do doce sabor; *ārambhī*—o iniciador; *vaṁśī-vaṭa*—de nome Vaṁśīvaṭa; *taṭa*—à margem; *sthitaḥ*—de pé; *karṣan*—atraindo; *veṇu*—da flauta; *svanaiḥ*—pelos sons; *gopīḥ*—as vaqueirinhas; *gopī-nāthaḥ*—Śrī Gopīnātha; *śriye*—bênção; *astu*—que haja; *naḥ*—nossa.", "translation": "**Śrī Śrīla Gopīnātha, que deu origem ao doce sabor transcendental da dança da rāsa, encontra-se de pé à margem em Vaṁśīvaṭa e atrai a atenção das vaqueirinhas com o som de Sua célebre flauta. Que Ele nos conceda Sua bênção a todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/8/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥৮॥", "synonyms": "*jaya jaya śrī-caitanya*—todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya nityānanda*—todas as glórias a Śrī Nityānanda Prabhu; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *jaya gaura-bhakta-vṛnda*—todas as glórias aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaita Ācārya! Todas as glórias aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/9/", "verse_text": "madhya-līlā saṅkṣepete kariluṅ varṇana\nantya-līlā-varṇana kichu śuna, bhakta-gaṇa", "devanagari": "> মধ্যলীলা সংক্ষেপেতে করিলুঁ বর্ণন ।\n> অন্ত্যলীলা-বর্ণন কিছু শুন, ভক্তগণ ॥৯॥", "synonyms": "*madhya-līlā*—passatempos conhecidos como madhya-līlā; *saṅkṣepete*—em resumo; *kariluṅ varṇana*—descrevi; *antya-līlā*—os últimos passatempos; *varṇana*—descrição; *kichu*—algo; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos.", "translation": "**Descrevi brevemente os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu na madhya-līlā. Agora tentarei descrever algo sobre Seus últimos passatempos, conhecidos como a antya-līlā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/10/", "verse_text": "madhya-līlā-madhye antya-līlā-sūtra-gaṇa\npūrva-granthe saṅkṣepete kariyāchi varṇana", "devanagari": "> মধ্যলীলা-মধ্যে অন্ত্যলীলা-সূত্রগণ ।\n> পূর্বগ্রন্থে সংক্ষেপেতে করিয়াছি বর্ণন ॥১০॥", "synonyms": "*madhya-līlā-madhye*—dentro dos capítulos da madhya-līlā; *antya-līlā-sūtra-gaṇa*—os códigos do *antya-līlā*; *pūrva-granthe*—no capítulo anterior; *saṅkṣepete*—em resumo; *kariyāchi varṇana*—descrevi.", "translation": "**Descrevi resumidamente a antya-līlā dentro da descrição da madhya-līlā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/11/", "verse_text": "āmi jarā-grasta, nikaṭe jāniyā maraṇa\nantya kono kono līlā kariyāchi varṇana", "devanagari": "> আমি জরাগ্রস্ত, নিকটে জানিয়া মরণ ।\n> অন্ত্য কোনো কোনো লীলা করিয়াছি বর্ণন ॥১১॥", "synonyms": "*āmi jarā-grasta*—sou inválido por causa da velhice; *nikaṭe*—muito próxima; *jāniyā*—sabendo; *maraṇa*—a morte; *antya*—finais; *kono kono*—alguns; *līlā*—passatempos; *kariyāchi varṇana*—descrevi.", "translation": "**Agora sou quase um inválido por causa da velhice, e sei que, a qualquer momento, posso morrer. Por isso, já descrevi algumas porções da antya-līlā.**", "purport": "Seguindo os passos de Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, estou tentando traduzir o *Śrīmad-Bhāgavatam* o mais rapidamente possível. Contudo, sabendo-me um homem idoso e quase um inválido por causa do reumatismo, já traduzi a essência de todas as literaturas, o Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*, na forma de um estudo resumido em inglês. Iniciei o movimento da consciência de Kṛṣṇa aos setenta anos de idade. Agora estou com setenta e oito, de modo que minha morte é iminente. Estou tentando concluir a tradução do *Śrīmad-Bhāgavatam* o mais cedo possível, mas, antes de terminá-la, entreguei a meus leitores o livro *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, para que, se eu morrer antes de concluir toda a tarefa, eles possam apreciar este livro, que é a essência do *Śrīmad-Bhāgavatam*."}
{"ref": "cc/antya/1/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/12/", "verse_text": "pūrva-likhita grantha-sūtra-anusāre\nyei nāhi likhi, tāhā likhiye vistāre", "devanagari": "> পূর্বলিখিত গ্রন্থসূত্র-অনুসারে ।\n> যেই নাহি লিখি, তাহা লিখিয়ে বিস্তারে ॥১২॥", "synonyms": "*pūrva-likhita*—mencionada anteriormente; *grantha-sūtra*—os códigos da obra; *anusāre*—de acordo com; *yei*—tudo o que; *nāhi likhi*—não mencionei; *tāhā*—isso; *likhiye*—escreverei; *vistāre*—detalhadamente.", "translation": "**De acordo com o resumo anteriormente escrito, descreverei em detalhe o que ainda não mencionei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/13/", "verse_text": "vṛndāvana haite prabhu nīlācale āilā\nsvarūpa-gosāñi gauḍe vārtā pāṭhāilā", "devanagari": "> বৃন্দাবন হৈতে প্রভু নীলাচলে আইলা ।\n> স্বরূপ-গোসাঞি গৌড়ে বার্তা পাঠাইলা ॥১৩॥", "synonyms": "*vṛndāvana haite*—de Vṛndāvana; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlācale āilā*—retornou a Jagannātha Purī, Nīlācala; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara; *gauḍe*—a Bengala; *vārtā pāṭhāilā*—enviou a notícia.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou de Vṛndāvana a Jagannātha Purī, Svarūpa Dāmodara Gosāñi imediatamente enviou aos devotos de Bengala a notícia da chegada do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/14/", "verse_text": "śuni' śacī ānandita, saba bhakta-gaṇa\nsabe mili' nīlācale karilā gamana", "devanagari": "> শুনি’ শচী আনন্দিত, সব ভক্তগণ ।\n> সবে মিলি’ নীলাচলে করিলা গমন ॥১৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *śacī*—mãe Śacī; *ānandita*—muito satisfeita; *saba bhakta-gaṇa*—bem como todos os demais devotos de Navadvīpa; *sabe mili'*—reunindo-se; *nīlācale*—a Jagannātha Purī, Nīlācala; *karilā gamana*—partiram.", "translation": "**Ao ouvirem essa notícia, mãe Śacī e todos os demais devotos de Navadvīpa ficaram muito jubilosos, e todos partiram juntos para Nīlācala [Jagannātha Purī].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/15/", "verse_text": "kulīna-grāmī bhakta āra yata khaṇḍa-vāsī\n\nācārya śivānanda sane mililā sabe āsi'", "devanagari": "> কুলীনগ্রামী ভক্ত আর যত খণ্ডবাসী ।\n> আচার্য শিবানন্দ সনে মিলিলা সবে আসি’ ॥১৫॥", "synonyms": "*kulīna-grāmī*—os residentes da aldeia conhecida como Kulīna-grāma; *bhakta*—devotos; *āra*—e; *yata*—todos; *khaṇḍa-vāsī*—os residentes de Śrī Khaṇḍa; *ācārya*—Advaita Ācārya; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *sane*—com; *mililā*—encontraram-se; *sabe āsi'*—todos vindo juntos.", "translation": "**Assim, todos os devotos de Kulīna-grāma e Śrī Khaṇḍa, bem como Advaita Ācārya, reuniram-se para encontrar Śivānanda Sena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/16/", "verse_text": "śivānanda kare sabāra ghāṭi samādhāna\n\nsabāre pālana kare, deya vāsā-sthāna", "devanagari": "> শিবানন্দ করে সবার ঘাটি সমাধান ।\n> সবারে পালন করে, দেয় বাসা-স্থান ॥১৬॥", "synonyms": "*śivānanda*—de nome Śivānanda; *kare*—faz; *sabāra*—de todos; *ghāṭi*—o acampamento; *samādhāna*—arranjo; *sabāre*—de todos; *pālana*—manutenção; *kare*—realiza; *deya*—dá; *vāsā-sthāna*—aposentos residenciais.", "translation": "**Śivānanda Sena tomou as providências para a viagem. Ele mantinha a todos e providenciava aposentos residenciais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/17/", "verse_text": "eka kukkura cale śivānanda-sane\n\nbhakṣya diyā lañā cale kariyā pālane", "devanagari": "> এক কুক্কুর চলে শিবানন্দ-সনে ।\n> ভক্ষ্য দিয়া লঞা চলে করিয়া পালনে ॥১৭॥", "synonyms": "*eka*—um; *kukkura*—cão; *cale*—vai; *śivānanda-sane*—com Śivānanda Sena; *bhakṣya*—alimento; *diyā*—dando; *lañā*—levando; *cale*—vai; *kariyā pālane*—mantendo o cão.", "translation": "**Enquanto se dirigia a Jagannātha Purī, Śivānanda Sena permitiu que um cão fosse com ele. Ele lhe fornecia alimento para comer e o mantinha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/18/", "verse_text": "eka-dina eka-sthāne nadī pāra haite\n\nuḍiyā nāvika kukkura nā caḍāya naukāte", "devanagari": "> একদিন একস্থানে নদী পার হৈতে  ।\n> উড়িয়া নাবিক কুক্কুর না চড়ায় নৌকাতে ॥১৮॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *eka-sthāne*—em certo lugar; *nadī*—um rio; *pāra*—atravessar; *haite*—fazer; *uḍiyā nāvika*—um barqueiro que era oriyá (de Orissa); *kukkura*—o cão; *nā caḍāya*—não permite que suba; *naukāte*—no barco.", "translation": "**Certo dia, quando precisaram atravessar um rio, um barqueiro de Orissa não permitiu que o cão entrasse no barco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/19/", "verse_text": "kukkura rahilā,--śivānanda duḥkhī hailā\n\ndaśa paṇa kaḍi diyā kukkure pāra kailā", "devanagari": "> কুক্কুর রহিলা, — শিবানন্দ দুঃখী হৈলা  ।\n> দশ পণ কড়ি দিয়া কুক্কুরে পার কৈলা ॥১৯॥", "synonyms": "*kukkura rahilā*—o cão ficou para trás; *śivānanda duḥkhī hailā*—Śivānanda ficou muito infeliz; *daśa paṇa*—dez paṇas; *kaḍi*—pequenos búzios; *diyā*—pagando; *kukkure*—o cão; *pāra kailā*—fez atravessar para o outro lado do rio.", "translation": "**Śivānanda Sena, infeliz por o cão ter de ficar para trás, pagou ao barqueiro dez paṇas de búzios para levar o cão para o outro lado do rio.**", "purport": "Um paṇa equivale a oitenta kaḍis, ou pequenos búzios. Antigamente, mesmo há cinquenta ou sessenta anos, não havia papel-moeda na Índia. As moedas em geral eram feitas não de metal vil, mas de ouro, prata e cobre. Em outras palavras, o meio de troca era realmente algo de valor. Quatro peças de kaḍi formavam um gaṇḍā, e vinte desses gaṇḍās equivaliam a um paṇa. Esse kaḍi também era usado como meio de troca; portanto, Śivānanda Sena pagou pelo cão com daśa paṇa, ou oitenta vezes dez peças de kaḍi. Naqueles dias, um paisa também se subdividia em pequenos búzios, mas no momento atual os preços das mercadorias subiram tanto que não há nada que se possa obter em troca de apenas um paisa. Naqueles dias, contudo, com um paisa era possível adquirir hortaliças suficientes para prover uma família inteira. Mesmo há trinta anos, as hortaliças ocasionalmente eram tão baratas que o equivalente a um paisa podia prover uma família inteira por um dia."}
{"ref": "cc/antya/1/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/20/", "verse_text": "eka-dina śivānande ghāṭiyāle rākhila\n\nkukkurake bhāta dite sevaka pāsarilā", "devanagari": "> একদিন শিবানন্দে ঘাটিয়ালে রাখিলা ।\n> কুক্কুরকে ভাত দিতে সেবক পাসরিলা ॥২০॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *śivānande*—Śivānanda Sena; *ghāṭiyāle*—o cobrador de pedágio; *rākhilā*—deteve; *kukkurake*—ao cão; *bhāta dite*—fornecer arroz; *sevaka*—o servo; *pāsarilā*—esqueceu-se.", "translation": "**Certo dia, enquanto Śivānanda estava detido por um cobrador de pedágio, seu servo esqueceu-se de dar ao cão seu arroz cozido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/21/", "verse_text": "rātre asi' śivānanda bhojanera kale\n\n'kukkura pāñāche bhāta?'--sevake puchile", "devanagari": "> রাত্রে আসি’ শিবানন্দ ভোজনের কালে ।\n> ‘কুক্কুর পাঞাছে ভাত?’ — সেবকে পুছিলে ॥২১॥", "synonyms": "*rātre āsi'*—regressando à noite; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *bhojanera kāle*—na hora de comer; *kukkura*—o cão; *pāñāche*—conseguiu; *bhāta*—arroz; *sevake*—do servo; *puchile*—ele perguntou.", "translation": "**À noite, quando Śivānanda Sena regressou e estava fazendo sua refeição, ele perguntou ao servo se o cão havia recebido sua refeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/22/", "verse_text": "kukkura nāhi pāya bhāta śuni' duḥkhī hailā\n\nkukkura cāhite daśa-manuṣya pāṭhāilā", "devanagari": "> কুক্কুর নাহি পায় ভাত শুনি’ দুঃখী হৈলা ।\n> কুক্কুর চাহিতে দশ-মনুষ্য পাঠাইলা ॥২২॥", "synonyms": "*kukkura*—o cão; *nāhi*—não; *pāya*—conseguiu; *bhāta*—arroz; *śuni'*—ouvindo; *duḥkhī hailā*—Śivānanda Sena ficou muito infeliz; *kukkura cāhite*—para procurar o cão; *daśa-manuṣya*—dez homens; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Quando soube que o cão não recebera alimento em sua ausência, ele ficou muito infeliz. Então, enviou imediatamente dez homens para encontrar o cão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/23/", "verse_text": "cāhiyā nā pāila kukkura, loka saba āilā\n\nduḥkhī hañā śivānanda upavāsa kailā", "devanagari": "> চাহিয়া না পাইল কুক্কুর, লোক সব আইলা ।\n> দুঃখী হঞা শিবানন্দ উপবাস কৈলা ॥২৩॥", "synonyms": "*cāhiyā*—procurando; *nā*—não; *pāila*—encontraram; *kukkura*—o cão; *loka saba āilā*—todos os homens regressaram; *duḥkhī hañā*—estando infeliz; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *upavāsa*—jejum; *kailā*—observou.", "translation": "**Quando os homens regressaram sem êxito, Śivānanda Sena ficou muito infeliz e jejuou durante a noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/24/", "verse_text": "prabhāte kukkura cāhi' kāṅhā nā pāila\n\nsakala vaiṣṇavera mane camatkāra haila", "devanagari": "> প্রভাতে কুক্কুর চাহি’ কাঁহা না পাইল ।\n> সকল বৈষ্ণবের মনে চমৎকার হৈল ॥২৪॥", "synonyms": "*prabhāte*—pela manhã; *kukkura*—o cão; *cāhi'*—procurando; *kāṅhā*—em parte alguma; *nā pāila*—não foi encontrado; *sakala vaiṣṇavera*—de todos os vaiṣṇavas presentes; *mane*—nas mentes; *camatkāra haila*—houve grande assombro.", "translation": "**Pela manhã, eles procuraram o cão, mas ele não pôde ser encontrado em parte alguma. Todos os vaiṣṇavas ficaram assombrados.**", "purport": "O apego de Śivānanda Sena ao cão foi uma grande bênção para aquele animal. O cão parece ter sido um cão de rua. Visto que naturalmente começou a seguir Śivānanda Sena enquanto este se dirigia a Jagannātha Purī com seu grupo, ele o aceitou em seu grupo e o manteve da mesma maneira como mantinha os demais devotos. Ao que parece, embora em certa ocasião o cão não tenha sido permitido a bordo de um barco, Śivānanda não deixou o cão para trás, mas pagou mais dinheiro apenas para induzir o barqueiro a levar o cão para o outro lado do rio. Depois, quando o servo se esqueceu de alimentar o cão e o cão desapareceu, Śivānanda, muito ansioso, enviou dez homens para encontrá-lo. Quando não conseguiram encontrá-lo, Śivānanda observou um jejum. Assim, ao que parece, de uma forma ou de outra, Śivānanda apegara-se ao cão.\n\nComo ficará evidente nos versos seguintes, o cão obteve a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu e foi imediatamente promovido a Vaikuṇṭha para tornar-se um devoto eterno. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura, por conseguinte, cantou: tumi ta' ṭhākura, tomāra kukkura, baliyā jānaha more (Śaraṇāgati 19). Ele se oferece, assim, para tornar-se o cão de um vaiṣṇava. Há muitos outros casos em que o animal de estimação de um vaiṣṇava foi conduzido de volta ao lar, de volta a Vaikuṇṭhaloka, de volta ao Supremo. Tal é o benefício de, de uma forma ou de outra, tornar-se o favorito de um vaiṣṇava. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura também cantou: kīṭa-janma ha-u yathā tuyā dāsa (Śaraṇāgati 11). Não há mal em nascer repetidas vezes. Nosso único desejo deve ser o de nascer sob os cuidados de um vaiṣṇava. Felizmente, tivemos a oportunidade de nascer de um pai vaiṣṇava que cuidou de nós muito bem. Ele orou a Śrīmatī Rādhārāṇī para que, no futuro, nos tornássemos um servo da consorte eterna de Śrī Kṛṣṇa. Assim, de uma forma ou de outra, estamos agora ocupados nesse serviço. Podemos concluir que, mesmo como cães, devemos nos abrigar num vaiṣṇava. O benefício será o mesmo que advém a um devoto avançado sob os cuidados de um vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/antya/1/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/25/", "verse_text": "utkaṇṭhāya cali' sabe āilā nīlācale\n\npūrvavat mahāprabhu mililā sakale", "devanagari": "> উৎকণ্ঠায় চলি’ সবে আইলা নীলাচলে ।\n> পূর্ববৎ মহাপ্রভু মিলিলা সকলে ॥২৫॥", "synonyms": "*utkaṇṭhāya*—em grande ansiedade; *cali'*—caminhando; *sabe*—todos os devotos; *āilā*—vieram a Jagannātha Purī, Nīlācala; *nīlācale*—a Nīlācala; *pūrvavat*—como de costume; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā sakale*—encontrou-se com todos eles.", "translation": "**Assim, em grande ansiedade, todos caminharam até Jagannātha Purī, onde Śrī Caitanya Mahāprabhu se encontrou com eles, como de costume.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/26/", "verse_text": "sabā lañā kailā jagannātha daraśana\n\nsabā lañā mahāprabhu karena bhojana", "devanagari": "> সবা লঞা কৈলা জগন্নাথ দরশন ।\n> সবা লঞা মহাপ্রভু করেন ভোজন ॥২৬॥", "synonyms": "*sabā lañā*—levando todos eles; *kailā*—fez; *jagannātha daraśana*—visitar o templo de Jagannātha; *sabā lañā*—com todos eles; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena bhojana*—tomou prasāda.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu foi com eles ver o Senhor no templo e, naquele dia, Ele também almoçou na companhia de todos aqueles devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/27/", "verse_text": "pūrvavat sabāre prabhu pāṭhāilā vāsā-sthāne\n\nprabhu-ṭhāñi prātaḥ-kāle āilā āra dine", "devanagari": "> পূর্ববৎ সবারে প্রভু পাঠাইলা বাসা-স্থানে ।\n> প্রভু-ঠাঞি প্রাতঃকালে আইলা আর দিনে ॥২৭॥", "synonyms": "*pūrvavat*—como anteriormente; *sabāre*—a todos; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāṭhāilā*—enviou; *vāsā-sthāne*—aos seus respectivos aposentos residenciais; *prabhu-ṭhāñi*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *āilā*—eles vieram; *āra dine*—no dia seguinte.", "translation": "**Como anteriormente, o Senhor providenciou a todos eles aposentos residenciais. E, na manhã seguinte, todos os devotos vieram ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/28/", "verse_text": "āsiyā dekhila sabe sei ta kukkure\n\nprabhu-pāśe vasiyāche kichu alpa-dūre", "devanagari": "> আসিয়া দেখিল সবে সেই ত কুক্কুরে ।\n> প্রভু-পাশে বসিয়াছে কিছু অল্পদূরে ॥২৮॥", "synonyms": "*āsiyā*—vindo; *dekhila*—eles viram; *sabe*—todos; *sei ta kukkure*—aquele mesmíssimo cão; *prabhu-pāśe*—perto do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasiyāche*—sentado; *kichu alpa-dūre*—um pouco afastado do Senhor.", "translation": "**Quando todos os devotos chegaram ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu, viram que o mesmo cão estava sentado um pouco afastado do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/29/", "verse_text": "prasāda nārikela-śasya dena phelāñā\n\n'rāma' 'kṛṣṇa' 'hari' kaha'--balena hāsiyā", "devanagari": "> প্রসাদ নারিকেল-শস্য দেন ফেলাঞা ।\n> ‘রাম’ ‘কৃষ্ণ’ ‘হরি’ কহ’ — বলেন হাসিয়া ॥২৯॥", "synonyms": "*prasāda*—alimento; *nārikela-śasya*—polpa de coco verde; *dena*—dá; *phelāñā*—jogando; *rāma*—o Senhor Rāmacandra; *kṛṣṇa*—Śrī Kṛṣṇa; *hari*—o santo nome de Hari; *kaha*—dize; *balena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *hāsiyā*—sorrindo.", "translation": "**Além disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu jogava restos de polpa de coco verde ao cão. Sorrindo à Sua própria maneira, Ele dizia ao cão: \"Canta os santos nomes Rāma, Kṛṣṇa e Hari.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/30/", "verse_text": "śasya khāya kukkura, 'kṛṣṇa' kahe bāra bāra\n\ndekhiyā lokera mane haila camatkāra", "devanagari": "> শস্য খায় কুক্কুর, ‘কৃষ্ণ’ কহে বার বার ।\n> দেখিয়া লোকের মনে হৈল চমৎকার ॥৩০॥", "synonyms": "*śasya khāya*—come a polpa do coco verde; *kukkura*—o cão; *kṛṣṇa*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kahe*—canta; *bāra bāra*—repetidas vezes; *dekhiyā*—vendo isto; *lokera*—de todas as pessoas; *mane*—nas mentes; *haila*—houve; *camatkāra*—espanto.", "translation": "**Ao verem o cão comendo a polpa do coco verde e cantando \"Kṛṣṇa, Kṛṣṇa\" repetidas vezes, todos os devotos presentes ficaram muito surpresos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/31/", "verse_text": "śivānanda kukkura dekhi' daṇḍavat kailā\n\ndainya kari' nija aparādha kṣamāilā", "devanagari": "> শিবানন্দ কুক্কুর দেখি’ দণ্ডবৎ কৈলা ।\n> দৈন্য করি’ নিজ অপরাধ ক্ষমাইলা ॥৩১॥", "synonyms": "*śivānanda*—Śivānanda Sena; *kukkura*—o cão; *dekhi'*—vendo ali; *daṇḍavat kailā*—ofereceu reverências; *dainya kari'*—exibindo humildade; *nija*—pessoais; *aparādha*—ofensas; *kṣamāilā*—foi perdoado.", "translation": "**Quando viu o cão sentado daquela maneira e cantando o nome de Kṛṣṇa, Śivānanda, devido à sua humildade natural, ofereceu imediatamente suas reverências ao cão a fim de neutralizar as ofensas que cometera contra ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/32/", "verse_text": "āra dina keha tāra dekhā nā pāilā\n\nsiddha-deha pāñā kukkura vaikuṇṭhete gelā", "devanagari": "> আর দিন কেহ তার দেখা না পাইলা ।\n> সিদ্ধ-দেহ পাঞা কুক্কুর বৈকুণ্ঠেতে গেলা ॥৩২॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *keha*—nenhum deles; *tāra*—do cão; *dekhā nā pāila*—não conseguiu ver; *siddha-deha pāñā*—obtendo um corpo espiritual; *kukkura*—o cão; *vaikuṇṭhete gelā*—foi para o reino espiritual, Vaikuṇṭha.", "translation": "**No dia seguinte, ninguém viu aquele cão, pois ele havia obtido seu corpo espiritual e partido para Vaikuṇṭha, o reino espiritual.**", "purport": "Este é o resultado do sādhu-saṅga, da consequente associação com Śrī Caitanya Mahāprabhu e da promoção de volta ao lar, de volta ao Supremo. Tal resultado é possível até mesmo para um cão, pela misericórdia do vaiṣṇava. Portanto, todos os que estão na forma de vida humana deveriam ser induzidos a se associar com devotos. Ao prestar um pouco de serviço, mesmo que seja comendo prasāda, sem falar em cantar e dançar, qualquer pessoa poderia ser promovida a Vaikuṇṭhaloka. Solicita-se, por conseguinte, que todos os nossos devotos na comunidade da ISKCON se tornem vaiṣṇavas puros, de modo que, por sua misericórdia, todas as pessoas do mundo sejam transferidas a Vaikuṇṭhaloka, mesmo sem o seu conhecimento. A todos se deveria dar a oportunidade de tomar prasāda e, dessa forma, ser induzidos a cantar os santos nomes Hare Kṛṣṇa e também a dançar em êxtase. Por meio desses três processos, embora realizados sem conhecimento ou educação, até mesmo um animal voltou ao Supremo."}
{"ref": "cc/antya/1/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/33/", "verse_text": "aiche divya-līlā kare śacīra nandana\n\nkukkurake kṛṣṇa kahāñā karilā mocana", "devanagari": "> ঐছে দিব্যলীলা করে শচীর নন্দন ।\n> কুক্কুরকে কৃষ্ণ কহাঞা করিলা মোচন ॥৩৩॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *divya-līlā*—atividades transcendentais; *kare*—realiza; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī; *kukkurake*—até mesmo um cão; *kṛṣṇa kahāñā*—induzindo a cantar o santo nome \"Kṛṣṇa\"; *karilā mocana*—libertou.", "translation": "**Tais são os passatempos transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī. Ele libertou até mesmo um cão, simplesmente induzindo-o a cantar o mahā-mantra, Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/34/", "verse_text": "ethā prabhu-ājñāya rūpa āilā vṛndāvana\n\nkṛṣṇa-līlā-nāṭaka karite haila mana", "devanagari": "> এথা প্রভু-আজ্ঞায় রূপ আইলা বৃন্দাবন ।\n> কৃষ্ণলীলা-নাটক করিতে হৈল মন ॥৩৪॥", "synonyms": "*ethā*—do outro lado; *prabhu-ājñāya*—por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *āilā*—foi; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *kṛṣṇa-līlā-nāṭaka*—um drama sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *karite*—compor; *haila*—era; *mana*—a mente.", "translation": "**Enquanto isso, seguindo a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Śrīla Rūpa Gosvāmī retornou a Vṛndāvana. Ele desejava escrever dramas sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/35/", "verse_text": "vṛndāvane nāṭakera ārambha karilā\n\nmaṅgalācaraṇa 'nāndī-śloka' tathāi likhilā", "devanagari": "> বৃন্দাবনে নাটকের আরম্ভ করিলা ।\n> মঙ্গলাচরণ ‘নান্দী-শ্লোক’ তথাই লিখিলা ॥৩৫॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *nāṭakera*—do drama; *ārambha*—o começo; *karilā*—escreveu; *maṅgalācaraṇa*—invocando a auspiciosidade; *nāndī-śloka*—verso introdutório; *tathāi*—ali; *likhilā*—ele escreveu.", "translation": "**Em Vṛndāvana, Rūpa Gosvāmī começou a escrever um drama. Em particular, compôs os versos introdutórios para invocar a boa fortuna.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura cita suas notas do Nāṭaka-candrikā, onde escreveu:\n\nprastāvanāyās tu mukhe\nnāndī kāryāśubhāvahā\nāśīr-namaskriyā-vastu-\nnirdeśānyatamānvitā\n\naṣṭābhir daśabhir yuktā\nkiṁvā dvādaśabhiḥ padaiḥ\ncandranāmāṅkitā prāyo\nmaṅgalārtha-padojjvalā\nmaṅgalaṁ cakra-kamala-\ncakora-kumudādikam\n\nDe modo semelhante, no Sexto Capítulo do Sāhitya-darpaṇa, texto 282, ele afirmou:\n\nāśīr-vacana-saṁyuktā\nstutir yasmāt prayujyate\ndeva-dvija-nṛ-pādīnāṁ\ntasmān nāndīti saṁjñitā\n\nA porção introdutória de um drama, escrita para invocar a boa fortuna, denomina-se nāndī-śloka."}
{"ref": "cc/antya/1/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/36/", "verse_text": "pathe cali' āise nāṭakera ghaṭanā bhāvite\n\nkaḍacā kariyā kichu lāgilā likhite", "devanagari": "> পথে চলি’ আইসে নাটকের ঘটনা ভাবিতে ।\n> কড়চা করিয়া কিছু লাগিলা লিখিতে ॥৩৬॥", "synonyms": "*pathe cali'*—caminhando pela estrada; *āise*—vai; *nāṭakera*—do drama; *ghaṭanā*—os eventos; *bhāvite*—pensando em; *kaḍacā kariyā*—fazendo anotações; *kichu*—algo; *lāgilā likhite*—ele começou a escrever.", "translation": "**Em seu caminho para Gauḍa-deśa, Rūpa Gosvāmī ia pensando em como escrever a ação do drama. Assim, fez algumas anotações e começou a escrever.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/37/", "verse_text": "ei-mate dui bhāi gauḍa-deśe āilā\n\ngauḍe āsi' anupamera gaṅgā-prāpti hailā", "devanagari": "> এইমতে দুই ভাই গৌড়দেশে আইলা ।\n> গৌড়ে আসি’ অনুপমের গঙ্গা-প্রাপ্তি হৈলা ॥৩৭॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *dui bhāi*—Rūpa Gosvāmī e seu irmão mais novo, Anupama; *gauḍa-deśe āilā*—chegaram a Bengala, conhecida como Gauḍa-deśa; *gauḍe āsi'*—chegando a Gauḍa; *anupamera*—de Anupama; *gaṅgā-prāpti hailā*—houve a obtenção do refúgio de mãe Ganges (o falecimento).", "translation": "**Dessa maneira, os dois irmãos Rūpa e Anupama chegaram a Bengala, mas, quando ali chegaram, Anupama faleceu.**", "purport": "Antigamente, quando uma pessoa morria, costumava-se dizer que ela havia alcançado o refúgio de mãe Ganges, mesmo que não tivesse morrido na margem do Ganges. É costume entre os hindus levar uma pessoa moribunda a uma margem próxima do Ganges, pois, se alguém morre na margem do Ganges, considera-se que sua alma alcança os pés de lótus do Senhor Viṣṇu, de onde flui o Ganges."}
{"ref": "cc/antya/1/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/38/", "verse_text": "rūpa-gosāñi prabhu-pāśe karilā gamana\n\nprabhure dekhite tāṅra utkaṇṭhita mana", "devanagari": "> রূপ-গোসাঞি প্রভুপাশে করিলা গমন ।\n> প্রভুরে দেখিতে তাঁর উৎকণ্ঠিত মন ॥৩৮॥", "synonyms": "*rūpa-gosāñi*—de nome Rūpa Gosvāmī; *prabhu-pāśe*—o lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā gamana*—partiu para; *prabhure dekhite*—para ver o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—sua; *utkaṇṭhita*—cheia de ansiedade; *mana*—mente.", "translation": "**Rūpa Gosvāmī partiu então para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois estava muito ansioso para vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/39/", "verse_text": "anupamera lāgi' tāṅra kichu vilamba ha-ila\n\nbhakta-gaṇa-pāśa āilā, lāg nā pāila", "devanagari": "> অনুপমের লাগি’ তাঁর কিছু বিলম্ব হইল ।\n> ভক্তগণ-পাশ আইলা, লাগ্ না পাইল ॥৩৯॥", "synonyms": "*anupamera lāgi'*—em razão do falecimento de Anupama; *tāṅra*—de Rūpa Gosvāmī; *kichu*—alguma; *vilamba*—demora; *ha-ila*—houve; *bhakta-gaṇa-pāśa*—aos devotos em Bengala; *āilā*—chegou; *lāg nā pāila*—ele não conseguiu contatá-los.", "translation": "**Houve alguma demora por causa da morte de Anupama, de modo que, quando Rūpa Gosvāmī foi a Bengala para ver os devotos de lá, não conseguiu entrar em contato com eles, pois já haviam partido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/40/", "verse_text": "uḍiyā-deśe 'satyabhāmā-pura'-nāme grāma\n\neka rātri sei grāme karilā viśrāma", "devanagari": "> উড়িয়া-দেশে ‘সত্যভামাপুর’-নামে গ্রাম ।\n> এক রাত্রি সেই গ্রামে করিলা বিশ্রাম ॥৪০॥", "synonyms": "*uḍiyā-deśe*—no estado de Orissa; *satyabhāmā-pura*—Satyabhāmā-pura; *nāme*—de nome; *grāma*—uma aldeia; *eka rātri*—uma noite; *sei grāme*—naquela aldeia; *karilā viśrāma*—ele descansou.", "translation": "**Na província de Orissa há um lugar conhecido como Satyabhāmā-pura. Śrīla Rūpa Gosvāmī descansou por uma noite naquela aldeia em seu caminho para Jagannātha Purī.**", "purport": "Há um lugar conhecido como Satyabhāmā-pura no distrito de Kaṭaka (Cuttak), em Orissa. Fica perto da aldeia conhecida como Jānkādei-pura."}
{"ref": "cc/antya/1/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/41/", "verse_text": "rātre svapne dekhe,--eka divya-rūpā nārī\n\nsammukhe āsiyā ājñā dilā bahu kṛpā kari'", "devanagari": "> রাত্রে স্বপ্নে দেখে, — এক দিব্যরূপা নারী  ।\n> সম্মুখে আসিয়া আজ্ঞা দিলা বহু কৃপা করি’ ॥৪১॥", "synonyms": "*rātre*—à noite; *svapne dekhe*—ele sonhou; *eka*—uma; *divya-rūpā nārī*—mulher celestialmente bela; *sammukhe āsiyā*—vindo diante dele; *ājñā dilā*—ordenou; *bahu kṛpā kari'*—demonstrando-lhe muita misericórdia.", "translation": "**Enquanto descansava em Satyabhāmā-pura, ele sonhou que uma mulher celestialmente bela viera diante dele e, muito misericordiosamente, dera-lhe a seguinte ordem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/42/", "verse_text": "āmāra nāṭaka pṛthak karaha racana\n\n\"āmāra kṛpāte nāṭaka haibe vilakṣaṇa\"", "devanagari": "> “আমার নাটক পৃথক্ করহ রচন  ।\n> আমার কৃপাতে নাটক হৈবে বিলক্ষণ ।।” ৪২ ॥৪২॥", "synonyms": "*āmāra nāṭaka*—meu drama; *pṛthak karaha racana*—escreve separadamente; *āmāra kṛpāte*—por minha misericórdia; *nāṭaka*—o drama; *haibe*—será; *vilakṣaṇa*—extraordinariamente belo.", "translation": "**\"Escreve um drama separado sobre mim\", disse ela. \"Por minha misericórdia, ele será extraordinariamente belo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/43/", "verse_text": "svapna dekhi' rūpa-gosāñi karilā vicāra\n\nsatya-bhāmāra ājñā--pṛthak nāṭaka karibāra", "devanagari": "> স্বপ্ন দেখি’ রূপ-গোসাঞি করিলা বিচার ।\n> সত্যভামার আজ্ঞা — পৃথক্ নাটক করিবার ॥৪৩॥", "synonyms": "*svapna dekhi'*—após sonhar; *rūpa-gosāñi*—Rūpa Gosvāmī; *karilā vicāra*—considerou; *satya-bhāmāra ājñā*—a ordem de Śrīmatī Satyabhāmā; *pṛthak nāṭaka karibāra*—escrever um drama separado.", "translation": "**Após ter aquele sonho, Śrīla Rūpa Gosvāmī considerou: \"É ordem de Satyabhāmā que eu escreva um drama separado para ela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/44/", "verse_text": "vraja-pura-līlā ekatra kariyāchi ghaṭanā\n\ndui bhāga kari' ebe karimu racanā", "devanagari": "> ব্রজ-পুর-লীলা একত্র করিয়াছি ঘটনা ।\n> দুই ভাগ করি’ এবে করিমু রচনা ॥৪৪॥", "synonyms": "*vraja-pura-līlā*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa em Vraja e Dvārakā; *ekatra*—num só lugar; *kariyāchi*—reuni; *ghaṭanā*—todos os acontecimentos; *dui bhāga kari'*—dividindo em duas partes diferentes; *ebe*—agora; *karimu racanā*—escreverei.", "translation": "**Reuni numa só obra todos os passatempos realizados pelo Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana e em Dvārakā. Agora terei de dividi-los em dois dramas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/45/", "verse_text": "bhāvite bhāvite śīghra āilā nīlācale\n\nāsi' uttarilā haridāsa-vāsā-sthale", "devanagari": "> ভাবিতে ভাবিতে শীঘ্র আইলা নীলাচলে ।\n> আসি’ উত্তরিলা হরিদাস-বাসাস্থলে ॥৪৫॥", "synonyms": "*bhāvite bhāvite*—pensando e pensando; *śīghra*—muito em breve; *āilā nīlācale*—chegou a Nīlācala (Jagannātha Purī); *āsi'*—vindo; *uttarilā*—aproximou-se; *haridāsa-vāsā-sthale*—o lugar onde residia Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Assim absorto em pensamentos, ele logo chegou a Jagannātha Purī. Ao chegar, aproximou-se da cabana de Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/46/", "verse_text": "haridāsa-ṭhākura tāṅre bahu-kṛpā kailā\n\n'tumi āsibe,--more prabhu ye kahilā'", "devanagari": "> হরিদাস-ঠাকুর তাঁরে বহুকৃপা কৈলা ।\n> ‘তুমি আসিবে, — মোরে প্রভু যে কহিলা’ ॥৪৬॥", "synonyms": "*hari-dāsa-ṭhākura*—de nome Haridāsa Ṭhākura; *tāṅre*—a ele; *bahu-kṛpā kailā*—mostrou muito afeto por amor e misericórdia; *tumi āsibe*—tu virás; *more*—a mim; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ye*—isso; *kahilā*—informou.", "translation": "**Por amor afetuoso e misericórdia, Haridāsa Ṭhākura disse a Śrīla Rūpa Gosvāmī: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu já me informou que tu virias para cá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/47/", "verse_text": "'upala-bhoga' dekhi' haridāsere dekhite\n\npratidina āisena, prabhu āilā ācambite", "devanagari": "> ‘উপল-ভোগ’ দেখি’ হরিদাসেরে দেখিতে ।\n> প্রতিদিন আইসেন, প্রভু আইলা আচম্বিতে ॥৪৭॥", "synonyms": "*upala-bhoga*—a oferenda de alimento ao Senhor Jagannātha ao meio-dia; *dekhi'*—vendo; *hari-dāsere dekhite*—para ver Haridāsa Ṭhākura; *pratidina*—diariamente; *āisena*—vem; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—chegou lá; *ācambite*—de repente.", "translation": "**Após ver a cerimônia de upala-bhoga no templo de Jagannātha, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu regularmente vinha ver Haridāsa todos os dias. Assim, Ele chegou ali de repente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/48/", "verse_text": "'rūpa daṇḍavat kare',--haridāsa kahilā\n\nharidāse mili' prabhu rūpe āliṅgilā", "devanagari": "> ‘রূপ দণ্ডবৎ করে’, — হরিদাস কহিলা ।\n> হরিদাসে মিলি’ প্রভু রূপে আলিঙ্গিলা ॥৪৮॥", "synonyms": "*rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *daṇḍavat kare*—oferece-Te reverências; *hari-dāsa kahilā*—Haridāsa informou Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hari-dāse mili'*—após encontrar-se com Haridāsa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpe āliṅgilā*—abraçou Rūpa Gosvāmī.", "translation": "**Quando o Senhor chegou, Rūpa Gosvāmī imediatamente Lhe ofereceu reverências. Haridāsa informou ao Senhor: \"Este é Rūpa Gosvāmī, que Te oferece reverências\", e o Senhor o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/49/", "verse_text": "haridāsa-rūpe lañā prabhu vasilā eka-sthāne\n\nkuśala-praśna, iṣṭa-goṣṭhī kailā kata-kṣaṇe", "devanagari": "> হরিদাস-রূপে লঞা প্রভু বসিলা একস্থানে ।\n> কুশল-প্রশ্ন, ইষ্টগোষ্ঠী কৈলা কতক্ষণে ॥৪৯॥", "synonyms": "*hari-dāsa-rūpe*—tanto Haridāsa Ṭhākura quanto Rūpa Gosvāmī; *lañā*—com; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasilā*—sentou-se; *eka-sthāne*—num só lugar; *kuśala-praśna*—perguntas sobre notícias auspiciosas; *iṣṭa-goṣṭhī*—conversando juntos; *kailā kata-kṣaṇe*—continuaram por algum tempo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então sentou-se com Haridāsa e Rūpa Gosvāmī. Indagaram uns aos outros sobre notícias auspiciosas e depois continuaram a conversar juntos por algum tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/50/", "verse_text": "sanātanera vārtā yabe gosāñi puchila\n\nrūpa kahe,--'ta-ra saṅge dekhā nā ha-ila", "devanagari": "> সনাতনের বার্তা যবে গোসাঞি পুছিল  ।\n> রূপ কহে, — ‘তার সঙ্গে দেখা না হইল ॥৫০॥", "synonyms": "*sanātanera vārtā*—notícias de Sanātana Gosvāmī; *yabe*—quando; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *puchila*—indagou; *rūpa kahe*—Rūpa Gosvāmī diz; *tāra saṅge*—com ele; *dekhā nā ha-ila*—não houve encontro.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu indagou acerca de Sanātana Gosvāmī, Rūpa Gosvāmī respondeu: \"Não me encontrei com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/51/", "verse_text": "āmi gaṅgā-pathe āilāṅa, tiṅho rāja-pathe\n\nataeva āmāra dekhā nahila tāṅra sāthe", "devanagari": "> আমি গঙ্গাপথে আইলাঙ, তিঁহো রাজপথে  ।\n> অতএব আমার দেখা নহিল তাঁর সাথে ॥৫১॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *gaṅgā-pathe*—pelo caminho na margem do Ganges; *āilāṅa*—vim; *tiṅho*—ele; *rāja-pathe*—pela estrada pública; *ataeva*—portanto; *āmāra*—meu; *dekhā*—encontro; *nahila*—não foi possível; *tāṅra sāthe*—com ele.", "translation": "**Vim pelo caminho na margem do Ganges, ao passo que Sanātana Gosvāmī veio pela estrada pública. Portanto, não nos encontramos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/52/", "verse_text": "prayāge śuniluṅ,--teṅho gelā vṛndāvane\n\nanupamera gaṅgā-prāpti kaila nivedane\"", "devanagari": "> প্রয়াগে শুনিলুঁ, — তেঁহো গেলা বৃন্দাবনে  ।\n> অনুপমের গঙ্গা-প্রাপ্তি কৈল নিবেদনে ।।” ৫২ ॥৫২॥", "synonyms": "*prayāge*—em Prayāga; *śuniluṅ*—ouvi; *teṅho*—ele; *gelā vṛndāvane*—foi para Vṛndāvana; *anupamera*—de Anupama; *gaṅgā-prāpti*—alcançar a misericórdia do Ganges (a morte); *kaila nivedane*—ele informou.", "translation": "**\"Em Prayāga, ouvi dizer que ele já tinha ido para Vṛndāvana.\" Em seguida, Rūpa Gosvāmī informou ao Senhor sobre a morte de Anupama.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/53/", "verse_text": "rūpe tāhāṅ vāsā diyā gosāñi calilā\n\ngosāñira saṅgī bhakta rūpere mililā", "devanagari": "> রূপে তাহাঁ বাসা দিয়া গোসাঞি চলিলা ।\n> গোসাঞির সঙ্গী ভক্ত রূপেরে মিলিলা ॥৫৩॥", "synonyms": "*rūpe*—a Rūpa; *tāhāṅ*—ali; *vāsā diyā*—oferecida uma residência; *gosāñi calilā*—Śrī Caitanya Mahāprabhu deixou o lugar; *gosāñira saṅgī*—os companheiros de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta*—todos os devotos; *rūpere mililā*—encontraram-se com Rūpa Gosvāmī.", "translation": "**Após designar aposentos residenciais ali a Rūpa Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu. Então, todos os companheiros pessoais do Senhor encontraram-se com Śrīla Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/54/", "verse_text": "āra dina mahāprabhu saba bhakta lañā\n\nrūpe milāilā sabāya kṛpā ta' kariyā", "devanagari": "> আর দিন মহাপ্রভু সব ভক্ত লঞা ।\n> রূপে মিলাইলা সবায় কৃপা ত’ করিয়া ॥৫৪॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *bhakta lañā*—levando os devotos; *rūpe milāilā*—apresentou Rūpa Gosvāmī; *sabāya*—a todos eles; *kṛpā ta' kariyā*—mostrando Sua misericórdia.", "translation": "**No dia seguinte, Caitanya Mahāprabhu encontrou-se novamente com Rūpa Gosvāmī e, com grande misericórdia, o Senhor o apresentou a todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/55/", "verse_text": "sabāra caraṇa rūpa karilā vandana\n\nkṛpā kari' rūpe sabe kailā āliṅgana", "devanagari": "> সবার চরণ রূপ করিলা বন্দন ।\n> কৃপা করি’ রূপে সবে কৈলা আলিঙ্গন ॥৫৫॥", "synonyms": "*sabāra*—de todos os devotos; *caraṇa*—aos pés de lótus; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *karilā vandana*—ofereceu orações; *kṛpā kari'*—mostrando grande misericórdia; *rūpe*—Rūpa Gosvāmī; *sabe*—todos os devotos; *kailā*—fizeram; *āliṅgana*—abraçar.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī ofereceu suas respeitosas reverências aos pés de lótus de todos eles, e todos os devotos, por sua misericórdia, o abraçaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/56/", "verse_text": "'advaita nityānanda, tomarā dui-jane\n\nprabhu kahe--rūpe kṛpā kara kāya-mane", "devanagari": "> ‘অদ্বৈত নিত্যানন্দ, তোমরা দুইজনে’  ।\n> প্রভু কহে — রূপে কৃপা কর কায়মনে ॥৫৬॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Ācārya; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *tomarā dui-jane*—ambos vós; *prabhu kahe*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu diz; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *kṛpā*—misericórdia; *kara*—mostrai; *kāya-mane*—de todo o coração.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Advaita Ācārya e Nityānanda Prabhu: \"Ambos deveis mostrar Vossa misericórdia de todo o coração a Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/57/", "verse_text": "tomā-duṅhāra kṛpāte iṅhāra ha-u taiche śakti\n\nyāte vivarite pārena kṛṣṇa-rasa-bhakti", "devanagari": "> তোমা-দুঁহার কৃপাতে ইহাঁর হউ তৈছে শক্তি  ।\n> যাতে বিবরিতে পারেন কৃষ্ণরসভক্তি ॥৫৭॥", "synonyms": "*tomā-duṅhāra kṛpāte*—pela misericórdia de ambos vós; *iṅhāra*—de Rūpa Gosvāmī; *ha-u*—que haja; *taiche*—tal; *śakti*—poder; *yāte*—pelo qual; *vivarite*—descrever; *pārena*—seja capaz; *kṛṣṇa-rasa-bhakti*—as doçuras transcendentais do serviço devocional.", "translation": "**Que Rūpa Gosvāmī, por Vossa misericórdia, torne-se tão poderoso que seja capaz de descrever as doçuras transcendentais do serviço devocional.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/58/", "verse_text": "gauḍiyā, uḍiyā, yata prabhura bhakta-gaṇa\n\nsabāra ha-ila rūpa snehera bhājana", "devanagari": "> গৌড়িয়া, উড়িয়া, যত প্রভুর ভক্তগণ ।\n> সবার হইল রূপ স্নেহের ভাজন ॥৫৮॥", "synonyms": "*gauḍiyā*—devotos de Bengala; *uḍiyā*—devotos pertencentes a Orissa; *yata*—todos; *prabhura bhakta-gaṇa*—devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāra*—de todos eles; *ha-ila*—foi; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *snehera bhājana*—um objeto de amor e afeição.", "translation": "**Assim, Rūpa Gosvāmī tornou-se o objeto de amor e afeição de todos os devotos do Senhor, incluindo os que vieram de Bengala e os que residiam em Orissa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/59/", "verse_text": "pratidina āsi' rūpe karena milane\n\nmandire ye prasāda pāna, dena dui jane", "devanagari": "> প্রতিদিন আসি’ রূপে করেন মিলনে ।\n> মন্দিরে যে প্রসাদ পান, দেন দুই জনে ॥৫৯॥", "synonyms": "*pratidina*—todos os dias; *āsi'*—indo; *rūpe*—Rūpa Gosvāmī; *karena milane*—Caitanya Mahāprabhu encontra; *mandire*—no templo de Jagannātha; *ye*—qualquer; *prasāda pāna*—prasāda que Ele recebe; *dena*—dá; *dui jane*—a duas pessoas, Śrīla Rūpa Gosvāmī e Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Todos os dias, Śrī Caitanya Mahāprabhu ia ver Rūpa Gosvāmī, e qualquer prasāda que recebesse do templo Ele o entregava a Rūpa Gosvāmī e a Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/60/", "verse_text": "iṣṭa-goṣṭhī duṅhā sane kari' kata-kṣaṇa\n\nmadhyāhna karite prabhu karilā gamana", "devanagari": "> ইষ্টগোষ্ঠী দুঁহা সনে করি’ কতক্ষণ ।\n> মধ্যাহ্ন করিতে প্রভু করিলা গমন ॥৬০॥", "synonyms": "*iṣṭa-goṣṭhī*—conversa; *duṅhā sane*—com ambos, Rūpa Gosvāmī e Haridāsa; *kari'*—fazendo; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *madhya-ahna karite*—para executar os deveres diários do meio-dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā gamana*—deixou aquele lugar.", "translation": "**Ele conversava por algum tempo com ambos e depois partia para realizar Seus deveres do meio-dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/61/", "verse_text": "ei-mata pratidina prabhura vyavahāra\n\nprabhu-kṛpā pāñā rūpera ānanda apāra", "devanagari": "> এইমত প্রতিদিন প্রভুর ব্যবহার ।\n> প্রভুকৃপা পাঞা রূপের আনন্দ অপার ॥৬১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *pratidina*—diariamente; *prabhura vyavahāra*—os tratos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu-kṛpā*—a misericórdia do Senhor Caitanya; *pāñā*—recebendo; *rūpera*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *ānanda apāra*—felicidade ilimitada.", "translation": "**Dessa maneira, os tratos do Senhor Caitanya Mahāprabhu com eles prosseguiam todos os dias. Assim, ao receber o favor transcendental do Senhor, Śrīla Rūpa Gosvāmī sentia prazer ilimitado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/62/", "verse_text": "bhakta-gaṇa lañā kailā guṇḍicā mārjana\n\nāiṭoṭā āsi' kailā vanya-bhojana", "devanagari": "> ভক্তগণ লঞা কৈলা গুণ্ডিচা মার্জন ।\n> আইটোটা আসি’ কৈলা বন্য-ভোজন ॥৬২॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *lañā*—levando; *kailā*—realizou; *guṇḍicā mārjana*—a limpeza e lavagem do templo de Guṇḍicā; *āiṭoṭā āsi'*—vindo ao jardim próximo chamado Āiṭoṭā; *kailā*—teve; *vanya-bhojana*—um piquenique dentro do jardim.", "translation": "**Depois que Śrī Caitanya Mahāprabhu, levando consigo todos os Seus devotos, realizou o Guṇḍicā-mārjana [a lavagem e limpeza do templo de Guṇḍicā], Ele dirigiu-se ao jardim conhecido como Āiṭoṭā e aceitou prasāda num piquenique dentro do jardim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/63/", "verse_text": "prasāda khāya, 'hari' bale sarva-bhakta-jana\n\ndekhi' haridāsa-rūpera haraṣita mana", "devanagari": "> প্রসাদ খায়, ‘হরি’ বলে সর্বভক্তজন ।\n> দেখি’ হরিদাস-রূপের হরষিত মন ॥৬৩॥", "synonyms": "*prasāda khāya*—comem o prasāda; *hari bale*—cantam o santo nome de Hari; *sarva-bhakta-jana*—todos os devotos; *dekhi'*—vendo isto; *hari-dāsa*—de Haridāsa Ṭhākura; *rūpera*—e de Rūpa Gosvāmī; *haraṣita*—jubilosas; *mana*—as mentes.", "translation": "**Quando Haridāsa Ṭhākura e Rūpa Gosvāmī viram que todos os devotos estavam aceitando prasāda e cantando o santo nome de Hari, ambos ficaram grandemente satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/64/", "verse_text": "govinda-dvārā prabhura śeṣa-prasāda pāilā\n\npreme matta dui-jana nācite lāgilā", "devanagari": "> গোবিন্দদ্বারা প্রভুর শেষ-প্রসাদ পাইলা ।\n> প্রেমে মত্ত দুইজন নাচিতে লাগিলা ॥৬৪॥", "synonyms": "*govinda-dvārā*—por intermédio de Govinda; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa-prasāda*—restos de alimento; *pāilā*—eles receberam; *preme matta*—dominados pelo êxtase; *dui-jana*—ambos; *nācite lāgilā*—começaram a dançar.", "translation": "**Quando receberam os restos do prasāda de Śrī Caitanya Mahāprabhu por intermédio de Govinda, eles o respeitaram, e então ambos começaram a dançar em êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/65/", "verse_text": "āra dina prabhu rūpe miliyā vasilā\n\nsarvajña-śiromaṇi prabhu kahite lāgilā", "devanagari": "> আর দিন প্রভু রূপে মিলিয়া বসিলা  ।\n> সর্বজ্ঞ-শিরোমণি প্রভু কহিতে লাগিলা ॥৬৫॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpe*—com Śrīla Rūpa Gosvāmī; *miliyā*—encontrando-se; *vasilā*—sentou-se; *sarva-jña-śiromaṇi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu, o melhor dos oniscientes; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**No dia seguinte, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ver Śrīla Rūpa Gosvāmī, o Senhor onisciente falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/66/", "verse_text": "'kṛṣṇere bāhira nāhi kariha vraja haite\n\nvraja chāḍi' kṛṣṇa kabhu nā yāna kāhāṅte", "devanagari": "> “কৃষ্ণেরে বাহির নাহি করিহ ব্রজ হৈতে  ।\n> ব্রজ ছাড়ি’ কৃষ্ণ কভু না যান কাহাঁতে ॥৬৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇere*—Kṛṣṇa; *bāhira*—para fora; *nāhi*—não; *kariha*—leves; *vraja haite*—de Vṛndāvana; *vraja chāḍi'*—deixando Vṛndāvana; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kabhu*—em momento algum; *nā*—não; *yāna*—vai; *kāhāṅte*—a lugar nenhum.", "translation": "**Não tentes tirar Kṛṣṇa de Vṛndāvana, pois Ele não vai a nenhum outro lugar em momento algum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/67/", "verse_text": "kṛṣṇo 'nyo yadu-sambhūto\n\nyaḥ pūrṇaḥ so 'sty ataḥ paraḥ\n\nvṛndāvanaṁ parityajya\n\nsa kvacin naiva gacchati", "devanagari": "> কৃষ্ণোঽন্যো যদুসম্ভূতো যঃ পূর্ণঃ সোঽস্ত্যতঃ পরঃ ।\n> বৃন্দাবনং পরিত্যজ্য স ক্কচিন্নৈব গচ্ছতি ॥৬৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *anyaḥ*—outro Senhor Vāsudeva; *yadu-sambhūtaḥ*—nascido na dinastia Yadu; *yaḥ*—que; *pūrṇaḥ*—a plena Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *saḥ*—Ele; *asti*—é; *ataḥ*—do que Ele (Vāsudeva); *paraḥ*—diferente; *vṛndāvanam*—o lugar Vṛndāvana; *parityajya*—abandonando; *saḥ*—Ele; *kvacit*—em momento algum; *na eva gacchati*—não vai.", "translation": "**\" 'O Kṛṣṇa conhecido como Yadukumāra é Vāsudeva Kṛṣṇa. Ele é diferente do Kṛṣṇa que é o filho de Nanda Mahārāja. Yadukumāra Kṛṣṇa manifesta Seus passatempos nas cidades de Mathurā e Dvārakā, mas Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, nunca, em momento algum, abandona Vṛndāvana.' \"**", "purport": "Este verso está incluído no Laghu-bhāgavatāmṛta (1.5.461), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/1/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/68/", "verse_text": "eta kahi' mahāprabhu madhyāhne calilā\n\nrūpa-gosāñi mane kichu vismaya ha-ilā", "devanagari": "> এত কহি’ মহাপ্রভু মধ্যাহ্নে চলিলা ।\n> রূপ-গোসাঞি মনে কিছু বিস্ময় হইলা ॥৬৮॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *madhya-ahne calilā*—partiu para executar os deveres do meio-dia; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *mane*—na mente; *kichu*—alguma; *vismaya ha-ilā*—houve surpresa.", "translation": "**Após dizer isto, Caitanya Mahāprabhu foi realizar Seus deveres do meio-dia, deixando Śrīla Rūpa Gosvāmī um tanto surpreso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/69/", "verse_text": "\"pṛthak nāṭaka karite satyabhāmā ājñā dila\n\njānilu, pṛthak nāṭaka karite prabhu-ājñā haila", "devanagari": "> “পৃথক্ নাটক করিতে সত্যভামা আজ্ঞা দিল ।\n> জানিলু, পৃথক্ নাটক করিতে প্রভু-আজ্ঞা হৈল ॥৬৯॥", "synonyms": "*pṛthak nāṭaka*—dramas diferentes; *karite*—para escrever; *satyabhāmā*—de nome Satyabhāmā; *ājñā dila*—ordenou; *jānilu*—agora compreendo; *pṛthak nāṭaka*—dramas diferentes; *karite*—para escrever; *prabhu-ājñā*—a ordem do Senhor; *haila*—houve.", "translation": "**\"Satyabhāmā ordenou-me que escrevesse dois dramas distintos\", pensou Śrīla Rūpa Gosvāmī. \"Agora compreendo que esta ordem foi confirmada por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/70/", "verse_text": "pūrve dui nāṭaka chila ekatra racanā\n\ndui-bhāga kari ebe karimu ghaṭanā", "devanagari": "> পূর্বে দুই নাটক ছিল একত্র রচনা ।\n> দুইভাগ করি এবে করিমু ঘটনা ॥৭০॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *dui nāṭaka*—dois dramas; *chila*—havia; *ekatra*—juntos; *racanā*—composição; *dui-bhāga kari*—dividindo em dois; *ebe*—agora; *karimu ghaṭanā*—escreverei os incidentes.", "translation": "**Anteriormente, escrevi os dois dramas como uma só composição. Agora vou dividi-la e descrever os incidentes em duas obras separadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/71/", "verse_text": "dui 'nāndī' 'prastāvanā', dui 'saṁghaṭanā'\n\npṛthak kariyā likhi kariyā bhāvanā", "devanagari": "> দুই ‘নান্দী’ ‘প্রস্তাবনা’, দুই ‘সংঘটনা’ ।\n> পৃথক্ করিয়া লিখি করিয়া ভাবনা ॥৭১॥", "synonyms": "*dui nāndī*—duas invocações de boa fortuna; *prastāvanā*—introduções; *dui*—duas; *saṁghaṭanā*—cadeias de acontecimentos; *pṛthak kariyā*—tornando separadas; *likhi*—escreverei; *kariyā bhāvanā*—refletindo sobre elas.", "translation": "**Escreverei duas invocações de boa fortuna separadas e duas introduções diferentes. Deixa-me refletir profundamente sobre o assunto e então descrever dois conjuntos distintos de incidentes.\"**", "purport": "As duas obras são o Vidagdha-mādhava e o Lalita-mādhava. O Vidagdha-mādhava descreve passatempos em Vṛndāvana, e o Lalita-mādhava descreve passatempos em Dvārakā e Mathurā."}
{"ref": "cc/antya/1/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/72/", "verse_text": "ratha-yātrāya jagannātha darśana karilā\n\nratha-agre prabhura nṛtya-kīrtana dekhilā", "devanagari": "> রথযাত্রায় জগন্নাথ দর্শন করিলা ।\n> রথ-অগ্রে প্রভুর নৃত্য-কীর্তন দেখিলা ॥৭২॥", "synonyms": "*ratha-yātrāya*—durante a função do Ratha-yātrā; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *darśana karilā*—ele viu; *ratha-agre*—à frente do ratha, ou quadriga; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya*—a dança; *kīrtana*—o canto; *dekhilā*—ele viu.", "translation": "**Durante a cerimônia do Ratha-yātrā, Rūpa Gosvāmī viu o Senhor Jagannātha. Ele também viu o Senhor Caitanya Mahāprabhu dançando e cantando à frente do ratha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/73/", "verse_text": "prabhura nṛtya-śloka śuni' śrī-rūpa-gosāñi\n\nsei ślokārtha lañā śloka karilā tathāi", "devanagari": "> প্রভুর নৃত্য-শ্লোক শুনি’ শ্রীরূপ-গোসাঞি ।\n> সেই শ্লোকার্থ লঞা শ্লোক করিলা তথাই ॥৭৩॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nṛtya-śloka*—o verso proferido durante Sua dança; *śuni'*—ouvindo; *śrī-rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sei śloka-artha*—o significado daquele verso; *lañā*—tomando; *śloka karilā*—compôs outro verso; *tathāi*—ali mesmo.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī ouviu um verso proferido por Śrī Caitanya Mahāprabhu durante a cerimônia, ele imediatamente compôs outro verso que tratava do mesmo assunto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/74/", "verse_text": "pūrve sei saba kathā kariyāchi varṇana\n\ntathāpi kahiye kichu saṅkṣepe kathana", "devanagari": "> পূর্বে সেই সব কথা করিয়াছি বর্ণন ।\n> তথাপি কহিয়ে কিছু সংক্ষেপে কথন ॥৭৪॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *sei*—estes; *saba*—todos; *kathā*—assuntos; *kariyāchi varṇana*—descrevi; *tathāpi*—ainda assim; *kahiye*—permita-me dizer; *kichu*—algo; *saṅkṣepe*—resumidamente; *kathana*—relato.", "translation": "**Já descrevi todos esses incidentes, mas ainda desejo acrescentar brevemente algo mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/75/", "verse_text": "sāmānya eka śloka prabhu paḍena kīrtane\n\nkene śloka paḍe--ihā keha nāhi jāne", "devanagari": "> সামান্য এক শ্লোক প্রভু পড়েন কীর্তনে ।\n> কেনে শ্লোক পড়ে — ইহা কেহ নাহি জানে ॥৭৫॥", "synonyms": "*sāmānya*—geralmente; *eka*—um; *śloka*—verso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍena*—recita; *kīrtane*—enquanto canta; *kene*—por que; *śloka*—aquele verso; *paḍe*—Ele recita; *ihā*—isto; *keha nāhi jāne*—ninguém sabe.", "translation": "**Geralmente, Śrī Caitanya Mahāprabhu recitava um verso enquanto dançava e cantava diante do ratha, mas ninguém sabia por que Ele recitava aquele verso em particular.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/76/", "verse_text": "sabe ekā svarūpa gosāñi ślokera artha jāne\n\nślokānurūpa pada prabhuke karāna āsvādane", "devanagari": "> সবে একা স্বরূপ গোসাঞি শ্লোকের অর্থ জানে ।\n> শ্লোকানুরূপ পদ প্রভুকে করান আস্বাদনে ॥৭৬॥", "synonyms": "*sabe*—apenas; *ekā*—um; *svarūpa gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *ślokera artha*—o significado daquele verso; *jāne*—conhece; *śloka-anurūpa pada*—outros versos que seguem aquele verso em particular; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāna*—faz; *āsvādane*—saborear.", "translation": "**Somente Svarūpa Dāmodara Gosvāmī conhecia o propósito pelo qual o Senhor recitava aquele verso. Conforme a atitude do Senhor, ele costumava citar outros versos para permitir que o Senhor saboreasse doçuras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/77/", "verse_text": "rūpa-gosāñi prabhura jāniyā abhiprāya\n\nsei arthe śloka kailā prabhure ye bhāya", "devanagari": "> রূপ-গোসাঞি প্রভুর জানিয়া অভিপ্রায় ।\n> সেই অর্থে শ্লোক কৈলা প্রভুরে যে ভায় ॥৭৭॥", "synonyms": "*rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jāniyā*—conhecendo; *abhiprāya*—a intenção; *sei arthe*—nesse significado; *śloka*—um verso; *kailā*—compôs; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ye*—o qual; *bhāya*—agradou.", "translation": "**Rūpa Gosvāmī, contudo, conseguiu compreender a intenção do Senhor, e assim compôs outro verso que agradou a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/78/", "verse_text": "yaḥ kaumāra-haraḥ sa eva hi varas tā eva caitra-kṣapās\n\nte conmīlita-mālatī-surabhayaḥ prauḍhāḥ kadambānilāḥ\n\nsā caivāsmi tathāpi tatra surata-vyāpāra-līlā-vidhau\n\nrevā-rodhasi vetasī-taru-tale cetaḥ samutkaṇṭhate", "devanagari": "> যঃ কৌমারহরঃ স এব হি বরস্তা এব চৈত্রক্ষপা-\n> স্তে চোন্মীলিতমালতীসুরভয়ঃ প্রৌঢ়াঃ কদম্বানিলাঃ ।\n> সা চৈবাস্মি তথাপি তত্র সুরতব্যাপারলীলাবিধৌ\n> রেবারোধসি বেতসীতরুতলে চেতঃ সমুৎকণ্ঠতে ॥৭৮॥", "synonyms": "*yaḥ*—aquela mesma pessoa que; *kaumāra-haraḥ*—o ladrão de meu coração durante a juventude; *saḥ*—ele; *eva hi*—certamente; *varaḥ*—amado; *tāḥ*—estas; *eva*—certamente; *caitra-kṣapāḥ*—noites enluaradas do mês de Caitra; *te*—aquelas; *ca*—e; *unmīlita*—desabrochadas; *mālatī*—de flores mālatī; *surabhayaḥ*—fragrâncias; *prauḍhāḥ*—plenas; *kadamba*—com a fragrância da flor kadamba; *anilāḥ*—as brisas; *sā*—aquela; *ca*—também; *eva*—certamente; *asmi*—eu sou; *tathāpi*—ainda assim; *tatra*—ali; *surata-vyāpāra*—em tratos íntimos; *līlā*—de passatempos; *vidhau*—na maneira; *revā*—do rio chamado Revā; *rodhasi*—na margem; *vetasī*—de nome Vetasī; *taru-tale*—debaixo da árvore; *cetaḥ*—minha mente; *samutkaṇṭhate*—está muito ansiosa por ir.", "translation": "**Aquela mesma personalidade que roubou meu coração durante minha juventude é agora novamente meu senhor. Estas são as mesmas noites enluaradas do mês de Caitra. A mesma fragrância das flores mālatī está presente, e as mesmas brisas suaves sopram da floresta de kadamba. Em nossa relação íntima, também sou a mesma amada; ainda assim, minha mente não está feliz aqui. Anseio voltar àquele lugar na margem do Revā, debaixo da árvore Vetasī. Esse é o meu desejo.\"**", "purport": "Este é o verso recitado por Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/1/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/79/", "verse_text": "priyaḥ so 'yaṁ kṛṣṇaḥ saha-cari kuru-kṣetra-militas\n\ntathāhaṁ sā rādhā tad idam ubhayoḥ saṅgama-sukham\n\ntathāpy antaḥ-khelan-madhura-muralī-pañcama-juṣe\n\nmano me kālindī-pulina-vipināya spṛhayati", "devanagari": "> প্রিয়ঃ সোঽয়ং কৃষ্ণঃ সহচরি কুরুক্ষেত্রমিলিত-\n> স্তথাহং সা রাধা তদিদমুভয়োঃ সঙ্গমসুখম্ ।\n> তথাপ্যন্তঃখেলন্মধুরমুরলীপঞ্চমজুষে\n> মনো মে কালিন্দীপুলিনবিপিনায় স্পৃহয়তি ॥৭৯॥", "synonyms": "*priyaḥ*—muito querido; *saḥ*—Ele; *ayam*—este; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *saha-cari*—ó Minha querida amiga; *kuru-kṣetra-militaḥ*—que é encontrado no campo de Kurukṣetra; *tathā*—também; *aham*—Eu; *sā*—aquela; *rādhā*—Rādhārāṇī; *tat*—aquela; *idam*—esta; *ubhayoḥ*—de Nós dois; *saṅgama-sukham*—a felicidade de Nos encontrarmos; *tathāpi*—ainda assim; *antaḥ*—dentro; *khelan*—tocando; *madhura*—doce; *muralī*—da flauta; *pañcama*—a quinta nota; *juṣe*—que se delicia em; *manaḥ*—a mente; *me*—Minha; *kālindī*—do rio Yamunā; *pulina*—na margem; *vipināya*—as árvores; *spṛhayati*—deseja.", "translation": "**Minha querida amiga, agora encontrei Meu muito antigo e querido amigo Kṛṣṇa neste campo de Kurukṣetra. Sou a mesma Rādhārāṇī, e agora estamos Nos encontrando novamente. É muito agradável, mas eu ainda gostaria de ir à margem do Yamunā, sob as árvores da floresta de lá. Desejo ouvir a vibração de Sua doce flauta tocando a quinta nota naquela floresta de Vṛndāvana.\"**", "purport": "Este é o verso composto por Śrīla Rūpa Gosvāmī. Está incluído em seu livro Padyāvalī (383)."}
{"ref": "cc/antya/1/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/80/", "verse_text": "tāla-patre śloka likhi' cālete rākhilā\n\nsamudra-snāna karibāre rūpa-gosāñi gelā", "devanagari": "> তালপত্রে শ্লোক লিখি’ চালেতে রাখিলা ।\n> সমুদ্রস্নান করিবারে রূপ-গোসাঞি গেলা ॥৮০॥", "synonyms": "*tāla-patre*—numa folha de palmeira; *śloka*—o verso; *likhi'*—escrevendo; *cālete*—no telhado de palha; *rākhilā*—guardou-o; *samudra-snāna*—banho no mar; *karibāre*—para tomar; *rūpa-gosāñi*—de nome Rūpa Gosvāmī; *gelā*—partiu.", "translation": "**Após escrever este verso numa folha de palmeira, Rūpa Gosvāmī guardou-o em algum lugar no telhado de palha e foi banhar-se no mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/81/", "verse_text": "hena-kāle prabhu āilā tāṅhāre milite\n\ncāle śloka dekhi prabhu lāgilā paḍite", "devanagari": "> হেনকালে প্রভু আইলা তাঁহারে মিলিতে ।\n> চালে শ্লোক দেখি প্রভু লাগিলা পড়িতে ॥৮১॥", "synonyms": "*hena-kāle*—naquele momento; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—chegou ali; *tāṅhāre milite*—para encontrá-lo; *cāle*—no telhado de palha; *śloka*—verso; *dekhi*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lāgilā*—começou; *paḍite*—a ler.", "translation": "**Naquele momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ali para encontrá-lo e, ao ver a folha enfiada no telhado e ao ver o verso, começou a lê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/82/", "verse_text": "śloka paḍi' prabhu sukhe premāviṣṭa hailā\n\nhena-kāle rūpa-gosāñi snāna kari' āilā", "devanagari": "> শ্লোক পড়ি’ প্রভু সুখে প্রেমাবিষ্ট হৈলা ।\n> হেনকালে রূপ-গোসাঞি স্নান করি’ আইলা ॥৮২॥", "synonyms": "*śloka paḍi'*—lendo este verso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukhe*—em grande felicidade; *prema-āviṣṭa hailā*—ficou dominado por amor extático; *hena-kāle*—naquele momento; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *snāna kari'*—após tomar seu banho; *āilā*—regressou.", "translation": "**Após ler o verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou dominado por amor extático. Naquele exato momento, Rūpa Gosvāmī regressou, tendo terminado de banhar-se no mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/83/", "verse_text": "prabhu tāṅre cāpaḍa māri' kahite lāgilā\n\nprabhu dekhi' daṇḍavat prāṅgaṇe padilā", "devanagari": "> প্রভু দেখি’ দণ্ডবৎ প্রাঙ্গণে পড়িলা  ।\n> প্রভু তাঁরে চাপড় মারি’ কহিতে লাগিলা ॥৮৩॥", "synonyms": "*prabhu dekhi'*—após ver o Senhor ali; *daṇḍavat*—reverências; *prāṅgaṇe*—no pátio; *paḍilā*—prostrou-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Rūpa Gosvāmī; *cāpaḍa māri'*—dando um tapinha; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Ao ver o Senhor, Śrī Rūpa Gosvāmī prostrou-se de bruços no pátio para oferecer reverências. O Senhor deu-lhe um tapinha brando, em amor, e falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/84/", "verse_text": "'gūḍha mora hṛdaya tuñi jānilā kemane?'\n\neta kahi' rūpe kailā dṛḍha āliṅgane", "devanagari": "> ‘গূঢ় মোর হৃদয় তুঞি জানিলা কেমনে ?’ এত কহি’ রূপে কৈলা দৃঢ় আলিঙ্গনে ॥৮৪॥", "synonyms": "*gūḍha*—muito confidencial; *mora*—Meu; *hṛdaya*—coração; *tuñi*—tu; *jānilā*—conheceste; *kemane*—como; *eta kahi'*—dizendo isto; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *kailā*—fez; *dṛḍha āliṅgane*—firme abraço.", "translation": "**Meu coração é muito confidencial. Como conseguiste conhecer Minha mente dessa maneira?\" Após dizer isto, Ele abraçou firmemente Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/85/", "verse_text": "sei śloka lañā prabhu svarūpe dekhāilā\n\nsvarūpera parīkṣā lāgi' tāṅhāre puchilā", "devanagari": "> সেই শ্লোক লঞা প্রভু স্বরূপে দেখাইলা  ।\n> স্বরূপের পরীক্ষা লাগি’ তাঁহারে পুছিলা ॥৮৫॥", "synonyms": "*sei śloka*—aquele verso; *lañā*—tomando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svarūpe dekhāilā*—mostrou a Svarūpa Dāmodara; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *parīkṣā lāgi'*—para o exame; *tāṅhāre puchilā*—perguntou-lhe.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou aquele verso e mostrou-o a Svarūpa Dāmodara para que o examinasse. Então o Senhor questionou-o.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/86/", "verse_text": "'mora antara-vārtā rūpa jānila kemane?'\n\nsvarūpa kahe--'jāni, kṛpā kariyācha āpane", "devanagari": "> ‘মোর অন্তর-বার্তা রূপ জানিল কেমনে ?’ স্বরূপ কহে — “জানি, কৃপা করিয়াছ আপনে ॥৮৬॥", "synonyms": "*mora antara-vārtā*—Minhas intenções internas; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *jānila*—conheceu; *kemane*—como; *svarūpa kahe*—Svarūpa respondeu; *jāni*—posso compreender; *kṛpā kariyācha*—concedeste Tua misericórdia; *āpane*—pessoalmente.", "translation": "**Como Rūpa Gosvāmī pôde compreender Meu coração?\", perguntou o Senhor. Svarūpa Dāmodara respondeu: \"Posso compreender que já lhe concedeste Tua misericórdia imotivada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/87/", "verse_text": "anyathā e artha kāra nāhi haya jñāna\n\ntumi pūrve kṛpā kailā, kari anumāna\"", "devanagari": "> অন্যথা এ অর্থ কার নাহি হয় জ্ঞান  ।\n> তুমি পূর্বে কৃপা কৈলা, করি অনুমান ।।” ৮৭ ॥৮৭॥", "synonyms": "*anyathā*—de outro modo; *e artha*—este significado confidencial; *kāra*—de ninguém; *nāhi*—não; *haya*—há; *jñāna*—o conhecimento; *tumi*—Tu; *pūrve*—antes disto; *kṛpā kailā*—concedeste misericórdia; *kari anumāna*—posso conjecturar.", "translation": "**De outro modo, ninguém poderia compreender este significado. Posso, portanto, conjecturar que anteriormente lhe concedeste Tua misericórdia imotivada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/88/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"iṅho āmāya prayāge milila\n\nyogya-pātra jāni iṅhāya mora kṛpā ta' ha-ila", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “ইঁহো আমায় প্রয়াগে মিলিল ।\n> যোগ্যপাত্র জানি ইঁহায় মোর কৃপা ত’ হইল ॥৮৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu responde; *iṅho*—Rūpa Gosvāmī; *āmāya*—coMigo; *prayāge*—em Prayāga; *milila*—encontrou-se; *yogya-pātra jāni*—conhecendo-o como pessoa apropriada; *iṅhāya*—a ele; *mora*—Minha; *kṛpā ta' ha-ila*—houve misericórdia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Rūpa Gosvāmī encontrou-se coMigo em Prayāga. Conhecendo-o como pessoa apropriada, naturalmente lhe concedi Minha misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/89/", "verse_text": "tabe śakti sañcāri' āmi kailuṅ upadeśa\n\ntumiha kahio ihāṅya rasera viśeṣa\"", "devanagari": "> তবে শক্তি সঞ্চারি’ আমি কৈলুঁ উপদেশ ।\n> তুমিহ কহিও ইহাঁয় রসের বিশেষ ।।” ॥ ৮৯ ॥", "synonyms": "*tabe*—então; *śakti sañcāri'*—dotando-o de Minha potência transcendental; *āmi*—Eu; *kailuṅ upadeśa*—dei instrução; *tumiha*—tu também; *kahio*—informa; *ihāṅya*—a ele; *rasera viśeṣa*—informação específica sobre as melosidades transcendentais.", "translation": "**Em seguida, também lhe outorguei Minha potência transcendental. Agora tu também deves dar-lhe instruções. Em particular, instrui-o nas melosidades transcendentais.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/90/", "verse_text": "svarūpa kahe--\"yāte ei śloka dekhiluṅ\n\ntumi kariyācha kṛpā, tavaṅhi jānilu", "devanagari": "> স্বরূপ কহে — “যাতে এই শ্লোক দেখিলুঁ ।\n> তুমি করিয়াছ কৃপা, তবঁহি জানিলু ॥৯০॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara diz; *yāte*—visto que; *ei śloka*—este verso; *dekhiluṅ*—eu vi; *tumi*—Tu; *kariyācha kṛpā*—outorgaste Tua misericórdia; *tavaṅhi*—imediatamente; *jānilu*—pude compreender.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse: \"Tão logo vi a composição singular deste verso, pude compreender de imediato que lhe havias outorgado Tua misericórdia especial.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/91/", "verse_text": "phalena phala-kāraṇam anumīyate", "devanagari": "> “ফলেন ফলকারণমনুমীয়তে ॥৯১॥", "synonyms": "*phalena*—pelo resultado; *phala-kāraṇam*—a origem do resultado; *anumīyate*—pode-se deduzir.", "translation": "**Ao ver um resultado, pode-se compreender a causa desse resultado.'**", "purport": "Este verso provém das doutrinas do nyāya, ou lógica."}
{"ref": "cc/antya/1/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/92/", "verse_text": "svargāpagā-hema-mṛṇālinīnāṁ\n\nnānā-mṛṇālāgra-bhujo bhajāmaḥ\n\nannānurūpāṁ tanu-rūpa-ṛddhiṁ\n\nkāryaṁ nidānād dhi guṇān adhīte", "devanagari": "> “স্বর্গাপগা-হেমমৃণালিনীনাং\n> নানা-মৃণালাগ্রভুজো ভজামঃ ।\n> অন্নানুরূপাং তনুরূপঋদ্ধিং\n> কার্যং নিদানাদ্ধি গুণানধীতে ।।” ॥ ৯২ ॥", "synonyms": "*svarga-āpagā*—da água do Ganges que flui nos planetas celestiais; *hema*—dourados; *mṛṇālinīnām*—dos lótus; *nānā*—vários; *mṛṇāla-agra-bhujaḥ*—aqueles que comem as pontas dos caules; *bhajāmaḥ*—obtemos; *anna-anurūpām*—de acordo com o alimento; *tanu-rūpa-ṛddhim*—uma abundância de beleza corpórea; *kāryam*—o efeito; *nidānāt*—da causa; *hi*—certamente; *guṇān*—qualidades; *adhīte*—a pessoa obtém.", "translation": "**O rio Ganges, que flui dos planetas celestiais, está repleto de lótus dourados, e nós, os habitantes desses planetas, comemos os caules das flores. Assim, somos muito belos, mais do que os habitantes de qualquer outro planeta. Isso se deve à lei de causa e efeito, pois, se a pessoa come alimentos no modo da bondade, o modo da bondade aumenta a beleza de seu corpo.' \"**", "purport": "O brilho e a beleza do corpo, a constituição, as atividades e as qualidades de uma pessoa, tudo depende da lei de causa e efeito. Há três qualidades na natureza material e, como se afirma no *Bhagavad-gītā* (13.22), kāraṇaṁ guṇa-saṅgo 'sya sad-asad-yoni-janmasu: a pessoa nasce numa família boa ou má conforme sua associação anterior com as qualidades da natureza material. Por isso, quem está seriamente ansioso por alcançar a perfeição transcendental, a consciência de Kṛṣṇa, deve comer Kṛṣṇa-prasāda. Tal alimento é sāttvika, ou seja, está na qualidade material da bondade, mas, quando oferecido a Kṛṣṇa, torna-se transcendental. Nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa distribui Kṛṣṇa-prasāda, e aqueles que comem esse alimento transcendental certamente se tornam devotos do Senhor. Este é um método muito científico, como se afirma neste verso do Nala-naiṣadha (3.17): kāryaṁ nidānād dhi guṇān adhīte. Se em todas as suas atividades a pessoa aderir estritamente ao modo da bondade, ela certamente desenvolverá sua consciência de Kṛṣṇa adormecida e, por fim, tornar-se-á um devoto puro do Senhor Kṛṣṇa.\n\nInfelizmente, no momento presente, as constituições corpóreas dos líderes da sociedade, sobretudo dos líderes governamentais, estão poluídas. Como se descreve no *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.1.40):\n\nasaṁskṛtāḥ kriyā-hīnā\nrajasā tamasāvṛtāḥ\nprajās te bhakṣayiṣyanti\nmlecchā rājanya-rūpiṇaḥ\n\nTais líderes não têm oportunidade de purificar sua alimentação. Os políticos se reúnem e trocam votos de boa vontade bebendo licor, o qual é tão poluído e pecaminoso que, naturalmente, os beberrões e comedores de carne desenvolvem uma mentalidade degradada no modo da ignorância. Os processos de comer nos diferentes modos explicam-se no *Bhagavad-gītā*, onde se afirma que aqueles que comem arroz, trigo, legumes, derivados do leite, frutas e açúcar situam-se na elevada qualidade da bondade. Portanto, se desejamos uma situação política feliz e tranquila, devemos selecionar líderes que comam Kṛṣṇa-prasāda. Caso contrário, os líderes comerão carne e beberão vinho e, dessa forma, serão asaṁskṛtāḥ, não reformados, e kriyā-hīnāḥ, desprovidos de comportamento espiritual. Em outras palavras, serão mlecchas e yavanas, ou seja, homens cujos hábitos são impuros. Por meio da tributação, esses homens exploram os cidadãos tanto quanto possível e, dessa maneira, devoram os cidadãos do Estado em vez de beneficiá-los. Por isso, não podemos esperar que um governo seja eficiente se for chefiado por tais mlecchas e yavanas impuros."}
{"ref": "cc/antya/1/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/93/", "verse_text": "cāturmāsya rahi' gauḍe vaiṣṇava calilā\n\nrūpa-gosāñi mahāprabhura caraṇe rahilā", "devanagari": "> চাতুর্মাস্য রহি’ গৌড়ে বৈষ্ণব চলিলা ।\n> রূপ-গোসাঞি মহাপ্রভুর চরণে রহিলা ॥৯৩॥", "synonyms": "*cāturmāsya rahi'*—permanecendo quatro meses para o Cāturmāsya; *gauḍe*—para Bengala; *vaiṣṇava*—todos os devotos; *calilā*—retornaram; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—ao abrigo de Seus pés de lótus; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**Após os quatro meses de Cāturmāsya [Śrāvaṇa, Bhādra, Āśvina e Kārttika], todos os vaiṣṇavas de Bengala retornaram a seus lares, mas Śrīla Rūpa Gosvāmī permaneceu em Jagannātha Purī, sob o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/94/", "verse_text": "eka-dina rūpa karena nāṭaka likhana\n\nācambite mahāprabhura haila āgamana", "devanagari": "> একদিন রূপ করেন নাটক লিখন ।\n> আচম্বিতে মহাপ্রভুর হৈল আগমন ॥৯৪॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *karena*—faz; *nāṭaka*—drama; *likhana*—escrita; *ācambite*—de repente; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—houve; *āgamana*—a chegada.", "translation": "**Certo dia, enquanto Rūpa Gosvāmī escrevia seu livro, Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu de repente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/95/", "verse_text": "sambhrame duṅhe uṭhi' daṇḍavat hailā\n\nduṅhe āliṅgiyā prabhu āsane vasilā", "devanagari": "> সম্ভ্রমে দুঁহে উঠি’ দণ্ডবৎ হৈলা ।\n> দুঁহে আলিঙ্গিয়া প্রভু আসনে বসিলা ॥৯৫॥", "synonyms": "*sambhrame*—com grande respeito; *duṅhe*—Haridāsa Ṭhākura e Rūpa Gosvāmī; *uṭhi'*—levantando-se; *daṇḍavat hailā*—prostraram-se para oferecer reverências; *duṅhe*—os dois; *āliṅgiyā*—abraçando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsane vasilā*—sentou-se num assento.", "translation": "**Tão logo Haridāsa Ṭhākura e Rūpa Gosvāmī viram o Senhor chegar, ambos se levantaram e, em seguida, prostraram-se para oferecer-Lhe suas respeitosas reverências. Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou os dois e depois Se sentou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/96/", "verse_text": "'kyā puṅthi likha?' bali' eka-patra nilā\n\nakṣara dekhiyā prabhu mane sukhī hailā", "devanagari": "> ‘ক্যা পুঁথি লিখ?’ বলি’ একপত্র নিলা ।\n> অক্ষর দেখিয়া প্রভু মনে সুখী হৈলা ॥৯৬॥", "synonyms": "*kyā*—que; *puṅthi*—livro; *likha*—estás escrevendo; *bali'*—dizendo isto; *eka-patra nilā*—tomou uma página escrita numa folha de palmeira; *akṣara*—a boa caligrafia; *dekhiyā*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *sukhī hailā*—ficou muito feliz.", "translation": "**O Senhor perguntou: \"Que tipo de livro estás escrevendo?\" Ele ergueu uma folha de palmeira que era uma página do manuscrito e, ao ver a bela caligrafia, Sua mente ficou muito satisfeita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/97/", "verse_text": "śrī-rūpera akṣara--yena mukutāra pāṅti\n\nprīta hañā karena prabhu akṣarera stuti", "devanagari": "> শ্রীরূপের অক্ষর — যেন মুকুতার পাঁতি ।\n> প্রীত হঞা করেন প্রভু অক্ষরের স্তুতি ॥৯৭॥", "synonyms": "*śrī-rūpera akṣara*—a caligrafia de Rūpa Gosvāmī; *yena*—como; *mukutāra pāṅti*—uma fileira de pérolas; *prīta hañā*—estando satisfeito; *karena*—faz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *akṣarera stuti*—elogio da caligrafia de Śrīla Rūpa Gosvāmī.", "translation": "**Assim satisfeito, o Senhor elogiou a escrita, dizendo: \"A caligrafia de Rūpa Gosvāmī é como fileiras de pérolas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/98/", "verse_text": "sei patre prabhu eka śloka ye dekhilā\n\npaḍitei śloka, preme āviṣṭa ha-ilā", "devanagari": "> সেই পত্রে প্রভু এক শ্লোক যে দেখিলা ।\n> পড়িতেই শ্লোক, প্রেমে আবিষ্ট হইলা ॥৯৮॥", "synonyms": "*sei patre*—naquela folha de palmeira; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eka śloka*—um verso; *ye*—o qual; *dekhilā*—Ele viu; *paḍitei*—ao ler; *śloka*—o verso; *preme*—amor extático; *āviṣṭa ha-ilā*—ficou dominado.", "translation": "**Enquanto lia o manuscrito, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu um verso naquela página e, tão logo o leu, foi dominado por amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/99/", "verse_text": "tuṇḍe tāṇḍavinī ratiṁ vitanute tuṇḍāvalī-labdhaye\n\nkarṇa-kroḍa-kaḍambinī ghaṭayate karṇārbudebhyaḥ spṛhām\n\ncetaḥ-prāṅgaṇa-saṅginī vijayate sarvendriyāṇāṁ kṛtiṁ\n\nno jāne janitā kiyadbhir amṛtaiḥ kṛṣṇeti varṇa-dvayī", "devanagari": "> তুণ্ডে তাণ্ডবিনী রতিং বিতনুতে তুণ্ডাবলীলব্ধয়ে\n> কর্ণক্রোড়কড়ম্বিনী ঘটয়তে কর্ণার্বুদেভ্যঃ স্পৃহাম্ ।\n> চেতঃপ্রাঙ্গণসঙ্গিনী বিজয়তে সর্বেন্দ্রিয়াণাং কৃতিং\n> নো জানে জনিতা কিয়দ্ভিরমৃতৈঃ কৃষ্ণেতি বর্ণদ্বয়ী ॥৯৯॥", "synonyms": "*tuṇḍe*—na boca; *tāṇḍavinī*—dançando; *ratim*—a inspiração; *vitanute*—expande; *tuṇḍa-āvalī-labdhaye*—para conseguir muitas bocas; *karṇa*—do ouvido; *kroḍa*—no orifício; *kaḍambinī*—brotando; *ghaṭayate*—faz surgir; *karṇa-arbudebhyaḥ spṛhām*—o desejo de milhões de ouvidos; *cetaḥ-prāṅgaṇa*—no pátio do coração; *saṅginī*—sendo uma companheira; *vijayate*—conquista; *sarva-indriyāṇām*—de todos os sentidos; *kṛtim*—a atividade; *no*—não; *jāne*—eu sei; *janitā*—produzido; *kiyadbhiḥ*—de que medida; *amṛtaiḥ*—por néctar; *kṛṣṇa*—o nome de Kṛṣṇa; *iti*—assim; *varṇa-dvayī*—as duas sílabas.", "translation": "**\"Não sei quanto néctar as duas sílabas 'Kṛṣ-ṇa' produziram. Quando o santo nome de Kṛṣṇa é cantado, parece dançar dentro da boca. Então desejamos muitas e muitas bocas. Quando esse nome entra nos orifícios dos ouvidos, desejamos muitos milhões de ouvidos. E quando o santo nome dança no pátio do coração, ele conquista as atividades da mente, e por isso todos os sentidos ficam inertes.\"**", "purport": "Este verso está incluído no Vidagdha-mādhava (1.15), uma peça de sete atos escrita por Śrīla Rūpa Gosvāmī que descreve os passatempos de Śrī Kṛṣṇa em Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/antya/1/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/100/", "verse_text": "śloka śuni haridāsa ha-ila ullāsī\n\nnācite lāgilā ślokera artha praśaṁsi'", "devanagari": "> শ্লোক শুনি’ হরিদাস হইলা উল্লাসী ।\n> নাচিতে লাগিলা শ্লোকের অর্থ প্রশংসি’ ॥১০০॥", "synonyms": "*śloka śuni'*—ouvindo este verso; *hari-dāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *ha-ilā ullāsī*—ficou muito jubiloso; *nācite lāgilā*—começou a dançar; *ślokera*—do verso; *artha praśaṁsi'*—louvando o significado.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu cantou este verso, Haridāsa Ṭhākura, ao ouvir a vibração, ficou jubiloso e começou a dançar e a louvar seu significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/101/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāmera mahimā śāstra-sādhu-mukhe jāni\n\nnāmera mādhurī aiche kāhāṅ nāhi śuni", "devanagari": "> কৃষ্ণনামের মহিমা শাস্ত্র-সাধু-মুখে জানি ।\n> নামের মাধুরী ঐছে কাহাঁ নাহি শুনি ॥১০১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāmera mahimā*—as glórias do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *śāstra*—das escrituras reveladas; *sādhu*—dos devotos; *mukhe*—na boca; *jāni*—podemos compreender; *nāmera mādhurī*—a doçura do santo nome; *aiche*—dessa maneira; *kāhāṅ*—em nenhum outro lugar; *nāhi śuni*—não ouvimos.", "translation": "**A pessoa deve aprender sobre a beleza e a posição transcendental do santo nome do Senhor ouvindo as escrituras reveladas da boca dos devotos. Em nenhum outro lugar podemos ouvir falar da doçura do santo nome do Senhor.**", "purport": "Afirma-se no *Padma Purāṇa*: ataḥ śrī-kṛṣṇa-nāmādi na bhaved grāhyam indriyaiḥ. O cantar e o ouvir do santo nome transcendental do Senhor não podem ser realizados pelos sentidos comuns. A vibração transcendental do santo nome do Senhor é completamente espiritual. Assim, ela deve ser recebida de fontes espirituais e deve ser cantada após ter sido ouvida de um mestre espiritual. Quem ouve o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa deve recebê-lo do mestre espiritual por recepção auditiva. Śrīla Sanātana Gosvāmī proibiu-nos de ouvir o santo nome de Kṛṣṇa cantado por não-vaiṣṇavas, tais como atores e cantores profissionais, pois não terá efeito. É como leite tocado pelos lábios de uma serpente, conforme se afirma no Padma Purāṇa:\n\navaiṣṇava-mukhodgīrṇaṁ\npūtaṁ hari-kathāmṛtam\nśravaṇaṁ naiva kartavyaṁ\nsarpocchiṣṭaṁ yathā payaḥ\n\nPor isso, na medida do possível, os devotos do movimento da consciência de Kṛṣṇa reúnem-se para cantar o santo nome de Kṛṣṇa em público, de modo que tanto os cantores quanto os ouvintes possam beneficiar-se."}
{"ref": "cc/antya/1/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/102/", "verse_text": "tabe mahāprabhu duṅhe kari' āliṅgana\n\nmadhyāhna karite samudre karilā gamana", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু দুঁহে করি’ আলিঙ্গন ।\n> মধ্যাহ্ন করিতে সমুদ্রে করিলা গমন ॥১০২॥", "synonyms": "*tabe*—então; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duṅhe*—a ambos, Rūpa Gosvāmī e Haridāsa Ṭhākura; *kari'*—fazendo; *āliṅgana*—abraço; *madhya-ahna karite*—para cumprir Seus deveres do meio-dia; *samudre*—à beira-mar; *karilā gamana*—foi.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou tanto Haridāsa quanto Rūpa Gosvāmī e partiu para a beira-mar a fim de cumprir Seus deveres do meio-dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/103-104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/103-104/", "verse_text": "āra dina mahāprabhu dekhi' jagannātha\n\nsārvabhauma-rāmānanda-svarūpādi-sātha\n\nsabe mili' cali āilā śrī-rūpe milite\n\npathe tāṅra guṇa sabāre lāgilā kahite", "devanagari": "> আর দিন মহাপ্রভু দেখি’ জগন্নাথ ।\n> সার্বভৌম-রামানন্দ-স্বরূপাদি-সাথ ॥১০৩॥\n> সবে মিলি’ চলি আইলা শ্রীরূপে মিলিতে ।\n> পথে তাঁর গুণ সবারে লাগিলা কহিতে ॥১০৪॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha no templo; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *svarūpa-ādi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *sātha*—juntamente com; *sabe mili'*—reunindo-se todos juntos; *cali āilā*—vieram até lá; *śrī-rūpe milite*—para encontrar Śrīla Rūpa Gosvāmī; *pathe*—no caminho; *tāṅra*—de Rūpa Gosvāmī; *guṇa*—todas as boas qualidades; *sabāre*—a todos os companheiros pessoais; *lāgilā kahite*—começou a falar.", "translation": "**No dia seguinte, após visitar o templo de Jagannātha como de costume, Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrou-se com Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara. Todos foram juntos até Śrīla Rūpa Gosvāmī e, no caminho, o Senhor louvou grandemente suas qualidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/105/", "verse_text": "dui śloka kahi' prabhura haila mahā-sukha\n\nnija-bhaktera guna kahe hañā pañca-mukha", "devanagari": "> দুই শ্লোক কহি’ প্রভুর হৈল মহাসুখ ।\n> নিজ-ভক্তের গুণ কহে হঞা পঞ্চমুখ ॥১০৫॥", "synonyms": "*dui śloka kahi'*—recitando dois versos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—houve; *mahā-sukha*—grande prazer; *nija-bhaktera*—de Seu próprio devoto; *guṇa*—as qualidades; *kahe*—descreve; *hañā*—como se tornando; *pañca-mukha*—de cinco bocas.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou os dois versos importantes, sentiu grande prazer; assim, como se tivesse cinco bocas, começou a louvar Seu devoto.**", "purport": "Os dois versos a que se refere são aqueles que começam com priyaḥ so 'yam (79) e tuṇḍe tāṇḍavinī (99)."}
{"ref": "cc/antya/1/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/106/", "verse_text": "sārvabhauma-rāmānande parīkṣā karite\n\nśrī-rūpera guṇa duṅhāre lāgilā kahite", "devanagari": "> সার্বভৌম-রামানন্দে পরীক্ষা করিতে ।\n> শ্রীরূপের গুণ দুঁহারে লাগিলা কহিতে ॥১০৬॥", "synonyms": "*sārvabhauma-rāmānande*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Rāmānanda Rāya; *parīkṣā karite*—para examinar; *śrī-rūpera guṇa*—as qualidades transcendentais de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *duṅhāre*—a ambos; *lāgilā kahite*—Ele começou a louvar.", "translation": "**Apenas para examinar Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Rāmānanda Rāya, o Senhor começou a louvar diante deles as qualidades transcendentais de Śrī Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/107/", "verse_text": "'īśvara-svabhāva'--bhaktera nā laya aparādha\n\nalpa-sevā bahu māne ātma-paryanta prasāda", "devanagari": "> ‘ঈশ্বর-স্বভাব’ — ভক্তের না লয় অপরাধ ।\n> অল্পসেবা বহু মানে আত্মপর্যন্ত প্রসাদ ॥১০৭॥", "synonyms": "*īśvara-svabhāva*—a característica da Suprema Personalidade de Deus; *bhaktera*—do devoto puro; *nā laya*—não leva; *aparādha*—nenhuma ofensa; *alpa-sevā*—serviço muito pequeno; *bahu māne*—o Senhor aceita como muito grande; *ātma-paryanta*—dando-Se a Si mesmo; *prasāda*—misericórdia.", "translation": "**Caracteristicamente, a Suprema Personalidade de Deus não leva a sério uma ofensa cometida por um devoto puro. O Senhor aceita qualquer pequeno serviço que um devoto preste como sendo um serviço tão grande que está disposto a dar até a Si mesmo, sem falar de outras bênçãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/108/", "verse_text": "bhṛtyasya paśyati gurūn api nāparādhān\n\nsevāṁ manāg api kṛtāṁ bahudhābhyupaiti\n\nāviṣkaroti piśuneṣv api nābhyasūyāṁ\n\nśīlena nirmala-matiḥ puruṣottamo 'yam", "devanagari": "> ভৃত্যস্য পশ্যতি গুরূনপি নাপরাধান্\n> সেবাং মনাগপি কৃতাং বহুধাভ্যুপৈতি ।\n> আবিষ্করোতি পিশুনেষ্বপি নাভ্যসূয়াং\n> শীলেন নির্মলমতিঃ পুরুষোত্তমোঽয়ম্ ॥১০৮॥", "synonyms": "*bhṛtyasya*—do servo; *paśyati*—Ele vê; *gurūn*—muito grandes; *api*—embora; *na*—não; *aparādhān*—as ofensas; *sevām*—serviço; *manāk api*—por menor que seja; *kṛtām*—realizado; *bahu-dhā*—como grande; *abhyupaiti*—aceita; *āviṣkaroti*—manifesta; *piśuneṣu*—nos inimigos; *api*—também; *na*—não; *abhyasūyām*—inveja; *śīlena*—por comportamento gentil; *nirmala-matiḥ*—de mente naturalmente limpa; *puruṣottamaḥ*—a Suprema Personalidade de Deus, o melhor de todas as personalidades; *ayam*—este.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus, que é conhecido como Puruṣottama, o maior de todas as pessoas, tem uma mente pura. Ele é tão gentil que, mesmo que Seu servo esteja implicado numa grande ofensa, não a leva muito a sério. De fato, se Seu servo presta algum pequeno serviço, o Senhor o aceita como sendo muito grande. Mesmo que uma pessoa invejosa blasfeme contra o Senhor, o Senhor nunca manifesta ira contra ela. Tais são Suas grandes qualidades.\"**", "purport": "Este verso é do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.138), de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/1/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/109/", "verse_text": "bhakta-saṅge prabhu āilā, dekhi' dui jana\n\ndaṇḍavat hañā kailā caraṇa vandana", "devanagari": "> ভক্তসঙ্গে প্রভু আইলা, দেখি’ দুই জন ।\n> দণ্ডবৎ হঞা কৈলা চরণ বন্দন ॥১০৯॥", "synonyms": "*bhakta-saṅge*—acompanhado por outros devotos companheiros; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *dekhi'*—vendo isto; *dui jana*—Rūpa Gosvāmī e Haridāsa Ṭhākura; *daṇḍavat hañā*—prostrando-se como troncos; *kailā*—fizeram; *caraṇa vandana*—orações a seus pés de lótus.", "translation": "**Quando Haridāsa Ṭhākura e Rūpa Gosvāmī viram que Śrī Caitanya Mahāprabhu chegara com Seus devotos íntimos, ambos imediatamente prostraram-se como troncos e ofereceram orações a seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/110/", "verse_text": "bhakta-saṅge kailā prabhu duṅhāre milana\n\npiṇḍāte vasilā prabhu lañā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> ভক্তসঙ্গে কৈলা প্রভু দুঁহারে মিলন ।\n> পিণ্ডাতে বসিলা প্রভু লঞা ভক্তগণ ॥১১০॥", "synonyms": "*bhakta-saṅge*—com Seus companheiros íntimos; *kailā*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duṅhāre*—os dois (Rūpa Gosvāmī e Haridāsa Ṭhākura); *milana*—encontro; *piṇḍāte*—num lugar elevado; *vasilā*—sentou-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā bhakta-gaṇa*—com Seus devotos pessoais.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus devotos pessoais encontraram-se com Rūpa Gosvāmī e Haridāsa Ṭhākura. O Senhor, então, sentou-se num lugar elevado com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/111/", "verse_text": "rūpa haridāsa duṅhe vasilā piṇḍā-tale\n\nsabāra āgrahe nā uṭhilā piṅḍāra upare", "devanagari": "> রূপ হরিদাস দুঁহে বসিলা পিণ্ডাতলে ।\n> সবার আগ্রহে না উঠিলা পিঁড়ার উপরে ॥১১১॥", "synonyms": "*rūpa hari-dāsa*—Rūpa Gosvāmī e Haridāsa Ṭhākura; *duṅhe*—ambos; *vasilā*—sentaram-se; *piṇḍā-tale*—ao pé do lugar elevado onde Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sentado; *sabāra*—de todos os devotos; *āgrahe*—a insistência; *nā uṭhilā*—não subiram; *piṅḍāra upare*—ao topo do lugar elevado onde Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sentado com Seus devotos.", "translation": "**Rūpa Gosvāmī e Haridāsa Ṭhākura sentaram-se ao pé do lugar elevado onde Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sentado. Embora todos lhes pedissem que se sentassem no mesmo nível que o Senhor e Seus companheiros, eles não o fizeram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/112/", "verse_text": "'pūrva-śloka paḍa, rūpa' prabhu ājñā kailā\n\nlajjāte nā paḍe rūpa mauna dharilā", "devanagari": "> ‘পূর্বশ্লোক পড়, রূপ’ প্রভু আজ্ঞা কৈলা ।\n> লজ্জাতে না পড়ে রূপ মৌন ধরিলা ॥১১২॥", "synonyms": "*pūrva-śloka*—o verso anterior; *paḍa*—simplesmente lê; *rūpa*—Meu querido Rūpa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā kailā*—ordenou; *lajjāte*—com grande timidez; *nā paḍe*—não leu; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *mauna dharilā*—permaneceu em silêncio.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou que Rūpa Gosvāmī lesse o verso que haviam ouvido anteriormente, Rūpa Gosvāmī, por causa de sua grande timidez, não o leu, mas, em vez disso, permaneceu em silêncio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/113/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi tabe sei śloka paḍila\n\nśuni' sabākāra citte camatkāra haila", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি তবে সেই শ্লোক পড়িল ।\n> শুনি’ সবাকার চিত্তে চমৎকার হৈল ॥১১৩॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *tabe*—então; *sei*—aquele; *śloka paḍila*—recitou o verso; *śuni'*—ouvindo isto; *sabākāra*—de todos eles; *citte*—nas mentes; *camatkāra haila*—houve grande assombro.", "translation": "**Então, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī recitou o verso e, quando todos os devotos o ouviram, suas mentes ficaram tomadas de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/114/", "verse_text": "priyaḥ so 'yaṁ kṛṣṇaḥ saha-cari kuru-kṣetra-militas\n\ntathāhaṁ sā rādhā tad idam ubhayoḥ saṅgama-sukham\n\ntathāpy antaḥ-khelan-madhura-muralī-pañcama-juṣe\n\nmano me kālindī-pulina-vipināya spṛhayati", "devanagari": "> প্রিয়ঃ সোঽয়ং কৃষ্ণঃ সহচরি কুরুক্ষেত্রমিলিত-\n> স্তথাহং সা রাধা তদিদমুভয়োঃ সঙ্গমসুখম্ ।\n> তথাপ্যন্তঃখেলন্মধুরমুরলীপঞ্চমজুষে\n> মনো মে কালিন্দীপুলিনবিপিনায় স্পৃহয়তি ॥১১৪॥", "synonyms": "*priyaḥ*—muito querido; *saḥ*—Ele; *ayam*—este; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *saha-cari*—ó Minha querida amiga; *kuru-kṣetra-militaḥ*—que é encontrado no campo de Kurukṣetra; *tathā*—também; *aham*—Eu; *sā*—aquela; *rādhā*—Rādhārāṇī; *tat*—aquela; *idam*—esta; *ubhayoḥ*—de Nós dois; *saṅgama-sukham*—a felicidade do encontro; *tathāpi*—ainda; *antaḥ*—dentro; *khelan*—tocando; *madhura*—doce; *muralī*—da flauta; *pañcama*—a quinta nota; *juṣe*—que se deleita em; *manaḥ*—a mente; *me*—Minha; *kālindī*—do rio Yamunā; *pulina*—na margem; *vipināya*—as árvores; *spṛhayati*—deseja.", "translation": "**\"Minha querida amiga, agora encontrei Meu queridíssimo e antigo amigo Kṛṣṇa neste campo de Kurukṣetra. Sou a mesma Rādhārāṇī, e agora Nós nos reunimos. Isto é muito agradável, mas Eu ainda gostaria de ir à margem do Yamunā, sob as árvores da floresta de lá. Desejo ouvir a vibração de Sua doce flauta tocando a quinta nota dentro daquela floresta de Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/115/", "verse_text": "rāya, bhaṭṭācārya bale,--\"tomāra prasāda vine\n\ntomāra hṛdaya ei jānila kemane", "devanagari": "> রায়, ভট্টাচার্য বলে, — “তোমার প্রসাদ বিনে ।\n> তোমার হৃদয় এই জানিল কেমনে ॥১১৫॥", "synonyms": "*rāya*—Rāmānanda Rāya; *bhaṭṭācārya*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *bale*—dizem; *tomāra prasāda vine*—sem Tua misericórdia especial; *tomāra hṛdaya*—Tua mente; *ei*—este Rūpa Gosvāmī; *jānila*—compreendeu; *kemane*—como.", "translation": "**Após ouvirem este verso, tanto Rāmānanda Rāya quanto Sārvabhauma Bhaṭṭācārya disseram a Caitanya Mahāprabhu: \"Sem Tua misericórdia especial, como poderia este Rūpa Gosvāmī ter compreendido Tua mente?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/116/", "verse_text": "āmāte sañcāri' pūrve kahilā siddhānta\n\nye saba siddhānte brahmā nāhi pāya anta", "devanagari": "> আমাতে সঞ্চারি’ পূর্বে কহিলা সিদ্ধান্ত ।\n> যে সব সিদ্ধান্তে ব্রহ্মা নাহি পায় অন্ত ॥১১৬॥", "synonyms": "*āmāte*—dentro de mim; *sañcāri'*—criando todas as verdades lógicas; *pūrve*—anteriormente; *kahilā*—Tu expressas; *siddhānta*—afirmações conclusivas; *ye*—as quais; *saba*—todas as; *siddhānte*—afirmações conclusivas; *brahmā*—mesmo o Senhor Brahmā; *nāhi pāya anta*—não consegue compreender o limite.", "translation": "**Śrīla Rāmānanda Rāya admitiu que, anteriormente, Śrī Caitanya Mahāprabhu havia capacitado seu coração de modo que pudesse expressar afirmações elevadas e conclusivas às quais nem mesmo o Senhor Brahmā tem acesso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/117/", "verse_text": "tāte jāni--pūrve tomāra pāñāche prasāda\n\ntāhā vinā nahe tomāra hṛdayānuvāda\"", "devanagari": "> তাতে জানি — পূর্বে তোমার পাঞাছে প্রসাদ ।\n> তাহা বিনা নহে তোমার হৃদয়ানুবাদ ।।” ॥ ১১৭ ॥", "synonyms": "*tāte*—em tais casos; *jāni*—posso compreender; *pūrve*—anteriormente; *tomāra*—Tua; *pāñāche prasāda*—ele obteve misericórdia especial; *tāhā vinā*—sem isso; *nahe*—não há; *tomāra*—Teus; *hṛdaya-anuvāda*—expressão de sentimentos.", "translation": "**\"Se não lhe houvesses concedido anteriormente Tua misericórdia\", disseram eles, \"não lhe teria sido possível exprimir Teus sentimentos internos.\"**", "purport": "Os devotos reconhecem a misericórdia especial de Śrī Caitanya Mahāprabhu sobre Śrīla Rūpa Gosvāmī com as seguintes palavras:\n\nśrī-caitanya-mano 'bhīṣṭaṁ-\n\nsthāpitaṁ yena bhū-tale\n\nsvayaṁ rūpaḥ kadā mahyaṁ\n\ndadāti sva-padāntikam\n\n\"Quando me dará Śrīla Rūpa Gosvāmī Prabhupāda, que estabeleceu dentro deste mundo material a missão de satisfazer o desejo do Senhor Caitanya, abrigo sob seus pés de lótus?\"\n\nA função especial de Śrīla Rūpa Gosvāmī é estabelecer os sentimentos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Esses sentimentos são Seus desejos de que Sua misericórdia especial se espalhe por todo o mundo nesta Kali-yuga.\n\npṛthivīte āche yata nagarādi-grāma\n\nsarvatra pracāra haibe mora nāma\n\nSeu desejo é que, em todo o mundo, todos, em cada vila e em cada cidade, conheçam Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seu movimento de saṅkīrtana. Estes são os sentimentos íntimos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Śrī Rūpa Gosvāmī registrou por escrito todos esses sentimentos do Senhor. Agora, novamente, pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, os mesmos sentimentos estão sendo espalhados por todo o mundo pelos servos dos Gosvāmīs, e os devotos puros e simples apreciarão este esforço. Conforme conclui Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, contudo, aqueles que estão no nível de porcos e cães jamais apreciarão tão grandioso esforço. Mesmo assim, isso não importa aos pregadores do culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois, em todo o mundo, eles continuarão a realizar este trabalho responsável, ainda que as pessoas semelhantes a gatos e cães não os apreciem."}
{"ref": "cc/antya/1/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/118/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kaha rūpa, nāṭakera śloka\n\nye śloka śunile lokera yāya duḥkha-śoka", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কহ রূপ, নাটকের শ্লোক ।\n> যে শ্লোক শুনিলে লোকের যায় দুঃখ-শোক ।।” ॥ ১১৮ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kaha*—por favor, recita; *rūpa*—Meu querido Rūpa; *nāṭakera śloka*—o verso de teu drama; *ye*—o qual; *śloka*—verso; *śunile*—ao ouvir; *lokera*—de todas as pessoas; *yāya*—vão embora; *duḥkha-śoka*—a infelicidade e a lamentação.", "translation": "**Assim disse Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Meu querido Rūpa, por favor, recita aquele verso de teu drama que, ao ser ouvido, faz desaparecer a infelicidade e a lamentação de todas as pessoas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/119/", "verse_text": "bāra bāra prabhu yadi tāre ājñā dila\n\ntabe sei śloka rūpa-gosāñi kahila", "devanagari": "> বার বার প্রভু যদি তারে আজ্ঞা দিল ।\n> তবে সেই শ্লোক রূপগোসাঞি কহিল ॥১১৯॥", "synonyms": "*bāra bāra*—repetidas vezes; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *tāre*—a ele; *ājñā dila*—ordenou; *tabe*—nesse momento; *sei śloka*—aquele verso em particular; *rūpa-gosāñi*—de nome Rūpa Gosvāmī; *kahila*—recitou.", "translation": "**Quando o Senhor insistiu em pedir isso repetidas vezes, Rūpa Gosvāmī recitou aquele verso [como segue].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/120/", "verse_text": "tuṇḍe tāṇḍavinī ratiṁ vitanute tuṇḍāvalī-labdhaye\n\nkarṇa-kroḍa-kaḍambinī ghaṭayate karṇārbudebhyaḥ spṛhām\n\ncetaḥ-prāṅgaṇa-saṅginī vijayate sarvendriyāṇāṁ kṛtiṁ\n\nno jāne janitā kiyadbhir amṛtaiḥ kṛṣṇeti varṇa-dvayī", "devanagari": "> তুণ্ডে তাণ্ডবিনী রতিং বিতনুতে তুণ্ডাবলীলব্ধয়ে\n> কর্ণক্রোড়কড়ম্বিনী ঘটয়তে কর্ণার্বুদেভ্যঃ স্পৃহাম্ ।\n> চেতঃপ্রাঙ্গণসঙ্গিনী বিজয়তে সর্বেন্দ্রিয়াণাং কৃতিং\n> নো জানে জনিতা কিয়দ্ভিরমৃতৈঃ কৃষ্ণেতি বর্ণদ্বয়ী ॥১২০॥", "synonyms": "*tuṇḍe*—na boca; *tāṇḍavinī*—dançando; *ratim*—a inspiração; *vitanute*—expande; *tuṇḍa-āvalī-labdhaye*—para obter muitas bocas; *karṇa*—do ouvido; *kroḍa*—no orifício; *kaḍambinī*—brotando; *ghaṭayate*—faz surgir; *karṇa-arbudebhyaḥ spṛhām*—o desejo de milhões de ouvidos; *cetaḥ-prāṅgaṇa*—no pátio do coração; *saṅginī*—sendo uma companheira; *vijayate*—conquista; *sarva-indriyāṇām*—de todos os sentidos; *kṛtim*—a atividade; *no*—não; *jāne*—eu sei; *janitā*—produzido; *kiyadbhiḥ*—de quantas medidas por; *amṛtaiḥ*—por néctar; *kṛṣṇa*—o nome de Kṛṣṇa; *iti*—assim; *varṇa-dvayī*—as duas sílabas.", "translation": "**\"Não sei quanto néctar as duas sílabas 'Kṛṣ-ṇa' produziram. Quando o santo nome de Kṛṣṇa é cantado, ele parece dançar dentro da boca. Desejamos então muitíssimas bocas. Quando esse nome penetra nos orifícios dos ouvidos, desejamos muitos milhões de ouvidos. E quando o santo nome dança no pátio do coração, conquista as atividades da mente, e por isso todos os sentidos se tornam inertes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/121/", "verse_text": "yata bhakta-vṛnda āra rāmānanda rāya\n\nśloka śuni' sabāra ha-ila ānanda-vismaya", "devanagari": "> যত ভক্তবৃন্দ আর রামানন্দ রায় ।\n> শ্লোক শুনি’ সবার হইল আনন্দ-বিস্ময় ॥১২১॥", "synonyms": "*yata bhakta-vṛnda*—todos os devotos pessoais de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āra*—e; *rāmānanda rāya*—de nome Rāmānanda Rāya; *śloka śuni'*—ao ouvir este verso; *sabāra*—de todos; *ha-ila*—houve; *ānanda-vismaya*—bem-aventurança transcendental e espanto.", "translation": "**Quando todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, especialmente Śrī Rāmānanda Rāya, ouviram este verso, ficaram todos repletos de bem-aventurança transcendental e tomados de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/122/", "verse_text": "sabe bale,--'nāma-mahimā śuniyāchi apāra\n\nemana mādhurya keha nāhi varṇe āra'", "devanagari": "> সবে বলে, — ‘নাম-মহিমা শুনিয়াছি অপার ।\n> এমন মাধুর্য কেহ নাহি বর্ণে আর ।।’ ॥ ১২২ ॥", "synonyms": "*sabe bale*—cada um deles disse; *nāma-mahimā*—as glórias de cantar o santo nome; *śuniyāchi*—ouvimos; *apāra*—muitas vezes; *emana*—deste tipo; *mādhurya*—doçura; *keha*—alguém; *nāhi*—não; *varṇe*—descreve; *āra*—mais.", "translation": "**Todos admitiram que, embora tivessem ouvido muitas afirmações que glorificavam o santo nome do Senhor, jamais haviam ouvido descrições tão doces como as de Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/123/", "verse_text": "rāya kahe,--\"kon grantha kara hena jāni?\n\nyāhāra bhitare ei siddhāntera khani?\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “কোন্ গ্রন্থ কর হেন জানি ?\n> যাহার ভিতরে এই সিদ্ধান্তের খনি ?” ॥ ১২৩ ॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya perguntou; *kon*—que; *grantha*—literatura dramática; *kara*—estás escrevendo; *hena*—tal; *jāni*—posso compreender; *yāhāra bhitare*—dentro da qual; *ei*—estas; *siddhāntera khani*—uma mina de afirmações conclusivas.", "translation": "**Rāmānanda Rāya perguntou: \"Que tipo de drama estás escrevendo? Podemos compreender que é uma mina de afirmações conclusivas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/124/", "verse_text": "svarūpa kahe,--\"kṛṣṇa-līlāra nāṭaka karite\n\nvraja-līlā-pura-līlā ekatra varṇite", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — “কৃষ্ণলীলার নাটক করিতে  ।\n> ব্রজলীলা-পুরলীলা একত্র বর্ণিতে ॥১২৪॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara respondeu em nome de Rūpa Gosvāmī; *kṛṣṇa-līlāra*—dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *nāṭaka karite*—compondo um drama; *vraja-līlā-pura-līlā*—Seus passatempos em Vṛndāvana e Seus passatempos em Mathurā e Dvārakā; *ekatra*—em um livro; *varṇite*—descrever.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara respondeu por Śrīla Rūpa Gosvāmī: \"Ele desejava compor um drama sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa. Planejava descrever em um único livro tanto os passatempos de Vṛndāvana quanto os de Dvārakā e Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/125/", "verse_text": "ārambhiyāchilā, ebe prabhu-ājñā pāñā\n\ndui nāṭaka kariteche vibhāga kariyā", "devanagari": "> আরম্ভিয়াছিলা, এবে প্রভু-আজ্ঞা পাঞা  ।\n> দুই নাটক করিতেছে বিভাগ করিয়া ॥১২৫॥", "synonyms": "*ārambhiyāchilā*—Śrīla Rūpa Gosvāmī começou; *ebe*—agora; *prabhu-ājñā pāñā*—recebendo a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui nāṭaka*—dois dramas diferentes; *kariteche*—ele está compilando; *vibhāga kariyā*—dividindo a ideia original.", "translation": "**\"Ele a começou dessa maneira, mas agora, seguindo a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, dividiu-a em duas e está escrevendo duas peças, uma a respeito dos passatempos de Mathurā e Dvārakā e a outra a respeito dos passatempos de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/126/", "verse_text": "vidagdha-mādhava āra lalita-mādhava\n\ndui nāṭake prema-rasa adabhuta saba\"", "devanagari": "> বিদগ্ধমাধব আর ললিতমাধব ।\n> দুই নাটকে প্রেমরস অদভুত সব ।।” ॥ ১২৬ ॥", "synonyms": "*vidagdha-mādhava*—uma chama-se Vidagdha-mādhava; *āra*—e; *lalita-mādhava*—chamada Lalita-mādhava; *dui nāṭake*—em duas peças; *prema-rasa*—doçuras extáticas do amor emocional por Kṛṣṇa; *adabhuta*—maravilhoso; *saba*—tudo.", "translation": "**\"As duas peças chamam-se Vidagdha-mādhava e Lalita-mādhava. Ambas descrevem maravilhosamente o amor emocional extático por Deus.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura nos informa, a este respeito, que Śrīla Rūpa Gosvāmī compôs o drama conhecido como Vidagdha-mādhava no ano Śakābda 1454, e concluiu Lalita-mādhava em Śakābda 1459. A conversa entre Rāmānanda Rāya e Śrīla Rūpa Gosvāmī em Jagannātha Purī ocorreu em Śakābda 1437."}
{"ref": "cc/antya/1/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/127/", "verse_text": "rāya kahe,--\"nāndī-śloka paḍa dekhi, śuni?\"\n\nśrī-rūpa śloka paḍe prabhu-ājñā māni'", "devanagari": "> রায় কহে, — “নান্দী-শ্লোক পড় দেখি, শুনি ?”\n> শ্রীরূপ শ্লোক পড়ে প্রভু-আজ্ঞা মানি’ ॥১২৭॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Śrī Rāmānanda Rāya diz; *nāndī-śloka paḍa*—por favor, recita o verso introdutório; *dekhi*—para que eu possa ver; *śuni*—para que eu possa ouvir; *śrī-rūpa śloka paḍe*—Rūpa Gosvāmī recita o verso; *prabhu-ājñā māni'*—aceitando a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse: \"Por favor, recita o verso introdutório de Vidagdha-mādhava, para que eu possa ouvi-lo e examiná-lo.\" Assim, Śrī Rūpa Gosvāmī, ordenado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, recitou o verso (1.1).**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/128/", "verse_text": "sudhānāṁ cāndrīṇām api madhurimonmāda-damanī\n\ndadhānā rādhādi-praṇaya-ghana-sāraiḥ surabhitām\n\nsamantāt santāpodgama-viṣama-saṁsāra-saraṇī-\n\npraṇītāṁ te tṛṣṇāṁ haratu hari-līlā-śikhariṇī", "devanagari": "> সুধানাং চান্দ্রীণামপি মধুরিমোন্মাদ-দমনী\n> দধানা রাধাদিপ্রণয়ঘনসারৈঃ সুরভিতাম্ ।\n> সমন্তাৎ সন্তাপোদ্গম-বিষমসংসার-সরণী-\n> প্রণীতাং তে তৃষ্ণাং হরতু হরিলীলা-শিখরিণী ॥১২৮॥", "synonyms": "*sudhānām*—do néctar; *cāndrīṇām*—produzido na lua; *api*—mesmo; *madhurimā*—a doçura; *unmāda-damanī*—subjugando o orgulho; *dadhānā*—distribuindo; *rādhā-ādi*—de Śrīmatī Rādhārāṇī e Suas companheiras; *praṇaya-ghana*—dos concentrados afazeres amorosos; *sāraiḥ*—pela essência; *surabhitām*—uma boa fragrância; *samantāt*—por toda parte; *santāpa*—condições miseráveis; *udgama*—gerando; *viṣama*—muito perigosa; *saṁsāra-saraṇī*—na senda da existência material; *praṇītām*—criados; *te*—teus; *tṛṣṇām*—desejos; *haratu*—que ela leve embora; *hari-līlā*—os passatempos de Śrī Kṛṣṇa; *śikhariṇī*—exatamente como uma combinação de iogurte e açúcar-cande.", "translation": "**\"Que os passatempos de Śrī Kṛṣṇa reduzam as misérias existentes no mundo material e anulem todos os desejos indesejáveis. Os passatempos da Suprema Personalidade de Deus são como śikhariṇī, uma mistura de iogurte e açúcar-cande. Eles subjugam o orgulho até mesmo do néctar produzido na lua, pois distribuem a doce fragrância dos concentrados afazeres amorosos de Śrīmatī Rādhārāṇī e das gopīs.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/129/", "verse_text": "rāya kahe,--'kaha iṣṭa-devera varṇana'\n\nprabhura saṅkoce rūpa nā kare paṭhana", "devanagari": "> রায় কহে, — ‘কহ ইষ্টদেবের বর্ণন’ ।\n> প্রভুর সঙ্কোচে রূপ না করে পঠন ॥১২৯॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya diz; *kaha*—agora fala; *iṣṭa-devera varṇana*—descrição de tua Deidade adorável; *prabhura saṅkoce*—constrangimento na presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *nā kare*—não faz; *paṭhana*—recitação.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse: \"Agora, por favor, recita a descrição das glórias de tua Deidade adorável.\" Rūpa Gosvāmī, contudo, hesitou por constrangimento, porque Śrī Caitanya Mahāprabhu estava presente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/130/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kaha, kene kara saṅkoca-lāje?\n\ngranthera phala śunāibā vaiṣṇava samāje?\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কহ, কেনে কর সঙ্কোচ-লাজে ?\n> গ্রন্থের ফল শুনাইবা বৈষ্ণব-সমাজে ?” ॥ ১৩০ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *kaha*—fala logo; *kene*—por que; *kara*—fazes; *saṅkoca-lāje*—com vergonha e constrangimento; *granthera*—do livro; *phala*—o fruto; *śunāibā*—deves fazer que se ouça; *vaiṣṇava-samāje*—na sociedade dos devotos puros.", "translation": "**O Senhor, porém, encorajou Rūpa Gosvāmī, dizendo: \"Por que estás constrangido? Deves recitá-lo, para que os devotos possam ouvir o bom fruto de teu escrito.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/131/", "verse_text": "tabe rūpa-gosāñi yadi śloka paḍila\n\nśuni' prabhu kahe,--'ei ati stuti haila'", "devanagari": "> তবে রূপ-গোসাঞি যদি শ্লোক পড়িল ।\n> শুনি’ প্রভু কহে, — ‘এই অতি স্তুতি হৈল’ ॥১৩১॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *rūpa-gosāñi*—de nome Rūpa Gosvāmī; *yadi*—quando; *śloka paḍila*—recitou o verso; *śuni'*—ao ouvir isto; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *ei*—esta; *ati stuti*—exagerada oferenda de orações; *haila*—foi.", "translation": "**Quando Rūpa Gosvāmī recitou assim seu verso, Caitanya Mahāprabhu o desaprovou, porque descrevia Suas glórias pessoais. Ele expressou a opinião de que se tratava de uma explicação exagerada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/132/", "verse_text": "anarpita-carīṁ cirāt karuṇayāvatīrṇaḥ kalau\n\nsamarpayitum unnatojjvala-rasāṁ sva-bhakti-śriyam\n\nhariḥ puraṭa-sundara-dyuti-kadamba-sandīpitaḥ\n\nsadā hṛdaya-kandare sphuratu vaḥ śacī-nandanaḥ", "devanagari": "> অনর্পিতচরীং চিরাৎ করুণয়াবতীর্ণঃ কলৌ ।\n> সমর্পয়িতুমুন্নতোজ্জ্বলরসাং স্বভক্তিশ্রিয়ম্ ।\n> হরিঃ পুরটসুন্দরদ্যুতিকদম্বসন্দীপিতঃ\n> সদা হৃদয়কন্দরে স্ফুরতু বঃ শচীনন্দনঃ ॥১৩২॥", "synonyms": "*anarpita*—não concedido; *carīm*—tendo sido anteriormente; *cirāt*—por muito tempo; *karuṇayā*—por misericórdia sem causa; *avatīrṇaḥ*—descido; *kalau*—na era de Kali; *samarpayitum*—para conceder; *unnata*—elevado; *ujjvala-rasām*—o doce sabor conjugal; *sva-bhakti*—de Seu próprio serviço; *śriyam*—o tesouro; *hariḥ*—o Senhor Supremo; *puraṭa*—que o ouro; *sundara*—mais belo; *dyuti*—de esplendor; *kadamba*—com uma multidão; *sandīpitaḥ*—iluminado; *sadā*—sempre; *hṛdaya-kandare*—na cavidade do coração; *sphuratu*—que Ele Se manifeste; *vaḥ*—vosso; *śacī-nandanaḥ*—o filho de mãe Śacī.", "translation": "**\"Que o Senhor Supremo, conhecido como o filho de Śrīmatī Śacīdevī, esteja transcendentalmente situado no âmago mais íntimo de vosso coração. Resplandecente com a radiância do ouro derretido, Ele desceu na era de Kali por Sua misericórdia sem causa para conceder aquilo que nenhuma encarnação jamais ofereceu antes: o mais elevado doce sabor do serviço devocional, o doce sabor do amor conjugal.\"**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 1.2) também aparece no *Ādi-līlā* (1.4 e 3.4). Em seu comentário ao Vidagdha-mādhava, Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura observa: mahā-prabhoḥ sphūrtiṁ vinā hari-līlā-rasāsvādanānupapatter iti bhāvaḥ. Sem a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ninguém pode descrever os passatempos da Suprema Personalidade de Deus. Por isso, Śrīla Rūpa Gosvāmī disse: vaḥ yuṣmākaṁ hṛdaya-rūpa-guhā yāṁ śacī-nandano hariḥ, pakṣe, siṁhaḥ sphuratu: \"Que Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é exatamente como um leão que mata todos os elefantes do desejo, seja despertado no coração de todos, pois, por Suas misericordiosas bênçãos, pode-se compreender os passatempos transcendentais de Kṛṣṇa.\""}
{"ref": "cc/antya/1/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/133/", "verse_text": "saba bhakta-gaṇa kahe śloka śuniyā\n\nkṛtārtha karilā sabāya śloka śunāñā", "devanagari": "> সব ভক্তগণ কহে শ্লোক শুনিয়া ।\n> কৃতার্থ করিলা সবায় শ্লোক শুনাঞা ॥১৩৩॥", "synonyms": "*saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos ali presentes; *kahe*—dizem; *śloka śuniyā*—ao ouvir este verso; *kṛta-artha karilā*—obrigaste; *sabāya*—a todos; *śloka śunāñā*—ao recitar este verso.", "translation": "**Todos os devotos ali presentes apreciaram tanto este verso que expressaram sua gratidão a Śrī Rūpa Gosvāmī por sua recitação transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/134/", "verse_text": "rāya kahe,--\"kon āmukhe pātra-sannidhāna?\"\n\nrūpa kahe,--\"kāla-sāmye 'pravartaka' nāma\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “কোন্ আমুখে পাত্র-সন্নিধান ?”\n> রূপ কহে, — “কালসাম্যে ‘প্রবর্তক’ নাম” ॥১৩৪॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya diz; *kon*—qual; *āmukhe*—pela introdução; *pātra-sannidhāna*—a presença dos atores; *rūpa kahe*—Śrīla Rūpa Gosvāmī responde; *kāla-sāmye*—em concordância com o tempo; *pravartaka nāma*—a introdução chamada pravartaka.", "translation": "**Rāmānanda Rāya indagou: \"Como introduziste a assembleia dos atores?\" Rūpa Gosvāmī respondeu: \"Os atores reúnem-se em um momento apropriado sob o título de pravartaka.**", "purport": "Em um drama, todos os atores se chamam pātra, ou intérpretes. Isso é declarado por Viśvanātha Kavirāja no Sāhitya-darpaṇa (6.283):\n\ndivya-martye sa tad-rūpo\nmiśram anyataras tayoḥ\nsūcayed vastu-bījaṁ vā-\nmukhaṁ pātram athāpi vā\n\nO significado de āmukha é declarado por Śrīla Rūpa Gosvāmī no Nāṭaka-candrikā:\n\nsūtra-dhāro naṭī brūte\nsva-kāryaṁ pratiyuktitaḥ\nprastutākṣepicitroktyā\nyat tad āmukham īritam\n\nQuando Śrīla Rāmānanda Rāya indagou sobre a disposição para introduzir a assembleia de atores no drama, Rūpa Gosvāmī respondeu que, quando os atores entram pela primeira vez no palco em resposta ao tempo, a introdução é tecnicamente chamada de pravartaka. Para um exemplo, pode-se consultar o *Antya-līlā*, Primeiro Capítulo, verso 17. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que a introdução, tecnicamente chamada de āmukha, pode ser de cinco espécies diferentes, segundo o Sāhitya-darpaṇa (6.288):\n\nudghātyakaḥ kathodghātaḥ\nprayogātiśayas tathā\npravartakāvalagite\npañca prastāvanā-bhidāḥ\n\nAs introduções podem classificar-se da seguinte maneira: (1) udghātyaka, (2) kathodghāta, (3) prayogātiśaya, (4) pravartaka e (5) avalagita. Estas cinco espécies de introdução chamam-se āmukha. Assim, Śrīla Rāmānanda Rāya perguntou qual das cinco introduções havia sido empregada, e Śrīla Rūpa Gosvāmī respondeu que utilizara a introdução chamada pravartaka."}
{"ref": "cc/antya/1/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/135/", "verse_text": "ākṣiptaḥ kāla-sāmyena\n\npraveśaḥ syāt pravartakaḥ", "devanagari": "> আক্ষিপ্তঃ কালসাম্যেন প্রবেশঃ স্যাৎ প্রবর্তকঃ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*ākṣiptaḥ*—posto em movimento; *kāla-sāmyena*—por um tempo apropriado; *praveśaḥ*—a entrada; *syāt*—deve ser; *pravartakaḥ*—chamada pravartaka.", "translation": "**'Quando a entrada dos atores é posta em movimento pela chegada de um tempo apropriado, a entrada chama-se pravartaka.'**", "purport": "Este verso é do Nāṭaka-candrikā (12) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/1/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/136/", "verse_text": "so 'yaṁ vasanta-samayaḥ samiyāya yasmin\n\npūrṇaṁ tam īśvaram upoḍha-navānurāgam\n\ngūḍha-grahā rucirayā saha rādhayāsau\n\nraṅgāya saṅgamayitā niśi paurṇamāsī", "devanagari": "> সোঽয়ং বসন্তসময়ঃ সমিয়ায় যস্মিন্\n> পূর্ণং তমীশ্বরমুপোঢ়-নবানুরাগম্ ।\n> গূঢ়গ্রহা রুচিরয়া সহ রাধয়াসৌ\n> রঙ্গায় সঙ্গময়িতা নিশি পৌর্ণমাসী ॥১৩৬॥", "synonyms": "*saḥ*—aquela; *ayam*—esta; *vasanta-samayaḥ*—primavera; *samiyāya*—chegara; *yasmin*—na qual; *pūrṇam*—o completo; *tam*—a Ele; *īśvaram*—a Suprema Personalidade de Deus; *upoḍha*—obtida; *nava-anurāgam*—nova atração; *gūḍha-grahā*—que cobria as estrelas; *rucirayā*—muito bela; *saha*—com; *rādhayā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *asau*—aquela noite de lua cheia; *raṅgāya*—para aumentar a beleza; *saṅgamayitā*—fez encontrar-se; *niśi*—à noite; *paurṇamāsī*—a noite de lua cheia.", "translation": "**'A primavera havia chegado, e a lua cheia daquela estação inspirou a Suprema Personalidade de Deus, que é completo em tudo, com nova atração de encontrar-se com a bela Śrīmatī Rādhārāṇī à noite, a fim de aumentar a beleza de Seus passatempos.' \"**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura interpreta este verso (Vidagdha-mādhava 1.10) de duas maneiras: para o Senhor Kṛṣṇa e para Śrīmatī Rādhārāṇī. Quando interpretado para Kṛṣṇa, entende-se que a noite era uma noite de lua nova; quando interpretado para Śrīmatī Rādhārāṇī, considera-se que era uma noite de lua cheia."}
{"ref": "cc/antya/1/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/137/", "verse_text": "rāya kahe,--\"prarocanādi kaha dekhi, śuni?\"\n\nrūpa kahe,--\"mahāprabhura śravaṇecchā jāni\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “প্ররোচনাদি কহ দেখি, শুনি ?”\n> রূপ কহে, — মহাপ্রভুর শ্রবণেচ্ছা জানি ॥১৩৭॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Śrīla Rāmānanda Rāya diz; *prarocanādi kaha*—por favor, recita a prarocanā; *dekhi*—verei; *śuni*—e ouvirei; *rūpa kahe*—Śrīla Rūpa Gosāñi responde; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śravaṇa-icchā*—o desejo de ouvir; *jāni*—penso.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse: \"Por favor, recita a porção prarocanā, para que eu possa ouvi-la e examiná-la.\" Śrī Rūpa respondeu: \"Penso que o desejo de ouvir, da parte de Śrī Caitanya Mahāprabhu, é a prarocanā.**", "purport": "O método de induzir o público a tornar-se cada vez mais ansioso por ouvir, mediante o louvor ao tempo e ao lugar, ao herói e ao público, chama-se prarocanā. Esta é a declaração a respeito da prarocanā no Nāṭaka-candrikā:\n\ndeśa-kāla-kathā-vastu-\nsabhyādīnāṁ praśaṁsayā\nśrotṝṇām unmukhī-kāraḥ\nkathiteyaṁ prarocanā\n\nDe modo semelhante, o Sāhitya-darpaṇa (6.286) diz:\n\ntasyāḥ prarocanā vīthī\ntathā prahasanā-mukhe\naṅgānyatronmukhī-kāraḥ\npraśaṁsātaḥ prarocanā\n\nQualquer obra literária apresentada em sânscrito deve seguir as regras e regulações mencionadas nos livros de referência autorizados. As indagações técnicas de Śrīla Rāmānanda Rāya e as respostas de Śrīla Rūpa Gosvāmī indicam que ambos eram peritos e plenamente versados nas técnicas de composição de dramas."}
{"ref": "cc/antya/1/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/138/", "verse_text": "bhaktānām udagād anargala-dhiyāṁ vargo nisargojjvalaḥ\n\nśīlaiḥ pallavitaḥ sa ballava-vadhū-bandho prabandho 'py asau\n\nlebhe catvaratāṁ ca tāṇḍava-vidher vṛndāṭavī-garbha-bhūr\n\nmanye mad-vidha-puṇya-maṇḍala-parīpāko 'yam unmīlati", "devanagari": "> ভক্তানামুদগাদনর্গলধিয়াং বর্গো নিসর্গোজ্জ্বলঃ\n> শীলৈঃ পল্লবিতঃ স বল্লববধূবন্ধোঃ প্রবন্ধোঽপ্যসৌ ।\n> লেভে চত্বরতাঞ্চ তাণ্ডববিধের্বৃন্দাটবীগর্ভভূ-\n> র্মন্যে মদ্বিধপুণ্যমণ্ডলপরীপাকোঽয়মুন্মীলতি ॥১৩৮॥", "synonyms": "*bhaktānām*—de devotos; *udagāt*—apareceu; *anargala-dhiyām*—pensando constantemente em Rādhā-Kṛṣṇa; *vargaḥ*—a assembleia; *nisarga-ujjvalaḥ*—por natureza muito avançada; *śīlaiḥ*—com decorações poéticas naturais; *pallavitaḥ*—espalhada como as folhas de uma árvore; *saḥ*—essa; *ballava-vadhū-bandhaḥ*—do amigo das gopīs, Śrī Kṛṣṇa; *prabandhaḥ*—uma composição literária; *api*—mesmo; *asau*—essa; *lebhe*—alcançou; *catvaratām*—a qualidade de um lugar quadrangular de solo nivelado; *ca*—e; *tāṇḍava-vidheḥ*—seguindo; *vṛndā-aṭavī*—da floresta de Vṛndāvana; *garbha-bhūḥ*—os recintos internos; *manye*—considero; *mat-vidha*—de pessoas como eu; *puṇya-maṇḍala*—de grupos de atividades piedosas; *parīpākaḥ*—o pleno desenvolvimento; *ayam*—este; *unmīlati*—aparece.", "translation": "**'Os devotos ora presentes pensam constantemente no Senhor Supremo e, portanto, são altamente avançados. Esta obra chamada Vidagdha-mādhava retrata os passatempos característicos do Senhor Kṛṣṇa com decorações de ornamentos poéticos. E os recintos internos da floresta de Vṛndāvana proporcionam uma plataforma adequada para a dança de Kṛṣṇa com as gopīs. Por isso, considero que as atividades piedosas de pessoas como nós, que procuramos avançar no serviço devocional, alcançaram agora a maturidade.'**", "purport": "Este é o oitavo verso do Primeiro Ato do Vidagdha-mādhava."}
{"ref": "cc/antya/1/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/139/", "verse_text": "abhivyaktā mattaḥ prakṛti-laghu-rūpād api budhā\n\nvidhātrī siddhārthān hari-guṇa-mayī vaḥ kṛtir iyam\n\npulindenāpy agniḥ kimu samidham-unmathya janito\n\nhiraṇya-śreṇīnām apaharati nāntaḥ-kaluṣatām", "devanagari": "> অভিব্যক্তা মত্তঃ প্রকৃতিলঘুরূপাদপি বুধা\n> বিধাত্রী সিদ্ধার্থান্ হরিগুণময়ী বঃ কৃতিরিয়ম্ ।।\n> পুলিন্দেনাপ্যগ্নিঃ কিমু সমিধমুন্মথ্য জনিতো\n> হিরণ্যশ্রেণীনামপহরতি নান্তঃকলুষতাম্ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*abhivyaktā*—manifesta; *mattaḥ*—de mim; *prakṛti*—por natureza; *laghu-rūpāt*—situada em posição inferior; *api*—embora; *budhāḥ*—ó devotos eruditos; *vidhātrī*—que pode trazer; *siddha-arthān*—todos os objetos da perfeição; *hari-guṇa-mayī*—cujo assunto são os atributos de Kṛṣṇa; *vaḥ*—de vós; *kṛtiḥ*—a peça poética conhecida como Vidagdha-mādhava; *iyam*—esta; *pulindena*—pela mais baixa classe de homens; *api*—embora; *agniḥ*—um fogo; *kimu*—acaso; *samidham*—a madeira; *unmathya*—friccionando; *janitaḥ*—produzido; *hiraṇya*—de ouro; *śreṇīnām*—de quantidades; *apaharati*—destrói; *na*—não; *antaḥ*—internas; *kaluṣatām*—impurezas.", "translation": "**\"Ó devotos eruditos, sou por natureza ignorante e baixo, contudo, embora seja de mim que o Vidagdha-mādhava tenha provindo, ele está repleto de descrições dos atributos transcendentais da Suprema Personalidade de Deus. Não trará, portanto, semelhante obra a obtenção da meta mais elevada da vida? Embora sua madeira possa ser acesa por um homem de baixa classe, o fogo, ainda assim, pode purificar o ouro. Embora eu seja muito baixo por natureza, este livro pode ajudar a limpar a sujeira do interior do coração dos devotos dourados.' \"**", "purport": "Este verso também é do Vidagdha-mādhava (1.6)."}
{"ref": "cc/antya/1/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/140/", "verse_text": "rāya kahe,--\"kaha dekhi premotpatti-kāraṇa?\n\npūrva-rāga, vikāra, ceṣṭā, kāma-likhana?\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “কহ দেখি প্রেমোৎপত্তি-কারণ ?\n> পূর্বরাগ, বিকার, চেষ্টা, কামলিখন?” ॥১৪০॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Śrīla Rāmānanda Rāya indaga ainda; *kaha*—por favor, recita; *dekhi*—para que eu possa saber; *prema-utpatti-kāraṇa*—as causas do despertar da propensão amorosa; *pūrva-rāga*—apego anterior; *vikāra*—transformação; *ceṣṭā*—esforço; *kāma-likhana*—a escrita de cartas revelando o apego das gopīs por Kṛṣṇa.", "translation": "**Então, Rāmānanda Rāya indagou de Rūpa Gosvāmī acerca das causas dos amorosos relacionamentos entre Kṛṣṇa e as gopīs, tais como o apego anterior, as transformações do amor, os esforços pelo amor e a troca de cartas revelando o despertar do amor das gopīs por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/141/", "verse_text": "krame śrī-rūpa-gosāñi sakali kahila\n\nśuni' prabhura bhakta-gaṇera camatkāra haila", "devanagari": "> ক্রমে শ্রীরূপ-গোসাঞি সকলি কহিল ।\n> শুনি’ প্রভুর ভক্তগণের চমৎকার হৈল ॥১৪১॥", "synonyms": "*krame*—gradualmente; *śrī-rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sakali kahila*—explicou tudo; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *camatkāra*—espanto; *haila*—houve.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī gradualmente informou a Rāmānanda Rāya sobre tudo o que ele perguntou. Ao ouvir suas explicações, todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu ficaram maravilhados.**", "purport": "Śrīla Rūpa Gosvāmī explicou o kāma-likhana em seu livro Ujjvala-nīlamaṇi (Vipralambha-prakaraṇa 26):\n\nsa lekhaḥ kāma-lekhaḥ syāt\nyaḥ sva-prema-prakāśakaḥ\nyuvatyā yūni yūnā ca\nyuvatyāṁ saṁprahīyate\n\n\"As trocas de cartas entre um jovem rapaz e uma jovem moça acerca do despertar de seu apego mútuo chamam-se kāma-lekha.\""}
{"ref": "cc/antya/1/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/142/", "verse_text": "ekasya śrutam eva lumpati matiṁ kṛṣṇeti nāmākṣaraṁ\n\nsāndronmāda-paramparām upanayaty anyasya vaṁśī-kalaḥ\n\neṣa snigdha-ghana-dyutir manasi me lagnaḥ paṭe vīkṣaṇāt\n\nkaṣṭaṁ dhik puruṣa-traye ratir abhūn manye mṛtiḥ śreyasī", "devanagari": "> একস্য শ্রুতমেব লুম্পতি মতিং কৃষ্ণেতি নামাক্ষরং\n> সান্দ্রোন্মাদ-পরম্পরামুপনয়ত্যন্যস্য বংশীকলঃ ।\n> এষ স্নিগ্ধঘনদ্যুতির্মনসি মে লগ্নঃ পটে বীক্ষণাৎ\n> কষ্টং ধিক্ পুরুষত্রয়ে রতিরভূন্মন্যে মৃতিঃ শ্রেয়সী ॥১৪২॥", "synonyms": "*ekasya*—de uma pessoa; *śrutam*—ouvido; *eva*—certamente; *lumpati*—arrebata; *matim*—a mente; *kṛṣṇa iti*—Kṛṣṇa; *nāma-akṣaram*—as letras do nome; *sāndra-unmāda*—de intensa loucura; *paramparām*—uma chuva; *upanayati*—traz; *anyasya*—de outro; *vaṁśī-kalaḥ*—a vibração sonora da flauta; *eṣaḥ*—este terceiro; *snigdha*—que concede amor; *ghana-dyutiḥ*—refulgência semelhante a um relâmpago; *manasi*—na mente; *me*—Minha; *lagnaḥ*—apego; *paṭe*—na pintura; *vīkṣaṇāt*—por ver; *kaṣṭam dhik*—oh, que vergonha sobre Mim; *puruṣa-traye*—a três pessoas; *ratiḥ*—apego; *abhūt*—surgiu; *manye*—penso; *mṛtiḥ*—a morte; *śreyasī*—melhor.", "translation": "**Experimentando apego prévio por Kṛṣṇa [pūrva-rāga], Śrīmatī Rādhārāṇī pensou: \"Desde que ouvi o nome de uma pessoa chamada Kṛṣṇa, praticamente perdi Meu bom senso. Há, então, outra pessoa que toca Sua flauta de tal maneira que, depois de ouvir a vibração, uma loucura intensa surge em Meu coração. E há ainda outra pessoa a quem Minha mente se apega quando vejo Sua bela refulgência semelhante a um relâmpago em Sua pintura. Por isso, penso que sou grandemente condenada, pois passei a ter apego simultaneamente por três pessoas. Seria melhor para Mim morrer por causa disso.\"**", "purport": "Este verso provém do Vidagdha-mādhava (2.9)."}
{"ref": "cc/antya/1/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/143/", "verse_text": "iyaṁ sakhi suduḥsādhyā\n\nrādhā hṛdaya-vedanā\n\nkṛtā yatra cikitsāpi\n\nkutsāyāṁ paryavasyati", "devanagari": "> ইয়ং সখি সুদুঃসাধ্যা রাধা-হৃদয়বেদনা ।\n> কৃতা যত্র চিকিৎসাপি কুৎসায়াং পর্যবস্যতি ॥১৪৩॥", "synonyms": "*iyam*—esta; *sakhi*—minha querida amiga; *suduḥsādhyā*—incurável; *rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *hṛdaya-vedanā*—palpitação do coração; *kṛtā*—feito; *yatra*—em que; *cikitsā*—tratamento; *api*—embora; *kutsāyām*—em difamação; *paryavasyati*—termina.", "translation": "**\"Minha querida amiga, estas palpitações do coração de Śrīmatī Rādhārāṇī são extremamente difíceis de curar. Mesmo que se aplicasse algum tratamento médico, isso só acabaria em difamação.\"**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 2.8) é falado pela própria Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/antya/1/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/144/", "verse_text": "dhari-a paḍicchanda-guṇaṁ\n\nsundara maha mandire tumaṁ vasasi\n\ntaha taha rundhasi bali-aṁ\n\njaha jaha ca-idā palāemhi", "devanagari": "> ধরিঅ পরিচ্ছন্দগুণং\n> সুন্দর মহ মন্দিরে তুমং বসসি ।\n> তহ তহ রুন্ধসি বলিঅং\n> জহ জহ চইদা পলাএম্হি ? ॥ ১৪৪ ॥", "synonyms": "*dhari-a*—capturando; *paḍicchanda-guṇam*—a qualidade de uma pintura artística; *sundara*—ó belíssimo; *maha*—meu; *mandire*—no coração; *tumam*—Tu; *vasasi*—resides; *taha taha*—outro tanto; *rundhasi*—bloqueias; *bali-am*—à força; *jaha jaha*—tanto quanto; *ca-idā*—estando perturbada; *palāemhi*—tento escapar.", "translation": "**\"Ó belíssimo amado, a beleza artística de Tua pintura está agora gravada em Minha mente. Visto que agora resides em Minha mente, para onde quer que eu deseje correr porque estou agitada pelas impressões que tenho de Ti, descubro que Tu, ó Meu amigo, bloqueias Meu caminho.\"**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 2.33) está escrito na língua Prākṛta, não em sânscrito. Quando transformado em sânscrito, lê-se da seguinte maneira:\n\ndhṛtvā praticchanda-guṇaṁ sundara mama mandire tvaṁ vasasi\ntathā tathā ruṇatsi balitaṁ yathā yathā cakitā palāye\n\nO significado é o mesmo, mas a língua nativa é diferente. Foi falado por Madhumaṅgala a Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/1/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/145/", "verse_text": "agre vīkṣya śikhaṇḍa-khaṇḍam acirād utkampam ālambate\n\nguñjānāṁ ca vilokanān muhur asau sāsraṁ parikrośati\n\nno jāne janayann apūrva-naṭana-krīḍā-camatkāritāṁ\n\nbālāyāḥ kila citta-bhūmim aviśat ko 'yaṁ navīna-grahaḥ", "devanagari": "> অগ্রে বীক্ষ্য শিখণ্ডখণ্ডমচিরাদুৎকম্পমালম্বতে\n> গুঞ্জানাঞ্চ বিলোকনান্মুহুরসৌ সাস্রং পরিক্রোশতি ।\n> নো জানে জনয়ন্নপূর্বনটনক্রীড়া-চমৎকারিতাং ।\n> বালায়াঃ কিল চিত্তভূমিমবিশৎ কোঽয়ং নবীনগ্রহঃ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*agre*—em frente; *vīkṣya*—vendo; *śikhaṇḍa-khaṇḍam*—algumas penas de pavão; *acirāt*—de repente; *utkampam*—tremor do coração e do corpo; *ālambate*—adota; *guñjānām*—de uma guirlanda de guñjā (pequenos búzios); *ca*—também; *vilokanāt*—por ver; *muhuḥ*—constantemente; *asau*—Ela; *sa-asram*—com lágrimas; *parikrośati*—anda chorando; *no*—não; *jāne*—sei; *janayan*—despertando; *apūrva-naṭana*—como uma dança dramática nunca ouvida; *krīḍā*—de atividades; *camatkāritām*—a loucura; *bālāyāḥ*—desta pobre moça; *kila*—certamente; *citta-bhūmim*—no coração; *aviśat*—entrou; *kaḥ*—que; *ayam*—esta; *navīna-grahaḥ*—nova influência extática.", "translation": "**\"Ao ver penas de pavão diante de Si, esta moça subitamente começa a tremer. Quando às vezes vê um colar de guñjā [pequenos búzios], derrama lágrimas e chora em voz alta. Não sei que espécie de nova influência extática entrou no coração desta pobre moça. Imbuiu-a da atitude dançante de um artista que cria danças maravilhosas e sem precedentes sobre um palco.\"**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 2.15) é falado por Mukharā, a avó do Senhor Kṛṣṇa, numa conversa com a avó de Rādhārāṇī, Paurṇamāsī."}
{"ref": "cc/antya/1/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/146/", "verse_text": "akāruṇyaḥ kṛṣṇo yadi mayi tavāgaḥ katham idaṁ\n\nmudhā mā rodīr me kuru param imām uttara-kṛtim\n\ntamālasya skandhe vinihita-bhuja-vallarir iyaṁ\n\nyathā vṛndāraṇye ciram avicalā tiṣṭhati tanuḥ", "devanagari": "> অকারুণ্যঃ কৃষ্ণো যদি ময়ি তবাগঃ কথমিদং\n> মুধা মা রোদীর্মে কুরু পরমিমামুত্তরকৃতিম্ ।\n> তমালস্য স্কন্ধে বিনিহিত-ভুজবল্লরিরিয়ং\n> যথা বৃন্দারণ্যে চিরমবিচলা তিষ্ঠতি তনুঃ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*akāruṇyaḥ*—muito cruel; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—se; *mayi*—para coMigo; *tava*—tua; *āgaḥ*—ofensa; *katham*—como; *idam*—esta; *mudhā*—inutilmente; *mā rodīḥ*—não chores; *me*—por Mim; *kuru*—faze; *param*—mas depois; *imām*—este; *uttara-kṛtim*—ato final; *tamālasya*—de uma árvore tamāla; *skandhe*—o tronco; *vinihita*—fixados em; *bhuja-vallariḥ*—braços como trepadeiras; *iyam*—este; *yathā*—tanto quanto possível; *vṛndā-araṇye*—na floresta de Vṛndāvana; *ciram*—para sempre; *avicalā*—sem ser perturbado; *tiṣṭhati*—permanece; *tanuḥ*—o corpo.", "translation": "**Śrīmatī Rādhārāṇī disse à Sua companheira constante Viśākhā: \"Minha querida amiga, se Kṛṣṇa for cruel coMigo, não haverá necessidade de chorares, pois não será por culpa tua. Terei, então, de morrer; mas, depois, por favor, faze uma coisa por Mim: ao observar Minha cerimônia fúnebre, coloca Meu corpo com seus braços abraçando uma árvore tamāla como trepadeiras, para que eu permaneça para sempre em Vṛndāvana, imperturbada. Este é Meu último pedido.\" (Vidagdha-mādhava 2.47)**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/147/", "verse_text": "rāya kahe,—\"kaha dekhi bhāvera svabhāva?\"\n\nrūpa kahe,—\"aiche haya kṛṣṇa-viṣayaka 'bhāva'\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “কহ দেখি ভাবের স্বভাব ?”\n> রূপ কহে, — “ঐছে হয় কৃষ্ণবিষয়ক ‘ভাব’ ।।” ॥ ১৪৭ ॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya diz; *kaha*—recita, por favor; *dekhi*—para que eu possa ver; *bhāvera svabhāva*—a característica do amor emocional; *rūpa kahe*—Rūpa Gosvāmī responde; *aiche*—tal; *haya*—é; *kṛṣṇa-viṣayaka*—referente a Kṛṣṇa; *bhāva*—amor emocional.", "translation": "**Rāmānanda Rāya perguntou: \"Quais são as características do amor emocional?\" Rūpa Gosvāmī respondeu: \"Esta é a natureza do amor emocional por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/148/", "verse_text": "pīḍābhir nava-kāla-kūṭa-kaṭutā-garvasya nirvāsano\n\nnisyandena mudāṁ sudhā-madhurimāhaṅkāra-saṅkocanaḥ\n\npremā sundari nanda-nandana-paro jāgarti yasyāntare\n\njñāyante sphuṭam asya vakra-madhurās tenaiva vikrāntayaḥ", "devanagari": "> পীড়াভির্নবকালকূটকটুতা-গর্বস্য নির্বাসনো\n> নিঃস্যন্দেন মুদাং সুধা-মধুরিমাহঙ্কর-সঙ্কোচনঃ ।\n> প্রেমা সুন্দরি নন্দনন্দনপরো জাগর্তি যস্যান্তরে\n> জ্ঞায়ন্তে স্ফুটমস্য বক্রমধুরাস্তেনৈব বিক্রান্তয়ঃ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*pīḍābhiḥ*—pelos sofrimentos; *nava*—fresco; *kāla-kūṭa*—de veneno; *kaṭutā*—da severidade; *garvasya*—do orgulho; *nirvāsanaḥ*—banimento; *nisyandena*—por derramar; *mudām*—felicidade; *sudhā*—de néctar; *madhurimā*—da doçura; *ahaṅkāra*—o orgulho; *saṅkocanaḥ*—minimizando; *premā*—amor; *sundari*—bela amiga; *nanda-nandana-paraḥ*—fixado no filho de Mahārāja Nanda; *jāgarti*—desenvolve-se; *yasya*—de quem; *antare*—no coração; *jñāyante*—são percebidas; *sphuṭam*—explicitamente; *asya*—desse; *vakra*—tortuosas; *madhurāḥ*—e doces; *tena*—por ele; *eva*—unicamente; *vikrāntayaḥ*—as influências.", "translation": "**'Minha querida e bela amiga, se alguém desenvolver amor por Deus, amor por Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, todas as influências amargas e doces desse amor manifestar-se-ão em seu coração. Tal amor por Deus age de duas maneiras. Os efeitos venenosos do amor por Deus derrotam o severo e fresco veneno da serpente. No entanto, há simultaneamente bem-aventurança transcendental, que se derrama e derrota os efeitos venenosos de uma serpente, bem como a felicidade derivada de derramar néctar sobre a própria cabeça. Percebe-se que é duplamente eficaz, ao mesmo tempo venenoso e nectáreo.' \"**", "purport": "Este verso provém do Vidagdha-mādhava (2.18). Também aparece no Madhya-līlā, Capítulo Dois, verso 52. É falado por Paurṇamāsī."}
{"ref": "cc/antya/1/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/149/", "verse_text": "rāya kahe,—\"kaha sahaja-premera lakṣaṇa\"\n\nrūpa-gosāñi kahe,—\"sāhajika prema-dharma\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “কহ সহজ-প্রেমের লক্ষণ” ।\n> রূপ-গোসাঞি কহে, “সাহজিক প্রেমধর্ম” ॥১৪৯॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Śrīla Rāmānanda Rāya pergunta; *kaha*—dize-me, por favor; *sahaja-premera*—do amor natural; *lakṣaṇa*—as características; *rūpa-gosāñi kahe*—Rūpa Gosvāmī responde; *sāhajika*—espontâneo; *prema-dharma*—o caráter do amor por Deus.", "translation": "**Rāmānanda Rāya perguntou ainda: \"Quais são as características naturais do despertar do amor por Deus?\" Rūpa Gosvāmī respondeu: \"Estas são as características naturais do amor por Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/150/", "verse_text": "stotraṁ yatra taṭa-sthatāṁ prakaṭayac cittasya dhatte vyathāṁ\n\nnindāpi pramadaṁ prayacchati parīhāsa-śriyaṁ bibhratī\n\ndoṣeṇa kṣayitāṁ guṇena gurutāṁ kenāpy anātanvatī\n\npremṇaḥ svārasikasya kasyacid iyaṁ vikrīḍati prakriyā", "devanagari": "> স্তোত্রং যত্র তটস্থতাং প্রকটয়চ্চিত্তস্য ধত্তে ব্যথাং\n> নিন্দাপি প্রমদং প্রযচ্ছতি পরীহাসশ্রিয়ং বিভ্রতী ।\n> দোষেণ ক্ষয়িতাং গুণেন গুরুতাং কেনাপ্যনাতন্বতী\n> প্রেম্ণঃ স্বারসিকস্য কস্যচিদিয়ং বিক্রীড়তি প্রক্রিয়া ॥১৫০॥", "synonyms": "*stotram*—louvor; *yatra*—em que; *taṭa-sthatām*—neutralidade; *prakaṭayat*—manifestando; *cittasya*—ao coração; *dhatte*—dá; *vyathām*—reação dolorosa; *nindā*—blasfêmia; *api*—também; *pramadam*—prazer; *prayacchati*—propicia; *parīhāsa*—de brincadeira; *śriyam*—a beleza; *bibhratī*—trazendo; *doṣeṇa*—por acusação; *kṣayitām*—a qualidade de diminuir; *guṇena*—por boas qualidades; *gurutām*—a importância; *kena api*—por nenhuma; *anātanvatī*—não aumentando; *premṇaḥ*—do amor por Deus; *svārasikasya*—espontâneo; *kasyacit*—de qualquer; *iyam*—esta; *vikrīḍati*—age no coração; *prakriyā*—a maneira de agir.", "translation": "**'Quando alguém ouve louvor de seu amado, exteriormente permanece neutro, mas sente dor em seu coração. Quando ouve seu amado fazer acusações contra ele, toma-as como brincadeiras e desfruta prazer. Quando encontra defeitos em seu amado, eles não diminuem seu amor, nem as boas qualidades do amado aumentam sua afeição espontânea. Assim, o amor espontâneo continua sob todas as circunstâncias. É dessa maneira que o amor espontâneo por Deus age no coração.'**", "purport": "Este verso do Vidagdha-mādhava (5.4) é falado por Paurṇamāsī, a avó de Rādhārāṇī e mãe de Sāndīpani Muni."}
{"ref": "cc/antya/1/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/151/", "verse_text": "śrutvā niṣṭhuratāṁ mamendu-vadanā premāṅkuraṁ bhindatī\n\nsvānte śānti-dhurāṁ vidhāya vidhure prāyaḥ parāñciṣyati\n\nkiṁvā pāmara-kāma-kārmuka-paritrastā vimokṣyaty asūn\n\nhā maugdhyāt phalinī manoratha-latā mṛdvī mayonmūlitā", "devanagari": "> শ্রুত্বা নিষ্ঠুরতাং মমেন্দুবদনা প্রেমাঙ্কুরং ভিন্ধতী\n> স্বান্তে শান্তিধুরাং বিধায় বিধুরে প্রায়ঃ পরাঞ্চিষ্যতি ।\n> কিংবা পামর-কাম-কার্মুকপরিত্রস্তা বিমোক্ষ্যত্যসূন্\n> হা মৌগ্ধ্যাৎ ফলিনী মনোরথলতা মৃদ্বী ময়োন্মূলিতা ॥১৫১॥", "synonyms": "*śrutvā*—por ouvir; *niṣṭhuratām*—crueldade; *mama*—Minha; *indu-vadanā*—de rosto de lua; *prema-aṅkuram*—a semente do amor; *bhindatī*—rompendo; *sva-ante*—em Seu coração; *śānti-dhurām*—grande tolerância; *vidhāya*—adotando; *vidhure*—aflita; *prāyaḥ*—quase; *parāñciṣyati*—pode voltar-se contra; *kiṁvā*—ou; *pāmara*—temibilíssimo; *kāma*—de desejos luxuriosos ou Cupido; *kārmuka*—do arco; *paritrastā*—amedrontada; *vimokṣyati*—abandonará; *asūn*—a vida; *hā*—ai de Mim; *maugdhyāt*—por causa do desnorteamento; *phalinī*—quase frutífera; *manaḥ-ratha-latā*—a trepadeira do amor crescente; *mṛdvī*—muito tenra; *mayā*—por Mim; *unmūlitā*—arrancada.", "translation": "**'Ao ouvir falar de Minha crueldade, Rādhārāṇī, de rosto de lua, talvez estabeleça alguma espécie de tolerância em Seu coração aflito. Mas, então, Ela poderá voltar-se contra Mim. Ou, de fato, estando amedrontada pelos desejos luxuriosos invocados pelo arco do temibilíssimo Cupido, Ela poderá até abandonar Sua vida. Ai de Mim! Tolamente arranquei a tenra trepadeira de Seu desejo justo quando estava prestes a dar fruto.'**", "purport": "Tendo sido muito cruel com Śrīmatī Rādhārāṇī, Kṛṣṇa arrepende-se desta maneira (Vidagdha-mādhava 2.40)."}
{"ref": "cc/antya/1/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/152/", "verse_text": "yasyotsaṅga-sukhāśayā śithilitā gurvī gurubhyas trapā\n\nprāṇebhyo 'pi suhṛt-tamāḥ sakhi tathā yūyaṁ parikleśitāḥ\n\ndharmaḥ so 'pi mahān mayā na gaṇitaḥ sādhvībhir adhyāsito\n\ndhig dhairyaṁ tad-upekṣitāpi yad ahaṁ jīvāmi pāpīyasī", "devanagari": "> যস্যোৎসঙ্গসুখাশয়া শিথিলিতা গুর্বী গুরুভ্যস্ত্রপা\n> প্রাণেভ্যোঽপি সুহৃত্তমাঃ সখি তথা যূয়ং পরিক্লেশিতাঃ ।\n> ধর্মঃ সোঽপি মহান্ময়া ন গণিতঃ সাধ্বীভিরধ্যাসিতো\n> ধিগ্ধৈর্যং তদুপেক্ষিতাপি যদহং জীবামি পাপীয়সী ॥১৫২॥", "synonyms": "*yasya*—de quem; *utsaṅga-sukha-āśayā*—pelo desejo da felicidade da associação; *śithilitā*—afrouxada; *gurvī*—muito grande; *gurubhyaḥ*—perante os superiores; *trapā*—timidez; *prāṇebhyaḥ*—do que Minha vida; *api*—embora; *suhṛt-tamāḥ*—mais querida; *sakhi*—ó Minha querida amiga; *tathā*—de modo semelhante; *yūyam*—vós; *parikleśitāḥ*—tão atormentadas; *dharmaḥ*—deveres para com Meu esposo; *saḥ*—esse; *api*—também; *mahān*—muito grande; *mayā*—por Mim; *na*—não; *gaṇitaḥ*—considerado; *sādhvībhiḥ*—pelas mulheres mais castas; *adhyāsitaḥ*—praticado; *dhik dhairyam*—ao inferno com a paciência; *tat*—por Ele; *upekṣitā*—negligenciada; *api*—embora; *yat*—o que; *aham*—Eu; *jīvāmi*—estou vivendo; *pāpīyasī*—a mais pecaminosa.", "translation": "**\"Desejando a felicidade de Sua associação e de Seus abraços, Minha querida amiga, desconsiderei até mesmo Meus superiores e relaxei Minha timidez e gravidade diante deles. Além disso, embora sejas Minha melhor amiga, mais querida para Mim do que Minha própria vida, causei-te tanto sofrimento. De fato, pus de lado até o voto de dedicação a Meu esposo, voto mantido pelas mulheres mais elevadas. Ó, ai de Mim! Embora Ele agora Me negligencie, sou tão pecaminosa que ainda continuo vivendo. Por isso devo condenar Minha suposta paciência.\"**", "purport": "Śrīmatī Rādhārāṇī fala este verso (Vidagdha-mādhava 2.41) à Sua amiga íntima Viśākhādevī."}
{"ref": "cc/antya/1/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/153/", "verse_text": "gṛhāntaḥ-khelantyo nija-sahaja-bālyasya balanād\n\nabhadraṁ bhadraṁ vā kim api hi na jānīmahi manāk\n\nvayaṁ netuṁ yuktāḥ katham aśaraṇāṁ kā api daśāṁ\n\nkathaṁ vā nyāyyā te prathayitum udāsīna-padavī", "devanagari": "> গৃহান্তঃখেলন্ত্যো নিজসহজবাল্যস্য বলনা-\n> দভদ্রং ভদ্রং বা কিমপি হি ন জানীমহি মনাক্ ।\n> বয়ং নেতুং যুক্তাঃ কথমশরণাং কামপি দশাং\n> কথং বা ন্যায্যা তে প্রথয়িতুমুদাসীনপদবী ॥১৫৩॥", "synonyms": "*gṛha-antaḥ-khelantyaḥ*—que estávamos ocupadas em brincadeiras infantis dentro de casa; *nija*—própria; *sahaja*—simples; *bālyasya*—da infância; *balanāt*—por causa da influência; *abhadram*—mau; *bhadram*—bom; *vā*—ou; *kim api*—o que; *hi*—certamente; *na*—não; *jānīmahi*—sabíamos; *manāk*—nem sequer um pouco; *vayam*—nós; *netum*—conduzir; *yuktāḥ*—adequado; *katham*—como; *aśaraṇām*—sem refúgio; *kām api*—tal como esta; *daśām*—à condição; *katham*—como; *vā*—ou; *nyāyyā*—correto; *te*—de Ti; *prathayitum*—manifestar; *udāsīna*—de descaso; *padavī*—a posição.", "translation": "**\"Eu estava ocupada em Minhas próprias brincadeiras em Minha casa e, devido à Minha inocência infantil, não distinguia o certo do errado. Portanto, é correto da Tua parte ter-nos forçado a sentir tamanha atração por Ti e depois nos haveres negligenciado? Agora és indiferente para conosco. Achas que isso é justo?\"**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 2.46) é dirigido a Kṛṣṇa por Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/antya/1/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/154/", "verse_text": "antaḥ-kleśa-kalaṅkitāḥ kila vayaṁ yāmo 'dya yāmyāṁ purīṁ\n\nnāyaṁ vañcana-sañcaya-praṇayinaṁ hāsaṁ tathāpy ujjhati\n\nasmin sampuṭite gabhīra-kapaṭair ābhīra-pallī-viṭe\n\nhā medhāvini rādhike tava kathaṁ premā garīyān abhūt", "devanagari": "> অন্তঃক্লেশকলঙ্কিতাঃ কিল বয়ং যামোঽদ্য যাম্যাং পুরীং\n> নায়ং বঞ্চনসঞ্চয়প্রণয়িনং হাসং তথাপ্যুজ্ঝতি ।\n> অস্মিন্ সম্পুটিতে গভীরকপটৈরাভীরপল্লীবিটে\n> হা মেধাবিনি রাধিকে তব কথং প্রেমা গরীয়ানভূৎ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*antaḥ-kleśa-kalaṅkitāḥ*—poluídas por condições miseráveis internas que continuam mesmo após a morte; *kila*—certamente; *vayam*—todas nós; *yāmaḥ*—estamos indo; *adya*—agora; *yāmyām*—de Yamarāja; *purīm*—para a morada; *na*—não; *ayam*—este; *vañcana-sañcaya*—atividades enganosas; *praṇayinam*—almejando; *hāsam*—sorriso; *tathāpi*—ainda assim; *ujjhati*—abandona; *asmin*—neste; *sampuṭite*—repleto; *gabhīra*—profundo; *kapaṭaiḥ*—de embuste; *ābhīra-pallī*—da aldeia dos vaqueiros; *viṭe*—num devasso; *hā*—ai; *medhāvini*—ó inteligente; *rādhike*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *tava*—Teu; *katham*—como; *premā*—amor; *garīyān*—tão grande; *abhūt*—tornou-se.", "translation": "**\"Nossos corações estão tão poluídos por condições miseráveis que certamente vamos para o reino de Plutão. Não obstante, Kṛṣṇa não abandona Seu belo sorriso amoroso, que está repleto de artimanhas enganosas. Ó Śrīmatī Rādhārāṇī, és muito inteligente. Como pudeste desenvolver tão grande afeição amorosa por esse devasso traiçoeiro das imediações dos vaqueiros?\"**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 2.37) é dirigido a Rādhārāṇī por Lalitā-sakhī, outra amiga íntima."}
{"ref": "cc/antya/1/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/155/", "verse_text": "hitvā dūre pathi dhava-taror antikaṁ dharā-setor\n\nbhaṅgodagrā guru-śikhariṇaṁ raṁhasā laṅghayantī\n\nlebhe kṛṣṇārṇava nava-rasā rādhikā-vāhinī tvāṁ\n\nvāg-vīcibhiḥ kim iva vimukhī-bhāvam asyās tanoṣi", "devanagari": "> হিত্বা দূরে পথি ধবতরোরন্তিকং ধর্মসেতো-\n> র্ভঙ্গোদগ্রা গুরুশিখরিণং রংহসা লঙ্ঘয়ন্তী ।\n> লেভে কৃষ্ণার্ণব নবরসা রাধিকা-বাহিনী ত্বাং\n> বাগ্বীচীভিঃ কিমিব বিমুখীভাবমস্যাস্তনোষি ॥১৫৫॥", "synonyms": "*hitvā*—deixando; *dūre*—para longe; *pathi*—no caminho; *dhava-taroḥ*—da árvore do esposo; *antikam*—a vizinhança; *dharma-setoḥ*—a ponte da religião; *bhaṅga-udagrā*—sendo forte o bastante para romper; *guru-śikhariṇam*—a colina dos parentes superiores; *raṁhasā*—com grande força; *laṅghayantī*—transpondo; *lebhe*—obteve; *kṛṣṇa-arṇava*—ó oceano de Kṛṣṇa; *nava-rasā*—influenciado por novo amor extático; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *vāhinī*—como um rio; *tvām*—a Ti; *vāk-vīcibhiḥ*—apenas pelas ondas de palavras; *kim*—como; *iva*—desta maneira; *vimukhī-bhāvam*—indiferença; *asyāḥ*—para com Ela; *tanoṣi*—estás espalhando.", "translation": "**\"Ó Senhor Kṛṣṇa, Tu és como um oceano. O rio de Śrīmatī Rādhārāṇī alcançou-Te de uma longa distância – deixando muito para trás a árvore de Seu esposo, rompendo a ponte da convenção social e transpondo à força as colinas dos parentes mais velhos. Vindo até aqui por causa dos novos sentimentos de amor por Ti, esse rio recebeu agora o Teu refúgio, mas agora estás tentando fazê-lo retroceder pelas ondas de palavras desfavoráveis. Como é possível que estejas difundindo tal atitude?\"**", "purport": "Este verso do Vidagdha-mādhava (3.9) é dirigido ao Senhor Kṛṣṇa por Paurṇamāsī, a avó de Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/antya/1/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/156/", "verse_text": "rāya kahe,--\"vṛndāvana, muralī-niḥsvana\n\nkṛṣṇa, rādhikāra kaiche kariyācha varṇana", "devanagari": "> রায় কহে, — “বৃন্দাবন, মুরলী-নিঃস্বন ।\n> কৃষ্ণ, রাধিকার কৈছে করিয়াছে বর্ণন ? ॥ ১৫৬ ॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya diz; *vṛndāvana*—o lugar chamado Vṛndāvana; *muralī-niḥsvana*—a vibração da flauta de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *rādhikāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kaiche*—como; *kariyācha varṇana*—descreveste.", "translation": "**Śrīla Rāmānanda Rāya perguntou ainda: \"Como descreveste Vṛndāvana, a vibração da flauta transcendental e a relação entre Kṛṣṇa e Rādhikā?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/157/", "verse_text": "kaha, tomāra kavitva śuni' haya camatkāra\"\n\nkrame rūpa-gosāñi kahe kari' namaskāra", "devanagari": "> কহ, তোমার কবিত্ব শুনি’ হয় চমৎকার ।”\n> ক্রমে রূপ-গোসাঞি কহে করি’ নমস্কার ॥১৫৭॥", "synonyms": "*kaha*—por favor, deixa-me saber; *tomāra kavitva śuni'*—ao ouvir tua habilidade poética; *haya*—há; *camatkāra*—grande assombro; *krame*—gradualmente; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *kahe*—continua a falar; *kari' namaskāra*—oferecendo reverências.", "translation": "**\"Por favor, conta-me tudo isso, pois tua habilidade poética é maravilhosa.\" Após oferecer reverências a Rāmānanda Rāya, Rūpa Gosvāmī gradualmente começou a responder às suas perguntas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/158/", "verse_text": "sugandhau mākanda-prakara-makarandasya madhure\n\nvinisyande vandī-kṛta-madhupa-vṛndaṁ muhur idam\n\nkṛtāndolaṁ mandonnatibhir anilaiś candana-girer\n\nmamānandaṁ vṛndā-vipinam atulaṁ tundilayati", "devanagari": "> সুগন্ধৌ মাকন্দপ্রকরমকরন্দস্য মধুরে\n> বিনিস্যন্দে বন্দীকৃতমধুপবৃন্দং মুহুরিদম্ ।\n> কৃতান্দোলং মন্দোন্নতিভিরনিলৈশ্চন্দনগিরে-\n> র্মমানন্দং বৃন্দা-বিপিনমতুলং তুন্দিলয়তি ॥১৫৮॥", "synonyms": "*su-gandhau*—na fragrância; *mākanda-prakara*—dos cachos de botões de mangueira; *makarandasya*—do mel; *madhure*—doce; *vinisyande*—no gotejamento; *vandī-kṛta*—agrupados; *madhupa-vṛndam*—abelhas; *muhuḥ*—repetidas vezes; *idam*—esta; *kṛta-andolam*—agitada; *manda-unnatibhiḥ*—movendo-se suavemente; *anilaiḥ*—pelas brisas; *candana-gireḥ*—das Colinas Malaya; *mama*—Meu; *ānandam*—prazer; *vṛndā-vipinam*—a floresta de Vṛndāvana; *atulam*—imensamente; *tundilayati*—aumenta cada vez mais.", "translation": "**\"O mel doce e perfumado que goteja dos botões de mangueira recém-brotados atrai repetidas vezes grupos de abelhas, e esta floresta estremece com as brisas que se movem suavemente vindas das Colinas Malaya, repletas de árvores de sândalo. Assim, a floresta de Vṛndāvana aumenta Meu prazer transcendental.\"**", "purport": "Este verso do Vidagdha-mādhava (1.23) é falado pelo próprio Senhor Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/1/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/159/", "verse_text": "vṛndāvanaṁ divya-latā-parītaṁ\n\nlatāś ca puṣpa-sphuritāgra-bhājaḥ\n\npuṣpāṇi ca sphīta-madhu-vratāni\n\nmadhu-vratāś ca śruti-hāri-gītāḥ", "devanagari": "> বৃন্দাবনং দিব্যলতা-পরীতং\n> লতাশ্চ পুষ্পস্ফুরিতাগ্রভাজঃ ।\n> পুষ্পাণি চ স্ফীতমধুব্রতানি\n> মধুব্রতাশ্চ শ্রুতিহারিগীতাঃ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*vṛndāvanam*—a floresta de Vṛndāvana; *divya-latā-parītam*—rodeada por trepadeiras transcendentais; *latāḥ ca*—e as trepadeiras; *puṣpa*—pelas flores; *sphurita*—distinguidas; *agra-bhājaḥ*—possuindo pontas; *puṣpāṇi*—as flores; *ca*—e; *sphīta-madhu-vratāni*—tendo abelhas enlouquecidas; *madhu-vratāḥ*—as abelhas; *ca*—e; *śruti-hāri-gītāḥ*—cujos cantos superam os hinos Védicos e são agradáveis ao ouvido.", "translation": "**\"Meu querido amigo, vê como esta floresta de Vṛndāvana está repleta de trepadeiras e árvores transcendentais. As pontas das trepadeiras estão cheias de flores, e abelhas inebriadas zumbem ao redor delas, entoando cantos que agradam o ouvido e superam até mesmo os hinos Védicos.\"**", "purport": "Este verso do Vidagdha-mādhava (1.24) é falado pelo Senhor Balarāma a Seu amigo Śrīdāmā."}
{"ref": "cc/antya/1/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/160/", "verse_text": "kvacid bhṛṅgī-gītaṁ kvacid anila-bhaṅgī-śiśiratā\n\nkvacid vallī-lāsyaṁ kvacid amala-mallī-parimalaḥ\n\nkvacid dhārā-śālī karaka-phala-pālī-rasa-bharo\n\nhṛṣīkāṇāṁ vṛndaṁ pramadayati vṛndāvanam idam", "devanagari": "> ক্বচিদ্ভৃঙ্গীগীতং ক্বচিদনিলভঙ্গী-শিশিরতা\n> ক্বচিদ্বল্লীলাস্যং ক্বচিদমলমল্লীপরিমলঃ ।\n> ক্বচিদ্ধারাশালী করকফলপালী-রসভরো\n> হৃষীকাণাং বৃন্দং প্রমদয়তি বৃন্দাবনমিদম্ ॥১৬০॥", "synonyms": "*kvacit*—em algum lugar; *bhṛṅgī-gītam*—os cantos zumbidos das abelhas; *kvacit*—em algum lugar; *anila-bhaṅgī-śiśiratā*—o frescor das ondas das brisas suaves; *kvacit*—em algum lugar; *vallī-lāsyam*—a dança das trepadeiras; *kvacit*—em algum lugar; *amala-mallī-parimalaḥ*—a pura fragrância das flores mallikā; *kvacit*—em algum lugar; *dhārā-śālī*—abundante em chuvas; *karaka-phala-pālī*—dos frutos da romãzeira; *rasa-bharaḥ*—superabundância de suco; *hṛṣīkāṇām*—dos sentidos; *vṛndam*—ao grupo; *pramadayati*—está dando prazer; *vṛndāvanam*—a floresta de Vṛndāvana; *idam*—esta.", "translation": "**\"Meu querido amigo, esta floresta de Vṛndāvana está proporcionando grande prazer a nossos sentidos de várias maneiras. Em algum lugar as abelhas cantam em grupos, e em alguns lugares brisas suaves refrescam toda a atmosfera. Em algum lugar as trepadeiras e os ramos das árvores dançam, as flores mallikā expandem sua fragrância, e uma superabundância de suco flui constantemente em chuvas dos frutos da romãzeira.\"**", "purport": "Este verso do Vidagdha-mādhava (1.31) é falado pelo Senhor Kṛṣṇa a Seu amigo vaqueiro Madhumaṅgala."}
{"ref": "cc/antya/1/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/161/", "verse_text": "parāmṛṣṭāṅguṣṭha-trayam asita-ratnair ubhayato\n\nvahantī saṅkīrṇau maṇibhir aruṇais tat-parisarau\n\ntayor madhye hīrojjvala-vimala-jāmbūnada-mayī\n\nkare kalyāṇīyaṁ viharati hareḥ keli-muralī", "devanagari": "> পরামৃষ্টাঙ্গুষ্ঠত্রয়মসিতরত্নৈরুভয়তো\n> বহন্তী সংকীর্ণৌ মণিভিররুণৈস্তৎপরিসরৌ ।\n> তয়োর্মধ্যে হীরোজ্জ্বলবিমল-জাম্বূনদময়ী\n> করে কল্যাণীয়ং বিহরতি হরেঃ কেলিমুরলী ॥১৬১॥", "synonyms": "*parāmṛṣṭā*—medido; *anguṣṭha-trayam*—um comprimento de três dedos; *asita-ratnaiḥ*—com valiosas joias indra-nīla; *ubhayataḥ*—de ambas as extremidades; *vahantī*—tendo; *saṅkīrṇau*—adornadas; *maṇibhiḥ*—por gemas; *aruṇaiḥ*—rubis; *tat-parisarau*—as duas extremidades da flauta; *tayoḥ madhye*—entre elas; *hīra*—com diamantes; *ujjvala*—reluzente; *vimala*—pura; *jāmbūnada-mayī*—revestida de placa de ouro; *kare*—na mão; *kalyāṇī*—muito auspiciosa; *iyam*—esta; *viharati*—reluz; *hareḥ*—de Kṛṣṇa; *keli-muralī*—a flauta dos passatempos.", "translation": "**A flauta dos passatempos de Kṛṣṇa mede três dedos de comprimento e está adornada com gemas indra-nīla. Nas extremidades da flauta há gemas aruṇa [rubis], reluzindo lindamente, e no meio a flauta é revestida de ouro, posta em chamas por diamantes. Esta flauta auspiciosa, que agrada a Kṛṣṇa, reluz em Sua mão com brilho transcendental.\"**", "purport": "Este verso do Vidagdha-mādhava (3.1) é dirigido a Lalitādevī por Paurṇamāsī, a avó de Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/antya/1/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/162/", "verse_text": "sad-vaṁśatas tava janiḥ puruṣottamasya\n\npāṇau sthitir muralike saralāsi jātyā\n\nkasmāt tvayā sakhi guror viṣamā gṛhītā\n\ngopāṅganā-gaṇa-vimohana-mantra-dīkṣā", "devanagari": "> সদ্বংশতস্তব জনিঃ পুরুষোত্তমস্য\n> পাণৌ স্থিতির্মুরলিকে সরলাসি জাত্যা ।\n> কস্মাত্ত্বয়া সখি গুরোর্বিষমা গৃহীতা\n> গোপাঙ্গনাগণবিমোহনমন্ত্রদীক্ষা ॥১৬২॥", "synonyms": "*sat-vaṁśataḥ*—famílias muito respeitáveis; *tava*—teu; *janiḥ*—nascimento; *puruṣottamasya*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *pāṇau*—nas mãos; *sthitiḥ*—residência; *muralike*—ó boa flauta; *saralā*—simples; *asi*—és; *jātyā*—de nascimento; *kasmāt*—por que; *tvayā*—por ti; *sakhi*—ó minha querida amiga; *guroḥ*—do mestre espiritual; *viṣamā*—perigosa; *gṛhītā*—tomada; *gopā-aṅganā-gaṇa-vimohana*—para confundir os grupos de gopīs; *mantra-dīkṣā*—iniciação no mantra.", "translation": "**Minha querida amiga flauta, parece que nasceste de uma família muito boa, pois tua residência está nas mãos de Śrī Kṛṣṇa. Por nascimento és simples e nada tortuosa. Por que, então, recebeste iniciação neste mantra perigoso que encanta as gopīs reunidas?\"**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 5.17) é falado por Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/antya/1/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/163/", "verse_text": "sakhi murali viśāla-cchidra-jalena pūrṇā\n\nlaghur atikaṭhinā tvaṁ granthilā nīrasāsi\n\ntad api bhajasi śaśvac cumbanānanda-sāndraṁ\n\nhari-kara-parirambhaṁ kena puṇyodayena", "devanagari": "> সখি মুরলি বিশালচ্ছিদ্রজালেন পূর্ণা\n> লঘুরতিকঠিনা ত্বং গ্রন্থিলা নীরসাসি ।\n> তদপি ভজসি শশ্বচ্চুম্বনানন্দসান্দ্রং\n> হরিকরপরিরম্ভং কেন পুণ্যোদয়েন ॥১৬৩॥", "synonyms": "*sakhi murali*—ó querida amiga flauta; *viśāla-chidra-jālena*—com tantos buracos grandes em teu corpo (em outras palavras, cheia de chidra, que também significa \"defeitos\"); *pūrṇā*—cheia; *laghuḥ*—muito leve; *atikaṭhinā*—de constituição muito dura; *tvam*—tu; *granthilā*—cheia de nós; *nīrasā*—sem seiva; *asi*—és; *tat api*—portanto; *bhajasi*—obténs através do serviço; *śaśvat*—continuamente; *cumbana-ānanda*—a bem-aventurança transcendental de ser beijada pelo Senhor; *sāndram*—intensa; *hari-kara-parirambham*—ser abraçada pelas mãos de Śrī Kṛṣṇa; *kena*—por quais; *puṇya-udayena*—meios de atividades piedosas.", "translation": "**\"Minha querida amiga flauta, na verdade estás cheia de muitos buracos, ou defeitos. És leve, dura, sem seiva e cheia de nós. Mas que espécie de atividades piedosas te ocuparam no serviço de ser beijada pelo Senhor e abraçada por Suas mãos?'**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 4.7) é falado por Candrāvalī-sakhī, a gopī rival de Śrīmatī Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/antya/1/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/164/", "verse_text": "rundhann ambu-bhṛtaś camatkṛti-paraṁ kurvan muhus tumburuṁ\n\ndhyānād antarayan sanandana-mukhān vismāpayan vedhasam\n\nautsukyāvalibhir baliṁ caṭulayan bhogīndram āghūrṇayan\n\nbhindann aṇḍa-kaṭāha-bhittim abhito babhrāma vaṁśī-dhvaniḥ", "devanagari": "> রুন্ধন্নম্বুভৃতশ্চমৎকৃতিপরং কুর্বন্মুহুস্তুম্বুরুং\n> ধ্যানাদন্তরয়ন্ সনন্দনমুখান্ বিস্মাপয়ন্ বেধসম্ ।\n> ঔৎসুক্যাবলিভির্বলিং চটুলয়ন্ ভোগীন্দ্রমাঘূর্ণয়ন্\n> ভিন্দন্নণ্ডকটাহভিত্তিমভিতো বভ্রাম বংশীধ্বনিঃ ॥১৬৪॥", "synonyms": "*rundhan*—bloqueando; *ambu-bhṛtaḥ*—as nuvens carregadas de chuva; *camatkṛti-param*—cheio de assombro; *kurvan*—fazendo; *muhuḥ*—a cada instante; *tumburum*—o rei dos Gandharvas, Tumburu; *dhyānāt*—da meditação; *antarayan*—perturbando; *sanandana-mukhān*—as grandes pessoas santas encabeçadas por Sanandana; *vismāpayan*—causando assombro; *vedhasam*—até mesmo ao Senhor Brahmā; *autsukya-āvalibhiḥ*—com pensamentos de curiosidade; *balim*—o rei Bali; *caṭulayan*—agitando; *bhogī-indram*—o rei dos Nāgas; *āghūrṇayan*—girando ao redor; *bhindan*—penetrando; *aṇḍa-kaṭāha-bhittim*—os fortes invólucros do universo; *abhitaḥ*—por toda parte; *babhrāma*—circulou; *vaṁśī-dhvaniḥ*—a vibração transcendental da flauta.", "translation": "**\"A vibração transcendental da flauta de Kṛṣṇa bloqueou os movimentos das nuvens de chuva, deixou os Gandharvas cheios de assombro e agitou a meditação de grandes pessoas santas como Sanaka e Sanandana. Causou assombro no Senhor Brahmā, provocou intensa curiosidade que agitou a mente de Bali Mahārāja, o qual, em circunstâncias normais, era firmemente fixo, fez girar Mahārāja Ananta, o portador dos planetas, e penetrou os fortes invólucros do universo. Dessa forma, o som da flauta nas mãos de Kṛṣṇa criou uma situação maravilhosa.'**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 1.27) é falado por Madhumaṅgala, um amigo vaqueiro de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/1/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/165/", "verse_text": "ayaṁ nayana-daṇḍita-pravara-puṇḍarīka-prabhaḥ\n\nprabhāti nava-jāguḍa-dyuti-viḍambi-pītāmbaraḥ\n\naraṇyaja-pariṣkriyā-damita-divya-veśādaro\n\nharin-maṇi-manohara-dyutibhir ujjvalāṅgo hariḥ", "devanagari": "> অয়ং নয়নদণ্ডিতপ্রবরপুণ্ডরীকপ্রভঃ\n> প্রভাতি নবজাগুড়-দ্যুতিবিড়ম্বি-পীতাম্বরঃ ।\n> অরণ্যজপরিষ্ক্রিয়া-দমিতদিব্যবেশাদরো\n> হরিন্মণিমনোহরদ্যুতিভিরুজ্জ্বলাঙ্গো হরিঃ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*ayam*—este; *nayana*—por cujos belos olhos; *daṇḍita*—derrotado; *pravara*—melhor; *puṇḍarīka-prabhaḥ*—o brilho da flor de lótus branca; *prabhāti*—parece belo; *nava-jāguḍa-dyuti*—o esplendor do açafrão recém-aplicado; *viḍambi*—zombando de; *pīta-ambaraḥ*—cuja roupa amarela; *araṇya-ja*—colhidos da floresta; *pariṣkriyā*—por cujos ornamentos; *damita*—subjugado; *divya-veśa-ādaraḥ*—o anseio por roupas de primeira classe; *harin-maṇi*—de esmeraldas; *manohara*—que atrai a mente; *dyutibhiḥ*—com esplendor; *ujjvala-aṅgaḥ*—cujo belo corpo; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"A beleza dos olhos de Kṛṣṇa supera a beleza das flores de lótus brancas, Suas vestes amarelas superam o brilho dos enfeites frescos de kuṅkuma, Seus ornamentos de flores silvestres selecionadas superam o anseio pelas melhores roupas, e a beleza de Seu corpo possui um esplendor que atrai a mente, maior que o das joias conhecidas como marakata-maṇi [esmeraldas].'**", "purport": "Este verso do Vidagdha-mādhava (1.17) é falado por Paurṇamāsī."}
{"ref": "cc/antya/1/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/166/", "verse_text": "jaṅghādhas-taṭa-saṅgi-dakṣiṇa-padaṁ kiñcid vibhugna-trikam\n\nsāci-stambhita-kandharaṁ sakhi tiraḥ-sañcāri-netrāñcalam\n\nvaṁśīṁ kuṭmalite dadhānam adhare lolāṅgulī-saṅgatāṁ\n\nriṅgad-bhrū-bhramaraṁ varāṅgi paramānandaṁ puraḥ svīkuru", "devanagari": "> জঙ্ঘাধস্তটসঙ্গিদক্ষিণপদং কিঞ্চিদ্বিভুগ্নত্রিকং\n> সাচিস্তম্ভিতকন্ধরং সখি তিরঃসঞ্চারিনেত্রাঞ্চলম্ ।\n> বংশীং কুট্মলিতে দধানমধরে লোলাঙ্গুলীসঙ্গতাং\n> রিঙ্গদ্ভ্রূভ্রমরং বরাঙ্গি পরমানন্দং পুরঃ স্বীকুরু ॥১৬৬॥", "synonyms": "*jaṅghā*—da canela; *adhaḥ-taṭa*—na borda inferior; *saṅgi*—unido; *dakṣiṇa-padam*—o pé direito; *kiñcit*—ligeiramente; *vibhugna-trikam*—o meio do corpo curvado em três lugares; *sāci-stambhita-kandharam*—cujo pescoço está fixo em uma curva para o lado; *sakhi*—ó amiga; *tiraḥ-sañcāri*—vagueando para os lados; *netra-añcalam*—cujas bordas dos olhos; *vaṁśīm*—flauta; *kuṭmalite*—fechados como um botão de flor; *dadhānam*—colocando; *adhare*—sobre os lábios; *lolā-aṅgulī-saṅgatām*—unida aos dedos que se movem de um lado para outro; *riṅgat-bhrū*—cujas sobrancelhas que se movem lentamente; *bhramaram*—como abelhas; *varāṅgi*—ó mais bela; *paramānandam*—a personalidade da bem-aventurança; *puraḥ*—situado à frente; *svī-kuru*—simplesmente aceita.", "translation": "**\"Ó amiga belíssima, por favor, aceita a Suprema Personalidade de Deus, que está diante de ti cheio de bem-aventurança transcendental. As bordas de Seus olhos vagueiam de um lado para outro, e Suas sobrancelhas movem-se lentamente como abelhas em Seu rosto semelhante ao lótus. Em pé, com Seu pé direito posto abaixo do joelho de Sua perna esquerda, o meio de Seu corpo curvado em três lugares e Seu pescoço graciosamente inclinado para o lado, Ele leva a flauta a Seus lábios cerrados e move os dedos sobre ela de um lado para outro.'**", "purport": "Este verso é do Lalita-mādhava-nāṭaka (4.27), uma peça em dez atos de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Aqui, a oradora é Lalitādevī."}
{"ref": "cc/antya/1/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/167/", "verse_text": "kula-varatanu-dharma-grāva-vṛndāni bhindan\n\nsumukhi niśita-dīrghāpāṅga-ṭaṅka-cchaṭābhiḥ\n\nyugapad ayam apūrvaḥ kaḥ puro viśva-karmā\n\nmarakata-maṇi-lakṣair goṣṭha-kakṣāṁ cinoti", "devanagari": "> কুলবরতনুধর্মগ্রাববৃন্দানি ভিন্দন্\n> সুমুখি নিশিতদীর্ঘাপাঙ্গটঙ্কচ্ছটাভিঃ ।\n> যুগপদয়মপূর্বঃ কঃ পুরো বিশ্বকর্মা\n> মরকতমণিলক্ষৈর্গোষ্ঠকক্ষাং চিনোতি ॥১৬৭॥", "synonyms": "*kula-varatanu*—das mulheres da família; *dharma*—na forma da dedicação ao esposo, etc.; *grāva-vṛndāni*—as pedras; *bhindan*—partindo; *sumukhi*—ó tu de belo rosto; *niśita*—afiados; *dīrgha-apāṅga*—na forma dos longos cantos externos dos olhos; *ṭaṅka-chaṭābhiḥ*—com cinzéis; *yugapat*—simultaneamente; *ayam*—este; *apūrvaḥ*—sem precedentes; *kaḥ*—quem; *puraḥ*—à frente; *viśva-karmā*—pessoa criadora; *marakata-maṇi-lakṣaiḥ*—com incontáveis esmeraldas; *goṣṭha-kakṣām*—um aposento privado para encontros; *cinoti*—Ele está construindo.", "translation": "**\"Ó tu de belo rosto, quem é esta pessoa criadora que está diante de nós? Com os afiados cinzéis de Seus olhares amorosos, Ele está partindo as duras pedras da devoção de muitas mulheres a seus esposos. E com o esplendor de Seu corpo, que supera o brilho de incontáveis esmeraldas, Ele está construindo simultaneamente locais privados de encontro para Seus passatempos.'**", "purport": "Este verso (Lalita-mādhava 1.52) é falado por Rādhārāṇī a Lalitādevī."}
{"ref": "cc/antya/1/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/168/", "verse_text": "mahendra-maṇi-maṇḍalī-mada-viḍambi-deha-dyutir\n\nvrajendra-kula-candramāḥ sphurati ko 'pi navyo yuvā\n\nsakhi sthira-kulāṅganā-nikara-nīvi-bandhārgala-\n\ncchidākaraṇa-kautukī jayati yasya vaṁśī-dhvaniḥ", "devanagari": "> মহেন্দ্রমণিমণ্ডলীমদবিড়ম্বিদেহদ্যুতি-\n> র্ব্রজেন্দ্রকুলচন্দ্রমাঃ স্ফুরতি কোঽপি নব্যো যুবা ।\n> সখি স্থিরকুলাঙ্গনা-নিকর-নীবি-বন্ধার্গল-\n> চ্ছিদাকরণ-কৌতুকী জয়তি যস্য বংশীধ্বনিঃ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*mahendra-maṇi*—de joias chamadas mahendra-maṇi; *maṇḍalī*—de grandes quantidades; *mada-viḍambi*—derrotando o orgulho; *deha-dyutiḥ*—aquele cujo esplendor corpóreo; *vrajendra-kula-candramāḥ*—a lua da família de Vrajarāja (Nanda Mahārāja); *sphurati*—manifesta-se; *kaḥ api*—certo; *navyaḥ yuvā*—jovem que acaba de entrar na juventude; *sakhi*—ó minha querida amiga; *sthira*—firmes; *kula-aṅganā*—de damas de família; *nikara*—de grupos; *nīvi-bandha-argala*—dos impedimentos, tais como vestes e cintos apertados; *cchidā-karaṇa*—em causar o corte; *kautukī*—muito astuta; *jayati*—todas as glórias; *yasya*—de quem; *vaṁśī-dhvaniḥ*—à vibração da flauta.", "translation": "**\"Minha querida amiga, este recém-juvenil Senhor Śrī Kṛṣṇa, a lua da família de Nanda Mahārāja, é tão belo que desafia a beleza de aglomerados de joias preciosas. Todas as glórias à vibração de Sua flauta, pois ela astutamente quebra a paciência das damas castas ao afrouxar seus cintos e vestes apertadas.'**", "purport": "Este verso do Lalita-mādhava (1.49) é falado por Lalitādevī a Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/antya/1/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/169/", "verse_text": "balād akṣṇor lakṣmīḥ kavalayati navyaṁ kuvalayaṁ\n\nmukhollāsaḥ phullaṁ kamala-vanam ullaṅghayati ca\n\ndaśāṁ kaṣṭām aṣṭā-padam api nayaty āṅgika-rucir\n\nvicitraṁ rādhāyāḥ kim api kila rūpaṁ vilasati", "devanagari": "> বলাদক্ষ্ণোর্লক্ষ্মীঃ কবলয়তি নব্যং কুবলয়ং\n> মুখোল্লাসঃ ফুল্লং কমলবনমুল্লঙ্ঘয়তি চ ।\n> দশাং কষ্টামষ্টাপদমপি নয়ত্যাঙ্গিকরুচি-\n> র্বিচিত্রং রাধায়াঃ কিমপি কিল রূপং বিলসতি ॥১৬৯॥", "synonyms": "*balāt*—à força; *akṣṇoḥ*—dos dois olhos; *lakṣmīḥ*—a beleza; *kavalayati*—devora; *navyam*—recém-desabrochada; *kuvalayam*—flor de lótus; *mukha-ullāsaḥ*—a beleza do rosto; *phullam*—florescida; *kamala-vanam*—uma floresta de flores de lótus; *ullaṅghayati*—supera; *ca*—também; *daśām*—a uma situação; *kaṣṭām*—penosa; *aṣṭā-padam*—ouro; *api*—até mesmo; *nayati*—leva; *āṅgika-ruciḥ*—o esplendor do corpo; *vicitram*—maravilhosa; *rādhāyāḥ*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kim api*—uma certa; *kila*—certamente; *rūpam*—a beleza; *vilasati*—manifesta-se.", "translation": "**\"A beleza dos olhos de Śrīmatī Rādhārāṇī devora à força a beleza das flores de lótus azuis recém-desabrochadas, e a beleza de Seu rosto supera a de uma floresta inteira de lótus plenamente florescidos. O esplendor de Seu corpo parece colocar até mesmo o ouro em uma situação penosa. Assim, a maravilhosa e sem precedentes beleza de Śrīmatī Rādhārāṇī está despertando em Vṛndāvana.'**", "purport": "Este verso é do Vidagdha-mādhava (1.32). É falado por Paurṇamāsī."}
{"ref": "cc/antya/1/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/170/", "verse_text": "vidhur eti divā virūpatāṁ\n\nśata-patraṁ bata śarvarī-mukhe\n\niti kena sadā śriyojjvalaṁ\n\ntulanām arhati mat-priyānanam", "devanagari": "> বিধুরেতি দিবা বিরূপতাং\n> শতপত্রং বত শর্বরীমুখে ।\n> ইতি কেন সদাশ্রিয়োজ্জ্বলং\n> তুলনামর্হতি মৎপ্রিয়াননম্ ॥১৭০॥", "synonyms": "*vidhuḥ*—a lua; *eti*—torna-se; *divā*—de dia; *virūpatām*—desbotada; *śata-patram*—a flor de lótus; *bata*—ai; *śarvarī-mukhe*—no começo da noite; *iti*—assim; *kena*—com o quê; *sadā*—sempre; *śriyā-ujjvalam*—brilhante de beleza; *tulanām*—comparação; *arhati*—merece; *mat*—Meu; *priyā*—da pessoa amada; *ānanam*—o rosto.", "translation": "**\"Embora o esplendor da lua seja brilhante no início da noite, durante o dia ele se desvanece. De modo semelhante, embora o lótus seja belo durante o dia, à noite ele se fecha. Mas, ó Minha amiga, o rosto de Minha amadíssima Śrīmatī Rādhārāṇī é sempre claro e belo, tanto de dia quanto de noite. Portanto, a que se pode comparar Seu rosto?'**", "purport": "Este verso (Vidagdha-mādhava 5.20) é falado por Śrī Kṛṣṇa a Madhumaṅgala."}
{"ref": "cc/antya/1/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/171/", "verse_text": "pramada-rasa-taraṅga-smera-gaṇḍa-sthalāyāḥ\n\nsmara-dhanur anubandhi-bhrū-latā-lāsya-bhājaḥ\n\nmada-kala-cala-bhṛṅgī-bhrānti-bhaṅgīṁ dadhāno\n\nhṛdayam idam adāṅkṣīt pakṣmalākṣyāḥ kaṭākṣaḥ", "devanagari": "> প্রমদরসতরঙ্গস্মেরগণ্ডস্থলায়াঃ\n> স্মরধনুরনুবন্ধিভ্রূলতা-লাস্যভাজঃ ।\n> মদকলচলভৃঙ্গীভ্রান্তিভঙ্গীং দধানো\n> হৃদয়মিদমদাঙক্ষীৎ পক্ষ্মলাক্ষ্যাঃ কটাক্ষঃ ॥১৭১॥", "synonyms": "*pramada*—de alegria; *rasa-taraṅga*—pelas contínuas ondas do mellow; *smera*—sorrindo suavemente; *gaṇḍa-sthalāyāḥ*—cujas faces; *smara-dhanuḥ*—o arco de Cupido; *anubandhi*—relacionado com; *bhrū-latā*—das sobrancelhas arqueadas; *lāsya*—dança; *bhājaḥ*—de quem possui; *mada-kala*—embriagado; *cala*—instável; *bhṛṅgī-bhrānti*—o ir e vir das abelhas; *bhaṅgīm*—a semelhança de; *dadhānaḥ*—dando; *hṛdayam idam*—este coração; *adāṅkṣīt*—mordeu; *pakṣmala*—que possui cílios primorosos; *akṣyāḥ*—de cujos dois olhos; *kaṭa-akṣaḥ*—o olhar.", "translation": "**\"Quando Śrīmatī Rādhārāṇī sorri, ondas de alegria percorrem Suas faces, e Suas sobrancelhas arqueadas dançam como o arco de Cupido. Seu olhar é tão encantador que se assemelha a uma abelha que dança, movendo-se instavelmente devido à embriaguez. Essa abelha mordeu o verticilo de Meu coração.' \"**", "purport": "Este verso do Vidagdha-mādhava (2.51) também é falado pelo Senhor Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/1/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/172/", "verse_text": "rāya kahe,--\"tomāra kavitva amṛtera dhāra\n\ndvitīya nāṭakera kaha nāndī-vyavahāra\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “তোমার কবিত্ব অমৃতের ধার ।\n> দ্বিতীয় নাটকের কহ নান্দী-ব্যবহার ।।” ॥ ১৭২ ॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya diz; *tomāra*—tua; *kavitva*—superexcelência na apresentação poética; *amṛtera dhāra*—uma contínua chuva de néctar; *dvitīya nāṭakera*—do segundo drama; *kaha*—por favor, dize; *nāndī-vyavahāra*—o tratamento da introdução.", "translation": "**Após ouvir estes versos recitados por Rūpa Gosvāmī, Śrīla Rāmānanda Rāya disse: \"Tuas expressões poéticas são como contínuas chuvas de néctar. Tem a bondade de deixar-me ouvir a parte introdutória do segundo drama.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/173/", "verse_text": "rūpa kahe,--\"kāhāṅ tumi sūryopama bhāsa\n\nmuñi kon kṣudra,--yena khadyota-prakāśa", "devanagari": "> রূপ কহে, — “কাহাঁ তুমি সূর্যোপম ভাস  ।\n> মুঞি কোন্ ক্ষুদ্র, — যেন খদ্যোত-প্রকাশ ॥১৭৩॥", "synonyms": "*rūpa kahe*—Rūpa Gosvāmī diz; *kāhāṅ*—onde; *tumi*—tu; *sūrya-upama*—como o sol; *bhāsa*—brilho; *muñi*—eu; *kon*—algo; *kṣudra*—insignificante; *yena*—exatamente como; *khadyota-prakāśa*—o brilho do vaga-lume.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī disse: \"Em tua presença, que é como a luz brilhante do sol, sou tão insignificante quanto a luz de um vaga-lume.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/174/", "verse_text": "tomāra āge dhārṣṭya ei mukha-vyādāna\"\n\neta bali' nāndī-śloka karilā vyākhyāna", "devanagari": "> তোমার আগে ধার্ষ্ট্য এই মুখ-ব্যাদান ।” এত বলি’ নান্দী-শ্লোক করিলা ব্যাখ্যান ॥১৭৪॥", "synonyms": "*tomāra āge*—diante de ti; *dhārṣṭya*—impudência; *ei*—esta; *mukha-vyādāna*—simplesmente abrir a boca; *eta bali'*—dizendo isto; *nāndī-śloka*—os versos introdutórios; *karilā vyākhyāna*—explicou.", "translation": "**É até mesmo impudente que eu abra a boca diante de ti.\" Então, após dizer isto, ele recitou o verso introdutório do Lalita-mādhava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/175/", "verse_text": "sura-ripu-sudṛśām uroja-kokān\n\nmukha-kamalāni ca khedayann akhaṇḍaḥ\n\nciram akhila-suhṛc-cakora-nandī\n\ndiśatu mukunda-yaśaḥ-śaśī mudaṁ vaḥ", "devanagari": "> সুররিপুসুদৃশামুরোজকোকা-\n> ন্মুখকমলানি চ খেদয়ন্নখণ্ডঃ ।\n> চিরমখিলসুহৃচ্চকোরনন্দী\n> দিশতু মুকুন্দযশঃশশী মুদং বঃ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*sura-ripu*—dos inimigos dos semideuses; *sudṛśām*—das esposas; *uroja*—os seios; *kokān*—como pássaros conhecidos como cakravāka; *mukha*—rostos; *kamalāni*—como lótus; *ca*—também; *khedayan*—afligindo; *akhaṇḍaḥ*—completamente sem distorção; *ciram*—por muito tempo; *akhila*—de todos; *suhṛt*—o amigo; *cakora-nandī*—agradável aos pássaros cakora; *diśatu*—que ela conceda; *mukunda*—de Śrī Kṛṣṇa; *yaśaḥ*—as glórias; *śaśī*—como a lua; *mudam*—prazer; *vaḥ*—a todos vós.", "translation": "**As belas glórias semelhantes à lua de Mukunda causam aflição aos rostos semelhantes ao lótus das esposas dos demônios e a seus seios erguidos, que são como pássaros cakravāka reluzentes. Essas glórias, contudo, são agradáveis a todos os Seus devotos, que são como pássaros cakora. Que essas glórias concedam prazer a todos vós para sempre.' \"**", "purport": "Este é o primeiro verso do Ato Um do Lalita-mādhava."}
{"ref": "cc/antya/1/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/176/", "verse_text": "'dvitīya nāndī kaha dekhi?'--rāya puchilā\n\nsaṅkoca pāñā rūpa paḍite lāgilā", "devanagari": "> ‘দ্বিতীয় নান্দী কহ দেখি?’ — রায় পুছিলা ।\n> সঙ্কোচ পাঞা রূপ পড়িতে লাগিলা ॥১৭৬॥", "synonyms": "*dvitīya nāndī*—o segundo verso introdutório; *kaha*—recita; *dekhi*—para que possamos ver; *rāya puchilā*—Śrīla Rāmānanda Rāya novamente perguntou; *saṅkoca pāñā*—ficando um pouco hesitante; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *paḍite lāgilā*—começou a ler.", "translation": "**Quando Śrīla Rāmānanda Rāya perguntou ainda mais sobre o segundo verso introdutório, Śrīla Rūpa Gosvāmī ficou um tanto hesitante, mas, ainda assim, começou a ler.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/177/", "verse_text": "nija-praṇayitāṁ sudhām udayam āpnuvan yaḥ kṣitau\n\nkiraty alam urīkṛta-dvija-kulādhirāja-sthitiḥ\n\nsa luñcita-tamas-tatir mama śacī-sutākhyaḥ śaśī\n\nvaśīkṛta-jagan-manāḥ kim api śarma vinyasyatu", "devanagari": "> নিজপ্রণয়িতাং সুধামুদয়মাপ্নুবন্ যঃ ক্ষিতৌ\n> কিরত্যলমুরীকৃতদ্বিজকুলাধিরাজস্থিতিঃ ।\n> স লুঞ্চিত-তমস্ততির্মম শচীসুতাখ্যঃ শশী\n> বশীকৃতজগন্মনাঃ কিমপি শর্ম বিন্যস্যতু ॥১৭৭॥", "synonyms": "*nija-praṇayitām*—o próprio amor devocional; *sudhām*—o néctar; *udayam*—aparecimento; *āpnuvan*—obtendo; *yaḥ*—aquele que; *kṣitau*—na superfície do mundo; *kirati*—expande; *alam*—extensivamente; *urī-kṛta*—aceita; *dvija-kula-adhirāja-sthitiḥ*—a posição do mais excelso da comunidade brāhmaṇa; *saḥ*—Ele; *luñcita*—afastada; *tamaḥ*—da escuridão; *tatiḥ*—massa; *mama*—meu; *śacī-suta-ākhyaḥ*—conhecido como Śacīnandana, o filho de mãe Śacī; *śaśī*—a lua; *vaśī-kṛta*—subjugadas; *jagat-manāḥ*—as mentes do mundo inteiro; *kim api*—de algum modo; *śarma*—auspiciosidade; *vinyasyatu*—que ela seja concedida.", "translation": "**A Suprema Personalidade de Deus, semelhante à lua, que é conhecido como o filho de mãe Śacī, agora apareceu na terra para espalhar o amor devocional por Si mesmo. Ele é o imperador da comunidade brāhmaṇa. Ele pode afastar toda a escuridão da ignorância e controlar a mente de todos no mundo. Que essa lua nascente conceda a todos nós boa fortuna.' \"**", "purport": "Este é o terceiro verso do Ato Um do Vidagdha-mādhava."}
{"ref": "cc/antya/1/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/178/", "verse_text": "śuniyā prabhura yadi antare ullāsa\n\nbāhire kahena kichu kari' roṣābhāsa", "devanagari": "> শুনিয়া প্রভুর যদি অন্তরে উল্লাস  ।\n> বাহিরে কহেন কিছু করি’ রোষাভাস ॥১৭৮॥", "synonyms": "*śuniyā*—ao ouvir isto; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—embora; *antare*—interiormente; *ullāsa*—grande júbilo; *bāhire*—exteriormente; *kahena*—diz; *kichu*—algo; *kari'*—fazendo; *roṣa-ābhāsa*—como se estivesse irado.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu estivesse interiormente muito satisfeito ao ouvir este verso, exteriormente Ele falou como se estivesse irado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/179/", "verse_text": "kāṅhā tomāra kṛṣṇa-rasa-kāvya-sudhā-sindhu\n\ntāra madhye mithyā kene stuti-kṣāra-bindu", "devanagari": "> “কাঁহা তোমার কৃষ্ণরসকাব্য-সুধাসিন্ধু  ।\n> তার মধ্যে মিথ্যা কেনে স্তুতি-ক্ষারবিন্দু” ॥১৭৯॥", "synonyms": "*kāṅhā*—onde; *tomāra*—tua; *kṛṣṇa-rasa-kāvya*—de poesia elevada acerca das doçuras dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *sudhā-sindhu*—oceano de néctar; *tāra madhye*—dentro disso; *mithyā*—falsa; *kene*—por que; *stuti*—oração; *kṣāra-bindu*—como uma gota de álcali.", "translation": "**Tuas elevadas descrições poéticas das doçuras dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa são como um oceano de néctar. Mas por que colocaste nelas uma oração falsa a Meu respeito? É como uma gota de álcali detestável.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/180/", "verse_text": "rāya kahe,--\"rūpera kāvya amṛtera pūra\n\ntāra madhye eka bindu diyāche karpūra\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “রূপের কাব্য অমৃতের পূর ।\n> তার মধ্যে এক বিন্দু দিয়াছে কর্পূর ।।” ॥ ১৮০ ॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Śrīla Rāmānanda Rāya diz; *rūpera kāvya*—a expressão poética de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *amṛtera pūra*—repleta de todo néctar; *tāra madhye*—dentro disso; *eka bindu*—uma gota; *diyāche*—ele colocou; *karpūra*—cânfora.", "translation": "**Śrīla Rāmānanda Rāya objetou: \"Não é álcali de modo algum. É uma partícula de cânfora que ele colocou no néctar de sua elevada expressão poética.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/181/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"rāya, tomāra ihāte ullāsa\n\nśunitei lajjā, loke kare upahāsa\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “রায়, তোমার ইহাতে উল্লাস ।\n> শুনিতেই লজ্জা, লোকে করে উপহাস ।।” ॥ ১৮১ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *tomāra*—teu; *ihāte*—nisto; *ullāsa*—júbilo; *śunitei*—ao ouvir; *lajjā*—envergonhado; *loke*—as pessoas em geral; *kare*—fazem; *upahāsa*—gracejo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu querido Rāmānanda Rāya, tu te regozijas ao ouvir estas expressões poéticas, mas Eu me envergonho de ouvi-las, pois as pessoas em geral hão de gracejar acerca do tema deste verso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/182/", "verse_text": "rāya kahe,--\"lokera sukha ihāra śravaṇe\n\nabhīṣṭa-devera smṛti maṅgalācaraṇe\"", "devanagari": "> রায় কহে, — “লোকের সুখ ইহার শ্রবণে ।\n> অভীষ্ট-দেবের স্মৃতি মঙ্গলাচরণে ।।” ॥ ১৮২ ॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya diz; *lokera*—das pessoas em geral; *sukha*—felicidade; *ihāra śravaṇe*—ao ouvir tais expressões poéticas; *abhīṣṭa-devera*—da Deidade adorável; *smṛti*—lembrança; *maṅgalācaraṇe*—na execução da auspiciosidade no início.", "translation": "**Rāmānanda Rāya disse: \"Em vez de gracejar, as pessoas em geral sentirão grande prazer ao ouvir tal poesia, pois a lembrança inicial da Deidade adorável invoca boa fortuna.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/183/", "verse_text": "rāya kahe,--\"kon aṅge pātrera praveśa?\"\n\ntabe rūpa-gosāñi kahe tāhāra viśeṣa", "devanagari": "> রায় কহে, — “কোন্ অঙ্গে পাত্রের প্রবেশ ?”\n> তবে রূপ-গোসাঞি কহে তাহার বিশেষ ॥১৮৩॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Rāmānanda Rāya diz; *kon*—qual; *aṅge*—subdivisão de estilo; *pātrera praveśa*—a entrada dos atores; *tabe*—naquele momento; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *kahe*—continua a falar; *tāhāra viśeṣa*—especificamente sobre este assunto.", "translation": "**Rāmānanda Rāya perguntou: \"Por qual subdivisão de estilo entram os atores?\" Rūpa Gosvāmī então começou a falar especificamente sobre este assunto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/184/", "verse_text": "naṭatā kirāta-rājaṁ\n\nnihatya raṅga-sthale kalā-nidhinā\n\nsamaye tena vidheyaṁ\n\nguṇavati tārā-kara-grahaṇam", "devanagari": "> নটতা কিরাতরাজং নিহত্য রঙ্গস্থলে কলানিধিনা ।\n> সময়ে তেন বিধেয়ং গুণবতি তারাকরগ্রহণম্ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*naṭatā*—dançando no palco; *kirāta-rājam*—o governante dos kirātas (homens incivilizados), Kaṁsa; *nihatya*—matando; *raṅga-sthale*—no palco; *kalā-nidhinā*—o mestre de todas as artes; *samaye*—no momento; *tena*—por Ele; *vidheyam*—a ser feito; *guṇa-vati*—no momento qualificado; *tārā-kara*—da mão de Tārā (Rādhā); *grahaṇam*—a aceitação.", "translation": "**\" 'Enquanto dança no palco, após ter matado o governante dos homens incivilizados [Kaṁsa], o Senhor Kṛṣṇa, mestre de todas as artes, no momento apropriado aceitará a mão de Śrīmatī Rādhārāṇī, que é dotada de todos os atributos transcendentais.' (Lalita-mādhava 1.11)**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/185/", "verse_text": "'udghātyaka' nāma ei 'āmukha'--'vīthī' aṅga\n\ntomāra āge kahi--ihā dhārṣṭyera taraṅga", "devanagari": "> ‘উদ্ঘাত্যক’ নাম এই ‘আমুখ’ — ‘বীথী’ অঙ্গ ।\n> তোমার আগে কহি — ইহা ধার্ষ্ট্যের তরঙ্গ\n> উদ্ঘাত্যকঃ কথোদ্ঘাতঃ প্রয়োগাতিশয়স্তথা ।\n> প্রবর্তকাবলগিতে পঞ্চ প্রস্তাবনা-ভিদাঃ ।। ॥১৮৫॥", "synonyms": "*'udghātyaka' nāma*—um aparecimento dançante do ator, tecnicamente conhecido como udghātyaka; *ei āmukha*—esta é a introdução; *vīthī aṅga*—a parte é chamada vīthī; *tomāra āge*—diante de ti; *kahi*—eu digo; *ihā*—isto; *dhārṣṭyera taraṅga*—uma onda de impudência.", "translation": "**\"Esta introdução é tecnicamente chamada udghātyaka, e a cena inteira é chamada vīthī. És tão perito em expressão dramática que cada uma de minhas afirmações diante de ti é como uma onda de um oceano de impudência.**", "purport": "A este respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura novamente cita o seguinte verso do Sāhitya-darpaṇa (6.288):\n\nudghātyakaḥ kathodghātaḥ\nprayogātiśayas tathā\npravartakāvalagite\npañca prastāvanā-bhidāḥ\n\nAssim, os nomes técnicos das cinco espécies de cenas introdutórias do drama são listados como udghātyaka, kathodghāta, prayogātiśaya, pravartaka e avalagita. Quando Śrīla Rāmānanda Rāya perguntou qual dessas cinco Śrīla Rūpa Gosvāmī havia usado para realizar a introdução técnica de seu drama Lalita-mādhava, Rūpa Gosvāmī respondeu que havia usado a introdução tecnicamente chamada udghātyaka. Segundo o Bhāratī-vṛtti, três termos técnicos usados são prarocanā, vīthī e prahasanā. Assim, Rūpa Gosvāmī também mencionou vīthī, que é um termo técnico para certo tipo de expressão. Segundo o Sāhitya-darpaṇa (6.520):\n\nvīthyām eko bhaved aṅkaḥ\nkaścid eko 'tra kalpyate\nākāśa-bhāṣitair uktaiś\ncitrāṁ pratyuktim āśritaḥ\n\nO começo vīthī de um drama consiste em apenas uma cena. Nessa cena, um dos heróis entra no palco e, por meio de afirmações contrárias proferidas por uma voz vinda do céu (fora do palco), introduz, em certa medida, a abundante doçura conjugal e outras doçuras. No decorrer da introdução, todas as sementes da peça são plantadas. Esta introdução é chamada udghātyaka porque o ator dança no palco. Este termo também indica que a lua cheia entra no palco. Neste caso, quando a palavra naṭatā (\"dançando no palco\") é ligada à lua, seu significado é obscuro, mas, como o significado se torna muito claro quando a palavra naṭatā é ligada a Kṛṣṇa, este tipo de introdução é chamado udghātyaka.\n\nŚrīla Rāmānanda Rāya usou termos altamente técnicos quando discutiu isto com Śrīla Rūpa Gosvāmī. Rūpa Gosvāmī admitiu que Śrīla Rāmānanda Rāya era um erudito grandemente versado em composição dramática fidedigna. Assim, embora Śrīla Rūpa Gosvāmī fosse plenamente capaz de responder às perguntas de Śrīla Rāmānanda Rāya, devido à sua humildade vaiṣṇava admitiu que suas palavras eram impudentes. Na verdade, tanto Rūpa Gosvāmī quanto Rāmānanda Rāya eram peritos eruditos em compor poesia e apresentá-la estritamente de acordo com o Sāhitya-darpaṇa e outras literaturas Védicas."}
{"ref": "cc/antya/1/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/186/", "verse_text": "padāni tv agatārthāni\ntad-artha-gataye narāḥ\nyojayanti padair anyaiḥ\nsa udghātyaka ucyate", "devanagari": "> “পদানি ত্বগতার্থানি তদর্থগতয়ে নরাঃ ।\n> যোজয়ন্তি পদৈরন্যৈঃ স উদঘাত্যক উচ্যতে ।।” ॥ ১৮৬ ॥", "synonyms": "*padāni*—palavras; *tu*—mas; *agata-arthāni*—de significado obscuro; *tat*—esse; *artha-gataye*—para compreender o significado; *narāḥ*—os homens; *yojayanti*—unem; *padaiḥ*—com palavras; *anyaiḥ*—outras; *saḥ*—isso; *udghātyakaḥ*—udghātyaka; *ucyate*—chama-se.", "translation": "**Para explicar uma palavra de significado obscuro, os homens geralmente a unem a outras palavras. Tal tentativa chama-se udghātyaka.' \"**", "purport": "Este verso é citado do Sāhitya-darpaṇa (6.289)."}
{"ref": "cc/antya/1/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/187/", "verse_text": "rāya kahe,--\"kaha āge aṅgera viśeṣa\"\nśrī-rūpa kahena kichu saṅkṣepa-uddeśa", "devanagari": "> রায় কহে, — “কহ আগে অঙ্গের বিশেষ” ।\n> শ্রীরূপ কহেন কিছু সংক্ষেপ-উদ্দেশ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Śrīla Rāmānanda Rāya diz; *kaha*—por favor, dize-me; *āge*—mais; *aṅgera viśeṣa*—porções específicas; *śrī-rūpa kahena*—Śrīla Rūpa Gosvāmī diz; *kichu*—algo; *saṅkṣepa*—em breve; *uddeśa*—referência.", "translation": "**Quando Rāmānanda Rāya pediu a Śrīla Rūpa Gosvāmī que falasse mais sobre as várias porções da peça, Śrīla Rūpa Gosvāmī citou brevemente seu Lalita-mādhava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/188/", "verse_text": "harim uddiśate rajo-bharaḥ\npurataḥ saṅgamayaty amuṁ tamaḥ\nvrajavāma-dṛśāṁ na paddhatiḥ\nprakaṭā sarva-dṛśaḥ śruter api", "devanagari": "> হরিমুদ্দিশতে রজোভরঃ, পুরতঃ সঙ্গময়ত্যমুং তমঃ ।\n> ব্রজবামদৃশাং ন পদ্ধতিঃ, প্রকটা সর্বদৃশঃ শ্রুতেরপি ॥১৮৮॥", "synonyms": "*harim*—Kṛṣṇa; *uddiśate*—indica; *rajaḥ-bharaḥ*—a poeira das vacas; *purataḥ*—à frente; *saṅgamayati*—faz encontrar; *amum*—Kṛṣṇa; *tamaḥ*—a escuridão; *vrajavāma-dṛśām*—das donzelas de Vṛndāvana; *na*—não; *paddhatiḥ*—o curso das atividades; *prakaṭā*—manifesto; *sarva-dṛśaḥ*—que sabem tudo; *śruteḥ*—dos Vedas; *api*—bem como.", "translation": "**A poeira das vacas e dos bezerros na estrada cria uma espécie de escuridão que indica que Kṛṣṇa está regressando do pasto para casa. Além disso, a escuridão do anoitecer leva as gopīs a encontrar-se com Kṛṣṇa. Dessa maneira, os passatempos de Kṛṣṇa e das gopīs ficam cobertos por uma espécie de escuridão transcendental e, portanto, são impossíveis de ver para os eruditos comuns dos *Vedas*.'**", "purport": "Este verso do Lalita-mādhava (1.23) é proferido por Paurṇamāsī numa conversa com Gārgī.\n\nKṛṣṇa afirmou no *Bhagavad-gītā*: traiguṇya-viṣayā vedā nistraiguṇyo bhavārjuna. Assim, Ele aconselhou Arjuna a elevar-se acima dos modos da natureza material, pois todo o sistema Védico está repleto de descrições que envolvem sattva-guṇa, rajo-guṇa e tamo-guṇa. As pessoas geralmente estão cobertas pela qualidade de rajo-guṇa e, por conseguinte, são incapazes de compreender os passatempos de Kṛṣṇa com as gopīs de Vraja. Ademais, a qualidade de tamo-guṇa perturba ainda mais sua compreensão. Em Vṛndāvana, contudo, embora Kṛṣṇa esteja coberto pela escuridão nebulosa da poeira, as gopīs ainda assim conseguem compreender que dentro da tempestade de poeira está Kṛṣṇa. Por serem Suas devotas supremas, elas conseguem perceber Sua mão em tudo. Dessa forma, mesmo na escuridão ou numa nebulosa tempestade de poeira, os devotos conseguem compreender o que Kṛṣṇa está fazendo. O significado deste verso é que Kṛṣṇa nunca se perde, em circunstância alguma, da visão de devotos exaltados como as gopīs."}
{"ref": "cc/antya/1/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/189/", "verse_text": "hriyam avagṛhya gṛhebhyaḥ karṣati\nrādhāṁ vanāya yā nipuṇā\nsā jayati nisṛṣṭārthā\nvara-vaṁśaja-kākalī dūtī", "devanagari": "> হ্রিয়মবগৃহ্য গৃহেভ্যঃ কর্ষতি রাধাং বনায় যা নিপুণা ।\n> সা জয়তি নিসৃষ্টার্থা বরবংশজকাকলী দূতী ॥১৮৯॥", "synonyms": "*hriyam*—timidez; *avagṛhya*—impedindo; *gṛhebhyaḥ*—das casas particulares; *karṣati*—atrai; *rādhām*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *vanāya*—à floresta; *yā*—a qual; *nipuṇā*—sendo perita; *sā*—essa; *jayati*—que seja glorificada; *nisṛṣṭa-arthā*—autorizada; *vara-vaṁśaja*—da flauta de bambu; *kākalī*—o tom doce; *dūtī*—a mensageira.", "translation": "**Que seja glorificado o doce som da flauta do Senhor Kṛṣṇa, Sua mensageira autorizada, pois ele liberta com perícia Śrīmatī Rādhārāṇī de Sua timidez e A atrai de Seu lar para a floresta.'**", "purport": "Este verso do Lalita-mādhava (1.24) é proferido por Gārgī, a filha de Gargamuni."}
{"ref": "cc/antya/1/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/190/", "verse_text": "sahacari nirātaṅkaḥ ko 'yaṁ yuvā mudira-dyutir\nvraja-bhuvi kutaḥ prāpto mādyan mataṅgaja-vibhramaḥ\nahaha caṭulair utsarpadbhir dṛg-añcala-taskarair\nmama dhṛti-dhanaṁ cetaḥ-koṣād viluṇṭhayatīha yaḥ", "devanagari": "> সহচরি নিরাতঙ্কঃ কোঽয়ং যুবা মুদিরদ্যুতি-\n> র্ব্রজভুবি কুতঃ প্রাপ্তো মাদ্যন্মতঙ্গজবিভ্রমঃ ।\n> অহহ চটুলৈরুৎসর্পদ্ভির্দৃগঞ্চলতস্করৈ-\n> র্মম ধৃতিধনং চেতঃকোষাদ্বিলুণ্ঠয়তীহ যঃ ॥১৯০॥", "synonyms": "*saha-cari*—ó minha querida amiga; *nirātaṅkaḥ*—sem temor; *kaḥ*—quem; *ayam*—este; *yuvā*—jovem; *mudira-dyutiḥ*—tão refulgente quanto uma nuvem relampejante; *vraja-bhuvi*—na terra de Vraja, Vṛndāvana; *kutaḥ*—de onde; *prāptaḥ*—obtido; *mādyan*—estando embriagado; *mataṅgaja*—como um elefante; *vibhramaḥ*—cujos passatempos; *ahaha*—ai de mim; *caṭulaiḥ*—muito inquietos; *utsarpadbhiḥ*—com perambulações em todas as direções; *dṛk-añcala-taskaraiḥ*—pelos olhares de Seus olhos como ladrões; *mama*—meu; *dhṛti-dhanam*—o tesouro de minha paciência; *cetaḥ*—do coração; *koṣāt*—do âmago; *viluṇṭhayati*—saqueia; *iha*—aqui em Vṛndāvana; *yaḥ*—a pessoa que.", "translation": "**Minha querida amiga, quem é este jovem destemido? Ele é tão brilhante quanto uma nuvem relampejante e perambula em Seus passatempos como um elefante enlouquecido. De onde veio Ele a Vṛndāvana? Ai de mim, com Seus movimentos inquietos e olhares atraentes, Ele está saqueando do cofre de meu coração o tesouro de minha paciência.'**", "purport": "Este verso (Lalita-mādhava 2.11) é proferido por Śrīmatī Rādhārāṇī a Sua amiga Lalitādevī."}
{"ref": "cc/antya/1/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/191/", "verse_text": "vihāra-sura-dīrghikā mama manaḥ-karīndrasya yā\nvilocana-cakorayoḥ śarad-amanda-candra-prabhā\nuro 'mbara-taṭasya cābharaṇa-cāru-tārāvalī\nmayonnata-manorathair iyam alambhi sā rādhikā", "devanagari": "> বিহারসুরদীর্ঘিকা মম মনঃকরীন্দ্রস্য যা\n> বিলোচন-চকোরয়োঃ শরদমন্দচন্দ্রপ্রভা ।\n> উরোঽম্বরতটস্য চাভরণচারুতারাবলী\n> ময়োন্নতমনোরথৈরিয়মলম্ভি সা রাধিকা ।।” ॥ ১৯১ ॥", "synonyms": "*vihāra-sura-dīrghikā*—o Ganges que flui nos planetas celestiais; *mama*—minha; *manaḥ-kari-indrasya*—da mente semelhante a um elefante; *yā*—Ela que; *vilocana*—olhar; *cakorayoḥ*—de meus dois olhos, que são como pássaros cakora; *śarat-amanda-candra-prabhā*—como o brilho da lua cheia no outono; *uraḥ*—de meu peito; *ambara*—como o céu; *taṭasya*—na borda; *ca*—também; *ābharaṇa*—ornamentos; *cāru*—belos; *tārā-āvalī*—como as estrelas; *mayā*—por mim; *unnata*—altamente elevados; *manorathaiḥ*—por desejos mentais; *iyam*—esta; *alambhi*—alcançada; *sā*—Ela; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**Śrīmatī Rādhārāṇī é o Ganges em que o elefante de Minha mente desfruta de passatempos. Ela é o brilho da lua cheia de outono para os pássaros cakora de Meus olhos. Ela é o ornamento deslumbrante, o brilhante e belo arranjo de estrelas, na borda do céu de Meu peito. Hoje, eis que alcancei Śrīmatī Rādhārāṇī graças ao estado altamente elevado de Minha mente.' \"**", "purport": "Este verso do Lalita-mādhava (2.10) exprime os pensamentos do Senhor Kṛṣṇa em relação a Rādhārāṇī."}
{"ref": "cc/antya/1/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/192/", "verse_text": "eta śuni' rāya kahe prabhura caraṇe\nrūpera kavitva praśaṁsi' sahasra-vadane", "devanagari": "> এত শুনি’ রায় কহে প্রভুর চরণে  ।\n> রূপের কবিত্ব প্রশংসি’ সহস্র-বদনে ॥১৯২॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ao ouvir isto; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *kahe*—diz; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpera*—de Rūpa Gosvāmī; *kavitva*—a arte poética; *praśaṁsi'*—glorificando; *sahasra-vadane*—como se com mil bocas.", "translation": "**Após ouvir isto, Śrīla Rāmānanda Rāya, aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, exaltou a superexcelência da expressão poética de Śrīla Rūpa Gosvāmī e começou a louvá-la como se tivesse milhares de bocas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/193/", "verse_text": "\"kavitva nā haya ei amṛtera dhāra\nnāṭaka-lakṣaṇa saba siddhāntera sāra", "devanagari": "> “কবিত্ব না হয় এই অমৃতের ধার  ।\n> নাটক লক্ষণ সব সিদ্ধান্তের সার ॥১৯৩॥", "synonyms": "*kavitva*—arte poética; *nā haya*—não é; *ei*—esta; *amṛtera dhāra*—constante torrente de néctar; *nāṭaka*—um drama; *lakṣaṇa*—aparecendo como; *saba*—todas; *siddhāntera sāra*—essências da compreensão última.", "translation": "**Śrīla Rāmānanda Rāya disse: \"Isto não é uma apresentação poética; é uma torrente contínua de néctar. De fato, é a essência de todas as compreensões últimas, aparecendo sob a forma de peças teatrais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/194/", "verse_text": "prema-paripāṭī ei adbhuta varṇana\nśuni' citta-karṇera haya ānanda-ghūrṇana", "devanagari": "> প্রেম-পরিপাটী এই অদ্ভুত বর্ণন ।\n> শুনি’ চিত্ত-কর্ণের হয় আনন্দ-ঘূর্ণন ॥১৯৪॥", "synonyms": "*prema-paripāṭī*—um arranjo de primeira classe para exprimir relacionamentos amorosos; *ei*—esta; *adbhuta varṇana*—maravilhosa descrição; *śuni'*—ao ouvir; *citta-karṇera*—do coração e do ouvido; *haya*—há; *ānanda-ghūrṇana*—um redemoinho de bem-aventurança transcendental.", "translation": "**As maravilhosas descrições de Rūpa Gosvāmī são arranjos magníficos para exprimir relacionamentos amorosos. Ouvi-las mergulhará o coração e os ouvidos de todos num redemoinho de bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/195/", "verse_text": "kiṁ kāvyena kaves tasya\nkiṁ kāṇḍena dhanuṣ-mataḥ\nparasya hṛdaye lagnaṁ\nna ghūrṇayati yac chiraḥ", "devanagari": "> “কিং কাব্যেন কবেস্তস্য কিং কাণ্ডেন ধনুষ্মতঃ ।\n> পরস্য হৃদয়ে লগ্নং ন ঘূর্ণয়তি যচ্ছিরঃ ।।” ॥ ১৯৫ ॥", "synonyms": "*kim*—de que serve; *kāvyena*—com a poesia; *kaveḥ*—do poeta; *tasya*—aquele; *kim*—de que serve; *kāṇḍena*—com a flecha; *dhanuḥ-mataḥ*—do arqueiro; *parasya*—de outrem; *hṛdaye*—no coração; *lagnam*—penetrando; *na ghūrṇayati*—não faz rodopiar; *yat*—a qual; *śiraḥ*—a cabeça.", "translation": "**De que serve a flecha de um arqueiro ou a poesia de um poeta se elas penetram no coração mas não fazem a cabeça rodopiar?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/196/", "verse_text": "tomāra śakti vinā jīvera nahe ei vāṇī\ntumi śakti diyā kahāo,--hena anumāni\"", "devanagari": "> তোমার শক্তি বিনা জীবের নহে এই বাণী ।\n> তুমি শক্তি দিয়া কহাও, — হেন অনুমানি ।।” ॥ ১৯৬ ॥", "synonyms": "*tomāra śakti vinā*—sem o Teu poder especial; *jīvera*—de um ser vivo comum; *nahe*—não há; *ei vāṇī*—estas palavras; *tumi*—Tu; *śakti diyā*—dando poder; *kahāo*—fazes com que ele diga; *hena*—tal; *anumāni*—suponho.", "translation": "**Sem a Tua misericórdia, tais expressões poéticas seriam impossíveis de escrever para um ser vivo comum. Suponho que Tu lhe tenhas dado o poder.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/197/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"prayāge ihāra ha-ila milana\nihāra guṇe ihāte āmāra tuṣṭa haila mana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “প্রয়াগে ইহার হইল মিলন ।\n> ইহার গুণে ইহাতে আমার তুষ্ট হৈল মন ॥১৯৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *prayāge*—em Prayāga; *ihāra*—dele; *ha-ila*—houve; *milana*—encontro; *ihāra guṇe*—por suas qualidades transcendentais; *ihāte*—nele; *āmāra*—de Mim; *tuṣṭa*—satisfeita; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Encontrei-Me com Śrīla Rūpa Gosvāmī em Prayāga. Ele Me atraiu e Me satisfez por causa de suas qualidades.\"**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus não é parcial com uns e neutra com outros. A pessoa pode realmente atrair a atenção da Suprema Personalidade de Deus mediante o serviço. Então, ela é ainda mais capacitada pelo Senhor a agir de tal maneira que todos possam apreciar seu serviço. Isso é confirmado no *Bhagavad-gītā* (4.11): ye yathā māṁ prapadyante tāṁs tathaiva bhajāmy aham. Kṛṣṇa é correspondente. Se alguém tenta prestar seu melhor serviço ao Senhor, o Senhor lhe dá o poder de fazê-lo. Kṛṣṇa também diz no *Bhagavad-gītā* (10.10):\n\nteṣāṁ satata-yuktānāṁ\nbhajatāṁ prīti-pūrvakam\ndadāmi buddhi-yogaṁ taṁ\nyena mām upayānti te\n\n\"Àqueles que estão constantemente devotados e Me adoram com amor, Eu dou a compreensão pela qual eles podem vir a Mim.\" Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu Seu favor especial a Śrīla Rūpa Gosvāmī porque Rūpa Gosvāmī desejava servir ao Senhor com o melhor de sua capacidade. Tal é a reciprocidade entre o devoto e o Senhor no desempenho dos deveres devocionais."}
{"ref": "cc/antya/1/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/198/", "verse_text": "madhura prasanna ihāra kāvya sālaṅkāra\n\naiche kavitva vinu nahe rasera pracāra", "devanagari": "> মধুর প্রসন্ন ইহার কাব্য সালঙ্কার  ।\n> ঐছে কবিত্ব বিনু নহে রসের প্রচার ॥১৯৮॥", "synonyms": "*madhura*—doce; *prasanna*—agradável; *ihāra*—dele; *kāvya*—poesia; *sa-alaṅkāra*—com metáforas e outros ornamentos; *aiche*—tal como esta; *kavitva*—qualificações poéticas; *vinu*—sem; *nahe*—não há; *rasera*—de melosidades; *pracāra*—pregação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu elogiou as metáforas e demais ornamentos literários da poesia transcendental de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Sem tais atributos poéticos, disse Ele, não há possibilidade de pregar as melosidades transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/199/", "verse_text": "sabe kṛpā kari' iṅhāre deha' ei vara\n\nvraja-līlā-prema-rasa yena varṇe nirantara", "devanagari": "> সবে কৃপা করি’ ইঁহারে দেহ’ এই বর  ।\n> ব্রজলীলা-প্রেমরস যেন বর্ণে নিরন্তর ॥১৯৯॥", "synonyms": "*sabe*—todos vós; *kṛpā kari'*—demonstrando vossa misericórdia; *iṅhāre*—a Śrīla Rūpa Gosvāmī; *deha'*—concedei; *ei vara*—esta bênção; *vraja-līlā-prema-rasa*—as melosidades transcendentais dos passatempos de Vṛndāvana; *yena*—para que; *varṇe*—possa descrever; *nirantara*—sem cessar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu a todos os Seus associados pessoais que abençoassem Rūpa Gosvāmī, para que ele pudesse descrever continuamente os passatempos de Vṛndāvana, que estão repletos do amoroso afeto a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/200/", "verse_text": "iṅhāra ye jyeṣṭha-bhrātā, nāma--'sanātana'\n\npṛthivīte vijña-vara nāhi tāṅra sama", "devanagari": "> ইঁহার যে জ্যেষ্ঠভ্রাতা, নাম — ‘সনাতন’ ।\n> পৃথিবীতে বিজ্ঞবর নাহি তাঁর সম ॥২০০॥", "synonyms": "*iṅhāra*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *ye*—que; *jyeṣṭha-bhrātā*—o irmão mais velho; *nāma*—chamado; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *pṛthivīte*—na superfície do mundo; *vijña-vara*—o mais erudito; *nāhi*—não há; *tāṅra sama*—igual a ele.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"O irmão mais velho de Śrīla Rūpa Gosvāmī, cujo nome é Sanātana Gosvāmī, é um sábio tão erudito que ninguém se iguala a ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/201/", "verse_text": "tomāra yaiche viṣaya-tyāga, taiche tāṅra rīti\n\ndainya-vairāgya-pāṇḍityera tāṅhātei sthiti", "devanagari": "> তোমার যৈছে বিষয়ত্যাগ, তৈছে তাঁর রীতি ।\n> দৈন্য-বৈরাগ্য-পাণ্ডিত্যের তাঁহাতেই স্থিতি ॥২০১॥", "synonyms": "*tomāra*—tua; *yaiche*—assim como; *viṣaya-tyāga*—a renúncia das relações materiais; *taiche*—de modo semelhante; *tāṅra rīti*—sua maneira de agir; *dainya*—humildade; *vairāgya*—renúncia; *pāṇḍityera*—de erudição; *tāṅhātei*—nele; *sthiti*—existem.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Rāmānanda Rāya: \"A renúncia das relações materiais por parte de Sanātana Gosvāmī é exatamente como a tua. Humildade, renúncia e excelente erudição existem nele simultaneamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/202/", "verse_text": "ei dui bhāiye āmi pāṭhāiluṅ vṛndāvane\n\nśakti diyā bhakti-śāstra karite pravartane", "devanagari": "> এই দুই ভাইয়ে আমি পাঠাইলুঁ বৃন্দাবনে ।\n> শক্তি দিয়া ভক্তিশাস্ত্র করিতে প্রবর্তনে ॥২০২॥", "synonyms": "*ei*—estes; *dui*—dois; *bhāiye*—irmãos; *āmi*—Eu; *pāṭhāiluṅ*—enviei; *vṛndāvane*—a Vṛndāvana; *śakti diyā*—capacitando-os; *bhakti-śāstra*—a literatura transcendental referente ao serviço devocional; *karite*—para fazer; *pravartane*—estabelecer.", "translation": "**Capacitei estes dois irmãos a ir a Vṛndāvana para expandir a literatura do bhakti.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu informou a Śrīla Rāmānanda Rāya que ele e Sanātana Gosvāmī haviam-se ocupado igualmente no serviço devocional após abandonar todas as relações com a atividade material. Tal renúncia é um sintoma do devoto imaculado ocupado no serviço do Senhor, sem qualquer vestígio de contaminação material. Segundo Śrī Caitanya Mahāprabhu, esta é a posição de tṛṇād api sunīcena taror api sahiṣṇunā. O devoto puro, livre das reações dos modos materiais da natureza, executa o serviço devocional com uma tolerância semelhante à de uma árvore. Ele também se sente mais humilde que a grama. Tal devoto, que é chamado niṣkiñcana, ou livre de todas as posses materiais, está sempre absorto no amoroso afeto a Deus. Ele reluta em realizar qualquer espécie de gratificação dos sentidos. Em outras palavras, esse devoto está livre de todo o cativeiro material, mas ocupa-se em atividades conscientes de Kṛṣṇa. Esse perito serviço devocional realiza-se sem hipocrisia. Humildade, renúncia e erudição combinavam-se em Sanātana Gosvāmī, o devoto puro ideal, que estava no mesmo nível de compreensão de Śrīla Rāmānanda Rāya. Assim como Rāmānanda Rāya, Sanātana Gosvāmī era plenamente conhecedor e perito nas conclusões do serviço devocional, sendo, por conseguinte, capaz de descrever tal conhecimento transcendental."}
{"ref": "cc/antya/1/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/203/", "verse_text": "rāya kahe,--\"īśvara tumi ye cāha karite\n\nkāṣṭhera putalī tumi pāra nācāite", "devanagari": "> রায় কহে, — “ঈশ্বর তুমি যে চাহ করিতে ।\n> কাষ্ঠের পুতলী তুমি পার নাচাইতে ॥২০৩॥", "synonyms": "*rāya kahe*—Śrīla Rāmānanda Rāya diz; *īśvara tumi*—Tu és a Suprema Personalidade de Deus; *ye*—tudo o que; *cāha*—desejas; *karite*—fazer; *kāṣṭhera*—de madeira; *putalī*—uma boneca; *tumi*—Tu; *pāra*—podes; *nācāite*—fazer dançar.", "translation": "**Śrīla Rāmānanda Rāya respondeu a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Meu Senhor, Tu és a Suprema Personalidade de Deus. Se quiseres, podes fazer dançar até mesmo uma boneca de madeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/204/", "verse_text": "mora mukhe ye saba rasa karilā pracāraṇe\n\nsei rasa dekhi ei ihāra likhane", "devanagari": "> মোর মুখে যে সব রস করিলা প্রচারণে ।\n> সেই রস দেখি এই ইহার লিখনে ॥২০৪॥", "synonyms": "*mora mukhe*—através de minha boca; *ye*—tudo o que; *saba rasa*—todas essas melosidades transcendentais; *karilā*—Tu fizeste; *pracāraṇe*—pregar; *sei rasa*—essas mesmas melosidades transcendentais; *dekhi*—vejo; *ei*—isto; *ihāra likhane*—nos escritos de Śrīla Rūpa Gosvāmī.", "translation": "**\"Vejo que as verdades referentes à melosidade transcendental que expuseste através de minha boca estão todas explicadas nos escritos de Śrīla Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/205/", "verse_text": "bhakte kṛpā-hetu prakāśite cāha vraja-rasa\n\nyāre karāo, sei karibe jagat tomāra vaśa", "devanagari": "> ভক্তে কৃপা-হেতু প্রকাশিতে চাহ ব্রজ-রস ।\n> যারে করাও, সেই করিবে জগৎ তোমার বশ ॥২০৫॥", "synonyms": "*bhakte*—aos devotos; *kṛpā-hetu*—em razão da misericórdia; *prakāśite*—mostrar; *cāha*—desejas; *vraja-rasa*—as melosidades transcendentais de Vṛndāvana; *yāre*—quem quer que; *karāo*—capacites; *sei*—ele; *karibe*—porá; *jagat*—o mundo inteiro; *tomāra vaśa*—sob Teu controle.", "translation": "**\"Em razão de Tua misericórdia imotivada para com Teus devotos, desejas descrever os passatempos transcendentais de Vṛndāvana. Quem quer que seja capacitado a fazer isso poderá trazer o mundo inteiro sob Tua influência.\"**", "purport": "Esta passagem é paralela à afirmação kṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana, que significa que, a menos que seja capacitado pela Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, ninguém pode espalhar o santo nome do Senhor por todo o mundo (Cc. Antya 7.11). Sob a proteção da Suprema Personalidade de Deus, o devoto puro pode pregar o santo nome do Senhor de modo que todos possam aproveitar-se desta facilidade e assim tornar-se conscientes de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/1/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/206/", "verse_text": "tabe mahāprabhu kailā rūpe āliṅgana\n\ntāṅre karāilā sabāra caraṇa vandana", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু কৈলা রূপে আলিঙ্গন ।\n> তাঁরে করাইলা সবার চরণ বন্দন ॥২০৬॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *āliṅgana*—abraçar; *tāṅre*—a ele; *karāilā*—induziu a fazer; *sabāra*—de todos eles; *caraṇa vandana*—adorar os pés de lótus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então abraçou Rūpa Gosvāmī e pediu-lhe que oferecesse orações aos pés de lótus de todos os devotos presentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/207/", "verse_text": "advaita-nityānandādi saba bhakta-gaṇa\n\nkṛpā kari' rūpe sabe kailā āliṅgana", "devanagari": "> অদ্বৈত-নিত্যানন্দাদি সব ভক্তগণ ।\n> কৃপা করি’ রূপে সবে কৈলা আলিঙ্গন ॥২০৭॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Ācārya; *nityānanda-ādi*—Śrī Nityānanda Prabhu e outros; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos pessoais; *kṛpā kari'*—sendo muito misericordiosos; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *sabe*—todos eles; *kailā āliṅgana*—abraçaram.", "translation": "**Advaita Ācārya, Nityānanda Prabhu e todos os demais devotos demonstraram sua misericórdia imotivada a Rūpa Gosvāmī, abraçando-o por sua vez.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/208/", "verse_text": "prabhu-kṛpā rūpe, āra rūpera sad-guṇa\n\ndekhi' camatkāra haila sabākāra mana", "devanagari": "> প্রভু-কৃপা রূপে, আর রূপের সদ্গুণ ।\n> দেখি’ চমৎকার হৈল সবাকার মন ॥২০৮॥", "synonyms": "*prabhu-kṛpā*—a misericórdia do Senhor Caitanya; *rūpe*—para com Rūpa Gosvāmī; *āra*—e; *rūpera sat-guṇa*—as qualidades transcendentais de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *dekhi'*—vendo; *camatkāra haila*—houve admiração; *sabākāra*—de todos eles; *mana*—nas mentes.", "translation": "**Ao verem a misericórdia especial de Śrī Caitanya Mahāprabhu para com Śrīla Rūpa Gosvāmī e ao verem suas qualidades pessoais, todos os devotos ficaram maravilhados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/209/", "verse_text": "tabe mahāprabhu saba bhakta lañā gelā\n\nharidāsa-ṭhākura rūpe āliṅgana kailā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সব ভক্ত লঞা গেলা ।\n> হরিদাস-ঠাকুর রূপে আলিঙ্গন কৈলা ॥২০৯॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *bhakta*—os devotos; *lañā*—com; *gelā*—partiu do lugar; *hari-dāsa-ṭhākura*—de nome Haridāsa Ṭhākura; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *āliṅgana kailā*—abraçou.", "translation": "**Então, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu com todos os Seus devotos, Haridāsa Ṭhākura também abraçou Śrīla Rūpa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/210/", "verse_text": "haridāsa kahe,--\"tomāra bhāgyera nāhi sīmā\n\nye saba varṇilā, ihāra ke jāne mahimā?\"", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — “তোমার ভাগ্যের নাহি সীমা ।\n> যে সব বর্ণিলা, ইহার কে জানে মহিমা ?” ॥ ২১০ ॥", "synonyms": "*hari-dāsa kahe*—Haridāsa Ṭhākura diz; *tomāra*—tua; *bhāgyera*—de fortuna; *nāhi sīmā*—não há limite; *ye*—tudo o que; *saba*—todos; *varṇilā*—descreveste; *ihāra*—disto; *ke jāne*—quem pode compreender; *mahimā*—as glórias.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse-lhe: \"Não há limite para tua boa fortuna. Ninguém pode compreender as glórias daquilo que descreveste.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/211/", "verse_text": "śrī-rūpa kahena,--āmi kichui nā jāni\n\nyei mahāprabhu kahāna, sei kahi vāṇī", "devanagari": "> শ্রীরূপ কহেন, — “আমি কিছুই না জানি ।\n> যেই মহাপ্রভু কহান, সেই কহি বাণী ।।” ॥ ২১১ ॥", "synonyms": "*śrī-rūpa kahena*—Śrīla Rūpa Gosvāmī responde; *āmi*—eu; *kichui*—coisa alguma; *nā jāni*—não sei; *yei*—tudo o que; *mahāprabhu kahāna*—Śrī Caitanya Mahāprabhu me faz dizer ou escrever; *sei*—essas; *kahi*—eu falo; *vāṇī*—palavras transcendentais.", "translation": "**Śrī Rūpa Gosvāmī disse: \"Não sei coisa alguma. As únicas palavras transcendentais que posso proferir são aquelas que Śrī Caitanya Mahāprabhu me faz dizer.**", "purport": "O poeta ou escritor que trata de temas transcendentais não é um escritor ou tradutor comum. Por ser capacitado pela Suprema Personalidade de Deus, tudo o que escreve torna-se muito eficaz. O princípio de ser capacitado pela Suprema Personalidade de Deus é essencial. Um poeta materialista que descreve em sua poesia as atividades materiais do homem e da mulher não pode descrever os passatempos transcendentais do Senhor nem as conclusões transcendentais do serviço devocional. Śrīla Sanātana Gosvāmī, portanto, advertiu todos os devotos neófitos de que não se deve ouvir da boca de um não-vaiṣṇava.\n\navaiṣṇava-mukhodgīrṇaṁ\n\npūtaṁ hari-kathāmṛtam\n\nśravaṇaṁ naiva kartavyaṁ\n\nsarpocchiṣṭaṁ yathā payaḥ\n\n(*Padma Purāṇa*)\n\nA menos que se seja um devoto plenamente imaculado do Senhor, não se deve tentar descrever em poesia os passatempos de Kṛṣṇa, pois isso será apenas algo mundano. Há muitas descrições do *Bhagavad-gītā* de Kṛṣṇa escritas por pessoas cuja consciência é mundana e que não são qualificadas pela devoção pura. Embora tenham tentado escrever literatura transcendental, não conseguiram ocupar plenamente sequer um único devoto no serviço de Kṛṣṇa. Tal literatura é mundana e, por conseguinte, conforme advertiu Śrī Sanātana Gosvāmī, não se deve tocá-la."}
{"ref": "cc/antya/1/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/212/", "verse_text": "hṛdi yasya preraṇayā\n\npravartito 'haṁ varāka-rūpo 'pi\n\ntasya hareḥ pada-kamalaṁ\n\nvande caitanya-devasya", "devanagari": "> হৃদি যস্য প্রেরণয়া প্রবর্তিতোঽহং বরাকরূপোঽপি ।\n> তস্য হরেঃ পদকমলং বন্দে চৈতন্যদেবস্য ॥২১২॥", "synonyms": "*hṛdi*—dentro do coração; *yasya*—de quem (a Suprema Personalidade de Deus, que concede a Seus devotos puros a inteligência para difundir o movimento da consciência de Kṛṣṇa); *preraṇayā*—pela inspiração; *pravartitaḥ*—ocupado; *aham*—eu; *varāka*—insignificante e baixo; *rūpaḥ*—Rūpa Gosvāmī; *api*—embora; *tasya*—dEle; *hareḥ*—de Hari, a Suprema Personalidade de Deus; *pada-kamalam*—aos pés de lótus; *vande*—permita-me oferecer minhas orações; *caitanya-devasya*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Embora eu seja o mais baixo dos homens e não possua conhecimento algum, o Senhor misericordiosamente me concedeu a inspiração para escrever literatura transcendental sobre o serviço devocional. Portanto, ofereço minhas reverências aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, que me deu a oportunidade de escrever estes livros.' \"**", "purport": "Este verso é do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (1.1.2)."}
{"ref": "cc/antya/1/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/213/", "verse_text": "ei-mata dui-jana kṛṣṇa-kathā-raṅge\n\nsukhe kāla goṅāya rūpa haridāsa-saṅge", "devanagari": "> এইমত দুইজন কৃষ্ণকথারঙ্গে ।\n> সুখে কাল গোঙায় রূপ হরিদাস-সঙ্গে ॥২১৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *dui-jana*—Haridāsa Ṭhākura e Śrīla Rūpa Gosvāmī; *kṛṣṇa-kathā-raṅge*—no prazer de discutir tópicos sobre Kṛṣṇa; *sukhe*—em felicidade; *kāla*—o tempo; *goṅāya*—passa; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *hari-dāsa-saṅge*—na companhia de Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Dessa maneira, Śrīla Rūpa Gosvāmī passou o tempo em estreita associação com Haridāsa Ṭhākura, discutindo os passatempos do Senhor Kṛṣṇa com grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/214/", "verse_text": "cāri māsa rahi' saba prabhura bhakta-gaṇa\n\ngosāñi vidāya dilā, gauḍe karilā gamana", "devanagari": "> চারি মাস রহি’ সব প্রভুর ভক্তগণ ।\n> গোসাঞি বিদায় দিলা, গৌড়ে করিলা গমন ॥২১৪॥", "synonyms": "*cāri māsa*—quatro meses; *rahi'*—permanecendo; *saba*—todos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *gosāñi*—Caitanya Mahāprabhu; *vidāya dilā*—despediu-se; *gauḍe*—para Bengala; *karilā gamana*—regressaram.", "translation": "**Assim, todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu passaram quatro meses com Ele. Em seguida, o Senhor despediu-se deles, e eles regressaram a Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/215/", "verse_text": "śrī-rūpa prabhu-pade nīlācale rahilā\n\ndola-yātrā prabhu-saṅge ānande dekhilā", "devanagari": "> শ্রীরূপ প্রভুপদে নীলাচলে রহিলা ।\n> দোলযাত্রা প্রভুসঙ্গে আনন্দে দেখিলা ॥২১৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *prabhu-pade*—aos pés de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *rahilā*—permaneceu; *dola-yātrā*—o festival de Dola-yātrā; *prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānande*—com grande felicidade; *dekhilā*—assistiu.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī, contudo, permaneceu aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e, quando se realizou o festival de Dola-yātrā, assistiu a ele com grande felicidade na companhia do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/216/", "verse_text": "dola anantare prabhu rūpe vidāya dilā\n\naneka prasāda kari' śakti sañcārilā", "devanagari": "> দোল অনন্তরে প্রভু রূপে বিদায় দিলা ।\n> অনেক প্রসাদ করি’ শক্তি সঞ্চারিলা ॥২১৬॥", "synonyms": "*dola anantare*—após a Dola-yātrā; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rūpe*—a Rūpa Gosvāmī; *vidāya dilā*—despediu-se; *aneka prasāda kari'*—dotando-o de toda espécie de misericórdia; *śakti sañcārilā*—investiu-lhe poder.", "translation": "**Depois que o festival de Dola-yātrā terminou, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se também de Rūpa Gosvāmī. O Senhor o investiu de poder e lhe concedeu toda espécie de misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/217/", "verse_text": "\"vṛndāvane yāha' tumi, rahiha vṛndāvane\n\nekabāra ihāṅ pāṭhāiha sanātane", "devanagari": "> “বৃন্দাবনে যাহ’ তুমি, রহিহ বৃন্দাবনে ।\n> একবার ইহাঁ পাঠাইহ সনাতনে ॥২১৭॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—para Vṛndāvana; *yāha'*—vai agora; *tumi*—você; *rahiha*—fica; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *eka-bāra*—uma vez; *ihāṅ*—aqui; *pāṭhāiha*—envie; *sanātane*—seu irmão mais velho, Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**\"Agora vai a Vṛndāvana e fica lá\", disse o Senhor. \"Envie aqui seu irmão mais velho, Sanātana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/218/", "verse_text": "vraje yāi rasa-śāstra kariha nirūpaṇa\n\nlupta-tīrtha saba tāhāṅ kariha pracāraṇa", "devanagari": "> ব্রজে যাই রসশাস্ত্র করিহ নিরূপণ ।\n> লুপ্ত-তীর্থ সব তাহাঁ করিহ প্রচারণ ॥২১৮॥", "synonyms": "*vraje yāi*—indo a Vṛndāvana; *rasa-śāstra*—toda a literatura transcendental concernente aos passatempos do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *kariha nirūpaṇa*—escreva cuidadosamente; *lupta-tīrtha*—os lugares sagrados perdidos; *saba*—todos; *tāhāṅ*—lá; *kariha pracāraṇa*—torne conhecidos.", "translation": "**\"Quando você for a Vṛndāvana, fique lá, pregue literatura transcendental e desentranhe os lugares sagrados perdidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/219/", "verse_text": "kṛṣṇa-sevā, rasa-bhakti kariha pracāra\n\nāmiha dekhite tāhāṅ yāimu ekabāra\"", "devanagari": "> কৃষ্ণসেবা, রসভক্তি করিহ প্রচার ।\n> আমিহ দেখিতে তাহাঁ যাইমু একবার ।।” ॥ ২১৯ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-sevā*—o serviço ao Senhor Kṛṣṇa; *rasa-bhakti*—serviço devocional; *kariha pracāra*—pregue; *āmiha*—eu também; *dekhite*—para ver; *tāhāṅ*—lá, em Vṛndāvana; *yāimu*—irei; *eka-bāra*—mais uma vez.", "translation": "**\"Estabeleça o serviço ao Senhor Kṛṣṇa e pregue os melados do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa. Eu também irei a Vṛndāvana mais uma vez.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/220/", "verse_text": "eta bali' prabhu tāṅre kailā āliṅgana\n\nrūpa gosāñi śire dhare prabhura caraṇa", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> রূপ গোসাঞি শিরে ধরে প্রভুর চরণ ॥২২০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a Rūpa Gosvāmī; *kailā āliṅgana*—abraçou; *rūpa gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *śire*—sobre a cabeça; *dhare*—coloca; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Tendo assim falado, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Rūpa Gosvāmī, que então colocou os pés de lótus do Senhor sobre sua cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/221/", "verse_text": "prabhura bhakta-gaṇa-pāśe vidāya la-ilā\n\npunarapi gauḍa-pathe vṛndāvane āilā", "devanagari": "> প্রভুর ভক্তগণ-পাশে বিদায় লইলা ।।\n> পুনরপি গৌড়-পথে বৃন্দাবনে আইলা ॥২২১॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-pāśe*—dos devotos; *vidāya la-ilā*—despediu-se; *punarapi*—novamente; *gauḍa-pathe*—pelo caminho de Bengala; *vṛndāvane*—para Vṛndāvana; *āilā*—regressou.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī despediu-se de todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e regressou a Vṛndāvana pelo caminho de Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/222/", "verse_text": "ei ta' kahilāṅa punaḥ rūpera milana\n\nihā yei śune, pāya caitanya-caraṇa", "devanagari": "> এই ত’ কহিলাঙ পুনঃ রূপের মিলন ।\n> ইহা যেই শুনে, পায় চৈতন্যচরণ ॥২২২॥", "synonyms": "*ei ta' kahilāṅa*—assim eu descrevi; *punaḥ*—novamente; *rūpera milana*—o encontro com Śrīla Rūpa Gosvāmī; *ihā*—esta narração; *yei śune*—todo aquele que ouve; *pāya*—obtém; *caitanya-caraṇa*—o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi o segundo encontro de Rūpa Gosvāmī e Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todo aquele que ouvir sobre este incidente certamente alcançará o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/1/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/1/223/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২২৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Primeiro Capítulo, que descreve o segundo encontro de Śrīla Rūpa Gosvāmī e Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/2/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/1/", "verse_text": "vande 'haṁ śrī-guroḥ śrī-yuta-pada-kamalaṁ śrī-gurūn vaiṣṇavāṁś ca\nśrī-rūpaṁ sāgrajātaṁ saha-gaṇa-raghunāthānvitaṁ taṁ sa-jīvam\nsādvaitaṁ sāvadhūtaṁ parijana-sahitaṁ kṛṣṇa-caitanya-devaṁ\nśrī-rādhā-kṛṣṇa-pādān saha-gaṇa-lalitā-śrī-viśākhānvitāṁś ca", "devanagari": "> বন্দেঽহং শ্রীগুরোঃ শ্রীযুতপদকমলং শ্রীগুরূন্ বৈষ্ণবাংশ্চ\n> শ্রীরূপং সাগ্রজাতং সহগণরঘুনাথান্বিতং তং সজীবম্ ।\n> সাদ্বৈতং সাবধূতং পরিজনসহিতং কৃষ্ণচৈতন্যদেবং\n> শ্রীরাধাকৃষ্ণপাদান্ সহগণললিতা-শ্রীবিশাখান্বিতাংশ্চ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *aham*—eu; *śrī-guroḥ*—de meu mestre espiritual iniciador ou de meu mestre espiritual instrutor; *śrī-yuta-pada-kamalam*—aos opulentos pés de lótus; *śrī-gurūn*—aos mestres espirituais no sistema paramparā, começando por Mādhavendra Purī e descendo até Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura Prabhupāda; *vaiṣṇavān*—a todos os vaiṣṇavas, começando pelo Senhor Brahmā e por outros vindos desde o início mesmo da criação; *ca*—e; *śrī-rūpam*—a Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sa-agra-jātam*—com seu irmão mais velho, Śrī Sanātana Gosvāmī; *saha-gaṇa-raghunātha-anvitam*—com Raghunātha dāsa Gosvāmī e seus associados; *tam*—a ele; *sa-jīvam*—com Jīva Gosvāmī; *sa-advaitam*—com Advaita Ācārya; *sa-avadhūtam*—com Nityānanda Prabhu; *parijana-sahitam*—e com Śrīvāsa Ṭhākura e todos os demais devotos; *kṛṣṇa-caitanya-devam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-rādhā-kṛṣṇa-pādān*—aos pés de lótus do plenamente opulento Śrī Kṛṣṇa e de Rādhārāṇī; *saha-gaṇa*—com as associadas; *lalitā-śrī-viśākhā-anvitān*—acompanhados por Lalitā e Śrī Viśākhā; *ca*—também.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de lótus de meu mestre espiritual e de todos os demais preceptores na senda do serviço devocional. Ofereço minhas respeitosas reverências a todos os vaiṣṇavas e aos seis Gosvāmīs, entre eles Śrīla Rūpa Gosvāmī, Śrīla Sanātana Gosvāmī, Raghunātha dāsa Gosvāmī, Jīva Gosvāmī e seus associados. Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Advaita Ācārya Prabhu, a Śrī Nityānanda Prabhu, a Śrī Caitanya Mahāprabhu e a todos os Seus devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura. Ofereço, então, minhas respeitosas reverências aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa, de Śrīmatī Rādhārāṇī e de todas as gopīs, encabeçadas por Lalitā e Viśākhā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—a Śrī Caitanya; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/3/", "verse_text": "sarva-loka uddhārite gaura-avatāra\nnistārera hetu tāra trividha prakāra", "devanagari": "> সর্ব-লোক উদ্ধারিতে গৌর-অবতার ।\n> নিস্তারের হেতু তার ত্রিবিধ প্রকার ॥৩॥", "synonyms": "*sarva-loka*—todos os mundos; *uddhārite*—libertar; *gaura-avatāra*—a encarnação do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nistārera hetu*—causas da libertação de todas as pessoas; *tāra*—Suas; *tri-vidha prakāra*—três espécies.", "translation": "**Em Sua encarnação como Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Śrī Kṛṣṇa desceu para libertar todos os seres vivos nos três mundos, desde Brahmaloka até Pātālaloka. Ele causou a libertação deles de três maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/4/", "verse_text": "sākṣāt-darśana, āra yogya-bhakta-jīve\n'āveśa' karaye kāhāṅ, kāhāṅ 'āvirbhāve'", "devanagari": "> সাক্ষাৎ-দর্শন, আর যোগ্যভক্ত-জীবে ।\n> ‘আবেশ’ করয়ে কাহাঁ, কাহাঁ ‘আবির্ভাবে’ ॥৪॥", "synonyms": "*sākṣāt-darśana*—encontro direto; *āra*—e; *yogya-bhakta*—devoto perfeito; *jīve*—seres vivos; *āveśa karaye*—dota de potências espirituais específicas; *kāhāṅ*—em algum lugar; *kāhāṅ*—em outros lugares; *āvirbhāve*—aparecendo Ele próprio.", "translation": "**O Senhor libertou as almas caídas em alguns lugares encontrando-Se diretamente com elas, em outros lugares dotando de poder um devoto puro e em outros lugares ainda aparecendo Ele próprio diante de alguém.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/5-6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/5-6/", "verse_text": "'sākṣāt-darśane' prāya saba nistārilā\nnakula-brahmacārīra dehe 'āviṣṭa' ha-ilā\npradyumna-nṛsiṁhānanda āge kailā 'āvirbhāva'\n'loka nistāriba',--ei īśvara-svabhāva", "devanagari": "> ‘সাক্ষাৎ-দর্শনে’ প্রায় সব নিস্তারিলা ।\n> নকুল-ব্রহ্মচারীর দেহে ‘আবিষ্ট’ হইলা ॥৫॥\n> প্রদ্যুম্ন-নৃসিংহানন্দ আগে কৈলা ‘আবির্ভাব’ ।\n> ‘লোক নিস্তারিব,’ — এই ঈশ্বর-স্বভাব ॥৬॥", "synonyms": "*sākṣāt-darśane*—por encontro direto; *prāya*—quase; *saba*—todas; *nistārilā*—libertou; *nakula-brahmacārīra*—de um brahmacārī chamado Nakula; *dehe*—no corpo; *āviṣṭa ha-ilā*—entrou; *pradyumna-nṛsiṁhānanda*—Pradyumna Nṛsiṁhānanda; *āge*—diante de; *kailā*—fez; *āvirbhāva*—aparecimento; *loka nistāriba*—libertarei todas as almas caídas; *ei*—esta; *īśvara-svabhāva*—a característica da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu libertou quase todas as almas caídas encontrando-Se diretamente com elas. Libertou outras entrando no corpo de Nakula Brahmacārī e aparecendo diante de Nṛsiṁhānanda Brahmacārī. \"Libertarei as almas caídas.\" Esta afirmação caracteriza a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": "O Senhor sempre manifestava Seu aparecimento *āvirbhāva* nos seguintes quatro lugares: (1) a casa de Śrīmatī Śacīmātā, (2) onde quer que Nityānanda Prabhu dançasse em êxtase, (3) a casa de Śrīvāsa (quando se realizava o *kīrtana*), e (4) a casa de Rāghava Paṇḍita. O Senhor Caitanya aparecia pessoalmente nesses quatro lugares. A esse respeito, pode-se consultar o texto 34.)"}
{"ref": "cc/antya/2/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/7/", "verse_text": "sākṣāt-darśane saba jagat tārilā\neka-bāra ye dekhilā, se kṛtārtha ha-ilā", "devanagari": "> সাক্ষাৎ-দর্শনে সব জগৎ তারিলা ।\n> একবার যে দেখিলা, সে কৃতার্থ হইলা ॥৭॥", "synonyms": "*sākṣāt-darśane*—por encontros diretos; *saba*—todo; *jagat*—o universo; *tārilā*—Ele libertou; *eka-bāra*—uma vez; *ye*—todo aquele que; *dekhilā*—viu; *se*—ele; *kṛta-artha*—plenamente satisfeito; *ha-ilā*—tornou-se.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estava pessoalmente presente, todo aquele no mundo que se encontrasse com Ele uma só vez ficava plenamente satisfeito e tornava-se espiritualmente avançado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/8/", "verse_text": "gauḍa-deśera bhakta-gaṇa pratyabda āsiyā\npunaḥ gauḍa-deśe yāya prabhure miliyā", "devanagari": "> গৌড়-দেশের ভক্তগণ প্রত্যব্দ আসিয়া ।\n> পুনঃ গৌড়দেশে যায় প্রভুরে মিলিয়া ॥৮॥", "synonyms": "*gauḍa-deśera*—de Bengala; *bhakta-gaṇa*—devotos; *prati-abda*—todos os anos; *āsiyā*—vindo; *punaḥ*—novamente; *gauḍa-deśe*—a Bengala; *yāya*—retornam; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *miliyā*—após encontrar-se com.", "translation": "**Todos os anos, os devotos de Bengala iam a Jagannātha Purī para encontrar-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu e, após o encontro, retornavam a Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/9/", "verse_text": "āra nānā-deśera loka āsi' jagannātha\ncaitanya-caraṇa dekhi' ha-ila kṛtārtha", "devanagari": "> আর নানা-দেশের লোক আসি’ জগন্নাথ ।\n> চৈতন্য-চরণ দেখি’ হইল কৃতার্থ ॥৯॥", "synonyms": "*āra*—novamente; *nānā-deśera*—de diferentes províncias; *loka*—pessoas; *āsi'*—vindo; *jagannātha*—a Jagannātha Purī; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *ha-ila*—tornaram-se; *kṛta-artha*—plenamente satisfeitas.", "translation": "**De modo semelhante, as pessoas que iam a Jagannātha Purī provenientes de várias províncias da Índia ficavam plenamente satisfeitas após ver os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/10/", "verse_text": "sapta-dvīpera loka āra nava-khaṇḍa-vāsī\ndeva, gandharva, kinnara manuṣya-veśe āsi'", "devanagari": "> সপ্তদ্বীপের লোক আর নবখণ্ডবাসী ।\n> দেব, গন্ধর্ব, কিন্নর মনুষ্য-বেশে আসি’ ॥১০॥", "synonyms": "*sapta-dvīpera loka*—pessoas de todas as sete ilhas dentro do universo; *āra*—e; *nava-khaṇḍa-vāsī*—os habitantes dos nove khaṇḍas; *deva*—semideuses; *gandharva*—os habitantes de Gandharvaloka; *kinnara*—os habitantes de Kinnaraloka; *manuṣya-veśe*—sob a forma de seres humanos; *āsi'*—vindo.", "translation": "**Pessoas de todo o universo, inclusive das sete ilhas, dos nove khaṇḍas, dos planetas dos semideuses, de Gandharvaloka e de Kinnaraloka, iam até lá sob a forma de seres humanos.**", "purport": "Para uma explicação de sapta-dvīpa, consulte-se a *Madhya-līlā*, Capítulo Vinte, verso 218, e o *Śrīmad-Bhāgavatam*, Quinto Canto, Capítulos Dezesseis e Vinte. No Siddhānta-śiromaṇi, Capítulo Um (Golādhyāya), na seção Bhuvana-kośa, os nove khaṇḍas são mencionados da seguinte maneira:\n\naindraṁ kaśeru sakalaṁ kila tāmraparṇam\nanyad gabhastimad ataś ca kumārikākhyam\nnāgaṁ ca saumyam iha vāruṇam antya-khaṇḍaṁ\ngāndharva-saṁjñam iti bhārata-varṣa-madhye\n\n\"Dentro de Bhārata-varṣa, há nove khaṇḍas. Eles são conhecidos como (1) Aindra, (2) Kaśeru, (3) Tāmraparṇa, (4) Gabhastimat, (5) Kumārikā, (6) Nāga, (7) Saumya, (8) Vāruṇa e (9) Gāndharva.\""}
{"ref": "cc/antya/2/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/11/", "verse_text": "prabhure dekhiyā yāya 'vaiṣṇava' hañā\nkṛṣṇa bali' nāce saba premāviṣṭa hañā", "devanagari": "> প্রভুরে দেখিয়া যায় ‘বৈষ্ণব’ হঞা ।\n> কৃষ্ণ বলি’ নাচে সব প্রেমাবিষ্ট হঞা ॥১১॥", "synonyms": "*prabhure dekhiyā*—ao ver o Senhor; *yāya*—retornam; *vaiṣṇava hañā*—tendo-se tornado devotos da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa; *kṛṣṇa bali'*—cantando Kṛṣṇa; *nāce*—dançam; *saba*—todos eles; *prema-āviṣṭa hañā*—dominados pelo amor extático.", "translation": "**Após ver o Senhor, todos eles tornavam-se vaiṣṇavas. Assim, dançavam e cantavam o mantra Hare Kṛṣṇa em amor extático a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/12/", "verse_text": "ei-mata darśane trijagat nistāri\nye keha āsite nāre aneka saṁsārī", "devanagari": "> এইমত দর্শনে ত্রিজগৎ নিস্তারি  ।\n> যে কেহ আসিতে নারে অনেক সংসারী ॥১২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *darśane*—por visitas diretas; *tri-jagat*—os três mundos; *nistāri*—libertando; *ye keha*—alguns que; *āsite nāre*—não podiam vir; *aneka*—muitas; *saṁsārī*—pessoas enredadas neste mundo material.", "translation": "**Dessa maneira, por encontros diretos, Śrī Caitanya Mahāprabhu libertou os três mundos. Algumas pessoas, porém, não podiam ir e estavam enredadas em atividades materiais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/13/", "verse_text": "tā-sabā tārite prabhu sei saba deśe\nyogya-bhakta jīva-dehe karena 'āveśe'", "devanagari": "> তা-সবা তারিতে প্রভু সেই সব দেশে  ।\n> যোগ্যভক্ত জীবদেহে করেন ‘আবেশে’ ॥১৩॥", "synonyms": "*tā-sabā*—todas elas; *tārite*—libertar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aqueles; *saba*—todos; *deśe*—em países; *yogya-bhakta*—um devoto adequado; *jīva-dehe*—no corpo de tal entidade viva; *karena*—faz; *āveśe*—entrada.", "translation": "**Para libertar as pessoas em regiões por todo o universo que não podiam encontrar-se com Ele, Śrī Caitanya Mahāprabhu entrava pessoalmente nos corpos de devotos puros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/14/", "verse_text": "sei jīve nija-bhakti karena prakāśe\ntāhāra darśane 'vaiṣṇava' haya sarva-deśe", "devanagari": "> সেই জীবে নিজ-ভক্তি করেন প্রকাশে ।\n> তাহার দর্শনে ‘বৈষ্ণব’ হয় সর্বদেশে ॥১৪॥", "synonyms": "*sei jīve*—nessa entidade viva; *nija-bhakti*—Sua própria devoção; *karena prakāśe*—manifesta diretamente; *tāhāra darśane*—ao ver tal devoto dotado de poder; *vaiṣṇava*—devotos de Kṛṣṇa; *haya*—tornam-se; *sarva-deśe*—em todos os demais países.", "translation": "**Assim, Ele dotava de poder os seres vivos [Seus devotos puros], manifestando neles tanto de Sua própria devoção que as pessoas em todos os demais países tornavam-se devotas ao vê-los.**", "purport": "Como se afirma no *Caitanya-caritāmṛta* (Antya 7.11):\n\nkali-kālera dharma-kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana\nkṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana\n\nA menos que alguém seja dotado de poder pela Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu, não se pode difundir os santos nomes do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa pelo mundo inteiro. As pessoas que o fazem são dotadas de poder. Por isso, às vezes são chamadas de āveśa-avatāras, ou encarnações, pois são dotadas do poder de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/2/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/15/", "verse_text": "ei-mata āveśe tārila tribhuvana\n\ngauḍe yaiche āveśa, kari dig daraśana", "devanagari": "> এইমত আবেশে তারিল ত্রিভুবন ।\n> গৌড়ে যৈছে আবেশ, করি দিগ্ দরশন ॥১৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *āveśe*—ao revestir de poder; *tārila tri-bhuvana*—libertou os três mundos inteiros; *gauḍe*—em Bengala; *yaiche*—como; *āveśa*—revestir de poder; *kari dik daraśana*—descreverei em breves palavras.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu libertou os três mundos inteiros, não apenas por Sua presença pessoal, mas também ao revestir outros de poder. Descreverei brevemente como Ele revestiu de poder um ser vivo em Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/16/", "verse_text": "āmbuyā-muluke haya nakula-brahmacārī\n\nparama-vaiṣṇava teṅho baḍa adhikārī", "devanagari": "> আম্বুয়া-মুলুকে হয় নকুল-ব্রহ্মচারী ।\n> পরম-বৈষ্ণব তেঁহো বড় অধিকারী ॥১৬॥", "synonyms": "*āmbuyā-muluke*—na província conhecida como Āmbuyā; *haya*—há aqui; *nakula-brahmacārī*—uma pessoa conhecida como Nakula Brahmacārī; *parama-vaiṣṇava*—um devoto perfeitamente puro; *teṅho*—ele; *baḍa adhikārī*—muito avançado em serviço devocional.", "translation": "**Em Āmbuyā-muluka havia uma pessoa chamada Nakula Brahmacārī, que era um devoto perfeitamente puro, grandemente avançado em serviço devocional.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que Āmbuyā-muluka é a atual Ambikā, uma cidade no distrito de Vardhamāna, em Bengala Ocidental. Antigamente, durante o regime maometano, era conhecida como Āmbuyā-muluka. Nessa cidade há um bairro chamado Pyārīgañja, e foi ali que Nakula Brahmacārī costumava viver."}
{"ref": "cc/antya/2/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/17/", "verse_text": "gauḍa-deśera loka nistārite mana haila\n\nnakula-hṛdaye prabhu 'āveśa' karila", "devanagari": "> গৌড়দেশের লোক নিস্তারিতে মন হৈল ।\n> নকুল-হৃদয়ে প্রভু ‘আবেশ’ করিল ॥১৭॥", "synonyms": "*gauḍa-deśera loka*—o povo de Bengala; *nistārite*—libertar; *mana haila*—desejou; *nakula-hṛdaye*—no coração de Nakula Brahmacārī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśa karila*—entrou.", "translation": "**Desejando libertar todo o povo de Bengala, Śrī Caitanya Mahāprabhu entrou no coração de Nakula Brahmacārī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/18/", "verse_text": "graha-grasta-prāya nakula premāviṣṭa hañā\n\nhāse, kānde, nāce, gāya unmatta hañā", "devanagari": "> গ্রহগ্রস্তপ্রায় নকুল প্রেমাবিষ্ট হঞা ।\n> হাসে, কান্দে, নাচে, গায় উন্মত্ত হঞা ॥১৮॥", "synonyms": "*graha-grasta-prāya*—exatamente como alguém assombrado por um fantasma; *nakula*—Nakula Brahmacārī; *prema-āviṣṭa hañā*—estando dominado pelo amor extático a Deus; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *unmatta hañā*—tal como um louco.", "translation": "**Nakula Brahmacārī tornou-se exatamente como um homem assombrado por um fantasma. Assim, ora ele ria, ora chorava, ora dançava e ora cantava como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/19/", "verse_text": "aśru, kampa, stambha, sveda, sāttvika vikāra\n\nnirantara preme nṛtya, saghana huṅkāra", "devanagari": "> অশ্রু, কম্প, স্তম্ভ, স্বেদ, সাত্ত্বিক বিকার ।\n> নিরন্তর প্রেমে নৃত্য, সঘন হুঙ্কার ॥১৯॥", "synonyms": "*aśru*—lágrimas; *kampa*—tremor; *stambha*—ficar atônito; *sveda*—transpiração; *sāttvika vikāra*—todas essas transformações transcendentais; *nirantara*—continuamente; *preme nṛtya*—dançar em amor extático; *sa-ghana huṅkāra*—um som como o de uma nuvem.", "translation": "**Ele exibia continuamente transformações corporais de amor transcendental. Assim, chorava, tremia, ficava atônito, transpirava, dançava em amor a Deus e produzia sons como os de uma nuvem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/20/", "verse_text": "taiche gaura-kānti, taiche sadā premāveśa\n\ntāhā dekhibāre āise sarva gauḍa-deśa", "devanagari": "> তৈছে গৌরকান্তি, তৈছে সদা প্রেমাবেশ ।\n> তাহা দেখিবারে আইসে সর্ব গৌড়দেশ ॥২০॥", "synonyms": "*taiche*—dessa maneira; *gaura-kānti*—um brilho corporal como o do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *taiche*—de modo semelhante; *sadā*—sempre; *prema-āveśa*—absorto em amor extático; *tāhā dekhibāre*—para ver isso; *āise*—vinham; *sarva*—todas; *gauḍa-deśa*—pessoas de todas as províncias de Bengala.", "translation": "**Seu corpo resplandecia com o mesmo brilho que o de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e ele demonstrava a mesma absorção em amor extático a Deus. As pessoas vinham de todas as províncias de Bengala para ver esses sintomas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/21/", "verse_text": "yāre dekhe tāre kahe,--'kaha kṛṣṇa-nāma'\n\ntāṅhāra darśane loka haya premoddāma", "devanagari": "> যারে দেখে তারে কহে, — ‘কহ কৃষ্ণনাম’ ।\n> তাঁহার দর্শনে লোক হয় প্রেমোদ্দাম ॥২১॥", "synonyms": "*yāre dekhe*—quem quer que ele visse; *tāre kahe*—dirigia-se a ele; *kaha kṛṣṇa-nāma*—meu caro amigo, canta o santo nome de Kṛṣṇa; *tāṅhāra darśane*—por vê-lo; *loka haya*—as pessoas tornavam-se; *prema-uddāma*—altamente elevadas em amor a Deus.", "translation": "**Ele aconselhava a quem quer que encontrasse a cantar os santos nomes Hare Kṛṣṇa. Assim, ao vê-lo, as pessoas eram dominadas pelo amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/22/", "verse_text": "caitanyera āveśa haya nakulera dehe\n\nśuni' śivānanda āilā kariyā sandehe", "devanagari": "> চৈতন্যের আবেশ হয় নকুলের দেহে ।\n> শুনি’ শিবানন্দ আইলা করিয়া সন্দেহে ॥২২॥", "synonyms": "*caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśa*—tomar posse; *haya*—havia; *nakulera dehe*—no corpo de Nakula Brahmacārī; *śuni'*—ouvindo; *śivānanda āilā*—Śivānanda Sena veio; *kariyā sandehe*—em dúvida.", "translation": "**Quando Śivānanda Sena ouviu que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia entrado no corpo de Nakula Brahmacārī, ele foi até lá com dúvidas em sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/23/", "verse_text": "parīkṣā karite tāṅra yabe icchā haila\n\nbāhire rahiyā tabe vicāra karila", "devanagari": "> পরীক্ষা করিতে তাঁর যবে ইচ্ছা হৈল  ।\n> বাহিরে রহিয়া তবে বিচার করিল ॥২৩॥", "synonyms": "*parīkṣā karite*—pôr à prova; *tāṅra*—de Śivānanda Sena; *yabe*—quando; *icchā*—desejo; *haila*—houve; *bāhire rahiyā*—permanecendo do lado de fora; *tabe*—naquele momento; *vicāra karila*—considerou.", "translation": "**Desejando pôr à prova a autenticidade de Nakula Brahmacārī, ele permaneceu do lado de fora, pensando o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/24-25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/24-25/", "verse_text": "\"āpane bolāna more, ihā yadi jāni\n\nāmāra iṣṭa-mantra jāni' kahena āpani\n\ntabe jāni, iṅhāte haya caitanya-āveśe\"\n\neta cinti' śivānanda rahilā dūra-deśe", "devanagari": "> “আপনে বোলান মোরে, ইহা যদি জানি ।\n> আমার ইষ্ট-মন্ত্র জানি’ কহেন আপনি ॥২৪॥\n> তবে জানি, ইঁহাতে হয় চৈতন্য-আবেশে ।” এত চিন্তি’ শিবানন্দ রহিলা দূরদেশে ॥২৫॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *bolāna*—chama; *more*—a mim; *ihā*—isto; *yadi*—se; *jāni*—eu compreender; *āmāra*—meu; *iṣṭa-mantra*—mantra adorável; *jāni'*—conhecendo; *kahena āpani*—ele mesmo o diz; *tabe jāni*—então compreenderei; *iṅhāte*—nele; *haya*—há; *caitanya-āveśe*—estar possuído por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eta cinti'*—pensando isso; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *rahilā*—permaneceu; *dūra-deśe*—um pouco afastado.", "translation": "**\"Se Nakula Brahmacārī me chamar pessoalmente e conhecer meu mantra adorável, então compreenderei que ele está inspirado pela presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\" Pensando dessa maneira, ele permaneceu a certa distância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/26/", "verse_text": "asaṅkhya lokera ghaṭā,--keha āise yāya\n\nlokera saṅghaṭṭe keha darśana nā pāya", "devanagari": "> অসংখ্য লোকের ঘটা, — কেহ আইসে যায় ।\n> লোকের সংঘট্টে কেহ দর্শন না পায় ॥২৬॥", "synonyms": "*asaṅkhya lokera ghaṭā*—uma grande multidão de pessoas; *keha*—algumas; *āise*—vinham; *yāya*—iam; *lokera saṅghaṭṭe*—na grande multidão de pessoas; *keha*—algumas delas; *darśana nā pāya*—não conseguiam ver Nakula Brahmacārī.", "translation": "**Havia uma grande multidão de pessoas, algumas vindo e outras indo. De fato, algumas pessoas naquela grande multidão sequer conseguiam ver Nakula Brahmacārī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/27/", "verse_text": "āveśe brahmacārī kahe,--'śivānanda āche dūre\n\njana dui cāri yāha, bolāha tāhāre'", "devanagari": "> আবেশে ব্রহ্মচারী কহে, — ‘শিবানন্দ আছে দূরে ।\n> জন দুই চারি যাহ, বোলাহ তাহারে ।।’ ॥ ২৭ ॥", "synonyms": "*āveśe*—naquele estado de possessão; *brahmacārī kahe*—Nakula Brahmacārī disse; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *āche dūre*—está a certa distância; *jana*—pessoas; *dui*—duas; *cāri*—quatro; *yāha*—ide; *bolāha tāhāre*—chamai-o.", "translation": "**Em seu estado inspirado, Nakula Brahmacārī disse: \"Śivānanda Sena está a certa distância. Que duas ou quatro pessoas dentre vós vão chamá-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/28/", "verse_text": "cāri-dike dhāya loke 'śivānanda' bali\n\nśivānanda kon, tomāya bolāya brahmacārī", "devanagari": "> চারিদিকে ধায় লোকে ‘শিবানন্দ’ বলি ।\n> শিবানন্দ কোন্, তোমায় বোলায় ব্রহ্মচারী ॥২৮॥", "synonyms": "*cāri-dike*—nas quatro direções; *dhāya loke*—as pessoas começaram a correr; *śivānanda bali*—chamando em voz alta o nome de Śivānanda; *śivānanda kon*—quem quer que seja Śivānanda; *tomāya*—a ti; *bolāya*—chama; *brahmacārī*—Nakula Brahmacārī.", "translation": "**Assim, as pessoas começaram a correr de um lado para outro, chamando em todas as direções: \"Śivānanda! Quem quer que seja Śivānanda, por favor, venha. Nakula Brahmacārī está te chamando.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/29/", "verse_text": "śuni, śivānanda sena tāṅhā śīghra āila\n\nnamaskāra kari' tāṅra nikaṭe vasila", "devanagari": "> শুনি’ শিবানন্দ সেন তাঁহা শীঘ্র আইল ।\n> নমস্কার করি’ তাঁর নিকটে বসিল ॥২৯॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *śivānanda sena*—de nome Śivānanda Sena; *tāṅhā*—lá; *śīghra*—rapidamente; *āila*—veio; *namaskāra kari'*—oferecendo reverências; *tāṅra nikaṭe*—perto dele; *vasila*—sentou-se.", "translation": "**Ao ouvir esses chamados, Śivānanda Sena foi rapidamente até lá, ofereceu reverências a Nakula Brahmacārī e sentou-se perto dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/30/", "verse_text": "brahmacārī bale,--\"tumi karilā saṁśaya\n\neka-manā hañā śuna tāhāra niścaya", "devanagari": "> ব্রহ্মচারী বলে, — “তুমি করিলা সংশয়  ।\n> এক-মনা হঞা শুন তাহার নিশ্চয় ॥৩০॥", "synonyms": "*brahmacārī bale*—Nakula Brahmacārī disse; *tumi*—tu; *karilā saṁśaya*—duvidaste; *eka-manā hañā*—com grande atenção; *śuna*—por favor, ouve; *tāhāra*—disso; *niścaya*—a resolução.", "translation": "**Nakula Brahmacārī disse: \"Sei que estás em dúvida. Agora, por favor, ouve esta prova com grande atenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/31/", "verse_text": "'gaura-gopāla mantra' tomāra cāri akṣara\n\naviśvāsa chāḍa, yei kariyācha antara\"", "devanagari": "> ‘গৌরগোপাল মন্ত্র’ তোমার চারি অক্ষর  ।\n> অবিশ্বাস ছাড়, যেই করিয়াছ অন্তর ।।” ৩১ ॥৩১॥", "synonyms": "*gaura-gopāla mantra*—o mantra Gaura-gopāla; *tomāra*—teu; *cāri akṣara*—composto de quatro sílabas; *aviśvāsa chāḍa*—abandona tuas dúvidas; *yei*—as quais; *kariyācha antara*—mantiveste em tua mente.", "translation": "**\"Estás cantando o mantra Gaura-gopāla, composto de quatro sílabas. Agora, por favor, abandona as dúvidas que residiram em teu interior.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura explica o mantra Gaura-gopāla em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya. Os adoradores de Śrī Gaurasundara aceitam as quatro sílabas gau-ra-aṇ-ga como o mantra Gaura, mas os adoradores puros de Rādhā e Kṛṣṇa aceitam as quatro sílabas rā-dhā kṛṣ-ṇa como o mantra Gaura-gopāla. Os vaiṣṇavas, contudo, consideram Śrī Caitanya Mahāprabhu não diferente de Rādhā-Kṛṣṇa (śrī-kṛṣṇa-caitanya rādhā-kṛṣṇa nahe anya). Por conseguinte, aquele que canta o mantra Gaurāṅga e aquele que canta os nomes de Rādhā e Kṛṣṇa estão no mesmo nível."}
{"ref": "cc/antya/2/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/32/", "verse_text": "tabe śivānandera mane pratīti ha-ila\n\naneka sammāna kari' bahu bhakti kaila", "devanagari": "> তবে শিবানন্দের মন প্রতীতি হইল ।\n> অনেক সম্মান করি’ বহু ভক্তি কৈল ॥৩২॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *śivānandera*—de Śivānanda Sena; *mane*—na mente; *pratīti ha-ila*—houve confiança; *aneka sammāna kari'*—oferecendo-lhe muito respeito; *bahu bhakti kaila*—prestou-lhe serviço devocional.", "translation": "**Śivānanda Sena desenvolveu, então, plena confiança em sua mente de que Nakula Brahmacārī estava repleto da presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Śivānanda Sena ofereceu-lhe, então, respeito e serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/33/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhura acintya prabhāva\n\nebe śuna prabhura yaiche haya 'āvirbhāva'", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভুর অচিন্ত্য প্রভাব ।\n> এবে শুন প্রভুর যৈছে হয় ‘আবির্ভাব ।।’ ॥ ৩৩ ॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *acintya prabhāva*—influência inconcebível; *ebe*—agora; *śuna*—ouve; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yaiche*—de que modo; *haya*—há; *āvirbhāva*—aparecimento.", "translation": "**Dessa maneira, deve-se compreender as inconcebíveis potências de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Agora, por favor, ouve como ocorre Seu aparecimento [āvirbhāva].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/34-35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/34-35/", "verse_text": "śacīra mandire, āra nityānanda-nartane\n\nśrīvāsa-kīrtane, āra rāghava-bhavane\n\nei cāri ṭhāñi prabhura sadā 'āvirbhāva'\n\npremākṛṣṭa haya,--prabhura sahaja svabhāva", "devanagari": "> শচীর মন্দিরে, আর নিত্যানন্দ-নর্তনে ।\n> শ্রীবাস-কীর্তনে, আর রাঘব-ভবনে ॥৩৪॥\n> এই চারি ঠাঞি প্রভুর সদা ‘আবির্ভাব’ ।\n> প্রেমাকৃষ্ট হয়, — প্রভুর সহজ স্বভাব ॥৩৫॥", "synonyms": "*śacīra mandire*—no templo doméstico de mãe Śacī; *āra*—e; *nityānanda-nartane*—no momento da dança de Śrī Nityānanda Prabhu; *śrīvāsa-kīrtane*—no momento do cantar congregacional liderado por Śrīvāsa Paṇḍita; *āra*—e; *rāghava-bhavane*—na casa de Rāghava; *ei cāri ṭhāñi*—nesses quatro lugares; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sadā*—sempre; *āvirbhāva*—aparecimento; *prema-ākṛṣṭa haya*—é atraído pelo amor; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sahaja sva-bhāva*—característica natural.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sempre aparecia em quatro lugares: no templo doméstico de mãe Śacī, nos lugares onde Śrī Nityānanda Prabhu dançava, na casa de Śrīvāsa Paṇḍita durante o cantar congregacional e na casa de Rāghava Paṇḍita. Ele aparecia devido à Sua atração pelo amor de Seus devotos. Essa é Sua característica natural.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/36/", "verse_text": "nṛsiṁhānandera āge āvirbhūta hañā\n\nbhojana karilā, tāhā śuna mana diyā", "devanagari": "> নৃসিংহানন্দের আগে আবির্ভূত হঞা ।\n> ভোজন করিলা, তাহা শুন মন দিয়া ॥৩৬॥", "synonyms": "*nṛsiṁhānandera*—do brahmacārī conhecido como Nṛsiṁhānanda; *āge*—diante; *āvirbhūta hañā*—aparecendo; *bhojana karilā*—Ele aceitou oferendas de alimento; *tāhā*—isso; *śuna*—ouve; *mana diyā*—com atenção.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu diante de Nṛsiṁhānanda Brahmacārī e comeu suas oferendas. Por favor, ouve sobre isso com atenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/37/", "verse_text": "śivānandera bhāginā śrī-kānta-sena nāma\n\nprabhura kṛpāte teṅho baḍa bhāgyavān", "devanagari": "> শিবানন্দের ভাগিনা শ্রীকান্ত-সেন নাম ।\n> প্রভুর কৃপাতে তেঁহো বড় ভাগ্যবান্ ॥৩৭॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *bhāginā*—sobrinho; *śrī-kānta-sena nāma*—chamado Śrīkānta Sena; *prabhura kṛpāte*—pela misericórdia imotivada de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *teṅho*—ele; *baḍa*—muito; *bhāgyavān*—afortunado.", "translation": "**Śivānanda Sena tinha um sobrinho chamado Śrīkānta Sena, o qual, pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu, era extremamente afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/38/", "verse_text": "eka vatsara teṅho prathama ekeśvara\n\nprabhu dekhibāre āilā utkaṇṭhā-antara", "devanagari": "> এক বৎসর তেঁহো প্রথম একেশ্বর ।\n> প্রভু দেখিবারে আইলা উৎকণ্ঠা-অন্তর ॥৩৮॥", "synonyms": "*eka vatsara*—um ano; *teṅho*—Śrīkānta Sena; *prathama*—primeiro; *ekeśvara*—sozinho; *prabhu dekhibāre*—para ver o Senhor; *āilā*—veio; *utkaṇṭhā-antara*—com grande ansiedade na mente.", "translation": "**Certo ano, Śrīkānta Sena veio sozinho a Jagannātha Purī com grande ânsia de ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/39/", "verse_text": "mahāprabhu tāre dekhi' baḍa kṛpā kailā\n\nmāsa-dui teṅho prabhura nikaṭe rahilā", "devanagari": "> মহাপ্রভু তারে দেখি’ বড় কৃপা কৈলা ।\n> মাস-দুই তেঁহো প্রভুর নিকটে রহিলা ॥৩৯॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—a ele; *dekhi'*—vendo; *baḍa kṛpā kailā*—concedeu grande misericórdia; *māsa-dui*—por dois meses; *teṅho*—Śrīkānta Sena; *prabhura nikaṭe*—perto de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**Ao ver Śrīkānta Sena, Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu-lhe misericórdia imotivada. Śrīkānta Sena permaneceu perto de Śrī Caitanya Mahāprabhu por cerca de dois meses em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/40/", "verse_text": "tabe prabhu tāṅre ājñā kailā gauḍe yāite\n\n\"bhakta-gaṇe niṣedhiha ethāke āsite", "devanagari": "> তবে প্রভু তাঁরে আজ্ঞা কৈলা গৌড়ে যাইতে  ।\n> “ভক্তগণে নিষেধিহ এথাকে আসিতে ॥৪০॥", "synonyms": "*tabe*—então; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *ājñā kailā*—ordenou; *gauḍe yāite*—regressando a Bengala; *bhakta-gaṇe*—os devotos; *niṣedhiha*—proíbe; *ethāke āsite*—de virem a este lugar.", "translation": "**Quando ele estava prestes a regressar a Bengala, o Senhor lhe disse: \"Proíbe os devotos de Bengala de virem a Jagannātha Purī este ano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/41/", "verse_text": "e-vatsara tāṅhā āmi yāimu āpane\n\ntāhāi milimu saba advaitādi sane", "devanagari": "> এ-বৎসর তাঁহা আমি যাইমু আপনে  ।\n> তাহাই মিলিমু সব অদ্বৈতাদি সনে ॥৪১॥", "synonyms": "*e-vatsara*—este ano; *tāṅhā*—lá (a Bengala); *āmi*—Eu; *yāimu*—irei; *āpane*—pessoalmente; *tāhāi*—lá; *milimu*—encontrar-Me-ei; *saba*—todos; *advaita-ādi*—começando por Advaita Ācārya; *sane*—com.", "translation": "**\"Este ano Eu mesmo irei a Bengala e Me encontrarei com todos os devotos de lá, encabeçados por Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/42/", "verse_text": "śivānande kahiha,--āmi ei pauṣa-māse\n\nācambite avaśya āmi yāiba tāṅra pāśe", "devanagari": "> শিবানন্দে কহিহ, — আমি এই পৌষ-মাসে ।\n> আচম্বিতে অবশ্য আমি যাইব তাঁর পাশে ॥৪২॥", "synonyms": "*śivānande kahiha*—fala a Śivānanda Sena; *āmi*—Eu; *ei*—este; *pauṣa-māse*—no mês de dezembro; *ācambite*—de súbito; *avaśya*—certamente; *āmi*—Eu; *yāiba*—irei; *tāṅra pāśe*—ao seu lar.", "translation": "**\"Por favor, informa a Śivānanda Sena que este dezembro Eu certamente irei ao seu lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/43/", "verse_text": "jagadānanda haya tāhāṅ, teṅho bhikṣā dibe\n\nsabāre kahiha,--e vatsara keha nā āsibe\"", "devanagari": "> জগদানন্দ হয় তাহাঁ, তেঁহো ভিক্ষা দিবে ।\n> সবারে কহিহ, — এ বৎসর কেহ না আসিবে ।।” ॥ ৪৩ ॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda; *haya*—está; *tāhāṅ*—lá; *teṅho*—ele; *bhikṣā dibe*—dará oferendas de alimento; *sabāre kahiha*—informa a todos eles; *e vatsara*—este ano; *keha nā āsibe*—ninguém deve vir.", "translation": "**\"Jagadānanda está lá, e ele Me dará oferendas de alimento. Informa a todos eles que ninguém deve vir a Jagannātha Purī este ano.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/44/", "verse_text": "śrī-kānta āsiyā gauḍe sandeśa kahila\n\nśuni' bhakta-gaṇa-mane ānanda ha-ila", "devanagari": "> শ্রীকান্ত আসিয়া গৌড়ে সন্দেশ কহিল ।\n> শুনি’ ভক্তগণ-মনে আনন্দ হইল ॥৪৪॥", "synonyms": "*śrī-kānta*—Śrīkānta Sena; *āsiyā*—regressando; *gauḍe*—em Bengala; *sandeśa*—mensagem; *kahila*—transmitiu; *śuni'*—ouvindo; *bhakta-gaṇa-mane*—nas mentes dos devotos; *ānanda ha-ila*—houve grande felicidade.", "translation": "**Quando Śrīkānta Sena regressou a Bengala e transmitiu essa mensagem, as mentes de todos os devotos ficaram muito satisfeitas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/45/", "verse_text": "calitechilā ācārya, rahilā sthira hañā\n\nśivānanda, jagadānanda rahe pratyāśā kariyā", "devanagari": "> চলিতেছিলা আচার্য, রহিলা স্থির হঞা ।\n> শিবানন্দ, জগদানন্দ রহে প্রত্যাশা করিয়া ॥৪৫॥", "synonyms": "*calitechilā*—estava pronto para partir; *ācārya*—Advaita Ācārya; *rahilā*—permaneceu; *sthira hañā*—ficando imóvel; *śivānanda*—Śivānanda; *jagadānanda*—Jagadānanda; *rahe*—permanecem; *pratyāśā kariyā*—aguardando.", "translation": "**Advaita Ācārya estava prestes a partir para Jagannātha Purī com os demais devotos, mas, ao ouvir essa mensagem, Ele esperou. Śivānanda Sena e Jagadānanda também permaneceram, aguardando a chegada de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/46/", "verse_text": "pauṣa-māse āila duṅhe sāmagrī kariyā\n\nsandhyā-paryanta rahe apekṣā kariyā", "devanagari": "> পৌষ-মাস আইল দুহেঁ সামগ্রী করিয়া ।\n> সন্ধ্যা-পর্যন্ত রহে অপেক্ষা করিয়া ॥৪৬॥", "synonyms": "*pauṣa-māse*—o mês de Pauṣa (dezembro-janeiro); *āila*—chegou; *duṅhe*—Śivānanda Sena e Jagadānanda; *sāmagrī kariyā*—fazendo todos os preparativos; *sandhyā-paryanta*—até a noite; *rahe*—permanecem; *apekṣā kariyā*—esperando.", "translation": "**Quando o mês de Pauṣa chegou, tanto Jagadānanda como Śivānanda reuniram toda sorte de parafernália para a recepção do Senhor. Todos os dias, eles esperavam até a noite a vinda do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/47/", "verse_text": "ei-mata māsa gela, gosāñi nā āilā\n\njagadānanda, śivānanda duḥkhita ha-ilā", "devanagari": "> এইমত মাস গেল, গোসাঞি না আইলা ।\n> জগদানন্দ, শিবানন্দ দুঃখিত হইলা ॥৪৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *māsa gela*—passou-se o mês; *gosāñi nā āilā*—Śrī Caitanya Mahāprabhu não veio; *jagadānanda*—Jagadānanda; *śivānanda*—Śivānanda; *duḥkhita ha-ilā*—ficaram muito infelizes.", "translation": "**Como o mês passou e Śrī Caitanya Mahāprabhu não veio, Jagadānanda e Śivānanda ficaram muitíssimo infelizes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/48-49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/48-49/", "verse_text": "ācambite nṛsiṁhānanda tāhāṅi āilā\n\nduṅhe tāṅre mili' tabe sthāne vasāilā\n\nduṅhe duḥkhī dekhi' tabe kahe nṛsiṁhānanda\n\n'tomā duṅhākāre kene dekhi nirānanda?'", "devanagari": "> আচম্বিতে নৃসিংহানন্দ তাহাঁই আইলা ।\n> দুঁহে তাঁরে মিলি’ তবে স্থানে বসাইলা ॥৪৮॥\n> দুঁহে দুঃখী দেখি’ তবে কহে নৃসিংহানন্দ ।\n> ‘তোমা দুহাঁকারে কেনে দেখি নিরানন্দ ?’ ৪৯ ॥৪৯॥", "synonyms": "*ācambite*—de repente; *nṛsiṁhānanda*—Nṛsiṁhānanda; *tāhāṅi āilā*—chegou ali; *duṅhe*—Śivānanda e Jagadānanda; *tāṅre*—a ele; *mili'*—encontrando; *tabe*—então; *sthāne vasāilā*—fizeram-no sentar; *duṅhe*—ambos; *duḥkhī*—infelizes; *dekhi'*—vendo; *tabe*—então; *kahe nṛsiṁhānanda*—Nṛsiṁhānanda começou a falar; *tomā duṅhākāre*—vós dois; *kene*—por que; *dekhi*—vejo; *nirānanda*—infelizes.", "translation": "**De repente Nṛsiṁhānanda chegou, e Jagadānanda e Śivānanda providenciaram para que ele se sentasse junto a eles. Vendo ambos tão infelizes, Nṛsiṁhānanda perguntou: \"Por que vejo vós dois tão abatidos?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/50/", "verse_text": "tabe śivānanda tāṅre sakala kahilā\n\n'āsiba ājñā dilā prabhu kene nā āilā?'", "devanagari": "> তবে শিবানন্দ তাঁরে সকল কহিলা ।\n> ‘আসিব আজ্ঞা দিলা প্রভু কেনে না আইলা ?’ ॥ ৫০ ॥", "synonyms": "*tabe*—logo; *śivānanda*—Śivānanda; *tāṅre*—a Nṛsiṁhānanda; *sakala kahilā*—disse tudo; *āsiba*—virei; *ājñā dilā*—prometeu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kene*—por que; *nā āilā*—Ele não veio.", "translation": "**Então Śivānanda Sena lhe contou: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu prometeu que viria. Por que, então, Ele não chegou?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/51/", "verse_text": "śuni' brahmacārī kahe,--'karaha santoṣe\n\nāmi ta' āniba tāṅre tṛtīya divase'", "devanagari": "> শুনি’ ব্রহ্মচারী কহে, — ‘করহ সন্তোষে ।\n> আমি ত’ আনিব তাঁরে তৃতীয় দিবসে ।।” ॥ ৫১ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *brahmacārī*—Nṛsiṁhānanda Brahmacārī; *kahe*—disse; *karaha santoṣe*—ficai satisfeitos; *āmi*—eu; *ta'*—certamente; *āniba*—trarei; *tāṅre*—a Ele (Śrī Caitanya Mahāprabhu); *tṛtīya divase*—no terceiro dia.", "translation": "**Ao ouvir isso, Nṛsiṁhānanda Brahmacārī respondeu: \"Por favor, ficai satisfeitos. Asseguro-vos que O trarei aqui daqui a três dias.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/52/", "verse_text": "tāṅhāra prabhāva-prema jāne dui-jane\n\nānibe prabhure ebe niścaya kailā mane", "devanagari": "> তাঁহার প্রভাব-প্রেম জানে দুইজনে ।\n> আনিবে প্রভুরে এবে নিশ্চয় কৈলা মনে ॥৫২॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—sua; *prabhāva*—influência; *prema*—amor a Deus; *jāne*—conhecem; *dui-jane*—ambos; *ānibe prabhure*—ele trará Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ebe*—agora; *niścaya kailā mane*—ficaram plenamente seguros em suas mentes.", "translation": "**Śivānanda e Jagadānanda conheciam a influência e o amor a Deus de Nṛsiṁhānanda Brahmacārī. Por isso, sentiram-se agora seguros de que ele certamente traria Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/53/", "verse_text": "'pradyumna brahmacārī'--tāṅra nija-nāma\n\n'nṛsiṁhānanda' nāma tāṅra kailā gaura-dhāma", "devanagari": "> ‘প্রদ্যুম্ন ব্রহ্মচারী’ — তাঁর নিজ-নাম ।\n> ‘নৃসিংহানন্দ’ নাম তাঁর কৈলা গৌরধাম ॥৫৩॥", "synonyms": "*pradyumna brahmacārī*—Pradyumna Brahmacārī; *tāṅra*—seu; *nija-nāma*—nome verdadeiro; *nṛsiṁhānanda*—Nṛsiṁhānanda; *nāma*—nome; *tāṅra*—seu; *kailā gaura-dhāma*—foi dado por Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Seu nome verdadeiro era Pradyumna Brahmacārī. O nome Nṛsiṁhānanda lhe fora dado pelo próprio Senhor Gaurasundara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/54/", "verse_text": "dui dina dhyāna kari' śivānandere kahila\n\n\"pāṇihāṭi grāme āmi prabhure ānila", "devanagari": "> দুই দিন ধ্যান করি’ শিবানন্দেরে কহিল  ।\n> “পাণিহাটি গ্রামে আমি প্রভুরে আনিল ॥৫৪॥", "synonyms": "*dui dina*—por dois dias; *dhyāna kari'*—após meditar; *śivānandere kahila*—ele disse a Śivānanda Sena; *pāṇihāṭi grāme*—à aldeia chamada Pāṇihāṭi; *āmi*—eu; *prabhure ānila*—trouxe Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após meditar por dois dias, Nṛsiṁhānanda Brahmacārī disse a Śivānanda Sena: \"Já trouxe Śrī Caitanya Mahāprabhu à aldeia conhecida como Pāṇihāṭi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/55/", "verse_text": "kāli madhyāhne teṅho āsibena tomāra ghare\n\npāka-sāmagrī ānaha, āmi bhikṣā dimu tāṅre", "devanagari": "> কালি মধ্যাহ্নে তেঁহো আসিবেন তোমার ঘরে  ।\n> পাক-সামগ্রী আনহ, আমি ভিক্ষা দিমু তাঁরে ॥৫৫॥", "synonyms": "*kāli madhyāhne*—amanhã ao meio-dia; *teṅho*—Ele; *āsibena*—virá; *tomāra ghare*—à tua casa; *pāka-sāmagrī ānaha*—por favor, traze tudo o que é necessário para cozinhar; *āmi*—eu; *bhikṣā dimu*—cozinharei e oferecerei o alimento; *tāṅre*—a Ele.", "translation": "**\"Amanhã ao meio-dia Ele virá à tua casa. Portanto, por favor, traze todo tipo de ingredientes para cozinhar. Eu mesmo cozinharei e Lhe oferecerei o alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/56/", "verse_text": "tabe tāṅre ethā āmi āniba satvara\n\nniścaya kahilāṅa, kichu sandeha nā kara", "devanagari": "> তবে তাঁরে এথা আমি আনিব সত্বর ।\n> নিশ্চয় কহিলাঙ, কিছু সন্দেহ না কর ॥৫৬॥", "synonyms": "*tabe*—dessa maneira; *tāṅre*—a Ele; *ethā*—aqui; *āmi*—eu; *āniba satvara*—trarei muito em breve; *niścaya*—com certeza; *kahilāṅa*—falei; *kichu sandeha nā kara*—não tenhas dúvida alguma.", "translation": "**\"Dessa maneira, eu O trarei aqui muito em breve. Fica seguro de que estou te dizendo a verdade. Não tenhas dúvidas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/57/", "verse_text": "ye cāhiye, tāhā kara hañā tat-para\n\nati tvarāya kariba pāka, śuna ataḥpara", "devanagari": "> যে চাহিয়ে, তাহা কর হঞা তৎপর ।\n> অতি ত্বরায় করিব পাক, শুন অতঃপর ॥৫৭॥", "synonyms": "*ye cāhiye*—o que quer que eu queira; *tāhā kara*—providencia isso; *hañā tat-para*—estando empenhado; *ati tvarāya*—muito em breve; *kariba pāka*—começarei a cozinhar; *śuna ataḥpara*—apenas escuta.", "translation": "**\"Traze todos os ingredientes muito em breve, pois quero começar a cozinhar imediatamente. Por favor, faze o que eu digo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/58/", "verse_text": "pāka-sāmagrī ānaha, āmi yāhā cāi'\n\nye māgila, śivānanda āni' dilā tāi", "devanagari": "> পাক-সামগ্রী আনহ, আমি যাহা চাই ।’\n> যে মাগিল, শিবানন্দ আনি’ দিলা তাই ॥৫৮॥", "synonyms": "*pāka-sāmagrī ānaha*—traze todos os ingredientes para cozinhar; *āmi yāhā cāi*—o que quer que eu queira; *ye māgila*—o que quer que ele pedisse; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *āni'*—trazendo; *dilā tāi*—entregou tudo.", "translation": "**Nṛsiṁhānanda Brahmacārī disse a Śivānanda: \"Por favor, traze quaisquer ingredientes para cozinhar que eu queira.\" Assim, Śivānanda Sena trouxe imediatamente tudo o que ele pediu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/59/", "verse_text": "prātaḥ-kāla haite pāka karilā apāra\n\nnānā vyañjana, piṭhā, kṣīra nānā upahāra", "devanagari": "> প্রাতঃকাল হৈতে পাক করিলা অপার ।\n> নানা ব্যঞ্জন, পিঠা, ক্ষীর নানা উপহার ॥৫৯॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāla haite*—começando pela manhã; *pāka karilā apāra*—cozinhou muitas variedades de alimento; *nānā vyañjana*—variedades de hortaliças; *piṭhā*—bolos; *kṣīra*—arroz-doce; *nānā*—várias; *upahāra*—oferendas de alimento.", "translation": "**Começando bem cedo pela manhã, Nṛsiṁhānanda Brahmacārī cozinhou muitas variedades de alimento, inclusive hortaliças, bolos, arroz-doce e outras preparações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/60/", "verse_text": "jagannāthera bhinna bhoga pṛthak bāḍila\n\ncaitanya prabhura lāgi' āra bhoga kaila", "devanagari": "> জগন্নাথের ভিন্ন ভোগ পৃথক্ বাড়িল  ।\n> চৈতন্য প্রভুর লাগি’ আর ভোগ কৈল ॥৬০॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *bhinna*—separadas; *bhoga*—oferendas; *pṛthak*—separadamente; *bāḍila*—dispôs; *caitanya prabhura lāgi'*—para Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āra*—outras; *bhoga*—oferendas de alimento; *kaila*—fez.", "translation": "**Depois de terminar de cozinhar, ele trouxe pratos separados para Jagannātha e Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/61/", "verse_text": "iṣṭa-deva nṛsiṁha lāgi' pṛthak bāḍila\n\ntina-jane samarpiyā bāhire dhyāna kaila", "devanagari": "> ইষ্টদেব নৃসিংহ লাগি’ পৃথক্ বাড়িল  ।\n> তিন-জনে সমর্পিয়া বাহিরে ধ্যান কৈল ॥৬১॥", "synonyms": "*iṣṭa-deva*—a Deidade adorável; *nṛsiṁha*—o Senhor Nṛsiṁhadeva; *lāgi'*—para; *pṛthak*—separadamente; *bāḍila*—dispôs; *tina-jane*—às três Deidades; *samarpiyā*—oferecendo; *bāhire*—fora; *dhyāna kaila*—meditou.", "translation": "**Ele também ofereceu pratos separadamente a Nṛsiṁhadeva, sua Deidade adorável. Dessa maneira, dividiu todo o alimento em três oferendas. Então, fora do templo, começou a meditar no Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/62/", "verse_text": "dekhe, śīghra āsi' vasilā caitanya-gosāñi\n\ntina bhoga khāilā, kichu avaśiṣṭa nāi", "devanagari": "> দেখে, শীঘ্র আসি’ বসিলা চৈতন্য-গোসাঞি ।\n> তিন ভোগ খাইলা, কিছু অবশিষ্ট নাই ॥৬২॥", "synonyms": "*dekhe*—ele vê; *śīghra āsi'*—vindo rapidamente; *vasilā*—sentou-se; *caitanya-gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tina bhoga*—as três oferendas separadas; *khāilā*—Ele comeu; *kichu avaśiṣṭa nāi*—não restaram quaisquer sobras.", "translation": "**Em sua meditação, ele viu Śrī Caitanya Mahāprabhu vir rapidamente, sentar-se e comer todas as três oferendas, sem deixar sobra alguma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/63/", "verse_text": "ānande vihvala pradyumna, paḍe aśru-dhāra\n\n\"hāhā kibā kara\" bali' karaye phutkāra", "devanagari": "> আনন্দে বিহ্বল প্রদ্যুম্ন, পড়ে অশ্রুধার ।\n> “হাহা কিবা কর” বলি’ করয়ে ফুৎকার ॥৬৩॥", "synonyms": "*ānande vihvala*—dominado pelo êxtase transcendental; *pradyumna*—Pradyumna Brahmacārī; *paḍe aśru-dhāra*—lágrimas caíam de seus olhos; *hāhā*—ai de mim, ai de mim; *kibā kara*—o que estás fazendo; *bali'*—dizendo; *karaye phut-kāra*—começou a manifestar desapontamento.", "translation": "**Pradyumna Brahmacārī ficou dominado pelo êxtase transcendental ao ver Caitanya Mahāprabhu comer tudo. Assim, lágrimas brotaram-lhe dos olhos. Não obstante, ele manifestou consternação, dizendo: \"Ai de mim, ai de mim! Meu querido Senhor, o que estás fazendo? Estás comendo o alimento de todos!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/64/", "verse_text": "jagannāthe-tomāya aikya, khāo tāṅra bhoga\n\nnṛsiṁhera bhoga kene kara upayoga?", "devanagari": "> ‘জগন্নাথে-তোমায় ঐক্য, খাও তাঁর ভোগ ।\n> নৃসিংহের ভোগ কেনে কর উপযোগ ? ॥ ৬৪ ॥", "synonyms": "*jagannāthe*—com o Senhor Jagannātha; *tomāya*—e Tu; *aikya*—unidade; *khāo tāṅra bhoga*—podes comer Sua oferenda; *nṛsiṁhera bhoga*—a oferenda de Nṛsiṁhadeva; *kene kara upayoga*—por que estás comendo.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu és uno com Jagannātha; portanto, não tenho objeção a que comas Sua oferenda. Mas por que estás tocando na oferenda destinada ao Senhor Nṛsiṁhadeva?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/65/", "verse_text": "nṛsiṁhera haila jāni āji upavāsa\n\nṭhākura upavāsī rahe, jiye kaiche dāsa?'", "devanagari": "> নৃসিংহের হৈল জানি আজি উপবাস ।\n> ঠাকুর উপবাসী রহে, জিয়ে কৈছে দাস ?’ ॥ ৬৫ ॥", "synonyms": "*nṛsiṁhera*—do Senhor Nṛsiṁha; *haila*—houve; *jāni*—compreendo; *āji*—hoje; *upavāsa*—jejum; *ṭhākura upavāsī rahe*—o amo permanece em jejum; *jiye kaiche dāsa*—como pode o servo sustentar a vida.", "translation": "**\"Penso que Nṛsiṁhadeva não conseguiu comer nada hoje e por isso está em jejum. Se o mestre jejua, como pode o servo sobreviver?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/66/", "verse_text": "bhojana dekhi' yadyapi tāṅra hṛdaye ullāsa\n\nnṛsiṁha lakṣya kari' bāhye kichu kare duḥkhābhāsa", "devanagari": "> ভোজন দেখি’ যদ্যপি তাঁর হৃদয়ে উল্লাস ।\n> নৃসিংহ লক্ষ্য করি’ বাহ্যে কিছু করে দুঃখাভাস ॥৬৬॥", "synonyms": "*bhojana dekhi'*—vendo o ato de comer; *yadyapi*—embora; *tāṅra hṛdaye*—em seu coração; *ullāsa*—júbilo; *nṛsiṁha*—o Senhor Nṛsiṁhadeva; *lakṣya kari'*—em consideração a; *bāhye*—externamente; *kichu*—alguma; *kare*—faz; *duḥkha-ābhāsa*—expressão de desapontamento.", "translation": "**Embora Nṛsiṁha Brahmacārī sentisse júbilo em seu coração ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu comer tudo, em consideração ao Senhor Nṛsiṁhadeva ele expressou externamente desapontamento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/67/", "verse_text": "svayaṁ bhagavān kṛṣṇa-caitanya-gosāñi\n\njagannātha-nṛsiṁha-saha kichu bheda nāi", "devanagari": "> স্বয়ং ভগবান্ কৃষ্ণচৈতন্য-গোসাঞি ।\n> জগন্নাথ-নৃসিংহ-সহ কিছু ভেদ নাই ॥৬৭॥", "synonyms": "*svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa-caitanya-gosāñi*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *jagannātha-nṛsiṁha-saha*—com o Senhor Jagannātha e Nṛsiṁhadeva; *kichu bheda*—qualquer diferença; *nāi*—não há.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu é a própria Suprema Personalidade de Deus. Portanto, não há diferença entre Ele, o Senhor Jagannātha e o Senhor Nṛsiṁhadeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/68/", "verse_text": "ihā jānibāre pradyumnera gūḍha haita mana\n\ntāhā dekhāilā prabhu kariyā bhojana", "devanagari": "> ইহা জানিবারে প্রদ্যুম্নের গূঢ় হৈল মন ।\n> তাহা দেখাইলা প্রভু করিয়া ভোজন ॥৬৮॥", "synonyms": "*ihā*—este fato; *jānibāre*—conhecer; *pradyumnera*—de Pradyumna Brahmacārī; *gūḍha*—profundamente; *haita mana*—estava ansioso; *tāhā*—isso; *dekhāilā*—demonstrou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyā bhojana*—ao comer.", "translation": "**Pradyumna Brahmacārī estava profundamente ansioso por compreender esse fato. Portanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu revelou-lho por meio de uma demonstração prática.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/69/", "verse_text": "bhojana kariyā prabhu gelā pāṇihāṭi\n\nsantoṣa pāilā dekhi' vyañjana-paripāṭī", "devanagari": "> ভোজন করিয়া প্রভু গেলা পাণিহাটি ।\n> সন্তোষ পাইলা দেখি’ ব্যঞ্জন-পরিপাটী ॥৬৯॥", "synonyms": "*bhojana kariyā*—depois de comer todas as oferendas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā pāṇihāṭi*—partiu para Pāṇihāṭi; *santoṣa pāilā*—ficou muito satisfeito; *dekhi'*—vendo; *vyañjana-paripāṭī*—a variedade de hortaliças.", "translation": "**Depois de comer todas as oferendas, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu para Pāṇihāṭi. Ali, ficou grandemente satisfeito ao ver as diferentes variedades de hortaliças preparadas na casa de Rāghava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/70/", "verse_text": "śivānanda kahe,--'kene karaha phutkāra?'\n\nteṅha kahe,--\"dekha tomāra prabhura vyavahāra", "devanagari": "> শিবানন্দ কহে, — ‘কেনে করহ ফুৎকার ?’ তেঁহ কহে, — “দেখ তোমার প্রভুর ব্যবহার ॥৭০॥", "synonyms": "*śivānanda kahe*—Śivānanda Sena disse; *kene karaha phut-kāra*—por que estás expressando consternação; *teṅha kahe*—ele respondeu; *dekha*—vê; *tomāra prabhura*—de teu Senhor; *vyavahāra*—o comportamento.", "translation": "**Śivānanda perguntou a Nṛsiṁhānanda: \"Por que estás expressando consternação?\" Nṛsiṁhānanda respondeu: \"Observa o comportamento de teu Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/71/", "verse_text": "tina janāra bhoga teṅho ekelā khāilā\n\njagannātha-nṛsiṁha upavāsī ha-ilā\"", "devanagari": "> তিন জনার ভোগ তেঁহো একেলা খাইলা  ।\n> জগন্নাথ-নৃসিংহ উপবাসী হইলা ।।” ৭১ ॥৭১॥", "synonyms": "*tina janāra*—das três Deidades; *bhoga*—as oferendas; *teṅho*—Ele; *ekelā*—sozinho; *khāilā*—comeu; *jagannātha-nṛsiṁha*—o Senhor Jagannātha e o Senhor Nṛsiṁhadeva; *upavāsī ha-ilā*—permaneceram em jejum.", "translation": "**\"Ele sozinho comeu as oferendas das três Deidades. Por causa disso, tanto Jagannātha como Nṛsiṁhadeva permanecem em jejum.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/72/", "verse_text": "śuni śivānandera citte ha-ila saṁśaya\n\nkibā premāveśe kahe, kibā satya haya", "devanagari": "> শুনি শিবানন্দের চিত্তে হইল সংশয় ।\n> কিবা প্রেমাবেশে কহে, — কিবা সত্য হয় ॥৭২॥", "synonyms": "*śuni*—ouvindo; *śivānandera*—de Śivānanda; *citte*—na mente; *ha-ila saṁśaya*—surgiu certa dúvida; *kibā*—se; *prema-āveśe kahe*—falava algo em amor extático; *kibā*—ou; *satya haya*—era um fato.", "translation": "**Quando Śivānanda Sena ouviu essa declaração, ficou em dúvida se Nṛsiṁhānanda Brahmacārī falava daquela maneira por causa do amor extático ou porque era realmente um fato.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/73/", "verse_text": "tabe śivānande kichu kahe brahmacārī\n\nsāmagrī āna nṛsiṁha lāgi punaḥ pāka kari'", "devanagari": "> তবে শিবানন্দে কিছু কহে ব্রহ্মচারী ।\n> ‘সামগ্রী আন নৃসিংহ লাগি পুনঃ পাক করি’ ॥৭৩॥", "synonyms": "*tabe*—diante disso; *śivānande*—a Śivānanda; *kichu*—algo; *kahe*—diz; *brahmacārī*—Nṛsiṁhānanda Brahmacārī; *sāmagrī āna*—traze mais ingredientes; *nṛsiṁha lāgi'*—para o Senhor Nṛsiṁhadeva; *punaḥ*—novamente; *pāka kari'*—deixa-me cozinhar.", "translation": "**Quando Śivānanda Sena estava assim perplexo, Nṛsiṁhānanda Brahmacārī disse-lhe: \"Traze mais alimento. Deixa-me cozinhar novamente para o Senhor Nṛsiṁhadeva.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/74/", "verse_text": "tabe śivānanda bhoga-sāmagrī ānilā\n\npāka kari' nṛsiṁhera bhoga lāgāilā", "devanagari": "> তবে শিবানন্দ ভোগ-সামগ্রী আনিলা ।\n> পাক করি’ নৃসিংহের ভোগ লাগাইলা ॥৭৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *bhoga-sāmagrī*—ingredientes para preparar alimento; *ānilā*—trouxe; *pāka kari'*—depois de cozinhar; *nṛsiṁhera*—do Senhor Nṛsiṁhadeva; *bhoga lāgāilā*—ofereceu o alimento.", "translation": "**Então, Śivānanda Sena trouxe novamente os ingredientes com que cozinhar, e Pradyumna Brahmacārī cozinhou outra vez e ofereceu o alimento a Nṛsiṁhadeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/75/", "verse_text": "varṣāntare śivānanda lañā bhakta-gaṇa\n\nnīlācale dekhe yāñā prabhura caraṇa", "devanagari": "> বর্ষান্তরে শিবানন্দ লঞা ভক্তগণ ।\n> নীলাচলে দেখে যাঞা প্রভুর চরণ ॥৭৫॥", "synonyms": "*varṣa-antare*—no ano seguinte; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *lañā*—levando; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *dekhe*—vê; *yāñā*—indo; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus do Senhor.", "translation": "**No ano seguinte, Śivānanda foi a Jagannātha Purī com todos os outros devotos para ver os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/76/", "verse_text": "eka-dina sabhāte prabhu vāta cālāilā\n\nnṛsiṁhānandera guṇa kahite lāgilā", "devanagari": "> একদিন সভাতে প্রভু বাত চালাইলা ।\n> নৃসিংহানন্দের গুণ কহিতে লাগিলা ॥৭৬॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *sabhāte*—na presença de todos os devotos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāta cālāilā*—trouxe à baila o assunto (de comer na casa de Nṛsiṁhānanda); *nṛsiṁhānandera*—de Nṛsiṁhānanda Brahmacārī; *guṇa*—as qualidades transcendentais; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Certo dia, na presença de todos os devotos, o Senhor trouxe à baila esses tópicos a respeito de Nṛsiṁhānanda Brahmacārī e louvou suas qualidades transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/77/", "verse_text": "'gata-varṣa pauṣe more karāila bhojana\n\nkabhu nāhi khāi aiche miṣṭānna-vyañjana'", "devanagari": "> ‘গতবর্ষ পৌষে মোরে করাইল ভোজন ।\n> কভু নাহি খাই ঐছে মিষ্টান্ন-ব্যঞ্জন ॥৭৭॥", "synonyms": "*gata-varṣa*—no ano passado; *pauṣe*—no mês de Pauṣa (dezembro-janeiro); *more*—a Mim; *karāila bhojana*—ofereceu muitos alimentos; *kabhu nāhi khāi*—nunca provei; *aiche*—tais; *miṣṭānna*—doces; *vyañjana*—hortaliças.", "translation": "**O Senhor disse: \"No ano passado, no mês de Pauṣa, quando Nṛsiṁhānanda Me deu variedades de doces e hortaliças para comer, eram tão bons que eu nunca antes havia comido tais preparações.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/78/", "verse_text": "śuni' bhakta-gaṇa mane āścarya mānila\n\nśivānandera mane tabe pratyaya janmila", "devanagari": "> শুনি’ ভক্তগণ মনে আশ্চর্য মানিল ।\n> শিবানন্দের মনে তবে প্রত্যয় জন্মিল ॥৭৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *mane*—na mente; *āścarya mānila*—sentiram assombro; *śivānandera*—de Śivānanda Sena; *mane*—na mente; *tabe*—diante disso; *pratyaya janmila*—surgiu a convicção.", "translation": "**Ao ouvirem isso, todos os devotos ficaram assombrados, e Śivānanda convenceu-se de que o incidente era verdadeiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/79/", "verse_text": "ei-mata śacī-gṛhe satata bhojana\n\nśrīvāsera gṛhe karena kīrtana-darśana", "devanagari": "> এইমত শচীগৃহে সতত ভোজন ।\n> শ্রীবাসের গৃহে করেন কীর্তন-দর্শন ॥৭৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *śacī-gṛhe*—na casa de Śacīmātā; *satata*—sempre; *bhojana*—comendo; *śrīvāsera gṛhe*—na casa de Śrīvāsa Ṭhākura; *karena*—realiza; *kīrtana-darśana*—assistir às apresentações de kīrtana.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava comer no templo de Śacīmātā todos os dias e também visitar a casa de Śrīvāsa Ṭhākura quando se realizava kīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/80/", "verse_text": "nityānandera nṛtya dekhena āsi' bāre bāre\n\n'nirantara āvirbhāva' rāghavera ghare", "devanagari": "> নিত্যানন্দের নৃত্য দেখেন আসি’ বারে বারে ।\n> ‘নিরন্তর আবির্ভাব’ রাঘবের ঘরে ॥৮০॥", "synonyms": "*nityānandera nṛtya*—a dança de Śrī Nityānanda Prabhu; *dekhena*—Ele vê; *āsi'*—vindo; *bāre bāre*—repetidas vezes; *nirantara āvirbhāva*—manifestação constante; *rāghavera ghare*—na casa de Rāghava.", "translation": "**De modo semelhante, Ele estava sempre presente quando Nityānanda Prabhu dançava, e Ele aparecia regularmente na casa de Rāghava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/81/", "verse_text": "prema-vaśa gaura-prabhu, yāhāṅ premottama\n\nprema-vasa hañā tāhā dena daraśana", "devanagari": "> প্রেমবশ গৌরপ্রভু, যাহাঁ প্রেমোত্তম ।\n> প্রেমবশ হঞা তাহা দেন দরশন ॥৮১॥", "synonyms": "*prema-vaśa*—subjugado pelo serviço amoroso; *gaura-prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu, Gaurasundara; *yāhāṅ prema-uttama*—onde quer que haja amor puro; *prema-vaśa hañā*—sendo subjugado por tal amor; *tāhā*—ali; *dena daraśana*—aparece pessoalmente.", "translation": "**O Senhor Gaurasundara é grandemente influenciado pelo amor de Seus devotos. Por conseguinte, onde quer que haja devoção pura ao Senhor, o próprio Senhor, subjugado por tal amor, aparece, e Seus devotos O veem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/82/", "verse_text": "śivānandera prema-sīmā ke kahite pāre?\n\nyāṅra preme vaśa prabhu āise bāre bāre", "devanagari": "> শিবানন্দের প্রেমসীমা কে কহিতে পারে ?\n> যাঁর প্রেমে বশ প্রভু আইসে বারে বারে ॥৮২॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *prema-sīmā*—o limite do amor; *ke*—quem; *kahite pāre*—pode avaliar; *yāṅra*—cujos; *preme*—pelos afazeres amorosos; *vaśa*—influenciado; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āise*—vem; *bāre bāre*—repetidas vezes.", "translation": "**Influenciado pelos afazeres amorosos de Śivānanda Sena, Śrī Caitanya Mahāprabhu vinha repetidas vezes. Quem, portanto, pode avaliar os limites de seu amor?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/83/", "verse_text": "ei ta' kahilu gaurera 'āvirbhāva'\n\nihā yei śune, jāne caitanya-prabhāva", "devanagari": "> এই ত’ কহিলু গৌরের ‘আবির্ভাব’ ।\n> ইহা যেই শুনে, জানে চৈতন্য-প্রভাব ॥৮৩॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahilu*—descrevi; *gaurera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āvirbhāva*—manifestação; *ihā*—este incidente; *yei śune*—quem quer que ouça; *jāne*—conhece; *caitanya-prabhāva*—a opulência de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi a manifestação de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quem quer que ouça acerca desses incidentes pode compreender a opulência transcendental do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/84/", "verse_text": "puruṣottame prabhu-pāśe bhagavān ācārya\n\nparama vaiṣṇava teṅho supaṇḍita ārya", "devanagari": "> পুরুষোত্তমে প্রভু-পাশে ভগবান্ আচার্য ।\n> পরম বৈষ্ণব তেঁহো সুপণ্ডিত আর্য ॥৮৪॥", "synonyms": "*puruṣottame*—em Jagannātha Purī; *prabhu-pāśe*—na associação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhagavān ācārya*—Bhagavān Ācārya; *parama vaiṣṇava*—devoto puro; *teṅho*—ele; *su-paṇḍita*—erudito muito instruído; *ārya*—cavalheiro.", "translation": "**Em Jagannātha Purī, na associação de Śrī Caitanya Mahāprabhu, vivia Bhagavān Ācārya, que certamente era um cavalheiro, um erudito instruído e um grande devoto.**", "purport": "Para uma descrição de Bhagavān Ācārya, pode-se consultar o *Ādi-līlā*, Décimo Capítulo, verso 136."}
{"ref": "cc/antya/2/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/85/", "verse_text": "sakhya-bhāvākrānta-citta, gopa-avatāra\n\nsvarūpa-gosāñi-saha sakhya-vyavahāra", "devanagari": "> সখ্যভাবাক্রান্ত-চিত্ত, গোপ-অবতার ।\n> স্বরূপ-গোসাঞি-সহ সখ্য-ব্যবহার ॥৮৫॥", "synonyms": "*sakhya-bhāva*—pelo amor fraternal; *ākrānta*—dominado; *citta*—coração; *gopa-avatāra*—uma encarnação de um dos vaqueirinhos; *svarūpa-gosāñi-saha*—com Svarūpa Dāmodara; *sakhya-vyavahāra*—relações exatamente como as de um amigo.", "translation": "**Ele estava plenamente absorto em pensamentos de relações fraternais com Deus. Era uma encarnação de um vaqueirinho e, portanto, suas relações com Svarūpa Dāmodara Gosvāmī eram muito amistosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/86/", "verse_text": "ekānta-bhāve āśriyāchena caitanya-caraṇa\n\nmadhye madhye prabhura teṅho karena nimantraṇa", "devanagari": "> একান্তভাবে আশ্রিয়াছেন চৈতন্যচরণ ।\n> মধ্যে মধ্যে প্রভুর তেঁহো করেন নিমন্ত্রণ ॥৮৬॥", "synonyms": "*ekānta-bhāve*—com plena atenção; *āśriyāchena*—abrigou-se em; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Caitanya; *madhye madhye*—às vezes; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *teṅho*—ele; *karena*—faz; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Ele buscou o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu com plena entrega. Às vezes, convidava o Senhor para jantar em sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/87/", "verse_text": "ghare bhāta kari' karena vividha vyañjana\n\nekale gosāñi lañā karāna bhojana", "devanagari": "> ঘরে ভাত করি’ করেন বিবিধ ব্যঞ্জন ।\n> একলে গোসাঞি লঞা করান ভোজন ॥৮৭॥", "synonyms": "*ghare*—em casa; *bhāta kari'*—preparando arroz; *karena*—prepara; *vividha vyañjana*—variedades de hortaliças; *ekale*—sozinho; *gosāñi lañā*—levando Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāna bhojana*—faz comer.", "translation": "**Bhagavān Ācārya preparava variedades de arroz e hortaliças em casa e levava o Senhor para lá, sozinho, para comer.**", "purport": "Geralmente, aqueles que convidavam Śrī Caitanya Mahāprabhu para jantar costumavam oferecer-Lhe os restos de alimento que primeiro haviam sido oferecidos ao Senhor Jagannātha. Bhagavān Ācārya, contudo, em vez de Lhe dar os restos do alimento de Jagannātha, preparava o jantar em sua casa. Em Orissa, o alimento oferecido ao Senhor Jagannātha chama-se prasādī, e aquele que não é oferecido ao Senhor Jagannātha é conhecido como āmānī ou ghara-bhāta, arroz preparado em casa."}
{"ref": "cc/antya/2/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/88/", "verse_text": "tāṅra pitā 'viṣayī' baḍa śatānanda-khāṅna\n\n'viṣaya-vimukha' ācārya--'vairāgya-pradhāna'", "devanagari": "> তাঁর পিতা ‘বিষয়ী’ বড় শতানন্দ-খাঁন ।\n> ‘বিষয়বিমুখ’ আচার্য — ‘বৈরাগ্যপ্রধান’ ॥৮৮॥", "synonyms": "*tāṅra pitā*—seu pai; *viṣayī*—um estadista; *baḍa*—perito; *śatānanda-khāṅna*—de nome Śatānanda Khān; *viṣaya-vimukha*—não interessado na administração do estado; *ācārya*—Bhagavān Ācārya; *vairāgya-pradhāna*—quase na ordem de vida renunciada.", "translation": "**O pai de Bhagavān Ācārya, cujo nome era Śatānanda Khān, era um estadista perito, ao passo que Bhagavān Ācārya não tinha interesse algum na administração do estado. De fato, estava quase na ordem de vida renunciada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/89/", "verse_text": "'gopāla-bhaṭṭācārya' nāma tāṅra choṭa-bhāi\n\nkāśīte vedānta paḍi' gelā tāṅra ṭhāñi", "devanagari": "> ‘গোপাল-ভট্টাচার্য’ নাম তাঁর ছোট-ভাই ।\n> কাশীতে বেদান্ত পড়ি’ গেলা তাঁর ঠাঞি ॥৮৯॥", "synonyms": "*gopāla-bhaṭṭācārya*—Gopāla Bhaṭṭācārya; *nāma*—de nome; *tāṅra*—seu; *choṭa-bhāi*—irmão mais novo; *kāśīte*—em Benares; *vedānta paḍi'*—estudando a filosofia Vedānta; *gelā*—foi; *tāṅra ṭhāñi*—ao lugar dele.", "translation": "**O irmão de Bhagavān Ācārya, cujo nome era Gopāla Bhaṭṭācārya, havia estudado a filosofia Vedānta em Benares e então retornara ao lar de Bhagavān Ācārya.**", "purport": "Naqueles dias, bem como no momento atual, a filosofia Vedānta é compreendida por meio do comentário de Śaṅkarācārya, que é conhecido como Śārīraka-bhāṣya. Assim, parece que Gopāla Bhaṭṭācārya, o irmão mais novo de Bhagavān Ācārya, havia estudado o Vedānta de acordo com o método do Śārīraka-bhāṣya, que expõe a filosofia Māyāvāda dos impersonalistas."}
{"ref": "cc/antya/2/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/90/", "verse_text": "ācārya tāhāre prabhu-pade milāilā\n\nantaryāmī prabhu citte sukha nā pāilā", "devanagari": "> আচার্য তাহারে প্রভুপদে মিলাইলা ।\n> অন্তর্যামী প্রভু চিত্তে সুখ না পাইলা ॥৯০॥", "synonyms": "*ācārya*—Bhagavān Ācārya; *tāhāre*—a ele (seu irmão); *prabhu-pade milāilā*—conseguiu que conhecesse Śrī Caitanya Mahāprabhu; *antaryāmī prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que podia estudar o coração de qualquer pessoa; *citte*—dentro de Si; *sukha*—felicidade; *nā pāilā*—não pôde obter.", "translation": "**Bhagavān Ācārya levou seu irmão para conhecer Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas o Senhor, sabendo que Gopāla Bhaṭṭācārya era um filósofo Māyāvādī, não pôde obter muita felicidade ao encontrá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/91/", "verse_text": "ācārya-sambandhe bāhye kare prītyābhāsa\n\nkṛṣṇa-bhakti vinā prabhura nā haya ullāsa", "devanagari": "> আচার্য-সম্বন্ধে বাহ্যে করে প্রীত্যাভাস ।\n> কৃষ্ণভক্তি বিনা প্রভুর না হয় উল্লাস ॥৯১॥", "synonyms": "*ācārya-sambandhe*—por estar relacionado com Bhagavān Ācārya; *bāhye*—externamente; *kare*—faz; *prīti-ābhāsa*—aparência de prazer; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *vinā*—sem; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā haya*—não há; *ullāsa*—júbilo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu não obtém felicidade alguma ao encontrar-Se com alguém que não seja um devoto puro de Kṛṣṇa. Assim, por ser Gopāla Bhaṭṭācārya um erudito Māyāvādī, o Senhor não sentiu júbilo algum ao encontrar-Se com ele. Não obstante, por estar Gopāla Bhaṭṭācārya relacionado com Bhagavān Ācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu fingiu sentir prazer ao vê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/92/", "verse_text": "svarūpa gosāñire ācārya kahe āra dine\n\n'vedānta paḍiyā gopāla āisāche ekhāne", "devanagari": "> স্বরূপ গোসাঞিরে আচার্য কহে আর দিনে  ।\n> ‘বেদান্ত পড়িয়া গোপাল আইসাছে এখানে ॥৯২॥", "synonyms": "*svarūpa gosāñire*—a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *ācārya*—Bhagavān Ācārya; *kahe*—diz; *āra dine*—no dia seguinte; *vedānta paḍiyā*—após estudar o Vedānta; *gopāla*—Gopāla; *āisāche*—retornou; *ekhāne*—aqui.", "translation": "**Bhagavān Ācārya disse a Svarūpa Dāmodara: \"Gopāla, meu irmão mais novo, retornou ao meu lar, tendo concluído seu estudo da filosofia Vedānta.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/93/", "verse_text": "sabe meli' āisa, śuni 'bhāṣya' ihāra sthāne'\n\nprema-krodha kari' svarūpa balaya vacane", "devanagari": "> সবে মেলি’ আইস, শুনি ‘ভাষ্য’ ইহার স্থানে’  ।\n> প্রেম-ক্রোধ করি’ স্বরূপ বলয় বচনে ॥৯৩॥", "synonyms": "*sabe meli'*—todos juntos; *āisa*—vinde; *śuni*—ouçamos; *bhāṣya*—o comentário; *ihāra sthāne*—dele; *prema-krodha kari'*—num estado de ira amorosa; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *balaya vacane*—disse estas palavras.", "translation": "**Bhagavān Ācārya pediu a Svarūpa Dāmodara que ouvisse de Gopāla o comentário sobre o Vedānta. Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, porém, um tanto irado por causa do amor, falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/94/", "verse_text": "\"buddhi bhraṣṭa haila tomāra gopālera saṅge\n\nmāyāvāda śunibāre upajila raṅge", "devanagari": "> “বুদ্ধি ভ্রষ্ট হৈল তোমার গোপালের সঙ্গে  ।\n> মায়াবাদ শুনিবারে উপজিল রঙ্গে ॥৯৪॥", "synonyms": "*buddhi*—inteligência; *bhraṣṭa*—perdida; *haila*—foi; *tomāra*—tua; *gopālera saṅge*—na associação de Gopāla; *māyāvāda śunibāre*—ouvir o comentário da filosofia Māyāvāda; *upajila raṅge*—despertou a propensão.", "translation": "**\"Perdeste tua inteligência na associação de Gopāla e, portanto, estás ansioso por ouvir a filosofia Māyāvāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/95/", "verse_text": "vaiṣṇava hañā yebā śārīraka-bhāṣya śune\n\nsevya-sevaka-bhāva chāḍi' āpanāre 'īśvara' māne", "devanagari": "> বৈষ্ণব হঞা যেবা শারীরক-ভাষ্য শুনে ।\n> সেব্য-সেবক-ভাব ছাড়ি’ আপনারে ‘ঈশ্বর’ মানে ॥৯৫॥", "synonyms": "*vaiṣṇava hañā*—sendo um vaiṣṇava; *yebā*—qualquer um que; *śārīraka-bhāṣya*—o comentário māyāvāda Śārīraka-bhāṣya; *śune*—escuta; *sevya-sevaka-bhāva*—a atitude consciente de Kṛṣṇa de que o Senhor é o amo e a entidade viva é Seu servo; *chāḍi'*—abandonando; *āpanāre*—a si mesmo; *īśvara*—o Senhor Supremo; *māne*—considera.", "translation": "**\"Quando um vaiṣṇava escuta o Śārīraka-bhāṣya, o comentário māyāvāda sobre o *Vedānta-sūtra*, ele abandona a atitude consciente de Kṛṣṇa de que o Senhor é o amo e a entidade viva é Seu servo. Em vez disso, ele se considera o Senhor Supremo.\"**", "purport": "Os filósofos conhecidos como kevalādvaita-vādīs geralmente se ocupam em ouvir o Śārīraka-bhāṣya, um comentário de Śaṅkarācārya que defende que a pessoa, de modo impessoal, se considere o Senhor Supremo. Tais comentários filosóficos māyāvāda sobre o Vedānta são simplesmente imaginários, mas há outros comentários sobre a filosofia Vedānta. O comentário de Śrīla Rāmānujācārya, conhecido como Śrī-bhāṣya, estabelece a filosofia viśiṣṭādvaita-vāda. De modo semelhante, na Brahma-sampradāya, o Pūrṇaprajña-bhāṣya de Madhvācārya estabelece o śuddha-dvaita-vāda. Na Kumāra-sampradāya, ou Nimbārka-sampradāya, Śrī Nimbārka estabelece a filosofia do dvaitādvaita-vāda no Pārijāta-saurabha-bhāṣya. E na Viṣṇusvāmi-sampradāya, ou Rudra-sampradāya, que provém do Senhor Śiva, Viṣṇusvāmī escreveu um comentário chamado Sarvajña-bhāṣya, que estabelece o śuddhādvaita-vāda.\n\nUm vaiṣṇava deve estudar os comentários sobre o *Vedānta-sūtra* escritos pelos quatro sampradāya-ācāryas, a saber, Śrī Rāmānujācārya, Madhvācārya, Viṣṇusvāmī e Nimbārka, pois esses comentários baseiam-se na filosofia de que o Senhor é o amo e que todas as entidades vivas são Seus servos eternos. Quem tiver interesse em estudar adequadamente a filosofia Vedānta deve estudar esses comentários, especialmente se for um vaiṣṇava. Esses comentários são sempre adorados pelos vaiṣṇavas. O comentário de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī é apresentado detalhadamente no *Ādi-līlā*, Capítulo Sete, texto 101. O comentário māyāvāda Śārīraka-bhāṣya é como veneno para um vaiṣṇava. Não deve ser tocado de modo algum. Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura observa que mesmo um mahā-bhāgavata, ou devoto altamente elevado que se rendeu aos pés de lótus de Kṛṣṇa, às vezes cai do serviço devocional puro se ouvir a filosofia māyāvāda do Śārīraka-bhāṣya. Esse comentário, portanto, deve ser evitado por todos os vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/antya/2/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/96/", "verse_text": "mahā-bhāgavata yei, kṛṣṇa prāṇa-dhana yāra\n\nmāyāvāda-śravaṇe citta avaśya phire tāṅra\"", "devanagari": "> মহাভাগবত যেই, কৃষ্ণ প্রাণধন যার ।\n> মায়াবাদ-শ্রবণে চিত্ত অবশ্য ফিরে তাঁর ।।” ॥ ৯৬ ॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata yei*—aquele que é um devoto altamente elevado; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *prāṇa-dhana yāra*—cuja vida e alma; *māyāvāda-śravaṇe*—por ouvir a filosofia māyāvāda; *citta*—o coração; *avaśya*—certamente; *phire*—muda; *tāṅra*—seu.", "translation": "**\"A filosofia māyāvāda apresenta tal malabarismo de palavras que mesmo um devoto altamente elevado que aceitou Kṛṣṇa como sua vida e alma muda sua decisão quando lê o comentário māyāvāda sobre o *Vedānta-sūtra*.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/97/", "verse_text": "ācārya kahe,--'āmā sabāra kṛṣṇa-niṣṭha-citte\n\nāmā sabāra mana bhāṣya nāre phirāite'", "devanagari": "> আচার্য কহে, — ‘আমা সবার কৃষ্ণনিষ্ঠ-চিত্তে ।\n> আমা সবার মন ভাষ্য নারে ফিরাইতে ।।’ ॥ ৯৭ ॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Bhagavān Ācārya respondeu; *āmā sabāra*—de todos nós; *kṛṣṇa-niṣṭha*—devotados a Kṛṣṇa; *citte*—corações; *āmā sabāra*—de todos nós; *mana*—mentes; *bhāṣya*—Śārīraka-bhāṣya; *nāre phirāite*—não pode mudar.", "translation": "**A despeito do protesto de Svarūpa Dāmodara, Bhagavān Ācārya continuou: \"Estamos todos fixos nos pés de lótus de Kṛṣṇa com o coração e a alma. Portanto, o Śārīraka-bhāṣya não pode mudar nossas mentes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/98/", "verse_text": "svarūpa kahe, \"tathāpi māyāvāda-śravaṇe\n\n'cit, brahma, māyā, mithyā'--ei-mātra śune", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — “তথাপি মায়াবাদ-শ্রবণে ।\n> “চিৎ, ব্রহ্ম, মায়া, মিথ্যা’ — এইমাত্র শুনে ॥৯৮॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara respondeu; *tathāpi*—ainda; *māyāvāda-śravaṇe*—por ouvir o comentário māyāvāda; *cit*—conhecimento; *brahma*—a Verdade Absoluta; *māyā*—energia externa; *mithyā*—falso; *ei-mātra*—apenas estes; *śune*—ouve.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara respondeu: \"Não obstante, quando ouvimos a filosofia māyāvāda, ouvimos que o Brahman é conhecimento e que o universo da māyā é falso, mas não obtemos nenhuma compreensão espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/99/", "verse_text": "jīvājñāna-kalpita īśvare, sakala-i ajñāna\n\nyāhāra śravaṇe bhaktera phāṭe mana prāṇa\"", "devanagari": "> জীবাজ্ঞান-কল্পিত ঈশ্বরে, সকলই অজ্ঞান ।\n> যাহার শ্রবণে ভক্তের ফাটে মন প্রাণ ।।” ॥ ৯৯ ॥", "synonyms": "*jīva*—o ser vivo comum; *ajñāna*—pela ignorância; *kalpita*—imaginado; *īśvare*—no Senhor Supremo; *sakala-i ajñāna*—toda ignorância; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir o qual; *bhaktera*—do devoto; *phāṭe*—parte-se; *mana prāṇa*—mente e vida.", "translation": "**\"O filósofo māyāvādī tenta estabelecer que a entidade viva é apenas imaginária e que a Suprema Personalidade de Deus está sob a influência da māyā. Ouvir esse tipo de comentário parte o coração e a vida de um devoto.\"**", "purport": "Śrīla Svarūpa Dāmodara Gosvāmī queria impressionar em Bhagavān Ācārya que, embora alguém firmemente fixo na devoção ao serviço de Kṛṣṇa pudesse não se desviar ao ouvir o māyāvāda bhāṣya, esse bhāṣya está, não obstante, repleto de palavras e ideias impessoais, tais como o Brahman, que representam conhecimento, mas que são impessoais. Os māyāvādīs dizem que o mundo criado pela māyā é falso e que, na verdade, não há entidade viva, mas apenas uma refulgência espiritual. Eles dizem ainda que Deus é imaginário, que as pessoas pensam em Deus apenas devido à ignorância e que, quando a Suprema Verdade Absoluta é enganada pela energia externa, a māyā, Ela se torna uma jīva, ou entidade viva. Ao ouvir todas essas ideias absurdas do não devoto, um devoto fica grandemente aflito, como se seu coração e sua alma se partissem."}
{"ref": "cc/antya/2/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/100/", "verse_text": "lajjā-bhaya pāñā ācārya mauna ha-ilā\n\nāra dina gopālere deśe pāṭhāilā", "devanagari": "> লজ্জা-ভয় পাঞা আচার্য মৌন হইলা ।\n> আর দিন গোপালেরে দেশে পাঠাইলা ॥১০০॥", "synonyms": "*lajjā-bhaya*—medo e vergonha; *pāñā*—sentindo; *ācārya*—Bhagavān Ācārya; *mauna ha-ilā*—ficou silencioso; *āra dina*—no dia seguinte; *gopālere*—Gopāla Bhaṭṭācārya; *deśe*—à sua própria terra; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Assim, Bhagavān Ācārya, grandemente envergonhado e temeroso, permaneceu em silêncio. No dia seguinte, pediu a Gopāla Bhaṭṭācārya que regressasse ao seu próprio distrito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/101/", "verse_text": "eka-dina ācārya prabhure kailā nimantraṇa\n\nghare bhāta kari' kare vividha vyañjana", "devanagari": "> একদিন আচার্য প্রভুরে কৈলা নিমন্ত্রণ ।\n> ঘরে ভাত করি’ করে বিবিধ ব্যঞ্জন ॥১০১॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *ācārya*—Bhagavān Ācārya; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā nimantraṇa*—fez um convite para jantar; *ghare*—em casa; *bhāta kari'*—cozinhando arroz; *kare*—prepara; *vividha vyañjana*—variedades de preparações de hortaliças.", "translation": "**Certo dia, Bhagavān Ācārya convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu para jantar em sua casa. Assim, ele estava preparando arroz e vários tipos de hortaliças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/102/", "verse_text": "'choṭa-haridāsa' nāma prabhura kīrtanīyā\n\ntāhāre kahena ācārya ḍākiyā āniyā", "devanagari": "> ‘ছোট-হরিদাস’ নাম প্রভুর কীর্তনীয়া  ।\n> তাহারে কহেন আচার্য ডাকিয়া আনিয়া ॥১০২॥", "synonyms": "*choṭa-haridāsa nāma*—um devoto chamado Choṭa Haridāsa; *prabhura kīrtanīyā*—um cantor de canções para Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāre*—a ele; *kahena*—diz; *ācārya*—o ācārya; *ḍākiyā āniyā*—chamando-o ao seu lugar.", "translation": "**Um devoto chamado Choṭa Haridāsa costumava cantar para Śrī Caitanya Mahāprabhu. Bhagavān Ācārya chamou-o à sua casa e falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/103/", "verse_text": "'mora nāme śikhi-māhitira bhaginī-sthāne giyā\n\nśukla-cāula eka māna ānaha māgiyā'", "devanagari": "> ‘মোর নামে শিখি-মাহিতির ভগিনী-স্থানে গিয়া  ।\n> শুক্লচাউল এক মান আনহ মাগিয়া ।।” ১০৩ ॥১০৩॥", "synonyms": "*mora nāme*—em meu nome; *śikhi-māhitira*—de Śikhi Māhiti; *bhaginī-sthāne*—ao lugar da irmã; *giyā*—indo; *śukla-cāula*—arroz branco; *eka māna*—a medida de um māna; *ānaha*—por favor, traze; *māgiyā*—solicitando.", "translation": "**\"Por favor, vai ter com a irmã de Śikhi Māhiti. Em meu nome, pede a ela um māna de arroz branco e traze-o aqui.\"**", "purport": "Na Índia, o śukla-cāula (arroz branco) também é chamado de ātapa-cāula, ou arroz que não foi cozido antes de ser debulhado. Outro tipo de arroz, chamado siddha-cāula (arroz integral), é cozido antes de ser debulhado. Geralmente, exige-se arroz branco fino de primeira qualidade para oferendas à Deidade. Assim, Bhagavān Ācārya pediu a Choṭa Haridāsa, ou Haridāsa Júnior, um cantor na assembleia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que obtivesse um pouco desse arroz da irmã de Śikhi Māhiti. Um māna é um padrão de medida em Orissa para arroz e outros grãos alimentícios."}
{"ref": "cc/antya/2/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/104/", "verse_text": "māhitira bhaginī sei, nāma--mādhavī-devī\n\nvṛddhā tapasvinī āra paramā vaiṣṇavī", "devanagari": "> মাহিতির ভগিনী সেই, নাম — মাধবী-দেবী ।\n> বৃদ্ধা তপস্বিনী আর পরমা বৈষ্ণবী ॥১০৪॥", "synonyms": "*māhitira bhaginī*—irmã de Śikhi Māhiti; *sei*—aquela; *nāma*—de nome; *mādhavī-devī*—de nome Mādhavīdevī; *vṛddhā*—uma senhora idosa; *tapasvinī*—muito rigorosa na execução do serviço devocional; *āra*—e; *paramā vaiṣṇavī*—uma devota de primeira classe.", "translation": "**A irmã de Śikhi Māhiti chamava-se Mādhavīdevī. Era uma senhora idosa que sempre realizava austeridades. Era muito avançada no serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/105/", "verse_text": "prabhu lekhā kare yāre--rādhikāra 'gaṇa'\n\njagatera madhye 'pātra'--sāḍe tina jana", "devanagari": "> প্রভু লেখা করে যারে — রাধিকার ‘গণ’  ।\n> জগতের মধ্যে ‘পাত্র’ — সাড়ে তিন জন ॥১০৫॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lekhā kare*—aceita; *yāre*—a quem; *rādhikāra gaṇa*—como uma das companheiras de Śrīmatī Rādhārāṇī; *jagatera madhye*—em todo o mundo; *pātra*—devotos mais íntimos; *sāḍe tina*—três e meia; *jana*—pessoas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou-a como tendo sido outrora uma companheira de Śrīmatī Rādhārāṇī. No mundo inteiro, três pessoas e meia eram Seus devotos íntimos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/106/", "verse_text": "svarūpa gosāñi, āra rāya rāmānanda\n\nśikhi-māhiti--tina, tāṅra bhaginī--ardha-jana", "devanagari": "> স্বরূপ গোসাঞি, আর রায় রামানন্দ  ।\n> শিখি-মাহিতি — তিন, তাঁর ভগিনী — অর্ধজন ॥১০৬॥", "synonyms": "*svarūpa gosāñi*—de nome Svarūpa Gosvāmī; *āra*—e; *rāya rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *śikhi-māhiti*—Śikhi Māhiti; *tina*—três; *tāṅra bhaginī*—sua irmã; *ardha-jana*—meia pessoa.", "translation": "**Os três eram Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Rāmānanda Rāya e Śikhi Māhiti, e a meia pessoa era a irmã de Śikhi Māhiti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/107/", "verse_text": "tāṅra ṭhāñi taṇḍula māgi' ānila haridāsa\n\ntaṇḍula dekhi' ācāryera adhika ullāsa", "devanagari": "> তাঁর ঠাঞি তণ্ডুল মাগি’ আনিল হরিদাস ।\n> তণ্ডুল দেখি’ আচার্যের অধিক উল্লাস ॥১০৭॥", "synonyms": "*tāṅra ṭhāñi*—dela; *taṇḍula māgi'*—mendigando arroz; *ānila haridāsa*—Haridāsa trouxe; *taṇḍula dekhi'*—vendo o arroz; *ācāryera*—de Bhagavān Ācārya; *adhika ullāsa*—grandíssima satisfação.", "translation": "**Após mendigar o arroz a ela, Haridāsa Júnior trouxe-o a Bhagavān Ācārya, que ficou muito satisfeito ao ver sua qualidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/108/", "verse_text": "snehe rāndhila prabhura priya ye vyañjana\n\ndeula prasāda, ādā-cāki, lembu-salavaṇa", "devanagari": "> স্নেহে রান্ধিল প্রভুর প্রিয় যে ব্যঞ্জন ।\n> দেউল প্রসাদ, আদা-চাকি, লেম্বু-সলবণ ॥১০৮॥", "synonyms": "*snehe*—com grande afeto; *rāndhila*—cozinhou; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *priya*—queridas; *ye*—quaisquer; *vyañjana*—hortaliças; *deula prasāda*—restos do templo de Jagannātha; *ādā-cāki*—gengibre ralado; *lembu*—lima; *sa-lavaṇa*—com sal.", "translation": "**Com grande afeto, Bhagavān Ācārya cozinhou variedades de hortaliças e outras preparações queridas a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele também obteve restos de alimento do Senhor Jagannātha e auxiliares digestivos, tais como gengibre ralado, e também lima com sal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/109/", "verse_text": "madhyāhne āsiyā prabhu bhojane vasilā\n\nśālyanna dekhi' prabhu ācārye puchilā", "devanagari": "> মধ্যাহ্নে আসিয়া প্রভু ভোজনে বসিলা  ।\n> শাল্যন্ন দেখি’ প্রভু আচার্যে পুছিলা ॥১০৯॥", "synonyms": "*madhyāhne*—ao meio-dia; *āsiyā*—vindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhojane vasilā*—sentou-se para comer; *śāli-anna*—o arroz de fina qualidade; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ācārye puchilā*—perguntou a Bhagavān Ācārya.", "translation": "**Ao meio-dia, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu veio comer as oferendas de Bhagavān Ācārya, Ele primeiramente apreciou o arroz fino e, portanto, questionou-o.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/110/", "verse_text": "uttama anna eta taṇḍula kāṅhāte pāilā?\n\nācārya kahe,--mādhavī-pāśa māgiyā ānilā", "devanagari": "> উত্তম অন্ন এত তণ্ডুল কাঁহাতে পাইলা ? আচার্য কহে, — মাধবী-পাশ মাগিয়া আনিলা ॥১১০॥", "synonyms": "*uttama anna*—arroz fino; *eta*—tal; *taṇḍula*—arroz; *kāṅhāte pāilā*—onde conseguiste; *ācārya kahe*—Bhagavān Ācārya respondeu; *mādhavī-pāśa*—de Mādhavīdevī; *māgiyā*—mendigando; *ānilā*—trouxe.", "translation": "**\"Onde conseguiste arroz tão fino?\", perguntou o Senhor. Bhagavān Ācārya respondeu: \"Obtive-o mendigando de Mādhavīdevī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/111/", "verse_text": "prabhu kahe,--'kon yāi' māgiyā ānila?'\n\nchoṭa-haridāsera nāma ācārya kahila", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘কোন্ যাই’ মাগিয়া আনিল ?’\n> ছোট-হরিদাসের নাম আচার্য কহিল ॥১১১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kon yāi'*—quem foi; *māgiyā*—mendigando; *ānila*—trouxe; *choṭa-haridāsera*—de Haridāsa Júnior; *nāma*—o nome; *ācārya kahila*—Bhagavān Ācārya informou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou quem havia mendigado o arroz e o trazido de volta, Bhagavān Ācārya mencionou o nome de Haridāsa Júnior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/112/", "verse_text": "anna praśaṁsiyā prabhu bhojana karilā\n\nnija-gṛhe āsi' govindere ājñā dilā", "devanagari": "> অন্ন প্রশংসিয়া প্রভু ভোজন করিলা  ।\n> নিজগৃহে আসি’ গোবিন্দেরে আজ্ঞা দিলা ॥১১২॥", "synonyms": "*anna praśaṁsiyā*—elogiando o arroz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhojana karilā*—partilhou da prasāda; *nija-gṛhe*—à Sua própria residência; *āsi'*—regressando; *govindere*—a Govinda; *ājñā dilā*—Ele deu ordem.", "translation": "**Elogiando a qualidade do arroz, Śrī Caitanya Mahāprabhu partilhou da prasāda. Depois, após regressar à Sua residência, Ele deu a seguinte ordem a Govinda, Seu assistente pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/113/", "verse_text": "'āji haite ei mora ājñā pālibā\n\nchoṭa haridāse ihāṅ āsite nā dibā'", "devanagari": "> ‘আজি হৈতে এই মোর আজ্ঞা পালিবা  ।\n> ছোট হরিদাসে ইহাঁ আসিতে না দিবা ।।’ ১১৩ ॥১১৩॥", "synonyms": "*āji haite*—de hoje em diante; *ei*—esta; *mora*—Minha; *ājñā*—ordem; *pālibā*—deves cumprir; *choṭa haridāse*—Choṭa Haridāsa; *ihāṅ*—aqui; *āsite*—vir; *nā dibā*—não permitas.", "translation": "**\"De hoje em diante, não permitas que Choṭa Haridāsa venha aqui.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/114/", "verse_text": "dvāra mānā haila, haridāsa duḥkhī haila mane\n\nki lāgiyā dvāra-mānā keha nāhi jāne", "devanagari": "> দ্বার মানা হৈল, হরিদাস দুঃখী হৈল মনে ।\n> কি লাগিয়া দ্বার-মানা কেহ নাহি জানে ॥১১৪॥", "synonyms": "*dvāra mānā*—porta fechada; *haila*—houve; *haridāsa*—Choṭa Haridāsa; *duḥkhī*—muito infeliz; *haila mane*—tornou-se em sua mente; *ki lāgiyā*—por que razão; *dvāra-mānā*—a porta foi fechada; *keha nāhi jāne*—ninguém conseguia compreender.", "translation": "**Quando Haridāsa Júnior soube que lhe haviam ordenado que não se aproximasse de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ficou muito infeliz. Ninguém conseguia compreender por que lhe fora ordenado que não viesse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/115/", "verse_text": "tina-dina haila haridāsa kare upavāsa\n\nsvarūpādi āsi, puchilā mahāprabhura pāśa", "devanagari": "> তিনদিন হৈল হরিদাস করে উপবাস  ।\n> স্বরূপাদি আসি, পুছিলা মহাপ্রভুর পাশ ॥১১৫॥", "synonyms": "*tina-dina haila*—durante três dias; *haridāsa*—Haridāsa Júnior; *kare upavāsa*—estava jejuando; *svarūpa-ādi*—Svarūpa Dāmodara e outros devotos íntimos; *āsi*—vindo; *puchilā*—perguntaram; *mahāprabhura pāśa*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Haridāsa jejuou continuamente durante três dias. Então, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e outros devotos íntimos aproximaram-se de Śrī Caitanya Mahāprabhu para Lhe perguntar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/116/", "verse_text": "\"kon aparādha, prabhu, kaila haridāsa?\n\nki lāgiyā dvāra-mānā, kare upavāsa?\"", "devanagari": "> “কোন্ অপরাধ, প্রভু, কৈল হরিদাস ? কি লাগিয়া দ্বার-মানা, করে উপবাস ?” ১১৬ ॥১১৬॥", "synonyms": "*kon aparādha*—que grande ofensa; *prabhu*—ó Senhor; *kaila haridāsa*—cometeu Haridāsa; *ki lāgiyā*—por que razão; *dvāra-mānā*—a porta fechada; *kare upavāsa*—ele agora está jejuando.", "translation": "**\"Que grande ofensa cometeu Haridāsa Júnior? Por que foi proibido de vir à Tua porta? Ele agora está jejuando há três dias.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/117/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"vairāgī kare prakṛti sambhāṣaṇa\n\ndekhite nā pāroṅ āmi tāhāra vadana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “বৈরাগী করে প্রকৃতি সম্ভাষণ ।\n> দেখিতে না পারোঁ আমি তাহার বদন ॥১১৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *vairāgī*—uma pessoa na ordem de vida renunciada; *kare*—faz; *prakṛti sambhāṣaṇa*—conversa íntima com uma mulher; *dekhite nā pāroṅ*—não posso ver; *āmi*—Eu; *tāhāra vadana*—o rosto dele.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Não posso tolerar ver o rosto de uma pessoa que aceitou a ordem de vida renunciada, mas que ainda conversa intimamente com uma mulher.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que saralatā, ou simplicidade, é a primeira qualificação de um vaiṣṇava, ao passo que a duplicidade ou o comportamento ardiloso constitui uma grande ofensa contra os princípios do serviço devocional. À medida que a pessoa avança na consciência de Kṛṣṇa, deve gradualmente sentir repulsa pelo apego material e, assim, apegar-se cada vez mais ao serviço do Senhor. Se alguém não está realmente desapegado das atividades materiais, mas ainda assim se proclama avançado no serviço devocional, está trapaceando. Ninguém ficará feliz ao presenciar tal comportamento."}
{"ref": "cc/antya/2/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/118/", "verse_text": "durvāra indriya kare viṣaya-grahaṇa\n\ndāravī prakṛti hare munerapi mana", "devanagari": "> দুর্বার ইন্দ্রিয় করে বিষয়-গ্রহণ ।\n> দারবী প্রকৃতি হরে মুনেরপি মন ॥১১৮॥", "synonyms": "*durvāra*—incontroláveis; *indriya*—os sentidos; *kare*—fazem; *viṣaya-grahaṇa*—aceitar objetos dos sentidos; *dāravī prakṛti*—uma estátua de madeira de uma mulher; *hare*—atrai; *munerapi*—mesmo de um grande sábio; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Tão fortemente os sentidos se apegam aos objetos de seu gozo que, de fato, uma estátua de madeira de uma mulher atrai a mente até mesmo de uma grande pessoa santa.**", "purport": "Os sentidos e os objetos dos sentidos estão tão intimamente conectados que a mente até mesmo de uma grande pessoa santa é atraída por uma boneca de madeira, caso esta tenha sido atraentemente modelada na forma de uma jovem mulher. Os objetos dos sentidos, a saber, forma, som, cheiro, sabor e tato, são sempre atraentes para os olhos, os ouvidos, o nariz, a língua e a pele. Visto que os sentidos e os objetos dos sentidos estão naturalmente relacionados de modo íntimo, às vezes até mesmo uma pessoa que afirma ter controle sobre seus sentidos permanece sempre sujeita ao controle dos objetos dos sentidos. É impossível controlar os sentidos a menos que sejam purificados e ocupados no serviço do Senhor. Assim, embora uma pessoa santa faça votos de controlar seus sentidos, estes ainda assim às vezes são perturbados pelos objetos dos sentidos."}
{"ref": "cc/antya/2/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/119/", "verse_text": "mātrā svasrā duhitrā vā\n\nnā viviktāsano bhavet\n\nbalavān indriya-grāmo\n\nvidvāṁsam api karṣati", "devanagari": "> মাত্রা স্বস্রা দুহিত্রা বা নাবিবিক্তাসনো ভবেৎ ।\n> বলবানিন্দ্রিয়গ্রামো বিদ্বাংসমপি কর্ষতি ॥১১৯॥", "synonyms": "*mātrā*—com a própria mãe; *svasrā*—com a própria irmã; *duhitrā*—com a própria filha; *vā*—ou; *nā*—não; *vivikta-āsanaḥ*—sentar-se juntos; *bhavet*—deve haver; *balavān*—muito fortes; *indriya-grāmaḥ*—o grupo dos sentidos; *vidvāṁsam*—uma pessoa com conhecimento da liberação; *api*—mesmo; *karṣati*—atraem.", "translation": "**\" 'A pessoa não deve sentar-se a sós com a própria mãe, irmã ou filha, pois os sentidos são tão fortes que podem atrair mesmo alguém avançado em conhecimento.'**", "purport": "Este verso aparece na Manu-saṁhitā (2.215) e no *Śrīmad-Bhāgavatam* (9.19.17)."}
{"ref": "cc/antya/2/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/120/", "verse_text": "kṣudra-jīva saba markaṭa-vairāgya kariyā\n\nindriya carāñā bule 'prakṛti' sambhāṣiyā\"", "devanagari": "> ক্ষুদ্রজীব সব মর্কট-বৈরাগ্য করিয়া ।\n> ইন্দ্রিয় চরাঞা বুলে ‘প্রকৃতি’ সম্ভাষিয়া ।।” ॥ ১২০ ॥", "synonyms": "*kṣudra-jīva*—pobres entidades vivas; *saba*—todas; *markaṭa vairāgya*—uma vida renunciada como a de um macaco; *kariyā*—aceitando; *indriya carāñā*—satisfazendo os sentidos; *bule*—vagueiam de um lado para outro; *prakṛti sambhāṣiyā*—conversando intimamente com mulheres.", "translation": "**\"Há muitas pessoas com poucos bens que aceitam a ordem de vida renunciada como macacos. Elas vagueiam de um lado para outro, ocupando-se em gratificação dos sentidos e conversando intimamente com mulheres.\"**", "purport": "A pessoa deve seguir estritamente os princípios reguladores, a saber, nada de sexo ilícito, nada de comer carne, nada de intoxicação e nada de jogos de azar, e dessa maneira deve progredir na vida espiritual. Se uma pessoa inapta aceita sentimentalmente vairāgya ou toma sannyāsa, mas ao mesmo tempo permanece apegada a mulheres, encontra-se numa posição muito perigosa. Sua renúncia chama-se markaṭa-vairāgya, ou renúncia como a de um macaco. O macaco vive na floresta, come frutas e nem sequer se cobre com uma roupa. Dessa forma, assemelha-se a um santo, mas o macaco sempre pensa em macacas e às vezes mantém dúzias delas para relações sexuais. Isso se chama markaṭa-vairāgya. Por conseguinte, quem é inapto não deve aceitar a ordem de vida renunciada. Aquele que aceita a ordem de sannyāsa, mas torna a agitar-se com perturbações sensuais e conversa em particular com mulheres, é chamado dharma-dhvajī ou dharma-kalaṅka, o que significa que ele traz condenação sobre a ordem religiosa. Portanto, a pessoa deve ser extremamente cuidadosa a esse respeito. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica que a palavra markaṭa significa \"inquieto\". Uma pessoa inquieta não pode ser estável; por isso, ela simplesmente vagueia por toda parte, gratificando seus sentidos. Apenas para obter louvor dos outros, para obter adoração barata de seus seguidores ou das pessoas em geral, tal pessoa às vezes adota a indumentária de um sannyāsī ou bābājī na ordem renunciada, mas não consegue abandonar os desejos de gratificação dos sentidos, especialmente a associação com mulheres. Tal pessoa não pode fazer avanço na vida espiritual. Há oito diferentes tipos de gozo sensual com mulheres, incluindo falar sobre elas e pensar nelas. Assim, para um sannyāsī, uma pessoa na ordem renunciada, conversar intimamente com mulheres é uma grande ofensa. Śrī Rāmānanda Rāya e Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura de fato alcançaram a fase mais elevada da ordem renunciada, mas aqueles que os imitam, aceitando-os como seres humanos comuns, caem sob a influência da energia material, pois isso é um grande equívoco."}
{"ref": "cc/antya/2/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/121/", "verse_text": "eta kahi' mahāprabhu abhyantare gelā\n\ngosāñira āveśa dekhi' sabe mauna hailā", "devanagari": "> এত কহি’ মহাপ্রভু অভ্যন্তরে গেলা ।\n> গোসাঞির আবেশ দেখি’ সবে মৌন হৈলা ॥১২১॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *abhyantare gelā*—entrou em Seu quarto; *gosāñira*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśa*—absorção em ira; *dekhi'*—vendo; *sabe*—todos os devotos; *mauna hailā*—ficaram em silêncio.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu entrou em Seu quarto. Vendo-O num estado de espírito tão irado, todos os devotos ficaram em silêncio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/122/", "verse_text": "āra dine sabe meli' prabhura caraṇe\n\nharidāsa lāgi, kichu kailā nivedane", "devanagari": "> আর দিনে সবে মেলি’ প্রভুর চরণে  ।\n> হরিদাস লাগি, কিছু কৈলা নিবেদনে ॥১২২॥", "synonyms": "*āra dine*—no dia seguinte; *sabe meli'*—todos os devotos, reunindo-se; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haridāsa lāgi*—em nome de Haridāsa Júnior; *kichu*—alguma; *kailā nivedane*—apresentaram petição.", "translation": "**No dia seguinte, todos os devotos juntos aproximaram-se dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu para apresentar um apelo em nome de Haridāsa Júnior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/123/", "verse_text": "\"alpa aparādha, prabhu karaha prasāda\n\nebe śikṣā ha-ila nā karibe aparādha\"", "devanagari": "> “অল্প অপরাধ, প্রভু করহ প্রসাদ  ।\n> এবে শিক্ষা হইল না করিবে অপরাধ” ॥১২৩॥", "synonyms": "*alpa aparādha*—a ofensa não é muito grande; *prabhu*—ó Senhor; *karaha prasāda*—sê misericordioso; *ebe*—agora; *śikṣā ha-ila*—ele recebeu uma lição suficiente; *nā karibe*—ele não cometerá; *aparādha*—ofensa.", "translation": "**\"Haridāsa cometeu uma pequena ofensa\", disseram eles. \"Portanto, ó Senhor, por favor, sê misericordioso com ele. Agora ele recebeu uma lição suficiente. No futuro, não cometerá tal ofensa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/124/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"mora vaśa nahe mora mana\n\nprakṛti-sambhāṣī vairāgī nā kare darśana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “মোর বশ নহে মোর মন ।\n> প্রকৃতিসম্ভাষী বৈরাগী না করে দর্শন ॥১২৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *mora vaśa*—sob Meu controle; *nahe*—não está; *mora*—Minha; *mana*—mente; *prakṛti-sambhāṣī*—aquele que conversa com mulheres; *vairāgī*—uma pessoa na ordem renunciada; *nā kare darśana*—não vê.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Minha mente não está sob Meu controle. Ela não gosta de ver ninguém na ordem renunciada que converse intimamente com mulheres.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/125/", "verse_text": "nija kārye yāha sabe, chāḍa vṛthā kathā\n\npunaḥ yadi kaha āmā nā dekhibe hethā\"", "devanagari": "> নিজ কার্যে যাহ সবে, ছাড় বৃথা কথা ।\n> পুনঃ যদি কহ আমা না দেখিবে হেথা ।।” ॥ ১২৫ ॥", "synonyms": "*nija kārye*—vossas próprias ocupações; *yāha sabe*—podeis todos ir cuidar; *chāḍa*—abandonai; *vṛthā kathā*—conversa inútil; *punaḥ*—novamente; *yadi kaha*—se falardes; *āmā*—a Mim; *nā dekhibe*—não vereis; *hethā*—aqui.", "translation": "**\"Deveis todos cuidar de vossas respectivas ocupações. Abandonai esta conversa inútil. Se falardes desse modo novamente, Eu irei embora, e não Me vereis mais aqui.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/126/", "verse_text": "eta śuni' sabe nija-karṇe hasta diyā\n\nnija nija kārye sabe gela ta' uṭhiyā", "devanagari": "> এত শুনি’ সবে নিজ-কর্ণে হস্ত দিয়া ।\n> নিজ নিজ কার্যে সবে গেল ত’ উঠিয়া ॥১২৬॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *sabe*—todos os devotos; *nija-karṇe*—sobre os ouvidos; *hasta diyā*—colocando as mãos; *nija nija kārye*—às suas respectivas ocupações; *sabe*—todos eles; *gela*—foram; *ta'*—certamente; *uṭhiyā*—levantando-se.", "translation": "**Ao ouvir isto, todos os devotos taparam os ouvidos com as mãos, levantaram-se e foram cuidar de suas respectivas ocupações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/127/", "verse_text": "mahāprabhu madhyāhna karite cali, gelā\n\nbujhana nā yāya ei mahāprabhura līlā", "devanagari": "> মহাপ্রভু মধ্যাহ্ন করিতে চলি’ গেলা ।\n> বুঝন না যায় এই মহাপ্রভুর লীলা ॥১২৭॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *madhyāhna karite*—para executar Suas atividades do meio-dia; *cali*—caminhando; *gelā*—partiu; *bujhana nā yāya*—ninguém podia compreender; *ei*—este; *mahāprabhura līlā*—passatempo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu também deixou aquele lugar para executar Seus deveres do meio-dia. Ninguém podia compreender Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/128/", "verse_text": "āra dina sabe paramānanda-purī-sthāne\n\n'prabhuke prasanna kara'--kailā nivedane", "devanagari": "> আর দিন সবে পরমানন্দপুরী-স্থানে ।\n> ‘প্রভুকে প্রসন্ন কর’ — কৈলা নিবেদনে ॥১২৮॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *sabe*—todos os devotos; *paramānanda-purī-sthāne*—ao lugar de Paramānanda Purī; *prabhuke*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasanna kara*—por favor, tentai apaziguar; *kailā nivedane*—submeteram.", "translation": "**No dia seguinte, todos os devotos foram a Śrī Paramānanda Purī e pediram-lhe que apaziguasse o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/129/", "verse_text": "tabe purī-gosāñi ekā prabhu-sthāne āilā\n\nnamaskari' prabhu tāṅre sambhrame vasāilā", "devanagari": "> তবে পুরী-গোসাঞি একা প্রভুস্থানে আইলা ।\n> নমস্করি’ প্রভু তাঁরে সম্ভ্রমে বসাইলা ॥১২৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *purī-gosāñi*—Paramānanda Purī; *ekā*—sozinho; *prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *namaskari'*—após oferecer reverências; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *sambhrame*—com grande respeito; *vasāilā*—fez sentar-se.", "translation": "**Paramānanda Purī foi então sozinho à residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor, após oferecer-lhe reverências, fê-lo sentar-se a Seu lado com grande respeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/130/", "verse_text": "puchilā,--ki ājñā, kene haila āgamana?\n\n'haridāse prasāda lāgi' kailā nivedana", "devanagari": "> পুছিলা, — কি আজ্ঞা, কেনে হৈল আগমন ?\n> ‘হরিদাসে প্রসাদ লাগি’ কৈলা নিবেদন ॥১৩০॥", "synonyms": "*puchilā*—o Senhor perguntou; *ki ājñā*—qual é a tua ordem; *kene haila āgamana*—qual é a razão de teres vindo; *haridāse prasāda lāgi'*—em prol de um favor a Haridāsa Júnior; *kailā nivedana*—ele fez um pedido.", "translation": "**O Senhor perguntou: \"Qual é a tua ordem? Com que propósito vieste aqui?\" Paramānanda Purī submeteu então sua súplica de que o Senhor mostrasse favor a Haridāsa Júnior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/131/", "verse_text": "śuniyā kahena prabhu,--\"śunaha, gosāñi\n\nsaba vaiṣṇava lañā tumi raha ei ṭhāñi", "devanagari": "> শুনিয়া কহেন প্রভু, — “শুনহ, গোসাঞি  ।\n> সব বৈষ্ণব লঞা তুমি রহ এই ঠাঞি ॥১৩১॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *kahena prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *śunaha*—por favor, ouve; *gosāñi*—meu senhor; *saba vaiṣṇava*—todos os vaiṣṇavas; *lañā*—levando; *tumi*—tua senhoria; *raha*—fica; *ei ṭhāñi*—neste lugar.", "translation": "**Ao ouvir esse pedido, Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Meu querido senhor, por favor, ouve-me. É melhor que fiques aqui com todos os vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/132/", "verse_text": "more ājñā haya, muñi yāṅa ālālanātha\n\nekale rahiba tāhāṅ, govinda-mātra sātha\"", "devanagari": "> মোরে আজ্ঞা হয়, মুঞি যাঙ আলালনাথ  ।\n> একলে রহিব তাহাঁ, গোবিন্দ-মাত্র সাথ ।।” ১৩২ ॥১৩২॥", "synonyms": "*more*—a Mim; *ājñā haya*—por favor, dá permissão; *muñi*—Eu; *yāṅa*—vou; *ālālanātha*—ao lugar conhecido como Ālālanātha; *ekale rahiba*—permanecerei sozinho; *tāhāṅ*—lá; *govinda-mātra sātha*—apenas com Govinda.", "translation": "**\"Por favor, dá-Me permissão para ir a Ālālanātha. Permanecerei lá sozinho; apenas Govinda irá coMigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/133/", "verse_text": "eta bali' prabhu yadi govinde bolāilā\n\npurīre namaskāra kari' uṭhiyā calilā", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু যদি গোবিন্দে বোলাইলা ।\n> পুরীরে নমস্কার করি’ উঠিয়া চলিলা ॥১৩৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *govinde bolāilā*—chamou por Govinda; *purīre*—a Paramānanda Purī; *namaskāra kari'*—oferecendo respeito; *uṭhiyā calilā*—levantou-se e começou a ir embora.", "translation": "**Após dizer isto, o Senhor chamou por Govinda. Oferecendo reverências a Paramānanda Purī, Ele se levantou e começou a partir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/134/", "verse_text": "āste-vyaste purī-gosāñi prabhu āge gelā\n\nanunaya kari' prabhure ghare vasāilā", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে পুরী-গোসাঞি প্রভু আগে গেলা ।\n> অনুনয় করি’ প্রভুরে ঘরে বসাইলা ॥১৩৪॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande pressa; *purī-gosāñi*—Paramānanda Purī; *prabhu āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *anunaya kari'*—com grande humildade; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ghare*—em Seu quarto; *vasāilā*—fez sentar-se.", "translation": "**Em grande pressa, Paramānanda Purī Gosāñi colocou-se diante d'Ele e, com grande humildade, persuadiu-O a sentar-se em Seu próprio quarto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/135/", "verse_text": "\"tomāra ye icchā, kara, svatantra īśvara\n\nkebā ki balite pāre tomāra upara?", "devanagari": "> “তোমার যে ইচ্ছা, কর, স্বতন্ত্র ঈশ্বর । কেবা কি বলিতে পারে তোমার উপর ? ১৩৫ ।। লোক-হিত লাগি’ তোমার সব ব্যবহার  ।\n> আমি সব না জানি গম্ভীর হৃদয় তোমার ।।” ১৩৬ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*tomāra ye icchā*—qualquer que seja o Teu desejo; *kara*—podes fazer; *svatantra īśvara*—a independente Suprema Personalidade de Deus; *kebā*—quem; *ki balite pāre*—pode falar; *tomāra upara*—acima de Ti.", "translation": "**Paramānanda Purī disse: \"Meu querido Senhor Caitanya, Tu és a independente Personalidade de Deus. Podes fazer o que quiseres. Quem pode dizer algo acima de Ti?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/136/", "verse_text": "loka-hita lāgi' tomāra saba vyavahāra\n\nāmi saba nā jāni gambhīra hṛdaya tomāra\"", "devanagari": "", "synonyms": "*loka-hita lāgi'*—para o benefício das pessoas em geral; *tomāra*—Tuas; *saba*—todas; *vyavahāra*—atividades; *āmi saba*—todos nós; *nā jāni*—não podemos compreender; *gambhīra*—muito profundo e grave; *hṛdaya*—coração; *tomāra*—Teu.", "translation": "**\"Todas as Tuas atividades destinam-se ao benefício das pessoas em geral. Não podemos compreendê-las, pois Tuas intenções são profundas e graves.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/137/", "verse_text": "eta bali' purī-gosāñi gelā nija-sthāne\n\nharidāsa-sthāne gelā saba bhakta-gaṇe", "devanagari": "> এত বলি’ পুরী-গোসাঞি গেলা নিজ-স্থানে ।\n> হরিদাস-স্থানে গেলা সব ভক্তগণে ॥১৩৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *purī-gosāñi*—Paramānanda Gosāñi; *gelā*—partiu; *nija-sthāne*—para o seu próprio lugar; *haridāsa-sthāne*—ao lugar de Haridāsa Júnior; *gelā*—foram; *saba bhakta-gaṇe*—todos os outros devotos.", "translation": "**Após dizer isto, Paramānanda Purī Gosāñi partiu para o seu próprio lar. Então, todos os devotos foram ver Haridāsa Júnior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/138/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi kahe,--\"śuna, haridāsa\n\nsabe tomāra hita vāñchi, karaha viśvāsa", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি কহে, “শুন, হরিদাস  ।\n> সবে তোমার হিত বাঞ্ছি, করহ বিশ্বাস ॥১৩৮॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi disse; *śuna haridāsa*—apenas ouve, Haridāsa; *sabe*—todos nós; *tomāra hita vāñchi*—desejamos o teu bem; *karaha viśvāsa*—apenas acredita nisto.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosāñi disse: \"Por favor, ouve-nos, Haridāsa, pois todos nós desejamos o teu bem. Por favor, acredita nisto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/139/", "verse_text": "prabhu haṭhe paḍiyāche svatantra īśvara\n\nkabhu kṛpā karibena yāte dayālu antara", "devanagari": "> প্রভু হঠে পড়িয়াছে স্বতন্ত্র ঈশ্বর  ।\n> কভু কৃপা করিবেন যাতে দয়ালু অন্তর ॥১৩৯॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haṭhe paḍiyāche*—assumiu um estado de ânimo persistentemente irado; *svatantra īśvara*—a independente Personalidade de Deus; *kabhu*—algum dia; *kṛpā karibena*—Ele será misericordioso (contigo); *yāte*—porque; *dayālu*—misericordioso; *antara*—no coração.", "translation": "**\"No momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu persiste em Seu estado de ânimo de ira porque Ele é a independente Suprema Personalidade de Deus. Em algum momento, contudo, Ele certamente será misericordioso, pois em Seu coração é muito bondoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/140/", "verse_text": "tumi haṭha kaile tāṅra haṭha se bāḍibe\n\nsnāna bhojana kara, āpane krodha yābe\"", "devanagari": "> তুমি হঠ কৈলে তাঁর হঠ সে বাড়িবে  ।\n> স্নান ভোজন কর, আপনে ক্রোধ যাবে ।।” ১৪০ ॥১৪০॥", "synonyms": "*tumi haṭha kaile*—se continuares a persistir; *tāṅra*—Sua; *haṭha*—persistência; *se*—essa; *bāḍibe*—aumentará; *snāna bhojana kara*—toma teu banho e teu prasāda; *āpane krodha yābe*—automaticamente Sua ira se aplacará.", "translation": "**\"O Senhor está persistindo, e, se também persistires, Sua persistência aumentará. É melhor que tomes teu banho e teu prasāda. No devido tempo, Sua ira se aplacará automaticamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/141/", "verse_text": "eta bali tāre snāna bhojana karāñā\n\nāpana bhavana āilā tāre āśvāsiyā", "devanagari": "> এত বলি তারে স্নান ভোজন করাঞা ।\n> আপন ভবন আইলা তারে আশ্বাসিয়া ॥১৪১॥", "synonyms": "*eta bali*—dizendo isto; *tāre*—a ele; *snāna bhojana karāñā*—induzindo-o a banhar-se e tomar prasāda; *āpana bhavana*—a seu próprio aposento; *āilā*—regressou; *tāre āśvāsiyā*—tranquilizando-o.", "translation": "**Tendo dito isto, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī induziu Haridāsa a banhar-se e a tomar prasāda. Após assim tranquilizá-lo, regressou a seu aposento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/142/", "verse_text": "prabhu yadi yāna jagannātha-daraśane\n\ndūre rahi' haridāsa karena darśane", "devanagari": "> প্রভু যদি যান জগন্নাথ-দরশনে ।\n> দূরে রহি’ হরিদাস করেন দর্শনে ॥১৪২॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *yāna*—vai; *jagannātha-daraśane*—ver o Senhor Jagannātha; *dūre rahi'*—permanecendo num lugar distante; *haridāsa*—Haridāsa Júnior; *karena darśane*—vê.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ia ver o Senhor Jagannātha no templo, Haridāsa permanecia bem distante e O contemplava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/143/", "verse_text": "mahāprabhu--kṛpā-sindhu, ke pāre bujhite?\n\npriya bhakte daṇḍa karena dharma bujhāite", "devanagari": "> মহাপ্রভু — কৃপাসিন্ধু, কে পারে বুঝিতে ?\n> প্রিয় ভক্তে দণ্ড করেন ধর্ম বুঝাইতে ॥১৪৩॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā-sindhu*—o oceano de misericórdia; *ke pāre bujhite*—quem pode compreender; *priya bhakte*—a Seus devotos queridos; *daṇḍa karena*—aplica castigo; *dharma bujhāite*—para estabelecer os princípios da religião ou do dever.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu é o oceano de misericórdia. Quem pode compreendê-Lo? Quando castiga Seus devotos queridos, Ele certamente o faz para restabelecer os princípios da religião ou do dever.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma, a este respeito, que Śrī Caitanya Mahāprabhu, o oceano de misericórdia, castigou Haridāsa Júnior, embora Haridāsa Júnior fosse Seu devoto querido, para estabelecer que aquele que está na linha devocional, ocupado em serviço devocional puro, não deve ser hipócrita. Para uma pessoa ocupada em serviço devocional na ordem renunciada, manter relações íntimas com mulheres é certamente hipocrisia. Esse castigo foi dado a Haridāsa Júnior como exemplo para os futuros sahajiyās que viessem a adotar a vestimenta da ordem renunciada para imitar Rūpa Gosvāmī e outros sannyāsīs genuínos, mas que mantivessem secretamente relações ilícitas com mulheres. Para ensinar a tais homens, Śrī Caitanya Mahāprabhu castigou Seu devoto querido Haridāsa por um leve desvio dos princípios reguladores. Śrīmatī Mādhavīdevī era uma devota altamente elevada; portanto, aproximar-se dela para pedir um pouco de arroz a fim de servir Śrī Caitanya Mahāprabhu certamente não era muito ofensivo. Não obstante, apenas para preservar os princípios reguladores para o futuro, Śrī Caitanya Mahāprabhu impôs a regra rígida e inflexível de que ninguém na ordem renunciada deve misturar-se intimamente com mulheres. Caso Śrī Caitanya Mahāprabhu não houvesse castigado Haridāsa Júnior por esse leve desvio, os supostos devotos do Senhor teriam explorado o exemplo de Haridāsa Júnior para perpetuar irrestritamente seu hábito de relações ilícitas com mulheres. De fato, eles ainda pregam que tal comportamento é permitido para um vaiṣṇava. Mas isso é terminantemente proibido. Śrī Caitanya Mahāprabhu é o mestre do mundo inteiro e, por isso, impôs este castigo exemplar para estabelecer que as relações sexuais ilícitas jamais são permitidas pela filosofia vaiṣṇava. Este foi Seu propósito ao castigar Haridāsa Júnior. Śrī Caitanya Mahāprabhu é, na verdade, a mais magnânima encarnação da Suprema Personalidade de Deus, mas Ele proibiu rigorosamente o sexo ilícito."}
{"ref": "cc/antya/2/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/144/", "verse_text": "dekhi' trāsa upajila saba bhakta-gaṇe\n\nsvapne-ha chāḍila sabe strī-sambhāṣaṇe", "devanagari": "> দেখি’ ত্রাস উপজিল সব ভক্তগণে ।\n> স্বপ্নেহ ছাড়িল সবে স্ত্রী-সম্ভাষণে ॥১৪৪॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *trāsa*—uma atmosfera de temor; *upajila*—cresceu; *saba bhakta-gaṇe*—entre todos os devotos; *svapne-ha*—mesmo em sonhos; *chāḍila*—abandonaram; *sabe*—todos; *strī-sambhāṣaṇe*—a conversa com mulheres.", "translation": "**Depois que todos os devotos viram esse exemplo, surgiu entre eles uma mentalidade de temor. Por isso, todos deixaram de conversar com mulheres, mesmo em sonhos.**", "purport": "Com relação a strī-sambhāṣaṇa, conversar com mulheres, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que conversar com mulheres com o propósito de associar-se a elas para a gratificação dos sentidos, sutil ou grosseira, é terminantemente proibido. Cāṇakya Paṇḍita, o grande instrutor moral, diz: mātṛvat para-dāreṣu. Assim, não apenas a pessoa na ordem renunciada ou aquela ocupada em serviço devocional, mas todos devem evitar associar-se a mulheres. Deve-se considerar a esposa alheia como sua mãe."}
{"ref": "cc/antya/2/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/145/", "verse_text": "ei-mate haridāsera eka vatsara gela\n\ntabu mahāprabhura mane prasāda nahila", "devanagari": "> এইমতে হরিদাসের এক বৎসর গেল ।\n> তবু মহাপ্রভুর মনে প্রসাদ নহিল ॥১৪৫॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *haridāsera*—de Haridāsa Júnior; *eka vatsara*—um ano; *gela*—passou; *tabu*—ainda; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *prasāda nahila*—não houve sinais de misericórdia.", "translation": "**Dessa maneira, passou-se um ano completo para Haridāsa Júnior, mas ainda assim não havia sinal algum da misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu para com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/146/", "verse_text": "rātri avaśeṣe prabhure daṇḍavat hañā\n\nprayāgete gela kāreha kichu nā baliyā", "devanagari": "> রাত্রি অবশেষে প্রভুরে দণ্ডবৎ হঞা ।\n> প্রয়াগেতে গেল কারেহ কিছু না বলিয়া ॥১৪৬॥", "synonyms": "*rātri avaśeṣe*—ao final de uma noite; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daṇḍavat hañā*—oferecendo reverências; *prayāgete*—ao lugar sagrado conhecido como Prayāga (Allahabad); *gela*—foi; *kāreha*—a quem quer que fosse; *kichu*—coisa alguma; *nā baliyā*—não dizendo.", "translation": "**Assim, ao final de uma noite, Haridāsa Júnior, após oferecer suas respeitosas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, partiu para Prayāga sem nada dizer a ninguém.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/147/", "verse_text": "prabhu-pada-prāpti lāgi' saṅkalpa karila\n\ntriveṇī praveśa kari' prāṇa chāḍila", "devanagari": "> প্রভুপদপ্রাপ্তি লাগি’ সঙ্কল্প করিল ।\n> ত্রিবেণী প্রবেশ করি’ প্রাণ ছাড়িল ॥১৪৭॥", "synonyms": "*prabhu-pada*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prāpti lāgi'*—com vistas a obter; *saṅkalpa karila*—decidiu definitivamente; *tri-veṇī praveśa kari'*—entrando na água na confluência do Ganges e do Yamunā em Prayāga; *prāṇa chāḍila*—abandonou a vida.", "translation": "**Haridāsa Júnior havia decidido conclusivamente alcançar o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assim, ele entrou nas profundezas da água em Triveṇī, a confluência do Ganges e do Yamunā em Prayāga, e dessa maneira abandonou a vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/148/", "verse_text": "sei-kṣaṇe divya-dehe prabhu-sthāne āilā\n\nprabhu-kṛpā pāñā antardhānei rahilā", "devanagari": "> সেইক্ষণে দিব্যদেহে প্রভুস্থানে আইলা ।\n> প্রভুকৃপা পাঞা অন্তর্ধানেই রহিলা ॥১৪৮॥", "synonyms": "*sei-kṣaṇe*—imediatamente depois disso; *divya-dehe*—num corpo espiritual; *prabhu-sthāne āilā*—veio a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu-kṛpā*—a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāñā*—obtendo; *antardhānei rahilā*—permaneceu invisível.", "translation": "**Logo após cometer suicídio dessa maneira, ele foi, em seu corpo espiritual, ter com Śrī Caitanya Mahāprabhu e recebeu a misericórdia do Senhor. Contudo, ele permaneceu invisível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/149/", "verse_text": "gandharva-dehe gāna karena antardhāne\n\nrātrye prabhure śunāya gīta, anye nāhi jāne", "devanagari": "> গন্ধর্ব-দেহে গান করেন অন্তর্ধানে ।\n> রাত্র্যে প্রভুরে শুনায় গীত, অন্যে নাহি জানে ॥১৪৯॥", "synonyms": "*gandharva-dehe*—no corpo de um Gandharva; *gāna karena*—ele canta; *antardhāne*—sem ser visto; *rātrye*—à noite; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śunāya gīta*—ele cantava; *anye*—outros; *nāhi jāne*—não podiam compreender.", "translation": "**Num corpo espiritual semelhante ao de um Gandharva, Haridāsa Júnior, embora invisível, cantava à noite para que Śrī Caitanya Mahāprabhu ouvisse. Ninguém, porém, exceto o Senhor, sabia disso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/150/", "verse_text": "eka-dina mahāprabhu puchilā bhakta-gaṇe\n\n'haridāsa kāṅhā? tāre ānaha ekhāne'", "devanagari": "> একদিন মহাপ্রভু পুছিলা ভক্তগণে ।\n> ‘হরিদাস কাঁহা? তারে আনহ এখানে’ ॥১৫০॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *puchilā bhakta-gaṇe*—perguntou aos devotos; *haridāsa kāṅhā*—onde está Haridāsa; *tāre*—a ele; *ānaha ekhāne*—trazei aqui.", "translation": "**Certo dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou aos devotos: \"Onde está Haridāsa? Agora podeis trazê-lo aqui.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/151/", "verse_text": "sabe kahe,--'haridāsa varṣa-pūrṇa dine\n\nrātre uṭhi kāṅhā gelā, keha nāhi jāne\"", "devanagari": "> সব কহে, — “হরিদাস বর্ষপূর্ণ দিনে ।\n> রাত্রে উঠি কাঁহা গেলা, কেহ নাহি জানে ।।” ॥ ১৫১ ॥", "synonyms": "*sabe kahe*—todos disseram; *haridāsa*—Haridāsa; *varṣa-pūrṇa dine*—ao final de um ano completo; *rātre*—à noite; *uṭhi*—levantando-se; *kāṅhā gelā*—para onde foi; *keha nāhi jāne*—ninguém sabe.", "translation": "**Todos os devotos responderam: \"Certa noite, ao final de um ano completo, Haridāsa Júnior levantou-se e foi embora. Ninguém sabe para onde ele foi.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/152/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu īṣat hāsiyā rahilā\n\nsaba bhakta-gaṇa mane vismaya ha-ilā", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু ঈষৎ হাসিয়া রহিলা ।\n> সব ভক্তগণ মনে বিস্ময় হইলা ॥১৫২॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *īṣat*—levemente; *hāsiyā rahilā*—permaneceu sorrindo; *saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *mane*—nas mentes; *vismaya ha-ilā*—ficaram surpresos.", "translation": "**Enquanto ouvia os devotos lamentarem-se, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorria levemente. Assim, todos os devotos ficaram muito admirados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/153-154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/153-154/", "verse_text": "eka-dina jagadānanda, svarūpa, govinda\n\nkāśīśvara, śaṅkara, dāmodara, mukunda\n\nsamudra-snāne gelā sabe, śune katho dūre\n\nharidāsa gāyena, yena ḍāki' kaṇṭha-svare", "devanagari": "> একদিন জগদানন্দ, স্বরূপ, গোবিন্দ ।\n> কাশীশ্বর, শঙ্কর, দামোদর, মুকুন্দ ॥১৫৩॥\n> সমুদ্রস্নানে গেলা সবে, শুনে কথো দূরে ।\n> হরিদাস গায়েন, যেন ডাকি’ কণ্ঠস্বরে ॥১৫৪॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *jagadānanda*—Jagadānanda; *svarūpa*—Svarūpa; *govinda*—Govinda; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *śaṅkara*—Śaṅkara; *dāmodara*—Dāmodara; *mukunda*—Mukunda; *samudra-snāne*—banhar-se no mar; *gelā*—foram; *sabe*—todos eles; *śune*—podiam ouvir; *katho dūre*—de um lugar distante; *haridāsa gāyena*—Haridāsa Júnior cantava; *yena*—como se; *ḍāki'*—chamando; *kaṇṭha-svare*—em sua voz original.", "translation": "**Certo dia, Jagadānanda, Svarūpa, Govinda, Kāśīśvara, Śaṅkara, Dāmodara e Mukunda foram todos banhar-se no mar. Podiam ouvir Haridāsa cantando de um lugar distante, como se os chamasse em sua voz original.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/155/", "verse_text": "manuṣya nā dekhe--madhura gīta-mātra śune\n\ngovindādi sabe meli' kaila anumāne", "devanagari": "> মনুষ্য না দেখে — মধুর গীতমাত্র শুনে  ।\n> গোবিন্দাদি সবে মেলি’ কৈল অনুমানে ॥১৫৫॥", "synonyms": "*manuṣya*—um homem; *nā dekhe*—não podiam ver; *madhura*—muito doce; *gīta*—canto; *mātra*—apenas; *śune*—podia-se ouvir; *govinda-ādi sabe*—todos os devotos, encabeçados por Govinda; *meli'*—reunindo-se; *kaila anumāne*—conjeturaram.", "translation": "**Ninguém podia vê-lo, mas podiam ouvi-lo cantando com voz doce. Por isso, todos os devotos, encabeçados por Govinda, fizeram a seguinte conjetura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/156/", "verse_text": "'viṣādi khāñā haridāsa ātma-ghāta kaila\n\nsei pāpe jāni 'brahma-rākṣasa' haila", "devanagari": "> ‘বিষাদি খাঞা হরিদাস আত্মঘাত কৈল  ।\n> সেই পাপে জানি ‘ব্রহ্মরাক্ষস’ হৈল ॥১৫৬॥", "synonyms": "*viṣa-ādi khāñā*—por beber veneno; *haridāsa*—Haridāsa Júnior; *ātma-ghāta kaila*—cometeu suicídio; *sei pāpe*—em virtude dessa atividade pecaminosa; *jāni*—compreendemos; *brahma-rākṣasa*—um fantasma brāhmaṇa; *haila*—ele se tornou.", "translation": "**\"Haridāsa deve ter cometido suicídio bebendo veneno e, em razão desse ato pecaminoso, tornou-se agora um fantasma brāhmaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/157/", "verse_text": "ākāra nā dekhi, mātra śuni tāra gāna'\n\nsvarūpa kahena,--\"ei mithyā anumāna", "devanagari": "> আকার না দেখি, মাত্র শুনি তার গান ।’\n> স্বরূপ কহেন, — “এই মিথ্যা অনুমান ॥১৫৭॥", "synonyms": "*ākāra*—forma; *nā dekhi*—não podemos ver; *mātra*—apenas; *śuni*—ouvimos; *tāra*—seu; *gāna*—canto; *svarūpa kahena*—Svarūpa Dāmodara disse; *ei*—esta; *mithyā*—falsa; *anumāna*—suposição.", "translation": "**\"Não podemos ver sua forma material\", disseram eles, \"mas ainda assim ouvimos seu doce canto. Portanto, ele deve ter-se tornado um fantasma.\" Svarūpa Dāmodara, contudo, protestou: \"Esta é uma falsa suposição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/158/", "verse_text": "ājanma kṛṣṇa-kīrtana, prabhura sevana\n\nprabhu-kṛpā-pātra, āra kṣetrera maraṇa", "devanagari": "> আজন্ম কৃষ্ণকীর্তন, প্রভুর সেবন  ।\n> প্রভু-কৃপাপাত্র, আর ক্ষেত্রের মরণ ॥১৫৮॥", "synonyms": "*ājanma*—ao longo de toda a vida; *kṛṣṇa-kīrtana*—o canto do mantra Hare Kṛṣṇa; *prabhura sevana*—o serviço a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu-kṛpā-pātra*—muito querido ao Senhor; *āra*—e; *kṣetrera maraṇa*—sua morte num lugar sagrado.", "translation": "**\"Haridāsa Júnior cantou o mantra Hare Kṛṣṇa ao longo de toda a sua vida e serviu ao Senhor Supremo Śrī Caitanya Mahāprabhu. Além disso, ele é querido ao Senhor e morreu num lugar sagrado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/159/", "verse_text": "durgati nā haya tāra, sad-gati se haya\n\nprabhu-bhaṅgī ei, pāche jānibā niścaya\"", "devanagari": "> দুর্গতি না হয় তার, সদ্গতি সে হয়  ।\n> প্রভু-ভঙ্গী এই, পাছে জানিবা নিশ্চয় ।।” ১৫৯ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*durgati*—um mau resultado; *nā haya tāra*—não é seu; *sat-gati se haya*—ele deve ter alcançado a liberação; *prabhu-bhaṅgī*—um passatempo de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—este; *pāche*—mais tarde; *jānibā*—vós compreendereis; *niścaya*—o fato real.", "translation": "**\"Haridāsa não pode ter-se degradado; ele deve ter alcançado a liberação. Este é um passatempo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todos vós o compreendereis mais tarde.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/160/", "verse_text": "prayāga ha-ite eka vaiṣṇava navadvīpa āila\n\nharidāsera vārtā teṅho sabāre kahila", "devanagari": "> প্রয়াগ হইতে এক বৈষ্ণব নবদ্বীপে আইল ।\n> হরিদাসের বার্তা তেঁহো সবারে কহিল ॥১৬০॥", "synonyms": "*prayāga ha-ite*—de Prayāga; *eka*—um; *vaiṣṇava*—devoto do Senhor Kṛṣṇa; *navadvīpa āila*—veio a Navadvīpa; *haridāsera vārtā*—as notícias de Haridāsa; *teṅho*—ele; *sabāre kahila*—informou a todos.", "translation": "**Um devoto regressou de Prayāga a Navadvīpa e contou a todos os detalhes do suicídio de Haridāsa Júnior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/161/", "verse_text": "yaiche saṅkalpa, yaiche triveṇī praveśila\n\nśuni, śrīvāsādira mane vismaya ha-ila", "devanagari": "> যৈছে সংকল্প, যৈছে ত্রিবেণী প্রবেশিল ।\n> শুনি’ শ্রীবাসাদির মনে বিস্ময় হইল ॥১৬১॥", "synonyms": "*yaiche saṅkalpa*—como ele estava determinado; *yaiche*—como; *triveṇī praveśila*—ele entrou na Triveṇī; *śuni'*—ouvindo; *śrīvāsa-ādira*—de Śrīvāsa Ṭhākura e outros; *mane*—nas mentes; *vismaya ha-ila*—houve surpresa.", "translation": "**Ele explicou como Haridāsa Júnior havia tomado sua resolução e assim entrara nas águas da confluência do Yamunā com o Ganges. Ao ouvir esses detalhes, Śrīvāsa Ṭhākura e os demais devotos ficaram muito surpresos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/162/", "verse_text": "varṣāntare śivānanda saba bhakta lañā\n\nprabhure mililā āsi' ānandita hañā", "devanagari": "> বর্ষান্তরে শিবানন্দ সব ভক্ত লঞা ।\n> প্রভুরে মিলিলা আসি’ আনন্দিত হঞা ॥১৬২॥", "synonyms": "*varṣa-antare*—ao final do ano; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *saba*—todos; *bhakta lañā*—levando os devotos; *prabhure mililā*—encontrou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsi'*—vindo; *ānandita hañā*—ficando muito feliz.", "translation": "**Ao final do ano, Śivānanda Sena veio a Jagannātha Purī, como de costume, acompanhado dos demais devotos, e assim, em grande felicidade, encontrou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/163/", "verse_text": "'haridāsa kāṅhā?' yadi śrīvāsa puchilā\n\n\"sva-karma-phala-bhuk pumān\"--prabhu uttara dilā", "devanagari": "> ‘হরিদাস কাঁহা?’ যদি শ্রীবাস পুছিলা ।\n> ‘স্বকর্মফলভুক্ পুমান্” — প্রভু উত্তর দিলা ॥১৬৩॥", "synonyms": "*haridāsa kāṅhā*—onde está Haridāsa Júnior; *yadi*—quando; *śrīvāsa puchilā*—Śrīvāsa Ṭhākura perguntou; *sva-karma-phala-bhuk*—certo de aceitar a ação resultante de suas atividades fruitivas; *pumān*—uma pessoa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uttara dilā*—respondeu.", "translation": "**Quando Śrīvāsa Ṭhākura perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Onde está Haridāsa Júnior?\", o Senhor respondeu: \"A pessoa certamente alcança os resultados de suas atividades fruitivas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/164/", "verse_text": "tabe śrīvāsa tāra vṛttānta kahila\n\nyaiche saṅkalpa, yaiche triveṇī praveśila", "devanagari": "> তবে শ্রীবাস তার বৃত্তান্ত কহিল ।\n> যৈছে সংকল্প, যৈছে ত্রিবেণী প্রবেশিল ॥১৬৪॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *tāra*—de Haridāsa Júnior; *vṛttānta*—história; *kahila*—falou; *yaiche*—como; *saṅkalpa*—ele decidiu; *yaiche*—como; *triveṇī praveśila*—ele entrou nas águas da confluência do Ganges com o Yamunā.", "translation": "**Então Śrīvāsa Ṭhākura relatou os detalhes da decisão de Haridāsa e de sua entrada nas águas da confluência do Ganges com o Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/165/", "verse_text": "śuni' prabhu hāsi' kahe suprasanna citta\n\n'prakṛti darśana kaile ei prāyaścitta'", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু হাসি’ কহে সুপ্রসন্ন চিত্ত ।\n> ‘প্রকৃতি দর্শন কৈলে এই প্রায়শ্চিত্ত’ ॥১৬৫॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsi'*—sorrindo; *kahe*—respondeu; *su-prasanna citta*—estando de bom humor; *prakṛti darśana kaile*—se alguém olha para mulheres com propensão sensual; *ei prāyaścitta*—esta é a expiação.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu esses detalhes, sorriu de bom humor e disse: \"Se alguém olha para mulheres com intenções sensuais, este é o único processo de expiação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/166/", "verse_text": "svarūpādi mili' tabe vicāra karilā\n\ntriveṇī-prabhāve haridāsa prabhu-pada pāilā", "devanagari": "> স্বরূপাদি মিলি’ তবে বিচার করিলা ।\n> ত্রিবেণী-প্রভাবে হরিদাস প্রভুপদ পাইলা ॥১৬৬॥", "synonyms": "*svarūpa-ādi*—os devotos encabeçados por Svarūpa Dāmodara; *mili'*—reunindo-se; *tabe*—então; *vicāra karilā*—discutiram; *triveṇī-prabhāve*—pela influência do lugar sagrado na confluência do Ganges com o Yamunā; *haridāsa*—Haridāsa Júnior; *prabhu-pada pāilā*—alcançou o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Então todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, concluíram que, por Haridāsa ter cometido suicídio na confluência dos rios Ganges e Yamunā, ele certamente alcançara em última instância o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura observa que, depois de adotar a ordem renunciada e aceitar o traje de sannyāsī ou de bābājī, se a pessoa nutre a ideia de gratificação dos sentidos, especialmente em relação a uma mulher, a única expiação é cometer suicídio na confluência do Ganges com o Yamunā. Somente por meio de tal expiação é que se pode purificar sua vida pecaminosa. Se tal pessoa for assim punida, é possível que ela alcance o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sem tal punição, contudo, o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu é muito difícil de reaver."}
{"ref": "cc/antya/2/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/167/", "verse_text": "ei-mata līlā kare śacīra nandana\n\nyāhā śuni' bhakta-gaṇera yuḍāya karṇa-mana", "devanagari": "> এইমত লীলা করে শচীর নন্দন ।\n> যাহা শুনি’ ভক্তগণের যুড়ায় কর্ণ-মন ॥১৬৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *līlā kare*—continua a executar passatempos; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī; *yāhā śuni'*—ao ouvir os quais; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *yuḍāya*—satisfaz; *karṇa-mana*—os ouvidos e a mente.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī, realiza Seus passatempos, que satisfazem grandemente os ouvidos e as mentes dos devotos puros que os ouvem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/168/", "verse_text": "āpana kāruṇya, loke vairāgya-śikṣaṇa\n\nsva-bhaktera gāḍha-anurāga-prakaṭī-karaṇa", "devanagari": "> আপন কারুণ্য, লোকে বৈরাগ্য-শিক্ষণ ।\n> স্বভক্তের গাঢ়-অনুরাগ-প্রকটীকরণ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*āpana*—pessoal; *kāruṇya*—favor; *loke*—às pessoas em geral; *vairāgya-śikṣaṇa*—ensinamento acerca da ordem de renúncia; *sva-bhaktera*—de Seus devotos; *gāḍha*—profundo; *anurāga*—de apego; *prakaṭī*—manifestação; *karaṇa*—causando.", "translation": "**Este incidente manifesta a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Seu ensinamento de que um sannyāsī deve permanecer na ordem renunciada e o profundo apego a Ele sentido por Seus fiéis devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/169/", "verse_text": "tīrthera mahimā, nija bhakte ātmasāt\n\neka līlāya karena prabhu kārya pāṅca-sāta", "devanagari": "> তীর্থের মহিমা, নিজ ভক্তে আত্মসাৎ ।\n> এক লীলায় করেন প্রভু কার্য পাঁচ-সাত ॥১৬৯॥", "synonyms": "*tīrthera mahimā*—as glórias de um lugar sagrado; *nija bhakte ātmasāt*—aceitando novamente Seu devoto; *eka līlāya*—por um passatempo; *karena*—executa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kārya pāṅca-sāta*—cinco a sete propósitos diferentes.", "translation": "**Também demonstra as glórias dos lugares sagrados e mostra como o Senhor aceita Seu fiel devoto. Assim, o Senhor cumpriu cinco ou sete propósitos ao realizar um único passatempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/170/", "verse_text": "madhura caitanya-līlā--samudra-gambhīra\n\nloke nāhi bujhe, bujhe yei 'bhakta' 'dhīra'", "devanagari": "> মধুর চৈতন্যলীলা — সমুদ্র-গম্ভীর ।\n> লোকে নাহি বুঝে, বুঝে যেই ‘ভক্ত’ ‘ধীর’ ॥১৭০॥", "synonyms": "*madhura*—doces; *caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samudra-gambhīra*—tão profundos quanto o oceano; *loke nāhi bujhe*—as pessoas em geral não conseguem compreender; *bujhe*—pode compreender; *yei*—aquele que; *bhakta*—devoto; *dhīra*—sóbrio.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são como néctar e são profundos como o oceano. As pessoas em geral não conseguem compreendê-los, mas um devoto sóbrio pode.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/171/", "verse_text": "viśvāsa kariyā śuna caitanya-carita\n\ntarka nā kariha, tarke habe viparīta", "devanagari": "> বিশ্বাস করিয়া শুন চৈতন্যচরিত ।\n> তর্ক না করিহ, তর্কে হবে বিপরীত ॥১৭১॥", "synonyms": "*viśvāsa kariyā*—com fé e confiança; *śuna*—simplesmente ouvi; *caitanya-carita*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tarka nā kariha*—não argumenteis inutilmente; *tarke*—pelo argumento; *habe viparīta*—obtereis o resultado oposto.", "translation": "**Por favor, ouvi os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu com fé e confiança. Não argumenteis, pois os argumentos produzirão um resultado contrário.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/2/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/2/172/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৭২॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Instruções deste Capítulo\n\nResumindo este capítulo, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que dele se devem extrair as seguintes lições. (1) Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, seja uma encarnação da misericórdia, Ele, não obstante, abandonou a companhia de um de Seus associados pessoais, a saber, Haridāsa Júnior, pois, caso não o tivesse feito, os pseudodevotos teriam tirado proveito da falta de Haridāsa Júnior, usando-a como pretexto para viver como devotos e, ao mesmo tempo, manter relações sexuais ilícitas. Tais atividades teriam desmoralizado o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu e, em consequência, os devotos certamente teriam ido para uma vida infernal em nome de Śrī Caitanya Mahāprabhu. (2) Ao castigar Haridāsa Júnior, o Senhor estabeleceu o padrão para os ācāryas, ou os dirigentes das instituições que propagam o culto de Caitanya, e para todos os devotos verdadeiros. Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava manter o mais elevado padrão. (3) Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinou que o devoto puro deve ser simples e livre de atividades pecaminosas, pois assim a pessoa pode ser Seu servo genuíno. Śrī Caitanya Mahāprabhu ensinou Seus seguidores a observar estritamente a ordem renunciada. (4) Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava provar que Seus devotos são exaltados e que seu caráter é ideal. Ele bondosamente aceita Seus devotos fiéis e lhes ensina quanta tribulação e perturbação podem ser produzidas até mesmo por um leve desvio dos estritos princípios da vida devocional. (5) Ao castigar Haridāsa Júnior, Śrī Caitanya Mahāprabhu manifestou Sua misericórdia para com ele, mostrando assim quão elevada era a devoção de Haridāsa Júnior por Ele. Devido a esse relacionamento transcendental, o Senhor corrigiu até mesmo uma leve ofensa cometida por Seu devoto puro. Portanto, quem deseja ser um devoto puro de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve abandonar toda gratificação material dos sentidos; do contrário, os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu são muito difíceis de alcançar. (6) Se a pessoa morre em um lugar sagrado tão célebre como Prayāga, Mathurā ou Vṛndāvana, pode ficar livre das reações da vida pecaminosa e então alcançar o refúgio da Suprema Personalidade de Deus. (7) Embora um devoto puro ou fiel possa cair, ele, não obstante, acaba por obter, pela misericórdia do Senhor, a oportunidade de voltar ao lar, voltar ao Supremo.\n\nAssim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Segundo Capítulo, que descreve o castigo de Haridāsa Júnior."}
{"ref": "cc/antya/3/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/1/", "verse_text": "vande 'haṁ śrī-guroḥ śrī-yuta-pada-kamalaṁ śrī-gurūn vaiṣṇavāṁś ca\nśrī-rūpaṁ sāgrajātaṁ saha-gaṇa-raghunāthānvitaṁ taṁ sa-jīvam\nsādvaitaṁ sāvadhūtaṁ parijana-sahitaṁ kṛṣṇa-caitanya-devaṁ\nśrī-rādhā-kṛṣṇa-pādān saha-gaṇa-lalitā-śrī-viśākhānvitāṁś ca", "devanagari": "> বন্দেঽহং শ্রীগুরোঃ শ্রীযুতপদকমলং শ্রীগুরূন্ বৈষ্ণবাংশ্চ\n> শ্রীরূপং সাগ্রজাতং সহগণরঘুনাথান্বিতং তং সজীবম্ ।\n> সাদ্বৈতং সাবধূতং পরিজনসহিতং কৃষ্ণচৈতন্যদেবং\n> শ্রীরাধাকৃষ্ণপাদান্ সহগণললিতা-শ্রীবিশাখান্বিতাংশ্চ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *aham*—eu; *śrī-guroḥ*—de meu mestre espiritual; *śrī-yuta-pada-kamalam*—aos opulentos pés de lótus; *śrī-gurūn*—aos mestres espirituais no sistema paramparā, começando de Mādhavendra Purī até Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura Prabhupāda; *vaiṣṇavān*—a todos os vaiṣṇavas, começando pelo Senhor Brahmā e outros que vêm desde o próprio momento da criação; *ca*—e; *śrī-rūpam*—a Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sa-agra-jātam*—com seu irmão mais velho, Śrī Sanātana Gosvāmī; *saha-gaṇa*—com associados; *raghunātha-anvitam*—com Raghunātha dāsa Gosvāmī; *tam*—a ele; *sa-jīvam*—com Jīva Gosvāmī; *sa-advaitam*—com Advaita Ācārya; *sa-avadhūtam*—com Nityānanda Prabhu; *parijana-sahitam*—e com Śrīvāsa Ṭhākura e todos os demais devotos; *kṛṣṇa-caitanya-devam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-rādhā-kṛṣṇa-pādān*—aos pés de lótus do plenamente opulento Śrī Kṛṣṇa e de Rādhārāṇī; *saha-gaṇa*—com Seus associados; *lalitā-śrī-viśākhā-anvitān*—acompanhados por Lalitā e Śrī Viśākhā; *ca*—também.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de lótus de meu mestre espiritual e de todos os demais preceptores na senda do serviço devocional, a todos os vaiṣṇavas e aos seis Gosvāmīs, incluindo Śrīla Rūpa Gosvāmī, Śrīla Sanātana Gosvāmī, Raghunātha dāsa Gosvāmī, Jīva Gosvāmī e seus associados. Ofereço minhas respeitosas reverências a Śrī Advaita Ācārya Prabhu, Śrī Nityānanda Prabhu e Śrī Caitanya Mahāprabhu, bem como a todos os Seus devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura. Ofereço, então, minhas respeitosas reverências aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa e de Śrīmatī Rādhārāṇī e a todas as gopīs, encabeçadas por Lalitā e Viśākhā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gaura-candra*—a Śrī Caitanya; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya advaita-candra*—todas as glórias a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/3/", "verse_text": "puruṣottame eka uḍiyā-brāhmaṇa-kumāra\npitṛ-śūnya, mahā-sundara, mṛdu-vyavahāra", "devanagari": "> পুরুষোত্তমে এক উড়িয়া-ব্রাহ্মণকুমার ।\n> পিতৃশূন্য, মহাসুন্দর, মৃদুব্যবহার ॥৩॥", "synonyms": "*puruṣottame*—em Jagannātha Purī; *eka*—um; *uḍiyā-brāhmaṇa-kumāra*—jovem filho de um brāhmaṇa de Orissa; *pitṛ-śūnya*—sem o pai; *mahā-sundara*—possuidor de características corporais muito belas; *mṛdu-vyavahāra*—de comportamento muito gentil.", "translation": "**Em Jagannātha Purī havia um jovem menino que nascera de um brāhmaṇa de Orissa, mas que depois perdera o pai. As feições do menino eram muito belas, e seu comportamento era extremamente gentil.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/4-5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/4-5/", "verse_text": "prabhu-sthāne nitya āise, kare namaskāra\nprabhu-sane vāt kahe prabhu-'prāṇa' tāra\nprabhute tāhāra prīti, prabhu dayā kare\ndāmodara tāra prīti sahite nā pāre", "devanagari": "> প্রভু-স্থানে নিত্য আইসে, করে নমস্কার ।\n> প্রভু-সনে বাত্ কহে প্রভু-‘প্রাণ’ তার ॥৪॥\n> প্রভুতে তাহার প্রীতি, প্রভু দয়া করে ।\n> দামোদর তার প্রীতি সহিতে না পারে ॥৫॥", "synonyms": "*prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nitya*—diariamente; *āise*—vem; *kare namaskāra*—oferece respeitosas reverências; *prabhu-sane*—com o Senhor; *vāt kahe*—conversa; *prabhu-prāṇa tāra*—sua vida e alma era Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhute*—ao Senhor; *tāhāra prīti*—sua afeição; *prabhu*—o Senhor; *dayā kare*—retribui Sua misericórdia; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *tāra*—seu; *prīti*—amor pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sahite nā pāre*—não conseguia tolerar.", "translation": "**O menino vinha diariamente a Śrī Caitanya Mahāprabhu e Lhe oferecia respeitosas reverências. Tinha liberdade para conversar com Śrī Caitanya Mahāprabhu, porque o Senhor era sua vida e alma; mas a intimidade do menino com o Senhor e a misericórdia do Senhor para com ele eram intoleráveis para Dāmodara Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/6/", "verse_text": "bāra bāra niṣedha kare brāhmaṇa-kumāre\nprabhure nā dekhile sei rahite nā pāre", "devanagari": "> বার বার নিষেধ করে ব্রাহ্মণকুমারে ।\n> প্রভুরে না দেখিলে সেই রহিতে না পারে ॥৬॥", "synonyms": "*bāra bāra*—repetidas vezes; *niṣedha kare*—proíbe; *brāhmaṇa-kumāre*—o filho do brāhmaṇa; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā dekhile*—sem ver; *sei*—aquele menino; *rahite nā pāre*—não conseguia ficar.", "translation": "**Dāmodara Paṇḍita proibia repetidas vezes o filho do brāhmaṇa de visitar o Senhor, mas o menino não suportava ficar em casa sem ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/7/", "verse_text": "nitya āise, prabhu tāre kare mahā-prīta\nyāṅhā prīti tāṅhā āise,--bālakera rīta", "devanagari": "> নিত্য আইসে, প্রভু তারে করে মহাপ্রীত ।\n> যাঁহা প্রীতি তাঁহা আইসে, — বালকের রীত ॥৭॥", "synonyms": "*nitya āise*—ele vem diariamente; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—a ele; *kare*—dispensa; *mahā-prīta*—comportamento muito afetuoso; *yāṅhā prīti*—onde quer que haja amor; *tāṅhā āise*—lá se vai; *bālakera rīta*—a natureza de um menino pequeno.", "translation": "**O menino vinha todos os dias a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que o tratava com grande afeição. É da natureza de qualquer menino ir ver alguém que o ama.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/8/", "verse_text": "tāhā dekhi' dāmodara duḥkha pāya mane\nbalite nā pāre, bālaka niṣedha nā māne", "devanagari": "> তাহা দেখি’ দামোদর দুঃখ পায় মনে ।\n> বলিতে না পারে, বালক নিষেধ না মানে ॥৮॥", "synonyms": "*tāhā dekhi'*—vendo isso; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *duḥkha pāya*—fica infeliz; *mane*—em sua mente; *balite nā pāre*—não podia dizer nada; *bālaka*—o menino; *niṣedha*—proibição; *nā māne*—não acatava.", "translation": "**Isso era intolerável para Dāmodara Paṇḍita. Ele ficava muito infeliz, mas não havia nada que pudesse dizer, pois o menino ignorava suas restrições.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/9/", "verse_text": "āra dina sei bālaka prabhu-sthāne āilā\ngosāñi tāre prīti kari' vārtā puchilā", "devanagari": "> আর দিন সেই বালক প্রভুস্থানে আইলা ।\n> গোসাঞি তারে প্রীতি করি’ বার্তা পুছিলা ॥৯॥", "synonyms": "*āra dina*—certo dia; *sei bālaka*—aquele menino; *prabhu-sthāne āilā*—veio ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—a ele; *prīti kari'*—com grande afeição; *vārtā*—notícias; *puchilā*—perguntou.", "translation": "**Certo dia, quando o menino veio a Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor, com muita afeição, perguntou-lhe toda sorte de notícias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/10/", "verse_text": "kata-kṣaṇe se bālaka uṭhi' yabe gelā\nsahite nā pāre, dāmodara kahite lāgilā", "devanagari": "> কতক্ষণে সে বালক উঠি’ যবে গেলা ।\n> সহিতে না পারে, দামোদর কহিতে লাগিলা ॥১০॥", "synonyms": "*kata-kṣaṇe*—após algum tempo; *se bālaka*—aquele menino; *uṭhi'*—levantando-se; *yabe*—quando; *gelā*—partiu; *sahite nā pāre*—não conseguia tolerar; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Após algum tempo, quando o menino se levantou e partiu, o intolerante Dāmodara Paṇḍita começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/11/", "verse_text": "anyopadeśe paṇḍita--kahe gosāñira ṭhāñi\n'gosāñi\"gosāñi' ebe jānimu 'gosāñi'", "devanagari": "> অন্যোপদেশে পণ্ডিত — কহে গোসাঞির ঠাঞি ।\n> ‘গোসাঞি’ ‘গোসাঞি’ এবে জানিমু ‘গোসাঞি’ ॥১১॥", "synonyms": "*anya-upadeśe*—por instruir os outros; *paṇḍita*—mestre erudito; *kahe*—diz; *gosāñira ṭhāñi*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gosāñi gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, o mestre supremo; *ebe*—agora; *jānimu*—saberemos; *gosāñi*—que espécie de mestre.", "translation": "**Dāmodara Paṇḍita disse impudentemente ao Senhor: \"Todos dizem que és um grande mestre por causa de Tuas instruções aos outros, mas agora descobriremos que espécie de mestre Tu és.**", "purport": "Dāmodara Paṇḍita era um grande devoto de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Às vezes, contudo, uma pessoa em tal posição torna-se impudente, sendo influenciada pela energia externa e por considerações materiais. Assim, um devoto erroneamente ousa criticar as atividades do mestre espiritual ou da Suprema Personalidade de Deus. Apesar da lógica de que \"a esposa de César deve estar acima de qualquer suspeita\", um devoto não deve perturbar-se com as atividades de seu mestre espiritual nem tentar criticá-lo. Um devoto deve estar fixo na conclusão de que o mestre espiritual não pode ser sujeito a críticas e jamais deve ser considerado igual a um homem comum. Ainda que pareça haver alguma discrepância segundo a avaliação de um devoto imperfeito, o devoto deve estar fixo na convicção de que, mesmo se seu mestre espiritual entrar numa loja de bebidas, ele não é um beberrão; ao contrário, deve haver algum propósito em ir até lá. Diz-se num poema bengali:\n\nyadyapi nityānanda surā-bāḍi yāya\ntathāpio haya nityānanda-rāya\n\n\"Ainda que eu veja que o Senhor Nityānanda entrou numa loja de bebidas, não me desviarei de minha conclusão de que Nityānanda Rāya é a Suprema Personalidade de Deus.\""}
{"ref": "cc/antya/3/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/12/", "verse_text": "ebe gosāñira guṇa-yaśa saba loke gāibe\ntabe gosāñira pratiṣṭhā puruṣottame ha-ibe", "devanagari": "> এবে গোসাঞির গুণ-যশ সব লোকে গাইবে ।\n> তবে গোসাঞির প্রতিষ্ঠা পুরুষোত্তমে হইবে ॥১২॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *gosāñira*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *guṇa-yaśa*—atributos e reputação; *saba loke*—todos; *gāibe*—falarão sobre; *tabe*—nesse momento; *gosāñira*—do Senhor; *pratiṣṭhā*—a posição; *puruṣottame*—em Puruṣottama (Jagannātha Purī); *ha-ibe*—ficará.", "translation": "**\"És conhecido como Gosāñi [mestre ou ācārya], mas agora os comentários sobre Teus atributos e Tua reputação se espalharão por toda a cidade de Puruṣottama. Como Tua posição ficará comprometida!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/13/", "verse_text": "śuni' prabhu kahe,--'kyā kaha, dāmodara?'\ndāmodara kahe,--tumi svatantra 'īśvara'", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু কহে, — ‘ক্যা কহ, দামোদর ?’ দামোদর কহে, — “তুমি স্বতন্ত্র ‘ঈশ্বর’ ॥১৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kyā kaha*—que disparate estás dizendo; *dāmodara*—Meu querido Dāmodara; *dāmodara kahe*—Dāmodara Paṇḍita respondeu; *tumi*—Tu; *svatantra*—independente; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu soubesse que Dāmodara Paṇḍita era um devoto puro e simples, ao ouvir essa conversa impudente o Senhor disse: \"Meu querido Dāmodara, que disparate estás dizendo?\" Dāmodara Paṇḍita respondeu: \"Tu és a independente Personalidade de Deus, acima de toda crítica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/14/", "verse_text": "svacchande ācāra kara, ke pāre balite?\nmukhara jagatera mukha pāra ācchādite?", "devanagari": "> স্বচ্ছন্দে আচার কর, কে পারে বলিতে ? মুখর জগতের মুখ পার আচ্ছাদিতে ? ১৪ ॥১৪॥", "synonyms": "*svacchande*—sem restrição; *ācāra kara*—Te comportas; *ke pāre balite*—quem pode falar; *mukhara*—tagarela; *jagatera*—do mundo inteiro; *mukha*—a boca; *pāra ācchādite*—podes cobrir.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, podes agir como bem quiseres. Ninguém pode dizer coisa alguma para Te restringir. Não obstante, o mundo inteiro é impudente. As pessoas podem dizer qualquer coisa. Como poderás detê-las?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/15/", "verse_text": "paṇḍita hañā mane kene vicāra nā kara?\nrāṇḍī brāhmaṇīra bālake prīti kene kara?", "devanagari": "> পণ্ডিত হঞা মনে কেনে বিচার না কর ?\n> রাণ্ডী ব্রাহ্মণীর বালকে প্রীতি কেনে কর ? ॥ ১৫ ॥", "synonyms": "*paṇḍita hañā*—sendo um mestre erudito; *mane*—na mente; *kene*—por que; *vicāra nā kara*—não consideras; *rāṇḍī brāhmaṇīra*—de uma brāhmaṇī viúva; *bālake*—ao filho; *prīti*—afeição; *kene kara*—por que demonstras.", "translation": "**\"Querido Senhor, Tu és um mestre erudito. Por que, então, não consideras que este menino é o filho de uma brāhmaṇī viúva? Por que Lhe dispensas tanta afeição?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/16/", "verse_text": "yadyapi brāhmaṇī sei tapasvinī satī\n\ntathāpi tāhāra doṣa--sundarī yuvatī", "devanagari": "> যদ্যপি ব্রাহ্মণী সেই তপস্বিনী সতী ।\n> তথাপি তাহার দোষ — সুন্দরী যুবতী ॥১৬॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *brāhmaṇī*—esposa de um brāhmaṇa; *sei*—essa; *tapasvinī*—austera; *satī*—casta; *tathāpi*—mesmo assim; *tāhāra*—seu; *doṣa*—defeito; *sundarī*—muito bela; *yuvatī*—jovem moça.", "translation": "**\"Embora a mãe do menino seja completamente austera e casta, ela tem um defeito natural: é uma jovem moça muito bela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/17/", "verse_text": "tumi-ha--parama yuvā, parama sundara\n\nlokera kāṇākāṇi-vāte deha avasara\"", "devanagari": "> তুমিহ — পরম যুবা, পরম সুন্দর ।\n> লোকের কাণাকাণি-বাতে দেহ অবসর ।।” ॥ ১৭ ॥", "synonyms": "*tumi-ha*—Tu também; *parama yuvā*—jovem; *parama sundara*—muito belo; *lokera*—das pessoas em geral; *kāṇākāṇi*—cochichos; *vāte*—conversas; *deha avasara*—estás dando oportunidade para.", "translation": "**\"E Tu, meu querido Senhor, és um jovem belo e atraente. Portanto, certamente as pessoas cochicharão a Teu respeito. Por que haverias de dar-lhes tal oportunidade?\"**", "purport": "Como devoto simples e firme do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, Dāmodara Paṇḍita não podia tolerar críticas ao Senhor, mas, infelizmente, ele próprio estava criticando o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu à sua maneira. O Senhor pôde compreender que era devido à simplicidade de Dāmodara Paṇḍita que este ousava criticá-Lo com tamanha impertinência. Não obstante, semelhante comportamento por parte de um devoto não é muito bom."}
{"ref": "cc/antya/3/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/18/", "verse_text": "eta bali' dāmodara mauna ha-ilā\n\nantare santoṣa prabhu hāsi' vicārilā", "devanagari": "> এত বলি’ দামোদর মৌন হইলা  ।\n> অন্তরে সন্তোষ প্রভু হাসি’ বিচারিলা ॥১৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *mauna ha-ilā*—ficou em silêncio; *antare*—dentro de Si; *santoṣa*—satisfeito; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsi'*—sorrindo; *vicārilā*—considerou.", "translation": "**Tendo dito isto, Dāmodara Paṇḍita ficou em silêncio. Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu, satisfeito dentro de Si, e considerou a impertinência de Dāmodara Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/19/", "verse_text": "\"ihāre kahiye śuddha-premera taraṅga\n\ndāmodara-sama mora nāhi 'antaraṅga' \"", "devanagari": "> “ইহারে কহিয়ে শুদ্ধপ্রেমের তরঙ্গ  ।\n> দামোদর-সম মোর নাহি ‘অন্তরঙ্গ’ ।।” ১৯ ॥১৯॥", "synonyms": "*ihāre*—semelhante comportamento; *kahiye*—posso dizer; *śuddha-premera taraṅga*—ondas de puro serviço devocional; *dāmodara-sama*—como Dāmodara; *mora*—Meu; *nāhi*—não há; *antaraṅga*—amigo íntimo.", "translation": "**\"Esta impertinência também é um sinal de puro amor por Mim. Não tenho outro amigo íntimo como Dāmodara Paṇḍita.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/20/", "verse_text": "eteka vicāri' prabhu madhyāhne calilā\n\nāra dine dāmodare nibhṛte bolāilā", "devanagari": "> এতেক বিচারি’ প্রভু মধ্যাহ্নে চলিলা  ।\n> আর দিনে দামোদরে নিভৃতে বোলাইলা ॥২০॥", "synonyms": "*eteka vicāri'*—considerando assim; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *madhyāhne calilā*—foi cumprir Seus deveres do meio-dia; *āra dine*—no dia seguinte; *dāmodare*—a Dāmodara Paṇḍita; *nibhṛte*—a um lugar solitário; *bolāilā*—chamou.", "translation": "**Pensando dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi cumprir Seus deveres do meio-dia. No dia seguinte, Ele chamou Dāmodara Paṇḍita a um lugar solitário.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/21/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"dāmodara, calaha nadīyā\n\nmātāra samīpe tumi raha tāṅhā yāñā", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “দামোদর, চলহ নদীয়া  ।\n> মাতার সমীপে তুমি রহ তাঁহা যাঞা ॥২১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *dāmodara*—Meu querido amigo Dāmodara; *calaha nadīyā*—é melhor que vás a Nadia (Navadvīpa); *mātāra samīpe*—aos cuidados de Minha mãe; *tumi*—tu; *raha*—fica; *tāṅhā*—lá; *yāñā*—indo.", "translation": "**O Senhor disse: \"Meu querido amigo Dāmodara, é melhor que vás a Nadia e fiques com Minha mãe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/22/", "verse_text": "tomā vinā tāṅhāra rakṣaka nāhi dekhi āna\n\nāmāke-ha yāte tumi kailā sāvadhāna", "devanagari": "> তোমা বিনা তাঁহার রক্ষক নাহি দেখি আন ।\n> আমাকেহ যাতে তুমি কৈলা সাবধান ॥২২॥", "synonyms": "*tomā vinā*—além de ti; *tāṅhāra*—de mãe Śacīdevī; *rakṣaka*—protetor; *nāhi*—não; *dekhi*—vejo; *āna*—nenhum outro; *āmāke-ha*—até mesmo a Mim; *yāte*—pelo qual; *tumi*—tu; *kailā*—fizeste; *sāvadhāna*—cautela.", "translation": "**\"Não vejo ninguém além de ti para protegê-la, pois és tão cuidadoso que podes admoestar até mesmo a Mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/23/", "verse_text": "tomā sama 'nirapekṣa' nāhi mora gaṇe\n\n'nirapekṣa' nahile 'dharma' nā yāya rakṣaṇe", "devanagari": "> তোমা সম ‘নিরপেক্ষ’ নাহি মোর গণে ।\n> ‘নিরপেক্ষ’ নহিলে ‘ধর্ম’ না যায় রক্ষণে ॥২৩॥", "synonyms": "*tomā sama*—como tu; *nirapekṣa*—neutro; *nāhi*—não há; *mora gaṇe*—entre Meus associados; *nirapekṣa*—neutro; *nahile*—sem ser; *dharma*—princípios religiosos; *nā yāya rakṣaṇe*—não podem ser protegidos.", "translation": "**\"És o mais neutro entre Meus associados. Isto é muito bom, pois, sem ser neutro, não se podem proteger os princípios religiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/24/", "verse_text": "āmā haite ye nā haya, se tomā haite haya\n\nāmāre karilā daṇḍa, āna kebā haya", "devanagari": "> আমা হৈতে যে না হয়, সে তোমা হৈতে হয় ।\n> আমারে করিলা দণ্ড, আন কেবা হয় ॥২৪॥", "synonyms": "*āmā haite*—de Minha parte; *ye*—tudo o que; *nā haya*—não é; *se*—isso; *tomā haite*—de tua parte; *haya*—torna-se possível; *āmāre*—a Mim; *karilā daṇḍa*—puniste; *āna*—outros; *kebā haya*—que dizer de.", "translation": "**\"Podes fazer tudo o que Eu não posso. De fato, podes castigar até mesmo a Mim, que dizer dos outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/25/", "verse_text": "mātāra gṛhe raha yāi mātāra caraṇe\n\ntomāra āge nahibe kāro svacchandācaraṇe", "devanagari": "> মাতার গৃহে রহ যাই মাতার চরণে ।\n> তোমার আগে নহিবে কারো স্বচ্ছন্দাচরণে ॥২৫॥", "synonyms": "*mātāra*—de Minha mãe; *gṛhe*—no lar; *raha*—fica; *yāi*—indo; *mātāra caraṇe*—no abrigo dos pés de lótus de Minha mãe; *tomāra āge*—diante de ti; *nahibe*—não haverá; *kāro*—de ninguém; *svacchanda-ācaraṇe*—atividades independentes.", "translation": "**\"O melhor para ti é ires ao abrigo dos pés de lótus de Minha mãe, pois ninguém será capaz de comportar-se de modo independente diante de ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/26/", "verse_text": "madhye madhye āsibā kabhu āmāra daraśane\n\nśīghra kari' punaḥ tāhāṅ karaha gamane", "devanagari": "> মধ্যে মধ্যে আসিবা কভু আমার দরশনে ।\n> শীঘ্র করি’ পুনঃ তাহাঁ করহ গমনে ॥২৬॥", "synonyms": "*madhye madhye*—de tempos em tempos; *āsibā*—virás; *kabhu*—às vezes; *āmāra daraśane*—para ver-Me; *śīghra kari'*—muito em breve; *punaḥ*—novamente; *tāhāṅ*—lá; *karaha gamane*—arranja para ir.", "translation": "**\"De tempos em tempos, poderás vir ver-Me aqui e, em seguida, em breve voltarás para lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/27/", "verse_text": "mātāre kahiha mora koṭī namaskāre\n\nmora sukha-kathā kahi' sukha diha' tāṅre", "devanagari": "> মাতারে কহিহ মোর কোটী নমস্কারে ।\n> মোর সুখ-কথা কহি’ সুখ দিহ’ তাঁরে ॥২৭॥", "synonyms": "*mātāre*—a Minha mãe; *kahiha*—informa; *mora*—Minhas; *koṭī*—dez milhões; *namaskāre*—reverências; *mora*—Minha; *sukha*—de felicidade; *kathā*—assuntos; *kahi'*—falando; *sukha*—felicidade; *diha' tāṅre*—dá a ela.", "translation": "**\"Oferece a Minha mãe milhões de Minhas reverências. Por favor, fala-lhe sobre Minha felicidade aqui e, assim, dá-lhe felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/28/", "verse_text": "'nirantara nija-kathā tomāre śunāite\n\nei lāgi' prabhu more pāṭhāilā ihāṅte'", "devanagari": "> ‘নিরন্তর নিজ-কথা তোমারে শুনাইতে ।\n> এই লাগি’ প্রভু মোরে পাঠাইলা ইহাঁতে’ ॥২৮॥", "synonyms": "*nirantara*—constantemente; *nija-kathā*—atividades pessoais; *tomāre śunāite*—para informar-te; *ei lāgi'*—por esta razão; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *more*—me; *pāṭhāilā*—enviou; *ihāṅte*—aqui.", "translation": "**\"Dize-lhe que Eu te enviei para informá-la de Minhas atividades pessoais, a fim de que ela possa compartilhar de Minha felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/29/", "verse_text": "eta kahi' mātāra mane santoṣa janmāiha\n\nāra guhya-kathā tāṅre smaraṇa karāiha", "devanagari": "> এত কহি’ মাতার মনে সন্তোষ জন্মাইহ  ।\n> আর গুহ্যকথা তাঁরে স্মরণ করাইহ ॥২৯॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *mātāra mane*—na mente de Minha mãe; *santoṣa janmāiha*—dá satisfação; *āra*—outro; *guhya-kathā*—mensagem muito confidencial; *tāṅre*—a ela; *smaraṇa karāiha*—faze recordar.", "translation": "**\"Falando dessa maneira, satisfaze a mente de mãe Śacī. Além disso, recorda-lhe de um incidente muito confidencial com esta mensagem de Minha parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/30/", "verse_text": "'bāre bāre āsi' āmi tomāra bhavane\n\nmiṣṭānna vyañjana saba kariye bhojane", "devanagari": "> ‘বারে বারে আসি’ আমি তোমার ভবনে  ।\n> মিষ্টান্ন ব্যঞ্জন সব করিয়ে ভোজনে ॥৩০॥", "synonyms": "*bāre bāre*—repetidas vezes; *āsi'*—vindo; *āmi*—Eu; *tomāra bhavane*—à tua casa; *miṣṭānna*—doces; *vyañjana*—hortaliças; *saba*—todos; *kariye*—faço; *bhojane*—comer.", "translation": "**\"Venho à tua casa repetidas vezes para comer todos os doces e hortaliças que ofereces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/31/", "verse_text": "bhojana kariye āmi, tumi tāhā jāna\n\nbāhya virahe tāhā svapna kari māna", "devanagari": "> ভোজন করিয়ে আমি, তুমি তাহা জান ।\n> বাহ্য বিরহে তাহা স্বপ্ন করি মান ॥৩১॥", "synonyms": "*bhojana*—comer; *kariye*—faço; *āmi*—Eu; *tumi*—tu; *tāhā*—isso; *jāna*—sabes; *bāhya*—externamente; *virahe*—em separação; *tāhā*—isso; *svapna*—sonho; *kari*—como; *māna*—tu aceitas.", "translation": "**\" 'Tu sabes que Eu venho e como as oferendas, mas, devido à separação externa, consideras isso um sonho.**", "purport": "Como mãe Śacī sentia separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ela pensava que estava sonhando que seu filho viera a ela. Śrī Caitanya Mahāprabhu, no entanto, queria informá-la de que, na verdade, aquilo não era um sonho. Ele de fato vinha até lá e comia tudo o que Sua mãe Lhe oferecia. Tais são os intercâmbios dos devotos avançados com a Suprema Personalidade de Deus. Como se afirma na Brahma-saṁhitā:\n\npremāñjana-cchurita-bhakti-vilocanena\nsantaḥ sadaiva hṛdayeṣu vilokayanti\nyaṁ śyāmasundaram acintya-guṇa-svarūpaṁ\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\n\"Eu adoro o Senhor primordial, Govinda, que é sempre visto pelo devoto cujos olhos estão ungidos com a polpa do amor. Ele é visto em Sua forma eterna de Śyāmasundara, situado dentro do coração do devoto.\" (Brahma-saṁhitā 5.38) Os devotos puros percebem os intercâmbios com o Senhor no plano transcendental, mas, como os devotos ainda estão no mundo material, eles pensam que se trata de sonhos. O Senhor, contudo, fala com o devoto avançado, e o devoto avançado também O vê. Tudo é factual; não é um sonho."}
{"ref": "cc/antya/3/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/32/", "verse_text": "ei māgha-saṅkrāntye tumi randhana karilā\n\nnānā vyañjana, kṣīra, piṭhā, pāyasa rāndhilā", "devanagari": "> এই-মাঘ-সংক্রান্ত্যে তুমি রন্ধন করিলা  ।\n> নানা ব্যঞ্জন, ক্ষীর, পিঠা, পায়স রান্ধিলা ॥৩২॥", "synonyms": "*ei*—este; *māgha-saṅkrāntye*—na ocasião do festival de Māgha-saṅkrānti; *tumi*—tu; *randhana karilā*—cozinhaste; *nānā vyañjana*—variedades de hortaliças; *kṣīra*—leite condensado; *piṭhā*—bolos; *pāyasa*—arroz-doce; *rāndhilā*—cozinhaste.", "translation": "**\"Durante o último festival de Māgha-saṅkrānti, cozinhaste para Mim variedades de hortaliças, leite condensado, bolos e arroz-doce.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/33/", "verse_text": "kṛṣṇe bhoga lāgāñā yabe kailā dhyāna\n\nāmāra sphūrti haila, aśru bharila nayana", "devanagari": "> কৃষ্ণে ভোগ লাগাঞা যবে কৈলা ধ্যান  ।\n> আমার স্ফূর্তি হৈল, অশ্রু ভরিল নয়ন ॥৩৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *bhoga*—oferenda; *lāgāñā*—dando; *yabe*—quando; *kailā dhyāna*—meditaste; *āmāra*—Meu; *sphūrti*—aparecimento súbito; *haila*—houve; *aśru*—lágrimas; *bharila*—encheram; *nayana*—teus olhos.", "translation": "**\"Tu ofereceste o alimento ao Senhor Kṛṣṇa e, enquanto estavas em meditação, Eu apareci de súbito, e teus olhos se encheram de lágrimas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/34/", "verse_text": "āste-vyaste āmi giyā sakali khāila\n\nāmi khāi,--dekhi' tomāra sukha upajila", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে আমি গিয়া সকলি খাইল ।\n> আমি খাই, — দেখি’ তোমার সুখ উপজিল ॥৩৪॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande pressa; *āmi*—Eu; *giyā*—indo; *sakali khāila*—comi tudo; *āmi khāi*—Eu como; *dekhi'*—vendo; *tomāra*—tua; *sukha*—felicidade; *upajila*—cresceu.", "translation": "**\"Eu fui até lá com grande pressa e comi tudo. Quando Me viste comendo, sentiste grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/35/", "verse_text": "kṣaṇeke aśru muchiyā śūnya dekhi' pāta\n\nsvapana dekhiluṅ,'yena nimāñi khāila bhāta'", "devanagari": "> ক্ষণেকে অশ্রু মুছিয়া শূন্য দেখি’ পাত ।\n> স্বপন দেখিলুঁ, ‘যেন নিমাঞি খাইল ভাত’ ॥৩৫॥", "synonyms": "*kṣaṇeke*—num instante; *aśru*—lágrimas; *muchiyā*—enxugando; *śūnya*—vazio; *dekhi'*—vendo; *pāta*—o prato; *svapana dekhiluṅ*—tive um sonho; *yena*—como se; *nimāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *khāila bhāta*—comesse o alimento.", "translation": "**\"Num instante, depois de teres enxugado os olhos, viste que o prato que Me havias oferecido estava vazio. Então pensaste: 'Sonhei como se Nimāi estivesse comendo tudo.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/36/", "verse_text": "bāhya-viraha-daśāya punaḥ bhrānti haila\n\n'bhoga nā lāgāiluṅ',--ei jñāna haila", "devanagari": "> বাহ্য-বিরহ-দশায় পুনঃ ভ্রান্তি হৈল ।\n> ‘ভোগ না লাগাইলুঁ’, — এই জ্ঞান হৈল ॥৩৬॥", "synonyms": "*bāhya-viraha*—de separação externa; *daśāya*—pela condição; *punaḥ*—novamente; *bhrānti haila*—houve ilusão; *bhoga*—oferenda à Deidade; *nā lāgāiluṅ*—não dei; *ei*—este; *jñāna haila*—pensaste.", "translation": "**\"Na condição de separação externa, ficaste novamente sob ilusão, pensando que não havias oferecido o alimento ao Senhor Viṣṇu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/37/", "verse_text": "pāka-pātre dekhilā saba anna āche bhari'\n\npunaḥ bhoga lāgāilā sthāna-saṁskāra kari'", "devanagari": "> পাকপাত্রে দেখিলা সব অন্ন আছে ভরি’ ।\n> পুনঃ ভোগ লাগাইলা স্থান-সংস্কার করি’ ॥৩৭॥", "synonyms": "*pāka-pātre*—as panelas de cozinhar; *dekhilā*—ela viu; *saba*—todo; *anna*—alimento; *āche bhari'*—estavam cheias de; *punaḥ*—novamente; *bhoga lāgāilā*—ofereceste o alimento; *sthāna*—o lugar para a oferenda; *saṁskāra kari'*—limpando.", "translation": "**\"Então foste ver as panelas de cozinhar e descobriste que cada panela estava cheia de alimento. Por isso, ofereceste novamente o alimento, após teres limpado o lugar para a oferenda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/38/", "verse_text": "ei-mata bāra bāra kariye bhojana\n\ntomāra śuddha-preme more kare ākarṣaṇa", "devanagari": "> এইমত বার বার করিয়ে ভোজন  ।\n> তোমার শুদ্ধপ্রেমে মোরে করে আকর্ষণ ॥৩৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bāra bāra*—repetidas vezes; *kariye bhojana*—Eu como; *tomāra*—teu; *śuddha-preme*—amor puro; *more*—Me; *kare ākarṣaṇa*—atrai.", "translation": "**\"Assim, Eu como repetidas vezes tudo o que Me ofereces, pois sou atraído por teu amor puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/39/", "verse_text": "tomāra ājñāte āmi āchi nīlācale\n\nnikaṭe lañā yāo āmā tomāra prema-bale'", "devanagari": "> তোমার আজ্ঞাতে আমি আছি নীলাচলে  ।\n> নিকটে লঞা যাও আমা তোমার প্রেমবলে’ ॥৩৯॥", "synonyms": "*tomāra ājñāte*—por tua ordem; *āmi*—Eu; *āchi*—resido; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *nikaṭe*—para perto; *lañā yāo*—tu Me levas; *āmā*—a Mim; *tomāra*—teu; *prema*—amor transcendental; *bale*—pela força de.", "translation": "**\"É somente por tua ordem que Eu vivo em Nīlācala [Jagannātha Purī]. Ainda assim, tu Me atrais para perto de ti em virtude de teu grande amor por Mim.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/40/", "verse_text": "ei-mata bāra bāra karāiha smaraṇa\n\nmora nāma lañā tāṅra vandiha caraṇa\"", "devanagari": "> এইমত বার বার করাইহ স্মরণ ।\n> মোর নাম লঞা তাঁর বন্দিহ চরণ ।।” ॥ ৪০ ॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bāra bāra*—repetidas vezes; *karāiha*—faze; *smaraṇa*—lembrança; *mora*—Meu; *nāma*—nome; *lañā*—tomando; *tāṅra*—seus; *vandiha*—adora; *caraṇa*—pés.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Dāmodara Paṇḍita: \"Lembra mãe Śacī dessa maneira repetidas vezes e adora seus pés de lótus em Meu nome.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/41/", "verse_text": "eta kahi' jagannāthera prasāda ānāila\n\nmātāke vaiṣṇave dite pṛthak pṛthak dila", "devanagari": "> এত কহি’ জগন্নাথের প্রসাদ আনাইল ।\n> মাতাকে বৈষ্ণবে দিতে পৃথক্ পৃথক্ দিল ॥৪১॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *jagannāthera*—de Jagannātha; *prasāda*—restos de alimento; *ānāila*—ordenou que se trouxesse; *mātāke*—a Sua mãe; *vaiṣṇave*—e a todos os vaiṣṇavas; *dite*—para entregar; *pṛthak pṛthak*—separadamente; *dila*—ele deu.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou que se trouxessem variedades de prasāda oferecido ao Senhor Jagannātha. O Senhor então lhe entregou o prasāda, embalado separadamente, para que o oferecesse a vários vaiṣṇavas e a Sua mãe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/42/", "verse_text": "tabe dāmodara cali' nadīyā āilā\n\nmātāre miliyā tāṅra caraṇe rahilā", "devanagari": "> তবে দামোদর চলি’ নদীয়া আইলা ।\n> মাতারে মিলিয়া তাঁর চরণে রহিলা ॥৪২॥", "synonyms": "*tabe*—então; *dāmodara*—Dāmodara Paṇḍita; *cali'*—caminhando; *nadīyā āilā*—chegou a Nadia (Navadvīpa); *mātāre miliyā*—logo após encontrar-se com Śacīmātā; *tāṅra caraṇe*—a seus pés de lótus; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**Dessa maneira, Dāmodara Paṇḍita foi para Nadia [Navadvīpa]. Após encontrar-se com mãe Śacī, ele permaneceu sob os cuidados de seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/43/", "verse_text": "ācāryādi vaiṣṇavere mahā-prasāda dilā\n\nprabhura yaiche ājñā, paṇḍita tāhā ācarilā", "devanagari": "> আচার্যাদি বৈষ্ণবেরে মহাপ্রসাদ দিলা ।\n> প্রভুর যৈছে আজ্ঞা, পণ্ডিত তাহা আচরিলা ॥৪৩॥", "synonyms": "*ācārya-ādi*—encabeçados por Advaita Ācārya; *vaiṣṇavere*—a todos os vaiṣṇavas; *mahā-prasāda dilā*—entregou todo o prasāda do Senhor Jagannātha; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yaiche*—conforme; *ājñā*—a ordem; *paṇḍita*—Dāmodara Paṇḍita; *tāhā*—isso; *ācarilā*—executou.", "translation": "**Ele entregou todo o prasāda a grandes vaiṣṇavas como Advaita Ācārya. Assim, ele permaneceu ali e se comportou de acordo com a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/44/", "verse_text": "dāmodara āge svātantrya nā haya kāhāra\n\ntāra bhaye sabe kare saṅkoca vyavahāra", "devanagari": "> দামোদর আগে স্বাতন্ত্র্য না হয় কাহার ।\n> তার ভয়ে সবে করে সঙ্কোচ ব্যবহার ॥৪৪॥", "synonyms": "*dāmodara āge*—diante de Dāmodara Paṇḍita; *svātantrya*—comportamento independente; *nā haya kāhāra*—ninguém ousa adotar; *tāra bhaye*—por temor a ele; *sabe*—todos eles; *kare*—têm; *saṅkoca vyavahāra*—intercâmbios com grande cautela.", "translation": "**Todos sabiam que Dāmodara Paṇḍita era rigoroso em sua conduta prática. Por isso, todos o temiam e não ousavam fazer nada de modo independente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/45/", "verse_text": "prabhu-gaṇe yāṅra dekhe alpa-maryādā-laṅghana\n\nvākya-daṇḍa kari' kare maryādā sthāpana", "devanagari": "> প্রভুগণে যাঁর দেখে অল্পমর্যাদা-লঙ্ঘন ।\n> বাক্যদণ্ড করি’ করে মর্যাদা স্থাপন ॥৪৫॥", "synonyms": "*prabhu-gaṇe*—entre os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāṅra*—de quem; *dekhe*—vê; *alpa-maryādā-laṅghana*—um leve desvio da etiqueta e do comportamento padrão; *vākya-daṇḍa kari'*—castigando com palavras; *kare*—faz; *maryādā*—etiqueta; *sthāpana*—estabelecendo.", "translation": "**Dāmodara Paṇḍita repreendia verbalmente todo devoto de Śrī Caitanya Mahāprabhu que encontrasse desviando-se, ainda que ligeiramente, do comportamento adequado. Assim, ele estabelecia a etiqueta padrão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/46/", "verse_text": "ei-ta kahila dāmodarera vākya-daṇḍa\n\nyāhāra śravaṇe bhāge 'ajñāna pāṣaṇḍa'", "devanagari": "> এইত কহিল দামোদরের বাক্যদণ্ড ।\n> যাহার শ্রবণে ভাগে ‘অজ্ঞান পাষণ্ড’ ॥৪৬॥", "synonyms": "*ei-ta*—dessa maneira; *kahila*—descrevi; *dāmodarera*—de Dāmodara Paṇḍita; *vākya-daṇḍa*—a repreensão por meio de palavras; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir o que; *bhāge*—vai embora; *ajñāna pāṣaṇḍa*—o ateísmo da ignorância.", "translation": "**Dessa maneira, descrevi as repreensões verbais de Dāmodara Paṇḍita. Ao ouvir sobre isso, os princípios ateístas e a ignorância vão embora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/47/", "verse_text": "caitanyera līlā--gambhīra, koṭi-samudra haite\n\nki lāgi' ki kare, keha nā pāre bujhite", "devanagari": "> চৈতন্যের লীলা — গম্ভীর, কোটিসমুদ্র হৈতে ।\n> কি লাগি’ কি করে, কেহ না পারে বুঝিতে ॥৪৭॥", "synonyms": "*caitanyera līlā*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gambhīra*—muito profundos; *koṭi-samudra haite*—mais do que milhões de mares; *ki lāgi'*—por que razão; *ki kare*—o que Ele faz; *keha*—alguém; *nā*—não; *pāre bujhite*—pode compreender.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são mais profundos do que milhões de mares e oceanos. Portanto, ninguém pode compreender o que Ele faz nem por que o faz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/48/", "verse_text": "ataeva gūḍha artha kichui nā jāni\n\nbāhya artha karibāre kari ṭānāṭāni", "devanagari": "> অতএব গূঢ় অর্থ কিছুই না জানি ।\n> বাহ্য অর্থ করিবারে করি টানাটানি ॥৪৮॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *gūḍha artha*—o significado profundo; *kichui*—algum; *nā jāni*—não conheço; *bāhya artha karibāre*—para explicar os significados externos; *kari*—faço; *ṭānāṭāni*—árduo esforço.", "translation": "**Não conheço o significado profundo das atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Na medida do possível, tentarei explicá-las externamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/49/", "verse_text": "eka-dina prabhu haridāsere mililā\n\ntāṅhā lañā goṣṭhī kari' tāṅhāre puchilā", "devanagari": "> একদিন প্রভু হরিদাসেরে মিলিলা  ।\n> তাঁহা লঞা গোষ্ঠী করি’ তাঁহারে পুছিলা ॥৪৯॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haridāsere*—com Haridāsa Ṭhākura; *mililā*—encontrou-se; *tāṅhā lañā*—levando-o; *goṣṭhī kari'*—entabulando uma conversa; *tāṅhāre puchilā*—o Senhor lhe perguntou.", "translation": "**Certo dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrou-se com Haridāsa Ṭhākura, como de costume, e, no decorrer da conversa, Ele perguntou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/50/", "verse_text": "\"haridāsa, kali-kāle yavana apāra\n\ngo-brāhmaṇe hiṁsā kare mahā durācāra", "devanagari": "> “হরিদাস, কলিকালে যবন অপার  ।\n> গো-ব্রাহ্মণে হিংসা করে মহা দুরাচার ॥৫০॥", "synonyms": "*haridāsa*—meu querido Haridāsa; *kali-kāle*—nesta era de Kali; *yavana*—demônios contra os princípios Védicos; *apāra*—ilimitados; *go-brāhmaṇe*—às vacas e à cultura bramânica; *hiṁsā kare*—cometem violência; *mahā durācāra*—extremamente decaídos.", "translation": "**\"Meu querido Ṭhākura Haridāsa, nesta era de Kali, a maioria das pessoas está privada da cultura Védica, e por isso são chamadas de yavanas. Elas só se preocupam em matar as vacas e a cultura bramânica. Dessa forma, todas se ocupam em atos pecaminosos.**", "purport": "Com essa declaração de Śrī Caitanya Mahāprabhu podemos compreender claramente que a palavra *yavana* não se refere apenas a uma classe específica de homens. Qualquer pessoa que se oponha ao comportamento prescrito pelos princípios Védicos é chamada *yavana.* Tal *yavana* pode estar na Índia ou fora dela. Como aqui se descreve, o sintoma dos *yavanas* é que são assassinos violentos de vacas e da cultura *brāhmaṇa.* Oferecemos nossas preces ao Senhor dizendo: *namo brahmaṇya-devāya go-brāhmaṇa-hitāya ca.* O Senhor é o mantenedor da cultura *brāhmaṇa.* Sua primeira preocupação é zelar pelo bem-estar das vacas e dos *brāhmaṇas.* Tão logo a civilização humana se volta contra a cultura *brāhmaṇa* e permite o abate indiscriminado de vacas, devemos compreender que os homens não estão mais sob o controle da cultura Védica e que todos são *yavanas* e *mlecchas.* Diz-se que o movimento da consciência de Kṛṣṇa será proeminente nos próximos dez mil anos, mas depois disso as pessoas se tornarão todas *mlecchas* e *yavanas.* Assim, ao fim do *yuga,* Kṛṣṇa aparecerá como o Kalki *avatāra* e os matará sem consideração."}
{"ref": "cc/antya/3/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/51/", "verse_text": "ihā-sabāra kon mate ha-ibe nistāra?\n\ntāhāra hetu nā dekhiye,--e duḥkha apāra\"", "devanagari": "> ইহা-সবার কোন্ মতে হইবে নিস্তার ?\n> তাহার হেতু না দেখিয়ে, — এ দুঃখ অপার ।।” ॥ ৫১ ॥", "synonyms": "*ihā-sabāra*—de todos esses yavanas; *kon mate*—de que maneira; *ha-ibe nistāra*—haverá liberação; *tāhāra hetu*—a causa de tal liberação; *nā dekhiye*—não vejo; *e duḥkha apāra*—esta é Minha grande infelicidade.", "translation": "**\"Como serão liberados esses yavanas? Para Minha grande infelicidade, não vejo nenhuma maneira.\"**", "purport": "Este verso revela a importância do aparecimento do Senhor Śrī Caitanya como *patita-pāvana,* o libertador de todas as almas caídas. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura canta: *patita-pāvana-hetu tava avatāra:* \"Ó meu Senhor, Você apareceu justamente para libertar todas as almas caídas.\" *mo-sama patita prabhu nā pāibe āra:* \"E entre todas as almas caídas, eu sou a mais baixa.\" Como Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu pensava constantemente na libertação das almas caídas é demonstrado pela declaração *e duḥkha apāra* (\"É Minha grande infelicidade\"). Essa declaração indica que Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é a Suprema Personalidade de Deus Kṛṣṇa em pessoa, está sempre muito infeliz ao ver as almas caídas no mundo material. Por isso Ele mesmo vem como Ele é, ou vem como devoto na forma de Śrī Caitanya Mahāprabhu, para distribuir o amor a Kṛṣṇa diretamente às almas caídas. *Namo mahā-vadānyāya kṛṣṇa-prema-pradāya te.* Śrī Caitanya Mahāprabhu é tão misericordioso que não apenas transmite o conhecimento de Kṛṣṇa, mas por meio de Suas atividades práticas ensina a todos como amar a Kṛṣṇa (*kṛṣṇa-prema-pradāya te).*\n\nAqueles que seguem as pegadas de Śrī Caitanya Mahāprabhu devem levar muito a sério a missão do Senhor. Nesta era de Kali, as pessoas estão gradualmente se tornando menos do que animais. Não obstante, embora estejam comendo carne de vacas e sejam hostis à cultura *brāhmaṇa,* Śrī Caitanya Mahāprabhu está considerando como libertá-las dessa horrível condição de vida. Assim, Ele pede a todos os indianos que assumam Sua missão.\n\n> bhārata-bhūmite haila manuṣya-janma yāra\n> janma sārthaka kari' kara para-upakāra\n\n\"Aquele que nasceu como ser humano na terra da Índia [Bhārata-varṣa] deve tornar sua vida bem-sucedida e trabalhar para o benefício de todas as outras pessoas.\" (Cc. Ādi-līlā 9.41) É, portanto, dever de todo indiano avançado e culto assumir essa causa com toda seriedade. Todos os indianos deveriam ajudar o movimento da consciência de Kṛṣṇa em seu progresso, na medida de suas possibilidades. Dessa forma, serão considerados verdadeiros seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Infelizmente, até mesmo alguns pretensos Vaiṣṇavas se recusam envidiosamente a cooperar com este movimento e em vez disso o condenam de muitas formas. Lamentamos dizer que essas pessoas tentam encontrar falhas em nós, sendo desnecessariamente invejosas de nossas atividades, embora estejamos nos esforçando ao máximo para introduzir o movimento da consciência de Kṛṣṇa diretamente nos países dos *yavanas* e *mlecchas.* Tais *yavanas* e *mlecchas* vêm até nós e se tornam Vaiṣṇavas purificados que seguem as pegadas de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Aquele que se identifica como seguidor de Śrī Caitanya Mahāprabhu deve sentir como Śrī Caitanya Mahāprabhu, que disse: *ihā-sabāra kon mate ha-ibe nistāra:* \"Como todos esses *yavanas* serão libertados?\" Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sempre ansioso para libertar as almas caídas, pois a condição caída delas lhe causava grande infelicidade. Essa é a plataforma a partir da qual se pode propagar a missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/3/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/52/", "verse_text": "haridāsa kahe,--\"prabhu, cintā nā kariha\n\nyavanera saṁsāra dekhi' duḥkha nā bhāviha", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — “প্রভু, চিন্তা না করিহ ।\n> যবনের সংসার দেখি’ দুঃখ না ভাবিহ ॥৫২॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa respondeu; *prabhu*—meu querido Senhor; *cintā nā kariha*—não fiqueis ansioso; *yavanera saṁsāra*—a condição material dos yavanas; *dekhi'*—vendo; *duḥkha nā bhāviha*—não fiqueis triste.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Meu querido Senhor, não fiqueis ansioso. Não fiqueis infeliz ao ver a condição dos yavanas na existência material.**", "purport": "Estas palavras de Haridāsa Ṭhākura condizem perfeitamente com um devoto que dedicou a vida e a alma ao serviço do Senhor. Quando o Senhor fica infeliz por causa da condição das almas caídas, o devoto O consola, dizendo: \"Meu querido Senhor, não fiqueis ansioso.\" Isso é serviço. Todos devem abraçar a causa de Śrī Caitanya Mahāprabhu, procurando aliviá-Lo da ansiedade que Ele sente. Isso é, de fato, serviço ao Senhor. Quem procura aliviar a ansiedade de Śrī Caitanya Mahāprabhu pelas almas caídas é, decerto, um devoto deveras querido e íntimo do Senhor. Blasfemar contra tal devoto, que se esforça ao máximo por difundir o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu, é a maior das ofensas. Quem assim procede simplesmente aguarda a punição por sua inveja."}
{"ref": "cc/antya/3/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/53/", "verse_text": "yavana-sakalera 'mukti' habe anāyāse\n\n'hā rāma, hā rāma' bali' kahe nāmābhāse", "devanagari": "> যবনসকলের ‘মুক্তি’ হবে অনায়াসে ।\n> ‘হা রাম, হা রাম’ বলি’ কহে নামাভাসে ॥৫৩॥", "synonyms": "*yavana-sakalera*—de todos os yavanas; *mukti*—a liberação; *habe*—haverá; *anāyāse*—muito facilmente; *hā rāma hā rāma*—ó Senhor Rāma, ó Senhor Rāma; *bali'*—dizendo; *kahe*—eles dizem; *nāma-ābhāse*—quase cantando o santo nome do Senhor sem ofensas.", "translation": "**\"Porque os yavanas estão acostumados a dizer 'hā rāma, hā rāma' [ó Senhor Rāmacandra], eles serão liberados muito facilmente por esse nāmābhāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/54/", "verse_text": "mahā-preme bhakta kahe,--'hā rāma, hā rāma'\n\nyavanera bhāgya dekha, laya sei nāma", "devanagari": "> মহাপ্রেমে ভক্ত কহে, — ‘হা রাম, হা রাম’ ।\n> যবনের ভাগ্য দেখ, লয় সেই নাম ॥৫৪॥", "synonyms": "*mahā-preme*—em grande amor extático; *bhakta kahe*—um devoto diz; *hā rāma hā rāma*—ó Senhor Rāmacandra, ó Senhor Rāmacandra; *yavanera*—dos yavanas; *bhāgya*—a fortuna; *dekha*—vede só; *laya sei nāma*—eles também cantam o mesmo santo nome.", "translation": "**\"Um devoto em avançado amor extático exclama: 'Ó meu Senhor Rāmacandra! Ó meu Senhor Rāmacandra!' Mas os yavanas também cantam: 'hā rāma, hā rāma!' Vede só a boa fortuna deles!\"**", "purport": "Se uma criança toca o fogo, o fogo a queimará, e, se um homem idoso toca o fogo, ele também o queimará. Haridāsa Ṭhākura diz que um grande devoto do Senhor exclama: \"hā rāma, hā rāma\", mas, embora os yavanas não conheçam o significado transcendental de \"hā rāma, hā rāma\", eles dizem essas palavras no curso de sua vida ordinária. Para os yavanas, as palavras \"hā rāma\" significam \"abominável\", ao passo que o devoto exclama as palavras \"hā rāma\" em amor extático. Não obstante, visto que as palavras \"hā rāma\" são o summum bonum espiritual, o fato é o mesmo, quer sejam proferidas pelos yavanas, quer por grandes devotos, assim como o fogo é o mesmo tanto para uma criança quanto para um homem idoso. Em outras palavras, o santo nome do Senhor, \"hā rāma\", sempre age, mesmo quando os santos nomes são cantados sem referência ao Senhor Supremo. Os yavanas proferem o santo nome com uma atitude diferente da dos devotos, mas o santo nome \"hā rāma\" é tão poderoso espiritualmente que age em qualquer parte, quer a pessoa o saiba, quer não. Isso é explicado a seguir."}
{"ref": "cc/antya/3/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/55/", "verse_text": "yadyapi anya saṅkete anya haya nāmābhāsa\n\ntathāpi nāmera teja nā haya vināśa", "devanagari": "> যদ্যপি অন্য সঙ্কেতে অন্য হয় নামাভাস ।\n> তথাপি নামের তেজ না হয় বিনাশ ॥৫৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *anya*—outra; *saṅkete*—por insinuação; *anya*—essa outra; *haya*—seja; *nāma-ābhāsa*—quase igual ao santo nome; *tathāpi*—ainda assim; *nāmera teja*—o poder transcendental do santo nome; *nā haya vināśa*—não é destruído.", "translation": "**Nāmācārya Haridāsa Ṭhākura, a autoridade no cantar do santo nome, disse: \"Cantar o santo nome do Senhor para indicar algo distinto do Senhor é um exemplo de nāmābhāsa. Mesmo quando o santo nome é cantado dessa maneira, seu poder transcendental não é destruído.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/56/", "verse_text": "daṁṣṭri-daṁṣṭrāhato mleccho\n\nhā rāmeti punaḥ punaḥ\n\nuktvāpi muktim āpnoti\n\nkiṁ punaḥ śraddhayā gṛṇan", "devanagari": "> দংষ্ট্রিদংষ্ট্রাহতো ম্লেচ্ছো হা রামেতি পুনঃ পুনঃ ।\n> উক্ত্বাপি মুক্তিমাপ্নোতি কিং পুনঃ শ্রদ্ধয়া গৃণন্ ॥৫৬॥", "synonyms": "*daṁṣṭri*—de um javali; *daṁṣṭra*—pelos dentes; *āhataḥ*—morto; *mlecchaḥ*—um comedor de carne; *hā*—ó; *rāma*—meu Senhor Rāma; *iti*—assim; *punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *uktvā*—dizendo; *api*—mesmo; *muktim*—a liberação; *āpnoti*—obtém; *kim*—o que; *punaḥ*—então; *śraddhayā*—com fé e veneração; *gṛṇan*—cantando.", "translation": "**\"Mesmo um mleccha que está sendo morto pela presa de um javali e que clama de aflição repetidas vezes, 'hā rāma, hā rāma', alcança a liberação. Que dizer, então, daqueles que cantam o santo nome com veneração e fé?\"**", "purport": "Isso se refere a um caso em que um comedor de carne, ao ser morto por um javali, proferiu as palavras \"hā rāma, hā rāma\" repetidas vezes na hora de sua morte. Visto que esta é uma citação do Nṛsiṁha Purāṇa, isso indica que, na era purânica, também devem ter existido mlecchas e yavanas (comedores de carne), e as palavras \"hā rāma\", significando \"condenado\", também eram proferidas naqueles dias. Assim, Haridāsa Ṭhākura apresenta a evidência de que mesmo um comedor de carne que condena algo proferindo as palavras \"hā rāma\" obtém o benefício de cantar o santo nome que o devoto canta com o sentido de \"ó meu Senhor Rāma\"."}
{"ref": "cc/antya/3/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/57/", "verse_text": "ajāmila putre bolāya bali 'nārāyaṇa'\n\nviṣṇu-dūta āsi' chāḍāya tāhāra bandhana", "devanagari": "> অজামিল পুত্রে বোলায় বলি ‘নারায়ণ’ ।\n> বিষ্ণুদূত আসি’ ছাড়ায় তাহার বন্ধন ॥৫৭॥", "synonyms": "*ajāmila*—Ajāmila; *putre*—a seu filho; *bolāya*—chama; *bali*—dizendo; *nārāyaṇa*—o santo nome de Nārāyaṇa; *viṣṇu-dūta*—os atendentes do Senhor Viṣṇu; *āsi'*—vindo; *chāḍāya*—removem; *tāhāra*—dele; *bandhana*—as amarras.", "translation": "**\"Ajāmila foi um grande pecador durante sua vida, mas, na hora da morte, chamou acidentalmente por seu filho mais novo, cujo nome era Nārāyaṇa, e os atendentes do Senhor Viṣṇu vieram livrá-lo das amarras de Yamarāja, o superintendente da morte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/58/", "verse_text": "'rāma' dui akṣara ihā nahe vyavahita\n\nprema-vācī 'hā'-śabda tāhāte bhūṣita", "devanagari": "> ‘রাম’ দুই অক্ষর ইহা নহে ব্যবহিত ।\n> প্রেমবাচী ‘হা’-শব্দ তাহাতে ভূষিত ॥৫৮॥", "synonyms": "*rāma*—o santo nome do Senhor; *dui*—duas; *akṣara*—sílabas; *ihā*—estas; *nahe*—não são; *vyavahita*—separadas; *prema-vācī*—uma palavra que indica amor; *hā*—\"ó\"; *śabda*—a palavra; *tāhāte*—por ela; *bhūṣita*—adornadas.", "translation": "**\"A palavra 'rāma' consiste em duas sílabas, 'rā' e 'ma'. Elas são inseparáveis e ficam adornadas com a amorosa palavra 'hā', que significa 'ó'.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/59/", "verse_text": "nāmera akṣara-sabera ei ta' svabhāva\n\nvyavahita haile nā chāḍe āpana-prabhāva", "devanagari": "> নামের অক্ষর-সবের এই ত’ স্বভাব ।\n> ব্যবহিত হৈলে না ছাড়ে আপন-প্রভাব ॥৫৯॥", "synonyms": "*nāmera*—do santo nome; *akṣara*—as letras; *sabera*—de todas; *ei*—esta; *ta'*—certamente; *sva-bhāva*—a característica; *vyavahita haile*—mesmo quando proferidas impropriamente; *nā*—não; *chāḍe*—abandonam; *āpana-prabhāva*—sua própria influência espiritual.", "translation": "**\"As letras do santo nome têm tanta potência espiritual que agem mesmo quando proferidas impropriamente.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que a palavra vyavahita (\"proferida impropriamente\") não é empregada aqui para se referir à vibração mundana das letras do alfabeto. Tal proferimento negligente, para a gratificação dos sentidos de pessoas materialistas, não é uma vibração de som transcendental. Proferir o santo nome enquanto a pessoa se ocupa em gratificação dos sentidos é um obstáculo na senda rumo à conquista do amor extático por Kṛṣṇa. Por outro lado, se alguém que está ávido pelo serviço devocional profere o santo nome, ainda que parcial ou impropriamente, o santo nome, que é idêntico à Suprema Personalidade de Deus, manifesta sua potência espiritual em virtude do proferimento isento de ofensas dessa pessoa. Dessa forma, a pessoa fica livre de todas as práticas indesejáveis e gradualmente desperta seu adormecido amor por Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/3/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/60/", "verse_text": "nāmaikaṁ yasya vāci smaraṇa-patha-gataṁ śrotra-mūlaṁ gataṁ vā\n\nśuddhaṁ vāśuddha-varṇaṁ vyavahita-rahitaṁ tārayaty eva satyam\n\ntac ced deha-draviṇa-janatā-lobha-pāṣaṇḍa-madhye\n\nnikṣiptaṁ syān na phala-janakaṁ śīghram evātra vipra", "devanagari": "> নামৈকং যস্য বাচি স্মরণ পথগতং শ্রোত্রমূলং গতং বা\n> শুদ্ধং বাশুদ্ধবর্ণং ব্যবহিত-রহিতং তারয়ত্যেব সত্যম্ ।\n> তচ্চেদ্দেহ-দ্রবিণ-জনতা-লোভ-পাষণ্ড-মধ্যে\n> নিক্ষিপ্তং স্যান্ন ফলজনকং শীঘ্রমেবাত্র বিপ্র ॥৬০॥", "synonyms": "*nāma*—o santo nome; *ekam*—uma vez; *yasya*—de quem; *vāci*—na boca; *smaraṇa-patha-gatam*—entrou na senda da lembrança; *śrotra-mūlam gatam*—entrou nas raízes dos ouvidos; *vā*—ou; *śuddham*—puro; *vā*—ou; *aśuddha-varṇam*—pronunciado de modo impuro; *vyavahita-rahitam*—sem ofensas ou sem estar separado; *tārayati*—liberta; *eva*—certamente; *satyam*—verdadeiramente; *tat*—esse nome; *cet*—se; *deha*—o corpo material; *draviṇa*—opulência material; *janatā*—apoio do público; *lobha*—cobiça; *pāṣaṇḍa*—ateísmo; *madhye*—em direção a; *nikṣiptam*—dirigido; *syāt*—possa ser; *na*—não; *phala-janakam*—produzindo os resultados; *śīghram*—rapidamente; *eva*—certamente; *atra*—neste assunto; *vipra*—ó brāhmaṇa.", "translation": "**\"Se um devoto profere uma só vez o santo nome do Senhor, ou se este penetra em sua mente ou entra em seu ouvido, que é o canal da recepção auditiva, esse santo nome certamente o libertará do cativeiro material, quer tenha sido vibrado de modo correto ou incorreto, com gramática certa ou errada, devidamente unido ou vibrado em partes separadas. Ó brāhmaṇa, a potência do santo nome é, portanto, certamente grande. No entanto, se alguém utiliza a vibração do santo nome em benefício do corpo material, em prol de riqueza material e de seguidores, ou sob a influência da cobiça ou do ateísmo — em outras palavras, se alguém profere o nome com ofensas —, esse cantar não produzirá o resultado desejado muito em breve. Por conseguinte, deve-se evitar diligentemente as ofensas ao cantar o santo nome do Senhor.'\"**", "purport": "Este verso do *Padma Purāṇa* está incluído no *Hari-bhakti-vilāsa* (11.527), de Sanātana Gosvāmī. Ali, Śrīla Sanātana Gosvāmī apresenta a seguinte explicação:\n\nvāci gataṁ prasaṅgād vāṅ-madhye pravṛttam api, smaraṇa-patha-gataṁ kathañcin manaḥ-spṛṣṭam api, śrotra-mūlaṁ gataṁ kiñcit śrutam api; śuddha-varṇaṁ vā aśuddha-varṇam api vā; 'vyavahitaṁ' śabdāntareṇa yad-vyavadhānaṁ vakṣyamāṇa-nārāyaṇa-śabdasya kiñcid uccāraṇānantaraṁ prasaṅgād āpatitaṁ śabdāntaraṁ tena rahitaṁ sat.\n\nIsso significa que, se alguém, de uma forma ou de outra, ouve, profere ou se lembra do santo nome, ou se este lhe capta a mente ao aproximar-se de seus ouvidos, esse santo nome, mesmo que vibrado em palavras separadas, agirá. Apresenta-se o seguinte exemplo de tal separação:\n\nyadvā, yadyapi 'halaṁ riktam' ity ādy-uktau hakāra-rikārayor vṛttyā harīti-nāmāsty eva, tathā 'rāja-mahiṣī' ity atra rāma-nāmāpi, evam anyad apy ūhyam, tathāpi tat-tan-nāma-madhye vyavadhāyakam akṣarāntaram astīty etādṛśa-vyavadhāna-rahitam ity arthaḥ; yadvā, vyavahitaṁ ca tad-rahitaṁ cāpi vā; tatra 'vyavahitaṁ'--nāmnaḥ kiñcid uccāraṇānantaraṁ kathañcid āpatitaṁ śabdāntaraṁ samādhāya paścān nāmāvaśiṣṭākṣara-grahaṇam ity evaṁ rūpaṁ, madhye śabdāntareṇāntaritam ity arthaḥ, 'rahitaṁ' paścād avaśiṣṭākṣara-grahaṇa-varjitaṁ, kenacid aṁśena hīnam ity arthaḥ, tathāpi tārayaty eva.\n\nSuponha-se que alguém esteja usando as duas palavras \"halaṁ riktam\". Ora, a sílaba ha na palavra \"halam\" e a sílaba ri em \"riktam\" são pronunciadas separadamente, mas, ainda assim, agirá, porque, de uma forma ou de outra, profere-se a palavra \"hari\". De modo semelhante, na palavra \"rāja-mahiṣī\", as sílabas rā e ma aparecem em duas palavras separadas, mas, por aparecerem juntas de uma forma ou de outra, o santo nome rāma agirá, desde que não haja ofensas.\n\nsarvebhyaḥ pāpebhyo 'parādhebhyaś ca saṁsārād apy uddhārayaty eveti satyam eva; kintu nāma-sevanasya mukhyaṁ yat phalaṁ, tan na sadyaḥ sampadyate. tathā deha-bharaṇādy-artham api nāma-sevanena mukhyaṁ phalam āśu na sidhyatīty āha--tac ced iti.\n\nO santo nome possui tamanha potência espiritual que pode libertar a pessoa de todas as reações pecaminosas e enredamentos materiais, mas a pronúncia do santo nome não será frutífera muito em breve se for feita para facilitar o pecado.\n\ntan nāma ced yadi dehādi-madhye nikṣiptaṁ--deha-bharaṇādy-artham eva vinyastam, tadāpi phala-janakaṁ na bhavati kim? api tu bhavaty eva, kintu atra iha loke śīghraṁ na bhavati, kintu vilambenaiva bhavatīty arthaḥ.\n\nO santo nome é tão poderoso que deve agir, mas, quando alguém profere o santo nome com ofensas, sua ação será retardada, não imediata, embora, em circunstâncias favoráveis, os santos nomes do Senhor ajam muito rapidamente."}
{"ref": "cc/antya/3/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/61/", "verse_text": "nāmābhāsa haite haya sarva-pāpa-kṣaya", "devanagari": "> নামাভাস হৈতে হয় সর্বপাপক্ষয় ॥৬১॥", "synonyms": "*nāma-ābhāsa haite*—da vibração de nāmābhāsa; *haya*—há; *sarva-pāpa*—de todas as reações aos pecados; *kṣaya*—destruição.", "translation": "**Nāmācārya Haridāsa Ṭhākura continuou: \"Se alguém, sem ofensas, profere o santo nome ainda que de modo imperfeito, pode libertar-se de todos os resultados da vida pecaminosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/62/", "verse_text": "taṁ nirvyājaṁ bhaja guṇa-nidhe pāvanaṁ pāvanānāṁ\n\nśraddhā-rajyan-matir atitarām uttamaḥ-śloka-maulim\n\nprodyann antaḥ-karaṇa-kuhare hanta yan-nāma-bhānor\n\nābhāso 'pi kṣapayati mahā-pātaka-dhvānta-rāśim", "devanagari": "> তং নির্ব্যাজং ভজ গুণনিধে পাবনং পাবনানাং\n> শ্রদ্ধা-রজ্যন্মতিরতিতরামুত্তমঃশ্লোকমৌলিম্ ।\n> প্রোদ্যন্নন্তঃকরণকুহরে হন্ত যন্নামভানো-\n> রাভাসোঽপি ক্ষপয়তি মহাপাতকধ্বান্তরাশিম্ ॥৬২॥", "synonyms": "*tam*—a Ele; *nirvyājam*—sem duplicidade; *bhaja*—adora; *guṇa-nidhe*—ó reservatório de todas as boas qualidades; *pāvanam*—purificador; *pāvanānām*—de todos os outros purificadores; *śraddhā*—com fé; *rajyat*—sendo vivificada; *matiḥ*—mente; *atitarām*—extremamente; *uttamaḥ-śloka-maulim*—o melhor das personalidades que são adoradas por meio de poesia seleta ou que são transcendentais a todas as posições materiais; *prodyan*—manifestando-se; *antaḥ-karaṇa-kuhare*—no âmago do coração; *hanta*—ai; *yat-nāma*—cujo santo nome; *bhānoḥ*—do sol; *ābhāsaḥ*—leve aparição; *api*—mesmo; *kṣapayati*—erradica; *mahā-pātaka*—as ações resultantes de atividades grandemente pecaminosas; *dhvānta*—de ignorância; *rāśim*—a massa.", "translation": "**\"Ó reservatório de todas as boas qualidades, simplesmente adora Śrī Kṛṣṇa, o purificador de todos os purificadores, o mais sublime das personalidades adoradas por meio de poesia seleta. Adora-O com uma mente fiel e inabalável, sem duplicidade e de maneira altamente elevada. Adora, assim, o Senhor, cujo nome é como o sol, pois, assim como uma leve aparição do sol dissipa a escuridão da noite, assim também uma leve aparição do santo nome de Kṛṣṇa pode afastar toda a escuridão da ignorância que surge no coração devido a atividades grandemente pecaminosas realizadas em vidas anteriores.\"**", "purport": "Este verso encontra-se no *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (2.1.103)."}
{"ref": "cc/antya/3/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/63/", "verse_text": "nāmābhāsa haite haya saṁsārera kṣaya", "devanagari": "> নামাভাস হৈতে হয় সংসারের ক্ষয় ॥৬৩॥", "synonyms": "*nāma-ābhāsa haite*—mesmo em razão de nāmābhāsa; *haya*—há; *saṁsārera kṣaya*—libertação do cativeiro material.", "translation": "**\"Mesmo uma luz tênue do santo nome do Senhor pode erradicar todas as reações da vida pecaminosa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/64/", "verse_text": "mriyamāṇo harer nāma\n\ngṛṇan putropacāritam\n\najāmilo 'py agād dhāma\n\nkim uta śraddhayā gṛṇan", "devanagari": "> ম্রিয়মাণো হরের্নাম গৃণন্ পুত্রোপচারিতম্ ।\n> অজামিলোঽপ্যগাদ্ধাম কিমুত শ্রদ্ধয়া গৃণন্ ॥৬৪॥", "synonyms": "*mriyamāṇaḥ*—morrendo; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor Supremo; *gṛṇan*—cantando; *putra-upacāritam*—embora pronunciado para chamar seu filho; *ajāmilaḥ*—Ajāmila; *api*—também; *agāt*—alcançou; *dhāma*—o mundo espiritual; *kim uta*—que dizer; *śraddhayā*—com fé e reverência; *gṛṇan*—cantando.", "translation": "**\"Ao morrer, Ajāmila cantou o santo nome do Senhor, com a intenção de chamar seu filho Nārāyaṇa. Não obstante, ele alcançou o mundo espiritual. Que dizer, então, daqueles que cantam o santo nome com fé e reverência?'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.2.49)."}
{"ref": "cc/antya/3/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/65/", "verse_text": "nāmābhāse 'mukti' haya sarva-śāstre dekhi\n\nśrī-bhāgavate tāte ajāmila--sākṣī\"", "devanagari": "> নামাভাসে ‘মুক্তি’ হয় সর্বশাস্ত্রে দেখি ।\n> শ্রীভাগবতে তাতে অজামিল — সাক্ষী ।।” ॥ ৬৫ ॥", "synonyms": "*nāma-ābhāse*—simplesmente por um vislumbre dos raios do santo nome; *mukti*—liberação; *haya*—há; *sarva-śāstre*—em todas as escrituras reveladas; *dekhi*—vejo; *śrī-bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *tāte*—disso; *ajāmila*—Ajāmila; *sākṣī*—testemunha.", "translation": "**\"Em virtude até mesmo dos mais tênues raios da refulgência do santo nome do Senhor, a pessoa pode alcançar a liberação. Podemos comprovar isso em todas as escrituras reveladas. A evidência aparece na história de Ajāmila no *Śrīmad-Bhāgavatam*.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/66/", "verse_text": "śuniyā prabhura sukha bāḍaye antare\n\npunarapi bhaṅgī kari' puchaye tāṅhāre", "devanagari": "> শুনিয়া প্রভুর সুখ বাড়য়ে অন্তরে  ।\n> পুনরপি ভঙ্গী করি’ পুছয়ে তাঁহারে ॥৬৬॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukha*—felicidade; *bāḍaye*—aumentou; *antare*—dentro do coração; *punarapi*—ainda; *bhaṅgī kari'*—naturalmente; *puchaye tāṅhāre*—pergunta a Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Ao ouvir isso de Haridāsa Ṭhākura, a felicidade dentro de Seu coração aumentou, mas, naturalmente, Ele ainda continuou a indagar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/67/", "verse_text": "\"pṛthivīte bahu-jīva--sthāvara-jaṅgama\n\nihā-sabāra ki prakāre ha-ibe mocana?\"", "devanagari": "> “পৃথিবীতে বহুজীব — স্থাবর-জঙ্গম  ।\n> ইহা-সবার কি প্রকারে হইবে মোচন ?” ৬৭ ॥৬৭॥", "synonyms": "*pṛthivīte*—nesta terra; *bahu-jīva*—muitas entidades vivas; *sthāvara*—que não se movem; *jaṅgama*—que se movem; *ihā-sabāra*—de todas estas; *ki prakāre*—como; *ha-ibe mocana*—haverá libertação.", "translation": "**\"Nesta terra há muitas entidades vivas\", disse o Senhor, \"algumas que se movem e outras que não se movem. Que acontecerá às árvores, às plantas, aos insetos e às demais entidades vivas? Como elas serão libertadas do cativeiro material?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/68/", "verse_text": "haridāsa kahe,--\"prabhu, se kṛpā tomāra\n\nsthāvara-jaṅgama āge kariyācha nistāra", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — “প্রভু, সে কৃপা তোমার ।\n> স্থাবর-জঙ্গম আগে করিয়াছ নিস্তার ॥৬৮॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa respondeu; *prabhu*—meu querido Senhor; *se*—essa; *kṛpā*—misericórdia; *tomāra*—Tua; *sthāvara-jaṅgama*—as entidades vivas que não se movem e as que se movem; *āge*—previamente; *kariyācha nistāra*—libertaste.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Meu querido Senhor, a libertação de todas as entidades vivas, móveis e imóveis, ocorre unicamente por Tua misericórdia. Já concedeste essa misericórdia e as libertaste.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/69/", "verse_text": "tumi ye kariyācha ei ucca saṅkīrtana\n\nsthāvara-jaṅgamera sei hayata' śravaṇa", "devanagari": "> তুমি যে করিয়াছ এই উচ্চ সঙ্কীর্তন ।\n> স্থাবর-জঙ্গমের সেই হয়ত’ শ্রবণ ॥৬৯॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *ye*—o que; *kariyācha*—executaste; *ei*—este; *ucca*—em voz alta; *saṅkīrtana*—cantar; *sthāvara-jaṅgamera*—de todas as entidades vivas, móveis e imóveis; *sei*—elas; *hayata'*—há; *śravaṇa*—audição.", "translation": "**\"Cantaste em voz alta o mantra Hare Kṛṣṇa, e todos, móveis ou imóveis, beneficiaram-se ao ouvi-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/70/", "verse_text": "śuniyā jaṅgamera haya saṁsāra-kṣaya\n\nsthāvare se śabda lāge, pratidhvani haya", "devanagari": "> শুনিয়া জঙ্গমের হয় সংসার-ক্ষয়  ।\n> স্থাবরে সে শব্দ লাগে, প্রতিধ্বনি হয় ॥৭০॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *jaṅgamera*—das entidades vivas que podem mover-se; *haya*—há; *saṁsāra-kṣaya*—aniquilação do cativeiro ao mundo material; *sthāvare*—às entidades vivas imóveis; *se śabda*—essa vibração transcendental; *lāge*—toca; *prati-dhvani*—eco; *haya*—há.", "translation": "**\"Meu Senhor, as entidades móveis que ouviram Teu saṅkīrtana em voz alta já se libertaram do cativeiro ao mundo material, e, depois que as entidades vivas imóveis, como as árvores, o ouvem, há um eco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/71/", "verse_text": "'pratidhvani' nahe, sei karaye 'kīrtana'\n\ntomāra kṛpāra ei akathya kathana", "devanagari": "> ‘প্রতিধ্বনি’ নহে, সেই করয়ে ‘কীর্তন’  ।\n> তোমার কৃপার এই অকথ্য কথন ॥৭১॥", "synonyms": "*prati-dhvani nahe*—essa vibração sonora não é um eco; *sei*—elas; *karaye kīrtana*—estão cantando; *tomāra kṛpāra*—de Tua misericórdia; *ei*—este; *akathya kathana*—incidente inconcebível.", "translation": "**\"Na verdade, porém, não se trata de um eco; é o kīrtana das entidades vivas imóveis. Tudo isso, embora inconcebível, é possível por Tua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/72/", "verse_text": "sakala jagate haya ucca saṅkīrtana\n\nśuniyā premāveśe nāce sthāvara-jaṅgama", "devanagari": "> সকল জগতে হয় উচ্চ সঙ্কীর্তন ।\n> শুনিয়া প্রেমাবেশে নাচে স্থাবর-জঙ্গম ॥৭২॥", "synonyms": "*sakala jagate*—por todo o universo; *haya*—há; *ucca saṅkīrtana*—o cantar em voz alta do mantra Hare Kṛṣṇa; *śuniyā*—ouvindo; *prema-āveśe*—em amor emocional extático; *nāce*—dançam; *sthāvara-jaṅgama*—todas as entidades vivas, imóveis e móveis.", "translation": "**\"Quando o cantar em voz alta do mantra Hare Kṛṣṇa é realizado por todo o mundo por aqueles que seguem Teus passos, todas as entidades vivas, móveis e imóveis, dançam em amor devocional extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/73/", "verse_text": "yaiche kailā jhārikhaṇḍe vṛndāvana yāite\n\nbalabhadra-bhaṭṭācārya kahiyāchena āmāte", "devanagari": "> যৈছে কৈলা ঝারিখণ্ডে বৃন্দাবন যাইতে ।\n> বলভদ্র-ভট্টাচার্য কহিয়াছেন আমাতে ॥৭৩॥", "synonyms": "*yaiche*—como; *kailā*—realizaste; *jhārikhaṇḍe*—na floresta conhecida como Jhārikhaṇḍa; *vṛndāvana yāite*—enquanto ias para Vṛndāvana; *balabhadra-bhaṭṭācārya*—Teu servo Balabhadra Bhaṭṭācārya; *kahiyāchena āmāte*—contou-me.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, todos os acontecimentos que se deram enquanto ias para Vṛndāvana através da floresta conhecida como Jhārikhaṇḍa foram-me relatados por Teu servo Balabhadra Bhaṭṭācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/74/", "verse_text": "vāsudeva jīva lāgi' kaila nivedana\n\ntabe aṅgīkāra kailā jīvera mocana", "devanagari": "> বাসুদেব জীব লাগি’ কৈল নিবেদন ।\n> তবে অঙ্গীকার কৈলা জীবের মোচন ॥৭৪॥", "synonyms": "*vāsudeva*—o devoto do Senhor chamado Vāsudeva; *jīva lāgi'*—por todas as entidades vivas; *kaila nivedana*—apresentou seu apelo; *tabe*—naquele momento; *aṅgīkāra kailā*—aceitaste; *jīvera mocana*—a liberação de todas as entidades vivas.", "translation": "**\"Quando Teu devoto Vāsudeva Datta apresentou sua súplica a Teus pés de lótus pela liberação de todas as entidades vivas, aceitaste esse pedido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/75/", "verse_text": "jagat nistārite ei tomāra avatāra\n\nbhakta-bhāva āge tāte kailā aṅgīkāra", "devanagari": "> জগৎ নিস্তারিতে এই তোমার অবতার ।\n> ভক্তভাব আগে তাতে কৈলা অঙ্গীকার ॥৭৫॥", "synonyms": "*jagat nistārite*—para libertar o mundo inteiro; *ei*—esta; *tomāra avatāra*—Tua encarnação; *bhakta-bhāva*—o estado de espírito de um devoto; *āge*—previamente; *tāte*—portanto; *kailā aṅgīkāra*—aceitaste.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, aceitaste a forma de um devoto justamente para libertar todas as almas caídas deste mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/76/", "verse_text": "ucca saṅkīrtana tāte karilā pracāra\n\nsthira-cara jīvera saba khaṇḍāilā saṁsāra\"", "devanagari": "> উচ্চ সঙ্কীর্তন তাতে করিলা প্রচার ।\n> স্থিরচর জীবের সব খণ্ডাইলা সংসার ।।” ॥ ৭৬ ॥", "synonyms": "*ucca saṅkīrtana*—o cantar em voz alta do mantra Hare Kṛṣṇa; *tāte*—portanto; *karilā pracāra*—difundiste; *sthira-cara*—imóveis e móveis; *jīvera*—das entidades vivas; *saba*—todo; *khaṇḍāilā*—encerraste; *saṁsāra*—o cativeiro à existência material.", "translation": "**\"Pregaste o cantar em voz alta do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e, dessa maneira, libertaste todas as entidades vivas, móveis e imóveis, do cativeiro material.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/77/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"saba jīva mukti yabe pābe\n\nei ta' brahmāṇḍa tabe jīva-śūnya habe!\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “সব জীব মুক্তি যবে পাবে ।\n> এই ত’ ব্রহ্মাণ্ড তবে জীবশূন্য হবে !” ॥ ৭৭ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *saba jīva*—todas as entidades vivas; *mukti*—liberação; *yabe*—quando; *pābe*—alcançarão; *ei*—este; *ta'*—certamente; *brahmāṇḍa*—universo; *tabe*—então; *jīva-śūnya*—desprovido de entidades vivas; *habe*—ficará.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Se todas as entidades vivas fossem liberadas, o universo inteiro ficaria desprovido de seres vivos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/78-79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/78-79/", "verse_text": "haridāsa bale,--\"tomāra yāvat martye sthiti\n\ntāvat sthāvara-jaṅgama, sarva jīva-jāti\n\nsaba mukta kari' tumi vaikuṇṭhe pāṭhāibā\n\nsūkṣma-jīve punaḥ karme udbuddha karibā", "devanagari": "> হরিদাস বলে, — “তোমার যাবৎ মর্ত্যে স্থিতি ।\n> তাবৎ স্থাবর-জঙ্গম, সর্ব জীব-জাতি ॥৭৮॥\n> সব মুক্ত করি’ তুমি বৈকুণ্ঠে পাঠাইবা ।\n> সূক্ষ্মজীবে পুনঃ কর্মে উদ্বুদ্ধ করিবা ॥৭৯॥", "synonyms": "*haridāsa bale*—Haridāsa Ṭhākura disse; *tomāra*—Tua; *yāvat*—enquanto; *martye*—neste mundo material; *sthiti*—situação; *tāvat*—durante todo esse tempo; *sthāvara-jaṅgama*—imóveis e móveis; *sarva*—todas; *jīva-jāti*—espécies de entidades vivas; *saba*—todas; *mukta kari'*—libertando; *tumi*—Tu; *vaikuṇṭhe*—ao mundo espiritual; *pāṭhāibā*—enviarás; *sūkṣma-jīve*—as entidades vivas não desenvolvidas; *punaḥ*—novamente; *karme*—em suas atividades; *udbuddha karibā*—despertarás.", "translation": "**Haridāsa disse: \"Meu Senhor, enquanto estiveres situado dentro do mundo material, enviarás ao céu espiritual todas as entidades vivas desenvolvidas, móveis e imóveis, nas diferentes espécies. Então, despertarás novamente as entidades vivas que ainda não estão desenvolvidas e as ocuparás em atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/80/", "verse_text": "sei jīva habe ihāṅ sthāvara-jaṅgama\n\ntāhāte bharibe brahmāṇḍa yena pūrva-sama", "devanagari": "> সেই জীব হবে ইহাঁ স্থাবর-জঙ্গম  ।\n> তাহাতে ভরিবে ব্রহ্মাণ্ড যেন পূর্ব-সম ॥৮০॥", "synonyms": "*sei jīva*—tais entidades vivas; *habe*—ficarão; *ihāṅ*—neste mundo material; *sthāvara-jaṅgama*—entidades vivas imóveis e móveis; *tāhāte*—dessa maneira; *bharibe*—encherás; *brahmāṇḍa*—o universo inteiro; *yena*—como; *pūrva-sama*—o mesmo que anteriormente.", "translation": "**\"Dessa maneira, todas as entidades vivas, móveis e imóveis, passarão a existir, e o universo inteiro ficará repleto como estava anteriormente.**", "purport": "Enquanto pregamos, elementos adversos às vezes argumentam: \"Se todas as entidades vivas fossem libertadas pelo movimento da consciência de Kṛṣṇa, o que aconteceria então? O universo ficaria desprovido de entidades vivas.\" Em resposta a isso, podemos dizer que numa prisão há muitos prisioneiros, mas, se alguém pensa que a prisão ficaria vazia caso todos os prisioneiros adotassem um bom comportamento, está enganado. Mesmo que todos os prisioneiros dentro de um cárcere sejam libertados, outros criminosos voltarão a enchê-lo. Uma prisão jamais ficará vazia, pois há muitos criminosos em potencial que ocuparão as celas, ainda que os criminosos atuais sejam libertados pelo governo. Como se confirma no *Bhagavad-gītā*, kāraṇaṁ guṇa-saṅgo 'sya sad-asad-yoni-janmasu: \"Devido à associação da entidade viva com a natureza material, ela se depara com o bem e o mal entre as várias espécies.\" (Bg. 13.22) Há muitas entidades vivas imanifestas cobertas pelo modo da ignorância que gradualmente passarão ao modo da paixão. A maioria delas se tornará criminosa por causa de suas atividades fruitivas e voltará a encher as prisões."}
{"ref": "cc/antya/3/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/81/", "verse_text": "pūrve yena raghunātha saba āyodhyā lañā\n\nvaikuṇṭhake gelā, anya-jīve āyodhyā bharāñā", "devanagari": "> পূর্বে যেন রঘুনাথ সব অযোধ্যা লঞা ।\n> বৈকুণ্ঠকে গেলা, অন্যজীবে অযোধ্যা ভরাঞা ॥৮১॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yena*—como; *raghunātha*—Rāmacandra; *saba*—toda; *āyodhyā*—a população de Āyodhyā; *lañā*—levando consigo; *vaikuṇṭhake gelā*—regressou a Vaikuṇṭhaloka; *anya-jīve*—outras entidades vivas; *āyodhyā*—Āyodhyā; *bharāñā*—enchendo.", "translation": "**\"Anteriormente, quando o Senhor Rāmacandra deixou este mundo, levou consigo todas as entidades vivas de Āyodhyā. Depois, encheu Āyodhyā novamente com outras entidades vivas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/82/", "verse_text": "avatari' tumi aiche pātiyācha hāṭa\n\nkeha nā bujhite pāre tomāra gūḍha nāṭa", "devanagari": "> অবতরি’ তুমি ঐছে পাতিয়াছ হাট ।\n> কেহ না বুঝিতে পারে তোমার গূঢ় নাট ॥৮২॥", "synonyms": "*avatari'*—descendo; *tumi*—Tu; *aiche*—dessa forma; *pātiyācha hāṭa*—montaste um mercado; *keha nā bujhite pāre*—ninguém pode compreender; *tomāra*—Tua; *gūḍha nāṭa*—atuação profunda.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, puseste um plano em movimento ao descer ao mundo material, mas ninguém pode compreender como atuas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/83/", "verse_text": "pūrve yena vraje kṛṣṇa kari' avatāra\n\nsakala brahmāṇḍa-jīvera khaṇḍāilā saṁsāra", "devanagari": "> পূর্বে যেন ব্রজে কৃষ্ণ করি’ অবতার ।\n> সকল ব্রহ্মাণ্ড-জীবের খণ্ডাইলা সংসার ॥৮৩॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yena*—como; *vraje*—em Vṛndāvana; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kari' avatāra*—descendo como uma encarnação; *sakala*—todas; *brahmāṇḍa-jīvera*—das entidades vivas dentro deste universo; *khaṇḍāilā*—destruíste; *saṁsāra*—a existência material.", "translation": "**\"Outrora, quando o Senhor Kṛṣṇa desceu em Vṛndāvana, libertou da existência material, da mesma maneira, todas as entidades vivas do universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/84/", "verse_text": "na caivaṁ vismayaḥ kāryo\n\nbhavatā bhagavaty aje\n\nyogeśvareśvare kṛṣṇe\n\nyata etad vimucyate", "devanagari": "> ন চৈবং বিস্ময়ঃ কার্যো ভবতা ভগবত্যজে ।\n> যোগেশ্বরেশ্বরে কৃষ্ণে যত এতদ্বিমুচ্যতে ॥৮৪॥", "synonyms": "*na*—não; *ca*—também; *evam*—assim; *vismayaḥ*—assombro; *kāryaḥ*—a ser feito; *bhavatā*—por Ti; *bhagavati*—à Suprema Personalidade de Deus; *aje*—o não nascido; *yoga-īśvara-īśvare*—o senhor de todos os senhores do poder místico; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *yataḥ*—por quem; *etat*—todas as entidades vivas; *vimucyate*—são libertadas.", "translation": "**\"Kṛṣṇa, a não nascida Suprema Personalidade de Deus, senhor de todos os senhores do poder místico, liberta todas as entidades vivas, móveis e imóveis. Nada há de assombroso nas atividades do Senhor.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.29.16)."}
{"ref": "cc/antya/3/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/85/", "verse_text": "\"ayaṁ hi bhagavān dṛṣṭaḥ kīrtitaḥ saṁsmṛtaś ca\n\ndveṣānubandhenāpy akhila-surāsurādi-durlabhaṁ\n\nphalaṁ prayacchati, kim uta samyag bhaktimatām\" iti", "devanagari": "> ‘অয়ং হি ভগবান্ দৃষ্টঃ কীর্তিতঃ সংস্মৃতশ্চ\n> দ্বেষানুবন্ধেনাপ্যখিলসুরাসুরাদি-\n> দুর্লভং ফলং প্রযচ্ছতি, কিমুত সম্যগ্\n> ভক্তিমতাম্” ইতি ॥৮৫॥", "synonyms": "*ayam*—esta; *hi*—certamente; *bhagavān*—Suprema Personalidade de Deus; *dṛṣṭaḥ*—vista; *kīrtitaḥ*—glorificada; *saṁsmṛtaḥ*—lembrada; *ca*—e; *dveṣa*—de inveja; *anubandhena*—com a concepção; *api*—embora; *akhila-sura-asura-ādi*—por todos os semideuses e demônios; *durlabham*—muito raramente alcançada; *phalam*—resultado; *prayacchati*—concede; *kim uta*—o que dizer; *samyak*—plenamente; *bhakti-matām*—daqueles ocupados em serviço devocional; *iti*—assim.", "translation": "**\"Embora a Suprema Personalidade de Deus possa ser vista, glorificada ou lembrada com uma atitude de inveja, Ele, ainda assim, concede a mais confidencial liberação, que raramente é alcançada pelos semideuses e demônios. O que dizer, então, daqueles que já estão plenamente ocupados em serviço devocional ao Senhor?'**", "purport": "Esta é uma citação do *Viṣṇu Purāṇa* (4.15.17)."}
{"ref": "cc/antya/3/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/86/", "verse_text": "taiche tumi navadvīpe kari' avatāra\n\nsakala-brahmāṇḍa-jīvera karilā nistāra", "devanagari": "> তৈছে তুমি নবদ্বীপে করি’ অবতার ।\n> সকল-ব্রহ্মাণ্ড-জীবের করিলা নিস্তার ॥৮৬॥", "synonyms": "*taiche*—dessa maneira; *tumi*—Tu; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *kari' avatāra*—descendo como uma encarnação; *sakala*—todas; *brahmāṇḍa*—do universo; *jīvera*—as entidades vivas; *karilā nistāra*—libertaste.", "translation": "**\"Ao descer como uma encarnação em Navadvīpa, Tu, assim como Kṛṣṇa, já libertaste todas as entidades vivas do universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/87/", "verse_text": "ye kahe,--caitanya-mahimā mora gocara haya'\n\nse jānuka, mora punaḥ ei ta' niścaya", "devanagari": "> যে কহে, — ‘চৈতন্য-মহিমা মোর গোচর হয়’  ।\n> সে জানুক, মোর পুনঃ এই ত’ নিশ্চয় ॥৮৭॥", "synonyms": "*ye kahe*—quem quer que diga; *caitanya-mahimā*—as glórias de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mora gocara*—conhecidas por mim; *haya*—são; *se jānuka*—ele que saiba; *mora*—de mim; *punaḥ*—novamente; *ei ta' niścaya*—esta é a decisão.", "translation": "**\"Alguém pode dizer que compreende as glórias de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Que ele saiba aquilo que souber, mas, no que me diz respeito, esta é a minha conclusão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/88/", "verse_text": "tomāra ye līlā mahā-amṛtera sindhu\n\nmora mano-gocara nahe tāra eka bindu\"", "devanagari": "> তোমার যে লীলা মহা-অমৃতের সিন্ধু  ।\n> মোর মনোগোচর নহে তার এক বিন্দু ।।” ৮৮ ॥৮৮॥", "synonyms": "*tomāra*—Teus; *ye*—quaisquer; *līlā*—passatempos; *mahā-amṛtera sindhu*—um grande oceano de néctar; *mora*—para mim; *manaḥ-gocara nahe*—não é possível conceber; *tāra*—disso; *eka bindu*—uma gota.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Teus passatempos são como um oceano de néctar. Não me é possível conceber quão grande é esse oceano, nem mesmo compreender uma só gota dele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/89/", "verse_text": "eta śuni' prabhura mane camatkāra haila\n\n'mora gūḍha-līlā haridāsa kemane jānila?'", "devanagari": "> এত শুনি’ প্রভুর মনে চমৎকার হৈল ।\n> ‘মোর গূঢ়লীলা হরিদাস কেমনে জানিল ?’ ॥ ৮৯ ॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *camatkāra haila*—houve assombro; *mora*—Meus; *gūḍha-līlā*—passatempos confidenciais; *haridāsa*—Haridāsa; *kemane*—como; *jānila*—compreendeu.", "translation": "**Ao ouvir tudo isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou assombrado. \"Na verdade, estes são Meus passatempos confidenciais\", pensou Ele. \"Como pôde Haridāsa compreendê-los?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/90/", "verse_text": "manera santoṣe tāṅre kailā āliṅgana\n\nbāhye prakāśite e-saba karilā varjana", "devanagari": "> মনের সন্তোষে তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> বাহ্যে প্রকাশিতে এ-সব করিলা বর্জন ॥৯০॥", "synonyms": "*manera santoṣe*—com completa satisfação da mente; *tāṅre*—a ele; *kailā āliṅgana*—Ele abraçou; *bāhye*—externamente; *prakāśite*—revelar; *e-saba*—tudo isto; *karilā varjana*—Ele evitou.", "translation": "**Grandemente satisfeito com as afirmações de Haridāsa Ṭhākura, Śrī Caitanya Mahāprabhu o abraçou. Externamente, contudo, Ele evitou prosseguir com discussões sobre esses assuntos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/91/", "verse_text": "īśvara-svabhāva,--aiśvarya cāhe ācchādite\n\nbhakta-ṭhāñi lukāite nāre, haya ta' vidite", "devanagari": "> ঈশ্বর-স্বভাব, — ঐশ্বর্য চাহে আচ্ছাদিতে ।\n> ভক্ত-ঠাঞি লুকাইতে নারে, হয় ত’ বিদিতে ॥৯১॥", "synonyms": "*īśvara-svabhāva*—a característica da Suprema Personalidade de Deus; *aiśvarya*—opulência; *cāhe*—quer; *ācchādite*—encobrir; *bhakta-ṭhāñi*—diante de Seu devoto; *lukāite nāre*—Ele não consegue encobrir; *haya ta' vidite*—é bem conhecido.", "translation": "**Esta é uma característica da Suprema Personalidade de Deus. Embora Ele queira encobrir Sua opulência, não consegue fazê-lo diante de Seus devotos. Isso é bem conhecido em toda parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/92/", "verse_text": "ullaṅghita-trividha-sīma-samātiśāyi-\n\nsambhāvanaṁ tava parivraḍhima-svabhāvam\n\nmāyā-balena bhavatāpi niguhyamānaṁ\n\npaśyanti kecid aniśaṁ tvad-ananya-bhāvāḥ", "devanagari": "> উল্লঙ্ঘিতত্রিবিধসীমসমাতিশায়ি-\n> সম্ভাবনং তব পরিব্রঢ়িমস্বভাবম্ ।\n> মায়াবলেন ভবতাপি নিগুহ্যমানং\n> পশ্যন্তি কেচিদনিশং ত্বদনন্যভাবাঃ ॥৯২॥", "synonyms": "*ullaṅghita*—ultrapassados; *tri-vidha*—três tipos; *sīma*—as limitações; *sama*—de igual; *atiśāyi*—e de excelência; *sambhāvanam*—pela qual a adequação; *tava*—Tua; *parivraḍhima*—de supremacia; *sva-bhāvam*—a verdadeira natureza; *māyā-balena*—pela força da energia ilusória; *bhavatā*—Tua; *api*—embora; *niguhyamānam*—sendo ocultada; *paśyanti*—eles veem; *kecit*—alguns; *aniśam*—sempre; *tvat*—a Ti; *ananya-bhāvāḥ*—aqueles que são exclusivamente devotados.", "translation": "**\"Ó meu Senhor, tudo dentro da natureza material é limitado pelo tempo, pelo espaço e pelo pensamento. Tuas características, porém, sendo inigualáveis e insuperáveis, são sempre transcendentais a tais limitações. Às vezes Tu encobres tais características por Tua própria energia, mas, não obstante, Teus devotos imaculados sempre são capazes de Te ver sob quaisquer circunstâncias.\"**", "purport": "Este é um verso do Stotra-ratna de Yāmunācārya;"}
{"ref": "cc/antya/3/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/93/", "verse_text": "tabe mahāprabhu nija-bhakta-pāśe yāñā\n\nharidāsera guṇa kahe śata-mukha hañā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু নিজভক্তপাশে যাঞা ।\n> হরিদাসের গুণ কহে শতমুখ হঞা ॥৯৩॥", "synonyms": "*tabe*—depois disto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-bhakta-pāśe*—a Seus devotos pessoais; *yāñā*—indo; *haridāsera guṇa*—as qualidades transcendentais de Haridāsa Ṭhākura; *kahe*—explica; *śata-mukha*—como se com centenas de bocas; *hañā*—tornando-se.", "translation": "**Então Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se a Seus devotos pessoais e começou a falar das qualidades transcendentais de Haridāsa Ṭhākura como se tivesse centenas de bocas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/94/", "verse_text": "bhaktera guṇa kahite prabhura bāḍaye ullāsa\n\nbhakta-gaṇa-śreṣṭha tāte śrī-haridāsa", "devanagari": "> ভক্তের গুণ কহিতে প্রভুর বাড়য়ে উল্লাস ।\n> ভক্তগণ-শ্রেষ্ঠ তাতে শ্রীহরিদাস ॥৯৪॥", "synonyms": "*bhaktera*—dos devotos; *guṇa*—qualidades; *kahite*—falar; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāḍaye*—aumenta; *ullāsa*—júbilo; *bhakta-gaṇa*—de todos os devotos; *śreṣṭha*—o supremo; *tāte*—nisso; *śrī-haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu obtém grande prazer ao glorificar Seus devotos e, entre os devotos, Haridāsa Ṭhākura é o principal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/95/", "verse_text": "haridāsera guṇa-gaṇa--asaṅkhya, apāra\n\nkeha kona aṁśe varṇe, nāhi pāya pāra", "devanagari": "> হরিদাসের গুণগণ — অসংখ্য, অপার ।\n> কেহ কোন অংশে বর্ণে, নাহি পায় পার ॥৯৫॥", "synonyms": "*haridāsera guṇa-gaṇa*—o conjunto de qualidades transcendentais de Haridāsa Ṭhākura; *asaṅkhya*—inumeráveis; *apāra*—insondáveis; *keha*—alguém; *kona aṁśe*—alguma parte; *varṇe*—descreve; *nāhi pāya pāra*—não consegue alcançar o limite.", "translation": "**As qualidades transcendentais de Haridāsa Ṭhākura são inumeráveis e insondáveis. Pode-se descrever uma parte delas, mas é impossível contá-las todas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/96/", "verse_text": "caitanya-maṅgale śrī-vṛndāvana-dāsa\n\nharidāsera guṇa kichu kariyāchena prakāśa", "devanagari": "> চৈতন্যমঙ্গলে শ্রীবৃন্দাবন-দাস ।\n> হরিদাসের গুণ কিছু করিয়াছেন প্রকাশ ॥৯৬॥", "synonyms": "*caitanya-maṅgale*—no livro conhecido como Caitanya-maṅgala (Caitanya-bhāgavata); *śrī-vṛndāvana-dāsa*—Śrī Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *guṇa*—qualidades; *kichu*—algumas; *kariyāchena prakāśa*—manifestou.", "translation": "**No *Caitanya-maṅgala*, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura descreveu, em certa medida, os atributos de Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/97/", "verse_text": "saba kahā nā yāya haridāsera caritra\n\nkeha kichu kahe karite āpanā pavitra", "devanagari": "> সব কহা না যায় হরিদাসের চরিত্র ।\n> কেহ কিছু কহে করিতে আপনা পবিত্র ॥৯৭॥", "synonyms": "*saba*—todas; *kahā*—falar; *nā yāya*—não é possível; *haridāsera caritra*—as características de Haridāsa Ṭhākura; *keha kichu kahe*—alguém diz algo; *karite*—apenas para fazer; *āpanā*—a si mesmo; *pavitra*—purificado.", "translation": "**Ninguém pode descrever todas as qualidades de Haridāsa Ṭhākura. Pode-se dizer algo a respeito delas apenas para purificar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/98/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa yāhā nā kaila varṇana\n\nharidāsera guṇa kichu śuna, bhakta-gaṇa", "devanagari": "> বৃন্দাবন-দাস যাহা না কৈল বর্ণন ।\n> হরিদাসের গুণ কিছু শুন, ভক্তগণ ॥৯৮॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsa*—Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *yāhā*—o que quer que; *nā*—não; *kaila varṇana*—descreveu; *haridāsera guṇa*—qualidades de Haridāsa Ṭhākura; *kichu*—algo; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Ó devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ouvi, por favor, algo sobre as qualidades de Haridāsa Ṭhākura que Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura não descreveu em detalhe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/99/", "verse_text": "haridāsa yabe nija-gṛha tyāga kailā\n\nbenāpolera vana-madhye kata-dina rahilā", "devanagari": "> হরিদাস যবে নিজ-গৃহ ত্যাগ কৈলা ।\n> বেনাপোলের বন-মধ্যে কতদিন রহিলা ॥৯৯॥", "synonyms": "*haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *yabe*—quando; *nija-gṛha*—sua própria residência; *tyāga kailā*—abandonou; *benāpolera*—da aldeia conhecida como Benāpola; *vana-madhye*—na floresta; *kata-dina*—por algum tempo; *rahilā*—permaneceu.", "translation": "**Após abandonar seu lar, Haridāsa Ṭhākura permaneceu por algum tempo na floresta de Benāpola.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/100/", "verse_text": "nirjana-vane kuṭira kari' tulasī sevana\n\nrātri-dine tina lakṣa nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> নির্জন-বনে কুটির করি’ তুলসী সেবন ।\n> রাত্রি-দিনে তিন লক্ষ নাম-সঙ্কীর্তন ॥১০০॥", "synonyms": "*nirjana-vane*—em uma floresta solitária; *kuṭira*—uma cabana; *kari'*—construindo; *tulasī*—a planta tulasī; *sevana*—adorando; *rātri-dine*—durante o dia e a noite inteiros; *tina*—três; *lakṣa*—cem mil; *nāma-saṅkīrtana*—cantar do santo nome.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura construiu uma cabana em uma floresta solitária. Ali, plantou uma tulasī e, diante da tulasī, cantava o santo nome do Senhor 300.000 vezes por dia. Ele cantava durante o dia e a noite inteiros.**", "purport": "A aldeia de Benāpola situa-se no distrito de Yaśohara, que atualmente fica em Bangladesh. Benāpola está próxima à estação de Banagāṅo, que se encontra na fronteira de Bangladesh e pode ser alcançada pela ferrovia oriental a partir da estação de Shelda, em Calcutá. Haridāsa Ṭhākura, sendo o ācārya do cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, é chamado de Nāmācārya Haridāsa Ṭhākura. De seu exemplo pessoal, podemos compreender que cantar o mantra Hare Kṛṣṇa e tornar-se altamente elevado em consciência de Kṛṣṇa é muito simples. Sem dificuldade, a pessoa pode sentar-se em qualquer lugar, especialmente à margem do Ganges, do Yamunā ou de qualquer rio sagrado, dispor um assento ou cabana, plantar uma tulasī e, diante da tulasī, cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa sem perturbação.\n\nHaridāsa Ṭhākura costumava cantar o santo nome em suas contas 300.000 vezes por dia. Durante o dia e a noite inteiros, ele cantava os dezesseis nomes do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Ninguém deve, contudo, imitar Haridāsa Ṭhākura, pois nenhuma outra pessoa pode cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa 300.000 vezes por dia. Tal cantar é para o mukta-puruṣa, ou alma liberada. Podemos, no entanto, seguir seu exemplo cantando dezesseis voltas do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa nas contas todos os dias e oferecendo respeito à planta tulasī. Isso não é nada difícil para ninguém, e o processo de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa com um voto diante da planta tulasī tem tamanha potência espiritual que, simplesmente fazendo isso, a pessoa pode tornar-se espiritualmente forte. Por isso, solicitamos aos membros do movimento Hare Kṛṣṇa que sigam rigidamente o exemplo de Haridāsa Ṭhākura. Cantar dezesseis voltas não toma muito tempo, tampouco é difícil oferecer respeitos à planta tulasī. O processo possui imensa potência espiritual. Ninguém deve perder esta oportunidade."}
{"ref": "cc/antya/3/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/101/", "verse_text": "brāhmaṇera ghare kare bhikṣā nirvāhaṇa\n\nprabhāve sakala loka karaye pūjana", "devanagari": "> ব্রাহ্মণের ঘরে করে ভিক্ষা নির্বাহণ ।\n> প্রভাবে সকল লোক করয়ে পূজন ॥১০১॥", "synonyms": "*brāhmaṇera ghare*—na casa de um brāhmaṇa; *kare*—faz; *bhikṣā nirvāhaṇa*—pedir esmolas de alimento; *prabhāve*—pela potência espiritual; *sakala loka*—todas as pessoas; *karaye pūjana*—adoram.", "translation": "**Para seu sustento corpóreo, ele ia à casa de um brāhmaṇa e pedia algum alimento. Ele era espiritualmente tão influente que todas as pessoas das redondezas o adoravam.**", "purport": "Nos dias de Haridāsa Ṭhākura, todos os brāhmaṇas adoravam Nārāyaṇa na forma da śālagrama-śilā. Portanto, pedir esmolas na casa de um brāhmaṇa significava receber kṛṣṇa-prasāda, que é transcendental (nirguṇa). Se aceitamos alimento da casa de outros, tais como os karmīs, teremos de compartilhar as qualidades daqueles de quem aceitamos as esmolas. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitava prasāda nas casas dos vaiṣṇavas. Este é o processo geral. Aos membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa, aconselha-se não aceitar alimento de lugar algum a não ser da casa de um vaiṣṇava ou de um brāhmaṇa onde se realize a adoração à Deidade. Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: viṣayīra anna khāile duṣṭa haya mana — se um devoto aceitar esmolas ou alimento da casa de um karmī que se interessa apenas por dinheiro, sua mente ficará impura. Devemos sempre lembrar que a vida de um devoto é de vairāgya-vidyā, ou renúncia e conhecimento. Por conseguinte, todos os devotos são advertidos a não viver desnecessariamente vidas luxuosas às custas dos outros. Os gṛhasthas que vivem dentro da jurisdição do templo devem ter cuidado especial para não imitar os karmīs adquirindo roupas, alimentos e meios de transporte opulentos. Na medida do possível, isso deve ser evitado. Um membro do templo, seja gṛhastha, brahmacārī ou sannyāsī, deve praticar uma vida de renúncia, seguindo os passos de Haridāsa Ṭhākura e dos seis Gosvāmīs. Caso contrário, como a māyā é muito forte, a qualquer momento a pessoa pode tornar-se vítima da māyā e cair da vida espiritual."}
{"ref": "cc/antya/3/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/102/", "verse_text": "sei deśādhyakṣa nāma--rāmacandra khāṅna\n\nvaiṣṇava-vidveṣī sei pāṣaṇḍa-pradhāna", "devanagari": "> সেই দেশাধ্যক্ষ নাম — রামচন্দ্র খাঁন ।\n> বৈষ্ণববিদ্বেষী সেই পাষণ্ড-প্রধান ॥১০২॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *deśa-adhyakṣa*—senhor de terras; *nāma*—cujo nome; *rāmacandra khāṅna*—Rāmacandra Khān; *vaiṣṇava-vidveṣī*—invejoso dos vaiṣṇavas; *sei*—aquele; *pāṣaṇḍa-pradhāna*—chefe dos ateístas.", "translation": "**Um senhor de terras chamado Rāmacandra Khān era o zamindar daquele distrito. Ele era invejoso dos vaiṣṇavas e, portanto, um grande ateísta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/103/", "verse_text": "haridāse loke pūje, sahite nā pāre\n\ntāṅra apamāna karite nānā upāya kare", "devanagari": "> হরিদাসে লোকে পূজে, সহিতে না পারে ।\n> তাঁর অপমান করিতে নানা উপায় করে ॥১০৩॥", "synonyms": "*haridāse*—a Haridāsa Ṭhākura; *loke*—as pessoas; *pūje*—prestam respeito; *sahite nā pāre*—ele não podia tolerar; *tāṅra*—sua; *apamāna*—desonra; *karite*—fazer; *nānā*—vários; *upāya*—meios; *kare*—planeja.", "translation": "**Incapaz de tolerar que tanto respeito fosse prestado a Haridāsa Ṭhākura, Rāmacandra Khān planejou de várias maneiras desonrá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/104/", "verse_text": "kona-prakāre haridāsera chidra nāhi pāya\n\nveśyā-gaṇe āni' kare chidrera upāya", "devanagari": "> কোন প্রকারে হরিদাসের ছিদ্র নাহি পায় ।\n> বেশ্যাগণে আনি’ করে ছিদ্রের উপায় ॥১০৪॥", "synonyms": "*kona-prakāre*—por nenhum meio; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *chidra*—falha; *nāhi*—não; *pāya*—obtém; *veśyā-gaṇe*—prostitutas; *āni'*—trazendo; *kare*—faz; *chidrera upāya*—um meio de encontrar alguma falha.", "translation": "**Por nenhum meio ele conseguia encontrar qualquer falha no caráter de Haridāsa Ṭhākura. Por isso, chamou prostitutas locais e deu início a um plano para desacreditar Sua Santidade.**", "purport": "Isso é típico dos homens ateístas, mas mesmo entre os supostos religiosos, sādhus, mendicantes, sannyāsīs e brahmacārīs, há muitos inimigos do movimento da consciência de Kṛṣṇa que sempre tentam encontrar falhas nele, sem considerar que o movimento se espalha automaticamente pela graça do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que desejava que ele se espalhasse por todo o mundo, em cada cidade e aldeia. Estamos tentando satisfazer o desejo do Senhor, e nossa tentativa tem tido considerável êxito, mas os inimigos deste movimento, desnecessariamente, tentam encontrar falhas nele, exatamente como o velho canalha Rāmacandra Khān, que se opôs a Haridāsa Ṭhākura."}
{"ref": "cc/antya/3/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/105/", "verse_text": "veśyā-gaṇe kahe,--\"ei vairāgī haridāsa\n\ntumi-saba kara ihāra vairāgya-dharma nāśa\"", "devanagari": "> বেশ্যাগণে কহে, — “এই বৈরাগী হরিদাস ।\n> তুমি-সব কর ইহার বৈরাগ্য-ধর্ম নাশ ।।” ॥ ১০৫ ॥", "synonyms": "*veśyā-gaṇe*—às prostitutas; *kahe*—disse; *ei*—este; *vairāgī*—mendicante; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *tumi-saba*—todas vós; *kara*—causai; *ihāra*—dele; *vairāgya-dharma*—da vida de mendicante; *nāśa*—desvio.", "translation": "**Rāmacandra Khān disse às prostitutas: \"Há um mendicante chamado Haridāsa Ṭhākura. Todas vós deveis arquitetar um modo de desviá-lo de seus votos de austeridade.\"**", "purport": "O serviço devocional é a senda da vairāgya-vidyā (renúncia e conhecimento). Haridāsa Ṭhākura seguia essa senda, mas Rāmacandra Khān planejou induzi-lo a quebrar seus votos. Renúncia significa renúncia ao prazer sensual, especialmente ao prazer do sexo. Por isso, um brahmacārī, sannyāsī ou vānaprastha está estritamente proibido de ter relações com mulheres. Haridāsa Ṭhākura era estritamente renunciado, e foi assim que Rāmacandra Khān chamou prostitutas, porque as prostitutas sabem como quebrar o voto de celibato de um homem por sua influência feminina e, dessa forma, poluir um mendicante ou uma pessoa ocupada na vida devocional. Era impossível para Rāmacandra Khān induzir qualquer outra mulher a quebrar o voto de Haridāsa Ṭhākura, e por isso ele chamou prostitutas. A livre convivência com mulheres nunca foi possível na Índia, mas, para quem desejasse associar-se com cortesãs, elas estavam disponíveis num bairro de prostitutas. Havia prostitutas na sociedade humana mesmo na época do Senhor Kṛṣṇa, pois se diz que as prostitutas da cidade de Dvārakā vieram para receber o Senhor. Embora fossem prostitutas, elas também eram devotas de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/3/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/106/", "verse_text": "veśyā-gaṇa-madhye eka sundarī yuvatī\n\nse kahe,--\"tina-dine hariba tāṅra mati\"", "devanagari": "> বেশ্যাগণ-মধ্যে এক সুন্দরী যুবতী ।\n> সে কহে, — “তিনদিনে হরিব তাঁর মতি” ॥১০৬॥", "synonyms": "*veśyā-gaṇa-madhye*—entre as prostitutas; *eka*—uma; *sundarī*—atraente; *yuvatī*—jovem; *se*—ela; *kahe*—disse; *tina-dine*—em três dias; *hariba*—atrairei; *tāṅra*—dele; *mati*—a mente.", "translation": "**Dentre as prostitutas, foi escolhida uma jovem atraente. \"Atrairei a mente de Haridāsa Ṭhākura\", prometeu ela, \"dentro de três dias.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/107/", "verse_text": "khāṅna kahe,--\"mora pāika yāuka tomāra sane\n\ntomāra sahita ekatra tāre dhari' yena āne\"", "devanagari": "> খাঁন কহে, — “মোর পাইক যাউক তোমার সনে ।\n> তোমার সহিত একত্র তারে ধরি’ যেন আনে ।।” ॥ ১০৭ ॥", "synonyms": "*khāṅna kahe*—Rāmacandra Khān disse; *mora pāika*—meu guarda; *yāuka*—que ele vá; *tomāra sane*—contigo; *tomāra sahita*—contigo; *ekatra*—juntos; *tāre*—a ele; *dhari'*—prendendo; *yena*—de modo que; *āne*—possa trazer.", "translation": "**Rāmacandra Khān disse à prostituta: \"Meu guarda irá contigo, de modo que, assim que ele te vir com Haridāsa Ṭhākura, imediatamente o prenderá e trará ambos à minha presença.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/108/", "verse_text": "veśyā kahe,--\"mora saṅga ha-uka eka-bāra\n\ndvitīya-bāre dharite pāika la-imu tomāra\"", "devanagari": "> বেশ্যা কহে, — “মোর সঙ্গ হউক একবার ।\n> দ্বিতীয়বারে ধরিতে পাইক লইমু তোমার ।।” ॥ ১০৮ ॥", "synonyms": "*veśyā kahe*—a prostituta disse; *mora saṅga*—união comigo; *ha-uka*—que haja; *eka-bāra*—uma vez; *dvitīya-bāre*—na segunda vez; *dharite*—para prender; *pāika*—o guarda; *la-imu*—levarei; *tomāra*—teu.", "translation": "**A prostituta respondeu: \"Primeiro, deixa-me unir-me a ele uma vez; então, na segunda vez, levarei comigo o teu guarda para prendê-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/109/", "verse_text": "rātri-kāle sei veśyā suveśa dhariyā\n\nharidāsera vāsāya gela ullasita hañā", "devanagari": "> রাত্রিকালে সেই বেশ্যা সুবেশ ধরিয়া ।\n> হরিদাসের বাসায় গেল উল্লসিত হঞা ॥১০৯॥", "synonyms": "*rātri-kāle*—à noite; *sei*—aquela; *veśyā*—prostituta; *suveśa dhariyā*—vestindo-se muito bem; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *vāsāya*—ao lugar; *gela*—foi; *ullasita hañā*—com grande júbilo.", "translation": "**À noite, a prostituta, após vestir-se da maneira mais atraente, dirigiu-se à cabana de Haridāsa Ṭhākura com grande júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/110/", "verse_text": "tulasī namaskari' haridāsera dvāre yāñā\n\ngosāñire namaskari' rahilā dāṇḍāñā", "devanagari": "> তুলসী নমস্করি’ হরিদাসের দ্বারে যাঞা ।\n> গোসাঞিরে নমস্করি’ রহিলা দাণ্ডাঞা ॥১১০॥", "synonyms": "*tulasī namaskari'*—após oferecer reverências à planta tulasī; *haridāsera*—de Ṭhākura Haridāsa; *dvāre*—à porta; *yāñā*—indo; *gosāñire*—ao ācārya; *namaskari'*—oferecendo reverências; *rahilā dāṇḍāñā*—permaneceu de pé.", "translation": "**Após oferecer reverências à planta tulasī, ela foi até a porta de Haridāsa Ṭhākura, ofereceu-lhe reverências e ali permaneceu de pé.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/111/", "verse_text": "aṅga ughāḍiyā dekhāi vasilā duyāre\n\nkahite lāgilā kichu sumadhura svare", "devanagari": "> অঙ্গ উঘাড়িয়া দেখাই বসিলা দুয়ারে  ।\n> কহিতে লাগিলা কিছু সুমধুর স্বরে ॥১১১॥", "synonyms": "*aṅga ughāḍiyā*—expondo parte de seu corpo; *dekhāi*—visível; *vasilā*—sentou-se; *duyāre*—no limiar da porta; *kahite lāgilā*—começou a falar; *kichu*—algo; *su-madhura svare*—em linguagem muito doce.", "translation": "**Expondo parte de seu corpo à vista dele, ela sentou-se no limiar da porta e falou-lhe em palavras muito doces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/112/", "verse_text": "\"ṭhākura, tumi--parama-sundara, prathama yauvana\n\ntomā dekhi' kon nārī dharite pāre mana?", "devanagari": "> “ঠাকুর, তুমি — পরমসুন্দর, প্রথম যৌবন । তোমা দেখি’ কোন্ নারী ধরিতে পারে মন ? ১১২ ।। তোমার সঙ্গম লাগি’ লুব্ধ মোর মন  ।\n> তোমা না পাইলে প্রাণ না যায় ধারণ ।।” ১১৩ ॥১১২॥", "synonyms": "*ṭhākura*—ó grande devoto ācārya; *tumi*—tu; *parama-sundara*—de constituição muito bela; *prathama yauvana*—o começo da juventude; *tomā dekhi'*—vendo-te; *kon nārī*—que mulher; *dharite pāre*—pode controlar; *mana*—sua mente.", "translation": "**\"Meu caro Ṭhākura, ó grande pregador, grande devoto, tu és tão belamente constituído, e tua juventude está apenas começando. Que mulher poderia controlar a mente depois de te ver?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/113/", "verse_text": "tomāra saṅgama lāgi' lubdha mora mana\n\ntomā nā pāile prāṇa nā yāya dhāraṇa\"", "devanagari": "", "synonyms": "*tomāra saṅgama*—união contigo; *lāgi'*—por causa de; *lubdha*—ávida; *mora mana*—minha mente; *tomā*—a ti; *nā pāile*—se eu não obtiver; *prāṇa*—minha vida; *nā*—não; *yāya*—pode ser; *dhāraṇa*—mantida.", "translation": "**\"Estou ansiosa por unir-me a ti. Minha mente está ávida por isso. Se eu não te obtiver, não conseguirei manter unidos meu corpo e minha alma.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/114-115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/114-115/", "verse_text": "haridāsa kahe,--\"tomā karimu aṅgīkāra\n\nsaṅkhyā-nāma-samāpti yāvat nā haya āmāra\n\ntāvat tumi vasi' śuna nāma-saṅkīrtana\n\nnāma-samāpti haile karimu ye tomāra mana\"", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — “তোমা করিমু অঙ্গীকার ।\n> সংখ্যা-নাম-সমাপ্তি যাবৎ না হয় আমার ॥১১৪॥\n> তাবৎ তুমি বসি’ শুন নাম-সঙ্কীর্তন ।\n> নাম-সমাপ্তি হৈলে করিমু যে তোমার মন ।।” ১১৫ ॥১১৫॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa Ṭhākura disse; *tomā*—a ti; *karimu aṅgīkāra*—aceitarei; *saṅkhyā-nāma*—o número de santos nomes; *samāpti*—terminar; *yāvat*—enquanto; *nā*—não; *haya*—for; *āmāra*—meu; *tāvat*—até então; *tumi*—tu; *vasi'*—sentando-te; *śuna*—ouve; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome; *nāma*—do santo nome; *samāpti*—terminar; *haile*—quando houver; *karimu*—farei; *ye*—o que; *tomāra*—tua; *mana*—mente.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Aceitar-te-ei sem falta, mas terás de esperar até que eu termine de cantar minhas voltas regulares em meu rosário. Até então, por favor, senta-te e ouve o cantar do santo nome. Assim que eu terminar, satisfarei teu desejo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/116/", "verse_text": "eta śuni' sei veśyā vasiyā rahilā\n\nkīrtana kare haridāsa prātaḥ-kāla hailā", "devanagari": "> এত শুনি’ সেই বেশ্যা বসিয়া রহিলা ।\n> কীর্তন করে হরিদাস প্রাতঃকাল হৈলা ॥১১৬॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *sei veśyā*—aquela prostituta; *vasiyā rahilā*—permaneceu ali sentada; *kīrtana*—cantar; *kare*—realiza; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *prātaḥ-kāla hailā*—surgiu a luz da manhã.", "translation": "**Ao ouvir isso, a prostituta permaneceu ali sentada enquanto Haridāsa Ṭhākura cantava em seu rosário até que despontou a luz da manhã.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/117/", "verse_text": "prātaḥ-kāla dekhi' veśyā uṭhiyā calilā\n\nsaba samācāra yāi khāṅnere kahilā", "devanagari": "> প্রাতঃকাল দেখি’ বেশ্যা উঠিয়া চলিলা ।\n> সব সমাচার যাই খাঁনেরে কহিলা ॥১১৭॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāla dekhi'*—vendo a manhã; *veśyā*—a prostituta; *uṭhiyā calilā*—levantou-se e partiu; *saba samācāra*—todas as informações; *yāi*—indo; *khāṅnere kahilā*—ela falou a Rāmacandra Khān.", "translation": "**Quando viu que era manhã, a prostituta levantou-se e partiu. Apresentando-se diante de Rāmacandra Khān, ela o informou de todas as novidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/118/", "verse_text": "'āji āmā aṅgīkāra kariyāche vacane\n\nkāli avaśya tāhāra saṅge ha-ibe saṅgame'", "devanagari": "> ‘আজি আমা অঙ্গীকার করিয়াছে বচনে ।\n> কালি অবশ্য তাহার সঙ্গে হইবে সঙ্গমে ।।” ॥ ১১৮ ॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *āmā*—a mim; *aṅgīkāra*—aceitação; *kariyāche*—ele fez; *vacane*—em palavra; *kāli*—amanhã; *avaśya*—certamente; *tāhāra saṅge*—com ele; *ha-ibe*—haverá; *saṅgame*—união.", "translation": "**\"Hoje, Haridāsa Ṭhākura prometeu, em palavra, desfrutar comigo. Amanhã, certamente terei união com ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/119/", "verse_text": "āra dina rātri haile veśyā āila\n\nharidāsa tāre bahu āśvāsa karila", "devanagari": "> আর দিন রাত্রি হৈলে বেশ্যা আইল ।\n> হরিদাস তারে বহু আশ্বাস করিল ॥১১৯॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *rātri*—noite; *haile*—quando havia; *veśyā*—a prostituta; *āila*—veio; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *tāre*—a ela; *bahu*—muitas; *āśvāsa karila*—deu garantias.", "translation": "**Na noite seguinte, quando a prostituta veio novamente, Haridāsa Ṭhākura deu-lhe muitas garantias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/120/", "verse_text": "'kāli duḥkha pāilā, aparādha nā la-ibā mora\n\navaśya karimu āmi tomāya aṅgīkāra", "devanagari": "> ‘কালি দুঃখ পাইলা, অপরাধ না লইবা মোর ।\n> অবশ্য করিমু আমি তোমায় অঙ্গীকার ॥১২০॥", "synonyms": "*kāli*—ontem; *duḥkha pāilā*—ficaste desapontada; *aparādha*—ofensa; *nā la-ibā*—por favor, não leves em conta; *mora*—minha; *avaśya*—certamente; *karimu*—farei; *āmi*—eu; *tomāya*—a ti; *aṅgīkāra*—aceitação.", "translation": "**\"Ontem à noite ficaste desapontada. Por favor, perdoa minha ofensa. Certamente te aceitarei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/121/", "verse_text": "tāvat ihāṅ vasi' śuna nāma-saṅkīrtana\n\nnāma pūrṇa haile, pūrṇa habe tomāra mana'", "devanagari": "> তাবৎ ইহাঁ বসি’ শুন নাম-সঙ্কীর্তন ।\n> নাম পূর্ণ হৈলে, পূর্ণ হবে তোমার মন ।।” ॥ ১২১ ॥", "synonyms": "*tāvat*—até esse momento; *ihāṅ*—aqui; *vasi'*—sentando-te; *śuna*—ouve; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor; *nāma pūrṇa haile*—assim que o cantar regular for cumprido; *pūrṇa*—satisfeita; *habe*—ficará; *tomāra mana*—tua mente.", "translation": "**\"Por favor, senta-te e ouve o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa até que meu cantar regular esteja concluído. Então teu desejo será certamente satisfeito.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/122/", "verse_text": "tulasīre tāṅke veśyā namaskāra kari'\n\ndvāre vasi' nāma śune bale 'hari' 'hari'", "devanagari": "> তুলসীরে তাঁকে বেশ্যা নমস্কার করি’ ।\n> দ্বারে বসি’ নাম শুনে বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ॥১২২॥", "synonyms": "*tulasīre*—à planta tulasī; *tāṅke*—a Haridāsa Ṭhākura; *veśyā*—a prostituta; *namaskāra kari'*—oferecendo reverências; *dvāre vasi'*—sentando-se à porta; *nāma*—o santo nome; *śune*—ouve; *bale*—diz; *hari hari*—ó meu Senhor Hari, ó meu Senhor Hari.", "translation": "**Após oferecer suas reverências à planta tulasī e a Haridāsa Ṭhākura, ela sentou-se à porta. Ao ouvir Haridāsa Ṭhākura cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, ela também cantou: \"Ó meu Senhor Hari, ó meu Senhor Hari.\"**", "purport": "Aqui se pode ver claramente como um vaiṣṇava liberta uma alma caída por meio de um ardil transcendental. A prostituta veio para poluir Haridāsa Ṭhākura, mas ele tomou como seu dever libertar a prostituta. Como se demonstra claramente aqui, o processo de libertação é muito simples. Com fé e reverência, a prostituta associou-se a Haridāsa Ṭhākura, que pessoalmente tratou a doença material dela cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Embora a prostituta tivesse um motivo oculto, de uma forma ou de outra obteve a associação de um vaiṣṇava e o satisfez ao cantar ocasionalmente, por imitação: \"Ó meu Senhor Hari, ó meu Senhor Hari.\" A conclusão é que associar-se a um vaiṣṇava, cantar o santo nome do Senhor e oferecer reverências à planta tulasī ou a um vaiṣṇava — tudo isso leva a pessoa a tornar-se um devoto transcendental completamente purificado de toda contaminação material."}
{"ref": "cc/antya/3/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/123/", "verse_text": "rātri-śeṣa haila, veśyā usimisi kare\n\ntāra rīti dekhi' haridāsa kahena tāhāre", "devanagari": "> রাত্রি-শেষ হৈল, বেশ্যা উসিমিসি করে  ।\n> তার রীতি দেখি’ হরিদাস কহেন তাহারে ॥১২৩॥", "synonyms": "*rātri*—noite; *śeṣa haila*—chegou ao fim; *veśyā*—a prostituta; *usimisi*—inquieta; *kare*—ficou; *tāra*—dela; *rīti*—atitudes; *dekhi'*—vendo; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *kahena*—diz; *tāhāre*—a ela.", "translation": "**Quando a noite chegou ao fim, a prostituta ficou inquieta. Vendo isso, Haridāsa Ṭhākura falou-lhe da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/124/", "verse_text": "\"koṭi-nāma-grahaṇa-yajña kari eka-māse\n\nei dīkṣā kariyāchi, haila āsi' śeṣe", "devanagari": "> “কোটিনামগ্রহণ-যজ্ঞ করি একমাসে  ।\n> এই দীক্ষা করিয়াছি, হৈল আসি’ শেষে ॥১২৪॥", "synonyms": "*koṭi-nāma-grahaṇa*—cantar dez milhões de nomes; *yajña*—tal sacrifício; *kari*—realizo; *eka-māse*—em um mês; *ei*—este; *dīkṣā*—voto; *kariyāchi*—fiz; *haila*—estava; *āsi'*—aproximando-se; *śeṣe*—do fim.", "translation": "**\"Fiz o voto de cantar dez milhões de nomes em um mês. Assumi este voto, mas agora ele se aproxima do fim.**", "purport": "Se alguém cantar regularmente 333.333 vezes por dia durante um mês e depois cantar mais uma vez, terá assim cantado dez milhões de vezes. Dessa forma, um devoto adora a Suprema Personalidade de Deus. Tal adoração chama-se yajña. Yajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair yajanti hi sumedhasaḥ: aqueles cuja inteligência é brilhante aceitam este hari-nāma-yajña, o yajña de cantar o santo nome do Senhor. Ao realizar este yajña, a pessoa satisfaz a Suprema Personalidade de Deus e assim atinge a perfeição na vida espiritual. Segundo a visão externa, Haridāsa Ṭhākura pertencia a uma família maometana. Não obstante, por ter-se ocupado em realizar o yajña de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, tornou-se um brāhmaṇa regularmente iniciado. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.33.6):\n\nyan-nāmadheya-śravaṇānukīrtanād\nyat-prahvaṇād yat-smaraṇād api kvacit\nśvādo 'pi sadyaḥ savanāya kalpate\nkutaḥ punas te bhagavan nu darśanāt\n\nMesmo que um devoto provenha de uma família de comedores de cães, se ele se render à Personalidade de Deus torna-se imediatamente um brāhmaṇa qualificado e fica imediatamente apto a realizar yajña, ao passo que uma pessoa nascida em família de brāhmaṇas tem de esperar até completar os processos reformatórios antes que possa ser chamada de saṁskṛta, purificada. Diz-se ainda no *Śrīmad-Bhāgavatam* (12.1.40):\n\nasaṁskṛtāḥ kriyā-hīnā\nrajasā tamasāvṛtāḥ\nprajās te bhakṣayiṣyanti\nmlecchā rājanya-rūpiṇaḥ\n\n\"Na era de Kali, os mlecchas, ou pessoas de baixo nascimento que não se submeteram ao processo purificador do saṁskāra, que não sabem como aplicar esse processo na vida real e que estão cobertas pelos modos da paixão e da ignorância, assumirão os cargos de administradores. Elas devorarão os cidadãos com suas atividades ateístas.\" Uma pessoa que não foi purificada pelo processo prescrito do saṁskāra chama-se asaṁskṛta, mas, se alguém permanece kriyā-hīna mesmo depois de purificado pela iniciação — em outras palavras, se deixa de aplicar de fato os princípios da pureza em sua vida —, permanece um mleccha ou yavana impuro. Por outro lado, vemos que Haridāsa Ṭhākura, embora nascido em família mleccha ou yavana, tornou-se Nāmācārya Haridāsa Ṭhākura por realizar o nāma-yajña um mínimo de 300.000 vezes todos os dias.\n\nAqui constatamos que Haridāsa Ṭhākura seguia estritamente seu princípio regulativo de cantar 300.000 vezes. Assim, quando a prostituta ficou inquieta, ele a informou de que primeiro tinha de concluir seu cantar e que depois poderia satisfazê-la. Na verdade, Haridāsa Ṭhākura cantou o santo nome do Senhor por três noites seguidas e deu à prostituta a oportunidade de ouvi-lo. Dessa maneira, ela se purificou, como se verá nos versos seguintes."}
{"ref": "cc/antya/3/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/125/", "verse_text": "āji samāpta ha-ibe,--hena jñāna chila\n\nsamasta rātri niluṅ nāma samāpta nā haila", "devanagari": "> আজি সমাপ্ত হইবে, — হেন জ্ঞান ছিল ।\n> সমস্ত রাত্রি নিলুঁ নাম সমাপ্ত না হৈল ॥১২৫॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *samāpta ha-ibe*—estará concluído; *hena jñāna chila*—pensei que; *samasta rātri*—a noite toda; *niluṅ*—cantei; *nāma*—o santo nome do Senhor; *samāpta*—concluído; *nā haila*—não foi.", "translation": "**\"Pensei que hoje eu conseguiria concluir minha realização do yajña, meu cantar do mantra Hare Kṛṣṇa. Esforcei-me ao máximo para cantar o santo nome a noite toda, mas ainda assim não concluí.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/126/", "verse_text": "kāli samāpta habe, tabe habe vrata-bhaṅga\n\nsvacchande tomāra saṅge ha-ibeka saṅga\"", "devanagari": "> কালি সমাপ্ত হবে, তবে হবে ব্রতভঙ্গ ।\n> স্বচ্ছন্দে তোমার সঙ্গে হইবেক সঙ্গ ।।” ॥ ১২৬ ॥", "synonyms": "*kāli*—amanhã; *samāpta habe*—estará concluído; *tabe*—nesse momento; *habe*—haverá; *vrata-bhaṅga*—o término do meu voto; *svacchande*—em plena liberdade; *tomāra saṅge*—contigo; *ha-ibeka*—haverá; *saṅga*—união.", "translation": "**\"Amanhã certamente concluirei, e meu voto estará cumprido. Então me será possível desfrutar contigo em plena liberdade.\"**", "purport": "Haridāsa Ṭhākura jamais quis desfrutar da prostituta, mas a enganou a fim de libertá-la, dando-lhe a oportunidade de ouvir o santo nome do Senhor enquanto ele cantava. Os devotos puros cantam o mantra Hare Kṛṣṇa, e simplesmente por ouvir esse cantar de uma pessoa transcendental purificada, a pessoa se purifica de todas as atividades pecaminosas, por mais baixo ou caído que seja seu nascimento. Assim que alguém fica completamente livre das reações das atividades pecaminosas, torna-se apto a prestar serviço devocional ao Senhor. Este é o processo para ocupar as almas caídas em serviço devocional. Como diz o Senhor Kṛṣṇa no *Bhagavad-gītā* (7.28):\n\nyeṣāṁ tv anta-gataṁ pāpaṁ\njanānāṁ puṇya-karmaṇām\nte dvandva-moha-nirmuktā\nbhajante māṁ dṛḍha-vratāḥ\n\n\"As pessoas que agiram piedosamente em vidas anteriores e nesta vida, cujas ações pecaminosas estão completamente erradicadas e que estão livres da dualidade da ilusão, ocupam-se em Meu serviço com determinação.\""}
{"ref": "cc/antya/3/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/127/", "verse_text": "veśyā giyā samācāra khāṅnere kahila\n\nāra dina sandhyā ha-ite ṭhākura-ṭhāñi āila", "devanagari": "> বেশ্যা গিয়া সমাচার খাঁনেরে কহিল ।\n> আর দিন সন্ধ্যা হইতে ঠাকুর-ঠাঞি আইল ॥১২৭॥", "synonyms": "*veśyā*—a prostituta; *giyā*—regressando; *samācāra*—informação; *khāṅnere kahila*—falou a Rāmacandra Khān; *āra dina*—no dia seguinte; *sandhyā ha-ite*—a partir do anoitecer; *ṭhākura-ṭhāñi āila*—ela veio e permaneceu na residência de Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**A prostituta regressou a Rāmacandra Khān e informou-o do que havia acontecido. No dia seguinte, ela veio mais cedo, ao início do anoitecer, e permaneceu com Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/128/", "verse_text": "tulasīke, ṭhākurake namaskāra kari'\n\ndvāre vasi' nāma śune, bale 'hari' 'hari'", "devanagari": "> তুলসীকে, ঠাকুরকে নমস্কার করি’ ।\n> দ্বারে বসি’ নাম শুনে, বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ॥১২৮॥", "synonyms": "*tulasīke*—à planta tulasī; *ṭhākurake*—e a Haridāsa Ṭhākura; *namaskāra kari'*—oferece suas reverências; *dvāre vasi'*—sentando-se à porta; *nāma śune*—ouve o santo nome; *bale*—canta; *hari hari*—o santo nome do Senhor.", "translation": "**Após oferecer reverências à planta tulasī e a Haridāsa Ṭhākura, ela sentou-se no limiar do aposento. Assim, começou a ouvir o cantar de Haridāsa Ṭhākura, e ela também cantou pessoalmente \"Hari, Hari\", o santo nome do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/129/", "verse_text": "'nāma pūrṇa habe āji',--bale haridāsa\n\n'tabe pūrṇa karimu āji tomāra abhilāṣa'", "devanagari": "> ‘নাম পূর্ণ হবে আজি’, — বলে হরিদাস ।\n> ‘তবে পূর্ণ করিমু আজি তোমার অভিলাষ’ ॥১২৯॥", "synonyms": "*nāma*—o cantar do santo nome; *pūrṇa*—concluído; *habe*—estará; *āji*—hoje; *bale haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura disse; *tabe*—então; *pūrṇa karimu*—satisfarei; *āji*—hoje; *tomāra abhilāṣa*—teus desejos.", "translation": "**\"Hoje me será possível concluir meu cantar\", informou-lhe Haridāsa Ṭhākura. \"Então satisfarei todos os teus desejos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/130/", "verse_text": "kīrtana karite aiche rātri-śeṣa haila\n\nṭhākurera sane veśyāra mana phiri' gela", "devanagari": "> কীর্তন করিতে ঐছে রাত্রি-শেষ হৈল ।\n> ঠাকুরের সনে বেশ্যার মন ফিরি’ গেল ॥১৩০॥", "synonyms": "*kīrtana karite*—cantando e cantando; *aiche*—dessa maneira; *rātri-śeṣa haila*—a noite terminou; *ṭhākurera sane*—pela associação de Haridāsa Ṭhākura; *veśyāra*—da prostituta; *mana*—a mente; *phiri' gela*—transformou-se.", "translation": "**A noite terminou enquanto Haridāsa Ṭhākura cantava, mas, por sua associação, a mente da prostituta havia se transformado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/131/", "verse_text": "daṇḍavat hañā paḍe ṭhākura-caraṇe\n\nrāmacandra-khāṅnera kathā kaila nivedane", "devanagari": "> দণ্ডবৎ হঞা পড়ে ঠাকুর-চরণে ।\n> রামচন্দ্র-খাঁনের কথা কৈল নিবেদনে ॥১৩১॥", "synonyms": "*daṇḍavat hañā*—oferecendo reverências; *paḍe*—ela caiu; *ṭhākura-caraṇe*—aos pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura; *rāmacandra-khāṅnera*—de Rāmacandra Khān; *kathā*—o estratagema; *kaila*—fez; *nivedane*—submissão.", "translation": "**A prostituta, agora purificada, caiu aos pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura e confessou que Rāmacandra Khān a havia incumbido de poluí-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/132/", "verse_text": "\"veśyā hañā muñi pāpa kariyāchoṅ apāra\n\nkṛpā kari' kara mo-adhame nistāra\"", "devanagari": "> “বেশ্যা হঞা মুঞি পাপ করিয়াছোঁ অপার ।\n> কৃপা করি’ কর মো-অধমে নিস্তার ।।” ॥ ১৩২ ॥", "synonyms": "*veśyā hañā*—sendo uma prostituta; *muñi*—eu; *pāpa*—atividades pecaminosas; *kariyāchoṅ*—pratiquei; *apāra*—ilimitadas; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *kara*—por favor faze; *mo-adhame*—a mim, a mais caída; *nistāra*—a libertação.", "translation": "**\"Por ter adotado a profissão de prostituta\", disse ela, \"pratiquei ilimitados atos pecaminosos. Meu senhor, sê misericordioso comigo. Liberta minha alma caída.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/133/", "verse_text": "ṭhākura kahe,--khāṅnera kathā saba āmi jāni\n\najña mūrkha sei, tāre duḥkha nāhi māni", "devanagari": "> ঠাকুর কহে, — খাঁনের কথা সব আমি জানি ।\n> অজ্ঞ মূর্খ সেই, তারে দুঃখ নাহি মানি ॥১৩৩॥", "synonyms": "*ṭhākura kahe*—Haridāsa Ṭhākura disse; *khāṅnera kathā*—os planos de Rāmacandra Khān; *saba*—todos; *āmi jāni*—eu conheço; *ajña mūrkha sei*—ele é um tolo ignorante; *tāre*—por isso; *duḥkha nāhi māni*—não me sinto infeliz.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Conheço tudo a respeito da conspiração de Rāmacandra Khān. Ele não passa de um tolo ignorante. Por isso, suas atividades não me fazem sentir infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/134/", "verse_text": "sei-dina yāitāma e-sthāna chāḍiyā\n\ntina dina rahilāṅa tomā nistāra lāgiyā", "devanagari": "> সেইদিন যাইতাম এস্থান ছাড়িয়া ।\n> তিন দিন রহিলাঙ তোমা নিস্তার লাগিয়া ॥১৩৪॥", "synonyms": "*sei-dina*—naquele mesmo dia; *yāitāma*—eu teria partido; *e-sthāna*—deste lugar; *chāḍiyā*—abandonando; *tina dina*—por três dias; *rahilāṅa*—permaneci; *tomā*—a ti; *nistāra lāgiyā*—para libertar.", "translation": "**\"No próprio dia em que Rāmacandra Khān tramava sua intriga contra mim, eu teria partido deste lugar imediatamente, mas, por teres vindo a mim, permaneci aqui por três dias para libertar-te.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/135/", "verse_text": "veśyā kahe,--\"kṛpā kari' karaha upadeśa\n\nki mora kartavya, yāte yāya bhava-kleśa\"", "devanagari": "> বেশ্যা কহে, — “কৃপা করি’ করহ উপদেশ ।\n> কি মোর কর্তব্য, যাতে যায় ভব-ক্লেশ ।।” ॥ ১৩৫ ॥", "synonyms": "*veśyā kahe*—a prostituta disse; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *karaha upadeśa*—por favor dá instruções; *ki*—qual; *mora kartavya*—meu dever; *yāte*—pelo qual; *yāya*—vão embora; *bhava-kleśa*—todas as tribulações materiais.", "translation": "**A prostituta disse: \"Tem a bondade de agir como meu mestre espiritual. Instrui-me em meu dever, por meio do qual eu possa obter alívio da existência material.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/136/", "verse_text": "ṭhākura kahe,--\"gharera dravya brāhmaṇe kara dāna\n\nei ghare āsi' tumi karaha viśrāma", "devanagari": "> ঠাকুর কহে, — “ঘরের দ্রব্য ব্রাহ্মণে কর দান ।\n> এই ঘরে আসি’ তুমি করহ বিশ্রাম ॥১৩৬॥", "synonyms": "*ṭhākura kahe*—Śrīla Haridāsa Ṭhākura disse; *gharera*—em casa; *dravya*—os bens; *brāhmaṇe*—aos brāhmaṇas; *kara dāna*—dá como caridade; *ei ghare*—neste aposento; *āsi'*—retornando; *tumi*—tu; *karaha viśrāma*—permanece.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Vai imediatamente para casa e distribui aos brāhmaṇas todos os bens que possuis. Depois, retorna a este aposento e permanece aqui para sempre em consciência de Kṛṣṇa.**", "purport": "A instrução de Haridāsa Ṭhākura de que a prostituta distribuísse aos brāhmaṇas todos os bens que possuía em casa é muito significativa. Haridāsa Ṭhākura jamais aconselhou a prostituta a dar caridade ao suposto daridra-nārāyaṇa (\"Nārāyaṇa pobre\") ou a quaisquer outras pessoas semelhantes. Segundo a civilização Védica, a caridade deve ser dada apenas aos brāhmaṇas qualificados. Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (18.42):\n\nśamo damas tapaḥ śaucaṁ\nkṣāntir ārjavam eva ca\njñānaṁ vijñānam āstikyaṁ\nbrahma-karma svabhāva-jam\n\nAs qualificações bramânicas são veracidade, controle dos sentidos e da mente, tolerância, simplicidade, conhecimento, aplicação prática do conhecimento transcendental na própria vida e plena fé na Suprema Personalidade de Deus. As pessoas dedicadas a buscar a compreensão espiritual não têm tempo para ganhar seu sustento. Elas dependem por completo da misericórdia do Senhor, que diz no *Bhagavad-gītā* (9.22) que pessoalmente leva a elas todas as suas necessidades (yoga-kṣemaṁ vahāmy aham).\n\nA civilização Védica recomenda que se dê caridade aos brāhmaṇas e sannyāsīs, não ao suposto daridra-nārāyaṇa. Nārāyaṇa não pode ser daridra, nem daridra pode ser Nārāyaṇa, pois são termos contraditórios. Os homens ateístas inventam tais invencionices e as pregam aos tolos, mas a caridade deve, na verdade, ser dada aos brāhmaṇas e sannyāsīs, porque todo o dinheiro que recebem é gasto em prol de Kṛṣṇa. Toda caridade que se dá a um brāhmaṇa vai para Kṛṣṇa, que diz no *Bhagavad-gītā* (9.27):\n\nyat karoṣi yad aśnāsi\nyaj juhoṣi dadāsi yat\nyat tapasyasi kaunteya\ntat kuruṣva mad-arpaṇam\n\n\"Ó filho de Kuntī, tudo o que comeres, tudo o que ofereceres e deres em caridade, bem como todas as austeridades que vieres a realizar, deve ser feito como uma oferenda a Mim.\" Na verdade, tudo pertence a Kṛṣṇa, mas os supostos homens civilizados, infelizmente, pensam que tudo lhes pertence. Este é o erro da civilização materialista. A prostituta (veśyā) havia ganhado dinheiro por meios questionáveis e, por isso, Haridāsa Ṭhākura aconselhou-a a distribuir aos brāhmaṇas tudo o que possuía. Quando Śrīla Rūpa Gosvāmī retirou-se da vida familiar, distribuiu aos brāhmaṇas e vaiṣṇavas cinquenta por cento de sua renda. Um brāhmaṇa sabe o que é a Verdade Absoluta, e um vaiṣṇava, conhecendo a Verdade Absoluta, age em nome da Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus. Em geral, ganha-se dinheiro por muitos meios questionáveis. Por conseguinte, em determinado momento, deve-se retirar e distribuir o que se tem aos brāhmaṇas e vaiṣṇavas que se ocupam em serviço devocional pregando as glórias da Suprema Personalidade de Deus."}
{"ref": "cc/antya/3/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/137/", "verse_text": "nirantara nāma lao, kara tulasī sevana\n\nacirāt pābe tabe kṛṣṇera caraṇa\"", "devanagari": "> নিরন্তর নাম লও, কর তুলসী সেবন ।\n> অচিরাৎ পাবে তবে কৃষ্ণের চরণ ।।” ॥ ১৩৭ ॥", "synonyms": "*nirantara*—vinte e quatro horas por dia; *nāma lao*—canta o mantra Hare Kṛṣṇa; *kara*—realiza; *tulasī sevana*—a adoração à planta tulasī; *acirāt*—muito em breve; *pābe*—obterás; *tabe*—então; *kṛṣṇera caraṇa*—os pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Canta o mantra Hare Kṛṣṇa continuamente e presta serviço à planta tulasī, regando-a e oferecendo-lhe orações. Dessa maneira, muito em breve obterás a oportunidade de abrigar-te aos pés de lótus de Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Há pelo menos cinco mil anos, o Senhor Śrī Kṛṣṇa expressou Seu desejo de que todos se rendessem a Ele (sarva-dharmān parityajya mām ekaṁ śaraṇaṁ vraja). Por que será que as pessoas não conseguem fazer isso? Kṛṣṇa assegura: ahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo mokṣayiṣyāmi mā śucaḥ: \"Libertar-te-ei de todas as reações pecaminosas. Não temas.\" Todos estão sofrendo os resultados de atividades pecaminosas, mas Kṛṣṇa diz que, se alguém se render a Ele, Ele o protegerá das reações pecaminosas. A civilização moderna, contudo, não tem interesse nem em Kṛṣṇa nem em obter alívio dos atos pecaminosos. É por isso que os homens estão sofrendo. A rendição é a instrução suprema do *Bhagavad-gītā*, mas, para quem não consegue render-se aos pés de lótus de Kṛṣṇa, é melhor cantar o mantra Hare Kṛṣṇa constantemente, sob a instrução de Haridāsa Ṭhākura.\n\nEm nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, estamos ensinando nossos seguidores a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa continuamente nas contas. Mesmo aqueles que não estão acostumados a essa prática são aconselhados a cantar pelo menos dezesseis voltas em suas contas, para que possam treinar-se. De outro modo, Śrī Caitanya Mahāprabhu recomendou:\n\ntṛṇād api sunīcena\ntaror api sahiṣṇunā\namāninā mānadena\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ\n\n\"A pessoa deve cantar o santo nome do Senhor num estado mental humilde, considerando-se mais baixa que a palha na rua. Deve ser mais tolerante que uma árvore, desprovida de todo sentimento de falso prestígio e pronta a oferecer todo o respeito aos outros. Nesse estado mental, pode-se cantar o santo nome do Senhor constantemente.\" Sadā significa \"sempre.\" Haridāsa Ṭhākura diz, nirantara nāma lao: \"Canta o mantra Hare Kṛṣṇa sem parar.\"\n\nEmbora Kṛṣṇa queira que todos se rendam a Seus pés de lótus, devido às suas atividades pecaminosas as pessoas não conseguem fazê-lo. Na māṁ duṣkṛtino mūḍhāḥ prapadyante narādhamāḥ: os canalhas e tolos, os mais baixos dos homens, que se ocupam em atividades pecaminosas, não conseguem render-se subitamente aos pés de lótus de Kṛṣṇa. Não obstante, se começarem a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa e a prestar serviço à planta tulasī, muito em breve serão capazes de render-se. O verdadeiro dever da pessoa é render-se aos pés de lótus de Kṛṣṇa, mas, se ela for incapaz de fazê-lo, deve adotar este processo, conforme apresentado por Śrī Caitanya Mahāprabhu e por Seu mais íntimo servo, Nāmācārya Śrīla Haridāsa Ṭhākura. Esta é a maneira de alcançar o êxito na consciência de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/3/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/138/", "verse_text": "eta bali' tāre 'nāma' upadeśa kari'\n\nuṭhiyā calilā ṭhākura bali' 'hari' 'hari'", "devanagari": "> এত বলি’ তারে ‘নাম’ উপদেশ করি’ ।\n> উঠিয়া চলিলা ঠাকুর বলি’ ‘হরি’ ‘হরি’ ॥১৩৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *tāre*—a ela; *nāma upadeśa kari'*—instruindo sobre o processo de cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *uṭhiyā*—levantando-se; *calilā*—partiu; *ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *bali'*—cantando; *hari hari*—o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra.", "translation": "**Após instruir assim a prostituta acerca do processo de cantar o mantra Hare Kṛṣṇa, Haridāsa Ṭhākura levantou-se e partiu, cantando continuamente \"Hari, Hari\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/139/", "verse_text": "tabe sei veśyā gurura ājñā la-ila\n\ngṛha-vitta yebā chila, brāhmaṇere dila", "devanagari": "> তবে সেই বেশ্যা গুরুর আজ্ঞা লইল ।\n> গৃহবিত্ত যেবা ছিল, ব্রাহ্মণেরে দিল ॥১৩৯॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *sei*—aquela; *veśyā*—prostituta; *gurura*—do mestre espiritual; *ājñā*—a ordem; *la-ila*—acatou; *gṛha-vitta*—todos os bens domésticos; *yebā*—quaisquer; *chila*—havia; *brāhmaṇere*—aos brāhmaṇas; *dila*—deu.", "translation": "**Em seguida, a prostituta distribuiu aos brāhmaṇas todos os bens domésticos que possuía, acatando a ordem de seu mestre espiritual.**", "purport": "Por vezes, a palavra gṛha-vṛtti é substituída pela palavra gṛha-vitta. Vṛtti significa \"profissão.\" A gṛha-vṛtti da prostituta era encantar as pessoas tolas e induzi-las a entregar-se ao sexo. Aqui, contudo, gṛha-vṛtti não é uma palavra adequada. A palavra apropriada é gṛha-vitta, que significa \"todos os bens que ela tinha em casa.\" Todos os bens da moça haviam sido ganhos por meio da prostituição profissional e eram, portanto, produtos de sua vida pecaminosa. Quando tais bens são dados aos brāhmaṇas e vaiṣṇavas, que podem empregá-los no serviço do Senhor por causa de seu avanço na vida espiritual, isso ajuda indiretamente a pessoa que dá a caridade, pois ela fica assim aliviada das reações pecaminosas. Como Kṛṣṇa promete, ahaṁ tvāṁ sarva-pāpebhyo mokṣayiṣyāmi: \"Salvar-te-ei de todas as reações pecaminosas.\" Quando nossos devotos conscientes de Kṛṣṇa saem para mendigar caridade ou recolher contribuições sob a forma de taxas de associação, o dinheiro que assim chega ao movimento da consciência de Kṛṣṇa é estritamente empregado para promover a consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo. Os devotos conscientes de Kṛṣṇa recolhem o dinheiro dos outros para o serviço de Kṛṣṇa, e se contentam com a prasāda de Kṛṣṇa e com o que quer que Ele lhes dê para sua manutenção. Eles não desejam confortos materiais. No entanto, esforçam-se imensamente para ocupar no serviço do Senhor os bens das prostitutas, ou de pessoas que são mais ou menos como prostitutas, e assim libertá-las das reações pecaminosas. Um guru vaiṣṇava aceita dinheiro ou outras contribuições, mas não emprega tais contribuições para a gratificação dos sentidos. Um vaiṣṇava puro considera-se inapto para ajudar a libertar das reações da vida pecaminosa sequer uma pessoa, mas ocupa o dinheiro arduamente ganho de alguém no serviço do Senhor e assim o liberta das reações pecaminosas. Um guru vaiṣṇava nunca depende das contribuições de seus discípulos. Seguindo as instruções de Haridāsa Ṭhākura, um vaiṣṇava puro não aceita pessoalmente sequer um único paisa de ninguém, mas induz seus seguidores a gastar no serviço do Senhor quaisquer bens que possuam."}
{"ref": "cc/antya/3/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/140/", "verse_text": "māthā muḍi' eka-vastre rahila sei ghare\n\nrātri-dine tina-lakṣa nāma grahaṇa kare", "devanagari": "> মাথা মুড়ি’ একবস্ত্রে রহিল সেই ঘরে ।\n> রাত্রি-দিনে তিন-লক্ষ নাম গ্রহণ করে ॥১৪০॥", "synonyms": "*māthā muḍi'*—rapando a cabeça; *eka-vastre*—usando uma só veste; *rahila*—permaneceu; *sei ghare*—naquele aposento; *rātri-dine*—durante o dia e a noite inteiros; *tina-lakṣa*—300.000; *nāma*—santos nomes; *grahaṇa kare*—canta.", "translation": "**A prostituta rapou totalmente a cabeça, de acordo com os princípios vaiṣṇavas, e permaneceu naquele aposento usando apenas uma veste. Seguindo os passos de seu mestre espiritual, ela passou a cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra 300.000 vezes por dia. Ela cantava durante o dia e a noite inteiros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/141/", "verse_text": "tulasī sevana kare, carvaṇa, upavāsa\n\nindriya-damana haila, premera prakāśa", "devanagari": "> তুলসী সেবন করে, চর্বণ, উপবাস ।\n> ইন্দ্রিয়-দমন হৈল, প্রেমের প্রকাশ ॥১৪১॥", "synonyms": "*tulasī*—a planta tulasī; *sevana kare*—ela adorava; *carvaṇa*—mastigando; *upavāsa*—jejuando; *indriya-damana*—controle dos sentidos; *haila*—houve; *premera prakāśa*—manifestações sintomáticas de amor a Deus.", "translation": "**Ela adorava a planta tulasī, seguindo os passos de seu mestre espiritual. Em vez de comer regularmente, ela mastigava qualquer alimento que recebesse como esmola e, se nada lhe fosse fornecido, jejuava. Assim, comendo frugalmente e jejuando, ela conquistou seus sentidos e, tão logo seus sentidos foram controlados, sintomas de amor a Deus manifestaram-se em sua pessoa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/142/", "verse_text": "prasiddhā vaiṣṇavī haila parama-mahāntī\n\nbaḍa baḍa vaiṣṇava tāṅra darśanete yānti", "devanagari": "> প্রসিদ্ধা বৈষ্ণবী হৈল পরম-মহান্তী ।\n> বড় বড় বৈষ্ণব তাঁর দর্শনেতে যান্তি ॥১৪২॥", "synonyms": "*prasiddhā*—célebre; *vaiṣṇavī*—devota do Senhor; *haila*—tornou-se; *parama-mahāntī*—muito avançada; *baḍa baḍa vaiṣṇava*—muitos devotos reconhecidos e elevados; *tāṅra*—a ela; *darśanete*—para ver; *yānti*—costumavam ir.", "translation": "**Assim, a prostituta tornou-se uma devota célebre. Ela tornou-se muito avançada na vida espiritual, e muitos vaiṣṇavas eminentes vinham vê-la.**", "purport": "Os vaiṣṇavas eminentes e altamente avançados não têm interesse em ver prostitutas, mas, quando uma prostituta ou qualquer outra alma caída se torna vaiṣṇava, os vaiṣṇavas eminentes têm interesse em vê-la. Qualquer pessoa pode transformar-se em vaiṣṇava se seguir os princípios vaiṣṇavas. Um devoto que segue esses princípios já não se encontra na plataforma material. Por conseguinte, é a estrita adesão da pessoa aos princípios que deve ser considerada, e não o país de seu nascimento. Muitos devotos ingressam em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa vindos da Europa e da América, mas, por isso, não se deve considerá-los vaiṣṇavas europeus ou vaiṣṇavas americanos. Um vaiṣṇava é um vaiṣṇava e, portanto, deve receber todo o respeito devido a um vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/antya/3/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/143/", "verse_text": "veśyāra caritra dekhi' loke camatkāra\n\nharidāsera mahimā kahe kari' namaskāra", "devanagari": "> বেশ্যার চরিত্র দেখি’ লোকে চমৎকার ।\n> হরিদাসের মহিমা কহে করি’ নমস্কার ॥১৪৩॥", "synonyms": "*veśyāra*—da prostituta; *caritra*—o caráter; *dekhi'*—vendo; *loke*—todas as pessoas; *camatkāra*—assombradas; *haridāsera*—de Ṭhākura Haridāsa; *mahimā*—as glórias; *kahe*—proclamam; *kari' namaskāra*—oferecendo reverências.", "translation": "**Ao verem o caráter sublime da prostituta, todos ficaram assombrados. Todos glorificavam a influência de Haridāsa Ṭhākura e lhe ofereciam reverências.**", "purport": "Diz-se, phalena paricīyate: reconhece-se a pessoa pelo resultado de suas ações. Na sociedade vaiṣṇava, há muitos tipos de vaiṣṇavas. Alguns deles são chamados gosvāmīs, alguns são chamados svāmīs, alguns são prabhus e alguns são prabhupāda. Contudo, não se reconhece a pessoa simplesmente por tal nome. Um mestre espiritual é reconhecido como guru genuíno quando se vê que ele transformou o caráter de seus discípulos. Haridāsa Ṭhākura realmente transformou o caráter da prostituta profissional. As pessoas apreciaram grandemente isso e, por conseguinte, todas ofereceram reverências a Haridāsa Ṭhākura e o glorificaram."}
{"ref": "cc/antya/3/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/144/", "verse_text": "rāmacandra khāṅna aparādha-bīja kaila\n\nsei bīja vṛkṣa hañā āgete phalila", "devanagari": "> রামচন্দ্র খাঁন অপরাধ-বীজ কৈল ।\n> সেই বীজ বৃক্ষ হঞা আগেতে ফলিল ॥১৪৪॥", "synonyms": "*rāmacandra khāṅna*—Rāmacandra Khān; *aparādha*—da ofensa; *bīja*—a semente; *kaila*—fez germinar; *sei bīja*—aquela semente; *vṛkṣa hañā*—tornando-se uma árvore; *āgete*—mais tarde; *phalila*—frutificou.", "translation": "**Ao induzir uma prostituta a perturbar Haridāsa Ṭhākura, Rāmacandra Khān fez germinar uma semente de ofensa a seus pés de lótus. Essa semente tornou-se, mais tarde, uma árvore e, quando frutificou, Rāmacandra Khān comeu seus frutos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/145/", "verse_text": "mahad-aparādhera phala adbhuta kathana\n\nprastāva pāñā kahi, śuna, bhakta-gaṇa", "devanagari": "> মহদপরাধের ফল অদ্ভুত কথন ।\n> প্রস্তাব পাঞা কহি, শুন, ভক্তগণ ॥১৪৫॥", "synonyms": "*mahat-aparādhera*—de uma grande ofensa aos pés do devoto elevado; *phala*—o resultado; *adbhuta*—maravilhosa; *kathana*—narração; *prastāva*—a oportunidade; *pāñā*—aproveitando; *kahi*—eu digo; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos.", "translation": "**Esta ofensa aos pés de lótus de um devoto elevado resultou numa narração maravilhosa. Aproveitando a oportunidade proporcionada por esses incidentes, explicarei o que aconteceu. Ó devotos, ouvi, por favor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/146/", "verse_text": "sahajei avaiṣṇava rāmacandra-khāṅna\n\nharidāsera aparādhe haila asura-samāna", "devanagari": "> সহজেই অবৈষ্ণব রামচন্দ্র-খাঁন ।\n> হরিদাসের অপরাধে হৈল অসুর-সমান ॥১৪৬॥", "synonyms": "*sahajei*—naturalmente; *avaiṣṇava*—não-devoto; *rāmacandra-khāṅna*—Rāmacandra Khān; *haridāsera*—aos pés de lótus de Haridāsa; *aparādhe*—pelas ofensas; *haila*—ficou; *asura-samāna*—exatamente como um demônio.", "translation": "**Rāmacandra Khān era naturalmente um não-devoto. Ora, tendo ofendido os pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura, ele se tornou exatamente como um ateu demoníaco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/147/", "verse_text": "vaiṣṇava-dharma nindā kare, vaiṣṇava-apamāna\n\nbahu-dinera aparādhe pāila pariṇāma", "devanagari": "> বৈষ্ণবধর্ম নিন্দা করে, বৈষ্ণব-অপমান ।\n> বহুদিনের অপরাধে পাইল পরিণাম ॥১৪৭॥", "synonyms": "*vaiṣṇava-dharma*—o culto do vaiṣṇavismo; *nindā kare*—blasfema; *vaiṣṇava apamāna*—insultos aos devotos; *bahu-dinera*—por muito tempo; *aparādhe*—por atividades ofensivas; *pāila*—obteve; *pariṇāma*—a ação resultante.", "translation": "**Por blasfemar contra o culto do vaiṣṇavismo e insultar os devotos durante muito tempo, ele agora recebeu os resultados de suas atividades ofensivas.**", "purport": "Rāmacandra Khān era um grande ofensor aos pés de lótus dos vaiṣṇavas e de Viṣṇu. Assim como Rāvaṇa, embora nascido de um pai brāhmaṇa, Viśvaśravā, foi não obstante chamado de asura ou rākṣasa por causa de suas ofensas contra o Senhor Rāmacandra (Viṣṇu) e Hanumān (um vaiṣṇava), do mesmo modo Rāmacandra Khān também se tornou um asura desse tipo por causa de suas ofensas contra Haridāsa Ṭhākura e muitos outros."}
{"ref": "cc/antya/3/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/148/", "verse_text": "nityānanda-gosāñi gauḍe yabe āilā\n\nprema pracārite tabe bhramite lāgilā", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-গোসাঞি গৌড়ে যবে আইলা ।\n> প্রেম প্রচারিতে তবে ভ্রমিতে লাগিলা ॥১৪৮॥", "synonyms": "*nityānanda-gosāñi*—o Senhor Nityānanda; *gauḍe*—em Bengala; *yabe*—quando; *āilā*—regressou; *prema pracārite*—para pregar o culto do bhakti, o amor a Deus; *tabe*—naquela época; *bhramite lāgilā*—começou a percorrer.", "translation": "**Quando o Senhor Nityānanda regressou a Bengala para pregar o culto do bhakti, o amor a Deus, Ele começou a percorrer todo o país.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/149/", "verse_text": "prema-pracāraṇa āra pāṣaṇḍa-dalana\n\ndui-kārye avadhūta karena bhramaṇa", "devanagari": "> প্রেম-প্রচারণ আর পাষণ্ডদলন ।\n> দুইকার্যে অবধূত করেন ভ্রমণ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*prema-pracāraṇa*—pregar o culto do bhakti; *āra*—e; *pāṣaṇḍa-dalana*—subjugar os homens ateístas; *dui-kārye*—com dois tipos de atividades; *avadhūta*—o grande devoto e mendicante; *karena*—faz; *bhramaṇa*—a peregrinação.", "translation": "**Com dois propósitos — difundir o culto do bhakti e derrotar e subjugar os ateístas —, o Senhor Nityānanda, o mais dedicado devoto do Senhor, percorreu todo o país.**", "purport": "Como se afirma no *Bhagavad-gītā* (4.8):\n\nparitrāṇāya sādhūnāṁ-\n\nvināśāya ca duṣkṛtām\n\ndharma-saṁsthāpanārthāya\n\nsambhavāmi yuge yuge\n\nO Senhor Kṛṣṇa aparece em cada milênio com dois propósitos, a saber, libertar os devotos e matar os não-devotos. Seus devotos também têm dois propósitos semelhantes — pregar o culto do bhakti da consciência de Kṛṣṇa e derrotar todo tipo de agnósticos e demônios ateístas. Nityānanda Prabhu cumpriu a ordem do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu dessa maneira, e aqueles que seguem estritamente Nityānanda Prabhu realizam as mesmas atividades. Há duas classes de devotos. Uma é chamada de goṣṭhyānandī, e a outra é chamada de bhajanānandī. Um devoto que não prega, mas sempre se ocupa em atividades devocionais, é chamado de bhajanānandī, ao passo que um devoto que não apenas é perito no serviço devocional, mas que também prega o culto do bhakti e derrota todo tipo de agnósticos, é chamado de goṣṭhyānandī."}
{"ref": "cc/antya/3/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/150/", "verse_text": "sarvajña nityānanda āilā tāra ghare\n\nāsiyā vasilā durgā-maṇḍapa-upare", "devanagari": "> সর্বজ্ঞ নিত্যানন্দ আইলা তার ঘরে ।\n> আসিয়া বসিলা দুর্গামণ্ডপ-উপরে ॥১৫০॥", "synonyms": "*sarva-jña*—onisciente; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *āilā*—veio; *tāra ghare*—à casa dele; *āsiyā*—chegando; *vasilā*—sentou-se; *durgā-maṇḍapa-upare*—no altar do Durgā-maṇḍapa.", "translation": "**O Senhor Nityānanda, que é onisciente por ser a Suprema Personalidade de Deus, veio à casa de Rāmacandra Khān e sentou-se no altar do Durgā-maṇḍapa.**", "purport": "Os cavalheiros hindus abastados construíam suas casas com um lugar chamado Durgā-maṇḍapa para a adoração da deusa Durgā. Ali eles geralmente realizavam a adoração da deusa todos os anos, no mês de Āśvina (outubro). Rāmacandra Khān possuía um Durgā-maṇḍapa desse tipo em sua residência."}
{"ref": "cc/antya/3/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/151/", "verse_text": "aneka loka-jana saṅge aṅgana bharila\n\nbhitara haite rāmacandra sevaka pāṭhāila", "devanagari": "> অনেক লোকজন সঙ্গে অঙ্গন ভরিল ।\n> ভিতর হৈতে রামচন্দ্র সেবক পাঠাইল ॥১৫১॥", "synonyms": "*aneka*—muitas; *loka-jana*—multidões de pessoas; *saṅge*—acompanhado por; *aṅgana*—o pátio; *bharila*—ficou cheio; *bhitara haite*—de dentro; *rāmacandra*—Rāmacandra Khān; *sevaka*—o servo; *pāṭhāila*—enviou.", "translation": "**Quando o Durgā-maṇḍapa e o pátio ficaram cheios de multidões de homens, Rāmacandra Khān, que estava dentro da casa, enviou seu servo ao Senhor Nityānanda.**", "purport": "Naqueles dias, e ainda hoje, os edifícios palacianos das pessoas respeitáveis, especialmente nas aldeias de Bengala, dividiam-se em duas partes. A parte interna destinava-se especialmente à família, e as senhoras viviam ali sem se exporem aos homens. Essa parte era chamada de bhitara-bāḍi, ou casa de dentro. Na casa de fora, ou bahir-bāḍi, o cavalheiro respeitável recebia os visitantes e mantinha seu escritório de negócios. O Durgā-maṇḍapa fazia parte da casa de fora. Assim, quando o Senhor Nityānanda entrou na casa de fora, Rāmacandra Khān estava na casa de dentro com os membros de sua família. Quando Nityānanda Prabhu chegou, Rāmacandra Khān não O recebeu pessoalmente, mas enviou seu servo para informá-Lo indiretamente de que fosse embora."}
{"ref": "cc/antya/3/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/152/", "verse_text": "sevaka bale--\"gosāñi, more pāṭhāila khāṅna\n\ngṛhasthera ghare tomāya diba vāsā-sthāna", "devanagari": "> সেবক বলে — “গোসাঞি, মোরে পাঠাইল খাঁন ।\n> গৃহস্থের ঘরে তোমায় দিব বাসাস্থান ॥১৫২॥", "synonyms": "*sevaka bale*—o servo disse; *gosāñi*—meu querido Senhor; *more*—a mim; *pāṭhāila*—enviou; *khāṅna*—Rāmacandra Khān; *gṛhasthera ghare*—na casa de alguma pessoa comum; *tomāya*—a Ti; *diba*—eu darei; *vāsā-sthāna*—aposentos residenciais.", "translation": "**O servo informou ao Senhor Nityānanda: \"Meu querido senhor, Rāmacandra Khān enviou-me para acomodar-Te na casa de algum homem comum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/153/", "verse_text": "goyālāra gośālā haya atyanta vistāra\n\nihāṅ saṅkīrṇa-sthala, tomāra manuṣya--apāra\"", "devanagari": "> গোয়ালার গোশালা হয় অত্যন্ত বিস্তার ।\n> ইহাঁ সঙ্কীর্ণ-স্থল, তোমার মনুষ্য — অপার” ॥১৫৩॥", "synonyms": "*goyālāra*—de um leiteiro; *go-śālā*—o estábulo de vacas; *haya*—é; *atyanta*—muito; *vistāra*—espaçoso; *ihāṅ*—aqui; *saṅkīrṇa-sthala*—lugar muito estreito; *tomāra*—Teus; *manuṣya*—seguidores; *apāra*—ilimitados.", "translation": "**\"Poderias ir à casa de um leiteiro, pois o estábulo de vacas é espaçoso, ao passo que o espaço aqui no Durgā-maṇḍapa é insuficiente, já que tens muitos seguidores contigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/154/", "verse_text": "bhitare āchilā, śuni' krodhe bāhirilā\n\naṭṭa aṭṭa hāsi' gosāñi kahite lāgilā", "devanagari": "> ভিতরে আছিলা, শুনি’ ক্রোধে বাহিরিলা  ।\n> অট্ট অট্ট হাসি’ গোসাঞি কহিতে লাগিলা ॥১৫৪॥", "synonyms": "*bhitare āchilā*—estava ficando dentro; *śuni'*—ouvindo; *krodhe*—em cólera; *bāhirilā*—saiu; *aṭṭa aṭṭa*—muito alto; *hāsi'*—rindo; *gosāñi*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *kahite lāgilā*—começou a dizer.", "translation": "**Quando Nityānanda Prabhu ouviu essa ordem do servo de Rāmacandra Khān, ficou muito irado e saiu. Rindo bem alto, Ele falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/155/", "verse_text": "\"satya kahe,--ei ghara mora yogya naya\n\nmleccha go-vadha kare, tāra yogya haya\"", "devanagari": "> “সত্য কহে, — এই ঘর মোর যোগ্য নয়  ।\n> ম্লেচ্ছ গো-বধ করে, তার যোগ্য হয় ।।” ১৫৫ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*satya kahe*—Rāmacandra Khān diz corretamente; *ei ghara*—esta casa; *mora*—para Mim; *yogya naya*—não é adequada; *mleccha*—os comedores de carne; *go-vadha kare*—que matam vacas; *tāra*—para eles; *yogya haya*—é adequada.", "translation": "**\"Rāmacandra Khān falou corretamente. Este lugar não é adequado para Mim. É adequado para os comedores de carne que matam vacas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/156/", "verse_text": "eta bali' krodhe gosāñi uṭhiyā calilā\n\ntāre daṇḍa dite se grāme nā rahilā", "devanagari": "> এত বলি’ ক্রোধে গোসাঞি উঠিয়া চলিলা ।\n> তারে দণ্ড দিতে সে গ্রামে না রহিলা ॥১৫৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *krodhe*—em cólera; *gosāñi*—o Senhor Nityānanda; *uṭhiyā calilā*—levantou-se e partiu; *tāre*—a ele; *daṇḍa dite*—para castigar; *se*—aquela; *grāme*—na aldeia; *nā rahilā*—não permaneceu.", "translation": "**Tendo dito isso, o Senhor Nityānanda levantou-se e partiu, irado. Para castigar Rāmacandra Khān, Ele nem sequer permaneceu naquela aldeia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/157/", "verse_text": "ihāṅ rāmacandra khāna sevake ājñā dila\n\ngosāñi yāhāṅ vasilā, tāra māṭī khodāila", "devanagari": "> ইহাঁ রামচন্দ্র খাঁন সেবকে আজ্ঞা দিল  ।\n> গোসাঞি যাহাঁ বসিলা, তার মাটি খোদাইল ॥১৫৭॥", "synonyms": "*ihāṅ*—aqui; *rāmacandra khāna*—Rāmacandra Khān; *sevake*—ao servo; *ājñā dila*—ordenou; *gosāñi*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *yāhāṅ*—onde; *vasilā*—sentou-se; *tāra*—daquele lugar; *māṭī*—a terra; *khodāila*—mandou cavar.", "translation": "**Rāmacandra Khān ordenou ao servo que cavasse a terra do lugar onde Nityānanda Prabhu havia se sentado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/158/", "verse_text": "gomaya-jale lepilā saba mandira-prāṅgaṇa\n\ntabu rāmacandrera mana nā haila parasanna", "devanagari": "> গোময়-জলে লেপিলা সব মন্দির-প্রাঙ্গণ  ।\n> তবু রামচন্দ্রের মন না হৈল পরসন্ন ॥১৫৮॥", "synonyms": "*go-maya-jale*—com água misturada com esterco de vaca; *lepilā*—untou; *saba*—todo; *mandira*—o templo do Durgā-maṇḍapa; *prāṅgaṇa*—o pátio; *tabu*—ainda; *rāmacandrera mana*—a mente de Rāmacandra Khān; *nā haila parasanna*—não ficou satisfeita.", "translation": "**Para purificar o templo do Durgā-maṇḍapa e o pátio, Rāmacandra Khān aspergiu-os e untou-os com água misturada com esterco de vaca, mas, ainda assim, sua mente permaneceu insatisfeita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/159/", "verse_text": "dasyu-vṛtti kare rāmacandra rājāre nā deya kara\n\nkruddha hañā mleccha ujira āila tāra ghara", "devanagari": "> দস্যুবৃত্তি করে রামচন্দ্র রাজারে না দেয় কর ।\n> ক্রুদ্ধ হঞা ম্লেচ্ছ উজির আইল তার ঘর ॥১৫৯॥", "synonyms": "*dasyu-vṛtti*—o ofício de ladrão; *kare*—faz; *rāmacandra*—Rāmacandra; *rājāre*—ao governo; *nā*—não; *deya*—paga; *kara*—imposto; *kruddha hañā*—estando irado; *mleccha*—o muçulmano; *ujira*—ministro; *āila*—veio; *tāra ghara*—à sua casa.", "translation": "**Os negócios de Rāmacandra Khān eram duvidosos, pois ele procurava evitar o pagamento do imposto de renda ao governo. Por isso, o ministro das finanças do governo, irado, dirigiu-se à sua residência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/160/", "verse_text": "āsi' sei durgā-maṇḍape vāsā kaila\n\navadhya vadha kari' māṁsa se-ghare rāndhāila", "devanagari": "> আসি’ সেই দুর্গামণ্ডপে বাসা কৈল ।\n> অবধ্য বধ করি’ মাংস সে-ঘরে রান্ধাইল ॥১৬০॥", "synonyms": "*āsi'*—vindo; *sei durgā-maṇḍape*—naquele mesmo lugar do Durgā-maṇḍapa; *vāsā kaila*—estabeleceu sua residência; *avadhya*—uma vaca ou bezerro, que não deve ser morto; *vadha kari'*—matando; *māṁsa*—carne; *se-ghare*—naquele lugar; *rāndhāila*—mandou cozinhar.", "translation": "**O ministro muçulmano estabeleceu sua residência no Durgā-maṇḍapa de Rāmacandra Khān. Ele matou uma vaca e mandou cozinhar a carne naquele mesmíssimo lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/161/", "verse_text": "strī-putra-sahita rāmacandrere bāndhiyā\n\ntāra ghara-grāma luṭe tina-dina rahiyā", "devanagari": "> স্ত্রী-পুত্র-সহিত রামচন্দ্রেরে বান্ধিয়া ।\n> তার ঘর-গ্রাম লুটে তিনদিন রহিয়া ॥১৬১॥", "synonyms": "*strī-putra*—sua esposa e filhos; *sahita*—com; *rāmacandrere bāndhiyā*—prendendo Rāmacandra Khān; *tāra*—sua; *ghara-grāma*—casa e aldeia; *luṭe*—saqueou; *tina-dina rahiyā*—permanecendo três dias.", "translation": "**Ele prendeu Rāmacandra Khān, juntamente com sua esposa e filhos, e então saqueou continuamente a casa e a aldeia durante três dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/162/", "verse_text": "sei ghare tina dina kare amedhya randhana\n\nāra dina sabā lañā karilā gamana", "devanagari": "> সেই ঘরে তিন দিন করে অমেধ্য রন্ধন ।\n> আর দিন সবা লঞা করিলা গমন ॥১৬২॥", "synonyms": "*sei ghare*—naquele aposento; *tina dina*—durante três dias; *kare*—faz; *amedhya randhana*—cozinhar a carne de uma vaca; *āra dina*—no dia seguinte; *sabā lañā*—acompanhado de seus seguidores; *karilā gamana*—partiu.", "translation": "**Naquele mesmo aposento, ele cozinhou a carne de uma vaca durante três dias consecutivos. Então, no dia seguinte, partiu, acompanhado de seus seguidores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/163/", "verse_text": "jāti-dhana-jana khānera sakala la-ila\n\nbahu-dina paryanta grāma ujāḍa rahila", "devanagari": "> জাতি-ধন-জন খানের সকল লইল ।\n> বহুদিন পর্যন্ত গ্রাম উজাড় রহিল ॥১৬৩॥", "synonyms": "*jāti*—direito de nascimento; *dhana*—riquezas; *jana*—seguidores; *khānera*—de Rāmacandra Khān; *sakala*—tudo; *la-ila*—levou; *bahu-dina*—muito tempo; *paryanta*—por; *grāma*—a aldeia; *ujāḍa rahila*—permaneceu deserta.", "translation": "**O ministro muçulmano tomou de Rāmacandra Khān sua posição, sua riqueza e seus seguidores. Durante muitos dias, a aldeia permaneceu deserta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/164/", "verse_text": "mahāntera apamāna ye deśa-grāme haya\n\neka janāra doṣe saba deśa ujāḍaya", "devanagari": "> মহান্তের অপমান যে দেশ-গ্রামে হয় ।\n> এক জনার দোষে সব দেশ উজাড়য় ॥১৬৪॥", "synonyms": "*mahāntera*—de pessoas altamente avançadas na vida espiritual; *apamāna*—desrespeito; *ye deśa-grāme*—em qual país ou aldeia; *haya*—há; *eka janāra*—de um homem; *doṣe*—pela falta; *saba deśa*—todo o país; *ujāḍaya*—torna-se afligido.", "translation": "**Onde quer que um devoto avançado seja insultado, por causa da falta de um só homem, a cidade ou o lugar inteiro é afligido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/165/", "verse_text": "haridāsa-ṭhākura cali' āilā cāndapure\n\nāsiyā rahilā balarāma-ācāryera ghare", "devanagari": "> হরিদাস-ঠাকুর চলি’ আইলা চান্দপুরে ।\n> আসিয়া রহিলা বলরাম-আচার্যের ঘরে ॥১৬৫॥", "synonyms": "*haridāsa-ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *cali'*—caminhando; *āilā*—veio; *cāndapure*—à aldeia conhecida como Cāndapura; *āsiyā*—vindo; *rahilā*—permaneceu; *balarāma-ācāryera ghare*—na residência de Balarāma Ācārya.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura caminhou até chegar à aldeia conhecida como Cāndapura. Ali ele se hospedou na casa de Balarāma Ācārya.**", "purport": "A aldeia de Cāndapura situa-se perto da confluência dos rios Ganges e Yamunā, em Saptagrāma, no distrito de Huglī. Cāndapura fica justamente a leste da casa dos dois irmãos Hiraṇya e Govardhana, o pai e o tio de Raghunātha dāsa Gosvāmī. Em Cāndapura viviam Balarāma Ācārya e Yadunandana Ācārya, os sacerdotes dessas duas personalidades, e, quando Haridāsa Ṭhākura foi para lá, ele se hospedou com eles. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que o nome dessa aldeia foi posteriormente mudado para Kṛṣṇapura."}
{"ref": "cc/antya/3/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/166/", "verse_text": "hiraṇya, govardhana--dui mulukera majumadāra\n\ntāra purohita--'balarāma' nāma tāṅra", "devanagari": "> হিরণ্য, গোবর্ধন — দুই মুলুকের মজুমদার ।\n> তার পুরোহিত — ‘বলরাম’ নাম তাঁর ॥১৬৬॥", "synonyms": "*hiraṇya*—Hiraṇya; *govardhana*—Govardhana; *dui*—dois; *mulukera*—daquele país; *majumadāra*—tesoureiros do governo; *tāra*—seu; *purohita*—sacerdote; *balarāma*—Balarāma; *nāma*—nome; *tāṅra*—seu.", "translation": "**Hiraṇya e Govardhana eram os dois tesoureiros governamentais naquela divisão do país. Seu sacerdote chamava-se Balarāma Ācārya.**", "purport": "A palavra majumadāra refere-se a um tesoureiro que mantém a contabilidade das receitas."}
{"ref": "cc/antya/3/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/167/", "verse_text": "haridāsera kṛpā-pātra, tāte bhakti-māne\n\nyatna kari' ṭhākurere rākhilā sei grāme", "devanagari": "> হরিদাসের কৃপাপাত্র, তাতে ভক্তিমানে ।\n> যত্ন করি’ ঠাকুরেরে রাখিলা সেই গ্রামে ॥১৬৭॥", "synonyms": "*haridāsera kṛpā-pātra*—favorecido por Haridāsa Ṭhākura; *tāte*—portanto; *bhakti-māne*—um grande devoto de Haridāsa Ṭhākura; *yatna kari'*—com grande cuidado e atenção; *ṭhākurere*—Haridāsa Ṭhākura; *rākhilā*—manteve; *sei grāme*—na aldeia.", "translation": "**Balarāma Ācārya, por ser favorecido por Haridāsa Ṭhākura, estava muito apegado a ele. Por isso, manteve Haridāsa Ṭhākura na aldeia com grande cuidado e atenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/168/", "verse_text": "nirjana parṇa-śālāya karena kīrtana\n\nbalarāma-ācārya-gṛhe bhikṣā-nirvāhaṇa", "devanagari": "> নির্জন পর্ণশালায় করেন কীর্তন ।\n> বলরাম-আচার্য-গৃহে ভিক্ষা-নির্বাহণ ॥১৬৮॥", "synonyms": "*nirjana*—solitária; *parṇa-śālāya*—numa cabana de palha; *karena*—realiza; *kīrtana*—o cantar do mantra Hare Kṛṣṇa; *balarāma-ācārya-gṛhe*—na casa de Balarāma Ācārya; *bhikṣā-nirvāhaṇa*—aceitando esmolas.", "translation": "**Na aldeia, deu-se a Haridāsa Ṭhākura uma cabana de palha solitária, onde ele realizava o cantar do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Ele aceitava prasāda na casa de Balarāma Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/169/", "verse_text": "raghunātha-dāsa bālaka karena adhyayana\n\nharidāsa-ṭhākurere yāi' karena darśana", "devanagari": "> রঘুনাথ-দাস বালক করেন অধ্যয়ন ।\n> হরিদাস-ঠাকুরেরে যাই’ করেন দর্শন ॥১৬৯॥", "synonyms": "*raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa; *bālaka*—um menino; *karena adhyayana*—dedicava-se ao estudo; *haridāsa-ṭhākurere*—a Haridāsa Ṭhākura; *yāi'*—indo; *karena darśana*—costumava ver.", "translation": "**Raghunātha dāsa, que era filho de Hiraṇya Majumadāra e que mais tarde viria a tornar-se Raghunātha dāsa Gosvāmī, era naquela época um menino dedicado ao estudo. Ele ia ver Haridāsa Ṭhākura todos os dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/170/", "verse_text": "haridāsa kṛpā kare tāṅhāra upare\n\nsei kṛpā 'kāraṇa' haila caitanya pāibāre", "devanagari": "> হরিদাস কৃপা করে তাঁহার উপরে ।\n> সেই কৃপা ‘কারণ’ হৈল চৈতন্য পাইবারে ॥১৭০॥", "synonyms": "*haridāsa-ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *kṛpā kare*—mostra misericórdia; *tāṅhāra upare*—para com ele; *sei kṛpā*—essa misericórdia; *kāraṇa*—a causa; *haila*—tornou-se; *caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāibāre*—para alcançar.", "translation": "**Naturalmente, Haridāsa Ṭhākura era misericordioso para com ele, e, devido à misericordiosa bênção desse vaiṣṇava, ele mais tarde alcançou o abrigo dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/171/", "verse_text": "tāhāṅ yaiche haila haridāsera mahimā kathana\n\nvyākhyāna,--adbhuta kathā śuna, bhakta-gaṇa", "devanagari": "> তাহাঁ যৈছে হৈল হরিদাসের মহিমা কথন ।\n> ব্যাখ্যান, — অদ্ভুত কথা শুন, ভক্তগণ ॥১৭১॥", "synonyms": "*tāhāṅ*—naquele lugar; *yaiche*—tal como; *haila*—houve; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *mahimā*—glórias; *kathana*—discussão; *vyākhyāna*—exposição; *adbhuta*—maravilhoso; *kathā*—incidente; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos.", "translation": "**Na residência de Hiraṇya e Govardhana, ocorreram discursos pelos quais Haridāsa Ṭhākura foi glorificado. Ó devotos, ouvi, por favor, essa maravilhosa história.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/172/", "verse_text": "eka-dina balarāma minati kariyā\n\nmajumadārera sabhāya āilā ṭhākure lañā", "devanagari": "> একদিন বলরাম মিনতি করিয়া ।\n> মজুমদারের সভায় আইলা ঠাকুরে লঞা ॥১৭২॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *balarāma*—Balarāma Ācārya; *minati kariyā*—com grande humildade; *majumadārera*—dos Majumadāras, Hiraṇya e Govardhana; *sabhāya*—à assembleia; *āilā*—veio; *ṭhākure*—Haridāsa Ṭhākura; *lañā*—levando consigo.", "translation": "**Certo dia, Balarāma Ācārya pediu a Haridāsa Ṭhākura, com grande humildade, que viesse à assembleia dos Majumadāras, Hiraṇya e Govardhana. Assim, Balarāma Ācārya foi para lá com Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/173/", "verse_text": "ṭhākura dekhi' dui bhāi kailā abhyutthāna\n\npāya paḍi' āsana dilā kariyā sammāna", "devanagari": "> ঠাকুর দেখি’ দুই ভাই কৈলা অভ্যুত্থান ।\n> পায় পড়ি’ আসন দিলা করিয়া সম্মান ॥১৭৩॥", "synonyms": "*ṭhākura dekhi'*—vendo Haridāsa Ṭhākura; *dui bhāi*—os dois irmãos; *kailā abhyutthāna*—levantaram-se; *pāya paḍi'*—prostrando-se aos pés de lótus; *āsana dilā*—ofereceram um lugar para sentar; *kariyā sammāna*—com grande respeito.", "translation": "**Ao verem Haridāsa Ṭhākura, os dois irmãos imediatamente se levantaram e se prostraram a seus pés de lótus. Então, com grande respeito, ofereceram-lhe um lugar para sentar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/174/", "verse_text": "aneka paṇḍita sabhāya, brāhmaṇa, sajjana\n\ndui bhāi mahā-paṇḍita--hiraṇya, govardhana", "devanagari": "> অনেক পণ্ডিত সভায়, ব্রাহ্মণ, সজ্জন ।\n> দুই ভাই মহাপণ্ডিত — হিরণ্য, গোবর্ধন ॥১৭৪॥", "synonyms": "*aneka paṇḍita*—muitos eruditos; *sabhāya*—naquela assembleia; *brāhmaṇa*—brāhmaṇas; *sat-jana*—cavalheiros respeitáveis; *dui bhāi*—os dois irmãos; *mahā-paṇḍita*—eruditos eminentes; *hiraṇya*—Hiraṇya; *govardhana*—Govardhana.", "translation": "**Naquela assembleia havia muitos eruditos, brāhmaṇas e cavalheiros respeitáveis. Os dois irmãos Hiraṇya e Govardhana também eram muito eruditos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/175/", "verse_text": "haridāsera guṇa sabe kahe pañca-mukhe\n\nśuniyā ta' dui bhāi pāilā baḍa sukhe", "devanagari": "> হরিদাসের গুণ সবে কহে পঞ্চমুখে ।\n> শুনিয়া ত’ দুই ভাই পাইলা বড় সুখে ॥১৭৫॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *guṇa*—as qualidades; *sabe*—todos eles; *kahe*—puseram-se a falar; *pañca-mukhe*—como se falassem com cinco bocas; *śuniyā*—ao ouvir; *ta'*—certamente; *dui bhāi*—os dois irmãos; *pāilā*—obtiveram; *baḍa sukhe*—imensa felicidade.", "translation": "**Todos os presentes puseram-se a falar das grandes qualidades de Haridāsa Ṭhākura como se falassem com cinco bocas. Ao ouvir isso, ambos os irmãos ficaram extremamente felizes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/176/", "verse_text": "tina-lakṣa nāma ṭhākura karena kīrtana\n\nnāmera mahimā uṭhāila paṇḍita-gaṇa", "devanagari": "> তিন-লক্ষ নাম ঠাকুর করেন কীর্তন ।\n> নামের মহিমা উঠাইল পণ্ডিতগণ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*tina-lakṣa*—300.000; *nāma*—santos nomes do Senhor; *ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *karena kīrtana*—costumava cantar; *nāmera*—do santo nome; *mahimā*—glórias; *uṭhāila*—suscitaram; *paṇḍita-gaṇa*—todos os eruditos.", "translation": "**Mencionou-se na assembleia que Haridāsa Ṭhākura cantava os santos nomes de Kṛṣṇa 300.000 vezes por dia. Assim, todos os eruditos puseram-se a discutir as glórias do santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/177/", "verse_text": "keha bale,--'nāma haite haya pāpa-kṣaya'\n\nkeha bale,--'nāma haite jīvera mokṣa haya'", "devanagari": "> কেহ বলে, — ‘নাম হৈতে হয় পাপক্ষয়’ ।\n> কেহ বলে, — ‘নাম হৈতে জীবের মোক্ষ হয় ।।’ ॥ ১৭৭ ॥", "synonyms": "*keha bale*—alguns deles disseram; *nāma haite*—por cantar o mantra Hare Kṛṣṇa; *haya*—há; *pāpa-kṣaya*—desaparecimento de todas as reações às atividades pecaminosas; *keha bale*—alguns deles disseram; *nāma haite*—por cantar o santo nome; *jīvera*—das entidades vivas; *mokṣa haya*—há liberação.", "translation": "**Alguns deles disseram: \"Por cantar o santo nome do Senhor, a pessoa se livra das reações de toda vida pecaminosa.\" Outros disseram: \"Simplesmente por cantar o santo nome do Senhor, o ser vivo se liberta do cativeiro material.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/178/", "verse_text": "haridāsa kahena,--\"nāmera ei dui phala naya\n\nnāmera phale kṛṣṇa-pade prema upajaya", "devanagari": "> হরিদাস কহেন, — “নামের এই দুই ফল নয় ।\n> নামের ফলে কৃষ্ণপদে প্রেম উপজয় ॥১৭৮॥", "synonyms": "*haridāsa kahena*—Haridāsa Ṭhākura respondeu; *nāmera*—de cantar o santo nome do Senhor; *ei*—estes; *dui*—dois; *phala*—resultados; *naya*—não são; *nāmera phale*—pelo resultado de cantar o santo nome; *kṛṣṇa-pade*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *prema upajaya*—despertar do amor extático.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura protestou: \"Estas duas bênçãos não são o verdadeiro resultado de cantar o santo nome. Ao cantar de fato o santo nome sem ofensas, a pessoa desperta seu amor extático pelos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/179/", "verse_text": "evaṁ-vrataḥ sva-priya-nāma-kīrtyā\n\njātānurāgo druta-citta uccaiḥ\n\nhasaty atho roditi rauti gāyaty\n\nunmādavan nṛtyati loka-bāhyaḥ", "devanagari": "> এবংব্রতঃ স্বপ্রিয়নামকীর্ত্যা\n> জাতানুরাগো দ্রুতচিত্ত উচ্চৈঃ ।\n> হসত্যথো রোদিতি রৌতি গায়-\n> ত্যুন্মাদবন্নৃত্যতি লোকবাহ্যঃ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*evam-vrataḥ*—quando alguém assim se ocupa no voto de cantar e dançar; *sva*—próprio; *priya*—muito querido; *nāma*—santo nome; *kīrtyā*—por cantar; *jāta*—dessa maneira desenvolve; *anurāgaḥ*—apego; *druta-cittaḥ*—muito avidamente; *uccaiḥ*—em voz alta; *hasati*—ri; *atho*—também; *roditi*—chora; *rauti*—fica agitado; *gāyati*—canta; *unmāda-vat*—como um louco; *nṛtyati*—dança; *loka-bāhyaḥ*—sem se importar com os de fora.", "translation": "**\"Quando alguém está realmente avançado e sente prazer em cantar o santo nome do Senhor, que Lhe é muito querido, fica agitado e canta o santo nome em voz alta. Ele também ri, chora, fica agitado e canta tal como um louco, sem se importar com os de fora.'**", "purport": "Para uma explicação deste verso (Bhāg. 11.2.40), pode-se consultar o Capítulo Sete, texto 94, do *Ādi-līlā*."}
{"ref": "cc/antya/3/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/180/", "verse_text": "ānuṣaṅgika phala nāmera--'mukti', 'pāpa-nāśa'\n\ntāhāra dṛṣṭānta yaiche sūryera prakāśa", "devanagari": "> আনুষঙ্গিক ফল নামের — ‘মুক্তি’, ‘পাপনাশ’ ।\n> তাহার দৃষ্টান্ত যৈছে সূর্যের প্রকাশ ॥১৮০॥", "synonyms": "*ānuṣaṅgika*—concomitante; *phala*—resultado; *nāmera*—do santo nome; *mukti*—liberação; *pāpa-nāśa*—extinção das ações resultantes da vida pecaminosa; *tāhāra*—disso; *dṛṣṭānta*—exemplo; *yaiche*—como; *sūryera prakāśa*—a luz do sol.", "translation": "**\"A liberação e a extinção das reações da vida pecaminosa são dois subprodutos concomitantes de cantar o santo nome do Senhor. Encontra-se um exemplo nos raios da luz matinal do sol.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/181/", "verse_text": "aṁhaḥ saṁharad akhilaṁ sakṛd\n\nudayād eva sakala-lokasya\n\ntaraṇir iva timira-jaladhiṁ\n\njayati jagan-maṅgalaṁ harer nāma", "devanagari": "> অংহঃ সংহরদখিলং সকৃদুদয়াদেব সকল-লোকস্য ।\n> তরণিরিব তিমিরজলধিং জয়তি জগন্মঙ্গলং হরের্নাম ॥১৮১॥", "synonyms": "*aṁhaḥ*—a ação resultante da vida pecaminosa, que causa o cativeiro material; *saṁharat*—erradicando completamente; *akhilam*—todas; *sakṛt*—uma só vez; *udayāt*—ao nascer; *eva*—certamente; *sakala*—todas; *lokasya*—das pessoas do mundo; *taraṇiḥ*—o sol; *iva*—como; *timira*—da escuridão; *jala-dhim*—o oceano; *jayati*—todas as glórias a; *jagat-maṅgalam*—auspicioso para o mundo inteiro; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor.", "translation": "**\"Assim como o sol nascente dissipa de imediato toda a escuridão do mundo, que é profunda como um oceano, da mesma forma o santo nome do Senhor, se cantado uma só vez sem ofensas, pode dissipar todas as reações da vida pecaminosa de um ser vivo. Todas as glórias àquele santo nome do Senhor, que é auspicioso para o mundo inteiro!' \"**", "purport": "Este verso encontra-se no Padyāvalī (16)."}
{"ref": "cc/antya/3/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/182/", "verse_text": "ei ślokera artha kara paṇḍitera gaṇa\"\n\nsabe kahe,--'tumi kaha artha-vivaraṇa'", "devanagari": "> এই শ্লোকের অর্থ কর পণ্ডিতের গণ ।”\n> সবে কহে, — ‘তুমি কহ অর্থ-বিবরণ’ ॥১৮২॥", "synonyms": "*ei ślokera*—deste verso; *artha*—significado; *kara*—explicai; *paṇḍitera gaṇa*—ó grupos de eruditos; *sabe kahe*—todos disseram; *tumi kaha*—tu fala; *artha-vivaraṇa*—o significado e a explicação.", "translation": "**Após recitar este verso, Haridāsa Ṭhākura disse: \"Ó eruditos, por favor explicai o significado deste verso.\" A audiência, porém, solicitou a Haridāsa Ṭhākura: \"É melhor que tu expliques o significado deste importante verso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/183/", "verse_text": "haridāsa kahena,--\"yaiche sūryera udaya\n\nudaya nā haite ārambhe tamera haya kṣaya", "devanagari": "> হরিদাস কহেন, — “যৈছে সূর্যের উদয়  ।\n> উদয় না হৈতে আরম্ভে তমের হয় ক্ষয় ॥১৮৩॥", "synonyms": "*haridāsa kahena*—Haridāsa Ṭhākura começou a explicar; *yaiche*—como; *sūryera udaya*—o nascer do sol; *udaya nā haite*—embora ainda não visível; *ārambhe*—desde o início; *tamera*—da escuridão; *haya kṣaya*—há dissipação.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Assim como o sol começa a nascer, mesmo antes de tornar-se visível, ele dissipa a escuridão da noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/184/", "verse_text": "caura-preta-rākṣasādira bhaya haya nāśa\n\nudaya haile dharma-karma-ādi parakāśa", "devanagari": "> চৌর-প্রেত-রাক্ষসাদির ভয় হয় নাশ  ।\n> উদয় হৈলে ধর্ম-কর্ম-আদি পরকাশ ॥১৮৪॥", "synonyms": "*caura*—ladrões; *preta*—fantasmas; *rākṣasa*—demônios; *ādira*—deles e de outros; *bhaya*—medo; *haya*—torna-se; *nāśa*—destruído; *udaya haile*—quando o nascer do sol é de fato visível; *dharma-karma*—todas as atividades religiosas e os princípios reguladores; *ādi*—tudo; *parakāśa*—torna-se manifesto.", "translation": "**\"Com o primeiro vislumbre da luz do sol, o medo de ladrões, fantasmas e demônios desaparece de imediato, e quando o sol é de fato visível, tudo se torna manifesto, e todos começam a realizar suas atividades religiosas e seus deveres reguladores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/185/", "verse_text": "aiche nāmodayārambhe pāpa-ādira kṣaya\n\nudaya kaile kṛṣṇa-pade haya premodaya", "devanagari": "> ঐছে নামোদয়ারম্ভে পাপ-আদির ক্ষয়  ।\n> উদয় কৈলে কৃষ্ণপদে হয় প্রেমোদয় ॥১৮৫॥", "synonyms": "*aiche*—de modo semelhante; *nāma-udaya*—do surgimento do santo nome; *ārambhe*—pelo início; *pāpa*—reações de atividades pecaminosas; *ādira*—delas e de outras; *kṣaya*—dissipação; *udaya kaile*—quando há de fato o despertar do canto sem ofensas; *kṛṣṇa-pade*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *haya prema-udaya*—há o despertar do amor extático.", "translation": "**\"De modo semelhante, o primeiro indício de que o canto sem ofensas do santo nome do Senhor despertou dissipa de imediato as reações da vida pecaminosa. E quando alguém canta o santo nome sem ofensas, desperta para o serviço em amor extático aos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/186/", "verse_text": "mukti' tuccha-phala haya nāmābhāsa haite", "devanagari": "> ‘মুক্তি’ তুচ্ছ-ফল হয় নামাভাস হৈতে ॥১৮৬॥", "synonyms": "*mukti*—liberação; *tuccha-phala*—resultado insignificante; *haya*—é; *nāma-ābhāsa haite*—de um vislumbre do despertar do canto sem ofensas do santo nome.", "translation": "**\"A liberação é o resultado insignificante derivado de um vislumbre do despertar do canto sem ofensas do santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/187/", "verse_text": "mriyamāṇo harer nāma\n\ngṛṇan putropacāritam\n\najāmilo 'py agād dhāma\n\nkim uta śraddhayā gṛṇan", "devanagari": "> ম্রিয়মাণো হরের্নাম গৃণন্ পুত্রোপচারিতম্ ।\n> অজামিলোঽপ্যগাদ্ধাম কিমুত শ্রদ্ধয়া গৃণন্ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*mriyamāṇaḥ*—morrendo; *hareḥ nāma*—o santo nome do Senhor Supremo; *gṛṇan*—cantando; *putra-upacāritam*—embora pronunciado para chamar seu filho; *ajāmilaḥ*—Ajāmila; *api*—também; *agāt*—alcançou; *dhāma*—o mundo espiritual; *kim uta*—o que dizer de; *śraddhayā*—com fé e reverência; *gṛṇan*—cantando.", "translation": "**\"Ao morrer, Ajāmila cantou o santo nome do Senhor com a intenção de chamar seu filho Nārāyaṇa. Não obstante, alcançou o mundo espiritual. O que dizer, então, daqueles que cantam o santo nome com fé e reverência?'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (6.2.49)."}
{"ref": "cc/antya/3/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/188/", "verse_text": "ye mukti bhakta nā laya, se kṛṣṇa cāhe dite\"", "devanagari": "> যে মুক্তি ভক্ত না লয়, সে কৃষ্ণ চাহে দিতে ।।” ॥ ১৮৮ ॥", "synonyms": "*ye*—a qual; *mukti*—liberação; *bhakta*—um devoto; *nā laya*—não aceita; *se*—essa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *cāhe dite*—deseja oferecer.", "translation": "**\"A liberação, que é inaceitável para um devoto puro, é sempre oferecida por Kṛṣṇa sem dificuldade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/189/", "verse_text": "sālokya-sārṣṭi-sārūpya-\n\nsāmīpyaikatvam apy uta\n\ndīyamānaṁ na gṛhṇanti\n\nvinā mat-sevanaṁ janāḥ", "devanagari": "> সালোক্য-সার্ষ্টি-সারূপ্য-সামীপ্যৈকত্বমপ্যুত ।\n> দীয়মানং ন গৃহ্ণন্তি বিনা মৎসেবনং জনাঃ ॥১৮৯॥", "synonyms": "*sālokya*—viver no mesmo planeta; *sārṣṭi*—adquirir a mesma opulência; *sārūpya*—alcançar as mesmas características corpóreas; *sāmīpya*—viver sempre perto do Senhor Supremo; *ekatvam*—fundir-se na existência do Senhor; *api*—mesmo; *uta*—certamente; *dīyamānam*—sendo oferecidas; *na gṛhṇanti*—não aceitam; *vinā*—sem; *mat-sevanam*—Meu serviço; *janāḥ*—os devotos.", "translation": "**\"Meus devotos não aceitam sālokya, sārṣṭi, sārūpya, sāmīpya ou a unidade comigo — mesmo que Eu lhes ofereça essas liberações — em preferência a Me servir.' \"**", "purport": "Este verso é proferido pelo Senhor Kapila, um avatāra da Suprema Personalidade de Deus, no *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.29.13)."}
{"ref": "cc/antya/3/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/190/", "verse_text": "'gopāla cakravartī' nāma eka-jana\n\nmajumadārera ghare sei ārindā pradhāna", "devanagari": "> ‘গোপাল চক্রবর্তী’ নাম একজন ।\n> মজুমদারের ঘরে সেই আরিন্দা প্রধান ॥১৯০॥", "synonyms": "*gopāla cakravartī*—Gopāla Cakravartī; *nāma*—de nome; *eka-jana*—uma pessoa; *majumadārera ghare*—na residência de Hiraṇya e Govardhana Majumadāra; *sei*—ele; *ārindā pradhāna*—o cobrador-chefe de impostos.", "translation": "**Na casa de Hiraṇya e Govardhana Majumadāra, uma pessoa de nome Gopāla Cakravartī era oficialmente o cobrador-chefe de impostos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/191/", "verse_text": "gauḍe rahi' pātsāhā-āge ārindā-giri kare\n\nbāra-lakṣa mudrā sei pātsāra ṭhāñi bhare", "devanagari": "> গৌড়ে রহি’ পাৎসাহা-আগে আরিন্দাগিরি করে ।\n> বার-লক্ষ মুদ্রা সেই পাৎসার ঠাঞি ভরে ॥১৯১॥", "synonyms": "*gauḍe rahi'*—vivendo em Bengala; *pātsāhā-āge*—em nome do imperador; *ārindā-giri kare*—atua como cobrador-chefe de impostos; *bāra-lakṣa*—um milhão e duzentas mil; *mudrā*—moedas; *sei*—ele; *pātsāra ṭhāñi*—para o imperador; *bhare*—arrecada.", "translation": "**Esse Gopāla Cakravartī vivia em Bengala. Seu dever como cobrador-chefe de impostos era arrecadar 1.200.000 moedas para depositar no tesouro do imperador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/192/", "verse_text": "parama-sundara, paṇḍita, nūtana-yauvana\n\nnāmābhāse 'mukti' śuni' nā ha-ila sahana", "devanagari": "> পরম-সুন্দর, পণ্ডিত, নূতন-যৌবন ।\n> নামাভাসে ‘মুক্তি’ শুনি’ না হইল সহন ॥১৯২॥", "synonyms": "*parama-sundara*—muito belo; *paṇḍita*—erudito; *nūtana*—nova; *yauvana*—juventude; *nāma-ābhāse*—pelo vislumbre do despertar do canto puro do santo nome; *mukti*—liberação; *śuni'*—ouvindo; *nā ha-ila sahana*—não pôde tolerar.", "translation": "**Ele possuía belas características corpóreas, era erudito e jovem, mas não pôde tolerar a afirmação de que, simplesmente vislumbrando o despertar do santo nome do Senhor, a pessoa pode alcançar a liberação.**", "purport": "Os vaiṣṇavas seguem estritamente as orientações dos śāstras a respeito de como a pessoa pode liberar-se simplesmente por um leve despertar do canto puro do santo nome. Os māyāvādīs não conseguem tolerar as afirmações dos śāstras acerca da facilidade com que se pode alcançar a liberação, pois, como se afirma no *Bhagavad-gītā* (12.5), kleśo 'dhikataras teṣām avyaktāsakta-cetasām: os impersonalistas devem trabalhar arduamente por muitíssimas vidas, e somente então talvez se liberem. Os vaiṣṇavas sabem que, simplesmente cantando o santo nome do Senhor sem ofensas, a pessoa alcança a liberação como subproduto. Assim, não há necessidade de esforçar-se separadamente pela liberação. Śrīla Bilvamaṅgala Ṭhākura disse: muktiḥ svayaṁ mukulitāñjali sevate 'smān: a liberação aguarda à porta da pessoa, pronta a prestar qualquer tipo de serviço, caso ela seja um devoto puro com fé e reverência inabaláveis. Isso os māyāvādīs não conseguem tolerar. Por isso, o ārindā pradhāna, o cobrador-chefe de impostos, embora muito erudito, belo e jovem, não pôde tolerar as afirmações de Haridāsa Ṭhākura."}
{"ref": "cc/antya/3/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/193/", "verse_text": "kruddha hañā bale sei saroṣa vacana\n\n\"bhāvukera siddhānta śuna, paṇḍitera gaṇa", "devanagari": "> ক্রুদ্ধ হঞা বলে সেই সরোষ বচন  ।\n> “ভাবুকের সিদ্ধান্ত শুন, পণ্ডিতের গণ ॥১৯৩॥", "synonyms": "*kruddha hañā*—ficando muito irado; *bale*—disse; *sei*—ele; *sa-roṣa vacana*—palavras coléricas; *bhāvukera*—de uma pessoa emotiva; *siddhānta*—conclusão; *śuna*—ouvi; *paṇḍitera gaṇa*—ó assembleia de eruditos.", "translation": "**Esse jovem, Gopāla Cakravartī, ficou muito irado ao ouvir as afirmações de Haridāsa Ṭhākura. Ele imediatamente o criticou. \"Ó assembleia de eruditos\", disse ele, \"ouvi apenas a conclusão do devoto emotivo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/194/", "verse_text": "koṭi-janme brahma-jñāne yei 'mukti' naya\n\nei kahe,--nāmābhāse sei 'mukti' haya\"", "devanagari": "> কোটি-জন্মে ব্রহ্মজ্ঞানে যেই ‘মুক্তি’ নয়  ।\n> এই কহে, — নামাভাসে সেই ‘মুক্তি’ হয় ।।” ১৯৪ ॥১৯৪॥", "synonyms": "*koṭi-janme*—após milhões e milhões de nascimentos; *brahma-jñāne*—pelo conhecimento absoluto; *yei*—a qual; *mukti naya*—a liberação não é possível; *ei*—esta pessoa; *kahe*—diz; *nāma-ābhāse*—simplesmente pelo despertar de um vislumbre do canto puro do santo nome; *sei*—essa; *mukti*—liberação; *haya*—torna-se possível.", "translation": "**\"Após muitos milhões e milhões de nascimentos, quando a pessoa é completa em conhecimento absoluto, ela ainda pode não alcançar a liberação; contudo, este homem diz que se pode alcançá-la simplesmente pelo despertar de um vislumbre do santo nome.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/195/", "verse_text": "haridāsa kahena,--kene karaha saṁśaya?\n\nśāstre kahe,--nāmābhāsa-mātre 'mukti' haya", "devanagari": "> হরিদাস কহেন, — কেনে করহ সংশয় ?\n> শাস্ত্রে কহে, — নামাভাস-মাত্রে ‘মুক্তি’ হয় ॥১৯৫॥", "synonyms": "*haridāsa kahena*—Haridāsa Ṭhākura disse; *kene*—por que; *karaha saṁśaya*—estás em dúvida; *śāstre kahe*—afirma-se nas escrituras reveladas; *nāma-ābhāsa mātre*—simplesmente por um vislumbre do canto do santo nome; *mukti haya*—há liberação.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Por que estás em dúvida? As escrituras reveladas dizem que a pessoa pode alcançar a liberação simplesmente por um vislumbre do canto do santo nome sem ofensas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/196/", "verse_text": "bhakti-sukha-āge 'mukti' ati-tuccha haya\n\nataeva bhakta-gaṇa 'mukti' nāhi laya", "devanagari": "> ভক্তিসুখ-আগে ‘মুক্তি’ অতি-তুচ্ছ হয় ।\n> অতএব ভক্তগণ ‘মুক্তি’ নাহি লয় ॥১৯৬॥", "synonyms": "*bhakti-sukha*—a bem-aventurança transcendental derivada do serviço devocional; *āge*—diante; *mukti*—liberação; *ati-tuccha*—extremamente insignificante; *haya*—é; *ataeva*—portanto; *bhakta-gaṇa*—os devotos puros; *mukti*—liberação; *nāhi laya*—não aceitam.", "translation": "**\"Para um devoto que desfruta da bem-aventurança transcendental do serviço devocional, a liberação é algo dos mais insignificantes. Por isso, os devotos puros nunca desejam alcançar a liberação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/197/", "verse_text": "tvat-sākṣātkaraṇāhlāda-\n\nviśuddhābdhi-sthitasya me\n\nsukhāni goṣpadāyante\n\nbrāhmāṇy api jagad-guro", "devanagari": "> ত্বৎসাক্ষাৎকরণাহ্লাদবিশুদ্ধাব্ধিস্থিতস্য মে ।\n> সুখানি গোষ্পদায়ন্তে ব্রাহ্মাণ্যপি জগদ্গুরো ॥১৯৭॥", "synonyms": "*tvat*—Tu; *sākṣāt-karaṇa*—pelo encontro; *āhlāda*—de prazer; *viśuddha*—espiritualmente purificado; *abdhi*—num oceano; *sthitasya*—situado; *me*—de mim; *sukhāni*—felicidade; *goṣpadāyante*—é como a pegada de um bezerro; *brāhmāṇi*—derivada da compreensão do Brahman impessoal; *api*—também; *jagat-guro*—ó mestre do universo.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, ó mestre do universo, visto que Te vi diretamente, minha bem-aventurança transcendental assumiu a forma de um grande oceano. Situado nesse oceano, agora percebo que toda outra suposta felicidade, incluindo até mesmo o brahmānanda, é como a água contida na pegada de um bezerro.' \"**", "purport": "Este verso é citado do Hari-bhakti-sudhodaya (14.36)."}
{"ref": "cc/antya/3/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/198/", "verse_text": "vipra kahe,--\"nāmābhāse yadi 'mukti' naya\n\ntabe tomāra nāka kāṭi' karaha niścaya\"", "devanagari": "> বিপ্র কহে, — “নামাভাসে যদি ‘মুক্তি’ নয় ।\n> তবে তোমার নাক কাটি’ করহ নিশ্চয় ।।” ॥ ১৯৮ ॥", "synonyms": "*vipra kahe*—o brāhmaṇa disse; *nāma-ābhāse*—simplesmente pelo despertar do canto sem ofensas do santo nome; *yadi*—se; *mukti naya*—a liberação não for atingível; *tabe*—então; *tomāra*—teu; *nāka*—nariz; *kāṭi'*—cortarei; *karaha niścaya*—considera isto como certo.", "translation": "**Gopāla Cakravartī disse: \"Se a pessoa não se liberar pelo nāmābhāsa, então podes ter certeza de que cortarei o teu nariz.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/199/", "verse_text": "haridāsa kahena,--\"yadi nāmābhāse 'mukti' naya\n\ntabe āmāra nāka kāṭimu,--ei suniścaya\"", "devanagari": "> হরিদাস কহেন, — “যদি নামাভাসে ‘মুক্তি’ নয় ।\n> তবে আমার নাক কাটিমু, — এই সুনিশ্চয় ।।” ॥ ১৯৯ ॥", "synonyms": "*haridāsa kahena*—Haridāsa Ṭhākura disse; *yadi*—se; *nāma-ābhāse*—simplesmente pelo despertar do santo nome do Senhor; *mukti naya*—a mukti não estiver disponível; *tabe*—então; *āmāra*—meu; *nāka*—nariz; *kāṭimu*—cortarei; *ei*—isto; *suniścaya*—certo.", "translation": "**Então, Haridāsa Ṭhākura aceitou o desafio proposto por Gopāla Cakravartī. \"Se pelo nāmābhāsa a liberação não estiver disponível\", disse ele, \"certamente cortarei o meu nariz.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/200/", "verse_text": "śuni' sabhā-sad uṭhe kari' hāhākāra\n\nmajumadāra sei vipre karila dhikkāra", "devanagari": "> শুনি’ সভাসদ্ উঠে করি’ হাহাকার ।\n> মজুমদার সেই বিপ্রে করিল ধিক্কার ॥২০০॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *sabhā-sat*—todos os membros da assembleia; *uṭhe*—levantaram-se; *kari' hāhā-kāra*—emitindo um som tumultuoso; *majumadāra*—Hiraṇya e Govardhana Majumadāra; *sei vipre*—àquele brāhmaṇa que era seu servo; *karila*—fizeram; *dhik-kāra*—repreensão.", "translation": "**Todos os membros da assembleia que haviam ouvido o desafio ficaram muito agitados e se levantaram, emitindo um som tumultuoso. Tanto Hiraṇya quanto Govardhana Majumadāra repreenderam imediatamente o brāhmaṇa cobrador de impostos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/201/", "verse_text": "balāi-purohita tāre karilā bhartsana\n\n\"ghaṭa-paṭiyā mūrkha tuñi bhakti kāṅhā jāna?", "devanagari": "> বলাই-পুরোহিত তারে করিলা ভর্ৎসন ।\n> “ঘট-পটিয়া মূর্খ তুঞি ভক্তি কাঁহা জান ? ॥ ২০১ ॥", "synonyms": "*balāi-purohita*—o sacerdote de nome Balarāma Ācārya; *tāre*—a Gopāla Cakravartī; *karilā*—fez; *bhartsana*—repreensão; *ghaṭa-paṭiyā*—interessado no pote e na terra; *mūrkha*—tolo; *tuñi*—tu; *bhakti*—serviço devocional; *kāṅhā*—o que; *jāna*—sabes.", "translation": "**O sacerdote de nome Balarāma Ācārya repreendeu Gopāla Cakravartī. \"És um lógico tolo\", disse ele. \"O que sabes sobre o serviço devocional ao Senhor?**", "purport": "A filosofia enunciada pelos māyāvādīs chama-se filosofia ghaṭa-paṭiyā. Segundo essa filosofia, tudo é uno, tudo é terra e, portanto, qualquer coisa feita de terra, tais como diferentes potes, é igualmente a mesma terra. Esses filósofos não veem distinção entre um pote feito de terra e a própria terra. Visto que Gopāla Cakravartī era um lógico ghaṭa-paṭiyā, um materialista grosseiro, o que poderia ele compreender acerca do transcendental serviço devocional ao Senhor?"}
{"ref": "cc/antya/3/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/202/", "verse_text": "haridāsa-ṭhākure tuñi kaili apamāna!\n\nsarva-nāśa habe tora, nā habe kalyāṇa\"", "devanagari": "> হরিদাস-ঠাকুরে তুঞি কৈলি অপমান !\n> সর্বনাশ হবে তোর, না হবে কল্যাণ ।।” ॥ ২০২ ॥", "synonyms": "*haridāsa-ṭhākure*—a Haridāsa Ṭhākura; *tuñi*—tu; *kaili*—fizeste; *apamāna*—insulto; *sarva-nāśa*—destruição de tudo; *habe*—haverá; *tora*—tua; *nā*—não; *habe*—haverá; *kalyāṇa*—resultado auspicioso.", "translation": "**\"Tu insultaste Haridāsa Ṭhākura. Assim, haverá uma posição perigosa para ti. Não deves esperar nada auspicioso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/203/", "verse_text": "śuni' haridāsa tabe uṭhiyā calilā\n\nmajumadāra sei vipre tyāga karilā", "devanagari": "> শুনি’ হরিদাস তবে উঠিয়া চলিলা ।\n> মজুমদার সেই বিপ্রে ত্যাগ করিলা ॥২০৩॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *tabe*—então; *uṭhiyā calilā*—levantou-se e começou a ir embora; *majumadāra*—Hiraṇya e Govardhana Majumadāra; *sei vipre*—esse brāhmaṇa; *tyāga karilā*—expulsaram.", "translation": "**Então Haridāsa Ṭhākura levantou-se para partir, e os Majumadāras, os senhores de Gopāla Cakravartī, imediatamente o dispensaram de seu serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/204/", "verse_text": "sabhā-sahite haridāsera paḍilā caraṇe\n\nharidāsa hāsi' kahe madhura-vacane", "devanagari": "> সভা-সহিতে হরিদাসের পড়িলা চরণে  ।\n> হরিদাস হাসি’ কহে মধুর-বচনে ॥২০৪॥", "synonyms": "*sabhā-sahite*—com todos os membros da assembleia; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *paḍilā caraṇe*—prostraram-se aos pés de lótus; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *hāsi'*—sorrindo; *kahe*—disse; *madhura-vacane*—em voz suave.", "translation": "**Juntamente com todos os membros da assembleia, os dois Majumadāras prostraram-se aos pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura. Haridāsa Ṭhākura, contudo, sorria, e falou em voz suave.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/205/", "verse_text": "\"tomā-sabāra doṣa nāhi, ei ajña brāhmaṇa\n\ntāra doṣa nāhi, tāra tarka-niṣṭha mana", "devanagari": "> “তোমা-সবার দোষ নাহি, এই অজ্ঞ ব্রাহ্মণ  ।\n> তার দোষ নাহি, তার তর্কনিষ্ঠ মন ॥২০৫॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *doṣa*—culpa; *nāhi*—não há; *ei*—este; *ajña*—ignorante; *brāhmaṇa*—suposto brāhmaṇa; *tāra doṣa nāhi*—ele também não tem culpa; *tāra*—sua; *tarka-niṣṭha*—acostumada à especulação; *mana*—mente.", "translation": "**\"Nenhum de vós tem culpa\", disse ele. \"De fato, nem mesmo este suposto brāhmaṇa ignorante tem culpa, pois está acostumado à especulação árida e à lógica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/206/", "verse_text": "tarkera gocara nahe nāmera mahattva\n\nkothā haite jānibe se ei saba tattva?", "devanagari": "> তর্কের গোচর নহে নামের মহত্ত্ব । কোথা হৈতে জানিবে সে এই সব তত্ত্ব ? ২০৬ ।। যাহ ঘর, কৃষ্ণ করুন কুশল সবার  ।\n> আমার সম্বন্ধে দুঃখ না হউক কাহার ।।” ২০৭ ॥২০৬॥", "synonyms": "*tarkera*—pelo argumento e pela lógica; *gocara*—apreciável; *nahe*—não é; *nāmera*—do santo nome; *mahattva*—a glória; *kothā haite*—de onde; *jānibe*—conhecerá; *se*—ele; *ei*—esta; *saba*—toda; *tattva*—verdade.", "translation": "**\"Não se pode compreender as glórias do santo nome simplesmente pelo argumento e pela lógica. Por isso, este homem não tem como compreender as glórias do santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/207/", "verse_text": "yāha ghara, kṛṣṇa karuna kuśala sabāra\n\nāmāra sambandhe duḥkha nā ha-uka kāhāra\"", "devanagari": "", "synonyms": "*yāha ghara*—ide aos vossos lares; *kṛṣṇa karuna*—que o Senhor Kṛṣṇa conceda; *kuśala sabāra*—bênçãos a todos; *āmāra sambandhe*—por minha causa; *duḥkha*—infelicidade; *nā ha-uka*—que não haja; *kāhāra*—de ninguém.", "translation": "**\"Todos vós podeis agora ir aos vossos lares. Que o Senhor Kṛṣṇa conceda Suas bênçãos a todos vós. Não vos entristeçais por eu ter sido insultado.\"**", "purport": "A partir desta afirmação de Haridāsa Ṭhākura, entende-se que um vaiṣṇava puro jamais leva a sério os insultos de quem quer que seja. Este é o ensinamento de Śrī Caitanya Mahāprabhu:\n\ntṛṇād api sunīcena\ntaror api sahiṣṇunā\namāninā mānadena\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ\n\n\"A pessoa deve cantar o santo nome do Senhor num estado de espírito humilde, considerando-se mais baixa que a palha na rua. Deve ser mais tolerante que uma árvore, desprovida de todo o senso de falso prestígio e pronta a oferecer todos os respeitos aos outros. Em tal estado de espírito, a pessoa pode cantar o santo nome do Senhor constantemente.\" Um vaiṣṇava é sempre tolerante e submisso como as árvores e a grama. Ele tolera os insultos oferecidos por outros, pois está simplesmente interessado em cantar o santo nome do Senhor sem se perturbar."}
{"ref": "cc/antya/3/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/208/", "verse_text": "tabe se hiraṇya-dāsa nija ghare āila\n\nsei brāhmaṇe nija dvāra-mānā kaila", "devanagari": "> তবে সে হিরণ্যদাস নিজ ঘরে আইল ।\n> সেই ব্রাহ্মণে নিজ দ্বার-মানা কৈল ॥২০৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *se*—aquele; *hiraṇya-dāsa*—Hiraṇya Majumadāra; *nija*—próprio; *ghare*—ao lar; *āila*—regressou; *sei*—aquele; *brāhmaṇe*—a Gopāla Cakravartī; *nija*—própria; *dvāra*—porta; *mānā*—proibição; *kaila*—emitiu.", "translation": "**Em seguida, Hiraṇya dāsa Majumadāra regressou ao seu lar e ordenou que Gopāla Cakravartī não fosse ali admitido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/209/", "verse_text": "tina dina bhitare sei viprera 'kuṣṭha' haila\n\nati ucca nāsā tāra galiyā paḍila", "devanagari": "> তিন দিন ভিতরে সেই বিপ্রের ‘কুষ্ঠ’ হৈল ।\n> অতি উচ্চ নাসা তার গলিয়া পড়িল ॥২০৯॥", "synonyms": "*tina dina*—três dias; *bhitare*—dentro de; *sei*—aquele; *viprera*—do brāhmaṇa; *kuṣṭha*—lepra; *haila*—apareceu; *ati*—muito; *ucca*—elevado; *nāsā*—nariz; *tāra*—seu; *galiyā*—derretendo; *paḍila*—caiu.", "translation": "**Em três dias, aquele brāhmaṇa foi atacado pela lepra, e, em consequência, seu nariz bastante saliente derreteu e caiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/210/", "verse_text": "campaka-kali-sama hasta-padāṅguli\n\nkoṅkaḍa ha-ila saba, kuṣṭhe gela gali'", "devanagari": "> চম্পক-কলি-সম হস্ত-পদাঙ্গুলি ।\n> কোঁকড় হইল সব, কুষ্ঠে গেল গলি’ ॥২১০॥", "synonyms": "*campaka*—de uma flor de tom dourado; *kali*—botões; *sama*—como; *hasta-pada-aṅguli*—dedos das mãos e dos pés; *koṅkaḍa ha-ila*—ficaram encrespados; *saba*—todos; *kuṣṭhe*—por causa da lepra; *gela gali'*—derreteram.", "translation": "**Os dedos das mãos e dos pés do brāhmaṇa eram belos como botões dourados de campaka, mas, por causa da lepra, todos murcharam e gradualmente se derreteram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/211/", "verse_text": "dekhiyā sakala loka haila camatkāra\n\nharidāse praśaṁsi' tāṅre kare namaskāra", "devanagari": "> দেখিয়া সকল লোক হৈল চমৎকার ।\n> হরিদাসে প্রশংসি’ তাঁরে করে নমস্কার ॥২১১॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *sakala loka*—todas as pessoas; *haila*—ficaram; *camatkāra*—assombradas; *haridāse*—Haridāsa Ṭhākura; *praśaṁsi'*—louvando; *tāṅre*—a ele; *kare*—oferecem; *namaskāra*—reverências.", "translation": "**Ao verem a condição de Gopāla Cakravartī, todos ficaram assombrados. Todos louvaram a influência de Haridāsa Ṭhākura e lhe ofereceram reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/212/", "verse_text": "yadyapi haridāsa viprera doṣa nā la-ilā\n\ntathāpi īśvara tāre phala bhuñjāilā", "devanagari": "> যদ্যপি হরিদাস বিপ্রের দোষ না লইলা ।\n> তথাপি ঈশ্বর তারে ফল ভুঞ্জাইলা ॥২১২॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *viprera*—do brāhmaṇa; *doṣa*—ofensa; *nā*—não; *la-ilā*—levou a sério; *tathāpi*—ainda assim; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *tāre*—a ele; *phala*—o resultado de insultar um vaiṣṇava; *bhuñjāilā*—fez sofrer.", "translation": "**Embora Haridāsa Ṭhākura, como vaiṣṇava, não tenha levado a sério a ofensa do brāhmaṇa, a Suprema Personalidade de Deus não pôde tolerá-la e, assim, fez com que o brāhmaṇa sofresse as consequências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/213/", "verse_text": "bhakta-svabhāva,--ajña-doṣa kṣamā kare\n\nkṛṣṇa-svabhāva,--bhakta-nindā sahite nā pāre", "devanagari": "> ভক্ত-স্বভাব, — অজ্ঞ-দোষ ক্ষমা করে ।\n> কৃষ্ণ-স্বভাব, — ভক্ত-নিন্দা সহিতে না পারে ॥২১৩॥", "synonyms": "*bhakta-svabhāva*—a característica de um devoto puro; *ajña-doṣa*—ofensa de um canalha ignorante; *kṣamā kare*—perdoa; *kṛṣṇa-svabhāva*—a característica de Kṛṣṇa; *bhakta-nindā*—blasfêmia contra os devotos; *sahite nā pāre*—não pode tolerar.", "translation": "**Uma característica de um devoto puro é que ele perdoa qualquer ofensa cometida por um canalha ignorante. A característica de Kṛṣṇa, no entanto, é que Ele não pode tolerar a blasfêmia contra Seus devotos.**", "purport": "tṛṇād api sunīcena\ntaror api sahiṣṇunā\namāninā mānadena\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ\n\nUm vaiṣṇava segue estritamente este princípio de ser mais humilde que a grama e mais tolerante que uma árvore, não esperando nenhuma honra dos outros, mas oferecendo honra a todos. Dessa maneira, o vaiṣṇava está simplesmente interessado em cantar sobre a Suprema Personalidade de Deus e glorificá-Lo. Haridāsa Ṭhākura personificou esta ordem máxima do vaiṣṇavismo. Kṛṣṇa não pode tolerar nenhum insulto ou blasfêmia contra um vaiṣṇava. Por exemplo, Prahlāda Mahārāja foi castigado de tantas maneiras por seu pai, Hiraṇyakaśipu, mas, embora Prahlāda tolerasse isso, Kṛṣṇa não tolerou. O Senhor, portanto, veio sob a forma de Nṛsiṁhadeva para matar Hiraṇyakaśipu. De modo semelhante, embora Śrīla Haridāsa Ṭhākura tolerasse o insulto de Gopāla Cakravartī, Kṛṣṇa não pôde tolerá-lo. O Senhor imediatamente puniu Gopāla Cakravartī, fazendo-o sofrer de lepra. Ao instruir Śrīla Rūpa Gosvāmī acerca das muitas regras e regulações restritivas para os vaiṣṇavas, Śrī Caitanya Mahāprabhu descreveu muito vividamente os efeitos das ofensas aos pés de lótus de um vaiṣṇava. Yadi vaiṣṇava-aparādha uṭhe hātī mātā (Madhya 19.156). Ofender ou blasfemar um vaiṣṇava tem sido descrito como a maior das ofensas, e tem sido comparado a um elefante louco. Quando um elefante louco entra num jardim, arruína todas as trepadeiras, flores e árvores. De modo semelhante, se um devoto que executa adequadamente seu serviço devocional se torna um ofensor aos pés de lótus de seu mestre espiritual ou de um vaiṣṇava, seu serviço devocional fica arruinado."}
{"ref": "cc/antya/3/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/214/", "verse_text": "viprera kuṣṭha śuni' haridāsa mane duḥkhī hailā\n\nbalāi-purohite kahi' śāntipura āilā", "devanagari": "> বিপ্রের কুষ্ঠ শুনি’ হরিদাস মনে দুঃখী হৈলা ।\n> বলাই-পুরোহিতে কহি’ শান্তিপুর আইলা ॥২১৪॥", "synonyms": "*viprera*—do brāhmaṇa; *kuṣṭha*—lepra; *śuni'*—ouvindo; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *mane*—dentro da mente; *duḥkhī hailā*—ficou infeliz; *balāi-purohite*—a Balarāma Ācārya; *kahi'*—falando; *śāntipura āilā*—veio a Śāntipura.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura ficou infeliz ao ouvir que o brāhmaṇa Gopāla Cakravartī fora atacado pela lepra. Assim, após informar Balarāma Ācārya, o sacerdote de Hiraṇya Majumadāra, ele foi a Śāntipura, o lar de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/215/", "verse_text": "ācārye miliyā kailā daṇḍavat praṇāma\n\nadvaita āliṅgana kari' karilā sammāna", "devanagari": "> আচার্যে মিলিয়া কৈলা দণ্ডবৎ প্রণাম ।\n> অদ্বৈত আলিঙ্গন করি’ করিলা সম্মান ॥২১৫॥", "synonyms": "*ācārye miliyā*—encontrando-se com Advaita Ācārya; *kailā*—ofereceu; *daṇḍavat praṇāma*—reverências e respeitos; *advaita*—Advaita Ācārya; *āliṅgana kari'*—abraçando; *karilā sammāna*—demonstrou respeito.", "translation": "**Ao encontrar-se com Advaita Ācārya, Haridāsa Ṭhākura ofereceu-Lhe respeito e reverências. Advaita Ācārya abraçou-o e, em retribuição, demonstrou-lhe respeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/216/", "verse_text": "gaṅgā-tīre goṅphā kari' nirjane tāṅre dilā\n\nbhāgavata-gītāra bhakti-artha śunāilā", "devanagari": "> গঙ্গা তীরে গোঁফা করি’ নির্জনে তাঁরে দিলা ।\n> ভাগবত-গীতার ভক্তি-অর্থ শুনাইলা ॥২১৬॥", "synonyms": "*gaṅgā-tīre*—na margem do Ganges; *goṅphā kari'*—construindo uma pequena residência semelhante a uma caverna; *nirjane*—num lugar solitário; *tāṅre*—a ele; *dilā*—ofereceu; *bhāgavata*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *gītāra*—do Bhagavad-gītā; *bhakti-artha*—o verdadeiro significado do serviço devocional; *śunāilā*—falou-lhe.", "translation": "**Na margem do Ganges, num lugar solitário, Advaita Ācārya fez um lar semelhante a uma caverna para Haridāsa Ṭhākura e falou-lhe sobre o verdadeiro significado do *Śrīmad-Bhāgavatam* e do *Bhagavad-gītā* em termos de serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/217/", "verse_text": "ācāryera ghare nitya bhikṣā-nirvāhaṇa\n\ndui janā mili' kṛṣṇa-kathā-āsvādana", "devanagari": "> আচার্যের ঘরে নিত্য ভিক্ষা-নির্বাহণ ।\n> দুই জনা মিলি’ কৃষ্ণ-কথা-আস্বাদন ॥২১৭॥", "synonyms": "*ācāryera ghare*—na casa de Advaita Ācārya; *nitya*—diariamente; *bhikṣā-nirvāhaṇa*—aceitando alimento como esmola; *dui janā*—os dois; *mili'*—reunindo-se; *kṛṣṇa-kathā*—discursos sobre o tema de Kṛṣṇa; *āsvādana*—saboreando.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura aceitava alimento diariamente na casa de Advaita Ācārya. Reunindo-se, os dois saboreavam o néctar dos discursos sobre o tema de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/218/", "verse_text": "haridāsa kahe,--\"gosāñi, kari nivedane\n\nmore pratyaha anna deha' kon prayojane?", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — “গোসাঞি, করি নিবেদনে ।\n> মোরে প্রত্যহ অন্ন দেহ’ কোন্ প্রয়োজনে ? ॥ ২১৮ ॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa Ṭhākura disse; *gosāñi*—meu caro Advaita Ācārya; *kari nivedane*—permiti-me submeter uma prece; *more*—a mim; *prati-aha*—diariamente; *anna deha'*—Vós dais alimento; *kon prayojane*—qual é a necessidade.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Meu caro Advaita Ācārya, permiti-me submeter algo diante de Vossa Senhoria. Todos os dias me dais esmolas de alimento para comer. Qual é a necessidade disso?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/219/", "verse_text": "mahā-mahā-vipra ethā kulīna-samāja\n\nnīce ādara kara, nā vāsaha bhaya lāja!!", "devanagari": "> মহা-মহা-বিপ্র এথা কুলীন-সমাজ ।\n> নীচে আদর কর, না বাসহ ভয় লাজ !! ॥ ২১৯ ॥", "synonyms": "*mahā-mahā-vipra*—grandes, grandes brāhmaṇas; *ethā*—aqui; *kulīna-samāja*—sociedade aristocrática; *nīce*—a uma pessoa de classe baixa; *ādara kara*—Vós mostrais honra; *nā vāsaha*—Vós não vos importais com; *bhaya lāja*—temor ou vergonha.", "translation": "**\"Senhor, viveis no seio de uma sociedade de grandes, grandes brāhmaṇas e aristocratas, mas, sem temor nem vergonha, adorais um homem de classe inferior como eu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/220/", "verse_text": "alaukika ācāra tomāra kahite pāi bhaya\n\nsei kṛpā karibā,--yāte mora rakṣā haya\"", "devanagari": "> অলৌকিক আচার তোমার কহিতে পাই ভয় ।\n> সেই কৃপা করিবা, — যাতে মোর রক্ষা হয় ।।” ॥ ২২০ ॥", "synonyms": "*alaukika ācāra*—comportamento incomum; *tomāra*—Vosso; *kahite*—falar; *pāi bhaya*—tenho receio; *sei kṛpā*—esse favor; *karibā*—por favor concedei; *yāte*—pelo qual; *mora*—minha; *rakṣā*—proteção; *haya*—haja.", "translation": "**\"Meu caro senhor, Vosso comportamento é incomum. De fato, às vezes tenho receio de Vos falar. Mas, por favor, concedei-me o favor de me proteger do comportamento da sociedade.\"**", "purport": "Enquanto Haridāsa Ṭhākura permanecia sob os cuidados de Advaita Ācārya, ele temia o comportamento da sociedade em Śāntipura, Navadvīpa, que estava repleta de brāhmaṇas, kṣatriyas e vaiśyas extremamente aristocráticos. Haridāsa Ṭhākura nascera em uma família muçulmana e mais tarde foi reconhecido como um grande vaiṣṇava, mas, ainda assim, os brāhmaṇas eram muito críticos a seu respeito. Por isso, Haridāsa Ṭhākura temia que Advaita Ācārya fosse colocado em alguma dificuldade por causa de Sua familiaridade com Haridāsa Ṭhākura. Śrī Advaita Ācārya tratava Haridāsa Ṭhākura como um vaiṣṇava elevadíssimo, mas outros, como Rāmacandra Khān, tinham inveja de Haridāsa Ṭhākura. Naturalmente, devemos seguir os passos de Advaita Ācārya, sem nos importarmos com pessoas como Rāmacandra Khān. Atualmente, muitos vaiṣṇavas estão chegando a nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa dentre os europeus e americanos, e, embora um homem como Rāmacandra Khān sempre tenha inveja de tais vaiṣṇavas, deve-se seguir os passos de Śrī Advaita Ācārya, tratando todos eles como vaiṣṇavas. Embora não sejam tão elevados quanto Haridāsa Ṭhākura, tais americanos e europeus, tendo aceitado os princípios da filosofia e do comportamento vaiṣṇava, jamais devem ser excluídos da sociedade vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/antya/3/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/221/", "verse_text": "ācārya kahena,--\"tumi nā kariha bhaya\n\nsei ācariba, yei śāstra-mata haya", "devanagari": "> আচার্য কহেন, — “তুমি না করিহ ভয় ।\n> সেই আচরিব, যেই শাস্ত্রমত হয় ॥২২১॥", "synonyms": "*ācārya kahena*—Advaita Ācārya disse; *tumi*—tu; *nā*—não; *kariha*—faças; *bhaya*—temor; *sei ācariba*—eu me comportarei dessa maneira; *yei*—tudo o que; *śāstra-mata*—sancionado pelas escrituras reveladas; *haya*—é.", "translation": "**Advaita Ācārya respondeu: \"Meu caro Haridāsa, não tenhas medo. Comportar-me-ei estritamente de acordo com os princípios das escrituras reveladas.**", "purport": "Śrīla Advaita Ācārya não temia a rigorosa cultura e os costumes bramânicos da sociedade. Como se afirma nos preceitos śāstricos, que são o verdadeiro meio de evidência ou prova, qualquer um pode voltar ao Supremo, mesmo que tenha nascido em uma família baixa. Kṛṣṇa diz no *Bhagavad-gītā*:\n\nmāṁ hi pārtha vyapāśritya\nye 'pi syuḥ pāpa-yonayaḥ\nstriyo vaiśyās tathā śūdrās\nte 'pi yānti parāṁ gatim\n\n\"Ó filho de Pṛthā, aqueles que se abrigam em Mim, embora sejam de nascimento inferior — mulheres, vaiśyas [comerciantes], bem como śūdras [trabalhadores] —, podem aproximar-se do destino supremo.\" (Bg. 9.32) Embora tendo nascido em posição baixa na sociedade humana, aquele que aceita Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus é plenamente capaz de voltar ao lar, voltar ao Supremo; e aquele que é um candidato genuíno a voltar ao Supremo não deve ser considerado de baixo nascimento, ou caṇḍāla. Isso também é um preceito śāstrico. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.4.18):\n\nkirāta-hūṇāndhra-pulinda-pulkaśā\nābhīra-śumbhā yavanāḥ khasādayaḥ\nye 'nye ca pāpā yad-apāśrayāśrayāḥ\nśudhyanti tasmai prabhaviṣṇave namaḥ\n\nNão apenas os yavanas e os khasādayaḥ, mas até mesmo aqueles nascidos em famílias ainda mais baixas podem ser purificados (śudhyanti) pela graça de um devoto do Senhor Kṛṣṇa, pois Kṛṣṇa capacita tais devotos a realizar essa purificação. Advaita Ācārya tinha confiança na evidência śāstrica e não se importava com os costumes sociais. O movimento da consciência de Kṛṣṇa, portanto, é um movimento cultural que não se importa com as convenções sociais locais. Seguindo os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Advaita Ācārya, podemos aceitar um devoto de qualquer parte do mundo e reconhecê-lo como um brāhmaṇa assim que ele estiver qualificado por seguir os princípios do comportamento vaiṣṇava."}
{"ref": "cc/antya/3/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/222/", "verse_text": "tumi khāile haya koṭi-brāhmaṇa-bhojana\"\n\neta bali, śrāddha-pātra karāilā bhojana", "devanagari": "> তুমি খাইলে হয় কোটিব্রাহ্মণ-ভোজন ।”\n> এত বলি, শ্রাদ্ধ-পাত্র করাইলা ভোজন ॥২২২॥", "synonyms": "*tumi khāile*—se tu comes; *haya*—há; *koṭi-brāhmaṇa-bhojana*—alimentar dez milhões de brāhmaṇas; *eta bali*—dizendo isso; *śrāddha-pātra*—o prato oferecido aos antepassados; *karāilā bhojana*—fez comer.", "translation": "**\"Alimentar-te equivale a alimentar dez milhões de brāhmaṇas\", disse Advaita Ācārya. \"Portanto, aceita este śrāddha-pātra.\" Assim, Advaita Ācārya fê-lo comer.**", "purport": "Śrāddha é prasāda oferecido aos antepassados em determinada data do ano ou do mês. O śrāddha-pātra, ou prato oferecido aos antepassados, é então oferecido ao melhor dos brāhmaṇas da sociedade. Em vez de oferecer o śrāddha-pātra a qualquer outro brāhmaṇa, Advaita Ācārya o ofereceu a Haridāsa Ṭhākura, considerando-o maior do que qualquer dos mais eminentes brāhmaṇas. Esse ato de Śrī Advaita Ācārya prova que Haridāsa Ṭhākura sempre esteve situado em uma posição transcendental e era, por conseguinte, sempre maior do que mesmo o mais elevado brāhmaṇa, pois estava situado acima do modo da bondade do mundo material. Referindo-se ao Bhakti-sandarbha, verso 177, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura cita as seguintes afirmações do Garuḍa Purāṇa a esse respeito:\n\nbrāhmaṇānāṁ sahasrebhyaḥ\nsatra-yājī viśiṣyate\nsatra-yāji-sahasrebhyaḥ\nsarva-vedānta-pāragaḥ\n\nsarva-vedānta-vit-koṭyā\nviṣṇu-bhakto viśiṣyate\nvaiṣṇavānāṁ sahasrebhya\nekānty eko viśiṣyate\n\n\"Um brāhmaṇa qualificado para oferecer sacrifícios é melhor do que um brāhmaṇa comum, e melhor do que tal brāhmaṇa é aquele que estudou todas as escrituras Védicas. Entre muitos desses brāhmaṇas, aquele que é devoto do Senhor Viṣṇu é o melhor; e entre muitos desses vaiṣṇavas, aquele que se ocupa plenamente no serviço ao Senhor é o melhor.\"\n\nbhaktir aṣṭa-vidhā hy eṣā\nyasmin mlecche 'pi vartate\nsa viprendro muni-śreṣṭhaḥ\nsa jñānī sa ca paṇḍitaḥ\ntasmai deyaṁ tato grāhyaṁ\nsa ca pūjyo yathā hariḥ\n\n\"Há muitas espécies diferentes de devotos, mas mesmo um vaiṣṇava proveniente de uma família de mlecchas ou yavanas é compreendido como um erudito, completo em conhecimento, se conhece a filosofia vaiṣṇava. Por conseguinte, deve-se dar-lhe caridade, pois tal vaiṣṇava é tão adorável quanto a Suprema Personalidade de Deus.\"\n\nna me 'bhaktaś catur-vedī\nmad-bhaktaḥ śva-pacaḥ priyaḥ\ntasmai deyaṁ tato grāhyaṁ\nsa ca pūjyo yathā hy aham\n\nO Senhor Kṛṣṇa diz: \"Mesmo que um não-devoto provenha de uma família de brāhmaṇas e seja perito no estudo dos *Vedas*, ele não Me é muito querido, ao passo que, mesmo que um devoto sincero provenha de uma família baixa de comedores de carne, ele Me é muito querido. A tal devoto puro e sincero deve-se dar caridade, pois ele é tão adorável quanto Eu.\""}
{"ref": "cc/antya/3/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/223/", "verse_text": "jagat-nistāra lāgi' karena cintana\n\navaiṣṇava-jagat kemane ha-ibe mocana?", "devanagari": "> জগৎ-নিস্তার লাগি’ করেন চিন্তন ।\n> অবৈষ্ণব-জগৎ কেমনে হইবে মোচন ? ॥ ২২৩ ॥", "synonyms": "*jagat-nistāra*—a libertação do povo do mundo inteiro; *lāgi'*—por; *karena cintana*—pensava sempre; *avaiṣṇava*—repleto de não-devotos; *jagat*—o mundo inteiro; *kemane*—como; *ha-ibe mocana*—será libertado.", "translation": "**Advaita Ācārya estava sempre absorto em pensamentos de como libertar as almas caídas do mundo inteiro. \"O mundo inteiro está repleto de não-devotos\", pensava Ele. \"Como serão libertados?\"**", "purport": "Śrīla Advaita Ācārya estabelece o padrão para os ācāryas na sampradāya vaiṣṇava. Um ācārya deve estar sempre ávido por libertar as almas caídas. Uma pessoa que estabelece um templo ou maṭha para aproveitar-se dos sentimentos do povo, usando para seu sustento aquilo que as pessoas contribuem para a adoração à Deidade, não pode ser chamada de gosvāmī ou ācārya. Aquele que conhece a conclusão dos śāstras, segue os passos de seus predecessores e se esforça por pregar o culto do bhakti por todo o mundo deve ser considerado um ācārya. O papel de um ācārya não é obter seu sustento através da renda do templo. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura costumava dizer que, se alguém obtém seu sustento exibindo a Deidade no templo, não é um ācārya nem um gosvāmī. Seria melhor que aceitasse serviço até mesmo como varredor de rua, pois esse é um meio mais honrado de ganhar a vida."}
{"ref": "cc/antya/3/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/224/", "verse_text": "kṛṣṇe avatārite advaita pratijñā karilā\n\njala-tulasī diyā pūjā karite lāgilā", "devanagari": "> কৃষ্ণে অবতারিতে অদ্বৈত প্রতিজ্ঞা করিলা ।\n> জল-তুলসী দিয়া পূজা করিতে লাগিলা ॥২২৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatārite*—fazer descer; *advaita*—Advaita Ācārya; *pratijñā*—promessa; *karilā*—fez; *jala-tulasī*—água do Ganges e folhas de tulasī; *diyā*—oferecendo; *pūjā*—adoração; *karite*—fazer; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Determinado a libertar todas as almas caídas, Advaita Ācārya decidiu fazer Kṛṣṇa descer. Com esse voto, Ele começou a oferecer água do Ganges e folhas de tulasī para adorar o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/225/", "verse_text": "haridāsa kare goṅphāya nāma-saṅkīrtana\n\nkṛṣṇa avatīrṇa ha-ibena,--ei tāṅra mana", "devanagari": "> হরিদাস করে গোঁফায় নাম-সঙ্কীর্তন ।\n> কৃষ্ণ অবতীর্ণ হইবেন, — এই তাঁর মন ॥২২৫॥", "synonyms": "*haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *kare*—realizava; *goṅphāya*—na caverna; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *avatīrṇa ha-ibena*—descerá; *ei*—esta; *tāṅra mana*—sua mente.", "translation": "**De modo semelhante, Haridāsa Ṭhākura cantava em sua caverna às margens do Ganges com a intenção de fazer Kṛṣṇa descer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/226/", "verse_text": "dui-janera bhaktye caitanya kailā avatāra\n\nnāma-prema pracāri' kailā jagat uddhāra", "devanagari": "> দুইজনের ভক্ত্যে চৈতন্য কৈলা অবতার ।\n> নাম-প্রেম প্রচারি’ কৈলা জগৎ উদ্ধার ॥২২৬॥", "synonyms": "*dui-janera*—dessas duas pessoas; *bhaktye*—por causa do serviço devocional; *caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *avatāra*—encarnação; *nāma-prema*—o santo nome e o amor por Kṛṣṇa; *pracāri'*—pregando; *kailā*—fez; *jagat uddhāra*—a libertação do mundo inteiro.", "translation": "**Por causa do serviço devocional dessas duas pessoas, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu desceu como uma encarnação. Assim, Ele pregou o santo nome do Senhor e o amor extático por Kṛṣṇa para libertar o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/227/", "verse_text": "āra alaukika eka caritra tāṅhāra\n\nyāhāra śravaṇe loke haya camatkāra", "devanagari": "> আর অলৌকিক এক চরিত্র তাঁহার ।\n> যাহার শ্রবণে লোকে হয় চমৎকার ॥২২৭॥", "synonyms": "*āra*—outro; *alaukika*—incomum; *eka*—um; *caritra*—característica; *tāṅhāra*—de Haridāsa Ṭhākura; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir a qual; *loke*—na sociedade humana; *haya*—há; *camatkāra*—assombro.", "translation": "**Há outro episódio relativo ao comportamento incomum de Haridāsa Ṭhākura. Ficar-se-á assombrado ao ouvi-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/228/", "verse_text": "tarka nā kariha, tarkāgocara tāṅra rīti\n\nviśvāsa kariyā śuna kariyā pratīti", "devanagari": "> তর্ক না করিহ, তর্কাগোচর তাঁর রীতি ।\n> বিশ্বাস করিয়া শুন করিয়া প্রতীতি ॥২২৮॥", "synonyms": "*tarka nā kariha*—não argumentes; *tarka-agocara*—além de argumentos; *tāṅra*—seu; *rīti*—comportamento; *viśvāsa kariyā*—acreditando; *śuna*—escuta; *kariyā pratīti*—tendo confiança.", "translation": "**Ouve sobre tais episódios sem apresentar argumentos áridos, pois esses episódios estão além de nosso raciocínio material. É preciso acreditar neles com fé.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/229/", "verse_text": "eka-dina haridāsa goṅphāte vasiyā\n\nnāma-saṅkīrtana karena ucca kariyā", "devanagari": "> একদিন হরিদাস গোঁফাতে বসিয়া ।\n> নাম-সঙ্কীর্তন করেন উচ্চ করিয়া ॥২২৯॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *goṅphāte vasiyā*—sentado em sua caverna; *nāma-saṅkīrtana karena*—cantava o santo nome do Senhor; *ucca kariyā*—ressoando em voz muito alta.", "translation": "**Certo dia, Haridāsa Ṭhākura estava sentado em sua caverna, recitando em voz muito alta o santo nome do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/230/", "verse_text": "jyotsnāvatī rātri, daśa dik sunirmala\n\ngaṅgāra laharī jyotsnāya kare jhala-mala", "devanagari": "> জ্যোৎস্নাবতী রাত্রি, দশ দিক্ সুনির্মল ।\n> গঙ্গার লহরী জ্যোত্স্নায় করে ঝল-মল ॥২৩০॥", "synonyms": "*jyotsnāvatī*—repleta de luar; *rātri*—a noite; *daśa dik*—as dez direções; *su-nirmala*—muito límpidas e claras; *gaṅgāra laharī*—as ondas do Ganges; *jyotsnāya*—ao luar; *kare jhala-mala*—parecem deslumbrantes.", "translation": "**A noite estava repleta de luar, o que fazia as ondas do Ganges parecerem deslumbrantes. Todas as direções estavam límpidas e claras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/231/", "verse_text": "dvāre tulasī lepā-piṇḍira upara\n\ngoṅphāra śobhā dekhi' lokera juḍāya antara", "devanagari": "> দ্বারে তুলসী লেপা-পিণ্ডির উপর ।\n> গোঁফার শোভা দেখি’ লোকের জুড়ায় অন্তর ॥২৩১॥", "synonyms": "*dvāre*—à porta; *tulasī*—a planta de tulasī; *lepā*—muito limpo; *piṇḍira upara*—sobre o altar; *goṅphāra śobhā*—a beleza da caverna; *dekhi'*—vendo; *lokera*—de todos; *juḍāya*—ficava satisfeito; *antara*—o coração.", "translation": "**Assim, todos os que viam a beleza da caverna, com a planta de tulasī sobre um altar limpo, ficavam maravilhados e satisfeitos no coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/232/", "verse_text": "hena-kāle eka nārī aṅgane āila\n\ntāṅra aṅga-kāntye sthāna pīta-varṇa ha-ila", "devanagari": "> হেনকালে এক নারী অঙ্গনে আইল ।\n> তাঁর অঙ্গকান্ত্যে স্থান পীতবর্ণ হইল ॥২৩২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *eka*—uma; *nārī*—mulher; *aṅgane āila*—chegou ao pátio; *tāṅra*—dela; *aṅga-kāntye*—pela beleza do corpo; *sthāna*—aquele lugar; *pīta-varṇa ha-ila*—tornou-se amarelado.", "translation": "**Nesse momento, naquela bela cena, uma mulher surgiu no pátio. A beleza de seu corpo era tão radiante que tingia todo o lugar com uma tonalidade amarelada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/233/", "verse_text": "tāṅra aṅga-gandhe daśa dik āmodita\n\nbhūṣaṇa-dhvanite karṇa haya camakita", "devanagari": "> তাঁর অঙ্গ-গন্ধে দশ দিক্ আমোদিত ।\n> ভূষণ-ধ্বনিতে কর্ণ হয় চমকিত ॥২৩৩॥", "synonyms": "*tāṅra*—dela; *aṅga-gandhe*—o perfume do corpo; *daśa dik*—as dez direções; *āmodita*—perfumadas; *bhūṣaṇa-dhvanite*—pelo tilintar de seus ornamentos; *karṇa*—o ouvido; *haya*—fica; *camakita*—sobressaltado.", "translation": "**O perfume de seu corpo perfumava todas as direções, e o tilintar de seus ornamentos sobressaltava o ouvido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/234/", "verse_text": "āsiyā tulasīre sei kailā namaskāra\n\ntulasī parikramā kari' gelā goṅphā-dvāra", "devanagari": "> আসিয়া তুলসীরে সেই কৈলা নমস্কার ।\n> তুলসী পরিক্রমা করি’ গেলা গোঁফা-দ্বার ॥২৩৪॥", "synonyms": "*āsiyā*—vindo; *tulasīre*—à planta de tulasī; *sei*—aquela mulher; *kailā*—prestou; *namaskāra*—reverências; *tulasī*—a planta de tulasī; *parikramā*—circum-ambulando; *kari'*—fazendo; *gelā*—foi; *goṅphā-dvāra*—à porta da caverna.", "translation": "**Após chegar ali, a mulher prestou reverências à planta de tulasī e, depois de circum-ambular a planta de tulasī, dirigiu-se à porta da caverna onde Haridāsa Ṭhākura estava sentado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/235/", "verse_text": "yoḍa-hāte haridāsera vandilā caraṇa\n\ndvāre vasi' kahe kichu madhura vacana", "devanagari": "> যোড়-হাতে হরিদাসের বন্দিলা চরণ  ।\n> দ্বারে বসি’ কহে কিছু মধুর বচন ॥২৩৫॥", "synonyms": "*yoḍa-hāte*—de mãos postas; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *vandilā caraṇa*—prestou orações aos pés de lótus; *dvāre vasi'*—sentando-se à porta; *kahe*—diz; *kichu*—algumas; *madhura vacana*—doces palavras.", "translation": "**De mãos postas, ela prestou reverências aos pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura. Sentando-se à porta, falou então em voz muito doce.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/236/", "verse_text": "\"jagatera bandhu tumi rūpa-guṇavān\n\ntava saṅga lāgi' mora ethāke prayāṇa", "devanagari": "> “জগতের বন্ধু তুমি রূপগুণবান্  ।\n> তব সঙ্গ লাগি’ মোর এথাকে প্রয়াণ ॥২৩৬॥", "synonyms": "*jagatera*—do mundo inteiro; *bandhu*—amigo; *tumi*—tu; *rūpa-guṇa-vān*—tão belo e qualificado; *tava saṅga*—tua união; *lāgi'*—para; *mora*—minha; *ethāke prayāṇa*—vinda até aqui.", "translation": "**\"Meu querido amigo\", disse ela, \"tu és o amigo do mundo inteiro. És tão belo e qualificado. Vim até aqui somente para unir-me a ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/237/", "verse_text": "more aṅgīkāra kara hañā sadaya\n\ndīne dayā kare,--ei sādhu-svabhāva haya\"", "devanagari": "> মোরে অঙ্গীকার কর হঞা সদয়  ।\n> দীনে দয়া করে, — এই সাধু-স্বভাব হয় ।।” ২৩৭ ॥২৩৭॥", "synonyms": "*more*—a mim; *aṅgīkāra kara*—aceita; *hañā sa-daya*—sendo muito bondoso; *dīne*—com as almas caídas; *dayā kare*—mostra favor; *ei*—esta; *sādhu-svabhāva*—a característica das pessoas santas; *haya*—é.", "translation": "**\"Meu caro senhor, tem a bondade de aceitar-me e sê misericordioso comigo, pois é característica de todas as pessoas santas serem bondosas com os pobres e caídos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/238/", "verse_text": "eta bali' nānā-bhāva karaye prakāśa\n\nyāhāra darśane munira haya dhairya-nāśa", "devanagari": "> এত বলি’ নানা-ভাব করয়ে প্রকাশ ।\n> যাহার দর্শনে মুনির হয় ধৈর্যনাশ ॥২৩৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *nānā-bhāva*—várias posturas; *karaye prakāśa*—começou a manifestar; *yāhāra darśane*—ao ver as quais; *munira*—até dos grandes filósofos; *haya*—há; *dhairya-nāśa*—perda de paciência.", "translation": "**Após dizer isto, ela começou a manifestar várias posturas, ao ver as quais até o maior dos filósofos perderia a paciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/239/", "verse_text": "nirvikāra haridāsa gambhīra-āśaya\n\nbalite lāgilā tāṅre hañā sadaya", "devanagari": "> নির্বিকার হরিদাস গম্ভীর-আশয়  ।\n> বলিতে লাগিলা তাঁরে হঞা সদয় ॥২৩৯॥", "synonyms": "*nirvikāra*—imperturbável; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *gambhīra*—muito profunda; *āśaya*—determinação; *balite lāgilā*—começou a falar; *tāṅre*—a ela; *hañā sadaya*—sendo misericordioso.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura permaneceu imperturbável, pois sua determinação era profunda. Ele começou a falar-lhe, sendo muito misericordioso para com ela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/240/", "verse_text": "\"saṅkhyā-nāma-saṅkīrtana--ei 'mahā-yajña' manye\n\ntāhāte dīkṣita āmi ha-i prati-dine", "devanagari": "> “সংখ্যা-নাম-সঙ্কীর্তন — এই ‘মহাযজ্ঞ’ মন্যে  ।\n> তাহাতে দীক্ষিত আমি হই প্রতিদিনে ॥২৪০॥", "synonyms": "*saṅkhyā-nāma-saṅkīrtana*—o canto numérico do santo nome; *ei*—este; *mahā-yajña*—grande sacrifício; *manye*—fiz um voto; *tāhāte dīkṣita*—iniciado nisso; *āmi*—eu; *ha-i*—estou; *prati-dine*—todos os dias.", "translation": "**\"Fui iniciado num voto de realizar um grande sacrifício cantando o santo nome um certo número de vezes todos os dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/241/", "verse_text": "yāvat kīrtana samāpta nahe, nā kari anya kāma\n\nkīrtana samāpta haile, haya dīkṣāra viśrāma", "devanagari": "> যাবৎ কীর্তন সমাপ্ত নহে, না করি অন্য কাম  ।\n> কীর্তন সমাপ্ত হৈলে, হয় দীক্ষার বিশ্রাম ॥২৪১॥", "synonyms": "*yāvat*—enquanto; *kīrtana*—o canto; *samāpta*—terminado; *nahe*—não está; *nā*—não; *kari*—eu faço; *anya*—outro; *kāma*—desejo; *kīrtana*—o canto; *samāpta*—terminado; *haile*—tornando-se; *haya*—há; *dīkṣāra*—da iniciação; *viśrāma*—descanso.", "translation": "**\"Enquanto o voto de cantar não estiver cumprido, não desejo nenhuma outra coisa. Quando terminar meu canto, terei então a oportunidade de fazer qualquer coisa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/242/", "verse_text": "dvāre vasi' śuna tumi nāma-saṅkīrtana\n\nnāma samāpta haile karimu tava prīti-ācaraṇa", "devanagari": "> দ্বারে বসি’ শুন তুমি নাম-সঙ্কীর্তন  ।\n> নাম সমাপ্ত হৈলে করিমু তব প্রীতি-আচরণ ॥২৪২॥", "synonyms": "*dvāre vasi'*—sentando-te à porta; *śuna*—ouve; *tumi*—tu; *nāma-saṅkīrtana*—o canto dos santos nomes; *nāma*—o santo nome; *samāpta haile*—quando terminado; *karimu*—farei; *tava*—teu; *prīti*—prazer; *ācaraṇa*—atividades.", "translation": "**\"Senta-te à porta e ouve o canto do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra. Assim que o canto terminar, eu te satisfarei conforme desejares.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/243/", "verse_text": "eta bali' karena teṅho nāma-saṅkīrtana\n\nsei nārī vasi' kare śrī-nāma-śravaṇa", "devanagari": "> এত বলি’ করেন তেঁহো নাম-সঙ্কীর্তন ।\n> সেই নারী বসি’ করে শ্রীনাম-শ্রবণ ॥২৪৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *karena*—realiza; *teṅho*—ele; *nāma-saṅkīrtana*—o canto do santo nome; *sei nārī*—aquela mulher; *vasi'*—sentando-se; *kare*—faz; *śrī-nāma-śravaṇa*—ouvir o santo nome.", "translation": "**Após dizer isto, Haridāsa Ṭhākura continuou a cantar o santo nome do Senhor. Assim, a mulher sentada diante dele começou a ouvir o canto do santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/244/", "verse_text": "kīrtana karite āsi' prātaḥ-kāla haila\n\nprātaḥ-kāla dekhi' nārī uṭhiyā calila", "devanagari": "> কীর্তন করিতে আসি’ প্রাতঃকাল হৈল ।\n> প্রাতঃকাল দেখি’ নারী উঠিয়া চলিল ॥২৪৪॥", "synonyms": "*kīrtana karite*—cantando e cantando; *āsi'*—chegando; *prātaḥ-kāla*—a manhã; *haila*—surgiu; *prātaḥ-kāla dekhi'*—vendo a luz da manhã; *nārī*—a mulher; *uṭhiyā calila*—levantou-se e partiu.", "translation": "**Dessa maneira, enquanto ele cantava e cantava, a manhã se aproximou e, quando a mulher viu que já era de manhã, levantou-se e partiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/245/", "verse_text": "ei-mata tina-dina kare āgamana\n\nnānā bhāva dekhāya, yāte brahmāra hare mana", "devanagari": "> এইমত তিনদিন করে আগমন ।\n> নানা ভাব দেখায়, যাতে ব্রহ্মার হরে মন ॥২৪৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *tina-dina*—três dias; *kare*—ela faz; *āgamana*—aproximação; *nānā bhāva*—toda espécie de poses femininas; *dekhāya*—exibe; *yāte*—pelas quais; *brahmāra*—até mesmo do Senhor Brahmā; *hare*—atrai; *mana*—a mente.", "translation": "**Durante três dias, ela se aproximou de Haridāsa Ṭhākura dessa maneira, exibindo várias poses femininas capazes de desnortear a mente até mesmo do Senhor Brahmā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/246/", "verse_text": "kṛṣṇe nāmāviṣṭa-manā sadā haridāsa\n\naraṇye rodita haila strī-bhāva-prakāśa", "devanagari": "> কৃষ্ণে নামাবিষ্ট-মনা সদা হরিদাস ।\n> অরণ্যে রোদিত হৈল স্ত্রীভাব-প্রকাশ ॥২৪৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *nāma-āviṣṭa*—absorta no canto do santo nome; *manā*—a mente; *sadā*—sempre; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *araṇye*—no ermo; *rodita*—chorando; *haila*—tornou-se; *strī-bhāva-prakāśa*—a exibição de poses femininas.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura estava sempre absorto em pensamentos de Kṛṣṇa e no santo nome de Kṛṣṇa. Por isso, as poses femininas que a mulher exibia eram como um choro no ermo da floresta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/247/", "verse_text": "tṛtīya divasera rātri-śeṣa yabe haila\n\nṭhākurera sthāne nārī kahite lāgila", "devanagari": "> তৃতীয় দিবসের রাত্রি-শেষ যবে হৈল  ।\n> ঠাকুরের স্থানে নারী কহিতে লাগিল ॥২৪৭॥", "synonyms": "*tṛtīya divasera*—do terceiro dia; *rātri-śeṣa*—o fim da noite; *yabe*—quando; *haila*—houve; *ṭhākurera*—de Haridāsa Ṭhākura; *sthāne*—no lugar; *nārī*—a mulher; *kahite lāgila*—começou a falar.", "translation": "**Ao fim da noite do terceiro dia, a mulher falou a Haridāsa Ṭhākura da seguinte forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/248/", "verse_text": "\"tina dina vañcilā āmā kari' āśvāsana\n\nrātri-dine nahe tomāra nāma-samāpana\"", "devanagari": "> “তিন দিন বঞ্চিলা আমা করি’ আশ্বাসন  ।\n> রাত্রি-দিনে নহে তোমার নাম-সমাপন ।।” ২৪৮ ॥২৪৮॥", "synonyms": "*tina dina*—durante três dias; *vañcilā*—enganaste; *āmā*—a mim; *kari' āśvāsana*—dando garantia; *rātri-dine*—ao longo de todo o dia e de toda a noite; *nahe*—não há; *tomāra*—teu; *nāma-samāpana*—término do canto do santo nome.", "translation": "**\"Meu caro senhor, durante três dias enganaste-me com falsas garantias, pois vejo que ao longo de todo o dia e de toda a noite teu canto do santo nome nunca termina.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/249/", "verse_text": "haridāsa ṭhākura kahena,--\"āmi ki karimu?\n\nniyama kariyāchi, tāhā kemane chāḍimu?\"", "devanagari": "> হরিদাস ঠাকুর কহেন, — “আমি কি করিমু ?\n> নিয়ম করিয়াছি, তাহা কেমনে ছাড়িমু ?” ॥ ২৪৯ ॥", "synonyms": "*haridāsa ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *kahena*—disse; *āmi ki karimu*—que posso fazer; *niyama kariyāchi*—fiz um voto; *tāhā*—isso; *kemane*—como; *chāḍimu*—haverei de abandonar.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Minha cara amiga, que posso fazer? Fiz um voto. Como, então, poderia abandoná-lo?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/250/", "verse_text": "tabe nārī kahe tāṅre kari' namaskāra\n\n'āmi--māyā' karite āilāṅa parīkṣā tomāra", "devanagari": "> তবে নারী কহে তাঁরে করি’ নমস্কার ।\n> ‘আমি — মায়া’ করিতে আইলাঙ পরীক্ষা তোমার ॥২৫০॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *nārī*—a mulher; *kahe*—disse; *tāṅre*—a Haridāsa Ṭhākura; *kari' namaskāra*—oferecendo reverências; *āmi*—eu; *māyā*—a energia ilusória; *karite*—fazer; *āilāṅa*—vim; *parīkṣā*—prova; *tomāra*—tua.", "translation": "**Após oferecer reverências a Haridāsa Ṭhākura, a mulher disse: \"Sou a energia ilusória da Suprema Personalidade de Deus. Vim aqui para te pôr à prova.**", "purport": "No *Bhagavad-gītā* (7.14), o Senhor Kṛṣṇa diz:\n\ndaivī hy eṣā guṇa-mayī\nmama māyā duratyayā\nmām eva ye prapadyante\nmāyām etāṁ taranti te\n\n\"Esta Minha energia divina, composta dos três modos da natureza material, é difícil de superar. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpô-la.\" Isso foi realmente comprovado pelo comportamento de Haridāsa Ṭhākura. A māyā encanta o mundo inteiro. De fato, as pessoas se esqueceram da meta última da vida por causa das atrações deslumbrantes do mundo material. Mas essa atração deslumbrante, especialmente a beleza atraente de uma mulher, destina-se às pessoas que não se renderam à Suprema Personalidade de Deus. O Senhor diz: mām eva ye prapadyante māyām etāṁ taranti te — \"Aquele que se rendeu a Mim não pode ser conquistado pela energia ilusória.\" A energia ilusória veio pessoalmente pôr Haridāsa Ṭhākura à prova, mas aqui ela admite sua derrota, pois foi incapaz de cativá-lo. Como isso é possível? Foi porque Haridāsa Ṭhākura, plenamente rendido aos pés de lótus de Kṛṣṇa, estava sempre absorto em pensamentos de Kṛṣṇa, cantando os santos nomes do Senhor 300.000 vezes por dia, como voto."}
{"ref": "cc/antya/3/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/251/", "verse_text": "brahmādi jīva, āmi sabāre mohiluṅ\n\nekelā tomāre āmi mohite nāriluṅ", "devanagari": "> ব্রহ্মাদি জীব, আমি সবারে মোহিলুঁ ।\n> একেলা তোমারে আমি মোহিতে নারিলুঁ ॥২৫১॥", "synonyms": "*brahma-ādi jīva*—todas as entidades vivas, começando pelo Senhor Brahmā; *āmi*—eu; *sabāre mohiluṅ*—cativei a todos; *ekelā*—sozinho; *tomāre*—a ti; *āmi*—eu; *mohite nāriluṅ*—não pude atrair.", "translation": "**\"Anteriormente, cativei a mente até mesmo de Brahmā, isso para não falar de outros. Só a tua mente não consegui atrair.**", "purport": "Começando pelo Senhor Brahmā e descendo até a insignificante formiga, todos, sem exceção, são atraídos pela energia ilusória da Suprema Personalidade de Deus. Os semideuses, os seres humanos, os animais, as aves, as feras, as árvores e as plantas são todos atraídos pelo desejo sexual. Essa é a ilusão da māyā. Todos, sejam homens ou mulheres, pensam que são os desfrutadores da energia ilusória. Dessa maneira, todos ficam cativados e ocupados em atividades materiais. Contudo, como Haridāsa Ṭhākura estava sempre pensando na Suprema Personalidade de Deus e sempre empenhado em satisfazer os sentidos do Senhor, somente esse processo salvou-o do cativeiro da māyā. Esta é a prova prática da força do serviço devocional. Por causa de sua plena ocupação no serviço do Senhor, ele não pôde ser induzido a desfrutar da māyā. O veredito dos śāstras é que um vaiṣṇava puro, ou devoto do Senhor, jamais pensa em desfrutar do mundo material, cujo ápice é a vida sexual. Ele nunca se considera um desfrutador; ao contrário, deseja sempre ser desfrutado pela Suprema Personalidade de Deus. Por conseguinte, a conclusão é que a Suprema Personalidade de Deus é eterna, transcendental, situada além da percepção da gratificação dos sentidos e além das qualidades materiais. Somente se uma entidade viva abandonar a falsa concepção de que o corpo é o eu e sempre se considerar um servo eterno de Kṛṣṇa e dos vaiṣṇavas é que poderá superar a influência da māyā (mām eva ye prapadyante māyām etāṁ taranti te). Uma entidade viva pura que assim atinge a etapa de anartha-nivṛtti, a cessação de tudo o que é indesejável, nada tem a desfrutar no mundo material. Alcança-se essa etapa apenas ao desempenhar corretamente as funções do serviço devocional. Śrīla Rūpa Gosvāmī escreveu:\n\nādau śraddhā tataḥ sādhu-\nsaṅgo 'tha bhajana-kriyā\ntato 'nartha-nivṛttiḥ syāt\ntato niṣṭhā rucis tataḥ\n\n\"No começo, é preciso ter um desejo preliminar de autorrealização. Isso conduzirá a pessoa à etapa de tentar associar-se com pessoas espiritualmente elevadas. Na etapa seguinte, ela é iniciada por um mestre espiritual elevado e, sob a instrução deste, o devoto neófito inicia o processo do serviço devocional. Pela execução do serviço devocional sob a orientação do mestre espiritual, a pessoa se liberta de todos os apegos materiais, alcança firmeza na autorrealização e adquire um gosto por ouvir sobre a Absoluta Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa.\" (*Bhakti-rasāmṛta-sindhu* 1.4.15) Se a pessoa estiver de fato executando serviço devocional, então os anarthas, as coisas indesejáveis associadas ao desfrute material, desaparecerão automaticamente."}
{"ref": "cc/antya/3/252-253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/252-253/", "verse_text": "mahā-bhāgavata tumi,--tomāra darśane\n\ntomāra kṛṣṇa-nāma-kīrtana-śravaṇe\n\ncitta śuddha haila, cāhe kṛṣṇa-nāma laite\n\nkṛṣṇa-nāma upadeśi' kṛpā kara mote", "devanagari": "> মহাভাগবত তুমি, — তোমার দর্শনে ।\n> তোমার কৃষ্ণনাম-কীর্তন-শ্রবণে ॥২৫২॥\n> চিত্ত শুদ্ধ হৈল, চাহে কৃষ্ণনাম লৈতে ।\n> কৃষ্ণনাম উপদেশি’ কৃপা কর মোতে ॥২৫৩॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata*—o devoto mais elevado; *tumi*—tu; *tomāra darśane*—por ver-te; *tomāra*—teu; *kṛṣṇa-nāma*—do santo nome de Kṛṣṇa; *kīrtana*—canto; *śravaṇe*—por ouvir; *citta*—a consciência; *śuddha haila*—purificou-se; *cāhe*—deseja; *kṛṣṇa-nāma laite*—cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-nāma upadeśi'*—instruindo sobre o canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *kṛpā kara*—mostra misericórdia; *mote*—a mim.", "translation": "**\"Meu caro senhor, és o devoto mais elevado. Simplesmente ver-te e ouvir-te cantar o santo nome de Kṛṣṇa purificou minha consciência. Agora desejo cantar o santo nome do Senhor. Por favor, sê bondoso comigo, instruindo-me sobre o êxtase de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/254/", "verse_text": "caitanyāvatāre vahe premāmṛta-vanyā\n\nsaba jīva preme bhāse, pṛthivī haila dhanyā", "devanagari": "> চৈতন্যাবতারে বহে প্রেমামৃত-বন্যা ।\n> সব জীব প্রেমে ভাসে, পৃথিবী হৈল ধন্যা ॥২৫৪॥", "synonyms": "*caitanya-avatāre*—pela encarnação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vahe*—flui; *prema-amṛta*—do néctar eterno do amor a Deus; *vanyā*—a inundação; *saba jīva*—todas as entidades vivas; *preme*—em amor extático; *bhāse*—flutuam; *pṛthivī*—o mundo inteiro; *haila*—tornou-se; *dhanyā*—agradecido.", "translation": "**\"Há agora uma inundação do néctar eterno do amor a Deus, devido à encarnação do Senhor Caitanya. Todas as entidades vivas estão flutuando nessa inundação. O mundo inteiro está agora agradecido ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/255/", "verse_text": "e-vanyāya ye nā bhāse, sei jīva chāra\n\nkoṭi-kalpe kabhu tāra nāhika nistāra", "devanagari": "> এ-বন্যায় যে না ভাসে, সেই জীব ছার ।\n> কোটিকল্পে কভু তার নাহিক নিস্তার ॥২৫৫॥", "synonyms": "*e-vanyāya*—nesta inundação; *ye*—todo aquele que; *nā bhāse*—não flutua; *sei*—essa; *jīva*—entidade viva; *chāra*—a mais condenável; *koṭi-kalpe*—em milhões de kalpas; *kabhu*—em tempo algum; *tāra*—dela; *nāhika*—não há; *nistāra*—libertação.", "translation": "**\"Todo aquele que não flutua nesta inundação é o mais condenável. Tal pessoa não pode ser libertada por milhões de kalpas.**", "purport": "O kalpa é explicado no *Bhagavad-gītā*. Sahasra-yuga-paryantam ahar yad brahmaṇo viduḥ. Um dia de Brahmā chama-se kalpa. Um yuga, ou mahā-yuga, consiste em 4.320.000 anos, e mil desses mahā-yugas constituem um kalpa. O autor de Śrī *Caitanya-caritāmṛta* diz que, se a pessoa não tirar proveito do movimento da consciência de Kṛṣṇa de Śrī Caitanya Mahāprabhu, não poderá ser libertada por milhões de tais kalpas."}
{"ref": "cc/antya/3/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/256/", "verse_text": "pūrve āmi rāma-nāma pāñāchi 'śiva' haite\n\ntomāra saṅge lobha haila kṛṣṇa-nāma laite", "devanagari": "> পূর্বে আমি রাম-নাম পাঞাছি ‘শিব’ হৈতে ।\n> তোমার সঙ্গে লোভ হৈল কৃষ্ণনাম লৈতে ॥২৫৬॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *āmi*—eu; *rāma-nāma*—o santo nome do Senhor Rāma; *pāñāchi*—recebi; *śiva haite*—do Senhor Śiva; *tomāra saṅge*—por tua associação; *lobha haila*—fiquei ávida; *kṛṣṇa-nāma laite*—de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Anteriormente, recebi o santo nome do Senhor Rāma do Senhor Śiva, mas agora, devido à tua associação, estou imensamente ávida por cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/257/", "verse_text": "mukti-hetuka tāraka haya 'rāma-nāma'\n\n'kṛṣṇa-nāma' pāraka hañā kare prema-dāna", "devanagari": "> মুক্তি-হেতুক তারক হয় ‘রামনাম’ ।\n> ‘কৃষ্ণনাম’ পারক হঞা করে প্রেমদান ॥২৫৭॥", "synonyms": "*mukti-hetuka*—a causa da liberação; *tāraka*—libertador; *haya*—é; *rāma-nāma*—o santo nome do Senhor Rāma; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *pāraka*—aquilo que leva a pessoa para o outro lado do oceano da nesciência; *hañā*—sendo; *kare*—concede; *prema-dāna*—o dom do amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**\"O santo nome do Senhor Rāma certamente concede a liberação, mas o santo nome de Kṛṣṇa transporta a pessoa para o outro lado do oceano da nesciência e, por fim, concede-lhe o amor extático a Kṛṣṇa.**", "purport": "De maneira indireta, este verso explica o canto do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. O mahā-mantra Hare Kṛṣṇa — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare/ Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare — inclui tanto o santo nome do Senhor Kṛṣṇa quanto o nome do Senhor Rāma. O Senhor Rāma concede à pessoa a oportunidade de ser liberada, mas, simplesmente pela liberação, não se obtém o verdadeiro benefício espiritual. Às vezes, mesmo que a pessoa esteja liberada do mundo material, se não tiver abrigo nos pés de lótus de Kṛṣṇa, ela cai novamente no mundo material. A liberação é como um estado de convalescença, no qual a pessoa está livre da febre, mas ainda não está saudável. Mesmo na etapa de convalescença, se a pessoa não for muito cuidadosa, poderá ter uma recaída. De modo semelhante, a liberação não oferece tanta segurança quanto o abrigo dos pés de lótus de Kṛṣṇa. Afirma-se no śāstra:\n\nye 'nye 'ravindākṣa vimukta-māninas\ntvayy asta-bhāvād aviśuddha-buddhayaḥ\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ\n\n\"Ó Senhor, a inteligência daqueles que se consideram liberados, mas que não têm devoção, é impura. Embora se elevem ao ponto mais alto da liberação à custa de severas penitências e austeridades, certamente cairão novamente na existência material, pois não se abrigam em Vossos pés de lótus.\" (*Śrīmad-Bhāgavatam* 10.2.32) Yuṣmad-aṅghrayaḥ refere-se aos pés de lótus de Kṛṣṇa. Se a pessoa não se abrigar nos pés de lótus de Kṛṣṇa, ela cai (patanty adhaḥ), mesmo da liberação. O mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, contudo, concede a liberação e, ao mesmo tempo, oferece abrigo nos pés de lótus de Kṛṣṇa. Se a pessoa se abrigar nos pés de lótus de Kṛṣṇa após a liberação, desenvolverá seu adormecido amor extático por Kṛṣṇa. Essa é a mais elevada perfeição da vida."}
{"ref": "cc/antya/3/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/258/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma deha' tumi more kara dhanyā\n\nāmāre bhāsāya yaiche ei prema-vanyā", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম দেহ’ তুমি মোরে কর ধন্যা ।\n> আমারে ভাসায় যৈছে এই প্রেমবন্যা ॥২৫৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *deha'*—por favor, dá; *tumi*—tu; *more*—a mim; *kara dhanyā*—torna afortunada; *āmāre*—a mim; *bhāsāya*—possa fazer flutuar; *yaiche*—de modo que; *ei*—esta; *prema-vanyā*—inundação de amor extático ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Por favor, dá-me o santo nome de Kṛṣṇa e assim torna-me afortunada, para que eu também possa flutuar na inundação do amor a Deus inaugurada por Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/259/", "verse_text": "eta bali' vandilā haridāsera caraṇa\n\nharidāsa kahe,--\"kara kṛṣṇa-saṅkīrtana\"", "devanagari": "> এত বলি’ বন্দিলা হরিদাসের চরণ ।\n> হরিদাস কহে, — “কর কৃষ্ণ-সঙ্কীর্তন” ॥২৫৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *vandilā*—adorou; *haridāsera caraṇa*—os pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura; *haridāsa kahe*—Haridāsa disse; *kara*—simplesmente realiza; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**Após falar dessa maneira, Māyā adorou os pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura, que a iniciou dizendo: \"Simplesmente realiza o cantar do Hare Kṛṣṇa mahā-mantra.\"**", "purport": "Ora, até mesmo Māyā desejou ser favorecida por Haridāsa Ṭhākura. Por isso, Haridāsa Ṭhākura iniciou-a formalmente, pedindo-lhe que cantasse o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra."}
{"ref": "cc/antya/3/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/260/", "verse_text": "upadeśa pāñā māyā calilā hañā prīta\n\ne-saba kathāte kāro nā janme pratīta", "devanagari": "> উপদেশ পাঞা মায়া চলিলা হঞা প্রীত ।\n> এ-সব কথাতে কারো না জন্মে প্রতীত ॥২৬০॥", "synonyms": "*upadeśa pāñā*—recebendo esta instrução; *māyā*—Māyā; *calilā*—partiu; *hañā prīta*—estando muito satisfeita; *e-saba kathāte*—em todas estas narrações; *kāro*—de alguém; *nā*—não; *janme*—há; *pratīta*—fé.", "translation": "**Após ser assim instruída por Haridāsa Ṭhākura, Māyā partiu com grande satisfação. Infelizmente, algumas pessoas não têm fé nestas narrações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/261/", "verse_text": "pratīta karite kahi kāraṇa ihāra\n\nyāhāra śravaṇe haya viśvāsa sabāra", "devanagari": "> প্রতীত করিতে কহি কারণ ইহার ।\n> যাহার শ্রবণে হয় বিশ্বাস সবার ॥২৬১॥", "synonyms": "*pratīta karite*—justamente para tornar alguém fiel; *kahi*—eu digo; *kāraṇa ihāra*—a razão disto; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir o que; *haya*—há; *viśvāsa*—fé; *sabāra*—de todos.", "translation": "**Portanto, explicarei as razões pelas quais as pessoas devem ter fé. Todo aquele que ouvir isto se tornará fiel.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/262/", "verse_text": "caitanyāvatāre kṛṣṇa-preme lubdha hañā\n\nbrahma-śiva-sanakādi pṛthivīte janmiyā", "devanagari": "> চৈতন্যাবতারে কৃষ্ণপ্রেমে লুব্ধ হঞা  ।\n> ব্রহ্মা-শিব-সনকাদি পৃথিবীতে জন্মিয়া ॥২৬২॥", "synonyms": "*caitanya-avatāre*—na encarnação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-preme*—pelo amor extático a Kṛṣṇa; *lubdha hañā*—estando muito ávidos; *brahma*—o Senhor Brahmā; *śiva*—o Senhor Śiva; *sanaka-ādi*—os Kumāras e outros; *pṛthivīte*—nesta terra; *janmiyā*—nascendo.", "translation": "**Durante a encarnação do Senhor Caitanya para inaugurar o movimento da consciência de Kṛṣṇa, até mesmo personalidades como o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva e os quatro Kumāras nasceram sobre esta terra, atraídos pelo amor extático ao Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/263/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma lañā nāce, prema-vanyāya bhāse\n\nnārada-prahlādādi āse manuṣya-prakāśe", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম লঞা নাচে, প্রেমবন্যায় ভাসে  ।\n> নারদ-প্রহ্লাদাদি আসে মনুষ্য-প্রকাশে ॥২৬৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *lañā*—cantando; *nāce*—dançam; *prema-vanyāya*—na inundação da torrente de amor a Deus; *bhāse*—flutuam; *nārada*—o sábio Nārada; *prahlāda-ādi*—e devotos como Prahlāda; *āse*—vêm; *manuṣya-prakāśe*—como se fossem seres humanos.", "translation": "**Todos eles, incluindo o grande sábio Nārada e devotos como Prahlāda, vieram aqui como se fossem seres humanos, cantando juntos os santos nomes do Senhor Kṛṣṇa, dançando e flutuando na inundação do amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/264/", "verse_text": "lakṣmī-ādi kari' kṛṣṇa-preme lubdha hañā\n\nnāma-prema āsvādilā manuṣye janmiyā", "devanagari": "> লক্ষ্মী-আদি করি’ কৃষ্ণপ্রেমে লুব্ধ হঞা ।\n> নাম-প্রেম আস্বাদিলা মনুষ্যে জন্মিয়া ॥২৬৪॥", "synonyms": "*lakṣmī-ādi*—a deusa da fortuna e outros; *kari'*—dessa maneira; *kṛṣṇa-preme*—pelo amor a Kṛṣṇa; *lubdha hañā*—estando ávidos; *nāma-prema*—o santo nome de Kṛṣṇa em amor; *āsvādilā*—saborearam; *manuṣye janmiyā*—nascendo na sociedade humana.", "translation": "**A deusa da fortuna e outros, atraídos pelo amor a Kṛṣṇa, também desceram sob a forma de seres humanos e saborearam o santo nome do Senhor em amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/265/", "verse_text": "anyera kā kathā, āpane vrajendra-nandana\n\navatari' karena prema-rasa āsvādana", "devanagari": "> অন্যের কা কথা, আপনে ব্রজেন্দ্রনন্দন ।\n> অবতরি’ করেন প্রেম-রস আস্বাদন ॥২৬৫॥", "synonyms": "*anyera kā kathā*—o que dizer de outros; *āpane*—pessoalmente; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja, Kṛṣṇa; *avatari'*—descendo; *karena*—realiza; *prema-rasa āsvādana*—o saborear do néctar do amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**O que dizer de outros, quando o próprio Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, desce pessoalmente para saborear o néctar do amor a Deus sob a forma do cantar de Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/266/", "verse_text": "māyā-dāsī 'prema' māge,--ithe ki vismaya?\n\n'sādhu-kṛpā-'nāma' vinā 'prema' nā janmaya", "devanagari": "> মায়া-দাসী ‘প্রেম’ মাগে, — ইথে কি বিস্ময় ?\n> ‘সাধুকৃপা’-‘নাম’ বিনা ‘প্রেম’ না জন্মায় ॥২৬৬॥", "synonyms": "*māyā-dāsī*—a energia externa é uma criada; *prema māge*—ela deseja o amor a Deus; *ithe*—nisto; *ki vismaya*—que maravilha há; *sādhu-kṛpā*—a misericórdia do devoto; *nāma*—o cantar do santo nome; *vinā*—sem; *prema*—amor a Deus; *nā janmaya*—não é possível.", "translation": "**Que maravilha há em que a criada de Kṛṣṇa, Sua energia externa, implore pelo amor a Deus? Sem a misericórdia de um devoto e sem o cantar do santo nome do Senhor, o amor a Deus não pode ser possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/267/", "verse_text": "caitanya-gosāñira līlāra ei ta' svabhāva\n\ntribhuvana nāce, gāya, pāñā prema-bhāva", "devanagari": "> চৈতন্য-গোসাঞির লীলার এই ত’ স্বভাব ।\n> ত্রিভুবন নাচে, গায়, পাঞা প্রেমভাব ॥২৬৭॥", "synonyms": "*caitanya-gosāñira*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *līlāra*—dos passatempos; *ei*—esta; *ta'*—certamente; *sva-bhāva*—a característica; *tri-bhuvana nāce*—os três mundos dançam; *gāya*—cantam; *pāñā*—obtendo; *prema-bhāva*—amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**Nas atividades do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, os três mundos dançam e cantam, havendo entrado em contato com o amor a Deus. Esta é a característica de Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/268/", "verse_text": "kṛṣṇa-ādi, āra yata sthāvara-jaṅgame\n\nkṛṣṇa-preme matta kare kṛṣṇa-saṅkīrtane", "devanagari": "> কৃষ্ণ-আদি, আর যত স্থাবর-জঙ্গমে ।\n> কৃষ্ণপ্রেমে মত্ত করে কৃষ্ণ-সঙ্কীর্তনে ॥২৬৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-ādi*—começando por Kṛṣṇa; *āra*—e; *yata*—todas; *sthāvara-jaṅgame*—as criaturas móveis e imóveis; *kṛṣṇa-preme*—em amor a Kṛṣṇa; *matta*—enlouquecidas; *kare*—torna; *kṛṣṇa-saṅkīrtane*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**O santo nome de Kṛṣṇa é tão atraente que todo aquele que o canta — incluindo todas as entidades vivas, móveis e imóveis, e até mesmo o próprio Senhor Kṛṣṇa — fica imbuído de amor a Kṛṣṇa. Este é o efeito de cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/269/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi kaḍacāya ye-līlā likhila\n\nraghunātha-dāsa-mukhe ye saba śunila", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি কড়চায় যে-লীলা লিখিল  ।\n> রঘুনাথদাস-মুখে যে সব শুনিল ॥২৬৯॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kaḍacāya*—em suas anotações; *ye*—quaisquer; *līlā*—passatempos; *likhila*—registrou; *raghunātha-dāsa-mukhe*—da boca de Raghunātha dāsa Gosvāmī; *ye*—que; *saba*—todos; *śunila*—eu ouvi.", "translation": "**Ouvi da boca de Raghunātha dāsa Gosvāmī tudo o que Svarūpa Dāmodara Gosvāmī registrou em suas anotações sobre os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/270/", "verse_text": "sei saba līlā kahi saṅkṣepa kariyā\n\ncaitanya-kṛpāte likhi kṣudra-jīva hañā", "devanagari": "> সেই সব লীলা কহি সংক্ষেপ করিয়া  ।\n> চৈতন্য-কৃপাতে লিখি ক্ষুদ্রজীব হঞা ॥২৭০॥", "synonyms": "*sei saba*—todos aqueles; *līlā*—passatempos; *kahi*—eu descrevo; *saṅkṣepa kariyā*—em resumo; *caitanya-kṛpāte*—pela misericórdia do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *likhi*—eu escrevo; *kṣudra-jīva hañā*—sendo uma entidade viva muito insignificante.", "translation": "**Descrevi resumidamente aqueles passatempos. Tudo o que escrevi se deve à misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois sou um ser vivo insignificante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/271/", "verse_text": "haridāsa ṭhākurera kahiluṅ mahimāra kaṇa\n\nyāhāra śravaṇe bhaktera juḍāya śravaṇa", "devanagari": "> হরিদাস ঠাকুরের কহিলুঁ মহিমার কণ ।\n> যাহার শ্রবণে ভক্তের জুড়ায় শ্রবণ ॥২৭১॥", "synonyms": "*haridāsa ṭhākurera*—de Haridāsa Ṭhākura; *kahiluṅ*—eu descrevi; *mahimāra*—das glórias; *kaṇa*—um fragmento; *yāhāra*—das quais; *śravaṇe*—o ouvir; *bhaktera*—dos devotos; *juḍāya*—satisfaz; *śravaṇa*—a recepção auditiva.", "translation": "**Descrevi apenas um fragmento das glórias de Haridāsa Ṭhākura. Ouvir isto satisfaz a recepção auditiva de todo devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/3/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/3/272/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৭২॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Terceiro Capítulo, que descreve as glórias de Śrīla Haridāsa Ṭhākura."}
{"ref": "cc/antya/4/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/1/", "verse_text": "vṛndāvanāt punaḥ prāptaṁ\nśrī-gauraḥ śrī-sanātanam\ndeha-pātād avan snehāt\nśuddhaṁ cakre parīkṣayā", "devanagari": "> বৃন্দাবনাৎ পুনঃ প্রাপ্তং শ্রীগৌরঃ শ্রীসনাতনম্ ।\n> দেহপাতাদবন্ স্নেহাৎ শুদ্ধং চক্রে পরীক্ষয়া ॥১॥", "synonyms": "*vṛndāvanāt*—de Vṛndāvana; *punaḥ*—novamente; *prāptam*—recebido; *śrī-gauraḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-sanātanam*—Śrī Sanātana Gosvāmī; *deha-pātāt*—de abandonar seu corpo; *avan*—protegendo; *snehāt*—por afeição; *śuddham*—puro; *cakre*—tornou; *parīkṣayā*—por meio de exame.", "translation": "**Quando Sanātana Gosvāmī retornou de Vṛndāvana, Śrī Caitanya Mahāprabhu, afetuosamente, salvou-o de sua determinação de cometer suicídio. Então, após colocá-lo à prova, Śrī Caitanya Mahāprabhu purificou seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Śrī Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/3/", "verse_text": "nīlācala haite rūpa gauḍe yabe gelā\nmathurā haite sanātana nīlācala āilā", "devanagari": "> নীলাচল হৈতে রূপ গৌড়ে যবে গেলা ।\n> মথুরা হৈতে সনাতন নীলাচল আইলা ॥৩॥", "synonyms": "*nīlācala haite*—de Nīlācala (Jagannātha Purī); *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *gauḍe*—a Bengala; *yabe*—quando; *gelā*—foi; *mathurā haite*—de Mathurā; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *nīlācala āilā*—veio a Jagannātha Purī.", "translation": "**Quando Śrīla Rūpa Gosvāmī retornou de Jagannātha Purī a Bengala, Sanātana Gosvāmī foi de Mathurā a Jagannātha Purī para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/4/", "verse_text": "jhārikhaṇḍa-vanapathe āilā ekelā caliyā\nkabhu upavāsa, kabhu carvaṇa kariyā", "devanagari": "> ঝারিখণ্ড-বনপথে আইলা একেলা চলিয়া ।\n> কভু উপবাস, কভু চর্বণ করিয়া ॥৪॥", "synonyms": "*jhārikhaṇḍa*—conhecida como Jhārikhaṇḍa; *vana-pathe*—pelo caminho da floresta da Índia central; *āilā*—veio; *ekelā*—sozinho; *caliyā*—caminhando; *kabhu*—às vezes; *upavāsa*—jejuando; *kabhu*—às vezes; *carvaṇa kariyā*—mastigando.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī caminhou sozinho pelo caminho através da Floresta de Jhārikhaṇḍa, na Índia central. Às vezes jejuava, e às vezes comia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/5/", "verse_text": "jhārikhaṇḍera jalera doṣe, upavāsa haite\ngātre kaṇḍu haila, rasā paḍe khājuyāite", "devanagari": "> ঝারিখণ্ডের জলের দোষে, উপবাস হৈতে ।\n> গাত্রে কণ্ডু হৈল, রসা পড়ে খাজুয়াইতে ॥৫॥", "synonyms": "*jhārikhaṇḍera*—no lugar conhecido como Jhārikhaṇḍa; *jalera*—da água; *doṣe*—pelo defeito; *upavāsa haite*—por jejuar; *gātre*—no corpo; *kaṇḍu*—coceiras; *haila*—houve; *rasā*—fluido; *paḍe*—escorre; *khājuyāite*—por coçar.", "translation": "**Por causa da água ruim em Jhārikhaṇḍa e por causa do jejum, Sanātana Gosvāmī contraiu uma doença que lhe causava coceira no corpo. Assim, ele ficou afligido com feridas pruriginosas das quais escorria fluido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/6/", "verse_text": "nirveda ha-ila pathe, karena vicāra\n'nīca-jāti, deha mora--atyanta asāra", "devanagari": "> নির্বেদ হইল পথে, করেন বিচার  ।\n> ‘নীচ-জাতি, দেহ মোর — অত্যন্ত অসার ॥৬॥", "synonyms": "*nirveda ha-ila*—houve desânimo; *pathe*—no caminho; *karena vicāra*—ele considerou; *nīca-jāti*—de casta inferior; *deha mora*—meu corpo; *atyanta*—completamente; *asāra*—inútil para o serviço devocional.", "translation": "**Em desânimo, Sanātana Gosvāmī considerou: \"Sou de casta inferior, e meu corpo é inútil para o serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/7/", "verse_text": "jagannāthe gele tāṅra darśana nā pāimu\nprabhura darśana sadā karite nārimu", "devanagari": "> জগন্নাথে গেলে তাঁর দর্শন না পাইমু  ।\n> প্রভুর দর্শন সদা করিতে নারিমু ॥৭॥", "synonyms": "*jagannāthe*—a Jagannātha Purī; *gele*—quando eu for; *tāṅra*—Sua; *darśana*—visita; *nā pāimu*—não conseguirei; *prabhura darśana*—ver o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sadā*—sempre; *karite*—fazer; *nārimu*—não serei capaz.", "translation": "**\"Quando eu for a Jagannātha Purī, não conseguirei ver o Senhor Jagannātha, nem poderei sempre ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/8/", "verse_text": "mandira-nikaṭe śuni tāṅra vāsā-sthiti\nmandira-nikaṭe yāite mora nāhi śakti", "devanagari": "> মন্দির-নিকটে শুনি তাঁর বাসা-স্থিতি  ।\n> মন্দির-নিকটে যাইতে মোর নাহি শক্তি ॥৮॥", "synonyms": "*mandira-nikaṭe*—perto do templo; *śuni*—eu ouço; *tāṅra*—Sua; *vāsā-sthiti*—residência; *mandira-nikaṭe*—perto do templo; *yāite*—ir; *mora*—minha; *nāhi śakti*—não há força.", "translation": "**\"Ouvi dizer que a residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu fica perto do templo de Jagannātha. Mas não terei força para ir até perto do templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/9/", "verse_text": "jagannāthera sevaka phere kārya-anurodhe\ntāṅra sparśa haile mora habe aparādhe", "devanagari": "> জগন্নাথের সেবক ফেরে কার্য-অনুরোধে ।\n> তাঁর স্পর্শ হৈলে মোর হবে অপরাধে ॥৯॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *sevaka*—diferentes servos; *phere*—circulam; *kārya-anurodhe*—por causa de diferentes deveres; *tāṅra*—deles; *sparśa*—toque; *haile*—se houver; *mora*—minha; *habe*—haverá; *aparādhe*—ofensa.", "translation": "**\"Os servos do Senhor Jagannātha geralmente circulam cuidando de seus deveres, mas, se eles me tocarem, serei um ofensor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/10/", "verse_text": "tāte yadi ei deha bhāla-sthāne diye\nduḥkha-śānti haya āra sad-gati pāiye", "devanagari": "> তাতে যদি এই দেহ, ভাল-স্থানে দিয়ে ।\n> দুঃখ-শান্তি হয় আর সদ্গতি পাইয়ে ॥১০॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *yadi*—se; *ei*—este; *deha*—corpo; *bhāla-sthāne*—num bom lugar; *diye*—eu sacrificar; *duḥkha-śānti*—apaziguamento da infelicidade; *haya*—há; *āra*—e; *sat-gati*—bom destino; *pāiye*—eu obtenho.", "translation": "**\"Por conseguinte, se eu sacrificar este corpo num bom lugar, minha infelicidade será mitigada, e alcançarei um destino elevado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/11/", "verse_text": "jagannātha ratha-yātrāya ha-ibena bāhira\ntāṅra ratha-cākāya chāḍimu ei śarīra", "devanagari": "> জগন্নাথ রথযাত্রায় হইবেন বাহির ।\n> তাঁর রথ-চাকায় ছাড়িমু এই শরীর ॥১১॥", "synonyms": "*jagannātha ratha-yātrāya*—na ocasião do festival do carro do Senhor Jagannātha; *ha-ibena bāhira*—Ele sairá; *tāṅra*—Dele; *ratha-cākāya*—sob a roda do carro; *chāḍimu*—abandonarei; *ei śarīra*—este corpo.", "translation": "**\"Durante o festival Ratha-yātrā, quando o Senhor Jagannātha sair do templo, abandonarei este corpo sob a roda de Seu carro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/12/", "verse_text": "mahāprabhura āge, āra dekhi' jagannātha\nrathe deha chāḍimu,--ei parama-puruṣārtha'", "devanagari": "> মহাপ্রভুর আগে, আর দেখি’ জগন্নাথ ।\n> রথে দেহ ছাড়িমু, — এই পরম-পুরুষার্থ ।।’ ॥ ১২ ॥", "synonyms": "*mahāprabhura āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āra*—e; *dekhi' jagannātha*—após ver o Senhor Jagannātha; *rathe*—sob o carro; *deha chāḍimu*—abandonarei este corpo; *ei*—esta; *parama-puruṣa-artha*—a mais elevada bênção da vida.", "translation": "**\"Após ver o Senhor Jagannātha, abandonarei meu corpo sob a roda do carro na presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Esta será a mais elevada bênção da minha vida.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/13/", "verse_text": "ei ta' niścaya kari' nīlācale āilā\nloke puchi' haridāsa-sthāne uttarilā", "devanagari": "> এই ত’ নিশ্চয় করি’ নীলাচলে আইলা ।\n> লোকে পুছি’ হরিদাস-স্থানে উত্তরিলা ॥১৩॥", "synonyms": "*ei ta'*—dessa maneira; *niścaya kari'*—decidindo; *nīlācale āilā*—veio a Jagannātha Purī; *loke puchi'*—perguntando às pessoas; *haridāsa-sthāne*—o lugar de Haridāsa Ṭhākura; *uttarilā*—aproximou-se.", "translation": "**Tendo tomado essa resolução, Sanātana Gosvāmī foi a Nīlācala, onde perguntou as direções às pessoas e se aproximou da residência de Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/14/", "verse_text": "haridāsera kailā teṅha caraṇa vandana\njāni' haridāsa tāṅre kailā āliṅgana", "devanagari": "> হরিদাসের কৈলা তেঁহ চরণ বন্দন ।\n> জানি’ হরিদাস তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ॥১৪॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *kailā*—fez; *teṅha*—ele; *caraṇa vandana*—adorando os pés de lótus; *jāni'*—conhecendo; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *tāṅre*—a ele; *kailā āliṅgana*—abraçou.", "translation": "**Ele ofereceu seus respeitos aos pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura, que o conhecia e, assim, o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/15/", "verse_text": "mahāprabhu dekhite tāṅra utkaṇṭhita mana\n\nharidāsa kahe,--'prabhu āsibena ekhana'", "devanagari": "> মহাপ্রভু দেখিতে তাঁর উৎকণ্ঠিত মন ।\n> হরিদাস কহে, — ‘প্রভু আসিবেন এখন ।।’ ॥ ১৫ ॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—ver; *tāṅra*—sua; *utkaṇṭhita*—ansiosa; *mana*—mente; *haridāsa kahe*—Haridāsa disse; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsibena ekhana*—virá aqui.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī estava muito ansioso por ver os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, Haridāsa Ṭhākura disse: \"O Senhor virá aqui muito em breve.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/16/", "verse_text": "hena-kāle prabhu 'upala-bhoga' dekhiyā\n\nharidāse milite āilā bhakta-gaṇa lañā", "devanagari": "> হেনকালে প্রভু ‘উপলভোগ’ দেখিয়া ।\n> হরিদাসে মিলিতে আইলা ভক্তগণ লঞা ॥১৬॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upala-bhoga*—a oferenda de upala-bhoga ao Senhor Jagannātha; *dekhiyā*—depois de ver; *haridāse*—Haridāsa; *milite*—para encontrar; *āilā*—veio; *bhakta-gaṇa lañā*—com outros devotos.", "translation": "**Naquele exato momento, Śrī Caitanya Mahāprabhu, após visitar o templo de Jagannātha para ver a oferenda de upala-bhoga [refeições matinais leves], veio com Seus outros devotos ver Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/17/", "verse_text": "prabhu dekhi' duṅhe paḍe daṇḍavat hañā\n\nprabhu āliṅgilā haridāsere uṭhāñā", "devanagari": "> প্রভু দেখি’ দুঁহে পড়ে দণ্ডবৎ হঞা ।\n> প্রভু আলিঙ্গিলা হরিদাসেরে উঠাঞা ॥১৭॥", "synonyms": "*prabhu dekhi'*—vendo o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duṅhe*—ambos; *paḍe*—prostraram-se; *daṇḍavat hañā*—retos como varas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āliṅgilā*—abraçou; *haridāsere*—Haridāsa Ṭhākura; *uṭhāñā*—após erguê-lo.", "translation": "**Ao verem Śrī Caitanya Mahāprabhu, ambos imediatamente se prostraram retos como varas para oferecer reverências. O Senhor então ergueu Haridāsa e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/18/", "verse_text": "haridāsa kahe,--'sanātana kare namaskāra'\n\nsanātane dekhi' prabhu hailā camatkāra", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — ‘সনাতন করে নমস্কার’ ।\n> সনাতনে দেখি’ প্রভু হৈলা চমৎকার ॥১৮॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa disse; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *kare namaskāra*—está oferecendo suas reverências; *sanātane dekhi'*—vendo Sanātana Gosvāmī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā camatkāra*—ficou muito surpreso.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Eis aqui Sanātana Gosvāmī, oferecendo suas reverências.\" Ao ver Sanātana Gosvāmī, o Senhor ficou grandemente surpreso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/19/", "verse_text": "sanātane āliṅgite prabhu āgu hailā\n\npāche bhāge sanātana kahite lāgilā", "devanagari": "> সনাতনে আলিঙ্গিতে প্রভু আগু হৈলা  ।\n> পাছে ভাগে সনাতন কহিতে লাগিলা ॥১৯॥", "synonyms": "*sanātane*—Sanātana Gosvāmī; *āliṅgite*—abraçar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āgu hailā*—adiantou-se; *pāche*—para trás; *bhāge*—recua; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu se adiantou para abraçá-lo, Sanātana recuou e falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/20/", "verse_text": "\"more nā chuṅiha, prabhu, paḍoṅ tomāra pāya\n\neke nīca-jāti adhama, āra kaṇḍu-rasā gāya", "devanagari": "> “মোরে না ছুঁইহ, প্রভু, পড়োঁ তোমার পায়  ।\n> একে নীচজাতি অধম, আর কণ্ডুরসা গায় ।।” ২০ ॥২০॥", "synonyms": "*more*—a mim; *nā chuṅiha*—por favor, não toques; *prabhu*—meu Senhor; *paḍoṅ*—prostro-me; *tomāra pāya*—a Teus pés; *eke*—de um lado; *nīca-jāti*—de casta baixa; *adhama*—o mais baixo da humanidade; *āra*—e; *kaṇḍu-rasā*—uma doença de infecções úmidas e pruriginosas; *gāya*—no corpo.", "translation": "**\"Meu Senhor, por favor, não me toques. Prostro-me a Teus pés de lótus. Sou o mais baixo dos homens, tendo nascido de casta baixa. Além disso, tenho infecções no corpo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/21/", "verse_text": "balātkāre prabhu tāṅre āliṅgana kaila\n\nkaṇḍu-kleda mahāprabhura śrī-aṅge lāgila", "devanagari": "> বলাৎকারে প্রভু তাঁরে আলিঙ্গন কৈল ।\n> কণ্ডুক্লেদ মহাপ্রভুর শ্রীঅঙ্গে লাগিল ॥২১॥", "synonyms": "*balātkāre*—à força; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *āliṅgana kaila*—abraçou; *kaṇḍu-kleda*—a umidade das feridas pruriginosas; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī*—transcendental; *aṅge*—corpo; *lāgila*—tocou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, contudo, abraçou Sanātana Gosvāmī à força. Assim, a umidade que exsudava das feridas pruriginosas tocou o corpo transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/22/", "verse_text": "saba bhakta-gaṇe prabhu milāilā sanātane\n\nsanātana kailā sabāra caraṇa vandane", "devanagari": "> সব ভক্তগণে প্রভু মিলাইলা সনাতনে ।\n> সনাতন কৈলা সবার চরণ বন্দনে ॥২২॥", "synonyms": "*saba*—todos; *bhakta-gaṇe*—devotos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milāilā*—apresentou; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *kailā*—fez; *sabāra*—de todos eles; *caraṇa vandane*—adorando os pés de lótus.", "translation": "**O Senhor apresentou todos os devotos a Sanātana Gosvāmī, que ofereceu suas respeitosas reverências aos pés de lótus de todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/23/", "verse_text": "prabhu lañā vasilā piṇḍāra upare bhakta-gaṇa\n\npiṇḍāra tale vasilā haridāsa sanātana", "devanagari": "> প্রভু লঞা বসিলা পিণ্ডার উপরে ভক্তগণ ।\n> পিণ্ডার তলে বসিলা হরিদাস সনাতন ॥২৩॥", "synonyms": "*prabhu lañā*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasilā*—sentaram-se; *piṇḍāra upare*—sobre a plataforma elevada; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *piṇḍāra tale*—abaixo da plataforma; *vasilā*—sentaram-se; *haridāsa sanātana*—Haridāsa Ṭhākura e Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**O Senhor e Seus devotos sentaram-se sobre uma plataforma elevada, e abaixo dela sentaram-se Haridāsa Ṭhākura e Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/24/", "verse_text": "kuśala-vārtā mahāprabhu puchena sanātane\n\nteṅha kahena,--'parama maṅgala dekhinu caraṇe'", "devanagari": "> কুশলবার্তা মহাপ্রভু পুছেন সনাতনে ।\n> তেঁহ কহেন, — ‘পরম মঙ্গল দেখিনু চরণে ।।’ ॥ ২৪ ॥", "synonyms": "*kuśala*—de bem-estar; *vārtā*—notícias; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *puchena*—pergunta; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *teṅha kahena*—ele disse; *parama maṅgala*—tudo é auspicioso; *dekhinu caraṇe*—vi Teus pés de lótus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou a Sanātana notícias sobre seu bem-estar. Sanātana respondeu: \"Tudo é auspicioso, pois vi Teus pés de lótus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/25/", "verse_text": "mathurāra vaiṣṇava-sabera kuśala puchilā\n\nsabāra kuśala sanātana jānāilā", "devanagari": "> মথুরার বৈষ্ণব-সবের কুশল পুছিলা ।\n> সবার কুশল সনাতন জানাইলা ॥২৫॥", "synonyms": "*mathurāra*—de Mathurā; *vaiṣṇava-sabera*—de todos os vaiṣṇavas; *kuśala puchilā*—perguntou sobre o bem-estar; *sabāra kuśala*—o bem-estar de todos eles; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *jānāilā*—informou.", "translation": "**Quando o Senhor perguntou acerca de todos os vaiṣṇavas em Mathurā, Sanātana Gosvāmī O informou de sua boa saúde e fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/26/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"ihāṅ rūpa chila daśa-māsa\n\nihāṅ haite gauḍe gelā, haila dina daśa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “ইহাঁ রূপ ছিল দশমাস ।\n> ইহাঁ হৈতে গৌড়ে গেলা, হৈল দিন দশ ॥২৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ihāṅ*—aqui; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *chila*—esteve; *daśa-māsa*—dez meses; *ihāṅ haite*—daqui; *gauḍe gelā*—partiu para Bengala; *haila*—faz; *dina*—dias; *daśa*—dez.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu informou a Sanātana Gosvāmī: \"Śrīla Rūpa Gosvāmī esteve aqui por dez meses. Ele partiu para Bengala há apenas dez dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/27/", "verse_text": "tomāra bhāi anupamera haila gaṅgā-prāpti\n\nbhāla chila, raghunāthe dṛḍha tāra bhakti\"", "devanagari": "> তোমার ভাই অনুপমের হৈল গঙ্গা-প্রাপ্তি ।\n> ভাল ছিল, রঘুনাথে দৃঢ় তার ভক্তি ।।” ॥ ২৭ ॥", "synonyms": "*tomāra bhāi*—teu irmão; *anupamera*—de Anupama; *haila*—houve; *gaṅgā-prāpti*—morte; *bhāla chila*—ele era um homem muito bom; *raghunāthe*—ao Senhor Raghunātha (o Senhor Rāmacandra); *dṛḍha*—firme; *tāra bhakti*—sua devoção.", "translation": "**\"Teu irmão Anupama agora está morto. Ele era um devoto muito bom, que tinha firme convicção em Raghunātha [o Senhor Rāmacandra].\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/28/", "verse_text": "sanātana kahe,--\"nīca-vaṁśe mora janma\n\nadharma anyāya yata,--āmāra kula-dharma", "devanagari": "> সনাতন কহে, — “নীচ-বংশে মোর জন্ম  ।\n> অধর্ম অন্যায় যত, — আমার কুলধর্ম ॥২৮॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *nīca-vaṁśe*—numa família baixa; *mora janma*—meu nascimento; *adharma*—irreligião; *anyāya*—atividades pecaminosas; *yata*—todas; *āmāra*—meu; *kula-dharma*—negócio de família.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"Nasci numa família baixa, pois minha família comete toda sorte de atos irreligiosos que violam os preceitos das escrituras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/29/", "verse_text": "hena vaṁśa ghṛṇā chāḍi' kailā aṅgīkāra\n\ntomāra kṛpāya vaṁśe maṅgala āmāra", "devanagari": "> হেন বংশ ঘৃণা ছাড়ি’ কৈলা অঙ্গীকার  ।\n> তোমার কৃপায় বংশে মঙ্গল আমার ॥২৯॥", "synonyms": "*hena*—tal; *vaṁśa*—família; *ghṛṇā*—ódio; *chāḍi'*—abandonando; *kailā*—fizeste; *aṅgīkāra*—aceitação; *tomāra*—Tua; *kṛpāya*—pela misericórdia; *vaṁśe*—na família; *maṅgala*—auspiciosidade; *āmāra*—minha.", "translation": "**\"Meu Senhor, sem ódio por minha família, aceitaste-me como Teu servo. Somente por Tua misericórdia há boa fortuna em minha família.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/30/", "verse_text": "sei anupama-bhāi śiśu-kāla haite\n\nraghunātha-upāsanā kare dṛḍha-citte", "devanagari": "> সেই অনুপম-ভাই শিশুকাল হৈতে  ।\n> রঘুনাথ-উপাসনা করে দৃঢ়চিত্তে ॥৩০॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *anupama-bhāi*—irmão chamado Anupama; *śiśu-kāla haite*—desde o início da infância; *raghunātha*—do Senhor Rāmacandra; *upāsanā*—adoração; *kare*—realiza; *dṛḍha-citte*—com grande determinação.", "translation": "**\"Desde o início mesmo de sua infância, meu irmão mais novo Anupama foi um grande devoto de Raghunātha [o Senhor Rāmacandra], e o adorava com grande determinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/31/", "verse_text": "rātri-dine raghunāthera 'nāma' āra 'dhyāna'\n\nrāmāyaṇa niravadhi śune, kare gāna", "devanagari": "> রাত্রি-দিনে রঘুনাথের ‘নাম’ আর ‘ধ্যান’  ।\n> রামায়ণ নিরবধি শুনে, করে গান ॥৩১॥", "synonyms": "*rātri-dine*—dia e noite; *raghu-nāthera*—do Senhor Rāmacandra; *nāma*—santo nome; *āra*—e; *dhyāna*—meditação; *rāmāyaṇa*—o épico sobre as atividades do Senhor Rāmacandra conhecido como o Rāmāyaṇa; *niravadhi*—continuamente; *śune*—ouve; *kare gāna*—canta.", "translation": "**\"Ele sempre cantava o santo nome de Raghunātha e meditava Nele. Continuamente ouvia falar das atividades do Senhor a partir do Rāmāyaṇa e cantava sobre elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/32/", "verse_text": "āmi āra rūpa--tāra jyeṣṭha-sahodara\n\nāmā-doṅhā-saṅge teṅha rahe nirantara", "devanagari": "> আমি আর রূপ — তার জ্যেষ্ঠ-সহোদর ।\n> আমা-দোঁহা-সঙ্গে তেঁহ রহে নিরন্তর ॥৩২॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *āra*—e; *rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *tāra*—seus; *jyeṣṭha-sahodara*—irmãos mais velhos; *āmā-doṅhā*—nós dois; *saṅge*—com; *teṅha*—ele; *rahe*—permanece; *nirantara*—continuamente.", "translation": "**\"Rūpa e eu somos seus irmãos mais velhos. Ele ficava conosco continuamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/33/", "verse_text": "āmā-sabā-saṅge kṛṣṇa-kathā, bhāgavata śune\n\ntāhāra parīkṣā kailuṅ āmi-dui-jane", "devanagari": "> আমা-সবা-সঙ্গে কৃষ্ণকথা, ভাগবত শুনে ।\n> তাহার পরীক্ষা কৈলুঁ আমি-দুইজনে ॥৩৩॥", "synonyms": "*āmā-sabā*—todos nós; *saṅge*—com; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre o Senhor Kṛṣṇa; *bhāgavata śune*—ouve o Śrīmad-Bhāgavatam; *tāhāra*—dele; *parīkṣā*—exame; *kailuṅ*—fizemos; *āmi-dui-jane*—nós dois.", "translation": "**\"Ele ouvia o Śrīmad-Bhāgavatam e conversas sobre o Senhor Kṛṣṇa conosco, e nós dois o examinamos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/34/", "verse_text": "śunaha vallabha, kṛṣṇa--parama-madhura\n\nsaundarya, mādhurya, prema-vilāsa--pracura", "devanagari": "> “শুনহ বল্লভ, কৃষ্ণ — পরম-মধুর  ।\n> সৌন্দর্য, মাধুর্য, প্রেম-বিলাস — প্রচুর ॥৩৪॥", "synonyms": "*śunaha*—por favor, ouve; *vallabha*—querido Vallabha; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *parama-madhura*—supremamente atraente; *saundarya*—beleza; *mādhurya*—doçura; *prema-vilāsa*—passatempos de amor; *pracura*—sem limitação.", "translation": "**\" 'Querido Vallabha', dissemos, 'por favor, ouve-nos. O Senhor Kṛṣṇa é supremamente atraente. Sua beleza, Sua doçura e Seus passatempos de amor são ilimitados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/35/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhajana kara tumi āmā-duṅhāra saṅge\n\ntina bhāi ekatra rahimu kṛṣṇa-kathā-raṅge\"", "devanagari": "> কৃষ্ণভজন কর তুমি আমা-দুহাঁর সঙ্গে  ।\n> তিন ভাই একত্র রহিমু কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ।।” ৩৫ ॥৩৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhajana*—serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *kara*—ocupa-te em; *tumi*—tu; *āmā-duṅhāra*—nós dois; *saṅge*—com; *tina bhāi*—três irmãos; *ekatra*—num só lugar; *rahimu*—permaneceremos; *kṛṣṇa-kathā*—dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *raṅge*—no desfrute.", "translation": "**\" 'Ocupa-te em serviço devocional a Kṛṣṇa juntamente conosco. Nós três irmãos permaneceremos juntos e desfrutaremos das conversas sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/36/", "verse_text": "ei-mata bāra-bāra kahi dui-jana\n\nāmā-duṅhāra gaurave kichu phiri' gela mana", "devanagari": "> এইমত বারবার কহি দুইজন  ।\n> আমা-দুঁহার গৌরবে কিছু ফিরি’ গেল মন ॥৩৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bāra-bāra*—repetidas vezes; *kahi*—falamos; *dui-jana*—duas pessoas; *āmā-duṅhāra*—de nós dois; *gaurave*—por respeito; *kichu*—um tanto; *phiri' gela*—voltou-se; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Dessa maneira, nós dois falamos com ele repetidas vezes, e, em virtude dessa persuasão e de seu respeito por nós, sua mente voltou-se um tanto para as nossas instruções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/37/", "verse_text": "\"tomā-duṅhāra ājñā āmi kemane laṅghimu?\n\ndīkṣā-mantra deha' kṛṣṇa-bhajana karimu\"", "devanagari": "> “তোমা-দুঁহার আজ্ঞা আমি কেমনে লঙ্ঘিমু ? দীক্ষা-মন্ত্র দেহ’ কৃষ্ণ-ভজন করিমু ।।” ৩৭ ॥৩৭॥", "synonyms": "*tomā*—de ti; *duṅhāra*—de ambos; *ājñā*—a ordem; *āmi*—eu; *kemane*—como; *laṅghimu*—desobedecerei; *dīkṣā*—iniciação; *mantra*—mantra; *deha'*—dai; *kṛṣṇa-bhajana*—serviço devocional a Kṛṣṇa; *karimu*—realizarei.", "translation": "**\"Vallabha respondeu: 'Meus queridos irmãos, como poderia desobedecer às vossas ordens? Iniciai-me no mantra de Kṛṣṇa para que eu possa prestar serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/38/", "verse_text": "eta kahi' rātri-kāle karena cintana\n\nkemane chāḍimu raghunāthera caraṇa", "devanagari": "> এত কহি’ রাত্রিকালে করেন চিন্তন ।\n> কেমনে ছাড়িমু রঘুনাথের চরণ ॥৩৮॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isso; *rātri-kāle*—à noite; *karena cintana*—começou a pensar; *kemane*—como; *chāḍimu*—abandonarei; *raghu-nāthera caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Raghunātha?'", "translation": "**\"Após dizer isso, à noite ele começou a pensar: 'Como poderei abandonar os pés de lótus do Senhor Raghunātha?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/39/", "verse_text": "saba rātri krandana kari' kaila jāgaraṇa\n\nprātaḥ-kāle āmā-duṅhāya kaila nivedana", "devanagari": "> সব রাত্রি ক্রন্দন করি’ কৈল জাগরণ  ।\n> প্রাতঃকালে আমা-দুঁহায় কৈল নিবেদন ॥৩৯॥", "synonyms": "*saba rātri*—durante toda a noite; *krandana*—chorando; *kari'*—fazendo; *kaila jāgaraṇa*—permaneceu acordado; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *āmā-duṅhāya*—a nós dois; *kaila*—fez; *nivedana*—súplica.", "translation": "**\"Ele passou a noite inteira acordado e chorando. Pela manhã, veio a nós e apresentou a seguinte súplica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/40/", "verse_text": "'raghunāthera pāda-padme veciyāchoṅ māthā\n\nkāḍite nā pāroṅ māthā, pāṅa baḍa vyathā", "devanagari": "> ‘রঘুনাথের পাদপদ্মে বেচিয়াছোঁ মাথা  ।\n> কাড়িতে না পারোঁ মাথা, পাঙ বড় ব্যথা ॥৪০॥", "synonyms": "*raghu-nāthera*—do Senhor Rāmacandra; *pāda-padme*—aos pés de lótus; *veciyāchoṅ māthā*—vendi minha cabeça; *kāḍite*—retirar; *nā pāroṅ*—sou incapaz; *māthā*—a cabeça; *pāṅa*—sinto; *baḍa vyathā*—demasiada dor.", "translation": "**\" 'Vendi minha cabeça aos pés de lótus do Senhor Rāmacandra. Não posso retirá-la. Isso seria por demais doloroso para mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/41/", "verse_text": "kṛpā kari' more ājñā deha' dui-jana\n\njanme-janme sevoṅ raghunāthera caraṇa", "devanagari": "> কৃপা করি’ মোরে আজ্ঞা দেহ’ দুইজন  ।\n> জন্মে-জন্মে সেবোঁ রঘুনাথের চরণ ॥৪১॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—sendo misericordiosos; *more*—a mim; *ājñā deha'*—dai a ordem; *dui-jana*—vós dois; *janme-janme*—vida após vida; *sevoṅ*—que eu sirva; *raghunāthera caraṇa*—os pés de lótus do Senhor Raghunātha.", "translation": "**\" 'Sede ambos misericordiosos comigo e ordenai-me de tal modo que, vida após vida, eu possa servir aos pés de lótus do Senhor Raghunātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/42/", "verse_text": "raghunāthera pāda-padma chāḍāna nā yāya\n\nchāḍibāra mana haile prāṇa phāṭi' yāya'", "devanagari": "> রঘুনাথের পাদপদ্ম ছাড়ান না যায়  ।\n> ছাড়িবার মন হৈলে প্রাণ ফাটি’ যায় ।।’ ৪২ ॥৪২॥", "synonyms": "*raghu-nāthera*—do Senhor Raghunātha; *pāda-padma*—pés de lótus; *chāḍāna nā yāya*—é impossível abandonar; *chāḍibāra*—de abandonar; *mana haile*—quando penso; *prāṇa*—meu coração; *phāṭi' yāya*—parte-se.", "translation": "**\" 'É impossível para mim abandonar os pés de lótus do Senhor Raghunātha. Quando sequer penso em abandoná-los, meu coração se parte.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/43/", "verse_text": "tabe āmi-duṅhe tāre āliṅgana kailuṅ\n\n'sādhu, dṛḍha-bhakti tomāra '--kahi' praśaṁsiluṅ", "devanagari": "> তবে আমি-দুঁহে তারে আলিঙ্গন কৈলুঁ ।\n> ‘সাধু, দৃঢ়ভক্তি তোমার’ — কহি’ প্রশংসিলুঁ ॥৪৩॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *āmi-duṅhe*—nós dois; *tāre*—a ele; *āliṅgana kailuṅ*—abraçamos; *sādhu*—muito bom; *dṛḍha*—muito determinada; *bhakti*—devoção; *tomāra*—tua; *kahi'*—dizendo; *praśaṁsiluṅ*—elogiamos.", "translation": "**\"Ao ouvir isso, nós dois o abraçamos e o encorajamos, dizendo: 'És um grande devoto santo, pois tua determinação no serviço devocional é firme.' Dessa maneira, nós dois o elogiamos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/44/", "verse_text": "ye vaṁśera upare tomāra haya kṛpā-leśa\n\nsakala maṅgala tāhe khaṇḍe saba kleśa'", "devanagari": "> যে বংশের উপরে তোমার হয় কৃপা-লেশ ।\n> সকল মঙ্গল তাহে খণ্ডে সব ক্লেশ ॥৪৪॥", "synonyms": "*ye vaṁśera*—qual família; *upare*—sobre; *tomāra*—Tua; *haya*—há; *kṛpā-leśa*—um pouco de misericórdia; *sakala maṅgala*—toda a boa fortuna; *tāhe*—sobre essa; *khaṇḍe*—são destruídas; *saba*—todas; *kleśa*—condições miseráveis.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, a família sobre a qual concedes ainda que um pouco de misericórdia é sempre afortunada, pois tal misericórdia faz desaparecer todas as misérias.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/45/", "verse_text": "gosāñi kahena,--\"ei-mata murāri-gupta\n\npūrve āmi parīkṣiluṅ tāra ei rīta", "devanagari": "> গোসাঞি কহেন, — “এইমত মুরারি-গুপ্ত ।\n> পূর্বে আমি পরীক্ষিলুঁ তার এই রীত ॥৪৫॥", "synonyms": "*gosāñi kahena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *ei-mata*—dessa maneira; *murāri-gupta*—Murāri Gupta; *pūrve*—outrora; *āmi*—Eu; *parīkṣiluṅ*—examinei; *tāra*—dele; *ei*—esta; *rīta*—maneira.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Houve um incidente semelhante envolvendo Murāri Gupta. Outrora Eu o examinei, e a sua determinação foi semelhante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/46/", "verse_text": "sei bhakta dhanya, ye nā chāḍe prabhura caraṇa\n\nsei prabhu dhanya, ye nā chāḍe nija-jana", "devanagari": "> সেই ভক্ত ধন্য, যে না ছাড়ে প্রভুর চরণ ।\n> সেই প্রভু ধন্য, যে না ছাড়ে নিজ-জন ॥৪৬॥", "synonyms": "*sei bhakta*—esse devoto; *dhanya*—glorioso; *ye*—que; *nā*—não; *chāḍe*—abandona; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus do Senhor; *sei prabhu*—essa Personalidade de Deus; *dhanya*—gloriosa; *ye*—que; *nā*—não; *chāḍe*—abandona; *nija-jana*—Seu servo.", "translation": "**\"Glorioso é o devoto que não abandona o refúgio de seu Senhor, e glorioso é o Senhor que não abandona Seu servo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/47/", "verse_text": "durdaive sevaka yadi yāya anya sthāne\n\nsei ṭhākura dhanya tāre cule dhari' āne", "devanagari": "> দুর্দৈবে সেবক যদি যায় অন্য স্থানে ।\n> সেই ঠাকুর ধন্য তারে চুলে ধরি’ আনে ॥৪৭॥", "synonyms": "*durdaive*—por acaso; *sevaka*—o servo; *yadi*—se; *yāya*—vai; *anya sthāne*—a outro lugar; *sei ṭhākura*—aquele senhor; *dhanya*—glorificado; *tāre*—a ele; *cule*—pelos cabelos; *dhari'*—agarrando; *āne*—traz de volta.", "translation": "**\"Se, por acaso, um servo cai e vai para outro lugar, glorioso é aquele senhor que o agarra pelos cabelos e o traz de volta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/48/", "verse_text": "bhāla haila, tomāra ihāṅ haila āgamane\n\nei ghare raha ihāṅ haridāsa-sane", "devanagari": "> ভাল হৈল, তোমার ইহাঁ হৈল আগমনে ।\n> এই ঘরে রহ ইহাঁ হরিদাস-সনে ॥৪৮॥", "synonyms": "*bhāla haila*—foi muito bom; *tomāra*—tua; *ihāṅ*—aqui; *haila*—houve; *āgamane*—chegada; *ei ghare*—neste aposento; *raha*—permanece; *ihāṅ*—aqui; *haridāsa-sane*—com Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**\"Foi muito bom que tenhas chegado aqui. Agora, permanece neste aposento com Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/49/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakti-rase duṅhe parama pradhāna\n\nkṛṣṇa-rasa āsvādana kara, laha kṛṣṇa-nāma\"", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্তিরসে দুঁহে পরম প্রধান ।\n> কৃষ্ণরস আস্বাদন কর, লহ কৃষ্ণনাম ।।” ॥ ৪৯ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *bhakti-rase*—no doce sabor transcendental do serviço devocional; *duṅhe*—ambos; *parama pradhāna*—altamente peritos; *kṛṣṇa-rasa*—o sabor transcendental de Kṛṣṇa; *āsvādana*—saborear; *kara*—fazei; *laha kṛṣṇa-nāma*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Ambos sois peritos em compreender os doces sabores do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa. Portanto, deveis ambos continuar a saborear o gosto por tais atividades e a cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/50/", "verse_text": "eta bali' mahāprabhu uṭhiyā calilā\n\ngovinda-dvārāya duṅhe prasāda pāṭhāilā", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্রভু উঠিয়া চলিলা ।\n> গোবিন্দ-দ্বারায় দুঁহে প্রসাদ পাঠাইলা ॥৫০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhiyā calilā*—levantou-se e partiu; *govinda-dvārāya*—por intermédio de Govinda; *duṅhe*—a ambos; *prasāda pāṭhāilā*—enviou prasāda.", "translation": "**Tendo dito isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se e partiu, e, por intermédio de Govinda, enviou-lhes prasāda para comerem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/51/", "verse_text": "ei-mata sanātana rahe prabhu-sthāne\n\njagannāthera cakra dekhi' karena praṇāme", "devanagari": "> এইমত সনাতন রহে প্রভু-স্থানে ।\n> জগন্নাথের চক্র দেখি’ করেন প্রণামে ॥৫১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *rahe*—permanece; *prabhu-sthāne*—sob os cuidados de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *cakra*—a roda no topo do templo; *dekhi'*—vendo; *karena praṇāme*—oferece respeitosas reverências.", "translation": "**Dessa maneira, Sanātana Gosvāmī permaneceu sob os cuidados de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele via a roda no pináculo do templo de Jagannātha e oferecia respeitosas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/52/", "verse_text": "prabhu āsi' prati-dina milena dui-jane\n\niṣṭa-goṣṭhī, kṛṣṇa-kathā kahe kata-kṣaṇe", "devanagari": "> প্রভু আসি’ প্রতিদিন মিলেন দুইজনে ।\n> ইষ্টগোষ্ঠী, কৃষ্ণকথা কহে কতক্ষণে ॥৫২॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsi'*—vindo; *prati-dina*—todos os dias; *milena dui-jane*—encontra-se com ambos; *iṣṭa-goṣṭhī*—discussão; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos do Senhor Kṛṣṇa; *kahe*—fala; *kata-kṣaṇe*—por algum tempo.", "translation": "**Todos os dias, Śrī Caitanya Mahāprabhu ia até lá encontrar-se com esses dois eminentes devotos e, durante algum tempo, discutia com eles tópicos sobre Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/53/", "verse_text": "divya prasāda pāya nitya jagannātha-mandire\n\ntāhā āni' nitya avaśya dena doṅhākāre", "devanagari": "> দিব্য প্রসাদ পায় নিত্য জগন্নাথ-মন্দিরে ।\n> তাহা আনি’ নিত্য অবশ্য দেন দোঁহাকারে ॥৫৩॥", "synonyms": "*divya*—de primeira classe; *prasāda*—prasāda; *pāya*—obtém; *nitya*—diariamente; *jagannātha-mandire*—no templo do Senhor Jagannātha; *tāhā āni'*—trazendo isso; *nitya*—diariamente; *avaśya*—certamente; *dena*—entrega; *doṅhākāre*—a ambos.", "translation": "**As oferendas de prasāda no templo do Senhor Jagannātha eram da mais alta qualidade. Śrī Caitanya Mahāprabhu trazia esse prasāda e entregava-o a ambos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/54/", "verse_text": "eka-dina āsi' prabhu duṅhāre mililā\n\nsanātane ācambite kahite lāgilā", "devanagari": "> একদিন আসি’ প্রভু দুঁহারে মিলিলা  ।\n> সনাতনে আচম্বিতে কহিতে লাগিলা ॥৫৪॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *āsi'*—vindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duṅhāre mililā*—encontrou-se com ambos; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *ācambite*—de repente; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Certo dia, quando o Senhor veio encontrar-se com eles, Ele de repente começou a falar a Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/55/", "verse_text": "\"sanātana, deha-tyāge kṛṣṇa yadi pāiye\n\nkoṭi-deha kṣaṇeke tabe chāḍite pāriye", "devanagari": "> “সনাতন, দেহত্যাগে কৃষ্ণ যদি পাইয়ে  ।\n> কোটি-দেহ ক্ষণেকে তবে ছাড়িতে পারিয়ে ॥৫৫॥", "synonyms": "*sanātana*—Meu querido Sanātana; *deha-tyāge*—cometendo suicídio; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—se; *pāiye*—Eu pudesse obter; *koṭi-deha*—milhões de corpos; *kṣaṇeke*—num momento; *tabe*—então; *chāḍite pāriye*—Eu poderia abandonar.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana\", disse Ele, \"se Eu pudesse alcançar Kṛṣṇa cometendo suicídio, certamente abandonaria milhões de corpos sem um momento de hesitação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/56/", "verse_text": "deha-tyāge kṛṣṇa nā paī, pāiye bhajane\n\nkṛṣṇa-prāptyera upāya kona nāhi 'bhakti' vine", "devanagari": "> দেহত্যাগে কৃষ্ণ না পাই, পাইয়ে ভজনে ।\n> কৃষ্ণপ্রাপ্ত্যের উপায় কোন নাহি ‘ভক্তি’ বিনে ॥৫৬॥", "synonyms": "*deha-tyāge*—abandonando o corpo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nā pāi*—Eu não obtenho; *pāiye*—Eu obtenho; *bhajane*—pelo serviço devocional; *kṛṣṇa-prāptyera*—de obter o abrigo de Kṛṣṇa; *upāya*—meio; *kona*—algum; *nāhi*—não há; *bhakti vine*—sem serviço devocional.", "translation": "**\"Deves saber que não se pode alcançar Kṛṣṇa simplesmente abandonando o corpo. Kṛṣṇa é alcançável pelo serviço devocional. Não há outro meio de alcançá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/57/", "verse_text": "deha-tyāgādi yata, saba--tamo-dharma\n\ntamo-rajo-dharme kṛṣṇera nā pāiye marma", "devanagari": "> দেহত্যাগাদি যত, সব — তমো-ধর্ম ।\n> তমো-রজো-ধর্মে কৃষ্ণের না পাইয়ে মর্ম ॥৫৭॥", "synonyms": "*deha-tyāga-ādi*—começando com abandonar o corpo material; *yata*—quantos sejam; *saba*—todos; *tamaḥ-dharma*—realizados sob o modo da ignorância; *tamaḥ-rajaḥ-dharme*—permanecendo nos modos da ignorância e da paixão; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nā pāiye*—não consigo alcançar; *marma*—a verdade.", "translation": "**\"Atos como o suicídio são influenciados pelo modo da ignorância, e, na ignorância e na paixão, ninguém pode compreender quem é Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/58/", "verse_text": "'bhakti' vinā kṛṣṇe kabhu nahe 'premodaya'\n\nprema vinā kṛṣṇa-prāpti anya haite naya", "devanagari": "> ‘ভক্তি’ বিনা কৃষ্ণে কভু নহে ‘প্রেমোদয়’ ।\n> প্রেম বিনা কৃষ্ণপ্রাপ্তি অন্য হৈতে নয় ॥৫৮॥", "synonyms": "*bhakti vinā*—sem serviço devocional; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *kabhu*—em momento algum; *nahe*—não há; *prema-udaya*—despertar do amor adormecido por Kṛṣṇa; *prema vinā*—sem amor por Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-prāpti*—alcançar Kṛṣṇa; *anya*—qualquer outra coisa; *haite*—de; *naya*—não é possível.", "translation": "**\"A menos que se preste serviço devocional, não se pode despertar o amor adormecido por Kṛṣṇa, e não há meio de alcançá-lo senão despertando esse amor adormecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/59/", "verse_text": "na sādhayati māṁ yogo\n\nna sāṅkhyaṁ dharma uddhava\n\nna svādhyāyas tapas tyāgo\n\nyathā bhaktir mamorjitā", "devanagari": "> ন সাধয়তি মাং যোগো ন সাংখ্যং ধর্ম উদ্ধব ।\n> ন স্বাধ্যায়স্তপস্ত্যাগো যথা ভক্তির্মমোর্জিতা ॥৫৯॥", "synonyms": "*na*—nunca; *sādhayati*—faz permanecer satisfeito; *mām*—a Mim; *yogaḥ*—o processo de controle; *na*—nem; *sāṅkhyam*—o processo de obter conhecimento filosófico acerca da Verdade Absoluta; *dharmaḥ*—tal ocupação; *uddhava*—Meu querido Uddhava; *na*—nem; *svādhyāyaḥ*—estudo dos Vedas; *tapaḥ*—austeridades; *tyāgaḥ*—renúncia, aceitação de sannyāsa ou caridade; *yathā*—tanto quanto; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *mama*—a Mim; *ūrjitā*—desenvolvido.", "translation": "**[A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, disse:] \" 'Meu querido Uddhava, nem por meio do aṣṭāṅga-yoga [o sistema de yoga místico para controlar os sentidos], nem por meio do monismo impessoal ou de um estudo analítico da Verdade Absoluta, nem por meio do estudo dos *Vedas*, nem por meio de austeridades, caridade ou aceitação de sannyāsa pode alguém satisfazer-Me tanto quanto desenvolvendo serviço devocional imaculado a Mim.'**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.14.20)."}
{"ref": "cc/antya/4/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/60/", "verse_text": "deha-tyāgādi tamo-dharma--pātaka-kāraṇa\n\nsādhaka nā pāya tāte kṛṣṇera caraṇa", "devanagari": "> দেহত্যাগাদি তমো-ধর্ম — পাতক-কারণ ।\n> সাধক না পায় তাতে কৃষ্ণের চরণ ॥৬০॥", "synonyms": "*deha-tyāga*—abandonar o corpo material por suicídio; *ādi*—começando com; *tamaḥ-dharma*—na plataforma do modo da ignorância; *pātaka-kāraṇa*—causa de atividades pecaminosas; *sādhaka*—o devoto; *nā pāya*—não obtém; *tāte*—por isso; *kṛṣṇera caraṇa*—os pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Medidas como o suicídio são causas de pecado. Um devoto jamais alcança o abrigo dos pés de lótus de Kṛṣṇa por meio de tais ações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/61/", "verse_text": "premī bhakta viyoge cāhe deha chāḍite\n\npreme kṛṣṇa mile, seha nā pāre marite", "devanagari": "> প্রেমী ভক্ত বিয়োগে চাহে দেহ ছাড়িতে ।\n> প্রেমে কৃষ্ণ মিলে, সেহ না পারে মরিতে ॥৬১॥", "synonyms": "*premī bhakta*—um devoto apegado a Kṛṣṇa pelo amor; *viyoge*—na separação; *cāhe*—deseja; *deha chāḍite*—abandonar o corpo; *preme*—por esse amor extático; *kṛṣṇa mile*—encontra-se com Kṛṣṇa; *seha*—tal devoto; *nā pāre marite*—não pode morrer.", "translation": "**\"Por causa dos sentimentos de separação de Kṛṣṇa, um devoto elevado às vezes deseja abandonar a vida. Por esse amor extático, contudo, ele alcança a audiência de Kṛṣṇa, e, nesse momento, não pode abandonar o corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/62/", "verse_text": "gāḍhānurāgera viyoga nā yāya sahana\n\ntāte anurāgī vāñche āpana maraṇa", "devanagari": "> গাঢ়ানুরাগের বিয়োগ না যায় সহন ।\n> তাতে অনুরাগী বাঞ্ছে আপন মরণ ॥৬২॥", "synonyms": "*gāḍha-anurāgera*—daquele que tem profundo apego; *viyoga*—separação; *nā*—não; *yāya sahana*—é tolerada; *tāte*—portanto; *anurāgī*—um devoto profundamente apegado; *vāñche*—deseja; *āpana maraṇa*—a própria morte.", "translation": "**\"Aquele que ama profundamente a Kṛṣṇa não consegue tolerar a separação do Senhor. Por isso, tal devoto sempre deseja a própria morte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/63/", "verse_text": "yasyāṅghri-paṅkaja-rajaḥ-snapanaṁ mahānto\n\nvāñchanty umā-patir ivātma-tamo 'pahatyai\n\nyarhy ambujākṣa na labheya bhavat-prasādaṁ\n\njahyām asūn vrata-kṛśāñ chata-janmabhiḥ syāt", "devanagari": "> যস্যাঙ্ঘ্রিপঙ্কজরজঃস্নপনং মহান্তো\n> বাঞ্ছন্ত্যুমাপতিরিবাত্মতমোঽপহত্যৈ ।\n> যর্হ্যম্বুজাক্ষ ন লভেয় ভবৎপ্রসাদং\n> জহ্যামসূন্ ব্রতকৃশাঞ্ছতজন্মভিঃ স্যাৎ ॥৬৩॥", "synonyms": "*yasya*—cujos; *aṅghri*—dos pés; *paṅka-ja*—de lótus; *rajaḥ*—no pó; *snapanam*—banhar-se; *mahāntaḥ*—grandes personalidades; *vāñchanti*—desejam; *umā-patiḥ*—o Senhor Śiva; *iva*—como; *ātma*—pessoal; *tamaḥ*—ignorância; *apahatyai*—para afastar; *yarhi*—quando; *ambuja-akṣa*—ó pessoa de olhos de lótus; *na labheya*—eu não obtiver; *bhavat-prasādam*—Tua misericórdia; *jahyām*—eu abandonarei; *asūn*—a vida; *vrata-kṛśān*—reduzida pela observância de votos; *śata-janmabhiḥ*—por centenas de nascimentos; *syāt*—se for possível.", "translation": "**\" 'Ó pessoa de olhos de lótus, grandes personalidades como o Senhor Śiva desejam banhar-se no pó de Teus pés de lótus para afastar a ignorância. Se eu não obtiver a misericórdia de Tua Senhoria, observarei votos para reduzir a duração de minha vida e, dessa forma, abandonarei corpos por centenas de nascimentos, se for possível obter Tua misericórdia dessa maneira.'**", "purport": "Este verso foi pronunciado por Rukmiṇīdevī no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.52.43). Rukmiṇīdevī, filha do rei Bhīṣmaka, ouvira falar dos atributos transcendentais de Kṛṣṇa e, assim, desejava ter Kṛṣṇa como esposo. Infelizmente, seu irmão mais velho, Rukmī, tinha inveja de Kṛṣṇa e, por isso, queria que ela fosse oferecida a Śiśupāla. Quando Rukmiṇī tomou conhecimento disso, ficou profundamente aflita. Assim, escreveu a Kṛṣṇa uma carta confidencial, que Lhe foi apresentada e lida por um brāhmaṇa mensageiro. Este verso constava daquela carta."}
{"ref": "cc/antya/4/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/64/", "verse_text": "siñcāṅga nas tvad-adharāmṛta-pūrakeṇa\n\nhāsāvaloka-kala-gītaja-hṛc-chayāgnim\n\nno ced vayaṁ virahajāgny-upayukta-dehā\n\ndhyānena yāma padayoḥ padavīṁ sakhe te", "devanagari": "> সিঞ্চাঙ্গ নস্ত্বদধরামৃতপূরকেণ\n> হাসাবলোক-কলগীতজ-হৃচ্ছয়াগ্নিম্ ।\n> নো চেদ্বয়ং বিরহজাগ্ন্যুপযুক্তদেহা\n> ধ্যানেন যাম পদয়োঃ পদবীং সখে তে ॥৬৪॥", "synonyms": "*siñca*—simplesmente borrifa água; *aṅga*—ó meu querido Kṛṣṇa; *naḥ*—nosso; *tvat*—Teus; *adhara*—dos lábios; *amṛta*—de néctar; *pūrakeṇa*—pela corrente; *hāsa*—sorriso; *avaloka*—olhar; *kala*—melodioso; *gīta*—falar; *ja*—produzido por; *hṛt*—no coração; *śaya*—repousando; *agnim*—sobre o fogo; *no cet*—se não; *vayam*—nós; *viraha*—da separação; *ja*—produzido; *agni*—pelo fogo; *upayukta*—consumidos; *dehāḥ*—cujos corpos; *dhyānena*—pela meditação; *yāma*—iremos; *padayoḥ*—dos pés de lótus; *padavīm*—ao lugar; *sakhe*—ó meu querido amigo; *te*—Teus.", "translation": "**\" 'Ó querido Kṛṣṇa, com Teus olhares sorridentes e Tua conversa melodiosa, despertaste um fogo de desejo voluptuoso em nossos corações. Agora deves extinguir esse fogo com uma corrente de néctar de Teus lábios, beijando-nos. Tem a bondade de fazê-lo. Caso contrário, querido amigo, o fogo dentro de nossos corações reduzirá nossos corpos a cinzas por causa da separação de Ti. Assim, pela meditação, reivindicaremos refúgio em Teus pés de lótus.' \"**", "purport": "Este verso (Bhāg. 10.29.35) foi pronunciado pelas gopīs quando ficaram atraídas pela vibração da flauta de Kṛṣṇa ao luar do outono. Todas elas, enlouquecidas, vieram a Kṛṣṇa, mas, para aumentar o amor extático delas, Kṛṣṇa deu-lhes instruções morais para que regressassem ao lar. As gopīs não deram atenção a essas instruções. Queriam ser beijadas por Kṛṣṇa, pois haviam vindo até ali com desejos voluptuosos de dançar com Ele."}
{"ref": "cc/antya/4/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/65/", "verse_text": "kubuddhi chāḍiyā kara śravaṇa-kīrtana\n\nacirāt pābe tabe kṛṣṇera caraṇa", "devanagari": "> কুবুদ্ধি ছাড়িয়া কর শ্রবণ-কীর্তন ।\n> অচিরাৎ পাবে তবে কৃষ্ণের চরণ ॥৬৫॥", "synonyms": "*ku-buddhi*—inteligência desfavorável à execução do serviço devocional; *chāḍiyā*—abandonando; *kara*—simplesmente faze; *śravaṇa-kīrtana*—ouvir e cantar; *acirāt*—muito em breve; *pābe*—obterás; *tabe*—então; *kṛṣṇera caraṇa*—os pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu disse a Sanātana Gosvāmī: \"Abandona todos os teus desejos insensatos, pois eles são desfavoráveis para a obtenção de refúgio nos pés de lótus de Kṛṣṇa. Ocupa-te em cantar e ouvir. Então, sem dúvida, em breve alcançarás o refúgio de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/66/", "verse_text": "nīca-jāti nahe kṛṣṇa-bhajane ayogya\n\nsat-kula-vipra nahe bhajanera yogya", "devanagari": "> নীচ-জাতি নহে কৃষ্ণভজনে অযোগ্য ।\n> সৎকুল-বিপ্র নহে ভজনের যোগ্য ॥৬৬॥", "synonyms": "*nīca-jāti*—uma pessoa de nascimento humilde; *nahe*—não é; *kṛṣṇa-bhajane*—na execução do serviço devocional; *ayogya*—inapta; *sat-kula-vipra*—um brāhmaṇa nascido numa família aristocrática muito respeitável; *nahe*—não é; *bhajanera yogya*—apta para a execução do serviço devocional.", "translation": "**\"Uma pessoa nascida numa família humilde não é inapta para a execução do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa, nem alguém é apto para o serviço devocional simplesmente por ter nascido numa família aristocrática de brāhmaṇas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/67/", "verse_text": "yei bhaje sei baḍa, abhakta--hīna, chāra\n\nkṛṣṇa-bhajane nāhi jāti-kulādi-vicāra", "devanagari": "> যেই ভজে সেই বড়, অভক্ত — হীন, ছার ।\n> কৃষ্ণভজনে নাহি জাতি-কুলাদি-বিচার ॥৬৭॥", "synonyms": "*yei bhaje*—todo aquele que adota o serviço devocional; *sei*—ele; *baḍa*—exaltado; *abhakta*—não-devoto; *hīna chāra*—o mais condenado e abominável; *kṛṣṇa-bhajane*—na execução do serviço devocional; *nāhi*—não há; *jāti*—casta; *kula*—família; *ādi*—e assim por diante; *vicāra*—consideração de.", "translation": "**\"Todo aquele que adota o serviço devocional é exaltado, ao passo que um não-devoto é sempre condenado e abominável. Por conseguinte, na execução do serviço devocional ao Senhor, não há consideração quanto ao status da família de cada um.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/68/", "verse_text": "dīnere adhika dayā kare bhagavān\n\nkulīna, paṇḍita, dhanīra baḍa abhimāna", "devanagari": "> দীনেরে অধিক দয়া করেন ভগবান্ ।\n> কুলীন, পণ্ডিত, ধনীর বড় অভিমান ॥৬৮॥", "synonyms": "*dīnere*—ao humilde; *adhika*—mais; *dayā*—misericórdia; *kare*—mostra; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kulīna*—aristocrático; *paṇḍita*—erudito; *dhanīra*—do homem rico; *baḍa abhimāna*—grande orgulho.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é sempre favorável aos humildes e mansos, mas os aristocratas, os eruditos e os ricos sempre se orgulham de suas posições.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/69/", "verse_text": "viprād dviṣaḍ-guṇa-yutād aravinda-nābha-\n\npādāravinda-vimukhāt śvapacaṁ variṣṭham\n\nmanye tad-arpita-mano-vacane 'hitārtha-\n\nprāṇaṁ punāti sa kulaṁ na tu bhūrimānaḥ", "devanagari": "> বিপ্রাদ্দ্বিষড়্গুণযুতাদরবিন্দনাভ-\n> পাদারবিন্দবিমুখাৎ শ্বপচং বরিষ্ঠম্ ।\n> মন্যে তদর্পিতমনোবচনেহিতার্থ-\n> প্রাণং পুনাতি স কুলং ন তু ভূরিমানঃ ॥৬৯॥", "synonyms": "*viprāt*—do que um brāhmaṇa; *dvi-ṣaṭ-guṇa-yutāt*—que possui doze qualificações bramânicas; *aravinda-nābha*—do Senhor Viṣṇu, que tem um umbigo semelhante ao lótus; *pāda-aravinda*—aos pés de lótus; *vimukhāt*—do que uma pessoa desprovida de devoção; *śva-pacam*—um caṇḍāla, ou pessoa acostumada a comer cães; *variṣṭham*—mais glorificado; *manye*—eu penso; *tat-arpita*—dedicados a Ele; *manaḥ*—mente; *vacane*—palavras; *ahita*—atividades; *artha*—riqueza; *prāṇam*—vida; *punāti*—purifica; *saḥ*—ele; *kulam*—sua família; *na tu*—mas não; *bhūri-mānaḥ*—um brāhmaṇa orgulhoso de possuir tais qualidades.", "translation": "**\" 'Uma pessoa pode nascer numa família de brāhmaṇas e possuir todas as doze qualidades bramânicas, mas, se, apesar de assim qualificada, não for devotada aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa, que tem um umbigo em forma de lótus, ela não é tão boa quanto um caṇḍāla que dedicou sua mente, suas palavras, suas atividades, sua riqueza e sua vida ao serviço do Senhor. Simplesmente nascer numa família de brāhmaṇas ou possuir qualidades bramânicas não é suficiente. É preciso ser um devoto puro do Senhor. Assim, se um śvapaca, ou caṇḍāla, é devoto, ele liberta não apenas a si mesmo, mas também toda a sua família, ao passo que um brāhmaṇa que não é devoto, mas simplesmente possui qualificações bramânicas, não pode purificar nem a si mesmo, o que dizer de sua família.'**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.9.9)."}
{"ref": "cc/antya/4/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/70/", "verse_text": "bhajanera madhye śreṣṭha nava-vidhā bhakti\n\n'kṛṣṇa-prema', 'kṛṣṇa' dite dhare mahā-śakti", "devanagari": "> ভজনের মধ্যে শ্রেষ্ঠ নববিধা ভক্তি ।\n> ‘কৃষ্ণপ্রেম’, ‘কৃষ্ণ’ দিতে ধরে মহাশক্তি ॥৭০॥", "synonyms": "*bhajanera madhye*—na execução do serviço devocional; *śreṣṭha*—o melhor; *nava-vidhā bhakti*—os nove métodos prescritos de serviço devocional; *kṛṣṇa-prema*—amor extático por Kṛṣṇa; *kṛṣṇa*—e Kṛṣṇa; *dite*—entregar; *dhare*—possuem; *mahā-śakti*—grande potência.", "translation": "**\"Entre as maneiras de executar o serviço devocional, os nove métodos prescritos são os melhores, pois esses processos têm grande potência para conceder Kṛṣṇa e amor extático por Ele.**", "purport": "As nove espécies de serviço devocional são mencionadas no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.23):\n\nśravaṇaṁ kīrtanaṁ viṣṇoḥ\nsmaraṇaṁ pāda-sevanam\narcanaṁ vandanaṁ dāsyaṁ\nsakhyam ātma-nivedanam\n\nEstas nove são ouvir, cantar, lembrar-se de Kṛṣṇa, prestar serviço aos pés de lótus de Kṛṣṇa, oferecer adoração no templo, oferecer orações, trabalhar como servo, fazer amizade com Kṛṣṇa e render-se irrestritamente a Kṛṣṇa. Estes nove processos de serviço devocional podem conceder à pessoa Kṛṣṇa e amor extático por Ele. No início, é preciso executar o serviço devocional segundo os princípios reguladores, mas, gradualmente, à medida que o serviço devocional se torna a própria vida e alma da pessoa, ela alcança a mais exaltada posição de amor extático por Kṛṣṇa. Em última análise, Kṛṣṇa é a meta da vida. Não é preciso ter nascido numa família aristocrática de brāhmaṇas para alcançar os pés de lótus de Kṛṣṇa, nem uma pessoa nascida numa família humilde é inapta para alcançar os pés de lótus de Kṛṣṇa. No *Śrīmad-Bhāgavatam* (3.33.7), Devahūti diz a Kapiladeva:\n\naho bata śva-paco 'to garīyān\nyaj-jihvāgre vartate nāma tubhyam\ntepus tapas te juhuvuḥ sasnur āryā\nbrahmānūcur nāma gṛṇanti ye te\n\n\"Ó meu Senhor, mesmo uma pessoa nascida numa família humilde de comedores de cães é gloriosa se sempre cantar o santo nome do Senhor. Tal pessoa já realizou todos os tipos de austeridades, penitências e sacrifícios Védicos, já se banhou nos rios sagrados e também estudou toda a literatura Védica. Assim, tornou-se uma personalidade exaltada.\" De modo semelhante, Kuntīdevī diz ao Senhor Kṛṣṇa:\n\njanmaiśvarya-śruta-śrībhir\nedhamāna-madaḥ pumān\nnaivārhaty abhidhātuṁ vai\ntvām akiñcana-gocaram\n\n\"Aquele que se orgulha de seu nascimento, de sua opulência, de seu conhecimento e de sua beleza não pode alcançar Teus pés de lótus. Tu estás disponível apenas para os humildes e mansos, não para os orgulhosos.\" (Bhāg. 1.8.26.)"}
{"ref": "cc/antya/4/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/71/", "verse_text": "tāra madhye sarva-śreṣṭha nāma-saṅkīrtana\n\nniraparādhe nāma laile pāya prema-dhana", "devanagari": "> তার মধ্যে সর্বশ্রেষ্ঠ ন়াম-সঙ্কীর্তন ।\n> নিরপরাধে নাম লৈলে পায় প্রেমধন ॥৭১॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dos nove diferentes tipos de serviço devocional; *sarva-śreṣṭha*—o mais importante de todos; *nāma-saṅkīrtana*—cantar o santo nome do Senhor; *niraparādhe*—sem ofensas; *nāma laile*—se a pessoa canta o santo nome; *pāya*—ela obtém; *prema-dhana*—o mais valioso amor extático por Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Dos nove processos de serviço devocional, o mais importante é cantar sempre o santo nome do Senhor. Quem assim faz, evitando as dez espécies de ofensas, obtém muito facilmente o mais valioso amor a Deus.\"**", "purport": "Śrīla Jīva Gosvāmī Prabhu dá as seguintes orientações em seu Bhakti-sandarbha (270):\n\niyaṁ ca kīrtanākhyā bhaktir bhagavato dravya-jāti-guṇa-kriyābhir dīna-janaika-viṣayāpāra-karuṇā-mayīti śruti-purāṇādi-viśrutiḥ. ataeva kalau svabhāvata evātidīneṣu lokeṣu āvirbhūya tān anāyāsenaiva tat tad yuga-gata-mahā-sādhanānāṁ sarvam eva phalaṁ dadānā sā kṛtārthayati. yata eva tayaiva kalau bhagavato viśeṣataś ca santoṣo bhavati.\n\n\"Cantar o santo nome é o principal meio de alcançar o amor a Deus. Esse cantar, ou serviço devocional, não depende de nenhuma parafernália, nem de a pessoa ter nascido numa boa família. Pela humildade e mansidão, atrai-se a atenção de Kṛṣṇa. Esse é o veredito de todos os *Vedas*. Por conseguinte, se alguém se torna muito humilde e manso, pode facilmente alcançar os pés de lótus de Kṛṣṇa nesta era de Kali. Essa é a consumação de todos os grandes sacrifícios, penitências e austeridades, pois, quando a pessoa alcança o amor extático a Deus, atinge a completa perfeição da vida. Logo, tudo o que se faz na execução do serviço devocional deve ser acompanhado do cantar do santo nome do Senhor.\" O cantar do santo nome de Kṛṣṇa — Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare / Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare — foi louvado por Śrīla Rūpa Gosvāmī em seu Nāmāṣṭaka (verso 1):\n\nnikhila-śruti-mauli-ratna-mālā-\ndyuti-nīrājita-pāda-paṅkajānta\nayi mukta-kulair upāsyamānaṁ\nparitas tvāṁ hari-nāma saṁśrayāmi\n\n\"Ó Hari-nāma! As pontas dos dedos de Teus pés de lótus são constantemente adoradas pela radiância resplandecente que emana do colar de gemas conhecido como os *Upaniṣads*, as joias coroantes de todos os *Vedas*. Tu és eternamente adorado por almas liberadas como Nārada e Śukadeva. Ó Hari-nāma! Eu Te tomo por completo refúgio.\"\n\nDe modo semelhante, Śrīla Sanātana Gosvāmī louvou o cantar do santo nome da seguinte maneira em seu Bṛhad-bhāgavatāmṛta (Capítulo Um, verso 9):\n\njayati jayati nāmānanda-rūpaṁ murārer\nviramita-nija-dharma-dhyāna-pūjādi-yatnam\nkathamapi sakṛd-āttaṁ muktidaṁ prāṇīnāṁ yat\nparamam amṛtam ekaṁ jīvanaṁ bhūṣaṇaṁ me\n\n\"Todas as glórias, todas as glórias ao plenamente bem-aventurado santo nome de Śrī Kṛṣṇa, que faz o devoto abandonar todos os deveres religiosos convencionais, a meditação e a adoração. Quando, de uma forma ou de outra, é pronunciado ainda que uma só vez por uma entidade viva, o santo nome lhe concede a liberação. O santo nome de Kṛṣṇa é o néctar mais elevado. É a minha própria vida e o meu único tesouro.\"\n\nNo *Śrīmad-Bhāgavatam* (2.1.11), Śukadeva Gosvāmī diz:\n\netan nirvidyamānānām\nicchatām akuto-bhayam\nyogināṁ nṛpa nirṇītaṁ\nharer nāmānukīrtanam\n\n\"Ó rei, o cantar constante do santo nome do Senhor, segundo o modo das grandes autoridades, é a maneira indubitável e destemida de obter êxito para todos, inclusive para aqueles que estão livres de todos os desejos materiais, para aqueles que desejam todo o gozo material e para aqueles que se satisfazem em si mesmos por meio do conhecimento transcendental.\"\n\nDe modo semelhante, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse em Seu Śikṣāṣṭaka (3):\n\ntṛṇād api sunīcena\ntaror api sahiṣṇunā\namāninā mānadena\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ\n\n\"A pessoa deve cantar o santo nome do Senhor num estado de espírito humilde, considerando-se mais baixa do que a palha na rua. Deve ser mais tolerante do que uma árvore, desprovida de todo sentido de falso prestígio e pronta a oferecer todo o respeito aos outros. Em tal estado de espírito, pode-se cantar o santo nome do Senhor constantemente.\" No que se refere às dez ofensas no cantar do santo nome, pode-se consultar o *Ādi-līlā*, Capítulo Oito, verso 24."}
{"ref": "cc/antya/4/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/72/", "verse_text": "eta śuni' sanātanera haila camatkāra\n\nprabhure nā bhāya mora maraṇa-vicāra", "devanagari": "> এত শুনি’ সনাতনের হৈল চমৎকার ।\n> প্রভুরে না ভায় মোর মরণ-বিচার ॥৭২॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ao ouvir isto; *sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *haila camatkāra*—houve assombro; *prabhure nā bhāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu não aprova; *mora*—minha; *maraṇa-vicāra*—decisão de cometer suicídio.", "translation": "**Após ouvir isto, Sanātana Gosvāmī ficou imensamente assombrado. Ele pôde compreender: \"Minha decisão de cometer suicídio não foi muito apreciada por Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/73/", "verse_text": "sarvajña mahāprabhu niṣedhilā more\n\nprabhura caraṇa dhari' kahena tāṅhāre", "devanagari": "> সর্বজ্ঞ মহাপ্রভু নিষেধিলা মোরে  ।\n> প্রভুর চরণ ধরি’ কহেন তাঁহারে ॥৭৩॥", "synonyms": "*sarva-jña*—que tudo conhece; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *niṣedhilā*—proibiu; *more*—a mim; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—os pés; *dhari'*—tocando; *kahena tāṅhāre*—começou a falar-Lhe.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī concluiu: \"O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que tudo conhece — passado, presente e futuro —, proibiu-me de cometer suicídio.\" Então, prostrou-se, tocando os pés de lótus do Senhor, e falou-Lhe da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/74/", "verse_text": "\"sarvajña, kṛpālu tumi īśvara svatantra\n\nyaiche nācāo, taiche nāci,--yena kāṣṭha-yantra", "devanagari": "> “সর্বজ্ঞ, কৃপালু তুমি ঈশ্বর স্বতন্ত্র  ।\n> যৈছে নাচাও, তৈছে নাচি, — যেন কাষ্ঠযন্ত্র ॥৭৪॥", "synonyms": "*sarva-jña*—onisciente; *kṛpālu*—misericordioso; *tumi*—Tu; *īśvara*—o Senhor Supremo; *svatantra*—independente; *yaiche*—assim como; *nācāo*—fazes dançar; *taiche*—assim; *nāci*—danço; *yena*—como se; *kāṣṭha-yantra*—um instrumento de madeira.", "translation": "**\"Meu Senhor, Tu és o onisciente, misericordioso e independente Senhor Supremo. Exatamente como um instrumento de madeira, danço conforme Tu me fazes dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/75/", "verse_text": "nīca, adhama, pāmara muñi pāmara-svabhāva\n\nmore jiyāile tomāra kibā habe lābha?\"", "devanagari": "> নীচ, অধম, পামর মুঞি পামর-স্বভাব  ।\n> মোরে জিয়াইলে তোমার কিবা হবে লাভ ?” ৭৫ ॥৭৫॥", "synonyms": "*nīca*—de baixo nascimento; *adhama*—o mais baixo; *pāmara*—condenado; *muñi*—eu; *pāmara-svabhāva*—pecaminoso por natureza; *more jiyāile*—se me salvas; *tomāra*—Teu; *kibā*—qual; *habe*—será; *lābha*—proveito.", "translation": "**\"Sou de baixo nascimento. De fato, sou o mais baixo. Sou condenado, pois tenho todas as características de um homem pecaminoso. Se me manténs vivo, qual será o proveito?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/76/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"tomāra deha mora nija-dhana\n\ntumi more kariyācha ātma-samarpaṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “তোমার দেহ মোর নিজ-ধন  ।\n> তুমি মোরে করিয়াছ আত্মসমর্পণ ॥৭৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *tomāra deha*—teu corpo; *mora*—Minha; *nija-dhana*—propriedade pessoal; *tumi*—tu; *more*—a Mim; *kariyācha*—fizeste; *ātma-samarpaṇa*—entrega completa.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Teu corpo é Minha propriedade. Tu já te rendeste a Mim. Portanto, não tens mais nenhum direito sobre o teu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/77/", "verse_text": "parera dravya tumi kene cāha vināśite?\n\ndharmādharma vicāra kibā nā pāra karite?", "devanagari": "> পরের দ্রব্য তুমি কেনে চাহ বিনাশিতে ? ধর্মাধর্ম বিচার কিবা না পার করিতে ? ৭৭ ।। তোমার শরীর — মোর প্রধান ‘সাধন’  ।\n> এ শরীরে সাধিমু আমি বহু প্রয়োজন ॥৭৭॥", "synonyms": "*parera dravya*—propriedade alheia; *tumi*—tu; *kene*—por que; *cāha*—queres; *vināśite*—destruir; *dharma-adharma*—o que é piedoso e o que é ímpio; *vicāra*—consideração; *kibā*—por que; *nā*—não; *pāra*—podes; *karite*—fazer.", "translation": "**\"Por que haverias de querer destruir a propriedade alheia? Não podes considerar o que é certo e o que é errado?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/78/", "verse_text": "tomāra śarīra--mora pradhāna 'sādhana'\n\ne śarīre sādhimu āmi bahu prayojana", "devanagari": "", "synonyms": "*tomāra śarīra*—teu corpo; *mora*—Meu; *pradhāna*—principal; *sādhana*—instrumento; *e śarīre*—por este corpo; *sādhimu*—realizarei; *āmi*—Eu; *bahu*—muitas; *prayojana*—necessidades.", "translation": "**\"Teu corpo é Meu principal instrumento para executar muitas funções necessárias. Por meio do teu corpo, realizarei muitas tarefas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/79/", "verse_text": "bhakta-bhakti-kṛṣṇaprema-tattvera nidhāra\n\nvaiṣṇavera kṛtya, āra vaiṣṇava-ācāra", "devanagari": "> ভক্ত-ভক্তি-কৃষ্ণপ্রেম-তত্ত্বের নিধার ।\n> বৈষ্ণবের কৃত্য, আর বৈষ্ণব-আচার ॥৭৯॥", "synonyms": "*bhakta*—devoto; *bhakti*—serviço devocional; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *tattvera*—da verdade de; *nidhāra*—averiguação; *vaiṣṇavera kṛtya*—deveres de um vaiṣṇava; *āra*—e; *vaiṣṇava-ācāra*—características de um vaiṣṇava.", "translation": "**\"Terás de averiguar os princípios básicos de um devoto, do serviço devocional, do amor a Deus, dos deveres vaiṣṇavas e das características vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/80/", "verse_text": "kṛṣṇa-bhakti, kṛṣṇaprema-sevā-pravartana\n\nlupta-tīrtha-uddhāra, āra vairāgya-śikṣaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণভক্তি, কৃষ্ণপ্রেমসেবা-প্রবর্তন ।\n> লুপ্ততীর্থ-উদ্ধার আর বৈরাগ্য-শিক্ষণ ॥৮০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional a Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-prema*—amor a Kṛṣṇa; *sevā*—serviço; *pravartana*—estabelecimento de; *lupta-tīrtha*—os lugares de peregrinação perdidos; *uddhāra*—escavar; *āra*—e; *vairāgya-śikṣaṇa*—instrução sobre a ordem de vida renunciada.", "translation": "**\"Também terás de explicar o serviço devocional a Kṛṣṇa, estabelecer centros para o cultivo do amor a Kṛṣṇa, escavar os lugares de peregrinação perdidos e ensinar as pessoas a adotar a ordem de vida renunciada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/81/", "verse_text": "nija-priya-sthāna mora--mathurā-vṛndāvana\n\ntāhāṅ eta dharma cāhi karite pracāraṇa", "devanagari": "> নিজ-প্রিয়স্থান মোর — মথুরা-বৃন্দাবন ।\n> তাঁহা এত ধর্ম চাহি করিতে প্রচারণ ॥৮১॥", "synonyms": "*nija*—própria; *priya-sthāna*—morada muito querida; *mora*—Minha; *mathurā-vṛndāvana*—Mathurā e Vṛndāvana; *tāhāṅ*—ali; *eta*—tantas; *dharma*—atividades; *cāhi*—desejo; *karite*—fazer; *pracāraṇa*—pregação.", "translation": "**\"Mathurā-Vṛndāvana é Minha própria morada muito querida. Desejo fazer ali muitas coisas para pregar a consciência de Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava cumprir muitos propósitos por meio dos esforços exegéticos de Śrīla Sanātana Gosvāmī. Primeiramente, Sanātana Gosvāmī compilou o livro intitulado Bṛhad-bhāgavatāmṛta para ensinar as pessoas a tornarem-se devotos, a executar o serviço devocional e a alcançar o amor a Kṛṣṇa. Em segundo lugar, ele compilou o *Hari-bhakti-vilāsa*, no qual reuniu afirmações fidedignas das injunções escriturais a respeito de como um vaiṣṇava deve comportar-se. Somente pelos esforços de Śrī Sanātana Gosvāmī foram escavados todos os lugares de peregrinação perdidos da região de Vṛndāvana. Ele estabeleceu Madana-mohana, a primeira Deidade da região de Vṛndāvana, e, por seu comportamento pessoal, ensinou como se deve agir na ordem renunciada, completamente devotado ao serviço do Senhor. Por seu exemplo pessoal, ensinou as pessoas a permanecerem em Vṛndāvana para executar o serviço devocional. A principal missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu era pregar a consciência de Kṛṣṇa. Mathurā e Vṛndāvana são as moradas do Senhor Kṛṣṇa. Por isso, esses dois lugares são muito queridos a Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Ele desejava desenvolver suas glórias por intermédio de Sanātana Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/4/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/82/", "verse_text": "mātāra ājñāya āmi vasi nīlācale\n\ntāhāṅ 'dharma' śikhāite nāhi nija-bale", "devanagari": "> মাতার আজ্ঞায় আমি বসি নীলাচলে ।\n> তাহাঁ ‘ধর্ম’ শিখাইতে নাহি নিজ-বলে ॥৮২॥", "synonyms": "*mātāra*—de Minha mãe; *ājñāya*—pela ordem; *āmi*—Eu; *vasi*—resido; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *tāhāṅ*—em Mathurā e Vṛndāvana; *dharma śikhāite*—ensinar os princípios religiosos; *nāhi*—não; *nija-bale*—dentro de Minha capacidade.", "translation": "**\"Pela ordem de Minha mãe, estou estabelecido aqui em Jagannātha Purī; portanto, não posso ir a Mathurā-Vṛndāvana para ensinar as pessoas a viver ali de acordo com os princípios religiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/83/", "verse_text": "eta saba karma āmi ye-dehe karimu\n\ntāhā chāḍite cāha tumi, kemane sahimu?\"", "devanagari": "> এত সব কর্ম আমি যে-দেহে করিমু ।\n> তাহা ছাড়িতে চাহ তুমি, কেমনে সহিমু ?” ॥ ৮৩ ॥", "synonyms": "*eta saba*—todo este; *karma*—trabalho; *āmi*—Eu; *ye-dehe*—por meio de qual corpo; *karimu*—realizarei; *tāhā*—esse; *chāḍite*—abandonar; *cāha tumi*—tu queres; *kemane*—como; *sahimu*—tolerarei.", "translation": "**\"Tenho de realizar todo este trabalho por meio do teu corpo, mas tu queres abandoná-lo. Como poderei tolerar isso?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/84/", "verse_text": "tabe sanātana kahe,--\"tomāke namaskāre\n\ntomāra gambhīra hṛdaya ke bujhite pāre?", "devanagari": "> তবে সনাতন কহে, — “তোমাকে নমস্কারে ।\n> তোমার গম্ভীর হৃদয় কে বুঝিতে পারে ? ॥ ৮৪ ॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *tomāke namaskāre*—ofereço-Te minhas respeitosas reverências; *tomāra*—Teu; *gambhīra*—profundo; *hṛdaya*—coração; *ke*—quem; *bujhite pāre*—pode compreender.", "translation": "**Naquele momento, Sanātana Gosvāmī disse a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Ofereço-Te minhas respeitosas reverências. Ninguém pode compreender as profundas ideias que planejas em Teu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/85/", "verse_text": "kāṣṭhera putalī yena kuhake nācāya\n\nāpane nā jāne, putalī kibā nāce gāya!", "devanagari": "> কাষ্ঠের পুতলী যেন কুহকে নাচায় । আপনে না জানে, পুতলী কিবা নাচে গায় ! ৮৫ ।। যারে যৈছে নাচাও, সে তৈছে করে নর্তনে  ।\n> কৈছে নাচে, কেবা নাচায়, সেহ নাহি জানে ।।” ৮৬ ॥৮৫॥", "synonyms": "*kāṣṭhera putalī*—uma boneca feita de madeira; *yena*—assim como; *kuhake nācāya*—o mágico faz dançar; *āpane*—pessoalmente; *nā jāne*—não sabe; *putalī*—a boneca; *kibā*—como; *nāce*—dança; *gāya*—canta.", "translation": "**\"Uma boneca de madeira canta e dança conforme a direção de um mágico, mas não sabe como está dançando e cantando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/86/", "verse_text": "yāre yaiche nācāo, se taiche kare nartane\n\nkaiche nāce, kebā nācāya, seha nāhi jāne\"", "devanagari": "", "synonyms": "*yāre*—a quem quer que seja; *yaiche*—assim como; *nācāo*—Tu fazes dançar; *se*—essa pessoa; *taiche*—assim; *kare nartane*—dança; *kaiche*—como; *nāce*—ela dança; *kebā nācāya*—quem a faz dançar; *seha*—ela; *nāhi jāne*—não sabe.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, assim como fazes alguém dançar, ele dança conforme Tua direção, mas como dança e quem o faz dançar, isso ele não sabe.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/87/", "verse_text": "haridāse kahe prabhu,--\"śuna, haridāsa\n\nparera dravya iṅho cāhena karite vināśa", "devanagari": "> হরিদাসে কহে প্রভু, — “শুন, হরিদাস  ।\n> পরের দ্রব্য ইঁহো চাহেন করিতে বিনাশ ॥৮৭॥", "synonyms": "*haridāse*—a Haridāsa Ṭhākura; *kahe prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se; *śuna haridāsa*—Meu querido Haridāsa, ouve, por favor; *parera dravya*—propriedade alheia; *iṅho*—este Sanātana Gosvāmī; *cāhena*—quer; *karite vināśa*—destruir.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse então a Haridāsa Ṭhākura: \"Meu querido Haridāsa, ouve-Me, por favor. Este cavalheiro quer destruir a propriedade alheia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/88/", "verse_text": "parera sthāpya dravya keha nā khāya, vilāya\n\nniṣedhiha iṅhāre,--yena nā kare anyāya\"", "devanagari": "> পরের স্থাপ্য দ্রব্য কেহ না খায়, বিলায়  ।\n> নিষেধিহ ইঁহারে, — যেন না করে অন্যায় ।।” ৮৮ ॥৮৮॥", "synonyms": "*parera*—de outrem; *sthāpya*—a ser guardada; *dravya*—propriedade; *keha nā khāya*—ninguém usa; *vilāya*—distribui; *niṣedhiha*—proíbe; *iṅhāre*—a ele; *yena*—de modo que; *nā kare*—ele não faça; *anyāya*—algo ilícito.", "translation": "**\"Aquele a quem se confia a propriedade de outrem não a distribui nem a usa para seus próprios fins. Portanto, dize-lhe que não faça tal coisa ilícita.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/89/", "verse_text": "haridāsa kahe,--\"mithyā abhimāna kari\n\ntomāra gambhīra hṛdaya bujhite nā pāri", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — “মিথ্যা অভিমান করি  ।\n> তোমার গম্ভীর হৃদয় বুঝিতে না পারি ॥৮৯॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa Ṭhākura respondeu; *mithyā*—falsamente; *abhimāna kari*—temos orgulho; *tomāra*—Tua; *gambhīra*—profunda; *hṛdaya*—intenção; *bujhite nā pāri*—não podemos compreender.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Temos um orgulho falso de nossas capacidades. Na verdade, não podemos compreender Tuas profundas intenções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/90/", "verse_text": "kon kon kārya tumi kara kon dvāre\n\ntumi nā jānāile keha jānite nā pāre", "devanagari": "> কোন্ কোন্ কার্য তুমি কর কোন্ দ্বারে  ।\n> তুমি না জানাইলে কেহ জানিতে না পারে ॥৯০॥", "synonyms": "*kon kon kārya*—que trabalho; *tumi*—Tu; *kara*—realizas; *kon dvāre*—por meio de quem; *tumi nā jānāile*—a menos que Tu o faças compreender; *keha jānite nā pāre*—ninguém pode compreender.", "translation": "**\"A menos que nos informes, não podemos compreender qual é o Teu propósito, nem o que desejas fazer e por meio de quem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/91/", "verse_text": "etādṛśa tumi iṅhāre kariyācha aṅgīkāra\n\neta saubhāgya ihāṅ nā haya kāhāra\"", "devanagari": "> এতাদৃশ তুমি ইঁহারে করিয়াছ অঙ্গীকার  ।\n> এত সৌভাগ্য ইহাঁ না হয় কাহার ।।” ৯১ ॥৯১॥", "synonyms": "*etādṛśa*—tal; *tumi*—Tu; *iṅhāre*—a ele; *kariyācha aṅgīkāra*—aceitaste; *eta saubhāgya*—tanta fortuna; *ihāṅ*—sobre ele; *nā haya*—não é possível; *kāhāra*—a ninguém mais.", "translation": "**\"Meu caro senhor, visto que Tu, uma grande personalidade, aceitaste Sanātana Gosvāmī, ele é imensamente afortunado; ninguém pode ser tão afortunado quanto ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/92/", "verse_text": "tabe mahāprabhu kari' duṅhāre āliṅgana\n\n'madhyāhna' karite uṭhi' karilā gamana", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু করি’ দুঁহারে আলিঙ্গন ।\n> ‘মধ্যাহ্ন’ করিতে উঠি’ করিলা গমন ॥৯২॥", "synonyms": "*tabe*—então; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kari' duṅhāre āliṅgana*—abraçando ambos; *madhya-ahna karite*—para cumprir Seus deveres do meio-dia; *uṭhi'*—levantando-se; *karilā gamana*—partiu.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou tanto Haridāsa Ṭhākura quanto Sanātana Gosvāmī e, em seguida, levantou-se e partiu para cumprir Seus deveres do meio-dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/93/", "verse_text": "sanātane kahe haridāsa kari' āliṅgana\n\n\"tomāra bhāgyera sīmā nā yāya kathana", "devanagari": "> সনাতনে কহে হরিদাস করি’ আলিঙ্গন  ।\n> “তোমার ভাগ্যের সীমা না যায় কথন ॥৯৩॥", "synonyms": "*sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *kahe*—disse; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *kari' āliṅgana*—abraçando; *tomāra*—tua; *bhāgyera*—da fortuna; *sīmā*—o limite; *nā yāya kathana*—não pode ser descrito.", "translation": "**\"Meu caro Sanātana\", disse Haridāsa Ṭhākura, abraçando-o, \"ninguém pode encontrar os limites de tua boa fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/94/", "verse_text": "tomāra deha kahena prabhu 'mora nija-dhana'\n\ntomā-sama bhāgyavān nāhi kona jana", "devanagari": "> তোমার দেহ কহেন প্রভু ‘মোর নিজ-ধন’  ।\n> তোমা-সম ভাগ্যবান্ নাহি কোন জন ॥৯৪॥", "synonyms": "*tomāra deha*—teu corpo; *kahena prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *mora*—Minha; *nija-dhana*—propriedade pessoal; *tomā-sama*—como tu; *bhāgyavān*—pessoa afortunada; *nāhi*—não há; *kona jana*—ninguém.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou teu corpo como Sua própria propriedade. Por isso, ninguém pode igualar-te em boa fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/95/", "verse_text": "nija-dehe ye kārya nā pārena karite\n\nse kārya karāibe tomā, seha mathurāte", "devanagari": "> নিজ-দেহে যে কার্য না পারেন করিতে  ।\n> সে কার্য করাইবে তোমা, সেহ মথুরাতে ॥৯৫॥", "synonyms": "*nija-dehe*—com Seu corpo pessoal; *ye kārya*—qualquer atividade; *nā pārena karite*—Ele não pode realizar; *se kārya*—essas coisas; *karāibe*—Ele fará com que faças; *tomā*—tu; *seha*—isso; *mathurāte*—em Mathurā.", "translation": "**\"O que Śrī Caitanya Mahāprabhu não pode fazer com Seu corpo pessoal, Ele deseja fazer por meio de ti, e deseja fazê-lo em Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/96/", "verse_text": "ye karāite cāhe īśvara, sei siddha haya\n\ntomāra saubhāgya ei kahiluṅ niścaya", "devanagari": "> যে করাইতে চাহে ঈশ্বর, সেই সিদ্ধ হয়  ।\n> তোমার সৌভাগ্য এই কহিলুঁ নিশ্চয় ॥৯৬॥", "synonyms": "*ye*—qualquer coisa; *karāite*—fazer com que se realize; *cāhe*—deseja; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *sei*—isso; *siddha*—bem-sucedido; *haya*—é; *tomāra saubhāgya*—tua grande fortuna; *ei*—esta; *kahiluṅ*—eu falei; *niścaya*—minha opinião ponderada.", "translation": "**\"O que quer que a Suprema Personalidade de Deus deseje que façamos será realizado com êxito. Esta é a tua grande fortuna. Esta é a minha opinião amadurecida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/97/", "verse_text": "bhakti-siddhānta, śāstra-ācāra-nirṇaya\n\ntomā-dvāre karāibena, bujhiluṅ āśaya", "devanagari": "> ভক্তিসিদ্ধান্ত, শাস্ত্র-আচার-নির্ণয়  ।\n> তোমা-দ্বারে করাইবেন, বুঝিলুঁ আশয় ॥৯৭॥", "synonyms": "*bhakti-siddhānta*—a decisão conclusiva em serviço devocional; *śāstra*—de acordo com os preceitos das escrituras; *ācāra-nirṇaya*—a determinação da conduta; *tomā-dvāre*—por ti; *karāibena*—fará com que se realize; *bujhiluṅ*—posso compreender; *āśaya*—Seu desejo.", "translation": "**\"Pelas palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu, posso compreender que Ele deseja que escrevas livros sobre a decisão conclusiva do serviço devocional e sobre os princípios reguladores determinados a partir das escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/98/", "verse_text": "āmāra ei deha prabhura kārye nā lāgila\n\nbhārata-bhūmite janmi' ei deha vyartha haila", "devanagari": "> আমার এই দেহ প্রভুর কার্যে না লাগিল ।\n> ভারত-ভূমিতে জন্মি’ এই দেহ ব্যর্থ হৈল ।।” ॥ ৯৮ ॥", "synonyms": "*āmāra*—meu; *ei*—este; *deha*—corpo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kārye*—no serviço; *nā lāgila*—não pôde ser usado; *bhārata-bhūmite*—na terra da Índia; *janmi'*—nascendo; *ei deha*—este corpo; *vyartha haila*—tornou-se inútil.", "translation": "**\"Meu corpo não pôde ser usado no serviço de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, embora tenha nascido na terra da Índia, este corpo foi inútil.\"**", "purport": "Para uma explicação adicional sobre a importância de Bhārata-bhūmi, pode-se consultar o *Ādi-līlā* (9.41) e também o *Śrīmad-Bhāgavatam* (5.19.19-27). A característica especial de um nascimento na Índia é que uma pessoa nascida na Índia torna-se automaticamente consciente de Deus. Em toda parte da Índia, e especialmente nos lugares sagrados de peregrinação, até mesmo um homem comum e sem instrução tem inclinação para a consciência de Kṛṣṇa, e, assim que vê uma pessoa consciente de Kṛṣṇa, oferece-lhe reverências. A Índia tem muitos rios sagrados, como o Ganges, o Yamunā, o Narmadā, o Kāverī e o Kṛṣṇā, e, pelo simples fato de banharem-se nesses rios, as pessoas liberam-se e tornam-se conscientes de Kṛṣṇa. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu diz:\n\nbhārata-bhūmite haila manuṣya-janma yāra\n\njanma sārthaka kari' kara para-upakāra\n\nAquele que nasceu na terra de Bhārata-bhūmi, a Índia, deve tirar pleno proveito de seu nascimento. Deve tornar-se completamente versado no conhecimento dos *Vedas* e na cultura espiritual e deve distribuir a experiência da consciência de Kṛṣṇa por todo o mundo. As pessoas em todo o mundo ocupam-se loucamente na gratificação dos sentidos e, dessa forma, arruínam suas vidas humanas, correndo o risco de, na próxima vida, tornarem-se animais ou algo inferior. A sociedade humana deve ser salva de tal civilização arriscada e do perigo da animalidade mediante o despertar para a consciência de Deus, a consciência de Kṛṣṇa. O movimento da consciência de Kṛṣṇa foi iniciado com este propósito. Por conseguinte, os homens imparciais do mais alto escalão devem estudar os princípios do movimento da consciência de Kṛṣṇa e cooperar plenamente com este movimento para salvar a sociedade humana."}
{"ref": "cc/antya/4/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/99/", "verse_text": "sanātana kahe,--\"tomā-sama kebā āche āna\n\nmahāprabhura gaṇe tumi--mahā-bhāgyavān!", "devanagari": "> সনাতন কহে, — “তোমা-সম কেবা আছে আন । মহাপ্রভুর গণে তুমি — মহাভাগ্যবান্ ! ৯৯ ।। অবতার-কার্য প্রভুর — নাম-প্রচারে  ।\n> সেই নিজ-কার্য প্রভু করেন তোমার দ্বারে ॥৯৯॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *tomā-sama*—como tu; *kebā*—quem; *āche*—há; *āna*—outro; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gaṇe*—entre os companheiros pessoais; *tumi*—tu; *mahā-bhāgyavān*—o mais afortunado.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Ó Haridāsa Ṭhākura, quem se iguala a ti? Tu és um dos companheiros de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, és o mais afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/100/", "verse_text": "avatāra-kārya prabhura--nāma-pracāre\n\nsei nija-kārya prabhu karena tomāra dvāre", "devanagari": "", "synonyms": "*avatāra-kārya*—a missão da encarnação; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāma-pracāre*—difundir a importância do santo nome do Senhor; *sei*—essa; *nija-kārya*—a missão de Sua vida; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—realiza; *tomāra dvāre*—por meio de ti.", "translation": "**\"A missão de Śrī Caitanya Mahāprabhu, para a qual Ele desceu como encarnação, é difundir a importância de cantar o santo nome do Senhor. Ora, em vez de fazê-lo pessoalmente, Ele o está difundindo por meio de ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/101/", "verse_text": "pratyaha kara tina-lakṣa nāma-saṅkīrtana\n\nsabāra āge kara nāmera mahimā kathana", "devanagari": "> প্রত্যহ কর তিনলক্ষ নাম-সঙ্কীর্তন  ।\n> সবার আগে কর নামের মহিমা কথন ॥১০১॥", "synonyms": "*prati-aha*—diariamente; *kara*—tu fazes; *tina-lakṣa*—300.000; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome; *sabāra āge*—diante de todos; *kara*—tu fazes; *nāmera*—do santo nome; *mahimā kathana*—a exposição das glórias.", "translation": "**\"Meu caro senhor, tu cantas o santo nome 300.000 vezes por dia e informas a todos da importância de tal cantar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/102/", "verse_text": "āpane ācare keha, nā kare pracāra\n\npracāra karena keha, nā karena ācāra", "devanagari": "> আপনে আচরে কেহ, না করে প্রচার  ।\n> প্রচার করেন কেহ, না করেন আচার ॥১০২॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *ācare*—comporta-se; *keha*—alguém; *nā kare pracāra*—não realiza trabalho de pregação; *pracāra karena*—realiza trabalho de pregação; *keha*—alguém; *nā karena ācāra*—não se comporta estritamente de acordo com os princípios.", "translation": "**\"Alguns comportam-se muito bem, mas não pregam o culto da consciência de Kṛṣṇa, ao passo que outros pregam, mas não se comportam apropriadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/103/", "verse_text": "'ācāra', 'pracāra',--nāmera karaha 'dui' kārya\n\ntumi--sarva-guru, tumi jagatera ārya", "devanagari": "> ‘আচার’, ‘প্রচার’, — নামের করহ ‘দুই’ কার্য  ।\n> তুমি — সর্ব-গুরু, তুমি জগতের আর্য ।।” ১০৩ ॥১০৩॥", "synonyms": "*ācāra pracāra*—comportar-se bem e pregar; *nāmera*—do santo nome; *karaha*—tu realizas; *dui*—dois; *kārya*—trabalhos; *tumi*—tu; *sarva-guru*—mestre espiritual de todos; *tumi*—tu; *jagatera ārya*—o devoto mais avançado deste mundo.", "translation": "**\"Tu realizas simultaneamente ambos os deveres em relação ao santo nome, por teu comportamento pessoal e por tua pregação. Portanto, és o mestre espiritual do mundo inteiro, pois és o devoto mais avançado do mundo.\"**", "purport": "Sanātana Gosvāmī define claramente, aqui, o genuíno mestre espiritual do mundo. As qualificações expressas nesse sentido são que a pessoa deve agir de acordo com os preceitos das escrituras e, ao mesmo tempo, pregar. Quem assim procede é um genuíno mestre espiritual. Haridāsa Ṭhākura era o mestre espiritual ideal, pois cantava regularmente em suas contas um número prescrito de vezes. De fato, ele cantava o santo nome do Senhor 300.000 vezes por dia. De modo semelhante, os membros do movimento da consciência de Kṛṣṇa cantam no mínimo dezesseis voltas por dia, o que se pode fazer sem dificuldade, e, ao mesmo tempo, devem pregar o culto de Caitanya Mahāprabhu segundo o evangelho do Bhagavad-gītā Como Ele É. Quem assim procede está perfeitamente apto a tornar-se mestre espiritual do mundo inteiro."}
{"ref": "cc/antya/4/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/104/", "verse_text": "ei-mata dui-jana nānā-kathā-raṅge\n\nkṛṣṇa-kathā āsvādaya rahi' eka-saṅge", "devanagari": "> এইমত দুইজন নানা-কথা-রঙ্গে ।\n> কৃষ্ণকথা আস্বাদয় রহি’ একসঙ্গে ॥১০৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *dui-jana*—duas pessoas; *nānā-kathā-raṅge*—na felicidade de discutir vários assuntos; *kṛṣṇa-kathā*—o assunto referente a Kṛṣṇa; *āsvādaya*—saboreiam; *rahi' eka-saṅge*—permanecendo juntos.", "translation": "**Dessa maneira, os dois passavam seu tempo discutindo assuntos referentes a Kṛṣṇa. Assim, desfrutavam a vida juntos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/105/", "verse_text": "yātrā-kāle āilā saba gauḍera bhakta-gaṇa\n\npūrvavat kailā sabe ratha-yātrā daraśana", "devanagari": "> যাত্রাকালে আইলা সব গৌড়ের ভক্তগণ ।\n> পূর্ববৎ কৈলা সবে রথযাত্রা দরশন ॥১০৫॥", "synonyms": "*yātrā-kāle*—durante a época do festival das carruagens; *āilā*—vieram; *saba*—todos; *gauḍera bhakta-gaṇa*—os devotos de Bengala; *pūrvavat*—como anteriormente; *kailā*—fizeram; *sabe*—todos; *ratha-yātrā daraśana*—visitar o festival das carruagens do Senhor Jagannātha.", "translation": "**Durante a época do Ratha-yātrā, todos os devotos chegaram de Bengala para visitar o festival das carruagens, como haviam feito anteriormente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/106/", "verse_text": "ratha-agre prabhu taiche karilā nartana\n\ndekhi camatkāra haila sanātanera mana", "devanagari": "> রথ-অগ্রে প্রভু তৈছে করিলা নর্তন ।\n> দেখি চমৎকার হৈল সনাতনের মন ॥১০৬॥", "synonyms": "*ratha-agre*—diante da carruagem; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *taiche*—de modo semelhante; *karilā nartana*—dançou; *dekhi*—vendo; *camatkāra haila*—ficou assombrada; *sanātanera mana*—a mente de Sanātana.", "translation": "**Durante o festival de Ratha-yātrā, Śrī Caitanya Mahāprabhu voltou a dançar diante da carruagem de Jagannātha. Quando Sanātana Gosvāmī viu isso, sua mente ficou assombrada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/107/", "verse_text": "varṣāra cāri-māsa rahilā saba nija bhakta-gaṇe\n\nsabā-saṅge prabhu milāilā sanātane", "devanagari": "> বর্ষার-চারি-মাস রহিলা সব নিজ ভক্তগণে ।\n> সবা-সঙ্গে প্রভু মিলাইলা সনাতনে ॥১০৭॥", "synonyms": "*varṣāra cāri-māsa*—os quatro meses da estação chuvosa; *rahilā*—permaneceram; *saba*—todos; *nija bhakta-gaṇe*—os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabā-saṅge*—com todos eles; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milāilā*—apresentou; *sanātane*—Sanātana.", "translation": "**Os devotos do Senhor provenientes de Bengala permaneceram em Jagannātha Purī durante os quatro meses da estação chuvosa, e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou Sanātana Gosvāmī a todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/108-110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/108-110/", "verse_text": "advaita, nityānanda, śrīvāsa, vakreśvara\n\nvāsudeva, murāri, rāghava, dāmodara\n\npurī, bhāratī, svarūpa, paṇḍitā gadādhara\n\nsārvabhauma, rāmānanda, jagadānanda, śaṅkara\n\nkāśīśvara, govindādi yata bhakta-gaṇa\n\nsabā-sane sanātanera karāilā milana", "devanagari": "> অদ্বৈত, নিত্যানন্দ, শ্রীবাস, বক্রেশ্বর ।\n> বাসুদেব, মুরারি, রাঘব, দামোদর ॥১০৮॥\n> পুরী, ভারতী, স্বরূপ, পণ্ডিত-গদাধর ।\n> সার্বভৌম, রামানন্দ, জগদানন্দ, শঙ্কর ॥১০৯॥\n> কাশীশ্বর, গোবিন্দাদি যত ভক্তগণ ।\n> সবা-সনে সনাতনের করাইলা মিলন ॥১১০॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita; *nityānanda*—Nityānanda; *śrīvāsa*—Śrīvāsa; *vakreśvara*—Vakreśvara; *vāsudeva*—Vāsudeva; *murāri*—Murāri; *rāghava*—Rāghava; *dāmodara*—Dāmodara; *purī*—Purī; *bhāratī*—Bhāratī; *svarūpa*—Svarūpa; *paṇḍita-gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *sārvabhauma*—Sārvabhauma; *rāmānanda*—Rāmānanda; *jagadānanda*—Jagadānanda; *śaṅkara*—Śaṅkara; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *govinda*—Govinda; *ādi*—e outros; *yata bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *sabā-sane*—com todos eles; *sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *karāilā milana*—fez a apresentação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu apresentou Sanātana Gosvāmī a estes e a outros devotos seletos: Advaita, Nityānanda, Śrīvāsa, Vakreśvara, Vāsudeva, Murāri, Rāghava, Dāmodara, Paramānanda Purī, Brahmānanda Bhāratī, Svarūpa Dāmodara, Gadādhara Paṇḍita, Sārvabhauma, Rāmānanda, Jagadānanda, Śaṅkara, Kāśīśvara e Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/111/", "verse_text": "yathā-yogya karāila sabāra caraṇa vandana\n\ntāṅre karāilā sabāra kṛpāra bhājana", "devanagari": "> যথাযোগ্য করাইল সবার চরণ বন্দন ।\n> তাঁরে করাইলা সবার কৃপার ভাজন ॥১১১॥", "synonyms": "*yathā-yogya*—conforme é adequado; *karāila*—fez realizar; *sabāra*—de todos; *caraṇa vandana*—adorar os pés de lótus; *tāṅre*—a ele; *karāilā*—fez; *sabāra*—de todos eles; *kṛpāra bhājana*—objeto de misericórdia.", "translation": "**O Senhor pediu a Sanātana Gosvāmī que oferecesse reverências a todos os devotos de maneira condizente com cada um. Assim, apresentou Sanātana Gosvāmī a todos eles, justamente para torná-lo objeto da misericórdia deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/112/", "verse_text": "sad-guṇe, pāṇḍitye, sabāra priya--sanātana\n\nyathā-yogya kṛpā-maitrī-gaurava-bhājana", "devanagari": "> সদ্গুণে, পাণ্ডিত্যে, সবার প্রিয় — সনাতন ।\n> যথাযোগ্য কৃপা-মৈত্রী-গৌরব-ভাজন ॥১১২॥", "synonyms": "*sat-guṇe*—em boas qualidades; *pāṇḍitye*—em erudição; *sabāra priya*—querido de todos; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *yathā-yogya*—conforme é apropriado; *kṛpā*—misericórdia; *maitrī*—amizade; *gaurava*—honra; *bhājana*—digno de receber.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī era querido por todos devido às suas elevadas qualidades em erudição. Por conseguinte, de maneira condizente, eles lhe concederam misericórdia, amizade e honra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/113/", "verse_text": "sakala vaiṣṇava yabe gauḍa-deśe gelā\n\nsanātana mahāprabhura caraṇe rahilā", "devanagari": "> সকল বৈষ্ণব যবে গৌড়দেশে গেলা ।\n> সনাতন মহাপ্রভুর চরণে রহিলা ॥১১৩॥", "synonyms": "*sakala*—todos; *vaiṣṇava*—devotos; *yabe*—quando; *gauḍa-deśe*—para Bengala; *gelā*—regressaram; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe rahilā*—permaneceu aos pés de lótus.", "translation": "**Quando todos os demais devotos regressaram a Bengala após o festival de Ratha-yātrā, Sanātana Gosvāmī permaneceu sob os cuidados dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/114/", "verse_text": "dola-yātrā-ādi prabhura saṅgete dekhila\n\ndine-dine prabhu-saṅge ānanda bāḍila", "devanagari": "> দোলযাত্রা-আদি প্রভুর সঙ্গেতে দেখিল ।\n> দিনে-দিনে প্রভু-সঙ্গে আনন্দ বাড়িল ॥১১৪॥", "synonyms": "*dola-yātrā*—o festival de Dola-yātrā; *ādi*—e outros; *prabhura saṅgete*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhila*—ele viu; *dine-dine*—dia após dia; *prabhu-saṅge*—na companhia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda bāḍila*—seu prazer aumentou.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī observou a cerimônia de Dola-yātrā com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Dessa maneira, seu prazer aumentou na companhia do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/115/", "verse_text": "pūrve vaiśākha-māse sanātana yabe āilā\n\njyaiṣṭha-māse prabhu tāṅre parīkṣā karilā", "devanagari": "> পূর্বে বৈশাখ-মাসে সনাতন যবে আইলা ।\n> জ্যৈষ্ঠমাসে প্রভু তাঁরে পরীক্ষা করিলা ॥১১৫॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *vaiśākha-māse*—durante o mês de abril-maio; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *yabe*—quando; *āilā*—veio; *jyaiṣṭha-māse*—no mês de maio-junho; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *parīkṣā karilā*—testou.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī havia vindo ver Śrī Caitanya Mahāprabhu em Jagannātha Purī durante o mês de abril-maio, e durante o mês de maio-junho Śrī Caitanya Mahāprabhu o testou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/116/", "verse_text": "jyaiṣṭha-māse prabhu yameśvara-ṭoṭā āilā\n\nbhakta-anurodhe tāhāṅ bhikṣā ye karilā", "devanagari": "> জ্যৈষ্ঠমাসে প্রভু যমেশ্বর-টোটা আইলা ।\n> ভক্ত-অনুরোধে তাহাঁ ভিক্ষা যে করিলা ॥১১৬॥", "synonyms": "*jyaiṣṭha-māse*—durante o mês de maio-junho; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yameśvara-ṭoṭā*—ao jardim do Senhor Śiva, Yameśvara; *āilā*—veio; *bhakta-anurodhe*—a pedido dos devotos; *tāhāṅ*—lá; *bhikṣā ye karilā*—aceitou prasāda.", "translation": "**Naquele mês de maio-junho, Śrī Caitanya Mahāprabhu veio ao jardim de Yameśvara [o Senhor Śiva] e ali aceitou prasāda a pedido dos devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/117/", "verse_text": "madhyāhna-bhikṣā-kāle sanātane bolāila\n\nprabhu bolāilā, tāṅra ānanda bāḍila", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন-ভিক্ষাকালে সনাতনে বোলাইল ।\n> প্রভু বোলাইলা, তাঁর আনন্দ বাড়িল ॥১১৭॥", "synonyms": "*madhya-ahna*—ao meio-dia; *bhikṣā-kāle*—na hora do almoço; *sanātane*—por Sanātana Gosvāmī; *bolāila*—Ele chamou; *prabhu bolāilā*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu chamou; *tāṅra*—sua; *ānanda*—felicidade; *bāḍila*—aumentou.", "translation": "**Ao meio-dia, quando chegou a hora do almoço, o Senhor mandou chamar Sanātana Gosvāmī, cuja felicidade aumentou por causa do chamado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/118/", "verse_text": "madhyāhne samudra-vālu hañāche agni-sama\n\nsei-pathe sanātana karilā gamana", "devanagari": "> মধ্যাহ্নে সমুদ্র-বালু হঞাছে অগ্নি-সম ।\n> সেইপথে সনাতন করিলা গমন ॥১১৮॥", "synonyms": "*madhya-ahne*—ao meio-dia; *samudra-vālu*—a areia à beira-mar; *hañāche*—estava; *agni-sama*—tão quente quanto fogo; *sei-pathe*—por aquele caminho; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *karilā gamana*—veio.", "translation": "**Ao meio-dia, a areia da praia estava tão quente quanto fogo, mas Sanātana Gosvāmī veio por aquele caminho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/119/", "verse_text": "'prabhu bolāñāche',--ei ānandita mane\n\ntapta-vālukāte pā poḍe, tāhā nāhi jāne", "devanagari": "> ‘প্রভু বোলাঞাছে’, — এই আনন্দিত মনে ।\n> তপ্ত-বালুকাতে পা পোড়ে, তাহা নাহি জানে ॥১১৯॥", "synonyms": "*prabhu bolāñāche*—o Senhor chamou; *ei*—isto; *ānandita*—feliz; *mane*—na mente; *tapta-vālukāte*—na areia quente; *pā*—os pés; *poḍe*—queimavam; *tāhā*—isso; *nāhi jāne*—não conseguia perceber.", "translation": "**Tomado de júbilo por ter sido chamado pelo Senhor, Sanātana Gosvāmī não percebia que seus pés queimavam na areia quente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/120/", "verse_text": "dui pāye phoskā haila, tabu gelā prabhu-sthāne\n\nbhikṣā kari' mahāprabhu kariyāchena viśrāme", "devanagari": "> দুই পায়ে ফোস্কা হৈল, তবু গেলা প্রভুস্থানে ।\n> ভিক্ষা করি’ মহাপ্রভু করিয়াছেন বিশ্রামে ॥১২০॥", "synonyms": "*dui pāye*—nas duas plantas dos pés; *phoskā haila*—surgiram bolhas; *tabu*—ainda assim; *gelā*—foi; *prabhu-sthāne*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā kari'*—depois de terminar o almoço; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyāchena viśrāme*—estava descansando.", "translation": "**Embora as plantas de ambos os pés estivessem cobertas de bolhas por causa do calor, ele ainda assim foi até Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ali, encontrou o Senhor descansando, depois de haver tomado Seu almoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/121/", "verse_text": "bhikṣā-avaśeṣa-pātra govinda tāre dilā\n\nprasāda pāñā sanātana prabhu-pāśe āilā", "devanagari": "> ভিক্ষা-অবশেষ-পাত্র গোবিন্দ তারে দিলা ।\n> প্রসাদ পাঞা সনাতন প্রভুপাশে আইলা ॥১২১॥", "synonyms": "*bhikṣā-avaśeṣa*—dos restos do alimento; *pātra*—o prato; *govinda*—Govinda; *tāre dilā*—entregou a ele; *prasāda pāñā*—depois de tomar os restos do alimento; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *prabhu-pāśe*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—aproximou-se.", "translation": "**Govinda deu a Sanātana Gosvāmī o prato com os restos do alimento do Senhor Caitanya. Depois de tomar o prasāda, Sanātana Gosvāmī aproximou-se do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/122/", "verse_text": "prabhu kahe,--'kon pathe āilā, sanātana?'\n\nteṅha kahe,--'samudra-pathe, kariluṅ āgamana'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘কোন্ পথে আইলা, সনাতন ?’\n> তেঁহ কহে, — ‘সমুদ্র-পথে, করিলুঁ আগমন ।।’ ॥ ১২২ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor perguntou; *kon pathe*—por qual caminho; *āilā sanātana*—vieste, Sanātana; *teṅha kahe*—ele respondeu; *samudra-pathe*—pelo caminho à beira-mar; *kariluṅ āgamana*—eu vim.", "translation": "**Quando o Senhor perguntou: \"Por qual caminho vieste?\", Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Vim pelo caminho que segue pela praia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/123/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"tapta-vālukāte kemane āilā?\n\nsiṁha-dvārera patha--śītala, kene nā āilā?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “তপ্ত-বালুকাতে কেমনে আইলা ?\n> সিংহদ্বারের পথ — শীতল, কেনে না আইলা ? ॥ ১২৩ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tapta-vālukāte*—sobre a areia quente; *kemane āilā*—como vieste; *siṁha-dvārera patha*—o caminho do portão Siṁha-dvāra; *śītala*—muito fresco; *kene*—por que; *nā āilā*—não vieste.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Como vieste pela praia, onde a areia é tão quente? Por que não vieste pelo caminho que passa em frente ao portão Siṁha-dvāra? Ele é muito fresco.**", "purport": "Siṁha-dvāra refere-se ao portão principal, no lado oriental do templo de Jagannātha."}
{"ref": "cc/antya/4/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/124/", "verse_text": "tapta-vālukāya tomāra pāya haila vraṇa\n\ncalite nā pāra, kemane karilā sahana?\"", "devanagari": "> তপ্ত-বালুকায় তোমার পায় হৈল ব্রণ ।\n> চলিতে না পার, কেমনে করিলা সহন ?” ॥ ১২৪ ॥", "synonyms": "*tapta-vālukāya*—pela areia quente; *tomāra*—teus; *pāya*—nas plantas dos pés; *haila*—surgiram; *vraṇa*—bolhas; *calite nā pāra*—não consegues caminhar; *kemane*—como; *karilā sahana*—toleraste.", "translation": "**\"A areia quente deve ter coberto de bolhas as plantas de teus pés. Agora não consegues caminhar. Como toleraste isso?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/125/", "verse_text": "sanātana kahe,--\"dukha bahuta nā pāiluṅ\n\npāye vraṇa hañāche tāhā nā jāniluṅ", "devanagari": "> সনাতন কহে, — “দুখ বহুত না পাইলুঁ ।\n> পায়ে ব্রণ হঞাছে তাহা না জানিলুঁ ॥১২৫॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī respondeu; *dukha*—dor; *bahuta*—muita; *nā pāiluṅ*—não senti; *pāye*—nas plantas dos pés; *vraṇa hañāche*—havia bolhas; *tāhā*—isso; *nā jāniluṅ*—eu não sabia.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Não senti muita dor, nem soube que havia bolhas por causa do calor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/126/", "verse_text": "siṁha-dvāre yāite mora nāhi adhikāra\n\nviśeṣe--ṭhākurera tāhāṅ sevakera pracāra", "devanagari": "> সিংহদ্বারে যাইতে মোর নাহি অধিকার ।\n> বিশেষে — ঠাকুরের তাহাঁ সেবকের প্রচার ॥১২৬॥", "synonyms": "*siṁha-dvāre*—em frente ao portão principal, conhecido como Siṁha-dvāra; *yāite*—passar; *mora*—meu; *nāhi adhikāra*—não há direito; *viśeṣe*—especificamente; *ṭhākurera*—do Senhor Jagannātha; *tāhāṅ*—ali; *sevakera pracāra*—o movimento dos servos.", "translation": "**\"Não tenho o direito de passar pelo Siṁha-dvāra, pois os servos de Jagannātha estão sempre indo e vindo por ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/127/", "verse_text": "sevaka gatāgati kare, nāhi avasara\n\ntāra sparśa haile, sarva-nāśa habe mora\"", "devanagari": "> সেবক গতাগতি করে, নাহি অবসর ।\n> তার স্পর্শ হৈলে, সর্বনাশ হবে মোর ।।” ॥ ১২৭ ॥", "synonyms": "*sevaka*—os servos; *gatāgati kare*—vão e vêm; *nāhi avasara*—não há intervalo; *tāra sparśa haile*—se eu os tocar; *sarva-nāśa habe mora*—estarei arruinado.", "translation": "**\"Os servos estão sempre indo e vindo, sem intervalo. Se eu os tocar, estarei arruinado.\"**", "purport": "Indica-se aqui muito claramente que os sacerdotes que realizam a adoração da Deidade devem cuidar de manter-se completamente puros e não ser tocados por estranhos. Sanātana Gosvāmī e Haridāsa Ṭhākura, considerando-se mlecchas e yavanas por causa de sua associação passada com os maometanos, não entravam no templo nem mesmo trafegavam pelo caminho em frente ao portão do templo. É costume que os sacerdotes dos templos da Índia nem sequer toquem em estranhos nem entrem no aposento da Deidade depois de terem sido tocados. Este é um item muito importante na adoração do templo."}
{"ref": "cc/antya/4/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/128/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu mane santoṣa pāilā\n\ntuṣṭa hañā tāṅre kichu kahite lāgilā", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু মনে সন্তোষ পাইলা  ।\n> তুষ্ট হঞা তাঁরে কিছু কহিতে লাগিলা ॥১২৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *santoṣa pāilā*—ficou muito satisfeito; *tuṣṭa hañā*—estando contente; *tāṅre*—a ele; *kichu*—algo; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Tendo ouvido todos esses detalhes, Śrī Caitanya Mahāprabhu, grandemente satisfeito, falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/129-130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/129-130/", "verse_text": "\"yadyapio tumi hao jagat-pāvana\n\ntomā-sparśe pavitra haya deva-muni-gaṇa\n\ntathāpi bhakta-svabhāva--maryādā-rakṣaṇa\n\nmaryādā-pālana haya sādhura bhūṣaṇa", "devanagari": "> “যদ্যপিও তুমি হও জগৎপাবন ।\n> তোমা-স্পর্শে পবিত্র হয় দেব-মুনিগণ ॥১২৯॥\n> তথাপি ভক্ত-স্বভাব — মর্যাদা-রক্ষণ ।\n> মর্যাদা-পালন হয় সাধুর ভূষণ ॥১৩০॥", "synonyms": "*yadyapio*—embora; *tumi*—tu; *hao*—sejas; *jagat-pāvana*—o libertador do universo inteiro; *tomā*—a ti; *sparśe*—por tocar; *pavitra*—purificados; *haya*—tornam-se; *deva-muni-gaṇa*—os semideuses e as grandes pessoas santas; *tathāpi*—ainda assim; *bhakta-svabhāva*—a natureza de um devoto; *maryādā*—a etiqueta; *rakṣaṇa*—proteger ou observar; *maryādā pālana*—manter a etiqueta; *haya*—é; *sādhura bhūṣaṇa*—o ornamento dos devotos.", "translation": "**\"Meu querido Sanātana, embora tu sejas o libertador do universo inteiro e embora até mesmo os semideuses e os grandes santos sejam purificados ao tocar-te, é característico de um devoto observar e proteger a etiqueta vaiṣṇava. A manutenção da etiqueta vaiṣṇava é o ornamento de um devoto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/131/", "verse_text": "maryādā-laṅghane loka kare upahāsa\n\niha-loka, para-loka--dui haya nāśa", "devanagari": "> মর্যাদা-লঙ্ঘনে লোক করে উপহাস  ।\n> ইহলোক, পরলোক — দুই হয় নাশ ॥১৩১॥", "synonyms": "*maryādā-laṅghane*—por transgredir os costumes da etiqueta; *loka*—as pessoas; *kare upahāsa*—zombam; *iha-loka*—este mundo; *para-loka*—o mundo seguinte; *dui*—ambos; *haya nāśa*—ficam destruídos.", "translation": "**\"Se alguém transgride as leis da etiqueta, as pessoas zombam dele, e assim ele fica destruído tanto neste mundo quanto no próximo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/132/", "verse_text": "maryādā rākhile, tuṣṭa kaile mora mana\n\ntumi aiche nā karile kare kon jana?\"", "devanagari": "> মর্যাদা রাখিলে, তুষ্ট কৈলে মোর মন  ।\n> তুমি ঐছে না করিলে করে কোন্ জন ?” ১৩২ ॥১৩২॥", "synonyms": "*maryādā rākhile*—visto que observaste a etiqueta; *tuṣṭa kaile*—satisfizeste; *mora mana*—Minha mente; *tumi*—tu; *aiche*—assim; *nā karile*—sem fazer; *kare*—faria; *kon jana*—quem.", "translation": "**\"Ao observar a etiqueta, satisfizeste Minha mente. Quem mais, senão tu, daria esse exemplo?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/133/", "verse_text": "eta bali' prabhu tāṅre āliṅgana kaila\n\ntāṅra kaṇḍu-rasā prabhura śrī-aṅge lāgila", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু তাঁরে আলিঙ্গন কৈল ।\n> তাঁর কণ্ডুরসা প্রভুর শ্রীঅঙ্গে লাগিল ॥১৩৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *āliṅgana kaila*—abraçou; *tāṅra*—dele; *kaṇḍu-rasā*—a secreção que escorria das feridas da coceira; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-aṅge lāgila*—untou o corpo.", "translation": "**Depois de dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Sanātana Gosvāmī, e a secreção que escorria das feridas pruriginosas no corpo de Sanātana untou o corpo do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/134/", "verse_text": "bāra bāra niṣedhena, tabu kare āliṅgana\n\naṅge rasā lāge, duḥkha pāya sanātana", "devanagari": "> বার বার নিষেধেন, তবু করে আলিঙ্গন ।\n> অঙ্গে রসা লাগে, দুঃখ পায় সনাতন ॥১৩৪॥", "synonyms": "*bāra bāra*—repetidas vezes; *niṣedhena*—proíbe; *tabu*—ainda assim; *kare āliṅgana*—Ele abraça; *aṅge*—no corpo; *rasā lāge*—a secreção que escorre toca; *duḥkha*—infelicidade; *pāya*—sente; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Embora Sanātana Gosvāmī proibisse Śrī Caitanya Mahāprabhu de abraçá-lo, o Senhor assim o fez. Dessa forma, Seu corpo ficou untado com a secreção do corpo de Sanātana, e Sanātana ficou grandemente angustiado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/135/", "verse_text": "ei-mate sevaka-prabhu duṅhe ghara gelā\n\nāra dina jagadānanda sanātanere mililā", "devanagari": "> এইমতে সেবক-প্রভু দুঁহে ঘর গেলা ।\n> আর দিন জগদানন্দ সনাতনেরে মিলিলা ॥১৩৫॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *sevaka-prabhu*—o servo e o mestre; *duṅhe*—ambos; *ghara gelā*—regressaram aos seus respectivos lugares; *āra dina*—no dia seguinte; *jagadānanda*—Jagadānanda; *sanātanere mililā*—encontrou-se com Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Assim, tanto o servo quanto o mestre partiram para os seus respectivos lares. No dia seguinte, Jagadānanda Paṇḍita foi encontrar-se com Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/136/", "verse_text": "dui-jana vasi' kṛṣṇa-kathā-goṣṭhī kailā\n\npaṇḍitere sanātana duḥkha nivedilā", "devanagari": "> দুইজন বসি’ কৃষ্ণকথা-গোষ্ঠী কৈলা ।\n> পণ্ডিতেরে সনাতন দুঃখ নিবেদিলা ॥১৩৬॥", "synonyms": "*dui-jana vasi'*—ambos sentando-se; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos acerca do Senhor Kṛṣṇa; *goṣṭhī*—conversa; *kailā*—travaram; *paṇḍitere*—a Jagadānanda Paṇḍita; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *duḥkha nivedilā*—expôs sua infelicidade.", "translation": "**Quando Jagadānanda Paṇḍita e Sanātana Gosvāmī sentaram-se juntos e começaram a conversar sobre tópicos acerca de Kṛṣṇa, Sanātana Gosvāmī expôs a Jagadānanda Paṇḍita a causa de sua aflição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/137/", "verse_text": "\"ihāṅ āilāṅ prabhure dekhi' duḥkha khaṇḍāite\n\nyebā mane, tāhā prabhu nā dilā karite", "devanagari": "> “ইহাঁ আইলাঙ প্রভুরে দেখি’ দুঃখ খণ্ডাইতে ।\n> যেবা মনে, তাহা প্রভু না দিলা করিতে ॥১৩৭॥", "synonyms": "*ihāṅ*—aqui (a Jagannātha Purī); *āilāṅ*—vim; *prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—ao ver; *duḥkha khaṇḍāite*—para diminuir minha infelicidade; *yebā mane*—o que estava em minha mente; *tāhā*—isso; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā dilā karite*—não me permitiu fazer.", "translation": "**\"Vim aqui para diminuir minha infelicidade ao ver o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas o Senhor não me permitiu executar o que estava em minha mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/138/", "verse_text": "niṣedhite prabhu āliṅgana karena more\n\nmora kaṇḍu-rasā lāge prabhura śarīre", "devanagari": "> নিষেধিতে প্রভু আলিঙ্গন করেন মোরে ।\n> মোর কণ্ডুরসা লাগে প্রভুর শরীরে ॥১৩৮॥", "synonyms": "*niṣedhite*—embora eu proíba; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āliṅgana*—abraçar; *karena*—faz; *more*—a mim; *mora kaṇḍu-rasā*—minhas feridas úmidas; *lāge*—tocam; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śarīre*—no corpo.", "translation": "**\"Embora eu O proíba de fazê-lo, Śrī Caitanya Mahāprabhu mesmo assim me abraça, e por isso Seu corpo fica manchado com as secreções de minhas feridas com coceira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/139/", "verse_text": "aparādha haya mora, nāhika nistāra\n\njagannātheha nā dekhiye,--e duḥkha apāra", "devanagari": "> অপরাধ হয় মোর, নাহিক নিস্তার ।\n> জগন্নাথেহ না দেখিয়ে, — এ দুঃখ অপার ॥১৩৯॥", "synonyms": "*aparādha*—ofensa; *haya*—é; *mora*—minha; *nāhika nistāra*—não há libertação; *jagannātheha*—também o Senhor Jagannātha; *nā dekhiye*—não posso ver; *e*—esta; *duḥkha apāra*—grande infelicidade.", "translation": "**\"Dessa maneira, estou cometendo ofensas a Seus pés de lótus, pelas quais certamente não serei libertado. Ao mesmo tempo, não posso ver o Senhor Jagannātha. Esta é a minha grande infelicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/140/", "verse_text": "hita-nimitta āilāṅa āmi, haila viparīte\n\nki karile hita haya nāri nirdhārite\"", "devanagari": "> হিত-নিমিত্ত আইলাঙ আমি, হৈল বিপরীতে ।\n> কি করিলে হিত হয় নারি নির্ধারিতে ।।” ॥ ১৪০ ॥", "synonyms": "*hita-nimitta*—para benefício; *āilāṅa*—vim; *āmi*—eu; *haila viparīte*—tornou-se justamente o oposto; *ki karile*—de que modo; *hita haya*—haverá benefício; *nāri nirdhārite*—não consigo determinar.", "translation": "**\"Vim aqui para meu benefício, mas agora vejo que estou obtendo justamente o oposto. Não sei, nem consigo determinar, como haverá benefício para mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/141/", "verse_text": "paṇḍita kahe,--\"tomāra vāsa-yogya 'vṛndāvana'\n\nratha-yātrā dekhi' tāhāṅ karaha gamana", "devanagari": "> পণ্ডিত কহে, — “তোমার বাসযোগ্য ‘বৃন্দাবন’ ।\n> রথযাত্রা দেখি’ তাহাঁ করহ গমন ॥১৪১॥", "synonyms": "*paṇḍita kahe*—Jagadānanda Paṇḍita disse; *tomāra*—teu; *vāsa-yogya*—um lugar adequado para residência; *vṛndāvana*—Vṛndāvana; *ratha-yātrā dekhi'*—após ver o festival de Ratha-yātrā; *tāhāṅ*—ali; *karaha gamana*—vai.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita disse: \"O lugar mais adequado para tua residência é Vṛndāvana. Após ver o festival de Ratha-yātrā, podes regressar para lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/142/", "verse_text": "prabhura ājñā hañāche tomā' dui bhāye\n\nvṛndāvane vaisa, tāhāṅ sarva-sukha pāiye", "devanagari": "> প্রভুর আজ্ঞা হঞাছে তোমা’ দুই ভায়ে ।\n> বৃন্দাবনে বৈস, তাহাঁ সর্বসুখ পাইয়ে ॥১৪২॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—ordem; *hañāche*—foi dada; *tomā'*—vós; *dui bhāye*—aos dois irmãos; *vṛndāvane vaisa*—estabelecei-vos em Vṛndāvana; *tāhāṅ*—ali; *sarva-sukha*—toda a felicidade; *pāiye*—obtereis.", "translation": "**\"O Senhor já ordenou a vós dois irmãos que vos estabeleçais em Vṛndāvana. Ali alcançareis toda a felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/143/", "verse_text": "ye-kārye āilā, prabhura dekhilā caraṇa\n\nrathe jagannātha dekhi' karaha gamana\"", "devanagari": "> যে-কার্যে আইলা, প্রভুর দেখিলা চরণ ।\n> রথে জগন্নাথ দেখি’ করহ গমন ।।” ॥ ১৪৩ ॥", "synonyms": "*ye-kārye*—para qual propósito; *āilā*—vieste; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhilā*—viste; *caraṇa*—os pés; *rathe*—no carro; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *dekhi'*—após ver; *karaha gamana*—vai.", "translation": "**\"Teu propósito ao vir foi cumprido, pois viste os pés de lótus do Senhor. Por conseguinte, após ver o Senhor Jagannātha no carro de Ratha-yātrā, podes partir.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/144/", "verse_text": "sanātana kahe,--\"bhāla kailā upadeśa\n\ntāhāṅ yāba, sei mora 'prabhu-datta deśa' \"", "devanagari": "> সনাতন কহে, — “ভাল কৈলা উপদেশ ।\n> তাহাঁ যাব, সেই মোর ‘প্রভুদত্ত দেশ’ ।।” ॥ ১৪৪ ॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī respondeu; *bhāla kailā upadeśa*—deste um bom conselho; *tāhāṅ yāba*—irei para lá; *sei*—essa; *mora*—minha; *prabhu-datta*—dada pelo Senhor; *deśa*—terra residencial.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Deste-me um conselho muito bom. Certamente irei para lá, pois esse é o lugar que o Senhor me deu para minha residência.\"**", "purport": "As palavras prabhu-datta deśa são muito significativas. O culto devocional de Śrī Caitanya Mahāprabhu ensina a pessoa a não se sentar em um único lugar, mas a difundir o culto devocional pelo mundo inteiro. O Senhor enviou Sanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī a Vṛndāvana para escavar e renovar os lugares sagrados e, a partir dali, estabelecer o culto do bhakti. Por isso, Vṛndāvana foi dada a Sanātana Gosvāmī e Rūpa Gosvāmī como seu lugar de residência. De modo semelhante, todos na linhagem do culto devocional de Śrī Caitanya Mahāprabhu devem aceitar as palavras do mestre espiritual e, assim, difundir o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Devem ir a toda parte, a todos os cantos do mundo, aceitando esses lugares como prabhu-datta deśa, os lugares de residência dados pelo mestre espiritual ou pelo Senhor Kṛṣṇa. O mestre espiritual é o representante do Senhor Kṛṣṇa; portanto, entende-se que aquele que executou as ordens do mestre espiritual executou as ordens de Kṛṣṇa ou de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava difundir o culto do bhakti pelo mundo inteiro (pṛthivīte āche yata nagarādi grāma). Dessa forma, os devotos na linhagem da consciência de Kṛṣṇa devem ir a diferentes partes do mundo e pregar, conforme ordenado pelo mestre espiritual. Isso satisfará Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/4/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/145/", "verse_text": "eta bali' duṅhe nija-kārye uṭhi' gelā\n\nāra dina mahāprabhu milibāre āilā", "devanagari": "> এত বলি’ দুঁহে নিজ-কার্যে উঠি’ গেলা ।\n> আর দিন মহাপ্রভু মিলিবারে আইলা ॥১৪৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—conversando assim; *duṅhe*—tanto Jagadānanda Paṇḍita como Sanātana Gosvāmī; *nija-kārye*—a seus respectivos deveres; *uṭhi'*—levantando-se; *gelā*—foram; *āra dina*—no dia seguinte; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milibāre āilā*—veio encontrar.", "translation": "**Após conversarem dessa maneira, Sanātana Gosvāmī e Jagadānanda Paṇḍita regressaram a seus respectivos deveres. No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ver Haridāsa e Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/146/", "verse_text": "haridāsa kailā prabhura caraṇa vandana\n\nharidāse kailā prabhu prema-āliṅgana", "devanagari": "> হরিদাস কৈলা প্রভুর চরণ বন্দন ।\n> হরিদাসে কৈলা প্রভু প্রেম-আলিঙ্গন ॥১৪৬॥", "synonyms": "*haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *kailā*—fez; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa vandana*—adoração aos pés de lótus; *haridāse*—a Haridāsa; *kailā*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āliṅgana*—abraçar em amor extático.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura ofereceu reverências aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor o abraçou em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/147/", "verse_text": "dūra haite daṇḍa-paraṇāma kare sanātana\n\nprabhu bolāya bāra bāra karite āliṅgana", "devanagari": "> দূর হৈতে দণ্ড-পরণাম করে সনাতন ।\n> প্রভু বোলায় বার বার করিতে আলিঙ্গন ॥১৪৭॥", "synonyms": "*dūra haite*—de um lugar distante; *daṇḍa-paraṇāma*—oferecendo reverências e daṇḍavats; *kare*—fez; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bolāya*—chama; *bāra bāra*—repetidas vezes; *karite āliṅgana*—para abraçar.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī ofereceu suas reverências e daṇḍavats de um lugar distante, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu o chamou repetidas vezes para abraçá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/148/", "verse_text": "aparādha-bhaye teṅha milite nā āila\n\nmahāprabhu milibāre sei ṭhāñi gela", "devanagari": "> অপরাধ-ভয়ে তেঁহ মিলিতে না আইল ।\n> মহাপ্রভু মিলিবারে সেই ঠাঞি গেল ॥১৪৮॥", "synonyms": "*aparādha-bhaye*—por temor de cometer ofensas; *teṅha*—Sanātana Gosvāmī; *milite*—para encontrar; *nā āila*—não se adiantou; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milibāre*—para encontrar; *sei ṭhāñi*—a Sanātana Gosvāmī; *gela*—foi.", "translation": "**Por temor de cometer ofensas, Sanātana Gosvāmī não se adiantou para encontrar Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor, contudo, adiantou-se para encontrá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/149/", "verse_text": "sanātana bhāgi' pāche karena gamana\n\nbalātkāre dhari, prabhu kailā āliṅgana", "devanagari": "> সনাতন ভাগি’ পাছে করেন গমন ।\n> বলাৎকারে ধরি, প্রভু কৈলা আলিঙ্গন ॥১৪৯॥", "synonyms": "*sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *bhāgi'*—fugindo; *pāche*—para trás; *karena gamana*—vai; *balātkāre*—à força; *dhari*—agarrando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā āliṅgana*—abraçou.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī recuou, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu o agarrou à força e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/150/", "verse_text": "dui jana lañā prabhu vasilā piṇḍāte\n\nnirviṇṇa sanātana lāgilā kahite", "devanagari": "> দুই জন লঞা প্রভু বসিলা পিণ্ডাতে  ।\n> নির্বিণ্ণ সনাতন লাগিলা কহিতে ॥১৫০॥", "synonyms": "*dui jana lañā*—levando os dois; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasilā*—sentou-se; *piṇḍāte*—no altar; *nirviṇṇa*—avançado em renúncia; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *lāgilā kahite*—começou a falar.", "translation": "**O Senhor levou ambos consigo e sentou-se em um lugar sagrado. Então, Sanātana Gosvāmī, que era avançado em renúncia, começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/151/", "verse_text": "\"hita lāgi' āinu muñi, haila viparīta\n\nsevā-yogya nahi, aparādha karoṅ niti niti", "devanagari": "> “হিত লাগি’ আইনু মুঞি, হৈল বিপরীত  ।\n> সেবাযোগ্য নহি, অপরাধ করোঁ নিতি নিতি ॥১৫১॥", "synonyms": "*hita lāgi'*—para benefício; *āinu muñi*—eu vim; *haila viparīta*—tornou-se justamente o oposto; *sevā-yogya nahi*—não sou apto a prestar serviço; *aparādha karoṅ*—cometo ofensas; *niti niti*—dia após dia.", "translation": "**\"Vim aqui para meu benefício\", disse ele, \"mas vejo que estou obtendo justamente o oposto. Não sou apto a prestar serviço. Simplesmente cometo ofensas dia após dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/152/", "verse_text": "sahaje nīca-jāti muñi, duṣṭa, 'pāpāśaya'\n\nmore tumi chuṅile mora aparādha haya", "devanagari": "> সহজে নীচ-জাতি মুঞি, দুষ্ট, ‘পাপাশয়’ ।\n> মোরে তুমি ছুঁইলে মোর অপরাধ হয় ॥১৫২॥", "synonyms": "*sahaje*—por natureza; *nīca-jāti*—de nascimento baixo; *muñi*—eu; *duṣṭa*—pecaminoso; *pāpa-āśaya*—reservatório de atividades pecaminosas; *more*—a mim; *tumi chuṅile*—se Tu me tocares; *mora*—minha; *aparādha haya*—há ofensa.", "translation": "**\"Por natureza, sou de nascimento baixo. Sou um reservatório contaminado de atividades pecaminosas. Se Tu me tocares, senhor, isso será uma grande ofensa de minha parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/153/", "verse_text": "tāhāte āmāra aṅge kaṇḍu-rasā-rakta cale\n\ntomāra aṅge lāge, tabu sparśaha tumi bale", "devanagari": "> তাহাতে আমার অঙ্গে কণ্ডু-রসা-রক্ত চলে ।\n> তোমার অঙ্গে লাগে, তবু স্পর্শহ তুমি বলে ॥১৫৩॥", "synonyms": "*tāhāte*—além disso; *āmāra*—meu; *aṅge*—no corpo; *kaṇḍu-rasā*—de feridas úmidas e pruriginosas; *rakta*—sangue; *cale*—escorre; *tomāra aṅge lāge*—toca o Teu corpo; *tabu*—ainda assim; *sparśaha*—tocas; *tumi*—Tu; *bale*—à força.", "translation": "**\"Ademais, escorre sangue de feridas infectadas e pruriginosas em meu corpo, manchando o Teu corpo com essa umidade, mas, ainda assim, Tu me tocas à força.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/154/", "verse_text": "bībhatsa sparśite nā kara ghṛṇā-leśe\n\nei aparādhe mora habe sarva-nāśe", "devanagari": "> বীভৎস স্পর্শিতে না কর ঘৃণা-লেশে ।\n> এই অপরাধে মোর হবে সর্বনাশে ॥১৫৪॥", "synonyms": "*bībhatsa*—horrível; *sparśite*—tocar; *nā kara*—não fazes; *ghṛṇā-leśe*—nem um pouco de aversão; *ei aparādhe*—por causa desta ofensa; *mora*—minha; *habe*—haverá; *sarva-nāśe*—perda de tudo o que é auspicioso.", "translation": "**\"Meu caro senhor, Tu não tens nem um pouco de aversão a tocar meu corpo, que se encontra em condição horrível. Por causa desta ofensa, tudo o que me é auspicioso será aniquilado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/155/", "verse_text": "tāte ihāṅ rahile mora nā haya 'kalyāṇa'\n\nājñā deha'--ratha dekhi' yāṅa vṛndāvana", "devanagari": "> তাতে ইহাঁ রহিলে মোর না হয় ‘কল্যাণ’ ।\n> আজ্ঞা দেহ’ — রথ দেখি’ যাঙ বৃন্দাবন ॥১৫৫॥", "synonyms": "*tāte*—por causa disso; *ihāṅ*—aqui; *rahile*—se eu permanecer; *mora*—meu; *nā*—não; *haya*—há; *kalyāṇa*—bem-estar auspicioso; *ājñā deha'*—dá-me, por favor, a ordem; *ratha dekhi'*—após presenciar o festival de Ratha-yātrā; *yāṅa vṛndāvana*—que eu possa retornar a Vṛndāvana.", "translation": "**\"Portanto, vejo que não obterei nada auspicioso ao permanecer aqui. Dá-me, por favor, a ordem que me permita retornar a Vṛndāvana após o festival de Ratha-yātrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/156/", "verse_text": "jagadānanda-paṇḍite āmi yukti puchila\n\nvṛndāvana yāite teṅha upadeśa dila\"", "devanagari": "> জগদানন্দ-পণ্ডিতে আমি যুক্তি পুছিল ।\n> বৃন্দাবন যাইতে তেঁহ উপদেশ দিল ।।” ॥ ১৫৬ ॥", "synonyms": "*jagadānanda-paṇḍite*—a Jagadānanda Paṇḍita; *āmi*—eu; *yukti*—conselho; *puchila*—consultei; *vṛndāvana yāite*—ir a Vṛndāvana; *teṅha*—ele; *upadeśa dila*—deu a instrução.", "translation": "**\"Consultei Jagadānanda Paṇḍita para conhecer sua opinião, e ele também me aconselhou a retornar a Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/157/", "verse_text": "eta śuni' mahāprabhu saroṣa-antare\n\njagadānande kruddha hañā kare tiraṣkāre", "devanagari": "> এত শুনি’ মহাপ্রভু সরোষ-অন্তরে ।\n> জগদানন্দে ক্রুদ্ধ হঞা করে তিরস্কারে ॥১৫৭॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sa-roṣa-antare*—com disposição irada; *jagadānande*—a Jagadānanda Paṇḍita; *kruddha hañā*—ficando muito irado; *kare tiraḥ-kāre*—repreende.", "translation": "**Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu, com disposição irada, começou a repreender Jagadānanda Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/158/", "verse_text": "\"kālikāra baṭuyā jagā aiche garvī haila\n\ntomā-sabāreha upadeśa karite lāgila", "devanagari": "> “কালিকার বটুয়া জগা ঐছে গর্বী হৈল  ।\n> তোমা-সবারেহ উপদেশ করিতে লাগিল ॥১৫৮॥", "synonyms": "*kālikāra*—novo; *baṭuyā*—rapaz; *jagā*—Jagadānanda Paṇḍita; *aiche*—assim; *garvī haila*—tornou-se orgulhoso; *tomā-sabāreha*—pessoas como tu; *upadeśa karite*—aconselhar; *lāgila*—começou.", "translation": "**\"Jagā [Jagadānanda Paṇḍita] não passa de um rapaz novo, mas tornou-se tão orgulhoso que se julga competente para aconselhar uma pessoa como tu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/159/", "verse_text": "vyavahāre-paramārthe tumi--tāra guru-tulya\n\ntomāre upadeśe, nā jāne āpana-mūlya", "devanagari": "> ব্যবহারে-পরমার্থে তুমি — তার গুরু-তুল্য  ।\n> তোমারে উপদেশে, না জানে আপন-মূল্য ॥১৫৯॥", "synonyms": "*vyavahāre*—em assuntos comuns; *parama-arthe*—em assuntos espirituais; *tumi*—tu; *tāra*—dele; *guru-tulya*—como um mestre espiritual; *tomāre*—a ti; *upadeśe*—ele aconselha; *nā jāne*—não conhece; *āpana-mūlya*—seu valor.", "translation": "**\"Em questões de avanço espiritual e mesmo em assuntos comuns, estás ao nível do mestre espiritual dele. Contudo, sem conhecer seu próprio valor, ele ousa aconselhar-te.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/160/", "verse_text": "āmāra upadeṣṭā tumi--prāmāṇika ārya\n\ntomāreha upadeśe--bālakā kare aiche kārya", "devanagari": "> আমার উপদেষ্টা তুমি — প্রামাণিক আর্য ।\n> তোমারেহ উপদেশে — বালকা করে ঐছে কার্য ।।” ॥ ১৬০ ॥", "synonyms": "*āmāra*—Meu; *upadeṣṭā*—conselheiro; *tumi*—tu; *prāmāṇika ārya*—pessoa autorizada; *tomāreha*—até mesmo a ti; *upadeśe*—ele aconselha; *bālakā*—rapaz; *kare*—faz; *aiche*—tal; *kārya*—ato.", "translation": "**\"Meu caro Sanātana, estás ao nível de Meu conselheiro, pois és uma pessoa autorizada. Mas Jagā quer aconselhar-te. Isto não passa da impudência de um rapaz atrevido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/161/", "verse_text": "śuni' sanātana pāye dhari' prabhure kahila\n\n'jagadānandera saubhāgya āji se jānila", "devanagari": "> শুনি’ সনাতন পায়ে ধরি’ প্রভুরে কহিল  ।\n> “জগদানন্দের সৌভাগ্য আজি সে জানিল ॥১৬১॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *pāye dhari'*—segurando os pés; *prabhure kahila*—começou a dizer a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *saubhāgya*—boa fortuna; *āji*—agora; *se*—essa; *jānila*—eu compreendo.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu repreendia Jagadānanda Paṇḍita dessa maneira, Sanātana Gosvāmī caiu aos pés do Senhor e disse: \"Agora posso compreender a posição afortunada de Jagadānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/162/", "verse_text": "āpanāra 'asaubhāgya' āji haila jñāna\n\njagate nāhi jagadānanda-sama bhāgyavān", "devanagari": "> আপনার ‘অসৌভাগ্য’ আজি হৈল জ্ঞান  ।\n> জগতে নাহি জগদানন্দ-সম ভাগ্যবান্ ॥১৬২॥", "synonyms": "*āpanāra*—minha própria; *asaubhāgya*—infelicidade; *āji*—hoje; *haila jñāna*—posso compreender; *jagate*—dentro deste mundo; *nāhi*—não há; *jagadānanda-sama*—como Jagadānanda Paṇḍita; *bhāgyavān*—pessoa afortunada.", "translation": "**\"Também posso compreender minha infelicidade. Ninguém neste mundo é tão afortunado quanto Jagadānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/163/", "verse_text": "jagadānande piyāo ātmīyatā-sudhā-rasa\n\nmore piyāo gaurava-stuti-nimba-niśindā-rasa", "devanagari": "> জগদানন্দে পিয়াও আত্মীয়তা-সুধারস ।\n> মোরে পিয়াও গৌরবস্তুতি-নিম্ব-নিশিন্দা-রস ॥১৬৩॥", "synonyms": "*jagadānande*—a Jagadānanda Paṇḍita; *piyāo*—fazes beber; *ātmīyatā-sudhā-rasa*—o néctar das relações afetuosas; *more*—a mim; *piyāo*—fazes beber; *gaurava-stuti*—orações honoríficas; *nimba-niśindā-rasa*—o suco do fruto nimba e do niśindā.", "translation": "**\"Senhor, fazes Jagadānanda beber o néctar das relações afetuosas, ao passo que, ao me oferecer orações honoríficas, fazes-me beber o suco amargo do nimba e do niśindā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/164/", "verse_text": "ājiha nahila more ātmīyatā-jñāna!\n\nmora abhāgya, tumi--svatantra bhagavān!\"", "devanagari": "> আজিহ নহিল মোরে আত্মীয়তা-জ্ঞান !\n> মোর অভাগ্য, তুমি — স্বতন্ত্র ভগবান্ !” ॥ ১৬৪ ॥", "synonyms": "*ājiha*—até mesmo até agora; *nahila*—não houve; *more*—para mim; *ātmīyatā-jñāna*—o sentimento de ser um de Teus parentes; *mora abhāgya*—minha infelicidade; *tumi*—Tu; *svatantra bhagavān*—a independente Personalidade de Deus.", "translation": "**\"É minha infelicidade que não me tenhas aceitado como um de Teus parentes íntimos. Mas Tu és a completamente independente Suprema Personalidade de Deus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/165/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu kichu lajjita hailā mane\n\ntāṅre santoṣite kichu balena vacane", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু কিছু লজ্জিত হৈলা মনে ।\n> তাঁরে সন্তোষিতে কিছু বলেন বচনে ॥১৬৫॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—um tanto; *lajjita*—envergonhado; *hailā*—ficou; *mane*—dentro da mente; *tāṅre*—a ele; *santoṣite*—para satisfazer; *kichu*—algumas; *balena*—disse; *vacane*—palavras.", "translation": "**Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou um tanto envergonhado. Apenas para satisfazer Sanātana Gosvāmī, Ele proferiu as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/166/", "verse_text": "'jagadānanda priya āmāra nahe tomā haite\n\nmaryādā-laṅghana āmi nā pāroṅ sahite", "devanagari": "> “জগদানন্দ প্রিয় আমার নহে তোমা হৈতে ।\n> মর্যাদা-লঙ্ঘন আমি না পারোঁ সহিতে ॥১৬৬॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *priya*—mais querido; *āmāra*—para Mim; *nahe*—não é; *tomā haite*—do que tu; *maryādā-laṅghana*—transgredir a etiqueta; *āmi*—Eu; *nā*—não; *pāroṅ*—posso; *sahite*—tolerar.", "translation": "**\"Meu caro Sanātana, não penses que Jagadānanda Me é mais querido do que tu. No entanto, não posso tolerar transgressões da etiqueta estabelecida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/167/", "verse_text": "kāhāṅ tumi--prāmāṇika, śāstre pravīṇa!\n\nkāhāṅ jagā--kālikāra baṭuyā navīna!", "devanagari": "> কাহাঁ তুমি — প্রামাণিক, শাস্ত্রে প্রবীণ !\n> কাহাঁ জগা — কালিকার বটুয়া নবীন ! ॥ ১৬৭ ॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *tumi*—tu; *prāmāṇika*—autoridade; *śāstre pravīṇa*—experiente no conhecimento dos śāstras; *kāhāṅ*—onde; *jagā*—Jagā; *kālikāra*—recente; *baṭuyā*—jovem; *navīna*—novo.", "translation": "**\"Tu és uma autoridade experiente nos śāstras, ao passo que Jagā não passa de um rapaz jovem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/168/", "verse_text": "āmākeha bujhāite tumi dhara śakti\n\nkata ṭhāñi bujhāñācha vyavahāra-bhakti", "devanagari": "> আমাকেহ বুঝাইতে তুমি ধর শক্তি ।\n> কত ঠাঞি বুঝাঞাছ ব্যবহার-ভক্তি ॥১৬৮॥", "synonyms": "*āmākeha*—até a Mim; *bujhāite*—convencer; *tumi*—tu; *dhara*—tens; *śakti*—poder; *kata ṭhāñi*—em quantos lugares; *bujhāñācha*—convenceste; *vyavahāra-bhakti*—o comportamento comum bem como o serviço devocional.", "translation": "**\"Tu tens o poder de convencer até a Mim. Em muitos lugares já Me convenceste a respeito do comportamento comum e do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/169/", "verse_text": "tomāre upadeśa kare, nā yāya sahana\n\nataeva tāre āmi kariye bhartsana", "devanagari": "> তোমারে উপদেশ করে, না যায় সহন ।\n> অতএব তারে আমি করিয়ে ভর্ৎসন ॥১৬৯॥", "synonyms": "*tomāre*—a ti; *upadeśa kare*—aconselha; *nā yāya sahana*—não posso tolerar; *ataeva*—portanto; *tāre*—a ele; *āmi*—Eu; *kariye*—faço; *bhartsana*—repreensão.", "translation": "**\"O fato de Jagā te aconselhar é-Me intolerável. Por isso, Eu o repreendo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/170/", "verse_text": "bahiraṅga-jñāne tomāre nā kari stavana\n\ntomāra guṇe stuti karāya yaiche tomāra guna", "devanagari": "> বহিরঙ্গ-জ্ঞানে তোমারে না করি স্তবন ।\n> তোমার গুণে স্তুতি করায় যৈছে তোমার গুণ ॥১৭০॥", "synonyms": "*bahiraṅga-jñāne*—pensando estar fora de Meu relacionamento íntimo; *tomāre*—a ti; *nā kari*—Eu não faço; *stavana*—oferecer louvor; *tomāra*—tuas; *guṇe*—pelas qualidades; *stuti karāya*—a pessoa é induzida a oferecer orações; *yaiche*—como; *tomāra*—teus; *guna*—atributos.", "translation": "**\"Eu te ofereço louvor não porque Te considere fora de um relacionamento íntimo coMigo, mas porque és de fato tão qualificado que a pessoa se vê forçada a louvar tuas qualidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/171/", "verse_text": "yadyapi kāhāra 'mamatā' bahu-jane haya\n\nprīti-svabhāve kāhāte kona bhāvodaya", "devanagari": "> যদ্যপি কাহার ‘মমতা’ বহুজনে হয় ।\n> প্রীতি-স্বভাবে কাহাতে কোন ভাবোদয় ॥১৭১॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *kāhāra*—de alguém; *mamatā*—afeição; *bahu-jane*—por muitas pessoas; *haya*—haja; *prīti-svabhāve*—conforme a afeição de cada um; *kāhāte*—em alguém; *kona*—algum; *bhāva-udaya*—despertar de amor extático.", "translation": "**\"Embora alguém tenha afeição por muitas pessoas, diferentes tipos de amor extático despertam conforme a natureza dos relacionamentos pessoais de cada um.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/172/", "verse_text": "tomāra deha tumi kara bībhatsa-jñāna\n\ntomāra deha āmāre lāge amṛta-samāna", "devanagari": "> তোমার দেহ তুমি কর বীভৎস-জ্ঞান ।\n> তোমার দেহ আমারে লাগে অমৃত-সমান ॥১৭২॥", "synonyms": "*tomāra deha*—teu corpo; *tumi*—tu; *kara bībhatsa-jñāna*—consideras horrível; *tomāra deha*—teu corpo; *āmāre*—a Mim; *lāge*—parece; *amṛta-samāna*—como se fosse feito de néctar.", "translation": "**\"Tu consideras teu corpo perigoso e medonho, mas Eu penso que teu corpo é como néctar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/173/", "verse_text": "aprākṛta-deha tomāra 'prākṛta' kabhu naya\n\ntathāpi tomāra tāte prākṛta-buddhi haya", "devanagari": "> অপ্রাকৃত-দেহ তোমার ‘প্রাকৃত’ কভু নয় ।\n> তথাপি তোমার তাতে প্রাকৃত-বুদ্ধি হয় ॥১৭৩॥", "synonyms": "*aprākṛta*—transcendental; *deha*—corpo; *tomāra*—teu; *prākṛta*—material; *kabhu naya*—nunca é; *tathāpi*—ainda assim; *tomāra*—tua; *tāte*—nisso; *prākṛta-buddhi*—concepção como material; *haya*—há.", "translation": "**\"Na verdade, teu corpo é transcendental, nunca material. Contudo, tu o concebes em termos de uma concepção material.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura dá sua opinião sobre como uma pessoa plenamente ocupada no serviço do Senhor transforma seu corpo de material em transcendental. Ele diz: \"Um devoto puro ocupado no serviço do Senhor Kṛṣṇa não tem desejo de gratificar seus próprios sentidos e, por isso, jamais aceita coisa alguma para esse fim. Ele deseja apenas a felicidade da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, e, por causa de seu amor extático por Kṛṣṇa, age de várias maneiras. Os karmīs pensam que o corpo material é um instrumento para o gozo material, e é por isso que trabalham com tanto afinco. O devoto, porém, não tem tais desejos. O devoto sempre se ocupa de todo o coração no serviço do Senhor, esquecendo-se das concepções e das atividades corpóreas. O corpo de um karmī é chamado de material porque o karmī, estando demasiado absorto em atividades materiais, está sempre ávido por desfrutar facilidades materiais; mas o corpo de um devoto que faz o melhor que pode para trabalhar arduamente em prol da satisfação de Kṛṣṇa, ocupando-se plenamente no serviço do Senhor, deve ser aceito como transcendental. Ao passo que os karmīs se interessam apenas pela satisfação pessoal de seus sentidos, os devotos trabalham pela satisfação do Senhor Supremo. Por conseguinte, aquele que não consegue distinguir entre a devoção e o karma comum pode, por engano, considerar material o corpo de um devoto puro. Quem sabe não comete tal erro. Os não-devotos que consideram as atividades devocionais e as atividades materiais comuns como estando no mesmo nível são ofensores ao cantar do transcendental santo nome do Senhor. O devoto puro sabe que o corpo de um devoto, sendo sempre transcendental, é justamente adequado para prestar serviço ao Senhor.\n\nUm devoto na plataforma mais elevada do serviço devocional sempre pensa humildemente que não está prestando nenhum serviço devocional. Ele pensa que é pobre em serviço devocional e que seu corpo é material. Por outro lado, aqueles conhecidos como sahajiyās tolamente pensam que seus corpos materiais são transcendentais. Por causa disso, estão sempre privados da companhia dos devotos puros e, assim, não conseguem comportar-se como vaiṣṇavas. Observando os defeitos dos sahajiyās, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura cantou o seguinte em seu livro Kalyāṇa-kalpa-taru:\n\nāmi ta' vaiṣṇava, e-buddhi ha-ile,\n\namānī nā haba āmi\n\npratiṣṭhāśā āsi', hṛdaya dūṣibe,\n\nha-iba niraya-gāmī\n\nnije śreṣṭha jāni', ucchiṣṭādi-dāne,\n\nhabe abhimāna bhāra\n\ntāi śiṣya tava, thākiyā sarvadā,\n\nnā la-iba pūjā kāra\n\n\"Se eu pensar que sou um vaiṣṇava, ficarei à espera de receber respeito dos outros. E se o desejo de fama e reputação poluir meu coração, certamente irei para o inferno. Ao dar aos outros os restos de meu alimento, eu me considerarei superior e ficarei sobrecarregado com o peso do falso orgulho. Por isso, permanecendo sempre teu discípulo rendido, não aceitarei adoração de mais ninguém.\" Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī escreveu (Antya-līlā 20.28):\n\npremera svabhāva--yāhāṅ premera sambandha\n\nsei māne,--'kṛṣṇe mora nāhi prema-gandha'\n\n\"Onde quer que haja um relacionamento de amor a Deus, os sintomas naturais são que o devoto não se considera um devoto, mas sempre pensa que não tem sequer uma gota de amor por Kṛṣṇa.\""}
{"ref": "cc/antya/4/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/174/", "verse_text": "'prākṛta' haile ha tomāra vapu nāri upekṣite\n\nbhadrābhadra-vastu-jñāna nāhika 'prākṛte'", "devanagari": "> ‘প্রাকৃত’ হৈলেহ তোমার বপু নারি উপেক্ষিতে ।\n> ভদ্রাভদ্র-বস্তুজ্ঞান নাহিক ‘প্রাকৃতে’ ॥১৭৪॥", "synonyms": "*prākṛta*—material; *haile ha*—ainda que fosse; *tomāra*—teu; *vapu*—corpo; *nāri*—Eu não posso; *upekṣite*—negligenciar; *bhadra-abhadra*—bom e mau; *vastu-jñāna*—apreciação das coisas; *nāhika*—não há; *prākṛte*—no mundo material.", "translation": "**\"Ainda que teu corpo fosse material, mesmo assim Eu não poderia negligenciá-lo, pois o corpo material não deve ser considerado nem bom nem mau.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Sanātana Gosvāmī: \"Visto que és um vaiṣṇava, teu corpo é espiritual, não material. Portanto, não deves considerar este corpo sujeito a qualidades superiores ou inferiores. Além disso, Eu sou um sannyāsī. Por conseguinte, ainda que teu corpo fosse material, um sannyāsī não deve ver distinção alguma entre um corpo bom e um corpo mau."}
{"ref": "cc/antya/4/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/175/", "verse_text": "kiṁ bhadraṁ kim abhadraṁ vā\n\ndvaitasyāvastunaḥ kiyat\n\nvācoditaṁ tad anṛtaṁ\n\nmanasā dhyātam eva ca", "devanagari": "> কিং ভদ্রং কিমভদ্রং বা দ্বৈতস্যাবস্তুনঃ কিয়ৎ ।\n> বাচোদিতং তদনৃতং মনসা ধ্যাতমেব চ ॥১৭৫॥", "synonyms": "*kim*—que; *bhadram*—bom; *kim*—que; *abhadram*—mau; *vā*—ou; *dvaitasya*—deste mundo material; *avastunaḥ*—aquilo que tem existência temporária; *kiyat*—quanto; *vācā*—por palavras; *uditam*—vibrado; *tat*—isso; *anṛtam*—sem existência permanente; *manasā*—pela mente; *dhyātam*—concebido; *eva*—certamente; *ca*—e.", "translation": "**\" 'Tudo o que não for concebido em relação a Kṛṣṇa deve ser compreendido como ilusão [māyā]. Nenhuma das ilusões proferidas por palavras ou concebidas na mente é real. Visto que a ilusão não é real, não há distinção entre aquilo que pensamos ser bom e aquilo que pensamos ser mau. Quando falamos da Verdade Absoluta, tais especulações não se aplicam.'**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (11.28.4)."}
{"ref": "cc/antya/4/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/176/", "verse_text": "'dvaite' bhadrābhadra-jñāna, saba--'manodharma'\n\n'ei bhāla, ei manda',--ei saba 'bhrama'", "devanagari": "> ‘দ্বৈতে’ ভদ্রাভদ্র-জ্ঞান, সব — ‘মনোধর্ম’ ।\n> ‘এই ভাল, এই মন্দ’, — এই সব ‘ভ্রম’ ॥১৭৬॥", "synonyms": "*dvaite*—no mundo material; *bhadra-abhadra-jñāna*—compreensão do bem e do mal; *saba*—todas; *manaḥ-dharma*—criações mentais especulativas; *ei bhāla*—isto é bom; *ei manda*—isto é mau; *ei*—isto; *saba*—tudo; *bhrama*—erro.", "translation": "**\"No mundo material, as concepções de bom e mau são todas especulações mentais. Por isso, dizer 'Isto é bom, e isto é mau' é tudo um erro.**", "purport": "Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, é a Verdade Absoluta, sempre existente com diferentes variedades de energias. Quando alguém está absorto na energia ilusória de Kṛṣṇa e não consegue compreender Kṛṣṇa, não consegue determinar o que é bom e o que é mau para si. As concepções de bom e mau são todas imaginações ou especulações mentais. Quando a pessoa se esquece de que é um servo eterno de Kṛṣṇa, deseja desfrutar do mundo material por meio de diferentes planos. Nesse momento, ela distingue entre os planos materiais que são bons e os que são maus. Na verdade, porém, todos eles são falsos."}
{"ref": "cc/antya/4/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/177/", "verse_text": "vidyā-vinaya-sampanne\n\nbrāhmaṇe gavi hastini\n\nśuni caiva śvapāke ca\n\npaṇḍitāḥ sama-darśinaḥ", "devanagari": "> বিদ্যাবিনয়সম্পন্নে ব্রাহ্মণে গবি হস্তিনি ।\n> শুনি চৈব শ্বপাকে চ পণ্ডিতাঃ সমদর্শিনঃ ॥১৭৭॥", "synonyms": "*vidyā*—conhecimento; *vinaya*—gentileza; *sampanne*—dotado de; *brāhmaṇe*—em um brāhmaṇa; *gavi*—em uma vaca; *hastini*—em um elefante; *śuni*—em um cão; *ca*—e; *eva*—também; *śva-pāke*—em um comedor de cães; *ca*—também; *paṇḍitāḥ*—aqueles que são de fato eruditos na compreensão espiritual; *sama-darśinaḥ*—equânimes.", "translation": "**\" 'O sábio humilde, em virtude do conhecimento verdadeiro, vê com visão equânime um brāhmaṇa erudito e gentil, uma vaca, um elefante, um cão e um comedor de cães.'**", "purport": "Esta é uma citação do Bhagavad-gītā (5.18)."}
{"ref": "cc/antya/4/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/178/", "verse_text": "jñāna-vijñāna-tṛptātmā\n\nkūṭastho vijitendriyaḥ\n\nyukta ity ucyate yogī\n\nsama-loṣṭrāśma-kāñcanaḥ", "devanagari": "> জ্ঞানবিজ্ঞানতৃপ্তাত্মা কূটস্থো বিজিতেন্দ্রিয়ঃ ।\n> যুক্ত ইত্যুচ্যতে যোগী সমলোষ্ট্রাশ্মকাঞ্চনঃ ॥১৭৮॥", "synonyms": "*jñāna*—pelo conhecimento adquirido; *vijñāna*—conhecimento realizado; *tṛpta*—satisfeita; *ātmā*—entidade viva; *kūṭa-sthaḥ*—fixa em sua posição constitucional; *vijita*—controlados; *indriyaḥ*—cujos sentidos; *yuktaḥ*—em contato com o Supremo; *iti*—assim; *ucyate*—diz-se; *yogī*—um yogī; *sama*—igual; *loṣṭra*—seixos; *aśma*—pedra; *kāñcanaḥ*—ouro.", "translation": "**\" 'Diz-se que está plenamente realizado e é um yogī perfeito aquele que está plenamente satisfeito no conhecimento adquirido e aplicado na prática da vida, que está sempre determinado e fixo em sua posição espiritual, que controla por completo seus sentidos e que vê os seixos, a pedra e o ouro no mesmo nível.'**", "purport": "Esta também é uma citação do Bhagavad-gītā (6.8)."}
{"ref": "cc/antya/4/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/179/", "verse_text": "āmi ta'--sannyāsī, āmāra 'sama-dṛṣṭi' dharma\n\ncandana-paṅkete āmāra jñāna haya 'sama'", "devanagari": "> আমি ত’ — সন্ন্যাসী, আমার ‘সম-দৃষ্টি’ ধর্ম ।\n> চন্দন-পঙ্কেতে আমার জ্ঞান হয় ‘সম’ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *ta'*—certamente; *sannyāsī*—na ordem renunciada de vida; *āmāra*—Meu; *sama-dṛṣṭi*—ver tudo na mesma plataforma; *dharma*—dever; *candana-paṅkete*—entre a polpa de sândalo e a lama; *āmāra*—Meu; *jñāna*—conhecimento; *haya*—é; *sama*—o mesmo.", "translation": "**\"Visto que estou na ordem renunciada, Meu dever é não fazer distinção alguma, mas, ao contrário, ser equânime. Meu conhecimento deve estar igualmente disposto para com a polpa de sândalo e a lama suja.**", "purport": "É dever de um sannyāsī, uma pessoa na ordem renunciada, ser sempre equânime, e esse também é o dever de um homem erudito e de um vaiṣṇava. Um vaiṣṇava, um sannyāsī ou uma pessoa erudita não tem concepção do mundo material; em outras palavras, não tem concepção de nada materialmente importante. Ele não tem desejo de usar a polpa de sândalo para a gratificação dos sentidos, tampouco a gratificação dos sentidos o faz odiar a lama. A aceitação ou a rejeição de coisas materiais não é a preocupação de um sannyāsī, de um vaiṣṇava ou de uma pessoa erudita. Um devoto avançado não tem desejo de desfrutar nem de rejeitar coisa alguma. Seu único dever é aceitar tudo o que for favorável ao avanço na consciência de Kṛṣṇa. O vaiṣṇava deve ser indiferente ao gozo material e à renúncia e deve sempre anelar pela vida espiritual de prestar serviço ao Senhor."}
{"ref": "cc/antya/4/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/180/", "verse_text": "ei lāgi' tomā tyāga karite nā yuyāya\n\nghṛṇā-buddhi kari yadi, nija-dharma yāya\"", "devanagari": "> এই লাগি’ তোমা ত্যাগ করিতে না যুয়ায় ।\n> ঘৃণা-বুদ্ধি করি যদি, নিজ-ধর্ম যায় ।।” ॥ ১৮০ ॥", "synonyms": "*ei lāgi'*—por esta razão; *tomā*—a ti; *tyāga karite*—rejeitar; *nā yuyāya*—não é apropriado; *ghṛṇā-buddhi kari*—considero com aversão; *yadi*—se; *nija-dharma yāya*—desvio-Me de Meu dever.", "translation": "**\"Por esta razão, não posso rejeitar-te. Se Eu te odiasse, desviar-Me-ia de Meu dever ocupacional.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/181/", "verse_text": "haridāsa kahe,--\"prabhu, ye kahilā tumi\n\nei 'bāhya pratāraṇā' nāhi māni āmi", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — “প্রভু, যে কহিলা তুমি ।\n> এই ‘বাহ্য প্রতারণা’ নাহি মানি আমি ॥১৮১॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa disse; *prabhu*—meu Senhor; *ye*—o que; *kahilā*—falaste; *tumi*—Tu; *ei*—esta; *bāhya pratāraṇā*—formalidade externa; *nāhi māni āmi*—não aceito.", "translation": "**Haridāsa disse: \"Meu querido Senhor, o que Tu falaste trata de formalidades externas. Não o aceito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/182/", "verse_text": "āmā-saba adhame ye kariyācha aṅgīkāra\n\ndīna-dayālu-guṇa tomāra tāhāte pracāra\"", "devanagari": "> আমা-সব অধমে যে করিয়াছ অঙ্গীকার ।\n> দীনদয়ালু-গুণ তোমার তাহাতে প্রচার ।।” ॥ ১৮২ ॥", "synonyms": "*āmā-saba*—todos nós; *adhame*—os mais caídos; *ye*—que; *kariyācha*—realizaste; *aṅgīkāra*—aceitação; *dīna-dayālu*—misericordioso com as almas caídas; *guṇa*—atributo; *tomāra*—de Ti; *tāhāte*—nisso; *pracāra*—proclamando.", "translation": "**\"Meu Senhor, todos nós somos caídos, mas Tu nos aceitaste devido a Teu atributo de seres misericordioso com os caídos. Isso é bem conhecido em todo o mundo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/183/", "verse_text": "prabhu hāsi' kahe,--\"śuna, haridāsa, sanātana\n\ntattvataḥ kahi tomā-viṣaye yaiche mora mana", "devanagari": "> প্রভু হাসি’ কহে, — “শুন, হরিদাস, সনাতন ।\n> তত্ত্বতঃ কহি তোমা-বিষয়ে যৈছে মোর মন ॥১৮৩॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsi'*—sorrindo; *kahe*—diz; *śuna*—ouvi; *haridāsa*—Meu querido Haridāsa; *sanātana*—Meu querido Sanātana; *tattvataḥ*—verdadeiramente; *kahi*—estou falando; *tomā-viṣaye*—acerca de vós; *yaiche*—como; *mora mana*—Minha mente.", "translation": "**O Senhor Caitanya sorriu e disse: \"Ouvi, Haridāsa e Sanātana. Agora falo a verdade sobre como Minha mente está apegada a vós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/184/", "verse_text": "tomāre 'lālya', āpanāke 'lālaka' abhimāna\n\nlālakera lālye nahe doṣa-parijñāna", "devanagari": "> তোমারে ‘লাল্য’, আপনাকে ‘লালক’ অভিমান ।\n> লালকের লাল্যে নহে দোষ-পরিজ্ঞান ॥১৮৪॥", "synonyms": "*tomāre*—a vós; *lālya*—mantidos; *āpanāke*—a Mim; *lālaka*—o mantenedor; *abhimāna*—concepção; *lālakera*—do mantenedor; *lālye*—em relação ao mantido; *nahe*—não há; *doṣa*—falta; *parijñāna*—percepção.", "translation": "**\"Meu querido Haridāsa e Sanātana, considero-vos como Meus pequeninos, a serem mantidos por Mim. O mantenedor jamais leva a sério qualquer falta dos que mantém.**", "purport": "Quando um pai mantém um filho e o filho é mantido pelo pai, o pai nunca leva a sério as faltas do filho. Mesmo que de fato sejam faltas, o pai não se importa com elas."}
{"ref": "cc/antya/4/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/185/", "verse_text": "āpanāre haya mora amānya-samāna\n\ntomā-sabāre karoṅ muñi bālaka-abhimāna", "devanagari": "> আপনারে হয় মোর অমান্য-সমান ।\n> তোমা-সবারে করোঁ মুঞি বালক-অভিমান ॥১৮৫॥", "synonyms": "*āpanāre*—a Mim mesmo; *haya*—há; *mora*—Meu; *amānya*—não merecedor de respeito; *samāna*—como; *tomā-sabāre*—a todos vós; *karoṅ*—considero; *muñi*—Eu; *bālaka-abhimāna*—como Meus filhos.", "translation": "**\"Sempre Me considero indigno de respeito, mas, devido à afeição, sempre vos considero como Meus pequeninos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/186/", "verse_text": "mātāra yaiche bālakera 'amedhya' lāge gāya\n\nghṛṇā nāhi janme, āra mahā-sukha pāya", "devanagari": "> মাতার যৈছে বালকের ‘অমেধ্য’ লাগে গায় ।\n> ঘৃণা নাহি জন্মে, আর মহাসুখ পায় ॥১৮৬॥", "synonyms": "*mātāra*—da mãe; *yaiche*—como; *bālakera*—da criança; *amedhya*—fezes e urina; *lāge gāya*—tocam o corpo; *ghṛṇā*—aversão; *nāhi janme*—não surge; *āra*—além disso; *mahā-sukha*—grande prazer; *pāya*—obtém.", "translation": "**\"Quando uma criança evacua fezes e urina que tocam o corpo da mãe, a mãe jamais sente aversão pela criança. Pelo contrário, sente grande prazer em limpá-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/187/", "verse_text": "'lālyāmedhya' lālakera candana-sama bhāya\n\nsanātanera klede āmāra ghṛṇā nā upajāya\"", "devanagari": "> ‘লাল্যামেধ্য’ লালকের চন্দন-সম ভায় ।\n> সনাতনের ক্লেদে আমার ঘৃণা না উপজায় ।।” ॥ ১৮৭ ॥", "synonyms": "*lālya*—da criança mantida; *amedhya*—fezes e urina; *lālakera*—do mantenedor; *candana-sama*—como polpa de sândalo; *bhāya*—parecem; *sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *klede*—em relação à umidade das feridas; *āmāra*—Minha; *ghṛṇā*—aversão; *nā*—não; *upajāya*—surge.", "translation": "**\"As fezes e a urina da criança mantida parecem polpa de sândalo à mãe. De modo semelhante, quando a umidade fétida que escorre das feridas de Sanātana toca Meu corpo, não sinto aversão alguma por ele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/188/", "verse_text": "haridāsa kahe,--\"tumi īśvara dayā-maya\n\ntomāra gambhīra hṛdaya bujhana nā yāya", "devanagari": "> হরিদাস কহে, — “তুমি ঈশ্বর দয়াময় ।\n> তোমার গম্ভীর হৃদয় বুঝন না যায় ॥১৮৮॥", "synonyms": "*haridāsa kahe*—Haridāsa Ṭhākura disse; *tumi*—Tu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *dayā-maya*—misericordioso; *tomāra*—Teu; *gambhīra*—profundo; *hṛdaya*—coração; *bujhana nā yāya*—não pode ser compreendido.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura disse: \"Meu querido senhor, Tu és a Suprema Personalidade de Deus e és sumamente misericordioso conosco. Ninguém pode compreender o que há dentro de Teu coração profundamente afetuoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/189/", "verse_text": "vāsudeva--galat-kuṣṭhī, tāte aṅga--kīḍā-maya\n\ntāre āliṅgana kailā hañā sadaya", "devanagari": "> বাসুদেব — গলত্কুষ্ঠী, তাতে অঙ্গ — কীড়াময় ।\n> তারে আলিঙ্গন কৈলা হঞা সদয় ॥১৮৯॥", "synonyms": "*vāsudeva*—Vāsudeva; *galat-kuṣṭhī*—sofrendo de lepra; *tāte*—além disso; *aṅga*—o corpo; *kīḍā-maya*—cheio de vermes; *tāre*—a ele; *āliṅgana*—abraçar; *kailā*—Tu fizeste; *hañā sa-daya*—sendo misericordioso.", "translation": "**\"Tu abraçaste o leproso Vāsudeva, cujo corpo estava completamente infestado de vermes. És tão bondoso que, apesar de sua condição, Tu o abraçaste.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/190/", "verse_text": "āliṅgiyā kailā tāra kandarpa-sama aṅga\n\nbujhite nā pāri tomāra kṛpāra taraṅga\"", "devanagari": "> আলিঙ্গিয়া কৈলা তার কন্দর্প-সম অঙ্গ ।\n> বুঝিতে না পারি তোমার কৃপার তরঙ্গ ।।” ॥ ১৯০ ॥", "synonyms": "*āliṅgiyā*—ao abraçar; *kailā*—Tu tornaste; *tāra*—seu; *kandarpa-sama*—tão belo quanto o Cupido; *aṅga*—corpo; *bujhite nā pāri*—não podemos compreender; *tomāra*—Tuas; *kṛpāra taraṅga*—ondas de misericórdia.", "translation": "**\"Ao abraçá-lo, Tu tornaste seu corpo tão belo quanto o do Cupido. Não podemos compreender as ondas de Tua misericórdia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/191/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"vaiṣṇava-deha 'prākṛta' kabhu naya\n\n'aprākṛta' deha bhaktera 'cid-ānanda-maya'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “বৈষ্ণব-দেহ ‘প্রাকৃত’ কভু নয় ।\n> ‘অপ্রাকৃত’ দেহ ভক্তের ‘চিদানন্দময়’ ॥১৯১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *vaiṣṇava deha*—o corpo de um vaiṣṇava; *prākṛta*—material; *kabhu naya*—nunca é; *aprākṛta*—transcendental; *deha*—corpo; *bhaktera*—de um devoto; *cit-ānanda-maya*—pleno de bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"O corpo de um devoto jamais é material. Considera-se que ele é transcendental, pleno de bem-aventurança espiritual.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu está procurando convencer Haridāsa Ṭhākura e Sanātana Gosvāmī de que um devoto cuja vida se dedica ao serviço do Senhor nunca está sob a concepção material. Visto que ele sempre se ocupa no serviço do Senhor, seu corpo é transcendental e pleno de bem-aventurança espiritual. Seu corpo jamais deve ser considerado material, assim como o corpo da Deidade adorada no templo nunca é considerado feito de pedra ou madeira. De fato, a Deidade é diretamente a Suprema Personalidade de Deus, sem dúvida alguma. Os preceitos do *Padma Purāṇa*, portanto, afirmam: arcye viṣṇau śilādhīr guruṣu nara-matir vaiṣṇave jāti-buddhiḥ ...yasya vā nārakī saḥ. A Deidade adorada no templo nunca é pedra ou madeira. De modo semelhante, o corpo de um vaiṣṇava plenamente dedicado ao serviço do Senhor nunca é considerado como pertencente aos modos materiais da natureza."}
{"ref": "cc/antya/4/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/192/", "verse_text": "dīkṣā-kāle bhakta kare ātma-samarpaṇa\n\nsei-kāle kṛṣṇa tāre kare ātma-sama", "devanagari": "> দীক্ষাকালে ভক্ত করে আত্মসমর্পণ ।\n> সেইকালে কৃষ্ণ তারে করে আত্মসম ॥১৯২॥", "synonyms": "*dīkṣā-kāle*—no momento da iniciação; *bhakta*—o devoto; *kare*—faz; *ātma*—de si mesmo; *samarpaṇa*—plena dedicação; *sei-kāle*—nesse momento; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāre*—a ele; *kare*—torna; *ātma-sama*—tão espiritual quanto Ele mesmo.", "translation": "**\"No momento da iniciação, quando um devoto se rende plenamente ao serviço do Senhor, Kṛṣṇa o aceita como sendo igual a Si mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/193/", "verse_text": "sei deha kare tāra cid-ānanda-maya\n\naprākṛta-dehe tāṅra caraṇa bhajaya", "devanagari": "> সেই দেহ করে তার চিদানন্দময় ।\n> অপ্রাকৃত-দেহে তাঁর চরণ ভজয় ॥১৯৩॥", "synonyms": "*sei deha*—aquele corpo; *kare*—torna; *tāra*—seu; *cid-ānanda-maya*—pleno de bem-aventurança transcendental; *aprākṛta-dehe*—nesse corpo transcendental; *tāṅra*—Seus; *caraṇa*—pés; *bhajaya*—adora.", "translation": "**\"Quando o corpo do devoto se transforma assim em existência espiritual, o devoto, nesse corpo transcendental, presta serviço aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/194/", "verse_text": "martyo yadā tyakta-samasta-karmā\n\nniveditātmā vicikīrṣito me\n\ntadāmṛtatvaṁ pratipadyamāno\n\nmayātma-bhūyāya ca kalpate vai", "devanagari": "> মর্ত্যো যদা ত্যক্তসমস্তকর্মা\n> নিবেদিতাত্মা বিচিকীর্ষিতো মে ।\n> তদামৃতত্বং প্রতিপদ্যমানো\n> ময়াত্মভূয়ায় চ কল্পতে বৈ ॥১৯৪॥", "synonyms": "*martyaḥ*—a entidade viva sujeita ao nascimento e à morte; *yadā*—assim que; *tyakta*—abandonando; *samasta*—todas; *karmāḥ*—as atividades fruitivas; *nivedita-ātmā*—uma alma plenamente rendida; *vicikīrṣitaḥ*—desejado para agir; *me*—por Mim; *tadā*—nesse momento; *amṛtatvam*—imortalidade; *pratipadyamānaḥ*—alcançando; *mayā*—coMigo; *ātma-bhūyāya*—para tornar-se de natureza semelhante; *ca*—também; *kalpate*—torna-se elegível; *vai*—certamente.", "translation": "**\" 'A entidade viva que está sujeita ao nascimento e à morte, quando abandona todas as atividades materiais, dedicando sua vida a Mim para executar Minha ordem, e assim age de acordo com Minha direção, alcança, nesse momento, a plataforma da imortalidade e torna-se apta a desfrutar a bem-aventurança espiritual da troca de doçuras amorosas coMigo.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.29.34). No momento da iniciação, um devoto abandona todas as suas concepções materiais. Por conseguinte, estando em contato com a Suprema Personalidade de Deus, ele se situa na plataforma transcendental. Assim, tendo alcançado o conhecimento e a plataforma espiritual, ele sempre se ocupa no serviço ao corpo espiritual de Kṛṣṇa. Quando alguém se liberta dessa maneira das conexões materiais, seu corpo imediatamente se torna espiritual, e Kṛṣṇa aceita seu serviço. Contudo, Kṛṣṇa não aceita coisa alguma de uma pessoa com uma concepção material da vida. Quando um devoto deixa de ter qualquer desejo de gratificação material dos sentidos, em sua identidade espiritual ele se ocupa no serviço do Senhor, pois sua consciência espiritual adormecida desperta. Esse despertar da consciência espiritual torna seu corpo espiritual, e assim ele se torna apto a prestar serviço ao Senhor. Os karmīs podem considerar material o corpo de um devoto, mas, de fato, ele não o é, pois um devoto não tem concepção alguma de gozo material. Se alguém pensa que o corpo de um devoto puro é material, é um ofensor, pois isso é um vaiṣṇava-aparādha. A esse respeito, deve-se consultar o Bṛhad-bhāgavatāmṛta (1.3.45 e 2.3.139) de Śrīla Sanātana Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/4/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/195/", "verse_text": "sanātanera dehe kṛṣṇa kaṇḍu upajāñā\n\nāmā parīkṣite ihāṅ dilā pāṭhāñā", "devanagari": "> সনাতনের দেহে কৃষ্ণ কণ্ডু উপজাঞা ।\n> আমা পরীক্ষিতে ইহাঁ দিলা পাঠাঞা ॥১৯৫॥", "synonyms": "*sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *dehe*—no corpo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kaṇḍu*—coceiras; *upajāñā*—manifestando; *āmā*—a Mim; *parīkṣite*—para testar; *ihāṅ*—aqui; *dilā pāṭhāñā*—enviou.", "translation": "**\"De uma forma ou de outra, Kṛṣṇa manifestou essas chagas pruriginosas no corpo de Sanātana Gosvāmī e o enviou aqui para Me testar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/196/", "verse_text": "ghṛṇā kari' āliṅgana nā karitāma yabe\n\nkṛṣṇa-ṭhāñi aparādha-daṇḍa pāitāma tabe", "devanagari": "> ঘৃণা করি’ আলিঙ্গন না করিতাম যবে ।\n> কৃষ্ণ-ঠাঞি অপরাধ-দণ্ড পাইতাম তবে ॥১৯৬॥", "synonyms": "*ghṛṇā kari'*—odiando; *āliṅgana*—abraçar; *nā karitāma*—eu não faria; *yabe*—quando; *kṛṣṇa-ṭhāñi*—ao Senhor Kṛṣṇa; *aparādha-daṇḍa*—punição por ofensas; *pāitāma*—eu teria recebido; *tabe*—então.", "translation": "**\"Se Eu tivesse odiado Sanātana Gosvāmī e não o tivesse abraçado, certamente Eu teria sido castigado por ofensas a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/197/", "verse_text": "pāriṣada-deha ei, nā haya durgandha\n\nprathama divase pāiluṅ catuḥsama-gandha\"", "devanagari": "> পারিষদ-দেহ এই, না হয় দুর্গন্ধ ।\n> প্রথম দিবসে পাইলুঁ চতুঃসম-গন্ধ ।।” ॥ ১৯৭ ॥", "synonyms": "*pāriṣada-deha*—o corpo de um associado de Kṛṣṇa; *ei*—este; *nā haya*—não é; *durgandha*—de mau cheiro; *prathama divase*—no primeiro dia; *pāiluṅ*—eu senti; *catuḥsama-gandha*—o aroma de catuḥsama, uma mistura de polpa de sândalo, cânfora, aguru e almíscar.", "translation": "**\"Sanātana Gosvāmī é um dos associados de Kṛṣṇa. Não poderia haver nenhum mau odor em seu corpo. No primeiro dia em que o abracei, senti o aroma de catuḥsama [uma mistura de polpa de sândalo, cânfora, aguru e almíscar].\"**", "purport": "Um associado do Senhor é aquele cujo corpo está plenamente ocupado no serviço do Senhor. Um materialista poderia ver o corpo de Sanātana Gosvāmī como repleto de chagas pruriginosas que exsudavam umidade fétida e mau cheiro. Śrī Caitanya Mahāprabhu, contudo, disse que, na verdade, o aroma de seu corpo era o excelente perfume de uma mistura de polpa de sândalo, cânfora, almíscar e aguru. No Garuḍa Purāṇa, essa mistura, que se chama catuḥsama, é descrita da seguinte maneira:\n\nkastūrikāyā dvau bhāgau\ncatvāraś candanasya tu\nkuṅkumasya trayaś caikaḥ\nśaśinaḥ syāt catuḥsamam\n\n\"Duas partes de almíscar, quatro partes de sândalo, três partes de aguru ou açafrão e uma parte de cânfora, quando misturadas, formam o catuḥsama.\" O aroma do catuḥsama é muito agradável. Isso também é mencionado no *Hari-bhakti-vilāsa* (6.115)."}
{"ref": "cc/antya/4/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/198/", "verse_text": "vastutaḥ prabhu yabe kailā āliṅgana\n\ntāṅra sparśe gandha haila candanera sama", "devanagari": "> বস্তুতঃ প্রভু যবে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> তাঁর স্পর্শে গন্ধ হৈল চন্দনের সম ॥১৯৮॥", "synonyms": "*vastutaḥ*—de fato; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *kailā*—fez; *āliṅgana*—abraçar; *tāṅra sparśe*—por Seu toque; *gandha haila*—houve uma fragrância; *candanera sama*—exatamente como a da polpa de sândalo.", "translation": "**De fato, porém, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou o corpo de Sanātana Gosvāmī, somente pelo toque do Senhor manifestou-se uma fragrância exatamente como a da polpa de sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/199/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"sanātana, nā māniha duḥkha\n\ntomāra āliṅgane āmi pāi baḍa sukha", "devanagari": "> প্রভু কহে, — সনাতন, না মানিহ দুঃখ ।\n> তোমার আলিঙ্গনে আমি পাই বড় সুখ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou a falar; *sanātana*—Meu querido Sanātana; *nā māniha duḥkha*—não fiques infeliz; *tomāra āliṅgane*—ao abraçar-te; *āmi*—Eu; *pāi*—obtenho; *baḍa sukha*—grande felicidade.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"Meu querido Sanātana, não fiques aflito, pois, quando te abraço, na verdade obtenho grande prazer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/200/", "verse_text": "e-vatsara tumi ihāṅ raha āmā-sane\n\nvatsara rahi' tomāre āmi pāṭhāimu vṛndāvane", "devanagari": "> এ-বৎসর তুমি ইহাঁ রহ আমা-সনে ।\n> বৎসর রহি’ তোমারে আমি পাঠাইমু বৃন্দাবনে ॥২০০॥", "synonyms": "*e-vatsara*—este ano; *tumi*—tu; *ihāṅ*—aqui; *raha*—permanece; *āmā-sane*—coMigo; *vatsara*—ano; *rahi'*—permanecendo; *tomāre*—a ti; *āmi*—Eu; *pāṭhāimu vṛndāvane*—enviarei a Vṛndāvana.", "translation": "**\"Fica coMigo em Jagannātha Purī durante um ano, e depois Eu te enviarei a Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/201/", "verse_text": "eta bali' punaḥ tāṅre kailā āliṅgana\n\nkaṇḍu gela, aṅga haila suvarṇera sama", "devanagari": "> এত বলি’ পুনঃ তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> কণ্ডু গেল, অঙ্গ হৈল সুবর্ণের সম ॥২০১॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *punaḥ*—novamente; *tāṅre*—a ele; *kailā*—fez; *āliṅgana*—abraçar; *kaṇḍu gela*—as chagas pruriginosas desapareceram; *aṅga*—o corpo; *haila*—tornou-se; *suvarṇera sama*—como ouro.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu novamente abraçou Sanātana Gosvāmī. Assim, de imediato, as coceiras de Sanātana desapareceram, e todo o seu corpo assemelhou-se à cor do ouro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/202/", "verse_text": "dekhi' haridāsa mane hailā camatkāra\n\nprabhure kahena,--\"ei bhaṅgī ye tomāra", "devanagari": "> দেখি’ হরিদাস মনে হৈলা চমৎকার  ।\n> প্রভুরে কহেন, — “এই ভঙ্গী যে তোমার ॥২০২॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *mane*—na mente; *hailā camatkāra*—ficou assombrado; *prabhure kahena*—disse ao Senhor; *ei*—esta; *bhaṅgī*—atividade transcendental; *ye*—a qual; *tomāra*—Tua.", "translation": "**Vendo a mudança, Haridāsa Ṭhākura, muito assombrado, disse ao Senhor: \"Este é o Teu passatempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/203/", "verse_text": "sei jhārikhaṇḍera pānī tumi khāoyāilā\n\nsei pānī-lakṣye iṅhāra kaṇḍu upajāilā", "devanagari": "> সেই ঝারিখণ্ডের পানী তুমি খাওয়াইলা  ।\n> সেই পানী-লক্ষ্যে ইঁহার কণ্ডু উপজাইলা ॥২০৩॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *jhārikhaṇḍera*—de Jhārikhaṇḍa; *pānī*—água; *tumi*—Tu; *khāoyāilā*—fizeste beber; *sei pānī-lakṣye*—por causa dessa água; *iṅhāra*—de Sanātana Gosvāmī; *kaṇḍu upajāilā*—geraste as coceiras.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, fizeste Sanātana Gosvāmī beber a água de Jhārikhaṇḍa, e, na verdade, geraste as consequentes chagas pruriginosas em seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/204/", "verse_text": "kaṇḍu kari' parīkṣā karile sanātane\n\nei līlā-bhaṅgī tomāra keha nāhi jāne\"", "devanagari": "> কণ্ডু করি’ পরীক্ষা করিলে সনাতনে  ।\n> এই লীলা-ভঙ্গী তোমার কেহ নাহি জানে ।।” ২০৪ ॥২০৪॥", "synonyms": "*kaṇḍu kari'*—gerando as chagas pruriginosas; *parīkṣā*—exame; *karile*—fizeste; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī; *ei*—este; *līlā*—de passatempos; *bhaṅgī*—truque; *tomāra*—Teu; *keha nāhi jāne*—ninguém conhece.", "translation": "**\"Após causar assim essas chagas pruriginosas, examinaste Sanātana Gosvāmī. Ninguém pode compreender Teus passatempos transcendentais.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/205/", "verse_text": "duṅhe āliṅgiyā prabhu gelā nijālaya\n\nprabhura guṇa kahe duṅhe hañā prema-maya", "devanagari": "> দুঁহে আলিঙ্গিয়া প্রভু গেলা নিজালয় ।\n> প্রভুর গুণ কহে দুঁহে হঞা প্রেমময় ॥২০৫॥", "synonyms": "*duṅhe*—ambos; *āliṅgiyā*—abraçando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—partiu; *nija-ālaya*—para Sua residência; *prabhura guṇa*—os atributos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—discutiram; *duṅhe*—ambos; *hañā*—estando; *prema-maya*—dominados pelo êxtase.", "translation": "**Após abraçar tanto Haridāsa Ṭhākura como Sanātana Gosvāmī, Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou à Sua residência. Então, tanto Haridāsa Ṭhākura como Sanātana Gosvāmī, em grande amor extático, puseram-se a descrever os atributos transcendentais do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/206/", "verse_text": "ei-mata sanātana rahe prabhu-sthāne\n\nkṛṣṇa-caitanya-guṇa-kathā haridāsa-sane", "devanagari": "> এইমত সনাতন রহে প্রভু-স্থানে ।\n> কৃষ্ণচৈতন্য-গুণ-কথা হরিদাস-সনে ॥২০৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *rahe*—permaneceu; *prabhu-sthāne*—sob o abrigo de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-caitanya*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *guṇa*—dos atributos; *kathā*—discussão; *haridāsa-sane*—com Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Dessa maneira, Sanātana Gosvāmī permaneceu sob os cuidados de Śrī Caitanya Mahāprabhu e discutiu as qualidades transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu com Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/207/", "verse_text": "dola-yātrā dekhi' prabhu tāṅre vidāya dilā\n\nvṛndāvane ye karibena, saba śikhāilā", "devanagari": "> দোলযাত্রা দেখি’ প্রভু তাঁরে বিদায় দিলা ।\n> বৃন্দাবনে যে করিবেন, সব শিখাইলা ॥২০৭॥", "synonyms": "*dola-yātrā*—o festival de Dola-yātrā; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *vidāya dilā*—despediu-se; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *ye karibena*—tudo o que ele faria; *saba*—tudo; *śikhāilā*—instruiu.", "translation": "**Depois de verem o festival de Dola-yātrā, Śrī Caitanya Mahāprabhu instruiu Sanātana Gosvāmī plenamente sobre o que fazer em Vṛndāvana e despediu-se dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/208/", "verse_text": "ye-kāle vidāya hailā prabhura caraṇe\n\ndui-janāra viccheda-daśā nā yāya varṇane", "devanagari": "> যে-কালে বিদায় হৈলা প্রভুর চরণে ।\n> দুইজনার বিচ্ছেদ-দশা না যায় বর্ণনে ॥২০৮॥", "synonyms": "*ye-kāle*—quando; *vidāya*—despedida; *hailā*—houve; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui-janāra*—de ambos; *viccheda-daśā*—condição de separação; *nā yāya varṇane*—não pode ser descrita.", "translation": "**A cena de separação que ocorreu quando Sanātana Gosvāmī e Śrī Caitanya Mahāprabhu se despediram um do outro é tão comovente que não pode ser aqui descrita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/209/", "verse_text": "yei vana-pathe prabhu gelā vṛndāvana\n\nsei-pathe yāite mana kailā sanātana", "devanagari": "> যেই বন-পথে প্রভু গেলা বৃন্দাবন ।\n> সেইপথে যাইতে মন কৈলা সনাতন ॥২০৯॥", "synonyms": "*yei*—o qual; *vana-pathe*—pelo caminho da floresta; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā vṛndāvana*—foi a Vṛndāvana; *sei-pathe*—por esse mesmo caminho; *yāite*—ir; *mana*—mente; *kailā*—decidiu; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī decidiu ir a Vṛndāvana pelo mesmíssimo caminho da floresta que Śrī Caitanya Mahāprabhu havia percorrido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/210/", "verse_text": "ye-pathe, ye-grāma-nadī-śaila, yāhāṅ yei līlā\n\nbalabhadra-bhaṭṭa-sthāne saba likhi' nilā", "devanagari": "> যে-পথে, যে-গ্রাম-নদী-শৈল, যাহাঁ যেই লীলা ।\n> বলভদ্রভট্ট-স্থানে সব লিখি’ নিলা ॥২১০॥", "synonyms": "*ye-pathe*—em qual caminho; *ye*—quais; *grāma*—aldeias; *nadī*—rios; *śaila*—colinas; *yāhāṅ*—onde; *yei*—quais; *līlā*—passatempos; *balabhadra-bhaṭṭa-sthāne*—de Balabhadra Bhaṭṭa; *saba*—tudo; *likhi'*—escrevendo; *nilā*—ele anotou.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī anotou, segundo as informações de Balabhadra Bhaṭṭācārya, todas as aldeias, rios e colinas onde Śrī Caitanya Mahāprabhu havia realizado Seus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/211/", "verse_text": "mahāprabhura bhakta-gaṇe sabāre miliyā\n\nsei-pathe cali' yāya se-sthāna dekhiyā", "devanagari": "> মহাপ্রভুর ভক্তগণে সবারে মিলিয়া ।\n> সেইপথে চলি’ যায় সে-স্থান দেখিয়া ॥২১১॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇe*—os devotos; *sabāre*—todos; *miliyā*—encontrando; *sei-pathe*—pelo caminho; *cali' yāya*—percorreu; *se*—aqueles; *sthāna*—lugares; *dekhiyā*—visitando.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī encontrou-se com todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e, em seguida, viajando por aquele mesmo caminho, visitou os lugares por onde Śrī Caitanya Mahāprabhu havia passado.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura escreve em uma canção (Śaraṇāgati 31.3):\n\ngaura āmāra, ye saba sthāne,\n\nkarala bhramaṇa raṅge\n\nse-saba sthāna, heriba āmi,\n\npraṇayi-bhakata-saṅge.\n\n\"Que eu possa visitar todos os lugares sagrados associados aos līlās do Senhor Caitanya e de Seus devotos.\" O devoto deve fazer questão de visitar todos os lugares onde Śrī Caitanya Mahāprabhu realizou Seus passatempos. De fato, os devotos puros de Śrī Caitanya Mahāprabhu desejam ver até mesmo os lugares que Ele simplesmente visitou por apenas algumas horas ou minutos."}
{"ref": "cc/antya/4/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/212/", "verse_text": "ye-ye-līlā prabhu pathe kailā ye-ye-sthāne\n\ntāhā dekhi' premāveśa haya sanātane", "devanagari": "> যে-যে-লীলা প্রভু পথে কৈলা যে-যে-স্থানে ।\n> তাহা দেখি’ প্রেমাবেশ হয় সনাতনে ॥২১২॥", "synonyms": "*ye-ye*—quaisquer; *līlā*—passatempos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pathe*—pelo caminho; *kailā*—realizou; *ye-ye-sthāne*—em quaisquer lugares; *tāhā*—aqueles lugares; *dekhi'*—ao ver; *prema-āveśa*—amor extático; *haya*—há; *sanātane*—em Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Assim que Sanātana Gosvāmī visitava um lugar onde Śrī Caitanya Mahāprabhu havia realizado Seus passatempos pelo caminho, ele se enchia imediatamente de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/213/", "verse_text": "ei-mate sanātana vṛndāvane āilā\n\npāche āsi' rūpa-gosāñi tāṅhāre mililā", "devanagari": "> এইমতে সনাতন বৃন্দাবনে আইলা ।\n> পাছে আসি’ রূপ-গোসাঞি তাঁহারে মিলিলা ॥২১৩॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *vṛndāvane āilā*—chegou a Vṛndāvana; *pāche āsi'*—chegando depois; *rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *tāṅhāre*—com ele; *mililā*—encontrou-se.", "translation": "**Dessa maneira, Sanātana Gosvāmī chegou a Vṛndāvana. Mais tarde, Rūpa Gosvāmī veio e encontrou-se com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/214/", "verse_text": "eka-vatsara rūpa-gosāñira gauḍe vilamba haila\n\nkuṭumbera 'sthiti'-artha vibhāga kari' dila", "devanagari": "> একবৎসর রূপ-গোসাঞির গৌড়ে বিলম্ব হৈল ।\n> কুটুম্বের ‘স্থিতি’-অর্থ বিভাগ করি’ দিল ॥২১৪॥", "synonyms": "*eka-vatsara*—durante um ano; *rūpa-gosāñira*—de Śrīla Rūpa Gosvāmī; *gauḍe*—em Bengala; *vilamba*—demora; *haila*—houve; *kuṭumbera*—dos parentes; *sthiti-artha*—riqueza para a manutenção; *vibhāga*—partes; *kari'*—fazendo; *dila*—deu.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī demorou-se em Bengala por um ano, pois estava dividindo seu dinheiro entre os parentes a fim de estabelecê-los em suas devidas posições.**", "purport": "Embora Śrīla Rūpa Gosvāmī tenha renunciado à sua vida familiar, ele não foi, contudo, injusto com os membros de sua família. Mesmo após a renúncia, retornou a Bengala, onde dividiu apropriadamente todo o dinheiro que tinha e o entregou a seus parentes, para que eles não passassem por inconveniências."}
{"ref": "cc/antya/4/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/215/", "verse_text": "gauḍe ye artha chila, tāhā ānāilā\n\nkuṭumba-brāhmaṇa-devālaye bāṅṭi' dilā", "devanagari": "> গৌড়ে যে অর্থ ছিল, তাহা আনাইলা ।\n> কুটুম্ব-ব্রাহ্মণ-দেবালয়ে বাঁটি’ দিলা ॥২১৫॥", "synonyms": "*gauḍe*—em Bengala; *ye*—todo; *artha*—dinheiro; *chila*—havia; *tāhā*—aquele; *ānāilā*—reuniu; *kuṭumba*—aos parentes; *brāhmaṇa*—brāhmaṇas; *devālaye*—templos; *bāṅṭi' dilā*—dividiu e distribuiu.", "translation": "**Ele reuniu todo o dinheiro que havia acumulado em Bengala e dividiu-o entre os parentes, os brāhmaṇas e os templos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/216/", "verse_text": "saba manaḥ-kathā gosāñi kari' nirvāhaṇa\n\nniścinta hañā śīghra āilā vṛndāvana", "devanagari": "> সব মনঃকথা গোসাঞি করি’ নির্বাহণ ।\n> নিশ্চিন্ত হঞা শীঘ্র আইলা বৃন্দাবন ॥২১৬॥", "synonyms": "*saba*—todas; *manaḥ-kathā*—decisões; *gosāñi*—Rūpa Gosvāmī; *kari' nirvāhaṇa*—executando apropriadamente; *niścinta hañā*—estando livre de toda a ansiedade; *śīghra āilā*—retornou muito em breve; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana.", "translation": "**Assim, depois de concluir todas as tarefas que tinha em mente, ele retornou a Vṛndāvana plenamente satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/217/", "verse_text": "dui bhāi mili' vṛndāvane vāsa kailā\n\nprabhura ye ājñā, duṅhe saba nirvāhilā", "devanagari": "> দুই ভাই মিলি’ বৃন্দাবনে বাস কৈলা ।\n> প্রভুর যে আজ্ঞা, দুঁহে সব নির্বাহিলা ॥২১৭॥", "synonyms": "*dui bhāi*—ambos os irmãos; *mili'*—encontrando-se; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *vāsa kailā*—residiram; *prabhura ye ājñā*—tudo o que foi ordenado por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duṅhe*—ambos; *saba*—tudo; *nirvāhilā*—executaram.", "translation": "**Os irmãos encontraram-se em Vṛndāvana, onde permaneceram para executar a vontade de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "śrī-caitanya-mano-'bhīṣṭaṁ\n\nsthāpitaṁ yena bhū-tale\n\nsvayaṁ rūpaḥ kadā mahyaṁ\n\ndadāti sva-padāntikam\n\n\"Quando me dará Śrīla Rūpa Gosvāmī Prabhupāda, que estabeleceu dentro do mundo material a missão de satisfazer o desejo do Senhor Caitanya, abrigo sob seus pés de lótus?\" Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī foram outrora ministros diretamente encarregados do governo de Nawab Hussain Shah, e também foram chefes de família, mas posteriormente tornaram-se gosvāmīs. Um gosvāmī, portanto, é aquele que executa a vontade de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O título \"gosvāmī\" não é uma designação hereditária; destina-se a uma pessoa que controlou sua gratificação dos sentidos e dedicou sua vida a executar a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, Śrīla Sanātana Gosvāmī e Śrīla Rūpa Gosvāmī tornaram-se gosvāmīs genuínos depois de dedicarem suas vidas ao serviço do Senhor."}
{"ref": "cc/antya/4/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/218/", "verse_text": "nānā-śāstra āni' lupta-tīrtha uddhārilā\n\nvṛndāvane kṛṣṇa-sevā prakāśa karilā", "devanagari": "> নানাশাস্ত্র আনি’ লুপ্ত-তীর্থ উদ্ধারিলা ।\n> বৃন্দাবনে কৃষ্ণসেবা প্রকাশ করিলা ॥২১৮॥", "synonyms": "*nānā-śāstra*—diferentes tipos de escritura revelada; *āni'*—reunindo; *lupta-tīrtha*—os sítios perdidos dos lugares sagrados; *uddhārilā*—desenterraram; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *kṛṣṇa-sevā*—o serviço direto ao Senhor Kṛṣṇa; *prakāśa karilā*—manifestaram.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī reuniram muitas escrituras reveladas e, a partir das evidências dessas escrituras, desenterraram todos os sítios perdidos de peregrinação. Assim, estabeleceram templos para a adoração do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/219/", "verse_text": "sanātana grantha kailā 'bhāgavatāmṛte'\n\nbhakta-bhakti-kṛṣṇa-tattva jāni yāhā haite", "devanagari": "> সনাতন গ্রন্থ কৈলা ‘ভাগবতামৃতে’ ।\n> ভক্ত-ভক্তি-কৃষ্ণ-তত্ত্ব জানি যাহা হৈতে ॥২১৯॥", "synonyms": "*sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *grantha*—livros; *kailā*—compilou; *bhāgavata-amṛte*—no Bhāgavatāmṛta; *bhakta*—devoto; *bhakti*—serviço devocional; *kṛṣṇa-tattva*—Kṛṣṇa, a Verdade Absoluta; *jāni*—conhecemos; *yāhā haite*—do qual.", "translation": "**Śrīla Sanātana Gosvāmī compilou o Bhāgavatāmṛta. A partir deste livro, pode-se compreender quem é um devoto, qual é o processo do serviço devocional e quem é Kṛṣṇa, a Verdade Absoluta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/220/", "verse_text": "siddhānta-sāra grantha kailā 'daśama-ṭippanī'\n\nkṛṣṇa-līlā-rasa-prema yāhā haite jāni", "devanagari": "> সিদ্ধান্তসার গ্রন্থ কৈলা ‘দশম-টিপ্পনী’ ।\n> কৃষ্ণলীলারস-প্রেম যাহা হৈতে জানি ॥২২০॥", "synonyms": "*siddhānta-sāra*—compreensão madura; *grantha*—livro; *kailā*—compilou; *daśama-ṭippanī*—comentário sobre o Décimo Canto; *kṛṣṇa-līlā*—dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *rasa*—da doçura transcendental; *prema*—amor extático; *yāhā haite*—do qual; *jāni*—podemos compreender.", "translation": "**Śrīla Sanātana Gosvāmī escreveu um comentário sobre o Décimo Canto conhecido como Daśama-ṭippanī, do qual podemos compreender os passatempos transcendentais e o amor extático do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/221/", "verse_text": "'hari-bhakti-vilāsa'-grantha kailā vaiṣṇava-ācāra\n\nvaiṣṇavera kartavya yāhāṅ pāiye pāra", "devanagari": "> ‘হরিভক্তিবিলাস’-গ্রন্থ কৈলা বৈষ্ণব-আচার ।\n> বৈষ্ণবের কর্তব্য যাহাঁ পাইয়ে পার ॥২২১॥", "synonyms": "*hari-bhakti-vilāsa*—de nome Hari-bhakti-vilāsa; *grantha*—livro; *kailā*—compilou; *vaiṣṇava-ācāra*—o comportamento padrão de um vaiṣṇava; *vaiṣṇavera*—de um devoto; *kartavya*—dever; *yāhāṅ*—no qual; *pāiye pāra*—pode-se compreender até o limite extremo.", "translation": "**Ele também compilou o *Hari-bhakti-vilāsa*, do qual podemos compreender o comportamento padrão de um devoto e toda a extensão do dever de um vaiṣṇava.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura escreve: \"O *Hari-bhakti-vilāsa* foi originalmente compilado por Śrīla Sanātana Gosvāmī. Mais tarde, Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī produziu uma versão abreviada dele e acrescentou a Dig-darśinī-ṭīkā. No *Hari-bhakti-vilāsa* há tantas citações das escrituras sātvatas que às vezes se indaga como os smārtas ateístas podem recusar-se a aceitá-las e, em vez disso, imaginar algumas outras opiniões. O que está registrado no *Hari-bhakti-vilāsa* segue estritamente as escrituras Védicas e é certamente puro, mas a atitude dos karmīs é sempre a de abandonar a conclusão da compreensão vaiṣṇava pura. Como os karmīs são muito apegados ao mundo e às atividades materiais, eles sempre tentam estabelecer princípios ateístas que se opõem à compreensão dos vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/antya/4/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/222/", "verse_text": "āra yata grantha kailā, tāhā ke kare gaṇana\n\n'madana-gopāla-govindera sevā'-prakāśana", "devanagari": "> আর যত গ্রন্থ কৈলা, তাহা কে করে গণন ।\n> ‘মদনগোপাল-গোবিন্দের সেবা’-প্রকাশন ॥২২২॥", "synonyms": "*āra yata*—todos os outros; *grantha*—livros; *kailā*—compilou; *tāhā*—isso; *ke kare gaṇana*—quem pode enumerar; *madana-gopāla*—a Deidade chamada Madana-mohana; *govindera*—da Deidade chamada Śrī Govinda; *sevā*—serviço; *prakāśana*—exibição.", "translation": "**Śrīla Sanātana Gosvāmī também compilou muitos outros livros. Quem pode enumerá-los? O princípio básico de todos esses livros é mostrar-nos como amar Madana-mohana e Govindajī.**", "purport": "O Bhakti-ratnākara refere-se aos seguintes livros de Śrīla Sanātana Gosvāmī: (1) Bṛhad-bhāgavatāmṛta, (2) *Hari-bhakti-vilāsa* e seu comentário conhecido como Dig-darśinī, (3) Līlā-stava e (4) o comentário sobre o Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam* conhecido como Vaiṣṇava-toṣaṇī. Sanātana Gosvāmī compilou muitíssimos livros, todos com o objetivo de descrever como servir às principais Deidades de Vṛndāvana — Govinda e Madana-gopāla. Mais tarde, outras Deidades foram gradualmente estabelecidas, e a importância de Vṛndāvana aumentou."}
{"ref": "cc/antya/4/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/223/", "verse_text": "rūpa-gosāñi kailā 'rasāmṛta-sindhu' sāra\n\nkṛṣṇa-bhakti-rasera yāhāṅ pāiye vistāra", "devanagari": "> রূপ-গোসাঞি কৈলা ‘রসামৃতসিন্ধু’ সার  ।\n> কৃষ্ণভক্তি-রসের যাহাঁ পাইয়ে বিস্তার ॥২২৩॥", "synonyms": "*rūpa-gosāñi*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *kailā*—compilou; *rasāmṛta-sindhu*—o livro conhecido como Bhakti-rasāmṛta-sindhu; *sāra*—a essência do conhecimento no serviço devocional; *kṛṣṇa-bhakti-rasera*—da doçura transcendental no serviço devocional; *yāhāṅ*—no qual; *pāiye*—podemos obter; *vistāra*—elaboração.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī também escreveu muitos livros, o mais famoso dos quais é o *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*. A partir desse livro, pode-se compreender a essência do serviço devocional a Kṛṣṇa e a doçura transcendental que se pode derivar de tal serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/224/", "verse_text": "'ujjvala-nīlamaṇi'-nāma grantha kaila āra\n\nrādhā-kṛṣṇa-līlā-rasa tāhāṅ pāiye pāra", "devanagari": "> ‘উজ্জ্বলনীলমণি’-নাম গ্রন্থ কৈল আর  ।\n> রাধাকৃষ্ণ-লীলারস তাহাঁ পাইয়ে পার ॥২২৪॥", "synonyms": "*ujjvala-nīla-maṇi*—Ujjvala-nīlamaṇi; *nāma*—de nome; *grantha*—escritura; *kaila*—compilou; *āra*—também; *rādhā-kṛṣṇa-līlā-rasa*—o rasa transcendental dos passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa; *tāhāṅ*—ali; *pāiye*—obtemos; *pāra*—o limite extremo.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī compilou também o livro chamado Ujjvala-nīlamaṇi, a partir do qual se podem compreender, em sua plenitude, os afazeres amorosos de Śrī Śrī Rādhā e Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/225/", "verse_text": "'vidagdha-mādhava', 'lalita-mādhava,--nāṭaka-yuga la\n\nkṛṣṇa-līlā-rasa tāhāṅ pāiye sakala", "devanagari": "> ‘বিদগ্ধমাধব’, ‘ললিতমাধব’, — নাটকযুগল ।\n> কৃষ্ণলীলা-রস তাহাঁ পাইয়ে সকল ॥২২৫॥", "synonyms": "*vidagdha-mādhava*—Vidagdha-mādhava; *lalita-mādhava*—Lalita-mādhava; *nāṭaka-yugala*—dois dramas; *kṛṣṇa-līlā-rasa*—o rasa derivado dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *tāhāṅ*—ali; *pāiye sakala*—podemos compreender tudo.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī compilou também dois importantes dramas chamados Vidagdha-mādhava e Lalita-mādhava, a partir dos quais se podem compreender todos os rasas derivados dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/226/", "verse_text": "'dāna-keli-kaumudī' ādi lakṣa-grantha kaila\n\nsei saba granthe vrajera rasa vicārila", "devanagari": "> ‘দানকেলিকৌমুদী’ আদি লক্ষগ্রন্থ কৈল ।\n> সেই সব গ্রন্থে ব্রজের রস বিচারিল ॥২২৬॥", "synonyms": "*dāna-keli-kaumudī*—o livro chamado Dāna-keli-kaumudī; *ādi*—começando com; *lakṣa*—100.000; *grantha*—versos; *kaila*—compilou; *sei*—aqueles; *saba*—todos; *granthe*—nas escrituras; *vrajera*—de Vṛndāvana; *rasa vicārila*—explicou minuciosamente os rasas transcendentais.", "translation": "**Śrīla Rūpa Gosvāmī compilou 100.000 versos, começando com o livro Dāna-keli-kaumudī. Em todas essas escrituras, ele explicou minuciosamente os rasas transcendentais das atividades de Vṛndāvana.**", "purport": "Referindo-se às palavras lakṣa-grantha (\"100.000 versos\"), Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que o número total de versos escritos por Śrīla Rūpa Gosvāmī é de 100.000 (eka-lakṣa ou lakṣa-grantha). Os copistas contam tanto os versos quanto as seções em prosa das obras sânscritas. Não se deve pensar erroneamente que Śrīla Rūpa Gosvāmī compilou 100.000 livros. Na verdade, ele escreveu dezesseis livros, como se menciona na Primeira Onda do Bhakti-ratnākara (śrī-rūpa-gosvāmī grantha ṣoḍaśa karila)."}
{"ref": "cc/antya/4/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/227/", "verse_text": "tāṅra laghu-bhrātā--śrī-vallabha-anupama\n\ntāṅra putra mahā-paṇḍita--jīva-gosāñi nāma", "devanagari": "> তাঁর লঘুভ্রাতা — শ্রীবল্লভ-অনুপম ।\n> তাঁর পুত্র মহাপণ্ডিত — জীবগোসাঞি নাম ॥২২৭॥", "synonyms": "*tāṅra*—seu; *laghu-bhrātā*—irmão mais novo; *śrī-vallabha-anupama*—de nome Śrī Vallabha ou Anupama; *tāṅra putra*—seu filho; *mahā-paṇḍita*—erudito muito instruído; *jīva-gosāñi*—Śrīla Jīva Gosvāmī; *nāma*—de nome.", "translation": "**O filho de Śrī Vallabha, ou Anupama, o irmão mais novo de Śrīla Rūpa Gosvāmī, foi o grande e instruído erudito chamado Śrīla Jīva Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/228/", "verse_text": "sarva tyāji' teṅho pāche āilā vṛndāvana\n\nteṅha bhakti-śāstra bahu kailā pracāraṇa", "devanagari": "> সর্ব ত্যজি’ তেঁহো পাছে আইলা বৃন্দাবন ।\n> তেঁহ ভক্তিশাস্ত্র বহু কৈলা প্রচারণ ॥২২৮॥", "synonyms": "*sarva tyāji'*—renunciando a tudo; *teṅho*—ele (Śrīla Jīva Gosvāmī); *pāche*—mais tarde; *āilā vṛndāvana*—veio a Vṛndāvana; *teṅha*—ele; *bhakti-śāstra*—livros sobre serviço devocional; *bahu*—muitos; *kailā*—fez; *pracāraṇa*—difundir.", "translation": "**Depois de renunciar a tudo, Śrīla Jīva Gosvāmī foi a Vṛndāvana. Mais tarde, ele também escreveu muitos livros sobre serviço devocional e ampliou o trabalho de pregação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/229/", "verse_text": "'bhāgavata-sandarbha'-nāma kaila grantha-sāra\n\nbhāgavata-siddhāntera tāhāṅ pāiye pāra", "devanagari": "> ‘ভাগবত-সন্দর্ভ’-নাম কৈল গ্রন্থ সার ।\n> ভাগবত-সিদ্ধান্তের তাহাঁ পাইয়ে পার ॥২২৯॥", "synonyms": "*bhāgavata-sandarbha*—o Bhāgavata-sandarbha, que também é conhecido como Ṣaṭ-sandarbha; *nāma*—de nome; *kaila*—fez; *grantha-sāra*—a essência de todas as escrituras; *bhāgavata-siddhāntera*—de informação conclusiva acerca da Suprema Personalidade de Deus e Seu serviço; *tāhāṅ*—ali; *pāiye*—obtemos; *pāra*—o limite.", "translation": "**Em particular, Śrīla Jīva Gosvāmī compilou o livro chamado Bhāgavata-sandarbha, ou Ṣaṭ-sandarbha, que é a essência de todas as escrituras. A partir desse livro, pode-se obter uma compreensão conclusiva do serviço devocional e da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/230/", "verse_text": "'gopāla-campū' nāma grantha sāra kaila\n\nvraja-prema-līlā-rasa-sāra dekhāila", "devanagari": "> ‘গোপাল-চম্পূ’ নাম গ্রন্থ সার কৈল ।\n> ব্রজ-প্রেম-লীলা-রস-সার দেখাইল ॥২৩০॥", "synonyms": "*gopāla-campū*—Gopāla-campū; *nāma*—de nome; *grantha sāra*—a essência de toda a literatura Védica; *kaila*—fez; *vraja*—de Vṛndāvana; *prema*—de amor; *līlā*—de passatempos; *rasa*—de rasas; *sāra*—essência; *dekhāila*—exibiu.", "translation": "**Ele também compilou o livro chamado Gopāla-campū, que é a essência de toda a literatura Védica. Nesse livro, ele exibiu as extáticas trocas amorosas e os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/231/", "verse_text": "'ṣaṭ sandarbhe' kṛṣṇa-prema-tattva prakāśila\n\ncāri-lakṣa grantha teṅho vistāra karila", "devanagari": "> ‘ষট্ সন্দর্ভে’ কৃষ্ণপ্রেম-তত্ত্ব প্রকাশিল ।\n> চারিলক্ষ গ্রন্থ তেঁহো বিস্তার করিল ॥২৩১॥", "synonyms": "*ṣaṭ sandarbhe*—no Ṣaṭ-sandarbha; *kṛṣṇa-prema-tattva*—a verdade acerca do amor transcendental a Kṛṣṇa; *prakāśila*—ele exibiu; *cāri-lakṣa grantha*—400.000 versos; *teṅho*—ele; *vistāra karila*—expandiu.", "translation": "**No Ṣaṭ-sandarbha, Śrīla Jīva Gosvāmī expôs as verdades acerca do amor transcendental a Kṛṣṇa. Dessa maneira, ele expandiu 400.000 versos em todos os seus livros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/232/", "verse_text": "jīva-gosāñi gauḍa haite mathurā calilā\n\nnityānanda-prabhu-ṭhāñi ājñā māgilā", "devanagari": "> জীব-গোসাঞি গৌড় হৈতে মথুরা চলিলা ।\n> নিত্যানন্দপ্রভু-ঠাঞি আজ্ঞা মাগিলা ॥২৩২॥", "synonyms": "*jīva-gosāñi*—Śrīpāda Jīva Gosvāmī; *gauḍa haite*—de Bengala; *mathurā calilā*—partiu para Mathurā; *nityānanda-prabhu-ṭhāñi*—a Śrīla Nityānanda Prabhu; *ājñā māgilā*—pediu permissão.", "translation": "**Quando Jīva Gosvāmī quis ir de Bengala a Mathurā, ele pediu permissão a Śrīla Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/233/", "verse_text": "prabhu prītye tāṅra māthe dharilā caraṇa\n\nrūpa-sanātana-sambandhe kailā āliṅgana", "devanagari": "> প্রভু প্রীত্যে তাঁর মাথে ধরিলা চরণ ।\n> রূপ-সনাতন-সম্বন্ধে কৈলা আলিঙ্গন ॥২৩৩॥", "synonyms": "*prabhu prītye*—por causa da misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—sua; *māthe*—na cabeça; *dharilā caraṇa*—pousou Seus pés de lótus; *rūpa-sanātana-sambandhe*—por causa de seu relacionamento com Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī; *kailā āliṅgana*—abraçou.", "translation": "**Por causa do relacionamento de Jīva Gosvāmī com Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, que gozavam de grande favor de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Nityānanda Prabhu pousou Seus pés sobre a cabeça de Śrīla Jīva Gosvāmī e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/234/", "verse_text": "ājñā dilā,--\"śīghra tumi yāha vṛndāvane\n\ntomāra vaṁśe prabhu diyāchena sei-sthāne", "devanagari": "> আজ্ঞা দিলা, — “শীঘ্র তুমি যাহ বৃন্দাবনে ।\n> তোমার বংশে প্রভু দিয়াছেন সেইস্থানে ॥২৩৪॥", "synonyms": "*ājñā dilā*—Ele deu ordens; *śīghra*—muito em breve; *tumi*—você; *yāha*—vá; *vṛndāvane*—a Vṛndāvana; *tomāra*—sua; *vaṁśe*—à família; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *diyāchena*—concedeu; *sei-sthāne*—aquele lugar.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu ordenou: \"Sim, vá logo a Vṛndāvana. Aquele lugar foi concedido a sua família, a seu pai e a seus tios, por Śrī Caitanya Mahāprabhu, e por isso você deve ir para lá imediatamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/235/", "verse_text": "tāṅra ājñāya āilā, ājñā-phala pāilā\n\nśāstra kari' kata-kāla 'bhakti' pracārilā", "devanagari": "> তাঁর আজ্ঞায় আইলা, আজ্ঞা-ফল পাইলা ।\n> শাস্ত্র করি’ কতকাল ‘ভক্তি’ প্রচারিলা ॥২৩৫॥", "synonyms": "*tāṅra ājñāya*—por Sua ordem; *āilā*—veio; *ājñā-phala*—o resultado de Sua ordem; *pāilā*—obteve; *śāstra kari'*—compilando diversas escrituras; *kata-kāla*—por muito tempo; *bhakti pracārilā*—pregou o serviço devocional.", "translation": "**Pela ordem de Nityānanda Prabhu, ele foi e de fato alcançou o resultado de Sua ordem, pois compilou muitos livros por muito tempo e pregou o culto da bhakti a partir de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/236/", "verse_text": "ei tina-guru, āra raghunātha-dāsa\n\niṅhā-sabāra caraṇa vandoṅ, yāṅra muñi 'dāsa'", "devanagari": "> এই তিনগুরু, আর রঘুনাথদাস ।\n> ইঁহা-সবার চরণ বন্দোঁ, যাঁর মুঞি ‘দাস’ ॥২৩৬॥", "synonyms": "*ei*—estes; *tina-guru*—três mestres espirituais; *āra*—também; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *iṅhā-sabāra*—de todos eles; *caraṇa*—os pés de lótus; *vandoṅ*—eu adoro; *yāṅra*—de quem; *muñi*—eu; *dāsa*—o servo.", "translation": "**Estes três—Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e Jīva Gosvāmī—são meus mestres espirituais, e assim também o é Raghunātha dāsa Gosvāmī. Por isso, ofereço orações a seus pés de lótus, pois sou seu servo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/237/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ punaḥ sanātana-saṅgame\n\nprabhura āśaya jāni yāhāra śravaṇe", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ পুনঃ সনাতন-সঙ্গমে ।\n> প্রভুর আশয় জানি যাহার শ্রবণে ॥২৩৭॥", "synonyms": "*ei ta' kahiluṅ*—assim, descrevi; *punaḥ*—novamente; *sanātana-saṅgame*—o encontro com Sanātana Gosvāmī; *prabhura āśaya*—o desejo do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jāni*—posso compreender; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir o qual.", "translation": "**Assim, descrevi o novo encontro do Senhor com Sanātana Gosvāmī. Ao ouvir isto, posso compreender o desejo do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/238/", "verse_text": "caitanya-caritra ei--ikṣu-daṇḍa-sama\n\ncarvaṇa karite haya rasa-āsvādana", "devanagari": "> চৈতন্যচরিত্র এই — ইক্ষুদণ্ড-সম ।\n> চর্বণ করিতে হয় রস-আস্বাদন ॥২৩৮॥", "synonyms": "*caitanya-caritra*—as características do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—estas; *ikṣu-daṇḍa-sama*—exatamente como a cana-de-açúcar; *carvaṇa karite*—mastigando; *haya*—há; *rasa-āsvādana*—um sabor de suco.", "translation": "**Estas características de Śrī Caitanya Mahāprabhu são como a cana-de-açúcar, que se pode mastigar para saborear o suco transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/4/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/4/239/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥২৩৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Quarto Capítulo, que descreve a estada de Sanātana Gosvāmī com o Senhor em Jagannātha Purī."}
{"ref": "cc/antya/5/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/1/", "verse_text": "vaiguṇya-kīṭa-kalitaḥ\npaiśunya-vraṇa-pīḍitaḥ\ndainyārṇave nimagno 'haṁ\ncaitanya-vaidyam āśraye", "devanagari": "> বৈগুণ্যকীটকলিতঃ পৈশুন্য-ব্রণপীড়িতঃ ।\n> দৈন্যার্ণবে নিমগ্নোঽহং চৈতন্য-বৈদ্যমাশ্রয়ে ॥১॥", "synonyms": "*vaiguṇya*—de atividades materiais; *kīṭa*—pelos germes; *kalitaḥ*—picado; *paiśunya*—de inveja; *vraṇa*—de furúnculos; *pīḍitaḥ*—sofrendo; *dainya-arṇave*—no oceano da humildade; *nimagnaḥ*—imerso; *aham*—eu; *caitanya-vaidyam*—ao médico conhecido como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āśraye*—eu me refugio.", "translation": "**Estou infectado pelos germes da atividade material e sofro de furúnculos causados pela inveja. Por isso, caindo num oceano de humildade, refugio-me no grande médico, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/2/", "verse_text": "jaya jaya śacī-suta śrī-kṛṣṇa-caitanya\njaya jaya kṛpā-maya nityānanda dhanya", "devanagari": "> জয় জয় শচীসুত শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য ।\n> জয় জয় কৃপাময় নিত্যানন্দ ধন্য ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śacī-suta*—ao filho de mãe Śacī; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya jaya*—todas as glórias; *kṛpā-maya*—ao mais misericordioso; *nityānanda dhanya*—o glorioso Śrīla Nityānanda Prabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī! Todas as glórias a Śrī Nityānanda Prabhu! De fato, Ele é o mais glorioso e misericordioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/3/", "verse_text": "jayādvaita kṛpā-sindhu jaya bhakta-gaṇa\njaya svarūpa, gadādhara, rūpa, sanātana", "devanagari": "> জয়াদ্বৈত কৃপাসিন্ধু জয় ভক্তগণ ।\n> জয় স্বরূপ, গদাধর, রূপ, সনাতন ॥৩॥", "synonyms": "*jaya advaita*—todas as glórias a Advaita Prabhu; *kṛpā-sindhu*—o oceano de misericórdia; *jaya bhakta-gaṇa*—todas as glórias aos devotos; *jaya svarūpa*—todas as glórias a Svarūpa Dāmodara; *gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *rūpa*—Śrīla Rūpa; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Advaita Prabhu, o oceano de misericórdia, e a todos os devotos, tais como Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Gadādhara Paṇḍita, Śrī Rūpa Gosvāmī e Śrī Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/4/", "verse_text": "eka-dina pradyumna-miśra prabhura caraṇe\ndaṇḍavat kari' kichu kare nivedane", "devanagari": "> একদিন প্রদ্যুম্ন-মিশ্র প্রভুর চরণে  ।\n> দণ্ডবৎ করি’ কিছু করে নিবেদনে ॥৪॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *pradyumna-miśra*—o devoto chamado Pradyumna Miśra; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daṇḍavat kari'*—oferecendo suas reverências; *kichu*—algo; *kare nivedane*—apresenta como uma súplica.", "translation": "**Certo dia, Pradyumna Miśra foi ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, oferecendo-Lhe suas reverências e inquirindo dEle com grande submissão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/5/", "verse_text": "\"śuna, prabhu, muñi dīna gṛhastha adhama!\nkona bhāgye pāñāchoṅ tomāra durlabha caraṇa", "devanagari": "> “শুন, প্রভু, মুঞি দীন গৃহস্থ অধম ! কোন ভাগ্যে পাঞাছোঁ তোমার দুর্লভ চরণ ॥৫॥", "synonyms": "*śuna*—por favor, ouve; *prabhu*—meu Senhor; *muñi*—eu; *dīna*—muito caído; *gṛhastha*—chefe de família; *adhama*—o mais baixo dos homens; *kona bhāgye*—por alguma boa fortuna; *pāñāchoṅ*—obtive; *tomāra*—Teus; *durlabha*—raramente alcançados; *caraṇa*—pés de lótus.", "translation": "**\"Meu Senhor\", disse ele, \"tem a bondade de ouvir-me. Sou um chefe de família de mente tacanha, o mais caído dos homens, mas, de algum modo, por minha boa fortuna, recebi o refúgio de Teus pés de lótus, que raramente se podem ver.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/6/", "verse_text": "kṛṣṇa-kathā śunibāre mora icchā haya\nkṛṣṇa-kathā kaha more hañā sadaya\"", "devanagari": "> কৃষ্ণকথা শুনিবারে মোর ইচ্ছা হয়  ।\n> কৃষ্ণকথা কহ মোরে হঞা সদয় ।।” ৬ ॥৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre o tema do Senhor Kṛṣṇa; *śunibāre*—ouvir; *mora*—meu; *icchā*—desejo; *haya*—é; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *kaha*—tem a bondade de falar; *more*—a mim; *hañā*—sendo; *sa-daya*—bondoso.", "translation": "**\"Desejo ouvir constantemente tópicos a respeito do Senhor Kṛṣṇa. Sê misericordioso comigo e tem a bondade de dizer-me algo sobre Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/7/", "verse_text": "prabhu kahena,--\"kṛṣṇa-kathā āmi nāhi jāni\nsabe rāmānanda jāne, tāṅra mukhe śuni", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — “কৃষ্ণকথা আমি নাহি জানি ।\n> সবে রামানন্দ জানে, তাঁর মুখে শুনি ॥৭॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—o Senhor respondeu; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre o Senhor Kṛṣṇa; *āmi*—eu; *nāhi jāni*—não conheço; *sabe*—somente; *rāmānanda jāne*—Rāmānanda Rāya conhece; *tāṅra mukhe*—de sua boca; *śuni*—eu ouço.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Não conheço os tópicos a respeito do Senhor Kṛṣṇa. Penso que somente Rāmānanda Rāya os conhece, pois é dele que ouço esses tópicos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/8/", "verse_text": "bhāgye tomāra kṛṣṇa-kathā śunite haya mana\nrāmānanda-pāśa yāi' karaha śravaṇa", "devanagari": "> ভাগ্যে তোমার কৃষ্ণকথা শুনিতে হয় মন ।\n> রামানন্দ-পাশ যাই’ করহ শ্রবণ ॥৮॥", "synonyms": "*bhāgye*—por fortuna; *tomāra*—tua; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos sobre o Senhor Kṛṣṇa; *śunite*—ouvir; *haya mana*—há uma inclinação; *rāmānanda-pāśa*—a Rāmānanda Rāya; *yāi'*—indo; *karaha śravaṇa*—ouve.", "translation": "**\"É tua boa fortuna estares inclinado a ouvir tópicos a respeito de Kṛṣṇa. O melhor para ti seria ir a Rāmānanda Rāya e ouvir dele esses tópicos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/9/", "verse_text": "kṛṣṇa-kathāya ruci tomāra--baḍa bhāgyavān\nyāra kṛṣṇa-kathāya ruci, sei bhāgyavān", "devanagari": "> কৃষ্ণকথায় রুচি তোমার — বড় ভাগ্যবান্ ।\n> যার কৃষ্ণকথায় রুচি, সেই ভাগ্যবান্ ॥৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-kathāya*—em conversas sobre Kṛṣṇa; *ruci*—gosto; *tomāra*—teu; *baḍa bhāgyavān*—muito afortunado; *yāra*—de quem; *kṛṣṇa-kathāya*—em ouvir sobre Kṛṣṇa; *ruci*—gosto; *sei bhāgyavān*—ele é muito afortunado.", "translation": "**\"Vejo que adquiriste gosto por ouvir conversas a respeito de Kṛṣṇa. Por isso, és extremamente afortunado. Não apenas tu, mas qualquer um que tenha despertado tal gosto é considerado o mais afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/10/", "verse_text": "dharmaḥ svanuṣṭhitaḥ puṁsāṁ\nviṣvaksena-kathāsu yaḥ\nnotpādayed yadi ratiṁ\nśrama eva hi kevalam", "devanagari": "> ধর্মঃ স্বনুষ্ঠিতঃ পুংসাং বিষ্বক্সেনকথাসু যঃ ।\n> নোৎপাদয়েদ্যদি রতিং শ্রম এব হি কেবলম্ ॥১০॥", "synonyms": "*dharmaḥ*—execução do sistema de varṇa e āśrama; *su-anuṣṭhitaḥ*—devidamente executado; *puṁsām*—dos homens; *viṣvaksena-kathāsu*—em conversas sobre Viṣvaksena, ou Kṛṣṇa; *yaḥ*—as quais; *na*—não; *utpādayet*—desperta; *yadi*—se; *ratim*—gosto; *śrama*—trabalho; *eva*—sem dúvida; *hi*—certamente; *kevalam*—apenas.", "translation": "**\"'A pessoa que executa adequadamente seus deveres regulativos de acordo com varṇa e āśrama, mas não desenvolve seu apego adormecido por Kṛṣṇa nem desperta seu gosto por ouvir e cantar a respeito de Kṛṣṇa, certamente trabalha em vão.'\"**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.2.8)."}
{"ref": "cc/antya/5/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/11/", "verse_text": "tabe pradyumna-miśra gelā rāmānandera sthāne\nrāyera sevaka tāṅre vasāila āsane", "devanagari": "> তবে প্রদ্যুম্ন-মিশ্র গেলা রামানন্দের স্থানে ।\n> রায়ের সেবক তাঁরে বসাইল আসনে ॥১১॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *pradyumna-miśra*—de nome Pradyumna Miśra; *gelā*—foi; *rāmānandera sthāne*—ao lugar de Rāmānanda Rāya; *rāyera sevaka*—o servo de Rāmānanda Rāya; *tāṅre*—a ele; *vasāila āsane*—deu um lugar para sentar.", "translation": "**Pradyumna Miśra, assim aconselhado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, foi à casa de Rāmānanda Rāya. Ali, o servo de Rāmānanda Rāya deu-lhe um lugar apropriado para sentar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/12/", "verse_text": "darśana nā pāñā miśra sevake puchila\nrāyera vṛttānta sevaka kahite lāgila", "devanagari": "> দর্শন না পাঞা মিশ্র সেবকে পুছিল  ।\n> রায়ের বৃত্তান্ত সেবক কহিতে লাগিল ॥১২॥", "synonyms": "*darśana*—audiência; *nā*—não; *pāñā*—obtendo; *miśra*—Pradyumna Miśra; *sevake*—ao servo; *puchila*—perguntou; *rāyera*—de Rāmānanda Rāya; *vṛttānta*—descrição; *sevaka*—o servo; *kahite lāgila*—começou a falar.", "translation": "**Não conseguindo ver Rāmānanda Rāya de imediato, Pradyumna Miśra perguntou ao servo, que então fez uma descrição de Śrī Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/13/", "verse_text": "\"dui deva-kanyā haya parama-sundarī\nnṛtya-gīte sunipuṇā, vayase kiśorī", "devanagari": "> “দুই দেব-কন্যা হয় পরম-সুন্দরী  ।\n> নৃত্য-গীতে সুনিপুণা, বয়সে কিশোরী ॥১৩॥", "synonyms": "*dui*—duas; *deva-kanyā*—bailarinas; *haya*—são; *parama-sundarī*—belíssimas; *nṛtya-gīte*—em cantar e dançar; *su-nipuṇā*—muito hábeis; *vayase*—em idade; *kiśorī*—muito jovens.", "translation": "**\"Há duas bailarinas que são extremamente belas. São muito jovens e hábeis em dançar e cantar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/14/", "verse_text": "sei duṅhe lañā rāya nibhṛta udyāne\nnija-nāṭaka-gītera śikhāya nartane", "devanagari": "> সেই দুঁহে লঞা রায় নিভৃত উদ্যানে  ।\n> নিজ-নাটক-গীতের শিখায় নর্তনে ॥১৪॥", "synonyms": "*sei duṅhe*—aquelas duas; *lañā*—levando; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *nibhṛta udyāne*—a um lugar solitário no jardim; *nija-nāṭaka*—do drama por ele composto; *gītera*—das canções; *śikhāya*—dá orientação; *nartane*—na dança.", "translation": "**\"Śrīla Rāmānanda Rāya levou essas duas moças a um lugar solitário em seu jardim, onde as ensina e dirige para que dancem de acordo com as canções que ele compôs para seu drama.**", "purport": "O drama que estava sendo ensaiado por Rāmānanda Rāya e pelas duas moças era o bem conhecido jagannātha-vallabha-nāṭaka. As canções e danças destinavam-se ao prazer do Senhor Jagannātha; por isso, Rāmānanda Rāya estava pessoalmente dando instruções sobre como cantar e dançar para o drama."}
{"ref": "cc/antya/5/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/15/", "verse_text": "tumi ihāṅ vasi' raha, kṣaṇeke āsibena\n\ntabe yei ājñā deha, sei karibena\"", "devanagari": "> তুমি ইহাঁ বসি’ রহ, ক্ষণেকে আসিবেন ।\n> তবে যেই আজ্ঞা দেহ, সেই করিবেন ।।” ॥ ১৫ ॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *ihāṅ*—aqui; *vasi'*—sentado; *raha*—simplesmente espera; *kṣaṇeke āsibena*—ele virá dentro de um instante; *tabe*—então; *yei*—qualquer que seja; *ājñā*—ordem; *deha*—dás; *sei*—ele; *karibena*—fará.", "translation": "**\"Por favor, senta-te aqui e espera por alguns instantes. Assim que ele vier, executará qualquer ordem que lhe deres.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/16/", "verse_text": "tabe pradyumna-miśra tāhāṅ rahila vasiyā\n\nrāmānanda nibhṛte sei dui-jana lañā", "devanagari": "> তবে প্রদ্যুম্ন-মিশ্র তাহাঁ রহিল বসিয়া  ।\n> রামানন্দ নিভৃতে সেই দুই-জন লঞা ॥১৬॥", "synonyms": "*tabe*—então; *pradyumna-miśra*—de nome Pradyumna Miśra; *tāhāṅ*—ali; *rahila vasiyā*—permaneceu sentado; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *nibhṛte*—em um lugar isolado; *sei*—aquelas; *dui-jana*—duas moças; *lañā*—levando.", "translation": "**Enquanto Pradyumna Miśra permanecia ali sentado, Rāmānanda Rāya levou as duas moças para um lugar isolado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/17/", "verse_text": "sva-haste karena tāra abhyaṅga-mardana\n\nsva-haste karāna snāna, gātra sammārjana", "devanagari": "> স্বহস্তে করেন তার অভ্যঙ্গ-মর্দন  ।\n> স্বহস্তে করান স্নান, গাত্র সংমার্জন ॥১৭॥", "synonyms": "*sva-haste*—com sua própria mão; *karena*—faz; *tāra*—daquelas duas moças; *abhyaṅga-mardana*—massageando o corpo com óleo; *sva-haste*—com sua própria mão; *karāna snāna*—banha-as; *gātra sammārjana*—limpando o corpo inteiro.", "translation": "**Com sua própria mão, Śrī Rāmānanda Rāya massageava os corpos das moças com óleo e as banhava com água. De fato, Rāmānanda Rāya limpava todo o corpo delas com sua própria mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/18/", "verse_text": "sva-haste parāna vastra, sarvāṅga maṇḍana\n\ntabu nirvikāra rāya-rāmānandera mana", "devanagari": "> স্বহস্তে পরান বস্ত্র, সর্বাঙ্গ মণ্ডন  ।\n> তবু নির্বিকার রায়-রামানন্দের মন ॥১৮॥", "synonyms": "*sva-haste*—com sua própria mão; *parāna vastra*—veste-as; *sarvāṅga maṇḍana*—decorando o corpo inteiro; *tabu*—ainda assim; *nirvikāra*—sem transformação; *rāya-rāmānandera*—de Rāmānanda Rāya; *mana*—a mente.", "translation": "**Embora vestisse as duas jovens e decorasse seus corpos com sua própria mão, ele permanecia inalterado. Tal é a mente de Śrīla Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/19/", "verse_text": "kāṣṭha-pāṣāṇa-sparśe haya yaiche bhāva\n\ntaruṇī-sparśe rāmānandera taiche 'svabhāva'", "devanagari": "> কাষ্ঠ-পাষাণ-স্পর্শে হয় যৈছে ভাব ।\n> তরুণী-স্পর্শে রামানন্দের তৈছে ‘স্বভাব’ ॥১৯॥", "synonyms": "*kāṣṭha*—madeira; *pāṣāṇa*—pedra; *sparśe*—ao tocar; *haya*—há; *yaiche*—como; *bhāva*—posição mental; *taruṇī-sparśe*—ao tocar as jovens; *rāmānandera*—de Rāmānanda Rāya; *taiche*—assim; *svabhāva*—natureza.", "translation": "**Ao tocar as jovens, ele era como uma pessoa que toca madeira ou pedra, pois seu corpo e sua mente permaneciam inalterados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/20/", "verse_text": "sevya-bujhi āropiyā karena sevana\n\nsvābhāvika dāsī-bhāva karena āropaṇa", "devanagari": "> সেব্য-বুদ্ধি আরোপিয়া করেন সেবন ।\n> স্বাভাবিক দাসীভাব করেন আরোপণ ॥২০॥", "synonyms": "*sevya-bujhi āropiyā*—considerando-as dignas de adoração; *karena sevana*—ocupa-se em servir; *svābhāvika*—por sua posição natural; *dāsī-bhāva*—como uma criada; *karena āropaṇa*—considera-se.", "translation": "**Śrīla Rāmānanda Rāya costumava agir dessa maneira porque pensava em si mesmo, em sua posição original, como uma criada das gopīs. Assim, embora externamente parecesse ser um homem, internamente, em sua posição espiritual original, considerava-se uma criada e considerava as duas moças gopīs.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura escreve em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya: \"Śrīla Rāmānanda Rāya compôs um drama chamado Jagannātha-vallabha-nāṭaka, e ocupou duas jovens, que eram dançarinas e cantoras profissionais, para demonstrar a ideologia do drama. Tais moças, que são chamadas deva-dāsīs, ainda são empregadas no templo de Jagannātha, onde são chamadas māhārīs. Śrī Rāmānanda Rāya ocupou duas dessas moças e, como elas se destinavam a representar os papéis de gopīs, ensinou-lhes como despertar pensamentos semelhantes aos das gopīs. Visto que as gopīs são personalidades dignas de adoração, Rāmānanda Rāya, que considerava as duas moças gopīs e a si mesmo a criada delas, ocupava-se em seu serviço massageando-lhes os corpos com óleo para limpá-las por completo. Como Rāmānanda Rāya sempre se colocava na posição de uma criada das gopīs, seu ensaio com as moças estava, na verdade, situado na plataforma espiritual.\"\n\nVisto que não havia possibilidade alguma de gratificação pessoal dos sentidos quando Śrī Rāmānanda Rāya servia as moças, sua mente permanecia firme e seu corpo não se transformava. Isso não deve ser imitado, nem tal mentalidade é possível a ninguém além de Śrī Rāmānanda Rāya, como Śrī Caitanya Mahāprabhu explicará. O exemplo de Śrī Rāmānanda Rāya é certamente único. O autor do Śrī *Caitanya-caritāmṛta* apresentou esta descrição porque, no serviço devocional perfeito, a pessoa pode alcançar tal posição. Não obstante, deve-se compreender este assunto com toda a seriedade e jamais tentar imitar tais atividades."}
{"ref": "cc/antya/5/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/21/", "verse_text": "mahāprabhura bhakta-gaṇera durgama mahimā\n\ntāhe rāmānandera bhāva-bhakti-prema-sīmā", "devanagari": "> মহাপ্রভুর ভক্তগণের দুর্গম মহিমা ।\n> তাহে রামানন্দের ভাবভক্তি-প্রেম-সীমা ॥২১॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *durgama*—difícil de compreender; *mahimā*—a grandeza; *tāhe*—nesse sentido; *rāmānandera*—de Śrī Rāmānanda Rāya; *bhāva-bhakti*—da devoção extática; *prema-sīmā*—o limite do amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**A grandeza dos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu é extremamente difícil de compreender. Śrī Rāmānanda Rāya é único entre todos eles, pois mostrou como se pode estender o amor extático até o limite extremo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/22/", "verse_text": "tabe sei dui-jane nṛtya śikhāilā\n\ngītera gūḍha artha abhinaya karāilā", "devanagari": "> তবে সেই দুইজনে নৃত্য শিখাইলা ।\n> গীতের গূঢ় অর্থ অভিনয় করাইলা ॥২২॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sei*—aquelas; *dui-jane*—duas jovens; *nṛtya śikhāilā*—ensinou a dançar; *gītera*—das canções; *gūḍha artha*—o significado profundo; *abhinaya karāilā*—ensinou a expressar por meio de representações dramáticas.", "translation": "**Rāmānanda Rāya ensinou às duas moças como dançar e expressar o significado profundo de suas canções por meio de representações dramáticas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/23/", "verse_text": "sañcārī, sāttvika, sthāyi-bhāvera lakṣaṇa\n\nmukhe netre abhinaya kare prakaṭana", "devanagari": "> সঞ্চারী, সাত্ত্বিক, স্থায়ি-ভাবের লক্ষণ ।\n> মুখে নেত্রে অভিনয় করে প্রকটন ॥২৩॥", "synonyms": "*sañcārī*—passageiros; *sāttvika*—naturais; *sthāyi*—continuamente existentes; *bhāvera*—dos êxtases; *lakṣaṇa*—os sintomas; *mukhe*—nas expressões faciais; *netre*—nos movimentos dos olhos; *abhinaya*—a representação dramática; *kare prakaṭana*—ele demonstra.", "translation": "**Ele lhes ensinou como expressar os sintomas dos êxtases contínuos, naturais e transitórios mediante os movimentos do rosto, dos olhos e das demais partes do corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/24/", "verse_text": "bhāva-prakaṭana-lāsya rāya ye śikhāya\n\njagannāthera āge duṅhe prakaṭa dekhāya", "devanagari": "> ভাবপ্রকটন-লাস্য রায় যে শিখায় ।\n> জগন্নাথের আগে দুঁহে প্রকট দেখায় ॥২৪॥", "synonyms": "*bhāva*—êxtase; *prakaṭana*—manifestando; *lāsya*—poses e danças femininas; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *ye*—as quais; *śikhāya*—ensinava; *jagannāthera āge*—diante do Senhor Jagannātha; *duṅhe*—ambas; *prakaṭa dekhāya*—demonstravam.", "translation": "**Por meio das poses e danças femininas que Rāmānanda Rāya lhes ensinava, as duas moças exibiam com precisão todas essas expressões de êxtase diante do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/25/", "verse_text": "tabe sei dui-jane prasāda khāoyāilā\n\nnibhṛte duṅhāre nija-ghare pāṭhāilā", "devanagari": "> তবে সেই দুইজনে প্রসাদ খাওয়াইলা ।\n> নিভৃতে দুঁহারে নিজ-ঘরে পাঠাইলা ॥২৫॥", "synonyms": "*tabe*—então; *sei*—àquelas; *dui-jane*—duas moças; *prasāda khāoyāilā*—deu prasāda para comer; *nibhṛte*—sem serem expostas; *duṅhāre*—ambas; *nija-ghare*—aos seus lares; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Então, Rāmānanda Rāya alimentou as duas moças com farto prasāda e enviou-as a seus lares sem serem expostas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/26/", "verse_text": "prati-dina rāya aiche karāya sādhana\n\nkon jāne kṣudra jīva kāṅhā tāṅra mana?", "devanagari": "> প্রতিদিন রায় ঐছে করায় সাধন ।\n> কোন্ জানে ক্ষুদ্র জীব কাঁহা তাঁর মন ? ॥ ২৬ ॥", "synonyms": "*prati-dina*—diariamente; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *aiche*—dessa maneira; *karāya sādhana*—ensinava regularmente; *kon jāne*—quem pode saber; *kṣudra jīva*—uma entidade viva insignificante; *kāṅhā*—onde; *tāṅra*—sua; *mana*—mente.", "translation": "**Todos os dias ele treinava as duas deva-dāsīs a dançar. Quem, entre as diminutas entidades vivas, cujas mentes estão sempre absortas na gratificação material dos sentidos, poderia compreender a mentalidade de Śrī Rāmānanda Rāya?**", "purport": "O serviço de Rāmānanda Rāya às gopīs para a satisfação de Kṛṣṇa é um assunto puramente do mundo espiritual. A menos que a pessoa esteja plenamente situada na atmosfera espiritual, as atividades de Rāmānanda Rāya são muito difíceis de compreender."}
{"ref": "cc/antya/5/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/27/", "verse_text": "miśrera āgamana rāye sevaka kahilā\n\nśīghra rāmānanda tabe sabhāte āilā", "devanagari": "> মিশ্রের আগমন রায়ে সেবক কহিলা ।\n> শীঘ্র রামানন্দ তবে সভাতে আইলা ॥২৭॥", "synonyms": "*miśrera*—de Pradyumna Miśra; *āgamana*—a chegada; *rāye*—a Rāmānanda Rāya; *sevaka kahilā*—o servo informou; *śīghra*—muito em breve; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *tabe*—em seguida; *sabhāte āilā*—veio à sala de reuniões.", "translation": "**Quando o servo informou Rāmānanda Rāya da chegada de Pradyumna Miśra, Rāmānanda Rāya foi imediatamente à sala de reuniões.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/28/", "verse_text": "miśrere namaskāra kare sammāna kariyā\n\nnivedana kare kichu vinīta hañā", "devanagari": "> মিশ্রেরে নমস্কার করে সম্মান করিয়া  ।\n> নিবেদন করে কিছু বিনীত হঞা ॥২৮॥", "synonyms": "*miśrere*—a Pradyumna Miśra; *namaskāra kare*—oferece respeitosas reverências; *sammāna kariyā*—com todo o respeito; *nivedana kare*—submeteu; *kichu*—algo; *vinīta hañā*—com grande humildade.", "translation": "**Ele ofereceu suas reverências a Pradyumna Miśra com todo o respeito e, então, com grande humildade, falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/29/", "verse_text": "\"bahu-kṣaṇa āilā, more keha nā kahila\n\ntomāra caraṇe mora aparādha ha-ila", "devanagari": "> “বহুক্ষণ আইলা, মোরে কেহ না কহিল  ।\n> তোমার চরণে মোর অপরাধ হইল ॥২৯॥", "synonyms": "*bahu-kṣaṇa*—há muito tempo; *āilā*—chegaste; *more*—a mim; *keha nā kahila*—ninguém informou; *tomāra caraṇe*—a teus pés de lótus; *mora*—minha; *aparādha*—ofensa; *ha-ila*—houve.", "translation": "**\"Senhor, chegaste aqui há muito tempo, mas ninguém me informou. Por isso, certamente tornei-me um ofensor a teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/30/", "verse_text": "tomāra āgamane mora pavitra haila ghara\n\nājñā kara, kyā karoṅ tomāra kiṅkara\"", "devanagari": "> তোমার আগমনে মোর পবিত্র হৈল ঘর  ।\n> আজ্ঞা কর, ক্যা করোঁ তোমার কিঙ্কর ।।” ৩০ ॥৩০॥", "synonyms": "*tomāra āgamane*—por causa de tua chegada; *mora*—meu; *pavitra*—purificado; *haila*—tornou-se; *ghara*—lar; *ājñā kara*—por favor, ordena; *kyā karoṅ*—o que posso fazer; *tomāra kiṅkara*—sou teu servo.", "translation": "**\"Todo o meu lar foi purificado por tua chegada. Por favor, ordena-me. O que posso fazer por ti? Sou teu servo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/31/", "verse_text": "miśra kahe,--\"tomā dekhite haila āgamane\n\nāpanā pavitra kailuṅ tomāra daraśane\"", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — “তোমা দেখিতে হৈল আগমনে ।\n> আপনা পবিত্র কৈলুঁ তোমার দরশনে ।।” ॥ ৩১ ॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Pradyumna Miśra respondeu; *tomā*—ti; *dekhite*—para ver; *haila āgamane*—eu vim; *āpanā*—a mim mesmo; *pavitra kailuṅ*—purifiquei-me; *tomāra daraśane*—por te ver.", "translation": "**Pradyumna Miśra respondeu: \"Vim simplesmente para te ver. Agora purifiquei-me ao ver Vossa Senhoria.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/32/", "verse_text": "atikāla dekhi' miśra kichu nā kahila\n\nvidāya ha-iyā miśra nija-ghara gela", "devanagari": "> অতিকাল দেখি’ মিশ্র কিছু না কহিল ।\n> বিদায় হইয়া মিশ্র নিজঘর গেল ॥৩২॥", "synonyms": "*atikāla dekhi'*—vendo que já era tarde; *miśra*—Pradyumna Miśra; *kichu*—coisa alguma; *nā kahila*—não disse; *vidāya ha-iyā*—despedindo-se; *miśra*—Pradyumna Miśra; *nija-ghara*—para o seu próprio lar; *gela*—regressou.", "translation": "**Como Pradyumna Miśra viu que já era tarde, não disse mais nada a Rāmānanda Rāya. Em vez disso, despediu-se dele e regressou ao seu próprio lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/33/", "verse_text": "āra dina miśra āila prabhu-vidyamāne\n\nprabhu kahe,--'kṛṣṇa-kathā śunilā rāya-sthāne'?", "devanagari": "> আর দিন মিশ্র আইল প্রভু-বিদ্যমানে ।\n> প্রভু কহে, — ‘কৃষ্ণকথা শুনিলা রায়স্থানে ?’ ॥ ৩৩ ॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *miśra*—Pradyumna Miśra; *āila*—veio; *prabhu-vidyamāne*—à presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre Kṛṣṇa; *śunilā*—ouviste; *rāya-sthāne*—de Śrī Rāmānanda Rāya.", "translation": "**No dia seguinte, quando Pradyumna Miśra chegou à presença de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor perguntou: \"Ouviste conversas sobre Kṛṣṇa da parte de Śrī Rāmānanda Rāya?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/34/", "verse_text": "tabe miśra rāmānandera vṛttānta kahilā\n\nśuni' mahāprabhu tabe kahite lāgilā", "devanagari": "> তবে মিশ্র রামানন্দের বৃত্তান্ত কহিলা  ।\n> শুনি’ মহাপ্রভু তবে কহিতে লাগিলা ॥৩৪॥", "synonyms": "*tabe*—então; *miśra*—Pradyumna Miśra; *rāmānandera*—de Śrī Rāmānanda Rāya; *vṛttānta kahilā*—descreveu as atividades; *śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tabe*—então; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Pradyumna Miśra descreveu então as atividades de Śrī Rāmānanda Rāya. Após ouvir sobre essas atividades, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/35-36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/35-36/", "verse_text": "\"āmi ta' sannyāsī, āpanāre virakta kari' māni\n\ndarśana rahu dūre, 'prakṛtira' nāma yadi śuni\n\ntabahiṅ vikāra pāya mora tanu-mana\n\nprakṛti-darśane sthira haya kon jana?\"", "devanagari": "> “আমি ত’ সন্ন্যাসী, আপনারে বিরক্ত করি’ মানি ।\n> দর্শন রহু দূরে, ‘প্রকৃতির’ নাম যদি শুনি ॥৩৫॥\n> তবহিঁ বিকার পায় মোর তনু-মন ।\n> প্রকৃতি-দর্শনে স্থির হয় কোন্ জন ?” ৩৬ ॥৩৬॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *ta'*—certamente; *sannyāsī*—na ordem de vida renunciada; *āpanāre*—a Mim mesmo; *virakta kari'*—tendo renunciado a tudo; *māni*—considero; *darśana rahu dūre*—o que dizer de ver; *prakṛtira*—de uma mulher; *nāma*—nome; *yadi*—se; *śuni*—Eu ouço; *tabahiṅ*—imediatamente; *vikāra*—transformação; *pāya*—obtém; *mora*—Minha; *tanu-mana*—mente e corpo; *prakṛti-darśane*—ao ver uma mulher; *sthira*—firme; *haya*—é; *kon jana*—que pessoa.", "translation": "**\"Eu sou um sannyāsī\", disse Ele, \"e certamente Me considero renunciado. Mas, sem falar em ver uma mulher, se Eu até mesmo ouço o nome de uma mulher, sinto mudanças em Minha mente e em Meu corpo. Portanto, quem poderia permanecer imperturbável ante a visão de uma mulher? É algo muito difícil.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/37/", "verse_text": "rāmānanda rāyera kathā śuna, sarva-jana\n\nkahibāra kathā nahe, yāhā āścarya-kathana", "devanagari": "> রামানন্দ রায়ের কথা শুন, সর্বজন ।\n> কহিবার কথা নহে, যাহা আশ্চর্য-কথন ॥৩৭॥", "synonyms": "*rāmānanda rāyera*—de Śrī Rāmānanda Rāya; *kathā*—tópicos; *śuna*—ouvi, por favor; *sarva-jana*—todas as pessoas; *kahibāra*—de serem ditas; *kathā*—conversas; *nahe*—não são; *yāhā*—as quais; *āścarya-kathana*—conversas maravilhosas e incomuns.", "translation": "**\"Que todos ouçam estes tópicos sobre Rāmānanda Rāya, embora sejam tão maravilhosos e incomuns que não deveriam ser ditos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/38/", "verse_text": "eke deva-dāsī, āra sundarī taruṇī\n\ntāra saba aṅga-sevā karena āpani", "devanagari": "> একে দেবদাসী, আর সুন্দরী তরুণী  ।\n> তার সব অঙ্গ-সেবা করেন আপনি ॥৩৮॥", "synonyms": "*eke*—de um lado; *deva-dāsī*—as dançarinas profissionais; *āra*—e; *sundarī taruṇī*—muito belas e jovens; *tāra*—o seu; *saba*—todo; *aṅga*—do corpo; *sevā*—serviço; *karena āpani*—realiza pessoalmente.", "translation": "**\"As duas dançarinas profissionais são belas e jovens; ainda assim, Śrī Rāmānanda Rāya pessoalmente massageia óleo em seus corpos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/39/", "verse_text": "snānādi karāya, parāya vāsa-vibhūṣaṇa\n\nguhya aṅgera haya tāhā darśana-sparśana", "devanagari": "> স্নানাদি করায়, পরায় বাস-বিভূষণ  ।\n> গুহ্য অঙ্গের হয় তাহা দর্শন-স্পর্শন ॥৩৯॥", "synonyms": "*snāna-ādi karāya*—ele realiza o banho delas e assim por diante; *parāya vāsa-vibhūṣaṇa*—veste e adorna o corpo com vários tipos de ornamentos; *guhya aṅgera*—das partes íntimas do corpo; *haya*—há; *tāhā*—isso; *darśana-sparśana*—ver e tocar.", "translation": "**\"Ele pessoalmente as banha e as veste, e adorna-as com ornamentos. Dessa maneira, ele naturalmente vê e toca as partes íntimas de seus corpos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/40/", "verse_text": "tabu nirvikāra rāya-rāmānandera mana\n\nnānā-bhāvodgāra tāre karāya śikṣaṇa", "devanagari": "> তবু নির্বিকার রায়-রামানন্দের মন  ।\n> নানাভাবোদ্গার তারে করায় শিক্ষণ ॥৪০॥", "synonyms": "*tabu*—ainda assim; *nirvikāra*—imutável; *rāya-rāmānandera mana*—a mente de Śrī Rāmānanda Rāya; *nānā-bhāva-udgāra*—todos os sintomas e transformações de êxtase; *tāre*—a elas; *karāya śikṣaṇa*—ensina.", "translation": "**\"Não obstante, a mente de Śrī Rāmānanda Rāya jamais se altera, embora ele ensine às moças como expressar fisicamente todas as transformações de êxtase.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/41/", "verse_text": "nirvikāra deha-mana--kāṣṭha-pāṣāṇa-sama!\n\nāścarya,--taruṇī-sparśe nirvikāra mana", "devanagari": "> নির্বিকার দেহ-মন — কাষ্ঠ-পাষাণ-সম !\n> আশ্চর্য, — তরুণী-স্পর্শে নির্বিকার মন ॥৪১॥", "synonyms": "*nirvikāra*—imutável; *deha-mana*—corpo e mente; *kāṣṭha-pāṣāṇa-sama*—como madeira ou pedra; *āścarya*—maravilhoso; *taruṇī-sparśe*—ao tocar moças jovens; *nirvikāra*—imutável; *mana*—mente.", "translation": "**\"Sua mente é tão firme como madeira ou pedra. De fato, é maravilhoso que, mesmo quando ele toca moças tão jovens, sua mente jamais se altere.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/42/", "verse_text": "eka rāmānandera haya ei adhikāra\n\ntāte jāni aprākṛta-deha tāṅhāra", "devanagari": "> এক রামানন্দের হয় এই অধিকার ।\n> তাতে জানি অপ্রাকৃত-দেহ তাঁহার ॥৪২॥", "synonyms": "*eka*—somente uma; *rāmānandera*—de Śrī Rāmānanda Rāya; *haya*—há; *ei*—esta; *adhikāra*—autoridade especial; *tāte*—dessa maneira; *jāni*—podemos compreender; *aprākṛta*—espiritual; *deha*—corpo; *tāṅhāra*—dele.", "translation": "**\"A autoridade para tais atos é prerrogativa exclusiva de Rāmānanda Rāya, pois posso compreender que seu corpo não é material, mas foi completamente transformado numa entidade espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/43/", "verse_text": "tāṅhāra manera bhāva teṅha jāne mātra\n\ntāhā jānibāre āra dvitīya nāhi pātra", "devanagari": "> তাঁহার মনের ভাব তেঁহ জানে মাত্র ।\n> তাহা জানিবারে আর দ্বিতীয় নাহি পাত্র ॥৪৩॥", "synonyms": "*tāṅhāra*—dele; *manera*—da mente; *bhāva*—posição; *teṅha*—ele; *jāne*—conhece; *mātra*—somente; *tāhā jānibāre*—para compreender isso; *āra*—outra; *dvitīya*—segunda; *nāhi*—não há; *pātra*—pessoa apta.", "translation": "**\"Somente ele, e ninguém mais, pode compreender a posição de sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/44/", "verse_text": "kintu śāstra-dṛṣṭye eka kari anumāna\n\nśrī-bhāgavata-śāstra--tāhāte pramāṇa", "devanagari": "> কিন্তু শাস্ত্রদৃষ্ট্যে এক করি অনুমান ।\n> শ্রীভাগবত-শাস্ত্র — তাহাতে প্রমাণ ॥৪৪॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *śāstra-dṛṣṭye*—segundo a orientação do śāstra; *eka*—uma; *kari anumāna*—faço uma conjetura; *śrī-bhāgavata-śāstra*—o Śrīmad-Bhāgavatam, a escritura Védica; *tāhāte*—nesse sentido; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**\"Posso, porém, fazer uma conjetura segundo as orientações do śāstra. O *Śrīmad-Bhāgavatam*, a escritura Védica, dá a evidência direta nesta matéria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/45-46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/45-46/", "verse_text": "vraja-vadhū-saṅge kṛṣṇera rāsādi-vilāsa\n\nyei jana kahe, śune kariyā viśvāsa\n\nhṛd-roga-kāma tāṅra tat-kāle haya kṣaya\n\ntina-guṇa-kṣobha nahe, 'mahā-dhīra' haya", "devanagari": "> ব্রজবধূ-সঙ্গে কৃষ্ণের রাসাদি-বিলাস ।\n> যেই জন কহে, শুনে করিয়া বিশ্বাস ॥৪৫॥\n> হৃদ্রোগ-কাম তাঁর তৎকালে হয় ক্ষয় ।\n> তিনগুণ-ক্ষোভ নহে, ‘মহাধীর’ হয় ॥৪৬॥", "synonyms": "*vraja-vadhū-saṅge*—na companhia das donzelas de Vrajabhūmi; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *rāsa-ādi-vilāsa*—passatempos como a dança da rāsa; *yei*—quem; *jana*—pessoa; *kahe*—descreve; *śune*—ouve; *kariyā viśvāsa*—com grande fé; *hṛt-roga*—a doença do coração; *kāma*—luxúria; *tāṅra*—dele; *tat-kāle*—naquele momento; *haya kṣaya*—é anulada; *tina-guṇa*—dos três modos da natureza material; *kṣobha*—agitação; *nahe*—não há; *mahā-dhīra*—muito sóbrio; *haya*—torna-se.", "translation": "**\"Quando alguém ouve ou descreve com grande fé os passatempos do Senhor Kṛṣṇa, tais como Sua dança da rāsa com as gopīs, a doença dos desejos luxuriosos em seu coração e a agitação causada pelos três modos da natureza material são imediatamente anuladas, e ele se torna sóbrio e silencioso.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta a esse respeito: \"Qualquer pessoa seriamente inclinada a ouvir sobre os passatempos da dança da rāsa de Kṛṣṇa, como se mencionam no Śrīmad-Bhāgavatam, com grande fé e uma mente transcendental, espiritualmente inspirada, fica imediatamente livre dos desejos luxuriosos naturais que se encontram no coração de um homem materialista.\"\n\nQuando um vaiṣṇava puro fala sobre o Śrīmad-Bhāgavatam e outro vaiṣṇava puro ouve o Śrīmad-Bhāgavatam dessa alma realizada, ambos vivem no mundo transcendental, onde a contaminação dos modos da natureza material não pode tocá-los. Livres da contaminação dos modos da natureza, o orador e o ouvinte ficam fixos numa mentalidade transcendental, sabendo que sua posição na plataforma transcendental é servir ao Senhor Supremo. A classe conhecida como prākṛta-sahajiyā, que considera os passatempos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa algo semelhante ao comportamento entre um homem e uma mulher no campo material, pensa artificialmente que ouvir a rāsa-līlā os ajudará, diminuindo os desejos luxuriosos de seus corações doentes. Mas, como não seguem os princípios reguladores, mas, em vez disso, violam até mesmo a moral comum, sua contemplação da rāsa-līlā é uma tentativa fútil, que às vezes resulta na imitação das relações das gopīs com o Senhor Kṛṣṇa. Para proibir tais hábitos dos prākṛta-sahajiyās, Śrī Caitanya Mahāprabhu excluiu sua inteligência material empregando a palavra viśvāsa (\"fé\"). No Śrīmad-Bhāgavatam (10.33.30), Śrīla Śukadeva Gosvāmī diz:\n\nnaitat samācarej jātu\n\nmanasāpi hy anīśvaraḥ\n\nvinaśyaty ācaran mauḍhyād\n\nyathā rudro 'bdhijaṁ viṣam\n\n\"Certamente, aquele que não é a Suprema Personalidade de Deus jamais deve, nem mesmo em sua mente, imitar as atividades da transcendental rāsa-līlā de Kṛṣṇa. Se, por ignorância, fizer isso, será destruído, assim como seria caso imitasse o Senhor Śiva, que bebeu o veneno produzido a partir do oceano.\""}
{"ref": "cc/antya/5/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/47/", "verse_text": "ujjvala madhura prema-bhakti sei pāya\n\nānande kṛṣṇa-mādhurye vihare sadāya", "devanagari": "> উজ্জ্বল মধুর প্রেমভক্তি সেই পায় ।\n> আনন্দে কৃষ্ণমাধুর্যে বিহরে সদায় ॥৪৭॥", "synonyms": "*ujjvala*—iluminado; *madhura*—doce; *prema-bhakti*—amor extático por Kṛṣṇa; *sei*—ele; *pāya*—obtém; *ānande*—em bem-aventurança transcendental; *kṛṣṇa-mādhurye*—a doçura dos passatempos de Kṛṣṇa; *vihare*—desfruta; *sadāya*—sempre.", "translation": "**\"Saboreando o transcendental, refulgente e docemente extático amor por Kṛṣṇa, tal pessoa pode desfrutar a vida vinte e quatro horas por dia na bem-aventurança transcendental da doçura dos passatempos de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/48/", "verse_text": "vikrīḍitaṁ vraja-vadhūbhir idaṁ ca viṣṇoḥ\n\nśraddhānvito 'nuśṛṇuyād atha varṇayed yaḥ\n\nbhaktiṁ parāṁ bhagavati pratilabhya kāmaṁ\n\nhṛd-rogam āśv apahinoty acireṇa dhīraḥ", "devanagari": "> বিক্রীড়িতং ব্রজবধূভিরিদঞ্চ বিষ্ণোঃ\n> শ্রদ্ধান্বিতোঽনুশৃণুয়াদথ বর্ণয়েদ্যঃ ।\n> ভক্তিং পরাং ভগবতি প্রতিলভ্য কামং\n> হৃদ্রোগমাশ্বপহিনোত্যচিরেণ ধীরঃ ॥৪৮॥", "synonyms": "*vikrīḍitam*—a atividade da dança da rāsa; *vraja-vadhūbhiḥ*—as donzelas de Vraja, as gopīs; *idam*—esta; *ca*—e; *viṣṇoḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *śraddhā-anvitaḥ*—com fé transcendental; *anuśṛṇuyāt*—ouve continuamente no sistema paramparā; *atha*—também; *varṇayet*—descreve; *yaḥ*—aquele que; *bhaktim*—serviço devocional; *parām*—transcendental; *bhagavati*—à Suprema Personalidade de Deus; *pratilabhya*—alcançando; *kāmam*—desejos materiais luxuriosos; *hṛt-rogam*—a doença do coração; *āśu*—muito em breve; *apahinoti*—abandona; *acireṇa*—sem demora; *dhīraḥ*—aquele que é sóbrio devido ao serviço devocional avançado.", "translation": "**\"A pessoa transcendentalmente sóbria que, com fé e amor, ouve continuamente de uma alma realizada sobre as atividades do Senhor Kṛṣṇa em Sua dança da rāsa com as gopīs, ou que descreve tais atividades, pode alcançar o pleno serviço devocional transcendental aos pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus. Assim, os desejos materiais luxuriosos, que são a doença do coração de todas as pessoas materialistas, são para ela rápida e completamente vencidos.\"**", "purport": "Todas as atividades do Senhor Kṛṣṇa são transcendentais, e as gopīs também estão transcendentalmente situadas. Portanto, as atividades das gopīs e do Senhor Kṛṣṇa, se compreendidas seriamente, certamente libertarão a pessoa do apego material. Então não há possibilidade de que despertem desejos materiais luxuriosos."}
{"ref": "cc/antya/5/49-50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/49-50/", "verse_text": "ye śune, ye paḍe, tāṅra phala etādṛśī\n\nsei bhāvāviṣṭa yei seve ahar-niśi\n\ntāṅra phala ki kahimu, kahane nā yāya\n\nnitya-siddha sei, prāya-siddha tāṅra kāya", "devanagari": "> যে শুনে, যে পড়ে, তাঁর ফল এতাদৃশী ।\n> সেই ভাবাবিষ্ট যেই সেবে অহর্নিশি ॥৪৯॥\n> তাঁর ফল কি কহিমু, কহনে না যায় ।\n> নিত্যসিদ্ধ সেই, প্রায়-সিদ্ধ তাঁর কায় ॥৫০॥", "synonyms": "*ye śune*—qualquer um que ouça; *ye paḍe*—qualquer um que recite; *tāṅra*—dele; *phala*—o resultado; *etādṛśī*—este; *sei*—ele; *bhāva-āviṣṭa*—sempre absorto em pensamentos sobre Kṛṣṇa; *yei seve*—que serve; *ahaḥ-niśi*—dia e noite; *tāṅra*—seu; *phala*—resultado; *ki kahimu*—que direi; *kahane nā yāya*—é impossível expressar; *nitya-siddha*—eternamente liberada; *sei*—tal pessoa; *prāya-siddha*—transcendental; *tāṅra*—seu; *kāya*—corpo.", "translation": "**\"Se uma pessoa transcendentalmente situada, seguindo os passos de Śrīla Rūpa Gosvāmī, ouve e fala sobre a dança rāsa-līlā de Kṛṣṇa e está sempre absorta em pensamentos sobre Kṛṣṇa enquanto serve ao Senhor dia e noite em sua mente, que direi sobre o resultado? Ele é tão espiritualmente exaltado que não pode ser expresso em palavras. Tal pessoa é um associado eternamente liberado do Senhor, e seu corpo está completamente espiritualizado. Embora seja visível aos olhos materiais, ela está espiritualmente situada, e todas as suas atividades são espirituais. Pela vontade de Kṛṣṇa, compreende-se que tal devoto possui um corpo espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/51/", "verse_text": "rāgānuga-mārge jāni rāyera bhajana\n\nsiddha-deha-tulya, tāte 'prākṛta' nahe mana", "devanagari": "> রাগানুগ-মার্গে জানি রায়ের ভজন ।\n> সিদ্ধদেহ তুল্য, তাতে ‘প্রাকৃত’ নহে মন ॥৫১॥", "synonyms": "*rāgānuga-mārge*—na senda do amor espontâneo por Kṛṣṇa; *jāni*—podemos compreender; *rāyera bhajana*—o serviço devocional de Rāmānanda Rāya; *siddha-deha*—corpo espiritual; *tulya*—equivalente a; *tāte*—portanto; *prākṛta*—material; *nahe*—não é; *mana*—mente.", "translation": "**\"Śrīla Rāmānanda Rāya está situado na senda do amor espontâneo por Deus. Portanto, ele está em seu corpo espiritual, e sua mente não é afetada materialmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/52/", "verse_text": "āmiha rāyera sthāne śuni kṛṣṇa-kathā\n\nśunite icchā haya yadi, punaḥ yāha tathā", "devanagari": "> আমিহ রায়ের স্থানে শুনি কৃষ্ণকথা ।\n> শুনিতে ইচ্ছা হয় যদি, পুনঃ যাহ তথা ॥৫২॥", "synonyms": "*āmiha*—eu também; *rāyera sthāne*—de Rāmānanda Rāya; *śuni*—ouço; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre Kṛṣṇa; *śunite*—ouvir; *icchā*—desejo; *haya*—há; *yadi*—se; *punaḥ*—novamente; *yāha*—vai; *tathā*—lá.", "translation": "**\"Eu também ouço tópicos sobre Kṛṣṇa de Rāmānanda Rāya. Se quiseres ouvir tais tópicos, vai novamente até ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/53/", "verse_text": "mora nāma la-iha,--'teho pāṭhāilā more\n\ntoṁāra sthāne kṛṣṇa-kathā śunibāra tare'", "devanagari": "> মোর নাম লইহ, — ‘তেহো পাঠাইলা মোরে ।\n> তোমার স্থানে কৃষ্ণকথা শুনিবার তরে ।।’ ॥ ৫৩ ॥", "synonyms": "*mora*—Meu; *nāma*—nome; *la-iha*—toma; *teho*—Ele; *pāṭhāilā*—enviou; *more*—me; *tomāra sthāne*—de ti; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos sobre Kṛṣṇa; *śunibāra tare*—para ouvir.", "translation": "**\"Podes mencionar Meu nome diante dele, dizendo: 'Ele me enviou para ouvir sobre o Senhor Kṛṣṇa de ti.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/54/", "verse_text": "śīghra yāha, yāvat teṅho āchena sabhāte\"\n\neta śuni' pradyumna-miśra calilā turite", "devanagari": "> শীঘ্র যাহ, যাবৎ তেঁহো আছেন সভাতে ।”\n> এত শুনি’ প্রদ্যুম্ন-মিশ্র চলিলা তুরিতে ॥৫৪॥", "synonyms": "*śīghra yāha*—vai depressa; *yāvat*—enquanto; *teṅho*—ele; *āchena*—está; *sabhāte*—na sala de reuniões; *eta śuni'*—ouvindo isso; *pradyumna-miśra*—Pradyumna Miśra; *calilā*—foi; *turite*—muito depressa.", "translation": "**\"Vai depressa, enquanto ele está na sala de reuniões.\" Ao ouvir isso, Pradyumna Miśra partiu imediatamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/55/", "verse_text": "rāya-pāśa gela, rāya praṇati karila\n\n'ājñā kara, ye lāgi' āgamana haila'", "devanagari": "> রায় পাশ গেল, রায় প্রণতি করিল ।\n> ‘আজ্ঞা কর, যে লাগি’ আগমন হৈল’ ॥৫৫॥", "synonyms": "*rāya-pāśa*—a Rāmānanda Rāya; *gela*—ele foi; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *praṇati karila*—ofereceu seus respeitos; *ājñā kara*—por favor, ordena-me; *ye lāgi'*—com que propósito; *āgamana haila*—vieste.", "translation": "**Pradyumna Miśra dirigiu-se a Rāmānanda Rāya, que lhe ofereceu respeitosas reverências e disse: \"Por favor, ordena-me. Com que propósito vieste?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/56/", "verse_text": "miśra kahe,--'mahāprabhu pāṭhāilā more\n\ntomāra sthāne kṛṣṇa-kathā śunibāra tare'", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — ‘মহাপ্রভু পাঠাইলা মোরে ।\n> তোমার স্থানে কৃষ্ণকথা শুনিবার তরে’ ॥৫৬॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Pradyumna Miśra disse; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāṭhāilā more*—enviou-me; *tomāra sthāne*—de ti; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos sobre o Senhor Kṛṣṇa; *śunibāra tare*—para ouvir.", "translation": "**Pradyumna Miśra respondeu: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu enviou-me para ouvir tópicos sobre o Senhor Kṛṣṇa de ti.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/57/", "verse_text": "śuni' rāmānanda rāya hailā premāveśe\n\nkahite lāgilā kichu manera hariṣe", "devanagari": "> শুনি’ রামানন্দ রায় হৈলা প্রেমাবেশে  ।\n> কহিতে লাগিলা কিছু মনের হরিষে ॥৫৭॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *rāmānanda rāya*—Rāmānanda Rāya; *hailā*—ficou; *prema-āveśe*—absorto em amor extático; *kahite lāgilā*—começou a falar; *kichu*—algo; *manera hariṣe*—em prazer transcendental.", "translation": "**Ao ouvir isso, Rāmānanda Rāya ficou absorto em amor extático e começou a falar com grande prazer transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/58/", "verse_text": "\"prabhura ājñāya kṛṣṇa-kathā śunite āilā ethā\n\nihā va-i mahā-bhāgya āmi pāba kothā?\"", "devanagari": "> “প্রভুর আজ্ঞায় কৃষ্ণকথা শুনিতে আইলা এথা  ।\n> ইহা বই মহাভাগ্য আমি পাব কোথা ?” ৫৮ ॥৫৮॥", "synonyms": "*prabhura ājñāya*—sob a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos sobre o Senhor Kṛṣṇa; *śunite*—ouvir; *āilā ethā*—vieste aqui; *ihā va-i*—sem isso; *mahā-bhāgya*—grande fortuna; *āmi*—eu; *pāba*—obterei; *kothā*—onde.", "translation": "**\"Seguindo a instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu, vieste ouvir sobre Kṛṣṇa. Esta é minha grande fortuna. De que outra forma eu obteria tal oportunidade?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/59/", "verse_text": "eta kahi tāre lañā nibhṛte vasilā\n\n'ki kathā śunite cāha?' miśrere puchilā", "devanagari": "> এত কহি তারে লঞা নিভৃতে বসিলা ।\n> ‘কি কথা শুনিতে চাহ?’ মিশ্রেরে পুছিলা ॥৫৯॥", "synonyms": "*eta kahi*—dizendo isso; *tāre*—a ele; *lañā*—levando; *nibhṛte vasilā*—sentou-se num lugar isolado; *ki kathā*—que tipo de tópicos; *śunite cāha*—desejas ouvir; *miśrere puchilā*—ele perguntou a Pradyumna Miśra.", "translation": "**Dizendo isso, Śrī Rāmānanda Rāya levou Pradyumna Miśra a um lugar isolado e perguntou-lhe: \"Que tipo de kṛṣṇa-kathā desejas ouvir de mim?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/60/", "verse_text": "teṅho kahe,--\"ye kahilā vidyānagare\n\nsei kathā krame tumi kahibā āmāre", "devanagari": "> তেঁহো কহে, — “যে কহিলা বিদ্যানগরে ।\n> সেই কথা ক্রমে তুমি কহিবা আমারে ॥৬০॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—ele respondeu; *ye*—o que; *kahilā*—falaste; *vidyā-nagare*—em Vidyānagara; *sei kathā*—aqueles tópicos; *krame*—conforme a ordem; *tumi*—tu; *kahibā*—por favor, fala; *āmāre*—a mim.", "translation": "**Pradyumna Miśra respondeu: \"Por favor, fala-me sobre os mesmos tópicos de que falaste em Vidyānagara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/61/", "verse_text": "ānera ki kathā, tumi--prabhura upadeṣṭā!\n\nāmi ta' bhikṣuka vipra, tumi--mora poṣṭā", "devanagari": "> আনের কি কথা, তুমি — প্রভুর উপদেষ্টা !\n> আমি ত’ ভিক্ষুক বিপ্র, তুমি — মোর পোষ্টা ॥৬১॥", "synonyms": "*ānera ki kathā*—o que dizer dos outros; *tumi*—tu; *prabhura upadeṣṭā*—um instrutor de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āmi*—eu; *ta'*—certamente; *bhikṣuka*—mendigo; *vipra*—brāhmaṇa; *tumi*—tu; *mora*—meu; *poṣṭā*—mantenedor.", "translation": "**\"Tu és um instrutor até mesmo de Śrī Caitanya Mahāprabhu, isso para não falar dos outros. Eu não passo de um brāhmaṇa mendigo, e tu és o meu mantenedor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/62/", "verse_text": "bhāla, manda--kichu āmi puchite nā jāni\n\n'dīna' dekhi' kṛpā kari' kahibā āpani\"", "devanagari": "> ভাল, মন্দ — কিছু আমি পুছিতে না জানি ।\n> ‘দীন’ দেখি’ কৃপা করি’ কহিবা আপনি ।।” ॥ ৬২ ॥", "synonyms": "*bhāla*—bom; *manda*—mau; *kichu*—algo; *āmi*—eu; *puchite*—indagar; *nā jāni*—não sei; *dīna*—muito pobre em conhecimento; *dekhi'*—vendo (a mim); *kṛpā kari'*—muito misericordiosamente; *kahibā*—por favor, fala; *āpani*—por tua própria boa vontade.", "translation": "**\"Não sei indagar, pois não sei o que é bom e o que é mau. Vendo-me pobre em conhecimento, dize bondosamente, por tua própria boa vontade, tudo aquilo que for bom para mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/63/", "verse_text": "tabe rāmānanda krame kahite lāgilā\n\nkṛṣṇa-kathā-rasāmṛta-sindhu uthalilā", "devanagari": "> তবে রামানন্দ ক্রমে কহিতে লাগিলা ।\n> কৃষ্ণকথা-রসামৃত-সিন্ধু উথলিলা ॥৬৩॥", "synonyms": "*tabe*—então; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *krame*—gradualmente; *kahite lāgilā*—começou a falar; *kṛṣṇa-kathā*—dos tópicos de Kṛṣṇa; *rasāmṛta-sindhu*—o oceano da doçura transcendental; *uthalilā*—agitou-se.", "translation": "**Então, Rāmānanda Rāya começou gradualmente a falar sobre tópicos de Kṛṣṇa. Assim, o oceano da doçura transcendental desses tópicos agitou-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/64/", "verse_text": "āpane praśna kari' pāche karena siddhānta\n\ntṛtīya prahara haila, nahe kathā-anta", "devanagari": "> আপনে প্রশ্ন করি’ পাছে করেন সিদ্ধান্ত ।\n> তৃতীয় প্রহর হৈল, নহে কথা-অন্ত ॥৬৪॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *praśna kari'*—formulando a pergunta; *pāche*—depois disso; *karena siddhānta*—dá a conclusão; *tṛtīya prahara haila*—chegou a tarde; *nahe kathā-anta*—não havia fim para esses tópicos.", "translation": "**Ele próprio formulava perguntas e, em seguida, respondia-as com afirmações conclusivas. Quando chegou a tarde, os tópicos ainda não tinham fim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/65/", "verse_text": "vaktā śrotā kahe śune duṅhe premāveśe\n\nātma-smṛti nāhi, kāhāṅ jāniba dina-śeṣe", "devanagari": "> বক্তা শ্রোতা কহে শুনে দুঁহে প্রেমাবেশে ।\n> আত্মস্মৃতি নাহি, কাহাঁ জানিব দিন-শেষে ॥৬৫॥", "synonyms": "*vaktā*—o orador; *śrotā*—o ouvinte; *kahe*—fala; *śune*—ouve; *duṅhe*—ambos; *prema-āveśe*—em amor extático; *ātma-smṛti nāhi*—não havia consciência corporal; *kāhāṅ*—onde; *jāniba*—podem compreender; *dina-śeṣe*—o fim do dia.", "translation": "**O orador e o ouvinte falavam e ouviam em amor extático. Assim, esqueceram-se da consciência corporal. Como, então, poderiam perceber o fim do dia?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/66/", "verse_text": "sevaka kahila,--'dina haila avasāna'\n\ntabe rāya kṛṣṇa-kathāra karilā viśrāma", "devanagari": "> সেবক কহিল, — ‘দিন হৈল অবসান’ ।\n> তবে রায় কৃষ্ণকথার করিলা বিশ্রাম ॥৬৬॥", "synonyms": "*sevaka kahila*—o servo informou; *dina*—o dia; *haila avasāna*—terminou; *tabe*—nesse momento; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *kṛṣṇa-kathāra*—as conversas sobre Kṛṣṇa; *karilā viśrāma*—encerrou.", "translation": "**O servo os informou: \"O dia já terminou.\" Então, Rāmānanda Rāya encerrou seus discursos sobre Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/67/", "verse_text": "bahu-sammāna kari' miśre vidāya dilā\n\n'kṛtārtha ha-ilāṅa' bali' miśra nācite lāgilā", "devanagari": "> বহুসম্মান করি’ মিশ্রে বিদায় দিলা ।\n> ‘কৃতার্থ হইলাঙ’ বলি’ মিশ্র নাচিতে লাগিলা ॥৬৭॥", "synonyms": "*bahu-sammāna*—muito comportamento respeitoso; *kari'*—demonstrando; *miśre*—a Pradyumna Miśra; *vidāya dilā*—despediu-se; *kṛtārtha ha-ilāṅa*—tornei-me muito satisfeito; *bali'*—dizendo; *miśra*—Pradyumna Miśra; *nācite lāgilā*—começou a dançar.", "translation": "**Rāmānanda Rāya prestou grande respeito a Pradyumna Miśra e despediu-se dele. Pradyumna Miśra disse: \"Tornei-me muito satisfeito.\" Em seguida, começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/68/", "verse_text": "ghare giyā miśra kaila snāna, bhojana\n\nsandhyā-kāle dekhite āila prabhura caraṇa", "devanagari": "> ঘরে গিয়া মিশ্র কৈল স্নান, ভোজন ।\n> সন্ধ্যাকালে দেখিতে আইল প্রভুর চরণ ॥৬৮॥", "synonyms": "*ghare giyā*—regressando ao lar; *miśra*—Pradyumna Miśra; *kaila*—realizou; *snāna*—banho; *bhojana*—refeição; *sandhyā-kāle*—ao anoitecer; *dekhite*—ver; *āila*—veio; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após regressar ao lar, Pradyumna Miśra banhou-se e fez sua refeição. Ao anoitecer, veio ver os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/69/", "verse_text": "prabhura caraṇa vande ullasita-mane\n\nprabhu kahe,--'kṛṣṇa-kathā ha-ila śravaṇe'?", "devanagari": "> প্রভুর চরণ বন্দে উল্লসিত-মনে ।\n> প্রভু কহে, — ‘কৃষ্ণকথা হইল শ্রবণে’ ? ॥ ৬৯ ॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—os pés de lótus; *vande*—adora; *ullasita-mane*—com grande felicidade; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu diz; *kṛṣṇa-kathā*—conversas sobre Kṛṣṇa; *ha-ila śravaṇe*—ouviste.", "translation": "**Com grande felicidade, ele adorou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor indagou: \"Ouviste tópicos sobre Kṛṣṇa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/70/", "verse_text": "miśra kahe,--\"prabhu, more kṛtārtha karilā\n\nkṛṣṇa-kathāmṛtārṇave more ḍubāilā", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — “প্রভু, মোরে কৃতার্থ করিলা ।\n> কৃষ্ণকথামৃতার্ণবে মোরে ডুবাইলা ॥৭০॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Pradyumna Miśra disse; *prabhu*—meu querido Senhor; *more*—a mim; *kṛtārtha*—satisfeito; *karilā*—fizeste; *kṛṣṇa-kathā*—de conversas sobre Kṛṣṇa; *amṛta-arṇave*—no oceano do néctar; *more*—a mim; *ḍubāilā*—afogaste.", "translation": "**Pradyumna Miśra disse: \"Meu querido Senhor, deixaste-me extremamente grato a Ti, porque me afogaste num oceano nectáreo de conversas sobre Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/71/", "verse_text": "rāmānanda rāya-kathā kahile nā haya\n\n'manuṣya' nahe rāya, kṛṣṇa-bhakti-rasa-maya", "devanagari": "> রামানন্দ রায়-কথা কহিলে না হয় ।\n> ‘মনুষ্য’ নহে রায়, কৃষ্ণভক্তিরসময় ॥৭১॥", "synonyms": "*rāmānanda rāya-kathā*—os discursos de Rāmānanda Rāya; *kahile*—descrevendo; *nā haya*—não é possível; *manuṣya*—um ser humano comum; *nahe*—não é; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *kṛṣṇa-bhakti-rasa-maya*—absorto no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Não consigo descrever adequadamente os discursos de Rāmānanda Rāya, pois ele não é um ser humano comum. Ele está plenamente absorto no serviço devocional ao Senhor.**", "purport": "É proibido aceitar o guru, ou mestre espiritual, como um ser humano comum (guruṣu nara-matiḥ). Quando Rāmānanda Rāya falou a Pradyumna Miśra, Pradyumna Miśra pôde compreender que Rāmānanda Rāya não era um ser humano comum. Uma pessoa espiritualmente avançada que age com autoridade, como mestre espiritual, fala conforme a Suprema Personalidade de Deus dita de dentro. Assim, não é ela quem está pessoalmente falando. Quando um devoto puro ou mestre espiritual fala, aquilo que ele diz deve ser aceito como tendo sido diretamente falado pela Suprema Personalidade de Deus no sistema paramparā."}
{"ref": "cc/antya/5/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/72/", "verse_text": "āra eka kathā rāya kahilā āmāre\n\n'kṛṣṇa-kathā-vaktā kari' nā jāniha more", "devanagari": "> আর এক কথা রায় কহিলা আমারে  ।\n> ‘কৃষ্ণকথা-বক্তা করি’ না জানিহ মোরে ॥৭২॥", "synonyms": "*āra*—outro; *eka*—um; *kathā*—tópico; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *kahilā āmāre*—disse-me; *kṛṣṇa-kathā-vaktā*—o orador nas conversas sobre Kṛṣṇa; *kari'*—como; *nā jāniha more*—não me consideres.", "translation": "**\"Há ainda outra coisa que Rāmānanda Rāya me disse: 'Não me consideres o orador nessas conversas sobre Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/73/", "verse_text": "mora mukhe kathā kahena āpane gauracandra\n\nyaiche kahāya, taiche kahi,--yena vīṇā-yantra", "devanagari": "> মোর মুখে কথা কহেন আপনে গৌরচন্দ্র  ।\n> যৈছে কহায়, তৈছে কহি, — যেন বীণাযন্ত্র ॥৭৩॥", "synonyms": "*mora mukhe*—em minha boca; *kathā*—tópicos; *kahena*—fala; *āpane*—pessoalmente; *gaura-candra*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yaiche kahāya*—conforme Ele faz falar; *taiche kahi*—assim eu falo; *yena*—como; *vīṇā-yantra*—o instrumento de cordas chamado vīṇā.", "translation": "**\"Tudo o que falo é pessoalmente falado pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Tal como um instrumento de cordas, eu vibro tudo aquilo que Ele me faz falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/74/", "verse_text": "mora mukhe kahāya kathā, kare paracāra\n\npṛthivīte ke jānibe e-līlā tāṅhāra?'", "devanagari": "> মোর মুখে কহায় কথা, করে পরচার  ।\n> পৃথিবীতে কে জানিবে এ-লীলা তাঁহার ?’ ৭৪ ॥৭৪॥", "synonyms": "*mora mukhe*—em minha boca; *kahāya*—faz falar; *kathā*—palavras; *kare paracāra*—prega; *pṛthivīte*—neste mundo; *ke jānibe*—quem compreenderá; *e-līlā*—este passatempo; *tāṅhāra*—Dele.", "translation": "**\"Dessa maneira, o Senhor fala através de minha boca para pregar o culto da consciência de Kṛṣṇa. Dentro deste mundo, quem compreenderá este passatempo do Senhor?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/75/", "verse_text": "ye-saba śuniluṅ, kṛṣṇa-rasera sāgara\n\nbrahmādi-devera e saba nā haya gocara", "devanagari": "> যে-সব শুনিলুঁ, কৃষ্ণ-রসের সাগর ।\n> ব্রহ্মাদি-দেবের এ সব না হয় গোচর ॥৭৫॥", "synonyms": "*ye-saba*—tudo aquilo; *śuniluṅ*—eu ouvi; *kṛṣṇa-rasera*—do néctar do Senhor Kṛṣṇa; *sāgara*—o oceano; *brahmā-ādi-devera*—dos semideuses, a começar pelo Senhor Brahmā; *e saba*—tudo isto; *nā haya gocara*—não é possível compreender.", "translation": "**\"Aquilo que ouvi de Rāmānanda Rāya é como um oceano nectáreo de discursos sobre Kṛṣṇa. Mesmo os semideuses, a começar pelo Senhor Brahmā, não conseguem compreender todos esses tópicos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/76/", "verse_text": "hena 'rasa' pāna more karāilā tumi\n\njanme janme tomāra pāya vikāilāṅa āmi", "devanagari": "> হেন ‘রস’ পান মোরে করাইলা তুমি ।\n> জন্মে জন্মে তোমার পায় বিকাইলাঙ আমি ।।” ॥ ৭৬ ॥", "synonyms": "*hena rasa*—tais doçuras transcendentais; *pāna*—beber; *more*—a mim; *karāilā tumi*—Tu fizeste; *janme janme*—vida após vida; *tomāra pāya*—a Teus pés; *vikāilāṅa āmi*—tornei-me vendido.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu me fizeste beber este néctar transcendental de kṛṣṇa-kathā. Por isso, estou vendido a Teus pés de lótus, vida após vida.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/77/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"rāmānanda vinayera khani\n\nāpanāra kathā para-muṇḍe dena āni'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “রামানন্দ বিনয়ের খনি ।\n> আপনার কথা পরমুণ্ডে দেন আনি’ ॥৭৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *vinayera khani*—a mina da humildade; *āpanāra kathā*—suas próprias palavras; *para-muṇḍe*—na cabeça de outrem; *dena*—confere; *āni'*—trazendo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Rāmānanda Rāya é uma fonte de toda humildade. Por isso, atribuiu suas próprias palavras à inteligência de outrem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/78/", "verse_text": "mahānubhavera ei sahaja 'svabhāva' haya\n\nāpanāra guṇa nāhi āpane kahaya\"", "devanagari": "> মহানুভবের এই সহজ ‘স্বভাব’ হয় ।\n> আপনার গুণ নাহি আপনে কহয় ।।” ॥ ৭৮ ॥", "synonyms": "*mahānubhavera*—daqueles que são avançados em compreensão; *ei*—esta; *sahaja*—natural; *svabhāva*—característica; *haya*—é; *āpanāra guṇa*—suas próprias qualidades pessoais; *nāhi*—não; *āpane*—pessoalmente; *kahaya*—falam.", "translation": "**\"Esta é uma característica natural daqueles que são avançados em serviço devocional. Eles não falam pessoalmente de suas próprias boas qualidades.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/79/", "verse_text": "rāmānanda-rāyera ei kahilu guṇa-leśa\n\npradyumna miśrere yaiche kailā upadeśa", "devanagari": "> রামানন্দরায়ের এই কহিলু গুণ-লেশ ।\n> প্রদ্যুম্ন মিশ্রেরে যৈছে কৈলা উপদেশ ॥৭৯॥", "synonyms": "*rāmānanda-rāyera*—de Śrī Rāmānanda Rāya; *ei*—esta; *kahilu*—eu falei; *guṇa-leśa*—uma fração dos atributos transcendentais; *pradyumna miśrere*—a Pradyumna Miśra; *yaiche*—do modo como; *kailā upadeśa*—ele deu instrução.", "translation": "**Descrevi apenas uma fração dos atributos transcendentais de Rāmānanda Rāya, tal como se revelaram quando ele instruiu Pradyumna Miśra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/80/", "verse_text": "'gṛhastha' hañā nahe rāya ṣaḍ-vargera vaśe\n\n'viṣayī' hañā sannyāsīre upadeśe", "devanagari": "> ‘গৃহস্থ’ হঞা নহে রায় ষড়্বর্গের বশে ।\n> ‘বিষয়ী’ হঞা সন্ন্যাসীরে উপদেশে ॥৮০॥", "synonyms": "*gṛhastha hañā*—sendo um chefe de família; *nahe*—não está; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *ṣaṭ-vargera vaśe*—sob o controle das seis espécies de mudança corporal; *viṣayī hañā*—sendo um homem mundano; *sannyāsīre upadeśe*—aconselha pessoas na ordem de vida renunciada.", "translation": "**Embora Rāmānanda Rāya fosse um chefe de família, não estava sob o controle das seis espécies de mudança corporal. Embora fosse aparentemente um homem mundano, aconselhava até mesmo pessoas na ordem renunciada.**", "purport": "Śrī Rāmānanda Rāya externamente parecia ser um gṛhastha que estava sob a influência da energia externa, material, e não um brahmacārī, vānaprastha ou sannyāsī autocontrolado. Os gṛhasthas (chefes de família) que estão sob a influência da energia externa adotam a vida de chefe de família com o propósito de gozo dos sentidos, mas um vaiṣṇava situado em plano transcendental não está sujeito à influência dos sentidos pela regra material que o Senhor impôs das seis espécies de mudança corporal (kāma, krodha, lobha, moha, mada e mātsarya), mesmo quando representa o papel de um gṛhastha. Assim, embora Śrīla Rāmānanda Rāya agisse como um gṛhastha e fosse aceito como um homem mundano comum, estava sempre absorto nos passatempos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa. Por conseguinte, sua mente estava situada espiritualmente, e ele só se interessava pelo tema de Kṛṣṇa. Rāmānanda Rāya não pertencia ao grupo dos impersonalistas māyāvādīs nem dos lógicos materialistas que se opõem aos princípios dos passatempos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa. Ele já estava situado espiritualmente na ordem de vida renunciada; portanto, era capaz de transformar areia em ouro mediante potência espiritual, ou seja, de elevar uma pessoa de uma posição material para uma posição espiritual."}
{"ref": "cc/antya/5/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/81/", "verse_text": "ei-saba guṇa tāṅra prakāśa karite\n\nmiśrere pāṭhāilā tāhāṅ śravaṇa karite", "devanagari": "> এইসব গুণ তাঁর প্রকাশ করিতে ।\n> মিশ্রেরে পাঠাইলা তাহাঁ শ্রবণ করিতে ॥৮১॥", "synonyms": "*ei-saba*—todos estes; *guṇa*—atributos; *tāṅra*—de Rāmānanda Rāya; *prakāśa karite*—para demonstrar; *miśrere*—Pradyumna Miśra; *pāṭhāilā*—Ele enviou; *tāhāṅ*—ali; *śravaṇa karite*—para ouvir.", "translation": "**Para demonstrar os atributos transcendentais de Rāmānanda Rāya, Śrī Caitanya Mahāprabhu enviou Pradyumna Miśra para ouvir dele discursos sobre Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/82/", "verse_text": "bhakta-guṇa prakāśite prabhu bhāla jāne\n\nnānā-bhaṅgīte guṇa prakāśi' nija-lābha māne", "devanagari": "> ভক্তগুণ প্রকাশিতে প্রভু ভাল জানে ।\n> নানা-ভঙ্গীতে গুণ প্রকাশি’ নিজ-লাভ মানে ॥৮২॥", "synonyms": "*bhakta-guṇa*—os atributos de um devoto; *prakāśite*—para manifestar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāla jāne*—sabe muito bem como; *nānā-bhaṅgīte*—de várias maneiras; *guṇa*—atributos; *prakāśi'*—manifestando; *nija-lābha*—Seu lucro; *māne*—Ele considera.", "translation": "**A Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu, sabe muito bem como demonstrar as qualidades de Seus devotos. Por isso, agindo como um pintor artístico, Ele o faz de várias maneiras e considera isto Seu lucro pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/83/", "verse_text": "āra eka 'svabhāva' gaurera śuna, bhakta-gaṇa\n\naiśvarya-svabhāva gūḍha kare prakaṭana", "devanagari": "> আর এক ‘স্বভাব’ গৌরের শুন, ভক্তগণ ।\n> ঐশ্বর্য-স্বভাব গূঢ় করে প্রকটন ॥৮৩॥", "synonyms": "*āra*—outra; *eka*—uma; *svabhāva*—característica; *gaurera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos; *aiśvarya-svabhāva*—opulências e características; *gūḍha*—muito profundas; *kare*—faz; *prakaṭana*—manifestação.", "translation": "**Há ainda outra característica do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ó devotos, ouvi atentamente como Ele manifesta Sua opulência e Suas características, embora sejam excepcionalmente profundas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/84/", "verse_text": "sannyāsī paṇḍita-gaṇera karite garva nāśa\n\nnīca-śūdra-dvārā karena dharmera prakāśa", "devanagari": "> সন্ন্যাসী পণ্ডিতগণের করিতে গর্বনাশ ।\n> নীচ-শূদ্র-দ্বারা করেন ধর্মের প্রকাশ ॥৮৪॥", "synonyms": "*sannyāsī*—pessoas na ordem renunciada; *paṇḍita-gaṇera*—dos eruditos doutos; *karite*—fazer; *garva*—orgulho; *nāśa*—destruição; *nīca*—de baixo nascimento; *śūdra*—um homem de quarta classe; *dvārā*—através de; *karena*—faz; *dharmera prakāśa*—difusão dos verdadeiros princípios religiosos.", "translation": "**Para destruir o falso orgulho dos supostos renunciantes e eruditos doutos, Ele difunde os verdadeiros princípios religiosos, mesmo através de um śūdra, ou homem de baixo nascimento da quarta classe.**", "purport": "Quando um homem é muito erudito nos Vedānta-sūtras, é conhecido como paṇḍita, ou erudito douto. Em geral, essa qualificação é atribuída aos brāhmaṇas e sannyāsīs. O sannyāsa, a ordem de vida renunciada, é a posição mais elevada para um brāhmaṇa, membro do mais alto dos quatro varṇas (brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya e śūdra). Segundo a opinião pública, uma pessoa nascida em família brāhmaṇa, devidamente reformada pelos processos purificatórios e adequadamente iniciada por um mestre espiritual, é uma autoridade na literatura Védica. Quando a tal pessoa se oferece a ordem de sannyāsa, ela passa a ocupar a posição mais elevada. Supõe-se que o brāhmaṇa seja o mestre espiritual dos outros três varṇas, a saber, kṣatriya, vaiśya e śūdra, e supõe-se que o sannyāsī seja o mestre espiritual até mesmo dos exaltados brāhmaṇas.\n\nEm geral, os brāhmaṇas e sannyāsīs orgulham-se muito de suas posições espirituais. Por isso, para abater o falso orgulho deles, Śrī Caitanya Mahāprabhu pregou a consciência de Kṛṣṇa através de Rāmānanda Rāya, que não era membro da ordem renunciada nem brāhmaṇa de nascimento. De fato, Śrī Rāmānanda Rāya era um gṛhastha pertencente à classe śūdra; contudo, Śrī Caitanya Mahāprabhu providenciou que ele fosse o mestre que ensinasse Pradyumna Miśra, um brāhmaṇa altamente qualificado nascido em família brāhmaṇa. Até mesmo o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu, embora pertencesse à ordem renunciada, recebeu instrução de Śrī Rāmānanda Rāya. Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu exibiu Sua opulência através de Śrī Rāmānanda Rāya. Tal é o significado especial deste incidente.\n\nSegundo a filosofia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, yei kṛṣṇa-tattva-vettā, sei 'guru' haya: qualquer pessoa que conheça a ciência de Kṛṣṇa pode tornar-se um mestre espiritual, sem que importe se ela é ou não um brāhmaṇa ou sannyāsī. As pessoas comuns não conseguem compreender a essência do śāstra, nem conseguem compreender o caráter puro, o comportamento e as aptidões dos seguidores estritos dos princípios de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O movimento da consciência de Kṛṣṇa está criando vaiṣṇavas puros e exaltados até mesmo entre aqueles nascidos em famílias consideradas inferiores às dos śūdras. Isto é prova de que um vaiṣṇava pode surgir em qualquer família, como se confirma no *Śrīmad-Bhāgavatam*:\n\nkirāta-hūṇāndhra-pulinda-pulkaśā\n\nābhīra-śumbhā yavanāḥ khasādayaḥ\n\nye 'nye ca pāpā yad-apāśrayāśrayāḥ\n\nśudhyanti tasmai prabhaviṣṇave namaḥ\n\n\"As raças Kirāta, Hūṇa, Āndhra, Pulinda, Pulkaśa, Ābhīra, Śumbha, Yavana e Khasa, e até outros viciados em atos pecaminosos, podem ser purificados por se abrigarem nos devotos do Senhor, pois Ele é o poder supremo. Rendo-Lhe minhas respeitosas reverências.\" (Bhāg. 2.4.18) Pela graça do Supremo Senhor Viṣṇu, a pessoa pode purificar-se por completo, tornar-se pregadora da consciência de Kṛṣṇa e tornar-se o mestre espiritual do mundo inteiro. Este princípio é aceito em toda a literatura Védica. Podem-se citar evidências dos śāstras autorizados mostrando como uma pessoa de baixo nascimento pode tornar-se o mestre espiritual do mundo inteiro. Śrī Caitanya Mahāprabhu deve ser considerado a personalidade mais magnânima, pois distribui a verdadeira essência dos śāstras Védicos a qualquer pessoa que se qualifique tornando-se Seu servo sincero."}
{"ref": "cc/antya/5/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/85/", "verse_text": "'bhakti', 'prema', 'tattva' kahe rāye kari' 'vaktā'\n\nāpani pradyumna-miśra-saha haya 'śrotā'", "devanagari": "> ‘ভক্তি’, ‘প্রেম’, ‘তত্ত্ব’ কহে রায়ে করি’ ‘বক্তা’ ।\n> আপনি প্রদ্যুম্নমিশ্র-সহ হয় ‘শ্রোতা’ ॥৮৫॥", "synonyms": "*bhakti*—serviço devocional; *prema*—amor extático; *tattva*—verdade; *kahe*—Ele diz; *rāye*—Rāmānanda Rāya; *kari'*—fazendo; *vaktā*—o orador; *āpani*—Ele mesmo; *pradyumna-miśra*—Pradyumna Miśra; *saha*—com; *haya śrotā*—torna-se o ouvinte.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pregou sobre serviço devocional, amor extático e a Verdade Absoluta fazendo de Rāmānanda Rāya, um gṛhastha nascido em uma família baixa, o orador. Então, o próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu, o exaltado brāhmaṇa-sannyāsī, e Pradyumna Miśra, o brāhmaṇa purificado, ambos se tornaram os ouvintes de Rāmānanda Rāya.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirma em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya que os sannyāsīs na linha de Śaṅkarācārya sempre pensam que cumpriram todos os deveres dos brāhmaṇas e que, além disso, por terem compreendido a essência do *Vedānta-sūtra* e se tornado sannyāsīs, são os mestres espirituais naturais de toda a sociedade. De modo semelhante, as pessoas nascidas em famílias brāhmaṇas pensam que, por executarem as cerimônias ritualísticas recomendadas nos *Vedas* e seguirem os princípios do smṛti, somente elas podem tornar-se mestres espirituais da sociedade. Esses brāhmaṇas altamente exaltados pensam que, a menos que se nasça em uma família brāhmaṇa, não se pode tornar mestre espiritual e ensinar a Verdade Absoluta. Para abater o orgulho desses brāhmaṇas de nascimento e sannyāsīs māyāvādīs, Śrī Caitanya Mahāprabhu provou que uma pessoa como Rāmānanda Rāya, embora nascida em família śūdra e situada no gṛhastha-āśrama, pode tornar-se o mestre espiritual de personalidades tão exaltadas como Ele mesmo e Pradyumna Miśra. Este é o princípio do culto vaiṣṇava, conforme evidenciado nos ensinamentos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Uma pessoa que sabe o que é espiritual e o que é material e que está firmemente fixa na posição espiritual pode ser jagad-guru, o mestre espiritual do mundo inteiro. Ninguém pode tornar-se jagad-guru simplesmente por anunciar-se como jagad-guru sem conhecer os princípios essenciais para se tornar jagad-guru. Até mesmo pessoas que jamais veem o que é um jagad-guru e jamais conversam com outras pessoas tornam-se sannyāsīs convencidos e declaram-se jagad-gurus. Śrī Caitanya Mahāprabhu não gostava disso. Qualquer pessoa que conheça a ciência de Kṛṣṇa e que esteja plenamente qualificada na vida espiritual pode tornar-se jagad-guru. Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu pessoalmente recebeu lições de Śrī Rāmānanda Rāya e também enviou Pradyumna Miśra, um brāhmaṇa exaltado, para receber lições dele."}
{"ref": "cc/antya/5/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/86/", "verse_text": "haridāsa-dvārā nāma-māhātmya-prakāśa\n\nsanātana-dvārā bhakti-siddhānta-vilāsa", "devanagari": "> হরিদাস-দ্বারা নাম-মাহাত্ম্য-প্রকাশ ।\n> সনাতন-দ্বারা ভক্তিসিদ্ধান্তবিলাস ॥৮৬॥", "synonyms": "*haridāsa-dvārā*—por Haridāsa Ṭhākura; *nāma-māhātmya*—das glórias de cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *prakāśa*—manifestação; *sanātana-dvārā*—por Sanātana Gosvāmī; *bhakti-siddhānta-vilāsa*—difusão da essência da vida devocional.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu exibiu as glórias do santo nome do Senhor através de Haridāsa Ṭhākura, que nascera em uma família maometana. De modo semelhante, exibiu a essência do serviço devocional através de Sanātana Gosvāmī, que quase fora convertido em maometano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/87/", "verse_text": "śrī-rūpa-dvārā vrajera prema-rasa-līlā\n\nke bujhite pāre gambhīra caitanyera khelā?", "devanagari": "> শ্রীরূপ-দ্বারা ব্রজের প্রেম-রস-লীলা ।\n> কে বুঝিতে পারে গম্ভীর চৈতন্যের খেলা ? ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*śrī-rūpa-dvārā*—através de Śrī Rūpa Gosvāmī; *vrajera*—de Vṛndāvana; *prema-rasa-līlā*—descrição do amor extático e dos passatempos; *ke*—quem; *bujhite pāre*—pode compreender; *gambhīra*—profundos; *caitanyera khelā*—as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**O Senhor também exibiu plenamente o amor extático e os passatempos transcendentais de Vṛndāvana através de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Considerando tudo isto, quem pode compreender os profundos planos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/88/", "verse_text": "śrī-caitanya-līlā ei--amṛtera sindhu\n\ntrijagat bhāsāite pāre yāra eka bindu", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্যলীলা এই — অমৃতের সিন্ধু ।\n> ত্রিজগৎ ভাসাইতে পারে যার এক বিন্দু ॥৮৮॥", "synonyms": "*śrī-caitanya-līlā*—atividades transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—estas; *amṛtera sindhu*—o oceano de néctar; *tri-jagat*—os três mundos; *bhāsāite*—inundar; *pāre*—é capaz; *yāra*—do qual; *eka bindu*—uma gota.", "translation": "**As atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu são como um oceano de néctar. Até mesmo uma gota desse oceano pode inundar todos os três mundos.**", "purport": "Inundar os três mundos com néctar é o propósito dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Como isto seria possível foi demonstrado por Śrīla Raghunātha Gosvāmī e, mais tarde, por Ṭhākura Narottama dāsa e Śyāmānanda Gosvāmī, que todos representaram a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Agora, essa mesma misericórdia transborda pelo mundo inteiro através do movimento da consciência de Kṛṣṇa. O presente movimento da consciência de Kṛṣṇa não é diferente dos passatempos realizados por Śrī Caitanya Mahāprabhu quando Ele estava pessoalmente presente, pois seguem-se os mesmos princípios e realizam-se as mesmas ações sem falta."}
{"ref": "cc/antya/5/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/89/", "verse_text": "caitanya-caritāmṛta nitya kara pāna\n\nyāhā haite 'premānanda', 'bhakti-tattva-jñāna'", "devanagari": "> চৈতন্যচরিতামৃত নিত্য কর পান ।\n> যাহা হৈতে ‘প্রেমানন্দ’, ‘ভক্তিতত্ত্ব-জ্ঞান’ ॥৮৯॥", "synonyms": "*caitanya-caritāmṛta*—esta literatura transcendental conhecida como Caitanya-caritāmṛta; *nitya*—diariamente; *kara pāna*—saboreai; *yāhā haite*—pela qual; *prema-ānanda*—bem-aventurança transcendental; *bhakti-tattva-jñāna*—conhecimento transcendental em serviço devocional.", "translation": "**Ó devotos, saboreai diariamente o néctar de Śrī *Caitanya-caritāmṛta* e os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois, ao fazê-lo, a pessoa pode imergir na bem-aventurança transcendental e no pleno conhecimento do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/90/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu bhakta-gaṇa lañā\n\nnīlācale viharaye bhakti pracāriyā", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু ভক্তগণ লঞা ।\n> নীলাচলে বিহরয়ে ভক্তি প্রচারিয়া ॥৯০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa lañā*—acompanhado por Seus devotos puros; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *viharaye*—desfruta de bem-aventurança transcendental; *bhakti pracāriyā*—pregando o culto do serviço devocional.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, acompanhado por Seus associados, Seus devotos puros, desfrutou de bem-aventurança transcendental em Jagannātha Purī [Nīlācala], pregando o culto do bhakti de muitas maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/91/", "verse_text": "baṅga-deśī eka vipra prabhura carite\n\nnāṭaka kari' lañā āila prabhuke śunāite", "devanagari": "> বঙ্গদেশী এক বিপ্র প্রভুর চরিতে ।\n> নাটক করি’ লঞা আইল প্রভুকে শুনাইতে ॥৯১॥", "synonyms": "*baṅga-deśī*—de Bengala; *eka vipra*—um brāhmaṇa; *prabhura carite*—sobre as características de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāṭaka kari'*—compondo um drama; *lañā*—levando; *āila*—veio; *prabhuke śunāite*—para induzir o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu a ouvi-lo.", "translation": "**Um brāhmaṇa de Bengala escreveu um drama acerca das características de Śrī Caitanya Mahāprabhu e veio com seu manuscrito a fim de induzir o Senhor a ouvi-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/92/", "verse_text": "bhagavān-ācārya-sane tāra paricaya\n\ntāṅre mili' tāṅra ghare karila ālaya", "devanagari": "> ভগবান্-আচার্য-সনে তার পরিচয় ।\n> তাঁরে মিলি’ তাঁর ঘরে করিল আলয় ॥৯২॥", "synonyms": "*bhagavān-ācārya*—o devoto do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu chamado Bhagavān Ācārya; *sane*—com; *tāra paricaya*—seu conhecimento; *tāṅre mili'*—encontrando-se com ele; *tāṅra ghare*—em sua casa; *karila ālaya*—fez residência.", "translation": "**O brāhmaṇa conhecia Bhagavān Ācārya, um dos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, depois de encontrar-se com ele em Jagannātha Purī, o brāhmaṇa fixou sua residência na casa de Bhagavān Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/93/", "verse_text": "prathame nāṭaka teṅho tāṅre śunāila\n\ntāṅra saṅge aneka vaiṣṇava nāṭaka śunila", "devanagari": "> প্রথমে নাটক তেঁহো তাঁরে শুনাইল ।\n> তাঁর সঙ্গে অনেক বৈষ্ণব নাটক শুনিল ॥৯৩॥", "synonyms": "*prathame*—a princípio; *nāṭaka*—o drama; *teṅho*—ele; *tāṅre*—a ele; *śunāila*—fez ouvir; *tāṅra saṅge*—com ele; *aneka*—muitos; *vaiṣṇava*—devotos; *nāṭaka śunila*—ouviram o drama.", "translation": "**A princípio, o brāhmaṇa induziu Bhagavān Ācārya a ouvir o drama e, em seguida, muitos outros devotos juntaram-se a Bhagavān Ācārya para ouvi-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/94/", "verse_text": "sabei praśaṁse nāṭaka 'parama uttama'\n\nmahāprabhure śunāite sabāra haila mana", "devanagari": "> সবেই প্রশংসে নাটক ‘পরম উত্তম’ ।\n> মহাপ্রভুরে শুনাইতে সবার হৈল মন ॥৯৪॥", "synonyms": "*sabei*—todos; *praśaṁse*—louvaram; *nāṭaka*—o drama; *parama uttama*—\"muito bom, muito bom\"; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śunāite*—fazer ouvir; *sabāra*—de todos; *haila*—houve; *mana*—a mente.", "translation": "**Todos os vaiṣṇavas louvaram o drama, dizendo: \"Muito bom, muito bom.\" Também desejaram que Śrī Caitanya Mahāprabhu o ouvisse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/95/", "verse_text": "gīta, śloka, grantha, kavitva--yei kari' āne\n\nprathame śunāya sei svarūpera sthāne", "devanagari": "> গীত, শ্লোক, গ্রন্থ, কবিত্ব — যেই করি’ আনে ।\n> প্রথমে শুনায় সেই স্বরূপের স্থানে ॥৯৫॥", "synonyms": "*gīta*—canção; *śloka*—verso; *grantha*—literatura; *kavitva*—poesia; *yei*—qualquer um que; *kari'*—compondo; *āne*—traz; *prathame*—primeiro; *śunāya*—recita; *sei*—essa pessoa; *svarūpera sthāne*—diante de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.", "translation": "**Por costume, quem quer que compusesse uma canção, um verso, uma composição literária ou um poema acerca de Śrī Caitanya Mahāprabhu tinha primeiro de trazê-lo a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, para que este o ouvisse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/96/", "verse_text": "svarūpa-ṭhāñi uttare yadi, lañā, tāṅra mana\n\ntabe mahāprabhu-ṭhāñi karāya śravaṇa", "devanagari": "> স্বরূপ-ঠাঞি উত্তরে যদি, লঞা তাঁর মন ।\n> তবে মহাপ্রভু-ঠাঞি করায় শ্রবণ ॥৯৬॥", "synonyms": "*svarūpa-ṭhāñi*—diante de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *uttare*—passa; *yadi*—se; *lañā*—conquistando; *tāṅra mana*—sua mente; *tabe*—então; *mahāprabhu-ṭhāñi*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāya śravaṇa*—faz ouvir.", "translation": "**Se fosse aprovado por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, poderia ser apresentado para que Śrī Caitanya Mahāprabhu o ouvisse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/97/", "verse_text": "'rasābhāsa' haya yadi 'siddhānta-virodha'\n\nsahite nā pāre prabhu, mane haya krodha", "devanagari": "> ‘রসাভাস’ হয় যদি ‘সিদ্ধান্তবিরোধ’ ।\n> সহিতে না পারে প্রভু, মনে হয় ক্রোধ ॥৯৭॥", "synonyms": "*rasa-ābhāsa*—sobreposição de doçuras transcendentais; *haya*—há; *yadi*—se; *siddhānta-virodha*—contra os princípios do culto da bhakti; *sahite nā pāre*—não pode tolerar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *haya*—há; *krodha*—ira.", "translation": "**Se houvesse um indício de que as doçuras transcendentais se sobrepunham de maneira contrária aos princípios do culto da bhakti, Śrī Caitanya Mahāprabhu não o toleraria e ficaria muito irado.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura cita a seguinte definição de rasābhāsa, extraída do *Bhakti-rasāmṛta-sindhu* (Uttara-vibhāga, Nona Onda, 1-3, 20, 22, 24):\n\npūrvam evānuśiṣṭena\nvikalā rasa-lakṣaṇā\nrasā eva rasābhāsā\nrasajñair anukīrtitāḥ\n\nsyus tridhoparasāś cānu-\nrasāś cāparasāś ca te\nuttamā madhyamāḥ proktāḥ\nkaniṣṭhāś cety amī kramāt\n\nprāptaiḥ sthāyi-vibhāvānu-\nbhāvādyais tu virūpatām\nśāntādayo rasā eva\ndvādaśoparasā matāḥ\n\nbhaktādibhir vibhāvādyaiḥ\nkṛṣṇa-sambandha-varjitaiḥ\nrasā hāsyādayaḥ sapta\nśāntaś cānurasā matāḥ\n\nkṛṣṇa-tat-pratipakṣaś ced\nviṣayāśrayatāṁ gatāḥ\nhāsādīnāṁ tadā te 'tra\nprājñair aparasā matāḥ\n\nbhāvāḥ sarve tadābhāsā\nrasābhāsāś ca kecana\namī prokta-rasābhijñaiḥ\nsarve 'pi rasanād rasāḥ\n\nUma doçura que apareça temporariamente como transcendental, mas que contradiga doçuras anteriormente declaradas e careça de alguns dos requisitos de uma doçura, é chamada de rasābhāsa, ou doçura sobreposta, pelos devotos avançados que sabem como saborear as doçuras transcendentais. Tais doçuras são denominadas uparasa (subdoçuras), anurasa (doçuras transcendentais imitadas) e aparasa (doçuras transcendentais opostas). Dessa forma, a sobreposição das doçuras transcendentais é descrita como sendo de primeira, segunda ou terceira categoria. Quando as doze doçuras — tais como a neutralidade, a servidão e a amizade — caracterizam-se por êxtases adversos de sthāyi-bhāva, vibhāva e anubhāva, elas são conhecidas como uparasa, subdoçuras. Quando as sete doçuras transcendentais indiretas e a ressecada doçura da neutralidade são produzidas por devotos e estados de espírito não diretamente relacionados com Kṛṣṇa e o serviço devocional em amor extático, são descritas como anurasa, doçuras imitadas. Se Kṛṣṇa e os inimigos que nutrem sentimentos de oposição a Ele são, respectivamente, o objeto e a morada da doçura do riso, os sentimentos resultantes são chamados de aparasa, doçuras opostas. Os peritos em distinguir uma doçura de outra às vezes aceitam algumas doçuras transcendentais sobrepostas (rasābhāsa) como rasas, por serem prazerosas e saborosas. Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura diz: paraspara-vairayor yadi yogas tadā rasābhāsaḥ: \"Quando duas doçuras transcendentais opostas se sobrepõem, produzem rasābhāsa, ou uma sobreposição de doçuras transcendentais.\""}
{"ref": "cc/antya/5/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/98/", "verse_text": "ataeva prabhu kichu āge nāhi śune\n\nei maryādā prabhu kariyāche niyame", "devanagari": "> অতএব প্রভু কিছু আগে নাহি শুনে ।\n> এই মর্যাদা প্রভু করিয়াছে নিয়মে ॥৯৮॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—qualquer coisa; *āge*—de antemão; *nāhi śune*—não ouve; *ei maryādā*—esta etiqueta; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyāche niyame*—fez um princípio regulativo.", "translation": "**Portanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu não ouviria nada antes de Svarūpa Dāmodara o ouvir primeiro. O Senhor fez dessa etiqueta um princípio regulativo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/99/", "verse_text": "svarūpera ṭhāñi ācārya kailā nivedana\n\neka vipra prabhura nāṭaka kariyāche uttama", "devanagari": "> স্বরূপের ঠাঞি আচার্য কৈলা নিবেদন ।\n> এক বিপ্র প্রভুর নাটক করিয়াছে উত্তম ॥৯৯॥", "synonyms": "*svarūpera ṭhāñi*—diante de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *ācārya*—Bhagavān Ācārya; *kailā*—fez; *nivedana*—submissão; *eka vipra*—um brāhmaṇa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāṭaka*—drama; *kariyāche*—compôs; *uttama*—muito bom.", "translation": "**Bhagavān Ācārya submeteu a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī: \"Um bom brāhmaṇa preparou um drama acerca de Śrī Caitanya Mahāprabhu que parece excepcionalmente bem composto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/100/", "verse_text": "ādau tumi śuna, yadi tomāra mana māne\n\npāche mahāprabhure tabe karāimu śravaṇe", "devanagari": "> আদৌ তুমি শুন, যদি তোমার মন মানে ।\n> পাছে মহাপ্রভুরে তবে করাইমু শ্রবণে ॥১০০॥", "synonyms": "*ādau*—no início; *tumi*—tu; *śuna*—ouve; *yadi*—se; *tomāra mana māne*—tu o aprovares; *pāche*—depois; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tabe*—então; *karāimu śravaṇe*—pedirei que ouça.", "translation": "**\"Primeiro ouve-o tu, e se for aceitável à tua mente, pedirei a Śrī Caitanya Mahāprabhu que o ouça.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/101/", "verse_text": "svarūpa kahe,--\"tumi 'gopa' parama-udāra\n\nye-se śāstra śunite icchā upaje tomāra", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — “তুমি ‘গোপ’ পরম-উদার ।\n> যে-সে শাস্ত্র শুনিতে ইচ্ছা উপজে তোমার ॥১০১॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī disse; *tumi*—tu; *gopa*—vaqueirinho; *parama-udāra*—muito generoso; *ye-se śāstra*—qualquer coisa escrita como escritura; *śunite*—ouvir; *icchā*—desejo; *upaje*—desperta; *tomāra*—em ti.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī respondeu: \"Caro Bhagavān Ācārya, és um vaqueirinho muito generoso. Às vezes desperta em ti o desejo de ouvir qualquer espécie de poesia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/102/", "verse_text": "'yadvā-tadvā' kavira vākye haya 'rasābhāsa'\n\nsiddhānta-viruddha śunite nā haya ullāsa", "devanagari": "> ‘যদ্বা-তদ্বা’ কবির বাক্যে হয় ‘রসাভাস’ ।\n> সিদ্ধান্তবিরুদ্ধ শুনিতে না হয় উল্লাস ॥১০২॥", "synonyms": "*yadvā-tadvā kavira*—de qualquer suposto poeta; *vākye*—nas palavras; *haya*—há; *rasa-ābhāsa*—sobreposição de doçuras transcendentais; *siddhānta-viruddha*—contra a compreensão conclusiva; *śunite*—ouvir; *nā*—não; *haya*—há; *ullāsa*—alegria.", "translation": "**\"Nos escritos dos supostos poetas, geralmente existe a possibilidade de sobreposição das doçuras transcendentais. Quando as doçuras se opõem, assim, à compreensão conclusiva, ninguém gosta de ouvir tal poesia.**", "purport": "Yadvā-tadvā kavi refere-se a qualquer pessoa que escreva poesia sem saber como fazê-lo. Escrever poesia, especialmente poesia que diga respeito à conclusão vaiṣṇava, é muito difícil. Se alguém escreve poesia sem o conhecimento adequado, há toda a possibilidade de que as doçuras se sobreponham. Quando isso ocorre, nenhum vaiṣṇava erudito ou avançado gostará de ouvi-la."}
{"ref": "cc/antya/5/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/103/", "verse_text": "'rasa', 'rasābhāsa' yāra nāhika vicāra\n\nbhakti-siddhānta-sindhu nāhi pāya pāra", "devanagari": "> ‘রস’, ‘রসাভাস’ যার নাহিক বিচার ।\n> ভক্তিসিদ্ধান্ত-সিন্ধু নাহি পায় পার ॥১০৩॥", "synonyms": "*rasa*—doçuras transcendentais; *rasa-ābhāsa*—sobreposição de doçuras transcendentais; *yāra*—de quem; *nāhika vicāra*—não há consideração; *bhakti-siddhānta-sindhu*—o oceano das conclusões do serviço devocional; *nāhi*—não; *pāya*—alcança; *pāra*—o limite.", "translation": "**\"Um suposto poeta que não tem conhecimento das doçuras transcendentais nem da sobreposição das doçuras transcendentais não pode atravessar o oceano das conclusões do serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/104-105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/104-105/", "verse_text": "'vyākaraṇa' nāhi jāne, nā jāne 'alaṅkāra'\n\n'nāṭakālaṅkāra'-jñāna nāhika yāhāra\n\nkṛṣṇa-līlā varṇite nā jāne sei chāra!\n\nviśeṣe durgama ei caitanya-vihāra", "devanagari": "> ‘ব্যাকরণ’ নাহি জানে, না জানে ‘অলঙ্কার’ ।\n> ‘নাটকালঙ্কার’-জ্ঞান নাহিক যাহার ॥১০৪॥\n> কৃষ্ণলীলা বর্ণিতে না জানে সেই ছার ! বিশেষে দুর্গম এই চৈতন্য-বিহার ॥১০৫॥", "synonyms": "*vyākaraṇa*—gramática; *nāhi jāne*—não conhece; *nā jāne*—não conhece; *alaṅkāra*—ornamentos metafóricos; *nāṭaka-alaṅkāra*—dos ornamentos metafóricos do drama; *jñāna*—conhecimento; *nāhika*—não há; *yāhāra*—de quem; *kṛṣṇa-līlā*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *varṇite*—descrever; *nā jāne*—não sabe; *sei*—ele; *chāra*—condenado; *viśeṣe*—especialmente; *durgama*—muitíssimo difícil; *ei*—estes; *caitanya-vihāra*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Um poeta que não conhece os princípios reguladores da gramática, que não está familiarizado com os ornamentos metafóricos, especialmente aqueles empregados no drama, e que não sabe como apresentar os passatempos do Senhor Kṛṣṇa é condenado. Ademais, os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são especialmente difíceis de compreender.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/106/", "verse_text": "kṛṣṇa-līlā, gaura-līlā se kare varṇana\n\ngaura-pāda-padma yāṅra haya prāṇa-dhana", "devanagari": "> কৃষ্ণলীলা, গৌরলীলা সে করে বর্ণন ।\n> গৌর-পাদপদ্ম যাঁর হয় প্রাণ-ধন ॥১০৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-līlā*—os passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *gaura-līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *se*—ele; *kare varṇana*—descreve; *gaura-pāda-padma*—os pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāṅra*—de quem; *haya*—são; *prāṇa-dhana*—a própria vida e alma.", "translation": "**\"Aquele que aceitou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu como sua própria vida e alma pode descrever os passatempos do Senhor Kṛṣṇa ou os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/107/", "verse_text": "grāmya-kavira kavitva śunite haya 'duḥkha'\n\nvidagdha-ātmīya-vākya śunite haya 'sukha'", "devanagari": "> গ্রাম্য-কবির কবিত্ব শুনিতে হয় ‘দুঃখ’ ।\n> বিদগ্ধ-আত্মীয়-বাক্য শুনিতে হয় ‘সুখ’ ॥১০৭॥", "synonyms": "*grāmya-kavira*—de um poeta que escreve poesia a respeito de homem e mulher; *kavitva*—poesia; *śunite*—ouvir; *haya*—há; *duḥkha*—infelicidade; *vidagdha-ātmīya*—de um devoto plenamente absorto em amor extático; *vākya*—as palavras; *śunite*—ouvir; *haya*—há; *sukha*—felicidade.", "translation": "**\"Ouvir a poesia de uma pessoa que não tem conhecimento transcendental e que escreve a respeito das relações entre homem e mulher simplesmente causa infelicidade, ao passo que ouvir as palavras de um devoto plenamente absorto em amor extático causa grande felicidade.**", "purport": "Grāmya-kavi refere-se a um poeta ou escritor, como os autores de romances e outras obras de ficção, que escrevem somente a respeito das relações entre homem e mulher. Vidagdha-ātmīya-vākya, porém, refere-se a palavras escritas por um devoto que compreende plenamente o serviço devocional puro. Tais devotos, que seguem o sistema paramparā, às vezes são descritos como sajātīyāśaya-snigdha, ou \"agradáveis à mesma classe de pessoas\". Somente a poesia e os demais escritos de tais devotos são aceitos com grande felicidade pelos devotos."}
{"ref": "cc/antya/5/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/108/", "verse_text": "rūpa yaiche dui nāṭaka kariyāche ārambhe\n\nśunite ānanda bāḍe yāra mukha-bandhe\"", "devanagari": "> রূপ যৈছে দুই নাটক করিয়াছে আরম্ভে ।\n> শুনিতে আনন্দ বাড়ে যার মুখবন্ধে ।।” ॥ ১০৮ ॥", "synonyms": "*rūpa*—Rūpa Gosvāmī; *yaiche*—como; *dui*—dois; *nāṭaka*—dramas; *kariyāche ārambhe*—compôs; *śunite*—ouvir; *ānanda bāḍe*—a felicidade transcendental aumenta; *yāra*—dos quais; *mukha-bandhe*—até mesmo a parte introdutória.", "translation": "**\"O padrão para escrever dramas foi estabelecido por Rūpa Gosvāmī. Se um devoto ouvir as partes introdutórias de seus dois dramas, elas aumentam seu prazer transcendental.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/109/", "verse_text": "bhagavān-ācārya kahe,--'śuna eka-bāra\n\ntumi śunile bhāla-manda jānibe vicāra'", "devanagari": "> ভগবান্-আচার্য কহে, — ‘শুন একবার ।\n> তুমি শুনিলে ভাল-মন্দ জানিবে বিচার ।।’ ॥ ১০৯ ॥", "synonyms": "*bhagavān-ācārya*—Bhagavān Ācārya; *kahe*—diz; *śuna*—por favor, ouve; *eka-bāra*—uma vez; *tumi śunile*—se ouvires; *bhāla-manda*—bom ou ruim; *jānibe vicāra*—poderás compreender.", "translation": "**Apesar da explicação de Svarūpa Dāmodara, Bhagavān Ācārya solicitou: \"Por favor, ouve o drama uma vez. Se o ouvires, poderás avaliar se é bom ou ruim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/110/", "verse_text": "dui tina dina ācārya āgraha karila\n\ntāṅra āgrahe svarūpera śunite icchā ha-ila", "devanagari": "> দুই তিন দিন আচার্য আগ্রহ করিল ।\n> তাঁর আগ্রহে স্বরূপের শুনিতে ইচ্ছা হইল ॥১১০॥", "synonyms": "*dui tina dina*—durante dois ou três dias; *ācārya*—Bhagavān Ācārya; *āgraha karila*—expressou seu ardente desejo; *tāṅra āgrahe*—por seu empenho; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara; *śunite*—ouvir; *icchā*—desejo; *ha-ila*—houve.", "translation": "**Durante dois ou três dias, Bhagavān Ācārya pediu continuamente a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī que ouvisse a poesia. Devido a seus repetidos pedidos, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī quis ouvir a poesia escrita pelo brāhmaṇa de Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/111/", "verse_text": "sabā lañā svarūpa gosāñi śunite vasilā\n\ntabe sei kavi nāndī-śloka paḍilā", "devanagari": "> সবা লঞা স্বরূপ গোসাঞি শুনিতে বসিলা ।\n> তবে সেই কবি নান্দী-শ্লোক পড়িলা ॥১১১॥", "synonyms": "*sabā lañā*—na companhia de outros devotos; *svarūpa gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *śunite vasilā*—sentou-se para ouvir; *tabe*—em seguida; *sei kavi*—aquele poeta; *nāndī-śloka*—o verso introdutório; *paḍilā*—leu.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī sentou-se com outros devotos para ouvir a poesia, e então o poeta começou a ler o verso introdutório.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/112/", "verse_text": "vikaca-kamala-netre śrī-jagannātha-saṁjñe\n\nkanaka-rucir ihātmany ātmatāṁ yaḥ prapannaḥ\n\nprakṛti-jaḍam aśeṣaṁ cetayann āvirāsīt\n\nsa diśatu tava bhavyaṁ kṛṣṇa-caitanya-devaḥ", "devanagari": "> বিকচকমলনেত্রে শ্রীজগন্নাথসংজ্ঞে\n> কনকরুচিরিহাত্মন্যাত্মতাং যঃ প্রপন্নঃ ।\n> প্রকৃতিজড়মশেষং চেতয়ন্নাবিরাসীৎ\n> স দিশতু তব ভব্যং কৃষ্ণচৈতন্যদেবঃ ॥১১২॥", "synonyms": "*vikaca*—expandidos; *kamala-netre*—cujos olhos de lótus; *śrī-jagannātha-saṁjñe*—chamado Śrī Jagannātha; *kanaka-ruciḥ*—possuidor de uma tonalidade dourada; *iha*—aqui, em Jagannātha Purī; *ātmani*—no corpo; *ātmatām*—o estado de ser o eu; *yaḥ*—que; *prapannaḥ*—obteve; *prakṛti*—matéria; *jaḍam*—inerte; *aśeṣam*—ilimitadamente; *cetayan*—vivificando; *āvirāsīt*—apareceu; *saḥ*—Ele; *diśatu*—possa conceder; *tava*—a vós; *bhavyam*—boa fortuna; *kṛṣṇa-caitanya-devaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, conhecido como Kṛṣṇa Caitanya.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus assumiu uma compleição dourada e tornou-se a alma do corpo chamado Senhor Jagannātha, cujos desabrochantes olhos de lótus estão amplamente expandidos. Assim, Ele apareceu em Jagannātha Purī e trouxe à vida a matéria inerte. Que esse Senhor, Śrī Kṛṣṇa Caitanyadeva, conceda a todos vós toda a boa fortuna.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/113/", "verse_text": "śloka śuni' sarva-loka tāhāre vākhāne\n\nsvarūpa kahe,--'ei śloka karaha vyākhyāne'", "devanagari": "> শ্লোক শুনি’ সর্বলোক তাহারে বাখানে ।\n> স্বরূপ কহে, — ‘এই শ্লোক করহ ব্যাখ্যানে’ ॥১১৩॥", "synonyms": "*śloka śuni'*—ouvindo o verso; *sarva-loka*—todos; *tāhāre*—a ele; *vākhāne*—louvaram; *svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī disse; *ei śloka*—este verso; *karaha vyākhyāne*—por favor, explica.", "translation": "**Quando todos os presentes ouviram o verso, todos elogiaram o poeta, mas Svarūpa Dāmodara Gosvāmī solicitou-lhe: \"Por favor, explica este verso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/114/", "verse_text": "kavi kahe,--'jagannātha--sundara-śarīra\n\ncaitanya-gosāñi--śarīrī mahā-dhīra", "devanagari": "> কবি কহে, — “জগন্নাথ — সুন্দর-শরীর ।\n> চৈতন্য-গোসাঞি — শরীরী মহাধীর ॥১১৪॥", "synonyms": "*kavi kahe*—o poeta disse; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *sundara-śarīra*—corpo muito belo; *caitanya-gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śarīrī*—possuidor do corpo; *mahā-dhīra*—muito grave.", "translation": "**O poeta disse: \"O Senhor Jagannātha é um corpo belíssimo, e Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é excepcionalmente grave, é o dono desse corpo.**", "purport": "Śarīrī refere-se a uma pessoa que possui o śarīra, ou corpo. Como se afirma no *Bhagavad-gītā*:\n\ndehino 'smin yathā dehe\n\nkaumāraṁ yauvanaṁ jarā\n\ntathā dehāntara-prāptir\n\ndhīras tatra na muhyati\n\n\"Assim como a alma encarnada passa, neste corpo, continuamente da infância à juventude e à velhice, da mesma forma a alma passa para outro corpo por ocasião da morte. A alma autorrealizada não se confunde com tal mudança.\" (Bg. 2.13) Para o ser vivo comum na existência material, há uma divisão ou distinção entre o corpo e o dono do corpo. Na existência espiritual, contudo, não há tal distinção, pois o corpo é o próprio dono e o dono é o próprio corpo. Na existência espiritual, tudo deve ser espiritual. Por isso, não há distinção entre o corpo e seu dono."}
{"ref": "cc/antya/5/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/115/", "verse_text": "sahaje jaḍa-jagatera cetana karāite\n\nnīlācale mahāprabhu hailā āvirbhute", "devanagari": "> সহজে জড়জগতের চেতন করাইতে ।\n> নীলাচলে মহাপ্রভু হৈলা আবির্ভূতে ।।” ॥ ১১৫ ॥", "synonyms": "*sahaje*—naturalmente; *jaḍa-jagatera*—o mundo material inerte; *cetana karāite*—inspirar à consciência espiritual; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā āvirbhute*—apareceu.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu apareceu aqui em Nīlācala [Jagannātha Purī] para espiritualizar todo o mundo material inerte.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/116/", "verse_text": "śuniyā sabāra haila ānandita-mana\n\nduḥkha pāñā svarūpa kahe sakrodha vacana", "devanagari": "> শুনিয়া সবার হৈল আনন্দিত-মন  ।\n> দুঃখ পাঞা স্বরূপ কহে সক্রোধ বচন ॥১১৬॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *sabāra*—de todos eles; *haila*—houve; *ānandita-mana*—grande felicidade na mente; *duḥkha pāñā*—tornando-se infeliz; *svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī começou a falar; *sa-krodha vacana*—palavras irritadas.", "translation": "**Ao ouvir isso, todos os presentes ficaram muitíssimo felizes. Mas Svarūpa Dāmodara, que era o único muito infeliz, começou a falar com grande ira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/117/", "verse_text": "\"āre mūrkha, āpanāra kaili sarva-nāśa!\n\ndui ta' īśvare tora nāhika viśvāsa", "devanagari": "> “আরে মূর্খ, আপনার কৈলি সর্বনাশ ! দুই ত’ ঈশ্বরে তোর নাহিক বিশ্বাস ॥১১৭॥", "synonyms": "*āre mūrkha*—ó tolo; *āpanāra*—de ti mesmo; *kaili*—causaste; *sarva-nāśa*—perda de toda a boa fortuna; *dui ta' īśvare*—nos dois controladores; *tora*—tua; *nāhika viśvāsa*—não há fé.", "translation": "**\"És um tolo\", disse ele. \"Trouxeste a desventura sobre ti mesmo, pois não tens conhecimento da existência dos dois Senhores, Jagannāthadeva e Śrī Caitanya Mahāprabhu, nem tens fé Neles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/118/", "verse_text": "pūrṇānanda-cit-svarūpa jagannātha-rāya\n\ntāṅre kaili jaḍa-naśvara-prākṛta-kāya!!", "devanagari": "> পূর্ণানন্দ-চিত্স্বরূপ জগন্নাথ-রায় ।\n> তাঁরে কৈলি জড়-নশ্বর-প্রাকৃত-কায়!! ॥১১৮॥", "synonyms": "*pūrṇa-ānanda*—completa bem-aventurança transcendental; *cit-svarūpa*—a identidade espiritual; *jagannātha-rāya*—o Senhor Jagannātha; *tāṅre*—a Ele; *kaili*—fizeste; *jaḍa*—inerte; *naśvara*—perecível; *prākṛta*—material; *kāya*—possuidor de um corpo.", "translation": "**\"O Senhor Jagannātha é completamente espiritual e pleno de bem-aventurança transcendental, mas tu O comparaste a um corpo inerte e destrutível, composto da energia externa e inerte do Senhor.**", "purport": "Se alguém pensar que a forma do Senhor Jagannātha é um ídolo feito de madeira, traz imediatamente a desventura para sua vida. Segundo a orientação do *Padma Purāṇa*: arcye viṣṇau śilā-dhīḥ. ..yasya vā nārakī saḥ. Assim, aquele que pensa que o corpo do Senhor Jagannātha é feito de matéria e que distingue entre o corpo e a alma do Senhor Jagannātha é condenado, pois é um ofensor. Um devoto puro que conhece a ciência da consciência de Kṛṣṇa não faz distinção alguma entre o Senhor Jagannātha e Seu corpo. Ele sabe que são idênticos, assim como o Senhor Kṛṣṇa e Sua alma são uma só e a mesma coisa. Quando os olhos da pessoa são purificados pelo serviço devocional executado na plataforma espiritual, ela pode realmente perceber que o Senhor Jagannātha e Seu corpo são completamente espirituais. O devoto avançado, portanto, não vê a Deidade adorável como tendo uma alma dentro de um corpo, à maneira de um ser humano comum. Não há distinção entre o corpo e a alma do Senhor Jagannātha, pois o Senhor Jagannātha é sac-cid-ānanda-vigraha, assim como o corpo de Kṛṣṇa é sac-cid-ānanda-vigraha. Na verdade, não há diferença entre o Senhor Jagannātha e Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas o ignorante poeta de Bengala aplicou uma distinção material ao corpo do Senhor Śrī Jagannātha."}
{"ref": "cc/antya/5/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/119/", "verse_text": "pūrṇa-ṣaḍ-aiśvarya caitanya--svayaṁ bhagavān\n\ntāṅre kaili kṣudra jīva sphuliṅga-samāna!!", "devanagari": "> পূর্ণ-ষড়শ্বৈর্য চৈতন্য — স্বয়ং ভগবান্ ।\n> তাঁরে কৈলি ক্ষুদ্র জীব স্ফুলিঙ্গ-সমান !! ॥ ১১৯ ॥", "synonyms": "*pūrṇa*—completo; *ṣaṭ-aiśvarya*—possuindo seis opulências; *caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svayam*—Ele próprio; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *tāṅre*—a Ele; *kaili*—tu fizeste; *kṣudra jīva*—uma entidade viva comum; *sphuliṅga-samāna*—exatamente igual à centelha.", "translation": "**\"Calculaste que Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é a Suprema Personalidade de Deus, pleno em seis opulências, estaria no nível de um ser vivo comum. Em vez de conhecê-Lo como o fogo supremo, aceitaste-O como uma centelha.\"**", "purport": "Nos Upaniṣads, afirma-se: yathāgner visphuliṅgā vyuccaranti — as entidades vivas são como centelhas do fogo, e Sua Senhoria, a Suprema Personalidade de Deus, é considerada o grande fogo original. Quando ouvimos esta śruti-vākya, ou mensagem dos Vedas, devemos compreender a distinção entre o Supremo Senhor Kṛṣṇa e as entidades vivas. Uma pessoa sob o controle da energia externa, contudo, não consegue compreender essa distinção. Tal pessoa não consegue compreender que a Pessoa Suprema é o grande fogo original, ao passo que as entidades vivas são apenas pequenas porções fragmentárias dessa Suprema Personalidade de Deus. Como Kṛṣṇa diz no Bhagavad-gītā (15.7):\n\nmamaivāṁśo jīva-loke\njīva-bhūtaḥ sanātanaḥ\nmanaḥ ṣaṣṭhānīndriyāṇi\nprakṛti-sthāni karṣati\n\n\"As entidades vivas neste mundo condicionado são Minhas eternas partes fragmentárias. Devido à vida condicionada, elas lutam arduamente com os seis sentidos, que incluem a mente.\"\n\nHá uma distinção entre o corpo e a alma do ser vivo de existência material, mas, como Śrī Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Jagannātha não possuem corpos materiais, não há distinção entre Seus corpos e Suas almas. Na plataforma espiritual, corpo e alma são idênticos; não há distinção entre eles. Como se afirma no Śrīmad-Bhāgavatam:\n\netad īśanam īśasya\nprakṛti-stho 'pi tad-guṇaiḥ\nna yujyate sadātma-sthair\nyathā buddhis tad-āśrayā\n\n\"Esta é a divindade da Personalidade de Deus. Ele não é afetado pelas qualidades da natureza material, ainda que esteja em contato com elas. De modo semelhante, os devotos que se abrigaram no Senhor não podem ser influenciados pelas qualidades materiais.\" (Bhāg. 1.11.38) Sua Senhoria, a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, não é afetado pela influência dos três modos da natureza material. De fato, Seus devotos também permanecem impolutos pela influência da energia externa, porque se ocupam no serviço de Sua Senhoria. Até mesmo o próprio corpo de um devoto torna-se espiritualizado, assim como uma barra de ferro posta no fogo torna-se tão qualificada quanto o fogo, pois fica em brasa e queimará imediatamente qualquer coisa que toque. Portanto, o poeta de Bengala cometeu uma grande ofensa ao tratar o corpo do Senhor Jagannātha e o Senhor Jagannātha, a Suprema Personalidade de Deus, como duas entidades diferentes, material e espiritual, como se o Senhor fosse um ser vivo comum. O Senhor é sempre o mestre da energia material; por conseguinte, Ele não está condenado a ser coberto pela energia material como uma entidade viva comum."}
{"ref": "cc/antya/5/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/120/", "verse_text": "dui-ṭhāñi aparādhe pāibi durgati!\n\natattva-jña 'tattva' varṇe, tāra ei rīti!", "devanagari": "> দুই-ঠাঞি অপরাধে পাইবি দুর্গতি !\n> অতত্ত্বজ্ঞ ‘তত্ত্ব’ বর্ণে, তার এই রীতি ! ॥ ১২০ ॥", "synonyms": "*dui-ṭhāñi*—a ambos; *aparādhe*—pela ofensa; *pāibi*—obterás; *durgati*—destino infernal; *a-tattva-jña*—aquele que não tem conhecimento da Verdade Absoluta; *tattva varṇe*—descreve a Verdade Absoluta; *tāra*—seu; *ei*—este; *rīti*—proceder.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara continuou: \"Por teres cometido uma ofensa contra o Senhor Jagannātha e Śrī Caitanya Mahāprabhu, alcançarás um destino infernal. Não sabes descrever a Verdade Absoluta, mas, ainda assim, tentaste fazê-lo. Portanto, deves ser condenado.**", "purport": "O poeta brāhmaṇa de Bengala era um ofensor na estimativa de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, pois, embora o poeta não tivesse conhecimento da Verdade Absoluta, tentara, não obstante, descrevê-la. O poeta bengali era um ofensor tanto contra Śrī Caitanya Mahāprabhu quanto contra o Senhor Jagannātha. Por ter feito uma distinção entre o corpo e a alma do Senhor Jagannātha e por ter indicado que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu era diferente do Senhor Jagannātha, ele cometera ofensas contra ambos. A-tattva-jña refere-se àquele que não tem conhecimento da Verdade Absoluta ou que adora seu próprio corpo como a Suprema Personalidade de Deus. Se um ahaṅgrahopāsaka-māyāvādī, uma pessoa ocupada em atividades fruitivas ou uma pessoa interessada apenas na gratificação dos sentidos, descreve a Verdade Absoluta, ela imediatamente se torna um ofensor."}
{"ref": "cc/antya/5/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/121/", "verse_text": "āra eka kariyācha parama 'pramāda'!\n\ndeha-dehi-bheda īśvare kaile 'aparādha'!", "devanagari": "> আর এক করিয়াছ পরম ‘প্রমাদ’ !\n> দেহ-দেহি-ভেদ ঈশ্বরে কৈলে ‘অপরাধ’ ! ॥ ১২১ ॥", "synonyms": "*āra eka*—outra; *kariyācha*—fizeste; *parama*—a suprema; *pramāda*—ilusão; *deha-dehi-bheda*—a distinção entre o corpo e a alma; *īśvare*—em Sua Senhoria; *kaile*—fizeste; *aparādha*—uma ofensa.", "translation": "**\"Estás em completa ilusão, pois distinguiste entre o corpo e a alma de Sua Senhoria [o Senhor Jagannātha ou Śrī Caitanya Mahāprabhu]. Isso é uma grande ofensa.**", "purport": "Quando alguém diferencia entre o corpo e a alma da Suprema Personalidade de Deus, imediatamente se torna um ofensor. Como as entidades vivas no mundo material geralmente estão cobertas por corpos materiais, o corpo e a alma de um ser humano comum não podem ser idênticos. O Supremo Senhor concede os frutos das atividades de cada um, pois Ele é o Senhor dos resultados da ação fruitiva. Ele é também a causa de todas as causas, e é o mestre da energia material. Portanto, Ele é supremo. Um ser vivo comum, contudo, em sua condição material, desfruta dos resultados de suas próprias atividades fruitivas e, por isso, cai sob a influência delas. Mesmo no estágio liberado da identificação brahma-bhūta, ele se ocupa em prestar serviço a Sua Senhoria. Assim, há distinções entre um ser humano comum e o Supremo Senhor. Os karmīs e jñānīs que ignoram essas distinções são ofensores contra os pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus.\n\nUm ser humano comum é propenso a ser subjugado pela energia material, ao passo que Sua Senhoria, a Suprema Personalidade de Deus — Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Kṛṣṇa ou o Senhor Jagannātha —, é sempre o mestre da energia material e, por conseguinte, nunca está sujeito à sua influência. Sua Senhoria, a Suprema Personalidade de Deus, tem uma identidade espiritual ilimitada, jamais sujeita a fragmentar-se, ao passo que a consciência da entidade viva é limitada e fragmentada. As entidades vivas são porções fragmentárias da Suprema Personalidade de Deus eternamente (mamaivāṁśo jīva-loke jīva-bhūtaḥ sanātanaḥ). Não é que elas estejam cobertas pela energia material na vida condicionada, mas se tornem unas com a Suprema Personalidade de Deus quando libertas da influência da energia material. Tal ideia é ofensiva.\n\nSegundo as considerações dos tolos māyāvādīs, a Suprema Personalidade de Deus aceita um corpo material quando aparece no mundo material. Um vaiṣṇava, contudo, sabe perfeitamente bem que, para Kṛṣṇa, o Senhor Jagannātha ou Śrī Caitanya Mahāprabhu — ao contrário dos seres humanos comuns —, não há distinção entre o corpo e a alma. Mesmo no mundo material, Sua Senhoria retém Sua identidade espiritual; por isso, o Senhor Kṛṣṇa exibiu todas as opulências mesmo em Seu corpo de criança. Não há distinção entre o corpo e a alma de Kṛṣṇa; quer esteja em Seu corpo de criança, quer em Seu corpo de jovem, Ele é sempre idêntico ao Seu corpo. Embora Kṛṣṇa apareça como um ser humano comum, Ele nunca está sujeito às regras e regulações do mundo material. Ele é svarāṭ, ou plenamente independente. Ele pode aparecer no mundo material, mas, ao contrário da conclusão ofensiva da escola māyāvāda, Ele não tem corpo material. Quanto a isso, pode-se novamente referir ao verso supracitado do Śrīmad-Bhāgavatam (1.11.38):\n\netad īśanam īśasya\nprakṛti-stho 'pi tad-guṇaiḥ\nna yujyate sadātma-sthair\nyathā buddhis tad-āśrayā\n\nA Pessoa Suprema tem um corpo espiritual eterno. Se alguém tenta distinguir entre o corpo e a alma da Suprema Personalidade de Deus, comete uma grande ofensa."}
{"ref": "cc/antya/5/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/122/", "verse_text": "īśvarera nāhi kabhu deha-dehi-bheda\n\nsvarūpa, deha,--cid-ānanda, nāhika vibheda", "devanagari": "> ঈশ্বরের নাহি কভু দেহ-দেহি-ভেদ ।\n> স্বরূপ, দেহ, — চিদানন্দ, নাহিক বিভেদ ॥১২২॥", "synonyms": "*īśvarera*—da Suprema Personalidade de Deus; *nāhi*—não há; *kabhu*—em tempo algum; *deha-dehi-bheda*—distinção entre o corpo e a alma; *svarūpa*—identidade pessoal; *deha*—corpo; *cit-ānanda*—todos feitos de bem-aventurada energia espiritual; *nāhika vibheda*—não há distinção.", "translation": "**\"Em tempo algum há distinção entre o corpo e a alma da Suprema Personalidade de Deus. Sua identidade pessoal e Seu corpo são feitos de bem-aventurada energia espiritual. Não há distinção entre eles.**", "purport": "O Senhor Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, é advaya-jñāna; em outras palavras, não há distinção entre Seu corpo e Sua alma, pois Sua existência é completamente espiritual. Segundo o verso do Śrīmad-Bhāgavatam que começa com as palavras vadanti tat tattva-vidas tattvam (1.2.11), a Verdade Absoluta deve ser sempre compreendida sob três ângulos de visão: como Brahman, Paramātmā e Bhagavān. Ao contrário dos objetos do mundo material, contudo, a Verdade Absoluta é sempre una e sempre a mesma. Assim, não há distinção entre Seu corpo e Sua alma. Sua forma, Seu nome, Seus atributos e Seus passatempos, portanto, são completamente distintos dos do mundo material. Deve-se saber perfeitamente bem que não há diferença entre o corpo e a alma da Suprema Personalidade de Deus. Quando alguém concebe uma distinção entre Seu corpo e Sua alma, fica imediatamente condicionado pela natureza material. Por uma pessoa no mundo material fazer tais distinções, ela é chamada de baddha-jīva, uma alma condicionada."}
{"ref": "cc/antya/5/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/123/", "verse_text": "\"deha-dehi-vibhāgo 'yaṁ\n\nneśvare vidyate kvacit\"", "devanagari": "> “দেহ-দেহি-বিভাগোঽয়ং নেশ্বরে বিদ্যতে ক্বচিৎ ।।” ॥ ১২৩ ॥", "synonyms": "*deha*—do corpo; *dehi*—do encarnado; *vibhāgaḥ*—distinção; *ayam*—esta; *na*—não; *īśvare*—na Suprema Personalidade de Deus; *vidyate*—existe; *kvacit*—em tempo algum.", "translation": "**\"'Em tempo algum há distinção entre o corpo e a alma da Suprema Personalidade de Deus.'**", "purport": "Esta citação, que está incluída no Laghu-bhāgavatāmṛta (1.5.342), provém do Kūrma Purāṇa."}
{"ref": "cc/antya/5/124-125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/124-125/", "verse_text": "nātaḥ paraṁ parama yad bhavataḥ svarūpam\n\nānanda-mātram avikalpam aviddha-varcaḥ\n\npaśyāmi viśva-sṛjam ekam aviśvam ātman\n\nbhūtendriyātmaka-madas ta upāśrito 'smi\n\ntad vā idaṁ bhuvana-maṅgala maṅgalāya\n\ndhyāne sma no daraśitaṁ ta upāsakānām\n\ntasmai namo bhagavate 'nuvidhema tubhyaṁ\n\nyo 'nādṛto naraka-bhāgbhir asat-prasaṅgaiḥ", "devanagari": "> নাতঃ পরং পরম যদ্ভবতঃ স্বরূপ- মানন্দমাত্রমবিকল্পমবিদ্ধবর্চঃ ।\n> পশ্যামি বিশ্বসৃজমেকমবিশ্বমাত্মন্ ভূতেন্দ্রিয়াত্মকমদস্ত উপাশ্রিতোঽস্মি ॥১২৪॥\n> তদ্বা ইদং ভুবনমঙ্গল মঙ্গলায় ধ্যানে স্ম নো দরশিতং ত উপাসকানাম্ ।\n> তস্মৈ নমো ভগবতেঽনুবিধেম তুভ্যং যোঽনাদৃতো নরকভাগ্ভিরসৎপ্রসঙ্গৈঃ ॥১২৫॥", "synonyms": "*na*—não; *ataḥ param*—em seguida; *parama*—ó Supremo; *yat*—aquilo que; *bhavataḥ*—de Vossa Senhoria; *svarūpam*—forma eterna; *ānanda-mātram*—refulgência impessoal do Brahman; *avikalpam*—sem mudanças; *aviddha-varcaḥ*—sem deterioração da potência; *paśyāmi*—eu vejo; *viśva-sṛjam*—criador da manifestação cósmica; *ekam*—único e inigualável; *aviśvam*—e, ainda assim, não de matéria; *ātman*—ó causa suprema; *bhūta*—corpo; *indriya*—sentidos; *ātmaka*—em tal identificação; *madaḥ*—orgulho; *te*—a Vós; *upāśritaḥ*—rendido; *asmi*—eu estou; *tat*—a Suprema Personalidade de Deus; *vā*—ou; *idam*—esta forma presente; *bhuvana-maṅgala*—são todas auspiciosas para todos os universos; *maṅgalāya*—em prol de toda a prosperidade; *dhyāne*—em meditação; *sma*—por assim dizer; *naḥ*—a nós; *daraśitam*—manifestada; *te*—Vossos; *upāsakānām*—dos devotos; *tasmai*—a Ele; *namaḥ*—minhas respeitosas reverências; *bhagavate*—à Personalidade de Deus; *anuvidhema*—eu presto; *tubhyam*—a Vós; *yaḥ*—a qual; *anādṛtaḥ*—é negligenciada; *naraka-bhāgbhiḥ*—pelas pessoas destinadas ao inferno; *asat-prasaṅgaiḥ*—pelos temas materiais.", "translation": "**\"'Ó meu Senhor, não vejo forma superior à Vossa presente forma de bem-aventurança e conhecimento eternos. Em Vossa refulgência impessoal do Brahman, no céu espiritual, não há mudança ocasional nem deterioração da potência interna. Rendo-me a Vós porque, embora eu me orgulhe de meu corpo e meus sentidos materiais, Vossa Senhoria é a causa da manifestação cósmica. Contudo, permaneceis intocado pela matéria.\n\n\"'Esta forma presente, ou qualquer forma transcendental expandida pela Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, é igualmente auspiciosa para todos os universos. Visto que manifestastes esta forma pessoal eterna sobre a qual Vossos devotos meditam, ofereço, portanto, minhas respeitosas reverências a Vós. Aqueles que estão destinados a ser despachados para a senda do inferno negligenciam Vossa forma pessoal por especularem sobre temas materiais.'**", "purport": "Estes versos do Śrīmad-Bhāgavatam (3.9.3-4) foram proferidos pelo Senhor Brahmā."}
{"ref": "cc/antya/5/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/126/", "verse_text": "kāhāṅ 'pūrṇānandaiśvarya' kṛṣṇa 'māyeśvara'!\n\nkāhāṅ'kṣudra' jīva 'duḥkhī', 'māyāra kiṅkara'!", "devanagari": "> কাহাঁ ‘পূর্ণানন্দৈশ্বর্য’ কৃষ্ণ ‘মায়েশ্বর’ !\n> কাহাঁ ‘ক্ষুদ্র’ জীব ‘দুঃখী’, ‘মায়ার কিঙ্কর’ !! ॥ ১২৬ ॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—ao passo que; *pūrṇa*—pleno; *ānanda*—bem-aventurança; *aiśvarya*—opulências; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *māyā-īśvara*—o mestre da energia material; *kāhāṅ*—ao passo que; *kṣudra jīva*—a pequena alma condicionada; *duḥkhī*—infeliz; *māyāra kiṅkara*—o servo da energia material.", "translation": "**\"Ao passo que Kṛṣṇa, a Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus, é pleno de bem-aventurança transcendental, possui em plenitude todas as seis opulências espirituais e é o mestre da energia material, a pequena alma condicionada, que está sempre infeliz, é a serva da energia material.**", "purport": "A entidade viva é uma serva sempre condicionada da energia material, ao passo que Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, é o mestre da energia material. Como, então, poderiam estar em nível igual? Não pode haver comparação entre eles. Sua Senhoria está sempre numa condição feliz de bem-aventurança transcendental, ao passo que a alma condicionada está sempre infeliz por causa de seu contato com a energia material. O Supremo Senhor controla a energia material, e a energia material controla as almas condicionadas. Não há, por conseguinte, comparação entre a Suprema Personalidade de Deus e as entidades vivas comuns."}
{"ref": "cc/antya/5/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/127/", "verse_text": "\"hlādinyā samvidāśliṣṭaḥ\n\nsac-cid-ānanda-īśvaraḥ\n\nsvāvidyā saṁvṛto jīvaḥ\n\nsaṅkleśa-nikārākara\"", "devanagari": "> “হ্লাদিন্যা সম্বিদাশ্লিষ্টঃ সচ্চিদানন্দ ঈশ্বরঃ ।\n> স্বাবিদ্যা-সংবৃতো জীবঃ সংক্লেশনিকরাকরঃ ।।” ॥ ১২৭ ॥", "synonyms": "*hlādinyā*—pela potência hlādinī; *samvidā*—pela potência samvit; *āśliṣṭaḥ*—rodeado; *sat-cit-ānanda*—sempre transcendentalmente bem-aventurado; *īśvaraḥ*—o Controlador Supremo; *sva*—própria; *avidyā*—pela ignorância; *saṁvṛtaḥ*—rodeada; *jīvaḥ*—a entidade viva; *saṅkleśa*—dos três tipos de misérias; *nikāra*—da multidão; *ākara*—a mina.", "translation": "**\"'A Suprema Personalidade de Deus, o Controlador Supremo, está sempre pleno de bem-aventurança transcendental e é acompanhado pelas potências conhecidas como hlādinī e samvit. A alma condicionada, contudo, está sempre coberta pela ignorância e atormentada pelas três espécies de misérias da vida. Assim, ela é um repositório de toda sorte de tribulações.'**", "purport": "Este verso encontra-se na Bhāvārtha-dīpikā (1.7.6) de Śrīdhara Svāmī, onde ele cita Śrī Viṣṇusvāmī."}
{"ref": "cc/antya/5/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/128/", "verse_text": "śuni' sabhā-sadera citte haila camatkāra\n\n'satya kahe gosāñi, duṅhāra kariyāche tiraskāra'", "devanagari": "> শুনি’ সভাসদের চিত্তে হৈল চমৎকার ।\n> ‘সত্য কহে গোসাঞি, দুঁহার করিয়াছে তিরস্কার’ ॥১২৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *sabhā-sadera*—de todos os membros da assembleia; *citte*—nas mentes; *haila*—houve; *camatkāra*—assombro; *satya*—a verdade; *kahe*—disse; *gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *duṅhāra*—de ambos; *kariyāche*—cometeu; *tiraskāra*—ofensa.", "translation": "**Ao ouvir esta explicação, todos os membros da assembleia ficaram assombrados. \"Svarūpa Dāmodara Gosvāmī falou a verdade real\", admitiram eles. \"O brāhmaṇa de Bengala cometeu uma ofensa ao descrever erroneamente o Senhor Jagannātha e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/129/", "verse_text": "śuniyā kavira haila lajjā, bhaya, vismaya\n\nhaṁsa-madhye baka yaiche kichu nāhi kaya", "devanagari": "> শুনিয়া কবির হৈল লজ্জা, ভয়, বিস্ময় ।\n> হংস-মধ্যে বক যৈছে কিছু নাহি কয় ॥১২৯॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *kavira*—do poeta; *haila*—houve; *lajjā*—vergonha; *bhaya*—medo; *vismaya*—espanto; *haṁsa-madhye*—numa sociedade de cisnes brancos; *baka*—um pato; *yaiche*—assim como; *kichu*—coisa alguma; *nāhi*—não; *kaya*—profere.", "translation": "**Quando o poeta bengali ouviu esta repreensão de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, ficou envergonhado, amedrontado e espantado. De fato, sendo como um pato numa sociedade de cisnes brancos, ele não pôde dizer coisa alguma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/130/", "verse_text": "tāra duḥkha dekhi, svarūpa sadaya-hṛdaya\n\nupadeśa kailā tāre yaiche 'hita' haya", "devanagari": "> তার দুঃখ দেখি’ স্বরূপ সদয়-হৃদয়  ।\n> উপদেশ কৈলা তারে যৈছে ‘হিত’ হয় ॥১৩০॥", "synonyms": "*tāra*—sua; *duḥkha dekhi*—observando a infelicidade; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *sadaya-hṛdaya*—muito bondoso; *upadeśa kailā*—deu instrução; *tāre*—a ele; *yaiche*—de modo que; *hita*—benefício; *haya*—possa haver.", "translation": "**Vendo a infelicidade do poeta, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, que era naturalmente muito bondoso, aconselhou-o de modo que ele pudesse obter algum benefício.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/131/", "verse_text": "\"yāha, bhāgavata paḍa vaiṣṇavera sthāne\n\nekānta āśraya kara caitanya-caraṇe", "devanagari": "> “যাহ, ভাগবত পড় বৈষ্ণবের স্থানে  ।\n> একান্ত আশ্রয় কর চৈতন্য-চরণে ॥১৩১॥", "synonyms": "*yāha*—vai logo; *bhāgavata paḍa*—lê o Śrīmad-Bhāgavatam; *vaiṣṇavera sthāne*—de um vaiṣṇava autorrealizado; *ekānta āśraya kara*—rende-te plenamente; *caitanya-caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Se queres compreender o Śrīmad-Bhāgavatam\", disse ele, \"deves aproximar-te de um vaiṣṇava autorrealizado e ouvir dele. Poderás fazê-lo quando te tiveres abrigado por completo aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": "Aqui, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī instrui o poeta de Bengala a ouvir o Śrīmad-Bhāgavatam de um vaiṣṇava puro e a aprender com ele. Na Índia, especialmente, há agora uma classe de recitadores profissionais do Bhāgavatam cujo meio de subsistência é ir de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, lendo o Bhāgavatam e recolhendo dakṣiṇa, ou recompensas, sob a forma de dinheiro ou de bens, como guarda-chuvas, tecidos e frutas. Assim, existe agora um sistema de negócio em torno do Bhāgavatam, com recitações chamadas Bhāgavata-saptāha que se prolongam por uma semana, embora isso não seja mencionado no Śrīmad-Bhāgavatam. Em parte alguma o Śrīmad-Bhāgavatam afirma que o Bhāgavatam deva ser ouvido durante uma semana de profissionais. Pelo contrário, o Śrīmad-Bhāgavatam (1.2.17) diz: śṛṇvatāṁ sva-kathāḥ kṛṣṇaḥ puṇya-śravaṇa-kīrtanaḥ. A pessoa deve ouvir regularmente o Śrīmad-Bhāgavatam de um vaiṣṇava autorrealizado. Por ouvir dessa maneira, torna-se piedosa. Hṛdy antaḥstho hy abhadrāṇi vidhunoti suhṛt-satām. À medida que ouve o Bhāgavatam regular e sinceramente, seu coração se purifica de toda contaminação material.\n\nnaṣṭa-prāyeṣv abhadreṣu\n\nnityaṁ bhāgavata-sevayā\n\nbhagavaty uttama-śloke\n\nbhaktir bhavati naiṣṭhikī\n\n\"À medida que se ouve regularmente o Bhāgavatam ou se presta serviço ao devoto puro, tudo o que é perturbador para o coração praticamente se destrói, e o serviço amoroso ao glorioso Senhor, que é louvado com canções transcendentais, estabelece-se como um fato irrevogável.\" (Bhāg. 1.2.18)\n\nEste é o processo apropriado, mas as pessoas estão acostumadas a serem desviadas por recitadores profissionais do Bhāgavatam. Por isso, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī aconselha aqui que não se deve ouvir o Śrīmad-Bhāgavatam de recitadores profissionais. Em vez disso, é preciso ouvir e aprender o Bhāgavatam de um vaiṣṇava autorrealizado. Por vezes, observa-se que, quando um sannyāsī māyāvādī lê o Bhāgavatam, multidões de homens vão ouvir o malabarismo de palavras que não é capaz de despertar seu adormecido amor por Kṛṣṇa. Às vezes, as pessoas vão assistir a dramas profissionais e oferecem alimento e dinheiro aos atores, que são peritos em recolher essas oferendas muito bem. O resultado é que os membros da plateia permanecem na mesma posição de gṛham andha-kūpam, a afeição familiar, e não despertam seu amor por Kṛṣṇa.\n\nNo Bhāgavatam (7.5.30), afirma-se: matir na kṛṣṇe parataḥ svato vā mitho 'bhipadyeta gṛha-vratānām — os gṛhavratas, aqueles que estão determinados a continuar seguindo o modo de vida materialista, jamais despertarão seu adormecido amor por Kṛṣṇa, pois ouvem o Bhāgavatam apenas para solidificar sua posição na vida doméstica e para serem felizes nos assuntos familiares e no sexo. Condenando esse processo de ouvir o Bhāgavatam de profissionais, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī diz: yāha, bhāgavata paḍa vaiṣṇavera sthāne — \"Para compreender o Śrīmad-Bhāgavatam, deves aproximar-te de um vaiṣṇava autorrealizado.\" A pessoa deve evitar rigorosamente ouvir o Bhāgavatam de um māyāvādī ou de outro não devoto que simplesmente realiza um malabarismo gramatical de palavras para extorquir algum significado do texto, recolher dinheiro do público inocente e, assim, manter as pessoas na escuridão.\n\nSvarūpa Dāmodara Gosvāmī proíbe estritamente o comportamento dos supostos ouvintes materialistas do Śrīmad-Bhāgavatam. Em vez de despertar verdadeiro amor por Kṛṣṇa, tais ouvintes do Bhāgavatam tornam-se cada vez mais apegados aos assuntos domésticos e à vida sexual (yan maithunādi-gṛhamedhi-sukhaṁ hi tuccham). É preciso ouvir o Śrīmad-Bhāgavatam de uma pessoa que não tenha conexão alguma com atividades materiais, ou, em outras palavras, de um vaiṣṇava paramahaṁsa, alguém que tenha alcançado a etapa mais elevada do sannyāsa. Isso, naturalmente, não é possível a menos que a pessoa se abrigue aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Śrīmad-Bhāgavatam só é compreensível para aquele que pode seguir os passos de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/5/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/132/", "verse_text": "caitanyera bhakta-gaṇera nitya kara 'saṅga'\n\ntabeta jānibā siddhānta-samudra-taraṅga", "devanagari": "> চৈতন্যের ভক্তগণের নিত্য কর ‘সঙ্গ’ ।\n> তবেত জানিবা সিদ্ধান্তসমুদ্র-তরঙ্গ ॥১৩২॥", "synonyms": "*caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *nitya*—regularmente; *kara*—faze; *saṅga*—associação; *tabeta*—somente então; *jānibā*—compreenderás; *siddhānta-samudra-taraṅga*—as ondas do oceano do serviço devocional.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara continuou: \"Associa-te regularmente com os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois somente então compreenderás as ondas do oceano do serviço devocional.**", "purport": "Deve-se compreender claramente, a esse respeito, que os seguidores do modo de serviço devocional de Śrī Caitanya Mahāprabhu são eternamente associados da Suprema Personalidade de Deus e conhecedores perfeitos da Verdade Absoluta. Se a pessoa seguir imediatamente os princípios de Śrī Caitanya Mahāprabhu, associando-se com Seus devotos, os desejos luxuriosos de gozo material desaparecerão de seu coração. Então, ela será capaz de compreender o significado do Śrīmad-Bhāgavatam e o propósito de ouvi-lo. De outro modo, tal compreensão é impossível."}
{"ref": "cc/antya/5/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/133/", "verse_text": "tabeta pāṇḍitya tomāra ha-ibe saphala\n\nkṛṣṇera svarūpa-līlā varṇibā nirmala", "devanagari": "> তবেত পাণ্ডিত্য তোমার হইবে সফল ।\n> কৃষ্ণের স্বরূপ-লীলা বর্ণিবা নির্মল ॥১৩৩॥", "synonyms": "*tabeta*—somente então; *pāṇḍitya*—erudição; *tomāra*—tua; *ha-ibe*—tornar-se-á; *sa-phala*—bem-sucedida; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *svarūpa-līlā*—os passatempos transcendentais; *varṇibā*—descreverás; *nirmala*—sem contaminação material.", "translation": "**\"Somente se seguires os princípios de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Seus devotos é que tua erudição será bem-sucedida. Então, serás capaz de escrever sobre os passatempos transcendentais de Kṛṣṇa sem contaminação material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/134/", "verse_text": "ei śloka kariyācha pāñā santoṣa\n\ntomāra hṛdayera arthe duṅhāya lāge 'doṣa'", "devanagari": "> এই শ্লোক করিয়াছ পাঞা সন্তোষ ।\n> তোমার হৃদয়ের অর্থে দুঁহায় লাগে ‘দোষ’ ॥১৩৪॥", "synonyms": "*ei śloka*—este verso; *kariyācha*—compuseste; *pāñā santoṣa*—obtendo satisfação; *tomāra hṛdayera*—de teu coração; *arthe*—pelo significado; *duṅhāya*—a ambos; *lāge doṣa*—há uma ofensa.", "translation": "**\"Compuseste este verso introdutório para tua grande satisfação, mas o significado que expressaste está contaminado por ofensas tanto ao Senhor Jagannātha quanto a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/135/", "verse_text": "tumi yaiche-taiche kaha, nā jāniyā rīti\n\nsarasvatī sei-śabde kariyāche stuti", "devanagari": "> তুমি যৈছে-তৈছে কহ, না জানিয়া রীতি ।\n> সরস্বতী সেই-শব্দে করিয়াছে স্তুতি ॥১৩৫॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *yaiche-taiche*—de uma forma ou de outra; *kaha*—falas; *nā jāniyā rīti*—não conhecendo os princípios reguladores; *sarasvatī*—a deusa da erudição; *sei-śabde*—nessas palavras; *kariyāche stuti*—ofereceu orações.", "translation": "**\"Escreveste algo irregular, sem conhecer os princípios reguladores, mas a deusa da erudição, Sarasvatī, valeu-se de tuas palavras para oferecer suas orações ao Senhor Supremo.**", "purport": "Svarūpa Dāmodara Gosvāmī informou ao poeta bengali: \"Por causa de tua ignorância e de tua inclinação para a filosofia māyāvāda, não consegues distinguir a diferença entre as filosofias māyāvāda e vaiṣṇava. Por isso, o processo que adotaste para louvar o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Jagannātha não segue o sistema apropriado; de fato, é irregular e ofensivo. Felizmente, contudo, por meio de tuas palavras, a deusa da erudição, mãe Sarasvatī, ofereceu habilmente suas orações a seu mestre, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.\""}
{"ref": "cc/antya/5/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/136/", "verse_text": "yaiche indra, daityādi kare kṛṣṇera bhartsana\n\nsei-śabde sarasvatī karena stavana", "devanagari": "> যৈছে ইন্দ্র, দৈত্যাদি করে কৃষ্ণের ভর্ৎসন ।\n> সেইশব্দে সরস্বতী করেন স্তবন ॥১৩৬॥", "synonyms": "*yaiche*—assim como; *indra*—o Senhor Indra, o rei do céu; *daitya*—demônios; *ādi*—e outros; *kare*—fazem; *kṛṣṇera bhartsana*—repreensão a Kṛṣṇa; *sei-śabde*—por essas palavras; *sarasvatī*—a deusa da erudição; *karena stavana*—oferece orações.", "translation": "**\"Às vezes, os demônios, e mesmo o Senhor Indra, o rei do céu, repreendiam Kṛṣṇa, mas mãe Sarasvatī, aproveitando-se de suas palavras, oferecia orações ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/137/", "verse_text": "vācālaṁ bāliśaṁ stabdhaṁ\n\najñaṁ paṇḍita-māninam\n\nkṛṣṇaṁ martyam upāśritya\n\ngopā me cakrur apriyam", "devanagari": "> বাচালং বালিশং স্তব্ধমজ্ঞং পণ্ডিতমানিনম্ ।\n> কৃষ্ণং মর্ত্যমুপাশ্রিত্য গোপা মে চক্রুরপ্রিয়ম্ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*vācālam*—tagarela; *bāliśam*—pueril; *stabdham*—insolente; *ajñam*—tolo; *paṇḍita-māninam*—julgando-se um erudito muito instruído; *kṛṣṇam*—Kṛṣṇa; *martyam*—um ser humano mortal comum; *upāśritya*—abrigando-se de; *gopāḥ*—os vaqueiros; *me*—a mim; *cakruḥ*—cometeram; *apriyam*—aquilo que não é muito apreciado.", "translation": "**\"[O Senhor Indra disse:] 'Este Kṛṣṇa, que é um ser humano comum, é tagarela, pueril, insolente e ignorante, embora se julgue muito instruído. Os vaqueiros de Vṛndāvana ofenderam-me ao aceitá-Lo. Isso não foi por mim muito apreciado.'**", "purport": "Este verso é do Śrīmad-Bhāgavatam (10.25.5)."}
{"ref": "cc/antya/5/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/138/", "verse_text": "aiśvarya-made matta indra,--yena mātoyāla\n\nbuddhi-nāśa haila, kevala nāhika sāmbhāla", "devanagari": "> ঐশ্বর্য-মদে মত্ত ইন্দ্র, — যেন মাতোয়াল ।\n> বুদ্ধিনাশ হৈল, কেবল নাহিক সাম্ভাল ॥১৩৮॥", "synonyms": "*aiśvarya-made*—orgulhoso de sua opulência; *matta*—enlouquecido; *indra*—o rei do céu; *yena*—como se; *mātoyāla*—um louco; *buddhi-nāśa*—privado de inteligência; *haila*—ficou; *kevala*—apenas; *nāhika*—não há; *sāmbhāla*—cautela.", "translation": "**\"Indra, o rei do céu, demasiado orgulhoso de suas opulências celestiais, tornou-se como um louco. Assim, privado de sua inteligência, não conseguiu conter-se de falar disparates a respeito de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/139/", "verse_text": "indra bale,--\"muñi kṛṣṇera kariyāchi nindana\"\n\ntāra-i mukhe sarasvatī karena stavana", "devanagari": "> ইন্দ্র বলে, — “মুঞি কৃষ্ণের করিয়াছি নিন্দন ।”\n> তারই মুখে সরস্বতী করেন স্তবন ॥১৩৯॥", "synonyms": "*indra bale*—Indra diz; *muñi*—eu; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *kariyāchi*—fiz; *nindana*—repreensão e difamação; *tāra-i mukhe*—de sua boca; *sarasvatī*—mãe Sarasvatī, a deusa da erudição; *karena stavana*—oferece orações.", "translation": "**\"Assim, Indra pensou: 'Repreendi devidamente Kṛṣṇa e O difamei.' Mas Sarasvatī, a deusa da erudição, aproveitou esta oportunidade para oferecer orações a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/140/", "verse_text": "'vācāla kahiye--'veda-pravartaka' dhanya\n\n'bāliśa'--tathāpi 'śiśu-prāya' garva-śūnya", "devanagari": "> ‘বাচাল’ কহিয়ে — ‘বেদপ্রবর্তক’ ধন্য ।\n> ‘বালিশ’ — তথাপি ‘শিশু-প্রায়’ গর্বশূন্য ॥১৪০॥", "synonyms": "*vācāla*—tagarela; *kahiye*—eu digo; *veda-pravartaka*—aquele que pode falar com a autoridade dos Vedas; *dhanya*—glorioso; *bāliśa*—pueril; *tathāpi*—ainda assim; *śiśu-prāya*—como uma criança; *garva-śūnya*—sem orgulho.", "translation": "**\"A palavra 'vācāla' é usada para referir-se a uma pessoa que pode falar de acordo com a autoridade Védica, e a palavra 'bāliśa' significa 'inocente'. Kṛṣṇa transmitiu o conhecimento Védico, mas sempre Se apresenta como um menino inocente e sem orgulho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/141/", "verse_text": "vandyābhāve 'anamra'--'stabdha'-śabde kaya\n\nyāhā haite anya 'vijña' nāhi--se 'ajña' haya", "devanagari": "> বন্দ্যাভাবে ‘অনম্র’ — ‘স্তব্ধ’-শব্দে কয় ।\n> যাহা হৈতে অন্য ‘বিজ্ঞ’ নাহি — সে ‘অজ্ঞ’ হয় ॥১৪১॥", "synonyms": "*vandya-abhāve*—porque não há mais ninguém a quem oferecer reverências; *anamra*—aquele que não oferece reverências; *stabdha-śabde*—pela palavra stabdha (\"insolente\"); *kaya*—diz-se; *yāhā haite*—do que quem; *anya*—outro; *vijña*—erudito instruído; *nāhi*—não é; *se*—Ele; *ajña*—aquele para quem nada é desconhecido; *haya*—é.", "translation": "**\"Quando não há mais ninguém de quem receber reverências, pode-se chamar a pessoa de 'anamra', ou aquele que não oferece reverências a ninguém. Este é o significado da palavra 'stabdha'. E como ninguém é mais instruído do que Kṛṣṇa, Ele pode ser chamado de 'ajña', o que indica que nada Lhe é desconhecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/142/", "verse_text": "'paṇḍitera mānya-pātra--haya 'paṇḍita-mānī'\n\ntathāpi bhakta-vātsalye 'manuṣya' abhimānī", "devanagari": "> ‘পণ্ডিতের মান্য-পাত্র হয় ‘পণ্ডিতমানী’ ।\n> তথাপি ভক্তবাৎসল্যে ‘মনুষ্য’ অভিমানী ॥১৪২॥", "synonyms": "*paṇḍitera*—dos eruditos instruídos; *mānya-pātra*—objeto adorável; *haya*—é; *paṇḍita-mānī*—uma pessoa honrada pelos eruditos instruídos; *tathāpi*—ainda assim; *bhakta-vātsalye*—por ser muito afetuoso com os devotos; *manuṣya abhimānī*—apresenta-Se como um ser humano comum.", "translation": "**\"A palavra 'paṇḍita-mānī' pode ser usada para indicar que Kṛṣṇa é honrado até mesmo pelos eruditos instruídos. Não obstante, por causa de Sua afeição por Seus devotos, Kṛṣṇa surge como um ser humano comum e, por isso, pode ser chamado de 'martya'.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/143/", "verse_text": "jarāsandha kahe,--\"kṛṣṇa--puruṣa-adhama\n\ntora saṅge nā yujhimu, \"yāhi bandhu-han\"", "devanagari": "> জরাসন্ধ কহে, — “কৃষ্ণ — পুরুষ-অধম ।\n> তোর সঙ্গে না যুঝিমু, “যাহি বন্ধুহন্” ॥১৪৩॥", "synonyms": "*jarāsandha kahe*—Jarāsandha diz; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *puruṣa-adhama*—o mais baixo dos seres humanos; *tora saṅge*—conTigo; *nā yujhimu*—não lutarei; *yāhi*—porque; *bandhu-han*—matador de Teus próprios parentes.", "translation": "**\"O demônio Jarāsandha repreendeu Kṛṣṇa, dizendo: 'Tu és o mais baixo dos seres humanos. Não lutarei conTigo, pois mataste Teus próprios parentes.'**", "purport": "Também neste verso, mãe Sarasvatī oferece orações a Kṛṣṇa. A palavra puruṣa-adhama refere-se à Personalidade de Deus, sob quem permanecem todas as demais pessoas, ou, em outras palavras, puruṣa-uttama, o melhor de todos os seres vivos. De modo semelhante, a palavra bandhu-han significa \"o matador de māyā\". No estado condicionado de vida, a pessoa está intimamente relacionada com māyā como uma amiga, mas, quando entra em contato com Kṛṣṇa, liberta-se dessa relação."}
{"ref": "cc/antya/5/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/144/", "verse_text": "yāhā haite anya puruṣa-sakala--'adhama'\n\nsei haya 'puruṣādhama'--sarasvatīra mana", "devanagari": "> যাহা হৈতে অন্য পুরুষসকল — ‘অধম’ ।\n> সেই হয় ‘পুরুষাধম’ — সরস্বতীর মন ॥১৪৪॥", "synonyms": "*yāhā haite*—de quem; *anya*—outras; *puruṣa*—pessoas; *sakala*—todas; *adhama*—subordinadas; *sei*—Ele; *haya*—é; *puruṣa-adhama*—aquele sob quem todos os demais permanecem; *sarasvatīra mana*—a explicação de mãe Sarasvatī.", "translation": "**\"Mãe Sarasvatī toma 'puruṣādhama' no sentido de 'puruṣottama', Aquele a quem todos os homens estão subordinados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/145/", "verse_text": "'bāndhe sabāre'--tāte avidyā 'bandhu' haya\n\n'avidyā-nāśaka'--'bandhu-han'-śabde kaya", "devanagari": "> ‘বান্ধে সবারে’ — তাতে অবিদ্যা ‘বন্ধু’ হয় ।\n> ‘অবিদ্যা-নাশক’ — ‘বন্ধুহন্’-শব্দে কয় ॥১৪৫॥", "synonyms": "*bāndhe*—prende; *sabāre*—todos; *tāte*—portanto; *avidyā*—nesciência, ou māyā; *bandhu*—aquilo que prende, ou parente; *haya*—é; *avidyā-nāśaka*—debelador de māyā; *bandhu-han-śabde*—pela palavra \"bandhu-han\"; *kaya*—mãe Sarasvatī diz.", "translation": "**\"A nesciência, ou māyā, pode ser chamada de 'bandhu' porque ela enreda todos no mundo material. Por isso, ao usar a palavra 'bandhu-han', mãe Sarasvatī diz que o Senhor Kṛṣṇa é o debelador de māyā.**", "purport": "Todos estão enredados na energia ilusória, mas, como se afirma no *Bhagavad-gītā*, mām eva ye prapadyante māyām etāṁ taranti te: tão logo a pessoa se rende a Kṛṣṇa, liberta-se de māyā. Assim sendo, Kṛṣṇa pode ser chamado de bandhu-han, o aniquilador de māyā."}
{"ref": "cc/antya/5/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/146/", "verse_text": "ei-mata śiśupāla karila nindana\n\nsei-vākye sarasvatī karena stavana", "devanagari": "> এইমত শিশুপাল করিল নিন্দন ।\n> সেইবাক্যে সরস্বতী করেন স্তবন ॥১৪৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *śiśu-pāla*—chamado Śiśupāla; *karila nindana*—blasfemou; *sei-vākye*—por aquelas palavras; *sarasvatī*—a deusa da erudição; *karena stavana*—oferece preces.", "translation": "**\"Śiśupāla também blasfemou contra Kṛṣṇa dessa maneira, mas a deusa da erudição, Sarasvatī, ofereceu suas preces a Kṛṣṇa por meio das próprias palavras dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/147/", "verse_text": "taiche ei śloke tomāra arthe 'nindā' āise\n\nsarasvatīra artha śuna, yāte 'stuti' bhāse", "devanagari": "> তৈছে এই শ্লোকে তোমার অর্থে ‘নিন্দা’ আইসে ।\n> সরস্বতীর অর্থ শুন, যাতে ‘স্তুতি’ ভাসে ॥১৪৭॥", "synonyms": "*taiche*—daquela maneira; *ei śloke*—neste verso; *tomāra*—teu; *arthe*—pelo significado; *nindā*—blasfêmia; *āise*—vem; *sarasvatīra artha*—o significado de mãe Sarasvatī; *śuna*—ouve; *yāte*—pelo qual; *stuti*—preces; *bhāse*—surgem.", "translation": "**\"Dessa maneira, embora teu verso seja blasfemo segundo o teu significado, mãe Sarasvatī aproveitou-se dele para oferecer preces ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/148/", "verse_text": "jagannātha hana kṛṣṇera 'ātma-svarupa'\n\nkintu ihāṅ dāru-brahma--sthāvara-svarūpa", "devanagari": "> জগন্নাথ হন কৃষ্ণের ‘আত্মস্বরূপ’ ।\n> কিন্তু ইহাঁ দারুব্রহ্ম — স্থাবর-স্বরূপ ॥১৪৮॥", "synonyms": "*jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *hana*—é; *kṛṣṇera ātma-svarūpa*—idêntico a Kṛṣṇa; *kintu*—mas; *ihāṅ*—aqui, em Jagannātha Purī; *dāru-brahma*—o Absoluto manifestando-Se como madeira; *sthāvara-svarūpa*—identidade imóvel.", "translation": "**\"Não há diferença entre o Senhor Jagannātha e Kṛṣṇa, mas, aqui, o Senhor Jagannātha está fixo como a Pessoa Absoluta manifestando-Se em madeira. Por isso, Ele não Se move.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/149/", "verse_text": "tāṅhā-saha ātmatā eka-rūpa hañā\n\nkṛṣṇa eka-tattva-rūpa--dui rūpa hañā", "devanagari": "> তাঁহা-সহ আত্মতা একরূপ হঞা ।\n> কৃষ্ণ একতত্ত্বরূপ — দুই রূপ হঞা ॥১৪৯॥", "synonyms": "*tāṅhā-saha*—com Ele; *ātmatā*—a qualidade de ser o próprio eu; *eka-rūpa hañā*—sendo uma só forma; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *eka-tattva-rūpa*—um só princípio; *dui*—duas; *rūpa*—formas; *hañā*—tornando-Se.", "translation": "**\"Assim, o Senhor Jagannātha e Śrī Caitanya Mahāprabhu, embora Se manifestem como dois, são um só, pois ambos são Kṛṣṇa, que é único.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/150/", "verse_text": "saṁsāra-tāraṇa-hetu yei icchā-śakti\n\ntāhāra milana kari' ekatā yaiche prāpti", "devanagari": "> সংসারতারণ-হেতু যেই ইচ্ছা-শক্তি ।\n> তাহার মিলন করি’ একতা যৈছে প্রাপ্তি ॥১৫০॥", "synonyms": "*saṁsāra-tāraṇa-hetu*—para libertar o mundo inteiro; *yei*—essa; *icchā-śakti*—a potência da vontade; *tāhāra*—dessa vontade; *milana kari'*—pelo encontro; *ekatā*—unidade; *yaiche*—de modo que; *prāpti*—obtenção.", "translation": "**\"O desejo supremo de libertar o mundo inteiro encontra-se em ambos, e, por essa razão também, Eles são um e o mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/151/", "verse_text": "sakala saṁsārī lokera karite uddhāra\n\ngaura-jaṅgama-rūpe kailā avatāra", "devanagari": "> সকল সংসারী লোকের করিতে উদ্ধার ।\n> গৌর-জঙ্গম রূপে কৈলা অবতার ॥১৫১॥", "synonyms": "*sakala*—todas; *saṁsārī*—materialmente contaminadas; *lokera*—pessoas; *karite uddhāra*—para libertar; *gaura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaṅgama*—móvel; *rūpe*—sob a forma; *kailā avatāra*—desceu.", "translation": "**\"Para libertar todas as pessoas materialmente contaminadas do mundo, esse mesmo Kṛṣṇa desceu, movendo-Se como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/152/", "verse_text": "jagannāthera darśane khaṇḍāya saṁsāra\n\nsaba-deśera saba-loka nāre āsibāra", "devanagari": "> জগন্নাথের দর্শনে খণ্ডায় সংসার ।\n> সব-দেশের সব-লোক নারে আসিবার ॥১৫২॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *darśane*—pela visita; *khaṇḍāya saṁsāra*—a pessoa liberta-se da existência material; *saba-deśera*—de todos os países; *saba-loka*—todos os homens; *nāre āsibāra*—não podem vir.", "translation": "**\"Ao visitar o Senhor Jagannātha, a pessoa liberta-se da existência material; contudo, nem todos os homens de todos os países podem vir ou ser admitidos aqui, em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/153/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya-prabhu deśe deśe yāñā\n\nsaba-loke nistārilā jaṅgama-brahma hañā", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যপ্রভু দেশে দেশে যাঞা ।\n> সব-লোকে নিস্তারিলা জঙ্গম-ব্রহ্ম হঞা ॥১৫৩॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya-prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *deśe deśe yāñā*—movendo-Se de um país a outro; *saba-loke nistārilā*—libertou todas as almas condicionadas; *jaṅgama-brahma*—o Brahman móvel; *hañā*—sendo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, no entanto, move-Se de um país a outro, pessoalmente ou por intermédio de Seu representante. Dessa forma, Ele, como o Brahman móvel, liberta todas as pessoas do mundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/154/", "verse_text": "sarasvatīra artha ei kahiluṅ vivaraṇa\n\neho bhāgya tomāra aiche karile varṇana", "devanagari": "> সরস্বতীর অর্থ এই কহিলুঁ বিবরণ ।\n> এহো ভাগ্য তোমার ঐছে করিলে বর্ণন ॥১৫৪॥", "synonyms": "*sarasvatīra*—de Sarasvatī; *artha*—significado; *ei*—este; *kahiluṅ vivaraṇa*—eu expliquei; *eho*—esta; *bhāgya*—grande fortuna; *tomāra aiche*—de tal maneira; *karile varṇana*—descreveste.", "translation": "**\"Assim, expliquei o significado pretendido por mãe Sarasvatī, a deusa da erudição. É tua grande fortuna teres descrito o Senhor Jagannātha e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/155/", "verse_text": "kṛṣṇe gāli dite kare nāma uccāraṇa\n\nsei nāma haya tāra 'muktira' kāraṇa\"", "devanagari": "> কৃষ্ণে গালি দিতে করে নাম উচ্চারণ ।\n> সেই নাম হয় তার ‘মুক্তির’ কারণ ।।” ॥ ১৫৫ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *gāli dite*—blasfemar ou repreender; *kare nāma uccāraṇa*—canta o nome de Kṛṣṇa; *sei nāma*—esse santo nome; *haya*—torna-se; *tāra*—dele; *muktira kāraṇa*—a causa da liberação.", "translation": "**\"Às vezes acontece de alguém que deseja repreender Kṛṣṇa proferir o santo nome, e assim o santo nome torna-se a causa de sua liberação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/156/", "verse_text": "tabe sei kavi sabāra caraṇe paḍiyā\n\nsabāra śaraṇa laila dante tṛṇa lañā", "devanagari": "> তবে সেই কবি সবার চরণে পড়িয়া ।\n> সবার শরণ লৈল দন্তে তৃণ লঞা ॥১৫৬॥", "synonyms": "*tabe*—então; *sei*—aquele; *kavi*—poeta; *sabāra*—de todos; *caraṇe*—aos pés; *paḍiyā*—prostrando-se; *sabāra*—de todos os devotos; *śaraṇa laila*—refugiou-se; *dante*—na boca; *tṛṇa lañā*—pegando uma palha.", "translation": "**Ao ouvir essa explicação correta de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, o poeta bengali prostrou-se aos pés de todos os devotos e refugiou-se neles com uma palha na boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/157/", "verse_text": "tabe saba bhakta tāre aṅgīkāra kailā\n\ntāra guṇa kahi' mahāprabhure milāilā", "devanagari": "> তবে সব ভক্ত তারে অঙ্গীকার কৈলা ।\n> তার গুণ কহি’ মহাপ্রভুরে মিলাইলা ॥১৫৭॥", "synonyms": "*tabe*—então; *saba bhakta*—todos os devotos; *tāre*—a ele; *aṅgīkāra kailā*—aceitaram como um dos associados; *tāra guṇa kahi'*—explicando seu comportamento humilde; *mahāprabhure milāilā*—apresentaram-no a Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Então, todos os devotos aceitaram sua associação. Explicando seu comportamento humilde, eles o apresentaram a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/158/", "verse_text": "sei kavi sarva tyaji' rahilā nīlācale\n\ngaura-bhakta-gaṇera kṛpā ke kahite pāre?", "devanagari": "> সেই কবি সর্ব ত্যজি’ রহিলা নীলাচলে ।\n> গৌরভক্তগণের কৃপা কে কহিতে পারে ? ॥ ১৫৮ ॥", "synonyms": "*sei kavi*—aquele poeta; *sarva tyaji'*—abandonando todas as atividades despropositadas; *rahilā*—permaneceu; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *gaura-bhakta-gaṇera*—dos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—a misericórdia; *ke*—quem; *kahite pāre*—pode explicar.", "translation": "**Pela misericórdia dos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, aquele poeta de Bengala abandonou todas as outras atividades e permaneceu com eles em Jagannātha Purī. Quem pode explicar a misericórdia dos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/159/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ pradyumna-miśra-vivaraṇa\n\nprabhura ājñāya kaila kṛṣṇa-kathāra śravaṇa", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ প্রদ্যুম্নমিশ্র-বিবরণ ।\n> প্রভুর আজ্ঞায় কৈল কৃষ্ণকথার শ্রবণ ॥১৫৯॥", "synonyms": "*ei ta' kahiluṅ*—assim descrevi; *pradyumna-miśra-vivaraṇa*—a narração descritiva de Pradyumna Miśra; *prabhura ājñāya*—por ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila*—fez; *kṛṣṇa-kathāra śravaṇa*—escutar discursos sobre temas concernentes a Kṛṣṇa.", "translation": "**Descrevi, assim, a narração concernente a Pradyumna Miśra e como, seguindo a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele escutou discursos sobre Kṛṣṇa proferidos por Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/160/", "verse_text": "tāra madhye kahiluṅ rāmānandera mahimā\n\nāpane śrī-mukhe prabhu varṇe yāṅra sīmā", "devanagari": "> তার মধ্যে কহিলুঁ রামানন্দের মহিমা ।\n> আপনে শ্রীমুখে প্রভু বর্ণে যাঁর সীমা ॥১৬০॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dentre estas afirmações; *kahiluṅ*—expliquei; *rāmānandera mahimā*—as glórias de Rāmānanda Rāya; *āpane*—pessoalmente; *śrī-mukhe*—de sua boca; *prabhu*—o Senhor; *varṇe*—descreve; *yāṅra*—de quem; *sīmā*—o limite do amor extático.", "translation": "**No decorrer da narração, expliquei as gloriosas características de Śrī Rāmānanda Rāya, por meio de quem Śrī Caitanya Mahāprabhu descreveu pessoalmente os limites do amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/161/", "verse_text": "prastāve kahiluṅ kavira nāṭaka-vivaraṇa\n\najña hañā śraddhāya pāila prabhura caraṇa", "devanagari": "> প্রস্তাবে কহিলুঁ কবির নাটক-বিবরণ ।\n> অজ্ঞ হঞা শ্রদ্ধায় পাইল প্রভুর চরণ ॥১৬১॥", "synonyms": "*prastāve*—de passagem; *kahiluṅ*—expliquei; *kavira*—do poeta; *nāṭaka-vivaraṇa*—a descrição do drama; *ajña hañā*—embora fosse ignorante; *śraddhāya*—com fé e amor; *pāila*—obteve; *prabhura caraṇa*—o refúgio do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**No curso da narração, também falei sobre o drama do poeta de Bengala. Embora fosse ignorante, em razão de sua fé e humildade ele obteve, não obstante, o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/162/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya-līlā--amṛtera sāra\n\neka-līlā-pravāhe vahe śata-śata dhāra", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য-লীলা — অমৃতের সার ।\n> একলীলা-প্রবাহে বহে শত-শত ধার ॥১৬২॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *amṛtera sāra*—a essência do néctar; *eka-līlā*—de um passatempo; *pravāhe*—pela corrente; *vahe*—fluem; *śata-śata dhāra*—centenas e centenas de ramificações.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu são a essência do néctar. Da corrente de um só de Seus passatempos fluem centenas e milhares de ramificações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/163/", "verse_text": "śraddhā kari' ei līlā yei paḍe, śune\n\ngaura-līlā, bhakti-bhakta-rasa-tattva jāne", "devanagari": "> শ্রদ্ধা করি’ এই লীলা যেই পড়ে শুনে ।\n> গৌরলীলা, ভক্তি-ভক্ত-রস-তত্ত্ব জানে ॥১৬৩॥", "synonyms": "*śraddhā kari'*—com fé e amor; *ei līlā*—estes passatempos; *yei*—todo aquele que; *paḍe, śune*—lê e ouve; *gaura-līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakti-bhakta-rasa-tattva*—a verdade acerca do serviço devocional, dos devotos e de seus melados transcendentais; *jāne*—compreende.", "translation": "**Todo aquele que ler e ouvir estes passatempos com fé e amor poderá compreender a verdade acerca do serviço devocional, dos devotos e dos melados transcendentais dos passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/5/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/5/164/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৬৪॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Quinto Capítulo, que descreve como Pradyumna Miśra recebeu instruções de Rāmānanda Rāya."}
{"ref": "cc/antya/6/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/1/", "verse_text": "kṛpā-guṇair yaḥ kugṛhāndha-kūpād\nuddhṛtya bhaṅgyā raghunātha-dāsam\nnyasya svarūpe vidadhe 'ntaraṅgaṁ-\nśrī-kṛṣṇa-caitanyam amuṁ prapadye", "devanagari": "> কৃপাগুণৈর্যঃ কুগৃহান্ধকূপা-\n> দুদ্ধৃত্য ভঙ্গ্যা রঘুনাথদাসম্ ।\n> ন্যস্য স্বরূপে বিদধেঽন্তরঙ্গং\n> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যমমুং প্রপদ্যে ॥১॥", "synonyms": "*kṛpā-guṇaiḥ*—pelas cordas da misericórdia imotivada; *yaḥ*—que; *ku-gṛha*—da desprezível vida familiar; *andha-kūpāt*—do poço cego; *uddhṛtya*—tendo erguido; *bhaṅgyā*—por um ardil; *raghunātha-dāsam*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *nyasya*—entregando; *svarūpe*—a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *vidadhe*—fez; *antaraṅgam*—um de Seus associados pessoais; *śrī-kṛṣṇa-caitanyam*—ao Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *amum*—a Ele; *prapadye*—ofereço minhas reverências.", "translation": "**Com as cordas de Sua misericórdia imotivada, Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu empregou um ardil para libertar Raghunātha dāsa Gosvāmī do poço cego da desprezível vida familiar. Ele fez de Raghunātha dāsa Gosvāmī um de Seus associados pessoais, colocando-o sob os cuidados de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. Ofereço-Lhe minhas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya, jaya nityānanda\njayādvaita-candra, jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Śrī Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/3/", "verse_text": "ei-mata gauracandra bhakta-gaṇa-saṅge\nnīlācale nānā līlā kare nānā-raṅge", "devanagari": "> এইমত গৌরচন্দ্র ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> নীলাচলে নানা লীলা করে নানা-রঙ্গে ॥৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *gauracandra*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com Seus associados; *nīlācale*—em Nīlācala (Jagannātha Purī); *nānā*—vários; *līlā*—passatempos; *kare*—realiza; *nānā-raṅge*—em variedades de prazer transcendental.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor Gauracandra realizou vários passatempos com Seus associados em Jagannātha Purī, em variedades de prazer transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/4/", "verse_text": "yadyapi antare kṛṣṇa-viyoga bādha ye\nbāhire nā prakāśaya bhakta-duḥkha-bhaye", "devanagari": "> যদ্যপি অন্তরে কৃষ্ণ-বিয়োগ বাধয়ে ।\n> বাহিরে না প্রকাশয় ভক্ত-দুঃখ-ভয়ে ॥৪॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *antare*—dentro do coração; *kṛṣṇa-viyoga*—a separação de Kṛṣṇa; *bādhye*—oprime; *bāhire*—externamente; *nā prakāśaya*—não manifesta; *bhakta-duḥkha-bhaye*—temendo a infelicidade dos devotos.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu sentisse pungências de separação de Kṛṣṇa, não manifestava externamente Seus sentimentos, pois temia a infelicidade de Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/5/", "verse_text": "utkaṭa viraha-duḥkha yabe bāhirāya\ntabe ye vaikalya prabhura varṇana nā yāya", "devanagari": "> উৎকট বিরহ-দুঃখ যবে বাহিরায় ।\n> তবে যে বৈকল্য প্রভুর বর্ণন না যায় ॥৫॥", "synonyms": "*utkaṭa*—intensa; *viraha-duḥkha*—a infelicidade da separação; *yabe*—quando; *bāhirāya*—manifesta-se; *tabe*—nesse momento; *ye*—quais; *vaikalya*—transformações; *prabhura*—do Senhor; *varṇana nā yāya*—não podem ser descritas.", "translation": "**As transformações pelas quais o Senhor passava ao manifestar intensa infelicidade devido à separação de Kṛṣṇa não podem ser descritas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/6/", "verse_text": "rāmānandera kṛṣṇa-kathā, svarūpera gāna\nviraha-vedanāya prabhura rākhaye parāṇa", "devanagari": "> রামানন্দের কৃষ্ণকথা, স্বরূপের গান ।\n> বিরহ-বেদনায় প্রভুর রাখয়ে পরাণ ॥৬॥", "synonyms": "*rāmānandera*—de Rāmānanda Rāya; *kṛṣṇa-kathā*—as conversas sobre o Senhor Kṛṣṇa; *svarūpera gāna*—os cantos de Svarūpa Dāmodara; *viraha-vedanāya*—no momento das pungências da separação; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rākhaye*—mantêm; *parāṇa*—a vida.", "translation": "**Quando o Senhor sentia agudamente as dores da separação de Kṛṣṇa, somente as conversas de Śrī Rāma-nanda Rāya sobre Kṛṣṇa e os doces cantos de Svarūpa Dāmodara O mantinham vivo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/7/", "verse_text": "dine prabhu nānā-saṅge haya anya mana\nrātri-kāle bāḍe prabhura viraha-vedana", "devanagari": "> দিনে প্রভু নানা-সঙ্গে হয় অন্য মন ।\n> রাত্রিকালে বাড়ে প্রভুর বিরহ-বেদন ॥৭॥", "synonyms": "*dine*—durante o dia; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nānā-saṅge*—por diferentes companhias; *haya*—torna-se; *anya*—desviada; *mana*—Sua mente; *rātri-kāle*—à noite; *bāḍe*—aumentam; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viraha-vedana*—as pungências da separação.", "translation": "**Como o Senhor convivia com vários devotos durante o dia, Sua mente ficava de certa forma desviada, mas, à noite, as pungências de separação de Kṛṣṇa aumentavam rapidamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/8/", "verse_text": "tāṅra sukha-hetu saṅge rahe dui janā\nkṛṣṇa-rasa-śloka-gīte karena sāntvanā", "devanagari": "> তাঁর সুখ-হেতু সঙ্গে রহে দুই জনা ।\n> কৃষ্ণরস-শ্লোক-গীতে করেন সান্ত্বনা ॥৮॥", "synonyms": "*tāṅra sukha-hetu*—para Sua felicidade; *saṅge*—em Sua companhia; *rahe*—permaneciam; *dui janā*—duas personalidades; *kṛṣṇa-rasa*—dos doces sabores transcendentais de Kṛṣṇa; *śloka*—versos; *gīte*—com cantos; *karena sāntvanā*—elas O confortavam.", "translation": "**Duas pessoas – Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī – permaneciam com o Senhor para confortá-lO, recitando vários versos sobre os passatempos de Kṛṣṇa e cantando cantos apropriados para Sua satisfação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/9/", "verse_text": "subala yaiche pūrve kṛṣṇa-sukhera sahāya\ngaura-sukha-dāna-hetu taiche rāma-rāya", "devanagari": "> সুবল যৈছে পূর্বে কৃষ্ণসুখের সহায় ।\n> গৌরসুখদান-হেতু তৈছে রাম-রায় ॥৯॥", "synonyms": "*subala*—Subala, um dos amigos vaqueirinhos de Kṛṣṇa; *yaiche*—assim como; *pūrve*—anteriormente; *kṛṣṇa-sukhera*—para dar felicidade a Kṛṣṇa; *sahāya*—auxiliar; *gaura-sukha-dāna-hetu*—para dar felicidade ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *taiche*—de modo semelhante; *rāma-rāya*—Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Anteriormente, quando o Senhor Kṛṣṇa estava pessoalmente presente, Subala, um de Seus amigos vaqueirinhos, dava-Lhe felicidade quando Ele sentia separação de Rādhārāṇī. De modo semelhante, Rāmānanda Rāya auxiliava a dar felicidade ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/10/", "verse_text": "pūrve yaiche rādhāra lalitā sahāya-pradhāna\ntaiche svarūpa-gosāñi rākhe mahāprabhura prāṇa", "devanagari": "> পূর্বে যৈছে রাধার ললিতা সহায়-প্রধান ।\n> তৈছে স্বরূপ-গোসাঞি রাখে মহাপ্রভুর প্রাণ ॥১০॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yaiche*—assim como; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *lalitā*—Sua companheira de nome Lalitā; *sahāya-pradhāna*—a melhor auxiliar; *taiche*—de modo semelhante; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *rākhe*—mantém; *mahāprabhura prāṇa*—a vida de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Anteriormente, quando Śrīmatī Rādhārāṇī sentia as pungências de separação de Kṛṣṇa, Sua companheira constante Lalitā mantinha-A viva, auxiliando-A de muitas maneiras. De modo semelhante, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia as emoções de Rādhārāṇī, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī O ajudava a manter Sua vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/11/", "verse_text": "ei dui janāra saubhāgya kahana nā yāya\nprabhura 'antaraṅga' bali' yāṅre loke gāya", "devanagari": "> এই দুই জনার সৌভাগ্য কহন না যায় ।\n> প্রভুর ‘অন্তরঙ্গ’ বলি’ যাঁরে লোকে গায় ॥১১॥", "synonyms": "*ei dui janāra*—destas duas personalidades; *saubhāgya*—a fortuna; *kahana nā yāya*—não pode ser descrita; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *antaraṅga*—associados muito íntimos e confidenciais; *bali'*—como; *yāṅre*—a quem; *loke*—as pessoas; *gāya*—dizem.", "translation": "**Descrever a afortunada posição de Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī é extremamente difícil. Eles eram conhecidos como amigos íntimos e confidenciais de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/12/", "verse_text": "ei-mata vihare gaura lañā bhakta-gaṇa\nraghunātha-milana ebe śuna, bhakta-gaṇa", "devanagari": "> এইমত বিহরে গৌর লঞা ভক্তগণ ।\n> রঘুনাথ-মিলন এবে শুন, ভক্তগণ ॥১২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *vihare*—desfruta; *gaura*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā bhakta-gaṇa*—na companhia de Seus devotos; *raghunātha-milana*—o encontro com Raghunātha dāsa Gosvāmī; *ebe*—agora; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—ó devotos.", "translation": "**Assim, o Senhor desfrutava de Sua vida com Seus devotos. Ó devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, ouvi agora como Raghunātha dāsa Gosvāmī encontrou o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/13/", "verse_text": "pūrve śāntipure raghunātha yabe āilā\nmahāprabhu kṛpā kari' tāṅre śikhāilā", "devanagari": "> পূর্বে শান্তিপুরে রঘুনাথ যবে আইলা ।\n> মহাপ্রভু কৃপা করি’ তাঁরে শিখাইলা ॥১৩॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *śāntipure*—a Śāntipura; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *yabe āilā*—quando ele veio; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā kari'*—demonstrando misericórdia imotivada; *tāṅre śikhāilā*—deu-lhe lições.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa, durante sua vida familiar, foi encontrar Śrī Caitanya Mahāprabhu em Śāntipura, o Senhor lhe deu valiosas instruções por Sua misericórdia imotivada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/14/", "verse_text": "prabhura śikṣāte teṅho nija-ghare yāya\nmarkaṭa-vairāgya chāḍi' hailā 'viṣayi-prāya'", "devanagari": "> প্রভুর শিক্ষাতে তেঁহো নিজ-ঘরে যায় ।\n> মর্কট-বৈরাগ্য ছাড়ি’ হৈলা ‘বিষয়ি-প্রায়’ ॥১৪॥", "synonyms": "*prabhura śikṣāte*—pela instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *teṅho*—ele; *nija-ghare yāya*—retornou ao seu lar; *markaṭa-vairāgya*—renúncia de macaco; *chāḍi'*—abandonando; *hailā*—tornou-se; *viṣayi-prāya*—como um homem materialista.", "translation": "**Em vez de tornar-se um suposto renunciante, Raghunātha dāsa, seguindo as instruções do Senhor, retornou ao lar e agiu exatamente como um homem materialista.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/15/", "verse_text": "bhitare vairāgya, bāhire kare sarva-karma\ndekhiyā ta' mātā-pitāra ānandita mana", "devanagari": "> ভিতরে বৈরাগ্য, বাহিরে করে সর্ব-কর্ম ।\n> দেখিয়া ত’ মাতা-পিতার আনন্দিত মন ॥১৫॥", "synonyms": "*bhitare*—dentro do coração; *vairāgya*—renúncia completa; *bāhire*—externamente; *kare*—faz; *sarva*—todas; *karma*—atividades; *dekhiyā*—vendo; *ta'*—certamente; *mātā-pitāra*—do pai e da mãe; *ānandita*—satisfeita; *mana*—a mente.", "translation": "**Raghunātha dāsa era interiormente renunciado por completo, mesmo na vida familiar, mas não expressava externamente sua renúncia. Em vez disso, agia tal como um comerciante comum. Vendo isso, seu pai e sua mãe ficaram satisfeitos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/16/", "verse_text": "'mathurā haite prabhu āilā',--vārtā yabe pāilā\n\nprabhu-pāśa calibāre udyoga karilā", "devanagari": "> ‘মথুরা হৈতে প্রভু আইলা’, — বার্তা যবে পাইলা ।\n> প্রভু-পাশ চলিবারে উদ্যোগ করিলা ॥১৬॥", "synonyms": "*mathurā haite*—de Mathurā; *prabhu āilā*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou; *vārtā*—mensagem; *yabe pāilā*—quando recebeu; *prabhu-pāśa*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calibāre*—ir; *udyoga karilā*—fez um esforço.", "translation": "**Quando recebeu a mensagem de que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu havia regressado da cidade de Mathurā, Raghunātha dāsa esforçou-se por ir aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/17/", "verse_text": "hena-kāle mulukera eka mleccha adhikārī\n\nsaptagrāma-mulukera se haya 'caudhurī'", "devanagari": "> হেন-কালে মুলুকের এক ম্লেচ্ছ অধিকারী ।\n> সপ্তগ্রাম-মুলুকের সে হয় ‘চৌধুরী’ ॥১৭॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nessa época; *mulukera*—do país; *eka*—um; *mleccha*—maometano; *adhikārī*—oficial; *saptagrāma-mulukera*—do lugar conhecido como Saptagrāma; *se*—essa pessoa; *haya*—é; *caudhurī*—cobrador de impostos.", "translation": "**Naquela época, havia um oficial maometano que recolhia os impostos de Saptagrāma.**", "purport": "Antigamente, quando o governo maometano estava no poder, a pessoa nomeada cobrador de impostos recolhia os impostos dos Zamindars locais, ou proprietários de terras. Ficava com um quarto da arrecadação para si como lucro, e o restante entregava ao tesouro do governo."}
{"ref": "cc/antya/6/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/18/", "verse_text": "hiraṇya-dāsa muluka nila 'makrari' kariyā\n\ntāra adhikāra gela, mare se dekhiyā", "devanagari": "> হিরণ্যদাস মুলুক নিল ‘মক্ররি’ করিয়া ।\n> তার অধিকার গেল, মরে সে দেখিয়া ॥১৮॥", "synonyms": "*hiraṇya-dāsa*—o tio de Raghunātha dāsa Gosvāmī; *muluka nila*—assumiu o controle do país; *makrari kariyā*—mediante algum acordo; *tāra adhikāra gela*—o caudhurī maometano perdeu seu cargo; *mare se dekhiyā*—tornou-se extremamente invejoso de Hiraṇya dāsa.", "translation": "**Quando Hiraṇya dāsa, tio de Raghunātha dāsa, fez um acordo com o governo para recolher os impostos, o caudhurī maometano, ou cobrador de impostos, tendo perdido seu cargo, tornou-se extremamente invejoso dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/19/", "verse_text": "bāra lakṣa deya rājāya, sādhe biśa lakṣa\n\nse 'turuk' kichu nā pāñā haila pratipakṣa", "devanagari": "> বার লক্ষ দেয় রাজায়, সাধে বিশ লক্ষ ।\n> সে ‘তুরুক্’ কিছু না পাঞা হৈল প্রতিপক্ষ ॥১৯॥", "synonyms": "*bāra lakṣa*—1.200.000 moedas; *deya*—entrega; *rājāya*—ao governo maometano; *sādhe*—arrecada; *biśa lakṣa*—2.000.000 de moedas; *se turuk*—aquele turco; *kichu*—coisa alguma; *nā pāñā*—não recebendo; *haila pratipakṣa*—tornou-se seu rival.", "translation": "**Hiraṇya dāsa arrecadava 2.000.000 de moedas e, portanto, deveria ter entregado 1.500.000 ao governo. Em vez disso, entregava apenas 1.200.000, obtendo assim um lucro extra de 300.000 moedas. Ao ver isso, o caudhurī maometano, que era um turco, tornou-se seu rival.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/20/", "verse_text": "rāja-ghare kaiphiyat diyā ujīre ānila\n\nhiraṇya-dāsa palāila, raghunāthere bāndhila", "devanagari": "> রাজ-ঘরে কৈফিয়ৎ দিয়া উজীরে আনিল ।\n> হিরণ্যদাস পলাইল, রঘুনাথেরে বান্ধিল ॥২০॥", "synonyms": "*rāja-ghare*—ao tesouro do governo; *kaiphiyat diyā*—enviando um relato confidencial; *ujīre ānila*—trouxe o ministro encarregado; *hiraṇya-dāsa palāila*—Hiraṇya dāsa fugiu; *raghunāthere bāndhila*—prendeu Raghunātha dāsa.", "translation": "**Após enviar um relato confidencial ao tesouro do governo, o caudhurī trouxe o ministro encarregado. O caudhurī veio com a intenção de prender Hiraṇya dāsa, mas este havia saído de casa. Por isso, o caudhurī prendeu Raghunātha dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/21/", "verse_text": "prati-dina raghunāthe karaye bhartsanā\n\n'bāpa-jyeṭhāre āna;, nahe pāibā yātanā", "devanagari": "> প্রতিদিন রঘুনাথে করয়ে ভর্ৎসনা ।\n> ‘বাপ-জ্যেঠারে আন’, নহে পাইবা যাতনা ॥২১॥", "synonyms": "*prati-dina*—diariamente; *raghunāthe*—Raghunātha dāsa; *karaye bhartsanā*—ele repreendia; *bāpa-jyeṭhāre āna*—traze teu pai e o irmão mais velho dele; *nahe*—do contrário; *pāibā yātanā*—serás punido.", "translation": "**Todos os dias, o maometano repreendia Raghunātha dāsa e lhe dizia: \"Traze teu pai e o irmão mais velho dele. Do contrário, serás punido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/22/", "verse_text": "mārite ānaye yadi dekhe raghunāthe\n\nmana phiri' yāya, tabe nā pāre mārite", "devanagari": "> মারিতে আনয়ে যদি দেখে রঘুনাথে ।\n> মন ফিরি’ যায়, তবে না পারে মারিতে ॥২২॥", "synonyms": "*mārite*—para espancar; *ānaye*—traz; *yadi*—quando; *dekhe*—vê; *raghunāthe*—Raghunātha dāsa; *mana*—sua mente; *phiri' yāya*—transforma-se; *tabe*—nesse momento; *nā pāre mārite*—não conseguia espancar.", "translation": "**O caudhurī queria espancá-lo, mas, assim que via o rosto de Raghunātha, sua mente se transformava e ele não conseguia espancá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/23/", "verse_text": "viśeṣe kāyastha-buddhye antare kare ḍara\n\nmukhe tarje garje, mārite sabhaya antara", "devanagari": "> বিশেষে কায়স্থ-বুদ্ধ্যে অন্তরে করে ডর ।\n> মুখে তর্জে গর্জে, মারিতে সভয় অন্তর ॥২৩॥", "synonyms": "*viśeṣe*—especialmente; *kāyastha-buddhye*—considerando-o um kāyastha; *antare*—em seu coração; *kare ḍara*—teme; *mukhe*—com a boca; *tarje garje*—ameaça; *mārite*—para espancar; *sa-bhaya*—temeroso; *antara*—no coração.", "translation": "**De fato, o caudhurī temia Raghunātha dāsa, porque este pertencia à comunidade kāyastha. Embora o caudhurī o repreendesse com vibrações orais, temia espancá-lo.**", "purport": "Raghunātha dāsa pertencia a uma família muito aristocrática da comunidade kāyastha. Tinha influência substancial junto à população local, razão pela qual o caudhurī, ou ministro, temia espancá-lo. Superficialmente, repreendia Raghunātha dāsa com vibrações ameaçadoras, mas não o espancava. Os membros da comunidade kāyastha na Índia são geralmente muito inteligentes e peritos na administração de negócios. Antigamente, eram em sua maioria oficiais do governo. Foram mencionados até mesmo por Yājñavalkya, conforme citado por Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya:\n\ncāta-taṣkara-durvṛttair\nmahā-sāhasikādibhiḥ\npīḍyamānā prajā rakṣet\nkāyasthaiś ca viśeṣṭaḥ\n\nA partir desse verso, fica evidente que os oficiais governamentais da comunidade kāyastha por vezes repreendiam os cidadãos, e, assim, era dever do rei proteger o povo em geral das atrocidades dos kāyasthas. Em Bengala, a comunidade kāyastha é honrada quase tanto quanto a comunidade brāhmaṇa, mas no interior da Índia os kāyasthas são considerados śūdras, porque geralmente comem carne e bebem vinho. De qualquer forma, pela história, os kāyasthas mostram-se muito inteligentes. Dessa maneira, o caudhurī maometano temia Raghunātha dāsa porque este pertencia à comunidade kāyastha."}
{"ref": "cc/antya/6/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/24/", "verse_text": "tabe raghunātha kichu cintilā upāya\n\nvinati kariyā kahe sei mleccha-pāya", "devanagari": "> তবে রঘুনাথ কিছু চিন্তিলা উপায়  ।\n> বিনতি করিয়া কহে সেই ম্লেচ্ছ-পায় ॥২৪॥", "synonyms": "*tabe*—então; *raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *kichu*—algum; *cintilā*—pensou em; *upāya*—meio; *vinati kariyā*—com grande humildade; *kahe*—ele diz; *sei mleccha*—daquele caudhurī maometano; *pāya*—aos pés.", "translation": "**Enquanto isso acontecia, Raghunātha dāsa pensou num ardiloso meio de escapar. Assim, humildemente, apresentou esta súplica aos pés do caudhurī maometano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/25/", "verse_text": "\"āmāra pitā, jyeṭhā haya tomāra dui bhāi\n\nbhāi-bhāiye tomarā kalaha kara sarvadāi", "devanagari": "> “আমার পিতা, জ্যেঠা হয় তোমার দুই ভাই  ।\n> ভাই-ভাইয়ে তোমরা কলহ কর সর্বদাই ॥২৫॥", "synonyms": "*āmāra pitā*—meu pai; *jyeṭhā*—e o irmão mais velho dele; *haya*—são; *tomāra*—teus; *dui bhāi*—dois irmãos; *bhāi-bhāiye*—entre irmão e irmão; *tomarā*—todos vós; *kalaha kara*—lutais; *sarvadāi*—sempre.", "translation": "**\"Meu caro senhor, meu pai e o irmão mais velho dele são ambos teus irmãos. Todos os irmãos sempre lutam por algo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/26/", "verse_text": "kabhu kalaha, kabhu prīti--ihāra niścaya nāi\n\nkāli punaḥ tina bhāi ha-ibā eka-ṭhāñi", "devanagari": "> কভু কলহ, কভু প্রীতি — ইহার নিশ্চয় নাই  ।\n> কালি পুনঃ তিন ভাই হইবা এক-ঠাঞি ॥২৬॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *kalaha*—luta; *kabhu*—às vezes; *prīti*—comportamento amistoso muito íntimo; *ihāra*—dessas coisas; *niścaya nāi*—não há certeza; *kāli*—no dia seguinte; *punaḥ*—novamente; *tina bhāi*—três irmãos; *ha-ibā*—estareis; *eka-ṭhāñi*—num mesmo lugar.", "translation": "**\"Às vezes os irmãos lutam entre si, e às vezes têm relações muito amistosas. Não há certeza de quando ocorrerão tais mudanças. Por isso, tenho certeza de que, embora hoje estejais lutando, amanhã vós três irmãos estareis sentados juntos em paz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/27/", "verse_text": "āmi yaiche pitāra, taiche tomāra bālaka\n\nāmi tomāra pālya, tumi āmāra pālaka", "devanagari": "> আমি যৈছে পিতার, তৈছে তোমার বালক  ।\n> আমি তোমার পাল্য, তুমি আমার পালক ॥২৭॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *yaiche*—assim como; *pitāra*—de meu pai; *taiche*—de modo semelhante; *tomāra*—teu; *bālaka*—filho; *āmi*—eu; *tomāra*—teu; *pālya*—pessoa a ser mantida; *tumi*—tu; *āmāra*—meu; *pālaka*—mantenedor.", "translation": "**\"Assim como sou filho de meu pai, também sou teu. Sou teu dependente, e tu és meu mantenedor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/28/", "verse_text": "pālaka hañā pālyere tāḍite nā yuyāya\n\ntumi sarva-śāstra jāna jindā-pīra'-prāya\"", "devanagari": "> পালক হঞা পাল্যেরে তাড়িতে না যুয়ায়  ।\n> তুমি সর্বশাস্ত্র জান ‘জিন্দাপীর’-প্রায় ।।” ২৮ ॥২৮॥", "synonyms": "*pālaka hañā*—sendo um mantenedor; *pālyere*—a pessoa que é mantida; *tāḍite*—punir; *nā yuyāya*—não é bom; *tumi*—tu; *sarva-śāstra*—todas as escrituras; *jāna*—conheces; *jindā-pīra*—uma pessoa santa viva; *prāya*—assim como.", "translation": "**\"Não é bom que um mantenedor puna a pessoa que mantém. Tu és perito em todas as escrituras. De fato, és como um santo vivo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/29/", "verse_text": "eta śuni' sei mlecchera mana ārdra haila\n\ndāḍi vāhi' aśru paḍe, kāṅdite lāgila", "devanagari": "> এত শুনি’ সেই ম্লেচ্ছের মন আর্দ্র হৈল ।\n> দাড়ি বাহি’ অশ্রু পড়ে, কাঁদিতে লাগিল ॥২৯॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *sei mlecchera*—do maometano; *mana*—mente; *ārdra haila*—enterneceu-se; *dāḍi vāhi'*—escorrendo pela barba; *aśru paḍe*—lágrimas caíam; *kāṅdite lāgila*—começou a chorar.", "translation": "**Ao ouvir a voz suplicante de Raghunātha dāsa, o coração do maometano enterneceu-se. Ele começou a chorar, e as lágrimas escorreram por sua barba.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/30/", "verse_text": "mleccha bale,--\"āji haite tumi--mora'putra'\n\nāji chāḍāimu tomā' kari' eka sūtra\"", "devanagari": "> ম্লেচ্ছ বলে, — “আজি হৈতে তুমি — মোর ‘পুত্র’ ।\n> আজি ছাড়াইমু তোমা’ করি’ এক সূত্র ।।” ॥ ৩০ ॥", "synonyms": "*mleccha bale*—o maometano disse; *āji haite*—a partir de hoje; *tumi*—tu; *mora putra*—meu filho; *āji*—hoje; *chāḍāimu tomā'*—libertar-te-ei; *kari' eka sūtra*—por algum meio.", "translation": "**O caudhurī maometano disse a Raghunātha dāsa: \"A partir de hoje, tu és meu filho. Hoje, por algum meio, providenciarei tua libertação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/31/", "verse_text": "ujire kahiyā raghunāthe chāḍāila\n\nprīti kari' raghunāthe kahite lāgila", "devanagari": "> উজিরে কহিয়া রঘুনাথে ছাড়াইল  ।\n> প্রীতি করি’ রঘুনাথে কহিতে লাগিল ॥৩১॥", "synonyms": "*ujire*—ao ministro; *kahiyā*—falando; *raghunāthe chāḍāila*—libertou Raghunātha dāsa; *prīti kari'*—com grande afeição; *raghunāthe*—a Raghunātha dāsa; *kahite lāgila*—começou a dizer.", "translation": "**Após informar o ministro, o caudhurī libertou Raghunātha dāsa e então começou a falar-lhe com grande afeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/32/", "verse_text": "\"tomāra jyeṭhā nirbuddhi aṣṭa-lakṣa khāya\n\nāmi--bhāgī, āmāre kichu dibāre yuyāya", "devanagari": "> “তোমার জ্যেঠা নির্বুদ্ধি অষ্টলক্ষ খায়  ।\n> আমি — ভাগী, আমারে কিছু দিবারে যুয়ায় ॥৩২॥", "synonyms": "*tomāra jyeṭhā*—o irmão mais velho de teu pai; *nirbuddhi*—desprovido de inteligência; *aṣṭa-lakṣa khāya*—desfruta de 800.000 moedas; *āmi*—eu; *bhāgī*—acionista; *āmāre*—a mim; *kichu*—algo; *dibāre*—dar; *yuyāya*—é apropriado.", "translation": "**\"O irmão mais velho de seu pai é pouco inteligente\", disse ele. \"Ele aproveita disso para mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/33/", "verse_text": "yāha tumi, tomāra jyeṭhāre milāha āmāre\n\nye-mate bhāla haya karuna, bhāra diluṅ tāṅre", "devanagari": "> যাহ তুমি, তোমার জ্যেঠারে মিলাহ আমারে ।\n> যে-মতে ভাল হয় করুন, ভার দিলুঁ তাঁরে ।।” ॥ ৩৩ ॥", "synonyms": "*yāha*—vai; *tumi*—tu; *tomāra*—teu; *jyeṭhāre*—o irmão mais velho de teu pai; *milāha āmāre*—arranja um encontro comigo; *ye-mate*—de qualquer maneira; *bhāla*—bom; *haya*—seja; *karuna*—que ele faça; *bhāra diluṅ tāṅre*—dependerei inteiramente dele.", "translation": "**\"Agora vai e arranja um encontro entre mim e teu tio. Que ele faça o que julgar melhor. Dependerei inteiramente de sua decisão.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/34/", "verse_text": "raghunātha āsi' tabe jyeṭhāre milāila\n\nmleccha-sahita vaśa kaila--saba śānta haila", "devanagari": "> রঘুনাথ আসি’ তবে জ্যেঠারে মিলাইল ।\n> ম্লেচ্ছ-সহিত বশ কৈল — সব শান্ত হৈল ॥৩৪॥", "synonyms": "*raghunātha*—Raghunātha dāsa; *āsi'*—vindo; *tabe*—então; *jyeṭhāre milāila*—arranjou um encontro entre o caudhurī e o irmão mais velho de seu pai; *mleccha-sahita*—com o maometano; *vaśa kaila*—ele resolveu; *saba*—tudo; *śānta haila*—ficou em paz.", "translation": "**Raghunātha dāsa arranjou um encontro entre seu tio e o caudhurī. Este resolveu a questão, e tudo ficou em paz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/35/", "verse_text": "ei-mata raghunāthera vatsareka gela\n\ndvitīya vatsare palāite mana kaila", "devanagari": "> এইমত রঘুনাথের বৎসরেক গেল ।\n> দ্বিতীয় বৎসরে পলাইতে মন কৈল ॥৩৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *vatsareka*—um ano; *gela*—passou; *dvitīya vatsare*—no ano seguinte; *palāite*—fugir de casa; *mana kaila*—ele decidiu.", "translation": "**Dessa maneira, Raghunātha dāsa passou um ano exatamente como um administrador de negócios de primeira classe, mas no ano seguinte ele novamente decidiu deixar o lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/36/", "verse_text": "rātre uṭhi' ekelā calilā palāñā\n\ndūra haite pitā tāṅre ānila dhariyā", "devanagari": "> রাত্রে উঠি’ একেলা চলিলা পলাঞা ।\n> দূর হৈতে পিতা তাঁরে আনিল ধরিয়া ॥৩৬॥", "synonyms": "*rātre*—à noite; *uṭhi'*—levantando-se; *ekelā*—sozinho; *calilā*—partiu; *palāñā*—fugindo; *dūra haite*—de um lugar distante; *pitā*—seu pai; *tāṅre*—a ele; *ānila*—trouxe de volta; *dhariyā*—capturando.", "translation": "**Certa noite, ele levantou-se sozinho e partiu, mas seu pai o capturou num lugar distante e o trouxe de volta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/37/", "verse_text": "ei-mate bāre bāre palāya, dhari' āne\n\ntabe tāṅra mātā kahe tāṅra pitā sane", "devanagari": "> এইমতে বারে বারে পলায়, ধরি’ আনে  ।\n> তবে তাঁর মাতা কহে তাঁর পিতা সনে ॥৩৭॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *bāre bāre*—repetidas vezes; *palāya*—ele foge; *dhari' āne*—traz de volta; *tabe*—então; *tāṅra mātā*—sua mãe; *kahe*—fala; *tāṅra pitā sane*—com seu pai.", "translation": "**Isso tornou-se quase um acontecimento diário. Raghunātha fugia de casa, e seu pai novamente o trazia de volta. Então, a mãe de Raghunātha dāsa começou a falar com seu pai.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/38/", "verse_text": "\"putra bātula' ha-ila, ihāya rākhaha bāndhiyā\"\n\ntāṅra pitā kahe tāre nirviṇṇa hañā", "devanagari": "> “পুত্র ‘বাতুল’ হইল, ইহায় রাখহ বান্ধিয়া”  ।\n> তাঁর পিতা কহে তারে নির্বিণ্ণ হঞা ॥৩৮॥", "synonyms": "*putra*—filho; *bātula ha-ila*—enlouqueceu; *ihāya*—a ele; *rākhaha bāndhiyā*—simplesmente mantém-no atado; *tāṅra pitā*—seu pai; *kahe*—diz; *tāre*—a ela; *nirviṇṇa hañā*—estando muito infeliz.", "translation": "**\"Nosso filho enlouqueceu\", disse ela. \"Simplesmente mantenha-o atado com cordas.\" Seu pai, estando muito infeliz, respondeu-lhe da seguinte forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/39/", "verse_text": "\"indra-sama aiśvarya, strī apsarā-sama\n\ne saba bāndhite nārileka yāṅra mana", "devanagari": "> “ইন্দ্রসম ঐশ্বর্য, স্ত্রী অপ্সরা-সম  ।\n> এ সব বান্ধিতে নারিলেক যাঁর মন ॥৩৯॥", "synonyms": "*indra-sama*—como o rei celestial, Indra; *aiśvarya*—opulência material; *strī*—esposa; *apsarā-sama*—como um anjo do céu; *e saba*—tudo isso; *bāndhite*—atar; *nārileka*—não foi capaz; *yāṅra mana*—cuja mente.", "translation": "**\"Raghunātha dāsa, nosso filho, tem opulências como as de Indra, o rei celestial, e sua esposa é tão bela como um anjo. Contudo, tudo isso não foi capaz de atar sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/40/", "verse_text": "daḍira bandhane tāṅre rākhibā ke-mate?\n\njanma-dātā-pitā nāre 'prārabdha' khaṇḍāite", "devanagari": "> দড়ির বন্ধনে তাঁরে রাখিবা কেমতে ? জন্মদাতা পিতা নারে ‘প্রারব্ধ’ খণ্ডাইতে ॥৪০॥", "synonyms": "*daḍira bandhane*—com laços de cordas; *tāṅre*—a ele; *rākhibā*—manterás; *ke-mate*—como; *janma-dātā-pitā*—o pai que gera o filho; *nāre*—não é capaz; *prārabdha*—a reação de atividades anteriores; *khaṇḍāite*—anular.", "translation": "**\"Como, então, poderíamos manter este rapaz em casa atando-o com cordas? Não é possível nem mesmo ao próprio pai anular as reações das atividades passadas de alguém.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/41/", "verse_text": "caitanya-candrera kṛpā hañāche iṅhāre\n\ncaitanya-candrera 'bātula' ke rākhite pāre?\"", "devanagari": "> চৈতন্যচন্দ্রের কৃপা হঞাছে ইঁহারে  ।\n> চৈতন্যচন্দ্রের ‘বাতুল’ কে রাখিতে পারে ?” ৪১ ॥৪১॥", "synonyms": "*caitanya-candrera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—misericórdia; *hañāche iṅhāre*—foi-lhe concedida; *caitanya-candrera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bātula*—louco; *ke*—quem; *rākhite pāre*—pode manter.", "translation": "**\"O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu-lhe plenamente Sua misericórdia. Quem pode manter em casa tamanho louco de Caitanya-candra?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/42/", "verse_text": "tabe raghunātha kichu vicārilā mane\n\nnityānanda-gosāñira pāśa calilā āra dine", "devanagari": "> তবে রঘুনাথ কিছু বিচারিলা মনে ।\n> নিত্যানন্দ-গোসাঞির পাশ চলিলা আর দিনে ॥৪২॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *kichu*—algo; *vicārilā mane*—considerou em sua mente; *nityānanda-gosāñira pāśa*—a Nityānanda Gosāñi; *calilā*—foi; *āra dine*—no dia seguinte.", "translation": "**Então, Raghunātha dāsa considerou algo em sua mente e, no dia seguinte, dirigiu-se a Nityānanda Gosāñi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/43/", "verse_text": "pānihāṭi-grāme pāilā prabhura daraśana\n\nkīrtanīyā sevaka saṅge āra bahu-jana", "devanagari": "> পানিহাটি-গ্রামে পাইলা প্রভুর দরশন ।\n> কীর্তনীয়া সেবক সঙ্গে আর বহুজন ॥৪৩॥", "synonyms": "*pānihāṭi-grāme*—na aldeia conhecida como Pānihāṭi; *pāilā*—obteve; *prabhura daraśana*—a audiência de Nityānanda Prabhu; *kīrtanīyā sevaka*—executantes de saṅkīrtana e servos; *saṅge*—com; *āra*—e; *bahu-jana*—muitas outras pessoas.", "translation": "**Na aldeia de Pānihāṭi, Raghunātha dāsa obteve uma audiência com Nityānanda Prabhu, que estava acompanhado de muitos executantes de kīrtana, servos e outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/44/", "verse_text": "gaṅgā-tīre vṛkṣa-mūle piṇḍāra upare\n\nvasiyāchena--yena koṭī sūryodaya kare", "devanagari": "> গঙ্গাতীরে বৃক্ষ-মূলে পিণ্ডার উপরে ।\n> বসিয়াছেন — যেন কোটী সূর্যোদয় করে ॥৪৪॥", "synonyms": "*gaṅgā-tīre*—à margem do Ganges; *vṛkṣa-mūle*—debaixo de uma árvore; *piṇḍāra upare*—sobre uma rocha; *vasiyāchena*—estava sentado; *yena*—como se; *koṭī sūrya*—centenas de milhares de sóis; *udaya kare*—nascessem.", "translation": "**Sentado sobre uma rocha debaixo de uma árvore à margem do Ganges, o Senhor Nityānanda parecia tão refulgente como centenas de milhares de sóis nascentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/45/", "verse_text": "tale upare bahu-bhakta hañāche veṣṭita\n\ndekhi' prabhura prabhāva raghunātha--vismita", "devanagari": "> তলে উপরে বহুভক্ত হঞাছে বেষ্টিত ।\n> দেখি’ প্রভুর প্রভাব রঘুনাথ — বিস্মিত ॥৪৫॥", "synonyms": "*tale*—a superfície; *upare*—sobre; *bahu-bhakta*—muitos devotos; *hañāche veṣṭita*—Ele estava rodeado; *dekhi'*—vendo; *prabhura prabhāva*—a influência de Nityānanda Prabhu; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *vismita*—assombrado.", "translation": "**Muitos devotos sentavam-se no chão ao Seu redor. Ao ver a influência de Nityānanda Prabhu, Raghunātha dāsa ficou assombrado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/46/", "verse_text": "daṇḍavat hañā sei paḍilā kata-dūre\n\nsevaka kahe,--'raghunātha daṇḍavat kare'", "devanagari": "> দণ্ডবৎ হঞা সেই পড়িলা কতদূরে ।\n> সেবক কহে, — ‘রঘুনাথ দণ্ডবৎ করে ।।’ ॥ ৪৬ ॥", "synonyms": "*daṇḍavat hañā*—prostrando-se reto como uma vara; *sei*—ele; *paḍilā kata-dūre*—caiu por terra a uma certa distância; *sevaka kahe*—o servo de Nityānanda Prabhu disse; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *daṇḍavat kare*—está oferecendo reverências.", "translation": "**Raghunātha dāsa ofereceu suas reverências prostrando-se a uma certa distância, e o servo de Nityānanda Prabhu observou: \"Ali está Raghunātha dāsa, oferecendo-Lhe reverências.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/47/", "verse_text": "śuni' prabhu kahe,--\"corā dili daraśana\n\nāya, āya, āji tora karimu daṇḍana\"", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু কহে, — “চোরা দিলি দরশন ।\n> আয়, আয়, আজি তোর করিমু দণ্ডন ।।” ॥ ৪৭ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu kahe*—o Senhor Nityānanda Prabhu disse; *corā*—ladrão; *dili daraśana*—vieste ver-Me; *āya āya*—vem cá, vem cá; *āji*—hoje; *tora*—teu; *karimu*—farei; *daṇḍana*—castigo.", "translation": "**Ao ouvir isso, o Senhor Nityānanda Prabhu disse: \"És um ladrão. Agora vieste ver-Me. Vem cá, vem cá. Hoje vou castigar-te!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/48/", "verse_text": "prabhu bolāya, teṅho nikaṭe nā kare gamana\n\nākarṣiyā tāṅra māthe prabhu dharilā caraṇa", "devanagari": "> প্রভু বোলায়, তেঁহো নিকটে না করে গমন ।\n> আকর্ষিয়া তাঁর মাথে প্রভু ধরিলা চরণ ॥৪৮॥", "synonyms": "*prabhu bolāya*—o Senhor chama; *teṅho*—ele; *nikaṭe*—para perto; *nā kare gamana*—não vem; *ākarṣiyā*—trazendo-o para perto; *tāṅra māthe*—sobre sua cabeça; *prabhu*—Nityānanda Prabhu; *dharilā caraṇa*—colocou Seus pés.", "translation": "**O Senhor o chamou, mas Raghunātha dāsa não se aproximou Dele. Então, o Senhor agarrou-o à força e colocou Seus pés de lótus sobre a cabeça de Raghunātha dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/49/", "verse_text": "kautukī nityānanda sahaje dayāmaya\n\nraghunāthe kahe kichu hañā sadaya", "devanagari": "> কৌতুকী নিত্যানন্দ সহজে দয়াময়  ।\n> রঘুনাথে কহে কিছু হঞা সদয় ॥৪৯॥", "synonyms": "*kautukī*—muito divertido; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *sahaje*—por natureza; *dayā-maya*—muito misericordioso; *raghunāthe*—a Raghunātha dāsa; *kahe*—diz; *kichu*—algo; *hañā sa-daya*—sendo misericordioso.", "translation": "**O Senhor Nityānanda era, por natureza, muito misericordioso e divertido. Sendo misericordioso, Ele falou a Raghunātha dāsa da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/50/", "verse_text": "\"nikaṭe nā āisa, corā, bhāga' dūre dūre\n\nāji lāg pāñāchi, daṇḍimu tomāre", "devanagari": "> “নিকটে না আইস, চোরা, ভাগ’ দূরে দূরে  ।\n> আজি লাগ্ পাঞাছি, দণ্ডিমু তোমারে ॥৫০॥", "synonyms": "*nikaṭe*—para perto; *nā āisa*—não vens; *corā*—ladrão; *bhāga'*—vais embora; *dūre dūre*—a uma longa distância; *āji*—hoje; *lāg pāñāchi*—apanhei; *daṇḍimu tomāre*—vou castigar-te.", "translation": "**\"És como um ladrão, pois, em vez de aproximar-te, manténs-te afastado a uma longa distância. Agora que te capturei, vou castigar-te.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/51/", "verse_text": "dadhi, ciḍā bhakṣaṇa karāha mora gaṇe\"\n\nśuni' ānandita haila raghunātha mane", "devanagari": "> দধি, চিড়া ভক্ষণ করাহ মোর গণে ।” শুনি’ আনন্দিত হৈল রঘুনাথ মনে ॥৫১॥", "synonyms": "*dadhi*—iogurte; *ciḍā*—arroz batido; *bhakṣaṇa karāha*—alimenta; *mora gaṇe*—Meus associados; *śuni'*—ouvindo; *ānandita haila*—ficou muito feliz; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *mane*—na mente.", "translation": "**\"Realiza um festival e alimenta todos os Meus associados com iogurte e arroz batido.\" Ao ouvir isso, Raghunātha dāsa ficou imensamente satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/52/", "verse_text": "sei-kṣaṇe nija-loka pāṭhāilā grāme\n\nbhakṣya-dravya loka saba grāma haite āne", "devanagari": "> সেইক্ষণে নিজ-লোক পাঠাইলা গ্রামে ।\n> ভক্ষ্য-দ্রব্য লোক সব গ্রাম হৈতে আনে ॥৫২॥", "synonyms": "*sei-kṣaṇe*—imediatamente; *nija-loka*—seus servos; *pāṭhāilā grāme*—enviou à aldeia próxima; *bhakṣya-dravya*—alimentos; *loka saba*—todas as pessoas; *grāma haite*—da aldeia; *āne*—trazem.", "translation": "**Raghunātha dāsa imediatamente enviou seus próprios homens à aldeia para comprar todo tipo de alimentos e trazê-los de volta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/53/", "verse_text": "ciḍā, dadhi, dugdha, sandeśa, āra cini, kalā\n\nsaba dravya ānāñā caudike dharilā", "devanagari": "> চিড়া দধি, দুগ্ধ, সন্দেশ, আর চিনি, কলা ।\n> সব দ্রব্য আনাঞা চৌদিকে ধরিলা ॥৫৩॥", "synonyms": "*ciḍā*—arroz batido; *dadhi*—iogurte; *dugdha*—leite; *sandeśa*—doces; *āra*—e; *cini*—açúcar; *kalā*—banana; *saba*—todos; *dravya*—ingredientes; *ānāñā*—mandando trazer; *cau-dike*—por toda a volta; *dharilā*—dispôs.", "translation": "**Raghunātha dāsa trouxe arroz batido, iogurte, leite, doces, açúcar, bananas e outros alimentos, e dispôs tudo ao redor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/54/", "verse_text": "'mahotsava'-nāma śuni' brāhmaṇa-sajjana\n\nāsite lāgila loka asaṅkhya-gaṇana", "devanagari": "> ‘মহোত্সব’-নাম শুনি’ ব্রাহ্মণ-সজ্জন ।\n> আসিতে লাগিল লোক অসংখ্য-গণন ॥৫৪॥", "synonyms": "*mahotsava*—festival; *nāma*—nome; *śuni*—ouvindo; *brāhmaṇa-sat-jana*—brāhmaṇas e outros cavalheiros; *āsite lāgila*—começaram a afluir; *loka*—pessoas; *asaṅkhya-gaṇana*—inumeráveis.", "translation": "**Assim que souberam que ia se realizar um festival, brāhmaṇas de toda sorte e outros cavalheiros começaram a chegar. Dessa forma, havia pessoas inumeráveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/55/", "verse_text": "āra grāmāntara haite sāmagrī ānila\n\nśata dui-cāri holnā tāṅhā ānāila", "devanagari": "> আর গ্রামান্তর হৈতে সামগ্রী আনিল ।\n> শত দুই-চারি হোল্না তাঁহা আনাইল ॥৫৫॥", "synonyms": "*āra*—também; *grāma-antara haite*—de outras aldeias; *sāmagrī*—artigos; *ānila*—trouxe; *śata*—cem; *dui-cāri*—duas a quatro; *holnā*—vasilhas redondas de barro; *tāṅhā*—ali; *ānāila*—mandou trazer.", "translation": "**Vendo a multidão aumentar, Raghunātha dāsa providenciou que se trouxessem mais alimentos de outras aldeias. Ele também trouxe de duzentas a quatrocentas vasilhas grandes e redondas de barro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/56/", "verse_text": "baḍa baḍa mṛt-kuṇḍikā ānāila pāṅca sāte\n\neka vipra prabhu lāgi' ciḍā bhijāya tāte", "devanagari": "> বড় বড় মৃৎকুণ্ডিকা আনাইল পাঁচ সাত়ে ।\n> এক বিপ্র প্রভু লাগি’ চিড়া ভিজায় তাতে ॥৫৬॥", "synonyms": "*baḍa baḍa*—grandes, grandes; *mṛt-kuṇḍikā*—bacias de barro; *ānāila*—mandou trazer; *pāṅca sāte*—cinco ou sete; *eka vipra*—um brāhmaṇa; *prabhu lāgi'*—para Nityānanda Prabhu; *ciḍā*—o arroz batido; *bhijāya*—pôs de molho; *tāte*—nelas.", "translation": "**Ele também obteve cinco ou sete bacias de barro especialmente grandes, e nessas bacias um brāhmaṇa começou a pôr de molho o arroz batido para a satisfação do Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/57/", "verse_text": "eka-ṭhāñi tapta-dugdhe ciḍā bhijāñā\n\nardheka chānila dadhi, cini, kalā diyā", "devanagari": "> এক-ঠাঞি তপ্ত-দুগ্ধে চিড়া ভিজাঞা ।\n> অর্ধেক ছানিল দধি, চিনি, কলা দিয়া ॥৫৭॥", "synonyms": "*eka-ṭhāñi*—num lugar; *tapta-dugdhe*—em leite quente; *ciḍā*—o arroz batido; *bhijāñā*—pondo de molho; *ardheka*—metade dele; *chānila*—misturou; *dadhi*—iogurte; *cini*—açúcar; *kalā*—bananas; *diyā*—acrescentando.", "translation": "**Num lugar, o arroz batido foi posto de molho em leite quente em cada uma das bacias grandes. Em seguida, metade do arroz foi misturada com iogurte, açúcar e bananas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/58/", "verse_text": "āra ardheka ghanāvṛta-dugdhete chānila\n\ncāṅpā-kalā, cini, ghṛta, karpūra tāte dila", "devanagari": "> আর অর্ধেক ঘনাবৃত-দুগ্ধেতে ছানিল ।\n> চাঁপাকলা, চিনি, ঘৃত, কর্পূর তাতে দিল ॥৫৮॥", "synonyms": "*āra ardheka*—a outra metade; *ghana-āvṛta*—condensado; *dugdhete*—em leite; *chānila*—misturou; *cāṅpā-kalā*—um tipo especial de banana; *cini*—açúcar; *ghṛta*—manteiga clarificada, ghee; *karpūra*—cânfora; *tāte dila*—acrescentou a isso.", "translation": "**A outra metade foi misturada com leite condensado e um tipo especial de banana conhecido como cāṅpā-kalā. Depois, acrescentaram-se açúcar, manteiga clarificada e cânfora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/59/", "verse_text": "dhuti pari' prabhu yadi piṇḍāte vasilā\n\nsāta-kuṇḍī vipra tāṅra āgete dharilā", "devanagari": "> ধুতি পরি’ প্রভু যদি পিণ্ডাতে বসিলা ।\n> সাতকুণ্ডী বিপ্র তাঁর আগেতে ধরিলা ॥৫৯॥", "synonyms": "*dhuti pari'*—vestindo uma roupa nova; *prabhu*—o Senhor Nityānanda; *yadi*—quando; *piṇḍāte vasilā*—sentou-se numa plataforma elevada; *sāta-kuṇḍī*—as sete grandes, grandes vasilhas de barro; *vipra*—o brāhmaṇa; *tāṅra āgete*—diante Dele; *dharilā*—colocou.", "translation": "**Depois que Nityānanda Prabhu trocou Sua roupa por uma nova e Se sentou numa plataforma elevada, o brāhmaṇa trouxe diante Dele as sete enormes vasilhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/60/", "verse_text": "cabutarā-upare yata prabhura nija-gaṇe\n\nbaḍa baḍa loka vasilā maṇḍalī-racane", "devanagari": "> চবুতরা-উপরে যত প্রভুর নিজগণে ।\n> বড় বড় লোক বসিলা মণ্ডলী-রচনে ॥৬০॥", "synonyms": "*cabutarā-upare*—sobre a plataforma elevada; *yata*—todos; *prabhura nija-gaṇe*—os associados mais íntimos do Senhor; *baḍa baḍa loka*—grandes, grandes pessoas; *vasilā*—sentaram-se; *maṇḍalī-racane*—em círculo.", "translation": "**Sobre aquela plataforma, todos os associados mais importantes de Śrī Nityānanda Prabhu, bem como outros homens importantes, sentaram-se em círculo ao redor do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/61/", "verse_text": "rāmadāsa, sundarānanda, dāsa-gadādhara\n\nmurāri, kamalākara, sadāśiva, purandara", "devanagari": "> রামদাস, সুন্দরানন্দ, দাস-গদাধর ।\n> মুরারি, কমলাকর, সদাশিব, পুরন্দর ॥৬১॥", "synonyms": "*rāmadāsa*—Rāmadāsa; *sundarānanda*—Sundarānanda; *dāsa-gadādhara*—Gadādhara dāsa; *murāri*—Murāri; *kamalākara*—Kamalākara; *sadāśiva*—Sadāśiva; *purandara*—Purandara.", "translation": "**Entre eles estavam Rāmadāsa, Sundarānanda, Gadādhara dāsa, Murāri, Kamalākara, Sadāśiva e Purandara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/62/", "verse_text": "dhanañjaya, jagadīśa, parameśvara-dāsa\n\nmaheśa, gaurīdāsa, hoḍa-kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> ধনঞ্জয়, জগদীশ, পরমেশ্বর-দাস ।\n> মহেশ, গৌরীদাস, হোড়-কৃষ্ণদাস ॥৬২॥", "synonyms": "*dhanañjaya*—Dhanañjaya; *jagadīśa*—Jagadīśa; *parameśvara-dāsa*—Parameśvara dāsa; *maheśa*—Maheśa; *gaurīdāsa*—Gaurīdāsa; *hoḍa-kṛṣṇadāsa*—Hoḍa Kṛṣṇadāsa.", "translation": "**Dhanañjaya, Jagadīśa, Parameśvara dāsa, Maheśa, Gaurīdāsa e Hoḍa Kṛṣṇadāsa também estavam presentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/63/", "verse_text": "uddhāraṇa datta ādi yata nija-gaṇa\n\nupare vasilā saba, ke kare gaṇana?", "devanagari": "> উদ্ধারণ দত্ত আদি যত নিজগণ ।\n> উপরে বসিলা সব, কে করে গণন ? ॥ ৬৩ ॥", "synonyms": "*uddhāraṇa datta*—Uddhāraṇa Datta; *ādi*—e outras pessoas semelhantes; *yata nija gaṇa*—todos os companheiros pessoais; *upare*—acima; *vasilā*—sentaram-se; *saba*—todos; *ke*—quem; *kare gaṇana*—pode contar.", "translation": "**De modo semelhante, Uddhāraṇa Datta Ṭhākura e muitos outros companheiros pessoais do Senhor sentaram-se na plataforma elevada com Nityānanda Prabhu. Ninguém poderia contá-los a todos.**", "purport": "Os devotos aqui mencionados são descritos por Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura em seu Anubhāṣya. Para mais informações, pode-se consultar as seguintes referências no *Ādi-līlā*. Rāmadāsa—Capítulo Dez, textos 116 e 118, e Capítulo Onze, textos 13 e 16. Sundarānanda—11.23. Gadādhara dāsa—10.53. Seu nome completo é Murāri Caitanya dāsa, e ele é um companheiro pessoal de Nityānanda Prabhu. Assim, deve-se consultar o Capítulo Onze, texto 20. Kamalākara—11.24. Sadāśiva—11.38. Purandara—11.28. Dhanañjaya—11.31. Jagadīśa—11.30. Parameśvara—11.29. Maheśa—11.32. Gaurīdāsa—11.26. Hoḍa Kṛṣṇadāsa—11.47. Uddhāraṇa Datta Ṭhākura—11.41."}
{"ref": "cc/antya/6/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/64/", "verse_text": "śuni' paṇḍita bhaṭṭācārya yata vipra āilā\n\nmānya kari' prabhu sabāre upare vasāilā", "devanagari": "> শুনি’ পণ্ডিত ভট্টাচার্য যত বিপ্র আইলা ।\n> মান্য করি’ প্রভু সবারে উপরে বসাইলা ॥৬৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *paṇḍita bhaṭṭācārya*—eruditos e sacerdotes letrados; *yata*—todos; *vipra*—brāhmaṇas; *āilā*—vieram; *mānya kari'*—prestando honra; *prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *sabāre*—a todos eles; *upare vasāilā*—fez sentar-se no alto.", "translation": "**Ao ouvirem falar do festival, toda sorte de eruditos letrados, brāhmaṇas e sacerdotes dirigiram-se ao local. O Senhor Nityānanda Prabhu honrou-os e fê-los sentar-se na plataforma elevada com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/65/", "verse_text": "dui dui mṛt-kuṇḍikā sabāra āge dila\n\neke dugdha-ciḍā, āre dadhi-ciḍā kaila", "devanagari": "> দুই দুই মৃৎকুণ্ডিকা সবার আগে দিল ।\n> একে দুগ্ধ-চিড়া, আরে দধি-চিড়া কৈল ॥৬৫॥", "synonyms": "*dui dui*—dois a dois; *mṛt-kuṇḍikā*—potes de barro; *sabāra āge*—diante de todos; *dila*—ofereceu; *eke*—em um; *dugdha-ciḍā*—arroz batido com leite condensado; *āre*—no outro; *dadhi-ciḍā*—arroz batido com iogurte; *kaila*—pôs.", "translation": "**A todos foram oferecidos dois potes de barro. Num deles pôs-se arroz batido com leite condensado e, no outro, arroz batido com iogurte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/66/", "verse_text": "āra yata loka saba cotarā-talāne\n\nmaṇḍalī-bandhe vasilā, tāra nā haya gaṇane", "devanagari": "> আর যত লোক সব চৌতরা-তলানে ।\n> মণ্ডলী-বন্ধে বসিলা, তার না হয় গণনে ॥৬৬॥", "synonyms": "*āra*—outras; *yata*—tantas quantas; *loka*—pessoas; *saba*—todas; *cotarā-talāne*—na base da plataforma; *maṇḍalī-bandhe*—em grupos; *vasilā*—sentaram-se; *tāra*—delas; *nā haya gaṇane*—não havia conta.", "translation": "**Todas as demais pessoas sentaram-se em grupos ao redor da plataforma. Ninguém poderia contar quantas pessoas havia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/67/", "verse_text": "ekeka janāre dui dui holnā dila\n\ndadhi-ciḍā dugdha-ciḍā, duite bhijāila", "devanagari": "> একেক জনারে দুই দুই হোল্না দিল ।\n> দধি-চিড়া দুগ্ধ-চিড়া, দুইতে ভিজাইল ॥৬৭॥", "synonyms": "*ekeka janāre*—a cada um deles; *dui dui*—dois a dois; *holnā dila*—foram fornecidos potes de barro; *dadhi-ciḍā*—arroz batido com iogurte; *dugdha-ciḍā*—arroz batido com leite condensado; *duite*—nos dois potes; *bhijāila*—foram embebidos.", "translation": "**A cada um deles foram fornecidos dois potes de barro—um de arroz batido embebido em iogurte e outro de arroz batido embebido em leite condensado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/68/", "verse_text": "kona kona vipra upare sthāna nā pāñā\n\ndui holnāya ciḍā bhijāya gaṅgā-tīre giyā", "devanagari": "> কোন কোন বিপ্র উপরে স্থান না পাঞা ।\n> দুই হোল্নায় চিড়া ভিজায় গঙ্গাতীরে গিয়া ॥৬৮॥", "synonyms": "*kona kona*—alguns; *vipra*—brāhmaṇas; *upare*—na plataforma; *sthāna nā pāñā*—não tendo conseguido um lugar; *dui holnāya*—em dois potes de barro; *ciḍā bhijāya*—embebem o arroz batido; *gaṅgā-tīre*—à margem do Ganges; *giyā*—indo.", "translation": "**Alguns dos brāhmaṇas, não tendo conseguido um lugar na plataforma, dirigiram-se à margem do Ganges com seus dois potes de barro e ali embeberam o arroz batido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/69/", "verse_text": "tīre sthāna nā pāñā āra kata jana\n\njale nāmi' dadhi-ciḍā karaye bhakṣaṇa", "devanagari": "> তীরে স্থান না পাঞা আর কত জন ।\n> জলে নামি’ দধি-চিড়া করয়ে ভক্ষণ ॥৬৯॥", "synonyms": "*tīre*—na margem; *sthāna*—lugar; *nā pāñā*—não tendo conseguido; *āra*—outras; *kata*—algumas; *jana*—pessoas; *jale nāmi'*—descendo à água; *dadhi-ciḍā*—iogurte e arroz batido; *karaye bhakṣaṇa*—começaram a comer.", "translation": "**Outros, que não conseguiram um lugar nem mesmo à margem do Ganges, desceram à água e começaram a comer suas duas variedades de arroz batido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/70/", "verse_text": "keha upare, keha tale, keha gaṅgā-tīre\n\nbiśa-jana tina-ṭhāñi pariveśana kare", "devanagari": "> কেহ উপরে, কেহ তলে, কেহ গঙ্গাতীরে ।\n> বিশজন তিন-ঠাঞি পরিবেশন করে ॥৭০॥", "synonyms": "*keha upare*—alguns na plataforma; *keha tale*—alguns na base da plataforma; *keha gaṅgā-tīre*—alguns à margem do Ganges; *biśa-jana*—vinte homens; *tina-ṭhāñi*—em três lugares; *pariveśana kare*—distribuíam.", "translation": "**Assim, alguns sentaram-se na plataforma, alguns na base da plataforma e alguns à margem do Ganges, e todos foram providos de dois potes cada pelos vinte homens que distribuíam o alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/71/", "verse_text": "hena-kāle āilā tathā rāghava paṇḍita\n\nhāsite lāgilā dekhi' hañā vismita", "devanagari": "> হেনকালে আইলা তথা রাঘব পণ্ডিত ।\n> হাসিতে লাগিলা দেখি’ হঞা বিস্মিত ॥৭১॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *āilā*—chegou; *tathā*—ali; *rāghava paṇḍita*—o grande erudito chamado Rāghava Paṇḍita; *hāsite lāgilā*—começou a rir; *dekhi'*—vendo; *hañā vismita*—ficando assombrado.", "translation": "**Nesse momento, Rāghava Paṇḍita chegou ao local. Vendo a situação, ele começou a rir, tomado de grande surpresa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/72/", "verse_text": "ni-sakḍi nānā-mata prasāda ānila\n\nprabhure āge diyā bhakta-gaṇe bāṅṭi dila", "devanagari": "> নি-সক্ড়ি নানামত প্রসাদ আনিল ।\n> প্রভুরে আগে দিয়া ভক্তগণে বাঁটি দিল ॥৭২॥", "synonyms": "*ni-sakḍi*—alimento cozido em ghee; *nānā-mata*—vários tipos; *prasāda*—restos do alimento do Senhor; *ānila*—ele trouxe; *prabhure āge*—diante do Senhor Nityānanda; *diyā*—colocando; *bhakta-gaṇe*—a todos os devotos; *bāṅṭi dila*—distribuiu.", "translation": "**Ele trouxe muitos outros tipos de alimento cozido em ghee e ofereceu-os ao Senhor. Esse prasāda ele colocou primeiro diante do Senhor Nityānanda e, em seguida, distribuiu entre os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/73/", "verse_text": "prabhure kahe,--\"tomā lāgi' bhoga lāgāila\n\ntumi ihāṅ utsava kara, ghare prasāda rahila\"", "devanagari": "> প্রভুরে কহে, — “তোমা লাগি’ ভোগ লাগাইল ।\n> তুমি ইহাঁ উৎসব কর, ঘরে প্রসাদ রহিল ।।” ॥ ৭৩ ॥", "synonyms": "*prabhure kahe*—ele disse ao Senhor Nityānanda Prabhu; *tomā lāgi'*—para Ti; *bhoga lāgāila*—ofereci alimento à Deidade; *tumi*—Tu; *ihāṅ*—aqui; *utsava kara*—estás ocupado em um festival; *ghare*—em casa; *prasāda*—o prasāda; *rahila*—permaneceu.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita disse ao Senhor Nityānanda: \"Para Ti, senhor, eu já ofereci alimento à Deidade, mas Tu estás ocupado num festival aqui, e, por isso, o alimento jaz ali intocado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/74/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"e-dravya dine kariye bhojana\n\nrātrye tomāra ghare prasāda karimu bhakṣaṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এ-দ্রব্য দিনে করিয়ে ভোজন ।\n> রাত্র্যে তোমার ঘরে প্রসাদ করিমু ভক্ষণ ॥৭৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Nityānanda Prabhu disse; *e-dravya*—este alimento; *dine*—durante o dia; *kariye bhojana*—deixa-Me comer; *rātrye*—à noite; *tomāra ghare*—em tua casa; *prasāda*—o prasāda; *karimu bhakṣaṇa*—comerei.", "translation": "**O Senhor Nityānanda respondeu: \"Deixa-Me comer todo este alimento aqui durante o dia, e à noite comerei em tua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/75/", "verse_text": "gopa-jāti āmi bahu gopa-gaṇa saṅge\n\nāmi sukha pāi ei pulina-bhojana-raṅge\"", "devanagari": "> গোপ-জাতি আমি বহু গোপগণ সঙ্গে ।\n> আমি সুখ পাই এই পুলিনভোজন-রঙ্গে ।।” ॥ ৭৫ ॥", "synonyms": "*gopa-jāti*—pertencente à comunidade de vaqueirinhos; *āmi*—Eu; *bahu*—muitos; *gopa-gaṇa*—vaqueirinhos; *saṅge*—com; *āmi*—Eu; *sukha pāi*—fico muito feliz; *ei*—este; *pulina*—à beira do rio; *bhojana-raṅge*—no prazer de comer.", "translation": "**\"Pertenço a uma comunidade de vaqueirinhos e, portanto, em geral tenho muitos companheiros vaqueirinhos coMigo. Fico feliz quando comemos juntos num piquenique como este, à margem arenosa do rio.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/76/", "verse_text": "rāghave vasāñā dui kuṇḍī deoyāilā\n\nrāghava dvividha ciḍā tāte bhijāilā", "devanagari": "> রাঘবে বসাঞা দুই কুণ্ডী দেওয়াইলা ।\n> রাঘব দ্বিবিধ চিড়া তাতে ভিজাইলা ॥৭৬॥", "synonyms": "*rāghave*—Rāghava Paṇḍita; *vasāñā*—fazendo sentar-se; *dui*—dois; *kuṇḍī*—potes de barro; *deoyāilā*—providenciou que lhe fossem entregues; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *dvi-vidha*—duas espécies; *ciḍā*—arroz batido; *tāte*—neles; *bhijāilā*—embebeu.", "translation": "**O Senhor Nityānanda fez Rāghava Paṇḍita sentar-se e providenciou que dois potes lhe fossem entregues também. Neles havia duas espécies de arroz batido embebido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/77/", "verse_text": "sakala-lokera ciḍā pūrṇa yabe ha-ila\n\ndhyāne tabe prabhu mahāprabhure ānila", "devanagari": "> সকল-লোকের চিড়া পূর্ণ যবে হইল ।\n> ধ্যানে তবে প্রভু মহাপ্রভুরে আনিল ॥৭৭॥", "synonyms": "*sakala-lokera*—de todos; *ciḍā*—arroz batido; *pūrṇa*—completo; *yabe*—quando; *ha-ila*—foi; *dhyāne*—em meditação; *tabe*—nesse momento; *prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *mahāprabhure ānila*—trouxe Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando o arroz batido foi servido a todos, o Senhor Nityānanda Prabhu, em meditação, trouxe Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/78/", "verse_text": "mahāprabhu āilā dekhi' nitāi uṭhilā\n\ntāṅre lañā sabāra ciḍā dekhite lāgilā", "devanagari": "> মহাপ্রভু আইলা দেখি’ নিতাই উঠিলা ।\n> তাঁরে লঞা সবার চিড়া দেখিতে লাগিলা ॥৭৮॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *dekhi'*—vendo; *nitāi*—o Senhor Nityānanda; *uṭhilā*—levantou-se; *tāṅre lañā*—com Ele; *sabāra*—de todos; *ciḍā*—arroz batido; *dekhite lāgilā*—começaram a ver.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou, o Senhor Nityānanda Prabhu levantou-se. Eles então observaram como os demais desfrutavam do arroz batido com iogurte e leite condensado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/79/", "verse_text": "sakala kuṇḍīra, holnāra ciḍāra eka eka grāsa\n\nmahāprabhura mukhe dena kari' parihāsa", "devanagari": "> সকল কুণ্ডীর, হোল্নার চিড়ার এক এক গ্রাস ।\n> মহাপ্রভুর মুখে দেন করি’ পরিহাস ॥৭৯॥", "synonyms": "*sakala kuṇḍīra*—de todos os potes; *holnāra*—dos potes grandes; *ciḍāra*—de arroz batido; *eka eka grāsa*—um bocado; *mahāprabhura mukhe*—na boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dena*—coloca; *kari' parihāsa*—fazendo uma brincadeira.", "translation": "**De cada um dos potes, o Senhor Nityānanda Prabhu pegava um bocado de arroz batido e o colocava na boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu como brincadeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/80/", "verse_text": "hāsi' mahāprabhu āra eka grāsa lañā\n\ntāṅra mukhe diyā khāoyāya hāsiyā hāsiyā", "devanagari": "> হাসি’ মহাপ্রভু আর এক গ্রাস লঞা ।\n> তাঁর মুখে দিয়া খাওয়ায় হাসিয়া হাসিয়া ॥৮০॥", "synonyms": "*hāsi'*—sorrindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āra*—outro; *eka grāsa*—um bocado; *lañā*—pegando; *tāṅra mukhe*—na boca do Senhor Nityānanda Prabhu; *diyā*—colocando; *khāoyāya*—faz comer; *hāsiyā hāsiyā*—rindo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, também sorrindo, pegava um bocado de alimento, colocava-o na boca de Nityānanda e ria enquanto fazia o Senhor Nityānanda comê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/81/", "verse_text": "ei-mata nitāi bule sakala maṇḍale\n\ndāṇḍāñā raṅga dekhe vaiṣṇava sakale", "devanagari": "> এইমত নিতাই বুলে সকল মণ্ডলে ।\n> দাণ্ডাঞা রঙ্গ দেখে বৈষ্ণব সকলে ॥৮১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nitāi bule*—o Senhor Nityānanda caminhava; *sakala maṇḍale*—por todos os grupos; *dāṇḍāñā*—de pé; *raṅga dekhe*—veem a diversão; *vaiṣṇava sakale*—todos os vaiṣṇavas.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor Nityānanda caminhava por todos os grupos de comensais, e todos os vaiṣṇavas que ali estavam de pé observavam a diversão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/82/", "verse_text": "ki kariyā beḍāya,--ihā keha nāhi jāne\n\nmahāprabhura darśana pāya kona bhāgyavāne", "devanagari": "> কি করিয়া বেড়ায়, — ইহা কেহ নাহি জানে ।\n> মহাপ্রভুর দর্শন পায় কোন ভাগ্যবানে ॥৮২॥", "synonyms": "*ki kariyā*—fazendo o quê; *beḍāya*—caminha por entre; *ihā*—isto; *keha nāhi jāne*—ninguém conseguia compreender; *mahāprabhura darśana pāya*—veem Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kona bhāgyavāne*—alguns homens afortunados.", "translation": "**Ninguém conseguia compreender o que Nityānanda Prabhu fazia enquanto caminhava de um lado para outro. Alguns, contudo, que eram muito afortunados, podiam ver que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu também estava presente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/83/", "verse_text": "tabe hāsi' nityānanda vasilā āsane\n\ncāri kuṇḍī āroyā ciḍā rākhilā ḍāhine", "devanagari": "> তবে হাসি’ নিত্যানন্দ বসিলা আসনে ।\n> চারি কুণ্ডী আরোয়া চিড়া রাখিলা ডাহিনে ॥৮৩॥", "synonyms": "*tabe hāsi'*—então, sorrindo; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *vasilā āsane*—sentou-se em Seu assento; *cāri kuṇḍī*—quatro potes de barro; *āroyā ciḍā*—arroz batido que não foi feito de paddy cozido; *rākhilā ḍāhine*—manteve à Sua direita.", "translation": "**Então, Nityānanda Prabhu sorriu e sentou-se. À Sua direita, manteve quatro potes de arroz batido que não havia sido feito de paddy cozido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/84/", "verse_text": "āsana diyā mahāprabhure tāhāṅ vasāilā\n\ndui bhāi tabe ciḍā khāite lāgilā", "devanagari": "> আসন দিয়া মহাপ্রভুরে তাহাঁ বসাইলা ।\n> দুই ভাই তবে চিড়া খাইতে লাগিলা ॥৮৪॥", "synonyms": "*āsana diyā*—oferecendo um lugar para sentar; *mahāprabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāṅ*—ali; *vasāilā*—fez sentar; *dui bhāi*—os dois irmãos; *tabe*—naquele momento; *ciḍā*—arroz batido; *khāite lāgilā*—começaram a comer.", "translation": "**O Senhor Nityānanda ofereceu a Śrī Caitanya Mahāprabhu um lugar e fê-lO sentar-se. Então, juntos, os dois irmãos começaram a comer arroz batido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/85/", "verse_text": "dekhi' nityānanda-prabhu ānandita hailā\n\nkata kata bhāvāveśa prakāśa karilā", "devanagari": "> দেখি’ নিত্যানন্দপ্রভু আনন্দিত হৈলা ।\n> কত কত ভাবাবেশ প্রকাশ করিলা ॥৮৫॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *nityānanda-prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *ānandita hailā*—ficou muito feliz; *kata kata*—tanto; *bhāva-āveśa*—amor extático; *prakāśa karilā*—Ele manifestou.", "translation": "**Ao ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu comendo com Ele, o Senhor Nityānanda Prabhu ficou muito feliz e manifestou variedades de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/86/", "verse_text": "ājñā dilā,--'hari bali' karaha bhojana'\n\n'hari' 'hari'-dhvani uṭhi' bharila bhuvana", "devanagari": "> আজ্ঞা দিলা, — ‘হরি বলি’ করহ ভোজন’ ।\n> ‘হরি’ ‘হরি’-ধ্বনি উঠি’ ভরিল ভুবন ॥৮৬॥", "synonyms": "*ājñā dilā*—Ele ordenou; *hari bali'*—dizendo \"Hari\"; *karaha bhojana*—comei todos vós; *hari hari-dhvani*—o ressoar de \"Hari, Hari\"; *uṭhi'*—erguendo-se; *bharila bhuvana*—encheu o universo.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu ordenou: \"Comei todos vós, cantando o santo nome de Hari.\" Imediatamente, os santos nomes \"Hari, Hari\" ressoaram, enchendo todo o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/87/", "verse_text": "'hari' 'hari' bali' vaiṣṇava karaye bhojana\n\npulina-bhojana sabāra ha-ila smaraṇa", "devanagari": "> ‘হরি’ ‘হরি’ বলি’ বৈষ্ণব করয়ে ভোজন ।\n> পুলিন-ভোজন সবার হইল স্মরণ ॥৮৭॥", "synonyms": "*hari hari bali'*—cantando Hari, Hari; *vaiṣṇava*—todos os vaiṣṇavas; *karaye bhojana*—comem; *pulina-bhojana*—comer na margem do Yamunā; *sabāra ha-ila smaraṇa*—todos puderam recordar.", "translation": "**Enquanto todos os vaiṣṇavas cantavam os santos nomes \"Hari, Hari\" e comiam, eles recordaram como Kṛṣṇa e Balarāma comeram com Seus companheiros, os meninos vaqueirinhos, na margem do Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/88/", "verse_text": "nityānanda mahāprabhu--kṛpālu, udāra\n\nraghunāthera bhāgye eta kailā aṅgīkāra", "devanagari": "> নিত্যানন্দ মহাপ্রভু — কৃপালু, উদার ।\n> রঘুনাথের ভাগ্যে এত কৈলা অঙ্গীকার ॥৮৮॥", "synonyms": "*nityānanda mahāprabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpālu*—misericordiosos; *udāra*—generosos; *raghunāthera bhāgye*—pela grande fortuna de Raghunātha dāsa; *eta*—tudo isto; *kailā aṅgīkāra*—Eles aceitaram.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Nityānanda Prabhu são extremamente misericordiosos e generosos. Foi pela boa fortuna de Raghunātha dāsa que Eles aceitaram todos esses tratos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/89/", "verse_text": "nityānanda-prabhāva-kṛpā jānibe kon jana?\n\nmahāprabhu āni' karāya pulina-bhojana", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-প্রভাব-কৃপা জানিবে কোন্ জন ?\n> মহাপ্রভু আনি’ করায় পুলিন-ভোজন ॥৮৯॥", "synonyms": "*nityānanda*—de Nityānanda Prabhu; *prabhāva-kṛpā*—a influência e a misericórdia; *jānibe*—pode conhecer; *kon jana*—quem; *mahāprabhu āni'*—trazendo Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāya pulina-bhojana*—induz-nO a comer na margem do rio.", "translation": "**Quem pode compreender a influência e a misericórdia do Senhor Nityānanda Prabhu? Ele é tão poderoso que induziu o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu a vir comer arroz batido na margem do Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/90/", "verse_text": "śrī-rāmadāsādi gopa premāviṣṭa hailā\n\ngaṅgā-tīre 'yamunā-pulina' jñāna kailā", "devanagari": "> শ্রীরামদাসাদি গোপ প্রেমাবিষ্ট হৈলা ।\n> গঙ্গাতীরে ‘যমুনা-পুলিন’ জ্ঞান কৈলা ॥৯০॥", "synonyms": "*śrī-rāmadāsa-ādi*—encabeçados por Śrī Rāmadāsa; *gopa*—os meninos vaqueirinhos; *prema-āviṣṭa hailā*—ficaram absortos em amor extático; *gaṅgā-tīre*—a margem do rio Ganges; *yamunā-pulina*—a margem do rio Yamunā; *jñāna kailā*—eles pensaram.", "translation": "**Todos os devotos íntimos que eram meninos vaqueirinhos, encabeçados por Śrī Rāmadāsa, ficaram absortos em amor extático. Eles pensavam que a margem do Ganges fosse a margem do Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/91/", "verse_text": "mahotsava śuni' pasāri nānā-grāma haite\n\nciḍā, dadhi, sandeśa, kalā ānila vecite", "devanagari": "> মহোৎসব শুনি’ পসারি নানা-গ্রাম হৈতে ।\n> চিড়া, দধি, সন্দেশ, কলা আনিল বেচিতে ॥৯১॥", "synonyms": "*mahotsava śuni'*—ouvindo falar deste festival; *pasāri*—os comerciantes; *nānā-grāma*—de várias aldeias; *haite*—de; *ciḍā*—arroz batido; *dadhi*—iogurte; *sandeśa*—doces; *kalā*—bananas; *ānila*—trouxeram; *vecite*—para vender.", "translation": "**Quando os comerciantes de muitas outras aldeias ouviram falar do festival, chegaram ali para vender arroz batido, iogurte, doces e bananas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/92/", "verse_text": "yata dravya lañā āise, saba mūlya kari' laya\n\ntāra dravya mūlya diyā tāhāre khāoyāya", "devanagari": "> যত দ্রব্য লঞা আইসে, সব মূল্য করি’ লয় ।\n> তার দ্রব্য মূল্য দিয়া তাহারে খাওয়ায় ॥৯২॥", "synonyms": "*yata dravya*—todos os artigos; *lañā*—trazendo; *āise*—vêm; *saba*—todos; *mūlya kari' laya*—Raghunātha comprava; *tāra dravya*—de seus produtos; *mūlya diyā*—dando o preço; *tāhāre khāoyāya*—alimentava-os.", "translation": "**À medida que chegavam, trazendo todo tipo de alimento, Raghunātha dāsa comprava tudo. Ele lhes dava o preço por seus produtos e, depois, alimentava-os com o mesmíssimo alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/93/", "verse_text": "kautuka dekhite āila yata yata jana\n\nsei ciḍā, dadhi, kalā karila bhakṣaṇa", "devanagari": "> কৌতুক দেখিতে আইল যত যত জন ।\n> সেই চিড়া, দধি, কলা করিল ভক্ষণ ॥৯৩॥", "synonyms": "*kautuka*—essas coisas divertidas; *dekhite*—para ver; *āila*—chegaram; *yata yata jana*—todo tipo de homens; *sei*—eles; *ciḍā*—arroz batido; *dadhi*—iogurte; *kalā*—bananas; *karila bhakṣaṇa*—comeram.", "translation": "**Qualquer um que viesse ver como se desenrolavam essas coisas divertidas também era alimentado com arroz batido, iogurte e bananas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/94/", "verse_text": "bhojana kari' nityānanda ācamana kailā\n\ncāri kuṇḍīra avaśeṣa raghunāthe dilā", "devanagari": "> ভোজন করি’ নিত্যানন্দ আচমন কৈলা ।\n> চারি কুণ্ডীর অবশেষ রঘুন়াথে দিলা ॥৯৪॥", "synonyms": "*bhojana kari'*—após terminar de comer; *nityānanda*—Nityānanda Prabhu; *ācamana kailā*—lavando as mãos e a boca; *cāri kuṇḍīra*—dos quatro potes; *avaśeṣa*—o que restava; *raghunāthe dilā*—entregou a Raghunātha dāsa.", "translation": "**Após o Senhor Nityānanda Prabhu terminar de comer, Ele lavou as mãos e a boca e deu a Raghunātha dāsa o alimento que restava nos quatro potes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/95/", "verse_text": "āra tina kuṇḍikāya avaśeṣa chila\n\ngrāse-grāse kari' vipra saba bhakte dila", "devanagari": "> আর তিন কুণ্ডিকায় অবশেষ ছিল ।\n> গ্রাসে-গ্রাসে করি’ বিপ্র সব ভক্তে দিল ॥৯৫॥", "synonyms": "*āra*—outros; *tina kuṇḍikāya*—em três potes; *avaśeṣa chila*—havia alimento restante; *grāse-grāse*—em pequenas porções; *kari'*—distribuindo; *vipra*—um brāhmaṇa; *saba bhakte*—a todos os devotos; *dila*—distribuiu.", "translation": "**Havia alimento restante nos três outros grandes potes do Senhor Nityānanda, e um brāhmaṇa o distribuiu a todos os devotos, dando uma porção a cada um.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/96/", "verse_text": "puṣpa-mālā vipra āni' prabhu-gale dila\n\ncandana āniyā prabhura sarvāṅge lepila", "devanagari": "> পুষ্পমালা বিপ্র আনি’ প্রভু-গলে দিল ।\n> চন্দন আনি প্রভুর সর্বাঙ্গে লেপিল ॥৯৬॥", "synonyms": "*puṣpa-mālā*—uma guirlanda de flores; *vipra*—um brāhmaṇa; *āni'*—trazendo; *prabhu-gale*—no pescoço do Senhor Nityānanda Prabhu; *dila*—colocou; *candana āniyā*—trazendo polpa de sândalo; *prabhura*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *sarvāṅge lepila*—untou por todo o corpo.", "translation": "**Então um brāhmaṇa trouxe uma guirlanda de flores, colocou-a no pescoço de Nityānanda Prabhu e untou polpa de sândalo por todo o Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/97/", "verse_text": "sevaka tāmbūla lañā kare samarpaṇa\n\nhāsiyā hāsiyā prabhu karaye carvaṇa", "devanagari": "> সেবক তাম্বূল লঞা করে সমর্পণ ।\n> হাসিয়া হাসিয়া প্রভু করয়ে চর্বণ ॥৯৭॥", "synonyms": "*sevaka*—servo; *tāmbūla*—nozes de bétel; *lañā*—trazendo; *kare samarpaṇa*—oferece; *hāsiyā hāsiyā*—sorrindo; *prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *karaye carvaṇa*—mastiga.", "translation": "**Quando um servo trouxe nozes de bétel e as ofereceu ao Senhor Nityānanda, o Senhor sorriu e as mastigou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/98/", "verse_text": "mālā-candana-tāmbūla śeṣa ye āchila\n\nśrī-haste prabhu tāhā sabākāre bāṅṭi' dila", "devanagari": "> মালা-চন্দন-তাম্বূল শেষ যে আছিল ।\n> শ্রীহস্তে প্রভু তাহা সবাকারে বাঁটি’ দিল ॥৯৮॥", "synonyms": "*mālā-candana-tāmbūla*—as guirlandas de flores, a polpa de sândalo e o bétel; *śeṣa ye āchila*—tudo o que restava; *śrī-haste*—com Suas próprias mãos; *prabhu*—Nityānanda Prabhu; *tāhā*—isso; *sabākāre*—a todos; *bāṅṭi' dila*—distribuiu.", "translation": "**Com Suas próprias mãos, o Senhor Nityānanda Prabhu distribuiu a todos os devotos as guirlandas de flores, a polpa de sândalo e as nozes de bétel que restavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/99/", "verse_text": "ānandita raghunātha prabhura 'śeṣa, pāñā\n\nāpanāra gaṇa-saha khāilā bāṅtiyā", "devanagari": "> আনন্দিত রঘুনাথ প্রভুর ‘শেষ’ পাঞা ।\n> আপনার গণ-সহ খাইলা বাঁটিয়া ॥৯৯॥", "synonyms": "*ānandita*—estando muito feliz; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *prabhura śeṣa pāñā*—após receber os restos deixados pelo Senhor Nityānanda Prabhu; *āpanāra gaṇa*—seus próprios companheiros; *saha*—com; *khāilā*—comeu; *bāṅtiyā*—distribuindo.", "translation": "**Após receber os restos do alimento deixado pelo Senhor Nityānanda Prabhu, Raghunātha dāsa, que ficou imensamente feliz, comeu um pouco e distribuiu o restante entre seus próprios companheiros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/100/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ nityānandera vihāra\n\n'ciḍā-dadhi-mahotsava'-nāme khyāti yāra", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ নিত্যানন্দের বিহার ।\n> ‘চিড়া-দধি-মহোৎসব’-নামে খ্যাতি যার ॥১০০॥", "synonyms": "*ei ta'*—dessa maneira; *kahiluṅ*—descrevi; *nityānandera vihāra*—os passatempos do Senhor Nityānanda Prabhu; *ciḍā-dadhi-mahotsava*—o festival de comer arroz batido e iogurte; *nāme*—de nome; *khyāti*—a fama; *yāra*—do qual.", "translation": "**Dessa maneira, descrevi os passatempos do Senhor Nityānanda Prabhu relacionados com o célebre festival de arroz batido e iogurte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/101/", "verse_text": "prabhu viśrāma kailā, yadi dina-śeṣa haila\n\nrāghava-mandire tabe kīrtana ārambhila", "devanagari": "> প্রভু বিশ্রাম কৈলা, যদি দিন-শেষ হৈল ।\n> রাঘব-মন্দিরে তবে কীর্তন আরম্ভিল ॥১০১॥", "synonyms": "*prabhu*—Nityānanda Prabhu; *viśrāma kailā*—descansou; *yadi*—quando; *dina-śeṣa haila*—o dia terminou; *rāghava-mandire*—no templo de Rāghava Paṇḍita; *tabe*—naquele momento; *kīrtana ārambhila*—deu início ao cantar congregacional do santo nome.", "translation": "**Nityānanda Prabhu descansou durante o dia e, ao terminar o dia, dirigiu-se ao templo de Rāghava Paṇḍita e deu início ao cantar congregacional do santo nome do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/102/", "verse_text": "bhakta saba nācāñā nityānanda-rāya\n\nśeṣe nṛtya kare preme jagat bhāsāya", "devanagari": "> ভক্ত সব নাচাঞা নিত্যানন্দ-রায় ।\n> শেষে নৃত্য করে প্রেমে জগৎ ভাসায় ॥১০২॥", "synonyms": "*bhakta saba*—todos os devotos; *nācāñā*—fazendo dançar; *nityānanda-rāya*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *śeṣe*—ao final; *nṛtya kare*—começou a dançar; *preme*—em amor extático; *jagat bhāsāya*—inundou o mundo inteiro.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu primeiro influenciou todos os devotos a dançar e, por fim, Ele próprio começou a dançar, inundando assim o mundo inteiro em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/103/", "verse_text": "mahāprabhu tāṅra nṛtya karena daraśana\n\nsabe nityānanda dekhe, nā dekhe anya-jana", "devanagari": "> মহাপ্রভু তাঁর নৃত্য করেন দরশন ।\n> সবে নিত্যানন্দ দেখে, না দেখে অন্যজন ॥১০৩॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—Sua; *nṛtya*—dança; *karena daraśana*—vê; *sabe*—somente; *nityānanda dekhe*—Nityānanda Prabhu vê; *nā dekhe*—não veem; *anya-jana*—os outros.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu observava a dança do Senhor Nityānanda Prabhu. Nityānanda Prabhu podia ver isso, mas os outros não podiam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/104/", "verse_text": "nityānandera nṛtya,--yena tāṅhāra nartane\n\nupamā dibāra nāhi e-tina bhuvane", "devanagari": "> নিত্যানন্দের নৃত্য, — যেন তাঁহার নর্তনে ।\n> উপমা দিবার নাহি এ-তিন ভুবনে ॥১০৪॥", "synonyms": "*nityānandera nṛtya*—a dança do Senhor Nityānanda Prabhu; *yena*—como; *tāṅhāra nartane*—com a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upamā dibāra nāhi*—não pode haver comparação alguma; *e-tina bhuvane*—dentro destes três mundos.", "translation": "**A dança do Senhor Nityānanda Prabhu, assim como a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu, não pode ser comparada a nada dentro destes três mundos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/105/", "verse_text": "nṛtyera mādhurī kebā varṇibāre pāre\n\nmahāprabhu āise yei nṛtya dekhibāre", "devanagari": "> নৃত্যের মাধুরী কেবা বর্ণিবারে পারে ।\n> মহাপ্রভু আইসে যেই নৃত্য দেখিবারে ॥১০৫॥", "synonyms": "*nṛtyera mādhurī*—a doçura da dança; *kebā*—quem; *varṇibāre pāre*—pode descrever; *mahāprabhu āise*—Śrī Caitanya Mahāprabhu vem; *yei*—essa; *nṛtya*—dança; *dekhibāre*—para ver.", "translation": "**Ninguém é capaz de descrever adequadamente a doçura da dança do Senhor Nityānanda. O próprio Śrī Caitanya Mahāprabhu vem para vê-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/106/", "verse_text": "nṛtya kari' prabhu yabe viśrāma karilā\n\nbhojanera lāgi' paṇḍita nivedana kailā", "devanagari": "> নৃত্য করি’ প্রভু যবে বিশ্রাম করিলা ।\n> ভোজনের লাগি’ পণ্ডিত নিবেদন কৈলা ॥১০৬॥", "synonyms": "*nṛtya kari'*—após dançar; *prabhu*—o Senhor Nityānanda; *yabe*—quando; *viśrāma karilā*—descansou; *bhojanera lāgi'*—para Sua refeição; *paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *nivedana kailā*—apresentou um pedido.", "translation": "**Após a dança e depois que o Senhor Nityānanda havia descansado, Rāghava Paṇḍita apresentou o pedido de que o Senhor jantasse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/107/", "verse_text": "bhojane vasilā prabhu nija-gaṇa lañā\n\nmahāprabhura āsana ḍāhine pātiyā", "devanagari": "> ভোজনে বসিলা প্রভু নিজগণ লঞা ।\n> মহাপ্রভুর আসন ডাহিনে পাতিয়া ॥১০৭॥", "synonyms": "*bhojane*—para comer; *vasilā*—sentou-se; *prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *nija-gaṇa lañā*—com Seus próprios companheiros pessoais; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsana*—assento; *ḍāhine pātiyā*—dispondo do lado direito.", "translation": "**O Senhor Nityānanda Prabhu sentou-se para jantar com Seus companheiros pessoais e dispôs um assento ao Seu lado direito para Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/108/", "verse_text": "mahāprabhu āsi' sei āsane vasila\n\ndekhi' rāghavera mane ānanda bāḍila", "devanagari": "> মহাপ্রভু আসি’ সেই আসনে বসিল ।\n> দেখি’ রাঘবের মনে আনন্দ বাড়িল ॥১০৮॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsi'*—vindo; *sei āsane*—naquele assento; *vasila*—sentou-se; *dekhi'*—vendo; *rāghavera mane*—na mente de Rāghava Paṇḍita; *ānanda*—grande felicidade; *bāḍila*—aumentou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu veio até lá e sentou-se em Seu lugar. Ao ver isso, Rāghava Paṇḍita sentiu uma felicidade crescente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/109/", "verse_text": "dui-bhāi-āge prasāda āniyā dharilā\n\nsakala vaiṣṇave piche pariveśana kailā", "devanagari": "> দুইভাই-আগে প্রসাদ আনিয়া ধরিলা ।\n> সকল বৈষ্ণবে পিছে পরিবেশন কৈলা ॥১০৯॥", "synonyms": "*dui-bhāi-āge*—diante dos dois irmãos; *prasāda*—os restos do alimento oferecido ao Senhor Kṛṣṇa; *āniyā*—trazendo; *dharilā*—colocou; *sakala vaiṣṇave*—a todos os vaiṣṇavas; *piche*—em seguida; *pariveśana kailā*—distribuiu.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita trouxe o prasāda diante dos dois irmãos e, em seguida, distribuiu o prasāda a todos os demais vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/110/", "verse_text": "nānā-prakāra piṭhā, pāyasa, divya śālyanna\n\namṛta nindaye aiche vividha vyañjana", "devanagari": "> নানাপ্রকার পিঠা, পায়স, দিব্য শাল্যন্ন ।\n> অমৃত নিন্দয়ে ঐছে বিবিধ ব্যঞ্জন ॥১১০॥", "synonyms": "*nānā-prakāra piṭhā*—vários tipos de bolo; *pāyasa*—arroz-doce; *divya śālyanna*—arroz fino cozido; *amṛta*—néctar; *nindaye*—superava; *aiche*—tais; *vividha vyañjana*—variedades de hortaliças.", "translation": "**Havia variedades de bolos, arroz-doce e arroz fino cozido que superavam o sabor do néctar. Havia também variedades de hortaliças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/111/", "verse_text": "rāghava-ṭhākurera prasāda amṛtera sāra\n\nmahāprabhu yāhā khāite āise bāra bāra", "devanagari": "> রাঘব-ঠাকুরের প্রসাদ অমৃতের সার  ।\n> মহাপ্রভু যাহা খাইতে আইসে বার বার ॥১১১॥", "synonyms": "*rāghava-ṭhākurera*—de Rāghava Paṇḍita; *prasāda*—alimento oferecido à Deidade; *amṛtera sāra*—a essência do néctar; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāhā*—o qual; *khāite*—comer; *āise*—vinha; *bāra bāra*—repetidas vezes.", "translation": "**O alimento preparado e oferecido à Deidade por Rāghava Paṇḍita era como a essência do néctar. Śrī Caitanya Mahāprabhu vinha ali repetidas vezes para comer tal prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/112/", "verse_text": "pāka kari' rāghava yabe bhoga lāgāya\n\nmahāprabhura lāgi' bhoga pṛthak bāḍaya", "devanagari": "> পাক করি’ রাঘব যবে ভোগ লাগায়  ।\n> মহাপ্রভুর লাগি’ ভোগ পৃথক্ বাড়য় ॥১১২॥", "synonyms": "*pāka kari'*—após cozinhar; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *yabe*—quando; *bhoga lāgāya*—oferece alimento à Deidade; *mahāprabhura lāgi'*—para o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhoga*—oferenda; *pṛthak*—separada; *bāḍaya*—dispõe.", "translation": "**Quando Rāghava Paṇḍita oferecia o alimento à Deidade após cozinhar, ele preparava uma oferenda separada para Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/113/", "verse_text": "prati-dina mahāprabhu karena bhojana\n\nmadhye madhye prabhu tāṅre dena daraśana", "devanagari": "> প্রতিদিন মহাপ্রভু করেন ভোজন ।\n> মধ্যে মধ্যে প্রভু তাঁরে দেন দরশন ॥১১৩॥", "synonyms": "*prati-dina*—diariamente; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena bhojana*—come; *madhye madhye*—às vezes; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *dena daraśana*—concede Sua audiência.", "translation": "**Todos os dias, Śrī Caitanya Mahāprabhu comia na casa de Rāghava Paṇḍita. Às vezes, Ele concedia a Rāghava Paṇḍita a oportunidade de vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/114/", "verse_text": "dui bhāire rāghava āni' pariveśe\n\nyatna kari' khāoyāya, nā rahe avaśeṣe", "devanagari": "> দুই ভাইরে রাঘব আনি’ পরিবেশে ।\n> যত্ন করি’ খাওয়ায়, না রহে অবশেষে ॥১১৪॥", "synonyms": "*dui bhāire*—aos dois irmãos; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *āni'*—trazendo; *pariveśe*—distribuía; *yatna kari'*—com grande atenção; *khāoyāya*—alimentava-Os; *nā rahe avaśeṣe*—não havia restos.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita trazia e distribuía prasāda aos dois irmãos, alimentando-Os com grande atenção. Eles comiam tudo e, por isso, não sobravam restos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/115/", "verse_text": "kata upahāra āne, hena nāhi jāni\n\nrāghavera ghare rāndhe rādhā-ṭhākurāṇī", "devanagari": "> কত উপহার আনে, হেন নাহি জানি ।\n> রাঘবের ঘরে রান্ধে রাধা-ঠাকুরাণী ॥১১৫॥", "synonyms": "*kata upahāra*—muitas oferendas; *āne*—traz; *hena*—tais; *nāhi jāni*—não consigo compreender; *rāghavera ghare*—na casa de Rāghava Paṇḍita; *rāndhe*—cozinha; *rādhā-ṭhākurāṇī*—a mãe suprema, Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**Ele trazia tantas oferendas que ninguém conseguia conhecê-las perfeitamente. De fato, era uma realidade que a mãe suprema, Rādhārāṇī, cozinhava pessoalmente na casa de Rāghava Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/116/", "verse_text": "durvāsāra ṭhāñi teṅho pāñāchena vara\n\namṛta ha-ite pāka tāṅra adhika madhura", "devanagari": "> দুর্বাসার ঠাঞি তেঁহো পাঞাছেন বর ।\n> অমৃত হইতে পাক তাঁর অধিক মধুর ॥১১৬॥", "synonyms": "*durvāsāra ṭhāñi*—de Durvāsā Muni; *teṅho*—Ela; *pāñāchena vara*—recebeu a bênção; *amṛta ha-ite*—do que o néctar; *pāka*—a comida; *tāṅra*—Sua; *adhika madhura*—mais doce.", "translation": "**Śrīmatī Rādhārāṇī recebeu de Durvāsā Muni a bênção de que tudo o que Ela cozinhasse seria mais doce que o néctar. Essa é a característica especial de Sua culinária.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/117/", "verse_text": "sugandhi sundara prasāda--mādhuryera sāra\n\ndui bhāi tāhā khāñā santoṣa apāra", "devanagari": "> সুগন্ধি সুন্দর প্রসাদ — মাধুর্যের সার ।\n> দুই ভাই তাহা খাঞা সন্তোষ অপার ॥১১৭॥", "synonyms": "*su-gandhi*—fragrante; *sundara*—belo; *prasāda*—alimento; *mādhuryera sāra*—a essência de toda doçura; *dui bhāi*—os dois irmãos; *tāhā*—aquilo; *khāñā*—comendo; *santoṣa apāra*—muitíssimo felizes.", "translation": "**Aromático e agradável de se ver, o alimento era a essência de toda doçura. Assim, os dois irmãos, o Senhor Caitanya Mahāprabhu e o Senhor Nityānanda Prabhu, comeram-no com grande satisfação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/118/", "verse_text": "bhojane vasite raghunāthe kahe sarva-jana\n\npaṇḍita kahe,--iṅha pāche karibe bhojana'", "devanagari": "> ভোজনে বসিতে রঘুনাথে কহে সর্বজন ।\n> পণ্ডিত কহে, — ‘ইঁহ পাছে করিবে ভোজন ।।’ ॥ ১১৮ ॥", "synonyms": "*bhojane*—para comer; *vasite*—sentar-se; *raghunāthe*—a Raghunātha dāsa; *kahe*—pediram; *sarva-jana*—todos; *paṇḍita kahe*—Rāghava Paṇḍita disse; *iṅha*—este; *pāche*—mais tarde; *karibe bhojana*—comerá.", "translation": "**Todos os devotos presentes pediram a Raghunātha dāsa que se sentasse e tomasse prasāda, mas Rāghava Paṇḍita lhes disse: \"Ele tomará prasāda mais tarde.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/119/", "verse_text": "bhakta-gaṇa ākaṇṭha bhariyā karila bhojana\n\n'hari' dhvani kari' uṭhi' kailā ācamana", "devanagari": "> ভক্তগণ আকণ্ঠ ভরিয়া করিল ভোজন ।\n> ‘হরি’ ধ্বনি করি’ উঠি’ কৈলা আচমন ॥১১৯॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *ākaṇṭha*—até o pescoço; *bhariyā*—enchendo-se; *karila bhojana*—tomaram prasāda; *hari dhvani*—o cantar do santo nome de Hari; *kari'*—fazendo; *uṭhi'*—levantando-se; *kailā ācamana*—lavaram a boca e as mãos.", "translation": "**Todos os devotos tomaram prasāda, enchendo-se até a borda. Em seguida, cantando o santo nome de Hari, levantaram-se e lavaram as mãos e a boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/120/", "verse_text": "bhojana kari' dui bhāi kailā ācamana\n\nrāghava āni' parāilā mālya-candana", "devanagari": "> ভোজন করি’ দুই ভাই কৈলা আচমন ।\n> রাঘব আনি’ পরাইলা মাল্য-চন্দন ॥১২০॥", "synonyms": "*bhojana kari'*—após comerem; *dui bhāi*—os dois irmãos; *kailā ācamana*—lavaram as mãos e a boca; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *āni'*—trazendo; *parāilā*—adornou-Os com; *mālya-candana*—guirlandas de flores e polpa de sândalo.", "translation": "**Após comerem, os dois irmãos lavaram as mãos e a boca. Em seguida, Rāghava Paṇḍita trouxe guirlandas de flores e polpa de sândalo e adornou-Os.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/121/", "verse_text": "biḍā khāoyāilā, kailā caraṇa vandana\n\nbhakta-gaṇe dilā biḍā, mālya-candana", "devanagari": "> বিড়া খাওয়াইলা, কৈলা চরণ বন্দন ।\n> ভক্তগণে দিলা বিড়া, মাল্য-চন্দন ॥১২১॥", "synonyms": "*biḍā khāoyāilā*—ofereceu nozes de bétel; *kailā caraṇa vandana*—orou aos pés de lótus; *bhakta-gaṇe*—aos devotos; *dilā*—deu; *biḍā*—nozes de bétel; *mālya-candana*—guirlandas e polpa de sândalo.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita ofereceu-Lhes nozes de bétel e adorou Seus pés de lótus. Ele também distribuiu nozes de bétel, guirlandas de flores e polpa de sândalo aos devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/122/", "verse_text": "rāghavera kṛpā raghunāthera upare\n\ndui bhāiera avaśiṣṭa pātra dilā tāṅre", "devanagari": "> রাঘবের কৃপা রঘুনাথের উপরে ।\n> দুই ভাইএর অবশিষ্ট পাত্র দিলা তাঁরে ॥১২২॥", "synonyms": "*rāghavera*—de Rāghava Paṇḍita; *kṛpā*—a misericórdia; *raghunāthera upare*—a Raghunātha dāsa; *dui bhāiera*—dos dois irmãos; *avaśiṣṭa*—dos restos de alimento; *pātra*—os pratos; *dilā tāṅre*—ofereceu a ele.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita, sendo muito misericordioso para com Raghunātha dāsa, ofereceu-lhe os pratos com os restos de alimento deixados pelos dois irmãos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/123/", "verse_text": "kahilā,--\"caitanya gosāñi kariyāchena bhojana\n\ntāṅra śeṣa pāile, tomāra khaṇḍila bandhana\"", "devanagari": "> কহিলা, — “চৈতন্য গোসাঞি করিয়াছেন ভোজন ।\n> তাঁর শেষ পাইলে, তোমার খণ্ডিল বন্ধন ।।” ॥ ১২৩ ॥", "synonyms": "*kahilā*—ele disse; *caitanya gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyāchena bhojana*—comeu; *tāṅra śeṣa*—Seus restos; *pāile*—se tomares; *tomāra*—teu; *khaṇḍila*—cessará; *bandhana*—cativeiro.", "translation": "**Ele disse: \"O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu comeu deste alimento. Se tomares Seus restos, ficarás liberto do cativeiro de tua família.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/124/", "verse_text": "bhakta-citte bhakta-gṛhe sadā avasthāna\n\nkabhu gupta, kabhu vyakta, svatantra bhagavān", "devanagari": "> ভক্ত-চিত্তে ভক্ত-গৃহে সদা অবস্থান ।\n> কভু গুপ্ত, কভু ব্যক্ত, স্বতন্ত্র ভগবান্ ॥১২৪॥", "synonyms": "*bhakta-citte*—no coração de um devoto; *bhakta-gṛhe*—na casa de um devoto; *sadā avasthāna*—sempre reside; *kabhu gupta*—às vezes oculto; *kabhu vyakta*—às vezes manifesto; *svatantra*—plenamente independente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**A Suprema Personalidade de Deus sempre reside ou no coração ou no lar de um devoto. Esse fato às vezes está oculto e às vezes está manifesto, pois a Suprema Personalidade de Deus é plenamente independente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/125/", "verse_text": "sarvatra 'vyāpaka' prabhura sadā sarvatra vāsa\n\nihāte saṁśaya yāra, sei yāya nāśa", "devanagari": "> সর্বত্র ‘ব্যাপক’ প্রভুর সদা সর্বত্র বাস ।\n> ইহাতে সংশয় যার, সেই যায় নাশ ॥১২৫॥", "synonyms": "*sarvatra*—em toda parte; *vyāpaka*—penetrante; *prabhura*—da Suprema Personalidade de Deus; *sadā*—sempre; *sarvatra*—em toda parte; *vāsa*—residência; *ihāte*—acerca disto; *saṁśaya*—dúvida; *yāra*—de quem; *sei*—ele; *yāya nāśa*—é aniquilado.", "translation": "**A Suprema Personalidade de Deus é onipenetrante e, portanto, reside em toda parte. Quem quer que duvide disto será aniquilado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/126/", "verse_text": "prāte nityānanda prabhu gaṅgā-snāna kariyā\n\nsei vṛkṣa-mūle vasilā nija-gaṇa lañā", "devanagari": "> প্রাতে নিত্যানন্দ প্রভু গঙ্গাস্নান করিয়া ।\n> সেই বৃক্ষমূলে বসিলা নিজগণ লঞা ॥১২৬॥", "synonyms": "*prāte*—pela manhã; *nityānanda prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *gaṅgā-snāna*—o banho no Ganges; *kariyā*—após realizar; *sei vṛkṣa-mūle*—sob aquela árvore; *vasilā*—sentou-se; *nija-gaṇa lañā*—com Seus associados.", "translation": "**Pela manhã, após tomar Seu banho no Ganges, Nityānanda Prabhu sentou-se com Seus associados sob a mesma árvore sob a qual havia se sentado anteriormente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/127/", "verse_text": "raghunātha āsi' kailā caraṇa vandana\n\nrāghava-paṇḍita-dvārā kailā nivedana", "devanagari": "> রঘুনাথ আসি’ কৈলা চরণ বন্দন  ।\n> রাঘবপণ্ডিত-দ্বারা কৈলা নিবেদন ॥১২৭॥", "synonyms": "*raghunātha*—Raghunātha dāsa; *āsi'*—vindo; *kailā caraṇa vandana*—adorou Seus pés de lótus; *rāghava-paṇḍita-dvārā*—por intermédio de Rāghava Paṇḍita; *kailā nivedana*—submeteu seu desejo.", "translation": "**Raghunātha dāsa foi até lá e adorou os pés de lótus do Senhor Nityānanda. Por intermédio de Rāghava Paṇḍita, ele submeteu seu desejo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/128/", "verse_text": "\"adhama, pāmara mui hīna jīvādhama!\n\nmora icchā haya--pāṅa caitanya-caraṇa", "devanagari": "> “অধম, পামর মুই হীন জীবাধম ! মোর ইচ্ছা হয় — পাঙ চৈতন্য-চরণ ॥১২৮॥", "synonyms": "*adhama*—o mais caído; *pāmara*—o mais pecaminoso; *mui*—eu; *hīna*—condenado; *jīva-adhama*—o mais baixo de todos os seres vivos; *mora*—meu; *icchā*—desejo; *haya*—é; *pāṅa*—posso obter; *caitanya-caraṇa*—o refúgio dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Sou o mais baixo dos homens, o mais pecaminoso, caído e condenado. Não obstante, desejo alcançar o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/129/", "verse_text": "vāmana hañā yena cānda dharibāre cāya\n\naneka yatna kainu, tāte kabhu siddha naya", "devanagari": "> বামন হঞা যেন চান্দ ধরিবারে চায়  ।\n> অনেক যত্ন কৈনু, তাতে কভু সিদ্ধ নয় ॥১২৯॥", "synonyms": "*vāmana hañā*—sendo um anão; *yena*—como se; *cānda*—a lua; *dharibāre*—apanhar; *cāya*—quer; *aneka yatna*—muitas tentativas; *kainu*—fiz; *tāte*—nisso; *kabhu siddha naya*—não obtive êxito.", "translation": "**\"Tal como um anão que quer apanhar a lua, esforcei-me ao máximo muitas vezes, mas jamais obtive êxito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/130/", "verse_text": "yata-bāra palāi āmi gṛhādi chādiyā\n\npitā, mātā--dui more rākhaye bāndhiyā", "devanagari": "> যতবার পলাই আমি গৃহাদি ছাড়িয়া  ।\n> পিতা, মাতা — দুই মোরে রাখয়ে বান্ধিয়া ॥১৩০॥", "synonyms": "*yata-bāra*—quantas vezes; *palāi*—vou embora; *āmi*—eu; *gṛha-ādi chāḍiyā*—abandonando minha relação com o lar; *pitā mātā*—pai e mãe; *dui*—ambos; *more*—a mim; *rākhaye bāndhiyā*—mantêm-me atado.", "translation": "**\"Todas as vezes que tentei ir embora e abandonar minhas relações domésticas, meu pai e minha mãe, infelizmente, mantinham-me atado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/131/", "verse_text": "tomāra kṛpā vinā keha 'caitanya' nā pāya\n\ntumi kṛpā kaile tāṅre adhameha pāya", "devanagari": "> তোমার কৃপা বিনা কেহ ‘চৈতন্য’ না পায়  ।\n> তুমি কৃপা কৈলে তাঁরে অধমেহ পায় ॥১৩১॥", "synonyms": "*tomāra kṛpā*—Tua misericórdia; *vinā*—sem; *keha*—ninguém; *caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā pāya*—não pode obter; *tumi kṛpā kaile*—se fores misericordioso; *tāṅre*—a Ele; *adhameha*—mesmo a alma caída; *pāya*—pode obter.", "translation": "**\"Ninguém pode alcançar o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu sem Tua misericórdia, mas, se fores misericordioso, até mesmo o mais baixo dos homens poderá alcançar refúgio a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/132/", "verse_text": "ayogya mui nivedana karite kari bhaya\n\nmore 'caitanya' deha' gosāñi hañā sadaya", "devanagari": "> অযোগ্য মুই নিবেদন করিতে করি ভয়  ।\n> মোরে ‘চৈতন্য’ দেহ’ গোসাঞি হঞা সদয় ॥১৩২॥", "synonyms": "*ayogya*—indigno; *mui*—eu; *nivedana karite*—submeter meus desejos; *kari bhaya*—temo; *more*—a mim; *caitanya deha'*—dá bondosamente o refúgio do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gosāñi*—ó meu Senhor; *hañā sa-daya*—sendo misericordioso.", "translation": "**\"Embora seja indigno e tema profundamente submeter esta súplica, ainda assim peço-te, senhor, que sejas especialmente misericordioso para comigo, concedendo-me refúgio aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/133/", "verse_text": "mora māthe pada dhari' karaha prasāda\n\nnirvighne caitanya pāṅa--kara āśīrvāda\"", "devanagari": "> মোর মাথে পদ ধরি’ করহ প্রসাদ  ।\n> নির্বিঘ্নে চৈতন্য পাঙ — কর আশীর্বাদ ।।” ১৩৩ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*mora māthe*—sobre minha cabeça; *pada dhari'*—pondo Teus pés; *karaha prasāda*—abençoa-me; *nirvighne*—sem dificuldade; *caitanya pāṅa*—que eu possa obter o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kara āśīrvāda*—dá esta bênção.", "translation": "**\"Pondo Teus pés sobre minha cabeça, dá-me a bênção de que eu possa alcançar o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu sem dificuldade. Rogo por esta bênção.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/134/", "verse_text": "śuni' hāsi' kahe prabhu saba bhakta-gaṇe\n\n\"ihāra viṣaya-sukha--indra-sukha-sama", "devanagari": "> শুনি’ হাসি’ কহে প্রভু সব ভক্তগণে  ।\n> “ইহার বিষয়সুখ — ইন্দ্রসুখ-সমে ॥১৩৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *hāsi'*—sorrindo; *kahe*—diz; *prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *saba bhakta-gaṇe*—a todos os devotos; *ihāra*—de Raghunātha dāsa; *viṣaya sukha*—a felicidade material; *indra-sukha*—a felicidade material do rei do céu, Indra; *sama*—igual a.", "translation": "**Após ouvir esta súplica de Raghunātha dāsa, o Senhor Nityānanda Prabhu sorriu e disse a todos os devotos: \"O critério de felicidade material de Raghunātha dāsa é igual ao de Indra, o rei do céu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/135/", "verse_text": "caitanya-kṛpāte seha nāhi bhāya mane\n\nsabe āśīrvāda kara--pāuka caitanya-caraṇe", "devanagari": "> চৈতন্য-কৃপাতে সেহ নাহি ভায় মনে  ।\n> সবে আশীর্বাদ কর — পাউক চৈতন্য-চরণে ॥১৩৫॥", "synonyms": "*caitanya-kṛpāte*—pela misericórdia do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *seha*—tal critério de felicidade material; *nāhi bhāya*—ele não considera valioso; *mane*—na mente; *sabe*—todos vós; *āśīrvāda kara*—dai a bênção; *pāuka*—que ele obtenha; *caitanya-caraṇe*—o refúgio dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Devido à misericórdia que Śrī Caitanya Mahāprabhu lhe outorgou, Raghunātha dāsa, embora situado em tamanha felicidade material, não a aprecia em absoluto. Portanto, que cada um de vós seja misericordioso para com ele e lhe conceda a bênção de que possa alcançar muito em breve o refúgio dos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/136/", "verse_text": "kṛṣṇa-pāda-padma-gandha yei jana pāya\n\nbrahmaloka-ādi-sukha tāṅre nāhi bhāya\"", "devanagari": "> কৃষ্ণপাদপদ্ম-গন্ধ যেই জন পায়  ।\n> ব্রহ্মলোক-আদি-সুখ তাঁরে নাহি ভায় ।।” ১৩৬ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *pāda-padma*—dos pés de lótus; *gandha*—a fragrância; *yei jana*—todo aquele que; *pāya*—obtém; *brahma-loka*—de Brahmaloka; *ādi*—e assim por diante; *sukha*—felicidade; *tāṅre*—a ele; *nāhi bhāya*—não parece valiosa.", "translation": "**\"Aquele que experimenta a fragrância dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa nem sequer valoriza o critério de felicidade disponível em Brahmaloka, o planeta mais elevado. E o que dizer da felicidade celestial?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/137/", "verse_text": "yo dustyajān dāra-sutān\n\nsuhṛd-rājyaṁ hṛdi-spṛśaḥ\n\njahau yuvaiva malavad\n\nuttama-śloka-lālasaḥ", "devanagari": "> যো দুস্ত্যজান্ দারসুতান্ সুহৃদ্রাজ্যং হৃদিস্পৃশঃ ।\n> জহৌ যুবৈব মলবদুত্তম-শ্লোকলালসঃ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*yaḥ*—quem (Bharata Mahārāja); *dustyajān*—difíceis de abandonar; *dāra-sutān*—esposa e filhos; *suhṛt*—amigos; *rājyam*—reino; *hṛdi-spṛśaḥ*—caros ao âmago do coração; *jahau*—abandonou; *yuvā*—juventude; *eva*—naquele momento; *malavat*—como excremento; *uttama-śloka-lālasaḥ*—estando cativado pelas qualidades, passatempos e companhia transcendentais da Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, recebe sublimes orações poéticas daqueles que tentam obter Seu favor. Por isso, Ele é conhecido como Uttamaśloka. Estando muito ávido por obter a companhia do Senhor Kṛṣṇa, o rei Bharata, embora no auge da juventude, abandonou sua atraentíssima esposa, seus afetuosos filhos, seus amigos mais queridos e seu opulento reino, exatamente como quem abandona o excremento após evacuá-lo.' \"**", "purport": "Este verso é do Śrīmad-Bhāgavatam (5.14.43)."}
{"ref": "cc/antya/6/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/138/", "verse_text": "tabe raghunāthe prabhu nikaṭe bolāila\n\ntāṅra māthe pada dhari' kahite lāgilā", "devanagari": "> তবে রঘুনাথে প্রভু নিকটে বোলাইলা  ।\n> তাঁর মাথে পদ ধরি’ কহিতে লাগিলা ॥১৩৮॥", "synonyms": "*tabe*—então; *raghunāthe*—Raghunātha dāsa; *prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *nikaṭe bolāilā*—chamou para perto; *tāṅra māthe*—sobre sua cabeça; *pada dhari'*—pondo Seus pés; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Então, o Senhor Nityānanda Prabhu chamou Raghunātha dāsa para perto de Si, pôs Seus pés de lótus sobre a cabeça de Raghunātha dāsa e começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/139/", "verse_text": "\"tumi ye karāilā ei pulina-bhojana\n\ntomāya kṛpā kari' gaura kailā āgamana", "devanagari": "> “তুমি যে করাইলা এই পুলিন-ভোজন  ।\n> তোমায় কৃপা করি’ গৌর কৈলা আগমন ॥১৩৯॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *ye*—que; *karāilā*—fizeste realizar; *ei*—este; *pulina-bhojana*—piquenique na margem do Ganges; *tomāya*—a ti; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *gaura*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā āgamana*—veio.", "translation": "**\"Meu querido Raghunātha dāsa\", disse Ele, \"visto que organizaste o festim na margem do Ganges, Śrī Caitanya Mahāprabhu veio até aqui apenas para te mostrar Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/140/", "verse_text": "kṛpā kari' kailā ciḍā-dugdha bhojana\n\nnṛtya dekhi' rātrye kailā prasāda bhakṣaṇa", "devanagari": "> কৃপা করি’ কৈলা চিড়া-দুগ্ধ ভোজন  ।\n> নৃত্য দেখি’ রাত্র্যে কৈলা প্রসাদ ভক্ষণ ॥১৪০॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—por Sua misericórdia imotivada; *kailā*—fez; *ciḍā-dugdha bhojana*—comer o arroz batido e o leite; *nṛtya dekhi'*—após ver a dança; *rātrye*—à noite; *kailā prasāda bhakṣaṇa*—comeu o prasāda.", "translation": "**\"Por Sua misericórdia imotivada, Ele comeu o arroz batido e o leite. Depois, após ver a dança dos devotos à noite, Ele tomou Sua refeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/141/", "verse_text": "tomā uddhārite gaura āilā āpane\n\nchuṭila tomāra yata vighnādi-bandhane", "devanagari": "> তোমা উদ্ধারিতে গৌর আইলা আপনে  ।\n> ছুটিল তোমার যত বিঘ্ন়াদি-বন্ধনে ॥১৪১॥", "synonyms": "*tomā*—a ti; *uddhārite*—para libertar; *gaura*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, Gaurahari; *āilā āpane*—veio pessoalmente; *chuṭila*—desapareceram; *tomāra*—teus; *yata*—todos os tipos de; *vighna-ādi-bandhane*—impedimentos para o cativeiro.", "translation": "**\"O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, Gaurahari, veio aqui pessoalmente para te libertar. Agora, fica certo de que todos os impedimentos destinados ao teu cativeiro desapareceram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/142/", "verse_text": "svarūpera sthāne tomā karibe samarpaṇe\n\n'antaraṅga' bhṛtya bali' rākhibe caraṇe", "devanagari": "> স্বরূপের স্থানে তোমা করিবে সমর্পণে  ।\n> ‘অন্তরঙ্গ’ ভৃত্য বলি’ রাখিবে চরণে ॥১৪২॥", "synonyms": "*svarūpera sthāne*—a Svarūpa Dāmodara; *tomā*—você; *karibe samarpaṇe*—Ele entregará; *antaraṅga*—muito íntimo; *bhṛtya*—servo; *bali'*—como; *rākhibe caraṇe*—manterá sob Seus pés de lótus.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu o aceitará e o colocará sob a responsabilidade de Seu secretário, Svarūpa Dāmodara. Assim, você se tornará um dos mais íntimos servos internos e alcançará o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/143/", "verse_text": "niścinta hañā yāha āpana-bhavana\n\nacire nirvighne pābe caitanya-caraṇa\"", "devanagari": "> নিশ্চিন্ত হঞা যাহ আপন-ভবন  ।\n> অচিরে নির্বিঘ্নে পাবে চৈতন্য-চরণ ।।” ১৪৩ ॥১৪৩॥", "synonyms": "*niścinta*—sem ansiedade; *hañā*—estando; *yāha*—vá; *āpana-bhavana*—para o seu próprio lar; *acire*—muito em breve; *nirvighne*—sem impedimentos; *pābe*—você obterá; *caitanya-caraṇa*—o refúgio do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Tendo a segurança de tudo isso, regresse ao seu próprio lar. Muito em breve, sem impedimentos, você alcançará o refúgio do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/144/", "verse_text": "saba bhakta-dvāre tāṅre āśīrvāda karāilā\n\ntāṅ-sabāra caraṇa raghunātha vandilā", "devanagari": "> সব ভক্তদ্বারে তাঁরে আশীর্বাদ করাইলা ।\n> তাঁ-সবার চরণ রঘুনাথ বন্দিলা ॥১৪৪॥", "synonyms": "*saba*—todos; *bhakta-dvāre*—pelos devotos; *tāṅre āśīrvāda karāilā*—fez com que ele fosse abençoado; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *caraṇa*—os pés de lótus; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *vandilā*—adorou.", "translation": "**O Senhor Nityānanda fez com que Raghunātha dāsa fosse abençoado por todos os devotos, e Raghunātha dāsa ofereceu seus respeitos aos pés de lótus deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/145/", "verse_text": "prabhu-ājñā lañā vaiṣṇavera ājñā la-ilā\n\nrāghava-sahite nibhṛte yukti karilā", "devanagari": "> প্রভু-আজ্ঞা লঞা বৈষ্ণবের আজ্ঞা লইলা ।\n> রাঘব-সহিতে নিভৃতে যুক্তি করিলা ॥১৪৫॥", "synonyms": "*prabhu-ājñā*—a ordem do Senhor Nityānanda Prabhu; *lañā*—tomando; *vaiṣṇavera ājñā*—a permissão de todos os vaiṣṇavas; *la-ilā*—ele tomou; *rāghava-sahite*—com Rāghava Paṇḍita; *nibhṛte*—num lugar solitário; *yukti karilā*—consultou.", "translation": "**Após despedir-se do Senhor Nityānanda Prabhu e, em seguida, de todos os outros vaiṣṇavas, Śrī Raghunātha dāsa consultou-se em segredo com Rāghava Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/146/", "verse_text": "yukti kari' śata mudrā, soṇā tolā-sāte\n\nnibhṛte dilā prabhura bhāṇḍārīra hāte", "devanagari": "> যুক্তি করি’ শত মুদ্রা, সোণা তোলা-সাতে ।\n> নিভৃতে দিলা প্রভুর ভাণ্ডারীর হাতে ॥১৪৬॥", "synonyms": "*yukti kari'*—após a consulta; *śata mudrā*—cem moedas; *soṇā*—em peças de ouro; *tolā-sāte*—cerca de sete tolās (cerca de setenta gramas); *nibhṛte*—em segredo; *dilā*—entregou; *prabhura*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *bhāṇḍārīra*—do tesoureiro; *hāte*—nas mãos.", "translation": "**Após consultar-se com Rāghava Paṇḍita, ele entregou secretamente cem moedas de ouro e cerca de sete tolās de ouro às mãos do tesoureiro de Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/147/", "verse_text": "tāṅre niṣedhilā,--\"prabhure ebe nā kahibā\n\nnija-ghare yābena yabe tabe nivedibā\"", "devanagari": "> তাঁরে নিষেধিলা, — “প্রভুরে এবে না কহিবা ।\n> নিজ-ঘরে যাবেন যবে তবে নিবেদিবা ।।” ॥ ১৪৭ ॥", "synonyms": "*tāṅre*—a ele; *niṣedhilā*—proibiu; *prabhure*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *ebe*—agora; *nā kahibā*—não fale; *nija-ghare*—para o Seu lar; *yābena*—regressará; *yabe*—quando; *tabe*—então; *nivedibā*—por favor, informe-O.", "translation": "**Raghunātha dāsa advertiu o tesoureiro: \"Não fale disto ao Senhor Nityānanda Prabhu agora, mas, quando Ele regressar ao lar, por favor, informe-O sobre esta oferenda.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/148/", "verse_text": "tabe rāghava-paṇḍita tāṅre ghare lañā gelā\n\nṭhākura darśana karāñā mālā-candana dilā", "devanagari": "> তবে রাঘব-পণ্ডিত তাঁরে ঘরে0ন দিলা\n> অনেক ‘প্রসাদ’ দিলা পথে খাইবারে ।\n> তবে পুনঃ রঘুনাথ কহে পণ্ডিতেরে\n> “প্রভুর সঙ্গে যত মহান্ত, ভৃত্য, আশ্রিত জন ।\n> পূজিতে চাহিয়ে আমি সবার চরণ\n> বিশ, পঞ্চদশ, বার, দশ, পঞ্চ হয় ।\n> মুদ্রা দেহ’ বিচারি’ যার যত যোগ্য হয় ॥১৪৮॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *rāghava-paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *tāṅre*—a ele; *ghare lañā gelā*—levou para o seu lar; *ṭhākura darśana karāñā*—após induzi-lo a ver a Deidade; *mālā-candana*—uma guirlanda e polpa de sândalo; *dilā*—entregou.", "translation": "**Em seguida, Rāghava Paṇḍita levou Raghunātha dāsa para o seu lar. Após induzi-lo a ver a Deidade, deu a Raghunātha dāsa uma guirlanda e polpa de sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/149/", "verse_text": "aneka 'prasāda' dilā pathe khāibāre\n\ntabe punaḥ raghunātha kahe paṇḍitere", "devanagari": "> অনেক ‘প্রসাদ’ দিলা পথে খাইবারে  ।\n> তবে পুনঃ রঘুনাথ কহে পণ্ডিতেরে ॥১৪৯॥", "synonyms": "*aneka prasāda*—muito prasāda; *dilā*—entregou; *pathe khāibāre*—para comer pelo caminho; *tabe*—então; *punaḥ*—novamente; *raghunātha kahe*—Raghunātha dāsa disse; *paṇḍitere*—a Rāghava Paṇḍita.", "translation": "**Ele deu a Raghunātha dāsa uma grande quantidade de prasāda para comer no caminho de volta ao lar. Então, Raghunātha dāsa falou novamente a Rāghava Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/150/", "verse_text": "\"prabhura saṅge yata mahānta, bhṛtya āśrita jana\n\npūjite cāhiye āmi sabāra caraṇa", "devanagari": "> “প্রভুর সঙ্গে যত মহান্ত, ভৃত্য, আশ্রিত জন  ।\n> পূজিতে চাহিয়ে আমি সবার চরণ ॥১৫০॥", "synonyms": "*prabhura saṅge*—com o Senhor Nityānanda Prabhu; *yata*—todos; *mahānta*—grandes devotos; *bhṛtya*—servos; *āśrita jana*—pessoas subordinadas; *pūjite*—adorar; *cāhiye*—desejo; *āmi*—eu; *sabāra caraṇa*—os pés de lótus de todos eles.", "translation": "**\"Desejo dar dinheiro\", disse ele, \"apenas para adorar os pés de lótus de todos os grandes devotos, servos e subordinados do Senhor Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/151/", "verse_text": "biśa, pañca-daśa, bāra, daśa, pañca haya\n\nmudrā deha' vicāri' yāra yata yogya haya", "devanagari": "> বিশ, পঞ্চদশ, বার, দশ, পঞ্চ হয়  ।\n> মুদ্রা দেহ’ বিচারি’ যার যত যোগ্য হয় ॥১৫১॥", "synonyms": "*biśa*—vinte; *pañca-daśa*—quinze; *bāra*—doze; *daśa*—dez; *pañca*—cinco; *haya*—são; *mudrā*—moedas; *deha'*—dê; *vicāri'*—considerando; *yāra*—de quem; *yata*—quanto; *yogya haya*—é apropriado.", "translation": "**\"Conforme julgar apropriado, dê vinte, quinze, doze, dez ou cinco moedas a cada um deles.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/152/", "verse_text": "saba lekhā kariyā rāghava-pāśa dilā\n\nyāṅra nāme yata rāghava ciṭhi lekhāilā", "devanagari": "> সব লেখা করিয়া রাঘব-পাশ দিলা ।\n> যাঁর নামে যত রাঘব চিঠি লেখাইলা ॥১৫২॥", "synonyms": "*saba*—tudo; *lekhā kariyā*—escrevendo; *rāghava-pāśa dilā*—entregou a Rāghava Paṇḍita; *yāṅra nāme*—em nome de quem; *yata*—quanto; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *ciṭhi*—uma lista; *lekhāilā*—fez escrever.", "translation": "**Raghunātha dāsa elaborou uma relação da quantia a ser dada e submeteu-a a Rāghava Paṇḍita, que então fez uma lista mostrando quanto dinheiro deveria ser pago a cada um dos devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/153/", "verse_text": "eka-śata mudrā āra soṇā tolā-dvaya\n\npaṇḍitera āge dila kariyā vinaya", "devanagari": "> একশত মুদ্রা আর সোণা তোলা-দ্বয় ।\n> পণ্ডিতের আগে দিল করিয়া বিনয় ॥১৫৩॥", "synonyms": "*eka-śata mudrā*—cem moedas; *āra*—e; *soṇā*—ouro; *tolā-dvaya*—dois tolās; *paṇḍitera āge*—diante de Rāghava Paṇḍita; *dila*—apresentou; *kariyā vinaya*—com grande humildade.", "translation": "**Com grande humildade, Raghunātha dāsa colocou cem moedas de ouro e cerca de dois tolās de ouro diante de Rāghava Paṇḍita para todos os outros devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/154/", "verse_text": "tāṅra pada-dhūli lañā svagṛhe āilā\n\nnityānanda-kṛpā pāñā kṛtārtha mānilā", "devanagari": "> তাঁর পদধূলি লঞা স্বগৃহে আইলা ।\n> নিত্যানন্দ-কৃপা পাঞা কৃতার্থ মানিলা ॥১৫৪॥", "synonyms": "*tāṅra*—dele; *pada-dhūli*—a poeira dos pés; *lañā*—tomando; *sva-gṛhe āilā*—regressou ao seu lar; *nityānanda-kṛpā*—a misericórdia do Senhor Nityānanda Prabhu; *pāñā*—obtendo; *kṛtārtha mānilā*—sentiu-se muito agradecido.", "translation": "**Após tomar a poeira dos pés de Rāghava Paṇḍita, Raghunātha dāsa regressou ao seu lar, sentindo-se muito agradecido ao Senhor Nityānanda Prabhu por ter recebido Sua misericordiosa bênção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/155/", "verse_text": "sei haite abhyantare nā karena gamana\n\nbāhire durgā-maṇḍape yāñā karena śayana", "devanagari": "> সেই হৈতে অভ্যন্তরে না করেন গমন ।\n> বাহিরে দুর্গামণ্ডপে যাঞা করেন শয়ন ॥১৫৫॥", "synonyms": "*sei haite*—daquele dia em diante; *abhyantare*—aos aposentos interiores; *nā karena gamana*—não ia; *bāhire*—do lado de fora; *durgā-maṇḍape*—ao lugar onde se realizava a adoração de Durgā; *yāñā*—indo; *karena śayana*—ele dorme.", "translation": "**Daquele dia em diante, ele não entrava na seção interior da casa. Em vez disso, dormia no Durgā-maṇḍapa [o lugar onde mãe Durgā era adorada].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/156/", "verse_text": "tāṅhā jāgi' rahe saba rakṣaka-gaṇa\n\npalāite karena nānā upāya cintana", "devanagari": "> তাঁহা জাগি’ রহে সব রক্ষকগণ ।\n> পলাইতে করেন নানা উপায় চিন্তন ॥১৫৬॥", "synonyms": "*tāṅhā*—lá; *jāgi'*—mantendo-se acordados; *rahe*—permanecem; *saba*—todos; *rakṣaka-gaṇa*—os vigias; *palāite*—para fugir; *karena*—faz; *nānā*—vários; *upāya*—meios; *cintana*—pensando em.", "translation": "**Lá, contudo, os vigias mantinham-se atentamente de guarda. Raghunātha dāsa pensava em vários meios pelos quais pudesse escapar à vigilância deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/157/", "verse_text": "hena-kāle gauḍa-deśera saba bhakta-gaṇa\n\nprabhure dekhite nīlācale karilā gamana", "devanagari": "> হেনকালে গৌড়দেশের সব ভক্তগণ ।\n> প্রভুরে দেখিতে নীলাচলে করিলা গমন ॥১৫৭॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *gauḍa-deśera*—de Bengala; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para ver; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *karilā gamana*—foram.", "translation": "**Nesse momento, todos os devotos de Bengala dirigiam-se a Jagannātha Purī para ver o Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/158/", "verse_text": "tāṅ-sabāra saṅge raghunātha yāite nā pāre\n\nprasiddha prakaṭa saṅga, tabahiṅ dharā paḍe", "devanagari": "> তাঁ-সবার সঙ্গে রঘুনাথ যাইতে না পারে ।\n> প্রসিদ্ধ প্রকট সঙ্গ, তবহিঁ ধরা পড়ে ॥১৫৮॥", "synonyms": "*tāṅ-sabāra*—de todos eles; *saṅge*—com; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *yāite nā pāre*—não podia ir; *prasiddha*—famosos; *prakaṭa*—conhecidos; *saṅga*—grupo; *tabahiṅ*—imediatamente; *dharā paḍe*—ele seria capturado.", "translation": "**Raghunātha dāsa não podia acompanhá-los, pois eles eram tão famosos que ele seria imediatamente capturado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/159-160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/159-160/", "verse_text": "ei-mata cintite daive eka-dine\n\nbāhire devī-maṇḍape kariyāchena śayane\n\ndaṇḍa-cāri rātri yabe āche avaśeṣa\n\nyadunandana-ācārya tabe karilā praveśa", "devanagari": "> এইমত চিন্তিতে দৈবে একদিনে ।\n> বাহিরে দেবীমণ্ডপে করিয়াছেন শয়নে ॥১৫৯॥\n> দণ্ড-চারি রাত্রি যবে আছে অবশেষ ।\n> যদুনন্দন-আচার্য তবে করিলা প্রবেশ ॥১৬০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *cintite*—enquanto pensava; *daive*—por acaso; *eka dine*—certo dia; *bāhire*—do lado de fora da casa; *devī-maṇḍape*—na plataforma de Durgā; *kariyāchena śayane*—dormia; *daṇḍa-cāri*—quatro daṇḍas (noventa e seis minutos); *rātri*—noite; *yabe*—quando; *āche avaśeṣa*—restavam; *yadunandana-ācārya*—o sacerdote chamado Yadunandana Ācārya; *tabe*—então; *karilā praveśa*—entrou.", "translation": "**Assim, Raghunātha dāsa refletia profundamente sobre como escapar, e certa noite, enquanto dormia na Durgā-maṇḍapa, o sacerdote Yadunandana Ācārya entrou na casa quando restavam apenas quatro daṇḍas até o fim da noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/161/", "verse_text": "vāsudeva-dattera teṅha haya 'anugṛhīta'\n\nraghunāthera 'guru' teṅho haya 'purohita'", "devanagari": "> বাসুদেব-দত্তের তেঁহ হয় ‘অনুগৃহীত’ ।\n> রঘুনাথের ‘গুরু’ তেঁহো হয় ‘পুরোহিত’ ॥১৬১॥", "synonyms": "*vāsudeva-dattera*—de Vāsudeva Datta; *teṅha*—ele; *haya anugṛhīta*—recebera a misericórdia; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *guru*—o mestre espiritual; *teṅho*—ele; *haya*—era; *purohita*—o sacerdote.", "translation": "**Yadunandana Ācārya era o sacerdote e mestre espiritual de Raghunātha dāsa. Embora nascido em família brāhmaṇa, ele havia aceitado a misericórdia de Vāsudeva Datta.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que, embora os ateus que se desviaram da ordem de Śrī Advaita Ācārya se apresentem como seguidores de Advaita Ācārya, eles não aceitam Śrī Caitanya Mahāprabhu como a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa. Yadunandana Ācārya, um dos seguidores mais íntimos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, era o discípulo iniciado de Advaita Ācārya. Ele não estava contaminado por distinções sentimentais que classificam os vaiṣṇavas conforme o nascimento. Por isso, embora Vāsudeva Datta não tivesse nascido em família brāhmaṇa, Yadunandana Ācārya aceitou Vāsudeva Datta como seu mestre espiritual."}
{"ref": "cc/antya/6/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/162/", "verse_text": "advaita-ācāryera teṅha 'śiṣya antaraṅga'\n\nācārya-ājñāte māne--caitanya 'prāṇa-dhana'", "devanagari": "> অদ্বৈত-আচার্যের তেঁহ ‘শিষ্য অন্তরঙ্গ’ ।\n> আচার্য-আজ্ঞাতে মানে — চৈতন্য ‘প্রাণধন’ ॥১৬২॥", "synonyms": "*advaita-ācāryera*—de Advaita Ācārya; *teṅha*—Yadunandana Ācārya; *śiṣya*—discípulo; *antaraṅga*—muito íntimo; *ācārya-ājñāte*—pela ordem de Advaita Ācārya; *māne*—ele aceitava; *caitanya prāṇa-dhana*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu como sua vida e alma.", "translation": "**Yadunandana Ācārya fora oficialmente iniciado por Advaita Ācārya. Assim, ele considerava o Senhor Caitanya sua vida e alma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/163/", "verse_text": "aṅgane āsiyā teṅho yabe dāṇḍāilā\n\nraghunātha āsi' tabe daṇḍavat kailā", "devanagari": "> অঙ্গনে আসিয়া তেঁহো যবে দাণ্ডাইলা ।\n> রঘুনাথ আসি’ তবে দণ্ডবৎ কৈলা ॥১৬৩॥", "synonyms": "*aṅgane*—no pátio; *āsiyā*—entrando; *teṅho*—Yadunandana Ācārya; *yabe*—quando; *dāṇḍāilā*—pôs-se de pé; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *āsi'*—vindo; *tabe*—naquele momento; *daṇḍavat kailā*—ofereceu suas reverências, prostrando-se.", "translation": "**Quando Yadunandana Ācārya entrou na casa de Raghunātha dāsa e ficou de pé no pátio, Raghunātha dāsa foi até lá e prostrou-se para oferecer-lhe suas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/164/", "verse_text": "tāṅra eka śiṣya tāṅra ṭhākurera sevā kare\n\nsevā chāḍiyāche, tāre sādhibāra tare", "devanagari": "> তাঁর এক শিষ্য তাঁর ঠাকুরের সেবা করে ।\n> সেবা ছাড়িয়াছে, তারে সাধিবার তরে ॥১৬৪॥", "synonyms": "*tāṅra*—seu; *eka*—um; *śiṣya*—discípulo; *tāṅra*—sua; *ṭhākurera*—da Deidade; *sevā*—serviço; *kare*—faz; *sevā chāḍiyāche*—ele abandonou aquele serviço; *tāre*—a ele; *sādhibāra tare*—para induzir.", "translation": "**Um dos discípulos de Yadunandana Ācārya estivera adorando a Deidade, mas abandonara aquele serviço. Yadunandana Ācārya desejava que Raghunātha dāsa induzisse o discípulo a retomar aquele serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/165/", "verse_text": "raghunāthe kahe,--\"tāre karaha sādhana\n\nsevā yena kare, āra nāhika brāhmaṇa\"", "devanagari": "> রঘুনাথে কহে, — “তারে করহ সাধন ।\n> সেবা যেন করে, আর নাহিক ব্রাহ্মণ ।।” ॥ ১৬৫ ॥", "synonyms": "*raghunāthe kahe*—ele disse a Raghunātha dāsa; *tāre*—a ele; *karaha sādhana*—induze a aceitar o serviço; *sevā*—serviço; *yena*—que; *kare*—ele faz; *āra*—outro; *nāhika*—não há; *brāhmaṇa*—brāhmaṇa.", "translation": "**Yadunandana Ācārya pediu a Raghunātha dāsa: \"Por favor, induze o brāhmaṇa a retomar o serviço, pois não há outro brāhmaṇa para fazê-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/166/", "verse_text": "eta kahi' raghunāthe lañā calilā\n\nrakṣaka saba śeṣa-rātre nidrāya padilā", "devanagari": "> এত কহি’ রঘুনাথে লঞা চলিলা ।\n> রক্ষক সব শেষরাত্রে নিদ্রায় পড়িলা ॥১৬৬॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *raghunāthe lañā*—levando Raghunātha dāsa; *calilā*—ele saiu; *rakṣaka saba*—todos os vigias; *śeṣa-rātre*—ao fim da noite; *nidrāya paḍilā*—adormeceram.", "translation": "**Após dizer isto, Yadunandana Ācārya levou Raghunātha dāsa consigo e saiu. Nessa altura, todos os vigias estavam profundamente adormecidos, pois era o fim da noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/167/", "verse_text": "ācāryera ghara ihāra pūrva-diśāte\n\nkahite śunite duṅhe cale sei pathe", "devanagari": "> আচার্যের ঘর ইহার পূর্বদিশাতে ।\n> কহিতে শুনিতে দুঁহে চলে সেই পথে ॥১৬৭॥", "synonyms": "*ācāryera ghara*—a casa de Yadunandana Ācārya; *ihāra*—desta; *pūrva-diśāte*—a leste; *kahite*—falando; *śunite*—escutando; *duṅhe*—ambos; *cale*—vão; *sei pathe*—por aquele caminho.", "translation": "**A leste da casa de Raghunātha dāsa ficava a casa de Yadunandana Ācārya. Yadunandana Ācārya e Raghunātha dāsa conversavam enquanto se dirigiam àquela casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/168/", "verse_text": "ardha-pathe raghunātha kahe gurura caraṇe\n\n\"āmi sei vipre sādhi' pāṭhāimu tomā sthāne", "devanagari": "> অর্ধপথে রঘুনাথ কহে গুরুর চরণে  ।\n> “আমি সেই বিপ্রে সাধি’ পাঠাইমু তোমা স্থানে ॥১৬৮॥", "synonyms": "*ardha-pathe*—no meio do caminho; *raghunātha kahe*—Raghunātha dāsa disse; *gurura caraṇe*—aos pés de lótus de seu mestre espiritual; *āmi*—eu; *sei*—aquele; *vipre*—brāhmaṇa; *sādhi'*—induzindo; *pāṭhāimu*—enviarei; *tomā sthāne*—à tua casa.", "translation": "**No meio do caminho, Raghunātha dāsa submeteu aos pés de lótus de seu mestre espiritual: \"Irei à casa daquele brāhmaṇa, induzi-lo-ei a retornar e o enviarei à tua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/169/", "verse_text": "tumi sukhe ghare yāha--more ājñā haya\"\n\nei chale ājñā māgi' karilā niścaya", "devanagari": "> তুমি সুখে ঘরে যাহ — মোরে আজ্ঞা হয় ।” এই ছলে আজ্ঞা মাগি’ করিলা নিশ্চয় ॥১৬৯॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *sukhe*—com felicidade; *ghare yāha*—vai para tua casa; *more*—a mim; *ājñā*—ordem; *haya*—é; *ei chale*—sob este pretexto; *ājñā māgi'*—pedindo permissão; *karilā niścaya*—decidiu.", "translation": "**\"Podes ir para casa sem ansiedade. Seguindo tua ordem, persuadirei o brāhmaṇa.\" Sob este pretexto, após pedir permissão, ele decidiu partir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/170/", "verse_text": "\"sevaka rakṣaka āra keha nāhi saṅge\n\npalāite āmāra bhāla eita prasaṅge", "devanagari": "> “সেবক রক্ষক আর কেহ নাহি সঙ্গে  ।\n> পলাইতে আমার ভাল এইত প্রসঙ্গে ।।” ১৭০ ॥১৭০॥", "synonyms": "*sevaka*—servo; *rakṣaka*—vigia; *āra*—e; *keha nāhi*—não há ninguém; *saṅge*—junto; *palāite*—partir; *āmāra*—minha; *bhāla*—boa; *eita*—esta; *prasaṅge*—oportunidade.", "translation": "**Raghunātha dāsa pensou: \"Esta é a melhor oportunidade para partir, pois agora não há servos nem vigias comigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/171/", "verse_text": "eta cinti' pūrva-mukhe karilā gamana\n\nulaṭiyā cāhe pāche,--nāhi kona jana", "devanagari": "> এত চিন্তি’ পূর্বমুখে করিলা গমন ।\n> উলটিয়া চাহে পাছে, — নাহি কোন জন ॥১৭১॥", "synonyms": "*eta cinti'*—pensando isto; *pūrva-mukhe*—em direção ao leste; *karilā gamana*—começou a seguir; *ulaṭiyā*—virando-se; *cāhe*—olha; *pāche*—para trás; *nāhi kona jana*—não havia ninguém.", "translation": "**Pensando dessa maneira, ele seguiu rapidamente em direção ao leste. De vez em quando, virava-se e olhava para trás, mas ninguém o seguia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/172/", "verse_text": "śrī-caitanya-nityānanda-caraṇa cintiyā\n\npatha chāḍi' upapathe yāyena dhāñā", "devanagari": "> শ্রীচৈতন্য-নিত্যানন্দ-চরণ চিন্তিয়া ।\n> পথ ছাড়ি’ উপপথে যায়েন ধাঞা ॥১৭২॥", "synonyms": "*śrī-caitanya*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *caraṇa*—os pés de lótus; *cintiyā*—pensando em; *patha chāḍi'*—abandonando o caminho geral; *upapathe*—pelo caminho não geralmente usado; *yāyena dhāñā*—ele foi muito velozmente.", "translation": "**Pensando nos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e do Senhor Nityānanda Prabhu, ele abandonou o caminho geral e seguiu com grande pressa por aquele que não era geralmente usado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/173/", "verse_text": "grāme-grāmera patha chāḍi' yāya vane vane\n\nkāya-mano-vākye cinte caitanya-caraṇe", "devanagari": "> গ্রামে-গ্রামের পথ ছাড়ি’ যায় বনে বনে ।\n> কায়মনোবাক্যে চিন্তে চৈতন্য-চরণে ॥১৭৩॥", "synonyms": "*grāme-grāmera*—de aldeia em aldeia; *patha*—o caminho geral; *chāḍi'*—abandonando; *yāya*—vai; *vane vane*—pelas selvas; *kāya-manaḥ-vākye*—com o corpo, a mente e as palavras; *cinte*—pensa; *caitanya caraṇe*—nos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Abandonando o caminho geral de aldeia em aldeia, ele atravessou as selvas, pensando de todo o coração e alma nos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/174", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/174/", "verse_text": "pañca-daśa-krośa-patha cali' gelā eka-dine\n\nsandhyā-kāle rahilā eka gopera bāthāne", "devanagari": "> পঞ্চদশ-ক্রোশ-পথ চলি’ গেলা একদিনে ।\n> সন্ধ্যাকালে রহিলা এক গোপের বাথানে ॥১৭৪॥", "synonyms": "*pañca-daśa-krośa*—cerca de quarenta e oito quilômetros; *patha cali'*—caminhando pela estrada; *gelā*—percorreu; *eka-dine*—em um dia; *sandhyā-kāle*—à tardinha; *rahilā*—permaneceu; *eka gopera*—de um vaqueiro; *bāthāne*—no estábulo.", "translation": "**Em um único dia, ele percorreu cerca de quarenta e oito quilômetros a pé, e, ao anoitecer, descansou no estábulo de um vaqueiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/175", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/175/", "verse_text": "upavāsī dekhi' gopa dugdha āni' dilā\n\nsei dugdha pāna kari' paḍiyā rahilā", "devanagari": "> উপবাসী দেখি’ গোপ দুগ্ধ আনি’ দিলা ।\n> সেই দুগ্ধ পান করি’ পড়িয়া রহিলা ॥১৭৫॥", "synonyms": "*upavāsī*—jejuando; *dekhi'*—vendo; *gopa*—o vaqueiro; *dugdha*—leite; *āni'*—trazendo; *dilā*—deu; *sei dugdha*—aquele leite; *pāna kari'*—bebendo; *paḍiyā*—deitando-se; *rahilā*—ele permaneceu.", "translation": "**Quando o vaqueiro viu que Raghunātha dāsa estava jejuando, deu-lhe algum leite. Raghunātha dāsa bebeu o leite e deitou-se ali para descansar durante a noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/176", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/176/", "verse_text": "ethā tāṅra sevaka rakṣaka tāṅre nā dekhiyā\n\ntāṅra guru-pāśe vārtā puchilena giyā", "devanagari": "> এথা তাঁর সেবক রক্ষক তাঁরে না দেখিয়া ।\n> তাঁর গুরুপাশে বার্তা পুছিলেন গিয়া ॥১৭৬॥", "synonyms": "*ethā*—aqui, em sua casa; *tāṅra*—seu; *sevaka*—servo; *rakṣaka*—vigia; *tāṅre*—a ele; *nā dekhiyā*—não vendo; *tāṅra guru-pāśe*—de seu mestre espiritual; *vārtā*—notícias; *puchilena*—perguntaram; *giyā*—indo.", "translation": "**Na casa de Raghunātha dāsa, o servo e o vigia, não o vendo ali, foram imediatamente pedir notícias dele a seu mestre espiritual, Yadunandana Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/177", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/177/", "verse_text": "teṅha kahe, 'ājñā māgi' gelā nija-ghara'\n\n'palāila raghunātha'--uṭhila kolāhala", "devanagari": "> তেঁহ কহে, ‘আজ্ঞা মাগি’ গেলা নিজ-ঘর ।’\n> ‘পলাইল রঘুনাথ’ — উঠিল কোলাহল ॥১৭৭॥", "synonyms": "*teṅha kahe*—ele disse; *ājñā māgi'*—pedindo minha permissão; *gelā*—foi; *nija ghara*—para sua casa; *palāila raghunātha*—Raghunātha dāsa foi embora; *uṭhila*—levantou-se; *kolāhala*—um som tumultuoso.", "translation": "**Yadunandana Ācārya respondeu: \"Ele já pediu minha permissão e voltou para casa.\" Assim, levantou-se um clamor tumultuoso, enquanto todos exclamavam: \"Agora Raghunātha foi embora!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/178", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/178/", "verse_text": "tāṅra pitā kahe,--\"gauḍera saba bhakta-gaṇa\n\nprabhu-sthāne nīlācale karilā gamana", "devanagari": "> তাঁর পিতা কহে, — “গৌড়ের সব ভক্তগণ  ।\n> প্রভু-স্থানে নীলাচলে করিলা গমন ॥১৭৮॥", "synonyms": "*tāṅra*—seu; *pitā*—pai; *kahe*—disse; *gauḍera*—de Bengala; *saba*—todos; *bhakta gaṇa*—os devotos; *prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *karilā gamana*—foram.", "translation": "**O pai de Raghunātha dāsa disse: \"Agora todos os devotos de Bengala foram a Jagannātha Purī ver o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/179", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/179/", "verse_text": "sei-saṅge raghunātha gela palāñā\n\ndaśa jana yāha, tāre ānaha dhariyā\"", "devanagari": "> সেই-সঙ্গে রঘুনাথ গেল পলাঞা  ।\n> দশ জন যাহ, তারে আনহ ধরিয়া ।।” ১৭৯ ॥১৭৯॥", "synonyms": "*sei-saṅge*—com eles; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *gela palāñā*—fugiu; *daśa jana*—dez homens; *yāha*—ide; *tāre*—a ele; *ānaha*—trazei; *dhariyā*—capturando.", "translation": "**\"Raghunātha dāsa fugiu com eles. Dez homens devem ir imediatamente capturá-lo e trazê-lo de volta.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/180", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/180/", "verse_text": "śivānande patrī dila vinaya kariyā\n\n'āmāra putrere tumi dibā bāhuḍiyā'", "devanagari": "> শিবানন্দে পত্রী দিল বিনয় করিয়া ।\n> ‘আমার পুত্রেরে তুমি দিবা বাহুড়িয়া’ ॥১৮০॥", "synonyms": "*śivānande*—a Śivānanda Sena; *patrī*—uma carta; *dila*—enviou; *vinaya kariyā*—com grande humildade; *āmāra putrere*—meu filho; *tumi*—tu; *dibā*—por favor, dá; *bāhuḍiyā*—devolvendo.", "translation": "**O pai de Raghunātha dāsa escreveu uma carta a Śivānanda Sena, pedindo-lhe com grande humildade: \"Por favor, devolva-me meu filho.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/181", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/181/", "verse_text": "jhāṅkarā paryanta gela sei daśa jane\n\njhāṅkarāte pāila giyā vaiṣṇavera gaṇe", "devanagari": "> ঝাঁকরা পর্যন্ত গেল সেই দশ জনে ।\n> ঝাঁকরাতে পাইল গিয়া বৈষ্ণবের গণে ॥১৮১॥", "synonyms": "*jhāṅkarā paryanta*—até o lugar conhecido como Jhāṅkarā; *gela*—foram; *sei daśa jane*—aqueles dez homens; *jhāṅkarāte*—em Jhāṅkarā; *pāila*—alcançaram; *giyā*—indo; *vaiṣṇavera gaṇe*—o grupo de vaiṣṇavas.", "translation": "**Em Jhāṅkarā, os dez homens alcançaram o grupo de vaiṣṇavas que se dirigia a Nīlācala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/182", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/182/", "verse_text": "patrī diyā śivānande vārtā puchila\n\nśivānanda kahe,--'teṅha ethā nā āila'", "devanagari": "> পত্রী দিয়া শিবানন্দে বার্তা পুছিল ।\n> শিবানন্দ কহে, — ‘তেঁহ এথা না আইল’ ॥১৮২॥", "synonyms": "*patrī*—carta; *diyā*—entregando; *śivānande*—a Śivānanda Sena; *vārtā*—notícias; *puchila*—perguntaram; *śivānanda kahe*—Śivānanda disse; *teṅha*—ele; *ethā*—aqui; *nā āila*—não veio.", "translation": "**Após entregar a carta, os homens perguntaram a Śivānanda Sena sobre Raghunātha dāsa, mas Śivānanda Sena respondeu: \"Ele não veio até aqui.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/183", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/183/", "verse_text": "bāhuḍiyā sei daśa jana āila ghara\n\ntāṅra mātā-pitā ha-ila cintita antara", "devanagari": "> বাহুড়িয়া সেই দশ জন আইল ঘর ।\n> তাঁর মাতা-পিতা হইল চিন্তিত অন্তর ॥১৮৩॥", "synonyms": "*bāhuḍiyā*—regressando; *sei*—aqueles; *daśa jana*—dez homens; *āila ghara*—voltaram para casa; *tāṅra*—seus; *mātā-pitā*—mãe e pai; *ha-ila*—ficaram; *cintita*—cheios de ansiedade; *antara*—em seu íntimo.", "translation": "**Os dez homens voltaram para casa, e o pai e a mãe de Raghunātha dāsa ficaram cheios de ansiedade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/184", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/184/", "verse_text": "ethā raghunātha-dāsa prabhāte uṭhiyā\n\npūrva-mukha chāḍi' cale dakṣiṇa-mukha hañā", "devanagari": "> এথা রঘুনাথ-দাস প্রভাতে উঠিয়া ।\n> পূর্বমুখ ছাড়ি’ চলে দক্ষিণ-মুখ হঞা ॥১৮৪॥", "synonyms": "*ethā*—aqui; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa; *prabhāte*—de manhã cedo; *uṭhiyā*—levantando-se; *pūrva-mukha*—voltado para o leste; *chāḍi'*—abandonando; *cale*—começou a seguir; *dakṣiṇa-mukha*—voltado para o sul; *hañā*—estando.", "translation": "**Raghunātha dāsa, que havia descansado na casa do vaqueiro, levantou-se de manhã cedo. Em vez de ir para o leste, voltou o rosto para o sul e seguiu adiante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/185", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/185/", "verse_text": "chatrabhoga pāra hañā chāḍiyā sarāṇa\n\nkugrāma diyā diyā karila prayāṇa", "devanagari": "> ছত্রভোগ পার হঞা ছাড়িয়া সরাণ ।\n> কুগ্রাম দিয়া দিয়া করিল প্রয়াণ ॥১৮৫॥", "synonyms": "*chatra-bhoga*—o lugar chamado Chatrabhoga; *pāra hañā*—atravessando; *chāḍiyā*—abandonando; *sarāṇa*—a estrada real; *kugrāma diyā diyā*—passando por caminhos de aldeia; *karila prayāṇa*—seguiu adiante.", "translation": "**Ele atravessou Chatrabhoga, mas, em vez de seguir pela estrada principal, prosseguiu pelo caminho que ia de aldeia em aldeia.**", "purport": "Chatrabhoga, conhecida agora como Chāḍa-khāḍi, fica no distrito de vinte e quatro pargaṇās, em Bengala Ocidental. Situa-se perto da célebre aldeia de Jayanagara-majilapura. Antigamente, o Ganges, ou alguns de seus braços, fluía por essa região. Às vezes, Chatrabhoga é equivocadamente tida como uma aldeia situada no rio Kāṅsāi-nadī, em Benāpola."}
{"ref": "cc/antya/6/186", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/186/", "verse_text": "bhakṣaṇa apekṣā nāhi, samasta divasa gamana\n\nkṣudhā nāhi bādhe, caitanya-caraṇa-prāptye mana", "devanagari": "> ভক্ষণ অপেক্ষা নাহি, সমস্ত দিবস গমন ।\n> ক্ষুধা নাহি বাধে, চৈতন্যচরণ-প্রাপ্ত্যে মন ॥১৮৬॥", "synonyms": "*bhakṣaṇa apekṣā nāhi*—não se importava em comer; *samasta divasa*—o dia inteiro; *gamana*—viajando; *kṣudhā*—a fome; *nāhi bādhe*—não se tornava um impedimento; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prāptye*—em obter; *mana*—a mente.", "translation": "**Sem se preocupar em comer, ele viajou o dia inteiro. A fome não era um impedimento, pois sua mente estava concentrada em obter abrigo aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/187", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/187/", "verse_text": "kabhu carvaṇa, kabhu randhana, kabhu dugdha-pāna\n\nyabe yei mile, tāhe rākhe nija prāṇa", "devanagari": "> কভু চর্বণ, কভু রন্ধন, কভু দুগ্ধপান ।\n> যবে যেই মিলে, তাহে রাখে নিজ প্রাণ ॥১৮৭॥", "synonyms": "*kabhu carvaṇa*—às vezes mastigando; *kabhu randhana*—às vezes cozinhando; *kabhu dugdha-pāna*—às vezes bebendo leite; *yabe*—quando; *yei*—quem quer que; *mile*—encontrasse; *tāhe*—dessa maneira; *rākhe*—mantinha; *nija prāṇa*—sua vida.", "translation": "**Às vezes ele mastigava grãos fritos, às vezes cozinhava e às vezes bebia leite. Dessa maneira, mantinha o corpo e a alma juntos com aquilo que houvesse disponível aonde quer que fosse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/188", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/188/", "verse_text": "bāra dine cali' gelā śrī-puruṣottama\n\npathe tina-dina mātra karilā bhojana", "devanagari": "> বার দিনে চলি’ গেলা শ্রীপুরুষোত্তম ।\n> পথে তিনদিন মাত্র করিলা ভোজন ॥১৮৮॥", "synonyms": "*bāra dine*—durante doze dias; *cali'*—viajando; *gelā*—chegou; *śrī-puruṣottama*—Jagannātha Purī, ou Nīlācala, o lugar de Puruṣottama; *pathe*—no caminho; *tina-dina*—em três dias; *mātra*—apenas; *karilā bhojana*—ele comeu.", "translation": "**Ele chegou a Jagannātha Purī em doze dias, mas, no caminho, só pôde comer durante três dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/189", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/189/", "verse_text": "svarūpādi-saha gosāñi āchena vasiyā\n\nhena-kāle raghunātha milila āsiyā", "devanagari": "> স্বরূপাদি-সহ গোসাঞি আছেন বসিয়া ।\n> হেনকালে রঘুনাথ মিলিল আসিয়া ॥১৮৯॥", "synonyms": "*svarūpa-ādi-saha*—na companhia dos devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara; *gosāñi*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āchena vasiyā*—estava sentado; *hena-kāle*—nesse momento; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *milila*—encontrou-se; *āsiyā*—chegando.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa encontrou Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor estava sentado com Seus companheiros, encabeçados por Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/190", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/190/", "verse_text": "aṅganete dūre rahi' karena praṇipāta\n\nmukunda-datta kahe,--'ei āila raghunātha'", "devanagari": "> অঙ্গনেতে দূরে রহি’ করেন প্রণিপাত ।\n> মুকুন্দ-দত্ত কহে, — ‘এই আইল রঘুনাথ’ ॥১৯০॥", "synonyms": "*aṅganete*—no pátio; *dūre rahi'*—mantendo-se a uma certa distância; *karena praṇipāta*—prestou suas reverências; *mukunda-datta kahe*—Mukunda Datta disse; *ei*—este; *āila*—chegou; *raghunātha*—Raghunātha dāsa.", "translation": "**Mantendo-se a uma certa distância no pátio, ele prostrou-se para prestar reverências. Então, Mukunda Datta disse: \"Aqui está Raghunātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/191", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/191/", "verse_text": "prabhu kahena,--'āisa;, teṅho dharilā caraṇa\n\nuṭhi' prabhu kṛpāya tāṅre kailā āliṅgana", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — ‘আইস’, তেঁহো ধরিলা চরণ ।\n> উঠি’ প্রভু কৃপায় তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ॥১৯১॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—o Senhor disse; *āisa*—vem cá; *teṅho*—ele; *dharilā caraṇa*—segurou Seus pés de lótus; *uṭhi'*—levantando-se; *prabhu*—o Senhor; *kṛpāya*—por misericórdia; *tāṅre*—a ele; *kailā āliṅgana*—abraçou.", "translation": "**Tão logo Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu estas palavras, deu imediatamente as boas-vindas a Raghunātha dāsa. \"Vem cá\", disse Ele. Raghunātha dāsa então segurou os pés de lótus do Senhor, mas o Senhor levantou-se e o abraçou por Sua misericórdia imotivada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/192", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/192/", "verse_text": "svarūpādi saba bhaktera caraṇa vandilā\n\nprabhu-kṛpā dekhi' sabe āliṅgana kailā", "devanagari": "> স্বরূপাদি সব ভক্তের চরণ বন্দিলা ।\n> প্রভু-কৃপা দেখি’ সবে আলিঙ্গন কৈলা ॥১৯২॥", "synonyms": "*svarūpa-ādi*—encabeçados por Svarūpa Dāmodara; *saba bhaktera*—de todos os devotos; *caraṇa vandilā*—prestou orações aos pés de lótus; *prabhu-kṛpā*—a misericórdia do Senhor Caitanya; *dekhi'*—vendo; *sabe*—todos eles; *āliṅgana kailā*—abraçaram.", "translation": "**Raghunātha dāsa prestou orações aos pés de lótus de todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. Vendo a misericórdia especial que Śrī Caitanya Mahāprabhu concedera a Raghunātha dāsa, eles também o abraçaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/193", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/193/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kṛṣṇa-kṛpā baliṣṭha sabā haite\n\ntomāre kāḍila viṣaya-viṣṭhā-garta haite\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কৃষ্ণকৃপা বলিষ্ঠ সবা হৈতে ।\n> তোমারে কাড়িল বিষয়-বিষ্ঠা-গর্ত হৈতে ।।” ॥ ১৯৩ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kṛṣṇa-kṛpā*—a misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; *baliṣṭha*—mais poderosa; *sabā haite*—do que qualquer coisa; *tomāre*—a ti; *kāḍila*—Ele libertou; *viṣaya*—do gozo material; *viṣṭhā*—de excremento; *garta*—o fosso; *haite*—de.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"A misericórdia do Senhor Kṛṣṇa é mais forte do que qualquer outra coisa. Portanto, o Senhor te libertou do fosso da vida materialista, que é como um buraco onde as pessoas defecam.\"**", "purport": "Segundo a lei do karma, todos estão destinados a sofrer ou desfrutar de acordo com certo padrão material, mas a misericórdia do Senhor Kṛṣṇa é tão poderosa que o Senhor pode mudar todas as reações do karma passado de alguém, ou de suas atividades fruitivas. O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu chamou especificamente a atenção para a misericórdia do Senhor Kṛṣṇa. Essa misericórdia é mais poderosa do que qualquer outra coisa, pois salvara Raghunātha dāsa do forte cativeiro da vida materialista, que o Senhor comparou a um buraco onde as pessoas defecam. Śrī Caitanya Mahāprabhu deu Seu veredito de que aqueles que são viciados no modo de vida materialista são como vermes que vivem no excremento mas não conseguem abandoná-lo. Um gṛhavrata, alguém que decidiu viver num lar confortável embora este seja na verdade miserável, está numa posição condenada. Somente a misericórdia de Kṛṣṇa pode salvar a pessoa de tal sofrimento. Sem a misericórdia de Kṛṣṇa, ninguém consegue sair do imundo enredamento da vida materialista. A pobre entidade viva não consegue abandonar sua posição materialista por si mesma; somente quando lhe é concedida a misericórdia especial de Kṛṣṇa é que ela pode abandoná-la. O Senhor Caitanya Mahāprabhu sabia muito bem que Raghunātha dāsa já estava liberado. Não obstante, Ele enfatizou que a vida de conforto material de Raghunātha dāsa, como filho de um homem muito rico, com uma esposa belíssima e muitos servos para atendê-lo, era como um fosso de excremento. O Senhor indicou assim especificamente que os homens comuns que são muito felizes com confortos materiais e vida familiar não estão numa posição melhor do que a dos vermes no excremento."}
{"ref": "cc/antya/6/194", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/194/", "verse_text": "raghunātha mane kahe,--'kṛṣṇa nāhi jāni\n\ntava kṛpā kāḍila āmā,--ei āmi māni'", "devanagari": "> রঘুনাথ মনে কহে, — ‘কৃষ্ণ নাহি জানি ।\n> তব কৃপা কাড়িল আমা, — এই আমি মানি ।।’ ॥ ১৯৪ ॥", "synonyms": "*raghunātha*—Raghunātha dāsa; *mane kahe*—respondeu dentro de sua mente; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nāhi jāni*—não conheço; *tava*—Tua; *kṛpā*—misericórdia; *kāḍila*—libertou; *āmā*—a mim; *ei*—isto; *āmi māni*—eu aceito.", "translation": "**Raghunātha dāsa respondeu dentro de sua mente: \"Não sei quem é Kṛṣṇa. Apenas sei que Tua misericórdia, ó meu Senhor, salvou-me de minha vida familiar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/195", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/195/", "verse_text": "prabhu kahena,--\"tomāra pitā-jyeṭhā dui jane\n\ncakravarti-sambandhe hāma 'ājā' kari' māne", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — “তোমার পিতা-জ্যেঠা দুই জনে ।\n> চক্রবর্তী-সম্বন্ধে হাম ‘আজা’ করি’ মানে ॥১৯৫॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu disse; *tomāra*—teu; *pitā-jyeṭhā*—pai e seu irmão mais velho; *dui jane*—ambos; *cakravarti-sambandhe*—por causa de uma relação com Nīlāmbara Cakravartī; *hāma*—Eu; *ājā kari'*—como Meus avôs; *māne*—considero.", "translation": "**O Senhor continuou: \"Teu pai e seu irmão mais velho estão ambos relacionados como irmãos com Meu avô, Nīlāmbara Cakravartī. Portanto, considero-os Meus avôs.**", "purport": "Nīlāmbara Cakravartī, o avô de Śrī Caitanya Mahāprabhu, tinha uma relação muito íntima com o pai e o tio de Raghunātha dāsa. Nīlāmbara Cakravartī costumava chamá-los de seus irmãos mais novos porque ambos eram muito devotados aos brāhmaṇas e eram cavalheiros muito respeitáveis. De modo semelhante, eles costumavam chamá-lo de Dādā Cakravartī, dirigindo-se a ele como um irmão mais velho brāhmaṇa. Raghunātha dāsa, contudo, tinha quase a mesma idade do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Em geral, um neto pode brincar com seu avô. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu aproveitou-se da relação entre Seu avô e o pai e o tio de Raghunātha dāsa para falar de maneira jocosa."}
{"ref": "cc/antya/6/196", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/196/", "verse_text": "cakravartīra duhe haya bhrātṛ-rūpa dāsa\n\nataeva tāre āmi kari parihāsa", "devanagari": "> চক্রবর্তীর দুহে হয় ভ্রাতৃরূপ দাস ।\n> অতএব তারে আমি করি পরিহাস ॥১৯৬॥", "synonyms": "*cakravartīra*—de Nīlāmbara Cakravartī; *duhe*—ambos; *haya*—são; *bhrātṛ-rūpa dāsa*—servos como irmãos mais novos; *ataeva*—portanto; *tāre*—a eles; *āmi*—Eu; *kari parihāsa*—digo algo jocosamente.", "translation": "**\"Visto que teu pai e seu irmão mais velho são irmãos mais novos de Nīlāmbara Cakravartī, posso brincar com eles desta maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/197", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/197/", "verse_text": "tomāra bāpa-jyeṭhā--viṣaya-viṣṭhā-gartera kīḍā\n\nsukha kari' māne viṣaya-viṣera mahā-pīḍā", "devanagari": "> তোমার বাপ-জ্যেঠা — বিষয়বিষ্ঠা-গর্তের কীড়া ।\n> সুখ করি’ মানে বিষয়-বিষের মহাপীড়া ॥১৯৭॥", "synonyms": "*tomāra*—teu; *bāpa*—pai; *jyeṭhā*—seu irmão mais velho; *viṣaya*—do gozo material; *viṣṭhā*—excremento; *gartera*—do fosso; *kīḍā*—vermes; *sukha kari'*—como felicidade; *māne*—eles consideram; *viṣaya*—do gozo material; *viṣera*—do veneno; *mahā-pīḍā*—a grande doença.", "translation": "**\"Meu querido Raghunātha dāsa, teu pai e seu irmão mais velho são exatamente como vermes no excremento, no fosso do gozo material, pois consideram felicidade a grande doença do veneno do gozo material.**", "purport": "Quando um homem está apegado ao gozo material, ele está apegado a muitas condições miseráveis, mas, ainda assim, aceita sua posição condenada como uma de felicidade. O gozo dos sentidos é tão forte para tal pessoa que ela não consegue abandoná-lo, exatamente como um verme no excremento não consegue abandonar o excremento. Do ponto de vista espiritual, quando uma pessoa está demasiadamente absorta no gozo material, ela é exatamente como um verme no excremento. Embora tal posição seja inteiramente miserável aos olhos das almas liberadas, o desfrutador materialista está grandemente apegado a ela."}
{"ref": "cc/antya/6/198", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/198/", "verse_text": "yadyadi brahmaṇya kare brāhmaṇera sahāya\n\n'śuddha-vaiṣṇava' nahe, haye 'vaiṣṇavera prāya'", "devanagari": "> যদ্যপি ব্রহ্মণ্য করে ব্রাহ্মণের সহায় ।\n> ‘শুদ্ধবৈষ্ণব’ নহে, হয়ে ‘বৈষ্ণবের প্রায়’ ॥১৯৮॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *brahmaṇya kare*—dêem caridade aos brāhmaṇas; *brāhmaṇera sahāya*—grandes auxiliadores dos brāhmaṇas; *śuddha-vaiṣṇava*—vaiṣṇavas puros; *nahe*—não; *haye*—eles são; *vaiṣṇavera prāya*—quase como vaiṣṇavas.", "translation": "**\"Embora teu pai e teu tio sejam caridosos com os brāhmaṇas e os ajudem grandemente, eles não são, contudo, vaiṣṇavas puros. Todavia, eles são quase como vaiṣṇavas.**", "purport": "Como afirma Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya, algumas pessoas, geralmente homens muito ricos, vestem-se como vaiṣṇavas e dão caridade aos brāhmaṇas. Elas também são apegadas à adoração à Deidade, mas, por causa de seu apego ao gozo material, não podem ser vaiṣṇavas puros. Anyābhilāṣitā-śūnyaṁ jñāna-karmādy-anāvṛtam. O vaiṣṇava puro não tem desejo algum de gozo material. Essa é a qualificação básica de um vaiṣṇava puro. Há homens, especialmente homens ricos, que regularmente adoram a Deidade, dão caridade aos brāhmaṇas e são piedosos em todos os aspectos, mas não podem ser vaiṣṇavas puros. Apesar de sua exibição externa de vaiṣṇavismo e caridade, seu desejo interior é desfrutar de um padrão mais elevado de vida material. O pai de Raghunātha dāsa, Hiraṇya dāsa, e seu tio, Govardhana, eram ambos muito caridosos com os brāhmaṇas. De fato, os brāhmaṇas do distrito de Gauḍīya estavam praticamente dependentes deles. Assim, eram aceitos como cavalheiros muito piedosos. Contudo, eles se apresentavam como vaiṣṇavas aos olhos das pessoas em geral, embora, de um ponto de vista puramente espiritual, fossem seres humanos comuns, e não vaiṣṇavas puros. Os vaiṣṇavas verdadeiros consideravam-nos quase vaiṣṇavas, não vaiṣṇavas puros. Em outras palavras, eles eram kaniṣṭha-adhikārīs, pois ignoravam os princípios reguladores vaiṣṇavas mais elevados. Não obstante, não podiam ser chamados de viṣayīs, ou desfrutadores materialistas cegos."}
{"ref": "cc/antya/6/199", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/199/", "verse_text": "tathāpi viṣayera svabhāva--kare mahā-andha\n\nsei karma karāya, yāte haya bhava-bandha", "devanagari": "> তথাপি বিষয়ের স্বভাব — করে মহা-অন্ধ ।\n> সেই কর্ম করায়, যাতে হয় ভব-বন্ধ ॥১৯৯॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda; *viṣayera svabhāva*—a potência do gozo material; *kare mahā-andha*—torna a pessoa completamente cega; *sei karma karāya*—faz com que ela aja dessa maneira; *yāte*—pela qual; *haya*—há; *bhava-bandha*—o cativeiro de nascimento e morte.", "translation": "**\"Aqueles que estão apegados à vida materialista e estão cegos para a vida espiritual têm de agir de tal maneira que ficam atados a repetidos nascimentos e mortes pelas ações e reações de suas atividades.**", "purport": "Como se afirma claramente no *Bhagavad-gītā* (3.9), yajñārthāt karmaṇo 'nyatra loko 'yam karma-bandhanaḥ: se alguém não age como devoto puro, quaisquer atos que execute produzirão reações de cativeiro fruitivo (karma-bandhanaḥ). No *Śrīmad-Bhāgavatam*, afirma-se:\n\nnūnaṁ pramattaḥ kurute vikarma\nyad-indriya-prīta ya āpṛṇoti\nna sādhu manye yata ātmano 'yam\nasann api kleśada āsa dehaḥ\n\n\"Uma pessoa materialista, loucamente ocupada em atividades para gozo dos sentidos, não sabe que está se enredando em repetidos nascimentos e mortes e que seu corpo, embora temporário, está cheio de misérias.\" (*Śrīmad-Bhāgavatam* 5.5.4) Um viṣayī, uma pessoa cegamente presa numa teia de vida materialista, permanece perpetuamente no ciclo de nascimento e morte. Tal pessoa não consegue compreender como executar o serviço devocional puro e, portanto, age como karmī, jñānī, yogī ou outra coisa qualquer, segundo seu desejo, mas não sabe que as atividades de karma, jñāna e yoga simplesmente atam a pessoa ao ciclo de nascimento e morte."}
{"ref": "cc/antya/6/200", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/200/", "verse_text": "hena 'viṣaya' haite kṛṣṇa uddhārilā tomā'\n\nkahana nā yāya kṛṣṇa-kṛpāra mahimā\"", "devanagari": "> হেন ‘বিষয়’ হৈতে কৃষ্ণ উদ্ধারিলা তোমা’ ।\n> কহন না যায় কৃষ্ণকৃপার মহিমা ।।” ॥ ২০০ ॥", "synonyms": "*hena viṣaya*—tal condição decaída de gozo material; *haite*—de; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *uddhārilā tomā'*—libertou-te; *kahana nā yāya*—não podem ser descritas; *kṛṣṇa-kṛpāra*—da misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; *mahimā*—as glórias.", "translation": "**\"Por Sua própria e livre vontade, o Senhor Kṛṣṇa te libertou de tal vida materialista condenada. Portanto, as glórias da misericórdia imotivada do Senhor Kṛṣṇa não podem ser expressas.\"**", "purport": "Na Brahma-saṁhitā (5.54), afirma-se: karmāṇi nirdahati kintu ca bhakti-bhajām. O Senhor Kṛṣṇa é tão misericordioso que pode deter a reação do karma de Seu devoto. Todos — desde um pequeno inseto chamado indra-gopa até Indra, o rei do céu — estão atados pelas reações das atividades fruitivas.\n\nyas tv indra-gopam athavendram aho sva-karma-\nbandhānurūpa-phala-bhājanam ātanoti\nkarmāṇi nirdahati kintu ca bhakti-bhājāṁ\ngovindam ādi-puruṣaṁ tam ahaṁ bhajāmi\n\nTodos, sejam como um inseto ou como o rei do céu, estão enredados e atados pelas ações e reações de seu karma. Contudo, quando alguém se torna devoto puro, livre dos desejos materiais e do cativeiro de karma, jñāna e yoga, é libertado das ações e reações materiais pela misericórdia imotivada de Kṛṣṇa. Ninguém consegue expressar gratidão suficiente a Kṛṣṇa por ser libertado do modo de vida materialista."}
{"ref": "cc/antya/6/201", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/201/", "verse_text": "raghunāthera kṣīṇatā-mālinya dekhiyā\n\nsvarūpere kahena prabhu kṛpārdra-citta hañā", "devanagari": "> রঘুনাথের ক্ষীণতা-মালিন্য দেখিয়া  ।\n> স্বরূপেরে কহেন প্রভু কৃপার্দ্র-চিত্ত হঞা ॥২০১॥", "synonyms": "*raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *kṣīṇatā*—magreza; *mālinya*—condição suja do corpo; *dekhiyā*—vendo; *svarūpere kahena*—disse a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—por misericórdia; *ārdra*—derretido; *citta*—coração; *hañā*—estando.", "translation": "**Vendo Raghunātha dāsa magro e sujo por ter viajado durante doze dias e jejuado, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, com Seu coração derretendo-se devido à misericórdia imotivada, falou a Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/202", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/202/", "verse_text": "\"ei raghunāthe āmi saṅpinu tomāre\n\nputra-bhṛtya-rūpe tumi kara aṅgīkāre", "devanagari": "> “এই রঘুনাথে আমি সঁপিনু তোমারে  ।\n> পুত্র-ভৃত্য-রূপে তুমি কর অঙ্গীকারে ॥২০২॥", "synonyms": "*ei raghunāthe*—este Raghunātha dāsa; *āmi*—Eu; *saṅpinu tomāre*—confio a ti; *putra*—filho; *bhṛtya*—servo; *rūpe*—como; *tumi*—tu (Svarūpa Dāmodara Gosvāmī); *kara aṅgīkāre*—por favor, aceita.", "translation": "**\"Meu querido Svarūpa\", disse Ele, \"confio este Raghunātha dāsa a ti. Por favor, aceita-o como teu filho ou servo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/203", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/203/", "verse_text": "tina 'raghunātha'-nāma haya āmāra gaṇe\n\n'svarūpera raghu'--āji haite ihāra nāme\"", "devanagari": "> তিন ‘রঘুনাথ’-নাম হয় আমার গণে  ।\n> ‘স্বরূপের রঘু’ — আজি হৈতে ইহার নামে ।।” ২০৩ ॥২০৩॥", "synonyms": "*tina raghunātha*—três Raghunāthas; *nāma*—de nome; *haya*—são; *āmāra gaṇe*—entre Meus companheiros; *svarūpera raghu*—o Raghunātha de Svarūpa Dāmodara; *āji haite*—a partir de hoje; *ihāra*—deste; *nāme*—o nome.", "translation": "**\"Há agora três Raghunāthas entre Meus companheiros. A partir de hoje, este Raghunātha será conhecido como o Raghu de Svarūpa Dāmodara.\"**", "purport": "O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu tinha três Raghus entre Seus companheiros: Vaidya Raghunātha (vide *Ādi-līlā* 11.22), Bhaṭṭa Raghunātha e Dāsa Raghunātha. Dāsa Raghunātha ficou célebre como o Raghunātha de Svarūpa."}
{"ref": "cc/antya/6/204", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/204/", "verse_text": "eta kahi' raghunāthera hasta dharilā\n\nsvarūpera haste tāṅre samarpaṇa kailā", "devanagari": "> এত কহি’ রঘুনাথের হস্ত ধরিলা ।\n> স্বরূপের হস্তে তাঁরে সমর্পণ কৈলা ॥২০৪॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *hasta dharilā*—pegou a mão; *svarūpera haste*—às mãos de Svarūpa Dāmodara; *tāṅre*—a ele; *samarpaṇa kailā*—confiou.", "translation": "**Dizendo isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu pegou a mão de Raghunātha dāsa e o confiou às mãos de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/205", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/205/", "verse_text": "svarūpa kahe,--'mahāprabhura ye ājñā haila'\n\neta kahi' raghunāthe punaḥ āliṅgila", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — ‘মহাপ্রভুর যে আজ্ঞা হৈল’ ।\n> এত কহি’ রঘুনাথে পুনঃ আলিঙ্গিল ॥২০৫॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara disse; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ye*—qualquer que seja; *ājñā*—a ordem; *haila*—há; *eta kahi'*—dizendo isto; *raghunāthe*—a Raghunātha dāsa; *punaḥ*—novamente; *āliṅgila*—ele abraçou.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī aceitou Raghunātha dāsa, dizendo: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu, qualquer que seja Sua ordem, é aceita.\" Depois, abraçou Raghunātha dāsa novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/206", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/206/", "verse_text": "caitanyera bhakta-vātsalya kahite nā pāri\n\ngovindere kahe raghunāthe dayā kari'", "devanagari": "> চৈতন্যের ভক্তবাৎসল্য কহিতে না পারি  ।\n> গোবিন্দেরে কহে রঘুনাথে দয়া করি’ ॥২০৬॥", "synonyms": "*caitanyera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-vātsalya*—o afeto pelos devotos; *kahite nā pāri*—não consigo expressar adequadamente; *govindere*—a Govinda; *kahe*—Ele disse; *raghunāthe*—para com Raghunātha; *dayā kari'*—sendo muito misericordioso.", "translation": "**Não consigo expressar adequadamente o afeto de Śrī Caitanya Mahāprabhu por Seus devotos. Sendo misericordioso para com Raghunātha dāsa, o Senhor falou o seguinte a Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/207", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/207/", "verse_text": "\"pathe iṅha kariyāche bahuta laṅghana\n\nkata-dina kara ihāra bhāla santarpaṇa\"", "devanagari": "> “পথে ইঁহ করিয়াছে বহুত লবঙ্ঘন  ।\n> কতদিন কর ইহার ভাল সন্তর্পণ ।।” ২০৭ ॥২০৭॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *iṅha*—este Raghunātha dāsa; *kariyāche*—realizou; *bahuta*—muito; *laṅghana*—jejum e árduo esforço; *kata-dina*—por alguns dias; *kara*—faze; *ihāra*—dele; *bhāla*—bom; *santarpaṇa*—cuidado.", "translation": "**\"No caminho, Raghunātha dāsa jejuou e passou por dificuldades durante muitos dias. Portanto, cuida bem dele por alguns dias, para que possa comer à sua satisfação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/208", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/208/", "verse_text": "raghunāthe kahe--\"yāñā, kara sindhu-snāna\n\njagannātha dekhi' āsi' karaha bhojana\"", "devanagari": "> রঘুনাথে কহে — “যাঞা, কর সিন্ধুস্নান ।\n> জগন্নাথ দেখি’ আসি’ করহ ভোজন ।।” ॥ ২০৮ ॥", "synonyms": "*raghunāthe kahe*—Ele disse a Raghunātha dāsa; *yāñā*—indo; *kara sindhu-snāna*—banha-te no mar; *jagannātha dekhi'*—após ver o Senhor Jagannātha; *āsi'*—após vir; *karaha bhojana*—faze tua refeição.", "translation": "**Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Raghunātha dāsa: \"Vai banhar-te no mar. Depois, vê o Senhor Jagannātha no templo e retorna aqui para fazer tua refeição.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/209", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/209/", "verse_text": "eta bali' prabhu madhyāhna karite uṭhilā\n\nraghunātha-dāsa saba bhaktere mililā", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু মধ্যাহ্ন করিতে উঠিলা ।\n> রঘুনাথ-দাস সব ভক্তেরে মিলিলা ॥২০৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—após dizer isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *madhyāhna karite*—para realizar Seus deveres do meio-dia; *uṭhilā*—levantou-se; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa; *saba*—todos; *bhaktere*—os devotos; *mililā*—encontrou.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se e foi realizar Seus deveres do meio-dia, e Raghunātha encontrou-se com todos os devotos presentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/210", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/210/", "verse_text": "raghunāthe prabhura kṛpā dekhi, bhakta-gaṇa\n\nvismita hañā kare tāṅra bhāgya-praśaṁsana", "devanagari": "> রঘুনাথে প্রভুর কৃপা দেখি, ভক্তগণ ।\n> বিস্মিত হঞা করে তাঁর ভাগ্য-প্রশংসন ॥২১০॥", "synonyms": "*raghunāthe*—a Raghunātha dāsa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—a misericórdia; *dekhi*—vendo; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *vismita*—tomados de admiração; *hañā*—estando; *kare*—fazem; *tāṅra*—dele; *bhāgya*—a boa fortuna; *praśaṁsana*—louvor.", "translation": "**Tendo visto a misericórdia imotivada de Śrī Caitanya Mahāprabhu para com Raghunātha dāsa, todos os devotos, tomados de admiração, louvaram sua boa fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/211", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/211/", "verse_text": "raghunātha samudre yāñā snāna karilā\n\njagannātha dekhi' punaḥ govinda-pāśa āilā", "devanagari": "> রঘুনাথ সমুদ্রে যাঞা স্নান করিলা ।\n> জগন্নাথ দেখি’ পুনঃ গোবিন্দ-পাশ আইলা ॥২১১॥", "synonyms": "*raghunātha*—Raghunātha dāsa; *samudre*—ao mar; *yāñā*—indo; *snāna karilā*—banhou-se; *jagannātha dekhi'*—após ver o Senhor Jagannātha; *punaḥ*—novamente; *govinda-pāśa āilā*—veio a Govinda.", "translation": "**Raghunātha dāsa banhou-se no mar e viu o Senhor Jagannātha. Depois, retornou a Govinda, o servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/212", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/212/", "verse_text": "prabhura avaśiṣṭa pātra govinda tāṅre dilā\n\nānandita hañā raghunātha prasāda pāilā", "devanagari": "> প্রভুর অবশিষ্ট পাত্র গোবিন্দ তাঁরে দিলা ।\n> আনন্দিত হঞা রঘুনাথ প্রসাদ পাইলা ॥২১২॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avaśiṣṭa pātra*—um prato de restos de alimento; *govinda*—o servo pessoal do Senhor; *tāṅre*—a ele; *dilā*—ofereceu; *ānandita hañā*—ficando muito feliz; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *prasāda pāilā*—aceitou o prasāda.", "translation": "**Govinda lhe ofereceu um prato com os restos do alimento deixado por Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Raghunātha dāsa aceitou o prasāda com grande alegria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/213", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/213/", "verse_text": "ei-mata rahe teṅha svarūpa-caraṇe\n\ngovinda prasāda tāṅre dila pañca dine", "devanagari": "> এইমত রহে তেঁহ স্বরূপ-চরণে ।\n> গোবিন্দ প্রসাদ তাঁরে দিল পঞ্চ দিনে ॥২১৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *rahe*—permaneceu; *teṅha*—ele; *svarūpa-caraṇe*—sob o abrigo de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *govinda*—o servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—os restos do alimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *dila*—deu; *pañca dine*—durante cinco dias.", "translation": "**Raghunātha dāsa permaneceu sob os cuidados de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, e Govinda lhe forneceu os restos do alimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu durante cinco dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/214", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/214/", "verse_text": "āra dina haite 'puṣpa-añjali' dekhiyā\n\nsiṁha-dvāre khāḍā rahe bhikṣāra lāgiyā", "devanagari": "> আর দিন হৈতে ‘পুষ্প-অঞ্জলি’ দেখিয়া  ।\n> সিংহদ্বারে খাড়া রহে ভিক্ষার লাগিয়া ॥২১৪॥", "synonyms": "*āra dina*—o dia seguinte; *haite*—a partir de; *puṣpa-añjali*—a cerimônia de oferecer flores ao Senhor; *dekhiyā*—após ver; *siṁha-dvāre*—ao portão principal; *khāḍā rahe*—permanece de pé; *bhikṣāra lāgiyā*—para mendigar algumas esmolas.", "translation": "**A partir do sexto dia, Raghunātha dāsa passou a postar-se ao portão conhecido como Siṁha-dvāra para mendigar esmolas após a cerimônia de puṣpa-añjali, na qual se ofereciam flores ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/215", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/215/", "verse_text": "jagannāthera sevaka yata--'viṣayīra gaṇa'\n\nsevā sāri' rātrye kare gṛhete gamana", "devanagari": "> জগন্নাথের সেবক যত — ‘বিষয়ীর গণ’  ।\n> সেবা সারি’ রাত্র্যে করে গৃহেতে গমন ॥২১৫॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *sevaka*—os servos; *yata*—todos; *viṣayīra gaṇa*—geralmente conhecidos como viṣayīs; *sevā sāri'*—após terminar seu serviço; *rātrye*—à noite; *kare*—fazem; *gṛhete gamana*—regressar para casa.", "translation": "**Após cumprirem seus deveres prescritos, os numerosos servos do Senhor Jagannātha, conhecidos como viṣayīs, regressam para casa à noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/216", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/216/", "verse_text": "siṁha-dvāre annārthī vaiṣṇave dekhiyā\n\npasārira ṭhāñi anna dena kṛpā ta' kariyā", "devanagari": "> সিংহদ্বারে অন্নার্থী বৈষ্ণবে দেখিয়া  ।\n> পসারির ঠাঞি অন্ন দেন কৃপা ত’ করিয়া ॥২১৬॥", "synonyms": "*siṁha-dvāre*—ao portão Siṁha; *anna-arthī*—necessitado de algo para comer; *vaiṣṇave*—vaiṣṇavas; *dekhiyā*—vendo; *pasārira ṭhāñi*—junto aos lojistas; *anna dena*—providenciam algo para comer; *kṛpā ta' kariyā*—por misericórdia.", "translation": "**Se veem um vaiṣṇava postado ao Siṁha-dvāra mendigando esmolas, por misericórdia eles combinam com os lojistas que lhe deem algo para comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/217", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/217/", "verse_text": "ei-mata sarva-kāla āche vyavahāra\n\nniṣkiñcana bhakta khāḍā haya siṁha-dvāra", "devanagari": "> এইমত সর্বকাল আছে ব্যবহার ।\n> নিষ্কিঞ্চন ভক্ত খাড়া হয় সিংহদ্বার ॥২১৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *sarva-kāla*—em todos os tempos; *āche*—existe; *vyavahāra*—o costume; *niṣkiñcana bhakta*—um devoto que não tem outro amparo; *khāḍā haya*—posta-se; *siṁha-dvāra*—ao portão conhecido como Siṁha-dvāra.", "translation": "**Assim, é costume de todos os tempos que um devoto que não tem outro meio de amparo se poste ao portão Siṁha-dvāra para receber esmolas dos servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/218", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/218/", "verse_text": "sarva-dina karena vaiṣṇava nāma-saṅkīrtana\n\nsvacchande karena jagannātha daraśana", "devanagari": "> সর্বদিন করেন বৈষ্ণব নাম-সঙ্কীর্তন  ।\n> স্বচ্ছন্দে করেন জগন্নাথ দরশন ॥২১৮॥", "synonyms": "*sarva-dina*—o dia inteiro; *karena*—realiza; *vaiṣṇava*—um vaiṣṇava; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor; *svacchande*—com plena liberdade; *karena*—faz; *jagannātha daraśana*—ver o Senhor Jagannātha.", "translation": "**Um vaiṣṇava completamente dependente canta, dessa forma, o santo nome do Senhor o dia inteiro e vê o Senhor Jagannātha com plena liberdade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/219", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/219/", "verse_text": "keha chatre māgi' khāya, yebā kichu pāya\n\nkeha rātre bhikṣā lāgi' siṁha-dvāre raya", "devanagari": "> কেহ ছত্রে মাগি’ খায়, যেবা কিছু পায়  ।\n> কেহ রাত্রে ভিক্ষা লাগি’ সিংহদ্বারে রয় ॥২১৯॥", "synonyms": "*keha*—alguns; *chatre*—na casa de caridade; *māgi'*—mendigando; *khāya*—comem; *yebā*—o que quer que; *kichu*—pouco; *pāya*—recebem; *keha*—alguns; *rātre*—à noite; *bhikṣā lāgi'*—para mendigar esmolas; *siṁha-dvāre raya*—permanecem junto ao portão conhecido como Siṁha-dvāra.", "translation": "**É costume de alguns vaiṣṇavas mendigar nas casas de caridade e comer o que quer que obtenham, ao passo que outros permanecem à noite junto ao portão Siṁha-dvāra, mendigando esmolas dos servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/220", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/220/", "verse_text": "mahāprabhura bhakta-gaṇera vairāgya pradhāna\n\nyāhā dekhi' prīta hana gaura-bhagavān", "devanagari": "> মহাপ্রভুর ভক্তগণের বৈরাগ্য প্রধান ।\n> যাহা দেখি’ প্রীত হন গৌর-ভগবান্ ॥২২০॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *vairāgya*—renúncia; *pradhāna*—o princípio básico; *yāhā dekhi'*—vendo o que; *prīta hana*—fica satisfeito; *gaura-bhagavān*—Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**A renúncia é o princípio básico que sustenta a vida dos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ao ver essa renúncia, Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, fica extremamente satisfeito.**", "purport": "Qualquer pessoa, quer seja um materialista comum, quer seja um devoto puro, pode compreender o comportamento dos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu se o estudar minuciosamente. Assim, perceberá que os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu não estão de modo algum apegados a nenhuma espécie de gozo material. Eles abandonaram por completo o gozo dos sentidos para se ocuparem plenamente no serviço ao Senhor Śrī Kṛṣṇa e dedicarem sua vida e sua alma a servir a Kṛṣṇa sem desejos materiais. Como seu serviço devocional é livre de desejos materiais, não sofre impedimento das circunstâncias materiais. Embora os homens comuns tenham grande dificuldade em compreender essa atitude dos devotos, ela é grandemente apreciada pela Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/6/221", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/221/", "verse_text": "prabhure govinda kahe,--\"raghunātha 'prasāda' nā laya\n\nrātrye siṁha-dvāre khāḍā hañā māgi' khāya\"", "devanagari": "> প্রভুরে গোবিন্দ কহে, — “রঘুনাথ ‘প্রসাদ’ না লয় ।\n> রাত্র্যে সিংহদ্বারে খাড়া হঞা মাগি’ খায় ।।” ॥ ২২১ ॥", "synonyms": "*prabhure*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *govinda kahe*—Govinda disse; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *prasāda nā laya*—não aceita prasāda; *rātrye*—à noite; *siṁha-dvāre*—junto ao portão Siṁha-dvāra; *khāḍā hañā*—de pé; *māgi'*—mendigando; *khāya*—ele come.", "translation": "**Govinda disse a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Raghunātha dāsa já não aceita prasāda aqui. Agora ele permanece de pé junto ao Siṁha-dvāra, onde mendiga algumas esmolas para comer.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/222", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/222/", "verse_text": "śuni' tuṣṭa hañā prabhu kahite lāgila\n\n\"bhāla kaila, vairāgīra dharma ācarila", "devanagari": "> শুনি’ তুষ্ট হঞা প্রভু কহিতে লাগিল  ।\n> “ভাল কৈল, বৈরাগীর ধর্ম আচরিল ॥২২২॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *tuṣṭa hañā*—ficando muito satisfeito; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahite lāgila*—começou a dizer; *bhāla kaila*—ele agiu bem; *vairāgīra*—de uma pessoa na ordem renunciada; *dharma*—os princípios; *ācarila*—ele cumpriu.", "translation": "**Ao ouvir isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou grandemente satisfeito. \"Raghunātha dāsa agiu bem\", disse Ele. \"Ele agiu de modo apropriado para uma pessoa na ordem renunciada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/223", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/223/", "verse_text": "vairāgī karibe sadā nāma-saṅkīrtana\n\nmāgiyā khāñā kare jīvana rakṣaṇa", "devanagari": "> বৈরাগী করিবে সদা নাম-সঙ্কীর্তন  ।\n> মাগিয়া খাঞা করে জীবন রক্ষণ ॥২২৩॥", "synonyms": "*vairāgī*—uma pessoa na ordem renunciada; *karibe*—fará; *sadā*—sempre; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor; *māgiyā*—mendigando; *khāñā*—comendo; *kare jīvana rakṣaṇa*—ele sustenta a vida.", "translation": "**\"Uma pessoa na ordem renunciada deve cantar sempre o santo nome do Senhor. Deve mendigar algumas esmolas para comer e sustentar a vida dessa maneira.**", "purport": "Como se afirma no Hari-bhakti-vilāsa, ao final do Vigésimo Vilāsa (366, 379, 382):\n\nkṛtyānyetāni tu prāyo\ngṛhiṇāṁ dhanināṁ satām\nlikhitāni na tu tyakta-\nparigraha-mahātmanām\n\nprabhāte cārdha-rātre ca\nmadhyāhne divasa-kṣaye\nkīrtayanti hariṁ ye vai\nte taranti bhavārṇavam\n\nevam ekāntināṁ prāyaḥ\nkīrtanaṁ smaraṇaṁ prabhoḥ\nkurvatāṁ parama-prītyā\nkṛtyam anyan na rocate\n\nUm vaiṣṇava chefe de família abastado não pode viver como uma pessoa na ordem renunciada, que se abriga completamente no santo nome. Tal chefe de família deve cantar o santo nome de Kṛṣṇa pela manhã, ao meio-dia e à noite. Então será capaz de transpor a nesciência. Os devotos puros na ordem renunciada, contudo, que se rendem plenamente aos pés de lótus de Kṛṣṇa, devem cantar o santo nome do Senhor com grande amor e fé, pensando sempre nos pés de lótus de Kṛṣṇa. Eles não devem ter outra ocupação senão cantar o santo nome do Senhor. No Bhakti-sandarbha, Śrīla Jīva Gosvāmī diz:\n\nyadyapi śrī-bhāgavata-mate pañca-rātrādivad-arcana-mārgasyāvaśyakatvaṁ nāsti, tad vināpi śaraṇāpattyādīnām ekatareṇāpi puruṣārtha-siddher abhihitatvāt."}
{"ref": "cc/antya/6/224", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/224/", "verse_text": "vairāgī hañā yebā kare parāpekṣā\n\nkārya-siddhi nahe, kṛṣṇa karena upekṣā", "devanagari": "> বৈরাগী হঞা যেবা করে পরাপেক্ষা ।\n> কার্যসিদ্ধি নহে, কৃষ্ণ করেন উপেক্ষা ॥২২৪॥", "synonyms": "*vairāgī hañā*—estando na ordem renunciada; *yebā*—todo aquele que; *kare*—faz; *parāpekṣā*—dependência de outrem; *kārya-siddhi nahe*—ele não obtém êxito; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *karena upekṣā*—negligencia.", "translation": "**\"Um vairāgī [uma pessoa na ordem renunciada] não deve depender de outrem. Se assim o fizer, não terá êxito, e será negligenciado por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/225", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/225/", "verse_text": "vairāgī hañā kare jihvāra lālasa\n\nparamārtha yāya, āra haya rasera vaśa", "devanagari": "> বৈরাগী হঞা করে জিহ্বার লালস ।\n> পরমার্থ যায়, আর হয় রসের বশ ॥২২৫॥", "synonyms": "*vairāgī hañā*—estando na ordem renunciada; *kare*—faz; *jihvāra*—da língua; *lālasa*—cobiça; *parama-artha*—o objetivo da vida; *yāya*—se perde; *āra*—e; *haya*—torna-se; *rasera vaśa*—dependente do sabor.", "translation": "**\"Se um renunciante anseia que sua língua saboreie diferentes alimentos, sua vida espiritual se perderá, e ele ficará subserviente aos sabores de sua língua.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/226", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/226/", "verse_text": "vairāgīra kṛtya--sadā nāma-saṅkīrtana\n\nśāka-patra-phala-mūle udara-bharaṇa", "devanagari": "> বৈরাগীর কৃত্য — সদা নাম-সঙ্কীর্তন ।\n> শাক-পত্র-ফল-মূলে উদর-ভরণ ॥২২৬॥", "synonyms": "*vairāgīra*—de uma pessoa na ordem renunciada; *kṛtya*—o dever; *sadā*—sempre; *nāma-saṅkīrtana*—cantar o santo nome do Senhor; *śāka*—hortaliças; *patra*—folhas; *phala*—frutas; *mūle*—com raízes; *udara-bharaṇa*—encher o estômago.", "translation": "**\"O dever de uma pessoa na ordem renunciada é cantar sempre o mantra Hare Kṛṣṇa. Deve saciar o estômago com quaisquer hortaliças, folhas, frutas e raízes que estiverem disponíveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/227", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/227/", "verse_text": "jihvāra lālase yei iti-uti dhāya\n\nśiśnodara-parāyaṇa kṛṣṇa nāhi pāya\"", "devanagari": "> জিহ্বার লালসে যেই ইতি-উতি ধায় ।\n> শিশ্নোদরপরায়ণ কৃষ্ণ নাহি পায় ।।” ॥ ২২৭ ॥", "synonyms": "*jihvāra*—da língua; *lālase*—por causa da cobiça; *yei*—todo aquele que; *iti-uti*—de um lado para outro; *dhāya*—corre; *śiśna*—os genitais; *udara*—o estômago; *parāyaṇa*—dedicado a; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nāhi pāya*—não obtém.", "translation": "**\"Aquele que é subserviente à língua e que, por isso, corre de um lado para outro, dedicado aos genitais e ao estômago, não pode alcançar Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/228", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/228/", "verse_text": "āra dina raghunātha svarūpa-caraṇe\n\nāpanāra kṛtya lāgi' kailā nivedane", "devanagari": "> আর দিন রঘুনাথ স্বরূপ-চরণে ।\n> আপনার কৃত্য লাগি’ কৈলা নিবেদনে ॥২২৮॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *svarūpa-caraṇe*—aos pés de lótus de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *āpanāra*—seu; *kṛtya*—dever; *lāgi'*—acerca de; *kailā nivedane*—perguntou.", "translation": "**No dia seguinte, Raghunātha dāsa perguntou aos pés de lótus de Svarūpa Dāmodara acerca de seu dever.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/229", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/229/", "verse_text": "\"ki lāgi' chāḍāilā ghara, nā jāni uddeśa\n\nki mora kartavya, prabhu kara upadeśa\"", "devanagari": "> “কি লাগি’ ছাড়াইলা ঘর, না জানি উদ্দেশ ।\n> কি মোর কর্তব্য, প্রভু কর উপদেশ ।।” ॥ ২২৯ ॥", "synonyms": "*ki lāgi'*—por que razão; *chāḍāilā ghara*—fui obrigado a abandonar minha vida familiar; *nā jāni*—não sei; *uddeśa*—o propósito; *ki*—qual; *mora kartavya*—meu dever; *prabhu*—meu querido senhor; *kara upadeśa*—por favor, dá instrução.", "translation": "**\"Não sei por que abandonei a vida familiar\", disse ele. \"Qual é o meu dever? Tem a bondade de me dar instruções.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/230", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/230/", "verse_text": "prabhura āge kathā-mātra nā kahe raghunātha\n\nsvarūpa-govinda-dvārā kahāya nija-vāt", "devanagari": "> প্রভুর আগে কথা-মাত্র না কহে রঘুনাথ ।\n> স্বরূপ-গোবিন্দ-দ্বারা কহায় নিজ-বাত্ ॥২৩০॥", "synonyms": "*prabhura āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kathā-mātra*—qualquer palavra; *nā kahe*—não diz; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *svarūpa-govinda-dvārā*—por meio de Govinda e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kahāya*—ele informa; *nija-vāt*—sua intenção.", "translation": "**Raghunātha dāsa jamais sequer pronunciava uma palavra diante do Senhor. Em vez disso, ele informava o Senhor de seus desejos por meio de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/231", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/231/", "verse_text": "prabhura āge svarūpa nivedilā āra dine\n\nraghunātha nivedaya prabhura caraṇe", "devanagari": "> প্রভুর আগে স্বরূপ নিবেদিলা আর দিনে  ।\n> রঘুনাথ নিবেদয় প্রভুর চরণে ॥২৩১॥", "synonyms": "*prabhura āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *nivedilā*—submeteu; *āra dine*—no dia seguinte; *raghunātha nivedaya*—Raghunātha dāsa pergunta; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**No dia seguinte, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī submeteu ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Raghunātha dāsa tem isto a dizer a Vossos pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/232", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/232/", "verse_text": "\"ki mora kartavya, muñi nā jāni uddeśa\n\nāpani śrī-mukhe more kara upadeśa\"", "devanagari": "> “কি মোর কর্তব্য, মুঞি না জানি উদ্দেশ  ।\n> আপনি শ্রীমুখে মোরে কর উপদেশ ।।” ২৩২ ॥২৩২॥", "synonyms": "*ki*—qual; *mora kartavya*—meu dever; *muñi*—eu; *nā jāni*—não sei; *uddeśa*—o objetivo de minha vida; *āpani*—pessoalmente; *śrī-mukhe*—por Vossa boca transcendental; *more*—a mim; *kara upadeśa*—por favor, dá instruções.", "translation": "**\"Não sei qual é o meu dever nem o objetivo de minha vida. Portanto, por favor, dá-me pessoalmente instruções de Vossa boca transcendental.'\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/233", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/233/", "verse_text": "hāsi' mahāprabhu raghunāthere kahila\n\n\"tomāra upadeṣṭā kari' svarūpere dila", "devanagari": "> হাসি’ মহাপ্রভু রঘুনাথেরে কহিল  ।\n> “তোমার উপদেষ্টা করি’ স্বরূপেরে দিল ॥২৩৩॥", "synonyms": "*hāsi'*—sorrindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *raghunāthere*—a Raghunātha dāsa; *kahila*—disse; *tomāra*—teu; *upadeṣṭā*—instrutor; *kari'*—como; *svarūpere dila*—designei Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.", "translation": "**Sorrindo, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Raghunātha dāsa: \"Já designei Svarūpa Dāmodara Gosvāmī como teu instrutor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/234", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/234/", "verse_text": "'sādhya'-'sādhana'-tattva śikha iṅhāra sthāne\n\nāmi tata nāhi jāni, iṅho yata jāne", "devanagari": "> ‘সাধ্য’-‘সাধন’-তত্ত্ব শিখ ইঁহার স্থানে  ।\n> আমি তত নাহি জানি, ইঁহো যত জানে ॥২৩৪॥", "synonyms": "*sādhya*—dever; *sādhana*—como executá-lo; *tattva*—verdade; *śikha*—aprende; *iṅhāra sthāne*—com ele; *āmi*—Eu; *tata*—tanto; *nāhi jāni*—não sei; *iṅho*—ele; *yata*—tanto quanto; *jāne*—sabe.", "translation": "**\"Podes aprender com ele qual é teu dever e como cumpri-lo. Eu não sei tanto quanto ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/235", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/235/", "verse_text": "tathāpi āmāra ājñā ya śraddhā yadi haya\n\nāmāra ei vākye tabe kariha niścaya", "devanagari": "> তথাপি আমার আজ্ঞায় শ্রদ্ধা যদি হয় ।\n> আমার এই বাক্যে তবে করিহ নিশ্চয় ॥২৩৫॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *āmāra ājñā ya*—em Minha instrução; *śraddhā*—fé; *yadi*—se; *haya*—há; *āmāra*—Minhas; *ei*—estas; *vākye*—pelas palavras; *tabe*—então; *kariha niścaya*—podes determinar.", "translation": "**\"Não obstante, se desejares receber instruções de Mim com fé e amor, poderás determinar teus deveres pelas seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/236", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/236/", "verse_text": "grāmya-kathā nā śunibe, grāmya-vārtā nā kahibe\n\nbhāla nā khāibe āra bhāla nā paribe", "devanagari": "> গ্রাম্যকথা না শুনিবে, গ্রাম্যবার্তা না কহিবে  ।\n> ভাল না খাইবে আর ভাল না পরিবে ॥২৩৬॥", "synonyms": "*grāmya-kathā*—conversas comuns das pessoas em geral; *nā śunibe*—nunca ouças; *grāmya-vārtā*—notícias comuns; *nā kahibe*—não fales; *bhāla*—bem; *nā khāibe*—não comas; *āra*—e; *bhāla*—bem; *nā paribe*—não te vistas.", "translation": "**\"Não fales como as pessoas em geral nem ouças o que elas dizem. Não deves comer alimentos muito saborosos, tampouco deves vestir-te com requinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/237", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/237/", "verse_text": "amānī mānada hañā kṛṣṇa-nāma sadā la'be\n\nvraje rādhā-kṛṣṇa-sevā mānase karibe", "devanagari": "> অমানী মানদ হঞা কৃষ্ণনাম সদা ল’বে  ।\n> ব্রজে রাধাকৃষ্ণ-সেবা মানসে করিবে ॥২৩৭॥", "synonyms": "*amānī*—sem esperar respeito algum; *māna-da*—oferecendo respeito aos outros; *hañā*—tornando-te; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor; *sadā*—sempre; *la'be*—deves cantar; *vraje*—em Vṛndāvana; *rādhā-kṛṣṇa-sevā*—serviço a Rādhā e Kṛṣṇa; *mānase*—dentro da mente; *karibe*—deves realizar.", "translation": "**\"Não esperes honra, mas oferece todo o respeito aos outros. Canta sempre o santo nome do Senhor Kṛṣṇa e, dentro de tua mente, presta serviço a Rādhā e Kṛṣṇa em Vṛndāvana.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura afirma em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya que, quando um homem e uma mulher se casam, eles geram filhos e assim se enredam na vida familiar. As conversas que dizem respeito a essa vida familiar chamam-se grāmya-kathā. Uma pessoa na ordem renunciada jamais se permite ouvir ou falar sobre tais assuntos. Ela não deve comer pratos saborosos, visto que isso é impróprio para quem está na ordem renunciada. Ela deve demonstrar todo o respeito aos outros, mas não deve esperar respeito para si mesma. Dessa maneira, deve-se cantar o santo nome do Senhor e pensar em como servir Rādhā e Kṛṣṇa em Vṛndāvana."}
{"ref": "cc/antya/6/238", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/238/", "verse_text": "ei ta' saṅkṣepe āmi kailuṅ upadeśa\n\nsvarūpera ṭhāñi ihāra pāibe viśeṣa", "devanagari": "> এই ত’ সংক্ষেপে আমি কৈলুঁ উপদেশ ।\n> স্বরূপের ঠাঞি ইহার পাইবে বিশেষ ॥২৩৮॥", "synonyms": "*ei*—esta; *ta'*—certamente; *saṅkṣepe*—em breve; *āmi*—Eu; *kailuṅ upadeśa*—dei instrução; *svarūpera ṭhāñi*—de Svarūpa Dāmodara; *ihāra*—desta instrução; *pāibe*—receberás; *viśeṣa*—todos os detalhes.", "translation": "**\"Dei-te Minhas instruções de forma breve. Agora receberás todos os detalhes a respeito delas de Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/239", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/239/", "verse_text": "tṛṇād api sunīcena\n\ntaror iva sahiṣṇunā\n\namāninā mānadena\n\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ\"", "devanagari": "> তৃণাদপি সুনীচেন তরোরিব সহিষ্ণুনা ।\n> অমানিনা মানদেন কীর্তনীয়ঃ সদা হরিঃ ।।” ॥ ২৩৯ ॥", "synonyms": "*tṛṇāt api*—do que a relva pisada; *sunīcena*—sendo mais baixo; *taroḥ*—do que uma árvore; *iva*—decerto; *sahiṣṇunā*—com mais tolerância; *amāninā*—sem deixar-se inflar por falso orgulho; *mānadena*—oferecendo respeito a todos; *kīrtanīyaḥ*—ser cantado; *sadā*—sempre; *hariḥ*—o santo nome do Senhor.", "translation": "**\"Aquele que se julga mais baixo do que a relva, que é mais tolerante do que uma árvore e que não espera honra pessoal, mas está sempre disposto a oferecer respeito aos outros, pode cantar com muita facilidade e sempre o santo nome do Senhor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/240", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/240/", "verse_text": "eta śuni' raghunātha vandilā caraṇa\n\nmahāprabhu kailā tāṅre kṛpā-āliṅgana", "devanagari": "> এত শুনি’ রঘুনাথ বন্দিলা চরণ ।\n> মহাপ্রভু কৈলা তাঁরে কৃপা-আলিঙ্গন ॥২৪০॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *vandilā caraṇa*—ofereceu orações aos pés de lótus; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *tāṅre*—a ele; *kṛpā-āliṅgana*—abraçando por misericórdia.", "translation": "**Tendo ouvido isto, Raghunātha dāsa ofereceu orações aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor, com grande misericórdia, abraçou-o.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/241", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/241/", "verse_text": "punaḥ samarpilā tāṅre svarūpera sthāne\n\n'antaraṅga-sevā' kare svarūpera sane", "devanagari": "> পুনঃ সমর্পিলা তাঁরে স্বরূপের স্থানে ।\n> ‘অন্তরঙ্গ-সেবা’ করে স্বরূপের সনে ॥২৪১॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *samarpilā*—entregou; *tāṅre*—a ele; *svarūpera sthāne*—a Svarūpa Dāmodara; *antaraṅga-sevā*—serviço muito confidencial; *kare*—ele presta; *svarūpera sane*—com Svarūpa Dāmodara.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu confiou-o novamente a Svarūpa Dāmodara. Assim, Raghunātha dāsa prestou serviço muito confidencial com Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.**", "purport": "Antaraṅga-sevā refere-se ao serviço realizado no corpo espiritual da pessoa. Svarūpa Dāmodara Gosvāmī era outrora Lalitādevī. Raghunātha dāsa Gosvāmī, que estava entre seus assistentes, agora também começou a servir Rādhā e Kṛṣṇa dentro de sua mente."}
{"ref": "cc/antya/6/242", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/242/", "verse_text": "hena-kāle āilā saba gauḍera bhakta-gaṇa\n\npūrvavat prabhu sabāya karilā milana", "devanagari": "> হেন-কালে আইলা সব গৌড়ের ভক্তগণ ।\n> পূর্ববত্ প্রভু সবায় করিলা মিলন ॥২৪২॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *āilā*—vieram; *saba*—todos; *gauḍera bhakta-gaṇa*—os devotos de Bengala; *pūrva-vat*—como anteriormente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāya*—cada um deles; *karilā milana*—encontrou-se.", "translation": "**Nesse momento, todos os devotos de Bengala chegaram e, como anteriormente, Śrī Caitanya Mahāprabhu encontrou-se com eles com grande emoção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/243", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/243/", "verse_text": "sabā lañā kailā prabhu guṇḍicā-mārjana\n\nsabā lañā kailā prabhu vanya-bhojana", "devanagari": "> সবা লঞা কৈলা প্রভু গুণ্ডিচা-মার্জন ।\n> সবা লঞা কৈলা প্রভু বন্য-ভোজন ॥২৪৩॥", "synonyms": "*sabā lañā*—levando todos eles; *kailā*—realizou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *guṇḍicā-mārjana*—a lavagem do templo de Guṇḍicā; *sabā lañā*—com todos eles; *kailā*—realizou; *prabhu*—Śrī Caitanya; *vanya-bhojana*—comer no jardim.", "translation": "**Como fizera anteriormente, Ele lavou o templo de Guṇḍicā e realizou um banquete campestre no jardim com os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/244", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/244/", "verse_text": "ratha-yātrāya sabā lañā karilā nartana\n\ndekhi' raghunāthera camatkāra haila mana", "devanagari": "> রথযাত্রায় সবা লঞা করিলা নর্তন ।\n> দেখি’ রঘুনাথের চমৎকার হৈল মন ॥২৪৪॥", "synonyms": "*ratha-yātrāya*—durante a realização do Ratha-yātrā; *sabā lañā*—levando todos eles; *karilā nartana*—dançou; *dekhi'*—vendo; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *camatkāra*—tomada de assombro; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**O Senhor novamente dançou com os devotos durante o festival de Ratha-yātrā. Ao ver isto, Raghunātha dāsa ficou tomado de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/245", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/245/", "verse_text": "raghunātha-dāsa yabe sabāre mililā\n\nadvaita-ācārya tāṅre bahu kṛpā kailā", "devanagari": "> রঘুনাথ-দাস যবে সবারে মিলিলা ।\n> অদ্বৈত-আচার্য তাঁরে বহু কৃপা কৈলা ॥২৪৫॥", "synonyms": "*raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa; *yabe*—quando; *sabāre mililā*—encontrou-se com todos os devotos; *advaita-ācārya*—Advaita Ācārya; *tāṅre*—a ele; *bahu*—muita; *kṛpā*—misericórdia; *kailā*—fez.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa encontrou-se com todos os devotos, Advaita Ācārya demonstrou-lhe grande misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/246", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/246/", "verse_text": "śivānanda-sena tāṅre kahena vivaraṇa\n\ntomā laite tomāra pitā pāṭhāila daśa jana", "devanagari": "> শিবানন্দ-সেন তাঁরে কহেন বিবরণ  ।\n> তোমা লৈতে তোমার পিতা পাঠাইল দশ জন ॥২৪৬॥", "synonyms": "*śivānanda-sena*—Śivānanda Sena; *tāṅre*—a ele; *kahena*—diz; *vivaraṇa*—descrição; *tomā laite*—para te levar; *tomāra pitā*—teu pai; *pāṭhāila*—enviou; *daśa jana*—dez homens.", "translation": "**Ele também se encontrou com Śivānanda Sena, que o informou: \"Teu pai enviou dez homens para te levarem de volta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/247", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/247/", "verse_text": "tomāre pāṭhāite patrī pāṭhāila more\n\njhāṅkarā ha-ite tomā nā pāñā gela ghare", "devanagari": "> তোমারে পাঠাইতে পত্রী পাঠাইল মোরে  ।\n> ঝাঁকরা হইতে তোমা না পাঞা গেল ঘরে ॥২৪৭॥", "synonyms": "*tomāre*—a ti; *pāṭhāite*—para enviar de volta; *patrī*—carta; *pāṭhāila more*—enviou-me; *jhāṅkarā ha-ite*—de Jhāṅkarā; *tomā*—a ti; *nā pāñā*—não encontrando; *gela ghare*—regressaram para casa.", "translation": "**\"Ele me escreveu uma carta pedindo-me que te enviasse de volta, mas, quando aqueles dez homens não obtiveram informação alguma sobre ti, regressaram para casa, partindo de Jhāṅkarā.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/248", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/248/", "verse_text": "cāri māsa rahi' bhakta-gaṇa gauḍe gelā\n\nśuni' raghunāthera pitā manuṣya pāṭhāilā", "devanagari": "> চারি মাস রহি’ ভক্তগণ গৌড়ে গেলা ।\n> শুনি’ রঘুনাথের পিতা মনুষ্য পাঠাইলা ॥২৪৮॥", "synonyms": "*cāri māsa*—durante quatro meses; *rahi'*—permanecendo; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *gauḍe gelā*—regressaram a Bengala; *śuni'*—ouvindo; *raghunāthera pitā*—o pai de Raghunātha dāsa; *manuṣya*—um homem; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Quando todos os devotos de Bengala regressaram a seus lares após permanecerem quatro meses em Jagannātha Purī, o pai de Raghunātha dāsa soube de sua chegada e, por isso, enviou um homem a Śivānanda Sena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/249", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/249/", "verse_text": "se manuṣya śivānanda-senere puchila\n\n\"mahāprabhura sthāne eka 'vairāgī' dekhila", "devanagari": "> সে মনুষ্য শিবানন্দ-সেনেরে পুছিল  ।\n> “মহাপ্রভুর স্থানে এক ‘বৈরাগী’ দেখিল ॥২৪৯॥", "synonyms": "*se manuṣya*—aquele mensageiro; *śivānanda-senere*—a Śivānanda Sena; *puchila*—perguntou; *mahāprabhura sthāne*—no lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eka vairāgī*—uma pessoa na ordem renunciada; *dekhila*—viste.", "translation": "**Aquele homem perguntou a Śivānanda Sena: \"Viste alguém na ordem renunciada na residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/250", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/250/", "verse_text": "govardhanera putra teṅho, nāma--'raghunātha'\n\nnīlācale paricaya āche tomāra sātha?\"", "devanagari": "> গোবর্ধনের পুত্র তেঁহো, নাম — ‘রঘুনাথ’  ।\n> নীলাচলে পরিচয় আছে তোমার সাথ ?” ॥২৫০॥", "synonyms": "*govardhanera*—de Govardhana; *putra*—o filho; *teṅho*—ele; *nāma*—chamado; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *nīlācale*—em Nīlācala; *paricaya āche*—há conhecimento; *tomāra sātha*—contigo.", "translation": "**\"Essa pessoa é Raghunātha dāsa, o filho de Govardhana Majumadāra. Tu o encontraste em Nīlācala?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/251", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/251/", "verse_text": "śivānanda kahe,--\"teṅho haya prabhura sthāne\n\nparama vikhyāta teṅho, kebā nāhi jāne", "devanagari": "> শিবানন্দ কহে, — “তেঁহো হয় প্রভুর স্থানে ।\n> পরম বিখ্যাত তেঁহো, কেবা নাহি জানে ॥২৫১॥", "synonyms": "*śivānanda kahe*—Śivānanda Sena respondeu; *teṅho*—ele; *haya*—está; *prabhura sthāne*—com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *parama vikhyāta*—muito famoso; *teṅho*—ele; *kebā*—quem; *nāhi jāne*—não conhece.", "translation": "**Śivānanda Sena respondeu: \"Sim, senhor. Raghunātha dāsa está com Śrī Caitanya Mahāprabhu e é um homem muito famoso. Quem não o conhece?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/252", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/252/", "verse_text": "svarūpera sthāne tāre kariyāchena samarpaṇa\n\nprabhura bhakta-gaṇera teṅho haya prāṇa-sama", "devanagari": "> স্বরূপের স্থানে তারে করিয়াছেন সমর্পণ ।\n> প্রভুর ভক্তগণের তেঁহো হয় প্রাণসম ॥২৫২॥", "synonyms": "*svarūpera sthāne*—a Svarūpa Dāmodara; *tāre*—dele; *kariyāchena samarpaṇa*—o Senhor Caitanya confiou o encargo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇera*—de todos os devotos; *teṅho*—ele; *haya*—é; *prāṇa*—a vida; *sama*—como.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu colocou-o sob os cuidados de Svarūpa Dāmodara. Raghunātha dāsa tornou-se como a própria vida de todos os devotos do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/253", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/253/", "verse_text": "rātri-dina kare teṅho nāma-saṅkīrtana\n\nkṣaṇa-mātra nāhi chāḍe prabhura caraṇa", "devanagari": "> রাত্রি-দিন করে তেঁহো নাম-সঙ্কীর্তন ।\n> ক্ষণমাত্র নাহি ছাড়ে প্রভুর চরণ ॥২৫৩॥", "synonyms": "*rātri-dina*—dia e noite; *kare*—realiza; *teṅho*—ele; *nāma-saṅkīrtana*—o canto do mantra Hare Kṛṣṇa; *kṣaṇa-mātra*—nem por um momento; *nāhi chāḍe*—não abandona; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Ele canta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa dia e noite. Jamais abandona o refúgio de Śrī Caitanya Mahāprabhu, nem mesmo por um momento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/254", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/254/", "verse_text": "parama vairāgya tāra, nāhi bhakṣya-paridhāna\n\nyaiche taiche āhāra kari' rākhaye parāṇa", "devanagari": "> পরম বৈরাগ্য তার, নাহি ভক্ষ্য-পরিধান ।\n> যৈছে তৈছে আহার করি’ রাখয়ে পরাণ ॥২৫৪॥", "synonyms": "*parama*—supremo; *vairāgya*—renúncia; *tāra*—sua; *nāhi*—não; *bhakṣya*—comer; *paridhāna*—vestir-se; *yaiche taiche*—de uma forma ou de outra; *āhāra kari'*—comendo; *rākhaye parāṇa*—mantém a vida.", "translation": "**\"Ele está na ordem suprema da vida renunciada. De fato, não se importa com comer ou vestir-se. De uma forma ou de outra, come e mantém sua vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/255", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/255/", "verse_text": "daśa-daṇḍa rātri gele 'puṣpāñjali' dekhiyā\n\nsiṁha-dvāre khāḍā haya āhāra lāgiyā", "devanagari": "> দশদণ্ড রাত্রি গেলে ‘পুষ্পাঞ্জলি’ দেখিয়া ।\n> সিংহদ্বারে খাড়া হয় আহার লাগিয়া ॥২৫৫॥", "synonyms": "*daśa-daṇḍa*—dez daṇḍas (240 minutos); *rātri*—noite; *gele*—tendo passado; *puṣpāñjali*—a cerimônia de puṣpāñjali; *dekhiyā*—após ver; *siṁha-dvāre*—no portão Siṁha-dvāra; *khāḍā haya*—posta-se; *āhāra lāgiyā*—para conseguir algum alimento.", "translation": "**\"Após passarem dez daṇḍas [quatro horas] da noite e Raghunātha dāsa ter visto a cerimônia de puṣpāñjali, ele se posta no portão Siṁha-dvāra para mendigar algum alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/256", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/256/", "verse_text": "keha yadi deya, tabe karaye bhakṣaṇa\n\nkabhu upavāsa, kabhu karaye carvaṇa\"", "devanagari": "> কেহ যদি দেয়, তবে করয়ে ভক্ষণ ।\n> কভু উপবাস, কভু করয়ে চর্বণ ।।” ॥ ২৫৬ ॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *yadi*—se; *deya*—oferece; *tabe*—então; *karaye bhakṣaṇa*—ele come; *kabhu*—às vezes; *upavāsa*—jejum; *kabhu*—às vezes; *karaye carvaṇa*—ele mastiga.", "translation": "**\"Ele come se alguém lhe dá algo para comer. Às vezes jejua, e às vezes mastiga grãos fritos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/257", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/257/", "verse_text": "eta śuni' sei manuṣya govardhana-sthāne\n\nkahila giyā saba raghunātha-vivaraṇe", "devanagari": "> এত শুনি’ সেই মনুষ্য গোবর্ধন-স্থানে ।\n> কহিল গিয়া সব রঘুনাথ-বিবরণে ॥২৫৭॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *sei manuṣya*—aquele mensageiro; *govardhana-sthāne*—a Govardhana Majumadāra; *kahila*—contou; *giyā*—indo; *saba*—tudo; *raghunātha-vivaraṇe*—a descrição de Raghunātha dāsa.", "translation": "**Após ouvir isto, o mensageiro regressou a Govardhana Majumadāra e informou-o de tudo a respeito de Raghunātha dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/258", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/258/", "verse_text": "śuni' tāṅra mātā pitā duḥkhita ha-ila\n\nputra-ṭhāñi dravya-manuṣya pāṭhāite mana kaila", "devanagari": "> শুনি’ তাঁর মাতা পিতা দুঃখিত হইল ।\n> পুত্র-ঠাঞি দ্রব্য-মনুষ্য পাঠাইতে মন কৈল ॥২৫৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *tāṅra*—seus; *mātā pitā*—pai e mãe; *duḥkhita ha-ila*—ficaram muito infelizes; *putra-ṭhāñi*—a seu filho; *dravya-manuṣya*—artigos e homens; *pāṭhāite*—enviar; *mana kaila*—decidiram.", "translation": "**Ao ouvirem a descrição do comportamento de Raghunātha dāsa na ordem renunciada, seu pai e sua mãe ficaram muito infelizes. Por isso, decidiram enviar-lhe alguns homens com bens para seu conforto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/259", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/259/", "verse_text": "cāri-śata mudrā, dui bhṛtya, eka brāhmaṇa\n\nśivānandera ṭhāñi pāṭhāila tata-kṣaṇa", "devanagari": "> চারিশত মুদ্রা, দুই ভৃত্য, এক ব্রাহ্মণ ।\n> শিবানন্দের ঠাঞি পাঠাইল ততক্ষণ ॥২৫৯॥", "synonyms": "*cāri-śata mudrā*—quatrocentas moedas; *dui bhṛtya*—dois servos; *eka brāhmaṇa*—um brāhmaṇa; *śivānandera ṭhāñi*—a Śivānanda Sena; *pāṭhāila*—enviou; *tata-kṣaṇa*—imediatamente.", "translation": "**O pai de Raghunātha dāsa enviou imediatamente quatrocentas moedas, dois servos e um brāhmaṇa a Śivānanda Sena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/260", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/260/", "verse_text": "śivānanda kahe,--\"tumi saba yāite nāribā\n\nāmi yāi yabe, āmāra saṅge yāibā", "devanagari": "> শিবানন্দ কহে, — “তুমি সব যাইতে নারিবা ।\n> আমি যাই যবে, আমার সঙ্গে যাইবা ॥২৬০॥", "synonyms": "*śivānanda kahe*—Śivānanda Sena disse; *tumi*—vós; *saba*—todos; *yāite nāribā*—não podeis ir; *āmi yāi*—eu vou; *yabe*—quando; *āmāra saṅge*—comigo; *yāibā*—ireis.", "translation": "**Śivānanda Sena informou-os: \"Não podeis ir diretamente a Jagannātha Purī. Quando eu for para lá, podereis acompanhar-me.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/261", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/261/", "verse_text": "ebe ghara yāha, yabe āmi saba calimu\n\ntabe tomā sabākāre saṅge lañā yāmu", "devanagari": "> এবে ঘর যাহ, যবে আমি সব চলিমু ।\n> তবে তোমা সবাকারে সঙ্গে লঞা যামু ।।” ॥ ২৬১ ॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *ghara yāha*—ide para casa; *yabe*—quando; *āmi*—nós; *saba*—todos; *calimu*—partiremos; *tabe*—então; *tomā sabākāre*—todos vós; *saṅge*—comigo; *lañā*—levando; *yāmu*—irei.", "translation": "**\"Ide para casa agora. Quando todos nós formos, eu levarei todos vós comigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/262", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/262/", "verse_text": "ei ta' prastāve śrī kavi-karṇapūra\n\nraghunātha-mahimā granthe likhilā pracura", "devanagari": "> এই ত’ প্রস্তাবে শ্রীকবিকর্ণপূর ।\n> রঘুনাথ-মহিমা গ্রন্থে লিখিলা প্রচুর ॥২৬২॥", "synonyms": "*ei ta' prastāve*—nesta circunstância; *śrī kavi-karṇapūra*—o poeta chamado Kavi-karṇapūra; *raghunātha-mahimā*—as glórias de Raghunātha dāsa; *granthe*—em seu livro; *likhilā*—escreveu; *pracura*—muito.", "translation": "**Descrevendo este incidente, o grande poeta Śrī Kavi-karṇapūra escreveu extensamente sobre as gloriosas atividades de Raghunātha dāsa em seu livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/263", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/263/", "verse_text": "ācāryo yadunandanaḥ sumadhuraḥ śrī-vāsudeva-priyas\n\ntac-chiṣyo raghunātha ity adhiguṇaḥ prāṇādhiko mādṛśām\n\nśrī-caitanya-kṛpātireka-satata-snigdhaḥ svarūpānugo\n\nvairāgyaika-nidhir na kasya vidito nīlācale tiṣṭhatām", "devanagari": "> আচার্যো যদুনন্দনঃ সুমধুরঃ শ্রীবাসুদেবপ্রিয়-\n> স্তচ্ছিষ্যো রঘুনাথ ইত্যধিগুণঃ প্রাণাধিকো মাদৃশাম্ ।\n> শ্রীচৈতন্যকৃপাতিরেকসততস্নিগ্ধঃ স্বরূপানুগো\n> বৈরাগ্যৈকনিধির্নকস্য বিদিতো নীলাচলে তিষ্ঠতাম্ ॥২৬৩॥", "synonyms": "*ācāryaḥ yadunandanaḥ*—Yadunandana Ācārya; *su-madhuraḥ*—de conduta muito refinada; *śrī-vāsudeva-priyaḥ*—muito querido de Śrī Vāsudeva Datta Ṭhākura; *tat-śiṣyaḥ*—seu discípulo; *raghunāthaḥ*—Raghunātha dāsa; *iti*—assim; *adhiguṇaḥ*—tão qualificado; *prāṇa-adhikaḥ*—mais querido que a própria vida; *mā-dṛśām*—de todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu como eu; *śrī-caitanya-kṛpā*—pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *atireka*—abundância; *satata-snigdhaḥ*—sempre agradável; *svarūpa-anugaḥ*—seguindo os passos de Svarūpa Dāmodara; *vairāgya*—de renúncia; *eka-nidhiḥ*—o oceano; *na*—não; *kasya*—por quem; *viditaḥ*—conhecido; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *tiṣṭhatām*—daqueles que ali permaneciam.", "translation": "**\"Raghunātha dāsa é discípulo de Yadunandana Ācārya, que é muito gentil e extremamente querido de Vāsudeva Datta, residente de Kāñcanapallī. Devido às qualidades transcendentais de Raghunātha dāsa, ele é sempre mais querido que a própria vida para todos nós, devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Visto que foi favorecido pela abundante misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele é sempre agradável. Oferecendo vividamente um exemplo superior para a ordem renunciada, este seguidor tão querido de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī é o oceano da renúncia. Quem, entre os residentes de Nīlācala [Jagannātha Purī], não o conhece muito bem?**", "purport": "Este verso provém do Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka (10.3) de Kavi-karṇapūra."}
{"ref": "cc/antya/6/264", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/264/", "verse_text": "yaḥ sarva-lokaika-manobhirucyā\n\nsaubhāgya-bhūḥ kācid akṛṣṭa-pacyā\n\nyatrāyam āropaṇa-tulya-kālaṁ\n\ntat-prema-śākhī phalavān atulyaḥ", "devanagari": "> যঃ সর্বলোকৈকমনোভিরুচ্যা\n> সৌভাগ্যভূঃ কাচিদকৃষ্টপচ্যা ।\n> যত্রায়মারোপণতুল্যকালং\n> তৎপ্রেমশাখী ফলবানতুল্যঃ ॥২৬৪॥", "synonyms": "*yaḥ*—quem; *sarva-loka*—de todos os devotos em Purī; *eka*—o principal; *manaḥ*—das mentes; *abhirucyā*—pela afeição; *saubhāgya-bhūḥ*—o solo da boa fortuna; *kācit*—indescritível; *akṛṣṭa-pacyā*—perfeito sem aragem ou perfeito sem prática; *yatra*—no qual; *ayam*—este; *āropaṇa-tulya-kālam*—ao mesmo tempo em que se semeava a semente; *tat-prema-śākhī*—uma árvore do amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *phalavān*—frutífera; *atulyaḥ*—a incomparável.", "translation": "**\"Por ser muito agradável a todos os devotos, Raghunātha dāsa Gosvāmī facilmente se tornou como a terra fértil da boa fortuna, na qual era propício que se semeasse a semente do Senhor Caitanya Mahāprabhu. No mesmo instante em que a semente foi lançada, ela cresceu, transformando-se numa árvore incomparável do amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu, e produziu frutos.\"**", "purport": "Este é o verso seguinte do Śrī Caitanya-candrodaya-nāṭaka (10.4)."}
{"ref": "cc/antya/6/265", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/265/", "verse_text": "śivānanda yaiche sei manuṣye kahilā\n\nkarṇapūra sei-rūpe śloka varṇilā", "devanagari": "> শিবানন্দ যৈছে সেই মনুষ্যে কহিলা ।\n> কর্ণপূর সেইরূপে শ্লোক বর্ণিলা ॥২৬৫॥", "synonyms": "*śivānanda*—Śivānanda Sena; *yaiche*—como; *sei*—ao; *manuṣye*—mensageiro; *kahilā*—disse; *karṇapūra*—o grande poeta Kavi-karṇapūra; *sei rūpe*—dessa forma; *śloka varṇilā*—compôs versos.", "translation": "**Nestes versos, o grande poeta Kavi-karṇapūra apresenta a mesma informação que Śivānanda Sena transmitiu ao mensageiro do pai de Raghunātha dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/266", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/266/", "verse_text": "varṣāntare śivānanda cale nīlācale\n\nraghunāthera sevaka, vipra tāṅra saṅge cale", "devanagari": "> বর্ষান্তরে শিবানন্দ চলে নীলাচলে ।\n> রঘুনাথের সেবক, বিপ্র তাঁর সঙ্গে চলে ॥২৬৬॥", "synonyms": "*varṣa-antare*—no ano seguinte; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *cale nīlācale*—dirigia-se a Jagannātha Purī; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *sevaka*—os servos; *vipra*—e o brāhmaṇa; *tāṅra saṅge*—com ele; *cale*—vão.", "translation": "**No ano seguinte, quando Śivānanda Sena dirigia-se a Jagannātha Purī, como de costume, os servos e o brāhmaṇa, que era cozinheiro, foram com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/267", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/267/", "verse_text": "sei vipra bhṛtya, cāri-śata mudrā lañā\n\nnīlācale raghunāthe mililā āsiyā", "devanagari": "> সেই বিপ্র ভৃত্য, চারি-শত মুদ্রা লঞা ।\n> নীলাচলে রঘুনাথে মিলিলা আসিয়া ॥২৬৭॥", "synonyms": "*sei vipra*—aquele brāhmaṇa; *bhṛtya*—os servos; *cāri-śata mudrā*—quatrocentas moedas; *lañā*—trazendo; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *raghunāthe*—com Raghunātha dāsa; *mililā*—encontraram-se; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**Os servos e o brāhmaṇa trouxeram quatrocentas moedas para Jagannātha Purī, e ali encontraram-se com Raghunātha dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/268", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/268/", "verse_text": "raghunātha-dāsa aṅgīkāra nā karila\n\ndravya lañā dui-jana tāhāṅi rahila", "devanagari": "> রঘুনাথ-দাস অঙ্গীকার না করিল ।\n> দ্রব্য লঞা দুইজন তাহাঁই রহিল ॥২৬৮॥", "synonyms": "*raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa; *aṅgīkāra nā karila*—não aceitou; *dravya lañā*—tomando a riqueza; *dui-jana*—duas pessoas; *tāhāṅi rahila*—permaneceram ali.", "translation": "**Raghunātha dāsa não aceitou o dinheiro nem os homens enviados por seu pai. Por conseguinte, um servo e o brāhmaṇa permaneceram ali com o dinheiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/269", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/269/", "verse_text": "tabe raghunātha kari' aneka yatana\n\nmāse dui-dina kailā prabhura nimantraṇa", "devanagari": "> তবে রঘুনাথ করি’ অনেক যতন ।\n> মাসে দুইদিন কৈলা প্রভুর নিমন্ত্রণ ॥২৬৯॥", "synonyms": "*tabe*—naquela ocasião; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *kari' aneka yatana*—com grande dedicação; *māse*—todo mês; *dui-dina*—dois dias; *kailā*—ele fazia; *prabhura nimantraṇa*—convite ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Naquela ocasião, com grande dedicação, Raghunātha dāsa convidava Śrī Caitanya Mahāprabhu a sua casa durante dois dias por mês.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/270", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/270/", "verse_text": "dui nimantraṇe lāge kauḍi aṣṭa-paṇa\n\nbrāhmaṇa-bhṛtya-ṭhāñi karena eteka grahaṇa", "devanagari": "> দুই নিমন্ত্রণে লাগে কৌড়ি অষ্টপণ ।\n> ব্রাহ্মণ-ভৃত্য-ঠাঞি করেন এতেক গ্রহণ ॥২৭০॥", "synonyms": "*dui nimantraṇe*—estes dois convites; *lāge*—custavam; *kauḍi aṣṭa-paṇa*—640 kauḍis; *brāhmaṇa-bhṛtya-ṭhāñi*—do brāhmaṇa e do servo; *karena*—faz; *eteka*—essa quantia; *grahaṇa*—aceitando.", "translation": "**O custo desses dois eventos era de 640 kauḍis. Por isso, ele aceitava essa quantia do servo e do brāhmaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/271", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/271/", "verse_text": "ei-mata nimantraṇa varṣa dui kailā\n\npāche raghunātha nimantraṇa chāḍi' dilā", "devanagari": "> এইমত নিমন্ত্রণ বর্ষ দুই কৈলা ।\n> পাছে রঘুনাথ নিমন্ত্রণ ছাড়ি’ দিলা ॥২৭১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nimantraṇa*—convite; *varṣa dui*—durante dois anos; *kailā*—continuou; *pāche*—no fim; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *nimantraṇa*—convite; *chāḍi' dilā*—abandonou.", "translation": "**Raghunātha dāsa continuou a convidar Śrī Caitanya Mahāprabhu dessa maneira durante dois anos, mas, no fim do segundo ano, parou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/272", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/272/", "verse_text": "māsa-dui yabe raghunātha nā kare nimantraṇa\n\nsvarūpe puchilā tabe śacīra nandana", "devanagari": "> মাস-দুই যবে রঘুনাথ না করে নিমন্ত্রণ  ।\n> স্বরূপে পুছিলা তবে শচীর নন্দন ॥২৭২॥", "synonyms": "*māsa-dui*—durante dois meses; *yabe*—quando; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *nā kare nimantraṇa*—não convida; *svarūpe puchilā*—perguntou a Svarūpa Dāmodara; *tabe*—naquela ocasião; *śacīra nandana*—o filho de mãe Śacī, Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa deixou de convidar o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu durante dois meses consecutivos, o Senhor, o filho de Śacī, indagou a Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/273", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/273/", "verse_text": "'raghu kene āmāya nimantraṇa chāḍi' dila?'\n\nsvarūpa kahe,--\"mane kichu vicāra karila", "devanagari": "> ‘রঘু কেনে আমায় নিম়ন্ত্রণ ছাড়ি’ দিল ?’ স্বরূপ কহে, — “মনে কিছু বিচার করিল ॥২৭৩॥", "synonyms": "*raghu*—Raghunātha dāsa; *kene*—por que; *āmāya*—a Mim; *nimantraṇa*—convite; *chāḍi' dila*—parou de fazer; *svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara respondeu; *mane*—em sua mente; *kichu*—algo; *vicāra karila*—ele refletiu.", "translation": "**O Senhor perguntou: \"Por que Raghunātha dāsa parou de Me convidar?\" Svarūpa Dāmodara respondeu: \"Ele deve ter reconsiderado algo em sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/274", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/274/", "verse_text": "viṣayīra dravya lañā kari nimantraṇa\n\nprasanna nā haya ihāya jāni prabhura mana", "devanagari": "> বিষয়ীর দ্রব্য লঞা করি নিমন্ত্রণ  ।\n> প্রসন্ন না হয় ইহায় জানি প্রভুর মন ॥২৭৪॥", "synonyms": "*viṣayīra dravya*—coisas fornecidas por homens materialistas; *lañā*—aceitando; *kari nimantraṇa*—eu convido; *prasanna*—satisfeita; *nā haya*—não fica; *ihāya*—neste sentido; *jāni*—posso compreender; *prabhura mana*—a mente do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\" 'Convido Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitando bens de pessoas materialistas. Sei que a mente do Senhor não fica satisfeita com isso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/275", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/275/", "verse_text": "mora citta dravya la-ite nā haya nirmala\n\nei nimantraṇe dekhi,--'pratiṣṭhā'-mātra phala", "devanagari": "> মোর চিত্ত দ্রব্য লইতে না হয় নির্মল ।\n> এই নিমন্ত্রণে দেখি, — ‘প্রতিষ্ঠা’-মাত্র ফল ॥২৭৫॥", "synonyms": "*mora citta*—minha consciência; *dravya la-ite*—aceitar os bens; *nā haya*—não é; *nirmala*—pura; *ei nimantraṇe*—por este convite; *dekhi*—vejo; *pratiṣṭhā*—reputação; *mātra*—apenas; *phala*—o resultado.", "translation": "**\" 'Minha consciência é impura porque aceito todos esses bens de pessoas interessadas unicamente em libras, xelins e centavos. Por isso, com esse tipo de convite, obtenho apenas alguma reputação material.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que as pessoas que se encontram sob o conceito corporal da vida chamam-se materialistas. Se aceitarmos as oferendas dessas pessoas, colocá-las diante do Senhor e convidarmos os vaiṣṇavas a partilhar do prasāda, tal tentativa nos granjeará apenas uma reputação material, e não o verdadeiro benefício do serviço a um vaiṣṇava puro. Deve-se, portanto, procurar servir à Suprema Personalidade de Deus rendendo-se plenamente a Seus pés de lótus. Se a pessoa ocupar no serviço do Senhor todo o dinheiro que tenha ganho honestamente, isso constitui serviço espiritual à Suprema Personalidade de Deus, ao mestre espiritual e aos vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/antya/6/276", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/276/", "verse_text": "uparodhe prabhu mora mānena nimantraṇa\n\nnā mānile duḥkhī ha-ibeka mūrkha jana", "devanagari": "> উপরোধে প্রভু মোর মানেন নিমন্ত্রণ ।\n> না মানিলে দুঃখী হইবেক মূর্খ জন ॥২৭৬॥", "synonyms": "*uparodhe*—a meu pedido; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mora*—meu; *mānena*—aceita; *nimantraṇa*—convite; *nā mānile*—se Ele não aceitasse; *duḥkhī*—infeliz; *ha-ibeka*—ficaria; *mūrkha jana*—pessoa tola.", "translation": "**\" 'A meu pedido, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceita os convites porque sabe que uma pessoa tola como eu ficaria infeliz se Ele não os aceitasse.'**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que as pessoas avançadas em erudição, mas apegadas ao gozo material, que estão convencidas de suas posses materiais, de seu nascimento em uma elevada família aristocrática ou de sua educação, podem oferecer à Deidade um serviço devocional de fachada e também oferecer prasāda aos vaiṣṇavas. Por causa de sua ignorância, contudo, não conseguem compreender que, visto suas mentes estarem materialmente poluídas, nem a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Kṛṣṇa, nem os vaiṣṇavas aceitam suas oferendas. Se alguém aceita dinheiro de tais pessoas materialistas para oferecer alimento à Deidade e aos vaiṣṇavas, um vaiṣṇava puro não o aceita. Isso causa infelicidade aos materialistas, pois eles estão plenamente absortos no conceito corporal da vida. Por isso, às vezes voltam-se contra os vaiṣṇavas."}
{"ref": "cc/antya/6/277", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/277/", "verse_text": "eta vicāriyā nimantraṇa chāḍi' dila\"\n\nśuni' mahāprabhu hāsi' balite lāgila", "devanagari": "> এত বিচারিয়া নিমন্ত্রণ ছাড়ি’ দিল”  ।\n> শুনি’ মহাপ্রভু হাসি’ বলিতে লাগিল ॥২৭৭॥", "synonyms": "*eta vicāriyā*—considerando isto; *nimantraṇa*—convite; *chāḍi' dila*—ele deixou de fazer; *śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsi'*—sorrindo; *balite lāgila*—começou a dizer.", "translation": "**\"Considerando todos esses pontos\", concluiu Svarūpa Dāmodara, \"ele deixou de convidá-lO.\" Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu e falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/278", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/278/", "verse_text": "\"viṣayīra anna khāile malina haya mana\n\nmalina mana haile nahe kṛṣṇera smaraṇa", "devanagari": "> “বিষয়ীর অন্ন খাইলে মলিন হয় মন  ।\n> মলিন মন হৈলে নহে কৃষ্ণের স্মরণ ॥২৭৮॥", "synonyms": "*viṣayīra*—de pessoas materialistas; *anna*—alimento; *khāile*—se a pessoa come; *malina*—contaminada; *haya mana*—a mente fica; *malina*—contaminada; *mana haile*—quando a mente fica; *nahe*—não é; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *smaraṇa*—lembrança.", "translation": "**\"Quando se come o alimento oferecido por um homem materialista, a mente fica contaminada, e quando a mente está contaminada, a pessoa fica incapaz de pensar corretamente em Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura sugere que as pessoas de inclinação materialista e os *sahajiyās,* ou pretensos Vaiṣṇavas que tomam tudo com extrema leviandade, são ambos materialistas *viṣayī.* Comer alimentos oferecidos por eles causa contaminação e, como resultado dessa contaminação, até mesmo um devoto sério se torna como um homem materialista. Há seis tipos de associação: dar caridade, aceitar caridade, aceitar alimento, oferecer alimento, conversar confidencialmente e fazer perguntas confidencialmente. Deve-se evitar com muito cuidado a associação tanto com os *sahajiyās,* que às vezes são conhecidos como Vaiṣṇavas, quanto com os não Vaiṣṇavas, ou avaiṣṇavas. A associação deles transforma o serviço devocional transcendental ao Senhor Kṛṣṇa em gratificação dos sentidos e, quando a gratificação dos sentidos entra na mente de um devoto, ele fica contaminado. A pessoa materialista que aspira à gratificação dos sentidos não consegue pensar corretamente em Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/6/279", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/279/", "verse_text": "viṣayīra anna haya 'rājasa' nimantraṇa\n\ndātā, bhoktā--duṅhāra malina haya mana", "devanagari": "> বিষয়ীর অন্ন হয় ‘রাজস’ নিমন্ত্রণ ।\n> দাতা, ভোক্তা — দুঁহার মলিন হয় মন ॥২৭৯॥", "synonyms": "*viṣayīra*—oferecido por homens materialistas; *anna*—alimento; *haya*—é; *rājasa*—no modo da paixão; *nimantraṇa*—convite; *dātā*—a pessoa que oferece; *bhoktā*—a pessoa que aceita tal oferecimento; *duṅhāra*—de ambos; *malina*—contaminada; *haya mana*—a mente fica.", "translation": "**\"Quando alguém aceita um convite de uma pessoa contaminada pelo modo material da paixão, tanto quem oferece o alimento quanto quem o aceita ficam mentalmente contaminados.**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que há três variedades de convites: aqueles no modo da bondade, aqueles na paixão e aqueles na ignorância. Um convite aceito de um devoto puro está no modo da bondade, um convite aceito de uma pessoa que é piedosa, mas materialmente apegada, está no modo da paixão, e um convite aceito de uma pessoa que é materialmente muito pecaminosa está no modo da ignorância."}
{"ref": "cc/antya/6/280", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/280/", "verse_text": "iṅhāra saṅkoce āmi eta dina nila\n\nbhāla haila--jāniyā āpani chāḍi dila\"", "devanagari": "> ইঁহার সঙ্কোচে আমি এত দিন নিল ।\n> ভাল হৈল — জানিয়া আপনি ছাড়ি দিল ।।” ॥ ২৮০ ॥", "synonyms": "*iṅhāra saṅkoce*—por causa de sua ânsia; *āmi*—Eu; *eta dina*—por tantos dias; *nila*—aceitei; *bhāla haila*—é muito bom; *jāniyā*—sabendo; *āpani*—automaticamente; *chāḍi dila*—ele desistiu.", "translation": "**\"Por causa da ânsia de Raghunātha dāsa, aceitei seu convite por muitos dias. É muito bom que Raghunātha dāsa, sabendo disto, tenha agora abandonado essa prática por conta própria.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/281", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/281/", "verse_text": "kata dine raghunātha siṁha-dvāra chāḍilā\n\nchatre yāi' māgiyā khāite ārambha karilā", "devanagari": "> কত দিনে রঘুনাথ সিংহদ্বার ছাড়িলা ।\n> ছত্রে যাই’ মাগিয়া খাইতে আরম্ভ করিলা ॥২৮১॥", "synonyms": "*kata dine*—após alguns dias; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *siṁha-dvāra chāḍilā*—deixou de postar-se no portão conhecido como Siṁha-dvāra; *chatre yāi'*—indo a um posto de distribuição de esmolas; *māgiyā*—mendigando; *khāite*—para comer; *ārambha karilā*—ele começou.", "translation": "**Após alguns dias, Raghunātha dāsa deixou de postar-se perto do portão Siṁha-dvāra e, em vez disso, começou a comer mendigando esmolas num posto de distribuição gratuita de alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/282", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/282/", "verse_text": "govinda-pāśa śuni' prabhu puchena svarūpere\n\n'raghu bhikṣā lāgi' ṭhāḍa kene nahe siṁha-dvāre'?", "devanagari": "> গোবিন্দ-পাশ শুনি’ প্রভু পুছেন স্বরূপেরে ।\n> ‘রঘু ভিক্ষা লাগি’ ঠাড় কেনে নহে সিংহদ্বারে ?’ ॥২৮২॥", "synonyms": "*govinda-pāśa*—de Govinda; *śuni'*—ouvindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *puchena svarūpere*—indagou de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *raghu*—Raghunātha dāsa; *bhikṣā lāgi'*—para mendigar; *ṭhāḍa kene nahe*—por que não se posta; *siṁha-dvāre*—no portão Siṁha-dvāra.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu essa notícia de Govinda, indagou de Svarūpa Dāmodara: \"Por que Raghunātha dāsa não mais se posta no portão Siṁha-dvāra para mendigar esmolas?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/283", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/283/", "verse_text": "svarūpa kahe,--\"siṁha-dvāre duḥkha anubhaviyā\n\nchatre māgi' khāya madhyāhna-kāle giyā\"", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — “সিংহদ্বারে দুঃখ অনুভবিয়া ।\n> ছত্রে মাগি’ খায় মধ্যাহ্নকালে গিয়া ।।” ॥ ২৮৩ ॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara respondeu; *siṁha-dvāre*—no portão Siṁha-dvāra; *duḥkha anubhaviyā*—sentindo-se infeliz; *chatre*—no posto de caridade; *māgi'*—mendigando; *khāya*—ele come; *madhyāhna-kāle*—ao meio-dia; *giyā*—indo.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara respondeu: \"Raghunātha dāsa sentia-se infeliz postando-se no Siṁha-dvāra. Por isso, ele agora vai ao meio-dia mendigar esmolas no posto de caridade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/284", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/284/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"bhāla kaila, chāḍila siṁha-dvāra\n\nsiṁha-dvāre bhikṣā-vṛtti--veṣyāra ācāra", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “ভাল কৈল, ছাড়িল সিংহদ্বার ।\n> সিংহদ্বারে ভিক্ষা-বৃত্তি — বেশ্যার আচার ॥২৮৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *bhāla kaila*—ele agiu bem; *chāḍila siṁha-dvāra*—ele deixou de postar-se no Siṁha-dvāra; *siṁha-dvāre bhikṣā-vṛtti*—mendigar esmolas postando-se no Siṁha-dvāra; *veśyāra ācāra*—o comportamento de uma prostituta.", "translation": "**Ao ouvir essa notícia, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Ele agiu muito bem ao não mais postar-se no portão Siṁha-dvāra. Tal mendicância de esmolas assemelha-se ao comportamento de uma prostituta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/285", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/285/", "verse_text": "kim artham ayam āgacchati, ayaṁ dāsyati, anena dattam ayam aparaḥ. samety ayaṁ dāsyati, anenāpi na dattam anyaḥ sameṣyati, sa dāsyati ity ādi.", "devanagari": "> তথাহি — কিমর্থময়মাগচ্ছতি,\n> অয়ং দাস্যতি, অনেন দত্তময়-মপরঃ ।\n> সমেত্যয়ং দাস্যতি, অনেনাপি ন\n> দত্তমন্যঃ সমেষ্যতি, স দাস্যতি ইত্যাদি ॥২৮৫॥", "synonyms": "*kim artham*—por que; *ayam*—esta pessoa; *āgacchati*—está vindo; *ayam*—esta pessoa; *dāsyati*—dará; *anena*—por esta pessoa; *dattam*—dado; *ayam*—este; *aparaḥ*—outro; *sameti*—aproxima-se; *ayam*—esta pessoa; *dāsyati*—dará; *anena*—por esta pessoa; *api*—também; *na*—não; *dattam*—dado; *anyaḥ*—outro; *sameṣyati*—aproximar-se-á; *saḥ*—ele; *dāsyati*—dará; *iti*—assim; *ādi*—e assim por diante.", "translation": "**\"'Eis uma pessoa que se aproxima. Ela me dará algo. Esta pessoa deu-me algo na noite passada. Agora outra pessoa se aproxima. Talvez ela me dê algo. A pessoa que acabou de passar não me deu nada, mas outra pessoa virá, e ela me dará algo.' Assim, uma pessoa na ordem renunciada abandona sua neutralidade e depende da caridade desta pessoa ou daquela. Pensando dessa maneira, ela adota a ocupação de uma prostituta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/286", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/286/", "verse_text": "chatre yāi yathā-lābha udara-bharaṇa\n\nanya kathā nāhi, sukhe kṛṣṇa-saṅkīrtana\"", "devanagari": "> ছত্রে যাই যথা-লাভ উদর-ভরণ ।\n> অন্য কথা নাহি, সুখে কৃষ্ণসঙ্কীর্তন ।।” ॥ ২৮৬ ॥", "synonyms": "*chatre yāi*—indo ao posto de distribuição gratuita de alimento; *yathā-lābha*—com o que quer que se obtenha; *udara-bharaṇa*—enchendo o ventre; *anya*—outra; *kathā*—conversa; *nāhi*—não há; *sukhe*—felizmente; *kṛṣṇa-saṅkīrtana*—cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Se alguém vai ao posto onde se distribui alimento gratuito e enche seu ventre com o que quer que obtenha, não há possibilidade de conversa indesejada, e a pessoa pode cantar muito tranquilamente o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/287", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/287/", "verse_text": "eta bali' tāṅre punaḥ prasāda karilā\n\n'govardhanera śilā', 'guñjā-mālā' tāṅre dilā", "devanagari": "> এত বলি’ তাঁরে পুনঃ প্রসাদ করিলা ।\n> ‘গোবর্ধনের শিলা’, ‘গুঞ্জা-মালা’ তাঁরে দিলা ॥২৮৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *tāṅre*—a ele; *punaḥ*—novamente; *prasāda karilā*—deu algo em misericórdia; *govardhanera śilā*—uma pedra da Colina de Govardhana; *guñjā-mālā*—uma guirlanda de pequenos búzios; *tāṅre dilā*—entregou-lhe.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu outorgou novamente Sua misericórdia a Raghunātha dāsa, dando-lhe uma pedra da Colina de Govardhana e uma guirlanda de pequenos búzios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/288", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/288/", "verse_text": "śaṅkarānanda-sarasvatī vṛndāvana haite āilā\n\nteṅha sei śilā-guñjā-mālā lañā gelā", "devanagari": "> শঙ্করানন্দ-সরস্বতী বৃন্দাবন হৈতে আইলা ।\n> তেঁহ সেই শিলা-গুঞ্জামালা লঞা গেলা ॥২৮৮॥", "synonyms": "*śaṅkarānanda-sarasvatī*—um dos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vṛndāvana haite*—de Vṛndāvana; *āilā*—veio; *teṅha*—ele; *sei*—aquela; *śilā-guñjā-mālā*—a pedra e a guirlanda de pequenos búzios; *lañā*—levando; *gelā*—foi.", "translation": "**Anteriormente, quando Śaṅkarānanda Sarasvatī havia retornado de Vṛndāvana, ele trouxera a pedra da Colina de Govardhana e também a guirlanda de búzios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/289", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/289/", "verse_text": "pārśve gāṅthā guñjā-mālā, govardhana-śilā\n\ndui vastu mahāprabhura āge āni' dilā", "devanagari": "> পার্শ্বে গাঁথা গুঞ্জামালা, গোবর্ধনশিলা ।\n> দুই বস্তু মহাপ্রভুর আগে আনি’ দিলা ॥২৮৯॥", "synonyms": "*pārśve*—de um lado; *gāṅthā*—enfiados juntos; *guñjā-mālā*—a guirlanda de pequenos búzios; *govardhana-śilā*—a pedra de Govardhana; *dui vastu*—duas coisas; *mahāprabhura āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āni' dilā*—apresentou.", "translation": "**Ele apresentou a Śrī Caitanya Mahāprabhu esses dois itens: a guirlanda de búzios e a pedra da Colina de Govardhana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/290", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/290/", "verse_text": "dui apūrva-vastu pāñā prabhu tuṣṭa hailā\n\nsmaraṇera kāle gale pare guñjā-mālā", "devanagari": "> দুই অপূর্ব-বস্তু পাঞা প্রভু তুষ্ট হৈলা ।\n> স্মরণের কালে গলে পরে গুঞ্জামালা ॥২৯০॥", "synonyms": "*dui*—duas; *apūrva-vastu*—coisas incomuns; *pāñā*—recebendo; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tuṣṭa hailā*—ficou muito feliz; *smaraṇera kāle*—na hora de lembrar (quando estava cantando Hare Kṛṣṇa); *gale*—no pescoço; *pare*—usa; *guñjā-mālā*—a guirlanda de pequenos búzios.", "translation": "**Ao receber esses dois itens incomuns, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou extremamente feliz. Enquanto cantava, Ele colocava a guirlanda em volta de Seu pescoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/291", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/291/", "verse_text": "govardhana-śilā prabhu hṛdaye-netre dhare\n\nkabhu nāsāya ghrāṇa laya, kabhu śire kare", "devanagari": "> গোবর্ধন-শিলা প্রভু হৃদয়ে-নেত্রে ধরে ।\n> কভু নাসায় ঘ্রাণ লয়, কভু শিরে করে ॥২৯১॥", "synonyms": "*govardhana-śilā*—a pedra da Colina de Govardhana; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hṛdaye*—sobre o coração; *netre*—sobre os olhos; *dhare*—coloca; *kabhu*—às vezes; *nāsāya*—com o nariz; *ghrāṇa laya*—cheira; *kabhu*—às vezes; *śire kare*—Ele coloca sobre Sua cabeça.", "translation": "**O Senhor colocava a pedra sobre Seu coração ou, às vezes, sobre Seus olhos. Às vezes, Ele a cheirava com Seu nariz e, às vezes, a colocava sobre Sua cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/292", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/292/", "verse_text": "netra-jale sei śilā bhije nirantara\n\nśilāre kahena prabhu--'kṛṣṇa-kalevara'", "devanagari": "> নেত্রজলে সেই শিলা ভিজে নিরন্তর ।\n> শিলারে কহেন প্রভু — ‘কৃষ্ণ-কলেবর’ ॥২৯২॥", "synonyms": "*netra-jale*—pelas lágrimas de Seus olhos; *sei*—aquela; *śilā*—pedra; *bhije*—permanece úmida; *nirantara*—sempre; *śilāre*—à pedra; *kahena*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-kalevara*—o corpo do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**A pedra de Govardhana estava sempre úmida com as lágrimas de Seus olhos. Śrī Caitanya Mahāprabhu costumava dizer: \"Esta pedra é diretamente o corpo do Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/293", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/293/", "verse_text": "ei-mata tina-vatsara śilā-mālā dharilā\n\ntuṣṭa hañā śilā-mālā raghunāthe dilā", "devanagari": "> এইমত তিনবৎসর শিলা-মালা ধরিলা ।\n> তুষ্ট হঞা শিলা-মালা রঘুনাথে দিলা ॥২৯৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *tina-vatsara*—durante três anos; *śilā-mālā*—a pedra e a guirlanda de búzios; *dharilā*—Ele guardou; *tuṣṭa hañā*—quando ficou muito satisfeito; *śilā-mālā*—a pedra e a guirlanda; *raghunāthe*—a Raghunātha dāsa; *dilā*—Ele entregou.", "translation": "**Durante três anos, Ele guardou a pedra e a guirlanda. Então, grandemente satisfeito com o comportamento de Raghunātha dāsa, o Senhor entregou ambas a ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/294", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/294/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"ei śilā kṛṣṇera vigraha\n\niṅhāra sevā kara tumi kariyā āgraha", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এই শিলা কৃষ্ণের বিগ্রহ ।\n> ইঁহার সেবা কর তুমি করিয়া আগ্রহ ॥২৯৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ei śilā*—esta pedra; *kṛṣṇera vigraha*—a forma do Senhor Kṛṣṇa; *iṅhāra*—desta; *sevā*—adoração; *kara*—faze; *tumi*—tu; *kariyā āgraha*—com grande fervor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu instruiu Raghunātha dāsa: \"Esta pedra é a forma transcendental do Senhor Kṛṣṇa. Adora a pedra com grande fervor.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura escreve em seu Anubhāṣya que, na opinião de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a govardhana-śilā, a pedra da Colina de Govardhana, era diretamente a forma de Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda. O Senhor utilizou a pedra durante três anos e, então, despertou no coração de Raghunātha dāsa o serviço devocional à pedra. Em seguida, o Senhor entregou a pedra a Raghunātha dāsa, aceitando-o como um de Seus servos mais íntimos. Contudo, algumas pessoas invejosas concluem que, por Raghunātha dāsa não ter nascido em família de brāhmaṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu não lhe concedeu o direito de adorar a Deidade diretamente, mas, em vez disso, deu-lhe uma pedra de Govardhana. Esse tipo de pensamento é nārakī, ou infernal. Como se afirma no *Padma Purāṇa*, arcye viṣṇau śilādhīr guruṣu nara-matir vaiṣṇave jāti-buddhiḥ...yasya vā nārakī saḥ: \"Aquele que considera a arcā-mūrti (a Deidade adorável do Senhor Viṣṇu) como pedra, o mestre espiritual como um ser humano comum, ou um vaiṣṇava como pertencente a determinada seita, possui inteligência infernal.\" Se alguém pensa que a adorável śālagrāma-śilā é mera pedra, que o mestre espiritual é um ser humano comum ou que um vaiṣṇava puro que prega o culto do bhakti por todo o mundo é membro de determinada casta ou divisão material da sociedade, ele é considerado um nārakī, um candidato à vida infernal. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu instruiu que a govardhana-śilā, a pedra retirada de Govardhana, não é diferente do corpo de Śrī *Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus*, Ele indiretamente advertiu tais pessoas tolas de que ninguém deve invejar um vaiṣṇava que pertence a casta ou seita diferente. Deve-se aceitar um vaiṣṇava como transcendental. Dessa maneira, a pessoa pode salvar-se; do contrário, certamente lhe aguarda uma vida infernal."}
{"ref": "cc/antya/6/295", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/295/", "verse_text": "ei śilāre kara tumi sāttvika pūjana\n\nacirāt pābe tumi kṛṣṇa-prema-dhana", "devanagari": "> এই শিলার কর তুমি সাত্ত্বিক পূজন ।\n> অচিরাৎ পাবে তুমি কৃষ্ণপ্রেমধন ॥২৯৫॥", "synonyms": "*ei śilāra*—desta pedra; *kara*—faze; *tumi*—tu; *sāttvika pūjana*—adoração como um brāhmaṇa perfeito, ou no modo da bondade; *acirāt*—muito em breve; *pābe tumi*—tu obterás; *kṛṣṇa-prema*—amor extático por Kṛṣṇa; *dhana*—riqueza.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Adora esta pedra no modo da bondade, como um brāhmaṇa perfeito, pois, por meio dessa adoração, sem dúvida alcançarás o amor extático por Kṛṣṇa sem demora.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/296", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/296/", "verse_text": "eka kuṅjā jala āra tulasī-mañjarī\n\nsāttvika-sevā ei--śuddha-bhāve kari", "devanagari": "> এক কুঁজা জল আর তুলসী-মঞ্জরী ।\n> সাত্ত্বিক-সেবা এই — শুদ্ধ ভাবে করি ॥২৯৬॥", "synonyms": "*eka*—um; *kuṅjā*—jarro; *jala*—água; *āra*—e; *tulasī-mañjarī*—flores da árvore tulasī; *sāttvika-sevā*—adoração na bondade; *ei*—esta; *śuddha-bhāve*—em completa pureza; *kari*—realizando.", "translation": "**\"Para tal adoração, necessita-se de um jarro de água e algumas flores de uma árvore tulasī. Esta é a adoração em completa bondade quando realizada em completa pureza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/297", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/297/", "verse_text": "dui-dike dui-patra madhye komala mañjarī\n\nei-mata aṣṭa-mañjarī dibe śraddhā kari\" '", "devanagari": "> দুইদিকে দুইপত্র মধ্যে কোমল মঞ্জরী ।\n> এইমত অষ্টমঞ্জরী দিবে শ্রদ্ধা করি’ ।।” ॥ ২৯৭ ॥", "synonyms": "*dui-dike*—em dois lados; *dui-patra*—duas folhas de tulasī; *madhye*—no meio; *komala mañjarī*—flor de tulasī bem tenra; *ei-mata*—dessa maneira; *aṣṭa-mañjarī*—oito flores de tulasī; *dibe*—deves oferecer; *śraddhā kari'*—com fé e amor.", "translation": "**\"Com fé e amor, deves oferecer oito tenras flores de tulasī, cada uma com duas folhas de tulasī, uma de cada lado de cada flor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/298", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/298/", "verse_text": "śrī-haste śilā diyā ei ājñā dilā\n\nānande raghunātha sevā karite lāgilā", "devanagari": "> শ্রীহস্তে শিলা দিয়া এই আজ্ঞা দিলা ।\n> আনন্দে রঘুনাথ সেবা করিতে লাগিলা ॥২৯৮॥", "synonyms": "*śrī-haste*—com Sua própria mão transcendental; *śilā*—a pedra da Colina de Govardhana; *diyā*—entregando; *ei ājñā*—esta ordem; *dilā*—Ele deu; *ānande*—com grande felicidade; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *sevā karite lāgilā*—começou a adorar.", "translation": "**Após assim aconselhá-lo sobre como adorar, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu pessoalmente ofereceu a Raghunātha dāsa a govardhana-śilā com Sua mão transcendental. Conforme aconselhado pelo Senhor, Raghunātha dāsa adorou a śilā com grande júbilo transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/299", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/299/", "verse_text": "eka-vitasti dui-vastra, piṅḍā eka-khāni\n\nsvarūpa dilena kuṅjā ānibāre pāni", "devanagari": "> এক-বিতস্তি দুইবস্ত্র, পিঁড়া একখানি ।\n> স্বরূপ দিলেন কুঁজা আনিবারে পানি ॥২৯৯॥", "synonyms": "*eka-vitasti*—de cerca de quinze centímetros de comprimento; *dui-vastra*—dois panos; *piṅḍā eka-khāni*—uma plataforma de madeira; *svarūpa dilena*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī entregou; *kuṅjā*—um jarro; *ānibāre pāni*—para buscar água.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara deu a Raghunātha dāsa dois panos, cada um de cerca de quinze centímetros de comprimento, uma plataforma de madeira e um jarro para guardar água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/300", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/300/", "verse_text": "ei-mata raghunātha karena pūjana\n\npūjā-kāle dekhe śilāya 'vrajendra-nandana'", "devanagari": "> এইমত রঘুনাথ করেন পূজন ।\n> পূজা-কালে দেখে শিলায় ‘ব্রজেন্দ্রনন্দন’ ॥৩০০॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *karena pūjana*—adora; *pūjā-kāle*—enquanto adorava; *dekhe*—ele vê; *śilāya*—na pedra de Govardhana; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**Assim, Raghunātha dāsa começou a adorar a pedra de Govardhana e, enquanto adorava, viu a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja, diretamente na pedra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/301", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/301/", "verse_text": "'prabhura svahasta-datta govardhana-śilā\n\nei cinti' raghunātha preme bhāsi' gelā", "devanagari": "> ‘প্রভুর স্বহস্ত-দত্ত গোবর্ধন-শিলা ।\n> এই চিন্তি’ রঘুনাথ প্রেমে ভাসি’ গেলা ॥৩০১॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sva-hasta*—própria mão; *datta*—entregue por; *govardhana-śilā*—a pedra da Colina de Govardhana; *ei cinti'*—pensando nisto; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *preme*—em amor extático; *bhāsi' gelā*—ficou inundado.", "translation": "**Pensando em como recebera a govardhana-śilā diretamente das mãos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Raghunātha dāsa estava sempre inundado de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/302", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/302/", "verse_text": "jala-tulasīra sevāya tāṅra yata sukhodaya\n\nṣoḍaśopacāra-pūjāya tata sukha naya", "devanagari": "> জল-তুলসীর সেবায় তাঁর যত সুখোদয় ।\n> ষোড়শোপচার-পূজায় তত সুখ নয় ॥৩০২॥", "synonyms": "*jala-tulasīra sevāya*—adorando com água e tulasī; *tāṅra*—sua; *yata*—tanto quanto; *sukha-udaya*—surgimento de felicidade transcendental; *ṣoḍaśa-upacāra-pūjāya*—adorando com dezesseis tipos de parafernália; *tata*—tanta; *sukha*—felicidade; *naya*—não há.", "translation": "**A quantidade de bem-aventurança transcendental que Raghunātha dāsa desfrutava simplesmente por oferecer água e tulasī é impossível de alcançar mesmo que se adore a Deidade com dezesseis tipos de parafernália.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/303", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/303/", "verse_text": "ei-mata kata dina karena pūjana\n\ntabe svarūpa-gosāñi tāṅre kahilā vacana", "devanagari": "> এইমত কত দিন করেন পূজন  ।\n> তবে স্বরূপ-গোসাঞি তাঁরে কহিলা বচন ॥৩০৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kata dina*—durante alguns dias; *karena pūjana*—ele adorou; *tabe*—naquele momento; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tāṅre*—a ele; *kahilā vacana*—disse algumas palavras.", "translation": "**Após Raghunātha dāsa ter assim adorado a govardhana-śilā durante algum tempo, Svarūpa Dāmodara certo dia falou-lhe da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/304", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/304/", "verse_text": "\"aṣṭa-kauḍira khājā-sandeśa kara samarpaṇa\n\nśraddhā kari' dile, sei amṛtera sama", "devanagari": "> “অষ্ট-কৌড়ির খাজা-সন্দেশ কর সমর্পণ  ।\n> শ্রদ্ধা করি’ দিলে, সেই অমৃতের সম ।।” ৩০৪ ॥৩০৪॥", "synonyms": "*aṣṭa-kauḍira*—no valor de oito kauḍis; *khājā-sandeśa*—os doces khājā e sandeśa; *kara samarpaṇa*—oferece; *śraddhā kari'*—com amor e fé; *dile*—se ofereceres; *sei*—isso; *amṛtera sama*—tal como néctar.", "translation": "**\"Oferece à pedra de Govardhana doces de primeira qualidade conhecidos como khājā e sandeśa, no valor de oito kauḍis. Se os ofereceres com fé e amor, eles serão tal como néctar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/305", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/305/", "verse_text": "tabe aṣṭa-kauḍira khājā kare samarpaṇa\n\nsvarūpa-ājñāya govinda tāhā kare samādhāna", "devanagari": "> তবে অষ্ট-কৌড়ির খাজা করে সমর্পণ ।\n> স্বরূপ-আজ্ঞায় গোবিন্দ তাহা করে সমাধান ॥৩০৫॥", "synonyms": "*tabe*—então; *aṣṭa-kauḍira*—no valor de oito kauḍis; *khājā*—o doce chamado khājā; *kare samarpaṇa*—oferece; *svarūpa-ājñāya*—por ordem de Svarūpa Dāmodara; *govinda*—o servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhā*—isso; *kare samādhāna*—providencia.", "translation": "**Raghunātha dāsa então começou a oferecer os custosos doces conhecidos como khājā, que Govinda, seguindo a ordem de Svarūpa Dāmodara, fornecia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/306", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/306/", "verse_text": "raghunātha sei śilā-mālā yabe pāilā\n\ngosāñira abhiprāya ei bhāvanā karilā", "devanagari": "> রঘুনাথ সেই শিলা-মালা যবে পাইলা  ।\n> গোসাঞির অভিপ্রায় এই ভাবনা করিলা ॥৩০৬॥", "synonyms": "*raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *sei śilā*—aquela pedra; *mālā*—guirlanda; *yabe*—quando; *pāilā*—ele recebeu; *gosāñira*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *abhiprāya*—intenção; *ei*—isto; *bhāvanā karilā*—ele pensou.", "translation": "**Quando Raghunātha dāsa recebeu de Śrī Caitanya Mahāprabhu a pedra e a guirlanda de búzios, pôde compreender a intenção do Senhor. Assim, ele pensou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/307", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/307/", "verse_text": "\"śilā diyā gosāñi samarpilā 'govardhane'\n\nguñjā-mālā diyā dilā 'rādhikā-caraṇe'", "devanagari": "> “শিলা দিয়া গোসাঞি সমর্পিলা ‘গোবর্ধনে’  ।\n> গুঞ্জামালা দিয়া দিলা ‘রাধিকা-চরণে’ ।।” ৩০৭ ॥৩০৭॥", "synonyms": "*śilā diyā*—ao oferecer esta pedra; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samarpilā*—ofereceu; *govardhane*—um lugar perto da Colina de Govardhana; *guñjā-mālā diyā*—ao oferecer a guirlanda de pequenos búzios; *dilā*—ofereceu; *rādhikā-caraṇe*—abrigo aos pés de lótus de Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**\"Ao oferecer-me a govardhana-śilā, Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu-me um lugar perto da Colina de Govardhana, e, ao oferecer-me a guirlanda de búzios, concedeu-me abrigo aos pés de lótus de Śrīmatī Rādhārāṇī.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/308", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/308/", "verse_text": "ānande raghunāthera bāhya vismaraṇa\n\nkāya-mane sevilena gaurāṅga-caraṇa", "devanagari": "> আনন্দে রঘুনাথের বাহ্য বিস্মরণ ।\n> কায়মনে সেবিলেন গৌরাঙ্গ-চরণ ॥৩০৮॥", "synonyms": "*ānande*—em êxtase transcendental; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *bāhya vismaraṇa*—esquecendo tudo o que é externo; *kāya-mane*—com o corpo e a mente; *sevilena*—serviu; *gaurāṅga-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**O êxtase transcendental de Raghunātha dāsa não tinha limites. Esquecendo tudo o que era externo, ele serviu aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu com o corpo e a mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/309", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/309/", "verse_text": "ananta guṇa raghunāthera ke karibe lekhā?\n\nraghunāthera niyama,--yena pāṣāṇera rekhā", "devanagari": "> অনন্ত গুণ রঘুনাথের কে করিবে লেখা ?\n> রঘুনাথের নিয়ম, — যেন পাষাণের রেখা ॥৩০৯॥", "synonyms": "*ananta guṇa*—ilimitados atributos transcendentais; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *ke*—quem; *karibe lekhā*—pode escrever; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *niyama*—os rígidos princípios reguladores; *yena*—como; *pāṣāṇera rekhā*—linhas numa pedra.", "translation": "**Quem poderia enumerar os ilimitados atributos transcendentais de Raghunātha dāsa? Seus rígidos princípios reguladores eram exatamente como linhas numa pedra.**", "purport": "As palavras *pasanera rekha* são muito significativas. Raghunātha dāsa Gosvāmī seguia os princípios reguladores com tamanha rigorosidade e firmeza que eles eram comparados às linhas numa pedra. Assim como tais linhas não podem ser apagadas em nenhum momento, os princípios reguladores observados por Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī não podiam ser alterados sob nenhuma circunstância."}
{"ref": "cc/antya/6/310", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/310/", "verse_text": "sāḍe sāta prahara yāya kīrtana-smaraṇe\n\nāhāra-nidrā cāri daṇḍa seha nahe kona dine", "devanagari": "> সাড়ে সাত প্রহর যায় কীর্তন-স্মরণে ।\n> আহার-নিদ্রা চারি দণ্ড সেহ নহে কোন দিনে ॥৩১০॥", "synonyms": "*sāḍe sāta prahara*—7,5 praharas (um prahara equivale a três horas); *yāya*—transcorre; *kīrtana-smaraṇe*—cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e lembrando-se dos pés de lótus de Kṛṣṇa; *āhāra-nidrā*—comer e dormir; *cāri daṇḍa*—quatro daṇḍas (um daṇḍa equivale a vinte e quatro minutos); *seha*—isso; *nahe*—não é; *kona dine*—alguns dias.", "translation": "**Raghunātha dāsa passava mais de vinte e duas horas em cada vinte e quatro cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa e lembrando-se dos pés de lótus do Senhor. Comia e dormia por menos de uma hora e meia e, em alguns dias, mesmo isso lhe era impossível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/311", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/311/", "verse_text": "vairāgyera kathā tāṅra adbhuta-kathana\n\nājanma nā dila jihvāya rasera sparśana", "devanagari": "> বৈরাগ্যের কথা তাঁর অদ্ভুত-কথন ।\n> আজন্ম না দিল জিহ্বায় রসের স্পর্শন ॥৩১১॥", "synonyms": "*vairāgyera*—da renúncia; *kathā*—conversas; *tāṅra*—dele; *adbhuta-kathana*—tópicos maravilhosos; *ā-janma*—desde o nascimento; *nā dila*—não permitiu; *jihvāya*—à língua; *rasera sparśana*—saborear.", "translation": "**Os tópicos referentes à sua renúncia são maravilhosos. Por toda a sua vida, ele nunca permitiu que a língua experimentasse gratificação dos sentidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/312", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/312/", "verse_text": "chiṇḍā kāni kāṅthā vinā nā pare vasana\n\nsāvadhāne prabhura kailā ājñāra pālana", "devanagari": "> ছিণ্ডা কানি কাঁথা বিনা না পরে বসন ।\n> সাবধানে প্রভুর কৈলা আজ্ঞার পালন ॥৩১২॥", "synonyms": "*chiṇḍā kāni*—um pequeno pano rasgado; *kāṅthā*—um cobertor de algodão remendado; *vinā*—exceto; *nā pare*—não veste; *vasana*—roupa; *sāvadhāne*—com grande cuidado; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—realizou; *ājñāra pālana*—o cumprimento da ordem.", "translation": "**Ele jamais tocava em coisa alguma para vestir, salvo um pequeno pano rasgado e um cobertor remendado. Assim, cumpria de maneira muito rigorosa a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "O princípio de cumprir de maneira muito rigorosa a ordem do mestre espiritual deve ser observado. O mestre espiritual dá ordens diferentes a pessoas diferentes. Por exemplo, Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Jīva Gosvāmī, Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī que pregassem, e ordenou a Raghunātha dāsa Gosvāmī que seguisse estritamente as regras e regulações da ordem renunciada. Todos os seis Gosvāmīs seguiram estritamente as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Este é o princípio para o progresso no serviço devocional. Após receber uma ordem do mestre espiritual, a pessoa deve tentar executá-la estritamente. Esse é o caminho do êxito."}
{"ref": "cc/antya/6/313", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/313/", "verse_text": "prāṇa-rakṣā lāgi' yebā karena bhakṣaṇa\n\ntāhā khāñā āpanāke kahe nirveda-vacana", "devanagari": "> প্রাণ-রক্ষা লাগি’ যেবা করেন ভক্ষণ ।\n> তাহা খাঞা আপনাকে কহে নির্বেদ-বচন ॥৩১৩॥", "synonyms": "*prāṇa-rakṣā lāgi'*—para manter a vida; *yebā*—o que quer que; *karena bhakṣaṇa*—ele comia; *tāhā khāñā*—comendo aquilo; *āpanāke*—a si mesmo; *kahe*—dizia; *nirveda-vacana*—palavras de reprovação.", "translation": "**O que quer que comesse era apenas para manter o corpo e a alma juntos e, ao comer, ele se repreendia da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/314", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/314/", "verse_text": "ātmānaṁ ced vijānīyāt\n\nparaṁ jñāna-dhūtāśayaḥ\n\nkim icchan kasya vā hetor\n\ndehaṁ puṣṇāti lampaṭaḥ", "devanagari": "> আত্মানং চেদ্বিজানীয়াত্ পরং জ্ঞানধুতাশয়ঃ ।\n> কিমিচ্ছন্ কস্য বা হেতোর্দেহং পুষ্ণাতি লম্পটঃ ॥৩১৪॥", "synonyms": "*ātmānam*—a alma; *cet*—se; *vijānīyāt*—a pessoa compreende; *param*—supremo; *jñāna*—pelo conhecimento; *dhūta*—afastados; *āśayaḥ*—desejos materiais; *kim*—o que; *icchan*—desejando; *kasya*—de que; *vā*—ou; *hetoḥ*—por motivo; *deham*—o corpo material; *puṣṇāti*—mantém; *lampaṭaḥ*—devasso.", "translation": "**\"Se o coração da pessoa foi purificado pelo conhecimento perfeito e ela compreendeu Kṛṣṇa, o Brahman Supremo, então ela ganha tudo. Por que tal pessoa haveria de agir como um devasso, tentando muito cuidadosamente manter seu corpo material?\"**", "purport": "Este verso (Bhāg. 7.15.40) foi falado por Nārada a Yudhiṣṭhira Mahārāja a respeito da liberação de um chefe de família do cativeiro material. Na plataforma espiritual, a pessoa não cuida desnecessariamente do corpo. Śrīla Narottama dāsa Ṭhākura disse: deha-smṛti nāhi yāra, saṁsāra bandhana kāhāṅ tāra. Aquele que está situado espiritualmente não pensa que é o corpo. Por isso, pode executar transcendentalmente severas penitências na ordem de vida renunciada. O melhor exemplo dessa renúncia é Raghunātha dāsa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/6/315", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/315/", "verse_text": "prasādānna pasārira yata nā vikāya\n\ndui-tina dina haile bhāta saḍi' yāya", "devanagari": "> প্রসাদান্ন পসারির যত না বিকায় ।\n> দুই-তিন দিন হৈলে ভাত সড়ি’ যায় ॥৩১৫॥", "synonyms": "*prasāda-anna*—alimento de Jagannātha; *pasārira*—dos vendedores; *yata*—tanto quanto; *nā vikāya*—não é vendido; *dui-tina dina*—dois e três dias; *haile*—depois de; *bhāta*—o arroz; *saḍi' yāya*—decompõe-se.", "translation": "**O prasāda do Senhor Jagannātha é vendido pelos vendedores e aquilo que não se vende se decompõe após dois ou três dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/316", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/316/", "verse_text": "siṁha-dvāre gābhī-āge sei bhāta ḍāre\n\nsaḍā-gandhe tailaṅgī-gāi khāite nā pāre", "devanagari": "> সিংহদ্বারে গাভী-আগে সেই ভাত ডারে ।\n> সড়া-গন্ধে তৈলঙ্গী-গাই খাইতে না পারে ॥৩১৬॥", "synonyms": "*siṁha-dvāre*—no portão conhecido como Siṁha-dvāra; *gābhī-āge*—diante das vacas; *sei bhāta*—aquele alimento; *ḍāre*—eles jogam; *saḍā-gandhe*—por causa de um cheiro de podre; *tailaṅgī-gāi*—as vacas de Tailaṅga; *khāite nā pāre*—não conseguem comer.", "translation": "**Todo o alimento decomposto é jogado diante das vacas de Tailaṅga no portão Siṁha-dvāra. Por causa de seu odor pútrido, nem mesmo as vacas conseguem comê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/317", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/317/", "verse_text": "sei bhāta raghunātha rātre ghare āni'\n\nbhāta pākhāliyā phele ghare diyā bahu pāni", "devanagari": "> সেই ভাত রঘুনাথ রাত্রে ঘরে আনি’  ।\n> ভাত পাখালিয়া ফেলে ঘরে দিয়া বহু পানি ॥৩১৭॥", "synonyms": "*sei bhāta*—aquele arroz rejeitado; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *rātre*—à noite; *ghare āni'*—trazendo para casa; *bhāta*—o arroz; *pākhāliyā*—lavando; *phele*—joga; *ghare*—em casa; *diyā*—pondo; *bahu pāni*—muita água.", "translation": "**À noite, Raghunātha dāsa recolhia aquele arroz decomposto, trazia-o para casa e o lavava com bastante água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/318", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/318/", "verse_text": "bhitarera dṛḍha yei māji bhāta pāya\n\nlavaṇa diyā raghunātha sei anna khāya", "devanagari": "> ভিতরের দৃঢ় যেই মাজি ভাত পায়  ।\n> লবণ দিয়া রঘুনাথ সেই অন্ন খায় ॥৩১৮॥", "synonyms": "*bhitarera*—de dentro; *dṛḍha*—a porção mais dura; *yei*—que; *māji*—o núcleo; *bhāta*—arroz; *pāya*—ele obtém; *lavaṇa diyā*—com um pouco de sal; *raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *sei anna*—aquele arroz; *khāya*—come.", "translation": "**Então, ele comia a dura porção interna do arroz com sal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/319", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/319/", "verse_text": "eka-dina svarūpa tāhā karite dekhilā\n\nhāsiyā tāhāra kichu māgiyā khāilā", "devanagari": "> একদিন স্বরূপ তাহা করিতে দেখিলা ।\n> হাসিয়া তাহার কিছু মাগিয়া খাইলা ॥৩১৯॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tāhā*—aquilo; *karite*—fazendo; *dekhilā*—viu; *hāsiyā*—sorrindo; *tāhāra*—daquilo; *kichu*—um pouco; *māgiyā khāilā*—ele pediu e comeu.", "translation": "**Certo dia, Svarūpa Dāmodara viu as atividades de Raghunātha dāsa. Então, sorrindo, pediu uma pequena porção daquele alimento e a comeu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/320", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/320/", "verse_text": "svarūpa kahe,--\"aiche amṛta khāo niti-niti\n\nāmā-sabāya nāhi deha',--ki tomāra prakṛti?\"", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — “ঐছে অমৃত খাও নিতি-নিতি ।\n> আমা-সবায় নাহি দেহ’, — কি তোমার প্রকৃতি ?” ॥ ৩২০ ॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara disse; *aiche*—tal; *amṛta*—néctar; *khāo*—comes; *niti-niti*—diariamente; *āmā-sabāya*—a nós; *nāhi deha'*—não ofereces; *ki*—qual; *tomāra*—tua; *prakṛti*—natureza.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse: \"Tu comes esse néctar todos os dias, mas nunca o ofereces a nós. Onde está o teu caráter?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/321", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/321/", "verse_text": "govindera mukhe prabhu se vārtā śunilā\n\nāra dina āsi' prabhu kahite lāgilā", "devanagari": "> গোবিন্দের মুখে প্রভু সে বার্তা শুনিলা  ।\n> আর দিন আসি’ প্রভু কহিতে লাগিলা ॥৩২১॥", "synonyms": "*govindera mukhe*—da boca de Govinda; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *se vārtā*—aquela notícia; *śunilā*—ouviu; *āra dina*—no dia seguinte; *āsi'*—vindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahite lāgilā*—começou a dizer.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu essa notícia da boca de Govinda, Ele foi até lá no dia seguinte e falou o seguinte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/322", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/322/", "verse_text": "kāṅhā vastu khāo sabe, more nā deha' kene?'\n\neta bali' eka grāsa karilā bhakṣaṇe", "devanagari": "> ‘কাঁহা বস্তু খাও সবে, মোরে না দেহ’ কেনে ?’ এত বলি’ এক গ্রাস করিলা ভক্ষণে ॥৩২২॥", "synonyms": "*kāṅhā*—que; *vastu*—coisas; *khāo*—comes; *sabe*—todos; *more*—a Mim; *nā deha' kene*—por que não dás; *eta bali'*—dizendo isto; *eka grāsa*—um bocado; *karilā bhakṣaṇe*—comeu.", "translation": "**\"Que coisas boas estás comendo? Por que não dás nada a Mim?\" Dizendo isto, Ele tomou à força um bocado e começou a comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/323", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/323/", "verse_text": "āra grāsa laite svarūpa hātete dharilā\n\n'tava yogya nahe' bali' bale kāḍi' nilā", "devanagari": "> আর গ্রাস লৈতে স্বরূপ হাতেতে ধরিলা  ।\n> ‘তব যোগ্য নহে’ বলি’ বলে কাড়ি’ নিলা ॥৩২৩॥", "synonyms": "*āra*—outro; *grāsa*—bocado; *laite*—tomando; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *hātete*—a mão; *dharilā*—agarrou; *tava*—para Ti; *yogya*—próprio; *nahe*—não é; *bali'*—dizendo; *bale*—à força; *kāḍi'*—arrebatando; *nilā*—ele tomou.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu tomava outro bocado de comida, Svarūpa Dāmodara agarrou-O pela mão e disse: \"Isto não é próprio para Ti.\" Assim, ele tirou-Lhe a comida à força.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/324", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/324/", "verse_text": "prabhu bale,--\"niti-niti nānā prasāda khāi\n\naiche svāda āra kona prasāde nā pāi\"", "devanagari": "> প্রভু বলে, — “নিতি-নিতি নানা প্রসাদ খাই ।\n> ঐছে স্বাদ আর কোন প্রসাদে না পাই ।।” ॥ ৩২৪ ॥", "synonyms": "*prabhu bale*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *niti-niti*—dia após dia; *nānā prasāda*—variedades de prasāda; *khāi*—eu como; *aiche svāda*—um sabor tão agradável; *āra*—outro; *kona*—qualquer; *prasāde*—nos restos do alimento do Senhor Jagannātha; *nā pāi*—eu não obtenho.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"É claro que todos os dias eu como variedades de prasāda, mas nunca provei um prasāda tão delicioso como o que Raghunātha está comendo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/325", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/325/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu nānā līlā kare\n\nraghunāthera vairāgya dekhi' santoṣa antare", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু নানা লীলা করে ।\n> রঘুনাথের বৈরাগ্য দেখি’ সন্তোষ অন্তরে ॥৩২৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nānā līlā*—muitos passatempos; *kare*—realiza; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa; *vairāgya*—renúncia; *dekhi'*—ao ver; *santoṣa antare*—satisfeito intimamente.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu realizou muitos passatempos em Jagannātha Purī. Ao ver as severas penitências realizadas por Raghunātha dāsa na ordem renunciada, o Senhor ficou grandemente satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/326", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/326/", "verse_text": "āpana-uddhāra ei raghunātha-dāsa\n\n'gaurāṅga-stava-kalpa-vṛkṣe' kariyāchena prakāśa", "devanagari": "> আপন-উদ্ধার এই রঘুনাথদাস ।\n> ‘গৌরাঙ্গস্তবকল্পবৃক্ষে’ করিয়াছেন প্রকাশ ॥৩২৬॥", "synonyms": "*āpana-uddhāra*—sua libertação pessoal; *ei raghunātha-dāsa*—este Raghunātha dāsa Gosvāmī; *gaurāṅga-stava-kalpa-vṛkṣe*—em seu poema conhecido como Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa; *kariyāchena prakāśa*—manifestou.", "translation": "**Em seu próprio poema conhecido como Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa, Raghunātha dāsa descreveu sua libertação pessoal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/327", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/327/", "verse_text": "mahā-sampad-dāvād api patitam uddhṛtya kṛpayā\n\nsvarūpe yaḥ svīye kujanam api māṁ nyasya muditaḥ\n\nuro-guñjā-hāraṁ priyam api ca govardhana-śilāṁ\n\ndadau me gaurāṅgo hṛdaya udayan māṁ madayati", "devanagari": "> মহাসম্পদ্দাবাদপি পতিতমুদ্ধৃত্য কৃপয়া\n> স্বরূপে যঃ স্বীয়ে কুজনমপি মাং ন্যস্য মুদিতঃ ।\n> উরোগুঞ্জাহারং প্রিয়মপি চ গোবর্ধনশিলাং\n> দদৌ মে গৌরাঙ্গো হৃদয় উদয়ন্মাং মদয়তি ॥৩২৭॥", "synonyms": "*mahā-sampat*—de profusa opulência material; *dāvāt*—de um incêndio florestal; *api*—embora; *patitam*—caído; *uddhṛtya*—libertando; *kṛpayā*—por misericórdia; *svarūpe*—a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *yaḥ*—Ele que (o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu); *svīye*—Seu companheiro pessoal; *ku-janam*—pessoa baixa; *api*—embora; *mām*—a mim; *nyasya*—tendo entregue; *muditaḥ*—satisfeito; *uraḥ*—do peito; *guñjā-hāram*—a guirlanda de búzios; *priyam*—querida; *api*—embora; *ca*—e; *govardhana-śilām*—uma pedra da Colina de Govardhana; *dadau*—entregou; *me*—a mim; *gaurāṅgaḥ*—o Senhor Gaurāṅga; *hṛdaye*—em meu coração; *udayan*—manifestando-Se; *mām*—a mim; *madayati*—enlouquece.", "translation": "**\"Embora eu seja uma alma caída, o mais baixo dos homens, Śrī Caitanya Mahāprabhu libertou-me do ardente incêndio florestal da grande opulência material por Sua misericórdia. Com grande prazer, Ele entregou-me a Svarūpa Dāmodara, Seu companheiro pessoal. O Senhor deu-me também a guirlanda de pequenos búzios que usava em Seu peito e uma pedra da Colina de Govardhana, embora ambos Lhe fossem muito queridos. Esse mesmo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu desperta dentro de meu coração e enlouquece-me por Ele.\"**", "purport": "Este verso é do Śrī Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa (11), escrito por Raghunātha dāsa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/6/328", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/328/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ raghunāthera milana\n\nihā yei śune pāya caitanya-caraṇa", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ রঘুনাথের মিলন ।\n> ইহা যেই শুনে পায় চৈতন্যচরণ ॥৩২৮॥", "synonyms": "*ei*—este; *ta'*—certamente; *kahiluṅ*—eu descrevi; *raghunāthera milana*—o encontro de Raghunātha dāsa; *ihā*—isto; *yei*—todo aquele que; *śune*—ouve; *pāya*—obtém; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi o encontro de Raghunātha dāsa com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todo aquele que ouvir sobre este incidente alcançará os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/6/329", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/6/329/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa,\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৩২৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Sexto Capítulo, que descreve o encontro do Senhor Caitanya com Raghunātha dāsa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/7/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/1/", "verse_text": "caitanya-caraṇāmbhoja-\nmakaranda-liho bhaje\nyeṣāṁ prasāda-mātreṇa\npāmaro 'py amaro bhavet", "devanagari": "> চৈতন্যচরণাম্ভোজমকরন্দলিহো ভজে ।\n> যেষাং প্রসাদমাত্রেণ পামরোঽপ্যমরো ভবেৎ ॥১॥", "synonyms": "*caitanya*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa-ambhoja*—aos pés de lótus; *makaranda*—o mel; *lihaḥ*—àqueles ocupados em lamber; *bhaje*—ofereço minhas reverências; *yeṣām*—de quem; *prasāda-mātreṇa*—simplesmente pela misericórdia; *pāmaraḥ*—uma alma caída; *api*—até mesmo; *amaraḥ*—liberada; *bhavet*—torna-se.", "translation": "**Permitam-me oferecer minhas respeitosas reverências aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Simplesmente pela misericórdia imotivada dos devotos ocupados em lamber o mel de Seus pés de lótus, até mesmo uma alma caída torna-se eternamente liberada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/3/", "verse_text": "varṣāntare yata gauḍera bhakta-gaṇa āilā\npūrvavat mahāprabhu sabāre mililā", "devanagari": "> বর্ষান্তরে যত গৌড়ের ভক্তগণ আইলা ।\n> পূর্ববৎ মহাপ্রভু সবারে মিলিলা ॥৩॥", "synonyms": "*varṣa-antare*—no ano seguinte; *yata*—todos; *gauḍera*—de Bengala; *bhakta-gaṇa*—devotos; *āilā*—vieram; *pūrva-vat*—como anteriormente; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāre mililā*—encontrou-se com cada um deles.", "translation": "**No ano seguinte, todos os devotos de Bengala foram visitar Śrī Caitanya Mahāprabhu e, como anteriormente, o Senhor encontrou-se com todos e cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/4/", "verse_text": "ei-mata vilāsa prabhura bhakta-gaṇa lañā\nhena-kāle vallabha-bhaṭṭa milila āsiyā", "devanagari": "> এইমত বিলাস প্রভুর ভক্তগণ লঞা ।\n> হেনকালে বল্লভ-ভট্ট মিলিল আসিয়া ॥৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *vilāsa*—passatempos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa lañā*—com Seus devotos; *hena-kāle*—nesse momento; *vallabha-bhaṭṭa*—o grandemente erudito sábio chamado Vallabha Bhaṭṭa; *milila*—encontrou-se; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu realizava Seus passatempos com Seus devotos. Então, um erudito sábio chamado Vallabha Bhaṭṭa dirigiu-se a Jagannātha Purī para encontrar-se com o Senhor.**", "purport": "Para uma descrição de Vallabha Bhaṭṭa, pode-se consultar o *Madhya-līlā*, Capítulo Dezenove, texto 61."}
{"ref": "cc/antya/7/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/5/", "verse_text": "āsiyā vandila bhaṭṭa prabhura caraṇe\nprabhu 'bhāgavata-buddhye' kailā āliṅgane", "devanagari": "> আসিয়া বন্দিল ভট্ট প্রভুর চরণে ।\n> প্রভু ‘ভাগবতবুদ্ধ্যে’ কৈলা আলিঙ্গনে ॥৫॥", "synonyms": "*āsiyā*—vindo; *vandila*—ofereceu reverências; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāgavata-buddhye*—aceitando-o como um grande devoto; *kailā āliṅgane*—abraçou.", "translation": "**Quando Vallabha Bhaṭṭa chegou, ofereceu suas reverências aos pés de lótus do Senhor. Aceitando-o como um grande devoto, o Senhor o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/6/", "verse_text": "mānya kari' prabhu tāre nikaṭe vasāilā\nvinaya kariyā bhaṭṭa kahite lāgilā", "devanagari": "> মান্য করি’ প্রভু তারে নিকটে বসাইলা  ।\n> বিনয় করিয়া ভট্ট কহিতে লাগিলা ॥৬॥", "synonyms": "*mānya kari'*—com grande respeito; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—a ele; *nikaṭe*—perto; *vasāilā*—sentou; *vinaya kariyā*—com grande humildade; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Com grande respeito, Śrī Caitanya Mahāprabhu fez Vallabha Bhaṭṭa sentar-se perto de Si. Então, com grande humildade, Vallabha Bhaṭṭa começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/7/", "verse_text": "\"bahu-dina manoratha tomā' dekhibāre\njagannātha pūrṇa kailā, dekhiluṅ tomāre", "devanagari": "> “বহুদিন মনোরথ তোমা’ দেখিবারে  ।\n> জগন্নাথ পূর্ণ কৈলা, দেখিলুঁ তোমারে ॥৭॥", "synonyms": "*bahu-dina*—por muito tempo; *manoratha*—meu desejo; *tomā' dekhibāre*—de ver-Te; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *pūrṇa kailā*—satisfez; *dekhiluṅ tomāre*—eu Te vi.", "translation": "**\"Por muito tempo\", disse ele, \"desejei ver-Te, meu Senhor. Agora o Senhor Jagannātha satisfez esse desejo; portanto, estou vendo-Te.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/8/", "verse_text": "tomāra darśana ye pāya sei bhāgyavān\ntomāke dekhiye,--yena sākṣāt bhagavān", "devanagari": "> তোমার দর্শন যে পায় সেই ভাগ্যবান্ ।\n> তোমাকে দেখিয়ে, — যেন সাক্ষাৎ ভগবান্ ॥৮॥", "synonyms": "*tomāra darśana*—Tua audiência; *ye pāya*—qualquer um que obtenha; *sei*—ele; *bhāgyavān*—muito afortunado; *tomāke dekhiye*—vejo-Te; *yena*—como se; *sākṣāt bhagavān*—diretamente a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Aquele que recebe Tua audiência é afortunado de fato, pois Tu és a própria Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/9/", "verse_text": "tomāre ye smaraṇa kare, se haya pavitra\ndarśane pavitra habe,--ithe ki vicitra?", "devanagari": "> তোমারে যে স্মরণ করে, সে হয় পবিত্র ।\n> দর্শনে পবিত্র হবে, — ইথে কি বিচিত্র ? ॥৯॥", "synonyms": "*tomāre*—a Ti; *ye*—qualquer um que; *smaraṇa kahe*—lembra; *se*—ele; *haya*—torna-se; *pavitra*—purificado; *darśane*—por ver; *pavitra*—purificado; *habe*—ficará; *ithe*—nisto; *ki vicitra*—que espanto.", "translation": "**\"Visto que aquele que se lembra de Ti fica purificado, por que haveria de ser espantoso que alguém se purifique por ver-Te?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/10/", "verse_text": "yeṣāṁ saṁsmaraṇāt puṁsāṁ\nsadyaḥ śuddhyanti vai gṛhāḥ\nkiṁ punar darśana-sparśa-\npāda-śaucāsanādibhiḥ", "devanagari": "> যেষাং সংস্মরণাৎ পুংসাং সদ্যঃ শুধ্যন্তি বৈ গৃহাঃ ।\n> কিং পুনর্দর্শনস্পর্শপাদশৌচাসনাদিভিঃ ॥১০॥", "synonyms": "*yeṣām*—de quem; *saṁsmaraṇāt*—pela lembrança; *puṁsām*—das pessoas; *sadyaḥ*—imediatamente; *śuddhyanti*—ficam purificadas; *vai*—certamente; *gṛhāḥ*—as casas; *kim punaḥ*—o que dizer de; *darśana*—por ver; *sparśa*—tocar; *pāda-śauca*—lavar os pés; *āsana-ādibhiḥ*—por oferecer um assento e assim por diante.", "translation": "**\"A pessoa pode purificar imediatamente toda a sua casa simplesmente por lembrar-se de personalidades elevadas, isso para não falar de vê-las diretamente, tocar seus pés de lótus, lavar seus pés ou oferecer-lhes lugares para sentar-se.'**", "purport": "Esta é uma citação do *Śrīmad-Bhāgavatam* (1.19.33)."}
{"ref": "cc/antya/7/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/11/", "verse_text": "kali-kālera dharma--kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana\nkṛṣṇa-śakti vinā nahe tāra pravartana", "devanagari": "> কলিকালের ধর্ম — কৃষ্ণনাম-সঙ্কীর্তন ।\n> কৃষ্ণ-শক্তি বিনা নহে তার প্রবর্তন ॥১১॥", "synonyms": "*kali-kālera*—desta era de Kali; *dharma*—o dever; *kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana*—cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-śakti vinā*—sem ser dotado de poder pelo Senhor Kṛṣṇa; *nahe*—não é; *tāra*—dessa; *pravartana*—propagação.", "translation": "**\"O sistema religioso fundamental na era de Kali é o cantar do santo nome de Kṛṣṇa. A menos que seja dotado de poder por Kṛṣṇa, ninguém pode propagar o movimento de saṅkīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/12/", "verse_text": "tāhā pravartāilā tumi,--ei ta 'pramāṇa'\nkṛṣṇa-śakti dhara tumi,--ithe nāhi āna", "devanagari": "> তাহা প্রবর্তাইলা তুমি, — এই ত ‘প্রমাণ’ ।\n> কৃষ্ণশক্তি ধর তুমি, — ইথে নাহি আন ॥১২॥", "synonyms": "*tāhā*—isso; *pravartāilā*—propagaste; *tumi*—Tu; *ei*—esta; *ta*—certamente; *pramāṇa*—evidência; *kṛṣṇa-śakti*—a energia de Kṛṣṇa; *dhara*—possuis; *tumi*—Tu; *ithe nāhi āna*—não há dúvida quanto a isso.", "translation": "**\"Tu difundiste o movimento de saṅkīrtana da consciência de Kṛṣṇa. Por conseguinte, é evidente que foste dotado de poder pelo Senhor Kṛṣṇa. Não há dúvida quanto a isso.**", "purport": "Śrī Madhvācārya chamou nossa atenção para esta citação da Nārāyaṇa-saṁhitā:\n\ndvāparīyair janair viṣṇuḥ\npañcarātrais tu kevalaiḥ\nkalau tu nāma-mātreṇa\npūjyate bhagavān hariḥ\n\n\"No Dvāpara-yuga, podia-se satisfazer Kṛṣṇa ou Viṣṇu apenas através da adoração opulenta segundo o sistema pāñcarātrikī, mas na era de Kali pode-se satisfazer e adorar a Suprema Personalidade de Deus, Hari, simplesmente cantando Seu santo nome.\" Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica que, a menos que seja diretamente dotado de poder pela misericórdia imotivada de Kṛṣṇa, ninguém pode tornar-se o mestre espiritual do mundo inteiro (jagad-guru). Ninguém pode tornar-se um ācārya simplesmente por especulação mental. O verdadeiro ācārya apresenta Kṛṣṇa a todos, pregando o santo nome do Senhor pelo mundo afora. Dessa maneira, as almas condicionadas, purificadas pelo cantar do santo nome, libertam-se do fogo ardente da existência material. Desse modo, o benefício espiritual cresce cada vez mais pleno, como a lua crescente no céu. O verdadeiro ācārya, o mestre espiritual do mundo inteiro, deve ser considerado uma encarnação da misericórdia de Kṛṣṇa. De fato, ele está pessoalmente abraçando Kṛṣṇa. Por isso, ele é o mestre espiritual de todos os varṇas (*brāhmaṇa*, *kṣatriya*, *vaiśya* e *śūdra*) e de todos os āśramas (*brahmacarya*, *gṛhastha*, *vānaprastha* e *sannyāsa*). Visto que se compreende que ele é o devoto mais avançado, ele é chamado paramahaṁsa-ṭhākura. Ṭhākura é um título de honra oferecido ao paramahaṁsa. Portanto, aquele que age como ācārya, apresentando diretamente o Senhor Kṛṣṇa ao difundir Seu nome e Sua fama, também deve ser chamado paramahaṁsa-ṭhākura."}
{"ref": "cc/antya/7/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/13/", "verse_text": "jagate karilā tumi kṛṣṇa-nāma prakāśe\nyei tomā dekhe, sei kṛṣṇa-preme bhāse", "devanagari": "> জগতে করিলা তুমি কৃষ্ণনাম প্রকাশে ।\n> যেই তোমা দেখে, সেই কৃষ্ণপ্রেমে ভাসে ॥১৩॥", "synonyms": "*jagate*—por todo o mundo; *karilā*—fizeste; *tumi*—Tu; *kṛṣṇa-nāma prakāśe*—manifestação do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *yei*—qualquer um que; *tomā dekhe*—Te vê; *sei*—ele; *kṛṣṇa-preme*—em amor extático por Kṛṣṇa; *bhāse*—flutua.", "translation": "**\"Manifestaste o santo nome de Kṛṣṇa por todo o mundo. Qualquer um que Te veja fica imediatamente absorto em amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/14/", "verse_text": "prema-parakāśa nahe kṛṣṇa-śakti vine\n'kṛṣṇa'--eka prema-dātā, śāstra-pramāṇe", "devanagari": "> প্রেম-পরকাশ নহে কৃষ্ণশক্তি বিনে ।\n> ‘কৃষ্ণ’ — এক প্রেমদাতা, শাস্ত্র-প্রমাণে ॥১৪॥", "synonyms": "*prema*—de amor extático por Kṛṣṇa; *parakāśa*—manifestação; *nahe*—não pode haver; *kṛṣṇa-śakti vine*—sem o poder de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *eka*—o único; *prema-dātā*—doador de prema; *śāstra-pramāṇe*—o veredito de todas as escrituras reveladas.", "translation": "**\"Sem ser especialmente dotado de poder por Kṛṣṇa, ninguém pode manifestar amor extático por Kṛṣṇa, pois Kṛṣṇa é o único que concede o amor extático. Esse é o veredito de todas as escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/15/", "verse_text": "santv avatārā bahavaḥ\n\npuṣkara-nābhasya sarvato-bhadrāḥ\n\nkṛṣṇād anyaḥ ko vā latāsv\n\napi premado bhavati\"", "devanagari": "> সন্ত্ববতারা বহবঃ পুষ্করনাভস্য সর্বতোভদ্রাঃ ।\n> কৃষ্ণাদন্যঃ কো বা লতাস্বপি প্রেমদো ভবতি ।।” ॥ ১৫ ॥", "synonyms": "*santu*—que haja; *avatārāḥ*—encarnações; *bahavaḥ*—muitas; *puṣkara-nābhasya*—do Senhor, de cujo umbigo cresce uma flor de lótus; *sarvataḥ bhadrāḥ*—completamente auspiciosas; *kṛṣṇāt*—do que o Senhor Kṛṣṇa; *anyaḥ*—outro; *kaḥ vā*—quem possivelmente; *latāsu*—às almas rendidas; *api*—também; *prema-daḥ*—o outorgador de amor; *bhavati*—é.", "translation": "**\"Pode haver muitas encarnações completamente auspiciosas da Personalidade de Deus, mas quem, além do Senhor Śrī Kṛṣṇa, pode outorgar amor a Deus às almas rendidas?' \"**", "purport": "Este é um verso escrito por Bilvamaṅgala Ṭhākura. Encontra-se no Laghu-bhāgavatāmṛta (1.5.37)."}
{"ref": "cc/antya/7/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/16/", "verse_text": "mahāprabhu kahe--\"śuna, bhaṭṭa mahā-mati\n\nmāyāvādī sannyāsī āmi, nā jāni kṛṣṇa-bhakti", "devanagari": "> মহাপ্রভু কহে — “শুন, ভট্ট মহামতি ।\n> মায়াবাদী সন্ন্যাসী আমি, না জানি কৃষ্ণভক্তি ॥১৬॥", "synonyms": "*mahāprabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *śuna*—por favor, ouve; *bhaṭṭa*—Meu querido Vallabha Bhaṭṭa; *mahā-mati*—erudito instruído; *māyāvādī*—na escola Māyāvāda; *sannyāsī*—sannyāsī; *āmi*—Eu; *nā jāni*—Eu não conheço; *kṛṣṇa-bhakti*—o serviço devocional a Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Meu querido Vallabha Bhaṭṭa, tu és um erudito instruído. Tem a bondade de Me ouvir. Eu sou um sannyāsī da escola Māyāvāda. Portanto, não tenho possibilidade de conhecer o que é kṛṣṇa-bhakti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/17/", "verse_text": "advaitācārya-gosāñi--'sākṣāt īśvara'\n\ntāṅra saṅge āmāra mana ha-ila nirmala", "devanagari": "> অদ্বৈতাচার্য-গোসাঞি — ‘সাক্ষাৎ ঈশ্বর’ ।\n> তাঁর সঙ্গে আমার মন হইল নির্মল ॥১৭॥", "synonyms": "*advaita-ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *sākṣāt īśvara*—diretamente a Suprema Personalidade de Deus; *tāṅra saṅge*—por Sua associação; *āmāra*—Minha; *mana*—mente; *ha-ila*—tornou-se; *nirmala*—purificada.", "translation": "**\"Não obstante, Minha mente purificou-se porque Me associei com Advaita Ācārya, que é diretamente a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/18/", "verse_text": "sarva-śāstre kṛṣṇa-bhaktye nāhi yāṅra sama\n\nataeva 'advaita-ācārya' tāṅra nāma", "devanagari": "> সর্বশাস্ত্রে কৃষ্ণভক্ত্যে নাহি যাঁর সম ।\n> অতএব ‘অদ্বৈত-আচার্য’ তাঁর নাম ॥১৮॥", "synonyms": "*sarva-śāstre*—em todas as escrituras reveladas; *kṛṣṇa-bhaktye*—no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *nāhi*—não há; *yāṅra*—de quem; *sama*—igual; *ataeva*—portanto; *advaita*—sem competidor; *ācārya*—ācārya; *tāṅra nāma*—Seu nome.", "translation": "**\"Ele é inigualável em Sua compreensão de todas as escrituras reveladas e no serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa. Portanto, Ele é chamado de Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/19/", "verse_text": "yāṅhāra kṛpāte mlecchera haya kṛṣṇa-bhakti\n\nke kahite pāre tāṅra vaiṣṇavatā-śakti?", "devanagari": "> যাঁহার কৃপাতে ম্লেচ্ছের হয় কৃষ্ণভক্তি ।\n> কে কহিতে পারে তাঁর বৈষ্ণবতা-শক্তি ? ॥১৯॥", "synonyms": "*yāṅhāra*—cuja; *kṛpāte*—pela misericórdia; *mlecchera*—dos mlecchas; *haya*—há; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional a Kṛṣṇa; *ke*—quem; *kahite pāre*—pode descrever; *tāṅra*—Seu; *vaiṣṇavatā-śakti*—poder do vaiṣṇavismo.", "translation": "**\"Ele é uma personalidade tão grandiosa que, por Sua misericórdia, pode converter até mesmo os comedores de carne [mlecchas] ao serviço devocional a Kṛṣṇa. Quem, portanto, pode avaliar o poder de Seu vaiṣṇavismo?**", "purport": "É extremamente difícil converter um mleccha, ou comedor de carne, em devoto do Senhor Kṛṣṇa. Por conseguinte, qualquer um que possa fazê-lo situa-se no mais elevado nível do vaiṣṇavismo."}
{"ref": "cc/antya/7/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/20/", "verse_text": "nityānanda-avadhūta--'sākṣāt īśvara'\n\nbhāvonmāde matta kṛṣṇa-premera sāgara", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-অবধূত — ‘সাক্ষাৎ ঈশ্বর’ ।\n> ভাবোন্মাদে মত্ত কৃষ্ণপ্রেমের সাগর ॥২০॥", "synonyms": "*nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *avadhūta*—paramahaṁsa; *sākṣāt īśvara*—diretamente a Suprema Personalidade de Deus; *bhāva-unmāde*—pela loucura do amor extático; *matta*—dominado, embriagado; *kṛṣṇa-premera*—do amor a Kṛṣṇa; *sāgara*—o oceano.", "translation": "**\"O Senhor Nityānanda Prabhu, o avadhūta, também é diretamente a Suprema Personalidade de Deus. Ele está sempre embriagado com a loucura do amor extático. De fato, Ele é um oceano de amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/21/", "verse_text": "ṣaḍ-darśana-vettā bhaṭṭācārya-sārvabhauma\n\nṣaḍ-darśane jagad-guru bhāgavatottama", "devanagari": "> ষড়্দর্শন-বেত্তা ভট্টাচার্য-সার্বভৌম ।\n> ষড়্দর্শনে জগদ্গুরু ভাগবতোত্তম ॥২১॥", "synonyms": "*ṣaṭ-darśana*—das seis teses filosóficas; *vettā*—o conhecedor; *bhaṭṭācārya-sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *ṣaṭ-darśane*—nas seis teses filosóficas; *jagat-guru*—o mestre espiritual do mundo inteiro; *bhāgavata-uttama*—o melhor dos devotos.", "translation": "**\"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya conhece perfeitamente as seis teses filosóficas. Por isso, ele é o mestre espiritual do mundo inteiro nas seis sendas da filosofia. Ele é o melhor dos devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/22/", "verse_text": "teṅha dekhāilā more bhakti-yoga-pāra\n\ntāṅra prasāde jāniluṅ 'kṛṣṇa-bhakti-yoga' sāra", "devanagari": "> তেঁহ দেখাইলা মোরে ভক্তিযোগ-পার ।\n> তাঁর প্রসাদে জানিলুঁ ‘কৃষ্ণভক্তিযোগ’ সার ॥২২॥", "synonyms": "*teṅha*—ele; *dekhāilā*—mostrou; *more*—a Mim; *bhakti-yoga*—do serviço devocional; *pāra*—o limite; *tāṅra prasāde*—por sua misericórdia; *jāniluṅ*—Eu compreendi; *kṛṣṇa-bhakti*—do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *yoga*—do sistema de yoga; *sāra*—a essência.", "translation": "**\"Sārvabhauma Bhaṭṭācārya mostrou-Me o limite do serviço devocional. Somente por sua misericórdia compreendi que o serviço devocional a Kṛṣṇa é a essência de todo o yoga místico.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/23/", "verse_text": "rāmānanda-rāya kṛṣṇa-rasera 'nidhāna'\n\nteṅha jānāilā--kṛṣṇa--svayaṁ bhagavān", "devanagari": "> রামানন্দ-রায় কৃষ্ণ-রসের ‘নিধান’ ।\n> তেঁহ জানাইলা — কৃষ্ণ — স্বয়ং ভগবান্ ॥২৩॥", "synonyms": "*rāmānanda-rāya*—Śrīla Rāmānanda Rāya; *kṛṣṇa-rasera*—da doçura transcendental do serviço devocional a Kṛṣṇa; *nidhāna*—a mina; *teṅha*—ele; *jānāilā*—instruiu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam*—Ele próprio; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Śrīla Rāmānanda Rāya é o conhecedor supremo das doçuras transcendentais do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa. Ele Me instruiu que o Senhor Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/24/", "verse_text": "tāte prema-bhakti--'puruṣārtha-śiromaṇi'\n\nrāga-mārge prema-bhakti 'sarvādhika' jāni", "devanagari": "> তাতে প্রেমভক্তি — ‘পুরুষার্থ-শিরোমণি’ ।\n> রাগমার্গে প্রেমভক্তি ‘সর্বাধিক’ জানি ॥২৪॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *prema-bhakti*—serviço devocional em amor extático; *puruṣārtha*—de todas as metas da vida humana; *śiromaṇi*—a joia suprema; *rāga-mārge*—na senda do amor espontâneo; *prema-bhakti*—amor a Kṛṣṇa; *sarva-adhika*—o mais elevado de todos; *jāni*—posso compreender.", "translation": "**\"Pela misericórdia de Rāmānanda Rāya, compreendi que o amor extático a Kṛṣṇa é a meta suprema da vida e que o amor espontâneo a Kṛṣṇa é a perfeição máxima.**", "purport": "Puruṣārtha (\"a meta da vida\") refere-se geralmente à religião, ao desenvolvimento econômico, à satisfação dos sentidos e, por fim, à liberação. Contudo, acima dessas quatro espécies de puruṣārthas, o amor a Deus permanece supremo. Ele é chamado de parama-puruṣārtha (a meta suprema da vida) ou puruṣārtha-śiromaṇi (o mais exaltado de todos os puruṣārthas). O Senhor Kṛṣṇa é adorado mediante o serviço devocional regulado, mas a perfeição máxima do serviço devocional é o amor espontâneo a Deus."}
{"ref": "cc/antya/7/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/25/", "verse_text": "dāsya, sakhya, vātsalya, āra ye śṛṅgāra\n\ndāsa, sakhā, guru, kāntā,--'āśraya' yāhāra", "devanagari": "> দাস্য, সখ্য, বাৎসল্য, আর যে শৃঙ্গার ।\n> দাস, সখা, গুরু, কান্তা, — ‘আশ্রয়’ যাহার ॥২৫॥", "synonyms": "*dāsya*—servidão; *sakhya*—amizade; *vātsalya*—amor paternal; *āra*—e; *ye*—que; *śṛṅgāra*—amor conjugal; *dāsa*—o servo; *sakhā*—amigo; *guru*—superior; *kāntā*—amante; *āśraya*—o abrigo; *yāhāra*—de que.", "translation": "**\"O servo, o amigo, o superior e a amante conjugal são os abrigos das doçuras transcendentais chamadas dāsya, sakhya, vātsalya e śṛṅgāra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/26/", "verse_text": "'aiśvarya-jñāna-yukta', 'kevala'-bhāva āra\n\naiśvarya-jñāne nā pāi vrajendra-kumāra", "devanagari": "> ‘ঐশ্বর্যজ্ঞানযুক্ত’, ‘কেবল’-ভাব আর ।\n> ঐশ্বর্য-জ্ঞানে না পাই ব্রজেন্দ্রকুমার ॥২৬॥", "synonyms": "*aiśvarya-jñāna-yukta*—com a compreensão das opulências; *kevala*—pura; *bhāva*—emoção; *āra*—também; *aiśvarya-jñāne*—pela compreensão das opulências; *nā pāi*—não se obtém; *vrajendra-kumāra*—o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"Há duas espécies de emoção [bhāva]. A emoção que envolve a compreensão das plenas opulências do Senhor chama-se aiśvarya-jñāna-yukta, e a emoção pura e incontaminada chama-se kevala. Não se pode alcançar abrigo aos pés de lótus de Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda, simplesmente conhecendo Suas opulências.**", "purport": "Vide Madhya-līlā, Capítulo Dezenove, texto 192."}
{"ref": "cc/antya/7/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/27/", "verse_text": "nāyaṁ sukhāpo bhagavān\n\ndehināṁ gopikā-sutaḥ\n\njñānināṁ cātma-bhūtānāṁ\n\nyathā bhakti-matām iha", "devanagari": "> নায়ং সুখাপো ভগবান্ দেহিনাং গোপিকাসুতঃ ।\n> জ্ঞানিনাঞ্চাত্মভূতানাং যথা ভক্তিমতামিহ ॥২৭॥", "synonyms": "*na*—não; *ayam*—este Senhor Śrī Kṛṣṇa; *sukha-āpaḥ*—facilmente acessível; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *dehinām*—para as pessoas materialistas que aceitaram o corpo como o eu; *gopikā-sutaḥ*—o filho de mãe Yaśodā; *jñāninām*—para as pessoas viciadas em especulação mental; *ca*—e; *ātma-bhūtānām*—para as pessoas que realizam severas austeridades e penitências ou para os companheiros pessoais; *yathā*—como; *bhakti-matām*—para as pessoas ocupadas no serviço devocional espontâneo; *iha*—neste mundo.", "translation": "**\"A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o filho de mãe Yaśodā, é acessível aos devotos ocupados no serviço amoroso espontâneo, mas não é tão facilmente acessível aos especuladores mentais, àqueles que se esforçam pela autorrealização mediante severas austeridades e penitências, nem àqueles que consideram o corpo idêntico ao eu.'**", "purport": "Este verso é do Śrīmad-Bhāgavatam (10.9.21)."}
{"ref": "cc/antya/7/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/28/", "verse_text": "'ātma-bhūta'-śabde kahe 'pāriṣada-gaṇa'\n\naiśvarya-jñāne lakṣmī nā pāilā vrajendra-nandana", "devanagari": "> ‘আত্মভূত’-শব্দে কহে ‘পারিষদগণ’ ।\n> ঐশ্বর্য-জ্ঞানে লক্ষ্মী না পাইলা ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥২৮॥", "synonyms": "*ātma-bhūta-śabde*—a palavra ātma-bhūta; *kahe*—significa; *pāriṣada-gaṇa*—companheiros pessoais; *aiśvarya-jñāne*—na compreensão da opulência; *lakṣmī*—a deusa da fortuna; *nā pāilā*—não pôde obter; *vrajendra-nandana*—o abrigo de Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"A palavra 'ātma-bhūta' significa 'companheiros pessoais'. Mediante a compreensão da opulência, a deusa da fortuna não pôde receber o abrigo de Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.**", "purport": "Lakṣmī, a deusa da fortuna, tem pleno conhecimento das opulências de Kṛṣṇa, mas não pôde alcançar a associação de Kṛṣṇa em virtude de tal conhecimento. Os devotos de Vṛndāvana, contudo, realmente desfrutam da associação de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/7/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/29/", "verse_text": "nāyaṁ śriyo 'ṅga u nitānta-rateḥ prasādaḥ\n\nsvar-yoṣitāṁ nalina-gandha-rucāṁ kuto 'nyāḥ\n\nrāsotsave 'sya bhuja-daṇḍa-gṛhīta-kaṇṭha-\n\nlabdhāśiṣāṁ ya udagād vraja-sundarīṇām", "devanagari": "> নায়ং শ্রিয়োঽঙ্গ উ নিতান্তরতেঃ প্রসাদঃ\n> স্বর্যোষিতাং নলিনগন্ধরুচাং কুতোঽন্যাঃ ।\n> রাসোৎসবেঽস্য ভুজদণ্ডগৃহীতকণ্ঠ-\n> লব্ধাশিষাং য উদগাদ্ব্রজসুন্দরীণাম্ ॥২৯॥", "synonyms": "*na*—não; *ayam*—este; *śriyaḥ*—da deusa da fortuna; *aṅge*—no peito; *u*—ai; *nitānta-rateḥ*—que está intimamente relacionada; *prasādaḥ*—o favor; *svaḥ*—dos planetas celestiais; *yoṣitām*—de mulheres; *nalina*—da flor de lótus; *gandha*—tendo o aroma; *rucām*—e o brilho corpóreo; *kutaḥ*—muito menos; *anyāḥ*—outras; *rāsa-utsave*—no festival da dança da rāsa; *asya*—do Senhor Śrī Kṛṣṇa; *bhuja-daṇḍa*—pelos braços; *gṛhīta*—abraçados; *kaṇṭha*—seus pescoços; *labdha-āśiṣām*—que obtiveram tal bênção; *yaḥ*—a qual; *udagāt*—manifestou-se; *vraja-sundarīṇām*—das belas gopīs, as moças transcendentais de Vrajabhūmi.", "translation": "**\"Quando o Senhor Śrī Kṛṣṇa dançava com as gopīs na rāsa-līlā, as gopīs eram abraçadas pelos braços do Senhor. Esse favor transcendental jamais foi concedido à deusa da fortuna nem às demais consortes no mundo espiritual. De fato, jamais tal favor foi sequer imaginado pelas mais belas moças dos planetas celestiais, cujo brilho corpóreo e cujo aroma se assemelham aos das flores de lótus. E o que dizer das mulheres mundanas, que são muito belas segundo a avaliação material?\"**", "purport": "Este é um verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.47.60)."}
{"ref": "cc/antya/7/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/30/", "verse_text": "śuddha-bhāve sakhā kare skandhe ārohaṇa\n\nśuddha-bhāve vrajeśvarī karena bandhana", "devanagari": "> শুদ্ধভাবে সখা করে স্কন্ধে আরোহণ ।\n> শুদ্ধভাবে ব্রজেশ্বরী করেন বন্ধন ॥৩০॥", "synonyms": "*śuddha-bhāve*—em consciência pura; *sakhā*—amigo; *kare*—faz; *skandhe*—no ombro; *ārohaṇa*—subir; *śuddha-bhāve*—em consciência pura; *vraja-īśvarī*—a Rainha de Vraja; *karena bandhana*—amarra.", "translation": "**\"Em pura consciência de Kṛṣṇa, um amigo sobe nos ombros de Kṛṣṇa, e mãe Yaśodā amarra o Senhor.**", "purport": "Śuddha-bhāva, a consciência pura, não depende de uma compreensão das opulências do Senhor. Mesmo sem tais opulências, o devoto em śuddha-bhāva está inclinado a amar Kṛṣṇa como amigo ou filho."}
{"ref": "cc/antya/7/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/31/", "verse_text": "'mora sakhā,' 'mora putra,'--ei 'śuddha' mana\n\nataeva śuka-vyāsa kare praśaṁsana", "devanagari": "> ‘মোর সখা’, ‘মোর পুত্র’, — এই ‘শুদ্ধ’ মন ।\n> অতএব শুক-ব্যাস করে প্রশংসন ॥৩১॥", "synonyms": "*mora sakhā*—meu amigo; *mora putra*—meu filho; *ei*—esta; *śuddha*—pura; *mana*—consciência; *ataeva*—portanto; *śuka-vyāsa*—Śukadeva Gosvāmī e Vyāsadeva; *kare praśaṁsana*—louvam.", "translation": "**\"Em pura consciência de Kṛṣṇa, sem conhecimento das opulências do Senhor, o devoto considera Kṛṣṇa seu amigo ou filho. Portanto, essa atitude devocional é louvada inclusive por Śukadeva Gosvāmī e Vyāsadeva, a autoridade suprema.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/32/", "verse_text": "itthaṁ satāṁ brahma-sukhānubhūtyā\n\ndāsyaṁ gatānāṁ para-daivatena\n\nmāyāśritānāṁ nara-dārakeṇa\n\nsākaṁ vijahruḥ kṛta-puṇya-puñjāḥ", "devanagari": "> ইত্থং সতাং ব্রহ্মসুখানুভূত্যা\n> দাস্যং গতানাং পরদৈবতেন ।\n> মায়াশ্রিতানাং নরদারকেণ\n> সাকং বিজহ্রুঃ কৃতপুণ্যপুঞ্জাঃ ॥৩২॥", "synonyms": "*ittham*—dessa maneira; *satām*—das pessoas que preferem o aspecto impessoal do Senhor; *brahma*—da refulgência impessoal; *sukha*—pela felicidade; *anubhūtyā*—que é compreendido; *dāsyam*—a condição de servidão; *gatānām*—daqueles que aceitaram; *para-daivatena*—que é a suprema Deidade adorável; *māyā-āśritānām*—para as pessoas comuns sob as garras da energia externa; *nara-dārakeṇa*—com Aquele que é como um menino deste mundo material; *sākam*—em amizade; *vijahruḥ*—brincaram; *kṛta-puṇya-puñjāḥ*—aqueles que acumularam grandes volumes de atividades piedosas.", "translation": "**\"Aqueles que se dedicam à autorrealização, apreciando a refulgência Brahman do Senhor, e aqueles que se dedicam ao serviço devocional, aceitando a Suprema Personalidade de Deus como mestre, bem como aqueles que se encontram sob as garras da māyā, julgando o Senhor uma pessoa comum, não conseguem compreender que certas personalidades elevadas — após acumularem grandes volumes de atividades piedosas — estão agora brincando com o Senhor em amizade, como vaqueirinhos.\"**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.12.11)."}
{"ref": "cc/antya/7/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/33/", "verse_text": "trayyā copaniṣadbhiś ca\n\nsāṅkhya-yogaiś ca sātvataiḥ\n\nupagīyamāna-māhātmyaṁ\n\nhariṁ sāmanyatātmajam", "devanagari": "> ত্রয্যা চোপনিষদ্ভিশ্চ সাংখ্যযোগৈশ্চ সাত্বতৈঃ ।\n> উপগীয়মানমাহাত্ম্যং হরিং সাঽমন্যতাত্মজম্ ॥৩৩॥", "synonyms": "*trayyā*—pelos seguidores dos três Vedas que realizam grandes sacrifícios como Indra e outros semideuses; *ca*—também; *upaniṣadbhiḥ*—pelos seguidores dos Upaniṣads, a porção mais elevada do conhecimento Védico; *ca*—também; *sāṅkhya*—pelos filósofos que estudam analiticamente o universo; *yogaiḥ*—pelos yogīs místicos; *ca*—e; *sātvataiḥ*—pelos devotos que seguem o método de adoração mencionado no Pañcarātra e em outras escrituras Védicas; *upagīyamāna*—sendo cantadas; *māhātmyam*—cujas glórias; *harim*—à Suprema Personalidade de Deus; *sā*—ela, mãe Yaśodā; *amanyata*—considerava; *ātma-jam*—seu próprio filho, nascido de seu corpo.", "translation": "**\"Quando mãe Yaśodā viu todos os universos dentro da boca de Kṛṣṇa, certamente ficou assombrada por um momento. Não obstante, ela ainda considerava o Senhor seu próprio filho, embora Ele seja adorado por grandes personalidades que Lhe oferecem sacrifícios, por grandes santos que compreendem a grandeza do Senhor estudando os *Upaniṣads*, por grandes filósofos que estudam analiticamente o universo, por grandes yogīs que O conhecem como a Superalma onipenetrante, e até mesmo por devotos que aceitam o Senhor como a Suprema Personalidade de Deus.\"**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.8.45)."}
{"ref": "cc/antya/7/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/34/", "verse_text": "nandaḥ kim akarod brahman\n\nśreya evaṁ mahodayam\n\nyaśodā vā mahā-bhāgā\n\npapau yasyāḥ stanaṁ hariḥ", "devanagari": "> নন্দঃ কিমকরোদ্ব্রহ্মন্ শ্রেয় এবং মহোদয়ম্ ।\n> যশোদা বা মহাভাগা পপৌ যস্যাঃ স্তনং হরিঃ ॥৩৪॥", "synonyms": "*nandaḥ*—Nanda Mahārāja; *kim*—que; *akarot*—realizou; *brahman*—ó brāhmaṇa; *śreyaḥ*—atividades auspiciosas; *evam*—assim; *mahā-udayam*—elevando-se a uma posição tão exaltada como a de pai de Kṛṣṇa; *yaśodā*—mãe Yaśodā; *vā*—ou; *mahā-bhāgā*—muitíssimo afortunada; *papau*—bebeu; *yasyāḥ*—de quem; *stanam*—os seios; *hariḥ*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Ó brāhmaṇa, que atividades piedosas realizou Nanda Mahārāja para receber a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, como seu filho? E que atividades piedosas realizou mãe Yaśodā para que a Absoluta Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, a chamasse de \"mãe\" e Lhe sugasse os seios?\"**", "purport": "Este verso é do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.8.46)."}
{"ref": "cc/antya/7/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/35/", "verse_text": "aiśvarya dekhileha 'śuddhera' nahe aiśvarya-jñāna\n\nataeva aiśvarya ha-ite 'kevala'-bhāva pradhāna", "devanagari": "> ঐশ্বর্য দেখিলেহ ‘শুদ্ধের’ নহে ঐশ্বর্য জ্ঞান ।\n> অতএব ঐশ্বর্য হইতে ‘কেবল’-ভাব প্রধান ॥৩৫॥", "synonyms": "*aiśvarya*—opulência; *dekhileha*—mesmo após ver; *śuddhera*—de um devoto puro; *nahe*—não há; *aiśvarya-jñāna*—conhecimento da opulência; *ataeva*—portanto; *aiśvarya ha-ite*—do que a compreensão da opulência; *kevala-bhāva*—a emoção pura; *pradhāna*—mais eminente.", "translation": "**\"Mesmo que um devoto puro veja a opulência de Kṛṣṇa, ele não a aceita. Portanto, a consciência pura é mais exaltada que a consciência da opulência do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/36/", "verse_text": "e saba śikhāilā more rāya-rāmānanda\n\nanargala rasa-vettā prema-sukhānanda", "devanagari": "> এ সব শিখাইলা মোরে রায়-রামানন্দ ।\n> অনর্গল রসবেত্তা প্রেমসুখানন্দ ॥৩৬॥", "synonyms": "*e saba*—tudo isto; *śikhāilā*—instruiu; *more*—a Mim; *rāya-rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *anargala*—incessantemente; *rasa-vettā*—aquele que compreende os melados transcendentais; *prema-sukha-ānanda*—absorto na felicidade do amor extático por Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Rāmānanda Rāya está extremamente ciente dos melados transcendentais. Ele está incessantemente absorto na felicidade do amor extático por Kṛṣṇa. Foi ele quem Me instruiu sobre tudo isto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/37/", "verse_text": "kahana nā yāya rāmānandera prabhāva\n\nrāya-prasāde jāniluṅ vrajera 'śuddha' bhāva", "devanagari": "> কহন না যায় রামানন্দের প্রভাব ।\n> রায়-প্রসাদে জানিলুঁ ব্রজের ‘শুদ্ধ’ ভাব ॥৩৭॥", "synonyms": "*kahana nā yāya*—não se pode descrever; *rāmānandera prabhāva*—a influência de Rāmānanda Rāya; *rāya*—de Rāmānanda Rāya; *prasāde*—pela misericórdia; *jāniluṅ*—compreendi; *vrajera*—dos habitantes de Vraja; *śuddha bhāva*—o amor imaculado.", "translation": "**\"É impossível descrever a influência e o conhecimento de Rāmānanda Rāya, pois somente por sua misericórdia compreendi o amor imaculado dos residentes de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/38/", "verse_text": "dāmodara-svarūpa--'prema-rasa' mūrtimān\n\nyāṅra saṅge haila vraja-madhura-rasa-jñāna", "devanagari": "> দামোদর-স্বরূপ — ‘প্রেমরস’ মূর্তিমান্ ।\n> যাঁর সঙ্গে হৈল ব্রজ-মধুর-রস-জ্ঞান ॥৩৮॥", "synonyms": "*dāmodara-svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *prema-rasa*—os melados transcendentais do amor extático; *mūrtimān*—personificado; *yāṅra saṅge*—por cuja associação; *haila*—houve; *vraja*—de Vraja; *madhura-rasa*—do melado do amor conjugal; *jñāna*—conhecimento.", "translation": "**\"O melado transcendental do amor extático é personificado por Svarūpa Dāmodara. Por sua associação, compreendi o melado transcendental do amor conjugal de Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/39/", "verse_text": "'śuddha-prema' vraja-devīra--kāma-gandha-hīna\n\n'kṛṣṇa-sukha-tātparya',--ei tāra cihna", "devanagari": "> “শুদ্ধপ্রেম’ ব্রজদেবীর — কামগন্ধহীন ।\n> ‘কৃষ্ণসুখতাৎপর্য’, — এই তার চিহ্ন ॥৩৯॥", "synonyms": "*śuddha-prema*—o amor imaculado; *vraja-devīra*—das gopīs ou de Śrīmatī Rādhārāṇī; *kāma-gandha-hīna*—sem um vestígio de luxúria material; *kṛṣṇa*—de Kṛṣṇa; *sukha*—a felicidade; *tātparya*—o propósito; *ei*—este; *tāra*—disso; *cihna*—o sintoma.", "translation": "**\"O amor imaculado das gopīs e de Śrīmatī Rādhārāṇī não tem nenhum traço de luxúria material. O critério desse amor transcendental é que seu único propósito é satisfazer Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/40/", "verse_text": "yat te sujāta-caraṇāmburuhaṁ staneṣu\n\nbhītāḥ śanaiḥ priya dadhīmahi karkaśeṣu\n\ntenāṭavīm aṭasi tad vyathate na kiṁ svit\n\nkūrpādibhir bhramati dhīr bhavad-āyuṣāṁ naḥ", "devanagari": "> যত্তে সুজাতচরণাম্বুরুহং স্তনেষু\n> ভীতাঃ শনৈঃ প্রিয় দধীমহি কর্কশেষু ।\n> তেনাটবীমটসী তদ্ব্যথতে ন কিং স্বিৎ\n> কূর্পাদিভির্ভ্রমতি ধীর্ভবদায়ুষাং নঃ ॥৪০॥", "synonyms": "*yat*—os quais; *te*—Teus; *sujāta*—muitíssimo finos; *caraṇa-ambu-ruham*—pés de lótus; *staneṣu*—sobre os seios; *bhītāḥ*—temendo; *śanaiḥ*—suavemente; *priya*—ó querido; *dadhīmahi*—colocamos; *karkaśeṣu*—ásperos; *tena*—com eles; *aṭavīm*—o caminho; *aṭasi*—Tu percorres; *tat*—eles; *vyathate*—estão atormentados; *na*—não; *kim svit*—imaginamos; *kūrpa-ādibhiḥ*—por pequenas pedras e assim por diante; *bhramati*—vacila; *dhīḥ*—a mente; *bhavat-āyuṣām*—daquelas de quem Tua Senhoria é a própria vida; *naḥ*—de nós.", "translation": "**\"Ó amado dileto! Teus pés de lótus são tão macios que os colocamos suavemente sobre nossos seios, temendo que Teus pés se machuquem. Nossas vidas repousam apenas em Ti. Por isso, nossas mentes ficam tomadas de ansiedade ante o pensamento de que Teus tenros pés possam ser feridos por pedrinhas enquanto vagueias pela senda da floresta.\"**", "purport": "Este verso é proferido pelas gopīs no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.31.19)."}
{"ref": "cc/antya/7/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/41/", "verse_text": "gopī-gaṇera śuddha-prema aiśvarya-jñāna-hīna\n\npremete bhartsanā kare ei tāra cihna", "devanagari": "> গোপীগণের শুদ্ধপ্রেম ঐশ্বর্যজ্ঞানহীন ।\n> প্রেমেতে ভর্ৎসনা করে এই তার চিহ্ন ॥৪১॥", "synonyms": "*gopī-gaṇera*—das gopīs; *śuddha-prema*—o amor imaculado; *aiśvarya-jñāna-hīna*—desprovido de conhecimento das opulências; *premete*—do amor puro; *bhartsanā*—repreensão; *kare*—fazem; *ei*—este; *tāra*—disso; *cihna*—o sintoma.", "translation": "**\"Obcecadas pelo amor puro, sem conhecimento das opulências, as gopīs às vezes repreendiam Kṛṣṇa. Esse é um sintoma do amor extático puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/42/", "verse_text": "pati-sutānvaya-bhrātṛ-bāndhavān\n\nativilaṅghya te 'nty acyutāgatāḥ\n\ngati-vidas tavodgīta-mohitāḥ\n\nkitava yoṣitaḥ kas tyajen niśi", "devanagari": "> পতিসুতান্বয়ভ্রাতৃবান্ধবা-\n> নতিবিলঙ্ঘ্য তেঽন্ত্যচ্যুতাগতাঃ ।\n> গতিবিদস্তবোদ্গীতমোহিতাঃ\n> কিতব যোষিতঃ কস্ত্যজেন্নিশি ॥৪২॥", "synonyms": "*pati*—esposos; *suta*—filhos; *anvaya*—família; *bhrātṛ*—irmãos; *bāndhavān*—amigos; *ativilaṅghya*—sem nos importarmos com; *te*—Teu; *anti*—querido refúgio; *acyuta*—ó infalível; *āgatāḥ*—viemos; *gati-vidaḥ*—que sabes tudo acerca de nossas atividades; *tava*—de Ti; *udgīta*—pela flauta que canta; *mohitāḥ*—atraídas; *kitava*—ó grande trapaceiro; *yoṣitaḥ*—belas mulheres; *kaḥ*—quem; *tyajet*—abandonaria; *niśi*—na calada da noite.", "translation": "**\"Ó querido Kṛṣṇa, nós, gopīs, desprezamos a ordem de nossos esposos, filhos, família, irmãos e amigos, e deixamos sua companhia para virmos a Ti. Sabes tudo acerca de nossos desejos. Viemos somente porque estamos atraídas pela suprema música de Tua flauta. Mas Tu és um grande trapaceiro, pois quem mais abandonaria a companhia de moças como nós na calada da noite?'**", "purport": "Este verso é do Śrīmad-Bhāgavatam (10.31.16)."}
{"ref": "cc/antya/7/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/43/", "verse_text": "sarvottama bhajana ei sarva-bhakti jini'\n\nataeva kṛṣṇa kahe,--'āmi tomāra ṛṇī'", "devanagari": "> সর্বোত্তম ভজন এই সর্বভক্তি জিনি’ ।\n> অতএব কৃষ্ণ কহে, — ‘আমি তোমার ঋণী’ ॥৪৩॥", "synonyms": "*sarva-uttama*—acima de tudo; *bhajana*—serviço devocional; *ei*—este; *sarva-bhakti*—todos os tipos de bhakti; *jini'*—conquistando; *ataeva*—portanto; *kṛṣṇa kahe*—o Senhor Kṛṣṇa diz; *āmi*—Eu; *tomāra*—vosso; *ṛṇī*—devedor.", "translation": "**\"O amor conjugal das gopīs é o mais elevado serviço devocional, superando todos os demais métodos de bhakti. Por isso, o Senhor Kṛṣṇa é obrigado a dizer: 'Minhas queridas gopīs, não posso retribuir-vos. De fato, estou sempre em dívida convosco.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/44/", "verse_text": "na pāraye 'haṁ niravadya-saṁyujāṁ\n\nsva-sādhu-kṛtyaṁ vibudhāyuṣāpi vaḥ\n\nyā mābhajan durjaya-geha-śṛṅkhalāḥ\n\nsaṁvṛścya tad vaḥ pratiyātu sādhunā", "devanagari": "> ন পারয়েঽহং নিরবদ্যসংযুজাং\n> স্বসাধুকৃত্যং বিবুধায়ুষাপি বঃ ।\n> যা মাঽভজন্ দুর্জরগেহশৃঙ্খলাঃ\n> সংবৃশ্চ্য তদ্বঃ প্রতিযাতু সাধুনা ॥৪৪॥", "synonyms": "*na*—não; *pāraye*—sou capaz de fazer; *aham*—Eu; *niravadya-saṁyujām*—para com aquelas que estão completamente livres de engano; *sva-sādhu-kṛtyam*—compensação adequada; *vibudha-āyuṣā*—com um tempo de vida tão longo quanto o dos semideuses; *api*—embora; *vaḥ*—a vós; *yāḥ*—que; *mā*—a Mim; *abhajan*—adorastes; *durjaya-geha-śṛṅkhalāḥ*—as correntes da vida doméstica, que são difíceis de superar; *saṁvṛścya*—cortando; *tat*—essa; *vaḥ*—de vós; *pratiyātu*—que seja retribuída; *sādhunā*—pela própria boa atividade.", "translation": "**\"Ó gopīs, não sou capaz de saldar Minha dívida por vosso serviço imaculado, nem mesmo durante todo o tempo de vida de Brahmā. Vosso vínculo comigo está acima de qualquer reproche. Adorastes-Me, cortando todos os laços domésticos, que são difíceis de romper. Portanto, que vossos próprios feitos gloriosos sejam vossa compensação.'**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (10.32.22)."}
{"ref": "cc/antya/7/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/45/", "verse_text": "aiśvarya-jñāna haite kevalā-bhāva--pradhāna\n\npṛthivīte bhakta nāhi uddhava-samāna", "devanagari": "> ঐশ্বর্য-জ্ঞান হৈতে কেবলা-ভাব — প্রধান  ।\n> পৃথিবীতে ভক্ত নাহি উদ্ধব-সমান ॥৪৫॥", "synonyms": "*aiśvarya-jñāna haite*—do que o amor transcendental em opulência; *kevalā-bhāva*—amor puro; *pradhāna*—mais proeminente; *pṛthivīte*—na superfície do mundo; *bhakta nāhi*—não há devoto; *uddhava-samāna*—igual a Uddhava.", "translation": "**\"Completamente distinto do amor a Kṛṣṇa em opulência, o amor puro a Kṛṣṇa está no nível mais elevado. Na superfície do mundo, não há devoto maior do que Uddhava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/46/", "verse_text": "teṅha yāṅra pada-dhūli karena prārthana\n\nsvarūpera saṅge pāiluṅ e saba śikṣaṇa", "devanagari": "> তেঁহ যাঁর পদধূলি করেন প্রার্থন  ।\n> স্বরূপের সঙ্গে পাইলুঁ এ সব শিক্ষণ ॥৪৬॥", "synonyms": "*teṅha*—ele; *yāṅra*—de quem; *pada-dhūli*—poeira dos pés de lótus; *karena prārthana*—deseja; *svarūpera saṅge*—de Svarūpa Dāmodara; *pāiluṅ*—obtive; *e saba*—todas estas; *śikṣaṇa*—instruções.", "translation": "**\"Uddhava deseja levar sobre a cabeça a poeira dos pés de lótus das gopīs. Foi de Svarūpa Dāmodara que aprendi tudo acerca destes afazeres amorosos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/47/", "verse_text": "āsām aho caraṇa-reṇu-juṣām ahaṁ syāṁ\n\nvṛndāvane kim api gulma-latauṣadhīnām\n\nyā dustyajaṁ svajanam ārya-pathaṁ ca hitvā\n\nbhejur mukunda-padavīṁ śrutibhir vimṛgyām", "devanagari": "> আসামহো চরণরেণুজুষামহং স্যাং\n> বৃন্দাবনে কিমপি গুল্মলতৌষধীনাম্ ।\n> যা দুস্ত্যজং স্বজনমার্যপথঞ্চ হিত্বা\n> ভেজুর্মুকুন্দপদবীং শ্রুতিভির্বিমৃগ্যাম্ ॥৪৭॥", "synonyms": "*āsām*—das gopīs; *aho*—oh; *caraṇa-reṇu*—a poeira dos pés de lótus; *juṣām*—devotadas a; *aham syām*—que eu me torne; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *kim api*—qualquer um; *gulma-latā-auṣadhīnām*—entre os arbustos, trepadeiras e ervas; *yā*—elas que; *dustyajam*—muito difícil de abandonar; *sva-janam*—familiares; *ārya-patham*—a senda da castidade; *ca*—e; *hitvā*—abandonando; *bhejuḥ*—adoraram; *mukunda-padavīm*—os pés de lótus de Mukunda, Kṛṣṇa; *śrutibhiḥ*—pelos Vedas; *vimṛgyām*—a serem buscados.", "translation": "**\"As gopīs de Vṛndāvana abandonaram a associação de seus esposos, filhos e demais familiares, que são muito difíceis de abandonar, e renunciaram à senda da castidade para tomarem refúgio nos pés de lótus de Mukunda, Kṛṣṇa, que se devem buscar por meio do conhecimento Védico. Oh, que eu seja afortunado o bastante para ser um dos arbustos, trepadeiras ou ervas de Vṛndāvana, pois as gopīs os pisam e os abençoam com a poeira de seus pés de lótus.'**", "purport": "Este verso do Śrīmad-Bhāgavatam (10.47.61) foi falado por Uddhava. Quando Uddhava foi enviado por Kṛṣṇa para ver a condição das gopīs em Vṛndāvana, ele permaneceu ali por alguns meses em sua associação e falava sempre com elas acerca de Kṛṣṇa. Embora isso agradasse imensamente as gopīs e os demais habitantes de Vrajabhūmi, Vṛndāvana, Uddhava percebeu que as gopīs estavam gravemente afligidas pela separação de Kṛṣṇa. Seus corações estavam tão perturbados que suas mentes por vezes se desvairavam. Ao observar a devoção e o amor imaculados das gopīs por Kṛṣṇa, Uddhava desejou tornar-se uma trepadeira, uma folha de relva ou uma erva em Vṛndāvana, para que, ocasionalmente, as gopīs o pisassem e ele recebesse sobre a cabeça a poeira de seus pés de lótus."}
{"ref": "cc/antya/7/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/48/", "verse_text": "haridāsa-ṭhākura--mahā-bhāgavata-pradhāna\n\nprati dina laya teṅha tina-lakṣa nāma", "devanagari": "> হরিদাস-ঠাকুর — মহাভাগবত-প্রধান ।\n> প্রতি দিন লয় তেঁহ তিনলক্ষ নাম ॥৪৮॥", "synonyms": "*haridāsa-ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *mahā-bhāgavata-pradhāna*—o maior de todos os devotos puros; *prati dina*—todos os dias; *laya*—canta; *teṅha*—ele; *tina-lakṣa nāma*—300.000 santos nomes do Senhor.", "translation": "**\"Haridāsa Ṭhākura, o mestre do santo nome, está entre os mais elevados de todos os devotos. Todos os dias, ele canta 300.000 santos nomes do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/49/", "verse_text": "nāmera mahimā āmi tāṅra ṭhāñi śikhiluṅ\n\ntāṅra prasāde nāmera mahimā jāniluṅ", "devanagari": "> নামের মহিমা আমি তাঁর ঠাঞি শিখিলুঁ ।\n> তাঁর প্রসাদে নামের মহিমা জানিলুঁ ॥৪৯॥", "synonyms": "*nāmera mahimā*—as glórias do santo nome; *āmi*—eu; *tāṅra ṭhāñi*—dele; *śikhiluṅ*—aprendi; *tāṅra prasāde*—por sua misericórdia; *nāmera*—do santo nome; *mahimā*—as glórias; *jāniluṅ*—pude compreender.", "translation": "**\"Aprendi acerca das glórias do santo nome do Senhor com Haridāsa Ṭhākura, e, por sua misericórdia, compreendi essas glórias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/50-52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/50-52/", "verse_text": "ācāryaratna ācāryanidhi paṇḍita-gadādhara\n\njagadānanda, dāmodara, śaṅkara, vakreśvara\n\nkāśīśvara, mukunda, vāsudeva, murāri\n\nāra yata bhakta-gaṇa gauḍe avatari'\n\nkṛṣṇa-nāma-prema kailā jagate pracāra\n\niṅhā sabāra saṅge kṛṣṇa-bhakti ye āmāra\"", "devanagari": "> আচার্যরত্ন আচার্যনিধি পণ্ডিত-গদাধর ।\n> জগদানন্দ, দামোদর, শঙ্কর, বক্রেশ্বর ॥৫০॥\n> কাশীশ্বর, মুকুন্দ, বাসুদেব, মুরারি ।\n> আর যত ভক্তগণ গৌড়ে অবতরি’ ॥৫১॥\n> কৃষ্ণ-নাম-প্রেম কৈলা জগতে প্রচার ।\n> ইঁহা সবার সঙ্গে কৃষ্ণভক্তি যে আমার” ॥৫২॥", "synonyms": "*ācāryaratna*—Ācāryaratna; *ācāryanidhi*—Ācāryanidhi; *paṇḍita-gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *jagadānanda*—Jagadānanda; *dāmodara*—Dāmodara; *śaṅkara*—Śaṅkara; *vakreśvara*—Vakreśvara; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *mukunda*—Mukunda; *vāsudeva*—Vāsudeva; *murāri*—Murāri; *āra*—e; *yata*—tantos quantos; *bhakta-gaṇa*—devotos; *gauḍe*—em Bengala; *avatari'*—tendo descido; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *prema*—amor extático por Kṛṣṇa; *kailā*—fizeram; *jagate*—por todo o mundo; *pracāra*—pregação; *iṅhā sabāra*—de todos eles; *saṅge*—pela associação; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional a Kṛṣṇa; *ye*—que; *āmāra*—Meu.", "translation": "**\"Ācāryaratna, Ācāryanidhi, Gadādhara Paṇḍita, Jagadānanda, Dāmodara, Śaṅkara, Vakreśvara, Kāśīśvara, Mukunda, Vāsudeva, Murāri e muitos outros devotos desceram em Bengala para pregar a todos as glórias do santo nome de Kṛṣṇa e o valor do amor por Ele. Foi com eles que aprendi o significado do serviço devocional a Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/53/", "verse_text": "bhaṭṭera hṛdaye dṛḍha abhimāna jāni'\n\nbhaṅgī kari' mahāprabhu kahe eta vāṇī", "devanagari": "> ভট্টের হৃদয়ে দৃঢ় অভিমান জানি’ ।\n> ভঙ্গী করি’ মহাপ্রভু কহে এত বাণী ॥৫৩॥", "synonyms": "*bhaṭṭera hṛdaye*—no coração de Vallabha Bhaṭṭa; *dṛḍha*—fixo; *abhimāna*—orgulho; *jāni'*—compreendendo; *bhaṅgī kari'*—dando uma sugestão; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—falou; *eta vāṇī*—estas palavras.", "translation": "**Sabendo que o coração de Vallabha Bhaṭṭa estava repleto de orgulho, Śrī Caitanya Mahāprabhu falou estas palavras, sugerindo como a pessoa pode aprender acerca do serviço devocional.**", "purport": "Vallabha Bhaṭṭa estava muito orgulhoso de seu conhecimento em serviço devocional, e por isso desejava falar a respeito do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu sem compreender a posição do Senhor. O Senhor, portanto, sugeriu de muitas maneiras que, se Vallabha Bhaṭṭa quisesse saber o que é realmente o serviço devocional, teria de aprender com todos os devotos que Ele mencionou, a começar por Advaita Ācārya, o Senhor Nityānanda, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya e Rāmānanda Rāya. Como disse Svarūpa Dāmodara, se a pessoa quiser aprender o significado do Śrīmad-Bhāgavatam, deve receber lições de uma alma realizada. Ninguém deve pensar, orgulhosamente, que pode compreender o transcendental serviço amoroso ao Senhor simplesmente lendo livros. É preciso tornar-se servo de um vaiṣṇava. Como confirmou Narottama dāsa Ṭhākura, chāḍiyā vaiṣṇava-sevā nistāra pāyeche kebā: ninguém pode situar-se numa posição transcendental a menos que sirva muito fielmente um vaiṣṇava puro. É preciso aceitar um guru vaiṣṇava (ādau gurv-āśrayam) e, então, mediante perguntas e respostas, aprender gradualmente o que é o serviço devocional puro a Kṛṣṇa. Isso se chama o sistema paramparā."}
{"ref": "cc/antya/7/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/54/", "verse_text": "\"āmi se'vaiṣṇava',--bhakti-siddhānta saba jāni\n\nāmi se bhāgavata-artha uttama vākhāni\"", "devanagari": "> “আমি যে ‘বৈষ্ণব’, — ভক্তিসিদ্ধান্ত সব জানি । আমি সে ভাগবত-অর্থ উত্তম বাখানি ।।” ৫৪ ।। ভট্টের মনেতে এই ছিল দীর্ঘ গর্ব  ।\n> প্রভুর বচন শুনি’ সে হইল খর্ব ॥৫৪॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *se*—esse; *vaiṣṇava*—vaiṣṇava; *bhakti-siddhānta*—conclusões do serviço devocional; *saba*—todas; *jāni*—conheço; *āmi*—eu; *se*—esse; *bhāgavata-artha*—significado do Bhāgavatam; *uttama*—muito bem; *vākhāni*—posso explicar.", "translation": "**\"Sou um grande vaiṣṇava. Tendo aprendido todas as conclusões da filosofia vaiṣṇava, posso compreender o significado do Śrīmad-Bhāgavatam e explicá-lo muito bem.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/55/", "verse_text": "bhaṭṭera manete ei chila dīrgha garva\n\nprabhura vacana śuni' se ha-ila kharva", "devanagari": "", "synonyms": "*bhaṭṭera manete*—na mente de Vallabha Bhaṭṭa; *ei*—este; *chila*—existia; *dīrgha*—por muito tempo; *garva*—orgulho; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vacana*—as palavras; *śuni'*—ao ouvir; *se*—esse; *ha-ila*—foi; *kharva*—reduzido.", "translation": "**Tal orgulho existia havia muito tempo na mente de Vallabha Bhaṭṭa, mas, ao ouvir a pregação de Śrī Caitanya Mahāprabhu, seu orgulho foi reduzido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/56/", "verse_text": "prabhura mukhe vaiṣṇavatā śuniyā sabāra\n\nbhaṭṭera icchā haila tāṅ-sabāre dekhibāra", "devanagari": "> প্রভুর মুখে বৈষ্ণবতা শুনিয়া সবার ।\n> ভট্টের ইচ্ছা হৈল তাঁ-সবারে দেখিবার ॥৫৬॥", "synonyms": "*prabhura mukhe*—da boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaiṣṇavatā*—o padrão do vaiṣṇavismo; *śuniyā sabāra*—ouvindo acerca de todos os devotos; *bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *icchā*—desejo; *haila*—surgiu; *tāṅ-sabāre*—todos eles; *dekhibāra*—de ver.", "translation": "**Quando Vallabha Bhaṭṭa ouviu da boca de Śrī Caitanya Mahāprabhu acerca do vaiṣṇavismo puro de todos esses devotos, surgiu nele imediatamente o desejo de vê-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/57/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,--\"e saba vaiṣṇava rahe kon sthāne?\n\nkon prakāre pāimu ihāṅ-sabāra darśane?", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — “এ সব বৈষ্ণব রহে কোন্ স্থানে ?\n> কোন্ প্রকারে পাইমু ইহাঁ-সবার দর্শনে ? ॥৫৭॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Vallabha Bhaṭṭa disse; *e saba vaiṣṇava*—todos esses vaiṣṇavas; *rahe*—vivem; *kon sthāne*—onde; *kon prakāre*—como; *pāimu*—obterei; *ihāṅ-sabāra darśane*—ver todos esses vaiṣṇavas.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa disse: \"Onde vivem todos esses vaiṣṇavas, e como posso vê-los?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/58/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"keha gauḍe, keha deśāntare\n\nsaba āsiyāche ratha-yātrā dekhibāre", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কেহ গৌড়ে, কেহ দেশান্তরে ।\n> সব আসিয়াছে রথযাত্রা দেখিবারে ॥৫৮॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *keha gauḍe*—alguns em Bengala; *keha*—alguns; *deśa-antare*—em outros estados; *saba*—todos; *āsiyāche*—vieram; *ratha-yātrā dekhibāre*—para ver o festival das quadrigas do Senhor Jagannātha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Embora alguns deles vivam em Bengala e outros em outros estados, todos vieram aqui para ver o festival de Ratha-yātrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/59/", "verse_text": "ihāṅi rahena sabe, vāsā--nānā-sthāne\n\nihāṅi pāibā tumi sabāra darśane\"", "devanagari": "> ইহাঁই রহেন সবে, বাসা — নানা-স্থানে ।\n> ইহাঁই পাইবা তুমি সবার দর্শনে ।।” ॥ ৫৯ ॥", "synonyms": "*ihāṅi*—aqui; *rahena sabe*—todos eles estão vivendo; *vāsā*—seus aposentos residenciais; *nānā-sthāne*—em vários bairros; *ihāṅi*—aqui; *pāibā*—obterás; *tumi*—tu; *sabāra darśane*—a audiência de todos.", "translation": "**\"No momento, todos eles estão vivendo aqui. Suas residências localizam-se em vários bairros. Aqui obterás a audiência de todos eles.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/60/", "verse_text": "tabe bhaṭṭa kahe bahu vinaya vacana\n\nbahu dainya kari' prabhure kaila nimantraṇa", "devanagari": "> তবে ভট্ট কহে বহু বিনয় বচন ।\n> বহু দৈন্য করি’ প্রভুরে কৈল নিমন্ত্রণ ॥৬০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *bhaṭṭa kahe*—Vallabha Bhaṭṭa disse; *bahu*—muito; *vinaya*—humildes; *vacana*—palavras; *bahu dainya kari'*—com toda a humildade; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila nimantraṇa*—convidou para jantar.", "translation": "**Em seguida, com grande submissão e humildade, Vallabha Bhaṭṭa convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu para jantar em sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/61/", "verse_text": "āra dina saba vaiṣṇava prabhu-sthāne āilā\n\nsabā-sane mahāprabhu bhaṭṭe milāilā", "devanagari": "> আর দিন সব বৈষ্ণব প্রভু-স্থানে আইলা ।\n> সবা-সনে মহাপ্রভু ভট্টে মিলাইলা ॥৬১॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *saba vaiṣṇava*—todos os vaiṣṇavas; *prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—vieram; *sabā-sane*—com todos eles; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭe milāilā*—apresentou Vallabha Bhaṭṭa.", "translation": "**No dia seguinte, quando todos os vaiṣṇavas vieram à morada de Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor apresentou Vallabha Bhaṭṭa a todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/62/", "verse_text": "'vaiṣṇave'ra teja dekhi' bhaṭṭera camatkāra\n\ntāṅ-sabāra āge bhaṭṭa--khadyota-ākāra", "devanagari": "> ‘বৈষ্ণবে’র তেজ দেখি’ ভট্টের চমৎকার ।\n> তাঁ-সবার আগে ভট্ট — খদ্যোত-আকার ॥৬২॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—dos vaiṣṇavas; *teja*—o brilho; *dekhi'*—vendo; *bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *camatkāra*—surpreso; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *āge*—diante; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *khadyota-ākāra*—como um vaga-lume.", "translation": "**Ele ficou surpreso ao ver o brilho de seus semblantes. De fato, entre eles, Vallabha Bhaṭṭa parecia apenas um vaga-lume.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/63/", "verse_text": "tabe bhaṭṭa bahu mahā-prasāda ānāila\n\ngaṇa-saha mahāprabhure bhojana karāila", "devanagari": "> তবে ভট্ট বহু মহাপ্রসাদ আনাইল ।\n> গণ-সহ মহাপ্রভুরে ভোজন করাইল ॥৬৩॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *bahu*—muito; *mahā-prasāda*—os restos do Senhor Jagannātha; *ānāila*—trouxe; *gaṇa-saha mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu com Seus associados; *bhojana karāila*—ele alimentou.", "translation": "**Então, Vallabha Bhaṭṭa trouxe uma grande quantidade de mahā-prasāda do Senhor Jagannātha e alimentou suntuosamente o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/64/", "verse_text": "paramānanda purī-saṅge sannyāsīra gaṇa\n\neka-dike vaise saba karite bhojana", "devanagari": "> পরমানন্দ পুরী-সঙ্গে সন্ন্যাসীর গণ ।\n> একদিকে বৈসে সব করিতে ভোজন ॥৬৪॥", "synonyms": "*paramānanda purī-saṅge*—com Paramānanda Purī; *sannyāsīra gaṇa*—todos os associados sannyāsīs de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eka-dike*—de um lado; *vaise*—sentaram-se; *saba*—todos; *karite bhojana*—para aceitar o prasāda.", "translation": "**Todos os associados sannyāsīs de Śrī Caitanya Mahāprabhu, encabeçados por Paramānanda Purī, sentaram-se de um lado e assim participaram do prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/65/", "verse_text": "advaita, nityānanda-rāya--pārśve dui-jana\n\nmadhye mahāprabhu vasilā, āge-pāche bhakta-gaṇa", "devanagari": "> অদ্বৈত, নিত্যানন্দ-রায় — পার্শ্বে দুইজন ।\n> মধ্যে মহাপ্রভু বসিলা, আগে-পাছে ভক্তগণ ॥৬৫॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Ācārya; *nityānanda-rāya*—o Senhor Nityānanda; *pārśve*—dos lados; *dui-jana*—duas personalidades; *madhye*—no meio; *mahāprabhu vasilā*—Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se; *āge*—diante; *pāche*—atrás; *bhakta-gaṇa*—todos os devotos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se no meio dos devotos. Advaita Ācārya e o Senhor Nityānanda sentaram-se cada um de um lado do Senhor. Os demais devotos sentaram-se diante do Senhor e atrás Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/66/", "verse_text": "gauḍera bhakta yata kahite nā pāri\n\naṅgane vasilā saba hañā sāri sāri", "devanagari": "> গৌড়ের ভক্ত যত কহিতে না পারি ।\n> অঙ্গনে বসিলা সব হঞা সারি সারি ॥৬৬॥", "synonyms": "*gauḍera*—de Bengala; *bhakta yata*—todos os devotos; *kahite*—mencionar; *nā pāri*—sou incapaz; *aṅgane*—no pátio; *vasilā*—sentaram-se; *saba*—todos; *hañā*—estando; *sāri sāri*—em fileiras.", "translation": "**Os devotos de Bengala, que sou incapaz de contar, sentaram-se todos em fileiras no pátio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/67/", "verse_text": "prabhura bhakta-gaṇa dekhi' bhaṭṭera camatkāra\n\npratyeke sabāra pade kaila namaskāra", "devanagari": "> প্রভুর ভক্তগণ দেখি’ ভট্টের চমৎকার ।\n> প্রত্যেকে সবার পদে কৈল নমস্কার ॥৬৭॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa*—devotos; *dekhi'*—vendo; *bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *camatkāra*—surpresa; *pratyeke*—a todos e cada um; *sabāra*—de todos; *pade*—aos pés de lótus; *kaila namaskāra*—ofereceu reverências.", "translation": "**Quando Vallabha Bhaṭṭa viu todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ficou muito surpreso, mas, com devoção, ofereceu suas reverências aos pés de lótus de todos e cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/68/", "verse_text": "svarūpa, jagadānanda, kāśīśvara, śaṅkara\n\npariveśana kare, āra rāghava, dāmodara", "devanagari": "> স্বরূপ, জগদানন্দ, কাশীশ্বর, শঙ্কর ।\n> পরিবেশন করে, আর রাঘব, দামোদর ॥৬৮॥", "synonyms": "*svarūpa*—Svarūpa; *jagadānanda*—Jagadānanda; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *śaṅkara*—Śaṅkara; *pariveśana kare*—distribuem; *āra*—e; *rāghava dāmodara*—Rāghava e Dāmodara.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara, Jagadānanda, Kāśīśvara e Śaṅkara, juntamente com Rāghava e Dāmodara Paṇḍita, encarregaram-se de distribuir o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/69/", "verse_text": "mahā-prasāda vallabha-bhaṭṭa bahu ānāila\n\nprabhu-saha sannyāsi-gaṇa bhojane vasila", "devanagari": "> মহাপ্রসাদ বল্লভ-ভট্ট বহু আনাইল ।\n> প্রভু-সহ সন্ন্যাসিগণ ভোজনে বসিল ॥৬৯॥", "synonyms": "*mahā-prasāda*—alimento oferecido a Śrī Jagannātha; *vallabha-bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *bahu*—uma grande quantidade; *ānāila*—trouxe; *prabhu-saha*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sannyāsi-gaṇa*—todos os sannyāsīs; *bhojane vasila*—sentaram-se para aceitar o prasāda.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa havia trazido uma grande quantidade de mahā-prasāda oferecido ao Senhor Jagannātha. Assim, todos os sannyāsīs sentaram-se para comer com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/70/", "verse_text": "prasāda pāya vaiṣṇava-gaṇa bale, 'hari' 'hari'\n\nhari hari dhvani uṭhe saba brahmāṇḍa bhari'", "devanagari": "> প্রসাদ পায় বৈষ্ণবগণ বলে, ‘হরি’ ‘হরি’ ।\n> হরি হরি ধ্বনি উঠে সব ব্রহ্মাণ্ড ভরি’ ॥৭০॥", "synonyms": "*prasāda*—o prasāda; *pāya*—aceitam; *vaiṣṇava-gaṇa*—todos os vaiṣṇavas; *bale*—cantam; *hari hari*—Hari, Hari; *hari hari dhvani*—a vibração de Hari, Hari; *uṭhe*—ergue-se; *saba brahmāṇḍa*—o universo inteiro; *bhari'*—enchendo.", "translation": "**Aceitando o prasāda, todos os vaiṣṇavas cantavam os santos nomes Hari, Hari. A crescente vibração do santo nome de Hari encheu o universo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/71/", "verse_text": "mālā, candana, guvāka, pāna aneka ānila\n\nsabā' pūjā kari' bhaṭṭa ānandita haila", "devanagari": "> মালা, চন্দন, গুবাক, পান অনেক আনিল ।\n> সবা’ পূজা করি’ ভট্ট আনন্দিত হৈল ॥৭১॥", "synonyms": "*mālā*—guirlandas; *candana*—polpa de sândalo; *guvāka*—especiarias; *pāna*—bétel; *aneka*—muito; *ānila*—trouxe; *sabā' pūjā kari'*—adorando todos os vaiṣṇavas; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *ānandita haila*—ficou muito feliz.", "translation": "**Quando todos os vaiṣṇavas terminaram de comer, Vallabha Bhaṭṭa trouxe uma grande quantidade de guirlandas, polpa de sândalo, especiarias e bétel. Ele os adorou muito respeitosamente e ficou extremamente feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/72/", "verse_text": "ratha-yātrā-dine prabhu kīrtana ārambhilā\n\npūrvavat sāta sampradāya pṛthak karilā", "devanagari": "> রথযাত্রা-দিনে প্রভু কীর্তন আরম্ভিলা ।\n> পূর্ববৎ সাত সম্প্রদায় পৃথক্ করিলা ॥৭২॥", "synonyms": "*ratha-yātrā-dine*—no dia do festival das quadrigas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kīrtana ārambhilā*—começou o canto congregacional; *pūrva-vat*—como anteriormente; *sāta sampradāya*—em sete grupos; *pṛthak karilā*—Ele dividiu.", "translation": "**No dia do festival das quadrigas, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou o canto congregacional. Como fizera anteriormente, Ele dividiu todos os devotos em sete grupos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/73-74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/73-74/", "verse_text": "advaita, nityānanda, haridāsa, vakreśvara\n\nśrīvāsa, rāghava, paṇḍita-gadādhara\n\nsāta jana sāta-ṭhāñi karena nartana\n\n'hari-bola' bali' prabhu karena bhramaṇa", "devanagari": "> অদ্বৈত, নিত্যানন্দ, হরিদাস, বক্রেশ্বর ।\n> শ্রীবাস, রাঘব, পণ্ডিত-গদাধর ॥৭৩॥\n> সাত জন সাত-ঠাঞি করেন নর্তন ।\n> ‘হরিবোল’ বলি’ প্রভু করেন ভ্রমণ ॥৭৪॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Ācārya; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *haridāsa*—Ṭhākura Haridāsa; *vakreśvara*—Vakreśvara; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *rāghava*—Rāghava; *paṇḍita-gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *sāta jana*—sete pessoas; *sāta-ṭhāñi*—em sete grupos; *karena nartana*—dançam; *hari-bola bali'*—proferindo \"Hari bol\"; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena bhramaṇa*—perambula.", "translation": "**Sete devotos—Advaita, Nityānanda, Haridāsa Ṭhākura, Vakreśvara, Śrīvāsa Ṭhākura, Rāghava Paṇḍita e Gadādhara Paṇḍita—formaram sete grupos e começaram a dançar. Śrī Caitanya Mahāprabhu, cantando \"Hari bol\", perambulava de um grupo a outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/75/", "verse_text": "caudda mādala bāje ucca saṅkīrtana\n\neka eka nartakera preme bhāsila bhuvana", "devanagari": "> চৌদ্দ মাদল বাজে উচ্চ সঙ্কীর্তন ।\n> এক এক নর্তকের প্রেমে ভাসিল ভুবন ॥৭৫॥", "synonyms": "*caudda mādala*—quatorze mṛdaṅgas; *bāje*—estavam sendo tocados; *ucca saṅkīrtana*—alto cantar congregacional; *eka eka*—de cada grupo; *nartakera*—do dançarino; *preme*—em amor extático; *bhāsila bhuvana*—inundou o mundo inteiro.", "translation": "**Quatorze mṛdaṅgas ressoavam com o alto cantar congregacional, e em cada grupo havia um dançarino cuja dança de amor extático inundava o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/76/", "verse_text": "dekhi' vallabha-bhaṭṭera haila camatkāra\n\nānande vihvala nāhi āpana-sāmbhāla", "devanagari": "> দেখি’ বল্লভ-ভট্টের হৈল চমৎকার ।\n> আনন্দে বিহ্বল নাহি আপন-সাম্ভাল ॥৭৬॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *vallabha-bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *haila camatkāra*—houve assombro; *ānande vihvala*—dominado pela felicidade transcendental; *nāhi*—não havia; *āpana-sāmbhāla*—manutenção de sua posição normal.", "translation": "**Ao ver tudo isso, Vallabha Bhaṭṭa ficou completamente assombrado. Ele foi dominado pela bem-aventurança transcendental e perdeu-se de si mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/77/", "verse_text": "tabe mahāprabhu sabāra nṛtya rākhilā\n\npūrvavat āpane nṛtya karite lāgilā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সবার নৃত্য রাখিলা ।\n> পূর্ববৎ আপনে নৃত্য করিতে লাগিলা ॥৭৭॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāra*—de todos eles; *nṛtya rākhilā*—deteve a dança; *pūrvavat*—como anteriormente; *āpane*—pessoalmente; *nṛtya*—dança; *karite lāgilā*—começou a executar.", "translation": "**Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu deteve a dança dos outros e, como fizera anteriormente, começou Ele próprio a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/78/", "verse_text": "prabhura saundarya dekhi āra premodaya\n\n'ei ta' sākṣāt kṛṣṇa' bhaṭṭera ha-ila niścaya", "devanagari": "> প্রভুর সৌন্দর্য দেখি আর প্রেমোদয় ।\n> ‘এই ত’ সাক্ষাৎ কৃষ্ণ’ ভট্টের হইল নিশ্চয় ॥৭৮॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saundarya*—a beleza; *dekhi*—vendo; *āra*—também; *prema-udaya*—despertar do amor extático; *ei*—este; *ta'*—certamente; *sākṣāt*—diretamente; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *ha-ila*—foi; *niścaya*—certeza.", "translation": "**Ao ver a beleza de Śrī Caitanya Mahāprabhu e o despertar de Seu amor extático, Vallabha Bhaṭṭa concluiu: \"Eis aqui o Senhor Kṛṣṇa, sem dúvida alguma.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/79/", "verse_text": "eta mata ratha-yātrā sakale dekhila\n\nprabhura caritre bhaṭṭera camatkāra haila", "devanagari": "> এই মত রথযাত্রা সকলে দেখিল ।\n> প্রভুর চরিত্রে ভট্টের চমৎকার হৈল ॥৭৯॥", "synonyms": "*eta mata*—dessa maneira; *ratha-yātrā*—o festival dos carros; *sakale*—tudo; *dekhila*—viu; *prabhura caritre*—pelo caráter de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *camatkāra haila*—houve assombro.", "translation": "**Dessa maneira, Vallabha Bhaṭṭa presenciou o festival dos carros. Ele ficou simplesmente assombrado com as características de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/80/", "verse_text": "yātrānantare bhaṭṭa yāi mahāprabhu-sthāne\n\nprabhu-caraṇe kichu kaila nivedane", "devanagari": "> যাত্রানন্তরে ভট্ট যাই মহাপ্রভু-স্থানে ।\n> প্রভু-চরণে কিছু কৈল নিবেদনে ॥৮০॥", "synonyms": "*yātrā-anantare*—após a Ratha-yātrā; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *yāi*—indo; *mahāprabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu-caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor; *kichu*—alguma; *kaila*—fez; *nivedane*—súplica.", "translation": "**Certo dia, após o término do festival, Vallabha Bhaṭṭa dirigiu-se à morada de Śrī Caitanya Mahāprabhu e apresentou uma súplica aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/81/", "verse_text": "\"bhāgavatera ṭīkā kichu kariyāchi likhana\n\nāpane mahāprabhu yadi karena śravaṇa\"", "devanagari": "> “ভাগবতের টীকা কিছু করিয়াছি লিখন ।\n> আপনে মহাপ্রভু যদি করেন শ্রবণ ।।” ॥ ৮১ ॥", "synonyms": "*bhāgavatera*—sobre o Śrīmad-Bhāgavatam; *ṭīkā*—comentário; *kichu*—algum; *kariyāchi likhana*—escrevi; *āpane*—Vós; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—se; *karena śravaṇa*—ouvísseis.", "translation": "**\"Escrevi algum comentário sobre o *Śrīmad-Bhāgavatam*\", disse ele. \"Teria Vossa Senhoria a bondade de ouvi-lo?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/82/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"bhāgavatārtha bujhite nā pāri\n\nbhāgavatārtha śunite āmi nahi adhikārī", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “ভাগবতার্থ বুঝিতে না পারি ।\n> ভাগবতার্থ শুনিতে আমি নহি অধিকারী ॥৮২॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *bhāgavata-artha*—o significado do Śrīmad-Bhāgavatam; *bujhite nā pāri*—não consigo compreender; *bhāgavata-artha*—o significado do Śrīmad-Bhāgavatam; *śunite*—ouvir; *āmi nahi adhikārī*—não sou a pessoa apropriada.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Não compreendo o significado do *Śrīmad-Bhāgavatam*. De fato, não sou pessoa adequada para ouvir seu significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/83/", "verse_text": "vasi' kṛṣṇa-nāma mātra kariye grahaṇe\n\nsaṅkhyā-nāma pūrṇa mora nahe rātri-dine", "devanagari": "> বসি’ কৃষ্ণনাম মাত্র করিয়ে গ্রহণে ।\n> সংখ্যা-নাম পূর্ণ মোর নহে রাত্রি-দিনে ॥৮৩॥", "synonyms": "*vasi'*—sentando; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *mātra*—simplesmente; *kariye grahaṇe*—canto; *saṅkhyā-nāma*—um número fixo de voltas; *pūrṇa*—completo; *mora*—Meu; *nahe*—não é; *rātri-dine*—ao longo de todo o dia e a noite.", "translation": "**\"Simplesmente sento-Me e tento cantar o santo nome de Kṛṣṇa e, embora cante o dia inteiro e a noite inteira, ainda assim não consigo completar o cantar de Meu número prescrito de voltas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/84/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe, \"kṛṣṇa-nāmera artha-vyākhyāne\n\nvistāra kairāchi, tāhā karaha śravaṇe\"", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — “কৃষ্ণনামের অর্থ-ব্যাখ্যানে ।\n> বিস্তার কৈরাছি, তাহা করহ শ্রবণে ।।” ॥ ৮৪ ॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Vallabha Bhaṭṭa disse; *kṛṣṇa-nāmera*—do santo nome de Kṛṣṇa; *artha-vyākhyāne*—descrição do significado; *vistāra*—muito elaboradamente; *kairāchi*—fiz; *tāhā*—isso; *karaha śravaṇe*—tende a bondade de ouvir.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa disse: \"Tentei descrever elaboradamente o significado do santo nome de Kṛṣṇa. Tende a bondade de ouvir a explicação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/85/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kṛṣṇa-nāmera bahu artha nā māni\n\n\"śyāma-sundara' 'yaśodā-nandana,'--ei-mātra jāni", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কৃষ্ণনামের বহু অর্থ না মানি ।\n> ‘শ্যামসুন্দর’ ‘যশোদানন্দন’, — এইমাত্র জানি ॥৮৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *kṛṣṇa-nāmera*—do santo nome de Kṛṣṇa; *bahu artha*—muitos significados; *nā māni*—não aceito; *śyāma-sundara*—Śyāmasundara; *yaśodā-nandana*—Yaśodānandana; *ei-mātra*—apenas isto; *jāni*—sei.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Não aceito muitos significados diferentes para o santo nome de Kṛṣṇa. Sei apenas que o Senhor Kṛṣṇa é Śyāmasundara e Yaśodānandana. É só isso que sei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/86/", "verse_text": "tamāla-śyāmala-tviṣi\n\nśrī-yaśodā-stanandhaye\n\nkṛṣṇa-nāmno rūḍhir iti\n\nsarva-śāstra-vinirṇayaḥ", "devanagari": "> তমালশ্যামলত্বিষি শ্রীযশোদাস্তনন্ধয়ে ।\n> কৃষ্ণনাম্নো রূঢ়িরিতি সর্বশাস্ত্র-বিনির্ণয়ঃ ॥৮৬॥", "synonyms": "*tamāla-śyāmala-tviṣi*—cuja tez é azul-escura, semelhante a uma árvore tamāla; *śrī-yaśodā-stanam-dhaye*—sugando o seio de mãe Yaśodā; *kṛṣṇa-nāmnaḥ*—do nome Kṛṣṇa; *rūḍhiḥ*—o significado principal; *iti*—assim; *sarva-śāstra*—de todas as escrituras reveladas; *vinirṇayaḥ*—a conclusão.", "translation": "**\"O único significado do santo nome de Kṛṣṇa é que Ele é azul-escuro como uma árvore tamāla e é o filho de mãe Yaśodā. Esta é a conclusão de todas as escrituras reveladas.'**", "purport": "Este é um verso do Nāma-kaumudī."}
{"ref": "cc/antya/7/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/87/", "verse_text": "ei artha āmi mātra jāniye nirdhāra\n\nāra sarva-arthe mora nāhi adhikāra\"", "devanagari": "> এই অর্থ আমি মাত্র জানিয়ে নির্ধার ।\n> আর সর্ব-অর্থে মোর নাহি অধিকার ।।” ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*ei artha*—este significado; *āmi*—Eu; *mātra*—apenas; *jāniye*—sei; *nirdhāra*—conclusão; *āra*—outros; *sarva*—todos; *arthe*—significados; *mora*—Minha; *nāhi*—não é; *adhikāra*—capacidade de compreender.", "translation": "**\"Conheço conclusivamente estes dois nomes, Śyāmasundara e Yaśodānandana. Não compreendo nenhum outro significado, nem tenho a capacidade de compreendê-los.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/88/", "verse_text": "phalgu-prāya bhaṭṭera nāmādi saba-vyākhyā\n\nsarvajña prabhu jāni' tāre karena upekṣā", "devanagari": "> ফল্গুপ্রায় ভট্টের নামাদি সব-ব্যাখ্যা ।\n> সর্বজ্ঞ প্রভু জানি’ তারে করেন উপেক্ষা ॥৮৮॥", "synonyms": "*phalgu-prāya*—geralmente inúteis; *bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *nāma-ādi*—o santo nome e assim por diante; *saba*—todas; *vyākhyā*—explicações; *sarva-jña*—onisciente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jāni'*—sabendo; *tāre*—a ele; *karena upekṣā*—negligencia.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é onisciente. Por isso, Ele pôde compreender que as explicações de Vallabha Bhaṭṭa sobre o nome de Kṛṣṇa e o *Śrīmad-Bhāgavatam* eram inúteis. Por conseguinte, Ele não lhes deu importância.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/89/", "verse_text": "vimanā hañā bhaṭṭa gelā nija-ghara\n\nprabhu-viṣaye bhakti kichu ha-ila antara", "devanagari": "> বিমনা হঞা ভট্ট গেলা নিজ-ঘর ।\n> প্রভু-বিষয়ে ভক্তি কিছু হইল অন্তর ॥৮৯॥", "synonyms": "*vimanā hañā*—sentindo-se abatido; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *gelā*—foi; *nija-ghara*—para sua casa; *prabhu-viṣaye*—para com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakti*—devoção; *kichu*—de certo modo; *ha-ila*—tornou-se; *antara*—diferente.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu se recusou rigidamente a ouvir suas explicações, Vallabha Bhaṭṭa foi para casa sentindo-se abatido. Sua fé e devoção ao Senhor mudaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/90/", "verse_text": "tabe bhaṭṭa gelā paṇḍita-gosāñira ṭhāñi\n\nnānā mate prīti kari' kare āsā-yāi", "devanagari": "> তবে ভট্ট গেলা পণ্ডিত-গোসাঞির ঠাঞি ।\n> নানা মতে প্রীতি করি’ করে আসা-যাই ॥৯০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *gelā*—foi; *paṇḍita-gosāñira ṭhāñi*—a Gadādhara Paṇḍita Gosāñi; *nānā mate*—de várias maneiras; *prīti kari'*—demonstrando afeto; *kare āsā-yāi*—vai e vem.", "translation": "**Em seguida, Vallabha Bhaṭṭa foi à casa de Gadādhara Paṇḍita. Ele continuava indo e vindo, demonstrando afeto de várias maneiras, e assim manteve uma relação com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/91/", "verse_text": "prabhura upekṣāya saba nīlācalera jana\n\nbhaṭṭera vyākhyāna kichu nā kare śravaṇa", "devanagari": "> প্রভুর উপেক্ষায় সব নীলাচলের জন ।\n> ভট্টের ব্যাখ্যান কিছু না করে শ্রবণ ॥৯১॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *upekṣāya*—por causa da negligência; *saba*—todas; *nīlācalera jana*—as pessoas de Jagannātha Purī; *bhaṭṭera vyākhyāna*—as explicações de Vallabha Bhaṭṭa; *kichu*—qualquer; *nā kare śravaṇa*—não ouvem.", "translation": "**Como Śrī Caitanya Mahāprabhu não dava muita importância a Vallabha Bhaṭṭa, nenhuma das pessoas em Jagannātha Purī ouvia qualquer de suas explicações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/92/", "verse_text": "lajjita haila bhaṭṭa, haila apamāne\n\nduḥkhita hañā gela paṇḍitera sthāne", "devanagari": "> লজ্জিত হৈল ভট্ট, হৈল অপমানে ।\n> দুঃখিত হঞা গেল পণ্ডিতের স্থানে ॥৯২॥", "synonyms": "*lajjita*—envergonhado; *haila*—ficou; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *haila apamāne*—sentiu-se insultado; *duḥkhita hañā*—estando infeliz; *gela*—foi; *paṇḍitera sthāne*—a Gadādhara Paṇḍita.", "translation": "**Envergonhado, insultado e infeliz, Vallabha Bhaṭṭa foi ter com Gadādhara Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/93/", "verse_text": "dainya kari' kahe,--\"niluṅ tomāra śaraṇa\n\ntumi kṛpā kari' rākha āmāra jīvana", "devanagari": "> দৈন্য করি’ কহে, — “নিলুঁ তোমার শরণ ।\n> তুমি কৃপা করি’ রাখ আমার জীবন ॥৯৩॥", "synonyms": "*dainya kari'*—com grande humildade; *kahe*—disse; *niluṅ*—tomei; *tomāra śaraṇa*—refúgio em ti; *tumi*—tu; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *rākha*—protege; *āmāra jīvana*—minha vida.", "translation": "**Aproximando-se dele com grande humildade, Vallabha Bhaṭṭa disse: \"Tomei refúgio em ti, meu caro senhor. Tem a bondade de ser misericordioso comigo e salva minha vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/94/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma-vyākhyā yadi karaha śravaṇa\n\ntabe mora lajjā-paṅka haya prakṣālana\"", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম-ব্যাখ্যা যদি করহ শ্রবণ ।\n> তবে মোর লজ্জা-পঙ্ক হয় প্রক্ষালন ।।” ॥ ৯৪ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma*—do nome do Senhor Kṛṣṇa; *vyākhyā*—explicação; *yadi*—se; *karaha śravaṇa*—ouvires; *tabe*—então; *mora*—minha; *lajjā-paṅka*—a lama da vergonha; *haya*—há; *prakṣālana*—lavagem.", "translation": "**\"Por favor, ouve minha explicação do significado do nome do Senhor Kṛṣṇa. Dessa forma, a lama da vergonha que caiu sobre mim será lavada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/95/", "verse_text": "saṅkaṭe paḍila paṇḍita, karaye saṁśaya\n\nki karibena,--eko, karite nā pāre niścaya", "devanagari": "> সঙ্কটে পড়িল পণ্ডিত, করয়ে সংশয় ।\n> কি করিবেন, — একো, করিতে না পারে নিশ্চয় ॥৯৫॥", "synonyms": "*saṅkaṭe*—num dilema; *paḍila paṇḍita*—Paṇḍita Gosāñi caiu; *karaye saṁśaya*—sentiu dúvidas; *ki karibena*—o que fará; *eko*—sozinho; *karite nā pāre niścaya*—não consegue tomar uma decisão.", "translation": "**Assim Paṇḍita Gosāñi caiu num dilema. Estava em tal dúvida que não conseguia decidir sozinho o que fazer.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu não dava muita importância a Vallabha Bhaṭṭa. Por isso, Paṇḍita Gosāñi, ou Gadādhara Gosāñi, caiu em perplexidade. Qual seria sua posição se ouvisse a explicação de Vallabha Bhaṭṭa sobre o nome de Śrī Kṛṣṇa? Certamente Śrī Caitanya Mahāprabhu ficaria desgostoso. Portanto, Gadādhara Paṇḍita Gosāñi não conseguia tomar uma decisão."}
{"ref": "cc/antya/7/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/96/", "verse_text": "yadyapi paṇḍita āra nā kailā aṅgīkāra\n\nbhaṭṭa yāi' tabu paḍe kari' balātkāra", "devanagari": "> যদ্যপি পণ্ডিত আর না কৈলা অঙ্গীকার ।\n> ভট্ট যাই’ তবু পড়ে করি’ বলাৎকার ॥৯৬॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *āra*—também; *nā kailā aṅgīkāra*—não aceitou; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *yāi'*—indo; *tabu*—ainda assim; *paḍe*—lê; *kari' balātkāra*—à força.", "translation": "**Embora Gadādhara Paṇḍita Gosāñi não quisesse ouvi-la, Vallabha Bhaṭṭa começou a ler sua explicação com grande veemência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/97/", "verse_text": "ābhijātye paṇḍita karite nāre niṣedhana\n\n\"e saṅkaṭe rākha, kṛṣṇa la-ilāṅa śaraṇa", "devanagari": "> আভিজাত্যে পণ্ডিত করিতে নারে নিষেধন ।\n> “এ সঙ্কটে রাখ, কৃষ্ণ লইলাঙ শরণ ॥৯৭॥", "synonyms": "*ābhijātye*—por causa de sua nobreza; *paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *karite nāre niṣedhana*—não pôde proibir; *e saṅkaṭe*—neste perigo; *rākha*—por favor, protege-me; *kṛṣṇa*—ó Senhor Kṛṣṇa; *la-ilāṅa*—tomei; *śaraṇa*—refúgio.", "translation": "**Como Vallabha Bhaṭṭa era um brāhmaṇa erudito, Gadādhara Paṇḍita não pôde proibi-lo. Assim, ele começou a pensar no Senhor Kṛṣṇa. \"Meu querido Senhor Kṛṣṇa\", suplicou ele, \"por favor, protege-me neste perigo. Tomei refúgio em Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/98/", "verse_text": "antaryāmī prabhu jānibena mora mana\n\ntāṅre bhaya nāhi kichu, 'viṣama' tāṅra gaṇa\"", "devanagari": "> অন্তর্যামী প্রভু জানিবেন মোর মন ।\n> তাঁরে ভয় নাহি কিছু, ‘বিষম’ তাঁর গণ ।।” ॥ ৯৮ ॥", "synonyms": "*antaryāmī*—existindo no coração de todos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jānibena*—saberá; *mora mana*—minha mente; *tāṅre*—dEle; *bhaya*—medo; *nāhi*—não há; *kichu*—algum; *viṣama*—muito crítico; *tāṅra gaṇa*—seus associados.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu está presente no coração de todos, e Ele certamente conhecerá minha mente. Portanto, não O temo. Seus associados, contudo, são extremamente críticos.\"**", "purport": "Como a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu existe no coração de todos. Por conseguinte, Ele conheceria as circunstâncias sob as quais Paṇḍita Gosāñi concordou em ouvir as explicações de Vallabha Bhaṭṭa e certamente não Se iraria. No entanto, os vaiṣṇavas que estavam sempre com Śrī Caitanya Mahāprabhu poderiam não compreender a consciência íntima de Gadādhara Paṇḍita e poderiam acusá-lo de ter feito uma concessão a Vallabha Bhaṭṭa, apesar de ter sido negligenciado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Gadādhara Paṇḍita Gosāñi pensava seriamente dessa maneira."}
{"ref": "cc/antya/7/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/99/", "verse_text": "yadyapi vicāre paṇḍitera nāhi kichu doṣa\n\ntathāpi prabhura gaṇa tāṅre kare praṇaya-roṣa", "devanagari": "> যদ্যপি বিচারে পণ্ডিতের নাহি কিছু দোষ ।\n> তথাপি প্রভুর গণ তাঁরে করে প্রণয়-রোষ ॥৯৯॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *vicāre*—conclusivamente; *paṇḍitera*—de Gadādhara Paṇḍita; *nāhi kichu doṣa*—não houvesse falta alguma; *tathāpi*—ainda assim; *prabhura gaṇa*—os associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—para com ele; *kare praṇaya-roṣa*—demonstraram ira afetuosa.", "translation": "**Embora Gadādhara Paṇḍita Gosāñi não tivesse a menor culpa, alguns dos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu demonstraram ira afetuosa para com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/100/", "verse_text": "pratyaha vallabha-bhaṭṭa āise prabhu-sthāne\n\n'udgrāhādi' prāya kare ācāryādi-sane", "devanagari": "> প্রত্যহ বল্লভ-ভট্ট আইসে প্রভু-স্থানে ।\n> ‘উদ্গ্রাহাদি’ প্রায় করে আচার্যাদি-সনে ॥১০০॥", "synonyms": "*prati-aha*—diariamente; *vallabha-bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *āise*—vinha; *prabhu-sthāne*—ao lugar do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *udgrāha-ādi prāya*—argumentos desnecessários; *kare*—fazia; *ācārya-ādi-sane*—com Advaita Ācārya e outros.", "translation": "**Todos os dias, Vallabha Bhaṭṭa ia ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu para travar argumentos desnecessários com Advaita Ācārya e outras grandes personalidades, como Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/101/", "verse_text": "yei kichu kare bhaṭṭa 'siddhānta' sthāpana\n\nśunitei ācārya tāhā karena khaṇḍana", "devanagari": "> যেই কিছু করে ভট্ট ‘সিদ্ধান্ত’ স্থাপন ।\n> শুনিতেই আচার্য তাহা করেন খণ্ডন ॥১০১॥", "synonyms": "*yei*—quaisquer; *kichu*—algum; *kare*—faz; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *siddhānta*—conclusão; *sthāpana*—estabelecendo; *śunitei*—ao ouvir; *ācārya*—Advaita Ācārya; *tāhā*—isso; *karena khaṇḍana*—refutava.", "translation": "**Quaisquer conclusões que Vallabha Bhaṭṭa apresentasse com avidez eram refutadas por personalidades como Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/102/", "verse_text": "ācāryādi-āge bhaṭṭa yabe yabe yāya\n\nrājahaṁsa-madhye yena rahe baka-prāya", "devanagari": "> আচার্যাদি-আগে ভট্ট যবে যবে যায় ।\n> রাজহংস-মধ্যে যেন রহে বকপ্রায় ॥১০২॥", "synonyms": "*ācārya-ādi-āge*—diante de Advaita Ācārya e outros; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *yabe yabe*—sempre que; *yāya*—ia; *rāja-haṁsa-madhye*—numa sociedade de cisnes brancos; *yena*—como; *rahe*—permanecia; *baka-prāya*—como um pato.", "translation": "**Sempre que Vallabha Bhaṭṭa entrava na sociedade de devotos, encabeçada por Advaita Ācārya, era como um pato numa sociedade de cisnes brancos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/103/", "verse_text": "eka-dina bhaṭṭa puchila ācāryere\n\n\"jīva-'prakṛti' 'pati' kari' mānaye kṛṣṇere", "devanagari": "> একদিন ভট্ট পুছিল আচার্যেরে ।\n> “জীব-‘প্রকৃতি’ ‘পতি’ করি’ মানয়ে কৃষ্ণেরে ॥১০৩॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *puchila ācāryere*—perguntou a Advaita Ācārya; *jīva*—a entidade viva; *prakṛti*—fêmea; *pati*—esposo; *kari'*—como; *mānaye kṛṣṇere*—aceita Kṛṣṇa.", "translation": "**Certo dia, Vallabha Bhaṭṭa disse a Advaita Ācārya: \"Toda entidade viva é fêmea [prakṛti] e considera Kṛṣṇa seu esposo [pati].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/104/", "verse_text": "pati-vratā hañā patira nāma nāhi laya\n\ntomarā kṛṣṇa-nāma-laha,--kon dharma haya?\"", "devanagari": "> পতিব্রতা হঞা পতির নাম নাহি লয় ।\n> তোমরা কৃষ্ণনাম লহ, — কোন্ ধর্ম হয়?” ॥১০৪॥", "synonyms": "*pati-vratā*—devotada ao esposo; *hañā*—sendo; *patira*—do esposo; *nāma*—nome; *nāhi laya*—não profere; *tomarā*—todos vós; *kṛṣṇa-nāma-laha*—cantais o nome de Kṛṣṇa; *kon*—que; *dharma*—princípio religioso; *haya*—é.", "translation": "**\"É dever de uma esposa casta, devotada ao esposo, não proferir o nome de seu esposo; no entanto, todos vós cantais o nome de Kṛṣṇa. Como pode isso ser considerado um princípio religioso?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/105/", "verse_text": "ācārya kahe,--\"āge tomāra 'dharma' mūrtimān\n\niṅhāre puchaha, iṅha karibena ihāra samādhāna", "devanagari": "> আচার্য কহে, — “আগে তোমার ‘ধর্ম’ মূর্তিমান্ ।\n> ইঁহারে পুছহ, ইঁহ করিবেন ইহার সমাধান ॥১০৫॥", "synonyms": "*ācārya kahe*—Advaita Ācārya disse; *āge*—em frente; *tomāra*—de ti; *dharma*—princípios religiosos; *mūrtimān*—personificados; *iṅhāre puchaha*—pergunta a Ele; *iṅha*—Ele; *karibena*—dará; *ihāra*—disto; *samādhāna*—a solução.", "translation": "**Advaita Ācārya respondeu: \"Em frente a ti está o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, a personificação dos princípios religiosos. Deves perguntar-Lhe, pois Ele te dará a resposta correta.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/106/", "verse_text": "śuni' prabhu kahena,--\"tumi nā jāna dharma-marma\n\nsvāmi-ājñā pāle,--ei pati-vratā-dharma", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু কহেন, — “তুমি না জান ধর্মমর্ম ।\n> স্বামি-আজ্ঞা পালে, — এই পতিব্রতা-ধর্ম ॥১০৬॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu kahena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tumi*—tu; *nā jāna*—não conheces; *dharma-marma*—os verdadeiros princípios religiosos; *svāmi*—do esposo; *ājñā*—a ordem; *pāle*—obedece; *ei*—este; *pati-vratā-dharma*—o princípio religioso de uma mulher casta.", "translation": "**Ao ouvir isto, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu querido Vallabha Bhaṭṭa, tu não conheces os princípios religiosos. Na verdade, o primeiro dever de uma mulher casta é executar a ordem de seu esposo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/107/", "verse_text": "patira ājñā,--nirantara tāṅra nāma la-ite\n\npatira ājñā pati-vratā nā pāre laṅghite", "devanagari": "> পতির আজ্ঞা, — নিরন্তর তাঁর নাম লইতে ।\n> পতির আজ্ঞা পতিব্রতা না পারে লঙ্ঘিতে ॥১০৭॥", "synonyms": "*patira ājñā*—a ordem do esposo; *nirantara*—sempre; *tāṅra*—Seu; *nāma*—nome; *la-ite*—cantar; *patira ājñā*—a ordem do esposo; *pati-vratā*—uma esposa casta e devotada; *nā pāre laṅghite*—não pode negar.", "translation": "**\"A ordem de Kṛṣṇa é cantar Seu nome incessantemente. Portanto, aquela que é casta e fiel ao esposo Kṛṣṇa deve cantar o nome do Senhor, pois não pode negar a ordem do esposo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/108/", "verse_text": "ataeva nāma laya, nāmera 'phala' pāya\n\nnāmera phale kṛṣṇa-pade 'prema' upajāya\"", "devanagari": "> অতএব নাম লয়, নামের ‘ফল’ পায় ।\n> নামের ফলে কৃষ্ণপদে ‘প্রেম’ উপজায় ।।” ॥ ১০৮ ॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *nāma laya*—canta o santo nome; *nāmera*—do nome; *phala*—o resultado; *pāya*—obtém; *nāmera phale*—como resultado de cantar o santo nome; *kṛṣṇa-pade*—aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *prema*—amor extático; *upajāya*—desenvolve-se.", "translation": "**\"Seguindo este princípio religioso, o devoto puro do Senhor Kṛṣṇa sempre canta o santo nome. Como resultado disso, ele obtém o fruto do amor extático por Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/109/", "verse_text": "śuniyā vallabha-bhaṭṭa haila nirvacana\n\nghare yāi' mane duḥkhe karena cintana", "devanagari": "> শুনিয়া বল্লভ-ভট্ট হৈল নির্বচন  ।\n> ঘরে যাই’ মনে দুঃখে করেন চিন্তন ॥১০৯॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *vallabha-bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *haila*—ficou; *nirvacana*—sem palavras; *ghare yāi'*—regressando para casa; *mane*—na mente; *duḥkhe*—infeliz; *karena cintana*—começou a refletir.", "translation": "**Ao ouvir isto, Vallabha Bhaṭṭa ficou sem palavras. Regressou para casa profundamente infeliz e começou a refletir desta maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/110-111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/110-111/", "verse_text": "\"nitya āmāra ei sabhāya haya kakṣā-pāta\n\neka-dina upare yadi haya mora vāt\n\ntabe sukha haya, āra saba lajjā yāya\n\nsva-vacana sthāpite āmi ki kari upāya?", "devanagari": "> “নিত্য আমার এই সভায় হয় কক্ষা-পাত ।\n> একদিন উপরে যদি হয় মোর বাত্ ॥১১০॥\n> তবে সুখ হয়, আর সব লজ্জা যায় ।\n> স্ব-বচন স্থাপিতে আমি কি করি উপায়? ।।” ১১১ ॥১১১॥", "synonyms": "*nitya*—diariamente; *āmāra*—minha; *ei*—esta; *sabhāya*—na assembleia; *haya*—há; *kakṣā-pāta*—derrota; *eka-dina*—um dia; *upare*—por cima; *yadi*—se; *haya*—são; *mora*—minhas; *vāt*—palavras; *tabe*—então; *sukha*—felicidade; *haya*—há; *āra*—e; *saba*—toda; *lajjā*—vergonha; *yāya*—vai-se embora; *sva-vacana*—minha afirmação; *sthāpite*—estabelecer; *āmi*—eu; *ki*—que; *kari*—adotarei; *upāya*—meio.", "translation": "**\"Todos os dias sou derrotado nesta assembleia. Se por acaso eu for um dia vitorioso, isso será uma grande fonte de felicidade para mim, e toda a minha vergonha desaparecerá. Mas que meio adotarei para estabelecer minhas afirmações?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/112/", "verse_text": "āra dina āsi' vasilā prabhure namaskari'\n\nsabhāte kahena kichu mane garva kari'", "devanagari": "> আর দিন আসি’ বসিলা প্রভুরে নমস্করি’  ।\n> সভাতে কহেন কিছু মনে গর্ব করি’ ॥১১২॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *āsi'*—vindo; *vasilā*—sentou-se; *prabhure namaskari'*—oferecendo reverências ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabhāte*—na assembleia; *kahena*—ele disse; *kichu*—algo; *mane*—dentro da mente; *garva kari'*—com orgulho.", "translation": "**No dia seguinte, quando chegou à assembleia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele sentou-se após oferecer reverências ao Senhor e disse algo com grande orgulho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/113/", "verse_text": "\"bhāgavate svāmīra vyākhyāna kairāchi khaṇḍana\n\nla-ite nā pāri tāṅra vyākhyāna-vacana", "devanagari": "> “ভাগবতে স্বামীর ব্যাখ্যান কৈরাছি খণ্ডন  ।\n> লইতে না পারি তাঁর ব্যাখ্যান-বচন ॥১১৩॥", "synonyms": "*bhāgavate*—em meu comentário sobre o Śrīmad-Bhāgavatam; *svāmīra*—de Śrīdhara Svāmī; *vyākhyāna*—explicação; *kairāchi khaṇḍana*—refutei; *la-ite nā pāri*—não posso aceitar; *tāṅra*—suas; *vyākhyāna-vacana*—palavras de explicação.", "translation": "**\"Em meu comentário sobre o Śrīmad-Bhāgavatam\", disse ele, \"refutei as explicações de Śrīdhara Svāmī. Não posso aceitar suas explicações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/114/", "verse_text": "sei vyākhyā karena yāhāṅ yei paḍe āni'\n\neka-vākyatā nāhi, tāte 'svāmī' nāhi māni\"", "devanagari": "> সেই ব্যাখ্যা করেন যাহাঁ যেই পড়ে আনি’ ।\n> একবাক্যতা নাহি, তাতে ‘স্বামী’ নাহি মানি ।।” ॥ ১১৪ ॥", "synonyms": "*sei*—ele; *vyākhyā karena*—explica; *yāhāṅ*—onde quer que; *yei*—o que quer que; *paḍe*—leia; *āni'*—aceitando; *eka-vākyatā*—consistência; *nāhi*—não há; *tāte*—portanto; *svāmī*—Śrīdhara Svāmī; *nāhi māni*—não posso aceitar.", "translation": "**\"O que quer que Śrīdhara Svāmī leia, ele explica conforme as circunstâncias. Por isso, ele é inconsistente em suas explicações e não pode ser aceito como autoridade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/115/", "verse_text": "prabhu hāsi' kahe,--\"svāmī nā māne yei jana\n\nveśyāra bhitare tāre kariye gaṇana\"", "devanagari": "> প্রভু হাসি’ কহে, — “স্বামী না মানে যেই জন ।\n> বেশ্যার ভিতরে তারে করিয়ে গণন ।।” ॥ ১১৫ ॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hāsi'*—sorrindo; *kahe*—disse; *svāmī*—esposo; *nā māne*—não aceita; *yei jana*—todo aquele que; *veśyāra bhitare*—entre as prostitutas; *tāre*—a ele; *kariye gaṇana*—conto.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu, sorrindo: \"Aquele que não aceita o svāmī [esposo] como autoridade, eu o considero uma prostituta.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/116/", "verse_text": "eta kahi' mahāprabhu mauna dharilā\n\nśuniyā sabāra mane santoṣa ha-ilā", "devanagari": "> এত কহি’ মহাপ্রভু মৌন ধরিলা ।\n> শুনিয়া সবার মনে সন্তোষ হইলা ॥১১৬॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mauna dharilā*—ficou muito grave; *śuniyā*—ouvindo; *sabāra*—de todos os devotos; *mane*—na mente; *santoṣa ha-ilā*—houve grande satisfação.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito grave. Todos os devotos presentes sentiram grande satisfação ao ouvir esta afirmação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/117/", "verse_text": "jagatera hita lāgi' gaura-avatāra\n\nantarera abhimāna jānena tāhāra", "devanagari": "> জগতের হিত লাগি’ গৌর-অবতার ।\n> অন্তরের অভিমান জানেন তাহার ॥১১৭॥", "synonyms": "*jagatera*—do mundo inteiro; *hita lāgi'*—para o benefício; *gaura-avatāra*—a encarnação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *antarera abhimāna*—o orgulho interior; *jānena*—compreende; *tāhāra*—dele.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu desceu como uma encarnação para o benefício do mundo inteiro. Assim, Ele compreendia muito bem a mente de Vallabha Bhaṭṭa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/118/", "verse_text": "nānā avajñāne bhaṭṭe śodhena bhagavān\n\nkṛṣṇa yaiche khaṇḍilena indrera abhimāna", "devanagari": "> নানা অবজ্ঞানে ভট্টে শোধেন ভগবান্ ।\n> কৃষ্ণ যৈছে খণ্ডিলেন ইন্দ্রের অভিমান ॥১১৮॥", "synonyms": "*nānā*—vários; *avajñāne*—com desdém; *bhaṭṭe*—Vallabha Bhaṭṭa; *śodhena*—purifica; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yaiche*—assim como; *khaṇḍilena*—destrói; *indrera abhimāna*—o orgulho de Indra.", "translation": "**Por meio de várias insinuações e refutações, o Senhor Caitanya, a Suprema Personalidade de Deus, corrigiu Vallabha Bhaṭṭa exatamente como Kṛṣṇa havia destruído o falso orgulho de Indra.**", "purport": "Indra, o rei do céu, estava muito orgulhoso de sua posição. Por isso, quando os habitantes de Vṛndāvana decidiram não realizar o Indra-yajña, mas sim o Govardhana-yajña, de acordo com as instruções de Kṛṣṇa, Indra, devido a seu falso orgulho, quis castigar os habitantes de Vṛndāvana. Considerando-se extremamente poderoso, Indra despejou chuva incessante sobre Vṛndāvana, mas o Senhor Kṛṣṇa imediatamente destruiu seu orgulho ao erguer a Colina de Govardhana como um guarda-chuva para salvar os habitantes de Vṛndāvana. Dessa forma, Kṛṣṇa provou que o poder de Indra era insignificantíssimo na presença de Sua própria onipotência."}
{"ref": "cc/antya/7/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/119/", "verse_text": "ajña jīva nija-'hite' 'ahita' kari' māne\n\ngarva cūrṇa haile, pāche ughāḍe nayane", "devanagari": "> অজ্ঞ জীব নিজ-‘হিতে’ ‘অহিত’ করি’ মানে ।\n> গর্ব চূর্ণ হৈলে, পাছে উঘাড়ে নয়নে ॥১১৯॥", "synonyms": "*ajña jīva*—a entidade viva ignorante; *nija-hite*—seu benefício pessoal; *ahita kari' māne*—considera uma perda; *garva cūrṇa haile*—quando o orgulho é destruído; *pāche*—depois; *ughāḍe nayane*—os olhos abrem-se.", "translation": "**Um ser vivo ignorante não reconhece seu verdadeiro proveito. Devido à ignorância e ao orgulho material, ele às vezes considera o proveito uma perda; mas, quando seu orgulho é destruído, ele pode realmente ver seu verdadeiro benefício.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/120/", "verse_text": "ghare āsi' rātrye bhaṭṭa cintite lāgila\n\n\"pūrve prayāge more mahā-kṛpā kaila", "devanagari": "> ঘরে আসি’ রাত্র্যে ভট্ট চিন্তিতে লাগিল ।\n> “পূর্বে প্রয়াগে মোরে মহা-কৃপা কৈল ॥১২০॥", "synonyms": "*ghare āsi'*—chegando em casa; *rātrye*—à noite; *bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *cintite lāgila*—começou a pensar; *pūrve*—anteriormente; *prayāge*—em Prayāga; *more*—a mim; *mahā-kṛpā kaila*—mostrou grande misericórdia.", "translation": "**Regressando para casa naquela noite, Vallabha Bhaṭṭa pensou: \"Anteriormente, em Prayāga, o Senhor Caitanya foi muito bondoso comigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/121/", "verse_text": "svagaṇa-sahite mora mānilā nimantraṇa\n\nebe kene prabhura mote phiri' gela mana?", "devanagari": "> স্বগণ-সহিতে মোর মানিলা নিমন্ত্রণ ।\n> এবে কেনে প্রভুর মোতে ফিরি’ গেল মন? ॥১২১॥", "synonyms": "*sva-gaṇa-sahite*—acompanhado de Seus associados pessoais; *mora*—meu; *mānilā*—aceitou; *nimantraṇa*—convite; *ebe*—agora; *kene*—por que; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mote*—para comigo; *phiri' gela*—mudou; *mana*—a mente.", "translation": "**\"Ele aceitou meu convite junto com Seus outros devotos e foi bondoso comigo. Por que mudou tanto agora, aqui em Jagannātha Purī?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/122/", "verse_text": "'āmi jiti',--ei garva-śūnya ha-uka iṅhāra cita\n\nīśvara-svabhāva,--karena sabākāra hita", "devanagari": "> ‘আমি জিতি’, — এই গর্ব-শূন্য হউক ইঁহার চিত ।\n> ঈশ্বর-স্বভাব, — করেন সবাকার হিত ॥১২২॥", "synonyms": "*āmi jiti*—que eu seja vitorioso; *ei*—esse; *garva*—orgulho; *śūnya*—desprovida de; *ha-uka*—que fique; *iṅhāra cita*—a mente desta pessoa; *īśvara-svabhāva*—a característica da Suprema Personalidade de Deus; *karena*—Ele faz; *sabākāra*—de todos; *hita*—o benefício.", "translation": "**\"Muito orgulhoso de minha erudição, eu penso: 'Que eu seja vitorioso.' Śrī Caitanya Mahāprabhu, contudo, está tentando purificar-me, anulando esse falso orgulho, pois uma característica da Suprema Personalidade de Deus é que Ele age para o bem-estar de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/123/", "verse_text": "āpanā jānāite āmi kari abhimāna\n\nse garva khaṇḍāite mora karena apamāna", "devanagari": "> আপনা জানাইতে আমি করি অভিমান ।\n> সে গর্ব খণ্ডাইতে মোর করেন অপমান ॥১২৩॥", "synonyms": "*āpanā jānāite*—anunciando-me; *āmi*—eu; *kari abhimāna*—sou falsamente orgulhoso; *se garva*—esse orgulho; *khaṇḍāite*—para cortar; *mora karena apamāna*—Ele me insulta.", "translation": "**\"Sou falsamente orgulhoso, anunciando-me como erudito. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu insulta-me apenas para favorecer-me, cortando esse falso orgulho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/124/", "verse_text": "āmāra 'hita' karena,--iho āmi māni 'duḥkha'\n\nkṛṣṇera upare kaila yena indra mahā-mūrkha\"", "devanagari": "> আমার ‘হিত’ করেন, — ইহো আমি মানি ‘দুঃখ’ ।\n> কৃষ্ণের উপরে কৈল যেন ইন্দ্র মহামূর্খ ।।” ॥ ১২৪ ॥", "synonyms": "*āmāra*—meu; *hita*—benefício; *karena*—Ele está fazendo; *iho*—isto; *āmi*—eu; *māni*—considero; *duḥkha*—infelicidade; *kṛṣṇera upare*—contra Kṛṣṇa; *kaila*—fez; *yena*—assim como; *indra*—Indra; *mahā-mūrkha*—o grande tolo.", "translation": "**\"Ele está, na verdade, agindo para meu benefício, embora eu interprete Suas ações como insultos. Isso é exatamente como o incidente em que o Senhor Kṛṣṇa abateu Indra, o grande e convencido tolo, para corrigi-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/125/", "verse_text": "eta cinti' prāte āsi' prabhura caraṇe\n\ndainya kari' stuti kari' la-ila śaraṇe", "devanagari": "> এত চিন্তি’ প্রাতে আসি’ প্রভুর চরণে ।\n> দৈন্য করি’ স্তুতি করি’ লইল শরণে ॥১২৫॥", "synonyms": "*eta cinti'*—considerando isto; *prāte*—pela manhã; *āsi'*—vindo; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dainya kari'*—com grande humildade; *stuti kari'*—oferecendo muitas orações; *la-ila śaraṇe*—refugiou-se.", "translation": "**Pensando dessa maneira, Vallabha Bhaṭṭa aproximou-se de Śrī Caitanya Mahāprabhu na manhã seguinte e, com grande humildade, oferecendo muitas orações, buscou refúgio e rendeu-se aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/126/", "verse_text": "\"āmi ajña jīva,--ajñocita karma kailuṅ\n\ntomāra āge mūrkha āmi pāṇḍitya prakāśiluṅ", "devanagari": "> “আমি অজ্ঞ জীব, — অজ্ঞোচিত কর্ম কৈলুঁ ।\n> তোমার আগে মূর্খ আমি পাণ্ডিত্য প্রকাশিলুঁ ॥১২৬॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *ajña jīva*—um ser vivo tolo; *ajña-ucita*—próprio de um tolo; *karma*—atividade; *kailuṅ*—realizei; *tomāra āge*—diante de Ti; *mūrkha*—um tolo; *āmi*—eu; *pāṇḍitya prakāśiluṅ*—tentei demonstrar erudição.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa admitiu: \"Sou um grande tolo e, de fato, agi como um tolo ao tentar demonstrar-Te minha erudição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/127/", "verse_text": "tumi--īśvara, nijocita kṛpā ye karilā\n\napamāna kari' sarva garva khaṇḍāilā", "devanagari": "> তুমি — ঈশ্বর, নিজোচিত কৃপা যে করিলা ।\n> অপমান করি’ সর্ব গর্ব খণ্ডাইলা ॥১২৭॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *nija-ucita*—exatamente condizente com Tua posição; *kṛpā*—misericórdia; *ye*—que; *karilā*—mostraste; *apamāna kari'*—insultando; *sarva*—todo; *garva*—orgulho; *khaṇḍāilā*—cortaste.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu és a Suprema Personalidade de Deus. Mostraste-me misericórdia de um modo perfeitamente condizente com Tua posição, insultando-me para cortar todo o meu falso orgulho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/128/", "verse_text": "āmi--ajña, 'hita'-sthāne māni 'apamāne'\n\nindra yena kṛṣṇera nindā karila ajñāne", "devanagari": "> আমি — অজ্ঞ, ‘হিত’-স্থানে মানি ‘অপমানে’ ।\n> ইন্দ্র যেন কৃষ্ণের নিন্দা করিল অজ্ঞানে ॥১২৮॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *ajña*—tolo ignorante; *hita-sthāne*—o que é para meu benefício; *māni*—considero; *apamāne*—como um insulto; *indra*—o rei Indra; *yena*—assim como; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nindā*—ofensa; *karila*—cometeu; *ajñāne*—por ignorância.", "translation": "**\"Sou um tolo ignorante, pois interpreto como insulto aquilo que se destina ao meu benefício, assim como o rei Indra, que por ignorância tentou sobrepujar Kṛṣṇa, o Senhor Supremo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/129/", "verse_text": "tomāra kṛpā-añjane ebe garva-āndhya gela\n\ntumi eta kṛpā kailā,--ebe 'jñāna' haila", "devanagari": "> তোমার কৃপা-অঞ্জনে এবে গর্ব-আন্ধ্য গেল ।\n> তুমি এত কৃপা কৈলা, — এবে ‘জ্ঞান’ হৈল ॥১২৯॥", "synonyms": "*tomāra kṛpā-añjane*—pelo colírio de Tua misericórdia; *ebe*—agora; *garva-āndhya*—a cegueira do falso orgulho; *gela*—desapareceu; *tumi*—Tu; *eta*—tanta; *kṛpā*—misericórdia; *kailā*—mostraste; *ebe*—agora; *jñāna*—conhecimento; *haila*—surgiu.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, curaste a cegueira do meu falso orgulho ungindo meus olhos com o colírio de Tua misericórdia. Concedeste-me tanta misericórdia que minha ignorância agora desapareceu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/130/", "verse_text": "aparādha kainu, kṣama, la-inu śaraṇa\n\nkṛpā kari' mora māthe dharaha caraṇa\"", "devanagari": "> অপরাধ কৈনু, ক্ষম, লইনু শরণ ।\n> কৃপা করি’ মোর মাথে ধরহ চরণ ।।” ॥ ১৩০ ॥", "synonyms": "*aparādha kainu*—cometi ofensas; *kṣama*—por favor, perdoa; *la-inu śaraṇa*—refugiei-me; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *mora māthe*—sobre minha cabeça; *dharaha caraṇa*—por favor, coloca Teus pés de lótus.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, cometi ofensas. Por favor, perdoa-me. Refugio-me em Ti. Por favor, sê misericordioso comigo, colocando Teus pés de lótus sobre minha cabeça.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/131/", "verse_text": "prabhu kahe--\"tumi 'paṇḍita' 'mahā-bhāgavata'\n\ndui-guṇa yāhāṅ, tāhāṅ nāhi garva-parvata", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “তুমি ‘পণ্ডিত’ ‘মহাভাগবত’ ।\n> দুইগুণ যাহাঁ, তাহাঁ নাহি গর্ব-পর্বত ॥১৩১॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *tumi*—tu; *paṇḍita*—erudito muito instruído; *mahā-bhāgavata*—grande devoto; *dui-guṇa*—duas qualidades; *yāhāṅ*—onde quer que; *tāhāṅ*—ali; *nāhi*—não pode haver; *garva-parvata*—a montanha do orgulho.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Tu és tanto um erudito muito instruído quanto um grande devoto. Onde quer que existam esses dois atributos, não pode haver uma montanha de falso orgulho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/132/", "verse_text": "śrīdhara-svāmī nindi' nija-ṭīkā kara!\n\nśrīdhara-svāmī nāhi māna',--eta 'garva' dhara!", "devanagari": "> শ্রীধরস্বামী নিন্দি’ নিজ-টীকা কর !\n> শ্রীধরস্বামী নাহি মান’, — এত ‘গর্ব’ ধর! ॥১৩২॥", "synonyms": "*śrīdhara-svāmī*—um grande comentador do Śrīmad-Bhāgavatam; *nindi'*—blasfemando; *nija-ṭīkā*—teu próprio comentário; *kara*—fazes; *śrīdhara-svāmī*—Śrīdhara Svāmī; *nāhi māna'*—não aceitas; *eta*—este; *garva*—orgulho; *dhara*—nutres.", "translation": "**\"Ousaste criticar Śrīdhara Svāmī e iniciaste teu próprio comentário ao *Śrīmad-Bhāgavatam*, não aceitando sua autoridade. Isso é teu falso orgulho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/133/", "verse_text": "śrīdhara-svāmī-prasāde 'bhāgavata' jāni\n\njagad-guru śrīdhara-svāmī 'guru' kari' māni", "devanagari": "> শ্রীধরস্বামী-প্রসাদে ‘ভাগবত’ জানি ।\n> জগদ্গুরু শ্রীধরস্বামী ‘গুরু’ করি’ মানি ॥১৩৩॥", "synonyms": "*śrīdhara-svāmī*—de Śrīdhara Svāmī; *prasāde*—pela misericórdia; *bhāgavata jāni*—podemos compreender o Śrīmad-Bhāgavatam; *jagat-guru*—o mestre espiritual do mundo inteiro; *śrīdhara-svāmī*—Śrīdhara Svāmī; *guru kari'*—como mestre espiritual; *māni*—aceito.", "translation": "**\"Śrīdhara Svāmī é o mestre espiritual do mundo inteiro, pois, por sua misericórdia, podemos compreender o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Por isso, eu o aceito como mestre espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/134/", "verse_text": "śrīdhara-upare garve ye kichu likhibe\n\n'artha-vyasta' likhana sei, loke nā mānibe", "devanagari": "> শ্রীধর-উপরে গর্বে যে কিছু লিখিবে ।\n> ‘অর্থব্যস্ত’ লিখন সেই, লোকে না মানিবে ॥১৩৪॥", "synonyms": "*śrīdhara-upare*—acima de Śrīdhara Svāmī; *garve*—em falso orgulho; *ye kichu likhibe*—o que quer que escrevas; *artha-vyasta*—o significado oposto; *likhana sei*—tal escrito; *loke nā mānibe*—ninguém lhe dará atenção.", "translation": "**\"O que quer que escrevas por falso orgulho, tentando sobrepujar Śrīdhara Svāmī, transmitiria um significado contrário. Por isso, ninguém lhe daria atenção.**", "purport": "O *Śrīmad-Bhāgavatam* tem muitos ṭīkās, ou comentários, que seguem o sistema paramparā, mas o de Śrīdhara Svāmī é o primeiro. Os comentários de todos os demais ācāryas seguem o seu. O sistema paramparā não permite que ninguém se desvie dos comentários dos ācāryas anteriores. Apoiando-se nos ācāryas anteriores, pode-se escrever belos comentários. No entanto, não se pode desafiar os ācāryas anteriores. O falso orgulho que faz alguém pensar que pode escrever melhor que os ācāryas anteriores tornará seus comentários falhos. No momento atual, tornou-se moda que todos escrevam à sua própria maneira, mas tal escrita jamais é aceita pelos devotos sérios. Por causa do falso orgulho, todo erudito e filósofo deseja exibir sua erudição interpretando os śāstras, especialmente o *Bhagavad-gītā* e o *Śrīmad-Bhāgavatam*, à sua própria maneira. Esse sistema de comentar à própria maneira é plenamente condenado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, Ele diz: 'artha-vyasta' likhana sei. Comentários escritos segundo a maneira filosófica de cada um jamais são aceitos; ninguém apreciará tais comentários às escrituras reveladas."}
{"ref": "cc/antya/7/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/135/", "verse_text": "śrīdharera anugata ye kare likhana\n\nsaba loka mānya kari' karibe grahaṇa", "devanagari": "> শ্রীধরের অনুগত যে করে লিখন ।\n> সব লোক মান্য করি’ করিবে গ্রহণ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*śrīdharera*—de Śrīdhara Svāmī; *anugata*—seguindo os passos; *ye*—qualquer um que; *kare likhana*—escreve; *saba loka*—todos; *mānya kari'*—com grande honra; *karibe grahaṇa*—aceitarão.", "translation": "**\"Aquele que comentar o *Śrīmad-Bhāgavatam* seguindo os passos de Śrīdhara Svāmī será honrado e aceito por todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/136/", "verse_text": "śrīdharānugata kara bhāgavata-vyākhyāna\n\nabhimāna chāḍi' bhaja kṛṣṇa bhagavān", "devanagari": "> শ্রীধরানুগত কর ভাগবত-ব্যাখ্যান ।\n> অভিমান ছাড়ি’ ভজ কৃষ্ণ ভগবান্ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*śrīdhara-anugata*—seguindo os passos de Śrīdhara Svāmī; *kara*—apresenta; *bhāgavata-vyākhyāna*—uma explicação do Śrīmad-Bhāgavatam; *abhimāna chāḍi'*—abandonando o falso orgulho ou as falsas concepções; *bhaja*—adora; *kṛṣṇa bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Apresenta tua explicação do *Śrīmad-Bhāgavatam* seguindo os passos de Śrīdhara Svāmī. Abandonando teu falso orgulho, adora a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/137/", "verse_text": "aparādha chāḍi' kara kṛṣṇa-saṅkīrtana\n\nacirāt pābe tabe kṛṣṇera caraṇa\"", "devanagari": "> অপরাধ ছাড়ি’ কর কৃষ্ণসঙ্কীর্তন ।\n> অচিরাৎ পাবে তবে কৃষ্ণের চরণ ।।” ॥ ১৩৭ ॥", "synonyms": "*aparādha chāḍi'*—abandonando as ofensas; *kara kṛṣṇa-saṅkīrtana*—canta o santo nome do Senhor; *acirāt*—muito em breve; *pābe*—obterás; *tabe*—então; *kṛṣṇera caraṇa*—refúgio aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Abandonando tuas ofensas, canta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, os santos nomes do Senhor. Então, muito em breve, alcançarás refúgio aos pés de lótus de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/138/", "verse_text": "bhaṭṭa kahe,--\"yadi more ha-ilā prasanna\n\neka-dina punaḥ mora māna' nimantraṇa\"", "devanagari": "> ভট্ট কহে, — “যদি মোরে হইলা প্রসন্ন ।\n> একদিন পুনঃ মোর মান’ নিমন্ত্রণ ।।” ॥ ১৩৮ ॥", "synonyms": "*bhaṭṭa kahe*—Vallabha Bhaṭṭa disse; *yadi*—se; *more*—comigo; *ha-ilā prasanna*—estás satisfeito; *eka-dina*—um dia; *punaḥ*—novamente; *mora*—meu; *māna'*—aceita; *nimantraṇa*—convite.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa Ācārya solicitou a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Se realmente estás satisfeito comigo, por favor, aceita meu convite mais uma vez.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/139/", "verse_text": "prabhu avatīrṇa hailā jagat tārite\n\nmānilena nimantraṇa, tāre sukha dite", "devanagari": "> প্রভু অবতীর্ণ হৈলা জগৎ তারিতে ।\n> মানিলেন নিমন্ত্রণ, তারে সুখ দিতে ॥১৩৯॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avatīrṇa hailā*—fez Seu advento; *jagat*—o universo; *tārite*—para libertar; *mānilena*—Ele aceitou; *nimantraṇa*—o convite; *tāre*—a ele; *sukha*—felicidade; *dite*—para dar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, que descera para libertar o universo inteiro, aceitou o convite de Vallabha Bhaṭṭa apenas para lhe proporcionar felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/140/", "verse_text": "jagatera 'hita' ha-uka--ei prabhura mana\n\ndaṇḍa kari' kare tāra hṛdaya śodhana", "devanagari": "> জগতের ‘হিত’ হউক, — এই প্রভুর মন ।\n> দণ্ড করি’ করে তার হৃদয় শোধন ॥১৪০॥", "synonyms": "*jagatera*—do mundo inteiro; *hita*—bem-estar; *ha-uka*—que haja; *ei*—esta; *prabhura mana*—a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daṇḍa kari'*—punindo; *kare*—faz; *tāra*—seu; *hṛdaya*—coração; *śodhana*—purificando.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu está sempre ansioso por ver todos no mundo material felizes. Por isso, às vezes Ele castiga alguém apenas para purificar-lhe o coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/141/", "verse_text": "svagaṇa-sahita prabhura nimantraṇa kailā\n\nmahāprabhu tāre tabe prasanna ha-ilā", "devanagari": "> স্বগণ-সহিত প্রভুর নিমন্ত্রণ কৈলা ।\n> মহাপ্রভু তারে তবে প্রসন্ন হইলা ॥১৪১॥", "synonyms": "*sva-gaṇa-sahita*—com Seus associados; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa*—convite; *kailā*—fez; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—com ele; *tabe*—então; *prasanna ha-ilā*—ficou muito satisfeito.", "translation": "**Quando Vallabha Bhaṭṭa convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu e Seus associados, o Senhor ficou muito satisfeito com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/142/", "verse_text": "jagadānanda-paṇḍitera śuddha gāḍha bhāva\n\nsatyabhāmā-prāya prema 'vāmya-svabhāva'", "devanagari": "> জগদানন্দ-পণ্ডিতের শুদ্ধ গাঢ় ভাব ।\n> সত্যভামা-প্রায় প্রেম ‘বাম্য-স্বভাব’ ॥১৪২॥", "synonyms": "*jagadānanda-paṇḍitera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *śuddha*—puro; *gāḍha*—profundo; *bhāva*—amor extático; *satyabhāmā-prāya*—como Satyabhāmā; *prema*—seu amor pelo Senhor; *vāmya-svabhāva*—natureza inclinada à contenda.", "translation": "**O puro amor extático de Jagadānanda Paṇḍita por Śrī Caitanya Mahāprabhu era muito profundo. Pode ser comparado ao amor de Satyabhāmā, que sempre disputava com o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/143/", "verse_text": "bāra-bāra praṇaya kalaha kare prabhu-sane\n\nanyonye khaṭmaṭi cale dui-jane", "devanagari": "> বার-বার প্রণয় কলহ করে প্রভু-সনে ।\n> অন্যোঽন্যে খট্মটি চলে দুইজনে ॥১৪৩॥", "synonyms": "*bāra-bāra*—repetidas vezes; *praṇaya*—amorosa; *kalaha*—disputa; *kare*—provoca; *prabhu-sane*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *anyonye*—mútuo; *khaṭmaṭi*—buscar contenda; *cale*—prossegue; *dui-jane*—entre os dois.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita estava acostumado a provocar disputas amorosas com o Senhor. Havia sempre alguma desavença entre eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/144/", "verse_text": "gadādhara-paṇḍitera śuddha gāḍha bhāva\n\nrukmiṇī-devīra yaiche 'dakṣiṇa-svabhāva'", "devanagari": "> গদাধর-পণ্ডিতের শুদ্ধ গাঢ় ভাব ।\n> রুক্মিণী-দেবীর যৈছে ‘দক্ষিণ-স্বভাব’ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*gadādhara-paṇḍitera*—de Gadādhara Paṇḍita; *śuddha*—puro; *gāḍha*—profundo; *bhāva*—amor extático; *rukmiṇī-devīra*—de Rukmiṇīdevī; *yaiche*—como; *dakṣiṇa-svabhāva*—natureza submissa.", "translation": "**O puro amor extático de Gadādhara Paṇḍita por Śrī Caitanya Mahāprabhu também era muito profundo. Era como o de Rukmiṇīdevī, que sempre se mostrava especialmente submissa a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/145/", "verse_text": "tāṅra praṇaya-roṣa dekhite prabhura icchā haya\n\naiśvarya-jñāne tāṅra roṣa nāhi upajaya", "devanagari": "> তাঁর প্রণয়-রোষ দেখিতে প্রভুর ইচ্ছা হয় ।\n> ঐশ্বর্য-জ্ঞানে তাঁর রোষ নাহি উপজয় ॥১৪৫॥", "synonyms": "*tāṅra*—sua; *praṇaya-roṣa*—ira afetuosa; *dekhite*—ver; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *icchā haya*—há um desejo; *aiśvarya-jñāne*—devido ao conhecimento das opulências; *tāṅra*—sua; *roṣa*—ira; *nāhi*—não; *upajaya*—é despertada.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu às vezes desejava ver a ira afetuosa de Gadādhara Paṇḍita, mas, devido ao conhecimento das opulências do Senhor, sua ira nunca era despertada.**", "purport": "Brincando com Rukmiṇīdevī em Dvārakā, Kṛṣṇa certa vez aconselhou-a a aceitar outro esposo, pois Se julgava indigno dela. Rukmiṇīdevī, contudo, incapaz de compreender Suas palavras jocosas, tomou-as muito a sério e imediatamente caiu ao chão, com medo de se separar Dele. Nos passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, Jagadānanda Paṇḍita estava sempre em desavença com o Senhor, como Satyabhāmā, ao passo que Gadādhara Paṇḍita sempre se mantinha tomado de reverência diante da opulência do Senhor e, por isso, era submisso ao Senhor sob todas as circunstâncias."}
{"ref": "cc/antya/7/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/146/", "verse_text": "ei lakṣya pāñā prabhu kailā roṣābhāsa\n\nśuni' paṇḍitera citte upajila trāsa", "devanagari": "> এই লক্ষ্য পাঞা প্রভু কৈলা রোষাভাস ।\n> শুনি’ পণ্ডিতের চিত্তে উপজিল ত্রাস ॥১৪৬॥", "synonyms": "*ei*—este; *lakṣya*—intento; *pāñā*—assumindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā roṣa-ābhāsa*—fez uma aparência de ira; *śuni'*—ouvindo; *paṇḍitera*—de Gadādhara Paṇḍita; *citte*—no coração; *upajila*—surgiu; *trāsa*—medo.", "translation": "**Com esse propósito, Śrī Caitanya Mahāprabhu às vezes demonstrava Sua aparente ira. Ouvir falar dessa ira inspirava grande medo no coração de Gadādhara Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/147/", "verse_text": "pūrve yena kṛṣṇa yadi parihāsa kaila\n\nśuni' rukmiṇīra mane trāsa upajila", "devanagari": "> পূর্বে যেন কৃষ্ণ যদি পরিহাস কৈল ।\n> শুনি’ রুক্মিণীর মনে ত্রাস উপজিল ॥১৪৭॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yena*—como; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—quando; *parihāsa kaila*—fazer uma brincadeira; *śuni'*—ouvindo; *rukmiṇīra mane*—na mente de Rukmiṇīdevī; *trāsa*—medo; *upajila*—surgiu.", "translation": "**Anteriormente, no kṛṣṇa-līlā, quando o Senhor Kṛṣṇa quis brincar com Rukmiṇīdevī, ela tomou Suas palavras a sério, e o medo despertou em sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/148/", "verse_text": "vallabha-bhaṭṭera haya vātsalya-upāsana\n\nbāla-gopāla-mantre teṅho karena sevana", "devanagari": "> বল্লভ-ভট্টের হয় বাৎসল্য-উপাসন  ।\n> বালগোপাল-মন্ত্রে তেঁহো করেন সেবন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*vallabha-bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *haya*—há; *vātsalya-upāsana*—adoração como pai; *bāla-gopāla-mantre*—com o mantra de Bāla-gopāla, Kṛṣṇa menino; *teṅho*—ele; *karena*—pratica; *sevana*—adoração.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa estava acostumado a adorar o Senhor como Kṛṣṇa menino. Por isso, ele fora iniciado no mantra Bāla-gopāla e assim adorava o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/149/", "verse_text": "paṇḍitera sane tāra mana phiri' gela\n\nkiśora-gopāla-upāsanāya mana dila", "devanagari": "> পণ্ডিতের সনে তার মন ফিরি’ গেল  ।\n> কিশোরগোপাল-উপাসনায় মন দিল ॥১৪৯॥", "synonyms": "*paṇḍitera sane*—na associação de Gadādhara Paṇḍita; *tāra*—sua; *mana*—mente; *phiri' gela*—converteu-se; *kiśora-gopāla*—de Kṛṣṇa como jovem; *upāsanāya*—à adoração; *mana dila*—ele dedicou sua mente.", "translation": "**Na associação de Gadādhara Paṇḍita, sua mente se converteu, e ele dedicou a mente a adorar Kiśora-gopāla, Kṛṣṇa como um jovem rapaz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/150/", "verse_text": "paṇḍitera ṭhāñi cāhe mantrādi śikhite\n\npaṇḍita kahe,--\"ei karma nahe āmā haite", "devanagari": "> পণ্ডিতের ঠাঞি চাহে মন্ত্রাদি শিখিতে ।\n> পণ্ডিত কহে, — “এই কর্ম নহে আমা হৈতে ॥১৫০॥", "synonyms": "*paṇḍitera ṭhāñi*—por Gadādhara Paṇḍita; *cāhe*—queria; *mantra-ādi śikhite*—ser iniciado; *paṇḍita kahe*—Gadādhara Paṇḍita disse; *ei karma*—este trabalho; *nahe āmā haite*—não é possível para mim.", "translation": "**Vallabha Bhaṭṭa queria ser iniciado por Gadādhara Paṇḍita, mas Gadādhara Paṇḍita recusou, dizendo: \"A tarefa de atuar como mestre espiritual não é possível para mim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/151/", "verse_text": "āmi--paratantra, āmāra prabhu--gauracandra\n\ntāṅra ājñā vinā āmi nā ha-i 'svatantra'", "devanagari": "> আমি — পরতন্ত্র, আমার প্রভু — গৌরচন্দ্র ।\n> তাঁর আজ্ঞা বিনা আমি না হই ‘স্বতন্ত্র’ ॥১৫১॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *paratantra*—dependente; *āmāra prabhu*—meu Senhor; *gauracandra*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—Sua; *ājñā*—ordem; *vinā*—sem; *āmi*—eu; *nā*—não; *ha-i*—sou; *svatantra*—independente.", "translation": "**\"Eu sou completamente dependente. Meu Senhor é Gauracandra, Śrī Caitanya Mahāprabhu. Não posso fazer nada de forma independente, sem a ordem Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/152/", "verse_text": "tumi ye āmāra ṭhāñi kara āgamana\n\ntāhātei prabhu more dena olāhana\"", "devanagari": "> তুমি যে আমার ঠাঞি কর আগমন ।\n> তাহাতেই প্রভু মোরে দেহ ওলাহন ।।” ॥ ১৫২ ॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *ye*—que; *āmāra ṭhāñi*—a mim; *kara āgamana*—vens; *tāhātei*—devido a isso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *more*—a mim; *dena*—dá; *olāhana*—repreensão em palavras.", "translation": "**\"Meu caro Vallabha Bhaṭṭa, o fato de vires a mim não é apreciado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, Ele às vezes fala para me castigar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/153-154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/153-154/", "verse_text": "ei-mata bhaṭṭera katheka dina gela\n\nśeṣe yadi prabhu tāre suprasanna haila\n\nnimantraṇera dine paṇḍite bolāilā\n\nsvarūpa, jagadānanda, govinde pāṭhāilā", "devanagari": "> এইমত ভট্টের কথেক দিন গেল ।\n> শেষে যদি প্রভু তারে সুপ্রসন্ন হৈল ॥১৫৩॥\n> নিমন্ত্রণের দিনে পণ্ডিতে বোলাইলা ।\n> স্বরূপ, জগদানন্দ, গোবিন্দে পাঠাইলা ॥১৫৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bhaṭṭera*—de Vallabha Bhaṭṭa; *katheka dina*—alguns dias; *gela*—passaram; *śeṣe*—por fim; *yadi*—quando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—com ele; *su-prasanna haila*—ficou muito satisfeito; *nimantraṇera dine*—no dia do convite; *paṇḍite bolāilā*—chamou por Gadādhara Paṇḍita; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *govinde*—Govinda; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Passaram-se alguns dias e, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu, finalmente satisfeito com Vallabha Bhaṭṭa, aceitou seu convite, o Senhor enviou Svarūpa Dāmodara, Jagadānanda Paṇḍita e Govinda para chamar Gadādhara Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/155/", "verse_text": "pathe paṇḍitere svarūpa kahena vacana\n\n\"parīkṣite prabhu tomāre kailā upekṣaṇa", "devanagari": "> পথে পণ্ডিতেরে স্বরূপ কহেন বচন ।\n> “পরীক্ষিতে প্রভু তোমারে কৈলা উপেক্ষণ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *paṇḍitere*—a Gadādhara Paṇḍita; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *kahena vacana*—disse algumas palavras; *parīkṣite*—para testar; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tomāre*—você; *kailā upekṣaṇa*—negligenciou.", "translation": "**No caminho, Svarūpa Dāmodara disse a Gadādhara Paṇḍita: \"Śrī Caitanya Mahāprabhu quis testar você. Por isso Ele o negligenciou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/156/", "verse_text": "tumi kene āsi' tāṅre nā dilā olāhana?\n\nbhīta-prāya hañā kāṅhe karilā sahana?\"", "devanagari": "> তুমি কেনে আসি’ তাঁরে না দিলা ওলাহন ?\n> ভীতপ্রায় হঞা কাঁহে করিলা সহন?” ॥১৫৬॥", "synonyms": "*tumi*—você; *kene*—por que; *āsi'*—vindo; *tāṅre*—a Ele; *nā dilā*—não deu; *olāhana*—repreensão; *bhīta-prāya*—como que amedrontado; *hañā*—estando; *kāṅhe*—por que; *karilā sahana*—você tolerou.", "translation": "**\"Por que você não revidou, repreendendo-O? Por que tolerou Sua crítica com medo?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/157/", "verse_text": "paṇḍita kahena,--prabhu svatantra sarvajña-śiromaṇi\n\ntāṅra sane 'haṭha' kari,--bhāla nāhi māni", "devanagari": "> পণ্ডিত কহেন, — প্রভু স্বতন্ত্র সর্বজ্ঞ-শিরোমণি ।\n> তাঁর সনে ‘হঠ’ করি, — ভাল নাহি মানি ॥১৫৭॥", "synonyms": "*paṇḍita kahena*—Gadādhara Paṇḍita disse; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svatantra*—independente; *sarvajña-śiromaṇi*—o melhor dos oniscientes; *tāṅra sane*—com Ele; *haṭha kari*—se eu falar de igual para igual; *bhāla*—bom; *nāhi māni*—não acho que seja.", "translation": "**Gadādhara Paṇḍita disse: \"O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu é completamente independente. Ele é a mais elevada personalidade onisciente. Não ficaria bem que eu falasse com Ele como se fosse Seu igual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/158/", "verse_text": "yei kahe, sei sahi nija-śire dhari'\n\nāpane karibena kṛpā guṇa-doṣa vicāri' \"", "devanagari": "> যেই কহে, সেই সহি নিজ-শিরে ধরি’ ।\n> আপনে করিবেন কৃপা গুণ-দোষ বিচারি’ ।।” ॥ ১৫৮ ॥", "synonyms": "*yei kahe*—o que quer que Ele diga; *sei sahi*—isso eu tolero; *nija-śire*—sobre minha cabeça; *dhari'*—carregando; *āpane*—automaticamente; *karibena kṛpā*—Ele será misericordioso; *guṇa-doṣa*—atributos e defeitos; *vicāri'*—depois de considerar.", "translation": "**\"Posso tolerar tudo o que Ele disser, carregando-o sobre minha cabeça. Ele será automaticamente misericordioso para comigo, depois de considerar meus defeitos e atributos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/159/", "verse_text": "eta bali' paṇḍita prabhura sthāne āilā\n\nrodana kariyā prabhura caraṇe paḍilā", "devanagari": "> এত বলি’ পণ্ডিত প্রভুর স্থানে আইলা ।\n> রোদন করিয়া প্রভুর চরণে পড়িলা ॥১৫৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *prabhura sthāne*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *rodana kariyā*—chorando; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—aos pés de lótus; *paḍilā*—prostrou-se.", "translation": "**Após dizer isto, Gadādhara Paṇḍita foi até Śrī Caitanya Mahāprabhu e prostrou-se aos pés de lótus do Senhor, chorando.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/160/", "verse_text": "īṣat hāsiyā prabhu kailā āliṅgana\n\nsabāre śunāñā kahena madhura vacana", "devanagari": "> ঈষৎ হাসিয়া প্রভু কৈলা আলিঙ্গন  ।\n> সবারে শুনাঞা কহেন মধুর বচন ॥১৬০॥", "synonyms": "*īṣat hāsiyā*—sorrindo levemente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā āliṅgana*—abraçou; *sabāre*—todos os demais; *śunāñā*—fazendo ouvir; *kahena*—começou a dizer; *madhura vacana*—doces palavras.", "translation": "**Sorrindo levemente, o Senhor o abraçou e proferiu doces palavras, de modo que os demais também as ouvissem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/161/", "verse_text": "\"āmi cālāiluṅ tomā, tumi nā calilā\n\nkrodhe kichu nā kahilā, sakala sahilā", "devanagari": "> “আমি চালাইলুঁ তোমা, তুমি না চলিলা  ।\n> ক্রোধে কিছু না কহিলা, সকল সহিলা ॥১৬১॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *cālāiluṅ*—tentei agitar; *tomā*—você; *tumi*—você; *nā calilā*—não se agitou; *krodhe*—com raiva; *kichu*—qualquer coisa; *nā kahilā*—você não disse; *sakala*—tudo; *sahilā*—você tolerou.", "translation": "**\"Eu quis agitar você\", disse o Senhor, \"mas você não se agitou. De fato, você não conseguiu dizer nada com raiva. Em vez disso, tolerou tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/162/", "verse_text": "āmāra bhaṅgīte tomāra mana nā calilā\n\nsudṛḍha sarala-bhāve āmāre kinilā\"", "devanagari": "> আমার ভঙ্গীতে তোমার মন না চলিলা ।\n> সুদৃঢ় সরলভাবে আমারে কিনিলা ।।” ॥ ১৬২ ॥", "synonyms": "*āmāra bhaṅgīte*—por Meu ardil; *tomāra mana*—sua mente; *nā calilā*—não se perturbou; *sudṛḍha*—firme; *sarala-bhāve*—pela simplicidade; *āmāre*—a Mim; *kinilā*—você comprou.", "translation": "**\"Sua mente não se perturbou com Meus ardis. Pelo contrário, você permaneceu fixo em sua simplicidade. Dessa forma, você Me comprou.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/163", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/163/", "verse_text": "paṇḍitera bhāva-mudrā kahana nā yāya\n\n'gadādhara-prāṇa-nātha' nāma haila yāya", "devanagari": "> পণ্ডিতের ভাব-মুদ্রা কহন না যায় ।\n> ‘গদাধর-প্রাণনাথ’ নাম হৈল যায় ॥১৬৩॥", "synonyms": "*paṇḍitera*—de Gadādhara Paṇḍita; *bhāva-mudrā*—características e amor extático; *kahana nā yāya*—não se podem descrever; *gadādhara-prāṇa-nātha*—o Senhor da vida de Gadādhara; *nāma*—nome; *haila*—tornou-se; *yāya*—vai.", "translation": "**Ninguém pode descrever as características e o amor extático de Gadādhara Paṇḍita. Por isso, outro nome de Śrī Caitanya Mahāprabhu é Gadādhara-prāṇanātha, \"a vida e a alma de Gadādhara Paṇḍita.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/164", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/164/", "verse_text": "paṇḍite prabhura prasāda kahana nā yāya\n\n'gadāira gaurāṅga' bali' yāṅre loke gāya", "devanagari": "> পণ্ডিতে প্রভুর প্রসাদ কহন না যায় ।\n> ‘গদাইর গৌরাঙ্গ’ বলি’ যাঁরে লোকে গায় ॥১৬৪॥", "synonyms": "*paṇḍite*—a Gadādhara Paṇḍita; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasāda*—misericórdia; *kahana nā yāya*—ninguém pode explicar; *gadāira gaurāṅga*—o Gaurāṅga de Gadādhara Paṇḍita; *bali'*—como; *yāṅre*—a quem; *loke gāya*—as pessoas dizem.", "translation": "**Ninguém pode dizer quão misericordioso é o Senhor para com Gadādhara Paṇḍita, mas as pessoas conhecem o Senhor como Gadāira Gaura, \"o Senhor Gaurāṅga de Gadādhara Paṇḍita.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/165", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/165/", "verse_text": "caitanya-prabhura līlā ke bujhite pāre?\n\neka-līlāya vahe gaṅgāra śata śata dhāre", "devanagari": "> চৈতন্যপ্রভুর লীলা কে বুঝিতে পারে ?\n> একলীলায় বহে গঙ্গার শত শত ধারে ॥১৬৫॥", "synonyms": "*caitanya-prabhura līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ke*—quem; *bujhite pāre*—pode compreender; *eka-līlāya*—em uma atividade; *vahe*—fluem; *gaṅgāra*—do Ganges; *śata śata dhāre*—centenas e centenas de ramificações.", "translation": "**Ninguém pode compreender os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Eles são como o Ganges, pois centenas e milhares de ramificações fluem de uma só de Suas atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/166", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/166/", "verse_text": "paṇḍitera saujanya, brahmaṇyatā-guṇa\n\ndṛḍha prema-mudrā loke karilā khyāpana", "devanagari": "> পণ্ডিতের সৌজন্য, ব্রহ্মণ্যতা-গুণ ।\n> দৃঢ় প্রেমমুদ্রা লোকে করিলা খ্যাপন ॥১৬৬॥", "synonyms": "*paṇḍitera saujanya*—o comportamento gentil de Gadādhara Paṇḍita; *brahmaṇyatā-guṇa*—os atributos de um brāhmaṇa perfeito; *dṛḍha*—firme; *prema-mudrā*—característica de amor; *loke*—as pessoas; *karilā khyāpana*—proclamaram.", "translation": "**Gadādhara Paṇḍita é celebrado em todo o mundo por seu comportamento gentil, seus atributos bramânicos e seu amor constante por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/167", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/167/", "verse_text": "abhimāna-paṅka dhuñā bhaṭṭere śodhilā\n\nsei-dvārā āra saba loke śikhāilā", "devanagari": "> অভিমান-পঙ্ক ধুঞা ভট্টেরে শোধিলা ।\n> সেইদ্বারা আর সব লোকে শিখাইলা ॥১৬৭॥", "synonyms": "*abhimāna-paṅka*—a lama do falso orgulho; *dhuñā*—lavando; *bhaṭṭere śodhilā*—purificou Vallabha Bhaṭṭa; *sei-dvārā*—por isso; *āra saba*—todas as outras; *loke*—pessoas; *śikhāilā*—instruiu.", "translation": "**O Senhor purificou Vallabha Bhaṭṭa, limpando-o da lama do falso orgulho. Com tais atividades, o Senhor também instruiu outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/168", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/168/", "verse_text": "antare 'anugraha,' bāhye 'upekṣāra prāya'\n\nbāhyārtha yei laya, sei nāśa yāya", "devanagari": "> অন্তরে ‘অনুগ্রহ’, বাহ্যে ‘উপেক্ষার প্রায়’ ।\n> বাহ্যার্থ যেই লয়, সেই নাশ যায় ॥১৬৮॥", "synonyms": "*antare*—no coração; *anugraha*—misericórdia; *bāhye*—externamente; *upekṣāra prāya*—como que negligência; *bāhya-artha*—o significado externo; *yei*—todo aquele que; *laya*—toma; *sei*—ele; *nāśa yāya*—é derrotado.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, na verdade, sempre era misericordioso dentro de Seu coração, mas, externamente, às vezes negligenciava Seus devotos. Não devemos, contudo, preocupar-nos com Seu aspecto externo, pois, se assim fizermos, seremos derrotados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/169", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/169/", "verse_text": "nigūḍha caitanya-līlā bujhite kā'ra śakti?\n\nsei bujhe, gauracandre yāṅra dṛḍha bhakti", "devanagari": "> নিগূঢ় চৈতন্যলীলা বুঝিতে কা’র শক্তি ?\n> সেই বুঝে, গৌরচন্দ্রে যাঁর দৃঢ় ভক্তি ॥১৬৯॥", "synonyms": "*nigūḍha*—muito profundos; *caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Caitanya; *bujhite*—compreender; *kā'ra*—de quem; *śakti*—o poder; *sei bujhe*—ele compreende; *gauracandre*—pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāṅra*—cuja; *dṛḍha bhakti*—devoção firme.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são muito profundos. Quem pode compreendê-los? Somente aquele que tiver devoção firme e profunda por Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/170", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/170/", "verse_text": "dināntare paṇḍita kaila prabhura nimantraṇa\n\nprabhu tāhāṅ bhikṣā kaila lañā nija-gaṇa", "devanagari": "> দিনান্তরে পণ্ডিত কৈল প্রভুর নিমন্ত্রণ ।\n> প্রভু তাহাঁ ভিক্ষা কৈল লঞা নিজগণ ॥১৭০॥", "synonyms": "*dina-antare*—em outro dia; *paṇḍita*—Gadādhara Paṇḍita; *kaila prabhura nimantraṇa*—convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāṅ*—ali; *bhikṣā kaila*—tomou prasāda; *lañā nija-gaṇa*—com Seus associados pessoais.", "translation": "**Em outro dia, Gadādhara Paṇḍita convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu para jantar. O Senhor tomou prasāda em sua casa com Seus associados pessoais.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu agiu como um benquerente muito misericordioso para com Vallabha Bhaṭṭa, negligenciando-o externamente de muitas maneiras a fim de purificá-lo de seu falso orgulho de ser um erudito instruído. O Senhor negligenciou Gadādhara Paṇḍita por alguns dias devido à associação deste com Vallabha Bhaṭṭa. Na verdade, Ele não estava de modo algum descontente com Gadādhara Paṇḍita. De fato, como Gadādhara Paṇḍita é a potência pessoal do Senhor Caitanya Mahāprabhu, não há possibilidade de o Senhor estar insatisfeito com ele. No entanto, uma pessoa demasiado atraída pelos aspectos externos não consegue compreender o significado profundo destas relações de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, se alguém se tornar desrespeitoso para com Gadādhara Paṇḍita, certamente será aniquilado."}
{"ref": "cc/antya/7/171", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/171/", "verse_text": "tāhāṅi vallabha-bhaṭṭa prabhura ājñā laila\n\npaṇḍita-ṭhāñi pūrva-prārthita saba siddhi haila", "devanagari": "> তাহাঁই বল্লভ-ভট্ট প্রভুর আজ্ঞা লৈল ।\n> পণ্ডিত-ঠাঞি পূর্বপ্রার্থিত সব সিদ্ধি হৈল ॥১৭১॥", "synonyms": "*tāhāṅi*—ali; *vallabha-bhaṭṭa*—Vallabha Bhaṭṭa; *prabhura ājñā*—a permissão de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *laila*—tomou; *paṇḍita-ṭhāñi*—de Gadādhara Paṇḍita; *pūrva-prārthita*—como solicitado anteriormente; *saba siddhi haila*—tudo se realizou perfeitamente.", "translation": "**Ali Vallabha Bhaṭṭa tomou permissão do Senhor Caitanya Mahāprabhu, e seu desejo de ser iniciado por Gadādhara Paṇḍita foi assim satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/172", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/172/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ vallabha-bhaṭṭera milana\n\nyāhāra śravaṇe pāya gaura-prema-dhana", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ বল্লভ-ভট্টের মিলন ।\n> যাহার শ্রবণে পায় গৌরপ্রেমধন ॥১৭২॥", "synonyms": "*ei ta' kahiluṅ*—assim eu expliquei; *vallabha-bhaṭṭera milana*—o encontro de Vallabha Bhaṭṭa; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir o qual; *pāya*—pode-se obter; *gaura-prema-dhana*—o tesouro do amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim expliquei o encontro do Senhor com Vallabha Bhaṭṭa. Ao ouvir sobre este incidente, pode-se alcançar o tesouro do amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/7/173", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/7/173/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৭৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇa-dāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Sétimo Capítulo, que descreve o encontro de Vallabha Bhaṭṭa com Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/8/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/1/", "verse_text": "taṁ vande kṛṣṇa-caitanyaṁ\nrāmacandra-purī-bhayāt\nlaukikāhārataḥ svaṁ yo\nbhikṣānnaṁ samakocayat", "devanagari": "> তং বন্দে কৃষ্ণচৈতন্যং রামচন্দ্রপুরীভয়াৎ ।\n> লৌকিকাহারতঃ স্বং যো ভিক্ষান্নং সমকোচয়ৎ ॥১॥", "synonyms": "*tam*—a Ele; *vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *kṛṣṇa-caitanyam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rāmacandra-purī-bhayāt*—devido ao temor de Rāmacandra Purī; *laukika*—comum; *āhārataḥ*—do comer; *svam*—Sua própria; *yaḥ*—que; *bhikṣā-annam*—quantidade de alimento; *samakocayat*—reduziu.", "translation": "**Permita-me oferecer minhas respeitosas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que reduziu Sua alimentação devido ao temor das críticas de Rāmacandra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya karuṇā-sindhu-avatāra\nbrahmā-śivādika bhaje caraṇa yāṅhāra", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য করুণাসিন্ধু-অবতার ।\n> ব্রহ্মা-শিবাদিক ভজে চরণ যাঁহার ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karuṇā-sindhu-avatāra*—a encarnação do oceano de misericórdia; *brahmā-śiva-ādika*—semideuses, a começar pelo Senhor Brahmā e Śiva; *bhaje*—adoram; *caraṇa*—os pés de lótus; *yāṅhāra*—cujos.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu, a encarnação do oceano de misericórdia. Seus pés de lótus são adorados por semideuses como o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/3/", "verse_text": "jaya jaya avadhūta-candra nityānanda\njagat bāṅdhila yeṅha diyā prema-phāṅda", "devanagari": "> জয় জয় অবধূতচন্দ্র নিত্যানন্দ ।\n> জগৎ বাঁধিল যেঁহ দিয়া প্রেমফাঁদ ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *avadhūta-candra*—à lua dos mendicantes; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jagat*—o mundo; *bāṅdhila*—atou; *yeṅha*—que; *diyā*—com; *prema-phāṅda*—o laço do amor extático por Kṛṣṇa.", "translation": "**Todas as glórias a Nityānanda Prabhu, o maior dos mendicantes, que atou o mundo inteiro com o nó do amor extático por Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/4/", "verse_text": "jaya jaya advaita īśvara avatāra\nkṛṣṇa avatāri' kaila jagat-nistāra", "devanagari": "> জয় জয় অদ্বৈত ঈশ্বর অবতার ।\n> কৃষ্ণ অবতারি’ কৈল জগৎ-নিস্তার ॥৪॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *advaita*—a Advaita Ācārya; *īśvara*—da Suprema Personalidade de Deus; *avatāra*—a encarnação; *kṛṣṇa avatāri'*—induzindo Kṛṣṇa a descer; *kaila*—efetuou; *jagat-nistāra*—a libertação do mundo inteiro.", "translation": "**Todas as glórias a Advaita Prabhu, a encarnação da Suprema Personalidade de Deus. Ele induziu Kṛṣṇa a descer e, dessa forma, libertou o mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/5/", "verse_text": "jaya jaya śrīvāsādi yata bhakta-gaṇa\nśrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu--yāṅra prāṇa-dhana", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীবাসাদি যত ভক্তগণ ।\n> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য প্রভু — যাঁর প্রাণধন ॥৫॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *yata bhakta-gaṇa*—a todos os devotos; *śrī-kṛṣṇa-caitanya prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāṅra*—cuja; *prāṇa-dhana*—vida e alma.", "translation": "**Todas as glórias a todos os devotos, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura. Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu é a vida e a alma deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/6/", "verse_text": "ei-mata gauracandra nija-bhakta-saṅge\nnīlācale krīḍā kare kṛṣṇa-prema-taraṅge", "devanagari": "> এইমত গৌরচন্দ্র নিজভক্ত-সঙ্গে ।\n> নীলাচলে ক্রীড়া করে কৃষ্ণপ্রেমতরঙ্গে ॥৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *gauracandra*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-bhakta-saṅge*—com Seus próprios devotos; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *krīḍā kare*—realiza diferentes passatempos; *kṛṣṇa-prema-taraṅge*—nas ondas do amor por Kṛṣṇa.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu, em Jagannātha Purī, realizava Seus diversos passatempos com Seus próprios devotos nas ondas do amor por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/7/", "verse_text": "hena-kāle rāmacandra-purī-gosāñi āilā\nparamānanda-purīre āra prabhure mililā", "devanagari": "> হেনকালে রামচন্দ্রপুরী-গোসাঞি আইলা ।\n> পরমানন্দ-পুরীরে আর প্রভুরে মিলিলা ॥৭॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nessa ocasião; *rāmacandra-purī-gosāñi*—um sannyāsī chamado Rāmacandra Purī; *āilā*—veio; *paramānanda-purīre*—Paramānanda Purī; *āra*—e; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mililā*—encontrou.", "translation": "**Nessa ocasião, um sannyāsī chamado Rāmacandra Purī Gosāñi veio ver Paramānanda Purī e Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/8/", "verse_text": "paramānanda-purī kaila caraṇa vandana\npurī-gosāñi kaila tāṅre dṛḍha āliṅgana", "devanagari": "> পরমানন্দ-পুরী কৈল চরণ বন্দন ।\n> পুরী-গোসাঞি কৈল তাঁরে দৃঢ় আলিঙ্গন ॥৮॥", "synonyms": "*paramānanda-purī*—Paramānanda Purī; *kaila*—fez; *caraṇa*—aos pés; *vandana*—oferecendo reverências; *purī-gosāñi*—Rāmacandra Purī; *kaila*—fez; *tāṅre*—a ele; *dṛḍha*—forte; *āliṅgana*—abraço.", "translation": "**Paramānanda Purī ofereceu respeitos aos pés de Rāmacandra Purī, e Rāmacandra Purī abraçou-o fortemente.**", "purport": "Por ser Rāmacandra Purī um discípulo de Mādhavendra Purī, tanto Paramānanda Purī como Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceram-lhe respeitosas reverências. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que, embora Rāmacandra Purī fosse por natureza muito invejoso e embora estivesse contra os princípios do vaiṣṇavismo — ou, em outras palavras, contra os princípios da Suprema Personalidade de Deus e Seus devotos —, as pessoas comuns, não obstante, dirigiam-se a ele como Gosvāmī ou Gosāñi, porque ele se encontrava superficialmente na ordem renunciada e se vestia como um sannyāsī. Na era moderna, o título gosvāmī é usado por uma casta de gṛhasthas, mas antigamente não era assim. Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī, por exemplo, eram chamados de gosvāmī porque estavam na ordem renunciada. De modo semelhante, por ser Paramānanda Purī um sannyāsī, ele era chamado de Purī Gosvāmī. Por meio de um exame cuidadoso, portanto, percebe-se que gosvāmī não é o título de uma determinada casta; antes, é propriamente o título de uma pessoa que se encontra na ordem renunciada."}
{"ref": "cc/antya/8/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/9/", "verse_text": "mahāprabhu kailā tāṅre daṇḍavat nati\nāliṅgana kari' teṅho kaila kṛṣṇa-smṛti", "devanagari": "> মহাপ্রভু কৈলা তাঁরে দণ্ডবৎ নতি ।\n> আলিঙ্গন করি’ তেঁহো কৈল কৃষ্ণস্মৃতি ॥৯॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *tāṅre*—a ele; *daṇḍavat nati*—oferecendo reverências; *āliṅgana kari'*—abraçando; *teṅho*—Rāmacandra Purī; *kaila*—fez; *kṛṣṇa-smṛti*—lembrança de Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu também ofereceu reverências a Rāmacandra Purī, que então O abraçou e, assim, lembrou-se de Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu reverências a Rāmacandra Purī em consideração ao fato de ele ser discípulo de Śrīla Mādhavendra Purī, o mestre espiritual de Seu próprio mestre espiritual, Īśvara Purī. Quando um sannyāsī vaiṣṇava encontra outro sannyāsī vaiṣṇava, ambos se lembram de Kṛṣṇa. Até mesmo os sannyāsīs Māyāvādīs costumam lembrar-se de Nārāyaṇa, que também é Kṛṣṇa, dizendo oṁ namo bhagavate nārāyaṇa ou namo nārāyaṇa. Assim, é dever de um sannyāsī lembrar-se de Kṛṣṇa. Segundo o smṛti-śāstra, um sannyāsī não oferece reverências nem bênçãos a ninguém. Diz-se: sannyāsī nirāśīr nirnamaṣkriyaḥ: um sannyāsī não deve oferecer bênçãos nem reverências a ninguém."}
{"ref": "cc/antya/8/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/10/", "verse_text": "tina-jane iṣṭha-goṣṭhī kailā kata-kṣaṇa\njagadānanda-paṇḍita tāṅre kailā nimantraṇa", "devanagari": "> তিনজনে ইষ্টগোষ্ঠী কৈলা কতক্ষণ ।\n> জগদানন্দ-পণ্ডিত তাঁরে কৈলা নিমন্ত্রণ ॥১০॥", "synonyms": "*tina-jane*—três pessoas; *iṣṭha-goṣṭhī*—conversa sobre Kṛṣṇa; *kailā*—realizaram; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *jagadānanda-paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *tāṅre*—Rāmacandra Purī; *kailā nimantraṇa*—convidou.", "translation": "**Os três conversaram sobre Kṛṣṇa por algum tempo e, em seguida, Jagadānanda veio e fez um convite a Rāmacandra Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/11/", "verse_text": "jagannāthera prasāda ānilā bhikṣāra lāgiyā\nyatheṣṭa bhikṣā karilā teṅho nindāra lāgiyā", "devanagari": "> জগন্নাথের প্রসাদ আনিলা ভিক্ষার লাগিয়া ।\n> যথেষ্ট ভিক্ষা করিলা তেঁহো নিন্দার লাগিয়া ॥১১॥", "synonyms": "*jagannāthera prasāda*—os restos do alimento do Senhor Jagannātha; *ānilā*—trouxe; *bhikṣāra lāgiyā*—para a refeição; *yatheṣṭa bhikṣā karilā*—comeu fartamente; *teṅho*—ele; *nindāra lāgiyā*—para encontrar algum defeito.", "translation": "**Trouxe-se uma grande quantidade dos restos do alimento do Senhor Jagannātha para distribuição. Rāmacandra Purī comeu fartamente e, depois, quis encontrar defeitos em Jagadānanda Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/12/", "verse_text": "bhikṣā kari' kahe purī,--\"śuna, jagadānanda\navaśeṣa prasāda tumi karaha bhakṣaṇa\"", "devanagari": "> ভিক্ষা করি’ কহে পুরী, — “শুন, জগদানন্দ ।\n> অবশেষ প্রসাদ তুমি করহ ভক্ষণ ।।” ॥ ১২ ॥", "synonyms": "*bhikṣā kari'*—após terminar o almoço; *kahe purī*—Rāmacandra Purī pôs-se a falar; *śuna, jagadānanda*—meu caro Jagadānanda, ouve só; *avaśeṣa prasāda*—o prasāda restante; *tumi*—tu; *karaha bhakṣaṇa*—come.", "translation": "**Após terminar a refeição, Rāmacandra Purī pediu: \"Meu caro Jagadānanda, por favor, ouve. Come o alimento que sobrou.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/13/", "verse_text": "āgraha kariyā tāṅre vasi' khāoyāila\nāpane āgraha kari' pariveśana kaila", "devanagari": "> আগ্রহ করিয়া তাঁরে বসি’ খাওয়াইল ।\n> আপনে আগ্রহ করি’ পরিবেশন কৈল ॥১৩॥", "synonyms": "*āgraha kariyā*—com grande entusiasmo; *tāṅre vasi'*—acomodando-o; *khāoyāila*—alimentou-o; *āpane*—pessoalmente; *āgraha kari'*—com grande entusiasmo; *pariveśana kaila*—serviu o prasāda.", "translation": "**Com grande entusiasmo, Rāmacandra Purī acomodou Jagadānanda Paṇḍita e pessoalmente lhe serviu prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/14/", "verse_text": "āgraha kariyā punaḥ punaḥ khāoyāila\nācamana kaile nindā karite lāgila", "devanagari": "> আগ্রহ করিয়া পুনঃ পুনঃ খাওয়াইল ।\n> আচমন কৈলে নিন্দা করিতে লাগিল ॥১৪॥", "synonyms": "*āgraha kariyā*—com entusiasmo; *punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *khāoyāila*—alimentou; *ācamana kaile*—quando ele lavou as mãos e a boca; *nindā karite lāgila*—pôs-se a criticar.", "translation": "**Incentivando-o repetidas vezes, Rāmacandra Purī alimentou-o fartamente, mas, quando Jagadānanda lavou as mãos e a boca, Rāmacandra Purī pôs-se a criticá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/15/", "verse_text": "\"śuni, caitanya-gaṇa kare bahuta bhakṣaṇa\n'satya' sei vākya,--sākṣāt dekhiluṅ ekhana", "devanagari": "> “শুনি, চৈতন্যগণ করে বহুত ভক্ষণ ।\n> ‘সত্য’ সেই বাক্য, — সাক্ষাৎ দেখিলুঁ এখন ॥১৫॥", "synonyms": "*śuni*—eu ouvi; *caitanya-gaṇa*—os seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare bahuta bhakṣaṇa*—comem mais que o necessário; *satya*—verdadeira; *sei vākya*—essa afirmação; *sākṣāt*—diretamente; *dekhiluṅ*—eu vi; *ekhana*—agora.", "translation": "**\"Eu ouvi\", disse ele, \"que os seguidores de Caitanya Mahāprabhu comem mais que o necessário. Agora vi diretamente que isso é verdade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/16/", "verse_text": "sannyāsīre eta khāoyāñā kare dharma nāśa\n\nvairāgī hañā eta khāya, vairāgyera nāhi 'bhāsa' \"", "devanagari": "> সন্ন্যাসীরে এত খাওয়াঞা করে ধর্ম নাশ ।\n> বৈরাগী হঞা এত খায়, বৈরাগ্যের নাহি ‘ভাস’ ।।” ॥ ১৬ ॥", "synonyms": "*sannyāsīre*—a um sannyāsī; *eta*—tanto; *khāoyāñā*—alimentando; *kare dharma nāśa*—destrói os princípios reguladores; *vairāgī hañā*—estando na ordem renunciada; *eta*—tanto; *khāya*—come; *vairāgyera nāhi bhāsa*—não há vestígio de renúncia.", "translation": "**\"Alimentar demais um sannyāsī quebra seus princípios reguladores, pois, quando um sannyāsī come em excesso, sua renúncia é destruída.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/17/", "verse_text": "ei ta' svabhāva tāṅra āgraha kariyā\n\npiche nindā kare, āge bahuta khāoyāñā", "devanagari": "> এই ত’ স্বভাব তাঁর আগ্রহ করিয়া ।\n> পিছে নিন্দা করে, আগে বহুত খাওয়াঞা ॥১৭॥", "synonyms": "*ei*—esta; *ta'*—certamente; *sva-bhāva*—característica; *tāṅra*—sua; *āgraha kariyā*—com grande insistência; *piche*—depois; *nindā kare*—critica; *āge*—primeiro; *bahuta*—muito; *khāoyāñā*—alimentando.", "translation": "**A característica de Rāmacandra Purī era a de que primeiro induzia alguém a comer mais do que o necessário e depois o criticava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/18/", "verse_text": "pūrve yabe mādhavendra karena antardhāna\n\nrāmacandra-purī tabe āilā tāṅra sthāna", "devanagari": "> পূর্বে যবে মাধবেন্দ্র করেন অন্তর্ধান ।\n> রামচন্দ্রপুরী তবে আইলা তাঁর স্থান ॥১৮॥", "synonyms": "*pūrve*—outrora; *yabe*—quando; *mādhavendra*—Mādhavendra Purī; *karena antardhāna*—estava prestes a partir deste mundo; *rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *tabe*—naquela ocasião; *āilā*—veio; *tāṅra sthāna*—ao lugar onde ele estava.", "translation": "**Outrora, quando Mādhavendra Purī se encontrava no último estágio de sua vida, Rāmacandra Purī veio ao lugar onde ele estava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/19/", "verse_text": "purī-gosāñi kare kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana\n\n'mathurā nā pāinu' bali' karena krandana", "devanagari": "> পুরী-গোসাঞি করে কৃষ্ণনাম-সঙ্কীর্তন ।\n> ‘মথুরা না পাইনু’ বলি’ করেন ক্রন্দন ॥১৯॥", "synonyms": "*purī-gosāñi*—Mādhavendra Purī; *kare*—realizava; *kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *mathurā nā pāinu*—não obtive abrigo em Mathurā; *bali'*—dizendo; *karena krandana*—chorava.", "translation": "**Mādhavendra Purī cantava o santo nome de Kṛṣṇa e, por vezes, chorava: \"Ó meu Senhor, não obtive abrigo em Mathurā.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/20/", "verse_text": "rāmacandra-purī tabe upadeśe tāṅre\n\nśiṣya hañā guruke kahe, bhaya nāhi kare", "devanagari": "> রামচন্দ্রপুরী তবে উপদেশে তাঁরে ।\n> শিষ্য হঞা গুরুকে কহে, ভয় নাহি করে ॥২০॥", "synonyms": "*rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *tabe*—então; *upadeśe tāṅre*—instruiu-o; *śiṣya hañā*—sendo um discípulo; *guruke kahe*—disse a seu mestre espiritual; *bhaya nāhi kare*—sem temor.", "translation": "**Então Rāmacandra Purī foi tão tolo que, sem temor, ousou instruir seu mestre espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/21/", "verse_text": "\"tumi--pūrṇa-brahmānanda, karaha smaraṇa\n\nbrahmavit hañā kene karaha rodana?\"", "devanagari": "> “তুমি — পূর্ণ-ব্রহ্মানন্দ, করহ স্মরণ ।\n> ব্রহ্মবিৎ হঞা কেনে করহ রোদন?” ॥২১॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *pūrṇa-brahma-ānanda*—pleno de bem-aventurança transcendental; *karaha smaraṇa*—deves lembrar-te; *brahma-vit hañā*—estando plenamente ciente do Brahman; *kene*—por que; *karaha rodana*—estás chorando.", "translation": "**\"Se estás em plena bem-aventurança transcendental\", disse ele, \"deves agora lembrar-te apenas do Brahman. Por que estás chorando?\"**", "purport": "Como se afirma no Bhagavad-gītā, brahma-bhūtaḥ prasannātmā: uma pessoa que percebeu o Brahman é sempre feliz. Na śocati na kāṅkṣati: ela não se lamenta nem aspira a coisa alguma. Sem saber por que Mādhavendra Purī chorava, Rāmacandra Purī tentou tornar-se seu conselheiro. Cometeu, assim, uma grande ofensa, pois um discípulo jamais deve tentar instruir seu mestre espiritual."}
{"ref": "cc/antya/8/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/22/", "verse_text": "śuni' mādhavendra-mane krodha upajila\n\n'dūra, dūra, pāpiṣṭha' bali' bhartsanā karila", "devanagari": "> শুনি’ মাধবেন্দ্র-মনে ক্রোধ উপজিল ।\n> ‘দূর, দূর, পাপিষ্ঠ’ বলি’ ভর্ৎসনা করিল ॥২২॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mādhavendra*—de Mādhavendra Purī; *mane*—na mente; *krodha*—ira; *upajila*—surgiu; *dūra dūra*—sai daqui; *pāpiṣṭha*—patife pecaminoso; *bali'*—dizendo; *bhartsanā karila*—ele repreendeu.", "translation": "**Ao ouvir esta instrução, Mādhavendra Purī, tomado de grande ira, repreendeu-o, dizendo: \"Sai daqui, patife pecaminoso!**", "purport": "Rāmacandra Purī não conseguia compreender que seu mestre espiritual, Mādhavendra Purī, sentia separação transcendental. Sua lamentação não era material. Pelo contrário, procedia do mais elevado estágio do amor extático por Kṛṣṇa. Quando ele chorava em separação — \"Não pude alcançar Kṛṣṇa! Não pude chegar a Mathurā!\" —, isso não era lamentação material comum. Rāmacandra Purī não era suficientemente perito para compreender os sentimentos de Mādhavendra Purī, mas, mesmo assim, julgava-se muito avançado. Por isso, considerando as expressões de Mādhavendra Purī como lamentação material comum, aconselhou-o a lembrar-se do Brahman, pois era, em essência, um impersonalista. Mādhavendra Purī compreendeu que a posição de Rāmacandra Purī era a de um grande tolo e, portanto, repreendeu-o de imediato. Tal reprimenda por parte do mestre espiritual é decerto para o aprimoramento do discípulo."}
{"ref": "cc/antya/8/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/23/", "verse_text": "'kṛṣṇa nā pāinu, nā pāinu 'mathurā'\n\nāpana-duḥkhe maroṅ--ei dite āila jvālā", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ না পাইনু, না পাইনু ‘মথুরা’ ।\n> আপন-দুঃখে মরোঁ — এই দিতে আইল জ্বালা ॥২৩॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nā pāinu*—não obtive; *nā pāinu*—não alcancei; *mathurā*—Mathurā; *āpana-duḥkhe*—em minha própria infelicidade; *maroṅ*—estou morrendo; *ei*—esta pessoa; *dite āila jvālā*—veio causar mais dor.", "translation": "**\"Ó meu Senhor Kṛṣṇa, não pude alcançar-Te, tampouco pude alcançar Tua morada, Mathurā. Estou morrendo em minha infelicidade, e agora este patife veio causar-me mais dor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/24/", "verse_text": "more mukha nā dekhābi tui, yāo yathi-tathi\n\ntore dekhi' maile mora habe asad-gati", "devanagari": "> মোরে মুখ না দেখাবি তুই, যাও যথি-তথি ।\n> তোরে দেখি’ মৈলে মোর হবে অসদ্গতি ॥২৪॥", "synonyms": "*more*—a mim; *mukha*—rosto; *nā dekhābi*—não mostres; *tui*—tu; *yāo*—vai; *yathi-tathi*—a qualquer outro lugar; *tore*—a ti; *dekhi'*—vendo; *maile*—se eu morrer; *mora habe asat-gati*—não alcançarei meu destino.", "translation": "**\"Não me mostres teu rosto! Vai a qualquer outro lugar que desejes. Se eu morrer vendo teu rosto, não alcançarei o destino de minha vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/25/", "verse_text": "kṛṣṇa nā pāinu muñi maroṅ āpanāra duḥkhe\n\nmore 'brahma' upadeśe ei chāra mūrkhe\"", "devanagari": "> কৃষ্ণ না পাইনু মুঞি মরোঁ আপনার দুঃখে ।\n> মোরে ‘ব্রহ্ম’ উপদেশে এই ছার মূর্খে ।।” ॥ ২৫ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *nā pāinu*—não pude obter; *muñi*—eu; *maroṅ*—morro; *āpanāra duḥkhe*—em minha própria infelicidade; *more*—a mim; *brahma*—o Brahman; *upadeśe*—instrui; *ei*—este; *chāra*—condenado; *mūrkhe*—tolo.", "translation": "**\"Estou morrendo sem alcançar o abrigo de Kṛṣṇa e, portanto, sou profundamente infeliz. Agora, este patife tolo e condenado veio instruir-me sobre o Brahman.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/26/", "verse_text": "ei ye śrī-mādhavendra śrī-pāda upekṣā karila\n\nsei aparādhe iṅhāra 'vāsanā, janmila", "devanagari": "> এই যে শ্রীমাধবেন্দ্র শ্রীপাদ উপেক্ষা করিল ।\n> সেই অপরাধে ইঁহার ‘বাসনা’ জন্মিল ॥২৬॥", "synonyms": "*ei*—este; *ye*—que; *śrī-mādhavendra śrī-pāda*—Sua Senhoria Mādhavendra Purī; *upekṣā karila*—negligenciou ou denunciou; *sei aparādhe*—por causa da ofensa; *iṅhāra*—de Rāmacandra Purī; *vāsanā*—desejo material; *janmila*—surgiu.", "translation": "**Foi assim que Rāmacandra Purī foi denunciado por Mādhavendra Purī. Devido à sua ofensa, o desejo material gradualmente surgiu dentro dele.**", "purport": "A palavra vāsanā (\"desejos materiais\") refere-se ao conhecimento especulativo árido. Tal conhecimento especulativo é apenas material. Como se confirma no Śrīmad-Bhāgavatam (10.14.4), uma pessoa sem serviço devocional que simplesmente deseja conhecer as coisas (kevala-bodha-labdhaye) obtém apenas conhecimento especulativo árido, mas nenhum proveito espiritual. Isso também se confirma no Bhakti-sandarbha (111), onde se diz:\n\njīvan-muktā api punar\n\nyānti saṁsāra-vāsanām\n\nyady acintya-mahā-śaktau\n\nbhagavaty aparādhinaḥ\n\n\"Mesmo que alguém esteja liberado nesta vida, se ofender a Suprema Personalidade de Deus cairá em meio aos desejos materiais, dos quais a especulação árida sobre a percepção espiritual é um deles.\"\n\nEm seu comentário Laghu-toṣaṇī sobre o Śrīmad-Bhāgavatam (10.2.32), Jīva Gosvāmī diz:\n\njīvan-muktā api punar\n\nbandhanaṁ yānti karmabhiḥ\n\nyady acintya-mahā-śaktau\n\nbhagavaty aparādhinaḥ\n\n\"Mesmo que alguém esteja liberado nesta vida, torna-se viciado em desejos materiais por causa de ofensas à Suprema Personalidade de Deus.\"\n\nUma citação semelhante de um dos Purāṇas também aparece no Viṣṇu-bhakti-candrodaya:\n\njīvan-muktāḥ prapadyante\n\nkvacit saṁsāra-vāsanām\n\nyogino na vilipyante\n\nkarmabhir bhagavat-parāḥ\n\n\"Mesmo as almas liberadas às vezes caem em desejos materiais, mas aqueles que se ocupam plenamente no serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus não são afetados por tais desejos.\"\n\nEstas são referências de escrituras reveladas autorizadas. Se alguém se torna ofensor de seu mestre espiritual ou da Suprema Personalidade de Deus, cai à plataforma material para meramente especular."}
{"ref": "cc/antya/8/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/27/", "verse_text": "śuṣka-brahma-jñānī, nāhi kṛṣṇera 'sambandha'\n\nsarva loka nindā kare, nindāte nirbandha", "devanagari": "> শুষ্ক-ব্রহ্মজ্ঞানী, নাহি কৃষ্ণের ‘সম্বন্ধ’ ।\n> সর্ব লোক নিন্দা করে, নিন্দাতে নির্বন্ধ ॥২৭॥", "synonyms": "*śuṣka*—árido; *brahma-jñānī*—filósofo impersonalista; *nāhi*—não há; *kṛṣṇera*—com o Senhor Kṛṣṇa; *sambandha*—relação; *sarva*—todas; *loka*—pessoas; *nindā kare*—critica; *nindāte nirbandha*—fixo na blasfêmia.", "translation": "**Aquele que está apegado ao conhecimento especulativo árido não tem relação alguma com Kṛṣṇa. Sua ocupação é criticar os vaiṣṇavas. Assim, ele se situa na crítica.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explicou em seu Anubhāṣya que a palavra nirbandha indica que Rāmacandra Purī tinha um desejo constante de criticar os outros. Os māyāvādīs impersonalistas que não têm relação com Kṛṣṇa, que não conseguem adotar o serviço devocional e que simplesmente se ocupam em argumentos materiais para compreender o Brahman consideram o serviço devocional a Kṛṣṇa como karma-kāṇḍa, ou atividades fruitivas. Segundo eles, o serviço devocional a Kṛṣṇa não passa de outro meio para alcançar dharma, artha, kāma e mokṣa. Por isso, criticam os devotos por ocuparem-se em atividades materiais. Pensam que o serviço devocional é māyā e que Kṛṣṇa, ou Viṣṇu, também é māyā. É por isso que se chamam māyāvādīs. Tal mentalidade desperta numa pessoa que é ofensora de Kṛṣṇa e de Seus devotos."}
{"ref": "cc/antya/8/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/28/", "verse_text": "īśvara-purī gosāñi kare śrī-pāda-sevana\n\nsvahaste karena mala-mūtrādi mārjana", "devanagari": "> ঈশ্বরপুরী গোসাঞি করে শ্রীপাদ-সেবন ।\n> স্বহস্তে করেন মলমূত্রাদি মার্জন ॥২৮॥", "synonyms": "*īśvara-purī*—Īśvara Purī; *gosāñi*—Gosvāmī; *kare*—presta; *śrī-pāda-sevana*—serviço a Mādhavendra Purī; *sva-haste*—com sua própria mão; *karena*—realiza; *mala-mūtra-ādi*—fezes, urina e assim por diante; *mārjana*—limpeza.", "translation": "**Īśvara Purī, o mestre espiritual de Śrī Caitanya Mahāprabhu, prestava serviço a Mādhavendra Purī, limpando suas fezes e urina com sua própria mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/29/", "verse_text": "nirantara kṛṣṇa-nāma karāya smaraṇa\n\nkṛṣṇa-nāma, kṛṣṇa-līlā śunāya anukṣaṇa", "devanagari": "> নিরন্তর কৃষ্ণনাম করায় স্মরণ ।\n> কৃষ্ণনাম, কৃষ্ণলীলা শুনায় অনুক্ষণ ॥২৯॥", "synonyms": "*nirantara*—sempre; *kṛṣṇa-nāma*—o nome do Senhor Kṛṣṇa; *karāya smaraṇa*—fazia lembrar; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-līlā*—os passatempos de Kṛṣṇa; *śunāya anukṣaṇa*—fazia ouvir constantemente.", "translation": "**Īśvara Purī cantava sempre o santo nome e os passatempos do Senhor Kṛṣṇa para que Mādhavendra Purī os ouvisse. Dessa forma, ajudou Mādhavendra Purī a lembrar-se do santo nome e dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa na hora da morte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/30/", "verse_text": "tuṣṭa hañā purī tāṅre kailā āliṅgana\n\nvara dilā--'kṛṣṇe tomāra ha-uka prema-dhana'", "devanagari": "> তুষ্ট হঞা পুরী তাঁরে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> বর দিলা — ‘কৃষ্ণে তোমার হউক প্রেমধন’ ॥৩০॥", "synonyms": "*tuṣṭa hañā*—estando satisfeito; *purī*—Mādhavendra Purī; *tāṅre*—a ele; *kailā āliṅgana*—abraçou; *vara dilā*—concedeu a bênção; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *tomāra*—teu; *ha-uka*—que haja; *prema-dhana*—a riqueza do amor.", "translation": "**Satisfeito com Īśvara Purī, Mādhavendra Purī abraçou-o e concedeu-lhe a bênção de que se tornaria um grande devoto e amante de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/31/", "verse_text": "sei haite īśvara-purī--'premera sāgara'\n\nrāmacandra-purī haila sarva-nindākara", "devanagari": "> সেই হৈতে ঈশ্বরপুরী — ‘প্রেমের সাগর’ ।\n> রামচন্দ্রপুরী হৈল সর্বনিন্দাকর ॥৩১॥", "synonyms": "*sei haite*—a partir disso; *īśvara-purī*—Īśvara Purī; *premera sāgara*—o oceano de amor extático; *rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *haila*—tornou-se; *sarva-nindākara*—crítico de todos os outros.", "translation": "**Assim, Īśvara Purī tornou-se como um oceano de amor extático por Kṛṣṇa, ao passo que Rāmacandra Purī tornou-se um árido especulador e um crítico de todos os demais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/32/", "verse_text": "mahad-anugraha-nigrahera 'sākṣī' dui-jane\n\nei dui-dvāre śikhāilā jaga-jane", "devanagari": "> মহদনুগ্রহ-নিগ্রহের ‘সাক্ষী’ দুইজনে ।\n> এই দুইদ্বারে শিখাইলা জগজনে ॥৩২॥", "synonyms": "*mahat*—de uma personalidade exaltada; *anugraha*—da bênção; *nigrahera*—da punição; *sākṣī*—dando testemunho; *dui-jane*—duas pessoas; *ei dui-dvāre*—por meio destes dois; *śikhāilā*—instruiu; *jaga-jane*—as pessoas do mundo.", "translation": "**Īśvara Purī recebeu a bênção de Mādhavendra Purī, ao passo que Rāmacandra Purī recebeu dele uma repreensão. Portanto, estas duas pessoas, Īśvara Purī e Rāmacandra Purī, são exemplos dos objetos da bênção e da punição de uma grande personalidade. Mādhavendra Purī instruiu o mundo inteiro ao apresentar estes dois exemplos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/33/", "verse_text": "jagad-guru mādhavendra kari' prema dāna\n\nei śloka paḍi' teṅho kaila antardhāna", "devanagari": "> জগদ্গুরু মাধবেন্দ্র করি’ প্রেম দান ।\n> এই শ্লোক পড়ি’ তেঁহো কৈল অন্তর্ধান ॥৩৩॥", "synonyms": "*jagat-guru*—o mestre espiritual do mundo inteiro; *mādhavendra*—Mādhavendra Purī; *kari' prema dāna*—dando como caridade o amor extático por Kṛṣṇa; *ei śloka paḍi'*—recitando este verso; *teṅho*—ele; *kaila antardhāna*—partiu deste mundo material.", "translation": "**Sua Divina Graça Mādhavendra Purī, o mestre espiritual do mundo inteiro, distribuiu assim o amor extático por Kṛṣṇa. Ao partir do mundo material, Ele cantou o seguinte verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/34/", "verse_text": "ayi dīna-dayārdra nātha he\n\nmathurā-nātha kadāvalokyase\n\nhṛdayaṁ tvad-aloka-kātaraṁ\n\ndayita bhrāmyati kiṁ karomy aham", "devanagari": "> অয়ি দীনদয়ার্দ্রনাথ হে\n> মথুরানাথ কদাবলোক্যসে ।\n> হৃদয়ং ত্বদলোককাতরং\n> দয়িত ভ্রাম্যতি কিং করোম্যহম্ ॥৩৪॥", "synonyms": "*ayi*—ó meu Senhor; *dīna*—para com os pobres; *dayā-ārdra*—compassivo; *nātha*—ó mestre; *he*—ó; *mathurā-nātha*—o mestre de Mathurā; *kadā*—quando; *avalokyase*—verei a Ti; *hṛdayam*—meu coração; *tvat*—de Ti; *aloka*—sem ver; *kātaram*—muito aflito; *dayita*—ó amado dos amados; *bhrāmyati*—fica dominado; *kim*—o que; *karomi*—farei; *aham*—eu.", "translation": "**\"Ó meu Senhor! Ó mestre dos mais misericordiosos! Ó mestre de Mathurā! Quando Te verei novamente? Por não Te ver, meu coração agitado tornou-se instável. Ó amado dos amados, que farei agora?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/35/", "verse_text": "ei śloke kṛṣṇa-prema kare upadeśa\n\nkṛṣṇera virahe bhaktera bhāva-viśeṣa", "devanagari": "> এই শ্লোকে কৃষ্ণপ্রেম করে উপদেশ ।\n> কৃষ্ণের বিরহে ভক্তের ভাববিশেষ ॥৩৫॥", "synonyms": "*ei śloke*—neste verso; *kṛṣṇa-prema*—amor por Kṛṣṇa; *kare upadeśa*—instrui; *kṛṣṇera virahe*—por sentir separação de Kṛṣṇa; *bhaktera*—do devoto; *bhāva-viśeṣa*—a situação transcendental.", "translation": "**Neste verso, Mādhavendra Purī instrui como alcançar o amor extático por Kṛṣṇa. Ao sentir separação de Kṛṣṇa, a pessoa situa-se espiritualmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/36/", "verse_text": "pṛthivīte ropaṇa kari' gelā premāṅkura\n\nsei premāṅkurera vṛkṣa--caitanya-ṭhākura", "devanagari": "> পৃথিবীতে রোপণ করি’ গেলা প্রেমাঙ্কুর ।\n> সেই প্রেমাঙ্কুরের বৃক্ষ — চৈতন্যঠাকুর ॥৩৬॥", "synonyms": "*pṛthivīte*—dentro deste mundo material; *ropaṇa kari'*—semeando; *gelā*—partiu; *prema-aṅkura*—a semente do amor extático por Kṛṣṇa; *sei prema-aṅkurera*—daquela semente do amor extático por Kṛṣṇa; *vṛkṣa*—a árvore; *caitanya-ṭhākura*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Mādhavendra Purī semeou a semente do amor extático por Kṛṣṇa dentro deste mundo material e, então, partiu. Aquela semente tornou-se mais tarde uma grande árvore sob a forma de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/37/", "verse_text": "prastāve kahiluṅ purī-gosāñira niryāṇa\n\nyei ihā śune, sei baḍa bhāgyavān", "devanagari": "> প্রস্তাবে কহিলুঁ পুরী-গোসাঞির নির্যাণ ।\n> যেই ইহা শুনে, সেই বড় ভাগ্যবান্ ॥৩৭॥", "synonyms": "*prastāve*—incidentalmente; *kahiluṅ*—descrevi; *purī-gosāñira*—de Mādhavendra Purī; *niryāṇa*—o falecimento; *yei*—aquele que; *ihā*—isto; *śune*—ouve; *sei*—ele; *baḍa bhāgyavān*—muito afortunado.", "translation": "**Descrevi incidentalmente o falecimento de Mādhavendra Purī. Quem quer que ouça isto deve ser considerado muito afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/38/", "verse_text": "rāmacandra-purī aiche rahilā nīlācale\n\nvirakta svabhāva, kabhu rahe kona sthale", "devanagari": "> রামচন্দ্রপুরী ঐছে রহিলা নীলাচলে ।\n> বিরক্ত স্বভাব, কভু রহে কোন স্থলে ॥৩৮॥", "synonyms": "*rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *aiche*—dessa maneira; *rahilā nīlācale*—permaneceu em Jagannātha Purī; *virakta*—renunciado; *sva-bhāva*—como é o costume; *kabhu*—às vezes; *rahe*—ele permanecia; *kona sthale*—em determinado lugar.", "translation": "**Assim, Rāmacandra Purī permaneceu em Jagannātha Purī. Como é costume para aqueles na ordem renunciada, ele às vezes permanecia em determinado lugar e, depois, partia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/39/", "verse_text": "animantraṇa bhikṣā kare, nāhika nirṇaya\n\nanyera bhikṣāra sthitira layena niścaya", "devanagari": "> অনিমন্ত্রণ ভিক্ষা করে, নাহিক নির্ণয় ।\n> অন্যের ভিক্ষার স্থিতির লয়েন নিশ্চয় ॥৩৯॥", "synonyms": "*animantraṇa*—sem ser convidado; *bhikṣā kare*—aceita alimento; *nāhika nirṇaya*—não há certeza; *anyera*—dos outros; *bhikṣāra*—da aceitação de prasāda; *sthitira*—da situação; *layena niścaya*—toma nota.", "translation": "**Não havia certeza de onde Rāmacandra Purī tomaria sua refeição, pois ele o fazia mesmo sem ser convidado. Não obstante, ele era muito minucioso em manter registro de como os outros tomavam suas refeições.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/40/", "verse_text": "prabhura nimantraṇe lāge kauḍi cāri paṇa\n\nkabhu kāśīśvara, govinda khāna tina jana", "devanagari": "> প্রভুর নিমন্ত্রণে লাগে কৌড়ি চারি পণ ।\n> কভু কাশীশ্বর, গোবিন্দ খান তিন জন ॥৪০॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇe*—para o convite; *lāge*—é necessário; *kauḍi cāri paṇa*—quatro vezes oitenta pequenos búzios; *kabhu kāśīśvara*—às vezes Kāśīśvara; *govinda*—o servo pessoal de Caitanya Mahāprabhu; *khāna*—comem; *tina jana*—três pessoas.", "translation": "**Convidar Śrī Caitanya Mahāprabhu custava 320 kauḍis [pequenos búzios]. Isso fornecia almoço para três pessoas, incluindo Śrī Caitanya Mahāprabhu e, às vezes, Kāśīśvara e Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/41/", "verse_text": "pratyaha prabhura bhikṣā iti-uti haya\n\nkeha yadi mūlya āne, cāri-paṇa-nirṇaya", "devanagari": "> প্রত্যহ প্রভুর ভিক্ষা ইতি-উতি হয় ।\n> কেহ যদি মূল্য আনে, চারিপণ-নির্ণয় ॥৪১॥", "synonyms": "*prati-aha*—diariamente; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā*—esmola; *iti-uti*—aqui e ali; *haya*—é; *keha*—alguém; *yadi*—se; *mūlya āne*—paga; *cāri-paṇa*—quatro vezes oitenta pequenos búzios; *nirṇaya*—como quantia fixa.", "translation": "**Todos os dias, o Senhor tomava Sua refeição em um lugar diferente, e, se alguém estivesse disposto a pagar por uma refeição, o preço fixado era de apenas quatro paṇas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/42/", "verse_text": "prabhura sthiti, rīti, bhikṣā, śayana, prayāṇa\n\nrāmacandra-purī kare sarvānusandhāna", "devanagari": "> প্রভুর স্থিতি, রীতি, ভিক্ষা, শয়ন, প্রয়াণ ।\n> রামচন্দ্রপুরী করে সর্বানুসন্ধান ॥৪২॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sthiti*—a situação; *rīti*—os princípios reguladores; *bhikṣā*—a aceitação do almoço; *śayana*—o sono; *prayāṇa*—o movimento; *rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *kare sarva-anusandhāna*—colhe todas as informações sobre.", "translation": "**Rāmacandra Purī ocupava-se em reunir todo tipo de informação sobre como Śrī Caitanya Mahāprabhu se situava, incluindo Seus princípios reguladores, Sua refeição, Seu sono e Seus movimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/43/", "verse_text": "prabhura yateka guṇa sparśite nārila\n\nchidra cāhi' bule, kāṅhā chidra nā pāila", "devanagari": "> প্রভুর যতেক গুণ স্পর্শিতে নারিল ।\n> ছিদ্র চাহি’ বুলে, কাঁহা ছিদ্র না পাইল ॥৪৩॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yateka guṇa*—todos os atributos transcendentais; *sparśite nārila*—não conseguia tocar nem compreender; *chidra cāhi'*—procurando defeitos; *bule*—ele anda por toda parte; *kāṅhā*—em parte alguma; *chidra*—defeito; *nā pāila*—ele não conseguiu encontrar.", "translation": "**Como Rāmacandra Purī só estava interessado em encontrar defeitos, não conseguia compreender as qualidades transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sua única preocupação era encontrar defeitos, mas, ainda assim, não conseguia encontrar nenhum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/44/", "verse_text": "'sannyāsī hañā kare miṣṭānna bhakṣaṇa\n\nei bhoge haya kaiche indriya-vāraṇa'?", "devanagari": "> ‘সন্ন্যাসী হঞা করে মিষ্টান্ন ভক্ষণ ।\n> এই ভোগে হয় কৈছে ইন্দ্রিয়-বারণ’? ॥৪৪॥", "synonyms": "*sannyāsī hañā*—sendo um sannyāsī; *kare miṣṭānna bhakṣaṇa*—come doces; *ei bhoge*—por comer assim; *haya*—há; *kaiche*—como; *indriya-vāraṇa*—o controle dos sentidos.", "translation": "**Por fim, ele encontrou um defeito. \"Como pode uma pessoa na ordem renunciada comer tantos doces?\", disse ele. \"Se alguém come doces, controlar os sentidos é muito difícil.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/45/", "verse_text": "ei nindā kari' kahe sarva-loka-sthāne\n\nprabhure dekhiteha avaśya āise prati-dine", "devanagari": "> এই নিন্দা করি’ কহে সর্বলোক-স্থানে ।\n> প্রভুরে দেখিতেহ অবশ্য আইসে প্রতিদিনে ॥৪৫॥", "synonyms": "*ei nindā*—esta crítica; *kari'*—fazendo; *kahe*—fala; *sarva-loka-sthāne*—a todos; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhiteha*—para ver, ainda; *avaśya*—certamente; *āise*—vem; *prati-dine*—diariamente.", "translation": "**Dessa maneira, Rāmacandra Purī blasfemava contra Śrī Caitanya Mahāprabhu diante de todos; não obstante, ele vinha regularmente ver o Senhor todos os dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/46/", "verse_text": "prabhu guru-buddhye karena sambhrama, sammāna\n\nteṅho chidra cāhi' bule,--ei tāra kāma", "devanagari": "> প্রভু গুরুবুদ্ধ্যে করেন সম্ভ্রম, সম্মান ।\n> তেঁহো ছিদ্র চাহি’ বুলে, — এই তার কাম ॥৪৬॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *guru-buddhye*—aceitando-o como um irmão espiritual de Seu mestre espiritual; *karena sambhrama sammāna*—oferece pleno respeito e reverências; *teṅho*—Rāmacandra Purī; *chidra cāhi'*—tentando encontrar defeitos; *bule*—anda por aí; *ei*—esta; *tāra*—dele; *kāma*—ocupação.", "translation": "**Quando se encontravam, o Senhor Lhe oferecia respeitosas reverências, considerando-o um irmão espiritual de Seu mestre espiritual. A ocupação de Rāmacandra Purī, contudo, era procurar defeitos no Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/47/", "verse_text": "yata nindā kare tāhā prabhu saba jāne\n\ntathāpi ādara kaṛe baḍa-i sambhrame", "devanagari": "> যত নিন্দা করে তাহা প্রভু সব জানে ।\n> তথাপি আদর করে বড়ই সম্ভ্রমে ॥৪৭॥", "synonyms": "*yata*—qualquer que seja; *nindā*—blasfêmia; *kare*—faz; *tāhā*—isso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—tudo; *jāne*—sabe; *tathāpi*—ainda; *ādara kare*—oferece respeito; *baḍa-i sambhrame*—com grande atenção.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sabia que Rāmacandra Purī O criticava diante de todos; mesmo assim, sempre que Rāmacandra Purī vinha vê-Lo, o Senhor lhe oferecia respeitos com grande atenção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/48/", "verse_text": "eka-dina prātaḥ-kāle āilā prabhura ghara\n\npipīlikā dekhi' kichu kahena uttara", "devanagari": "> একদিন প্রাতঃকালে আইলা প্রভুর ঘর ।\n> পিপীলিকা দেখি’ কিছু কহেন উত্তর ॥৪৮॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *āilā*—veio; *prabhura ghara*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pipīlikā dekhi'*—vendo muitas formigas; *kichu kahena uttara*—começou a dizer algo crítico.", "translation": "**Certo dia, Rāmacandra Purī veio pela manhã à morada de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ao ver muitas formigas, ele disse algo para criticar o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/49/", "verse_text": "\"rātrāv atra aikṣavam āsīt, tena\n\npipīlikāḥ sañcaranti aho! viraktānāṁ\n\nsannyāsinām iyam indriya-lālaseti\n\nbruvann utthāya gataḥ.\"", "devanagari": "> “রাত্রাবত্র ঐক্ষবমাসীৎ, তেন পিপীলিকাঃ সঞ্চরন্তি ।\n> অহো! বিরক্তানাং সন্ন্যাসিনামিয়মিন্দ্রিয়লালসেতি ব্রুবন্নুত্থায় গতঃ ।।” ॥ ৪৯ ॥", "synonyms": "*rātrau*—à noite; *atra*—aqui; *aikṣavam*—açúcar cristalizado; *āsīt*—havia; *tena*—por isso; *pipīlikāḥ*—formigas; *sañcaranti*—perambulam; *aho*—ai; *viraktānām*—renunciados; *sannyāsinām*—de sannyāsīs; *iyam*—este; *indriya*—aos sentidos; *lālasa*—apego; *iti*—assim; *bruvan*—falando; *utthāya*—levantando-se; *gataḥ*—partiu.", "translation": "**\"Ontem à noite havia açúcar cristalizado aqui\", disse ele. \"Por isso há formigas perambulando. Ai, este sannyāsī renunciado está apegado a tal gratificação dos sentidos!\" Depois de falar dessa maneira, ele se levantou e partiu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/50/", "verse_text": "prabhu paramparāya nindā kairāchena śravaṇa\n\nebe sākṣāt śunilena 'kalpita' nindana", "devanagari": "> প্রভু পরম্পরায় নিন্দা কৈরাছেন শ্রবণ ।\n> এবে সাক্ষাৎ শুনিলেন ‘কল্পিত’ নিন্দন ॥৫০॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paramparāya*—por ouvir dizer; *nindā*—blasfêmia; *kairāchena śravaṇa*—ouvira; *ebe*—agora; *sākṣāt*—diretamente; *śunilena*—Ele ouviu; *kalpita*—imaginária; *nindana*—blasfêmia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ouvira rumores sobre a blasfêmia de Rāmacandra Purī. Agora, Ele ouvia diretamente as suas acusações imaginárias.**", "purport": "Rāmacandra Purī não pôde encontrar defeito algum no caráter de Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois Ele se situa numa posição transcendental, como a Suprema Personalidade de Deus. Geralmente, as formigas são encontradas em toda parte; mas, quando Rāmacandra Purī viu formigas rastejando na morada do Senhor, deu por certo que elas deviam estar ali porque Caitanya Mahāprabhu estivera comendo doces. Assim, ele descobriu defeitos imaginários no Senhor e, em seguida, partiu."}
{"ref": "cc/antya/8/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/51/", "verse_text": "sahajei pipīlikā sarvatra beḍāya\n\ntāhāte tarka uṭhāñā doṣa lāgāya", "devanagari": "> সহজেই পিপীলিকা সর্বত্র বেড়ায় ।\n> তাহাতে তর্ক উঠাঞা দোষ লাগায় ॥৫১॥", "synonyms": "*sahajei*—geralmente; *pipīlikā*—formigas; *sarvatra*—em toda parte; *beḍāya*—perambulam; *tāhāte*—por isso; *tarka uṭhāñā*—suscitando uma controvérsia; *doṣa lāgāya*—encontram defeitos.", "translation": "**As formigas geralmente rastejam por aqui, por ali e por toda parte; mas Rāmacandra Purī, à procura de defeitos imaginários, criticou Śrī Caitanya Mahāprabhu alegando que houvera doces em Seu quarto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/52/", "verse_text": "śuni' tāhā prabhura saṅkoca-bhaya mane\n\ngovinde bolāñā kichu kahena vacane", "devanagari": "> শুনি’ তাহা প্রভুর সঙ্কোচ-ভয় মনে  ।\n> গোবিন্দে বোলাঞা কিছু কহেন বচনে ॥৫২॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *tāhā*—isso; *prabhura*—de Śrī Caitanya; *saṅkoca*—dúvida; *bhaya*—temor; *mane*—na mente; *govinde bolāñā*—chamando Govinda; *kichu*—algumas; *kahena*—falou; *vacane*—palavras.", "translation": "**Depois de ouvir essa crítica, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou em dúvida e apreensivo. Por isso, Ele chamou Govinda e o instruiu da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/53/", "verse_text": "\"āji haite bhikṣā āmāra ei ta' niyama\n\npiṇḍā-bhogera eka cauṭhi, pāṅca-gaṇḍāra vyañjana", "devanagari": "> “আজি হৈতে ভিক্ষা আমার এই ত’ নিয়ম  ।\n> পিণ্ডাভোগের এক চৌঠি, পাঁচগণ্ডার ব্যঞ্জন ॥৫৩॥", "synonyms": "*āji haite*—de hoje em diante; *bhikṣā āmāra*—Meu aceitar prasāda; *ei*—esta; *ta'*—certamente; *niyama*—a regra; *piṇḍā-bhogera*—do prasāda do Senhor Jagannātha; *eka cauṭhi*—um quarto de um pote; *pāṅca-gaṇḍāra vyañjana*—hortaliças que custam cinco gaṇḍās (um gaṇḍā equivale a quatro kauḍis).", "translation": "**\"De hoje em diante, será regra que Eu aceitarei apenas um quarto de um pote do prasāda do Senhor Jagannātha e cinco gaṇḍās em hortaliças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/54/", "verse_text": "ihā ba-i adhika āra kichu nā ānibā\n\nadhika ānile āmā ethā nā dekhibā\"", "devanagari": "> ইহা বই অধিক আর কিছু না আনিবা ।\n> অধিক আনিলে আমা এথা না দেখিবা ।।” ॥ ৫৪ ॥", "synonyms": "*ihā ba-i*—exceto isto; *adhika*—mais; *āra*—extra; *kichu*—qualquer coisa; *nā ānibā*—não tragas; *adhika ānile*—se trouxeres mais; *āmā*—a Mim; *ethā*—aqui; *nā dekhibā*—não verás.", "translation": "**\"Se trouxeres algo além disto, não Me verás mais aqui.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/55/", "verse_text": "sakala vaiṣṇave govinda kahe ei vāt\n\nśuni' sabāra māthe yaiche haila vajrāghāta", "devanagari": "> সকল বৈষ্ণবে গোবিন্দ কহে এই বাত্ ।\n> শুনি’ সবার মাথে যৈছে হৈল বজ্রাঘাত ॥৫৫॥", "synonyms": "*sakala vaiṣṇave*—a todos os vaiṣṇavas; *govinda*—Govinda; *kahe*—informa; *ei vāt*—esta mensagem; *śuni'*—ouvindo; *sabāra māthe*—na cabeça de todos; *yaiche*—como se; *haila*—houve; *vajra-āghāta*—golpe de raio.", "translation": "**Govinda transmitiu essa mensagem a todos os devotos. Quando a ouviram, sentiram como se suas cabeças tivessem sido golpeadas por raios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/56/", "verse_text": "rāmacandra-purīke sabāya deya tiraskāra\n\n'ei pāpiṣṭha āsi' prāṇa la-ila sabāra'", "devanagari": "> রামচন্দ্রপুরীকে সবায় দেয় তিরস্কার ।\n> ‘এই পাপিষ্ঠ আসি’ প্রাণ লইল সবার’ ॥৫৬॥", "synonyms": "*rāmacandra-purīke*—a Rāmacandra Purī; *sabāya*—todos os devotos; *deya tiraskāra*—repreendem; *ei pāpiṣṭha*—este homem pecaminoso; *āsi'*—vindo; *prāṇa*—a vida; *la-ila*—tomou; *sabāra*—de todos.", "translation": "**Todos os devotos condenaram Rāmacandra Purī, dizendo: \"Este homem pecaminoso veio aqui e tirou nossas vidas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/57-58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/57-58/", "verse_text": "sei-dina eka-vipra kaila nimantraṇa\n\neka-cauṭhi bhāta, pāṅca-gaṇḍāra vyañjana\n\nei-mātra govinda kaila aṅgīkāra\n\nmāthāya ghā māre vipra, kare hāhākāra", "devanagari": "> সেইদিন একবিপ্র কৈল নিমন্ত্রণ ।\n> এক-চৌঠি ভাত, পাঁচ-গণ্ডার ব্যঞ্জন ॥৫৭॥\n> এইমাত্র গোবিন্দ কৈল অঙ্গীকার ।\n> মাথায় ঘা মারে বিপ্র, করে হাহাকার ॥৫৮॥", "synonyms": "*sei-dina*—naquele dia; *eka-vipra*—um brāhmaṇa; *kaila nimantraṇa*—convidou; *eka-cauṭhi bhāta*—um quarto de um pote de arroz; *pāṅca-gaṇḍāra vyañjana*—hortaliças que valiam apenas cinco gaṇḍās; *ei-mātra*—apenas isto; *govinda*—o servo do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *kaila aṅgīkāra*—aceitou; *māthāya*—sua cabeça; *ghā māre*—golpeou; *vipra*—o brāhmaṇa; *kare hāhā-kāra*—começou a dizer: \"ai, ai\".", "translation": "**Naquele dia, um brāhmaṇa fez um convite a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando Govinda aceitou apenas cinco gaṇḍās em hortaliças e um quarto de um pote de arroz, o brāhmaṇa, em grande desespero, golpeou a própria cabeça com a mão e gritou: \"Ai! Ai!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/59/", "verse_text": "sei bhāta-vyañjana prabhu ardheka khāila\n\nye kichu rahila, tāhā govinda pāila", "devanagari": "> সেই ভাত-ব্যঞ্জন প্রভু অর্ধেক খাইল ।\n> যে কিছু রহিল, তাহা গোবিন্দ পাইল ॥৫৯॥", "synonyms": "*sei*—esse; *bhāta*—arroz; *vyañjana*—hortaliça; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ardheka khāila*—comeu metade; *ye kichu rahila*—o que quer que restasse; *tāhā*—isso; *govinda*—Govinda; *pāila*—recebeu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu comeu apenas metade do arroz e das hortaliças, e o que restou foi recebido por Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/60/", "verse_text": "ardhāśana karena prabhu, govinda ardhāśana\n\nsaba bhakta-gaṇa tabe chāḍila bhojana", "devanagari": "> অর্ধাশন করেন প্রভু, গোবিন্দ অর্ধাশন ।\n> সব ভক্তগণ তবে ছাড়িল ভোজন ॥৬০॥", "synonyms": "*ardha-aśana karena*—come metade; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *govinda*—Govinda; *ardha-aśana*—come metade; *saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *tabe*—naquela ocasião; *chāḍila bhojana*—desistiram de comer.", "translation": "**Assim, tanto Śrī Caitanya Mahāprabhu como Govinda comeram apenas metade do alimento de que necessitavam. Por causa disso, todos os demais devotos desistiram de comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/61/", "verse_text": "govinda-kāśīśvare prabhu kailā ājñāpana\n\n'duṅhe anyatra māgi' kara udara bharaṇa'", "devanagari": "> গোবিন্দ-কাশীশ্বরে প্রভু কৈলা আজ্ঞাপন ।\n> ‘দুঁহে অন্যত্র মাগি’ কর উদর ভরণ’ ॥৬১॥", "synonyms": "*govinda-kāśīśvare*—a Govinda e Kāśīśvara; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—fez; *ājñāpana*—ordem; *duṅhe*—vós dois; *anyatra*—em outro lugar; *māgi'*—mendigando; *kara udara bharaṇa*—enchei vossos ventres.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Govinda e Kāśīśvara: \"Podeis ambos receber esmolas em outro lugar para encher vossos ventres.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/62/", "verse_text": "ei-rūpa mahā-duḥkhe dina kata gela\n\nśuni, rāmacandra-purī prabhu-pāśa āila", "devanagari": "> এইরূপ মহাদুঃখে দিন কত গেল ।\n> শুনি’ রামচন্দ্রপুরী প্রভু-পাশ আইল ॥৬২॥", "synonyms": "*ei-rūpa*—dessa maneira; *mahā-duḥkhe*—em grande infelicidade; *dina kata*—alguns dias; *gela*—passaram; *śuni'*—ouvindo; *rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *prabhu-pāśa āila*—veio a Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Dessa maneira, passaram-se alguns dias em grande infelicidade. Ao ouvir tudo isso, Rāmacandra Purī foi ter com Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/63/", "verse_text": "praṇāma kari' prabhu kailā caraṇa vandana\n\nprabhure kahaye kichu hāsiyā vacana", "devanagari": "> প্রণাম করি’ প্রভু কৈলা চরণ বন্দন ।\n> প্রভুরে কহয়ে কিছু হাসিয়া বচন ॥৬৩॥", "synonyms": "*praṇāma kari'*—oferecendo reverências; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā caraṇa vandana*—prestou respeito a seus pés; *prabhure*—a Caitanya Mahāprabhu; *kahaye*—ele diz; *kichu*—algumas; *hāsiyā*—sorrindo; *vacana*—palavras.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu Suas reverências a Rāmacandra Purī, adorando seus pés. Então Rāmacandra Purī sorriu e falou ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/64/", "verse_text": "\"sannyāsīra dharma nahe 'indriya-tarpaṇa'\n\nyaiche taiche kare mātra udara bharaṇa", "devanagari": "> “সন্ন্যাসীর ধর্ম নহে ‘ইন্দ্রিয়-তর্পণ’ ।\n> যৈছে তৈছে করে মাত্র উদর ভরণ ॥৬৪॥", "synonyms": "*sannyāsīra*—de um sannyāsī; *dharma*—princípio religioso; *nahe*—não é; *indriya-tarpaṇa*—gratificar os sentidos; *yaiche taiche*—de uma forma ou de outra; *kare*—faz; *mātra*—apenas; *udara bharaṇa*—encher o ventre.", "translation": "**Rāmacandra Purī aconselhou: \"Não é função de um sannyāsī gratificar seus sentidos. Ele deve encher seu ventre de uma forma ou de outra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/65/", "verse_text": "tomāre kṣīṇa dekhi, śuni,--kara ardhāśana\n\nei 'śuṣka-vairāgya' nahe sannyāsīra 'dharma'", "devanagari": "> তোমারে ক্ষীণ দেখি, শুনি, — কর অর্ধাশন ।\n> এই ‘শুষ্ক-বৈরাগ্য’ নহে সন্ন্যাসীর ‘ধর্ম’ ॥৬৫॥", "synonyms": "*tomāre*—a Ti; *kṣīṇa*—magro; *dekhi*—vejo; *śuni*—ouvi; *kara ardha-aśana*—comes pela metade; *ei*—esta; *śuṣka-vairāgya*—renúncia seca; *nahe*—não é; *sannyāsīra dharma*—a religião de um sannyāsī.", "translation": "**\"Ouvi dizer que reduziste Tua alimentação à metade. De fato, vejo que estás magro. Tal renúncia seca também não é a religião de um sannyāsī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/66/", "verse_text": "yathā-yogya udara bhare, nā kare 'viṣaya' bhoga\n\nsannyāsīra tabe siddha haya jñāna-yoga", "devanagari": "> যথাযোগ্য উদর ভরে, না করে ‘বিষয়’ ভোগ ।\n> সন্ন্যাসীর তবে সিদ্ধ হয় জ্ঞানযোগ ॥৬৬॥", "synonyms": "*yathā-yogya*—tanto quanto necessário; *udara bhare*—enche o ventre; *nā kare*—não faz; *viṣaya bhoga*—gozo material; *sannyāsīra*—de um sannyāsī; *tabe*—então; *siddha*—perfeito; *haya*—é; *jñāna-yoga*—avanço espiritual em conhecimento.", "translation": "**\"Um sannyāsī come tanto quanto necessário para manter seu corpo, mas não desfruta de satisfazer seus sentidos materialmente. Assim um sannyāsī torna-se perfeito em seu avanço espiritual em conhecimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/67-68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/67-68/", "verse_text": "nātyaśnato 'pi yogo 'sti\n\nna caikāntam anaśnataḥ\n\nna cāti-svapna-śīlasya\n\njāgrato naiva cārjuna\n\nyuktāhāra-vihārasya\n\nyukta-ceṣṭasya karmasu\n\nyukta-svapnāvabodhasya\n\nyogo bhavati duḥkha-hā\"", "devanagari": "> নাত্যশ্নতোঽপি যোগোঽস্তি ন চৈকান্তমনশ্নতঃ ।\n> ন চাতিস্বপ্নশীলস্য জাগ্রতো নৈব চার্জুন ॥৬৭॥\n> যুক্তাহারবিহারস্য যুক্তচেষ্টস্য কর্মসু ।\n> যুক্তস্বপ্নাববোধস্য যোগো ভবতি দুঃখহা ।।” ৬৮ ॥৬৮॥", "synonyms": "*na*—não; *ati-aśnataḥ*—de quem come demais; *api*—certamente; *yogaḥ*—vínculo com o Supremo; *asti*—há; *na*—não; *ca*—também; *ekāntam*—unicamente; *anaśnataḥ*—de quem se abstém de comer; *na*—não; *ca*—também; *ati-svapna-śīlasya*—de quem dorme e sonha demais; *jāgrataḥ*—de quem se mantém acordado; *na*—não; *eva*—certamente; *ca*—também; *arjuna*—ó Arjuna; *yukta*—tanto quanto necessário; *āhāra*—comer; *vihārasya*—de quem o gozo dos sentidos; *yukta*—próprio; *ceṣṭasya*—de quem o esforço; *karmasu*—na execução de deveres; *yukta*—tanto quanto necessário; *svapna*—sonhar durante o sono; *avabodhasya*—de quem o manter-se acordado; *yogaḥ*—prática de yoga; *bhavati*—é; *duḥkha-hā*—diminuindo os sofrimentos.", "translation": "**\"Meu querido Arjuna, ninguém pode praticar o yoga místico se come mais do que o necessário ou jejua desnecessariamente, se dorme e sonha demais ou se não dorme o suficiente. A pessoa deve comer e desfrutar de seus sentidos tanto quanto necessário, deve esforçar-se devidamente para executar seus deveres e deve regular seu sono e sua vigília. Assim a pessoa pode libertar-se das dores materiais ao executar o yoga místico.'\"**", "purport": "Esta é uma citação do Bhagavad-gītā (6.16-17)."}
{"ref": "cc/antya/8/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/69/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"ajña bālaka mui 'śiṣya' tomāra\n\nmore śikṣā deha',--ei bhāgya āmāra\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “অজ্ঞ বালক মুই ‘শিষ্য’ তোমার ।\n> মোরে শিক্ষা দেহ’, — এই ভাগ্য আমার ।।” ॥ ৬৯ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ajña*—ignorante; *bālaka*—menino; *mui*—Eu; *śiṣya tomāra*—teu discípulo; *more*—a Mim; *śikṣā deha'*—estás instruindo; *ei*—esta; *bhāgya āmāra*—Minha grande fortuna.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então submeteu-Se humildemente: \"Sou como um menino ignorante e como teu discípulo. É Minha grande fortuna que tu Me instruas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/70/", "verse_text": "eta śuni' rāmacandra-purī uṭhi' gelā\n\nbhakta-gaṇa ardhāśana kare,--purī gosāñi śunilā", "devanagari": "> এত শুনি’ রামচন্দ্রপুরী উঠি’ গেলা ।\n> ভক্তগণ অর্ধাশন করে, — পুরী গোসাঞি শুনিলা ॥৭০॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *uṭhi' gelā*—levantou-se e partiu; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *ardha-aśana kare*—estavam comendo metade da quantidade; *purī gosāñi*—Rāmacandra Purī; *śunilā*—ouviu.", "translation": "**Ao ouvir isso, Rāmacandra Purī levantou-se e partiu. Ele também ouviu de várias fontes que todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu estavam comendo a metade do habitual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/71/", "verse_text": "āra dina bhakta-gaṇa-saha paramānanda-purī\n\nprabhu-pāśe nivedilā dainya-vinaya kari'", "devanagari": "> আর দিন ভক্তগণ-সহ পরমানন্দপুরী  ।\n> প্রভু-পাশে নিবেদিলা দৈন্য-বিনয় করি’ ॥৭১॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *bhakta-gaṇa-saha*—com os demais devotos; *paramānanda-purī*—Paramānanda Purī; *prabhu-pāśe*—perante Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nivedilā*—submeteu; *dainya-vinaya kari'*—com grande humildade e submissão.", "translation": "**No dia seguinte, Paramānanda Purī e outros devotos aproximaram-se de Śrī Caitanya Mahāprabhu com grande humildade e submissão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/72/", "verse_text": "\"rāmacandra-purī haya ninduka-svabhāva\n\ntāra bole anna chāḍi' kibā habe lābha?", "devanagari": "> “রামচন্দ্রপুরী হয় নিন্দুক-স্বভাব  ।\n> তার বোলে অন্ন ছাড়ি’ কিবা হবে লাভ? ॥৭২॥", "synonyms": "*rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *haya*—é; *ninduka-svabhāva*—um crítico por natureza; *tāra bole*—por suas palavras; *anna chāḍi'*—abandonando o comer adequadamente; *kibā*—que; *habe*—haverá; *lābha*—proveito.", "translation": "**Paramānanda Purī disse: \"Meu irmão espiritual Rāmacandra Purī é, por natureza, um mau crítico. Se Tu abandonares o comer por causa de suas palavras, que proveito haverá disso?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/73/", "verse_text": "purīra svabhāva,--yatheṣṭa āhāra karāñā\n\nye nā khāya, tāre khāoyāya yatana kariyā", "devanagari": "> পুরীর স্বভাব, — যথেষ্ট আহার করাঞা ।\n> যে না খায়, তারে খাওয়ায় যতন করিয়া ॥৭৩॥", "synonyms": "*purīra svabhāva*—o caráter de Rāmacandra Purī; *yathā-iṣṭa*—tanto quanto se deseja; *āhāra karāñā*—fazer alguém comer; *ye*—o que; *nā khāya*—a pessoa não come; *tāre khāoyāya*—faz com que ela coma; *yatana kariyā*—com grande atenção.", "translation": "**\"É da natureza de Rāmacandra Purī primeiro deixar que a pessoa coma tanto quanto desejar e, se a pessoa não come mais do que o necessário, com grande atenção faz com que ela coma mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/74/", "verse_text": "khāoyāñā punaḥ tāre karaye nindana\n\n'eta anna khāo,--tomāra kata āche dhana?", "devanagari": "> খাওয়াঞা পুনঃ তারে করয়ে নিন্দন ।\n> ‘এত অন্ন খাও, — তোমার কত আছে ধন? ॥৭৪॥", "synonyms": "*khāoyāñā*—após alimentar; *punaḥ*—de novo; *tāre*—dela; *karaye nindana*—critica; *eta*—tanto; *anna*—alimento; *khāo*—comes; *tomāra*—teu; *kata*—quanto; *āche*—há; *dhana*—riqueza.", "translation": "**\"Dessa maneira ele induz a pessoa a comer mais do que o necessário e, em seguida, critica-a diretamente, dizendo: 'Comes tanto. Quanta riqueza tens em teu tesouro?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/75/", "verse_text": "sannyāsīke eta khāoyāñā kara dharma nāśa!\n\nataeva jāninu,--tomāra kichu nāhi bhāsa'", "devanagari": "> সন্ন্যাসীকে এত খাওয়াঞা কর ধর্ম নাশ !\n> অতএব জানিনু, — তোমার কিছু নাহি ভাস’ ॥৭৫॥", "synonyms": "*sannyāsīke*—os sannyāsīs; *eta*—tanto; *khāoyāñā*—induzindo a comer; *kara dharma nāśa*—arruínas os princípios religiosos; *ataeva*—portanto; *jāninu*—posso compreender; *tomāra*—teu; *kichu nāhi bhāsa*—não há avanço.", "translation": "**\"Além disso, ao induzir os sannyāsīs a comer tanto, arruínas seus princípios religiosos. Por isso posso compreender que não tens nenhum avanço.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/76/", "verse_text": "ke kaiche vyavahāre, kebā kaiche khāya\n\nei anusandhāna teṅho karaya sadāya", "devanagari": "> কে কৈছে ব্যবহারে, কেবা কৈছে খায় ।\n> এই অনুসন্ধান তেঁহো করয় সদায় ॥৭৬॥", "synonyms": "*ke*—quem; *kaiche*—como; *vyavahāre*—comporta-se; *kebā*—quem; *kaiche*—como; *khāya*—come; *ei anusandhāna*—esta indagação; *teṅho*—ele; *karaya*—faz; *sadāya*—sempre.", "translation": "**\"É próprio de Rāmacandra Purī indagar sempre sobre como os outros estão comendo e conduzindo seus afazeres diários.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/77/", "verse_text": "śāstre yei dui dharma kairāche varjana\n\nsei karma nirantara iṅhāra karaṇa", "devanagari": "> শাস্ত্রে যেই দুই ধর্ম কৈরাছে বর্জন ।\n> সেই কর্ম নিরন্তর ইঁহার করণ ॥৭৭॥", "synonyms": "*śāstre*—nas escrituras reveladas; *yei*—as quais; *dui*—duas; *dharma*—atividades; *kairāche varjana*—são rejeitadas; *sei*—essas; *karma*—atividades; *nirantara*—sempre; *iṅhāra*—dele; *karaṇa*—ação.", "translation": "**\"Os dois tipos de atividade rejeitados nas escrituras reveladas constituem seus afazeres diários.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/78/", "verse_text": "para-svabhāva-karmāṇi\n\nna praśaṁsen na garhayet\n\nviśvam ekātmakaṁ paśyan\n\nprakṛtyā puruṣeṇa ca", "devanagari": "> পরস্বভাবকর্মাণি ন প্রশংসেন্ন গর্হয়েৎ ।\n> বিশ্বমেকাত্মকং পশ্যন্ প্রকৃত্যা পুরুষেণ চ ॥৭৮॥", "synonyms": "*para-svabhāva-karmāṇi*—as características ou atividades dos outros; *na*—não; *praśaṁset*—deve-se louvar; *na*—não; *garhayet*—deve-se criticar; *viśvam*—o universo; *eka-ātmakam*—como uno; *paśyan*—vendo; *prakṛtyā*—pela natureza; *puruṣeṇa*—pela entidade viva; *ca*—e.", "translation": "**\"A pessoa deve ver que, em razão do encontro da natureza material com a entidade viva, o universo age de modo uniforme. Assim, ela não deve nem louvar nem criticar as características ou atividades dos outros.'**", "purport": "Este verso do Śrīmad-Bhāgavatam (11.28.1) foi falado pelo Senhor Kṛṣṇa a Uddhava."}
{"ref": "cc/antya/8/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/79/", "verse_text": "tāra madhye pūrva-vidhi 'praśaṁsā' chāḍiyā\n\npara-vidhi 'nindā' kare 'baliṣṭha' jāniyā", "devanagari": "> তার মধ্যে পূর্ববিধি ‘প্রশংসা’ ছাড়িয়া ।\n> পরবিধি ‘নিন্দা’ করে ‘বলিষ্ঠ’ জানিয়া ॥৭৯॥", "synonyms": "*tāra madhye*—entre as duas; *pūrva-vidhi*—a primeira regra; *praśaṁsā*—louvar; *chāḍiyā*—abandonando; *para-vidhi*—a outra regra; *nindā*—criticar; *kare*—faz; *baliṣṭha jāniyā*—sabendo que é mais proeminente.", "translation": "**\"Das duas regras, Rāmacandra Purī obedece à primeira ao abandonar o louvor; contudo, embora saiba que a segunda é mais proeminente, ele a negligencia ao criticar os outros.**", "purport": "O verso supracitado do Śrīmad-Bhāgavatam apresenta dois preceitos. O primeiro, chamado pūrva-vidhi, é que não se deve louvar; e o segundo, para-vidhi, é que não se deve criticar. Como ficará evidente no verso seguinte, o preceito contra o louvor é menos importante que o preceito contra a blasfêmia. Deve-se observar cuidadosamente o para-vidhi, embora se possa negligenciar o pūrva-vidhi. Assim, o preceito verdadeiro é que se pode louvar, mas não se deve criticar. Isso se chama śleṣokti, ou uma declaração que possui dois significados. Rāmacandra Purī, porém, agiu exatamente da maneira oposta, pois negligenciou o para-vidhi, mas observou estritamente o pūrva-vidhi. Visto que evitou seguir o princípio de não criticar, Rāmacandra Purī quebrou ambas as regras."}
{"ref": "cc/antya/8/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/80/", "verse_text": "pūrva-parayor madhye para-vidhir balavān", "devanagari": "> পূর্বপরয়োর্মধ্যে পববিধির্বলবান্ ॥৮০॥", "synonyms": "*pūrva-parayoḥ*—a primeira e a última; *madhye*—entre; *para-vidhiḥ*—a última regra; *balavān*—mais proeminente.", "translation": "**\"Entre a primeira regra e a última, a última é mais importante.'**", "purport": "Este é um verso das literaturas nyāya."}
{"ref": "cc/antya/8/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/81/", "verse_text": "yāhāṅ guṇa śata āche, tāhā nā kare grahaṇa\n\nguṇa-madhye chale kare doṣa-āropaṇa", "devanagari": "> যাহাঁ গুণ শত আছে, তাহা না করে গ্রহণ ।\n> গুণমধ্যে ছলে করে দোষ-আরোপণ ॥৮১॥", "synonyms": "*yāhāṅ*—onde; *guṇa*—boas qualidades; *śata*—centenas; *āche*—há; *tāhā*—elas; *nā kare grahaṇa*—ele não aceita; *guṇa-madhye*—em tais boas qualidades; *chale*—por artimanhas; *kare*—faz; *doṣa-āropaṇa*—atribuir defeitos.", "translation": "**\"Mesmo onde há centenas de boas qualidades, o crítico não as leva em consideração. Pelo contrário, ele tenta, por meio de alguma artimanha, apontar um defeito nesses atributos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/82/", "verse_text": "iṅhāra svabhāva ihāṅ karite nā yuyāya\n\ntathāpi kahiye kichu marma-duḥkha pāya", "devanagari": "> ইঁহার স্বভাব ইহাঁ করিতে না যুয়ায় ।\n> তথাপি কহিয়ে কিছু মর্ম-দুঃখ পায় ॥৮২॥", "synonyms": "*iṅhāra sva-bhāva*—suas características; *ihāṅ*—aqui; *karite nā yuyāya*—não se deve seguir; *tathāpi*—ainda assim; *kahiye*—eu digo; *kichu*—algo; *marma-duḥkha*—infelicidade no coração; *pāya*—obtêm.", "translation": "**\"Portanto, não se deve seguir os princípios de Rāmacandra Purī. Não obstante, tenho de dizer algo contra ele, pois está deixando nossos corações infelizes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/83/", "verse_text": "iṅhāra vacane kene anna tyāga kara?\n\npūrvavat nimantraṇa māna',--sabāra bola dhara\"", "devanagari": "> ইঁহার বচনে কেনে অন্ন ত্যাগ কর ?\n> পূর্ববৎ নিমন্ত্রণ মান’, — সবার বোল ধর ।।” ॥ ৮৩ ॥", "synonyms": "*iṅhāra vacane*—por suas palavras; *kene*—por que; *anna*—alimento; *tyāga kara*—abandonas; *pūrva-vat*—como antes; *nimantraṇa māna'*—por favor, aceita o convite; *sabāra*—de todos; *bola*—as palavras; *dhara*—aceita.", "translation": "**\"Por que abandonaste a alimentação adequada por causa das críticas de Rāmacandra Purī? Por favor, aceita os convites como antes. Este é o pedido de todos nós.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/84/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"sabe kene purīre kara roṣa?\n\n'sahaja' dharma kahe teṅho, tāṅra kibā doṣa?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “সবে কেনে পুরীরে কর রোষ ?\n> ‘সহজ’ ধর্ম কহে তেঁহো, তাঁর কিবা দোষ? ॥৮৪॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *sabe*—todos vós; *kene*—por que; *purīre*—com Rāmacandra Purī; *kara roṣa*—estais irados; *sahaja*—naturais; *dharma*—princípios religiosos; *kahe*—fala; *teṅho*—ele; *tāṅra*—dele; *kibā*—qual; *doṣa*—defeito.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Por que estais todos irados com Rāmacandra Purī? Ele está expondo os princípios naturais da vida de sannyāsa. Por que o acusais?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/85/", "verse_text": "yati hañā jihvā-lāmpaṭya--atyanta anyāya\n\nyatira dharma,--prāṇa rākhite āhāra-mātra khāya\"", "devanagari": "> যতি হঞা জিহ্বা-লাম্পট্য, — অত্যন্ত অন্যায় ।\n> যতির ধর্ম, — প্রাণ রাখিতে আহারমাত্র খায় ।।” ॥ ৮৫ ॥", "synonyms": "*yati hañā*—sendo um sannyāsī; *jihvā-lāmpaṭya*—entregar-se à satisfação da língua; *atyanta anyāya*—ofensa gravíssima; *yatira dharma*—o princípio religioso de um sannyāsī; *prāṇa rākhite*—para manter a vida; *āhāra*—alimento; *mātra*—apenas; *khāya*—come.", "translation": "**\"Para um sannyāsī, entregar-se à satisfação da língua é uma grande ofensa. O dever de um sannyāsī é comer apenas o necessário para manter o corpo e a alma unidos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/86/", "verse_text": "tabe sabe meli' prabhure bahu yatna kailā\n\nsabāra āgrahe prabhu ardheka rākhilā", "devanagari": "> তবে সবে মেলি’ প্রভুরে বহু যত্ন কৈলা ।\n> সবার আগ্রহে প্রভু অর্ধেক রাখিলা ॥৮৬॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *sabe meli'*—quando todos os devotos se reuniram; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bahu yatna kailā*—pediram fervorosamente; *sabāra āgrahe*—devido à ânsia de todos eles; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ardheka rākhilā*—aceitou a metade.", "translation": "**Quando todos pediram muito fervorosamente que Śrī Caitanya Mahāprabhu fizesse uma refeição completa, Ele ainda assim não o fez. Em vez disso, atendeu ao pedido deles aceitando a metade do que costumava comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/87/", "verse_text": "dui-paṇa kauḍi lāge prabhura nimantraṇe\n\nkabhu dui-jana bhoktā, kabhu tina-jane", "devanagari": "> দুইপণ কৌড়ি লাগে প্রভুর নিমন্ত্রণে ।\n> কভু দুইজন ভোক্তা, কভু তিনজনে ॥৮৭॥", "synonyms": "*dui-paṇa kauḍi*—dois paṇas de kauḍis (160 pequenos búzios); *lāge*—custa; *prabhura nimantraṇe*—convidar Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kabhu*—às vezes; *dui-jana*—dois homens; *bhoktā*—comendo; *kabhu*—às vezes; *tina-jane*—três homens.", "translation": "**O custo do alimento necessário para convidar Śrī Caitanya Mahāprabhu foi fixado em dois paṇas de kauḍis [160 búzios], e esse alimento era consumido por dois homens e, às vezes, por três.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/88/", "verse_text": "abhojyānna vipra yadi karena nimantraṇa\n\nprasāda-mūlya la-ite lāge kauḍi dui-paṇa", "devanagari": "> অভোজ্যান্ন বিপ্র যদি করেন নিমন্ত্রণ ।\n> প্রসাদ-মূল্য লইতে লাগে কৌড়ি দুইপণ ॥৮৮॥", "synonyms": "*abhojya-anna vipra*—um brāhmaṇa em cuja casa não se pode aceitar um convite; *yadi*—se; *karena nimantraṇa*—ele convida; *prasāda-mūlya*—o preço do prasāda; *la-ite*—para arcar; *lāge*—custa; *kauḍi dui-paṇa*—dois paṇas de kauḍis.", "translation": "**Quando um brāhmaṇa em cuja casa não se podia aceitar um convite convidava o Senhor, ele pagava dois paṇas de búzios para comprar o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/89/", "verse_text": "bhojyānna vipra yadi nimantraṇa kare\n\nkichu 'prasāda' āne, kichu pāka kare ghare", "devanagari": "> ভোজ্যান্ন বিপ্র যদি নিমন্ত্রণ করে ।\n> কিছু ‘প্রসাদ’ আনে, কিছু পাক করে ঘরে ॥৮৯॥", "synonyms": "*bhojya-anna vipra*—um brāhmaṇa em cuja casa se podia aceitar um convite; *yadi*—se; *nimantraṇa kare*—convida; *kichu*—algum; *prasāda*—prasāda; *āne*—traz; *kichu*—algum; *pāka kare*—cozinha; *ghare*—em casa.", "translation": "**Quando um brāhmaṇa em cuja casa se podia aceitar um convite O convidava, esse brāhmaṇa comprava parte do prasāda e cozinhava o restante em casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/90-91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/90-91/", "verse_text": "paṇḍita-gosāñi, bhagavān-ācārya, sārvabhauma\n\nnimantraṇera dine yadi kare nimantraṇa\n\ntāṅ-sabāra icchāya prabhu karena bhojana\n\ntāhāṅ prabhura svātantrya nāi, yaiche tāṅra mana", "devanagari": "> পণ্ডিত-গোসাঞি, ভগবান্-আচার্য, সার্বভৌম ।\n> নিমন্ত্রণের দিনে যদি করে নিমন্ত্রণ ॥৯০॥\n> তাঁ-সবার ইচ্ছায় প্রভু করেন ভোজন ।\n> তাহাঁ প্রভুর স্বাতন্ত্র্য নাই, যৈছে তাঁর মন ॥৯১॥", "synonyms": "*paṇḍita-gosāñi*—Gadādhara Paṇḍita; *bhagavān-ācārya*—Bhagavān Ācārya; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *nimantraṇera dine*—no dia em que o Senhor Caitanya era convidado por outros; *yadi*—se; *kare nimantraṇa*—eles convidassem; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *icchāya*—pelo desejo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena bhojana*—aceitava Sua refeição; *tāhāṅ*—nesse caso; *prabhura*—do Senhor Caitanya; *svātantrya nāi*—não havia independência; *yaiche*—conforme; *tāṅra*—deles; *mana*—a mente.", "translation": "**Mesmo num dia em que Śrī Caitanya Mahāprabhu fora convidado a jantar por outros, se Gadādhara Paṇḍita, Bhagavān Ācārya ou Sārvabhauma Bhaṭṭācārya O convidassem, Śrī Caitanya Mahāprabhu não tinha independência. Ele aceitava os convites deles conforme o desejo deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/92/", "verse_text": "bhakta-gaṇe sukha dite prabhura 'avatāra'\n\nyāhāṅ yaiche yogya, tāhāṅ karena vyavahāra", "devanagari": "> ভক্তগণে সুখ দিতে প্রভুর ‘অবতার’ ।\n> যাহাঁ যৈছে যোগ্য, তাহাঁ করেন ব্যবহার ॥৯২॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇe*—a Seus devotos; *sukha dite*—para dar felicidade; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avatāra*—encarnação; *yāhāṅ yaiche yogya*—o que quer que fosse adequado segundo o momento e as circunstâncias; *tāhāṅ karena vyavahāra*—Ele agia dessa maneira.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu de fato desceu para dar felicidade aos devotos. Assim, Ele agia da maneira que se adequasse ao momento e às circunstâncias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/93/", "verse_text": "kabhu laukika rīti,--yena 'itara' jana\n\nkabhu svatantra, karena 'aiśvarya' prakaṭana", "devanagari": "> কভু লৌকিক রীতি, — যেন ‘ইতর’ জন ।\n> কভু স্বতন্ত্র, করেন ‘ঐশ্বর্য’ প্রকটন ॥৯৩॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *laukika rīti*—comportamento comum; *yena*—como; *itara jana*—um homem comum; *kabhu*—às vezes; *svatantra*—plenamente independente; *karena*—faz; *aiśvarya prakaṭana*—manifestação de opulência divina.", "translation": "**Por causa de Sua plena independência, Śrī Caitanya Mahāprabhu às vezes Se comportava como um homem comum e às vezes manifestava Sua opulência divina.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/94/", "verse_text": "kabhu rāmacandra-purīra haya bhṛtya-prāya\n\nkabhu tāre nāhi māne, dekhe tṛṇa-prāya", "devanagari": "> কভু রামচন্দ্রপুরীর হয় ভৃত্যপ্রায় ।\n> কভু তারে নাহি মানে, দেখে তৃণ-প্রায় ॥৯৪॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *rāmacandra-purīra*—de Rāmacandra Purī; *haya*—era; *bhṛtya-prāya*—exatamente como um servo; *kabhu*—às vezes; *tāre*—por ele; *nāhi māne*—não Se importava; *dekhe*—vê; *tṛṇa-prāya*—tal como uma palha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu às vezes aceitava Rāmacandra Purī como Seu mestre e considerava-Se um servo, e às vezes o Senhor, sem Se importar com ele, via-o como se fosse uma simples palha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/95/", "verse_text": "īśvara-caritra prabhura--buddhira agocara\n\nyabe yei karena, sei saba--manohara", "devanagari": "> ঈশ্বর-চরিত্র প্রভুর — বুদ্ধির অগোচর ।\n> যবে যেই করেন, সেই সব — মনোহর ॥৯৫॥", "synonyms": "*īśvara-caritra*—caráter exatamente igual ao da Suprema Personalidade de Deus; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *buddhira agocara*—além da inteligência de qualquer um; *yabe*—quando; *yei*—o que quer que; *karena*—Ele fazia; *sei*—isso; *saba*—tudo; *manohara*—muito belo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu comportava-Se exatamente como a Suprema Personalidade de Deus, além da capacidade da inteligência de quem quer que fosse. O que Lhe agradava, Ele fazia, mas todas as Suas atividades eram muito belas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/96/", "verse_text": "ei-mata rāmacandra-purī nīlācale\n\ndina kata rahi' gelā 'tīrtha' karibāre", "devanagari": "> এইমত রামচন্দ্রপুরী নীলাচলে ।\n> দিন কত রহি’ গেলা ‘তীর্থ’ করিবারে ॥৯৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *rāmacandra-purī*—Rāmacandra Purī; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *dina kata*—por alguns dias; *rahi'*—permanecendo; *gelā*—partiu; *tīrtha karibāre*—para visitar lugares sagrados.", "translation": "**Dessa maneira, Rāmacandra Purī permaneceu por alguns dias em Nīlācala [Jagannātha Purī]. Em seguida, partiu para visitar vários lugares sagrados de peregrinação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/97/", "verse_text": "teṅho gele prabhura gaṇa haila haraṣita\n\nśirera pāthara yena paḍila ācambita", "devanagari": "> তেঁহো গেলে প্রভুর গণ হৈল হরষিত ।\n> শিরের পাথর যেন পড়িল আচম্বিত ॥৯৭॥", "synonyms": "*teṅho gele*—quando ele partiu; *prabhura gaṇa*—os companheiros de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila haraṣita*—ficaram muitíssimo felizes; *śirera*—sobre a cabeça; *pāthara*—uma pedra; *yena*—como se; *paḍila*—caísse; *ācambita*—de repente.", "translation": "**Os devotos consideravam Rāmacandra Purī um grande fardo sobre suas cabeças. Quando ele deixou Jagannātha Purī, todos se sentiram extremamente felizes, como se um grande fardo de pedra tivesse subitamente caído de suas cabeças ao chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/98/", "verse_text": "svacchande nimantraṇa, prabhura kīrtana-nartana\n\nsvacchande karena sabe prasāda bhojana", "devanagari": "> স্বচ্ছন্দে নিমন্ত্রণ, প্রভুর কীর্তন-নর্তন ।\n> স্বচ্ছন্দে করেন সবে প্রসাদ ভোজন ॥৯৮॥", "synonyms": "*svacchande*—livremente; *nimantraṇa*—convite; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kīrtana-nartana*—canto e dança; *svacchande*—em plena independência; *karena sabe*—todos faziam; *prasāda bhojana*—aceitando prasāda.", "translation": "**Após a partida dele, tudo voltou a ser feliz mais uma vez. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitava os convites como de costume e conduzia o canto e a dança congregacionais. Todos os demais também aceitavam prasāda sem impedimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/99/", "verse_text": "guru upekṣā kaile, aiche phala haya\n\nkrame īśvara-paryanta aparādhe ṭhekaya", "devanagari": "> গুরু উপেক্ষা কৈলে, ঐছে ফল হয় ।\n> ক্রমে ঈশ্বরপর্যন্ত অপরাধে ঠেকয় ॥৯৯॥", "synonyms": "*guru upekṣā kaile*—se o mestre espiritual de alguém o rejeita; *aiche*—tal; *phala*—resultado; *haya*—há; *krame*—gradualmente; *īśvara-paryanta*—até o ponto da Personalidade de Deus; *aparādhe ṭhekaya*—comete ofensas.", "translation": "**Se o mestre espiritual de alguém o rejeita, a pessoa torna-se tão decaída que, à semelhança de Rāmacandra Purī, comete ofensas até mesmo contra a Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/100/", "verse_text": "yadyapi guru-buddhye prabhu tāra doṣa nā la-ila\n\ntāra phala-dvārā loke śikṣā karāila", "devanagari": "> যদ্যপি গুরুবুদ্ধ্যে প্রভু তার দোষ না লইল ।\n> তার ফলদ্বারা লোকে শিক্ষা করাইল ॥১০০॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *guru-buddhye*—por considerá-lo um mestre espiritual; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāra*—sua; *doṣa*—ofensa; *nā la-ila*—não levou em conta; *tāra*—seu; *phala*—resultado; *dvārā*—por meio de; *loke*—o povo em geral; *śikṣā karāila*—Ele instruiu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu não levou em conta as ofensas de Rāmacandra Purī, pois o Senhor o considerava Seu mestre espiritual. Não obstante, o caráter dele instruiu a todos acerca do resultado de ofender o mestre espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/101/", "verse_text": "caitanya-caritra--yena amṛtera pūra\n\nśunite śravaṇe mane lāgaye madhura", "devanagari": "> চৈতন্যচরিত্র — যেন অমৃতের পূর ।\n> শুনিতে শ্রবণে মনে লাগয়ে মধুর ॥১০১॥", "synonyms": "*caitanya-caritra*—o caráter de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yena*—como se; *amṛtera pūra*—cheio de néctar; *śunite*—ouvir; *śravaṇe*—ao ouvido; *mane*—à mente; *lāgaye*—sente-se; *madhura*—agradável.", "translation": "**O caráter de Śrī Caitanya Mahāprabhu é cheio de néctar. Ouvir sobre ele é agradável ao ouvido e à mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/102/", "verse_text": "caitanya-caritra likhi, śuna eka-mane\n\nanāyāse pābe prema śrī-kṛṣṇa-caraṇe", "devanagari": "> চৈতন্যচরিত্র লিখি, শুন একমনে ।\n> অনায়াসে পাবে প্রেম শ্রীকৃষ্ণচরণে ॥১০২॥", "synonyms": "*caitanya-caritra*—o caráter de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *likhi*—eu escrevo; *śuna*—por favor, ouçam; *eka-mane*—com atenção; *anāyāse*—facilmente; *pābe*—obtereis; *prema*—amor extático; *śrī-kṛṣṇa-caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**Escrevo sobre o caráter de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ó leitores, por favor, ouçam com atenção, pois assim obtereis facilmente o amor extático pelos pés de lótus do Senhor Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/8/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/8/103/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১০৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Oitavo Capítulo, que descreve como o Senhor reduziu Sua alimentação por temor da crítica de Rāmacandra Purī."}
{"ref": "cc/antya/9/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/1/", "verse_text": "agaṇya-dhanya-caitanya-\ngaṇānāṁ prema-vanyayā\nninye 'dhanya-jana-svānta-\nmaruḥ śaśvad anūpatām", "devanagari": "> অগণ্যধন্যচৈতন্যগণানাং প্রেমবন্যয়া ।\n> নিন্যেঽধন্যজনস্বান্তমরুঃ শশ্বদনূপতাম্ ॥১॥", "synonyms": "*agaṇya*—inumeráveis; *dhanya*—gloriosos; *caitanya-gaṇānām*—dos associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-vanyayā*—pela inundação de amor extático; *ninye*—foi levado; *adhanya-jana*—das pessoas desafortunadas; *svānta-maruḥ*—o deserto do coração; *śaśvat*—sempre; *anūpatām*—ao estado de estar cheio de água.", "translation": "**Os inumeráveis e gloriosos seguidores de Śrī Caitanya Mahāprabhu trouxeram uma enchente constante aos corações desérticos dos desafortunados, com uma inundação de amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya dayāmaya\njaya jaya nityānanda karuṇa-hṛdaya", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য দয়াময় ।\n> জয় জয় নিত্যানন্দ করুণ-হৃদয় ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dayā-maya*—misericordioso; *jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *karuṇa-hṛdaya*—cujo coração é muito compassivo.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu, a encarnação mais misericordiosa! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda, cujo coração é sempre compassivo!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/3/", "verse_text": "jayādvaitācārya jaya jaya dayāmaya\njaya gaura-bhakta-gaṇa saba rasamaya", "devanagari": "> জয়াদ্বৈতাচার্য জয় জয় দয়াময় ।\n> জয় গৌরভক্তগণ সব রসময় ॥৩॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *advaita-ācārya*—a Advaita Ācārya; *jaya jaya*—todas as glórias; *dayā-maya*—misericordioso; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-gaṇa*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *rasa-maya*—dominados pela bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Todas as glórias a Advaita Ācārya, que é muito misericordioso! Todas as glórias aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que estão sempre dominados pela bem-aventurança transcendental!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/4/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu bhakta-gaṇa-saṅge\nnīlācale vāsa karena kṛṣṇa-prema-raṅge", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> নীলাচলে বাস করেন কৃষ্ণপ্রেমরঙ্গে ॥৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-saṅge*—juntamente com Seus devotos; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *vāsa karena*—reside; *kṛṣṇa-prema-raṅge*—dominado pelo amor extático ao Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu vivia em Nīlācala [Jagannātha Purī] com Seus devotos pessoais, sempre imerso em amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/5/", "verse_text": "antare-bāhire kṛṣṇa-viraha-taraṅga\nnānā-bhāve vyākula prabhura mana āra aṅga", "devanagari": "> অন্তরে-বাহিরে কৃষ্ণবিরহ-তরঙ্গ ।\n> নানা-ভাবে ব্যাকুল প্রভুর মন আর অঙ্গ ॥৫॥", "synonyms": "*antare-bāhire*—interna e externamente; *kṛṣṇa-viraha-taraṅga*—as ondas de separação de Kṛṣṇa; *nānā-bhāve*—por diversos êxtases; *vyākula*—agitados; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana āra aṅga*—a mente e o corpo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia constantemente as ondas de separação de Kṛṣṇa, externa e internamente. Sua mente e Seu corpo eram agitados por diversas transformações espirituais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/6/", "verse_text": "dine nṛtya-kīrtana, jagannātha-daraśana\nrātrye rāya-svarūpa-sane rasa-āsvādana", "devanagari": "> দিনে নৃত্য-কীর্তন, জগন্নাথ-দরশন ।\n> রাত্র্যে রায়-স্বরূপ-সনে রস-আস্বাদন ॥৬॥", "synonyms": "*dine*—durante o dia; *nṛtya-kīrtana*—dançar e cantar; *jagannātha-daraśana*—ver o Senhor Jagannātha; *rātrye*—à noite; *rāya-svarūpa-sane*—com Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara; *rasa-āsvādana*—saborear a bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Durante o dia, Ele cantava, dançava e via o Senhor Jagannātha no templo. À noite, saboreava a bem-aventurança transcendental na companhia de Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/7/", "verse_text": "trijagatera loka āsi' karena daraśana\nyei dekhe, sei pāya kṛṣṇa-prema-dhana", "devanagari": "> ত্রিজগতের লোক আসি’ করেন দরশন ।\n> যেই দেখে, সেই পায় কৃষ্ণপ্রেম-ধন ॥৭॥", "synonyms": "*tri-jagatera*—dos três mundos; *loka*—as pessoas; *āsi'*—vindo; *karena daraśana*—visitavam; *yei dekhe*—todo aquele que via; *sei pāya*—ele obtinha; *kṛṣṇa-prema-dhana*—o tesouro transcendental do amor extático por Kṛṣṇa.", "translation": "**Pessoas dos três mundos costumavam vir visitar Śrī Caitanya Mahāprabhu. Todo aquele que O via recebia o tesouro transcendental do amor por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/8/", "verse_text": "manuṣyera veśe deva-gandharva-kinnara\nsapta-pātālera yata daitya viṣadhara", "devanagari": "> মনুষ্যের বেশে দেব-গন্ধর্ব-কিন্নর ।\n> সপ্তপাতালের যত দৈত্য বিষধর ॥৮॥", "synonyms": "*manuṣyera veśe*—vestidos de seres humanos; *deva-gandharva-kinnara*—os semideuses, os Gandharvas e os Kinnaras; *sapta-pātālera*—dos sete sistemas planetários inferiores; *yata*—todos os tipos de; *daitya*—demônios; *viṣa-dhara*—entidades vivas serpentinas.", "translation": "**Os habitantes dos sete sistemas planetários superiores — incluindo os semideuses, os Gandharvas e os Kinnaras — e os habitantes dos sete sistemas planetários inferiores [Pātālaloka], incluindo os demônios e as entidades vivas serpentinas, todos visitavam Śrī Caitanya Mahāprabhu vestidos de seres humanos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/9/", "verse_text": "sapta-dvīpe nava-khaṇḍe vaise yata jana\nnānā-veśe āsi' kare prabhura daraśana", "devanagari": "> সপ্তদীপে নবখণ্ডে বৈসে যত জন ।\n> নানা-বেশে আসি’ করে প্রভুর দরশন ॥৯॥", "synonyms": "*sapta-dvīpe*—em sete ilhas; *nava-khaṇḍe*—em nove khaṇḍas; *vaise*—residem; *yata jana*—todas as pessoas; *nānā-veśe*—em diferentes trajes; *āsi'*—vindo; *kare prabhura daraśana*—visitavam Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Vestidas de diferentes maneiras, pessoas das sete ilhas e dos nove khaṇḍas visitavam Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/10/", "verse_text": "prahlāda, bali, vyāsa, śuka ādi muni-gaṇa\nāsi' prabhu dekhi' preme haya acetana", "devanagari": "> প্রহ্লাদ, বলি, ব্যাস, শুক আদি মুনিগণ ।\n> আসি’ প্রভু দেখি’ প্রেমে হয় অচেতন ॥১০॥", "synonyms": "*prahlāda*—Prahlāda Mahārāja; *bali*—Bali Mahārāja; *vyāsa*—Vyāsadeva; *śuka*—Śukadeva Gosvāmī; *ādi*—e assim por diante; *muni-gaṇa*—grandes sábios; *āsi'*—vindo; *prabhu dekhi'*—ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu; *preme*—em amor extático por Kṛṣṇa; *haya acetana*—ficavam inconscientes.", "translation": "**Prahlāda Mahārāja, Bali Mahārāja, Vyāsadeva, Śukadeva Gosvāmī e outros grandes sábios vieram visitar Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ao vê-Lo, ficaram inconscientes em amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": "Segundo a opinião de alguns historiadores, Prahlāda Mahārāja nasceu em Tretā-yuga, na cidade de Mūlatāna, no estado de Punjab. Ele nasceu de Hiraṇyakaśipu, um rei da dinastia de Kaśyapa. Prahlāda Mahārāja era um grande devoto do Senhor Viṣṇu, mas seu pai era muito contrário a Viṣṇu. Como pai e filho diferiam, assim, em sua consciência, o pai demônio infligiu toda sorte de dores corporais a Prahlāda. Quando essa tortura se tornou intolerável, o Senhor Supremo apareceu como Nṛsiṁhadeva e matou o grande demônio Hiraṇyakaśipu.\n\nBali Mahārāja era o neto de Prahlāda Mahārāja. O filho de Prahlāda Mahārāja era Virocana, e o filho deste era conhecido como Bali. Aparecendo como Vāmana e pedindo a Bali Mahārāja três passos de terra, o Senhor tomou posse dos três mundos inteiros. Assim, Bali Mahārāja tornou-se um grande devoto do Senhor Vāmana. Bali Mahārāja teve cem filhos, dos quais Mahārāja Bāṇa foi o mais velho e o mais famoso.\n\nVyāsadeva era o filho do grande sábio Parāśara. Outros nomes seus são Sātyavateya e Kṛṣṇa-dvaipāyana Bādarāyaṇa Muni. Como uma das autoridades nos *Vedas*, ele dividiu o Veda original, por conveniência, em quatro divisões — Sāma, Yajur, Ṛg e Atharva. Ele é o autor de dezoito *Purāṇas*, bem como da tese teosófica *Brahma-sūtra* e de seu comentário natural, o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Ele pertence à Brahma-sampradāya e é um discípulo direto de Nārada Muni.\n\nŚukadeva Gosvāmī é o filho de Vyāsadeva. Ele era um brahmacārī plenamente consciente da compreensão do Brahman, mas, posteriormente, tornou-se um grande devoto do Senhor Kṛṣṇa. Ele narrou o *Śrīmad-Bhāgavatam* a Mahārāja Parīkṣit."}
{"ref": "cc/antya/9/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/11/", "verse_text": "bāhire phukāre loka, darśana nā pāñā\n'kṛṣṇa kaha' balena prabhu bāhire āsiyā", "devanagari": "> বাহিরে ফুকারে লোক, দর্শন না পাঞা ।\n> ‘কৃষ্ণ কহ’ বলেন প্রভু বাহিরে আসিয়া ॥১১॥", "synonyms": "*bāhire*—do lado de fora; *phu-kāre*—com um som tumultuoso; *loka*—as pessoas; *darśana nā pāñā*—não conseguindo ver; *kṛṣṇa kaha*—cantai Kṛṣṇa; *balena*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhire āsiyā*—saindo para fora.", "translation": "**Por não conseguir ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, a multidão fora de Seu quarto fazia um som tumultuoso. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu saía e lhes dizia: \"Cantai Hare Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/12/", "verse_text": "prabhura darśane saba loka preme bhāse\nei-mata yāya prabhura rātri-divase", "devanagari": "> প্রভুর দর্শনে সব লোক প্রেমে ভাসে ।\n> এইমত যায় প্রভুর রাত্রি-দিবসে ॥১২॥", "synonyms": "*prabhura darśane*—ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba loka*—todas as pessoas; *preme bhāse*—ficavam inundadas de amor extático; *ei-mata*—dessa maneira; *yāya*—passam; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rātri-divase*—noite e dia.", "translation": "**Toda sorte de pessoas vinha ver o Senhor e, ao vê-Lo, ficavam dominadas de amor extático por Kṛṣṇa. Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu passava Seus dias e Suas noites.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/13/", "verse_text": "eka-dina loka āsi' prabhure nivedila\ngopīnāthere 'baḍa jānā' cāṅge caḍāila", "devanagari": "> একদিন লোক আসি’ প্রভুরে নিবেদিল ।\n> গোপীনাথেরে ‘বড় জানা’ চাঙ্গে চড়াইল ॥১৩॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *loka*—as pessoas; *āsi'*—vindo; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nivedila*—informaram; *gopīnāthere*—Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *baḍa jānā*—o filho mais velho do rei Pratāparudra; *cāṅge caḍāila*—foi erguido sobre o cāṅga.", "translation": "**Certo dia, algumas pessoas vieram subitamente a Śrī Caitanya Mahāprabhu e O informaram: \"Gopīnātha Paṭṭanāyaka, o filho de Bhavānanda Rāya, foi condenado à morte pelo baḍa-jānā, o filho mais velho do rei, e foi erguido sobre o cāṅga.**", "purport": "O cāṅga era um dispositivo para matar uma pessoa condenada. Consistia numa plataforma elevada, sobre a qual o condenado era posto de pé. Por baixo da plataforma, havia espadas fixas voltadas para cima. O condenado era empurrado para baixo, sobre as espadas, e dessa forma morria. Por alguma razão, Gopīnātha Paṭṭanāyaka fora condenado à morte e, por isso, fora erguido sobre o cāṅga."}
{"ref": "cc/antya/9/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/14/", "verse_text": "tale khaḍga pāti' tāre upare ḍāribe\nprabhu rakṣā karena yabe, tabe nistāribe", "devanagari": "> তলে খড়্গ পাতি’ তারে উপরে ডারিবে ।\n> প্রভু রক্ষা করেন যবে, তবে নিস্তারিবে ॥১৪॥", "synonyms": "*tale*—por baixo; *khaḍga*—espadas; *pāti'*—dispondo; *tāre*—ele; *upare*—sobre; *ḍāribe*—lançará; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rakṣā karena*—proteger; *yabe*—quando; *tabe*—então; *nistāribe*—ele será salvo.", "translation": "**\"Ele colocou espadas por baixo da plataforma\", disseram elas, \"e lançará Gopīnātha sobre elas. Ó Senhor, somente se O protegeres é que ele será salvo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/15/", "verse_text": "savaṁśe tomāra sevaka--bhavānanda-rāya\n\ntāṅra putra--tomāra sevake rākhite yuyāya", "devanagari": "> সবংশে তোমার সেবক — ভবানন্দ-রায় ।\n> তাঁর পুত্র — তোমার সেবকে রাখিতে যুয়ায় ॥১৫॥", "synonyms": "*sa-vaṁśe*—com sua família; *tomāra*—Vosso; *sevaka*—servo; *bhavānanda-rāya*—Bhavānanda Rāya; *tāṅra putra*—seu filho; *tomāra sevake*—Vosso servo; *rākhite*—proteger; *yuyāya*—é bastante apropriado.", "translation": "**\"Bhavānanda Rāya e toda a sua família são Vossos servos. Portanto, é bastante apropriado que salveis o filho de Bhavānanda Rāya.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/16/", "verse_text": "prabhu kahe,--'rājā kene karaye tāḍana?'\n\ntabe sei loka kahe saba vivaraṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘রাজা কেনে করয়ে তাড়ন ?’\n> তবে সেই লোক কহে সব বিবরণ ॥১৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *rājā*—o rei; *kene*—por que; *karaye tāḍana*—pune; *tabe*—então; *sei loka*—aquelas pessoas; *kahe*—relataram; *saba vivaraṇa*—toda a descrição.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"Por que o rei o está castigando?\" Então, as pessoas descreveram todo o incidente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/17/", "verse_text": "\"gopīnātha-paṭṭanāyaka--rāmānanda-bhāi\n\nsarva-kāla haya teṅha rāja-viṣayī", "devanagari": "> “গোপীনাথ-পট্টনায়ক — রামানন্দ-ভাই ।\n> সর্বকাল হয় তেঁহ রাজবিষয়ী ॥১৭॥", "synonyms": "*gopīnātha-paṭṭanāyaka*—Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *rāmānanda-bhāi*—um irmão de Rāmānanda Rāya; *sarva-kāla*—sempre; *haya*—é; *teṅha*—ele; *rāja-viṣayī*—tesoureiro do rei.", "translation": "**Disseram: \"Gopīnātha Paṭṭanāyaka, o irmão de Rāmānanda Rāya, sempre foi tesoureiro do governo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/18/", "verse_text": "'mālajāṭhyā-daṇḍapāṭe' tāra adhikāra\n\nsādhi' pāḍi' āni' dravya dila rāja-dvāra", "devanagari": "> ‘মালজাঠ্যা-দণ্ডপাটে’ তার অধিকার ।\n> সাধি’ পাড়ি’ আনি’ দ্রব্য দিল রাজদ্বার ॥১৮॥", "synonyms": "*mālajāṭhyā-daṇḍapāṭe*—no lugar conhecido como Mālajāṭhyā Daṇḍapāta; *tāra*—sua; *adhikāra*—autoridade; *sādhi'*—solicitando; *pāḍi'*—recolhendo; *āni'*—trazendo; *dravya*—o dinheiro; *dila*—deu; *rāja-dvāra*—à porta do rei.", "translation": "**\"Ele servia no lugar conhecido como Mālajāṭhyā Daṇḍapāta, onde solicitava e recolhia dinheiro e o depositava no tesouro do governo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/19/", "verse_text": "dui-lakṣa kāhana tāra ṭhāñi bākī ha-ila\n\ndui-lakṣa kāhana kauḍi rājā ta' māgila", "devanagari": "> দুইলক্ষ কাহন তার ঠাঞি বাকী হইল ।\n> দুইলক্ষ কাহন কৌড়ি রাজা ত’ মাগিল ॥১৯॥", "synonyms": "*dui-lakṣa*—200.000 kāhanas de kauḍis (um kāhana equivale a 1.280 kauḍis); *tāra ṭhāñi*—dele; *bākī ha-ila*—havia um saldo devedor; *dui-lakṣa kāhana*—200.000 kāhanas; *kauḍi*—búzios; *rājā*—o rei; *ta'*—certamente; *māgila*—exigiu.", "translation": "**\"Certa vez, contudo, quando ele depositou a arrecadação, ficou devendo um saldo de 200.000 kāhanas de búzios. Por isso, o rei exigiu essa quantia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/20/", "verse_text": "teṅha kahe,--\"sthūla-dravya nāhi ye gaṇi' diba\n\nkrame-krame veci' kini' dravya bhariba", "devanagari": "> তেঁহ কহে, — “স্থূলদ্রব্য নাহি যে গণি’ দিব ।\n> ক্রমে-ক্রমে বেচি’ কিনি’ দ্রব্য ভরিব ॥২০॥", "synonyms": "*teṅha kahe*—ele respondeu; *sthūla-dravya*—dinheiro em espécie; *nāhi*—não há; *ye*—que; *gaṇi'*—contando; *diba*—eu possa dar; *krame-krame*—gradualmente; *veci' kini'*—comprando e vendendo; *dravya*—mercadorias; *bhariba*—eu encherei.", "translation": "**\"Gopīnātha Paṭṭanāyaka respondeu: 'Não há dinheiro que eu possa dar-vos imediatamente em espécie. Por favor, concedei-me tempo. Gradualmente, comprarei e venderei minhas mercadorias e, dessa maneira, encherei vosso tesouro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/21/", "verse_text": "ghoḍā daśa-bāra haya, laha' mūlya kari' \"\n\neta bali' ghoḍā āne rāja-dvāre dhari'", "devanagari": "> ঘোড়া দশ-বার হয়, লহ’ মূল্য করি’ ।\n> এত বলি’ ঘোড়া আনে রাজদ্বারে ধরি’ ॥২১॥", "synonyms": "*ghoḍā*—cavalos; *daśa-bāra*—dez a doze; *haya*—há; *laha'*—tomai; *mūlya kari'*—pelo devido valor; *eta bali'*—dizendo isso; *ghoḍā āne*—ele trouxe os cavalos; *rāja-dvāre dhari'*—mantendo à porta do rei.", "translation": "**\"Há dez a doze bons cavalos. Tomai-os imediatamente por um preço justo.' Após dizer isso, ele trouxe todos os cavalos à porta do rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/22/", "verse_text": "eka rāja-putra ghoḍāra mūlya bhāla jāne\n\ntāre pāṭhāila rājā pātra-mitra sane", "devanagari": "> এক রাজপুত্র ঘোড়ার মূল্য ভাল জানে ।\n> তারে পাঠাইল রাজা পাত্র-মিত্র সনে ॥২২॥", "synonyms": "*eka*—um; *rāja-putra*—príncipe; *ghoḍāra mūlya*—o preço dos cavalos; *bhāla*—bem; *jāne*—conhece; *tāre pāṭhāila*—mandou chamá-lo; *rājā*—o rei; *pātra-mitra sane*—acompanhado de ministros e amigos.", "translation": "**\"Um dos príncipes sabia muito bem como estimar o preço dos cavalos. Assim, o rei mandou chamá-lo para que viesse com seus ministros e amigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/23/", "verse_text": "sei rāja-putra mūlya kare ghāṭāñā\n\ngopīnāthera krodha haila mūlya śuniyā", "devanagari": "> সেই রাজপুত্র মূল্য করে ঘাটাঞা ।\n> গোপীনাথের ক্রোধ হৈল মূল্য শুনিয়া ॥২৩॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *rāja-putra*—príncipe; *mūlya*—preço; *kare*—estima; *ghāṭāñā*—reduzindo; *gopīnāthera*—de Gopīnātha; *krodha haila*—houve ira; *mūlya śuniyā*—ouvindo o preço.", "translation": "**\"O príncipe, porém, propositalmente deu uma estimativa reduzida para o valor dos cavalos. Quando Gopīnātha Paṭṭanāyaka ouviu o preço cotado, ficou muito irado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/24/", "verse_text": "sei rāja-putrera svabhāva,--grīvā phirāya\n\nūrdhva-mukhe bāra-bāra iti-uti cāya", "devanagari": "> সেই রাজপুত্রের স্বভাব, — গ্রীবা ফিরায় ।\n> ঊর্ধ্বমুখে বারবার ইতি-উতি চায় ॥২৪॥", "synonyms": "*sei rāja-putrera*—daquele príncipe; *sva-bhāva*—característica; *grīvā phirāya*—vira o pescoço; *ūrdhva-mukhe*—com o rosto voltado para o céu; *bāra-bāra*—repetidas vezes; *iti-uti*—aqui e ali; *cāya*—olha.", "translation": "**\"Aquele príncipe tinha a idiossincrasia pessoal de virar o pescoço e voltar o rosto para o céu, olhando repetidas vezes aqui e ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/25/", "verse_text": "tāre nindā kari' kahe sagarva vacane\n\nrājā kṛpā kare tāte bhaya nāhi māne", "devanagari": "> তারে নিন্দা করি’ কহে সগর্ব বচনে  ।\n> রাজা কৃপা করে তাতে ভয় নাহি মানে ॥২৫॥", "synonyms": "*tāre*—a ele; *nindā kari'*—criticando; *kahe*—disse; *sa-garva vacane*—palavras cheias de orgulho; *rājā*—o rei; *kṛpā kare*—era muito bondoso com ele; *tāte*—por isso; *bhaya nāhi māne*—ele não tinha medo.", "translation": "**\"Gopīnātha Paṭṭanāyaka criticou o príncipe. Ele não temia o príncipe, pois o rei era muito bondoso para com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/26/", "verse_text": "'āmāra ghoḍā grīvā nā phirāya ūrdhve nāhi cāya\n\ntāte ghoḍāra mūlya ghāṭi karite nā yuyāya'", "devanagari": "> ‘আমার ঘোড়া গ্রীবা না ফিরায় ঊর্ধ্বে নাহি চায়  ।\n> তাতে ঘোড়ার মূল্য ঘাটি করিতে না যুয়ায় ।।’ ২৬ ॥২৬॥", "synonyms": "*āmāra ghoḍā*—meus cavalos; *grīvā*—o pescoço; *nā phirāya*—não viram; *ūrdhve*—para cima; *nāhi cāya*—não olham; *tāte*—por causa disso; *ghoḍāra mūlya*—o preço do cavalo; *ghāṭi karite*—reduzir; *nā yuyāya*—não é apropriado.", "translation": "**\"Gopīnātha Paṭṭanāyaka disse: 'Meus cavalos nunca viram o pescoço nem olham para cima. Portanto, o preço deles não deve ser reduzido.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/27/", "verse_text": "śuni' rājaputra-mane krodha upajila\n\nrājāra ṭhāñi yāi' bahu lāgāni karila", "devanagari": "> শুনি’ রাজপুত্র-মনে ক্রোধ উপজিল ।\n> রাজার ঠাঞি যাই’ বহু লাগানি করিল ॥২৭॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *rāja-putra*—do príncipe; *mane*—na mente; *krodha*—ira; *upajila*—surgiu; *rājāra ṭhāñi*—perante o rei; *yāi'*—indo; *bahu lāgāni karila*—fez muitas falsas alegações.", "translation": "**\"Ao ouvir essa crítica, o príncipe ficou muito irado. Indo perante o rei, fez algumas falsas alegações contra Gopīnātha Paṭṭanāyaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/28/", "verse_text": "\"kauḍi nāhi dibe ei, beḍāya chadma kari'\n\nājñā deha yadi,--'cāṅge caḍāñā la-i kauḍi'", "devanagari": "> “কৌড়ি নাহি দিবে এই, বেড়ায় ছদ্ম করি’ ।\n> আজ্ঞা দেহ যদি, — ‘চাঙ্গে চড়াঞা লই কৌড়ি’ ॥২৮॥", "synonyms": "*kauḍi*—o dinheiro; *nāhi dibe*—não pagará; *ei*—este homem; *beḍāya*—perambula; *chadma kari'*—sob algum pretexto; *ājñā deha yadi*—se ordenardes; *cāṅge caḍāñā*—içando no cāṅga; *la-i kauḍi*—conseguirei o dinheiro.", "translation": "**\"'Este Gopīnātha Paṭṭanāyaka', disse ele, 'não está disposto a pagar o dinheiro devido. Em vez disso, está dilapidando-o sob algum pretexto. Se ordenardes, posso içá-lo no cāṅga e, assim, obter o dinheiro.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/29/", "verse_text": "rājā bale,--\"yei bhāla, sei kara yāya\n\nye upāye kauḍi pāi, kara se upāya\"", "devanagari": "> রাজা বলে, — “যেই ভাল, সেই কর যায় ।\n> যে উপায়ে কৌড়ি পাই, কর সে উপায় ।।” ॥ ২৯ ॥", "synonyms": "*rājā bale*—o rei disse; *yei bhāla*—o que for melhor; *sei kara*—faze isso; *yāya*—indo; *ye upāye*—por quaisquer meios; *kauḍi pāi*—eu possa reaver nosso dinheiro; *kara*—faze; *se upāya*—tais meios.", "translation": "**\"O rei respondeu: 'Podes adotar quaisquer meios que julgares melhores. Qualquer recurso pelo qual possas, de uma forma ou de outra, reaver o dinheiro está correto.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/30/", "verse_text": "rāja-putra āsi' tāre cāṅge caḍāila\n\nkhaḍaga-upare phelāite tale khaḍaga pātila\"", "devanagari": "> রাজপুত্র আসি’ তারে চাঙ্গে চড়াইল ।\n> খড়্গ-উপরে ফেলাইতে তলে খড়্গ পাতিল ।।” ॥ ৩০ ॥", "synonyms": "*rāja-putra*—o príncipe; *āsi'*—vindo; *tāre*—a ele; *cāṅge*—no cāṅga; *caḍāila*—içou; *khaḍaga-upare*—sobre as espadas; *phelāite*—lançar; *tale*—embaixo; *khaḍaga pātila*—ele dispôs espadas.", "translation": "**\"Assim, o príncipe regressou, içou Gopīnātha Paṭṭanāyaka na plataforma do cāṅga e dispôs embaixo espadas sobre as quais lançá-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/31/", "verse_text": "śuni' prabhu kahe kichu kari' praṇaya-roṣa\n\n\"rāja-kauḍi dite nāre, rājāra kibā doṣa?", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু কহে কিছু করি’ প্রণয়-রোষ ।\n> “রাজ-কৌড়ি দিতে নারে, রাজার কিবা দোষ ? ॥ ৩১ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kichu*—um pouco; *kari' praṇaya-roṣa*—manifestando ira por afeto; *rāja-kauḍi*—o dinheiro devido ao governo; *dite nāre*—não deseja pagar; *rājāra*—do rei; *kibā doṣa*—qual a culpa.", "translation": "**Após ouvir esta explicação, Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu com ira afetuosa. \"Gopīnātha Paṭṭanāyaka não quer pagar os tributos devidos ao rei\", disse o Senhor. \"Como, então, pode o rei ter culpa por puni-lo?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/32/", "verse_text": "rāja-bilāt sādhi' khāya, nāhi rāja-bhaya\n\ndārī-nāṭuyāre diyā kare nānā vyaya", "devanagari": "> রাজ-বিলাত্ সাধি’ খায়, নাহি রাজ-ভয় ।\n> দারী-নাটুয়ারে দিয়া করে নানা ব্যয় ॥৩২॥", "synonyms": "*rāja-bilāt*—o dinheiro devido ao rei; *sādhi'*—arrecadando; *khāya*—ele usa; *nāhi rāja-bhaya*—sem temor do rei; *dārī-nāṭuyāre*—às dançarinas; *diyā*—dando; *kare*—faz; *nānā*—diversas; *vyaya*—despesas.", "translation": "**\"Gopīnātha Paṭṭanāyaka está encarregado de arrecadar dinheiro em nome do governo, mas dele se apropria indevidamente. Sem temer o rei, esbanja-o para ver dançarinas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/33/", "verse_text": "yei catura, sei kuruka rāja-viṣaya\n\nrāja-dravya śodhi' pāya, tāra karuka vyaya\"", "devanagari": "> যেই চতুর, সেই করুক রাজ-বিষয় ।\n> রাজ-দ্রব্য শোধি’ পায়, তার করুক ব্যয় ।।” ॥ ৩৩ ॥", "synonyms": "*yei*—aquele que; *catura*—inteligente; *sei*—tal pessoa; *kuruka*—que ele o faça; *rāja-viṣaya*—o serviço ao governo; *rāja-dravya śodhi'*—após pagar os tributos do governo; *pāya*—o que quer que receba; *tāra karuka vyaya*—que gaste isso.", "translation": "**\"Se alguém é inteligente, que preste serviço ao governo e, depois de pagar ao governo, pode gastar o dinheiro que sobrar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/34/", "verse_text": "hena-kāle āra loka āila dhāñā\n\n'vāṇīnāthādi savaṁśe lañā gela bāndhiyā'", "devanagari": "> হেন-কালে আর লোক আইল ধাঞা ।\n> ‘বাণীনাথাদি সবংশে লঞা গেল বান্ধিয়া’ ॥৩৪॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *āra*—outra; *loka*—pessoa; *āila*—veio; *dhāñā*—com grande pressa; *vāṇīnātha-ādi*—começando por Vāṇīnātha; *sa-vaṁśe lañā*—com sua família; *gela bāndhiyā*—foi preso.", "translation": "**Nesse momento, outra pessoa chegou ali com grande pressa, trazendo a notícia de que Vāṇīnātha Rāya e toda a sua família haviam sido presos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/35/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"rājā āpane lekhāra dravya la-iba\n\nāmi--virakta sannyāsī, tāhe ki kariba?\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “রাজা আপনে লেখার দ্রব্য লইব ।\n> আমি — বিরক্ত সন্ন্যাসী, তাহে কি করিব ? ॥ ৩৫ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *rājā*—o rei; *āpane*—pessoalmente; *lekhāra dravya*—os tributos da devida contabilidade; *la-iba*—arrecadará; *āmi*—Eu; *virakta sannyāsī*—um sannyāsī renunciante; *tāhe*—a respeito disso; *ki kariba*—o que posso fazer.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"O rei deve arrecadar pessoalmente os tributos. Eu não passo de um sannyāsī, um membro da ordem renunciada. O que posso fazer?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/36/", "verse_text": "tabe svarūpādi yata prabhura bhakta-gaṇa\n\nprabhura caraṇe sabe kailā nivedana", "devanagari": "> তবে স্বরূপাদি যত প্রভুর ভক্তগণ  ।\n> প্রভুর চরণে সবে কৈলা নিবেদন ॥৩৬॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *svarūpa-ādi*—começando por Svarūpa Dāmodara; *yata*—todos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor; *sabe*—todos eles; *kailā nivedana*—suplicaram.", "translation": "**Então, todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, prostraram-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e apresentaram a seguinte súplica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/37/", "verse_text": "\"rāmānanda-rāyera goṣṭhī, saba--tomāra 'dāsa'\n\ntomāra ucita nahe aichana udāsa\"", "devanagari": "> “রামানন্দ-রায়ের গোষ্ঠী, সব — তোমার ‘দাস’  ।\n> তোমার উচিত নহে ঐছন উদাস ।।” ৩৭ ॥৩৭॥", "synonyms": "*rāmānanda-rāyera*—de Rāmānanda Rāya; *goṣṭhī*—a família; *saba*—todos; *tomāra dāsa*—Teus servos; *tomāra*—para Ti; *ucita*—conveniente; *nahe*—não é; *aichana*—tal; *udāsa*—indiferença.", "translation": "**\"Todos os membros da família de Rāmānanda Rāya são Teus servos eternos. Agora, encontram-se em perigo. Não é conveniente que sejas indiferente a eles dessa maneira.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/38/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu kahe sakrodha vacane\n\n\"more ājñā deha' sabe, yāṅa rāja-sthāne!", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু কহে সক্রোধ বচনে । “মোরে আজ্ঞা দেহ’ সবে, যাঙ রাজস্থানে ! ৩৮ ।। তোমা-সবার এই মত, — রাজ-ঠাঞি যাঞা  ।\n> কৌড়ি মাগি’ লঙ্ মুঞি আঁচল পাতিয়া ॥৩৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—diz; *sakrodha vacane*—palavras iradas; *more*—a Mim; *ājñā deha'*—vós ordenais; *sabe*—todos; *yāṅa*—irei; *rāja-sthāne*—ao lugar do rei.", "translation": "**Após ouvir isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu falou em tom irado. \"Quereis ordenar-Me que vá ao rei\", disse Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/39/", "verse_text": "tomā-sabāra ei mata,--rāja-ṭhāñi yāñā\n\nkauḍi māgi' laṅ muñi āṅcala pātiyā", "devanagari": "", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *ei mata*—esta é a opinião; *rāja-ṭhāñi yāñā*—indo ao rei; *kauḍi māgi'*—mendigando kauḍis; *laṅ*—tomarei; *muñi*—Eu; *āṅcala pātiyā*—estendendo Meu pano.", "translation": "**\"Vossa opinião é que Eu deveria ir ao palácio do rei e estender Meu pano para mendigar-lhe dinheiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/40/", "verse_text": "pāṅca-gaṇḍāra pātra haya sannyāsī brāhmaṇa\n\nmāgile vā kene dibe dui-lakṣa kāhana?\"", "devanagari": "> পাঁচগণ্ডার পাত্র হয় সন্ন্যাসী ব্রাহ্মণ ।\n> মাগিলে বা কেনে দিবে দুইলক্ষ কাহন ?” ॥ ৪০ ॥", "synonyms": "*pāṅca-gaṇḍāra*—de cinco gaṇḍās; *pātra*—dignos receptores; *haya*—são; *sannyāsī brāhmaṇa*—os sannyāsīs e brāhmaṇas; *māgile*—ao mendigar; *vā*—ou; *kene*—por que; *dibe*—dará; *dui-lakṣa kāhana*—200.000 kāhanas de kauḍis.", "translation": "**\"Por certo, um sannyāsī ou brāhmaṇa pode mendigar até cinco gaṇḍās, mas por que lhe seria concedida a soma inapropriada de 200.000 kāhanas de búzios?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/41/", "verse_text": "hena-kāle āra loka āila dhāñā\n\nkhaḍegara upare gopīnāthe diteche ḍāriyā", "devanagari": "> হেনকালে আর লোক আইল ধাঞা ।\n> খড়্গের উপরে গোপীনাথে দিতেছে ডারিয়া ॥৪১॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *āra*—outra; *loka*—pessoa; *āila*—veio; *dhāñā*—correndo; *khaḍegara upare*—sobre as espadas; *gopīnāthe*—Gopīnātha; *diteche ḍāriyā*—estão lançando.", "translation": "**Então, outra pessoa chegou com a notícia de que Gopīnātha já estava prestes a ser lançado sobre as pontas das espadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/42/", "verse_text": "śuni' prabhura gaṇa prabhure kare anunaya\n\nprabhu kahe,--\"āmi bhikṣuka, āmā haite kichu naya", "devanagari": "> শুনি’ প্রভুর গণ প্রভুরে করে অনুনয় ।\n> প্রভু কহে, — “আমি ভিক্ষুক, আমা হৈতে কিছু নয় ॥৪২॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhura gaṇa*—os devotos do Senhor; *prabhure kare anunaya*—suplicaram ao Senhor; *prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *āmi bhikṣuka*—Eu sou um mendigo; *āmā haite kichu naya*—não Me é possível fazer nada.", "translation": "**Ao ouvir essa notícia, todos os devotos novamente apelaram ao Senhor, mas o Senhor respondeu: \"Eu sou um mendigo. É-Me impossível fazer qualquer coisa a respeito disso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/43/", "verse_text": "tāte rakṣā karite yadi haya sabāra mane\n\nsabe meli' jānāha jagannāthera caraṇe", "devanagari": "> তাতে রক্ষা করিতে যদি হয় সবার মনে ।\n> সবে মেলি’ জানাহ জগন্নাথের চরণে ॥৪৩॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *rakṣā karite*—salvar; *yadi*—se; *haya*—está; *sabāra*—de todos; *mane*—na mente; *sabe meli'*—todos juntos; *jānāha*—orai; *jagannāthera caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Jagannātha.", "translation": "**\"Portanto, se quereis salvá-lo, deveis todos orar juntos aos pés de lótus de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/44/", "verse_text": "īśvara jagannātha,--yāṅra hāte sarva 'artha'\n\nkartum akartum anyathā karite samartha\"", "devanagari": "> ঈশ্বর জগন্নাথ, — যাঁর হাতে সর্ব ‘অর্থ’ ।\n> কর্তুমকর্তুমন্যথা করিতে সমর্থ ।।” ॥ ৪৪ ॥", "synonyms": "*īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *yāṅra hāte*—em Suas mãos; *sarva artha*—todas as potências; *kartum*—fazer; *akartum*—não fazer; *anyathā*—e de outro modo; *karite*—fazer; *samartha*—capaz.", "translation": "**\"O Senhor Jagannātha é a Suprema Personalidade de Deus. Ele possui todas as potências. Por isso, Ele é capaz de agir livremente e pode fazer e desfazer o que bem entender.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/45/", "verse_text": "ihāṅ yadi mahāprabhu eteka kahilā\n\nharicandana-pātra yāi' rājāre kahilā", "devanagari": "> ইহাঁ যদি মহাপ্রভু এতেক কহিলা  ।\n> হরিচন্দন-পাত্র যাই’ রাজারে কহিলা ॥৪৫॥", "synonyms": "*ihāṅ*—aqui; *yadi*—quando; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eteka kahilā*—falou dessa maneira; *haricandana-pātra*—o oficial chamado Haricandana Pātra; *yāi'*—indo; *rājāre kahilā*—informou o rei.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu dessa maneira, um oficial chamado Haricandana Pātra foi ter com o rei e falou com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/46/", "verse_text": "\"gopīnātha-paṭṭanāyaka--sevaka tomāra\n\nsevakera prāṇa-daṇḍa nahe vyavahāra", "devanagari": "> “গোপীনাথ-পট্টনায়ক — সেবক তোমার  ।\n> সেবকের প্রাণদণ্ড নহে ব্যবহার ॥৪৬॥", "synonyms": "*gopīnātha-paṭṭanāyaka*—Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *sevaka tomāra*—teu servo; *sevakera prāṇa-daṇḍa*—condenar um servo à morte; *nahe*—não é; *vyavahāra*—boa conduta.", "translation": "**\"Afinal\", disse ele, \"Gopīnātha Paṭṭanāyaka é teu fiel servo. Condenar um servo à morte não é boa conduta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/47/", "verse_text": "viśeṣa tāhāra ṭhāñi kauḍi bākī haya\n\nprāṇa nile kibā lābha? nija dhana-kṣaya", "devanagari": "> বিশেষ তাহার ঠাঞি কৌড়ি বাকী হয় ।\n> প্রাণ নিলে কিবা লাভ? নিজ ধনক্ষয় ॥৪৭॥", "synonyms": "*viśeṣa*—particular; *tāhāra ṭhāñi*—dele; *kauḍi*—de kauḍis; *bākī*—dívida; *haya*—há; *prāṇa nile*—se ele for morto; *kibā*—que; *lābha*—lucro; *nija*—próprio; *dhana*—riqueza; *kṣaya*—perda.", "translation": "**\"Sua única falta é dever certa quantia em dinheiro ao governo. Se ele for morto, contudo, que lucro haverá? O governo é que sairá perdendo, pois não receberá o dinheiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/48/", "verse_text": "yathārtha mūlye ghoḍā laha, yebā bākī haya\n\nkrame krame dibe, vyartha prāṇa kene laya\"", "devanagari": "> যথার্থ মূল্যে ঘোড়া লহ, যেবা বাকী হয় ।\n> ক্রমে ক্রমে দিবে, ব্যর্থ প্রাণ কেনে লয় ।।” ॥ ৪৮ ॥", "synonyms": "*yathā-artha mūlye*—pelo preço justo; *ghoḍā laha*—aceitai os cavalos; *yebā*—o que quer que; *bākī haya*—reste a pagar; *krame krame*—gradualmente; *dibe*—ele dará; *vyartha*—desnecessariamente; *prāṇa*—sua vida; *kene*—por que; *laya*—estais tirando.", "translation": "**\"Seria melhor aceitar os cavalos por um preço justo e deixar que ele pague o restante gradualmente. Por que estais matando-o desnecessariamente?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/49/", "verse_text": "rājā kahe,--\"ei vāt āmi nāhi jāni\n\nprāṇa kene la-iba, tāra dravya cāhi āmi", "devanagari": "> রাজা কহে, — “এই বাত্ আমি নাহি জানি ।\n> প্রাণ কেনে লইব, তার দ্রব্য চাহি আমি ॥৪৯॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei respondeu; *ei vāt*—esta notícia; *āmi*—eu; *nāhi jāni*—não sei; *prāṇa*—sua vida; *kene*—por que; *la-iba*—devo tirar; *tāra*—seu; *dravya*—dinheiro; *cāhi āmi*—eu quero.", "translation": "**O rei respondeu com surpresa: \"Eu não sabia de nada disso. Por que sua vida deveria ser tirada? Eu quero apenas o dinheiro que ele me deve.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/50/", "verse_text": "tumi yāi' kara tāhāṅ sarva samādhāna\n\ndravya yaiche āise, āra rahe tāra prāṇa\"", "devanagari": "> তুমি যাই’ কর তাহাঁ সর্ব সমাধান ।\n> দ্রব্য যৈছে আইসে, আর রহে তার প্রাণ ।।” ॥ ৫০ ॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *yāi'*—indo; *kara*—faze; *tāhāṅ*—lá; *sarva samādhāna*—todos os ajustes; *dravya*—os bens; *yaiche*—de modo que; *āise*—venham; *āra*—e; *rahe*—permaneça; *tāra*—sua; *prāṇa*—vida.", "translation": "**\"Vai até lá e ajusta tudo. Quero apenas o pagamento, não a sua vida.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/51/", "verse_text": "tabe haricandana āsi' jānāre kahila\n\ncāṅge haite gopīnāthe śīghra nāmāila", "devanagari": "> তবে হরিচন্দন আসি’ জানারে কহিল ।\n> চাঙ্গে হৈতে গোপীনাথে শীঘ্র নামাইল ॥৫১॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *haricandana*—Haricandana Pātra; *āsi'*—vindo; *jānāre kahila*—informou o príncipe; *cāṅge haite*—da plataforma cāṅga; *gopīnāthe*—Gopīnātha; *śīghra*—muito em breve; *nāmāila*—fez descer.", "translation": "**Haricandana então regressou e informou o príncipe do desejo do rei, e imediatamente Gopīnātha Paṭṭanāyaka foi retirado da cāṅga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/52/", "verse_text": "'dravya deha' rājā māge--upāya puchila\n\n'yathārtha-mūlye ghoḍā laha', teṅha ta' kahila", "devanagari": "> ‘দ্রব্য দেহ’ রাজা মাগে — উপায় পুছিল  ।\n> ‘যথার্থ-মূল্যে ঘোড়া লহ’, তেঁহ ত’ কহিল ॥৫২॥", "synonyms": "*dravya deha*—paga as dívidas; *rājā māge*—o rei pede; *upāya*—os meios; *puchila*—perguntaram; *yathā-artha-mūlye*—por um preço justo; *ghoḍā laha*—toma os cavalos; *teṅha ta' kahila*—ele respondeu.", "translation": "**Então lhe foi dito que o rei exigia o dinheiro que lhe era devido, e perguntaram-lhe que meios adotaria para pagá-lo. \"Tomai, por favor, os meus cavalos\", respondeu ele, \"por um preço justo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/53/", "verse_text": "'krame krame dimu, āra yata kichu pāri\n\navicāre prāṇa laha,--ki balite pāri?'", "devanagari": "> ‘ক্রমে ক্রমে দিমু, আর যত কিছু পারি  ।\n> অবিচারে প্রাণ লহ, — কি বলিতে পারি ?’ ৫৩ ॥৫৩॥", "synonyms": "*krame krame*—gradualmente; *dimu*—pagarei; *āra*—mais; *yata*—tanto quanto; *kichu*—qualquer coisa; *pāri*—eu puder; *avicāre*—sem consideração; *prāṇa laha*—tirais a minha vida; *ki balite pāri*—que posso dizer.", "translation": "**\"Pagarei o restante gradualmente, conforme eu puder. Sem consideração alguma, contudo, íeis tirar a minha vida. Que posso dizer?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/54/", "verse_text": "yathārtha mūlya kari' tabe saba ghoḍā la-ila\n\nāra dravyera muddatī kari' ghare pāṭhāila", "devanagari": "> যথার্থ মূল্য করি’ তবে সব ঘোড়া লইল ।\n> আর দ্রব্যের মুদ্দতী করি’ ঘরে পাঠাইল ॥৫৪॥", "synonyms": "*yathā-artha mūlya kari'*—estimando o preço justo; *tabe*—então; *saba*—todos; *ghoḍā*—cavalos; *la-ila*—tomaram; *āra dravyera*—do restante; *muddatī kari'*—estabelecendo um prazo para o pagamento; *ghare pāṭhāila*—enviaram para casa.", "translation": "**Então o governo tomou todos os cavalos por um preço justo, estabeleceu-se um prazo para o pagamento do restante, e Gopīnātha Paṭṭanāyaka foi posto em liberdade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/55/", "verse_text": "ethā prabhu sei manuṣyere praśna kaila\n\n\"vāṇīnātha ki kare, yabe bāndhiyā ānila?\"", "devanagari": "> এথা প্রভু সেই মনুষ্যেরে প্রশ্ন কৈল ।\n> “বাণীনাথ কি করে, যবে বান্ধিয়া আনিল ?” ॥ ৫৫ ॥", "synonyms": "*ethā*—aqui; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei manuṣyere*—à pessoa que trouxera a mensagem; *praśna kaila*—perguntou; *vāṇīnātha ki kare*—o que Vāṇīnātha estava fazendo; *yabe*—quando; *bāndhiyā ānila*—ele foi preso e levado para lá.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou ao mensageiro: \"O que Vāṇīnātha estava fazendo quando foi preso e levado para lá?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/56/", "verse_text": "se kahe--\"vāṇīnātha nirbhaye laya kṛṣṇa-nāma\n\n'hare kṛṣṇa, hare kṛṣṇa' kahe aviśrāma", "devanagari": "> সে কহে — “বাণীনাথ নির্ভয়ে লয় কৃষ্ণনাম ।\n> ‘হরে কৃষ্ণ, হরে কৃষ্ণ’ কহে অবিশ্রাম ॥৫৬॥", "synonyms": "*se kahe*—ele respondeu; *vāṇīnātha*—Vāṇīnātha; *nirbhaye*—sem medo; *laya kṛṣṇa-nāma*—cantava o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa; *hare kṛṣṇa, hare kṛṣṇa*—Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa; *kahe aviśrāma*—cantava incessantemente.", "translation": "**O mensageiro respondeu: \"Ele estava cantando destemida e incessantemente o mahā-mantra: Hare Kṛṣṇa, Hare Kṛṣṇa, Kṛṣṇa Kṛṣṇa, Hare Hare, Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/57/", "verse_text": "saṅkhyā lāgi' dui-hāte aṅgulīte lekhā\n\nsahasrādi pūrṇa haile, aṅge kāṭe rekhā\"", "devanagari": "> সংখ্যা লাগি’ দুই-হাতে অঙ্গুলীতে লেখা ।\n> সহস্রাদি পূর্ণ হৈলে, অঙ্গে কাটে রেখা ।।” ॥ ৫৭ ॥", "synonyms": "*saṅkhyā lāgi'*—para contar; *dui-hāte*—nas duas mãos; *aṅgulīte*—nos dedos; *lekhā*—marcando; *sahasra-ādi*—mil vezes; *pūrṇa haile*—quando terminava; *aṅge*—no corpo; *kāṭe rekhā*—faz uma marca.", "translation": "**\"Ele contava os cantos nos dedos de ambas as mãos e, depois de terminar de cantar mil vezes, fazia uma marca no corpo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/58/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu ha-ilā parama ānanda\n\nke bujhite pāre gaurera kṛpā-chanda-bandha?", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু হইলা পরম আনন্দ ।\n> কে বুঝিতে পারে গৌরের কৃপা-ছন্দবন্ধ ? ॥ ৫৮ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā*—ficou; *parama ānanda*—muito satisfeito; *ke bujhite pāre*—quem pode compreender; *gaurera*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā-chanda-bandha*—a misericórdia para com Seu devoto.", "translation": "**Ao ouvir essa notícia, o Senhor ficou muito satisfeito. Quem pode compreender a misericórdia do Senhor para com Seu devoto?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/59/", "verse_text": "hena-kāle kāśī-miśra āilā prabhu-sthāne\n\nprabhu tāṅre kahe kichu sodvega-vacane", "devanagari": "> হেনকালে কাশীমিশ্র আইলা প্রভু-স্থানে ।\n> প্রভু তাঁরে কহে কিছু সোদ্বেগ-বচনে ॥৫৯॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *āilā*—veio; *prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kahe*—disse; *kichu*—algumas; *sa-udvega*—com inquietação; *vacane*—palavras.", "translation": "**Nesse momento, Kāśī Miśra veio à residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor falou com ele com certa inquietação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/60/", "verse_text": "\"ihāṅ rahite nāri, yāmu ālālanātha\n\nnānā upadrava ihāṅ, nā pāi soyātha\"", "devanagari": "> “ইহাঁ রহিতে নারি, যামু আলালনাথ ।\n> নানা উপদ্রব ইহাঁ, না পাই সোয়াথ ।।” ॥ ৬০ ॥", "synonyms": "*ihāṅ rahite nāri*—não posso ficar aqui; *yāmu ālālanātha*—irei a Ālālanātha; *nānā*—várias; *upadrava*—perturbações; *ihāṅ*—aqui; *nā pāi*—não consigo obter; *soyātha*—descanso.", "translation": "**\"Não posso mais ficar aqui\", disse o Senhor. \"Irei a Ālālanātha. Há perturbações demais aqui, e não consigo obter nenhum descanso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/61/", "verse_text": "bhavānanda-rāyera goṣṭhī kare rāja-viṣaya\n\nnānā-prakāre kare tārā rāja-dravya vyaya", "devanagari": "> ভবানন্দ-রায়ের গোষ্ঠী করে রাজবিষয় ।\n> নানা-প্রকারে করে তারা রাজদ্রব্য ব্যয় ॥৬১॥", "synonyms": "*bhavānanda-rāyera*—de Bhavānanda Rāya; *goṣṭhī*—a família; *kare*—ocupa-se; *rāja-viṣaya*—no serviço do governo; *nānā-prakāre*—de várias maneiras; *kare*—fazem; *tārā*—todos eles; *rāja-dravya vyaya*—gastando as receitas do governo.", "translation": "**\"Todos os membros da família de Bhavānanda Rāya estão ocupados no serviço do governo, mas gastam as receitas do governo de várias maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/62/", "verse_text": "rājāra ki doṣa rājā nija-dravya cāya\n\ndite nāre dravya, daṇḍa āmāre jānāya", "devanagari": "> রাজার কি দোষ? রাজা নিজ-দ্রব্য চায় ।\n> দিতে নারে দ্রব্য, দণ্ড আমারে জানায় ॥৬২॥", "synonyms": "*rājāra*—do rei; *ki doṣa*—qual é a falta; *rājā*—o rei; *nija*—próprio; *dravya*—dinheiro; *cāya*—quer; *dite nāre*—eles não podem pagar; *dravya*—o dinheiro; *daṇḍa*—punição; *āmāre*—a Mim; *jānāya*—eles informam.", "translation": "**\"Qual é a falta da parte do rei? Ele quer o dinheiro do governo. No entanto, quando são punidos por não pagarem ao governo o que lhe é devido, vêm a Mim para que os liberte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/63/", "verse_text": "rājā gopīnāthe yadi cāṅge caḍāila\n\ncāri-bāre loke āsi' more jānāila", "devanagari": "> রাজা গোপীনাথে যদি চাঙ্গে চড়াইল ।\n> চারিবারে লোকে আসি’ মোরে জানাইল ॥৬৩॥", "synonyms": "*rājā*—o rei; *gopīnāthe*—Gopīnātha; *yadi*—quando; *cāṅge*—na cāṅga; *caḍāila*—ergueu; *cāri-bāre*—quatro vezes; *loke*—mensageiros; *āsi'*—vindo; *more*—a Mim; *jānāila*—informaram.", "translation": "**\"Quando o rei colocou Gopīnātha Paṭṭanāyaka sobre a cāṅga, mensageiros vieram quatro vezes para Me informar do incidente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/64/", "verse_text": "bhikṣuka sannyāsī āmi nirjana-vāsī\n\nāmāya duḥkha deya, nija-duḥkha kahi' āsi'", "devanagari": "> ভিক্ষুক সন্ন্যাসী আমি নির্জনবাসী ।\n> আমায় দুঃখ দেয়, নিজ-দুঃখ কহি’ আসি’ ॥৬৪॥", "synonyms": "*bhikṣuka*—mendigo; *sannyāsī*—monge mendicante; *āmi*—Eu; *nirjana-vāsī*—vivendo em lugar solitário; *āmāya*—a Mim; *duḥkha*—infelicidade; *deya*—eles dão; *nija-duḥkha*—sua própria infelicidade; *kahi'*—falando; *āsi'*—vindo.", "translation": "**\"Como sannyāsī mendicante, na condição de mendigo, desejo viver sozinho em lugar solitário, mas essas pessoas vêm para Me falar de sua infelicidade e Me perturbam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/65/", "verse_text": "āji tāre jagannātha karilā rakṣaṇa\n\nkāli ke rākhibe, yadi nā dibe rāja-dhana?", "devanagari": "> আজি তারে জগন্নাথ করিলা রক্ষণ ।\n> কালি কে রাখিবে, যদি না দিবে রাজধন ? ॥ ৬৫ ॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *tāre*—a ele; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *karilā rakṣaṇa*—protegeu; *kāli*—amanhã; *ke rākhibe*—quem protegerá; *yadi*—se; *nā dibe*—ele não pagar; *rāja-dhana*—o dinheiro do rei.", "translation": "**\"Jagannātha o salvou hoje da morte por uma vez, mas, se amanhã ele novamente não pagar o que deve ao tesouro, quem lhe dará proteção?**", "purport": "A Suprema Personalidade de Deus certamente protegerá um devoto que cometa algo pecaminoso por acidente. Como diz o Senhor no *Bhagavad-gītā* (9.30-31):\n\napi cet sudurācāro\nbhajate mām ananya-bhāk\nsādhur eva sa mantavyaḥ\nsaṁyag vyavasito hi saḥ\n\nkṣipraṁ bhavati dharmātmā\nśaśvac-chāntiṁ nigacchati\nkaunteya pratijānīhi\nna me bhaktaḥ praṇaśyati\n\n\"Mesmo que alguém cometa as ações mais abomináveis, se estiver ocupado em serviço devocional, deve ser considerado santo, porque está devidamente situado. Ele rapidamente se torna virtuoso e alcança a paz duradoura. Ó filho de Kuntī, declara ousadamente que Meu devoto jamais perece.\" No entanto, se um devoto ou suposto devoto comete propositadamente atividades pecaminosas de forma contínua, na esperança de que Kṛṣṇa lhe dê proteção, Kṛṣṇa não o protegerá. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: kāli ke rākhibe, yadi nā dibe rāja-dhana?: \"Jagannātha salvou Gopīnātha Paṭṭanāyaka hoje de ser morto pelo rei, mas, se ele cometer a mesma ofensa novamente, quem lhe dará proteção?\" Śrī Caitanya Mahāprabhu adverte, assim, todos esses devotos tolos de que Jagannātha não os protegerá se continuarem a cometer ofensas."}
{"ref": "cc/antya/9/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/66/", "verse_text": "viṣayīra vārtā śuni' kṣubdha haya mana\n\ntāte ihāṅ rahi' mora nāhi prayojana\"", "devanagari": "> বিষয়ীর বার্তা শুনি’ ক্ষুব্ধ হয় মন ।\n> তাতে ইঁহা রহি’ মোর নাহি প্রয়োজন ।।” ॥ ৬৬ ॥", "synonyms": "*viṣayīra*—de pessoas materialistas; *vārtā*—notícias; *śuni'*—ouvindo; *kṣubdha*—agitada; *haya*—torna-se; *mana*—mente; *tāte*—portanto; *ihāṅ rahi'*—permanecer aqui; *mora*—Minha; *nāhi prayojana*—não há necessidade.", "translation": "**\"Se ouvimos sobre as atividades de pessoas materialistas, nossa mente se agita. Não há necessidade de Eu permanecer aqui e ser perturbado dessa maneira.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/67/", "verse_text": "kāśī-miśra kahe prabhura dhariyā caraṇe\n\n\"tumi kene ei vāte kṣobha kara mane?", "devanagari": "> কাশীমিশ্র কহে প্রভুর ধরিয়া চরণে ।\n> “তুমি কেনে এই বাতে ক্ষোভ কর মনে ? ॥ ৬৭ ॥", "synonyms": "*kāśī-miśra kahe*—Kāśī Miśra disse; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhariyā caraṇe*—abraçando os pés de lótus; *tumi*—Tu; *kene*—por que; *ei vāte*—com essas conversas; *kṣobha kara*—te agitas; *mane*—na mente.", "translation": "**Kāśī Miśra abraçou os pés de lótus do Senhor e disse: \"Por que Te agitarias com esses assuntos?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/68/", "verse_text": "sannyāsī virakta tomāra kā-sane sambandha?\n\nvyavahāra lāgi' tomā bhaje, sei jñāna-andha", "devanagari": "> সন্ন্যাসী বিরক্ত তোমার কা-সনে সম্বন্ধ ?\n> ব্যবহার লাগি’ তোমা ভজে, সেই জ্ঞান-অন্ধ ॥৬৮॥", "synonyms": "*sannyāsī*—um sannyāsī; *virakta*—aquele que abandonou todos os vínculos com todos; *tomāra*—Tua; *kā-sane*—com quem; *sambandha*—relação; *vyavahāra lāgi'*—para algum propósito material; *tomā bhaje*—adora-Te; *sei*—ele; *jñāna-andha*—cego a todo conhecimento.", "translation": "**\"Tu és um sannyāsī renunciado. Que vínculos tens? Aquele que Te adora para algum propósito material é cego a todo conhecimento.\"**", "purport": "Tornar-se devoto do Senhor para servir a propósitos materiais é um grande erro. Muitas pessoas tornam-se devotos de fachada em busca de lucros materiais. De fato, pessoas materialistas às vezes adotam o serviço devocional profissional e mantêm Viṣṇu, a Suprema Personalidade de Deus, como meio de subsistência. Nada disso, contudo, é aprovado. No livro conhecido como Sapta-śatī, como menciona Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, pode-se descobrir como uma pessoa que adora a deusa Durgā lhe suplica por diferentes variedades de lucro material. Tais atividades são muito populares entre as pessoas em geral, mas constituem as tentativas de gente tola e cega (sei jñāna-andha).\n\nUm materialista não sabe, na verdade, por que se deve tornar devoto. A única preocupação de um devoto é satisfazer a Suprema Personalidade de Deus. O serviço devocional puro é definido por Śrīla Rūpa Gosvāmī:\n\nanyābhilāṣitā-śūnyaṁ\njñāna-karmādy-anāvṛtam\nānukūlyena kṛṣṇānu-\nśīlanaṁ bhaktir uttamā\n\nA pessoa deve estar completamente livre de todos os desejos materiais e deve servir a Kṛṣṇa simplesmente para agradá-Lo. Quando as pessoas se interessam por sua própria gratificação dos sentidos (bhukti mukti siddhi kāmī), algumas delas desejam desfrutar o mundo material em sua plena extensão, outras desejam liberar-se e fundir-se na existência do Brahman, e ainda outras querem realizar magia por meio de poderes místicos e, assim, tornar-se encarnações de Deus. Tudo isso é contrário aos princípios do serviço devocional. É preciso estar livre de todos os desejos materiais. O desejo do impersonalista de fundir-se na existência do Brahman também é material, pois esse impersonalista quer gratificar seus sentidos fundindo-se na existência de Kṛṣṇa em vez de servir a Seus pés de lótus. Mesmo que tal pessoa se funda na refulgência Brahman, ela cai novamente na existência material. Como se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.2.32):\n\nāruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ\npatanty adho 'nādṛta-yuṣmad-aṅghrayaḥ\n\nVisto que os filósofos māyāvādīs não têm informação alguma a respeito do serviço transcendental ao Senhor, mesmo após alcançarem a liberação das atividades materiais e fundirem-se na refulgência Brahman, eles devem descer novamente a este mundo material."}
{"ref": "cc/antya/9/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/69/", "verse_text": "tomāra bhajana-phale tomāte 'prema-dhana'\n\nviṣaya lāgi' tomāya bhaje, sei mūrkha jana", "devanagari": "> তোমার ভজন-ফলে তোমাতে ‘প্রেমধন’ ।\n> বিষয় লাগি’ তোমায় ভজে, সেই মূর্খ জন ॥৬৯॥", "synonyms": "*tomāra*—teu; *bhajana*—serviço devocional; *phale*—pelo resultado de; *tomāte*—a Ti; *prema-dhana*—tesouro de amor; *viṣaya lāgi'*—por lucro material; *tomāya bhaje*—ocupa-se em Teu serviço; *sei*—ele; *mūrkha jana*—um tolo.", "translation": "**Kāśī Miśra continuou: \"Se alguém se ocupa em serviço devocional para Tua satisfação, isso resultará no despertar cada vez maior de seu amor adormecido por Ti. Mas, se alguém se ocupa em Teu serviço devocional para propósitos materiais, deve ser considerado o maior dos tolos.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que há muitas pessoas materialistas que se tornam pregadores, gurus, religiosos ou filósofos apenas para manter um alto padrão de vida e a gratificação dos sentidos para si mesmas e suas famílias. Às vezes, adotam a roupa de sannyāsī ou pregador. Treinam alguns de seus familiares como advogados e buscam continuamente o auxílio de algum tribunal superior para adquirir riquezas sob o pretexto de manter templos. Embora tais pessoas possam chamar-se pregadores, viver em Vṛndāvana ou Navadvīpa, e também imprimir muitos livros religiosos, tudo isso é feito com o mesmo propósito, a saber, ganhar a vida para sustentar suas esposas e filhos. Elas podem também recitar profissionalmente o *Bhāgavatam* ou outras escrituras, adorar a Deidade no templo e iniciar discípulos. Fazendo ostentação de parafernália devocional, podem ainda recolher dinheiro do público e usá-lo para curar a doença de algum familiar ou parente próximo. Às vezes, tornam-se bābājīs ou recolhem dinheiro sob o pretexto de adorar os pobres, a quem chamam de daridra-nārāyaṇa, ou para promover o soerguimento social e político. Dessa forma, espalham uma rede de esquemas comerciais para recolher dinheiro destinado à gratificação dos sentidos, enganando as pessoas em geral, que não têm conhecimento do serviço devocional puro. Tais trapaceiros não conseguem compreender que, ao oferecer serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus, a pessoa pode ser elevada a uma posição de eterna servidão ao Senhor, posição que é ainda maior do que a de Brahmā e de outros semideuses. Infelizmente, os tolos não têm compreensão do prazer perpétuo do serviço devocional."}
{"ref": "cc/antya/9/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/70/", "verse_text": "tomā lāgi' rāmānanda rājya tyāga kailā\n\ntomā lāgi' sanātana 'viṣaya' chāḍilā", "devanagari": "> তোমা লাগি’ রামানন্দ রাজ্য ত্যাগ কৈলা ।\n> তোমা লাগি’ সনাতন ‘বিষয়’ ছাড়িলা ॥৭০॥", "synonyms": "*tomā lāgi'*—por Tua causa; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *rājya*—o reino; *tyāga kailā*—abandonou; *tomā lāgi'*—por Tua causa; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *viṣaya*—vida material; *chāḍilā*—abandonou.", "translation": "**\"Foi somente por Tua causa que Rāmānanda Rāya renunciou ao governo do sul da Índia e Sanātana Gosvāmī abandonou seu posto de ministro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/71/", "verse_text": "tomā lāgi' raghunātha sakala chāḍila\n\nhethāya tāhāra pitā viṣaya pāṭhāila", "devanagari": "> তোমা লাগি’ রঘুনাথ সকল ছাড়িল ।\n> হেথায় তাহার পিতা বিষয় পাঠাইল ॥৭১॥", "synonyms": "*tomā lāgi'*—por Tua causa; *raghunātha*—Raghunātha dāsa; *sakala chāḍila*—abandonou tudo; *hethāya*—aqui; *tāhāra pitā*—seu pai; *viṣaya pāṭhāila*—enviou dinheiro.", "translation": "**\"Foi por Tua causa que Raghunātha dāsa abandonou todos os seus laços familiares. Seu pai enviou dinheiro e homens para cá a fim de servi-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/72/", "verse_text": "tomāra caraṇa-kṛpā hañāche tāhāre\n\nchatre māgi' khāya, 'viṣaya' sparśa nāhi kare", "devanagari": "> তোমার চরণ-কৃপা হঞাছে তাহারে ।\n> ছত্রে মাগি’ খায়, ‘বিষয়’ স্পর্শ নাহি করে ॥৭২॥", "synonyms": "*tomāra caraṇa*—de Teus pés de lótus; *kṛpā*—a misericórdia; *hañāche*—tem estado; *tāhāre*—sobre ele; *chatre*—dos centros de distribuição de alimento; *māgi'*—mendigando; *khāya*—ele come; *viṣaya*—dinheiro; *sparśa nāhi kare*—ele não toca.", "translation": "**\"Contudo, porque recebeu a misericórdia de Teus pés de lótus, ele nem sequer aceita o dinheiro de seu pai. Em vez disso, ele come mendigando esmolas nos centros de distribuição de alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/73/", "verse_text": "rāmānandera bhāi gopīnātha-mahāśaya\n\ntomā haite viṣaya-vāñchā, tāra icchā naya", "devanagari": "> রামানন্দের ভাই গোপীনাথ-মহাশয় ।\n> তোমা হৈতে বিষয়-বাঞ্ছা, তার ইচ্ছা নয় ॥৭৩॥", "synonyms": "*rāmānandera*—de Rāmānanda; *bhāi*—irmão; *gopīnātha*—Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *mahāśaya*—um grande cavalheiro; *tomā haite*—de Ti; *viṣaya-vāñchā*—desejo de vantagem material; *tāra icchā*—seu desejo; *naya*—não é.", "translation": "**\"Gopīnātha Paṭṭanāyaka é um bom cavalheiro. Ele não deseja benefícios materiais de Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/74/", "verse_text": "tāra duḥkha dekhi' tāra sevakādi-gaṇa\n\ntomāre jānāila,--yāte 'ananya-śaraṇa'", "devanagari": "> তার দুঃখ দেখি’ তার সেবকাদিগণ ।\n> তোমারে জানাইল, — যাতে ‘অনন্যশরণ’ ॥৭৪॥", "synonyms": "*tāra*—sua; *duḥkha*—condição aflita; *dekhi'*—vendo; *tāra*—seus; *sevaka-ādi-gaṇa*—servos e amigos; *tomāre jānāila*—informaram-Te; *yāte*—porque; *ananya*—nenhum outro; *śaraṇa*—refúgio.", "translation": "**\"Não foi Gopīnātha quem enviou todos aqueles homens para que o libertasses de sua situação. Pelo contrário, foram seus amigos e servos que, vendo sua condição aflita, Te informaram, porque todos eles sabiam que Gopīnātha é uma alma rendida a Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/75/", "verse_text": "sei 'śuddha-bhakta', ye tomā bhaje tomā lāgi'\n\nāpanāra sukha-duḥkhe haya bhoga-bhogī'", "devanagari": "> সেই ‘শুদ্ধভক্ত’, যে তোমা ভজে তোমা লাগি’ ।\n> আপনার সুখ-দুঃখে হয় ভোগ-ভাগী’ ॥৭৫॥", "synonyms": "*sei*—ele; *śuddha-bhakta*—um devoto puro; *ye*—que; *tomā bhaje*—adora-Te; *tomā lāgi'*—para Tua satisfação; *āpanāra sukha-duḥkhe*—pela felicidade e aflição pessoais; *haya*—é; *bhoga-bhogī*—aquele que quer desfrutar este mundo material.", "translation": "**\"Gopīnātha Paṭṭanāyaka é um devoto puro que Te adora apenas para Tua satisfação. Ele não se importa com sua felicidade ou aflição pessoais, pois esse é o ofício de um materialista.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/76/", "verse_text": "tomāra anukampā cāhe, bhaje anukṣaṇa\n\nacirāt mile tāṅre tomāra caraṇa", "devanagari": "> তোমার অনুকম্পা চাহে, ভজে অনুক্ষণ ।\n> অচিরাৎ মিলে তাঁরে তোমার চরণ ॥৭৬॥", "synonyms": "*tomāra*—Tua; *anukampā*—misericórdia; *cāhe*—deseja; *bhaje anukṣaṇa*—ocupa-se em serviço devocional vinte e quatro horas por dia; *acirāt*—muito em breve; *mile*—alcança; *tāṅre*—a ele; *tomāra caraṇa*—Teus pés de lótus.", "translation": "**\"Aquele que se ocupa em Teu serviço devocional vinte e quatro horas por dia, desejando unicamente Tua misericórdia, muito em breve alcançará refúgio a Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/77/", "verse_text": "tat te 'nukampāṁ susamīkṣamāṇo\n\nbhuñjāna evātma-kṛtaṁ vipākam\n\nhṛd-vāg-vapurbhir vidadhan namas te\n\njīveta yo mukti-pade sa dāya-bhāk", "devanagari": "> তত্তেঽনুকম্পাং সুসমীক্ষমাণো\n> ভুঞ্জান এবাত্মকৃতং বিপাকম্ ।\n> হৃদ্বাগ্বপুর্ভির্বিদধন্নমস্তে\n> জীবেত যো মুক্তিপদে স দায়ভাক্ ॥৭৭॥", "synonyms": "*tat*—portanto; *te*—Tua; *anukampām*—compaixão; *su-samīkṣamāṇaḥ*—esperando por; *bhuñjānaḥ*—suportando; *eva*—certamente; *ātma-kṛtam*—feitos por ele mesmo; *vipākam*—resultados fruitivos; *hṛt*—com o coração; *vāk*—as palavras; *vapurbhiḥ*—e o corpo; *vidadhat*—oferecendo; *namaḥ*—reverências; *te*—a Ti; *jīveta*—possa viver; *yaḥ*—todo aquele que; *mukti-pade*—em serviço devocional; *saḥ*—ele; *dāya-bhāk*—um candidato genuíno.", "translation": "**\"Aquele que busca Tua compaixão e assim tolera todo tipo de condições adversas devido ao karma de seus atos passados, que se ocupa sempre em Teu serviço devocional com a mente, as palavras e o corpo, e que sempre Te oferece reverências, é certamente um candidato genuíno a tornar-se Teu devoto imaculado.'**", "purport": "Este é um verso do Śrīmad-Bhāgavatam (10.14.8)."}
{"ref": "cc/antya/9/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/78/", "verse_text": "ethā tumi vasi' raha, kene yābe ālālanātha?\n\nkeha tomā nā śunābe viṣayīra vāt", "devanagari": "> এথা তুমি বসি’ রহ, কেনে যাবে আলালনাথ ?\n> কেহ তোমা না শুনাবে বিষয়ীর বাত্ ॥৭৮॥", "synonyms": "*ethā*—aqui; *tumi*—Tu; *vasi'*—residindo; *raha*—por favor, fica; *kene*—por que; *yābe*—irás; *ālālanātha*—a Ālālanātha; *keha tomā nā śunābe*—ninguém Te informará; *viṣayīra vāt*—sobre os assuntos das pessoas materialistas.", "translation": "**\"Por favor, fica aqui em Jagannātha Purī. Por que deverias ir a Ālālanātha? Doravante, ninguém Te procurará a respeito de assuntos materiais.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/79/", "verse_text": "yadi vā tomāra tāre rākhite haya mana\n\nāji ye rākhila, sei karibe rakṣaṇa\"", "devanagari": "> যদি বা তোমার তারে রাখিতে হয় মন ।\n> আজি যে রাখিল, সেই করিবে রক্ষণ ।।” ॥ ৭৯ ॥", "synonyms": "*yadi vā*—se de uma forma ou de outra; *tomāra*—de Ti; *tāre*—a ele; *rākhite*—proteger; *haya*—é; *mana*—a mente; *āji*—hoje; *ye*—Aquele que; *rākhila*—protegeu; *sei*—Ele; *karibe rakṣaṇa*—dará proteção.", "translation": "**Por fim, Kāśī Miśra disse ao Senhor: \"Se desejas dar proteção a Gopīnātha, então o Senhor Jagannātha, que hoje o protegeu, também o protegerá no futuro.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/80/", "verse_text": "eta bali' kāśī-miśra gelā sva-mandire\n\nmadhyāhne pratāparudra āilā tāṅra ghare", "devanagari": "> এত বলি’ কাশীমিশ্র গেলা স্ব-মন্দিরে ।\n> মধ্যাহ্নে প্রতাপরুদ্র আইলা তাঁর ঘরে ॥৮০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *gelā*—foi; *sva-mandire*—a seu próprio templo; *madhyāhne*—ao meio-dia; *pratāparudra*—o rei Pratāparudra; *āilā*—veio; *tāṅra ghare*—à sua casa.", "translation": "**Após dizer isto, Kāśī Miśra deixou a morada de Śrī Caitanya Mahāprabhu e retornou a seu próprio templo. Ao meio-dia, o rei Pratāparudra veio à casa de Kāśī Miśra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/81/", "verse_text": "pratāparudrera eka āchaye niyame\n\nyata dina rahe teṅha śrī-puruṣottame", "devanagari": "> প্রতাপরুদ্রের এক আছয়ে নিয়মে  ।\n> যত দিন রহে তেঁহ শ্রীপুরুষোত্তমে ॥৮১॥", "synonyms": "*pratāparudrera*—do rei Pratāparudra; *eka*—um; *āchaye*—há; *niyame*—um dever regular; *yata dina*—enquanto; *rahe*—permanecia; *teṅha*—ele; *śrī-puruṣottame*—em Jagannātha Purī.", "translation": "**Enquanto o rei Pratāparudra permanecia em sua capital, Puruṣottama, ele cumpria um dever regular.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/82/", "verse_text": "nitya āsi' kare miśrera pāda saṁvāhana\n\njagannātha-sevāra kare bhiyāna śravaṇa", "devanagari": "> নিত্য আসি’ করে মিশ্রের পাদ সম্বাহন  ।\n> জগন্নাথ-সেবার করে ভিয়ান শ্রবণ ॥৮২॥", "synonyms": "*nitya āsi'*—vindo diariamente; *kare*—realiza; *miśrera*—de Kāśī Miśra; *pāda*—os pés; *saṁvāhana*—massageando; *jagannātha-sevāra*—para o serviço do Senhor Jagannātha; *kare*—faz; *bhiyāna*—os preparativos; *śravaṇa*—ouvindo.", "translation": "**Ele vinha diariamente à casa de Kāśī Miśra para massagear-lhe os pés de lótus. O rei também ouvia dele como o Senhor Jagannātha era servido com opulência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/83/", "verse_text": "rājā miśrera caraṇa yabe cāpite lāgilā\n\ntabe miśra tāṅre kichu bhaṅgīte kahilā", "devanagari": "> রাজা মিশ্রের চরণ যবে চাপিতে লাগিলা ।\n> তবে মিশ্র তাঁরে কিছু ভঙ্গীতে কহিলা ॥৮৩॥", "synonyms": "*rāja*—o rei; *miśrera*—de Kāśī Miśra; *caraṇa*—os pés de lótus; *yabe*—quando; *cāpite lāgilā*—começou a pressionar; *tabe*—naquela oportunidade; *miśra*—Kāśī Miśra; *tāṅre*—a ele; *kichu*—algo; *bhaṅgīte*—por meio de uma insinuação; *kahilā*—informou.", "translation": "**Quando o rei começou a pressionar-lhe os pés de lótus, Kāśī Miśra informou-o de algo por meio de insinuações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/84/", "verse_text": "\"deva, śuna āra eka aparūpa vāt!\n\nmahāprabhu kṣetra chāḍi' yābena ālālanātha!\"", "devanagari": "> “দেব, শুন আর এক অপরূপ বাত্ !\n> মহাপ্রভু ক্ষেত্র ছাড়ি’ যাবেন আলালনাথ !” ॥ ৮৪ ॥", "synonyms": "*deva*—meu querido rei; *śuna*—ouve; *āra*—outra; *eka*—uma; *aparūpa*—incomum; *vāt*—notícia; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṣetra chāḍi'*—deixando Jagannātha Purī; *yābena*—irá; *ālālanātha*—a Ālālanātha.", "translation": "**\"Meu querido rei\", disse ele, \"por favor, ouve uma notícia incomum. Śrī Caitanya Mahāprabhu deseja deixar Jagannātha Purī e ir a Ālālanātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/85/", "verse_text": "śuni rājā duḥkhī hailā, puchilena kāraṇa\n\ntabe miśra kahe tāṅre saba vivaraṇa", "devanagari": "> শুনি রাজা দুঃখী হৈলা, পুছিলেন কারণ ।\n> তবে মিশ্র কহে তাঁরে সব বিবরণ ॥৮৫॥", "synonyms": "*śuni*—ouvindo; *rājā*—o rei; *duḥkhī hailā*—ficou muito infeliz; *puchilena*—perguntou; *kāraṇa*—a razão; *tabe*—nesse momento; *miśra kahe*—Miśra disse; *tāṅre*—a ele; *saba*—todos; *vivaraṇa*—os detalhes.", "translation": "**Quando o rei ouviu que Śrī Caitanya Mahāprabhu iria a Ālālanātha, ficou muito infeliz e perguntou a razão. Então Kāśī Miśra informou-o de todos os detalhes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/86/", "verse_text": "\"gopīnātha-paṭṭanāyake yabe cāṅge caḍāilā\n\ntāra sevaka saba āsi' prabhure kahilā", "devanagari": "> “গোপীনাথ-পট্টনায়কে যবে চাঙ্গে চড়াইলা ।\n> তার সেবক সব আসি’ প্রভুরে কহিলা ॥৮৬॥", "synonyms": "*gopīnātha-paṭṭanāyake*—Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *yabe*—quando; *cāṅge*—no cāṅga; *caḍāilā*—eles ergueram; *tāra sevaka*—seus servos; *saba*—todos; *āsi'*—vindo; *prabhure kahilā*—informaram Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**\"Quando Gopīnātha Paṭṭanāyaka foi erguido no cāṅga\", disse ele, \"todos os seus servos foram informar Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/87/", "verse_text": "śuniyā kṣobhita haila mahāprabhura mana\n\nkrodhe gopīnāthe kailā bahuta bhartsana", "devanagari": "> শুনিয়া ক্ষোভিত হৈল মহাপ্রভুর মন ।\n> ক্রোধে গোপীনাথে কৈলা বহুত ভর্ৎসন ॥৮৭॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *kṣobhita haila*—ficou agitada; *mahāprabhura mana*—a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *krodhe*—em fúria; *gopīnāthe*—a Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *kailā*—fez; *bahuta bhartsana*—muita repreensão.", "translation": "**\"Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou extremamente pesaroso de coração e, em fúria, repreendeu Gopīnātha Paṭṭanāyaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/88/", "verse_text": "'ajitendriya hañā kare rāja-viṣaya\n\nnānā asat-pathe kare rāja-dravya vyaya", "devanagari": "> ‘অজিতেন্দ্রিয় হঞা করে রাজবিষয় ।\n> নানা অসৎপথে করে রাজদ্রব্য ব্যয় ॥৮৮॥", "synonyms": "*ajitendriya hañā*—sendo desvairado pela gratificação dos sentidos; *kare rāja-viṣaya*—serve o governo; *nānā asat-pathe*—em várias atividades pecaminosas; *kare rāja-dravya vyaya*—gasta a receita do governo.", "translation": "**\"'Porque é desvairado pela gratificação dos sentidos', disse o Senhor, 'ele atua como servo do governo, mas gasta a receita do governo em várias atividades pecaminosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/89/", "verse_text": "brahmasva-adhika ei haya rāja-dhana\n\ntāhā hari' bhoga kare mahā-pāpī jana", "devanagari": "> ব্রহ্মস্ব-অধিক এই হয় রাজধন ।\n> তাহা হরি’ ভোগ করে মহাপাপী জন ॥৮৯॥", "synonyms": "*brahmasva*—a propriedade de um brāhmaṇa; *adhika*—mais que; *ei*—esta; *haya*—é; *rāja-dhana*—a receita do governo; *tāhā hari'*—roubando isso; *bhoga kare*—desfruta da gratificação dos sentidos; *mahā-pāpī jana*—uma pessoa muitíssimo pecaminosa.", "translation": "**\"'A receita do governo é mais sagrada que a propriedade de um brāhmaṇa. Aquele que se apropria indevidamente do dinheiro do governo e o utiliza para desfrutar da gratificação dos sentidos é muitíssimo pecaminoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/90/", "verse_text": "rājāra vartana khāya, āra curi kare\n\nrāja-daṇḍya haya sei śāstrera vicāre", "devanagari": "> রাজার বর্তন খায়, আর চুরি করে ।\n> রাজদণ্ড্য হয় সেই শাস্ত্রের বিচারে ॥৯০॥", "synonyms": "*rājāra vartana*—o salário do rei; *khāya*—ele recebe; *āra*—e; *curi kare*—rouba; *rāja-daṇḍya*—passível de ser punido pelo rei; *haya*—é; *sei*—ele; *śāstrera vicāre*—o veredito da escritura revelada.", "translation": "**\"'Aquele que serve o governo mas se apropria indevidamente da receita do governo é passível de ser punido pelo rei. Esse é o veredito de todas as escrituras reveladas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/91/", "verse_text": "nija-kauḍi māge, rājā nāhi kare daṇḍa\n\nrājā--mahā-dhārmika, ei haya pāpī bhaṇḍa!", "devanagari": "> নিজ-কৌড়ি মাগে, রাজা নাহি করে দণ্ড ।\n> রাজা — মহাধার্মিক, এই হয় পাপী ভণ্ড ! ॥ ৯১ ॥", "synonyms": "*nija-kauḍi*—seu próprio dinheiro; *māge*—exige; *rājā*—o rei; *nāhi kare daṇḍa*—não pune; *rājā*—o rei; *mahā-dhārmika*—muito religioso; *ei*—este homem; *haya*—é; *pāpī*—pecador; *bhaṇḍa*—trapaceiro.", "translation": "**\"O rei queria que sua receita fosse paga e não desejava aplicar punição. Portanto, o rei é certamente muito religioso. Mas Gopīnātha Paṭṭanāyaka é um grande trapaceiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/92/", "verse_text": "rājā-kaḍi nā deya, āmāre phukāre\n\nei mahā-duḥkha ihāṅ ke sahite pāre?", "devanagari": "> রাজ-কড়ি না দেয়, আমারে ফুকারে ।\n> এই মহাদুঃখ ইঁহা কে সহিতে পারে ? ॥ ৯২ ॥", "synonyms": "*rājā-kaḍi*—a receita do rei; *nā deya*—não paga; *āmāre*—a Mim; *phu-kāre*—clama; *ei*—este; *mahā-duḥkha*—grande infelicidade; *ihāṅ*—aqui; *ke sahite pāre*—quem pode tolerar.", "translation": "**\"Ele não paga a receita ao rei, mas quer Minha ajuda para se livrar. Este é um caso extremamente pecaminoso. Não posso tolerá-lo aqui.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/93/", "verse_text": "ālālanātha yāi' tāhāṅ niścinte rahimu\n\nviṣayīra bhāla manda vārtā nā śunimu' \"", "devanagari": "> আলালনাথ যাই’ তাহাঁ নিশ্চিন্তে রহিমু ।\n> বিষয়ীর ভাল মন্দ বার্তা না শুনিমু’ ।।” ॥ ৯৩ ॥", "synonyms": "*ālālanātha yāi'*—indo a Ālālanātha; *tāhāṅ*—lá; *niścinte rahimu*—viverei em paz; *viṣayīra*—de pessoas materialistas; *bhāla manda*—boas e más; *vārtā*—notícias; *nā śunimu*—não ouvirei.", "translation": "**\"Portanto, deixarei Jagannātha Purī e irei a Ālālanātha, onde viverei em paz e não ouvirei nada sobre esses assuntos de pessoas materialistas.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/94/", "verse_text": "eta śuni' kahe rājā pāñā mane vyathā\n\n\"saba dravya chāḍoṅ, yadi prabhu rahena ethā", "devanagari": "> এত শুনি’ কহে রাজা পাঞা মনে ব্যথা ।\n> “সব দ্রব্য ছাড়োঁ, যদি প্রভু রহেন এথা ॥৯৪॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo todos esses detalhes; *kahe rājā*—o rei disse; *pāñā*—sentindo; *mane vyathā*—dor em sua mente; *saba dravya chāḍoṅ*—abrirei mão de todas as dívidas; *yadi*—se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahena ethā*—permanecer aqui.", "translation": "**Quando o rei Pratāparudra ouviu todos esses detalhes, sentiu grande dor em sua mente. \"Abrirei mão de tudo o que me é devido por Gopīnātha Paṭṭanāyaka\", disse ele, \"se Śrī Caitanya Mahāprabhu permanecer aqui em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/95/", "verse_text": "eka-kṣaṇa prabhura yadi pāiye daraśana\n\nkoṭi-cintāmaṇi-lābha nahe tāra sama", "devanagari": "> একক্ষণ প্রভুর যদি পাইয়ে দরশন ।\n> কোটিচিন্তামণি-লাভ নহে তার সম ॥৯৫॥", "synonyms": "*eka-kṣaṇa*—por um momento; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—se; *pāiye*—eu obtiver; *daraśana*—uma audiência; *koṭi-cintāmaṇi-lābha*—obter milhões de pedras cintāmaṇi; *nahe*—não é; *tāra sama*—igual a isso.", "translation": "**\"Se ao menos por um momento eu pudesse obter uma audiência com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, não me importaria com o lucro de milhões de pedras cintāmaṇi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/96/", "verse_text": "kon chāra padārtha ei dui-lakṣa kāhana?\n\nprāṇa-rājya karoṅ prabhu-pade nirmañchana\"", "devanagari": "> কোন্ ছার পদার্থ এই দুইলক্ষ কাহন ?\n> প্রাণ-রাজ্য করোঁ প্রভুপদে নির্মঞ্ছন ।।” ॥ ৯৬ ॥", "synonyms": "*kon*—que; *chāra*—insignificante; *padārtha*—coisa; *ei*—esta; *dui-lakṣa kāhana*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nirmañchana*—sacrificando.", "translation": "**\"Não me importo com essa pequena soma de 200.000 kāhanas. Sem falar nisso, eu de fato sacrificaria tudo aos pés de lótus do Senhor, inclusive minha vida e meu reino.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/97/", "verse_text": "miśra kahe, \"kauḍi chāḍibā,--nahe prabhura mana\n\ntārā duḥkha pāya,--ei nā yāya sahana\"", "devanagari": "> মিশ্র কহে, “কৌড়ি ছাড়িবা, — নহে প্রভুর মন ।\n> তারা দুঃখ পায়, — এই না যায় সহন ।।” ॥ ৯৭ ॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Kāśī Miśra disse; *kauḍi chāḍibā*—abrirás mão do dinheiro; *nahe*—não é; *prabhura mana*—o desejo de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tārā*—eles; *duḥkha pāya*—ficam infelizes; *ei*—isto; *nā yāya sahana*—é intolerável.", "translation": "**Kāśī Miśra sugeriu ao rei: \"Não é desejo do Senhor que abdiques do pagamento. Ele está infeliz apenas porque toda a família está atribulada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/98/", "verse_text": "rājā kahe,--\"tāre āmi duḥkha nāhi diye\n\ncāṅge caḍā, khaḍge ḍārā,--āmi nā jāniye", "devanagari": "> রাজা কহে, — “তারে আমি দুঃখ নাহি দিয়ে ।\n> চাঙ্গে চড়া, খড়্গে ডারা, — আমি না জানিয়ে ॥৯৮॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei respondeu; *tāre*—a ele; *āmi*—eu; *duḥkha*—infelicidade; *nāhi diye*—não tenho desejo de dar; *cāṅge caḍā*—o içamento no cāṅga; *khaḍge*—sobre as espadas; *ḍārā*—o arremesso; *āmi*—eu; *nā jāniye*—não sabia.", "translation": "**O rei respondeu: \"Não tenho desejo de causar dor a Gopīnātha Paṭṭanāyaka e a sua família, tampouco sabia que ele fora içado no cāṅga para ser arremessado sobre as espadas e morto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/99/", "verse_text": "puruṣottama-jānāre teṅha kaila parihāsa\n\nsei 'jānā' tāre dekhāila mithyā trāsa", "devanagari": "> পুরুষোত্তম-জানারে তেঁহ কৈল পরিহাস ।\n> সেই ‘জানা’ তারে দেখাইল মিথ্যা ত্রাস ॥৯৯॥", "synonyms": "*puruṣottama-jānāre*—a Puruṣottama Jānā, o príncipe; *teṅha*—ele; *kaila parihāsa*—fez uma brincadeira; *sei jānā*—aquele príncipe; *tāre*—a ele; *dekhāila*—mostrou; *mithyā*—falso; *trāsa*—susto.", "translation": "**\"Ele zombou de Puruṣottama Jānā. Por isso, o príncipe tentou assustá-lo como punição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/100/", "verse_text": "tumi yāha, prabhure rākhaha yatna kari'\n\nei mui tāhāre chāḍinu saba kauḍi\"", "devanagari": "> তুমি যাহ, প্রভুরে রাখহ যত্ন করি’ ।\n> এই মুই তাহারে ছাড়িনু সব কৌড়ি ।।” ॥ ১০০ ॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *yāha*—vai; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rākhaha*—mantém; *yatna kari'*—com grande atenção; *ei mui*—quanto a mim; *tāhāre*—a ele; *chāḍinu*—dispenso; *saba kauḍi*—todas as dívidas.", "translation": "**\"Vai pessoalmente a Śrī Caitanya Mahāprabhu e mantém-no em Jagannātha Purī com grande atenção. Eu dispensarei Gopīnātha Paṭṭanāyaka de todas as suas dívidas.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/101/", "verse_text": "miśra kahe, \"kauḍi chāḍibā,--nahe prabhura mane\n\nkauḍi chāḍile prabhu kadācit duḥkha māne\"", "devanagari": "> মিশ্র কহে, “কৌড়ি ছাড়িবা, — নহে প্রভুর মনে ।\n> কৌড়ি ছাড়িলে প্রভু কদাচিৎ দুঃখ মানে ।।” ॥ ১০১ ॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Kāśī Miśra disse; *kauḍi chāḍibā*—dispensarás todas as dívidas; *nahe*—não é; *prabhura mane*—o pensamento de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kauḍi chāḍile*—se dispensares todas as dívidas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kadācit*—certamente; *duḥkha māne*—ficará pesaroso.", "translation": "**Kāśī Miśra disse: \"Dispensar Gopīnātha Paṭṭanāyaka de todas as suas dívidas não tornará o Senhor feliz, pois essa não é Sua intenção.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/102/", "verse_text": "rājā kahe, \"kauḍi chāḍimu,--ihā nā kahibā\n\nsahaje mora priya tā'rā,--ihā jānāibā", "devanagari": "> রাজা কহে, “কৌড়ি ছাড়িমু, — ইহা না কহিবা ।\n> সহজে মোর প্রিয় তা’রা, — ইহা জানাইবা ॥১০২॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *kauḍi chāḍimu*—dispensarei todas as dívidas; *ihā*—isto; *nā kahibā*—não fales; *sahaje*—naturalmente; *mora priya*—meus caros amigos; *tā'rā*—eles; *ihā*—isto; *jānāibā*—deixa que Ele saiba.", "translation": "**O rei disse: \"Absolverei Gopīnātha Paṭṭanāyaka de todas as suas dívidas, mas não fales disso ao Senhor. Apenas deixa que Ele saiba que todos os membros da família de Bhavānanda Rāya e de Gopīnātha Paṭṭanāyaka são naturalmente meus caros amigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/103/", "verse_text": "bhavānanda-rāya--āmāra pūjya-garvita\n\ntāṅra putra-gaṇe āmāra sahajei prīta\"", "devanagari": "> ভবানন্দ-রায় — আমার পূজ্য-গর্বিত ।\n> তাঁর পুত্রগণে আমার সহজেই প্রীত ।।” ॥ ১০৩ ॥", "synonyms": "*bhavānanda rāya*—Bhavānanda Rāya; *āmāra*—por mim; *pūjya*—digno de adoração; *garvita*—honrado; *tāṅra*—seus; *putra-gaṇe*—aos filhos; *āmāra*—minha; *sahajei*—naturalmente; *prīta*—afeição.", "translation": "**\"Bhavānanda Rāya é digno de minha adoração e respeito. Por isso, sou sempre naturalmente afetuoso com seus filhos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/104/", "verse_text": "eta bali' miśre namaskari' rājā ghare gelā\n\ngopīnāthe 'baḍa jānāya' ḍākiyā ānilā", "devanagari": "> এত বলি’ মিশ্রে নমস্করি’ রাজা ঘরে গেলা ।\n> গোপীনাথে ‘বড় জানায়’ ডাকিয়া আনিলা ॥১০৪॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *miśre namaskari'*—após oferecer reverências a Kāśī Miśra; *rājā*—o rei; *ghare gelā*—regressou a seu palácio; *gopīnāthe*—Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *baḍa jānāya*—o príncipe mais velho; *ḍākiyā ānilā*—mandou chamar.", "translation": "**Após oferecer reverências a Kāśī Miśra, o rei regressou a seu palácio e mandou chamar tanto Gopīnātha quanto o príncipe mais velho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/105/", "verse_text": "rājā kahe,--\"saba kauḍi tomāre chāḍiluṅ\n\nsei mālajāṭhyā daṇḍa pāṭa tomāre ta' diluṅ", "devanagari": "> রাজা কহে, — “সব কৌড়ি তোমারে ছাড়িলুঁ ।\n> সেই মালজাঠ্যা দণ্ড পাট তোমারে ত’ দিলুঁ ॥১০৫॥", "synonyms": "*rājā kahe*—o rei disse; *saba*—todo; *kauḍi*—dinheiro; *tomāre*—a ti; *chāḍiluṅ*—dispenso; *sei mālajāṭhyā daṇḍa pāṭa*—o lugar chamado Mālajāṭhyā Daṇḍapāṭa; *tomāre*—a ti; *ta'*—certamente; *diluṅ*—entrego.", "translation": "**O rei disse a Gopīnātha Paṭṭanāyaka: \"Estás dispensado de todo o dinheiro que deves ao tesouro, e o lugar conhecido como Mālajāṭhyā Daṇḍapāṭa é novamente concedido a ti para as arrecadações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/106/", "verse_text": "āra bāra aiche nā khāiha rāja-dhana\n\nāji haite diluṅ tomāya dviguṇa vartana\"", "devanagari": "> আর বার ঐছে না খাইহ রাজধন ।\n> আজি হৈতে দিলুঁ তোমায় দ্বিগুণ বর্তন ।।” ॥ ১০৬ ॥", "synonyms": "*āra bāra*—outra vez; *aiche*—assim; *nā khāiha*—não desvies; *rāja-dhana*—a receita do governo; *āji haite*—de hoje em diante; *diluṅ*—concedo; *tomāya*—a ti; *dvi-guṇa vartana*—o dobro do salário.", "translation": "**\"Não desvies novamente a receita do governo. Caso consideres teu salário insuficiente, de hoje em diante ele será dobrado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/107/", "verse_text": "eta bali' 'neta-dhaṭī' tāre parāila\n\n\"prabhu-ājñā lañā yāha, vidāya tomā dila\"", "devanagari": "> এত বলি’ ‘নেতধটী’ তারে পরাইল ।\n> “প্রভু-আজ্ঞা লঞা যাহ, বিদায় তোমা দিল” ॥১০৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *neta-dhaṭī*—vestimenta de seda; *tāre parāila*—vestiu nele; *prabhu-ājñā lañā*—após tomar permissão de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāha*—vai; *vidāya*—despedida; *tomā*—a ti; *dila*—eu dou.", "translation": "**Após dizer isso, o rei o investiu no cargo, oferecendo-lhe uma vestimenta de seda para o corpo. \"Vai ter com Śrī Caitanya Mahāprabhu\", disse ele. \"Após tomar permissão d'Ele, retorna para tua casa. Eu te despeço. Agora podes ir.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/108/", "verse_text": "paramārthe prabhura kṛpā, seha rahu dūre\n\nananta tāhāra phala, ke balite pāre?", "devanagari": "> পরমার্থে প্রভুর কৃপা, সেহ রহু দূরে ।\n> অনন্ত তাহার ফল, কে বলিতে পারে ? ॥ ১০৮ ॥", "synonyms": "*paramārthe*—para o avanço espiritual; *prabhura kṛpā*—a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *seha*—isso; *rahu dūre*—já não falando; *ananta*—ilimitado; *tāhāra*—disso; *phala*—resultado; *ke*—quem; *balite pāre*—pode avaliar.", "translation": "**Pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a pessoa certamente pode tornar-se avançada espiritualmente. De fato, ninguém pode avaliar os resultados de Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/109/", "verse_text": "'rājya-viṣaya'-phala ei--kṛpāra 'ābhāse'!\n\ntāhāra gaṇanā kāro mane nāhi āise!", "devanagari": "> ‘রাজ্য-বিষয়’-ফল এই — কৃপার ‘আভাসে’ !\n> তাহার গণনা কারো মনে নাহি আইসে ! ॥ ১০৯ ॥", "synonyms": "*rājya-viṣaya*—opulência régia; *phala*—resultado; *ei*—este; *kṛpāra ābhāse*—por apenas um vislumbre de tal misericórdia; *tāhāra*—disso; *gaṇanā*—cálculo; *kāro*—de quem quer que seja; *mane*—dentro da mente; *nāhi āise*—não vem.", "translation": "**Gopīnātha Paṭṭanāyaka alcançou o resultado da opulência régia devido a apenas um vislumbre da misericórdia do Senhor. Portanto, ninguém pode calcular o pleno valor de Sua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/110/", "verse_text": "kāhāṅ cāṅge caḍāñā laya dhana-prāṇa!\n\nkāhāṅ saba chāḍi' sei rājyādi-pradāna!", "devanagari": "> কাহাঁ চাঙ্গে চড়াঞা লয় ধন-প্রাণ !\n> কাহাঁ সব ছাড়ি’ সেই রাজ্যাদি-প্রদান ! ॥ ১১০ ॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—por um lado; *cāṅge*—no cāṅga; *caḍāñā*—erguendo; *laya*—toma; *dhana*—riqueza; *prāṇa*—vida; *kāhāṅ*—por outro lado; *saba*—todas; *chāḍi'*—perdoando; *sei*—ele; *rājya-ādi-pradāna*—outorgando o mesmo cargo no governo e assim por diante.", "translation": "**Gopīnātha Paṭṭanāyaka foi erguido sobre o cāṅga para ser executado, e todo o seu dinheiro lhe foi tomado; mas, ao contrário disso, suas dívidas foram perdoadas e ele foi nomeado coletor no mesmo lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/111/", "verse_text": "kāhāṅ sarvasva veci' laya, deyā nā yāya kauḍi!\n\nkāhāṅ dviguṇa vartana, parāya neta-dhaḍi!", "devanagari": "> কাহাঁ সর্বস্ব বেচি’ লয়, দেয়া না যায় কৌড়ি !\n> কাহাঁ দ্বিগুণ বর্তন, পরায় নেতধড়ি ! ॥ ১১১ ॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—por um lado; *sarvasva*—todos os bens; *veci'*—vendendo; *laya*—toma; *deyā nā yāya*—não pode ser paga; *kauḍi*—a dívida; *kāhāṅ*—por outro lado; *dviguṇa vartana*—o dobro do salário; *parāya*—veste; *neta-dhaḍi*—a vestimenta de seda.", "translation": "**Por um lado, Gopīnātha Paṭṭanāyaka era incapaz de saldar sua dívida mesmo vendendo todos os seus bens; por outro, seu salário foi dobrado e ele foi honrado com a vestimenta de seda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/112/", "verse_text": "prabhura icchā nāhi, tāre kauḍi chāḍāibe\n\ndviguṇa vartana kari' punaḥ 'viṣaya' dibe", "devanagari": "> প্রভুর ইচ্ছা নাহি, তারে কৌড়ি ছাড়াইবে ।\n> দ্বিগুণ বর্তন করি’ পুনঃ ‘বিষয়’ দিবে ॥১১২॥", "synonyms": "*prabhura icchā*—o desejo do Senhor; *nāhi*—não era; *tāre kauḍi chāḍāibe*—que ele fosse perdoado das dívidas; *dvi-guṇa*—duas vezes mais; *vartana kari'*—aumentando o salário; *punaḥ*—novamente; *viṣaya dibe*—que ele fosse nomeado para o cargo.", "translation": "**Não era o desejo do Senhor Caitanya Mahāprabhu que Gopīnātha Paṭṭanāyaka fosse perdoado de sua dívida com o governo, nem era Seu desejo que seu salário fosse dobrado ou que ele fosse renomeado coletor no mesmo lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/113/", "verse_text": "tathāpi tāra sevaka āsi' kaila nivedana\n\ntāte kṣubdha haila yabe mahāprabhura mana", "devanagari": "> তথাপি তার সেবক আসি’ কৈল নিবেদন ।\n> তাতে ক্ষুব্ধ হৈল যবে মহাপ্রভুর মন ॥১১৩॥", "synonyms": "*tathāpi*—ainda assim; *tāra sevaka*—seu servo; *āsi'*—vindo; *kaila nivedana*—apresentou; *tāte*—por isso; *kṣubdha haila*—ficou agitada; *yabe*—quando; *mahāprabhura mana*—a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando o servo de Gopīnātha Paṭṭanāyaka foi ter com Śrī Caitanya Mahāprabhu e informou o Senhor de sua aflição, o Senhor ficou um tanto agitado e insatisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/114/", "verse_text": "viṣaya-sukha dite prabhura nāhi manobala\n\nnivedana-prabhāveha tabu phale eta phala", "devanagari": "> বিষয়-সুখ দিতে প্রভুর নাহি মনোবল ।\n> নিবেদন-প্রভাবেহ তবু ফলে এত ফল ॥১১৪॥", "synonyms": "*viṣaya*—de opulência material; *sukha*—felicidade; *dite*—conceder; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāhi*—não há; *manobala*—desejo; *nivedana-prabhāveha*—simplesmente por ter sido informado a respeito disso; *tabu*—ainda assim; *phale eta phala*—obteve-se tamanho resultado.", "translation": "**O Senhor não tinha a intenção de conceder a Seu devoto a felicidade da opulência material; contudo, simplesmente por ter sido informado, obteve-se tamanho resultado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/115/", "verse_text": "ke kahite pāre gaurera āścarya svabhāva?\n\nbrahmā-śiva ādi yāṅra nā pāya antarbhāva", "devanagari": "> কে কহিতে পারে গৌরের আশ্চর্য স্বভাব ?\n> ব্রহ্মা-শিব আদি যাঁর না পায় অন্তর্ভাব ॥১১৫॥", "synonyms": "*ke*—quem; *kahite pāre*—pode avaliar; *gaurera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āścarya svabhāva*—as características maravilhosas; *brahmā-śiva*—o Senhor Brahmā, o Senhor Śiva; *ādi*—e outros; *yāṅra*—cujas; *nā pāya*—não conseguem compreender; *antarbhāva*—a intenção.", "translation": "**Ninguém pode avaliar as maravilhosas características de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Mesmo o Senhor Brahmā e o Senhor Śiva não conseguem compreender as intenções do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/116/", "verse_text": "ethā kāśī-miśra āsi' prabhura caraṇe\n\nrājāra caritra saba kailā nivedane", "devanagari": "> এথা কাশীমিশ্র আসি’ প্রভুর চরণে ।\n> রাজার চরিত্র সব কৈলা নিবেদনে ॥১১৬॥", "synonyms": "*ethā*—aqui; *kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *āsi'*—vindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇe*—aos pés; *rājāra*—do rei; *caritra saba*—toda a conduta; *kailā nivedane*—informou.", "translation": "**Kāśī Miśra foi ter com Śrī Caitanya Mahāprabhu e O informou em detalhes de todas as intenções do rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/117/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kāśī-miśra, ki tumi karilā?\n\nrāja-pratigraha tumi āmā' karāilā?\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কাশীমিশ্র, কি তুমি করিলা ?\n> রাজ-প্রতিগ্রহ তুমি আমা’ করাইলা ?” ॥ ১১৭ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kāśī-miśra*—meu querido Kāśī Miśra; *ki*—o que; *tumi karilā*—fizeste; *rāja-pratigraha*—aceitar do rei; *tumi*—tu; *āmā'*—a Mim; *karāilā*—fizeste fazer.", "translation": "**Ao ouvir sobre os estratagemas de Kāśī Miśra com o rei, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Kāśī Miśra, o que fizeste? Fizeste com que Eu indiretamente aceitasse ajuda do rei.\"**", "purport": "Quando o rei ouviu os detalhes da infeliz condenação de Gopīnātha Paṭṭanāyaka, foi induzido a perdoar sua dívida, em particular porque sentiu que Śrī Caitanya Mahāprabhu estava muito pesaroso a respeito desse incidente. O Senhor não gostou da ideia de que o dinheiro perdoado a Gopīnātha Paṭṭanāyaka fosse, indiretamente, uma contribuição para Ele. Por isso, Ele imediatamente protestou."}
{"ref": "cc/antya/9/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/118/", "verse_text": "miśra kahe,--\"śuna, prabhu, rājāra vacane\n\nakapaṭe rājā ei kailā nivedane", "devanagari": "> মিশ্র কহে, — “শুন, প্রভু, রাজার বচনে  ।\n> অকপটে রাজা এই কৈলা নিবেদনে ॥১১৮॥", "synonyms": "*miśra kahe*—Kāśī Miśra disse; *śuna*—tem a bondade de ouvir; *prabhu*—meu querido Senhor; *rājāra vacane*—a declaração do rei; *akapaṭe*—sem duplicidade; *rājā*—o rei; *ei*—isto; *kailā nivedane*—apresentou.", "translation": "**Kāśī Miśra disse: \"Meu querido Senhor, o rei fez isto sem reservas. Tem a bondade de ouvir a sua declaração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/119/", "verse_text": "'prabhu yena nāhi jānena,--rājā āmāra lāgiyā\n\ndui-lakṣa kāhana kauḍi dileka chāḍiyā", "devanagari": "> ‘প্রভু যেন নাহি জানেন, — রাজা আমার লাগিয়া  ।\n> দুইলক্ষ কাহন কৌড়ি দিলেক ছাড়িয়া ॥১১৯॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yena*—de modo que; *nāhi jānena*—não pense; *rājā*—o rei; *āmāra lāgiyā*—por Mim; *dui-lakṣa kāhana kauḍi*—200.000 kāhanas de kauḍis; *dileka chāḍiyā*—perdoou.", "translation": "**\"O rei disse: 'Fala ao Senhor de tal modo que Ele não pense: \"Por Minha causa o rei perdoou 200.000 kāhanas de kauḍis.\"**", "purport": "O kauḍi é como um centavo americano ou um iene japonês. No antigo meio de troca, a primeira unidade de moeda era um pequeno búzio chamado kauḍi. Quatro kauḍis formavam um gaṇḍā, vinte gaṇḍās formavam um paṇa, e dezesseis paṇas formavam um kāhana. Gopīnātha Paṭṭanāyaka devia ao governo 200.000 kāhanas. O rei absolveu-o dessa dívida, renomeou-o para seu cargo e dobrou-lhe o salário."}
{"ref": "cc/antya/9/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/120/", "verse_text": "bhavānandera putra saba--mora priyatama\n\niṅhā-sabākāre āmi dekhi ātma-sama", "devanagari": "> ভবানন্দের পুত্র সব — মোর প্রিয়তম ।\n> ইঁহা-সবাকারে আমি দেখি আত্মসম ॥১২০॥", "synonyms": "*bhavānandera*—de Bhavānanda Rāya; *putra saba*—todos os filhos; *mora*—para mim; *priyatama*—muito queridos; *iṅhā-sabākāre*—todos eles; *āmi*—eu; *dekhi*—vejo; *ātma-sama*—como meus parentes.", "translation": "**\"Informa Śrī Caitanya Mahāprabhu de que todos os filhos de Bhavānanda Rāya me são especialmente queridos. Considero-os membros de minha própria família.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/121/", "verse_text": "ataeva yāhāṅ yāhāṅ dei adhikāra\n\nkhāya, piye, luṭe, vilāya, nā karoṅ vicāra", "devanagari": "> অতএব যাহাঁ যাহাঁ দেই অধিকার ।\n> খায়, পিয়ে, লুটে, বিলায়, না করোঁ বিচার ॥১২১॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *yāhāṅ yāhāṅ*—onde quer que seja; *dei adhikāra*—eu os nomeio; *khāya*—comem; *piye*—bebem; *luṭe*—saqueiam; *vilāya*—distribuem; *nā karoṅ vicāra*—eu não considero.", "translation": "**\"Por isso, nomeei-os coletores em vários lugares; e, embora gastem o dinheiro do governo, comam, bebam, saqueiem e o distribuam como bem entendem, eu não os levo muito a sério.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/122/", "verse_text": "rājamahindāra 'rājā' kainu rāma-rāya\n\nye khāila, yebā dila, nāhi lekhā-dāya", "devanagari": "> রাজমহিন্দার ‘রাজা’ কৈনু রাম-রায় ।\n> যে খাইল, যেবা দিল, নাহি লেখা-দায় ॥১২২॥", "synonyms": "*rājamahindāra*—do lugar conhecido como Rājamahendrī; *rājā*—governador; *kainu*—fiz; *rāma-rāya*—Rāmānanda Rāya; *ye khāila*—todo o dinheiro que ele recebeu; *yebā*—tudo o que; *dila*—distribuiu; *nāhi lekhā-dāya*—não há prestação de contas.", "translation": "**\"Nomeei Rāmānanda Rāya governador de Rājamahendrī. Praticamente não há registro de todo o dinheiro que ele recebeu e distribuiu naquele cargo.**", "purport": "Perto de Rājamahendrī há uma famosa estação ferroviária. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī observa que a atual cidade de Rājamahendrī está situada na margem norte do Godāvarī. Na época em que Rāmānanda Rāya era governador, contudo, a capital do estado, que era conhecida como Vidyānagara ou Vidyāpura, situava-se na margem sul do Godāvarī, na confluência do Godāvarī com o mar. Essa era a parte do país que naquela época era conhecida como Rājamahendrī. Ao norte de Kaliṅga-deśa fica Utkaliṅga, ou o estado de Orissa. A capital do sul de Orissa era conhecida como Rājamahendrī, mas agora a localização de Rājamahendrī mudou."}
{"ref": "cc/antya/9/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/123/", "verse_text": "gopīnātha ei-mata 'viṣaya' kariyā\n\ndui-cāri-lakṣa kāhana rahe ta' khāñā", "devanagari": "> গোপীনাথ এইমত ‘বিষয়’ করিয়া ।\n> দুইচারি-লক্ষ কাহন রহে ত’ খাঞা ॥১২৩॥", "synonyms": "*gopīnātha*—Gopīnātha; *ei-mata*—dessa maneira; *viṣaya kariyā*—realizando negócios; *dui-cāri-lakṣa kāhana*—duzentos a quatrocentos mil kāhanas; *rahe ta' khāñā*—gasta como lhe apraz.", "translation": "**\"Tendo sido nomeado coletor, Gopīnātha, da mesma maneira, também costuma gastar como lhe apraz de duzentos a quatrocentos mil kāhanas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/124/", "verse_text": "kichu deya, kichu nā deya, nā kari vicāra\n\njānā'-sahita aprītye duḥkha pāila ei-bāra", "devanagari": "> কিছু দেয়, কিছু না দেয়, না করি বিচার ।\n> ‘জানা’-সহিত অপ্রীত্যে দুঃখ পাইল এইবার ॥১২৪॥", "synonyms": "*kichu*—um pouco; *deya*—ele paga; *kichu*—um pouco; *nā deya*—ele não paga; *nā kari vicāra*—eu não levo em consideração; *jānā sahita*—com o príncipe; *aprītye*—devido a certa hostilidade; *duḥkha pāila*—teve tantos problemas; *ei-bāra*—desta vez.", "translation": "**\"Gopīnātha Paṭṭanāyaka costumava arrecadar uma parte e pagar outra, gastando à vontade, mas eu não levava isso muito a sério. Desta vez, contudo, ele se viu em apuros por causa de um mal-entendido com o príncipe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/125/", "verse_text": "'jānā' eta kailā,--ihā mui nāhi jānoṅ\n\nbhavānandera putra-sabe ātma-sama mānoṅ", "devanagari": "> ‘জানা’ এত কৈলা, — ইহা মুই নাহি জানোঁ ।\n> ভবানন্দের পুত্র-সবে আত্মসম মানোঁ ॥১২৫॥", "synonyms": "*jānā*—o príncipe; *eta*—tal; *kailā*—fez; *ihā*—isto; *mui*—eu; *nāhi jānoṅ*—não sabia; *bhavānandera putra*—os filhos de Bhavānanda Rāya; *sabe*—todos; *ātma-sama mānoṅ*—eu considerava como meus parentes.", "translation": "**\"O príncipe criou essa situação sem o meu conhecimento, mas, na verdade, considero todos os filhos de Bhavānanda Rāya como meus parentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/126/", "verse_text": "tāṅhā lāgi' dravya chāḍi'--ihā māt jāne\n\n'sahajei mora prīti haya tāhā-sane' \"", "devanagari": "> তাঁহা লাগি’ দ্রব্য ছাড়ি, — ইহা মাৎ জানে ।\n> ‘সহজেই মোর প্রীতি হয় তাহা-সনে’ ।।” ॥ ১২৬ ॥", "synonyms": "*tāṅhā lāgi'*—por eles; *dravya chāḍi'*—eu perdoo a dívida; *ihā*—isto; *māt jāne*—Ele não sabe; *sahajei*—naturalmente; *mora prīti*—minha afeição; *haya*—é; *tāhā-sane*—por todos eles.", "translation": "**\"Por causa de meu íntimo relacionamento com eles, absolvi Gopīnātha Paṭṭanāyaka de todas as suas dívidas. Śrī Caitanya Mahāprabhu não sabe deste fato. Tudo o que fiz foi por causa de meu íntimo relacionamento com a família de Bhavānanda Rāya.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/127/", "verse_text": "śuniyā rājāra vinaya prabhura ānanda\n\nhena-kāle āilā tathā rāya bhavānanda", "devanagari": "> শুনিয়া রাজার বিনয় প্রভুর আনন্দ ।\n> হেনকালে আইলা তথা রায় ভবানন্দ ॥১২৭॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *rājāra*—do rei; *vinaya*—submissão; *prabhura ānanda*—Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz; *hena-kāle*—nesse momento; *āilā*—chegou; *tathā*—ali; *rāya bhavānanda*—Bhavānanda Rāya.", "translation": "**Tendo ouvido de Kāśī Miśra todas essas declarações a respeito da mentalidade do rei, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito feliz. Nesse momento, Bhavānanda Rāya também chegou ali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/128/", "verse_text": "pañca-putra-sahite āsi' paḍilā caraṇe\n\nuṭhāñā prabhu tāṅre kailā āliṅgane", "devanagari": "> পঞ্চপুত্র-সহিতে আসি’ পড়িলা চরণে ।\n> উঠাঞা প্রভু তাঁরে কৈলা আলিঙ্গনে ॥১২৮॥", "synonyms": "*pañca-putra-sahite*—com cinco filhos; *āsi'*—vindo; *paḍilā caraṇe*—prostrou-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhāñā*—levantando-o; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kailā āliṅgane*—abraçou.", "translation": "**Bhavānanda Rāya, juntamente com seus cinco filhos, prostrou-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que o levantou e o abraçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/129/", "verse_text": "rāmānanda-rāya ādi sabāi mililā\n\nbhavānanda-rāya tabe balite lāgilā", "devanagari": "> রামানন্দ-রায় আদি সবাই মিলিলা ।\n> ভবানন্দ-রায় তবে বলিতে লাগিলা ॥১২৯॥", "synonyms": "*rāmānanda-rāya ādi*—Rāmānanda Rāya e os outros irmãos; *sabāi*—todos; *mililā*—encontraram-se; *bhavānanda-rāya*—Bhavānanda Rāya; *tabe*—então; *balite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Assim, Rāmānanda Rāya, todos os seus irmãos e o pai deles encontraram-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Então, Bhavānanda Rāya começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/130/", "verse_text": "\"tomāra kiṅkara ei saba mora kula\n\ne vipade rākhi' prabhu, punaḥ nilā mūla", "devanagari": "> “তোমার কিঙ্কর এই সব মোর কুল ।\n> এ বিপদে রাখি’ প্রভু, পুনঃ নিলা মূল ॥১৩০॥", "synonyms": "*tomāra kiṅkara*—Teus servos; *ei saba*—todos estes; *mora kula*—minha família; *e vipade*—neste grande perigo; *rākhi'*—salvando; *prabhu*—meu Senhor; *punaḥ*—novamente; *nilā mūla*—compraste.", "translation": "**\"Todos estes membros de minha família\", disse ele, \"são Teus servos eternos. Salvaste-nos deste grande perigo. Por isso, compraste-nos por um preço justo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/131/", "verse_text": "bhakta-vātsalya ebe prakaṭa karilā\n\npūrve yena pañca-pāṇḍave vipade tārilā\"", "devanagari": "> ভক্তবাৎসল্য এবে প্রকট করিলা ।\n> পূর্বে যেন পঞ্চপাণ্ডবে বিপদে তারিলা ।।” ॥ ১৩১ ॥", "synonyms": "*bhakta-vātsalya*—amor por Teus devotos; *ebe*—agora; *prakaṭa karilā*—demonstraste; *pūrve*—anteriormente; *yena*—como; *pañca-pāṇḍave*—os cinco Pāṇḍavas; *vipade*—do perigo; *tārilā*—salvaste.", "translation": "**\"Agora demonstraste Teu amor por Teus devotos, assim como anteriormente salvaste os cinco Pāṇḍavas de grande perigo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/132/", "verse_text": "'netadhaṭī'-māthe gopīnātha caraṇe paḍilā\n\nrājāra kṛpā-vṛttānta sakala kahilā", "devanagari": "> ‘নেতধটী’-মাথে গোপীনাথ চরণে পড়িলা ।\n> রাজার কৃপা-বৃত্তান্ত সকল কহিলা ॥১৩২॥", "synonyms": "*netadhaṭī-māthe*—com a cobertura de seda na cabeça; *gopīnātha*—Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *caraṇe paḍilā*—prostrou-se aos pés de lótus; *rājāra*—do rei; *kṛpā-vṛttānta*—a história da misericórdia; *sakala*—toda; *kahilā*—narrou.", "translation": "**Gopīnātha Paṭṭanāyaka, com a cabeça coberta pelo envoltório de seda, prostrou-se aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e descreveu em detalhes a misericórdia do rei para com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/133/", "verse_text": "\"bākī-kauḍi bāda, āra dviguṇa vartana kailā\n\npunaḥ 'viṣaya' diyā 'neta-dhaṭī' parāilā", "devanagari": "> “বাকী-কৌড়ি বাদ, আর দ্বিগুণ বর্তন কৈলা ।\n> পুনঃ ‘বিষয়’ দিয়া ‘নেতধটী’ পরাইলা ॥১৩৩॥", "synonyms": "*bākī-kauḍi bāda*—perdoando o saldo devido; *āra*—e; *dvi-guṇa*—dobro; *vartana kailā*—fixou o salário; *punaḥ*—novamente; *viṣaya diyā*—dando o cargo; *neta-dhaṭī parāilā*—enfeitou-me com o pano de seda.", "translation": "**\"O rei me perdoou o saldo devido\", disse ele. \"Reconduziu-me ao meu cargo, honrando-me com este pano de seda, e dobrou o meu salário.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/134/", "verse_text": "kāhāṅ cāṅgera upara sei maraṇa-pramāda!\n\nkāhāṅ 'neta-dhaṭī' punaḥ,--e-saba prasāda!", "devanagari": "> কাহাঁ চাঙ্গের উপর সেই মরণ-প্রমাদ !\n> কাঁহা ‘নেতধটী’ পুনঃ, — এসব প্রসাদ ! ॥ ১৩৪ ॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—por um lado; *cāṅgera upara*—sobre o cāṅga; *sei*—aquele; *maraṇa-pramāda*—perigo de morte; *kāhāṅ*—por outro lado; *neta-dhaṭī*—o pano de seda; *punaḥ*—novamente; *e-saba*—tudo isto; *prasāda*—misericórdia.", "translation": "**\"Fui erguido sobre o cāṅga para ser morto, mas, ao contrário, fui honrado com este pano de seda. Tudo isso é Tua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/135/", "verse_text": "cāṅgera upare tomāra caraṇa dhyāna kailuṅ\n\ncaraṇa-smaraṇa-prabhāve ei phala pāiluṅ", "devanagari": "> চাঙ্গের উপরে তোমার চরণ ধ্যান কৈলুঁ ।\n> চরণ-স্মরণ-প্রভাবে এই ফল পাইলুঁ ॥১৩৫॥", "synonyms": "*cāṅgera upare*—sobre o cāṅga; *tomāra caraṇa*—em Teus pés de lótus; *dhyāna kailuṅ*—meditei; *caraṇa-smaraṇa-prabhāve*—pelo poder de lembrar-me de Teus pés de lótus; *ei phala*—estes resultados; *pāiluṅ*—obtive.", "translation": "**\"Sobre o cāṅga, comecei a meditar em Teus pés de lótus, e o poder dessa lembrança produziu todos estes resultados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/136/", "verse_text": "loke camatkāra mora e saba dekhiyā\n\npraśaṁse tomāra kṛpā-mahimā gāñā", "devanagari": "> লোকে চমৎকার মোর এ সব দেখিয়া ।\n> প্রশংসে তোমার কৃপা-মহিমা গাঞা ॥১৩৬॥", "synonyms": "*loke*—entre as pessoas; *camatkāra*—grande assombro; *mora*—meus; *e saba*—todos estes; *dekhiyā*—ao ver; *praśaṁse*—elas glorificam; *tomāra*—Tua; *kṛpā*—da misericórdia; *mahimā*—a grandeza; *gāñā*—cantando.", "translation": "**\"Atônita com os meus acontecimentos, a população está glorificando a grandeza de Tua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/137/", "verse_text": "kintu tomāra smaraṇera nahe ei 'mukhya-phala'\n\n'phalābhāsa' ei,--yāte 'viṣaya' cañcala", "devanagari": "> কিন্তু তোমার স্মরণের নহে এই ‘মুখ্যফল’ ।\n> ‘ফলাভাস’ এই, — যাতে ‘বিষয়’ চঞ্চল ॥১৩৭॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *tomāra*—de Vós; *smaraṇera*—da lembrança; *nahe*—não; *ei*—este; *mukhya-phala*—resultado principal; *phala-ābhāsa*—um vislumbre do resultado; *ei*—este; *yāte*—porque; *viṣaya*—opulência material; *cañcala*—instável.", "translation": "**\"Contudo, meu Senhor, estes não são os principais resultados de meditar em Vossos pés de lótus. A opulência material é muito instável. Por isso, é apenas um vislumbre do resultado de Vossa misericórdia.**", "purport": "A pessoa pode alcançar a mais elevada perfeição da vida simplesmente meditando nos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Em geral, as pessoas preocupam-se com os quatro princípios religiosos, a saber: religião, opulência material, gratificação dos sentidos e liberação. No entanto, como se indica no *Śrīmad-Bhāgavatam* (dharmaḥ projjhita-kaitavo 'tra), o êxito nessas quatro espécies de ganho material e espiritual não constitui o verdadeiro resultado do serviço devocional. O verdadeiro resultado do serviço devocional é o real desenvolvimento do amor adormecido por Kṛṣṇa em todas as circunstâncias. Pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Gopīnātha Paṭṭanāyaka pôde compreender que os benefícios materiais que alcançara não eram o resultado supremo de meditar em Seus pés de lótus. O verdadeiro resultado advém quando a pessoa se desapega das opulências materiais. Assim sendo, Gopīnātha Paṭṭanāyaka orou ao Senhor por tal desapego."}
{"ref": "cc/antya/9/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/138/", "verse_text": "rāma-rāye, vāṇīnāthe kailā 'nirviṣaya'\n\nsei kṛpā mote nāhi, yāte aiche haya!", "devanagari": "> রাম-রায়ে, বাণীনাথে কৈলা ‘নির্বিষয়’ ।\n> সেই কৃপা মোতে নাহি, যাতে ঐছে হয় ! ॥ ১৩৮ ॥", "synonyms": "*rāma-rāye*—Rāmānanda Rāya; *vāṇīnāthe*—Vāṇīnātha; *kailā*—fizestes; *nirviṣaya*—livres de todo apego material; *sei kṛpā*—essa misericórdia; *mote nāhi*—eu não recebi; *yāte*—pela qual; *aiche*—tal; *haya*—é.", "translation": "**\"Vossa verdadeira misericórdia foi concedida a Rāmānanda Rāya e a Vāṇīnātha Rāya, pois os desapegastes de toda opulência material. Penso que não fui favorecido com tal misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/139/", "verse_text": "śuddha kṛpā kara, gosāñi, ghucāha 'viṣaya'\n\nnirviṇṇa ha-inu, mote 'viṣaya' nā haya\"", "devanagari": "> শুদ্ধ কৃপা কর, গোসাঞি, ঘুচাহ ‘বিষয়’ ।\n> নির্বিণ্ণ হইনু, মোতে ‘বিষয়’ না হয় ।।” ॥ ১৩৯ ॥", "synonyms": "*śuddha kṛpā*—misericórdia pura; *kara*—por favor, concedei; *gosāñi*—meu Senhor; *ghucāha viṣaya*—libertai-me de todas estas opulências materiais; *nirviṇṇa*—desapegado; *ha-inu*—tornei-me; *mote viṣaya nā haya*—não me interesso mais por opulências materiais.", "translation": "**\"Concedei-me, por favor, Vossa misericórdia pura, para que eu também me torne renunciado. Não me interesso mais pelo gozo material.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/140/", "verse_text": "prabhu kahe,--sannyāsī yabe ha-ibā pañca-jana\n\nkuṭumba-bāhulya tomāra ke kare bharaṇa?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — সন্ন্যাসী যবে হইবা পঞ্চজন ।\n> কুটুম্ব-বাহুল্য তোমার কে করে ভরণ ? ॥ ১৪০ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *sannyāsī*—sannyāsīs; *yabe*—quando; *ha-ibā*—sereis; *pañca-jana*—cinco pessoas; *kuṭumba-bāhulya*—os muitos membros da família; *tomāra*—vossa; *ke*—quem; *kare bharaṇa*—manterá.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Se todos vós adotardes a ordem renunciada e perderdes o interesse em lidar com libras, xelins e pence, quem se encarregará de manter vossa numerosa família?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/141/", "verse_text": "mahā-viṣaya kara, kibā virakta udāsa\n\njanme-janme tumi pañca--mora 'nija-dāsa'", "devanagari": "> মহাবিষয় কর, কিবা বিরক্ত উদাস ।\n> জন্মে-জন্মে তুমি পঞ্চ — মোর ‘নিজদাস’ ॥১৪১॥", "synonyms": "*mahā-viṣaya*—grandes ocupações materiais; *kara*—executais; *kibā*—ou; *virakta*—renunciados; *udāsa*—livres de apego; *janme-janme*—vida após vida; *tumi pañca*—vós cinco; *mora*—Meus; *nija-dāsa*—próprios servos.", "translation": "**\"Quer estejais envolvidos em atividades materiais, quer vos torneis completamente renunciados, vós cinco irmãos sois todos Meus servos eternos, vida após vida.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que a pessoa deve lembrar-se de que é eternamente um servo de Kṛṣṇa. Quer alguém esteja ocupado em atividade material que envolva libras, xelins e pence, quer esteja na ordem renunciada, deve sempre pensar que é um servo eterno de Deus, pois esta é a verdadeira posição do ser vivo. Aceitar o sannyāsa e lidar com libras, xelins e pence são ambos assuntos externos. A pessoa deve sempre considerar como agradar e satisfazer Kṛṣṇa. Dessa forma, ainda que alguém esteja envolvido em grandes negócios materiais, não se apegará. Tão logo a pessoa esqueça que é um servo eterno de Kṛṣṇa, envolve-se em apegos materiais. No entanto, se alguém está sempre consciente de que Kṛṣṇa é eternamente o senhor supremo e de que ele é um servo eterno de Kṛṣṇa, é uma pessoa liberada em qualquer condição. As atividades materiais enredadoras não o afetarão."}
{"ref": "cc/antya/9/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/142/", "verse_text": "kintu mora kariha eka 'ājñā' pālana\n\n'vyaya nā kariha kichu rājāra mūla-dhana'", "devanagari": "> কিন্তু মোর করিহ এক ‘আজ্ঞা’ পালন ।\n> ‘ব্যয় না করিহ কিছু রাজার মূলধন’ ॥১৪২॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *mora*—Minha; *kariha*—simplesmente cumpri; *eka*—uma; *ājñā*—ordem; *pālana*—obediência a; *vyaya nā kariha*—nunca gasteis; *kichu*—nada; *rājāra mūla-dhana*—o capital do rei.", "translation": "**\"Contudo, obedecei apenas a uma ordem Minha. Não gasteis nada da receita do rei.**", "purport": "Quando uma pessoa esquece sua posição de servo eterno de Kṛṣṇa, comete muitas atividades pecaminosas, mas quem mantém sua posição de servo eterno de Kṛṣṇa não pode desviar-se da senda da moral, da religião e da ética. No presente, as pessoas de todo o mundo, especialmente na Índia, esqueceram sua relação com a Suprema Personalidade de Deus e com Seus servos eternos. Por conseguinte, os princípios da moral, da religião e da ética quase desapareceram. Essa situação é deveras prejudicial à sociedade humana. Assim sendo, todos devem tentar aceitar a consciência de Kṛṣṇa e seguir os princípios de Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/9/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/143/", "verse_text": "rājāra mūla-dhana diyā ye kichu labhya haya\n\nsei dhana kariha nānā dharme-karme vyaya", "devanagari": "> রাজার মূলধন দিয়া যে কিছু লভ্য হয় ।\n> সেই ধন করিহ নানা ধর্মে-কর্মে ব্যয় ॥১৪৩॥", "synonyms": "*rājāra*—do rei; *mūla-dhana*—a receita; *diyā*—depois de pagar; *ye kichu labhya haya*—o que quer que se obtenha; *sei*—esse; *dhana*—dinheiro; *kariha nānā dharme-karme vyaya*—gastai em vários tipos de atividades religiosas e fruitivas.", "translation": "**\"Primeiro deveis pagar a receita devida ao rei e, depois, podeis gastar o saldo em atividades religiosas e fruitivas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/144/", "verse_text": "asad-vyaya nā kariha,--yāte dui-loka yāya\"\n\neta bali' sabākāre dilena vidāya", "devanagari": "> অসদ্ব্যয় না করিহ, — যাতে দুইলোক যায় ।”\n> এত বলি’ সবাকারে দিলেন বিদায় ॥১৪৪॥", "synonyms": "*asat-vyaya nā kariha*—não gasteis em atividades pecaminosas; *yāte*—pelas quais; *dui-loka yāya*—perde-se esta vida e a próxima; *eta bali'*—dizendo isto; *sabākāre*—a todos eles; *dilena vidāya*—despediu-se.", "translation": "**\"Não gasteis um centavo sequer em atividades pecaminosas, pelas quais sereis os perdedores tanto nesta vida quanto na próxima.\" Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/145/", "verse_text": "rāyera ghare prabhura 'kṛpā-vivarta' kahila\n\nbhakta-vātsalya-guṇa yāte vyakta haila", "devanagari": "> রায়ের ঘরে প্রভুর ‘কৃপা-বিবর্ত’ কহিল ।\n> ভক্তবাৎসল্য-গুণ যাতে ব্যক্ত হৈল ॥১৪৫॥", "synonyms": "*rāyera*—de Bhavānanda Rāya; *ghare*—no lar; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā-vivarta*—misericórdia que aparece como algo diferente; *kahila*—falou-se; *bhakta-vātsalya-guṇa*—a qualidade de ser muito afetuoso com os devotos; *yāte*—na qual; *vyakta haila*—revelou-se.", "translation": "**Assim, falou-se da misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu na família de Bhavānanda Rāya. Essa misericórdia foi claramente demonstrada, embora parecesse ser algo diferente.**", "purport": "O resultado do avanço no conhecimento espiritual não é a melhoria material, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou Gopīnātha Paṭṭanāyaka sobre como utilizar a opulência material sem incorrer em reações para uma vida pecaminosa. A partir desse conselho, parecia que o Senhor estava a encorajar Gopīnātha Paṭṭanāyaka a aumentar sua condição material. Na verdade, porém, não estava. De fato, isso não passava de uma manifestação de Sua grande afeição por Seu devoto."}
{"ref": "cc/antya/9/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/146/", "verse_text": "sabāya āliṅgiyā prabhu vidāya yabe dilā\n\nhari-dhvani kari' saba bhakta uṭhi' gelā", "devanagari": "> সবায় আলিঙ্গিয়া প্রভু বিদায় যবে দিলা ।\n> হরিধ্বনি করি’ সব ভক্ত উঠি’ গেলা ॥১৪৬॥", "synonyms": "*sabāya*—a todos eles; *āliṅgiyā*—abraçando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vidāya*—despedida; *yabe dilā*—quando deu; *hari-dhvani kari'*—cantando o santo nome de Hari; *saba bhakta*—todos os devotos; *uṭhi'*—levantando-se; *gelā*—partiram.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou a todos eles e despediu-se deles. Então, todos os devotos levantaram-se e partiram, cantando em voz alta o santo nome de Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/147/", "verse_text": "prabhura kṛpā dekhi' sabāra haila camatkāra\n\ntāhārā bujhite nāre prabhura vyavahāra", "devanagari": "> প্রভুর কৃপা দেখি’ সবার হৈল চমৎকার ।\n> তাহারা বুঝিতে নারে প্রভুর ব্যবহার ॥১৪৭॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā*—misericórdia; *dekhi'*—vendo; *sabāra haila camatkāra*—todos ficaram assombrados; *tāhārā*—eles; *bujhite nāre*—não podiam compreender; *prabhura vyavahāra*—o comportamento de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Ao verem a extraordinária misericórdia que o Senhor concedeu à família de Bhavānanda Rāya, todos ficaram assombrados. Eles não conseguiam compreender o comportamento de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/148/", "verse_text": "tārā sabe yadi kṛpā karite sādhila\n\n'āmā' haite kichu nahe--prabhu tabe kahila", "devanagari": "> তারা সবে যদি কৃপা করিতে সাধিল ।\n> ‘আমা’ হৈতে কিছু নহে — প্রভু তবে কহিল ॥১৪৮॥", "synonyms": "*tārā*—eles; *sabe*—todos; *yadi*—quando; *kṛpā karite*—para mostrar misericórdia; *sādhila*—pediram; *āmā haite kichu nahe*—nada posso fazer; *prabhu*—o Senhor Caitanya; *tabe*—então; *kahila*—respondeu.", "translation": "**De fato, quando todos os devotos haviam pedido ao Senhor que outorgasse Sua misericórdia a Gopīnātha Paṭṭanāyaka, o Senhor respondera que nada podia fazer.**", "purport": "Quando uma pessoa é pecaminosa, perde tanto a oportunidade de avanço espiritual quanto a oportunidade de opulência material. Se alguém desfruta do mundo material para a gratificação dos sentidos, está certamente condenado. O avanço em opulência material não é a misericórdia direta da Suprema Personalidade de Deus; não obstante, indica a misericórdia indireta do Senhor, pois mesmo uma pessoa demasiado apegada à prosperidade material pode gradualmente desapegar-se e ser elevada à plataforma espiritual. Então, ela poderá oferecer serviço imotivado e purificado ao Senhor. Quando Śrī Caitanya disse āmā haite kichu nahe (\"Não Me compete fazer nada\"), Ele estabeleceu o exemplo ideal para uma pessoa na ordem renunciada. Se um sannyāsī toma o partido de um viṣayī, uma pessoa ocupada em atividades materiais, seu caráter será criticado. Uma pessoa na ordem renunciada não deve interessar-se por atividades materiais, mas, se o fizer por afeição a determinada pessoa, isso deve ser considerado sua misericórdia especial."}
{"ref": "cc/antya/9/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/149/", "verse_text": "gopīnāthera nindā, āra āpana-nirveda\n\nei-mātra kahila--ihāra nā bujhibe bheda", "devanagari": "> গোপীনাথের নিন্দা, আর আপন-নির্বেদ ।\n> এইমাত্র কহিল — ইহার না বুঝিবে ভেদ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*gopīnāthera nindā*—o castigo de Gopīnātha Paṭṭanāyaka; *āra*—e; *āpana-nirveda*—Sua indiferença; *ei*—este; *mātra*—simplesmente; *kahila*—descrevi; *ihāra*—disto; *nā bujhibe bheda*—não se pode compreender a profundidade do significado.", "translation": "**Simplesmente descrevi o castigo de Gopīnātha Paṭṭanāyaka e a indiferença de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Mas o profundo significado desse comportamento é muito difícil de compreender.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/150/", "verse_text": "kāśī-miśre nā sādhila, rājāre nā sādhila\n\nudyoga vinā mahāprabhu eta phala dila", "devanagari": "> কাশীমিশ্রে না সাধিল, রাজারে না সাধিল ।\n> উদ্যোগ বিনা মহাপ্রভু এত ফল দিল ॥১৫০॥", "synonyms": "*kāśī-miśre*—Kāśī Miśra; *nā sādhila*—Ele não pediu; *rājāre*—o rei; *nā sādhila*—Ele não pediu; *udyoga vinā*—sem esforço; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eta*—tal; *phala*—resultado; *dila*—deu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu deu tanto a Gopīnātha Paṭṭanāyaka sem fazer diretamente pedidos a Kāśī Miśra ou ao rei.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/151/", "verse_text": "caitanya-caritra ei parama gambhīra\n\nsei bujhe' tāṅra pade yāṅra mana 'dhīra'", "devanagari": "> চৈতন্যচরিত্র এই পরম গম্ভীর ।\n> সেই বুঝে, তাঁর পদে যাঁর মন ‘ধীর’ ॥১৫১॥", "synonyms": "*caitanya-caritra*—o comportamento do Senhor Caitanya; *ei*—este; *parama gambhīra*—muito grave; *sei bujhe*—ele compreende; *tāṅra pade*—em Seus pés de lótus; *yāṅra*—cuja; *mana*—mente; *dhīra*—serena.", "translation": "**As intenções de Śrī Caitanya Mahāprabhu são tão profundas que só pode compreendê-las aquele que tem fé completa no serviço aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/152/", "verse_text": "yei ihāṅ śune prabhura vātsalya-prakāśa\n\nprema-bhakti pāya, tāṅra vipada yāya nāśa", "devanagari": "> যেই ইহাঁ শুনে প্রভুর বাৎসল্য-প্রকাশ ।\n> প্রেমভক্তি পায়, তাঁর বিপদ যায় নাশ ॥১৫২॥", "synonyms": "*yei*—aquele que; *ihāṅ*—isto; *śune*—ouve; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vātsalya-prakāśa*—a manifestação de afeição especial; *prema-bhakti*—o serviço devocional amoroso; *pāya*—alcança; *tāṅra*—sua; *vipada*—condição perigosa de vida; *yāya nāśa*—é destruída.", "translation": "**Quer compreenda ou não, todo aquele que ouvir sobre este incidente concernente às atividades de Gopīnātha Paṭṭanāyaka e à misericórdia imotivada do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu para com ele certamente será elevado à plataforma do amor extático pelo Senhor, e para ele todos os perigos serão anulados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/9/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/9/153/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha pade yāra āśa\n\nśrī-caitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৫৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Nono Capítulo, que descreve a libertação de Gopīnātha Paṭṭanāyaka e a manifestação da misericórdia imotivada do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu para com Seu devoto."}
{"ref": "cc/antya/10/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/1/", "verse_text": "vande śrī-kṛṣṇa-caitanyaṁ\nbhaktānugraha-kātaram\nyena kenāpi santuṣṭaṁ\nbhakta-dattena śraddhayā", "devanagari": "> বন্দে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যং ভক্তানুগ্রহকাতরম্ ।\n> যেন কেনাপি সন্তুষ্টং ভক্তদত্তেন শ্রদ্ধয়া ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *śrī-kṛṣṇa-caitanyam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta*—a Seus devotos; *anugraha-kātaram*—ansioso por demonstrar misericórdia; *yena kenāpi*—por qualquer coisa; *santuṣṭam*—satisfeito; *bhakta*—por Seus devotos; *dattena*—oferecido; *śraddhayā*—com fé e amor.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que sempre Se compraz em aceitar qualquer coisa oferecida com fé e amor por Seus devotos e está sempre pronto a conceder-lhes misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Gaurāṅga.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaitacandra! Todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/3/", "verse_text": "varṣāntare saba bhakta prabhure dekhite\nparama-ānande sabe nīlācala yāite", "devanagari": "> বর্ষান্তরে সব ভক্ত প্রভুরে দেখিতে ।\n> পরম-আনন্দে সবে নীলাচল যাইতে ॥৩॥", "synonyms": "*varṣa-antare*—no ano seguinte; *saba bhakta*—todos os devotos; *prabhure dekhite*—para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu; *parama-ānande*—com grande felicidade; *sabe*—todos eles; *nīlācala yāite*—para ir a Jagannātha Purī, Nīlācala.", "translation": "**No ano seguinte, todos os devotos ficaram muito satisfeitos em ir a Jagannātha Purī [Nīlācala] para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/4/", "verse_text": "advaitācārya-gosāñi--sarva-agra-gaṇya\nācāryaratna, ācāryanidhi, śrīvāsa ādi dhanya", "devanagari": "> অদ্বৈত আচার্য-গোসাঞি — সর্ব-অগ্রগণ্য ।\n> আচার্যরত্ন, আচার্যনিধি, শ্রীবাস আদি ধন্য ॥৪॥", "synonyms": "*advaita-ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya Gosvāmī; *sarva*—de todos; *agra*—o principal; *gaṇya*—a ser contado; *ācāryaratna*—Candraśekhara; *ācāryanidhi*—Puṇḍarīka Vidyānidhi; *śrīvāsa*—Śrīvāsa Ṭhākura; *ādi*—e assim por diante; *dhanya*—glorioso.", "translation": "**Advaita Ācārya Gosāñi liderou o grupo de Bengala. Foi seguido por Ācāryaratna, Ācāryanidhi, Śrīvāsa Ṭhākura e outros gloriosos devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/5/", "verse_text": "yadyapi prabhura ājñā gauḍe rahite\ntathāpi nityānanda preme calilā dekhite", "devanagari": "> যদ্যপি প্রভুর আজ্ঞা গৌড়ে রহিতে ।\n> তথাপি নিত্যানন্দ প্রেমে চলিলা দেখিতে ॥৫॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—a ordem; *gauḍe rahite*—de permanecer em Bengala; *tathāpi*—ainda assim; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *preme*—em amor extático; *calilā*—foi; *dekhite*—para ver.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenara ao Senhor Nityānanda que permanecesse em Bengala, mas, mesmo assim, devido ao amor extático, o Senhor Nityānanda também foi vê-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/6/", "verse_text": "anurāgera lakṣaṇa ei,--'vidhi' nāhi māne\ntāṅra ājñā bhāṅge tāṅra saṅgera kāraṇe", "devanagari": "> অনুরাগের লক্ষণ এই, — ‘বিধি’ নাহি মানে ।\n> তাঁর আজ্ঞা ভাঙ্গে তাঁর সঙ্গের কারণে ॥৬॥", "synonyms": "*anurāgera*—de afeição verdadeira; *lakṣaṇa*—sintoma; *ei*—este; *vidhi*—a regulação; *nāhi māne*—não se importa com; *tāṅra*—Sua; *ājñā*—ordem; *bhāṅge*—negligencia; *tāṅra*—Sua; *saṅgera*—associação; *kāraṇe*—com o propósito de.", "translation": "**De fato, é um sintoma de afeição verdadeira o fato de alguém infringir a ordem da Suprema Personalidade de Deus, sem se importar com os princípios reguladores, para associar-se com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/7/", "verse_text": "rāse yaiche ghara yāite gopīre ājñā dilā\ntāṅra ājñā bhāṅgi' tāṅra saṅge se rahilā", "devanagari": "> রাসে যৈছে ঘর যাইতে গোপীরে আজ্ঞা দিলা ।\n> তাঁর আজ্ঞা ভাঙ্গি তাঁর সঙ্গে সে রহিলা ॥৭॥", "synonyms": "*rāse*—na ocasião da dança da rāsa; *yaiche*—como; *ghara yāite*—de voltar para casa; *gopīre*—às gopīs; *ājñā dilā*—o Senhor Kṛṣṇa ordenou; *tāṅra*—Sua; *ājñā*—ordem; *bhāṅgi'*—infringindo; *tāṅra saṅge*—em Sua associação; *se*—elas; *rahilā*—permaneceram.", "translation": "**Durante a dança da rāsa, Kṛṣṇa pediu a todas as gopīs que voltassem para casa, mas as gopīs negligenciaram Sua ordem e ali permaneceram em Sua associação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/8/", "verse_text": "ājñā-pālane kṛṣṇera yaiche paritoṣa\npreme ājñā bhāṅgile haya koṭi-sukha-poṣa", "devanagari": "> আজ্ঞা-পালনে কৃষ্ণের যৈছে পরিতোষ ।\n> প্রেমে আজ্ঞা ভাঙ্গিলে হয় কোটিসুখ-পোষ ॥৮॥", "synonyms": "*ājñā-pālane*—por cumprir a ordem; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *yaiche*—como; *paritoṣa*—felicidade; *preme*—em amor extático; *ājñā bhāṅgile*—quando alguém infringe a ordem; *haya*—há; *koṭi-sukha-poṣa*—felicidade milhões de vezes maior.", "translation": "**Se alguém cumpre a ordem de Kṛṣṇa, Kṛṣṇa certamente fica satisfeito; mas, se alguém por vezes infringe Sua ordem devido ao amor extático, isso Lhe proporciona uma felicidade milhões de vezes maior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/9-11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/9-11/", "verse_text": "vāsudeva-datta, murāri-gupta, gaṅgādāsa\nśrīmān-sena, śrīmān-paṇḍita, akiñcana kṛṣṇadāsa\nmurāri, garuḍa-paṇḍita, buddhimanta-khāṅna\nsañjaya-puruṣottama, paṇḍita-bhagavān\nśuklāmbara, nṛsiṁhānanda āra yata jana\nsabāi calilā, nāma nā yāya likhana", "devanagari": "> বাসুদেব-দত্ত, মুরারি-গুপ্ত, গঙ্গাদাস ।\n> শ্রীমান্-সেন, শ্রীমান্-পণ্ডিত, অকিঞ্চন কৃষ্ণদাস ॥৯॥\n> মুরারি, গরুড়-পণ্ডিত, বুদ্ধিমন্ত-খাঁন ।\n> সঞ্জয়-পুরুষোত্তম, পণ্ডিত-ভগবান্ ॥১০॥\n> শুক্লাম্বর, নৃসিংহানন্দ আর যত জন ।\n> সবাই চলিলা, নাম না যায় লিখন ॥১১॥", "synonyms": "*vāsudeva-datta*—Vāsudeva Datta; *murāri-gupta*—Murāri Gupta; *gaṅgādāsa*—Gaṅgādāsa; *śrīmān-sena*—Śrīmān Sena; *śrīmān-paṇḍita*—Śrīmān Paṇḍita; *akiñcana kṛṣṇadāsa*—Akiñcana Kṛṣṇadāsa; *murāri*—Murāri Gupta; *garuḍa-paṇḍita*—Garuḍa Paṇḍita; *buddhimanta-khāṅna*—Buddhimanta Khān; *sañjaya puruṣottama*—Sañjaya Puruṣottama; *paṇḍita-bhagavān*—Bhagavān Paṇḍita; *śuklāmbara*—Śuklāmbara; *nṛsiṁhānanda*—Nṛsiṁhānanda; *āra*—e; *yata*—quantos; *jana*—pessoas; *sabāi*—todos; *calilā*—foram; *nāma*—os nomes; *nā yāya likhana*—não é possível mencionar.", "translation": "**Vāsudeva Datta, Murāri Gupta, Gaṅgādāsa, Śrīmān Sena, Śrīmān Paṇḍita, Akiñcana Kṛṣṇadāsa, Murāri Gupta, Garuḍa Paṇḍita, Buddhimanta Khān, Sañjaya Puruṣottama, Bhagavān Paṇḍita, Śuklāmbara Brahmacārī, Nṛsiṁhānanda Brahmacārī e muitos outros reuniram-se para ir a Jagannātha Purī. Seria impossível mencionar os nomes de todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/12/", "verse_text": "kulīna-grāmī, khaṇḍa-vāsī mililā āsiyā\nśivānanda-sena calilā sabāre lañā", "devanagari": "> কুলীনগ্রামী, খণ্ডবাসী মিলিলা আসিয়া ।\n> শিবানন্দ-সেন চলিলা সবারে লঞা ॥১২॥", "synonyms": "*kulīna-grāmī*—os habitantes de Kulīna-grāma; *khaṇḍa-vāsī*—os habitantes de Khaṇḍa; *mililā āsiyā*—vieram e se juntaram; *śivānanda-sena*—Śivānanda Sena; *calilā*—foi; *sabāre lañā*—levando todos eles.", "translation": "**Os habitantes de Kulīna-grāma e Khaṇḍa também vieram e se juntaram. Śivānanda Sena assumiu a liderança e, assim, passou a cuidar de todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/13/", "verse_text": "rāghava-paṇḍita cale jhāli sājāiyā\ndamayantī yata dravya diyāche kariyā", "devanagari": "> রাঘব-পণ্ডিত চলে ঝালি সাজাইয়া ।\n> দময়ন্তী যত দ্রব্য দিয়াছে করিয়া ॥১৩॥", "synonyms": "*rāghava-paṇḍita*—Rāghava Paṇḍita; *cale*—vai; *jhāli sājāiyā*—depois de preparar seu saco de alimentos; *damayantī*—sua irmã; *yata dravya*—todos os mantimentos; *diyāche kariyā*—cozinhou e preparou.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita veio com sacos repletos de alimentos preparados muito bem por sua irmã, Damayantī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/14/", "verse_text": "nānā apūrva bhakṣya-dravya prabhura yogya bhoga\nvatsareka prabhu yāhā karena upayoga", "devanagari": "> নানা অপূর্ব ভক্ষ্যদ্রব্য প্রভুর যোগ্য ভোগ ।\n> বৎসরেক প্রভু যাহা করেন উপযোগ ॥১৪॥", "synonyms": "*nānā*—diversos; *apūrva*—incomparáveis; *bhakṣya-dravya*—alimentos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yogya bhoga*—perfeitamente adequados para comer; *vatsareka*—durante um ano; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāhā*—os quais; *karena upayoga*—utiliza.", "translation": "**Damayantī preparou variedades de alimentos incomparáveis, perfeitamente adequados para o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu comer. O Senhor comeu-os continuamente durante um ano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/15-16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/15-16/", "verse_text": "āmra-kāśandi, ādā-kāśandi jhāla-kāśandi nāma\nnembu-ādā āmra-koli vividha vidhāna\nāmsi, āma-khaṇḍa, tailāmra, āma-sattā\nyatna kari' guṇḍā kari' purāṇa sukutā", "devanagari": "> আম্র-কাশন্দি, আদা-কাশন্দি ঝাল-কাশন্দি নাম ।\n> নেম্বু-আদা আম্রকোলি বিবিধ বিধান ॥১৫॥\n> আমিস্, আমখণ্ড, তৈলাম্র, আমসত্তা ।\n> যত্ন করি’ গুণ্ডা করি’ পুরাণ সুকুতা ॥১৬॥", "synonyms": "*āmra-kāśandi*—āmra-kāśandi; *ādā-kāśandi*—ādā-kāśandi; *jhāla-kāśandi*—jhāla-kāśandi; *nāma*—chamados; *nembu-ādā*—uma preparação feita com limão e gengibre; *āmra-koli*—āmra-koli; *vividha vidhāna*—diversas preparações; *āmsi*—āmsi; *āma-khaṇḍa*—āma-khaṇḍa; *tailāmra*—manga em óleo de mostarda; *āma-sattā*—āma-sattā; *yatna kari'*—com grande atenção; *guṇḍā kari'*—reduzindo a pó; *purāṇa sukutā*—vegetais amargos secos, tais como o melão-amargo.", "translation": "**Estes são os nomes de alguns dos picles e condimentos contidos nos sacos de Rāghava Paṇḍita: āmra-kāśandi, ādā-kāśandi, jhāla-kāśandi, nembu-ādā, āmra-koli, āmsi, āma-khaṇḍa, tailāmra e āma-sattā. Com grande atenção, Damayantī também reduziu a pó vegetais amargos secos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/17/", "verse_text": "'sukutā' bali' avajñā nā kariha citte\nsukutāya ye sukha prabhura, tāhā nahe pañcāmṛte", "devanagari": "> ‘সুকুতা’ বলি’ অবজ্ঞা না করিহ চিত্তে ।\n> সুকুতায় যে সুখ প্রভুর, তাহা নহে পঞ্চামৃতে ॥১৭॥", "synonyms": "*sukutā*—sukutā; *bali'*—por ser; *avajñā*—desdém; *nā kariha*—não tenhais; *citte*—na mente; *sukutāya*—do sukutā; *ye*—a qual; *sukha*—felicidade; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhā*—essa; *nahe*—não está; *pañcāmṛte*—no pañcāmṛta.", "translation": "**Não desdenheis o sukutā por ser uma preparação amarga. Śrī Caitanya Mahāprabhu obtinha mais felicidade ao comer este sukutā do que ao beber pañcāmṛta [uma preparação de leite, açúcar, ghee, mel e coalhada].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/18/", "verse_text": "bhāva-grāhī mahāprabhu sneha-mātra laya\n\nsukutā pātā kāśandite mahā-sukha pāya", "devanagari": "> ভাবগ্রাহী মহাপ্রভু স্নেহমাত্র লয় ।\n> সুকুতা পাতা কাশন্দিতে মহাসুখ পায় ॥১৮॥", "synonyms": "*bhāva-grāhī*—aquele que aceita o propósito; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sneha*—afeição; *mātra*—apenas; *laya*—aceita; *sukutā pātā*—em folhas de sukutā; *kāśandite*—em kāśandi; *mahā-sukha*—muito prazer; *pāya*—obtém.", "translation": "**Visto que Śrī Caitanya Mahāprabhu é a Suprema Personalidade de Deus, Ele extrai o propósito de tudo. Ele aceitou a afeição de Damayantī por Ele e, portanto, derivou grande prazer mesmo das folhas amargas e secas de sukutā e do kāśandi [um condimento azedo].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/19/", "verse_text": "'manuṣya'-buddhi damayantī kare prabhura pāya\n\nguru-bhojane udare kabhu 'āma' hañā yāya", "devanagari": "> ‘মনুষ্য’-বুদ্ধি দময়ন্তী করে প্রভুর পায় ।\n> গুরু-ভোজনে উদরে কভু ‘আম’ হঞা যায় ॥১৯॥", "synonyms": "*manuṣya-buddhi*—considerando um ser humano comum; *damayantī*—a irmã de Rāghava Paṇḍita; *kare*—faz; *prabhura pāya*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *guru-bhojane*—por comer demais; *udare*—no abdômen; *kabhu*—às vezes; *āma*—muco; *hañā yāya*—há.", "translation": "**Devido a seu amor natural por Śrī Caitanya Mahāprabhu, Damayantī considerava o Senhor um ser humano comum. Por isso, ela pensava que Ele adoeceria por comer demais e que haveria muco em Seu abdômen.**", "purport": "Devido ao amor puro, os devotos de Kṛṣṇa em Goloka Vṛndāvana, Vrajabhūmi, amavam Kṛṣṇa como um ser humano comum, igual a eles. No entanto, embora considerassem Kṛṣṇa um deles, seu amor por Kṛṣṇa não conhecia limites. De modo semelhante, devido ao amor extremo, devotos como Rāghava Paṇḍita e sua irmã, Damayantī, pensavam em Śrī Caitanya Mahāprabhu como um ser humano, mas seu amor por Ele era ilimitado. Por comer demais, um ser humano comum fica propenso a uma doença chamada amla-pitta, que é produto da indigestão, caracterizada pela acidez do estômago. Damayantī pensava que tal condição afligiria Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/10/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/20/", "verse_text": "sukutā khāile sei āma ha-ibeka nāśa\n\nei sneha mane bhāvi' prabhura ullāsa", "devanagari": "> সুকুতা খাইলে সেই আম হইবেক নাশ ।\n> এই স্নেহ মনে ভাবি’ প্রভুর উল্লাস ॥২০॥", "synonyms": "*sukutā khāile*—por comer o sukutā; *sei āma*—aquele muco; *ha-ibeka nāśa*—será vencido; *ei*—esta; *sneha*—afeição; *mane*—na mente; *bhāvi'*—pensando em; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ullāsa*—deleite.", "translation": "**Devido à sua afeição sincera, ela pensava que comer este sukutā curaria a doença do Senhor. Considerando esses pensamentos afetuosos de Damayantī, o Senhor ficou muito satisfeito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/21/", "verse_text": "priyeṇa saṅgrathya vipakṣa-sannidhāv\n\nupāhitāṁ vakṣasi pīvara-stanī\n\nsrajaṁ na kācid vijahau jalāvilāṁ\n\nvasanti hi premṇi guṇā na vastuni", "devanagari": "> প্রিয়েণ সংগ্রথ্য বিপক্ষ-সন্নিধা-\n> বুপাহিতাং বক্ষসি পীবরস্তনী ।\n> স্রজং ন কাচিদ্বিজহৌ জলাবিলাং\n> বসন্তি হি প্রেম্ণি গুণা ন বস্তুনি ॥২১॥", "synonyms": "*priyeṇa*—pelo amante; *saṅgrathya*—após enfiar em fio; *vipakṣa-sannidhau*—na presença de uma parte oposta; *upāhitām*—colocada; *vakṣasi*—sobre o peito; *pīvara-stanī*—tendo seios fartos; *srajam*—uma guirlanda; *na*—não; *kācit*—certa amada; *vijahau*—rejeitou; *jala-āvilām*—enlameada; *vasanti*—residem; *hi*—porque; *premṇi*—no amor; *guṇāḥ*—os atributos; *na*—não; *vastuni*—nas coisas materiais.", "translation": "**\"Um caro amante enfiou em fio uma guirlanda e a colocou sobre o ombro de sua amada na presença de suas co-esposas. Ela tinha seios fartos e era muito bela; contudo, embora a guirlanda estivesse manchada de lama, ela não a rejeitou, pois seu valor residia não em coisas materiais, mas no amor.\"**", "purport": "Este é um verso do Kirātārjunīya, de Bhāravī."}
{"ref": "cc/antya/10/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/22/", "verse_text": "dhaniyā-mauharīra taṇḍula guṇḍā kariyā\n\nnāḍu bāndhiyāche cini-pāka kariyā", "devanagari": "> ধনিয়া-মৌহরীর তণ্ডুল গুণ্ডা করিয়া ।\n> নাড়ু বান্ধিয়াছে চিনি-পাক করিয়া ॥২২॥", "synonyms": "*dhaniyā*—de sementes de coentro; *mauharīra*—de sementes de anis; *taṇḍula*—grãos; *guṇḍā kariyā*—moendo até virar pó; *nāḍu bāndhiyāche*—transformados em laḍḍus; *cini-pāka kariyā*—cozinhando com açúcar.", "translation": "**Damayantī pulverizou sementes de coentro e de anis, cozinhou-as com açúcar e transformou-as em pequenos doces com a forma de pequenas bolas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/23/", "verse_text": "śuṇṭhi-khaṇḍa nāḍu, āra āma-pitta-hara\n\npṛthak pṛthak bāndhi' vastrera kuthalī bhitara", "devanagari": "> শুণ্ঠিখণ্ড নাড়ু, আর আমপিত্তহর ।\n> পৃথক্ পৃথক্ বান্ধি’ বস্ত্রের কুথলী ভিতর ॥২৩॥", "synonyms": "*śuṇṭhi-khaṇḍa nāḍu*—bolas de doce feitas com gengibre seco; *āra*—e; *āma-pitta-hara*—que remove o muco causado por excesso de bile; *pṛthak pṛthak*—separadamente; *bāndhi'*—empacotando; *vastrera*—de tecido; *kuthalī*—pequenas sacolas; *bhitara*—dentro.", "translation": "**Ela fez bolas de doce com gengibre seco para remover o muco causado por excesso de bile. Ela colocou todas essas preparações separadamente em pequenas sacolas de tecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/24/", "verse_text": "koli-śuṇṭhi, koli-cūrṇa, koli-khaṇḍa āra\n\nkata nāma la-iba, śata-prakāra 'ācāra'", "devanagari": "> কোলিশুণ্ঠি, কোলিচূর্ণ, কোলিখণ্ড আর ।\n> কত নাম লইব, শতপ্রকার ‘আচার’ ॥২৪॥", "synonyms": "*koli-śuṇṭhi*—gengibre seco e jujubas; *koli-cūrṇa*—pó de jujubas; *koli-khaṇḍa*—outra preparação de jujubas; *āra*—e; *kata nāma*—quantos nomes; *la-iba*—mencionarei; *śata-prakāra*—uma centena de variedades; *ācāra*—condimentos e picles.", "translation": "**Ela fez uma centena de variedades de condimentos e picles. Fez também koli-śuṇṭhi, koli-cūrṇa, koli-khaṇḍa e muitas outras preparações. Quantas devo nomear?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/25/", "verse_text": "nārikela-khaṇḍa nāḍu, āra nāḍu gaṅgā-jala\n\ncira-sthāyī khaṇḍa-vikāra karilā sakala", "devanagari": "> নারিকেল-খণ্ড নাড়ু, আর নাড়ু গঙ্গাজল ।\n> চিরস্থায়ী খণ্ডবিকার করিলা সকল ॥২৫॥", "synonyms": "*nārikela-khaṇḍa nāḍu*—bolas de doce feitas com pó de coco; *āra*—e; *nāḍu gaṅgā-jala*—uma bola de doce tão branca quanto a água do Ganges; *cira-sthāyī*—duradouras; *khaṇḍa-vikāra*—formas modificadas de doces de açúcar-cande; *karilā*—fez; *sakala*—todas.", "translation": "**Ela fez muitos doces com a forma de bolas. Alguns eram feitos com pó de coco, e outros pareciam tão brancos quanto a água do Ganges. Dessa maneira, ela fez muitas variedades de confeitos de açúcar duradouros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/26/", "verse_text": "cira-sthāyī kṣīra-sāra, maṇḍādi-vikāra\n\namṛta-karpūra ādi aneka prakāra", "devanagari": "> চিরস্থায়ী ক্ষীরসার, মণ্ডাদি-বিকার ।\n> অমৃত-কর্পূর আদি অনেক প্রকার ॥২৬॥", "synonyms": "*cira-sthāyī*—duradouro; *kṣīra-sāra*—queijo; *maṇḍādi-vikāra*—variedades de doces feitos de maṇḍa, ou leite e creme; *amṛta-karpūra*—uma preparação feita com leite e cânfora; *ādi*—e outros; *aneka prakāra*—muitas variedades.", "translation": "**Ela fez queijo duradouro, muitas variedades de doces com leite e creme, e muitas outras preparações variadas, tais como amṛta-karpūra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/27/", "verse_text": "śālikācuṭi-dhānyera 'ātapa' ciḍā kari'\n\nnūtana-vastrera baḍa kuthalī saba bhari'", "devanagari": "> শালিকাচুটি-ধান্যের ‘আতপ’ চিড়া করি’ ।\n> নূতন-বস্ত্রের বড় কুথলী সব ভরি’ ॥২৭॥", "synonyms": "*śālikācuṭi-dhānyera*—de uma espécie de arroz fino; *ātapa*—seco ao sol; *ciḍā kari'*—fazendo arroz achatado; *nūtana-vastrera*—de tecido novo; *baḍa kuthalī*—uma sacola grande; *saba*—toda; *bhari'*—enchendo.", "translation": "**Ela fez arroz achatado com arroz śāli fino e não cozido, e encheu uma grande sacola feita de tecido novo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/28/", "verse_text": "kateka ciḍā huḍum kari' ghṛtete bhājiyā\n\ncini-pāke nāḍu kailā karpūrādi diyā", "devanagari": "> কতেক চিড়া হুড়ুম্ করি’ ঘৃতেতে ভাজিয়া ।\n> চিনি-পাকে নাড়ু কৈলা কর্পূরাদি দিয়া ॥২৮॥", "synonyms": "*kateka ciḍā*—parte do arroz achatado; *huḍum kari'*—transformando em arroz tufado; *ghṛtete bhājiyā*—fritando em ghee; *cini-pāke*—cozinhando em calda de açúcar; *nāḍu kailā*—transformou em bolas redondas; *karpūra-ādi diyā*—misturando com cânfora e outros ingredientes.", "translation": "**Ela transformou parte do arroz achatado em arroz tufado, fritou-o em ghee, cozinhou-o em calda de açúcar, misturou um pouco de cânfora e enrolou-o em bolas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/29-30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/29-30/", "verse_text": "śāli-dhānyera taṇḍula-bhājā cūrṇa kariyā\n\nghṛta-sikta cūrṇa kailā cini-pāka diyā\n\nkarpūra, marica, lavaṅga, elāci, rasavāsa\n\ncūrṇa diyā nāḍu kailā parama suvāsa", "devanagari": "> শালি-ধান্যের তণ্ডুল-ভাজা চূর্ণ করিয়া ।\n> ঘৃতসিক্ত চূর্ণ কৈলা চিনি-পাক দিয়া ॥২৯॥\n> কর্পূর, মরিচ, লবঙ্গ, এলাচি, রসবাস ।\n> চূর্ণ দিয়া নাড়ু কৈলা পরম সুবাস ॥৩০॥", "synonyms": "*śāli-dhānyera*—de arroz de qualidade fina; *taṇḍula*—os grãos; *bhājā*—sendo fritos; *cūrṇa kariyā*—transformando-os em pó; *ghṛta-sikta*—umedecido com ghee; *cūrṇa*—o pó; *kailā*—fez; *cini-pāka diyā*—cozinhando com açúcar; *karpūra*—cânfora; *marica*—pimenta-do-reino; *lavaṅga*—cravos; *elāci*—cardamomo; *rasa-vāsa*—e outras especiarias; *cūrṇa*—ao pó; *diyā*—acrescentando; *nāḍu*—doces redondos; *kailā*—fez; *parama su-vāsa*—muito saborosos.", "translation": "**Ela pulverizou grãos fritos de arroz fino, umedeceu o pó com ghee e cozinhou-o numa solução de açúcar. Em seguida, acrescentou cânfora, pimenta-do-reino, cravos, cardamomo e outras especiarias, e enrolou-o em bolas que eram muito saborosas e aromáticas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/31/", "verse_text": "śāli-dhānyera kha-i punaḥ ghṛtete bhājiyā\n\ncini-pāka ukhḍā kailā karpūrādi diyā", "devanagari": "> শালি-ধান্যের খই পুনঃ ঘৃতেতে ভাজিয়া ।\n> চিনি-পাক উখ্ড়া কৈলা কর্পূরাদি দিয়া ॥৩১॥", "synonyms": "*śāli-dhānyera kha-i*—arroz estourado de arroz fino; *punaḥ*—novamente; *ghṛtete bhājiyā*—fritando com ghee; *cini-pāka*—fervendo com calda de açúcar; *ukhḍā*—de nome ukhḍā; *kailā*—fez; *karpūra-ādi diyā*—misturando com cânfora.", "translation": "**Ela tomou arroz estourado de arroz fino, fritou-o em ghee, cozinhou-o numa solução de açúcar, misturou um pouco de cânfora e assim fez uma preparação chamada ukhḍā ou muḍki.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/32/", "verse_text": "phuṭkalāi cūrṇa kari' ghṛte bhājāila\n\ncini-pāke karpūrādi diyā nāḍu kaila", "devanagari": "> ফুট্কলাই চূর্ণ করি’ ঘৃতে ভাজাইল ।\n> চিনি-পাকে কর্পূরাদি দিয়া নাড়ু কৈল ॥৩২॥", "synonyms": "*phuṭkalāi*—ervilhas fundidas fritas em ghee e embebidas em calda de açúcar; *cūrṇa kari'*—transformando em pó; *ghṛte bhājāila*—fritou com ghee; *cini-pāke*—cozinhando com açúcar; *karpūra-ādi*—cânfora e outros ingredientes; *diyā*—acrescentando; *nāḍu kaila*—fez bolas redondas de doce.", "translation": "**Outra variedade de doce foi feita com ervilhas fundidas que foram pulverizadas, fritas em ghee e então cozidas em calda de açúcar. Misturou-se cânfora e, em seguida, o doce foi enrolado em bola.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/33/", "verse_text": "kahite nā jāni nāma e-janme yāhāra\n\naiche nānā bhakṣya-dravya sahasra-prakāra", "devanagari": "> কহিতে না জানি নাম এ-জন্মে যাহার ।\n> ঐছে নানা ভক্ষ্যদ্রব্য সহস্রপ্রকার ॥৩৩॥", "synonyms": "*kahite nā jāni*—não consigo dizer; *nāma*—os nomes; *e-janme*—nesta vida; *yāhāra*—dos quais; *aiche*—semelhantes; *nānā*—muitos; *bhakṣya-dravya*—comestíveis; *sahasra-prakāra*—centenas e milhares de variedades.", "translation": "**Eu não conseguiria mencionar os nomes de todos esses maravilhosos comestíveis, nem mesmo no decorrer de uma vida inteira. Damayantī fez centenas e milhares de variedades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/34/", "verse_text": "rāghavera ājñā, āra karena damayantī\n\nduṅhāra prabhute sneha parama-bhakati", "devanagari": "> রাঘবের আজ্ঞা, আর করেন দময়ন্তী ।\n> দুঁহার প্রভুতে স্নেহ পরম-ভকতি ॥৩৪॥", "synonyms": "*rāghavera ājñā*—a ordem de Rāghava Paṇḍita; *āra*—e; *karena*—executa; *damayantī*—Damayantī; *duṅhāra*—de ambos; *prabhute*—por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sneha*—afeição; *parama-bhakati*—serviço devocional altamente desenvolvido.", "translation": "**Damayantī fez todos esses preparativos seguindo a ordem de seu irmão, Rāghava Paṇḍita. Ambos tinham afeição ilimitada por Śrī Caitanya Mahāprabhu e eram avançados em serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/35/", "verse_text": "gaṅgā-mṛttikā āni' vastrete chāniyā\n\npāṅpaḍi kariyā dilā gandha-dravya diyā", "devanagari": "> গঙ্গা-মৃত্তিকা আনি’ বস্ত্রেতে ছানিয়া ।\n> পাঁপড়ি করিয়া দিলা গন্ধদ্রব্য দিয়া ॥৩৫॥", "synonyms": "*gaṅgā-mṛttikā*—terra do rio Ganges; *āni'*—trazendo; *vastrete*—através de um pano; *chāniyā*—prensando; *pāṅpaḍi kariyā dilā*—transformou em pequenas bolas; *gandha-dravya diyā*—misturando com agentes aromáticos.", "translation": "**Damayantī pegou terra do Ganges, secou-a, pulverizou-a, coou-a através de um pano fino, misturou-lhe ingredientes aromáticos e enrolou-a em pequenas bolas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/36/", "verse_text": "pātala mṛt-pātre sandhānādi bhari'\n\nāra saba vastu bhare vastrera kuthalī", "devanagari": "> পাতল মৃৎপাত্রে সন্ধানাদি ভরি’ ।\n> আর সব বস্তু ভরে বস্ত্রের কুথলী ॥৩৬॥", "synonyms": "*pātala*—finas; *mṛt-pātre*—em vasilhas de barro; *sandhāna-ādi*—condimentos e outros itens; *bhari'*—enchendo; *āra*—outras; *saba*—todas; *vastu*—coisas; *bhare*—encheu; *vastrera kuthalī*—pequenas sacolas de pano.", "translation": "**Os condimentos e itens semelhantes foram colocados em finas vasilhas de barro, e todo o resto foi colocado em pequenas sacolas de pano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/37/", "verse_text": "sāmānya jhāli haite dviguṇa jhāli kailā\n\npāripāṭi kari' saba jhāli bharāilā", "devanagari": "> সামান্য ঝালি হৈতে দ্বিগুণ ঝালি কৈলা  ।\n> পারিপাটি করি’ সব ঝালি ভরাইলা ॥৩৭॥", "synonyms": "*sāmānya*—pequenas; *jhāli*—sacolas; *haite*—a partir de; *dvi-guṇa*—duas vezes maiores; *jhāli*—sacolas; *kailā*—fez; *pāripāṭi kari'*—com grande atenção; *saba jhāli*—todas as sacolas; *bharāilā*—ela encheu.", "translation": "**A partir de pequenas sacolas, Damayantī fez sacolas duas vezes maiores. Então, com grande atenção, encheu todas as grandes com as pequenas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/38/", "verse_text": "jhāli bāndhi' mohara dila āgraha kariyā\n\ntina bojhāri jhāli vahe krama kariyā", "devanagari": "> ঝালি বান্ধি’ মোহর দিল আগ্রহ করিয়া  ।\n> তিন বোঝারি ঝালি বহে ক্রম করিয়া ॥৩৮॥", "synonyms": "*jhāli bāndhi'*—amarrando as sacolas; *mohara dila*—ela selou; *āgraha kariyā*—com grande atenção; *tina bojhāri*—três carregadores; *jhāli vahe*—carregavam as sacolas; *krama kariyā*—um após o outro.", "translation": "**Ela então envolveu e selou cada uma das sacolas com grande atenção. As sacolas eram carregadas por três carregadores, um após o outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/39/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiluṅ ei jhālira vicāra\n\n'rāghavera jhāli' bali' vikhyāti yāhāra", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিলুঁ এই ঝালির বিচার ।\n> ‘রাঘবের ঝালি’ বলি’ বিখ্যাতি যাহার ॥৩৯॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em breves palavras; *kahiluṅ*—eu falei; *ei jhālira*—destas sacolas; *vicāra*—a descrição; *rāghavera jhāli*—as sacolas de Rāghava; *bali'*—como; *vikhyāti*—a fama; *yāhāra*—das quais.", "translation": "**Assim, descrevi brevemente as sacolas que se tornaram famosas como rāghavera jhāli.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/40/", "verse_text": "jhālira upara 'munsiba' makaradhvaja-kara\n\nprāṇa-rūpe jhāli rākhe hañā tatpara", "devanagari": "> ঝালির উপর ‘মুন্সিব’ মকরধ্বজ-কর ।\n> প্রাণরূপে ঝালি রাখে হঞা তৎপর ॥৪০॥", "synonyms": "*jhālira upara*—sobre as sacolas; *munsiba*—o superintendente; *makaradhvaja-kara*—Makaradhvaja Kara; *prāṇa-rūpe*—como sua própria vida; *jhāli rākhe*—ele guarda as sacolas; *hañā tatpara*—com grande atenção.", "translation": "**O superintendente de todas aquelas sacolas era Makaradhvaja Kara, que as guardava com grande atenção, como sua própria vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/41/", "verse_text": "ei-mate vaiṣṇava saba nīlācale āilā\n\ndaive jagannāthera se dina jala-līlā", "devanagari": "> এইমতে বৈষ্ণব সব নীলাচলে আইলা ।\n> দৈবে জগন্নাথের সে দিন জল-লীলা ॥৪১॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *vaiṣṇava saba*—todos os vaiṣṇavas; *nīlācale āilā*—vieram a Nīlācala; *daive*—por acaso; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *se dina*—naquele dia; *jala-līlā*—passatempos na água.", "translation": "**Dessa maneira, todos os vaiṣṇavas de Bengala foram a Jagannātha Purī. Por acaso, chegaram no dia em que o Senhor Jagannātha realiza Seus passatempos na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/42/", "verse_text": "narendrera jale 'govinda' naukāte caḍiyā\n\njala-krīḍā kare saba bhakta-gaṇa lañā", "devanagari": "> নরেন্দ্রের জলে ‘গোবিন্দ’ নৌকাতে চড়িয়া ।\n> জলক্রীড়া করে সব ভক্তগণ লঞা ॥৪২॥", "synonyms": "*narendrera jale*—sobre as águas do lago conhecido como Narendra-sarovara; *govinda*—o Senhor Govinda; *naukāte caḍiyā*—subindo a bordo de um barco; *jala-krīḍā kare*—exibe Seus passatempos aquáticos; *saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *lañā*—levando.", "translation": "**Subindo a bordo de um barco nas águas do Narendra-sarovara, o Senhor Govinda realizou Seus passatempos aquáticos com todos os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/43/", "verse_text": "sei-kāle mahāprabhu bhakta-gaṇa-saṅge\n\nnarendre āilā dekhite jala-keli-raṅge", "devanagari": "> সেইকালে মহাপ্রভু ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> নরেন্দ্রে আইলা দেখিতে জলকেলি-রঙ্গে ॥৪৩॥", "synonyms": "*sei-kāle*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com Seus devotos; *narendre āilā*—chegou ao lago Narendra; *dekhite*—para ver; *jala-keli*—os passatempos na água; *raṅge*—em grande júbilo.", "translation": "**Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu chegou com Seus associados pessoais para ver os jubilosos passatempos do Senhor Jagannātha no Narendra-sarovara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/44/", "verse_text": "sei-kāle āilā saba gauḍera bhakta-gaṇa\n\nnarendrete prabhu-saṅge ha-ila milana", "devanagari": "> সেইকালে আইলা সব গৌড়ের ভক্তগণ ।\n> নরেন্দ্রেতে প্রভু-সঙ্গে হইল মিলন ॥৪৪॥", "synonyms": "*sei-kāle*—no mesmo momento; *āilā*—chegaram; *saba*—todos; *gauḍera bhakta-gaṇa*—os devotos de Bengala; *narendrete*—no lago conhecido como Narendra-sarovara; *prabhu-saṅge*—com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ila milana*—houve um encontro.", "translation": "**Ao mesmo tempo, todos os devotos de Bengala chegaram ao lago e tiveram um grande encontro com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/45/", "verse_text": "bhakta-gaṇa paḍe āsi' prabhura caraṇe\n\nuṭhāñā prabhu sabāre kailā āliṅgane", "devanagari": "> ভক্তগণ পড়ে আসি’ প্রভুর চরণে ।\n> উঠাঞা প্রভু সবারে কৈলা আলিঙ্গনে ॥৪৫॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—os devotos; *paḍe*—prostraram-se; *āsi'*—vindo; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhāñā*—erguendo-os; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāre*—a todos eles; *kailā āliṅgane*—abraçou.", "translation": "**Todos os devotos imediatamente se prostraram aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor ergueu e abraçou cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/46/", "verse_text": "gauḍīyā-sampradāya saba karena kīrtana\n\nprabhura milane uṭhe premera krandana", "devanagari": "> গৌড়ীয়া-সম্প্রদায় সব করেন কীর্তন ।\n> প্রভুর মিলনে উঠে প্রেমের ক্রন্দন ॥৪৬॥", "synonyms": "*gauḍīyā-sampradāya*—do grupo de vaiṣṇavas de Bengala; *saba*—todos; *karena kīrtana*—realizam canto congregacional; *prabhura milane*—ao encontrar Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhe*—ergue-se; *premera krandana*—pranto em amor extático.", "translation": "**A Gauḍīya-sampradāya, composta por todos os devotos de Bengala, deu início ao canto congregacional. Ao encontrarem o Senhor, começaram a chorar alto em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/47/", "verse_text": "jala-krīḍā, vādya, gīta, nartana, kīrtana\n\nmahā-kolāhala tīre, salile khelana", "devanagari": "> জলক্রীড়া, বাদ্য, গীত, নর্তন, কীর্তন ।\n> মহাকোলাহল তীরে, সলিলে খেলন ॥৪৭॥", "synonyms": "*jala-krīḍā*—os passatempos na água; *vādya*—vibração musical; *gīta*—canto; *nartana*—dança; *kīrtana*—cantar; *mahā-kolāhala*—som tumultuoso; *tīre*—na margem; *salile*—na água; *khelana*—brincando.", "translation": "**Por causa dos passatempos na água, havia grande júbilo na margem, com música, canto, kīrtana, dança e pranto tumultuoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/48/", "verse_text": "gauḍīyā-saṅkīrtane āra rodana miliyā\n\nmahā-kolāhala haila brahmāṇḍa bhariyā", "devanagari": "> গৌড়ীয়া-সঙ্কীর্তনে আর রোদন মিলিয়া ।\n> মহাকোলাহল হৈল ব্রহ্মাণ্ড ভরিয়া ॥৪৮॥", "synonyms": "*gauḍīyā-saṅkīrtane*—canto congregacional dos vaiṣṇavas Gauḍīyas; *āra*—e; *rodana*—pranto; *miliyā*—misturando-se; *mahā-kolāhala*—uma grande e tumultuosa vibração sonora; *haila*—houve; *brahmāṇḍa*—o universo; *bhariyā*—enchendo.", "translation": "**O canto e o pranto dos vaiṣṇavas Gauḍīyas misturaram-se e criaram uma tumultuosa vibração sonora que encheu todo o universo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/49/", "verse_text": "saba bhakta lañā prabhu nāmilena jale\n\nsabā lañā jala-krīḍā karena kutūhale", "devanagari": "> সব ভক্ত লঞা প্রভু নামিলেন জলে ।\n> সবা লঞা জলক্রীড়া করেন কুতূহলে ॥৪৯॥", "synonyms": "*saba bhakta*—todos os devotos; *lañā*—levando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāmilena jale*—entrou na água; *sabā lañā*—levando todos eles; *jala-krīḍā*—atividades na água; *karena*—realiza; *kutūhale*—em grande júbilo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu entrou na água com Seus devotos e deu início a Seus passatempos com eles em grande júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/50/", "verse_text": "prabhura ei jala-krīḍā dāsa-vṛndāvana\n\n'caitanya-maṅgale' vistāri' kariyāchena varṇana", "devanagari": "> প্রভুর এই জলক্রীড়া দাস-বৃন্দাবন ।\n> ‘চৈতন্যমঙ্গলে’ বিস্তারি’ করিয়াছেন বর্ণন ॥৫০॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—estas; *jala-krīḍā*—atividades na água; *dāsa-vṛndāvana*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *caitanya-maṅgale*—em seu livro Caitanya-maṅgala, agora conhecido como Caitanya-bhāgavata; *vistāri'*—descrevendo em detalhe; *kariyāchena varṇana*—narrou.", "translation": "**Em seu *Caitanya-maṅgala* [agora conhecido como *Caitanya-bhāgavata*], Vṛndāvana dāsa Ṭhākura forneceu uma descrição detalhada das atividades que o Senhor realizou na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/51/", "verse_text": "punaḥ ihāṅ varṇile punarukti haya\n\nvyartha likhana haya, āra grantha bāḍaya", "devanagari": "> পুনঃ ইহাঁ বর্ণিলে পুনরুক্তি হয় ।\n> ব্যর্থ লিখন হয়, আর গ্রন্থ বাড়য় ॥৫১॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *ihāṅ*—aqui; *varṇile*—se eu descrever; *punaḥ-ukti haya*—será repetição; *vyartha*—inútil; *likhana*—escrita; *haya*—é; *āra*—e; *grantha bāḍaya*—aumenta o volume do livro.", "translation": "**Não há utilidade em descrever aqui novamente as atividades do Senhor. Isso seria simplesmente repetitivo e aumentaria o tamanho deste livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/52/", "verse_text": "jala-līlā kari' govinda calilā ālaya\n\nnija-gaṇa lañā prabhu gelā devālaya", "devanagari": "> জললীলা করি’ গোবিন্দ চলিলা আলয় ।\n> নিজগণ লঞা প্রভু গেলা দেবালয় ॥৫২॥", "synonyms": "*jala-līlā kari'*—após concluir os passatempos na água; *govinda*—o Senhor Jagannātha em Sua forma móvel como Govinda; *calilā ālaya*—regressou ao Seu lugar; *nija-gaṇa*—Seus devotos; *lañā*—levando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *deva-ālaya*—ao templo.", "translation": "**Após concluir Seus passatempos na água, o Senhor Govinda regressou à Sua residência. Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ao templo, levando consigo todos os Seus devotos.**", "purport": "A Deidade aqui referida como Govinda é a vijaya-vigraha no templo de Jagannātha. Quando há necessidade de levar Jagannātha a algum lugar, leva-se a vijaya-vigraha, porque o corpo de Jagannātha é muito pesado. A vijaya-vigraha no templo de Jagannātha é conhecida como Govinda. Para os passatempos no Narendra-sarovara, a vijaya-vigraha foi levada para lá em vez do Senhor Jagannātha."}
{"ref": "cc/antya/10/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/53/", "verse_text": "jagannātha dekhi' punaḥ nija-ghare āilā\n\nprasāda ānāñā bhakta-gaṇe khāoyāilā", "devanagari": "> জগন্নাথ দেখি’ পুনঃ নিজ-ঘরে আইলা ।\n> প্রসাদ আনাঞা ভক্তগণে খাওয়াইলা ॥৫৩॥", "synonyms": "*jagannātha dekhi'*—após ver o Senhor Jagannātha; *punaḥ*—novamente; *nija-ghare*—à Sua residência; *āilā*—regressou; *prasāda*—prasāda; *ānāñā*—mandando trazer; *bhakta-gaṇe khāoyāilā*—alimentou os devotos.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou à Sua residência após visitar o templo de Jagannātha, Ele pediu uma grande quantidade do prasāda do Senhor Jagannātha, que então distribuiu entre os Seus devotos para que pudessem comer fartamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/54/", "verse_text": "iṣṭa-goṣṭhī sabā lañā kata-kṣaṇa kailā\n\nnija nija pūrva-vāsāya sabāya pāṭhāilā", "devanagari": "> ইষ্টগোষ্ঠী সবা লঞা কতক্ষণ কৈলা ।\n> নিজ নিজ পূর্ব-বাসায় সবায় পাঠাইলা ॥৫৪॥", "synonyms": "*iṣṭa-goṣṭhī*—discussão de assuntos espirituais; *sabā lañā*—reunindo todos os devotos; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *kailā*—fez; *nija nija*—respectivos; *pūrva-vāsāya*—às residências anteriores; *sabāya*—todos; *pāṭhāilā*—Ele enviou.", "translation": "**Após conversar com todos os devotos por algum tempo, Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu-lhes que ocupassem as residências individuais nas quais haviam morado no ano anterior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/55/", "verse_text": "govinda-ṭhāñi rāghava jhāli samarpilā\n\nbhojana-gṛhera koṇe jhāli govinda rākhilā", "devanagari": "> গোবিন্দ-ঠাঞি রাঘব ঝালি সমর্পিলা ।\n> ভোজন-গৃহের কোণে ঝালি গোবিন্দ রাখিলা ॥৫৫॥", "synonyms": "*govinda-ṭhāñi*—a cargo de Govinda; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *jhāli*—as jhālis, as sacolas de comestíveis; *samarpilā*—entregou; *bhojana-gṛhera*—da sala de jantar; *koṇe*—no canto; *jhāli*—as sacolas; *govinda*—Govinda; *rākhilā*—guardou.", "translation": "**Rāghava Paṇḍita entregou as sacolas de comestíveis a Govinda, que as guardou num canto da sala de jantar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/56/", "verse_text": "pūrva-vatsarera jhāli ājāḍa kariyā\n\ndravya bharibāre rākhe anya gṛhe lañā", "devanagari": "> পূর্ব-বৎসরের ঝালি আজাড় করিয়া ।\n> দ্রব্য ভরিবারে রাখে অন্য গৃহে লঞা ॥৫৬॥", "synonyms": "*pūrva-vatsarera*—do ano anterior; *jhāli*—sacolas; *ājāḍa kariyā*—esvaziando; *dravya bharibāre*—para encher com mantimentos; *rākhe*—guarda; *anya gṛhe*—em outro aposento; *lañā*—levando.", "translation": "**Govinda esvaziou completamente as sacolas do ano anterior e guardou-as em outro aposento para enchê-las com outros mantimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/57/", "verse_text": "āra dina mahāprabhu nija-gaṇa lañā\n\njagannātha dekhilena śayyotthāne yāñā", "devanagari": "> আর দিন মহাপ্রভু নিজগণ লঞা ।\n> জগন্নাথ দেখিলেন শয্যোত্থানে যাঞা ॥৫৭॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-gaṇa lañā*—acompanhado de Seus devotos pessoais; *jagannātha dekhilena*—viu o Senhor Jagannātha; *śayyā-utthāne*—na ocasião de levantar-se cedo do leito; *yāñā*—indo.", "translation": "**No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi com Seus devotos pessoais ver o Senhor Jagannātha quando o Senhor Jagannātha despertou de madrugada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/58/", "verse_text": "beḍā-saṅkīrtana tāhāṅ ārambha karilā\n\nsāta-sampradāya tabe gāite lāgilā", "devanagari": "> বেড়া-সঙ্কীর্তন তাহাঁ আরম্ভ করিলা ।\n> সাত-সম্প্রদায় তবে গাইতে লাগিলা ॥৫৮॥", "synonyms": "*beḍā-saṅkīrtana*—canto congregacional envolvente; *tāhāṅ*—ali; *ārambha karilā*—começou; *sāta-sampradāya*—sete grupos; *tabe*—então; *gāite lāgilā*—começaram a cantar.", "translation": "**Após ver o Senhor Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu deu início ao Seu saṅkīrtana abrangente. Ele formou sete grupos, que então começaram a cantar.**", "purport": "Para uma explicação do beḍā-saṅkīrtana, pode-se consultar o *Madhya-līlā*, Capítulo Onze, versos 215-238."}
{"ref": "cc/antya/10/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/59/", "verse_text": "sāta-sampradāye nṛtya kare sāta jana\n\nadvaita ācārya, āra prabhu-nityānanda", "devanagari": "> সাত-সম্প্রদায়ে নৃত্য করে সাত জন  ।\n> অদ্বৈত আচার্য, আর প্রভু-নিত্যানন্দ ॥৫৯॥", "synonyms": "*sāta-sampradāye*—nos sete grupos; *nṛtya kare*—dançavam; *sāta jana*—sete pessoas; *advaita ācārya*—Advaita Ācārya; *āra*—e; *prabhu-nityānanda*—o Senhor Nityānanda.", "translation": "**Em cada um dos sete grupos havia um dançarino principal, como Advaita Ācārya e o Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/60/", "verse_text": "vakreśvara, acyutānanda, paṇḍita-śrīvāsa\n\nsatyarāja-khāṅna, āra narahari-dāsa", "devanagari": "> বক্রেশ্বর, অচ্যুতানন্দ, পণ্ডিত-শ্রীবাস  ।\n> সত্যরাজ-খাঁন, আর নরহরিদাস ॥৬০॥", "synonyms": "*vakreśvara*—Vakreśvara; *acyutānanda*—Acyutānanda; *paṇḍita-śrīvāsa*—Paṇḍita Śrīvāsa; *satyarāja-khāṅna*—Satyarāja Khān; *āra*—e; *narahari-dāsa*—Narahari dāsa.", "translation": "**Os dançarinos dos demais grupos eram Vakreśvara Paṇḍita, Acyutānanda, Paṇḍita Śrīvāsa, Satyarāja Khān e Narahari dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/61/", "verse_text": "sāta-sampradāye prabhu karena bhramaṇa\n\n'mora sampradāye prabhu'--aiche sabāra mana", "devanagari": "> সাত-সম্প্রদায়ে প্রভু করেন ভ্রমণ ।\n> ‘মোর সম্প্রদায়ে প্রভু’ — ঐছে সবার মন ॥৬১॥", "synonyms": "*sāta-sampradāye*—nos sete grupos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena bhramaṇa*—perambula; *mora sampradāye prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu está em nosso grupo; *aiche*—dessa maneira; *sabāra mana*—todos pensavam.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu caminhava de um grupo a outro inspecionando-os, os homens de cada grupo pensavam: \"O Senhor está dentro de nosso grupo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/62/", "verse_text": "saṅkīrtana-kolāhale ākāśa bhedila\n\nsaba jagannātha-vāsī dekhite āila", "devanagari": "> সঙ্কীর্তন-কোলাহলে আকাশ ভেদিল ।\n> সব জগন্নাথবাসী দেখিতে আইল ॥৬২॥", "synonyms": "*saṅkīrtana-kolāhale*—o tumultuoso estrondo do canto congregacional; *ākāśa bhedila*—encheu o céu; *saba*—todos; *jagannātha-vāsī*—os habitantes de Jagannātha Purī; *dekhite āila*—vieram ver.", "translation": "**O canto congregacional produziu um estrondo tumultuoso que encheu o céu. Todos os habitantes de Jagannātha Purī vieram ver o kīrtana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/63/", "verse_text": "rājā āsi' dūre dekhe nija-gaṇa lañā\n\nrāja-patnī saba dekhe aṭṭālī caḍiyā", "devanagari": "> রাজা আসি’ দূরে দেখে নিজগণ লঞা ।\n> রাজপত্নী সব দেখে অট্টালী চড়িয়া ॥৬৩॥", "synonyms": "*rājā*—o rei; *āsi'*—vindo; *dūre*—de um lugar distante; *dekhe*—vê; *nija-gaṇa lañā*—acompanhado de sua comitiva pessoal; *rāja-patnī*—as rainhas; *saba*—todas; *dekhe*—veem; *aṭṭālī caḍiyā*—subindo às partes elevadas do palácio.", "translation": "**Acompanhado de sua comitiva pessoal, o rei também veio ali e observou de longe, ao passo que todas as rainhas observavam das partes elevadas do palácio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/64/", "verse_text": "kīrtana-āṭope pṛthivī kare ṭalamala\n\n'hari-dhvani' kare loka, haila kolāhala", "devanagari": "> কীর্তন-আটোপে পৃথিবী করে টলমল ।\n> ‘হরিধ্বনি’ করে লোক, হৈল কোলাহল ॥৬৪॥", "synonyms": "*kīrtana-āṭope*—pela força do canto congregacional; *pṛthivī*—o mundo inteiro; *kare ṭalamala*—treme; *hari-dhvani kare*—cantava o som transcendental Hari; *loka*—as pessoas em geral; *haila*—houve; *kolāhala*—um som tumultuoso.", "translation": "**Devido à vibração impetuosa do kīrtana, o mundo inteiro começou a tremer. Quando todos cantaram o santo nome, produziram um som tumultuoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/65/", "verse_text": "ei-mata kata-kṣaṇa karāilā kīrtana\n\nāpane nācite tabe prabhura haila mana", "devanagari": "> এইমত কতক্ষণ করাইলা কীর্তন ।\n> আপনে নাচিতে তবে প্রভুর হৈল মন ॥৬৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *karāilā kīrtana*—fez com que se realizasse o kīrtana; *āpane*—pessoalmente; *nācite*—dançar; *tabe*—então; *prabhura haila mana*—Śrī Caitanya Mahāprabhu desejou.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor fez com que o canto congregacional se realizasse por algum tempo, e então Ele próprio desejou dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/66/", "verse_text": "sāta-dike sāta-sampradāya gāya, bājāya\n\nmadhye mahā-premāveśe nāce gaura-rāya", "devanagari": "> সাত-দিকে সাত-সম্প্রদায় গায়, বাজায় ।\n> মধ্যে মহাপ্রেমাবেশে নাচে গৌর-রায় ॥৬৬॥", "synonyms": "*sāta-dike*—em sete direções; *sāta-sampradāya*—os sete grupos; *gāya*—cantam; *bājāya*—tocam a mṛdaṅga; *madhye*—no centro; *mahā-premāveśe*—em grande amor extático por Kṛṣṇa; *nāce*—dança; *gaura-rāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Os sete grupos começaram a cantar e a tocar seus tambores em sete direções, e Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a dançar no centro, em grande amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/67/", "verse_text": "uḍiyā-pada mahāprabhura mane smṛti haila\n\nsvarūpere sei pada gāite ājñā dila", "devanagari": "> উড়িয়া-পদ মহাপ্রভুর মনে স্মৃতি হৈল ।\n> স্বরূপেরে সেই পদ গাইতে আজ্ঞা দিল ॥৬৭॥", "synonyms": "*uḍiyā-pada*—um verso de uma canção na língua de Orissa; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mane*—na mente; *smṛti haila*—foi recordado; *svarūpere*—a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *sei pada*—aquele verso especial; *gāite*—cantar; *ājñā dila*—ordenou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu recordou um verso na língua de Orissa e ordenou a Svarūpa Dāmodara que o cantasse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/68/", "verse_text": "\"jagamohana-pari-muṇḍā yāu\"", "devanagari": "> “জগমোহন-পরিমুণ্ডা যাউ” ।। ৬৮ ।। ধ্রু ।। ॥৬৮॥", "synonyms": "*jagamohana*—a sala do kīrtana conhecida como Jagamohana; *pari*—em; *muṇḍā*—minha cabeça; *yāu*—que seja oferecida.", "translation": "**\"Que minha cabeça caia aos pés de Jagannātha na sala do kīrtana conhecida como Jagamohana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/69/", "verse_text": "ei pade nṛtya karena parama-āveśe\n\nsaba-loka caudike prabhura prema-jale bhāse", "devanagari": "> এই পদে নৃত্য করেন পরম-আবেশে ।\n> সবলোক চৌদিকে প্রভুর প্রেম-জলে ভাসে ॥৬৯॥", "synonyms": "*ei pade*—por este verso; *nṛtya karena*—dança; *parama-āveśe*—em grande amor extático; *saba-loka*—todas as pessoas; *cau-dike*—nas quatro direções; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-jale*—nas lágrimas de amor; *bhāse*—flutuam.", "translation": "**Simplesmente por causa deste verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava em intenso amor extático. As pessoas ao Seu redor flutuavam na água de Suas lágrimas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/70/", "verse_text": "'bol 'bol' balena prabhu śrī-bāhu tuliyā\n\nhari-dhvani kare loka ānande bhāsiyā", "devanagari": "> ‘বোল্’ ‘বোল্’ বলেন প্রভু শ্রীবাহু তুলিয়া ।\n> হরিধ্বনি করে লোক আনন্দে ভাসিয়া ॥৭০॥", "synonyms": "*bol*—canta; *bol*—canta; *balena*—disse; *prabhu*—o Senhor; *śrī-bāhu*—Seus braços transcendentais; *tuliyā*—erguendo; *hari-dhvani kare*—cantavam o santo nome de Hari; *loka*—as pessoas; *ānande bhāsiyā*—flutuando em bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Erguendo Seus dois braços, o Senhor disse: \"Cantai! Cantai!\" Flutuando em bem-aventurança transcendental, as pessoas responderam cantando o santo nome de Hari.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/71/", "verse_text": "prabhu paḍi' mūrchā yāya, śvāsa nāhi āra\n\nācambite uṭhe prabhu kariyā huṅkāra", "devanagari": "> প্রভু পড়ি’ মূর্ছা যায়, শ্বাস নাহি আর ।\n> আচম্বিতে উঠে প্রভু করিয়া হুঙ্কার ॥৭১॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *paḍi'*—caindo; *mūrchā yāya*—ficou inconsciente; *śvāsa nāhi*—não havia respiração; *āra*—e; *ācambite*—subitamente; *uṭhe*—levanta-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyā huṅkāra*—emitindo um som estrondoso.", "translation": "**O Senhor caiu ao chão inconsciente, sem sequer respirar. Então, subitamente, levantou-se, emitindo um som estrondoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/72/", "verse_text": "saghana pulaka,--yena śimulera taru\n\nkabhu praphullita aṅga, kabhu haya saru", "devanagari": "> সঘন পুলক, — যেন শিমুলের তরু ।\n> কভু প্রফুল্লিত অঙ্গ, কভু হয় সরু ॥৭২॥", "synonyms": "*sa-ghana*—constante; *pulaka*—arrepio dos pelos do corpo; *yena*—como; *śimulera taru*—a árvore śimula; *kabhu*—às vezes; *praphullita*—inchado; *aṅga*—corpo; *kabhu*—às vezes; *haya*—fica; *saru*—esguio e magro.", "translation": "**Os pelos de Seu corpo arrepiavam-se constantemente, como os espinhos de uma árvore śimula. Às vezes Seu corpo ficava inchado e às vezes esguio e magro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/73/", "verse_text": "prati roma-kūpe haya prasveda, raktodgama\n\njaja' 'gaga' 'pari' 'mumu'--gadgada vacana", "devanagari": "> প্রতি রোম-কূপে হয় প্রস্বেদ, রক্তোদ্গম ।\n> ‘জজ’ ‘গগ’ ‘পরি’ ‘মুমু’ — গদ্গদ বচন ॥৭৩॥", "synonyms": "*prati roma-kūpe*—em cada poro dos pelos; *haya*—havia; *prasveda*—transpiração; *rakta-udgama*—profusão de sangue; *jaja gaga pari mumu*—os sons \"jaja gaga pari mumu\"; *gadgada*—embargadas; *vacana*—palavras.", "translation": "**Ele sangrava e transpirava por cada poro de Seu corpo. Sua voz embargou-se. Incapaz de pronunciar o verso corretamente, Ele proferia apenas \"jaja gaga pari mumu\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/74/", "verse_text": "eka eka danta yena pṛthak pṛthak naḍe\n\naiche naḍe danta,--yena bhūme khasi' paḍe", "devanagari": "> এক এক দন্ত যেন পৃথক্ পৃথক্ নড়ে ।\n> ঐছে নড়ে দন্ত, — যেন ভূমে খসি’ পড়ে ॥৭৪॥", "synonyms": "*eka eka*—cada um; *danta*—dente; *yena*—como se; *pṛthak pṛthak*—separadamente; *naḍe*—treme; *aiche*—dessa forma; *naḍe*—tremem; *danta*—os dentes; *yena*—como se; *bhūme*—no chão; *khasi'*—soltando-se; *paḍe*—caem.", "translation": "**Todos os Seus dentes tremiam, como se cada um estivesse separado dos demais. De fato, pareciam prestes a cair no chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/75/", "verse_text": "kṣaṇe kṣaṇe bāḍe prabhura ānanda-āveśa\n\ntṛtīya prahara ha-ila, nṛtya nahe śeṣa", "devanagari": "> ক্ষণে ক্ষণে বাড়ে প্রভুর আনন্দ-আবেশ ।\n> তৃতীয় প্রহর হইল, নৃত্য নহে শেষ ॥৭৫॥", "synonyms": "*kṣaṇe kṣaṇe*—a cada momento; *bāḍe*—aumenta; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānanda-āveśa*—bem-aventurança transcendental; *tṛtīya prahara*—meio da tarde; *ha-ila*—chegou; *nṛtya*—a dança; *nahe śeṣa*—não terminava.", "translation": "**Sua bem-aventurança transcendental aumentava a cada momento. Por isso, mesmo no meio da tarde, a dança ainda não terminara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/76/", "verse_text": "saba lokera uthalila ānanda-sāgara\n\nsaba loka pāsarila deha-ātma-ghara", "devanagari": "> সব লোকের উথলিল আনন্দ-সাগর ।\n> সব লোক পাসরিল দেহ-আত্ম-ঘর ॥৭৬॥", "synonyms": "*saba lokera*—de cada pessoa; *uthalila*—transbordou; *ānanda-sāgara*—o oceano de bem-aventurança transcendental; *saba loka*—cada pessoa; *pāsarila*—esqueceu; *deha*—corpo; *ātma*—mente; *ghara*—lar.", "translation": "**O oceano de bem-aventurança transcendental transbordou, e todos os presentes esqueceram o corpo, a mente e o lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/77/", "verse_text": "tabe nityānanda prabhu sṛjilā upāya\n\nkrame-krame kīrtanīyā rākhila sabāya", "devanagari": "> তবে নিত্যানন্দ প্রভু সৃজিলা উপায় ।\n> ক্রমে-ক্রমে কীর্তনীয়া রাখিল সবায় ॥৭৭॥", "synonyms": "*tabe*—naquele momento; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *prabhu*—o Senhor; *sṛjilā upāya*—arquitetou um meio; *krame-krame*—pouco a pouco; *kīrtanīyā*—os cantores; *rākhila*—fez parar; *sabāya*—a todos.", "translation": "**Então, o Senhor Nityānanda encontrou um meio de encerrar o kīrtana. Gradualmente, fez com que todos os cantores parassem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/78/", "verse_text": "svarūpera saṅge mātra eka sampradāya\n\nsvarūpera saṅge seha manda-svara gāya", "devanagari": "> স্বরূপের সঙ্গে মাত্র এক সম্প্রদায় ।\n> স্বরূপের সঙ্গে সেহ মন্দস্বর গায় ॥৭৮॥", "synonyms": "*svarūpera saṅge*—com Svarūpa Dāmodara; *mātra*—apenas; *eka*—um; *sampradāya*—grupo; *svarūpera saṅge*—com Svarūpa Dāmodara; *seha*—eles; *manda-svara*—muito suavemente; *gāya*—cantavam.", "translation": "**Assim, apenas um grupo continuou cantando com Svarūpa Dāmodara, e cantavam muito suavemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/79/", "verse_text": "kolāhala nāhi, prabhura kichu bāhya haila\n\ntabe nityānanda sabāra śrama jānāila", "devanagari": "> কোলাহল নাহি, প্রভুর কিছু বাহ্য হৈল ।\n> তবে নিত্যানন্দ সবার শ্রম জানাইল ॥৭৯॥", "synonyms": "*kolāhala*—som tumultuoso; *nāhi*—não havia; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—alguma; *bāhya*—consciência externa; *haila*—houve; *tabe*—naquele momento; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *sabāra*—de todos eles; *śrama*—o cansaço; *jānāila*—informou.", "translation": "**Quando já não havia som tumultuoso, Śrī Caitanya Mahāprabhu recobrou a consciência. Então, Nityānanda Prabhu informou-O do cansaço dos cantores e dançarinos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/80/", "verse_text": "bhakta-śrama jāni' kailā kīrtana samāpana\n\nsabā lañā āsi' kailā samudre snapana", "devanagari": "> ভক্তশ্রম জানি’ কৈলা কীর্তন সমাপন ।\n> সবা লঞা আসি’ কৈলা সমুদ্রে স্নপন ॥৮০॥", "synonyms": "*bhakta-śrama*—o cansaço dos devotos; *jāni'*—compreendendo; *kailā*—realizou; *kīrtana samāpana*—o encerramento do canto; *sabā lañā āsi'*—acompanhado por todos eles; *kailā*—fez; *samudre*—no mar; *snapana*—banho.", "translation": "**Compreendendo o cansaço dos devotos, Śrī Caitanya Mahāprabhu encerrou o canto congregacional. Em seguida, banhou-Se no mar, acompanhado por todos eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/81/", "verse_text": "saba lañā prabhu kailā prasāda bhojana\n\nsabāre vidāya dilā karite śayana", "devanagari": "> সব লঞা প্রভু কৈলা প্রসাদ ভোজন ।\n> সবারে বিদায় দিলা করিতে শয়ন ॥৮১॥", "synonyms": "*saba lañā*—com todos eles; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—realizou; *prasāda bhojana*—tomou prasāda; *sabāre*—a todos; *vidāya dilā*—despediu-se; *karite śayana*—para descansarem.", "translation": "**Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou prasāda com todos eles e, em seguida, pediu-lhes que regressassem a seus aposentos e descansassem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/82/", "verse_text": "gambhīrāra dvāre karena āpane śayana\n\ngovinda āsiyā kare pāda-samvāhana", "devanagari": "> গম্ভীরার দ্বারে করেন আপনে শয়ন ।\n> গোবিন্দ আসিয়া করে পাদ-সম্বাহন ॥৮২॥", "synonyms": "*gambhīrāra dvāre*—à porta da Gambhīrā, o pequeno quarto dentro do quarto; *karena*—faz; *āpane*—pessoalmente; *śayana*—deitando-se; *govinda*—Seu servo pessoal Govinda; *āsiyā*—vindo; *kare*—realiza; *pāda-samvāhana*—massageando as pernas.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu deitou-se à porta da Gambhīrā, e Govinda foi até lá para massagear-Lhe as pernas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/83-84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/83-84/", "verse_text": "sarva-kāla āche ei sudṛḍha 'niyama'\n\n'prabhu yadi prasāda pāñā karena śayana\n\ngovinda āsiyā kare pāda-samvāhana\n\ntabe yāi' prabhura 'śeṣa' karena bhojana'", "devanagari": "> সর্বকাল আছে এই সুদৃঢ় ‘নিয়ম’ ।\n> ‘প্রভু যদি প্রসাদ পাঞা করেন শয়ন ॥৮৩॥\n> গোবিন্দ আসিয়া করে পাদসম্বাহন ।\n> তবে যাই’ প্রভুর ‘শেষ’ করেন ভোজন ।।” ৮৪ ॥৮৪॥", "synonyms": "*sarva-kāla*—o tempo todo; *āche*—há; *ei*—esta; *su-dṛḍha*—rígida; *niyama*—regra; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *prasāda pāñā*—após tomar Suas refeições; *karena śayana*—deita-se; *govinda*—Govinda; *āsiyā*—vindo; *kare*—realiza; *pāda-samvāhana*—massageando as pernas; *tabe*—depois disso; *yāi'*—indo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa*—os restos de alimento; *karena bhojana*—come.", "translation": "**Era uma regra firme e antiga que Śrī Caitanya Mahāprabhu se deitasse para descansar após o almoço e que Govinda viesse massagear-Lhe as pernas. Depois, Govinda honraria os restos de alimento deixados por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/85/", "verse_text": "saba dvāra yuḍi' prabhu kariyāchena śayana\n\nbhitare yāite nāre, govinda kare nivedana", "devanagari": "> সব দ্বার যুড়ি’ প্রভু করিয়াছেন শয়ন  ।\n> ভিতরে যাইতে নারে, গোবিন্দ করে নিবেদন ॥৮৫॥", "synonyms": "*saba dvāra*—toda a porta; *yuḍi'*—ocupando o espaço de; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyāchena śayana*—estava deitado; *bhitare*—dentro; *yāite nāre*—não podia entrar; *govinda*—Govinda; *kare nivedana*—fez um pedido.", "translation": "**Dessa vez, ao deitar-se, o Senhor ocupou toda a entrada. Govinda não conseguia entrar no quarto e, por isso, fez o seguinte pedido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/86/", "verse_text": "'eka-pāśa hao, more deha' bhitara yāite'\n\nprabhu kahe,--'śakti nāhi aṅga cālāite'", "devanagari": "> ‘একপাশ হও, মোরে দেহ’ ভিতর যাইতে’  ।\n> প্রভু কহে, — ‘শক্তি নাহি অঙ্গ চালাইতে’ ॥৮৬॥", "synonyms": "*eka-pāśa hao*—por favor, vira-te para um lado; *more*—a mim; *deha'*—permite; *bhitara*—dentro; *yāite*—entrar; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *śakti*—força; *nāhi*—não há; *aṅga cālāite*—para mover Meu corpo.", "translation": "**\"Por favor, vira-Te para um lado. Deixa-me passar para entrar no quarto.\" O Senhor, porém, respondeu: \"Não tenho força para mover Meu corpo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/87/", "verse_text": "bāra bāra govinda kahe eka-dik ha-ite\n\nprabhu kahe,--'aṅga āmi nāri cālāite'", "devanagari": "> বার বার গোবিন্দ কহে একদিক্ হইতে ।\n> প্রভু কহে, — ‘অঙ্গ আমি নারি চালাইতে ।।’ ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*bāra bāra*—repetidamente; *govinda*—Govinda; *kahe*—pede; *eka-dik ha-ite*—que se vire para um lado; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *aṅga*—Meu corpo; *āmi*—Eu; *nāri cālāite*—não posso mover.", "translation": "**Govinda fez seu pedido repetidas vezes, mas o Senhor respondeu: \"Não posso mover Meu corpo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/88/", "verse_text": "govinda kahe,--'karite cāhi pāda-samvāhana'\n\nprabhu kahe,--'kara vā nā kara, yei laya tomāra mana'", "devanagari": "> গোবিন্দ কহে, — ‘করিতে চাহি পাদ-সম্বাহন’ ।\n> প্রভু কহে, — ‘কর বা না কর, যেই লয় তোমার মন’ ॥৮৮॥", "synonyms": "*govinda kahe*—Govinda disse; *karite*—realizar; *cāhi*—desejo; *pāda-samvāhana*—massagear Tuas pernas; *prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *kara*—faze; *vā*—ou; *nā kara*—não o faças; *yei*—o que quer que; *laya tomāra mana*—decidas.", "translation": "**Govinda pediu repetidamente: \"Desejo massagear Tuas pernas\", mas o Senhor disse: \"Faze-o ou não o faças. Depende da tua vontade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/89/", "verse_text": "tabe govinda bahirvāsa tāṅra upare diyā\n\nbhitara-ghare gelā mahāprabhure laṅghiyā", "devanagari": "> তবে গোবিন্দ বহির্বাস তাঁর উপরে দিয়া ।\n> ভিতর-ঘরে গেলা মহাপ্রভুরে লঙ্ঘিয়া ॥৮৯॥", "synonyms": "*tabe*—então; *govinda*—Govinda; *bahirvāsa*—manto exterior; *tāṅra upare*—sobre Ele; *diyā*—estendendo; *bhitara-ghare*—no quarto; *gelā*—entrou; *mahāprabhure laṅghiyā*—passando por cima de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Então, Govinda estendeu o manto do Senhor sobre o corpo Dele e, dessa maneira, entrou no quarto passando por cima Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/90/", "verse_text": "pāda-samvāhana kaila, kaṭi-pṛṣṭha cāpila\n\nmadhūra-mardane prabhura pariśrama gela", "devanagari": "> পাদ-সম্বাহন কৈল, কটি-পৃষ্ঠ চাপিল ।\n> মধুর-মর্দনে প্রভুর পরিশ্রম গেল ॥৯০॥", "synonyms": "*pāda-samvāhana*—massagem das pernas; *kaila*—ele realizou; *kaṭi*—cintura; *pṛṣṭha*—costas; *cāpila*—pressionou; *madhūra-mardane*—com suave pressão; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pariśrama*—fadiga; *gela*—desapareceu.", "translation": "**Govinda massageou as pernas do Senhor, como de costume. Pressionou-Lhe a cintura e as costas muito suavemente e, assim, toda a fadiga do Senhor desapareceu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/91/", "verse_text": "sukhe nidrā haila prabhura, govinda cāpe aṅga\n\ndaṇḍa-dui ba-i prabhura hailā nidrā-bhaṅga", "devanagari": "> সুখে নিদ্রা হৈল প্রভুর, গোবিন্দ চাপে অঙ্গ ।\n> দণ্ড-দুই বই প্রভুর হৈলা নিদ্রা-ভঙ্গ ॥৯১॥", "synonyms": "*sukhe*—muito bem; *nidrā haila prabhura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu dormiu; *govinda*—Govinda; *cāpe aṅga*—pressionava o corpo; *daṇḍa-dui ba-i*—após cerca de quarenta e cinco minutos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā*—houve; *nidrā-bhaṅga*—o despertar do sono.", "translation": "**Enquanto Govinda Lhe massageava o corpo, o Senhor dormiu muito bem por cerca de quarenta e cinco minutos, e então despertou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/92/", "verse_text": "govinde dekhiyā prabhu bale kruddha hañā\n\n'āji kene eta-kṣaṇa āchis vasiyā?", "devanagari": "> গোবিন্দে দেখিয়া প্রভু বলে ক্রুদ্ধ হঞা  ।\n> ‘আজি কেনে এতক্ষণ আছিস্ বসিয়া ? ৯২ ।। মোর নিদ্রা হৈলে কেনে না গেলা প্রসাদ খাইতে ?’ গোবিন্দ কহে — ‘দ্বারে শুইলা, যাইতে নাহি পথে ।।’ ৯৩ ॥৯২॥", "synonyms": "*govinde dekhiyā*—vendo Govinda; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bale*—disse; *kruddha hañā*—de modo irado; *āji*—hoje; *kene*—por que; *eta-kṣaṇa*—por tanto tempo; *āchis*—tens estado; *vasiyā*—sentado.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu Govinda sentado a Seu lado, ficou um tanto irado. \"Por que tens permanecido sentado aqui por tanto tempo hoje?\", perguntou o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/93/", "verse_text": "mora nidrā haile kene nā gelā prasāda khāite?'\n\ngovinda kahe--'dvāre śuilā, yāite nāhi pathe'", "devanagari": "", "synonyms": "*mora nidrā haile*—quando adormeci; *kene*—por que; *nā gelā*—não foste; *prasāda khāite*—tomar tua refeição; *govinda kahe*—Govinda disse; *dvāre*—a porta; *śuilā*—estavas bloqueando; *yāite*—passar; *nāhi pathe*—não havia passagem.", "translation": "**\"Por que não foste tomar tua refeição depois que adormeci?\", perguntou o Senhor. Govinda respondeu: \"Estavas deitado, bloqueando a porta, e não havia como passar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/94/", "verse_text": "prabhu kahe,--'bhitare tabe āilā kemane?\n\ntaiche kene prasāda laite nā kailā gamane?'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘ভিতরে তবে আইলা কেমনে ?\n> তৈছে কেনে প্রসাদ লৈতে না কৈলা গমনে ?’ ॥ ৯৪ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *bhitare*—dentro; *tabe*—então; *āilā*—entraste; *kemane*—como; *taiche*—da mesma maneira; *kene*—por que; *prasāda laite*—para tomar prasāda; *nā kailā gamane*—não foste.", "translation": "**O Senhor perguntou: \"Como entraste no quarto? Por que não saíste para tomar teu almoço da mesma maneira?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/95/", "verse_text": "govinda kahe mane--\"āmāra 'sevā' se 'niyama'\n\naparādha ha-uka, kibā narake gamana", "devanagari": "> গোবিন্দ কহে মনে — “আমার ‘সেবা’ সে ‘নিয়ম’  ।\n> অপরাধ হউক, কিবা নরকে গমন ॥৯৫॥", "synonyms": "*govinda kahe*—Govinda disse; *mane*—em sua mente; *āmāra sevā*—meu serviço; *se niyama*—essa é a regra; *aparādha ha-uka*—que haja ofensas; *kibā*—ou; *narake*—ao inferno; *gamana*—ir.", "translation": "**Govinda respondeu mentalmente: \"Meu dever é servir, ainda que eu tenha de cometer ofensas ou de ir para o inferno.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/96/", "verse_text": "'sevā' lāgi' koṭi 'aparādha' nāhi gaṇi\n\nsva-nimitta 'aparādhābhāse' bhaya māni\"", "devanagari": "> ‘সেবা’ লাগি’ কোটি ‘অপরাধ’ নাহি গণি  ।\n> স্ব-নিমিত্ত ‘অপরাধাভাসে’ ভয় মানি ।।” ৯৬ ॥৯৬॥", "synonyms": "*sevā lāgi'*—em prol do serviço; *koṭi aparādha*—dez milhões de ofensas; *nāhi gaṇi*—não me importo com; *sva-nimitta*—por meu próprio interesse; *aparādha-ābhāse*—por um vislumbre de ofensa; *bhaya māni*—tenho medo.", "translation": "**\"Eu não me importaria de cometer centenas e milhares de ofensas em prol do serviço ao Senhor, mas tenho grande temor de cometer sequer um vislumbre de ofensa por meu próprio interesse.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/97/", "verse_text": "eta saba mane kari' govinda rahilā\n\nprabhu ye puchilā, tāra uttara nā dilā", "devanagari": "> এত সব মনে করি’ গোবিন্দ রহিলা ।\n> প্রভু যে পুছিলা, তার উত্তর না দিলা ॥৯৭॥", "synonyms": "*eta saba*—tudo isso; *mane kari'*—pensando; *govinda rahilā*—Govinda permaneceu em silêncio; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ye*—o que; *puchilā*—perguntou; *tāra*—disso; *uttara*—resposta; *nā dilā*—não deu.", "translation": "**Pensando dessa maneira, Govinda permaneceu em silêncio. Ele não respondeu à pergunta do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/98/", "verse_text": "pratyaha prabhura nidrāya yāna prasāda la-ite\n\nse divasera śrama dekhi' lāgilā cāpite", "devanagari": "> প্রত্যহ প্রভুর নিদ্রায় যান প্রসাদ লইতে ।\n> সে দিবসের শ্রম দেখি’ লাগিলা চাপিতে ॥৯৮॥", "synonyms": "*prati-aha*—diariamente; *prabhura nidrāya*—quando o Senhor estava dormindo; *yāna*—ele vai; *prasāda la-ite*—tomar seu almoço; *se divasera*—daquele dia; *śrama*—o cansaço; *dekhi'*—vendo; *lāgilā cāpite*—começou a massagear.", "translation": "**Era costume de Govinda ir almoçar quando o Senhor estava dormindo. Naquele dia, contudo, vendo o cansaço do Senhor, Govinda continuou a massagear-Lhe o corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/99/", "verse_text": "yāiteha patha nāhi, yāibe kemane?\n\nmahā-aparādha haya prabhura laṅghane", "devanagari": "> যাইতেহ পথ নাহি, যাইবে কেমনে ?\n> মহা-অপরাধ হয় প্রভুর লঙ্ঘনে ॥৯৯॥", "synonyms": "*yāiteha*—para ir; *patha nāhi*—não havia passagem; *yāibe kemane*—como iria ele embora; *mahā-aparādha*—uma grande ofensa; *haya*—haveria; *prabhura laṅghane*—passar por cima do corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Não havia por onde passar. Como poderia ele partir? Ao pensar em passar por cima do corpo do Senhor, considerou isso uma grande ofensa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/100/", "verse_text": "ei saba haya bhakti-śāstra-sūkṣma marma\n\ncaitanyera kṛpāya jāne ei saba dharma", "devanagari": "> এই সব হয় ভক্তিশাস্ত্র-সূক্ষ্ম মর্ম ।\n> চৈতন্যের কৃপায় জানে এই সব ধর্ম ॥১০০॥", "synonyms": "*ei saba*—todos estes; *haya*—são; *bhakti-śāstra*—do sistema do serviço devocional; *sūkṣma marma*—princípios mais sutis; *caitanyera kṛpāya*—pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jāne*—pode-se compreender; *ei saba*—todos estes; *dharma*—princípios do serviço devocional.", "translation": "**Estes são alguns dos pontos mais sutis da etiqueta no serviço devocional. Apenas quem recebeu a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu pode compreender esses princípios.**", "purport": "Os karmīs, trabalhadores fruitivos, não conseguem compreender as conclusões mais sutis do serviço devocional, porque aceitam apenas seu valor ritualístico, mas não entendem como o serviço devocional satisfaz a Suprema Personalidade de Deus. Os karmīs encaram as formalidades como um meio de avançar em religião, desenvolvimento econômico, satisfação dos sentidos e liberação. Embora esses sejam apenas resultados materiais de se seguir princípios religiosos, os karmīs os consideram tudo. Tais atividades ritualísticas chamam-se karma. Os karmīs que adotam o serviço devocional de maneira muito frouxa e que, por isso, permanecem na plataforma das atividades materiais são chamados de prākṛta-sahajiyās. Eles não conseguem compreender como o serviço devocional puro é prestado em amor paternal e conjugal, pois isso só pode ser compreendido pela misericórdia especial concedida por Śrī Caitanya Mahāprabhu aos devotos puros."}
{"ref": "cc/antya/10/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/101/", "verse_text": "bhakta-guṇa prakāśite prabhu baḍa raṅgī\n\nei saba prakāśite kailā eta bhaṅgī", "devanagari": "> ভক্ত-গুণ প্রকাশিতে প্রভু বড় রঙ্গী ।\n> এই সব প্রকাশিতে কৈলা এত ভঙ্গী ॥১০১॥", "synonyms": "*bhakta-guṇa*—os atributos do devoto; *prakāśite*—manifestar; *prabhu*—o Senhor; *baḍa raṅgī*—muito interessado; *ei saba*—todos estes; *prakāśite*—manifestar; *kailā*—Ele realizou; *eta*—tal; *bhaṅgī*—incidente.", "translation": "**O Senhor está muito interessado em manifestar as qualidades sublimes de Seus devotos, e foi por isso que Ele arquitetou esse incidente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/102/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiluṅ ei pari-muṇḍā-nṛtya\n\nadyāpiha gāya yāhā caitanyera bhṛtya", "devanagari": "> সঙ্ক্ষেপে কহিলুঁ এই পরিমুণ্ডা-নৃত্য ।\n> অদ্যাপিহ গায় যাহা চৈতন্যের ভৃত্য ॥১০২॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—em resumo; *kahiluṅ*—descrevi; *ei*—esta; *pari-muṇḍā-nṛtya*—a dança no salão de dança do templo de Jagannātha; *adyāpiha*—até hoje; *gāya*—cantam a respeito; *yāhā*—a qual; *caitanyera bhṛtya*—os servos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi brevemente a dança de Śrī Caitanya Mahāprabhu no salão do templo de Jagannātha. Os servos de Śrī Caitanya Mahāprabhu cantam a respeito dessa dança ainda hoje.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/103/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu lañā nija-gaṇa\n\nguṇḍicā-gṛhera kailā kṣālana, mārjana", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু লঞা নিজগণ ।\n> গুণ্ডিচা-গৃহের কৈলা ক্ষালন, মার্জন ॥১০৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā nija-gaṇa*—acompanhado de Seus associados pessoais; *guṇḍicā-gṛhera*—do templo de Guṇḍicā; *kailā*—realizou; *kṣālana*—a lavagem; *mārjana*—a limpeza.", "translation": "**Acompanhado de Seus associados pessoais, Śrī Caitanya Mahāprabhu lavou e varreu o templo de Guṇḍicā, limpando-o como de costume.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/104/", "verse_text": "pūrvavat kailā prabhu kīrtana, nartana\n\npūrvavat ṭoṭāya kailā vanya-bhojana", "devanagari": "> পূর্ববৎ কৈলা প্রভু কীর্তন, নর্তন ।\n> পূর্ববৎ টোটায় কৈলা বন্য-ভোজন ॥১০৪॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *kailā*—realizou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kīrtana*—o cantar; *nartana*—a dança; *pūrva-vat*—como anteriormente; *ṭoṭāya*—no jardim; *kailā*—realizou; *vanya-bhojana*—um piquenique.", "translation": "**O Senhor dançou e cantou e, em seguida, desfrutou de um piquenique no jardim, como fizera antes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/105/", "verse_text": "pūrvavat ratha-āge karilā nartana\n\nherā-pañcamī-yātrā kailā daraśana", "devanagari": "> পূর্ববৎ রথ-আগে করিলা নর্তন ।\n> হেরাপঞ্চমী-যাত্রা কৈলা দরশন ॥১০৫॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *ratha-āge*—diante da quadriga; *karilā nartana*—realizou a dança; *herā-pañcamī-yātrā*—o festival de Herā-pañcamī; *kailā daraśana*—Ele assistiu.", "translation": "**Como anteriormente, Ele dançou diante da quadriga de Jagannātha e assistiu ao festival de Herā-pañcamī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/106/", "verse_text": "cāri-māsa varṣāya rahilā saba bhakta-gaṇa\n\njanmāṣṭamī ādi yātrā kailā daraśana", "devanagari": "> চারিমাস বর্ষায় রহিলা সব ভক্তগণ ।\n> জন্মাষ্টমী আদি যাত্রা কৈলা দরশন ॥১০৬॥", "synonyms": "*cāri-māsa*—durante quatro meses; *varṣāya*—da estação das chuvas; *rahilā*—permaneceram; *saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *janmāṣṭamī ādi yātrā*—festivais como a cerimônia do nascimento do Senhor Kṛṣṇa; *kailā daraśana*—assistiram.", "translation": "**Todos os devotos de Bengala permaneceram em Jagannātha Purī durante os quatro meses da estação das chuvas e assistiram a muitas outras cerimônias, tais como o aniversário do nascimento do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/107/", "verse_text": "pūrve yadi gauḍa ha-ite bhakta-gaṇa āila\n\nprabhure kichu khāoyāite sabāra icchā haila", "devanagari": "> পূর্বে যদি গৌড় হইতে ভক্তগণ আইল ।\n> প্রভুরে কিছু খাওয়াইতে সবার ইচ্ছা হৈল ॥১০৭॥", "synonyms": "*pūrve*—antigamente; *yadi*—quando; *gauḍa ha-ite*—de Bengala; *bhakta-gaṇa āila*—os devotos chegaram; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—algo; *khāoyāite*—alimentar; *sabāra icchā haila*—todos desejaram.", "translation": "**Antigamente, quando todos os devotos haviam chegado de Bengala, todos eles desejaram dar algo de comer a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/108/", "verse_text": "keha kona prasāda āni' deya govinda-ṭhāñi\n\n'ihā yena avaśya bhakṣaṇa karena gosāñi'", "devanagari": "> কেহ কোন প্রসাদ আনি’ দেয় গোবিন্দ-ঠাঞি ।\n> ‘ইহা যেন অবশ্য ভক্ষণ করেন গোসাঞি’ ॥১০৮॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *kona prasāda*—alguma variedade de prasāda; *āni'*—trazendo; *deya*—entrega; *govinda-ṭhāñi*—a Govinda; *ihā*—isto; *yena*—que; *avaśya*—certamente; *bhakṣaṇa karena*—come; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Cada devoto trazia certo tipo de prasāda. Confiava-o a Govinda e lhe pedia: \"Por favor, providencia que o Senhor com certeza coma este prasāda.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/109/", "verse_text": "keha paiḍa, keha nāḍu, keha piṭhā-pānā\n\nbahu-mūlya uttama-prasāda-prakāra yāra nānā", "devanagari": "> কেহ পৈড়, কেহ নাড়ু, কেহ পিঠাপানা ।\n> বহুমূল্য উত্তম-প্রসাদ-প্রকার যার নানা ॥১০৯॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *paiḍa*—uma preparação de coco; *keha*—alguém; *nāḍu*—doces em forma de bolinhas; *keha*—alguém; *piṭhā*—bolos; *pānā*—arroz-doce; *bahu-mūlya*—dispendiosos; *uttama-prasāda*—alimento muito saboroso; *prakāra yāra nānā*—de diferentes variedades.", "translation": "**Alguns traziam paiḍa [uma preparação de coco], alguns traziam doces em forma de bolinhas e alguns traziam bolos e arroz-doce. O prasāda era de diferentes variedades, tudo muito dispendioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/110/", "verse_text": "'amuk ei diyāche' govinda kare nivedana\n\n'dhari' rākha' bali' prabhu nā karena bhakṣaṇa", "devanagari": "> ‘অমুক্ এই দিয়াছে’ গোবিন্দ করে নিবেদন ।\n> ‘ধরি’ রাখ’ বলি’ প্রভু না করেন ভক্ষণ ॥১১০॥", "synonyms": "*amuk*—tal e tal devoto; *ei*—isto; *diyāche*—deu; *govinda*—Govinda; *kare nivedana*—informa; *dhari' rākha*—por favor, guarda-os; *bali'*—dizendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā karena bhakṣaṇa*—não come.", "translation": "**Govinda apresentava o prasāda e dizia a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Isto foi dado por tal e tal devoto.\" O Senhor, contudo, não chegava de fato a comê-lo. Limitava-se a dizer: \"Guarda-o no depósito.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/111/", "verse_text": "dharite dharite gharera bharila eka koṇa\n\nśata-janera bhakṣya yata haila sañcayana", "devanagari": "> ধরিতে ধরিতে ঘরের ভরিল এক কোণ ।\n> শত-জনের ভক্ষ্য যত হৈল সঞ্চয়ন ॥১১১॥", "synonyms": "*dharite dharite*—guardando e guardando; *gharera*—do aposento; *bharila*—encheu; *eka koṇa*—um canto; *śata-janera*—de cem pessoas; *bhakṣya*—suficiente para alimentar; *yata*—todo; *haila*—houve; *sañcayana*—acúmulo.", "translation": "**Govinda foi acumulando o alimento, e logo este encheu um canto do aposento. Havia o suficiente para alimentar pelo menos cem pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/112/", "verse_text": "govindere sabe puche kariyā yatana\n\n'āmā-datta prasāda prabhure ki karāilā bhakṣaṇa?", "devanagari": "> গোবিন্দেরে সবে পুছে করিয়া যতন ।\n> ‘আমা-দত্ত প্রসাদ প্রভুরে কি করাইলা ভক্ষণ ?’ ॥ ১১২ ॥", "synonyms": "*govindere*—a Govinda; *sabe*—todos os devotos; *puche*—perguntaram; *kariyā yatana*—com grande avidez; *āmā-datta prasāda*—o prasāda dado por mim; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ki karāilā bhakṣaṇa*—deste para comer.", "translation": "**Todos os devotos perguntavam a Govinda com grande avidez: \"Deste a Śrī Caitanya Mahāprabhu o prasāda trazido por mim?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/113/", "verse_text": "kāhāṅ kichu kahi' govinda kare vañcana\n\nāra dina prabhure kahe nirveda-vacana", "devanagari": "> কাহাঁ কিছু কহি’ গোবিন্দ করে বঞ্চন  ।\n> আর দিন প্রভুরে কহে নির্বেদ-বচন ॥১১৩॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—a alguém; *kichu*—algo; *kahi'*—dizendo; *govinda*—Govinda; *kare vañcana*—disse mentiras; *āra dina*—certo dia; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—disse; *nirveda-vacana*—uma declaração de desapontamento.", "translation": "**Quando os devotos questionavam Govinda, ele tinha de lhes contar mentiras. Por isso, certo dia, ele falou ao Senhor com desapontamento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/114/", "verse_text": "\"ācāryādi mahāśaya kariyā yatane\n\ntomāre khāoyāite vastu dena mora sthāne", "devanagari": "> “আচার্যাদি মহাশয় করিয়া যতনে  ।\n> তোমারে খাওয়াইতে বস্তু দেন মোর স্থানে ॥১১৪॥", "synonyms": "*ācārya-ādi*—encabeçados por Advaita Ācārya; *mahāśaya*—respeitáveis cavalheiros; *kariyā yatane*—com grande esforço; *tomāre khāoyāite*—para alimentar a Ti; *vastu dena*—entregam variedades de alimento; *mora sthāne*—a mim.", "translation": "**\"Muitos devotos respeitáveis, encabeçados por Advaita Ācārya, fazem grande esforço para me confiar variedades de alimento destinadas a Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/115/", "verse_text": "tumi se nā khāo, tāṅrā puche bāra bāra\n\nkata vañcanā karimu, kemane āmāra nistāra?\"", "devanagari": "> তুমি সে না খাও, তাঁরা পুছে বার বার  ।\n> কত বঞ্চনা করিমু, কেমনে আমার নিস্তার ?” ১১৫ ॥১১৫॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *se*—isso; *nā khāo*—não comes; *tāṅrā*—eles; *puche*—perguntam; *bāra bāra*—repetidas vezes; *kata vañcanā karimu*—por quanto tempo hei de enganá-los; *kemane*—como; *āmāra*—minha; *nistāra*—liberação.", "translation": "**\"Tu não o comes, mas eles me perguntam repetidas vezes. Por quanto tempo continuarei a enganá-los? Como me verei livre dessa responsabilidade?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/116/", "verse_text": "prabhu kahe,--'ādi-vasyā' duḥkha kāṅhe māne?\n\nkebā ki diyāche, tāhā ānaha ekhāne'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘আদিবস্যা’ দুঃখ কাঁহে মানে ?\n> কেবা কি দিয়াছে, তাহা আনহ এখানে ॥১১৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor respondeu; *ādi-vasyā*—tu que residiste comigo por muitíssimo tempo; *duḥkha kāṅhe māne*—por que ficas infeliz com isso; *kebā ki diyāche*—tudo o que te entregaram; *tāhā*—tudo isso; *ānaha ekhāne*—traze para cá.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Por que estás tão tolamente infeliz? Traze para cá, para Mim, tudo o que te deram.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura explica que a palavra ādi-vasyā se refere àquele que vive com outrem há muitíssimo tempo. Govinda foi tratado por ādi-vasyā porque vivia com Śrī Caitanya Mahāprabhu havia muitíssimo tempo, ao passo que outros devotos, em sua maioria recém-chegados, iam e vinham. Com efeito, o Senhor disse a Govinda: \"Já que vives comigo há muito tempo, não deves ficar tolamente desapontado com esta situação. Traze todo o alimento a Mim, e verás que posso comê-lo.\""}
{"ref": "cc/antya/10/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/117/", "verse_text": "eta bali' mahāprabhu vasilā bhojane\n\nnāma dhari' dhari' govinda kare nivedane", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্রভু বসিলা ভোজনে ।\n> নাম ধরি’ ধরি’ গোবিন্দ করে নিবেদনে ॥১১৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasilā bhojane*—sentou-se para comer; *nāma*—o nome; *dhari' dhari'*—pronunciando; *govinda*—Govinda; *kare nivedane*—oferece.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se para comer. Então Govinda Lhe ofereceu os preparados um após outro e, ao fazê-lo, pronunciava o nome da pessoa que havia dado cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/118/", "verse_text": "\"ācāryera ei paiḍa, pānā-sara-pūpī\n\nei amṛta-guṭikā, maṇḍā, karpūra-kūpī", "devanagari": "> “আচার্যের এই পৈড়, পানা-সর-পূপী ।\n> এই অমৃত-গুটিকা, মণ্ডা, কর্পূর-কূপী ॥১১৮॥", "synonyms": "*ācāryera*—de Advaita Ācārya; *ei*—estes; *paiḍa*—preparado de coco; *pānā*—arroz-doce; *sara-pūpī*—bolos feitos com nata; *ei*—estes; *amṛta-guṭikā*—doces em forma de bolinhas; *maṇḍā*—um tipo de doce redondo; *karpūra-kūpī*—um pote de cânfora.", "translation": "**\"Estes preparados — paiḍa, arroz-doce, bolos feitos com nata, e também amṛta-guṭikā, maṇḍā e um pote de cânfora — foram dados por Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/119/", "verse_text": "śrīvāsa-paṇḍitera ei aneka prakāra\n\npiṭhā, pānā, amṛta-maṇḍā padma-cini āra", "devanagari": "> শ্রীবাস-পণ্ডিতের এই অনেক প্রকার ।\n> পিঠা, পানা, অমৃতমণ্ডা, পদ্ম-চিনি আর ॥১১৯॥", "synonyms": "*śrīvāsa-paṇḍitera*—de Śrīvāsa Paṇḍita; *ei*—estes; *aneka prakāra*—muitas variedades; *piṭhā*—bolos; *pānā*—nata; *amṛta-maṇḍā*—outro tipo de bolinha doce; *padma-cini*—padma-cini; *āra*—e.", "translation": "**\"A seguir, há variedades de alimento — bolos, nata, amṛta-maṇḍā e padma-cini — dados por Śrīvāsa Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/120/", "verse_text": "ācāryaratnera ei saba upahāra\n\nācāryanidhira ei, aneka prakāra", "devanagari": "> আচার্যরত্নের এই সব উপহার ।\n> আচার্যনিধির এই, অনেক প্রকার ॥১২০॥", "synonyms": "*ācāryaratnera*—de Candraśekhara; *ei*—estes; *saba*—todos; *upahāra*—presentes; *ācāryanidhira*—de Ācāryanidhi; *ei*—estes; *aneka prakāra*—de diferentes variedades.", "translation": "**\"Todos estes são presentes de Ācāryaratna, e estas variedades de presentes são de Ācāryanidhi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/121/", "verse_text": "vāsudeva-dattera ei murāri-guptera āra\n\nbuddhimanta-khāṅnera ei vividha prakāra", "devanagari": "> বাসুদেব-দত্তের এই মুরারি-গুপ্তের আর ।\n> বুদ্ধিমন্ত-খাঁনের এই বিবিধ প্রকার ॥১২১॥", "synonyms": "*vāsudeva-dattera*—de Vāsudeva Datta; *ei*—estes; *murāri-guptera*—de Murāri Gupta; *āra*—e; *buddhimanta-khāṅnera*—de Buddhimanta Khān; *ei*—estes; *vividha prakāra*—de diferentes variedades.", "translation": "**\"E todas estas variedades de alimento foram dadas por Vāsudeva Datta, Murāri Gupta e Buddhimanta Khān.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/122/", "verse_text": "śrīmān-sena, śrīmān-paṇḍita, ācārya-nandana\n\ntāṅ-sabāra datta ei karaha bhojana", "devanagari": "> শ্রীমান্-সেন, শ্রীমান্-পণ্ডিত, আচার্যনন্দন ।\n> তাঁ-সবার দত্ত এই করহ ভোজন ॥১২২॥", "synonyms": "*śrīmān-sena*—Śivānanda Sena; *śrīmān-paṇḍita*—Śrīmān Paṇḍita; *ācārya-nandana*—Ācārya Nandana; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *datta*—dados; *ei*—estes; *karaha bhojana*—por favor, come.", "translation": "**\"Estes são presentes dados por Śrīmān Sena, Śrīmān Paṇḍita e Ācārya Nandana. Por favor, come-os todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/123/", "verse_text": "kulīna-grāmera ei āge dekha yata\n\nkhaṇḍa-vāsī lokera ei dekha tata\"", "devanagari": "> কুলীনগ্রামের এই আগে দেখ যত ।\n> খণ্ডবাসী লোকের এই দেখ তত ।।” ॥ ১২৩ ॥", "synonyms": "*kulīna-grāmera*—dos residentes de Kulīna-grāma; *ei*—estes; *āge*—diante; *dekha*—vê; *yata*—todos; *khaṇḍa-vāsī lokera*—dos residentes de Khaṇḍa; *ei*—estes; *dekha*—vê; *tata*—tantos.", "translation": "**\"Aqui estão os preparados feitos pelos habitantes de Kulīna-grāma, e estes foram feitos pelos habitantes de Khaṇḍa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/124/", "verse_text": "aiche sabāra nāma lañā prabhura āge dhare\n\nsantuṣṭa hañā prabhu saba bhojana kare", "devanagari": "> ঐছে সবার নাম লঞা প্রভুর আগে ধরে ।\n> সন্তুষ্ট হঞা প্রভু সব ভোজন করে ॥১২৪॥", "synonyms": "*aiche*—dessa maneira; *sabāra nāma*—o nome de cada um; *lañā*—pronunciando; *prabhura āge*—diante do Senhor; *dhare*—ele coloca; *santuṣṭa hañā*—estando muito satisfeito; *prabhu*—o Senhor; *saba*—tudo; *bhojana kare*—começou a comer.", "translation": "**Dessa maneira, Govinda pronunciava o nome de cada um à medida que colocava o alimento diante do Senhor. Muito satisfeito, o Senhor começou a comer tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/125-126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/125-126/", "verse_text": "yadyapi māsekera vāsi mukuta nārikela\n\namṛta-guṭikādi, pānādi sakala\n\ntathāpi nūtana-prāya saba dravyera svāda\n\n'vāsi' visvāda nahe sei prabhura prasāda", "devanagari": "> যদ্যপি মাসেকের বাসি মুকুতা নারিকেল ।\n> অমৃত-গুটিকাদি, পানাদি সকল ॥১২৫॥\n> তথাপি নূতনপ্রায় সব দ্রব্যের স্বাদ ।\n> ‘বাসি’ বিস্বাদ নহে সেই প্রভুর প্রসাদ ॥১২৬॥", "synonyms": "*yadyapi*—embora; *māsekera*—de um mês; *vāsi*—guardado; *mukuta nārikela*—um preparado de coco muito duro; *amṛta-guṭikā*—bolinhas doces amṛta-guṭikā; *ādi*—etc.; *pānā*—bebidas doces; *ādi*—e assim por diante; *sakala*—todos; *tathāpi*—ainda; *nūtana-prāya*—como se frescos; *saba dravyera*—de cada preparado; *svāda*—o sabor; *vāsi*—velho; *visvāda*—insípido; *nahe*—não estavam; *sei*—essa; *prabhura prasāda*—a misericórdia do Senhor.", "translation": "**Os doces duros feitos de coco, o mukuta nārikela, as bolinhas doces, as muitas espécies de bebidas doces e todos os demais preparados tinham pelo menos um mês de feitos; contudo, embora velhos, não haviam se tornado insípidos nem rançosos. De fato, todos haviam permanecido frescos. Essa é a misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/127/", "verse_text": "śata-janera bhakṣya prabhu daṇḍeke khāilā!\n\n'āra kichu āche?' bali' govinde puchilā", "devanagari": "> শত-জনের ভক্ষ্য প্রভু দণ্ডেকে খাইলা !\n> ‘আর কিছু আছে?’ বলি’ গোবিন্দে পুছিলা ॥১২৭॥", "synonyms": "*śata-janera*—de cem pessoas; *bhakṣya*—comestíveis; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daṇḍeke khāilā*—comeu em vinte e quatro minutos; *āra kichu āche*—há algo mais; *bali'*—dizendo; *govinde*—a Govinda; *puchilā*—perguntou.", "translation": "**Em pouquíssimo tempo, Śrī Caitanya Mahāprabhu comeu o suficiente para cem pessoas. Em seguida, perguntou a Govinda: \"Sobrou mais alguma coisa?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/128/", "verse_text": "govinda bale,--'rāghavera jhāli mātra āche'\n\nprabhu kahe,--'āji rahu, tāhā dekhimu pāche'", "devanagari": "> গোবিন্দ বলে, — ‘রাঘবের ঝালি মাত্র আছে’ ।\n> প্রভু কহে, — ‘আজি রহু, তাহা দেখিমু পাছে’ ॥১২৮॥", "synonyms": "*govinda bale*—Govinda respondeu; *rāghavera jhāli*—as sacolas dadas por Rāghava; *mātra*—apenas; *āche*—há; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *āji*—hoje; *rahu*—que permaneçam; *tāhā*—isso; *dekhimu*—verei; *pāche*—mais tarde.", "translation": "**Govinda respondeu: \"Agora só restam as sacolas de Rāghava.\" O Senhor disse: \"Que fiquem para hoje. Eu as verei mais tarde.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/129/", "verse_text": "āra dina prabhu yadi nibhṛte bhojana kailā\n\nrāghavera jhāli khuli' sakala dekhilā", "devanagari": "> আর দিন প্রভু যদি নিভৃতে ভোজন কৈলা ।\n> রাঘবের ঝালি খুলি’ সকল দেখিলা ॥১২৯॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *nibhṛte*—num lugar reservado; *bhojana kailā*—fez Sua refeição; *rāghavera*—de Rāghava Paṇḍita; *jhāli*—as sacolas; *khuli'*—abrindo; *sakala dekhilā*—viu tudo.", "translation": "**No dia seguinte, enquanto fazia Sua refeição num lugar reservado, Śrī Caitanya Mahāprabhu abriu as sacolas de Rāghava e inspecionou seu conteúdo, item após item.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/130/", "verse_text": "saba dravyera kichu kichu upayoga kailā\n\nsvādu, sugandhi dekhi' bahu praśaṁsilā", "devanagari": "> সব দ্রব্যের কিছু কিছু উপযোগ কৈলা ।\n> স্বাদু, সুগন্ধি দেখি’ বহু প্রশংসিলা ॥১৩০॥", "synonyms": "*saba dravyera*—de todos os artigos; *kichu kichu*—um pouco; *upayoga kailā*—provou; *svādu*—saboroso; *su-gandhi*—aromático; *dekhi'*—vendo; *bahu*—muitíssimo; *praśaṁsilā*—Ele elogiou.", "translation": "**Ele provou um pouco de tudo o que continham e elogiou todos os pratos por seu sabor e aroma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/131/", "verse_text": "vatsareka tare āra rākhilā dhariyā\n\nbhojana-kāle svarūpa pariveśe khasāñā", "devanagari": "> বৎসরেক তরে আর রাখিলা ধরিয়া ।\n> ভোজন-কালে স্বরূপ পরিবেশে খসাঞা ॥১৩১॥", "synonyms": "*vatsareka*—um ano; *tare*—para; *āra*—o restante; *rākhilā dhariyā*—guardou em estoque; *bhojana-kāle*—na hora do almoço; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *pariveśe*—servia; *khasāñā*—retirando aos poucos.", "translation": "**Todas as variedades do prasāda restante foram guardadas para serem consumidas ao longo do ano. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu fazia Seu almoço, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī o servia aos poucos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/132/", "verse_text": "kabhu rātri-kāle kichu karena upayoga\n\nbhaktera śraddhāra dravya avaśya karena upabhoga", "devanagari": "> কভু রাত্রিকালে কিছু করেন উপযোগ ।\n> ভক্তের শ্রদ্ধার দ্রব্য অবশ্য করেন উপভোগ ॥১৩২॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *rātri-kāle*—à noite; *kichu*—um pouco; *karena upayoga*—consumia; *bhaktera*—dos devotos; *śraddhāra*—com fé e amor; *dravya*—preparações; *avaśya*—certamente; *karena upabhoga*—desfruta.", "translation": "**Às vezes, Śrī Caitanya Mahāprabhu consumia um pouco dele à noite. O Senhor certamente desfruta das preparações feitas com fé e amor por Seus devotos.**", "purport": "Kṛṣṇa fica muito satisfeito com Seus devotos e suas oferendas. Por isso, no Bhagavad-gītā, o Senhor diz:\n\npatraṁ puṣpaṁ phalaṁ toyaṁ\nyo me bhaktyā prayacchati\ntad ahaṁ bhakty-upahṛtam\naśnāmi prayatātmanaḥ\n\n\"Se alguém Me oferecer, com amor e devoção, uma folha, uma flor, uma fruta ou água, Eu aceitarei.\" (Bg. 9.26) Também aqui constatamos que Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou todo esse alimento porque havia sido oferecido por Seus devotos. Às vezes Ele o comia durante o almoço e às vezes à noite, mas sempre pensava que, visto que Seus devotos o haviam oferecido com grande amor e afeição, Ele tinha de comê-lo."}
{"ref": "cc/antya/10/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/133/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu bhakta-gaṇa-saṅge\n\ncāturmāsya goṅāilā kṛṣṇa-kathā-raṅge", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> চাতুর্মাস্য গোঙাইলা কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ॥১৩৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com Seus devotos pessoais; *cāturmāsya goṅāilā*—passou os quatro meses da estação das chuvas; *kṛṣṇa-kathā-raṅge*—na felicidade de discutir tópicos sobre Kṛṣṇa.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu passou todo o período de Cāturmāsya [os quatro meses da estação das chuvas] na felicidade de discutir tópicos sobre Kṛṣṇa com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/134/", "verse_text": "madhye madhye ācāryādi kare nimantraṇa\n\nghare bhāta rāndhe āra vividha vyañjana", "devanagari": "> মধ্যে মধ্যে আচার্যাদি করে নিমন্ত্রণ ।\n> ঘরে ভাত রান্ধে আর বিবিধ ব্যঞ্জন ॥১৩৪॥", "synonyms": "*madhye madhye*—em intervalos; *ācārya-ādi*—Advaita Ācārya e outros; *kare nimantraṇa*—convidam; *ghare*—em casa; *bhāta*—arroz; *rāndhe*—cozinham; *āra*—e; *vividha vyañjana*—variedades de hortaliças.", "translation": "**De tempos em tempos, Advaita Ācārya e outros convidavam Śrī Caitanya Mahāprabhu para comer arroz e variedades de hortaliças cozidos em casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/135-136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/135-136/", "verse_text": "maricera jhāla, āra madhurāmla āra\n\nādā, lavaṇa, lembu, dugdha, dadhi, khaṇḍa-sāra\n\nśāka dui-cāri, āra sukutāra jhola\n\nnimba-vārtākī, āra bhṛṣṭa-paṭola", "devanagari": "> মরিচের ঝাল, আর মধুরাম্ল আর ।\n> আদা, লবণ, লেম্বু, দুগ্ধ, দধি, খণ্ডসার ॥১৩৫॥\n> শাক দুই-চারি, আর সুকুতার ঝোল ।\n> নিম্ব-বার্তাকী, আর ভৃষ্ট-পটোল ॥১৩৬॥", "synonyms": "*maricera jhāla*—uma preparação picante com pimenta-do-reino; *āra*—bem como; *madhurāmla*—uma preparação agridoce; *āra*—também; *ādā*—gengibre; *lavaṇa*—preparações salgadas; *lembu*—limão; *dugdha*—leite; *dadhi*—iogurte; *khaṇḍa-sāra*—queijo; *śāka dui-cāri*—espinafre de duas a quatro espécies; *āra*—e; *sukutāra jhola*—uma sopa feita de melão-amargo; *nimba-vārtākī*—berinjela misturada com folhas de nimba; *āra*—e; *bhṛṣṭa-paṭola*—paṭola frito.", "translation": "**Eles ofereciam preparações picantes feitas com pimenta-do-reino, preparações agridoces, gengibre, preparações salgadas, limões, leite, iogurte, queijo, duas ou quatro espécies de espinafre, sopa feita com melão-amargo, berinjela misturada com flores de nimba e paṭola frito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/137/", "verse_text": "bhṛṣṭa phula-baḍī, āra mudga-ḍāli-sūpa\n\nvividha vyañjana rāndhe prabhura ruci-anurūpa", "devanagari": "> ভৃষ্ট ফুলবড়ী, আর মুদ্গ-ডালি-সূপ  ।\n> বিবিধ ব্যঞ্জন রান্ধে প্রভুর রুচি-অনুরূপ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*bhṛṣṭa*—frita; *phula-baḍī*—uma preparação picante de dhal; *āra*—e; *mudga-ḍāli-sūpa*—uma preparação líquida feita de dhal de mung; *vividha vyañjana*—variedades de hortaliças; *rāndhe*—costumavam cozinhar; *prabhura ruci-anurūpa*—muito saborosas para Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Eles também ofereciam phula-baḍī, dhal de mung líquido e muitas hortaliças, tudo cozido conforme o gosto do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/138/", "verse_text": "jagannāthera prasāda āne karite miśrita\n\nkāhāṅ ekā yāyena, kāhāṅ gaṇera sahita", "devanagari": "> জগন্নাথের প্রসাদ আনে করিতে মিশ্রিত ।\n> কাহাঁ একা যায়েন, কাঁহা গণের সহিত ॥১৩৮॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *prasāda*—restos de alimento; *āne*—trazem; *karite miśrita*—misturando; *kāhāṅ*—em algum lugar; *ekā yāyena*—vai sozinho; *kāhāṅ*—em algum lugar; *gaṇera sahita*—com associados.", "translation": "**Eles misturavam essas preparações com os restos do alimento do Senhor Jagannātha. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitava os convites, Ele ia às vezes sozinho e às vezes com Seus associados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/139/", "verse_text": "ācāryaratna, ācāryanidhi, nandana, rāghava\n\nśrīvāsa-ādi yata bhakta, vipra saba", "devanagari": "> আচার্যরত্ন, আচার্যনিধি, নন্দন, রাঘব ।\n> শ্রীবাস-আদি যত ভক্ত, বিপ্র সব ॥১৩৯॥", "synonyms": "*ācāryaratna*—Ācāryaratna; *ācāryanidhi*—Ācāryanidhi; *nandana*—Nandana Ācārya; *rāghava*—Rāghava Paṇḍita; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa; *yata bhakta*—todos os devotos; *vipra saba*—todos brāhmaṇas.", "translation": "**Devotos como Ācāryaratna, Ācāryanidhi, Nandana Ācārya, Rāghava Paṇḍita e Śrīvāsa eram todos da casta brāhmaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/140-141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/140-141/", "verse_text": "ei-mata nimantraṇa karena yatna kari\n\nvāsudeva, gadādhara-dāsa, gupta-murāri\n\nkulīna-grāmī, khaṇḍa-vāsī, āra yata jana\n\njagannāthera prasāda āni' kare nimantraṇa", "devanagari": "> এইমত নিমন্ত্রণ করেন যত্ন করি ।\n> বাসুদেব, গদাধর-দাস, গুপ্ত-মুরারি ॥১৪০॥\n> কুলীনগ্রামী, খণ্ডবাসী, আর যত জন ।\n> জগন্নাথের প্রসাদ আনি’ করে নিমন্ত্রণ ॥১৪১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa forma; *nimantraṇa*—convite; *karena*—realizam; *yatna kari*—com devoção; *vāsudeva*—Vāsudeva; *gadādhara-dāsa*—Gadādhara dāsa; *gupta-murāri*—Murāri Gupta; *kulīna-grāmī*—os habitantes de Kulīna-grāma; *khaṇḍa-vāsī*—os habitantes de Khaṇḍa; *āra*—e; *yata jana*—muitas outras pessoas; *jagannāthera prasāda*—restos do alimento de Jagannātha; *āni'*—trazendo; *kare nimantraṇa*—convidam.", "translation": "**Eles estendiam convites ao Senhor. Vāsudeva Datta, Gadādhara dāsa, Murāri Gupta, os habitantes de Kulīna-grāma e de Khaṇḍa e muitos outros devotos que não eram brāhmaṇas por casta compravam o alimento oferecido ao Senhor Jagannātha e então estendiam convites a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Os habitantes de Kulīna-grāma, tais como Satyarāja Khān e Rāmānanda Vasu, não eram brāhmaṇas por casta, nem o eram os habitantes de Khaṇḍa, tais como Mukunda dāsa, Narahari dāsa e Raghunandana. Por isso, eles compravam prasāda no mercado onde os restos do alimento do Senhor Jagannātha eram vendidos e então estendiam convites a Śrī Caitanya Mahāprabhu, ao passo que Ācāryaratna, Ācāryanidhi e outros que eram brāhmaṇas por casta cozinhavam em casa quando convidavam o Senhor. Caitanya Mahāprabhu observava a etiqueta então vigente na sociedade ao aceitar apenas o prasāda cozido por membros da casta brāhmaṇa, mas, por princípio, Ele aceitava os convites de Seus devotos, independentemente de serem ou não brāhmaṇas por casta."}
{"ref": "cc/antya/10/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/142/", "verse_text": "śivānanda-senera śuna nimantraṇākhyāna\n\nśivānandera baḍa-putrera 'caitanya-dāsa' nāma", "devanagari": "> শিবানন্দ-সেনের শুন নিমন্ত্রণাখ্যান ।\n> শিবানন্দের বড়-পুত্রের ‘চৈতন্যদাস’ নাম ॥১৪২॥", "synonyms": "*śivānanda-senera*—de Śivānanda Sena; *śuna*—ouve; *nimantraṇa-ākhyāna*—a história do convite; *śivānandera*—de Śivānanda Sena; *baḍa-putrera*—do filho mais velho; *caitanya-dāsa nāma*—o nome é Caitanya dāsa.", "translation": "**Ouve agora sobre o convite que Śivānanda Sena estendeu ao Senhor. Seu filho mais velho chamava-se Caitanya dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/143/", "verse_text": "prabhure milāite tāṅre saṅgei ānilā\n\nmilāile, prabhu tāṅra nāma ta' puchilā", "devanagari": "> প্রভুরে মিলাইতে তাঁরে সঙ্গেই আনিলা ।\n> মিলাইলে, প্রভু তাঁর নাম ত’ পুছিলা ॥১৪৩॥", "synonyms": "*prabhure milāite*—para apresentar ao Senhor; *tāṅre*—ele, Caitanya dāsa; *saṅgei*—junto; *ānilā*—trouxe; *milāile*—quando o apresentou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—seu; *nāma*—nome; *ta'*—então; *puchilā*—perguntou.", "translation": "**Quando Śivānanda trouxe seu filho, Caitanya dāsa, para ser apresentado ao Senhor, Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou seu nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/144/", "verse_text": "'caitanya-dāsa' nāma śuni' kahe gaura-rāya\n\n'kibā nāma dharāñācha, bujhana nā yāya'", "devanagari": "> ‘চৈতন্যদাস’ নাম শুনি’ কহে গৌররায় ।\n> ‘কিবা নাম ধরাঞাছ, বুঝন না যায়’ ॥১৪৪॥", "synonyms": "*caitanya-dāsa*—Caitanya dāsa; *nāma*—nome; *śuni'*—ouvindo; *kahe gaura-rāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kibā*—que; *nāma*—nome; *dharāñācha*—deste; *bujhana nā yāya*—não se pode compreender.", "translation": "**Quando o Senhor ouviu que seu nome era Caitanya dāsa, Ele disse: \"Que tipo de nome lhe deste? É muito difícil de compreender.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/145/", "verse_text": "sena kahe,--'ye jāniluṅ, sei nāma dharila'\n\neta bali' mahāprabhure nimantraṇa kaila", "devanagari": "> সেন কহে, — ‘যে জানিলুঁ, সেই নাম ধরিল’ ।\n> এত বলি’ মহাপ্রভুরে নিমন্ত্রণ কৈল ॥১৪৫॥", "synonyms": "*sena kahe*—Śivānanda Sena respondeu; *ye jāniluṅ*—tudo o que conheço; *sei nāma*—esse nome; *dharila*—ele manteve; *eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nimantraṇa kaila*—fez um convite.", "translation": "**Śivānanda Sena respondeu: \"Ele manteve o nome que me surgiu interiormente.\" Então, ele convidou Śrī Caitanya Mahāprabhu para almoçar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/146/", "verse_text": "jagannāthera bahu-mūlya prasāda ānāilā\n\nbhakta-gaṇe lañā prabhu bhojane vasilā", "devanagari": "> জগন্নাথের বহুমূল্য প্রসাদ আনাইলা ।\n> ভক্তগণে লঞা প্রভু ভোজনে বসিলা ॥১৪৬॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *bahu-mūlya*—muito custosos; *prasāda*—restos de alimento; *ānāilā*—trouxe; *bhakta-gaṇe*—os devotos; *lañā*—levando consigo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhojane vasilā*—sentou-se para aceitar o prasāda.", "translation": "**Śivānanda Sena havia comprado restos muito custosos do alimento do Senhor Jagannātha. Ele os trouxe e os ofereceu a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que se sentou para aceitar o prasāda com Seus associados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/147/", "verse_text": "śivānandera gaurave prabhu karilā bhojana\n\nati-guru-bhojane prabhura prasanna nahe mana", "devanagari": "> শিবানন্দের গৌরবে প্রভু করিলা ভোজন ।\n> অতি গুরু-ভোজনে প্রভুর প্রসন্ন নহে মন ॥১৪৭॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *gaurave*—por honra; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā bhojana*—comeu; *ati-guru-bhojane*—por comer demais; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasanna nahe mana*—a mente não ficou satisfeita.", "translation": "**Devido às glórias de Śivānanda Sena, Śrī Caitanya Mahāprabhu comeu toda sorte de prasāda para honrar o pedido dele. Contudo, o Senhor comeu mais do que o necessário e, por isso, Sua mente ficou insatisfeita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/148/", "verse_text": "āra dina caitanya-dāsa kailā nimantraṇa\n\nprabhura 'abhīṣṭa' bujhi' ānilā vyañjana", "devanagari": "> আর দিন চৈতন্যদাস কৈলা নিমন্ত্রণ ।\n> প্রভুর ‘অভীষ্ট’ বুঝি’ আনিলা ব্যঞ্জন ॥১৪৮॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *caitanya-dāsa*—o filho de Śivānanda Sena; *kailā nimantraṇa*—convidou; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *abhīṣṭa*—desejo; *bujhi'*—compreendendo; *ānilā vyañjana*—comprou hortaliças diferentes.", "translation": "**No dia seguinte, Caitanya dāsa, o filho de Śivānanda Sena, fez um convite ao Senhor. Ele, porém, compreendia a mente do Senhor e, por isso, providenciou um tipo diferente de alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/149/", "verse_text": "dadhi, lembu, ādā, āra phula-baḍā, lavaṇa\n\nsāmagrī dekhiyā prabhura prasanna haila mana", "devanagari": "> দধি, লেম্বু, আদা, আর ফুলবড়া, লবণ ।\n> সামগ্রী দেখিয়া প্রভুর প্রসন্ন হৈল মন ॥১৪৯॥", "synonyms": "*dadhi*—iogurte; *lembu*—limão; *ādā*—gengibre; *āra*—e; *phula-baḍā*—bolinho macio feito de dhal; *lavaṇa*—sal; *sāmagrī dekhiyā*—vendo esses ingredientes; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prasanna*—satisfeita; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**Ele ofereceu iogurte, limões, gengibre, baḍā macio e sal. Ao ver todas essas providências, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito.**", "purport": "Pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Caitanya dāsa compreendeu a mente do Senhor. Por isso providenciou alimentos que neutralizariam a refeição pesada que o Senhor havia feito no dia anterior.\n\nMais tarde na vida, Caitanya dāsa tornou-se um erudito sânscrito muito versado e escreveu numerosos livros. Entre essas obras, seu comentário sobre o *Kṛṣṇa-karṇāmṛta* é bastante famoso. Há ainda outro livro chamado *Caitanya-caritāmṛta,* que é uma obra de poesia sânscrita. Diz-se que esta também foi composta por ele."}
{"ref": "cc/antya/10/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/150/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"ei bālaka āmāra mata jāne\n\nsantuṣṭa ha-ilāṅ āmi ihāra nimantraṇe\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এ বালক আমার মত জানে ।\n> সন্তুষ্ট হইলাঙ আমি ইহার নিমন্ত্রণে ।।” ॥ ১৫০ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ei bālaka*—este menino; *āmāra mata*—Minha mente; *jāne*—pode compreender; *santuṣṭa ha-ilāṅ*—estou muito satisfeito; *āmi*—Eu; *ihāra nimantraṇe*—com seu convite.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Este menino conhece a Minha mente. Por isso, fico muito satisfeito em aceitar o convite dele.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/151/", "verse_text": "eta bali' dadhi-bhāta karilā bhojana\n\ncaitanya-dāsere dilā ucchiṣṭa-bhājana", "devanagari": "> এত বলি’ দধি-ভাত করিলা ভোজন ।\n> চৈতন্যদাসেরে দিলা উচ্ছিষ্ট-ভাজন ॥১৫১॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *dadhi-bhāta*—iogurte com arroz; *karilā bhojana*—comeu; *caitanya-dāsere*—a Caitanya dāsa; *dilā*—Ele ofereceu; *ucchiṣṭa-bhājana*—os restos de Seu alimento.", "translation": "**Após dizer isto, o Senhor comeu o arroz misturado com iogurte e ofereceu a Caitanya dāsa os restos de Seu alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/152/", "verse_text": "cāri-māsa ei-mata nimantraṇe yāya\n\nkona kona vaiṣṇava 'divasa' nāhi pāya", "devanagari": "> চারিমাস এইমত নিমন্ত্রণে যায় ।\n> কোন কোন বৈষ্ণব ‘দিবস’ নাহি পায় ॥১৫২॥", "synonyms": "*cāri-māsa*—por quatro meses; *ei-mata*—dessa maneira; *nimantraṇe yāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu mantém Seus convites; *kona kona vaiṣṇava*—alguns dos devotos vaiṣṇavas; *divasa*—dia; *nāhi pāya*—não conseguiam obter.", "translation": "**Os quatro meses de Cāturmāsya passaram dessa maneira, com o Senhor aceitando convites de Seus devotos. Contudo, devido a uma agenda repleta de convites, alguns dos vaiṣṇavas não conseguiam obter um dia livre para convidar o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/153/", "verse_text": "gadādhara-paṇḍita, bhaṭṭācārya sārvabhauma\n\niṅhā sabāra āche bhikṣāra divasa-niyama", "devanagari": "> গদাধর-পণ্ডিত, ভট্টাচার্য সার্বভৌম ।\n> ইঁহা সবার আছে ভিক্ষার দিবস-নিয়ম ॥১৫৩॥", "synonyms": "*gadādhara-paṇḍita*—Paṇḍita Gadādhara; *bhaṭṭācārya sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *iṅhā sabāra*—de todas essas pessoas; *āche*—há; *bhikṣāra*—para aceitar convites; *divasa-niyama*—uma data fixa em cada mês.", "translation": "**Gadādhara Paṇḍita e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya tinham datas fixas em que Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitava os seus convites todo mês.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/154-155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/154-155/", "verse_text": "gopīnāthācārya, jagadānanda, kāśīśvara\n\nbhagavān, rāmabhadrācārya, śaṅkara, vakreśvara\n\nmadhye madhye ghara-bhāte kare nimantraṇa\n\nanyera nimantraṇe prasāde kauḍi dui-paṇa", "devanagari": "> গোপীনাথাচার্য, জগদানন্দ, কাশীশ্বর ।\n> ভগবান্, রামভদ্রাচার্য, শঙ্কর, বক্রেশ্বর ॥১৫৪॥\n> মধ্যে মধ্যে ঘর-ভাতে করে নিমন্ত্রণ ।\n> অন্যের নিমন্ত্রণে প্রসাদে কৌড়ি দুইপণ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*gopīnātha-ācārya*—Gopīnātha Ācārya; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *bhagavān*—Bhagavān; *rāmabhadra-ācārya*—Rāmabhadrācārya; *śaṅkara*—Śaṅkara; *vakreśvara*—Vakreśvara; *madhye madhye*—a intervalos; *ghara-bhāte*—com arroz feito em casa; *kare nimantraṇa*—convidam; *anyera nimantraṇa*—para os convites dos outros; *prasāde*—prasāda; *kauḍi dui-paṇa*—dois paṇas de búzios (160 búzios).", "translation": "**Gopīnātha Ācārya, Jagadānanda, Kāśīśvara, Bhagavān, Rāmabhadrācārya, Śaṅkara e Vakreśvara, que eram todos brāhmaṇas, faziam convites a Śrī Caitanya Mahāprabhu e Lhe ofereciam alimento cozido em casa, ao passo que outros devotos pagavam dois paṇas de pequenos búzios para comprar o prasāda de Jagannātha e então convidar o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/156/", "verse_text": "prathame āchila 'nirbandha' kauḍi cāri-paṇa\n\nrāmacandra-purī-bhaye ghāṭāilā nimantraṇa", "devanagari": "> প্রথমে আছিল ‘নির্বন্ধ’ কৌড়ি চারিপণ ।\n> রামচন্দ্রপুরী-ভয়ে ঘাটাইলা নিমন্ত্রণ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*prathame*—no início; *āchila*—era; *nirbandha*—fixo; *kauḍi cāri-paṇa*—quatro paṇas de búzios; *rāmacandra-purī-bhaye*—por causa da restrição de Rāmacandra Purī; *ghāṭāilā*—diminuiu; *nimantraṇa*—o preço de um convite.", "translation": "**No início, o custo do prasāda de Jagannātha para um convite era de quatro paṇas de búzios, mas, quando Rāmacandra Purī estava ali, o preço foi reduzido à metade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/157/", "verse_text": "cāri-māsa rahi' gauḍera bhakte vidāya dilā\n\nnīlācalera saṅgī bhakta saṅgei rahilā", "devanagari": "> চারিমাস রহি’ গৌড়ের ভক্তে বিদায় দিলা ।\n> নীলাচলের সঙ্গী ভক্ত সঙ্গেই রহিলা ॥১৫৭॥", "synonyms": "*cāri-māsa rahi'*—permanecendo por quatro meses; *gauḍera bhakte*—aos devotos vindos de Bengala; *vidāya dilā*—despediu-se; *nīlācalera saṅgī*—companheiros em Jagannātha Purī; *bhakta*—devotos; *saṅgei*—com; *rahilā*—permaneceram.", "translation": "**Os devotos que vieram de Bengala permaneceram com Śrī Caitanya Mahāprabhu por quatro meses consecutivos, e então o Senhor se despediu deles. Após a partida dos devotos bengalis, os devotos que eram os companheiros constantes do Senhor em Jagannātha Purī permaneceram com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/158", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/158/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ prabhura bhikṣā-nimantraṇa\n\nbhakta-datta vastu yaiche kailā āsvādana", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ প্রভুর ভিক্ষা-নিমন্ত্রণ ।\n> ভক্ত-দত্ত বস্তু যৈছে কৈলা আস্বাদন ॥১৫৮॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—descrevi; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā-nimantraṇa*—o convite para comer; *bhakta-datta*—oferecidos pelos devotos; *vastu*—coisas; *yaiche*—como; *kailā āsvādana*—Ele saboreou.", "translation": "**Assim, descrevi como Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitava convites e como Ele aceitava e saboreava o prasāda oferecido por Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/159", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/159/", "verse_text": "tāra madhye rāghavera jhāli-vivaraṇa\n\ntāra madhye pari-muṇḍā-nṛtya-kathana", "devanagari": "> তার মধ্যে রাঘবের ঝালি-বিবরণ ।\n> তার মধ্যে পরিমুণ্ডা-নৃত্য-কথন ॥১৫৯॥", "synonyms": "*tāra madhye*—em meio a isso; *rāghavera*—de Rāghava Paṇḍita; *jhāli-vivaraṇa*—a descrição dos sacos de alimento; *tāra madhye*—junto com isso; *pari-muṇḍā-nṛtya-kathana*—a descrição da dança no templo de Jagannātha.", "translation": "**Em meio a essa narração há descrições dos sacos de alimento de Rāghava Paṇḍita e da dança no templo de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/160", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/160/", "verse_text": "śraddhā kari' śune yei caitanyera kathā\n\ncaitanya-caraṇe prema pāibe sarvathā", "devanagari": "> শ্রদ্ধা করি’ শুনে যেই চৈতন্যের কথা ।\n> চৈতন্যচরণে প্রেম পাইবে সর্বথা ॥১৬০॥", "synonyms": "*śraddhā kari'*—com grande fé e amor; *śune*—ouve; *yei*—todo aquele que; *caitanyera kathā*—a narração das atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caitanya-caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema*—amor; *pāibe*—há de alcançar; *sarvathā*—sem falta.", "translation": "**Aquele que ouvir sobre os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu com fé e amor certamente alcançará o amor extático pelos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, sem falta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/161", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/161/", "verse_text": "śunite amṛta-sama juḍāya karṇa-mana\n\nsei bhāgyavān, yei kare āsvādana", "devanagari": "> শুনিতে অমৃত-সম জুড়ায় কর্ণ-মন ।\n> সেই ভাগ্যবান্, যেই করে আস্বাদন ॥১৬১॥", "synonyms": "*śunite*—ao ouvir; *amṛta-sama*—assim como o néctar; *juḍāya karṇa-mana*—satisfaz os ouvidos e a mente; *sei bhāgyavān*—ele é muito afortunado; *yei*—quem; *kare āsvādana*—saboreia.", "translation": "**As narrações das atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu são assim como o néctar de se ouvir. De fato, elas satisfazem tanto os ouvidos quanto a mente. Aquele que saboreia o néctar dessas atividades é certamente muito afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/10/162", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/10/162/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৬২॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Capítulo, que descreve como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreou o prasāda oferecido por Seus devotos."}
{"ref": "cc/antya/11/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/1/", "verse_text": "namāmi haridāsaṁ taṁ\ncaitanyaṁ taṁ ca tat-prabhum\nsaṁsthitām api yan-mūrtiṁ\nsvāṅke kṛtvā nanarta yaḥ", "devanagari": "> নমামি হরিদাসং তং চৈতন্যং তঞ্চ তৎপ্রভুম্ ।\n> সংস্থিতামপি যন্মূর্তিং স্বাঙ্কে কৃত্বা ননর্ত যঃ ॥১॥", "synonyms": "*namāmi*—ofereço minhas respeitosas reverências; *haridāsam*—a Haridāsa Ṭhākura; *tam*—a ele; *caitanyam*—ao Senhor Caitanya; *tam*—a Ele; *ca*—também; *tat-prabhum*—seu mestre; *saṁsthitām*—morto; *api*—certamente; *yat*—cuja; *mūrtim*—a forma corpórea; *sva-aṅke*—em Seu colo; *kṛtvā*—mantendo; *nanarta*—dançou; *yaḥ*—Ele que.", "translation": "**Ofereço minhas respeitosas reverências a Haridāsa Ṭhākura e a seu mestre, Śrī Caitanya Mahāprabhu, que dançou com o corpo de Haridāsa Ṭhākura em Seu colo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya dayāmaya\njayādvaita-priya nityānanda-priya jaya", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় দয়াময় ।\n> জয়াদ্বৈতপ্রিয় নিত্যানন্দপ্রিয় জয় ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *dayā-maya*—ao mais misericordioso; *jaya*—todas as glórias; *advaita-priya*—ao querido mestre de Advaita Ācārya; *nityānanda-priya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é muito querido pelo Senhor Nityānanda; *jaya*—todas as glórias.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é muito misericordioso e que é muito querido por Advaita Ācārya e pelo Senhor Nityānanda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/3/", "verse_text": "jaya śrīnivāseśvara haridāsa-nātha\njaya gadādhara-priya svarūpa-prāṇa-nātha", "devanagari": "> জয় শ্রীনিবাসেশ্বর হরিদাসনাথ ।\n> জয় গদাধরপ্রিয় স্বরূপ-প্রাণনাথ ॥৩॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *śrīnivāsa-īśvara*—ao mestre de Śrīnivāsa; *haridāsa-nātha*—o mestre de Haridāsa Ṭhākura; *jaya*—todas as glórias; *gadādhara-priya*—ao querido mestre de Gadādhara; *svarūpa-prāṇa-nātha*—o mestre da vida de Svarūpa Dāmodara.", "translation": "**Todas as glórias ao mestre de Śrīnivāsa Ṭhākura! Todas as glórias ao mestre de Haridāsa Ṭhākura! Todas as glórias ao querido mestre de Gadādhara Paṇḍita! Todas as glórias ao mestre da vida de Svarūpa Dāmodara!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/4/", "verse_text": "jaya kāśī-priya jagadānanda-prāṇeśvara\njaya rūpa-sanātana-raghunātheśvara", "devanagari": "> জয় কাশীপ্রিয় জগদানন্দ-প্রাণেশ্বর ।\n> জয় রূপ-সনাতন-রঘুনাথেশ্বর ॥৪॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *kāśī-priya*—ao Senhor Śrī Caitanya, que é muito querido por Kāśī Miśra; *jagadānanda-prāṇa-īśvara*—o Senhor da vida de Jagadānanda Paṇḍita; *jaya*—todas as glórias; *rūpa-sanātana-raghunātha-īśvara*—ao Senhor de Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya, que é muito querido por Kāśī Miśra. Ele é o Senhor da vida de Jagadānanda e o Senhor de Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/5/", "verse_text": "jaya gaura-deha kṛṣṇa svayaṁ bhagavān\nkṛpā kari' deha' prabhu, nija-pada-dāna", "devanagari": "> জয় গৌরদেহ কৃষ্ণ স্বয়ং ভগবান্ ।\n> কৃপা করি’ দেহ’ প্রভু, নিজ-পদ-দান ॥৫॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *gaura-deha*—ao corpo transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *svayam*—pessoalmente; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *deha'*—por favor, concede; *prabhu*—meu Senhor; *nija-pada-dāna*—refúgio a Teus pés de lótus.", "translation": "**Todas as glórias à forma transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é o próprio Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus. Meu querido Senhor, por Tua misericórdia sem causa, concede-me bondosamente refúgio a Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/6/", "verse_text": "jaya nityānanda-candra jaya caitanyera prāṇa\ntomāra caraṇāravinde bhakti deha' dāna", "devanagari": "> জয় নিত্যানন্দচন্দ্র জয় চৈতন্যের প্রাণ ।\n> তোমার চরণারবিন্দে ভক্তি দেহ’ দান ॥৬॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *nityānanda-candra*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *caitanyera prāṇa*—à própria vida de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tomāra caraṇa-aravinde*—a Teus pés de lótus; *bhakti*—serviço devocional; *deha'*—por favor, concede; *dāna*—a dádiva.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Nityānanda, que é a própria vida de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Meu querido Senhor, concede-me bondosamente ocupação em serviço devocional a Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/7/", "verse_text": "jaya jayādvaita-candra caitanyera ārya\nsva-caraṇe bhakti deha' jayādvaitācārya", "devanagari": "> জয় জয়াদ্বৈতচন্দ্র চৈতন্যের আর্য ।\n> স্বচরণে ভক্তি দেহ’ জয়াদ্বৈতাচার্য ॥৭॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *caitanyera ārya*—respeitado pelo Senhor; *sva-caraṇe*—a Teus pés de lótus; *bhakti deha'*—por favor, concede serviço devocional; *jaya*—todas as glórias; *advaita-ācārya*—a Advaita Ācārya.", "translation": "**Todas as glórias a Advaita Ācārya, que é tratado por Śrī Caitanya Mahāprabhu como superior devido à Sua idade e respeitabilidade. Por favor, concede-me ocupação em serviço devocional a Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/8/", "verse_text": "jaya gaura-bhakta-gaṇa,--gaura yāṅra prāṇa\nsaba bhakta mili' more bhakti deha' dāna", "devanagari": "> জয় গৌরভক্তগণ, — গৌর যাঁর প্রাণ ।\n> সব ভক্ত মিলি’ মোরে ভক্তি দেহ’ দান ॥৮॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-gaṇa*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gaura*—o Senhor Caitanya; *yāṅra*—de quem; *prāṇa*—a própria vida; *saba*—todos; *bhakta*—devotos; *mili'*—juntos; *more*—a mim; *bhakti*—serviço devocional; *deha' dāna*—bondosamente concedei a dádiva.", "translation": "**Todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, pois o Senhor é a própria vida deles. Todos vós, bondosamente concedei-me serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/9/", "verse_text": "jaya rūpa, sanātana, jīva, raghunātha\nraghunātha, gopāla,--chaya mora nātha", "devanagari": "> জয় রূপ, সনাতন, জীব, রঘুনাথ ।\n> রঘুনাথ, গোপাল, — ছয় মোর নাথ ॥৯॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *rūpa*—a Rūpa Gosvāmī; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *jīva*—Jīva Gosvāmī; *raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *raghunātha*—Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī; *gopāla*—Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī; *chaya*—seis; *mora*—meus; *nātha*—senhores.", "translation": "**Todas as glórias a Rūpa Gosvāmī, Sanātana Gosvāmī, Jīva Gosvāmī, Raghunātha dāsa Gosvāmī, Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī e Gopāla Bhaṭṭa Gosvāmī, os seis Gosvāmīs de Vṛndāvana. Todos eles são meus mestres.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/10/", "verse_text": "e-saba prasāde likhi caitanya-līlā-guṇa\nyaiche taiche likhi, kari āpana pāvana", "devanagari": "> এ-সব প্রসাদে লিখি চৈতন্য-লীলা-গুণ ।\n> যৈছে তৈছে লিখি, করি আপন পাবন ॥১০॥", "synonyms": "*e-saba*—de todos estes; *prasāde*—pela misericórdia; *likhi*—estou escrevendo; *caitanya-līlā-guṇa*—os atributos e passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yaiche taiche*—de uma forma ou de outra; *likhi*—estou escrevendo; *kari*—faço; *āpana pāvana*—purificando-me.", "translation": "**Escrevo esta narrativa dos passatempos e atributos do Senhor pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Seus associados. Não sei escrever adequadamente, mas estou purificando-me ao escrever esta descrição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/11/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhura nīlācale vāsa\nsaṅge bhakta-gaṇa lañā kīrtana-vilāsa", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভুর নীলাচলে বাস ।\n> সঙ্গে ভক্তগণ লঞা কীর্তন-বিলাস ॥১১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlācale vāsa*—residência em Jagannātha Purī; *saṅge*—junto; *bhakta-gaṇa lañā*—levando consigo Seus devotos; *kīrtana-vilāsa*—desfrute da prática do canto congregacional.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu residia assim em Jagannātha Purī com Seus devotos pessoais e desfrutava do canto congregacional do mahā-mantra Hare Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/12/", "verse_text": "dine nṛtya-kīrtana, īśvara-daraśana\nrātrye rāya-svarūpa-sane rasa-āsvādana", "devanagari": "> দিনে নৃত্য-কীর্তন, ঈশ্বর-দরশন ।\n> রাত্র্যে রায়-স্বরূপ-সনে রস-আস্বাদন ॥১২॥", "synonyms": "*dine*—durante o dia; *nṛtya-kīrtana*—dança e canto; *īśvara-daraśana*—visita ao templo do Senhor Jagannātha; *rātrye*—à noite; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *sane*—com; *rasa-āsvādana*—saboreando os doces sabores transcendentais.", "translation": "**Durante o dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu ocupava-Se em dançar e cantar e em ver o templo do Senhor Jagannātha. À noite, na companhia de Seus devotos mais íntimos, tais como Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Ele saboreava o néctar dos doces sabores transcendentais dos passatempos do Senhor Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/13/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhura sukhe kāla yāya\nkṛṣṇera viraha-vikāra aṅge nānā haya", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভুর সুখে কাল যায় ।\n> কৃষ্ণের বিরহ-বিকার অঙ্গে নানা হয় ॥১৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukhe*—em felicidade; *kāla yāya*—o tempo passa; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viraha*—da separação; *vikāra*—transformações; *aṅge*—no corpo; *nānā*—várias; *haya*—há.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu passava Seus dias com muita felicidade dessa maneira em Nīlācala, Jagannātha Purī. Sentindo separação de Kṛṣṇa, Ele manifestava muitos sintomas transcendentais por todo o corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/14/", "verse_text": "dine dine bāḍe vikāra, rātrye atiśaya\ncintā, udvega, pralāpādi yata śāstre kaya", "devanagari": "> দিনে দিনে বাড়ে বিকার, রাত্র্যে অতিশয় ।\n> চিন্তা, উদ্বেগ, প্রলাপাদি যত শাস্ত্রে কয় ॥১৪॥", "synonyms": "*dine dine*—dia após dia; *bāḍe*—aumentam; *vikāra*—transformações; *rātrye atiśaya*—especialmente à noite; *cintā*—ansiedade; *udvega*—agitação; *pralāpa*—falar como um louco; *ādi*—e assim por diante; *yata*—tantos quantos; *śāstre kaya*—são mencionados nos śāstras.", "translation": "**Dia após dia os sintomas aumentavam, e à noite aumentavam ainda mais. Todos esses sintomas, tais como a ansiedade transcendental, a agitação e o falar como um louco, estavam presentes, exatamente como se descreve nos śāstras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/15/", "verse_text": "svarūpa gosāñi, āra rāmānanda-rāya\nrātri-dine kare doṅhe prabhura sahāya", "devanagari": "> স্বরূপ গোসাঞি, আর রামানন্দ-রায় ।\n> রাত্রি-দিনে করে দোঁহে প্রভুর সহায় ॥১৫॥", "synonyms": "*svarūpa gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *āra*—e; *rāmānanda-rāya*—Rāmānanda Rāya; *rātri-dine*—dia e noite; *kare*—prestavam; *doṅhe*—ambos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sahāya*—ajuda.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya, os principais auxiliares nos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, permaneciam com Ele tanto de dia quanto de noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/16/", "verse_text": "eka-dina govinda mahā-prasāda lañā\n\nharidāse dite gelā ānandita hañā", "devanagari": "> একদিন গোবিন্দ মহাপ্রসাদ লঞা ।\n> হরিদাসে দিতে গেলা আনন্দিত হঞা ॥১৬॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *govinda*—o servo pessoal do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *mahā-prasāda lañā*—levando mahā-prasāda; *haridāse dite*—para entregar a Haridāsa; *gelā*—foi; *ānandita hañā*—em grande júbilo.", "translation": "**Certo dia, Govinda, o servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu, foi em grande júbilo entregar a Haridāsa Ṭhākura os restos do alimento do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/17/", "verse_text": "dekhe,--haridāsa ṭhākura kariyāche śayana\n\nmanda manda kariteche saṅkhyā-saṅkīrtana", "devanagari": "> দেখে, — হরিদাস ঠাকুর করিয়াছে শয়ন ।\n> মন্দ মন্দ করিতেছে সংখ্যা-সঙ্কীর্তন ॥১৭॥", "synonyms": "*dekhe*—ele viu; *haridāsa ṭhākura*—Haridāsa Ṭhākura; *kariyāche śayana*—estava deitado; *manda manda*—muito lentamente; *kariteche*—ele estava fazendo; *saṅkhyā saṅkīrtana*—cantando o número fixo de voltas.", "translation": "**Quando Govinda chegou até Haridāsa, viu que Haridāsa Ṭhākura estava deitado de costas e cantava suas voltas muito lentamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/18/", "verse_text": "govinda kahe,--'uṭha āsi' karaha bhojana'\n\nharidāsa kahe,--āji karimu laṅghana", "devanagari": "> গোবিন্দ কহে, — ‘উঠ আসি’ করহ ভোজন’ ।\n> হরিদাস কহে, — আজি করিমু লঙ্ঘন ॥১৮॥", "synonyms": "*govinda kahe*—Govinda disse; *uṭha*—por favor, levanta-te; *āsi'*—vindo; *karaha bhojana*—toma teu prasāda; *haridāsa kahe*—Haridāsa respondeu; *āji*—hoje; *karimu laṅghana*—observarei jejum.", "translation": "**\"Por favor, levanta-te e toma teu mahā-prasāda\", disse Govinda. Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Hoje observarei jejum.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/19/", "verse_text": "saṅkhyā-kīrtana pūre nāhi, ke-mate khāiba?\n\nmahā-prasāda āniyācha, ke-mate upekṣiba?", "devanagari": "> সংখ্যা-কীর্তন পূরে নাহি, কেমতে খাইব ?\n> মহাপ্রসাদ আনিয়াছ, কেমতে উপেক্ষিব ?” ॥ ১৯ ॥", "synonyms": "*saṅkhyā-kīrtana*—a quantidade fixa de canto; *pūre nāhi*—não está completa; *ke-mate khāiba*—como poderei comer; *mahā-prasāda āniyācha*—trouxeste o mahā-prasāda; *ke-mate upekṣiba*—como poderei negligenciá-lo.", "translation": "**\"Ainda não terminei de cantar meu número regular de voltas. Como, então, poderei comer? Mas trouxeste mahā-prasāda, e como poderei negligenciá-lo?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/20/", "verse_text": "eta bali' mahā-prasāda karilā vandana\n\neka rañca lañā tāra karilā bhakṣaṇa", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্রসাদ করিলা বন্দন ।\n> এক রঞ্চ লঞা তার করিলা ভক্ষণ ॥২০॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahā-prasāda*—ao mahā-prasāda; *karilā vandana*—ofereceu respeito; *eka rañca*—uma fração; *lañā*—tomando; *tāra karilā bhakṣaṇa*—comeu-a.", "translation": "**Dizendo isto, ele ofereceu orações ao mahā-prasāda, tomou uma pequena porção e a comeu.**", "purport": "O mahā-prasāda não é diferente de Kṛṣṇa. Portanto, em vez de comer o mahā-prasāda, deve-se honrá-lo. Diz-se aqui karilā vandana, \"ele ofereceu orações\". Ao tomar o mahā-prasāda, não se deve considerar o alimento como preparações comuns. Prasāda significa favor. Deve-se considerar o mahā-prasāda um favor de Kṛṣṇa. Como afirma Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura, kṛṣṇa baḍa dayāmaya karibāre jihvā jaya svaprasāda-anna dilā bhāi. Kṛṣṇa é muito bondoso. Neste mundo material, todos nós somos muito apegados a saborear vários tipos de alimento. Por isso, Kṛṣṇa come muitas e agradáveis variedades de alimento e oferece o alimento de volta aos devotos, de modo que não apenas as nossas exigências de variados sabores ficam satisfeitas, mas também, ao comer prasāda, a pessoa avança na vida espiritual. Por conseguinte, jamais devemos considerar o alimento comum no mesmo nível que o mahā-prasāda."}
{"ref": "cc/antya/11/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/21/", "verse_text": "āra dina mahāprabhu tāṅra ṭhāñi āilā\n\nsustha hao, haridāsa--bali' tāṅre puchilā", "devanagari": "> আর দিন মহাপ্রভু তাঁর ঠাঞি আইলা ।\n> সুস্থ হও, হরিদাস — বলি’ তাঁরে পুছিলা ॥২১॥", "synonyms": "*āra dina*—no dia seguinte; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra ṭhāñi*—ao lugar dele; *āilā*—veio; *su-stha hao*—estás bem; *haridāsa*—ó Haridāsa; *bali'*—dizendo; *tāṅre*—a ele; *puchilā*—perguntou.", "translation": "**No dia seguinte, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi ao lugar de Haridāsa e lhe perguntou: \"Haridāsa, estás bem?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/22/", "verse_text": "namaskāra kari' teṅho kailā nivedana\n\nśarīra sustha haya mora, asustha buddhi-mana", "devanagari": "> নমস্কার করি’ তেঁহো কৈলা নিবেদন ।\n> শরীর সুস্থ হয় মোর, অসুস্থ বুদ্ধি-মন ॥২২॥", "synonyms": "*namaskāra kari'*—após oferecer reverências; *teṅho*—ele, Haridāsa Ṭhākura; *kailā nivedana*—submeteu; *śarīra*—corpo; *su-stha*—bem; *haya*—está; *mora*—meu; *asustha*—não em condição saudável; *buddhi-mana*—minha mente e inteligência.", "translation": "**Haridāsa ofereceu suas reverências ao Senhor e respondeu: \"Meu corpo está bem, mas minha mente e inteligência não estão bem.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/23/", "verse_text": "prabhu kahe,--'kon vyādhi, kaha ta' nirṇaya?'\n\nteṅho kahe,--'saṅkhyā-kīrtana nā pūraya'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘কোন্ ব্যাধি, কহ ত’ নির্ণয় ?’\n> তেঁহো কহে, — ‘সংখ্যা-কীর্তন না পূরয়’ ॥২৩॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kon vyādhi*—que doença; *kaha ta' nirṇaya*—podes determinar; *teṅho kahe*—ele disse; *saṅkhyā-kīrtana*—quantidade fixa de canto; *nā pūraya*—não se tornou completa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu indagou ainda de Haridāsa: \"Podes determinar qual é tua doença?\" Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Minha doença é que não consigo completar minhas voltas.\"**", "purport": "Se a pessoa não consegue completar o número fixo de voltas que lhe é atribuído, deve ser considerada em uma condição doentia da vida espiritual. Śrīla Haridāsa Ṭhākura é chamado nāmācārya. Naturalmente, não podemos imitar Haridāsa Ṭhākura, mas todos devem cantar um número prescrito de voltas. Em nosso movimento da consciência de Kṛṣṇa, fixamos dezesseis voltas como o mínimo, para que os ocidentais não se sintam sobrecarregados. Essas dezesseis voltas devem ser cantadas, e cantadas em voz alta, de modo que a pessoa possa ouvir a si mesma e aos outros."}
{"ref": "cc/antya/11/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/24/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"vṛddha ha-ilā 'saṅkhyā' alpa kara\n\nsiddha-deha tumi, sādhane āgraha kene kara?", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “বৃদ্ধ হইলা ‘সংখ্যা’ অল্প কর ।\n> সিদ্ধ-দেহ তুমি, সাধনে আগ্রহ কেনে কর ? ॥ ২৪ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *vṛddha ha-ilā*—tornaste-te idoso; *saṅkhyā alpa kara*—reduze teu número; *siddha-deha tumi*—tu já estás liberado; *sādhane*—nos princípios reguladores; *āgraha kene kara*—por que estás ansioso.", "translation": "**\"Agora que te tornaste idoso\", disse o Senhor, \"podes reduzir o número de voltas que cantas diariamente. Tu já estás liberado e, portanto, não precisas seguir os princípios reguladores de maneira tão estrita.**", "purport": "A menos que a pessoa tenha chegado à plataforma do amor espontâneo a Deus, ela deve seguir os princípios reguladores. Ṭhākura Haridāsa foi o exemplo vivo de como seguir os princípios reguladores. De modo semelhante, Raghunātha dāsa Gosvāmī também foi um exemplo vivo desse gênero. No Ṣaḍ-gosvāmy-aṣṭaka, afirma-se: saṅkhyā-pūrvaka-nāma-gāna-natibhiḥ kālāvasānīkṛtau. Os Gosvāmīs, especialmente Raghunātha dāsa Gosvāmī, seguiam estritamente todos os princípios reguladores. O primeiro princípio regulador é que a pessoa deve cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra em voz suficientemente alta para que possa ouvir a si mesma, e deve fazer voto de cantar um número fixo de voltas. Raghunātha dāsa Gosvāmī não apenas cantava um número fixo de voltas, mas também fizera voto de prostrar-se muitas vezes e oferecer reverências ao Senhor."}
{"ref": "cc/antya/11/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/25/", "verse_text": "loka nistārite ei tomāra 'avatāra'\n\nnāmera mahimā loke karilā pracāra", "devanagari": "> লোক নিস্তারিতে এই তোমার ‘অবতার’ ।\n> নামের মহিমা লোকে করিলা প্রচার ॥২৫॥", "synonyms": "*loka nistārite*—para libertar as pessoas em geral; *ei*—esta; *tomāra avatāra*—tua encarnação; *nāmera mahimā*—as glórias do santo nome; *loke*—neste mundo; *karilā pracāra*—pregaste.", "translation": "**\"Teu papel nesta encarnação é libertar as pessoas em geral. Pregaste suficientemente as glórias do santo nome neste mundo.\"**", "purport": "Haridāsa Ṭhākura é conhecido como nāmācārya porque foi ele quem pregou as glórias de cantar o hari-nāma, o santo nome de Deus. Ao usar as palavras tomāra avatāra (\"tua encarnação\"), Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma que Haridāsa Ṭhākura é a encarnação do Senhor Brahmā. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura afirma que os devotos avançados ajudam a Suprema Personalidade de Deus em Sua missão e que tais devotos, ou companheiros pessoais, encarnam por vontade do Senhor Supremo. O Senhor Supremo encarna por Sua própria vontade e, por Sua vontade, devotos competentes também encarnam para ajudá-Lo em Sua missão. Haridāsa Ṭhākura é, assim, a encarnação do Senhor Brahmā, e outros devotos são igualmente encarnações que ajudam na execução da missão do Senhor."}
{"ref": "cc/antya/11/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/26/", "verse_text": "ebe alpa saṅkhyā kari' kara saṅkīrtana\"\n\nharidāsa kahe,--\"śuna mora satya nivedana", "devanagari": "> এবে অল্প সংখ্যা করি’ কর সঙ্কীর্তন ।”\n> হরিদাস কহে, — “শুন মোর সত্য নিবেদন ॥২৬॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *alpa saṅkhyā*—um número reduzido de canto; *kari'*—fazendo; *kara saṅkīrtana*—canta o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra; *haridāsa kahe*—Haridāsa Ṭhākura respondeu; *śuna*—ouve gentilmente; *mora*—minha; *satya*—verdadeira; *nivedana*—súplica.", "translation": "**O Senhor concluiu: \"Agora, portanto, por favor, reduze o número fixo de vezes que cantas o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra.\" Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Ouve gentilmente minha verdadeira súplica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/27/", "verse_text": "hīna-jāti janma mora nindya-kalevara\n\nhīna-karme rata muñi adhama pāmara", "devanagari": "> হীন-জাতি জন্ম মোর নিন্দ্য-কলেবর ।\n> হীনকর্মে রত মুঞি অধম পামর ॥২৭॥", "synonyms": "*hīna-jāti*—em uma família baixa; *janma mora*—meu nascimento; *nindya*—abominável; *kalevara*—corpo; *hīna-karme*—em atividades baixas; *rata muñi*—estou plenamente ocupado; *adhama*—o mais baixo dos homens; *pāmara*—o mais condenado.", "translation": "**\"Nasci em uma família inferior, e meu corpo é o mais abominável. Sempre me ocupo em trabalho baixo. Por isso, sou o mais baixo e o mais condenado dos homens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/28/", "verse_text": "adṛśya, aspṛśya more aṅgīkāra kailā\n\nraurava ha-ite kāḍi' more vaikuṇṭhe caḍāilā", "devanagari": "> অদৃশ্য, অস্পৃশ্য মোরে অঙ্গীকার কৈলা ।\n> রৌরব হইতে কাড়ি’ মোরে বৈকুণ্ঠে চড়াইলা ॥২৮॥", "synonyms": "*adṛśya*—invisível; *aspṛśya*—intocável; *more*—a mim; *aṅgīkāra kailā*—aceitaste; *raurava ha-ite*—de uma condição infernal; *kāḍi'*—retirando; *more*—a mim; *vaikuṇṭhe caḍāilā*—elevaste à plataforma de Vaikuṇṭha.", "translation": "**\"Sou invisível e intocável, mas Tu me aceitaste como Teu servo. Isto significa que me libertaste de uma condição infernal e me elevaste à plataforma de Vaikuṇṭha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/29/", "verse_text": "svatantra īśvara tumi hao icchāmaya\n\njagat nācāo, yāre yaiche icchā haya", "devanagari": "> স্বতন্ত্র ঈশ্বর তুমি হও ইচ্ছাময় ।\n> জগৎ নাচাও, যারে যৈছে ইচ্ছা হয় ॥২৯॥", "synonyms": "*svatantra*—plenamente independente; *īśvara*—Suprema Personalidade de Deus; *tumi*—Tu; *hao*—és; *icchā-maya*—livre para agir segundo Tua vontade; *jagat*—o mundo; *nācāo*—fazes dançar; *yāre*—o qual; *yaiche*—como; *icchā haya*—desejas.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Tu és a plenamente independente Personalidade de Deus. Ages por Tua própria livre vontade. Fazes o mundo inteiro dançar e agir como Te apraz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/30/", "verse_text": "aneka nācāilā more prasāda kariyā\n\nviprera śrāddha-pātra khāinu 'mleccha' hañā", "devanagari": "> অনেক নাচাইলা মোরে প্রসাদ করিয়া ।\n> বিপ্রের শ্রাদ্ধপাত্র খাইনু ‘ম্লেচ্ছ’ হঞা ॥৩০॥", "synonyms": "*aneka*—de muitas maneiras; *nācāilā*—fizeste dançar; *more*—a mim; *prasāda kariyā*—por Tua misericórdia; *viprera*—dos brāhmaṇas; *śrāddha-pātra*—o prato da cerimônia de śrāddha; *khāinu*—comi; *mleccha hañā*—embora nascido numa família de comedores de carne.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, por Tua misericórdia, Tu me fizeste dançar de muitas maneiras. Por exemplo, foi-me oferecido o śrāddha-pātra que deveria ter sido oferecido a brāhmaṇas de primeira classe. Comi dele embora tivesse nascido numa família de comedores de carne.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, em seu Anubhāṣya, cita o Viṣṇu-smṛti em referência ao śrāddha-pātra.\n\nbrāhmaṇāpasadā hy ete\n\nkathitāḥ paṅkti-dūṣakāḥ\n\netān vivarjayed yatnāt\n\nśrāddha-karmaṇi paṇḍitaḥ\n\nSegundo este verso, se alguém nasce numa família de brāhmaṇas mas não se comporta de acordo com os padrões bramânicos, não se lhe deve oferecer o śrāddha-pātra, que é o prasāda oferecido aos antepassados. Advaita Ācārya ofereceu o śrāddha-pātra a Haridāsa Ṭhākura, e não a um brāhmaṇa que houvesse nascido numa família de brāhmaṇas. Embora Haridāsa Ṭhākura tivesse nascido numa família de comedores de carne, por ser um devoto avançado, prestou-se-lhe mais respeito do que a um brāhmaṇa de primeira classe."}
{"ref": "cc/antya/11/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/31/", "verse_text": "eka vāñchā haya mora bahu dina haite\n\nlīlā samvaribe tumi--laya mora citte", "devanagari": "> এক বাঞ্ছা হয় মোর বহু দিন হৈতে ।\n> লীলা সম্বরিবে তুমি, — লয় মোর চিত্তে ॥৩১॥", "synonyms": "*eka vāñchā*—um desejo; *haya*—é; *mora*—meu; *bahu dina*—um tempo muito longo; *haite*—desde; *līlā*—Tuas atividades; *samvaribe tumi*—Tu encerrarás; *laya mora citte*—estou pensando.", "translation": "**\"Há muito tempo tenho um desejo. Penso que muito em breve, meu Senhor, Tu encerrarás Teus passatempos dentro deste mundo material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/32/", "verse_text": "sei līlā prabhu more kabhu nā dekhāibā\n\nāpanāra āge mora śarīra pāḍibā", "devanagari": "> সেই লীলা প্রভু মোরে কভু না দেখাইবা ।\n> আপনার আগে মোর শরীর পাড়িবা ॥৩২॥", "synonyms": "*sei līlā*—esse passatempo; *prabhu*—meu Senhor; *more*—a mim; *kabhu*—jamais; *nā dekhāibā*—não mostres; *āpanāra āge*—diante de Ti; *mora śarīra*—meu corpo; *pāḍibā*—deixa cair.", "translation": "**\"Desejo que não me mostres este capítulo final de Teus passatempos. Antes que esse momento chegue, peço que faças com que meu corpo caia em Tua presença.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/33/", "verse_text": "hṛdaye dharimu tomāra kamala caraṇa\n\nnayane dekhimu tomāra cāṅda vadana", "devanagari": "> হৃদয়ে ধরিমু তোমার কমল চরণ  ।\n> নয়নে দেখিমু তোমার চাঁদ বদন ॥৩৩॥", "synonyms": "*hṛdaye*—sobre meu coração; *dharimu*—segurarei; *tomāra*—Teus; *kamala caraṇa*—pés semelhantes a lótus; *nayane*—com meus olhos; *dekhimu*—verei; *tomāra*—Teu; *cāṅda vadana*—rosto semelhante à lua.", "translation": "**\"Desejo segurar Teus pés semelhantes a lótus sobre meu coração e contemplar Teu rosto semelhante à lua.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/34/", "verse_text": "jihvāya uccārimu tomāra 'kṛṣṇa-caitanya'-nāma\n\nei-mata mora icchā,--chāḍimu parāṇa", "devanagari": "> জিহ্বায় উচ্চারিমু তোমার ‘কৃষ্ণচৈতন্য’-নাম  ।\n> এইমত মোর ইচ্ছা, — ছাড়িমু পরাণ ॥৩৪॥", "synonyms": "*jihvāya*—com minha língua; *uccārimu*—cantarei; *tomāra*—Teu; *kṛṣṇa-caitanya-nāma*—santo nome do Senhor Kṛṣṇa Caitanya; *ei-mata*—desta maneira; *mora icchā*—meu desejo; *chāḍimu parāṇa*—abandonarei a vida.", "translation": "**\"Com minha língua, cantarei Teu santo nome, 'Śrī Kṛṣṇa Caitanya!' Esse é o meu desejo. Peço que me permitas abandonar meu corpo desta maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/35/", "verse_text": "mora ei icchā yadi tomāra prasāde haya\n\nei nivedana mora kara, dayāmaya", "devanagari": "> মোর এই ইচ্ছা যদি তোমার প্রসাদে হয় ।\n> এই নিবেদন মোর কর, দয়াময় ॥৩৫॥", "synonyms": "*mora*—meu; *ei*—este; *icchā*—desejo; *yadi*—se; *tomāra prasāde*—por Tua misericórdia; *haya*—é; *ei nivedana*—esta súplica; *mora*—minha; *kara*—simplesmente faze; *dayā-maya*—ó misericordioso.", "translation": "**\"Ó misericordiosíssimo Senhor, se por Tua misericórdia for possível, peço que atendas ao meu desejo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/36/", "verse_text": "ei nīca deha mora paḍuka tava āge\n\nei vāñchā-siddhi mora tomātei lāge\"", "devanagari": "> এই নীচ দেহ মোর পড়ুক তব আগে ।\n> এই বাঞ্ছা-সিদ্ধি মোর তোমাতেই লাগে ।।” ॥ ৩৬ ॥", "synonyms": "*ei*—este; *nīca*—de baixo nascimento; *deha*—corpo; *mora*—meu; *paḍuka*—que caia; *tava āge*—diante de Ti; *ei*—esta; *vāñchā-siddhi*—perfeição do desejo; *mora*—meu; *tomātei*—por Ti; *lāge*—pode tornar-se possível.", "translation": "**\"Que este corpo de baixo nascimento caia diante de Ti. Tu podes tornar possível esta perfeição de todos os meus desejos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/37/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"haridāsa, ye tumi māgibe\n\nkṛṣṇa kṛpāmaya tāhā avaśya karibe", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “হরিদাস, যে তুমি মাগিবে ।\n> কৃষ্ণ কৃপাময় তাহা অবশ্য করিবে ॥৩৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *haridāsa*—Meu querido Haridāsa; *ye*—o que quer que; *tumi*—tu; *māgibe*—pedires; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kṛpā-maya*—todo-misericordioso; *tāhā*—isso; *avaśya*—certamente; *karibe*—executará.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meu querido Haridāsa, Kṛṣṇa é tão misericordioso que decerto executará o que quer que desejes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/38/", "verse_text": "kintu āmāra ye kichu sukha, saba tomā lañā\n\ntomāra yogya nahe,--yābe āmāre chāḍiyā\"", "devanagari": "> কিন্তু আমার যে কিছু সুখ, সব তোমা লঞা ।\n> তোমার যোগ্য নহে, — যাবে আমারে ছাড়িয়া ।।” ॥ ৩৮ ॥", "synonyms": "*kintu*—mas; *āmāra*—Minha; *ye*—o que quer que; *kichu*—qualquer; *sukha*—felicidade; *saba*—toda; *tomā lañā*—por causa de tua companhia; *tomāra*—para ti; *yogya nahe*—não é apropriado; *yābe*—partirás; *āmāre chāḍiyā*—deixando-Me de lado.", "translation": "**\"Mas toda a felicidade que tenho deve-se à tua companhia. Não é apropriado que partas e Me deixes de lado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/39/", "verse_text": "caraṇe dhari' kahe haridāsa,--\"nā kariha 'māyā'\n\navaśya mo-adhame, prabhu, kara ei 'dayā'", "devanagari": "> চরণে ধরি’ কহে হরিদাস, — “না করিহ ‘মায়া’ ।\n> অবশ্য মো-অধমে, প্রভু, কর এই ‘দয়া’ ॥৩৯॥", "synonyms": "*caraṇe*—os pés de lótus; *dhari'*—segurando; *kahe*—disse; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *nā kariha māyā*—não crie uma ilusão; *avaśya*—certamente; *mo-adhame*—a mim, que sou tão caído; *prabhu*—meu Senhor; *kara ei dayā*—mostra esta misericórdia.", "translation": "**Segurando os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Haridāsa Ṭhākura disse: \"Meu Senhor, não crie uma ilusão! Embora eu seja tão caído, Tu certamente deves mostrar-me esta misericórdia!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/40/", "verse_text": "mora śiromaṇi kata kata mahāśaya\n\ntomāra līlāra sahāya koṭi-bhakta haya", "devanagari": "> মোর শিরোমণি কত কত মহাশয় ।\n> তোমার লীলার সহায় কোটিভক্ত হয় ॥৪০॥", "synonyms": "*mora*—minhas; *śiromaṇi*—joias de coroa; *kata kata*—muitas e muitas; *mahāśaya*—grandes personalidades; *tomāra līlāra*—em Teus passatempos; *sahāya*—ajudantes; *koṭi-bhakta*—milhões de devotos; *haya*—há.", "translation": "**\"Meu Senhor, há muitas personalidades respeitáveis, milhões de devotos, dignos de sentar-se sobre minha cabeça. Todos eles ajudam em Teus passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/41/", "verse_text": "āmā-hena yadi eka kīṭa mari' gela\n\neka pipīlikā maile pṛthvīra kāhāṅ hāni haila?", "devanagari": "> আমা-হেন যদি এক কীট মরি’ গেল ।\n> এক পিপীলিকা মৈলে পৃথ্বীর কাহাঁ হানি হৈল ? ॥ ৪১ ॥", "synonyms": "*āmā-hena*—como eu; *yadi*—se; *eka*—um; *kīṭa*—inseto; *mari' gela*—morre; *eka*—uma; *pipīlikā*—formiga; *maile*—se ela morre; *pṛthvīra*—da terra; *kāhāṅ*—onde; *hāni haila*—há alguma perda.", "translation": "**\"Meu Senhor, se um inseto insignificante como eu morre, qual é a perda? Se uma formiga morre, onde está a perda para o mundo material?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/42/", "verse_text": "'bhakata-vatsala' prabhu, tumi, mui 'bhaktābhāsa'\n\navaśya pūrābe, prabhu, mora ei āśa\"", "devanagari": "> ‘ভকতবৎসল’ প্রভু, তুমি, মুই ‘ভক্তাভাস’ ।\n> অবশ্য পূরাবে, প্রভু, মোর এই আশ ।।” ॥ ৪২ ॥", "synonyms": "*bhakata-vatsala*—sempre afetuoso com os devotos; *prabhu*—meu Senhor; *tumi*—Tu; *mui*—eu; *bhakta-ābhāsa*—uma imitação de devoto; *avaśya*—certamente; *pūrābe*—realizarás; *prabhu*—meu Senhor; *mora*—minha; *ei*—esta; *āśa*—expectativa.", "translation": "**\"Meu Senhor, Tu és sempre afetuoso com Teus devotos. Sou apenas uma imitação de devoto, mas, ainda assim, desejo que realizes meu anseio. Essa é a minha expectativa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/43/", "verse_text": "madhyāhna karite prabhu calilā āpane\n\nīśvara dekhiyā kāli dibena daraśane", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিতে প্রভু চলিলা আপনে ।\n> ঈশ্বর দেখিয়া কালি দিবেন দরশনে ॥৪৩॥", "synonyms": "*madhyāhna karite*—para cumprir Seus deveres do meio-dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā āpane*—levantou-Se; *īśvara dekhiyā*—após visitar o Senhor Jagannātha; *kāli*—amanhã; *dibena daraśane*—Ele veria Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Como tinha de cumprir Seus deveres do meio-dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-Se para partir, mas ficou estabelecido que, no dia seguinte, depois de ver o Senhor Jagannātha, Ele retornaria para visitar Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/44/", "verse_text": "tabe mahāprabhu tāṅre kari' āliṅgana\n\nmadhyāhna karite samudre karilā gamana", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু তাঁরে করি’ আলিঙ্গন ।\n> মধ্যাহ্ন করিতে সমুদ্রে করিলা গমন ॥৪৪॥", "synonyms": "*tabe*—então; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele (Haridāsa); *kari'*—fazendo; *āliṅgana*—abraço; *madhyāhna karite*—para cumprir Seus deveres do meio-dia; *samudre*—em direção ao mar; *karilā gamana*—foi.", "translation": "**Após abraçá-lo, Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu para cumprir Seus deveres do meio-dia e dirigiu-se ao mar para tomar Seu banho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/45/", "verse_text": "prātaḥ-kāle īśvara dekhi' saba bhakta lañā\n\nharidāse dekhite āilā śīghra kariyā", "devanagari": "> প্রাতঃকালে ঈশ্বর দেখি’ সব ভক্ত লঞা ।\n> হরিদাসে দেখিতে আইলা শীঘ্র করিয়া ॥৪৫॥", "synonyms": "*prātaḥ-kāle*—pela manhã; *īśvara dekhi'*—após visitar o Senhor Jagannātha; *saba bhakta*—todos os devotos; *lañā*—acompanhado por; *haridāse*—Haridāsa; *dekhite*—ver; *āilā*—veio; *śīghra kariyā*—apressadamente.", "translation": "**Na manhã seguinte, após visitar o templo de Jagannātha, Śrī Caitanya Mahāprabhu, acompanhado por todos os Seus demais devotos, veio apressadamente ver Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/46/", "verse_text": "haridāsera āge āsi' dilā daraśana\n\nharidāsa vandilā prabhura āra vaiṣṇava-caraṇa", "devanagari": "> হরিদাসের আগে আসি’ দিলা দরশন ।\n> হরিদাস বন্দিলা প্রভুর আর বৈষ্ণব-চরণ ॥৪৬॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *āge*—diante; *āsi'*—chegando; *dilā daraśana*—concedeu Sua audiência; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *vandilā*—prestou reverências; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āra*—e; *vaiṣṇava*—dos vaiṣṇavas; *caraṇa*—aos pés de lótus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu e os demais devotos chegaram diante de Haridāsa Ṭhākura, que prestou suas reverências aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de todos os vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/47/", "verse_text": "prabhu kahe,--'haridāsa, kaha samācāra'\n\nharidāsa kahe,--'prabhu, ye kṛpā tomāra'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘হরিদাস, কহ সমাচার’ ।\n> হরিদাস কহে, — ‘প্রভু, যে কৃপা তোমার’ ॥৪৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *haridāsa*—Meu querido Haridāsa; *kaha samācāra*—quais são as novidades; *haridāsa kahe*—Haridāsa respondeu; *prabhu*—meu Senhor; *ye*—qualquer que seja; *kṛpā*—misericórdia; *tomāra*—Tua.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou: \"Meu querido Haridāsa, quais são as novidades?\" Haridāsa Ṭhākura respondeu: \"Meu Senhor, qualquer que seja a misericórdia que possas conceder-me.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/48/", "verse_text": "aṅgane ārambhilā prabhu mahā-saṅkīrtana\n\nvakreśvara-paṇḍita tāhāṅ karena nartana", "devanagari": "> অঙ্গনে আরম্ভিলা প্রভু মহাসঙ্কীর্তন ।\n> বক্রেশ্বর-পণ্ডিত তাহাঁ করেন নর্তন ॥৪৮॥", "synonyms": "*aṅgane*—no pátio; *ārambhilā*—começou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-saṅkīrtana*—grande canto congregacional; *vakreśvara-paṇḍita*—Vakreśvara Paṇḍita; *tāhāṅ*—ali; *karena nartana*—dançou.", "translation": "**Ao ouvir isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente deu início a um grande canto congregacional no pátio. Vakreśvara Paṇḍita era o dançarino principal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/49/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi ādi yata prabhura gaṇa\n\nharidāse beḍi' kare nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি আদি যত প্রভুর গণ ।\n> হরিদাসে বেড়ি’ করে নাম-সঙ্কীর্তন ॥৪৯॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *ādi*—e outros; *yata*—todos; *prabhura gaṇa*—a companhia do Senhor; *haridāse beḍi'*—cercando Haridāsa Ṭhākura; *kare*—realizaram; *nāma-saṅkīrtana*—canto congregacional.", "translation": "**Encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu cercaram Haridāsa Ṭhākura e deram início ao canto congregacional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/50/", "verse_text": "rāmānanda, sārvabhauma, sabāra agrete\n\nharidāsera guṇa prabhu lāgilā kahite", "devanagari": "> রামানন্দ, সার্বভৌম, সবার অগ্রেতে ।\n> হরিদাসের গুণ প্রভু লাগিলা কহিতে ॥৫০॥", "synonyms": "*rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *sabāra*—de todos; *agrete*—diante; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *guṇa*—atributos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lāgilā kahite*—começou a descrever.", "translation": "**Diante de todos os grandes devotos, como Rāmānanda Rāya e Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a descrever os santos atributos de Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/51/", "verse_text": "haridāsera guṇa kahite prabhu ha-ilā pañca-mukha\n\nkahite kahite prabhura bāḍe mahā-sukha", "devanagari": "> হরিদাসের গুণ কহিতে প্রভু হইলা পঞ্চমুখ ।\n> কহিতে কহিতে প্রভুর বাড়ে মহাসুখ ॥৫১॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *guṇa*—atributos; *kahite*—falando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā*—tornou-se; *pañca-mukha*—como se possuísse cinco bocas; *kahite kahite*—enquanto Ele falava; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāḍe*—aumentava; *mahā-sukha*—grande felicidade.", "translation": "**Ao descrever os atributos transcendentais de Haridāsa Ṭhākura, Śrī Caitanya Mahāprabhu parecia possuir cinco bocas. Quanto mais Ele descrevia, mais Sua grande felicidade aumentava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/52/", "verse_text": "haridāsera guṇe sabāra vismita haya mana\n\nsarva-bhakta vande haridāsera caraṇa", "devanagari": "> হরিদাসের গুণে সবার বিস্মিত হয় মন ।\n> সর্বভক্ত বন্দে হরিদাসের চরণ ॥৫২॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *guṇe*—pelos atributos; *sabāra*—de todos eles; *vismita*—tomadas de assombro; *haya*—ficaram; *mana*—as mentes; *sarva-bhakta*—todos os devotos; *vande*—adoram; *haridāsera caraṇa*—os pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura.", "translation": "**Após ouvir sobre as qualidades transcendentais de Haridāsa Ṭhākura, todos os devotos presentes ficaram tomados de assombro. Todos eles prestaram suas respeitosas reverências aos pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/53/", "verse_text": "haridāsa nijāgrete prabhure vasāilā\n\nnija-netra--dui bhṛṅga--mukha-padme dilā", "devanagari": "> হরিদাস নিজাগ্রেতে প্রভুরে বসাইলা ।\n> নিজ-নেত্র — দুই ভৃঙ্গ — মুখপদ্মে দিলা ॥৫৩॥", "synonyms": "*haridāsa*—Ṭhākura Haridāsa; *nija-agrete*—diante de si; *prabhure vasāilā*—fez o Senhor sentar-se; *nija-netra*—seus olhos; *dui bhṛṅga*—como duas abelhas; *mukha-padme*—no rosto de lótus; *dilā*—ele fixou.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura fez Śrī Caitanya Mahāprabhu sentar-se diante de si e, então, fixou seus olhos, como duas abelhas, no rosto de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/54/", "verse_text": "sva-hṛdaye āni' dharila prabhura caraṇa\n\nsarva-bhakta-pada-reṇu mastaka-bhūṣaṇa", "devanagari": "> স্ব-হৃদয়ে আনি’ ধরিল প্রভুর চরণ ।\n> সর্বভক্ত-পদরেণু মস্তক-ভূষণ ॥৫৪॥", "synonyms": "*sva-hṛdaye*—sobre seu coração; *āni'*—trazendo; *dharila*—segurou; *prabhura caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sarva-bhakta*—de todos os devotos; *pada-reṇu*—a poeira dos pés; *mastaka-bhūṣaṇa*—o ornamento de sua cabeça.", "translation": "**Ele segurou os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu sobre seu coração e, então, tomou a poeira dos pés de todos os devotos presentes e a colocou sobre sua cabeça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/55/", "verse_text": "'śrī-kṛṣṇa-caitanya' śabda balena bāra bāra\n\nprabhu-mukha-mādhurī piye, netre jala-dhāra", "devanagari": "> ‘শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য’ শব্দ বলেন বার বার ।\n> প্রভুমুখ-মাধুরী পিয়ে, নেত্রে জলধার ॥৫৫॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *śabda*—vibração; *balena*—profere; *bāra bāra*—repetidas vezes; *prabhu-mukha-mādhurī*—a doçura do rosto de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *piye*—ele bebe; *netre*—pelos olhos; *jala-dhāra*—um fluxo contínuo de água.", "translation": "**Ele começou a cantar o santo nome de Śrī Kṛṣṇa Caitanya repetidas vezes. Enquanto bebia a doçura do rosto do Senhor, lágrimas deslizavam continuamente de seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/56/", "verse_text": "'śrī-kṛṣṇa-caitanya' śabda karite uccāraṇa\n\nnāmera sahita prāṇa kaila utkrāmaṇa", "devanagari": "> ‘শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য’-শব্দ করিতে উচ্চারণ ।\n> নামের সহিত প্রাণ কৈল উৎক্রামণ ॥৫৬॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—Śrī Kṛṣṇa Caitanya; *śabda*—a vibração sonora; *karite uccāraṇa*—cantando; *nāmera sahita*—com o nome; *prāṇa*—a vida; *kaila utkrāmaṇa*—partiu.", "translation": "**Enquanto cantava o santo nome de Śrī Kṛṣṇa Caitanya, ele exalou seu último suspiro de vida e deixou o corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/57/", "verse_text": "mahā-yogeśvara-prāya dekhi' svacchande maraṇa\n\n'bhīṣmera niryāṇa' sabāra ha-ila smaraṇa", "devanagari": "> মহাযোগেশ্বর-প্রায় দেখি’ স্বচ্ছন্দে মরণ ।\n> ‘ভীষ্মের নির্যাণ’ সবার হইল স্মরণ ॥৫৭॥", "synonyms": "*mahā-yogeśvara-prāya*—assim como um grande yogī místico; *dekhi'*—vendo; *svacchande*—segundo sua vontade; *maraṇa*—morrer; *bhīṣmera niryāṇa*—o falecimento de Bhīṣma; *sabāra ha-ila smaraṇa*—todos se lembraram.", "translation": "**Ao verem a maravilhosa morte de Haridāsa Ṭhākura por sua própria vontade, que foi assim como a de um grande yogī místico, todos se lembraram do falecimento de Bhīṣma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/58/", "verse_text": "'hari' 'kṛṣṇa'-śabde sabe kare kolāhala\n\npremānande mahāprabhu ha-ilā vihvala", "devanagari": "> ‘হরি’ ‘কৃষ্ণ’-শব্দে সবে করে কোলাহল ।\n> প্রেমানন্দে মহাপ্রভু হইলা বিহ্বল ॥৫৮॥", "synonyms": "*hari*—o santo nome de Hari; *kṛṣṇa*—o santo nome de Kṛṣṇa; *śabde*—com a vibração sonora; *sabe*—todos eles; *kare*—fazem; *kolāhala*—grande clamor; *prema-ānande*—em amor extático; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā vihvala*—ficou dominado.", "translation": "**Houve um ruído tumultuoso enquanto todos cantavam os santos nomes \"Hari\" e \"Kṛṣṇa\". Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou dominado por amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/59/", "verse_text": "haridāsera tanu prabhu kole laila uṭhāñā\n\naṅgane nācena prabhu premāviṣṭa hañā", "devanagari": "> হরিদাসের তনু প্রভু কোলে লৈলা উঠাঞা ।\n> অঙ্গনে নাচেন প্রভু প্রেমাবিষ্ট হঞা ॥৫৯॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *tanu*—o corpo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kole*—no colo; *laila*—tomou; *uṭhāñā*—erguendo; *aṅgane*—no pátio; *nācena*—dança; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *premāviṣṭa hañā*—ficando dominado por amor extático.", "translation": "**O Senhor ergueu o corpo de Haridāsa Ṭhākura e o colocou em Seu colo. Então, começou a dançar no pátio em grande amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/60/", "verse_text": "prabhura āveśe avaśa sarva-bhakta-gaṇa\n\npremāveśe sabe nāce, karena kīrtana", "devanagari": "> প্রভুর আবেশে অবশ সর্বভক্তগণ ।\n> প্রেমাবেশে সবে নাচে, করেন কীর্তন ॥৬০॥", "synonyms": "*prabhura āveśe*—devido às emoções extáticas de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avaśa*—impotentes; *sarva-bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *prema-āveśe*—em grande amor extático; *sabe*—todos eles; *nāce*—dançam; *karena kīrtana*—e realizam canto congregacional.", "translation": "**Devido ao amor extático de Śrī Caitanya Mahāprabhu, todos os devotos ficaram impotentes e, em amor extático, também começaram a dançar e a cantar congregacionalmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/61/", "verse_text": "ei-mate nṛtya prabhu kailā kata-kṣaṇa\n\nsvarūpa-gosāñi prabhure karāila sāvadhāna", "devanagari": "> এইমতে নৃত্য প্রভু কৈলা কতক্ষণ ।\n> স্বরূপ-গোসাঞি প্রভুরে করাইল সাবধান ॥৬১॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *nṛtya*—dança; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—realizou; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāila*—fez realizar; *sāvadhāna*—o cuidado dos demais rituais.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dançou por algum tempo, e então Svarūpa Dāmodara Gosvāmī O informou dos demais rituais para o corpo de Ṭhākura Haridāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/62/", "verse_text": "haridāsa-ṭhākure tabe vimāne caḍāñā\n\nsamudre lañā gelā tabe kīrtana kariyā", "devanagari": "> হরিদাস-ঠাকুরে তবে বিমানে চড়াঞা ।\n> সমুদ্রে লঞা গেলা তবে কীর্তন করিয়া ॥৬২॥", "synonyms": "*haridāsa-ṭhākure*—Haridāsa Ṭhākura; *tabe*—então; *vimāne*—num veículo semelhante a uma aeronave; *caḍāñā*—erguendo; *samudre*—à beira-mar; *lañā gelā*—levaram; *tabe*—então; *kīrtana kariyā*—realizando o canto congregacional.", "translation": "**O corpo de Haridāsa Ṭhākura foi então erguido sobre um veículo que se assemelhava a uma aeronave e levado ao mar, acompanhado pelo canto congregacional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/63/", "verse_text": "āge mahāprabhu calena nṛtya karite karite\n\npāche nṛtya kare vakreśvara bhakta-gaṇa-sāthe", "devanagari": "> আগে মহাপ্রভু চলেন নৃত্য করিতে করিতে ।\n> পাছে নৃত্য করে বক্রেশ্বর ভক্তগণ-সাথে ॥৬৩॥", "synonyms": "*āge*—à frente; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calena*—vai; *nṛtya*—dançando; *karite karite*—realizando; *pāche*—atrás; *nṛtya kare*—dança; *vakreśvara*—Vakreśvara; *bhakta-gaṇa-sāthe*—com os demais devotos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dançava à frente da procissão, e Vakreśvara Paṇḍita, juntamente com os demais devotos, cantava e dançava atrás Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/64/", "verse_text": "haridāse samudra-jale snāna karāilā\n\nprabhu kahe,--\"samudra ei 'mahā-tīrtha' ha-ilā\"", "devanagari": "> হরিদাসে সমুদ্র-জলে স্নান করাইলা ।\n> প্রভু কহে, — “সমুদ্র এই ‘মহাতীর্থ’ হইলা” ॥৬৪॥", "synonyms": "*haridāse*—o corpo de Haridāsa; *samudra-jale*—na água do mar; *snāna karāilā*—banhou; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *samudra*—mar; *ei*—este; *mahā-tīrtha ha-ilā*—tornou-se um grande local de peregrinação.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu banhou o corpo de Haridāsa Ṭhākura no mar e então declarou: \"A partir de hoje, este mar tornou-se um grande local de peregrinação.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/65/", "verse_text": "haridāsera pādodaka piye bhakta-gaṇa\n\nharidāsera aṅge dilā prasāda-candana", "devanagari": "> হরিদাসের পাদোদক পিয়ে ভক্তগণ ।\n> হরিদাসের অঙ্গে দিলা প্রসাদ-চন্দন ॥৬৫॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *pāda-udaka*—a água que tocou os pés de lótus; *piye*—bebem; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *aṅge*—no corpo; *dilā*—untaram; *prasāda-candana*—restos de polpa de sândalo oferecida ao Senhor Jagannātha.", "translation": "**Todos beberam a água que havia tocado os pés de lótus de Haridāsa Ṭhākura e, em seguida, untaram o corpo de Haridāsa Ṭhākura com restos da polpa de sândalo do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/66/", "verse_text": "ḍora, kaḍāra, prasāda, vastra aṅge dilā\n\nvālukāra garta kari' tāhe śoyāilā", "devanagari": "> ডোর, কড়ার, প্রসাদ, বস্ত্র অঙ্গে দিলা ।\n> বালুকার গর্ত করি’ তাহে শোয়াইলা ॥৬৬॥", "synonyms": "*ḍora*—cordas de seda; *kaḍāra*—restos da polpa de sândalo do Senhor Jagannātha; *prasāda*—restos do alimento de Jagannātha; *vastra*—pano; *aṅge*—no corpo; *dilā*—colocaram; *vālukāra*—de areia; *garta*—uma cova; *kari'*—fazendo; *tāhe*—dentro dela; *śoyāilā*—depositaram.", "translation": "**Depois de se cavar uma cova na areia, o corpo de Haridāsa Ṭhākura foi nela depositado. Restos do Senhor Jagannātha, tais como Suas cordas de seda, polpa de sândalo, alimento e pano, foram colocados sobre o corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/67/", "verse_text": "cāri-dike bhakta-gaṇa karena kīrtana\n\nvakreśvara-paṇḍita karena ānande nartana", "devanagari": "> চারিদিকে ভক্তগণ করেন কীর্তন ।\n> বক্রেশ্বর-পণ্ডিত করেন আনন্দে নর্তন ॥৬৭॥", "synonyms": "*cāri-dike*—em toda a volta; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *karena*—realizaram; *kīrtana*—o canto congregacional; *vakreśvara-paṇḍita*—Vakreśvara Paṇḍita; *karena*—realizou; *ānande*—em júbilo; *nartana*—dança.", "translation": "**Em toda a volta do corpo, os devotos realizaram o canto congregacional, e Vakreśvara Paṇḍita dançou em júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/68/", "verse_text": "'hari-bola' 'hari-bola' bale gaurarāya\n\nāpani sri-haste vālu dilā tāṅra gāya", "devanagari": "> ‘হরিবোল’ ‘হরিবোল’ বলে গৌররায় ।\n> আপনি শ্রীহস্তে বালু দিলা তাঁর গায় ॥৬৮॥", "synonyms": "*hari-bola hari-bola*—cantai Hari, cantai Hari; *bale*—cantou; *gaurarāya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āpani*—pessoalmente; *śrī-haste*—com Suas mãos transcendentais; *vālu dilā*—colocou areia; *tāṅra gāya*—sobre o corpo dele.", "translation": "**Com Suas mãos transcendentais, Śrī Caitanya Mahāprabhu cobriu pessoalmente o corpo de Haridāsa Ṭhākura com areia, cantando: \"Hari bol! Hari bol!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/69/", "verse_text": "tāṅre vālu diyā upare piṇḍā bāṅdhāilā\n\ncaudike piṇḍera mahā āvaraṇa kailā", "devanagari": "> তাঁরে বালু দিয়া উপরে পিণ্ডা বাঁধাইলা ।\n> চৌদিকে পিণ্ডের মহা আবরণ কৈলা ॥৬৯॥", "synonyms": "*tāṅre*—sobre o corpo de Haridāsa Ṭhākura; *vālu*—areia; *diyā*—colocando; *upare*—em cima; *piṇḍā bāṅdhāilā*—construíram uma plataforma; *cau-dike*—em toda a volta; *piṇḍera*—a plataforma; *mahā āvaraṇa kailā*—fizeram uma grande cerca protetora.", "translation": "**Eles cobriram o corpo de Haridāsa Ṭhākura com areia e, em seguida, construíram uma plataforma sobre o local. A plataforma foi protegida em toda a sua volta por uma cerca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/70/", "verse_text": "tāhā beḍi' prabhu kailā kīrtana, nartana\n\nhari-dhvani-kolāhale bharila bhuvana", "devanagari": "> তাহা বেড়ি’ প্রভু কৈলা কীর্তন, নর্তন ।\n> হরিধ্বনি-কোলাহলে ভরিল ভুবন ॥৭০॥", "synonyms": "*tāhā*—aquela; *beḍi'*—rodeando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—realizou; *kīrtana nartana*—o canto e a dança; *hari-dhvani-kolāhale*—o som tumultuoso do santo nome de Hari; *bharila*—encheu; *bhuvana*—todo o universo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu dançou e cantou em toda a volta da plataforma, e, à medida que o santo nome de Hari ressoava tumultuosamente, todo o universo se encheu da vibração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/71/", "verse_text": "tabe mahāprabhu saba bhakta-gaṇa-saṅge\n\nsamudre karilā snāna-jala-keli raṅge", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সব ভক্তগণ-সঙ্গে ।\n> সমুদ্রে করিলা স্নান-জলকেলি রঙ্গে ॥৭১॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa-saṅge*—com os devotos; *samudre*—no mar; *karilā snāna*—tomou banho; *jala-keli*—brincando na água; *raṅge*—em grande júbilo.", "translation": "**Após o saṅkīrtana, Śrī Caitanya Mahāprabhu banhou-se no mar com Seus devotos, nadando e brincando na água em grande júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/72/", "verse_text": "haridāse pradakṣiṇa kari' āila siṁha-dvāre\n\nhari-kīrtana-kolāhala sakala nagare", "devanagari": "> হরিদাসে প্রদক্ষিণ করি’ আইল সিংহদ্বারে ।\n> হরিকীর্তন-কোলাহল সকল নগরে ॥৭২॥", "synonyms": "*haridāse*—Haridāsa; *pradakṣiṇa kari'*—circundando; *āila siṁha-dvāre*—dirigiu-se ao portão do templo de Jagannātha conhecido como Siṁha-dvāra; *hari-kīrtana-kolāhala*—o som tumultuoso do canto congregacional; *sakala nagare*—por toda a cidade.", "translation": "**Após circundar o túmulo de Haridāsa Ṭhākura, Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se ao portão Siṁha-dvāra do templo de Jagannātha. A cidade inteira cantava em congregação, e o som tumultuoso vibrava por toda a cidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/73/", "verse_text": "siṁha-dvāre āsi' prabhu pasārira ṭhāṅi\n\nāṅcala pātiyā prasāda māgilā tathāi", "devanagari": "> সিংহদ্বারে আসি’ প্রভু পসারির ঠাঁই ।\n> আঁচল পাতিয়া প্রসাদ মাগিলা তথাই ॥৭৩॥", "synonyms": "*siṁha-dvāre āsi'*—chegando diante do Siṁha-dvāra; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pasārira ṭhāṅi*—de todos os comerciantes; *āṅcala pātiyā*—estendendo Seu pano; *prasāda*—o prasāda de Jagannātha; *māgilā*—mendigou; *tathāi*—ali.", "translation": "**Ao chegar ao portão Siṁha-dvāra, Śrī Caitanya Mahāprabhu estendeu Seu pano e pôs-se a mendigar prasāda de todos os comerciantes que ali se encontravam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/74/", "verse_text": "'haridāsa-ṭhākurera mahotsavera tare\n\nprasāda māgiye bhikṣā deha' ta' āmāre'", "devanagari": "> ‘হরিদাস-ঠাকুরের মহোৎসবের তরে ।\n> প্রসাদ মাগিয়ে ভিক্ষা দেহ’ ত’ আমারে’ ॥৭৪॥", "synonyms": "*haridāsa-ṭhākurera*—de Haridāsa Ṭhākura; *mahotsavera tare*—para realizar um festival; *prasāda māgiye*—estou mendigando prasāda; *bhikṣā deha'*—por favor, dai esmola; *ta'*—certamente; *āmāre*—a Mim.", "translation": "**\"Estou mendigando prasāda para um festival em honra do desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura\", disse o Senhor. \"Por favor, dai-Me esmola.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/75/", "verse_text": "śuniyā pasāri saba cāṅgaḍā uṭhāñā\n\nprasāda dite āse tārā ānandita hañā", "devanagari": "> শুনিয়া পসারি সব চাঙ্গড়া উঠাঞা ।\n> প্রসাদ দিতে আসে তারা আনন্দিত হঞা ॥৭৫॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *pasāri*—os comerciantes; *saba*—todos; *cāṅgaḍā uṭhāñā*—tomando um grande cesto; *prasāda dite*—para entregar o prasāda; *āse*—adiantam-se; *tāra*—eles; *ānandita hañā*—em grande júbilo.", "translation": "**Ao ouvirem isso, todos os comerciantes imediatamente se adiantaram com grandes cestos de prasāda, que entregaram jubilosamente ao Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/76/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi pasārike niṣedhila\n\ncāṅgaḍā lañā pasāri pasāre vasila", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি পসারিকে নিষেধিল ।\n> চাঙ্গড়া লঞা পসারি পসারে বসিল ॥৭৬॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *pasārike*—os comerciantes; *niṣedhila*—proibiu; *cāṅgaḍā lañā*—tomando os cestos; *pasāri*—os comerciantes; *pasāre vasila*—sentaram-se em suas lojas.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara, contudo, deteve-os, e os comerciantes regressaram às suas lojas e sentaram-se com seus cestos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/77/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi prabhure ghara pāṭhāilā\n\ncāri vaiṣṇava, cāri pichāḍā saṅge rākhilā", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি প্রভুরে ঘর পাঠাইলা ।\n> চারি বৈষ্ণব, চারি পিছাড়া সঙ্গে রাখিলা ॥৭৭॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ghara pāṭhāilā*—enviou à Sua residência; *cāri vaiṣṇava*—quatro vaiṣṇavas; *cāri pichāḍā*—quatro servos carregadores; *saṅge rākhilā*—manteve consigo.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara enviou Śrī Caitanya Mahāprabhu de volta à Sua residência e manteve consigo quatro vaiṣṇavas e quatro servos carregadores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/78/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi kahilena saba pasārire\n\neka eka dravyera eka eka puñjā deha' more", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি কহিলেন সব পসারিরে ।\n> এক এক দ্রব্যের এক এক পুঞ্জা দেহ’ মোরে ॥৭৮॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kahilena*—disse; *saba pasārire*—a todos os comerciantes; *eka eka dravyera*—de cada tipo específico de prasāda; *eka eka puñjā*—quatro punhados; *deha' more*—entreguem a mim.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse a todos os comerciantes: \"Entreguem-me quatro punhados de prasāda de cada um dos itens.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/79/", "verse_text": "ei-mate nānā prasāda bojhā bāndhāñā\n\nlañā āilā cāri janera mastake caḍāñā", "devanagari": "> এইমতে নানা প্রসাদ বোঝা বান্ধাঞা ।\n> লঞা আইলা চারি জনের মস্তকে চড়াঞা ॥৭৯॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *nānā*—variados; *prasāda*—prasāda; *bojhā*—carga; *bāndhāñā*—empacotando; *lañā āilā*—trouxe; *cāri janera*—das quatro pessoas; *mastake*—nas cabeças; *caḍāñā*—colocando.", "translation": "**Dessa maneira, variedades de prasāda foram reunidas, depois empacotadas em diferentes cargas e carregadas nas cabeças dos quatro servos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/80/", "verse_text": "vāṇīnātha paṭṭanāyaka prasāda ānilā\n\nkāśī-miśra aneka prasāda pāṭhāilā", "devanagari": "> বাণীনাথ পট্টনায়ক প্রসাদ আনিলা ।\n> কাশীমিশ্র অনেক প্রসাদ পাঠাইলা ॥৮০॥", "synonyms": "*vāṇīnātha paṭṭanāyaka*—Vāṇīnātha Paṭṭanāyaka; *prasāda*—prasāda; *ānilā*—trouxe; *kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *aneka prasāda*—variedades de prasāda; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Não apenas Svarūpa Dāmodara Gosvāmī trouxe prasāda, mas também Vāṇīnātha Paṭṭanāyaka, bem como Kāśī Miśra, enviaram grandes quantidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/81/", "verse_text": "saba vaiṣṇave prabhu vasāilā sāri sāri\n\nāpane pariveśe prabhu lañā janā cāri", "devanagari": "> সব বৈষ্ণবে প্রভু বসাইলা সারি সারি ।\n> আপনে পরিবেশে প্রভু লঞা জনা চারি ॥৮১॥", "synonyms": "*saba vaiṣṇave*—todos os vaiṣṇavas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasāilā*—fez sentar; *sāri sāri*—em filas; *āpane*—pessoalmente; *pariveśe*—distribui; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—tomando; *janā cāri*—quatro homens.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu fez todos os devotos sentarem-se em filas e pessoalmente começou a distribuir o prasāda, auxiliado por outros quatro homens.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/82/", "verse_text": "mahāprabhura śrī-haste alpa nā āise\n\neka eka pāte pañca-janāra bhakṣya pariveśe", "devanagari": "> মহাপ্রভুর শ্রীহস্তে অল্প না আইসে ।\n> একএক পাতে পঞ্চজনার ভক্ষ্য পরিবেশে ॥৮২॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-haste*—nas mãos transcendentais; *alpa*—uma pequena quantidade; *nā āise*—não vinha; *eka eka pāte*—em cada prato; *pañca-janāra*—de cinco homens; *bhakṣya*—alimentos; *pariveśe*—Ele servia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu não estava acostumado a servir prasāda em pequenas quantidades. Por isso, colocava em cada prato o que ao menos cinco homens poderiam comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/83/", "verse_text": "svarūpa kahe,--\"prabhu, vasi' karaha darśana\n\nāmi iṅhā-sabā lañā kari pariveśana", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — “প্রভু, বসি’ করহ দর্শন ।\n> আমি ইঁহা-সবা লঞা করি পরিবেশন ॥৮৩॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara disse; *prabhu*—meu Senhor; *vasi'*—sentando-se; *karaha darśana*—observa; *āmi*—eu; *iṅhā-sabā lañā*—com todas estas pessoas; *kari pariveśana*—distribuirei.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī solicitou a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Por favor, senta-Te e observa. Com estes homens para me ajudarem, eu distribuirei o prasāda.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/84/", "verse_text": "svarūpa, jagadānanda, kāśīśvara, śaṅkara\n\ncāri-jana pariveśana kare nirantara", "devanagari": "> স্বরূপ, জগদানন্দ, কাশীশ্বর, শঙ্কর ।\n> চারিজন পরিবেশন করে নিরন্তর ॥৮৪॥", "synonyms": "*svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *kāśīśvara*—Kāśīśvara; *śaṅkara*—Śaṅkara; *cāri-jana*—quatro homens; *pariveśana kare*—distribuem; *nirantara*—continuamente.", "translation": "**Os quatro homens — Svarūpa, Jagadānanda, Kāśīśvara e Śaṅkara — distribuíam o prasāda continuamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/85/", "verse_text": "prabhu nā khāile keha nā kare bhojana\n\nprabhure se dine kāśī-miśrera nimantraṇa", "devanagari": "> প্রভু না খাইলে কেহ না করে ভোজন ।\n> প্রভুরে সে দিনে কাশীমিশ্রের নিমন্ত্রণ ॥৮৫॥", "synonyms": "*prabhu nā khāile*—enquanto o Senhor não comesse; *keha nā kare bhojana*—ninguém comeria; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *se dine*—naquele dia; *kāśī-miśrera*—de Kāśī Miśra; *nimantraṇa*—o convite.", "translation": "**Todos os devotos que se sentavam não aceitavam o prasāda enquanto o Senhor não houvesse comido. Naquele dia, contudo, Kāśī Miśra havia estendido um convite ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/86/", "verse_text": "āpane kāśī-miśra āilā prasāda lañā\n\nprabhure bhikṣā karāilā āgraha kariyā", "devanagari": "> আপনে কাশীমিশ্র আইলা প্রসাদ লঞা ।\n> প্রভুরে ভিক্ষা করাইলা আগ্রহ করিয়া ॥৮৬॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *kāśī-miśra*—Kāśī Miśra; *āilā*—veio; *prasāda lañā*—trazendo prasāda; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā karāilā*—serviu prasāda para comer; *āgraha kariyā*—com grande atenção.", "translation": "**Por isso, Kāśī Miśra dirigiu-se pessoalmente ao local e entregou o prasāda a Śrī Caitanya Mahāprabhu com grande atenção, fazendo-O comer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/87/", "verse_text": "purī-bhāratīra saṅge prabhu bhikṣā kailā\n\nsakala vaiṣṇava tabe bhojana karilā", "devanagari": "> পুরী-ভারতীর সঙ্গে প্রভু ভিক্ষা কৈলা ।\n> সকল বৈষ্ণব তবে ভোজন করিলা ॥৮৭॥", "synonyms": "*purī-bhāratīra saṅge*—com Paramānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā kailā*—honrou o prasāda; *sakala vaiṣṇava*—todos os vaiṣṇavas; *tabe*—então; *bhojana karilā*—começaram a comer.", "translation": "**Com Paramānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se e aceitou o prasāda. Quando Ele começou a comer, assim também o fizeram todos os vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/88/", "verse_text": "ākaṇṭha pūrāñā sabāya karāilā bhojana\n\ndeha' deha' bali' prabhu balena vacana", "devanagari": "> আকণ্ঠ পূরাঞা সবায় করাইলা ভোজন ।\n> দেহ’ দেহ’ বলি’ প্রভু বলেন বচন ॥৮৮॥", "synonyms": "*ākaṇṭha pūrāñā*—enchendo até a garganta; *sabāya*—a todos; *karāilā bhojana*—fez comer; *deha' deha'*—deem-lhes mais, deem-lhes mais; *bali'*—dizendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *balena vacana*—falava.", "translation": "**Todos ficaram empanturrados até a garganta, porque Śrī Caitanya Mahāprabhu não parava de dizer aos distribuidores: \"Deem-lhes mais! Deem-lhes mais!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/89/", "verse_text": "bhojana kariyā sabe kailā ācamana\n\nsabāre parāilā prabhu mālya-candana", "devanagari": "> ভোজন করিয়া সবে কৈলা আচমন ।\n> সবারে পরাইলা প্রভু মাল্য-চন্দন ॥৮৯॥", "synonyms": "*bhojana kariyā*—após comer; *sabe*—todos os devotos; *kailā*—realizaram; *ācamana*—a lavagem da boca e das mãos; *sabāre*—a todos eles; *parāilā*—colocou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mālya*—guirlanda de flores; *candana*—polpa de sândalo.", "translation": "**Depois que todos os devotos terminaram de aceitar o prasāda e lavaram as mãos e a boca, Śrī Caitanya Mahāprabhu enfeitou cada um deles com uma guirlanda de flores e polpa de sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/90/", "verse_text": "premāviṣṭa hañā prabhu karena vara-dāna\n\nśuni' bhakta-gaṇera juḍāya manaskāma", "devanagari": "> প্রেমাবিষ্ট হঞা প্রভু করেন বর-দান ।\n> শুনি’ ভক্তগণের জুড়ায় মনস্কাম ॥৯০॥", "synonyms": "*prema-āviṣṭa hañā*—estando dominado pelo amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena vara-dāna*—ofereceu uma bênção; *śuni'*—ouvindo; *bhakta-gaṇera*—dos devotos; *juḍāya*—ficaram satisfeitos; *manaḥ-kāma*—os desejos da mente.", "translation": "**Dominado pelo amor extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu ofereceu uma bênção a todos os devotos, que todos os devotos ouviram com grande satisfação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/91-93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/91-93/", "verse_text": "\"haridāsera vijayotsava ye kaila darśana\n\nye ihāṅ nṛtya kaila, ye kaila kīrtana\n\nye tāṅre vālukā dite karila gamana\n\ntāra madhye mahotsave ye kaila bhojana\n\nacire ha-ibe tā-sabāra 'kṛṣṇa-prāpti'\n\nharidāsa-daraśane haya aiche 'śakti'", "devanagari": "> “হরিদাসের বিজয়োৎসব যে কৈল দর্শন ।\n> যে ইহাঁ নৃত্য কৈল, যে কৈল কীর্তন ॥৯১॥\n> যে তাঁরে বালুকা দিতে করিল গমন ।\n> তার মধ্যে মহোৎসবে যে কৈল ভোজন ॥৯২॥\n> অচিরে হইবে তা-সবার ‘কৃষ্ণপ্রাপ্তি’ ।\n> হরিদাস-দরশনে হয় ঐছে ‘শক্তি’ ॥৯৩॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *vijaya-utsava*—o festival do desaparecimento; *ye*—qualquer um que; *kaila darśana*—tenha visto; *ye*—qualquer um que; *ihāṅ*—aqui; *nṛtya kaila*—dançou; *ye*—qualquer um que; *kaila kīrtana*—cantou; *ye*—qualquer um que; *tāṅre*—sobre ele; *vālukā dite*—oferecer areia; *karila gamana*—adiantou-se; *tāra madhye*—nesse contexto; *mahotsave*—no festival; *ye*—qualquer um que; *kaila bhojana*—tomou prasāda; *acire*—muito em breve; *ha-ibe*—haverá; *tā-sabāra*—de todos eles; *kṛṣṇa-prāpti*—alcance de Kṛṣṇa; *haridāsa-daraśane*—por ver Haridāsa Ṭhākura; *haya*—há; *aiche*—tal; *śakti*—poder.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu esta bênção: \"Qualquer um que tenha visto o festival do desaparecimento de Śrī Haridāsa Ṭhākura, qualquer um que aqui tenha cantado e dançado, qualquer um que tenha oferecido areia sobre o corpo de Haridāsa Ṭhākura e qualquer um que tenha participado deste festival para tomar parte do prasāda alcançará a graça de Kṛṣṇa muito em breve. Tal é o maravilhoso poder de ver Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/94/", "verse_text": "kṛpā kari' kṛṣṇa more diyāchilā saṅga\n\nsvatantra kṛṣṇera icchā,--kailā saṅga-bhaṅga", "devanagari": "> কৃপা করি’ কৃষ্ণ মোরে দিয়াছিলা সঙ্গ ।\n> স্বতন্ত্র কৃষ্ণের ইচ্ছা, — কৈলা সঙ্গ-ভঙ্গ ॥৯৪॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *more*—a Mim; *diyāchilā saṅga*—concedeu a associação; *svatantra*—independente; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *icchā*—desejo; *kailā saṅga-bhaṅga*—rompeu Minha associação.", "translation": "**\"Sendo misericordioso para coMigo, Kṛṣṇa concedeu-Me a associação de Haridāsa Ṭhākura. Sendo independente em Seus desejos, Ele agora rompeu essa associação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/95/", "verse_text": "haridāsera icchā yabe ha-ila calite\n\nāmāra śakati tāṅre nārila rākhite", "devanagari": "> হরিদাসের ইচ্ছা যবে হইল চলিতে ।\n> আমার শকতি তাঁরে নারিল রাখিতে ॥৯৫॥", "synonyms": "*haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *icchā*—o desejo; *yabe*—quando; *ha-ila*—foi; *calite*—partir; *āmāra śakati*—Minha força; *tāṅre*—a ele; *nārila rākhite*—não pôde reter.", "translation": "**\"Quando Haridāsa Ṭhākura quis deixar este mundo material, não esteve em Meu poder detê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/96/", "verse_text": "icchā-mātre kailā nija-prāṇa niṣkrāmaṇa\n\npūrve yena śuniyāchi bhīṣmera maraṇa", "devanagari": "> ইচ্ছামাত্রে কৈলা নিজপ্রাণ নিষ্ক্রামণ ।\n> পূর্বে যেন শুনিয়াছি ভীষ্মের মরণ ॥৯৬॥", "synonyms": "*icchā-mātre*—apenas pelo desejo; *kailā*—realizou; *nija-prāṇa*—de sua vida; *niṣkrāmaṇa*—partida; *pūrve*—outrora; *yena*—como; *śuniyāchi*—ouvimos; *bhīṣmera maraṇa*—a morte de Bhīṣmadeva.", "translation": "**\"Simplesmente por sua vontade, Haridāsa Ṭhākura pôde abandonar a vida e partir, exatamente como Bhīṣma, que outrora morreu simplesmente por seu próprio desejo, conforme ouvimos do śāstra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/97/", "verse_text": "haridāsa āchila pṛthivīra 'śiromaṇi'\n\ntāhā vinā ratna-śūnyā ha-ila medinī", "devanagari": "> হরিদাস আছিল পৃথিবীর ‘শিরোমণি’ ।\n> তাহা বিনা রত্ন-শূন্যা হইল মেদিনী ॥৯৭॥", "synonyms": "*haridāsa*—Ṭhākura Haridāsa; *āchila*—era; *pṛthivīra*—deste mundo; *śiromaṇi*—a joia da coroa; *tāhā vinā*—sem ele; *ratna-śūnyā*—sem a valiosa joia; *ha-ila*—torna-se; *medinī*—este mundo.", "translation": "**\"Haridāsa Ṭhākura era a joia da coroa sobre a cabeça deste mundo; sem ele, este mundo agora está privado de sua valiosa joia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/98/", "verse_text": "'jaya jaya haridāsa' bali' kara hari-dhvani\"\n\neta bali' mahāprabhu nācena āpani", "devanagari": "> ‘জয় জয় হরিদাস’ বলি’ কর হরিধ্বনি” ।\n> এত বলি’ মহাপ্রভু নাচেন আপনি ॥৯৮॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *haridāsa*—a Haridāsa Ṭhākura; *bali'*—dizendo; *kara hari-dhvani*—cantai o santo nome do Senhor; *eta bali'*—dizendo isso; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nācena*—dança; *āpani*—pessoalmente.", "translation": "**Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a todos: \"Dizei 'Todas as glórias a Haridāsa Ṭhākura!' e cantai o santo nome de Hari.\" Dizendo isso, Ele próprio começou a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/99/", "verse_text": "sabe gāya,--\"jaya jaya jaya haridāsa\n\nnāmera mahimā yeṅha karilā prakāśa\"", "devanagari": "> সবে গায়, — “জয় জয় জয় হরিদাস ।\n> নামের মহিমা যেঁহ করিলা প্রকাশ ।।” ॥ ৯৯ ॥", "synonyms": "*sabe gāya*—todos cantaram; *jaya jaya jaya*—todas as glórias; *haridāsa*—a Haridāsa Ṭhākura; *nāmera mahimā*—as glórias de cantar o santo nome; *yeṅha*—que; *karilā prakāśa*—revelou.", "translation": "**Todos começaram a cantar: \"Todas as glórias a Haridāsa Ṭhākura, que revelou a importância de cantar o santo nome do Senhor!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/100/", "verse_text": "tabe mahāprabhu saba bhakte vidāya dilā\n\nharṣa-viṣāde prabhu viśrāma karilā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সব ভক্তে বিদায় দিলা ।\n> হর্ষ-বিষাদে প্রভু বিশ্রাম করিলা ॥১০০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saba bhakte*—de todos os devotos; *vidāya dilā*—despediu-se; *harṣa-viṣāde*—em felicidade e aflição misturadas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viśrāma karilā*—foi descansar.", "translation": "**Em seguida, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se de todos os devotos e, com sentimentos mistos de felicidade e aflição, foi descansar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/101/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ haridāsera vijaya\n\nyāhāra śravaṇe kṛṣṇe dṛḍha-bhakti haya", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ হরিদাসের বিজয় ।\n> যাহার শ্রবণে কৃষ্ণে দৃঢ়ভক্তি হয় ॥১০১॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—eu falei; *haridāsera*—de Haridāsa Ṭhākura; *vijaya*—a vitória; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir o que; *kṛṣṇe*—no Senhor Kṛṣṇa; *dṛḍha-bhakti*—firme serviço devocional; *haya*—torna-se.", "translation": "**Assim, falei sobre o vitorioso desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura. Quem quer que ouça esta narração certamente fixará a mente firmemente no serviço devocional a Kṛṣṇa.**", "purport": "Em Puruṣottama-kṣetra, ou Jagannātha Purī, há um templo de Ṭoṭā-gopīnātha. Indo dali até o mar, a pessoa pode descobrir o túmulo de Haridāsa Ṭhākura ainda existente. Todos os anos, na data de Ananta-caturdaśī, há um festival para comemorar o desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura. No mesmo lugar, três Deidades de Nityānanda, Kṛṣṇa Caitanya e Advaita Prabhu foram instaladas há cerca de cem anos. Um cavalheiro chamado Bhramaravara, de Kendrāpāḍā, na província de Orissa, contribuiu com fundos para instalar essas Deidades no templo. A administração do templo estava a cargo dos Ṭoṭā-gopīnātha gosvāmīs.\n\nEsse templo foi posteriormente vendido a outra pessoa, e esse grupo agora mantém a sevā-pūjā do templo. Perto desse templo e do túmulo de Haridāsa Ṭhākura, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura construiu uma pequena casa, chamada Bhakti-kuṭī. No ano bengali de 1329 (1922 d.C.), o Puruṣottama-maṭha, um ramo do Gauḍīya Maṭha, foi ali estabelecido. No Bhakti-ratnākara, afirma-se:\n\nśrīnivāsa śīghra samudrera kūle gelā\n\nharidāsa-ṭhākurera samādhi dekhilā\n\nbhūmite paḍiyā kailā praṇati vistara\n\nbhāgavata-gaṇa śrī-samādhi-sannidhāne\n\nśrīnivāse sthira kailā sasneha-vacane\n\npunaḥ śrīnivāsa śrī-samādhi praṇamiyā\n\nye vilāpa kailā, tā śunile drave hiyā\n\n\"Śrīnivāsa Ṭhākura correu rapidamente para a praia. Quando viu o túmulo de Haridāsa Ṭhākura, imediatamente prostrou-se oferecendo orações e quase desfaleceu. Os devotos ali presentes acalmaram-no com palavras muito doces e afetuosas, e Śrīnivāsa novamente ofereceu suas reverências ao túmulo. Ouvir a separação que Śrīnivāsa expressou em sua lamentação junto ao túmulo de Haridāsa Ṭhākura faz o coração da pessoa derreter-se.\""}
{"ref": "cc/antya/11/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/102/", "verse_text": "caitanyera bhakta-vātsalya ihātei jāni\n\nbhakta-vāñchā pūrṇa kailā nyāsi-śiromaṇi", "devanagari": "> চৈতন্যের ভক্তবাৎসল্য ইহাতেই জানি ।\n> ভক্তবাঞ্ছা পূর্ণ কৈলা ন্যাসি-শিরোমণি ॥১০২॥", "synonyms": "*caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-vātsalya*—o afeto por Seus devotos; *ihātei*—disto; *jāni*—a pessoa pode compreender; *bhakta-vāñchā*—o desejo do devoto; *pūrṇa kailā*—satisfez plenamente; *nyāsi-śiromaṇi*—a joia da coroa dos sannyāsīs, Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Do incidente do desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura e do grande cuidado que Śrī Caitanya Mahāprabhu teve ao comemorá-lo, a pessoa pode compreender quão afetuoso Ele é para com Seus devotos. Embora seja o mais elevado de todos os sannyāsīs, Ele satisfez plenamente o desejo de Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/103/", "verse_text": "śeṣa-kāle dilā tāṅre darśana-sparśana\n\ntāṅre kole kari' kailā āpane nartana", "devanagari": "> শেষকালে দিলা তাঁরে দর্শন-স্পর্শন ।\n> তাঁরে কোলে করি’ কৈলা আপনে নর্তন ॥১০৩॥", "synonyms": "*śeṣa-kāle*—na última fase de sua vida; *dilā*—concedeu; *tāṅre*—a Haridāsa Ṭhākura; *darśana-sparśana*—audiência e toque; *tāṅre*—a ele; *kole kari'*—tomando no colo; *kailā*—realizou; *āpane*—pessoalmente; *nartana*—dança.", "translation": "**Na última fase da vida de Haridāsa Ṭhākura, Śrī Caitanya Mahāprabhu deu-lhe Sua companhia e permitiu-lhe tocá-Lo. Em seguida, tomou o corpo de Ṭhākura Haridāsa em Seu colo e pessoalmente dançou com ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/104/", "verse_text": "āpane śrī-haste kṛpāya tāṅre vālu dilā\n\nāpane prasāda māgi' mahotsava kailā", "devanagari": "> আপনে শ্রীহস্তে কৃপায় তাঁরে বালু দিলা ।\n> আপনে প্রসাদ মাগি’ মহোৎসব কৈলা ॥১০৪॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *śrī-haste*—com Suas mãos transcendentais; *kṛpāya*—por Sua misericórdia imotivada; *tāṅre*—a ele; *vālu dilā*—cobriu de areia; *āpane*—pessoalmente; *prasāda māgi'*—pedindo prasāda; *mahotsava kailā*—realizou um grande festival.", "translation": "**Por Sua misericórdia imotivada, Ele pessoalmente cobriu de areia o corpo de Haridāsa Ṭhākura e pessoalmente mendigou esmolas dos comerciantes. Depois, conduziu um grande festival para celebrar o desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/105/", "verse_text": "mahā-bhāgavata haridāsa--parama-vidvān\n\ne saubhāgya lāgi' āge karilā prayāṇa", "devanagari": "> মহাভাগবত হরিদাস — পরম-বিদ্বান্ ।\n> এ সৌভাগ্য লাগি’ আগে করিলা প্রয়াণ ॥১০৫॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata*—grande devoto; *haridāsa*—Haridāsa Ṭhākura; *parama-vidvān*—o mais erudito; *e saubhāgya lāgi'*—por causa de sua grande fortuna; *āge*—primeiro; *karilā prayāṇa*—ele faleceu.", "translation": "**Haridāsa Ṭhākura não era apenas o devoto mais elevado do Senhor, mas também um grande e erudito estudioso. Foi sua grande fortuna que ele tenha falecido antes de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Haridāsa Ṭhākura é mencionado aqui como o mais erudito estudioso, parama-vidvān. Na verdade, a ciência mais importante a se conhecer é a ciência de libertar-se das garras da existência material. Quem quer que conheça essa ciência deve ser considerado a pessoa mais erudita. Aquele que conhece a situação temporária deste mundo material e é hábil em alcançar uma situação permanente no mundo espiritual, que sabe que a Suprema Personalidade de Deus está além da jurisdição de nosso conhecimento experimental, é compreendido como o mais erudito estudioso. Haridāsa Ṭhākura conhecia essa ciência perfeitamente. Por isso, ele é descrito, nesse contexto, como parama-vidvān. Ele pessoalmente pregou a importância de cantar o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, que é aprovado pelas escrituras reveladas.\n\nComo se afirma no *Śrīmad-Bhāgavatam* (7.5.24):\n\niti puṁsārpitā viṣṇau\n\nbhaktiś cen nava-lakṣaṇā\n\nkriyeta bhagavaty addhā\n\ntan manye 'dhītam uttamam\n\nHá nove processos diferentes de serviço devocional a Kṛṣṇa, sendo os mais importantes śravaṇaṁ kīrtanam — ouvir e cantar. Haridāsa Ṭhākura conhecia muito bem essa ciência, e, portanto, ele pode ser chamado, tecnicamente, de sarva-śāstrādhītī. Quem quer que tenha aprendido a essência de toda a escritura Védica deve ser conhecido como uma pessoa instruída de primeira classe, com pleno conhecimento de todo o śāstra."}
{"ref": "cc/antya/11/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/106/", "verse_text": "caitanya-caritra ei amṛtera sindhu\n\nkarṇa-mana tṛpta kare yāra eka bindu", "devanagari": "> চৈতন্যচরিত্র এই অমৃতের সিন্ধু ।\n> কর্ণ-মন তৃপ্ত করে যার এক বিন্দু ॥১০৬॥", "synonyms": "*caitanya-caritra*—a vida e as características de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—este; *amṛtera sindhu*—o oceano de néctar; *karṇa*—o ouvido; *mana*—a mente; *tṛpta kare*—satisfaz; *yāra*—do qual; *eka*—uma; *bindu*—gota.", "translation": "**A vida e as características de Śrī Caitanya Mahāprabhu são exatamente como um oceano de néctar, uma só gota do qual pode satisfazer a mente e o ouvido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/107/", "verse_text": "bhava-sindhu taribāre āche yāra citta\n\nśraddhā kari' śuna sei caitanya-caritra", "devanagari": "> ভবসিন্ধু তরিবারে আছে যার চিত্ত ।\n> শ্রদ্ধা করি’ শুন সেই চৈতন্যচরিত্র ॥১০৭॥", "synonyms": "*bhava-sindhu*—o oceano da existência material; *taribāre*—para atravessar; *āche*—há; *yāra*—de quem; *citta*—o desejo; *śraddhā kari'*—com fé e amor; *śuna*—ouvi; *sei*—essa; *caitanya-caritra*—a vida e as características de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quem quer que deseje atravessar o oceano da ignorância, que ouça com grande fé a vida e as características de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/11/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/11/108/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১০৮॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Primeiro Capítulo, que descreve o desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura."}
{"ref": "cc/antya/12/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/1/", "verse_text": "śrūyatāṁ śrūyatāṁ nityaṁ\ngīyatāṁ gīyatāṁ mudā\ncintyatāṁ cintyatāṁ bhaktāś\ncaitanya-caritāmṛtam", "devanagari": "> শ্রূয়তাং শ্রূয়তাং নিত্যং গীয়তাং গীয়তাং মুদা ।\n> চিন্ত্যতাং চিন্ত্যতাং ভক্তাশ্চৈতন্যচরিতামৃতম্ ॥১॥", "synonyms": "*śrūyatām*—que seja ouvida; *śrūyatām*—que seja ouvida; *nityam*—sempre; *gīyatām*—que seja cantada; *gīyatām*—que seja cantada; *mudā*—com grande felicidade; *cintyatām*—que seja meditada; *cintyatām*—que seja meditada; *bhaktāḥ*—ó devotos; *caitanya-caritāmṛtam*—a vida e as características transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Ó devotos, que a vida e as características transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu sejam sempre ouvidas, cantadas e meditadas com grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya dayāmaya\njaya jaya nityānanda kṛpā-sindhu jaya", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় দয়াময় ।\n> জয় জয় নিত্যানন্দ কৃপাসিন্ধু জয় ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *dayā-maya*—todo-misericordioso; *jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *kṛpā-sindhu*—o oceano de misericórdia; *jaya*—todas as glórias.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é todo-misericordioso! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu, que é um oceano de misericórdia!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/3/", "verse_text": "jayādvaita-candra jaya karuṇā-sāgara\njaya gaura-bhakta-gaṇa kṛpā-pūrṇāntara", "devanagari": "> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় করুণা-সাগর ।\n> জয় গৌরভক্তগণ কৃপা-পূর্ণান্তর ॥৩॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *karuṇā-sāgara*—o oceano de misericórdia; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-gaṇa*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā-pūrṇa-antara*—cujos corações estão sempre repletos de misericórdia.", "translation": "**Todas as glórias a Advaita Ācārya, que também é um oceano de misericórdia! Todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, cujos corações estão sempre repletos de misericórdia!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/4/", "verse_text": "ataḥpara mahāprabhura viṣaṇṇa-antara\nkṛṣṇera viyoga-daśā sphure nirantara", "devanagari": "> অতঃপর মহাপ্রভুর বিষণ্ণ-অন্তর ।\n> কৃষ্ণের বিয়োগ-দশা স্ফুরে নিরন্তর ॥৪॥", "synonyms": "*ataḥpara*—em seguida; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viṣaṇṇa-antara*—mente abatida; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *viyoga-daśā*—sentimento de separação; *sphure*—manifesta-se; *nirantara*—continuamente.", "translation": "**A mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sempre abatida em virtude de um sentimento de separação de Kṛṣṇa que se manifestava continuamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/5/", "verse_text": "'hāhā kṛṣṇa prāṇa-nātha vrajendra-nandana!\nkāhāṅ yāṅa kāhāṅ pāṅa, muralī-vadana!'", "devanagari": "> ‘হাহা কৃষ্ণ প্রাণনাথ ব্রজেন্দ্রনন্দন !\n> কাহাঁ যাঙ কাহাঁ পাঙ, মুরলীবদন !’ ॥ ৫ ॥", "synonyms": "*hāhā*—ó; *kṛṣṇa*—Meu querido Kṛṣṇa; *prāṇa-nātha*—Minha vida e Minha alma; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda; *kāhāṅ yāṅa*—aonde irei; *kāhāṅ pāṅa*—onde Te encontrarei; *muralī*—flauta; *vadana*—boca.", "translation": "**O Senhor chorava: \"Ó Meu Senhor Kṛṣṇa, Minha vida e Minha alma! Ó filho de Mahārāja Nanda, aonde irei? Onde Te alcançarei? Ó Suprema Personalidade que tocas Tua flauta junto à boca!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/6/", "verse_text": "rātri-dina ei daśā svasti nāhi mane\nkaṣṭe rātri goṅāya svarūpa-rāmānanda-sane", "devanagari": "> রাত্রি-দিন এই দশা স্বস্তি নাহি মনে ।\n> কষ্টে রাত্রি গোঙায় স্বরূপ-রামানন্দ-সনে ॥৬॥", "synonyms": "*rātri-dina*—dia e noite; *ei daśā*—esta situação; *svasti nāhi mane*—nenhuma paz de espírito; *kaṣṭe*—com grande dificuldade; *rātri goṅāya*—passa a noite; *svarūpa-rāmānanda-sane*—na companhia de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Esta era Sua situação dia e noite. Incapaz de encontrar paz de espírito, Ele passava as noites com grande dificuldade na companhia de Svarūpa Dāmodara e Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/7/", "verse_text": "ethā gauḍa-deśe prabhura yata bhakta-gaṇa\nprabhu dekhibāre sabe karilā gamana", "devanagari": "> এথা গৌড়দেশে প্রভুর যত ভক্তগণ ।\n> প্রভু দেখিবারে সবে করিলা গমন ॥৭॥", "synonyms": "*ethā*—por outro lado; *gauḍa-deśe*—em Bengala; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yata*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *prabhu dekhibāre*—para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabe*—todos; *karilā gamana*—partiram.", "translation": "**Enquanto isso, todos os devotos partiram de seus lares em Bengala para ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/8/", "verse_text": "śivānanda-sena āra ācārya-gosāñi\nnavadvīpe saba bhakta hailā eka ṭhāñi", "devanagari": "> শিবানন্দ-সেন আর আচার্য-গোসাঞি ।\n> নবদ্বীপে সব ভক্ত হৈলা এক ঠাঞি ॥৮॥", "synonyms": "*śivānanda-sena*—Śivānanda Sena; *āra*—e; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *navadvīpe*—em Navadvīpa; *saba bhakta*—todos os devotos; *hailā*—reuniram-se; *eka ṭhāñi*—num só lugar.", "translation": "**Encabeçados por Śivānanda Sena, Advaita Ācārya e outros, todos os devotos reuniram-se em Navadvīpa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/9/", "verse_text": "kulīna-grāma-vāsī āra yata khaṇḍa-vāsī\nekatra mililā saba navadvīpe āsi'", "devanagari": "> কুলীনগ্রামবাসী আর যত খণ্ডবাসী ।\n> একত্র মিলিলা সব নবদ্বীপে আসি’ ॥৯॥", "synonyms": "*kulīna-grāma-vāsī*—os habitantes de Kulīna-grāma; *āra*—bem como; *yata*—todos; *khaṇḍa-vāsī*—os habitantes de Khaṇḍa; *ekatra*—num só lugar; *mililā*—encontraram-se; *saba*—todos eles; *navadvīpe āsi'*—vindo a Navadvīpa.", "translation": "**Os habitantes de Kulīna-grāma e da aldeia de Khaṇḍa também se reuniram em Navadvīpa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/10/", "verse_text": "nityānanda-prabhure yadyapi ājñā nāi\ntathāpi dekhite calena caitanya-gosāñi", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-প্রভুরে যদ্যপি আজ্ঞা নাই ।\n> তথাপি দেখিতে চলেন চৈতন্য-গোসাঞি ॥১০॥", "synonyms": "*nityānanda-prabhure*—ao Senhor Nityānanda; *yadyapi*—embora; *ājñā nāi*—não houvesse ordem; *tathāpi*—ainda assim; *dekhite*—para ver; *calena*—Ele foi; *caitanya-gosāñi*—o Senhor Caitanya.", "translation": "**Como Nityānanda Prabhu estava pregando em Bengala, Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenara-Lhe que não fosse a Jagannātha Purī. Naquele ano, contudo, Ele foi com o restante do grupo ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/11/", "verse_text": "śrīvāsādi cāri bhāi, saṅgete mālinī\nācāryaratnera saṅge tāṅhāra gṛhiṇī", "devanagari": "> শ্রীবাসাদি চারি ভাই, সঙ্গেতে মালিনী ।\n> আচার্যরত্নের সঙ্গে তাঁহার গৃহিণী ॥১১॥", "synonyms": "*śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *cāri bhāi*—quatro irmãos; *saṅgete mālinī*—acompanhado por sua esposa, Mālinī; *ācāryaratnera saṅge*—e com Ācāryaratna; *tāṅhāra gṛhiṇī*—sua esposa.", "translation": "**Śrīvāsa Ṭhākura também estava presente, com seus três irmãos e sua esposa, Mālinī. Ācāryaratna, de modo semelhante, estava acompanhado por sua esposa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/12/", "verse_text": "śivānanda-patnī cale tina-putra lañā\nrāghava-paṇḍita cale jhāli sājāñā", "devanagari": "> শিবানন্দ-পত্নী চলে তিন-পুত্র লঞা ।\n> রাঘব-পণ্ডিত চলে ঝালি সাজাঞা ॥১২॥", "synonyms": "*śivānanda-patnī*—a esposa de Śivānanda; *cale*—ia; *tina-putra lañā*—acompanhada por seus três filhos; *rāghava-paṇḍita cale*—Rāghava Paṇḍita ia; *jhāli sājāñā*—levando suas sacolas.", "translation": "**A esposa de Śivānanda Sena também veio, junto com seus três filhos. Rāghava Paṇḍita uniu-se a eles, levando suas célebres sacolas de alimentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/13/", "verse_text": "datta, gupta, vidyānidhi, āra yata jana\ndui-tina śata bhakta karilā gamana", "devanagari": "> দত্ত, গুপ্ত, বিদ্যানিধি, আর যত জন ।\n> দুই-তিন শত ভক্ত করিলা গমন ॥১৩॥", "synonyms": "*datta*—Vāsudeva Datta; *gupta*—Murāri Gupta; *vidyānidhi*—Vidyānidhi; *āra*—e; *yata jana*—todas as pessoas; *dui-tina śata*—de duzentas a trezentas; *bhakta*—devotos; *karilā gamana*—partiram.", "translation": "**Vāsudeva Datta, Murāri Gupta, Vidyānidhi e muitos outros devotos foram ver Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ao todo, eram de duzentos a trezentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/14/", "verse_text": "śacīmātā dekhi' sabe tāṅra ājñā lañā\nānande calilā kṛṣṇa-kīrtana kariyā", "devanagari": "> শচীমাতা দেখি’ সবে তাঁর আজ্ঞা লঞা ।\n> আনন্দে চলিলা কৃষ্ণকীর্তন করিয়া ॥১৪॥", "synonyms": "*śacī-mātā dekhi'*—vendo Śacīmātā; *sabe*—todos eles; *tāṅra ājñā lañā*—tomando sua permissão; *ānande*—com grande júbilo; *calilā*—partiram; *kṛṣṇa-kīrtana kariyā*—realizando o canto congregacional.", "translation": "**Os devotos primeiro viram Śacīmātā e tomaram sua permissão. Depois, com grande felicidade, partiram para Jagannātha Purī, cantando congregacionalmente o santo nome do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/15/", "verse_text": "śivānanda-sena kare ghāṭī-samādhāna\nsabāre pālana kari' sukhe lañā yāna", "devanagari": "> শিবানন্দ-সেন করে ঘাটী-সমাধান ।\n> সবারে পালন করি’ সুখে লঞা যান ॥১৫॥", "synonyms": "*śivānanda-sena*—Śivānanda Sena; *kare*—faz; *ghāṭī-samādhāna*—a administração do pagamento de pedágios; *sabāre pālana kari'*—mantendo a todos; *sukhe*—em felicidade; *lañā*—levando; *yāna*—vai.", "translation": "**Śivānanda Sena administrava o pagamento de pedágios em diferentes lugares. Mantendo a todos, guiava todos os devotos com grande felicidade.**", "purport": "Ghāṭī refere-se aos diversos postos de pedágio utilizados pelos Zamindars para arrecadar impostos em cada estado. De modo geral, esse imposto era arrecadado para manter as estradas governadas pelos vários Zamindars. Como os devotos de Bengala iam a Jagannātha Purī, tinham de passar por muitos desses postos de pedágio. Śivānanda Sena estava encarregado de pagar os pedágios."}
{"ref": "cc/antya/12/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/16/", "verse_text": "sabāra saba kārya karena, dena vāsa-sthāna\n\nśivānanda jāne uḍiyā-pathera sandhāna", "devanagari": "> সবার সব কার্য করেন, দেন বাসস্থান ।\n> শিবানন্দ জানে উড়িয়া-পথের সন্ধান ॥১৬॥", "synonyms": "*sabāra*—de todos; *saba*—todos; *kārya*—os afazeres; *karena*—realiza; *dena*—dá; *vāsa-sthāna*—lugar de residência; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *jāne*—conhece; *uḍiyā-pathera*—do caminho que vai a Orissa; *sandhāna*—as junções.", "translation": "**Śivānanda Sena cuidava de todos e dava a cada devoto um lugar para se hospedar. Ele conhecia todos os caminhos que levavam a Orissa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/17/", "verse_text": "eka-dina saba loka ghāṭiyāle rākhilā\n\nsabā chāḍāñā śivānanda ekalā rahilā", "devanagari": "> একদিন সব লোক ঘাটিয়ালে রাখিলা ।\n> সবা ছাড়াঞা শিবানন্দ একেলা রহিলা ॥১৭॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *saba loka*—todos os membros do grupo; *ghāṭiyāle rākhilā*—foram detidos pelo cobrador de pedágio; *sabā*—todos eles; *chāḍāñā*—fazendo com que fossem liberados; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *ekalā rahilā*—permaneceu sozinho.", "translation": "**Certo dia, quando o grupo estava sendo inspecionado por um cobrador de pedágio, os devotos receberam permissão para passar, e Śivānanda Sena permaneceu para trás sozinho a fim de pagar as taxas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/18/", "verse_text": "sabe giyā rahilā grāma-bhitara vṛkṣa-tale\n\nśivānanda vinā vāsa-sthāna nāhi mile", "devanagari": "> সবে গিয়া রহিলা গ্রাম-ভিতর বৃক্ষতলে ।\n> শিবানন্দ বিনা বাসস্থান নাহি মিলে ॥১৮॥", "synonyms": "*sabe*—todos eles; *giyā*—indo; *rahilā*—permaneceram; *grāma-bhitara*—dentro de uma aldeia; *vṛkṣa-tale*—sob uma árvore; *śivānanda vinā*—sem Śivānanda Sena; *vāsa-sthāna*—aposentos residenciais; *nāhi mile*—ninguém conseguia obter.", "translation": "**O grupo entrou numa aldeia e ficou esperando sob uma árvore, pois ninguém além de Śivānanda Sena podia providenciar seus aposentos residenciais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/19/", "verse_text": "nityānanda-prabhu bhokhe vyākula hañā\n\nśivānanda gāli pāḍe vāsā nā pāñā", "devanagari": "> নিত্যানন্দপ্রভু ভোখে ব্যাকুল হঞা ।\n> শিবানন্দে গালি পাড়ে বাসা না পাঞা ॥১৯॥", "synonyms": "*nityānanda-prabhu*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *bhokhe*—ficou com muita fome; *vyākula hañā*—estando perturbado; *śivānanda gāli pāḍe*—chamava Śivānanda por nomes ofensivos; *vāsā nā pāñā*—não obtendo aposentos residenciais.", "translation": "**Nesse meio-tempo, Nityānanda Prabhu ficou com muita fome e perturbado. Como ainda não havia obtido uma residência adequada, começou a chamar Śivānanda Sena por nomes ofensivos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/20/", "verse_text": "'tina putra maruka śivāra, ekhana nā āila\n\nbhokhe mari' genu, more vāsā nā deoyāila'", "devanagari": "> ‘তিন পুত্র মরুক শিবার, এখন না আইল ।\n> ভোখে মরি’ গেনু, মোরে বাসা না দেওয়াইল’ ॥২০॥", "synonyms": "*tina putra*—três filhos; *maruka*—que morram; *śivāra*—de Śivānanda Sena; *ekhana*—aqui; *nā āila*—ele não vem; *bhokhe mari' genu*—estou morrendo de fome; *more*—para Mim; *vāsā*—lugar de residência; *nā deoyāila*—ele não providenciou.", "translation": "**\"Śivānanda Sena não providenciou Minha residência\", queixou-se Ele, \"e estou com tanta fome que poderia morrer. Como ele não veio, amaldiçoo seus três filhos para que morram.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/21/", "verse_text": "śuni' śivānandera patnī kāndite lāgilā\n\nhena-kāle śivānanda ghāṭī haite āilā", "devanagari": "> শুনি’ শিবানন্দের পত্নী কান্দিতে লাগিলা ।\n> হেনকালে শিবানন্দ ঘাটী হৈতে আইলা ॥২১॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *śivānandera*—de Śivānanda Sena; *patnī*—a esposa; *kāndite lāgilā*—começou a chorar; *hena-kāle*—nesse momento; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *ghāṭī haite*—da estação de pedágio; *āilā*—veio.", "translation": "**Ao ouvir essa maldição, a esposa de Śivānanda Sena começou a chorar. Justamente nesse instante, Śivānanda regressou da estação de pedágio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/22/", "verse_text": "śivānandera patnī tāṅre kahena kāndiyā\n\n'putre śāpa dichena gosāñi vāsā nā pāñā'", "devanagari": "> শিবানন্দের পত্নী তাঁরে কহেন কান্দিয়া ।\n> ‘পুত্রে শাপ দিছেন গোসাঞি বাসা না পাঞা’ ॥২২॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *patnī*—a esposa; *tāṅre*—a ele; *kahena*—diz; *kāndiyā*—chorando; *putre*—sobre nossos filhos; *śāpa*—maldição; *dichena*—lançou; *gosāñi*—Nityānanda Prabhu; *vāsā nā pāñā*—não obtendo Seus aposentos residenciais.", "translation": "**Chorando, sua esposa o informou: \"O Senhor Nityānanda amaldiçoou nossos filhos para que morram, porque Seus aposentos não foram providenciados.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/23/", "verse_text": "teṅho kahe,--\"bāuli, kene maris kāndiyā?\n\nmaruka āmāra tina putra tāṅra bālāi lañā\"", "devanagari": "> তেঁহো কহে, — “বাউলি, কেনে মরিস্ কান্দিয়া ?\n> মরুক আমার তিন পুত্র তাঁর বালাই লঞা ।।” ॥ ২৩ ॥", "synonyms": "*teṅho kahe*—ele disse; *bāuli*—mulher louca; *kene*—por que; *maris*—estás morrendo; *kāndiyā*—chorando; *maruka*—que morram; *āmāra*—meus; *tina*—três; *putra*—filhos; *tāṅra*—Dele; *bālāi*—os incômodos; *lañā*—assumindo.", "translation": "**Śivānanda Sena respondeu: \"Mulher louca! Por que choras sem necessidade? Que meus três filhos morram para assumir todo o incômodo que causamos a Nityānanda Prabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/24/", "verse_text": "eta bali' prabhu-pāśe gelā śivānanda\n\nuṭhi' tāṅre lāthi māilā prabhu nityānanda", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু-পাশে গেলা শিবানন্দ ।\n> উঠি’ তাঁরে লাথি মাইলা প্রভু নিত্যানন্দ ॥২৪॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu-pāśe*—a Nityānanda Prabhu; *gelā*—foi; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *uṭhi'*—levantando-se; *tāṅre*—nele; *lāthi māilā*—deu um pontapé; *prabhu*—o Senhor; *nityānanda*—Nityānanda.", "translation": "**Após dizer isso, Śivānanda Sena dirigiu-se a Nityānanda Prabhu, que então se levantou e lhe deu um pontapé.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/25/", "verse_text": "ānandita hailā śivāi pāda-prahāra pāñā\n\nśīghra vāsā-ghara kailā gauḍa-ghare giyā", "devanagari": "> আনন্দিত হৈলা শিবাই পাদপ্রহার পাঞা ।\n> শীঘ্র বাসা-ঘর কৈলা গৌড়-ঘরে গিয়া ॥২৫॥", "synonyms": "*ānandita hailā*—ficou muito satisfeito; *śivāi*—Śivānanda Sena; *pāda-prahāra pāñā*—sendo chutado; *śīghra*—muito em breve; *vāsā-ghara*—lugar de residência; *kailā*—providenciou; *gauḍa-ghare*—à casa de um leiteiro; *giyā*—indo.", "translation": "**Muito satisfeito por ter recebido o pontapé, Śivānanda Sena prontamente providenciou que a casa de um leiteiro servisse de residência ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/26/", "verse_text": "caraṇe dhariyā prabhure vāsāya lañā gelā\n\nvāsā diyā hṛṣṭa hañā kahite lāgilā", "devanagari": "> চরণে ধরিয়া প্রভুরে বাসায় লঞা গেলা ।\n> বাসা দিয়া হৃষ্ট হঞা কহিতে লাগিলা ॥২৬॥", "synonyms": "*caraṇe*—os pés; *dhariyā*—segurando; *prabhure*—o Senhor Nityānanda Prabhu; *vāsāya*—à Sua residência; *lañā*—levando; *gelā*—foi; *vāsā diyā*—depois de dar Seus aposentos residenciais; *hṛṣṭa hañā*—estando muito satisfeito; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**Śivānanda Sena tocou os pés de lótus de Nityānanda Prabhu e O conduziu à Sua residência. Após dar ao Senhor Seus aposentos, Śivānanda Sena, muito satisfeito, falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/27/", "verse_text": "\"āji more bhṛtya kari' aṅgīkāra kailā\n\nyemana aparādha bhṛtyera, yogya phala dilā", "devanagari": "> “আজি মোরে ভৃত্য করি’ অঙ্গীকার কৈলা ।\n> যেমন অপরাধ ভৃত্যের, যোগ্য ফল দিলা ॥২৭॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *more*—a mim; *bhṛtya*—servo; *kari'*—como; *aṅgīkāra*—aceitação; *kailā*—fizeste; *yemana*—conforme; *aparādha*—a ofensa; *bhṛtyera*—do servo; *yogya*—apropriado; *phala*—resultado; *dilā*—deste.", "translation": "**\"Hoje aceitaste-me como Teu servo e me castigaste apropriadamente por minha ofensa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/28/", "verse_text": "'śāsti'-chale kṛpā kara,--e tomāra 'karuṇā'\n\ntrijagate tomāra caritra bujhe kon janā?", "devanagari": "> ‘শাস্তি’-ছলে কৃপা কর, — এ তোমার ‘করুণা’ ।\n> ত্রিজগতে তোমার চরিত্র বুঝে কোন্ জনা ? ॥ ২৮ ॥", "synonyms": "*śāsti-chale*—a pretexto de castigo; *kṛpā kara*—concedes misericórdia; *e*—esta; *tomāra karuṇā*—Tua misericórdia imotivada; *tri-jagate*—dentro dos três mundos; *tomāra*—Teu; *caritra*—caráter; *bujhe*—compreende; *kon janā*—que pessoa.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, Teu castigo a mim é Tua misericórdia imotivada. Quem, dentro dos três mundos, pode compreender Teu verdadeiro caráter?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/29/", "verse_text": "brahmāra durlabha tomāra śrī-caraṇa-reṇu\n\nhena caraṇa-sparśa pāila mora adhama tanu", "devanagari": "> ব্রহ্মার দুর্লভ তোমার শ্রীচরণ-রেণু ।\n> হেন চরণ-স্পর্শ পাইল মোর অধম তনু ॥২৯॥", "synonyms": "*brahmāra*—pelo Senhor Brahmā; *durlabha*—quase inatingível; *tomāra*—Tua; *śrī-caraṇa-reṇu*—poeira dos pés de lótus; *hena*—tal; *caraṇa-sparśa*—toque dos pés de lótus; *pāila*—obteve; *mora*—meu; *adhama*—mais caído; *tanu*—corpo.", "translation": "**\"A poeira de Teus pés de lótus não é atingível nem mesmo pelo Senhor Brahmā, e contudo Teus pés de lótus tocaram meu corpo desprezível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/30/", "verse_text": "āji mora saphala haila janma, kula, karma\n\nāji pāinu kṛṣṇa-bhakti, artha, kāma, dharma\"", "devanagari": "> আজি মোর সফল হৈল জন্ম, কুল, কর্ম ।\n> আজি পাইনু কৃষ্ণভক্তি, অর্থ, কাম, ধর্ম ।।” ॥ ৩০ ॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *mora*—meu; *sa-phala*—exitoso; *haila*—tornou-se; *janma*—nascimento; *kula*—família; *karma*—atividades; *āji*—hoje; *pāinu*—obtive; *kṛṣṇa-bhakti*—serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa; *artha*—desenvolvimento econômico; *kāma*—satisfação dos sentidos; *dharma*—religião.", "translation": "**\"Hoje, meu nascimento, minha família e minhas atividades tornaram-se todos exitosos. Hoje alcancei a consumação dos princípios religiosos, do desenvolvimento econômico, da satisfação dos sentidos e, em última análise, do serviço devocional ao Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/31/", "verse_text": "śuni' nityānanda-prabhura ānandita mana\n\nuṭhi' śivānande kailā prema-āliṅgana", "devanagari": "> শুনি’ নিত্যানন্দপ্রভুর আনন্দিত মন ।\n> উঠি’ শিবানন্দে কৈলা প্রেম-আলিঙ্গন ॥৩১॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *nityānanda-prabhura*—do Senhor Nityānanda; *ānandita*—muito satisfeita; *mana*—a mente; *uṭhi'*—levantando-se; *śivānande*—em Śivānanda Sena; *kailā*—realizou; *prema*—em amor; *āliṅgana*—um abraço.", "translation": "**Quando o Senhor Nityānanda ouviu isso, ficou muito feliz. Ele se levantou e abraçou Śivānanda Sena com grande amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/32/", "verse_text": "ānandita śivānanda kare samādhāna\n\nācāryādi-vaiṣṇavere dilā vāsā-sthāna", "devanagari": "> আনন্দিত শিবানন্দ করে সমাধান ।\n> আচার্যাদি-বৈষ্ণবেরে দিলা বাসাস্থান ॥৩২॥", "synonyms": "*ānandita*—satisfeito; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *kare samādhāna*—começou a tomar providências; *ācārya-ādi-vaiṣṇavere*—a todos os vaiṣṇavas, encabeçados por Advaita Ācārya; *dilā*—deu; *vāsā-sthāna*—aposentos residenciais.", "translation": "**Muito satisfeito com o comportamento de Nityānanda Prabhu, Śivānanda Sena começou a providenciar aposentos residenciais para todos os vaiṣṇavas, encabeçados por Advaita Ācārya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/33/", "verse_text": "nityānanda-prabhura saba caritra--'viparīta'\n\nkruddha hañā lāthi māri' kare tāra hita", "devanagari": "> নিত্যানন্দপ্রভুর সব চরিত্র — ‘বিপরীত’ ।\n> ক্রুদ্ধ হঞা লাথি মারি’ করে তার হিত ॥৩৩॥", "synonyms": "*nityānanda-prabhura*—do Senhor Śrī Nityānanda Prabhu; *saba caritra*—todas as características; *viparīta*—contraditória; *kruddha hañā*—ficando irado; *lāthi māri'*—dando um pontapé; *kare*—realiza; *tāra hita*—o benefício dele.", "translation": "**Uma das características de Śrī Nityānanda Prabhu é Sua natureza contraditória. Quando Ele Se ira e dá um pontapé em alguém, na verdade é para o benefício dessa pessoa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/34/", "verse_text": "śivānandera bhāginā,--śrīkānta-sena nāma\n\nmāmāra agocare kahe kari' abhimāna", "devanagari": "> শিবানন্দের ভাগিনা, — শ্রীকান্ত-সেন নাম  ।\n> মামার অগোচরে কহে করি’ অভিমান ॥৩৪॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *bhāginā*—o filho da irmã; *śrīkānta-sena nāma*—de nome Śrīkānta Sena; *māmāra*—de seu tio materno; *agocare*—na ausência; *kahe*—disse; *kari' abhimāna*—com a mente ofendida.", "translation": "**O sobrinho de Śivānanda Sena, Śrīkānta, filho de sua irmã, sentiu-se ofendido e comentou o assunto na ausência de seu tio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/35/", "verse_text": "\"caitanyera pāriṣada mora mātulera khyāti\n\n'ṭhākurālī' karena gosāñi, tāṅre māre lāthi\"", "devanagari": "> “চৈতন্যের পারিষদ মোর মাতুলের খ্যাতি  ।\n> ‘ঠাকুরালী’ করেন গোসাঞি, তাঁরে মারে লাথি” ॥৩৫॥", "synonyms": "*caitanyera pāriṣada*—companheiro de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mora*—meu; *mātulera*—do tio materno; *khyāti*—reputação; *ṭhākurālī*—superioridade; *karena*—exibe; *gosāñi*—Nityānanda Prabhu; *tāṅre*—nele; *māre lāthi*—dá pontapés.", "translation": "**\"Meu tio é bem conhecido como um dos companheiros de Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas o Senhor Nityānanda Prabhu afirma Sua superioridade dando-lhe pontapés.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/36/", "verse_text": "eta bali' śrīkānta, bālaka āge cali' yāna\n\nsaṅga chāḍi' āge gelā mahāprabhura sthāna", "devanagari": "> এত বলি শ্রীকান্ত, বালক আগে চলি’ যান ।\n> সঙ্গ ছাড়ি’ আগে গেলা মহাপ্রভুর স্থান ॥৩৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *śrīkānta*—o sobrinho de Śivānanda Sena; *bālaka*—um menino; *āge cali' yāna*—seguiu adiante; *saṅga chāḍi'*—abandonando a companhia deles; *āge*—adiante; *gelā*—foi; *mahāprabhura sthāna*—à residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após dizer isto, Śrīkānta, que era apenas um menino, deixou o grupo e viajou sozinho até a residência de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/37/", "verse_text": "peṭāṅgi-gāya kare daṇḍavat-namaskāra\n\ngovinda kahe,--'śrīkānta, āge peṭāṅgi utāra'", "devanagari": "> পেটাঙ্গি-গায় করে দণ্ডবৎ-নমস্কার ।\n> গোবিন্দ কহে, — ‘শ্রীকান্ত, আগে পেটাঙ্গি উতার’ ॥৩৭॥", "synonyms": "*peṭāṅgi*—camisa e casaco; *gāya*—no corpo; *kare*—presta; *daṇḍavat-namaskāra*—oferecimento de reverências; *govinda kahe*—Govinda disse; *śrīkānta*—meu querido Śrīkānta; *āge*—primeiro; *peṭāṅgi utāra*—tira tua camisa e teu casaco.", "translation": "**Quando Śrīkānta ofereceu reverências ao Senhor, ainda estava usando sua camisa e seu casaco. Por isso, Govinda lhe disse: \"Meu querido Śrīkānta, tira primeiro essas vestes.\"**", "purport": "É proibido entrar na sala da Deidade ou oferecer qualquer coisa à Deidade enquanto se usa camisa ou casaco. Nos tantras, afirma-se:\n\nvastreṇāvṛta-dehas tu\nyo naraḥ praṇamed dharim\nśvitrī bhavati mūḍhātmā\nsapta janmāni bhāvini\n\n\"Todo aquele que oferece respeito e reverências à Deidade enquanto usa vestes na parte superior do corpo está condenado a ser um leproso por sete vidas.\""}
{"ref": "cc/antya/12/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/38/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"śrīkānta āsiyāche pāñā mano-duḥkha\n\nkichu nā baliha, karuka, yāte ihāra sukha\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “শ্রীকান্ত আসিয়াছে পাঞা মনোদুঃখ ।\n> কিছু না বলিহ, করুক, যাতে ইহার সুখ ।।” ॥ ৩৮ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *śrīkānta*—Śrīkānta; *āsiyāche*—veio; *pāñā*—tendo; *manaḥ-duḥkha*—aflição na mente; *kichu*—coisa alguma; *nā baliha*—não digas; *karuka*—deixa-o fazer; *yāte*—pela qual; *ihāra*—dele; *sukha*—felicidade.", "translation": "**Enquanto Govinda advertia Śrīkānta, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Não o importunes. Deixa que Śrīkānta faça o que quiser, pois ele veio aqui com a mente aflita.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/39/", "verse_text": "vaiṣṇavera samācāra gosāñi puchilā\n\neke eke sabāra nāma śrīkānta jānāilā", "devanagari": "> বৈষ্ণবের সমাচার গোসাঞি পুছিলা ।\n> একে একে সবার নাম শ্রীকান্ত জানাইলা ॥৩৯॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—de todos os vaiṣṇavas; *samācāra*—notícias; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *puchilā*—perguntou; *eke eke*—um após outro; *sabāra*—de todos eles; *nāma*—nomes; *śrīkānta*—o sobrinho de Śivānanda Sena; *jānāilā*—informou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu perguntou a Śrīkānta sobre todos os vaiṣṇavas, e o menino informou o Senhor a respeito deles, nomeando-os um após outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/40/", "verse_text": "'duḥkha pāñā āsiyāche'--ei prabhura vākya śuni'\n\njānilā 'sarvajña prabhu'--eta anumāni'", "devanagari": "> ‘দুঃখ পাঞা আসিয়াছে’ — এই প্রভুর বাক্য শুনি’ ।\n> জানিলা ‘সর্বজ্ঞ প্রভু’ — এত অনুমানি’ ॥৪০॥", "synonyms": "*duḥkha*—infelicidade; *pāñā*—tendo; *āsiyāche*—ele veio; *ei*—esta; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vākya*—afirmação; *śuni'*—ouvindo; *jānilā*—pôde compreender; *sarvajña prabhu*—o Senhor é onisciente; *eta*—isto; *anumāni'*—deduzindo.", "translation": "**Quando Śrīkānta Sena ouviu o Senhor dizer \"Ele está aflito\", pôde compreender que o Senhor é onisciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/41/", "verse_text": "śivānande lāthi mārilā,--ihā nā kahilā\n\nethā saba vaiṣṇava-gaṇa āsiyā mililā", "devanagari": "> শিবানন্দে লাথি মারিলা, — ইহা না কহিলা ।\n> এথা সব বৈষ্ণবগণ আসিয়া মিলিলা ॥৪১॥", "synonyms": "*śivānande*—Śivānanda Sena; *lāthi mārilā*—(o Senhor Nityānanda) deu um pontapé; *ihā*—isto; *nā kahilā*—ele não disse; *ethā*—aqui; *saba*—todos; *vaiṣṇava-gaṇa*—devotos; *āsiyā*—chegando; *mililā*—encontraram-se.", "translation": "**Por isso, ao descrever os vaiṣṇavas, ele não mencionou o pontapé que o Senhor Nityānanda dera em Śivānanda Sena. Nesse ínterim, todos os devotos chegaram e foram encontrar-se com o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/42/", "verse_text": "pūrvavat prabhu kailā sabāra milana\n\nstrī-saba dūra ha-ite kailā prabhura daraśana", "devanagari": "> পূর্ববৎ প্রভু কৈলা সবার মিলন ।\n> স্ত্রী-সব দূর হইতে কৈলা প্রভুর দরশন ॥৪২॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—realizou; *sabāra milana*—o encontro com todos; *strī*—mulheres; *saba*—todas; *dūra ha-ite*—de longe; *kailā*—realizaram; *prabhura daraśana*—a visão do Senhor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu recebeu a todos, assim como fizera nos anos anteriores. As mulheres, contudo, viram o Senhor de longe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/43/", "verse_text": "vāsā-ghara pūrvavat sabāre deoyāilā\n\nmahāprasāda-bhojane sabāre bolāilā", "devanagari": "> বাসাঘর পূর্ববৎ সবারে দেওয়াইলা ।\n> মহাপ্রসাদ-ভোজনে সবারে বোলাইলা ॥৪৩॥", "synonyms": "*vāsā-ghara*—aposentos residenciais; *pūrva-vat*—como anteriormente; *sabāre*—a todos eles; *deoyāilā*—fez com que fossem dados; *mahā-prasāda*—os restos do alimento de Jagannātha; *bhojane*—para comer; *sabāre*—a todos; *bolāilā*—Ele chamou.", "translation": "**O Senhor novamente providenciou os aposentos residenciais de todos os devotos e, em seguida, chamou-os para participar dos restos do alimento oferecido ao Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/44/", "verse_text": "śivānanda tina-putre gosāñire milāilā\n\nśivānanda-sambandhe sabāya bahu-kṛpā kailā", "devanagari": "> শিবানন্দ তিনপুত্রে গোসাঞিরে মিলাইলা ।\n> শিবানন্দ-সম্বন্ধে সবায় বহুকৃপা কৈলা ॥৪৪॥", "synonyms": "*śivānanda*—Śivānanda Sena; *tina-putre*—três filhos; *gosāñire*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *milāilā*—apresentou; *śivānanda-sambandhe*—por serem filhos de Śivānanda Sena; *sabāya*—a todos eles; *bahu-kṛpā kailā*—mostrou muita misericórdia.", "translation": "**Śivānanda Sena apresentou seus três filhos a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por serem seus filhos, o Senhor mostrou grande misericórdia aos meninos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/45/", "verse_text": "choṭa-putre dekhi' prabhu nāma puchilā\n\n'paramānanda-dāsa'-nāma sena jānāilā", "devanagari": "> ছোটপুত্রে দেখি’ প্রভু নাম পুছিলা ।\n> ‘পরমানন্দদাস’-নাম সেন জানাইলা ॥৪৫॥", "synonyms": "*choṭa-putre*—o filho mais novo; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāma puchilā*—perguntou o nome dele; *paramānanda-dāsa*—Paramānanda dāsa; *nāma*—nome; *sena*—Śivānanda Sena; *jānāilā*—informou.", "translation": "**O Senhor Caitanya perguntou o nome do filho mais novo, e Śivānanda Sena informou o Senhor que seu nome era Paramānanda dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/46-47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/46-47/", "verse_text": "pūrve yabe śivānanda prabhu-sthāne āilā\n\ntabe mahāprabhu tāṅre kahite lāgilā\n\n\"e-bāra tomāra yei ha-ibe kumāra\n\n'purī-dāsa' bali' nāma dhariha tāhāra", "devanagari": "> পূর্বে যবে শিবানন্দ প্রভুস্থানে আইলা ।\n> তবে মহাপ্রভু তাঁরে কহিতে লাগিলা ॥৪৬॥\n> “এবার তোমার যেই হইবে কুমার ।\n> ‘পুরীদাস’ বলি’ নাম ধরিহ তাহার ॥৪৭॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yabe*—quando; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *prabhu-sthāne*—ao lugar do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *tabe*—naquela ocasião; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kahite lāgilā*—começou a falar; *e-bāra*—desta vez; *tomāra*—teu; *yei*—aquele; *ha-ibe*—será; *kumāra*—filho; *purī-dāsa*—Purī dāsa; *bali'*—como; *nāma*—nome; *dhariha*—dá; *tāhāra*—dele.", "translation": "**Certa vez, quando Śivānanda Sena visitara Śrī Caitanya Mahāprabhu em Sua residência, o Senhor lhe dissera: \"Quando este filho nascer, dá-lhe o nome de Purī dāsa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/48/", "verse_text": "tabe māyera garbhe haya sei ta' kumāra\n\nśivānanda ghare gele, janma haila tāra", "devanagari": "> তবে মায়ের গর্ভে হয় সেই ত’ কুমার ।\n> শিবানন্দ ঘরে গেলে, জন্ম হৈল তার ॥৪৮॥", "synonyms": "*tabe*—naquela ocasião; *māyera garbhe*—no ventre da mãe; *haya*—estava; *sei ta' kumāra*—aquele filho; *śivānanda ghare gele*—quando Śivānanda Sena regressou ao lar; *janma haila tāra*—ele nasceu.", "translation": "**O filho estava no ventre de sua esposa e, quando ele regressou ao lar, o filho nasceu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/49/", "verse_text": "prabhu-ājñāya dharilā nāma--'paramānanda-dāsa'\n\n'purī-dāsa' kari' prabhu karena upahāsa", "devanagari": "> প্রভু-আজ্ঞায় ধরিলা নাম — ‘পরমানন্দ-দাস’ ।\n> ‘পুরীদাস’ করি’ প্রভু করেন উপহাস ॥৪৯॥", "synonyms": "*prabhu-ājñāya*—sob a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dharilā nāma*—recebeu o nome; *paramānanda-dāsa*—Paramānanda dāsa; *purī-dāsa*—Purī dāsa; *kari'*—como; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena upahāsa*—começou a brincar.", "translation": "**A criança recebeu o nome de Paramānanda dāsa de acordo com a ordem do Senhor, e o Senhor, em tom de brincadeira, chamava-o de Purī dāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/50/", "verse_text": "śivānanda yabe sei bālake milāilā\n\nmahāprabhu pādāṅguṣṭha tāra mukhe dilā", "devanagari": "> শিবানন্দ যবে সেই বালকে মিলাইলা ।\n> মহাপ্রভু পাদাঙ্গুষ্ঠ তার মুখে দিলা ॥৫০॥", "synonyms": "*śivānanda*—Śivānanda Sena; *yabe*—quando; *sei*—aquela; *bālake*—criança; *milāilā*—apresentou; *mahāprabhu*—Mahāprabhu; *pāda-aṅguṣṭha*—Seu dedão do pé; *tāra*—dela; *mukhe*—dentro da boca; *dilā*—colocou.", "translation": "**Quando Śivānanda Sena apresentou a criança a Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor colocou Seu dedão do pé na boca da criança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/51/", "verse_text": "śivānandera bhāgya-sindhu ke pāibe pāra?\n\nyāṅra saba goṣṭhīke prabhu kahe 'āpanāra'", "devanagari": "> শিবানন্দের ভাগ্যসিন্ধু কে পাইবে পার ?\n> যাঁর সব গোষ্ঠীকে প্রভু কহে ‘আপনার’ ॥৫১॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *bhāgya-sindhu*—o oceano de boa fortuna; *ke*—quem; *pāibe pāra*—pode atravessar; *yāṅra*—cuja; *saba goṣṭhīke*—toda a família; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—diz; *āpanāra*—Sua própria.", "translation": "**Ninguém pode atravessar o oceano da boa fortuna de Śivānanda Sena, pois o Senhor considerava toda a família de Śivānanda como Sua própria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/52/", "verse_text": "tabe saba bhakta lañā karilā bhojana\n\ngovindere ājñā dilā kari' ācamana", "devanagari": "> তবে সব ভক্ত লঞা করিলা ভোজন  ।\n> গোবিন্দেরে আজ্ঞা দিলা করি’ আচমন ॥৫২॥", "synonyms": "*tabe*—então; *saba bhakta lañā*—com todos os devotos; *karilā bhojana*—almoçou; *govindere*—a Govinda; *ājñā dilā*—deu a ordem; *kari' ācamana*—após lavar as mãos e a boca.", "translation": "**O Senhor almoçou na companhia de todos os outros devotos e, após lavar as mãos e a boca, deu uma ordem a Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/53/", "verse_text": "\"śivānandera 'prakṛti', putra--yāvat ethāya\n\nāmāra avaśeṣa-pātra tārā yena pāya\"", "devanagari": "> শিবানন্দের ‘প্রকৃতি’, পুত্র — যাবৎ এথায়  ।\n> আমার অবশেষ-পাত্র তারা যেন পায় ।।” ৫৩ ॥৫৩॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *prakṛti*—a esposa; *putra*—os filhos; *yāvat*—enquanto; *ethāya*—aqui; *āmāra*—de Minha; *avaśeṣa-pātra*—prato dos restos de alimento; *tārā*—todos eles; *yena*—devem; *pāya*—receber.", "translation": "**\"Enquanto a esposa e os filhos de Śivānanda Sena permanecerem em Jagannātha Purī\", disse Ele, \"devem receber os restos do Meu alimento.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/54/", "verse_text": "nadīyā-vāsī modaka, tāra nāma--'parameśvara'\n\nmodaka vece, prabhura vāṭīra nikaṭa tāra ghara", "devanagari": "> নদীয়া-বাসী মোদক, তার নাম — ‘পরমেশ্বর’ ।\n> মোদক বেচে, প্রভুর বাটীর নিকট তার ঘর ॥৫৪॥", "synonyms": "*nadīyā-vāsī*—habitante do distrito de Nadia; *modaka*—um confeiteiro; *tāra nāma*—seu nome; *parameśvara*—Parameśvara; *modaka vece*—exerce o ofício de confeiteiro; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vāṭīra nikaṭa*—perto da casa; *tāra ghara*—sua casa.", "translation": "**Havia um residente de Nadia chamado Parameśvara, que era um confeiteiro que morava perto da casa de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/55/", "verse_text": "bālaka-kāle prabhu tāra ghare bāra bāra yā'na\n\ndugdha, khaṇḍa modaka deya, prabhu tāhā khā'na", "devanagari": "> বালক-কালে প্রভু তার ঘরে বারবার যা’ন ।\n> দুগ্ধ, খণ্ড মোদক দেয়, প্রভু তাহা খা’ন ॥৫৫॥", "synonyms": "*bālaka-kāle*—quando era menino; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāra ghare*—na casa dele; *bāra bāra*—repetidas vezes; *yā'na*—costumava ir; *dugdha*—leite; *khaṇḍa*—doces; *modaka deya*—o confeiteiro costumava dar; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhā*—isso; *khā'na*—costumava comer.", "translation": "**Quando o Senhor era menino, Ele visitava a casa de Parameśvara Modaka repetidas vezes. O confeiteiro fornecia ao Senhor leite e doces, e o Senhor os comia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/56/", "verse_text": "prabhu-viṣaye sneha tāra bālaka-kāla haite\n\nse vatsara seha āila prabhure dekhite", "devanagari": "> প্রভু-বিষয়ে স্নেহ তার বালক-কাল হৈতে ।\n> সে বৎসর সেহ আইল প্রভুরে দেখিতে ॥৫৬॥", "synonyms": "*prabhu-viṣaye*—com respeito a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sneha*—afeição; *tāra*—de Parameśvara Modaka; *bālaka-kāla haite*—desde que Ele era menino; *se vatsara*—naquele ano; *seha*—ele também; *āila*—veio; *prabhure dekhite*—ver o Senhor.", "translation": "**Parameśvara Modaka nutria afeição pelo Senhor desde a infância Dele, e foi um daqueles que vieram naquele ano ver o Senhor em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/57/", "verse_text": "'parameśvarā muñi' bali' daṇḍavat kaila\n\ntāre dekhi' prabhu prīte tāhāre puchila", "devanagari": "> ‘পরমেশ্বরা মুঞি’ বলি’ দণ্ডবৎ কৈল  ।\n> তারে দেখি’ প্রভু প্রীতে তাহারে পুছিল ॥৫৭॥", "synonyms": "*parameśvarā*—Parameśvara; *muñi'*—eu sou; *bali'*—disse ele; *daṇḍavat kaila*—oferecendo reverências; *tāre*—ele; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—o Senhor; *prīte*—com afeição; *tāhāre*—a ele; *puchila*—perguntou.", "translation": "**Ao oferecer suas reverências ao Senhor, ele disse: \"Sou o mesmo Parameśvara.\" Ao vê-lo, o Senhor fez-lhe perguntas com grande afeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/58/", "verse_text": "'parameśvara kuśala hao, bhāla haila, āilā'\n\n'mukundāra mātā āsiyāche, seha prabhure kahilā", "devanagari": "> ‘পরমেশ্বর কুশল হও, ভাল হৈল, আইলা’  ।\n> ‘মুকুন্দার মাতা আসিয়াছে’, সেহ প্রভুরে কহিলা ॥৫৮॥", "synonyms": "*parameśvara*—ó Parameśvara; *kuśala hao*—sê abençoado; *bhāla haila*—é muito bom; *āilā*—vieste; *mukundāra mātā*—a mãe de Mukunda; *āsiyāche*—veio; *seha*—ele; *prabhure kahilā*—informou ao Senhor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Parameśvara, que sejas abençoado. É muito bom que tenhas vindo aqui.\" Parameśvara então informou ao Senhor: \"Mukundāra Mātā também veio.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/59/", "verse_text": "mukundāra mātāra nāma śuni' prabhu saṅkoca hailā\n\ntathāpi tāhāra prīte kichu nā balilā", "devanagari": "> মুকুন্দার মাতার নাম শুনি’ প্রভু সঙ্কোচ হৈলা ।\n> তথাপি তাহার প্রীতে কিছু না বলিলা ॥৫৯॥", "synonyms": "*mukundāra mātāra*—da mãe de Mukunda; *nāma*—o nome; *śuni'*—ouvindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saṅkoca hailā*—sentiu certa hesitação; *tathāpi*—ainda assim; *tāhāra*—de Parameśvara; *prīte*—por afeição; *kichu*—coisa alguma; *nā balilā*—não disse.", "translation": "**Ao ouvir o nome de Mukundāra Mātā, o Senhor Caitanya hesitou, mas, por causa de Sua afeição por Parameśvara, nada disse.**", "purport": "Um sannyāsī está proibido até mesmo de ouvir o nome de uma mulher, e Śrī Caitanya Mahāprabhu conduzia-Se de maneira muito rigorosa em Seu voto. Parameśvara informou ao Senhor que sua esposa, Mukundāra Mātā, viera com ele. Ele não deveria tê-la mencionado e, por isso, o Senhor hesitou por um instante; mas, devido à Sua afeição por Parameśvara, nada disse. Śrī Caitanya Mahāprabhu conhecia Parameśvara Modaka desde a infância e, por conseguinte, Parameśvara não pensou duas vezes antes de informar ao Senhor a chegada de sua esposa."}
{"ref": "cc/antya/12/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/60/", "verse_text": "praśraya-pāgala śuddha-vaidagdhī nā jāne\n\nantare sukhī hailā prabhu tāra sei guṇe", "devanagari": "> প্রশ্রয়-পাগল শুদ্ধ-বৈদগ্ধী না জানে ।\n> অন্তরে সুখী হৈলা প্রভু তার সেই গুণে ॥৬০॥", "synonyms": "*praśraya*—devido à indulgência; *pāgala*—tolo; *śuddha*—pura; *vaidagdhī*—etiqueta; *nā jāne*—não conhece; *antare*—dentro do coração; *sukhī hailā*—ficou muito feliz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāra*—dele; *sei guṇe*—por esse atributo.", "translation": "**Um relacionamento íntimo às vezes faz com que uma pessoa ultrapasse a etiqueta formal. Assim, Parameśvara, na verdade, agradou ao Senhor em Seu coração com seu comportamento simples e afetuoso.**", "purport": "Praśraya significa afeição, humildade, fé, a exigência de alguma concessão especial ou a indulgência em tal concessão. Pāgala significa impudência, arrogância e influência. Vaidagdhī significa astúcia, humor, beleza, perícia, erudição, comportamento ardiloso e insinuações."}
{"ref": "cc/antya/12/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/61/", "verse_text": "pūrvavat sabā lañā guṇḍicā-mārjana\n\nratha-āge pūrvavat karilā nartana", "devanagari": "> পূর্ববৎ সবা লঞা গুণ্ডিচা-মার্জন ।\n> রথ-আগে পূর্ববৎ করিলা নর্তন ॥৬১॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *sabā*—todos os devotos; *lañā*—levando; *guṇḍicā-mārjana*—a limpeza do templo de Guṇḍicā; *ratha-āge*—diante da quadriga; *pūrva-vat*—como anteriormente; *karilā nartana*—dançaram.", "translation": "**Todos os devotos ocuparam-se na cerimônia de limpeza do templo de Guṇḍicā e dançaram diante da quadriga da Ratha-yātrā, assim como haviam feito no passado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/62/", "verse_text": "cāturmāsya saba yātrā kailā daraśana\n\nmālinī-prabhṛti prabhure kailā nimantraṇa", "devanagari": "> চাতুর্মাস্য সব যাত্রা কৈলা দরশন ।\n> মালিনী প্রভৃতি প্রভুরে কৈলা নিমন্ত্রণ ॥৬২॥", "synonyms": "*cāturmāsya*—durante quatro meses; *saba yātrā*—todos os festivais; *kailā daraśana*—viram; *mālinī-prabhṛti*—senhoras como Mālinī, a esposa de Śrīvāsa Ṭhākura; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā nimantraṇa*—fizeram convites.", "translation": "**Durante quatro meses consecutivos, os devotos observaram todos os festivais. As esposas, tais como Mālinī, estenderam convites para o almoço a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/63/", "verse_text": "prabhura priya nānā dravya āniyāche deśa haite\n\nsei vyañjana kari' bhikṣā dena ghara-bhāte", "devanagari": "> প্রভুর প্রিয় নানা দ্রব্য আনিয়াছে দেশ হৈতে ।\n> সেই ব্যঞ্জন করি’ ভিক্ষা দেন ঘর-ভাতে ॥৬৩॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *priya*—prediletas; *nānā dravya*—variedades de iguarias; *āniyāche*—trouxeram; *deśa haite*—de sua terra natal; *sei vyañjana kari'*—preparando aquelas hortaliças; *bhikṣā dena*—oferecem alimento; *ghara-bhāte*—cozinhando em casa.", "translation": "**De Bengala, os devotos haviam trazido variedades de comidas bengalis que Śrī Caitanya Mahāprabhu apreciava. Eles também cozinhavam diversos grãos e hortaliças em suas casas e os ofereciam ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/64/", "verse_text": "dine nānā krīḍā kare lañā bhakta-gaṇa\n\nrātrye kṛṣṇa-vicchede prabhu karena rodana", "devanagari": "> দিনে নানা ক্রীড়া করে লঞা ভক্তগণ ।\n> রাত্র্যে কৃষ্ণ-বিচ্ছেদে প্রভু করেন রোদন ॥৬৪॥", "synonyms": "*dine*—durante o dia; *nānā*—vários; *krīḍā kare*—realizava passatempos; *lañā bhakta-gaṇa*—com Seus devotos; *rātrye*—à noite; *kṛṣṇa-vicchede*—devido à separação de Kṛṣṇa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena rodana*—chora.", "translation": "**Durante o dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu ocupava-se em várias atividades com Seus devotos, mas, à noite, Ele sentia uma grande separação de Kṛṣṇa e costumava chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/65/", "verse_text": "ei-mata nānā-līlāya cāturmāsya gela\n\ngauḍa-deśe yāite tabe bhakte ājñā dila", "devanagari": "> এইমত নানা-লীলায় চাতুর্মাস্য গেল ।\n> গৌড়দেশে যাইতে তবে ভক্তে আজ্ঞা দিল ॥৬৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nānā-līlāya*—em vários passatempos; *cāturmāsya gela*—passaram-se os quatro meses da estação das chuvas; *gauḍa-deśe yāite*—para regressar a Bengala; *tabe*—naquela altura; *bhakte*—a todos os devotos; *ājñā dila*—Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou.", "translation": "**Dessa maneira, o Senhor passou os quatro meses da estação das chuvas em vários passatempos e, então, ordenou aos devotos bengalis que regressassem a seus lares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/66/", "verse_text": "saba bhakta karena mahāprabhura nimantraṇa\n\nsarva-bhakte kahena prabhu madhura vacana", "devanagari": "> সব ভক্ত করেন মহাপ্রভুর নিমন্ত্রণ  ।\n> সর্বভক্তে কহেন প্রভু মধুর বচন ॥৬৬॥", "synonyms": "*saba bhakta*—todos os devotos; *karena mahāprabhura nimantraṇa*—convidam Śrī Caitanya Mahāprabhu para almoçar; *sarva-bhakte*—a todos os devotos; *kahena*—fala; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *madhura vacana*—doces palavras.", "translation": "**Todos os devotos de Bengala convidavam regularmente Śrī Caitanya Mahāprabhu para o almoço, e o Senhor lhes falava em palavras muito doces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/67/", "verse_text": "\"prati-varṣe āisa sabe āmāre dekhite\n\nāsite yāite duḥkha pāo bahu-mate", "devanagari": "> “প্রতিবর্ষে আইস সবে আমারে দেখিতে  ।\n> আসিতে যাইতে দুঃখ পাও বহুমতে ॥৬৭॥", "synonyms": "*prati-varṣe*—todos os anos; *āisa*—vinde; *sabe*—todos vós; *āmāre dekhite*—para Me ver; *āsite*—vir; *yāite*—regressar; *duḥkha pāo*—enfrentais muito incômodo; *bahu-mate*—de várias maneiras.", "translation": "**\"Todos vós vindes ver-Me todos os anos\", disse o Senhor. \"Vir até aqui e depois regressar certamente vos causa grande incômodo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/68/", "verse_text": "tomā-sabāra duḥkha jāni' cāhi niṣedhite\n\ntomā-sabāra saṅga-sukhe lobha bāḍe citte", "devanagari": "> তোমা-সবার দুঃখ জানি’ চাহি নিষেধিতে  ।\n> তোমা-সবার সঙ্গসুখে লোভ বাড়ে চিত্তে ॥৬৮॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *duḥkha*—o incômodo; *jāni'*—compreendendo; *cāhi niṣedhite*—desejo proibir isto; *tomā-sabāra*—de todos vós; *saṅga-sukhe*—pela felicidade da associação; *lobha*—o desejo; *bāḍe*—aumenta; *citte*—em Minha mente.", "translation": "**\"Eu gostaria de vos proibir de fazer isso, mas desfruto tanto de vossa companhia que Meu desejo de vossa associação apenas aumenta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/69/", "verse_text": "nityānande ājñā diluṅ gauḍete rahite\n\nājñā laṅghi' āilā, ki pāri balite?", "devanagari": "> নিত্যানন্দে আজ্ঞা দিলুঁ গৌড়েতে রহিতে ।\n> আজ্ঞা লঙ্ঘি’ আইলা, কি পারি বলিতে ? ॥ ৬৯ ॥", "synonyms": "*nityānande*—a Śrī Nityānanda Prabhu; *ājñā diluṅ*—Eu ordenei; *gauḍete rahite*—permanecer em Bengala; *ājñā laṅghi'*—transgredindo Minha ordem; *āilā*—Ele veio; *ki*—o que; *pāri balite*—posso dizer.", "translation": "**\"Ordenei a Śrī Nityānanda Prabhu que não deixasse Bengala, mas Ele transgrediu Minha ordem e veio ver-Me. O que posso dizer?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/70/", "verse_text": "āilena ācārya-gosāñi more kṛpā kari'\n\nprema-ṛṇe baddha āmi, śudhite nā pāri", "devanagari": "> আইলেন আচার্য-গোসাঞি মোরে কৃপা করি’ ।\n> প্রেম-ঋণে বদ্ধ আমি, শুধিতে না পারি ॥৭০॥", "synonyms": "*āilena*—veio; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *more*—a Mim; *kṛpā kari'*—concedendo misericórdia; *prema*—de amor; *ṛṇe*—pela dívida; *baddha āmi*—estou preso; *śudhite*—saldar; *nā pāri*—sou incapaz.", "translation": "**\"Por Sua misericórdia imotivada para coMigo, Advaita Ācārya também veio até aqui. Sou devedor a Ele por Seu comportamento afetuoso. Esta dívida Me é impossível saldar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/71/", "verse_text": "mora lāgi' strī-putra-gṛhādi chāḍiyā\n\nnānā durgama patha laṅghi' āisena dhāñā", "devanagari": "> মোর লাগি’ স্ত্রী-পুত্র-গৃহাদি ছাড়িয়া ।\n> নানা দুর্গম পথ লঙ্ঘি’ আইসেন ধাঞা ॥৭১॥", "synonyms": "*mora lāgi'*—por Mim; *strī*—esposa; *putra*—filhos; *gṛha-ādi*—lar e assim por diante; *chāḍiyā*—deixando de lado; *nānā*—vários; *durgama*—difíceis; *patha*—caminhos; *laṅghi'*—atravessando; *āisena dhāñā*—vêm até aqui com grande pressa.", "translation": "**\"Todos os Meus devotos vêm até aqui apenas por Mim. Deixando de lado seus lares e suas famílias, eles viajam por caminhos muito difíceis para chegar aqui com grande pressa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/72/", "verse_text": "āmi ei nīlācale rahi ye vasiyā\n\npariśrama nāhi mora tomā sabāra lāgiyā", "devanagari": "> আমি এই নীলাচলে রহি যে বসিয়া ।\n> পরিশ্রম নাহি মোর তোমা সবার লাগিয়া ॥৭২॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *ei*—este; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *rahi*—permaneço; *ye vasiyā*—sentado; *pariśrama nāhi mora*—não tenho nenhuma fadiga; *tomā sabāra lāgiyā*—graças a todos vós.", "translation": "**\"Não há fadiga nem incômodo para Mim, pois permaneço aqui em Nīlācala, Jagannātha Purī, e não Me movo de modo algum. Isto é um favor de todos vós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/73/", "verse_text": "sannyāsī mānuṣa mora, nāhi kona dhana\n\nki diyā tomāra ṛṇa karimu śodhana?", "devanagari": "> সন্ন্যাসী মানুষ মোর, নাহি কোন ধন ।\n> কি দিয়া তোমার ঋণ করিমু শোধন ? ॥ ৭৩ ॥", "synonyms": "*sannyāsī mānuṣa*—na ordem de vida renunciada; *mora*—Meu; *nāhi*—não há; *kona*—nenhum; *dhana*—dinheiro; *ki*—o que; *diyā*—dando; *tomāra ṛṇa*—a dívida para conVosco; *karimu śodhana*—saldarei.", "translation": "**\"Sou um mendicante e não tenho dinheiro. Como poderei saldar Minha dívida pelo favor que Me concedestes?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/74/", "verse_text": "deha-mātra dhana tomāya kailuṅ samarpaṇa\n\ntāhāṅ vikāi, yāhāṅ vecite tomāra mana\"", "devanagari": "> দেহমাত্র ধন তোমায় কৈলুঁ সমর্পণ ।\n> তাহাঁ বিকাই, যাহাঁ বেচিতে তোমার মন ।।” ॥ ৭৪ ॥", "synonyms": "*deha*—corpo; *mātra*—apenas; *dhana*—bem; *tomāya*—a vós; *kailuṅ samarpaṇa*—dediquei; *tāhāṅ*—lá; *vikāi*—vendo-Me; *yāhāṅ*—onde; *vecite*—vender; *tomāra mana*—vossa mente.", "translation": "**\"Possuo apenas este corpo e, portanto, dedico-o a vós. Agora, se desejardes, podereis vendê-lo onde quiserdes. Ele é vossa propriedade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/75/", "verse_text": "prabhura vacane sabāra dravī-bhūta mana\n\najhora-nayane sabe karena krandana", "devanagari": "> প্রভুর বচনে সবার দ্রবীভূত মন ।\n> অঝোর-নয়নে সবে করেন ক্রন্দন ॥৭৫॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vacane*—pelas palavras; *sabāra*—de todos; *dravī-bhūta*—derretidos; *mana*—corações; *ajhora*—derramando lágrimas incessantemente; *nayane*—olhos; *sabe*—todos; *karena krandana*—choravam.", "translation": "**Quando todos os devotos ouviram essas doces palavras do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, seus corações se derreteram e eles começaram a derramar lágrimas incessantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/76/", "verse_text": "prabhu sabāra galā dhari' karena rodana\n\nkāndite kāndite sabāya kailā āliṅgana", "devanagari": "> প্রভু সবার গলা ধরি’ করেন রোদন ।\n> কান্দিতে কান্দিতে সবায় কৈলা আলিঙ্গন ॥৭৬॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabāra*—de todos eles; *galā*—pescoços; *dhari'*—segurando; *karena rodana*—começou a chorar; *kāndite kāndite*—chorando e chorando; *sabāya*—todos eles; *kailā āliṅgana*—Ele abraçou.", "translation": "**Segurando Seus devotos, o Senhor abraçou a todos eles e começou a chorar sem parar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/77/", "verse_text": "sabāi rahila, keha calite nārila\n\nāra dina pāṅca-sāta ei-mate gela", "devanagari": "> সবাই রহিল, কেহ চলিতে নারিল ।\n> আর দিন পাঁচ-সাত এইমতে গেল ॥৭৭॥", "synonyms": "*sabāi rahila*—todos eles ficaram; *keha calite nārila*—ninguém conseguia mover-se; *āra*—mais; *dina pāṅca-sāta*—cinco a sete dias; *ei-mate*—dessa maneira; *gela*—passaram-se.", "translation": "**Incapazes de partir, todos permaneceram ali, e assim se passaram mais cinco a sete dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/78/", "verse_text": "advaita avadhūta kichu kahe prabhu-pāya\n\n\"sahaje tomāra guṇe jagat vikāya", "devanagari": "> অদ্বৈত অবধূত কিছু কহে প্রভু-পায় ।\n> “সহজে তোমার গুণে জগৎ বিকায় ॥৭৮॥", "synonyms": "*advaita*—Advaita Prabhu; *avadhūta*—Nityānanda Prabhu; *kichu*—algo; *kahe*—disseram; *prabhu-pāya*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sahaje*—naturalmente; *tomāra*—Vossos; *guṇe*—devido aos atributos transcendentais; *jagat vikāya*—o mundo inteiro está obrigado a Vós.", "translation": "**Advaita Prabhu e o Senhor Nityānanda Prabhu submeteram estas palavras aos pés de lótus do Senhor: \"O mundo inteiro está naturalmente obrigado a Vós por Vossos atributos transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/79/", "verse_text": "ābāra tāte bāndha'--aiche kṛpā-vākya-ḍore\n\ntomā chāḍi' kebā kāhāṅ yāibāre pāre?\"", "devanagari": "> আবার তাতে বান্ধ’ — ঐছে কৃপা-বাক্য-ডোরে ।\n> তোমা ছাড়ি’ কেবা কাঁহা যাইবারে পারে ?” ॥ ৭৯ ॥", "synonyms": "*ābāra*—novamente; *tāte*—com isso; *bāndha'*—prendes; *aiche*—tais; *kṛpā*—misericordiosas; *vākya*—de palavras; *ḍore*—com a corda; *tomā chāḍi'*—deixando-Te; *kebā*—quem; *kāhāṅ*—a qualquer lugar; *yāibāre pāre*—pode ir.", "translation": "**\"Contudo, prendes Teus devotos novamente com Tuas doces palavras. Nessas circunstâncias, quem pode ir a qualquer lugar?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/80/", "verse_text": "tabe prabhu sabākāre prabodha kariyā\n\nsabāre vidāya dilā susthira hañā", "devanagari": "> তবে প্রভু সবাকারে প্রবোধ করিয়া ।\n> সবারে বিদায় দিলা সুস্থির হঞা ॥৮০॥", "synonyms": "*tabe*—depois disso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sabākāre*—a todos eles; *prabodha kariyā*—acalmando; *sabāre*—a cada um deles; *vidāya dilā*—despediu-se; *su-sthira hañā*—estando numa condição serena.", "translation": "**Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu acalmou serenamente a todos e despediu-se de cada um deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/81/", "verse_text": "nityānande kahilā--\"tumi nā āsiha bāra-bāra\n\ntathāi āmāra saṅga ha-ibe tomāra\"", "devanagari": "> নিত্যানন্দে কহিলা — “তুমি না আসিহ বারবার ।\n> তথাই আমার সঙ্গ হইবে তোমার ।।” ॥ ৮১ ॥", "synonyms": "*nityānande*—a Nityānanda Prabhu; *kahilā*—disse; *tumi*—Tu; *nā āsiha*—não venhas; *bāra-bāra*—repetidamente; *tathāi*—lá (em Bengala); *āmāra*—Minha; *saṅga*—associação; *ha-ibe*—haverá; *tomāra*—Tua.", "translation": "**O Senhor aconselhou especificamente Nityānanda Prabhu: \"Não deves vir aqui repetidamente. Terás Minha associação em Bengala.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/82/", "verse_text": "cale saba bhakta-gaṇa rodana kariyā\n\nmahāprabhu rahilā ghare viṣaṇṇa hañā", "devanagari": "> চলে সব ভক্তগণ রোদন করিয়া ।\n> মহাপ্রভু রহিলা ঘরে বিষণ্ণ হঞা ॥৮২॥", "synonyms": "*cale*—partem; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *rodana kariyā*—chorando; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahilā*—permaneceu; *ghare*—em Sua residência; *viṣaṇṇa hañā*—estando muito abatido.", "translation": "**Os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu iniciaram sua viagem chorando, enquanto o Senhor permanecia abatido em Sua residência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/83/", "verse_text": "nija-kṛpā-guṇe prabhu bāndhilā sabāre\n\nmahāprabhura kṛpā-ṛṇa ke śodhite pāre?", "devanagari": "> নিজ-কৃপাগুণে প্রভু বান্ধিলা সবারে ।\n> মহাপ্রভুর কৃপা-ঋণ কে শোধিতে পারে ? ॥ ৮৩ ॥", "synonyms": "*nija*—próprio; *kṛpā-guṇe*—pelo atributo da misericórdia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāndhilā*—prendeu; *sabāre*—a todos; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā-ṛṇa*—dívida pela misericórdia; *ke*—quem; *śodhite pāre*—pode saldar.", "translation": "**O Senhor prendeu a todos por Sua misericórdia transcendental. Quem pode saldar sua dívida pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/84/", "verse_text": "yāre yaiche nācāya prabhu svatantra īśvara\n\ntāte tāṅre chāḍi' loka yāya deśāntara", "devanagari": "> যারে যৈছে নাচায় প্রভু স্বতন্ত্র ঈশ্বর ।\n> তাতে তাঁরে ছাড়ি’ লোক যায় দেশান্তর ॥৮৪॥", "synonyms": "*yāre*—quem quer que seja; *yaiche*—como; *nācāya*—faz dançar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svatantra īśvara*—a Personalidade de Deus plenamente independente; *tāte*—portanto; *tāṅre*—a Ele; *chāḍi'*—deixando; *loka*—as pessoas; *yāya*—vão; *deśa-antara*—a diferentes partes do país.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu é a Personalidade de Deus plenamente independente e faz todos dançarem conforme Lhe apraz. Deixando Sua companhia, portanto, todos os devotos regressaram a seus lares em diferentes partes do país.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/85/", "verse_text": "kāṣṭhera putalī yena kuhake nācāya\n\nīśvara-caritra kichu bujhana nā yāya", "devanagari": "> কাষ্ঠের পুতলী যেন কুহকে নাচায় ।\n> ঈশ্বর-চরিত্র কিছু বুঝন না যায় ॥৮৫॥", "synonyms": "*kāṣṭhera*—feita de madeira; *putalī*—boneca; *yena*—como; *kuhake*—um mágico; *nācāya*—faz dançar; *īśvara-caritra*—a característica da Suprema Personalidade de Deus; *kichu bujhana nā yāya*—ninguém pode compreender.", "translation": "**Assim como uma boneca de madeira dança ao comando de um titereiro, tudo se realiza pela vontade do Senhor. Quem pode compreender as características da Suprema Personalidade de Deus?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/86/", "verse_text": "pūrva-varṣe jagadānanda 'ai' dekhibāre\n\nprabhu-ājñā lañā āilā nadīyā-nagare", "devanagari": "> পূর্ববর্ষে জগদানন্দ ‘আই’ দেখিবারে ।\n> প্রভু-আজ্ঞা লঞা আইলা নদীয়া-নগরে ॥৮৬॥", "synonyms": "*pūrva-varṣe*—no ano anterior; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *āi*—Śacīmātā; *dekhibāre*—para ver; *prabhu-ājñā lañā*—tomando a permissão de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *nadīyā-nagare*—à cidade de Nadia.", "translation": "**No ano anterior, Jagadānanda Paṇḍita, seguindo a ordem do Senhor, regressara à cidade de Nadia para ver Śacīmātā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/87/", "verse_text": "āira caraṇa yāi' karilā vandana\n\njagannāthera vastra-prasāda kailā nivedana", "devanagari": "> আইর চরণ যাই’ করিলা বন্দন ।\n> জগন্নাথের বস্ত্র-প্রসাদ কৈলা নিবেদন ॥৮৭॥", "synonyms": "*āira*—de Śacīmātā; *caraṇa*—aos pés de lótus; *yāi'*—indo; *karilā vandana*—ofereceu orações; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *vastra-prasāda*—a vestimenta e o prasāda; *kailā nivedana*—ofereceu.", "translation": "**Ao chegar, ofereceu orações a seus pés de lótus e, em seguida, ofereceu-lhe a vestimenta e o prasāda do Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/88/", "verse_text": "prabhura nāme mātāre daṇḍavat kailā\n\nprabhura vinati-stuti mātāre kahilā", "devanagari": "> প্রভুর নামে মাতারে দণ্ডবৎ কৈলা ।\n> প্রভুর বিনতি-স্তুতি মাতারে কহিলা ॥৮৮॥", "synonyms": "*prabhura nāme*—em nome de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mātāre*—à Sua mãe; *daṇḍavat kailā*—ofereceu reverências; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vinati-stuti*—orações muito submissas; *mātāre*—à Sua mãe; *kahilā*—informou.", "translation": "**Ele ofereceu reverências a Śacīmātā em nome do Senhor Caitanya Mahāprabhu e informou-a de todas as orações submissas que o Senhor lhe dirigia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/89/", "verse_text": "jagadānande pāñā mātā ānandita mane\n\nteṅho prabhura kathā kahe, śune rātri-dine", "devanagari": "> জগদানন্দে পাঞা মাতা আনন্দিত মনে ।\n> তেঁহো প্রভুর কথা কহে, শুনে রাত্রি-দিনে ॥৮৯॥", "synonyms": "*jagadānande*—Jagadānanda; *pāñā*—obtendo; *mātā*—Śacīmātā; *ānandita mane*—em grande satisfação; *teṅho*—ele; *prabhura kathā*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—narra; *śune*—escuta; *rātri-dine*—dia e noite.", "translation": "**A vinda de Jagadānanda agradou imensamente à mãe Śacī. Enquanto ele falava do Senhor Caitanya Mahāprabhu, ela escutava dia e noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/90/", "verse_text": "jagadānanda kahe,--\"mātā, kona kona dine\n\ntomāra ethā āsi' prabhu karena bhojane", "devanagari": "> জগদানন্দ কহে, — “মাতা, কোন কোন দিনে ।\n> তোমার এথা আসি’ প্রভু করেন ভোজনে ॥৯০॥", "synonyms": "*jagadānanda kahe*—Jagadānanda disse; *mātā*—mãe; *kona kona dine*—às vezes; *tomāra ethā āsi'*—vindo aqui ao teu lar; *prabhu*—o Senhor; *karena bhojane*—aceita alimento.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita disse: \"Minha querida mãe, às vezes o Senhor vem aqui e come todo o alimento que ofereces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/91/", "verse_text": "bhojana kariyā kahe ānandita hañā\n\nmātā āji khāoyāilā ākaṇṭha pūriyā", "devanagari": "> ভোজন করিয়া কহে আনন্দিত হঞা ।\n> মাতা আজি খাওয়াইলা আকণ্ঠ পূরিয়া ॥৯১॥", "synonyms": "*bhojana kariyā*—após comer; *kahe*—diz; *ānandita hañā*—estando muito satisfeito; *mātā*—mãe; *āji*—hoje; *khāoyāilā*—alimentou; *ākaṇṭha*—até o pescoço; *pūriyā*—enchendo.", "translation": "**\"Após comer o alimento, o Senhor diz, muito satisfeito: 'Hoje, Minha mãe Me alimentou até o pescoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/92/", "verse_text": "āmi yāi' bhojana kari--mātā nāhi jāne\n\nsākṣāte khāi āmi' teṅho 'svapna' hena māne\"", "devanagari": "> আমি যাই’ ভোজন করি — মাতা নাহি জানে ।\n> সাক্ষাতে খাই আমি’ তেঁহো ‘স্বপ্ন’ হেন মানে ।।” ॥ ৯২ ॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *yāi'*—indo; *bhojana kari*—como; *mātā*—mãe; *nāhi jāne*—não consegue compreender; *sākṣāte*—diretamente; *khāi āmi'*—Eu como; *teṅho*—ela; *svapna*—um sonho; *hena*—como; *māne*—pensa.", "translation": "**\"'Eu vou lá e como o alimento que Minha mãe oferece, mas ela não consegue compreender que sou Eu quem o come diretamente. Ela pensa que isso é um sonho.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/93/", "verse_text": "mātā kahe,--\"kata rāndhi uttama vyañjana\n\nnimāñi ihāṅ khāya,--icchā haya mora mana", "devanagari": "> মাতা কহে, — “কত রান্ধি উত্তম ব্যঞ্জন ।\n> নিমাঞি ইঁহা খায়, — ইচ্ছা হয় মোর মন ॥৯৩॥", "synonyms": "*mātā kahe*—a mãe disse; *kata*—quantas; *rāndhi*—cozinho; *uttama vyañjana*—hortaliças de primeira qualidade; *nimāñi*—Nimāi; *ihāṅ*—aqui; *khāya*—possa comer; *icchā*—desejo; *haya*—é; *mora mana*—de minha mente.", "translation": "**Śacīmātā disse: \"Eu desejaria que Nimāi comesse todas as deliciosas hortaliças que cozinho. Esse é o meu desejo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/94/", "verse_text": "nimāñi khāñāche,--aiche haya mora mana\n\npāche jñāna haya,--muñi dekhinu 'svapana' \"", "devanagari": "> নিমাঞি খাঞাছে, — ঐছে হয় মোর মন ।\n> পাছে জ্ঞান হয়, — মুঞি দেখিনু ‘স্বপন’ ।।” ॥ ৯৪ ॥", "synonyms": "*nimāñi khāñāche*—Nimāi comeu; *aiche*—assim; *haya*—é; *mora*—minha; *mana*—mente; *pāche*—depois; *jñāna haya*—penso; *muñi*—eu; *dekhinu svapana*—vi um sonho.", "translation": "**\"Às vezes penso que Nimāi as comeu, mas depois penso que estava apenas sonhando.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/95/", "verse_text": "ei-mata jagadānanda śacīmātā-sane\n\ncaitanyera sukha-kathā kahe rātri-dine", "devanagari": "> এইমত জগদানন্দ শচীমাতা-সনে ।\n> চৈতন্যের সুখ-কথা কহে রাত্রি-দিনে ॥৯৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *śacīmātā-sane*—com mãe Śacī; *caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukha-kathā*—palavras de felicidade; *kahe*—fala; *rātri-dine*—dia e noite.", "translation": "**Dessa maneira, Jagadānanda Paṇḍita e mãe Śacī conversavam dia e noite sobre a felicidade de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/96/", "verse_text": "nadīyāra bhakta-gaṇe sabāre mililā\n\njagadānande pāñā sabe ānandita hailā", "devanagari": "> নদীয়ার ভক্তগণে সবারে মিলিলা ।\n> জগদানন্দে পাঞা সবে আনন্দিত হৈলা ॥৯৬॥", "synonyms": "*nadīyāra*—de Nadia, ou Navadvīpa; *bhakta-gaṇe*—os devotos; *sabāre*—todos; *mililā*—encontrou; *jagadānande*—Jagadānanda; *pāñā*—obtendo; *sabe*—todos; *ānandita hailā*—ficaram muito felizes.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita encontrou-se com todos os demais devotos em Nadia. Todos ficaram muito felizes por tê-lo presente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/97/", "verse_text": "ācārya milite tabe gelā jagadānanda\n\njagadānande pāñā haila ācārya ānanda", "devanagari": "> আচার্য মিলিতে তবে গেলা জগদানন্দ ।\n> জগদানন্দে পাঞা হৈল আচার্য আনন্দ ॥৯৭॥", "synonyms": "*ācārya milite*—para encontrar Advaita Ācārya; *tabe*—em seguida; *gelā*—foi; *jagadānanda*—Jagadānanda; *jagadānande pāñā*—obtendo Jagadānanda; *haila*—ficou; *ācārya*—Advaita Ācārya; *ānanda*—muito feliz.", "translation": "**Em seguida, Jagadānanda Paṇḍita foi encontrar-se com Advaita Ācārya, que também ficou muito feliz por tê-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/98/", "verse_text": "vāsudeva, murāri-gupta jagadānande pāñā\n\nānande rākhilā ghare, nā dena chāḍiyā", "devanagari": "> বাসুদেব, মুরারি-গুপ্ত জগদানন্দে পাঞা ।\n> আনন্দে রাখিলা ঘরে, না দেন ছাড়িয়া ॥৯৮॥", "synonyms": "*vāsudeva*—Vāsudeva; *murāri-gupta*—Murāri Gupta; *jagadānande pāñā*—obtendo Jagadānanda; *ānande*—com grande felicidade; *rākhilā*—mantiveram; *ghare*—em casa; *nā dena chāḍiyā*—não permitiam que partisse.", "translation": "**Vāsudeva Datta e Murāri Gupta ficaram tão satisfeitos de ver Jagadānanda Paṇḍita que o mantiveram em suas casas e não lhe permitiam partir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/99/", "verse_text": "caitanyera marma-kathā śune tāṅra mukhe\n\nāpanā pāsare sabe caitanya-kathā-sukhe", "devanagari": "> চৈতন্যের মর্মকথা শুনে তাঁর মুখে ।\n> আপনা পাসরে সবে চৈতন্য-কথা-সুখে ॥৯৯॥", "synonyms": "*caitanyera*—do Senhor Caitanya Mahāprabhu; *marma-kathā*—conversas confidenciais; *śune*—eles ouvem; *tāṅra mukhe*—de sua boca; *āpanā pāsare*—esquecem-se de si mesmos; *sabe*—todos eles; *caitanya-kathā-sukhe*—na felicidade das conversas sobre o Senhor Caitanya.", "translation": "**Eles ouviam de Jagadānanda Paṇḍita narrações confidenciais sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu e esqueciam-se de si mesmos na grande felicidade de ouvir falar sobre o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/100/", "verse_text": "jagadānanda milite yāya yei bhakta-ghare\n\nsei sei bhakta sukhe āpanā pāsare", "devanagari": "> জগদানন্দ মিলিতে যায় যেই ভক্ত-ঘরে ।\n> সেই সেই ভক্ত সুখে আপনা পাসরে ॥১০০॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *milite*—para encontrar; *yāya*—vai; *yei*—à qual; *bhakta-ghare*—à casa de um devoto; *sei sei*—aquele; *bhakta*—devoto; *sukhe*—em felicidade; *āpanā pāsare*—esquece-se de si mesmo.", "translation": "**Sempre que Jagadānanda Paṇḍita ia visitar a casa de um devoto, esse devoto imediatamente se esquecia de si mesmo em grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/101/", "verse_text": "caitanyera prema-pātra jagadānanda dhanya\n\nyāre mile sei māne,--'pāiluṅ caitanya'", "devanagari": "> চৈতন্যের প্রেমপাত্র জগদানন্দ ধন্য ।\n> যারে মিলে সেই মানে, — ‘পাইলুঁ চৈতন্য’ ॥১০১॥", "synonyms": "*caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-pātra*—recipiente de afeição; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *dhanya*—glorioso; *yāre mile*—quem quer que ele encontre; *sei māne*—essa pessoa entende; *pāiluṅ caitanya*—obtive o Senhor Caitanya.", "translation": "**Todas as glórias a Jagadānanda Paṇḍita! Ele é tão favorecido por Śrī Caitanya Mahāprabhu que qualquer um que o encontre pensa: \"Agora obtive a associação direta de Śrī Caitanya Mahāprabhu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/102/", "verse_text": "śivānanda-sena-gṛhe yāñā rahilā\n\n'candanādi' taila tāhāṅ eka-mātrā kailā", "devanagari": "> শিবানন্দসেন-গৃহে যাঞা রহিলা ।\n> ‘চন্দনাদি’ তৈল তাহাঁ একমাত্রা কৈলা ॥১০২॥", "synonyms": "*śivānanda-sena-gṛhe*—à casa de Śivānanda Sena; *yāñā*—indo; *rahilā*—permaneceu; *candana-ādi taila*—óleo destilado de sândalo e outras substâncias; *tāhāṅ*—ali; *eka-mātrā*—uma mātrā (dezesseis seers, ou seras); *kailā*—preparou.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita permaneceu por algum tempo na casa de Śivānanda Sena, e ali prepararam cerca de dezesseis seers de óleo de sândalo perfumado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/103/", "verse_text": "sugandhi kariyā taila gāgarī bhariyā\n\nnīlācale lañā āilā yatana kariyā", "devanagari": "> সুগন্ধি করিয়া তৈল গাগরী ভরিয়া ।\n> নীলাচলে লঞা আইলা যতন করিয়া ॥১০৩॥", "synonyms": "*su-gandhi kariyā*—tornando aromático; *taila*—óleo; *gāgarī*—um grande pote; *bhariyā*—enchendo; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *lañā*—levando; *āilā*—veio; *yatana kariyā*—com grande cuidado.", "translation": "**Eles encheram um grande pote de barro com o óleo aromático, e, com grande cuidado, Jagadānanda Paṇḍita o trouxe a Nīlācala, Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/104/", "verse_text": "govindera ṭhāñi taila dhariyā rākhilā\n\n\"prabhu-aṅge diha' taila\" govinde kahilā", "devanagari": "> গোবিন্দের ঠাঞি তৈল ধরিয়া রাখিলা ।\n> “প্রভু-অঙ্গে দিহ’ তৈল” গোবিন্দে কহিলা ॥১০৪॥", "synonyms": "*govindera ṭhāñi*—aos cuidados de Govinda; *taila*—o óleo; *dhariyā rākhilā*—foi guardado; *prabhu-aṅge*—sobre o corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *diha'*—aplica; *taila*—óleo; *govinde kahilā*—ele aconselhou Govinda.", "translation": "**Esse óleo foi colocado aos cuidados de Govinda, e Jagadānanda lhe solicitou: \"Por favor, esfrega este óleo no corpo do Senhor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/105/", "verse_text": "tabe prabhu-ṭhāñi govinda kaila nivedana\n\n'jagadānanda candanādi-taila āniyāchena", "devanagari": "> তবে প্রভু-ঠাঞি গোবিন্দ কৈল নিবেদন  ।\n> “জগদানন্দ চন্দনাদি-তৈল আনিয়াছেন ॥১০৫॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *prabhu-ṭhāñi*—perante o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *govinda*—Govinda; *kaila nivedana*—submeteu; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *candana-ādi-taila*—óleo de sândalo perfumado; *āniyāchena*—trouxe.", "translation": "**Govinda, por conseguinte, disse a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"Jagadānanda Paṇḍita trouxe um pouco de óleo de sândalo perfumado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/106/", "verse_text": "tāṅra icchā,--prabhu alpa mastake lāgāya\n\npitta-vāyu-vyādhi-prakopa śānta hañā yāya", "devanagari": "> তাঁর ইচ্ছা, — প্রভু অল্প মস্তকে লাগায়  ।\n> পিত্ত-বায়ু-ব্যাধি-প্রকোপ শান্ত হঞা যায় ॥১০৬॥", "synonyms": "*tāṅra icchā*—seu desejo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *alpa*—muito pouco; *mastake lāgāya*—unta sobre a cabeça; *pitta-vāyu-vyādhi*—de pressão sanguínea devida à bile e ao ar; *prakopa*—a gravidade; *śānta hañā yāya*—será diminuída.", "translation": "**\"É seu desejo que Vossa Senhoria aplique um pouco deste óleo em Vossa cabeça, para que a pressão sanguínea devida à bile e ao ar seja consideravelmente diminuída.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/107/", "verse_text": "eka-kalasa sugandhi taila gauḍete kariyā\n\nihāṅ āniyāche bahu yatana kariyā\"", "devanagari": "> এক-কলস সুগন্ধি তৈল গৌড়েতে করিয়া ।\n> ইঁহা আনিয়াছে বহু যতন করিয়া ।।” ॥ ১০৭ ॥", "synonyms": "*eka-kalasa*—um grande jarro cheio; *su-gandhi taila*—óleo perfumado; *gauḍete kariyā*—fabricando em Bengala; *ihāṅ*—aqui; *āniyāche*—trouxe; *bahu yatana kariyā*—com grande cuidado.", "translation": "**\"Ele preparou um grande jarro dele em Bengala e, com grande cuidado, trouxe-o até aqui.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/108/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"sannyāsīra nāhi taile adhikāra\n\ntāhāte sugandhi taila,--parama dhikkāra!", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “সন্ন্যাসীর নাহি তৈলে অধিকার ।\n> তাহাতে সুগন্ধি তৈল, — পরম ধিক্কার ! ॥ ১০৮ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *sannyāsīra*—para um sannyāsī; *nāhi*—não há; *taile*—com óleo; *adhikāra*—uso; *tāhāte*—ademais; *su-gandhi taila*—óleo perfumado; *parama dhik-kāra*—a ser imediatamente rejeitado.", "translation": "**O Senhor respondeu: \"Um sannyāsī não tem uso para óleo, especialmente para óleo perfumado como este. Leva-o embora imediatamente.\"**", "purport": "Segundo Raghunandana Bhaṭṭācārya, o porta-voz dos princípios reguladores smārta:\n\nprātaḥ-snāne vrate śrāddhe\ndvādaśyāṁ grahaṇe tathā\nmadya-lepa-samaṁ tailaṁ\ntasmāt tailaṁ vivarjayet\n\n\"Se alguém que fez um voto unta óleo no corpo enquanto se banha pela manhã, enquanto observa uma cerimônia ritualística como a cerimônia de śrāddha, ou no dia de dvādaśī, é como se derramasse vinho sobre o corpo. Portanto, o óleo deve ser rejeitado.\" A palavra vrata (voto) às vezes é entendida como referente ao sannyāsa-vrata. Raghunandana Bhaṭṭācārya também disse em seu livro Tithi-tattva:\n\nghṛtaṁ ca sārṣapaṁ tailaṁ\nyat tailaṁ puṣpa-vāsitam\naduṣṭaṁ pakva-tailaṁ ca\ntailābhyaṅge ca nityaśaḥ\n\nIsso significa que manteiga clarificada (ghee), óleo de mostarda, óleo floral e óleo fervido só podem ser usados por gṛhasthas, chefes de família."}
{"ref": "cc/antya/12/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/109/", "verse_text": "jagannāthe deha' taila,--dīpa yena jvale\n\ntāra pariśrama haiba parama-saphale\"", "devanagari": "> জগন্নাথে দেহ’ তৈল, — দীপ যেন জ্বলে ।\n> তার পরিশ্রম হৈব পরম-সফলে ।।” ॥ ১০৯ ॥", "synonyms": "*jagannāthe*—ao Senhor Jagannātha; *deha'*—entrega; *taila*—óleo; *dīpa*—lâmpadas; *yena*—de modo que; *jvale*—ardam; *tāra pariśrama*—seu labor; *haiba*—tornar-se-á; *parama-saphale*—completamente bem-sucedido.", "translation": "**\"Entrega este óleo ao templo de Jagannātha, onde poderá ser queimado nas lâmpadas. Dessa forma, o labor de Jagadānanda em fabricar o óleo será perfeitamente bem-sucedido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/110/", "verse_text": "ei kathā govinda jagadānandere kahila\n\nmauna kari' rahila paṇḍita, kichu nā kahila", "devanagari": "> এই কথা গোবিন্দ জগদানন্দেরে কহিল ।\n> মৌন করি’ রহিল পণ্ডিত, কিছু না কহিল ॥১১০॥", "synonyms": "*ei kathā*—esta mensagem; *govinda*—Govinda; *jagadānandere kahila*—informou Jagadānanda; *mauna kari'*—mantendo-se em silêncio; *rahila*—permaneceu; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *kichu*—nada; *nā kahila*—não respondeu.", "translation": "**Quando Govinda transmitiu essa mensagem a Jagadānanda Paṇḍita, Jagadānanda permaneceu em silêncio, sem dizer sequer uma palavra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/111/", "verse_text": "dina daśa gele govinda jānāila āra-bāra\n\npaṇḍitera icchā,--'taila prabhu kare aṅgīkāra'", "devanagari": "> দিন দশ গেলে গোবিন্দ জানাইল আরবার ।\n> পণ্ডিতের ইচ্ছা, — ‘তৈল প্রভু করে অঙ্গীকার’ ॥১১১॥", "synonyms": "*dina daśa gele*—quando dez dias se passaram; *govinda*—Govinda; *jānāila*—informou; *āra-bāra*—novamente; *paṇḍitera icchā*—o desejo de Jagadānanda Paṇḍita; *taila*—óleo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare aṅgīkāra*—aceita.", "translation": "**Quando dez dias se passaram, Govinda disse novamente a Śrī Caitanya Mahāprabhu: \"É desejo de Jagadānanda Paṇḍita que Vossa Senhoria aceite o óleo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/112/", "verse_text": "śuni' prabhu kahe kichu sakrodha vacana\n\nmardaniyā eka rākha karite mardana!", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু কহে কিছু সক্রোধ বচন ।\n> মর্দনিয়া এক রাখ করিতে মর্দন ! ॥ ১১২ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—diz; *kichu*—algumas; *sa-krodha vacana*—palavras de ira; *mardaniyā*—massagista; *eka*—um; *rākha*—mantém; *karite mardana*—para dar massagens.", "translation": "**Quando o Senhor ouviu isso, disse com ira: \"Por que não manter um massagista para Me massagear?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/113/", "verse_text": "ei sukha lāgi' āmi kariluṅ sannyāsa!\n\nāmāra 'sarva-nāśa'--tomā-sabāra 'parihāsa'", "devanagari": "> এই সুখ লাগি’ আমি করিলুঁ সন্ন্যাস !\n> আমার ‘সর্বনাশ’ — তোমা-সবার ‘পরিহাস’ ॥১১৩॥", "synonyms": "*ei*—esta; *sukha*—felicidade; *lāgi'*—por; *āmi*—Eu; *kariluṅ sannyāsa*—aceitei a ordem renunciada; *āmāra sarva-nāśa*—Minha ruína; *tomā-sabāra*—de todos vós; *parihāsa*—brincadeira.", "translation": "**\"Acaso aceitei o sannyāsa em busca de tal felicidade? Aceitar este óleo acarretaria Minha ruína, e todos vós riríeis.\"**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu declarou-Se um sannyāsī rigoroso. Não se espera que um sannyāsī aceite a ajuda de quem quer que seja. Manter um massagista para dar-Lhe massagens indicaria Sua dependência dos outros. Śrī Caitanya Mahāprabhu desejava seguir muito rigorosamente o princípio de não aceitar a ajuda de ninguém para o conforto de Seu corpo."}
{"ref": "cc/antya/12/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/114/", "verse_text": "pathe yāite taila-gandha mora yei pābe\n\n'dārī sannyāsī' kari' āmāre kahibe", "devanagari": "> পথে যাইতে তৈলগন্ধ মোর যেই পাবে ।\n> ‘দারী সন্ন্যাসী’ করি’ আমারে কহিবে ॥১১৪॥", "synonyms": "*pathe yāite*—ao passar pela estrada; *taila-gandha*—o aroma do óleo; *mora*—Meu; *yei pābe*—qualquer um que sinta o cheiro; *dārī sannyāsī*—um sannyāsī tântrico que mantém mulheres para a gratificação dos sentidos; *kari'*—como; *āmāre kahibe*—falarão de Mim.", "translation": "**\"Se alguém que passasse pela estrada sentisse o cheiro deste óleo em Minha cabeça, julgar-Me-ia um dārī sannyāsī, um sannyāsī tântrico que mantém mulheres.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/115/", "verse_text": "śuni prabhura vākya govinda mauna karilā\n\nprātaḥ-kāle jagadānanda prabhu-sthāne āilā", "devanagari": "> শুনি প্রভুর বাক্য গোবিন্দ মৌন করিলা ।\n> প্রাতঃকালে জগদানন্দ প্রভু-স্থানে আইলা ॥১১৫॥", "synonyms": "*śuni*—ouvindo; *prabhura vākya*—a afirmação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *govinda*—Govinda; *mauna karilā*—permaneceu em silêncio; *prātaḥ-kāle*—pela manhã; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *prabhu-sthāne*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio.", "translation": "**Ao ouvir essas palavras de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Govinda permaneceu em silêncio. Na manhã seguinte, Jagadānanda foi ver o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/116/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"paṇḍita, taila ānilā gauḍa ha-ite\n\nāmi ta' sannyāsī,--taila nā pāri la-ite", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “পণ্ডিত, তৈল আনিলা গৌড় হইতে ।\n> আমি ত’ সন্ন্যাসী, — তৈল না পারি লইতে ॥১১৬॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *paṇḍita*—Meu caro Paṇḍita; *taila*—óleo; *ānilā*—trouxeste; *gauḍa ha-ite*—de Bengala; *āmi*—Eu; *ta'*—porém; *sannyāsī*—um sannyāsī; *taila*—óleo; *nā pāri la-ite*—não posso aceitar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Jagadānanda Paṇḍita: \"Meu caro Paṇḍita, trouxeste-Me algum óleo de Bengala, mas, visto que estou na ordem renunciada, não posso aceitá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/117/", "verse_text": "jagannāthe deha' lañā dīpa yena jvale\n\ntomāra sakala śrama ha-ibe saphale\"", "devanagari": "> জগন্নাথে দেহ’ লঞা দীপ যেন জ্বলে ।\n> তোমার সকল শ্রম হইবে সফলে ।।” ॥ ১১৭ ॥", "synonyms": "*jagannāthe*—ao Senhor Jagannātha; *deha'*—entrega; *lañā*—levando; *dīpa*—lâmpadas; *yena*—de modo que; *jvale*—ardam; *tomāra*—teu; *sakala*—todo; *śrama*—trabalho; *ha-ibe sa-phale*—será frutífero.", "translation": "**\"Entrega o óleo ao templo de Jagannātha para que arda nas lâmpadas. Assim, teu trabalho na preparação do óleo será frutífero.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/118/", "verse_text": "paṇḍita kahe,--'ke tomāre kahe mithyā vāṇī\n\nāmi gauḍa haite taila kabhu nāhi āni'", "devanagari": "> পণ্ডিত কহে, — ‘কে তোমারে কহে মিথ্যা বাণী ।\n> আমি গৌড় হৈতে তৈল কভু নাহি আনি ।।’ ॥ ১১৮ ॥", "synonyms": "*paṇḍita kahe*—Jagadānanda Paṇḍita disse; *ke*—quem; *tomāre*—a Ti; *kahe*—diz; *mithyā vāṇī*—histórias falsas; *āmi*—eu; *gauḍa haite*—de Bengala; *taila*—óleo; *kabhu nāhi āni'*—nunca trouxe.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita respondeu: \"Quem Te conta todas essas histórias falsas? Eu nunca trouxe óleo algum de Bengala.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/119/", "verse_text": "eta bali' ghara haite taila-kalasa lañā\n\nprabhura āge āṅgināte phelilā bhāṅgiyā", "devanagari": "> এত বলি’ ঘর হৈতে তৈল-কলস লঞা ।\n> প্রভুর আগে আঙ্গিনাতে ফেলিলা ভাঙ্গিয়া ॥১১৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *ghara haite*—do quarto; *taila-kalasa*—o jarro de óleo; *lañā*—pegando; *prabhura āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āṅgināte*—no pátio; *phelilā*—arremessou; *bhāṅgiyā*—quebrando.", "translation": "**Após dizer isto, Jagadānanda Paṇḍita pegou o jarro de óleo do quarto e o arremessou no chão, diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu, no pátio, quebrando-o.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/120/", "verse_text": "taila bhāṅgi' sei pathe nija-ghara giyā\n\nśuiyā rahilā ghare kapāṭa khiliyā", "devanagari": "> তৈল ভাঙ্গি’ সেই পথে নিজ-ঘর গিয়া ।\n> শুইয়া রহিলা ঘরে কপাট খিলিয়া ॥১২০॥", "synonyms": "*taila bhāṅgi'*—quebrando o pote de óleo; *sei*—ele; *pathe*—pelo caminho; *nija-ghara*—a seu quarto; *giyā*—indo; *śuiyā rahilā*—deitou-se; *ghare*—no quarto; *kapāṭa*—a porta; *khiliyā*—trancando.", "translation": "**Após quebrar o jarro, Jagadānanda Paṇḍita regressou a seus aposentos, trancou a porta e deitou-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/121/", "verse_text": "tṛtīya divase prabhu tāṅra dvāre yāñā\n\n'uṭhaha' paṇḍita'--kari' kahena ḍākiyā", "devanagari": "> তৃতীয় দিবসে প্রভু তাঁর দ্বারে যাঞা ।\n> ‘উঠহ’ পণ্ডিত’ — করি’ কহেন ডাকিয়া ॥১২১॥", "synonyms": "*tṛtīya divase*—no terceiro dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—de Jagadānanda Paṇḍita; *dvāre*—à porta; *yāñā*—indo; *uṭhaha'*—levanta-te, por favor; *paṇḍita*—meu caro Jagadānanda Paṇḍita; *kari'*—dizendo; *kahena*—disse; *ḍākiyā*—chamando.", "translation": "**Três dias depois, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi até a porta do quarto dele e disse: \"Meu caro Jagadānanda Paṇḍita, levanta-te, por favor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/122/", "verse_text": "'āji bhikṣā dibā āmāya kariyā randhane\n\nmadhyāhne āsiba, ebe yāi daraśane'", "devanagari": "> ‘আজি ভিক্ষা দিবা আমায় করিয়া রন্ধনে ।\n> মধ্যাহ্নে আসিব, এবে যাই দরশনে ।।’ ॥ ১২২ ॥", "synonyms": "*āji*—hoje; *bhikṣā dibā*—dá o almoço; *āmāya*—a Mim; *kariyā randhane*—cozinhando; *madhyāhne āsiba*—virei ao meio-dia; *ebe*—agora; *yāi daraśane*—vou ver o Senhor Jagannātha.", "translation": "**\"Quero que tu mesmo cozinhes Meu almoço hoje. Vou agora ver o Senhor no templo. Regressarei ao meio-dia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/123/", "verse_text": "eta bali' prabhu gelā, paṇḍita uṭhilā\n\nsnāna kari' nānā vyañjana randhana karilā", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু গেলা, পণ্ডিত উঠিলা ।\n> স্নান করি’ নানা ব্যঞ্জন রন্ধন করিলা ॥১২৩॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu gelā*—Śrī Caitanya Mahāprabhu partiu; *paṇḍita uṭhilā*—Jagadānanda Paṇḍita levantou-se; *snāna kari'*—tomando seu banho; *nānā*—vários; *vyañjana*—legumes; *randhana karilā*—cozinhou.", "translation": "**Depois que Śrī Caitanya Mahāprabhu disse isto e partiu, Jagadānanda Paṇḍita levantou-se de seu leito, banhou-se e começou a cozinhar variedades de legumes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/124/", "verse_text": "madhyāhna kariyā prabhu āilā bhojane\n\npāda prakṣālana kari' dilena āsane", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিয়া প্রভু আইলা ভোজনে ।\n> পাদ প্রক্ষালন করি’ দিলেন আসনে ॥১২৪॥", "synonyms": "*madhyāhna kariyā*—após terminar suas cerimônias ritualísticas do meio-dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—veio; *bhojane*—almoçar; *pāda prakṣālana kari'*—após lavar Seus pés; *dilena āsane*—ofereceu um lugar para sentar-se.", "translation": "**Após terminar Seus deveres ritualísticos do meio-dia, o Senhor chegou para o almoço. Jagadānanda Paṇḍita lavou os pés do Senhor e Lhe ofereceu um lugar para sentar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/125/", "verse_text": "saghṛta śālyanna kalā-pāte stūpa kailā\n\nkalāra ḍoṅgā bhari' vyañjana caudike dharilā", "devanagari": "> সঘৃত শাল্যন্ন কলাপাতে স্তূপ কৈলা ।\n> কলার ডোঙ্গা ভরি’ ব্যঞ্জন চৌদিকে ধরিলা ॥১২৫॥", "synonyms": "*sa-ghṛta*—misturado com ghee; *śāli-anna*—arroz muito fino; *kalā-pāte*—sobre uma folha de bananeira; *stūpa kailā*—empilhou; *kalāra ḍoṅgā*—vasilhas feitas da casca de uma bananeira; *bhari'*—enchendo; *vyañjana*—legumes; *cau-dike*—ao redor; *dharilā*—colocou.", "translation": "**Ele havia cozinhado arroz fino, misturara-o com ghee e o empilhara em uma folha de bananeira. Havia também variedades de legumes, colocadas ao redor em vasilhas feitas da casca de bananeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/126/", "verse_text": "anna-vyañjanopari tulasī-mañjarī\n\njagannāthera piṭhā-pānā āge āne dhari'", "devanagari": "> অন্ন-ব্যঞ্জনোপরি তুলসী-মঞ্জরী ।\n> জগন্নাথের পিঠা-পানা আগে আনে ধরি’ ॥১২৬॥", "synonyms": "*anna*—arroz; *vyañjana*—legumes; *upari*—sobre; *tulasī-mañjarī*—flores de tulasī; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *piṭhā-pānā*—bolos e arroz-doce; *āge*—em frente; *āne dhari'*—traz.", "translation": "**Sobre o arroz e os legumes havia flores de tulasī, e diante do Senhor estavam bolos, arroz-doce e outro prasāda de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/127/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"dvitīya-pāte bāḍa' anna-vyañjana\n\ntomāya āmāya āji ekatra kariba bhojana", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “দ্বিতীয়-পাতে বাড়’ অন্ন-ব্যঞ্জন ।\n> তোমায় আমার আজি একত্র করিব ভোজন ॥১২৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *dvitīya-pāte*—numa segunda folha; *bāḍa'*—serve; *anna-vyañjana*—arroz cozido e legumes; *tomāya āmāya*—tanto tu como Eu; *āji*—hoje; *ekatra*—juntos; *kariba bhojana*—almoçaremos.", "translation": "**O Senhor disse: \"Serve outra folha com uma porção de arroz e legumes, para que hoje tu e Eu almocemos juntos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/128/", "verse_text": "hasta tuli' rahena prabhu, nā karena bhojana\n\ntabe paṇḍita kahena kichu saprema vacana", "devanagari": "> হস্ত তুলি’ রহেন প্রভু, না করেন ভোজন  ।\n> তবে পণ্ডিত কহেন কিছু সপ্রেম বচন ॥১২৮॥", "synonyms": "*hasta tuli'*—erguendo as mãos; *rahena prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu; *nā karena bhojana*—não comia; *tabe*—nesse momento; *paṇḍita kahena*—Jagadānanda disse; *kichu*—algumas; *sa-prema vacana*—palavras de grande afeição e amor.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu manteve as mãos erguidas e não aceitava o prasāda, até que Jagadānanda Paṇḍita, com grande afeição e amor, proferiu as seguintes palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/129/", "verse_text": "\"āpane prasāda laha, pāche muñi la-imu\n\ntomāra āgraha āmi kemane khaṇḍimu?\"", "devanagari": "> “আপনে প্রসাদ লহ, পাছে মুঞি লইমু  ।\n> তোমার আগ্রহ আমি কেমনে খণ্ডিমু ?” ১২৯ ॥১২৯॥", "synonyms": "*āpane*—Tu mesmo; *prasāda laha*—toma prasāda; *pāche*—depois; *muñi la-imu*—eu tomarei; *tomāra*—Tua; *āgraha*—insistência; *āmi*—eu; *kemane*—como; *khaṇḍimu*—desobedecerei.", "translation": "**\"Por favor, toma primeiro o prasāda Tu mesmo, e eu comerei depois. Não recusarei o Teu pedido.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/130/", "verse_text": "tabe mahāprabhu sukhe bhojane vasilā\n\nvyañjanera svāda pāñā kahite lāgilā", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু সুখে ভোজনে বসিলা  ।\n> ব্যঞ্জনের স্বাদ পাঞা কহিতে লাগিলা ॥১৩০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sukhe*—com felicidade; *bhojane vasilā*—sentou-Se para tomar Seu alimento; *vyañjanera svāda*—o sabor dos legumes; *pāñā*—sentindo; *kahite lāgilā*—começou a dizer.", "translation": "**Com grande felicidade, Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou então o almoço. Quando havia provado os legumes, voltou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/131/", "verse_text": "\"krodhāveśera pākera haya aiche svāda!\n\nei ta' jāniye tomāya kṛṣṇera 'prasāda'", "devanagari": "> “ক্রোধাবেশের পাকের হয় ঐছে স্বাদ ! এই ত’ জানিয়ে তোমায় কৃষ্ণের ‘প্রসাদ’ ॥১৩১॥", "synonyms": "*krodha-āveśera*—num estado de ânimo irado; *pākera*—do cozimento; *haya*—é; *aiche*—tal; *svāda*—sabor; *ei ta'*—por essa razão; *jāniye*—posso compreender; *tomāya*—a ti; *kṛṣṇera prasāda*—a misericórdia de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Mesmo quando cozinhas irado\", disse Ele, \"a comida fica muito saborosa. Isso demonstra quão satisfeito Kṛṣṇa está contigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/132/", "verse_text": "āpane khāibe kṛṣṇa, tāhāra lāgiyā\n\ntomāra haste pāka karāya uttama kariyā", "devanagari": "> আপনে খাইবে কৃষ্ণ, তাহার লাগিয়া ।\n> তোমার হস্তে পাক করায় উত্তম করিয়া ॥১৩২॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *khāibe*—comerá; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāhāra lāgiyā*—por essa razão; *tomāra haste*—por tuas mãos; *pāka karāya*—faz cozinhar; *uttama kariyā*—tão bem.", "translation": "**\"Porque Ele próprio comerá o alimento, Kṛṣṇa faz com que cozinhes tão bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/133/", "verse_text": "aiche amṛta-anna kṛṣṇe kara samarpaṇa\n\ntomāra bhāgyera sīmā ke kare varṇana?\"", "devanagari": "> ঐছে অমৃত-অন্ন কৃষ্ণে কর সমর্পণ ।\n> তোমার ভাগ্যের সীমা কে করে বর্ণন ?” ॥ ১৩৩ ॥", "synonyms": "*aiche*—tal; *amṛta-anna*—arroz nectáreo; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *kara samarpaṇa*—ofereces; *tomāra*—de tua; *bhāgyera*—fortuna; *sīmā*—o limite; *ke*—quem; *kare varṇana*—pode descrever.", "translation": "**\"Ofereces a Kṛṣṇa um arroz tão nectáreo. Quem poderá calcular o limite de tua fortuna?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/134/", "verse_text": "paṇḍita kahe,--\"ye khāibe, sei pāka-kartā\n\nāmi-saba--kevala-mātra sāmagrī-āhartā\"", "devanagari": "> পণ্ডিত কহে, — “যে খাইবে, সেই পাককর্তা ।\n> আমি-সব — কেবলমাত্র সামগ্রী-আহর্তা ।।” ॥ ১৩৪ ॥", "synonyms": "*paṇḍita kahe*—o Paṇḍita disse; *ye khāibe*—Aquele que comerá; *sei*—Ele; *pāka-kartā*—o cozinheiro; *āmi-saba*—quanto a mim; *kevala-mātra*—apenas; *sāmagrī*—de ingredientes; *āhartā*—o coletor.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita respondeu: \"Aquele que comerá foi quem cozinhou. Quanto a mim, eu simplesmente reúno os ingredientes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/135/", "verse_text": "punaḥ punaḥ paṇḍita nānā vyañjana pariveśe\n\nbhaye kichu nā balena prabhu, khāyena hariṣe", "devanagari": "> পুনঃ পুনঃ পণ্ডিত নানা ব্যঞ্জন পরিবেশে ।\n> ভয়ে কিছু না বলেন প্রভু, খায়েন হরিষে ॥১৩৫॥", "synonyms": "*punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *nānā vyañjana*—vários legumes; *pariveśe*—serviu; *bhaye*—por temor; *kichu*—nada; *nā balena*—não diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *khāyena*—come; *hariṣe*—muito feliz.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita continuou a oferecer ao Senhor variedades de legumes. Por temor, o Senhor nada dizia, mas continuava comendo com alegria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/136/", "verse_text": "āgraha kariyā paṇḍita karāilā bhojana\n\nāra dina haite bhojana haila daśa-guṇa", "devanagari": "> আগ্রহ করিয়া পণ্ডিত করাইলা ভোজন ।\n> আর দিন হৈতে ভোজন হৈল দশগুণ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*āgraha kariyā*—com grande empenho; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *karāilā bhojana*—alimentou; *āra dina*—os outros dias; *haite*—do que; *bhojana*—o comer; *haila*—foi; *daśa-guṇa*—dez vezes maior.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita instou avidamente o Senhor a comer tanto que Ele comeu dez vezes mais do que nos outros dias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/137/", "verse_text": "bāra-bāra prabhu uṭhite karena mana\n\nsei-kāle paṇḍita pariveśe vyañjana", "devanagari": "> বার বার প্রভু উঠিতে করেন মন ।\n> সেইকালে পণ্ডিত পরিবেশে ব্যঞ্জন ॥১৩৭॥", "synonyms": "*bāra-bāra*—repetidas vezes; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhite*—levantar-Se; *karena mana*—deseja; *sei-kāle*—nesse momento; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *pariveśe*—serve; *vyañjana*—legumes.", "translation": "**Repetidas vezes, quando o Senhor desejava levantar-Se, Jagadānanda Paṇḍita servia-Lhe mais legumes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/138/", "verse_text": "kichu balite nārena prabhu, khāyena tarāse\n\nnā khāile jagadānanda karibe upavāse", "devanagari": "> কিছু বলিতে নারেন প্রভু, খায়েন তরাসে ।\n> না খাইলে জগদানন্দ করিবে উপবাসে ॥১৩৮॥", "synonyms": "*kichu*—nada; *balite nārena*—não podia dizer; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *khāyena*—come; *tarāse*—por temor; *nā khāile*—se Ele não comesse; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *karibe upavāse*—jejuaria.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu não ousava proibi-lo de alimentá-Lo mais. Apenas continuava comendo, temeroso de que Jagadānanda jejuasse caso Ele parasse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/139/", "verse_text": "tabe prabhu kahena kari' vinaya-sammāna\n\n'daśa-guṇa khāoyāilā ebe kara samādhāna'", "devanagari": "> তবে প্রভু কহেন করি’ বিনয়-সম্মান ।\n> ‘দশগুণ খাওয়াইলা এবে কর সমাধান’ ॥১৩৯॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahena*—diz; *kari'*—fazendo; *vinaya-sammāna*—respeito submisso; *daśa-guṇa*—dez vezes mais; *khāoyāilā*—fizeste comer; *ebe*—agora; *kara samādhāna*—por favor, para.", "translation": "**Por fim, o Senhor submeteu-se respeitosamente: \"Meu querido Jagadānanda, já Me fizeste comer dez vezes mais do que costumo. Agora, por favor, para.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/140/", "verse_text": "tabe mahāprabhu uṭhi' kailā ācamana\n\npaṇḍita ānila, mukhavāsa, mālya, candana", "devanagari": "> তবে মহাপ্রভু উঠি’ কৈলা আচমন ।\n> পণ্ডিত আনিল, মুখবাস, মাল্য, চন্দন ॥১৪০॥", "synonyms": "*tabe*—nesse momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhi'*—levantando-Se; *kailā ācamana*—lavou as mãos e a boca; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *ānila*—trouxe; *mukha-vāsa*—especiarias; *mālya*—uma guirlanda de flores; *candana*—polpa de sândalo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-Se e lavou as mãos e a boca, enquanto Jagadānanda Paṇḍita trazia especiarias, uma guirlanda e polpa de sândalo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/141/", "verse_text": "candanādi lañā prabhu vasilā sei sthāne\n\n'āmāra āge āji tumi karaha bhojane'", "devanagari": "> চন্দনাদি লঞা প্রভু বসিলা সেই স্থানে ।\n> ‘আমার আগে আজি তুমি করহ ভোজনে’ ॥১৪১॥", "synonyms": "*candana-ādi lañā*—aceitando a polpa de sândalo e outros itens; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasilā*—sentou-Se; *sei sthāne*—naquele lugar; *āmāra āge*—em frente a Mim; *āji*—agora; *tumi*—tu; *karaha*—realiza; *bhojane*—o comer.", "translation": "**Aceitando a polpa de sândalo e a guirlanda, o Senhor sentou-Se e disse: \"Agora, em frente a Mim, deves comer.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/142/", "verse_text": "paṇḍita kahe,--\"prabhu yāi' karuna viśrāma\n\nmui, ebe la-iba prasāda kari' samādhāna", "devanagari": "> পণ্ডিত কহে, — “প্রভু যাই’ করুন বিশ্রাম ।\n> মুই, এবে লইব প্রসাদ করি’ সমাধান ॥১৪২॥", "synonyms": "*paṇḍita kahe*—Jagadānanda Paṇḍita disse; *prabhu*—meu Senhor; *yāi'*—indo; *karuna viśrāma*—descanse; *mui*—eu; *ebe*—agora; *la-iba prasāda*—tomarei prasāda; *kari' samādhāna*—após fazer os arranjos.", "translation": "**Jagadānanda respondeu: \"Meu Senhor, vai descansar. Eu tomarei prasāda depois de terminar de fazer alguns preparativos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/143/", "verse_text": "rasuira kārya kairāche rāmāi, raghunātha\n\niṅhā sabāya dite cāhi kichu vyañjana-bhāta\"", "devanagari": "> রসুইর কার্য কৈরাছে রামাই, রঘুনাথ ।\n> ইঁহা সবায় দিতে চাহি কিছু ব্যঞ্জন-ভাত ।।” ॥ ১৪৩ ॥", "synonyms": "*rasuira*—de cozinhar; *kārya*—o trabalho; *kairāche*—fizeram; *rāmāi*—Rāmāi; *raghunātha*—Raghunātha Bhaṭṭa; *iṅhā*—a eles; *sabāya*—todos; *dite cāhi*—quero dar; *kichu*—um pouco de; *vyañjana-bhāta*—arroz e legumes.", "translation": "**\"Rāmāi Paṇḍita e Raghunātha Bhaṭṭa fizeram a cozinha, e eu quero dar-lhes um pouco de arroz e legumes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/144/", "verse_text": "prabhu kahena,--\"govinda, tumi ihāṅi rahibā\n\npaṇḍita bhojana kaile, āmāre kahibā\"", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — “গোবিন্দ, তুমি ইহাঁই রহিবা ।\n> পণ্ডিত ভোজন কৈলে, আমারে কহিবা ।।” ॥ ১৪৪ ॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *govinda*—Govinda; *tumi*—você; *ihāṅi rahibā*—ficará aqui; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *bhojana kaile*—depois que tiver tomado sua refeição; *āmāre kahibā*—você deve avisar-Me.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então disse a Govinda: \"Permaneça aqui. Quando o Paṇḍita tiver tomado seu alimento, venha avisar-Me.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/145/", "verse_text": "eta kahi' mahāprabhu karilā gamana\n\ngovindere paṇḍita kichu kahena vacana", "devanagari": "> এত কহি’ মহাপ্রভু করিলা গমন  ।\n> গোবিন্দেরে পণ্ডিত কিছু কহেন বচন ॥১৪৫॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā gamana*—partiu; *govindere*—a Govinda; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *kichu*—algumas; *kahena*—disse; *vacana*—palavras.", "translation": "**Depois que Śrī Caitanya Mahāprabhu disse isto e partiu, Jagadānanda Paṇḍita falou a Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/146/", "verse_text": "\"tumi śīghra yāha karite pāda-samvāhane\n\nkahiha,--'paṇḍita ebe vasila bhojane'", "devanagari": "> “তুমি শীঘ্র যাহ করিতে পাদসম্বাহনে  ।\n> কহিহ, — ‘পণ্ডিত এবে বসিল ভোজনে’ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*tumi*—você; *śīghra*—depressa; *yāha*—vá; *karite*—para fazer; *pāda-samvāhane*—a massagem dos pés; *kahiha*—diga; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *ebe*—agora mesmo; *vasila bhojane*—sentou-se para comer.", "translation": "**\"Vá depressa e massageie os pés do Senhor\", disse ele. \"Você pode dizer-Lhe: 'O Paṇḍita acaba de sentar-se para tomar sua refeição.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/147/", "verse_text": "tomāre prabhura 'śeṣa' rākhimu dhariyā\n\nprabhu nidrā gele, tumi khāiha āsiyā\"", "devanagari": "> তোমারে প্রভুর ‘শেষ’ রাখিমু ধরিয়া ।\n> প্রভু নিদ্রা গেলে, তুমি খাইহ আসিয়া ।।” ॥ ১৪৭ ॥", "synonyms": "*tomāre*—para você; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa*—restos do alimento; *rākhimu*—eu guardarei; *dhariyā*—tomando; *prabhu nidrā gele*—quando Śrī Caitanya Mahāprabhu estiver dormindo; *tumi*—você; *khāiha āsiyā*—venha e coma.", "translation": "**\"Guardarei para você alguns restos do alimento do Senhor. Quando Ele estiver dormindo, venha e tome sua porção.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/148/", "verse_text": "rāmāi, nandāi āra govinda, raghunātha\n\nsabāre bāṅṭiyā dilā prabhura vyañjana-bhāta", "devanagari": "> রামাই, নন্দাই, আর গোবিন্দ, রঘুনাথ ।\n> সবারে বাঁটিয়া দিলা প্রভুর ব্যঞ্জন-ভাত ॥১৪৮॥", "synonyms": "*rāmāi*—Rāmāi Paṇḍita; *nandāi*—Nandāi; *āra*—e; *govinda*—Govinda; *raghunātha*—Raghunātha Bhaṭṭa; *sabāre*—a todos eles; *bāṅṭiyā dilā*—distribuiu; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vyañjana-bhāta*—legumes e arroz.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita distribuiu, assim, os restos do alimento do Senhor a Rāmāi, Nandāi, Govinda e Raghunātha Bhaṭṭa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/149/", "verse_text": "āpane prabhura 'śeṣa' karilā bhojana\n\ntabe govindere prabhu pāṭhāilā punaḥ", "devanagari": "> আপনে প্রভুর ‘শেষ’ করিলা ভোজন ।\n> তবে গোবিন্দেরে প্রভু পাঠাইলা পুনঃ ॥১৪৯॥", "synonyms": "*āpane*—pessoalmente; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa*—restos do alimento; *karilā bhojana*—comeu; *tabe*—nesse momento; *govindere*—Govinda; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāṭhāilā*—enviou; *punaḥ*—novamente.", "translation": "**Ele também comeu pessoalmente os restos do alimento deixados por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Então o Senhor enviou Govinda novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/150/", "verse_text": "\"dekha,--jagadānanda prasāda pāya ki nā pāya\n\nśīghra āsi' samācāra kahibe āmāya\"", "devanagari": "> “দেখ, — জগদানন্দ প্রসাদ পায় কি না পায় ।\n> শীঘ্র আসি’ সমাচার কহিবে আমায় ।।” ॥ ১৫০ ॥", "synonyms": "*dekha*—veja; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *prasāda*—prasāda; *pāya*—toma; *ki*—ou; *nā*—não; *pāya*—toma; *śīghra āsi'*—vindo depressa; *samācāra*—a notícia; *kahibe*—informe; *āmāya*—a Mim.", "translation": "**O Senhor disse-lhe: \"Vá ver se Jagadānanda Paṇḍita está comendo. Depois retorne depressa e Me avise.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/151/", "verse_text": "govinda āsi' dekhi' kahila paṇḍitera bhojana\n\ntabe mahāprabhu svastye karila śayana", "devanagari": "> গোবিন্দ আসি’ দেখি’ কহিল পণ্ডিতের ভোজন ।\n> তবে মহাপ্রভু স্বস্ত্যে করিল শয়ন ॥১৫১॥", "synonyms": "*govinda*—Govinda; *āsi'*—vindo; *dekhi'*—vendo; *kahila*—informou; *paṇḍitera bhojana*—o ato de comer de Jagadānanda Paṇḍita; *tabe*—em seguida; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svastye*—em paz; *karila śayana*—foi dormir.", "translation": "**Vendo que Jagadānanda Paṇḍita estava de fato comendo, Govinda informou o Senhor, que então ficou tranquilo e foi dormir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/152/", "verse_text": "jagadānande-prabhute prema cale ei-mate\n\nsatyabhāmā-kṛṣṇe yaiche śuni bhāgavate", "devanagari": "> জগদানন্দে-প্রভুতে প্রেম চলে এইমতে ।\n> সত্যভামা-কৃষ্ণে যৈছে শুনি ভাগবতে ॥১৫২॥", "synonyms": "*jagadānande-prabhute*—entre Jagadānanda Paṇḍita e o Senhor; *prema*—afeição; *cale*—prossegue; *ei-mate*—dessa maneira; *satyabhāmā-kṛṣṇe*—entre Satyabhāmā e Kṛṣṇa; *yaiche*—como; *śuni*—aprendemos; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**Os afetuosos intercâmbios de amor entre Jagadānanda Paṇḍita e o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiram dessa maneira, exatamente como os intercâmbios entre Satyabhāmā e o Senhor Kṛṣṇa relatados no *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/153/", "verse_text": "jagadānandera saubhāgyera ke kahibe sīmā?\n\njagadānandera saubhāgyera teṅha se upamā", "devanagari": "> জগদানন্দের সৌভাগ্যের কে কহিবে সীমা ?\n> জগদানন্দের সৌভাগ্যের তেঁহ সে উপমা ॥১৫৩॥", "synonyms": "*jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *saubhāgyera*—da fortuna; *ke*—quem; *kahibe*—exprimirá; *sīmā*—o limite; *jagadānandera*—de Jagadānanda; *saubhāgyera*—da fortuna; *teṅha*—ele; *se*—o; *upamā*—exemplo.", "translation": "**Quem pode estimar o limite da fortuna de Jagadānanda Paṇḍita? Ele próprio é o exemplo de sua própria grande fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/12/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/154/", "verse_text": "jagadānandera 'prema-vivarta' śune yei jana\n\npremera 'svarūpa' jāne, pāya prema-dhana", "devanagari": "> জগদানন্দের ‘প্রেমবিবর্ত’ শুনে যেই জন ।\n> প্রেমের ‘স্বরূপ’ জানে, পায় প্রেমধন ॥১৫৪॥", "synonyms": "*jagadānandera*—de Jagadānanda; *prema-vivarta*—intercâmbio amoroso; *śune*—ouve; *yei jana*—toda pessoa que; *premera*—do amor; *svarūpa*—a identidade; *jāne*—conhece; *pāya*—obtém; *prema-dhana*—a riqueza do amor extático por Kṛṣṇa.", "translation": "**Todo aquele que ouvir sobre os intercâmbios amorosos entre Jagadānanda Paṇḍita e Śrī Caitanya Mahāprabhu, ou que ler o livro de Jagadānanda, o *Prema-vivarta*, poderá compreender o que é o amor. Ademais, alcançará o amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": "A palavra vivarta significa aceitar que algo é o oposto daquilo que aparenta ser. Aqui, Jagadānanda Paṇḍita pareceu muito irado, mas essa ira era uma manifestação de seu grande amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu. *Prema-vivarta* é também o nome de um livro escrito por Jagadānanda Paṇḍita. Por isso, o autor do *Caitanya-caritāmṛta*, Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, emprega as palavras prema-vivarta para referir-se àquele que lê o livro ou ouve sobre as relações de Jagadānanda Paṇḍita com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Em qualquer dos casos, tal pessoa alcança muito em breve o amor por Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/12/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/12/155/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৫৫॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Segundo Capítulo, que descreve os tratos amorosos de Jagadānanda Paṇḍita com Śrī Caitanya Mahāprabhu."}
{"ref": "cc/antya/13/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/1/", "verse_text": "kṛṣṇa-viccheda-jātārtyā\nkṣīṇe cāpi manas-tanū\ndadhāte phullatāṁ bhāvair\nyasya taṁ gauram āśraye", "devanagari": "> কৃষ্ণবিচ্ছেদজাতার্ত্যা ক্ষীণে চাপি মনস্তনূ ।\n> দধাতে ফুল্লতাং ভাবৈর্যস্য তং গৌরমাশ্রয়ে ॥১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-viccheda*—pela separação de Kṛṣṇa; *jāta*—produzida; *ārtyā*—pela dor; *kṣīṇe*—magros, exauridos; *cā*—e; *api*—embora; *manaḥ*—mente; *tanū*—e corpo; *dadhāte*—assumem; *phullatām*—estado desenvolvido; *bhāvaiḥ*—pelas emoções extáticas; *yasya*—de quem; *tam*—a Ele; *gauram*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āśraye*—eu me refugio.", "translation": "**Que eu me refugie aos pés de lótus do Senhor Gauracandra. Sua mente ficou exaurida e Seu corpo, muito magro, devido à dor da separação de Kṛṣṇa, mas, quando Ele sentia amor extático pelo Senhor, voltava a ficar plenamente desenvolvido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias aos devotos do Senhor!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/3/", "verse_text": "hena-mate mahāprabhu jagadānanda-saṅge\nnānā-mate āsvādaya premera taraṅge", "devanagari": "> হেনমতে মহাপ্রভু জগদানন্দ-সঙ্গে ।\n> নানামতে আস্বাদয় প্রেমের তরঙ্গে ॥৩॥", "synonyms": "*hena-mate*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagadānanda-saṅge*—na companhia de Jagadānanda Paṇḍita; *nānā-mate*—de várias maneiras; *āsvādaya*—saboreia; *premera taraṅge*—as ondas dos afetos amorosos espirituais.", "translation": "**Na companhia de Jagadānanda Paṇḍita, Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreava diversas relações transcendentais de amor puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/4/", "verse_text": "kṛṣṇa-vicchede duḥkhe kṣīṇa mana-kāya\nbhāvāveśe prabhu kabhu praphullita haya", "devanagari": "> কৃষ্ণবিচ্ছেদে দুঃখে ক্ষীণ মন-কায় ।\n> ভাবাবেশে প্রভু কভু প্রফুল্লিত হয় ॥৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-vicchede*—devido à separação de Kṛṣṇa; *duḥkhe*—na infelicidade; *kṣīṇa*—magros; *mana-kāya*—mente e corpo; *bhāva-āveśe*—pelo amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kabhu*—às vezes; *praphullita haya*—torna-se saudável e desenvolvido.", "translation": "**A infelicidade da separação de Kṛṣṇa exauria a mente do Senhor e reduzia a estrutura de Seu corpo, mas, quando Ele sentia emoções de amor extático, voltava a ficar desenvolvido e saudável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/5/", "verse_text": "kalāra śaralāte, śayana, ati kṣīṇa kāya\nśaralāte hāḍa lāge, vyathā haya gāya", "devanagari": "> কলার শরলাতে, শয়ন, অতি ক্ষীণ কায় ।\n> শরলাতে হাড় লাগে, ব্যথা হয় গায় ॥৫॥", "synonyms": "*kalāra śaralāte*—sobre a casca seca de uma bananeira; *śayana*—deitando-se; *ati*—muito; *kṣīṇa kāya*—corpo magro; *śaralāte*—sobre a casca seca de uma bananeira; *hāḍa lāge*—os ossos tocam; *vyathā*—dor; *haya*—há; *gāya*—no corpo.", "translation": "**Como Ele estava muito magro, quando se deitava para descansar sobre a casca seca de bananeiras, isso Lhe causava dor nos ossos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/6/", "verse_text": "dekhi' saba bhakta-gaṇa mahā-duḥkha pāya\nsahite nāre jagadānanda, sṛjilā upāya", "devanagari": "> দেখি’ সব ভক্তগণ মহাদুঃখ পায় ।\n> সহিতে নারে জগদানন্দ, সৃজিলা উপায় ॥৬॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *saba bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *mahā-duḥkha*—grande infelicidade; *pāya*—sentem; *sahite*—tolerar; *nāre*—era incapaz; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *sṛjilā upāya*—concebeu um meio.", "translation": "**Todos os devotos sentiam-se muito infelizes ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu sofrendo. De fato, não conseguiam tolerá-lo. Então Jagadānanda Paṇḍita concebeu um remédio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/7/", "verse_text": "sūkṣma vastra āni' gaurika diyā rāṅgāilā\nśimulīra tulā diyā tāhā pūrāilā", "devanagari": "> সূক্ষ্ম বস্ত্র আনি’ গৈরিক দিয়া রাঙ্গাইলা ।\n> শিমুলীর তূলা দিয়া তাহা পুরাইলা ॥৭॥", "synonyms": "*sūkṣma vastra*—tecido fino; *āni'*—trazendo; *gaurika*—óxido vermelho; *diyā*—com a ajuda de; *rāṅgāilā*—tornou avermelhado; *śimulīra*—da árvore śimula; *tulā*—algodão; *diyā*—com; *tāhā*—isso; *pūrāilā*—encheu.", "translation": "**Ele obteve um tecido fino e o tingiu com óxido vermelho. Em seguida, encheu-o com algodão de uma árvore śimula.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/8/", "verse_text": "eka tulī-bālisa govindera hāte dilā\n'prabhure śoyāiha ihāya'--tāhāre kahilā", "devanagari": "> এক তূলী-বালিস গোবিন্দের হাতে দিলা ।\n> ‘প্রভুরে শোয়াইহ ইহায়’ — তাহারে কহিলা ॥৮॥", "synonyms": "*eka*—uma; *tulī-bālisa*—colcha e travesseiro; *govindera*—de Govinda; *hāte*—na mão; *dilā*—entregou; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śoyāiha*—pede para deitar; *ihāya*—sobre isto; *tāhāre*—a ele; *kahilā*—disse.", "translation": "**Dessa maneira, ele confeccionou uma colcha e um travesseiro, que então entregou a Govinda, dizendo: \"Pede ao Senhor que se deite sobre isto.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/9/", "verse_text": "svarūpa-gosāñike kahe jagadānanda\n'āji āpane yāñā prabhure karāiha śayana'", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞিকে কহে জগদানন্দ ।\n> ‘আজি আপনে যাঞা প্রভুরে করাইহ শয়ন’ ॥৯॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñike*—a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kahe*—diz; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *āji*—hoje; *āpane*—vossa senhoria; *yāñā*—indo; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāiha śayana*—faze deitar.", "translation": "**Jagadānanda disse a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī: \"Hoje, por favor, persuade pessoalmente Śrī Caitanya Mahāprabhu a deitar-se no leito.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/10/", "verse_text": "śayanera kāle svarūpa tāhāṅi rahilā\ntulī-bālisa dekhi' prabhu krodhāviṣṭa ha-ilā", "devanagari": "> শয়নের কালে স্বরূপ তাহাঁই রহিলা ।\n> তূলী-বালিস দেখি’ প্রভু ক্রোধাবিষ্ট হইলা ॥১০॥", "synonyms": "*śayanera kāle*—na hora de dormir; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tāhāṅi rahilā*—permaneceu ali; *tulī*—colcha; *bālisa*—travesseiro; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *krodha-āviṣṭa ha-ilā*—ficou muito irado.", "translation": "**Quando chegou a hora de o Senhor ir para a cama, Svarūpa Dāmodara permaneceu por perto, mas, ao ver a colcha e o travesseiro, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou imediatamente muito irado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/11/", "verse_text": "govindere puchena,--'ihā karāila kon jana?'\njagadānandera nāma śuni' saṅkoca haila mana", "devanagari": "> গোবিন্দেরে পুছেন, — ‘ইহা করাইল কোন্ জন ?’\n> জগদানন্দের নাম শুনি’ সঙ্কোচ হৈল মন ॥১১॥", "synonyms": "*govindere puchena*—perguntou a Govinda; *ihā*—isto; *karāila*—fez; *kon jana*—que pessoa; *jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *nāma*—o nome; *śuni'*—ouvindo; *saṅkoca*—receosa; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**O Senhor perguntou a Govinda: \"Quem fez isto?\" Quando Govinda mencionou o nome de Jagadānanda Paṇḍita, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou um tanto receoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/12/", "verse_text": "govindere kahi' sei tūli dūra kailā\nkalāra śaralā-upara śayana karilā", "devanagari": "> গোবিন্দেরে কহি’ সেই তূলি দূর কৈলা ।\n> কলার শরলা-উপর শয়ন করিলা ॥১২॥", "synonyms": "*govindere kahi'*—pedindo a Govinda; *sei tūli*—aquela colcha; *dūra kailā*—pôs de lado; *kalāra*—de uma bananeira; *śaralā-upara*—sobre a casca seca; *śayana karilā*—Ele se deitou.", "translation": "**Depois de pedir a Govinda que pusesse de lado a colcha e o travesseiro, o Senhor deitou-se sobre a casca seca de bananeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/13/", "verse_text": "svarūpa kahe,--'tomāra icchā, ki kahite pāri?\nśayyā upekṣile paṇḍita duḥkha pābe bhārī'", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — ‘তোমার ইচ্ছা, কি কহিতে পারি ?\n> শয্যা উপেক্ষিলে পণ্ডিত দুঃখ পাবে ভারী ।।’ ॥ ১৩ ॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī disse; *tomāra icchā*—Tua vontade; *ki*—quem; *kahite pāri*—pode contestar; *śayyā upekṣile*—se não aceitares a cama; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *duḥkha*—infelicidade; *pābe*—sentirá; *bhārī*—grande.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse ao Senhor: \"Não posso contradizer Tua vontade suprema, meu Senhor, mas, se não aceitares a cama, Jagadānanda Paṇḍita sentirá grande infelicidade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/14/", "verse_text": "prabhu kahena,--\"khāṭa eka ānaha pāḍite\njagadānanda cāhe āmāya viṣaya bhuñjāite", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — “খাট এক আনহ পাড়িতে ।\n> জগদানন্দ চাহে আমায় বিষয় ভুঞ্জাইতে ॥১৪॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *khāṭa*—cama; *eka*—uma; *ānaha*—traze; *pāḍite*—para deitar; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *cāhe*—quer; *āmāya*—a Mim; *viṣaya bhuñjāite*—fazer desfrutar de felicidade material.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Deves trazer uma cama aqui para que Eu Me deite. Jagadānanda quer que Eu desfrute de felicidade material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/15/", "verse_text": "sannyāsī mānuṣa āmāra bhūmite śayana\nāmāre khāṭa-tūli-bālisa mastaka-muṇḍana", "devanagari": "> সন্ন্যাসী মানুষ আমার ভূমিতে শয়ন ।\n> আমারে খাট-তূলি-বালিস মস্তক-মুণ্ডন !” ॥ ১৫ ॥", "synonyms": "*sannyāsī mānuṣa*—uma pessoa na ordem de vida renunciada; *āmāra*—Meu; *bhūmite śayana*—deitar-se no chão; *āmāre*—para Mim; *khāṭa*—cama; *tūli*—colcha; *bālisa*—travesseiro; *mastaka-muṇḍana*—uma grande vergonha.", "translation": "**\"Estou na ordem renunciada e, portanto, devo deitar-me no chão. Usar uma cama, uma colcha ou um travesseiro seria muito vergonhoso para Mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/16/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi āsi' paṇḍite kahilā\n\nśuni' jagadānanda mane mahā-duḥkha pāilā", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি আসি’ পণ্ডিতে কহিলা ।\n> শুনি’ জগদানন্দ মনে মহাদুঃখ পাইলা ॥১৬॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *āsi'*—retornando; *paṇḍite kahilā*—disse a Jagadānanda Paṇḍita; *śuni'*—ouvindo; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *mane*—dentro da mente; *mahā-duḥkha pāilā*—sentiu grande infelicidade.", "translation": "**Quando Svarūpa Dāmodara regressou e relatou todos esses incidentes, Jagadānanda Paṇḍita sentiu-se muito infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/17/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi tabe sṛjilā prakāra\n\nkadalīra śuṣka-patra ānilā apāra", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি তবে সৃজিলা প্রকার  ।\n> কদলীর শুষ্কপত্র আনিলা অপার ॥১৭॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tabe*—em seguida; *sṛjilā prakāra*—concebeu um meio; *kadalīra*—de bananeira; *śuṣka-patra*—folhas secas; *ānilā*—trouxe; *apāra*—em grande quantidade.", "translation": "**Então Svarūpa Dāmodara Gosvāmī concebeu outro método. Primeiro, conseguiu uma grande quantidade de folhas secas de bananeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/18/", "verse_text": "nakhe ciri' ciri' tāhā ati sūkṣma kailā\n\nprabhura bahirvāsa duite se saba bharilā", "devanagari": "> নখে চিরি’ চিরি’ তাহা অতি সূক্ষ্ম কৈলা  ।\n> প্রভুর বহির্বাস দুইতে সে সব ভরিলা ॥১৮॥", "synonyms": "*nakhe*—com as unhas; *ciri' ciri'*—rasgando e rasgando; *tāhā*—as folhas; *ati*—muito; *sūkṣma*—finas; *kailā*—fez; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bahirvāsa*—vestes externas; *duite*—em duas; *se saba*—todas elas; *bharilā*—encheu.", "translation": "**Depois, rasgou as folhas em fibras bem finas com as unhas e encheu com elas duas das vestes externas de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/19/", "verse_text": "ei-mata dui kailā oḍana-pāḍane\n\naṅgīkāra kailā prabhu aneka yatane", "devanagari": "> এইমত দুই কৈলা ওড়ন-পাড়নে ।\n> অঙ্গীকার কৈলা প্রভু অনেক যতনে ॥১৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *dui*—duas peças; *kailā*—fez; *oḍana-pāḍane*—uma para a cama, outra para o travesseiro; *aṅgīkāra kailā*—aceitou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aneka yatane*—após muito esforço.", "translation": "**Dessa maneira, Svarūpa Dāmodara confeccionou uma cama e um travesseiro e, após muito esforço por parte dos devotos, Śrī Caitanya Mahāprabhu os aceitou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/20/", "verse_text": "tāte śayana karena prabhu,--dekhi' sabe sukhī\n\njagadānanda--bhitare krodha bāhire mahā-duḥkhī", "devanagari": "> তাতে শয়ন করেন প্রভু, — দেখি’ সবে সুখী ।\n> জগদানন্দ — ভিতরে ক্রোধ বাহিরে মহাদুঃখী ॥২০॥", "synonyms": "*tāte*—sobre eles; *śayana karena*—deita-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhi'*—vendo; *sabe sukhī*—todos ficaram felizes; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *bhitare*—dentro de sua mente; *krodha*—irado; *bāhire*—externamente; *mahā-duḥkhī*—muito infeliz.", "translation": "**Todos ficaram felizes ao ver o Senhor deitar-se naquela cama, mas Jagadānanda estava interiormente irado e, externamente, parecia muito infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/21/", "verse_text": "pūrve jagadānandera icchā vṛndāvana yāite\n\nprabhu ājñā nā dena tāṅre, nā pāre calite", "devanagari": "> পূর্বে জগদানন্দের ইচ্ছা বৃন্দাবন যাইতে ।\n> প্রভু আজ্ঞা না দেন তাঁরে, না পারে চলিতে ॥২১॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *icchā*—desejo; *vṛndāvana yāite*—de ir a Vṛndāvana; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—permissão; *nā dena*—não deu; *tāṅre*—a ele; *nā pāre calite*—ele não pôde ir.", "translation": "**Anteriormente, quando Jagadānanda Paṇḍita desejara ir a Vṛndāvana, Śrī Caitanya Mahāprabhu não lhe concedera permissão, e por isso ele não pôde ir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/22/", "verse_text": "bhitarera krodha-duḥkha prakāśa nā kaila\n\nmathurā yāite prabhu-sthāne ājñā māgila", "devanagari": "> ভিতরের ক্রোধ-দুঃখ প্রকাশ না কৈল ।\n> মথুরা যাইতে প্রভু-স্থানে আজ্ঞা মাগিল ॥২২॥", "synonyms": "*bhitarera*—interna; *krodha-duḥkha*—ira e infelicidade; *prakāśa nā kaila*—não revelou; *mathurā yāite*—de ir a Mathurā; *prabhu-sthāne*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā māgila*—pediu permissão.", "translation": "**Ora, ocultando sua ira e infelicidade, Jagadānanda Paṇḍita novamente pediu a Śrī Caitanya Mahāprabhu permissão para ir a Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/23/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"mathurā yāibā āmāya krodha kari'\n\nāmāya doṣa lāgāñā tumi ha-ibā bhikhāri\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “মথুরা যাইবা আমায় ক্রোধ করি’ ।\n> আমায় দোষ লাগাঞা তুমি হইবা ভিখারী ।।” ॥ ২৩ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor disse; *mathurā yāibā*—irás a Mathurā; *āmāya*—de Mim; *krodha kari'*—estando irado; *āmāya*—a Mim; *doṣa lāgāñā*—acusando; *tumi*—tu; *ha-ibā*—te tornarás; *bhikhārī*—um mendigo.", "translation": "**Com grande afeto, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Se fores a Mathurā irado coMigo, simplesmente te tornarás um mendigo e Me criticarás.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/24/", "verse_text": "jagadānanda kahe prabhura dhariyā caraṇa\n\n\"pūrva haite icchā mora yāite vṛndāvana", "devanagari": "> জগদানন্দ কহে প্রভুর ধরিয়া চরণ  ।\n> “পূর্ব হৈতে ইচ্ছা মোর যাইতে বৃন্দাবন ॥২৪॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *kahe*—disse; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhariyā caraṇa*—agarrando os pés de lótus; *pūrva haite*—desde muito tempo; *icchā*—desejo; *mora*—meu; *yāite vṛndāvana*—de ir a Vṛndāvana.", "translation": "**Agarrando os pés do Senhor, Jagadānanda Paṇḍita então disse: \"Há muito tempo desejo ir a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/25/", "verse_text": "prabhu-ājñā nāhi, tāte nā pāri yāite\n\nebe ājñā deha', avaśya yāimu niścite\"", "devanagari": "> প্রভু-আজ্ঞা নাহি, তাতে না পারি যাইতে  ।\n> এবে আজ্ঞা দেহ’, অবশ্য যাইমু নিশ্চিতে ।।” ২৫ ॥২৫॥", "synonyms": "*prabhu-ājñā*—a permissão de Vossa Senhoria; *nāhi*—não; *tāte*—portanto; *nā pāri yāite*—não pude ir; *ebe*—agora; *ājñā*—permissão; *deha'*—concedei; *avaśya*—certamente; *yāimu*—irei; *niścite*—sem falta.", "translation": "**\"Eu não pude ir sem a permissão de Vossa Senhoria. Agora deveis conceder-me permissão, e certamente irei até lá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/26/", "verse_text": "prabhu prīte tāṅra gamana nā karena aṅgīkāra\n\nteṅho prabhura ṭhāñi ājñā māge bāra bāra", "devanagari": "> প্রভু প্রীতে তাঁর গমন না করেন অঙ্গীকার ।\n> তেঁহো প্রভুর ঠাঞি আজ্ঞা মাগে বার বার ॥২৬॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prīte*—por afeto; *tāṅra*—sua; *gamana*—partida; *nā karena aṅgīkāra*—não aceita; *teṅho*—ele; *prabhura ṭhāñi*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā*—permissão; *māge*—suplica; *bāra bāra*—repetidas vezes.", "translation": "**Por afeto a Jagadānanda Paṇḍita, Śrī Caitanya Mahāprabhu não lhe permitia partir, mas Jagadānanda Paṇḍita insistia repetidamente para que o Senhor lhe concedesse permissão para ir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/27/", "verse_text": "svarūpa-gosāñire paṇḍita kailā nivedana\n\n\"pūrva haite vṛndāvana yāite mora mana", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞিরে পণ্ডিত কৈলা নিবেদন  ।\n> “পূর্ব হৈতে বৃন্দাবন যাইতে মোর মন ॥২৭॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñire*—a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *kailā nivedana*—fez sua petição; *pūrva haite*—desde muito tempo; *vṛndāvana yāite*—de ir a Vṛndāvana; *mora mana*—minha mente.", "translation": "**Ele então apresentou um apelo a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī. \"Desde muito tempo\", disse ele, \"tenho desejado ir a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/28/", "verse_text": "prabhu-ājñā vinā tāhāṅ yāite nā pāri\n\nebe ājñā nā dena more, 'krodhe yāha' bali", "devanagari": "> প্রভু-আজ্ঞা বিনা তাহাঁ যাইতে না পারি  ।\n> এবে আজ্ঞা না দেন মোরে, ‘ক্রোধে যাহ’ বলি ॥২৮॥", "synonyms": "*prabhu-ājñā*—a permissão de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vinā*—sem; *tāhāṅ*—para lá; *yāite*—de ir; *nā pāri*—não posso; *ebe*—agora; *ājñā*—permissão; *nā dena*—não dá; *more*—a mim; *krodhe*—com ira; *yāha*—vais; *bali*—dizendo.", "translation": "**\"No entanto, não posso ir até lá sem a permissão do Senhor, que no momento Ele me nega. Ele diz: 'Estás indo porque estás irado coMigo.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/29/", "verse_text": "sahajei mora tāhāṅ yāite mana haya\n\nprabhu-ājñā lañā deha', kariye vinaya\"", "devanagari": "> সহজেই মোর তাহাঁ যাইতে মন হয় ।\n> প্রভু-আজ্ঞা লঞা দেহ’, করিয়ে বিনয় ।।” ॥ ২৯ ॥", "synonyms": "*sahajei*—naturalmente; *mora*—minha; *tāhāṅ*—para lá; *yāite*—de ir; *mana*—mente; *haya*—é; *prabhu-ājñā*—a permissão de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā deha'*—por gentileza obtém; *kariye vinaya*—solicitando humildemente.", "translation": "**\"Naturalmente tenho o desejo de ir a Vṛndāvana; portanto, por gentileza, solicita humildemente a Ele que conceda Sua permissão.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/30/", "verse_text": "tabe svarūpa-gosāñi kahe prabhura caraṇe\n\n\"jagadānandera icchā baḍa yāite vṛndāvane", "devanagari": "> তবে স্বরূপ-গোসাঞি কহে প্রভুর চরণে  ।\n> “জগদানন্দের ইচ্ছা বড় যাইতে বৃন্দাবনে ॥৩০॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kahe*—submete; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *icchā baḍa*—desejo intenso; *yāite vṛndāvane*—de ir a Vṛndāvana.", "translation": "**Em seguida, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī apresentou este apelo aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. \"Jagadānanda Paṇḍita deseja intensamente ir a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/31/", "verse_text": "tomāra ṭhāñi ājñā teṅho māge bāra bāra\n\nājñā deha',--mathurā dekhi' āise eka-bāra", "devanagari": "> তোমার ঠাঞি আজ্ঞা তেঁহো মাগে বার বার  ।\n> আজ্ঞা দেহ’, — মথুরা দেখি’ আইসে একবার ॥৩১॥", "synonyms": "*tomāra ṭhāñi*—de Vós; *ājñā*—permissão; *teṅho*—ele; *māge*—suplica; *bāra bāra*—repetidas vezes; *ājñā deha'*—por favor, concedei permissão; *mathurā dekhi'*—depois de ver Mathurā; *āise*—regressa; *eka-bāra*—uma vez.", "translation": "**\"Ele suplica Vossa permissão repetidas vezes. Portanto, por favor, permiti-lhe ir a Mathurā e depois regressar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/32/", "verse_text": "āire dekhite yaiche gauḍa-deśe yāya\n\ntaiche eka-bāra vṛndāvana dekhi' āya\"", "devanagari": "> আইরে দেখিতে যৈছে গৌড়দেশে যায় ।\n> তৈছে একবার বৃন্দাবন দেখি’ আয় ।।” ॥ ৩২ ॥", "synonyms": "*āire*—à mãe Śacī; *dekhite*—ver; *yaiche*—assim como; *gauḍa-deśe*—a Bengala; *yāya*—ele foi; *taiche*—de modo semelhante; *eka-bāra*—uma vez; *vṛndāvana dekhi'*—após ver Vṛndāvana; *āya*—ele pode retornar.", "translation": "**\"Permitiste que ele fosse ver a mãe Śacī em Bengala, e poderás igualmente permitir que vá ver Vṛndāvana e depois retorne para cá.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/33/", "verse_text": "svarūpa-gosāñira bole prabhu ājñā dilā\n\njagadānande bolāñā tāṅre śikhāilā", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞির বোলে প্রভু আজ্ঞা দিলা ।\n> জগদানন্দে বোলাঞা তাঁরে শিখাইলা ॥৩৩॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñira*—de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *bole*—a pedido; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā dilā*—concedeu permissão; *jagadānande*—a Jagadānanda Paṇḍita; *bolāñā*—chamando; *tāṅre*—a ele; *śikhāilā*—deu instruções.", "translation": "**A pedido de Svarūpa Dāmodara, Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu a Jagadānanda Paṇḍita permissão para partir. O Senhor mandou chamá-lo e instruiu-o da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/34/", "verse_text": "\"vārāṇasī paryanta svacchande yāibā pathe\n\nāge sāvadhāne yāibā kṣatriyādi-sāthe", "devanagari": "> “বারাণসী পর্যন্ত স্বচ্ছন্দে যাইবা পথে ।\n> আগে সাবধানে যাইবা ক্ষত্রিয়াদি-সাথে ॥৩৪॥", "synonyms": "*vārāṇasī paryanta*—até Vārāṇasī; *svacchande*—sem perturbação; *yāibā pathe*—podes seguir pelo caminho; *āge*—depois disso; *sāvadhāne*—com grande cuidado; *yāibā*—deves seguir; *kṣatriya-ādi-sāthe*—em companhia dos kṣatriyas.", "translation": "**\"Poderás ir até Vārāṇasī sem enfrentar perturbações, mas, além de Vārāṇasī, deves ter muito cuidado e viajar pelo caminho em companhia dos kṣatriyas.**", "purport": "O caminho de Vārāṇasī a Vṛndāvana estava infestado de salteadores e, portanto, naqueles dias havia kṣatriyas para proteger os viajantes."}
{"ref": "cc/antya/13/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/35/", "verse_text": "kevala gauḍiyā pāile 'bāṭapāḍa' kari' bāndhe\n\nsaba luṭi' bāṅdhi' rākhe, yāite virodhe", "devanagari": "> কেবল গৌড়িয়া পাইলে ‘বাটপাড়’ করি’ বান্ধে ।\n> সব লুটি’ বাঁধি’ রাখে, যাইতে বিরোধে ॥৩৫॥", "synonyms": "*kevala*—sozinho; *gauḍiyā*—um bengali; *pāile*—se encontram; *bāṭapāḍa*—saqueio; *kari'*—fazendo; *bāndhe*—prendem; *saba*—tudo; *luṭi'*—tomando; *bāṅdhi'*—prendendo; *rākhe*—mantêm; *yāite virodhe*—não o soltam.", "translation": "**\"Assim que os salteadores da estrada veem um bengali viajando sozinho, tomam-lhe tudo, prendem-no e não o deixam ir embora.**", "purport": "Os bengalis geralmente não são muito robustos nem fortes. Por isso, quando um bengali atravessa sozinho as estradas de Bihar, os salteadores da estrada capturam-no, roubam-lhe todos os pertences e sequestram-no para seu próprio serviço. Segundo uma opinião, os bandidos de Bihar sabem muito bem que os bengalis são inteligentes; portanto, esses ladrões geralmente forçam os bengalis a um serviço que requer inteligência e não os deixam partir."}
{"ref": "cc/antya/13/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/36/", "verse_text": "mathurā gele sanātana-saṅgei rahibā\n\nmathurāra svāmī sabera caraṇa vandibā", "devanagari": "> মথুরা গেলে সনাতন-সঙ্গেই রহিবা ।\n> মথুরার স্বামী সবের চরণ বন্দিবা ॥৩৬॥", "synonyms": "*mathurā gele*—quando chegares a Mathurā; *sanātana-saṅgei*—na companhia de Sanātana Gosvāmī; *rahibā*—permanece; *mathurāra svāmī*—os homens proeminentes de Mathurā; *sabera*—de todos; *caraṇa vandibā*—adora os pés.", "translation": "**\"Quando chegares a Mathurā, deves permanecer com Sanātana Gosvāmī e oferecer respeitosas reverências aos pés de todos os homens proeminentes de lá.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/37/", "verse_text": "dūre rahi' bhakti kariha saṅge nā rahibā\n\ntāṅ-sabāra ācāra-ceṣṭā la-ite nāribā", "devanagari": "> দূরে রহি’ ভক্তি করিহ সঙ্গে না রহিবা ।\n> তাঁ-সবার আচার-চেষ্টা লইতে নারিবা ॥৩৭॥", "synonyms": "*dūre rahi'*—mantendo-te à distância; *bhakti kariha*—mostra devoção; *saṅge*—em associação; *nā rahibā*—não fiques; *tāṅ-sabāra*—deles; *ācāra*—comportamento; *ceṣṭā*—esforços; *la-ite nāribā*—não podes adotar.", "translation": "**\"Não te mistures livremente com os residentes de Mathurā; mostra-lhes respeito à distância. Visto que estás numa plataforma diferente de serviço devocional, não podes adotar o comportamento e as práticas deles.**", "purport": "Os residentes de Vṛndāvana e Mathurā são devotos de Kṛṣṇa em afeição parental, e seus sentimentos sempre entram em conflito com as opiniões dos smārta-brāhmaṇas. Os devotos que adoram Kṛṣṇa em opulência não conseguem compreender os sentimentos devocionais parentais dos residentes de Mathurā e Vṛndāvana, que seguem a senda do amor espontâneo. Os devotos na plataforma de vidhi-mārga (princípios devocionais regulativos) podem interpretar erroneamente as atividades daqueles na plataforma de rāga-mārga (serviço devocional em amor espontâneo). Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu instruiu Jagadānanda Paṇḍita a manter-se afastado dos residentes de Vṛndāvana, que eram devotos espontâneos, a fim de não se tornar desrespeitoso para com eles."}
{"ref": "cc/antya/13/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/38/", "verse_text": "sanātana-saṅge kariha vana daraśana\n\nsanātanera saṅga nā chāḍibā eka-kṣaṇa", "devanagari": "> সনাতন-সঙ্গে করিহ বন দরশন ।\n> সনাতনের সঙ্গ না ছাড়িবা একক্ষণ ॥৩৮॥", "synonyms": "*sanātana-saṅge*—com Sanātana Gosvāmī; *kariha*—faze; *vana daraśana*—visita às doze florestas; *sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *saṅga*—associação; *nā chāḍibā*—não deixes; *eka-kṣaṇa*—nem por um momento.", "translation": "**\"Visita todas as doze florestas de Vṛndāvana na companhia de Sanātana Gosvāmī. Não deixes a associação dele nem por um momento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/39/", "verse_text": "śīghra āsiha, tāhāṅ nā rahiha cira-kāla\n\ngovardhane nā caḍiha dekhite 'gopāla'", "devanagari": "> শীঘ্র আসিহ, তাঁহা না রহিহ চিরকাল ।\n> গোবর্ধনে না চড়িহ দেখিতে ‘গোপাল’ ॥৩৯॥", "synonyms": "*śīghra*—o quanto antes; *āsiha*—retorna; *tāhāṅ*—ali; *nā rahiha*—não permaneças; *cira-kāla*—por muito tempo; *govardhane*—na Colina de Govardhana; *nā caḍiha*—não subas; *dekhite gopāla*—para ver a Deidade de Gopāla.", "translation": "**\"Deves permanecer em Vṛndāvana por pouco tempo apenas e então retornar para cá o quanto antes. Além disso, não subas a Colina de Govardhana para ver a Deidade de Gopāla.**", "purport": "Em seu Amṛta-pravāha-bhāṣya, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura aconselha que se evite permanecer em Vṛndāvana por muito tempo. Como diz o ditado, \"A familiaridade gera desprezo.\" Se a pessoa fica em Vṛndāvana por muitos dias, pode deixar de manter o devido respeito por seus habitantes. Por isso, aqueles que não atingiram a fase de amor espontâneo por Kṛṣṇa não devem viver em Vṛndāvana por muito tempo. É melhor que façam visitas curtas. Deve-se também evitar subir a Colina de Govardhana para ver a Deidade de Gopāla. Visto que a própria Colina de Govardhana é idêntica a Gopāla, não se deve pisar na colina nem tocá-la com os pés. Pode-se ver Gopāla quando Ele vai a outro lugar."}
{"ref": "cc/antya/13/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/40/", "verse_text": "āmiha āsitechi,--kahiha sanātane\n\nāmāra tare eka-sthāna yena kare vṛndāvane\"", "devanagari": "> আমিহ আসিতেছি, — কহিহ সনাতনে ।\n> আমার তরে একস্থান যেন করে বৃন্দাবনে ।।” ॥ ৪০ ॥", "synonyms": "*āmiha*—Eu também; *āsitechi*—estou indo; *kahiha sanātane*—informa Sanātana Gosvāmī; *āmāra tare*—para Mim; *eka-sthāna*—um lugar; *yena*—de modo que; *kare*—ele possa preparar; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana.", "translation": "**\"Informa Sanātana Gosvāmī que estou indo a Vṛndāvana pela segunda vez e que ele deve, portanto, providenciar um lugar para Eu ficar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/41/", "verse_text": "eta bali' jagadānande kailā āliṅgana\n\njagadānanda calilā prabhura vandiyā caraṇa", "devanagari": "> এত বলি’ জগদানন্দে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> জগদানন্দ চলিলা প্রভুর বন্দিয়া চরণ ॥৪১॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *jagadānande*—a Jagadānanda Paṇḍita; *kailā*—fez; *āliṅgana*—abraço; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *calilā*—partiu; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vandiyā caraṇa*—após adorar os pés.", "translation": "**Após dizer isto, o Senhor abraçou Jagadānanda Paṇḍita, que então adorou os pés de lótus do Senhor e partiu rumo a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/42/", "verse_text": "saba bhakta-gaṇa-ṭhāñi ājñā māgilā\n\nvana-pathe cali' cali' vārāṇasī āilā", "devanagari": "> সব ভক্তগণ-ঠাঞি আজ্ঞা মাগিলা ।\n> বনপথে চলি’ চলি’ বারাণসী আইলা ॥৪২॥", "synonyms": "*saba bhakta-gaṇa-ṭhāñi*—de todos os devotos; *ājñā māgilā*—pediu permissão; *vana-pathe cali' cali'*—percorrendo o caminho da floresta; *vārāṇasī āilā*—ele chegou a Vārāṇasī.", "translation": "**Ele pediu permissão a todos os devotos e então partiu. Viajando pelo caminho da floresta, logo chegou a Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/43/", "verse_text": "tapana-miśra, candraśekhara,--doṅhāre mililā\n\ntāṅra ṭhāñi prabhura kathā sakala-i śunilā", "devanagari": "> তপনমিশ্র, চন্দ্রশেখর, — দোঁহারে মিলিলা ।\n> তাঁর ঠাঞি প্রভুর কথা সকলই শুনিলা ॥৪৩॥", "synonyms": "*tapana-miśra*—Tapana Miśra; *candra-śekhara*—Candraśekhara; *doṅhāre mililā*—ele encontrou a ambos; *tāṅra ṭhāñi*—dele; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kathā*—assuntos; *sakala-i*—todos; *śunilā*—eles ouviram.", "translation": "**Quando ele encontrou Tapana Miśra e Candraśekhara em Vārāṇasī, ambos ouviram dele os assuntos referentes a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/44/", "verse_text": "mathurāte āsi' mililā sanātane\n\ndui-janera saṅge duṅhe ānandita mane", "devanagari": "> মথুরাতে আসি’ মিলিলা সনাতনে ।\n> দুইজনের সঙ্গে দুঁহে আনন্দিত মনে ॥৪৪॥", "synonyms": "*mathurāte āsi'*—quando chegou a Mathurā; *mililā sanātane*—encontrou Sanātana Gosvāmī; *dui-janera*—de ambos; *saṅge*—em associação; *duṅhe*—ambos; *ānandita mane*—muito satisfeitos em suas mentes.", "translation": "**Finalmente, Jagadānanda Paṇḍita chegou a Mathurā, onde encontrou Sanātana Gosvāmī. Ambos ficaram muito satisfeitos em ver um ao outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/45/", "verse_text": "sanātana karāilā tāṅre dvādaśa vana daraśana\n\ngokule rahilā duṅhe dekhi' mahāvana", "devanagari": "> সনাতন করাইলা তাঁরে দ্বাদশ বন দরশন ।\n> গোকুলে রহিলা দুঁহে দেখি’ মহাবন ॥৪৫॥", "synonyms": "*sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *karāilā*—fez; *tāṅre*—a ele; *dvādaśa*—doze; *vana*—florestas; *daraśana*—visitar; *gokule*—em Gokula; *rahilā*—permaneceram; *duṅhe*—ambos; *dekhi'*—após ver; *mahā-vana*—Mahāvana.", "translation": "**Depois que Sanātana Gosvāmī levou Jagadānanda a ver todas as doze florestas de Vṛndāvana, concluindo com Mahāvana, ambos permaneceram em Gokula.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/46/", "verse_text": "sanātanera gophāte duṅhe rahe eka-ṭhāñi\n\npaṇḍita pāka karena devālaye yāi'", "devanagari": "> সনাতনের গোফাতে দুহেঁ রহে একঠাঞি ।\n> পণ্ডিত পাক করেন দেবালয়ে যাই’ ॥৪৬॥", "synonyms": "*sanātanera gophāte*—na caverna onde ficava Sanātana Gosvāmī; *duṅhe*—ambos; *rahe*—ficaram; *eka-ṭhāñi*—num só lugar; *paṇḍita*—Jagadānanda; *pāka karena*—cozinha; *devālaye yāi'*—indo a um templo.", "translation": "**Eles ficaram na caverna de Sanātana Gosvāmī, mas Jagadānanda Paṇḍita ia cozinhar para si mesmo num templo próximo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/47/", "verse_text": "sanātana bhikṣā karena yāi' mahāvane\n\nkabhu devālaye, kabhu brāhmaṇa-sadane", "devanagari": "> সনাতন ভিক্ষা করেন যাই’ মহাবনে ।\n> কভু দেবালয়ে, কভু ব্রাহ্মণ-সদনে ॥৪৭॥", "synonyms": "*sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *bhikṣā karena*—esmola; *yāi' mahā-vane*—indo às imediações de Mahāvana; *kabhu*—às vezes; *devālaye*—num templo; *kabhu*—às vezes; *brāhmaṇa-sadane*—na casa de um brāhmaṇa.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī esmolava de porta em porta nas imediações de Mahāvana. Às vezes ia a um templo e às vezes à casa de um brāhmaṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/48/", "verse_text": "sanātana paṇḍitera kare samādhāna\n\nmahāvane dena āni' māgi' anna-pāna", "devanagari": "> সনাতন পণ্ডিতের করে সমাধান ।\n> মহাবনে দেন আনি’ মাগি’ অন্ন-পান ॥৪৮॥", "synonyms": "*sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *paṇḍitera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *kare samādhāna*—prestava todo tipo de serviço; *mahā-vane*—em Mahāvana; *dena*—dá; *āni'*—trazendo; *māgi'*—esmolando; *anna-pāna*—comida e bebida.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī atendia a todas as necessidades de Jagadānanda Paṇḍita. Ele esmolava na região de Mahāvana e trazia a Jagadānanda toda sorte de coisas para comer e beber.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/49/", "verse_text": "eka-dina sanātane paṇḍita nimantrilā\n\nnitya-kṛtya kari' teṅha pāka caḍāilā", "devanagari": "> একদিন সনাতনে পণ্ডিত নিমন্ত্রিলা ।\n> নিত্যকৃত্য করি’ তেঁহ পাক চড়াইলা ॥৪৯॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *sanātane*—Sanātana Gosvāmī; *paṇḍita nimantrilā*—Jagadānanda Paṇḍita convidou; *nitya-kṛtya kari'*—após concluir seus deveres rotineiros; *teṅha*—ele; *pāka caḍāilā*—começou a cozinhar.", "translation": "**Certo dia, Jagadānanda Paṇḍita, tendo convidado Sanātana para almoçar no templo próximo, concluiu seus deveres rotineiros e começou a cozinhar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/50/", "verse_text": "'mukunda sarasvatī' nāma sannyāsī mahā-jane\n\neka bahirvāsa teṅho dila sanātane", "devanagari": "> ‘মুকুন্দ সরস্বতী’ নাম সন্ন্যাসী মহাজনে ।\n> এক বহির্বাস তেঁহো দিল সনাতনে ॥৫০॥", "synonyms": "*mukunda sarasvatī*—Mukunda Sarasvatī; *nāma*—de nome; *sannyāsī*—um sannyāsī; *mahā-jane*—uma grande personalidade; *eka*—uma; *bahirvāsa*—veste exterior; *teṅho*—ele; *dila*—deu; *sanātane*—a Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Anteriormente, um grande sannyāsī de nome Mukunda Sarasvatī havia dado a Sanātana Gosvāmī uma veste exterior.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/51/", "verse_text": "sanātana sei vastra mastake bāndhiyā\n\njagadānandera vāsā-dvāre vasilā āsiyā", "devanagari": "> সনাতন সেই বস্ত্র মস্তকে বান্ধিয়া ।\n> জগদানন্দের বাসা-দ্বারে বসিলা আসিয়া ॥৫১॥", "synonyms": "*sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *sei*—aquele; *vastra*—tecido; *mastake*—na cabeça; *bāndhiyā*—amarrando; *jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *vāsā-dvāre*—à porta da residência; *vasilā*—sentou-se; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī usava esse tecido amarrado em torno da cabeça quando veio à porta de Jagadānanda Paṇḍita e se sentou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/52/", "verse_text": "rātula vastra dekhi' paṇḍita premāviṣṭa ha-ilā\n\n'mahāprabhura prasāda' jāni' tāṅhāre puchilā", "devanagari": "> রাতুল বস্ত্র দেখি’ পণ্ডিত প্রেমাবিষ্ট হইলা  ।\n> ‘মহাপ্রভুর প্রসাদ’ জানি’ তাঁহারে পুছিলা ॥৫২॥", "synonyms": "*rātula*—vermelho; *vastra*—tecido; *dekhi'*—vendo; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *prema-āviṣṭa ha-ilā*—ficou dominado por amor extático; *mahāprabhura prasāda*—a abençoada dádiva de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jāni'*—pensando; *tāṅhāre puchilā*—indagou dele.", "translation": "**Supondo que o tecido avermelhado fosse uma dádiva de Caitanya Mahāprabhu, Jagadānanda Paṇḍita ficou dominado por amor extático. Assim, ele questionou Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/53/", "verse_text": "\"kāhāṅ pāilā tumi ei rātula vasana?\"\n\n'mukunda-sarasvatī' dila,--kahe sanātana", "devanagari": "> “কাহাঁ পাইলা তুমি এই রাতুল বসন ?” ‘মুকুন্দ-সরস্বতী’ দিল, — কহে সনাতন ॥৫৩॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *pāilā*—conseguiu; *tumi*—você; *ei*—este; *rātula vasana*—tecido vermelho; *mukunda-sarasvatī dila*—Mukunda Sarasvatī deu; *kahe sanātana*—Sanātana respondeu.", "translation": "**\"Onde você conseguiu esse tecido avermelhado em sua cabeça?\", perguntou Jagadānanda. Sanātana Gosvāmī respondeu: \"Mukunda Sarasvatī o deu a mim.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/54/", "verse_text": "śuni' paṇḍitera mane krodha upajila\n\nbhātera hāṇḍi hāte lañā mārite āila", "devanagari": "> শুনি’ পণ্ডিতের মনে ক্রোধ উপজিল ।\n> ভাতের হাণ্ডি হাতে লঞা মারিতে আইল ॥৫৪॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *paṇḍitera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *mane*—na mente; *krodha*—ira; *upajila*—surgiu; *bhātera hāṇḍi*—a panela de cozinhar; *hāte*—na mão; *lañā*—pegando; *mārite āila*—dispôs-se a golpear.", "translation": "**Ao ouvir isso, Jagadānanda Paṇḍita ficou imediatamente muito irado e pegou uma panela na mão, com a intenção de golpear Sanātana Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/55/", "verse_text": "sanātana tāṅre jāni' lajjita ha-ilā\n\nbalite lāgilā paṇḍita hāṇḍi culāte dharilā", "devanagari": "> সনাতন তাঁরে জানি’ লজ্জিত হইলা  ।\n> বলিতে লাগিলা পণ্ডিত হাণ্ডি চুলাতে ধরিলা ॥৫৫॥", "synonyms": "*sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *tāṅre*—a ele; *jāni'*—conhecendo; *lajjita ha-ilā*—ficou envergonhado; *balite lāgilā*—começou a falar; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *hāṇḍi*—a panela; *culāte*—no fogão; *dharilā*—pôs.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī, contudo, conhecia muito bem Jagadānanda Paṇḍita e, por conseguinte, ficou um tanto envergonhado. Jagadānanda, portanto, deixou a panela no fogão e falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/56/", "verse_text": "\"tumi mahāprabhura hao pārṣada-pradhāna\n\ntomā-sama mahāprabhura priya nāhi āna", "devanagari": "> “তুমি মহাপ্রভুর হও পার্ষদ-প্রধান  ।\n> তোমা-সম মহাপ্রভুর প্রিয় নাহি আন ॥৫৬॥", "synonyms": "*tumi*—você; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hao*—é; *pārṣada-pradhāna*—um dos principais associados; *tomā-sama*—como você; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *priya*—querido; *nāhi*—não há; *āna*—outro.", "translation": "**\"Você é um dos principais associados de Śrī Caitanya Mahāprabhu. De fato, ninguém Lhe é mais querido do que você.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/57/", "verse_text": "anya sannyāsīra vastra tumi dhara śire\n\nkon aiche haya,--ihā pāre sahibāre?\"", "devanagari": "> অন্য সন্ন্যাসীর বস্ত্র তুমি ধর শিরে ।\n> কোন্ ঐছে হয়, — ইহা পারে সহিবারে ?” ॥ ৫৭ ॥", "synonyms": "*anya sannyāsīra*—de outro sannyāsī; *vastra*—tecido; *tumi*—você; *dhara*—mantém; *śire*—na cabeça; *kon*—quem; *aiche haya*—é assim; *ihā*—isto; *pāre sahibāre*—pode tolerar.", "translation": "**\"Ainda assim, você amarrou a cabeça com um tecido que lhe foi dado por outro sannyāsī. Quem pode tolerar tal comportamento?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/58/", "verse_text": "sanātana kahe--\"sādhu paṇḍita-mahāśaya!\n\ntomā-sama caitanyera priya keha naya", "devanagari": "> সনাতন কহে — “সাধু পণ্ডিত-মহাশয় !\n> তোমা-সম চৈতন্যের প্রিয় কেহ নয় ॥৫৮॥", "synonyms": "*sanātana kahe*—Sanātana Gosvāmī disse; *sādhu*—santo; *paṇḍita*—erudito; *mahāśaya*—uma grande alma; *tomā-sama*—como você; *caitanyera*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *priya*—querido; *keha naya*—ninguém é.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī disse: \"Meu caro Jagadānanda Paṇḍita, você é um santo de grande erudição. Ninguém é mais querido a Śrī Caitanya Mahāprabhu do que você.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/59/", "verse_text": "aiche caitanya-niṣṭhā yogya tomāte\n\ntumi nā dekhāile ihā śikhiba ke-mate?", "devanagari": "> ঐছে চৈতন্যনিষ্ঠা যোগ্য তোমাতে ।\n> তুমি না দেখাইলে ইহা শিখিব কেমতে ? ॥ ৫৯ ॥", "synonyms": "*aiche*—tal; *caitanya-niṣṭhā*—fé em Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yogya*—perfeitamente adequada; *tomāte*—em você; *tumi nā dekhāile*—se você não demonstrar; *ihā*—isto; *śikhiba*—aprenderei; *ke-mate*—como.", "translation": "**\"Essa fé em Śrī Caitanya Mahāprabhu lhe convém muito bem. Se você não a demonstrar, como poderia eu aprender tal fé?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/60/", "verse_text": "yāhā dekhibāre vastra mastake bāndhila\n\nsei apūrva prema ei pratyakṣa dekhila", "devanagari": "> যাহা দেখিবারে বস্ত্র মস্তকে বান্ধিল ।\n> সেই অপূর্ব প্রেম এই প্রত্যক্ষ দেখিল ॥৬০॥", "synonyms": "*yāhā*—o qual; *dekhibāre*—para ver; *vastra*—o tecido; *mastake bāndhila*—amarrei na cabeça; *sei*—aquele; *apūrva prema*—amor incomum; *ei*—este; *pratyakṣa*—por experiência direta; *dekhila*—vi.", "translation": "**\"Meu propósito ao amarrar a cabeça com o tecido foi agora cumprido, pois vi pessoalmente o seu incomum amor por Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/61/", "verse_text": "rakta-vastra 'vaiṣṇavera' parite nā yuyāya\n\nkona pravāsīre dimu, ki kāya uhāya?", "devanagari": "> রক্তবস্ত্র ‘বৈষ্ণবের’ পরিতে না যুয়ায় ।\n> কোন প্রবাসীরে দিমু, কি কায উহায় ? ॥ ৬১ ॥", "synonyms": "*rakta-vastra*—veste açafroada; *vaiṣṇavera*—para um vaiṣṇava; *parite nā yuyāya*—não é adequado vestir; *kona pravāsīre*—a algum estranho; *dimu*—darei; *ki*—que; *kāya*—utilidade; *uhāya*—com aquilo.", "translation": "**\"Esta veste açafroada não é apropriada para um vaiṣṇava usar; portanto, não tenho utilidade para ela. Eu a darei a um estranho.\"**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta este incidente da seguinte maneira: Os vaiṣṇavas são todos pessoas liberadas, desapegadas de tudo o que é material. Por conseguinte, um vaiṣṇava não precisa adotar a indumentária de um sannyāsī para provar sua posição elevada. Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitou a ordem renunciada de um sannyāsī da escola māyāvāda. Os sannyāsīs vaiṣṇavas dos dias atuais, contudo, jamais pensam que, por aceitarem a indumentária da ordem de sannyāsa, tornaram-se iguais a Caitanya Mahāprabhu. Na verdade, um vaiṣṇava aceita a ordem de sannyāsa para permanecer um servo eterno de seu mestre espiritual. Ele aceita a ordem de sannyāsa sabendo que é desigual a seu mestre espiritual, que é um paramahaṁsa, e considera-se inapto para vestir-se como um paramahaṁsa. Portanto, um vaiṣṇava aceita sannyāsa por humildade, não por orgulho.\n\nSanātana Gosvāmī havia adotado a indumentária de um paramahaṁsa; portanto, era inadequado que usasse o tecido açafroado na cabeça. No entanto, um sannyāsī vaiṣṇava não se considera apto para imitar a indumentária de um vaiṣṇava paramahaṁsa. Segundo os princípios estabelecidos por Śrī Caitanya Mahāprabhu (tṛṇād api sunīcena), deve-se sempre considerar-se na fase mais baixa, e não no nível de um vaiṣṇava paramahaṁsa. Assim, um vaiṣṇava às vezes aceita a ordem de sannyāsa justamente para manter-se abaixo do nível de um vaiṣṇava paramahaṁsa. Esta é a instrução de Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura."}
{"ref": "cc/antya/13/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/62/", "verse_text": "pāka kari' jagadānanda caitanya samarpilā\n\ndui-jana vasi' tabe prasāda pāilā", "devanagari": "> পাক করি’ জগদানন্দ চৈতন্যে সমর্পিলা ।\n> দুইজন বসি’ তবে প্রসাদ পাইলা ॥৬২॥", "synonyms": "*pāka kari'*—depois de cozinhar; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *caitanya samarpilā*—ofereceu a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui-jana*—duas pessoas; *vasi'*—sentando-se; *tabe*—então; *prasāda*—restos de alimento; *pāilā*—tomaram.", "translation": "**Quando Jagadānanda Paṇḍita terminou de cozinhar, ofereceu o alimento a Śrī Caitanya Mahāprabhu. Então, ele e Sanātana Gosvāmī sentaram-se e comeram o prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/63/", "verse_text": "prasāda pāi anyonye kailā āliṅgana\n\ncaitanya-virahe duṅhe karilā krandana", "devanagari": "> প্রসাদ পাই অন্যোন্যে কৈলা আলিঙ্গন ।\n> চৈতন্যবিরহে দুঁহে করিলা ক্রন্দন ॥৬৩॥", "synonyms": "*prasāda pāi*—depois de comer os restos de alimento; *anyonye*—um ao outro; *kailā āliṅgana*—abraçaram-se; *caitanya-virahe*—na separação do Senhor Caitanya; *duṅhe*—ambos; *karilā krandana*—choraram.", "translation": "**Depois de comerem o prasāda, abraçaram-se e choraram devido à separação do Senhor Caitanya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/64/", "verse_text": "ei-mata māsa dui rahilā vṛndāvane\n\ncaitanya-viraha-duḥkha nā yāya sahane", "devanagari": "> এইমত মাস দুই রহিলা বৃন্দাবনে ।\n> চৈতন্যবিরহ-দুঃখ না যায় সহনে ॥৬৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *māsa*—meses; *dui*—dois; *rahilā*—permaneceram; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *caitanya-viraha*—da separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duḥkha*—a infelicidade; *nā yāya sahane*—não podiam tolerar.", "translation": "**Dessa maneira, passaram dois meses em Vṛndāvana. Por fim, já não podiam tolerar a infelicidade da separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/65/", "verse_text": "mahāprabhura sandeśa kahilā sanātane\n\n'āmiha āsitechi, rahite kariha eka-sthāne'", "devanagari": "> মহাপ্রভুর সন্দেশ কহিলা সনাতনে ।\n> ‘আমিহ আসিতেছি, রহিতে করিহ একস্থানে’ ॥৬৫॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sandeśa*—a mensagem; *kahilā*—disse; *sanātane*—a Sanātana; *āmiha āsitechi*—Eu também estou indo; *rahite*—para Minha estada; *kariha eka-sthāne*—providencia um lugar.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita, portanto, transmitiu a Sanātana Gosvāmī a mensagem do Senhor: \"Eu também estou indo para Vṛndāvana; por favor, providencia um lugar para Eu ficar.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/66/", "verse_text": "jagadānanda-paṇḍita tabe ājñā māgilā\n\nsanātana prabhure kichu bheṭa-vastu dilā", "devanagari": "> জগদানন্দ-পণ্ডিত তবে আজ্ঞা মাগিলা ।\n> সনাতন প্রভুরে কিছু ভেটবস্তু দিলা ॥৬৬॥", "synonyms": "*jagadānanda-paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *tabe*—naquele momento; *ājñā māgilā*—pediu permissão; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *prabhure*—para Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—alguns; *bheṭa-vastu*—presentes; *dilā*—ofereceu.", "translation": "**Quando Sanātana Gosvāmī concedeu permissão para que Jagadānanda retornasse a Jagannātha Purī, ele lhe deu alguns presentes para o Senhor Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/67/", "verse_text": "rāsa-sthalīra vālu āra govardhanera śilā\n\nśuṣka pakka pīlu-phala āra guñjā-mālā", "devanagari": "> রাসস্থলীর বালু আর গোবর্ধনের শিলা ।\n> শুষ্ক পক্ব পীলুফল আর গুঞ্জামালা ॥৬৭॥", "synonyms": "*rāsa-sthalīra vālu*—areia do lugar onde o Senhor Kṛṣṇa realizou Sua dança da rāsa; *āra*—e; *govardhanera śilā*—uma pedra da Colina de Govardhana; *śuṣka*—secos; *pakka*—maduros; *pīlu-phala*—frutos de pīlu; *āra*—também; *guñjā-mālā*—uma guirlanda de pequenos búzios.", "translation": "**Os presentes consistiam em areia do local da rāsa-līlā, uma pedra da Colina de Govardhana, frutos de pīlu secos e maduros e uma guirlanda de pequenos búzios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/68/", "verse_text": "jagadānanda-paṇḍita calilā saba lañā\n\nvyākula hailā sanātana tāṅre vidāya diyā", "devanagari": "> জগদানন্দ-পণ্ডিত চলিলা সব লঞা ।\n> ব্যাকুল হৈলা সনাতন তাঁরে বিদায় দিয়া ॥৬৮॥", "synonyms": "*jagadānanda-paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *calilā*—partiu; *saba*—tudo; *lañā*—levando; *vyākula hailā*—ficou muito agitado; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *tāṅre*—dele; *vidāya diyā*—despedindo-se.", "translation": "**Assim, Jagadānanda Paṇḍita, levando todos esses presentes, partiu em sua jornada. Sanātana Gosvāmī, contudo, ficou muito agitado depois de despedir-se dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/69/", "verse_text": "prabhura nimitta eka-sthāna mane vicārila\n\ndvādaśāditya-ṭilāya eka 'maṭha' pāila", "devanagari": "> প্রভুর নিমিত্ত একস্থান মনে বিচারিল ।\n> দ্বাদশাদিত্য-টিলায় এক ‘মঠ’ পাইল ॥৬৯॥", "synonyms": "*prabhura nimitta*—para Śrī Caitanya Mahāprabhu; *eka-sthāna*—um lugar; *mane*—dentro da mente; *vicārila*—considerou; *dvādaśāditya-ṭilāya*—na elevação chamada Dvādaśāditya; *eka*—um; *maṭha*—templo; *pāila*—conseguiu.", "translation": "**Pouco depois, Sanātana Gosvāmī selecionou um lugar onde Śrī Caitanya Mahāprabhu poderia ficar enquanto estivesse em Vṛndāvana. Tratava-se de um templo na elevação chamada Dvādaśāditya-ṭilā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/70/", "verse_text": "sei sthāna rākhilā gosāñi saṁskāra kariyā\n\nmaṭhera āge rākhilā eka chāuni bāndhiyā", "devanagari": "> সেই স্থান রাখিলা গোসাঞি সংস্কার করিয়া ।\n> মঠের আগে রাখিলা এক ছাউনি বান্ধিয়া ॥৭০॥", "synonyms": "*sei sthāna*—aquele lugar; *rākhilā*—manteve reservado; *gosāñi*—Sanātana Gosvāmī; *saṁskāra kariyā*—limpando e reparando; *maṭhera āge*—em frente ao templo; *rākhilā*—manteve; *eka*—uma; *chāuni*—pequena cabana; *bāndhiyā*—erguendo.", "translation": "**Sanātana Gosvāmī manteve o templo muito limpo e em bom estado. Em frente a ele, ergueu uma pequena cabana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/71/", "verse_text": "śīghra cali' nīlācale gelā jagadānanda\n\nbhakta saha gosāñi hailā parama ānanda", "devanagari": "> শীঘ্র চলি’ নীলাচলে গেলা জগদানন্দ ।\n> ভক্ত সহ গোসাঞি হৈলা পরম আনন্দ ॥৭১॥", "synonyms": "*śīghra*—muito rapidamente; *cali'*—indo; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *gelā*—chegou; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *bhakta saha*—com Seus devotos; *gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā*—ficou; *parama ānanda*—muito feliz.", "translation": "**Enquanto isso, viajando muito rapidamente, Jagadānanda Paṇḍita logo chegou a Jagannātha Purī, para grande alegria de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/72/", "verse_text": "prabhura caraṇa vandi' sabāre mililā\n\nmahāprabhu tāṅre dṛḍha āliṅgana kailā", "devanagari": "> প্রভুর চরণ বন্দি’ সবারে মিলিলা ।\n> মহাপ্রভু তাঁরে দৃঢ় আলিঙ্গন কৈলা ॥৭২॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa*—os pés de lótus; *vandi'*—oferecendo orações a; *sabāre mililā*—encontrou-se com todos; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *dṛḍha*—muito forte; *āliṅgana*—abraçando; *kailā*—fez.", "translation": "**Depois de oferecer orações aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Jagadānanda Paṇḍita cumprimentou a todos. Então, o Senhor abraçou Jagadānanda muito fortemente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/73/", "verse_text": "sanātanera nāme paṇḍita daṇḍavat kailā\n\nrāsa-sthalīra dhūli ādi saba bheṭa dilā", "devanagari": "> সনাতনের নামে পণ্ডিত দণ্ডবৎ কৈলা ।\n> রাসস্থলীর ধূলি আদি সব ভেট দিলা ॥৭৩॥", "synonyms": "*sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *nāme*—em nome; *paṇḍita*—Jagadānanda Paṇḍita; *daṇḍavat kailā*—ofereceu reverências; *rāsa-sthalīra*—do recinto da dança da rāsa; *dhūli*—a poeira; *ādi*—e outras coisas; *saba*—todos; *bheṭa*—presentes; *dilā*—apresentou.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita também ofereceu reverências ao Senhor em nome de Sanātana Gosvāmī. Em seguida, deu ao Senhor a poeira do local da dança da rāsa e os demais presentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/74/", "verse_text": "saba dravya rākhilena, pīlu dilena bāṅṭiyā\n\n'vṛndāvanera phala' bali' khāilā hṛṣṭa hañā", "devanagari": "> সব দ্রব্য রাখিলেন, পীলু দিলেন বাঁটিয়া ।\n> ‘বৃন্দাবনের ফল’ বলি’ খাইলা হৃষ্ট হঞা ॥৭৪॥", "synonyms": "*saba*—todos; *dravya*—os presentes; *rākhilena*—guardou; *pīlu*—os frutos de pīlu; *dilena*—deu; *bāṅṭiyā*—distribuindo; *vṛndāvanera phala*—frutos de Vṛndāvana; *bali'*—por serem; *khāilā*—comeram; *hṛṣṭa hañā*—com grande felicidade.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu guardou todos os presentes, exceto os frutos de pīlu, que distribuiu aos devotos. Como os frutos eram de Vṛndāvana, todos os comeram com grande felicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/75/", "verse_text": "ye keha jāne, āṅṭi cuṣite lāgila\n\nye nā jāne gauḍiyā pīlu cāvāñā khāila", "devanagari": "> যে কেহ জানে, আঁটি চুষিতে লাগিল ।\n> যে না জানে গৌড়িয়া পীলু চাবাঞা খাইল ॥৭৫॥", "synonyms": "*ye*—aqueles que; *keha*—alguns; *jāne*—sabiam; *āṅṭi*—as sementes; *cuṣite lāgila*—começaram a chupar; *ye*—aqueles que; *nā jāne*—não sabiam; *gauḍiyā*—os devotos bengalis; *pīlu*—os frutos de pīlu; *cāvāñā*—mastigando; *khāila*—comeram.", "translation": "**Os devotos que conheciam os frutos de pīlu chupavam as sementes, mas os devotos bengalis que não sabiam o que eram mastigavam as sementes e as engoliam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/76/", "verse_text": "mukhe tāra jhāla gela, jihvā kare jvālā\n\nvṛndāvanera 'pīlu' khāite ei eka līlā", "devanagari": "> মুখে তার ঝাল গেল, জিহ্বা করে জ্বালা ।\n> বৃন্দাবনের ‘পীলু’ খাইতে এই এক লীলা ॥৭৬॥", "synonyms": "*mukhe tāra*—em suas bocas; *jhāla*—o gosto de pimenta; *gela*—foi; *jihvā*—a língua; *kare jvālā*—ardia; *vṛndāvanera*—de Vṛndāvana; *pīlu*—os frutos de pīlu; *khāite*—comer; *ei*—este; *eka līlā*—um passatempo.", "translation": "**O gosto ardente, semelhante ao da pimenta, queimou a língua daqueles que mastigaram as sementes. O comer dos frutos de pīlu de Vṛndāvana foi um passatempo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/77/", "verse_text": "jagadānandera āgamane sabāra ullāsa\n\nei-mate nīlācale prabhura vilāsa", "devanagari": "> জগদানন্দের আগমনে সবার উল্লাস ।\n> এইমতে নীলাচলে প্রভুর বিলাস ॥৭৭॥", "synonyms": "*jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *āgamane*—com o regresso; *sabāra ullāsa*—todos ficaram jubilosos; *ei-mate*—dessa maneira; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vilāsa*—o passatempo.", "translation": "**Quando Jagadānanda Paṇḍita regressou de Vṛndāvana, todos ficaram jubilosos. Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu desfrutava de Seus passatempos enquanto residia em Jagannātha Purī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/78/", "verse_text": "eka-dina prabhu yameśvara-ṭoṭā yāite\n\nsei-kāle deva-dāsī lāgilā gāite", "devanagari": "> একদিন প্রভু যমেশ্বর-টোটা যাইতে ।\n> সেইকালে দেবদাসী লাগিলা গাইতে ॥৭৮॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yameśvara-ṭoṭā*—ao templo de Yameśvara-ṭoṭā; *yāite*—quando Ele ia; *sei-kāle*—naquele momento; *deva-dāsī*—uma cantora do templo de Jagannātha; *lāgilā*—começou; *gāite*—a cantar.", "translation": "**Certo dia, quando o Senhor ia ao templo de Yameśvara, uma cantora começou a cantar no templo de Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/79/", "verse_text": "gujjarī-rāgiṇī lañā sumadhura-svare\n\n'gīta-govinda'-pada gāya jaga-mana hare", "devanagari": "> গুজ্জরীরাগিণী লঞা সুমধুর-স্বরে ।\n> ‘গীতগোবিন্দ’-পদ গায় জগমন হরে ॥৭৯॥", "synonyms": "*gujjarī-rāgiṇī*—o modo de cantar gujjarī; *lañā*—acompanhada por; *sumadhura-svare*—com voz muito doce; *gīta-govinda*—o Gīta-govinda, de Jayadeva Gosvāmī; *pada*—versos; *gāya*—canta; *jaga-mana*—a mente do mundo inteiro; *hare*—atrai.", "translation": "**Ela cantava uma melodia gujjarī com voz muito doce e, como o tema era o Gīta-govinda, de Jayadeva Gosvāmī, a canção atraía a atenção do mundo inteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/80/", "verse_text": "dūre gāna śuni' prabhura ha-ila āveśa\n\nstrī, puruṣa, ke gāya,--nā jāne viśeṣa", "devanagari": "> দূরে গান শুনি’ প্রভুর হইল আবেশ ।\n> স্ত্রী, পুরুষ, কে গায়, — না জানে বিশেষ ॥৮০॥", "synonyms": "*dūre*—de um lugar distante; *gāna*—canção; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ila*—houve; *āveśa*—emoção extática; *strī*—mulher; *puruṣa*—homem; *ke gāya*—quem canta; *nā jāne*—não conseguia compreender; *viśeṣa*—particularmente.", "translation": "**Ouvindo a canção a distância, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou imediatamente extático. Ele não sabia se quem cantava era um homem ou uma mulher.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/81/", "verse_text": "tāre milibāre prabhu āveśe dhāilā\n\npathe 'sijera bāḍi' haya, phuṭiyā calilā", "devanagari": "> তারে মিলিবারে প্রভু আবেশে ধাইলা ।\n> পথে ‘সিজের বাড়ি’ হয়, ফুটিয়া চলিলা ॥৮১॥", "synonyms": "*tāre*—a cantora; *milibāre*—para encontrar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āveśe*—em êxtase; *dhāilā*—correu; *pathe*—no caminho; *sijera bāḍi*—cercas espinhosas; *haya*—havia; *phuṭiyā*—espetando; *calilā*—Ele prosseguiu.", "translation": "**Enquanto o Senhor corria em êxtase ao encontro da cantora, cercas espinhosas feriram-Lhe o corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/82/", "verse_text": "aṅge kāṅṭā lāgila, kichu nā jānila!\n\nāste-vyaste govinda tāṅra pāchete dhāilā", "devanagari": "> অঙ্গে কাঁটা লাগিল, কিছু না জানিলা !\n> আস্তে-ব্যস্তে গোবিন্দ তাঁর পাছেতে ধাইলা ॥৮২॥", "synonyms": "*aṅge*—no corpo; *kāṅṭā*—espinhos; *lāgila*—tocaram; *kichu*—nada; *nā jānilā*—não percebeu; *āste-vyaste*—muito apressadamente; *govinda*—Seu servo pessoal; *tāṅra*—dEle; *pāchete*—atrás; *dhāilā*—correu.", "translation": "**Govinda correu muito rapidamente atrás do Senhor, que não sentia nenhuma dor com os espetões dos espinhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/83/", "verse_text": "dhāñā yāyena prabhu, strī āche alpa dūre\n\nstrī gāya' bali' govinda prabhure kailā kole", "devanagari": "> ধাঞা যায়েন প্রভু, স্ত্রী আছে অল্প দূরে ।\n> স্ত্রী গায়’ বলি’ গোবিন্দ প্রভুরে কৈলা কোলে ॥৮৩॥", "synonyms": "*dhāñā*—muito apressadamente; *yāyena*—ia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *strī*—a mulher; *āche*—estava; *alpa dūre*—a curta distância; *strī gāya'*—é uma mulher que canta; *bali'*—dizendo; *govinda*—Seu servo pessoal; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā kole*—segurou em seus braços.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu corria muito rapidamente, e a moça estava apenas a curta distância. Justamente então, Govinda agarrou o Senhor em seus braços e exclamou: \"É uma mulher que canta!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/84/", "verse_text": "strī-nāma śuni' prabhura bāhya ha-ilā\n\npunarapi sei pathe bāhuḍi' calilā", "devanagari": "> স্ত্রী-নাম শুনি’ প্রভুর বাহ্য হইলা ।\n> পুনরপি সেই পথে বাহুড়ি’ চলিলা ॥৮৪॥", "synonyms": "*strī-nāma*—a palavra \"mulher\"; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya*—consciência externa; *ha-ilā*—retornou; *punarapi*—novamente; *sei pathe*—por aquele caminho; *bāhuḍi' calilā*—Ele voltou atrás.", "translation": "**Logo que ouviu a palavra \"mulher\", o Senhor recobrou a consciência externa e voltou atrás.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/85/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"govinda, āji rākhilā jīvana\n\nstrī-paraśa haile āmāra ha-ita maraṇa", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “গোবিন্দ, আজি রাখিলা জীবন ।\n> স্ত্রী-পরশ হৈলে আমার হইত মরণ ॥৮৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *govinda*—Meu querido Govinda; *āji*—hoje; *rākhilā jīvana*—salvaste a Minha vida; *strī-paraśa haile*—se Eu tivesse tocado uma mulher; *āmāra*—Minha; *ha-ita*—teria havido; *maraṇa*—morte.", "translation": "**\"Meu querido Govinda\", disse Ele, \"salvaste a Minha vida. Se Eu tivesse tocado o corpo de uma mulher, certamente teria morrido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/86/", "verse_text": "e-ṛṇa śodhite āmi nārimu tomāra\"\n\ngovinda kahe,--jagannātha rākhena mui kon chāra'?", "devanagari": "> এ-ঋণ শোধিতে আমি নারিমু তোমার ।”\n> গোবিন্দ কহে, — ‘জগন্নাথ রাখেন মুই কোন্ ছার’ ? ॥ ৮৬ ॥", "synonyms": "*e-ṛṇa*—esta dívida; *śodhite*—saldar; *āmi*—Eu; *nārimu*—não serei capaz; *tomāra*—a ti; *govinda kahe*—Govinda respondeu; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *rākhena*—salva; *mui*—eu; *kon chāra*—a pessoa mais insignificante.", "translation": "**\"Jamais serei capaz de saldar a Minha dívida para contigo.\" Govinda respondeu: \"Foi o Senhor Jagannātha que Vos salvou. Eu sou insignificante.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/87/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"govinda, mora saṅge rahibā\n\nyāhāṅ tāhāṅ mora rakṣāya sāvadhāna ha-ibā\"", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “গোবিন্দ, মোর সঙ্গে রহিবা ।\n> যাহাঁ তাহাঁ মোর রক্ষায় সাবধান হইবা ।।” ॥ ৮৭ ॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *govinda*—Meu querido Govinda; *mora saṅge rahibā*—deves permanecer sempre coMigo; *yāhāṅ tāhāṅ*—em toda parte; *mora*—Minha; *rakṣāya*—para a proteção; *sāvadhāna ha-ibā*—deves ser muito cuidadoso.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Meu querido Govinda, deves ficar sempre coMigo. Há perigo em toda parte; portanto, deves proteger-Me com muito cuidado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/88/", "verse_text": "eta bali' leuṭi' prabhu gelā nija-sthāne\n\nśuni' mahā-bhaya ha-ila svarūpādi-mane", "devanagari": "> এত বলি’ লেউটি’ প্রভু গেলা নিজ-স্থানে ।\n> শুনি’ মহা-ভয় হইল স্বরূপাদি-মনে ॥৮৮॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *leuṭi'*—regressando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *nija-sthāne*—ao Seu próprio lugar; *śuni'*—ouvindo; *mahā-bhaya*—grande temor; *ha-ila*—houve; *svarūpa-ādi-mane*—nas mentes de Svarūpa Dāmodara e dos demais atendentes.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou para casa. Quando Svarūpa Gosvāmī e Seus demais atendentes souberam do incidente, ficaram muito temerosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/89/", "verse_text": "ethā tapana-miśra-putra raghunātha-bhaṭṭācārya\n\nprabhure dekhite calilā chāḍi' sarva kārya", "devanagari": "> এথা তপনমিশ্র-পুত্র রঘুনাথ-ভট্টাচার্য ।\n> প্রভুরে দেখিতে চলিলা ছাড়ি’ সর্ব কার্য ॥৮৯॥", "synonyms": "*ethā*—por outro lado; *tapana-miśra-putra*—o filho de Tapana Miśra; *raghunātha-bhaṭṭācārya*—Raghunātha Bhaṭṭa; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite*—para encontrar; *calilā*—pôs-se a caminho; *chāḍi'*—abandonando; *sarva kārya*—todos os deveres.", "translation": "**Nesse ínterim, Raghunātha Bhaṭṭācārya, o filho de Tapana Miśra, abandonou todos os seus deveres e deixou seu lar, com a intenção de encontrar Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/90/", "verse_text": "kāśī haite calilā teṅho gauḍa-patha diyā\n\nsaṅge sevaka cale tāṅra jhāli vahiyā", "devanagari": "> কাশী হৈতে চলিলা তেঁহো গৌড়পথ দিয়া ।\n> সঙ্গে সেবক চলে তাঁর ঝালি বহিয়া ॥৯০॥", "synonyms": "*kāśī haite*—de Kāśī; *calilā*—pôs-se a caminho; *teṅho*—ele; *gauḍa-patha diyā*—pelo caminho que atravessa Bengala; *saṅge*—junto com ele; *sevaka*—um servo; *cale*—vai; *tāṅra*—sua; *jhāli*—bagagem; *vahiyā*—carregando.", "translation": "**Acompanhado por um servo que carregava sua bagagem, Raghunātha Bhaṭṭa partiu de Vārāṇasī e viajou pelo caminho que atravessa Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/91/", "verse_text": "pathe tāre mililā viśvāsa-rāmadāsa\n\nviśvāsa-khānāra kāyastha teṅho rājāra viśvāsa", "devanagari": "> পথে তারে মিলিলা বিশ্বাস-রামদাস ।\n> বিশ্বাসখানার কায়স্থ তেঁহো রাজার বিশ্বাস ॥৯১॥", "synonyms": "*pathe*—no caminho; *tāre*—a ele; *mililā*—encontrou; *viśvāsa-rāmadāsa*—Rāmadāsa Viśvāsa; *viśvāsa-khānāra*—do departamento governamental de contabilidade; *kāyastha*—pertencente à classe kāyastha; *teṅho*—ele; *rājāra*—do rei; *viśvāsa*—secretário.", "translation": "**Em Bengala, ele encontrou Rāmadāsa Viśvāsa, que pertencia à casta kāyastha. Ele era um dos secretários do rei.**", "purport": "A expressão viśvāsa-khānāra kāyastha indica um secretário ou escrivão pertencente à casta kāyastha. Os kāyasthas eram em geral secretários de reis, governadores ou outras pessoas importantes. Diz-se que, naquela época, qualquer pessoa que trabalhasse na secretaria do governo era um kāyastha."}
{"ref": "cc/antya/13/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/92/", "verse_text": "sarva-śāstre pravīṇa, kāvya-prakāśa-adhyāpaka\n\nparama-vaiṣṇava, raghunātha-upāsaka", "devanagari": "> সর্বশাস্ত্রে প্রবীণ, কাব্যপ্রকাশ-অধ্যাপক ।\n> পরমবৈষ্ণব, রঘুনাথ-উপাসক ॥৯২॥", "synonyms": "*sarva-śāstre*—em todas as escrituras reveladas; *pravīṇa*—erudito muito instruído; *kāvya-prakāśa*—do famoso livro Kāvya-prakāśa; *adhyāpaka*—um professor; *parama-vaiṣṇava*—devoto altamente avançado; *raghunātha-upāsaka*—adorador do Senhor Rāmacandra.", "translation": "**Rāmadāsa Viśvāsa era muito instruído em todas as escrituras reveladas. Era professor do famoso livro Kāvya-prakāśa e era conhecido como um devoto avançado e adorador de Raghunātha [o Senhor Rāmacandra].**", "purport": "Comentando a palavra parama-vaiṣṇava, Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura diz que qualquer pessoa que deseje fundir-se na existência do Senhor não pode ser um vaiṣṇava puro; contudo, por ser Rāmadāsa Viśvāsa um grande devoto do Senhor Rāmacandra, ele era quase um vaiṣṇava. Naqueles dias, ninguém conseguia distinguir entre um vaiṣṇava puro e um pseudovaiṣṇava. Por isso, Rāmadāsa Viśvāsa era conhecido como um vaiṣṇava, pois adorava o Senhor Rāmacandra."}
{"ref": "cc/antya/13/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/93/", "verse_text": "aṣṭa-prahara rāma-nāma japena rātri-dine\n\nsarva tyaji' calilā jagannātha-daraśane", "devanagari": "> অষ্টপ্রহর রামনাম জপেন রাত্রি-দিনে ।\n> সর্ব ত্যজি’ চলিলা জগন্নাথ-দরশনে ॥৯৩॥", "synonyms": "*aṣṭa-prahara*—vinte e quatro horas por dia; *rāma-nāma*—o santo nome do Senhor Rāma; *japena*—canta; *rātri-dine*—dia e noite; *sarva*—tudo; *tyaji'*—abandonando; *calilā*—foi; *jagannātha-daraśane*—para ver o Senhor Jagannātha.", "translation": "**Rāmadāsa renunciara a tudo e dirigia-se a ver o Senhor Jagannātha. Enquanto viajava, cantava o santo nome do Senhor Rāma vinte e quatro horas por dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/94/", "verse_text": "raghunātha-bhaṭṭera sane pathete mililā\n\nbhaṭṭera jhāli māthe kari' vahiyā calilā", "devanagari": "> রঘুনাথ-ভট্টের সনে পথেতে মিলিলা ।\n> ভট্টের ঝালি মাথে করি’ বহিয়া চলিলা ॥৯৪॥", "synonyms": "*raghunātha-bhaṭṭera*—Raghunātha Bhaṭṭa; *sane*—com; *pathete*—no caminho; *mililā*—ele encontrou; *bhaṭṭera*—de Raghunātha Bhaṭṭa; *jhāli*—a bagagem; *māthe kari'*—tomando sobre a cabeça; *vahiyā calilā*—carregou.", "translation": "**Quando encontrou Raghunātha Bhaṭṭa no caminho, ele tomou a bagagem de Raghunātha sobre a cabeça e a carregou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/95/", "verse_text": "nānā sevā kari' kare pāda-samvāhana\n\ntāte raghunāthera haya saṅkucita mana", "devanagari": "> নানা সেবা করি’ করে পাদ-সম্বাহন ।\n> তাতে রঘুনাথের হয় সঙ্কুচিত মন ॥৯৫॥", "synonyms": "*nānā sevā kari'*—servindo de várias maneiras; *kare pāda-samvāhana*—massageava suas pernas; *tāte*—por causa disso; *raghunāthera*—de Raghunātha Bhaṭṭa; *haya*—havia; *saṅkucita mana*—hesitação na mente.", "translation": "**Rāmadāsa servia Raghunātha Bhaṭṭa de várias maneiras, chegando mesmo a massagear-lhe as pernas. Raghunātha Bhaṭṭa sentia certa hesitação em aceitar todo esse serviço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/96/", "verse_text": "\"tumi baḍa loka, paṇḍita, mahā-bhāgavate\n\nsevā nā kariha, sukhe cala mora sāthe\"", "devanagari": "> “তুমি বড় লোক, পণ্ডিত, মহাভাগবতে ।\n> সেবা না করিহ, সুখে চল মোর সাথে ।।” ॥ ৯৬ ॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *baḍa loka*—uma grande personalidade; *paṇḍita*—um erudito sábio; *mahā-bhāgavate*—um grande devoto; *sevā nā kariha*—por favor, não me sirvas; *sukhe*—felizmente; *cala*—vai; *mora sāthe*—comigo.", "translation": "**\"Tu és um cavalheiro respeitável, um erudito sábio e um grande devoto\", disse ele. \"Por favor, não tentes servir-me. Apenas vem comigo, com disposição alegre.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/97/", "verse_text": "rāmadāsa kahe,--\"āmi śūdra adhama!\n\n'brāhmaṇera sevā',--ei mora nija-dharma", "devanagari": "> রামদাস কহে, — “আমি শূদ্র অধম !\n> ‘ব্রাহ্মণের সেবা’, — এই মোর নিজ-ধর্ম ॥৯৭॥", "synonyms": "*rāmadāsa kahe*—Rāmadāsa disse; *āmi*—eu; *śūdra*—um śūdra; *adhama*—o mais caído; *brāhmaṇera sevā*—servir um brāhmaṇa; *ei*—este; *mora nija-dharma*—meu próprio dever religioso.", "translation": "**Rāmadāsa respondeu: \"Eu sou um śūdra, uma alma caída. Servir um brāhmaṇa é meu dever e princípio religioso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/98/", "verse_text": "saṅkoca nā kara tumi, āmi--tomāra 'dāsa'\n\ntomāra sevā karile haya hṛdaye ullāsa\"", "devanagari": "> সঙ্কোচ না কর তুমি, আমি — তোমার ‘দাস’ ।\n> তোমার সেবা করিলে হয় হৃদয়ে উল্লাস ।।” ॥ ৯৮ ॥", "synonyms": "*saṅkoca*—hesitação; *nā*—não; *kara*—tenhas; *tumi*—tu; *āmi*—eu; *tomāra*—teu; *dāsa*—servo; *tomāra*—teu; *sevā*—serviço; *karile*—ao prestar; *haya*—há; *hṛdaye*—no coração; *ullāsa*—júbilo.", "translation": "**\"Portanto, por favor, não hesites. Eu sou teu servo, e, quando te sirvo, meu coração se enche de júbilo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/99/", "verse_text": "eta bali' jhāli vahena, karena sevane\n\nraghunāthera tāraka-mantra japena rātri-dine", "devanagari": "> এত বলি’ ঝালি বহেন, করেন সেবনে ।\n> রঘুনাথের তারকমন্ত্র জপেন রাত্রি-দিনে ॥৯৯॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *jhāli vahena*—carrega a bagagem; *karena sevane*—serve; *raghunāthera*—do Senhor Rāmacandra; *tāraka*—libertador; *mantra*—o canto do santo nome; *japena*—canta; *rātri-dine*—dia e noite.", "translation": "**Assim, Rāmadāsa carregou a bagagem de Raghunātha Bhaṭṭa e o serviu sinceramente. Ele cantava constantemente o santo nome do Senhor Rāmacandra dia e noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/100/", "verse_text": "ei-mate raghunātha āilā nīlācale\n\nprabhura caraṇe yāñā mililā kutūhale", "devanagari": "> এইমতে রঘুনাথ আইলা নীলাচলে ।\n> প্রভুর চরণে যাঞা মিলিলা কুতূহলে ॥১০০॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *raghunātha*—Raghunātha Bhaṭṭa; *āilā*—chegou; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *prabhura caraṇe*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāñā*—indo; *mililā*—encontrou-se; *kutūhale*—com grande deleite.", "translation": "**Viajando dessa maneira, Raghunātha Bhaṭṭa logo chegou a Jagannātha Purī. Ali, com grande deleite, ele se encontrou com Śrī Caitanya Mahāprabhu e caiu a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/101/", "verse_text": "daṇḍa-paraṇāma kari' bhaṭṭa paḍilā caraṇe\n\nprabhu 'raghunātha' jāni kailā āliṅgane", "devanagari": "> দণ্ডপরণাম করি’ ভট্ট পড়িলা চরণে ।\n> প্রভু ‘রঘুনাথ’ জানি কৈলা আলিঙ্গনে ॥১০১॥", "synonyms": "*daṇḍa-paraṇāma kari'*—oferecendo reverências ao prostrar-se no chão; *bhaṭṭa*—Raghunātha Bhaṭṭa; *paḍilā caraṇe*—caiu aos pés de lótus; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *raghunātha*—Raghunātha Bhaṭṭa; *jāni*—sabendo; *kailā āliṅgane*—abraçou.", "translation": "**Raghunātha Bhaṭṭa caiu reto como uma vara aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Então, o Senhor o abraçou, sabendo muito bem quem ele era.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/102/", "verse_text": "miśra āra śekharera daṇḍavat jānāilā\n\nmahāprabhu tāṅ-sabāra vārtā puchilā", "devanagari": "> মিশ্র আর শেখরের দণ্ডবৎ জানাইলা ।\n> মহাপ্রভু তাঁ-সবার বার্তা পুছিলা ॥১০২॥", "synonyms": "*miśra*—de Tapana Miśra; *āra*—e; *śekharera*—de Candraśekhara; *daṇḍavat*—reverências; *jānāilā*—ele informou; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅ-sabāra*—de todos eles; *vārtā*—notícias; *puchilā*—perguntou.", "translation": "**Raghunātha ofereceu respeitosas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu em nome de Tapana Miśra e Candraśekhara, e o Senhor também perguntou a respeito deles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/103/", "verse_text": "\"bhāla ha-ila āilā, dekha 'kamala-locana'\n\nāji āmāra ethā karibā prasāda bhojana\"", "devanagari": "> “ভাল হইল আইলা, দেখ ‘কমললোচন’ ।\n> আজি আমার এথা করিবা প্রসাদ ভোজন ।।” ॥ ১০৩ ॥", "synonyms": "*bhāla ha-ila*—é muito bom; *āilā*—tu vieste; *dekha*—vê; *kamala-locana*—o Senhor Jagannātha, de olhos de lótus; *āji*—hoje; *āmāra ethā*—em Minha casa; *karibā prasāda bhojana*—aceitarás prasāda.", "translation": "**\"É muito bom que tenhas vindo aqui\", disse o Senhor. \"Agora vai ver o Senhor Jagannātha, de olhos de lótus. Hoje aceitarás prasāda aqui, em Minha casa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/104/", "verse_text": "govindere kahi' eka vāsā deoyāilā\n\nsvarūpādi bhakta-gaṇa-sane milāilā", "devanagari": "> গোবিন্দেরে কহি’ এক বাসা দেওয়াইলা ।\n> স্বরূপাদি ভক্তগণ-সনে মিলাইলা ॥১০৪॥", "synonyms": "*govindere*—a Govinda; *kahi'*—falando; *eka*—um; *vāsā*—aposento residencial; *deoyāilā*—fez com que fosse dado; *svarūpa-ādi*—encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *bhakta-gaṇa-sane*—com os devotos; *milāilā*—apresentou.", "translation": "**O Senhor pediu a Govinda que providenciasse acomodações para Raghunātha Bhaṭṭa e, em seguida, apresentou-o a todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/105/", "verse_text": "ei-mata prabhu-saṅge rahilā aṣṭa-māsa\n\ndine dine prabhura kṛpāya bāḍaye ullāsa", "devanagari": "> এইমত প্রভু-সঙ্গে রহিলা অষ্টমাস ।\n> দিনে দিনে প্রভুর কৃপায় বাড়য়ে উল্লাস ॥১০৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *prabhu-saṅge*—junto com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahilā*—permaneceu; *aṣṭa-māsa*—oito meses; *dine dine*—dia após dia; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpāya*—pela misericórdia; *bāḍaye ullāsa*—sentia júbilo crescente.", "translation": "**Assim, Raghunātha Bhaṭṭa viveu continuamente com Śrī Caitanya Mahāprabhu por oito meses e, pela misericórdia do Senhor, sentia felicidade transcendental crescente a cada dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/106/", "verse_text": "madhye madhye mahāprabhura karena nimantraṇa\n\nghara-bhāta karena, āra vividha vyañjana", "devanagari": "> মধ্যে মধ্যে মহাপ্রভুর করেন নিমন্ত্রণ ।\n> ঘর-ভাত করেন, আর বিবিধ ব্যঞ্জন ॥১০৬॥", "synonyms": "*madhye madhye*—de quando em quando; *mahāprabhura*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena nimantraṇa*—ele fazia convites; *ghara-bhāta karena*—ele cozinhava arroz em casa; *āra*—e; *vividha vyañjana*—vários tipos de hortaliças.", "translation": "**De quando em quando, ele cozinhava arroz com vários tipos de hortaliças e convidava Śrī Caitanya Mahāprabhu para sua casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/107/", "verse_text": "raghunātha-bhaṭṭa--pāke ati sunipuṇa\n\nyei rāndhe, sei haya amṛtera sama", "devanagari": "> রঘুনাথ-ভট্ট — পাকে অতি সুনিপুণ ।\n> যেই রান্ধে, সেই হয় অমৃতের সম ॥১০৭॥", "synonyms": "*raghunātha-bhaṭṭa*—Raghunātha Bhaṭṭa; *pāke*—em culinária; *ati su-nipuṇa*—muito perito; *yei rāndhe*—tudo o que cozinhava; *sei*—isso; *haya*—era; *amṛtera sama*—como néctar.", "translation": "**Raghunātha Bhaṭṭa era um cozinheiro perito. Tudo o que preparava tinha sabor exatamente igual ao néctar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/108/", "verse_text": "parama santoṣe prabhu karena bhojana\n\nprabhura avaśiṣṭa-pātra bhaṭṭera bhakṣaṇa", "devanagari": "> পরম সন্তোষে প্রভু করেন ভোজন ।\n> প্রভুর অবশিষ্ট-পাত্র ভট্টের ভক্ষণ ॥১০৮॥", "synonyms": "*parama santoṣe*—com grande satisfação; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena bhojana*—come; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avaśiṣṭa-pātra*—o prato com os restos; *bhaṭṭera*—de Raghunātha Bhaṭṭa; *bhakṣaṇa*—o alimento.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu aceitava com grande satisfação todo o alimento que ele preparava. Depois que o Senhor ficava satisfeito, Raghunātha Bhaṭṭa comia Seus restos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/109/", "verse_text": "rāmadāsa yadi prathama prabhure mililā\n\nmahāprabhu adhika tāṅre kṛpā nā karilā", "devanagari": "> রামদাস যদি প্রথম প্রভুরে মিলিলা ।\n> মহাপ্রভু অধিক তাঁরে কৃপা না করিলা ॥১০৯॥", "synonyms": "*rāmadāsa*—o devoto Rāmadāsa Viśvāsa; *yadi*—quando; *prathama*—pela primeira vez; *prabhure mililā*—encontrou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *adhika*—muita; *tāṅre*—a ele; *kṛpā*—misericórdia; *nā karilā*—não demonstrou.", "translation": "**Quando Rāmadāsa Viśvāsa encontrou Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor não lhe demonstrou nenhuma misericórdia especial, embora aquele fosse o primeiro encontro entre eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/110/", "verse_text": "antare mumukṣu teṅho, vidyā-garvavān\n\nsarva-citta-jñātā prabhu--sarvajña bhagavān", "devanagari": "> অন্তরে মুমুক্ষু তেঁহো, বিদ্যা-গর্ববান্ ।\n> সর্বচিত্ত-জ্ঞাতা প্রভু — সর্বজ্ঞ ভগবান্ ॥১১০॥", "synonyms": "*antare*—dentro de seu coração; *mumukṣu*—desejando a liberação; *teṅho*—ele; *vidyā-garvavān*—muito orgulhoso de sua erudição; *sarva-citta-jñātā*—aquele que conhece o coração de todos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sarva-jña bhagavān*—a onisciente Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Dentro de seu coração, Rāmadāsa Viśvāsa era um impersonalista que desejava fundir-se na existência do Senhor, e estava muito orgulhoso de sua erudição. Sendo a onisciente Suprema Personalidade de Deus, Śrī Caitanya Mahāprabhu pode compreender o coração de todos e, dessa forma, sabia de todas essas coisas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/111/", "verse_text": "rāmadāsa kailā tabe nīlācale vāsa\n\npaṭṭanāyaka-goṣṭhīke paḍāya 'kāvya-prakāśa", "devanagari": "> রামদাস কৈলা তবে নীলাচলে বাস ।\n> পট্টনায়ক-গোষ্ঠীকে পড়ায় ‘কাব্যপ্রকাশ’ ॥১১১॥", "synonyms": "*rāmadāsa*—Rāmadāsa Viśvāsa; *kailā*—fixou; *tabe*—então; *nīlācale vāsa*—residência em Jagannātha Purī; *paṭṭanāyaka-goṣṭhīke*—à família Paṭṭanāyaka (os descendentes de Bhavānanda Rāya); *paḍāya*—ensina; *kāvya-prakāśa*—sobre o livro Kāvya-prakāśa.", "translation": "**Rāmadāsa Viśvāsa fixou então residência em Jagannātha Purī e ensinou o Kāvya-prakāśa à família Paṭṭanāyaka [os descendentes de Bhavānanda Rāya].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/112/", "verse_text": "aṣṭa-māsa rahi' prabhu bhaṭṭe vidāya dilā\n\n'vivāha nā kariha' bali' niṣedha karilā", "devanagari": "> অষ্টমাস রহি’ প্রভু ভট্টে বিদায় দিলা ।\n> ‘বিবাহ না করিহ’ বলি’ নিষেধ করিলা ॥১১২॥", "synonyms": "*aṣṭa-māsa*—por oito meses; *rahi'*—permanecendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhaṭṭe*—a Raghunātha Bhaṭṭa; *vidāya dilā*—despediu-se; *vivāha nā kariha*—não te cases; *bali'*—dizendo; *niṣedha karilā*—ele proibiu.", "translation": "**Após oito meses, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se de Raghunātha Bhaṭṭa, o Senhor proibiu-o categoricamente de casar-se. \"Não te cases\", disse o Senhor.**", "purport": "Raghunātha Bhaṭṭācārya havia se tornado um devoto grandemente avançado ainda solteiro. Śrī Caitanya Mahāprabhu pôde ver isso e, por isso, aconselhou-o a não iniciar o processo da gratificação material dos sentidos. O casamento é uma concessão para as pessoas que são incapazes de controlar seus sentidos. Raghunātha, contudo, sendo um devoto avançado de Kṛṣṇa, naturalmente não tinha desejo de gratificação dos sentidos. Portanto, Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselhou-o a não entrar no cativeiro do casamento. Geralmente, uma pessoa não pode avançar muito em consciência espiritual se for casada. Ela se apega à família e fica propensa à gratificação dos sentidos. Assim, seu avanço espiritual torna-se muito lento ou quase nulo."}
{"ref": "cc/antya/13/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/113/", "verse_text": "vṛddha mātā-pitāra yāi' karaha sevana\n\nvaiṣṇava-pāśa bhāgavata kara adhyayana", "devanagari": "> বৃদ্ধ মাতা-পিতার যাই’ করহ সেবন ।\n> বৈষ্ণব-পাশ ভাগবত কর অধ্যয়ন ॥১১৩॥", "synonyms": "*vṛddha*—idosos; *mātā-pitāra*—da mãe e do pai; *yāi'*—regressando; *karaha sevana*—dedica-te ao serviço; *vaiṣṇava-pāśa*—de um vaiṣṇava puro; *bhāgavata*—o Śrīmad-Bhāgavatam; *kara adhyayana*—estuda.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Raghunātha Bhaṭṭa: \"Quando regressares à tua casa, serve a teu idoso pai e a tua idosa mãe, que são devotos, e procura estudar o Śrīmad-Bhāgavatam com um vaiṣṇava puro que tenha percebido Deus.\"**", "purport": "Deve-se notar como Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, aconselhou Raghunātha Bhaṭṭācārya a aprender o Śrīmad-Bhāgavatam. Aconselhou-o a compreender o Śrīmad-Bhāgavatam não com homens profissionais, mas com um verdadeiro bhāgavata, um devoto. Aconselhou também Raghunātha Bhaṭṭa a servir a sua mãe e a seu pai, porque ambos eram devotos Dele. Todo aquele que deseja avançar em consciência de Kṛṣṇa deve procurar servir os devotos de Kṛṣṇa. Como diz Narottama dāsa Ṭhākura, chāḍiyā vaiṣṇava-sevā nistāra pāyeche kebā: \"Sem servir um vaiṣṇava autorrealizado, ninguém jamais se libertou do modo de vida materialista.\" Śrī Caitanya Mahāprabhu jamais teria aconselhado Raghunātha Bhaṭṭa a servir pais comuns, mas, visto que seus pais eram vaiṣṇavas, o Senhor aconselhou-o a servi-los.\n\nAlguém poderia perguntar: \"Por que não se devem servir os pais comuns?\" Como se afirma no Śrīmad-Bhāgavatam (5.5.18):\n\ngurur na sa syāt sva-jano na sa syāt\n\npitā na sa syāj jananī na sā syāt\n\ndaivaṁ na tat syān na patiś ca sa syān\n\nna mocayed yaḥ samupeta-mṛtyum\n\n\"Aquele que não pode livrar seus dependentes da senda do nascimento e da morte jamais deve tornar-se mestre espiritual, parente, pai ou mãe, ou semideus adorável, nem deve tal pessoa tornar-se esposo.\" Todos naturalmente recebem um pai e uma mãe no momento do nascimento, mas o verdadeiro pai e a verdadeira mãe são aqueles que podem livrar seus filhos das garras da morte iminente. Isso só é possível para os pais avançados em consciência de Kṛṣṇa. Por conseguinte, quaisquer pais que não possam iluminar seus filhos em consciência de Kṛṣṇa não podem ser aceitos como verdadeiro pai e verdadeira mãe. O seguinte verso do Bhakti-rasāmṛta-sindhu (1.2.200) confirma a inutilidade de servir os pais comuns:\n\nlaukikī vaidikī vāpi\n\nyā kriyā kriyate mune\n\nhari-sevānukūlaiva\n\nsa kāryā bhaktim icchatā\n\n\"Deve-se realizar apenas aquelas atividades — sejam mundanas, sejam prescritas pelas regras e regulações Védicas — que sejam favoráveis ao cultivo da consciência de Kṛṣṇa.\"\n\nQuanto ao estudo do Śrīmad-Bhāgavatam, Śrī Caitanya Mahāprabhu aconselha claramente que se evite ouvir de um recitador profissional não-vaiṣṇava. A esse respeito, Sanātana Gosvāmī cita um verso do Padma Purāṇa:\n\navaiṣṇava-mukhodgīrṇaṁ\n\npūtaṁ hari-kathāmṛtam\n\nśravaṇaṁ naiva kartavyaṁ\n\nsarpocchiṣṭaṁ yathā payaḥ\n\n\"Ninguém deve ouvir ou receber lições de uma pessoa que não seja vaiṣṇava. Ainda que ela fale sobre Kṛṣṇa, tal lição não deve ser aceita, pois é como leite tocado pelos lábios de uma serpente.\" Hoje em dia, está na moda observar o Bhāgavata-saptāha e ouvir o Śrīmad-Bhāgavatam de pessoas que são tudo, menos devotos avançados ou almas autorrealizadas. Há até muitos māyāvādīs que leem o Śrīmad-Bhāgavatam a multidões de pessoas. Muitos māyāvādīs começaram recentemente a recitar o Śrīmad-Bhāgavatam em Vṛndāvana e, porque conseguem apresentar o Bhāgavatam com malabarismos verbais, distorcendo o significado por meio de artimanhas gramaticais, as pessoas materialistas que vão a Vṛndāvana como questão de moda espiritual gostam de ouvi-los. Tudo isso é claramente proibido por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Devemos notar cuidadosamente que, visto que esses māyāvādīs não conseguem conhecer pessoalmente o significado do Śrīmad-Bhāgavatam, jamais poderão libertar os outros ao recitá-lo. Por outro lado, um devoto avançado do Senhor está livre do cativeiro material. Ele personifica o Śrīmad-Bhāgavatam em sua vida e em suas ações. Portanto, aconselhamos que todo aquele que deseje aprender o Śrīmad-Bhāgavatam deve aproximar-se de uma tal alma realizada."}
{"ref": "cc/antya/13/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/114/", "verse_text": "punarapi eka-bāra āsiha nīlācale\"\n\neta bali' kaṇṭha-mālā dilā tāṅra gale", "devanagari": "> পুনরপি একবার আসিহ নীলাচলে ।”\n> এত বলি’ কণ্ঠ-মালা দিলা তাঁর গলে ॥১১৪॥", "synonyms": "*punarapi*—de novo, também; *eka-bāra*—uma vez; *āsiha nīlācale*—vem a Jagannātha Purī; *eta bali'*—dizendo isto; *kaṇṭha-mālā*—contas de pescoço; *dilā*—colocou; *tāṅra gale*—em seu pescoço.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu concluiu: \"Vem mais uma vez a Nīlācala [Jagannātha Purī].\" Após dizer isso, o Senhor colocou Suas próprias contas de pescoço no pescoço de Raghunātha Bhaṭṭa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/115/", "verse_text": "āliṅgana kari' prabhu vidāya tāṅre dilā\n\npreme gara gara bhaṭṭa kāndite lāgilā", "devanagari": "> আলিঙ্গন করি’ প্রভু বিদায় তাঁরে দিলা ।\n> প্রেমে গর গর ভট্ট কান্দিতে লাগিলা ॥১১৫॥", "synonyms": "*āliṅgana kari'*—abraçando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vidāya tāṅre dilā*—despediu-se dele; *preme*—em amor extático; *gara gara*—dominado; *bhaṭṭa*—Raghunātha Bhaṭṭa; *kāndite lāgilā*—começou a chorar.", "translation": "**Em seguida, o Senhor abraçou-o e despediu-se dele. Dominado por amor extático, Raghunātha Bhaṭṭa começou a chorar diante da iminente separação de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/116/", "verse_text": "svarūpa-ādi bhakta-ṭhāñi ājñā māgiyā\n\nvārāṇasī āilā bhaṭṭa prabhura ājñā pāñā", "devanagari": "> স্বরূপ-আদি ভক্ত-ঠাঞি আজ্ঞা মাগিয়া ।\n> বারাণসী আইলা ভট্ট প্রভুর আজ্ঞা পাঞা ॥১১৬॥", "synonyms": "*svarūpa-ādi*—encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *bhakta-ṭhāñi*—dos devotos; *ājñā māgiyā*—pedindo permissão; *vārāṇasī āilā*—regressou a Vārāṇasī; *bhaṭṭa*—Raghunātha Bhaṭṭa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā pāñā*—obtendo permissão.", "translation": "**Após obter permissão de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara, Raghunātha Bhaṭṭa regressou a Vārāṇasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/117/", "verse_text": "cāri-vatsara ghare pitā-mātāra sevā kailā\n\nvaiṣṇava-paṇḍita-ṭhāñi bhāgavata paḍilā", "devanagari": "> চারিবৎসর ঘরে পিতা-মাতার সেবা কৈলা ।\n> বৈষ্ণব-পণ্ডিত-ঠাঞি ভাগবত পড়িলা ॥১১৭॥", "synonyms": "*cāri-vatsara*—por quatro anos; *ghare*—em casa; *pitā-mātāra*—do pai e da mãe; *sevā kailā*—prestou serviço; *vaiṣṇava-paṇḍita-ṭhāñi*—de um vaiṣṇava avançado e autorrealizado; *bhāgavata paḍilā*—ele estudou o Śrīmad-Bhāgavatam.", "translation": "**De acordo com as instruções de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele prestou serviço continuamente a sua mãe e a seu pai durante quatro anos. Estudou também regularmente o Śrīmad-Bhāgavatam com um vaiṣṇava autorrealizado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/118/", "verse_text": "pitā-mātā kāśī pāile udāsīna hañā\n\npunaḥ prabhura ṭhāñi āilā gṛhādi chāḍiyā", "devanagari": "> পিতা-মাতা কাশী পাইলে উদাসীন হঞা ।\n> পুনঃ প্রভুর ঠাঞি আইলা গৃহাদি ছাড়িয়া ॥১১৮॥", "synonyms": "*pitā-mātā*—o pai e a mãe; *kāśī pāile*—quando faleceram em Kāśī (Vārāṇasī); *udāsīna hañā*—ficando indiferente; *punaḥ*—de novo; *prabhura ṭhāñi*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āilā*—regressou; *gṛha-ādi chāḍiyā*—abandonando todas as relações com o lar.", "translation": "**Então, seus pais faleceram em Kāśī [Vārāṇasī], e ele se tornou desapegado. Por isso, regressou a Śrī Caitanya Mahāprabhu, abandonando todas as relações com seu lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/119/", "verse_text": "pūrvavat aṣṭa-māsa prabhu-pāśa chilā\n\naṣṭa-māsa rahi' punaḥ prabhu ājñā dilā", "devanagari": "> পূর্ববৎ অষ্টমাস প্রভু-পাশ ছিলা  ।\n> অষ্টমাস রহি’ পুনঃ প্রভু আজ্ঞা দিলা ॥১১৯॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como anteriormente; *aṣṭa-māsa*—por oito meses; *prabhu-pāśa chilā*—permaneceu com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aṣṭa-māsa rahi'*—após permanecer por oito meses; *punaḥ*—de novo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā dilā*—ordenou-lhe.", "translation": "**Como anteriormente, Raghunātha permaneceu continuamente com Śrī Caitanya Mahāprabhu durante oito meses. Então, o Senhor deu-lhe a seguinte ordem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/120/", "verse_text": "\"āmāra ājñāya, raghunātha, yāha vṛndāvane\n\ntāhāṅ yāñā raha rūpa-sanātana-sthāne", "devanagari": "> “আমার আজ্ঞায়, রঘুনাথ, যাহ বৃন্দাবনে  ।\n> তাহাঁ যাঞা রহ রূপ-সনাতন-স্থানে ॥১২০॥", "synonyms": "*āmāra ājñāya*—por Minha ordem; *raghunātha*—Meu querido Raghunātha; *yāha vṛndāvane*—vai a Vṛndāvana; *tāhāṅ yāñā*—indo para lá; *raha*—permanece; *rūpa-sanātana-sthāne*—aos cuidados de Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**\"Meu querido Raghunātha, vai a Vṛndāvana, seguindo Minhas instruções, e coloca-te aos cuidados de Rūpa e Sanātana Gosvāmīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/121/", "verse_text": "bhāgavata paḍa, sadā laha kṛṣṇa-nāma\n\nacire karibena kṛpā kṛṣṇa bhagavān\"", "devanagari": "> ভাগবত পড়, সদা লহ কৃষ্ণনাম ।\n> অচিরে করিবেন কৃপা কৃষ্ণ ভগবান্ ।।” ॥ ১২১ ॥", "synonyms": "*bhāgavata paḍa*—lê o Śrīmad-Bhāgavatam; *sadā*—sempre; *laha kṛṣṇa-nāma*—canta o mantra Hare Kṛṣṇa; *acire*—muito em breve; *karibena*—concederá; *kṛpā*—misericórdia; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**\"Em Vṛndāvana, deves cantar o mantra Hare Kṛṣṇa vinte e quatro horas por dia e ler o Śrīmad-Bhāgavatam continuamente. Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, muito em breve te concederá Sua misericórdia.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/122/", "verse_text": "eta bali' prabhu tāṅre āliṅgana kailā\n\nprabhura kṛpāte kṛṣṇa-preme matta hailā", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু তাঁরে আলিঙ্গন কৈলা ।\n> প্রভুর কৃপাতে কৃষ্ণপ্রেমে মত্ত হৈলা ॥১২২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—Raghunātha Bhaṭṭa; *āliṅgana kailā*—abraçou; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpāte*—pela misericórdia; *kṛṣṇa-preme*—em amor a Kṛṣṇa; *matta hailā*—tornou-se animado.", "translation": "**Após dizer isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu abraçou Raghunātha Bhaṭṭa e, pela misericórdia do Senhor, Raghunātha ficou animado com amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/123/", "verse_text": "caudda-hāta jagannāthera tulasīra mālā\n\nchuṭā-pāna-viḍā mahotsave pāñāchilā", "devanagari": "> চৌদ্দ-হাত জগন্নাথের তুলসীর মালা ।\n> ছুটা-পান-বিড়া মহোৎসবে পাঞাছিলা ॥১২৩॥", "synonyms": "*caudda-hāta*—de quatorze côvados de comprimento; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *tulasīra mālā*—uma guirlanda feita de folhas de tulasī; *chuṭā-pāna-viḍā*—noz de bétel sem tempero; *mahotsave*—em um festival; *pāñāchilā*—obteve.", "translation": "**Em um festival, Śrī Caitanya Mahāprabhu havia recebido um pouco de noz de bétel sem tempero e uma guirlanda de folhas de tulasī com quatorze côvados de comprimento. A guirlanda havia sido usada pelo Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/124/", "verse_text": "sei mālā, chuṭā pāna prabhu tāṅre dilā\n\n'iṣṭa-deva' kari' mālā dhariyā rākhilā", "devanagari": "> সেই মালা, ছুটা পান প্রভু তাঁরে দিলা ।\n> ‘ইষ্টদেব’ করি’ মালা ধরিয়া রাখিলা ॥১২৪॥", "synonyms": "*sei mālā*—aquela guirlanda; *chuṭā pāna*—a noz de bétel; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre dilā*—entregou a ele; *iṣṭa-deva*—sua Deidade adorável; *kari'*—aceitando como; *mālā*—aquela guirlanda; *dhariyā rākhilā*—guardou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu deu a guirlanda e a noz de bétel a Raghunātha Bhaṭṭa, que as aceitou como uma Deidade adorável, preservando-as com muito cuidado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/125/", "verse_text": "prabhura ṭhāñi ājñā lañā gelā vṛndāvane\n\nāśraya karilā āsi' rūpa-sanātane", "devanagari": "> প্রভুর ঠাঞি আজ্ঞা লঞা গেলা বৃন্দাবনে ।\n> আশ্রয় করিলা আসি’ রূপ-সনাতনে ॥১২৫॥", "synonyms": "*prabhura ṭhāñi*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā lañā*—obtendo permissão; *gelā vṛndāvane*—foi a Vṛndāvana; *āśraya karilā*—abrigou-se; *āsi'*—chegando; *rūpa-sanātane*—de Rūpa Gosvāmī e Sanātana Gosvāmī.", "translation": "**Obtendo permissão de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Raghunātha Bhaṭṭa partiu então para Vṛndāvana. Ao chegar lá, colocou-se sob os cuidados de Rūpa e Sanātana Gosvāmīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/126/", "verse_text": "rūpa-gosāñira sabhāya karena bhāgavata-paṭhana\n\nbhāgavata paḍite preme āulāya tāṅra mana", "devanagari": "> রূপ-গোসাঞির সভায় করেন ভাগবত-পঠন ।\n> ভাগবত পড়িতে প্রেমে আউলায় তাঁর মন ॥১২৬॥", "synonyms": "*rūpa-gosāñira sabhāya*—na assembleia de Rūpa, Sanātana e outros vaiṣṇavas; *karena*—realiza; *bhāgavata-paṭhana*—recitação do Śrīmad-Bhāgavatam; *bhāgavata paḍite*—ao recitar o Śrīmad-Bhāgavatam; *preme*—em amor extático; *āulāya*—fica dominada; *tāṅra mana*—sua mente.", "translation": "**Ao recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam* na companhia de Rūpa e Sanātana, Raghunātha Bhaṭṭa ficava dominado por amor extático a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/127/", "verse_text": "aśru, kampa, gadgada prabhura kṛpāte\n\nnetra kaṇṭha rodhe bāṣpa, nā pāre paḍite", "devanagari": "> অশ্রু, কম্প, গদ্গদ প্রভুর কৃপাতে ।\n> নেত্র কণ্ঠ রোধে বাষ্প, না পারে পড়িতে ॥১২৭॥", "synonyms": "*aśru*—lágrimas; *kampa*—tremor; *gadgada*—embargo da voz; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpāte*—pela misericórdia; *netra*—olhos; *kaṇṭha*—garganta; *rodhe*—sufocada; *bāṣpa*—lágrimas; *nā pāre paḍite*—não conseguia recitar.", "translation": "**Pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele experimentava os sintomas do amor extático: lágrimas, tremor e embargo da voz. Seus olhos enchiam-se de lágrimas, sua garganta ficava sufocada e, assim, ele não conseguia recitar o *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/128/", "verse_text": "pika-svara-kaṇṭha, tāte rāgera vibhāga\n\neka-śloka paḍite phirāya tina-cāri rāga", "devanagari": "> পিকস্বর-কণ্ঠ, তাতে রাগের বিভাগ ।\n> একশ্লোক পড়িতে ফিরায় তিন-চারি রাগ ॥১২৮॥", "synonyms": "*pika-svara-kaṇṭha*—uma voz muito doce como a de um cuco; *tāte*—além disso; *rāgera*—de melodias; *vibhāga*—divisão; *eka-śloka*—um verso; *paḍite*—recitando; *phirāya*—muda; *tina-cāri rāga*—três ou quatro melodias diferentes.", "translation": "**Sua voz era tão doce quanto a de um cuco, e ele recitava cada verso do *Śrīmad-Bhāgavatam* em três ou quatro melodias. Assim, suas recitações eram muito agradáveis de ouvir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/129/", "verse_text": "kṛṣṇera saundarya-mādhurya yabe paḍe, śune\n\npremete vihvala tabe, kichui nā jāne", "devanagari": "> কৃষ্ণের সৌন্দর্য-মাধুর্য যবে পড়ে, শুনে ।\n> প্রেমেতে বিহ্বল তবে, কিছুই না জানে ॥১২৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *saundarya*—beleza; *mādhurya*—doçura; *yabe*—quando; *paḍe*—recita; *śune*—ouve; *premete*—em amor extático a Kṛṣṇa; *vihvala*—dominado; *tabe*—então; *kichui*—coisa alguma; *nā jāne*—não sabe.", "translation": "**Quando recitava ou ouvia sobre a beleza e a doçura de Kṛṣṇa, ele ficava dominado por amor extático e tornava-se alheio a tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/130/", "verse_text": "govinda-caraṇe kailā ātma-samarpaṇa\n\ngovinda-caraṇāravinda--yāṅra prāṇa-dhana", "devanagari": "> গোবিন্দ-চরণে কৈলা আত্মসমর্পণ ।\n> গোবিন্দ-চরণারবিন্দ — যাঁর প্রাণধন ॥১৩০॥", "synonyms": "*govinda-caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Govinda; *kailā ātma-samarpaṇa*—ele se rendeu plenamente; *govinda-caraṇa-aravinda*—os pés de lótus do Senhor Govinda; *yāṅra*—de quem; *prāṇa-dhana*—a própria vida.", "translation": "**Assim, Raghunātha Bhaṭṭa rendeu-se plenamente aos pés de lótus do Senhor Govinda, e aqueles pés de lótus tornaram-se sua própria vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/131/", "verse_text": "nija śiṣye kahi' govindera mandira karāilā\n\nvaṁśī, makara, kuṇḍalādi 'bhūṣaṇa' kari' dilā", "devanagari": "> নিজ শিষ্যে কহি’ গোবিন্দের মন্দির করাইলা ।\n> বংশী, মকর কুণ্ডলাদি ‘ভূষণ’ করি’ দিলা ॥১৩১॥", "synonyms": "*nija śiṣye*—aos seus próprios discípulos; *kahi'*—ao instruir; *govindera*—do Senhor Govinda; *mandira karāilā*—construiu um templo; *vaṁśī*—flauta; *makara kuṇḍala-ādi*—brincos em forma de tubarões, etc.; *bhūṣaṇa*—ornamentos; *kari'*—preparando; *dilā*—deu.", "translation": "**Posteriormente, Raghunātha Bhaṭṭa ordenou a seus discípulos que construíssem um templo para Govinda. Ele preparou vários ornamentos para Govinda, incluindo uma flauta e brincos em forma de tubarões.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/132/", "verse_text": "grāmya-vārtā nā śune, nā kahe jihvāya\n\nkṛṣṇa-kathā-pūjādite aṣṭa-prahara yāya", "devanagari": "> গ্রাম্যবার্তা না শুনে, না কহে জিহ্বায় ।\n> কৃষ্ণকথা-পূজাদিতে অষ্টপ্রহর যায় ॥১৩২॥", "synonyms": "*grāmya-vārtā*—assuntos comuns; *nā śune*—ele nunca ouvia; *nā*—não; *kahe*—pronuncia; *jihvāya*—com sua língua; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos sobre Kṛṣṇa; *pūjā-ādite*—e na adoração e assim por diante; *aṣṭa-prahara yāya*—passava o dia e a noite inteiros.", "translation": "**Raghunātha Bhaṭṭa não ouvia nem falava nada sobre o mundo material. Ele simplesmente discutia sobre Kṛṣṇa e adorava o Senhor dia e noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/133/", "verse_text": "vaiṣṇavera nindya-karma nāhi pāḍe kāṇe\n\nsabe kṛṣṇa bhajana kare,--ei-mātra jāne", "devanagari": "> বৈষ্ণবের নিন্দ্য-কর্ম নাহি পাড়ে কাণে ।\n> সবে কৃষ্ণ ভজন করে, — এইমাত্র জানে ॥১৩৩॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—do vaiṣṇava; *nindya-karma*—atividades repreensíveis; *nāhi pāḍe kāṇe*—ele não ouve; *sabe*—todos; *kṛṣṇa bhajana kare*—estão ocupados no serviço a Kṛṣṇa; *ei-mātra*—apenas isto; *jāne*—ele compreende.", "translation": "**Ele não dava ouvidos a blasfêmias contra um vaiṣṇava, nem ouvia conversas sobre a má conduta de um vaiṣṇava. Ele sabia apenas que todos estavam ocupados no serviço a Kṛṣṇa; nada mais compreendia.**", "purport": "Raghunātha Bhaṭṭa jamais fez algo prejudicial a um vaiṣṇava. Em outras palavras, ele nunca foi negligente no serviço ao Senhor, nem jamais violou as regras e regulações de um vaiṣṇava puro. É dever de um vaiṣṇava ācārya impedir que seus discípulos e seguidores violem os princípios do comportamento vaiṣṇava. Ele deve sempre aconselhá-los a seguir estritamente os princípios reguladores, que os protegerão de cair. Embora um pregador vaiṣṇava possa às vezes criticar os outros, Raghunātha Bhaṭṭa evitava isso. Mesmo que outro vaiṣṇava estivesse de fato em falta, Raghunātha Bhaṭṭa não o criticava; ele via apenas que todos estavam ocupados no serviço a Kṛṣṇa. Essa é a posição de um mahā-bhāgavata. Na verdade, mesmo que alguém esteja servindo à māyā, num sentido mais elevado ele também é servo de Kṛṣṇa. Visto que a māyā é a serva de Kṛṣṇa, qualquer um que sirva à māyā serve indiretamente a Kṛṣṇa. Por isso, diz-se:\n\nkeha māne, keha nā māne, saba tāṅra dāsa\n\nye nā māne, tāra haya sei pāpe nāśa\n\n\"Alguns O aceitam, ao passo que outros não, mas todos são Seus servos. Aquele que não O aceita, contudo, será arruinado por suas atividades pecaminosas.\" (Cc. Ādi 6.85)"}
{"ref": "cc/antya/13/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/134/", "verse_text": "mahāprabhura datta mālā mananera kāle\n\nprasāda-kaḍāra saha bāndhi lena gale", "devanagari": "> মহাপ্রভুর দত্ত মালা মননের কালে ।\n> প্রসাদ-কড়ার-সহ বান্ধি লেন গলে ॥১৩৪॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *datta*—dada; *mālā*—guirlanda de tulasī; *mananera*—de lembrar; *kāle*—no momento; *prasāda-kaḍāra*—os restos do Senhor Jagannātha; *saha*—com; *bāndhi*—amarrando juntos; *lena*—pega; *gale*—em seu pescoço.", "translation": "**Quando Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī estava absorto na lembrança do Senhor Kṛṣṇa, ele pegava a guirlanda de tulasī e o prasāda do Senhor Jagannātha que lhe haviam sido dados por Śrī Caitanya Mahāprabhu, amarrava-os juntos e usava-os em seu pescoço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/135/", "verse_text": "mahāprabhura kṛpāya kṛṣṇa-prema anargala\n\nei ta' kahiluṅ tāte caitanya-kṛpā-phala", "devanagari": "> মহাপ্রভুর কৃপায় কৃষ্ণপ্রেম অনর্গল ।\n> এই ত’ কহিলুঁ তাতে চৈতন্য-কৃপাফল ॥১৩৫॥", "synonyms": "*mahāprabhura kṛpāya*—pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-prema anargala*—incessantemente dominado por amor extático a Kṛṣṇa; *ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—descrevi; *tāte*—com isso; *caitanya-kṛpā-phala*—o resultado da misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi a poderosa misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, pela qual Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī permaneceu constantemente dominado por amor extático a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/136-137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/136-137/", "verse_text": "jagadānandera kahiluṅ vṛndāvana-gamana\n\ntāra madhye deva-dāsīra gāna-śravaṇa\n\nmahāprabhura raghunāthe kṛpā-prema-phala\n\neka-paricchede tina kathā kahiluṅ sakala", "devanagari": "> জগদানন্দের কহিলুঁ বৃন্দাবনগমন ।\n> তার মধ্যে দেবদাসীর গান-শ্রবণ ॥১৩৬॥\n> মহাপ্রভুর রঘুনাথে কৃপা-প্রেম-ফল ।\n> একপরিচ্ছেদে তিন কথা কহিলুঁ সকল ॥১৩৭॥", "synonyms": "*jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *kahiluṅ*—descrevi; *vṛndāvana-gamana*—a ida a Vṛndāvana; *tāra madhye*—dentro disso; *deva-dāsīra*—da cantora do templo de Jagannātha; *gāna-śravaṇa*—o ouvir da canção; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *raghunāthe*—a Raghunātha Bhaṭṭa; *kṛpā*—pela misericórdia; *prema*—amor; *phala*—resultado; *eka-paricchede*—em um capítulo; *tina kathā*—três tópicos; *kahiluṅ*—descrevi; *sakala*—todos.", "translation": "**Neste capítulo, falei sobre três tópicos: a visita de Jagadānanda Paṇḍita a Vṛndāvana, o fato de Śrī Caitanya Mahāprabhu ter ouvido a canção da deva-dāsī no templo de Jagannātha, e como Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī alcançou o amor extático a Kṛṣṇa pela misericórdia de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/138/", "verse_text": "ye ei-sakala kathā śune śraddhā kari'\n\ntāṅre kṛṣṇa-prema-dhana dena gaurahari", "devanagari": "> যে এইসকল কথা শুনে শ্রদ্ধা করি’ ।\n> তাঁরে কৃষ্ণপ্রেমধন দেন গৌরহরি ॥১৩৮॥", "synonyms": "*ye*—aquele que; *ei-sakala*—todos estes; *kathā*—tópicos; *śune*—ouve; *śraddhā kari'*—com fé e amor; *tāṅre*—a ele; *kṛṣṇa-prema-dhana*—a riqueza do amor extático ao Senhor Kṛṣṇa; *dena*—concede; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu [Gaurahari] concede o amor extático a Kṛṣṇa a todo aquele que ouvir todos estes tópicos com fé e amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/13/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/13/139/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৩৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Terceiro Capítulo, que descreve a visita de Jagadānanda Paṇḍita a Vṛndāvana, o fato de o Senhor ouvir o canto da deva-dāsī e a conquista do amor a Kṛṣṇa por Raghunātha Bhaṭṭa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/14/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/1/", "verse_text": "kṛṣṇa-viccheda-vibhrāntyā\nmanasā vapuṣā dhiyā\nyad yad vyadhatta gaurāṅgas\ntal-leśaḥ kathyate 'dhunā", "devanagari": "> কৃষ্ণবিচ্ছেদবিভ্রান্ত্যা মনসা বপুষা ধিয়া ।\n> যদ্যদ্ব্যধত্ত গৌরাঙ্গস্তল্লেশঃ কথ্যতেঽধুনা ॥১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-viccheda*—da separação de Kṛṣṇa; *vibhrāntyā*—pela perturbação; *manasā*—pela mente; *vapuṣā*—pelo corpo; *dhiyā*—pela inteligência; *yat yat*—tudo o que; *vyadhatta*—realizou; *gaurāṅgaḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tat*—disso; *leśaḥ*—um fragmento muito pequeno; *kathyate*—está sendo descrito; *adhunā*—agora.", "translation": "**Descreverei agora uma porção muito pequena das atividades realizadas por Śrī Caitanya Mahāprabhu com Sua mente, inteligência e corpo, quando Ele estava perturbado por fortes sentimentos de separação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya svayaṁ bhagavān\njaya jaya gauracandra bhakta-gaṇa-prāṇa", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য স্বয়ং ভগবান্ ।\n> জয় জয় গৌরচন্দ্র ভক্তগণ-প্রাণ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svayam bhagavān*—a própria Personalidade de Deus; *jaya jaya*—todas as glórias; *gaura-candra*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa-prāṇa*—a vida e a alma dos devotos.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus! Todas as glórias ao Senhor Gauracandra, a vida e a alma de Seus devotos!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/3/", "verse_text": "jaya jaya nityānanda caitanya-jīvana\njayādvaitācārya jaya gaura-priyatama", "devanagari": "> জয় জয় নিত্যানন্দ চৈতন্য-জীবন ।\n> জয়াদ্বৈতাচার্য জয় গৌরপ্রিয়তম ॥৩॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *caitanya-jīvana*—a vida de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-ācārya*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-priya-tama*—muito, muito querido a Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Nityānanda, que é a própria vida de Śrī Caitanya Mahāprabhu! E todas as glórias a Advaita Ācārya, que é extremamente querido a Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/4/", "verse_text": "jaya svarūpa, śrīvāsādi prabhu-bhakta-gaṇa\nśakti deha',--kari yena caitanya-varṇana", "devanagari": "> জয় স্বরূপ, শ্রীবাসাদি প্রভুভক্তগণ ।\n> শক্তি দেহ’, — করি যেন চৈতন্যবর্ণন ॥৪॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *svarūpa*—a Svarūpa Dāmodara; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *prabhu-bhakta-gaṇa*—aos devotos do Senhor; *śakti deha'*—por favor, dai-me forças; *kari*—eu possa fazer; *yena*—para que; *caitanya-varṇana*—a descrição do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Svarūpa Dāmodara e aos devotos encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura. Por favor, dai-me forças para descrever o caráter de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/5/", "verse_text": "prabhura virahonmāda-bhāva gambhīra\nbujhite nā pāre keha, yadyapi haya 'dhīra'", "devanagari": "> প্রভুর বিরহোন্মাদ-ভাব গম্ভীর ।\n> বুঝিতে না পারে কেহ, যদ্যপি হয় ‘ধীর’ ॥৫॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viraha-unmāda*—da loucura transcendental de separação de Kṛṣṇa; *bhāva*—a emoção; *gambhīra*—muito profunda e misteriosa; *bujhite*—compreender; *nā pāre keha*—ninguém é capaz; *yadyapi*—embora; *haya*—seja; *dhīra*—um erudito muito instruído e gentil.", "translation": "**A emoção de loucura transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu em razão da separação de Kṛṣṇa é muito profunda e misteriosa. Mesmo sendo muito avançado e erudito, ninguém consegue compreendê-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/6/", "verse_text": "bujhite nā pāri yāhā, varṇite ke pāre?\nsei bujhe, varṇe, caitanya śakti dena yāṅre", "devanagari": "> বুঝিতে না পারি যাহা, বর্ণিতে কে পারে ?\n> সেই বুঝে, বর্ণে, চৈতন্য শক্তি দেন যাঁরে ॥৬॥", "synonyms": "*bujhite*—compreender; *nā pāri*—não sendo capaz; *yāhā*—assunto que; *varṇite ke pāre*—quem pode descrever; *sei bujhe*—ele pode compreender; *varṇe*—pode descrever; *caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śakti*—a capacidade; *dena*—dá; *yāṅre*—a quem.", "translation": "**Como pode alguém descrever assuntos insondáveis? Isso só é possível se Śrī Caitanya Mahāprabhu lhe conceder a capacidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/7/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi āra raghunātha-dāsa\nei duira kaḍacāte e-līlā prakāśa", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি আর রঘুনাথ-দাস ।\n> এই দুইর কড়চাতে এ-লীলা প্রকাশ ॥৭॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *āra*—e; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *ei duira*—destes dois; *kaḍacāte*—nos cadernos; *e-līlā*—estes passatempos; *prakāśa*—descritos.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī registraram todas essas atividades transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu em seus cadernos.**", "purport": "Os sentimentos transcendentais de separação de Kṛṣṇa de Śrī Caitanya Mahāprabhu e Sua consequente loucura não são absolutamente compreensíveis por uma pessoa situada na plataforma material. Não obstante, surgiu um suposto grupo de devotos chamado nadīyā-nāgarī, que introduziu a adoração a Viṣṇupriyā. Isso certamente indica a ignorância deles quanto aos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Na opinião de Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, tal adoração é um produto da imaginação. Muitos outros métodos de adoração a Caitanya Mahāprabhu também foram introduzidos, mas todos eles foram rejeitados por devotos eminentes como Bhaktivinoda Ṭhākura. Os grupos que praticam tal adoração não autorizada foram enumerados por Śrīla Bhaktivinoda Ṭhākura:\n\nāula, bāula, kartābhajā, neḍā, daraveśa, sāṅi\nsahajiyā, sakhībhekī, smārta, jāta-gosāñi\nativāḍī, cūḍādhārī, gaurāṅga-nāgarī\n\nSvarūpa Dāmodara Gosvāmī e Raghunātha dāsa Gosvāmī testemunharam pessoalmente as atividades de Caitanya Mahāprabhu e as registraram em dois cadernos. Por conseguinte, sem recorrer a esses cadernos, ninguém pode compreender as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Qualquer um que invente algum novo método de adoração a Śrī Caitanya Mahāprabhu é certamente incapaz de compreender os passatempos do Senhor, pois está desprovido do verdadeiro processo de aproximar-se do Senhor."}
{"ref": "cc/antya/14/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/8/", "verse_text": "se-kāle e-dui rahena mahāprabhura pāśe\nāra saba kaḍacā-kartā rahena dūra-deśe", "devanagari": "> সেকালে এ-দুই রহেন মহাপ্রভুর পাশে ।\n> আর সব কড়চা-কর্তা রহেন দূরদেশে ॥৮॥", "synonyms": "*se-kāle*—naqueles dias; *e-dui*—estes dois; *rahena*—permaneciam; *mahāprabhura pāśe*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āra*—outros; *saba*—todos os; *kaḍacā-kartā*—comentadores; *rahena*—permaneciam; *dūra-deśe*—distantes.", "translation": "**Naqueles dias, Svarūpa Dāmodara e Raghunātha dāsa Gosvāmī viviam com Śrī Caitanya Mahāprabhu, ao passo que todos os demais comentadores viviam distantes Dele.**", "purport": "Além de Svarūpa Dāmodara e Raghunātha dāsa Gosvāmī, havia muitos outros que também registraram as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura crê que o povo do mundo se beneficiaria imensamente se tais anotações estivessem disponíveis. É uma situação lamentabilíssima para a sociedade humana que nenhum desses cadernos ainda exista."}
{"ref": "cc/antya/14/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/9/", "verse_text": "kṣaṇe kṣaṇe anubhavi' ei dui-jana\nsaṅkṣepe bāhulye karena kaḍacā-granthana", "devanagari": "> ক্ষণে ক্ষণে অনুভবি’ এই দুইজন ।\n> সংক্ষেপে বাহুল্যে করেন কড়চা-গ্রন্থন ॥৯॥", "synonyms": "*kṣaṇe kṣaṇe*—momento a momento; *anubhavi'*—compreendendo; *ei dui-jana*—estas duas pessoas; *saṅkṣepe*—resumidamente; *bāhulye*—detalhadamente; *karena*—faziam; *kaḍacā-granthana*—a compilação dos cadernos.", "translation": "**Estas duas grandes personalidades [Svarūpa Dāmodara e Raghunātha dāsa Gosvāmī] registraram as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu momento a momento. Eles descreveram essas atividades tanto resumida quanto detalhadamente em seus cadernos.**", "purport": "Para referência futura, devemos lembrar que Svarūpa Dāmodara Gosvāmī registrou os passatempos resumidamente, ao passo que Raghunātha dāsa Gosvāmī os registrou detalhadamente. Estas duas grandes personalidades simplesmente registraram os fatos; não criaram quaisquer ornamentos literários descritivos."}
{"ref": "cc/antya/14/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/10/", "verse_text": "svarūpa--'sūtra-kartā', raghunātha--'vṛttikāra'\ntāra bāhulya varṇi--pāṅji-ṭīkā-vyavahāra", "devanagari": "> স্বরূপ — ‘সূত্রকর্তা’, রঘুনাথ — ‘বৃত্তিকার’ ।\n> তার বাহুল্য বর্ণি — পাঁজি-টীকা-ব্যবহার ॥১০॥", "synonyms": "*svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *sūtra-kartā*—autor de códigos breves; *raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *vṛttikāra*—autor de explicações detalhadas; *tāra*—desses; *bāhulya*—mais detalhadamente; *varṇi*—descreverei; *pāṅji*—desfiar (como o algodão); *ṭīkā*—explicação; *vyavahāra*—procedimento.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara escreveu códigos breves, ao passo que Raghunātha dāsa Gosvāmī escreveu descrições detalhadas. Descreverei agora as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu mais detalhadamente, como quem desfia o algodão comprimido.**", "purport": "Pāṅji-ṭīkā significa explicações adicionais de um assunto. Escrever tais explicações assemelha-se ao processo de desfiar o algodão."}
{"ref": "cc/antya/14/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/11/", "verse_text": "tāte viśvāsa kari' śuna bhāvera varṇana\nha-ibe bhāvera jñāna, pāibā prema-dhana", "devanagari": "> তাতে বিশ্বাস করি’ শুন ভাবের বর্ণন ।\n> হইবে ভাবের জ্ঞান, পাইবা প্রেমধন ॥১১॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *viśvāsa kari'*—tendo fé; *śuna*—por favor, ouvi; *bhāvera varṇana*—a descrição das emoções extáticas; *ha-ibe*—haverá; *bhāvera*—das emoções extáticas; *jñāna*—conhecimento; *pāibā*—obtereis; *prema-dhana*—o amor a Kṛṣṇa.", "translation": "**Por favor, ouvi com fé esta descrição das emoções extáticas de Caitanya Mahāprabhu. Assim chegareis a conhecer Seu amor extático e, por fim, alcançareis o amor a Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/12/", "verse_text": "kṛṣṇa mathurāya gele, gopīra ye daśā haila\nkṛṣṇa-vicchede prabhura se daśā upajila", "devanagari": "> কৃষ্ণ মথুরায় গেলে, গোপীর যে দশা হৈল ।\n> কৃষ্ণবিচ্ছেদে প্রভুর সে দশা উপজিল ॥১২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa mathurāya gele*—quando o Senhor Kṛṣṇa partiu para Mathurā; *gopīra*—das gopīs; *ye daśā*—qual condição; *haila*—era; *kṛṣṇa-vicchede*—pela separação de Kṛṣṇa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *se daśā*—aquela situação; *upajila*—surgiu.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia separação de Kṛṣṇa, Sua condição correspondia exatamente à condição das gopīs em Vṛndāvana após a partida de Kṛṣṇa para Mathurā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/13/", "verse_text": "uddhava-darśane yaiche rādhāra vilāpa\nkrame krame haila prabhura se unmāda-vilāpa", "devanagari": "> উদ্ধব-দর্শনে যৈছে রাধার বিলাপ ।\n> ক্রমে ক্রমে হৈল প্রভুর সে উন্মাদ-বিলাপ ॥১৩॥", "synonyms": "*uddhava-darśane*—ao ver Uddhava; *yaiche*—como; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *vilāpa*—a lamentação; *krame krame*—gradualmente; *haila*—tornou-se; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *se*—aquela; *unmāda-vilāpa*—a lamentação na loucura.", "translation": "**A lamentação de Śrīmatī Rādhārāṇī quando Uddhava visitou Vṛndāvana gradualmente se tornou um traço da loucura transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/14/", "verse_text": "rādhikāra bhāve prabhura sadā 'abhimāna'\n\nsei bhāve āpanāke haya 'rādhā'-jñāna", "devanagari": "> রাধিকার ভাবে প্রভুর সদা ‘অভিমান’ ।\n> সেই ভাবে আপনাকে হয় ‘রাধা’-জ্ঞান ॥১৪॥", "synonyms": "*rādhikāra bhāve*—na emoção de Śrīmatī Rādhārāṇī; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sadā*—sempre; *abhimāna*—concepção; *sei bhāve*—sob tal concepção; *āpanāke*—de Si mesmo; *haya*—torna-se; *rādhā-jñāna*—a consideração de ser Śrīmatī Rādhārāṇī.", "translation": "**As emoções de Śrīmatī Rādhārāṇī após ver Uddhava correspondem exatamente às de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele sempre Se concebia na posição Dela e, às vezes, pensava que era a própria Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura explica que o sentido da palavra abhimāna, ou \"autoconcepção\", é que Śrī Caitanya Mahāprabhu Se considerava na posição de Śrīmatī Rādhārāṇī e estava sempre pronto a prestar serviço dessa maneira. Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu seja o próprio Kṛṣṇa, Ele assumiu a tez e as emoções de Śrīmatī Rādhārāṇī e permaneceu nesse estado. Ele jamais assumiu a tez ou o status do Senhor Kṛṣṇa. Sem dúvida, Kṛṣṇa desejava experimentar o papel de Śrīmatī Rādhārāṇī; essa é a causa original de Ele ter assumido o corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por conseguinte, os vaiṣṇavas puros jamais perturbam a concepção que Śrī Caitanya Mahāprabhu tem de ser Śrīmatī Rādhārāṇī.\n\nInfelizmente, na época atual, um grupo de supostos devotos sustenta que Śrī Caitanya Mahāprabhu é o desfrutador e que eles também são desfrutadores. Na verdade, esses devotos desviaram-se do serviço devocional ao Senhor. Śrī Caitanya Mahāprabhu manifestou-Se para mostrar que o cultivo do amor por Kṛṣṇa em separação é o caminho mais fácil de êxito para todas as entidades vivas. Apesar deste fato, há alguns teosofistas que declaram que, por ser Śrī Caitanya Mahāprabhu a Suprema Personalidade de Deus, tal cultivo é fácil para Ele, mas difícil para a entidade viva, e que, portanto, é possível aproximar-se de Kṛṣṇa de qualquer maneira que se queira. Para anular essa ideia, Śrī Caitanya Mahāprabhu demonstrou na prática como se pode alcançar o amor por Kṛṣṇa adotando o estado de espírito de Śrīmatī Rādhārāṇī na separação de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/14/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/15/", "verse_text": "divyonmāde aiche haya, ki ihā vismaya?\n\nadhirūḍha-bhāve divyonmāda-pralāpa haya", "devanagari": "> দিব্যোন্মাদে ঐছে হয়, কি ইহা বিস্ময় ?\n> অধিরূঢ়-ভাবে দিব্যোন্মাদ-প্রলাপ হয় ॥১৫॥", "synonyms": "*divya-unmāde*—na loucura transcendental; *aiche*—tal; *haya*—é; *ki ihā vismaya*—que admiração há; *adhirūḍha-bhāve*—no amor altamente elevado por Kṛṣṇa; *divya-unmāda*—na loucura transcendental; *pralāpa*—falar; *haya*—há.", "translation": "**Tal é o estado da loucura transcendental. Por que é difícil compreendê-lo? Quando alguém está altamente elevado em amor por Kṛṣṇa, torna-se transcendentalmente louco e fala como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/16/", "verse_text": "etasya mohanākhyasya\n\ngatiṁ kāmapy upeyuṣaḥ\n\nbhramābhā kāpi vaicitrī\n\ndivyonmāda itīryate\n\nudghūrṇā-citra-jalpādyās\n\ntad-bhedā bahavo matāḥ", "devanagari": "> এতস্য মোহনাখ্যস্য গতিং কামপ্যুপেয়ুষঃ ।\n> ভ্রমাভা কাপি বৈচিত্রী দিব্যোন্মাদ ইতীর্যতে ।\n> উদ্ঘূর্ণা-চিত্রজল্পাদ্যাস্তদ্ভেদা বহবৌ মতাঃ ॥১৬॥", "synonyms": "*etasya*—deste; *mohana-ākhyasya*—estado de espírito conhecido como mohana, ou encantamento; *gatim*—progresso; *kāmapi*—inexplicável; *upeyuṣaḥ*—tendo obtido; *bhrama-ābhā*—assemelhando-se à perplexidade; *kāpi*—alguma; *vaicitrī*—condição que provoca assombro; *divya-unmāda*—loucura transcendental; *iti*—assim; *īryate*—é chamada; *udghūrṇā*—do nome udghūrṇā; *citra-jalpa*—do nome citra-jalpa; *ādyāḥ*—e assim por diante; *tat-bhedāḥ*—diferentes aspectos disso; *bahavaḥ*—muitos; *matāḥ*—descritos.", "translation": "**\"Quando a emoção extática do encantamento progride gradualmente, torna-se semelhante à perplexidade. Então, alcança-se a etapa do assombro [vaicitrī], que desperta a loucura transcendental. Udghūrṇā e citra-jalpa são duas entre as muitas divisões da loucura transcendental.\"**", "purport": "Esta é uma citação do Ujjvala-nīlamaṇi (Sthāyibhāva-prakaraṇa 190)."}
{"ref": "cc/antya/14/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/17/", "verse_text": "eka-dina mahāprabhu kariyāchena śayana\n\nkṛṣṇa rāsa-līlā kare,--dekhilā svapana", "devanagari": "> একদিন মহাপ্রভু করিয়াছেন শয়ন ।\n> কৃষ্ণ রাসলীলা করে, — দেখিলা স্বপন ॥১৭॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kariyāchena śayana*—estava repousando; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *rāsa-līlā kare*—realiza a dança rāsa-līlā; *dekhilā*—Ele viu; *svapana*—um sonho.", "translation": "**Certo dia, enquanto repousava, Śrī Caitanya Mahāprabhu sonhou que viu Kṛṣṇa realizando Sua dança rāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/18/", "verse_text": "tribhaṅga-sundara-deha, muralī-vadana\n\npītāmbara, vana-mālā, madana-mohana", "devanagari": "> ত্রিভঙ্গ-সুন্দর-দেহ, মুরলীবদন ।\n> পীতাম্বর, বনমালা, মদনমোহন ॥১৮॥", "synonyms": "*tri-bhaṅga*—curvado em três lugares; *sundara*—belo; *deha*—corpo; *muralī-vadana*—com uma flauta junto à boca; *pīta-ambara*—com vestes amarelas; *vana-mālā*—guirlandas de flores silvestres; *madana-mohana*—encantador para o próprio Cupido.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o Senhor Kṛṣṇa de pé, com Seu belo corpo curvado em três lugares, segurando a flauta junto aos lábios. Trajando vestes amarelas e guirlandas de flores silvestres, Ele era encantador até mesmo para o Cupido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/19/", "verse_text": "maṇḍalī-bandhe gopī-gaṇa karena nartana\n\nmadhye rādhā-saha nāce vrajendra-nandana", "devanagari": "> মণ্ডলীবন্ধে গোপীগণ করেন নর্তন ।\n> মধ্যে রাধা-সহ নাচে ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥১৯॥", "synonyms": "*maṇḍalī-bandhe*—em círculo; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *karena nartana*—ocupavam-se em dançar; *madhye*—no meio; *rādhā-saha*—com Śrīmatī Rādhārāṇī; *nāce*—dança; *vrajendra-nandana*—Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**As gopīs dançavam em círculo e, no meio desse círculo, Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda, dançava com Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/20/", "verse_text": "dekhi' prabhu sei rase āviṣṭa hailā\n\n'vṛndāvane kṛṣṇa pāinu'--ei jñāna kailā", "devanagari": "> দেখি’ প্রভু সেই রসে আবিষ্ট হৈলা ।\n> ‘বৃন্দাবনে কৃষ্ণ পাইনু’ — এই জ্ঞান কৈলা ॥২০॥", "synonyms": "*dekhi'*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aquela; *rase*—na doçura transcendental; *āviṣṭa hailā*—ficou dominado; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *kṛṣṇa pāinu*—consegui Kṛṣṇa; *ei*—este; *jñāna kailā*—Ele pensou.", "translation": "**Ao ver isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou dominado pela doçura transcendental da dança rāsa e pensou: \"Agora estou com Kṛṣṇa em Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/21/", "verse_text": "prabhura vilamba dekhi' govinda jāgāilā\n\njāgile 'svapna'-jñāna haila, prabhu duḥkhī hailā", "devanagari": "> প্রভুর বিলম্ব দেখি’ গোবিন্দ জাগাইলা ।\n> জাগিলে ‘স্বপ্ন’-জ্ঞান হৈল, প্রভু দুঃখী হৈলা ॥২১॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vilamba*—demora; *dekhi'*—vendo; *govinda jāgāilā*—fez despertar; *jāgile*—quando Ele despertou; *svapna-jñāna haila*—pôde compreender que se tratava de um sonho; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duḥkhī hailā*—ficou infeliz.", "translation": "**Quando Govinda viu que o Senhor ainda não Se levantara, despertou-O. Ao compreender que apenas sonhara, o Senhor ficou um tanto infeliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/22/", "verse_text": "dehābhyāse nitya-kṛtya kari' samāpana\n\nkāle yāi' kailā jagannātha daraśana", "devanagari": "> দেহাভ্যাসে নিত্যকৃত্য করি’ সমাপন ।\n> কালে যাই’ কৈলা জগন্নাথ দরশন ॥২২॥", "synonyms": "*deha-abhyāse*—por hábito; *nitya-kṛtya*—os deveres diários; *kari' samāpana*—concluindo; *kāle*—na hora apropriada; *yāi'*—indo; *kailā*—realizou; *jagannātha daraśana*—ver o Senhor Jagannātha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu realizou Seus habituais deveres diários e, na hora de costume, foi ver o Senhor Jagannātha no templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/23/", "verse_text": "yāvat kāla darśana karena garuḍera pāche\n\nprabhura āge darśana kare loka lākhe lākhe", "devanagari": "> যাবৎ কাল দর্শন করেন গরুড়ের পাছে ।\n> প্রভুর আগে দর্শন করে লোক লাখে লাখে ॥২৩॥", "synonyms": "*yāvat kāla*—enquanto; *darśana*—ver; *karena*—realiza; *garuḍera pāche*—de trás da coluna de Garuḍa; *prabhura āge*—diante de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *darśana kare*—veem; *loka*—pessoas; *lākhe lākhe*—às centenas de milhares.", "translation": "**Enquanto contemplava o Senhor Jagannātha de trás da coluna de Garuḍa, centenas de milhares de pessoas diante Dele viam a Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/24/", "verse_text": "uḍiyā eka strī bhīḍe darśana nā pāñā\n\ngaruḍe caḍi' dekhe prabhura skandhe pada diyā", "devanagari": "> উড়িয়া এক স্ত্রী ভীড়ে দর্শন না পাঞা ।\n> গরুড়ে চড়ি’ দেখে প্রভুর স্কন্ধে পদ দিয়া ॥২৪॥", "synonyms": "*uḍiyā*—uma natural de Orissa; *eka*—uma; *strī*—mulher; *bhīḍe*—na multidão; *darśana nā pāñā*—sendo incapaz de ver; *garuḍe caḍi'*—subindo na coluna de Garuḍa; *dekhe*—vê; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *skandhe*—no ombro; *pada*—o pé; *diyā*—pondo.", "translation": "**De repente, uma mulher de Orissa, incapaz de ver o Senhor Jagannātha por causa da multidão, subiu na coluna de Garuḍa, pondo o pé no ombro de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/25/", "verse_text": "dekhiyā govinda āste-vyaste strīke varjilā\n\ntāre nāmāite prabhu govinde niṣedhilā", "devanagari": "> দেখিয়া গোবিন্দ আস্তে-ব্যস্তে স্ত্রীকে বর্জিলা ।\n> তারে নামাইতে প্রভু গোবিন্দে নিষেধিলা ॥২৫॥", "synonyms": "*dekhiyā*—vendo; *govinda*—o servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āste-vyaste*—com grande pressa; *strīke*—a mulher; *varjilā*—fez descer; *tāre*—ela; *nāmāite*—fazer descer; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *govinde*—Govinda; *niṣedhilā*—proibiu.", "translation": "**Ao ver isto, Govinda, o secretário pessoal de Caitanya Mahāprabhu, apressadamente a fez descer de sua posição. Śrī Caitanya Mahāprabhu, contudo, repreendeu-o por isso.**", "purport": "Visto que Garuḍa é o portador do Senhor Viṣṇu, ele é o vaiṣṇava supremo. Por conseguinte, tocar seu corpo com os pés ou subir na coluna de Garuḍa é certamente um vaiṣṇava-aparādha, uma ofensa a um vaiṣṇava. A mulher também foi ofensiva a Kṛṣṇa ao pôr o pé no ombro de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Vendo todas essas ofensas, Govinda apressadamente a fez descer."}
{"ref": "cc/antya/14/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/26/", "verse_text": "'ādi-vasyā' ei strīre nā kara varjana\n\nkaruka yatheṣṭa jagannātha daraśana", "devanagari": "> ‘আদিবস্যা’ এই স্ত্রীরে না কর বর্জন ।\n> করুক যথেষ্ট জগন্নাথ দরশন ॥২৬॥", "synonyms": "*ādi-vasyā*—incivilizado; *ei*—esta; *strīre*—mulher; *nā kara varjana*—não proíbas; *karuka*—que ela faça; *yathā-iṣṭa*—como deseja; *jagannātha daraśana*—ver o Senhor Jagannātha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Govinda: \"Ó ādi-vasyā [homem incivilizado], não proíbas esta mulher de subir no Garuḍa-stambha. Deixa que ela veja o Senhor Jagannātha à sua satisfação.\"**", "purport": "Para uma explicação da palavra ādi-vasyā, consulte o *Antya-līlā*, Capítulo Dez, verso 116."}
{"ref": "cc/antya/14/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/27/", "verse_text": "āste-vyaste sei nārī bhūmete nāmilā\n\nmahāprabhure dekhi' tāṅra caraṇa vandilā", "devanagari": "> আস্তে-ব্যস্তে সেই নারী ভূমেতে নামিলা ।\n> মহাপ্রভুরে দেখি’ তাঁর চরণ বন্দিলা ॥২৭॥", "synonyms": "*āste-vyaste*—com grande pressa; *sei nārī*—aquela mulher; *bhūmete*—ao chão; *nāmilā*—desceu; *mahāprabhure dekhi'*—vendo Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—Seus; *caraṇa vandilā*—implorou perdão aos pés de lótus.", "translation": "**Quando a mulher recobrou os sentidos, contudo, desceu rapidamente de volta ao chão e, ao ver Śrī Caitanya Mahāprabhu, imediatamente implorou perdão a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/28/", "verse_text": "tāra ārti dekhi' prabhu kahite lāgilā\n\n\"eta ārti jagannātha more nāhi dilā!", "devanagari": "> তার আর্তি দেখি’ প্রভু কহিতে লাগিলা ।\n> “এত আর্তি জগন্নাথ মোরে নাহি দিলা ! ॥ ২৮ ॥", "synonyms": "*tāra*—dela; *ārti*—avidez; *dekhi'*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahite lāgilā*—começou a falar; *eta ārti*—tanta avidez; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *more*—a Mim; *nāhi dilā*—não concedeu.", "translation": "**Vendo a avidez da mulher, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"O Senhor Jagannātha não Me concedeu tanta avidez.**", "purport": "A mulher estava tão ávida por ver o Senhor Jagannātha que se esqueceu de que ofendia os pés de um vaiṣṇava ao escalar a coluna de Garuḍa. Ela também deixou de considerar que, ao colocar o pé sobre o ombro de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ofendia a Suprema Personalidade de Deus. Ambas são ofensas graves que desagradam ao Senhor Supremo e aos vaiṣṇavas. Contudo, ela estava tão ávida por ver o Senhor Jagannātha que cometeu todas essas ofensas alheia a tudo. Śrī Caitanya Mahāprabhu louvou sua avidez; Ele lamentou que o Senhor Jagannātha não Lhe houvesse concedido avidez tão grande."}
{"ref": "cc/antya/14/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/29/", "verse_text": "jagannāthe āviṣṭa ihāra tanu-mana-prāṇe\n\nmora skandhe pada diyāche, tāho nāhi jāne", "devanagari": "> জগন্নাথে আবিষ্ট ইহার তনু-মন-প্রাণে ।\n> মোর স্কন্ধে পদ দিয়াছে, তাহা নাহি জানে ॥২৯॥", "synonyms": "*jagannāthe*—no Senhor Jagannātha; *āviṣṭa*—plenamente absorta; *ihāra*—desta mulher; *tanu*—corpo; *mana*—mente; *prāṇe*—vida; *mora skandhe*—sobre Meu ombro; *pada*—o pé; *diyāche*—colocou; *tāho*—ela; *nāhi jāne*—não compreendeu.", "translation": "**\"Ela absorveu plenamente o corpo, a mente e a vida no Senhor Jagannātha. Por isso, não percebeu que estava colocando o pé sobre Meu ombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/30/", "verse_text": "aho bhāgyavatī ei, vandi ihāra pāya\n\nihāra prasāde aiche ārti āmāra vā haya\"", "devanagari": "> অহো ভাগ্যবতী এই, বন্দি ইহার পায় ।\n> ইহার প্রসাদে ঐছে আর্তি আমার বা হয়” ! ॥ ৩০ ॥", "synonyms": "*aho*—oh; *bhāgyavatī*—muitíssimo afortunada; *ei*—ela; *vandi*—que Eu ofereça orações; *ihāra pāya*—aos pés dela; *ihāra prasāde*—pela graça dela; *aiche*—tal; *ārti*—avidez; *āmāra vā haya*—possa ser Minha.", "translation": "**\"Oh! Quão afortunada é esta mulher! Oro a seus pés para que ela Me favoreça com sua grande avidez por ver o Senhor Jagannātha.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/31/", "verse_text": "pūrve āsi' yabe kailā jagannātha daraśana\n\njagannāthe dekhe--sākṣāt vrajendra-nandana", "devanagari": "> পূর্বে আসি’ যবে কৈলা জগন্নাথ দরশন ।\n> জগন্নাথে দেখে — সাক্ষাৎ ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥৩১॥", "synonyms": "*pūrve*—antes disto; *āsi'*—vindo; *yabe*—quando; *kailā*—realizou; *jagannātha daraśana*—ver o Senhor Jagannātha; *jagannāthe dekhe*—vê o Senhor Jagannātha; *sākṣāt vrajendra-nandana*—pessoalmente o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**Pouco antes disso, Śrī Caitanya Mahāprabhu vira o Senhor Jagannātha como o filho de Mahārāja Nanda, Kṛṣṇa, em pessoa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/32/", "verse_text": "svapnera darśanāveśe tad-rūpa haila mana\n\nyāhāṅ tāhāṅ dekhe sarvatra muralī-vadana", "devanagari": "> স্বপ্নের দর্শনাবেশে তদ্রূপ হৈল মন ।\n> যাহাঁ তাহাঁ দেখে সর্বত্র মুরলী-বদন ॥৩২॥", "synonyms": "*svapnera*—do sonho; *darśana-āveśe*—por estar plenamente absorto na visão; *tat-rūpa*—assim; *haila mana*—a mente tornou-se; *yāhāṅ tāhāṅ*—em toda parte; *dekhe*—vê; *sarvatra*—por toda parte; *muralī-vadana*—Kṛṣṇa com Sua flauta junto à boca.", "translation": "**Plenamente absorto naquela visão, Śrī Caitanya Mahāprabhu assumira o estado de espírito das gopīs, a tal ponto que, em toda parte para onde olhava, via Kṛṣṇa de pé, com Sua flauta junto aos lábios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/33/", "verse_text": "ebe yadi strīre dekhi' prabhura bāhya haila\n\njagannātha-subhadrā-balarāmera svarūpa dekhila", "devanagari": "> এবে যদি স্ত্রীরে দেখি’ প্রভুর বাহ্য হৈল ।\n> জগন্নাথ-সুভদ্রা-বলরামের স্বরূপ দেখিল ॥৩৩॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *yadi*—quando; *strīre*—a mulher; *dekhi'*—vendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya haila*—houve consciência externa; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *subhadrā*—Sua irmã, Subhadrā; *balarāmera*—e de Seu irmão mais velho, Balarāma; *sva-rūpa*—as formas; *dekhila*—viu.", "translation": "**Depois de ver a mulher, a consciência externa do Senhor retornou, e Ele viu as formas originais das Deidades do Senhor Jagannātha, de Subhadrā e do Senhor Balarāma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/34/", "verse_text": "kurukṣetre dekhi' kṛṣṇe aiche haila mana\n\n'kāhāṅ kurukṣetre āilāṅa, kāhāṅ vṛndāvana'", "devanagari": "> কুরুক্ষেত্রে দেখি’ কৃষ্ণে ঐছে হৈল মন ।\n> ‘কাহাঁ কুরুক্ষেত্রে আইলাঙ, কাহাঁ বৃন্দাবন ?’ ॥ ৩৪ ॥", "synonyms": "*kurukṣetre*—em Kurukṣetra; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *aiche*—dessa maneira; *haila mana*—tornou-se Sua mente; *kāhāṅ*—onde; *kurukṣetre āilāṅa*—vim a Kurukṣetra; *kāhāṅ*—onde; *vṛndāvana*—Vṛndāvana.", "translation": "**Quando viu as Deidades, o Senhor Caitanya pensou que estava vendo Kṛṣṇa em Kurukṣetra. Ele indagou: \"Será que vim a Kurukṣetra? Onde está Vṛndāvana?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/35/", "verse_text": "prāpta-ratna hārāñā aiche vyagra ha-ilā\n\nviṣaṇṇa hañā prabhu nija-vāsā āilā", "devanagari": "> প্রাপ্তরত্ন হারাঞা ঐছে ব্যগ্র হইলা ।\n> বিষণ্ণ হঞা প্রভু নিজ-বাসা আইলা ॥৩৫॥", "synonyms": "*prāpta-ratna*—a joia conquistada; *hārāñā*—tendo perdido; *aiche*—dessa maneira; *vyagra ha-ilā*—ficou muito agitado; *viṣaṇṇa hañā*—estando abatido; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija*—própria; *vāsā*—à Sua residência; *āilā*—regressou.", "translation": "**O Senhor Caitanya ficou muito agitado, como uma pessoa que acaba de perder uma joia recém-adquirida. Em seguida, ficou muito abatido e regressou ao lar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/36/", "verse_text": "bhūmira upara vasi' nija-nakhe bhūmi likhe\n\naśru-gaṅgā netre vahe, kichui nā dekhe", "devanagari": "> ভূমির উপর বসি’ নিজ-নখে ভূমি লিখে ।\n> অশ্রু-গঙ্গা নেত্রে বহে, কিছুই না দেখে ॥৩৬॥", "synonyms": "*bhūmira upara*—no chão; *vasi'*—sentando-se; *nija-nakhe*—com Suas unhas; *bhūmi likhe*—marcava o chão; *aśru-gaṅgā*—um fluxo de lágrimas como o Ganges; *netre*—nos olhos; *vahe*—corre; *kichui*—coisa alguma; *nā dekhe*—não conseguia ver.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se no chão e começou a marcá-lo com Suas unhas. Estava cego pelas lágrimas, que fluíam de Seus olhos como o Ganges.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/37/", "verse_text": "'pāiluṅ vṛndāvana-nātha, punaḥ hārāiluṅ\n\nke mora nileka kṛṣṇa? kāhāṅ mui āinu'?", "devanagari": "> ‘পাইলুঁ বৃন্দাবননাথ, পুনঃ হারাইলুঁ ।\n> কে মোর নিলেক কৃষ্ণ? কাহাঁ মুই আইনু’ ? ॥ ৩৭ ॥", "synonyms": "*pāiluṅ*—encontrei; *vṛndāvana-nātha*—o Senhor Supremo de Vṛndāvana; *punaḥ*—novamente; *hārāiluṅ*—perdi; *ke*—quem; *mora*—Meu; *nileka*—levou; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kāhāṅ*—onde; *mui āinu*—vim.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Encontrei Kṛṣṇa, o Senhor de Vṛndāvana, mas voltei a perdê-Lo. Quem levou Meu Kṛṣṇa? Aonde vim parar?\"**", "purport": "Estes são os sentimentos de Śrīmatī Rādhārāṇī. Primeiro, o Senhor Caitanya sentiu que fora levado a Vṛndāvana, onde viu a dança da rāsa de Kṛṣṇa com as gopīs. Depois, foi conduzido a Kurukṣetra para ver o Senhor Jagannātha, Sua irmã (Subhadrā) e o Senhor Balarāma. Śrī Caitanya Mahāprabhu perdeu Vṛndāvana e Kṛṣṇa, o senhor de Vṛndāvana. Nesse momento, Caitanya Mahāprabhu experimentou divyonmāda, a loucura transcendental na separação de Kṛṣṇa. Em Kurukṣetra, Kṛṣṇa exibe Sua opulência, ao passo que, em Vṛndāvana, Ele Se encontra em Sua posição original. Kṛṣṇa nunca Se afasta sequer um passo de Vṛndāvana; por isso, Kurukṣetra é menos importante para as gopīs do que Vṛndāvana.\n\nEmbora os devotos que adoram Kṛṣṇa em opulência (Seu aspecto de Vaikuṇṭha) possam preferir ver o Senhor Kṛṣṇa em Kurukṣetra junto a Subhadrā e Balarāma, as gopīs desejam ver Kṛṣṇa em Vṛndāvana, realizando a dança da rāsa com Śrīmatī Rādhārāṇī. Śrī Caitanya Mahāprabhu demonstrou, com exemplo prático, como cultivar o estado de espírito de Rādhārāṇī e das demais gopīs na separação de Kṛṣṇa. Os devotos absortos nesse estado de espírito não gostam de ver Kṛṣṇa em parte alguma que não seja Vṛndāvana. Por isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu lamentou: \"Encontrei Kṛṣṇa em Vṛndāvana, e agora voltei a perdê-Lo e vim a Kurukṣetra.\" A menos que se seja um devoto muitíssimo avançado, não se pode compreender esses sentimentos intricados. Não obstante, o autor do Śrī *Caitanya-caritāmṛta* procurou explicar esse divyonmāda na medida do possível, e é nosso dever simplesmente apreciá-lo na medida do possível. Por essa razão, o autor fez o seguinte pedido no verso 11:\n\ntāte viśvāsa kari' śuna bhāvera varṇana\n\nha-ibe bhāvera jñāna, pāibā prema-dhana\n\n\"Meus caros leitores, simplesmente procurai ouvir esta descrição com fé e amor. Isso vos ajudará a compreender o êxtase transcendental, e, por fim, alcançareis o amor a Deus com toda a facilidade.\""}
{"ref": "cc/antya/14/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/38/", "verse_text": "svapnāveśe preme prabhura gara gara mana\n\nbāhya haile haya--yena hārāila dhana", "devanagari": "> স্বপ্নাবেশে প্রেমে প্রভুর গর গর মন ।\n> বাহ্য হৈলে হয় — যেন হারাইল ধন ॥৩৮॥", "synonyms": "*svapna-āveśe*—quando absorto em sonhos; *preme*—em amor a Kṛṣṇa; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gara gara*—plenamente absorta; *mana*—a mente; *bāhya haile*—quando desperta; *haya*—é; *yena*—como se; *hārāila*—tivesse perdido; *dhana*—algo muito precioso.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu sonhava com a dança da rāsa, ficava plenamente absorto em bem-aventurança transcendental, mas, quando Seu sonho se desfazia, sentia que havia perdido uma joia preciosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/39/", "verse_text": "unmattera prāya prabhu karena gāna-nṛtya\n\ndehera svabhāve karena snāna-bhojana-kṛtya", "devanagari": "> উন্মত্তের প্রায় প্রভু করেন গান-নৃত্য ।\n> দেহের স্বভাবে করেন স্নান-ভোজন-কৃত্য ॥৩৯॥", "synonyms": "*unmattera prāya*—como se louco; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—realiza; *gāna-nṛtya*—cantar e dançar; *dehera*—do corpo; *svabhāve*—por natureza; *karena*—cumpre; *snāna*—banhar-se; *bhojana*—comer; *kṛtya*—os deveres.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu cantava e dançava, sempre absorto na bem-aventurança da loucura transcendental. Ele cumpria as necessidades do corpo, tais como comer e banhar-se, meramente por hábito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/40/", "verse_text": "rātri haile svarūpa-rāmānande lañā\n\nāpana manera bhāva kahe ughāḍiyā", "devanagari": "> রাত্রি হৈলে স্বরূপ-রামানন্দে লঞা ।\n> আপন মনের ভাব কহে উঘাড়িয়া ॥৪০॥", "synonyms": "*rātri haile*—quando chegava a noite; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *rāmānande*—Rāmānanda Rāya; *lañā*—reunindo; *āpana manera*—de Sua própria mente; *bhāva*—os sentimentos extáticos; *kahe*—revela; *ughāḍiyā*—revelando.", "translation": "**À noite, o Senhor Caitanya revelava a Svarūpa Dāmodara e a Rāmānanda Rāya os sentimentos extáticos de Sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/41/", "verse_text": "prāpta-praṇaṣṭācyuta-vitta ātmā\n\nyayau viṣādojjhita-deha-gehaḥ\n\ngṛhīta-kāpālika-dharmako me\n\nvṛndāvanaṁ sendriya-śiṣya-vṛndaḥ", "devanagari": "> প্রাপ্তপ্রণষ্টাচ্যুতবিত্ত আত্মা\n> যযৌ বিষাদোজ্ঝিত-দেহগেহঃ ।\n> গৃহীতকাপালিকধর্মকো মে\n> বৃন্দাবনং সেন্দ্রিয়শিষ্যবৃন্দঃ ॥৪১॥", "synonyms": "*prāpta*—conquistado; *praṇaṣṭa*—perdido; *acyuta*—Kṛṣṇa; *vittaḥ*—o tesouro; *ātmā*—a mente; *yayau*—foi; *viṣāda*—pela lamentação; *ujjhita*—abandonados; *deha-gehaḥ*—corpo e lar; *gṛhīta*—aceitos; *kāpālika-dharmakaḥ*—os princípios religiosos de um kāpālika-yogī, uma espécie de mendicante; *me*—Minha; *vṛndāvanam*—a Vṛndāvana; *sa*—com; *indriya*—os sentidos; *śiṣya-vṛndaḥ*—os discípulos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"A princípio, Minha mente de algum modo conquistou o tesouro de Kṛṣṇa, mas voltou a perdê-Lo. Por isso, abandonou Meu corpo e Meu lar devido à lamentação e aceitou os princípios religiosos de um kāpālika-yogī. Então, Minha mente partiu para Vṛndāvana com seus discípulos, Meus sentidos.\"**", "purport": "Este verso é claramente metafórico."}
{"ref": "cc/antya/14/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/42/", "verse_text": "prāpta-ratna hārāñā, tāra guṇa saṅariyā,\n\nmahāprabhu santāpe vihvala\n\nrāya-svarūpera kaṇṭha dhari', kahe 'hāhā hari hari',\n\ndhairya gela, ha-ilā capala", "devanagari": "> প্রাপ্তরত্ন হারাঞা, তার গুণ সঙরিয়া,\n> মহাপ্রভু সন্তাপে বিহ্বল ।\n> রায় স্বরূপের কণ্ঠ ধরি’, কহে ‘হাহা হরি হরি’,\n> ধৈর্য গেল, হইলা চপল ॥৪২॥", "synonyms": "*prāpta*—adquirida; *ratna*—joia; *hārāñā*—tendo perdido; *tāra*—dela; *guṇa*—os atributos; *saṅariyā*—lembrando-se; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *santāpe*—em lamentação; *vihvala*—dominado; *rāya*—de Rāmānanda Rāya; *svarūpera*—de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kaṇṭha dhari'*—segurando os pescoços; *kahe*—disse; *hāhā hari hari*—ai de Mim, onde está Hari, onde está Hari; *dhairya*—a paciência; *gela*—perdeu-se; *ha-ilā capala*—ficou inquieto.", "translation": "**Tendo perdido a joia que adquirira, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou dominado pela lamentação ao recordar-Se dos atributos dela. Então, segurando os pescoços de Rāmānanda Rāya e de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Ele clamou: \"Ai de Mim, onde está Meu Senhor Hari? Onde está Hari?\" Por fim, ficou inquieto e perdeu toda a paciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/43/", "verse_text": "\"śuna, bāndhava, kṛṣṇera mādhurī\n\nyāra lobhe mora mana, chāḍi' loka-veda-dharma,\n\nyogī hañā ha-ila bhikhārī", "devanagari": "> “শুন, বান্ধব, কৃষ্ণের মাধুরী ।\n> যার লোভে মোর মন, ছাড়ি’ লোক-বেদধর্ম,\n> যোগী হঞা হইল ভিখারী ।। ৪৩ ।। ধ্রু ।। ॥৪৩॥", "synonyms": "*śuna*—ouvi, por favor; *bāndhava*—Meus amigos; *kṛṣṇera mādhurī*—a doçura do Senhor Kṛṣṇa; *yāra*—pela qual; *lobhe*—pela cobiça; *mora mana*—Minha mente; *chāḍi'*—abandonando; *loka-veda-dharma*—os princípios religiosos sociais e Védicos; *yogī hañā*—tendo-se tornado um yogī; *ha-ila bhikhārī*—tornou-se um mendigo.", "translation": "**\"Meus queridos amigos\", disse Ele, \"ouvi, por favor, a respeito da doçura de Kṛṣṇa. Por causa de um grande desejo dessa doçura, Minha mente abandonou todos os princípios religiosos sociais e Védicos e adotou a profissão de mendicância, exatamente como um yogī místico.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/44/", "verse_text": "kṛṣṇa-līlā-maṇḍala, śuddha śaṅkha-kuṇḍala,\n\ngaḍiyāche śuka kārikara\n\nsei kuṇḍala kāṇe pari', tṛṣṇā-lāu-thālī dhari',\n\nāśā-jhuli kāndhera upara", "devanagari": "> কৃষ্ণলীলা-মণ্ডল, শুদ্ধ শঙ্খকুণ্ডল,\n> গড়িয়াছে শুক কারিকর ।\n> সেই কুণ্ডল কাণে পরি’, তৃষ্ণা-লাউ-থালী ধরি’,\n> আশা-ঝুলি কান্ধের উপর ॥৪৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-līlā-maṇḍala*—o aro dos passatempos de Kṛṣṇa; *śuddha*—puro; *śaṅkha-kuṇḍala*—um brinco de búzio; *gaḍiyāche*—fabricou; *śuka*—Śukadeva Gosvāmī; *kārikara*—o artífice; *sei kuṇḍala*—esse brinco; *kāṇe pari'*—pondo na orelha; *tṛṣṇā*—aspiração; *lāu*—de cabaça ou abóbora; *thālī*—a tigela; *dhari'*—tomando; *āśā*—expectativa; *jhuli*—bolsa; *kāndhera upara*—sobre o ombro.", "translation": "**\"O aro da rāsa-līlā de Kṛṣṇa, fabricado por Śukadeva Gosvāmī, o mais auspicioso dos artífices, é tão puro quanto um brinco feito de búzio. O yogī da Minha mente usa esse brinco em sua orelha. De uma cabaça, ele esculpiu a tigela das Minhas aspirações, e tomou sobre o ombro a bolsa das Minhas expectativas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/45/", "verse_text": "cintā-kānthā uḍhi gāya, dhūli-vibhūti-malina-kāya,\n\n'hāhā kṛṣṇa' pralāpa-uttara\n\nudvega dvādaśa hāte, lobhera jhulani māthe,\n\nbhikṣābhāve kṣīṇa kalevara", "devanagari": "> চিন্তা-কান্থা উঢ়ি গায়, ধূলি-বিভূতি-মলিন-কায়,\n> ‘হাহা কৃষ্ণ’ প্রলাপ-উত্তর ।\n> উদ্বেগ দ্বাদশ হাতে, লোভের ঝুলনি মাথে,\n> ভিক্ষাভাবে ক্ষীণ কলেবর ॥৪৫॥", "synonyms": "*cintā*—de ansiedade; *kānthā*—a colcha esfarrapada; *uḍhi*—cobrindo; *gāya*—no corpo; *dhūli*—poeira; *vibhūti*—cinzas; *malina-kāya*—corpo sujo; *hāhā*—ai de Mim; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *pralāpa-uttara*—respostas insensatas; *udvega*—aflição; *dvādaśa*—doze (pulseiras); *hāte*—no pulso; *lobhera*—de cobiça; *jhulani*—o turbante; *māthe*—na cabeça; *bhikṣā-abhāve*—na ausência de esmolas; *kṣīṇa*—magro; *kalevara*—corpo.", "translation": "**\"O yogī da Minha mente veste a colcha esfarrapada da ansiedade sobre o seu corpo sujo, que está coberto de poeira e cinzas. Suas únicas palavras são: 'Ai de Mim! Kṛṣṇa!' Ele usa doze pulseiras de aflição no pulso e um turbante de cobiça na cabeça. Por nada ter comido, está muito magro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/46/", "verse_text": "vyāsa, śukādi yogi-gaṇa, kṛṣṇa ātmā nirañjana,\n\nvraje tāṅra yata līlā-gaṇa\n\nbhāgavatādi śāstra-gaṇe, kariyāche varṇane,\n\nsei tarjā paḍe anukṣaṇa", "devanagari": "> ব্যাস, শুকাদি যোগিগণ, কৃষ্ণ আত্মা নিরঞ্জন,\n> ব্রজে তাঁর যত লীলাগণ ।\n> ভাগবতাদি শাস্ত্রগণে, করিয়াছে বর্ণনে,\n> সেই তর্জা পড়ে অনুক্ষণ ॥৪৬॥", "synonyms": "*vyāsa*—Dvaipāyana Vyāsa; *śuka-ādi*—e outros sábios, tais como Śukadeva Gosvāmī; *yogi-gaṇa*—grandes yogīs místicos; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ātmā*—a Superalma; *nirañjana*—sem contaminação material; *vraje*—em Vṛndāvana; *tāṅra*—Seus; *yata*—todos; *līlā-gaṇa*—os passatempos; *bhāgavata-ādi*—o Śrīmad-Bhāgavatam e outros; *śāstra-gaṇe*—nas escrituras reveladas; *kariyāche varṇane*—descreveram; *sei tarjā*—essa competição poética entre duas partes; *paḍe*—lê; *anukṣaṇa*—a todo momento.", "translation": "**\"O grande yogī da Minha mente estuda sempre a poesia e os relatos dos passatempos do Senhor Kṛṣṇa em Vṛndāvana. No Śrīmad-Bhāgavatam e em outras escrituras, grandes yogīs santos como Vyāsadeva e Śukadeva Gosvāmī descreveram o Senhor Kṛṣṇa como a Superalma, situada além de toda contaminação material.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/47/", "verse_text": "daśendriye śiṣya kari', 'mahā-bāula' nāma dhari',\n\nśiṣya lañā karila gamana\n\nmora deha sva-sadana, viṣaya-bhoga mahā-dhana,\n\nsaba chāḍi' gelā vṛndāvana", "devanagari": "> দশেন্দ্রিয়ে শিষ্য করি’, ‘মহা-বাউল’ নাম ধরি’,\n> শিষ্য লঞা করিল গমন ।\n> মোর দেহ স্ব-সদন, বিষয়-ভোগ মহাধন,\n> সব ছাড়ি’ গেলা বৃন্দাবন ॥৪৭॥", "synonyms": "*daśa-indriye*—os dez sentidos; *śiṣya kari'*—fazendo discípulos; *mahā-bāula*—de um grande mendicante; *nāma dhari'*—adotando o nome; *śiṣya lañā*—levando os discípulos; *karila gamana*—partiu; *mora*—Meu; *deha*—corpo; *sva-sadana*—própria morada; *viṣaya-bhoga*—gozo material; *mahā-dhana*—grande tesouro; *saba chāḍi'*—deixando de lado tudo; *gelā vṛndāvana*—foi para Vṛndāvana.", "translation": "**\"O yogī místico da Minha mente assumiu o nome de Mahābāula e fez discípulos dos Meus dez sentidos. Assim, Minha mente partiu para Vṛndāvana, deixando de lado a morada do Meu corpo e o grande tesouro do gozo material.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu compara Sua mente a um dos yogīs místicos conhecidos como bāula, que faz pelo menos dez discípulos."}
{"ref": "cc/antya/14/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/48/", "verse_text": "vṛndāvane prajā-gaṇa, yata sthāvara-jaṅgama,\n\nvṛkṣa-latā gṛhastha-āśrame\n\ntāra ghare bhikṣāṭana, phala-mūla-patrāśana,\n\nei vṛtti kare śiṣya-sane", "devanagari": "> বৃন্দাবনে প্রজাগণ, যত স্থাবর-জঙ্গম,\n> বৃক্ষ-লতা গৃহস্থ-আশ্রমে ।\n> তার ঘরে ভিক্ষাটন, ফল-মূল-পত্রাশন,\n> এই বৃত্তি করে শিষ্যসনে ॥৪৮॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *prajā-gaṇa*—os habitantes; *yata*—todos; *sthāvara-jaṅgama*—imóveis e móveis; *vṛkṣa-latā*—as árvores e trepadeiras; *gṛhastha-āśrame*—na vida familiar; *tāra ghare*—em sua casa; *bhikṣā-āṭana*—mendigando de porta em porta; *phala-mūla-patra*—frutas, raízes e folhas; *aśana*—comendo; *ei vṛtti*—essa atividade; *kare*—realiza; *śiṣya-sane*—com os discípulos.", "translation": "**\"Em Vṛndāvana, ele vai de porta em porta mendigando esmolas com todos os seus discípulos. Ele mendiga tanto dos habitantes móveis quanto dos inertes — dos cidadãos, das árvores e das trepadeiras. Dessa maneira, vive de frutas, raízes e folhas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/49/", "verse_text": "kṛṣṇa-guṇa-rūpa-rasa, gandha, śabda, paraśa,\n\nse sudhā āsvāde gopī-gaṇa\n\ntā-sabāra grāsa-śeṣe, āni' pañcendriya śiṣye,\n\nse bhikṣāya rākhena jīvana", "devanagari": "> কৃষ্ণ-গুণ-রূপ-রস, গন্ধ, শব্দ, পরশ,\n> সে সুধা আস্বাদে গোপীগণ ।\n> তা-সবার গ্রাস-শেষে, আনি’ পঞ্চেন্দ্রিয় শিষ্যে,\n> সে ভিক্ষায় রাখেন জীবন ॥৪৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *guṇa-rūpa-rasa*—os atributos, a beleza e a doçura; *gandha śabda paraśa*—o aroma, o som e o toque; *se sudhā*—esse néctar; *āsvāde*—saboreiam; *gopī-gaṇa*—todas as gopīs; *tā-sabāra*—de todas elas; *grāsa-śeṣe*—os restos do alimento; *āni'*—trazendo; *pañca-indriya*—os cinco sentidos; *śiṣye*—os discípulos; *se bhikṣāya*—por tais esmolas; *rākhena*—mantêm; *jīvana*—a vida.", "translation": "**\"As gopīs de Vrajabhūmi saboreiam sempre o néctar dos atributos de Kṛṣṇa, de Sua beleza, de Sua doçura, de Seu aroma, do som de Sua flauta e do toque de Seu corpo. Os cinco discípulos da Minha mente, os sentidos da percepção, recolhem os restos desse néctar das gopīs e os trazem ao yogī da Minha mente. Os sentidos mantêm a vida comendo esses restos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/50/", "verse_text": "śūnya-kuñja-maṇḍapa-koṇe, yogābhyāsa kṛṣṇa-dhyāne,\n\ntāhāṅ rahe lañā śiṣya-gaṇa\n\nkṛṣṇa ātmā nirañjana, sākṣāt dekhite mana,\n\ndhyāne rātri kare jāgaraṇa", "devanagari": "> শূন্যকুঞ্জমণ্ডপ-কোণে, যোগাভ্যাস কৃষ্ণধ্যানে,\n> তাহাঁ রহে লঞা শিষ্যগণ ।\n> কৃষ্ণ আত্মা নিরঞ্জন, সাক্ষাৎ দেখিতে মন,\n> ধ্যানে রাত্রি করে জাগরণ ॥৫০॥", "synonyms": "*śūnya-kuñja-maṇḍapa-koṇe*—no canto de um pavilhão em um jardim solitário; *yoga-abhyāsa*—a prática do yoga místico; *kṛṣṇa-dhyāne*—meditando em Kṛṣṇa; *tāhāṅ*—ali; *rahe*—permanece; *lañā*—levando; *śiṣya-gaṇa*—os discípulos; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ātmā*—a Superalma; *nirañjana*—sem contaminação material; *sākṣāt*—diretamente; *dekhite*—ver; *mana*—a mente; *dhyāne*—em meditação; *rātri*—à noite; *kare jāgaraṇa*—permanece desperto.", "translation": "**\"Há um jardim solitário onde Kṛṣṇa desfruta de Seus passatempos e, em um canto de um pavilhão nesse jardim, o yogī da Minha mente, juntamente com seus discípulos, pratica o yoga místico. Desejando ver Kṛṣṇa diretamente, esse yogī permanece desperto durante toda a noite, meditando em Kṛṣṇa, que é a Superalma, não contaminada pelos três modos da natureza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/51/", "verse_text": "mana kṛṣṇa-viyogī, duḥkhe mana haila yogī,\n\nse viyoge daśa daśā haya\n\nse daśāya vyākula hañā, mana gela palāñā,\n\nśūnya mora śarīra ālaya\"", "devanagari": "> মন কৃষ্ণবিয়োগী, দুঃখে মন হৈল যোগী,\n> সে বিয়োগে দশ দশা হয় ।\n> সে দশায় ব্যাকুল হঞা, মন গেল পলাঞা,\n> শূন্য মোর শরীর আলয় ।।” ॥ ৫১ ॥", "synonyms": "*mana*—a mente; *kṛṣṇa-viyogī*—privada da associação de Kṛṣṇa; *duḥkhe*—na infelicidade; *mana*—a mente; *haila*—tornou-se; *yogī*—um yogī místico; *se viyoge*—por essa sensação de separação; *daśa*—dez; *daśā*—transformações transcendentais; *haya*—há; *se daśāya*—por essas transformações transcendentais; *vyākula hañā*—ficando muito agitada; *mana*—a mente; *gela*—foi-se; *palāñā*—fugindo; *śūnya*—vazio; *mora*—Meu; *śarīra*—corpo; *ālaya*—local de residência.", "translation": "**\"Quando Minha mente perdeu a associação de Kṛṣṇa e já não podia mais vê-Lo, ficou abatida e adotou o yoga místico. No vazio da separação de Kṛṣṇa, ela experimentou dez transformações transcendentais. Agitada por essas transformações, Minha mente fugiu, deixando vazio o Meu corpo, seu local de residência. Assim, encontro-Me completamente em transe.\"**", "purport": "Neste verso, descreveram-se as atividades externas dos mendicantes kāpālikas, mas não a sua vida real. Os mendicantes kāpālikas são materialistas tântricos que carregam crânios nas mãos. Eles não são vaiṣṇavas e nada têm a ver com a vida espiritual. Por isso, são intocáveis. Fez-se apenas uma comparação externa entre a mente e as atividades deles, mas seu comportamento jamais deve ser imitado."}
{"ref": "cc/antya/14/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/52/", "verse_text": "kṛṣṇera viyoge gopīra daśa daśā haya\n\nsei daśa daśā haya prabhura udaya", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিয়োগে গোপীর দশ দশা হয় ।\n> সেই দশ দশা হয় প্রভুর উদয় ॥৫২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera viyoge*—pela separação de Kṛṣṇa; *gopīra*—das gopīs; *daśa daśā*—dez espécies de transformações transcendentais do corpo; *haya*—há; *sei*—essas; *daśa daśā*—dez espécies de transformações transcendentais; *haya*—são; *prabhura udaya*—visíveis no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando as gopīs sentiam separação de Kṛṣṇa, elas experimentavam dez espécies de transformações corporais. Esses mesmos sintomas manifestaram-se no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/53/", "verse_text": "cintātra jāgarodvegau\n\ntānavaṁ malināṅgatā\n\npralāpo vyādhir unmādo\n\nmoho mṛtyur daśā daśa", "devanagari": "> চিন্তাত্র জাগরোদ্বেগৌ তানবং মলিনাঙ্গতা ।\n> প্রলাপো ব্যাধিরুন্মাদো মোহো মৃত্যুর্দশা দশ ॥৫৩॥", "synonyms": "*cintā*—ansiedade; *atra*—aqui (por causa da separação de Kṛṣṇa); *jāgara*—vigília; *udvegau*—e agitação mental; *tānavam*—magreza; *malina-aṅgatā*—um estado do corpo descuidado, quase sujo; *pralāpaḥ*—falar como um louco; *vyādhiḥ*—doença; *unmādaḥ*—loucura; *mohaḥ*—ilusão; *mṛtyuḥ*—morte; *daśā*—condições; *daśa*—dez.", "translation": "**\"As dez transformações corporais resultantes da separação de Kṛṣṇa são ansiedade, vigília, agitação mental, magreza, descuido corporal, falar como um louco, doença, loucura, ilusão e morte.\"**", "purport": "Este verso faz parte de uma descrição dos diferentes traços de Śrīmatī Rādhārāṇī extraída do *Ujjvala-nīlamaṇi* de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Nessa obra, ele explica detalhadamente os dez sintomas da seguinte maneira.\n\nCintā. Como se afirma no *Haṁsadūta:*\n\n> yadā yāto gopī-hṛdaya-madano nanda-sadanān\n> mukundo gāndinyās tanayam anurundhan madhu-purīm\n> tadāmāṅkṣīc cintā-sariti ghana-ghūrṇāparicayair\n> agādhāyāṁ vādhāmaya-payasi rādhā virahiṇī\n\n\"A pedido de Akrūra, Kṛṣṇa e Balarāma partiram da casa de Nanda Mahārāja em direção a Mathurā. Naquele momento, a mente de Śrīmatī Rādhārāṇī foi perturbada, e Ela ficou quase louca de tanta separação de Kṛṣṇa. Sentiu grande dor e agitação mentais, o que a fez afundar em especulações mentais no rio da ansiedade. Ela pensou: 'Agora vou morrer, e quando morrer, Kṛṣṇa certamente voltará para Me ver. Mas quando Ele ouvir falar da Minha morte pelo povo de Vṛndāvana, ficará muito infeliz. Por isso não morrerei.'\" Esta é a explicação da palavra *cintā.*\n\nJāgara. Como se afirma no *Padyāvalī:*\n\n> yāḥ paśyanti priyaṁ svapne\n> dhanyāstāḥ sakhi yoṣitaḥ\n> asmākaṁ tu gate kṛṣṇe\n> gatā nidrāpi vairiṇī\n\nConsiderando-Se muito infeliz, Śrīmatī Rādhārāṇī dirigiu-se à sua querida amiga Viśākhā: \"Minha cara amiga, se Eu pudesse ver Kṛṣṇa em Meus sonhos, seria certamente glorificada por Minha grande fortuna. Mas o que posso fazer? O próprio sono brinca maliciosamente Comigo. De fato, tornou-Se Meu inimigo. Por isso não durmo desde a partida de Kṛṣṇa.\"\n\nUdvega. Esta palavra também é explicada no *Haṁsadūta* da seguinte forma:\n\nmana me hā kaṣṭaṁ jvalati kim ahaṁ hanta karavai\n> na pāraṁ nāvāraṁ sumukhi kalayām yasya jaladheḥ\n> iyaṁ vande mūrdhnā sapadi tam upāyaṁ kathaya me\n> parāmṛśye yasmād dhṛti-kaṇikayāpi kṣaṇi-kayā\n\nŚrīmatī Rādhārāṇī dirigiu-se a Lalitā: \"Minha querida Lalitā de belo rosto, não consigo expressar como Meu coração está ardendo. É um grande e insondável oceano de ansiedade. Mesmo assim, desejo oferecer Minhas reverências a seus pés de lótus. Que farei? Por favor, considera Minha condição e aconselha-Me sobre como posso encontrar paz. Esse é Meu desejo.\"\n\nTānava é descrito da seguinte forma:\n\n> udañcad-vaktrāmbhoruha-vikṛtir antaḥ-kulaṣitā\n> sadāhārābhāva-glapita-kucakokā yadu-pate\n> viśuṣyanti rādhā tava viraha-tāpād anudinaṁ\n> nidāghe kuly eva kraśima-paripākaṁ prathayati\n\nQuando Uddhava regressou a Mathurā após visitar Vṛndāvana, o Senhor Kṛṣṇa perguntou-lhe sobre Rādhārāṇī e Viśākhā. Uddhava respondeu da seguinte forma: \"Considere a condição das *gopīs!* Śrīmatī Rādhārāṇī em especial encontra-se em estado de grande sofrimento devido à separação de Você. Ficou magérrima, e o brilho de Seu corpo quase desapareceu. Seu coração está imerso em dor e, por ter deixado de comer, Seu peito ficou escuro, como se adoecido. Por causa da separação de Você, todas as *gopīs,* especialmente Rādhārāṇī, parecem poços d'água secos sob o calor abrasador do sol.\"\n\nMalina-aṅgatā é descrito da seguinte forma:\n\n> hima-visara-viśīrṇāmbhoja-tulyānana-śrīḥ\n> khara-marud-aparajyad-bandhu-jīvopamauṣṭhī\n> agha-hara śarad-arkottāpitendīvarākṣī\n> tava viraha-vipatti-mlāpitāsīd viśākhā\n\nUddhava disse a Kṛṣṇa: \"Ó auspicioso Kṛṣṇa, por favor ouça-me. A tribulação causada por Sua ausência deixou Viśākhā lânguida. Seus lábios tremem como árvores ao vento forte. Seu belo rosto é como uma flor de lótus que murchou sob a neve, e Seus olhos são como pétalas de lótus queimadas pelo calor do sol de outono.\"\n\nPralāpa é explicado no *Lalita-mādhava* da seguinte forma:\n\n> kva nanda-kula-candramāḥ kva śikhi-candra-kālaṅkṛtiḥ\n> kva manda-muralī-ravaḥ kva nu surendra-nīla-dyutiḥ\n> kva rāsa-rasa-tāṇḍavī kva sakhi jīva-rakṣauṣadhir\n> nidhir mama suhṛttamaḥ kva tava hanta hā dhig-vidhiḥ\n\nEste é o lamento de Śrīmatī Rādhārāṇī pelo amado Kṛṣṇa, que estava longe de casa. Uma mulher cujo marido partiu para terras estrangeiras é chamada *proṣita-bhartṛkā.* Lamentando por Kṛṣṇa da mesma forma que tal mulher lamenta pelo marido, Śrīmatī Rādhārāṇī disse: \"Minha cara amiga, onde está a glória da família de Mahārāja Nanda, que usa em Sua cabeça um ornamento de meia-lua? Onde está Kṛṣṇa, cuja cor é como a da joia *indranīla* e que toca tão belamente em Sua flauta? Onde está seu amigo, o melhor de todos os homens, tão habilidoso na dança em círculo do *rāsa*? Onde está Aquele que é o verdadeiro remédio para Me salvar de morrer de doença do coração? Devo condenar a Providência, pois ela Me causou tantas tribulações ao Me separar de Kṛṣṇa.\"\n\nVyādhi é também descrito no *Lalita-mādhava:*\n\n> uttāpī puṭa-pākato 'pi garala-grāmād api kṣobhaṇo\n> dambholer api duḥsahaḥ kaṭur alaṁ hṛn-magna-śūlyād api\n> tīvraḥ prauḍha-visūcikāni-cayato 'py uccair mamāyaṁ balī\n> marmāṇy adya bhinatti gokula-pater viśleṣa-janmā jvaraḥ\n\nSendo grandemente aflita pela dor da separação de Kṛṣṇa, Śrīmatī Rādhārāṇī disse: \"Minha querida Lalitā, ouça-Me. Não consigo suportar a febre de separação de Kṛṣṇa, nem consigo explicá-la a você. É algo como ouro derretendo numa caixa de barro. Essa febre produz mais sofrimento do que veneno, e é mais penetrante do que um raio. Sofro exatamente como alguém quase morto de cólera. Para causar-Me tamanha dor, essa febre deve ser muito intensa.\"\n\nUnmāda é explicado da seguinte forma:\n\n> bhramati bhavana-garbhe nirnimittaṁ hasantī\n> prathayati tava vārtāṁ cetanācetaneṣu\n> lutḥati ca bhuvi rādhā kampitāṅgī murāre\n> viṣama-viraha-khedodgāri-vibhrānta-cittā\n\nUddhava disse a Kṛṣṇa: \"Meu querido Kṛṣṇa, todas as *gopīs* estão tão aflitas por Sua ausência que ficaram quase loucas. Ó Murāri, em casa Śrīmatī Rādhārāṇī ri sem motivo e, como uma louca, pergunta sobre Você a todas as entidades sem distinção, até mesmo às pedras. Ela se rola no chão, incapaz de suportar a agonia de Sua ausência.\"\n\nMoha é explicado da seguinte forma:\n\n> nirundhe dainyābdhiṁ harati guru-cintā paribhavaṁ\n> vilumpaty unmādaṁ sthagayati balād bāṣpa-laharīm\n> idānīṁ kaṁsāre kuvalaya-dṛśaḥ kevalam idaṁ\n> vidhatte sācivyaṁ tava viraha-mūrcchā-sahacarī\n\nLalitā escreveu a Kṛṣṇa a seguinte carta em nome de Śrīmatī Rādhārāṇī: \"Meu querido Kṛṣṇa, a separação de Você perturbou profundamente a mente de Śrīmatī Rādhārāṇī, e Ela caiu inconsciente no chão. Ó inimigo de Kaṁsa, Você se tornou agora um político de primeira categoria e, por isso, supostamente pode dar alívio a todos. Assim, por favor, considere o estado de Śrīmatī Rādhārāṇī, ou em breve ouvirá notícias de Sua morte. Talvez então lamente, embora agora esteja jubiloso.\"\n\nMṛtyu é explicado no *Haṁsadūta:*\n\n> aye rāsa-krīḍā-rasika mama sakhyaṁ nava-navā\n> purā baddhā yena praṇaya-laharī hanta gahanā\n> sa cen muktāpekṣas tvam asi dhig imāṁ tūlaśakalaṁ\n> yad etasyā nāsā-nihitam idam adyāpi calati\n\nNa seguinte carta, Lalitā repreendeu Kṛṣṇa por permanecer em Mathurā: \"Simplesmente dançando no círculo do *rāsa,* Você conquistou o amor de Śrīmatī Rādhārāṇī. Por que agora é tão indiferente à minha cara amiga Rādhārāṇī? Ela jaz quase inconsciente, pensando em Seus passatempos. Verificarei se Ela ainda está viva colocando um chumaço de algodão sob Suas narinas, e se ainda estiver viva, a repreenderei.\""}
{"ref": "cc/antya/14/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/54/", "verse_text": "ei daśa-daśāya prabhu vyākula rātri-dine\n\nkabhu kona daśā uṭhe, sthira nahe mane", "devanagari": "> এই দশ-দশায় প্রভু ব্যাকুল রাত্রিদিনে ।\n> কভু কোন দশা উঠে, স্থির নহে মনে ॥৫৪॥", "synonyms": "*ei*—estas; *daśa-daśāya*—por dez condições; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vyākula*—dominado; *rātri-dine*—noite e dia; *kabhu*—às vezes; *kona*—alguma; *daśā*—condição; *uṭhe*—surge; *sthira*—firme; *nahe*—não está; *mane*—a mente.", "translation": "**Noite e dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu era dominado por essas dez condições extáticas. Sempre que tais sintomas surgiam, Sua mente ficava instável.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/55/", "verse_text": "eta kahi' mahāprabhu mauna karilā\n\nrāmānanda-rāya śloka paḍite lāgilā", "devanagari": "> এত কহি’ মহাপ্রভু মৌন করিলা ।\n> রামানন্দ-রায় শ্লোক পড়িতে লাগিলা ॥৫৫॥", "synonyms": "*eta kahi'*—falando isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mauna karilā*—ficou em silêncio; *rāmānanda-rāya*—Rāmānanda Rāya; *śloka*—versos; *paḍite lāgilā*—começou a recitar.", "translation": "**Após falar dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou em silêncio. Então, Rāmānanda Rāya começou a recitar diversos versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/56/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi kare kṛṣṇa-līlā gāna\n\ndui jane kichu kailā prabhura bāhya jñāna", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি করে কৃষ্ণলীলা গান ।\n> দুই জনে কিছু কৈলা প্রভুর বাহ্য জ্ঞান ॥৫৬॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *kare*—faz; *kṛṣṇa-līlā*—dos passatempos de Kṛṣṇa; *gāna*—canto; *dui jane*—ambos; *kichu*—em parte; *kailā*—reavivaram; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya jñāna*—a consciência externa.", "translation": "**Rāmānanda Rāya recitou versos do Śrīmad-Bhāgavatam, e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī cantou sobre os passatempos de Kṛṣṇa. Dessa maneira, eles trouxeram Śrī Caitanya Mahāprabhu de volta à consciência externa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/57/", "verse_text": "ei-mata ardha-rātri kailā niryāpaṇa\n\nbhitara-prakoṣṭhe prabhure karāilā śayana", "devanagari": "> এইমত অর্ধরাত্রি কৈলা নির্যাপণ ।\n> ভিতর-প্রকোষ্ঠে প্রভুরে করাইলা শয়ন ॥৫৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *ardha-rātri*—metade da noite; *kailā niryāpaṇa*—passou; *bhitara-prakoṣṭhe*—no aposento interno; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāilā śayana*—fizeram deitar-se.", "translation": "**Depois que metade da noite havia passado dessa maneira, Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī fizeram Śrī Caitanya Mahāprabhu deitar-se em Seu leito, no aposento interno.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/58/", "verse_text": "rāmānanda-rāya tabe gelā nija ghare\n\nsvarūpa-govinda duṅhe śuilena dvāre", "devanagari": "> রামানন্দ-রায় তবে গেলা নিজ ঘরে ।\n> স্বরূপ-গোবিন্দ দুঁহে শুইলেন দ্বারে ॥৫৮॥", "synonyms": "*rāmānanda-rāya*—Rāmānanda Rāya; *tabe*—então; *gelā*—regressou; *nija ghare*—à sua casa; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *govinda*—e Govinda; *duṅhe*—ambos; *śuilena*—deitaram-se; *dvāre*—à porta.", "translation": "**Então, Rāmānanda Rāya regressou para casa, e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, juntamente com Govinda, deitou-se diante da porta do quarto de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/59/", "verse_text": "saba rātri mahāprabhu kare jāgaraṇa\n\nucca kari' kahe kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> সব রাত্রি মহাপ্রভু করে জাগরণ ।\n> উচ্চ করি’ কহে কৃষ্ণনামসঙ্কীর্তন ॥৫৯॥", "synonyms": "*saba rātri*—a noite inteira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—faz; *jāgaraṇa*—permanecer sem dormir; *ucca kari'*—muito alto; *kahe kṛṣṇa-nāma-saṅkīrtana*—canta o santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu acordado durante toda a noite, cantando o mantra Hare Kṛṣṇa em voz muito alta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/60/", "verse_text": "śabda nā pāñā svarūpa kapāṭa kailā dūre\n\ntina-dvāra deoyā āche, prabhu nāhi ghare!", "devanagari": "> শব্দ না পাঞা স্বরূপ কপাট কৈলা দূরে ।\n> তিনদ্বার দেওয়া আছে, প্রভু নাহি ঘরে ! ॥ ৬০ ॥", "synonyms": "*śabda*—som; *nā*—não; *pāñā*—ouvindo; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kapāṭa*—a porta; *kailā dūre*—abriu; *tina-dvāra*—três portas; *deoyā āche*—estavam trancadas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāhi ghare*—não estava no quarto.", "translation": "**Após algum tempo, Svarūpa Dāmodara não conseguiu mais ouvir Śrī Caitanya Mahāprabhu cantando. Quando entrou no quarto, encontrou as três portas trancadas, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu havia partido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/61/", "verse_text": "cintita ha-ila sabe prabhure nā dekhiyā\n\nprabhu cāhi' bule sabe deuṭī jvāliyā", "devanagari": "> চিন্তিত হইল সবে প্রভুরে না দেখিয়া ।\n> প্রভু চাহি’ বুলে সবে দেউটী জ্বালিয়া ॥৬১॥", "synonyms": "*cintita ha-ila*—ficaram muito ansiosos; *sabe*—todos os devotos; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā dekhiyā*—não vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cāhi'*—procurando; *bule*—vagueiam; *sabe*—todos eles; *deuṭī*—lampião; *jvāliyā*—acendendo.", "translation": "**Todos os devotos ficaram muito ansiosos quando viram que o Senhor não estava em Seu quarto. Eles vaguearam à Sua procura com um lampião aceso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/62/", "verse_text": "siṁha-dvārera uttara-diśāya āche eka ṭhāñi\n\ntāra madhye paḍi' āchena caitanya-gosāñi", "devanagari": "> সিংহদ্বারের উত্তর-দিশায় আছে এক ঠাঞি ।\n> তার মধ্যে পড়ি’ আছেন চৈতন্য-গোসাঞি ॥৬২॥", "synonyms": "*siṁha-dvārera*—do portão conhecido como Siṁha-dvāra; *uttara-diśāya*—no lado norte; *āche*—há; *eka ṭhāñi*—um lugar; *tāra madhye*—dentro desse lugar; *paḍi'*—deitado; *āchena*—estava; *caitanya-gosāñi*—Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Depois de procurarem por algum tempo, eles encontraram Śrī Caitanya Mahāprabhu deitado num canto, no lado norte do portão Siṁha-dvāra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/63/", "verse_text": "dekhi' svarūpa-gosāñi-ādi ānandita hailā\n\nprabhura daśā dekhi' punaḥ cintite lāgilā", "devanagari": "> দেখি’ স্বরূপ-গোসাঞি-আদি আনন্দিত হৈলা ।\n> প্রভুর দশা দেখি’ পুনঃ চিন্তিতে লাগিলা ॥৬৩॥", "synonyms": "*dekhi'*—ao verem; *svarūpa-gosāñi-ādi*—todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *ānandita hailā*—ficaram muito contentes; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daśā*—a condição; *dekhi'*—ao verem; *punaḥ*—novamente; *cintite lāgilā*—começaram a sentir ansiedade.", "translation": "**A princípio, todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, ficaram exultantes por vê-Lo; mas, ao verem Sua condição, ficaram muito ansiosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/64/", "verse_text": "prabhu paḍi' āchena dīrgha hāta pāṅca-chaya\n\nacetana deha, nāsāya śvāsa nāhi vaya", "devanagari": "> প্রভু পড়ি’ আছেন দীর্ঘ হাত পাঁচ-ছয় ।\n> অচেতন দেহ, নাসায় শ্বাস নাহি বয় ॥৬৪॥", "synonyms": "*prabhu*—o Senhor; *paḍi' āchena*—estava deitado; *dīrgha*—alongado; *hāta pāṅca-chaya*—cinco a seis cúbitos (um cúbito equivale a cerca de meio metro); *acetana deha*—corpo inconsciente; *nāsāya*—nas narinas; *śvāsa*—respiração; *nāhi vaya*—não flui.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu jazia inconsciente, e Seu corpo havia se alongado a cinco ou seis cúbitos [dois metros e meio a três metros]. Não havia respiração em Suas narinas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/65-66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/65-66/", "verse_text": "eka eka hasta-pāda--dīrgha tina tina-hāta\n\nasthi-granthi bhinna, carma āche mātra tāta\n\nhasta, pāda, grīvā, kaṭi, asthi sandhi yata\n\neka eka vitasti bhinna hañāche tata", "devanagari": "> এক এক হস্ত-পাদ — দীর্ঘ তিন তিন-হাত ।\n> অস্থিগ্রন্থি ভিন্ন, চর্ম আছে মাত্র তাত ॥৬৫॥\n> হস্ত, পাদ, গ্রীবা, কটি, অস্থি, সন্ধি যত ।\n> এক এক বিতস্তি ভিন্ন হঞাছে তত ॥৬৬॥", "synonyms": "*eka eka*—cada um; *hasta-pāda*—braços e pernas; *dīrgha*—alongados; *tina tina-hāta*—três cúbitos; *asthi-granthi*—as articulações dos ossos; *bhinna*—separadas; *carma*—pele; *āche*—há; *mātra*—apenas; *tāta*—uma leve temperatura indicando vida; *hasta*—braços; *pāda*—pernas; *grīvā*—pescoço; *kaṭi*—cintura; *asthi*—ossos; *sandhi*—articulações; *yata*—todas quantas; *eka*—uma; *eka*—uma; *vitasti*—cerca de quinze centímetros; *bhinna*—separadas; *hañāche*—estavam; *tata*—todas elas.", "translation": "**Cada um de Seus braços e pernas havia se tornado três cúbitos de comprimento; apenas a pele unia as articulações separadas. A temperatura do corpo do Senhor, indicando vida, estava muito baixa. Todas as articulações de Seus braços, pernas, pescoço e cintura estavam separadas por pelo menos quinze centímetros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/67/", "verse_text": "carma-mātra upare, sandhi āche dīrgha hañā\n\nduḥkhita ha-ilā sabe prabhure dekhiyā", "devanagari": "> চর্ম মাত্র উপরে, সন্ধি আছে দীর্ঘ হঞা ।\n> দুঃখিত হইলা সবে প্রভুরে দেখিয়া ॥৬৭॥", "synonyms": "*carma-mātra*—apenas pele; *upare*—por cima; *sandhi*—articulações; *āche*—estão; *dīrgha*—alongadas; *hañā*—estando; *duḥkhita*—muito tristes; *ha-ilā*—ficaram; *sabe*—todos eles; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhiyā*—ao verem.", "translation": "**Parecia que apenas a pele cobria Suas articulações alongadas. Ao verem a condição do Senhor, todos os devotos ficaram muito infelizes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/68/", "verse_text": "mukhe lālā-phena prabhura uttāna-nayāna\n\ndekhiyā sakala bhaktera deha chāḍe prāṇa", "devanagari": "> মুখে লালা-ফেন প্রভুর উত্তান-নয়ান ।\n> দেখিয়া সকল ভক্তের দেহ ছাড়ে প্রাণ ॥৬৮॥", "synonyms": "*mukhe*—na boca; *lālā*—saliva; *phena*—espuma; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uttāna*—voltados para cima; *nayāna*—olhos; *dekhiyā*—ao verem; *sakala bhaktera*—de todos os devotos; *deha*—corpo; *chāḍe*—deixa; *prāṇa*—vida.", "translation": "**Eles quase morreram ao verem Śrī Caitanya Mahāprabhu com a boca cheia de saliva e espuma e os olhos voltados para cima.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/69/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi tabe ucca kariyā\n\nprabhura kāṇe kṛṣṇa-nāma kahe bhakta-gaṇa lañā", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি তবে উচ্চ করিয়া ।\n> প্রভুর কাণে কৃষ্ণনাম কহে ভক্তগণ লঞা ॥৬৯॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *tabe*—naquela ocasião; *ucca kariyā*—muito alto; *prabhura kāṇe*—ao ouvido de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *kahe*—começou a cantar; *bhakta-gaṇa lañā*—com todos os outros devotos.", "translation": "**Ao verem isso, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e todos os outros devotos começaram a cantar o santo nome de Kṛṣṇa muito alto ao ouvido de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/70/", "verse_text": "bahu-kṣaṇe kṛṣṇa-nāma hṛdaye paśilā\n\n'hari-bola' bali' prabhu garjiyā uṭhilā", "devanagari": "> বহুক্ষণে কৃষ্ণনাম হৃদয়ে পশিলা ।\n> ‘হরিবোল’ বলি’ প্রভু গর্জিয়া উঠিলা ॥৭০॥", "synonyms": "*bahu-kṣaṇe*—após muito tempo; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *hṛdaye paśilā*—penetrou no coração; *hari-bola bali'*—dizendo Hari bol; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *garjiyā*—emitindo um som forte; *uṭhilā*—levantou-se.", "translation": "**Depois de cantarem dessa maneira por muito tempo, o santo nome de Kṛṣṇa penetrou no coração de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Ele subitamente se ergueu com um brado retumbante de \"Hari bol\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/71/", "verse_text": "cetana pāite asthi-sandhi lāgila\n\npūrva-prāya yathāvat śarīra ha-ila", "devanagari": "> চেতন পাইতে অস্থি-সন্ধি লাগিল ।\n> পূর্বপ্রায় যথাবৎ শরীর হইল ॥৭১॥", "synonyms": "*cetana pāite*—ao recobrar a consciência; *asthi-sandhi*—as articulações dos ossos; *lāgila*—contraíram-se; *pūrva-prāya*—como antes; *yathāvat*—em condição normal; *śarīra*—o corpo; *ha-ila*—ficou.", "translation": "**Tão logo o Senhor recobrou a consciência externa, todas as Suas articulações se contraíram, e Seu corpo inteiro voltou ao normal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/72/", "verse_text": "ei līlā mahāprabhura raghunātha-dāsa\n\n'gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣe' kariyāche prakāśa", "devanagari": "> এই লীলা মহাপ্রভুর রঘুনাথদাস ।\n> ‘গৌরাঙ্গস্তবকল্পবৃক্ষে’ করিয়াছেন প্রকাশ ॥৭২॥", "synonyms": "*ei līlā*—este passatempo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *gaurāṅga-stava-kalpa-vṛkṣe*—no livro conhecido como Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa; *kariyāche prakāśa*—descreveu.", "translation": "**Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī descreveu detalhadamente estes passatempos em seu livro Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/73/", "verse_text": "kvacin miśrāvāse vraja-pati-sutasyoru-virahāt\n\nślathac chrī-sandhitvād dadhad-adhika-dairghyaṁ bhuja-padoḥ\n\nluṭhan bhūmau kākvā vikala-vikalaṁ gadgada-vacā\n\nrudan śrī-gaurāṅgo hṛdaya udayan māṁ madayati", "devanagari": "> ক্বচিন্মিশ্রাবাসে ব্রজপতিসুতস্যোরুবিরহাৎ\n> শ্লথচ্ছ্রীসন্ধিত্বাদ্দধদধিকদৈর্ঘ্যং ভুজপদোঃ ।\n> লুঠন্ ভূমৌ কাক্বা বিকলবিকলং গদ্গদবচা\n> রুদন্ শ্রীগৌরাঙ্গো হৃদয় উদয়ন্মাং মদয়তি ॥৭৩॥", "synonyms": "*kvacit*—às vezes; *miśra-āvāse*—na casa de Kāśī Miśra; *vraja-pati-sutasya*—do filho de Nanda Mahārāja; *uru-virahāt*—devido ao intenso sentimento de separação; *ślathat*—afrouxando-se; *śrī-sandhitvāt*—das articulações de Seu corpo transcendental; *dadhat*—obtendo; *adhika-dairghyam*—extraordinário comprimento; *bhuja-padoḥ*—dos braços e pernas; *luṭhan*—rolando; *bhūmau*—no chão; *kākvā*—com um brado de lamentação; *vikala-vikalam*—muito tristemente; *gadgada-vacā*—com voz embargada; *rudan*—chorando; *śrī-gaurāṅgaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hṛdaye*—no coração; *udayan*—despertando; *mām*—a mim; *madayati*—enlouquece.", "translation": "**\"Às vezes, Śrī Caitanya Mahāprabhu ia à casa de Kāśī Miśra. Ali, Ele Se afligia profundamente, sentindo separação de Kṛṣṇa. As articulações de Seu corpo transcendental afrouxavam-se, e Seus braços e pernas alongavam-se. Rolando no chão, o Senhor bradava em aflição, com voz embargada, e chorava muito tristemente. O aparecimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu, despertando em meu coração, enlouquece-me.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/74/", "verse_text": "siṁha-dvāre dekhi' prabhura vismaya ha-ilā\n\n'kāṅhā kara ki'--ei svarūpe puchilā", "devanagari": "> সিংহদ্বারে দেখি’ প্রভুর বিস্ময় হইলা ।\n> ‘কাঁহা কর কি’ — এই স্বরূপে পুছিলা ॥৭৪॥", "synonyms": "*siṁha-dvāre*—no portão conhecido como Siṁha-dvāra; *dekhi'*—ao ver; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vismaya ha-ilā*—houve espanto; *kāṅhā*—onde; *kara ki'*—o que estou fazendo; *ei*—isto; *svarūpe puchilā*—perguntou a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito espantado ao Se encontrar diante do Siṁha-dvāra. Ele perguntou a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī: \"Onde estou? O que estou fazendo aqui?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/75/", "verse_text": "svarūpa kahe,--'uṭha, prabhu, cala nija-ghare\n\ntathāi tomāre saba karimu gocare'", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — ‘উঠ, প্রভু চল নিজ-ঘরে ।\n> তথাই তোমারে সব করিমু গোচরে ।।’ ॥ ৭৫ ॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī respondeu; *uṭha prabhu*—meu querido Senhor, por favor, levantai-Vos; *cala*—ide; *nija-ghare*—à Vossa residência; *tathāi*—ali; *tomāre*—a Vós; *saba*—tudo; *karimu gocare*—eu informarei.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse: \"Meu querido Senhor, por favor, levantai-Vos. Vamos à Vossa residência. Ali, eu Vos contarei tudo o que aconteceu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/76/", "verse_text": "eta bali' prabhure dhari' ghare lañā gelā\n\ntāṅhāra avasthā saba kahite lāgilā", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভুরে ধরি’ ঘরে লঞা গেলা ।\n> তাঁহার অবস্থা সব কহিতে লাগিলা ॥৭৬॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *prabhure dhari'*—segurando Mahāprabhu; *ghare*—à residência; *lañā gelā*—levaram-No de volta; *tāṅhāra avasthā*—Sua condição; *saba*—todos eles; *kahite lāgilā*—começaram a relatar.", "translation": "**Assim, todos os devotos levaram Śrī Caitanya Mahāprabhu de volta à Sua residência. Então, todos Lhe descreveram o que havia acontecido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/77/", "verse_text": "śuni' mahāprabhu baḍa hailā camatkāra\n\nprabhu kahe,--'kichu smṛti nāhika āmāra", "devanagari": "> শুনি’ মহাপ্রভু বড় হৈলা চমৎকার ।\n> প্রভু কহে, — ‘কিছু স্মৃতি নাহিক আমার ! ॥ ৭৭ ॥", "synonyms": "*śuni'*—ao ouvir; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *baḍa*—muitíssimo; *hailā camatkāra*—ficou espantado; *prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kichu*—alguma; *smṛti*—lembrança; *nāhika*—não há; *āmāra*—Minha.", "translation": "**Ao ouvir a descrição de Sua condição enquanto jazia perto do Siṁha-dvāra, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito espantado. Ele disse: \"Não Me lembro de nenhuma dessas coisas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/78/", "verse_text": "sabe dekhi--haya mora kṛṣṇa vidyamāna\n\nvidyut-prāya dekhā diyā haya antardhāna'", "devanagari": "> সবে দেখি — হয় মোর কৃষ্ণ বিদ্যমান ।\n> বিদ্যুৎপ্রায় দেখা দিয়া হয় অন্তর্ধান’ ॥৭৮॥", "synonyms": "*sabe*—apenas isto; *dekhi*—Eu sei; *haya*—há; *mora*—Meu; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vidyamāna*—vividamente presente; *vidyut-prāya*—como um relâmpago; *dekhā diyā*—aparecendo; *haya*—há; *antardhāna*—desaparecimento.", "translation": "**\"Só Me lembro de que vi Meu Kṛṣṇa, mas apenas por um instante. Ele apareceu diante de Mim e, então, como um relâmpago, desapareceu imediatamente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/79/", "verse_text": "hena-kāle jagannāthera pāṇi-śaṅkha bājilā\n\nsnāna kari' mahāprabhu daraśane gelā", "devanagari": "> হেনকালে জগন্নাথের পাণি-শঙ্খ বাজিলা ।\n> স্নান করি’ মহাপ্রভু দরশনে গেলা ॥৭৯॥", "synonyms": "*hena-kāle*—neste momento; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *pāṇi-śaṅkha*—um búzio que pode ser segurado na mão; *bājilā*—vibrou; *snāna kari'*—após banhar-se; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *daraśane gelā*—foi ver o Senhor Jagannātha.", "translation": "**Naquele exato instante, todos ouviram o soar do búzio no templo de Jagannātha. Śrī Caitanya Mahāprabhu banhou-Se imediatamente e foi ver o Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/80/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ prabhura adbhuta vikāra\n\nyāhāra śravaṇe loke lāge camatkāra", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ প্রভুর অদ্ভুত বিকার ।\n> যাহার শ্রবণে লোকে লাগে চমৎকার ॥৮০॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—descrevi; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *adbhuta vikāra*—as incomuns transformações do corpo; *yāhāra śravaṇe*—ao ouvir as quais; *loke*—as pessoas; *lāge*—sentem; *camatkāra*—assombro.", "translation": "**Descrevi, assim, as incomuns transformações do corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Quando as pessoas ouvem falar disso, ficam grandemente assombradas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/81/", "verse_text": "loke nāhi dekhi aiche, śāstre nāhi śuni\n\nhena bhāva vyakta kare nyāsi-cūḍāmaṇi", "devanagari": "> লোকে নাহি দেখে ঐছে, শাস্ত্রে নাহি শুনি ।\n> হেন ভাব ব্যক্ত করে ন্যাসি-চূড়ামণি ॥৮১॥", "synonyms": "*loke*—entre as pessoas; *nāhi dekhi*—não vemos; *aiche*—tais; *śāstre*—nas escrituras; *nāhi śuni*—não ouvimos; *hena*—tais; *bhāva*—emoções; *vyakta kare*—manifesta; *nyāsi-cūḍāmaṇi*—o supremo sannyāsī.", "translation": "**Ninguém presenciou tais mudanças corporais em outro lugar, nem alguém leu sobre elas nas escrituras reveladas. Ainda assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu, o supremo sannyāsī, manifestou esses sintomas extáticos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/82/", "verse_text": "śāstra-lokātīta yei yei bhāva haya\n\nitara-lokera tāte nā haya niścaya", "devanagari": "> শাস্ত্রলোকাতীত যেই যেই ভাব হয় ।\n> ইতর-লোকের তাতে না হয় নিশ্চয় ॥৮২॥", "synonyms": "*śāstra-loka-atīta*—além da concepção das pessoas e das escrituras reveladas; *yei yei*—quaisquer que sejam; *bhāva*—êxtases emocionais; *haya*—existem; *itara-lokera*—dos homens comuns; *tāte*—nisso; *nā haya*—não há; *niścaya*—crença.", "translation": "**Esses êxtases não estão descritos nos śāstras e são inconcebíveis para os homens comuns. Por isso, as pessoas em geral não acreditam neles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/83/", "verse_text": "raghunātha-dāsera sadā prabhu-saṅge sthiti\n\ntāṅra mukhe śuni' likhi kariyā pratīti", "devanagari": "> রঘুনাথ-দাসের সদা প্রভুসঙ্গে স্থিতি ।\n> তাঁর মুখে শুনি’ লিখি করিয়া প্রতীতি ॥৮৩॥", "synonyms": "*raghunātha-dāsera*—de Raghunātha dāsa Gosvāmī; *sadā*—sempre; *prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sthiti*—vivendo; *tāṅra mukhe*—de sua boca; *śuni'*—ouvindo; *likhi*—escrevo; *kariyā pratīti*—aceitando por completo.", "translation": "**Raghunātha dāsa Gosvāmī viveu continuamente com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Limito-me a registrar tudo o que ouvi dele. Embora os homens comuns não acreditem nesses passatempos, acredito neles plenamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/84/", "verse_text": "eka-dina mahāprabhu samudre yāite\n\n'caṭaka'-parvata dekhilena ācambite", "devanagari": "> একদিন মহাপ্রভু সমুদ্রে যাইতে ।\n> ‘চটক’-পর্বত দেখিলেন আচম্বিতে ॥৮৪॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samudre yāite*—enquanto ia ao mar; *caṭaka-parvata*—a duna de areia Caṭaka-parvata; *dekhilena*—viu; *ācambite*—de repente.", "translation": "**Certo dia, enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu Se dirigia ao mar para banhar-Se, Ele subitamente avistou uma duna de areia chamada Caṭaka-parvata.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/85/", "verse_text": "govardhana-śaila-jñāne āviṣṭa ha-ilā\n\nparvata-diśāte prabhu dhāñā calilā", "devanagari": "> গোবর্ধন-শৈল-জ্ঞানে আবিষ্ট হইলা ।\n> পর্বত-দিশাতে প্রভু ধাঞা চলিলা ॥৮৫॥", "synonyms": "*govardhana-śaila*—a colina Govardhana; *jñāne*—pela compreensão; *āviṣṭa ha-ilā*—ficou dominado; *parvata-diśāte*—na direção da duna de areia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhāñā calilā*—começou a correr.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu confundiu a duna de areia com a colina Govardhana e correu em sua direção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/86/", "verse_text": "hantāyam adrir abalā hari-dāsa-varyo\n\nyad rāma-kṛṣṇa-caraṇa-sparaśa-pramodaḥ\n\nmānaṁ tanoti saha-go-gaṇayos tayor yat\n\npānīya-sūyavasa-kandara-kanda-mūlaiḥ", "devanagari": "> হন্তায়মদ্রিরবলা হরিদাসবর্যো\n> যদ্রামকৃষ্ণচরণ-স্পরশ-প্রমোদঃ ।\n> মানং তনোতি সহ-গোগণয়োস্তয়োর্যৎ\n> পানীয়-সূযবস-কন্দর-কন্দমূলৈঃ ॥৮৬॥", "synonyms": "*hanta*—oh; *ayam*—esta; *adriḥ*—colina; *abalāḥ*—ó amigas; *hari-dāsa-varyaḥ*—a melhor entre os servos do Senhor; *yat*—porque; *rāma-kṛṣṇa-caraṇa*—dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa e Balarāma; *sparaśa*—pelo toque; *pramodaḥ*—jubilosa; *mānam*—respeitos; *tanoti*—oferece; *saha*—com; *go-gaṇayoḥ*—vacas, bezerros e vaqueirinhos; *tayoḥ*—a Eles (Śrī Kṛṣṇa e Balarāma); *yat*—porque; *pānīya*—água para beber; *sūyavasa*—capim muito macio; *kandara*—cavernas; *kanda-mūlaiḥ*—e por raízes.", "translation": "**\"De todos os devotos, esta colina Govardhana é a melhor! Ó Minhas amigas, esta colina fornece a Kṛṣṇa e Balarāma, bem como aos Seus bezerros, vacas e amigos vaqueirinhos, toda espécie de necessidades — água para beber, capim muito macio, cavernas, frutas, flores e legumes. Dessa forma, a colina oferece respeito ao Senhor. Tocada pelos pés de lótus de Kṛṣṇa e Balarāma, a colina Govardhana mostra-se muito jubilosa.\"**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (10.21.18). Foi proferida pelas gopīs quando o Senhor Kṛṣṇa e Balarāma entraram na floresta no outono. As gopīs falavam entre si e glorificavam Kṛṣṇa e Balarāma por Seus passatempos."}
{"ref": "cc/antya/14/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/87/", "verse_text": "ei śloka paḍi' prabhu calena vāyu-vege\n\ngovinda dhāila pāche, nāhi pāya lāge", "devanagari": "> এই শ্লোক পড়ি’ প্রভু চলেন বায়ুবেগে ।\n> গোবিন্দ ধাইল পাছে, নাহি পায় লাগে ॥৮৭॥", "synonyms": "*ei śloka*—este verso; *paḍi'*—recitando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calena*—vai; *vāyu-vege*—com a velocidade do vento; *govinda*—Govinda; *dhāila*—correu; *pāche*—atrás; *nāhi pāya lāge*—não conseguia alcançá-Lo.", "translation": "**Recitando este verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu correu em direção à duna de areia com a velocidade do vento. Govinda correu atrás Dele, mas não conseguia aproximar-se Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/88/", "verse_text": "phukāra paḍila, mahā-kolāhala ha-ila\n\nyei yāhāṅ chila sei uṭhiyā dhāila", "devanagari": "> ফুকার পড়িল, মহা-কোলাহল হইল ।\n> যেই যাহাঁ ছিল সেই উঠিয়া ধাইল ॥৮৮॥", "synonyms": "*phu-kāra*—um brado forte; *paḍila*—ergueu-se; *mahā-kolāhala*—um som tumultuoso; *ha-ila*—houve; *yei*—quem quer que fosse; *yāhāṅ*—onde quer que fosse; *chila*—estava; *sei*—ele; *uṭhiyā dhāila*—levantou-se e começou a correr.", "translation": "**Primeiro um devoto bradou em voz alta e, em seguida, ergueu-se um alvoroço tumultuoso quando todos os devotos se puseram de pé e começaram a correr atrás do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/89/", "verse_text": "svarūpa, jagadānanda, paṇḍita-gadādhara\n\nrāmāi, nandāi, āra paṇḍita śaṅkara", "devanagari": "> স্বরূপ, জগদানন্দ, পণ্ডিত-গদাধর ।\n> রামাই, নন্দাই, আর পণ্ডিত-শঙ্কর ॥৮৯॥", "synonyms": "*svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *paṇḍita-gadādhara*—Gadādhara Paṇḍita; *rāmāi*—Rāmāi; *nandāi*—Nandāi; *āra*—e; *paṇḍita-śaṅkara*—Śaṅkara Paṇḍita.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Jagadānanda Paṇḍita, Gadādhara Paṇḍita, Rāmāi, Nandāi e Śaṅkara Paṇḍita são alguns dos devotos que correram atrás de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/90/", "verse_text": "purī-bhāratī-gosāñi āilā sindhu-tīre\n\nbhagavān-ācārya khañja calilā dhīre dhīre", "devanagari": "> পুরী-ভারতী-গোসাঞি আইলা সিন্ধুতীরে ।\n> ভগবান্-আচার্য খঞ্জ চলিলা ধীরে ধীরে ॥৯০॥", "synonyms": "*purī*—Paramānanda Purī; *bhāratī-gosāñi*—Brahmānanda Bhāratī; *āilā*—vieram; *sindhu-tīre*—à beira-mar; *bhagavān-ācārya*—Bhagavān Ācārya; *khañja*—coxo; *calilā*—correu; *dhīre dhīre*—muito lentamente.", "translation": "**Paramānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī também se dirigiram à praia, e Bhagavān Ācārya, que era coxo, seguiu-os muito lentamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/91/", "verse_text": "prathame calilā prabhu,--yena vāyu-gati\n\nstambha-bhāva pathe haila, calite nāhi śakti", "devanagari": "> প্রথমে চলিলা প্রভু, — যেন বায়ু গতি ।\n> স্তম্ভভাব পথে হৈল, চলিতে নাহি শক্তি ॥৯১॥", "synonyms": "*prathame*—no início; *calilā*—foi; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yena*—como; *vāyu-gati*—a velocidade do vento; *stambha-bhāva*—a emoção de ficar estupefato; *pathe*—no caminho; *haila*—houve; *calite*—mover-se; *nāhi*—nenhuma; *śakti*—força.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu corria com a velocidade do vento, mas subitamente ficou estupefato em êxtase e perdeu toda a força para prosseguir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/92/", "verse_text": "prati-roma-kūpe māṁsa--vraṇera ākāra\n\ntāra upare romodgama--kadamba-prakāra", "devanagari": "> প্রতি-রোমকূপে মাংস — ব্রণের আকার ।\n> তার উপরে রোমোদ্গম — কদম্বপ্রকার ॥৯২॥", "synonyms": "*prati-roma-kūpe*—em cada poro do cabelo; *māṁsa*—a carne; *vraṇera ākāra*—como espinhas; *tāra upare*—sobre isso; *roma-udgama*—arrepiamento dos pelos; *kadamba-prakāra*—como as flores de kadamba.", "translation": "**A carne em cada um de Seus poros erguia-se como espinhas, e Seus pelos, eriçados, pareciam flores de kadamba.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/93/", "verse_text": "prati-rome prasveda paḍe rudhirera dhāra\n\nkaṇṭhe gharghara, nāhi varṇera uccāra", "devanagari": "> প্রতি-রোমে প্রস্বেদ পড়ে রুধিরের ধার ।\n> কণ্ঠে ঘর্ঘর, নাহি বর্ণের উচ্চার ॥৯৩॥", "synonyms": "*prati-rome*—de cada pelo; *prasveda*—suor; *paḍe*—goteja; *rudhirera*—de sangue; *dhāra*—fluxo; *kaṇṭhe*—na garganta; *gharghara*—som gorgolejante; *nāhi*—não; *varṇera*—de letras; *uccāra*—pronúncia.", "translation": "**Sangue e transpiração fluíam incessantemente de cada poro de Seu corpo, e Ele não conseguia pronunciar uma só palavra, produzindo apenas um som gorgolejante na garganta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/94/", "verse_text": "dui netre bhari' aśru vahaye apāra\n\nsamudre mililā yena gaṅgā-yamunā-dhāra", "devanagari": "> দুই নেত্রে ভরি’ অশ্রু বহয়ে অপার ।\n> সমুদ্রে মিলিলা যেন গঙ্গা-যমুনা-ধার ॥৯৪॥", "synonyms": "*dui netre*—nos dois olhos; *bhari'*—enchendo; *aśru*—lágrimas; *vahaye*—fluem; *apāra*—ilimitadas; *samudre*—o oceano; *mililā*—encontraram; *yena*—como se; *gaṅgā*—do Ganges; *yamunā*—do Yamunā; *dhāra*—fluxo.", "translation": "**Os olhos do Senhor encheram-se e transbordaram com lágrimas ilimitadas, como o Ganges e o Yamunā encontrando-se no mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/95/", "verse_text": "vaivarṇye śaṅkha-prāya śveta haila aṅga\n\ntabe kampa uṭhe,--yena samudre taraṅga", "devanagari": "> বৈবর্ণ্যে শঙ্খপ্রায় শ্বেত হৈল অঙ্গ ।\n> তবে কম্প উঠে, — যেন সমুদ্রে তরঙ্গ ॥৯৫॥", "synonyms": "*vaivarṇye*—pelo empalidecimento; *śaṅkha-prāya*—como um búzio; *śveta*—branco; *haila*—tornou-se; *aṅga*—o corpo; *tabe*—naquele momento; *kampa*—tremor; *uṭhe*—surge; *yena*—como se; *samudre*—no oceano; *taraṅga*—ondas.", "translation": "**Todo o Seu corpo empalideceu até adquirir a cor de um búzio branco, e então Ele começou a estremecer, como as ondas no oceano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/96/", "verse_text": "kāṅpite kāṅpite prabhu bhūmete paḍilā\n\ntabe ta' govinda prabhura nikaṭe āilā", "devanagari": "> কাঁপিতে কাঁপিতে প্রভু ভূমিতে পড়িলা ।\n> তবে ত’ গোবিন্দ প্রভুর নিকটে আইলা ॥৯৬॥", "synonyms": "*kāṅpite kāṅpite*—enquanto estremecia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhūmete*—no chão; *paḍilā*—caiu; *tabe*—naquele momento; *ta'*—certamente; *govinda*—Govinda; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nikaṭe*—perto; *āilā*—veio.", "translation": "**Enquanto estremecia dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu caiu ao chão. Então, Govinda aproximou-se Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/97/", "verse_text": "karaṅgera jale kare sarvāṅga siñcana\n\nbahirvāsa lañā kare aṅga saṁvījana", "devanagari": "> করঙ্গের জলে করে সর্বাঙ্গ সিঞ্চন ।\n> বহির্বাস লঞা করে অঙ্গ সংবীজন ॥৯৭॥", "synonyms": "*karaṅgera jale*—com água de um cântaro karaṅga; *kare*—faz; *sarva-aṅga*—todas as partes do corpo; *siñcana*—aspersão; *bahirvāsa*—roupa exterior; *lañā*—pegando; *kare*—faz; *aṅga*—o corpo; *saṁvījana*—abanar.", "translation": "**Govinda aspergiu água de um cântaro karaṅga por todo o corpo do Senhor e, em seguida, tomando sua própria roupa exterior, começou a abanar Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/98/", "verse_text": "svarūpādi-gaṇa tāhāṅ āsiyā mililā\n\nprabhura avasthā dekhi' kāndite lāgilā", "devanagari": "> স্বরূপাদিগণ তাহাঁ আসিয়া মিলিলা ।\n> প্রভুর অবস্থা দেখি’ কান্দিতে লাগিলা ॥৯৮॥", "synonyms": "*svarūpa-ādi-gaṇa*—os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tāhāṅ*—ali; *āsiyā*—vindo; *mililā*—encontraram; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *avasthā*—condição; *dekhi'*—vendo; *kāndite lāgilā*—começaram a chorar.", "translation": "**Quando Svarūpa Dāmodara e os demais devotos chegaram ao local e viram a condição de Śrī Caitanya Mahāprabhu, começaram a chorar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/99/", "verse_text": "prabhura aṅge dekhe aṣṭa-sāttvika vikāra\n\nāścarya sāttvika dekhi' hailā camatkāra", "devanagari": "> প্রভুর অঙ্গে দেখে অষ্টসাত্ত্বিক বিকার ।\n> আশ্চর্য সাত্ত্বিক দেখি’ হৈলা চমৎকার ॥৯৯॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aṅge*—no corpo; *dekhe*—eles veem; *aṣṭa-sāttvika vikāra*—oito tipos de transformações transcendentais; *āścarya*—maravilhosas; *sāttvika*—transcendentais; *dekhi'*—vendo; *hailā camatkāra*—ficaram tomados de assombro.", "translation": "**Todos os oito tipos de transformações transcendentais eram visíveis no corpo do Senhor. Todos os devotos ficaram tomados de assombro ao contemplar tal espetáculo.**", "purport": "Os oito sintomas extáticos são o estado de estar atônito, transpiração, arrepio dos pelos do corpo, falha da voz, tremor, empalidecimento da cor do corpo, lágrimas e devastação."}
{"ref": "cc/antya/14/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/100/", "verse_text": "ucca saṅkīrtana kare prabhura śravaṇe\n\nśītala jale kare prabhura aṅga sammārjane", "devanagari": "> উচ্চ সঙ্কীর্তন করে প্রভুর শ্রবণে ।\n> শীতল জলে করে প্রভুর অঙ্গ সম্মার্জনে ॥১০০॥", "synonyms": "*ucca*—em voz alta; *saṅkīrtana*—cantar do mantra Hare Kṛṣṇa; *kare*—fazem; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śravaṇe*—ao alcance dos ouvidos; *śītala*—fria; *jale*—com água; *kare*—fazem; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *aṅga*—o corpo; *sammārjane*—lavar.", "translation": "**Os devotos cantaram o mantra Hare Kṛṣṇa em voz alta perto de Śrī Caitanya Mahāprabhu e lavaram Seu corpo com água fria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/101/", "verse_text": "ei-mata bahu-bāra kīrtana karite\n\n'hari-bola' bali' prabhu uṭhe ācambite", "devanagari": "> এইমত বহুবার কীর্তন করিতে ।\n> ‘হরিবোল’ বলি’ প্রভু উঠে আচম্বিতে ॥১০১॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *bahu-bāra*—por muito tempo; *kīrtana karite*—cantando; *hari-bola bali'*—proferindo Hari bol; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhe*—levanta-se; *ācambite*—de repente.", "translation": "**Depois que os devotos haviam cantado por muito tempo, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se de repente, exclamando: \"Hari bol!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/102/", "verse_text": "sānande sakala vaiṣṇava bale 'hari' 'hari'\n\nuṭhila maṅgala-dhvani catur-dik bhari'", "devanagari": "> সানন্দে সকল বৈষ্ণব বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ।\n> উঠিল মঙ্গলধ্বনি চতুর্দিক ভরি’ ॥১০২॥", "synonyms": "*sa-ānande*—com grande prazer; *sakala*—todos; *vaiṣṇava*—devotos; *bale*—cantaram; *hari hari*—o santo nome do Senhor; *uṭhila*—ergueu-se; *maṅgala-dhvani*—um som auspicioso; *catuḥ-dik*—todas as direções; *bhari'*—enchendo.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu se levantou, todos os vaiṣṇavas cantaram em voz alta: \"Hari! Hari!\", com grande júbilo. O som auspicioso encheu o ar em todas as direções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/103/", "verse_text": "uṭhi' mahāprabhu vismita, iti uti cāya\n\nye dekhite cāya, tāhā dekhite nā pāya", "devanagari": "> উঠি’ মহাপ্রভু বিস্মিত, ইতি উতি চায় ।\n> যে দেখিতে চায়, তাহা দেখিতে না পায় ॥১০৩॥", "synonyms": "*uṭhi'*—levantando-se; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vismita*—perplexo; *iti uti*—de um lado para o outro; *cāya*—olha; *ye*—o que; *dekhite cāya*—Ele queria ver; *tāhā*—isso; *dekhite nā pāya*—não conseguia ver.", "translation": "**Perplexo, Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se e começou a olhar de um lado para o outro, tentando ver algo. Mas não conseguia avistá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/104/", "verse_text": "'vaiṣṇava' dekhiyā prabhura ardha-bāhya ha-ila\n\nsvarūpa-gosāñire kichu kahite lāgila", "devanagari": "> ‘বৈষ্ণব’ দেখিয়া প্রভুর অর্ধবাহ্য হইল  ।\n> স্বরূপ-গোসাঞিরে কিছু কহিতে লাগিল ॥১০৪॥", "synonyms": "*vaiṣṇava dekhiyā*—vendo os devotos; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ardha-bāhya*—consciência semiexterna; *ha-ila*—houve; *svarūpa-gosāñire*—a Svarūpa Gosāñi; *kichu*—algo; *kahite lāgila*—começou a falar.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu todos os vaiṣṇavas, recobrou a consciência externa parcial e falou a Svarūpa Dāmodara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/105/", "verse_text": "\"govardhana haite more ke ihāṅ ānila?\n\npāñā kṛṣṇera līlā dekhite nā pāila", "devanagari": "> “গোবর্ধন হৈতে মোরে কে ইহাঁ আনিল ? পাঞা কৃষ্ণের লীলা দেখিতে না পাইল ॥১০৫॥", "synonyms": "*govardhana haite*—da Colina de Govardhana; *more*—a Mim; *ke*—quem; *ihāṅ*—aqui; *ānila*—trouxe; *pāñā*—conseguindo; *kṛṣṇera līlā*—os passatempos de Kṛṣṇa; *dekhite nā pāila*—não consegui ver.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Quem Me trouxe da Colina de Govardhana até aqui? Eu estava vendo os passatempos do Senhor Kṛṣṇa, mas agora não consigo vê-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/106/", "verse_text": "ihāṅ haite āji mui genu govardhane\n\ndekhoṅ,--yadi kṛṣṇa karena godhana-cāraṇe", "devanagari": "> ইহাঁ হৈতে আজি মুই গেনু গোবর্ধনে ।\n> দেখোঁ, — যদি কৃষ্ণ করেন গোধন-চারণে ॥১০৬॥", "synonyms": "*ihāṅ haite*—daqui; *āji*—hoje; *mui*—Eu; *genu*—fui; *govardhane*—à Colina de Govardhana; *dekhoṅ*—Eu estava procurando; *yadi*—se; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *karena*—faz; *godhana-cāraṇe*—pastoreio das vacas.", "translation": "**\"Hoje fui daqui à Colina de Govardhana para descobrir se Kṛṣṇa estava ali pastoreando Suas vacas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/107/", "verse_text": "govardhane caḍi' kṛṣṇa bājāilā veṇu\n\ngovardhanera caudike care saba dhenu", "devanagari": "> গোবর্ধনে চড়ি’ কৃষ্ণ বাজাইলা বেণু ।\n> গোবর্ধনের চৌদিকে চরে সব ধেনু ॥১০৭॥", "synonyms": "*govardhane*—na Colina de Govardhana; *caḍi'*—subindo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *bājāilā veṇu*—tocou a flauta; *govardhanera*—da Colina de Govardhana; *cau-dike*—nas quatro direções; *care*—pastavam; *saba*—todas; *dhenu*—vacas.", "translation": "**\"Vi o Senhor Kṛṣṇa subindo a Colina de Govardhana e tocando Sua flauta, cercado por todos os lados por vacas que pastavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/108/", "verse_text": "veṇu-nāda śuni' āilā rādhā-ṭhākurāṇī\n\nsaba sakhī-gaṇa-saṅge kariyā sājani", "devanagari": "> বেণুনাদ শুনি’ আইলা রাধা-ঠাকুরাণী ।\n> সব সখীগণ-সঙ্গে করিয়া সাজনি ॥১০৮॥", "synonyms": "*veṇu-nāda*—a vibração da flauta; *śuni'*—ouvindo; *āilā*—veio; *rādhā-ṭhākurāṇī*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *saba*—todas; *sakhī-gaṇa-saṅge*—acompanhada pelas gopīs; *kariyā sājani*—belamente vestidas.", "translation": "**\"Ao ouvir a vibração da flauta de Kṛṣṇa, Śrīmatī Rādhārāṇī e todas as Suas amigas gopīs vieram até ali para encontrá-Lo. Estavam todas belamente vestidas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/109/", "verse_text": "rādhā lañā kṛṣṇa praveśilā kandarāte\n\nsakhī-gaṇa kahe more phula uṭhāite", "devanagari": "> রাধা লঞা কৃষ্ণ প্রবেশিলা কন্দরাতে ।\n> সখীগণ কহে মোরে ফুল উঠাইতে ॥১০৯॥", "synonyms": "*rādhā lañā*—levando Śrīmatī Rādhārāṇī consigo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *praveśilā*—entrou; *kandarāte*—numa caverna; *sakhī-gaṇa*—as gopīs; *kahe*—disseram; *more*—a Mim; *phula*—flores; *uṭhāite*—colher.", "translation": "**\"Quando Kṛṣṇa e Śrīmatī Rādhārāṇī entraram juntos numa caverna, as demais gopīs Me pediram que colhesse algumas flores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/110/", "verse_text": "hena-kāle tumi-saba kolāhala kailā\n\ntāhāṅ haite dhari' more ihāṅ lañā āilā", "devanagari": "> হেনকালে তুমি-সব কোলাহল কৈলা ।\n> তাহাঁ হৈতে ধরি’ মোরে ইহাঁ লঞা আইলা ॥১১০॥", "synonyms": "*hena-kāle*—neste momento; *tumi-saba*—todos vós; *kolāhala kailā*—fizestes um som tumultuoso; *tāhāṅ haite*—de lá; *dhari'*—agarrando; *more*—a Mim; *ihāṅ*—aqui; *lañā āilā*—trouxestes.", "translation": "**\"Justamente então, todos vós fizestes um som tumultuoso e Me carregastes de lá para este lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/111/", "verse_text": "kene vā ānilā more vṛthā duḥkha dite\n\npāñā kṛṣṇera līlā, nā pāinu dekhite", "devanagari": "> কেনে বা আনিলা মোরে বৃথা দুঃখ দিতে ।\n> পাঞা কৃষ্ণের লীলা, না পাইনু দেখিতে !” ॥ ১১১ ॥", "synonyms": "*kene*—por que; *vā*—então; *ānilā*—trouxestes; *more*—a Mim; *vṛthā*—desnecessariamente; *duḥkha dite*—para causar dor; *pāñā*—obtendo; *kṛṣṇera līlā*—os passatempos de Kṛṣṇa; *nā pāinu dekhite*—não pude vê-los.", "translation": "**\"Por que Me trouxestes para cá, causando-Me dor desnecessária? Eu tinha a oportunidade de ver os passatempos de Kṛṣṇa, mas não pude vê-los.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/112/", "verse_text": "eta bali' mahāprabhu karena krandana\n\ntāṅra daśā dekhi' vaiṣṇava karena rodana", "devanagari": "> এত বলি’ মহাপ্রভু করেন ক্রন্দন ।\n> তাঁর দশা দেখি’ বৈষ্ণব করেন রোদন ॥১১২॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena krandana*—começou a chorar; *tāṅra daśā*—Sua condição; *dekhi'*—vendo; *vaiṣṇava*—os vaiṣṇavas; *karena rodana*—começaram a chorar.", "translation": "**Dizendo isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a chorar. Quando todos os vaiṣṇavas viram a condição do Senhor, também choraram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/113/", "verse_text": "hena-kāle āilā purī, bhāratī,--dui-jana\n\nduṅhe dekhi' mahāprabhura ha-ila sambhrama", "devanagari": "> হেনকালে আইলা পুরী, ভারতী, — দুইজন ।\n> দুঁহে দেখি’ মহাপ্রভুর হইল সম্ভ্রম ॥১১৩॥", "synonyms": "*hena-kāle*—neste momento; *āilā*—chegaram; *purī*—Paramānanda Purī; *bhāratī*—Brahmānanda Bhāratī; *dui-jana*—duas pessoas; *duṅhe dekhi'*—vendo a ambos; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ila*—houve; *sambhrama*—respeito.", "translation": "**Naquele momento, Paramānanda Purī e Brahmānanda Bhāratī chegaram. Ao vê-los, Śrī Caitanya Mahāprabhu tornou-se um tanto respeitoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/114/", "verse_text": "nipaṭṭa-bāhya ha-ile prabhu duṅhāre vandilā\n\nmahāprabhure dui-jana premāliṅgana kailā", "devanagari": "> নিপট্ট-বাহ্য হইলে প্রভু দুঁহারে বন্দিলা ।\n> মহাপ্রভুরে দুইজন প্রেমালিঙ্গন কৈলা ॥১১৪॥", "synonyms": "*nipaṭṭa-bāhya*—consciência externa completa; *ha-ile*—quando houve; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *duṅhāre*—a ambos; *vandilā*—ofereceu orações; *mahāprabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui-jana*—ambas as pessoas; *prema-āliṅgana kailā*—abraçaram com amor e afeto.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou à plena consciência externa e imediatamente lhes ofereceu orações. Então esses dois senhores idosos abraçaram o Senhor com amorosa afeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/115/", "verse_text": "prabhu kahe,--'duṅhe kene āilā eta dūre'?\n\npurī-gosāñi kahe,--'tomāra nṛtya dekhibāre'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — ‘দুঁহে কেনে আইলা এত দূরে’ ?\n> পুরীগোসাঞি কহে, — ‘তোমার নৃত্য দেখিবারে’ ॥১১৫॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *duṅhe*—ambos; *kene*—por que; *āilā*—viestes; *eta dūre*—tão longe; *purī-gosāñi kahe*—Purī Gosāñi disse; *tomāra nṛtya*—Vossa dança; *dekhibāre*—para ver.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Purī Gosvāmī e Brahmānanda Bhāratī: \"Por que viestes ambos de tão longe?\" Purī Gosvāmī respondeu: \"Apenas para ver Vossa dança.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/116/", "verse_text": "lajjita ha-ilā prabhu purīra vacane\n\nsamudra-ghāṭa āilā saba vaiṣṇava-sane", "devanagari": "> লজ্জিত হইলা প্রভু পুরীর বচনে ।\n> সমুদ্রঘাট আইলা সব বৈষ্ণব-সনে ॥১১৬॥", "synonyms": "*lajjita*—envergonhado; *ha-ilā*—ficou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *purīra vacane*—pelas palavras de Paramānanda Purī; *samudra*—do mar; *ghāṭa*—ao local de banho; *āilā*—foi; *saba vaiṣṇava-sane*—com todos os vaiṣṇavas.", "translation": "**Ao ouvir isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou um tanto envergonhado. Em seguida, foi banhar-se no mar com todos os vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/117/", "verse_text": "snāna kari' mahāprabhu gharete āilā\n\nsabā lañā mahā-prasāda bhojana karilā", "devanagari": "> স্নান করি’ মহাপ্রভু ঘরেতে আইলা ।\n> সবা লঞা মহাপ্রসাদ ভোজন করিলা ॥১১৭॥", "synonyms": "*snāna kari'*—após banhar-se; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gharete āilā*—regressou à residência; *sabā lañā*—levando todos consigo; *mahā-prasāda*—restos de alimento de Jagannātha; *bhojana karilā*—comeu.", "translation": "**Após banhar-se no mar, Śrī Caitanya Mahāprabhu regressou à Sua residência com todos os devotos. Então todos almoçaram os restos de alimento oferecido ao Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/118/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ prabhura divyonmāda-bhāva\n\nbrahmāo kahite nāre yāhāra prabhāva", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ প্রভুর দিব্যোন্মাদ-ভাব ।\n> ব্রহ্মাও কহিতে নারে যাহার প্রভাব ॥১১৮॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—descrevi; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *divya-unmāda-bhāva*—as emoções extáticas transcendentais; *brahmāo*—nem mesmo o Senhor Brahmā; *kahite nāre*—não pode descrever; *yāhāra*—das quais; *prabhāva*—a influência.", "translation": "**Assim, descrevi as emoções extáticas transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Nem mesmo o Senhor Brahmā pode descrever a influência delas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/119/", "verse_text": "'caṭaka'-giri-gamana-līlā raghunātha-dāsa\n\n'gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣe' kariyāchena prakāśa", "devanagari": "> ‘চটক’-গিরি-গমন-লীলা রঘুনাথদাস ।\n> ‘গৌরাঙ্গস্তবকল্পবৃক্ষে’ করিয়াছেন প্রকাশ ॥১১৯॥", "synonyms": "*caṭaka-giri*—a duna de areia conhecida como Caṭaka-parvata; *gamana*—de ir; *līlā*—passatempo; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *gaurāṅga-stava-kalpa-vṛkṣe*—no livro conhecido como Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa; *kariyāchena prakāśa*—descreveu.", "translation": "**Em seu livro Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa, Raghunātha dāsa Gosvāmī descreveu de forma muito vívida o passatempo de Śrī Caitanya Mahāprabhu de correr em direção à duna de areia de Caṭaka-parvata.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/120/", "verse_text": "samīpe nīlādreś caṭaka-giri-rājasya kalanād\n\naye goṣṭhe govardhana-giri-patiṁ lokitum itaḥ\n\nvrajann asmīty uktvā pramada iva dhāvann avadhṛto\n\ngaṇaiḥ svair gaurāṅgo hṛdaya udayan māṁ madayati", "devanagari": "> সমীপে নীলাদ্রেবর্ধনগিরিপতিং লোকিতুমিতঃ ।\n> ব্রজন্নস্মীত্যুক্ত্বা প্রমদ ইব ধাবন্নবধৃতো\n> গণৈঃ স্বৈর্গৌরাঙ্গো হৃদয় উদয়ন্মাং মদয়তি ॥১২০॥", "synonyms": "*samīpe*—perto; *nīlādreḥ*—de Jagannātha Purī; *caṭaka*—chamada Caṭaka; *giri-rājasya*—o rei das dunas de areia; *kalanāt*—em razão de ver; *aye*—oh; *goṣṭhe*—ao local para o pastoreio de vacas; *govardhana-giri-patim*—Govardhana, o rei das colinas; *lokitum*—para ver; *itaḥ*—daqui; *vrajan*—indo; *asmi*—estou; *iti*—assim; *uktvā*—dizendo; *pramadaḥ*—enlouquecido; *iva*—como se; *dhāvan*—correndo; *avadhṛtaḥ*—sendo seguido; *gaṇaiḥ*—pelos devotos; *svaiḥ*—próprios; *gaurāṅgaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hṛdaye*—no coração; *udayan*—despertando; *mām*—a mim; *madayati*—enlouquece.", "translation": "**\"Perto de Jagannātha Purī havia uma grande duna de areia conhecida como Caṭaka-parvata. Ao ver aquela colina, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: 'Oh, irei à terra de Vraja para ver a colina de Govardhana.' Então começou a correr loucamente em direção a ela, e todos os vaiṣṇavas correram atrás dEle. Esta cena desperta em meu coração e me enlouquece.\"**", "purport": "Este verso é citado do Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa (8)."}
{"ref": "cc/antya/14/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/121/", "verse_text": "ebe prabhu yata kailā alaukika-līlā\n\nke varṇite pāre sei mahāprabhura khelā?", "devanagari": "> এবে প্রভু যত কৈলা অলৌকিক-লীলা ।\n> কে বর্ণিতে পারে সেই মহাপ্রভুর খেলা ? ॥ ১২১ ॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yata*—tudo o que; *kailā*—realizou; *alaukika-līlā*—passatempos incomuns; *ke*—quem; *varṇite pāre*—pode descrever; *sei*—eles; *mahāprabhura khelā*—a brincadeira de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quem pode descrever apropriadamente todos os passatempos incomuns de Śrī Caitanya Mahāprabhu? Todos eles são simplesmente Sua brincadeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/122/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiyā kari dik daraśana\n\nyei ihā śune, pāya kṛṣṇera caraṇa", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিয়া করি দিক্ দরশন ।\n> যেই ইহা শুনে, পায় কৃষ্ণের চরণ ॥১২২॥", "synonyms": "*saṅkṣepe*—brevemente; *kahiyā*—descrevendo; *kari dik daraśana*—dou uma indicação; *yei*—todo aquele que; *ihā*—isto; *śune*—ouve; *pāya*—obtém; *kṛṣṇera caraṇa*—o refúgio dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Descrevi-os brevemente apenas para dar uma indicação de Seus passatempos transcendentais. Não obstante, todo aquele que ouvir sobre isto certamente alcançará o refúgio dos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/14/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/14/123/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১২৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Quarto Capítulo, que descreve as emoções extáticas transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu e como Ele confundiu o Caṭaka-parvata com a colina de Govardhana."}
{"ref": "cc/antya/15/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/1/", "verse_text": "durgame kṛṣṇa-bhāvābdhau\nnimagnonmagna-cetasā\ngaureṇa hariṇā prema-\nmaryādā bhūri darśitā", "devanagari": "> দুর্গমে কৃষ্ণভাবাব্ধৌ নিমগ্নোন্মগ্নচেতসা ।\n> গৌরেণ হরিণা প্রেমমর্যাদা ভূরি দর্শিতা ॥১॥", "synonyms": "*durgame*—muito difícil de compreender; *kṛṣṇa-bhāva-abdhau*—no oceano de amor extático por Kṛṣṇa; *nimagna*—submerso; *unmagna-cetasā*—com Seu coração absorto; *gaureṇa*—por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hariṇā*—pela Suprema Personalidade de Deus; *prema-maryādā*—a posição elevada do amor transcendental; *bhūri*—de diversas maneiras; *darśitā*—foi manifestada.", "translation": "**O oceano de amor extático por Kṛṣṇa é muito difícil de compreender, mesmo para semideuses como o Senhor Brahmā. Ao representar Seus passatempos, Śrī Caitanya Mahāprabhu submergiu-Se nesse oceano, e Seu coração ficou absorto nesse amor. Assim, Ele manifestou de diversas maneiras a posição elevada do amor transcendental por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-kṛṣṇa-caitanya adhīśvara\njaya nityānanda pūrṇānanda-kalevara", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য অধীশ্বর ।\n> জয় নিত্যানন্দ পূর্ণানন্দ-কলেবর ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *adhīśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *pūrṇa-ānanda*—repleto de prazer transcendental; *kalevara*—Seu corpo.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Kṛṣṇa Caitanya, a Suprema Personalidade de Deus! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda, cujo corpo está sempre repleto de bem-aventurança transcendental!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/3/", "verse_text": "jayādvaitācārya kṛṣṇa-caitanya-priyatama\njaya śrīvāsa-ādi prabhura bhakta-gaṇa", "devanagari": "> জয়াদ্বৈতাচার্য কৃষ্ণচৈতন্য-প্রিয়তম ।\n> জয় শ্রীবাস-আদি প্রভুর ভক্তগণ ॥৩॥", "synonyms": "*jaya*—todas as glórias; *advaita-ācārya*—a Advaita Ācārya; *kṛṣṇa-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *priya-tama*—muito querido; *jaya*—todas as glórias; *śrīvāsa-ādi*—encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura; *prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhakta-gaṇa*—aos devotos.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Advaita Ācārya, que é muito querido ao Senhor Caitanya! E todas as glórias aos devotos do Senhor, encabeçados por Śrīvāsa Ṭhākura!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/4/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu rātri-divase\nātma-sphūrti nāhi kṛṣṇa-bhāvāveśe", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু রাত্রি-দিবসে ।\n> আত্মস্ফূর্তি নাহি কৃষ্ণভাবাবেশে ॥৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rātri-divase*—noite e dia; *ātma-sphūrti nāhi*—esquecia-Se de Si mesmo; *kṛṣṇa-bhāva-āveśe*—imerso em amor extático por Kṛṣṇa.", "translation": "**Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu esquecia-Se de Si mesmo ao longo de todo o dia e de toda a noite, imerso num oceano de amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/5/", "verse_text": "kabhu bhāve magna, kabhu ardha-bāhya-sphūrti\nkabhu bāhya-sphūrti,--tina rīte prabhu-sthiti", "devanagari": "> কভু ভাবে মগ্ন, কভু অর্ধ-বাহ্যস্ফূর্তি ।\n> কভু বাহ্যস্ফূর্তি, — তিন রীতে প্রভুস্থিতি ॥৫॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *bhāve*—em emoção extática; *magna*—imerso; *kabhu*—às vezes; *ardha*—parcial; *bāhya-sphūrti*—em consciência externa; *kabhu*—às vezes; *bāhya-sphūrti*—em plena consciência externa; *tina rīte*—de três maneiras; *prabhu-sthiti*—a situação do Senhor.", "translation": "**O Senhor mantinha-Se em três tipos de consciência: às vezes imergia totalmente em emoção extática, às vezes estava em consciência externa parcial e às vezes em plena consciência externa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/6/", "verse_text": "snāna, darśana, bhojana deha-svabhāve haya\nkumārera cāka yena satata phiraya", "devanagari": "> স্নান, দর্শন, ভোজন দেহ-স্বভাবে হয় ।\n> কুমারের চাক যেন সতত ফিরয় ॥৬॥", "synonyms": "*snāna*—banho; *darśana*—visitar o templo; *bhojana*—almoçar; *deha-svabhāve*—pela natureza do corpo; *haya*—são; *kumārera cāka*—a roda do oleiro; *yena*—como; *satata*—sempre; *phiraya*—gira.", "translation": "**Na verdade, Śrī Caitanya Mahāprabhu estava sempre imerso em emoção extática, mas, assim como a roda de um oleiro gira sem que o oleiro a toque, as atividades corporais do Senhor — como banhar-Se, ir ao templo ver o Senhor Jagannātha e almoçar — prosseguiam automaticamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/7/", "verse_text": "eka-dina karena prabhu jagannātha daraśana\njagannāthe dekhe sākṣāt vrajendra-nandana", "devanagari": "> একদিন করেন প্রভু জগন্নাথ দরশন ।\n> জগন্নাথে দেখে সাক্ষাৎ ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥৭॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *karena*—faz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *daraśana*—visitando; *jagannāthe*—o Senhor Jagannātha; *dekhe*—Ele vê; *sākṣāt*—pessoalmente; *vrajendra-nandana*—o filho de Mahārāja Nanda.", "translation": "**Certo dia, enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu contemplava o Senhor Jagannātha no templo, o Senhor Jagannātha pareceu ser pessoalmente o filho de Nanda Mahārāja, Śrī Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/8/", "verse_text": "eka-bāre sphure prabhura kṛṣṇera pañca-guṇa\npañca-guṇe kare pañcendriya ākarṣaṇa", "devanagari": "> একবারে স্ফুরে প্রভুর কৃষ্ণের পঞ্চগুণ ।\n> পঞ্চগুণে করে পঞ্চেন্দ্রিয় আকর্ষণ ॥৮॥", "synonyms": "*eka-bāre*—de uma só vez; *sphure*—manifestam-se; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *pañca-guṇa*—cinco atributos; *pañca-guṇe*—cinco atributos; *kare*—fazem; *pañca-indriya*—dos cinco sentidos; *ākarṣaṇa*—atração.", "translation": "**Quando percebeu que o Senhor Jagannātha era o próprio Kṛṣṇa, os cinco sentidos de Śrī Caitanya Mahāprabhu ficaram imediatamente absortos na atração pelos cinco atributos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "A beleza de Śrī Kṛṣṇa atraiu os olhos do Senhor Caitanya Mahāprabhu. O canto de Kṛṣṇa e a vibração de Sua flauta atraíram os ouvidos do Senhor, a fragrância transcendental dos pés de lótus de Kṛṣṇa atraiu Suas narinas, a doçura transcendental de Kṛṣṇa atraiu Sua língua, e o toque do corpo de Kṛṣṇa atraiu a sensação tátil do Senhor. Dessa forma, cada um dos cinco sentidos de Śrī Caitanya Mahāprabhu foi atraído por um dos cinco atributos do Senhor Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/15/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/9/", "verse_text": "eka-mana pañca-dike pañca-guṇa ṭāne\nṭānāṭāni prabhura mana haila ageyāne", "devanagari": "> একমন পঞ্চদিকে পঞ্চগুণ টানে ।\n> টানাটানি প্রভুর মন হৈল অগেয়ানে ॥৯॥", "synonyms": "*eka-mana*—uma mente; *pañca-dike*—em cinco direções; *pañca-guṇa*—os cinco atributos; *ṭāne*—atraíram; *ṭānāṭāni*—por um cabo de guerra; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente; *haila*—ficou; *ageyāne*—inconsciente.", "translation": "**Tal como num cabo de guerra, a mente una do Senhor Caitanya foi atraída em cinco direções pelos cinco atributos transcendentais do Senhor Kṛṣṇa. Assim, o Senhor ficou inconsciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/10/", "verse_text": "hena-kāle īśvarera upala-bhoga sarila\nbhakta-gaṇa mahāprabhure ghare lañā āila", "devanagari": "> হেনকালে ঈশ্বরের উপলভোগ সরিল ।\n> ভক্তগণ মহাপ্রভুরে ঘরে লঞা আইল ॥১০॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *īśvarera*—do Senhor Jagannātha; *upala-bhoga*—a cerimônia de upala-bhoga; *sarila*—terminou; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ghare*—para casa; *lañā āila*—trouxeram.", "translation": "**Justamente então, a cerimônia de upala-bhoga do Senhor Jagannātha concluiu-se, e os devotos que haviam acompanhado o Senhor Caitanya ao templo trouxeram-No de volta para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/11/", "verse_text": "svarūpa, rāmānanda,--ei dui-jana lañā\nvilāpa karena duṅhāra kaṇṭhete dhariyā", "devanagari": "> স্বরূপ, রামানন্দ, — এই দুইজন লঞা ।\n> বিলাপ করেন দুঁহার কণ্ঠেতে ধরিয়া ॥১১॥", "synonyms": "*svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *ei dui-jana*—essas duas personalidades; *lañā*—com; *vilāpa karena*—lamenta; *duṅhāra*—de ambos; *kaṇṭhete*—os pescoços; *dhariyā*—abraçando.", "translation": "**Naquela noite, Śrī Caitanya Mahāprabhu foi acompanhado por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya. Mantendo Seus braços ao redor dos pescoços deles, o Senhor começou a lamentar-Se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/12/", "verse_text": "kṛṣṇera viyoge rādhāra utkaṇṭhita mana\nviśākhāre kahe āpana utkaṇṭhā-kāraṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিয়োগে রাধার উৎকণ্ঠিত মন ।\n> বিশাখারে কহে আপন উৎকণ্ঠা-কারণ ॥১২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viyoge*—na separação; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *utkaṇṭhita*—muito agitada; *mana*—mente; *viśākhāre*—a Viśākhā; *kahe*—falou; *āpana*—própria; *utkaṇṭhā-kāraṇa*—a causa de grande ansiedade e inquietação.", "translation": "**Quando Śrīmatī Rādhārāṇī ficou muito agitada por sentir grande separação de Kṛṣṇa, Ela recitou um verso a Viśākhā explicando a causa de Sua grande ansiedade e inquietação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/13/", "verse_text": "sei śloka paḍi' āpane kare manastāpa\nślokera artha śunāya duṅhāre kariyā vilāpa", "devanagari": "> সেই শ্লোক পড়ি’ আপনে করে মনস্তাপ ।\n> শ্লোকের অর্থ শুনায় দুঁহারে করিয়া বিলাপ ॥১৩॥", "synonyms": "*sei śloka*—esse verso; *paḍi'*—recitando; *āpane*—pessoalmente; *kare*—faz; *manaḥ-tāpa*—ardor da mente; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *śunāya*—faz ouvir; *duṅhāre*—a ambos; *kariyā vilāpa*—lamentando-Se.", "translation": "**Ao recitar esse verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu expressou Suas emoções ardentes. Então, com grande lamentação, Ele explicou o verso a Svarūpa Dāmodara e Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/14/", "verse_text": "saundaryāmṛta-sindhu-bhaṅga-lalanā-cittādri-saṁplāvakaḥ\nkarṇānandi-sanarma-ramya-vacanaḥ koṭīndu-śītāṅgakaḥ\nsaurabhyāmṛta-samplavāvṛta-jagat pīyūṣa-ramyādharaḥ\nśrī-gopendra-sutaḥ sa karṣati balāt pañcendriyāṇy āli me", "devanagari": "> সৌন্দর্যামৃতসিন্ধুভঙ্গললনা-চিত্তাদ্রিসংপ্লাবকঃ\n> কর্ণানন্দি-সনর্মরম্যবচনঃ কোটীন্দুশীতাঙ্গকঃ ।\n> সৌরভ্যামৃতসংপ্লবাবৃতজগৎ পীযূষরম্যাধরঃ\n> শ্রীগোপেন্দ্রসুতঃ স কর্ষতি বলাৎ পঞ্চেন্দ্রিয়াণ্যালি মে ॥১৪॥", "synonyms": "*saundarya*—Sua beleza; *amṛta-sindhu*—do oceano de néctar; *bhaṅga*—pelas ondas; *lalanā*—das mulheres; *citta*—os corações; *adri*—colinas; *saṁplāvakaḥ*—inundando; *karṇa*—através dos ouvidos; *ānandi*—dando prazer; *sanarma*—jubilosa; *ramya*—bela; *vacanaḥ*—cuja voz; *koṭi-indu*—do que dez milhões de luas; *śīta*—mais refrescante; *aṅgakaḥ*—cujo corpo; *saurabhya*—Sua fragrância; *amṛta*—de néctar; *samplava*—pela inundação; *āvṛta*—coberto; *jagat*—o universo inteiro; *pīyūṣa*—néctar; *ramya*—belos; *adharaḥ*—cujos lábios; *śrī-gopa-indra*—de Nanda Mahārāja; *sutaḥ*—o filho; *saḥ*—Ele; *karṣati*—atrai; *balāt*—à força; *pañca-indriyāṇi*—os cinco sentidos; *āli*—ó querida amiga; *me*—Meus.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"'Embora os corações das gopīs sejam como colinas elevadas, eles são inundados pelas ondas do oceano nectáreo da beleza de Kṛṣṇa. Sua doce voz entra-lhes nos ouvidos e lhes proporciona bem-aventurança transcendental. O toque de Seu corpo é mais refrescante do que milhões e milhões de luas juntas, e o néctar da fragrância de Seu corpo transborda pelo mundo inteiro. Ó Minha querida amiga, esse Kṛṣṇa, que é o filho de Nanda Mahārāja e cujos lábios são exatamente como néctar, está atraindo Meus cinco sentidos à força.'**", "purport": "Este verso encontra-se no Govinda-līlāmṛta (8.3)."}
{"ref": "cc/antya/15/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/15/", "verse_text": "kṛṣṇa-rūpa-śabda-sparśa, saurabhya-adhara-rasa,\n\nyāra mādhurya kahana nā yāya\n\ndekhi' lobhe pañca-jana, eka aśva--mora mana,\n\ncaḍi' pañca pāṅca-dike dhāya", "devanagari": "> কৃষ্ণ-রূপ-শব্দ-স্পর্শ, সৌরভ্য-অধর-রস,\n> যার মাধুর্য কহন না যায় ।\n> দেখি’ লোভে পঞ্চজন, এক অশ্ব — মোর মন,\n> চড়ি’ পঞ্চ পাঁচদিকে ধায় ॥১৫॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *rūpa*—beleza; *śabda*—som; *sparśa*—toque; *saurabhya*—fragrância; *adhara*—dos lábios; *rasa*—sabor; *yāra*—cuja; *mādhurya*—doçura; *kahana*—descrever; *nā yāya*—não é possível; *dekhi'*—vendo; *lobhe*—em cobiça; *pañca-jana*—cinco homens; *eka*—um; *aśva*—cavalo; *mora*—Minha; *mana*—mente; *caḍi'*—montando; *pañca*—todos os cinco; *pāṅca-dike*—em cinco direções; *dhāya*—correm.", "translation": "**\"A beleza do Senhor Śrī Kṛṣṇa, o som de Suas palavras e a vibração de Sua flauta, Seu toque, Sua fragrância e o sabor de Seus lábios estão repletos de uma doçura indescritível. Quando todas essas características atraem ao mesmo tempo Meus cinco sentidos, todos eles cavalgam juntos no único cavalo de Minha mente, mas querem ir em cinco direções diferentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/16/", "verse_text": "sakhi he, śuna mora duḥkhera kāraṇa\n\nmora pañcendriya-gaṇa, mahā-lampaṭa dasyu-gaṇa,\n\nsabe kahe,--hara' para-dhana", "devanagari": "> সখি হে, শুন মোর দুঃখের কারণ ।\n> মোর পঞ্চেন্দ্রিয়গণ, মহা-লম্পট দস্যুগণ,\n> সবে কহে, — হর’ পরধন ।। ১৬ ।। ধ্রু ।। ॥১৬॥", "synonyms": "*sakhi*—Minha querida amiga; *he*—ó; *śuna*—por favor, ouve; *mora*—Minha; *duḥkhera kāraṇa*—a causa da infelicidade; *mora*—Meus; *pañca-indriya-gaṇa*—cinco sentidos de percepção; *mahā*—muito; *lampaṭa*—extravagantes; *dasyu-gaṇa*—velhacos; *sabe kahe*—todos eles dizem; *hara'*—saqueia; *para-dhana*—a propriedade alheia.", "translation": "**\"Ó Minha querida amiga, por favor, ouve a causa de Minha aflição. Meus cinco sentidos são, na verdade, velhacos extravagantes. Eles sabem muito bem que Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus, mas ainda assim querem saquear a propriedade de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/17/", "verse_text": "eka aśva eka-kṣaṇe, pāṅca pāṅca dike ṭāne,\n\neka mana kon dike yāya?\n\neka-kāle sabe ṭāne, gela ghoḍāra parāṇe,\n\nei duḥkha sahana nā yāya", "devanagari": "> এক অশ্ব একক্ষণে, পাঁচ পাঁচ দিকে টানে,\n> এক মন কোন্ দিকে ধায় ?\n> এককালে সবে টানে, গেল ঘোড়ার পরাণে,\n> এই দুঃখ সহন না যায় ॥১৭॥", "synonyms": "*eka*—um; *aśva*—cavalo; *eka-kṣaṇe*—ao mesmo tempo; *pāṅca*—cinco homens; *pāṅca dike*—em cinco direções; *ṭāne*—puxam; *eka*—uma; *mana*—mente; *kon dike*—em que direção; *yāya*—irá; *eka-kāle*—ao mesmo tempo; *sabe*—todos; *ṭāne*—puxam; *gela*—irá; *ghoḍāra*—do cavalo; *parāṇe*—a vida; *ei*—esta; *duḥkha*—infelicidade; *sahana*—tolerar; *nā yāya*—não é possível.", "translation": "**\"Minha mente é como um único cavalo montado pelos cinco sentidos de percepção, encabeçados pela visão. Cada sentido quer cavalgar esse cavalo e, assim, puxam Minha mente em cinco direções simultaneamente. Em que direção ela irá? Se todos puxarem ao mesmo tempo, certamente o cavalo perderá a vida. Como posso tolerar tamanha atrocidade?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/18/", "verse_text": "indriye nā kari roṣa, iṅhā-sabāra kāhāṅ doṣa,\n\nkṛṣṇa-rūpādira mahā ākarṣaṇa\n\nrūpādi pāṅca pāṅce ṭāne, gela ghoḍāra parāṇe,\n\nmora dehe nā rahe jīvana", "devanagari": "> ইন্দ্রিয়ে না করি রোষ, ইঁহা-সবার কাহাঁ দোষ,\n> কৃষ্ণরূপাদির মহা আকর্ষণ ।\n> রূপাদি পাঁচ পাঁচে টানে, গেল ঘোড়ার পরাণে,\n> মোর দেহে না রহে জীবন ॥১৮॥", "synonyms": "*indriye*—com os sentidos; *nā*—não; *kari roṣa*—posso ficar irado; *iṅhā-sabāra*—de todos eles; *kāhāṅ*—onde; *doṣa*—culpa; *kṛṣṇa-rūpa-ādira*—da beleza, dos sons, do toque, da fragrância e do sabor do Senhor Kṛṣṇa; *mahā*—grandíssima; *ākarṣaṇa*—atração; *rūpa-ādi*—a beleza e assim por diante; *pāṅca*—cinco; *pāṅce*—os cinco sentidos; *ṭāne*—arrastam; *gela*—está partindo; *ghoḍāra*—do cavalo; *parāṇe*—a vida; *mora*—Meu; *dehe*—no corpo; *nā*—não; *rahe*—permanece; *jīvana*—a vida.", "translation": "**\"Minha querida amiga, se disseres: 'Apenas tenta controlar Teus sentidos', que poderei Eu dizer? Não posso ficar irado com Meus sentidos. Seria culpa deles? A beleza, os sons, o toque, a fragrância e o sabor de Kṛṣṇa são, por natureza, extremamente atraentes. Essas cinco características estão atraindo Meus sentidos, e cada uma quer arrastar Minha mente em uma direção diferente. Dessa forma, a vida de Minha mente corre grande perigo, tal como um cavalo conduzido em cinco direções ao mesmo tempo. Assim, Eu também corro o risco de morrer.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/19/", "verse_text": "kṛṣṇa-rūpāmṛta-sindhu, tāhāra taraṅga-bindu,\n\neka-bindu jagat ḍubāya\n\ntrijagate yata nārī, tāra citta-ucca-giri,\n\ntāhā ḍubāi āge uṭhi' dhāya", "devanagari": "> কৃষ্ণরূপামৃতসিন্ধু, তাহার তরঙ্গ-বিন্দু,\n> একবিন্দু জগৎ ডুবায় ।\n> ত্রিজগতে যত নারী, তার চিত্ত-উচ্চগিরি,\n> তাহা ডুবাই আগে উঠি’ ধায় ॥১৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-rūpa*—da beleza transcendental de Kṛṣṇa; *amṛta-sindhu*—o oceano de néctar; *tāhāra*—daquele; *taraṅga-bindu*—uma gota de uma onda; *eka-bindu*—uma gota; *jagat*—o mundo inteiro; *ḍubāya*—pode inundar; *tri-jagate*—nos três mundos; *yata nārī*—todas as mulheres; *tāra citta*—a consciência delas; *ucca-giri*—altas colinas; *tāhā*—isso; *ḍubāi*—afogando; *āge*—adiante; *uṭhi'*—erguendo-se; *dhāya*—corre.", "translation": "**\"A consciência de cada mulher dentro dos três mundos é certamente como uma alta colina, mas a doçura da beleza de Kṛṣṇa é como um oceano. Mesmo uma só gota de água desse oceano pode inundar o mundo inteiro e submergir todas as altas colinas da consciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/20/", "verse_text": "kṛṣṇera vacana-mādhurī, nānā-rasa-narma-dhārī,\n\ntāra anyāya kathana nā yāya\n\njagatera nārīra kāṇe, mādhurī-guṇe bāndhi' ṭāne,\n\nṭānāṭāni kāṇera prāṇa yāya", "devanagari": "> কৃষ্ণের বচন-মাধুরী, নানা-রস নর্মধারী,\n> তার অন্যায় কথন না যায় ।\n> জগতের নারীর কাণে, মাধুরীগুণে বান্ধি’ টানে,\n> টানাটানি কাণের প্রাণ যায় ॥২০॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *vacana-mādhurī*—a doçura do falar; *nānā*—várias; *rasa-narma-dhārī*—cheio de palavras jocosas; *tāra*—disso; *anyāya*—as atrocidades; *kathana*—descrição; *nā yāya*—não pode ser feita; *jagatera*—do mundo; *nārīra*—das mulheres; *kāṇe*—no ouvido; *mādhurī-guṇe*—aos atributos de doçura; *bāndhi'*—prendendo; *ṭāne*—puxa; *ṭānāṭāni*—cabo de guerra; *kāṇera*—do ouvido; *prāṇa yāya*—a vida parte.", "translation": "**\"A doçura das palavras jocosas de Kṛṣṇa causa estragos indescritíveis nos corações de todas as mulheres. Suas palavras prendem o ouvido da mulher às qualidades de sua doçura. Assim se trava um cabo de guerra, e a vida do ouvido parte.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/21/", "verse_text": "kṛṣṇa-aṅga suśītala, ki kahimu tāra bala,\n\nchaṭāya jine koṭīndu-candana\n\nsaśaila nārīra vakṣa, tāhā ākarṣite dakṣa,\n\nākarṣaye nārī-gaṇa-mana", "devanagari": "> কৃষ্ণ-অঙ্গ সুশীতল, কি কহিমু তার বল,\n> ছটায় জিনে কোটীন্দু-চন্দন ।\n> সশৈল নারীর বক্ষ, তাহা আকর্ষিতে দক্ষ,\n> আকর্ষয়ে নারীগণ-মন ॥২১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-aṅga*—o corpo de Kṛṣṇa; *su-śītala*—muito fresco; *ki kahimu*—que poderei dizer; *tāra*—disso; *bala*—a força; *chaṭāya*—pelos raios; *jine*—supera; *koṭi-indu*—milhões e milhões de luas; *candana*—a polpa de sândalo; *sa-śaila*—como colinas erguidas; *nārīra*—de uma mulher; *vakṣa*—os seios; *tāhā*—isso; *ākarṣite*—atrair; *dakṣa*—muito perito; *ākarṣaye*—atrai; *nārī-gaṇa-mana*—as mentes de todas as mulheres.", "translation": "**\"O corpo transcendental de Kṛṣṇa é tão fresco que não pode ser comparado nem mesmo à polpa de sândalo ou a milhões e milhões de luas. Ele atrai habilmente os seios de todas as mulheres, que se assemelham a altas colinas. De fato, o corpo transcendental de Kṛṣṇa atrai as mentes de todas as mulheres dentro dos três mundos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/22/", "verse_text": "kṛṣṇāṅga--saurabhya-bhara, mṛga-mada-mada-hara,\n\nnīlotpalera hare garva-dhana\n\njagat-nārīra nāsā, tāra bhitara pāte vāsā,\n\nnārī-gaṇe kare ākarṣaṇa", "devanagari": "> কৃষ্ণাঙ্গ — সৌরভভর, মৃগমদ-মদহর,\n> নীলোৎপলের হরে গর্ব-ধন ।\n> জগৎ-নারীর নাসা, তার ভিতর পাতে বাসা,\n> নারীগণে করে আকর্ষণ ॥২২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-aṅga*—o corpo de Kṛṣṇa; *saurabhya-bhara*—cheio de fragrância; *mṛga-mada*—do almíscar; *mada-hara*—o poder inebriante; *nīlotpalera*—da flor de lótus azulada; *hare*—retira; *garva-dhana*—o orgulho do tesouro; *jagat-nārīra*—das mulheres do mundo; *nāsā*—as narinas; *tāra bhitara*—dentro delas; *pāte vāsā*—constrói uma residência; *nārī-gaṇe*—as mulheres; *kare ākarṣaṇa*—atrai.", "translation": "**\"A fragrância do corpo de Kṛṣṇa é mais inebriante que o aroma do almíscar e supera a fragrância da flor de lótus azulada. Ela penetra as narinas de todas as mulheres do mundo e, fazendo ali um ninho, atrai-as dessa forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/23/", "verse_text": "kṛṣṇera adharāmṛta, tāte karpūra manda-smita,\n\nsva-mādhurye hare nārīra mana\n\nanyatra chāḍāya lobha, nā pāile mane kṣobha,\n\nvraja-nārī-gaṇera mūla-dhana\"", "devanagari": "> কৃষ্ণের অধরামৃত, তাতে কর্পূর মন্দস্মিত,\n> স্ব-মাধুর্যে হরে নারীর মন ।\n> অন্যত্র ছাড়ায় লোভ, না পাইলে মনে ক্ষোভ,\n> ব্রজনারীগণের মূলধন ।।” ॥ ২৩ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *adhara-amṛta*—a doçura dos lábios; *tāte*—com isso; *karpūra*—cânfora; *manda-smita*—suave sorriso; *sva-mādhurye*—por Sua doçura; *hare*—atrai; *nārīra mana*—as mentes de todas as mulheres; *anyatra*—em qualquer outro lugar; *chāḍāya*—elimina; *lobha*—a cobiça; *nā pāile*—sem obter; *mane*—na mente; *kṣobha*—grande agitação; *vraja-nārī-gaṇera*—de todas as gopīs de Vṛndāvana; *mūla-dhana*—a riqueza.", "translation": "**\"Os lábios de Kṛṣṇa são tão doces, quando combinados com a cânfora de Seu suave sorriso, que atraem as mentes de todas as mulheres, forçando-as a abandonar todas as outras atrações. Se a doçura do sorriso de Kṛṣṇa for inatingível, daí resultam grandes dificuldades mentais e lamentação. Essa doçura é a única riqueza das gopīs de Vṛndāvana.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/24/", "verse_text": "eta kahi' gaurahari, dui-janāra kaṇṭha dhari',\n\nkahe,--'śuna, svarūpa-rāmarāya\n\nkāhāṅ karoṅ, kāhāṅ yāṅa, kāhāṅ gele kṛṣṇa pāṅa,\n\nduṅhe more kaha se upāya'", "devanagari": "> এত কহি’ গৌরহরি, দুইজনার কণ্ঠ ধরি’,\n> কহে, — ‘শুন, স্বরূপ-রামরায় ।\n> কাহাঁ করোঁ, কাহাঁ যাঙ, কাহাঁ গেলে কৃষ্ণ পাঙ,\n> দুঁহে মোরে কহ সে উপায়’ ॥২৪॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dui-janāra*—das duas pessoas; *kaṇṭha dhari'*—agarrando os pescoços; *kahe*—disse; *śuna*—por favor, ouvi; *svarūpa-rāma-rāya*—Svarūpa Dāmodara e Rāmānanda Rāya; *kāhāṅ karoṅ*—que farei; *kāhāṅ yāṅa*—aonde irei; *kāhāṅ gele*—indo aonde; *kṛṣṇa pāṅa*—poderei obter Kṛṣṇa; *duṅhe*—ambos vós; *more*—a Mim; *kaha*—por favor, dizei; *se upāya*—tal meio.", "translation": "**Após falar dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu agarrou os pescoços de Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara. Então, o Senhor disse: \"Meus queridos amigos, por favor, ouvi-Me. Que farei? Aonde irei? Aonde posso ir para obter Kṛṣṇa? Por favor, ambos, dizei-Me como posso encontrá-Lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/25/", "verse_text": "ei-mata gaura-prabhu prati dine-dine\n\nvilāpa karena svarūpa-rāmānanda-sane", "devanagari": "> এইমত গৌরপ্রভু প্রতি দিনে-দিনে ।\n> বিলাপ করেন স্বরূপ-রামানন্দ-সনে ॥২৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *gaura-prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prati dine-dine*—dia após dia; *vilāpa karena*—lamenta; *svarūpa-rāmānanda-sane*—na companhia de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Assim absorto em dor transcendental, Śrī Caitanya Mahāprabhu lamentava-se dia após dia na companhia de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/26/", "verse_text": "sei dui-jana prabhure kare āśvāsana\n\nsvarūpa gāya, rāya kare śloka paṭhana", "devanagari": "> সেই দুইজন প্রভুরে করে আশ্বাসন ।\n> স্বরূপ গায়, রায় করে শ্লোক পঠন ॥২৬॥", "synonyms": "*sei*—aqueles; *dui-jana*—dois homens; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare*—fazem; *āśvāsana*—apaziguamento; *svarūpa gāya*—Svarūpa Dāmodara canta; *rāya*—Rāmānanda Rāya; *kare*—faz; *śloka paṭhana*—recitação de versos.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara Gosvāmī cantava canções apropriadas, e Rāmānanda Rāya recitava versos adequados para realçar o êxtase do Senhor. Dessa maneira, conseguiam apaziguá-Lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/27/", "verse_text": "karṇāmṛta, vidyāpati, śrī-gīta-govinda\n\nihāra śloka-gīte prabhura karāya ānanda", "devanagari": "> কর্ণামৃত, বিদ্যাপতি, শ্রীগীতগোবিন্দ ।\n> ইহার শ্লোক-গীতে প্রভুর করায় আনন্দ ॥২৭॥", "synonyms": "*karṇāmṛta*—o livro Kṛṣṇa-karṇāmṛta; *vidyāpati*—o autor Vidyāpati; *śrī-gīta-govinda*—o livro Śrī Gīta-govinda, de Jayadeva Gosvāmī; *ihāra*—destes; *śloka-gīte*—versos e canções; *prabhura*—para Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāya*—criam; *ānanda*—felicidade.", "translation": "**O Senhor gostava especialmente de ouvir o Kṛṣṇa-karṇāmṛta, de Bilvamaṅgala Ṭhākura, a poesia de Vidyāpati e o Śrī Gīta-govinda, de Jayadeva Gosvāmī. Śrī Caitanya Mahāprabhu sentia grande prazer em Seu coração quando Seus associados cantavam versos desses livros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/28/", "verse_text": "eka-dina mahāprabhu samudra-tīre yāite\n\npuṣpera udyāna tathā dekhena ācambite", "devanagari": "> একদিন মহাপ্রভু সমুদ্র-তীরে যাইতে ।\n> পুষ্পের উদ্যান তথা দেখেন আচম্বিতে ॥২৮॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samudra-tīre*—à beira-mar; *yāite*—enquanto ia; *puṣpera udyāna*—um jardim de flores; *tathā*—ali; *dekhena*—vê; *ācambite*—de repente.", "translation": "**Certo dia, enquanto ia à beira-mar, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu de repente um jardim de flores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/29/", "verse_text": "vṛndāvana-bhrame tāhāṅ paśilā dhāñā\n\npremāveśe bule tāhāṅ kṛṣṇa anveṣiyā", "devanagari": "> বৃন্দাবন-ভ্রমে তাহাঁ পশিলা ধাঞা ।\n> প্রেমাবেশে বুলে তাহাঁ কৃষ্ণ অন্বেষিয়া ॥২৯॥", "synonyms": "*vṛndāvana-bhrame*—tomando-o por Vṛndāvana; *tāhāṅ*—ali; *paśilā*—entrou; *dhāñā*—correndo; *prema-āveśe*—em amor extático por Kṛṣṇa; *bule*—vagueia; *tāhāṅ*—ali; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *anveṣiyā*—procurando.", "translation": "**O Senhor Caitanya confundiu aquele jardim com Vṛndāvana e entrou nele bem depressa. Absorto em amor extático por Kṛṣṇa, Ele vagueou por todo o jardim, procurando-O.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/30/", "verse_text": "rāse rādhā lañā kṛṣṇa antardhāna kailā\n\npāche sakhī-gaṇa yaiche cāhi' beḍāilā", "devanagari": "> রাসে রাধা লঞা কৃষ্ণ অন্তর্ধান কৈলা  ।\n> পাছে সখীগণ যৈছে চাহি’ বেড়াইলা ॥৩০॥", "synonyms": "*rāse*—na dança da rāsa; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *lañā*—levando; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *antardhāna kailā*—desapareceu; *pāche*—depois; *sakhī-gaṇa*—todas as gopīs; *yaiche*—como; *cāhi'*—procurando; *beḍāilā*—vaguearam.", "translation": "**Depois que Kṛṣṇa desapareceu com Rādhārāṇī durante a dança da rāsa, as gopīs vaguearam pela floresta à Sua procura. Da mesma forma, Śrī Caitanya Mahāprabhu vagueou por aquele jardim à beira-mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/31/", "verse_text": "sei bhāvāveśe prabhu prati-taru-latā\n\nśloka paḍi' paḍi' cāhi' bule yathā tathā", "devanagari": "> সেই ভাবাবেশে প্রভু প্রতি-তরুলতা  ।\n> শ্লোক পড়ি’ পড়ি’ চাহি’ বুলে যথা তথা ॥৩১॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *bhāva-āveśe*—em êxtase; *prabhu*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *prati-taru-latā*—cada árvore e trepadeira; *śloka paḍi' paḍi'*—recitando versos; *cāhi'*—indagando; *bule*—vagueia; *yathā tathā*—aqui e ali.", "translation": "**Absorto no estado extático das gopīs, Śrī Caitanya Mahāprabhu vagueava de um lado para outro. Ele começou a indagar por Kṛṣṇa, recitando versos a todas as árvores e trepadeiras.**", "purport": "Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou, então, os três versos seguintes do *Śrīmad-Bhāgavatam* (10.30.9,7,8)."}
{"ref": "cc/antya/15/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/32/", "verse_text": "cūta-priyāla-panasāsana-kovidāra-\n\njambv-arka-bilva-bakulāmra-kadamba-nīpāḥ\n\nye 'nye parārtha-bhavakā yamunopakūlāḥ\n\nśaṁsantu kṛṣṇa-padavīṁ rahitātmanāṁ naḥ", "devanagari": "> চূতপ্রিয়াল-পনসাসনকোবিদার-\n> জম্ব্বর্কবিল্ববকুলাম্রকদম্বনীপাঃ ।\n> যেঽন্যে পরার্থভবকা যমুনোপকূলাঃ\n> শংসন্তু কৃষ্ণপদবীং রহিতাত্মনাং নঃ ॥৩২॥", "synonyms": "*cūta*—ó árvore cūta (uma espécie de mangueira); *priyāla*—ó árvore priyāla; *panasa*—ó jaqueira; *āsana*—ó árvore āsana; *kovidāra*—ó árvore kovidāra; *jambu*—ó árvore jambu; *arka*—ó árvore arka; *bilva*—ó árvore bilva; *bakula*—ó árvore bakula; *āmra*—ó mangueira; *kadamba*—ó árvore kadamba; *nīpāḥ*—ó árvore nīpa; *ye*—as quais; *anye*—outras; *para-artha-bhavakāḥ*—muito benéficas aos demais; *yamunā-upakūlāḥ*—na margem do Yamunā; *śaṁsantu*—por favor, dizei; *kṛṣṇa-padavīm*—para onde Kṛṣṇa foi; *rahita-ātmanām*—que perdemos a razão; *naḥ*—nós.", "translation": "**\"(As gopīs disseram:) 'Ó árvore cūta, árvore priyāla, panasa, āsana e kovidāra! Ó árvore jambu, ó árvore arka, ó bilva, bakula e mangueira! Ó árvore kadamba, ó árvore nīpa e todas as demais árvores que vivem na margem do Yamunā para o bem-estar dos outros, por favor, dizei-nos para onde Kṛṣṇa foi. Perdemos a razão e estamos quase mortas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/33/", "verse_text": "kaccit tulasi kalyāṇi\n\ngovinda-caraṇa-priye\n\nsaha tvāli-kulair bibhrad\n\ndṛṣṭas te 'ti-priyo 'cyutaḥ", "devanagari": "> কচ্চিত্তুলসি কল্যাণি গোবিন্দচরণপ্রিয়ে ।\n> সহ ত্বালিকুলৈর্বিভ্রদ্দৃষ্টস্তেঽতিপ্রিয়োঽচ্যুতঃ ॥৩৩॥", "synonyms": "*kaccit*—se; *tulasi*—ó planta tulasī; *kalyāṇi*—toda auspiciosa; *govinda-caraṇa*—aos pés de lótus de Govinda; *priye*—muito querida; *saha*—com; *tvā*—tu; *ali-kulaiḥ*—abelhões; *bibhrat*—portando; *dṛṣṭaḥ*—foi visto; *te*—teu; *ati-priyaḥ*—muito querido; *acyutaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**\" 'Ó planta tulasī toda auspiciosa, és muito querida aos pés de lótus de Govinda, e Ele te é muito querido. Viste Kṛṣṇa caminhando por aqui usando uma guirlanda de tuas folhas, rodeado por um enxame de abelhões?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/34/", "verse_text": "mālaty adarśi vaḥ kaccin\n\nmallike jāti yūthike\n\nprītiṁ vo janayan yātaḥ\n\nkara-sparśena mādhavaḥ", "devanagari": "> মালত্যদর্শি বঃ কচ্চিন্মল্লিকে জাতি যূথিকে ।\n> প্রীতিং বো জনয়ন্ যাতঃ করস্পর্শেন মাধবঃ ॥৩৪॥", "synonyms": "*mālati*—ó planta de flores mālatī; *adarśi*—foi visto; *vaḥ*—por vós; *kaccit*—se; *mallike*—ó planta de flores mallikā; *jāti*—ó planta de flores jātī; *yūthike*—ó planta de flores yūthikā; *prītim*—prazer; *vaḥ*—vosso; *janayan*—criando; *yātaḥ*—passou; *kara-sparśena*—pelo toque de Sua mão; *mādhavaḥ*—Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**\" 'Ó plantas de flores mālatī, flores mallikā, flores jātī e yūthikā, vistes Kṛṣṇa passar por aqui, tocando-vos com a mão para vos dar prazer?' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/35/", "verse_text": "āmra, panasa, piyāla, jambu, kovidāra\n\ntīrtha-vāsī sabe, kara para-upakāra", "devanagari": "> আম্র, পনস, পিয়াল, জম্বু, কোবিদার ।\n> তীর্থবাসী সবে, কর পর-উপকার ॥৩৫॥", "synonyms": "*āmra*—ó mangueira; *panasa*—ó jaqueira; *piyāla*—ó árvore piyāla; *jambu*—ó árvore jambu; *kovidāra*—ó árvore kovidāra; *tīrtha-vāsī*—habitantes de um lugar sagrado; *sabe*—todas; *kara*—por favor, fazei; *para-upakāra*—o benefício dos outros.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \" 'Ó mangueira, ó jaqueira, ó árvores piyāla, jambu e kovidāra, sois todas habitantes de um lugar sagrado. Portanto, agi gentilmente para o bem-estar dos outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/36/", "verse_text": "kṛṣṇa tomāra ihāṅ āilā, pāilā daraśana?\n\nkṛṣṇera uddeśa kahi' rākhaha jīvana", "devanagari": "> কৃষ্ণ তোমার ইহাঁ আইলা, পাইলা দরশন ?\n> কৃষ্ণের উদ্দেশ কহি’ রাখহ জীবন ॥৩৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tomāra*—vosso; *ihāṅ*—aqui; *āilā*—veio; *pāilā daraśana*—vós o vistes; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *uddeśa*—a direção; *kahi'*—dizendo; *rākhaha jīvana*—por favor, salvai nossas vidas.", "translation": "**\" 'Vistes Kṛṣṇa vir por aqui? Dizei-nos gentilmente para que lado Ele foi e salvai nossas vidas.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/37/", "verse_text": "uttara nā pāñā punaḥ kare anumāna\n\nei saba--puruṣa-jāti, kṛṣṇera sakhāra samāna", "devanagari": "> উত্তর না পাঞা পুনঃ করে অনুমান  ।\n> এই সব — পুরুষ-জাতি, কৃষ্ণের সখার সমান ॥৩৭॥", "synonyms": "*uttara*—resposta; *nā*—não; *pāñā*—obtendo; *punaḥ*—novamente; *kare*—fazem; *anumāna*—conjectura; *ei saba*—todas estas; *puruṣa-jāti*—pertencentes à classe masculina; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *sakhāra samāna*—tão boas quanto amigos.", "translation": "**\"Quando as árvores não responderam, as gopīs conjecturaram: 'Visto que todas estas árvores pertencem à classe masculina, todas elas devem ser amigas de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/38/", "verse_text": "e kene kahibe kṛṣṇera uddeśa āmāya?\n\ne--strī-jāti latā, āmāra sakhī-prāya", "devanagari": "> এ কেনে কহিবে কৃষ্ণের উদ্দেশ আমায় ? এ — স্ত্রীজাতি লতা, আমার সখীপ্রায় ॥৩৮॥", "synonyms": "*e*—estas; *kene*—por que; *kahibe*—dirão; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *uddeśa*—a direção; *āmāya*—a nós; *e*—estas; *strī-jāti*—pertencentes à classe das mulheres; *latā*—trepadeiras; *āmāra*—nossas; *sakhī-prāya*—como amigas.", "translation": "**\" 'Por que as árvores haveriam de nos dizer para onde Kṛṣṇa foi? Indaguemos, antes, das trepadeiras; elas são femininas e, portanto, são como amigas para nós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/39/", "verse_text": "avaśya kahibe,--pāñāche kṛṣṇera darśane\n\neta anumāni' puche tulasy-ādi-gaṇe", "devanagari": "> অবশ্য কহিবে, — পাঞাছে কৃষ্ণের দর্শনে ।\n> এত অনুমানি’ পুছে তুলস্যাদি-গণে ॥৩৯॥", "synonyms": "*avaśya*—certamente; *kahibe*—elas dirão; *pāñāche*—elas obtiveram; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *darśane*—audiência; *eta*—isto; *anumāni'*—conjecturando; *puche*—indagam; *tulasī-ādi-gaṇe*—as plantas e trepadeiras, encabeçadas pela planta tulasī.", "translation": "**\" 'Elas certamente nos dirão para onde Kṛṣṇa foi, pois O viram pessoalmente.' Conjecturando dessa maneira, as gopīs indagaram das plantas e trepadeiras, encabeçadas por tulasī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/40/", "verse_text": "\"tulasi, mālati, yūthi, mādhavi, mallike\n\ntomāra priya kṛṣṇa āilā tomāra antike?", "devanagari": "> “তুলসি, মালতি, যূথি, মাধবি, মল্লিকে ।\n> তোমার প্রিয় কৃষ্ণ আইলা তোমার অন্তিকে ? ॥ ৪০ ॥", "synonyms": "*tulasi*—ó tulasī; *mālati*—ó mālatī; *yūthi*—ó yūthī; *mādhavi*—ó mādhavī; *mallike*—ó mallikā; *tomāra*—vosso; *priya*—muito querido; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *āilā*—veio; *tomāra antike*—perto de vós.", "translation": "**\" 'Ó tulasī! Ó mālatī! Ó yūthī, mādhavī e mallikā! Kṛṣṇa vos é muito querido. Portanto, Ele deve ter vindo para perto de vós.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/41/", "verse_text": "tumi-saba--hao āmāra sakhīra samāna\n\nkṛṣṇoddeśa kahi' sabe rākhaha parāṇa\"", "devanagari": "> তুমি-সব — হও আমার সখীর সমান ।\n> কৃষ্ণোদ্দেশ কহি’ সবে রাখহ পরাণ ।।” ॥ ৪১ ॥", "synonyms": "*tumi-saba*—todas vós; *hao*—sois; *āmāra*—nossas; *sakhīra*—queridas amigas; *samāna*—iguais a; *kṛṣṇa-uddeśa*—a direção em que Kṛṣṇa foi; *kahi'*—dizendo; *sabe*—todas vós; *rākhaha parāṇa*—salvai nossas vidas.", "translation": "**\" 'Sois todas como queridas amigas para nós. Dizei-nos gentilmente para que lado Kṛṣṇa foi e salvai nossas vidas.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/42/", "verse_text": "uttara nā pāñā punaḥ bhāvena antare\n\n'eha--kṛṣṇa-dāsī, bhaye nā kahe āmāre'", "devanagari": "> উত্তর না পাঞা পুনঃ ভাবেন অন্তরে ।\n> ‘এহ — কৃষ্ণদাসী, ভয়ে না কহে আমারে’ ॥৪২॥", "synonyms": "*uttara*—resposta; *nā*—não; *pāñā*—obtendo; *punaḥ*—novamente; *bhāvena*—pensam; *antare*—dentro de suas mentes; *eha*—estas; *kṛṣṇa-dāsī*—criadas de Kṛṣṇa; *bhaye*—por temor; *nā kahe*—não falam; *āmāre*—conosco.", "translation": "**\"Quando ainda assim não receberam resposta, as gopīs pensaram: 'Estas plantas são todas criadas de Kṛṣṇa e, por temor, não falarão conosco.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/43/", "verse_text": "āge mṛgī-gaṇa dekhi' kṛṣṇāṅga-gandha pāñā\n\ntāra mukha dekhi' puchena nirṇaya kariyā", "devanagari": "> আগে মৃগীগণ দেখি’ কৃষ্ণাঙ্গগন্ধ পাঞা ।\n> তার মুখ দেখি’ পুছেন নির্ণয় করিয়া ॥৪৩॥", "synonyms": "*āge*—à frente; *mṛgī-gaṇa*—as corças; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇa-aṅga-gandha*—o aroma do corpo de Kṛṣṇa; *pāñā*—percebendo; *tāra mukha*—seus rostos; *dekhi'*—vendo; *puchena*—perguntam; *nirṇaya kariyā*—certificando-se.", "translation": "**\"Em seguida, as gopīs depararam com um grupo de corças. Sentindo o aroma do corpo de Kṛṣṇa e vendo os rostos das corças, as gopīs perguntaram-lhes para se certificarem de se Kṛṣṇa estava por perto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/44/", "verse_text": "apy eṇa-patny upagataḥ priyayeha gātrais\n\ntanvan dṛśāṁ sakhi sunirvṛtim acyuto vaḥ\n\nkāntāṅga-saṅga-kuca-kuṅkuma-rañjitāyāḥ\n\nkunda-srajaḥ kula-pater iha vāti gandhaḥ", "devanagari": "> অপ্যেণ-পত্ন্যুপগতঃ প্রিয়য়েহ গাত্রৈ-\n> স্তন্বন্ দৃশাং সখি সুনির্বৃতিমচ্যুতো বঃ ।\n> কান্তাঙ্গসঙ্গকুচকুঙ্কুম-রঞ্জিতায়াঃ\n> কুন্দস্রজঃ কুলপতেরিহ বাতি গন্ধঃ ॥৪৪॥", "synonyms": "*api*—acaso; *eṇa-patnī*—ó corça; *upagataḥ*—passou; *priyayā*—junto com Sua mais querida companheira; *iha*—aqui; *gātraiḥ*—pelos membros de Seu corpo; *tanvan*—aumentando; *dṛśām*—dos olhos; *sakhi*—ó minha querida amiga; *su-nirvṛtim*—felicidade; *acyutaḥ*—Kṛṣṇa; *vaḥ*—de todas vós; *kānta-aṅga*—com o corpo do amado; *saṅga*—pela associação; *kuca-kuṅkuma*—com o pó de kuṅkuma dos seios; *rañjitāyāḥ*—colorida; *kunda-srajaḥ*—da guirlanda de flores kunda; *kula-pateḥ*—de Kṛṣṇa; *iha*—aqui; *vāti*—flui; *gandhaḥ*—a fragrância.", "translation": "**\" 'Ó esposa da corça, o Senhor Kṛṣṇa tem abraçado Sua amada, e assim o pó de kuṅkuma de Seus seios erguidos cobriu Sua guirlanda de flores kunda. A fragrância dessa guirlanda flui por aqui. Ó minha querida amiga, viste Kṛṣṇa passar por este caminho com Sua mais querida companheira, aumentando o prazer dos olhos de todas vós?'**", "purport": "Este verso é citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.30.11)."}
{"ref": "cc/antya/15/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/45/", "verse_text": "\"kaha, mṛgi, rādhā-saha śrī-kṛṣṇa sarvathā\n\ntomāya sukha dite āilā? nāhika anyathā", "devanagari": "> “কহ, মৃগি, রাধা-সহ শ্রীকৃষ্ণ সর্বথা ।\n> তোমায় সুখ দিতে আইলা? নাহিক অন্যথা ॥৪৫॥", "synonyms": "*kaha*—dize, por favor; *mṛgi*—ó corça; *rādhā-saha*—com Śrīmatī Rādhārāṇī; *śrī-kṛṣṇa*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *sarvathā*—em todos os aspectos; *tomāya*—a ti; *sukha dite*—dar prazer; *āilā*—passou; *nāhika anyathā*—é certo.", "translation": "**\" 'Ó querida corça, Śrī Kṛṣṇa sempre Se compraz muito em dar-te prazer. Tem a bondade de nos informar se Ele passou por este caminho na companhia de Śrīmatī Rādhārāṇī. Cremos que certamente Eles devem ter vindo por aqui.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/46/", "verse_text": "rādhā-priya-sakhī āmarā, nahi bahiraṅga\n\ndūra haite jāni tāra yaiche aṅga-gandha", "devanagari": "> রাধা-প্রিয়সখী আমরা, নহি বহিরঙ্গ ।\n> দূর হৈতে জানি তার যৈছে অঙ্গ-গন্ধ ॥৪৬॥", "synonyms": "*rādhā*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *priya-sakhī*—amigas muito queridas; *āmarā*—nós; *nahi bahiraṅga*—não somos estranhas; *dūra haite*—de longe; *jāni*—conhecemos; *tāra*—do Senhor Kṛṣṇa; *yaiche*—como; *aṅga-gandha*—fragrância corporal.", "translation": "**\" 'Não somos estranhas. Sendo amigas muito queridas de Śrīmatī Rādhārāṇī, podemos perceber de longe a fragrância corporal de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/47/", "verse_text": "rādhā-aṅga-saṅge kuca-kuṅkuma-bhūṣita\n\nkṛṣṇa-kunda-mālā-gandhe vāyu--suvāsita", "devanagari": "> রাধা-অঙ্গ-সঙ্গে কুচকুঙ্কুম-ভূষিত ।\n> কৃষ্ণ-কুন্দমালা-গন্ধে বায়ু — সুবাসিত ॥৪৭॥", "synonyms": "*rādhā-aṅga*—o corpo de Śrīmatī Rādhārāṇī; *saṅge*—por abraçar; *kuca-kuṅkuma*—com o kuṅkuma dos seios; *bhūṣita*—adornado; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *kunda-mālā*—da guirlanda de flores kunda; *gandhe*—pela fragrância; *vāyu*—o ar; *su-vāsita*—aromático.", "translation": "**\" 'Kṛṣṇa tem abraçado Śrīmatī Rādhārāṇī, e o pó de kuṅkuma de Seus seios misturou-se com a guirlanda de flores kunda que adorna Seu corpo. A fragrância da guirlanda perfumou toda a atmosfera.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/48/", "verse_text": "kṛṣṇa ihāṅ chāḍi' gelā, ihoṅ--virahiṇī\n\nkibā uttara dibe ei--nā śune kāhinī\"", "devanagari": "> কৃষ্ণ ইহাঁ ছাড়ি’ গেলা, ইহোঁ — বিরহিণী ।\n> কিবা উত্তর দিবে এই — না শুনে কাহিনী ।।” ॥ ৪৮ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ihāṅ*—daqui; *chāḍi' gelā*—partiu; *ihoṅ*—as corças; *virahiṇī*—sentindo separação; *kibā*—que; *uttara*—resposta; *dibe*—darão; *ei*—estas; *nā śune*—não ouvem; *kāhinī*—nossas palavras.", "translation": "**\" 'O Senhor Kṛṣṇa partiu deste lugar, e por isso as corças sentem separação. Elas não ouvem nossas palavras; portanto, como poderiam responder?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/49/", "verse_text": "āge vṛkṣa-gaṇa dekhe puṣpa-phala-bhare\n\nśākhā saba paḍiyāche pṛthivī-upare", "devanagari": "> আগে বৃক্ষগণ দেখে পুষ্প ফলভরে ।\n> শাখা সব পড়িয়াছে পৃথিবী-উপরে ॥৪৯॥", "synonyms": "*āge*—à frente; *vṛkṣa-gaṇa*—as árvores; *dekhe*—veem; *puṣpa-phala-bhare*—devido ao pesado fardo de flores e frutos; *śākhā saba*—todos os galhos; *paḍiyāche*—curvaram-se; *pṛthivī-upare*—até o chão.", "translation": "**\"Em seguida, as gopīs depararam com muitas árvores tão carregadas de frutos e flores que seus galhos se curvavam até o chão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/50/", "verse_text": "kṛṣṇe dekhi' ei saba karena namaskāra\n\nkṛṣṇa-gamana puche tāre kariyā nirdhāra", "devanagari": "> কৃষ্ণে দেখি’ এই সব করেন নমস্কার ।\n> কৃষ্ণগমন পুছে তারে করিয়া নির্ধার ॥৫০॥", "synonyms": "*kṛṣṇe dekhi'*—vendo Kṛṣṇa; *ei*—estas; *saba*—todas; *karena namaskāra*—oferecem respeitosas reverências; *kṛṣṇa-gamana*—a passagem de Kṛṣṇa; *puche*—perguntam; *tāre*—a elas; *kariyā nirdhāra*—certificando-se.", "translation": "**\"As gopīs pensaram que, por todas as árvores certamente terem visto Kṛṣṇa passar, elas Lhe ofereciam respeitosas reverências. Para se certificarem, as gopīs perguntaram às árvores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/51/", "verse_text": "bāhuṁ priyāṁsa upadhāya gṛhīta-padmo\n\nrāmānujas tulasikāli-kulair madāndhaiḥ\n\nanvīyamāna iha vas taravaḥ praṇāmaṁ\n\nkiṁvābhinandati caran praṇayāvalokaiḥ", "devanagari": "> বাহুং প্রিয়াংস উপধায় গৃহীতপদ্মো\n> রামানুজস্তুলসিকালিকুলৈর্মদান্ধৈঃ ।\n> অন্বীয়মান ইহ বস্তরবঃ প্রণামং\n> কিংবাভিনন্দতি চরন্ প্রণয়াবলোকৈঃ ॥৫১॥", "synonyms": "*bāhum*—o braço; *priyā-aṁse*—no ombro de Sua amada; *upadhāya*—colocando; *gṛhīta*—tendo tomado; *padmaḥ*—uma flor de lótus; *rāma-anujaḥ*—o irmão mais novo do Senhor Balarāma (Kṛṣṇa); *tulasikā*—por causa da guirlanda de flores tulasī; *ali-kulaiḥ*—por abelhas; *mada-andhaiḥ*—cegas pela fragrância; *anvīyamānaḥ*—sendo seguido; *iha*—aqui; *vaḥ*—vossas; *taravaḥ*—ó árvores; *praṇāmam*—as reverências; *kiṁvā*—acaso; *abhinandati*—acolhe; *caran*—enquanto passava; *praṇaya-avalokaiḥ*—com olhares de amor.", "translation": "**\" 'Ó árvores, tende a bondade de nos dizer se o irmão mais novo de Balarāma, Kṛṣṇa, acolheu vossas reverências com olhares amorosos ao passar por este caminho, repousando uma das mãos no ombro de Śrīmatī Rādhārāṇī, segurando uma flor de lótus na outra e sendo seguido por um enxame de abelhas enlouquecidas pela fragrância das folhas de tulasī.'**", "purport": "Este verso é citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.30.12)."}
{"ref": "cc/antya/15/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/52/", "verse_text": "priyā-mukhe bhṛṅga paḍe, tāhā nivārite\n\nlīlā-padma cālāite haila anya-citte", "devanagari": "> প্রিয়া-মুখে ভৃঙ্গ পড়ে, তাহা নিবারিতে ।\n> লীলাপদ্ম চালাইতে হৈল অন্যচিত্তে ॥৫২॥", "synonyms": "*priyā-mukhe*—no rosto de Sua amada; *bhṛṅga*—as abelhas; *paḍe*—pousam; *tāhā*—isso; *nivārite*—evitar; *līlā*—os passatempos; *padma*—a flor de lótus; *cālāite*—fazendo mover; *haila*—ficou; *anya-citte*—com a mente desviada.", "translation": "**\" 'Para impedir que as abelhas pousassem no rosto de Sua amada, Ele as afastava com a flor de lótus em Sua mão, e assim Sua mente ficou ligeiramente desviada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/53/", "verse_text": "tomāra praṇāme ki kairāchena avadhāna?\n\nkibā nāhi karena, kaha vacana-pramāṇa", "devanagari": "> তোমার প্রণামে কি কৈরাছেন অবধান ?\n> কিবা নাহি করেন, কহ বচনপ্রমাণ ॥৫৩॥", "synonyms": "*tomāra*—vossas; *praṇāme*—às reverências; *ki*—acaso; *kairāchena*—prestou; *avadhāna*—atenção; *kibā*—ou; *nāhi karena*—não o fez; *kaha*—falai, por favor; *vacana*—palavras; *pramāṇa*—evidência.", "translation": "**\" 'Prestou Ele ou não prestou atenção enquanto Lhe oferecíeis reverências? Tende a bondade de fornecer evidência que sustente vossas palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/54/", "verse_text": "kṛṣṇera viyoge ei sevaka duḥkhita\n\nkibā uttara dibe? ihāra nāhika samvit\"", "devanagari": "> কৃষ্ণের বিয়োগে এই সেবক দুঃখিত ।\n> কিবা উত্তর দিবে? ইহার নাহিক সম্বিৎ ।।” ॥ ৫৪ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇera viyoge*—pela separação de Kṛṣṇa; *ei*—estes; *sevaka*—servos; *duḥkhita*—muito infelizes; *kibā*—que; *uttara*—resposta; *dibe*—darão; *ihāra*—destas; *nāhika*—não há; *samvit*—consciência.", "translation": "**\" 'A separação de Kṛṣṇa deixou estes servos muito infelizes. Tendo perdido a consciência, como poderiam responder-nos?'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/55/", "verse_text": "eta bali' āge cale yamunāra kūle\n\ndekhe,--tāhāṅ kṛṣṇa haya kadambera tale", "devanagari": "> এত বলি’ আগে চলে যমুনার কূলে ।\n> দেখে, — তাহাঁ কৃষ্ণ হয় কদম্বের তলে ॥৫৫॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *āge cale*—seguem adiante; *yamunāra kūle*—até a margem do Yamunā; *dekhe*—elas veem; *tāhāṅ*—ali; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *haya*—está presente; *kadambera tale*—sob uma árvore kadamba.", "translation": "**\"Dizendo isto, as gopīs avançaram até a margem do rio Yamunā. Ali, viram o Senhor Kṛṣṇa sob uma árvore kadamba.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/56/", "verse_text": "koṭi-manmatha-mohana muralī-vadana\n\napāra saundarye hare jagan-netra-mana", "devanagari": "> কোটিমন্মথমোহন মুরলীবদন ।\n> অপার সৌন্দর্যে হরে জগন্নেত্র-মন ॥৫৬॥", "synonyms": "*koṭi*—dez milhões; *manmatha*—Cupidos; *mohana*—encantador; *muralī-vadana*—com Sua flauta aos lábios; *apāra*—ilimitada; *saundarye*—pela beleza; *hare*—encanta; *jagat*—do mundo inteiro; *netra-mana*—os olhos e a mente.", "translation": "**\"Ali de pé, com Sua flauta aos lábios, Kṛṣṇa, que encanta milhões e milhões de Cupidos, atraiu os olhos e a mente do mundo inteiro com Sua beleza ilimitada.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/57/", "verse_text": "saundarya dekhiyā bhūme paḍe mūrcchā pāñā\n\nhena-kāle svarūpādi mililā āsiyā", "devanagari": "> সৌন্দর্য দেখিয়া ভূমে পড়ে মূর্চ্ছা পাঞা ।\n> হেনকালে স্বরূপাদি মিলিলা আসিয়া ॥৫৭॥", "synonyms": "*saundarya*—a beleza; *dekhiyā*—vendo; *bhūme*—no chão; *paḍe*—caiu; *mūrcchā pāñā*—ficando inconsciente; *hena-kāle*—naquele momento; *svarūpa-ādi*—os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *mililā āsiyā*—vieram ali e se reuniram.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu viu a beleza transcendental de Kṛṣṇa, caiu inconsciente ao chão. Naquele momento, todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, juntaram-se a Ele no jardim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/58/", "verse_text": "pūrvavat sarvāṅge sāttvika-bhāva-sakala\n\nantare ānanda-āsvāda, bāhire vihvala", "devanagari": "> পূর্ববৎ সর্বাঙ্গে সাত্ত্বিকভাবসকল ।\n> অন্তরে আনন্দ-আস্বাদ, বাহিরে বিহ্বল ॥৫৮॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como antes; *sarva-aṅge*—por todo o corpo; *sāttvika*—transcendentais; *bhāva-sakala*—todos os sintomas de amor extático; *antare*—internamente; *ānanda-āsvāda*—o sabor da bem-aventurança transcendental; *bāhire*—externamente; *vihvala*—perturbado.", "translation": "**Assim como antes, eles viram todos os sintomas de amor extático transcendental manifestos no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Embora externamente Ele parecesse perturbado, internamente saboreava a bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/59/", "verse_text": "pūrvavat sabe mili' karāilā cetana\n\nuṭhiyā caudike prabhu karena darśana", "devanagari": "> পূর্ববৎ সবে মিলি’ করাইলা চেতন ।\n> উঠিয়া চৌদিকে প্রভু করেন দর্শন ॥৫৯॥", "synonyms": "*pūrva-vat*—como antes; *sabe*—todos; *mili'*—reunindo-se; *karāilā cetana*—trouxeram à consciência; *uṭhiyā*—levantando-se; *cau-dike*—por toda parte; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena darśana*—olhava.", "translation": "**Mais uma vez, todos os devotos trouxeram Śrī Caitanya Mahāprabhu de volta à consciência por meio de um esforço conjunto. Então o Senhor levantou-se e começou a vagar de um lado para outro, olhando em todas as direções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/60/", "verse_text": "\"kāhāṅ gelā kṛṣṇa? ekhani pāinu daraśana!\n\ntāṅhāra saundarya mora harila netra-mana!", "devanagari": "> “কাহাঁ গেলা কৃষ্ণ? এখনি পাইনু দরশন !\n> তাঁহার সৌন্দর্য মোর হরিল নেত্র-মন ! ॥ ৬০ ॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *gelā kṛṣṇa*—foi Kṛṣṇa; *ekhani*—agora mesmo; *pāinu daraśana*—Eu O vi; *tāṅhāra*—Sua; *saundarya*—beleza; *mora*—Meus; *harila*—arrebatou; *netra-mana*—olhos e mente.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu disse: \"Para onde foi Meu Kṛṣṇa? Acabei de vê-Lo, e Sua beleza cativou Meus olhos e Minha mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/61/", "verse_text": "punaḥ kene nā dekhiye muralī-vadana!\n\ntāṅhāra darśana-lobhe bhramaya nayana\"", "devanagari": "> পুনঃ কেনে না দেখিয়ে মুরলী-বদন!\n> তাঁহার দর্শন-লোভে ভ্রময় নয়ন ।।” ॥ ৬১ ॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *kene*—por que; *nā dekhiye*—Eu não vejo; *muralī-vadana*—com Sua flauta aos lábios; *tāṅhāra*—dEle; *darśana-lobhe*—na esperança de ver; *bhramaya*—vagueiam; *nayana*—Meus olhos.", "translation": "**\"Por que não consigo ver novamente Kṛṣṇa levando Sua flauta aos lábios? Meus olhos vagueiam na esperança de vê-Lo mais uma vez.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/62/", "verse_text": "viśākhāre rādhā yaiche śloka kahilā\n\nsei śloka mahāprabhu paḍite lāgilā", "devanagari": "> বিশাখারে রাধা যৈছে শ্লোক কহিলা ।\n> সেই শ্লোক মহাপ্রভু পড়িতে লাগিলা ॥৬২॥", "synonyms": "*viśākhāre*—a Viśākhā; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *yaiche*—como; *śloka kahilā*—recitou um verso; *sei*—aquele; *śloka*—verso; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍite lāgilā*—começou a recitar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então recitou o seguinte verso, que fora proferido por Śrīmatī Rādhārāṇī à Sua querida amiga Viśākhā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/63/", "verse_text": "navāmbuda-lasad-dyutir nava-taḍin-manojñāmbaraḥ\n\nsucitra-muralī-sphurac-charad-amanda-candrānanaḥ\n\nmayūra-dala-bhūṣitaḥ subhaga-tāra-hāra-prabhaḥ\n\nsa me madana-mohanaḥ sakhi tanoti netra-spṛhām", "devanagari": "> নবাম্বুদ-লসদ্দ্যুতির্নবতড়িন্মনোজ্ঞাম্বরঃ\n> সুচিত্রমুরলীস্ফুরচ্ছরদমন্দচন্দ্রাননঃ ।\n> ময়ূরদলভূষিতঃ সুভগতারহারপ্রভঃ\n> স মে মদনমোহনঃ সখি তনোতি নেত্রস্পৃহাম্ ॥৬৩॥", "synonyms": "*nava-ambuda*—uma nuvem recém-formada; *lasat*—brilhante; *dyutiḥ*—cujo lustre; *nava*—novo; *taḍit*—relâmpago; *manojña*—atraente; *ambaraḥ*—cujas vestes; *su-citra*—muito encantadora; *muralī*—com uma flauta; *sphurat*—de aparência bela; *śarat*—outono; *amanda*—brilhante; *candra*—como a lua; *ānanaḥ*—cujo rosto; *mayūra*—pavão; *dala*—com uma pena; *bhūṣitaḥ*—decorado; *su-bhaga*—adorável; *tāra*—de pérolas; *hāra*—de um colar; *prabhaḥ*—com a refulgência; *saḥ*—Ele; *me*—Meu; *madana-mohanaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa, o encantador do Cupido; *sakhi*—ó Minha querida amiga; *tanoti*—aumenta; *netra-spṛhām*—o desejo dos olhos.", "translation": "**\"Minha querida amiga, o lustre do corpo de Kṛṣṇa é mais brilhante que uma nuvem recém-formada, e Suas vestes amarelas são mais atraentes que um relâmpago recém-surgido. Uma pena de pavão decora Sua cabeça, e em Seu pescoço pende um adorável colar de pérolas brilhantes. Quando Ele leva Sua encantadora flauta aos lábios, Seu rosto parece tão belo quanto a lua cheia de outono. Por tal beleza, Madana-mohana, o encantador do Cupido, aumenta o desejo de meus olhos de vê-Lo.\"**", "purport": "Este verso também se encontra no Govinda-līlāmṛta (8.4)."}
{"ref": "cc/antya/15/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/64/", "verse_text": "nava-ghana-snigdha-varṇa, dalitāñjana-cikkaṇa,\n\nindīvara-nindi sukomala\n\njini' upamāna-gaṇa, hare sabāra netra-mana,\n\nkṛṣṇa-kānti parama prabala", "devanagari": "> নবঘনস্নিগ্ধবর্ণ, দলিতাঞ্জন-চিক্কণ,\n> ইন্দীবর-নিন্দি সুকোমল ।\n> জিনি’ উপমান-গণ, হরে সবার নেত্র-মন,\n> কৃষ্ণকান্তি পরম প্রবল ॥৬৪॥", "synonyms": "*nava-ghana*—uma nuvem recém-formada; *snigdha*—atraente; *varṇa*—tez corporal; *dalita*—pulverizado; *añjana*—unguento; *cikkaṇa*—polido; *indīvara*—uma flor de lótus azul; *nindi*—derrotando; *su-komala*—suave; *jini*—superando; *upamāna-gaṇa*—toda comparação; *hare*—atrai; *sabāra*—de todos; *netra-mana*—os olhos e a mente; *kṛṣṇa-kānti*—a tez de Kṛṣṇa; *parama prabala*—supremamente poderosa.", "translation": "**Caitanya Mahāprabhu continuou: \"A tez de Śrī Kṛṣṇa é tão polida quanto o unguento pulverizado para os olhos. Ela supera a beleza de uma nuvem recém-formada e é mais suave que uma flor de lótus azul. De fato, Sua tez é tão agradável que atrai os olhos e a mente de todos, e é tão poderosa que desafia toda comparação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/65/", "verse_text": "kaha, sakhi, ki kari upāya?\n\nkṛṣṇādbhuta balāhaka, mora netra-cātaka,\n\nnā dekhi' piyāse mari' yāya", "devanagari": "> কহ, সখি, কি করি উপায় ?\n> কৃষ্ণাদ্ভুত বলাহক, মোর নেত্র-চাতক,\n> না দেখি’ পিয়াসে মরি’ যায় ।। ৬৫ ।। ধ্রু ।। ॥৬৫॥", "synonyms": "*kaha*—dize, por favor; *sakhi*—Minha querida amiga; *ki kari upāya*—que devo fazer; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *adbhuta*—maravilhosa; *balāhaka*—nuvem; *mora*—Meus; *netra*—olhos; *cātaka*—como pássaros cātaka; *nā dekhi'*—sem ver; *piyāse*—de sede; *mari' yāya*—estão morrendo.", "translation": "**\"Minha querida amiga, dize-Me, por favor, o que devo fazer. Kṛṣṇa é tão atraente quanto uma nuvem maravilhosa, e Meus olhos são tais quais pássaros cātaka, que morrem de sede porque não veem tal nuvem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/66/", "verse_text": "saudāminī pītāmbara, sthira nahe nirantara,\n\nmuktā-hāra baka-pāṅti bhāla\n\nindra-dhanu śikhi-pākhā, upare diyāche dekhā,\n\nāra dhanu vaijayantī-māla", "devanagari": "> সৌদামিনী পীতাম্বর, স্থির নহে নিরন্তর,\n> মুক্তাহার বকপাঁতি ভাল ।\n> ইন্দ্রধনু-শিখিপাখা, উপরে দিয়াছে দেখা,\n> আর ধনু বৈজয়ন্তী-মাল ॥৬৬॥", "synonyms": "*saudāminī*—relâmpago; *pīta-ambara*—as vestes amarelas; *sthira*—imóvel; *nahe*—não é; *nirantara*—sempre; *muktā-hāra*—o colar de pérolas; *baka-pāṅti bhāla*—como uma fileira de patos; *indra-dhanu*—o arco de Indra (um arco-íris); *śikhi-pākhā*—a pena de pavão; *upare*—na cabeça; *diyāche dekhā*—é vista; *āra dhanu*—outro arco-íris; *vaijayantī-māla*—a guirlanda vaijayantī.", "translation": "**\"As vestes amarelas de Kṛṣṇa parecem exatamente um relâmpago inquieto no céu, e o colar de pérolas em Seu pescoço assemelha-se a uma fileira de patos voando sob uma nuvem. Tanto a pena de pavão em Sua cabeça quanto Sua guirlanda vaijayantī [contendo flores de cinco cores] lembram arco-íris.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/67/", "verse_text": "muralīra kala-dhvani, madhura garjana śuni',\n\nvṛndāvane nāce mayūra-caya\n\nakalaṅka pūrṇa-kala, lāvaṇya-jyotsnā jhalamala,\n\ncitra-candrera tāhāte udaya", "devanagari": "> মুরলীর কলধ্বনি, মধুর গর্জন শুনি’,\n> বৃন্দাবনে নাচে ময়ূরচয় ।\n> অকলঙ্ক পূর্ণকল, লাবণ্য-জ্যোৎস্না ঝলমল,\n> চিত্রচন্দ্রের তাহাতে উদয় ॥৬৭॥", "synonyms": "*muralīra*—da flauta; *kala-dhvani*—a vibração grave; *madhura*—doce; *garjana*—trovejar; *śuni*—ouvindo; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *nāce*—dançam; *mayūra-caya*—os pavões; *akalaṅka*—imaculada; *pūrṇa-kala*—a lua cheia; *lāvaṇya*—beleza; *jyotsnā*—luz; *jhalamala*—cintilante; *citra-candrera*—da bela lua; *tāhāte*—nisso; *udaya*—o surgir.", "translation": "**\"O lustre do corpo de Kṛṣṇa é tão belo quanto uma imaculada lua cheia que acaba de surgir, e a vibração de Sua flauta soa exatamente como o doce trovejar de uma nuvem recém-formada. Quando os pavões de Vṛndāvana ouvem essa vibração, todos começam a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/68/", "verse_text": "līlāmṛta-variṣaṇe, siñce caudda bhuvane'\n\nhena megha yabe dekhā dila\n\ndurdaiva-jhañjhā-pavane, meghe nila anya-sthāne,\n\nmare cātaka, pite nā pāila", "devanagari": "> লীলামৃত-বরিষণে, সিঞ্চে চৌদ্দ ভুবনে,\n> হেন মেঘ যবে দেখা দিল ।\n> দুর্দৈব-ঝঞ্ঝাপবনে, মেঘে নিল অন্যস্থানে,\n> মরে চাতক, পিতে না পাইল ॥৬৮॥", "synonyms": "*līlā*—dos passatempos de Kṛṣṇa; *amṛta*—de néctar; *variṣaṇe*—a chuva; *siñce*—encharca; *caudda bhuvane*—os catorze mundos; *hena megha*—tal nuvem; *yabe*—quando; *dekhā dila*—tornou-se visível; *durdaiva*—infortúnio; *jhañjhā-pavane*—um vento forte; *meghe*—a nuvem; *nila*—levou; *anya-sthāne*—para outro lugar; *mare*—morre; *cātaka*—o pássaro cātaka; *pite nā pāila*—não pôde beber.", "translation": "**\"A nuvem dos passatempos de Kṛṣṇa está encharcando os catorze mundos com uma chuva de néctar. Infelizmente, quando aquela nuvem surgiu, um turbilhão de vento se ergueu e a soprou para longe de Mim. Sendo incapaz de ver a nuvem, o pássaro cātaka de Meus olhos está quase morto de sede.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/69/", "verse_text": "punaḥ kahe,--'hāya hāya, paḍa paḍa rāma-raya',\n\nkahe prabhu gadgada ākhyāne\n\nrāmānanda paḍe śloka, śuni' prabhura harṣa-śoka,\n\nāpane prabhu karena vyākhyāne", "devanagari": "> পুনঃ কহে, — ‘হায় হায়, পড় পড় রামরায়’,\n> কহে প্রভু গদ্গদ আখ্যানে ।\n> রামানন্দ পড়ে শ্লোক, শুনি’ প্রভুর হর্ষ-শোক,\n> আপনে প্রভু করেন ব্যাখ্যানে ॥৬৯॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *kahe*—diz; *hāya hāya*—ai, ai; *paḍa paḍa*—continua a ler; *rāma-rāya*—Rāmānanda Rāya; *kahe*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gadgada ākhyāne*—com voz embargada; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *paḍe*—lê; *śloka*—um verso; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *harṣa-śoka*—júbilo e lamentação; *āpane*—pessoalmente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena vyākhyāne*—explica.", "translation": "**Com voz embargada, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse novamente: \"Ai, ai, continua a ler, Rāma Rāya.\" Assim, Rāmānanda Rāya começou a ler um verso. Enquanto ouvia esse verso, o Senhor às vezes sentia grande júbilo e às vezes era tomado pela lamentação. Depois, o Senhor pessoalmente explicou o verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/70/", "verse_text": "vīkṣyālakāvṛta-mukhaṁ tava kuṇḍala-śri-\n\ngaṇḍa-sthalādhara-sudhaṁ hasitāvalokam\n\ndattābhayaṁ ca bhuja-daṇḍa-yugaṁ vilokya\n\nvakṣaḥ śriyaika-ramaṇaṁ ca bhavāma dāsyaḥ", "devanagari": "> বীক্ষ্যালকাবৃতমুখং তব কুণ্ডলশ্রি\n> গণ্ডস্থলাধরসুধং হসিতাবলোকম্ ।\n> দত্তাভয়ঞ্চ ভুজদণ্ডযুগং বিলোক্য\n> বক্ষঃ শ্রিয়ৈকরমণঞ্চ ভবাম দাস্যঃ ॥৭০॥", "synonyms": "*vīkṣya*—vendo; *alaka-āvṛta*—decorado com cachos ondulados de cabelo; *mukham*—rosto; *tava*—Teu; *kuṇḍala-śri*—a beleza dos brincos; *gaṇḍa-sthala*—caindo sobre Tuas faces; *adhara-sudham*—e o néctar de Teus lábios; *hasita-avalokam*—Teu olhar sorridente; *datta-abhayam*—que asseguram a destemibilidade; *ca*—e; *bhuja-daṇḍa-yugam*—os dois braços; *vilokya*—vendo; *vakṣaḥ*—peito; *śriyā*—pela beleza; *eka-ramaṇam*—que produz principalmente a atração conjugal; *ca*—e; *bhavāma*—nós nos tornamos; *dāsyaḥ*—Tuas criadas.", "translation": "**\"Querido Kṛṣṇa, ao ver Teu belo rosto decorado com cachos de cabelo, ao ver a beleza de Teus brincos caindo sobre Tuas faces, e ao ver o néctar de Teus lábios, a beleza de Teus olhares sorridentes, Teus dois braços, que asseguram completa destemibilidade, e Teu amplo peito, cuja beleza desperta a atração conjugal, simplesmente nos rendemos para nos tornarmos Tuas criadas.'**", "purport": "Este verso, citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.29.39), foi proferido pelas gopīs quando chegaram diante de Kṛṣṇa para a dança da rāsa."}
{"ref": "cc/antya/15/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/71/", "verse_text": "kṛṣṇa jini' padma-cānda, pātiyāche mukha phānda,\n\ntāte adhara-madhu-smita cāra\n\nvraja-nārī āsi' āsi', phānde paḍi' haya dāsī,\n\nchāḍi' lāja-pati-ghara-dvāra", "devanagari": "> কৃষ্ণ জিনি’ পদ্ম-চান্দ, পাতিয়াছে মুখ ফান্দ,\n> তাতে অধর-মধুস্মিত চার ।\n> ব্রজনারী আসি’ আসি’, ফান্দে পড়ি’ হয় দাসী,\n> ছাড়ি’ লাজ-পতি-ঘর-দ্বার ॥৭১॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *jini'*—superando; *padma-cānda*—a flor de lótus e a lua; *pātiyāche*—estendeu; *mukha*—o rosto; *phānda*—laço; *tāte*—nesse; *adhara*—lábios; *madhu-smita*—doce sorriso; *cāra*—isca; *vraja-nārī*—as donzelas de Vraja; *āsi' āsi'*—aproximando-se; *phānde*—na rede; *paḍi'*—caindo; *haya dāsī*—tornam-se criadas; *chāḍi'*—abandonando; *lāja*—prestígio; *pati*—maridos; *ghara*—lar; *dvāra*—família.", "translation": "**\"Após conquistar a lua e a flor de lótus, Kṛṣṇa desejou capturar as gopīs semelhantes a corças. Assim, Ele estendeu o laço de Seu belo rosto, e dentro desse laço colocou a isca de Seu doce sorriso para desorientar as gopīs. As gopīs caíram presas nessa armadilha e se tornaram criadas de Kṛṣṇa, abandonando seus lares, suas famílias, seus maridos e seu prestígio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/72/", "verse_text": "bāndhava kṛṣṇa kare vyādhera ācāra\n\nnāhi māne dharmādharma, hare nārī-mṛgī-marma,\n\nkare nānā upāya tāhāra", "devanagari": "> বান্ধব কৃষ্ণ করে ব্যাধের আচার ।\n> নাহি মানে ধর্মাধর্ম, হরে নারী-মৃগী-মর্ম,\n> করে নানা উপায় তাহার ।। ৭২ ।। ধ্রু ।। ॥৭২॥", "synonyms": "*bāndhava*—ó amiga; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare*—faz; *vyādhera ācāra*—o comportamento de um caçador; *nāhi*—não; *māne*—se importa com; *dharma-adharma*—piedade e impiedade; *hare*—atrai; *nārī*—de uma mulher; *mṛgī*—corça; *marma*—o âmago do coração; *kare*—faz; *nānā*—variados; *upāya*—meios; *tāhāra*—para esse propósito.", "translation": "**\"Minha querida amiga, Kṛṣṇa age exatamente como um caçador. Esse caçador não se importa com piedade ou impiedade; Ele simplesmente cria muitos artifícios para conquistar o âmago dos corações das gopīs semelhantes a corças.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/73/", "verse_text": "gaṇḍa-sthala jhalamala, nāce makara-kuṇḍala,\n\nsei nṛtye hare nārī-caya\n\nsasmita kaṭākṣa-bāṇe, tā-sabāra hṛdaye hāne,\n\nnārī-vadhe nāhi kichu bhaya", "devanagari": "> গণ্ডস্থল ঝলমল, নাচে মকর-কুণ্ডল,\n> সেই নৃত্যে হরে নারীচয় ।\n> সস্মিত কটাক্ষ-বাণে, তা-সবার হৃদয়ে হানে,\n> নারী-বধে নাহি কিছু ভয় ॥৭৩॥", "synonyms": "*gaṇḍa-sthala*—nas faces; *jhalamala*—reluzentes; *nāce*—dançam; *makara-kuṇḍala*—brincos em forma de tubarão; *sei*—essa; *nṛtye*—dança; *hare*—atrai; *nārī-caya*—todas as mulheres; *sa-smita*—com sorrisos; *kaṭākṣa*—de olhares; *bāṇe*—pelas flechas; *tā-sabāra*—de todas elas; *hṛdaye*—os corações; *hāne*—trespassa; *nārī-vadhe*—por matar mulheres; *nāhi*—não há; *kichu*—nenhum; *bhaya*—temor.", "translation": "**\"Os brincos que dançam nas faces de Kṛṣṇa têm a forma de tubarões e brilham intensamente. Esses brincos dançantes atraem as mentes de todas as mulheres. Além disso, Kṛṣṇa trespassa os corações das mulheres com as flechas de Seus olhares docemente sorridentes. Ele não tem o menor receio de matar mulheres dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/74/", "verse_text": "ati ucca suvistāra, lakṣmī-śrīvatsa-alaṅkāra,\n\nkṛṣṇera ye ḍākātiyā vakṣa\n\nvraja-devī lakṣa lakṣa, tā-sabāra mano-vakṣa,\n\nhari-dāsī karibāre dakṣa", "devanagari": "> অতি উচ্চ সুবিস্তার, লক্ষ্মী-শ্রীবৎস-অলঙ্কার,\n> কৃষ্ণের যে ডাকাতিয়া বক্ষ ।\n> ব্রজদেবী লক্ষ লক্ষ, তা-সবার মনোবক্ষ,\n> হরিদাসী করিবারে দক্ষ ॥৭৪॥", "synonyms": "*ati*—muito; *ucca*—alto; *su-vistāra*—largo; *lakṣmī*—uma marca de linhas douradas no lado esquerdo do peito de Śrī Kṛṣṇa, indicando a residência da deusa da fortuna; *śrīvatsa*—uma marca de pelos prateados no lado direito do peito do Senhor; *alaṅkāra*—ornamentos; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ye*—esse; *ḍākātiyā*—como um saqueador; *vakṣa*—peito; *vraja-devī*—as donzelas de Vraja; *lakṣa lakṣa*—aos milhares; *tā-sabāra*—de todas elas; *manaḥ-vakṣa*—as mentes e os seios; *hari-dāsī*—criadas do Senhor Supremo; *karibāre*—fazer; *dakṣa*—perito.", "translation": "**\"No peito de Kṛṣṇa estão os ornamentos de Śrīvatsa e a marca que indica a residência da deusa da fortuna. Seu peito, tão largo quanto o de um saqueador, atrai milhares e milhares de donzelas de Vraja, conquistando suas mentes e seus seios à força. Assim, todas elas se tornam criadas da Suprema Personalidade de Deus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/75/", "verse_text": "sulalita dīrghārgala, kṛṣṇera bhuja-yugala,\n\nbhuja nahe,--kṛṣṇa-sarpa-kāya\n\ndui śaila-chidre paiśe, nārīra hṛdaye daṁśe,\n\nmare nārī se viṣa-jvālāya", "devanagari": "> সুললিত দীর্ঘার্গল, কৃষ্ণের ভুজযুগল,\n> ভুজ নহে, — কৃষ্ণসর্পকায় ।\n> দুই শৈল-ছিদ্রে পৈশে, নারীর হৃদয়ে দংশে,\n> মরে নারী সে বিষজ্বালায় ॥৭৫॥", "synonyms": "*su-lalita*—muito belos; *dīrgha-argala*—longos ferrolhos; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *bhuja-yugala*—os dois braços; *bhuja*—braços; *nahe*—não; *kṛṣṇa*—negras; *sarpa*—de serpentes; *kāya*—corpos; *dui*—duas; *śaila-chidre*—no espaço entre as colinas; *paiśe*—entram; *nārīra*—das mulheres; *hṛdaye*—os corações; *daṁśe*—mordem; *mare*—morrem; *nārī*—as mulheres; *se*—desse; *viṣa-jvālāya*—devido ao ardor do veneno.", "translation": "**\"Os dois braços muito belos de Kṛṣṇa são como longas trancas. Também se assemelham aos corpos de serpentes negras que penetram no espaço entre os dois seios — semelhantes a colinas — das mulheres e mordem seus corações. As mulheres então morrem do veneno ardente.**", "purport": "Em outras palavras, as gopīs ficam muito agitadas por desejos luxuriosos; elas ardem devido à mordida venenosa infligida pelas serpentes negras dos belos braços de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/15/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/76/", "verse_text": "kṛṣṇa-kara-pada-tala, koṭi-candra-suśītala,\n\njini' karpūra-veṇā-mūla-candana\n\neka-bāra yāra sparśe, smara-jvālā-viṣa nāśe,\n\nyāra sparśe lubdha nārī-mana", "devanagari": "> কৃষ্ণ-কর-পদতল, কোটিচন্দ্র-সুশীতল,\n> জিনি’ কর্পূর-বেণামূল-চন্দন ।\n> একবার যার স্পর্শে, স্মরজ্বালা-বিষ নাশে,\n> যার স্পর্শে লুব্ধ নারী-মন ॥৭৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *kara-pada-tala*—as palmas e as solas dos pés; *koṭi-candra*—milhões e milhões de luas; *su-śītala*—frescos e agradáveis; *jini'*—superando; *karpūra*—cânfora; *veṇā-mūla*—raízes de khasakhasa; *candana*—polpa de sândalo; *eka-bāra*—uma só vez; *yāra*—dos quais; *sparśe*—pelo toque; *smara-jvālā*—o efeito ardente da lembrança; *viṣa*—o veneno; *nāśe*—é destruído; *yāra*—dos quais; *sparśe*—pelo toque; *lubdha*—seduzidas; *nārī-mana*—as mentes das mulheres.", "translation": "**\"O efeito refrescante combinado da cânfora, das raízes de khasakhasa e do sândalo é superado pelo frescor das palmas das mãos de Kṛṣṇa e das solas de Seus pés, que são mais frescos e mais agradáveis do que milhões e milhões de luas. Se as mulheres forem tocadas por eles uma só vez, suas mentes ficam seduzidas, e o veneno ardente do desejo luxurioso por Kṛṣṇa é imediatamente destruído.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/77/", "verse_text": "eteka vilāpa kari' premāveśe gaurahari,\n\nei arthe paḍe eka śloka\n\nsei śloka paḍi' rādhā, viśākhāre kahe bādhā,\n\nughāḍiyā hṛdayera śoka", "devanagari": "> এতেক বিলাপ করি’ প্রেমাবেশে গৌরহরি,\n> এই অর্থে পড়ে এক শ্লোক ।\n> যেই শ্লোক পড়ি’ রাধা, বিশাখারে কহে বাধা,\n> উঘাড়িয়া হৃদয়ের শোক ॥৭৭॥", "synonyms": "*eteka*—assim; *vilāpa kari'*—lamentando-se; *prema-āveśe*—em amor extático por Kṛṣṇa; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei arthe*—para compreender o propósito; *paḍe*—recita; *eka śloka*—um verso; *sei śloka*—esse verso; *paḍi'*—recitando; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *viśākhāre*—a Viśākhā; *kahe*—diz; *bādhā*—obstáculo; *ughāḍiyā*—expondo; *hṛdayera*—do coração; *śoka*—a lamentação.", "translation": "**Lamentando-se em amor extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu então recitou o seguinte verso, que fora falado por Śrīmatī Rādhārāṇī ao expor a lamentação de Seu coração à Sua amiga Śrīmatī Viśākhā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/78/", "verse_text": "harinmaṇi-kavāṭikā-pratata-hāri-vakṣaḥ-sthalaḥ\n\nsmarārta-taruṇī-manaḥ-kaluṣa-hāri-dor-argalaḥ\n\nsudhāṁśu-hari-candanotpala-sitābhra-śītāṅgakaḥ\n\nsa me madana-mohanaḥ sakhi tanoti vakṣaḥ-spṛhām", "devanagari": "> হরিণ্মণিকবাটিকাপ্রততহারিবক্ষঃস্থলঃ\n> স্মরার্ততরুণীমনঃকলুষহারিদোরর্গলঃ ।\n> সুধাংশুহরিচন্দনোৎপলসিতাভ্রশীতাঙ্গকঃ\n> স মে মদনমোদনঃ সখি তনোতি বক্ষঃস্পৃহাম্ ॥৭৮॥", "synonyms": "*harit-maṇi*—de gemas indranīla; *kavāṭikā*—como uma porta; *pratata*—largo; *hāri*—atraente; *vakṣaḥ-sthalaḥ*—cujo peito; *smara-ārta*—angustiadas pela lembrança; *taruṇī*—de jovens mulheres; *manaḥ*—da mente; *kaluṣa*—a dor; *hāri*—removendo; *doḥ*—cujos dois braços; *argalaḥ*—como ferrolhos; *sudhāṁśu*—a lua; *hari-candana*—sândalo; *utpala*—flor de lótus; *sitābhra*—cânfora; *śīta*—frio; *aṅgakaḥ*—cujo corpo; *saḥ*—esse; *me*—Meu; *madana-mohanaḥ*—Kṛṣṇa, que é mais atraente do que Cupido; *sakhi*—Minha amiga; *tanoti*—expande; *vakṣaḥ-spṛhām*—o desejo dos seios.", "translation": "**\"Minha querida amiga, o peito de Kṛṣṇa é tão largo e atraente quanto uma porta feita de gemas indranīla, e Seus dois braços, fortes como ferrolhos, podem aliviar a angústia mental das jovens atormentadas por desejos luxuriosos por Ele. Seu corpo é mais frio do que a lua, o sândalo, a flor de lótus e a cânfora. Dessa forma, Madana-mohana, o que atrai Cupido, aumenta o desejo de Meus seios.\"**", "purport": "Este verso também se encontra no Govinda-līlāmṛta (8.7)."}
{"ref": "cc/antya/15/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/79/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"kṛṣṇa muñi ekhana-i pāinu\n\nāpanāra durdaive punaḥ hārāinu", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “কৃষ্ণ মুঞি এখনই পাইনু ।\n> আপনার দুর্দৈবে পুনঃ হারাইনু ॥৭৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *muñi*—Eu; *ekhana-i*—agora mesmo; *pāinu*—tinha; *āpanāra*—Minha própria; *durdaive*—por infortúnio; *punaḥ*—novamente; *hārāinu*—perdi.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse então: \"Agora mesmo Eu tinha Kṛṣṇa, mas infelizmente O perdi novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/80/", "verse_text": "cañcala-svabhāva kṛṣṇera, nā raya eka-sthāne\n\ndekhā diyā mana hari' kare antardhāne", "devanagari": "> চঞ্চল-স্বভাব কৃষ্ণের, না রয় একস্থানে ।\n> দেখা দিয়া মন হরি’ করে অন্তর্ধানে ॥৮০॥", "synonyms": "*cañcala*—inquieta; *svabhāva*—característica; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *nā*—não; *raya*—permanece; *eka-sthāne*—num só lugar; *dekhā diyā*—concedendo Sua audiência; *mana*—a mente; *hari'*—encantando; *kare*—faz; *antardhāne*—desaparecimento.", "translation": "**\"Por natureza, Kṛṣṇa é muito inquieto; Ele não permanece num só lugar. Encontra-Se com alguém, encanta-lhe a mente e então desaparece.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/81/", "verse_text": "tāsāṁ tat-saubhaga-madaṁ\n\nvīkṣya mānaṁ ca keśavaḥ\n\npraśamāya prasādāya\n\ntatraivāntaradhīyata", "devanagari": "> তাসাং তৎসৌভগমদং বীক্ষ্য মানঞ্চ কেশবঃ ।\n> প্রশমায় প্রসাদায় তত্রৈবান্তরধীয়ত ॥৮১॥", "synonyms": "*tāsām*—das gopīs; *tat*—delas; *saubhaga-madam*—o orgulho decorrente da grande fortuna; *vīkṣya*—vendo; *mānam*—a noção de superioridade; *ca*—e; *keśavaḥ*—Kṛṣṇa, que subjuga até ka (o Senhor Brahmā) e īśa (o Senhor Śiva); *praśamāya*—para subjugar; *prasādāya*—para mostrar misericórdia; *tatra*—ali; *eva*—certamente; *antaradhīyata*—desapareceu.", "translation": "**\" 'As gopīs ficaram orgulhosas de sua grande fortuna. Para subjugar seu senso de superioridade e mostrar-lhes favor especial, Keśava, o subjugador até mesmo do Senhor Brahmā e do Senhor Śiva, desapareceu da dança da rāsa.' \"**", "purport": "Este verso, citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.29.48), foi falado por Śukadeva Gosvāmī a Mahārāja Parīkṣit."}
{"ref": "cc/antya/15/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/82/", "verse_text": "svarūpa-gosāñire kahena,--\"gāo eka gīta\n\nyāte āmāra hṛdayera haye ta' 'samvit' \"", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞিরে কহেন, — “গাও এক গীত ।\n> যাতে আমার হৃদয়ের হয়ে ত’ ‘সম্বিৎ’ ।।” ॥ ৮২ ॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñire*—a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kahena*—disse; *gāo*—canta; *eka*—uma; *gīta*—canção; *yāte*—pela qual; *āmāra*—de Meu; *hṛdayera*—do coração; *haye*—haja; *ta'*—certamente; *samvit*—consciência.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse então a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī: \"Por favor, canta uma canção que traga consciência ao Meu coração.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/83/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi tabe madhura kariyā\n\ngīta-govindera pada gāya prabhure śunāñā", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি তবে মধুর করিয়া ।\n> গীতগোবিন্দের পদ গায় প্রভুরে শুনাঞা ॥৮৩॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tabe*—em seguida; *madhura kariyā*—muito docemente; *gīta-govindera*—do livro Gīta-govinda; *pada*—um verso; *gāya*—canta; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śunāñā*—fazendo ouvir.", "translation": "**Assim, para o prazer de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī começou a cantar muito docemente o seguinte verso do Gīta-govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/84/", "verse_text": "rāse harim iha vihita-vilāsam\n\nsmarati mano mama kṛta-parihāsam", "devanagari": "> রাসে হরিমিহ বিহিতবিলাসম্ ।\n> স্মরতি মনো মম কৃতপরিহাসম্ ॥৮৪॥", "synonyms": "*rāse*—na dança da rāsa; *harim*—Śrī Kṛṣṇa; *iha*—aqui; *vihita-vilāsam*—realizando passatempos; *smarati*—lembra-se; *manaḥ*—mente; *mama*—minha; *kṛta-parihāsam*—afeito a fazer brincadeiras.", "translation": "**\"Aqui, na arena da dança da rāsa, lembro-me de Kṛṣṇa, que sempre é afeito a brincar e a realizar passatempos.\"**", "purport": "Este verso é citado do Gīta-govinda (2.3)."}
{"ref": "cc/antya/15/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/85/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi yabe ei pada gāhilā\n\nuṭhi' premāveśe prabhu nācite lāgilā", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি যবে এই পদ গাহিলা ।\n> উঠি’ প্রেমাবেশে প্রভু নাচিতে লাগিলা ॥৮৫॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *yabe*—quando; *ei*—este; *pada*—verso; *gāhilā*—cantou; *uṭhi'*—levantando-se; *prema-āveśe*—em amor extático por Kṛṣṇa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nācite lāgilā*—começou a dançar.", "translation": "**Quando Svarūpa Dāmodara Gosvāmī cantou esse verso especial, Śrī Caitanya Mahāprabhu imediatamente se levantou e começou a dançar em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/86/", "verse_text": "'aṣṭa-sāttvika' bhāva aṅge prakaṭa ha-ila\n\nharṣādi 'vyabhicārī' saba uthalila", "devanagari": "> ‘অষ্টসাত্ত্বিক’ ভাব অঙ্গে প্রকট হইল ।\n> হর্ষাদি ‘ব্যভিচারী’ সব উথলিল ॥৮৬॥", "synonyms": "*aṣṭa-sāttvika*—oito espirituais; *bhāva*—emoções; *aṅge*—no corpo; *prakaṭa ha-ila*—manifestaram-se; *harṣa-ādi*—começando com o júbilo; *vyabhicārī*—as trinta e três mudanças do vyabhicārī-bhāva; *saba*—todas; *uthalila*—manifestaram-se.", "translation": "**Naquele momento, todos os oito tipos de transformações espirituais manifestaram-se no corpo do Senhor Caitanya. Os trinta e três sintomas do vyabhicārī-bhāva, começando com a lamentação e o júbilo, também se tornaram proeminentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/87/", "verse_text": "bhāvodaya, bhāva-sandhi, bhāva-śābalya\n\nbhāve-bhāve mahā-yuddhe sabāra prābalya", "devanagari": "> ভাবোদয়, ভাব-সন্ধি, ভাব-শাবল্য ।\n> ভাবে-ভাবে মহাযুদ্ধে সবার প্রাবল্য ॥৮৭॥", "synonyms": "*bhāva-udaya*—o despertar de todos os sintomas extáticos; *bhāva-sandhi*—o encontro de sintomas extáticos; *bhāva-śābalya*—a mistura de sintomas extáticos; *bhāve-bhāve*—entre um êxtase e outro; *mahā-yuddhe*—uma grande disputa; *sabāra*—de todos eles; *prābalya*—proeminência.", "translation": "**Todos os sintomas extáticos, tais como bhāvodaya, bhāva-sandhi e bhāva-śābalya, despertaram no corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Surgiu uma grande disputa entre uma emoção e outra, e cada uma delas se tornou proeminente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/88/", "verse_text": "sei pada punaḥ punaḥ karāya gāyana\n\npunaḥ punaḥ āsvādaye, karena nartana", "devanagari": "> সেই পদ পুনঃ পুনঃ করায় গায়ন ।\n> পুনঃ পুনঃ আস্বাদয়ে, করেন নর্তন ॥৮৮॥", "synonyms": "*sei pada*—aquele verso; *punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *karāya gāyana*—fez cantar; *punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *āsvādaye*—saboreia; *karena nartana*—dança.", "translation": "**O Senhor Caitanya Mahāprabhu fez com que Svarūpa Dāmodara cantasse o mesmo verso repetidas vezes. Cada vez que ele o cantava, o Senhor o saboreava de novo, e assim Ele dançava repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/89/", "verse_text": "ei-mata nṛtya yadi ha-ila bahu-kṣaṇa\n\nsvarūpa-gosāñi pada kailā samāpana", "devanagari": "> এইমত নৃত্য যদি হইল বহুক্ষণ ।\n> স্বরূপ-গোসাঞি পদ কৈলা সমাপন ॥৮৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *nṛtya*—dançando; *yadi*—quando; *ha-ila*—foi; *bahu-kṣaṇa*—por longo tempo; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *pada*—verso; *kailā samāpana*—parou.", "translation": "**Depois que o Senhor dançou por longo tempo, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī parou de cantar o verso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/90/", "verse_text": "'bal' 'bal' bali' prabhu kahena bāra-bāra\n\nnā gāya svarūpa-gosāñi śrama dekhi' tāṅra", "devanagari": "> ‘বল্’ ‘বল্’ বলি’ প্রভু কহেন বারবার ।\n> না গায় স্বরূপ-গোসাঞি শ্রম দেখি’ তাঁর ॥৯০॥", "synonyms": "*bal*—canta; *bal*—canta; *bali'*—proferindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahena*—diz; *bāra-bāra*—repetidas vezes; *nā*—não; *gāya*—canta; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *śrama*—fadiga; *dekhi'*—vendo; *tāṅra*—do Senhor Caitanya.", "translation": "**Repetidas vezes Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Prossegue! Canta! Canta!\" Mas Svarūpa Dāmodara, vendo a fadiga do Senhor, não retomou o canto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/91/", "verse_text": "'bal' 'bal' prabhu balena, bhakta-gaṇa śuni'\n\ncaudikete sabe meli' kare hari-dhvani", "devanagari": "> ‘বল্’ ‘বল্’ প্রভু বলেন, ভক্তগণ শুনি’ ।\n> চৌদিকেতে সবে মেলি’ করে হরিধ্বনি ॥৯১॥", "synonyms": "*bal bal*—prossegue cantando, prossegue cantando; *prabhu balena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *śuni'*—ouvindo; *cau-dikete*—por toda parte; *sabe*—todos; *meli'*—reunindo-se; *kare hari-dhvani*—vibram o santo nome de Hari.", "translation": "**Quando os devotos ouviram Śrī Caitanya Mahāprabhu dizer: \"Prossegue cantando!\", todos se reuniram ao redor dEle e começaram a cantar o santo nome de Hari em uníssono.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/92/", "verse_text": "rāmānanda-rāya tabe prabhure vasāilā\n\nvījanādi kari' prabhura śrama ghucāilā", "devanagari": "> রামানন্দ-রায় তবে প্রভুরে বসাইলা ।\n> বীজনাদি করি’ প্রভুর শ্রম ঘুচাইলা ॥৯২॥", "synonyms": "*rāmānanda-rāya*—Rāmānanda Rāya; *tabe*—naquele momento; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vasāilā*—fez sentar; *vījana-ādi kari'*—abanando e assim por diante; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrama*—fadiga; *ghucāilā*—dissipou.", "translation": "**Naquele momento, Rāmānanda Rāya fez o Senhor sentar-se e dissipou Sua fadiga abanando-O.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/93/", "verse_text": "prabhure lañā gelā sabe samudrera tīre\n\nsnāna karāñā punaḥ tāṅre lañā āilā ghare", "devanagari": "> প্রভুরে লঞা গেলা সবে সমুদ্রের তীরে ।\n> স্নান করাঞা পুনঃ তাঁরে লঞা আইলা ঘরে ॥৯৩॥", "synonyms": "*prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *gelā*—foram; *sabe*—todos; *samudrera tīre*—à praia à beira-mar; *snāna karāñā*—banhando-O; *punaḥ*—novamente; *tāṅre*—a Ele; *lañā āilā*—trouxeram de volta; *ghare*—à Sua residência.", "translation": "**Então, todos os devotos levaram Śrī Caitanya Mahāprabhu até a praia e O banharam. Por fim, trouxeram-nO de volta para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/94/", "verse_text": "bhojana karāñā prabhure karāilā śayana\n\nrāmānanda-ādi sabe gelā nija-sthāna", "devanagari": "> ভোজন করাঞা প্রভুরে করাইলা শয়ন ।\n> রামানন্দ-আদি সবে গেলা নিজ-স্থান ॥৯৪॥", "synonyms": "*bhojana karāñā*—alimentando; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karāilā śayana*—fizeram deitar-se; *rāmānanda-ādi*—encabeçados por Rāmānanda Rāya; *sabe*—todos eles; *gelā*—foram; *nija-sthāna*—às suas casas.", "translation": "**Depois de Lhe servirem o almoço, fizeram-nO deitar-se. Então, todos os devotos, encabeçados por Rāmānanda Rāya, regressaram às suas respectivas casas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/95/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ prabhura udyāna-vihāra\n\nvṛndāvana-bhrame yāhāṅ praveśa tāṅhāra", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ প্রভুর উদ্যান-বিহার ।\n> বৃন্দাবন-ভ্রমে যাঁহা প্রবেশ তাঁহার ॥৯৫॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—descrevi; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *udyāna-vihāra*—os passatempos no jardim; *vṛndāvana-bhrame*—confundindo-o com Vṛndāvana; *yāhāṅ*—onde; *praveśa*—entrada; *tāṅhāra*—Sua.", "translation": "**Assim, descrevi os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu no jardim, no qual Ele entrou, confundindo-o com Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/96/", "verse_text": "pralāpa sahita ei unmāda-varṇana\n\nśrī-rūpa-gosāñi ihā kariyāchena varṇana", "devanagari": "> প্রলাপ সহিত এই উন্মাদ-বর্ণন ।\n> শ্রীরূপ-গোসাঞি ইহা করিয়াছেন বর্ণন ॥৯৬॥", "synonyms": "*pralāpa*—delírios extáticos; *sahita*—com; *ei*—esta; *unmāda*—de loucura; *varṇana*—descrição; *śrī-rūpa-gosāñi*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *ihā*—isto; *kariyāchena varṇana*—descreveu.", "translation": "**Ali, Ele exibiu loucura transcendental e delírios extáticos, que Śrī Rūpa Gosvāmī descreveu muito bem em seu Stava-mālā da seguinte forma.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/97/", "verse_text": "payorāśes tīre sphurad-upavanālī-kalanayā\n\nmuhur vṛndāraṇya-smaraṇa-janita-prema-vivaśaḥ\n\nkvacit kṛṣṇāvṛtti-pracala-rasano bhakti-rasikaḥ\n\nsa caitanyaḥ kiṁ me punarapi dṛśor yāsyati padam", "devanagari": "> পয়োরাশেস্তীরে স্ফুরদুপবনালীকলনয়া\n> মুহুর্বৃন্দারণ্যস্মরণজনিতপ্রেমবিবশঃ ।\n> ক্বচিৎ কৃষ্ণাবৃত্তিপ্রচলরসনো ভক্তিরসিকঃ\n> স চৈতন্যঃ কিং মে পুনরপি দৃশোর্যাস্যতি পদম্ ॥৯৭॥", "synonyms": "*payaḥ-rāśeḥ*—pelo mar; *tīre*—na praia; *sphurat*—belo; *upavanālī*—jardim; *kalanayā*—por ver; *muhuḥ*—continuamente; *vṛndāraṇya*—a floresta de Vṛndāvana; *smaraṇa-janita*—por lembrar; *prema-vivaśaḥ*—estando dominado pelo amor extático por Kṛṣṇa; *kvacit*—às vezes; *kṛṣṇa*—do santo nome de Kṛṣṇa; *āvṛtti*—repetição; *pracala*—atarefadamente ocupada em; *rasanaḥ*—cuja língua; *bhakti-rasikaḥ*—perito em serviço devocional; *saḥ*—esse; *caitanyaḥ*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kim*—acaso; *me*—meus; *punarapi*—novamente; *dṛśoḥ*—dos olhos; *yāsyati*—irá; *padam*—à senda.", "translation": "**\"Śrī Caitanya Mahāprabhu é o maior de todos os devotos. Às vezes, ao caminhar pela praia, Ele via um belo jardim nas proximidades e o confundia com a floresta de Vṛndāvana. Assim, Ele ficava completamente dominado pelo amor extático por Kṛṣṇa e começava a dançar e a cantar o santo nome. Sua língua trabalhava incessantemente enquanto Ele cantava: 'Kṛṣṇa! Kṛṣṇa!' Acaso Ele Se tornará novamente visível diante da senda de Meus olhos?\"**", "purport": "Esta citação provém do primeiro Caitanyāṣṭaka, verso 6, do Stava-mālā de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/15/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/98/", "verse_text": "ananta caitanya-līlā nā yāya likhana\n\ndiṅ-mātra dekhāñā tāhā kariye sūcana", "devanagari": "> অনন্ত চৈতন্যলীলা না যায় লিখন ।\n> দিঙ্মাত্র দেখাঞা তাহা করিয়ে সূচন ॥৯৮॥", "synonyms": "*ananta*—infinitos; *caitanya-līlā*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā yāya likhana*—é impossível escrever; *dik-mātra*—apenas uma indicação; *dekhāñā*—mostrando; *tāhā*—deles; *kariye sūcana*—introduzo.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são ilimitados; não é possível descrevê-los adequadamente. Posso apenas dar uma indicação deles ao tentar apresentá-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/15/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/15/99/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৯৯॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Quinto Capítulo, que descreve os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu no jardim à beira-mar."}
{"ref": "cc/antya/16/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/1/", "verse_text": "vande śrī-kṛṣṇa-caitanyaṁ\nkṛṣṇa-bhāvāmṛtaṁ hi yaḥ\nāsvādyāsvādayan bhaktān\nprema-dīkṣām aśikṣayat", "devanagari": "> বন্দে শ্রীকৃষ্ণচৈতন্যং কৃষ্ণভাবামৃতং হি যঃ ।\n> আস্বাদ্যাস্বাদয়ন্ ভক্তান্ প্রেমদীক্ষামশিক্ষয়ৎ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *śrī-kṛṣṇa-caitanyam*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-bhāva-amṛtam*—o néctar do amor extático por Kṛṣṇa; *hi*—certamente; *yaḥ*—Ele que; *āsvādya*—saboreando; *āsvādayan*—fazendo saborear; *bhaktān*—os devotos; *prema*—em amor a Kṛṣṇa; *dīkṣām*—iniciação; *aśikṣayat*—instruiu.", "translation": "**Permitam-me oferecer minhas respeitosas reverências a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que pessoalmente saboreou o néctar do amor extático por Kṛṣṇa e então instruiu Seus devotos a como saboreá-lo. Assim, Ele os esclareceu acerca do amor extático por Kṛṣṇa, a fim de iniciá-los no conhecimento transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—a todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/3/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu rahena nīlācale\nbhakta-gaṇa-saṅge sadā prema-vihvale", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু রহেন নীলাচলে ।\n> ভক্তগণ-সঙ্গে সদা প্রেম-বিহ্বলে ॥৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahena*—permanece; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *bhakta-gaṇa-saṅge*—na companhia dos devotos; *sadā*—sempre; *prema-vihvale*—imerso no amor extático.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu, portanto, em Jagannātha Purī, na companhia de Seus devotos, sempre imerso no amoroso serviço devocional extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/4/", "verse_text": "varṣāntare āilā saba gauḍera bhakta-gaṇa\npūrvavat āsi' kaila prabhura milana", "devanagari": "> বর্ষান্তরে আইলা সব গৌড়ের ভক্তগণ ।\n> পূর্ববৎ আসি’ কৈল প্রভুর মিলন ॥৪॥", "synonyms": "*varṣa-antare*—no ano seguinte; *āilā*—vieram; *saba*—todos; *gauḍera*—de Bengala; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *pūrva-vat*—como anteriormente; *āsi'*—vindo; *kaila*—realizaram; *prabhura milana*—encontro com Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**No ano seguinte, como de costume, todos os devotos de Bengala foram a Jagannātha Purī e, assim como nos anos anteriores, houve um encontro entre Śrī Caitanya Mahāprabhu e os devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/5/", "verse_text": "tāṅ-sabāra saṅge āila kālidāsa nāma\nkṛṣṇa-nāma vinā teṅho nāhi kahe āna", "devanagari": "> তাঁ-সবার সঙ্গে আইল কালিদাস নাম ।\n> কৃষ্ণনাম বিনা তেঁহো নাহি কহে আন ॥৫॥", "synonyms": "*tāṅ-sabāra saṅge*—com todos eles; *āila*—veio; *kāli-dāsa nāma*—um homem chamado Kālidāsa; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *vinā*—além de; *teṅho*—ele; *nāhi*—não; *kahe*—diz; *āna*—qualquer outra coisa.", "translation": "**Junto com os devotos de Bengala veio um cavalheiro chamado Kālidāsa. Ele jamais proferia outra coisa que não fosse o santo nome de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/6/", "verse_text": "mahā-bhāgavata teṅho sarala udāra\nkṛṣṇa-nāma-'saṅkete' cālāya vyavahāra", "devanagari": "> মহাভাগবত তেঁহো সরল উদার ।\n> কৃষ্ণনাম-‘সঙ্কেতে’ চালায় ব্যবহার ॥৬॥", "synonyms": "*mahā-bhāgavata*—um devoto altamente avançado; *teṅho*—ele; *sarala udāra*—muito simples e generoso; *kṛṣṇa-nāma-saṅkete*—com o cantar do santo nome de Kṛṣṇa; *cālāya*—realiza; *vyavahāra*—negócios comuns.", "translation": "**Kālidāsa era um devoto muito avançado e, ainda assim, simples e generoso. Ele cantava o santo nome de Kṛṣṇa enquanto realizava todos os seus negócios comuns.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/7/", "verse_text": "kautukete teṅho yadi pāśaka khelāya\n'hare kṛṣṇa' 'kṛṣṇa' kari' pāśaka cālāya", "devanagari": "> কৌতুকেতে তেঁহো যদি পাশক খেলায় ।\n> ‘হরে কৃষ্ণ’ ‘কৃষ্ণ’ করি’ পাশক চালায় ॥৭॥", "synonyms": "*kautukete*—por brincadeira; *teṅho*—ele; *yadi*—quando; *pāśaka khelāya*—joga dados; *hare kṛṣṇa*—o santo nome do Senhor; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *kari'*—cantando; *pāśaka cālāya*—lança os dados.", "translation": "**Quando, por brincadeira, costumava jogar dados, lançava os dados enquanto cantava Hare Kṛṣṇa.**", "purport": "A esse respeito, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura adverte os homens desta era a não imitarem a brincadeira de um mahā-bhāgavata como Kālidāsa. Se alguém o imitar jogando dados ou apostando enquanto canta o Hare Kṛṣṇa mahā-mantra, certamente se tornará vítima de ofensas ao santo nome. Como se afirma, hari-nāma-bale pāpe pravṛtti: ninguém deve cometer atividades pecaminosas apoiando-se na força do cantar do Hare Kṛṣṇa mantra. Jogar dados é, sem dúvida, apostar, mas aqui se diz claramente que Kālidāsa fazia isso apenas por brincadeira. Um mahā-bhāgavata pode fazer qualquer coisa, mas jamais esquece os princípios básicos. Por isso se diz, vaiṣṇavera kriyā-mudrā vijñeha nā bujhaya: \"Ninguém pode compreender as atividades de um devoto puro.\" Não devemos imitar Kālidāsa."}
{"ref": "cc/antya/16/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/8/", "verse_text": "raghunātha-dāsera teṅho haya jñāti-khuḍā\nvaiṣṇavera ucchiṣṭa khāite teṅho haila buḍā", "devanagari": "> রঘুনাথ-দাসের তেঁহো হয় জ্ঞাতি-খুড়া ।\n> বৈষ্ণবের উচ্ছিষ্ট খাইতে তেঁহো হৈল বুড়া ॥৮॥", "synonyms": "*raghunātha-dāsera*—de Raghunātha dāsa Gosvāmī; *teṅho*—ele (Kālidāsa); *haya*—é; *jñāti*—parente; *khuḍā*—tio; *vaiṣṇavera*—dos vaiṣṇavas; *ucchiṣṭa*—restos do alimento; *khāite*—comendo; *teṅho*—ele; *haila*—tornou-se; *buḍā*—idoso.", "translation": "**Kālidāsa era tio de Raghunātha dāsa Gosvāmī. Ao longo de toda a sua vida, mesmo na velhice, ele procurava comer os restos do alimento deixados pelos vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/9/", "verse_text": "gauḍa-deśe haya yata vaiṣṇavera gaṇa\nsabāra ucchiṣṭa teṅho karila bhojana", "devanagari": "> গৌড়দেশে হয় যত বৈষ্ণবের গণ ।\n> সবার উচ্ছিষ্ট তেঁহো করিল ভোজন ॥৯॥", "synonyms": "*gauḍa-deśe*—em Bengala; *haya*—há; *yata*—todos quantos; *vaiṣṇavera gaṇa*—vaiṣṇavas; *sabāra*—de todos; *ucchiṣṭa*—restos do alimento; *teṅho*—ele; *karila bhojana*—comeu.", "translation": "**Kālidāsa comeu os restos do alimento de tantos vaiṣṇavas quantos havia em Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/10/", "verse_text": "brāhmaṇa-vaiṣṇava yata--choṭa, baḍa haya\nuttama-vastu bheṭa lañā tāṅra ṭhāñi yāya", "devanagari": "> ব্রাহ্মণ-বৈষ্ণব যত — ছোট, বড় হয় ।\n> উত্তম-বস্তু ভেট লঞা তাঁর ঠাঞি যায় ॥১০॥", "synonyms": "*brāhmaṇa-vaiṣṇava*—vaiṣṇavas provenientes de famílias brāhmaṇas; *yata*—todos; *choṭa*—neófitos; *baḍa*—altamente avançados; *haya*—são; *uttama-vastu*—alimentos de primeira qualidade; *bheṭa lañā*—levando como presentes; *tāṅra ṭhāñi*—a eles; *yāya*—vai.", "translation": "**Ele ia ter com todos os vaiṣṇavas nascidos em famílias brāhmaṇas, fossem eles neófitos ou devotos avançados, e presenteava-os com alimentos de primeira qualidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/11/", "verse_text": "tāṅra ṭhāñi śeṣa-pātra layena māgiyā\nkāhāṅ nā pāya, tabe rahe lukāñā", "devanagari": "> তাঁর ঠাঞি শেষ-পাত্র লয়েন মাগিয়া ।\n> কাহাঁ না পায়, তবে রহে লুকাঞা ॥১১॥", "synonyms": "*tāṅra ṭhāñi*—deles; *śeṣa-pātra*—os pratos de restos; *layena*—toma; *māgiyā*—mendigando; *kāhāṅ*—onde; *nā pāya*—não consegue; *tabe*—então; *rahe*—permanece; *lukāñā*—escondendo-se.", "translation": "**Ele mendigava restos do alimento de tais vaiṣṇavas e, se não recebia nenhum, escondia-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/12/", "verse_text": "bhojana karile pātra phelāñā yāya\nlukāñā sei pātra āni' cāṭi' khāya", "devanagari": "> ভোজন করিলে পাত্র ফেলাঞা যায় ।\n> লুকাঞা সেই পাত্র আনি’ চাটি’ খায় ॥১২॥", "synonyms": "*bhojana karile*—depois de comer; *pātra*—o prato; *phelāñā yāya*—é jogado fora; *lukāñā*—escondendo-se; *sei pātra*—aquele prato; *āni'*—trazendo; *cāṭi' khāya*—ele lambe.", "translation": "**Depois que os vaiṣṇavas terminavam de comer, jogavam fora seus pratos ou folhas, e Kālidāsa saía do esconderijo, pegava as folhas e lambia os restos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/13/", "verse_text": "śūdra-vaiṣṇavera ghare yāya bheṭa lañā\nei-mata tāṅra ucchiṣṭa khāya lukāñā", "devanagari": "> শূদ্র-বৈষ্ণবের ঘরে যায় ভেট লঞা ।\n> এইমত তাঁর উচ্ছিষ্ট খায় লুকাঞা ॥১৩॥", "synonyms": "*śūdra-vaiṣṇavera*—de vaiṣṇavas nascidos em famílias śūdras; *ghare*—às casas; *yāya*—vai; *bheṭa lañā*—levando presentes; *ei-mata*—desta maneira; *tāṅra*—seus; *ucchiṣṭa*—restos do alimento; *khāya*—come; *lukāñā*—escondendo-se.", "translation": "**Ele também levava presentes às casas de vaiṣṇavas nascidos em famílias śūdras. Em seguida, escondia-se e comia os restos do alimento que eles jogavam fora dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/14/", "verse_text": "bhūṅimāli-jāti, 'vaiṣṇava'--'jhaḍu' tāṅra nāma\nāmra-phala lañā teṅho gelā tāṅra sthāna", "devanagari": "> ভূঁইমালি-জাতি, ‘বৈষ্ণব’ — ‘ঝড়ু’ তাঁর নাম ।\n> আম্রফল লঞা তেঁহো গেলা তাঁর স্থান ॥১৪॥", "synonyms": "*bhūṅimāli-jāti*—pertencente à casta bhūṅimāli; *vaiṣṇava*—um grande devoto; *jhaḍu*—Jhaḍu; *tāṅra*—seu; *nāma*—nome; *āmra-phala*—frutas de manga; *lañā*—levando; *teṅho*—ele; *gelā*—foi; *tāṅra sthāna*—à casa dele.", "translation": "**Havia um grande vaiṣṇava chamado Jhaḍu Ṭhākura, que pertencia à casta bhūṅimāli. Kālidāsa foi à casa dele, levando mangas consigo.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura observa que tanto Kālidāsa quanto Jhaḍu Ṭhākura são adorados num lugar chamado Śrīpāṭabāṭī, na aldeia conhecida como Bhedo ou Bhaduyā. Essa aldeia situa-se cerca de três milhas ao sul da aldeia de Kṛṣṇapura, o local de nascimento de Raghunātha dāsa Gosvāmī, que fica cerca de uma milha a oeste da junção de Byāṇḍel, na linha de Burdwan. Há ali uma agência de correios chamada Devānanda-pura. Jhaḍu Ṭhākura costumava adorar a Deidade de Śrī Madana-gopāla. A Deidade ainda é adorada por um tal de Rāmaprasāda dāsa, que pertence à comunidade rāmāyet. Diz-se que a Deidade adorada por Kālidāsa havia sido adorada até hoje na aldeia de Śaṅkhya, à margem do rio Sarasvatī, mas a Deidade foi levada por um cavalheiro chamado Matilāla Caṭṭopādhyāya, da aldeia de Triveṇī. A Deidade agora está sendo adorada na casa dele."}
{"ref": "cc/antya/16/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/15/", "verse_text": "āmra bheṭa diyā tāṅra caraṇa vandilā\n\ntāṅra patnīre tabe namaskāra kailā", "devanagari": "> আম্র ভেট দিয়া তাঁর চরণ বন্দিলা ।\n> তাঁর পত্নীরে তবে নমস্কার কৈলা ॥১৫॥", "synonyms": "*āmra*—mangas; *bheṭa*—presente; *diyā*—oferecendo; *tāṅra*—seus; *caraṇa*—pés; *vandilā*—prestou reverências; *tāṅra patnīre*—à esposa dele; *tabe*—em seguida; *namaskāra kailā*—ofereceu respeitosas reverências.", "translation": "**Kālidāsa apresentou as mangas a Jhaḍu Ṭhākura e ofereceu-lhe respeitosas reverências. Depois, ofereceu também respeitosas reverências à esposa do Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/16/", "verse_text": "patnī-sahita teṅho āchena vasiyā\n\nbahu sammāna kailā kālidāsere dekhiyā", "devanagari": "> পত্নী-সহিত তেঁহো আছেন বসিয়া ।\n> বহু সম্মান কৈলা কালিদাসেরে দেখিয়া ॥১৬॥", "synonyms": "*patnī-sahita*—com sua esposa; *teṅho*—ele (Jhaḍu Ṭhākura); *āchena vasiyā*—estava sentado; *bahu*—muito; *sammāna*—respeito; *kailā*—ofereceu; *kālidāsere dekhiyā*—ao ver Kālidāsa.", "translation": "**Quando Kālidāsa foi até Jhaḍu Ṭhākura, viu aquela pessoa santa sentada com sua esposa. Assim que viu Kālidāsa, Jhaḍu Ṭhākura igualmente lhe ofereceu suas respeitosas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/17/", "verse_text": "iṣṭagoṣṭhī kata-kṣaṇa kari' tāṅra sane\n\njhaḍu-ṭhākura kahe tāṅre madhura vacane", "devanagari": "> ইষ্টগোষ্ঠী কতক্ষণ করি’ তাঁর সনে  ।\n> ঝড়ু-ঠাকুর কহে তাঁরে মধুর বচনে ॥১৭॥", "synonyms": "*iṣṭa-goṣṭhī*—discussão; *kata-kṣaṇa*—por algum tempo; *kari'*—realizando; *tāṅra sane*—com ele; *jhaḍu-ṭhākura*—Jhaḍu Ṭhākura; *kahe*—diz; *tāṅre*—a ele (Kālidāsa); *madhura vacane*—em doces palavras.", "translation": "**Após conversar por algum tempo com Kālidāsa, Jhaḍu Ṭhākura disse-lhe algo em doces palavras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/18/", "verse_text": "\"āmi--nīca-jāti, tumi,--atithi sarvottama\n\nkon prakāre karimu āmi tomāra sevana?", "devanagari": "> “আমি — নীচজাতি, তুমি, — অতিথি সর্বোত্তম  ।\n> কোন্ প্রকারে করিমু আমি তোমার সেবন ? ১৮ ॥১৮॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *nīca-jāti*—pertenço a uma casta baixa; *tumi*—tu; *atithi*—hóspede; *sarva-uttama*—muito respeitável; *kon prakāre*—de que maneira; *karimu*—realizarei; *āmi*—eu; *tomāra sevana*—teu serviço.", "translation": "**\"Pertenço a uma casta baixa, e tu és um hóspede muito respeitável. De que maneira poderei servir-te?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/19/", "verse_text": "ājñā deha',--brāhmaṇa-ghare anna lañā diye\n\ntāhāṅ tumi prasāda pāo, tabe āmi jīye\"", "devanagari": "> আজ্ঞা দেহ’, — ব্রাহ্মণ-ঘরে অন্ন লঞা দিয়ে ।\n> তাহাঁ তুমি প্রসাদ পাও, তবে আমি জীয়ে ।।” ॥ ১৯ ॥", "synonyms": "*ājñā deha'*—permite-me; *brāhmaṇa-ghare*—à casa de um brāhmaṇa; *anna*—alimento; *lañā diye*—oferecerei; *tāhāṅ*—ali; *tumi*—tu; *prasāda pāo*—toma prasāda; *tabe*—então; *āmi*—eu; *jīye*—viverei.", "translation": "**\"Se me permitires, enviarei algum alimento à casa de um brāhmaṇa, e ali poderás tomar prasāda. Se assim fizeres, viverei então muito tranquilo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/20/", "verse_text": "kālidāsa kahe,--\"ṭhākura, kṛpā kara more\n\ntomāra darśane āinu mui patita pāmare", "devanagari": "> কালিদাস কহে, — “ঠাকুর, কৃপা কর মোরে ।\n> তোমার দর্শনে আইনু মুই পতিত পামরে ॥২০॥", "synonyms": "*kālidāsa kahe*—Kālidāsa respondeu; *ṭhākura*—meu caro santo; *kṛpā kara*—concede tua misericórdia; *more*—a mim; *tomāra darśane*—para ver-te; *āinu*—vim; *mui*—eu; *patita pāmare*—muito caído e pecaminoso.", "translation": "**Kālidāsa respondeu: \"Meu caro senhor, por favor, concede-me tua misericórdia. Vim ver-te, embora seja muito caído e pecaminoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/21/", "verse_text": "pavitra ha-inu mui pāinu daraśana\n\nkṛtārtha ha-inu, mora saphala jīvana", "devanagari": "> পবিত্র হইনু মুই পাইনু দরশন ।\n> কৃতার্থ হইনু, মোর সফল জীবন ॥২১॥", "synonyms": "*pavitra ha-inu*—purifiquei-me; *mui*—eu; *pāinu daraśana*—obtive tua audiência; *kṛta-artha*—agradecido; *ha-inu*—tornei-me; *mora*—minha; *saphala*—bem-sucedida; *jīvana*—vida.", "translation": "**\"Simplesmente por ver-te, purifiquei-me. Sou-te muito grato, pois minha vida agora é bem-sucedida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/22/", "verse_text": "eka vāñchā haya,--yadi kṛpā kari' kara\n\npāda-raja deha', pāda mora māthe dhara\"", "devanagari": "> এক বাঞ্ছা হয়, — যদি কৃপা করি’ কর ।\n> পাদরজ দেহ’, পাদ মোর মাথে ধর ।।” ॥ ২২ ॥", "synonyms": "*eka vāñchā*—um desejo; *haya*—há; *yadi*—se; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *kara*—fizeres; *pāda-raja*—a poeira de teus pés; *deha'*—dá; *pāda*—pés; *mora*—minha; *māthe*—na cabeça; *dhara*—por favor, coloca.", "translation": "**\"Meu caro senhor, tenho um desejo. Por favor, sê misericordioso comigo, colocando bondosamente teus pés sobre minha cabeça, para que a poeira de teus pés a toque.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/23/", "verse_text": "ṭhākura kahe,--\"aiche vāt kahite nā yuyāya\n\nāmi--nīca-jāti, tumi--susajjana rāya\"", "devanagari": "> ঠাকুর কহে, — “ঐছে বাত্ কহিতে না যুয়ায় ।\n> আমি — নীচজাতি, তুমি — সুসজ্জন রায় ।।” ॥ ২৩ ॥", "synonyms": "*ṭhākura kahe*—Jhaḍu Ṭhākura disse; *aiche vāt*—tal pedido; *kahite nā yuyāya*—não deve ser feito; *āmi*—eu; *nīca-jāti*—provindo de uma família de casta muito baixa; *tumi*—tu; *su-sat-jana rāya*—cavalheiro muito respeitável e rico.", "translation": "**Jhaḍu Ṭhākura respondeu: \"Não te convém pedir-me isso. Pertenço a uma família de casta muito baixa, ao passo que tu és um respeitável cavalheiro abastado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/24/", "verse_text": "tabe kālidāsa śloka paḍi' śunāila\n\nśuni' jhaḍu-ṭhākurera baḍa sukha ha-ila", "devanagari": "> তবে কালিদাস শ্লোক পড়ি’ শুনাইল ।\n> শুনি’ ঝড়ু-ঠাকুরের বড় সুখ হইল ॥২৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *kālidāsa*—Kālidāsa; *śloka*—versos; *paḍi'*—recitando; *śunāila*—fez ouvir; *śuni'*—ouvindo; *jhaḍu-ṭhākurera*—de Jhaḍu Ṭhākura; *baḍa*—muito grande; *sukha*—felicidade; *ha-ila*—houve.", "translation": "**Kālidāsa recitou então alguns versos, que Jhaḍu Ṭhākura ficou muito feliz em ouvir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/25/", "verse_text": "na me 'bhaktaś catur-vedī\n\nmad-bhaktaḥ śva-pacaḥ priyaḥ\n\ntasmai deyaṁ tato grāhyaṁ\n\nsa ca pūjyo yathā hy aham", "devanagari": "> ন মেঽভক্তশ্চতুর্বেদী মদ্ভক্তঃ শ্বপচঃ প্রিয়ঃ ।\n> তস্মৈ দেয়ং ততো গ্রাহ্যং স চ পূজ্যো যথা হ্যহম্ ॥২৫॥", "synonyms": "*na*—não; *me*—Meu; *abhaktaḥ*—desprovido de serviço devocional puro; *catuḥ-vedī*—um erudito dos quatro Vedas; *mat-bhaktaḥ*—Meu devoto; *śva-pacaḥ*—mesmo de uma família de comedores de cães; *priyaḥ*—muito querido; *tasmai*—a ele (o devoto puro); *deyam*—deve ser dado; *tataḥ*—dele; *grāhyam*—devem ser aceitos (os restos do alimento); *saḥ*—essa pessoa; *ca*—também; *pūjyaḥ*—é adorável; *yathā*—tanto quanto; *hi*—certamente; *aham*—Eu.", "translation": "**\"Ainda que alguém seja um erudito muito versado na literatura sânscrita, se não estiver ocupado em serviço devocional puro, não será aceito como Meu devoto. Mas se alguém nascido numa família de comedores de cães for um devoto puro, sem motivos de desfrute por meio de atividades fruitivas ou especulação mental, ele Me é muito querido. Todo respeito lhe deve ser concedido, e o que quer que ele ofereça deve ser aceito, pois tais devotos são, de fato, tão adoráveis quanto Eu.'**", "purport": "Este verso, falado pela Suprema Personalidade de Deus, encontra-se no Hari-bhakti-vilāsa."}
{"ref": "cc/antya/16/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/26/", "verse_text": "viprād dvi-ṣaḍ-guṇa-yutād aravinda-nābha-\n\npādāravinda-vimukhāt śva-pacaṁ variṣṭham\n\nmanye tad-arpita-mano-vacanehitārtha-\n\nprāṇaṁ punāti sa kulaṁ na tu bhūri-mānaḥ", "devanagari": "> বিপ্রাদ্দ্বিষড়্গুণযুতাদরবিন্দনাভ-\n> পাদারবিন্দবিমুখাৎ শ্বপচং বরিষ্ঠম্ ।\n> মন্যে তদর্পিতমনোবচনেহিতার্থ-\n> প্রাণং পুনাতি স কুলং ন তু ভূরিমানঃ ॥২৬॥", "synonyms": "*viprāt*—do que um brāhmaṇa; *dvi-ṣaṭ-guṇa-yutāt*—que possui as doze qualificações bramânicas; *aravinda-nābha*—do Senhor Viṣṇu, que tem um umbigo semelhante a um lótus; *pāda-aravinda*—aos pés de lótus; *vimukhāt*—do que uma pessoa desprovida de devoção; *śva-pacam*—um caṇḍāla, ou pessoa acostumada a comer cães; *variṣṭham*—mais glorificado; *manye*—penso; *tat-arpita*—dedicados a Ele; *manaḥ*—mente; *vacana*—palavras; *īhita*—atividades; *artha*—riqueza; *prāṇam*—vida; *punāti*—purifica; *saḥ*—ele; *kulam*—sua família; *na tu*—mas não; *bhūri-mānaḥ*—um brāhmaṇa orgulhoso de possuir tais qualidades.", "translation": "**\"Uma pessoa pode nascer numa família brāhmaṇa e ter todas as doze qualidades bramânicas, mas, se, apesar de ser qualificada, não for devotada aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa, que tem um umbigo com forma de lótus, ela não é tão boa quanto um caṇḍāla que dedicou sua mente, palavras, atividades, riqueza e vida ao serviço do Senhor. Simplesmente nascer numa família brāhmaṇa ou possuir qualidades bramânicas não é suficiente. É preciso tornar-se um devoto puro do Senhor. Se um śva-paca ou caṇḍāla for um devoto, ele liberta não apenas a si mesmo, mas a toda a sua família, ao passo que um brāhmaṇa que não é devoto, mas que simplesmente possui qualificações bramânicas, não consegue purificar nem a si próprio, o que dizer de sua família.'**", "purport": "Este verso e o seguinte são citados do Śrīmad-Bhāgavatam (7.9.10 e 3.33.7)."}
{"ref": "cc/antya/16/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/27/", "verse_text": "aho bata śva-paco 'to garīyān\n\nyaj-jihvāgre vartate nāma tubhyam\n\ntepus tapas te juhuvuḥ sasnur āryā\n\nbrahmānūcur nāma gṛṇanti ye te", "devanagari": "> অহো বত শ্বপচোঽতো গরীয়ান্\n> যজ্জিহ্বাগ্রে বর্ততে নাম তুভ্যম্ ।\n> তেপুস্তপস্তে জুহুবুঃ সস্নুরার্যা\n> ব্রহ্মানূচুর্নাম গৃণন্তি যে তে ॥২৭॥", "synonyms": "*aho bata*—quão maravilhoso é; *śva-pacaḥ*—um comedor de cães; *ataḥ*—do que o brāhmaṇa iniciado; *garīyān*—mais glorioso; *yat*—de quem; *jihvā-agre*—na ponta da língua; *vartate*—permanece; *nāma*—o santo nome; *tubhyam*—de Ti, meu Senhor; *tepuḥ*—realizaram; *tapaḥ*—austeridade; *te*—eles; *juhuvuḥ*—realizaram sacrifícios; *sasnuḥ*—banharam-se em todos os lugares sagrados; *āryāḥ*—pertencentes de fato à raça ariana; *brahma*—todos os Vedas; *anūcuḥ*—estudaram; *nāma*—o santo nome; *gṛṇanti*—cantam; *ye*—que; *te*—eles.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, qualquer um que sempre mantenha Teu santo nome em sua língua é maior do que um brāhmaṇa iniciado. Embora possa nascer numa família de comedores de cães e, portanto, segundo os cálculos materiais, ser o mais baixo dos homens, ele é, não obstante, glorioso. Esse é o maravilhoso poder de cantar o santo nome do Senhor. Compreende-se que aquele que canta o santo nome realizou toda espécie de austeridades. Estudou todos os Vedas, realizou todos os grandes sacrifícios mencionados nos Vedas, já tomou seu banho em todos os lugares sagrados de peregrinação, e é ele quem, de fato, é o ariano.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/28/", "verse_text": "śuni' ṭhākura kahe,--\"śāstra ei satya kaya\n\nsei śreṣṭha, aiche yāṅte kṛṣṇa-bhakti haya", "devanagari": "> শুনি’ ঠাকুর কহে, — “শাস্ত্র এই সত্য কয় ।\n> সেই শ্রেষ্ঠ, ঐছে যাঁতে কৃষ্ণভক্তি হয় ॥২৮॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *ṭhākura kahe*—Jhaḍu Ṭhākura disse; *śāstra*—a escritura revelada; *ei*—isto; *satya*—verdade; *kaya*—diz; *sei*—ele; *śreṣṭha*—o melhor; *aiche*—de tal maneira; *yāṅte*—em quem; *kṛṣṇa-bhakti*—devoção a Kṛṣṇa; *haya*—há.", "translation": "**Ao ouvir essas citações da escritura revelada Śrīmad-Bhāgavatam, Jhaḍu Ṭhākura respondeu: \"Sim, isto é verdade, pois é a versão do śāstra. É verdade, contudo, para aquele que é genuinamente avançado em devoção a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/29/", "verse_text": "āmi--nīca-jāti, āmāra nāhi kṛṣṇa-bhakti\n\nanya aiche haya, āmāya nāhi aiche śakti\"", "devanagari": "> আমি — নীচজাতি, আমার নাহি কৃষ্ণ ভক্তি ।\n> অন্য ঐছে হয়, আমায় নাহি ঐছে শক্তি ।।” ॥ ২৯ ॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *nīca-jāti*—pertencente a uma casta inferior; *āmāra*—meu; *nāhi*—não há; *kṛṣṇa-bhakti*—devoção a Kṛṣṇa; *anya*—outros; *aiche haya*—podem ser assim; *āmāya*—em mim; *nāhi*—não há; *aiche śakti*—tal poder.", "translation": "**\"Tal posição pode ser apropriada para outros, mas eu não possuo semelhante poder espiritual. Pertenço a uma classe inferior e não tenho sequer uma pitada de devoção a Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Em sua afirmação, Jhaḍu Ṭhākura apresenta-se como alguém nascido numa família de casta baixa e desprovido das qualificações de um genuíno devoto do Senhor Kṛṣṇa. Ele aceita as afirmações que declaram altamente exaltada uma pessoa de nascimento humilde caso seja um vaiṣṇava. No entanto, ele sente que essas descrições do Śrīmad-Bhāgavatam descrevem apropriadamente outros, mas não a si mesmo. A atitude de Jhaḍu Ṭhākura é bem condizente com um verdadeiro vaiṣṇava, pois um vaiṣṇava nunca se considera exaltado, ainda que de fato o seja. Ele é sempre manso e humilde e jamais pensa que é um devoto avançado. Atribui a si mesmo uma posição inferior, mas isso não significa que seja realmente inferior. Sanātana Gosvāmī certa vez disse que pertencia a uma família de casta baixa, pois, embora tivesse nascido numa família brāhmaṇa, havia convivido com mlecchas e yavanas em seu serviço como ministro do governo. De modo semelhante, Jhaḍu Ṭhākura apresentou-se como alguém que pertencia a uma casta baixa, mas, na verdade, estava elevado acima de muitas pessoas nascidas em famílias brāhmaṇas. Não somente há prova disso no Śrīmad-Bhāgavatam, como citado por Kālidāsa nos versos 26 e 27; há também considerável evidência para esta conclusão em outros śāstras. Por exemplo, no Mahābhārata, Vana-parva, Capítulo 180, afirma-se:\n\nśūdre tu yad bhavel lakṣma\ndvije tac ca na vidyate\nna vai śūdro bhavec chūdro\nbrāhmaṇo na ca brāhmaṇaḥ\n\n\"Se as características de um brāhmaṇa forem encontradas num śūdra e não num brāhmaṇa, esse śūdra não deve ser conhecido como śūdra, e esse brāhmaṇa não deve ser conhecido como brāhmaṇa.\"\n\nDe modo semelhante, no Vana-parva, Capítulo 211, diz-se:\n\nśūdra-yonau hi jātasya\nsad-guṇānupatiṣṭhataḥ\nārjave vartamānasya\nbrāhmaṇyam abhijāyate\n\n\"Se uma pessoa nascida numa família śūdra tiver desenvolvido as qualidades de um brāhmaṇa, tais como satya [veracidade], śama [serenidade], dama [autocontrole] e ārjava [simplicidade], ela alcança a exaltada posição de um brāhmaṇa.\"\n\nNo Anuśāsana-parva, Capítulo 163, diz-se:\n\nsthito brāhmaṇa-dharmeṇa\nbrāhmaṇyam upajīvati\nkṣatriyo vātha vaiśyo vā\nbrahma-bhūyaḥ sa gacchati\n\nebhis tu karmabhir devi\nśubhair ācaritais tathā\nśūdro brāhmaṇatāṁ yāti\nvaiśyaḥ kṣatriyatāṁ vrajet\n\nna yonir nāpi saṁskāro\nna śrutaṁ na ca santatiḥ\nkāraṇāni dvijatvasya\nvṛttam eva tu kāraṇam\n\n\"Se alguém estiver realmente situado na ocupação de um brāhmaṇa, deve ser considerado um brāhmaṇa, mesmo que tenha nascido de uma família kṣatriya ou vaiśya.\n\n\"Ó Devī, se até mesmo um śūdra estiver de fato ocupado na ocupação e no comportamento puro de um brāhmaṇa, ele se torna um brāhmaṇa. Além disso, um vaiśya pode tornar-se um kṣatriya.\n\n\"Portanto, nem a fonte do nascimento de uma pessoa, nem sua reforma, nem sua educação são o critério de um brāhmaṇa. A vṛtta, ou ocupação, é o verdadeiro padrão pelo qual alguém é conhecido como brāhmaṇa.\"\n\nTemos visto que uma pessoa que não é filho de um médico e não frequentou uma faculdade de medicina às vezes é capaz de exercer a medicina. Por meio do conhecimento prático de como realizar uma operação cirúrgica, de como preparar medicamentos e de como administrar certos remédios para determinadas doenças, uma pessoa pode receber um certificado e ser registrada como praticante de medicina no campo prático. Ela pode realizar o trabalho de um médico e ser conhecida como doutor. Embora médicos qualificados possam considerá-la um charlatão, o governo reconhecerá seu trabalho. Especialmente na Índia, há muitos desses médicos que executam seus serviços médicos perfeitamente. Eles são aceitos até mesmo pelo governo. De modo semelhante, se alguém estiver ocupado no serviço bramânico ou nos deveres ocupacionais, deve ser considerado um brāhmaṇa, independentemente da família em que tenha nascido. Esse é o veredito de todos os śāstras.\n\nNo Śrīmad-Bhāgavatam (7.11.35), diz-se:\n\nyasya yal lakṣaṇaṁ proktaṁ\npuṁso varṇābhivyañjakam\nyad anyatrāpi dṛśyeta\ntat tenaiva vinirdiśet\n\nEsta é uma afirmação de Nārada Muni a Mahārāja Yudhiṣṭhira, na qual Nārada diz que os sintomas de um brāhmaṇa, de um kṣatriya e de um vaiśya estão todos descritos no śāstra. Portanto, se alguém for encontrado exibindo os sintomas e as qualidades de um brāhmaṇa e servindo numa ocupação bramânica, mesmo que não tenha nascido brāhmaṇa nem kṣatriya, deve ser considerado de acordo com suas qualificações e sua ocupação.\n\nDe modo semelhante, no Padma Purāṇa diz-se:\n\nna śūdrā bhagavad-bhaktās\nte tu bhāgavatā matāḥ\nsarva-varṇeṣu te śūdrā\nye na bhaktā janārdane\n\n\"Um devoto jamais deve ser considerado um śūdra. Todos os devotos da Suprema Personalidade de Deus devem ser reconhecidos como bhāgavatas. Contudo, se alguém não for devoto do Senhor Kṛṣṇa, mesmo que tenha nascido de uma família brāhmaṇa, kṣatriya ou vaiśya, deve ser considerado um śūdra.\"\n\nNo Padma Purāṇa também se diz:\n\nśva-pākam iva nekṣeta\nloke vipram avaiṣṇavam\nvaiṣṇavo varṇo-bāhyo 'pi\npunāti bhuvana-trayam\n\n\"Se uma pessoa nascida numa família brāhmaṇa é avaiṣṇava, isto é, não devota, não se deve olhar para seu rosto, exatamente como não se deve contemplar o rosto de um caṇḍāla, ou comedor de cães. Entretanto, um vaiṣṇava encontrado em varṇas que não o brāhmaṇa pode purificar os três mundos inteiros.\"\n\nO Padma Purāṇa diz ainda:\n\nśūdraṁ vā bhagavad-bhaktaṁ\nniṣādaṁ śva-pacaṁ tathā\nvīkṣate jāti-sāmānyāt\nsa yāti narakaṁ dhruvam\n\n\"Aquele que considera que um devoto da Suprema Personalidade de Deus, nascido numa família de śūdras, niṣādas ou caṇḍālas, pertence àquela casta em particular certamente vai para o inferno.\"\n\nUm brāhmaṇa deve ser um vaiṣṇava e um erudito letrado. Portanto, na Índia é costume dirigir-se a um brāhmaṇa como paṇḍita. Sem conhecimento do Brahman, não se pode compreender a Suprema Personalidade de Deus. Assim sendo, um vaiṣṇava já é um brāhmaṇa, ao passo que um brāhmaṇa pode tornar-se um vaiṣṇava. No Garuḍa Purāṇa diz-se:\n\nbhaktir aṣṭa-vidhā hy eṣā\nyasmin mlecche 'pi vartate\nsa viprendro muni-śreṣṭhaḥ\nsa jñānī sa ca paṇḍitaḥ\n\n\"Se até mesmo um mleccha se torna devoto, ele deve ser considerado o melhor dos brāhmaṇas e um paṇḍita letrado.\"\n\nDe modo semelhante, o Tattva-sāgara diz:\n\nyathā kāñcanatāṁ yāti\nkāṁsyaṁ rasa-vidhānataḥ\ntathā dīkṣā-vidhānena\ndvijatvaṁ jāyate nṛṇām\n\n\"Assim como o bronze se transforma em ouro quando misturado com mercúrio num processo alquímico, da mesma forma aquele que é devidamente treinado e iniciado por um mestre espiritual genuíno torna-se imediatamente um brāhmaṇa.\" Toda esta evidência encontrada nas escrituras reveladas prova que, segundo a versão Védica, um vaiṣṇava jamais deve ser considerado um abrāhmaṇa, ou não-brāhmaṇa. Um vaiṣṇava não deve ser tido como pertencente a uma casta inferior, mesmo que tenha nascido numa família mleccha ou yavana. Por ter-se tornado um devoto do Senhor Kṛṣṇa, ele se purificou e atingiu o estágio de brāhmaṇa (dvijatvaṁ jāyate nṛṇām)."}
{"ref": "cc/antya/16/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/30/", "verse_text": "tāre namaskari' kālidāsa vidāya māgilā\n\njhaḍu-ṭhākura tabe tāṅra anuvraji, āilā", "devanagari": "> তারে নমস্করি’ কালিদাস বিদায় মাগিলা ।\n> ঝড়ু-ঠাকুর তবে তাঁর অনুব্রজি’ আইলা ॥৩০॥", "synonyms": "*tāre*—a ele (Jhaḍu Ṭhākura); *namaskari'*—oferecendo reverências; *kālidāsa*—Kālidāsa; *vidāya māgilā*—pediu permissão para partir; *jhaḍu-ṭhākura*—Jhaḍu Ṭhākura; *tabe*—naquele momento; *tāṅra*—a ele; *anuvraji'*—seguindo; *āilā*—foi.", "translation": "**Kālidāsa novamente ofereceu suas reverências a Jhaḍu Ṭhākura e pediu sua permissão para partir. O santo Jhaḍu Ṭhākura o seguiu enquanto ele partia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/31/", "verse_text": "tāṅre vidāya diyā ṭhākura yadi ghare āila\n\ntāṅra caraṇa-cihna yei ṭhāñi paḍila", "devanagari": "> তাঁরে বিদায় দিয়া ঠাকুর যদি ঘরে আইল  ।\n> তাঁর চরণ-চিহ্ন যেই ঠাঞি পড়িল ॥৩১॥", "synonyms": "*tāṅre*—a ele (Kālidāsa); *vidāya diyā*—despedindo-se; *ṭhākura*—Jhaḍu Ṭhākura; *yadi*—quando; *ghare āila*—regressou a seu lar; *tāṅra caraṇa-cihna*—a marca de seus pés; *yei ṭhāñi*—onde quer que fosse; *paḍila*—caiu.", "translation": "**Depois de despedir-se de Kālidāsa, Jhaḍu Ṭhākura regressou a seu lar, deixando as marcas de seus pés claramente visíveis em muitos lugares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/32/", "verse_text": "sei dhūli lañā kālidāsa sarvāṅge lepilā\n\ntāṅra nikaṭa eka-sthāne lukāñā rahilā", "devanagari": "> সেই ধূলি লঞা কালিদাস সর্বাঙ্গে লেপিলা  ।\n> তাঁর নিকট একস্থানে লুকাঞা রহিলা ॥৩২॥", "synonyms": "*sei dhūli*—aquela poeira; *lañā*—tomando; *kālidāsa*—Kālidāsa; *sarva-aṅge*—por todo o corpo; *lepilā*—untou; *tāṅra nikaṭa*—perto de seu lugar; *eka-sthāne*—num lugar; *lukāñā rahilā*—permaneceu escondido.", "translation": "**Kālidāsa untou todo o seu corpo com a poeira daquelas pegadas. Em seguida, escondeu-se num lugar perto do lar de Jhaḍu Ṭhākura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/33/", "verse_text": "jhaḍu-ṭhākura ghara yāi' dekhi' āmra-phala\n\nmānasei kṛṣṇa-candre arpilā sakala", "devanagari": "> ঝড়ু-ঠাকুর ঘর যাই’ দেখি’ আম্রফল ।\n> মানসেই কৃষ্ণচন্দ্রে অর্পিলা সকল ॥৩৩॥", "synonyms": "*jhaḍu-ṭhākura*—Jhaḍu Ṭhākura; *ghara yāi'*—regressando ao lar; *dekhi' āmra-phala*—vendo as mangas; *mānasei*—dentro de sua mente; *kṛṣṇa-candre*—a Kṛṣṇa; *arpilā*—ofereceu; *sakala*—todas.", "translation": "**Ao regressar ao lar, Jhaḍu Ṭhākura viu as mangas que Kālidāsa havia presenteado. Dentro de sua mente, ofereceu-as a Kṛṣṇa-candra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/34/", "verse_text": "kalāra pāṭuyā-kholā haite āmra nikāśiyā\n\ntāṅra patnī tāṅre dena, khāyena cūṣiyā", "devanagari": "> কলার পাটুয়া-খোলা হৈতে আম্র নিকাশিয়া ।\n> তাঁর পত্নী তাঁরে দেন, খায়েন চূষিয়া ॥৩৪॥", "synonyms": "*kalāra*—da bananeira; *pāṭuyā-kholā*—folhas e casca; *haite*—de dentro; *āmra*—mangas; *nikāśiyā*—retirando; *tāṅra patnī*—sua esposa; *tāṅre*—a ele; *dena*—dá; *khāyena*—come; *cūṣiyā*—chupando.", "translation": "**A esposa de Jhaḍu Ṭhākura então retirou as mangas de seu invólucro de folhas e casca de bananeira e ofereceu-as a Jhaḍu Ṭhākura, que começou a chupá-las e comê-las.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/35/", "verse_text": "cūṣi, cūṣi, coṣā āṅṭhi phelilā pāṭuyāte\n\ntāre khāoyāñā tāṅra patnī khāya paścāte", "devanagari": "> চূষি’ চূষি’ চোষা আঁঠি ফেলিলা পাটুয়াতে ।\n> তারে খাওয়াঞা তাঁর পত্নী খায় পশ্চাতে ॥৩৫॥", "synonyms": "*cūṣi' cūṣi'*—chupando e chupando; *coṣā*—chupados; *āṅṭhi*—os caroços; *phelilā*—deixou; *pāṭuyāte*—sobre a folha de bananeira; *tāre*—a ele; *khāoyāñā*—depois de alimentar; *tāṅra patnī*—sua esposa; *khāya*—come; *paścāte*—em seguida.", "translation": "**Quando terminou de comer, ele deixou os caroços sobre a folha de bananeira e sua esposa, depois de alimentar seu marido, começou a comer em seguida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/36/", "verse_text": "āṅṭhi-coṣā sei pāṭuyā-kholāte bhariyā\n\nbāhire ucchiṣṭa-garte phelāilā lañā", "devanagari": "> আঁঠি-চোষা সেই পাটুয়া-খোলাতে ভরিয়া ।\n> বাহিরে উচ্ছিষ্ট-গর্তে ফেলাইলা লঞা ॥৩৬॥", "synonyms": "*āṅṭhi*—os caroços; *coṣā*—que haviam sido chupados; *sei*—aquela; *pāṭuyā-kholāte*—folha e casca de bananeira; *bhariyā*—enchendo; *bāhire*—fora; *ucchiṣṭa-garte*—na vala onde se jogavam os restos; *phelāilā lañā*—recolheu e jogou.", "translation": "**Depois de terminar de comer, ela encheu as folhas e a casca de bananeira com os caroços, recolheu-os e jogou-os na vala onde se jogavam todos os restos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/37/", "verse_text": "sei kholā, āṅṭhi, cokalā cūṣe kālidāsa\n\ncūṣite cūṣite haya premete ullāsa", "devanagari": "> সেই খোলা, আঁঠি, চোকলা চূষে কালিদাস ।\n> চূষিতে চূষিতে হয় প্রেমেতে উল্লাস ॥৩৭॥", "synonyms": "*sei*—aquela; *kholā*—casca da bananeira; *āṅṭhi*—caroços da manga; *cokalā*—casca da manga; *cūṣe*—lambe; *kālidāsa*—Kālidāsa; *cūṣite cūṣite*—enquanto lambia; *haya*—havia; *premete ullāsa*—grande júbilo em amor extático.", "translation": "**Kālidāsa lambeu a casca da bananeira e os caroços e as cascas das mangas e, enquanto os lambia, ficou tomado de júbilo por amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/38/", "verse_text": "ei-mata yata vaiṣṇava vaise gauḍa-deśe\n\nkālidāsa aiche sabāra nilā avaśeṣe", "devanagari": "> এইমত যত বৈষ্ণব বৈসে গৌড়দেশে ।\n> কালিদাস ঐছে সবার নিলা অবশেষে ॥৩৮॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *yata*—tantos quantos; *vaiṣṇava*—vaiṣṇavas; *vaise*—residem; *gauḍa-deśe*—em Bengala; *kālidāsa*—Kālidāsa; *aiche*—daquela maneira; *sabāra*—de todos eles; *nilā*—tomou; *avaśeṣe*—os restos.", "translation": "**Dessa maneira, Kālidāsa comeu os restos de alimento deixados por todos os vaiṣṇavas que residiam em Bengala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/39/", "verse_text": "sei kālidāsa yabe nīlācale āilā\n\nmahāprabhu tāṅra upara mahā-kṛpā kailā", "devanagari": "> সেই কালিদাস যবে নীলাচলে আইলা ।\n> মহাপ্রভু তাঁর উপর মহাকৃপা কৈলা ॥৩৯॥", "synonyms": "*sei kālidāsa*—aquele Kālidāsa; *yabe*—quando; *nīlācale āilā*—veio a Jagannātha Purī; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra upara*—sobre ele; *mahā-kṛpā*—grande misericórdia; *kailā*—concedeu.", "translation": "**Quando Kālidāsa visitou Jagannātha Purī, Nīlācala, Śrī Caitanya Mahāprabhu concedeu-lhe grande misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/40/", "verse_text": "prati-dina prabhu yadi yā'na daraśane\n\njala-karaṅga lañā govinda yāya prabhu-sane", "devanagari": "> প্রতিদিন প্রভু যদি যা’ন দরশনে ।\n> জল-করঙ্গ লঞা গোবিন্দ যায় প্রভু-সনে ॥৪০॥", "synonyms": "*prati-dina*—todos os dias; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yadi*—quando; *yā'na*—vai; *daraśane*—ver o Senhor Jagannātha; *jala-karaṅga*—um pote de água; *lañā*—levando; *govinda*—o servo pessoal do Senhor (Govinda); *yāya*—vai; *prabhu-sane*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu visitava regularmente o templo de Jagannātha todos os dias e, naquela ocasião, Govinda, Seu servo pessoal, costumava levar Seu pote de água e ir com Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/41/", "verse_text": "siṁha-dvārera uttara-dike kapāṭera āḍe\n\nbāiśa 'pāhāca'-tale āche eka nimna gāḍe", "devanagari": "> সিংহদ্বারের উত্তরদিকে কপাটের আড়ে ।\n> বাইশ ‘পাহাচ’-তলে আছে এক নিম্ন গাড়ে ॥৪১॥", "synonyms": "*siṁha-dvārera*—do Siṁha-dvāra; *uttara-dike*—no lado norte; *kapāṭera āḍe*—atrás da porta; *bāiśa 'pāhāca'*—dos vinte e dois degraus; *tale*—ao pé; *āche*—há; *eka*—uma; *nimna*—baixa; *gāḍe*—vala.", "translation": "**No lado norte do Siṁha-dvāra, atrás da porta, há vinte e dois degraus que conduzem ao templo, e ao pé desses degraus há uma vala.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/42/", "verse_text": "sei gāḍe karena prabhu pāda-prakṣālane\n\ntabe karibāre yāya īśvara-daraśane", "devanagari": "> সেই গাড়ে করেন প্রভু পাদ-প্রক্ষালনে ।\n> তবে করিবারে যায় ঈশ্বর-দরশনে ॥৪২॥", "synonyms": "*sei gāḍe*—naquela vala; *karena*—faz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāda-prakṣālane*—lavar os pés; *tabe*—em seguida; *karibāre*—para fazer; *yāya*—Ele vai; *īśvara-daraśane*—visitar o Senhor Jagannātha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu lavava Seus pés nessa vala e, em seguida, entrava no templo para ver o Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/43/", "verse_text": "govindere mahāprabhu kairāche niyama\n\n'mora pāda-jala yena nā laya kona jana'", "devanagari": "> গোবিন্দেরে মহাপ্রভু কৈরাছে নিয়ম ।\n> ‘মোর পাদজল যেন না লয় কোন জন’ ॥৪৩॥", "synonyms": "*govindere*—a Govinda; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kairāche*—deu; *niyama*—um princípio regulador; *mora*—Minha; *pāda-jala*—água do banho dos pés; *yena*—que; *nā laya*—não tome; *kona jana*—ninguém.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Seu servo pessoal Govinda que ninguém tomasse a água que lavara Seus pés.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/44/", "verse_text": "prāṇi-mātra la-ite nā pāya sei jala\n\nantaraṅga bhakta laya kari' kona chala", "devanagari": "> প্রাণিমাত্র লইতে না পায় সেই জল ।\n> অন্তরঙ্গ ভক্ত লয় করি’ কোন ছল ॥৪৪॥", "synonyms": "*prāṇi-mātra*—todos os seres vivos; *la-ite*—tomar; *nā pāya*—não conseguem; *sei jala*—aquela água; *antaraṅga*—muito íntimos; *bhakta*—devotos; *laya*—tomam; *kari'*—fazendo; *kona chala*—algum ardil.", "translation": "**Por causa da ordem estrita do Senhor, nenhum ser vivo podia tomar a água. Alguns de Seus devotos íntimos, contudo, a tomavam por meio de algum ardil.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/45/", "verse_text": "eka-dina prabhu tāṅhā pāda prakṣālite\n\nkālidāsa āsi' tāhāṅ pātilena hāte", "devanagari": "> একদিন প্রভু তাঁহা পাদ প্রক্ষালিতে ।\n> কালিদাস আসি’ তাহাঁ পাতিলেন হাতে ॥৪৫॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅhā*—ali; *pāda prakṣālite*—lavando Seus pés; *kālidāsa*—Kālidāsa; *āsi'*—chegando; *tāhāṅ*—ali; *pātilena*—estendeu; *hāte*—a palma da mão.", "translation": "**Certo dia, enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu lavava Seus pés naquele lugar, Kālidāsa chegou e estendeu a palma da mão para tomar a água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/46/", "verse_text": "eka añjali, dui añjali, tina añjali pilā\n\ntabe mahāprabhu tāṅre niṣedha karilā", "devanagari": "> এক অঞ্জলি, দুই অঞ্জলি, তিন অঞ্জলি পিলা  ।\n> তবে মহাপ্রভু তাঁরে নিষেধ করিলা ॥৪৬॥", "synonyms": "*eka añjali*—uma concha de mãos cheia; *dui añjali*—duas conchas de mãos cheias; *tina añjali*—três conchas de mãos cheias; *pilā*—ele bebeu; *tabe*—naquele momento; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *niṣedha karilā*—proibiu.", "translation": "**Kālidāsa bebeu uma concha de mãos cheia, depois uma segunda e uma terceira. Então, Śrī Caitanya Mahāprabhu proibiu-o de beber mais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/47/", "verse_text": "\"ataḥpara āra nā kariha punar-bāra\n\netāvatā vāñchā-pūraṇa kariluṅ tomāra\"", "devanagari": "> “অতঃপর আর না করিহ পুনর্বার  ।\n> এতাবতা বাঞ্ছা-পূরণ করিলুঁ তোমার ।।” ৪৭ ॥৪৭॥", "synonyms": "*ataḥpara*—de agora em diante; *āra*—mais; *nā kariha*—não faças; *punaḥ-bāra*—de novo; *etāvatā*—até aqui; *vāñchā-pūraṇa*—satisfazer o desejo; *kariluṅ*—eu fiz; *tomāra*—teu.", "translation": "**\"Não ajas mais dessa maneira. Já satisfiz o teu desejo na medida do possível.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/48/", "verse_text": "sarvajña-śiromaṇi caitanya īśvara\n\nvaiṣṇave tāṅhāra viśvāsa, jānena antara", "devanagari": "> সর্বজ্ঞ-শিরোমণি চৈতন্য ঈশ্বর ।\n> বৈষ্ণবে তাঁহার বিশ্বাস, জানেন অন্তর ॥৪৮॥", "synonyms": "*sarva-jña*—onisciente; *śiromaṇi*—o supremo; *caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *īśvara*—a Suprema Personalidade de Deus; *vaiṣṇave*—nos vaiṣṇavas; *tāṅhāra viśvāsa*—sua fé; *jānena*—Ele conhece; *antara*—o coração.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu é a mais exaltada e onisciente Suprema Personalidade de Deus e, portanto, Ele sabia que Kālidāsa, no íntimo de seu coração, tinha plena fé nos vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/49/", "verse_text": "sei-guṇa lañā prabhu tāṅre tuṣṭa ha-ilā\n\nanyera durlabha prasāda tāṅhāre karilā", "devanagari": "> সেইগুণ লঞা প্রভু তাঁরে তুষ্ট হইলা ।\n> অন্যের দুর্লভ প্রসাদ তাঁহারে করিলা ॥৪৯॥", "synonyms": "*sei-guṇa*—essa qualidade; *lañā*—aceitando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *tuṣṭa ha-ilā*—ficou satisfeito; *anyera*—para os outros; *durlabha*—inatingível; *prasāda*—misericórdia; *tāṅhāre*—a ele; *karilā*—mostrou.", "translation": "**Por causa dessa qualidade, Śrī Caitanya Mahāprabhu satisfez-se com ele, concedendo-lhe uma misericórdia inatingível por qualquer outra pessoa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/50/", "verse_text": "bāiśa 'pāhāca'-pāche upara dakṣiṇa-dike\n\neka nṛsiṁha-mūrti āchena uṭhite vāma-bhāge", "devanagari": "> বাইশ ‘পাহাচ’-পাছে উপর দক্ষিণ-দিকে ।\n> এক নৃসিংহ-মূর্তি আছেন উঠিতে বামভাগে ॥৫০॥", "synonyms": "*bāiśa pāhāca*—dos vinte e dois degraus; *pāche*—na parte de trás; *upara*—acima; *dakṣiṇa-dike*—no lado sul; *eka*—uma; *nṛsiṁha-mūrti*—Deidade do Senhor Nṛsiṁha; *āchena*—há; *uṭhite*—enquanto se sobe; *vāma-bhāge*—do lado esquerdo.", "translation": "**No lado sul, atrás e acima dos vinte e dois degraus, há uma Deidade do Senhor Nṛsiṁhadeva. Ela fica à esquerda de quem sobe os degraus em direção ao templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/51/", "verse_text": "prati-dina tāṅre prabhu karena namaskāra\n\nnamaskari' ei śloka paḍe bāra-bāra", "devanagari": "> প্রতিদিন তাঁরে প্রভু করেন নমস্কার ।\n> নমস্করি’ এই শ্লোক পড়ে বারবার ॥৫১॥", "synonyms": "*prati-dina*—todos os dias; *tāṅre*—à Deidade do Senhor Nṛsiṁhadeva; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—faz; *namaskāra*—reverências; *namaskari'*—oferecendo reverências; *ei śloka*—estes versos; *paḍe*—recita; *bāra-bāra*—repetidas vezes.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, com Seu lado esquerdo voltado para a Deidade, oferecia reverências ao Senhor Nṛsiṁha enquanto seguia em direção ao templo. Ele recitava os seguintes versos repetidas vezes enquanto oferecia reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/52/", "verse_text": "namas te nara-siṁhāya\nprahlādāhlāda-dāyine\nhiraṇyakaśipor vakṣaḥ-\nśilā-ṭaṅka-nakhālaye", "devanagari": "> নমস্তে নরসিংহায় প্রহ্লাদাহ্লাদদায়িনে ।\n> হিরণ্যকশিপোর্বক্ষঃশিলাটঙ্ক-নখালয়ে ॥৫২॥", "synonyms": "*namaḥ*—ofereço minhas respeitosas reverências; *te*—a Ti; *nara-siṁhāya*—o Senhor Nṛsiṁhadeva; *prahlāda*—a Mahārāja Prahlāda; *āhlāda*—de prazer; *dāyine*—o doador; *hiraṇya-kaśipoḥ*—de Hiraṇyakaśipu; *vakṣaḥ*—o peito; *śilā*—como pedra; *ṭaṅka*—como o cinzel; *nakha-ālaye*—cujas unhas.", "translation": "**\"Ofereço minhas respeitosas reverências a Ti, Senhor Nṛsiṁhadeva. És o doador de prazer a Mahārāja Prahlāda, e Tuas unhas cortaram o peito de Hiraṇyakaśipu como um cinzel a cortar pedra.**", "purport": "Este verso e o seguinte são citados do Nṛsiṁha Purāṇa."}
{"ref": "cc/antya/16/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/53/", "verse_text": "ito nṛsiṁhaḥ parato nṛsiṁho\n\nyato yato yāmi tato nṛsiṁhaḥ\n\nbahir nṛsiṁho hṛdaye nṛsiṁho\n\nnṛsiṁham ādiṁ śaraṇaṁ prapadye", "devanagari": "> ইতো নৃসিংহঃ পরতো নৃসিংহো\n> যতো যতো যামি ততো নৃসিংহঃ ।\n> বহির্নৃসিংহো হৃদয়ে নৃসিংহো\n> নৃসিংহমাদিং শরণং প্রপদ্যে ॥৫৩॥", "synonyms": "*itaḥ*—aqui; *nṛsiṁhaḥ*—o Senhor Nṛsiṁha; *parataḥ*—no lado oposto; *nṛsiṁhaḥ*—o Senhor Nṛsiṁha; *yataḥ yataḥ*—onde quer que; *yāmi*—eu vá; *tataḥ*—ali; *nṛsiṁhaḥ*—o Senhor Nṛsiṁha; *bahiḥ*—fora; *nṛsiṁhaḥ*—o Senhor Nṛsiṁha; *hṛdaye*—em meu coração; *nṛsiṁhaḥ*—o Senhor Nṛsiṁha; *nṛsiṁham*—o Senhor Nṛsiṁha; *ādim*—a Personalidade Suprema original; *śaraṇam prapadye*—eu me refugio em.", "translation": "**\"O Senhor Nṛsiṁhadeva está aqui, e Ele também está ali, no lado oposto. Onde quer que eu vá, ali vejo o Senhor Nṛsiṁhadeva. Ele está fora e dentro do Meu coração. Portanto, refugio-Me no Senhor Nṛsiṁhadeva, a Suprema Personalidade de Deus original.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/54/", "verse_text": "tabe prabhu karilā jagannātha daraśana\n\nghare āsi' madhyāhna kari' karila bhojana", "devanagari": "> তবে প্রভু করিলা জগন্নাথ দরশন ।\n> ঘরে আসি’ করিলা মধ্যাহ্ন ভোজন ॥৫৪॥", "synonyms": "*tabe*—depois disto; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karilā*—fez; *jagannātha daraśana*—visitar o Senhor Jagannātha; *ghare āsi'*—depois de regressar ao lar; *madhyāhna kari'*—depois de realizar Suas atividades do meio-dia; *karila bhojana*—almoçou.", "translation": "**Tendo oferecido reverências ao Senhor Nṛsiṁhadeva, Śrī Caitanya Mahāprabhu visitou o templo do Senhor Jagannātha. Em seguida, regressou à Sua residência, concluiu Seus deveres do meio-dia e almoçou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/55/", "verse_text": "bahir-dvāre āche kālidāsa pratyāśā kariyā\n\ngovindere ṭhāre prabhu kahena jāniyā", "devanagari": "> বহির্দ্বারে আছে কালিদাস প্রত্যাশা করিয়া ।\n> গোবিন্দেরে ঠারে প্রভু কহেন জানিয়া ॥৫৫॥", "synonyms": "*bahiḥ-dvāre*—fora da porta; *āche*—estava; *kālidāsa*—Kālidāsa; *pratyāśā kariyā*—esperando; *govindere*—a Govinda; *ṭhāre*—por indicações; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahena*—fala; *jāniyā*—sabendo.", "translation": "**Kālidāsa estava de pé fora da porta, esperando os restos do alimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Sabendo disto, Mahāprabhu deu uma indicação a Govinda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/56/", "verse_text": "mahāprabhura iṅgita govinda saba jāne\n\nkālidāsere dila prabhura śeṣa-pātra-dāne", "devanagari": "> মহাপ্রভুর ইঙ্গিত গোবিন্দ সব জানে ।\n> কালিদাসেরে দিল প্রভুর শেষপাত্র-দানে ॥৫৬॥", "synonyms": "*mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *iṅgita*—indicações; *govinda*—Seu servo pessoal; *saba*—todas; *jāne*—conhece; *kālidāsere*—a Kālidāsa; *dila*—entregou; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śeṣa-pātra*—os restos do alimento; *dāne*—oferecimento.", "translation": "**Govinda compreendeu todas as indicações de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por isso, ele imediatamente entregou os restos do alimento de Śrī Caitanya Mahāprabhu a Kālidāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/57/", "verse_text": "vaiṣṇavera śeṣa-bhakṣaṇera eteka mahimā\n\nkālidāse pāoyāila prabhura kṛpā-sīmā", "devanagari": "> বৈষ্ণবের শেষ-ভক্ষণের এতেক মহিমা ।\n> কালিদাসে পাওয়াইল প্রভুর কৃপা-সীমা ॥৫৭॥", "synonyms": "*vaiṣṇavera*—dos vaiṣṇavas; *śeṣa-bhakṣaṇera*—de comer os restos do alimento; *eteka mahimā*—tão grande valor; *kālidāse*—Kālidāsa; *pāoyāila*—fez obter; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā-sīmā*—a suprema misericórdia.", "translation": "**Tomar os restos do alimento dos vaiṣṇavas é tão valioso que induziu Śrī Caitanya Mahāprabhu a oferecer a Kālidāsa Sua suprema misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/58/", "verse_text": "tāte 'vaiṣṇavera jhuṭā' khāo chāḍi' ghṛṇā-lāja\n\nyāhā haite pāibā nija vāñchita saba kāja", "devanagari": "> তাতে ‘বৈষ্ণবের ঝুটা’ খাও ছাড়ি’ ঘৃণা-লাজ ।\n> যাহা হৈতে পাইবা নিজ বাঞ্ছিত সব কাজ ॥৫৮॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *vaiṣṇavera jhuṭā*—restos do alimento dos vaiṣṇavas; *khāo*—come; *chāḍi'*—abandonando; *ghṛṇā-lāja*—aversão e hesitação; *yāhā haite*—pelos quais; *pāibā*—obterás; *nija*—teu próprio; *vāñchita*—desejado; *saba*—todo; *kāja*—êxito.", "translation": "**Portanto, abandonando a aversão e a hesitação, procura comer os restos do alimento dos vaiṣṇavas, pois assim poderás alcançar o objetivo desejado da vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/59/", "verse_text": "kṛṣṇera ucchiṣṭa haya 'mahā-prasāda' nāma\n\n'bhakta-śeṣa' haile 'mahā-mahā-prasādākhyāna'", "devanagari": "> কৃষ্ণের উচ্ছিষ্ট হয় ‘মহাপ্রসাদ’ নাম ।\n> ‘ভক্তশেষ’ হৈলে ‘মহা-মহাপ্রসাদাখ্যান’ ॥৫৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇera ucchiṣṭa*—restos do alimento de Kṛṣṇa; *haya*—são; *mahā-prasāda nāma*—chamados mahā-prasāda; *bhakta-śeṣa*—os restos de um devoto; *haile*—quando se tornam; *mahā-mahā-prasāda*—grande mahā-prasāda; *ākhyāna*—denominados.", "translation": "**Os restos do alimento oferecido ao Senhor Kṛṣṇa chamam-se mahā-prasāda. Depois que esse mesmo mahā-prasāda é tomado por um devoto, os restos são elevados a mahā-mahā-prasāda.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/60/", "verse_text": "bhakta-pada-dhūli āra bhakta-pada-jala\n\nbhakta-bhukta-avaśeṣa,--tina mahā-bala", "devanagari": "> ভক্তপদধূলি আর ভক্তপদ-জল ।\n> ভক্তভুক্ত-অবশেষ, — তিন মহাবল ॥৬০॥", "synonyms": "*bhakta-pada-dhūli*—a poeira dos pés de lótus de um devoto; *āra*—e; *bhakta-pada-jala*—a água que lavou os pés de um devoto; *bhakta-bhukta-avaśeṣa*—e os restos do alimento comido por um devoto; *tina*—três; *mahā-bala*—muito poderosos.", "translation": "**A poeira dos pés de um devoto, a água que lavou os pés de um devoto e os restos do alimento deixados por um devoto são três substâncias muito poderosas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/61/", "verse_text": "ei tina-sevā haite kṛṣṇa-premā haya\n\npunaḥ punaḥ sarva-śāstre phukāriyā kaya", "devanagari": "> এই তিন-সেবা হৈতে কৃষ্ণপ্রেমা হয় ।\n> পুনঃ পুনঃ সর্বশাস্ত্রে ফুকারিয়া কয় ॥৬১॥", "synonyms": "*ei tina-sevā*—prestar serviço a estas três; *haite*—de; *kṛṣṇa-prema*—amor extático por Kṛṣṇa; *haya*—há; *punaḥ punaḥ*—repetidas vezes; *sarva-śāstre*—todas as escrituras reveladas; *phu-kāriyā kaya*—declaram em alta voz.", "translation": "**Prestando serviço a estas três, a pessoa alcança o objetivo supremo do amor extático por Kṛṣṇa. Em todas as escrituras reveladas, isso se declara em alta voz repetidas vezes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/62/", "verse_text": "tāte bāra bāra kahi,--śuna bhakta-gaṇa\n\nviśvāsa kariyā kara e-tina sevana", "devanagari": "> তাতে বার বার কহি, — শুন ভক্তগণ ।\n> বিশ্বাস করিয়া কর এ-তিন সেবন ॥৬২॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *bāra bāra*—repetidas vezes; *kahi*—eu digo; *śuna*—ouvi; *bhakta-gaṇa*—devotos; *viśvāsa kariyā*—mantendo fé; *kara*—fazei; *e-tina sevana*—prestar serviço a estas três.", "translation": "**Portanto, meus queridos devotos, ouvi de mim, pois insisto repetidas vezes: mantende fé nestas três e prestai-lhes serviço sem hesitação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/63/", "verse_text": "tina haite kṛṣṇa-nāma-premera ullāsa\n\nkṛṣṇera prasāda, tāte 'sākṣī' kālidāsa", "devanagari": "> তিন হৈতে কৃষ্ণনাম-প্রেমের উল্লাস ।\n> কৃষ্ণের প্রসাদ, তাতে ‘সাক্ষী’ কালিদাস ॥৬৩॥", "synonyms": "*tina haite*—destas três; *kṛṣṇa-nāma*—do santo nome do Senhor Kṛṣṇa; *premera ullāsa*—o despertar do amor extático; *kṛṣṇera prasāda*—a misericórdia do Senhor Kṛṣṇa; *tāte*—nisso; *sākṣī*—prova; *kālidāsa*—Kālidāsa.", "translation": "**A partir destas três, a pessoa alcança o objetivo mais elevado da vida: o amor extático por Kṛṣṇa. Esta é a maior misericórdia do Senhor Kṛṣṇa. A prova é o próprio Kālidāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/64/", "verse_text": "nīlācale mahāprabhu rahe ei-mate\n\nkālidāse mahā-kṛpā kailā alakṣite", "devanagari": "> নীলাচলে মহাপ্রভু রহে এইমতে ।\n> কালিদাসে মহাকৃপা কৈলা অলক্ষিতে ॥৬৪॥", "synonyms": "*nīlācale*—em Jagannātha Purī; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahe*—permanece; *ei-mate*—desta maneira; *kālidāse*—a Kālidāsa; *mahā-kṛpā*—grande favor; *kailā*—concedeu; *alakṣite*—invisivelmente.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu em Jagannātha Purī, Nīlācala, e concedeu invisivelmente grande misericórdia a Kālidāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/65/", "verse_text": "se vatsara śivānanda patnī lañā āilā\n\n'purīdāsa'-choṭa-putre saṅgete ānilā", "devanagari": "> সে বৎসর শিবানন্দ পত্নী লঞা আইলা ।\n> ‘পুরীদাস’-ছোটপুত্রে সঙ্গেতে আনিলা ॥৬৫॥", "synonyms": "*se vatsara*—naquele ano; *śivānanda*—Śivānanda Sena; *patnī*—a esposa; *lañā*—trazendo; *āilā*—veio; *purī-dāsa*—Purīdāsa; *choṭa-putre*—o filho mais novo; *saṅgete ānilā*—trouxe consigo.", "translation": "**Naquele ano, Śivānanda Sena trouxe consigo sua esposa e seu filho mais novo, Purīdāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/66/", "verse_text": "putra saṅge lañā teṅho āilā prabhu-sthāne\n\nputrere karāilā prabhura caraṇa vandane", "devanagari": "> পুত্র সঙ্গে লঞা তেঁহো আইলা প্রভু-স্থানে ।\n> পুত্রেরে করাইলা প্রভুর চরণ বন্দনে ॥৬৬॥", "synonyms": "*putra*—o filho; *saṅge*—junto; *lañā*—levando; *teṅho*—ele; *āilā*—veio; *prabhu-sthāne*—ao lugar de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *putrere*—seu filho; *karāilā*—fez fazer; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *caraṇa vandane*—adorar os pés de lótus.", "translation": "**Levando seu filho, Śivānanda Sena foi ver Śrī Caitanya Mahāprabhu em Sua residência. Ele fez seu filho oferecer reverências respeitosas aos pés de lótus do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/67/", "verse_text": "'kṛṣṇa kaha' bali' prabhu balena bāra bāra\n\ntabu kṛṣṇa-nāma bālaka nā kare uccāra", "devanagari": "> ‘কৃষ্ণ কহ’ বলি’ প্রভু বলেন বার বার ।\n> তবু কৃষ্ণনাম বালক না করে উচ্চার ॥৬৭॥", "synonyms": "*kṛṣṇa kaha*—dize Kṛṣṇa; *bali'*—dizendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *balena*—disse; *bāra bāra*—repetidas vezes; *tabu*—ainda assim; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *bālaka*—o menino; *nā kare uccāra*—não pronunciou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu pediu ao menino repetidas vezes que cantasse o nome de Kṛṣṇa, mas o menino não pronunciava o santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/68/", "verse_text": "śivānanda bālakere bahu yatna karilā\n\ntabu sei bālaka kṛṣṇa-nāma nā kahilā", "devanagari": "> শিবানন্দ বালকেরে বহু যত্ন করিলা ।\n> তবু সেই বালক কৃষ্ণনাম না কহিলা ॥৬৮॥", "synonyms": "*śivānanda*—Śivānanda Sena; *bālakere*—ao menino; *bahu*—muito; *yatna*—esforço; *karilā*—fez; *tabu*—ainda assim; *sei bālaka*—aquele menino; *kṛṣṇa-nāma*—o nome de Kṛṣṇa; *nā kahilā*—não pronunciou.", "translation": "**Embora Śivānanda Sena se esforçasse muito para que seu menino pronunciasse o santo nome de Kṛṣṇa, o menino não o pronunciava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/69/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"āmi nāma jagate laoyāiluṅ\n\nsthāvare paryanta kṛṣṇa-nāma kahāiluṅ", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “আমি নাম জগতে লওয়াইলুঁ  ।\n> স্থাবরে পর্যন্ত কৃষ্ণনাম কহাইতে ! ৬৯ ।। ইহারে নারিলুঁ কৃষ্ণনাম কহাইতে!” শুনিয়া স্বরূপগোসাঞি লাগিলা কহিতে ॥৬৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *āmi*—Eu; *nāma*—o santo nome; *jagate*—pelo mundo inteiro; *laoyāiluṅ*—induzi a aceitar; *sthāvare*—os seres imóveis; *paryanta*—até; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kahāiluṅ*—induzi a cantar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Induzi o mundo inteiro a aceitar o santo nome de Kṛṣṇa. Induzi até mesmo as árvores e as plantas imóveis a cantar o santo nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/70/", "verse_text": "ihāre nāriluṅ kṛṣṇa-nāma kahāite!\"\n\nśuniyā svarūpa-gosāñi lāgilā kahite", "devanagari": "", "synonyms": "*ihāre*—este menino; *nāriluṅ*—não consegui; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kahāite*—fazer cantar; *śuniyā*—ouvindo; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *lāgilā*—começou; *kahite*—a falar.", "translation": "**\"Mas não consegui induzir este menino a cantar o santo nome de Kṛṣṇa.\" Ouvindo isso, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī começou a falar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/71/", "verse_text": "\"tumi kṛṣṇa-nāma-mantra kailā upadeśe\n\nmantra pāñā kā'ra āge nā kare prakāśe", "devanagari": "> “তুমি কৃষ্ণনাম-মন্ত্র কৈলা উপদেশে  ।\n> মন্ত্র পাঞা কা’র আগে না করে প্রকাশে ॥৭১॥", "synonyms": "*tumi*—Tu; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *mantra*—este hino; *kailā upadeśe*—instruíste; *mantra pāñā*—recebendo o hino; *kā'ra āge*—diante de todos; *nā kare prakāśe*—ele não o manifesta.", "translation": "**\"Meu Senhor\", disse ele, \"Vós o iniciastes no nome de Kṛṣṇa, mas, após receber o mantra, ele não o manifesta diante de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/72/", "verse_text": "mane mane jape, mukhe nā kare ākhyāna\n\nei ihāra manaḥ-kathā--kari anumāna\"", "devanagari": "> মনে মনে জপে, মুখে না করে আখ্যান ।\n> এই ইহার মনঃকথা — করি অনুমান ।।” ॥ ৭২ ॥", "synonyms": "*mane mane*—dentro da mente; *jape*—canta; *mukhe*—com a boca; *nā kare ākhyāna*—não manifesta; *ei*—esta; *ihāra*—dele; *manaḥ-kathā*—intenção; *kari anumāna*—suponho.", "translation": "**\"Este menino canta o mantra dentro de sua mente, mas não o diz em voz alta. Essa é a sua intenção, ao que posso supor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/73/", "verse_text": "āra dina kahena prabhu,--'paḍa, purīdāsa'\n\nei śloka kari' teṅho karilā prakāśa", "devanagari": "> আর দিন কহেন প্রভু, — ‘পড়, পুরীদাস ।’\n> এই শ্লোক করি’ তেঁহো করিলা প্রকাশ ॥৭৩॥", "synonyms": "*āra dina*—outro dia; *kahena prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *paḍa*—recita; *purīdāsa*—Purīdāsa; *ei*—este; *śloka*—verso; *kari'*—compondo; *teṅho*—ele; *karilā prakāśa*—manifestou.", "translation": "**Outro dia, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu disse ao menino: \"Recita, Meu querido Purīdāsa\", o menino compôs o seguinte verso e o manifestou diante de todos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/74/", "verse_text": "śravasoḥ kuvalayam akṣṇor añjanam\n\nuraso mahendra-maṇi-dāma\n\nvṛndāvana-ramaṇīnāṁ maṇḍanam\n\nakhilaṁ harir jayati", "devanagari": "> শ্রবসোঃ কুবলয়মক্ষ্ণোরঞ্জনমুরসো মহেন্দ্রমণিদাম ।\n> বৃন্দাবনরমণীনাং মণ্ডনমখিলং হরির্জয়তি ॥৭৪॥", "synonyms": "*śravasoḥ*—dos dois ouvidos; *kuvalayam*—flores de lótus azuis; *akṣṇoḥ*—dos dois olhos; *añjanam*—unguento; *urasaḥ*—do peito; *mahendra-maṇi-dāma*—um colar de gemas indranīla; *vṛndāvana-ramaṇīnām*—das donzelas de Vṛndāvana; *maṇḍanam*—ornamentos; *akhilam*—todos; *hariḥ jayati*—todas as glórias ao Senhor Śrī Kṛṣṇa.", "translation": "**\"O Senhor Śrī Kṛṣṇa é como uma flor de lótus azulada para os ouvidos; Ele é unguento para os olhos, um colar de gemas indranīla para o peito e ornamento universal para as donzelas gopīs de Vṛndāvana. Que esse Senhor Śrī Hari, Kṛṣṇa, seja glorificado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/75/", "verse_text": "sāta vatsarera śiśu, nāhi adhyayana\n\naiche śloka kare,--lokera camatkāra mana", "devanagari": "> সাত বৎসরের শিশু, নাহি অধ্যয়ন ।\n> ঐছে শ্লোক করে, — লোকের চমৎকার মন ॥৭৫॥", "synonyms": "*sāta vatsarera*—de sete anos de idade; *śiśu*—o menino; *nāhi adhyayana*—sem instrução; *aiche*—tal; *śloka*—verso; *kare*—compõe; *lokera*—de todas as pessoas; *camatkāra*—tomada de assombro; *mana*—a mente.", "translation": "**Embora o menino tivesse apenas sete anos de idade e ainda não tivesse instrução, ele compôs um verso tão belo. Todos ficaram tomados de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/76/", "verse_text": "caitanya-prabhura ei kṛpāra mahimā\n\nbrahmādi deva yāra nāhi pāya sīmā", "devanagari": "> চৈতন্যপ্রভুর এই কৃপার মহিমা ।\n> ব্রহ্মাদি দেব যার নাহি পায় সীমা ॥৭৬॥", "synonyms": "*caitanya-prabhura*—do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei*—esta; *kṛpāra mahimā*—a glória da misericórdia; *brahmā-ādi*—encabeçados pelo Senhor Brahmā; *deva*—os semideuses; *yāra*—da qual; *nāhi pāya*—não alcançam; *sīmā*—o limite.", "translation": "**Esta é a glória da misericórdia imotivada de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que nem mesmo os semideuses, encabeçados pelo Senhor Brahmā, conseguem avaliar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/77/", "verse_text": "bhakta-gaṇa prabhu-saṅge rahe cāri-māse\n\nprabhu ājñā dilā sabe gelā gauḍa-deśe", "devanagari": "> ভক্তগণ প্রভু-সঙ্গে রহে চারিমাসে ।\n> প্রভু আজ্ঞা দিলা সবে গেলা গৌড়দেশে ॥৭৭॥", "synonyms": "*bhakta-gaṇa*—todos os devotos; *prabhu-saṅge*—com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahe*—permaneceram; *cāri-māse*—por quatro meses; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ājñā dilā*—deu a ordem; *sabe*—a todos; *gelā*—regressaram; *gauḍa-deśe*—a Bengala.", "translation": "**Todos os devotos permaneceram com Śrī Caitanya Mahāprabhu continuamente por quatro meses. Então o Senhor ordenou que regressassem a Bengala e, por isso, eles voltaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/78/", "verse_text": "tāṅ-sabāra saṅge prabhura chila bāhya-jñāna\n\ntāṅrā gele punaḥ hailā unmāda pradhāna", "devanagari": "> তাঁ-সবার সঙ্গে প্রভুর ছিল বাহ্যজ্ঞান ।\n> তাঁরা গেলে পুনঃ হৈলা উন্মাদ প্রধান ॥৭৮॥", "synonyms": "*tāṅ-sabāra*—de todos eles; *saṅge*—com; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *chila*—havia; *bāhya-jñāna*—consciência externa; *tāṅrā gele*—quando partiram; *punaḥ*—novamente; *hailā*—houve; *unmāda*—loucura; *pradhāna*—a ocupação principal.", "translation": "**Enquanto os devotos estavam em Nīlācala, Jagannātha Purī, Śrī Caitanya Mahāprabhu manteve Sua consciência externa, mas, após a partida deles, Sua ocupação principal foi novamente a loucura do amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/79/", "verse_text": "rātri-dine sphure kṛṣṇera rūpa-gandha-rasa\n\nsākṣād-anubhave,--yena kṛṣṇa-upasparśa", "devanagari": "> রাত্রি-দিনে স্ফুরে কৃষ্ণের রূপ-গন্ধ-রস ।\n> সাক্ষাদনুভবে, — যেন কৃষ্ণ-উপস্পর্শ ॥৭৯॥", "synonyms": "*rātri-dine*—noite e dia; *sphure*—aparecem; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *rūpa*—a beleza; *gandha*—a fragrância; *rasa*—o sabor; *sākṣāt-anubhave*—experimentados diretamente; *yena*—como se; *kṛṣṇa-upasparśa*—tocando Kṛṣṇa.", "translation": "**Durante todo o dia e toda a noite, Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreava diretamente a beleza, a fragrância e o sabor de Kṛṣṇa, como se estivesse tocando Kṛṣṇa de mão em mão.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/80/", "verse_text": "eka-dina prabhu gelā jagannātha-daraśane\n\nsiṁha-dvāre dala-i āsi' karila vandane", "devanagari": "> একদিন প্রভু গেলা জগন্নাথ-দরশনে ।\n> সিংহদ্বারে দলই আসি’ করিল বন্দনে ॥৮০॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *jagannātha-daraśane*—ver o Senhor Jagannātha; *siṁha-dvāre*—no portão conhecido como Siṁha-dvāra; *dala-i*—o porteiro; *āsi'*—aproximando-se; *karila vandane*—ofereceu respeitosas reverências.", "translation": "**Certo dia, quando Śrī Caitanya Mahāprabhu foi visitar o templo do Senhor Jagannātha, o porteiro do Siṁha-dvāra aproximou-se Dele e ofereceu respeitosas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/81/", "verse_text": "tāre bale,--'kothā kṛṣṇa, mora prāṇa-nātha?\n\nmore kṛṣṇa dekhāo' bali' dhare tāra hāta", "devanagari": "> তারে বলে, — ‘কোথা কৃষ্ণ, মোর প্রাণনাথ ?\n> মোরে কৃষ্ণ দেখাও’ বলি’ ধরে তার হাত ॥৮১॥", "synonyms": "*tāre*—a ele; *bale*—disse; *kothā kṛṣṇa*—onde está Kṛṣṇa; *mora*—Meu; *prāṇa-nātha*—Senhor da vida; *more*—a Mim; *kṛṣṇa dekhāo*—por favor, mostra Kṛṣṇa; *bali'*—dizendo; *dhare*—segura; *tāra*—dele; *hāta*—a mão.", "translation": "**O Senhor perguntou-lhe: \"Onde está Kṛṣṇa, Minha vida e Minha alma? Por favor, mostra-Me Kṛṣṇa.\" Dizendo isso, Ele segurou a mão do porteiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/82/", "verse_text": "seha kahe,--'iṅhā haya vrajendra-nandana\n\nāisa tumi mora saṅge, karāṅa daraśana'", "devanagari": "> সেহ কহে, — ‘ইঁহা হয় ব্রজেন্দ্রনন্দন ।\n> আইস তুমি মোর সঙ্গে, করাঙ দরশন ।।’ ॥ ৮২ ॥", "synonyms": "*seha kahe*—ele disse; *iṅhā*—aqui; *haya*—está; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja; *āisa*—vem; *tumi*—Tu; *mora saṅge*—comigo; *karāṅa daraśana*—eu mostrarei.", "translation": "**O porteiro respondeu: \"O filho de Mahārāja Nanda está aqui; por favor, vem comigo, e eu Te mostrarei.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/83/", "verse_text": "'tumi mora sakhā, dekhāha--kāhāṅ prāṇa-nātha?'\n\neta bali' jagamohana gelā dhari' tāra hāta", "devanagari": "> ‘তুমি মোর সখা, দেখাহ, — কাহাঁ প্রাণনাথ ?’\n> এত বলি’ জগমোহন গেলা ধরি’ তার হাত ॥৮৩॥", "synonyms": "*tumi*—tu; *mora sakhā*—Meu amigo; *dekhāha*—por favor, mostra; *kāhāṅ*—onde; *prāṇa-nātha*—o Senhor do Meu coração; *eta bali'*—dizendo isto; *jagamohana*—a Jagamohana; *gelā*—foi; *dhari'*—segurando; *tāra*—dele; *hāta*—a mão.", "translation": "**O Senhor Caitanya disse ao porteiro: \"Tu és Meu amigo. Por favor, mostra-Me onde está o Senhor do Meu coração.\" Após o Senhor dizer isso, ambos foram ao lugar conhecido como Jagamohana, onde todos contemplam o Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/84/", "verse_text": "seha bale,--'ei dekha śrī-puruṣottama\n\nnetra bhariyā tumi karaha daraśana'", "devanagari": "> সেহ বলে, — ‘এই দেখ শ্রীপুরুষোত্তম ।\n> নেত্র ভরিয়া তুমি করহ দরশন ।।’ ॥ ৮৪ ॥", "synonyms": "*seha bale*—ele também disse; *ei*—este; *dekha*—vê; *śrī-puruṣa-uttama*—o Senhor Kṛṣṇa, o melhor de todas as Personalidades de Deus; *netra bhariyā*—para a plena satisfação dos Teus olhos; *tumi*—Tu; *karaha daraśana*—contempla.", "translation": "**\"Vê só!\", disse o porteiro. \"Aqui está o melhor das Personalidades de Deus. Daqui podes contemplar o Senhor para a plena satisfação dos Teus olhos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/85/", "verse_text": "garuḍera pāche rahi' karena daraśana\n\ndekhena,--jagannātha haya muralī-vadana", "devanagari": "> গরুড়ের পাছে রহি’ করেন দরশন ।\n> দেখেন, — জগন্নাথ হয় মুরলীবদন ॥৮৫॥", "synonyms": "*garuḍera pāche*—atrás da coluna de Garuḍa; *rahi'*—permanecendo; *karena daraśana*—Ele contemplava; *dekhena*—Ele viu; *jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *haya*—era; *muralī-vadana*—o Senhor Kṛṣṇa com Sua flauta junto à boca.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu atrás da imensa coluna chamada Garuḍa-stambha e contemplou o Senhor Jagannātha, mas, ao contemplá-lo, viu que o Senhor Jagannātha Se transformara no Senhor Kṛṣṇa, com Sua flauta junto à boca.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/86/", "verse_text": "ei līlā nija-granthe raghunātha-dāsa\n\n'gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣe' kariyāchena prakāśa", "devanagari": "> এই লীলা নিজ-গ্রন্থে রঘুনাথ-দাস ।\n> ‘গৌরাঙ্গস্তব-কল্পবৃক্ষে’ করিয়াছেন প্রকাশ ॥৮৬॥", "synonyms": "*ei līlā*—este passatempo; *nija-granthe*—em seu próprio livro; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *gaurāṅga-stava-kalpa-vṛkṣe*—no Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa; *kariyāchena prakāśa*—descreveu.", "translation": "**Em seu livro conhecido como Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa, Raghunātha dāsa Gosvāmī descreveu este incidente muito bem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/87/", "verse_text": "kva me kāntaḥ kṛṣṇas tvaritam iha taṁ lokaya sakhe\n\ntvam eveti dvārādhipam abhivadann unmada iva\n\ndrutaṁ gaccha draṣṭuṁ priyam iti tad-uktena dhṛta-tad-\n\nbhujāntar gaurāṅgo hṛdaya udayan māṁ madayati", "devanagari": "> ক্ব মে কান্তঃ কৃষ্ণস্ত্বরিতমিহ তং লোকয় সখে\n> ত্বমেবেতি দ্বারাধিপমভিবদন্নুন্মদ ইব ।\n> দ্রুতং গচ্ছ দ্রষ্টুং প্রিয়মিতি তদুক্তেন ধৃত-তদ্-\n> ভুজান্তর্গৌরাঙ্গো হৃদয় উদয়ন্মাং মদয়তি ॥৮৭॥", "synonyms": "*kva*—onde; *me*—Meu; *kāntaḥ*—amado; *kṛṣṇaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa; *tvaritam*—depressa; *iha*—aqui; *tam*—a Ele; *lokaya*—mostra; *sakhe*—ó amigo; *tvam*—tu; *eva*—certamente; *iti*—assim; *dvāra-adhipam*—ao porteiro; *abhivadan*—suplicando; *unmadaḥ*—um louco; *iva*—como; *drutam*—muito depressa; *gaccha*—vem; *draṣṭum*—ver; *priyam*—amado; *iti*—assim; *tat*—dele; *uktena*—com as palavras; *dhṛta*—segura; *tat*—Seu; *bhuja-antaḥ*—extremidade do braço; *gaurāṅgaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hṛdaye*—em meu coração; *udayan*—surgindo; *mām*—a mim; *madayati*—enlouquece.", "translation": "**\" 'Meu querido amigo porteiro, onde está Kṛṣṇa, o Senhor de Meu coração? Por favor, mostra-O a Mim depressa.' Com estas palavras, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu dirigiu-se ao porteiro como um louco. O porteiro segurou Sua mão e respondeu muito apressadamente: 'Vem, vê o Teu amado!' Que aquele Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu surja dentro de meu coração e assim me enlouqueça também.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/88/", "verse_text": "hena-kāle 'gopāla-vallabha'-bhoga lāgāila\n\nśaṅkha-ghaṇṭā-ādi saha ārati bājila", "devanagari": "> হেনকালে ‘গোপাল-বল্লভ’-ভোগ লাগাইল ।\n> শঙ্খ-ঘণ্টা-আদি সহ আরতি বাজিল ॥৮৮॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *gopāla-vallabha-bhoga*—o alimento oferecido nas primeiras horas da manhã; *lāgāila*—foi oferecido; *śaṅkha*—búzio; *ghaṇṭā-ādi*—sinos e assim por diante; *saha*—com; *ārati*—ārati; *bājila*—soou.", "translation": "**A oferenda de alimento conhecida como gopāla-vallabha-bhoga foi então oferecida ao Senhor Jagannātha, e o ārati foi realizado ao som do búzio e do tanger dos sinos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/89/", "verse_text": "bhoga sarile jagannāthera sevaka-gaṇa\n\nprasāda lañā prabhu-ṭhāñi kaila āgamana", "devanagari": "> ভোগ সরিলে জগন্নাথের সেবকগণ ।\n> প্রসাদ লঞা প্রভু-ঠাঞি কৈল আগমন ॥৮৯॥", "synonyms": "*bhoga sarile*—quando o alimento foi retirado; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *sevaka-gaṇa*—os servos; *prasāda lañā*—levando o prasāda; *prabhu-ṭhāñi*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kaila āgamana*—vieram.", "translation": "**Quando o ārati terminou, o prasāda foi retirado, e os servos do Senhor Jagannātha vieram oferecer um pouco a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/90/", "verse_text": "mālā parāñā prasāda dila prabhura hāte\n\nāsvāda dūre rahu, yāra gandhe mana māte", "devanagari": "> মালা পরাঞা প্রসাদ দিল প্রভুর হাতে ।\n> আস্বাদ দূরে রহু, যার গন্ধে মন মাতে ॥৯০॥", "synonyms": "*mālā parāñā*—depois de enguirlandar; *prasāda*—os restos do alimento do Senhor Jagannātha; *dila*—entregaram; *prabhura hāte*—na mão de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āsvāda*—o paladar; *dūre rahu*—o que dizer de; *yāra*—do qual; *gandhe*—pelo aroma; *mana*—a mente; *māte*—torna-se enlouquecida.", "translation": "**Os servos do Senhor Jagannātha primeiro enguirlandaram Śrī Caitanya Mahāprabhu e depois Lhe ofereceram o prasāda do Senhor Jagannātha. O prasāda era tão delicioso que seu aroma apenas, para não falar de seu paladar, era capaz de enlouquecer a mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/91/", "verse_text": "bahu-mūlya prasāda sei vastu sarvottama\n\ntāra alpa khāoyāite sevaka karila yatana", "devanagari": "> বহুমূল্য প্রসাদ সেই বস্তু সর্বোত্তম ।\n> তার অল্প খাওয়াইতে সেবক করিল যতন ॥৯১॥", "synonyms": "*bahu-mūlya*—muito valioso; *prasāda*—restos de alimento; *sei*—esses; *vastu*—ingredientes; *sarva-uttama*—de primeira qualidade; *tāra*—disso; *alpa*—muito pouco; *khāoyāite*—alimentar; *sevaka*—o servo; *karila yatana*—fez algum esforço.", "translation": "**O prasāda fora feito com ingredientes muito valiosos. Por isso, o servo desejava que Śrī Caitanya Mahāprabhu provasse uma porção dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/92/", "verse_text": "tāra alpa lañā prabhu jihvāte yadi dilā\n\nāra saba govindera āṅcale bāndhilā", "devanagari": "> তার অল্প লঞা প্রভু জিহ্বাতে যদি দিলা ।\n> আর সব গোবিন্দের আঁচলে বান্ধিলা ॥৯২॥", "synonyms": "*tāra*—disso; *alpa*—muito pouco; *lañā*—tomando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jihvāte*—na língua; *yadi*—quando; *dilā*—colocou; *āra saba*—todo o resto; *govindera*—de Govinda; *āṅcale*—na ponta da vestimenta; *bāndhilā*—atou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu provou uma porção do prasāda. Govinda tomou o resto e o atou na ponta de sua vestimenta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/93/", "verse_text": "koṭi-amṛta-svāda pāñā prabhura camatkāra\n\nsarvāṅge pulaka, netre vahe aśru-dhāra", "devanagari": "> কোটি-অমৃত-স্বাদ পাঞা প্রভুর চমৎকার ।\n> সর্বাঙ্গে পুলক, নেত্রে বহে অশ্রুধার ॥৯৩॥", "synonyms": "*koṭi*—milhões e milhões; *amṛta*—néctar; *svāda*—paladar; *pāñā*—obtendo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *camatkāra*—grande satisfação; *sarva-aṅge*—por todo o corpo; *pulaka*—arrepio dos pelos; *netre*—dos olhos; *vahe*—flui; *aśru-dhāra*—uma torrente de lágrimas.", "translation": "**Para Śrī Caitanya Mahāprabhu, o prasāda tinha um paladar milhões e milhões de vezes melhor que o néctar, e assim Ele ficou plenamente satisfeito. Os pelos por todo o Seu corpo se arrepiaram, e lágrimas incessantes fluíam de Seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/94/", "verse_text": "'ei dravye eta svāda kāhāṅ haite āila?\n\nkṛṣṇera adharāmṛta ithe sañcārila'", "devanagari": "> ‘এই দ্রব্যে এত স্বাদ কাঁহা হৈতে আইল ?\n> কৃষ্ণের অধরামৃত ইথে সঞ্চারিল ।।’ ॥ ৯৪ ॥", "synonyms": "*ei dravye*—nestes ingredientes; *eta*—tanto; *svāda*—paladar; *kāhāṅ*—de onde; *haite*—de; *āila*—veio; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *adhara-amṛta*—néctar dos lábios; *ithe*—nisto; *sañcārila*—espalhou-se.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu considerou: \"De onde veio um paladar como este neste prasāda? Certamente é por ter sido tocado pelo néctar dos lábios de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/95/", "verse_text": "ei buddhye mahāprabhura premāveśa haila\n\njagannāthera sevaka dekhi' samvaraṇa kaila", "devanagari": "> এই বুদ্ধ্যে মহাপ্রভুর প্রেমাবেশ হৈল ।\n> জগন্নাথের সেবক দেখি’ সম্বরণ কৈল ॥৯৫॥", "synonyms": "*ei buddhye*—por esta compreensão; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āveśa*—emoção extática; *haila*—houve; *jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *sevaka*—os servos; *dekhi'*—vendo; *samvaraṇa kaila*—conteve-Se.", "translation": "**Compreendendo isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentiu uma emoção de amor extático por Kṛṣṇa, mas, ao ver os servos do Senhor Jagannātha, conteve-Se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/96/", "verse_text": "'sukṛti-labhya phelā-lava'--balena bāra-bāra\n\nīśvara-sevaka puche,--'ki artha ihāra'?", "devanagari": "> ‘সুকৃতি-লভ্য ফেলা-লব’ — বলেন বারবার ।\n> ঈশ্বর-সেবক পুছে, — ‘কি অর্থ ইহার’ ? ॥ ৯৬ ॥", "synonyms": "*sukṛti*—por grande fortuna; *labhya*—obtenível; *phelā-lava*—uma partícula dos restos; *balena*—diz; *bāra-bāra*—repetidas vezes; *īśvara-sevaka*—os servos de Jagannātha; *puche*—perguntam; *ki*—qual; *artha*—o significado; *ihāra*—disto.", "translation": "**O Senhor disse repetidas vezes: \"Somente por grande fortuna pode alguém obter uma partícula dos restos do alimento oferecido ao Senhor.\" Os servos do templo de Jagannātha perguntaram: \"Qual é o significado disto?\"**", "purport": "Os restos do alimento de Kṛṣṇa estão misturados com Sua saliva. No *Mahābhārata* e no Skanda Purāṇa afirma-se:\n\nmahā-prasāde govinde\nnāma-brahmaṇi vaiṣṇave\nsvalpa-puṇyavatāṁ rājan\nviśvāso naiva jāyate\n\n\"As pessoas que não são muito elevadas em atividades piedosas não podem crer nos restos do alimento [prasāda] da Suprema Personalidade de Deus, nem em Govinda, o santo nome do Senhor, nem nos vaiṣṇavas.\""}
{"ref": "cc/antya/16/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/97/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"ei ye dilā kṛṣṇādharāmṛta\n\nbrahmādi-durlabha ei nindaye 'amṛta'", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এই যে দিলা কৃষ্ণাধরামৃত ।\n> ব্রহ্মাদি-দুর্লভ এই নিন্দয়ে ‘অমৃত’ ॥৯৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ei*—este; *ye*—que; *dilā*—destes; *kṛṣṇa*—do Senhor Kṛṣṇa; *adhara-amṛta*—néctar dos lábios; *brahmā-ādi*—pelos semideuses, encabeçados pelo Senhor Brahmā; *durlabha*—difícil de obter; *ei*—este; *nindaye*—supera; *amṛta*—néctar.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Estes são restos de alimento que Kṛṣṇa comeu e assim transformou em néctar com Seus lábios. Isto supera o néctar celestial, e mesmo semideuses como o Senhor Brahmā o consideram difícil de obter.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/98/", "verse_text": "kṛṣṇera ye bhukta-śeṣa, tāra 'phelā'-nāma\n\ntāra eka 'lava' ye pāya, sei bhāgyavān", "devanagari": "> কৃষ্ণের যে ভুক্ত-শেষ, তার ‘ফেলা’-নাম ।\n> তার এক ‘লব’ যে পায়, সেই ভাগ্যবান্ ॥৯৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *ye*—quaisquer; *bhukta-śeṣa*—restos de alimento; *tāra*—disso; *phelā-nāma*—o nome é phelā; *tāra*—disso; *eka*—um; *lava*—fragmento; *ye*—aquele que; *pāya*—obtém; *sei*—ele; *bhāgyavān*—afortunado.", "translation": "**\"Os restos deixados por Kṛṣṇa chamam-se phelā. Quem quer que obtenha mesmo uma pequena porção deve ser considerado muito afortunado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/99/", "verse_text": "sāmānya bhāgya haite tāra prāpti nāhi haya\n\nkṛṣṇera yāṅte pūrṇa-kṛpā, sei tāhā pāya", "devanagari": "> সামান্য ভাগ্য হৈতে তার প্রাপ্তি নাহি হয় ।\n> কৃষ্ণের যাঁতে পূর্ণকৃপা, সেই তাহা পায় ॥৯৯॥", "synonyms": "*sāmānya*—ordinária; *bhāgya*—fortuna; *haite*—de; *tāra*—disso; *prāpti*—obtenção; *nāhi*—não; *haya*—há; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *yāṅte*—a quem; *pūrṇa-kṛpā*—plena misericórdia; *sei*—ele; *tāhā*—isso; *pāya*—pode obter.", "translation": "**\"Aquele que é apenas comumente afortunado não pode obter tal misericórdia. Somente as pessoas que têm a plena misericórdia de Kṛṣṇa podem receber tais restos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/100/", "verse_text": "'sukṛti'-śabde kahe 'kṛṣṇa-kṛpā-hetu puṇya'\n\nsei yāṅra haya, 'phelā' pāya sei dhanya\"", "devanagari": "> “সুকৃতি’-শব্দে কহে ‘কৃষ্ণকৃপা-হেতু পুণ্য’ ।\n> সেই যাঁর হয়, ‘ফেলা’ পায় সেই ধন্য ।।” ॥ ১০০ ॥", "synonyms": "*sukṛti*—sukṛti (atividades piedosas); *śabde*—a palavra; *kahe*—deve-se compreender; *kṛṣṇa-kṛpā*—a misericórdia de Kṛṣṇa; *hetu*—devido a; *puṇya*—atividades piedosas; *sei*—ele; *yāṅra*—de quem; *haya*—há; *phelā*—os restos do alimento; *pāya*—obtém; *sei*—ele; *dhanya*—muito glorioso.", "translation": "**\"A palavra 'sukṛti' refere-se a atividades piedosas realizadas pela misericórdia de Kṛṣṇa. Aquele que tem a fortuna de obter tal misericórdia recebe os restos do alimento do Senhor e, assim, torna-se glorioso.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/101/", "verse_text": "eta bali' prabhu tā-sabāre vidāya dilā\n\nupala-bhoga dekhiyā prabhu nija-vāsā āilā", "devanagari": "> এত বলি’ প্রভু তা-সবারে বিদায় দিলা ।\n> উপল-ভোগ দেখিয়া প্রভু নিজ-বাসা আইলা ॥১০১॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tā-sabāre*—a todos eles; *vidāya dilā*—despediu-se; *upala-bhoga*—a oferenda seguinte de alimento; *dekhiyā*—vendo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-vāsā*—a Seus aposentos; *āilā*—regressou.", "translation": "**Após dizer isso, Śrī Caitanya Mahāprabhu despediu-se de todos os servidores. Depois de assistir à oferenda seguinte de alimento ao Senhor Jagannātha, uma função conhecida como upala-bhoga, Ele regressou a Seus próprios aposentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/102/", "verse_text": "madhyāhna kariyā kailā bhikṣā nirvāhaṇa\n\nkṛṣṇādharāmṛta sadā antare smaraṇa", "devanagari": "> মধ্যাহ্ন করিয়া কৈলা ভিক্ষা নির্বাহণ ।\n> কৃষ্ণাধরামৃত সদা অন্তরে স্মরণ ॥১০২॥", "synonyms": "*madhyāhna kariyā*—após cumprir Seus deveres do meio-dia; *kailā bhikṣā nirvāhaṇa*—terminou Seu almoço; *kṛṣṇa-adhara-amṛta*—o néctar dos lábios de Kṛṣṇa; *sadā*—sempre; *antare*—dentro de Si mesmo; *smaraṇa*—lembrando.", "translation": "**Após cumprir Seus deveres do meio-dia, Śrī Caitanya Mahāprabhu tomou Seu almoço, mas lembrava-Se constantemente dos restos do alimento de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/103/", "verse_text": "bāhya-kṛtya karena, preme garagara mana\n\nkaṣṭe samvaraṇa karena, āveśa saghana", "devanagari": "> বাহ্য-কৃত্য করেন, প্রেমে গরগর মন ।\n> কষ্টে সম্বরণ করেন, আবেশ সঘন ॥১০৩॥", "synonyms": "*bāhya-kṛtya*—atividades externas; *karena*—realiza; *preme*—em amor extático; *garagara*—repleta; *mana*—a mente; *kaṣṭe*—com grande dificuldade; *samvaraṇa karena*—restringe; *āveśa*—êxtase; *saghana*—muito profundo.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu realizava Suas atividades externas, mas Sua mente estava repleta de amor extático. Com grande dificuldade, Ele tentava conter Sua mente, mas esta era sempre tomada por um êxtase muito profundo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/104/", "verse_text": "sandhyā-kṛtya kari' punaḥ nija-gaṇa-saṅge\n\nnibhṛte vasilā nānā-kṛṣṇa-kathā-raṅge", "devanagari": "> সন্ধ্যা-কৃত্য করি’ পুনঃ নিজগণ-সঙ্গে ।\n> নিভৃতে বসিলা নানা-কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ॥১০৪॥", "synonyms": "*sandhyā-kṛtya*—os deveres do anoitecer; *kari'*—após realizar; *punaḥ*—novamente; *nija-gaṇa-saṅge*—junto com Seus companheiros pessoais; *nibhṛte*—em um lugar solitário; *vasilā*—sentou-se; *nānā*—vários; *kṛṣṇa-kathā*—de tópicos sobre Kṛṣṇa; *raṅge*—no júbilo.", "translation": "**Após cumprir Seus deveres do anoitecer, Śrī Caitanya Mahāprabhu sentou-se com Seus companheiros pessoais em um lugar isolado e conversou sobre os passatempos de Kṛṣṇa com grande júbilo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/105/", "verse_text": "prabhura iṅgite govinda prasāda ānilā\n\npurī-bhāratīre prabhu kichu pāṭhāilā", "devanagari": "> প্রভুর ইঙ্গিতে গোবিন্দ প্রসাদ আনিলা ।\n> পুরী-ভারতীরে প্রভু কিছু পাঠাইলা ॥১০৫॥", "synonyms": "*prabhura iṅgite*—pela indicação de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *govinda*—Govinda; *prasāda ānilā*—trouxe os restos do alimento do Senhor Jagannātha; *purī*—a Paramānanda Purī; *bhāratīre*—a Brahmānanda Bhāratī; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—algum; *pāṭhāilā*—enviou.", "translation": "**Seguindo as indicações de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Govinda trouxe o prasāda do Senhor Jagannātha. O Senhor enviou um pouco a Paramānanda Purī e a Brahmānanda Bhāratī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/106/", "verse_text": "rāmānanda-sārvabhauma-svarūpādi-gaṇe\n\nsabāre prasāda dila kariyā baṇṭane", "devanagari": "> রামানন্দ-সার্বভৌম-স্বরূপাদি-গণে ।\n> সবারে প্রসাদ দিল করিয়া বণ্টনে ॥১০৬॥", "synonyms": "*rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *sārvabhauma*—Sārvabhauma Bhaṭṭācārya; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *ādi*—encabeçados por; *gaṇe*—a eles; *sabāre*—a todos eles; *prasāda*—os restos do alimento do Senhor Jagannātha; *dila*—entregou; *kariyā baṇṭane*—fazendo porções.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu então distribuiu porções do prasāda a Rāmānanda Rāya, Sārvabhauma Bhaṭṭācārya, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e a todos os demais devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/107/", "verse_text": "prasādera saurabhya-mādhurya kari' āsvādana\n\nalaukika āsvāde sabāra vismita haila mana", "devanagari": "> প্রসাদের সৌরভ্য-মাধুর্য করি’ আস্বাদন ।\n> অলৌকিক আস্বাদে সবার বিস্মিত হৈল মন ॥১০৭॥", "synonyms": "*prasādera*—do prasāda; *saurabhya-mādhurya*—a doçura e a fragrância; *kari' āsvādana*—saboreando; *alaukika*—incomum; *āsvāde*—pelo sabor; *sabāra*—de todos; *vismita*—tomada de assombro; *haila*—ficou; *mana*—a mente.", "translation": "**Ao saborearem a doçura e a fragrância incomuns do prasāda, a mente de todos ficou tomada de assombro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/108-109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/108-109/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"ei saba haya 'prākṛta' dravya\n\naikṣava, karpūra, marica, elāica, lavaṅga, gavya\n\nrasavāsa, guḍatvaka-ādi yata saba\n\n'prākṛta' vastura svāda sabāra anubhava", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “এই সব হয় ‘প্রাকৃত’ দ্রব্য ।\n> ঐক্ষব, কর্পূর, মরিচ, এলাইচ, লবঙ্গ, গব্য ॥১০৮॥\n> রসবাস, গুড়ত্বক-আদি যত সব ।\n> ‘প্রাকৃত’ বস্তুর স্বাদ সবার অনুভব ॥১০৯॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ei*—estes; *saba*—todos; *haya*—são; *prākṛta*—materiais; *dravya*—ingredientes; *aikṣava*—açúcar; *karpūra*—cânfora; *marica*—pimenta-do-reino; *elāica*—cardamomo; *lavaṅga*—cravo-da-índia; *gavya*—manteiga; *rasavāsa*—especiarias; *guḍatvaka*—alcaçuz; *ādi*—e assim por diante; *yata saba*—todos e cada um deles; *prākṛta*—materiais; *vastura*—de ingredientes; *svāda*—sabor; *sabāra*—de todos; *anubhava*—experiência.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Estes ingredientes, tais como açúcar, cânfora, pimenta-do-reino, cardamomo, cravo-da-índia, manteiga, especiarias e alcaçuz, são todos materiais. Todos já provaram essas substâncias materiais antes.**", "purport": "A palavra prākṛta refere-se a coisas saboreadas para a gratificação dos sentidos da alma condicionada. Tais coisas estão limitadas pelas leis materiais. Śrī Caitanya Mahāprabhu queria deixar claro que as coisas materiais já foram experimentadas pelas pessoas materialmente absortas, que se interessam apenas pela gratificação dos sentidos."}
{"ref": "cc/antya/16/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/110/", "verse_text": "sei dravye eta āsvāda, gandha lokātīta\n\nāsvāda kariyā dekha,--sabāra pratīta", "devanagari": "> সেই দ্রব্যে এত আস্বাদ, গন্ধ লোকাতীত ।\n> আস্বাদ করিয়া দেখ, — সবার প্রতীত ॥১১০॥", "synonyms": "*sei dravye*—em tais coisas materiais; *eta*—tanto; *āsvāda*—sabor agradável; *gandha*—fragrância; *loka-atīta*—jamais experimentada por nenhum homem comum; *āsvāda kariyā*—saboreando; *dekha*—vede; *sabāra*—de todos; *pratīta*—experiência.", "translation": "**\"Contudo\", continuou o Senhor, \"nestes ingredientes há sabores extraordinários e fragrâncias incomuns. Saboreai-os e vede a diferença na experiência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/111/", "verse_text": "āsvāda dūre rahu, yāra gandhe māte mana\n\nāpanā vinā anya mādhurya karāya vismaraṇa", "devanagari": "> আস্বাদ দূরে রহু, যার গন্ধে মাতে মন ।\n> আপনা বিনা অন্য মাধুর্য করায় বিস্মরণ ॥১১১॥", "synonyms": "*āsvāda*—o sabor; *dūre rahu*—deixai de lado; *yāra*—de cuja; *gandhe*—pela fragrância; *māte*—fica satisfeita; *mana*—a mente; *āpanā vinā*—além de si mesma; *anya*—diferente; *mādhurya*—doçura; *karāya vismaraṇa*—faz esquecer.", "translation": "**\"Deixando de lado o sabor, até mesmo a fragrância agrada à mente e faz esquecer qualquer outra doçura além da sua própria.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/112/", "verse_text": "tāte ei dravye kṛṣṇādhara-sparśa haila\n\nadharera guṇa saba ihāte sañcārila", "devanagari": "> তাতে এই দ্রব্যে কৃষ্ণাধর-স্পর্শ হৈল ।\n> অধরের গুণ সব ইহাতে সঞ্চারিল ॥১১২॥", "synonyms": "*tāte*—portanto; *ei dravye*—nestes ingredientes; *kṛṣṇa-adhara*—dos lábios de Kṛṣṇa; *sparśa*—o toque; *haila*—houve; *adharera*—dos lábios; *guṇa*—os atributos; *saba*—todos; *ihāte*—nestes ingredientes; *sañcārila*—foram transferidos.", "translation": "**\"Portanto, deve-se compreender que o néctar espiritual dos lábios de Kṛṣṇa tocou estes ingredientes comuns e lhes transferiu todas as suas qualidades espirituais.**", "purport": "Visto que todos já haviam provado esses ingredientes anteriormente, por que eles se tornaram extraordinários e espiritualmente saborosos? Isso era prova de que o alimento, o prasāda, torna-se incomumente saboroso e agradável ao paladar pelo toque dos lábios de Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/16/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/113/", "verse_text": "alaukika-gandha-svāda, anya-vismāraṇa\n\nmahā-mādaka haya ei kṛṣṇādharera guṇa", "devanagari": "> অলৌকিক-গন্ধ-স্বাদ, অন্য-বিস্মারণ ।\n> মহা-মাদক হয় এই কৃষ্ণাধরের গুণ ॥১১৩॥", "synonyms": "*alaukika*—incomum; *gandha*—fragrância; *svāda*—sabor; *anya-vismāraṇa*—esquecer todos os demais; *mahā-mādaka*—extremamente encantadores; *haya*—são; *ei*—estes; *kṛṣṇa-adharera*—dos lábios de Kṛṣṇa; *guṇa*—atributos.", "translation": "**\"Uma fragrância e um sabor incomuns e extremamente encantadores, que fazem esquecer todas as demais experiências, são atributos dos lábios de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/114/", "verse_text": "aneka 'sukṛte' ihā hañāche samprāpti\n\nsabe ei āsvāda kara kari' mahā-bhakti\"", "devanagari": "> অনেক ‘সুকৃতে’ ইহা হঞাছে সম্প্রাপ্তি ।\n> সবে এই আস্বাদ কর করি’ মহাভক্তি ।।” ॥ ১১৪ ॥", "synonyms": "*aneka*—muitas; *sukṛte*—por atividades piedosas; *ihā*—isto; *hañāche samprāpti*—tornou-se disponível; *sabe*—todos vós; *ei*—este prasāda; *āsvāda kara*—saboreai; *kari' mahā-bhakti*—com grande devoção.", "translation": "**\"Este prasāda tornou-se disponível somente em resultado de muitas atividades piedosas. Agora, saboreai-o com grande fé e devoção.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/115/", "verse_text": "hari-dhvani kari' sabe kailā āsvādana\n\nāsvādite preme matta ha-ila sabāra mana", "devanagari": "> হরিধ্বনি করি’ সবে কৈলা আস্বাদন ।\n> আস্বাদিতে প্রেমে মত্ত হইল সবার মন ॥১১৫॥", "synonyms": "*hari-dhvani kari'*—ressoando em alta voz o santo nome de Hari; *sabe*—todos eles; *kailā āsvādana*—saborearam; *āsvādite*—assim que saborearam; *preme*—em amor extático; *matta*—enlouquecida; *ha-ila*—ficou; *sabāra mana*—a mente de todos.", "translation": "**Ressoando em alta voz o santo nome de Hari, todos eles saborearam o prasāda. À medida que o saboreavam, sua mente enlouqueceu no êxtase do amor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/116/", "verse_text": "premāveśe mahāprabhu yabe ājñā dilā\n\nrāmānanda-rāya śloka paḍite lāgilā", "devanagari": "> প্রেমাবেশে মহাপ্রভু যবে আজ্ঞা দিলা ।\n> রামানন্দ-রায় শ্লোক পড়িতে লাগিলা ॥১১৬॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em amor extático; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yabe*—quando; *ājñā dilā*—ordenou; *rāmānanda-rāya*—Rāmānanda Rāya; *śloka*—versos; *paḍite lāgilā*—começou a recitar.", "translation": "**Em amor extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu ordenou a Rāmānanda Rāya que recitasse alguns versos. Assim, Rāmānanda Rāya falou da seguinte maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/117/", "verse_text": "surata-vardhanaṁ śoka-nāśanaṁ\n\nsvarita-veṇunā suṣṭhu-cumbitam\n\nitara-rāga-vismāraṇaṁ nṛṇāṁ\n\nvitara vīra nas te 'dharāmṛtam", "devanagari": "> সুরতবর্ধনং শোকনাশনং, স্বরিতবেণুনা সুষ্ঠুচুম্বিতম্ ।\n> ইতররাগবিস্মারণং নৃণাং, বিতর বীর নস্তেঽধরামৃতম্ ॥১১৭॥", "synonyms": "*surata-vardhanam*—que aumenta o desejo voluptuoso de gozo; *śoka-nāśanam*—que destrói toda a lamentação; *svarita-veṇunā*—pela flauta que vibra; *suṣṭhu*—docemente; *cumbitam*—tocado; *itara-rāga-vismāraṇam*—que provoca o esquecimento de todo outro apego; *nṛṇām*—dos seres humanos; *vitara*—por favor, concede; *vīra*—ó herói da caridade; *naḥ*—a nós; *te*—Teus; *adhara-amṛtam*—o néctar dos lábios.", "translation": "**\"Ó herói da caridade, por favor, concede-nos o néctar de Teus lábios. Esse néctar aumenta os desejos voluptuosos de gozo e diminui a lamentação no mundo material. Tem a bondade de nos dar o néctar de Teus lábios, que são tocados por Tua flauta de vibração transcendental, pois esse néctar faz com que todos os seres humanos esqueçam todos os outros apegos.\"**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (10.31.14)."}
{"ref": "cc/antya/16/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/118/", "verse_text": "śloka śuni' mahāprabhu mahā-tuṣṭa hailā\n\nrādhāra utkaṇṭhā-śloka paḍite lāgilā", "devanagari": "> শ্লোক শুনি’ মহাপ্রভু মহাতুষ্ট হৈলা ।\n> রাধার উৎকণ্ঠা-শ্লোক পড়িতে লাগিলা ॥১১৮॥", "synonyms": "*śloka śuni'*—ouvindo o verso; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mahā-tuṣṭa*—muito satisfeito; *hailā*—ficou; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *utkaṇṭhā-śloka*—um verso referente à ansiedade; *paḍite lāgilā*—começou a recitar.", "translation": "**Ao ouvir Rāmānanda Rāya citar este verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou muito satisfeito. Então, recitou o verso seguinte, que havia sido falado por Śrīmatī Rādhārāṇī em grande ansiedade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/119/", "verse_text": "vrajātula-kulāṅganetara-rasāli-tṛṣṇā-hara-\n\npradīvyad-adharāmṛtaḥ sukṛti-labhya-phelā-lavaḥ\n\nsudhā-jid-ahivallikā-sudala-vīṭikā-carvitaḥ\n\nsa me madana-mohanaḥ sakhi tanoti jihvā-spṛhām", "devanagari": "> ব্রজাতুলকুলাঙ্গনেতর-রসালিতৃষ্ণাহর-\n> প্রদীব্যদধরামৃতঃ সুকৃতিলভ্য-ফেলা-লবঃ ।\n> সুধাজিদহিবল্লিকা-সুদলবীটিকা-চর্বিতঃ\n> স মে মদনমোহনঃ সখি তনোতি জিহ্বা-স্পৃহাম্ ॥১১৯॥", "synonyms": "*vraja*—de Vṛndāvana; *atula*—incomparáveis; *kulāṅgana*—das gopīs; *itara*—outros; *rasa-āli*—por sabores ou doçuras; *tṛṣṇā*—desejo; *hara*—destruindo; *pradīvyat*—insuperável; *adhara-amṛtaḥ*—cujo néctar emana dos lábios; *sukṛti*—após muitas atividades piedosas; *labhya*—obtenível; *phelā*—do néctar de cujos lábios; *lavaḥ*—uma pequena porção; *sudhā-jit*—que conquista o néctar; *ahivallikā*—da planta de bétel; *su-dala*—feito de folhas selecionadas; *vīṭikā*—pan; *carvitaḥ*—mascando; *saḥ*—Ele; *me*—Meu; *madana-mohanaḥ*—Madana-mohana; *sakhi*—Minha querida amiga; *tanoti*—aumenta; *jihvā*—da língua; *spṛhām*—o desejo.", "translation": "**\"Minha querida amiga, o néctar insuperável dos lábios da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, só pode ser obtido após muitíssimas atividades piedosas. Para as belas gopīs de Vṛndāvana, esse néctar destrói o desejo por todos os outros sabores. Madana-mohana sempre masca um pan que supera o néctar do céu. Ele certamente aumenta os desejos de Minha língua.\"**", "purport": "Este verso encontra-se no Govinda-līlāmṛta (8.8)."}
{"ref": "cc/antya/16/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/120/", "verse_text": "eta kahi' gaura-prabhu bhāvāviṣṭa hañā\n\ndui ślokera artha kare pralāpa kariyā", "devanagari": "> এত কহি’ গৌরপ্রভু ভাবাবিষ্ট হঞা ।\n> দুই শ্লোকের অর্থ করে প্রলাপ করিয়া ॥১২০॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *gaura-prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāva-āviṣṭa*—dominado por emoções amorosas extáticas; *hañā*—ficando; *dui ślokera*—dos dois versos; *artha*—o significado; *kare*—faz; *pralāpa kariyā*—falando como um louco.", "translation": "**Após dizer isto, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou dominado por emoções amorosas extáticas. Falando como um louco, Ele começou a explicar o significado dos dois versos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/121-122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/121-122/", "verse_text": "tanu-mana karāya kṣobha, bāḍāya surata-lobha,\n\nharṣa-śokādi-bhāra vināśaya\n\npāsarāya anya rasa, jagat kare ātma-vaśa,\n\nlajjā, dharma, dhairya kare kṣaya\n\nnāgara, śuna tomāra adhara-carita\n\nmātāya nārīra mana, jihvā kare ākarṣaṇa,\n\nvicārite saba viparīta", "devanagari": "> তনু-মন করায় ক্ষোভ, বাড়ায় সুরত-লোভ, হর্ষ-শোকাদি-ভার বিনাশয় ।\n> পাসরায় অন্য রস, জগৎ করে আত্মবশ, লজ্জা, ধর্ম, ধৈর্য করে ক্ষয় ॥১২১॥\n> নাগর, শুন তোমার অধর-চরিত ।\n> মাতায় নারীর মন, জিহ্বা করে আকর্ষণ, বিচারিতে সব বিপরীত ॥১২২॥", "synonyms": "*tanu*—o corpo; *mana*—a mente; *karāya*—causam; *kṣobha*—agitação; *bāḍāya*—aumentam; *surata-lobha*—desejos voluptuosos de gozo; *harṣa*—de júbilo; *śoka*—lamentação; *ādi*—e assim por diante; *bhāra*—o fardo; *vināśaya*—destroem; *pāsarāya*—fazem esquecer; *anya rasa*—outros sabores; *jagat*—o mundo inteiro; *kare*—fazem; *ātma-vaśa*—sob seu controle; *lajjā*—a vergonha; *dharma*—a religião; *dhairya*—a paciência; *kare kṣaya*—destroem; *nāgara*—ó amante; *śuna*—ouve; *tomāra*—Teus; *adhara*—dos lábios; *carita*—as características; *mātāya*—enlouquecem; *nārīra*—das mulheres; *mana*—a mente; *jihvā*—a língua; *kare ākarṣaṇa*—atraem; *vicārite*—considerando; *saba*—tudo; *viparīta*—contraditório.", "translation": "**\"Meu querido amante\", disse Ele, \"deixa-Me descrever algumas das características de Teus lábios transcendentais. Eles agitam a mente e o corpo de todos, aumentam os desejos voluptuosos de gozo, destroem o fardo da felicidade e da lamentação materiais, e fazem com que se esqueçam todos os sabores materiais. O mundo inteiro cai sob seu controle. Eles destroem a vergonha, a religião e a paciência, especialmente nas mulheres. De fato, inspiram a loucura na mente de todas as mulheres. Teus lábios aumentam a cobiça da língua e, assim, atraem-na. Considerando tudo isto, vemos que as atividades de Teus lábios transcendentais são sempre desconcertantes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/123/", "verse_text": "āchuka nārīra kāya, kahite vāsiye lāja,\n\ntomāra adhara baḍa dhṛṣṭa-rāya\n\npuruṣe kare ākarṣaṇa, āpanā piyāite mana,\n\nanya-rasa saba pāsarāya", "devanagari": "> আছুক নারীর কায, কহিতে বাসিয়ে লাজ,\n> তোমার অধর বড় ধৃষ্ট-রায় ।\n> পুরুষে করে আকর্ষণ, আপনা পিয়াইতে মন,\n> অন্যরস সব পাসরায় ॥১২৩॥", "synonyms": "*āchuka*—que isto fique; *nārīra*—das mulheres; *kāya*—os corpos; *kahite*—dizer; *vāsiye*—sinto; *lāja*—vergonha; *tomāra*—Teus; *adhara*—os lábios; *baḍa*—muito; *dhṛṣṭa-rāya*—insolentes; *puruṣe*—o macho; *kare ākarṣaṇa*—atraem; *āpanā*—a si mesmos; *piyāite*—fazendo beber; *mana*—a mente; *anya-rasa*—outros sabores; *saba*—todos; *pāsarāya*—fazem esquecer.", "translation": "**\"Meu querido Kṛṣṇa, visto que és um macho, não é muito extraordinário que a atração de Teus lábios possa perturbar a mente das mulheres. Tenho vergonha de dizer isto, mas Teus lábios às vezes atraem até mesmo Tua flauta, que também é considerada um macho. Ela gosta de beber o néctar de Teus lábios e, assim, também esquece todos os outros sabores.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/124/", "verse_text": "sacetana rahu dūre, acetana sacetana kare,\n\ntomāra adhara--baḍa vājikara\n\ntomāra veṇu śuṣkendhana, tāra janmāya indriya-mana,\n\ntāre āpanā piyāya nirantara", "devanagari": "> সচেতন রহু দূরে, অচেতন সচেতন করে,\n> তোমার অধর — বড় বাজিকর ।\n> তোমার বেণু শুষ্কেন্ধন, তার জন্মায় ইন্দ্রিয়-মন,\n> তারে আপনা পিয়ায় নিরন্তর ॥১২৪॥", "synonyms": "*sa-cetana*—os seres vivos conscientes; *rahu dūre*—deixemos de lado; *acetana*—inconsciente; *sa-cetana*—consciente; *kare*—fazem; *tomāra*—Teus; *adhara*—os lábios; *baḍa*—grandíssimos; *vājikara*—mágicos; *tomāra*—Tua; *veṇu*—flauta; *śuṣka-dhana*—madeira seca; *tāra*—dela; *janmāya*—criam; *indriya-mana*—os sentidos e a mente; *tāre*—à flauta; *āpanā*—a si mesmos; *piyāya*—fazem beber; *nirantara*—constantemente.", "translation": "**\"Além dos seres vivos conscientes, até mesmo a matéria inconsciente às vezes é tornada consciente por Teus lábios. Por isso, Teus lábios são grandes mágicos. Paradoxalmente, embora Tua flauta nada mais seja do que madeira seca, Teus lábios fazem-na beber seu néctar. Eles criam uma mente e sentidos na flauta de madeira seca e conferem-lhe bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/125/", "verse_text": "veṇu dhṛṣṭa-puruṣa hañā, puruṣādhara piyā piyā,\n\ngopī-gaṇe jānāya nija-pāna\n\n'aho śuna, gopī-gaṇa, bale piṅo tomāra dhana,\n\ntomāra yadi thāke abhimāna", "devanagari": "> বেণু ধৃষ্ট-পুরুষ হঞা, পুরুষাধর পিয়া পিয়া,\n> গোপীগণে জানায় নিজ-পান ।\n> ‘অহো শুন, গোপীগণ, বলে পিঙো তোমার ধন,\n> তোমার যদি থাকে অভিমান ॥১২৫॥", "synonyms": "*veṇu*—a flauta; *dhṛṣṭa-puruṣa*—um macho astuto; *hañā*—sendo; *puruṣa-adhara*—os lábios do macho; *piyā piyā*—bebendo e bebendo; *gopī-gaṇe*—às gopīs; *jānāya*—informa; *nija-pāna*—de sua própria bebida; *aho*—ó; *śuna*—ouvi; *gopī-gaṇa*—gopīs; *bale*—diz; *piṅo*—bebei; *tomāra*—vossa; *dhana*—propriedade; *tomāra*—vosso; *yadi*—se; *thāke*—há; *abhimāna*—orgulho.", "translation": "**\"Essa flauta é um macho muito astuto que bebe repetidas vezes o sabor dos lábios de outro macho. Ela apregoa suas qualidades e diz às gopīs: 'Ó gopīs, se estais tão orgulhosas de serdes mulheres, vinde e desfrutai de vossa propriedade — o néctar dos lábios da Suprema Personalidade de Deus.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/126/", "verse_text": "tabe more krodha kari;, lajjā bhaya, dharma, chāḍi',\n\nchāḍi' dimu, kara āsi' pāna\n\nnahe pimu nirantara, tomāya mora nāhika ḍara,\n\nanye dekhoṅ tṛṇera samāna", "devanagari": "> তবে মোরে ক্রোধ করি’, লজ্জা, ভয়, ধর্ম, ছাড়ি’,\n> ছাড়ি’ দিমু, কর আসি’ পান ।\n> নহে পিমু নিরন্তর, তোমায় মোর নাহিক ডর,\n> অন্যে দেখোঁ তৃণের সমান ॥১২৬॥", "synonyms": "*tabe*—então; *more*—a Mim; *krodha kari'*—irritando-se; *lajjā*—a vergonha; *bhaya*—o medo; *dharma*—a religião; *chāḍi'*—abandonando; *chāḍi'*—abandonando; *dimu*—eu darei; *kara āsi' pāna*—vem beber; *nahe*—não; *pimu*—eu beberei; *nirantara*—continuamente; *tomāya*—de Ti; *mora*—meu; *nāhika*—não há; *ḍara*—medo; *anye*—os outros; *dekhoṅ*—vejo; *tṛṇera samāna*—iguais à palha.", "translation": "**\"Em seguida, a flauta disse-Me com ira: 'Abandona Tua vergonha, Teu medo e Tua religião e vem beber os lábios de Kṛṣṇa. Com essa condição, abandonarei meu apego por eles. Se, porém, não abandonares Tua vergonha e Teu medo, eu beberei continuamente o néctar dos lábios de Kṛṣṇa. Tenho um pouco de medo, pois Tu também tens o direito de beber esse néctar, mas, quanto às outras, considero-as iguais à palha.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/127/", "verse_text": "adharāmṛta nija-svare, sañcāriyā sei bale,\n\nākarṣaya trijagat-jana\n\nāmarā dharma-bhaya kari', rahi' yadi dhairya dhari',\n\ntabe āmāya kare viḍambana", "devanagari": "> অধরামৃত নিজ-স্বরে, সঞ্চারিয়া সেই বলে,\n> আকর্ষয় ত্রিজগৎ-জন ।\n> আমরা ধর্ম-ভয় করি’, রহি’ যদি ধৈর্য ধরি’,\n> তবে আমায় করে বিড়ম্বন ॥১২৭॥", "synonyms": "*adhara-amṛta*—o néctar dos lábios; *nija-svare*—com a vibração da flauta; *sañcāriyā*—combinando; *sei*—essa; *bale*—pela força; *ākarṣaya*—atrai; *tri-jagat-jana*—as pessoas dos três mundos; *āmarā*—nós; *dharma*—a religião; *bhaya*—o medo; *kari'*—por causa de; *rahi'*—permanecendo; *yadi*—se; *dhairya dhari'*—mantendo a paciência; *tabe*—então; *āmāya*—a nós; *kare viḍambana*—critica.", "translation": "**\"O néctar dos lábios de Kṛṣṇa, combinado com a vibração de Sua flauta, atrai todas as pessoas dos três mundos. No entanto, se nós, gopīs, permanecemos pacientes por respeito aos princípios religiosos, a flauta então nos critica.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/128/", "verse_text": "nīvi khasāya guru-āge, lajjā-dharma karāya tyāge,\n\nkeśe dhari' yena lañā yāya\n\nāni' karāya tomāra dāsī, śuni' loka kare hāsi',\n\nei-mata nārīre nācāya", "devanagari": "> নীবি খসায় গুরু-আগে, লজ্জা-ধর্ম করায় ত্যাগে,\n> কেশে ধরি’ যেন লঞা যায় ।\n> আনি’ করায় তোমার দাসী, শুনি’ লোক করে হাসি,\n> এইমত নারীরে নাচায় ॥১২৮॥", "synonyms": "*nīvi*—os cintos; *khasāya*—fazem afrouxar; *guru-āge*—diante dos superiores; *lajjā-dharma*—a vergonha e a religião; *karāya*—induzem; *tyāge*—a abandonar; *keśe dhari'*—agarrando pelos cabelos; *yena*—como se; *lañā yāya*—levam-nos embora; *āni'*—trazendo; *karāya*—induzem a tornar-se; *tomāra*—Tuas; *dāsī*—criadas; *śuni'*—ouvindo; *loka*—as pessoas; *kare hāsi'*—riem; *ei-mata*—desta maneira; *nārīre*—as mulheres; *nācāya*—fazem dançar.", "translation": "**\"O néctar de Teus lábios e a vibração de Tua flauta unem-se para afrouxar nossos cintos e induzir-nos a abandonar a vergonha e a religião, mesmo diante de nossos superiores. Como se nos agarrassem pelos cabelos, levam-nos embora à força e entregam-nos a Ti para que nos tornemos Tuas criadas. Ao ouvirem desses incidentes, as pessoas riem de nós. Assim, tornamo-nos completamente subordinadas à flauta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/129/", "verse_text": "śuṣka bāṅśera lāṭhikhāna, eta kare apamāna,\n\nei daśā karila, gosāñi\n\nnā sahi' ki karite pāri, tāhe rahi mauna dhari',\n\ncorāra māke ḍāki' kāndite nāi", "devanagari": "> শুষ্ক বাঁশের লাঠিখান, এত করে অপমান,\n> এই দশা করিল, গোসাঞি ।\n> না সহি’ কি করিতে পারি, তাহে রহি মৌন ধরি’,\n> চোরার মাকে ডাকি’ কান্দিতে নাই ॥১২৯॥", "synonyms": "*śuṣka*—seca; *bāṅśera*—de bambu; *lāṭhi-khāna*—uma vara; *eta*—isto; *kare apamāna*—insulta; *ei*—esta; *daśā*—condição; *karila*—fez; *gosāñi*—o amo; *nā sahi'*—não tolerando; *ki*—o que; *karite pāri*—podemos fazer; *tāhe*—nesse momento; *rahi*—permanecemos; *mauna dhari'*—mantendo silêncio; *corāra*—de um ladrão; *māke*—para a mãe; *ḍāki'*—chamando; *kāndite*—chorar; *nāi*—não é possível.", "translation": "**\"Esta flauta não passa de uma vara seca de bambu, mas torna-se nosso amo e nos insulta de tantas maneiras que nos coloca numa situação difícil. O que podemos fazer senão tolerá-la? A mãe de um ladrão não pode clamar alto por justiça quando o ladrão é punido. Por isso, simplesmente permanecemos em silêncio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/130/", "verse_text": "adharera ei rīti, āra śuna kunīti,\n\nse adhara-sane yāra melā\n\nsei bhakṣya-bhojya-pāna, haya amṛta-samāna,\n\nnāma tāra haya 'kṛṣṇa-phelā'", "devanagari": "> অধরের এই রীতি, আর শুন কুনীতি,\n> সে অধর-সনে যার মেলা ।\n> সেই ভক্ষ্য-ভোজ্য-পান, হয় অমৃত-সমান,\n> নাম তার হয় ‘কৃষ্ণ-ফেলা’ ॥১৩০॥", "synonyms": "*adharera*—dos lábios; *ei*—esta; *rīti*—política; *āra*—outra; *śuna*—ouve; *kunīti*—injustiças; *se*—aqueles; *adhara*—lábios; *sane*—com; *yāra*—dos quais; *melā*—contato; *sei*—aqueles; *bhakṣya*—comestíveis; *bhojya*—alimentos; *pāna*—bebida ou bétel; *haya*—tornam-se; *amṛta-samāna*—como néctar; *nāma*—o nome; *tāra*—deles; *haya*—torna-se; *kṛṣṇa-phelā*—os restos de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Essa é a política desses lábios. Considera só as outras injustiças. Tudo o que toca aqueles lábios — inclusive comida, bebida ou bétel — torna-se exatamente como néctar. Passa, então, a chamar-se kṛṣṇa-phelā, ou os restos deixados por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/131/", "verse_text": "se phelāra eka lava, nā pāya devatā saba,\n\ne dambhe kebā pātiyāya?\n\nbahu-janma puṇya kare, tabe 'sukṛti' nāma dhare,\n\nse 'sukṛte' tāra lava pāya", "devanagari": "> সে ফেলার এক লব, না পায় দেবতা সব,\n> এ দম্ভে কেবা পাতিয়ায় ?\n> বহুজন্ম পুণ্য করে, তবে ‘সুকৃতি’ নাম ধরে,\n> সে ‘সুকৃতে’ তার লব পায় ॥১৩১॥", "synonyms": "*se phelāra*—desses restos; *eka*—uma; *lava*—pequena partícula; *nā pāya*—não obtêm; *devatā*—os semideuses; *saba*—todos; *e dambhe*—este orgulho; *kebā*—quem; *pātiyāya*—pode acreditar; *bahu-janma*—por muitos nascimentos; *puṇya kare*—age piedosamente; *tabe*—então; *sukṛti*—aquele que realiza atividades piedosas; *nāma*—o nome; *dhare*—leva; *se*—esses; *sukṛte*—por atividades piedosas; *tāra*—disso; *lava*—uma fração; *pāya*—pode-se obter.", "translation": "**\"Mesmo após muita oração, os próprios semideuses não conseguem obter sequer uma pequena porção dos restos de tal alimento. Imagina só o orgulho desses restos! Somente uma pessoa que tenha agido piedosamente por muitíssimos nascimentos e que, assim, se tenha tornado devoto pode obter os restos de tal alimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/132/", "verse_text": "kṛṣṇa ye khāya tāmbūla, kahe tāra nāhi mūla,\n\ntāhe āra dambha-paripāṭī\n\ntāra yebā udgāra, tāre kaya 'amṛta-sāra',\n\ngopīra mukha kare 'ālabāṭī'", "devanagari": "> কৃষ্ণ যে খায় তাম্বূল, কহে তার নাহি মূল,\n> তাহে আর দম্ভ-পরিপাটি ।\n> তার যেবা উদ্গার, তারে কয় ‘অমৃতসার’,\n> গোপীর মুখ করে ‘আলবাটি’ ॥১৩২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *ye*—o que; *khāya*—mastiga; *tāmbūla*—o bétel; *kahe*—diz-se; *tāra*—disso; *nāhi*—não há; *mūla*—preço; *tāhe*—acima disso; *āra*—também; *dambha-paripāṭī*—orgulho completo; *tāra*—disso; *yebā*—tudo o que; *udgāra*—sai; *tāre*—isso; *kaya*—chama-se; *amṛta-sāra*—a essência do néctar; *gopīra*—das gopīs; *mukha*—a boca; *kare*—faz; *ālabāṭī*—escarradeira.", "translation": "**\"O bétel mascado por Kṛṣṇa não tem preço, e os restos desse bétel mascado de Sua boca são tidos como a essência do néctar. Quando as gopīs aceitam esses restos, suas bocas tornam-se como Suas escarradeiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/133/", "verse_text": "e-saba--tomāra kuṭināṭi, chāḍa ei paripāṭī,\n\nveṇu-dvāre kāṅhe hara' prāṇa\n\nāpanāra hāsi lāgi', naha nārīra vadha-bhāgī,\n\ndeha' nijādharāmṛta-dāna\"", "devanagari": "> এসব — তোমার কুটিনাটি, ছাড় এই পরিপাটী,\n> বেণুদ্বারে কাঁহে হর’ প্রাণ ।\n> আপনার হাসি লাগি’, নহ নারীর বধভাগী,\n> দেহ’ নিজাধরামৃত-দান ।।” ॥ ১৩৩ ॥", "synonyms": "*e-saba*—todos estes; *tomāra*—Teus; *kuṭināṭi*—truques; *chāḍa*—abandona; *ei*—estas; *paripāṭī*—atividades muito hábeis; *veṇu-dvāre*—por meio da flauta; *kāṅhe*—por que; *hara*—tiras; *prāṇa*—a vida; *āpanāra*—Teu próprio; *hāsi*—rir; *lāgi'*—por causa de; *naha*—não sejas; *nārīra*—de mulheres; *vadha-bhāgī*—responsável por matar; *deha'*—dá, por gentileza; *nija-adhara-amṛta*—o néctar de Teus lábios; *dāna*—caridade.", "translation": "**\"Portanto, meu querido Kṛṣṇa, abandona, por favor, todos os truques que armaste com tanta perícia. Não tentes tirar a vida das gopīs com a vibração de Tua flauta. Por causa de Teu gracejar e rir, Tu Te tornas responsável pela morte de mulheres. Seria melhor que nos satisfizesses, concedendo-nos a caridade do néctar de Teus lábios.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/134/", "verse_text": "kahite kahite prabhura mana phiri' gela\n\nkrodha-aṁśa śānta haila, utkaṇṭhā bāḍila", "devanagari": "> কহিতে কহিতে প্রভুর মন ফিরি’ গেল ।\n> ক্রোধ-অংশ শান্ত হৈল, উৎকণ্ঠা বাড়িল ॥১৩৪॥", "synonyms": "*kahite kahite*—falando e falando; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—mente; *phiri' gela*—mudou; *krodha-aṁśa*—a parte da ira; *śānta haila*—acalmou-se; *utkaṇṭhā*—agitação da mente; *bāḍila*—aumentou.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu falava dessa maneira, Sua mente mudou. Sua ira acalmou-se, mas Sua agitação mental aumentou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/135/", "verse_text": "parama durlabha ei kṛṣṇādharāmṛta\n\ntāhā yei pāya, tāra saphala jīvita", "devanagari": "> পরম দুর্লভ এই কৃষ্ণাধরামৃত ।\n> তাহা যেই পায়, তার সফল জীবিত ॥১৩৫॥", "synonyms": "*parama*—supremamente; *durlabha*—difícil de obter; *ei*—este; *kṛṣṇa*—de Kṛṣṇa; *adhara-amṛta*—o néctar dos lábios; *tāhā*—esse; *yei*—aquele que; *pāya*—obtém; *tāra*—sua; *saphala*—bem-sucedida; *jīvita*—vida.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Este néctar dos lábios de Kṛṣṇa é supremamente difícil de obter, mas, se alguém obtiver um pouco dele, sua vida torna-se bem-sucedida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/136/", "verse_text": "yogya hañā keha karite nā pāya pāna\n\ntathāpi se nirlajja, vṛthā dhare prāṇa", "devanagari": "> যোগ্য হঞা কেহ করিতে না পায় পান ।\n> তথাপি সে নির্লজ্জ, বৃথা ধরে প্রাণ ॥১৩৬॥", "synonyms": "*yogya*—competente; *hañā*—sendo; *keha*—alguém; *karite*—fazer; *nā pāya*—não consegue; *pāna*—beber; *tathāpi*—ainda assim; *se*—essa pessoa; *nirlajja*—desavergonhada; *vṛthā*—inutilmente; *dhare prāṇa*—continua a vida.", "translation": "**\"Quando uma pessoa competente para beber esse néctar não o faz, essa pessoa desavergonhada continua sua vida inutilmente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/137/", "verse_text": "ayogya hañā tāhā keha sadā pāna kare\n\nyogya jana nāhi pāya, lobhe mātra mare", "devanagari": "> অযোগ্য হঞা তাহা কেহ সদা পান করে ।\n> যোগ্য জন নাহি পায়, লোভে মাত্র মরে ॥১৩৭॥", "synonyms": "*ayogya*—inapta; *hañā*—sendo; *tāhā*—esse; *keha*—alguém; *sadā*—sempre; *pāna kare*—bebe; *yogya jana*—a pessoa competente; *nāhi pāya*—não consegue; *lobhe*—por cobiça; *mātra*—simplesmente; *mare*—morre.", "translation": "**\"Há pessoas que são inaptas para beber esse néctar, mas que, não obstante, bebem-no continuamente, ao passo que algumas que são apropriadas nunca o conseguem e, assim, morrem de cobiça.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/138/", "verse_text": "tāte jāni,--kona tapasyāra āche bala\n\nayogyere deoyāya kṛṣṇādharāmṛta-phala", "devanagari": "> তাতে জানি, — কোন তপস্যার আছে বল ।\n> অযোগ্যেরে দেওয়ায় কৃষ্ণাধরামৃত-ফল ॥১৩৮॥", "synonyms": "*tāte*—por isso; *jāni*—posso compreender; *kona*—alguma; *tapasyāra*—de austeridade; *āche*—há; *bala*—força; *ayogyere*—à inapta; *deoyāya*—entrega; *kṛṣṇa-adhara-amṛta*—o néctar dos lábios de Kṛṣṇa; *phala*—o resultado.", "translation": "**\"Deve-se compreender, portanto, que tal pessoa inapta há de ter obtido o néctar dos lábios de Kṛṣṇa graças à força de alguma austeridade.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/139/", "verse_text": "'kaha rāma-rāya, kichu śunite haya mana'\n\nbhāva jāni' paḍe rāya gopīra vacana", "devanagari": "> ‘কহ রাম-রায়, কিছু শুনিতে হয় মন’ ।\n> ভাব জানি’ পড়ে রায় গোপীর বচন ॥১৩৯॥", "synonyms": "*kaha*—fala; *rāma-rāya*—Rāmānanda Rāya; *kichu*—algo; *śunite*—ouvir; *haya mana*—desejo; *bhāva*—a situação; *jāni'*—compreendendo; *paḍe rāya*—Rāmānanda Rāya recita; *gopīra vacana*—as palavras das gopīs.", "translation": "**Mais uma vez, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Rāmānanda Rāya: \"Por favor, dize algo. Desejo ouvir.\" Compreendendo a situação, Rāmānanda Rāya recitou as seguintes palavras das gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/140/", "verse_text": "gopyaḥ kim ācarad ayaṁ kuśalaṁ sma veṇur\n\ndāmodarādhara-sudhām api gopikānām\n\nbhuṅkte svayaṁ yad avaśiṣṭa-rasaṁ hradinyo\n\nhṛṣyat-tvaco 'śru mumucus taravo yathāryāḥ", "devanagari": "> গোপ্যঃ কিমাচরদয়ং কুশলং স্ম বেণু-\n> র্দামোদরাধরসুধামপি গোপিকানাম্ ।\n> ভুঙ্ক্তে স্বয়ং যদবশিষ্টরসং হ্রদিন্যো\n> হৃষ্যত্ত্বচোঽশ্রু মুমুচুস্তরবো যথার্যাঃ ॥১৪০॥", "synonyms": "*gopyaḥ*—ó gopīs; *kim*—que; *ācarat*—realizou; *ayam*—esta; *kuśalam*—atividades auspiciosas; *sma*—certamente; *veṇuḥ*—flauta; *dāmodara*—de Kṛṣṇa; *adhara-sudhām*—o néctar dos lábios; *api*—mesmo; *gopikānām*—que pertence por direito às gopīs; *bhuṅkte*—desfruta; *svayam*—independentemente; *yat*—do qual; *avaśiṣṭa*—remanescente; *rasam*—apenas o sabor; *hradinyaḥ*—os rios; *hṛṣyat*—sentindo-se jubilosos; *tvacaḥ*—cujos corpos; *aśru*—lágrimas; *mumucuḥ*—verteram; *taravaḥ*—as árvores; *yathā*—exatamente como; *āryāḥ*—os antigos antepassados.", "translation": "**\"Minhas queridas gopīs, que atividades auspiciosas a flauta há de ter realizado para desfrutar independentemente do néctar dos lábios de Kṛṣṇa e deixar apenas um sabor para as gopīs, a quem esse néctar de fato pertence? Os antepassados da flauta, os bambuzais, verteram lágrimas de prazer. Sua mãe, o rio em cuja margem o bambu nasceu, sente júbilo, e por isso suas flores de lótus desabrochadas erguem-se como os pelos de seu corpo.\"**", "purport": "Este é um verso citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.21.9) referente a uma conversa que as gopīs tiveram entre si. Quando a estação do outono começou em Vṛndāvana, o Senhor Kṛṣṇa cuidava das vacas e tocava Sua flauta. As gopīs, então, começaram a louvar Kṛṣṇa e a comentar a posição afortunada de Sua flauta."}
{"ref": "cc/antya/16/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/141/", "verse_text": "ei śloka śuni' prabhu bhāvāviṣṭa hañā\n\nutkaṇṭhāte artha kare pralāpa kariyā", "devanagari": "> এই শ্লোক শুনি’ প্রভু ভাবাবিষ্ট হঞা ।\n> উৎকণ্ঠাতে অর্থ করে প্রলাপ করিয়া ॥১৪১॥", "synonyms": "*ei śloka*—este verso; *śuni'*—ouvindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāva-āviṣṭa*—absorto em amor extático; *hañā*—tornando-se; *utkaṇṭhāte*—em agitação da mente; *artha kare*—faz o significado; *pralāpa kariyā*—falando como um louco.", "translation": "**Ao ouvir a recitação deste verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu absorveu-se em amor extático e, com a mente muitíssimo agitada, começou a explicar seu significado como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/142", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/142/", "verse_text": "eho vrajendra-nandana, vrajera kona kanyā-gaṇa,\n\navaśya kariba pariṇaya\n\nse-sambandhe gopī-gaṇa, yāre māne nija-dhana,\n\nse sudhā anyera labhya naya", "devanagari": "> এহো ব্রজেন্দ্রনন্দন, ব্রজের কোন কন্যাগণ,\n> অবশ্য করিব পরিণয় ।\n> সে-সম্বন্ধে গোপীগণ, যারে মানে নিজধন,\n> সে সুধা অন্যের লভ্য নয় ॥১৪২॥", "synonyms": "*eho*—este; *vrajendra-nandana*—o filho de Nanda Mahārāja; *vrajera*—de Vṛndāvana; *kona*—quaisquer; *kanyā-gaṇa*—gopīs; *avaśya*—certamente; *kariba pariṇaya*—desposará; *se-sambandhe*—com relação a isso; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *yāre*—o qual; *māne*—consideram; *nija-dhana*—a propriedade pessoal; *se sudhā*—esse néctar; *anyera*—por outros; *labhya naya*—não é obtenível.", "translation": "**\"Algumas gopīs diziam a outras gopīs: 'Vede só os assombrosos passatempos de Kṛṣṇa, o filho de Vrajendra! Ele certamente desposará todas as gopīs de Vṛndāvana. Por isso, as gopīs sabem com certeza que o néctar dos lábios de Kṛṣṇa é sua própria propriedade e não pode ser desfrutado por mais ninguém.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/143/", "verse_text": "gopī-gaṇa, kaha saba kariyā vicāre\n\nkon tīrtha, kon tapa, kon siddha-mantra-japa,\n\nei veṇu kaila janmāntare?", "devanagari": "> গোপীগণ, কহ সব করিয়া বিচারে ।\n> কোন্ তীর্থ, কোন্ তপ, কোন্ সিদ্ধমন্ত্র-জপ,\n> এই বেণু কৈল জন্মান্তরে ? ১৪৩ ।। ধ্রু ।। ॥১৪৩॥", "synonyms": "*gopī-gaṇa*—ó gopīs; *kaha*—dizei; *saba*—tudo; *kariyā vicāre*—após plena consideração; *kon*—que; *tīrtha*—lugares sagrados; *kon*—que; *tapa*—austeridades; *kon*—que; *siddha-mantra-japa*—cantar de um mantra perfeito; *ei*—esta; *veṇu*—flauta; *kaila*—fez; *janma-antare*—em sua vida passada.", "translation": "**\"Minhas queridas gopīs, considerai plenamente quantas atividades piedosas esta flauta realizou em sua vida passada. Não sabemos que lugares de peregrinação ela visitou, que austeridades ela executou ou que mantra perfeito ela cantou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/144", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/144/", "verse_text": "hena kṛṣṇādhara-sudhā, ye kaila amṛta mudhā,\n\nyāra āśāya gopī dhare prāṇa\n\nei veṇu ayogya ati, sthāvara 'puruṣa-jāti',\n\nsei sudhā sadā kare pāna", "devanagari": "> হেন কৃষ্ণাধর-সুধা, যে কৈল অমৃত মুধা,\n> যার আশায় গোপী ধরে প্রাণ ।\n> এই বেণু অযোগ্য অতি, স্থাবর ‘পুরুষজাতি’,\n> সেই সুধা সদা করে পান ॥১৪৪॥", "synonyms": "*hena*—tal; *kṛṣṇa-adhara*—dos lábios de Kṛṣṇa; *sudhā*—néctar; *ye*—o qual; *kaila*—fez; *amṛta*—néctar; *mudhā*—suplantou; *yāra āśāya*—na esperança do qual; *gopī*—as gopīs; *dhare prāṇa*—continuam a viver; *ei veṇu*—esta flauta; *ayogya*—imprópria; *ati*—completamente; *sthāvara*—morta; *puruṣa-jāti*—pertencente ao sexo masculino; *sei sudhā*—esse néctar; *sadā*—sempre; *kare pāna*—bebe.", "translation": "**\" 'Esta flauta é totalmente imprópria, pois não passa de um pedaço de bambu morto. Ademais, pertence ao sexo masculino. Não obstante, esta flauta está sempre bebendo o néctar dos lábios de Kṛṣṇa, que ultrapassa toda doçura nectárea imaginável. Somente na esperança desse néctar é que as gopīs continuam a viver.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/145", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/145/", "verse_text": "yāra dhana, nā kahe tāre, pāna kare balātkāre,\n\npite tāre ḍākiyā jānāya\n\ntāra tapasyāra phala, dekha ihāra bhāgya-bala,\n\nihāra ucchiṣṭa mahā-jane khāya", "devanagari": "> যার ধন, না কহে তারে, পান করে বলাৎকারে,\n> পিতে তারে ডাকিয়া জানায় ।\n> তার তপস্যার ফল, দেখ ইহার ভাগ্য-বল,\n> ইহার উচ্ছিষ্ট মহাজনে খায় ॥১৪৫॥", "synonyms": "*yāra*—de quem; *dhana*—a propriedade; *nā kahe*—não fala; *tāre*—a elas; *pāna kare*—bebe; *balātkāre*—à força; *pite*—enquanto bebe; *tāre*—a elas; *ḍākiyā*—chamando em voz alta; *jānāya*—informa; *tāra*—suas; *tapasyāra*—de austeridades; *phala*—resultado; *dekha*—vede; *ihāra*—sua; *bhāgya-bala*—força da fortuna; *ihāra*—seus; *ucchiṣṭa*—restos; *mahā-jane*—grandes personalidades; *khāya*—bebem.", "translation": "**\" 'Embora o néctar dos lábios de Kṛṣṇa seja a propriedade absoluta das gopīs, a flauta, que é apenas um pedaço de pau insignificante, bebe à força esse néctar e convida em voz alta as gopīs para que também venham bebê-lo. Imaginai apenas a força das austeridades e da boa fortuna da flauta. Até mesmo os grandes devotos bebem o néctar dos lábios de Kṛṣṇa depois que a flauta o fez.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/146/", "verse_text": "mānasa-gaṅgā, kālindī, bhuvana-pāvanī nadī,\n\nkṛṣṇa yadi tāte kare snāna\n\nveṇura jhuṭādhara-rasa, hañā lobhe paravaśa,\n\nsei kāle harṣe kare pāna", "devanagari": "> মানসগঙ্গা, কালিন্দী, ভুবন-পাবনী নদী,\n> কৃষ্ণ যদি তাতে করে স্নান ।\n> বেণুর ঝুটাধর-রস, হঞা লোভে পরবশ,\n> সেই কালে হর্ষে করে পান ॥১৪৬॥", "synonyms": "*mānasa-gaṅgā*—o Ganges do mundo celestial; *kālindī*—a Yamunā; *bhuvana*—o mundo; *pāvanī*—purificadores; *nadī*—rios; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yadi*—se; *tāte*—neles; *kare snāna*—toma banho; *veṇura*—da flauta; *jhuṭa-adhara-rasa*—restos do suco dos lábios; *hañā*—estando; *lobhe*—pela cobiça; *paravaśa*—dominados; *sei kāle*—nesse momento; *harṣe*—em júbilo; *kare pāna*—bebem.", "translation": "**\" 'Quando Kṛṣṇa toma Seu banho em rios universalmente purificadores como a Yamunā e o Ganges do mundo celestial, as grandes personalidades desses rios, dominadas pela cobiça e cheias de júbilo, bebem os restos do suco nectáreo de Seus lábios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/147/", "verse_text": "e-ta nārī rahu dūre, vṛkṣa saba tāra tīre,\n\ntapa kare para-upakārī\n\nnadīra śeṣa-rasa pāñā, mūla-dvāre ākarṣiyā,\n\nkene piye, bujhite nā pāri", "devanagari": "> এ-ত নারী বহু দূরে, বৃক্ষ সব তার তীরে,\n> তপ করে পর-উপকারী ।\n> নদীর শেষ-রস পাঞা, মূলদ্বারে আকর্ষিয়া,\n> কেনে পিয়ে, বুঝিতে না পারি ॥১৪৭॥", "synonyms": "*e-ta nārī*—estas mulheres; *rahu dūre*—deixando de lado; *vṛkṣa*—as árvores; *saba*—todas; *tāra tīre*—em suas margens; *tapa kare*—executam austeridades; *para-upakārī*—benfeitoras de todas as demais entidades vivas; *nadīra*—dos rios; *śeṣa-rasa*—os restos do suco nectáreo; *pāñā*—obtendo; *mūla-dvāre*—pelas raízes; *ākarṣiyā*—atraindo; *kene*—por que; *piye*—bebem; *bujhite nā pāri*—não conseguimos compreender.", "translation": "**\"Além dos rios, as árvores erguidas nas margens, como grandes ascetas dedicados a atividades de bem-estar para todas as entidades vivas, bebem o néctar dos lábios de Kṛṣṇa, sugando a água do rio com suas raízes. Não conseguimos compreender por que bebem dessa maneira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/148/", "verse_text": "nijāṅkure pulakita, puṣpe hāsya vikasita,\n\nmadhu-miṣe vahe aśru-dhāra\n\nveṇure māni' nija-jāti, āryera yena putra-nāti,\n\n'vaiṣṇava' haile ānanda-vikāra", "devanagari": "> নিজাঙ্কুরে পুলকিত, পুষ্পে হাস্য বিকশিত,\n> মধু-মিষে বহে অশ্রুধার ।\n> বেণুরে মানি’ নিজ-জাতি, আর্যের যেন পুত্র-নাতি,\n> ‘বৈষ্ণব’ হৈলে আনন্দ-বিকার ॥১৪৮॥", "synonyms": "*nija-aṅkure*—por seus brotos; *pulakita*—jubilosas; *puṣpe*—pelas flores; *hāsya*—sorriso; *vikasita*—exibido; *madhu-miṣe*—pelo exsudar de mel; *vahe*—flui; *aśru-dhāra*—torrentes de lágrimas; *veṇure*—a flauta; *māni'*—aceitando; *nija-jāti*—como pertencente à mesma família; *āryera*—dos antepassados; *yena*—como se; *putra-nāti*—filho ou neto; *vaiṣṇava*—um vaiṣṇava; *haile*—quando se torna; *ānanda-vikāra*—transformação de bem-aventurança transcendental.", "translation": "**\"As árvores às margens da Yamunā e do Ganges estão sempre jubilosas. Parecem sorrir com suas flores e verter lágrimas sob a forma de mel a fluir. Assim como os antepassados de um filho ou neto vaiṣṇava sentem bem-aventurança transcendental, as árvores se sentem bem-aventuradas porque a flauta é um membro de sua família.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/149/", "verse_text": "veṇura tapa jāni yabe, sei tapa kari tabe,\n\ne--a yogya, āmarā--yogyā nārī\n\nyā nā pāñā duḥkhe mari, ayogya piye sahite nāri,\n\ntāhā lāgi' tapasyā vicāri", "devanagari": "> বেণুর তপ জানি যবে, সেই তপ করি তবে,\n> এ — অযোগ্য, আমরা — যোগ্যা নারী ।\n> যা না পাঞা দুঃখে মরি, অযোগ্য পিয়ে সহিতে নারি,\n> তাহা লাগি’ তপস্যা বিচারি ॥১৪৯॥", "synonyms": "*veṇura*—da flauta; *tapa*—austeridades; *jāni*—conhecendo; *yabe*—quando; *sei*—aquelas; *tapa*—austeridades; *kari*—executamos; *tabe*—então; *e*—esta (flauta); *ayogya*—imprópria; *āmarā*—nós; *yogyā nārī*—mulheres aptas; *yā*—o qual; *nā pāñā*—não obtendo; *duḥkhe*—em infelicidade; *mari*—morremos; *ayogya*—a mais imprópria; *piye*—bebe; *sahite nāri*—não podemos tolerar; *tāhā lāgi'*—por essa razão; *tapasyā*—austeridades; *vicāri*—estamos considerando.", "translation": "**\"As gopīs ponderaram: 'A flauta é completamente imprópria para sua posição. Queremos saber que tipo de austeridades a flauta executou, para que também possamos executar as mesmas austeridades. Embora a flauta seja imprópria, ela está bebendo o néctar dos lábios de Kṛṣṇa. Ao ver isso, nós, gopīs aptas, estamos morrendo de infelicidade. Por isso, devemos considerar as austeridades pelas quais a flauta passou em sua vida passada.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/150/", "verse_text": "eteka pralāpa kari', premāveśe gaurahari,\n\nsaṅge lañā svarūpa-rāma-rāya\n\nkabhu nāce, kabhu gāya, bhāvāveśe mūrcchā yāya,\n\nei-rūpe rātri-dina yāya", "devanagari": "> এতেক প্রলাপ করি’, প্রেমাবেশে গৌরহরি,\n> সঙ্গে লঞা স্বরূপ রামরায় ।\n> কভু নাচে, কভু গায়, ভাবাবেশে মূর্চ্ছা যায়,\n> এই রূপে রাত্রি-দিন যায় ॥১৫০॥", "synonyms": "*eteka*—tanto; *pralāpa kari'*—falando como um louco; *prema-āveśe*—em amor extático; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saṅge lañā*—levando consigo; *svarūpa-rāma-rāya*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya; *kabhu nāce*—às vezes dança; *kabhu gāya*—às vezes canta; *bhāva-āveśe*—em amor extático; *mūrcchā yāya*—fica inconsciente; *ei-rūpe*—dessa maneira; *rātri-dina*—a noite e o dia inteiros; *yāya*—passa.", "translation": "**Falando assim como um louco, Śrī Caitanya Mahāprabhu encheu-se de emoção extática. Na companhia de Seus dois amigos, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya, ora dançava, ora cantava e ora ficava inconsciente em amor extático. Foi dessa maneira que Śrī Caitanya Mahāprabhu passou Seus dias e noites.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/16/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/16/151/", "verse_text": "svarūpa, rūpa, sanātana, raghunāthera śrī-caraṇa,\n\nśire dhari' kari yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta, amṛta haite parāmṛta,\n\ngāya dīna-hīna kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> স্বরূপ, রূপ, সনাতন, রঘুনাথের শ্রীচরণ,\n> শিরে ধরি’ করি যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত, অমৃত হৈতে পরামৃত,\n> গায় দীনহীন কৃষ্ণদাস ॥১৫১॥", "synonyms": "*svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *sanātana*—Sanātana Gosvāmī; *raghunāthera*—de Raghunātha dāsa Gosvāmī; *śrī-caraṇa*—os pés de lótus; *śire*—sobre a cabeça; *dhari'*—colocando; *kari yāra āśa*—esperando a misericórdia deles; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *amṛta haite*—do que o néctar; *para-amṛta*—mais nectáreo; *gāya*—canta; *dīna-hīna*—o mais miserável; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Esperando a misericórdia de Svarūpa, Rūpa, Sanātana e Raghunātha dāsa, e colocando seus pés de lótus sobre minha cabeça, eu, o mais caído Kṛṣṇadāsa, continuo a cantar a epopeia do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, que é mais doce do que o néctar da bem-aventurança transcendental.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Sexto Capítulo, que descreve o néctar que flui dos lábios de lótus de Śrī Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/17/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/1/", "verse_text": "likhyate śrīla-gaurendor\natyadbhutam alaukikam\nyair dṛṣṭaṁ tan-mukhāc chrutvā\ndivyonmāda-viceṣṭitam", "devanagari": "> লিখ্যতে শ্রীল-গৌরেন্দোরত্যদ্ভুতমলৌকিকম্ ।\n> যৈর্দৃষ্টং তন্মুখাচ্ছ্রুত্বা দিব্যোন্মাদ-বিচেষ্টিতম্ ॥১॥", "synonyms": "*likhyate*—estão sendo escritas; *śrīla*—opulentíssimo; *gaura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *indoḥ*—semelhante à lua; *ati*—muito; *adbhutam*—maravilhosas; *alaukikam*—incomuns; *yaiḥ*—por quem; *dṛṣṭam*—vistas pessoalmente; *tat-mukhāt*—de suas bocas; *śrutvā*—após ouvir; *divya-unmāda*—em loucura transcendental; *viceṣṭitam*—atividades.", "translation": "**Limito-me a tentar escrever sobre as atividades transcendentais e a loucura espiritual do Senhor Gauracandra, que são extremamente maravilhosas e incomuns. Ouso escrever sobre elas apenas porque as ouvi das bocas daqueles que viram pessoalmente as atividades do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! Todas as glórias a todos os devotos do Senhor!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/3/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu rātri-divase\nunmādera ceṣṭā, pralāpa kare premāveśe", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু রাত্রি-দিবসে ।\n> উন্মাদের চেষ্টা, প্রলাপ করে প্রেমাবেশে ॥৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rātri-divase*—noite e dia; *unmādera*—de um louco; *ceṣṭā*—atividades; *pralāpa kare*—fala insanamente; *prema-āveśe*—em amor extático.", "translation": "**Absorto em êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu agia e falava como um louco dia e noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/4/", "verse_text": "eka-dina prabhu svarūpa-rāmānanda-saṅge\nardha-rātri goṅāilā kṛṣṇa-kathā-raṅge", "devanagari": "> একদিন প্রভু স্বরূপ-রামানন্দ-সঙ্গে ।\n> অর্ধরাত্রি গোঙাইলা কৃষ্ণকথা-রঙ্গে ॥৪॥", "synonyms": "*eka-dina*—certo dia; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *svarūpa-rāmānanda-saṅge*—com Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya; *ardha-rātri*—metade da noite; *goṅāilā*—passou; *kṛṣṇa-kathā*—de discutir os passatempos de Kṛṣṇa; *raṅge*—no assunto.", "translation": "**Na companhia de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e de Rāmānanda Rāya, Śrī Caitanya Mahāprabhu certa vez passou metade da noite a falar sobre os passatempos do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/5/", "verse_text": "yabe yei bhāva prabhura karaye udaya\nbhāvānurūpa gīta gāya svarūpa-mahāśaya", "devanagari": "> যবে যেই ভাব প্রভুর করয়ে উদয় ।\n> ভাবানুরূপ গীত গায় স্বরূপ-মহাশয় ॥৫॥", "synonyms": "*yabe*—sempre que; *yei*—qualquer que seja; *bhāva*—êxtase; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karaye udaya*—surge; *bhāva-anurūpa*—condizente com a emoção; *gīta*—canção; *gāya*—canta; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *mahāśaya*—a grande personalidade.", "translation": "**Enquanto falavam de Kṛṣṇa, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī cantava canções exatamente adequadas às emoções transcendentais de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/6/", "verse_text": "vidyāpati, caṇḍīdāsa, śrī-gīta-govinda\nbhāvānurūpa śloka paḍena rāya-rāmānanda", "devanagari": "> বিদ্যাপতি, চণ্ডীদাস, শ্রীগীতগোবিন্দ ।\n> ভাবানুরূপ শ্লোক পড়েন রায়-রামানন্দ ॥৬॥", "synonyms": "*vidyāpati*—o autor Vidyāpati; *caṇḍīdāsa*—o autor Caṇḍīdāsa; *śrī-gīta-govinda*—o famoso livro de Jayadeva Gosvāmī; *bhāva-anurūpa*—de acordo com a emoção extática; *śloka*—versos; *paḍena*—recita; *rāya-rāmānanda*—Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Rāmānanda Rāya citava versos dos livros de Vidyāpati e de Caṇḍīdāsa, e especialmente do Gīta-govinda de Jayadeva Gosvāmī, para complementar o êxtase de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/7/", "verse_text": "madhye madhye āpane prabhu śloka paḍiyā\nślokera artha karena prabhu vilāpa kariyā", "devanagari": "> মধ্যে মধ্যে আপনে প্রভু শ্লোক পড়িয়া ।\n> শ্লোকের অর্থ করেন প্রভু বিলাপ করিয়া ॥৭॥", "synonyms": "*madhye madhye*—a intervalos; *āpane*—pessoalmente; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śloka*—um verso; *paḍiyā*—recitando; *ślokera*—do verso; *artha*—significado; *karena*—dá; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vilāpa kariyā*—lamentando-se.", "translation": "**A intervalos, Śrī Caitanya Mahāprabhu também recitava um verso. Então, em grande lamentação, Ele o explicava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/8/", "verse_text": "ei-mate nānā-bhāve ardha-rātri haila\ngosāñire śayana karāi' duṅhe ghare gela", "devanagari": "> এইমতে নানাভাবে অর্ধরাত্রি হৈল ।\n> গোসাঞিরে শয়ন করাই’ দুঁহে ঘরে গেল ॥৮॥", "synonyms": "*ei-mate*—desta maneira; *nānā-bhāve*—em variedades de emoções; *ardha-rātri*—metade da noite; *haila*—passou; *gosāñire*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śayana karāi'*—fazendo-O deitar-se; *duṅhe*—ambos; *ghare gela*—foram para casa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu passou metade da noite experimentando variedades de emoções. Por fim, depois de fazerem o Senhor deitar-se em Seu leito, tanto Svarūpa Dāmodara como Rāmānanda Rāya retornaram a seus lares.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/9/", "verse_text": "gambhīrāra dvāre govinda karilā śayana\nsaba-rātri prabhu karena ucca-saṅkīrtana", "devanagari": "> গম্ভীরার দ্বারে গোবিন্দ করিলা শয়ন ।\n> সবরাত্রি প্রভু করেন উচ্চসঙ্কীর্তন ॥৯॥", "synonyms": "*gambhīrāra*—do quarto de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dvāre*—à porta; *govinda*—Seu servo pessoal; *karilā śayana*—deitou-se; *saba-rātri*—a noite toda; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *karena*—realiza; *ucca-saṅkīrtana*—canto em voz alta.", "translation": "**O servo pessoal de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Govinda, deitou-se à porta de Seu quarto, e o Senhor cantou o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa em voz muito alta durante toda a noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/10/", "verse_text": "ācambite śunena prabhu kṛṣṇa-veṇu-gāna\nbhāvāveśe prabhu tāhāṅ karilā prayāṇa", "devanagari": "> আচম্বিতে শুনেন প্রভু কৃষ্ণবেণু-গান ।\n> ভাবাবেশে প্রভু তাহাঁ করিলা প্রয়াণ ॥১০॥", "synonyms": "*ācambite*—de repente; *śunena*—ouve; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-veṇu*—da flauta de Kṛṣṇa; *gāna*—a vibração; *bhāva-āveśe*—em emoção extática; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāhāṅ*—para lá; *karilā prayāṇa*—partiu.", "translation": "**De repente, Śrī Caitanya Mahāprabhu ouviu a vibração da flauta de Kṛṣṇa. Então, em êxtase, Ele começou a partir para ver o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/11/", "verse_text": "tina-dvāre kapāṭa aiche āche ta' lāgiyā\nbhāvāveśe prabhu gelā bāhira hañā", "devanagari": "> তিনদ্বারে কপাট ঐছে আছে ত’ লাগিয়া ।\n> ভাবাবেশে প্রভু গেলা বাহির হঞা ॥১১॥", "synonyms": "*tina-dvāre*—em três portas; *kapāṭa*—as portas; *aiche*—como antes; *āche*—estão; *ta' lāgiyā*—fechadas; *bhāva-āveśe*—em emoção extática; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gelā*—foi; *bāhira*—para fora; *hañā*—estando.", "translation": "**Todas as três portas estavam trancadas como de costume, mas Śrī Caitanya Mahāprabhu, em grande êxtase, ainda assim saiu do quarto e deixou a casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/12/", "verse_text": "siṁha-dvāra-dakṣiṇe āche tailaṅgī-gābhī-gaṇa\ntāhāṅ yāi' paḍilā prabhu hañā acetana", "devanagari": "> সিংহদ্বার-দক্ষিণে আছে তৈলঙ্গী-গাভীগণ ।\n> তাঁহা যাই’ পড়িলা প্রভু হঞা অচেতন ॥১২॥", "synonyms": "*siṁha-dvāra*—do portão chamado Siṁha-dvāra; *dakṣiṇe*—no lado sul; *āche*—há; *tailaṅgī-gābhī-gaṇa*—vacas pertencentes ao distrito de Tailaṅga; *tāhāṅ*—lá; *yāi'*—indo; *paḍilā*—caiu; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hañā acetana*—ficando inconsciente.", "translation": "**Ele foi a um estábulo no lado sul do Siṁha-dvāra. Ali o Senhor caiu inconsciente em meio a vacas do distrito de Tailaṅga.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/13/", "verse_text": "ethā govinda mahāprabhura śabda nā pāñā\nsvarūpere bolāila kapāṭa khuliyā", "devanagari": "> এথা গোবিন্দ মহাপ্রভুর শব্দ না পাঞা ।\n> স্বরূপেরে বোলাইল কপাট খুলিয়া ॥১৩॥", "synonyms": "*ethā*—aqui; *govinda*—Govinda; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śabda*—som; *nā pāñā*—não obtendo; *svarūpere*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *bolāila*—chamou; *kapāṭa*—as portas; *khuliyā*—abrindo.", "translation": "**Enquanto isso, ao não ouvir nenhum som de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Govinda imediatamente mandou chamar Svarūpa Dāmodara e abriu as portas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/14/", "verse_text": "tabe svarūpa-gosāñi saṅge lañā bhakta-gaṇa\ndeuṭi jvāliyā karena prabhura anveṣaṇa", "devanagari": "> তবে স্বরূপ-গোসাঞি সঙ্গে লঞা ভক্তগণ ।\n> দেউটি জ্বালিয়া করেন প্রভুর অন্বেষণ ॥১৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *saṅge*—consigo; *lañā*—levando; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *deuṭi*—tocha; *jvāliyā*—acendendo; *karena*—faz; *prabhura*—por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *anveṣaṇa*—busca.", "translation": "**Então Svarūpa Dāmodara Gosvāmī acendeu uma tocha e saiu com todos os devotos em busca de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/15/", "verse_text": "iti-uti anveṣiyā siṁha-dvāre gelā\ngābhī-gaṇa-madhye yāi' prabhure pāilā", "devanagari": "> ইতি-উতি অন্বেষিয়া সিংহদ্বারে গেলা ।\n> গাভীগণ মধ্যে যাই’ প্রভুরে পাইলা ॥১৫॥", "synonyms": "*iti-uti*—aqui e ali; *anveṣiyā*—buscando; *siṁha-dvāre*—ao portão chamado Siṁha-dvāra; *gelā*—foram; *gābhī-gaṇa-madhye*—em meio às vacas; *yāi'*—indo; *prabhure pāilā*—encontraram Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Após buscarem aqui e ali, finalmente chegaram ao estábulo perto do Siṁha-dvāra. Ali viram Śrī Caitanya Mahāprabhu deitado inconsciente em meio às vacas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/16/", "verse_text": "peṭera bhitara hasta-pada--kūrmera ākāra\n\nmukhe phena, pulakāṅga, netre aśru-dhāra", "devanagari": "> পেটের ভিতর হস্ত-পদ — কূর্মের আকার ।\n> মুখে ফেন, পুলকাঙ্গ, নেত্রে অশ্রুধার ॥১৬॥", "synonyms": "*peṭera*—o abdômen; *bhitara*—dentro; *hasta-pada*—os braços e as pernas; *kūrmera ākāra*—assim como os de uma tartaruga; *mukhe*—na boca; *phena*—espuma; *pulaka-aṅga*—arrepios pelo corpo; *netre*—nos olhos; *aśru-dhāra*—um fluxo de lágrimas.", "translation": "**Seus braços e Suas pernas haviam entrado no tronco de Seu corpo, exatamente como os de uma tartaruga. Sua boca espumava, havia arrepios por Seu corpo e lágrimas fluíam de Seus olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/17/", "verse_text": "acetana paḍiyāchena,--yena kuṣmāṇḍa-phala\n\nbāhire jaḍimā, antare ānanda-vihvala", "devanagari": "> অচেতন পড়িয়াছেন, — যেন কুষ্মাণ্ড-ফল ।\n> বাহিরে জড়িমা, অন্তরে আনন্দ-বিহ্বল ॥১৭॥", "synonyms": "*acetana*—inconsciente; *paḍiyāchena*—estava deitado; *yena*—como se; *kuṣmāṇḍa-phala*—uma abóbora; *bāhire*—externamente; *jaḍimā*—inércia completa; *antare*—internamente; *ānanda-vihvala*—dominado por bem-aventurança transcendental.", "translation": "**Enquanto o Senhor jazia ali inconsciente, Seu corpo lembrava uma grande abóbora. Externamente, Ele estava completamente inerte, mas internamente sentia uma avassaladora bem-aventurança transcendental.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/18/", "verse_text": "gābhī saba caudike śuṅke prabhura śrī-aṅga\n\ndūra kaile nāhi chāḍe prabhura śrī-aṅga-saṅga", "devanagari": "> গাভী সব চৌদিকে শুঁকে প্রভুর শ্রীঅঙ্গ ।\n> দূর কৈলে নাহি ছাড়ে প্রভুর শ্রীঅঙ্গ-সঙ্গ ॥১৮॥", "synonyms": "*gābhī*—vacas; *saba*—todas; *cau-dike*—ao redor; *śuṅke*—farejam; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-aṅga*—o corpo transcendental; *dūra kaile*—se são afastadas; *nāhi chāḍe*—não abandonam; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-aṅga-saṅga*—a associação com o corpo transcendental.", "translation": "**Todas as vacas ao redor do Senhor farejavam Seu corpo transcendental. Quando os devotos tentavam contê-las, elas se recusavam a abandonar a associação com o corpo transcendental de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/19/", "verse_text": "aneka karilā yatna, nā haya cetana\n\nprabhure uṭhāñā ghare ānilā bhakta-gaṇa", "devanagari": "> অনেক করিলা যত্ন, না হয় চেতন ।\n> প্রভুরে উঠাইয়া ঘরে আনিলা ভক্তগণ ॥১৯॥", "synonyms": "*aneka*—muitos; *karilā*—fizeram; *yatna*—esforços; *nā haya*—não houve; *cetana*—consciência; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhāñā*—erguendo; *ghare*—para casa; *ānilā*—trouxeram; *bhakta-gaṇa*—os devotos.", "translation": "**Os devotos tentaram despertar o Senhor por vários meios, mas Sua consciência não retornava. Por isso, todos eles O ergueram e O trouxeram de volta para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/20/", "verse_text": "ucca kari' śravaṇe kare nāma-saṅkīrtana\n\naneka-kṣaṇe mahāprabhu pāilā cetana", "devanagari": "> উচ্চ করি’ শ্রবণে করে নামসঙ্কীর্তন ।\n> অনেকক্ষণে মহাপ্রভু পাইলা চেতন ॥২০॥", "synonyms": "*ucca kari'*—muito alto; *śravaṇe*—aos ouvidos; *kare*—realizam; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome; *aneka-kṣaṇe*—após um tempo considerável; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāilā cetana*—recuperou a consciência.", "translation": "**Todos os devotos começaram a cantar o mantra Hare Kṛṣṇa muito alto e, após um tempo considerável, Śrī Caitanya Mahāprabhu recuperou a consciência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/21/", "verse_text": "cetana ha-ile hasta-pāda bāhire āila\n\npūrvavat yathā-yogya śarīra ha-ila", "devanagari": "> চেতন হইলে হস্ত-পাদ বাহিরে আইল ।\n> পূর্ববৎ যথাযোগ্য শরীর হইল ॥২১॥", "synonyms": "*cetana ha-ile*—quando houve consciência; *hasta-pāda*—os braços e as pernas; *bāhire*—para fora; *āila*—vieram; *pūrvavat*—como antes; *yathā-yogya*—em perfeita ordem; *śarīra*—o corpo; *ha-ila*—ficou.", "translation": "**Quando Ele recuperou a consciência, Seus braços e Suas pernas saíram de Seu corpo, e todo o Seu corpo voltou ao normal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/22/", "verse_text": "uṭhiyā vasilena prabhu, cāhena iti-uti\n\nsvarūpe kahena,--\"tumi āmā ānilā kati?", "devanagari": "> উঠিয়া বসিলেন প্রভু, চাহেন ইতি-উতি ।\n> স্বরূপে কহেন, — “তুমি আমা আনিলা কতি ? ॥ ২২ ॥", "synonyms": "*uṭhiyā*—levantando-se; *vasilena*—sentou-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *cāhena*—olha; *iti-uti*—de um lado para outro; *svarūpe*—a Svarūpa Dāmodara; *kahena*—diz; *tumi*—você; *āmā*—a Mim; *ānilā*—trouxe; *kati*—onde.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu levantou-se e em seguida sentou-se novamente. Olhando de um lado para outro, Ele perguntou a Svarūpa Dāmodara: \"Para onde Me trouxeste?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/23/", "verse_text": "veṇu-śabda śuni' āmi gelāṅa vṛndāvana\n\ndekhi,--goṣṭhe veṇu bājāya vrajendra-nandana", "devanagari": "> বেণু-শব্দ শুনি’ আমি গেলাঙ বৃন্দাবন ।\n> দেখি, — গোষ্ঠে বেণু বাজায় ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥২৩॥", "synonyms": "*veṇu-śabda*—a vibração da flauta; *śuni'*—após ouvir; *āmi*—Eu; *gelāṅa*—fui; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *dekhi*—Eu vi; *goṣṭhe*—no campo de pastagem; *veṇu*—a flauta; *bājāya*—tocava; *vrajendra-nandana*—Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"Após ouvir a vibração de uma flauta, Eu fui a Vṛndāvana, e ali vi que Kṛṣṇa, o filho de Mahārāja Nanda, tocava Sua flauta nos campos de pastagem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/24/", "verse_text": "saṅketa-veṇu-nāde rādhā āni' kuñja-ghare\n\nkuñjere calilā kṛṣṇa krīḍā karibāre", "devanagari": "> সঙ্কেত-বেণু-নাদে রাধা আনি’ কুঞ্জঘরে ।\n> কুঞ্জেরে চলিলা কৃষ্ণ ক্রীড়া করিবারে ॥২৪॥", "synonyms": "*saṅketa-veṇu-nāde*—pelo sinal da vibração da flauta; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *āni'*—trazendo; *kuñja-ghare*—a um caramanchão; *kuñjere*—dentro do caramanchão; *calilā*—entrou; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *krīḍā karibāre*—para realizar passatempos.", "translation": "**\"Ele trouxe Śrīmatī Rādhārāṇī a um caramanchão sinalizando com Sua flauta. Depois, Ele entrou naquele caramanchão para realizar passatempos com Ela.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/25/", "verse_text": "tāṅra pāche pāche āmi karinu gamana\n\ntāṅra bhūṣā-dhvanite āmāra harila śravaṇa", "devanagari": "> তাঁর পাছে পাছে আমি করিনু গমন ।\n> তাঁর ভূষা-ধ্বনিতে আমার হরিল শ্রবণ ॥২৫॥", "synonyms": "*tāṅra pāche pāche*—logo atrás Dele; *āmi*—Eu; *karinu gamana*—fui; *tāṅra*—Seus; *bhūṣā-dhvanite*—pelo som dos ornamentos; *āmāra*—Meus; *harila*—ficaram cativados; *śravaṇa*—ouvidos.", "translation": "**\"Entrei no caramanchão logo atrás de Kṛṣṇa, com Meus ouvidos cativados pelo som de Seus ornamentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/26/", "verse_text": "gopī-gaṇa-saha vihāra, hāsa, parihāsa\n\nkaṇṭha-dhvani-ukti śuni' mora karṇollāsa", "devanagari": "> গোপীগণ-সহ বিহার, হাস, পরিহাস ।\n> কণ্ঠধ্বনি-উক্তি শুনি’ মোর কর্ণোল্লাস ॥২৬॥", "synonyms": "*gopī-gaṇa-saha*—com as gopīs; *vihāra*—passatempos; *hāsa*—rindo; *pari-hāsa*—brincando; *kaṇṭha-dhvani-ukti*—expressões vocais; *śuni'*—ouvindo; *mora*—Meus; *karṇa-ullāsa*—o júbilo dos ouvidos.", "translation": "**\"Vi Kṛṣṇa e as gopīs desfrutando de toda espécie de passatempos, rindo e brincando juntos. Ouvir suas expressões vocais intensificava a alegria de Meus ouvidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/27/", "verse_text": "hena-kāle tumi-saba kolāhala kari'\n\nāmā iṅhā lañā āilā balātkāra kari'", "devanagari": "> হেনকালে তুমি-সব কোলাহল করি’ ।\n> আমা ইঁহা লঞা আইলা বলাৎকার করি’ ॥২৭॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *tumi-saba*—todos vós; *kolāhala kari'*—fazendo um som tumultuoso; *āmā*—a Mim; *iṅhā*—aqui; *lañā āilā*—trouxestes de volta; *balātkāra kari'*—à força.", "translation": "**\"Justamente nesse momento, todos vós fizestes um som tumultuoso e Me trouxestes de volta para cá à força.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/28/", "verse_text": "śunite nā pāinu sei amṛta-sama vāṇī\n\nśunite nā pāinu bhūṣaṇa-muralīra dhvani\"", "devanagari": "> শুনিতে না পাইনু সেই অমৃতসম বাণী ।\n> শুনিতে না পাইনু ভূষণ-মুরলীর ধ্বনি ।।” ॥ ২৮ ॥", "synonyms": "*śunite nā pāinu*—não pude ouvir; *sei*—aquelas; *amṛta-sama*—exatamente como néctar; *vāṇī*—vozes; *śunite nā pāinu*—não pude ouvir; *bhūṣaṇa*—dos ornamentos; *muralīra*—da flauta; *dhvani*—a vibração.", "translation": "**\"Por me terdes trazido de volta para cá, já não pude ouvir as vozes nectáreas de Kṛṣṇa e das gopīs, nem pude ouvir os sons de seus ornamentos ou da flauta.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/29/", "verse_text": "bhāvāveśe svarūpe kahena gadgada-vāṇī\n\n'karṇa tṛṣṇāya mare, paḍa rasāyana, śuni'", "devanagari": "> ভাবাবেশে স্বরূপে কহেন গদ্গদ-বাণী ।\n> ‘কর্ণ তৃষ্ণায় মরে, পড় রসায়ন, শুনি ।।’ ॥ ২৯ ॥", "synonyms": "*bhāva-āveśe*—em grande êxtase; *svarūpe*—a Svarūpa Dāmodara; *kahena*—diz; *gadgada-vāṇī*—com voz embargada; *karṇa*—os ouvidos; *tṛṣṇāya*—de sede; *mare*—morrem; *paḍa*—recita; *rasa-āyana*—algo deleitável; *śuni'*—deixa-Me ouvir.", "translation": "**Em grande êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Svarūpa Dāmodara com voz embargada: \"Meus ouvidos morrem de sede. Por favor, recita algo para saciar essa sede. Deixa-Me ouvir.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/30/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi prabhura bhāva jāniyā\n\nbhāgavatera śloka paḍe madhura kariyā", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি প্রভুর ভাব জানিয়া ।\n> ভাগবতের শ্লোক পড়ে মধুর করিয়া ॥৩০॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāva*—a emoção; *jāniyā*—compreendendo; *bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *śloka*—um verso; *paḍe*—recita; *madhura kariyā*—com voz doce.", "translation": "**Compreendendo as emoções extáticas de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Svarūpa Dāmodara, com voz doce, recitou o seguinte verso do *Śrīmad-Bhāgavatam*.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/31/", "verse_text": "kā stry aṅga te kala-padāmṛta-veṇu-gīta-\n\nsammohitārya-caritān na calet trilokyām\n\ntrailokya-saubhagam idaṁ ca nirīkṣya rūpaṁ\n\nyad go-dvija-druma-mṛgāḥ pulakāny abibhran", "devanagari": "> কাস্ত্র্যঙ্গ তে কলপদামৃতবেণুগীত-\n> সম্মোহিতার্যচরিতান্ন চলেত্ ত্রিলোক্যাম্ ।\n> ত্রৈলোক্য-সৌভগমিদঞ্চ নিরীক্ষ্য রূপং\n> যদ্গোদ্বিজদ্রুমমৃগাঃ পুলকান্যবিভ্রন্ ॥৩১॥", "synonyms": "*kā*—que; *strī*—mulher; *aṅga*—ó Kṛṣṇa; *te*—de Ti; *kala-pada*—pelos ritmos; *amṛta-veṇu-gīta*—das doces canções da flauta; *sammohitā*—sendo cativada; *ārya-caritāt*—da senda da castidade segundo a civilização Védica; *na*—não; *calet*—desviar-se-ia; *tri-lokyām*—nos três mundos; *trai-lokya-saubhagam*—que é a fortuna dos três mundos; *idam*—esta; *ca*—e; *nirīkṣya*—observando; *rūpam*—beleza; *yat*—a qual; *go*—as vacas; *dvija*—as aves; *druma*—as árvores; *mṛgāḥ*—os animais da floresta, como os veados; *pulakāni*—júbilo transcendental; *abibhran*—manifestaram.", "translation": "**\"'Meu querido Senhor Kṛṣṇa, onde está, dentro dos três mundos, a mulher que não possa ser cativada pelos ritmos das doces canções que provêm de Tua maravilhosa flauta? Quem não cairia, desse modo, da senda da castidade? Tua beleza é a mais sublime dentro dos três mundos. Ao contemplarem Tua beleza, até mesmo as vacas, as aves, os animais e as árvores da floresta ficam estupefatos de júbilo.'**", "purport": "Este verso é do Śrīmad-Bhāgavatam (10.29.40)."}
{"ref": "cc/antya/17/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/32/", "verse_text": "śuni' prabhu gopī-bhāve āviṣṭa ha-ilā\n\nbhāgavatera ślokera artha karite lāgilā", "devanagari": "> শুনি’ প্রভু গোপীভাবে আবিষ্ট হইলা ।\n> ভাগবতের শ্লোকের অর্থ করিতে লাগিলা ॥৩২॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gopī-bhāve*—na emoção das gopīs; *āviṣṭa ha-ilā*—ficou dominado; *bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *ślokera*—do verso; *artha*—o significado; *karite lāgilā*—começou a explicar.", "translation": "**Ao ouvir este verso, Śrī Caitanya Mahāprabhu, dominado pelo êxtase das gopīs, começou a explicá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/33/", "verse_text": "haila gopī-bhāvāveśa, kaila rāse paraveśa,\n\nkṛṣṇera śuni' upekṣā-vacana\n\nkṛṣṇera mukha-hāsya-vāṇī, tyāge tāhā satya māni',\n\nroṣe kṛṣṇe dena olāhana", "devanagari": "> হৈল গোপী-ভাবাবেশ, কৈল রাসে পরবেশ,\n> কৃষ্ণের শুনি’ উপেক্ষা-বচন ।\n> কৃষ্ণের মুখ-হাস্য-বাণী, ত্যাগে তাহা সত্য মানি’,\n> রোষে কৃষ্ণে দেন ওলাহন ॥৩৩॥", "synonyms": "*haila*—houve; *gopī*—das gopīs; *bhāva-āveśa*—emoção extática; *kaila*—fizeram; *rāse*—na dança da rāsa; *paraveśa*—entrada; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śuni'*—ouvindo; *upekṣā-vacana*—as palavras de negligência; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mukha*—rosto; *hāsya*—sorridente; *vāṇī*—falar; *tyāge*—renunciar; *tāhā*—isso; *satya māni'*—tomando como um fato; *roṣe*—com ira; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *dena*—dão; *olāhana*—reprimenda.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"As gopīs entraram na arena da dança da rāsa em êxtase, mas, depois de ouvirem as palavras de negligência e desapego de Kṛṣṇa, compreenderam que Ele iria renunciar a elas. Assim, começaram a repreendê-Lo com ira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/34/", "verse_text": "\"nāgara, kaha, tumi kariyā niścaya\n\nei trijagat bhari', āche yata yogyā nāri,\n\ntomāra veṇu kāhāṅ nā ākarṣaya?", "devanagari": "> “নাগর, কহ, তুমি করিয়া নিশ্চয় ।\n> এই ত্রিজগৎ ভরি’, আছে যত যোগ্যা নারী,\n> তোমার বেণু কাহাঁ না আকর্ষয়? ।। ৩৪ ।। ধ্রু ।। ॥৩৪॥", "synonyms": "*nāgara*—ó amante; *kaha*—dize; *tumi*—Tu; *kariyā*—fazendo; *niścaya*—com certeza; *ei*—estes; *tri-jagat*—três mundos; *bhari'*—enchendo; *āche*—há; *yata*—todas as; *yogyā*—adequadas; *nārī*—mulheres; *tomāra*—Tua; *veṇu*—flauta; *kāhāṅ*—onde; *nā*—não; *ākarṣaya*—atrai.", "translation": "**\"'Ó querido amante', diziam elas, 'responde, por favor, a uma só pergunta. Quem, dentre todas as jovens mulheres deste universo, não é atraída pelo som de Tua flauta?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/35/", "verse_text": "kailā jagate veṇu-dhvani, siddha-mantrā yoginī,\n\ndūtī hañā mohe nārī-mana\n\nmahotkaṇṭhā bāḍāñā, ārya-patha chāḍāñā,\n\nāni' tomāya kare samarpaṇa", "devanagari": "> কৈলা জগতে বেণুধ্বনি, সিদ্ধমন্ত্রা যোগিনী,\n> দূতী হঞা মোহে নারী-মন ।\n> মহোৎকণ্ঠা বাড়াঞা, আর্যপথ ছাড়াঞা,\n> আনি’ তোমায় করে সমর্পণ ॥৩৫॥", "synonyms": "*kailā*—fizeste; *jagate*—no mundo; *veṇu-dhvani*—a vibração da flauta; *siddha-mantrā*—perfeita em cantar mantras; *yoginī*—uma mística; *dūtī*—uma mensageira; *hañā*—sendo; *mohe*—encanta; *nārī-mana*—as mentes das mulheres; *mahā-utkaṇṭhā*—grande ansiedade; *bāḍāñā*—aumentando; *ārya-patha*—os princípios reguladores; *chāḍāñā*—induzindo a abandonar; *āni'*—trazendo; *tomāya*—a Ti; *kare samarpaṇa*—entrega.", "translation": "**\"'Quando tocas Tua flauta, ela age como uma mensageira sob a forma de uma yoginī perfeita na arte de cantar mantras. Essa mensageira encanta todas as mulheres do universo e atrai-as a Ti. Em seguida, aumenta sua grande ansiedade e induz-nas a abandonar o princípio regulador da obediência aos superiores. Por fim, traz-nos forçosamente a Ti, para que nos rendamos em amor conjugal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/36/", "verse_text": "dharma chāḍāya veṇu-dvāre, hāne kaṭākṣa-kāma-śare,\n\nlajjā, bhaya, sakala chāḍāya\n\nebe āmāya kari' roṣa, kahi' pati-tyāge 'doṣa',\n\ndhārmika hañā dharma śikhāya!", "devanagari": "> ধর্ম ছাড়ায় বেণুদ্বারে, হানে কটাক্ষ-কামশরে,\n> লজ্জা, ভয়, সকল ছাড়ায় ।\n> এবে আমায় করি’ রোষ, কহি’ পতিত্যাগে ‘দোষ’,\n> ধার্মিক হঞা ধর্ম শিখায় ! ॥ ৩৬ ॥", "synonyms": "*dharma*—princípios religiosos; *chāḍāya*—induz a rejeitar; *veṇu-dvāre*—por meio da flauta; *hāne*—trespassa; *kaṭākṣa*—olhar; *kāma-śare*—pelas flechas da luxúria; *lajjā*—vergonha; *bhaya*—medo; *sakala*—tudo; *chāḍāya*—induz a abandonar; *ebe*—agora; *āmāya*—contra nós; *kari' roṣa*—ficando irado; *kahi'*—dizendo; *pati-tyāge*—abandonar o próprio esposo; *doṣa*—falta; *dhārmika*—muito religioso; *hañā*—tornando-Te; *dharma*—princípios religiosos; *śikhāya*—ensinas.", "translation": "**\"'A vibração de Tua flauta, acompanhada de Teu olhar, que nos trespassa forçosamente com as flechas da luxúria, induz-nos a ignorar os princípios reguladores da vida religiosa. Assim, ficamos excitadas por desejos luxuriosos e vimos a Ti, abandonando toda a vergonha e todo o medo. Mas agora estás irado conosco. Encontras falta no fato de violarmos os princípios religiosos e abandonarmos nossos lares e esposos. E, à medida que nos instruis sobre os princípios religiosos, ficamos desamparadas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/37/", "verse_text": "anya-kathā, anya-mana, bāhire anya ācaraṇa,\n\nei saba śaṭha-paripāṭī\n\ntumi jāna parihāsa, haya nārīra sarva-nāśa,\n\nchāḍa ei saba kuṭīnāṭī", "devanagari": "> অন্যকথা, অন্যমন, বাহিরে অন্য আচরণ,\n> এই সব শঠ-পরিপাটী ।\n> তুমি জান পরিহাস, হয় নারীর সর্বনাশ,\n> ছাড় এই সব কুটীনাটী ॥৩৭॥", "synonyms": "*anya*—diferentes; *kathā*—palavras; *anya*—diferente; *mana*—mente; *bāhire*—externamente; *anya*—diferente; *ācaraṇa*—comportamento; *ei*—estes; *saba*—todos; *śaṭha-paripāṭī*—comportamento enganoso bem planejado; *tumi*—Tu; *jāna*—sabes; *parihāsa*—brincar; *haya*—há; *nārīra*—das mulheres; *sarva-nāśa*—aniquilação total; *chāḍa*—abandona, por favor; *ei*—estes; *saba*—todos; *kuṭīnāṭī*—truques astutos.", "translation": "**\"'Sabemos que tudo isso é um truque bem planejado. Sabes fazer gracejos que causam a completa aniquilação das mulheres, mas podemos compreender que Tua verdadeira mente, Tuas palavras e Teu comportamento são diferentes. Portanto, abandona, por favor, todos esses truques astutos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/38/", "verse_text": "veṇu-nāda amṛta-ghole, amṛta-samāna miṭhā bole,\n\namṛta-samāna bhūṣaṇa-śiñjita\n\ntina amṛte hare kāṇa, hare mana, hare prāṇa,\n\nkemane nārī dharibeka cita?\"", "devanagari": "> বেণুনাদ অমৃত-ঘোলে, অমৃত-সমান মিঠা বোলে,\n> অমৃত-সমান ভূষণ-শিঞ্জিত ।\n> তিন অমৃতে হরে কাণ, হরে মন, হরে প্রাণ,\n> কেমনে নারী ধরিবেক চিত ?” ॥ ৩৮ ॥", "synonyms": "*veṇu-nāda*—a vibração da flauta; *amṛta-ghole*—como leitelho nectáreo; *amṛta-samāna*—igual ao néctar; *miṭhā bole*—doces palavras; *amṛta-samāna*—exatamente como néctar; *bhūṣaṇa-śiñjita*—a vibração dos ornamentos; *tina*—três; *amṛte*—néctares; *hare*—atraem; *kāṇa*—o ouvido; *hare*—atraem; *mana*—a mente; *hare*—atraem; *prāṇa*—a vida; *kemane*—como; *nārī*—as mulheres; *dharibeka*—manterão; *cita*—a paciência ou a consciência.", "translation": "**\"'O leitelho nectáreo da vibração de Tua flauta, o néctar de Tuas doces palavras e o som nectáreo de Teus ornamentos misturam-se para atrair nossos ouvidos, nossas mentes e nossas vidas. Dessa maneira, estás a nos matar.'\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/39/", "verse_text": "eta kahi' krodhāveśe, bhāvera taraṅge bhāse,\n\nutkaṇṭhā-sāgare ḍube mana\n\nrādhāra utkaṇṭhā-vāṇī, paḍi' āpane vākhāni,\n\nkṛṣṇa-mādhurya kare āsvādana", "devanagari": "> এত কহি’ ক্রোধাবেশে, ভাবের তরঙ্গে ভাসে,\n> উৎকণ্ঠা-সাগরে ডুবে মন ।\n> রাধার উৎকণ্ঠা-বাণী, পড়ি’ আপনে বাখানি,\n> কৃষ্ণমাধুর্য করে আস্বাদন ॥৩৯॥", "synonyms": "*eta kahi'*—dizendo isto; *krodha-āveśe*—no estado de ira; *bhāvera taraṅge*—nas ondas do amor extático; *bhāse*—flutua; *utkaṇṭhā*—de ansiedades; *sāgare*—no oceano; *ḍube mana*—imerge a mente; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *utkaṇṭhā-vāṇī*—palavras de ansiedade; *paḍi'*—recitando; *āpane*—pessoalmente; *vākhāni*—explicando; *kṛṣṇa-mādhurya*—a doçura de Kṛṣṇa; *kare āsvādana*—saboreia.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu proferiu estas palavras num estado de ira, enquanto flutuava sobre ondas de amor extático. Imerso num oceano de ansiedade, recitou um verso proferido por Śrīmatī Rādhārāṇī que expressava a mesma emoção. Depois, explicou pessoalmente o verso e, assim, saboreou a doçura de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/40/", "verse_text": "nadaj-jalada-nisvanaḥ śravaṇa-karṣi-sac-chiñjitaḥ\n\nsanarma-rasa-sūcakākṣara-padārtha-bhaṅgy-uktikaḥ\n\nramādika-varāṅganā-hṛdaya-hāri-vaṁśī-kalaḥ\n\nsa me madana-mohanaḥ sakhi tanoti karṇa-spṛhām", "devanagari": "> নদজ্জলদনিস্বনঃ শ্রবণকর্ষিসচ্ছিঞ্জিতঃ\n> সনর্মরসসূচকাক্ষরপদার্থভঙ্গ্যুক্তিকঃ ।\n> রমাদিক-বরাঙ্গনা-হৃদয়হারি-বংশীকলঃ\n> স মে মদনমোহনঃ সখি তনোতি কর্ণস্পৃহাম্ ॥৪০॥", "synonyms": "*nadat*—ressoante; *jalada*—a nuvem; *nisvanaḥ*—cuja voz; *śravaṇa*—os ouvidos; *karṣi*—atraindo; *sat-śiñjitaḥ*—o tilintar de cujos ornamentos; *sa-narma*—com profundo significado; *rasa-sūcaka*—jocosas; *akṣara*—letras; *pada-artha*—significados; *bhaṅgi*—indicações; *uktikaḥ*—cujo falar; *ramā-ādika*—começando pela deusa da fortuna; *vara-aṅganā*—de belas mulheres; *hṛdaya-hāri*—atraindo os corações; *vaṁśī-kalaḥ*—o som de cuja flauta; *saḥ*—esse; *me*—Meus; *madana-mohanaḥ*—Madana-mohana; *sakhi*—Minha querida amiga; *tanoti*—expande; *karṇa-spṛhām*—o desejo dos ouvidos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu prosseguiu: \"Minha querida amiga, a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, tem uma voz tão profunda quanto uma nuvem que ressoa no céu. Com o tilintar de Seus ornamentos, Ele atrai os ouvidos das gopīs, e com o som de Sua flauta atrai até mesmo a deusa da fortuna e outras belas mulheres. Essa Personalidade de Deus, conhecida como Madana-mohana, cujas palavras jocosas trazem muitas indicações e profundos significados, está a aumentar os desejos luxuriosos de Meus ouvidos.'**", "purport": "Este verso encontra-se no Govinda-līlāmṛta (8.5)."}
{"ref": "cc/antya/17/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/41/", "verse_text": "\"kaṇṭhera gambhīra dhvani, navaghana-dhvani jini',\n\nyāra guṇe kokila lājāya\n\ntāra eka śruti-kaṇe, ḍubāya jagatera kāṇe,\n\npunaḥ kāṇa bāhuḍi' nā āya", "devanagari": "> “কণ্ঠের গম্ভীর ধ্বনি, নবঘন-ধ্বনি জিনি’,\n> যার গুণে কোকিল লাজায় ।\n> তার এক শ্রুতি-কণে, ডুবায় জগতের কাণে,\n> পুনঃ কাণ বাহুড়ি’ না আয় ॥৪১॥", "synonyms": "*kaṇṭhera*—da garganta; *gambhīra*—profundo; *dhvani*—som; *nava-ghana*—de novas nuvens; *dhvani*—o ressoar; *jini'*—vencendo; *yāra*—de cujas; *guṇe*—as qualidades; *kokila*—o cuco; *lājāya*—envergonha; *tāra*—desse; *eka*—uma; *śruti-kaṇe*—partícula de som; *ḍubāya*—inunda; *jagatera*—do mundo inteiro; *kāṇe*—o ouvido; *punaḥ*—de novo; *kāṇa*—o ouvido; *bāhuḍi'*—saindo; *nā āya*—não consegue.", "translation": "**\"A voz profunda de Kṛṣṇa é mais ressoante que as nuvens recém-chegadas, e Sua doce canção supera até mesmo a doce voz do cuco. De fato, Sua canção é tão doce que mesmo uma partícula de seu som pode inundar o mundo inteiro. Se tal partícula penetra no ouvido de alguém, esse alguém fica imediatamente privado de todos os outros tipos de audição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/42/", "verse_text": "kaha, sakhi, ki kari upāya?\n\nkṛṣṇera se śabda-guṇe, harile āmāra kāṇe,\n\nebe nā pāya, tṛṣṇāya mari' yāya", "devanagari": "> কহ, সখি, কি করি উপায় ?\n> কৃষ্ণের সে শব্দ-গুণে, হরিলে আমার কাণে,\n> এবে না পায়, তৃষ্ণায় মরি’ যায় ।। ৪২ ।। ধ্রু ।। ॥৪২॥", "synonyms": "*kaha*—dize, por favor; *sakhi*—Minha querida amiga; *ki*—que; *kari*—posso fazer; *upāya*—meio; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *se*—essas; *śabda*—do som; *guṇe*—as qualidades; *harile*—tendo atraído; *āmāra*—Meus; *kāṇe*—ouvidos; *ebe*—agora; *nā pāya*—não conseguem; *tṛṣṇāya*—de sede; *mari' yāya*—estou morrendo.", "translation": "**\"Minha querida amiga, dize-me, por favor, o que devo fazer. Meus ouvidos foram saqueados pelas qualidades do som de Kṛṣṇa. Agora, porém, não consigo ouvir Seu som transcendental, e estou quase morta por falta dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/43/", "verse_text": "nūpura-kiṅkinī-dhvani, haṁsa-sārasa jini',\n\nkaṅkaṇa-dhvani caṭake lājāya\n\neka-bāra yei śune, vyāpi rahe' tāra kāṇe,\n\nanya śabda se-kāṇe nā yāya", "devanagari": "> নূপুর-কিঙ্কিণী-ধ্বনি, হংস-সারস জিনি’,\n> কঙ্কণ-ধ্বনি চটকে লাজায় ।\n> একবার যেই শুনে, ব্যাপি রহে, তার কাণে,\n> অন্য শব্দ সে-কাণে না যায় ॥৪৩॥", "synonyms": "*nūpura*—dos guizos dos tornozelos; *kiṅkinī*—tilintar; *dhvani*—o som; *haṁsa*—os cisnes; *sārasa*—as garças; *jini'*—vencendo; *kaṅkaṇa-dhvani*—o som das pulseiras; *caṭake*—o pássaro caṭaka; *lājāya*—envergonha; *eka-bāra*—uma vez; *yei*—aquele que; *śune*—ouve; *vyāpi*—expandindo-se; *rahe'*—permanece; *tāra kāṇe*—em seu ouvido; *anya*—outro; *śabda*—som; *se-kāṇe*—nesse ouvido; *nā yāya*—não entra.", "translation": "**\"O tilintar dos guizos dos tornozelos de Kṛṣṇa supera os cantos do cisne e até mesmo da garça, e o som de Suas pulseiras envergonha o canto do pássaro caṭaka. Tendo permitido que esses sons penetrem nos ouvidos uma só vez, ninguém consegue tolerar ouvir qualquer outra coisa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/44/", "verse_text": "se śrī-mukha-bhāṣita, amṛta haite parāmṛta,\n\nsmita-karpūra tāhāte miśrita\n\nśabda, artha,--dui-śakti, nānā-rasa kare vyakti,\n\npratyakṣara--narma-vibhūṣita", "devanagari": "> সে শ্রীমুখ-ভাষিত, অমৃত হৈতে পরামৃত,\n> স্মিত-কর্পূর তাহাতে মিশ্রিত ।\n> শব্দ, অর্থ, — দুইশক্তি, নানা-রস করে ব্যক্তি,\n> প্রত্যক্ষর — নর্ম-বিভূষিত ॥৪৪॥", "synonyms": "*se*—essa; *śrī*—bela; *mukha*—pela boca; *bhāṣita*—falada; *amṛta*—néctar; *haite*—do que; *para-amṛta*—mais nectárea; *smita*—sorriso; *karpūra*—cânfora; *tāhāte*—nisso; *miśrita*—misturado; *śabda*—som; *artha*—significado; *dui-śakti*—duas energias; *nānā*—várias; *rasa*—doçuras; *kare vyakti*—expressam; *prati-akṣara*—cada palavra; *narma-vibhūṣita*—plena de significado.", "translation": "**\"As palavras de Kṛṣṇa são muitíssimo mais doces que o néctar. Cada uma de Suas palavras jubilosas é plena de significado, e, quando Sua fala se mistura com Seu sorriso, que é como a cânfora, o som resultante e o profundo significado das palavras de Kṛṣṇa criam várias doçuras transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/45/", "verse_text": "se amṛtera eka-kaṇa, karṇa-cakora-jīvana,\n\nkarṇa-cakora jīye sei āśe\n\nbhāgya-vaśe kabhu pāya, abhāgye kabhu nā pāya,\n\nnā pāile maraye piyāse", "devanagari": "> সে অমৃতের এক-কণ, কর্ণ-চকোর-জীবন,\n> কর্ণ-চকোর জীয়ে সেই আশে ।\n> ভাগ্যবশে কভু পায়, অভাগ্যে কভু না পায়,\n> না পাইলে মরয়ে পিয়াসে ॥৪৫॥", "synonyms": "*se amṛtera*—desse néctar; *eka-kaṇa*—uma partícula; *karṇa-cakora*—do ouvido, que é como um pássaro cakora; *jīvana*—a vida; *karṇa*—o ouvido; *cakora*—o pássaro cakora; *jīye*—vive; *sei āśe*—com essa esperança; *bhāgya-vaśe*—por boa fortuna; *kabhu*—às vezes; *pāya*—obtém; *abhāgye*—por infortúnio; *kabhu*—às vezes; *nā pāya*—não obtém; *nā pāile*—se não obtém; *maraye*—morre; *piyāse*—de sede.", "translation": "**\"Uma partícula desse néctar transcendental e bem-aventurado é a própria vida do ouvido, que é como um pássaro cakora que vive na esperança de saborear esse néctar. Às vezes, por boa fortuna, o pássaro consegue saboreá-lo, mas em outras ocasiões, infelizmente, ele não o consegue e, por isso, quase morre de sede.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/46/", "verse_text": "yebā veṇu-kala-dhvani, eka-bāra tāhā śuni',\n\njagan-nārī-citta āulāya\n\nnīvi-bandha paḍe khasi', vinā-mūle haya dāsī,\n\nbāulī hañā kṛṣṇa-pāśe dhāya", "devanagari": "> যেবা বেণু-কলধ্বনি, একবার তাহা শুনি’,\n> জগন্নারী-চিত্ত আউলায় ।\n> নীবি-বন্ধ পড়ে খসি’, বিনা-মূলে হয় দাসী,\n> বাউলী হঞা কৃষ্ণ-পাশে ধায় ॥৪৬॥", "synonyms": "*yebā*—quem quer que; *veṇu*—da flauta; *kala-dhvani*—a doce vibração; *eka-bāra*—uma vez; *tāhā*—essa; *śuni'*—ouvindo; *jagat*—do universo; *nārī*—das mulheres; *citta*—os corações; *āulāya*—ficam perturbados; *nīvi-bandha*—os cintos atados; *paḍe*—caem; *khasi'*—afrouxando-se; *vinā-mūle*—sem preço; *haya*—elas se tornam; *dāsī*—criadas; *bāulī*—loucas; *hañā*—tornando-se; *kṛṣṇa-pāśe*—atrás de Kṛṣṇa; *dhāya*—correm.", "translation": "**\"A vibração transcendental da flauta de Kṛṣṇa perturba os corações das mulheres em todo o mundo, mesmo que a ouçam uma única vez. Assim, seus cintos atados se afrouxam, e essas mulheres se tornam as criadas não remuneradas de Kṛṣṇa. De fato, elas correm em direção a Kṛṣṇa exatamente como mulheres enlouquecidas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/47/", "verse_text": "yebā lakṣmī-ṭhākurāṇī, teṅho ye kākalī śuni',\n\nkṛṣṇa-pāśa āise pratyāśāya\n\nnā pāya kṛṣṇera saṅga, bāḍe tṛṣṇā-taraṅga,\n\ntapa kare, tabu nāhi pāya", "devanagari": "> যেবা লক্ষ্মী-ঠাকুরাণী, তেঁহো যে কাকলী শুনি’,\n> কৃষ্ণ-পাশ আইসে প্রত্যাশায় ।\n> না পায় কৃষ্ণের সঙ্গ, বাড়ে তৃষ্ণা তরঙ্গ,\n> তপ করে, তবু নাহি পায় ॥৪৭॥", "synonyms": "*yebā*—mesmo; *lakṣmī-ṭhākurāṇī*—a deusa da fortuna; *teṅho*—ela; *ye*—cuja; *kākalī*—vibração da flauta; *śuni'*—ouvindo; *kṛṣṇa-pāśa*—ao Senhor Kṛṣṇa; *āise*—vem; *pratyāśāya*—com grande esperança; *nā pāya*—não obtém; *kṛṣṇera saṅga*—a associação com Kṛṣṇa; *bāḍe*—aumentam; *tṛṣṇā*—de sede; *taraṅga*—as ondas; *tapa kare*—submete-se a austeridade; *tabu*—ainda; *nāhi pāya*—não obtém.", "translation": "**\"Ao ouvir a vibração da flauta de Kṛṣṇa, até a deusa da fortuna vem a Ele, esperando ardentemente Sua associação, mas, mesmo assim, ela não a obtém. Quando as ondas de sede por Sua associação aumentam, ela se submete a austeridades, mas, ainda assim, não consegue encontrá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/48/", "verse_text": "ei śabdāmṛta cāri, yāra haya bhāgya bhāri,\n\nsei karṇe ihā kare pāna\n\nihā yei nāhi śune, se kāṇa janmila kene,\n\nkāṇākaḍi-sama sei kāṇa\"", "devanagari": "> এই শব্দামৃত চারি, যার হয় ভাগ্য ভারি,\n> সেই কর্ণে ইহা করে পান ।\n> ইহা যেই নাহি শুনে, সে কাণ জন্মিল কেনে,\n> কাণাকড়ি-সম সেই কাণ ।।” ॥ ৪৮ ॥", "synonyms": "*ei*—estas; *śabda-amṛta*—vibrações sonoras nectáreas; *cāri*—quatro; *yāra*—de quem; *haya*—há; *bhāgya bhāri*—grande fortuna; *sei*—tal pessoa; *karṇe*—pelos ouvidos; *ihā*—estes sons; *kare pāna*—bebe; *ihā*—estes sons; *yei*—quem quer que; *nāhi śune*—não ouve; *se*—esses; *kāṇa*—ouvidos; *janmila*—nasceram; *kene*—por que; *kāṇākaḍi*—um buraco num pequeno búzio; *sama*—assim como; *sei kāṇa*—esses ouvidos.", "translation": "**\"Somente os mais afortunados podem ouvir estes quatro sons nectáreos: as palavras de Kṛṣṇa, o tilintar de Suas guizeiras de tornozelo e de Suas pulseiras, Sua voz e a vibração de Sua flauta. Se alguém não ouve estes sons, seus ouvidos são tão inúteis quanto pequenos búzios com buracos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/49/", "verse_text": "karite aiche vilāpa, uṭhila udvega, bhāva,\n\nmane kāho nāhi ālambana\n\nudvega, viṣāda, mati, autsukya, trāsa, dhṛti, smṛti,\n\nnānā-bhāvera ha-ila milana", "devanagari": "> করিতে ঐছে বিলাপ, উঠিল উদ্বেগ, ভাব,\n> মনে কাহো নাহি আলম্বন ।\n> উদ্বেগ, বিষাদ, মতি, ঔৎসুক্য, ত্রাস, ধৃতি, স্মৃতি,\n> নানা-ভাবের হইল মিলন ॥৪৯॥", "synonyms": "*karite*—fazendo; *aiche*—tal; *vilāpa*—lamentação; *uṭhila*—surgiram; *udvega*—agitação; *bhāva*—êxtase; *mane*—na mente; *kāho*—em lugar algum; *nāhi*—não há; *ālambana*—abrigo; *udvega*—ansiedade; *viṣāda*—lamentação; *mati*—atenção; *autsukya*—avidez; *trāsa*—temor; *dhṛti*—determinação; *smṛti*—lembrança; *nānā-bhāvera*—de vários êxtases; *ha-ila*—houve; *milana*—combinação.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu se lamentava dessa maneira, agitação e êxtase despertaram em Sua mente, e Ele ficou muito inquieto. Muitos êxtases transcendentais combinaram-se nEle, incluindo ansiedade, lamentação, atenção, avidez, temor, determinação e lembrança.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/50/", "verse_text": "bhāva-śābalye rādhāra ukti, līlā-śuke haila sphūrti,\n\nsei bhāve paḍe eka śloka\n\nunmādera sāmarthye, sei ślokera kare arthe,\n\nyei artha nāhi jāne loka", "devanagari": "> ভাবশাবল্যে রাধার উক্তি, লীলাশুকে হৈল স্ফূর্তি,\n> সেই ভাবে পড়ে এক শ্লোক ।\n> উন্মাদের সামর্থ্যে, সেই শ্লোকের করে অর্থে,\n> যেই অর্থ নাহি জানে লোক ॥৫০॥", "synonyms": "*bhāva-śābalye*—no conjunto de todos os êxtases; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *ukti*—declaração; *līlā-śuke*—em Bilvamaṅgala Ṭhākura; *haila*—houve; *sphūrti*—despertar; *sei bhāve*—nesse êxtase; *paḍe*—recita; *eka*—um; *śloka*—verso; *unmādera*—de loucura; *sāmarthye*—na capacidade; *sei ślokera*—desse verso; *kare arthe*—descreve o significado; *yei artha*—cujo significado; *nāhi*—não; *jāne*—conhecem; *loka*—as pessoas.", "translation": "**O conjunto de todos esses êxtases despertou uma declaração de Śrīmatī Rādhārāṇī na mente de Bilvamaṅgala Ṭhākura [Līlā-śuka]. No mesmo estado de espírito extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou então esse verso e, na força da loucura, descreveu seu significado, que é desconhecido das pessoas em geral.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/51/", "verse_text": "kim iha kṛṇumaḥ kasya brūmaḥ kṛtaṁ kṛtam āśayā\n\nkathayata kathām anyāṁ dhanyām aho hṛdaye śayaḥ\n\nmadhura-madhura-smerākāre mano-nayanotsave\n\nkṛpaṇa-kṛpaṇā kṛṣṇe tṛṣṇā ciraṁ bata lambate", "devanagari": "> কিমিহ কৃণুমঃ কস্য ব্রূমঃ কৃতং কৃতমাশয়া\n> কথয়ত কথামন্যাং ধন্যামহো হৃদয়েশয়ঃ ।\n> মধুরমধুরস্মেরাকারে মনোনয়নোৎসবে\n> কৃপণকৃপণা কৃষ্ণে তৃষ্ণা চিরং বত লম্বতে ॥৫১॥", "synonyms": "*kim*—que; *iha*—aqui; *kṛṇumaḥ*—farei; *kasya*—a quem; *brūmaḥ*—falarei; *kṛtam*—o que está feito; *kṛtam*—feito; *āśayā*—na esperança; *kathayata*—por favor, falai; *kathām*—palavras; *anyām*—outras; *dhanyām*—auspiciosas; *aho*—ai de mim; *hṛdaye*—dentro do Meu coração; *śayaḥ*—jazendo; *madhura-madhura*—mais doce que a doçura; *smera*—sorridente; *ākāre*—cuja forma; *manaḥ-nayana*—à mente e aos olhos; *utsave*—que dá prazer; *kṛpaṇa-kṛpaṇā*—o maior dos avaros; *kṛṣṇe*—por Kṛṣṇa; *tṛṣṇā*—sede; *ciram*—a cada momento; *bata*—ai de mim; *lambate*—está aumentando.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \" 'Ai de Mim, que farei? A quem falarei? Que se dê por encerrado agora tudo o que fiz na esperança de encontrar Kṛṣṇa. Por favor, dizei algo auspicioso, mas não faleis de Kṛṣṇa. Ai de Mim, Kṛṣṇa jaz dentro do Meu coração como Cupido; portanto, como poderia Eu deixar de falar dEle? Não consigo esquecer Kṛṣṇa, cujo sorriso é mais doce que a própria doçura e que dá prazer à Minha mente e aos Meus olhos. Ai de Mim, Minha grande sede de Kṛṣṇa aumenta a cada momento!'**", "purport": "Esta declaração de Śrīmatī Rādhārāṇī é uma citação do *Kṛṣṇa-karṇāmṛta* (42)."}
{"ref": "cc/antya/17/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/52/", "verse_text": "\"ei kṛṣṇera virahe, udvege mana sthira nahe,\n\nprāpty-upāya-cintana nā yāya\n\nyebā tumi sakhī-gaṇa, viṣāde bāula mana,\n\nkāre puchoṅ, ke kahe upāya?", "devanagari": "> “এই কৃষ্ণের বিরহে, উদ্বেগে মন স্থির নহে,\n> প্রাপ্ত্যুপায়-চিন্তন না যায় ।\n> যেবা তুমি সখীগণ, বিষাদে বাউল মন,\n> কারে পুছোঁ, কে কহে উপায় ? ॥ ৫২ ॥", "synonyms": "*ei*—esta; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *virahe*—na separação; *udvege*—em ansiedade; *mana*—a mente; *sthira*—paciente; *nahe*—não está; *prāpti-upāya*—o meio de obter; *cintana nā yāya*—não consigo pensar em; *yebā*—todas; *tumi*—vós; *sakhī-gaṇa*—amigas; *viṣāde*—em lamentação; *bāula*—enlouquecidas; *mana*—as mentes; *kāre*—a quem; *puchoṅ*—perguntarei; *ke*—quem; *kahe*—falará; *upāya*—o meio.", "translation": "**\"A ansiedade causada pela separação de Kṛṣṇa tornou-Me impaciente, e não consigo pensar em meio algum de encontrá-lo. Ó Minhas amigas, vós também estais transtornadas pela lamentação. Quem, portanto, Me dirá como encontrá-lo?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/53/", "verse_text": "hā hā sakhi, ki kari upāya!\n\nkāṅhā karoṅ, kāhāṅ yāṅa, kāhāṅ gele kṛṣṇa pāṅa,\n\nkṛṣṇa vinā prāṇa mora yāya\"", "devanagari": "> হাহা সখি, কি করি উপায় !\n> কাঁহা করোঁ, কাহাঁ যাঙ, কাহাঁ গেলে কৃষ্ণ পাঙ,\n> কৃষ্ণ বিনা প্রাণ মোর যায় ।।” ৫৩ ।। ধ্রু ।। ॥৫৩॥", "synonyms": "*hā hā*—ó; *sakhi*—amigas; *ki*—que; *kari*—farei; *upāya*—meio; *kāṅhā karoṅ*—que farei?; *kāhāṅ yāṅa*—aonde irei; *kāhāṅ gele*—indo aonde; *kṛṣṇa pāṅa*—posso obter Kṛṣṇa; *kṛṣṇa vinā*—sem Kṛṣṇa; *prāṇa*—a vida; *mora*—Minha; *yāya*—está partindo.", "translation": "**\"Ó Minhas queridas amigas, como encontrarei Kṛṣṇa? Que farei? Aonde irei? Onde poderei encontrá-lo? Por não conseguir encontrar Kṛṣṇa, Minha vida está Me deixando.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/54/", "verse_text": "kṣaṇe mana sthira haya, tabe mane vicāraya,\n\nbalite ha-ila bhāvodgama\n\npiṅgalāra vacana-smṛti, karāila bhāva-mati,\n\ntāte kare artha-nirdhāraṇa", "devanagari": "> ক্ষণে মন স্থির হয়, তবে মনে বিচারয়,\n> বলিতে হইল ভাবোদ্গম ।\n> পিঙ্গলার বচন-স্মৃতি, করাইল ভাব-মতি,\n> তাতে করে অর্থ-নির্ধারণ ॥৫৪॥", "synonyms": "*kṣaṇe*—num momento; *mana*—a mente; *sthira haya*—torna-se paciente; *tabe*—nesse momento; *mane*—dentro da mente; *vicāraya*—Ele considera; *balite*—falar; *ha-ila*—houve; *bhāva-udgama*—despertar de êxtase; *piṅgalāra*—de Piṅgalā; *vacana-smṛti*—lembrar as palavras; *karāila*—causou; *bhāva-mati*—mente extática; *tāte*—nisso; *kare*—faz; *artha-nirdhāraṇa*—determinação do significado.", "translation": "**De repente, Śrī Caitanya Mahāprabhu acalmou-se e ponderou Seu estado de espírito. Ele Se lembrou das palavras de Piṅgalā, e isso despertou um êxtase que O moveu a falar. Assim, Ele explicou o significado do verso.**", "purport": "Piṅgalā era uma prostituta que disse: \"Esperar contra toda esperança só produz sofrimento. A total ausência de esperança é a maior felicidade.\" Lembrando-se dessa declaração, Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou extático. A história de Piṅgalā encontra-se no *Śrīmad-Bhāgavatam*, Décimo Primeiro Canto, Oitavo Capítulo, versos 22-44, bem como no *Mahābhārata*, Śānti-parva, Capítulo 174."}
{"ref": "cc/antya/17/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/55/", "verse_text": "\"dekhi ei upāye, kṛṣṇa-āśā chāḍi' diye,\n\nāśā chāḍile sukhī haya mana\n\nchāḍa' kṛṣṇa-kathā adhanya, kaha anya-kathā dhanya,\n\nyāte haya kṛṣṇa-vismaraṇa\"", "devanagari": "> “দেখি এই উপায়ে, কৃষ্ণ-আশা ছাড়ি’ দিয়ে,\n> আশা ছাড়িলে সুখী হয় মন ।\n> ছাড়’ কৃষ্ণকথা অধন্য, কহ অন্যকথা ধন্য,\n> যাতে হয় কৃষ্ণ-বিস্মরণ ।।” ॥ ৫৫ ॥", "synonyms": "*dekhi*—vejo; *ei upāye*—este meio; *kṛṣṇa-āśā*—a esperança por Kṛṣṇa; *chāḍi' diye*—abandono; *āśā*—a esperança; *chāḍile*—se abandono; *sukhī*—feliz; *haya*—torna-se; *mana*—a mente; *chāḍa'*—abandonai; *kṛṣṇa-kathā*—os falares sobre Kṛṣṇa; *adhanya*—muitíssimo inglórios; *kaha*—falai; *anya-kathā*—outros assuntos; *dhanya*—gloriosos; *yāte*—pelos quais; *haya*—há; *kṛṣṇa-vismaraṇa*—esquecimento de Kṛṣṇa.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \" 'Se Eu abandonar a esperança de encontrar Kṛṣṇa, então ficarei feliz. Portanto, cessemos esta discussão muitíssimo inglória sobre Kṛṣṇa. Seria melhor para nós falarmos de assuntos gloriosos e esquecê-lo.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/56/", "verse_text": "kahitei ha-ila smṛti, citte haila kṛṣṇa-sphūrti,\n\nsakhīre kahe hañā vismite\n\n\"yāre cāhi chāḍite, sei śuñā āche citte,\n\nkona rīte nā pāri chāḍite\"", "devanagari": "> কহিতেই হইল স্মৃতি, চিত্তে হইল কৃষ্ণস্ফূর্তি,\n> সখীরে কহে হঞা বিস্মিতে ।\n> “যারে চাহি ছাড়িতে, সেই শুঞা আছে চিত্তে,\n> কোন রীতে না পারি ছাড়িতে ।।” ॥ ৫৬ ॥", "synonyms": "*kahitei*—enquanto falava; *ha-ila*—houve; *smṛti*—lembrança; *citte*—no coração; *haila*—houve; *kṛṣṇa-sphūrti*—o surgimento de Kṛṣṇa; *sakhīre*—às amigas; *kahe*—disse; *hañā vismite*—estando muito assombrada; *yāre*—Aquele que; *cāhi chāḍite*—quero abandonar; *sei*—essa pessoa; *śuñā āche*—está deitada; *citte*—no coração; *kona rīte*—por nenhum meio; *nā pāri*—não sou capaz; *chāḍite*—de abandonar.", "translation": "**\"Enquanto falava dessa maneira, Śrīmatī Rādhārāṇī de repente lembrou-Se de Kṛṣṇa. De fato, Ele apareceu dentro de Seu coração. Muito assombrada, Ela disse a Suas amigas: 'A pessoa que desejo esquecer está deitada em Meu coração.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/57/", "verse_text": "rādhā-bhāvera svabhāva āna, kṛṣṇe karāya 'kāma'-jñāna,\n\nkāma-jñāne trāsa haila citte\n\nkahe--\"ye jagat māre, se paśila antare,\n\nei vairī nā deya pāsarite\"", "devanagari": "> রাধাভাবের স্বভাব আন, কৃষ্ণে করায় ‘কাম’-জ্ঞান,\n> কাম-জ্ঞানে ত্রাস হৈল চিত্তে ।\n> কহে — “যে জগৎ মারে, সে পশিল অন্তরে,\n> এই বৈরী না দেয় পাসরিতে ।।” ॥ ৫৭ ॥", "synonyms": "*rādhā-bhāvera*—do êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī; *sva-bhāva*—característica; *āna*—outra; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *karāya*—faz com que Ela O conceba; *kāma-jñāna*—a compreensão como Cupido; *kāma*—como Cupido; *jñāne*—na compreensão; *trāsa*—temor; *haila*—houve; *citte*—na mente; *kahe*—Ela diz; *ye*—a pessoa que; *jagat*—o mundo inteiro; *māre*—conquista; *se*—essa pessoa; *paśila*—entrou; *antare*—dentro de Meu coração; *ei vairī*—este inimigo; *nā deya*—não permite; *pāsarite*—esquecer.", "translation": "**\"O êxtase de Śrīmatī Rādhārāṇī também fez com que Ela concebesse Kṛṣṇa como Cupido, e essa compreensão A atemorizou. Ela disse: 'Este Cupido, que conquistou o mundo inteiro e entrou em Meu coração, é Meu maior inimigo, pois não Me permite esquecê-Lo.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/58/", "verse_text": "autsukyera prāvīṇye, jiti' anya bhāva-sainye,\n\nudaya haila nija-rājya-mane\n\nmane ha-ila lālasa, nā haya āpana-vaśa,\n\nduḥkhe mane karena bhartsane", "devanagari": "> ঔৎসুক্যের প্রাবীণ্যে, জিতি’ অন্য ভাব-সৈন্যে,\n> উদয় হৈল নিজ-রাজ্য-মনে ।\n> মনে হইল লালস, না হয় আপন-বশ,\n> দুঃখে মনে করেন ভর্ৎসনে ॥৫৮॥", "synonyms": "*autsukyera*—do anseio; *prāvīṇye*—devido ao alto desenvolvimento; *jiti'*—conquistando; *anya*—outros; *bhāva-sainye*—soldados do êxtase; *udaya*—surgindo; *haila*—houve; *nija-rājya-mane*—dentro do reino de Sua própria mente; *mane*—dentro da mente; *ha-ila*—houve; *lālasa*—avidez; *nā*—não; *haya*—torna-se; *āpana-vaśa*—sob Seu próprio controle; *duḥkhe*—em infelicidade; *mane*—à mente; *karena*—faz; *bhartsane*—repreensão.", "translation": "**\"Então, um grande anseio conquistou todos os demais soldados do êxtase, e um desejo incontrolável surgiu no reino da mente de Śrīmatī Rādhārāṇī. Muito infeliz, Ela passou a repreender Sua própria mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/59/", "verse_text": "\"mana mora vāma-dīna, jala vinā yena mīna,\n\nkṛṣṇa vinā kṣaṇe mari' yāya\n\nmadhura-hāsya-vadane, mana-netra-rasāyane,\n\nkṛṣṇa-tṛṣṇā dviguṇa bāḍāya", "devanagari": "> “মন মোর বাম-দীন, জল বিনা যেন মীন,\n> কৃষ্ণ বিনা ক্ষণে মরি’ যায় ।\n> মধুর-হাস্য-বদনে, মন-নেত্র-রসায়নে,\n> কৃষ্ণতৃষ্ণা দ্বিগুণ বাড়ায় ॥৫৯॥", "synonyms": "*mana mora*—Minha mente; *vāma-dīna*—desagradavelmente pobre; *jala*—água; *vinā*—sem; *yena*—como se; *mīna*—um peixe; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *vinā*—sem; *kṣaṇe*—num instante; *mari' yāya*—morre; *madhura*—doce; *hāsya*—sorridente; *vadane*—rosto; *mana*—a mente; *netra*—os olhos; *rasa-āyane*—muito agradáveis a; *kṛṣṇa-tṛṣṇā*—a sede de Kṛṣṇa; *dvi-guṇa*—em dobro; *bāḍāya*—aumenta.", "translation": "**\" 'Se Eu não pensar em Kṛṣṇa, Minha empobrecida mente morrerá num instante, como um peixe fora da água. Mas, quando vejo o rosto docemente sorridente de Kṛṣṇa, Minha mente e Meus olhos ficam tão satisfeitos que Meu desejo por Ele redobra.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/60/", "verse_text": "hā hā kṛṣṇa prāṇa-dhana, hā hā padma-locana,\n\nhā hā divya sad-guṇa-sāgara!\n\nhā hā śyāma-sundara, hā hā pītāmbara-dhara,\n\nhā hā rāsa-vilāsa nāgara", "devanagari": "> হা হা কৃষ্ণ প্রাণধন, হা হা পদ্মলোচন,\n> হা হা দিব্য সদ্গুণ-সাগর !\n> হা হা শ্যামসুন্দর, হা হা পীতাম্বরধর,\n> হা হা রাসবিলাস নাগর ॥৬০॥", "synonyms": "*hā hā*—ai de Mim; *kṛṣṇa*—ó Kṛṣṇa; *prāṇa-dhana*—o tesouro de Minha vida; *hā hā*—ai de Mim; *padma-locana*—aquele de olhos de lótus; *hā hā*—ai de Mim; *divya*—divino; *sat-guṇa-sāgara*—oceano de atributos transcendentais; *hā hā*—ai de Mim; *śyāma-sundara*—o belo jovem de tez escura; *hā hā*—ai de Mim; *pīta-ambara-dhara*—aquele que veste roupas amarelas; *hā hā*—ai de Mim; *rāsa-vilāsa*—da dança da rāsa; *nāgara*—o herói.", "translation": "**\" 'Ai de Mim! Onde está Kṛṣṇa, o tesouro de Minha vida? Onde está aquele de olhos de lótus? Ai de Mim! Onde está o divino oceano de todas as qualidades transcendentais? Ai de Mim! Onde está o belo jovem de tez escura, vestido com roupas amarelas? Ai de Mim! Onde está o herói da dança da rāsa?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/61/", "verse_text": "kāhāṅ gele tomā pāi, tumi kaha,--tāhāṅ yāi\",\n\neta kahi' calilā dhāñā\n\nsvarūpa uṭhi' kole kari', prabhure ānila dhari',\n\nnija-sthāne vasāilā laiñā", "devanagari": "> কাহাঁ গেলে তোমা পাই, তুমি কহ, — তাহাঁ যাই”,\n> এত কহি’ চলিলা ধাঞা ।\n> স্বরূপ উঠি’ কোলে করি’, প্রভুরে আনিল ধরি’,\n> নিজস্থানে বসাইলা লৈঞা ॥৬১॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *gele*—indo; *tomā*—a Ti; *pāi*—posso encontrar; *tumi*—Tu; *kaha*—por favor, dize; *tāhāṅ*—lá; *yāi*—irei; *eta kahi'*—dizendo isto; *calilā dhāñā*—começou a correr; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *uṭhi'*—levantando-se; *kole kari'*—tomando-O em seu colo; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ānila*—trouxe de volta; *dhari'*—agarrando; *nija-sthāne*—em seu próprio lugar; *vasāilā*—fez sentar-se; *laiñā*—levando.", "translation": "**\" 'Para onde irei? Onde poderei encontrar-Te? Por favor, dize-Me. Irei até lá.' \" Falando dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu pôs-Se a correr. Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, no entanto, levantou-se, agarrou-O e tomou-O em seu colo. Em seguida, Svarūpa Dāmodara trouxe-O de volta a seu lugar e fê-Lo sentar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/62/", "verse_text": "kṣaṇeke prabhura bāhya haila, svarūpere ājñā dila,\n\n\"svarūpa, kichu kara madhura gāna\"\n\nsvarūpa gāya vidyāpati, gīta-govinda-gīti,\n\nśuni' prabhura juḍāila kāṇa", "devanagari": "> ক্ষণেকে প্রভুর বাহ্য হৈল, স্বরূপেরে আজ্ঞা দিল,\n> “স্বরূপ, কিছু কর মধুর গান ।”\n> স্বরূপ গায় বিদ্যাপতি, গীতগোবিন্দ-গীতি,\n> শুনি’ প্রভুর জুড়াইল কাণ ॥৬২॥", "synonyms": "*kṣaṇeke*—num instante; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya*—consciência externa; *haila*—houve; *svarūpere ājñā dila*—Ele ordenou a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *svarūpa*—meu querido Svarūpa; *kichu*—algumas; *kara*—faze; *madhura*—doces; *gāna*—canções; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara; *gāya*—canta; *vidyāpati*—canções de Vidyāpati; *gīta-govinda-gīti*—canções do Gīta-govinda; *śuni'*—ouvindo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *juḍāila*—ficaram satisfeitos; *kāṇa*—os ouvidos.", "translation": "**De repente, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou à consciência externa e disse a Svarūpa Dāmodara Gosvāmī: \"Meu querido Svarūpa, por favor, canta algumas doces canções.\" Os ouvidos do Senhor ficaram satisfeitos quando Ele ouviu Svarūpa Dāmodara cantar canções do Gīta-govinda e as do poeta Vidyāpati.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/63/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu prati-rātri-dine\n\nunmāda ceṣṭita haya pralāpa-vacane", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু প্রতি-রাত্রি-দিনে ।\n> উন্মাদ-চেষ্টিত হয় প্রলাপ-বচনে ॥৬৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prati-rātri-dine*—todas as noites e dias; *unmāda*—loucas; *ceṣṭita*—atividades; *haya*—são; *pralāpa-vacane*—falando como um louco.", "translation": "**Cada dia e cada noite, Śrī Caitanya Mahāprabhu desvairava dessa maneira e falava como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/64/", "verse_text": "eka-dine yata haya bhāvera vikāra\n\nsahasra-mukhe varṇe yadi, nāhi pāya pāra", "devanagari": "> একদিনে যত হয় ভাবের বিকার ।\n> সহস্রমুখে বর্ণে যদি, নাহি পায় পার ॥৬৪॥", "synonyms": "*eka-dine*—num único dia; *yata haya*—tantas quantas houver; *bhāvera*—do êxtase; *vikāra*—transformações; *sahasra-mukhe*—possuindo milhares de bocas; *varṇe yadi*—se descreve; *nāhi pāya*—não pode alcançar; *pāra*—o limite.", "translation": "**Mesmo Anantadeva, que possui milhares de bocas, não consegue descrever plenamente as transformações extáticas que Śrī Caitanya Mahāprabhu experimentava num único dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/65/", "verse_text": "jīva dīna ki karibe tāhāra varṇana?\n\nśākhā-candra-nyāya kari' dig-daraśana", "devanagari": "> জীব দীন কি করিবে তাহার বর্ণন ?\n> শাখা-চন্দ্র-ন্যায় করি’ দিগ্দরশন ॥৬৫॥", "synonyms": "*jīva*—uma entidade viva; *dīna*—muito pobre; *ki*—o que; *karibe*—fará; *tāhāra*—disso; *varṇana*—descrição; *śākhā-candra-nyāya*—a lógica de mostrar a lua por entre os galhos de uma árvore; *kari'*—faço; *dik-daraśana*—ver a direção.", "translation": "**O que poderá uma pobre criatura como eu descrever de tais transformações? Posso apenas dar uma ideia delas, como quem mostra a lua por entre os galhos de uma árvore.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/66/", "verse_text": "ihā yei śune, tāra juḍāya mana-kāṇa\n\nalaukika gūḍha-prema-ceṣṭā haya jñāna", "devanagari": "> ইহা যেই শুনে, তার জুড়ায় মন-কাণ ।\n> অলৌকিক গূঢ়প্রেম-চেষ্টা হয় জ্ঞান ॥৬৬॥", "synonyms": "*ihā*—isto; *yei śune*—todo aquele que ouve; *tāra*—sua; *juḍāya*—ficam satisfeitos; *mana-kāṇa*—a mente e os ouvidos; *alaukika*—incomuns; *gūḍha-prema*—do profundo amor extático por Kṛṣṇa; *ceṣṭā*—atividades; *haya jñāna*—ele consegue compreender.", "translation": "**Esta descrição, contudo, satisfará a mente e os ouvidos de todo aquele que a ouvir, e ele será capaz de compreender essas incomuns atividades de profundo amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/67/", "verse_text": "adbhuta nigūḍha premera mādhurya-mahimā\n\nāpani āsvādi' prabhu dekhāilā sīmā", "devanagari": "> অদ্ভুত নিগূঢ় প্রেমের মাধুর্য-মহিমা ।\n> আপনি আস্বাদি’ প্রভু দেখাইলা সীমা ॥৬৭॥", "synonyms": "*adbhuta*—maravilhoso; *nigūḍha*—profundo; *premera*—do amor extático por Kṛṣṇa; *mādhurya-mahimā*—as glórias da doçura; *āpani*—pessoalmente; *āsvādi'*—saboreando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhāilā*—mostrou; *sīmā*—o limite extremo.", "translation": "**O amor extático por Kṛṣṇa é maravilhosamente profundo. Saboreando pessoalmente a gloriosa doçura desse amor, Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou-nos o seu limite extremo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/68/", "verse_text": "adbhuta-dayālu caitanya--adbhuta-vadānya!\n\naiche dayālu dātā loke nāhi śuni anya", "devanagari": "> অদ্ভুত-দয়ালু চৈতন্য — অদ্ভুত-বদান্য!\n> ঐছে দয়ালু দাতা লোকে নাহি শুনি অন্য ॥৬৮॥", "synonyms": "*adbhuta*—maravilhosamente; *dayālu*—misericordioso; *caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *adbhuta-vadānya*—maravilhosamente magnânimo; *aiche*—tal; *dayālu*—misericordioso; *dātā*—pessoa caridosa; *loke*—dentro deste mundo; *nāhi*—não; *śuni*—ouvimos falar; *anya*—outra.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu é maravilhosamente misericordioso e maravilhosamente magnânimo. Não ouvimos falar de mais ninguém dentro deste mundo tão misericordioso e caridoso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/69/", "verse_text": "sarva-bhāve bhaja, loka, caitanya-caraṇa\n\nyāhā haite pāibā kṛṣṇa-premāmṛta-dhana", "devanagari": "> সর্বভাবে ভজ, লোক, চৈতন্য-চরণ ।\n> যাহা হৈতে পাইবা কৃষ্ণপ্রেমামৃত-ধন ॥৬৯॥", "synonyms": "*sarva-bhāve*—sob todos os aspectos; *bhaja*—adorai; *loka*—ó mundo inteiro; *caitanya-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāhā haite*—pelos quais; *pāibā*—obtereis; *kṛṣṇa-prema*—do amor por Kṛṣṇa; *amṛta*—do néctar; *dhana*—o tesouro.", "translation": "**Adorai os pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu sob todos os aspectos. Somente assim alcançareis o nectáreo tesouro do amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/70/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ 'kūrmākṛti'-anubhāva\n\nunmāda-ceṣṭita tāte unmāda-pralāpa", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ ‘কূর্মাকৃতি’-অনুভাব ।\n> উন্মাদ-চেষ্টিত তাতে উন্মাদ-প্রলাপ ॥৭০॥", "synonyms": "*ei ta' kahiluṅ*—assim eu descrevi; *kūrma-ākṛti*—de tornar-se como uma tartaruga; *anubhāva*—o sintoma extático; *unmāda-ceṣṭita*—manifestado em loucura; *tāte*—nisto; *unmāda-pralāpa*—falar como um louco.", "translation": "**Assim, descrevi a transformação extática de Śrī Caitanya Mahāprabhu, na qual Ele se tornou semelhante a uma tartaruga. Nesse êxtase, Ele falava e agia como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/71/", "verse_text": "ei līlā sva-granthe raghunātha-dāsa\n\ngaurāṅga-stava-kalpavṛkṣe kairāchena prakāśa", "devanagari": "> এই লীলা স্বগ্রন্থে রঘুনাথ-দাস ।\n> গৌরাঙ্গস্তবকল্পবৃক্ষে কৈরাছেন প্রকাশ ॥৭১॥", "synonyms": "*ei līlā*—este passatempo; *sva-granthe*—em seu livro; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *gaurāṅga-stava-kalpa-vṛkṣe*—chamado Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa; *kairāchena prakāśa*—descreveu plenamente.", "translation": "**Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī descreveu plenamente este passatempo em seu livro Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/72/", "verse_text": "anudghāṭya dvāra-trayam uru ca bhitti-trayam aho\n\nvilaṅghyoccaiḥ kāliṅgika-surabhi-madhye nipatitaḥ\n\ntanūdyat-saṅkocāt kamaṭha iva kṛṣṇoru-virahād\n\nvirājan gaurāṅgo hṛdaya udayan māṁ madayati", "devanagari": "> অনুদঘাট্য দ্বারত্রয়মুরু চ ভিত্তিত্রয়মহো\n> বিলঙ্ঘ্যোচ্চৈঃ কালিঙ্গিক-সুরভিমধ্যে নিপতিতঃ ।\n> তনূদ্যৎসঙ্কোচাৎ কমঠ ইব কৃষ্ণোরুবিরহাদ্\n> বিরাজন্ গৌরাঙ্গো হৃদয় উদয়ন্মাং মদয়তি ॥৭২॥", "synonyms": "*anudghāṭya*—sem abrir; *dvāra-trayam*—as três portas; *uru*—fortes; *ca*—e; *bhitti-trayam*—três muros; *aho*—quão maravilhoso; *vilaṅghya*—transpondo; *uccaiḥ*—muito altos; *kāliṅgika*—de Kāliṅga-deśa, que fica no distrito de Tailaṅga; *surabhi-madhye*—entre as vacas; *nipatitaḥ*—caído; *tanu-udyat-saṅkocāt*—contraindo-se dentro do corpo; *kamaṭhaḥ*—uma tartaruga; *iva*—como; *kṛṣṇa-uru-virahāt*—por causa de fortes sentimentos de separação de Kṛṣṇa; *virājan*—surgindo; *gaurāṅgaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hṛdaye*—em meu coração; *udayan*—erguendo-se; *mām*—a mim; *madayati*—enlouquece.", "translation": "**\"Quão maravilhoso é! Śrī Caitanya Mahāprabhu saiu de Sua residência sem abrir as três portas fortemente trancadas. Em seguida, Ele transpôs três muros altos e, mais tarde, por causa de fortes sentimentos de separação de Kṛṣṇa, caiu entre as vacas do distrito de Tailaṅga e retraiu todos os membros de Seu corpo como uma tartaruga. Śrī Caitanya Mahāprabhu, que apareceu dessa maneira, ergue-se em meu coração e me enlouquece.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/17/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/17/73/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥৭৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Sétimo Capítulo, que descreve o passatempo em que Śrī Caitanya Mahāprabhu retraiu Seus membros como uma tartaruga."}
{"ref": "cc/antya/18/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/1/", "verse_text": "śaraj-jyotsnā-sindhor avakalanayā jāta-yamunā-\nbhramād dhāvan yo 'smin hari-viraha-tāpārṇava iva\nnimagno mūrcchālaḥ payasi nivasan rātrim akhilāṁ\nprabhāte prāptaḥ svair avatu sa śacī-sūnur iha naḥ", "devanagari": "> শরজ্জ্যোৎস্না-সিন্ধোরবকলনয়া জাতযমুনা-\n> ভ্রমাদ্ধাবন্ যোঽস্মিন্ হরিবিরহতাপার্ণব ইব ।\n> নিমগ্নো মূর্চ্ছালঃ পয়সি নিবসন্ রাত্রিমখিলাং\n> প্রভাতে প্রাপ্তঃ স্বৈরবতু স শচীসূনুরিহ নঃ ॥১॥", "synonyms": "*śarat-jyotsnā*—ao luar do outono; *sindhoḥ*—do mar; *avakalanayā*—pela visão; *jāta*—surgiu; *yamunā*—o rio Yamunā; *bhramāt*—por engano; *dhāvan*—correndo; *yaḥ*—Ele que; *asmin*—neste; *hari-viraha*—devido à separação de Hari; *tāpa*—de sofrimento; *arṇave*—no oceano; *iva*—como se; *nimagnaḥ*—mergulhou; *mūrcchālaḥ*—inconsciente; *payasi*—na água; *nivasan*—permanecendo; *rātrim*—a noite; *akhilām*—inteira; *prabhāte*—pela manhã; *prāptaḥ*—foi encontrado; *svaiḥ*—por Seus associados pessoais; *avatu*—possa proteger; *saḥ*—Ele; *śacī-sūnuḥ*—o filho de mãe Śacī; *iha*—aqui; *naḥ*—a nós.", "translation": "**Ao brilhante luar do outono, Śrī Caitanya Mahāprabhu confundiu o mar com o rio Yamunā. Profundamente aflito pela separação de Kṛṣṇa, correu e mergulhou no mar, permanecendo inconsciente na água a noite inteira. Pela manhã, foi encontrado por Seus devotos pessoais. Que esse Śrī Caitanya Mahāprabhu, o filho de mãe Śacī, nos proteja com Seus passatempos transcendentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias a Nityānanda Prabhu! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/3/", "verse_text": "ei-mate mahāprabhu nīlācale vaise\nrātri-dine kṛṣṇa-vicchedārṇave bhāse", "devanagari": "> এইমতে মহাপ্রভু নীলাচলে বৈসে ।\n> রাত্রি-দিনে কৃষ্ণবিচ্ছেদার্ণবে ভাসে ॥৩॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nīlācale*—em Jagannātha Purī; *vaise*—reside; *rātri-dine*—noite e dia; *kṛṣṇa-viccheda*—da separação de Kṛṣṇa; *arṇave*—no oceano; *bhāse*—flutua.", "translation": "**Enquanto vivia assim em Jagannātha Purī, Śrī Caitanya Mahāprabhu flutuava dia e noite num oceano de separação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/4/", "verse_text": "śarat-kālera rātri, saba candrikā-ujjvala\nprabhu nija-gaṇa lañā beḍāna rātri-sakala", "devanagari": "> শরৎকালের রাত্রি, সব চন্দ্রিকা-উজ্জ্বল ।\n> প্রভু নিজগণ লঞা বেড়ান রাত্রি-সকল ॥৪॥", "synonyms": "*śarat-kālera*—do outono; *rātri*—noite; *saba*—tudo; *candrikā-ujjvala*—iluminado pelo luar; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-gaṇa*—Seus próprios associados; *lañā*—levando; *beḍāna*—caminha; *rātri-sakala*—a noite inteira.", "translation": "**Durante uma noite da estação do outono em que uma lua cheia iluminava tudo, Śrī Caitanya Mahāprabhu perambulou a noite toda com Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/5/", "verse_text": "udyāne udyāne bhramena kautuka dekhite\nrāsa-līlāra gīta-śloka paḍite śunite", "devanagari": "> উদ্যানে উদ্যানে ভ্রমেন কৌতুক দেখিতে ।\n> রাসলীলার গীত-শ্লোক পড়িতে শুনিতে ॥৫॥", "synonyms": "*udyāne udyāne*—de jardim em jardim; *bhramena*—Ele caminha; *kautuka dekhite*—vendo a diversão; *rāsa-līlāra*—da dança da rāsa; *gīta-śloka*—canções e versos; *paḍite śunite*—recitando e ouvindo.", "translation": "**Ele caminhava de jardim em jardim, vendo os passatempos do Senhor Kṛṣṇa e ouvindo e recitando canções e versos relativos à rāsa-līlā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/6/", "verse_text": "prabhu premāveśe karena gāna, nartana\nkabhu bhāvāveśe rāsa-līlānukaraṇa", "devanagari": "> প্রভু প্রেমাবেশে করেন গান, নর্তন ।\n> কভু ভাবাবেশে রাসলীলানুকরণ ॥৬॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *prema-āveśe*—em amor extático; *karena*—faz; *gāna*—canto; *nartana*—dança; *kabhu*—às vezes; *bhāva-āveśe*—em emoção extática; *rāsa-līlā*—a dança da rāsa-līlā; *anukaraṇa*—imitando.", "translation": "**Ele cantava e dançava em amor extático e, às vezes, imitava a dança da rāsa em êxtase emocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/7/", "verse_text": "kabhu bhāvonmāde prabhu iti-uti dhāya\nbhūme paḍi' kabhu mūrcchā, kabhu gaḍi' yāya", "devanagari": "> কভু ভাবোন্মাদে প্রভু ইতি-উতি ধায় ।\n> ভূমে পড়ি’ কভু মূর্চ্ছা, কভু গড়ি’ যায় ॥৭॥", "synonyms": "*kabhu*—às vezes; *bhāva-unmāde*—na loucura do amor extático; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *iti-uti*—de um lado para outro; *dhāya*—corre; *bhūme paḍi'*—caindo ao chão; *kabhu mūrcchā*—às vezes inconsciente; *kabhu*—às vezes; *gaḍi' yāya*—rola pelo chão.", "translation": "**Às vezes Ele corria de um lado para outro na loucura do êxtase, e às vezes caía e rolava pelo chão. Às vezes ficava completamente inconsciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/8/", "verse_text": "rāsa-līlāra eka śloka yabe paḍe, śune\npūrvavat tabe artha karena āpane", "devanagari": "> রাসলীলার এক শ্লোক যবে পড়ে, শুনে ।\n> পূর্ববৎ তবে অর্থ করেন আপনে ॥৮॥", "synonyms": "*rāsa-līlāra*—da rāsa-līlā; *eka*—um; *śloka*—verso; *yabe*—quando; *paḍe*—recita; *śune*—ouve; *pūrva-vat*—como anteriormente; *tabe*—então; *artha karena*—explica; *āpane*—pessoalmente.", "translation": "**Quando ouvia Svarūpa Dāmodara recitar um verso relativo à rāsa-līlā, ou quando Ele próprio recitava um, explicava-o pessoalmente, tal como fizera anteriormente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/9/", "verse_text": "ei-mata rāsa-līlāya haya yata śloka\nsabāra artha kare, pāya kabhu harṣa-śoka", "devanagari": "> এইমত রাসলীলায় হয় যত শ্লোক ।\n> সবার অর্থ করে, পায় কভু হর্ষ-শোক ॥৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *rāsa-līlāya*—nos passatempos da rāsa-līlā; *haya*—há; *yata śloka*—quantos versos houver; *sabāra*—de todos eles; *artha kare*—Ele explica o significado; *pāya*—experimenta; *kabhu*—às vezes; *harṣa-śoka*—júbilo e lamentação.", "translation": "**Dessa maneira, Ele explicava o significado de todos os versos relativos à rāsa-līlā. Às vezes ficava muito triste e, às vezes, muito alegre.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/10/", "verse_text": "se saba ślokera artha, se saba 'vikāra'\nse saba varṇite grantha haya ati-vistāra", "devanagari": "> সে সব শ্লোকের অর্থ, সে সব ‘বিকার’ ।\n> সে সব বর্ণিতে গ্রন্থ হয় অতি-বিস্তার ॥১০॥", "synonyms": "*se saba*—todos aqueles; *ślokera*—de versos; *artha*—significados; *se*—aquelas; *saba*—todas; *vikāra*—transformações; *se saba*—todos eles; *varṇite*—descrever; *grantha haya*—o livro se torna; *ati-vistāra*—muitíssimo extenso.", "translation": "**Explicar plenamente todos esses versos e todas as transformações que ocorreram no corpo do Senhor exigiria um volume muitíssimo extenso.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/11/", "verse_text": "dvādaśa vatsare ye ye līlā kṣaṇe-kṣaṇe\nati-bāhulya-bhaye grantha nā kailuṅ likhane", "devanagari": "> দ্বাদশ বৎসরে যে যে লীলা ক্ষণে-ক্ষণে ।\n> অতিবাহুল্য-ভয়ে গ্রন্থ না কৈলুঁ লিখনে ॥১১॥", "synonyms": "*dvādaśa vatsare*—em doze anos; *ye ye*—quaisquer; *līlā*—passatempos; *kṣaṇe-kṣaṇe*—momento após momento; *ati-bāhulya*—abundância demasiada; *bhaye*—temendo; *grantha*—livro; *nā*—não; *kailuṅ likhane*—escrevi.", "translation": "**Para não aumentar o tamanho deste livro, não escrevi sobre todos os passatempos do Senhor, pois Ele os realizou a cada momento de cada dia durante doze anos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/12/", "verse_text": "pūrve yei dekhāñāchi dig-daraśana\ntaiche jāniha 'vikāra' 'pralāpa' varṇana", "devanagari": "> পূর্বে যেই দেখাঞাছি দিগ্দরশন ।\n> তৈছে জানিহ ‘বিকার’ ‘প্রলাপ’ বর্ণন ॥১২॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *yei*—como; *dekhāñāchi*—mostrei; *dik-daraśana*—apenas uma indicação; *taiche*—de modo semelhante; *jāniha*—podeis saber; *vikāra*—transformações; *pralāpa*—falas insensatas; *varṇana*—descrição.", "translation": "**Como indiquei anteriormente, descrevo apenas em breve as falas insensatas e as transformações corporais do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/13/", "verse_text": "sahasra-vadane yabe kahaye 'ananta'\neka-dinera līlāra tabu nāhi pāya anta", "devanagari": "> সহস্র-বদনে যবে কহয়ে ‘অনন্ত’ ।\n> একদিনের লীলার তবু নাহি পায় অন্ত ॥১৩॥", "synonyms": "*sahasra-vadane*—com milhares de bocas; *yabe*—quando; *kahaye*—fala; *ananta*—o Senhor Ananta; *eka-dinera*—de um único dia; *līlāra*—dos passatempos; *tabu*—ainda assim; *nāhi*—não; *pāya*—alcança; *anta*—o limite.", "translation": "**Se Ananta, com Seus mil capelos, tentasse descrever os passatempos de um único dia de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ser-Lhe-ia impossível descrevê-los plenamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/14/", "verse_text": "koṭi-yuga paryanta yadi likhaye gaṇeśa\neka-dinera līlāra tabu nāhi pāya śeṣa", "devanagari": "> কোটিযুগ পর্যন্ত যদি লিখয়ে গণেশ ।\n> একদিনের লীলার তবু নাহি পায় শেষ ॥১৪॥", "synonyms": "*koṭi-yuga*—milhões de milênios; *paryanta*—até o ponto de; *yadi*—se; *likhaye*—escreve; *gaṇeśa*—o semideus Gaṇeśa (filho do Senhor Śiva); *eka-dinera*—de um único dia; *līlāra*—dos passatempos; *tabu*—ainda assim; *nāhi pāya*—não consegue alcançar; *śeṣa*—o limite.", "translation": "**Se Gaṇeśa, o filho do Senhor Śiva e o escriba perito dos semideuses, tentasse durante milhões de milênios descrever plenamente um único dia dos passatempos do Senhor, seria incapaz de encontrar-lhes o limite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/15/", "verse_text": "bhaktera prema-vikāra dekhi' kṛṣṇera camatkāra!\nkṛṣṇa yāra nā pāya anta, kebā chāra āra?", "devanagari": "> ভক্তের প্রেম-বিকার দেখি’ কৃষ্ণের চমৎকার!\n> কৃষ্ণ যার না পায় অন্ত, কেবা ছার আর ? ॥ ১৫ ॥", "synonyms": "*bhaktera*—de um devoto; *prema-vikāra*—as transformações de emoção extática; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *camatkāra*—assombro; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *yāra*—das quais; *nā pāya*—não consegue obter; *anta*—o limite; *kebā*—quem; *chāra*—insignificante; *āra*—outros.", "translation": "**Até mesmo o Senhor Kṛṣṇa fica tomado de assombro ao ver as transformações de êxtase em Seus devotos. Se o próprio Kṛṣṇa não consegue estimar os limites de tais emoções, como poderiam outros fazê-lo?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/16-17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/16-17/", "verse_text": "bhakta-premāra yata daśā, ye gati prakāra\n\nyata duḥkha, yata sukha, yateka vikāra\n\nkṛṣṇa tāhā samyak nā pāre jānite\n\nbhakta-bhāva aṅgīkare tahā āsvādite", "devanagari": "> ভক্ত-প্রেমার যত দশা, যে গতি প্রকার ।\n> যত দুঃখ, যত সুখ, যতেক বিকার ॥১৬॥\n> কৃষ্ণ তাহা সম্যক্ না পারে জানিতে ।\n> ভক্তভাব অঙ্গীকরে তাহা আস্বাদিতে ॥১৭॥", "synonyms": "*bhakta-premāra*—da emoção extática do devoto; *yata*—todas; *daśā*—as condições; *ye*—as quais; *gati prakāra*—o modo de progresso; *yata*—toda; *duḥkha*—a infelicidade; *yata*—toda; *sukha*—a felicidade; *yateka*—toda; *vikāra*—transformação; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāhā*—isso; *samyak*—plenamente; *nā pāre jānite*—não consegue compreender; *bhakta-bhāva*—o estado de ânimo de um devoto; *aṅgīkare*—Ele aceita; *tāhā*—isso; *āsvādite*—para saborear.", "translation": "**O próprio Kṛṣṇa não consegue compreender plenamente as condições, o modo de progresso, a felicidade e a infelicidade, e os estados de ânimo do amor extático de Seus devotos. Por isso, Ele aceita o papel de devoto para saborear plenamente essas emoções.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/18/", "verse_text": "kṛṣṇere nācāya premā, bhaktere nācāya\n\nāpane nācaye,--tine nāce eka-ṭhāñi", "devanagari": "> কৃষ্ণেরে নাচায় প্রেমা, ভক্তেরে নাচায় ।\n> আপনে নাচয়ে, — তিনে নাচে একঠাঞি ॥১৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇere*—Kṛṣṇa; *nācāya*—faz dançar; *premā*—o amor a Kṛṣṇa; *bhaktere*—o devoto; *nācāya*—faz dançar; *āpane*—pessoalmente; *nācaye*—dança; *tine*—os três; *nāce*—dançam; *eka-ṭhāñi*—num só lugar.", "translation": "**O amor extático a Kṛṣṇa faz Kṛṣṇa e Seus devotos dançarem, e ele próprio também dança. Dessa maneira, os três dançam juntos num só lugar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/19/", "verse_text": "premāra vikāra varṇite cāhe yei jana\n\ncānda dharite cāhe, yena hañā 'vāmana'", "devanagari": "> প্রেমার বিকার বর্ণিতে চাহে যেই জন ।\n> চান্দ ধরিতে চাহে, যেন হঞা ‘বামন’ ॥১৯॥", "synonyms": "*premāra*—do amor extático a Kṛṣṇa; *vikāra*—as transformações; *varṇite*—descrever; *cāhe*—deseja; *yei jana*—a pessoa que; *cānda dharite*—pegar a lua; *cāhe*—deseja; *yena*—como se; *hañā*—sendo; *vāmana*—um anão.", "translation": "**Aquele que deseja descrever as transformações do amor extático a Kṛṣṇa é como um anão que tenta apanhar a lua no céu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/20/", "verse_text": "vāyu yaiche sindhu-jalera hare eka 'kaṇa'\n\nkṛṣṇa-prema-kaṇa taiche jīvera sparśana", "devanagari": "> বায়ু যৈছে সিন্ধু-জলের হরে এক ‘কণ’ ।\n> কৃষ্ণপ্রেম-কণ তৈছে জীবের স্পর্শন ॥২০॥", "synonyms": "*vāyu*—o vento; *yaiche*—assim como; *sindhu-jalera*—da água do oceano; *hare*—leva embora; *eka kaṇa*—uma partícula; *kṛṣṇa-prema-kaṇa*—uma partícula do amor a Kṛṣṇa; *taiche*—de modo semelhante; *jīvera sparśana*—uma entidade viva pode tocar.", "translation": "**Assim como o vento pode levar embora apenas uma gota da água do oceano, uma entidade viva pode tocar somente uma partícula do oceano do amor a Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/21/", "verse_text": "kṣaṇe kṣaṇe uṭhe premāra taraṅga ananta\n\njīva chāra kāhāṅ tāra pāibeka anta?", "devanagari": "> ক্ষণে ক্ষণে উঠে প্রেমার তরঙ্গ অনন্ত ।\n> জীব ছার কাহাঁ তার পাইবেক অন্ত ? ॥ ২১ ॥", "synonyms": "*kṣaṇe kṣaṇe*—momento após momento; *uṭhe*—erguem-se; *premāra*—do amor a Kṛṣṇa; *taraṅga*—as ondas; *ananta*—ilimitadas; *jīva*—uma entidade viva; *chāra*—insignificante; *kāhāṅ*—como; *tāra*—desse; *pāibeka*—obterá; *anta*—o limite.", "translation": "**Ondas infindáveis erguem-se momento após momento naquele oceano de amor. Como poderia uma entidade viva insignificante avaliar seus limites?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/22/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya yāhā karena āsvādana\n\nsabe eka jāne tāhā svarūpādi 'gaṇa'", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য যাহা করেন আস্বাদন ।\n> সবে এক জানে তাহা স্বরূপাদি ‘গণ’ ॥২২॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yāhā*—tudo o que; *karena*—faz; *āsvādana*—saborear; *sabe*—plenamente; *eka*—uma; *jāne*—conhece; *tāhā*—isso; *svarūpa-ādi gaṇa*—devotos como Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.", "translation": "**Somente uma pessoa do nível de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī pode conhecer plenamente aquilo que o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreia em Seu amor por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/23/", "verse_text": "jīva hañā kare yei tāhāra varṇana\n\nāpanā śodhite tāra choṅye eka 'kaṇa'", "devanagari": "> জীব হঞা করে যেই তাহার বর্ণন ।\n> আপনা শোধিতে তার ছোঁয়ে এক ‘কণ’ ॥২৩॥", "synonyms": "*jīva hañā*—sendo uma entidade viva comum; *kare*—faz; *yei*—quem quer que; *tāhāra*—disso; *varṇana*—a descrição; *āpanā*—a si mesmo; *śodhite*—para purificar; *tāra*—disso; *choṅye*—toca; *eka kaṇa*—uma partícula.", "translation": "**Quando uma entidade viva comum descreve os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ela se purifica ao tocar uma gota daquele grande oceano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/24/", "verse_text": "ei-mata rāsera śloka-sakala-i paḍilā\n\nśeṣe jala-kelira śloka paḍite lāgilā", "devanagari": "> এইমত রাসের শ্লোক-সকলই পড়িলা ।\n> শেষে জলকেলির শ্লোক পড়িতে লাগিলা ॥২৪॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *rāsera*—da dança da rāsa; *śloka*—os versos; *sakala-i*—todos; *paḍilā*—recitou; *śeṣe*—ao final; *jala-kelira*—dos passatempos na água; *śloka*—o verso; *paḍite lāgilā*—começou a recitar.", "translation": "**Dessa maneira, foram recitados todos os versos referentes à dança da rāsa-līlā. Então, por fim, recitou-se o verso relativo aos passatempos na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/25/", "verse_text": "tābhir yutaḥ śramam apohitum aṅga-saṅga-\n\nghṛṣṭa-srajaḥ sa kuca-kuṅkuma-rañjitāyāḥ\n\ngandharva-pālibhir anudruta āviśad vāḥ\n\nśrānto gajībhir ibha-rāḍ iva bhinna-setuḥ", "devanagari": "> তাভির্যুতঃ শ্রমমপোহিতুমঙ্গসঙ্গ-\n> ঘৃষ্টস্রজঃ স কুচকুঙ্কুমরঞ্জিতায়াঃ ।\n> গন্ধর্বপালিভিরনুদ্রুত আবিশদ্বাঃ\n> শ্রান্তো গজীভিরিভরাড়িব ভিন্নসেতুঃ ॥২৫॥", "synonyms": "*tābhiḥ*—por elas (as gopīs); *yutaḥ*—acompanhado; *śramam*—a fadiga; *apohitum*—para remover; *aṅga-saṅga*—pelo toque dos corpos; *ghṛṣṭa*—amassada; *srajaḥ*—da guirlanda de flores; *saḥ*—Ele; *kuca-kuṅkuma*—pelo kuṅkuma dos seios; *rañjitāyāḥ*—colorida; *gandharva-pa*—como seres celestiais de Gandharvaloka; *alibhiḥ*—pelas abelhas; *anudrutaḥ*—seguido; *āviśat*—entrou; *vāḥ*—na água; *śrāntaḥ*—estando fatigado; *gajībhiḥ*—pelas elefantas; *ibha*—dos elefantes; *rāṭ*—o rei; *iva*—como; *bhinna-setuḥ*—além dos princípios védicos de moralidade.", "translation": "**\"Assim como um líder independente entre os elefantes entra na água com suas elefantas, Kṛṣṇa, que é transcendental aos princípios védicos de moralidade, entrou na água do Yamunā com as gopīs. Seu peito roçara contra os seios delas, amassando Sua guirlanda de flores e colorindo-a com o pó vermelho de kuṅkuma. Atraídas pela fragrância daquela guirlanda, abelhas zumbidoras seguiram Kṛṣṇa como seres celestiais de Gandharvaloka. Dessa maneira, o Senhor Kṛṣṇa mitigou a fadiga da dança da rāsa.\"**", "purport": "Este verso é do Śrīmad-Bhāgavatam (10.33.22)."}
{"ref": "cc/antya/18/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/26/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu bhramite bhramite\n\nāiṭoṭā haite samudra dekhena ācambite", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু ভ্রমিতে ভ্রমিতে ।\n> আইটোটা হৈতে সমুদ্র দেখেন আচম্বিতে ॥২৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhramite bhramite*—enquanto perambulava; *āiṭoṭā haite*—do templo de Āiṭoṭā; *samudra*—o mar; *dekhena*—vê; *ācambite*—subitamente.", "translation": "**Enquanto assim perambulava perto do templo de Āiṭoṭā, Śrī Caitanya Mahāprabhu subitamente avistou o mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/27/", "verse_text": "candra-kāntye uchalita taraṅga ujjvala\n\njhalamala kare,--yena 'yamunāra jala'", "devanagari": "> চন্দ্রকান্ত্যে উছলিত তরঙ্গ উজ্জ্বল ।\n> ঝলমল করে, — যেন ‘যমুনার জল’ ॥২৭॥", "synonyms": "*candra-kāntye*—pelo brilho da lua; *uchalita*—erguidas ao alto; *taraṅga*—as ondas; *ujjvala*—muito brilhantes; *jhalamala kare*—reluzem; *yena*—como se fossem; *yamunāra jala*—a água do rio Yamunā.", "translation": "**Iluminadas pela luz resplandecente da lua, as ondas altas do mar reluziam como as águas do rio Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/28/", "verse_text": "yamunāra bhrame prabhu dhāñā calilā\n\nalakṣite yāi' sindhu-jale jhāṅpa dilā", "devanagari": "> যমুনার ভ্রমে প্রভু ধাঞা চলিলা ।\n> অলক্ষিতে যাই’ সিন্ধু-জলে ঝাঁপ দিলা ॥২৮॥", "synonyms": "*yamunāra bhrame*—por confundi-lo com o Yamunā; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhāñā calilā*—pôs-se a correr velozmente; *alakṣite*—sem ser visto; *yāi'*—indo; *sindhu-jale*—na água do mar; *jhāṅpa dilā*—Ele pulou.", "translation": "**Confundindo o mar com o Yamunā, o Senhor correu velozmente e pulou na água, sem ser visto pelos demais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/29/", "verse_text": "paḍitei haila mūrcchā, kichui nā jāne\n\nkabhu ḍubāya, kabhu bhāsāya taraṅgera gaṇe", "devanagari": "> পড়িতেই হৈল মূর্চ্ছা, কিছুই না জানে ।\n> কভু ডুবায়, কভু ভাসায় তরঙ্গের গণে ॥২৯॥", "synonyms": "*paḍitei*—ao cair; *haila mūrcchā*—Ele ficou inconsciente; *kichui*—nada; *nā jāne*—não compreendia; *kabhu*—às vezes; *ḍubāya*—faziam afundar; *kabhu*—às vezes; *bhāsāya*—faziam flutuar; *taraṅgera gaṇe*—as ondas.", "translation": "**Ao cair no mar, Ele perdeu a consciência e não conseguia compreender onde estava. Às vezes, afundava sob as ondas e, às vezes, flutuava sobre elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/30/", "verse_text": "taraṅge vahiyā phire,--yena śuṣka kāṣṭha\n\nke bujhite pāre ei caitanyera nāṭa?", "devanagari": "> তরঙ্গে বহিয়া ফিরে, — যেন শুষ্ক কাষ্ঠ ।\n> কে বুঝিতে পারে এই চৈতন্যের নাট ? ॥ ৩০ ॥", "synonyms": "*taraṅge*—as ondas; *vahiyā phire*—carregam para um lado e para outro; *yena*—como; *śuṣka kāṣṭha*—um pedaço de madeira seca; *ke*—quem; *bujhite pāre*—consegue compreender; *ei*—esta; *caitanyera nāṭa*—representação dramática do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**As ondas O carregavam de um lado para outro como a um pedaço de madeira seca. Quem pode compreender esta representação dramática de Śrī Caitanya Mahāprabhu?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/31/", "verse_text": "koṇārkera dike prabhure taraṅge lañā yāya\n\nkabhu ḍubāñā rākhe, kabhu bhāsāñā lañā yāya", "devanagari": "> কোণার্কের দিকে প্রভুরে তরঙ্গে লঞা যায় ।\n> কভু ডুবাঞা রাখে, কভু ভাসাঞা লঞা যায় ॥৩১॥", "synonyms": "*koṇārkera dike*—em direção ao templo de Koṇārka; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *taraṅge*—as ondas; *lañā yāya*—levam embora; *kabhu*—às vezes; *ḍubāñā*—fazendo afundar; *rākhe*—mantêm; *kabhu*—às vezes; *bhāsāñā*—fazendo flutuar; *lañā yāya*—levam embora.", "translation": "**Mantendo o Senhor ora submerso, ora à tona, as ondas O carregavam em direção ao templo de Koṇārka.**", "purport": "Koṇārka, geralmente conhecido como Arka-tīrtha, é um templo do Senhor Sūrya, o deus do sol. Situa-se à beira-mar, dezenove milhas ao norte de Jagannātha Purī. Foi construído de pedra negra no início do século treze da era Śaka, e ele revela perícia e arquitetura magistrais."}
{"ref": "cc/antya/18/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/32/", "verse_text": "yamunāte jala-keli gopī-gaṇa-saṅge\n\nkṛṣṇa karena--mahāprabhu magna sei raṅge", "devanagari": "> যমুনাতে জলকেলি গোপীগণ-সঙ্গে ।\n> কৃষ্ণ করেন — মহাপ্রভু মগ্ন সেই রঙ্গে ॥৩২॥", "synonyms": "*yamunāte*—no rio Yamunā; *jala-keli*—passatempos na água; *gopī-gaṇa-saṅge*—com as gopīs; *kṛṣṇa karena*—Kṛṣṇa realiza; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *magna*—totalmente imerso; *sei raṅge*—naqueles passatempos.", "translation": "**O Senhor Kṛṣṇa realizava passatempos com as gopīs nas águas do Yamunā, e Śrī Caitanya Mahāprabhu ficou totalmente imerso naqueles passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/33/", "verse_text": "ihāṅ svarūpādi-gaṇa prabhu nā dekhiyā\n\n'kāhāṅ gelā prabhu?' kahe camakita hañā", "devanagari": "> ইহাঁ স্বরূপাদিগণ প্রভু না দেখিয়া ।\n> ‘কাহাঁ গেলা প্রভু?’ কহে চমকিত হঞা ॥৩৩॥", "synonyms": "*ihāṅ*—aqui; *svarūpa-ādi-gaṇa*—os devotos encabeçados por Svarūpa Dāmodara; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nā dekhiyā*—não vendo; *kāhāṅ*—onde; *gelā*—foi; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahe*—dizem; *camakita hañā*—estando assombrados.", "translation": "**Enquanto isso, todos os devotos, encabeçados por Svarūpa Dāmodara, perderam de vista Śrī Caitanya Mahāprabhu. Assombrados, começaram a procurá-Lo, perguntando: \"Para onde foi o Senhor?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/34/", "verse_text": "mano-vege gelā prabhu, dekhite nārilā\n\nprabhure nā dekhiyā saṁśaya karite lāgilā", "devanagari": "> মনোবেগে গেলা প্রভু, দেখিতে নারিলা ।\n> প্রভুরে না দেখিয়া সংশয় করিতে লাগিলা ॥৩৪॥", "synonyms": "*manaḥ-vege*—na velocidade da mente; *gelā*—foi; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhite nārilā*—ninguém pôde ver; *prabhure*—o Senhor; *nā dekhiyā*—não vendo; *saṁśaya*—dúvidas; *karite lāgilā*—começaram a sentir.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu havia partido na velocidade da mente. Ninguém podia vê-Lo. Assim, todos ficaram perplexos quanto ao Seu paradeiro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/35/", "verse_text": "'jagannātha dekhite kibā devālaye gelā?\n\nanya udyāne kibā unmāde paḍilā?", "devanagari": "> ‘জগন্নাথ দেখিতে কিবা দেবালয়ে গেলা ?\n> অন্য উদ্যানে কিবা উন্মাদে পড়িলা? ॥৩৫॥", "synonyms": "*jagannātha*—o Senhor Jagannātha; *dekhite*—para ver; *kibā*—porventura; *devālaye*—ao templo; *gelā*—foi; *anya*—outro; *udyāne*—num jardim; *kibā*—ou; *unmāde*—em loucura; *paḍilā*—caiu.", "translation": "**\"Terá o Senhor ido ao templo de Jagannātha, ou terá caído em loucura em algum jardim?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/36/", "verse_text": "guṇḍicā-mandire gelā, kibā narendrere?\n\ncaṭaka-parvate gelā, kibā koṇārkere?'", "devanagari": "> গুণ্ডিচা-মন্দিরে গেলা, কিবা নরেন্দ্রেরে ?\n> চটক-পর্বতে গেলা, কিবা কোণার্কেরে?’ ॥৩৬॥", "synonyms": "*guṇḍicā-mandire*—ao templo de Guṇḍicā; *gelā*—foi; *kibā*—ou; *narendrere*—ao lago Narendra; *caṭaka-parvate*—ao Caṭaka-parvata; *gelā*—foi; *kibā*—ou; *koṇārkere*—ao templo de Koṇārka.", "translation": "**\"Talvez Ele tenha ido ao templo de Guṇḍicā, ou ao lago Narendra, ou ao Caṭaka-parvata. Quem sabe foi ao templo de Koṇārka.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/37/", "verse_text": "eta bali' sabe phire prabhure cāhiyā\n\nsamudrera tīre āilā kata jana lañā", "devanagari": "> এত বলি’ সবে ফিরে প্রভুরে চাহিয়া ।\n> সমুদ্রের তীরে আইলা কত জন লঞা ॥৩৭॥", "synonyms": "*eta bali'*—dizendo isto; *sabe*—todos eles; *phire*—perambulam; *prabhure cāhiyā*—procurando por Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samudrera tīre*—à beira-mar; *āilā*—chegaram; *kata*—muitas; *jana*—pessoas; *lañā*—acompanhados por.", "translation": "**Falando dessa maneira, os devotos perambularam de um lado para outro procurando o Senhor. Por fim, chegaram à praia, acompanhados de muitas outras pessoas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/38/", "verse_text": "cāhiye beḍāite aiche rātri-śeṣa haila\n\n'antardhāna ha-ilā prabhu',--niścaya karila", "devanagari": "> চাহিয়ে বেড়াইতে ঐছে রাত্রি-শেষ হৈল ।\n> ‘অন্তর্ধান হইলা প্রভু’, — নিশ্চয় করিল ॥৩৮॥", "synonyms": "*cāhiye*—procurando; *beḍāite*—perambulando; *aiche*—dessa maneira; *rātri-śeṣa haila*—a noite terminou; *antardhāna ha-ilā*—desapareceu; *prabhu*—o Senhor; *niścaya karila*—eles concluíram.", "translation": "**Enquanto procuravam o Senhor, a noite terminou, e assim todos concluíram: \"O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu agora desapareceu.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/39/", "verse_text": "prabhura vicchede kāra dehe nāhi prāṇa\n\naniṣṭā-śaṅkā vinā kāra mane nāhi āna", "devanagari": "> প্রভুর বিচ্ছেদে কার দেহে নাহি প্রাণ ।\n> অনিষ্টাশঙ্কা বিনা কার মনে নাহি আর ॥৩৯॥", "synonyms": "*prabhura*—do Senhor; *vicchede*—devido à separação; *kāra*—de todos eles; *dehe*—no corpo; *nāhi prāṇa*—praticamente não havia vida; *aniṣṭā-śaṅkā*—dúvidas de algum infortúnio; *vinā*—além de; *kāra*—de todos eles; *mane*—na mente; *nāhi āna*—não há mais nada.", "translation": "**Na separação do Senhor, todos se sentiam como se houvessem perdido a própria vida. Concluíram que devia ter ocorrido algum infortúnio. Não conseguiam pensar em mais nada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/40/", "verse_text": "\"aniṣṭa-śaṅkīni bandhu-hṛdayāni bhavanti hi\"", "devanagari": "> “অনিষ্টাশঙ্কীনি বন্ধুহৃদয়ানি ভবন্তি হি ।।” ॥ ৪০ ॥", "synonyms": "*aniṣṭa*—de algum infortúnio; *śaṅkīni*—possuindo dúvidas; *bandhu*—de amigos ou parentes; *hṛdayāni*—corações; *bhavanti*—tornam-se; *hi*—certamente.", "translation": "**\"O parente ou amigo íntimo está sempre temeroso de algum dano sobrevir ao seu ente querido.\"**", "purport": "Esta é uma citação do Abhijñāna-śakuntala-nāṭaka."}
{"ref": "cc/antya/18/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/41/", "verse_text": "samudrera tīre āsi' yukati karilā\n\ncirāyu-parvata-dike kata-jana gelā", "devanagari": "> সমুদ্রের তীরে আসি’ যুকতি করিলা ।\n> চিরায়ু-পর্বত-দিকে কতজন গেলা ॥৪১॥", "synonyms": "*samudrera tīre*—à beira-mar; *āsi'*—chegando; *yukati karilā*—deliberaram entre si; *cirāyu-parvata*—do Caṭaka-parvata; *dike*—na direção; *kata-jana*—alguns deles; *gelā*—foram.", "translation": "**Ao chegarem à beira-mar, deliberaram entre si. Em seguida, alguns deles foram procurar Śrī Caitanya Mahāprabhu no Caṭaka-parvata.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/42/", "verse_text": "pūrva-diśāya cale svarūpa lañā kata jana\n\nsindhu-tīre-nīre karena prabhura anveṣaṇa", "devanagari": "> পূর্ব-দিশায় চলে স্বরূপ লঞা কত জন ।\n> সিন্ধু-তীরে-নীরে করেন প্রভুর অন্বেষণ ॥৪২॥", "synonyms": "*pūrva-diśāya*—na direção leste; *cale*—vai; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *lañā*—levando; *kata jana*—algumas pessoas; *sindhu-tīre*—à beira-mar; *nīre*—na água; *karena*—faz; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *anveṣaṇa*—busca.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara seguiu para leste com outras pessoas, procurando o Senhor na praia ou na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/43/", "verse_text": "viṣāde vihvala sabe, nāhika 'cetana'\n\ntabu preme bule kari' prabhura anveṣaṇa", "devanagari": "> বিষাদে বিহ্বল সবে, নাহিক ‘চেতন’ ।\n> তবু প্রেমে বুলে করি’ প্রভুর অন্বেষণ ॥৪৩॥", "synonyms": "*viṣāde*—em grande tristeza; *vihvala*—dominados; *sabe*—em todos; *nāhika*—não havia; *cetana*—consciência; *tabu*—ainda; *preme*—em amor; *bule*—perambulam; *kari'*—fazendo; *prabhura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *anveṣaṇa*—procurando por.", "translation": "**Todos estavam dominados pela tristeza e quase inconscientes, mas, por amor extático, continuaram a perambular de um lado para outro, procurando o Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/44/", "verse_text": "dekhena--eka jāliyā āise kāndhe jāla kari'\n\nhāse, kānde, nāce, gāya, bale 'hari' 'hari'", "devanagari": "> দেখেন — এক জালিয়া আইসে কান্ধে জাল করি’ ।\n> হাসে, কান্দে, নাচে, গায়, বলে ‘হরি’ ‘হরি’ ॥৪৪॥", "synonyms": "*dekhena*—eles veem; *eka jāliyā*—um pescador; *āise*—vem; *kāndhe*—ao ombro; *jāla kari'*—carregando uma rede; *hāse*—ri; *kānde*—chora; *nāce*—dança; *gāya*—canta; *bale*—diz; *hari hari*—Hari, Hari.", "translation": "**Percorrendo a praia, viram um pescador que se aproximava com sua rede ao ombro. Rindo, chorando, dançando e cantando, ele repetia incessantemente o santo nome: \"Hari, Hari.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/45/", "verse_text": "jāliyāra ceṣṭā dekhi' sabāra camatkāra\n\nsvarūpa-gosāñi tāre puchena samācāra", "devanagari": "> জালিয়ার চেষ্টা দেখি’ সবার চমৎকার ।\n> স্বরূপ-গোসাঞি তারে পুছেন সমাচার ॥৪৫॥", "synonyms": "*jāliyāra*—do pescador; *ceṣṭā*—atividade; *dekhi'*—vendo; *sabāra*—de todos; *camatkāra*—assombro; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *tāre*—a ele; *puchena*—pergunta; *samācāra*—notícias.", "translation": "**Ao verem as atividades do pescador, todos ficaram assombrados. Por isso, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī pediu-lhe informações.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/46/", "verse_text": "\"kaha, jāliyā, ei dike dekhilā eka-jana?\n\ntomāra ei daśā kene,--kahata' kāraṇa?\"", "devanagari": "> “কহ, জালিয়া, এই দিকে দেখিলা একজন ?\n> তোমার এই দশা কেনে, — কহত’ কারণ?” ॥৪৬॥", "synonyms": "*kaha*—dize, por favor; *jāliyā*—ó pescador; *ei dike*—nesta direção; *dekhilā*—viste; *eka-jana*—alguém; *tomāra*—tua; *ei*—esta; *daśā*—condição; *kene*—por que; *kahata'*—fala, por gentileza; *kāraṇa*—a causa.", "translation": "**\"Meu caro pescador\", disse ele, \"por que te comportas dessa maneira? Viste alguém por aqui? Qual é a causa de teu comportamento? Por favor, dize-nos.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/47/", "verse_text": "jāliyā kahe,--\"ihāṅ eka manuṣya nā dekhila\n\njāla vāhite eka mṛtaka mora jāle āila", "devanagari": "> জালিয়া কহে, — “ইহাঁ এক মনুষ্য না দেখিল ।\n> জাল বাহিতে এক মৃতক মোর জালে আইল ॥৪৭॥", "synonyms": "*jāliyā kahe*—o pescador disse; *ihāṅ*—aqui; *eka*—um; *manuṣya*—homem; *nā dekhila*—não vi; *jāla vāhite*—enquanto eu trabalhava com a rede; *eka*—um; *mṛtaka*—corpo morto; *mora jāle*—em minha rede; *āila*—veio.", "translation": "**O pescador respondeu: \"Não vi uma única pessoa aqui, mas, enquanto lançava minha rede na água, capturei um corpo morto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/48/", "verse_text": "baḍa matsya bali' āmi uṭhāiluṅ yatane\n\nmṛtaka dekhite mora bhaya haila mane", "devanagari": "> বড় মৎস্য বলি’ আমি উঠাইলুঁ যতনে ।\n> মৃতক দেখিতে মোর ভয় হৈল মনে ॥৪৮॥", "synonyms": "*baḍa*—grande; *matsya*—peixe; *bali'*—pensando ser; *āmi*—eu; *uṭhāiluṅ*—ergui; *yatane*—com cuidado; *mṛtaka*—o cadáver; *dekhite*—vendo; *mora*—meu; *bhaya*—medo; *haila*—houve; *mane*—na mente.", "translation": "**\"Ergui-o com grande cuidado, pensando tratar-se de um peixe grande, mas, assim que vi que era um cadáver, um grande medo surgiu em minha mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/49/", "verse_text": "jāla khasāite tāra aṅga-sparśa ha-ila\n\nsparśa-mātre sei bhūta hṛdaye paśila", "devanagari": "> জাল খসাইতে তার অঙ্গ-স্পর্শ হইল ।\n> স্পর্শমাত্রে সেই ভূত হৃদয়ে পশিল ॥৪৯॥", "synonyms": "*jāla*—a rede; *khasāite*—soltando; *tāra*—seu; *aṅga-sparśa*—toque do corpo; *ha-ila*—houve; *sparśa-mātre*—assim que o toquei; *sei*—aquele; *bhūta*—fantasma; *hṛdaye*—em meu coração; *paśila*—entrou.", "translation": "**\"Ao tentar soltar a rede, toquei o corpo e, assim que o toquei, um fantasma entrou em meu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/50/", "verse_text": "bhaye kampa haila, mora netre vahe jala\n\ngadgada vāṇī, roma uṭhila sakala", "devanagari": "> ভয়ে কম্প হৈল, মোর নেত্রে বহে জল ।\n> গদ্গদ বাণী, রোম উঠিল সকল ॥৫০॥", "synonyms": "*bhaye*—de medo; *kampa*—tremor; *haila*—houve; *mora*—meus; *netre*—nos olhos; *vahe*—correm; *jala*—lágrimas; *gadgada*—vacilante; *vāṇī*—voz; *roma*—pelos do corpo; *uṭhila*—se eriçaram; *sakala*—todos.", "translation": "**\"Tremi de medo e derramei lágrimas. Minha voz vacilou, e todos os pelos de meu corpo se eriçaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/51/", "verse_text": "kibā brahma-daitya, kibā bhūta, kahane nā yāya\n\ndarśana-mātre manuṣyera paiśe sei kāya", "devanagari": "> কিবা ব্রহ্মদৈত্য, কিবা ভূত, কহনে না যায় ।\n> দর্শনমাত্রে মনুষ্যের পৈশে সেই কায় ॥৫১॥", "synonyms": "*kibā*—se; *brahma-daitya*—o fantasma de um brāhmaṇa; *kibā*—ou; *bhūta*—um fantasma comum; *kahane nā yāya*—não posso dizer; *darśana-mātre*—assim que se vê; *manuṣyera*—de um homem; *paiśe*—entra; *sei kāya*—naquele corpo.", "translation": "**\"Não sei se era o fantasma de um brāhmaṇa morto ou de um homem comum, mas, assim que alguém olha para ele, ele entra em seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/52/", "verse_text": "śarīra dīghala tāra--hāta pāṅca-sāta\n\nekeka-hasta-pada tāra, tina tina hāta", "devanagari": "> শরীর দীঘল তার — হাত পাঁচ-সাত ।\n> একেক-হস্ত-পদ তার, তিন তিন হাত ॥৫২॥", "synonyms": "*śarīra*—corpo; *dīghala*—longo; *tāra*—seu; *hāta*—côvados (um côvado equivale aproximadamente a um pé e meio); *pāṅca-sāta*—cinco a sete; *ekeka*—cada; *hasta-pada*—braço e perna; *tāra*—dele; *tina*—três; *tina*—três; *hāta*—côvados.", "translation": "**\"O corpo desse fantasma é muito longo, de cinco a sete côvados. Cada um de seus braços e pernas mede três côvados de comprimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/53/", "verse_text": "asthi-sandhi chuṭile carma kare naḍa-baḍe\n\ntāhā dekhi' prāṇa kā'ra nāhi rahe dhaḍe", "devanagari": "> অস্থি-সন্ধি ছুটিলে চর্ম করে নড়-বড়ে ।\n> তাহা দেখি’ প্রাণ কা’র নাহি রহে ধড়ে ॥৫৩॥", "synonyms": "*asthi-sandhi*—as articulações dos ossos; *chuṭile*—estando separadas; *carma*—a pele; *kare*—faz; *naḍa-baḍe*—pendendo; *tāhā*—isso; *dekhi'*—vendo; *prāṇa*—vida; *kā'ra*—de quem; *nāhi*—não; *rahe*—permanece; *dhaḍe*—no corpo.", "translation": "**\"Suas articulações estão todas separadas por baixo da pele, que está completamente frouxa. Ninguém poderia vê-lo e permanecer vivo em seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/54/", "verse_text": "maḍā-rūpa dhari' rahe uttāna-nayana\n\nkabhu goṅ-goṅ kare, kabhu rahe acetana", "devanagari": "> মড়া-রূপ ধরি’ রহে উত্তান-নয়ন ।\n> কভু গোঁ-গোঁ করে, কভু রহে অচেতন ॥৫৪॥", "synonyms": "*maḍā*—de um cadáver; *rūpa*—a forma; *dhari'*—assumindo; *rahe*—permanece; *uttāna-nayana*—com os olhos abertos; *kabhu*—às vezes; *goṅ-goṅ*—o som goṅ-goṅ; *kare*—faz; *kabhu*—às vezes; *rahe*—permanece; *acetana*—inconsciente.", "translation": "**\"Esse fantasma assumiu a forma de um cadáver, mas mantém os olhos abertos. Às vezes, ele emite os sons 'goṅ-goṅ', e, às vezes, permanece inconsciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/55/", "verse_text": "sākṣāt dekhechoṅ,--more pāila sei bhūta\n\nmui maile mora kaiche jīve strī-put", "devanagari": "> সাক্ষাৎ দেখেছোঁ, — মোরে পাইল সেই ভূত ।\n> মুই মৈলে মোর কৈছে জীবে স্ত্রী-পুত ্ ॥৫৫॥", "synonyms": "*sākṣāt*—diretamente; *dekhechoṅ*—eu vi; *more*—a mim; *pāila*—possuiu; *sei*—aquele; *bhūta*—fantasma; *mui maile*—se eu morrer; *mora*—minha; *kaiche*—como; *jīve*—viverão; *strī-put*—esposa e filhos.", "translation": "**\"Eu vi esse fantasma diretamente, e ele me assombra. Mas, se eu morrer, quem cuidará de minha esposa e de meus filhos?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/56/", "verse_text": "sei ta' bhūtera kathā kahana nā yāya\n\nojhā-ṭhāñi yāichoṅ,--yadi se bhūta chāḍāya", "devanagari": "> সেই ত’ ভূতের কথা কহন না যায় ।\n> ওঝা-ঠাঞি যাইছোঁ, — যদি সে ভূত ছাড়ায় ॥৫৬॥", "synonyms": "*sei*—aquele; *ta'*—certamente; *bhūtera*—do fantasma; *kathā*—assuntos; *kahana*—falar; *nā yāya*—não é possível; *ojhā-ṭhāñi*—ao exorcista; *yāichoṅ*—estou indo; *yadi*—se; *se*—aquele; *bhūta*—o fantasma; *chāḍāya*—ele pode fazer partir.", "translation": "**\"O fantasma é certamente muito difícil de descrever, mas vou procurar um exorcista e perguntar-lhe se pode livrar-me dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/57/", "verse_text": "ekā rātrye buli' matsya māriye nirjane\n\nbhūta-preta āmāra nā lāge 'nṛsiṁha'-smaraṇe", "devanagari": "> একা রাত্র্যে বুলি’ মৎস্য মারিয়ে নির্জনে ।\n> ভূত-প্রেত আমার না লাগে ‘নৃসিংহ’-স্মরণে ॥৫৭॥", "synonyms": "*ekā*—sozinho; *rātrye*—à noite; *buli'*—vagando; *matsya*—peixes; *māriye*—eu mato; *nirjane*—em lugares solitários; *bhūta-preta*—fantasmas; *āmāra*—a mim; *nā lāge*—não podem tocar; *nṛsiṁha-smaraṇe*—por lembrar-me de Nṛsiṁha.", "translation": "**\"Vago sozinho à noite, matando peixes em lugares solitários, mas, porque me lembro do hino ao Senhor Nṛsiṁha, os fantasmas não me tocam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/58/", "verse_text": "ei bhūta nṛsiṁha-nāme cāpaye dviguṇe\n\ntāhāra ākāra dekhite bhaya lāge mane", "devanagari": "> এই ভূত নৃসিংহ-নামে চাপয়ে দ্বিগুণে ।\n> তাহার আকার দেখিতে ভয় লাগে মনে ॥৫৮॥", "synonyms": "*ei bhūta*—este fantasma; *nṛsiṁha-nāme*—pelo santo nome do Senhor Nṛsiṁha; *cāpaye*—avança sobre mim; *dvi-guṇe*—com força redobrada; *tāhāra*—dele; *ākāra*—a forma; *dekhite*—vendo; *bhaya*—medo; *lāge mane*—surge na mente.", "translation": "**\"Este fantasma, contudo, avança sobre mim com força redobrada quando canto o mantra de Nṛsiṁha. Mesmo quando vejo a forma desse fantasma, um grande medo surge em minha mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/59/", "verse_text": "othā nā yāiha, āmi niṣedhi tomāre\n\ntāhāṅ gele sei bhūta lāgibe sabāre\"", "devanagari": "> ওথা না যাইহ, আমি নিষেধি তোমারে ।\n> তাহাঁ গেলে সেই ভূত লাগিবে সবারে ।।” ॥ ৫৯ ॥", "synonyms": "*othā*—ali; *nā yāiha*—não vás; *āmi*—eu; *niṣedhi*—proíbo; *tomāre*—a ti; *tāhāṅ*—ali; *gele*—se fores; *sei bhūta*—aquele fantasma; *lāgibe*—apanhará; *sabāre*—a todos vós.", "translation": "**\"Não vás para perto dali. Proíbo-te. Se fores, aquele fantasma apanhará a todos vós.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/60/", "verse_text": "eta śuni' svarūpa-gosāñi saba tattva jāni'\n\njāliyāre kichu kaya sumadhura vāṇī", "devanagari": "> এত শুনি’ স্বরূপ-গোসাঞি সব তত্ত্ব জানি’ ।\n> জালিয়ারে কিছু কয় সুমধুর বাণী ॥৬০॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isso; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *saba*—toda; *tattva*—a verdade; *jāni'*—compreendendo; *jāliyāre*—ao pescador; *kichu*—algumas; *kaya*—disse; *su-madhura*—doces; *vāṇī*—palavras.", "translation": "**Ao ouvir isso, Svarūpa Dāmodara pôde compreender toda a verdade do assunto. Ele falou docemente ao pescador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/61/", "verse_text": "'āmi--baḍa ojhā jāni bhūta chāḍāite'\n\nmantra paḍi' śrī-hasta dilā tāhāra māthāte", "devanagari": "> ‘আমি — বড় ওঝা জানি ভূত ছাড়াইতে’ ।\n> মন্ত্র পড়ি’ শ্রীহস্ত দিলা তাহার মাথাতে ॥৬১॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *baḍa*—grande; *ojhā*—exorcista; *jāni*—sei; *bhūta*—o fantasma; *chāḍāite*—como exorcizar; *mantra paḍi'*—cantando hinos; *śrī-hasta*—sua mão; *dilā*—colocou; *tāhāra māthāte*—sobre a cabeça dele.", "translation": "**\"Sou um exorcista famoso\", disse ele, \"e sei como livrar-te desse fantasma.\" Em seguida, cantou alguns mantras e colocou a mão sobre o topo da cabeça do pescador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/62/", "verse_text": "tina cāpaḍa māri' kahe,--'bhūta palāila\n\nbhaya nā pāiha'--bali' susthira karila", "devanagari": "> তিন চাপড় মারি’ কহে, — ‘ভূত পলাইল ।\n> ভয় না পাইহ’ — বলি’ সুস্থির করিল ॥৬২॥", "synonyms": "*tina cāpaḍa māri'*—dando três tapas; *kahe*—diz; *bhūta*—o fantasma; *palāila*—foi embora; *bhaya nā pāiha*—não tenhas medo; *bali'*—dizendo; *su-sthira karila*—acalmou-o.", "translation": "**Ele deu três tapas no pescador e disse: \"Agora o fantasma foi embora. Não tenhas medo.\" Dizendo isso, acalmou o pescador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/63/", "verse_text": "eke prema, āre bhaya,--dviguṇa asthira\n\nbhaya-aṁśa gela,--se haila kichu dhīra", "devanagari": "> একে প্রেম, আরে ভয়, — দ্বিগুণ অস্থির ।\n> ভয়-অংশ গেল, — সে হৈল কিছু ধীর ॥৬৩॥", "synonyms": "*eke*—de um lado; *prema*—amor extático; *āre*—de outro lado; *bhaya*—medo; *dvi-guṇa*—duplamente; *asthira*—agitado; *bhaya-aṁśa*—a parte do medo; *gela*—desapareceu; *se*—ele; *haila*—tornou-se; *kichu*—um tanto; *dhīra*—sóbrio.", "translation": "**O pescador estava tomado pelo amor extático, mas também estava temeroso. Assim, tornara-se duplamente agitado. Agora que seu medo se dissipara, contudo, ele se tornara um tanto normal.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/64/", "verse_text": "svarūpa kahe,--\"yāṅre tumi kara 'bhūta'-jñāna\n\nbhūta nahe--teṅho kṛṣṇa-caitanya bhagavān", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — “যারে তুমি কর ‘ভূত’-জ্ঞান ।\n> ভূত নহে — তেঁহো কৃষ্ণচৈতন্য ভগবান্ ॥৬৪॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī disse; *yāṅre*—a pessoa a quem; *tumi*—tu; *kara bhūta-jñāna*—consideras um fantasma; *bhūta nahe*—não é um fantasma; *teṅho*—Ele; *kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse ao pescador: \"Meu caro senhor, a pessoa que pensas ser um fantasma não é de fato um fantasma, mas a Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/65/", "verse_text": "premāveśe paḍilā teṅho samudrera jale\n\ntāṅre tumi uṭhāilā āpanāra jāle", "devanagari": "> প্রেমাবেশে পড়িলা তেঁহো সমুদ্রের জলে ।\n> তাঁরে তুমি উঠাইলা আপনার জালে ॥৬৫॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—devido à emoção extática; *paḍilā*—caiu; *teṅho*—Ele; *samudrera jale*—na água do mar; *tāṅre*—a Ele; *tumi*—tu; *uṭhāilā*—retiraste; *āpanāra jāle*—em tua rede.", "translation": "**\"Por causa do amor extático, o Senhor caiu no mar, e tu O apanhaste em tua rede e O resgataste.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/66/", "verse_text": "tāṅra sparśe ha-ila tomāra kṛṣṇa-premodaya\n\nbhūta-preta-jñāne tomāra haila mahā-bhaya", "devanagari": "> তাঁর স্পর্শে হইল তোমার কৃষ্ণপ্রেমোদয় ।\n> ভূত-প্রেত-জ্ঞানে তোমার হৈল মহাভয় ॥৬৬॥", "synonyms": "*tāṅra sparśe*—por Seu toque; *ha-ila*—houve; *tomāra*—teu; *kṛṣṇa-prema-udaya*—o despertar do amor extático por Kṛṣṇa; *bhūta-preta-jñāne*—por pensar que era um fantasma; *tomāra*—teu; *haila*—houve; *mahā-bhaya*—grande temor.", "translation": "**\"Simplesmente tocá-lO despertou teu adormecido amor por Kṛṣṇa, mas, por pensares que Ele era um fantasma, ficaste muito amedrontado dEle.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/67/", "verse_text": "ebe bhaya gela, tomāra mana haila sthire\n\nkāhāṅ tāṅre uṭhāñācha, dekhāha āmāre\"", "devanagari": "> এবে ভয় গেল, তোমার মন হৈল স্থিরে ।\n> কাহাঁ তাঁরে উঠাঞাছ, দেখাহ আমারে ।।” ॥ ৬৭ ॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *bhaya*—temor; *gela*—desapareceu; *tomāra*—tua; *mana*—mente; *haila*—ficou; *sthire*—pacificada; *kāhāṅ*—onde; *tāṅre*—a Ele; *uṭhāñācha*—levantaste; *dekhāha*—por favor, mostra; *āmāre*—a mim.", "translation": "**\"Agora que teu temor se foi e tua mente está em paz, mostra-me, por favor, onde Ele está.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/68/", "verse_text": "jāliyā kahe,--\"prabhure dekhyāchoṅ bāra-bāra\n\nteṅho nahena, ei ati-vikṛta ākāra\"", "devanagari": "> জালিয়া কহে, — “প্রভুরে দেখ্যাছোঁ বারবার ।\n> তেঁহো নহেন, এই অতিবিকৃত আকার ।।” ॥ ৬৮ ॥", "synonyms": "*jāliyā kahe*—o pescador disse; *prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhyāchoṅ*—eu vi; *bāra-bāra*—muitas vezes; *teṅho*—Ele; *nahena*—não é; *ei*—este; *ati-vikṛta*—muito deformado; *ākāra*—corpo.", "translation": "**O pescador respondeu: \"Vi o Senhor muitas vezes, mas este não é Ele. Este corpo está muito deformado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/69/", "verse_text": "svarūpa kahe,--\"tāṅra haya premera vikāra\n\nasthi-sandhi chāḍe, haya ati dīrghākāra\"", "devanagari": "> স্বরূপ কহে, — “তাঁর হয় প্রেমের বিকার ।\n> অস্থি-সন্ধি ছাড়ে, হয় অতি দীর্ঘাকার ।।” ॥ ৬৯ ॥", "synonyms": "*svarūpa kahe*—Svarūpa Dāmodara disse; *tāṅra*—dEle; *haya*—há; *premera*—de amor por Deus; *vikāra*—transformações do corpo; *asthi-sandhi*—as articulações dos ossos; *chāḍe*—separam-se; *haya*—há; *ati*—muito; *dīrgha-ākāra*—corpo alongado.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara disse: \"O corpo do Senhor transforma-se em Seu amor por Deus. Às vezes, as articulações de Seus ossos se separam, e Seu corpo torna-se muito alongado.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/70/", "verse_text": "śuni, sei jāliyā ānandita ha-ila\n\nsabā lañā gela, mahāprabhure dekhāila", "devanagari": "> শুনি’ সেই জালিয়া আনন্দিত হইল ।\n> সবা লঞা গেল, মহাপ্রভুরে দেখাইল ॥৭০॥", "synonyms": "*śuni'*—ouvindo; *sei*—aquele; *jāliyā*—pescador; *ānandita ha-ila*—ficou muito feliz; *sabā lañā*—levando todos; *gela*—foi; *mahāprabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dekhāila*—mostrou.", "translation": "**Ao ouvir isso, o pescador ficou muito feliz. Ele trouxe consigo todos os devotos e lhes mostrou o corpo de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/71/", "verse_text": "bhūmite paḍi' āche prabhu dīrgha saba kāya\n\njale śveta-tanu, vālu lāgiyāche gāya", "devanagari": "> ভূমিতে পড়ি’ আছে প্রভু দীর্ঘ সব কায় ।\n> জলে শ্বেত-তনু, বালু লাগিয়াছে গায় ॥৭১॥", "synonyms": "*bhūmite*—no chão; *paḍi'*—deitado; *āche*—estava; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dīrgha*—alongado; *saba kāya*—todo o corpo; *jale*—pela água; *śveta-tanu*—corpo branco; *vālu*—areia; *lāgiyāche gāya*—estava espalhada sobre o corpo.", "translation": "**O Senhor jazia no chão, com o corpo alongado e embranquecido pela água. Ele estava coberto da cabeça aos pés com areia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/72/", "verse_text": "ati-dīrgha śithila tanu-carma naṭkāya\n\ndūra patha uṭhāñā ghare ānāna nā yāya", "devanagari": "> অতিদীর্ঘ শিথিল তনু-চর্ম নট্কায় ।\n> দূর পথ উঠাঞা ঘরে আনান না যায় ॥৭২॥", "synonyms": "*ati-dīrgha*—muito alongado; *śithila*—frouxo; *tanu*—corpo; *carma*—pele; *naṭkāya*—pendente; *dūra patha*—longa distância; *uṭhāñā*—levantar; *ghare*—para casa; *ānāna*—trazer; *nā yāya*—não era possível.", "translation": "**O corpo do Senhor estava esticado, e Sua pele estava frouxa e pendente. Levantá-lO e levá-lO pela longa distância até em casa teria sido impossível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/73/", "verse_text": "ārdra kaupīna dūra kari' śuṣka parāñā\n\nbahirvāse śoyāilā vālukā chāḍāñā", "devanagari": "> আর্দ্র কৌপীন দূর করি’ শুষ্ক পরাঞা ।\n> বহির্বাসে শোয়াইলা বালুকা ছাড়াঞা ॥৭৩॥", "synonyms": "*ārdra*—molhada; *kaupīna*—roupa íntima; *dūra kari'*—removendo; *śuṣka*—seca; *parāñā*—vestindo; *bahirvāse*—sobre um pano de cobertura; *śoyāilā*—deitaram; *vālukā*—areia; *chāḍāñā*—removendo.", "translation": "**Os devotos removeram Sua roupa íntima molhada e a substituíram por uma seca. Então, deitando o Senhor sobre um pano externo, limparam a areia de Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/74/", "verse_text": "sabe meli' ucca kari' karena saṅkīrtane\n\nucca kari' kṛṣṇa-nāma kahena prabhura kāṇe", "devanagari": "> সবে মেলি’ উচ্চ করি’ করেন সঙ্কীর্তনে ।\n> উচ্চ করি’ কৃষ্ণনাম কহেন প্রভুর কাণে ॥৭৪॥", "synonyms": "*sabe meli'*—todos juntos; *ucca kari'*—em voz muito alta; *karena*—realizaram; *saṅkīrtane*—o canto do santo nome; *ucca kari'*—em voz alta; *kṛṣṇa-nāma*—o santo nome de Kṛṣṇa; *kahena*—disseram; *prabhura kāṇe*—no ouvido de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todos juntos realizaram saṅkīrtana, cantando bem alto o santo nome de Kṛṣṇa no ouvido do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/75/", "verse_text": "kata-kṣaṇe prabhura kāṇe śabda paraśila\n\nhuṅkāra kariyā prabhu tabahi uṭhila", "devanagari": "> কতক্ষণে প্রভুর কাণে শব্দ পরশিল ।\n> হুঙ্কার করিয়া প্রভু তবহি উঠিল ॥৭৫॥", "synonyms": "*kata-kṣaṇe*—após algum tempo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kāṇe*—no ouvido; *śabda*—o som; *paraśila*—entrou; *huṅkāra kariyā*—emitindo um som estrondoso; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tabahi*—imediatamente; *uṭhila*—levantou-se.", "translation": "**Após algum tempo, o som do santo nome entrou no ouvido do Senhor, que imediatamente se levantou, emitindo um grande estrondo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/76/", "verse_text": "uṭhitei asthi saba lāgila nija-sthāne\n\n'ardha-bāhye' iti-uti karena daraśane", "devanagari": "> উঠিতেই অস্থি সব লাগিল নিজ-স্থানে ।\n> ‘অর্ধবাহ্যে’ ইতি-উতি করেন দরশনে ॥৭৬॥", "synonyms": "*uṭhitei*—assim que Ele se levantou; *asthi*—ossos; *saba*—todos; *lāgila*—contraíram-se; *nija-sthāne*—em seus devidos lugares; *ardha-bāhye*—em consciência semi-externa; *iti-uti*—de um lado para outro; *karena daraśane*—olha.", "translation": "**Assim que Ele se levantou, Seus ossos assumiram seus devidos lugares. Com consciência semi-externa, o Senhor olhou de um lado para outro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/77/", "verse_text": "tina-daśāya mahāprabhu rahena sarva-kāla\n\n'antar-daśā', 'bāhya-daśā', 'ardha-bāhya' āra", "devanagari": "> তিন-দশায় মহাপ্রভু রহেন সর্বকাল ।\n> ‘অন্তর্দশা’, ‘বাহ্যদশা’, ‘অর্ধবাহ্য’ আর ॥৭৭॥", "synonyms": "*tina-daśāya*—em três condições; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rahena*—permanece; *sarva-kāla*—o tempo todo; *antaḥ-daśā*—condição interna; *bāhya-daśā*—condição externa; *ardha-bāhya*—consciência semi-externa; *āra*—e.", "translation": "**O Senhor permanece o tempo todo em um de três diferentes estados de consciência: interno, externo e semi-externo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/78/", "verse_text": "antar-daśāra kichu ghora, kichu bāhya-jñāna\n\nsei daśā kahe bhakta 'ardha-bāhya'-nāma", "devanagari": "> অন্তর্দশার কিছু ঘোর, কিছু বাহ্য-জ্ঞান ।\n> সেই দশা কহে ভক্ত ‘অর্ধবাহ্য’-নাম ॥৭৮॥", "synonyms": "*antaḥ-daśāra*—da condição interna; *kichu*—algum; *ghora*—estado profundo; *kichu*—alguma; *bāhya-jñāna*—consciência externa; *sei daśā*—essa condição; *kahe*—dizem; *bhakta*—os devotos; *ardha-bāhya*—consciência semi-externa; *nāma*—nome.", "translation": "**Quando o Senhor está profundamente absorto em consciência interna, mas ainda assim exibe alguma consciência externa, os devotos chamam Sua condição de ardha-bāhya, ou consciência semi-externa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/79/", "verse_text": "'ardha-bāhye' kahena prabhu pralāpa-vacane\n\nākāśe kahena prabhu, śunena bhakta-gaṇe", "devanagari": "> ‘অর্ধবাহ্যে’ কহেন প্রভু প্রলাপ-বচনে ।\n> আকাশে কহেন প্রভু, শুনেন ভক্তগণে ॥৭৯॥", "synonyms": "*ardha-bāhye*—em consciência semi-externa; *kahena*—diz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pralāpa-vacane*—palavras de delírio; *ākāśe*—ao céu; *kahena*—fala; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śunena*—ouvem; *bhakta-gaṇe*—os devotos.", "translation": "**Nessa consciência semi-externa, Śrī Caitanya Mahāprabhu falava como um louco. Os devotos podiam ouvi-lO claramente falando ao céu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/80/", "verse_text": "\"kālindī dekhiyā āmi gelāṅa vṛndāvana\n\ndekhi,--jala-krīḍā karena vrajendra-nandana", "devanagari": "> “কালিন্দী দেখিয়া আমি গেলাঙ বৃন্দাবন ।\n> দেখি, — জলক্রীড়া করেন ব্রজেন্দ্রনন্দন ॥৮০॥", "synonyms": "*kālindī*—o rio Yamunā; *dekhiyā*—vendo; *āmi*—Eu; *gelāṅa*—fui; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana; *dekhi*—Eu vejo; *jala-krīḍā*—passatempos na água; *karena*—realiza; *vrajendra-nandana*—Kṛṣṇa, o filho de Nanda Mahārāja.", "translation": "**\"Vendo o rio Yamunā\", disse Ele, \"fui a Vṛndāvana. Lá vi o filho de Nanda Mahārāja realizando Seus passatempos esportivos na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/81/", "verse_text": "rādhikādi gopī-gaṇa-saṅge ekatra meli'\n\nyamunāra jale mahā-raṅge karena keli", "devanagari": "> রাধিকাদি গোপীগণ-সঙ্গে একত্র মেলি’ ।\n> যমুনার জলে মহারঙ্গে করেন কেলি ॥৮১॥", "synonyms": "*rādhikā-ādi*—encabeçadas por Śrīmatī Rādhārāṇī; *gopī-gaṇa-saṅge*—com as gopīs; *ekatra meli'*—reunindo-se; *yamunāra*—do rio Yamunā; *jale*—na água; *mahā-raṅge*—em grande disposição esportiva; *karena keli*—realiza passatempos.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa estava na água do Yamunā na companhia das gopīs, encabeçadas por Śrīmatī Rādhārāṇī. Elas realizavam passatempos de maneira bastante esportiva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/82/", "verse_text": "tīre rahi' dekhi āmi sakhī-gaṇa-saṅge\n\neka-sakhī sakhī-gaṇe dekhāya sei raṅge", "devanagari": "> তীরে রহি’ দেখি আমি সখীগণ-সঙ্গে ।\n> একসখী সখীগণে দেখায় সেই রঙ্গে ॥৮২॥", "synonyms": "*tīre*—na margem; *rahi'*—de pé; *dekhi*—vejo; *āmi*—Eu; *sakhī-gaṇa-saṅge*—com as gopīs; *eka-sakhī*—uma gopī; *sakhī-gaṇe*—às outras gopīs; *dekhāya*—mostra; *sei raṅge*—aquele passatempo.", "translation": "**\"Vi esse passatempo enquanto estava de pé na margem do Yamunā na companhia das gopīs. Uma gopī mostrava às outras gopīs os passatempos de Rādhā e Kṛṣṇa na água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/83/", "verse_text": "paṭṭa-vastra, alaṅkāre, samarpiyā sakhī-kare,\n\nsūkṣma-śukla-vastra-paridhāna\n\nkṛṣṇa lañā kāntā-gaṇa, kailā jalāvagāhana,\n\njala-keli racilā suṭhāma", "devanagari": "> পট্টবস্ত্র, অলঙ্কারে, সমর্পিয়া সখী-করে,\n> সূক্ষ্ম-শুক্লবস্ত্র-পরিধান ।\n> কৃষ্ণ লঞা কান্তাগণ, কৈলা জলাবগাহন,\n> জলকেলি রচিলা সুঠাম ॥৮৩॥", "synonyms": "*paṭṭa-vastra*—roupas de seda; *alaṅkāre*—ornamentos; *samarpiyā*—confiando; *sakhī-kare*—às mãos de suas amigas gopīs; *sūkṣma*—muito fino; *śukla-vastra*—pano branco; *paridhāna*—vestindo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *lañā*—levando; *kāntā-gaṇa*—as amadas gopīs; *kailā*—realizou; *jala-avagāhana*—banhando-se na água; *jala-keli*—passatempos na água; *racilā*—planejou; *su-ṭhāma*—muito belo.", "translation": "**\"Todas as gopīs confiaram suas roupas de seda e seus ornamentos aos cuidados de suas amigas e então vestiram um fino pano branco. Levando consigo Suas amadas gopīs, o Senhor Kṛṣṇa banhou-Se e realizou belíssimos passatempos na água do Yamunā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/84/", "verse_text": "sakhi he, dekha kṛṣṇera jala-keli-raṅge\n\nkṛṣṇa matta kari-vara, cañcala kara-puṣkara,\n\ngopī-gaṇa kariṇīra saṅge", "devanagari": "> সখি হে, দেখ কৃষ্ণের জলকেলি-রঙ্গে ।\n> কৃষ্ণ মত্ত করিবর, চঞ্চল কর-পুষ্কর,\n> গোপীগণ করিণীর সঙ্গে ।। ৮৪ ।। ধ্রু ।। ॥৮৪॥", "synonyms": "*sakhi he*—ó minhas queridas amigas; *dekha*—vede só; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *jala-keli*—dos passatempos na água; *raṅge*—a disposição esportiva; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *matta*—enlouquecido; *kari-vara*—elefante principal; *cañcala*—irrequietas; *kara-puṣkara*—palmas de lótus; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *kariṇīra*—das elefantas; *saṅge*—na companhia.", "translation": "**\"Minhas queridas amigas, vede só os passatempos esportivos do Senhor Kṛṣṇa na água. As irrequietas palmas das mãos de Kṛṣṇa assemelham-se a flores de lótus. Ele é tal como um chefe de elefantes enlouquecidos, e as gopīs que O acompanham são como elefantas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/85/", "verse_text": "ārambhilā jala-keli, anyo 'nye jala phelāpheli,\n\nhuḍāhuḍi, varṣe jala-dhāra\n\nsabe jaya-parājaya, nāhi kichu niścaya,\n\njala-yuddha bāḍila apāra", "devanagari": "> আরম্ভিলা জলকেলি, অন্যোঽন্যে জল ফেলাফেলি,\n> হুড়াহুড়ি, বর্ষে জলধার ।\n> সবে জয়-পরাজয়, নাহি কিছু নিশ্চয়,\n> জলযুদ্ধ বাড়িল অপার ॥৮৫॥", "synonyms": "*ārambhilā*—começaram; *jala-keli*—passatempos na água; *anyo 'nye*—um no outro; *jala*—água; *phelāpheli*—lançando para um lado e para o outro; *huḍāhuḍi*—atividades tumultuosas; *varṣe*—em chuvas; *jala-dhāra*—torrentes de água; *sabe*—todos eles; *jaya-parājaya*—vitória e derrota; *nāhi*—não; *kichu*—nenhuma; *niścaya*—certeza; *jala-yuddha*—a luta na água; *bāḍila*—aumentou; *apāra*—ilimitadamente.", "translation": "**\"Os passatempos esportivos na água começaram, e todos puseram-se a salpicar água para um lado e para o outro. Nas tumultuosas torrentes de água, ninguém podia ter certeza de qual grupo estava vencendo e qual estava perdendo. Essa esportiva batalha aquática aumentou ilimitadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/86/", "verse_text": "varṣe sthira taḍid-gaṇa, siñce śyāma nava-ghana,\n\nghana varṣe taḍit-upare\n\nsakhī-gaṇera nayana, tṛṣita cātaka-gaṇa,\n\nsei amṛta sukhe pāna kare", "devanagari": "> বর্ষে স্থির তড়িদ্গণ, সিঞ্চে শ্যাম নবঘন,\n> ঘন বর্ষে তড়িৎ-উপরে ।\n> সখীগণের নয়ন, তৃষিত চাতকগণ,\n> সেই অমৃত সুখে পান করে ॥৮৬॥", "synonyms": "*varṣe*—nessa torrente; *sthira*—fixos; *taḍit-gaṇa*—relâmpagos; *siñce*—salpicam; *śyāma*—enegrecida; *nava-ghana*—nova nuvem; *ghana*—a nuvem; *varṣe*—chove; *taḍit-upare*—sobre os relâmpagos; *sakhī-gaṇera*—das gopīs; *nayana*—os olhos; *tṛṣita*—sedentos; *cātaka-gaṇa*—pássaros cātaka; *sei amṛta*—aquele néctar; *sukhe*—com felicidade; *pāna kare*—bebem.", "translation": "**\"As gopīs eram como fixos relâmpagos, e Kṛṣṇa assemelhava-se a uma nuvem enegrecida. Os relâmpagos puseram-se a salpicar água sobre a nuvem, e a nuvem sobre os relâmpagos. Como sedentos pássaros cātaka, os olhos das gopīs jubilosamente bebiam a água nectárea da nuvem.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/87/", "verse_text": "prathame yuddha jalājali', tabe yuddha 'karākari',\n\ntāra pāche yuddha 'mukhāmukhi'\n\ntabe yuddha 'hṛdāhṛdi', tabe haila 'radāradi',\n\ntabe haila yuddha 'nakhānakhi'", "devanagari": "> প্রথমে যুদ্ধ ‘জলাজলি’, তবে যুদ্ধ ‘করাকরি’,\n> তার পাছে যুদ্ধ ‘মুখামুখি’ ।\n> তবে যুদ্ধ ‘হৃদাহৃদি’, তবে হৈল ‘রদারদি’,\n> তবে হৈল যুদ্ধ ‘নখানখি’ ॥৮৭॥", "synonyms": "*prathame*—no início; *yuddha*—a luta; *jalājali*—lançando água um no outro; *tabe*—em seguida; *yuddha*—a luta; *karākari*—mão a mão; *tāra pāche*—depois disso; *yuddha*—a luta; *mukhāmukhi*—face a face; *tabe*—em seguida; *yuddha*—a luta; *hṛdāhṛdi*—peito a peito; *tabe*—em seguida; *haila*—foi; *radāradi*—dente a dente; *tabe*—em seguida; *haila*—houve; *yuddha*—a luta; *nakhānakhi*—unha a unha.", "translation": "**\"Quando a luta começou, eles salpicaram água um no outro. Depois lutaram mão a mão, em seguida face a face, depois peito a peito, dente a dente e, por fim, unha a unha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/88/", "verse_text": "sahasra-kare jala seke, sahasra netre gopī dekhe,\n\nsahasra-pade nikaṭa gamane\n\nsahasra-mukha-cumbane, sahasra-vapu-saṅgame,\n\ngopī-narma śune sahasra-kāṇe", "devanagari": "> সহস্র-করে জল সেকে, সহস্র নেত্রে গোপী দেখে,\n> সহস্র-পদে নিকট গমনে ।\n> সহস্রমুখ-চুম্বনে, সহস্রবপু-সঙ্গমে,\n> গোপীনর্ম শুনে সহস্র-কাণে ॥৮৮॥", "synonyms": "*sahasra*—milhares; *kare*—com mãos; *jala*—água; *seke*—lançam; *sahasra*—milhares; *netre*—com olhos; *gopī*—as gopīs; *dekhe*—veem; *sahasra*—milhares; *pade*—com pernas; *nikaṭa*—perto; *gamane*—em chegar; *sahasra*—milhares; *mukha*—rostos; *cumbane*—beijando; *sahasra*—milhares; *vapu*—corpos; *saṅgame*—em abraçar; *gopī*—as gopīs; *narma*—gracejos; *śune*—ouvem; *sahasra*—milhares; *kāṇe*—com ouvidos.", "translation": "**\"Milhares de mãos salpicavam água, e as gopīs viam Kṛṣṇa com milhares de olhos. Com milhares de pernas elas chegavam perto Dele e O beijavam com milhares de rostos. Milhares de corpos O abraçavam. As gopīs ouviam Suas palavras jocosas com milhares de ouvidos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/89/", "verse_text": "kṛṣṇa rādhā lañā bale, gelā kaṇṭha-daghna jale,\n\nchāḍilā tāhāṅ, yāhāṅ agādha pānī\n\nteṅho kṛṣṇa-kaṇṭha dhari', bhāse jalera upari,\n\ngajotkhāte yaiche kamalinī", "devanagari": "> কৃষ্ণ রাধা লঞা বলে, গেলা কণ্ঠদঘ্ন জলে,\n> ছাড়িলা তাঁহা, যাঁহা অগাধ পানী ।\n> তেঁহো কৃষ্ণকণ্ঠ ধরি’, ভাসে জলের উপরি,\n> গজোৎখাতে যৈছে কমলিনী ॥৮৯॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *lañā*—levando; *bale*—à força; *gelā*—foi; *kaṇṭha-daghna*—até o pescoço; *jale*—na água; *chāḍilā*—soltou; *tāhāṅ*—lá; *yāhāṅ*—onde; *agādha*—muito profunda; *pānī*—água; *teṅho*—Ela; *kṛṣṇa-kaṇṭha*—o pescoço de Kṛṣṇa; *dhari'*—agarrando; *bhāse*—flutua; *jalera upari*—sobre a água; *gaja-utkhāte*—arrancada por um elefante; *yaiche*—como; *kamalinī*—uma flor de lótus.", "translation": "**\"Kṛṣṇa arrebatou Rādhārāṇī à força e levou-A para a água até o pescoço Dela. Então a soltou onde a água era muito profunda. Ela, contudo, agarrou o pescoço de Kṛṣṇa e flutuou sobre a água como uma flor de lótus arrancada pela tromba de um elefante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/90/", "verse_text": "yata gopa-sundarī, kṛṣṇa tata rūpa dhari',\n\nsabāra vastra karilā haraṇe\n\nyamunā-jala nirmala, aṅga kare jhalamala,\n\nsukhe kṛṣṇa kare daraśane", "devanagari": "> যত গোপ-সুন্দরী, কৃষ্ণ তত রূপ ধরি’,\n> সবার বস্ত্র করিলা হরণে ।\n> যমুনা-জল নির্মল, অঙ্গ করে ঝলমল,\n> সুখে কৃষ্ণ করে দরশনে ॥৯০॥", "synonyms": "*yata*—tantas quantas; *gopa-sundarī*—belas gopīs; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tata*—outras tantas; *rūpa*—formas; *dhari'*—assumindo; *sabāra*—de todas; *vastra*—roupas que as cobriam; *karilā haraṇe*—tirou; *yamunā-jala*—a água do Yamunā; *nirmala*—muito clara; *aṅga*—corpos; *kare jhalamala*—reluzem; *sukhe*—com felicidade; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *kare daraśane*—vê.", "translation": "**\"Kṛṣṇa expandiu-Se em tantas formas quantas eram as gopīs e então tirou todas as roupas que as cobriam. A água do rio Yamunā era cristalina, e Kṛṣṇa via com grande felicidade os reluzentes corpos das gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/91/", "verse_text": "padminī-latā--sakhī-caya, kaila kāro sahāya,\n\ntaraṅga-haste patra samarpila\n\nkeha mukta-keśa-pāśa, āge kaila adhovāsa,\n\nhaste keha kañculi dharila", "devanagari": "> পদ্মিনীলতা — সখীচয়, কৈল কারো সহায়,\n> তরঙ্গ-হস্তে পত্র সমর্পিল ।\n> কেহ মুক্ত-কেশপাশ, আগে কৈল অধোবাস,\n> হস্তে কেহ কঞ্চুলি ধরিল ॥৯১॥", "synonyms": "*padminī-latā*—os caules das flores de lótus; *sakhī-caya*—amigas das gopīs; *kaila*—prestaram; *kāro*—a algumas das gopīs; *sahāya*—ajuda; *taraṅga-haste*—pelas ondas do Yamunā, comparadas a mãos; *patra*—as folhas de lótus; *samarpila*—forneceram; *keha*—alguma; *mukta*—soltas; *keśa-pāśa*—as madeixas de cabelo; *āge*—à frente; *kaila*—fez; *adhovāsa*—uma veste inferior; *haste*—as mãos; *keha*—alguma; *kañculi*—como veste superior; *dharila*—manteve.", "translation": "**\"Os caules de lótus eram amigos das gopīs e, portanto, ajudaram-nas oferecendo-lhes folhas de lótus. Os lótus empurravam suas grandes folhas redondas sobre a superfície da água com suas mãos, as ondas do Yamunā, para cobrir os corpos das gopīs. Algumas gopīs soltaram seus cabelos e os mantiveram à frente como vestes para cobrir as partes inferiores de seus corpos, e usaram as mãos como corpetes para cobrir os seios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/92/", "verse_text": "kṛṣṇera kalaha rādhā-sane, gopī-gaṇa sei-kṣaṇe,\n\nhemābja-vane gelā lukāite\n\nākaṇṭha-vapu jale paiśe, mukha-mātra jale bhāse,\n\npadme-mukhe nā pāri cinite", "devanagari": "> কৃষ্ণের কলহ রাধা-সনে, গোপীগণ সেইক্ষণে,\n> হেমাব্জ-বনে গেলা লুকাইতে ।\n> আকণ্ঠ-বপু জলে পৈশে, মুখমাত্র জলে ভাসে,\n> পদ্মে-মুখে না পারি চিনিতে ॥৯২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *kalaha*—disputa; *rādhā-sane*—com Rādhā; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *sei-kṣaṇe*—naquele momento; *hema-abja*—de flores de lótus brancas; *vane*—na floresta; *gelā*—foram; *lukāite*—esconder-se; *ākaṇṭha*—até o pescoço; *vapu*—corpo; *jale*—na água; *paiśe*—entram; *mukha-mātra*—apenas as flores de lótus e os rostos; *jale*—na água; *bhāse*—flutuam; *padme-mukhe*—entre as flores de lótus e os rostos; *nā pāri*—incapaz; *cinite*—de discernir.", "translation": "**\"Então Kṛṣṇa teve uma disputa com Rādhārāṇī, e todas as gopīs esconderam-se num conjunto de flores de lótus brancas. Submergiram seus corpos na água até o pescoço. Apenas seus rostos flutuavam acima da superfície, e os rostos eram indistinguíveis dos lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/93/", "verse_text": "ethā kṛṣṇa rādhā-sane, kailā ye āchila mane,\n\ngopī-gaṇa anveṣite gelā\n\ntabe rādhā sūkṣma-mati, jāniyā sakhīra sthiti,\n\nsakhī-madhye āsiyā mililā", "devanagari": "> এথা কৃষ্ণ রাধা-সনে, কৈলা যে আছিল মনে,\n> গোপীগণ অন্বেষিতে গেলা ।\n> তবে রাধা সূক্ষ্মমতি, জানিয়া সখীর স্থিতি,\n> সখী-মধ্যে আসিয়া মিলিলা ॥৯৩॥", "synonyms": "*ethā*—aqui; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *rādhā-sane*—com Śrīmatī Rādhārāṇī; *kailā*—realizou; *ye*—o que; *āchila*—havia; *mane*—na mente; *gopī-gaṇa*—todas as gopīs; *anveṣite*—procurar; *gelā*—foram; *tabe*—naquele momento; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sūkṣma-mati*—de inteligência muito refinada; *jāniyā*—sabendo; *sakhīra*—das gopīs; *sthiti*—a situação; *sakhī-madhye*—entre as amigas; *āsiyā*—vindo; *mililā*—misturou-se.", "translation": "**\"Na ausência das outras gopīs, o Senhor Kṛṣṇa comportou-Se com Śrīmatī Rādhārāṇī tão livremente quanto desejava. Quando as gopīs começaram a procurar Kṛṣṇa, Śrīmatī Rādhārāṇī, sendo de inteligência muito refinada e conhecendo assim a situação de Suas amigas, imediatamente confundiu-Se com elas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/94/", "verse_text": "yata hemābja jale bhāse, tata nīlābja tāra pāśe,\n\nāsi' āsi' karaye milana\n\nnīlābje hemābje ṭheke, yuddha haya pratyeke,\n\nkautuke dekhe tīre sakhī-gaṇa", "devanagari": "> যত হেমাব্জ জলে ভাসে, তত নীলাব্জ তার পাশে,\n> আসি’ আসি’ করয়ে মিলন ।\n> নীলাব্জে হেমাব্জে ঠেকে, যুদ্ধ হয় প্রত্যেকে,\n> কৌতুকে দেখে তীরে সখীগণ ॥৯৪॥", "synonyms": "*yata*—tantas quantas havia; *hema-abja*—flores de lótus brancas; *jale*—na água; *bhāse*—flutuam; *tata*—outras tantas; *nīla-abja*—flores de lótus azuladas; *tāra pāśe*—ao lado delas; *āsi' āsi'*—aproximando-se; *karaye milana*—elas se encontram; *nīla-abje*—as flores de lótus azuladas; *hema-abje*—com as flores de lótus brancas; *ṭheke*—colidem; *yuddha*—uma luta; *haya*—há; *prati-eke*—umas com as outras; *kautuke*—com grande divertimento; *dekhe*—veem; *tīre*—na margem; *sakhī-gaṇa*—as gopīs.", "translation": "**\"Muitas flores de lótus brancas flutuavam na água, e outras tantas flores de lótus azuladas se aproximavam. Ao se aproximarem umas das outras, os lótus brancos e azuis colidiam e começavam a lutar entre si. As gopīs na margem do Yamunā assistiam com grande divertimento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/95/", "verse_text": "cakravāka-maṇḍala, pṛthak pṛthak yugala,\n\njala haite karila udgama\n\nuṭhila padma-maṇḍala, pṛthak pṛthak yugala,\n\ncakravāke kaila ācchādana", "devanagari": "> চক্রবাক-মণ্ডল, পৃথক্ পৃথক্ যুগল,\n> জল হৈতে করিল উদ্গম ।\n> উঠিল পদ্মমণ্ডল, পৃথক্ পৃথক্ যুগল,\n> চক্রবাকে কৈল আচ্ছাদন ॥৯৫॥", "synonyms": "*cakravāka-maṇḍala*—os globos das aves cakravāka; *pṛthak pṛthak*—separados; *yugala*—casais; *jala haite*—da água; *karila*—fizeram; *udgama*—aparecimento; *uṭhila*—ergueram-se; *padma-maṇḍala*—o círculo de flores de lótus; *pṛthak pṛthak*—separados; *yugala*—casais; *cakravāke*—as aves cakravāka; *kaila*—fizeram; *ācchādana*—cobertura.", "translation": "**\"Quando os seios erguidos das gopīs, que se assemelhavam aos corpos globulares das aves cakravāka, emergiam da água em casais separados, os lótus azulados das mãos de Kṛṣṇa erguiam-se para cobri-los.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/96/", "verse_text": "uṭhila bahu raktotpala, pṛthak pṛthak yugala,\n\npadma-gaṇera kaila nivāraṇa\n\n'padma' cāhe luṭi' nite, 'utpala' cāhe rākhite',\n\n'cakravāka' lāgi' duṅhāra raṇa", "devanagari": "> উঠিল বহু রক্তোৎপল, পৃথক্ পৃথক্ যুগল,\n> পদ্মগণের কৈল নিবারণ ।\n> ‘পদ্ম’ চাহে লুটি’ নিতে, ‘উৎপল’ চাহে রাখিতে’,\n> ‘চক্রবাক’ লাগি’ দুঁহার রণ ॥৯৬॥", "synonyms": "*uṭhila*—ergueram-se; *bahu*—muitos; *rakta-utpala*—flores de lótus vermelhas; *pṛthak pṛthak*—separados; *yugala*—casais; *padma-gaṇera*—das flores de lótus azuladas; *kaila*—fizeram; *nivāraṇa*—obstrução; *padma*—os lótus azuis; *cāhe*—querem; *luṭi'*—saquear; *nite*—levar; *utpala*—os lótus vermelhos; *cāhe rākhite'*—queriam proteger; *cakravāka lāgi'*—pelas aves cakravāka; *duṅhāra*—entre os dois (os lótus vermelhos e azuis); *raṇa*—luta.", "translation": "**\"As mãos das gopīs, que se assemelhavam a flores de lótus vermelhas, erguiam-se da água aos pares para obstruir as flores azuladas. Os lótus azuis tentavam saquear as aves cakravāka brancas, e os lótus vermelhos tentavam protegê-las. Assim, havia uma luta entre ambos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/97/", "verse_text": "padmotpala--acetana, cakravāka--sacetana,\n\ncakravāke padma āsvādaya\n\nihāṅ duṅhāra ulṭā sthiti, dharma haila viparīti,\n\nkṛṣṇera rājye aiche nyāya haya", "devanagari": "> পদ্মোৎপল — অচেতন, চক্রবাক — সচেতন,\n> চক্রবাকে পদ্ম আস্বাদয় ।\n> ইহাঁ দুঁহার উল্টা স্থিতি, ধর্ম হৈল বিপরীতি,\n> কৃষ্ণের রাজ্যে ঐছে ন্যায় হয় ॥৯৭॥", "synonyms": "*padma-utpala*—as flores de lótus azuis e vermelhas; *acetana*—inconscientes; *cakravāka*—as aves cakravāka; *sa-cetana*—conscientes; *cakravāke*—as aves cakravāka; *padma*—os lótus azuis; *āsvādaya*—saboreiam; *ihāṅ*—aqui; *duṅhāra*—de ambos; *ulṭā sthiti*—a situação inversa; *dharma*—natureza característica; *haila*—tornou-se; *viparīti*—invertida; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *rājye*—no reino; *aiche*—tal; *nyāya*—princípio; *haya*—há.", "translation": "**\"As flores de lótus azuis e vermelhas são objetos inconscientes, ao passo que os cakravākas são conscientes e vivos. No entanto, em amor extático, os lótus azuis começaram a saborear os cakravākas. Isso é uma inversão de seu comportamento natural, mas no reino do Senhor Kṛṣṇa tais inversões são um princípio de Seus passatempos.**", "purport": "Geralmente é a ave cakravāka que saboreia a flor de lótus, mas nos passatempos de Kṛṣṇa é o lótus, que normalmente é inerte, que saboreia a ave cakravāka."}
{"ref": "cc/antya/18/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/98/", "verse_text": "mitrera mitra saha-vāsī, cakravāke luṭe āsi',\n\nkṛṣṇera rājye aiche vyavahāra\n\naparicita śatrura mitra, rākhe utpala,--e baḍa citra,\n\nei baḍa 'virodha-alaṅkāra'", "devanagari": "> মিত্রের মিত্র সহবাসী, চক্রবাকে লুটে আসি’,\n> কৃষ্ণের রাজ্যে ঐছে ব্যবহার ।\n> অপরিচিত শত্রুর মিত্র, রাখে উৎপল, — এ বড় চিত্র,\n> এই বড় ‘বিরোধ-অলঙ্কার’ ॥৯৮॥", "synonyms": "*mitrera*—do deus do Sol; *mitra*—o amigo; *saha-vāsī*—vivendo junto com as aves cakravāka; *cakravāke*—as aves cakravāka; *luṭe*—saqueiam; *āsi'*—vindo; *kṛṣṇera rājye*—no reino de Kṛṣṇa; *aiche*—tal; *vyavahāra*—comportamento; *aparicita*—desconhecido; *śatrura mitra*—o amigo do inimigo; *rākhe*—protege; *utpala*—a flor de lótus vermelha; *e*—isto; *baḍa citra*—muito admirável; *ei*—esta; *baḍa*—grande; *virodha-alaṅkāra*—metáfora de contradição.", "translation": "**\"Os lótus azuis são amigos do deus do Sol e, embora todos vivam juntos, os lótus azuis saqueiam os cakravākas. Os lótus vermelhos, contudo, desabrocham à noite e, por isso, são estranhos ou inimigos dos cakravākas. Não obstante, nos passatempos de Kṛṣṇa, os lótus vermelhos, que são as mãos das gopīs, protegem seus seios cakravāka. Esta é uma metáfora de contradição.\"**", "purport": "Visto que a flor de lótus azul desabrocha com o nascer do Sol, o Sol é o amigo do lótus azul. As aves cakravāka também aparecem quando o Sol nasce e, portanto, os cakravākas e os lótus azuis se encontram. Embora o lótus azul seja amigo do Sol, nos passatempos de Kṛṣṇa ele, mesmo assim, saqueia o cakravāka, amigo comum de ambos. Normalmente, os cakravākas se movem ao passo que os lótus permanecem imóveis, mas aqui as mãos de Kṛṣṇa, que são comparadas a lótus azuis, atacam os seios das gopīs, que são comparados a cakravākas. Isso se chama analogia inversa. À noite, o lótus vermelho desabrocha, ao passo que à luz do Sol ele se fecha. Por isso, o lótus vermelho é um inimigo do Sol e desconhecido do cakravāka, amigo do Sol. Os seios das gopīs, contudo, são comparados a cakravākas, e suas mãos a lótus vermelhos que os protegem. Este é um exemplo admirável de analogia inversa."}
{"ref": "cc/antya/18/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/99/", "verse_text": "atiśayokti, virodhābhāsa, dui alaṅkāra prakāśa,\n\nkari' kṛṣṇa prakaṭa dekhāila\n\nyāhā kari' āsvādana, ānandita mora mana,\n\nnetra-karṇa-yugma juḍāila", "devanagari": "> অতিশয়োক্তি, বিরোধাভাস, দুই অলঙ্কার প্রকাশ,\n> করি’ কৃষ্ণ প্রকট দেখাইল ।\n> যাহা করি’ আস্বাদন, আনন্দিত মোর মন,\n> নেত্র-কর্ণ-যুগ্ম জুড়াইল ॥৯৯॥", "synonyms": "*atiśaya-ukti*—linguagem exagerada; *virodha-ābhāsa*—analogia incongruente; *dui alaṅkāra*—duas metáforas; *prakāśa*—manifestações; *kari'*—fazendo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *prakaṭa*—exibiu; *dekhāila*—mostrou; *yāhā*—as quais; *kari' āsvādana*—saboreando; *ānandita*—satisfeita; *mora mana*—Minha mente; *netra-karṇa*—dos olhos e dos ouvidos; *yugma*—os pares; *juḍāila*—ficaram satisfeitos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Em Seus passatempos, Kṛṣṇa exibiu os dois ornamentos da hipérbole e da analogia inversa. Saboreá-los trouxe alegria à Minha mente e satisfez plenamente Meus ouvidos e olhos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/100/", "verse_text": "aiche vicitra krīḍā kari', tīre āilā śrī-hari,\n\nsaṅge lañā saba kāntā-gaṇa\n\ngandha-taila-mardana, āmalakī-udvartana,\n\nsevā kare tīre sakhī-gaṇa", "devanagari": "> ঐছে বিচিত্র ক্রীড়া করি’, তীরে আইলা শ্রীহরি,\n> সঙ্গে লঞা সব কান্তাগণ ।\n> গন্ধ-তৈল-মর্দন, আমলকী-উদ্বর্তন,\n> সেবা করে তীরে সখীগণ ॥১০০॥", "synonyms": "*aiche*—tais; *vicitra*—maravilhosos; *krīḍā*—passatempos; *kari'*—realizando; *tīre*—na margem; *āilā*—chegou; *śrī-hari*—o Senhor Śrī Kṛṣṇa; *saṅge*—com Ele; *lañā*—levando; *saba kāntā-gaṇa*—todas as amadas gopīs; *gandha*—perfumado; *taila*—óleo; *mardana*—massageando; *āmalakī*—do fruto āmalakī; *udvartana*—untando com pasta; *sevā kare*—prestam serviço; *tīre*—na margem do Yamunā; *sakhī-gaṇa*—todas as gopīs.", "translation": "**\"Após realizar tais passatempos maravilhosos, o Senhor Śrī Kṛṣṇa saiu para a margem do rio Yamunā, levando consigo todas as Suas amadas gopīs. Então, as gopīs na margem do rio prestaram serviço massageando Kṛṣṇa e as outras gopīs com óleo perfumado e untando seus corpos com pasta do fruto āmalakī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/101/", "verse_text": "punarapi kaila snāna, śuṣka-vastra paridhāna,\n\nratna-mandire kailā āgamana\n\nvṛndā-kṛta sambhāra, gandha-puṣpa-alaṅkāra,\n\nvanya-veśa karila racana", "devanagari": "> পুনরপি কৈল স্নান, শুষ্কবস্ত্র পরিধান,\n> রত্ন-মন্দিরে কৈলা আগমন ।\n> বৃন্দা-কৃত সম্ভার, গন্ধপুষ্প-অলঙ্কার,\n> বন্যবেশ করিল রচন ॥১০১॥", "synonyms": "*punarapi*—novamente; *kaila*—tomaram; *snāna*—banho; *śuṣka-vastra*—roupa seca; *paridhāna*—vestindo; *ratna-mandire*—numa pequena casa de joias; *kailā*—fizeram; *āgamana*—chegada; *vṛndā-kṛta*—arranjados pela gopī Vṛndā; *sambhāra*—toda espécie de artigos; *gandha-puṣpa-alaṅkāra*—flores perfumadas e ornamentos; *vanya-veśa*—trajes da floresta; *karila*—fez; *racana*—arranjo.", "translation": "**\"Então, todos se banharam novamente e, depois de vestir roupas secas, dirigiram-se a uma pequena casa de joias, onde a gopī Vṛndā providenciou vesti-los com trajes da floresta, decorando-os com flores perfumadas, folhas verdes e toda espécie de outros ornamentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/102/", "verse_text": "vṛndāvane taru-latā, adbhuta tāhāra kathā,\n\nbāra-māsa dhare phula-phala\n\nvṛndāvane devī-gaṇa, kuñja-dāsī yata jana,\n\nphala pāḍi' āniyā sakala", "devanagari": "> বৃন্দাবনে তরুলতা, অদ্ভুত তাহার কথা,\n> বারমাস ধরে ফুল-ফল ।\n> বৃন্দাবনে দেবীগণ, কুঞ্জদাসী যত জন,\n> ফল পাড়ি’ আনিয়া সকল ॥১০২॥", "synonyms": "*vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *taru-latā*—árvores e trepadeiras; *adbhuta*—maravilhosa; *tāhāra kathā*—a história delas; *bāra-māsa*—doze meses; *dhare*—produzem; *phula-phala*—frutos e flores; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *devī-gaṇa*—todas as gopīs; *kuñja-dāsī*—criadas dos caramanchões; *yata jana*—quantas pessoas há; *phala pāḍi'*—colhendo frutos; *āniyā*—trazendo; *sakala*—toda variedade.", "translation": "**\"Em Vṛndāvana, as árvores e trepadeiras são maravilhosas porque, durante o ano inteiro, produzem toda espécie de frutos e flores. As gopīs e as criadas dos caramanchões de Vṛndāvana colhem esses frutos e flores e os trazem diante de Rādhā e Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/103/", "verse_text": "uttama saṁskāra kari', baḍa baḍa thālī bhari',\n\nratna-mandire piṇḍāra upare\n\nbhakṣaṇera krama kari', dhariyāche sāri sāri,\n\nāge āsana vasibāra tare", "devanagari": "> উত্তম সংস্কার করি’, বড় বড় থালী ভরি’,\n> রত্ন-মন্দিরে পিণ্ডার উপরে ।\n> ভক্ষণের ক্রম করি’, ধরিয়াছে সারি সারি,\n> আগে আসন বসিবার তরে ॥১০৩॥", "synonyms": "*uttama*—excelente; *saṁskāra*—limpeza; *kari'*—fazendo; *baḍa baḍa*—grandes; *thālī*—pratos; *bhari'*—enchendo; *ratna-mandire*—na casa de joias; *piṇḍāra upare*—sobre a plataforma; *bhakṣaṇera krama kari'*—dispondo para a refeição; *dhariyāche*—mantiveram; *sāri sāri*—um após outro; *āge*—em frente; *āsana*—lugar para sentar; *vasibāra tare*—para sentar-se.", "translation": "**\"As gopīs descascaram todos os frutos e os colocaram juntos em grandes pratos sobre uma plataforma na casa de joias. Dispuseram os frutos em fileiras ordenadas para a refeição e, em frente a eles, prepararam um lugar para sentar-se.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/104/", "verse_text": "eka nārikela nānā-jāti, eka āmra nānā bhāti,\n\nkalā, koli--vividha-prakāra\n\npanasa, kharjura, kamalā, nāraṅga, jāma, santarā,\n\ndrākṣā, bādāma, meoyā yata āra", "devanagari": "> এক নারিকেল নানা-জাতি, এক আম্র নানা ভাতি,\n> কলা, কোলি — বিবিধপ্রকার ।\n> পনস, খর্জুর, কমলা, নারঙ্গ, জাম, সন্তরা,\n> দ্রাক্ষা, বাদাম, মেওয়া যত আর ॥১০৪॥", "synonyms": "*eka*—um item; *nārikela*—coco; *nānā-jāti*—de muitas variedades; *eka*—um; *āmra*—manga; *nānā bhāti*—de muitas qualidades diferentes; *kalā*—banana; *koli*—bagas; *vividha-prakāra*—de diferentes variedades; *panasa*—jaca; *kharjura*—tâmaras; *kamalā*—tangerinas; *nāraṅga*—laranjas; *jāma*—amoras-pretas; *santarā*—outro tipo de tangerina; *drākṣā*—uvas; *bādāma*—amêndoas; *meoyā*—frutas secas; *yata*—quantas há; *āra*—e.", "translation": "**\"Entre os frutos havia muitas variedades de coco e manga, bananas, bagas, jacas, tâmaras, tangerinas, laranjas, amoras-pretas, santarās, uvas, amêndoas e toda espécie de frutas secas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/105/", "verse_text": "kharamujā, kṣīrikā, tāla, keśura, pānī-phala, mṛṇāla,\n\nbilva, pīlu, dāḍimbādi yata\n\nkona deśe kāra khyāti, vṛndāvane saba-prāpti,\n\nsahasra-jāti, lekhā yāya kata?", "devanagari": "> খরমুজা, ক্ষীরিকা, তাল, কেশুর, পানীফল, মৃণাল,\n> ব্বিল, পীলু, দাড়িম্বাদি যত ।\n> কোন দেশে কার খ্যাতি, বৃন্দাবনে সব-প্রাপ্তি,\n> সহস্রজাতি, লেখা যায় কত? ॥১০৫॥", "synonyms": "*kharamujā*—melão-cantalupo; *kṣīrikā*—a fruta kṣīrikā; *tāla*—fruta da palmeira ou palmira; *keśura*—a fruta keśura; *pānī-phala*—uma fruta produzida na água dos rios; *mṛṇāla*—uma fruta das flores de lótus; *bilva*—a fruta bel; *pīlu*—uma fruta especial de Vṛndāvana; *dāḍimba-ādi*—a romã e outras frutas semelhantes; *yata*—tantas quantas existam; *kona deśe*—em algum país; *kāra*—de qual; *khyāti*—de fama; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *saba-prāpti*—obtenção de todas; *sahasra-jāti*—milhares de variedades; *lekhā yāya*—é possível escrever; *kata*—quanto.", "translation": "**\"Havia melões-cantalupos, kṣīrikās, frutas da palmeira, keśuras, frutas aquáticas, frutas de lótus, bel, pīlu, romã e muitas outras. Algumas delas são conhecidas de diferentes maneiras em lugares diversos, mas em Vṛndāvana estão sempre disponíveis em tantos milhares de variedades que ninguém pode descrevê-las por completo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/106/", "verse_text": "gaṅgājala, amṛtakeli, pīyūṣagranthi, karpūrakeli,\n\nsarapūrī, amṛti, padmacini\n\nkhaṇḍa-kṣīrisāra-vṛkṣa, ghare kari' nānā bhakṣya,\n\nrādhā yāhā kṛṣṇa lāgi' āni", "devanagari": "> গঙ্গাজল, অমৃতকেলি, পীযূষগ্রন্থি, কর্পূরকেলি,\n> সরপূরী, অমৃতি, পদ্মচিনি ।\n> খণ্ডক্ষীরিসার-বৃক্ষ, ঘরে করি’ নানা ভক্ষ্য,\n> রাধা যাহা কৃষ্ণ লাগি’ আনি ॥১০৬॥", "synonyms": "*gaṅgā-jala*—o doce gaṅgājala; *amṛta-keli*—um doce feito de leite; *pīyūṣa-granthi*—pīyūṣagranthi; *karpūra-keli*—karpūrakeli; *sara-pūrī*—um doce feito de leite; *amṛti*—um doce preparado com farinha de arroz; *padma-cini*—uma preparação doce feita de flores de lótus; *khaṇḍa-kṣīri-sāra-vṛkṣa*—doces de açúcar feitos em forma de árvores; *ghare*—em casa; *kari'*—fazendo; *nānā bhakṣya*—variedades de comestíveis; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *yāhā*—os quais; *kṛṣṇa lāgi'*—para Kṛṣṇa; *āni*—trouxe.", "translation": "**\"Em casa, Śrīmatī Rādhārāṇī havia preparado diversos tipos de doces feitos de leite e açúcar, tais como gaṅgājala, amṛtakeli, pīyūṣagranthi, karpūrakeli, sarapūrī, amṛti, padmacini e khaṇḍa-kṣīrisāra-vṛkṣa. Em seguida, Ela os trouxe todos para Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/107/", "verse_text": "bhakṣyera paripāṭī dekhi', kṛṣṇa hailā mahā-sukhī,\n\nvasi' kaila vanya bhojana\n\nsaṅge lañā sakhī-gaṇa, rādhā kailā bhojana,\n\nduṅhe kailā mandire śayana", "devanagari": "> ভক্ষ্যের পরিপাটী দেখি’, কৃষ্ণ হৈলা মহাসুখী,\n> বসি’ কৈল বন্য ভোজন ।\n> সঙ্গে লঞা সখীগণ, রাধা কৈলা ভোজন,\n> দুঁহে কৈলা মন্দিরে শয়ন ॥১০৭॥", "synonyms": "*bhakṣyera*—dos comestíveis; *paripāṭī*—os preparativos; *dekhi'*—vendo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *hailā*—ficou; *mahā-sukhī*—muito feliz; *vasi'*—sentando-se; *kaila*—realizou; *vanya bhojana*—um piquenique na floresta; *saṅge*—em associação; *lañā*—levando; *sakhī-gaṇa*—todas as gopīs; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *kailā bhojana*—tomou os restos; *duṅhe*—ambos; *kailā*—fizeram; *mandire*—na casa enfeitada de joias; *śayana*—deitar-se.", "translation": "**\"Quando Kṛṣṇa viu o belíssimo arranjo de alimentos, Ele Se sentou alegremente e fez um piquenique na floresta. Depois, após Śrīmatī Rādhārāṇī e Suas amigas gopīs partilharem dos restos, Rādhā e Kṛṣṇa deitaram-Se juntos na casa enfeitada de joias.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/108/", "verse_text": "keha kare vījana, keha pāda-samvāhana,\n\nkeha karāya tāmbūla bhakṣaṇa\n\nrādhā-kṛṣṇa nidrā gelā, sakhī-gaṇa śayana kailā,\n\ndekhi' āmāra sukhī haila mana", "devanagari": "> কেহ করে বীজন, কেহ পাদসম্বাহন,\n> কেহ করায় তাম্বুল ভক্ষণ ।\n> রাধাকৃষ্ণ নিদ্রা গেলা, সখীগণ শয়ন কৈলা,\n> দেখি’ আমার সুখী হৈল মন ॥১০৮॥", "synonyms": "*keha*—alguém; *kare*—faz; *vījana*—abano; *keha*—alguém; *pāda-samvāhana*—massagem dos pés; *keha*—alguém; *karāya*—fazia-Os; *tāmbūla bhakṣaṇa*—mascar uma preparação de folhas de bétel; *rādhā-kṛṣṇa*—Rādhā e Kṛṣṇa; *nidrā gelā*—adormeceram; *sakhī-gaṇa*—todas as gopīs; *śayana kailā*—deitaram-se; *dekhi'*—vendo; *āmāra*—Minha; *sukhī*—feliz; *haila*—ficou; *mana*—mente.", "translation": "**\"Algumas das gopīs abanavam Rādhā e Kṛṣṇa, outras massageavam Seus pés, e algumas Lhes davam folhas de bétel para mascar. Quando Rādhā e Kṛṣṇa adormeceram, todas as outras gopīs também se deitaram. Quando vi isso, Minha mente ficou muito feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/109/", "verse_text": "hena-kāle more dhari, mahā-kolāhala kari;,\n\ntumi-saba ihāṅ lañā āilā\n\nkāṅhā yamunā, vṛndāvana, kāṅhā kṛṣṇa, gopī-gaṇa,\n\nsei sukha bhaṅga karāilā!\"", "devanagari": "> হেনকালে মোরে ধরি’, মহাকোলাহল করি’,\n> তুমি-সব ইহাঁ লঞা আইলা ।\n> কাঁহা যমুনা, বৃন্দাবন, কাঁহা কৃষ্ণ, গোপীগণ,\n> সেই সুখ ভঙ্গ করাইলা !” ॥ ১০৯ ॥", "synonyms": "*hena-kāle*—nesse momento; *more dhari'*—pegando-Me; *mahā-kolāhala kari'*—e fazendo grande tumulto; *tumi-saba*—todos vós; *ihāṅ*—aqui; *lañā āilā*—trouxestes; *kāṅhā*—onde; *yamunā*—o rio Yamunā; *vṛndāvana*—Vṛndāvana; *kāṅhā*—onde; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *gopī-gaṇa*—as gopīs; *sei sukha*—aquela felicidade; *bhaṅga karāilā*—vós quebrastes.", "translation": "**\"De repente, todos vós fizestes grande tumulto, pegastes-Me e trouxestes-Me de volta para cá. Onde está agora o rio Yamunā? Onde está Vṛndāvana? Onde estão Kṛṣṇa e as gopīs? Vós quebrastes Meu sonho feliz!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/110/", "verse_text": "eteka kahite prabhura kevala 'bāhya' haila\n\nsvarūpa-gosāñire dekhi' tāṅhāre puchila", "devanagari": "> এতেক কহিতে প্রভুর কেবল ‘বাহ্য’ হৈল  ।\n> স্বরূপ-গোসাঞিরে দেখি’ তাঁহারে পুছিল ॥১১০॥", "synonyms": "*eteka*—isto; *kahite*—enquanto falava; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kevala*—apenas; *bāhya*—consciência externa; *haila*—houve; *svarūpa-gosāñire*—Svarūpa Gosāñi; *dekhi'*—vendo; *tāṅhāre puchila*—Ele lhe perguntou.", "translation": "**Falando dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu retornou plenamente à consciência externa. Ao ver Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, o Senhor lhe fez uma pergunta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/111/", "verse_text": "'ihāṅ kene tomarā āmāre lañā āilā?'\n\nsvarūpa-gosāñi tabe kahite lāgilā", "devanagari": "> ‘ইহাঁ কেনে তোমরা আমারে লঞা আইলা ?’ স্বরূপ-গোসাঞি তবে কহিতে লাগিলা ॥১১১॥", "synonyms": "*ihāṅ*—aqui; *kene*—por que; *tomarā*—vós; *āmāre*—Me; *lañā āilā*—trouxestes; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *tabe*—nesse momento; *kahite lāgilā*—começou a falar.", "translation": "**\"Por que Me trouxestes para cá?\", perguntou Ele. Então Svarūpa Dāmodara Lhe respondeu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/112/", "verse_text": "\"yamunāra bhrame tumi samudre paḍilā\n\nsamudreṛa taraṅge āsi, eta dūra āilā!", "devanagari": "> “যমুনার ভ্রমে তুমি সমুদ্রে পড়িলা  ।\n> সমুদ্রের তরঙ্গে আসি, এত দূর আইলা ! ১১২ ॥১১২॥", "synonyms": "*yamunāra bhrame*—ao confundir com o Yamunā; *tumi*—Vós; *samudre*—no mar; *paḍilā*—caístes; *samudrera taraṅge*—pelas ondas do mar; *āsi*—vindo; *eta*—esta; *dūra*—distância; *āilā*—viestes.", "translation": "**\"Confundistes o mar com o rio Yamunā\", disse ele, \"e nele saltastes. Fostes carregado até esta distância pelas ondas do mar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/113/", "verse_text": "ei jāliyā jāle kari' tomā uṭhāila\n\ntomāra paraśe ei preme matta ha-ila", "devanagari": "> এই জালিয়া জালে করি’ তোমা উঠাইল ।\n> তোমার পরশে এই প্রেমে মত্ত হইল ॥১১৩॥", "synonyms": "*ei jāliyā*—este pescador; *jāle*—na rede; *kari'*—apanhando; *tomā*—Vós; *uṭhāila*—resgatou da água; *tomāra paraśe*—por Vosso toque; *ei*—este homem; *preme*—em amor extático; *matta ha-ila*—enlouqueceu.", "translation": "**\"Este pescador apanhou-Vos em sua rede e resgatou-Vos da água. Por causa de Vosso toque, ele está agora louco de amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/114/", "verse_text": "saba rātri sabe beḍāi tomāre anveṣiyā\n\njāliyāra mukhe śuni' pāinu āsiyā", "devanagari": "> সব রাত্রি সবে বেড়াই তোমারে অন্বেষিয়া ।\n> জালিয়ার মুখে শুনি’ পাইনু আসিয়া ॥১১৪॥", "synonyms": "*saba rātri*—a noite inteira; *sabe*—todos nós; *beḍāi*—caminhamos; *tomāre*—Vós; *anveṣiyā*—procurando; *jāliyāra mukhe*—da boca deste pescador; *śuni'*—ouvindo; *pāinu*—encontramos; *āsiyā*—vindo.", "translation": "**\"Durante toda a noite, todos nós caminhamos em Vossa busca. Após ouvir este pescador, viemos para cá e Vos encontramos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/115/", "verse_text": "tumi mūrcchā-chale vṛndāvane dekha krīḍā\n\ntomāra mūrcchā dekhi' sabe mane pāi pīḍā", "devanagari": "> তুমি মূর্চ্ছা-ছলে বৃন্দাবনে দেখ ক্রীড়া ।\n> তোমার মূর্চ্ছা দেখি’ সবে মনে পাই পীড়া ॥১১৫॥", "synonyms": "*tumi*—Vós; *mūrcchā-chale*—fingindo estar inconsciente; *vṛndāvane*—em Vṛndāvana; *dekha*—vedes; *krīḍā*—os passatempos; *tomāra mūrcchā dekhi'*—vendo Vossa inconsciência; *sabe*—todos nós; *mane*—na mente; *pāi*—sentimos; *pīḍā*—agonia.", "translation": "**\"Aparentemente inconsciente, testemunhastes os passatempos em Vṛndāvana, mas, quando Vos vimos inconsciente, sofremos grande agonia em nossas mentes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/116/", "verse_text": "kṛṣṇa-nāma la-ite tomāra 'ardha-bāhya' ha-ila\n\ntāte ye pralāpa kailā, tāhā ye śunila\"", "devanagari": "> কৃষ্ণনাম লইতে তোমার ‘অর্ধবাহ্য’ হইল ।\n> তাতে যে প্রলাপ কৈলা, তাহা যে শুনিল ।।” ॥ ১১৬ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-nāma la-ite*—cantando o santo nome de Kṛṣṇa; *tomāra*—Vossa; *ardha-bāhya*—semiconsciência; *ha-ila*—houve; *tāte*—em seguida; *ye*—qualquer; *pralāpa*—conversas insensatas; *kailā*—fizestes; *tāhā*—isso; *ye*—as quais; *śunila*—ouvimos.", "translation": "**\"Quando, porém, cantamos o santo nome de Kṛṣṇa, retornastes à semiconsciência, e todos nós temos Vos ouvido falar como um louco.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/117/", "verse_text": "prabhu kahe,--\"svapne dekhi' gelāṅa vṛndāvane\n\ndekhi,--kṛṣṇa rāsa karena gopīgaṇa-sane", "devanagari": "> প্রভু কহে, — “স্বপ্নে দেখি’ গেলাঙ বৃন্দাবনে ।\n> দেখি, — কৃষ্ণ রাস করেন গোপীগণ-সনে ॥১১৭॥", "synonyms": "*prabhu kahe*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *svapne dekhi'*—sonhando; *gelāṅa vṛndāvane*—fui a Vṛndāvana; *dekhi*—vejo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *rāsa karena*—realiza a dança da rāsa; *gopī-gaṇa-sane*—com as gopīs.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Em Meu sonho, fui a Vṛndāvana, onde vi o Senhor Kṛṣṇa realizar a dança da rāsa com todas as gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/118/", "verse_text": "jala-krīḍā kari' kailā vanya-bhojane\n\ndekhi' āmi pralāpa kailuṅ--hena laya mane\"", "devanagari": "> জলক্রীড়া করি’ কৈলা বন্য-ভোজনে ।\n> দেখি’ আমি প্রলাপ কৈলুঁ — হেন লয় মনে ।।” ॥ ১১৮ ॥", "synonyms": "*jala-krīḍā*—brincadeiras na água; *kari'*—realizando; *kailā*—fizeram; *vanya-bhojane*—um piquenique; *dekhi'*—vendo; *āmi*—Eu; *pralāpa kailuṅ*—falei insensatamente; *hena*—assim; *laya*—toma; *mane*—em Minha mente.", "translation": "**\"Após brincar na água, Kṛṣṇa desfrutou de um piquenique. Posso compreender que, após ver isso, Eu certamente devo ter falado como um louco.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/119/", "verse_text": "tabe svarūpa-gosāñi taṅre snāna karāñā\n\nprabhure lañā ghara āilā ānandita hañā", "devanagari": "> তবে স্বরূপ-গোসাঞি তাঁরে স্নান করাঞা ।\n> প্রভুরে লঞা ঘর আইলা আনন্দিত হঞা ॥১১৯॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosāñi; *tāṅre*—O; *snāna karāñā*—fazendo banhar-se; *prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *ghara āilā*—regressou à Sua casa; *ānandita hañā*—estando muito feliz.", "translation": "**Em seguida, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī fez o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu banhar-se no mar e, então, muito feliz, levou-O de volta para casa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/120/", "verse_text": "ei ta' kahiluṅ prabhura samudra-patana\n\nihā yei śune, pāya caitanya-caraṇa", "devanagari": "> এই ত’ কহিলুঁ প্রভুর সমুদ্র-পতন ।\n> ইহা যেই শুনে, পায় চৈতন্য-চরণ ॥১২০॥", "synonyms": "*ei ta'*—assim; *kahiluṅ*—descrevi; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *samudra-patana*—a queda no mar; *ihā*—esta história; *yei śune*—todo aquele que ouve; *pāya*—obtém; *caitanya-caraṇa*—o refúgio aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Assim, descrevi o incidente da queda do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu no oceano. Todo aquele que ouvir este passatempo certamente alcançará o refúgio aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/18/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/18/121/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১২১॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Oitavo Capítulo, que descreve a queda do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu nas águas do mar."}
{"ref": "cc/antya/19/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/1/", "verse_text": "vande taṁ kṛṣṇa-caitanyaṁ\nmātṛ-bhakta-śiromaṇim\npralapya mukha-saṅgharṣī\nmadhūdyāne lalāsa yaḥ", "devanagari": "> বন্দে তং কৃষ্ণচৈতন্যং মাতৃভক্তশিরোমণিম্ ।\n> প্রলপ্য মুখসংঘর্ষী মধুদ্যানে ললাস যঃ ॥১॥", "synonyms": "*vande*—ofereço minhas respeitosas reverências; *tam*—a Ele; *kṛṣṇa-caitanyam*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mātṛ-bhakta*—dos grandes devotos das mães; *śiromaṇim*—a joia suprema; *pralapya*—falando como um louco; *mukha-saṅgharṣī*—que costumava esfregar o rosto; *madhu-udyāne*—no jardim conhecido como Jagannātha-vallabha; *lalāsa*—desfrutou; *yaḥ*—quem.", "translation": "**O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, o mais excelso de todos os devotos das mães, falava como um louco e esfregava o rosto contra as paredes. Dominado pelas emoções do amor extático, Ele às vezes entrava no jardim Jagannātha-vallabha para realizar Seus passatempos. Ofereço-Lhe minhas respeitosas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/2/", "verse_text": "jaya jaya śrī-caitanya jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় শ্রীচৈতন্য জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *śrī-caitanya*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—a Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Ācārya; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos do Senhor Gaurāṅga.", "translation": "**Todas as glórias a Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaita Ācārya! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/3/", "verse_text": "ei-mate mahāprabhu kṛṣṇa-premāveśe\nunmāda-pralāpa kare rātri-divase", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু কৃষ্ণপ্রেমাবেশে ।\n> উন্মাদ-প্রলাপ করে রাত্রি-দিবসে ॥৩॥", "synonyms": "*ei-mate*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa-prema-āveśe*—no amor emocional extático a Kṛṣṇa; *unmāda*—loucura; *pralāpa*—e fala insana; *kare*—realiza; *rātri-divase*—durante todo o dia e toda a noite.", "translation": "**Assim, no êxtase do amor a Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu comportava-se como um louco, falando de modo insano dia e noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/4/", "verse_text": "prabhura atyanta priya paṇḍita-jagadānanda\nyāhāra caritre prabhu pāyena ānanda", "devanagari": "> প্রভুর অত্যন্ত প্রিয় পণ্ডিত-জগদানন্দ ।\n> যাহার চরিত্রে প্রভু পায়েন আনন্দ ॥৪॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *atyanta*—muito; *priya*—querido; *paṇḍita-jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *yāhāra caritre*—em cujas atividades; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāyena*—obtém; *ānanda*—grande prazer.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita era um devoto muito querido de Śrī Caitanya Mahāprabhu. O Senhor obtinha grande prazer com suas atividades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/5/", "verse_text": "prati-vatsara prabhu tāṅre pāṭhāna nadīyāte\nviccheda-duḥkhitā jāni' jananī āśvāsite", "devanagari": "> প্রতিবৎসর প্রভু তাঁরে পাঠান নদীয়াতে ।\n> বিচ্ছেদ-দুঃখিতা জানি’ জননী আশ্বাসিতে ॥৫॥", "synonyms": "*prati-vatsara*—todos os anos; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *pāṭhāna*—envia; *nadīyāte*—a Navadvīpa; *viccheda-duḥkhitā jāni'*—sabendo de sua aflição devido à separação; *jananī*—Sua mãe; *āśvāsite*—para consolar.", "translation": "**Sabendo que Sua mãe estava grandemente aflita pela separação, o Senhor enviava Jagadānanda Paṇḍita a Navadvīpa todos os anos para consolá-la.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/6/", "verse_text": "\"nadīyā calaha, mātāre kahiha namaskāra\nāmāra nāme pāda-padma dhariha tāṅhāra", "devanagari": "> “নদীয়া চলহ, মাতারে কহিহ নমস্কার ।\n> আমার নামে পাদপদ্ম ধরিহ তাঁহার ॥৬॥", "synonyms": "*nadīyā calaha*—parte para Nadia; *mātāre*—a Minha mãe; *kahiha*—dize; *namaskāra*—Minhas reverências; *āmāra nāme*—em Meu nome; *pāda-padma*—os pés de lótus; *dhariha*—toca; *tāṅhāra*—dela.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu disse a Jagadānanda Paṇḍita: \"Vai a Nadia e oferece Minhas reverências a Minha mãe. Toca seus pés de lótus em Meu nome.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/7/", "verse_text": "kahiha tāṅhāre--'tumi karaha smaraṇa\nnitya āsi' āmi tomāra vandiye caraṇa", "devanagari": "> কহিহ তাঁহারে — ‘তুমি করহ স্মরণ ।\n> নিত্য আসি’ আমি তোমার বন্দিয়ে চরণ ॥৭॥", "synonyms": "*kahiha tāṅhāre*—informa-a; *tumi karaha smaraṇa*—por favor, recorda; *nitya āsi'*—vindo diariamente; *āmi*—Eu; *tomāra*—teus; *vandiye caraṇa*—ofereço respeito aos pés de lótus.", "translation": "**\"Dize-lhe de Minha parte: 'Por favor, recorda que venho aqui todos os dias e ofereço Meus respeitos a teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/8/", "verse_text": "ye-dine tomāra icchā karāite bhojana\nse-dine āsi' avaśya kariye bhakṣaṇa", "devanagari": "> যে-দিনে তোমার ইচ্ছা করাইতে ভোজন ।\n> সে-দিনে আসি’ অবশ্য করিয়ে ভক্ষণ ॥৮॥", "synonyms": "*ye-dine*—qualquer dia; *tomāra*—teu; *icchā*—desejo; *karāite bhojana*—de alimentar-Me; *se-dine*—nesse dia; *āsi'*—vindo; *avaśya*—certamente; *kariye bhakṣaṇa*—Eu como.", "translation": "**\"'Qualquer dia que desejes alimentar-Me, certamente venho e aceito o que ofereces.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/9/", "verse_text": "tomāra sevā chāḍi' āmi kariluṅ sannyāsa\n'bāula' hañā āmi kailuṅ dharma-nāśa", "devanagari": "> তোমার সেবা ছাড়ি’ আমি করিলুঁ সন্ন্যাস ।\n> ‘বাউল’ হঞা আমি কৈলুঁ ধর্মনাশ ॥৯॥", "synonyms": "*tomāra sevā chāḍi'*—abandonando teu serviço; *āmi*—Eu; *kariluṅ*—aceitei; *sannyāsa*—a ordem de vida renunciada; *bāula hañā*—tornando-Me louco; *āmi*—Eu; *kailuṅ*—realizei; *dharma-nāśa*—a destruição da religião.", "translation": "**\"'Abandonei o serviço a ti e aceitei o voto de sannyāsa. Assim, tornei-Me louco e destruí os princípios da religião.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/10/", "verse_text": "ei aparādha tumi nā la-iha āmāra\ntomāra adhīna āmi--putra se tomāra", "devanagari": "> এই অপরাধ তুমি না লইহ আমার ।\n> তোমার অধীন আমি — পুত্র সে তোমার ॥১০॥", "synonyms": "*ei aparādha*—esta ofensa; *tumi*—tu; *nā*—não; *la-iha*—tomes; *āmāra*—de Mim; *tomāra*—de ti; *adhīna*—dependente; *āmi*—Eu; *putra*—filho; *se*—esse; *tomāra*—de ti.", "translation": "**\"'Mãe, por favor, não consideres isto uma ofensa, pois Eu, teu filho, sou completamente dependente de ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/11/", "verse_text": "nīlācale āchi āmi tomāra ājñāte\nyāvat jība, tāvat āmi nāriba chāḍite'", "devanagari": "> নীলাচলে আছি আমি তোমার আজ্ঞাতে ।\n> যাবৎ জীব, তাবৎ আমি নারিব ছাড়িতে ।।” ॥ ১১ ॥", "synonyms": "*nīlācale*—Jagannātha Purī, Nīlācala; *āchi āmi*—Eu estou; *tomāra ājñāte*—com base em tua ordem; *yāvat jība*—enquanto Eu viver; *tāvat*—até então; *āmi*—Eu; *nāriba*—não poderei; *chāḍite*—deixar.", "translation": "**\"'Estou permanecendo aqui em Nīlācala, Jagannātha Purī, segundo tua ordem. Enquanto Eu viver, não poderei deixar este lugar.'\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/12/", "verse_text": "gopa-līlāya pāilā yei prasāda-vasane\nmātāre pāṭhāna tāhā purīra vacane", "devanagari": "> গোপ-লীলায় পাইলা যেই প্রসাদ-বসনে ।\n> মাতারে পাঠান তাহা পুরীর বচনে ॥১২॥", "synonyms": "*gopa-līlāya*—em Seus passatempos como vaqueirinho; *pāilā*—obteve; *yei*—tudo o que; *prasāda*—remanescente; *vasane*—roupa; *mātāre*—a Sua mãe; *pāṭhāna*—enviou; *tāhā*—isso; *purīra vacane*—por ordem de Paramānanda Purī.", "translation": "**Seguindo a ordem de Paramānanda Purī, Śrī Caitanya Mahāprabhu enviou a Sua mãe a roupa-prasāda deixada pelo Senhor Jagannātha após Seus passatempos como vaqueirinho.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/13/", "verse_text": "jagannāthera uttama prasāda āniyā yatane\nmātāre pṛthak pāṭhāna, āra bhakta-gaṇe", "devanagari": "> জগন্নাথের উত্তম প্রসাদ আনিয়া যতনে ।\n> মাতারে পৃথক্ পাঠান, আর ভক্তগণে ॥১৩॥", "synonyms": "*jagannāthera*—do Senhor Jagannātha; *uttama*—de primeira classe; *prasāda*—remanescentes de alimento; *āniyā yatane*—trazendo com muito cuidado; *mātāre*—a Sua mãe; *pṛthak*—separadamente; *pāṭhāna*—envia; *āra bhakta-gaṇe*—e aos demais devotos.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu trazia com muito cuidado o prasāda de primeira classe do Senhor Jagannātha e o enviava em pacotes separados a Sua mãe e aos devotos de Nadia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/14/", "verse_text": "mātṛ-bhakta-gaṇera prabhu hana śiromaṇi\nsannyāsa kariyā sadā sevena jananī", "devanagari": "> মাতৃভক্তগণের প্রভু হন শিরোমণি ।\n> সন্ন্যাস করিয়া সদা সেবেন জননী ॥১৪॥", "synonyms": "*mātṛ-bhakta-gaṇera*—dos devotos das mães; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hana*—é; *śiromaṇi*—a joia suprema; *sannyāsa kariyā*—mesmo após aceitar a ordem de sannyāsa; *sadā*—sempre; *sevena*—presta serviço; *jananī*—a Sua mãe.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu é a joia suprema de todos os devotos das mães. Ele prestava serviço a Sua mãe mesmo depois de ter aceitado o voto de sannyāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/15/", "verse_text": "jagadānanda nadīyā giyā mātāre mililā\nprabhura yata nivedana, sakala kahilā", "devanagari": "> জগদানন্দ নদীয়া গিয়া মাতারে মিলিলা ।\n> প্রভুর যত নিবেদন, সকল কহিলা ॥১৫॥", "synonyms": "*jagadānanda*—Jagadānanda; *nadīyā*—a Navadvīpa; *giyā*—indo; *mātāre*—mãe Śacī; *mililā*—encontrou; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *yata nivedana*—todo tipo de saudações; *sakala*—tudo; *kahilā*—ele relatou.", "translation": "**Jagadānanda Paṇḍita retornou, então, a Nadia e, ao encontrar-se com Śacīmātā, transmitiu-lhe todas as saudações do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/16/", "verse_text": "ācāryādi bhakta-gaṇe mililā prasāda diyā\n\nmātā-ṭhāñi ājñā la-ilā māseka rahiyā", "devanagari": "> আচার্যাদি ভক্তগণে মিলিলা প্রসাদ দিয়া ।\n> মাতা-ঠাঞি আজ্ঞা লইলা মাসেক রহিয়া ॥১৬॥", "synonyms": "*ācārya-ādi*—começando por Advaita Ācārya; *bhakta-gaṇe*—todos os devotos; *mililā*—ele encontrou; *prasāda diyā*—entregando o prasāda do Senhor Jagannātha; *mātā-ṭhāñi*—de mãe Śacī; *ājñā la-ilā*—tomou permissão para partir; *māseka rahiyā*—permanecendo por um mês.", "translation": "**Em seguida, ele encontrou todos os demais devotos, encabeçados por Advaita Ācārya, e lhes deu o prasāda de Jagannātha. Após permanecer por um mês, ele tomou permissão de mãe Śacī para partir.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/17/", "verse_text": "ācāryera ṭhāñi giyā ājñā māgilā\n\nācārya-gosāñi prabhure sandeśa kahilā", "devanagari": "> আচার্যের ঠাঞি গিয়া আজ্ঞা মাগিলা ।\n> আচার্য-গোসাঞি প্রভুরে সন্দেশ কহিলা ॥১৭॥", "synonyms": "*ācāryera ṭhāñi*—a Advaita Ācārya; *giyā*—indo; *ājñā māgilā*—suplicou permissão para partir; *ācārya-gosāñi*—Advaita Ācārya; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sandeśa kahilā*—enviou uma mensagem.", "translation": "**Quando ele se dirigiu a Advaita Ācārya e também pediu Sua permissão para regressar, Advaita Prabhu lhe deu uma mensagem para entregar a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/18/", "verse_text": "tarajā-prahelī ācārya kahena ṭhāre-ṭhore\n\nprabhu mātra bujhena, keha bujhite nā pāre", "devanagari": "> তরজা-প্রহেলী আচার্য কহেন ঠারে-ঠোরে ।\n> প্রভু মাত্র বুঝেন, কেহ বুঝিতে না পারে ॥১৮॥", "synonyms": "*tarajā-prahelī*—um soneto em linguagem equívoca; *ācārya*—Advaita Ācārya; *kahena*—falou; *ṭhāre-ṭhore*—fazendo algumas indicações; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mātra*—somente; *bujhena*—podia compreender; *keha bujhite nā pāre*—os demais não podiam compreender.", "translation": "**Advaita Ācārya havia escrito um soneto em linguagem equívoca, com um sentido que Śrī Caitanya Mahāprabhu podia compreender, mas os demais não.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/19/", "verse_text": "\"prabhure kahiha āmāra koṭi namaskāra\n\nei nivedana tāṅra caraṇe āmāra", "devanagari": "> “প্রভুরে কহিহ আমার কোটি নমস্কার  ।\n> এই নিবেদন তাঁর চরণে আমার ॥১৯॥", "synonyms": "*prabhure kahiha*—apenas informa ao Senhor Caitanya; *āmāra*—Minhas; *koṭi namaskāra*—centenas e milhares de reverências; *ei nivedana*—esta é a submissão; *tāṅra*—Seus; *caraṇe*—aos pés de lótus; *āmāra*—Minha.", "translation": "**Em Seu soneto, Advaita Prabhu primeiro ofereceu Suas reverências centenas e milhares de vezes aos pés de lótus do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Em seguida, Ele submeteu a seguinte declaração a Seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/20/", "verse_text": "bāulake kahiha,--loka ha-ila bāula\n\nbāulake kahiha,--hāṭe nā vikāya cāula", "devanagari": "> বাউলকে কহিহ, — লোক হইল বাউল  ।\n> বাউলকে কহিহ, — হাটে না বিকায় চাউল ॥২০॥", "synonyms": "*bāulake kahiha*—por favor, informa a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que está representando o papel de um louco em amor extático; *loka*—as pessoas em geral; *ha-ila*—tornaram-se; *bāula*—também loucas em amor extático; *bāulake kahiha*—informa novamente ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, o bāula; *hāṭe*—no mercado; *nā*—não; *vikāya*—vende; *cāula*—arroz.", "translation": "**\"Por favor, informa a Śrī Caitanya Mahāprabhu, que age como um louco, que todos aqui se tornaram loucos como Ele. Informa-Lhe também que, no mercado, o arroz já não tem procura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/21/", "verse_text": "bāulake kahiha,--kāye nāhika āula\n\nbāulake kahiha,--ihā kahiyāche bāula\"", "devanagari": "> বাউলকে কহিহ, — কাযে নাহিক আউল  ।\n> বাউলকে কহিহ, — ইহা কহিয়াছে বাউল ।।” ২১ ॥২১॥", "synonyms": "*bāulake kahiha*—informa novamente ao bāula, Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kāye*—em negócios; *nāhika*—não há; *āula*—pessoas que se tornaram loucas em amor extático; *bāulake kahiha*—informa novamente ao bāula, Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ihā*—isto; *kahiyāche*—disse; *bāula*—outro louco, o próprio Śrī Advaita Prabhu.", "translation": "**\"Aqueles que agora estão loucos em amor extático não têm mais interesse no mundo material. Dize a Śrī Caitanya Mahāprabhu que Advaita Prabhu, que também se tornou um louco em amor extático, falou estas palavras.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/22/", "verse_text": "eta śuni' jagadānanda hāsite lāgilā\n\nnīlācale āsi' tabe prabhure kahilā", "devanagari": "> এত শুনি’ জগদানন্দ হাসিতে লাগিলা ।\n> নীলাচলে আসি’ তবে প্রভুরে কহিলা ॥২২॥", "synonyms": "*eta śuni'*—ouvindo isto; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *hāsite lāgilā*—começou a rir; *nīlācale*—a Jagannātha Purī; *āsi'*—regressando; *tabe*—então; *prabhure kahilā*—contou tudo isto a Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Quando ouviu a declaração de Advaita Ācārya, Jagadānanda Paṇḍita começou a rir e, ao regressar a Jagannātha Purī, Nīlācala, informou Caitanya Mahāprabhu de tudo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/23/", "verse_text": "tarajā śuni' mahāprabhu īṣat hāsilā\n\n'tāṅra yei ājñā'--bali' mauna dharilā", "devanagari": "> তরজা শুনি’ মহাপ্রভু ঈষত্ হাসিলা ।\n> ‘তাঁর যেই আজ্ঞা’ — বলি’ মৌন ধরিলা ॥২৩॥", "synonyms": "*tarajā śuni'*—ouvindo o soneto; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *īṣat hāsilā*—sorriu discretamente; *tāṅra yei ājñā*—essa é Sua ordem; *bali'*—dizendo; *mauna dharilā*—ficou em silêncio.", "translation": "**Após ouvir o soneto equívoco de Advaita Ācārya, Śrī Caitanya Mahāprabhu sorriu discretamente. \"Essa é Sua ordem\", disse Ele. Então, ficou em silêncio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/24/", "verse_text": "jāniyāo svarūpa gosāñi prabhure puchila\n\n'ei tarajāra artha bujhite nārila'", "devanagari": "> জানিয়াও স্বরূপ গোসাঞি প্রভুরে পুছিল ।\n> ‘এই তরজার অর্থ বুঝিতে নারিল’ ॥২৪॥", "synonyms": "*jāniyāo*—embora soubesse; *svarūpa gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *prabhure puchila*—perguntou a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei tarajāra artha*—o significado deste soneto; *bujhite*—compreender; *nārila*—não fui capaz.", "translation": "**Embora conhecesse o segredo, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī perguntou ao Senhor: \"Qual é o significado deste soneto? Não consegui compreendê-lo.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/25/", "verse_text": "prabhu kahena,--'ācārya haya pūjaka prabala\n\nāgama-śāstrera vidhi-vidhāne kuśala", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — ‘আচার্য হয় পূজক প্রবল ।\n> আগম-শাস্ত্রের বিধি-বিধানে কুশল ॥২৫॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu disse; *ācārya haya pūjaka prabala*—Advaita Ācārya é um grande adorador; *āgama-śāstrera*—da literatura Védica; *vidhi-vidhāne kuśala*—muito perito nos princípios reguladores.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Advaita Ācārya é um grande adorador do Senhor e é muito perito nos princípios reguladores prescritos nas literaturas Védicas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/26/", "verse_text": "upāsanā lāgi' devera karena āvāhana\n\npūjā lāgi' kata kāla karena nirodhana", "devanagari": "> উপাসনা লাগি’ দেবের করেন আবাহন ।\n> পূজা লাগি’ কত কাল করেন নিরোধন ॥২৬॥", "synonyms": "*upāsanā lāgi'*—para adorar a Deidade; *devera*—do Senhor; *karena āvāhana*—convida a vir; *pūjā lāgi'*—para realizar a adoração; *kata kāla*—por algum tempo; *karena nirodhana*—Ele mantém a Deidade.", "translation": "**\"Advaita Ācārya convida o Senhor a vir e ser adorado e, para realizar a adoração, Ele mantém a Deidade por algum tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/27/", "verse_text": "pūjā-nirvāhaṇa haile pāche karena visarjana\n\ntarajāra nā jāni artha, kibā tāṅra mana", "devanagari": "> পূজা-নির্বাহণ হৈলে পাছে করেন বিসর্জন ।\n> তরজার না জানি অর্থ, কিবা তাঁর মন ॥২৭॥", "synonyms": "*pūjā-nirvāhaṇa*—a conclusão da adoração; *haile*—quando há; *pāche*—por fim; *karena visarjana*—envia a Deidade de volta; *tarajāra*—do soneto; *nā jāni*—não sei; *artha*—o significado; *kibā tāṅra mana*—o que há em Sua mente.", "translation": "**\"Após concluída a adoração, Ele envia a Deidade para outro lugar. Não sei o significado deste soneto, nem sei o que há na mente de Advaita Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/28/", "verse_text": "mahā-yogeśvara ācārya--tarajāte samartha\n\nāmiha bujhite nāri tarajāra artha'", "devanagari": "> মহাযোগেশ্বর আচার্য — তরজাতে সমর্থ ।\n> আমিহ বুঝিতে নারি তরজার অর্থ ।।’ ॥ ২৮ ॥", "synonyms": "*mahā-yogeśvara*—o maior dos místicos; *ācārya*—Advaita Ācārya; *tarajāte samartha*—muito perito em escrever sonetos; *āmiha*—e contudo Eu; *bujhite*—compreender; *nāri*—não sou capaz; *tarajāra*—do soneto; *artha*—o significado.", "translation": "**\"Advaita Ācārya é um grande místico. Ninguém consegue compreendê-Lo. Ele é perito em escrever sonetos que nem mesmo Eu próprio consigo compreender.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/29/", "verse_text": "śuniyā vismita ha-ilā saba bhakta-gaṇa\n\nsvarūpa-gosāñi kichu ha-ilā vimana", "devanagari": "> শুনিয়া বিস্মিত হইলা সব ভক্তগণ ।\n> স্বরূপ-গোসাঞি কিছু হইলা বিমন ॥২৯॥", "synonyms": "*śuniyā*—ouvindo; *vismita*—assombrados; *ha-ilā*—ficaram; *saba*—todos; *bhakta-gaṇa*—os devotos; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kichu*—um tanto; *ha-ilā*—ficou; *vimana*—taciturno.", "translation": "**Ao ouvir isto, todos os devotos ficaram assombrados, especialmente Svarūpa Dāmodara, que ficou um tanto taciturno.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/30/", "verse_text": "sei dina haite prabhura āra daśā ha-ila\n\nkṛṣṇera viccheda-daśā dviguṇa bāḍila", "devanagari": "> সেই দিন হৈতে প্রভুর আর দশা হইল ।\n> কৃষ্ণের বিচ্ছেদ-দশা দ্বিগুণ বাড়িল ॥৩০॥", "synonyms": "*sei dina haite*—daquele dia em diante; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āra*—outra; *daśā*—condição; *ha-ila*—houve; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *viccheda-daśā*—a condição de separação; *dvi-guṇa*—em dobro; *bāḍila*—aumentou.", "translation": "**Daquele dia em diante, o estado emocional de Śrī Caitanya Mahāprabhu mudou acentuadamente; Seus sentimentos de separação de Kṛṣṇa duplicaram em intensidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/31/", "verse_text": "unmāda-pralāpa-ceṣṭā kare rātri-dine\n\nrādhā-bhāvāveśe viraha bāḍe anukṣaṇe", "devanagari": "> উন্মাদ-প্রলাপ-চেষ্টা করে রাত্রি-দিনে ।\n> রাধা-ভাবাবেশে বিরহ বাড়ে অনুক্ষণে ॥৩১॥", "synonyms": "*unmāda*—loucura; *pralāpa*—desvario; *ceṣṭā*—atividades; *kare rātri-dine*—Ele realizava dia e noite; *rādhā-bhāva-āveśe*—na emoção extática de Śrīmatī Rādhārāṇī; *viraha*—separação; *bāḍe*—aumenta; *anukṣaṇe*—a cada instante.", "translation": "**À medida que Seus sentimentos de separação na emoção extática de Śrīmatī Rādhārāṇī aumentavam a cada instante, as atividades do Senhor, tanto de dia quanto de noite, passaram a ser manifestações descontroladas e insanas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/32/", "verse_text": "ācambite sphure kṛṣṇera mathurā-gamana\n\nudghūrṇā-daśā haila unmāda-lakṣaṇa", "devanagari": "> আচম্বিতে স্ফুরে কৃষ্ণের মথুরা-গমন ।\n> উদ্ঘূর্ণা-দশা হৈল উন্মাদ-লক্ষণ ॥৩২॥", "synonyms": "*ācambite*—de repente; *sphure*—despertou; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *mathurā-gamana*—a partida para Mathurā; *udghūrṇā-daśā*—a condição extática conhecida como udghūrṇā; *haila*—houve; *unmāda-lakṣaṇa*—o sintoma de loucura.", "translation": "**De repente, despertou em Śrī Caitanya Mahāprabhu a cena da partida do Senhor Kṛṣṇa para Mathurā, e Ele começou a manifestar o sintoma de loucura extática conhecido como udghūrṇā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/33/", "verse_text": "rāmānandera galā dhari' karena pralāpana\n\nsvarūpe puchena māni' nija-sakhī-gaṇa", "devanagari": "> রামানন্দের গলা ধরি’ করেন প্রলাপন ।\n> স্বরূপে পুছেন মানি’ নিজ-সখীগণ ॥৩৩॥", "synonyms": "*rāmānandera*—de Rāmānanda Rāya; *galā dhari'*—segurando o pescoço; *karena pralāpana*—começa a falar como um louco; *svarūpe puchena*—perguntou a Svarūpa Dāmodara; *māni'*—tomando-o; *nija-sakhī-gaṇa*—por Sua amiga gopī.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu falou como um louco, segurando Rāmānanda Rāya pelo pescoço, e questionou Svarūpa Dāmodara, tomando-o por Sua amiga gopī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/34/", "verse_text": "pūrve yena viśākhāre rādhikā puchilā\n\nsei śloka paḍi' pralāpa karite lāgilā", "devanagari": "> পূর্বে যেন বিশাখারে রাধিকা পুছিলা ।\n> সেই শ্লোক পড়ি’ প্রলাপ করিতে লাগিলা ॥৩৪॥", "synonyms": "*pūrve*—outrora; *yena*—assim como; *viśākhāre*—a Viśākhā; *rādhikā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *puchilā*—perguntou; *sei śloka*—aquele verso; *paḍi'*—recitando; *pralāpa*—falando como um louco; *karite lāgilā*—começou a fazer.", "translation": "**Assim como Śrīmatī Rādhārāṇī perguntou outrora a Sua amiga pessoal Viśākhā, Śrī Caitanya Mahāprabhu, recitando aquele mesmo verso, começou a falar como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/35/", "verse_text": "kva nanda-kula-candramāḥ kva śikhi-candrakālaṅkṛtiḥ\n\nkva mandra-muralī-ravaḥ kva nu surendra-nīla-dyutiḥ\n\nkva rāsa-rasa-tāṇḍavī kva sakhi jīva-rakṣauṣadhir\n\nnidhir mama suhṛttamaḥ kva bata hanta hā dhig-vidhim", "devanagari": "> ক্ব নন্দকুলচন্দ্রমাঃ ক্ব শিখিচন্দ্রকালঙ্কৃতিঃ\n> ক্ব মন্দ্রমুরলীরবঃ ক্ব নু সুরেন্দ্রনীলদ্যুতিঃ ।\n> ক্ব রাসরসতাণ্ডবী ক্ব সখি জীবরক্ষৌষধি-\n> নিধির্মম সুহৃত্তমঃ ক্ব বত হন্ত হা ধিগ্বিধিম্ ॥৩৫॥", "synonyms": "*kva*—onde; *nanda-kula-candramāḥ*—Kṛṣṇa, que se ergueu como a lua no oceano da dinastia de Nanda Mahārāja; *kva*—onde; *śikhi-candraka-alaṅkṛtiḥ*—Kṛṣṇa, cuja cabeça é adornada com uma pena de pavão; *kva*—onde; *mandra-muralī-ravaḥ*—Kṛṣṇa, cuja flauta produz um som profundo; *kva*—onde; *nu*—certamente; *surendra-nīla-dyutiḥ*—Kṛṣṇa, cujo brilho corporal é como a joia chamada indranīla; *kva*—onde; *rāsa-rasa-tāṇḍavī*—Kṛṣṇa, que é perito em dançar na dança da rāsa; *kva*—onde; *sakhi*—ó Minha querida amiga; *jīva-rakṣa-auṣadhiḥ*—Kṛṣṇa, que é o remédio capaz de salvar a vida; *nidhiḥ*—tesouro; *mama*—Meu; *suhṛt-tamaḥ*—o melhor dos amigos; *kva*—onde; *bata*—lamento tanto; *hanta*—ai de mim; *hā*—ó; *dhik-vidhim*—condenação a Vidhi, o forjador de meu destino.", "translation": "**\"Minha querida amiga, onde está Kṛṣṇa, que é como a lua que se ergue do oceano da dinastia de Mahārāja Nanda? Onde está Kṛṣṇa, com Sua cabeça adornada com uma pena de pavão? Onde está Ele? Onde está Kṛṣṇa, cuja flauta produz um som tão profundo? Ó, onde está Kṛṣṇa, cujo brilho corporal é como o brilho da azul joia indranīla? Onde está Kṛṣṇa, que é tão perito na dança da rāsa? Ó, onde está Aquele que pode salvar Minha vida? Por favor, dize-Me onde encontrar Kṛṣṇa, o tesouro de Minha vida e o melhor de Meus amigos. Sentindo separação dEle, condeno aqui a Providência, a modeladora de Meu destino.'**", "purport": "Este verso encontra-se no Lalita-mādhava (3.25) de Śrīla Rūpa Gosvāmī."}
{"ref": "cc/antya/19/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/36/", "verse_text": "\"vrajendra-kula--dugdha-sindhu, kṛṣṇa tāhe pūrṇa indu,\n\njanmi' kailā jagat ujora\n\nkānty-amṛta yebā piye, nirantara piyā jiye,\n\nvraja-janera nayana-cakora", "devanagari": "> “ব্রজেন্দ্রকুল — দুগ্ধসিন্ধু, কৃষ্ণ তাহে পূর্ণ ইন্দু,\n> জন্মি’ কৈলা জগৎ উজোর ।\n> কান্ত্যমৃত যেবা পিয়ে, নিরন্তর পিয় জিয়ে,\n> ব্রজ-জনের নয়ন-চকোর ॥৩৬॥", "synonyms": "*vrajendra-kula*—a dinastia de Mahārāja Nanda em Vrajabhūmi; *dugdha-sindhu*—como o oceano de leite; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāhe*—nesse; *pūrṇa*—cheia; *indu*—lua; *janmi'*—surgindo; *kailā*—fez; *jagat*—o mundo inteiro; *ujora*—iluminado; *kānti-amṛta*—o néctar de Seu brilho corporal; *yebā piye*—todo aquele que bebe; *nirantara*—sempre; *piyā*—bebendo; *jiye*—sustenta a vida; *vraja-janera*—dos habitantes de Vṛndāvana; *nayana-cakora*—olhos que são como pássaros cakora.", "translation": "**\"A família de Mahārāja Nanda é exatamente como um oceano de leite, no qual o Senhor Kṛṣṇa se ergueu como a lua cheia para iluminar todo o universo. Os olhos dos residentes de Vraja são como pássaros cakora que continuamente bebem o néctar de Seu brilho corporal e assim vivem em paz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/37/", "verse_text": "sakhi he, kothā kṛṣṇa, karāha daraśana\n\nkṣaṇeke yāhāra mukha, nā dekhile phāṭe buka,\n\nśīghra dekhāha, nā rahe jīvana", "devanagari": "> সখি হে, কোথা কৃষ্ণ, করাহ দরশন ।\n> ক্ষণেকে যাহার মুখ, না দেখিলে ফাটে বুক,\n> শীঘ্র দেখাহ, না রহে জীবন ।। ৩৭ ।। ধ্রু ।। ॥৩৭॥", "synonyms": "*sakhi he*—ó Minha querida amiga; *kothā kṛṣṇa*—onde está o Senhor Kṛṣṇa; *karāha daraśana*—por favor, deixa-Me vê-lo; *kṣaṇeke*—num momento; *yāhāra*—cujo; *mukha*—rosto; *nā dekhile*—se não vejo; *phāṭe buka*—Meu coração se parte; *śīghra*—depressa; *dekhāha*—mostra; *nā rahe jīvana*—Minha vida se esvai.", "translation": "**\"Minha querida amiga, onde está Kṛṣṇa? Por favor, deixa-Me vê-lo. Meu coração se parte por não ver Seu rosto sequer por um momento. Por favor, mostra-mO imediatamente; do contrário, não posso viver.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/38/", "verse_text": "ei vrajera ramaṇī, kāmārka-tapta-kumudinī,\n\nnija-karāmṛta diyā dāna\n\npraphullita kare yei, kāhāṅ mora candra sei,\n\ndekhāha, sakhi, rākha mora prāṇa", "devanagari": "> এই ব্রজের রমণী, কামার্কতপ্ত-কুমুদিনী,\n> নিজ-করামৃত দিয়া দান ।\n> প্রফুল্লিত করে যেই, কাহাঁ মোর চন্দ্র সেই,\n> দেখাহ, সখি, রাখ মোর প্রাণ ॥৩৮॥", "synonyms": "*ei*—estas; *vrajera ramaṇī*—mulheres de Vṛndāvana; *kāma-arka-tapta-kumudinī*—exatamente como lírios que se tornam muito quentes sob o sol do desejo lascivo; *nija*—próprio; *kara-amṛta*—néctar das mãos; *diyā*—dando; *dāna*—caridade; *praphullita*—jubilosas; *kare*—torna; *yei*—aquele que; *kāhāṅ*—onde; *mora*—Minha; *candra*—lua; *sei*—essa; *dekhāha*—por favor, mostra; *sakhi*—ó Minha querida amiga; *rākha*—por favor, salva; *mora prāṇa*—Minha vida.", "translation": "**\"As mulheres de Vṛndāvana são exatamente como lírios que se tornam quentes sob o sol dos desejos lascivos. Mas Kṛṣṇa, semelhante à lua, torna a todas elas jubilosas ao conceder-lhes o néctar de Suas mãos. Ó Minha querida amiga, onde está agora Minha lua? Salva Minha vida mostrando-mO!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/39/", "verse_text": "kāhāṅ se cūḍāra ṭhāma, śikhi-piñchera uḍāna,\n\nnava-meghe yena indra-dhanu\n\npītāmbara--taḍid-dyuti, muktā-mālā--baka-pāṅti,\n\nnavāmbuda jini' śyāma-tanu", "devanagari": "> কাহাঁ সে চূড়ার ঠাম, শিখিপিঞ্ছের উড়ান,\n> নব-মেঘে যেন ইন্দ্রধনু ।\n> পীতাম্বর — তড়িদ্দ্যুতি, মুক্তামালা — বকপাঁতি,\n> নবাম্বুদ জিনি’ শ্যামতনু ॥৩৯॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *se*—aquela; *cūḍāra ṭhāma*—beleza do elmo; *śikhi-piñchera uḍāna*—sobre o qual há uma pena de pavão; *nava-meghe*—numa nuvem nova; *yena*—assim como; *indra-dhanu*—o arco-íris; *pīta-ambara*—vestes amarelas; *taḍit-dyuti*—como o fulgor do relâmpago; *muktā-mālā*—colar de pérolas; *baka-pāṅti*—como fileiras de patos; *nava-ambuda*—uma nova nuvem de chuva; *jini'*—vencendo; *śyāma-tanu*—o corpo enegrecido.", "translation": "**\"Minha querida amiga, onde está aquele belo elmo com uma pena de pavão sobre ele, como um arco-íris sobre uma nuvem nova? Onde estão aquelas vestes amarelas, brilhando como o relâmpago? E onde está aquele colar de pérolas que se assemelham a bandos de patos voando no céu? O corpo enegrecido de Kṛṣṇa triunfa sobre a nova nuvem de chuva enegrecida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/40/", "verse_text": "eka-bāra yāra nayane lāge, sadā tāra hṛdaye jāge,\n\nkṛṣṇa-tanu--yena āmra-āṭhā\n\nnārī-mane paiśe hāya, yatne nāhi bāhirāya,\n\ntanu nahe,--seyā-kulera kāṅṭā", "devanagari": "> একবার যার নয়নে লাগে, সদা তার হৃদয়ে জাগে,\n> কৃষ্ণতনু — যেন আম্র-আঠা ।\n> নারী-মনে পৈশে হায়, যত্নে নাহি বাহিরায়,\n> তনু নহে, — সেয়াকুলের কাঁটা ॥৪০॥", "synonyms": "*eka-bāra*—uma vez; *yāra*—cujos; *nayane*—olhos; *lāge*—capturam; *sadā*—sempre; *tāra*—seu; *hṛdaye*—no coração; *jāge*—permanece proeminente; *kṛṣṇa-tanu*—o corpo de Kṛṣṇa; *yena*—como; *āmra-āṭhā*—a seiva da mangueira; *nārī-mane*—nas mentes das mulheres; *paiśe*—entra; *hāya*—ai; *yatne*—mesmo com grande esforço; *nāhi*—não; *bāhirāya*—sai; *tanu nahe*—não é um corpo comum; *seyā-kulera kāṅṭā*—é como o espinho da árvore das bagas seyā.", "translation": "**\"Se os olhos de uma pessoa capturarem, ainda que uma só vez, aquele belo corpo de Kṛṣṇa, ele permanece sempre proeminente em seu coração. O corpo de Kṛṣṇa assemelha-se à seiva da mangueira, pois, quando entra nas mentes das mulheres, não sai, apesar de grande esforço. Assim, o corpo extraordinário de Kṛṣṇa é como um espinho da árvore das bagas seyā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/41/", "verse_text": "jiniyā tamāla-dyuti, indranīla-sama kānti,\n\nse kāntite jagat mātāya\n\nśṛṅgāra-rasa-sāra chāni', tāte candra-jyotsnā sāni',\n\njāni vidhi niramilā tāya", "devanagari": "> জিনিয়া তমালদ্যুতি, ইন্দ্রনীল-সম কান্তি,\n> সে কান্তিতে জগৎ মাতায় ।\n> শৃঙ্গার-রস-সার ছানি’ তাতে চন্দ্র-জ্যোৎস্না সানি’,\n> জানি বিধি নিরমিলা তায় ॥৪১॥", "synonyms": "*jiniyā*—sendo vitorioso sobre; *tamāla-dyuti*—o brilho da árvore tamāla; *indra-nīla*—a gema conhecida como indranīla; *sama kānti*—o brilho semelhante; *se kāntite*—por esse brilho; *jagat mātāya*—o mundo inteiro enlouquece; *śṛṅgāra-rasa*—do rasa do amor conjugal; *sāra*—essência; *chāni'*—filtrando; *tāte*—nisso; *candra-jyotsnā*—a iluminação da lua cheia; *sāni'*—misturando; *jāni*—eu sei; *vidhi*—a Providência; *niramilā*—tornou bem clara; *tāya*—isso.", "translation": "**\"O brilho corporal de Kṛṣṇa resplandece como a gema indranīla e supera o brilho da árvore tamāla. O brilho de Seu corpo enlouquece o mundo inteiro, pois a Providência o tornou transparente ao refinar a essência do rasa do amor conjugal e misturá-la com o luar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/42/", "verse_text": "kāhāṅ se muralī-dhvani, navābhra-garjita jini',\n\njagat ākarṣe śravaṇe yāhāra\n\nuṭhi' dhāya vraja-jana, tṛṣita cātaka-gaṇa,\n\nāsi' piye kānty-amṛta-dhāra", "devanagari": "> কাহাঁ সে মুরলীধ্বনি, নবাভ্র-গর্জিত জিনি’,\n> জগৎ আকর্ষে শ্রবণে যাহার ।\n> উঠি’ ধায় ব্রজ-জন, তৃষিত চাতকগণ,\n> আসি’ পিয়ে কান্ত্যমৃত-ধার ॥৪২॥", "synonyms": "*kāhāṅ*—onde; *se*—essa; *muralī-dhvani*—a vibração da flauta; *nava-abhra-garjita jini'*—vencendo as vibrações das novas nuvens; *jagat*—o mundo inteiro; *ākarṣe*—atrai; *śravaṇe*—a audição; *yāhāra*—cuja; *uṭhi'*—levantando-se; *dhāya*—correm; *vraja-jana*—os habitantes de Vrajabhūmi; *tṛṣita cātaka-gaṇa*—como sedentos pássaros cātaka; *āsi'*—vindo; *piye*—bebem; *kānti-amṛta-dhāra*—as torrentes do néctar do brilho corporal de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"A profunda vibração da flauta de Kṛṣṇa supera o trovejar das novas nuvens e atrai a recepção auditiva do mundo inteiro. Assim, os habitantes de Vṛndāvana levantam-se e perseguem aquele som, bebendo o néctar que jorra do brilho corporal de Kṛṣṇa como sedentos pássaros cātaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/43/", "verse_text": "mora sei kalā-nidhi, prāṇa-rakṣā-mahauṣadhi,\n\nsakhi, mora teṅho suhṛttama\n\ndeha jīye tāṅhā vine, dhik ei jīvane,\n\nvidhi kare eta viḍambana!\"", "devanagari": "> মোর সেই কলানিধি, প্রাণরক্ষা-মহৌষধি,\n> সখি, মোর তেঁহো সুহৃত্তম ।\n> দেহ জীয়ে তাঁহা বিনে, ধিক্ এই জীবনে,\n> বিধি করে এত বিড়ম্বন !” ॥ ৪৩ ॥", "synonyms": "*mora*—de Mim; *sei*—esse; *kalā-nidhi*—reservatório de arte e cultura; *prāṇa-rakṣa-mahā-auṣadhi*—a panaceia para salvar Minha vida; *sakhi*—ó Minha querida amiga; *mora*—Meu; *teṅho*—Ele; *suhṛt-tama*—o melhor dos amigos; *deha jīye*—Meu corpo vive; *tāṅhā vine*—sem Ele; *dhik*—condenação; *ei jīvane*—a esta vida; *vidhi*—a Providência; *kare*—faz; *eta viḍambana*—tanto engano.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é o reservatório de arte e cultura, e Ele é a panaceia que salva Minha vida. Ó Minha querida amiga, visto que vivo sem Ele, que é o melhor entre Meus amigos, condeno a duração de Minha vida. Penso que a Providência Me enganou de muitas maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/44/", "verse_text": "'ye-jana jīte nāhi cāya, tāre kene jīyāya',\n\nvidhi-prati uṭhe krodha-śoka\n\nvidhire kare bhartsana, kṛṣṇe dena olāhana,\n\npaḍi' bhāgavatera eka śloka", "devanagari": "> ‘যে-জন জীতে নাহি চায়, তারে কেনে জীয়ায়’,\n> বিধিপ্রতি উঠে ক্রোধ-শোক ।\n> বিধিরে করে ভর্ত্সন, কৃষ্ণে দেন ওলাহন,\n> পড়ি’ ভাগবতের এক শ্লোক ॥৪৪॥", "synonyms": "*ye-jana*—aquela pessoa que; *jīte*—viver; *nāhi cāya*—não deseja; *tāre*—a ela; *kene*—por que; *jīyāya*—faz a vida continuar; *vidhi-prati*—para com a Providência; *uṭhe*—desperta; *krodha-śoka*—ira e lamentação; *vidhire*—à Providência; *kare*—faz; *bhartsana*—repreensão; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *dena*—faz; *olāhana*—acusação; *paḍi'*—recitando; *bhāgavatera*—do Śrīmad-Bhāgavatam; *eka śloka*—um verso.", "translation": "**\"Por que a Providência prolonga a vida de quem não deseja viver? Esse pensamento despertou ira e lamentação. Śrī Caitanya Mahāprabhu então recitou um verso do Śrīmad-Bhāgavatam que repreende a Providência e faz uma acusação contra Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/45/", "verse_text": "aho vidhātas tava na kvacid dayā\n\nsaṁyojya maitryā praṇayena dehinaḥ\n\ntāṁś cākṛtārthān viyunaṅkṣy apārthakaṁ\n\nviceṣṭitaṁ te 'rbhaka-ceṣṭitaṁ yathā", "devanagari": "> অহো বিধাতস্তব ন ক্বচিদ্দয়া\n> সংযোজ্য মৈত্র্যা প্রণয়েন দেহিনঃ ।\n> তাংশ্চাকৃতার্থান্ বিযুনঙক্ষ্যপার্থকং\n> বিচেষ্টিতং তেঽর্ভকচেষ্টিতং যথা ॥৪৫॥", "synonyms": "*aho*—ai; *vidhātaḥ*—ó Providência; *tava*—tua; *na*—não; *kvacit*—em tempo algum; *dayā*—misericórdia; *saṁyojya*—estabelecendo conexões; *maitryā*—pela amizade; *praṇayena*—e pelo afeto; *dehinaḥ*—das almas corporificadas; *tān*—elas; *ca*—e; *akṛta-arthān*—sem realização; *viyunaṅkṣi*—tu fazes acontecer; *apārthakam*—separação; *viceṣṭitam*—atividades; *te*—tuas; *arbhaka*—de um menino; *ceṣṭitam*—a brincadeira pueril; *yathā*—como.", "translation": "**\" 'Ó Providência, não tens misericórdia alguma! Tu reúnes as almas corporificadas por meio da amizade e do afeto, mas, antes que seus desejos sejam satisfeitos, tu as separas. Tuas atividades são como as travessuras tolas das crianças.'**", "purport": "Este verso, citado do Śrīmad-Bhāgavatam (10.39.19), foi cantado pelas donzelas de Vraja quando Kṛṣṇa partiu de Vṛndāvana rumo a Mathurā com Akrūra e Balarāma. As gopīs lamentavam que a providência houvesse tornado possível encontrarem-se com Kṛṣṇa e Balarāma em afeto e amor e, em seguida, os houvesse separado."}
{"ref": "cc/antya/19/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/46/", "verse_text": "\"nā jānis prema-marma, vyartha karis pariśrama,\n\ntora ceṣṭā--bālaka-samāna\n\n'tora yadi lāg pāiye, tabe tore śikṣā diye,\n\nemana yena nā karis vidhāna", "devanagari": "> “না জানিস্ প্রেম-মর্ম, ব্যর্থ করিস্ পরিশ্রম,\n> তোর চেষ্টা — বালক-সমান ।\n> ‘তোর যদি লাগ্ পাইয়ে, তবে তোরে শিক্ষা দিয়ে,\n> এমন যেন না করিস্ বিধান ॥৪৬॥", "synonyms": "*nā jānis*—tu não conheces; *prema-marma*—o significado dos assuntos amorosos; *vyartha karis*—tu frustras; *pariśrama*—todo o esforço; *tora ceṣṭā*—tuas atividades; *bālaka-samāna*—como as atividades pueris de um menino; *tora yadi lāg pāiye*—se eu tiver a oportunidade de te apanhar; *tabe*—então; *tore*—a ti; *śikṣā diye*—eu darei algumas lições; *emana*—assim; *yena*—de modo que; *nā karis vidhāna*—não farás arranjos.", "translation": "**\"Ó Providência, tu não conheces o significado dos assuntos amorosos e, por isso, frustras todos os nossos esforços. Isto é muito pueril de tua parte. Se pudéssemos te apanhar, dar-te-íamos uma lição tal que nunca mais farias semelhantes arranjos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/47/", "verse_text": "are vidhi, tui baḍa-i niṭhura\n\nanyo 'nya durlabha jana, preme karāñā sammilana,\n\n'akṛtārthān' kene karis dūra?", "devanagari": "> অরে বিধি, তুই বড়ই নিঠুর ।\n> অন্যোঽন্য দুর্লভ জন, প্রেমে করাঞা সম্মিলন,\n> ‘অকৃতার্থান্’ কেনে করিস্ দূর ? ৪৭ ।। ধ্রু ।। ॥৪৭॥", "synonyms": "*are*—oh; *vidhi*—Providência; *tui*—tu; *baḍa-i*—muito; *niṭhura*—cruel; *anyo 'nya*—uma à outra; *durlabha jana*—pessoas raramente reunidas; *preme*—em amor; *karāñā sammilana*—fazendo encontrar-se; *akṛta-arthān*—sem êxito; *kene*—por que; *karis*—tu fazes; *dūra*—distantes.", "translation": "**\"Oh, cruel Providência! Tu és muito desumana, pois reúnes em amor pessoas que raramente se encontram. Depois, após havê-las feito encontrar-se, mas antes que estejam satisfeitas, tu novamente as afastas para bem longe.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/48/", "verse_text": "are vidhi akaruṇa, dekhāñā kṛṣṇānana,\n\nnetra-mana lobhāilā mora\n\nkṣaṇeke karite pāna, kāḍi' nilā anya sthāna,\n\npāpa kaili 'datta-apahāra'", "devanagari": "> অরে বিধি অকরুণ, দেখাঞা কৃষ্ণানন,\n> নেত্র-মন লোভাইলা মোর ।\n> ক্ষণেকে করিতে পান, কাড়ি’ নিলা অন্য স্থান,\n> পাপ কৈলি ‘দত্ত-অপহার’ ॥৪৮॥", "synonyms": "*are*—oh; *vidhi*—Providência; *akaruṇa*—muito desumana; *dekhāñā*—mostrando; *kṛṣṇa-ānana*—o belo rosto de Kṛṣṇa; *netra-mana*—a mente e os olhos; *lobhāilā*—tornaste ávidos; *mora*—Meus; *kṣaṇeke karite pāna*—bebendo apenas por um momento; *kāḍi' nilā*—tomaste; *anya sthāna*—para outro lugar; *pāpa kaili*—cometeste um ato muito pecaminoso; *datta-apahāra*—retomar aquilo que se deu em caridade.", "translation": "**\"Ó Providência, tu és tão desumana! Tu revelas o belo rosto de Kṛṣṇa e tornas ávidos a mente e os olhos, mas, depois que eles beberam esse néctar por apenas um momento, tu arrebatas Kṛṣṇa para outro lugar. Isto é um grande pecado, pois assim retomas aquilo que deste em caridade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/49/", "verse_text": "'akrūra kare tomāra doṣa, āmāya kene kara roṣa',\n\nihā yadi kaha 'durācāra'\n\ntui akrūra-mūrti dhari', kṛṣṇa nili curi kari',\n\nanyera nahe aiche vyavahāra", "devanagari": "> ‘অক্রূর করে তোমার দোষ, আমায় কেনে কর রোষ’,\n> ইহা যদি কহ ‘দুরাচার’ ।\n> তুই অক্রূর-মূর্তি ধরি’, কৃষ্ণ নিলি চুরি করি’,\n> অন্যের নহে ঐছে ব্যবহার ॥৪৯॥", "synonyms": "*akrūra*—Akrūra; *kare*—faz; *tomāra doṣa*—a culpa de ti; *āmāya*—a mim; *kene*—por que; *kara*—tu fazes; *roṣa*—ira; *ihā*—isto; *yadi*—se; *kaha*—tu dizes; *durācāra*—ó malcomportada (Providência); *tui*—tu; *akrūra-mūrti dhari'*—assumindo a forma de Akrūra; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *nili*—tu tomaste; *curi kari'*—furtando; *anyera*—de outros; *nahe*—não há; *aiche*—este tipo de; *vyavahāra*—comportamento.", "translation": "**\"Ó malcomportada Providência! Se nos respondes: 'Akrūra é que realmente tem a culpa; por que estais iradas comigo?', então eu te digo: 'Providência, tu assumiste a forma de Akrūra e furtaste Kṛṣṇa. Ninguém mais se comportaria assim.'**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/50/", "verse_text": "āpanāra karma-doṣa, tore kibā kari roṣa,\n\ntoya-moya sambandha vidūra\n\nye āmāra prāṇa-nātha, ekatra rahi yāṅra sātha,\n\nsei kṛṣṇa ha-ilā niṭhura!", "devanagari": "> আপনার কর্ম-দোষ, তোরে কিবা করি রোষ,\n> তোয়-মোয় সম্বন্ধ বিদূর ।\n> যে আমার প্রাণনাথ, একত্র রহি যাঁর সাথ,\n> সেই কৃষ্ণ হইলা নিঠুর ! ॥ ৫০ ॥", "synonyms": "*āpanāra karma-doṣa*—é o resultado de Meu próprio destino; *tore*—a ti; *kibā*—que; *kari roṣa*—faço acusações; *toya-moya*—entre ti e Mim; *sambandha*—a relação; *vidūra*—muito distante; *ye*—aquele que é; *āmāra*—Meu; *prāṇa-nātha*—a vida e a alma; *ekatra*—juntos; *rahi*—permanecemos; *yāṅra sātha*—com quem; *sei kṛṣṇa*—esse Kṛṣṇa; *ha-ilā niṭhura*—tornou-se tão cruel.", "translation": "**\"Mas isto é culpa de Meu próprio destino. Por que haveria Eu de te acusar inutilmente? Não há nenhuma relação íntima entre ti e Mim. Kṛṣṇa, porém, é Minha vida e Minha alma. Somos nós que vivemos juntos, e é Ele quem Se tornou tão cruel.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/51/", "verse_text": "saba tyaji' bhaji yāṅre, sei āpana-hāte māre,\n\nnārī-vadhe kṛṣṇera nāhi bhaya\n\ntāṅra lāgi' āmi mari, ulaṭi' nā cāhe hari,\n\nkṣaṇa-mātre bhāṅgila praṇaya", "devanagari": "> সব ত্যজি’ ভজি যাঁরে, সেই আপন-হাতে মারে,\n> নারীবধে কৃষ্ণের নাহি ভয় ।\n> তাঁর লাগি’ আমি মরি, উলটি’ না চাহে হরি,\n> ক্ষণমাত্রে ভাঙ্গিল প্রণয় ॥৫১॥", "synonyms": "*saba tyaji'*—deixando tudo de lado; *bhaji yāṅre*—a pessoa que Eu adoro; *sei*—essa pessoa; *āpana-hāte*—com Sua própria mão; *māre*—mata; *nārī-vadhe*—em matar uma mulher; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *nāhi bhaya*—não há temor; *tāṅra lāgi'*—por Ele; *āmi mari*—Eu morro; *ulaṭi'*—voltando-se; *nā cāhe hari*—Kṛṣṇa não olha; *kṣaṇa-mātre*—num instante; *bhāṅgila*—rompeu; *praṇaya*—todos os assuntos amorosos.", "translation": "**\"Aquele por quem deixei tudo está pessoalmente Me matando com Suas próprias mãos. Kṛṣṇa não tem temor de matar mulheres. De fato, estou morrendo por Ele, mas Ele sequer Se volta para olhar para Mim. Num instante, Ele rompeu nossos assuntos amorosos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/52/", "verse_text": "kṛṣṇe kene kari roṣa, āpana durdaiva-doṣa,\n\npākila mora ei pāpa-phala\n\nye kṛṣṇa--mora premādhīna, tāre kaila udāsīna,\n\nei mora abhāgya prabala\"", "devanagari": "> কৃষ্ণে কেনে করি রোষ, আপন দুর্দৈব-দোষ,\n> পাকিল মোর এই পাপফল ।\n> যে কৃষ্ণ — মোর প্রেমাধীন, তারে কৈল উদাসীন,\n> এই মোর অভাগ্য প্রবল ।।” ॥ ৫২ ॥", "synonyms": "*kṛṣṇe*—com Kṛṣṇa; *kene*—por que; *kari roṣa*—estou irada; *āpana*—de Minha própria; *durdaiva*—da desventura; *doṣa*—culpa; *pākila*—amadureceu; *mora*—Minha; *ei*—esta; *pāpa-phala*—reação pecaminosa; *ye*—esse; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *mora*—Meu; *prema-adhīna*—dependente do amor; *tāre*—a Ele; *kaila*—tornou; *udāsīna*—indiferente; *ei mora*—esta é Minha; *abhāgya*—desventura; *prabala*—muito forte.", "translation": "**\"Contudo, por que haveria Eu de estar irada com Kṛṣṇa? É culpa de Minha própria desventura. O fruto de Minhas atividades pecaminosas amadureceu e, por isso, Kṛṣṇa, que sempre dependeu de Meu amor, está agora indiferente. Isto significa que Minha desventura é muito forte.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/53/", "verse_text": "ei-mata gaura-rāya, viṣāde kare hāya hāya,\n\n'hā hā kṛṣṇa, tumi gelā kati?'\n\ngopī-bhāva hṛdaye, tāra vākye vilāpaye,\n\n'govinda dāmodara mādhaveti'", "devanagari": "> এইমত গৌর-রায়, বিষাদে করে হায় হায়,\n> ‘হা হা কৃষ্ণ, তুমি গেলা কতি ?’\n> গোপীভাব হৃদয়ে, তার বাক্যে বিলাপয়ে,\n> ‘গোবিন্দ দামোদর মাধবেতি’ ॥৫৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *gaura-rāya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *viṣāde*—em lamentação devido à separação; *kare hāya hāya*—diz sempre \"ai, ai\"; *hā hā kṛṣṇa*—oh, oh Kṛṣṇa; *tumi gelā kati*—para onde foste; *gopī-bhāva hṛdaye*—com o amor extático das gopīs em Seu coração; *tāra vākye*—nas palavras delas; *vilāpaye*—Ele lamenta; *govinda dāmodara mādhava*—ó Govinda, ó Dāmodara, ó Mādhava; *iti*—assim.", "translation": "**Desta maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu lamentava-Se no humor de separação: \"Ai, ai! Ó Kṛṣṇa, para onde foste?\" Sentindo em Seu coração as emoções extáticas das gopīs, Śrī Caitanya Mahāprabhu agonizava com as palavras delas, dizendo: \"Ó Govinda! Ó Dāmodara! Ó Mādhava!\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/54/", "verse_text": "tabe svarūpa-rāma-rāya, kari' nānā upāya,\n\nmahāprabhura kare āśvāsana\n\ngāyena saṅgama-gīta, prabhura phirāilā cita,\n\nprabhura kichu sthira haila mana", "devanagari": "> তবে স্বরূপ-রামরায়, করি’ নানা উপায়,\n> মহাপ্রভুর করে আশ্বাসন ।\n> গায়েন সঙ্গম-গীত, প্রভুর ফিরাইলা চিত,\n> প্রভুর কিছু স্থির হৈল মন ॥৫৪॥", "synonyms": "*tabe*—em seguida; *svarūpa-rāma-rāya*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya; *kari' nānā upāya*—idealizando muitos meios; *mahāprabhura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kare āśvāsana*—acalmar; *gāyena*—cantaram; *saṅgama-gīta*—canções de encontro; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *phirāilā cita*—transformaram o coração; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—um tanto; *sthira*—pacífica; *haila*—tornou-se; *mana*—a mente.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara e Rāmānanda Rāya idealizaram, então, vários meios para acalmar o Senhor. Cantaram canções de encontro que transformaram Seu coração e tornaram pacífica Sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/55/", "verse_text": "ei-mata vilapite ardha-rātri gela\n\ngambhīrāte svarūpa-gosāñi prabhure śoyāila", "devanagari": "> এইমত বিলপিতে অর্ধরাত্রি গেল ।\n> গম্ভীরাতে স্বরূপ-গোসাঞ্চি প্রভুরে শোয়াইল ॥৫৫॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *vilapite*—falando em lamentação; *ardha-rātri gela*—metade da noite passou; *gambhīrāte*—no aposento conhecido como Gambhīrā; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *prabhure śoyāila*—fez o Senhor deitar-se.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu Se lamentava desta maneira, metade da noite passou. Então, Svarūpa Dāmodara fez o Senhor deitar-se no aposento conhecido como Gambhīrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/56/", "verse_text": "prabhure śoyāñā rāmānanda gelā ghare\n\nsvarūpa, govinda śuilā gambhīrāra dvāre", "devanagari": "> প্রভুরে শোয়াঞা রামানন্দ গেলা ঘরে ।\n> স্বরূপ, গোবিন্দ শুইলা গম্ভীরার দ্বারে ॥৫৬॥", "synonyms": "*prabhure*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śoyāñā*—fazendo deitar-se; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *gelā ghare*—regressou para o seu lar; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *govinda*—Govinda; *śuilā*—deitaram-se; *gambhīrāra dvāre*—à porta da Gambhīrā.", "translation": "**Depois que o Senhor foi feito deitar-se, Rāmānanda Rāya regressou para casa, e Svarūpa Dāmodara e Govinda deitaram-se à porta da Gambhīrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/57/", "verse_text": "premāveśe mahāprabhura gara-gara mana\n\nnāma-saṅkīrtana kari' karena jāgaraṇa", "devanagari": "> প্রেমাবেশে মহাপ্রভুর গর-গর মন ।\n> নামসঙ্কীর্তন করি’ করেন জাগরণ ॥৫৭॥", "synonyms": "*prema-āveśe*—em emoção grandemente extática; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gara-gara mana*—a mente estava plenamente dominada; *nāma-saṅkīrtana kari'*—cantando o mantra Hare Kṛṣṇa; *karena*—faz; *jāgaraṇa*—vigília.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu permaneceu acordado a noite toda, cantando o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa, com Sua mente dominada pelo êxtase espiritual.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/58/", "verse_text": "virahe vyākula prabhu udvege uṭhilā\n\ngambhīrāra bhittye mukha ghaṣite lāgilā", "devanagari": "> বিরহে ব্যাকুল প্রভু উদ্বেগে উঠিলা ।\n> গম্ভীরার ভিত্ত্যে মুখ ঘষিতে লাগিলা ॥৫৮॥", "synonyms": "*virahe*—na lamentação da separação; *vyākula*—muito agitado; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *udvege*—em grande ansiedade; *uṭhilā*—levantou-se; *gambhīrāra*—da Gambhīrā; *bhittye*—nas paredes; *mukha*—rosto; *ghaṣite*—esfregar; *lāgilā*—começou.", "translation": "**Sentindo a separação de Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu estava tão atormentado que, em grande ansiedade, Ele Se levantou e começou a esfregar Seu rosto contra as paredes da Gambhīrā.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/59/", "verse_text": "mukhe, gaṇḍe, nāke kṣata ha-ila apāra\n\nbhāvāveśe nā jānena prabhu, paḍe rakta-dhāra", "devanagari": "> মুখে, গণ্ডে, নাকে ক্ষত হইল অপার ।\n> ভাবাবেশে না জানেন প্রভু, পড়ে রক্তধার ॥৫৯॥", "synonyms": "*mukhe*—na boca; *gaṇḍe*—nas faces; *nāke*—no nariz; *kṣata*—ferimentos; *ha-ila*—houve; *apāra*—muitos; *bhāva-āveśe*—em emoção extática; *nā jānena*—não podia perceber; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *paḍe*—escorre; *rakta-dhāra*—um fluxo de sangue.", "translation": "**O sangue escorria dos muitos ferimentos em Sua boca, nariz e faces, mas, devido a Suas emoções extáticas, o Senhor não o percebia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/60/", "verse_text": "sarva-rātri karena bhāve mukha saṅgharṣaṇa\n\ngoṅ-goṅ-śabda karena,--svarūpa śunilā takhana", "devanagari": "> সর্বরাত্রি করেন ভাবে মুখ সংঘর্ষণ ।\n> গোঁ-গোঁ-শব্দ করেন, — স্বরূপ শুনিলা তখন ॥৬০॥", "synonyms": "*sarva-rātri*—a noite inteira; *karena*—faz; *bhāve*—em emoção; *mukha saṅgharṣaṇa*—o esfregar do rosto; *goṅ-goṅ-śabda karena*—faz um som peculiar, goṅ-goṅ; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *śunilā*—ouviu; *takhana*—então.", "translation": "**Em êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu esfregou Seu rosto contra as paredes a noite inteira, fazendo um som peculiar, \"goṅ-goṅ\", que Svarūpa Dāmodara podia ouvir através da porta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/61/", "verse_text": "dīpa jvāli' ghare gelā, dekhi' prabhura mukha\n\nsvarūpa, govinda duṅhāra haila baḍa duḥkha", "devanagari": "> দীপ জ্বালি’ ঘরে গেলা, দেখি’ প্রভুর মুখ ।\n> স্বরূপ, গোবিন্দ দুঁহার হৈল বড় দুঃখ ॥৬১॥", "synonyms": "*dīpa jvāli'*—acendendo a lamparina; *ghare*—no quarto; *gelā*—entraram; *dekhi'*—vendo; *prabhura mukha*—o rosto do Senhor; *svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *govinda*—e Govinda; *duṅhāra*—de ambos; *haila baḍa duḥkha*—houve grande tristeza.", "translation": "**Acendendo uma lamparina, Svarūpa Dāmodara e Govinda entraram no quarto. Quando viram o rosto do Senhor, ambos ficaram tomados de tristeza.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/62/", "verse_text": "prabhure śayyāte āni' susthira karāilā\n\n'kāṅhe kailā ei tumi?'--svarūpa puchilā", "devanagari": "> প্রভুরে শয্যাতে আনি’ সুস্থির করাইলা ।\n> ‘কাঁহে কৈলা এই তুমি?’ — স্বরূপ পুছিলা ॥৬২॥", "synonyms": "*prabhure*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śayyāte*—à cama; *āni'*—trazendo; *su-sthira karāilā*—acalmaram-No; *kāṅhe*—por que; *kailā*—fizeste; *ei*—isto; *tumi*—Tu; *svarūpa puchilā*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī perguntou.", "translation": "**Eles levaram o Senhor à Sua cama, acalmaram-No e então perguntaram: \"Por que fizeste isto a Ti mesmo?\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/63/", "verse_text": "prabhu kahena,--\"udvege ghare nā pāri rahite\n\ndvāra cāhi' buli' śīghra bāhira ha-ite", "devanagari": "> প্রভু কহেন, — “উদ্বেগে ঘরে না পারি রহিতে ।\n> দ্বার চাহি’ বুলি’ শীঘ্র বাহির হইতে ॥৬৩॥", "synonyms": "*prabhu kahena*—Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu; *udvege*—por causa da grande agitação; *ghare*—dentro do quarto; *nā pāri*—não conseguia; *rahite*—permanecer; *dvāra cāhi'*—procurando a porta; *buli'*—vagando; *śīghra*—rapidamente; *bāhira ha-ite*—sair.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu respondeu: \"Eu estava em tal ansiedade que não conseguia permanecer no quarto. Eu queria sair e, por isso, vaguei pelo quarto, procurando a porta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/64/", "verse_text": "dvāra nāhi' pāñā mukha lāge cāri-bhite\n\nkṣata haya, rakta paḍe, nā pāi yāite\"", "devanagari": "> দ্বার নাহি’ পাঞা মুখ লাগে চারিভিতে ।\n> ক্ষত হয়, রক্ত পড়ে, না পাই যাইতে ।।” ॥ ৬৪ ॥", "synonyms": "*dvāra nāhi' pāñā*—não encontrando a porta; *mukha lāge*—Meu rosto bate; *cāri-bhite*—nas quatro paredes; *kṣata haya*—houve ferimento; *rakta paḍe*—saiu sangue; *nā pāi yāite*—mesmo assim eu não conseguia sair.", "translation": "**\"Incapaz de encontrar a porta, Eu continuei batendo Meu rosto contra as quatro paredes. Meu rosto ficou ferido e sangrou, mas, ainda assim, Eu não conseguia sair.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/65/", "verse_text": "unmāda-daśāya prabhura sthira nahe mana\n\nyei kare, yei bole saba,--unmāda-lakṣaṇa", "devanagari": "> উন্মাদ-দশায় প্রভুর স্থির নহে মন ।\n> যেই করে, যেই বোলে সব, — উন্মাদ-লক্ষণ ॥৬৫॥", "synonyms": "*unmāda-daśāya*—em tal estado de loucura; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sthira nahe mana*—a mente não está firme; *yei kare*—tudo o que Ele faz; *yei bole*—tudo o que Ele diz; *saba*—tudo; *unmāda-lakṣaṇa*—meros sintomas de loucura.", "translation": "**Nesse estado de loucura, a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu não estava firme. Tudo o que Ele dizia ou fazia era sintomático de loucura.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/66/", "verse_text": "svarūpa-gosāñi tabe cintā pāilā mane\n\nbhakta-gaṇa lañā vicāra kailā āra dine", "devanagari": "> স্বরূপ-গোসাঞি তবে চিন্তা পাইলা মনে ।\n> ভক্তগণ লঞা বিচার কৈলা আর দিনে ॥৬৬॥", "synonyms": "*svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tabe*—em seguida; *cintā*—uma ansiedade ou pensamento; *pāilā mane*—surgiu em sua mente; *bhakta-gaṇa lañā*—entre todos os devotos; *vicāra kailā*—considerou; *āra dine*—no dia seguinte.", "translation": "**Svarūpa Dāmodara estava muito ansioso, mas então teve uma ideia. No dia seguinte, ele e os outros devotos a consideraram juntos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/67", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/67/", "verse_text": "saba bhakta meli' tabe prabhure sādhila\n\nśaṅkara-paṇḍite prabhura saṅge śoyāila", "devanagari": "> সব ভক্ত মেলি’ তবে প্রভুরে সাধিল ।\n> শঙ্কর-পণ্ডিতে প্রভুর সঙ্গে শোয়াইল ॥৬৭॥", "synonyms": "*saba bhakta meli'*—todos os devotos, reunindo-se; *tabe*—então; *prabhure sādhila*—suplicaram a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śaṅkara-paṇḍite*—Śaṅkara Paṇḍita; *prabhura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *saṅge*—com; *śoyāila*—fizeram deitar-se.", "translation": "**Após consultarem-se uns aos outros, eles suplicaram a Śrī Caitanya Mahāprabhu que permitisse que Śaṅkara Paṇḍita se deitasse no mesmo quarto que Ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/68/", "verse_text": "prabhu-pāda-tale śaṅkara karena śayana\n\nprabhu tāṅra upara karena pāda-prasāraṇa", "devanagari": "> প্রভু-পাদতলে শঙ্কর করেন শয়ন ।\n> প্রভু তাঁর উপর করেন পাদ-প্রসারণ ॥৬৮॥", "synonyms": "*prabhu-pāda-tale*—aos pés de lótus de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śaṅkara*—Śaṅkara; *karena śayana*—deita-se; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅra*—dele; *upara*—sobre o corpo; *karena*—faz; *pāda-prasāraṇa*—estendendo Suas pernas.", "translation": "**Assim, Śaṅkara Paṇḍita deitava-se aos pés de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e o Senhor colocava Suas pernas sobre o corpo de Śaṅkara.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/69/", "verse_text": "'prabhu-pādopādhāna' bali' tāṅra nāma ha-ila\n\npūrve vidure yena śrī-śuka varṇila", "devanagari": "> ‘প্রভু-পাদোপাধান’ বলি’ তাঁর নাম হইল ।\n> পূর্বে বিদুরে যেন শ্রীশুক বর্ণিল ॥৬৯॥", "synonyms": "*prabhu-pāda-upādhāna*—o travesseiro das pernas de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bali'*—chamando assim; *tāṅra nāma*—seu nome; *ha-ila*—tornou-se; *pūrve*—anteriormente; *vidure*—Vidura; *yena*—como; *śrī-śuka varṇila*—Śrī Śukadeva Gosvāmī descreveu.", "translation": "**Śaṅkara tornou-se célebre pelo nome de \"o travesseiro de Śrī Caitanya Mahāprabhu\". Ele era como Vidura, conforme Śukadeva Gosvāmī anteriormente o descreveu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/70/", "verse_text": "iti bruvāṇaṁ viduraṁ vinītaṁ\n\nsahasra-śīrṣṇaś caraṇopadhānam\n\nprahṛṣṭa-romā bhagavat-kathāyāṁ\n\npraṇīyamāno munir abhyacaṣṭa", "devanagari": "> ইতি-ব্রুবাণং বিদুরং বিনীতং সহস্রশীর্ষ্ণশ্চরণোপধানম্ ।\n> প্রহৃষ্টরোমা ভগবৎকথায়াং প্রণীয়মানো মুনিরভ্যচষ্ট ॥৭০॥", "synonyms": "*iti*—assim; *bruvāṇam*—falando; *viduram*—a Vidura; *vinītam*—submisso; *sahasra-śīrṣṇaḥ*—do Senhor Kṛṣṇa; *caraṇa-upadhānam*—o travesseiro de descanso para as pernas; *prahṛṣṭa-romā*—cujos pelos do corpo estavam arrepiados; *bhagavat-kathāyām*—em tópicos da Suprema Personalidade de Deus; *praṇīyamānaḥ*—sendo induzido; *muniḥ*—o grande sábio Maitreya; *abhyacaṣṭa*—começou a falar.", "translation": "**\"Quando o submisso Vidura, o lugar de descanso das pernas do Senhor Kṛṣṇa, falou assim a Maitreya, Maitreya começou a falar, com seus pelos arrepiados devido ao prazer transcendental de discutir tópicos referentes ao Senhor Kṛṣṇa.\"**", "purport": "Esta é uma citação do Śrīmad-Bhāgavatam (3.13.5)."}
{"ref": "cc/antya/19/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/71/", "verse_text": "śaṅkara karena prabhura pāda-samvāhana\n\nghumāñā paḍena, taiche karena śayana", "devanagari": "> শঙ্কর করেন প্রভুর পাদ-সম্বাহন ।\n> ঘুমাঞা পড়েন, তৈছে করেন শয়ন ॥৭১॥", "synonyms": "*śaṅkara*—Śaṅkara; *karena*—faz; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāda-samvāhana*—massageando as pernas; *ghumāñā paḍena*—adormece; *taiche*—dessa maneira; *karena śayana*—deita-se.", "translation": "**Śaṅkara massageava as pernas de Śrī Caitanya Mahāprabhu, mas, enquanto massageava, adormecia e assim se deitava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/72/", "verse_text": "ughāḍa-aṅge paḍiyā śaṅkara nidrā yāya\n\nprabhu uṭhi' āpana-kāṅthā tāhāre jaḍāya", "devanagari": "> উঘাড়-অঙ্গে পড়িয়া শঙ্কর নিদ্রা যায় ।\n> প্রভু উঠি’ আপন-কাঁথা তাহারে জড়ায় ॥৭২॥", "synonyms": "*ughāḍa-aṅge*—sem nada cobrindo o corpo; *paḍiyā*—deitado; *śaṅkara*—Śaṅkara; *nidrā yāya*—dorme; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *uṭhi'*—levantando-se; *āpana-kāṅthā*—Sua própria coberta; *tāhāre jaḍāya*—envolve-o com ela.", "translation": "**Ele ficava dormindo sem nada cobrindo seu corpo, e Śrī Caitanya Mahāprabhu Se levantava e o envolvia com Sua própria coberta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/73/", "verse_text": "nirantara ghumāya śaṅkara śīghra-cetana\n\nvasi' pāda cāpi' kare rātri-jāgaraṇa", "devanagari": "> নিরন্তর ঘুমায় শঙ্কর শীঘ্র-চেতন ।\n> বসি’ পাদ চাপি’ করে রাত্রি-জাগরণ ॥৭৩॥", "synonyms": "*nirantara*—incessantemente; *ghumāya*—dorme; *śaṅkara*—Śaṅkara; *śīghra*—muito rapidamente; *cetana*—despertando; *vasi'*—sentando-se; *pāda cāpi'*—massageando as pernas; *kare*—faz; *rātri-jāgaraṇa*—permanece acordado à noite.", "translation": "**Śaṅkara Paṇḍita sempre adormecia, mas despertava rapidamente, sentava-se e começava de novo a massagear as pernas de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Dessa maneira, permanecia acordado a noite inteira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/74/", "verse_text": "tāṅra bhaye nārena prabhu bāhire yāite\n\ntāṅra bhaye nārena bhittye mukhābja ghaṣite", "devanagari": "> তাঁর ভয়ে নারেন প্রভু বাহিরে যাইতে ।\n> তাঁর ভয়ে নারেন ভিত্ত্যে মুখাব্জ ঘষিতে ॥৭৪॥", "synonyms": "*tāṅra bhaye*—por temor a ele; *nārena*—não era capaz; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhire yāite*—de sair; *tāṅra bhaye*—por temor a ele; *nārena*—não era capaz; *bhittye*—nas paredes; *mukha-abja ghaṣite*—de esfregar Seu rosto de lótus.", "translation": "**Por temor a Śaṅkara, Śrī Caitanya Mahāprabhu não podia nem sair de Seu aposento nem esfregar Seu rosto de lótus contra as paredes.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/75/", "verse_text": "ei līlā mahāprabhura raghunātha-dāsa\n\ngaurāṅga-stava-kalpavṛkṣe kariyāche prakāśa", "devanagari": "> এই লীলা মহাপ্রভুর রঘুনাথ-দাস ।\n> গৌরাঙ্গ-স্তবকল্পবৃক্ষে করিয়াছে প্রকাশ ॥৭৫॥", "synonyms": "*ei līlā*—este passatempo; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *gaurāṅga-stava-kalpa-vṛkṣe*—em seu livro conhecido como Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa; *kariyāche prakāśa*—descreveu muito bem.", "translation": "**Este passatempo de Śrī Caitanya Mahāprabhu foi descrito muito bem por Raghunātha dāsa Gosvāmī em seu livro conhecido como Gaurāṅga-stava-kalpavṛkṣa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/76/", "verse_text": "svakīyasya prāṇārbuda-sadṛśa-goṣṭhasya virahāt\n\npralāpān unmādāt satatam ati kurvan vikala-dhīḥ\n\ndadhad bhittau śaśvad vadana-vidhu-gharṣeṇa rudhiraṁ\n\nkṣātotthaṁ gaurāṅgo hṛdaya udayan māṁ madayati", "devanagari": "> স্বকীয়স্য প্রাণার্বুদসদৃশ-গোষ্ঠস্য বিরহাত্\n> প্রলাপানুন্মাদাত্ সততমতি কুর্বন্ বিকলধীঃ ।\n> দধদ্ভিত্তৌ শশ্বদ্বদনবিধুঘর্ষেণ রুধিরং\n> ক্ষতোত্থং গৌরাঙ্গো হৃদয় উদয়ন্মাং মদয়তি ॥৭৬॥", "synonyms": "*svakīyasya*—Seus próprios; *prāṇa-arbuda*—incontáveis respirações de vida; *sadṛśa*—como; *goṣṭhasya*—de Vṛndāvana; *virahāt*—devido à separação; *pralāpān*—conversas insanas; *unmādāt*—devido à loucura; *satatam*—sempre; *ati*—demasiadamente; *kurvan*—fazendo; *vikala-dhīḥ*—cuja inteligência estava perturbada; *dadhat*—escorrendo; *bhittau*—nas paredes; *śaśvat*—sempre; *vadana-vidhu*—de Seu rosto semelhante à lua; *gharṣeṇa*—ao esfregar; *rudhiram*—sangue; *kṣāta-uttham*—brotando dos ferimentos; *gaurāṅgaḥ*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hṛdaye*—em meu coração; *udayan*—surgindo; *mām*—a mim; *madayati*—enlouquece.", "translation": "**\"Devido à separação de Seus muitos amigos em Vṛndāvana, que Lhe eram tão queridos quanto a própria vida, Śrī Caitanya Mahāprabhu falava como um louco. Sua inteligência transformara-se. Dia e noite Ele esfregava Seu rosto semelhante à lua contra as paredes, e o sangue escorria dos ferimentos. Que esse Śrī Caitanya Mahāprabhu surja em meu coração e me enlouqueça de amor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/77/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu rātri-divase\n\nprema-sindhu-magna rahe, kabhu ḍube, bhāse", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু রাত্রি-দিবসে ।\n> প্রেমসিন্ধু-মগ্ন রহে, কভু ডুবে, ভাসে ॥৭৭॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *rātri-divase*—dia e noite; *prema-sindhu-magna rahe*—permanece imerso no oceano de amor por Kṛṣṇa; *kabhu ḍube*—às vezes afunda; *bhāse*—boia.", "translation": "**Dessa maneira, Śrī Caitanya Mahāprabhu permanecia imerso dia e noite num oceano de amor extático por Kṛṣṇa. Às vezes, Ele submergia, e às vezes boiava.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/78/", "verse_text": "eka-kāle vaiśākhera paurṇamāsī-dine\n\nrātri-kāle mahāprabhu calilā udyāne", "devanagari": "> এককালে বৈশাখের পৌর্ণমাসী-দিনে ।\n> রাত্রিকালে মহাপ্রভু চলিলা উদ্যানে ॥৭৮॥", "synonyms": "*eka-kāle*—certa vez; *vaiśākhera*—do mês de Vaiśākha (abril-maio); *paurṇamāsī-dine*—na noite de lua cheia; *rātri-kāle*—à noite; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *calilā*—foi; *udyāne*—a um jardim.", "translation": "**Certa noite de lua cheia no mês de Vaiśākha [abril e maio], Śrī Caitanya Mahāprabhu foi a um jardim.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/79/", "verse_text": "'jagannātha-vallabha' nāma udyāna-pradhāne\n\npraveśa karilā prabhu lañā bhakta-gaṇe", "devanagari": "> ‘জগন্নাথবল্লভ’ নাম উদ্যানপ্রধানে ।\n> প্রবেশ করিলা প্রভু লঞা ভক্তগণে ॥৭৯॥", "synonyms": "*jagannātha-vallabha*—Jagannātha-vallabha; *nāma*—chamado; *udyāna-pradhāne*—um dos melhores jardins; *praveśa karilā*—entrou; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *lañā*—levando; *bhakta-gaṇe*—os devotos.", "translation": "**O Senhor, juntamente com Seus devotos, entrou num dos mais belos jardins, chamado Jagannātha-vallabha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/80/", "verse_text": "praphullita vṛkṣa-vallī,--yena vṛndāvana\n\nśuka, śārī, pika, bhṛṅga kare ālāpana", "devanagari": "> প্রফুল্লিত বৃক্ষ-বল্লী, — যেন বৃন্দাবন ।\n> শুক, শারী, পিক, ভৃঙ্গ করে আলাপন ॥৮০॥", "synonyms": "*praphullita*—plenamente desabrochadas; *vṛkṣa-vallī*—árvores e trepadeiras; *yena vṛndāvana*—assemelhando-se exatamente a Vṛndāvana; *śuka*—os pássaros śuka; *śārī*—os pássaros śārī; *pika*—os pássaros pika; *bhṛṅga*—os zangões; *kare*—fazem; *ālāpana*—conversando uns com os outros.", "translation": "**No jardim havia árvores e trepadeiras plenamente desabrochadas, exatamente como aquelas de Vṛndāvana. Os zangões e pássaros como os śuka, śārī e pika conversavam uns com os outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/81/", "verse_text": "puṣpa-gandha lañā vahe malaya-pavana\n\n'guru' hañā taru-latāya śikhāya nācana", "devanagari": "> পুষ্পগন্ধ লঞা বহে মলয়-পবন ।\n> ‘গুরু’ হঞা তরুলতায় শিখায় নাচন ॥৮১॥", "synonyms": "*puṣpa-gandha*—a fragrância das flores; *lañā*—levando; *vahe*—sopra; *malaya-pavana*—a suave brisa; *guru hañā*—tornando-se o mestre espiritual; *taru-latāya*—às árvores e trepadeiras; *śikhāya*—ensina; *nācana*—a dançar.", "translation": "**Uma suave brisa soprava, carregando a fragrância das flores aromáticas. A brisa tornara-se um guru e ensinava todas as árvores e trepadeiras a dançar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/82/", "verse_text": "pūrṇa-candra-candrikāya parama ujjvala\n\ntaru-latādi jyotsnāya kare jhalamala", "devanagari": "> পূর্ণচন্দ্র-চন্দ্রিকায় পরম উজ্জ্বল ।\n> তরুলতাদি জ্যোৎস্নায় করে ঝলমল ॥৮২॥", "synonyms": "*pūrṇa-candra*—da lua cheia; *candrikāya*—pelo brilho; *parama*—muito; *ujjvala*—luminoso; *taru-latā-ādi*—as trepadeiras, árvores e assim por diante; *jyotsnāya*—na iluminação do luar; *kare*—fazem; *jhalamala*—cintilar.", "translation": "**Intensamente iluminadas pela lua cheia, as árvores e trepadeiras cintilavam à luz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/83/", "verse_text": "chaya ṛtu-gaṇa yāhāṅ vasanta pradhāna\n\ndekhi' ānandita hailā gaura bhagavān", "devanagari": "> ছয় ঋতুগণ যাহাঁ বসন্ত প্রধান ।\n> দেখি’ আনন্দিত হৈলা গৌর ভগবান্ ॥৮৩॥", "synonyms": "*chaya*—seis; *ṛtu-gaṇa*—estações; *yāhāṅ*—onde; *vasanta pradhāna*—a estação da primavera era a principal; *dekhi'*—vendo; *ānandita*—muito satisfeito; *hailā*—ficou; *gaura*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhagavān*—a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**As seis estações, especialmente a primavera, pareciam presentes ali. Ao ver o jardim, Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, ficou muito feliz.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/84/", "verse_text": "\"lalita-lavaṅga-latā\" pada gāoyāñā\n\nnṛtya kari' bulena prabhu nija-gaṇa lañā", "devanagari": "> “ললিত-লবঙ্গলতা” পদ গাওয়াঞা ।\n> নৃত্য করি’ বুলেন প্রভু নিজগণ লঞা ॥৮৪॥", "synonyms": "*lalita-lavaṅga-latā*—começando com as palavras lalita-lavaṅga-latā; *pada*—o verso; *gāoyāñā*—fazendo cantar; *nṛtya kari'*—dançando; *bulena*—perambula; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nija-gaṇa lañā*—acompanhado por Seus associados pessoais.", "translation": "**Nessa atmosfera, o Senhor fez Seus associados cantarem um verso do Gīta-govinda, que começa com as palavras \"lalita-lavaṅga-latā\", enquanto Ele dançava e perambulava com eles.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/85/", "verse_text": "prati-vṛkṣa-vallī aiche bhramite bhramite\n\naśokera tale kṛṣṇe dekhena ācambite", "devanagari": "> প্রতিবৃক্ষবল্লী ঐছে ভ্রমিতে ভ্রমিতে ।\n> অশোকের তলে কৃষ্ণে দেখেন আচম্বিতে ॥৮৫॥", "synonyms": "*prati-vṛkṣa-vallī*—em torno de cada árvore e trepadeira; *aiche*—dessa maneira; *bhramite bhramite*—perambulando; *aśokera tale*—debaixo de uma árvore aśoka; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *dekhena*—Ele vê; *ācambite*—de repente.", "translation": "**Enquanto assim perambulava em torno de cada árvore e trepadeira, Ele chegou debaixo de uma árvore aśoka e de repente viu o Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/86/", "verse_text": "kṛṣṇa dekhi' mahāprabhu dhāñā calilā\n\nāge dekhi' hāsi' kṛṣṇa antardhāna ha-ilā", "devanagari": "> কৃষ্ণ দেখি’ মহাপ্রভু ধাঞা চলিলা ।\n> আগে দেখি’ হাসি’ কৃষ্ণ অন্তর্ধান হইলা ॥৮৬॥", "synonyms": "*kṛṣṇa dekhi'*—vendo Kṛṣṇa; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dhāñā calilā*—começou a correr muito velozmente; *āge*—adiante; *dekhi'*—vendo; *hāsi'*—sorrindo; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *antardhāna ha-ilā*—desapareceu.", "translation": "**Quando viu Kṛṣṇa, Śrī Caitanya Mahāprabhu começou a correr muito velozmente, mas Kṛṣṇa sorriu e desapareceu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/87/", "verse_text": "āge pāilā kṛṣṇe, tāṅre punaḥ hārāñā\n\nbhūmete paḍilā prabhu mūrcchita hañā", "devanagari": "> আগে পাইলা কৃষ্ণে, তাঁরে পুনঃ হারাঞা ।\n> ভূমেতে পড়িলা প্রভু মূর্চ্ছিত হঞা ॥৮৭॥", "synonyms": "*āge*—no início; *pāilā*—obteve; *kṛṣṇe*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāṅre*—a Ele; *punaḥ*—novamente; *hārāñā*—perdendo; *bhūmete*—no chão; *paḍilā*—caiu; *prabhu*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mūrcchita*—inconsciente; *hañā*—ficando.", "translation": "**Tendo primeiro obtido Kṛṣṇa e depois O perdido novamente, Śrī Caitanya Mahāprabhu caiu ao chão inconsciente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/88/", "verse_text": "kṛṣṇera śrī-aṅga-gandhe bhariche udyāne\n\nsei gandha pāñā prabhu hailā acetane", "devanagari": "> কৃষ্ণের শ্রীঅঙ্গগন্ধে ভরিছে উদ্যানে ।\n> সেই গন্ধ পাঞা প্রভু হৈলা অচেতনে ॥৮৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śrī-aṅga-gandhe*—o aroma do corpo transcendental; *bhariche*—enchia; *udyāne*—o jardim; *sei gandha pāñā*—sentindo aquele aroma; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *hailā*—ficou; *acetane*—inconsciente.", "translation": "**O jardim inteiro estava impregnado do perfume do corpo transcendental do Senhor Śrī Kṛṣṇa. Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu o cheirou, Ele caiu inconsciente no mesmo instante.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/89/", "verse_text": "nirantara nāsāya paśe kṛṣṇa-parimala\n\ngandha āsvādite prabhu ha-ilā pāgala", "devanagari": "> নিরন্তর নাসায় পশে কৃষ্ণ-পরিমল ।\n> গন্ধ আস্বাদিতে প্রভু হইলা পাগল ॥৮৯॥", "synonyms": "*nirantara*—incessantemente; *nāsāya*—nas narinas; *paśe*—entra; *kṛṣṇa-parimala*—o perfume do corpo de Kṛṣṇa; *gandha āsvādite*—saborear a fragrância; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ha-ilā pāgala*—enlouqueceu.", "translation": "**O perfume do corpo de Kṛṣṇa, contudo, entrava incessantemente em Suas narinas, e o Senhor enlouqueceu de vontade de saboreá-lo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/90", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/90/", "verse_text": "kṛṣṇa-gandha-lubdhā rādhā sakhīre ye kahilā\n\nsei śloka paḍi' prabhu artha karilā", "devanagari": "> কৃষ্ণগন্ধ-লুব্ধা রাধা সখীরে যে কহিলা ।\n> সেই শ্লোক পড়ি’ প্রভু অর্থ করিলা ॥৯০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-gandha*—o perfume do corpo de Kṛṣṇa; *lubdhā*—ansiando por; *rādhā*—Śrīmatī Rādhārāṇī; *sakhīre*—às amigas gopīs; *ye kahilā*—tudo o que Ela disse; *sei*—esse; *śloka*—verso; *paḍi'*—recitando; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *artha karilā*—explicou seu significado.", "translation": "**Śrīmatī Rādhārāṇī expressou às Suas amigas gopīs como anseia pelo perfume transcendental do corpo de Kṛṣṇa. Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou esse mesmo verso e esclareceu seu significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/91/", "verse_text": "kuraṅga-mada-jid-vapuḥ-parimalormi-kṛṣṭāṅganaḥ\n\nsvakāṅga-nalināṣṭake śaśi-yutābja-gandha-prathaḥ\n\nmadenduvara-candanāguru-sugandhi-carcārcitaḥ\n\nsa me madana-mohanaḥ sakhi tanoti nāsā-spṛhām", "devanagari": "> কুরঙ্গমদজিদ্বপুঃপরিমলোর্মিকৃষ্টাঙ্গনঃ\n> স্বকাঙ্গ-নলিনাষ্টকে শশিযুতাব্জগন্ধপ্রথঃ ।\n> মদেন্দুবরচন্দনাগুরুসুগন্ধিচর্চার্চিতঃ\n> স মে মদনমোহনঃ সখি তনোতি নাসাস্পৃহাম্ ॥৯১॥", "synonyms": "*kuraṅga-mada-jit*—conquistando o aroma do almíscar; *vapuḥ*—de Seu corpo transcendental; *parimala-ūrmi*—com ondas de perfume; *kṛṣṭa-aṅganaḥ*—atraindo as gopīs de Vṛndāvana; *svaka-aṅga-nalina-aṣṭake*—em todas as oito diferentes partes do corpo semelhantes a lótus (rosto, umbigo, olhos, palmas das mãos e pés); *śaśi-yuta-abja-gandha-prathaḥ*—que distribui o perfume de lótus misturado com cânfora; *mada-induvara-candana-aguru-sugandhi-carca-arcitaḥ*—untado com os unguentos de almíscar, cânfora, sândalo branco e aguru; *saḥ*—Ele; *me*—Minha; *madana-mohanaḥ*—o Senhor Kṛṣṇa, que encanta até mesmo o Cupido; *sakhi*—ó Minhas queridas amigas; *tanoti*—aumenta; *nāsā-spṛhām*—o desejo de Minhas narinas.", "translation": "**\" 'O perfume do corpo transcendental de Kṛṣṇa supera o aroma do almíscar e atrai as mentes de todas as mulheres. As oito partes do Seu corpo semelhantes a lótus distribuem a fragrância de lótus misturada com a de cânfora. Seu corpo está untado com substâncias aromáticas como almíscar, cânfora, sândalo e aguru. Ó Minha querida amiga, essa Personalidade de Deus, também conhecida como o encantador do Cupido, sempre aumenta o desejo de Minhas narinas.'**", "purport": "Este é um verso encontrado no Govinda-līlāmṛta (8.6)."}
{"ref": "cc/antya/19/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/92/", "verse_text": "kastūrikā-nīlotpala, tāra yei parimala,\n\ntāhā jini' kṛṣṇa-aṅga-gandha\n\nvyāpe caudda-bhuvane, kare sarva ākarṣaṇe,\n\nnārī-gaṇera āṅkhi kare andha", "devanagari": "> কস্তূরিকা-নীলোত্পল, তার যেই পরিমল,\n> তাহা জিনি’ কৃষ্ণ-অঙ্গ-গন্ধ ।\n> ব্যাপে চৌদ্দ-ভুবনে, করে সর্ব আকর্ষণে,\n> নারীগণের আঁখি করে অন্ধ ॥৯২॥", "synonyms": "*kastūrikā*—almíscar; *nīlotpala*—combinado com a flor de lótus azulada; *tāra*—seu; *yei*—qualquer que; *parimala*—perfume; *tāhā*—esse; *jini'*—conquistando; *kṛṣṇa-aṅga*—do corpo transcendental de Kṛṣṇa; *gandha*—o perfume; *vyāpe*—espalha-se; *caudda-bhuvane*—por todos os quatorze mundos; *kare*—faz; *sarva ākarṣaṇe*—atraindo a todos; *nārī-gaṇera*—das mulheres; *āṅkhi*—os olhos; *kare*—torna; *andha*—cegos.", "translation": "**\"O perfume do corpo de Kṛṣṇa supera as fragrâncias do almíscar e da flor de lótus azulada. Espalhando-se por todos os quatorze mundos, ele atrai a todos e cega os olhos de todas as mulheres.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/93/", "verse_text": "sakhi he, kṛṣṇa-gandha jagat mātāya\n\nnārīra nāsāte paśe, sarva-kāla tāhāṅ vaise,\n\nkṛṣṇa-pāśa dhari' lañā yāya", "devanagari": "> সখি হে, কৃষ্ণগন্ধ জগৎ মাতায় ।\n> নারীর নাসাতে পশে, সর্বকাল তাহাঁ বৈসে,\n> কৃষ্ণপাশ ধরি’ লঞা যায় ।। ৯৩ ।। ধ্রু ।। ॥৯৩॥", "synonyms": "*sakhi he*—ó Minha querida amiga; *kṛṣṇa-gandha*—a fragrância do corpo de Kṛṣṇa; *jagat mātāya*—encanta o mundo inteiro; *nārīra*—das mulheres; *nāsāte*—nas narinas; *paśe*—entra; *sarva-kāla*—sempre; *tāhāṅ*—ali; *vaise*—permanece; *kṛṣṇa-pāśa*—ao lado do Senhor Kṛṣṇa; *dhari'*—agarrando; *lañā yāya*—leva-as.", "translation": "**\"Minha querida amiga, o perfume do corpo de Kṛṣṇa encanta o mundo inteiro. Ele entra especialmente nas narinas das mulheres e ali permanece sentado. Assim, ele as captura e as leva à força até Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/94/", "verse_text": "netra-nābhi, vadana, kara-yuga caraṇa,\n\nei aṣṭa-padma kṛṣṇa-aṅge\n\nkarpūra-lipta kamala, tāra yaiche parimala,\n\nsei gandha aṣṭa-padma-saṅge", "devanagari": "> নেত্র-নাভি, বদন, কর-যুগ চরণ,\n> এই অষ্টপদ্ম কৃষ্ণ-অঙ্গে ।\n> কর্পূর-লিপ্ত কমল, তার যৈছে পরিমল,\n> সেই গন্ধ অষ্টপদ্ম-সঙ্গে ॥৯৪॥", "synonyms": "*netra*—os olhos; *nābhi*—o umbigo; *vadana*—o rosto; *kara-yuga*—as palmas das mãos; *caraṇa*—os pés; *ei*—estes; *aṣṭa*—oito; *padma*—flores de lótus; *kṛṣṇa-aṅge*—no corpo de Kṛṣṇa; *karpūra*—com cânfora; *lipta*—untada; *kamala*—a flor de lótus; *tāra*—dessa; *yaiche*—como; *parimala*—a fragrância; *sei gandha*—essa fragrância; *aṣṭa-padma-saṅge*—está associada às oito flores de lótus.", "translation": "**\"Os olhos, o umbigo e o rosto, as mãos e os pés de Kṛṣṇa são como oito flores de lótus em Seu corpo. Dessas oito flores de lótus emana uma fragrância semelhante a uma mistura de cânfora e lótus. Essa é a fragrância associada ao Seu corpo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/95/", "verse_text": "hema-kīlita candana, tāhā kari' gharṣaṇa,\n\ntāhe aguru, kuṅkuma, kastūrī\n\nkarpūra-sane carcā aṅge, pūrva aṅgera gandha saṅge,\n\nmili' tāre yena kaila curi", "devanagari": "> হেম-কীলিত চন্দন, তাহা করি’ ঘর্ষণ,\n> তাহে অগুরু, কুঙ্কুম, কস্তূরী ।\n> কর্পূর-সনে চর্চা অঙ্গে, পূর্ব অঙ্গের গন্ধ সঙ্গে,\n> মিলি’ তারে যেন কৈল চুরি ॥৯৫॥", "synonyms": "*hema*—com ouro; *kīlita*—adornado; *candana*—sândalo branco; *tāhā*—isso; *kari'*—fazendo; *gharṣaṇa*—friccionar; *tāhe*—nisso; *aguru*—o aroma de aguru; *kuṅkuma*—kuṅkuma; *kastūrī*—e almíscar; *karpūra*—cânfora; *sane*—com; *carcā*—untando; *aṅge*—no corpo; *pūrva*—anterior; *aṅgera*—do corpo; *gandha*—perfume; *saṅge*—com; *mili'*—combinando-se; *tāre*—esse; *yena*—como se; *kaila*—fez; *curi*—roubar ou encobrir.", "translation": "**\"Quando a polpa de sândalo com aguru, kuṅkuma e almíscar é misturada com cânfora e espalhada sobre o corpo de Kṛṣṇa, ela se combina com o perfume corporal original do próprio Kṛṣṇa e parece encobri-lo.**", "purport": "Em outra versão, a última linha deste verso diz kāmadevera mana kaila curi. Isso significa que \"o perfume de todas essas substâncias se mistura com o perfume anterior do corpo de Kṛṣṇa e rouba a mente do Cupido\"."}
{"ref": "cc/antya/19/96", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/96/", "verse_text": "hare nārīra tanu-mana, nāsā kare ghūrṇana,\n\nkhasāya nīvi, chuṭāya keśa-bandha\n\nkariyā āge bāurī, nācāya jagat-nāri,\n\nhena ḍākātiyā kṛṣṇāṅga-gandha", "devanagari": "> হরে নারীর তনুমন, নাসা করে ঘূর্ণন,\n> খসায় নীবি, ছুটায় কেশবন্ধ ।\n> করিয়া আগে বাউরী, নাচায় জগৎ-নারী,\n> হেন ডাকাতিয়া কৃষ্ণাঙ্গগন্ধ ॥৯৬॥", "synonyms": "*hare*—encanta; *nārīra*—das mulheres; *tanu-mana*—as mentes e os corpos; *nāsā*—as narinas; *kare ghūrṇana*—confunde; *khasāya*—afrouxa; *nīvi*—o cinto; *chuṭāya*—solta; *keśa-bandha*—o coque de cabelo; *kariyā*—agindo; *āge*—em frente; *bāurī*—como mulheres loucas; *nācāya*—faz dançar; *jagat-nārī*—todas as mulheres do mundo; *hena*—tal; *ḍākātiyā*—um saqueador; *kṛṣṇa-aṅga-gandha*—o perfume do corpo de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"O perfume do corpo transcendental de Kṛṣṇa é tão atraente que encanta os corpos e as mentes de todas as mulheres. Ele confunde suas narinas, afrouxa seus cintos e seus cabelos e as transforma em loucas. Todas as mulheres do mundo ficam sob sua influência; portanto, o perfume do corpo de Kṛṣṇa é como um saqueador.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/97", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/97/", "verse_text": "sei gandha-vaśa nāsā, sadā kare gandhera āśā,\n\nkabhu pāya, kabhu nāhi pāya\n\npāile piyā peṭa bhare, piṅa piṅa tabu kare,\n\nnā pāile tṛṣṇāya mari' yāya", "devanagari": "> সেই গন্ধবশ নাসা, সদা করে গন্ধের আশা,\n> কভু পায়, কভু নাহি পায় ।\n> পাইলে পিয়া পেট ভরে, পিঙ পিঙ তবু করে,\n> না পাইলে তৃষ্ণায় মরি’ যায় ॥৯৭॥", "synonyms": "*sei*—essa; *gandha-vaśa*—sob o controle da fragrância; *nāsā*—as narinas; *sadā*—sempre; *kare*—fazem; *gandhera*—pela fragrância; *āśā*—esperança; *kabhu pāya*—às vezes a obtêm; *kabhu nāhi pāya*—às vezes não a obtêm; *pāile*—se a obtêm; *piyā*—bebendo; *peṭa*—o ventre; *bhare*—enchem; *piṅa*—deixa-me beber; *piṅa*—deixa-me beber; *tabu*—ainda; *kare*—anseiam; *nā pāile*—se não a conseguem; *tṛṣṇāya*—de sede; *mari' yāya*—morrem.", "translation": "**\"Caindo completamente sob sua influência, as narinas anseiam por ela continuamente, embora às vezes a obtenham e às vezes não. Quando o conseguem, bebem até saciar-se, embora ainda queiram mais e mais; mas, se não o conseguem, morrem de sede.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/98/", "verse_text": "madana-mohana-nāṭa, pasāri gandhera hāṭa,\n\njagan-nārī-grāhake lobhāya\n\nvinā-mūlye deya gandha, gandha diyā kare andha,\n\nghara yāite patha nāhi pāya\"", "devanagari": "> মদনমোহন-নাট, পসারি গন্ধের হাট,\n> জগন্নারী-গ্রাহকে লোভায় ।\n> বিনা-মূল্যে দেয় গন্ধ, গন্ধ দিয়া করে অন্ধ,\n> ঘর যাইতে পথ নাহি পায় ।।” ॥ ৯৮ ॥", "synonyms": "*madana-mohana-nāṭa*—o ator dramático Madana-mohana; *pasāri*—um comerciante; *gandhera hāṭa*—num mercado de perfumes; *jagat-nārī*—das mulheres do mundo inteiro; *grāhake*—aos fregueses; *lobhāya*—atrai; *vinā-mūlye*—sem cobrar preço; *deya*—distribui; *gandha*—o perfume; *gandha diyā*—entregando o perfume; *kare andha*—cega os fregueses; *ghara yāite*—para voltar para casa; *patha*—o caminho; *nāhi pāya*—não encontram.", "translation": "**\"O ator dramático Madana-mohana abriu uma loja de perfumes que atrai as mulheres do mundo para serem Suas fregueses. Ele distribui os perfumes gratuitamente, mas eles cegam de tal modo as mulheres que elas não conseguem encontrar o caminho de volta para casa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/99/", "verse_text": "ei-mata gaurahari, gandhe kaila mana curi,\n\nbhṛṅga-prāya iti-uti dhāya\n\nyāya vṛkṣa-latā-pāśe, kṛṣṇa sphure--sei āśe,\n\nkṛṣṇa nā pāya, gandha-mātra pāya", "devanagari": "> এইমত গৌরহরি, গন্ধে কৈল মন চুরি,\n> ভৃঙ্গপ্রায় ইতি-উতি ধায় ।\n> যায় বৃক্ষলতা-পাশে, কৃষ্ণ স্ফুরে — সেই আশে,\n> কৃষ্ণ না পায়, গন্ধমাত্র পায় ॥৯৯॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *gaurahari*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gandhe*—pelo perfume; *kaila*—fez; *mana curi*—roubo da mente; *bhṛṅga-prāya*—tal como uma abelha; *iti-uti dhāya*—corre de um lado para outro; *yāya*—vai; *vṛkṣa-latā-pāśe*—ao lado das árvores e trepadeiras; *kṛṣṇa sphure*—o Senhor Kṛṣṇa aparecerá; *sei āśe*—com essa esperança; *kṛṣṇa nā pāya*—não obtém Kṛṣṇa; *gandha-mātra pāya*—obtém somente o perfume.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu, com a mente assim roubada por aquele perfume, corria de um lado para outro como uma abelha. Ele corria até as árvores e plantas, esperando que o Senhor Kṛṣṇa aparecesse, mas, em vez disso, encontrava apenas o perfume do corpo de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/100/", "verse_text": "svarūpa-rāmānanda gāya, prabhu nāce, sukha pāya,\n\nei-mate prātaḥ-kāla haila\n\nsvarūpa-rāmānanda-rāya, kari nānā upāya,\n\nmahāprabhura bāhya-sphūrti kaila", "devanagari": "> স্বরূপ-রামানন্দ গায়, প্রভু নাচে, সুখ পায়,\n> এইমতে প্রাতঃকাল হৈল ।\n> স্বরূপ-রামানন্দরায়, করি নানা উপায়,\n> মহাপ্রভুর বাহ্যস্ফূর্তি কৈল ॥১০০॥", "synonyms": "*svarūpa-rāmānanda gāya*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya cantam; *prabhu nāce*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu dança; *sukha pāya*—desfruta de felicidade; *ei-mate*—dessa maneira; *prātaḥ-kāla haila*—chegou a manhã; *svarūpa-rāmānanda-rāya*—tanto Svarūpa Dāmodara Gosvāmī quanto Rāmānanda Rāya; *kari*—planejando; *nānā*—vários; *upāya*—meios; *mahāprabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bāhya-sphūrti kaila*—despertaram a consciência externa.", "translation": "**Tanto Svarūpa Dāmodara quanto Rāmānanda Rāya cantaram para o Senhor, que dançou e desfrutou de felicidade até a chegada da manhã. Então, planejaram um meio de reavivar a consciência externa do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/101/", "verse_text": "mātṛ-bhakti, pralāpana, bhittye mukha-gharṣaṇa,\n\nkṛṣṇa-gandha-sphūrtye divya-nṛtya\n\nei cāri-līlā-bhede, gāila ei paricchede,\n\nkṛṣṇadāsa rūpa-gosāñi-bhṛtya", "devanagari": "> মাতৃভক্তি, প্রলাপন, ভিত্ত্যে মুখ-ঘর্ষণ,\n> কৃষ্ণগন্ধ-স্ফূর্ত্যে দিব্যনৃত্য ।\n> এই চারিলীলা-ভেদে, গাইল এই পরিচ্ছেদে,\n> কৃষ্ণদাস রূপগোসাঞি-ভৃত্য ॥১০১॥", "synonyms": "*mātṛ-bhakti*—devoção à Sua mãe; *pralāpana*—palavras de loucura; *bhittye*—nas paredes; *mukha-gharṣaṇa*—esfregando o rosto; *kṛṣṇa-gandha*—da fragrância do Senhor Kṛṣṇa; *sphūrtye*—no aparecimento; *divya-nṛtya*—dança transcendental; *ei*—estes; *cāri*—quatro; *līlā*—passatempos; *bhede*—diferentes; *gāila*—cantou; *ei paricchede*—neste capítulo; *kṛṣṇadāsa*—Kṛṣṇadāsa Kavirāja; *rūpa-gosāñi-bhṛtya*—servo de Śrīla Rūpa Gosvāmī.", "translation": "**Assim, eu, Kṛṣṇadāsa, o servo de Śrīla Rūpa Gosvāmī, cantei sobre quatro divisões dos passatempos do Senhor neste capítulo: a devoção do Senhor à Sua mãe, Suas palavras de loucura, o esfregar de Seu rosto contra as paredes durante a noite e Sua dança ao aparecimento da fragrância do Senhor Kṛṣṇa.**", "purport": "Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī diz que ele pôde descrever esses quatro passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu pelas bênçãos de Śrīla Rūpa Gosvāmī. Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī não foi de fato um discípulo direto de Śrīla Rūpa Gosvāmī, mas seguiu as instruções dadas por Śrīla Rūpa Gosvāmī no Bhakti-rasāmṛta-sindhu. Por isso, ele agiu de acordo com as orientações de Rūpa Gosvāmī e orou em cada capítulo por sua misericórdia."}
{"ref": "cc/antya/19/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/102/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu pāñā cetana\n\nsnāna kari' kaila jagannātha-daraśana", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু পাঞা চেতন ।\n> স্নান করি’ কৈল জগন্নাথ-দরশন ॥১০২॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāñā cetana*—recobrando a consciência; *snāna kari'*—após banhar-se; *kaila jagannātha-daraśana*—viu o Senhor Jagannātha.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu recobrou, assim, a consciência. Em seguida, banhou-se e foi ver o Senhor Jagannātha.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/103/", "verse_text": "alaukika kṛṣṇa-līlā, divya-śakti tāra\n\ntarkera gocara nahe caritra yāhāra", "devanagari": "> অলৌকিক কৃষ্ণলীলা, দিব্যশক্তি তার ।\n> তর্কের গোচর নহে চরিত্র যাহার ॥১০৩॥", "synonyms": "*alaukika*—incomum; *kṛṣṇa-līlā*—passatempos do Senhor Kṛṣṇa; *divya-śakti*—potência transcendental; *tāra*—disso; *tarkera*—de argumento; *gocara*—dentro do alcance; *nahe*—não está; *caritra*—as características; *yāhāra*—dos quais.", "translation": "**Os passatempos do Senhor Kṛṣṇa são incomumente repletos de potência transcendental. É uma característica de tais passatempos que eles não estejam dentro da jurisdição da lógica e dos argumentos experimentais.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/104/", "verse_text": "ei prema sadā jāge yāhāra antare\n\npaṇḍiteha tāra ceṣṭā bujhite nā pāre", "devanagari": "> এই প্রেম সদা জাগে যাহার অন্তরে ।\n> পণ্ডিতেহ তার চেষ্টা বুঝিতে না পারে ॥১০৪॥", "synonyms": "*ei*—este; *prema*—amor a Deus; *sadā*—sempre; *jāge*—desperta; *yāhāra*—de quem; *antare*—no coração; *paṇḍiteha*—mesmo um erudito; *tāra*—suas; *ceṣṭā*—atividades; *bujhite*—compreender; *nā pāre*—não pode.", "translation": "**Quando o amor transcendental a Kṛṣṇa desperta no coração de alguém, nem mesmo um erudito consegue compreender as atividades dessa pessoa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/105/", "verse_text": "dhanyasyāyaṁ navaḥ premā\n\nyasyonmīlati cetasi\n\nantarvāṇībhir apy asya\n\nmudrā suṣṭhu sudurgamā", "devanagari": "> ধন্যস্যায়ং নবঃ প্রেমা যস্যোন্মীলতি চেতসি ।\n> অন্তর্বাণীভিরপ্যস্য মুদ্রা সুষ্ঠু সুদুর্গমা ॥১০৫॥", "synonyms": "*dhanyasya*—de uma pessoa muito afortunada; *ayam*—este; *navaḥ*—novo; *prema*—amor a Deus; *yasya*—de quem; *unmīlati*—manifesta-se; *cetasi*—no coração; *antarvāṇībhiḥ*—por pessoas versadas nos śāstras; *api*—mesmo; *asya*—dele; *mudrā*—os sintomas; *suṣṭhu*—extremamente; *sudurgamā*—difíceis de compreender.", "translation": "**\"As atividades e os sintomas daquela personalidade exaltada em cujo coração despertou o amor a Deus não podem ser compreendidos nem mesmo pelo mais erudito dos estudiosos.\"**", "purport": "Este verso é citado do Bhakti-rasāmṛta-sindhu (1.4.17)."}
{"ref": "cc/antya/19/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/106/", "verse_text": "alaukika prabhura 'ceṣṭā', 'pralāpa' śuniyā\n\ntarka nā kariha, śuna viśvāsa kariyā", "devanagari": "> অলৌকিক প্রভুর ‘চেষ্টা’, ‘প্রলাপ’ শুনিয়া ।\n> তর্ক না করিহ, শুন বিশ্বাস করিয়া ॥১০৬॥", "synonyms": "*alaukika*—incomuns; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ceṣṭā*—as atividades; *pralāpa*—falar em loucura; *śuniyā*—ouvindo; *tarka*—argumentos desnecessários; *nā kariha*—não façam; *śuna*—simplesmente ouçam; *viśvāsa kariyā*—tendo plena fé.", "translation": "**As atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu são, sem dúvida, incomuns, especialmente Seu falar como um louco. Portanto, quem ouvir falar desses passatempos não deve apresentar argumentos mundanos. Deve simplesmente ouvir os passatempos com plena fé.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/107/", "verse_text": "ihāra satyatve pramāṇa śrī-bhāgavate\n\nśrī-rādhāra prema-pralāpa 'bhramara-gītā'te", "devanagari": "> ইহার সত্যত্বে প্রমাণ শ্রীভাগবতে ।\n> শ্রীরাধার প্রেম-প্রলাপ ‘ভ্রমর-গীতা’তে ॥১০৭॥", "synonyms": "*ihāra*—dessas conversas; *satyatve*—na veracidade; *pramāṇa*—a evidência; *śrī-bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *śrī-rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *prema-pralāpa*—falar loucamente em amor extático; *bhramara-gītāte*—na seção conhecida como Bhramara-gītā.", "translation": "**A evidência da verdade dessas conversas encontra-se no Śrīmad-Bhāgavatam. Ali, na seção do Décimo Canto conhecida como a Bhramara-gītā, \"a Canção ao Abelhão\", Śrīmatī Rādhārāṇī fala insanamente em amor extático por Kṛṣṇa.**", "purport": "Quando Uddhava chegou de Mathurā trazendo uma mensagem para as gopīs, as gopīs começaram a falar sobre Kṛṣṇa e a chorar. Então, uma importante gopī viu um abelhão e começou a falar com ele como alguém enlouquecido, pensando que a abelha fosse um mensageiro de Uddhava ou alguém muito querido a ele e a Kṛṣṇa. Os versos são os seguintes (SB 10.47.12-21):\n\nmadhupa kitava-bandho mā spṛśāṅghriṁ sapatnyāḥ\n\nkuca-vilulita-mālā-kuṅkuma-śmaśrubhir naḥ\n\nvahatu madhu-patis tan-māninīnāṁ prasādaṁ\n\nyadu-sadasi viḍambyaṁ yasya dūtas tvam īdṛk\n\n\"Meu querido abelhão, és um amigo muito astuto de Uddhava e de Kṛṣṇa. És muito hábil em tocar os pés das pessoas, mas não vou me deixar enganar por isso. Pareces ter pousado sobre os seios de uma das amigas de Kṛṣṇa, pois vejo que tens pó de kuṅkuma em teu bigode. Kṛṣṇa agora está ocupado em adular todas as Suas jovens amigas em Mathurā. Portanto, agora que pode ser chamado de amigo dos residentes de Mathurā, Ele não precisa da ajuda dos residentes de Vṛndāvana. Ele não tem motivo para satisfazer a nós, gopīs. Visto que és o mensageiro de uma pessoa como Ele, qual é a utilidade de tua presença aqui? Certamente Kṛṣṇa se envergonharia de tua presença nesta assembleia.\"\n\nComo Kṛṣṇa ofendeu as gopīs, a ponto de elas quererem rejeitá-Lo de suas mentes? A resposta é dada da seguinte maneira:\n\nsakṛd adhara-sudhāṁ svāṁ mohinīṁ pāyayitvā\n\nsumanasa iva sadyas tatyaje 'smān bhavādṛk\n\nparicarati kathaṁ tat-pāda-padmaṁ tu padmā\n\nhy api bata hṛta-cetā uttama-śloka-jalpaiḥ\n\n\"Kṛṣṇa não mais nos dá o néctar encantador de Seus lábios; em vez disso, agora Ele dá esse néctar às mulheres de Mathurā. Kṛṣṇa atrai diretamente nossas mentes, mas Ele se assemelha a um abelhão como tu, porque abandona a companhia de uma bela flor e vai a uma flor inferior. É dessa forma que Kṛṣṇa nos tratou. Não sei por que a deusa da fortuna continua a servir Seus pés de lótus em vez de deixá-los de lado. Aparentemente, ela acredita nas palavras falsas de Kṛṣṇa. Nós, gopīs, contudo, não somos ininteligentes como Lakṣmī.\"\n\nApós ouvir as doces canções do abelhão e reconhecer que a abelha cantava sobre Kṛṣṇa para a satisfação dEla, a gopī respondeu:\n\nkim iha bahu ṣaḍaṅghre gāyasi tvaṁ yadūnām\n\nadhipatim agṛhāṇām agrato naḥ purāṇam\n\nvijaya-sakha-sakhīnāṁ gīyatāṁ tat-prasaṅgaḥ\n\nkṣapita-kucarujas te kalpayantīṣṭam iṣṭāḥ\n\n\"Querido abelhão, o Senhor Kṛṣṇa não tem residência aqui, mas nós O conhecemos como Yadupati [o rei da dinastia Yadu]. Conhecemo-Lo muito bem e, por isso, não estamos interessadas em ouvir mais canções sobre Ele. Seria melhor que fosses cantar para aquelas que agora são muito queridas a Kṛṣṇa. Aquelas mulheres de Mathurā agora conquistaram a oportunidade de ser abraçadas por Ele. São Suas amadas agora e, portanto, Ele aliviou o ardor em seus seios. Se fores até lá e cantares tuas canções para aquelas mulheres afortunadas, elas ficarão muito satisfeitas e te honrarão.\"\n\ndivi bhuvi ca rasāyāṁ kāḥ striyas tad durāpāḥ\n\nkapaṭa-rucira-hāsa-bhrūvi-jṛmbhasya yāḥ syuḥ\n\ncaraṇa-raja upāste yasya bhūtir vayaṁ kā\n\napi ca kṛpaṇa-pakṣe hy uttamaśloka-śabdaḥ\n\n\"Ó coletor de mel, Kṛṣṇa deve estar muito pesaroso por não nos ver, gopīs. Por certo, Ele está afligido pelas lembranças de nossos passatempos. Portanto, enviou-te como mensageiro para nos satisfazer. Não fales conosco! Todas as mulheres dos três mundos onde a morte é inevitável — os planetas celestiais, intermediários e inferiores — estão muito facilmente disponíveis a Kṛṣṇa, porque Suas sobrancelhas curvas são tão atraentes. Além disso, Ele é sempre servido muito fielmente pela deusa da fortuna. Em comparação com ela, nós somos as mais insignificantes. De fato, nada somos. No entanto, embora seja muito astuto, Kṛṣṇa também é muito caridoso. Podes informá-Lo de que Ele é louvado por Sua bondade para com as pessoas infortunadas e de que, por isso, é conhecido como Uttamaśloka, aquele que é louvado por palavras e versos seletos.\"\n\nvisṛja śirasi pādaṁ vedmy ahaṁ cāṭukārair\n\nanunaya-viduṣas te 'bhyetya dautyair mukundāt\n\nsvakṛta iha visṛṣṭāpatya-paty-anya-lokā\n\nvyasṛjad akṛta-cetāḥ kiṁ nu sandheyam asmin\n\n\"Estás zumbindo a Meus pés apenas para ser perdoado por tuas ofensas passadas. Por favor, afasta-te de Meus pés! Sei que Mukunda te ensinou a falar palavras tão doces e aduladoras como estas e a agir como Seu mensageiro. Estes são, sem dúvida, truques engenhosos, meu querido abelhão, mas posso compreendê-los. Esta é a ofensa de Kṛṣṇa. Não digas a Kṛṣṇa o que disse, embora eu saiba que és muito invejoso. Nós, gopīs, abandonamos nossos esposos, nossos filhos e todos os princípios religiosos que prometem nascimentos melhores, e agora não temos outra ocupação senão servir Kṛṣṇa. No entanto, Kṛṣṇa, controlando Sua mente, esqueceu-nos facilmente. Portanto, não fales mais dEle. Esqueçamos nosso relacionamento.\"\n\nmṛgayur iva kapīndraṁ vivyadhe lubdha-dharmā\n\nstriyam akṛta-virūpāṁ strī-jitaḥ kāmayānām\n\nbalim api balim attvāveṣṭayad dhvāṅkṣavad yas\n\ntad alam asita-sakhyair dustyajas tat-kathārthaḥ\n\n\"Quando lembramos os nascimentos passados de Kṛṣṇa, meu querido abelhão, temo-Lo muito. Em Sua encarnação como o Senhor Rāmacandra, Ele agiu exatamente como um caçador e matou injustamente Seu amigo Vāli. A luxuriosa Śūrpaṇakhā veio satisfazer os desejos de Rāmacandra, mas Ele estava tão apegado a Sītādevī que cortou o nariz de Śūrpaṇakhā. Em Sua encarnação como Vāmanadeva, Ele saqueou Bali Mahārāja e tomou todos os seus bens, enganando-o sob o pretexto de aceitar sua adoração. Vāmanadeva capturou Bali Mahārāja exatamente como se captura um corvo. Meu querido abelhão, não é nada bom fazer amizade com tal pessoa. Sei que, uma vez que alguém começa a falar sobre Kṛṣṇa, é muito difícil parar, e admito que não tenho força suficiente para desistir de falar dEle.\"\n\nyad-anucarita-līlā-karṇa-pīyuṣa-vipruṭ\n\nsakṛd adana-vidhūta-dvandva-dharmā vinaṣṭāḥ\n\nsapadi gṛha-kuṭumbaṁ dīnam utsṛjya dīnā\n\nbahava iha vihaṅgā bhikṣu-caryāṁ caranti\n\n\"Os tópicos sobre Kṛṣṇa são tão poderosos que destroem os quatro princípios religiosos — religião, desenvolvimento econômico, gratificação dos sentidos e liberação. Qualquer pessoa que beba mesmo uma pequena gota de kṛṣṇa-kathā por meio da recepção auditiva liberta-se de todo apego material e de toda inveja. Como um pássaro sem meios de subsistência, tal pessoa torna-se mendicante e vive de esmolas. Os afazeres domésticos ordinários tornam-se miseráveis para ela, e, sem apego, ela subitamente abandona tudo. Embora tal renúncia seja bastante apropriada, por ser mulher sou incapaz de adotá-la.\"\n\nvayam ṛtam iva jihma-vyāhṛtaṁ śraddadhānāḥ\n\nkulikarutam ivājñāḥ kṛṣṇa-vadhvo hiraṇyaḥ\n\ndadṛśur asakṛd etat tan-nakha-sparśatīvra-\n\nsmararuja upamantrin bhaṇyatām anya-vārtā\n\n\"Ó meu querido mensageiro, sou exatamente como um pássaro tolo que ouve as doces canções de um caçador, acredita nelas por simplicidade e, então, é trespassado no coração e levado a sofrer toda espécie de misérias. Porque acreditamos nas palavras de Kṛṣṇa, sofremos grande dor. De fato, o toque das unhas de Kṛṣṇa feriu nossos rostos. Ele nos causou tanta dor! Portanto, deves desistir dos tópicos a Seu respeito e falar de outra coisa.\"\n\nApós ouvir todas essas declarações de Śrīmatī Rādhikā, o abelhão partiu e, em seguida, retornou. Após refletir um pouco, a gopī disse:\n\npriya-sakha punar āgāḥ preyasā preṣitaḥ kiṁ\n\nvaraya kim anurundhe mānanīyo 'si me 'ṅga\n\nnayasi katham ihāsmān dustyaja-dvandva-pārśvaṁ\n\nsatatam urasi saumya śrīr vadhūḥ sākamāste\n\n\"Tu és um amigo muito querido de Kṛṣṇa e, por Sua ordem, vieste aqui novamente. Por isso, és digno de adoração para Mim. Ó melhor dos mensageiros, dize-Me agora: qual é teu pedido? O que desejas? Kṛṣṇa não pode abandonar o amor conjugal e, portanto, compreendo que vieste aqui para nos levar até Ele. Mas como o farás? Sabemos que muitas deusas da fortuna agora residem no peito de Kṛṣṇa e O servem constantemente melhor do que nós podemos.\"\n\nLouvando o abelhão por sua serenidade, Ela começou a falar com grande júbilo:\n\napi bata madhu-puryām ārya-putro 'dhunā 'ste\n\nsmarati sa pitṛ-gehān saumya bandhūṁś ca gopān\n\nkvacid api sa kathā naḥ kiṅkarīṇāṁ gṛṇīte\n\nbhujam aguru-sugandhaṁ mūrdhny adhāsyat kadā nu\n\n\"Kṛṣṇa agora vive como um cavalheiro na Gurukula em Mathurā, esquecendo todas as gopīs de Vṛndāvana. Mas será que Ele não se lembra da doce casa de Seu pai, Nanda Mahārāja? Todas nós somos, por natureza, Suas criadas. Será que Ele não se lembra de nós? Será que Ele alguma vez fala sobre nós, ou nos esqueceu por completo? Será que Ele algum dia nos perdoará e voltará a nos tocar com aquelas mãos perfumadas com o aroma de aguru?\""}
{"ref": "cc/antya/19/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/108/", "verse_text": "mahiṣīra gīta yena 'daśame'ra śeṣe\n\npaṇḍite nā bujhe tāra artha-viśeṣe", "devanagari": "> মহিষীর গীত যেন ‘দশমে’র শেষে ।\n> পণ্ডিতে না বুঝে তার অর্থবিশেষে ॥১০৮॥", "synonyms": "*mahiṣīra*—das rainhas; *gīta*—as canções; *yena*—assim como; *daśamera*—do Décimo Canto; *śeṣe*—ao final; *paṇḍite*—os eruditos mais doutos; *nā*—não; *bujhe*—compreendem; *tāra*—seu; *artha-viśeṣe*—significado particular.", "translation": "**As canções das rainhas em Dvārakā, mencionadas ao final do Décimo Canto do *Śrīmad-Bhāgavatam*, têm um significado muito especial. Nem mesmo os mais doutos eruditos as compreendem.**", "purport": "Estas canções do *Śrīmad-Bhāgavatam* são os versos 15-24 do Nonagésimo Capítulo do Décimo Canto.\n\nkurari vilapasi tvaṁ vīta-nidrā na śeṣe\n\nsvapiti jagati rātryām īśvaro gupta-bodhaḥ\n\nvayam iva sakhi kaccid gāḍha-nirbhinna-cetā\n\nnalina-nayana-hāsodāra-līlekṣitena\n\nTodas as rainhas pensavam incessantemente em Kṛṣṇa. Após seus passatempos na água, as rainhas disseram: \"Nossa querida amiga águia-pesqueira, Kṛṣṇa agora dorme, mas nós permanecemos acordadas durante a noite por causa dEle. Tu ris de nós quando nos vês acordadas durante a noite, mas por que tu não dormes? Pareces absorta em pensamentos sobre Kṛṣṇa. Terás sido também trespassada pelo sorriso de Kṛṣṇa? Seu sorriso é muito doce. Quem é trespassado por tal flecha é muito afortunado.\"\n\nnetre nimīlayasi naktam adṛṣṭa-bandhus\n\ntvam roravīṣi karuṇaṁ bata cakravāki\n\ndāsyaṁ gatā vayam ivācyuta-pāda-juṣṭāṁ\n\nkiṁ vā srajaṁ spṛhayase kabareṇa voḍhum\n\n\"Ó cakravāki, tu manténs os olhos bem abertos durante a noite porque não podes ver teu amigo. De fato, sofres imensamente. É por compaixão que choras, ou tentas capturar Kṛṣṇa lembrando-te dEle? Por terem sido tocadas pelos pés de lótus de Kṛṣṇa, todas as rainhas estão muito felizes. Choras por desejar usar a guirlanda de Kṛṣṇa sobre a cabeça? Por favor, responde claramente a estas perguntas, ó cakravāki, para que possamos compreender.\"\n\nbho bhoḥ sadā niṣṭanase udanvann\n\nalabdha-nidro 'dhigata-prajāgaraḥ\n\nkiṁ vā mukundāpahṛtātma-lāñchanaḥ\n\nprāptāṁ daśāṁ tvaṁ ca gato duratyayām\n\n\"Ó oceano, não tens oportunidade de dormir tranquilo durante a noite. Em vez disso, estás sempre acordado e chorando. Recebeste esta bênção, e teu coração está partido tal como o nosso. O único interesse de Mukunda em relação a nós é apagar nossas marcas de kuṅkuma. Ó oceano, sofres tanto quanto nós.\"\n\ntvaṁ yakṣmaṇā balavatāsi gṛhīta indo\n\nkṣīṇas tamo na nija-dīdhitibhiḥ kṣiṇoṣi\n\nkaccin mukunda-gaditāni yathā vayaṁ tvaṁ\n\nvismṛtya bhoḥ sthagita-gīr upalakṣyase naḥ\n\n\"Ó lua, pareces sofrer de uma febre severa, talvez tuberculose. De fato, tua refulgência não tem força para destruir a escuridão. Terás enlouquecido após ouvir as canções de Kṛṣṇa? Será por isso que estás silenciosa? Vendo teu sofrimento, sentimos que és uma de nós.\"\n\nkiṁ tvācaritam asmābhir\n\nmalayānila te 'priyam\n\ngovindāpāṅga-nirbhinne\n\nhṛdīrayasi naḥ smaran\n\n\"Ó brisa malaia, dize-nos, por favor, que mal te fizemos. Por que atiças as chamas do desejo em nossos corações? Fomos trespassadas pela flecha do olhar de Govinda, pois Ele é perfeito na arte de despertar a influência de Cupido.\"\n\nmegha śrīmaṁs tvam asi dayito yādavendrasya nūnaṁ\n\nśrīvatsāṅkaṁ vayam iva bhavān dhyāyati prema-baddhaḥ\n\natyutkaṇṭhaḥ śabala-hṛdayo 'smad-vidho bāṣpa-dhārāḥ\n\nsmṛtvā smṛtvā visṛjasi muhur duḥkha-das tat-prasaṅgaḥ\n\n\"Querida nuvem, ó amiga de Kṛṣṇa, pensas no símbolo Śrīvatsa sobre o peito de Kṛṣṇa, assim como nós, rainhas ocupadas em relações amorosas com Ele? Estás absorta em meditação, lembrando-te da associação de Kṛṣṇa, e assim derramas lágrimas de tristeza.\"\n\npriya-rāva-padāni bhāṣase\n\nmṛta-saṁjīvikayānayā girā\n\nkaravāṇi kim adya te priyaṁ\n\nvada me valgita-kaṇṭha kokila\n\n\"Querido cuco, possuis uma voz muito doce e és muito hábil em imitar os outros. Poderias excitar até mesmo um corpo morto com tua voz. Portanto, dize às rainhas que o bom comportamento é seu dever apropriado.\"\n\nna calasi na vadasy udāra-buddhe\n\nkṣiti-dhara cintyase mahāntam artham\n\napi bata vasudeva-nandanāṅghriṁ\n\nvayam iva kāmayase stanair vidhartum\n\n\"Ó magnânima montanha, és muito grave e sóbria, absorta em pensamentos de realizar algo muito grandioso. Tal como nós, fizeste o voto de manter dentro de teu coração os pés de lótus de Kṛṣṇa, o filho de Vasudeva.\"\n\nśuṣyad-ghradāḥ karśitā bata sindhu-patnyaḥ\n\nsampraty-apāsta-kamala-śriya-iṣṭa-bhartuḥ\n\nyadvad vayaṁ madhu-pateḥ praṇayāvalokam\n\naprāpya muṣṭa-hṛdayāḥ puru-karṣitāḥ sma\n\n\"Ó rios, esposas do oceano, vemos que o oceano não vos dá felicidade. Assim, quase secastes e já não sustentais belos lótus. Os lótus tornaram-se mirrados e, mesmo à luz do sol, estão desprovidos de todo prazer. De modo semelhante, os corações de nós, pobres rainhas, estão todos ressequidos, e nossos corpos estão mirrados porque agora estamos privadas das relações amorosas com Madhupati. Estais, como nós, secos e sem beleza por estardes privados do olhar amoroso de Kṛṣṇa?\"\n\nhaṁsa svāgatam āsyatāṁ piba payo brūhy aṅga śaureḥ kathāṁ\n\ndūtaṁ tvāṁ nu vidāma kaccid ajitaḥ svasty āsta uktaṁ purā\n\nkiṁ vā naś cala-sauhṛdaḥ smarati taṁ kasmād bhajāmo vayaṁ\n\nkṣaudrālāpaya-kāmadaṁ śriyamṛte saivaika-niṣṭhā striyām\n\n\"Ó cisne, vieste até aqui tão alegremente! Permite-nos dar-te as boas-vindas. Compreendemos que és sempre o mensageiro de Kṛṣṇa. Agora, enquanto bebes este leite, dize-nos qual é Sua mensagem. Disse Kṛṣṇa algo a teu respeito sobre nós? Podemos perguntar-te se Kṛṣṇa está feliz? Queremos saber. Lembra-se Ele de nós? Sabemos que a deusa da fortuna serve unicamente a Ele. Nós somos apenas criadas. Como podemos adorar Aquele que profere palavras doces, mas nunca satisfaz nossos desejos?\""}
{"ref": "cc/antya/19/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/109/", "verse_text": "mahāprabhu-nityānanda, doṅhāra dāsera dāsa\n\nyāre kṛpā karena, tāra haya ithe viśvāsa", "devanagari": "> মহাপ্রভু-নিত্যানন্দ, দোঁহার দাসের দাস ।\n> যারে কৃপা করেন, তার হয় ইথে বিশ্বাস ॥১০৯॥", "synonyms": "*mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *doṅhāra dāsera dāsa*—eu sou um servo do servo dos servos destas duas personalidades; *yāre kṛpā karena*—se alguém é favorecido por Eles; *tāra haya*—ele certamente mantém; *ithe viśvāsa*—fé em todos estes assuntos.", "translation": "**Se alguém se torna servo dos servos de Śrī Caitanya Mahāprabhu e do Senhor Nityānanda Prabhu e é favorecido por Eles, poderá crer em todos estes relatos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/110/", "verse_text": "śraddhā kari, śuna ihā, śunite mahā-sukha\n\nkhaṇḍibe ādhyātmikādi kutarkādi-duḥkha", "devanagari": "> শ্রদ্ধা করি, শুন ইহা, শুনিতে মহাসুখ ।\n> খণ্ডিবে আধ্যাত্মিকাদি কুতর্কাদি-দুঃখ ॥১১০॥", "synonyms": "*śraddhā kari*—com grande fé; *śuna*—ouve; *ihā*—todos estes tópicos; *śunite*—mesmo ao ouvir; *mahā-sukha*—grande prazer; *khaṇḍibe*—destruirá; *ādhyātmika-ādi*—todas as aflições devidas ao corpo, à mente e assim por diante; *kutarka-ādi-duḥkha*—e as condições miseráveis que surgem do uso de falsos argumentos.", "translation": "**Tratai apenas de ouvir estes tópicos com fé, pois há grande prazer mesmo em ouvi-los. Esse ouvir destruirá todas as misérias relativas ao corpo, à mente e às demais entidades vivas, bem como a infelicidade dos falsos argumentos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/111/", "verse_text": "caitanya-caritāmṛta--nitya-nūtana\n\nśunite śunite juḍāya hṛdaya-śravaṇa", "devanagari": "> চৈতন্যচরিতামৃত — নিত্য-নূতন ।\n> শুনিতে শুনিতে জুড়ায় হৃদয়-শ্রবণ ॥১১১॥", "synonyms": "*caitanya-carita-amṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *nitya-nūtana*—sempre fresco; *śunite śunite*—ouvindo e ouvindo; *juḍāya*—torna-se apaziguado; *hṛdaya-śravaṇa*—o ouvido e o coração.", "translation": "**O *Caitanya-caritāmṛta* é sempre cada vez mais fresco. Ouvi-lo continuamente apazigua o coração e o ouvido.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/19/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/19/112/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১১২॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Décimo Nono Capítulo, que descreve a devoção do Senhor por Sua mãe, Seus discursos enlouquecidos na separação de Kṛṣṇa, o esfregar de Seu rosto contra as paredes e Sua dança no jardim de Jagannātha-vallabha."}
{"ref": "cc/antya/20/1", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/1/", "verse_text": "premodbhāvita-harṣerṣyod-\nvega-dainyārti-miśritam\nlapitaṁ gauracandrasya\nbhāgyavadbhir niṣevyate", "devanagari": "> প্রেমোদ্ভাবিতহর্ষের্ষ্যোদ্বেগদৈন্যার্তিমিশ্রিতম্ ।\n> লপিতং গৌরচন্দ্রস্য ভাগ্যবদ্ভির্নিষেব্যতে ॥১॥", "synonyms": "*prema-udbhāvita*—produzido a partir do amor e da emoção extáticos; *harṣa*—júbilo; *īrṣyā*—inveja; *udvega*—agitação; *dainya*—submissão; *ārti*—pesar; *miśritam*—misturado com; *lapitam*—conversas como as de um homem enlouquecido; *gaura-candrasya*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāgyavadbhiḥ*—pelos mais afortunados; *niṣevyate*—é desfrutável.", "translation": "**Somente os mais afortunados saborearão as palavras enlouquecidas de Śrī Caitanya Mahāprabhu, mescladas de júbilo, inveja, agitação, submissão e pesar, todos produzidos por emoções amorosas extáticas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/2", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/2/", "verse_text": "jaya jaya gauracandra jaya nityānanda\njayādvaita-candra jaya gaura-bhakta-vṛnda", "devanagari": "> জয় জয় গৌরচন্দ্র জয় নিত্যানন্দ ।\n> জয়াদ্বৈতচন্দ্র জয় গৌরভক্তবৃন্দ ॥২॥", "synonyms": "*jaya jaya*—todas as glórias; *gauracandra*—ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *jaya*—todas as glórias; *nityānanda*—ao Senhor Nityānanda Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *advaita-candra*—a Advaita Prabhu; *jaya*—todas as glórias; *gaura-bhakta-vṛnda*—aos devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Todas as glórias ao Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityānanda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias a todos os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu!**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/3", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/3/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu vaise nīlācale\nrajanī-divase kṛṣṇa-virahe vihvale", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু বৈসে নীলাচলে ।\n> রজনী-দিবসে কৃষ্ণবিরহে বিহ্বলে ॥৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vaise nīlācale*—residia em Nīlācala; *rajanī-divase*—dia e noite; *kṛṣṇa-virahe*—por causa da separação de Kṛṣṇa; *vihvale*—dominado.", "translation": "**Enquanto Śrī Caitanya Mahāprabhu residia assim em Jagannātha Purī [Nīlācala], Ele Se via continuamente dominado, noite e dia, pela separação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/4", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/4/", "verse_text": "svarūpa, rāmānanda,--ei duijana-sane\nrātri-dine rasa-gīta-śloka āsvādane", "devanagari": "> স্বরূপ, রামানন্দ, — এই দুইজন-সনে ।\n> রাত্রি-দিনে রস-গীত-শ্লোক আস্বাদনে ॥৪॥", "synonyms": "*svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *rāmānanda*—Rāmānanda Rāya; *ei*—estas; *dui-jana-sane*—com duas pessoas; *rātri-dine*—noite e dia; *rasa-gīta-śloka*—versos e canções que contêm os mellows da bem-aventurança transcendental; *āsvādane*—em saborear.", "translation": "**Dia e noite, Ele saboreava canções e versos transcendentais e bem-aventurados com dois associados, a saber, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/5", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/5/", "verse_text": "nānā-bhāva uṭhe prabhura harṣa, śoka, roṣa\ndainyodvega-ārti utkaṇṭhā, santoṣa", "devanagari": "> নানা-ভাব উঠে প্রভুর হর্ষ, শোক, রোষ ।\n> দৈন্যোদ্বেগ-আর্তি উৎকণ্ঠা, সন্তোষ ॥৫॥", "synonyms": "*nānā-bhāva*—toda espécie de emoção; *uṭhe*—desperta; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *harṣa*—júbilo; *śoka*—lamentação; *roṣa*—ira; *dainya*—humildade; *udvega*—ansiedade; *ārti*—pesar; *utkaṇṭhā*—maior anseio; *santoṣa*—satisfação.", "translation": "**Ele saboreava os sintomas de várias emoções transcendentais, tais como júbilo, lamentação, ira, humildade, ansiedade, pesar, anseio e satisfação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/6", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/6/", "verse_text": "sei sei bhāve nija-śloka paḍiyā\nślokera artha āsvādaye dui-bandhu lañā", "devanagari": "> সেই সেই ভাবে নিজ-েই সেই সেই ভাবে নিজ শ্লোক পড়িয়া ।\n> শ্লোকের অর্থ আস্বাদয়ে দুইবন্ধু লঞা ॥৬॥", "synonyms": "*sei sei bhāve*—naquela emoção específica; *nija-śloka paḍiyā*—recitando Seus próprios versos; *ślokera*—dos versos; *artha*—significado; *āsvādaye*—saboreia; *dui-bandhu lañā*—com dois amigos.", "translation": "**Ele recitava Seus próprios versos, expressando seus significados e emoções, e assim Se deleitava em saboreá-los com esses dois amigos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/7", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/7/", "verse_text": "kona dine kona bhāve śloka-paṭhana\nsei śloka āsvādite rātri-jāgaraṇa", "devanagari": "> কোন দিনে কোন ভাবে শ্লোক-পঠন ।\n> সেই শ্লোক আস্বাদিতে রাত্রি-জাগরণ ॥৭॥", "synonyms": "*kona dine*—às vezes; *kona bhāve*—em alguma emoção; *śloka-paṭhana*—recitando os versos; *sei śloka*—aqueles versos; *āsvādite*—para saborear; *rātri-jāgaraṇa*—permanecendo desperto durante a noite.", "translation": "**Às vezes, o Senhor Se absorvia em uma emoção específica e permanecia desperto a noite toda, recitando versos relacionados e saboreando seu gosto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/8", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/8/", "verse_text": "harṣe prabhu kahena,--\"śuna svarūpa-rāma-rāya\nnāma-saṅkīrtana--kalau parama upāya", "devanagari": "> হর্ষে প্রভু কহেন, — “শুন স্বরূপ-রামরায় ।\n> নামসঙ্কীর্তন — কলৌ পরম উপায় ॥৮॥", "synonyms": "*harṣe*—em júbilo; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kahena*—diz; *śuna*—por favor, ouvi; *svarūpa-rāma-rāya*—Meus queridos Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya; *nāma-saṅkīrtana*—o cantar do santo nome do Senhor; *kalau*—na era de Kali; *parama upāya*—o meio mais viável para a libertação.", "translation": "**Em grande júbilo, Śrī Caitanya Mahāprabhu disse: \"Meus queridos Svarūpa Dāmodara e Rāmānanda Rāya, sabei de Mim que o cantar dos santos nomes é o meio mais viável de salvação nesta era de Kali.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/9", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/9/", "verse_text": "saṅkīrtana-yajñe kalau kṛṣṇa-ārādhana\nsei ta' sumedhā pāya kṛṣṇera caraṇa", "devanagari": "> সঙ্কীর্তনযজ্ঞে কলৌ কৃষ্ণ-আরাধন ।\n> সেই ত’ সুমেধা পায় কৃষ্ণের চরণ ॥৯॥", "synonyms": "*saṅkīrtana-yajñe*—realizando o yajña de cantar o mantra Hare Kṛṣṇa; *kalau*—nesta era de Kali; *kṛṣṇa-ārādhana*—o processo de adorar Kṛṣṇa; *sei ta'*—tais pessoas; *su-medhā*—grandemente inteligentes; *pāya*—obtêm; *kṛṣṇera caraṇa*—refúgio aos pés de lótus de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Nesta era de Kali, o processo de adorar Kṛṣṇa consiste em realizar o sacrifício de cantar o santo nome do Senhor. Quem assim age é, decerto, muito inteligente e alcança refúgio aos pés de lótus de Kṛṣṇa.**", "purport": "Para mais informações, pode-se consultar a *Ādi-līlā*, Capítulo Três, textos 77-78."}
{"ref": "cc/antya/20/10", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/10/", "verse_text": "kṛṣṇa-varṇaṁ tviṣākṛṣṇaṁ\nsāṅgopāṅgāstra-pārṣadam\nyajñaiḥ saṅkīrtana-prāyair\nyajanti hi sumedhasaḥ", "devanagari": "> কৃষ্ণবর্ণং ত্বিষাঽকৃষ্ণং সাঙ্গোপাঙ্গাস্ত্রপার্ষদম্ ।\n> যজ্ঞৈঃ সঙ্কীর্তনপ্রায়ৈর্যজন্তি হি সুমেধসঃ ॥১০॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-varṇam*—repetindo as sílabas kṛṣ-ṇa; *tviṣā*—com um brilho; *akṛṣṇam*—não negro (dourado); *sa-aṅga*—com associados; *upāṅga*—servidores; *astra*—armas; *pārṣadam*—companheiros íntimos; *yajñaiḥ*—por sacrifício; *saṅkīrtana-prāyaiḥ*—consistindo principalmente no cantar congregacional; *yajanti*—eles adoram; *hi*—certamente; *su-medhasaḥ*—pessoas inteligentes.", "translation": "**\" 'Na era de Kali, as pessoas inteligentes realizam o cantar congregacional para adorar a encarnação de Deus que canta constantemente o nome de Kṛṣṇa. Embora Sua compleição não seja enegrecida, Ele é o próprio Kṛṣṇa. Ele Se faz acompanhar por Seus associados, servos, armas e companheiros íntimos.'**", "purport": "Este verso é proferido pelo santo Karabhājana no *Śrīmad-Bhāgavatam* (11.5.32). Para mais informações, vede a *Ādi-līlā*, Capítulo Três, texto 52."}
{"ref": "cc/antya/20/11", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/11/", "verse_text": "nāma-saṅkīrtana haite sarvānartha-nāśa\nsarva-śubhodaya, kṛṣṇa-premera ullāsa", "devanagari": "> নামসঙ্কীর্তন হৈতে সর্বানর্থ-নাশ ।\n> সর্ব-শুভোদয়, কৃষ্ণ-প্রেমের উল্লাস ॥১১॥", "synonyms": "*nāma-saṅkīrtana*—o cantar dos santos nomes do Senhor; *haite*—de; *sarva-anartha-nāśa*—destruição de todas as coisas indesejáveis; *sarva-śubha-udaya*—o despertar de toda boa fortuna; *kṛṣṇa-premera ullāsa*—o início do fluir do amor por Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Simplesmente por cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa, a pessoa pode libertar-se de todos os hábitos indesejáveis. Este é o meio de despertar toda boa fortuna e dar início ao fluir das ondas de amor por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/12", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/12/", "verse_text": "ceto-darpaṇa-mārjanaṁ bhava-mahā-dāvāgni-nirvāpaṇaṁ\nśreyaḥ-kairava-candrikā-vitaraṇaṁ vidyā-vadhū-jīvanam\nānandāmbudhi-vardhanaṁ prati-padaṁ pūrṇāmṛtāsvādanaṁ\nsarvātma-snapanaṁ paraṁ vijayate śrī-kṛṣṇa-saṅkīrtanam", "devanagari": "> চেতোদর্পণমার্জনং ভবমহাদাবাগ্নিনির্বাপণং\n> শ্রেয়ঃকৈরবচন্দ্রিকাবিতরণং বিদ্যাবধূজীবনম্ ।\n> আনন্দাম্বুধিবর্ধনং প্রতিপদং পূর্ণামৃতাস্বাদনং\n> সর্বাত্মস্নপনং পরং বিজয়তে শ্রীকৃষ্ণসঙ্কীর্তনম্ ॥১২॥", "synonyms": "*cetaḥ*—do coração; *darpaṇa*—o espelho; *mārjanam*—limpeza; *bhava*—da existência material; *mahā-dāvāgni*—o incêndio florestal devastador; *nirvāpaṇam*—extinguindo; *śreyaḥ*—de boa fortuna; *kairava*—o lótus branco; *candrikā*—o luar; *vitaraṇam*—espalhando; *vidyā*—de toda a educação; *vadhū*—esposa; *jīvanam*—a vida; *ānanda*—de bem-aventurança; *ambudhi*—o oceano; *vardhanam*—aumentando; *prati-padam*—a cada passo; *pūrṇa-amṛta*—do néctar pleno; *āsvādanam*—dando um gosto; *sarva*—para todos; *ātma-snapanam*—banho do eu; *param*—transcendental; *vijayate*—que haja vitória; *śrī-kṛṣṇa-saṅkīrtanam*—para o cantar congregacional do santo nome de Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Que haja toda a vitória para o cantar do santo nome do Senhor Kṛṣṇa, capaz de limpar o espelho do coração e cessar as misérias do incêndio devastador da existência material. Esse cantar é a lua crescente que espalha o lótus branco da boa fortuna para todas as entidades vivas. É a vida e a alma de toda a educação. O cantar do santo nome de Kṛṣṇa expande o oceano bem-aventurado da vida transcendental. Proporciona um efeito refrescante a todos e permite à pessoa saborear o néctar pleno a cada passo.**", "purport": "Este é o primeiro verso do Śikṣāṣṭaka de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Os outros sete versos encontram-se nos textos 16, 21, 29, 32, 36, 39 e 47."}
{"ref": "cc/antya/20/13", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/13/", "verse_text": "saṅkīrtana haite pāpa-saṁsāra-nāśana\ncitta-śuddhi, sarva-bhakti-sādhana-udgama", "devanagari": "> সঙ্কীর্তন হৈতে পাপ-সংসার-নাশন ।\n> চিত্তশুদ্ধি, সর্বভক্তিসাধন-উদ্গম ॥১৩॥", "synonyms": "*saṅkīrtana haite*—do processo de cantar o santo nome; *pāpa-saṁsāra-nāśana*—aniquilação da vida materialista resultante dos pecados; *citta-śuddhi*—limpeza do coração; *sarva-bhakti*—toda espécie de serviço devocional; *sādhana*—das práticas; *udgama*—despertar.", "translation": "**\"Ao realizar o cantar congregacional do mantra Hare Kṛṣṇa, a pessoa pode destruir a condição pecaminosa da existência material, purificar o coração impuro e despertar toda variedade de serviço devocional.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/14", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/14/", "verse_text": "kṛṣṇa-premodgama, premāmṛta-āsvādana\nkṛṣṇa-prāpti, sevāmṛta-samudre majjana", "devanagari": "> কৃষ্ণপ্রেমোদ্গম, প্রেমামৃত-আস্বাদন ।\n> কৃষ্ণপ্রাপ্তি, সেবামৃত-সমুদ্রে মজ্জন ॥১৪॥", "synonyms": "*kṛṣṇa-prema-udgama*—o despertar do amor por Kṛṣṇa; *prema-amṛta-āsvādana*—o saborear da bem-aventurança transcendental do amor por Kṛṣṇa; *kṛṣṇa-prāpti*—a obtenção dos pés de lótus de Kṛṣṇa; *sevā-amṛta*—do néctar do serviço; *samudre*—no oceano; *majjana*—imergindo.", "translation": "**\"O resultado do cantar é que a pessoa desperta seu amor por Kṛṣṇa e saboreia a bem-aventurança transcendental. Por fim, alcança a associação de Kṛṣṇa e ocupa-se em Seu serviço devocional, como que imergindo num grande oceano de amor.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/15", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/15/", "verse_text": "uṭhila viṣāda, dainya,--paḍe āpana-śloka\n\nyāhāra artha śuni' saba yāya duḥkha-śoka", "devanagari": "> উঠিল বিষাদ, দৈন্য, — পড়ে আপন-শ্লোক ।\n> যাহার অর্থ শুনি’ সব যায় দুঃখ-শোক ॥১৫॥", "synonyms": "*uṭhila viṣāda*—houve um despertar de lamentação; *dainya*—humildade; *paḍe*—recita; *āpana-śloka*—Seu próprio verso; *yāhāra*—do qual; *artha śuni'*—ouvindo o significado; *saba*—toda; *yāya*—desaparece; *duḥkha-śoka*—infelicidade e lamentação.", "translation": "**A lamentação e a humildade despertaram dentro de Śrī Caitanya Mahāprabhu, e Ele começou a recitar outro de Seus próprios versos. Ao ouvir o significado desse verso, a pessoa pode esquecer toda infelicidade e lamentação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/16", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/16/", "verse_text": "nāmnām akāri bahudhā nija-sarva-śaktis\n\ntatrārpitā niyamitaḥ smaraṇe na kālaḥ\n\netādṛśī tava kṛpā bhagavan mamāpi\n\ndurdaivam īdṛśam ihājani nānurāgaḥ", "devanagari": "> নাম্নামকারি বহুধা নিজসর্বশক্তি-\n> স্তত্রার্পিতা নিয়মিতঃ স্মরণে ন কালঃ ।\n> এতাদৃশী তব কৃপা ভগবন্মমাপি\n> দুর্দৈবমীদৃশমিহাজনি নানুরাগঃ ॥১৬॥", "synonyms": "*nāmnām*—dos santos nomes do Senhor; *akāri*—manifestou; *bahudhā*—vários tipos; *nija-sarva-śaktiḥ*—todos os tipos de potência pessoal; *tatra*—nesses; *arpitā*—conferida; *niyamitaḥ*—restringida; *smaraṇe*—em recordar; *na*—não; *kālaḥ*—consideração de tempo; *etādṛśī*—tanta; *tava*—Tua; *kṛpā*—misericórdia; *bhagavan*—ó Senhor; *mama*—Minha; *api*—embora; *durdaivam*—infelicidade; *īdṛśam*—tal; *iha*—neste (santo nome); *ajani*—nasceu; *na*—não; *anurāgaḥ*—apego.", "translation": "**\"Meu Senhor, ó Suprema Personalidade de Deus, em Teu santo nome há toda boa fortuna para a entidade viva, e por isso Tens muitos nomes, tais como Kṛṣṇa e Govinda, pelos quais Te expandes. Investiste todas as Tuas potências nesses nomes, e não há regras rígidas e inflexíveis para recordá-los. Meu querido Senhor, embora concedas tamanha misericórdia às almas caídas e condicionadas ao ensinares liberalmente Teus santos nomes, sou tão infeliz que cometo ofensas ao cantar o santo nome, e por isso não alcanço apego ao cantar.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/17", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/17/", "verse_text": "aneka-lokera vāñchā--aneka-prakāra\n\nkṛpāte karila aneka-nāmera pracāra", "devanagari": "> অনেক-লোকের বাঞ্ছা — অনেক-প্রকার ।\n> কৃপাতে করিল অনেক-নামের প্রচার ॥১৭॥", "synonyms": "*aneka-lokera*—de muitas pessoas; *vāñchā*—os desejos; *aneka-prakāra*—de muitas variedades; *kṛpāte*—por Tua misericórdia; *karila*—realizaste; *aneka*—vários; *nāmera*—dos santos nomes; *pracāra*—difusão.", "translation": "**\"Visto que as pessoas variam em seus desejos, distribuíste vários santos nomes por Tua misericórdia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/18", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/18/", "verse_text": "khāite śuite yathā tathā nāma laya\n\nkāla-deśa-niyama nāhi, sarva siddhi haya", "devanagari": "> খাইতে শুইতে যথা তথা নাম লয় ।\n> কাল-দেশ-নিয়ম নাহি, সর্ব সিদ্ধি হয় ॥১৮॥", "synonyms": "*khāite*—comendo; *śuite*—deitando-se; *yathā*—assim; *tathā*—assim; *nāma laya*—canta-se o santo nome; *kāla*—em tempo; *deśa*—em lugar; *niyama*—regulação; *nāhi*—não há; *sarva siddhi haya*—há toda perfeição.", "translation": "**\"Independentemente de tempo ou lugar, aquele que canta o santo nome, mesmo enquanto come ou dorme, alcança toda perfeição.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/19", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/19/", "verse_text": "\"sarva-śakti nāme dilā kariyā vibhāga\n\nāmāra durdaiva,--nāme nāhi anurāga!!\"", "devanagari": "> “সর্বশক্তি নামে দিলা করিয়া বিভাগ ।\n> আমার দুর্দৈব, — নামে নাহি অনুরাগ !!” ॥ ১৯ ॥", "synonyms": "*sarva-śakti*—todas as potências; *nāme*—no santo nome; *dilā*—conferiste; *kariyā vibhāga*—fazendo separação; *āmāra durdaiva*—Minha infelicidade; *nāme*—por cantar os santos nomes; *nāhi*—não há; *anurāga*—apego.", "translation": "**\"Investiste Tuas plenas potências em cada santo nome individual, mas sou tão infeliz que não tenho apego algum por cantar Teus santos nomes.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/20", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/20/", "verse_text": "ye-rūpe la-ile nāma prema upajaya\n\ntāhāra lakṣaṇa śuna, svarūpa-rāma-rāya", "devanagari": "> যেরূপে লইলে নাম প্রেম উপজয় ।\n> তাহার লক্ষণ শুন, স্বরূপ-রামরায় ॥২০॥", "synonyms": "*ye-rūpe*—por qual processo; *la-ile*—se cantar; *nāma*—o santo nome; *prema upajaya*—o amor adormecido por Kṛṣṇa desperta; *tāhāra lakṣaṇa śuna*—simplesmente ouvi o sintoma disso; *svarūpa-rāma-rāya*—ó Svarūpa Dāmodara e Rāmānanda Rāya.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu continuou: \"Ó Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e Rāmānanda Rāya, ouvi de Mim os sintomas de como se deve cantar o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa para despertar muito facilmente o amor adormecido por Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/21", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/21/", "verse_text": "tṛṇād api sunīcena\n\ntaror iva sahiṣṇunā\n\namāninā mānadena\n\nkīrtanīyaḥ sadā hariḥ", "devanagari": "> তৃণাদপি সুনীচেন তরোরিব সহিষ্ণুনা ।\n> অমানিনা মানদেন কীর্তনীয়ঃ সদা হরিঃ ॥২১॥", "synonyms": "*tṛṇāt api*—do que a relva pisada; *sunīcena*—sendo mais baixo; *taroḥ*—do que uma árvore; *iva*—como; *sahiṣṇunā*—com tolerância; *amāninā*—sem se deixar inflar pelo falso orgulho; *mānadena*—prestando respeito a todos; *kīrtanīyaḥ*—a ser cantado; *sadā*—sempre; *hariḥ*—o santo nome do Senhor.", "translation": "**\"Aquele que se considera mais baixo do que a relva, que é mais tolerante do que uma árvore e que não espera honra pessoal, mas está sempre disposto a prestar todo respeito aos outros, pode muito facilmente cantar sempre o santo nome do Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/22", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/22/", "verse_text": "uttama hañā āpanāke māne tṛṇādhama\n\ndui-prakāre sahiṣṇutā kare vṛkṣa-sama", "devanagari": "> উত্তম হঞা আপনাকে মানে তৃণাধম ।\n> দুইপ্রকারে সহিষ্ণুতা করে বৃক্ষসম ॥২২॥", "synonyms": "*uttama hañā*—embora seja muito elevado; *āpanāke*—a si mesmo; *māne*—considera; *tṛṇa-adhama*—mais baixo do que uma folha da relva sobre o chão; *dui-prakāre*—de duas maneiras; *sahiṣṇutā*—tolerância; *kare*—exerce; *vṛkṣa-sama*—como a árvore.", "translation": "**\"Estes são os sintomas de quem canta o mahā-mantra Hare Kṛṣṇa. Embora seja muito elevado, ele se considera mais baixo do que a relva sobre o chão e, como uma árvore, tolera tudo de duas maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/23", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/23/", "verse_text": "vṛkṣa yena kāṭileha kichu nā bolaya\n\nśukāñā maileha kāre pānī nā māgaya", "devanagari": "> বৃক্ষ যেন কাটিলেহ কিছু না বোলয় ।\n> শুকাঞা মৈলেহ কারে পানী না মাগয় ॥২৩॥", "synonyms": "*vṛkṣa*—uma árvore; *yena*—como; *kāṭileha*—quando é cortada; *kichu nā bolaya*—nada diz; *śukāñā*—secando; *maileha*—se morre; *kāre*—a ninguém; *pāni*—água; *nā māgaya*—não pede.", "translation": "**\"Quando uma árvore é cortada, ela não protesta e, mesmo enquanto seca, não pede água a ninguém.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/24", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/24/", "verse_text": "yei ye māgaye, tāre deya āpana-dhana\n\ngharma-vṛṣṭi sahe, ānera karaye rakṣaṇa", "devanagari": "> যেই যে মাগয়ে, তারে দেয় আপন-ধন ।\n> ঘর্ম-বৃষ্টি সহে, আনের করয়ে রক্ষণ ॥২৪॥", "synonyms": "*yei ye māgaye*—se alguém pede algo à árvore; *tāre*—a ele; *deya*—dá; *āpana-dhana*—sua própria riqueza; *gharma-vṛṣṭi*—o calor escaldante do sol e as torrentes de chuva; *sahe*—tolera; *ānera*—aos outros; *karaye rakṣaṇa*—dá proteção.", "translation": "**\"A árvore entrega seus frutos, suas flores e tudo o que possui a todos e a cada um. Ela tolera o calor escaldante e as torrentes de chuva, e ainda assim dá abrigo aos outros.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/25", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/25/", "verse_text": "uttama hañā vaiṣṇava habe nirabhimāna\n\njīve sammāna dibe jāni' 'kṛṣṇa'-adhiṣṭhāna", "devanagari": "> উত্তম হঞা বৈষ্ণব হবে নিরভিমান ।\n> জীবে সম্মান দিবে জানি’ ‘কৃষ্ণ’-অধিষ্ঠান ॥২৫॥", "synonyms": "*uttama hañā*—embora seja muito elevado; *vaiṣṇava*—um devoto; *habe*—deve tornar-se; *nirabhimāna*—sem orgulho; *jīve*—a todas as entidades vivas; *sammāna dibe*—deve prestar respeito; *jāni'*—sabendo; *kṛṣṇa-adhiṣṭhāna*—o lugar onde reside Kṛṣṇa.", "translation": "**\"Embora um vaiṣṇava seja a pessoa mais elevada, ele é desprovido de orgulho e presta todo respeito a todos, sabendo que todos são o lugar de repouso de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/26", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/26/", "verse_text": "ei-mata hañā yei kṛṣṇa-nāma laya\n\nśrī-kṛṣṇa-caraṇe tāṅra prema upajaya", "devanagari": "> এইমত হঞা যেই কৃষ্ণনাম লয় ।\n> শ্রীকৃষ্ণচরণে তাঁর প্রেম উপজয় ॥২৬॥", "synonyms": "*ei-mata*—desta maneira; *hañā*—tornando-se; *yei*—qualquer um que; *kṛṣṇa-nāma laya*—canta o santo nome de Kṛṣṇa; *śrī-kṛṣṇa-caraṇe*—aos pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa; *tāṅra*—seu; *prema upajaya*—o amor por Kṛṣṇa desperta.", "translation": "**\"Se alguém cantar o santo nome do Senhor Kṛṣṇa desta maneira, certamente despertará seu amor adormecido pelos pés de lótus de Kṛṣṇa.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/27", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/27/", "verse_text": "kahite kahite prabhura dainya bāḍilā\n\n'śuddha-bhakti' kṛṣṇa-ṭhāñi māgite lāgilā", "devanagari": "> কহিতে কহিতে প্রভুর দৈন্য বাড়িলা ।\n> ‘শুদ্ধভক্তি’ কৃষ্ণ-ঠাঞি মাগিতে লাগিলা ॥২৭॥", "synonyms": "*kahite kahite*—falando assim; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dainya*—humildade; *bāḍilā*—aumentou; *śuddha-bhakti*—serviço devocional puro; *kṛṣṇa-ṭhāñi*—de Kṛṣṇa; *māgite lāgilā*—começou a orar por.", "translation": "**Enquanto o Senhor Caitanya falava desta maneira, Sua humildade aumentava, e Ele começou a orar a Kṛṣṇa para que pudesse executar serviço devocional puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/28", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/28/", "verse_text": "premera svabhāva--yāhāṅ premera sambandha\n\nsei māne,--'kṛṣṇe mora nāhi prema-gandha'", "devanagari": "> প্রেমের স্বভাব — যাহাঁ প্রেমের সম্বন্ধ ।\n> সেই মানে, — ‘কৃষ্ণে মোর নাহি প্রেম-গন্ধ’ ॥২৮॥", "synonyms": "*premera sva-bhāva*—a natureza do amor a Deus; *yāhāṅ*—onde; *premera sambandha*—uma relação de amor a Deus; *sei māne*—ele reconhece; *kṛṣṇe*—pelo Senhor Kṛṣṇa; *mora*—meu; *nāhi*—não há; *prema-gandha*—nem mesmo um perfume de amor a Deus.", "translation": "**Onde quer que haja uma relação de amor a Deus, seu sintoma natural é que o devoto não se considera um devoto. Ao contrário, ele sempre pensa que não tem sequer uma gota de amor por Kṛṣṇa.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura comenta que as pessoas que são realmente muito pobres, por não possuírem nem mesmo uma gota de amor a Deus ou de serviço devocional puro, anunciam-se falsamente como grandes devotos, embora não possam em momento algum saborear a bem-aventurança transcendental do serviço devocional. Uma classe de supostos devotos conhecidos como prākṛta-sahajiyās às vezes exibe sintomas devocionais para ostentar sua boa fortuna. Eles estão fingindo, contudo, pois esses traços devocionais são apenas externos. Os prākṛta-sahajiyās exibem esses sintomas para anunciar seu suposto avanço no amor por Kṛṣṇa, mas, em vez de elogiar os prākṛta-sahajiyās por seus sintomas de êxtase transcendental, os devotos puros não gostam de associar-se com eles. Não é aconselhável equiparar os prākṛta-sahajiyās aos devotos puros. Quando alguém está de fato avançado no amor extático por Kṛṣṇa, não tenta anunciar-se. Ao contrário, esforça-se cada vez mais por prestar serviço ao Senhor.\n\nOs prākṛta-sahajiyās às vezes criticam os devotos puros, chamando-os de filósofos, eruditos, conhecedores da verdade ou observadores minuciosos, mas não de devotos. Por outro lado, retratam a si mesmos como os devotos mais avançados, transcendentalmente bem-aventurados, profundamente absortos no serviço devocional e enlouquecidos por saborear as doçuras transcendentais. Também se descrevem como os devotos mais avançados em amor espontâneo, como conhecedores das doçuras transcendentais, como os devotos supremos no amor conjugal por Kṛṣṇa, e assim por diante. Não conhecendo de fato a natureza transcendental do amor a Deus, aceitam suas emoções materiais como indicativas de avanço. Dessa forma, poluem o processo do serviço devocional. Ao tentarem tornar-se escritores de literatura vaiṣṇava, introduzem suas concepções materiais de vida no serviço devocional puro. Devido a suas concepções materiais, anunciam-se como conhecedores das doçuras transcendentais, mas não compreendem a natureza transcendental do serviço devocional."}
{"ref": "cc/antya/20/29", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/29/", "verse_text": "na dhanaṁ na janaṁ na sundarīṁ\n\nkavitāṁ vā jagadīśa kāmaye\n\nmama janmani jamanīśvare\n\nbhavatād bhaktir ahaitukī tvayi", "devanagari": "> ন ধনং ন জনং ন সুন্দরীং\n> কবিতাং বা জগদীশ কাময়ে ।\n> মম জন্মনি জন্মনীশ্বরে\n> ভবতাদ্ভক্তিরহৈতুকী ত্বয়ি ॥২৯॥", "synonyms": "*na*—não; *dhanam*—riquezas; *na*—não; *janam*—seguidores; *na*—não; *sundarīm*—uma mulher muito bela; *kavitām*—atividades fruitivas descritas em linguagem floreada; *vā*—ou; *jagat-īśa*—ó Senhor do universo; *kāmaye*—desejo; *mama*—Meu; *janmani*—em nascimento; *janmani*—após nascimento; *īśvare*—pela Suprema Personalidade de Deus; *bhavatāt*—que haja; *bhaktiḥ*—serviço devocional; *ahaitukī*—sem motivos; *tvayi*—por Ti.", "translation": "**\"Ó Senhor do universo, não desejo riqueza material, seguidores materialistas, uma bela esposa nem atividades fruitivas descritas em linguagem floreada. Tudo o que quero, vida após vida, é serviço devocional imotivado a Ti.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/30", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/30/", "verse_text": "dhana, jana nāhi māgoṅ, kavitā sundarī\n\n'śuddha-bhakti' deha' more, kṛṣṇa kṛpā kari'", "devanagari": "> “ধন, জন নাহি মাগোঁ, কবিতা সুন্দরী ।\n> ‘শুদ্ধভক্তি’ দেহ’ মোরে, কৃষ্ণ কৃপা করি’ ॥৩০॥", "synonyms": "*dhana*—riqueza; *jana*—seguidores; *nāhi*—não; *māgoṅ*—quero; *kavitā sundarī*—uma bela esposa ou atividades fruitivas; *śuddha-bhakti*—serviço devocional puro; *deha'*—por favor, concede; *more*—a Mim; *kṛṣṇa*—ó Senhor Kṛṣṇa; *kṛpā kari'*—sendo misericordioso.", "translation": "**\"Meu querido Senhor Kṛṣṇa, não desejo de Ti riqueza material, nem desejo seguidores, uma bela esposa ou os resultados de atividades fruitivas. Apenas oro para que, por Tua misericórdia sem causa, Tu Me concedas o serviço devocional puro a Ti, vida após vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/31", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/31/", "verse_text": "ati-dainye punaḥ māge dāsya-bhakti-dāna\n\nāpanāre kare saṁsārī jīva-abhimāna", "devanagari": "> অতিদৈন্যে পুনঃ মাগে দাস্যভক্তি-দান ।\n> আপনারে করে সংসারী জীব-অভিমান ॥৩১॥", "synonyms": "*ati-dainye*—em grande humildade; *punaḥ*—novamente; *māge*—implora; *dāsya-bhakti-dāna*—a outorga de devoção em servidão; *āpanāre*—a Si próprio; *kare*—faz; *saṁsārī*—materialista; *jīva-abhimāna*—concepção como alma condicionada.", "translation": "**Em grande humildade, considerando-Se uma alma condicionada do mundo material, Śrī Caitanya Mahāprabhu expressou novamente Seu desejo de ser dotado com o serviço ao Senhor.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/32", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/32/", "verse_text": "ayi nanda-tanuja kiṅkaraṁ\n\npatitaṁ māṁ viṣame bhavāmbudhau\n\nkṛpayā tava pāda-paṅkaja-\n\nsthita-dhūlī-sadṛśaṁ vicintaya", "devanagari": "> অয়ি নন্দতনুজ কিঙ্করং পতিতং মাং বিষমে ভবাম্বুধৌ ।\n> কৃপয়া তব পাদপঙ্কজস্থিতধূলীসদৃশং বিচিন্তয় ॥৩২॥", "synonyms": "*ayi*—ó, meu Senhor; *nanda-tanuja*—o filho de Nanda Mahārāja, Kṛṣṇa; *kiṅkaram*—o servo; *patitam*—caída; *mām*—a Mim; *viṣame*—horrível; *bhava-ambudhau*—no oceano da ignorância; *kṛpayā*—por misericórdia sem causa; *tava*—Teus; *pāda-paṅkaja*—pés de lótus; *sthita*—situada em; *dhūlī-sadṛśam*—como uma partícula de poeira; *vicintaya*—considera, por favor.", "translation": "**\"Ó meu Senhor, ó Kṛṣṇa, filho de Mahārāja Nanda, sou Teu servo eterno, mas, por causa de Meus próprios atos fruitivos, caí neste horrível oceano da ignorância. Agora, por favor, sê misericordioso sem causa para coMigo. Considera-Me uma partícula de poeira a Teus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/33", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/33/", "verse_text": "\"tomāra nitya-dāsa mui, tomā pāsariyā\n\npaḍiyāchoṅ bhavārṇave māyā-baddha hañā", "devanagari": "> “তোমার নিত্যদাস মুই, তোমা পাসরিয়া ।\n> পড়িয়াছোঁ ভবার্ণবে মায়াবদ্ধ হঞা ॥৩৩॥", "synonyms": "*tomāra*—Teu; *nitya-dāsa*—servo eterno; *mui*—Eu; *tomā pāsariyā*—esquecendo-Me de Tua Senhoria; *paḍiyāchoṅ*—caí; *bhava-arṇave*—no oceano da ignorância; *māyā-baddha hañā*—tornando-Me condicionado pela energia externa.", "translation": "**\"Sou Teu servo eterno, mas Me esqueci de Tua Senhoria. Agora caí no oceano da ignorância e fui condicionado pela energia externa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/34", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/34/", "verse_text": "kṛpā kari' kara more pada-dhūli-sama\n\ntomāra sevaka karoṅ tomāra sevana\"", "devanagari": "> কৃপা করি’ কর মোরে পদধূলি-সম ।\n> তোমার সেবক করোঁ তোমার সেবন ।।” ॥ ৩৪ ॥", "synonyms": "*kṛpā kari'*—sendo misericordioso; *kara*—faze; *more*—a Mim; *pada-dhūli-sama*—como uma partícula de poeira a Teus pés de lótus; *tomāra sevaka*—visto que sou Teu servo eterno; *karoṅ*—permite que Eu Me ocupe; *tomāra sevana*—em Teu serviço.", "translation": "**\"Sê misericordioso sem causa para coMigo, dando-Me um lugar entre as partículas de poeira a Teus pés de lótus, para que Eu possa ocupar-Me no serviço a Tua Senhoria como Teu servo eterno.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/35", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/35/", "verse_text": "punaḥ ati-utkaṇṭhā, dainya ha-ila udgama\n\nkṛṣṇa-ṭhāñi māge prema-nāma-saṅkīrtana", "devanagari": "> পুনঃ অতি-উৎকণ্ঠা, দৈন্য হইল উদ্গম ।\n> কৃষ্ণ-ঠাঞি মাগে প্রেম-নামসঙ্কীর্তন ॥৩৫॥", "synonyms": "*punaḥ*—novamente; *ati-utkaṇṭhā*—grande ânsia; *dainya*—humildade; *ha-ila udgama*—despertaram; *kṛṣṇa-ṭhāñi*—do Senhor Kṛṣṇa; *māge*—implora; *prema*—em amor extático; *nāma-saṅkīrtana*—cantar o mahā-mantra.", "translation": "**A humildade e a ânsia naturais despertaram então no Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Ele orou a Kṛṣṇa para poder cantar o mahā-mantra em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/36", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/36/", "verse_text": "nayanaṁ galad-aśru-dhārayā\n\nvadanaṁ gadgada-ruddhayā girā\n\npulakair nicitaṁ vapuḥ kadā,\n\ntava nāma-grahaṇe bhaviṣyati", "devanagari": "> নয়নং গলদশ্রুধারয়া, বদনং গদ্গদ-রুদ্ধয়া গিরা ।\n> পুলকৈর্নিচিতং বপুঃ কদা তব নাম-গ্রহণে ভবিষ্যতি ॥৩৬॥", "synonyms": "*nayanam*—os olhos; *galat-aśru-dhārayā*—por torrentes de lágrimas a escorrer; *vadanam*—boca; *gadgada*—embargada; *ruddhayā*—sufocada; *girā*—com palavras; *pulakaiḥ*—com o arrepiar dos pelos devido à felicidade transcendental; *nicitam*—coberto; *vapuḥ*—o corpo; *kadā*—quando; *tava*—Teu; *nāma-grahaṇe*—ao cantar o nome; *bhaviṣyati*—será.", "translation": "**\"Meu querido Senhor, quando serão Meus olhos embelezados ao encherem-se de lágrimas que deslizam constantemente enquanto canto Teu santo nome? Quando Minha voz se embargará e todos os pelos de Meu corpo se arrepiarão em felicidade transcendental enquanto canto Teu santo nome?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/37", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/37/", "verse_text": "\"prema-dhana vinā vyartha daridra jīvana\n\n'dāsa' kari' vetana more deha prema-dhana\"", "devanagari": "> “প্রেমধন বিনা ব্যর্থ দরিদ্র জীবন ।\n> ‘দাস’ করি’ বেতন মোরে দেহ প্রেমধন ।।” ॥ ৩৭ ॥", "synonyms": "*prema-dhana*—a riqueza do amor extático; *vinā*—sem; *vyartha*—inútil; *daridra jīvana*—vida pobre; *dāsa kari'*—aceitando-Me como Teu servo eterno; *vetana*—salário; *more*—a Mim; *deha*—dá; *prema-dhana*—o tesouro do amor a Deus.", "translation": "**\"Sem amor a Deus, Minha vida é inútil. Portanto, oro para que Tu Me aceites como Teu servo e Me dês o salário do amor extático a Deus.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/38", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/38/", "verse_text": "rasāntarāveśe ha-ila viyoga-sphuraṇa\n\nudvega, viṣāda, dainye kare pralapana", "devanagari": "> রসান্তরাবেশে হইল বিয়োগ-স্ফুরণ ।\n> উদ্বেগ, বিষাদ, দৈন্যে করে প্রলপন ॥৩৮॥", "synonyms": "*rasa-antara-āveśe*—no amor extático de diferentes melosidades; *ha-ila*—houve; *viyoga-sphuraṇa*—despertar de separação; *udvega*—aflição; *viṣāda*—tristeza; *dainye*—humildade; *kare pralapana*—fala como uma pessoa enlouquecida.", "translation": "**A separação de Kṛṣṇa despertou várias melosidades de aflição, lamentação e humildade. Assim, Śrī Caitanya Mahāprabhu falou como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/39", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/39/", "verse_text": "yugāyitaṁ nimeṣeṇa\n\ncakṣuṣā prāvṛṣāyitam\n\nśūnyāyitaṁ jagat sarvaṁ\n\ngovinda-viraheṇa me", "devanagari": "> যুগায়িতং নিমেষেণ চক্ষুষা প্রাবৃষায়িতম্ ।\n> শূন্যায়িতং জগৎ সর্বং গোবিন্দ-বিরহেণ মে ॥৩৯॥", "synonyms": "*yugāyitam*—parecendo um grande milênio; *nimeṣeṇa*—por um momento; *cakṣuṣā*—dos olhos; *prāvṛṣāyitam*—lágrimas a cair como torrentes de chuva; *śūnyāyitam*—parecendo vazio; *jagat*—o mundo; *sarvam*—todo; *govinda*—do Senhor Govinda, Kṛṣṇa; *viraheṇa me*—por Minha separação.", "translation": "**\"Meu Senhor Govinda, por causa da separação de Ti, considero até mesmo um momento como um grande milênio. As lágrimas fluem de Meus olhos como torrentes de chuva, e vejo o mundo inteiro como vazio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/40", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/40/", "verse_text": "udvege divasa nā yāya 'kṣaṇa' haila 'yuga'-sama\n\nvarṣāra megha-prāya aśru variṣe nayana", "devanagari": "> উদ্বেগে দিবস না যায়, ‘ক্ষণ’ হৈল ‘যুগ’-সম ।\n> বর্ষার মেঘপ্রায় অশ্রু বরিষে নয়ন ॥৪০॥", "synonyms": "*udvege*—pela grande agitação; *divasa*—dia; *nā*—não; *yāya*—passa; *kṣaṇa*—um momento; *haila*—tornou-se; *yuga-sama*—como um grande milênio; *varṣāra*—da estação chuvosa; *megha-prāya*—como nuvens; *aśru*—lágrimas; *variṣe*—caem; *nayana*—dos olhos.", "translation": "**\"Em Minha agitação, um dia nunca termina, pois cada momento parece um milênio. Vertendo lágrimas incessantes, Meus olhos são como nuvens na estação chuvosa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/41", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/41/", "verse_text": "govinda-virahe śūnya ha-ila tribhuvana\n\ntuṣānale poḍe,--yena nā yāya jīvana", "devanagari": "> গোবিন্দ-বিরহে শূন্য হইল ত্রিভুবন ।\n> তুষানলে পোড়ে, — যেন না যায় জীবন ॥৪১॥", "synonyms": "*govinda-virahe*—pela separação de Govinda; *śūnya*—vazios; *ha-ila*—tornaram-se; *tri-bhuvana*—os três mundos; *tuṣa-anale*—no fogo lento; *poḍe*—arde; *yena*—assim como; *nā yāya*—não se vai; *jīvana*—vida.", "translation": "**\"Os três mundos tornaram-se vazios por causa da separação de Govinda. Sinto-Me como se estivesse a arder vivo num fogo lento.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/42", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/42/", "verse_text": "kṛṣṇa udāsīna ha-ilā karite parīkṣaṇa\n\nsakhī saba kahe,--'kṛṣṇe kara upekṣaṇa'", "devanagari": "> কৃষ্ণ উদাসীন হইলা করিতে পরীক্ষণ ।\n> সখী সব কহে, — ‘কৃষ্ণে কর উপেক্ষণ’ ॥৪২॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *udāsīna*—indiferente; *ha-ilā*—tornou-se; *karite*—para fazer; *parīkṣaṇa*—prova; *sakhī saba kahe*—todas as amigas dizem; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *kara*—simplesmente faze; *upekṣaṇa*—negligenciar.", "translation": "**\"O Senhor Kṛṣṇa tornou-Se indiferente a Mim apenas para provar Meu amor, e Minhas amigas dizem: 'É melhor ignorá-Lo.' \"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/43", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/43/", "verse_text": "eteka cintite rādhāra nirmala hṛdaya\n\nsvābhāvika premāra svabhāva karila udaya", "devanagari": "> এতেক চিন্তিতে রাধার নির্মল হৃদয় ।\n> স্বাভাবিক প্রেমার স্বভাব করিল উদয় ॥৪৩॥", "synonyms": "*eteka*—assim; *cintite*—pensando; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *nirmala hṛdaya*—possuindo um coração puro; *svābhāvika*—natural; *premāra*—do amor a Kṛṣṇa; *sva-bhāva*—o caráter; *karila udaya*—desperta.", "translation": "**Enquanto Śrīmatī Rādhārāṇī pensava dessa maneira, as características do amor natural manifestaram-se por causa de Seu coração puro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/44", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/44/", "verse_text": "īrṣyā, utkaṇṭhā, dainya, prauḍhi, vinaya\n\neta bhāva eka-ṭhāñi karila udaya", "devanagari": "> ঈর্ষ্যা, উৎকণ্ঠা, দৈন্য, প্রৌঢ়ি, বিনয় ।\n> এত ভাব এক-ঠাঞি করিল উদয় ॥৪৪॥", "synonyms": "*īrṣyā*—inveja; *utkaṇṭhā*—ânsia; *dainya*—humildade; *prauḍhi*—fervor; *vinaya*—súplica; *eta bhāva*—todos esses êxtases transcendentais; *eka-ṭhāñi*—num só lugar; *karila udaya*—despertaram.", "translation": "**Os sintomas extáticos de inveja, grande ânsia, humildade, fervor e súplica manifestaram-se todos ao mesmo tempo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/45", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/45/", "verse_text": "eta bhāve rādhāra mana asthira ha-ilā\n\nsakhī-gaṇa-āge prauḍhi-śloka ye paḍilā", "devanagari": "> এত ভাবে রাধার মন অস্থির হইলা ।\n> সখীগণ-আগে প্রৌঢ়ি-শ্লোক যে পড়িলা ॥৪৫॥", "synonyms": "*eta bhāve*—nessa disposição de espírito; *rādhāra*—de Śrīmatī Rādhārāṇī; *mana*—a mente; *asthira ha-ilā*—ficou agitada; *sakhī-gaṇa-āge*—diante das amigas, as gopīs; *prauḍhi-śloka*—verso devocional avançado; *ye*—que; *paḍilā*—Ela recitou.", "translation": "**Nessa disposição de espírito, a mente de Śrīmatī Rādhārāṇī ficou agitada, e por isso Ela proferiu um verso de devoção avançada diante de Suas amigas gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/46", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/46/", "verse_text": "sei bhāve prabhu sei śloka uccārilā\n\nśloka uccārite tad-rūpa āpane ha-ilā", "devanagari": "> সেই ভাবে প্রভু সেই শ্লোক উচ্চারিলা ।\n> শ্লোক উচ্চারিতে তদ্রূপ আপনে হইলা ॥৪৬॥", "synonyms": "*sei bhāve*—nessa disposição extática; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *sei*—aquele; *śloka*—verso; *uccārilā*—recitou; *śloka*—o verso; *uccārite*—ao recitar; *tat-rūpa*—como Śrīmatī Rādhārāṇī; *āpane*—Ele próprio; *ha-ilā*—tornou-se.", "translation": "**No mesmo espírito de êxtase, Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou aquele verso e, tão logo o fez, sentiu-Se como Śrīmatī Rādhārāṇī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/47", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/47/", "verse_text": "āśliṣya vā pāda-ratāṁ pinaṣṭu mām\n\nadarśanān marma-hatāṁ karotu vā\n\nyathā tathā vā vidadhātu lampaṭo\n\nmat-prāṇa-nāthas tu sa eva nāparaḥ", "devanagari": "> আশ্লিষ্য বা পাদরতাং পিনষ্টু মা-\n> মদর্শনান্মর্মহতাং করোতু বা ।\n> যথা তথা বা বিদধাতু লম্পটো\n> মত্প্রাণনাথস্তু স এব নাপরঃ ॥৪৭॥", "synonyms": "*āśliṣya*—abraçando com grande prazer; *vā*—ou; *pāda-ratām*—que está caída a Seus pés de lótus; *pinaṣṭu*—que Ele pisoteie; *mām*—a Mim; *adarśanāt*—por não Se deixar ver; *marma-hatām*—com o coração partido; *karotu*—que Ele faça; *vā*—ou; *yathā*—como (Ele queira); *tathā*—assim; *vā*—ou; *vidadhātu*—que Ele faça; *lampaṭaḥ*—um libertino, que se mistura com outras mulheres; *mat-prāṇa-nāthaḥ*—o Senhor de Minha vida; *tu*—mas; *saḥ*—Ele; *eva*—somente; *na aparaḥ*—ninguém mais.", "translation": "**\"Que Kṛṣṇa abrace firmemente esta serva, que está caída a Seus pés de lótus. Que Ele Me pisoteie ou Me parta o coração ao nunca Se deixar ver por Mim. Afinal de contas, Ele é um libertino e pode fazer o que Lhe aprouver, mas ainda assim não é outro senão o adorável Senhor de Meu coração.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/48", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/48/", "verse_text": "\"āmi--kṛṣṇa-pada-dāsī, teṅho--rasa-sukha-rāśi,\n\nāliṅgiyā kare ātma-sātha\n\nkibā nā deya daraśana, jārena mora tanu-mana,\n\ntabu teṅho--mora prāṇa-nātha", "devanagari": "> “আমি — কৃষ্ণপদ-দাসী, তেঁহো — রসসুখরাশি,\n> আলিঙ্গিয়া করে আত্মসাথ ।\n> কিবা না দেয় দরশন, জারেন মোর তনুমন,\n> তবু তেঁহো — মোর প্রাণনাথ ॥৪৮॥", "synonyms": "*āmi*—Eu; *kṛṣṇa-pada-dāsī*—uma serva aos pés de lótus de Kṛṣṇa; *teṅho*—Ele; *rasa-sukha-rāśi*—o reservatório das doçuras transcendentais; *āliṅgiyā*—ao abraçar; *kare*—faz; *ātma-sātha*—unida; *kibā*—ou; *nā deya*—não dá; *daraśana*—audiência; *jārena*—corrói; *mora*—Meus; *tanu-mana*—corpo e mente; *tabu*—ainda; *teṅho*—Ele; *mora prāṇa-nātha*—o Senhor de Minha vida.", "translation": "**\"Eu sou uma serva aos pés de lótus de Kṛṣṇa. Ele é a personificação da felicidade e das doçuras transcendentais. Se Lhe aprouver, pode abraçar-Me firmemente e fazer-Me sentir unidade com Ele, ou, ao não Me conceder Sua audiência, pode corroer Minha mente e Meu corpo. Não obstante, é Ele quem é o Senhor de Minha vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/49", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/49/", "verse_text": "sakhi he, śuna mora manera niścaya\n\nkibā anurāga kare, kibā duḥkha diyā māre,\n\nmora prāṇeśvara kṛṣṇa--anya naya", "devanagari": "> সখি হে, শুন মোর মনের নিশ্চয় ।\n> কিবা অনুরাগ করে, কিবা দুঃখ দিয়া মারে,\n> মোর প্রাণেশ্বর কৃষ্ণ — অন্য নয় ॥৪৯॥", "synonyms": "*sakhi he*—Minha querida amiga; *śuna*—simplesmente ouve; *mora*—Minha; *manera*—da mente; *niścaya*—decisão; *kibā*—quer; *anurāga*—afeição; *kare*—demonstre; *kibā*—ou; *duḥkha*—infelicidade; *diyā*—conferindo; *māre*—mate; *mora*—Meu; *prāṇa-īśvara*—o Senhor da vida; *kṛṣṇa*—Kṛṣṇa; *anya naya*—e ninguém mais.", "translation": "**\"Minha querida amiga, simplesmente ouve a decisão de Minha mente. Kṛṣṇa é o Senhor de Minha vida em todas as condições, quer Ele Me demonstre afeição, quer Me mate conferindo-Me infelicidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/50", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/50/", "verse_text": "chāḍi' anya nārī-gaṇa, mora vaśa tanu-mana,\n\nmora saubhāgya prakaṭa kariyā\n\ntā-sabāre deya pīḍā, āmā-sane kare krīḍā,\n\nsei nārī-gaṇe dekhāñā", "devanagari": "> ছাড়ি’ অন্য নারীগণ, মোর বশ তনুমন,\n> মোর সৌভাগ্য প্রকট করিয়া ।\n> তা-সবারে দেয় পীড়া, আমা-সনে করে ক্রীড়া,\n> সেই নারীগণে দেখাঞা ॥৫০॥", "synonyms": "*chāḍi'*—abandonando; *anya*—outras; *nārī-gaṇa*—mulheres; *mora*—Meu; *vaśa*—controle; *tanu-mana*—mente e corpo; *mora*—Minha; *saubhāgya*—boa fortuna; *prakaṭa kariyā*—manifestando; *tā-sabāre*—a todas elas; *deya pīḍā*—causa aflição; *āmā-sane*—coMigo; *kare krīḍā*—realiza atividades amorosas; *sei nārī-gaṇe*—a essas mulheres; *dekhāñā*—mostrando.", "translation": "**\"Às vezes Kṛṣṇa abandona a companhia das outras gopīs e fica controlado, em mente e corpo, por Mim. Assim, Ele manifesta Minha boa fortuna e causa aflição às demais ao realizar Seus afazeres amorosos coMigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/51", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/51/", "verse_text": "kibā teṅho lampaṭa, śaṭha, dhṛṣṭa, sakapaṭa,\n\nanya nārī-gaṇa kari' sātha\n\nmore dite manaḥ-pīḍā, mora āge kare krīḍā,\n\ntabu teṅho--mora prāṇa-nātha", "devanagari": "> কিবা তেঁহো লম্পট, শঠ, ধৃষ্ট, সকপট,\n> অন্য নারীগণ করি’ সাথ ।\n> মোরে দিতে মনঃপীড়া, মোর আগে করে ক্রীড়া,\n> তবু তেঁহো — মোর প্রাণনাথ ॥৫১॥", "synonyms": "*kibā*—ou; *teṅho*—Ele; *lampaṭa*—libertino; *śaṭha*—ardiloso; *dhṛṣṭa*—obstinado; *sakapaṭa*—com tendência a enganar; *anya*—outras; *nārī-gaṇa*—mulheres; *kari'*—aceitando; *sātha*—como companheiras; *more*—a Mim; *dite*—para dar; *manaḥ-pīḍā*—aflição na mente; *mora āge*—diante de Mim; *kare krīḍā*—realiza afazeres amorosos; *tabu*—ainda; *teṅho*—Ele; *mora prāṇa-nātha*—o Senhor de Minha vida.", "translation": "**\"Ou, já que, afinal de contas, Ele é um libertino muito astuto, obstinado e com propensão a enganar, Ele recorre à companhia de outras mulheres. Então Ele Se entrega a afazeres amorosos com elas diante de Mim, para causar aflição à Minha mente. Não obstante, Ele continua a ser o Senhor de Minha vida.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/52", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/52/", "verse_text": "nā gaṇi āpana-duḥkha, sabe vāñchi tāṅra sukha,\n\ntāṅra sukha--āmāra tātparya\n\nmore yadi diyā duḥkha, tāṅra haila mahā-sukha,\n\nsei duḥkha--mora sukha-varya", "devanagari": "> না গণি আপন-দুঃখ, সবে বাঞ্ছি তাঁর সুখ,\n> তাঁর সুখ — আমার তাৎপর্য ।\n> মোরে যদি দিয়া দুঃখ, তাঁর হৈল মহাসুখ,\n> সেই দুঃখ — মোর সুখবর্য ॥৫২॥", "synonyms": "*nā*—não; *gaṇi*—levo em conta; *āpana-duḥkha*—a própria infelicidade pessoal; *sabe*—somente; *vāñchi*—desejo; *tāṅra sukha*—a felicidade Dele; *tāṅra sukha*—a felicidade Dele; *āmāra tātparya*—o objetivo de Minha vida; *more*—a Mim; *yadi*—se; *diyā duḥkha*—causando aflição; *tāṅra*—Dele; *haila*—houve; *mahā-sukha*—grande felicidade; *sei duḥkha*—essa infelicidade; *mora sukha-varya*—a melhor de Minhas felicidades.", "translation": "**\"Não levo em conta Minha aflição pessoal. Desejo apenas a felicidade de Kṛṣṇa, pois Sua felicidade é a meta de Minha vida. Contudo, se Ele sente grande felicidade em causar-Me aflição, essa aflição é a melhor de Minhas felicidades.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que o devoto não se importa com a própria felicidade ou aflição; ele se interessa simplesmente por ver que Kṛṣṇa está feliz, e, com esse propósito, ocupa-se em diversas atividades. O devoto puro não tem como sentir felicidade exceto ao ver que Kṛṣṇa está feliz sob todos os aspectos. Se Kṛṣṇa fica feliz ao lhe causar aflição, tal devoto aceita essa infelicidade como a maior de todas as felicidades. Os materialistas, todavia, que muito se orgulham da riqueza material e não têm conhecimento espiritual, como os prākṛta-sahajiyās, consideram a própria felicidade como o objetivo da vida. Alguns deles aspiram a desfrutar compartilhando a felicidade de Kṛṣṇa. Essa é a mentalidade dos trabalhadores fruitivos, que querem gozar da gratificação dos sentidos fazendo alarde de serviço a Kṛṣṇa."}
{"ref": "cc/antya/20/53", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/53/", "verse_text": "ye nārīre vāñche kṛṣṇa, tāra rūpe satṛṣṇa,\n\ntāre nā pāñā haya duḥkhī\n\nmui tāra pāya paḍi', lañā yāṅa hāte dhari',\n\nkrīḍā karāñā tāṅre karoṅ sukhī", "devanagari": "> যে নারীরে বাঞ্ছে কৃষ্ণ, তার রূপে সতৃষ্ণ,\n> তারে না পাঞা হয় দুঃখী ।\n> মুই তার পায় পড়ি’, লঞা যাঙ হাতে ধরি’,\n> ক্রীড়া করাঞা তাঁরে করোঁ সুখী ॥৫৩॥", "synonyms": "*ye nārīre*—a mulher a quem; *vāñche kṛṣṇa*—Kṛṣṇa deseja ter em Sua companhia; *tāra rūpe satṛṣṇa*—atraído por sua beleza; *tāre*—a ela; *nā pāñā*—não conseguindo; *haya duḥkhī*—fica infeliz; *mui*—Eu; *tāra pāya paḍi'*—caindo a seus pés; *lañā yāṅa*—levando, vou; *hāte dhari'*—pegando-lhe a mão; *krīḍā*—passatempos; *karāñā*—propiciando; *tāṅre*—o Senhor Kṛṣṇa; *karoṅ sukhī*—faço feliz.", "translation": "**\"Se Kṛṣṇa, atraído pela beleza de alguma outra mulher, quer desfrutar com ela, mas fica infeliz por não poder consegui-la, Eu Me lanço a seus pés, pego-lhe a mão e a conduzo a Kṛṣṇa para ocupá-la na felicidade Dele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/54", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/54/", "verse_text": "kāntā kṛṣṇe kare roṣa, kṛṣṇa pāya santoṣa,\n\nsukha pāya tāḍana-bhartsane\n\nyathā-yogya kare māna, kṛṣṇa tāte sukha pāna,\n\nchāḍe māna alpa-sādhane", "devanagari": "> কান্তা কৃষ্ণে করে রোষ, কৃষ্ণ পায় সন্তোষ,\n> সুখ পায় তাড়ন-ভর্ৎসনে ।\n> যথাযোগ্য করে মান, কৃষ্ণ তাতে সুখ পান,\n> ছাড়ে মান অল্প-সাধনে ॥৫৪॥", "synonyms": "*kāntā*—a amada; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *kare roṣa*—demonstra ira; *kṛṣṇa pāya santoṣa*—Kṛṣṇa fica muito feliz; *sukha pāya*—obtém felicidade; *tāḍana-bhartsane*—com a repreensão; *yathā-yogya*—conforme é adequado; *kare māna*—demonstra orgulho; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *tāte*—em tais atividades; *sukha pāna*—obtém felicidade; *chāḍe māna*—abandona o orgulho; *alpa-sādhane*—com pouco esforço.", "translation": "**\"Quando uma gopī amada demonstra sinais de ira para com Kṛṣṇa, Kṛṣṇa fica muito satisfeito. De fato, Ele Se compraz ao ser repreendido por tal gopī. Ela demonstra seu orgulho de maneira adequada, e Kṛṣṇa desfruta dessa atitude. Em seguida, ela abandona seu orgulho com pouco esforço.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/55", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/55/", "verse_text": "sei nārī jīye kene, kṛṣṇa-marma vyathā jāne,\n\ntabu kṛṣṇe kare gāḍha roṣa\n\nnija-sukhe māne kāja, paḍuka tāra śire vāja,\n\nkṛṣṇera mātra cāhiye santoṣa", "devanagari": "> সেই নারী জীয়ে কেনে, কৃষ্ণ-মর্ম ব্যথা জানে,\n> তবু কৃষ্ণে করে গাঢ় রোষ ।\n> নিজ-সুখে মানে কাজ, পড়ুক তার শিরে বাজ,\n> কৃষ্ণের মাত্র চাহিয়ে সন্তোষ ॥৫৫॥", "synonyms": "*sei nārī*—essa mulher; *jīye*—vive; *kene*—por que; *kṛṣṇa-marma*—o coração de Kṛṣṇa; *vyathā*—infeliz; *jāne*—sabe; *tabu*—ainda; *kṛṣṇe*—a Kṛṣṇa; *kare*—faz; *gāḍha roṣa*—ira profunda; *nija-sukhe*—na própria felicidade; *māne*—considera; *kāja*—a única ocupação; *paḍuka*—que caia; *tāre*—dela; *śire*—sobre a cabeça; *vāja*—um raio; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *mātra*—apenas; *cāhiye*—queremos; *santoṣa*—a felicidade.", "translation": "**\"Por que continua a viver uma mulher que sabe que o coração de Kṛṣṇa está infeliz, mas que ainda assim Lhe demonstra sua ira profunda? Ela está interessada na própria felicidade. Condeno tal mulher a ser golpeada na cabeça por um raio, pois nós queremos apenas a felicidade de Kṛṣṇa.**", "purport": "O devoto que se satisfaz somente com a própria gratificação dos sentidos certamente decai do serviço a Kṛṣṇa. Atraído pela felicidade material, ele mais tarde se une aos prākṛta-sahajiyās, que são considerados não-devotos."}
{"ref": "cc/antya/20/56", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/56/", "verse_text": "ye gopī mora kare dveṣe, kṛṣṇera kare santoṣe,\n\nkṛṣṇa yāre kare abhilāṣa\n\nmui tāra ghare yāñā, tāre sevoṅ dāsī hañā,\n\ntabe mora sukhera ullāsa", "devanagari": "> যে গোপী মোর করে দ্বেষে, কৃষ্ণের করে সন্তোষে,\n> কৃষ্ণ যারে করে অভিলাষ ।\n> মুই তার ঘরে যাঞা, তারে সেবোঁ দাসী হঞা,\n> তবে মোর সুখের উল্লাস ॥৫৬॥", "synonyms": "*ye gopī*—qualquer gopī que; *mora*—a Mim; *kare dveṣe*—demonstra inveja; *kṛṣṇera kare santoṣe*—mas satisfaz Kṛṣṇa; *kṛṣṇa*—ao Senhor Kṛṣṇa; *yāre*—a quem; *kare*—tem; *abhilāṣa*—desejo; *mui*—Eu; *tāra*—dela; *ghare yāñā*—indo à casa; *tāre sevoṅ*—prestarei serviço a ela; *dāsī hañā*—tornando-Me uma serva; *tabe*—então; *mora*—Minha; *sukhera ullāsa*—o despertar da felicidade.", "translation": "**\"Se uma gopī invejosa de Mim satisfaz Kṛṣṇa, e Kṛṣṇa a deseja, não hesitarei em ir à casa dela e tornar-Me sua serva, pois então Minha felicidade despertará.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/57", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/57/", "verse_text": "kuṣṭhī-viprera ramaṇī, pativratā-śiromaṇi,\n\npati lāgi' kailā veśyāra sevā\n\nstambhila sūryera gati, jīyāila mṛta pati,\n\ntuṣṭa kaila mukhya tina-devā", "devanagari": "> কুষ্ঠী-বিপ্রের রমণী, পতিব্রতা-শিরোমণি,\n> পতি লাগি’ কৈলা বেশ্যার সেবা ।\n> স্তম্ভিল সূর্যের গতি, জীয়াইল মৃত পতি,\n> তুষ্ট কৈল মুখ্য তিন-দেবা ॥৫৭॥", "synonyms": "*kuṣṭhī-viprera*—do brāhmaṇa que sofria de lepra; *ramaṇī*—a esposa; *pati-vratā-śiromaṇi*—a maior de todas as mulheres castas; *pati lāgi'*—para a satisfação de seu marido; *kailā*—prestou; *veśyāra sevā*—serviço a uma prostituta; *stambhila*—deteve; *sūryera gati*—o movimento do sol; *jīyāila*—reanimou; *mṛta pati*—o marido morto; *tuṣṭa kaila*—satisfez; *mukhya*—as principais; *tina-devā*—três deidades ou semideuses.", "translation": "**\"A esposa de um brāhmaṇa que sofria de lepra manifestou-se como a maior de todas as mulheres castas ao servir uma prostituta para satisfazer seu marido. Dessa maneira, ela deteve o movimento do sol, trouxe seu marido morto de volta à vida e satisfez os três principais semideuses [Brahmā, Viṣṇu e Maheśvara].**", "purport": "O Āditya Purāṇa, o Mārkeṇḍeya Purāṇa e o *Padma Purāṇa* falam de um brāhmaṇa que sofria de lepra, mas tinha uma esposa muito casta e fiel. Ele desejava desfrutar da companhia de uma prostituta e, por isso, sua esposa foi até ela e tornou-se sua criada, apenas para atrair sua atenção em benefício do marido. Quando a prostituta concordou em associar-se com ele, a esposa trouxe-lhe o marido leproso. Quando aquele leproso, o pecaminoso filho de um brāhmaṇa, viu a castidade de sua esposa, finalmente abandonou suas intenções pecaminosas. Ao voltar para casa, contudo, ele tocou o corpo de Mārkeṇḍeya Ṛṣi, que então o amaldiçoou a morrer ao nascer do sol. Por causa de sua castidade, a mulher era muito poderosa. Por isso, quando ouviu falar da maldição, ela fez o voto de impedir o nascer do sol. Devido à sua firme determinação de servir o marido, as três deidades — a saber, Brahmā, Viṣṇu e Maheśvara — ficaram muito contentes e lhe deram a bênção de que seu marido seria curado e trazido de volta à vida. Este exemplo é dado aqui para enfatizar que o devoto deve ocupar-se exclusivamente na satisfação de Kṛṣṇa, sem motivações pessoais. Isso fará sua vida bem-sucedida."}
{"ref": "cc/antya/20/58", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/58/", "verse_text": "\"kṛṣṇa--mora jīvana, kṛṣṇa--mora prāṇa-dhana,\n\nkṛṣṇa--mora prāṇera parāṇa\n\nhṛdaya-upare dharoṅ, sevā kari' sukhī karoṅ,\n\nei mora sadā rahe dhyāna", "devanagari": "> “কৃষ্ণ — মোর জীবন, কৃষ্ণ — মোর প্রাণধন,\n> কৃষ্ণ — মোর প্রাণের পরাণ ।\n> হৃদয়-উপরে ধরোঁ, সেবা করি’ সুখী করোঁ,\n> এই মোর সদা রহে ধ্যান ॥৫৮॥", "synonyms": "*kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *mora jīvana*—Minha vida e alma; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *mora prāṇa-dhana*—a riqueza de Minha vida; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *mora prāṇera parāṇa*—a vida de Minha vida; *hṛdaya-upare*—em Meu coração; *dharoṅ*—Eu O conservo; *sevā kari'*—servindo; *sukhī karoṅ*—faço feliz; *ei*—esta; *mora*—Minha; *sadā*—sempre; *rahe*—permanece; *dhyāna*—meditação.", "translation": "**\"Kṛṣṇa é Minha vida e alma. Kṛṣṇa é o tesouro de Minha vida. De fato, Kṛṣṇa é a própria vida de Minha vida. Por isso, Eu sempre O conservo em Meu coração e procuro agradá-Lo prestando-Lhe serviço. Essa é Minha constante meditação.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/59", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/59/", "verse_text": "mora sukha--sevane, kṛṣṇera sukha--saṅgame,\n\nataeva deha deṅa dāna\n\nkṛṣṇa more 'kāntā' kari', kahe more 'prāṇeśvari',\n\nmora haya 'dāsī'-abhimāna", "devanagari": "> মোর সুখ — সেবনে, কৃষ্ণের সুখ — সঙ্গমে,\n> অতএব দেহ দেঙ দান ।\n> কৃষ্ণ মোরে ‘কান্তা’ করি’, কহে মোরে ‘প্রাণেশ্বরি’,\n> মোর হয় ‘দাসী’-অভিমান ॥৫৯॥", "synonyms": "*mora sukha*—Minha felicidade; *sevane*—no serviço; *kṛṣṇera sukha*—a felicidade de Kṛṣṇa; *saṅgame*—pela união coMigo; *ataeva*—por isso; *deha*—Meu corpo; *deṅa*—Eu ofereço; *dāna*—como caridade; *kṛṣṇa*—o Senhor Kṛṣṇa; *more*—a Mim; *kāntā kari'*—aceitando como amada; *kahe*—diz; *more*—a Mim; *prāṇa-īśvari*—a mais amada; *mora*—Minha; *haya*—há; *dāsī-abhimāna*—considerando-Me Sua criada.", "translation": "**\"Minha felicidade está no serviço a Kṛṣṇa, e a felicidade de Kṛṣṇa está na união coMigo. Por essa razão, Eu dou Meu corpo em caridade aos pés de lótus de Kṛṣṇa, que Me aceita como Sua amada e Me chama de Sua mais querida. É então que Eu Me considero Sua criada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/60", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/60/", "verse_text": "kānta-sevā-sukha-pūra, saṅgama haite sumadhura,\n\ntāte sākṣī--lakṣmī ṭhākurāṇī\n\nnārāyaṇa-hṛdi sthiti, tabu pāda-sevāya mati,\n\nsevā kare 'dāsī'-abhimānī", "devanagari": "> কান্ত-সেবা-সুখপূর, সঙ্গম হৈতে সুমধুর,\n> তাতে সাক্ষী — লক্ষ্মী ঠাকুরাণী ।\n> নারায়ণ-হৃদি স্থিতি, তবু পাদসেবায় মতি,\n> সেবা করে ‘দাসী’-অভিমানী ॥৬০॥", "synonyms": "*kānta-sevā-sukha-pūra*—o serviço ao Senhor é a morada da felicidade; *saṅgama haite su-madhura*—mais doce do que a união direta; *tāte*—disso; *sākṣī*—evidência; *lakṣmī ṭhākurāṇī*—a deusa da fortuna; *nārāyaṇa-hṛdi*—no coração de Nārāyaṇa; *sthiti*—situação; *tabu*—ainda assim; *pāda-sevāya mati*—seu desejo é servir os pés de lótus; *sevā kare*—presta serviço; *dāsī-abhimānī*—considerando-se uma criada.", "translation": "**\"O serviço ao Meu amado é a morada da felicidade e é mais doce do que a união direta com Ele. A deusa da fortuna é a evidência disso, pois, embora viva constantemente no coração de Nārāyaṇa, ela deseja prestar serviço a Seus pés de lótus. Por isso, ela se considera uma criada e O serve constantemente.\"**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/61", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/61/", "verse_text": "ei rādhāra vacana, viśuddha-prema-lakṣaṇa,\n\nāsvādaye śrī-gaura-rāya\n\nbhāve mana nahe sthira, sāttvike vyāpe śarīra,\n\nmana-deha dharaṇa nā yāya", "devanagari": "> এই রাধার বচন, বিশুদ্ধপ্রেম-লক্ষণ,\n> আস্বাদয়ে শ্রীগৌর-রায় ।\n> ভাবে মন নহে স্থির, সাত্ত্বিকে ব্যাপে শরীর,\n> মন-দেহ ধারণ না যায় ॥৬১॥", "synonyms": "*ei*—esta; *rādhāra vacana*—a afirmação de Śrīmatī Rādhārāṇī; *viśuddha-prema-lakṣaṇa*—os sintomas do amor puro por Kṛṣṇa; *āsvādaye*—saboreia; *śrī-gaura-rāya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāve*—por causa desse êxtase; *mana nahe sthira*—a mente não está firme; *sāttvike*—os sintomas do amor transcendental; *vyāpe*—espalham-se; *śarīra*—pelo corpo; *mana-deha*—mente e corpo; *dharaṇa*—sustentar; *nā yāya*—não é possível.", "translation": "**Estas afirmações de Śrīmatī Rādhārāṇī revelam os sintomas do amor puro por Kṛṣṇa saboreado por Śrī Caitanya Mahāprabhu. Nesse amor extático, Sua mente estava instável. As transformações do amor transcendental espalharam-se por todo o Seu corpo, e Ele não podia sustentar Seu corpo e Sua mente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/62", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/62/", "verse_text": "vrajera viśuddha-prema,--yena jāmbū-nada hema,\n\nātma-sukhera yāhāṅ nāhi gandha\n\nse prema jānā'te loke, prabhu kailā ei śloke,\n\npade kailā arthera nirbandha", "devanagari": "> ব্রজের বিশুদ্ধপ্রেম, — যেন জাম্বূনদ হেম,\n> আত্ম-সুখের যাহাঁ নাহি গন্ধ ।\n> সে প্রেম জানা’তে লোকে, প্রভু কৈলা এই শ্লোকে,\n> পদে কৈলা অর্থের নির্বন্ধ ॥৬২॥", "synonyms": "*vrajera*—de Vṛndāvana; *viśuddha-prema*—o amor puro por Kṛṣṇa; *yena*—como; *jāmbū-nada hema*—as partículas de ouro encontradas no rio Jāmbū; *ātma-sukhera*—da gratificação pessoal dos sentidos; *yāhāṅ*—onde; *nāhi gandha*—não há nem sequer um aroma; *se prema*—esse amor a Deus; *jānā'te loke*—para divulgar entre as pessoas; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kailā*—escreveu; *ei śloke*—este verso; *pade*—em diferentes passos; *kailā arthera nirbandha*—esclareceu o verdadeiro significado.", "translation": "**O serviço devocional puro em Vṛndāvana é como as partículas de ouro no rio Jāmbū. Em Vṛndāvana, não há nem sequer um vestígio de gratificação pessoal dos sentidos. Foi para divulgar tal amor puro neste mundo material que Śrī Caitanya Mahāprabhu escreveu o verso anterior e explicou seu significado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/63", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/63/", "verse_text": "ei-mata mahāprabhu bhāvāviṣṭa hañā\n\npralāpa karilā tat-tat śloka paḍiyā", "devanagari": "> এইমত মহাপ্রভু ভাবাবিষ্ট হঞা ।\n> প্রলাপ করিলা তত্তৎ শ্লোক পড়িয়া ॥৬৩॥", "synonyms": "*ei-mata*—dessa maneira; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhāva-āviṣṭa hañā*—estando dominado pelo amor extático; *pralāpa karilā*—disse palavras de loucura; *tat-tat*—apropriados; *śloka paḍiyā*—recitando os versos.", "translation": "**Assim, dominado pelo amor extático, Śrī Caitanya Mahāprabhu falava como um louco e recitava versos apropriados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/64", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/64/", "verse_text": "pūrve aṣṭa-śloka kari' loke śikṣā dilā\n\nsei aṣṭa-ślokera artha āpane āsvādilā", "devanagari": "> পূর্বে অষ্ট-শ্লোক করি’ লোকে শিক্ষা দিলা ।\n> সেই অষ্ট-শ্লোকের অর্থ আপনে আস্বাদিলা ॥৬৪॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *aṣṭa-śloka kari'*—compondo oito versos; *loke śikṣā dilā*—deu instrução às pessoas em geral; *sei*—aqueles; *aṣṭa-ślokera*—das oito estrofes; *artha*—o significado; *āpane āsvādilā*—saboreou pessoalmente.", "translation": "**O Senhor compusera anteriormente esses oito versos para ensinar as pessoas em geral. Agora, Ele saboreava pessoalmente o significado dos versos, que são chamados de Śikṣāṣṭaka.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/65", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/65/", "verse_text": "prabhura 'śikṣāṣṭaka'-śloka yei paḍe, śune\n\nkṛṣṇe prema-bhakti tāra bāḍe dine-dine", "devanagari": "> প্রভুর ‘শিক্ষাষ্টক’-শ্লোক যেই পড়ে, শুনে ।\n> কৃষ্ণে প্রেমভক্তি তার বাড়ে দিনে-দিনে ॥৬৫॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śikṣā-aṣṭaka*—das oito instruções; *śloka*—os versos; *yei*—todo aquele que; *paḍe*—recita; *śune*—ou ouve; *kṛṣṇe*—ao Senhor Kṛṣṇa; *prema-bhakti*—o amor e a devoção extáticos; *tāra*—seu; *bāḍe*—aumentam; *dine-dine*—dia após dia.", "translation": "**Se alguém recitar ou ouvir esses oito versos de instrução de Śrī Caitanya Mahāprabhu, seu amor e devoção extáticos por Kṛṣṇa aumentarão dia após dia.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/66", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/66/", "verse_text": "yadyapiha prabhu--koṭī-samudra-gambhīra\n\nnānā-bhāva-candrodaye hayena asthira", "devanagari": "> যদ্যপিহ প্রভু — কোটীসমুদ্র-গম্ভীর ।\n> নানা-ভাব-চন্দ্রোদয়ে হয়েন অস্থির ॥৬৬॥", "synonyms": "*yadyapiha*—embora; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *koṭī-samudra-gambhīra*—tão profundo como milhões de oceanos; *nānā*—várias; *bhāva*—de emoções extáticas; *candrodaye*—por causa do nascer da lua; *hayena*—às vezes fica; *asthira*—inquieto.", "translation": "**Embora Śrī Caitanya Mahāprabhu seja tão profundo e grave como milhões de oceanos, quando a lua de Suas várias emoções se ergue, Ele fica inquieto.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/67-68", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/67-68/", "verse_text": "yei yei śloka jayadeva, bhāgavate\n\nrāyera nāṭake, yei āra karṇāmṛte\n\nsei sei bhāve śloka kariyā paṭhane\n\nsei sei bhāvāveśe karena āsvādane", "devanagari": "> যেই যেই শ্লোক জয়দেব, ভাগবতে ।\n> রায়ের নাটকে, যেই আর কর্ণামৃতে ॥৬৭॥\n> সেই সেই ভাবে শ্লোক করিয়া পঠনে ।\n> সেই সেই ভাবাবেশে করেন আস্বাদনে ॥৬৮॥", "synonyms": "*yei yei*—quaisquer; *śloka*—versos; *jayadeva*—Jayadeva Gosvāmī; *bhāgavate*—no Śrīmad-Bhāgavatam; *rāyera nāṭake*—no drama composto por Rāmānanda Rāya; *yei*—quaisquer; *āra*—também; *karṇāmṛte*—no livro chamado Kṛṣṇa-karṇāmṛta, escrito por Bilvamaṅgala Ṭhākura; *sei sei bhāve*—naquelas emoções extáticas; *śloka*—versos; *kariyā paṭhane*—lendo regularmente; *sei sei*—naquele particular; *bhāva-āveśe*—amor extático; *karena āsvādane*—Ele saboreia.", "translation": "**Quando Śrī Caitanya Mahāprabhu lia os versos do Gīta-govinda de Jayadeva, do *Śrīmad-Bhāgavatam*, do drama Jagannātha-vallabha-nāṭaka de Rāmānanda Rāya e do Kṛṣṇa-karṇāmṛta de Bilvamaṅgala Ṭhākura, Ele era dominado pelas diversas emoções extáticas daqueles versos. Assim, Ele saboreava seus significados.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/69", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/69/", "verse_text": "dvādaśa vatsara aiche daśā--rātri-dine\n\nkṛṣṇa-rasa āsvādaye dui-bandhu-sane", "devanagari": "> দ্বাদশ বৎসর ঐছে দশা — রাত্রি-দিনে ।\n> কৃষ্ণরস আস্বাদয়ে দুইবন্ধু-সনে ॥৬৯॥", "synonyms": "*dvādaśa vatsara*—durante doze anos; *aiche daśā*—tal condição; *rātri-dine*—dia e noite; *kṛṣṇa-rasa*—a bem-aventurança transcendental e as doçuras em conexão com Kṛṣṇa; *āsvādaye*—Ele saboreia; *dui-bandhu-sane*—com dois amigos, a saber, Rāmānanda Rāya e Svarūpa Dāmodara Gosvāmī.", "translation": "**Durante doze anos, Śrī Caitanya permaneceu nesse estado dia e noite. Com Seus dois amigos, Ele saboreava o significado daqueles versos, que consistem em nada mais que a bem-aventurança transcendental e as doçuras da consciência de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/70", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/70/", "verse_text": "sei saba līlā-rasa āpane ananta\n\nsahasra-vadane varṇi' nāhi pā'na anta", "devanagari": "> সেই সব লীলারস আপনে অনন্ত ।\n> সহস্র-বদনে বর্ণি’ নাহি পা’ন অন্ত ॥৭০॥", "synonyms": "*sei saba*—todas estas; *līlā-rasa*—as doçuras transcendentais dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *āpane*—pessoalmente; *ananta*—a Personalidade de Deus Ananta; *sahasra-vadane*—com Suas milhares de faces; *varṇi'*—descrevendo; *nāhi*—não; *pā'na*—alcança; *anta*—o limite.", "translation": "**Nem mesmo Anantadeva, que tem milhares de faces, conseguiu chegar ao fim da descrição da bem-aventurança transcendental dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/71", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/71/", "verse_text": "jīva kṣudra-buddhi kon tāhā pāre varṇite?\n\ntāra eka kaṇā sparśi āpanā śodhite", "devanagari": "> জীব ক্ষুদ্রবুদ্ধি কোন্ তাহা পারে বর্ণিতে ? তার এক কণা স্পর্শি আপনা শোধিতে ॥৭১॥", "synonyms": "*jīva*—ser vivo; *kṣudra-buddhi*—inteligência limitada; *kon*—quem; *tāhā*—isso; *pāre*—é capaz; *varṇite*—de descrever; *tāra*—disso; *eka kaṇā*—uma partícula; *sparśi*—eu toco; *āpanā śodhite*—para corrigir a mim mesmo.", "translation": "**Como, então, poderia um ser vivo comum, de pouquíssima inteligência, descrever tais passatempos? Não obstante, estou tentando tocar apenas uma partícula deles, somente para retificar a mim mesmo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/72", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/72/", "verse_text": "yata ceṣṭā, yata pralāpa,--nāhi pārāvāra\n\nsei saba varṇite grantha haya suvistāra", "devanagari": "> যত চেষ্টা, যত প্রলাপ, — নাহি পারাবার ।\n> সে সব বর্ণিতে গ্রন্থ হয় সুবিস্তার ॥৭২॥", "synonyms": "*yata ceṣṭā*—todas as atividades; *yata pralāpa*—todo o falar enlouquecido; *nāhi pārāvāra*—não havia limite; *sei saba*—todas elas; *varṇite*—descrever; *grantha*—o livro; *haya*—ficaria; *su-vistāra*—muito volumoso.", "translation": "**Não há limite para as atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu nem para Suas palavras de loucura. Por conseguinte, descrevê-las todas aumentaria enormemente o tamanho deste livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/73", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/73/", "verse_text": "vṛndāvana-dāsa prathama ye līlā varṇila\n\nsei-saba līlāra āmi sūtra-mātra kaila", "devanagari": "> বৃন্দাবন-দাস প্রথম যে লীলা বর্ণিল ।\n> সেইসব লীলার আমি সূত্রমাত্র কৈল ॥৭৩॥", "synonyms": "*vṛndāvana-dāsa*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *prathama*—primeiramente; *ye*—quaisquer; *līlā*—passatempos; *varṇila*—descreveu; *sei-saba*—todos esses; *līlāra*—dos passatempos; *āmi*—eu; *sūtra-mātra kaila*—preparei apenas a sinopse.", "translation": "**Quaisquer passatempos que Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura tenha descrito primeiramente, eu apenas os resumi.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/74", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/74/", "verse_text": "tāṅra tyakta 'avaśeṣa' saṅkṣepe kahila\n\nlīlāra bāhulye grantha tathāpi bāḍila", "devanagari": "> তাঁর ত্যক্ত ‘অবশেষ’ সংক্ষেপে কহিল ।\n> লীলার বাহুল্যে গ্রন্থ তথাপি বাড়িল ॥৭৪॥", "synonyms": "*tāṅra*—dele; *tyakta*—deixados de fora; *aveśeṣa*—restantes; *saṅkṣepe kahila*—descrevi muito brevemente; *līlāra bāhulye*—devido à numerosidade dos passatempos; *grantha*—este livro; *tathāpi*—ainda assim; *bāḍila*—aumentou.", "translation": "**Descrevi apenas muito brevemente os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu que não foram descritos por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura. Não obstante, por serem tão numerosos esses passatempos transcendentais, o tamanho deste livro aumentou.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/75", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/75/", "verse_text": "ataeva sei-saba līlā nā pāri varṇibāre\n\nsamāpti kariluṅ līlāke kari' namaskāre", "devanagari": "> অতএব সেইসব লীলা না পারি বর্ণিবারে ।\n> সমাপ্তি করিলুঁ লীলাকে করি’ নমস্কারে ॥৭৫॥", "synonyms": "*ataeva*—portanto; *sei-saba*—todos esses; *līlā*—passatempos; *nā pāri*—não sou capaz; *varṇibāre*—de narrar; *samāpti kariluṅ*—agora concluí; *līlāke*—aos passatempos; *kari' namaskāre*—oferecendo minhas respeitosas reverências.", "translation": "**É impossível descrever todos os passatempos de maneira pormenorizada. Por isso, encerrarei esta descrição e lhes oferecerei minhas respeitosas reverências.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/76", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/76/", "verse_text": "ye kichu kahiluṅ ei dig-daraśana\n\nei anusāre habe tāra āsvādana", "devanagari": "> যে কিছু কহিলুঁ এই দিগ্দরশন ।\n> এই অনুসারে হবে তার আস্বাদন ॥৭৬॥", "synonyms": "*ye kichu*—tudo o que; *kahiluṅ*—disse; *ei*—isto; *dik-daraśana*—apenas dar uma indicação; *ei anusāre*—desta maneira; *habe*—haverá; *tāra*—disso; *āsvādana*—saborear.", "translation": "**O que descrevi dá tão somente uma indicação, mas, seguindo essa indicação, a pessoa pode obter um gosto de todos os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/77", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/77/", "verse_text": "prabhura gambhīra-līlā nā pāri bujhite\n\nbuddhi-praveśa nāhi tāte, nā pāri varṇite", "devanagari": "> প্রভুর গম্ভীর-লীলা না পারি বুঝিতে ।\n> বুদ্ধি-প্রবেশ নাহি তাতে, না পারি বর্ণিতে ॥৭৭॥", "synonyms": "*prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *gambhīra*—profundos; *līlā*—os passatempos; *nā pāri*—não sou capaz; *bujhite*—de compreender; *buddhi-praveśa nāhi*—minha inteligência não consegue penetrar; *tāte*—por causa disto; *nā pāri*—não sou capaz; *varṇite*—de descrever apropriadamente.", "translation": "**Não consigo compreender os passatempos profundos e cheios de significado de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Minha inteligência não consegue penetrá-los e, por isso, não pude descrevê-los apropriadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/78", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/78/", "verse_text": "saba śrotā vaiṣṇavera vandiyā caraṇa\n\ncaitanya-caritra-varṇana kailuṅ samāpana", "devanagari": "> সব শ্রোতা-বৈষ্ণবের বন্দিয়া চরণ ।\n> চৈতন্যচরিত্র-বর্ণন কৈলুঁ সমাপন ॥৭৮॥", "synonyms": "*saba śrotā*—todos os leitores; *vaiṣṇavera*—dos vaiṣṇavas; *vandiyā caraṇa*—oferecendo respeitosas reverências aos pés de lótus; *caitanya-caritra*—das características de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *varṇana*—descrição; *kailuṅ*—fiz; *samāpana*—concluindo.", "translation": "**Após oferecer minhas respeitosas reverências aos pés de lótus de todos os meus leitores vaiṣṇavas, encerrarei, portanto, esta descrição das características de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/79", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/79/", "verse_text": "ākāśa--ananta, tāte yaiche pakṣi-gaṇa\n\nyāra yata śakti, tata kare ārohaṇa", "devanagari": "> আকাশ — অনন্ত, তাতে যৈছে পক্ষিগণ  ।\n> যার যত শক্তি, তত করে আরোহণ ॥৭৯॥", "synonyms": "*ākāśa*—o céu; *ananta*—ilimitado; *tāte*—nesse céu; *yaiche*—assim como; *pakṣi-gaṇa*—todos os tipos de pássaros; *yāra*—de alguém; *yata śakti*—qualquer que seja o poder; *tata*—nessa medida; *kare ārohaṇa*—elevam-se cada vez mais.", "translation": "**O céu é ilimitado, mas muitos pássaros voam cada vez mais alto de acordo com suas próprias capacidades.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/80", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/80/", "verse_text": "aiche mahāprabhura līlā--nāhi ora-pāra\n\n'jīva' hañā kebā samyak pāre varṇibāra?", "devanagari": "> ঐছে মহাপ্রভুর লীলা — নাহি ওর-পার  ।\n> ‘জীব’ হঞা কেবা সম্যক্ পারে বর্ণিবার ? ৮০ ॥৮০॥", "synonyms": "*aiche*—de modo semelhante; *mahāprabhura līlā*—os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāhi ora-pāra*—não há limite acima nem abaixo; *jīva hañā*—sendo uma simples entidade viva; *kebā*—quem; *samyak*—plenamente; *pāre*—é capaz; *varṇibāra*—de descrever.", "translation": "**Os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu são como o céu ilimitado. Como, então, pode uma simples entidade viva descrevê-los todos?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/81", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/81/", "verse_text": "yāvat buddhira gati, tateka varṇiluṅ\n\nsamudrera madhye yena eka kaṇa chuṅiluṅ", "devanagari": "> যাবৎ বুদ্ধির গতি, ততেক বর্ণিলুঁ ।\n> সমুদ্রের মধ্যে যেন এক কণ ছুঁইলুঁ ॥৮১॥", "synonyms": "*yāvat*—até onde; *buddhira gati*—o limite de minha inteligência; *tateka*—até esse ponto; *varṇiluṅ*—descrevi; *samudrera madhye*—em meio ao grande oceano; *yena*—assim como; *eka kaṇa*—uma partícula; *chuṅiluṅ*—toquei.", "translation": "**Procurei descrevê-los na medida em que minha inteligência permite, como se tentasse tocar uma gota em meio a um grande oceano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/82", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/82/", "verse_text": "nityānanda-kṛpā-pātra--vṛndāvana-dāsa\n\ncaitanya-līlāya teṅho hayena 'ādi-vyāsa'", "devanagari": "> নিত্যানন্দ-কৃপাপাত্র — বৃন্দাবন-দাস ।\n> চৈতন্যলীলায় তেঁহো হয়েন ‘আদিব্যাস’ ॥৮২॥", "synonyms": "*nityānanda*—do Senhor Nityānanda Prabhu; *kṛpā-pātra*—o devoto predileto; *vṛndāvana-dāsa*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *caitanya-līlāya*—nos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *teṅho*—ele; *hayena*—é; *ādi-vyāsa*—o Vyāsadeva original.", "translation": "**Vṛndāvana dāsa Ṭhākura é o devoto predileto do Senhor Nityānanda e, por isso, ele é o Vyāsadeva original na descrição dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": "Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que todos os escritores posteriores a Vṛndāvana dāsa Ṭhākura que são devotos puros de Śrī Caitanya Mahāprabhu e que tentaram descrever as atividades do Senhor devem ser considerados como Vyāsa. Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura é o Vyāsadeva original na descrição da caitanya-līlā, e todos os demais que seguem seus passos, descrevendo os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, também devem ser chamados de Vyāsadeva. O mestre espiritual genuíno é chamado de Vyāsa porque é um representante de Vyāsa. Adorar o dia natalício de tal mestre espiritual chama-se Vyāsa-pūjā."}
{"ref": "cc/antya/20/83", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/83/", "verse_text": "tāṅra āge yadyapi saba līlāra bhāṇḍāra\n\ntathāpi alpa varṇiyā chāḍilena āra", "devanagari": "> তাঁর আগে যদ্যপি সব লীলার ভাণ্ডার ।\n> তথাপি অল্প বর্ণিয়া ছাড়িলেন আর ॥৮৩॥", "synonyms": "*tāṅra āge*—diante dele; *yadyapi*—embora; *saba*—todos; *līlāra*—dos passatempos; *bhāṇḍāra*—o pleno acervo; *tathāpi*—ainda assim; *alpa*—muito pouco; *varṇiyā*—descrevendo; *chāḍilena*—ele deixou; *āra*—os demais.", "translation": "**Embora Vṛndāvana dāsa Ṭhākura tenha sob sua jurisdição o pleno acervo dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, ele deixou de lado a maioria deles e descreveu apenas uma pequena porção.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/84", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/84/", "verse_text": "ye kichu varṇiluṅ, seha saṅkṣepa kariyā\n\nlikhite nā pārena, tabu rākhiyāchena likhiyā", "devanagari": "> যে কিছু বর্ণিলুঁ, সেহ সংক্ষেপ করিয়া ।\n> লিখিতে না পারেন, তবু রাখিয়াছেন লিখিয়া ॥৮৪॥", "synonyms": "*ye kichu varṇiluṅ*—tudo o que descrevi; *seha*—isso; *saṅkṣepa*—brevemente; *kariyā*—fazendo; *likhite nā pārena*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura não foi capaz de descrever; *tabu*—ainda assim; *rākhiyāchena*—manteve; *likhiyā*—registrando por escrito.", "translation": "**O que descrevi foi deixado de lado por Vṛndāvana dāsa Ṭhākura, mas, embora ele não pudesse descrever esses passatempos, deu-nos uma sinopse.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/85", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/85/", "verse_text": "caitanya-maṅgale teṅho likhiyāche sthāne-sthāne\n\nsei vacana śuna, sei parama-pramāṇe", "devanagari": "> চৈতন্যমঙ্গলে তেঁহো লিখিয়াছেন স্থানে-স্থানে ।\n> সেই বচন শুন, সেই পরম-প্রমাণে ॥৮৫॥", "synonyms": "*caitanya-maṅgale*—no livro intitulado Caitanya-maṅgala; *teṅho*—Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *likhiyāche*—escreveu; *sthāne-sthāne*—em vários lugares; *sei vacana śuna*—por favor, ouvi essas afirmações; *sei parama-pramāṇe*—essa é a prova suprema.", "translation": "**Em seu livro intitulado *Caitanya-maṅgala* [*Caitanya-bhāgavata*], ele descreveu esses passatempos em muitos lugares. Peço a meus leitores que ouçam esse livro, pois ele é a melhor evidência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/86", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/86/", "verse_text": "saṅkṣepe kahiluṅ, vistāra nā yāya kathane\n\nvistāriyā veda-vyāsa kariba varṇane", "devanagari": "> সংক্ষেপে কহিলুঁ, বিস্তার না যায় কথনে ।\n> বিস্তারিয়া বেদব্যাস করিব বর্ণনে ॥৮৬॥", "synonyms": "*saṅkṣepe kahiluṅ*—descrevi muito brevemente; *vistāra nā yāya kathane*—não é possível descrevê-los integralmente; *vistāriyā*—elaborando; *veda-vyāsa*—um representante de Vyāsadeva; *kariba*—fará; *varṇane*—descrevendo.", "translation": "**Descrevi os passatempos muito brevemente, pois me é impossível descrevê-los integralmente. No futuro, contudo, Vedavyāsa os descreverá pormenorizadamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/87", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/87/", "verse_text": "caitanya-maṅgale ihā likhiyāche sthāne-sthāne\n\nsatya kahena,--'āge vyāsa kariba varṇane'", "devanagari": "> চৈতন্যমঙ্গলে ইহা লিখিয়াছে স্থানে-স্থানে ।\n> সত্য কহেন, — ‘আগে ব্যাস করিব বর্ণনে’ ॥৮৭॥", "synonyms": "*caitanya-maṅgale*—no livro chamado Caitanya-maṅgala; *ihā*—esta afirmação; *likhiyāche*—escreveu; *sthāne-sthāne*—em muitos lugares; *satya*—a verdade; *kahena*—ele diz; *āge*—no futuro; *vyāsa kariba varṇane*—Vyāsadeva os descreverá mais minuciosamente.", "translation": "**No Caitanya-maṅgala, Śrīla Vṛndāvana dāsa Ṭhākura afirmou em muitos lugares a verdade factual de que, no futuro, Vyāsadeva os descreverá minuciosamente.**", "purport": "A afirmação āge vyāsa kariba varṇane é semelhante a um texto do Caitanya-bhāgavata (Primeiro Capítulo, texto 180), no qual Vṛndāvana dāsa Ṭhākura diz:\n\nśeṣa-khaṇḍe caitanyera ananta vilāsa\n\nvistāriyā varṇite āchena veda-vyāsa\n\n\"Os ilimitados passatempos de Śrī Caitanya serão descritos por Vyāsadeva no futuro.\" Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura diz que essas afirmações indicam que, no futuro, outros representantes de Vyāsadeva descreverão minuciosamente os passatempos do Senhor Caitanya. O significado é que qualquer devoto puro na sucessão discipular que descreva os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu confirma-se como representante de Vyāsadeva."}
{"ref": "cc/antya/20/88", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/88/", "verse_text": "caitanya-līlāmṛta-sindhu--dugdhābdhi-samāna\n\ntṛṣṇānurūpa jhārī bhari' teṅho kailā pāna", "devanagari": "> চৈতন্য-লীলামৃত-সিন্ধু — দুগ্ধাব্ধি-সমান ।\n> তৃষ্ণানুরূপ ঝারী ভরি’ তেঁহো কৈলা পান ॥৮৮॥", "synonyms": "*caitanya-līlā-amṛta-sindhu*—o oceano dos passatempos nectáreos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *dugdha-abdhi-samāna*—exatamente como o oceano de leite; *tṛṣṇā-anurūpa*—de acordo com a sede de cada um; *jhārī*—o cântaro; *bhari'*—enchendo; *teṅho*—ele; *kailā pāna*—bebeu.", "translation": "**O oceano dos passatempos nectáreos de Śrī Caitanya Mahāprabhu é como o oceano de leite. De acordo com sua sede, Vṛndāvana dāsa Ṭhākura encheu seu cântaro e bebeu daquele oceano.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/89", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/89/", "verse_text": "tāṅra jhārī-śeṣāmṛta kichu more dilā\n\ntateke bharila peṭa, tṛṣṇā mora gelā", "devanagari": "> তাঁর ঝারী-শেষামৃত কিছু মোরে দিলা ।\n> ততেকে ভরিল পেট, তৃষ্ণা মোর গেলা ॥৮৯॥", "synonyms": "*tāṅra jhārī-śeṣa-amṛta*—os restos do leite do cântaro de Vṛndāvana dāsa Ṭhākura; *kichu*—alguns; *more dilā*—deu-me; *tateke*—com esses restos; *bharila peṭa*—meu abdômen ficou cheio; *tṛṣṇā mora gelā*—agora minha sede se foi.", "translation": "**Os restos de leite que Vṛndāvana dāsa Ṭhākura me deu são suficientes para encher meu ventre. Agora minha sede está completamente saciada.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/90-91", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/90-91/", "verse_text": "āmi--ati-kṣudra jīva, pakṣī rāṅgā-ṭuni\n\nse yaiche tṛṣṇāya piye samudrera pānī\n\ntaiche āmi eka kaṇa chuṅiluṅ līlāra\n\nei dṛṣṭānte jāniha prabhura līlāra vistāra", "devanagari": "> আমি — অতিক্ষুদ্র জীব, পক্ষী রাঙ্গাটুনি ।\n> সে যৈছে তৃষ্ণায় পিয়ে সমুদ্রের পানী ॥৯০॥\n> তৈছে আমি এক কণ ছুঁইলুঁ লীলার ।\n> এই দৃষ্টান্তে জানিহ প্রভুর লীলার বিস্তার ॥৯১॥", "synonyms": "*āmi*—eu; *ati-kṣudra jīva*—um ser vivo muito insignificante; *pakṣī rāṅgā-ṭuni*—assim como um pequeno pássaro de bico vermelho; *se*—ele; *yaiche*—assim como; *tṛṣṇāya*—com sede; *piye*—bebe; *samudrera pānī*—a água do mar; *taiche*—da mesma forma; *āmi*—eu; *eka kaṇa*—uma pequena partícula; *chuṅiluṅ*—toquei; *līlāra*—dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *ei dṛṣṭānte*—por este exemplo; *jāniha*—todos vós sabei; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *līlāra vistāra*—a expansão dos passatempos.", "translation": "**Sou um ser vivo muito insignificante, como um pequeno pássaro de bico vermelho. Assim como tal pássaro bebe a água do mar para saciar sua sede, também eu toquei apenas uma gota do oceano dos passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu. Por este exemplo, podereis todos compreender quão vastos são os passatempos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/92", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/92/", "verse_text": "'āmi likhi',--eha mithyā kari anumāna\n\nāmāra śarīra kāṣṭha-putalī-samāna", "devanagari": "> ‘আমি লিখি’, — এহ মিথ্যা করি অনুমান ।\n> আমার শরীর কাষ্ঠপুতলী-সমান ॥৯২॥", "synonyms": "*āmi likhi*—eu escrevo; *eha mithyā*—isto é falso; *kari anumāna*—posso inferir; *āmāra śarīra*—meu corpo; *kāṣṭha-putalī-samāna*—é exatamente como uma boneca de madeira.", "translation": "**Infiro que \"eu escrevi\" é uma compreensão falsa, pois meu corpo é como uma boneca de madeira.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/93", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/93/", "verse_text": "vṛddha jarātura āmi andha, badhira\n\nhasta hāle, manobuddhi nahe mora sthira", "devanagari": "> বৃদ্ধ জরাতুর আমি অন্ধ, বধির ।\n> হস্ত হালে, মনোবুদ্ধি নহে মোর স্থির ॥৯৩॥", "synonyms": "*vṛddha*—um homem idoso; *jarā-ātura*—atormentado pela invalidez; *āmi*—eu; *andha*—cego; *badhira*—surdo; *hasta hāle*—minhas mãos tremem; *manaḥ-buddhi*—mente e inteligência; *nahe*—não; *mora*—minha; *sthira*—estável.", "translation": "**Sou idoso e atormentado pela invalidez. Estou quase cego e surdo, minhas mãos tremem, e minha mente e inteligência são instáveis.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/94", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/94/", "verse_text": "nānā-roga-grasta,--calite vasite nā pāri\n\npañca-roga-pīḍā-vyākula, rātri-dine mari", "devanagari": "> নানা-রোগগ্রস্ত, — চলিতে বসিতে না পারি ।\n> পঞ্চরোগ-পীড়া-ব্যাকুল, রাত্রি-দিনে মরি ॥৯৪॥", "synonyms": "*nānā-roga-grasta*—afligido por tantas doenças; *calite*—caminhar; *vasite*—sentar-me; *nā pāri*—não consigo apropriadamente; *pañca-roga-pīḍā-vyākula*—sempre perturbado por cinco tipos de doença; *rātri-dine*—de dia ou de noite; *mari*—posso morrer a qualquer momento.", "translation": "**Estou infectado por tantas doenças que não consigo caminhar nem me sentar apropriadamente. De fato, estou sempre exausto por cinco tipos de doença. Posso morrer a qualquer momento do dia ou da noite.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/95", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/95/", "verse_text": "pūrve granthe ihā kariyāchi nivedana\n\ntathāpi likhiye, śuna ihāra kāraṇa", "devanagari": "> পূর্বে গ্রন্থে ইহা করিয়াছি নিবেদন ।\n> তথাপি লিখিয়ে, শুন ইহার কারণ ॥৯৫॥", "synonyms": "*pūrve*—anteriormente; *granthe*—no livro; *ihā*—isto; *kariyāchi nivedana*—submeti aos leitores; *tathāpi*—ainda assim; *likhiye*—eu escrevo; *śuna*—por favor, ouvi; *ihāra kāraṇa*—a razão disto.", "translation": "**Já dei anteriormente um relato de minhas incapacidades. Por favor, ouvi a razão pela qual, não obstante, ainda escrevo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/96-98", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/96-98/", "verse_text": "śrī-govinda, śrī-caitanya, śrī-nityānanda\n\nśrī-advaita, śrī-bhakta, āra śrī-śrotṛ-vṛnda\n\nśrī-svarūpa, śrī-rūpa, śrī-sanātana\n\nśrī-raghunātha-dāsa śrī-guru, śrī-jīva-caraṇa\n\niṅhā-sabāra caraṇa-kṛpā ya lekhāya āmāre\n\nāra eka haya,--teṅho ati-kṛpā kare", "devanagari": "> শ্রীগোবিন্দ, শ্রীচৈতন্য, শ্রীনিত্যানন্দ ।\n> শ্রীঅদ্বৈত, শ্রীভক্ত, আর শ্রীশ্রোতৃবৃন্দ ॥৯৬॥\n> শ্রীস্বরূপ, শ্রীরূপ, শ্রীসনাতন ।\n> শ্রীরঘুনাথ-দাস শ্রীগুরু, শ্রীজীবচরণ ॥৯৭॥\n> ইঁহা-সবার চরণ-কৃপায় লেখায় আমারে ।\n> আর এক হয় — তেঁহো অতিকৃপা করে ॥৯৮॥", "synonyms": "*śrī-govinda*—Śrī Govindadeva; *śrī-caitanya*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *śrī-advaita*—Advaita Ācārya; *śrī-bhakta*—outros devotos; *āra*—também; *śrī-śrotṛ-vṛnda*—os leitores deste livro; *śrī-svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *śrī-rūpa*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *śrī-sanātana*—Śrī Sanātana Gosvāmī; *śrī-raghunātha-dāsa*—Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī; *śrī-guru*—meu mestre espiritual; *śrī-jīva-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Jīva Gosvāmī; *iṅhā-sabāra*—de todos eles; *caraṇa-kṛpāya*—pela misericórdia dos pés de lótus; *lekhāya*—faz escrever; *āmāre*—a mim; *āra eka*—outro; *haya*—há; *teṅho*—Ele; *ati-kṛpā kare*—mostra-me grandíssimo favor.", "translation": "**Estou escrevendo este livro pela misericórdia dos pés de lótus de Śrī Govindadeva, Śrī Caitanya Mahāprabhu, o Senhor Nityānanda, Advaita Ācārya, outros devotos e os leitores deste livro, bem como Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Śrī Rūpa Gosvāmī, Śrī Sanātana Gosvāmī, Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī, que é meu mestre espiritual, e Śrī Jīva Gosvāmī. Fui também especificamente favorecido por outra Suprema Personalidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/99", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/99/", "verse_text": "śrī-madana-gopāla more lekhāya ājñā kari'\n\nkahite nā yuyāya, tabu rahite nā pāri", "devanagari": "> শ্রীমদনগোপাল মোরে লেখায় আজ্ঞা করি’ ।\n> কহিতে না যুয়ায়, তবু রহিতে না পারি ॥৯৯॥", "synonyms": "*śrī-madana-gopāla*—a Deidade Madana-mohana de Vṛndāvana; *more*—a mim; *lekhāya*—faz escrever; *ājñā kari'*—dando a ordem; *kahite*—dizer; *nā yuyāya*—não é condizente; *tabu*—ainda assim; *rahite*—permanecer em silêncio; *nā pāri*—não consigo.", "translation": "**A Deidade Śrī Madana-mohana de Vṛndāvana deu a ordem que me faz escrever. Embora isto não deva ser revelado, eu o revelo porque sou incapaz de permanecer em silêncio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/100", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/100/", "verse_text": "nā kahile haya mora kṛta-ghnatā-doṣa\n\ndambha kari bali' śrotā, nā kariha roṣa", "devanagari": "> না কহিলে হয় মোর কৃতঘ্নতা-দোষ ।\n> দম্ভ করি বলি’ শ্রোতা, না করিহ রোষ ॥১০০॥", "synonyms": "*nā kahile*—se eu não disser; *haya*—há; *mora*—minha; *kṛta-ghnatā-doṣa*—falta de ingratidão; *dambha kari*—sou orgulhoso; *bali'*—tomando como; *śrotā*—ó leitores; *nā kariha roṣa*—não vos ireis.", "translation": "**Se eu não revelasse este fato, seria culpado de ingratidão para com o Senhor. Portanto, meus caros leitores, por favor, não me considereis demasiado orgulhoso nem vos ireis comigo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/101", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/101/", "verse_text": "tomā-sabāra caraṇa-dhūli karinu vandana\n\ntāte caitanya-līlā haila ye kichu likhana", "devanagari": "> তোমা-সবার চরণ-ধূলি করিনু বন্দন ।\n> তাতে চৈতন্য-লীলা হৈল যে কিছু লিখন ॥১০১॥", "synonyms": "*tomā-sabāra*—de todos vós; *caraṇa-dhūli*—a poeira dos pés; *karinu vandana*—orei a; *tāte*—por essa razão; *caitanya-līlā*—os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *haila*—houve; *ye*—o que quer que; *kichu*—algum; *likhana*—escrito.", "translation": "**É porque ofereci minhas orações aos pés de lótus de todos vós que tudo o que escrevi sobre Śrī Caitanya Mahāprabhu se tornou possível.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/102", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/102/", "verse_text": "ebe antya-līlā-gaṇera kari anuvāda\n\n'anuvāda' kaile pāi līlāra 'āsvāda'", "devanagari": "> এবে অন্ত্যলীলাগণের করি অনুবাদ ।\n> ‘অনুবাদ’ কৈলে পাই লীলার ‘আস্বাদ’ ॥১০২॥", "synonyms": "*ebe*—agora; *antya-līlā-gaṇera kari anuvāda*—peço para repetir todos os fatos deste Antya-līlā; *anuvāda kaile*—se for repetido; *pāi*—obtenho; *līlāra*—do passatempo; *āsvāda*—sabor.", "translation": "**Agora deixai-me repetir todos os passatempos do Antya-līlā, pois, se assim fizer, saborearei novamente os passatempos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/103", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/103/", "verse_text": "prathama paricchede--rūpera dvitīya-milana\n\ntāra madhye dui-nāṭakera vidhāna-śravaṇa", "devanagari": "> প্রথম পরিচ্ছেদে — রূপের দ্বিতীয়-মিলন ।\n> তার মধ্যে দুইনাটকের বিধান-শ্রবণ ॥১০৩॥", "synonyms": "*prathama paricchede*—no Primeiro Capítulo; *rūpera*—de Rūpa Gosvāmī; *dvitīya-milana*—o segundo encontro com o Senhor Caitanya; *tāra madhye*—dentro daquele capítulo; *dui-nāṭakera*—dos dois dramas; *vidhāna-śravaṇa*—audição do processo de escrita.", "translation": "**O Primeiro Capítulo descreve como Rūpa Gosvāmī encontrou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu pela segunda vez e como o Senhor ouviu seus dois dramas [Vidagdha-mādhava e Lalita-mādhava].**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/104", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/104/", "verse_text": "tāra madhye śivānanda-saṅge kukkura āilā\n\nprabhu tāre kṛṣṇa kahāñā mukta karilā", "devanagari": "> তার মধ্যে শিবানন্দ-সঙ্গে কুক্কুর আইলা ।\n> প্রভু তারে কৃষ্ণ কহাঞা মুক্ত করিলা ॥১০৪॥", "synonyms": "*tāra madhye*—naquele capítulo; *śivānanda-saṅge*—com Śivānanda Sena; *kukkura*—o cão; *āilā*—veio; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāre*—a ele (o cão); *kṛṣṇa kahāñā*—induzindo a cantar Kṛṣṇa; *mukta karilā*—libertou.", "translation": "**Aquele capítulo também descreve o episódio do cão de Śivānanda Sena, que foi induzido por Śrī Caitanya Mahāprabhu a cantar o santo nome de Kṛṣṇa e que, assim, foi libertado.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/105", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/105/", "verse_text": "dvitīye--choṭa-haridāse karāilā śikṣana\n\ntāra madhye śivānandera āścarya darśana", "devanagari": "> দ্বিতীয়ে — ছোট-হরিদাসে করাইলা শিক্ষণ ।\n> তার মধ্যে শিবানন্দের আশ্চর্য দর্শন ॥১০৫॥", "synonyms": "*dvitīye*—no Segundo Capítulo; *choṭa-haridāse*—Haridāsa Júnior; *karāilā śikṣaṇa*—Ele ensinou muito estritamente; *tāra madhye*—dentro daquele capítulo; *śivānandera*—de Śivānanda Sena; *āścarya darśana*—a maravilhosa visão.", "translation": "**No Segundo Capítulo, o Senhor castigou instrutivamente Haridāsa Júnior. Também naquele capítulo se encontra a maravilhosa visão de Śivānanda Sena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/106", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/106/", "verse_text": "tṛtīye--haridāsera mahimā pracaṇḍa\n\ndāmodara-paṇḍita kailā prabhure vākya-danda", "devanagari": "> তৃতীয়ে — হরিদাসের মহিমা প্রচণ্ড ।\n> দামোদর-পণ্ডিত কৈলা প্রভুরে বাক্যদণ্ড ॥১০৬॥", "synonyms": "*tṛtīye*—no Terceiro Capítulo; *haridāsera*—de Ṭhākura Haridāsa; *mahimā pracaṇḍa*—as poderosíssimas glórias; *dāmodara-paṇḍita*—Dāmodara Paṇḍita; *kailā*—fez; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *vākya-daṇḍa*—a impertinência de repreender com palavras.", "translation": "**No Terceiro Capítulo, há uma descrição das poderosíssimas glórias de Haridāsa Ṭhākura. Aquele capítulo também menciona como Dāmodara Paṇḍita dirigiu palavras de crítica a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/107", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/107/", "verse_text": "prabhu 'nāma' diyā kailā brahmāṇḍa-mocana\n\nharidāsa karilā nāmera mahimā-sthāpana", "devanagari": "> প্রভু ‘নাম’ দিয়া কৈলা ব্রহ্মাণ্ড-মোচন ।\n> হরিদাস করিলা নামের মহিমা-স্থাপন ॥১০৭॥", "synonyms": "*prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nāma diyā*—outorgando o santo nome; *kailā*—fez; *brahmāṇḍa-mocana*—a liberação do universo; *haridāsa*—Haridāsa; *karilā*—fez; *nāmera*—do santo nome; *mahimā-sthāpana*—o estabelecimento das glórias.", "translation": "**O Terceiro Capítulo também relata como Śrī Caitanya Mahāprabhu libertou a todos ao conceder ao universo o santo nome do Senhor, e descreve como Haridāsa Ṭhākura estabeleceu as glórias do santo nome por meio de seu exemplo prático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/108", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/108/", "verse_text": "caturthe--śrī-sanātanera dvitīya-milana\n\ndeha-tyāga haite tāṅra karilā rakṣaṇa", "devanagari": "> চতুর্থে — শ্রীসনাতনের দ্বিতীয়-মিলন ।\n> দেহত্যাগ হৈতে তাঁর করিলা রক্ষণ ॥১০৮॥", "synonyms": "*caturthe*—no Quarto Capítulo; *śrī-sanātanera*—de Sanātana Gosvāmī; *dvitīya-milana*—visitando pela segunda vez; *deha-tyāga haite*—de cometer suicídio; *tāṅra karilā rakṣaṇa*—Śrī Caitanya Mahāprabhu o protegeu.", "translation": "**O Quarto Capítulo descreve a segunda visita de Sanātana Gosvāmī a Śrī Caitanya Mahāprabhu e como o Senhor o salvou de cometer suicídio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/109", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/109/", "verse_text": "jyaiṣṭha-māsera dhūpe tāṅre kailā parīkṣaṇa\n\nśakti sañcāriyā punaḥ pāṭhāilā vṛndāvana", "devanagari": "> জ্যৈষ্ঠ-মাসের ধূপে তাঁরে কৈলা পরীক্ষণ ।\n> শক্তি সঞ্চারিয়া পুনঃ পাঠাইলা বৃন্দাবন ॥১০৯॥", "synonyms": "*jyaiṣṭha-māsera*—do mês de maio-junho; *dhūpe*—sob o sol; *tāṅre*—a ele; *kailā*—fez; *parīkṣaṇa*—examinar; *śakti*—potência; *sañcāriyā*—conferindo-lhe; *punaḥ*—novamente; *pāṭhāilā vṛndāvana*—enviou de volta a Vṛndāvana.", "translation": "**O Quarto Capítulo também relata como Sanātana Gosvāmī foi posto à prova sob o sol de Jyaiṣṭha [maio e junho] e como, em seguida, recebeu poder e foi enviado de volta a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/110", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/110/", "verse_text": "pañcame--pradyumna-miśre prabhu kṛpā karilā\n\nrāya-dvārā kṛṣṇa-kathā tāṅre śunāilā", "devanagari": "> পঞ্চমে — প্রদ্যুম্নমিশ্রে প্রভু কৃপা করিলা  ।\n> রায়-দ্বারা কৃষ্ণকথা তাঁরে শুনাইলা ॥১১০॥", "synonyms": "*pañcame*—no Quinto Capítulo; *pradyumna-miśre*—a Pradyumna Miśra; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā karilā*—mostrou misericórdia; *rāya-dvārā*—com a ajuda de Rāmānanda Rāya; *kṛṣṇa-kathā*—tópicos sobre Kṛṣṇa; *tāṅre śunāilā*—fez com que ele ouvisse.", "translation": "**No Quinto Capítulo, o Senhor mostrou Seu favor a Pradyumna Miśra e fez com que ele ouvisse de Rāmānanda Rāya os tópicos sobre Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/111", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/111/", "verse_text": "tāra madhye 'bāṅgāla'-kavira nāṭaka-upekṣaṇa\n\nsvarūpa-gosāñi kailā vigrahera mahimā-sthāpana", "devanagari": "> তার মধ্যে ‘বাঙ্গাল’-কবির নাটক-উপেক্ষণ  ।\n> স্বরূপ-গোসাঞি কৈলা বিগ্রহের মহিমা-স্থাপন ॥১১১॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dentro daquele capítulo; *bāṅgāla-kavira*—de um poeta de Bengala; *nāṭaka-upekṣaṇa*—a rejeição do drama; *svarūpa-gosāñi*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *kailā*—fez; *vigrahera*—da Deidade; *mahimā-sthāpana*—o estabelecimento das glórias.", "translation": "**Também naquele capítulo, Svarūpa Dāmodara Gosvāmī rejeitou o drama de um poeta de Bengala e estabeleceu as glórias da Deidade.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/112", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/112/", "verse_text": "ṣaṣṭhe--raghunātha-dāsa prabhure mililā\n\nnityānanda-ājñāya ciḍā-mahotsava kailā", "devanagari": "> ষষ্ঠে — রঘুনাথ-দাস প্রভুরে মিলিলা ।\n> নিত্যানন্দ-আজ্ঞায় চিড়া-মহোৎসব কৈলা ॥১১২॥", "synonyms": "*ṣaṣṭhe*—no Sexto Capítulo; *raghunātha-dāsa*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *prabhure mililā*—encontrou-se com o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nityānanda-ājñāya*—pela ordem de Nityānanda Prabhu; *ciḍā-mahotsava kailā*—realizou o festival de arroz batido.", "translation": "**O Sexto Capítulo descreve como Raghunātha dāsa Gosvāmī encontrou Śrī Caitanya Mahāprabhu e realizou o festival de arroz batido em conformidade com a ordem de Nityānanda Prabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/113", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/113/", "verse_text": "dāmodara-svarūpa-ṭhāñi tāṅre samarpila\n\n'govardhana-śilā', 'guñjā-mālā' tāṅre dila", "devanagari": "> দামোদর-স্বরূপ-ঠাঞি তাঁরে সমর্পিল ।\n> ‘গোবর্ধন-শিলা’, ‘গুঞ্জামালা’ তাঁরে দিল ॥১১৩॥", "synonyms": "*dāmodara-svarūpa-ṭhāñi*—aos cuidados de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *tāṅre samarpila*—o Senhor o confiou; *govardhana-śilā*—a pedra da Colina de Govardhana; *guñjā-mālā*—a guirlanda de pequenos búzios; *tāṅre dila*—entregou-lhe.", "translation": "**O Senhor confiou Raghunātha dāsa Gosvāmī aos cuidados de Svarūpa Dāmodara Gosvāmī e deu a Raghunātha dāsa o presente de uma pedra da Colina de Govardhana e uma guirlanda de pequenos búzios.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/114", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/114/", "verse_text": "saptama-paricchede--vallabha bhaṭṭera milana\n\nnānā-mate kailā tāṅra garva khaṇḍana", "devanagari": "> সপ্তম-পরিচ্ছেদে — বল্লভ ভট্টের মিলন ।\n> নানা-মতে কৈলা তাঁর গর্ব খণ্ডন ॥১১৪॥", "synonyms": "*saptama-paricchede*—no Sétimo Capítulo; *vallabha bhaṭṭera milana*—o encontro de Vallabha Bhaṭṭa com Śrī Caitanya Mahāprabhu; *nānā-mate*—de várias maneiras; *kailā*—fez; *tāṅra*—seu; *garva*—orgulho; *khaṇḍana*—desmantelamento.", "translation": "**O Sétimo Capítulo relata como Śrī Caitanya encontrou Vallabha Bhaṭṭa e desmantelou seu falso orgulho de várias maneiras.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/115", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/115/", "verse_text": "aṣṭame--rāmacandra-purīra āgamana\n\ntāṅra bhaye kailā prabhu bhikṣā saṅkocana", "devanagari": "> অষ্টমে — রামচন্দ্র-পুরীর আগমন ।\n> তাঁর ভয়ে কৈলা প্রভু ভিক্ষা সঙ্কোচন ॥১১৫॥", "synonyms": "*aṣṭame*—no Oitavo Capítulo; *rāmacandra-purīra āgamana*—a chegada de Rāmacandra Purī; *tāṅra bhaye*—por temor a ele; *kailā*—fez; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *bhikṣā saṅkocana*—reduzir Sua alimentação.", "translation": "**O Oitavo Capítulo descreve a chegada de Rāmacandra Purī e como Śrī Caitanya Mahāprabhu reduziu Sua alimentação por temor a ele.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/116", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/116/", "verse_text": "navame--gopīnātha-paṭṭanāyaka-mocana\n\ntrijagatera loka prabhura pāila daraśana", "devanagari": "> নবমে — গোপীনাথ-পট্টনায়ক-মোচন ।\n> ত্রিজগতের লোক প্রভুর পাইল দরশন ॥১১৬॥", "synonyms": "*navame*—no Nono Capítulo; *gopīnātha-paṭṭanāyaka-mocana*—a libertação de Gopīnātha Paṭṭanāyaka, o irmão de Rāmānanda Rāya; *tri-jagatera*—dos três mundos; *loka*—as pessoas em geral; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pāila daraśana*—obtiveram a audiência.", "translation": "**No Nono Capítulo, há uma descrição de como Gopīnātha Paṭṭanāyaka foi libertado e de como as pessoas dos três mundos puderam ver Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/117", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/117/", "verse_text": "daśame--kahiluṅ bhakta-datta-āsvādana\n\nrāghava-paṇḍitera tāhāṅ jhālira sājana", "devanagari": "> দশমে — কহিলুঁ ভক্তদত্ত-আস্বাদন ।\n> রাঘব-পণ্ডিতের তাহাঁ ঝালির সাজন ॥১১৭॥", "synonyms": "*daśame*—no Décimo Capítulo; *kahiluṅ*—descrevi; *bhakta-datta-āsvādana*—o saborear do alimento dado pelos devotos; *rāghava-paṇḍitera*—de Rāghava Paṇḍita; *tāhāṅ*—ali; *jhālira sājana*—o sortimento nas sacolas.", "translation": "**No Décimo Capítulo, descrevi como Śrī Caitanya Mahāprabhu saboreou o alimento dado por Seus devotos, e também descrevi os sortimentos nas sacolas de Rāghava Paṇḍita.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/118", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/118/", "verse_text": "tāra madhye govindera kailā parīkṣaṇa\n\ntāra madhye parimuṇḍā-nṛtyera varṇana", "devanagari": "> তার মধ্যে গোবিন্দের কৈলা পরীক্ষণ!\n> তার মধ্যে পরিমুণ্ডা-নৃত্যের বর্ণন ॥১১৮॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dentro daquele capítulo; *govindera*—de Govinda, Seu assistente pessoal; *kailā*—fez; *parīkṣaṇa*—pôr à prova; *tāra madhye*—naquele capítulo; *parimuṇḍā-nṛtyera varṇana*—a descrição da dança do Senhor Caitanya Mahāprabhu no templo.", "translation": "**Também naquele capítulo, há uma descrição de como o Senhor pôs Govinda à prova e de como Ele dançou no templo.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/119", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/119/", "verse_text": "ekādaśe--haridāsa-ṭhākurera niryāṇa\n\nbhakta-vātsalya yāhāṅ dekhāilā gaura bhagavān", "devanagari": "> একাদশে — হরিদাস-ঠাকুরের নির্যাণ ।\n> ভক্ত-বাৎসল্য যাহাঁ দেখাইলা গৌর ভগবান্ ॥১১৯॥", "synonyms": "*ekādaśe*—no Décimo Primeiro Capítulo; *haridāsa-ṭhākurera niryāṇa*—o desaparecimento de Śrīla Haridāsa Ṭhākura; *bhakta-vātsalya*—afeição pelo devoto; *yāhāṅ*—onde; *dekhāilā*—manifestou; *gaura bhagavān*—Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus.", "translation": "**O Décimo Primeiro Capítulo descreve o desaparecimento de Haridāsa Ṭhākura e como Śrī Caitanya Mahāprabhu, a Suprema Personalidade de Deus, demonstrou Sua afeição por Seus devotos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/120", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/120/", "verse_text": "dvādaśe--jagadānandera taila-bhañjana\n\nnityānanda kailā śivānandere tāḍana", "devanagari": "> দ্বাদশে — জগদানন্দের তৈল-ভঞ্জন ।\n> নিত্যানন্দ কৈলা শিবানন্দেরে তাড়ণ ॥১২০॥", "synonyms": "*dvādaśe*—no Décimo Segundo Capítulo; *jagadānandera*—de Jagadānanda Paṇḍita; *taila-bhañjana*—quebrar o pote de óleo; *nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *kailā*—realizou; *śivānandere tāḍana*—a repreensão de Śivānanda Sena.", "translation": "**No Décimo Segundo Capítulo há descrições de como Jagadānanda Paṇḍita quebrou um pote de óleo e de como o Senhor Nityānanda repreendeu Śivānanda Sena.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/121", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/121/", "verse_text": "trayodaśe--jagadānanda mathurā yāi' āilā\n\nmahāprabhu deva-dāsīra gīta śunilā", "devanagari": "> ত্রয়োদশে — জগদানন্দ মথুরা যাই’ আইলা ।\n> মহাপ্রভু দেবদাসীর গীত শুনিলা ॥১২১॥", "synonyms": "*trayodaśe*—no Décimo Terceiro Capítulo; *jagadānanda*—Jagadānanda Paṇḍita; *mathurā yāi'*—indo a Mathurā; *āilā*—regressou; *mahāprabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *deva-dāsīra*—da bailarina deva-dāsī; *gīta śunilā*—ouviu a canção.", "translation": "**No Décimo Terceiro Capítulo, Jagadānanda Paṇḍita foi a Mathurā e regressou, e Śrī Caitanya Mahāprabhu, por acaso, ouviu uma canção entoada por uma bailarina deva-dāsī.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/122", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/122/", "verse_text": "raghunātha-bhaṭṭācāryera tāhāṅi milana\n\nprabhu tāṅre kṛpā kari' pāṭhāilā vṛndāvana", "devanagari": "> রঘুনাথ-ভট্টাচার্যের তাহাঁই মিলন ।\n> প্রভু তাঁরে কৃপা করি’ পাঠাইলা বৃন্দাবন ॥১২২॥", "synonyms": "*raghunātha-bhaṭṭācāryera*—de Raghunātha Bhaṭṭa; *tāhāṅi*—ali; *milana*—encontro; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāṅre*—a ele; *kṛpā kari'*—mostrando misericórdia imotivada; *pāṭhāilā vṛndāvana*—enviou a Vṛndāvana.", "translation": "**Também no Décimo Terceiro Capítulo, Raghunātha Bhaṭṭa encontrou-se com Śrī Caitanya Mahāprabhu, que, por Sua misericórdia imotivada, o enviou a Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/123", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/123/", "verse_text": "caturdaśe--divyonmāda-ārambha varṇana\n\n'śarīra' ethā prabhura, 'mana' gelā vṛndāvana", "devanagari": "> চতুর্দশে — দিব্যোন্মাদ-আরম্ভ বর্ণন ।\n> ‘শরীর’ এথা প্রভুর, ‘মন’ গেলা বৃন্দাবন ॥১২৩॥", "synonyms": "*caturdaśe*—no Décimo Quarto Capítulo; *divya-unmāda-ārambha*—o início do transe espiritual de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *varṇana*—descrevendo; *śarīra*—o corpo; *ethā*—aqui; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente; *gelā*—foi; *vṛndāvana*—a Vṛndāvana.", "translation": "**O Décimo Quarto Capítulo descreve o início do transe espiritual do Senhor, no qual Seu corpo estava em Jagannātha Purī, mas Sua mente estava em Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/124", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/124/", "verse_text": "tāra madhye prabhura siṁha-dvāre patana\n\nasthi-sandhi-tyāga, anubhāvera udgama", "devanagari": "> তার মধ্যে প্রভুর সিংহদ্বারে পতন ।\n> অস্থি-সন্ধি-ত্যাগ, অনুভাবের উদ্গম ॥১২৪॥", "synonyms": "*tāra madhye*—nesse capítulo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *siṁha-dvāre patana*—caindo junto ao portão Siṁha-dvāra; *asthi-sandhi*—das articulações dos ossos; *tyāga*—desencaixe; *anubhāvera udgama*—o despertar de um transe e de uma emoção.", "translation": "**Também nesse capítulo há uma descrição de como Śrī Caitanya Mahāprabhu caiu diante do portão Siṁha-dvāra do templo de Jagannātha, com Seus ossos desencaixando-se das articulações, e de como diversos sintomas transcendentais despertaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/125", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/125/", "verse_text": "caṭaka-parvata dekhi' prabhura dhāvana\n\ntāra madhye prabhura kichu pralāpa-varṇana", "devanagari": "> চটক-পর্বত দেখি’ প্রভুর ধাবন ।\n> তার মধ্যে প্রভুর কিছু প্রলাপ-বর্ণন ॥১২৫॥", "synonyms": "*caṭaka-parvata*—a colina conhecida como Caṭaka-parvata; *dekhi'*—vendo; *prabhura dhāvana*—a corrida de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *tāra madhye*—nesse capítulo; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kichu*—algum; *pralāpa varṇana*—falar como um louco.", "translation": "**Também nesse capítulo há uma descrição de como Śrī Caitanya Mahāprabhu correu em direção a Caṭaka-parvata e falou como um louco.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/126", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/126/", "verse_text": "pañcadaśa-paricchede--udyāna-vilāse\n\nvṛndāvana-bhrame yāhāṅ karilā praveśe", "devanagari": "> পঞ্চদশ-পরিচ্ছেদে — উদ্যান-বিলাসে ।\n> বৃন্দাবনভ্রমে যাহাঁ করিলা প্রবেশে ॥১২৬॥", "synonyms": "*pañcadaśa-paricchede*—no Décimo Quinto Capítulo; *udyāna-vilāse*—em Seus passatempos dentro do jardim; *vṛndāvana-bhrame*—tomando o jardim por Vṛndāvana; *yāhāṅ*—onde; *karilā praveśe*—Ele entrou.", "translation": "**No Décimo Quinto Capítulo há uma descrição de como Śrī Caitanya Mahāprabhu entrou num jardim à beira-mar, tomando o jardim por Vṛndāvana.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/127", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/127/", "verse_text": "tāra madhye prabhura pañcendriya-ākarṣaṇa\n\ntāra madhye karilā rāse kṛṣṇa-anveṣaṇa", "devanagari": "> তার মধ্যে প্রভুর পঞ্চেন্দ্রিয়-আকর্ষণ ।\n> তার মধ্যে করিলা রাসে কৃষ্ণ-অন্বেষণ ॥১২৭॥", "synonyms": "*tāra madhye*—dentro disso; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *pañca-indriya-ākarṣaṇa*—a atração dos cinco sentidos; *tāra madhye*—dentro desse capítulo; *karilā*—fez; *rāse*—na dança da rāsa; *kṛṣṇa-anveṣaṇa*—procurando por Kṛṣṇa.", "translation": "**Também nesse capítulo há uma descrição da atração dos cinco sentidos do Senhor Caitanya por Kṛṣṇa e de como Ele procurou por Kṛṣṇa na dança da rāsa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/128", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/128/", "verse_text": "ṣoḍaśe--kālidāse prabhu kṛpā karilā\n\nvaiṣṇavocchiṣṭa khāibāra phala dekhāilā", "devanagari": "> ষোড়শে — কালিদাসে প্রভু কৃপা করিলা ।\n> বৈষ্ণবোচ্ছিষ্ট খাইবার ফল দেখাইলা ॥১২৮॥", "synonyms": "*ṣoḍaśe*—no Décimo Sexto Capítulo; *kāli-dāse*—a Kālidāsa; *prabhu*—Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛpā karilā*—mostrou favor; *vaiṣṇava-ucchiṣṭa khāibāra*—de comer os restos do alimento deixado pelos vaiṣṇavas; *phala dekhāilā*—mostrou o resultado.", "translation": "**O Décimo Sexto Capítulo narra como Śrī Caitanya Mahāprabhu mostrou Sua misericórdia a Kālidāsa e, assim, demonstrou o resultado de comer os restos do alimento dos vaiṣṇavas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/129", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/129/", "verse_text": "śivānandera bālake śloka karāilā\n\nsiṁha-dvāre dvārī prabhure kṛṣṇa dekhāilā", "devanagari": "> শিবানন্দের বালকে শ্লোক করাইলা ।\n> সিংহদ্বারে দ্বারী প্রভুরে কৃষ্ণ দেখাইলা ॥১২৯॥", "synonyms": "*śivānandera*—de Śivānanda Sena; *bālake*—o filho; *śloka karāilā*—fez compor um verso; *siṁha-dvāre*—no portão Siṁha-dvāra do templo de Jagannātha; *dvārī*—o porteiro; *prabhure*—a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kṛṣṇa dekhāilā*—mostrou o Senhor Kṛṣṇa.", "translation": "**Descreve também como o filho de Śivānanda compôs um verso e como o porteiro do Siṁha-dvāra mostrou Kṛṣṇa a Śrī Caitanya Mahāprabhu.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/130", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/130/", "verse_text": "mahā-prasādera tāhāṅ mahimā varṇilā\n\nkṛṣṇādharāmṛtera phala-śloka āsvādilā", "devanagari": "> মহাপ্রসাদের তাহাঁ মহিমা বর্ণিলা ।\n> কৃষ্ণাধরামৃতের ফল-শ্লোক আস্বাদিলা ॥১৩০॥", "synonyms": "*mahā-prasādera*—dos restos do alimento do Senhor, o mahā-prasāda; *tāhāṅ*—ali; *mahimā*—as glórias; *varṇilā*—descreveu; *kṛṣṇa-adhara-amṛtera*—do néctar dos lábios de Kṛṣṇa; *phala-śloka*—o verso que menciona o resultado; *āsvādilā*—saboreou.", "translation": "**Também nesse capítulo explicam-se as glórias do mahā-prasāda, e saboreia-se um verso que descreve o efeito do néctar dos lábios de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/131", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/131/", "verse_text": "saptadaśe--gābhī-madhye prabhura patana\n\nkūrmākāra-anubhāvera tāhāṅi udgama", "devanagari": "> সপ্তদশে — গাভী-মধ্যে প্রভুর পতন ।\n> কূর্মাকার-অনুভাবের তাহাঁই উদ্গম ॥১৩১॥", "synonyms": "*saptadaśe*—no Décimo Sétimo Capítulo; *gābhī-madhye*—entre as vacas; *prabhura patana*—a queda de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *kūrma-ākāra-anubhāvera*—da emoção extática na forma de uma tartaruga; *tāhāṅi*—ali; *udgama*—despertar.", "translation": "**No Décimo Sétimo Capítulo, Śrī Caitanya Mahāprabhu caiu entre as vacas e assumiu a forma de uma tartaruga à medida que Suas emoções extáticas despertavam.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/132", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/132/", "verse_text": "kṛṣṇera śabda-guṇe prabhura mana ākarṣilā\n\n\"kā stry aṅga te\" ślokera artha āveśe karilā", "devanagari": "> কৃষ্ণের শব্দ-গুণে প্রভুর মন আকর্ষিলা ।\n> “কাস্ত্র্যঙ্গ তে” শ্লোকের অর্থ আবেশে করিলা ॥১৩২॥", "synonyms": "*kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *śabda-guṇe*—pelas qualidades do som; *prabhura*—de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *mana*—a mente; *ākarṣilā*—foi atraída; *kā stry aṅga te ślokera*—do verso que começa com as palavras kā stry aṅga te; *artha*—o significado; *āveśe*—em êxtase; *karilā*—descreveu.", "translation": "**Também no Décimo Sétimo Capítulo, os atributos do som de Kṛṣṇa atraíram a mente de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que, em êxtase, descreveu o significado do verso \"kā stry aṅga te\".**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/133", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/133/", "verse_text": "bhāva-śābalye punaḥ kailā pralapana\n\nkarṇāmṛta-ślokera artha kailā vivaraṇa", "devanagari": "> ভাব-শাবল্যে পুনঃ কৈলা প্রলপন ।\n> কর্ণামৃত-শ্লোকের অর্থ কৈলা বিবরণ ॥১৩৩॥", "synonyms": "*bhāva-śābalye*—pela conjunção de todas as emoções extáticas; *punaḥ*—novamente; *kailā pralapana*—Ele falou como um louco; *karṇāmṛta-ślokera*—de um verso do Kṛṣṇa-karṇāmṛta; *artha*—o significado; *kailā vivaraṇa*—descreveu em detalhe.", "translation": "**Devido à conjunção de diversas emoções extáticas, Śrī Caitanya Mahāprabhu novamente começou a falar como um louco e descreveu em detalhe o significado de um verso do Kṛṣṇa-karṇāmṛta.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/134", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/134/", "verse_text": "aṣṭādaśa paricchede--samudre patana\n\nkṛṣṇa-gopī-jala-keli tāhāṅ daraśana", "devanagari": "> অষ্টাদশ পরিচ্ছেদে — সমুদ্রে পতন ।\n> কৃষ্ণ-গোপী-জলকেলি তাহাঁ দরশন ॥১৩৪॥", "synonyms": "*aṣṭādaśa paricchede*—no Décimo Oitavo Capítulo; *samudre patana*—a queda do Senhor no oceano; *kṛṣṇa-gopī-jala-keli*—os passatempos aquáticos de Kṛṣṇa e das gopīs; *tāhāṅ daraśana*—vendo ali.", "translation": "**No Décimo Oitavo Capítulo, o Senhor caiu no oceano e, em êxtase, viu os passatempos da brincadeira aquática entre Kṛṣṇa e as gopīs.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/135", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/135/", "verse_text": "tāhāṅi dekhilā kṛṣṇera vanya-bhojana\n\njāliyā uṭhāila, prabhu āilā sva-bhavana", "devanagari": "> তাহাঁই দেখিলা কৃষ্ণের বন্য-ভোজন ।\n> জালিয়া উঠাইল, প্রভু আইলা স্ব-ভবন ॥১৩৫॥", "synonyms": "*tāhāṅi*—ali; *dekhilā*—Ele viu; *kṛṣṇera*—de Kṛṣṇa; *vanya-bhojana*—um piquenique na floresta; *jāliyā*—um pescador; *uṭhāila*—O apanhou; *prabhu*—o Senhor; *āilā*—regressou; *sva-bhavana*—à Sua própria residência.", "translation": "**Naquele sonho, Śrī Caitanya Mahāprabhu viu o piquenique de Kṛṣṇa na floresta. Enquanto o Senhor Caitanya flutuava no mar, um pescador O apanhou, e então o Senhor regressou à Sua própria residência.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/136", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/136/", "verse_text": "ūnaviṁśe--bhittye prabhura mukha-saṅgharṣaṇa\n\nkṛṣṇera viraha-sphūrti-pralāpa-varṇana", "devanagari": "> ঊনবিংশে — ভিত্ত্যে প্রভুর মুখসংঘর্ষণ ।\n> কৃষ্ণের বিরহ-স্ফূর্তি-প্রলাপ-বর্ণন ॥১৩৬॥", "synonyms": "*ūnaviṁśe*—no Décimo Nono Capítulo; *bhittye*—nas paredes; *prabhura mukha-saṅgharṣaṇa*—o esfregar do rosto do Senhor; *kṛṣṇera viraha-sphūrti*—o despertar da separação de Kṛṣṇa; *pralāpa-varṇana*—e o falar como uma pessoa enlouquecida.", "translation": "**No Décimo Nono Capítulo, há uma descrição de como o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu esfregava o rosto contra as paredes e falava como um louco devido à separação de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/137", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/137/", "verse_text": "vasanta-rajanīte puṣpodyāne viharaṇa\n\nkṛṣṇera saurabhya-ślokera artha-vivaraṇa", "devanagari": "> বসন্ত-রজনীতে পুষ্পোদ্যানে বিহরণ ।\n> কৃষ্ণের সৌরভ্য-শ্লোকের অর্থ-বিবরণ ॥১৩৭॥", "synonyms": "*vasanta-rajanīte*—numa noite de primavera; *puṣpa-udyāne*—num jardim de flores; *viharaṇa*—o vagar; *kṛṣṇera*—do Senhor Kṛṣṇa; *saurabhya-ślokera*—de um verso sobre a fragrância corpórea; *artha-vivaraṇa*—descrevendo o significado.", "translation": "**Esse capítulo também descreve o vagar de Kṛṣṇa por um jardim numa noite de primavera, e descreve plenamente o significado de um verso sobre o aroma do corpo de Kṛṣṇa.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/138", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/138/", "verse_text": "viṁśa-paricchede--nija-'śikṣāṣṭaka' paḍiyā\n\ntāra artha āsvādilā premāviṣṭa hañā", "devanagari": "> বিংশ-পরিচ্ছেদে — নিজ-‘শিক্ষাষ্টক’ পড়িয়া ।\n> তার অর্থ আস্বাদিলা প্রেমাবিষ্ট হঞা ॥১৩৮॥", "synonyms": "*viṁśa-paricchede*—no Vigésimo Capítulo; *nija-śikṣāṣṭaka paḍiyā*—recitando Seus próprios versos do Śikṣāṣṭaka; *tāra artha*—seu significado; *āsvādilā*—saboreou; *prema-āviṣṭa hañā*—estando absorto em amor extático.", "translation": "**No Vigésimo Capítulo, o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu recitou Suas próprias oito estrofes de instrução e saboreou-lhes o significado em amor extático.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/139", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/139/", "verse_text": "bhakte śikhāite yei śikṣāṣṭaka kahilā\n\nsei ślokāṣṭakera artha punaḥ āsvādilā", "devanagari": "> ভক্তে শিখাইতে যেই শিক্ষাষ্টক কহিলা ।\n> সেই শ্লোকাষ্টকের অর্থ পুনঃ আস্বাদিলা ॥১৩৯॥", "synonyms": "*bhakte*—os devotos; *śikhāite*—para instruir; *yei*—aquilo que; *śikṣā-aṣṭaka*—oito instruções; *kahilā*—descreveu; *sei śloka-aṣṭakera*—dos mesmos oito versos; *artha*—o significado; *punaḥ āsvādilā*—novamente Ele saboreou.", "translation": "**Śrī Caitanya Mahāprabhu compôs aquelas oito estrofes para instruir os devotos, mas Ele também saboreou pessoalmente o significado delas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/140", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/140/", "verse_text": "mukhya-mukhya-līlāra artha kariluṅ kathana\n\n'anuvāda' haite smare grantha-vivaraṇa", "devanagari": "> মুখ্য-মুখ্য-লীলার অর্থ করিলুঁ কথন ।\n> ‘অনুবাদ’ হৈতে স্মরে গ্রন্থ-বিবরণ ॥১৪০॥", "synonyms": "*mukhya-mukhya-līlāra*—dos principais passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *artha*—o significado; *kariluṅ*—tenho feito; *kathana*—descrevendo; *anuvāda haite*—repetindo-os novamente; *smare*—a pessoa lembra; *grantha-vivaraṇa*—a descrição contida no livro.", "translation": "**Descrevi, assim, os principais passatempos e seu significado, pois, por tal repetição, a pessoa pode recordar as descrições contidas no livro.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/141", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/141/", "verse_text": "eka eka paricchedera kathā--aneka-prakāra\n\nmukhya-mukhya kahiluṅ, kathā nā yāya vistāra", "devanagari": "> এক এক পরিচ্ছেদের কথা — অনেক প্রকার ।\n> মুখ্য-মুখ্য কহিলুঁ, কথা না যায় বিস্তার ॥১৪১॥", "synonyms": "*eka eka paricchedera*—de cada capítulo; *kathā*—descrição; *aneka-prakāra*—diferentes variedades; *mukhya-mukhya kahiluṅ*—repeti apenas os principais; *kathā*—discussões; *nā yāya*—não é possível; *vistāra*—expansão.", "translation": "**Em cada capítulo há diversos tópicos, mas selecionei somente aqueles que são principais, pois não seria possível descrever todos eles novamente.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/142-143", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/142-143/", "verse_text": "śrī-rādhā-saha 'śrī-madana-mohana'\n\nśrī-rādhā-saha 'śrī-govinda'-caraṇa\n\nśrī-rādhā-saha śrīla 'śrī-gopīnātha'\n\nei tina ṭhākura haya 'gauḍiyāra nātha'", "devanagari": "> শ্রীরাধা-সহ ‘শ্রীমদনমোহন’ ।\n> শ্রীরাধা-সহ ‘শ্রীগোবিন্দ’-চরণ ॥১৪২॥\n> শ্রীরাধা-সহ শ্রীল ‘শ্রীগোপীনাথ’ ।\n> এই তিন ঠাকুর হয় ‘গৌড়িয়ার নাথ’ ॥১৪৩॥", "synonyms": "*śrī-rādhā-saha*—com Śrīmatī Rādhārāṇī; *śrī-madana-mohana*—a Deidade Madana-mohanajī; *śrī-rādhā-saha*—com Śrīmatī Rādhārāṇī; *śrī-govinda-caraṇa*—os pés de lótus de Śrī Govindajī; *śrī-rādhā-saha*—com Śrīmatī Rādhārāṇī; *śrīla śrī-gopīnātha*—o todo-belo e opulento Gopīnāthajī; *ei tina*—todas estas três; *ṭhākura*—Deidades; *haya*—são; *gauḍiyāra nātha*—adoráveis por todos os vaiṣṇavas Gauḍīyas.", "translation": "**As Deidades de Vṛndāvana de Madana-mohana com Śrīmatī Rādhārāṇī, Govinda com Śrīmatī Rādhārāṇī e Gopīnātha com Śrīmatī Rādhārāṇī são a vida e a alma dos vaiṣṇavas Gauḍīyas.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/144-146", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/144-146/", "verse_text": "śrī-kṛṣṇa-caitanya, śrī-yuta nityānanda\n\nśrī-advaita-ācārya, śrī-gaura-bhakta-vṛnda\n\nśrī-svarūpa, śrī-rūpa, śrī-sanātana\n\nśrī-guru śrī-raghunātha, śrī-jīva-caraṇa\n\nnija-śire dhari' ei sabāra caraṇa\n\nyāhā haite haya saba vāñchita-pūraṇa", "devanagari": "> শ্রীকৃষ্ণচৈতন্য, শ্রীযুত নিত্যানন্দ ।\n> শ্রীঅদ্বৈত-আচার্য, শ্রীগৌরভক্তবৃন্দ ॥১৪৪॥\n> শ্রীস্বরূপ, শ্রীরূপ, শ্রীসনাতন ।\n> শ্রীগুরু শ্রীরঘুনাথ, শ্রীজীবচরণ ॥১৪৫॥\n> নিজ-শিরে ধরি’ এই সবার চরণ ।\n> যাহা হৈতে হয় সব বাঞ্ছিত-পূরণ ॥১৪৬॥", "synonyms": "*śrī-kṛṣṇa-caitanya*—o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-yuta nityānanda*—o Senhor Nityānanda; *śrī-advaita-ācārya*—Śrī Advaita Prabhu; *śrī-gaura-bhakta-vṛnda*—os devotos de Śrī Caitanya Mahāprabhu; *śrī-svarūpa*—Svarūpa Dāmodara Gosvāmī; *śrī-rūpa*—Śrī Rūpa Gosvāmī; *śrī-sanātana*—Śrīla Sanātana Gosvāmī; *śrī-guru*—o mestre espiritual; *śrī-raghunātha*—Raghunātha dāsa Gosvāmī; *śrī-jīva-caraṇa*—os pés de lótus de Śrīla Jīva Gosvāmī; *nija-śire dhari'*—segurando sobre minha cabeça; *ei sabāra caraṇa*—os pés de lótus de todos eles; *yāhā haite*—por cuja ação; *haya*—há; *saba*—toda; *vāñchita-pūraṇa*—a realização dos desejos.", "translation": "**Para que meus desejos sejam realizados, coloco sobre minha cabeça os pés de lótus destas personalidades: o Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, com o Senhor Nityānanda, Advaita Ācārya e Seus devotos, bem como Śrī Svarūpa Dāmodara Gosvāmī, Śrī Rūpa Gosvāmī, Śrī Sanātana Gosvāmī, Śrī Raghunātha dāsa Gosvāmī, que é meu mestre espiritual, e Śrīla Jīva Gosvāmī.**", "purport": "Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī foi o mestre espiritual instrutor de Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī e, por isso, foi descrito como śrī-guru."}
{"ref": "cc/antya/20/147", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/147/", "verse_text": "sabāra caraṇa-kṛpā--'guru upādhyāyi'\n\nmora vāṇī--śiṣyā, tāre bahuta nācāi", "devanagari": "> সবার চরণ-কৃপা — ‘গুরু উপাধ্যায়ী’ ।\n> মোর বাণী — শিষ্যা, তারে বহুত নাচাই ॥১৪৭॥", "synonyms": "*sabāra*—de todos eles; *caraṇa-kṛpā*—a misericórdia dos pés de lótus; *guru upādhyāyī*—meu mestre de instrução Védica; *mora vāṇī*—minhas palavras; *śiṣyā*—os discípulos; *tāre*—a eles; *bahuta nācāi*—fiz dançar de várias maneiras.", "translation": "**A misericórdia de seus pés de lótus é meu mestre espiritual, e minhas palavras são meus discípulos, que fiz dançar de várias maneiras.**", "purport": "Upādhyāyī, ou upādhyāya, refere-se a alguém que ensina quando é procurado (upetya adhīyate asmāt). No Manu-saṁhitā, afirma-se:\n\neka-deśaṁ tu vedasya\n\nvedāṅgāny api vā punaḥ\n\nyo 'dhyāpayati vṛtty-artham\n\nupādhyāyaḥ sa ucyate\n\n\"Aquele que ensina a outros uma parte dos *Vedas* ou das literaturas suplementares aos *Vedas* pode ser chamado upādhyāya.\" Upādhyāya também se refere a alguém que ensina arte."}
{"ref": "cc/antya/20/148", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/148/", "verse_text": "śiṣyāra śrama dekhi' guru nācāna rākhilā\n\n'kṛpā' nā nācāya, 'vāṇī' vasiyā rahilā", "devanagari": "> শিষ্যার শ্রম দেখি’ গুরু নাচান রাখিলা ।\n> ‘কৃপা’ না নাচায়, ‘বাণী’ বসিয়া রহিলা ॥১৪৮॥", "synonyms": "*śiṣyāra*—dos discípulos; *śrama*—a fadiga; *dekhi'*—vendo; *guru*—o mestre espiritual; *nācāna rākhilā*—deteve a dança; *kṛpā*—misericórdia; *nā nācāya*—não faz dançar; *vāṇī*—as palavras; *vasiyā*—sentando-se; *rahilā*—permanecem em silêncio.", "translation": "**Vendo a fadiga dos discípulos, o mestre espiritual deteve a dança que os fazia executar e, como essa misericórdia já não os faz dançar, minhas palavras agora permanecem sentadas em silêncio.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/149", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/149/", "verse_text": "anipuṇā vāṇī āpane nācite nā jāne\n\nyata nācāilā, nāci' karilā viśrāme", "devanagari": "> অনিপুণা বাণী আপনে নাচিতে না জানে ।\n> যত নাচাইলা, নাচি’ করিলা বিশ্রামে ॥১৪৯॥", "synonyms": "*anipuṇā vāṇī*—palavras inexperientes; *āpane*—por si mesmas; *nācite*—dançar; *nā*—não; *jāne*—sabem como; *yata*—tudo o que; *nācāilā*—fez dançar; *nāci'*—após dançar; *karilā viśrāme*—descansaram.", "translation": "**Minhas palavras inexperientes não sabem dançar por si mesmas. A misericórdia do guru fê-las dançar o máximo possível e, agora, após dançar, elas descansaram.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/150", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/150/", "verse_text": "saba śrotā-gaṇera kari caraṇa vandana\n\nyāṅ-sabāra caraṇa-kṛpā--śubhera kāraṇa", "devanagari": "> সব শ্রোতাগণের করি চরণ বন্দন ।\n> যাঁ-সবার চরণ-কৃপা — শুভের কারণ ॥১৫০॥", "synonyms": "*saba*—todos; *śrotā-gaṇera*—dos leitores; *kari*—faço; *caraṇa vandana*—adoração aos pés de lótus; *yāṅ-sabāra*—de todos os quais; *caraṇa-kṛpā*—a misericórdia dos pés de lótus; *śubhera kāraṇa*—a causa de toda boa fortuna.", "translation": "**Agora adoro os pés de lótus de todos os meus leitores, pois, pela misericórdia de seus pés de lótus, há toda boa fortuna.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/151", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/151/", "verse_text": "caitanya-caritāmṛta yei jana śune\n\ntāṅra caraṇa dhuñā karoṅ muñi pāne", "devanagari": "> চৈতন্যচরিতামৃত যেই জন শুনে ।\n> তাঁর চরণ ধুঞা করোঁ মুঞি পানে ॥১৫১॥", "synonyms": "*caitanya-caritāmṛta*—a descrição dos passatempos do Senhor Śrī Caitanya; *yei jana śune*—qualquer pessoa que ouça; *tāṅra caraṇa*—seus pés de lótus; *dhuñā*—lavando; *karoṅ*—faço; *muñi*—eu; *pāne*—bebendo.", "translation": "**Se alguém ouvir os passatempos do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu, conforme descritos no Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, eu lhe lavo os pés de lótus e bebo a água.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/152", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/152/", "verse_text": "śrotāra pada-reṇu karoṅ mastaka-bhūṣaṇa\n\ntomarā e-amṛta pile saphala haila śrama", "devanagari": "> শ্রোতার পদরেণু করোঁ মস্তক-ভূষণ ।\n> তোমরা এ-অমৃত পিলে সফল হৈল শ্রম ॥১৫২॥", "synonyms": "*śrotāra*—do auditório; *pada-reṇu*—a poeira dos pés de lótus; *karoṅ*—faço; *mastaka-bhūṣaṇa*—um ornamento sobre minha cabeça; *tomarā*—todos vós; *e-amṛta*—este néctar; *pile*—bebestes; *sa-phala*—exitoso; *haila*—tornou-se; *śrama*—meu labor.", "translation": "**Adorno minha cabeça com a poeira dos pés de lótus do meu auditório. Agora, todos vós bebestes este néctar e, por isso, meu labor obteve êxito.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/153", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/153/", "verse_text": "śrī-rūpa-raghunātha-pade yāra āśa\n\ncaitanya-caritāmṛta kahe kṛṣṇadāsa", "devanagari": "> শ্রীরূপ-রঘুনাথ-পদে যার আশ ।\n> চৈতন্যচরিতামৃত কহে কৃষ্ণদাস ॥১৫৩॥", "synonyms": "*śrī-rūpa*—Śrīla Rūpa Gosvāmī; *raghunātha*—Śrīla Raghunātha dāsa Gosvāmī; *pade*—aos pés de lótus; *yāra*—cuja; *āśa*—expectativa; *caitanya-caritāmṛta*—o livro chamado Caitanya-caritāmṛta; *kahe*—descreve; *kṛṣṇadāsa*—Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī.", "translation": "**Orando aos pés de lótus de Śrī Rūpa e Śrī Raghunātha, desejando sempre a misericórdia deles, eu, Kṛṣṇadāsa, narro o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, seguindo seus passos.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/154", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/154/", "verse_text": "caritam amṛtam etac chrīla-caitanya-viṣṇoḥ\n\nśubhadam aśubhanāśi śraddhayāsvādayed yaḥ\n\ntad-amala-pada-padme bhṛṅgatām etya so 'yaṁ\n\nrasayati rasam uccaiḥ prema-mādhvīka-pūram", "devanagari": "> চরিতমমৃতমেতচ্ছ্রীলচৈতন্যবিষ্ণোঃ\n> শুভদমশুভনাশি শ্রদ্ধয়াস্বাদয়েদ্যঃ ।\n> তদমলপদপদ্মে ভৃঙ্গতামেত্য সোঽয়ং\n> রসয়তি রসমুচ্চৈঃ প্রেমমাধ্বীকপূরম্ ॥১৫৪॥", "synonyms": "*caritam*—o caráter; *amṛtam*—nectáreo; *etat*—este; *śrīla*—o mais opulento; *caitanya*—o Senhor Caitanya Mahāprabhu; *viṣṇoḥ*—dAquele que é o próprio Senhor Viṣṇu, a Suprema Personalidade de Deus; *śubhadam*—que concede auspiciosidade; *aśubha-nāśi*—destruindo toda inauspiciosidade; *śraddhayā*—com fé e amor; *āsvādayet*—deve saborear; *yaḥ*—todo aquele que; *tat-amala-pada-padme*—aos imaculados pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus; *bhṛṅgatām etya*—tornando-se como uma abelha; *saḥ*—essa pessoa; *ayam*—esta; *rasayati*—saboreia; *rasam*—o melado transcendental; *uccaiḥ*—em grande quantidade; *prema-mādhvīka*—do vinho do amor extático; *pūram*—pleno.", "translation": "**O *Caitanya-caritāmṛta* está repleto das atividades de Śrī Caitanya Mahāprabhu, que é a própria Suprema Personalidade de Deus. Ele invoca toda boa fortuna e destrói tudo o que é inauspicioso. Se alguém saborear o néctar do *Caitanya-caritāmṛta* com fé e amor, eu me torno como uma abelha que saboreia o mel do amor transcendental a partir de seus pés de lótus.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/155", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/155/", "verse_text": "śrīman-madana-gopāla-\n\ngovindadeva-tuṣṭaye\n\ncaitanyārpitam astv etac\n\ncaitanya-caritāmṛtam", "devanagari": "> শ্রীমন্মদনগোপাল-গোবিন্দদেব-তুষ্টয়ে ।\n> চৈতন্যার্পিতমস্ত্বেতচ্চৈতন্যচরিতামৃতম্ ॥১৫৫॥", "synonyms": "*śrīmat*—todo belo; *madana-gopāla*—da Deidade Madana-mohana; *govinda-deva*—da Deidade Śrī Govindadeva em Vṛndāvana; *tuṣṭaye*—para a satisfação; *caitanya-arpitam*—oferecido a Śrī Caitanya Mahāprabhu; *astu*—que ele seja; *etat*—este livro; *caitanya-caritāmṛtam*—contendo as nectáreas atividades do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu.", "translation": "**Visto que este livro, o *Caitanya-caritāmṛta*, está agora completo, tendo sido escrito para a satisfação das mais opulentas Deidades Madana-mohanajī e Govindajī, que ele seja oferecido aos pés de lótus de Śrī Kṛṣṇa Caitanyadeva.**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/156", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/156/", "verse_text": "parimala-vāsita-bhuvanaṁ\n\nsvarasonmādita-rasajña-rolambam\n\ngiridhara-caraṇāmbhojaṁ\n\nkaḥ khalu rasikaḥ samīhate hātum", "devanagari": "> পরিমলবাসিতভুবনং\n> স্বরসোন্মাদিত-রসজ্ঞ-রোলম্বম্ ।\n> গিরিধরচরণাম্ভোজং\n> কঃ খলু রসিকঃ সমীহতে হাতুম্ ॥১৫৬॥", "synonyms": "*parimala*—com o aroma; *vāsita*—perfumado; *bhuvanam*—o mundo inteiro; *sva-rasa-unmādita*—inspirados por seus próprios melados; *rasa-jña*—os devotos; *rolambam*—como abelhas; *giridhara-caraṇa-ambhojam*—os pés de lótus do Senhor Giridhari; *kaḥ*—quem; *khalu*—certamente; *rasikaḥ*—uma alma realizada; *samīhate hātum*—esforça-se por abandonar.", "translation": "**Os devotos realizados são como abelhas enlouquecidas por seus próprios melados aos pés de lótus de Kṛṣṇa. O aroma desses pés de lótus perfuma o mundo inteiro. Que alma realizada poderia abandoná-los?**", "purport": ""}
{"ref": "cc/antya/20/157", "book": "cc", "lang": "pt", "url": "/pt/library/cc/antya/20/157/", "verse_text": "śāke sindhv-agni-vāṇendau\n\njyaiṣṭhe vṛndāvanāntare\n\nsūryāhe 'sita-pañcamyāṁ\n\ngrantho 'yaṁ pūrṇatāṁ gataḥ", "devanagari": "> মত্প্রাণসর্বস্বপদাব্জরেণো-\n> র্মদীশ্বরী-শ্রীযুতরাধিকায়াঃ ।\n> প্রাণোরুসর্বস্বপদাব্জরেণুং\n> শ্রীশ্রীল-গোবিন্দমহং প্রপদ্যে ॥১৫৭॥", "synonyms": "*śāke*—na Era Śakābda; *sindhu-agni-vāṇendau*—em 1537; *jyaiṣṭhe*—no mês de Jyaiṣṭha (maio-junho); *vṛndāvana-antare*—na floresta de Vṛndāvana; *sūrya-ahe*—no dia do sol (domingo); *asita-pañcamyām*—no quinto dia da quinzena escura; *granthaḥ*—livro; *ayam*—este (Caitanya-caritāmṛta); *pūrṇatām*—conclusão; *gataḥ*—alcançou.", "translation": "**Em Vṛndāvana, no ano de 1537 da Era Śakābda, no mês de Jyaiṣṭha [maio-junho], num domingo, o quinto dia da lua minguante, este *Caitanya-caritāmṛta* foi concluído.**", "purport": "Assim terminam os significados Bhaktivedanta do Śrī *Caitanya-caritāmṛta*, *Antya-līlā*, Vigésimo Capítulo, que descreve o significado do Śikṣāṣṭaka e como o próprio Senhor o saboreou.\n\nFIM DA ANTYA-LĪLĀ\n\nPalavras Finais\n\nHoje, domingo, 10 de novembro de 1974 — correspondente ao décimo dia de Kārtikka, Era Caitanya 488, o décimo primeiro dia da quinzena escura, o Rāma-ekādaśī —, terminamos agora a tradução para o inglês do Śrī *Caitanya-caritāmṛta* de Śrī Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, em conformidade com a ordem autorizada de Sua Divina Graça Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākur Gosvāmī Mahārāja, meu amado mestre espiritual eterno, guia e amigo. Embora, segundo a visão material, Sua Divina Graça Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura Prabhupāda tenha partido deste mundo material no último dia de dezembro de 1936, ainda assim considero que Sua Divina Graça está sempre presente comigo por sua vāṇī, suas palavras. Há duas formas de associação — pela vāṇī e pelo vapu. Vāṇī significa palavras, e vapu significa presença física. A presença física às vezes pode ser apreciada e às vezes não, mas a vāṇī continua a existir eternamente. Portanto, devemos tirar proveito da vāṇī, e não da presença física. O *Bhagavad-gītā*, por exemplo, é a vāṇī do Senhor Kṛṣṇa. Embora Kṛṣṇa tenha estado pessoalmente presente há cinco mil anos e já não esteja fisicamente presente do ponto de vista materialista, o *Bhagavad-gītā* continua.\n\nA esse respeito, podemos trazer à memória a ocasião em que tive a fortuna de conhecer Sua Divina Graça Śrīla Prabhupāda, em algum momento do ano de 1922. Śrīla Prabhupāda havia vindo de Calcutá a Śrīdhāma Māyāpur para iniciar as atividades missionárias do Gauḍīya Maṭha. Ele estava sentado numa casa em Ulta Danga quando, por incentivo de um amigo íntimo, o falecido Śrīman Narendranātha Mallika, tive a oportunidade de conhecer Sua Divina Graça pela primeira vez. Não me recordo da data exata do encontro, mas naquela época eu era um dos gerentes do laboratório do Dr. Bose, em Calcutá. Eu era um jovem recém-casado, adepto do movimento de Gandhi e vestido de khadi. Felizmente, já em nosso primeiro encontro, Sua Divina Graça aconselhou-me a pregar o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu em inglês nos países ocidentais. Como naquela época eu era um completo nacionalista, seguidor de Mahātma Gandhi, expus a Sua Divina Graça que, a menos que nosso país fosse libertado da subjugação estrangeira, ninguém ouviria seriamente a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu. É claro que tivemos algum raciocínio sobre este assunto, mas, ao final, fui derrotado e convencido de que a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu é a única panaceia para a humanidade sofredora. Convenci-me também de que a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu estava então nas mãos de um devoto muito experiente e de que, com certeza, a mensagem de Śrī Caitanya Mahāprabhu se espalharia por todo o mundo. Não pude, contudo, dar início imediatamente às suas instruções de pregar, mas tomei suas palavras muito a sério e estava sempre pensando em como executar sua ordem, embora eu fosse bastante inapto para fazê-lo.\n\nDessa maneira, passei minha vida como chefe de família até 1950, quando me retirei da vida familiar como vānaprastha. Sem nenhum companheiro, vaguei de um lugar a outro até 1959, quando aceitei o sannyāsa. Então eu estava completamente pronto para cumprir a ordem de meu mestre espiritual. Anteriormente, em 1936, pouco antes de Sua Divina Graça partir em Jagannātha Purī, escrevi-lhe uma carta perguntando o que eu poderia fazer para servi-lo. Em resposta, ele me escreveu uma carta, datada de 13 de dezembro de 1936, ordenando-me, da mesma forma, que pregasse em inglês o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu tal como eu o ouvira dele.\n\nApós ele partir, comecei a revista quinzenal Back to Godhead em algum momento de 1944 e procurei difundir o culto de Śrī Caitanya Mahāprabhu por meio dessa revista. Depois que aceitei o sannyāsa, um amigo benquerente sugeriu que eu escrevesse livros em vez de revistas. As revistas, disse ele, poderiam ser jogadas fora, mas os livros permanecem perpetuamente. Então tentei escrever o *Śrīmad-Bhāgavatam*. Antes disso, quando eu era chefe de família, eu havia escrito sobre o Śrīmad *Bhagavad-gītā* e completara cerca de mil e cem páginas, mas, por uma razão ou outra, o manuscrito foi roubado. De todo modo, quando publiquei o *Śrīmad-Bhāgavatam*, Primeiro Canto, em três volumes na Índia, pensei em ir aos Estados Unidos. Pela misericórdia de Sua Divina Graça, pude chegar a Nova York em 17 de setembro de 1965. Desde então, traduzi muitos livros, incluindo o *Śrīmad-Bhāgavatam*, o *Bhakti-rasāmṛta-sindhu*, os *Ensinamentos do Senhor Caitanya* (um resumo) e muitos outros.\n\nNesse ínterim, fui induzido a traduzir o Śrī *Caitanya-caritāmṛta* e a publicá-lo numa versão elaborada. Em seus momentos de lazer, no final de sua vida, Sua Divina Graça Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura simplesmente lia o *Caitanya-caritāmṛta*. Era seu livro favorito. Costumava dizer que haveria um tempo em que os estrangeiros aprenderiam a língua bengali para ler o *Caitanya-caritāmṛta*. O trabalho desta tradução começou há cerca de dezoito meses. Agora, pela graça de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Sua Divina Graça Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura, ele está concluído. A esse respeito, tenho de agradecer a meus discípulos americanos, especialmente a Śrīman Pradyumna dāsa Adhikārī, Śrīman Nitāi dāsa Adhikārī, Śrīman Jayādvaita dāsa Brahmacārī e muitos outros rapazes e moças que me ajudam sinceramente a escrever, editar e publicar todas estas obras.\n\nPenso que Sua Divina Graça Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura está sempre vendo minhas atividades e guiando-me dentro do coração por suas palavras. Como se afirma no *Śrīmad Bhāgavatam*, tene brahma hṛdā ya ādi-kavaye. A inspiração espiritual vem de dentro do coração, onde a Suprema Personalidade de Deus, em Seu aspecto de Paramātmā, está sempre sentada com todos os Seus devotos e associados. É preciso admitir que todo o trabalho de tradução que realizei deve-se à inspiração de meu mestre espiritual, pois, pessoalmente, sou o mais insignificante e incompetente para realizar esta obra materialmente impossível. Não me considero um erudito muito instruído, mas tenho plena fé no serviço a meu mestre espiritual, Sua Divina Graça Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura. Se há algum crédito em minhas atividades de tradução, tudo se deve a Sua Divina Graça. Certamente, se Sua Divina Graça estivesse pessoalmente presente neste momento, seria uma grande ocasião de júbilo, mas, ainda que ele não esteja fisicamente presente, estou confiante de que ele está muito satisfeito com este trabalho de tradução. Ele apreciava muito ver muitos livros publicados para difundir o movimento da consciência de Kṛṣṇa. Por isso, nossa sociedade, a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, foi formada para executar a ordem de Śrī Caitanya Mahāprabhu e de Sua Divina Graça Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura.\n\nÉ meu desejo que os devotos do Senhor Caitanya em todo o mundo apreciem esta tradução, e tenho a alegria de expressar minha gratidão aos homens instruídos dos países ocidentais que estão tão satisfeitos com meu trabalho que encomendam antecipadamente todos os meus livros que serão publicados no futuro. Nesta ocasião, portanto, peço a meus discípulos que estão determinados a ajudar-me neste trabalho que continuem plenamente sua cooperação, de modo que filósofos, eruditos, religiosos e as pessoas em geral em todo o mundo se beneficiem da leitura de nossa literatura transcendental, tal como o *Śrīmad-Bhāgavatam* e o Śrī *Caitanya-caritāmṛta*."}
